Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09328


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Full Text
All IIXTII IDIE10 151
Por tresmezes adiantades 5$0OO
Por tres mezes vencidos 6J000
HMCARREGAD05DA SDBSCRIPCAO DO IfOHTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
y, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS GOKHElOS.
Olinda todos os das as 9 1/St horas do'dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas
sextas-eiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito Jimar, Altinho e
Garaohuns as tercas-feiras.*
Pao d'Alho, Nasarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (iras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintaseiras.
Todos os correios pariem as 10 horas da manha
9*
;ai*i
OIHTA FEIRA 4 PE JLBO DI ItCI
Per anno adiantado 19$000
Ptrte fraileo para o subscriptor.
EPHEMERIDES
7 La nova ss ti horas 56 minatos da tarde]
15 Quarto erescente sos 28 minutos da manbaa
21 La cheia as 9 horas e 46 minuto da tarde.
29 Quarto minguanta as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
PREAMAR DE HOJE.
*
IPrimeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora 18 minutos da tarda.
PARTE OFFICIftL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do dia 1 de julho.
Officio ao coronel commandante das armas.
Transmiti i V. S. os proceros de cooselho de
guerra das pravas em guaroicao nesta provincia
mencionadas na relago junta por copia, afim de
serem cumpridas as sentencas proferidas pelo con*
selho supremo militar de Justina nos mesmos pro-
cesos.
Dito so mesmo". Passo ii mos de V. S. o
processo de investigago feito ao capitao do 10
bitalhao de infaotaria Manoel Luciano da Cma-
ra Guaran, afim de que mande proceder a con-
selho de guerra contra esse official. como deter-
minou o Exm. Sr. ministro da guerra em aviso
de 14 de junbo ultimo constante da copia junta.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. S., para
ter execugb na parte qne lhe toca, o aviso de 11
de margo prximo lindo mandando averbar nos
assentamentos do capitao do 10 batalho de io-
fantaria Manosl Luciano
nacional do municipio do Recife, a quem nesta
data se expede a conveniente ordem.
Igoez Mara de Jess.Prove isengo legal.
Joaquim Theotonio Ferreira das Chagas.Sel-
lado volte.
Monica Mara de Jess.Nao tem lugar.
Haymundo Nonato da Silva Souto.Informe o
Sr. inspector da thesouraris de fazenda.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
GANAA DOS SRS. DEPIITADOS.
SESSAO EM 24 DE MA10.
Presidencia do Sr. vitconde de Camaragibt.
( Concluso. )
O Sr. Bezerra Cavslcanti ( pela ordem ):Sr.
presidente innegavel que o nobre deputado ex-
presidente da provincia de Pernambuco, nocom-
bateu o parecer da commissao as suas conclu-
ses, as suas rszes fundamenlaes. Assim nao
no da Cmara Guaran, o I "u"/' u" suas r"ue3 ""." ** .U0
elogio constante da certidio por copia inclusa, da j *t??L 2 .tf^!"r~ ---"*f"2 .C..
do dia da presidencia do Rio Grande do
ordem
Norte de 26 de Janeiro deste anno.
Dito ao mesmo.Fco sciente de haver V. S.,!
como me communicou em seu officio n*990de!
27 de junho ultimo, nomeado o tenente reforma- [
do Joaquim Jos de Souzi para commandar a
fortaleza de Tamaodar, em substiluigo ao ma- |
ohecimento da mesma commissao e que consta
de documentos obtidos posteriormente poca
em que deu elle o seu parecer.
Eoteodo com a Ilustre commissao que deve se
aonullar a segunda eleico, mas pens que a pri-
meara nao p le ser approvada sem alguna escla-
recimeotos que nos faltam.
O art. 2 do decreto n. 1,812 de 23 de agosto de
1856 diz o seguinte : a as parochias que ainda
nao liverem eleitores, ou em que estes se nao
acharem reconhecidos pelo poder competente por
haverem sido creadas depois da ultim eleigo,
e bem assim naquellas que, por haverem os an-
tigos eleitores terminado as suasfuncges em ra-
zo de ter comecado nova legislatura, esliverem
sem novos eleitores por motivo de nao terem si-
do eleitos ou de nao haver tido approvada a res-
pecliva ekio pe) poder competente, o prn-
dente da junta ou da mesa parochial convocar,
em lugar de eleitores e supplentes, o oilo cida-
daos que lhe ficaram immediatos em votos e re-
sidirem na parochia, sendo os quatro primeirost
para representar a turma dos eleitores, e os ou-
tros quatro a dos supplentes.
Ora. a freguezia de Papacara nao tem eleitore
DAS DA SEMANA.
Segunda. S. Theodorico ab.; S. branlo m.
Terca. Visitadlo de N. Senhora S. Isabel.
Quarta. S. Jacintho m. ; S. Heliodoro b.
Quinta. S. Isabel rainha de Portugal f.
Sexta. S. Philomena v. ; S. Tryfina m.
Sabbado. S. Domingas v. m.; S. Izaias ptof.
Domingo. Fesla do precioso aangue de J. C.
AUOltiWClAS UUS TRIBUNAKa UA CAP11 A. ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DOSUl.
Tribunal do commereio ; segundas quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados .,10 hortf \%?' V' Uwiia0 ,aUSo D1" *".
Fazenda : largas, quintase sabbados as 10horas I j i ?*' A '' R d* ,in'lr0' 8r
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia: I "r,i Martina.
Dito da orphaos: tercas e sextaa as 10 noraa. EM PERNAMBUCO.
Primeira vara do t1 : tercas sextas o meiol
dia. JO proprietario do diario Manoel Figaeiroa da
Segunda rara do eival: quartas sabbados a ll Faria.na ana livraria praga da Independantia na
hora da tarde: 16 a 8.
u nio provam cousa alguma, ou servem para
5r ainda mais patete que a eleico se fez.
Temos tros ropresentacoes dirigidas ao presi-
ente de Pernambuco e assignadas pela minora
( os intitulados eleitores e supplentes de Papaca-
ra. Na primeira dizem ellos que o juiz de paz,
penas acompsnhado de quatro eleitores e sup-
lentes, entrara para a matriz s 8 horas da ma-
iha, quando entreva tambem o vigario da fre-
knezis para dizer missa, e que instalara a mesa
parochial com esses quatro eleitores e supplen-
jtes, nao admittiodo as reclamages que logo de-
pois lhes foram feitas para qu* procedesse i or-
ganisaco da mesa regularmente e rao deter-
mina a lei; que emtim a mesa assim composta
retirou-se para urna cass particular sem ter co-
mecado a eleico, e puiera-se na sombra ( a ex-
presso de que usam os reclamantes ), e nunca
mais voltara matriz
O Sr. Correa de Oliveira : Gentileza que se
quz praticar om Goianna.
O Sr. Paes Barreto : Gentilezas iguaes ou
peiores fizeram-se infelizmente nao s em Per-
nambuco como em outras provincias ; e saiba o
i nobre deputado que se a nossa provincia nao es-
jor Antonio Jos de Oliveira Fragata, e at que
chegue do Rio Grande do Norte o tenente do es-
tado-maior de 2a classe, Luiz de Franca Carva-
Iho, nomeado pelo goveroo imperial para com-
mandar a mesma fortaleza.Fizeram-se as con-
venientes commusicacoes.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Iaja V. S. de designar um empregado dessa the-
souraria para passar revista de mostra hoje for-
Ca da guarda nacional que se acha em servico de
destacamento no quartel do corpo de polica.
Communicou-se ao coronel commandante supe-
rior interino do Recife.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que pede no in-
cluso requerimento o 1* lente da armada Jos
Avelino da Silva Jaeques; que tem de seguir para
a c6rte na forma das ordens imperiaes, recom-
mendo Vmc. que mande pagar o sold da pa-
tente que esse official pretendo consignar nesta
provincia, a contar deste mez em diante para ma-
nutenr.o de sua familia; devendo isso ter prin-
cipio depois que constar a essa thesouraria ter
cessado o abono de duas prestages de 259 men-
8ae9, que elle deixra na corte e na provincia da
Bahia.Officiou-se ao Exm. presidente daquella
provincia para a suspenso do abono feito all, e
ao Exm. Sr. ministro da marinha com referencia
aoque feito na corte.
Dito ao mesmo. Communico V. S. que o
Exm. Sr. ministro do imperio declarou-me em
aviso de 6 de junho ultimo ter sido approvada a
despeza de 8003, que esta presidencia mandn
fazer com a remessa de 150 pegas de algodozi-
nbo para o termo do Ex, atina de serem distri-
buidas por seus habitantes que, em consequencia
da secca, estavam em completa nudez.
Dito ao commandante superior interino do Re-
cife.Expeca V. S. as suas ordens para que seja
inspeccionado pelos cirurgies da guarda nacional
sob seu commando superior o taoente-coronel
Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Uchi, per-
tencente aodito municipio de Serinhem.
Dito ao com manante superior de Garanhuns.
Devolvo V. S. a folha em duplcala, que
acompanhou o seu officio de 6 de junho sob. n.
48, dos vencimentos relativos ao mez de maio
prximo finJo do destacamento da villa de Gara-
nhuns, sob o commando do tenente Jos Leonar-
do Francez, afim de que seja ella reformada de
conformidade com a ioformago da thesouraria de
fazenda, junta por copia.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o contrato que Vmc, segundo participou em seu
officio de 27 do correte fez com o engenheiro
John Fisk para, mediante a quantia de 180$, col-
locar o encanamento necessario, afim de abastecer
de agua o quartel da companhia flxa*de cavalla-
ria, obrigando-se o mesmo engenheiro a dar
prompta a obra no prazo de 12 dias contados da-
quella data. Deu-se sciencia thesouraria de
fazenda.
Dito so director das obras publicas. Respon-
diendo o officio que Vmc. me dirigi em 3 de maio
prximo, sob o. 113, t-nho a dizer que approvo
a gralicago de 50$ meusaes que propoz no ci-
tado officio para cada um dos conservadores l-
timamente nomeados para os 3 e 4o termos na
estrada de Nazarelh, 4o na da Victoria e Io na do
Iklonleiro. Communicou-se thesouraria pro-
vincial.
Portara.O presiieote da proviaci*, attendeu-
do ao que requereu o professor publico de ins-
trucgo elementar da freguezia de Panellas Joa-
quim Theotonio Ferreira das Chagas, resol ve
conceder-lhe 30 dias de |licenga com vencimentos
para tratar de sua sa Je, a contar do dia 26 de
junho Dado em diante.
Expediente do secretario.
Do dia V de julho dt 1861.
Officio.Ao Exm. director geral da secretaria
de estado dos negocios de agricultura, commer-
eio e obras publicas.S. Etc., o Sr. presidente
da provincia, manda aecusar recebido o officio
de V. Exc. datado de 2 de 'junho fio do, partici-
pando que foi nomeado por portara da mesma
data Antonio Domingues de Andrade para o lu-
gar de agente do correio da villa de Flores desta
provincia, com o vencimenlo de 50 por cenio do
rendimento da agencia, sendo-lhe ruada a gra-
tiicagao annml de 120$000 ris para lhe ser pre-
cnchida no caso, em que pela data porcontsgem
a nao prefazer.Communicou-se thesouraria
de fazenda e ao administrador do correio.
Dito ao coronel commandante das armas.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
muocar V. S. em resposta ao seu officio n.
910 que em 20 de junho ultimo foi pago, como
declarou o inspector da thesouraria de fazenda,
o pret dos sentenciados existentes na fortaleza
do Brum, a que se refere o incluso officio do
respectivo coramandaote.
Dito.A' thesouraria de fazenda S. Exc, o Sr.
presidente da provincia, manda transmiltir V.
S., para o Qm conveniente, as tres inclusas
ordens em duplcala da roparligo do ajudante
general, sob ns. 263 a 265.
Enviaram-se tambem tres ordens do thesouro
ns. 92, 94 e 95.
Dito ao juiz de direito de Goianna.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, manda remeller
Y. S., em resposta ao seu officio de 22 de maio
ultimo. 5 exemplares impressos do Doletim do
expediente do governo imperial de os. 9, 13,14,
15 e 16, que ha disponiveis nesta secretaria.
Despachos do dia 1 de julho.
Requerimentos.
Alexandre Americo de Caldas Brando.In-
forme o Sr inspector da thesouraria provincial.
Antonio Francisco da Costa.Nao tem lugar
em vista da ioformaco.
Francisco Alfonso do Reg Mello.Informe o
Sr. commandante do presidio de Fernando.
Tenente coronel.Gaspar Cavalcanti de Albu-
pugnagao. Por tauto, parece-me que agora deve
ser dada a palavra a algum daquelles honrados
membros que queiram combaler o parecer, afim
de ser defendido depois pelos que o sustentan).
O Sr- presidente :O Sr. deputado pelo Para
pedio a palavra contra o parecer," pronunciou-
se contra a eleigo do districto dizendo que nen-
hum dos collegios do Bonito devia ser approra-
do, o que contrario ao parecer.
0 Sr. Bezerra Cavalcanti :O nobre deputado
deu o motivo porque entendeu que na occasiao
devia demittir o delegado do Bonito ; no entre-
tanto a sua mesma oplnio foi modificada pelos
factos que se deram, e a concluso do seu dis-
curso nao foi contraria ao parecer. A' vista disto
julgo que nao se deve dar a palavra a quem te-
oha de fallar a favor do mesmo parecer, por
quaolo nao houve ainda discurso contra.
O Sr' presidente :Se o nobre deputado quizer
pode ceder da palavra;
O Sr. Bezerra Cavalcanti :Pois bem : nao me
prevalecerei da precedencia que me compete como
relator da commissao ; desejo responder a quem
impugnar o parecer, e por isso cedo por ora da
palavra.
O Sr. PaesJBarreto :Sr. presidente, tomo a pa-
lavra nesta occasiao para evitar que o honrado
deputado relator da commissao de poderes seja
obrigado a iotervir no debate quando ainda nen-
hum dos adversarios do parecer que se discute
se levaolou para combat-lo. Fallo em occasiao
m porque,
tarta e a camas* nao est cheia. Mas nesta dis-
cusso nao a circumstaocia mais ootavel essa
de nao quererem os adversarios do parecer ence-
lar o debate ; outras ter V. Exc. observado
menos curiosas.
nem supplentes pela razo de que, tendo side I t muito adiaotada em civilisago e moralidade.
annulladas as eleicoes primarias qua all se Qze
ram em 1856, nao consta que outras se fizessem
ese acaso procedeu-se a nova eleigo nao foi el
la approvada por esta cmara, qua o pode
| competente.
Que os eleitores feitos em 1856 foram annulla
dos-pela cmara consta dos Annaes do Parlamen
to relativos ao anno de 1857. Quando se trato i
da eleigo do 11 districto de Pernambuco, a >
qual perteocia a freguezia de Papacaga, a com
misso propoz em urna das conclusdes do se i
parecer que fossem annulladas as duas elelc.de i
que all haviam sido feitas. O parecer est noi
Annaes e delles consta igualmente que foi appro
vado sem discrepancia.
Em virtude desta deciso da cmara o miois -
tro do imperio, por aviso de 23 de maio de 185^,
communcando ao presidente da provincia (lert i
o aviso se houver quem reclame] que a eleic >
de Papacaga tinha sido annullada, ordenou-lh >
que mandasse proceder a outra. Nem da secre
taria do ministerio do imperio nem da secretad i
desta augusta cmara consta cousa alguma acei
ca desta nova eleigo ; aqui esto as certidot s
passadas pelos chefes dessas reparticoes deca -
raudo o que acabo de expdr; se procadeu-se i
nova eleigo, nao vieram as actas respectiva],
nem o goveroo tere communcago alguma a se-
melhante respeito, e em todo o caso ella nao f i
approvada.
nao ceda oeste ponto a nenhuma outra do im-
perio.
Na segunda reprasontagio os mesmos eleitores
e supplentes dizem que o juiz de paz proceder
eleigo na casa para onde se havia retirado com
si parochial sem que houvesse a respectivo elei-
co, declarando que estava a mesa constituida.
Emquanto ao final do seu requerimento, nada
consta do referido officio.
O que se pediu no nal do requerimento ?___
O Sr. Correa de Oliveira :Este juiz de direite
um magistrado muito digno.
O Sr. Paea Barreto :Nio o contesto, e mes-
mo com o seu officio que vou. provar cmara
que houve eleigo..
Vejamos o que diz o final do requerimento a
que se refere a certido passada pela secretaria
do goveroo : c Que certifique se o juiz de paz
por effeito de reelamaedes dos eleitores e sup-
plentes abandonou a igreja, onde nao voltou at
a dala do precitado officio. O que responde a
secretaria ? Que no officio nada se diz) a este
respeito.
Ora, o juiz de direito que tinha ido a Papacara
a pedido de diversas pessoas do lugar, porque a
tranquillidade pubiiea se achava ameaejada, o
juiz de direito que dava conta ao presidente da
provincia do resultado dessa sua viagelra, dos
exames a que proceder, nao diz que nao houve
eleigo, e sim que o juiz de paz e msanos or-
ganiaaram a mesa irregularmente.
Este officio prova que nao houve eleigo? Delle
nao se conclue, pelo contrario, que a eleigo
se fez, bem que com urna mesa qure o juiz de
direito suppde irregular sem duvida por infor-
maces, visto como elle nao se achou presente
a mesa, fazendo a chamada dos votantes das ja- sua organisaco? Podia o juiz de paz do actual
oellas, e que por isso o povo do lado contrario se : ~
retirara nao querendo tomar parte em um acto
to irregular. Urna destas represenlages de 30
de dezembro, a outra do 1* de Janeiro. No dia 4
estes mesmos eleitores ainda representaram ao
presidente da proviocia, dizendo que, melhor in-
formados, sabem que nao se tinha feito eleigo, e
que portanto iam proceder a ella.
Eis, seonores, os mesmos individuos dizendo
quatrieoio, arrogaodo-se o direito que a esta
cmara compele, declarar nulla a primeira elei-
go e proceder a urna segunda ? Duvido que haja
quem responda de boa f affirmativamenle.
Vamos a outro documento.
E' elle um atistalo do promotor publico da
comarca de Garanhus. O que diz este promotor
publico ? Declara que verdade lulo quinto
dizem os representantes na parle relativa trans-
sn e dizendo nao, que houve e nao houve elei- gresso da lei quando se organisou a mesa ; e
gao I &' preciso que a cmara teoha em vista que na represeutago a que elle se refere se diz :
o facto de se ter procedido primeira eleigo Io, qua a mesa foi irregularmenle organisada ;
com mesa irregular nao prova que a eleigo nao 2, que o juiz de paz e msanos lioham-se re-
existi; provaria, quaods o facto estivesse de- colindo a urna casa particular e nunca mais ap-
monstrado, que a eleigo devia ser annullada, parecerarn na matriz ; mas o promotor apenas
mas annullada pelo poder competente, que a trata do primeiro facto, nao atiesta o segundo :
No entanlo, pelas actas da segunda eleigo da
como V. Exc.f v, a hora ja vai adan-1 papacaca consta que na dia 20 de Janeiro o ju
de paz do actual quatrieonio, de autoridade pro
pria, declarou nnlta a eleico que se fizera o >
dia 30 de dezembro, convocou eleitores e sup
nao | penles que ou haviam sido annullados ou n
tinho sido approvados, e com viles orgaoiso
V. Exc. tena sem duvida notado hontem que o
honrado membro da commissao que assignou-se
vencido declarou que assim proceder sem ter
lido os papis e documentos relativos eleigo do
4o districto de Pernambuco ; V. Exc. teria de cer-
to observado que o nobre deputado pelo Rio de
Janeiro, ao passo que declarava na sesso de
hontem que nao tinha ainda lido os pipis rela-
tivos a esta eleigo, e os pedia para estudar ins-
crevia-se contra um parecer que se referia a do-
cumentos ainda por elle nao examinados 1
O Sr. Pereira da Silva .Nao me tinha ins-
cripto.
O Sr. Bezerra Cavleinti: Tanto se havia ins-
cripto que o est em primeiro lugar-
O Sr. Paes Brrelo : Eu fae_o meogo destas
circunstancias sem commentos; a cmara tire.as
consequeocias.
Sr. presidente, nao se trata nesta occasiao de
urna questo poltica, de urna questo de parti-
dos. ( Apoiados. )
O illustre candidato que se acha entre nos por
que conseguio que lhe fosse expedido o diploma,
em urna das publicagdes qae fez pelos joroaes em
defeza da sua eleigo, apresentnu o seu conten-
dor como homem exaltado, de ideas subversivas, nao pode prevalecer contra a disposigo term
ligado a individuos que procuram destruir as ins-
tiluigoesdo paiz.
O Sr. Mello Reg :Nao exacto.
O Sr. Paes Brrelo :Appello para os que le-
ram a primeira publicago feila pelo nobre can-
didato.
Sr. presidente, essa arguigo nao s improce-
dente, iujustiga. { Apoiados. ] E' improcedente
porque, quando muito, ella poderia servir contra
a candidatura do Sr. Godoy, mas nao coutra a
sua eleigo. [Apoiados.] Nao temos de exami-
nar aqui se o eleito 0 de opioio moderada ou ar>
denle, se conservador ou liberal, se absolu-
tista ou republicano. Nada lemos com isto.
( Apoiados.) Qualquer que seja a opinio do elei-
to, elle tem iocontestavel direito de sentar-se
neste recinto urna vez que teoha sido escolhido
pelos collegios eleitoraes. ( Apoiados. )
E' iojusta a arguico porque se refere a um ca-
valheiro distincto pelo talento e pela sua illuslra-
go, a um joven que agora comega a sua vida
poltica, que nao est ligado aos partidos ( apoia-
dos, ) que nuuca tomou parte as lutas ardentes
que se tem dado em Pernambuco.
E' certo que esse cidado .costuma trazer a
fronte erguida, e possue um carcter indepen-
dente ; mas isto, que ao illustre preopinante tai-
vez pareca um crime, para mim um mrito, e
creio que tambem o ser para a cmara: ( Muitos
apoiados. )
( Ha alguos apartes.)
Nao procuraremos a zedaresla dscusso ; te-
nho todo o ioteresse em que ella corra calma e
refleclida porque s peco que se faga jusliga, e a
justiga logo quando as paixdes apparecem.
Seonores, fagamos justiga porque fazeodo-a
cumprimos o nosso dever, e ainda mais, contri-
buimos para consolidar as instituigoes do paiz que
todos nos juramos sustentar e defender. Imagine
a cmara o quesera ella se aqui estivessem, nao
os eleitos da nago, mas os eleitos por nos mes-
mos. O qu6 representaramos nos? o que seria
neste paiz o systema representativo ? Seria, per-
mitta-se-me a expresso, urna representago
desse systema. ( Apoiados. )
Sr. preaMente, o 4o districto eleiteral de Per-
nambuco compe-se de seis collegios; tres ja
foram approvados pela cmara, acham-se fora da
questo. Reslam pois tres, o de Papacaga o do
Bonito, e o de Buique. Sobre estes que tem de
versar o debate.
Mas antes de entrar no exame das eleicoes re-
lativas a esses collegios, notare^ a seguinte cir-
cumstaocia ; para que o illustre pretndanle que
se acha entre nos possa ter urna cadeira nesta
cmara preciso anoullar todas as eleicoes favo-
raveis ao Sr. Godoy, e approvar pelo menos tres
das que sao favoraveis ao seu contendor.
O Sr. Mello Rago d um aparte, ao qual res-
ponde o Sr. Bezerra Cavalcanti.
O Sr. raes Barieto:Sr. presidente, o colle-
gio de Papacaga compe-se smeote dos eleitores
da freguezia deste nome, onde se fizeram duas
eleicoes. A illustre commissao de poderes pro-
pe que se approve a primeira eleigo, isto a
que foi teita no dia 30 de dezembro sob a presi-
dencia do juiz de paz mais votado, e se annulle a
que foi feita no dia 22 de Janeiro.
Discord em parte da illustre commissao, mas
urna mesa parochial e proceden eleigo
Porgunto, esta eleigo legitima? pode ser1
approvada pela cmara dos Srs. deputados
Nioguem o dir em boa f vista da disposigb
clara e terminante do decreto qae citei ha pouco ,
Esse decreto, bem como a lei de 16 de agosto d >
1846 (art. 6o), determinan) que na falta de elei
lores e supplentes sejam convocados para a or
ganisago da mesa os oito cidados immediatok
em votos ao Ia juiz de paz. A cmara tem aem
pre procedido de accordo com estas disposigesL
i e mesmo nesta sesso j annulloa as eleicoes d i
trez freguezias da provincia de Santa Catnarina,
smente pelo fundamento de terem iotervind
na organisaco das mesas eleitores e supplenle >
que nao estavam approvados.
O Sr. Taques:Ha um aviso em contrario.
O Sr. Paes Barreto ;O nobre deputado pelb
Bahia, meu digno amigo, em cuja illustrago e
espirito de jusliga muilo confio, me diz que ha
um aviso em contrario doutriaa que acabo c e
expender, mas estou certo de que o nobre depi
tado, por isso mesmo que muito illustrado e
recto, ha de convir que, se existe tal aviso, el e
querque Uehoa.Entenda-se o supphcante com 1 apresso-me em declarar que a minha divergen-
o Sr. commandante superior ijiteriuo da guarda 1 cia provm de um facto que nao foi levado ao co-
nanle da lei, e contra o que tem decidido a cam
ra dos deputados.
O Sr. Coria de Oliveira d um aparte.
0>Sr. Paes Barreto :Senhores, nao se p
estabelecer questo neste ponto. V. Exc. co n
todo o seu talento e illustrago, com toda a s a
experiencia doa negocios, nao poder susteot ir
na cmara dos deputados, que quando a lei d -
termina que na falla de eleitores e seus supple -
tes se chamem os supplentes dos juizes de pa ;
quando o decreto expedido por execugo des a
lei determina a mesma cousa ; quando emfi n
ainda ha poucos dias a cmara dos deputado s,
na eleico de Santa Catnarina, aonullou as ele -
ges de trez freguezias, por este fundamenta,
nao pode sustentar, digo, a doutrina contraria ..
Um Sr. Deputado.:Nao da lei, do reg i-
lameuto.
Outro Sr. Deputado: O regnlamento frc a
autoridade neste caso.
O Sr. Paes Brrelo :l'erde-me, o art. 6 la
lei de 16 de agosto de 1846 determina que n is
parochias em que nao houverem eleitores e su i-
plentes sejam chamados para a orgaaisago d is
mesas os oilo cidados immediatos em votos o
Io juiz de paz.
Divirjo, Sr. presidente, do parecer da commii-
so quanlo primeira eleigo da Papacaga, p >r
que das actas que nos foram presentes nao con i-
ta se foram os supplentes do juiz de paz ou >s
eleitores e supplentes de eleitores que iotarvi i
ram na orgaoisago da mesa.
Falla-nos a acia em que essa circumstanc ia
devia ser mencionada ; e aem ella nao possivel
a cmara resolvor sobre a validado ou nullH o
da eleigo. E' pois minha opini" qut'I rejeitat a
a segunda eleigo de Papacaga, se adi ojulg -
ment da primeira, at que nos seja presente a
acta da organisaco da mesa.
A segunda eleigo de Papacaga nao deve afcr
annullada smente pelo fundamento que acabo de
apresentar, e que alias decisivo; deve ainqa
ser annullada, porque foi presidida por um ju z
incompetente. O srl. 60 da lei das eleicoes, di -
termina que smente nao haveodo eleigo p r
motivo legitimo no dia designado por lei, pode
ter lugar em outro, e ainda assim ordena que e
desigoe logo novo da, e que se annuncie p r
editaos ; ora, o juiz de paz do quatrieonio pass
do diz, e consta das actas que nos foram reme -
tidas, que a eleico comecada no dia 30 de dt -
zembro concluio-se no dia 7 de Janeiro.
Consta igualmente de urna certido passada p
la cmara do termo de Garanhuns, a que pertec -
cia ento a freguezia de Papacaga, que a ella fe -
ram recolbidos no dia7 de Janeiro os litros tor-
neados ao juiz de paz mais votado para se pro-
ceder i eleigo; aqui temos pois documentos au
thenticosque demoostram a existencia da pri-
meira eleico, e de certo emquanto nao forem
elles destruidos com provas irrefragaveis, nio se
pode por em duvida oque affirmam, isto qu >
houve a primeira eleigo na poca designada po
lei, e presidida pelo juiz de paz mais rotado d
freguezia.
Quaes sao, porm, ai provas em que se fundara
os adversarios do parecer para sustentar que nio
houve essa primeira eleigo ? Ellas constam da
diversos documentos offerecidoa i casa pelo il-
lustre preopinante; eu vou examinar rapidamen
te esses documentos, e a cmara vera qae elles
cmara dos Srs. deputados.
O outro documento apresenlado pelo illustre
preopioaute um atteslado do subdelegado da
freguezia, ao qual se referem o delegado e diver-
sas ostras pessoas do lugar....
O Sr. Mello Reg d um aparte. I
O Sr. Paes Barreto : Nao onhego o cidado
que patsou o atteslado, e nao sei se subdelega-
do, mas elle assignou-se como tal. I
o illustre preopinante deve saber se elle ou
nao subdelegado, pois que o documento, como j
declarei, acha-se ntreos papis que foram por
S. Exc. a presentados.
O atteslado diz que o juiz de paz na madruga-
da do dia 30 entrara para s igreja acompanhado
de um giupo de homens armados, que s 7 par
is 8 horas da manbaa mandara abrir as portas da
igreja, e declarara a mesa installada, retirndo-
se logo depois para urna casa particular, aonde
nao proceder a nenhnm acto eleitoral, visto ter-
se retirado todo o povo que concorrra eleigo.
Pego aos nobres adversarios do parecer que me
cootestera aempre que eu commelter alguma
ioexactido. ;
Este atteslado assignado por um individuo que
se intitula subdelegado, bem que agora se lhe ne-
gu essa qualidade, confirmado pelo delegado
do termo e por diversas pessoas, entre as quaes
figuram os proprios eleitores e supplentes auto-
res das represenlages dirigidas ao presidente, de
que j dei noticia cmara, e as quaes haviam
dito que o juiz de paz entrara com quatro indivi-
duos para a igreja is 8 horas do dia, e na compa-
nhia de vigario, que tendo orgaoisado regular-
mente a mesa, se retirara para urna casa particu-
lar aonde proceder a urna eleigo tambem irre-
gular, e smente com os votantes do seu lado,
porque os do lado contrario se haviam retirado.
- Pergunto: a qual desles documentos devemos
dar f ? Quem mente, quem falla a verdade ? Os
signatarios das represenlages ou os dos attesta-
dos ? E se elles sao os mesmos, quando deve-
mos acredita-los ; quando fazem o papel de re-
presentantes, ou quando figuram como atisten-
les?....
Eu tiro a cmara do embarago de responder a
esta pergunta, dizendo que estes individuos foram
illudidos, e que sem duvida assignaram-se nes-
ses papis sem os terem, sem saberem o que elles
continham.
Ha ainda um outro documento forneciam pelo
Ilustro preopinante. E' urna justiQcaco : mas
logo, a eleigo fez-se.
O illustre preopinante apresentou anda um
attestado do vigario da freguezia.
O Sr. Mello Reg : Nao fago questo deste
documento.
O Sr. Paes Barreto : Eato para que o apre-
tentou ?
O Sr. Pereira da Silva d um aparte.
O Sr. Paes Barreto : Eu nao impugno a pri-
meira eleigo de Papacaga pelos fundamentos
com que V. Exc. a quer invalidar, maspoi ou-
tras ; e se V. Exc. me mostrar que a mesa da
primeira eleigo foi organisada pelos immedia-
Ios em votos ao juiz de paz, eu provarei a toda
a luz que essa eleigo valida e nao pode dei-
zar de ser approvada, salvo se a cmara dos Srs.
deputados, adoptando a Iheoria que tenho visto
apregoada pelos joroaes, se constituir em grande
jury nacional para se decidir nao pelos princi-
pios de justiga, mas pelas conveniencias do mo-
mento.
O Sr. Correia de Oliveira : Hei de fallar
nesta questo.
O Sr. Paes Barreto : Portanto, v a cmara
que a segunda eleigo nao pode ser approvada :
1, porque a mesa foi feita com eleitores e sup-
plentes que nao existiam, ou que nao tinham
sido approvados ; 2a, porque foi feita por um
juiz de paz que nao a poda fazer, visto ter-se j
procedido a outra boa ou m (oo entro agora
nesta questo) no dia designado pela lei, e pre-
sidida pelo juiz de paz mais votado.
Ha aiuda um lerceiro motivo para a nullidade
desta eleico, e ter sido feita sem o livro da
qualificago ou sem urna copia authenlici do a-
listameoto.
O Sr. Millo Reg : Isto nao se prova.
OSr. Sr. Paes Barreto : Pergunto ; pdo-se
approvar urna eleigo em que nao houve para as
chamadas o livro da qualificago dos rotantes ou
urna copia authenlica ?
' As actas da segunda eleigo nao dizem porque
lista se fez a chamada dos votantes, nao toca
1 nem deve nessa circumstaocia, alias substancial,
| pois que sabido que sem o alistameoR) dos ci-
dados qualificados nio poda haver seno um
simulacro de eleigo.
No eotanto, o que consta dos documentos que
existem sobre esta eleigo ?
Consta que o juiz do paz mais votado da fre-
guezia, tendo coocluido a eleigo no dia 7 de
Janeiro, nesse mesmo dia recolheu o livro das
que tem este nome e a freguezia de Aguas-Bel-
las. A cmara sabo como todo o paiz, dos fac-
tos horrorosos que se deram na freguezia de
Aguas-Bellas. No segundo dia da eleigo, quan-
do se proceda a chamada, um grupo de sicarios
invadi a igreja e commetleu diversos assassioa-
los ; depois travou-se grande luta da qual resul-
tara m dez mortes e vinte um ferimentos 1 Podia
fazer-se. senhores, urna eleigo nessa mesma oc-
casiao sobre os cadveres ainda quentes, quando
osangue corra a jorros ?.. Pois saiba a cmara
que simulou-se urna eleigo feita na matriz, na
occasiao da carnificina I Vio-se porm que as
actas dessa eleigo assim tintas de singue nao
podiam apparecer sem grande escndalo no re-
ciuto desta cmara. Fez-se outra ; mas os in-
dividuos encarregados dessa outra eleigo, talvez
por nao eatarem bastantemente instruidos, fize-
ram cousa igual ; orgaoisaram actas evidente-
mente falsas cootendo factos impossiveis de se
terem dado.
UmSr. deputado : Essa insinuaco nao tem
fundamento algum.
O Sr. Paes Barreto :Se ha insinuago con-
tra aquellos que escreveram essas actas, em que
se diz que no mesmo dia em que se dava urna
juta terrivel na pequea povoaco do Buique,
luta de quo resulta rara dez mortes e muitos fe-
rimentos, o povo corra enthusiasmado para urna
casa particular afim de eleger os eleitores, com
cujos votos tave o illustre preopinante o diploma
de deputado.
E por esta occasiao, senhores, eu nao posso
deixar da fazer urna censura nobre commissao
de poderes. Depois de ter exposto factos desta
natureza, acommisto nao podia dispeosar-se de
propdr cmara que mandasse punir os autores
de taes escndalos.
O Sr. Paranagu: E' dever do governo:
O Sr. Bezerra Cavalcanti : Sem duvida ;
mas a commissao profligou como devia procedi-
miento to selvtico como esse.
O Sr. Paos Barreto : Eu disse que se tinha
feito urna primeira eleigo, mas as actas nao ap-
pareceram, nao vieram a cmara : os eleitores
dessa eleigo que se figura feita na matriz, na oc-
casiao mesmo em que a igreja estava junoda de
cadveres, nao compareceram ao collegio. Ha
porm um officio do juiz de paz que assiguou as
actas, dirigido ao presidente da provincia, di-
zendo que elle fdra constrangido a prestar a sua
assignalura, e que a eleico verdadeira a outra
juslificago dada semcitagi da parte inleressada actas e o da qualificago ao archivo da cmara
e a cmara tem decidido, e decidido com toda >a municipal respectiva, donde nao sahiram mais.
justiga, que t taes juslicages nao se deve pres- E' pois evidente que a chamada dos votantes na
tar a menor importancia, porque ellas nao pro-
vam nada. Mas eu quero qne ellas provem algu-
ma cousa, porque provam contra seus autores.
O Sr. Bezerra Cavalcanti:Apoiado.
O Sr. Paea Barreto :O que diz a primeira fes-
temunha nesta justiQcaco ? Diz qne nao houve
eleigo, nem na matriz, nem em alguma casa par-
ticular; que o juiz de paz entrou para a igreja
acompanhado de um grupo armado, das 7 para
as 8 horas da manha do da 30 da dezembro ; e
entretanto este individuo, que tambem foi um dos
atiestan les, havia dito antes que o juiz de paz en-
trara para a igreja de madrugada 1 Quando fal-
la elle a verdade ? No momento em que atiesta,
ou no momento em que jura? O bom seoso nos
diz que nem n'um nem n outro caso. (Apoiados.)
Vejamos o que diz outra testemunha est as
mesmas circunstancias da primeira, desmente-
se tambe <~1Z nova figura em cada um dos pa-
pp. que representa. Como eleitor, diz que a
eleigo havia sido feita em urna casa particular,
procedendo-se i chamada dea rotantes dasjanel-
las dessa casa, e que o juiz de paz entrou para
a igreja com o vigario s 8 horas da manha; co-
mo attestante, affirma que nao se fez eleigo em
parte alguma, e que a entrada do juiz de paz na
igreja teve lugar de madrugada ; e como teste-
munha, jura que o juiz de paz, tendo-se recolhi-
do com os membros da mesa para urna casa par-
ticular, ah, em vez de fazer a chamada dos vo-
tantes das janellas, como asseverou antes, collo-
cira nellas muitos bacamartes, fazendo pontana
para os cidados quepassavam pela ra II
Taes sio, senhores, os documentos que eu cha -
marei extra-officiaes, qua o illustre candidato
aprsenla para provar que uo houve eleigo no
dia 30 de dezembro. A cmara dir se esses pa-
pis sujos podem autorisar a crenga de que essa
eleigo nao se fez.
Ha porm alero destes documentos alguna ou-
tros que eu chamarei officiaes, apresentados tam-
bem pelo illustre preopinante.
O primeiro e o mais importante um officio do
juiz de direito dirigido ao presidente da provio-
cia. Note a cmara que nao se trata de saber por
ora se a eleico foi feita regular ou irregularmen-
te, e slm se houve eleigo. Vejamos o que diz
o juiz de direito :
Em cumprimeoto do despacho retro certifico
que do officio do juiz de direito da comarca de
Garanhuns, datado dol* de Janeiro ultimo, cons-
ta que foi elle i villa de Papacaga no dia 31 de
dezembro do anno prximo passado, por julgar
ameacada a tranquilldade publica naquella villa,
e que o juiz de paz Joaquim Pinto Teixeira, com
quatro individuos a quem designara mesarios,
entrara de sorpreza na igreja, e organizara a ma-
segunda eleigo nao foi feita pelo livro da quali-
ficago.
Agora vejamos o que diz um outro documento
nao menos importante : e urna certido da se-
cretaria do governo, em que se assevera que pela
referida secretaria nao se remetteu para Papa-
caca copia algum i do alistameoto dos votantes.
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Paes Barreto ;Perde-me, sao so-
physmas
O Sr. Mello Reg : E' bom demonstrar.
O Sr. Paes Barreto : Estou demonstrando
com documentos irrefragaveis que a cmara mu-
nicipal nao remetteu a lista, que a secretaria
tambem nao a remetteu ; com qne lista pois se
fez a eleico ?....
Um Sr. depntado : Presume-se que hou-
vesse.
O Sr. Paes Barreto : Se se tratasse da urna
eleigo liquida, e a respeito da qual nao hou-
vesse a mooor reclamago, poderia o nobre de-
putado dizerpresume-se; mas esta eleico
foi e contestada, tudo indica a sua falsidade :
comoadmiitir por presurapgo a existencia de
um facto que alias serve para demonstrar que a
eleico ou nao se fez ou nulla.
Senhores, o que se praticouem Papacaca, pra-
tio.ou-se em quasi todas as freguezias. Onde a
.eleico estava perdida ou innulilisada fazia-se
outra, muito erobora tivesse ella lugar 18 e 20
dias depois daquelle que a lei havia desigaado.
Era o plano: dizU-se taga-se a duplcala, por-
que, sa nao fr approvada, ao menos servir de
argumento contra a eleigo verdadeira.
Creio ter demonstrado qae nao possivel ap-
provar a segunda eleigo de Papacaga : a respei-
to da primeira, nao se pode emittir juizo seguro
por agora, convm esperar que nos seja remani-
da a acta da formago da mesa.
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Paes Barreto : Peosa o illustre candi-
dato que o jui* de direito assislio a eleigo ? Se-
gundo estou informado, elle nem foi a villa, es-
leve no Bom Cooselho, que Oca prximo.
Um Sr. Deputado : E' carcter muito puro,
incapaz de dizer aquillo que nao vio, de que nao
est certo.
O Sr. Paes Barreto : O nobre deputado nao
fez servico ao juiz direito de Garanhuns, de quem
son amigo, a quem oo aecuso....
O mesmo Sr. deputado :Mas elle declara que
fra a villa, que ati eateve.
O Sr. Paes Barreto : Senhores, o meu m
isto a que s fez sob a presidencia do 4a juiz
de paz no dia 31.
Entretanto, basta lancar a vistas para as actas
dessa segunda eleigo para se conhecer que ellas
sao evidentemente falaas. Dellas se v que nao
foram escripias regularmente ; espalharam-se al-
gumas assignaturas, mas o escriba encarregado
de enche-las uo soube calentar: em urna foi
preciso aportar a letra para nao ir alm das as-
signaturas dos intitulados mesarios ; na outra foi
necessario estender a letra para alcancar as as-
signaturas. E essas actas serviram de fundamen-
to para a expedigo do diploma ao illustre preo-
pinante 1
O Sr. Mello Reg :Nao precisava dellas: o te-
ria sem ellas.
O Sr. Paes Barreto :Foi preciso ainda mais ;
foi preciso que a cmara apuradora, escolhendo
entre os dous collegios de Bonito, aceitasse os
eleitores de urna duplicata, e fosse arrancar da
outra 19 votos favoraveis ao illustre preopinante
para poder conceder-lhe o diploma.
J v a cmara que a eleigo de Aguas Bellas
nao pode deixar de ser repellida. Vejamos a do
Buique.
Nesta freguezia fizeram-se duas eleiges, urna
presidida pelo juiz de paz, a quo assistiram lodos
os eleitores e supplentes da freguezia, e tomaram
parte na organisago da mesa : esses eleitores e
supplentes assignam as actas ; a eleico tendo
comecado no da 30 de dezembro concluio-se no
dia 2 de Janeiro, sem que o seu processo soffres-
se a menor perturbago.
Entretanto apparece urna outra acta assigoada
pelo juiz de paz do districto vizinho, segundo a
qual no mesmo dia e na mesma igreja echndo-
se reunidos os eleitores e supplentes, e tendo-se
retirado sem motivo algum o juiz de paz mais vo-
tado, coovidou-se o do districto mais vizinho que
se achava na matriz, visto nao estarem presentes
os outros juizes do Ia districto, organisou-se a
mesa o procedeu-se eleigo. Agora note a c-
mara, das actas das duas eleicoes consta que o.
mesmo escrivo que funccioouu em urna funecio-
nou na outra ; que 6 ou 8 eleitores que figura-
ran! na eleigo feita sob a presidencia do juiz de
paz mais volado da freguezia e assigoaram as res-
pectivas actas, figuram tambem na outra e assig-
nam igualmente as actas; dous dos mesarios da
primeira apparecem na segunda, um como eleitor
e ontro como membro da mesa 1
Em vista do exposto, pode a cmara aceitar
como verdadeira qualquer destas eleiges ? Eo-
tendo que oo ; mas se absolutamente neces-
sario escolher urna dellas, ento oo pode deixar
de ser preferida a que foi presidida pelo juiz da
paz do Io districto, e para a qual concorreram to-
dos os eleitores e supplentes da freguezia : ao
menos esta tem o presumpgo em seu favor.
O Sr. Mello Reg:Tuda isto precisa expli-
eago.
O Sr. Paes Barreto:Nao pode ter explica-
gao....
O Sr. Mello Reg:Ha de ter. espere.
O Sr. Paes Barreto:Que expicago pode ter
um facto desta ordem, de duas actas diversas,
dizando-se em ambas queso fez a eleigo no mes-
mo dia, na mesma hori. no mesmo lugar, e cora
quasi os mesmos individuos? Nao ha sophisma,
por mais engenhoso, que possa explicar seme-
Ihante cousa. Quem presidio a eleigoque o illus-
tre preopinante sustenta ? O juiz de paz do dis-
districto vizinho da matriz, e sem se ter verificada
que recusavam a presidencia da mesa:
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Paes. Barreto :Eis o que diz a acta r
a Reunido o povo na igroj matriT, e tomando
assento na cabeceirs da mesa o juiz de paz Luiz
Antonio de Araujo, para o m de proceder-se
eleigo antes de dar principio aos trabalhos, le-
van tou-se e retirou-se da igreja, ficando quasi
lodos os eleitores que compareceram em torno
da mesa; e tendo este esperado que o mesma
juiz de paz votasse, como Ihes conlasse immedia-
tamente e sem formalidade alguma, os referidos
eleitores conridaram a Manoel Camello de Si-
queira, para na qualidade de juiz de paz mais
votado do districto mais vizinho, visto como os
outros juizes de paz substitutos Jo primeiro Luiz
Ignacio de Araujo, nao se acham presentes, se
proceder eleigo ; em consequencia do que, o
referido juiz de paz Menoel Camello de Siqueira,
que estava presente, tomou assento, etc.
Est, portanto, fra de duvida que nao se con-
vidou nenhum dos juizes de paz do districto da
matriz.
Agora, quer a cmara saber o que houve a tal
respeito? a eleigo do Io juiz do paz os partidos
combinaram-se e parliram o numero dos eleito-
res entre si; mas nio se julgou islo bastante, o
ento fez-se outra eleigo para excluir os eleito-
res da parcialidade contraria. Esta nova eleigo
foi feita clandestinamente ; s se tove conheci-
menlo della muito depois, e Ji as vesperas da
provar que nao se pode aceitar a segunda eleigo
de Papacaga : creio t-lo conseguido ; portento eieicio secundaria,
passo a tratar do collegio do Buique.
Este collegio compe-se de duas (reguezias, al 0 Sr. Mello Reg :Que da prova ?


v.
WJL
AMI M *
iario o tsaiAMioco. quinta
0 Sr.Taes Brrelo:N8o a tenho, mas e illus-
wi preopinante sabe que esta a verdade.
(Ha.um aparte.)
Os individuos que uaecionarana na primeira
leicao apresenlaram-se na segunda : se estive-
ram em un, como eoncorreram paroulr*2coiao
poda o juizde pazdodistticto vizioho presidir a
ieiqo sem teretn sido convidados os juizea de
Mf competentes ? Quem poderi approvar eme-
lhante eleicao, a nao querer considerar a cmara
ales Srs. depulados eooi o mande jury nacional
de que ha pouco fallei, ou urna meta parochial...
O Sr. Bezerra Cavalcanti :Oala que fosse um
jury nacional.
O Sr. Pees Brrelo : cajos membros, jul-
gando-se toberat%o$, do e tirain fotos, segundo
o oeai capricho, ou segundo o capricho dos que os
Jirigeni ?
O Sr. Bezerra Caralcanti: Querem fazer na
cmara desSra. amputado* o que fizaran em Ca- fe fes ele^o regular no dio 6 de jioeire.
Tuar.
O Sr. Paes Brrelo :J v pois a csmsra que
eleicao da Aguas Bellas nao pode ser aceita,
t>em como nejihuma das do Buique: aaccitar-se
alguraa, seria a que foi presidida pelo julz de paz
mais votado.
Passarei agora a tratar do collegio do Bonito, o
tjusl coroprehende tres freguezias : a do Bonito, a
de Grvala, e a de Bezcrros. A respeito desla ul-
tima nao houve reclamadlo ; mas como foi favo-
ravel a o Sr. Godoy, se pele nde que sejam anuul-
lados os votos dos seus eleilores, porque foram
tomados englobadamente com os votos dos elei-
lores i* primeira eleicao do Bonito, que os ad-
versarios do parecer da nobr.e commisso do
coas o nuilos.
Houie duplcala na freguezia de Grvala.
OSr. Pereira da Suva d um aparte.
O Sr. Paes Brrelo : Principie! por Bezerros,
slou em Grvala ; depois irei com o nobre de-
pilado ao Bonito.
Houve na freguezia de Grvala duas elecoes.
Tendo comecado o processo eleiloral no dia de-
signado, e achando-se em andamento, a maioria
da mesa em cerla occasio declarou-se coacta,
retirou-se para urna casa, e dahi okiou ao pre-
sidente da provincia queixaudo-se da intervengo
a paite osubdelegadoacommunicando que adia-
ra a coolinua;ae da eleicao para o dia 6 de ja-
nairo. No entretanto dous mesarios dissidentes,
vendo quo nao se aliara legilmeote a eleicao, e
que nem motivo havia para suspende-la, convi-
dan officUlmeole os outros mesarios a que fos-
eern proseguir no processo eleiloral, e leudse
lies recusado aisso, chamam o juiz de paz do
dislricto vizlnho, na falta dos do districto da
matriz, completara a mesa o coocluem a eleicao.
O Sr. Mello Reg d um apart.
O Sr. Paes Brrelo :Pergunto ao nobre can-
didato, que deve ser conhecedor de todos esses
{actos : coosta-lhe quo a eleicao fosse adiada ?
que se aflxassem editaes? que se marcassem no-
vo dia para a eleicao ?
O Sr. Mello Reg : Assim dizem as coramu-
icacons.
O Sr. Paes Brrelo :Apenas existe o oflicio da
xiiaioria da mesa ; mas isto nao basta, porque
iiiiibem no Bonito a maioris da mesa disse que
havia ada Jo a eleicao, quando sabido que ape-
nas suspendeu os Irabalhos.
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Paes Brrelo : Perde-me, os membros
dlssidentes dizem que nao houve til adiamento ;
allegado por allegaco. De que paite esl a
verdade ? como se pro va que da parle da maio-
ria da mesa 1 No eotanto nao havia nada mais
fcil do que traoscrever na acta eu apresentar
aqui um documento pelo qual se provasso que a
mesa liuha adiado a eleicao, designando novo dia
para a sua continua cao e annuociando ao povo
ata re.-oluy.ao. Nada di-to se fez, ou ao menos
Do est demonstrado que se fizesse. Como pois
exige o Ilustre candidato que se approve desde
j a segunda eleigo e se annulle a primeira ?
como possivel approvar essa eleicao se novie-
rsm as actas que Iheso relativas, e nao sabemos
como foi ella feita ?
Disse o illuslre preopioante em aparte que
preciso apreciar os motivos porque a maioria da
mesa se relirou. Allega-se, mas nao se prova
que o subdelegado interfiera com forca armada
e puzera em coaccao a mesa, o que moti>ou o
procedimento da maioria ; mas, alera de que se-
mejante allegaco acha-se desacorapaohada de
provas, e feita pelos proprios individuos iute-
ressados em justificar u sew aclo, accresce que
de um officio do juiz de direito do Bonito, que
um magistrado circunspecto e impareiel, dirigido
ao presidente da provincia....
(lia um aparte.)
Perde : o juiz de direito foi a Gravata, de or-
dem da presidencia, aisislir segunda eleicao.
i? ".. em que i coaU oa sua commisso
elle declara que segunda eleigo fra feita da oa-
-aeira a mais irregular ; que o juiz de paz, apoia-
do pela maioria da mesa, commettra toda a
Casta de ejustica, recusando votos sem atten-
der quahUcaco eguiandose sement pelo ca-
pricho. Refenndo-se primeira eleicao, diz o
juiz de direito, que o procedimento do subdega-
do foi multo regular: dous partidos pleitea-
vam com violencia a eleicao e acbsvara-se
armados ; o subdelegado, que um velho honra-
do (sao palavras do officio), nao podi deixrde
presentar-se naquella occasio coro forca.Bo Da-
r violentar os votantes ejpr a mesa era coaccao
mas para conter os partidos e evitar que houves-
M na freguezia de Grvala as scenas lutuosas de
Aguas-Bellas.
Mas veja acamara como procedo imparcial-
mente : n3o digo que se annulle desde j a elei-
Sao favoravel ao illustre preopinante ; minha
pioia^e que so adi a sua deciso, visto como
s cmara nao pode julgar com seguraoca uma
eleicao contestada e cunta a qual existem decla-
rares desla ordem, feitas pela primeira aulori-
dade da comarca, sem que pelo menos tenha
a vista as acias dessa eleigao. Conven saber-se
como e que se organisou a mesa, como se proce-
eu ao recebimemto das listas___
Urna Voz :Consta da acta.
OSr. Paes Brrelo :Nao duvido, mas as ac-
tas dessa eleic,ao nao foram remettilas cma-
ra ; procurei-as de balde entre os papis relati-
vos ao 4 districto da minha provincia, quando
os examinei com toda a atiendo para cenhecer
deque lado eslava a justica.
Sr. presidente, depuUdo por Pernambuco eu
cao posso ser indiffereole a esta queslao, roas o
meu nico interesse que se faca juslica a quem
a liver. *
Eu nao viria de cerlo contestar o diploma do
illustre candidato, com qsem alias sempre en-
Irelive relacoea de amizade, e sustentar a causa
do seu contendor, que apenas coBheco pessoal-
mente depois que chegou a esta corte, se ao
eslivesse profundamente convencido de que a
Justina esta do seu lado, se nao visse que se pre-
tende excluir deste recinto um cavlheiro que ob-
teva, a votaco dos eleilores o teu districto es-
poulaneamenlo, sem a menor ioiervencao de go-
verno, e sem o apoio das influencias polticas da
provincia quer de um quer de outro partido.
O Sr. Villela Tavares ;O Sr. Godoy leve toda
a votacao quo o partido liberal Ibe deu, edeixou
de lera que o partido conservador me nao deu
roas isso nao quer diser que os votos fossem
dados por influencia da autoridad?.
O Sr. Paes Brrelo :Nao me refer ao nobre
deputado, e nem Uve em vista dizer que a sua
pleicao foi devida nicamente ao apoio das in-
fluencias polticas da provincia ; mas se odisses-
se nao fazia com icto urna injuria ao nobre de-
putado.
Pela minha parte declaro francamente que te-
nho sidoeleito com o apoio das influencias poli-
ticas do partido a que pertence. Os homens po-
lticos apoiam-se e sustentam-se mutuamente, e
sem duvida honroso para elles ver que na po-
ca da eleiyo a sus candidatura defendida e re-
ommendada publicamente peles seus amigos' po-
lticos. Mas o que digo que nao menos hon-
rosa, n9o menos reapeitavel a eleicao daqudle
que nao foi recommendado pelas influencias po-
lticas, que deve a sua eleicao ao seu bom nome
e s sus8 relages.
Um Sr. DepuUdo :O Sr. Godoy leve amigos
que o recoramendaseem.
Outro Sr. Deputado:
juiz de paz entendeu que poda admittir ou re-
cusar votantes segundo o seu capricho ; que no
dia 7 houve um conflicto, do qual nada sabemos
pelos tocameatos que nos foram presentes. Cons-
ta mais de um resumo escripto pelo illustre preo-
fMasnle, ou por pessoa de sua conflanca, que
houve um protesto contra essa eleigo, entretan-
to que 4a acta nao consta tal protesto.
(Ha um apaite )
Se V. Exc. entende que a opinio do presiden-
te, apezar das allegagdes documentadas que te-
nho apresentado, deve ser adoptada, eolio seja
coherente, approve tudo quanto o prndente da
provincia julga que deve ser approvado, e veri
se assim deputado.
Perianto, Sr. presidente, a minha opiniao
que por ors-oo se pode approvar eala eleicio, ao
menos emquanto Do vierem documentos que es-
clarecen a cmara, e mostrem que com effeito
O Sr. Mello Bago nao
Passo j a tratar, da eleicao de'Beoito. Resta
freguezia houve duas eleigoes, uma comecada no
dia 30 de dezembro e concluida ao da 11 do ja-
iro, e outra come;ada oo dia 18 desae mez e
concluida a 23 ou 54. Na primeira eleicao suc-
esdeu que oo dia 7 a maioria da mese parochul
abaodonasse a matriz, declarando-se coacta, e
commuoicandu ao presidente que adiara a elei-
cao. porque o delegado de polica interviera com
forga armada, prohibindo que os votantes ji ao
ra da terceira chamada entrassem na igreja.
Duus dos mesarios porm assigtMram-se ven-
cidos nessa communica;o, eem oflicio que di-
rlgiram ae presidente declararaai que a ateieria
da mesa uo leve motivo para proceder como
procedeu, que a razo que a levou a dar esse
passo foi ver que tinha perdido a elelcio, Diz-se
que o delegado empregou a Torga, a coaccao con-
tra os volantes, e como prova apresenla-se o
facto de ter elle prohibido que alguns volantes
entrassem na matriz ; mas eu noto a V. Exc. e
cmara que a maioria da aiess, dirigiado-se ao
presidente, confessa que st squelle momento a
elejeo corra placida e tranquilla, que suas de-
cises foram sempre respeitadas, que uo houve
um s acto que podesse por em duvida a egiti-
midade da eleicao.
Pois, senhores, um delegado que procede por
esle modo, por consso dos seus proprios ad-
versarios, lem empregado a coaegao, pode ser
secusado do vilenlo ?
Eu vou 1er alguos tpicos do officio da maioria
da mesa ; por ellas ss ver que a inculcada coac-
cao de delegado nao passou de um protexto para
explicar um aclo irregular da mesma maioria.
Corra com o maior socego a ultima chama-
da dos cidadads qualificados, e no momento em
que mandou a mesa annunciar a do quarto dis-
tricto (note a cmara que era o nico districto
que faltava), eis que de repente o delegado apre-
sentou-se com uma forca armada, pos em cerco a
porta da matriz em que funeciona a mesa, e
mandou calar bayonetas, impede s entrada dos
cidados, etc.
Em oulro tpico diz a maioria da mesa :
A mesa parochial, levando ao conheciroento
de V. Exc. tao desagradavel oceurreucia, mos-
trare tanto mais sentida a quanto st ao me-
mento de suspender os seus irabalhos, foi sem-
pre respeitada em suas delibetaces per ambas as
parcialidades que pleiteara a eleicao, etc.
O Sr. Pereira da Silva -.Quid indo ".'
OSr. Paes Brrelo :E' que se o delegado ti-
vesse iotervindo na eleicao, se livesse, como o
nobre deputado disse, procurado violentar a von-
tade daquelles que lnham de dar o seu voto,
sem duvida a mesa nao dira isto.
O Sr. Pereira da Silva .lia alguns que inter-
vm no principio, e outros que intervem no lim.
O Sr Bezerra Cavalcanti: E outros que at
procurara inlervir aqui.
OSr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Paes Brrelo : Se eu quizesse tiazer
para esta discusso lodos os factos que se deram
na eleicao do Bonito, poda aecusar, nao ao de-
legado de polica, mas a outras autoridades que
foram favoraveis ao illustre preopinante, do vio-
lencias e altentsdos contra os votantes....
O Sr. Mello Reg: Desejo essa discusso.
O Sr. Paes Brrelo : O illustre preopinante.
sabe bem a quem mereflro.
O Sr. Mello Reg : Nao sei.
O Sr. Paes Brrelo : Eu podia mostrar lhe
com um oflicio do juiz de direito. que na sua
propria casa um grupo de homens armados foi
procurar um guarda naciooal que nella se havia
abrigado e o levou para a prisao; mas eu nao
quero citar nomes, nem tenho em vista fazer
aecusages a ninguem.
O sr. Mello Reg : Eu fui volado em ambas
as eleigoes do Bonito.
O Sr. Paes Brrelo:Com a differenca, porm.
de que em uma teve 23 votos smente, e em
oulra creio que 48.
O Sr. Mello Reg, d um aparte.
O Sr Paes Brrelo : Nao duvido de que
esses votos fossem de occasio, assim como fo-
ram de occasio os votos que os eleilores da pri-
meira eleigao do Buque lhe deram, porque en-
tendia-se que smente seriam approvadas as
dupplicatas favoraveis ao illustre preopi-
nante.
Mas, diz-se : a O delegado empregou a
coaco.
Eu j mostrei cmara que a propria maioria
da mesa que o aecusava, confessa que a eleigo
al o momento da suspenso linha corrido pla-
cida e tranquilla, e por coiiseguinte sema menor
violencia da autoridade.
Senhores, ple-se suppr que um delegado de
polica que durante quasi todo o processo eleilo-
ral tinha procedido com imparcialidade, e sem
tomar parle na lata, de repente apparecesse in-
tervindo por meio da forca, empregando a
coagao ?
O Sr. Villela Tavares:E' um cidado incapaz
de ter esse procedimento,
O Sr. Paes Barreto : Mas diz-se : Elle
nao consenlio que entrassem os volantes
matriz.
Sr presidente, o que lez o delegado do Bonito
faz-se em toda a parle, faz-se aqui mesmo na
corle, e eu appello oesta occasio para os nobres
depulados deste districto que digam, ae nao
verdade que o muilo digno chefe de polica, em
bem da ordem publica, quando via que serios
conflictos iao ter lugar dentro da igreja
prohiba que certos grupos entrassem
templo.
O Sr. Villela Tavares : Apoiado, e exacta-
mente o que fez o delegado de polica.
9 Sr. Paes Barreto : Em que s fundam
pois, os nobres depulados para itimnqio o dele-
gado de polica do Bonito commeleu vio-
lencias ?
O delegado diz em seu officio ao presidenle, e
com elle os mesarios dissidentes, que a maioria
vendo-se perdida quando se proceda ao Qual da
terceira chamada, mandara que entrassem na
igreja grupos que esUvam recolhidos en diver-
sas casas, e viessem de novo votar, tendo j vo-
tado duas veze?, e que elle ento em virtude de
reclamago de muitas pessoas, e vendo que um
seno conflicto ia ter lugar na matriz, nao consen-
ta que esses grupos entrassem.
O Sr. F. Octaviano : O fiscal neste caso era
a mesa, e nao o delegado.
O Sr. Pae* Brrelo : E' verade; as a
mesa neste cato era quem provocara a desor-
den) ; e o delegado liaba o dever de raanter a
ordem publica, e evitar que um conflicto appa-
recesse, cujas consequeceias podiam ser terri-
veis.
O Sr. Pereira da Silva :Approvmi quando a
auloridade tiver por Orn plantar a Uataquilidadje
publica, e nio cercar a igreja para verilear se
sao ou nao volante.
O Sr. Paes Barreto :Nio cercou a tanja pasa
esso Um. Em virlude dessa mxima ijaest*v
que o partido que tem a mesa por si deve por
torga ganhar a eleigo, e vendo a maioria da nasa
do Bonito a sua causa perdida, entendeu que po-
da salva-la mandando vir es meamos individuos
que ji tinham votado ato s na primeira cono
na segunda chamada, para volarem de novo na
terceira e assin ter ganho da causa.
OSr. Pereira da Silva:O proprio delegado
confesas em o seu officio que veriflcou a denl-
dade dos votantes, a nio permittido que entras-
sem na igreja os que nao fossem votar.
O Sr. Paes Brrelo:Nio ha lal; o delegado
nao disse aemelhanle cousa ; isto poeira que V.
Exc. quetaUfer ees elUe des seus cellegas.
O Sr Pereira da Silva :EstS muilo engaado,
nao tenho necessidade disso; fallo nesta queslao
com toda a imparcialidade e calma, nao tenho in-
teresse algum pessoal.
O Sr. Paes Barreto :E V. Exc. peosa que por-
que estoa fallando rom voz um pouco elevada
nao esto* tranquillo ?
O Sr. Taquea :Tanto esl calmo que est fal-
lando bem.
O Sr. Paes Brrelo :^-Todo o meu interesse na
discusso desta materia que haja calma, porque
da calma que ha de vir a luz, a a luz favora-
vel causa que defeodo.
Mas, digo eu, supponhamos per um momento
que o delegado de polica, que at all tinha pro-
cedido regularmente, como a propria maioria da
mesa o declare, arrestado pelo interesse do parti-
do se mostrasse de repente apaisooado ao ponto
de cercar a igreja com forga armada, evitaado
que cidades inermeseotrassen para votar kgal-
mente ; o que devia fazer regularmente a mesa ?..
Suspenderos Irabalhos, e no dia seguiole coali-
dui-Ios ; mas o que fez a maioria da mesa? Sus-
pendeu os Irabalhos, e no dia seguinte os seus
membros montaran a cavallo e retiraran-ae para
a Capital.
O Sr. Mello Rego:_No ha tal, existe um offi-
cio assignado por elles no dia 8.
O Sr. Paes Brrelo :Esse officio foi felto adr-
de para jusiificago do procedimento da mesa. E
se acaso exacto o quo diz a maioria dos mem-
bros da m-sa sesee officio, isto que no dia 8.
querendo vultar matriz, nao lhe foi permiltida
a entrada, como que estes hemens, tendo viudo
ao Recife pedir providencia ao presidente da
provincia, nao allegaran) esse facto, sim apenas
que tinham suspeudido a eleigoT
Esse officio do dia 8 foi feito muilo de proposi-
to para de algum modo justificar o abaodono ;
como lamben foi feito para o mesmo Ora o offi-
cio do dia 7, do juiz de paz, en que diz que o
delegado de polica antes da sus, uuso havia pra-
licado grandes violencias, quando no oflicio em
que assignou com os mesarios diz o contrario.
E, senhores, que l podem merecer esses irea
homens que depois siinulam ama eleigo feila no
dia 18, a respeito da qual o juiz de direito, de
cuja illustrago e imparcialidade o nobre deputa-
do nao pode duvidar, declara que foi uma verda-
dera cassoada, que fez-se no neio de gargalha-
das. que ueuuuoi hornera serio tomou parte
nella?
O Sr. Pereira da Silva : N* oh una das eleigoes
do Bonito boa, arabas sao aullas.
O Sr. Paes Brrelo :Digo eu que o procedi-
mento da mesa en lodo o caso oe foi pautado
pela lei; sea nesa quera que a eleigo fosse
adiada, assim o dena declarar por editaes, desig-
nando nevo dia para a sua continuaco, e nao
suspeodendo os Irabalhos iadefioidamenle e reti-
rando-se para a capital, qne Oca a viole leguas
de distancia da villa do Bonito.
Na forma da loi, uma eleigo adia-se annuu-
ciando-se por editaes e marcando-se novo dia
para a sua cootinuago. Desde que a maioria da
mesa abaodonou a eleigo sem ter respeitado as
prescripgoes da lei, os dous mesarios estavam no
seu direito chamando o juiz de paz immediato e
proseguindo nos Irabalhos eleioraes.
9 Sr. Correa de Oliveira ;Esta theoria mui-
to imprudente.
O Sr. Paes Barreto : Theoria imprudente
aquella que o nobre deputado quer fazer preva-
lecer, islo que ca a arbitrio da maioria de
uma mesa decidir a eleigo de uma par.ochia,
abandonando-a quando virque a victoria lhe vol-
ta as costas.
DI JULHO i mi.
precias commeller para langar fora
recinto tas cidado que foi eleito esponta-
ssios eleilores de seu districto. Te-
l Muilo bem I muito bem I )
i fjca adiada pela hors.
II ordem do dia, levanta-se a sesso is 4
da tarde.
REVISTA DIABU."
Ni leguada-feira ullima, na passagem da Mag-
dalen pelas proximidades do sobrado grande
foi toi a pisada per dous sujeites, que iam ca-
vallo i toda a carreira, uma prela escravs do Sr.
Domn gos Vrllaca, segundo nos dizem.
A o eoilda fieou em um grande e grave ta-
Iho so >re um deaolbee na parle superior, occa-
slonac o pela compressao dos cascos do animal,
Blemji e conlunJida pela queda e pelos ps do
mesan i. r^
DiMMO-iOS que es dous corredores sao escra-
vos o fmulos de pessoas daqs>lla localidade,
e que oram conhecidos por pessoas que presen
ciaran semelhante evento; e por isso fcil pu-
ni-los como cumpre, afira de fue se nao re-
produ; am tactos desta ordem. tanto mais quanto
a inso encia dos taes foi tamanbaque, nao obs-
tante que havia praticado, a indignago pro-
vocadi por tal oceurreucia. entre as pessoas, que
della oram testemunhas presenciaes, quando
anda odo8 exlsliam no theatro do delicio com
inclusa e da victima, passaram elles de regreso
do seu passeio na mesma desflllada, & risco de
fazeren outras victimas.
T "ia feira da correte semana foi lirado
de um ftgo, pela pelicia da freguezia do Paco da
Panella para lados de Apipucos, o cadaverde
nm ind viiuo, que verica-se hoje ser o do Sr.
Joaquin Jos de Paiv, antigo proprietario do
buhar c onhecido por essa denominago.
Acha 'a-se esse infeliz n'ura estado de desar-
Mnjo mental, e anda va por cerca de uns eito
das qu se ausentara de cas, sem que familia
soubessia direegao que havia lomado, apezar
de ter e npregado diligencias para isto.
E'de
paco ca ualmeote, encontrando nelle uma desas-
trosa m( rte, occasionada mesmo peto seu estado,
anda q e corram verses asaignalando-a como
Todava, sendo o fallecido um hornera
vo, por esse lado nao ha plausibilidade,
motivo para admitlir-se essa conjec-
violenla
inoffens
e sem
tura.
Alem
disto, do corpo do delicio procedido pela
autorita le deve constar si ha ou nio indicios,
que levim a presumir-se isto; e ento cumpre-
Ihe a re pectiva veriflcago.
cad iver foi dado sepultura na freguezia
O
referidaj
An anha
se dever exlrahira 1a parte da
l laten a beneficio de S. Prancisco de Paula, do
Caxang
Da
nao
no
........... Nunca louvarei
< CLcapito que dizeu nio pensei.
Ej senhores, quando se v que a estrada na
igreja deum grupo de borneas mandados ir de
proposito, nao pedo produzir outro effeito seno
o de uma luis, qual a auloridade que en taes
circunstancias uso tomar sobre ai a reapoasa-
bihdade de dizer a esses homens :Os senhores
nao entreno aqui ?
O Sr. F. Octaviano :A auloridade s peda
examinar se esto amados ; asas nio se sao vo-
lantes, se deven ou nio volar.
O Sr. Paes Brrelo :lato bon de dizer aqui,
no neio da calma, longo des perigos ; mas em
occasio de lula, quando as paixdes esto exacer-
tev... intervengan de autoridad algumen Sil^^rSuluio0--"*"- 9"*"" '*"' P'
O Sr. Paes Barreto :Dizia eu, senhores, quan-
do fui interrumpido, que nio era possivel que a
.mera dos senhores depulados apsrovasse a
eleicao de Grvala favoravel ao illustre preopinan-
,*i!,Ue pn"ro wlvcasae se foi feita re-
gularmente, sea mese
foi organlsada segando a
(Ha diversos apartes.)
Senhores o que passo dizer cmara ana
esse elercao, aegoodo amover, 0 i, d dlreS
sagistrado independente e HtatWo/ a mesa
commetteu lod* a especie de Tiattat; au o :\
poderia ser fatal. Para que o
delegado possa ser censurado con justica pre-
ciso provar que a sua intervengo leve por fin,
nao manier a ordem e evitar uma lula funesta
mas pflr en coaccao a nesa, s arredar da urna
os cidados quaMcades. Ora, isto nao est pro-
vado. '
O Sr. Pereira da Suva :D'aqui a peucs os de-
legados faro eleigo pools de aspada.
OSr. Pasa BarretoN-Qaando honrado Sr.
caea de polica a Orto nao coaaenliu quo um
d honans setraese aa matriz da freguezia
de Sant'Ann, o
oohre depuUdo sao approvau
O Sr. Correia de Oliveira : Eu expooho uma
theoria legal. Veja o arl. 60 da lei de 19 de
agosto.
O Sr. Paes Barreto : E' mesmo nesse artigo
da lei que acho o fundamento da opinio que sus-
tento.
A maioria da mesa nio adiou a eleigo : no
officio que ella dirigi ao presidente da provincia
diz quo suspendeu os trabalhos, e islo tamben
dizem os mesarios dissidentes e o delegado. Ora
suspenderos trzbalbos da eleigao nao adalo ;'
muitas vezes por quaiquer circunstancia uma
mesa suspende seus traialhos, e no dia seguate
ou algumas horas depois continua nelles. Mas a
mese, vendo que perda a eleigo, abaodonou-a
e dirigio-se para o Recife.
Um Sr. Deputado :O motivo era muito impor-
tante. r
O Sr. Paes Brrelo :O votivo era muilo im-
portante, admiti, para suspender a eleigo, nao
para abandona-la, como fez a maioria da mesa.
Nao entro no exame da nava eleigo que se fez
vinle das depois, porque os nobres depulados j
a abaodonorsm ; ella s servio para ser expedido
o diploma de deputado ao illustre preopi-
nante. r
O Sr. Pereira da Silva d um aparte.
O Sr. Pses Brrelo : Perde-me, a acta nao
diz que deixra de cooelsir-se a terceira chama-
da. "em lo pouco a apuraco se zera em um
so dia, como parece inculcar o nobre deputado.
A acta o que diz (ella aqui esl) que teodo-so
concluido a terceira chamada comegada no dia
antecedente, deu-se principio purago no dia
o e concluio-se a 11.
Nao foi no dia 11 que se fez a apuraco, como
v. Exc. diz ; foi nesse dia que ella termiuou.
fez-se portanto en 4 das.
O Sr. Pereira da Silva d aioda outros apartes.
O Sr. Paes Brrelo :Se acha que serve um tal
pretexto para annuar esta eleigo, enlo pre-
ciso annuilar muitas outras.
O Sr. Pereira da Silva ainda d outro aparte.
O Sr. Paes Barreto : A minha queslao a
seguinte : houve iolerveogo da autoridad de
modo que autorisasse o ariamente da
adiou-se ella electivamente ?
deu a vo
Manoe
Manoe
Luiz d
suppor, portanto, que cahisse no referido
villa do Cabo nos pedem que chame-
mos a at engo do senhor fiscal dalli para as re-
zes mor
que mal
mal ; ce
da, com
le dos
as para o consummo, aura de evitar
Bm animaes j affectados de quaiquer
mo aconteceu em fias da semana passa-
um boi mandado expor venda na Pon-
arvalhos, que produzio graves males a
todos quintos della comeram.
A i ssociago dos artistas alfaiates, estabe-
lecida m sla cidade, havendo procedido eleigo
dos func iouarios a quem incumbo a regencia dos
Irabalho: da mesma no aono social, que corre
flan .*. t..^ --------9- ._____....
agao o seguinte resultado:
Ludgero, branco, com 3 mezes de nascido, filho
legitimo de Luiz Pereira Raposa e Theodora
Mana do Rosario.
Joio, branco, nascido eml7 de abril do corrate
filho legitimo de Miguel Ferreira Pinto e Joa-
quina Candida Ferreira Pinto.
Francisco, branco, nascido em 29 de dezembro
do aono passado, filho legitimo de Francisco
Joaquim Gongalvea do Cabo, e Anna Franco-
lina de Miranda Cabo.
Joanna, parda, com 5 mezes de nascida, fllha le-
gitima de Malheus Jos Alexandre e Idalioa Ma-
na, da Conceiglo.
Belarmino, branco, nascido em 22 de selembro
do anno passado, ftho legitimo de Matheus
Jos Gomes e Anna Mara dos Prazeres.
Manoe!, branco, nascido em 23 do maio do 1859
fillw legitimo de Matheus Jos Gomes, e Anna
Mana dos Prazeres.
Manoel,branco, com C mez de nascido. fllho le-
gitimo de Maooel ds Slva Neves Coulioho e
Preocelhna Mara de Paula Neves.
Mana, branca, com 6 annos de nascida, fllha
legitima de Bonifacio de S Pereira e Umbelma
Man de Jess. _
Francisco, pardo, ftin 6 meses de naseido, filho
natural de Antonia, escrava.
Jos, pardo, com 2 mezea de nascido, filho na-
tural de Maria Benedicta.
Josepha, branes, com 15 mezes de nascida. filha
iegiiima de Antonio Soares de Pnho e Meren-
tina Nunes da Silva.
Mari, parda, com 8 mezes de nascida, filha le-
gitima de Urbano de Souza Salles, e Serafina
Maria da Conceigo.
Maria. branca, nascida em 3 de maio do correo-
te fllha legitima de Manoel Joaquim Abes de
Oliveira o Julia Senhorinha deOlivaira.
Antonio, branco, natural da Allemanha, idade
25 annos
Acassio, pardo, com 7 mezes de nascido, filho
legitimo de Jos AUxandre de Souza e Luiza
Leocadia do Nascimento.
Jos, pardo, com 7 mezes de nascido, fllho Da-
tural de Delphina, escrava.
R'J."' Dr.anca. nascida em 02 de maio de correte,
filha legitima de Elesbo Joaquim DiaseHen-
nqueta Correia Das.
Abilia, branca, com 3 mezes de nascida, fllha na-
p. passado .... 200:812635
Receita de 1 a 28 de juaho -UOjOOO
__--------201:'252J635
Despeza idem.
Saldo.
2250000
.201:0279635
Em moda corrate. 1:6678885
Em aeces. 2:7)o00
Em lettras. 196:6591750
do
Rosa Amelia
Thereza
Almeida, com
eleigo ?
E'estaaquesto,
e eu digo que nao se adiou, qus apenas fdi sus-
P*nsa todos os documentos que foran apre-
sentadoe fallan em suspeoso des Irabalhos da
eleigao, e ose en adiamento da eleigio.
Nao houve coago, nao esl provado que o de-
legado coramettesse violencias ; o fim que elle
teve em vista foi nao admittir na occasio un
grupo que j tinha votado, e isto para evitar coo-
ictos na igreja : procedeu legalmenle, ou ao me-
nos prudentemente.
Nao posso continuar por mais lempo a altan-
cao da cmara esl fatigada, eu aaemo',.ciM).nie
bastante eansado. Coocluirei duende que p...
se excluir da cmara o Sr. Dr. Godoy preciso
aonullar todas as eleigoes que lhe sao favoraveis ;
que para que o illuslre preopiaaote tenha um
aesento nesta casa precieo apprsvar a sua elei-
cao de Papacaga, a qual, alen do lar sido presi-
dda Por juiz de paz incompetente, foi feita sem
qualiQcago. por eleitores o suppieotes que nio
eeao approvados pela cmara : preciso aioda
approvar a eleigio de Grvala, que foi feita com
violencia, recusando-te arbitrariamente os vo-
tantes de uma parciatidade, o aceilaodo-se oo que
a mesa entenda dever aceitar, emaora nao pu-
dessera voUr ; ou ento ser preciso approvar a
eleigao do Buiqoe, em que flgoram individuos
qoe igualmente figuran en oulra eleigo da
mesma fregueaia. S assim peder o illustre
preoainaate ser deputado. Annulle-se, ae se
quuer a primeira elegi do Bonito ; aonutle-se
se se quizer a primeira eleigo de Papacaga ap-
prove-so, se se quizer a eleicao de Grvala, favo-
ravel ao nobre preopinante ; aprove-se a eleigao
doi Buique presidida pelo juiz de piz competente,
o favoravel Umbem ao illustre preopinante : ain-
da assim elle sao poder ter um assento neste
recinto.
O Sr. Cortea de Oliveira : Nesta parto est
eaganado.
O Sr. Paes Barreto : Nao oasou engaado.
O Sr. Dr. Godoy tem 101 votos lquidos, o o il-
hMtBopreopinante tem apeos 55; prtanlo ha
umaditlereDea de 46 voloa: ajuntoado-te aioda
oa 20 do Buique, apezar te confundidos con oo
de Aguas-Bellas, s os 19 de Grvala, ha ver aja-
da una differenca para neoos da 7 votos, o Sr.
Godoy ainda o deputado. ^^
*.V"aJ!?'!*' """**. wmondo parto sae-
ta dascussio, foi por ptente a grande imquida-
Presideole.
Torqu to Jos Monleiro.
Vice-presidente.
Peixoto da Paixo.
Io Secretario.
Jos Rgerio Marcelino.
2o Secretario.
Alexandre Gongalves dos Santos.
Orador.
Franga Padilba.
Theeoureiro.
Maooe! Acacio dos Prazeres.
Procurador do Recife.
Manoel Marcelino do Sacramento.
Procurador de Santo Antonio.
Antonio Pereira Pontes.
Procurador de S. Jos.
Elias A itonio de Carvalho.
Procurador da Boa-Vista.
Luiz Gunziga do Espirito Sanio.
Vogaes.
Manoel da Hora Parias.
Vctor j ingelo Gregorio.
Joaqun i Francisco de Souza Viegas.
, Belarmino Juveocio de Souza.
Martinii oo Mailyr da Cruz.
Joaqun Manoel Brando.
Silvino Soares Martina Pereira.
Flix Jcs de Oliveira.
Alexandre Jos da Silva.
Anlonio Joaquim da Gloria.
Germiro de Souza Mafra.
A comm isso de cootas conpoe-se dos mem-
bros segui ites:
Manoel oaquim Machado Guimares.
Joo Ba lista dos Santos Cardozo.
Aotonio luviao de Torres Bandeira.
A de po! cia dos seguales :
Claudio os Theodoro.
Manoel ] irmino de Farias.
Jos Ro io Lopes da Silva.
A de*bei eficencia, que se subdivide por fre-
guezia, d( s seguales:
(Reeife.
Pereira dos Aojos,
cisco Tiburcio.
tntonlodos Santos. *
Sanio Antonio.
Lopes Lima,
ho de Souza Monteiro.*
S: Jos.
Mino Ribeiro Luna.
Simplicio
Philadelp
Andr Av
Manoel A itonio do Carmo Baodeirs:
Lechino J is de Meoezes.
Boa-Vista.
Albino Te xeira Cavalcanti.
Sergio Rulniano Gorgonio.
Jos JacorLe da Costa.
Temos tartas de leo, datadas de 13 do pas-
sado mez deHunho.
Essa localiade ia sen alterago, ou o estado
de cousas all era o mesmo, qoe nos fdra cora-
rauDicado pelo3 ultimas noticias inseridas nesta
Revista.
Havia abundancia de genero, a prodcelo era
boa; mas o umerario tieha desapparecido do
mercado de modo nota re.
Par um vaqjueiro fora deparado no mato um
cadver j na pasada, o qual afinal reconheceu-
se ser do octogenario capito Roberto, paido de-
pntado Dr. Rymuodo.
O finado haberca de mez que tinba desappare-
cido sem saberj-se o seu destine.
O seu outro Hlho o tenente coronel Roberto
mandou sepultar seus restos mortaes naquella ci-
dade, tendo sido o servieo fnebre celebrado dia-
na mente.
tSiiorra.se ai
guiar.
tapujados e casamentos havidoa
Boa-Viata no mez de Junho do
da a procedencia dessa morte sin-
nascido
i Eugenio
em 2 de
Lecomte e
agosto de
Hortencia
aasciia em 4 de
ral de Lourenco
maio do cor-
Puggi e Mara
Lista dos
na fregueaia da
correte anno.
Baptisados i
Silvino, pardo, ton 5 mezes de nascido, fllho le-
gitimo de Tralano Italiano da Paz e Felicidade
Perpetua da Silva.
Joanna. parda.lascida em 24 de junho de 1859
filha de Virginia, escrava. w '
Eugenio-, brauco
1856, filho de
Lecomte.
Joanna, branca,
rente, filha nal
da Cooceico.
Aotonio, branco, dascido em 21 de fevereiro do
crrente, fllho legitimo de Anlonio dos Santos
e Silva e Ricard i Carolina do Nascimeolo.
Maria, branca, niscida em 2 de novembro de
1859, fllha legit ma de Antonio dos Santos e
Silva e Ricarda Carolina do Nascimento.
Maria, branca, nascida no Io de outubro de 1858
filhs natural de Fortunata Carolina Sette. '
Joio, pardo, con mezes do nascido, filho legi-
timo de Joaqun de Santa Anna, o Secundina
Mara da Conce gao.
Maria, erioola, eo i 5 mezes da nascida. filha
natural de Lina Maa da Cooceico.
Francisco branco, nascido em 11 de outubro de
185, Bfho regiti no ds Panes Franciscoda Sil-
va Saraiva e Fr ncisca das Chagas Ferreira Sa-
jse, branco, naso
tural de Candida Leopoldina da Conceigo.
Josepha. parda.com 6 mezes de nascida, Qlha
natural de Isabel Maria do Espirito Santo.
Adeha, branca, com 1 anno de nascida, filha le-
gitima de Anlonio Martioi Saldanba e Antonia
Mara da Conceigo.
Diogenes, braoco, nascido em 6 de abril do cor-
rele, filho legitimo de Joa Francisco de
Mallos, e Margarida Eugenia da Conceigo.
Mara, branen, eom 1 anno de nascida, Qlha legi-
tima de Henrique Martina Saldanha e Joaooa
Mana da Conceigo.
Joaquim, branco, nascido em 7 de maio de 1858
fllho legitimo de Braz Velloso da Costa Reis!
e Candida Virginia Muniz Feij.
Emigdio. pardo, com 2 mezes de nascido, filho
natural de Mia do O' do Espirito Santo.
Casamentos :
Jos Francisco das Chagas, com Gerlrudes
Monte Ferraz, crioulos.
Theodoro Adolpho Damneyer com
de Miranda, brancos.
Luiz Maooel Rodrigues Valeoga com
Carlota Pessoa, brancos.
Manoel do Nascimento Ayres de
Candida Maria Amelia, brancos.
Jos Carlos Manso da Costa Ros, com Emilia
Lydia Mooteiro de Andrade, brancos.
Joaquim Theodoro Abes da Silva com Claudios
Pergeotini da Conceigo ; braocos.
MORTALIOAOE DO DA 3.
Antonio, Pernambueo, 1 anno, Santo Antonio
interile. '
Francisca, Pernambueo, 4 annos, Boa-Vista ; he-
pathite.
Francisca, Pernambueo, 7 dias, escrava, Boa-
Vista ; espasmo.
Norberlo, Boa-Vista ; espasmo.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
4' SESSO ORDINARIA EM 19 DE JUNHO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Reg e Alhuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Dr. Henrique da Silva,
Seve e Cesario de Mello, faltando com causa os
Srs. Mello e Barata, e sem ella os demais se-
nbores ; abre-se a sesso.
E' lida e spprovada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do fiscal de S. Jos, informando so-
bre a petigo do tenente-coronel Joaquim Lucio
Mooteiro da Franca, que pede a remogo da pa-
Ihoga que servo de estaleiro, pertencenle a Jos
Elias Machado Freir, por se achar muito prxi-
ma a sua deslilago de alcool, dizendo o fiscal
qoe o referido Jos Elias fuera a palhoga com li-
cenga desta cmara, estando ella collocada entre
a dita destilago, e o deposito de carvo de pedra,
e accresceotando que ouvindo ao engenheiro cor-
deador respeito, elle declarara que o lugar, em
que asseota a palhoga est marcado para orna
pequea prega.A' commisso de edificages
para dizer se com a conservago da palhoga cor-
rem risco os referidos estabelecimentos.
Outro do fiscal dos Afogados, dizendo que, em
cumprimento do despacho desta cmara na peti-
go de Manoel Joaquim de Souza, examinada com
peritos a casa n. 54. sita no beeco do Quiabo da-
quella freguezia, pertencenle a D. Luiza dos San-
tos Ferreira Lago, tendo os peritos declarado o
que constava do termo, que enviava.Posto em
discusso, foi lida uma petigo da proprietaria da
casa, peuindo o prazo de un mez para fazer na
casa os reparos prescripto pelo termo de vestoria,
e a cmara concedeu.
Outro do fiscal de S. Lourengo, declarando o
numero das rezes mortas para o consumo na
mesma freguezia. nos mezes de dezembro do aono
passado, Janeiro, fevereiro, margo, abril e maio
do correte.Ao archivo.
Albino do Reg Machado requeren a nomeajo
para o lugar, que eslava vago, de supplente de
fiscal da freguezia de S. Jos, e a cmara o no-
meou.
Despacharam-se as petiges de Albino do Reg
Machado, Bento Jos Bemardes, Dawid William
JSowman, D. Luiza dos Santos Ferreira Lago,
Maooel dos Santos Moura, Maria da Cooceico
Soares Brando, Miguel Joaquim da Costa, e le-
vantou-se a sesso.
Eu Francisco Canuto da Boaviagem, official-
maior a escrevi no impedimento do secretario.
Reg e Albuquerque, pro-presidente.Cesario
de Mello.Heonques da Silvs.Barata de Al-
meida.Reg.Leal Seve.Mello Reg Maia.
Thesonrarla provincial*
DEMONSTRAgXo DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA
DO BXERCICI DE 1860 A 1861, EM 28 DE JUNHO
DE loOl.
Saldo em 31 de maio p.
passado .... 20:985*330
Receita del a 28 de junho 93:875J>415
n .. '----------------114:860J745
Despeza dem....... 72:0138i2-
DEHONSTBAgO DO SALDO
ESPECIAL DAS AF0LICES EX
1861.
Saldo em SI de maio
p. passado .... 18:600*600
Receita de 1 a 28 de maio 9
201:0278635
X1STENTE NA CAIXA
28 DE JUNHO DE
Despeza idem.
Saldo.
18:6O0j)00O
_______*
18:600*000
DEMONSTRADO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA ESPE-
CIAL DA DIVIDA PUBLICA EX 28 DE JUNHO DE
1861.
Saldo em 31 de maio
p. paseado .... 8:4O0$000
Receita ds 1 a 28 de naio g
Despeza idem.
Saldo.
8:4005000
OjObOOO
7:700*000
Coiiimunicados.
Folgamos sobremodo em que capacidades lo
distinclas como os Ulnas. Srs. Jos Rodrigues da
Silva Rocha, Gaspar Antonio Vieira Guimares,
Joao Quirioo de Aguilar, Daniel Jos Pereira Li-
ma e Manoel Jos de Fariai arrojando longe de
si a capa esfarrapada dos anonymos Apostata__
Cosmopolita Pelagiato se venha empenhar
pelo Diario de Pernambueo de hontem, no cam-
po da discusso seria e grave, honesta e ludi-
cosa.
Neste campo da discusso j-publicamos dous
artgos nos Diarios de Pernambueo as. 129 e 132
e Io, sobre a expresso Instituto ; o 2o, sobre a
necessidade de um jornal trimensal ; sem que
losemos refutados, o nem se nos mostrasse erro
ou desvio do especie alguna. Venhan, pois, os
Srs. Guimares e Aguilar com suas doutrinas
contraras as oossas ; encelen a discusso franca
e leal a respeito das reformas novanenle aceitas
pelo Gabinete Portuguez ; demonstrem clara e ter-
minantemente, a sua inulilidade. a sua desneces-
sxdade e o seu grvame aos cofres do instituto, o
nos lhe aflsngamos acompanha-los nesse campo
at convenc-los dos muilos erros em que
nos parece, teem elaborado. Cumpre-nos dizer
amia que* tendo os apresentado ao publico o
nosso ojome, e apresentando-se aqueiles senho-
res de vitera cnida, para o bom entendedor sig-
nifica : 1, uma deslealdade ; 2o, terror de uma
discusso franca o seria ; 3o, uma esperteza que
se nao compadece com nimos cavalheiros:o
que tudo redunda em prejuizo dos anonymos.
Lmquanlo aos nomes dos dstinctos Iliteratos da
quem fallam os Srs. Guimares e Aguilar, cum-
pre-nos lembrar-lhes que nao veisa a questo
sobre tal ponto, seodo al desconveniente e in-
decente usar de nomes taes em semelhante plei-
to, e, sem autorisago dos mesmos dando lugar
anda a que duvidemos, como todo o publico, das
proposiges avangadas pelos Srs. Guimares o
Aguilar.
Ficamos aqui a espera da discusso que nos
promettem aqueiles senhores, e da queda das
mascaras que para inelicidade de todos, ainda
nos oceultam os nomes benemritos, progressis-
tas o honrados dos oppositores s reformas do Ga-
binete Portuguez, cerlos os Illms. Srs. a que
nos referimos, que smente lhe damos resposta
em atteogo ao publico sensato e judicioso. Em-
bargaram-nos para uma lula elevada ; pois bem,
cumpres-lhes pordignidadeapresentarem as suas
individualidades e sustentarem as suas opinies,
nao precisamos de recursos alheios, do centro
do proprio conselhoque partir a defeza. lo
justa to necesssria ioslituigao quanto injusta
e indecorosa foram as calumnias urdidas
membros de ma adminlstrago 1
aos
0 10 secretario.
Errata,
No segundo communicado. publicado no Uia-
r\o de hontem, onde se l Teixeira deve ser
Pereira ; e no fin do nesno deve ler-se a as-
sign tura do Sr. Florencio Jos Carneiro Mon-
leiro.
COMMERCIO.
Alfaudcga.
Rendimento do dia 1 a 2
dem do dia 3 .
21:461*597
32:093|241
53:554*638
Movi me a tu da alfaudega,
VOlunes entrados con fazendas.. 112
eom gneros..
Volunes
a
sabidos

con
con
fazendas..
gneros..
126
-----238
173
375
5*8
Saldo.
42:8443903
DEXONSTRAgO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA ESPE-
CIAL DO CALQAMENTO DAS RAS DESTA CIDADE EX
28 DE JIMIO DE 1861.
Saldo em 30 de maio
p. passado .... 26JI70
Receita de 1 a 28 de junho 1:973*830
Despeza idem ....
DEXONSTRAgO DO SALDO EXISTENTE
ESPECIAL DOS ORPHAOS EX 28 DE
1861.
Saldo em 31 de maio
p. passado .... 17:408*282
Receita de la 28 de junho 1:611*820
2:000*000
2:000*000
NA CAIXA
JUNHO DE
Descarregam hoje4 dejulho.
Polaca hespunholaVctorvinhos.
Polaca hespanholaDespegadacarne de char-
que.
Polaca hespanholaEsmeraldaidem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Sumaca hespanholaAr tillaidem.
Brigue inglezEliza Jankens-carvo.
Bngue inglezSpymercadSrias.
Brigue inglezColnaidem.
Exponavo.
Da 1 de julho.
Patacho portugutz Limo, para a ilba de S. Mi-
guel, carregaram :
Joo do Reg Lima & Irmos. 59 meias barri-
cas com 312 arrobas e 17 libras de assuear.
Jos de Farla Machado, 2 barricas com 9 arro-
Daa de assuear.
Antonio Joo Pareado,4 barricas com 31 arro-
bas e 20 libras de dito.
Brigue hespanhol Cectfta, para o Rio da Prata.
carregaram :
Antuoea Guinares i C, 10 pipas con 1 840
medidas de cachaga, e 1,400 saceos com farinha
de mandioca.
Patacho portuguez Uaria, para Lisboa, carre-
garam :
Domingos Rodrigues de Andrade, 15 couros
salgados com 420 libras.
Gullherme Augusto Ricardo, 28 couros saina-
dos com 1,000 libras. *
Feliciano Jos Gomes, 44 saceos com 220 arro-
bas de assuear.
Joao Pedro Rodrigues, 10 saceos com 50 arro-
bas de dito.
Barca portugueza Flor da Maia, para o Porto
caftegaram:
Manoel Ferreira da Silva Terroso, 120 meoa de
vaqueta.
Francisco Rodrigues da Silva, 200 couros sal-
gados com 4.948 libras.
Jos Fernandos Ferreira, 37 saceos com 177 ar-
robas do assuear.
Despeza idem
19 020*103
4:191*494
Saldo
14:828*609
DEXONSTRAgO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA PS-
PECIAL PE AXOETISAgO DO CAPITAL E JUROS DAS
APOLICES QUE FOIUX HEXETTUUS EX 28 DE JOXHO
DE 1861.
Saldo en 31 de naio
p. passado : 83*833
Receita de 1 a 28 de junho *
- 831833
Despeza idea :....... y
Saldo
838833
/
"1
"'i "*?wssr fias -zszr- ,,o-sAu", ..--
Utas, Josnoa ( mibermina dos Santos Blas. Saldo
EX 28 DE 1UXMO DE 1861.
em 31 de malo
Antonio Fernandos Thom, 92 couros salgados
com 2,125 libras e 4 saceos com 1,180 ponas de
Barca nacional Imperalriz Vencedora, para o
Rio da Prata. carregaram :
Amorin Irmos. 400 barricas com 3,217 arro-
bas e 13 libras de assuear.
Patacho hespanhol Uarcelilo, para o Rio da
Prata, carregaram:
Amorim Irmos, 400 barricas con 3,027 arro-
bas e 27 libras de assuear.
B,^r0BD!cional lmP*lrx Vwctdora. para o
Rio da Prata, carregaram :
h Sk1"''?'' I50 b,rriCM >m 1.M2 "ro-
bas e 20 libras de assuear.
Barca portugueza Flor da Maia, para o Porto
J"!! Jo Rodrigues da Cuaba, 300 saceos
com 1,500 arrobas de assuear
Francisco Rodrigues da Silva, 30 cornos salga-
dos com 746 libras.
Manoel Joaqun R. e Silva, 127 couros salga-
dos con 3,456 libras. *
Thonai de Aquino Fonceca Jnior, 265 cau-
ros salgados con 6.470 libras.
Mt^1 ** <* Suva larroao, 50 Ateos
com 150 arrobas do aasucar.
Francisco Jos Goncairea, 4 saceos coa 90 ar-
robas do assuear.


LUUO m fWllM>ODu.li flUHTA FEMA 4
Patacho portuguez Mors, para Liabos, catre-
garam :
Joo Lins Gongalve, 35 HCoea com 125 arro-
bas dt atiucar.
Patacho portuguoz Lima, para %Iha de S. Mi-
guel, carregarem :
Joio do Reg Lima & IrroSo, 2 pranchdea de
(rea costad oa de a m arel lo e 6 ti boas de dito.
Brigue hespanhol Ctcilia, para o Rio da Prata,
carregaram: \
Antunes Guimares&C, 12 barricas com 98
arrobas e Si libras de assucar
Bf>ebedortv de rendas Interna*
gravea de Pernaanbuco.
Rendimento do dia 1 a 2 3:185J57t
dem do dia 3....... 1:17S#353
~435724
~
Consulado pro ?facial.
Randlmeoto do dia 1 a 2 12120*134
dem do dia 3 <......6:037*156
I8:157#290
Mo vitaftDto do porto.
Navio takiio no dia 3.
Portoa do sul Vapor nacional Oyzpock, com-
,mandante o 1 tenente Podro Hypolilo Duarle.
Nao houversm entradas.
seca. m o Horas.
V w w n c a c 5" < kthmosphera o te
V en os m s i Diriccao. SI e n M ce
V 3S re oa i" o- f Inteniidadt. 1
s; g 00 O -4 te FanranAetf. H p o H m o * SE 1 i t-i
MI K> O *" O -1 os ?8 JO Centgrado.
2 3 $ O Hygrometro.
o o o e Cisterna hydr mtrica. -
759,8 758,6' a | 4 Franeez. 5 o 5 o
30,11 30.07" -5 OS OS o Inglei.
que ronJou para o tem e assim amanheceu.
OSCILADO Da MARK.
Preamar as 0 h. 42' da manhaa, altara 6, a 6.
Baixamar as 6 h 30' da tarde, altura 1.6."
Obserratorio do arsenal de marinha. 3 de i
lhodel861. '
Romano Stepple,
1* tenente.
u-
Editaes.
0 Illa. Sr. inspector da thesouraria provincial,
m cumprimento da ordem do Eim. Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que a ar-
Temslagao da impreaso dos trabalhos,ornamentos
e relatorio da mcama thesouraria, foi transferida
para o dia 4 de julho prximo futuro, servindo de
base o oiTcrecimento feito pelo licitante Ignacio
Bento de Loyola de nm por cento de abatimeoto
no valor do ornamento.
E para coastarse maodou anisar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco,25 de junhode 1861.0 secretarioA.
F. da Annunciarao.
O lila Sr. inspector da thesouraria provincial
era cumprimento de ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia
4 de julho prximo vindouro, parante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai novamente
em praga para ser arrematado, a quem mais der,
o rendimento do pedagio da barreira da ponte
do Tapacur, servindo de base a essa arrematado
a ofTerta que fez o licitante Christovo de Hollan-
da Cavalcanti e Mello, da quantia de 2.0965000
aonuaes.
A arrematado ser feita por tempo de tres
anuos, a contar do Io de julho do corrente
anno a 30 de junho de 1864.
As possoas qne se propozerem a essa arrema-
to comparecam na sala das eessdes da referida
junta, no dia cima mencionado, jpelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 27 de junho de 1861. O secretario.
Antonio Ferreira de Annunciarao.
A cmara municipal do Recife em virtude
da ordem circular dogoverno da provincia de 22
do corrente, faz publico para coohecimento de
seus municipes, que por aviso da secretaria de
estado dos negocios da fazeoda de 4 deste mesmo
mez. se ordenara a thesouraria da fazeoda que
procedesse aesta nwvincia a substituigo das no-
tas de 100 e 2009 primeira estampa, papel aran -
co, no tempo que decorrer de agora al o Om de
dezembro do anno corrente, comeganlo do pri*
meiro de Janeiro prximo futuro o prazo de 10
mezes para o descont mensal de dez por cento
do valor das mesmas notas.
Paco da cmara municipal do Recita em ses-
sao ordinaria aos 27 de junho de 1861.Luiz
Francisco de Barros Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem, oHcial maior servindo
de secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virtude de ordbta do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia
11 do corrente. peraote a junta da fazenda da
mesma thesourarii, vai novamente a praga, para
ser arrematado quem mais der o pedagio da
barreira da ponte da Tacaruna, avaliado em 41 ia
annuaes.
A arrematacao ser feita pelo tempo de dous
annos e 11 mezes, a contar de 1. de agosto do
correte anno a 20 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao, comparecam na sala das sessOas da referi-
da junta, no dia cima declarado, pelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 3 de julho de 1861.O secretario, An-
tonio Ftirreira da Annunciago.
O Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, juiz es-
pecial do eommereio desla cidade do Recite de
Pernambuco e seu termo por S. II. Imperial,
que Deus guarde, etc.
Pago saber aos que o presente edilal virem e
delle noticia tiverem. que no dia 10 do corrente
mez, s 5 horas da tarde, ter lugar na loja de
miudezas sita na ra da Imperatriz n. 58, a srre-
matagao de lodos os objectos existentes na mes-
ma, os quaes foram penborados a Joo Augusto
Heoriques da Silva, per execuco de Vaz & Leal,
deixaodo portanto a mesma arrematacao de ser
effecluada na sala dos atiHtotios conforme fura
j por editaes annunciada.
E para que o presente ebegue ao coohecimento
de todos, ser publicado na forma do estylo.
Cidade de Recite, i de julho de 1861.Eu Ma-
ooel Maria Rodrigues do Naecimenlo, escrivo o
subscrevi.
Francitco dt Jni$ Pereira Rocha.
O Illm. Sr. De, Triatao d'Alencar Araripe,
chelo de polica da provincia, para os ns conve-
nientes, manda fazer publico o sagulnte artigo da
lei n. 1099 de 18 Je setembro de 1660.
Art. 1. Fieam prahibidaa as loteras a rifas de
qualquer especie nao autorisadas por lei, inda
que corram aoaexas a qualquer outra autorisada,
sob pena de priso aimples do dous a seis mezes,
perda do todos os heos valores sobre que ver-
saren!, on forero aacessarios pera sen curso, de
multa igual i atetado do valor dts bilhetea dis-
tribuidos. .
1. Ser reputado lotera ou ra osada do
bens, mereadorias ou objectos do auatejaer natu-
reca que se prometter ou eaectuar por meio de
aorle; toda e qualquer operacao em que houver
e premio de beoeskio dependente
1. Os autores empreheodedores ou agentes de
loteras ou rifas ;
2. Oavque distriboirem, passarem ou venderem
bilhetea de loteras ou rifas;
3. Os que por avisos, aonuncios ou por outro
qealquer meto premoverem o seu corso e ex-
iraccao.
3. 0 producto dos bens, valores e multas de
que trata o presente artigo, deduzidos 50 por cen-
to-de sus importancia a favor da pessoa ou em-
preado que dr noticia da iofracco ou promo-
ver sus repulsao, estabelecimentos pios que o goveroo designar.
4. Contra os Infractores se proceder na for-
ma determinada pela legisragao em vigor sobre
os delictos policises.
O secretario,
Rufino Augusto d'Almeida.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, manda faier publico, que no dia 18 de julho
prximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vao novamente praga par*
ser arrematada, S quem mais der, a renda dos
predios, abaixo mencionados, pertenceolesoo pa-
trimonio dos orphos. e .
Largo de Pedro II.
Ns.
1 Sala do primeira andar 180*000 por anno.
Ra do Imperador.
2 Sobrado de 2 andares.. 1.601|000 c
Ra das Larangeiras.
6 Casa terrea............ 204$000
Ra do Sebo.
12 Casa terree............ 160*000
Ra do Rosario da Boa-Vista.
14 Casa terrea............ 201*000
Ra da Lapa.
40 Casa terrea............ '152*000
41 dem idem............ 182*000 a
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea............ 300*000
66 dem idem............ 1225000
67 dem Idem...*......... 81*000
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea............ 205*000
69 dem idem............ 125&000
Ra do Vigario.
72 Sobrado de 2 andares.. 602*000
Ra da Senzala Velba.
79 Sobrado de 2 andares.. 753*000 <
80 dem idem............ 753*000
81 Casa terrea............ 191*000
82 dem idem............ 200*000
84 dem idem............ 162*000
Ra da Guia.
8i Casa terrea............ 186g000 o
Ra do Pilar.
91 Casa terrea............ 162*000
As arrematages serao feitas por tempo de dous
annos e 11 mezes a cootar do 1." de agosto do
corrente anno a 30 junho de 1864, e com as se-
guinles alleragdes:
1.a Para garanta das arremataron dos predios
bastar um fiador, o qual dever provar que pos-
sue na cidade do Recite bens de rain livres e des-
embarazados, cujo valor cubra o da ariema-
taco.
2.a Que nao se exijam dos fiadores letras da
quantia da renda arrematada.
3.a Que os arrematante sejam obrigados a ter
limpas e aceiadas as propredads do patrimonio
por cuja renda se responsabilisar, bem como a
dar parte em tempo ao inspector da thesouraria
provincial dos reparos que se Qzerem, necessa-
rios para coriservago das mesmas propiedades,
os quaes serao executados por conta do patrimo-
nio, quando S9 verificar que os rendeiros e seus
dadores nao concorreram directa ou indirecta-
mente para o deterioramento.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tages comparegam na sala das sessoesda mesma
junta no da cima mencionado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, leado lugar no dia
11 do mesmo mez.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de junho de 1861.O secretario, A.
F. da Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que no dia 25 de Julho
prximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vo novamente praga para
ser arrematada a quem mais der, a renda dos
predios abaixo mencionados perlencentes ao pa-
trimonio dos orphos.
Ra do Pilar.
Ns.
92 Casa terrea............ 1821000 por anno.
93 dem idem............ 172>000
94 dem idem............ 2539000 a
95 dem idem............ 236J000
96 dem idem............ 157*000
97 dem idem............ 161*000
98 dem idem............ 22i000 a .
99 dem idem............ 167JOO0
100 dem idem............ 162*000
101 dem idem............ 181*000
102 dem idem............ 162^000
103 dem idem............ 181*U00
104 dem idem............ 172*000
105 Idea idem............ 372*000
Estrada do Parnameirm.
1 Sitio................... 5O0S0O0 a
2 dem.................. 120jj!000
Estrada do Rosarioho.
3 Sitio...............,. 312*000
Estrada da Muribeea.
4 Sitio................... 212S000
Forno da Cal.
5 Sitio................... 3538000
As arrematages serao feitas pelo mesmo tem-
po e sob as mesmas condiges do edital cima,
tendo lugar as habilitagdes no dia 18.
E para coostar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 28 de juabo de 1861.O secretario, A.
F. da Annunciago.
A cmara municipal desta cidade faz publico
para conhecimento dos seus municipes, e espe-
cialmente do corpo eleitoral, que o Exm. presi-
denta da provincia lhe communicou, que, em
virtude do 1* do art. 21 da lei de 12 de agosto
de 1834. convocar a nova assembla legislativa
provincial para reuoir-se ni prxima sesso or-
dinaria de 1861, e que designara o dia 24deno-
vembro vindouro para nelle se proceder a ele'igo
dos seus membros ; devendo o primeiro districto
dar nove membros da assembla legislativa pro-
vincial, conforme dispe o art. 2 do decreto n
2633 de 1 de setembro de 1860. Pago da cma-
ra municipal do Recite em sessao de Io de julho
de 1861. Luiz Francisco de Barros Reg, presi-
dente.Francisco Canuto da Boa-viagem, official
maior servindo de secretario.
Declara^oes.
promesas de
de aorta.
2. Mas penas leste artigo incorrero :
Conselho de compras na va es.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado manda o conselho
fazer publico, que ter isso lugar em sessao de 5
do corrente mez, mediante propostas om cartas
lechadas aposentadas oesse dia at as 11 horas
da manhaa, acompaohadas das amostras da que
Caiba no possivel.
Para os navios.
Estopa dealgodo, 9quintaos; leaa estreita
ingleza de superior qualidade, 100 pegas ; brim da
Russia, 100 pegas; cabo de linho de 1 a 7 pole-
gadas, 100 pegas ; remos de faia de 12 a 18 ps
sonidos, 100 ; oavalhas demarinhero, 300 ; li-
nha de barca 3 arrobas, e lona larga ingleza su-
perior, 100 pocas.
Para os navios e arsenal.
I.ioha aleatroada e merlim, 6 arrobas ; breu, 6
barris; oleo de iiohaga, 90 arrobas ; taixas de
ferro batidas para bombas, 20 milheiros, e pioho
de resina, 12,000 ps.
Para o arsenal.
Azeite de peixe, 100 medidas; sola ingleza
para machinas, 30 meios; m com 5 palmos de
dimetro e 8 polegadas de largura, 1.
Para o pharol.
Torcidas Francesas, 60 grozas.
Para os africanos.
Comisas de algodo azul, 84, e caigas de di-
to, 84.
Para as africanas.
Saias de algodo azul, 4, e camisas de algo-
diozinho branco, 4.
Sala do conselho de compres navaes, em 2 de
julho de 1861 O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos,
Commaudo superior.
Por ordem do Ules. Sr. coronel commandanle
eeporior interino sao convidados os Srs. tenente-
coronel Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Uchoa,
tenente Joaquim Corelcanti Ribeiro de Lacerda e
Pharmacia do
Leito n.
Formula n."!
Pharmacia do
Leito n
Formula
n.
tenente-ajudante da antiga guarda nacional Mi-
guel Pereira Geraldes, para omparecerem na se-
cretarla do commando superior, roa do Livra-
manto o. 31, as 11 horas do m 5 do corrente,
aQm de serem inspeccionados por junta medica.
Secretaria do commando superior da guarda
nacional do municipio do Recite 2 de julho de
1861.-0 secretario.
Firmioo Jos de Oliveira.
De ordem do inspector chele de divisio, espi-
ta de porto, faz-se publico os artigos abaixe co-
piados, do regnlamento das capitanas. Opita-
"' d pon de Pernambuco 20 deiuoho de
1861.
O Secretario.
J. P. Brrelo de Mello Reg.
Art. 26. Todo o navio mercante nacional ou
estrangeiro que estiver nos ancoradouros de car-
ga ou descarga, deseri ter es pus de bujarro-
ua e giba dentro, e nos porto em que pela aua
pequea capacidade estiver por isse amarrado
a quatro cabos, ter alera dtiso a retranca den-
tro, e as vergas dessmaatilbadas ; e s em ves-
pera do sahi ja para o aocoradouro de tranquis,
afim de envergar panno, poder amanlilhar ver-
gar e deitar fora os pus, menos o da giba, que
s o pora no aocoradouro de fraoqueia. O con-
traventor ser multado em quatro mil ris por
cada vez, e perder o direi-to indemnisagao no
aso de lhe aeree partidos por a bal roa ment.
a Art. 29. Todos e quaesquer navios deverio
nos differentes ancoradouros, prestar recprocos
auxilios em o acto de amarrar-se ou desamarrar-
se como saja receber urna espi,arrear a amarra
por-algum incidente imprevisto.
Art. 30 E' prohibido a todo e qualquer na-
vio dar tiros, ou salvas a nao estar no ancora-
douro de tranquis, e neste mesmo o nao poder
fazer, levando taco o tiro. Aquello que trans-
gredir ser sujeito a reperaeo do damno, haven-
do-o alm de ser enaltado em oito mil ris.
a Art. 31. Nao ser permittido dentro dos an-
coradouros de carga e descarga conservar fogo
bordo, depois do loque de recolher, alm da n-
tenla de que trata o art. 133 do regulamenlo de
22 de junho de 1836, e de urna luz que poder
ter em laolerna fechada na cmara de cada na-
vio. O contraventor Ccar obrigado reparago
do damno que possa haver, e ser multado em
dez mil ris.
< Art. 32. Nenhum navio poder sahir sobre-
carregado, oem levar carga no convs que cause
pergo. O capitao do porto regular com pruden-
cia, vigiando, com atlengo sobre taescircums-
tanciaa; e o capito ou meslre se conformar
com o que elle determinar.
Art. 31. Nenhum navio mercante poder ter
unidas suas embarcagoes miudas, seno nos pr-
talos no ancoradouro de carga e descarga; no
de franqua lhe ser permittido ter a lancha pela
popa. O contraventor ser multado em quatro
mil ris.
Art. 35. Nenhum navio mercante poder ter
suas embarcagoes miudas fra do navio depois
do tiro de recolher, salvo por algum motivo ex-
traordinario, que justificar. O contraventor ser
multado em quatro mil ris. a
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal do guerra tem de comprar os objectos
segaintes :
P de guerra.
500 caadas de azeite de carrapato.
2 arrobas de fio de algodo.
500 vassouras de palha.
100 vassouras de junco.
Quem quizer venler taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conseibo, s 10 horas da manhaa do dia 8 do
corrente mez.
Sala das sesses do conseibo administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 28 d
julho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira lobo.
Coronel vogal secretario interino
Novamente se faz publico, que se achara
depositados dous] cavallos, um pedrs, outro
russo-pedrfis, seodo o 1.a tomado por suspeilo no
acto de ser prezo Antonio Jos do Cirmo, mora-
dor no Barro-Vermelho, e o segundo, que foi ne-
gociado por elle com Thora de tal, dono da co-
cheira na ra da Florentina, o qual est embar-
gado por estejuizo por se tornar suspeito de se-
rem ambos furtados, pois que dito Antonio Jos
do Carmo indigilado como traficante em furtos
de cavallos ; por tanto quem se julgar com di-
reito comparega, que, provando lhe serao eutre-
Subdelegacia do 1. districto da freguezia dos'1"' ^JEe
Afogados 30 de junho de 1831.-O subdelegado creto n* a
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
MWUIN
iWl.
m
4 libras de fumarias,
* oncee le hjrpdsulflto de sol.
1 libra de iodurpte de forro em frasee azul.
4 arrobas de linhaga.
90 libras de malvas.
20 librss de mel de abelhas.
8 oogas de nitrato de prata fundido.
12 viaros de oleo de m>ntrugo.
5 ongas de eleejossenml de canella.
12 libras de oleb de ricino.
libras de petls Tresdas de rosas rubras.
2 libras de plelas de Blaocard.
50 vidros pilulak de Vallet.
* libras de pasuohts deipecacuanha.
3 libras de pastilbas de ipecacuanha o morfina.
1 resma de papel pastado de primeira quali-
dade. ^
2 resmas de pa )el de embrolho.
1 vidro azul d > 8 ongas de perchlorureto de
ferro.
2 arrobas de riic de tormentilla.
3 libras de raij decahinca.
3 milheiros de rolhas trancezas.
30 traeos de s< Isa parrilha de Bristol.
2 libras de sar -aftaz.
2 libras de sea monea.
3 libras de salla.
1 thesoura dejuoi palmo.
30 libras de linho tinto de muito boa quali-
dade.
20 libras de vinho branco de boa qualidade.
60 frascos de :*rope de Chable.
100 garrafas ( e xarope de Hypojulflto de soda.
50 vidros de : arope de naf da Arabia.
60 garrafas di xarope de espargo.
25 garrafas a xarope de degitales de Labe-
lonia.
2 resmas de tapel rotuladaa pelo modelo jun-
to, sendo urna para medicina e outra paraci-
rurgia.
hospital militar de Pernambuco.
Medicioa.
hospital militar de Pernambuco.
Cirurgia.
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra,
vidos de 12 a 14 pollegadas.
verniz crome,
leo de linbaga.
aboas de Iouro de assoalho.
le qualidade com 25 palmos ca-
Cousulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos propriotahos dos predios urbanos das
freguezies desta cidadee da dos Afogados que os
trila das uteis para o pagamento a bocea do co-
fre do segundo semestre da decima do anno C-
nanceiro de 1860 a 1861 flodam-se no dia 8 de
ulho correte ficando sujeitos mulla de 3 per
0(0 os que pagarem depois deste prazo.
Mesa do consulado provincial de Pernambu-
co 1. de julho de 1861.Antonio Carneiro Ma-
chado Ros, administrador.
A companhia de cavallaria de Pernambuco
precisa contratar fornecimentos para a cavalhada
no segundo semestre do corrente anoo, o qual
nao pode o fazer no dia 28 do mez corrente por
nao ter apparecido pretndanles, os gneros se-
guinles : capim a arroba, mel a garrafa, milho o
alqueire, e farelo a sacca, sendo todos estes g-
neros de boa qualidade e posto no quartel por
cootado fornecedor, cujas propostas serio entre-
gues secretaria da companhia no dia 4 de julho
pelas 10 horas do dia.
Quartel oo Campo das Princezas 30 de junho
de 1861.Maeoel Joaquim Machado,
Tenente commandanle interino.
O Illm. 8r. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 2 do
corrente por diante pagam-sa os ordenados dos
empregados proviociaes, vencidos no mez de ju-
nio prximo lindo. Secretaria da thesouraria
provincial Io de julho de 1861.
O secreiarlo
Antonio Ferreira d'Annunciago.
SOCIEDADE BAXCABIA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomaos saques aobre as pracas do Rio
de Janeiro, Haranhio e Pari.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornerime^
do arsenal de guerra, tem de comprar o* objec-
tos seguintes:
Para a phsrmada do hospital militar.
12 arrobas de assucar refinado de primeira qua-
lidade.
48 libras de alcool de 36 graos.
4 libras de almeo. .^.
48 |ibv a agurdenle branca.
10 libras de alinea.
1 aremetro de Banm.
1 aremetro eenterimal de Gay-huwac.
2 arrobas de banda.
24 borrachas para iojeccoes, sendo 12 de 2 ca-
fas e 19 de 4 ongas.
12 borrachas vulcanisadas para chlysteres, sei-
do 6 de 1 libia e 6 Ue liase o aaoie.
4 libres de cremortartaro.
12 libras de caatharidas.
2 libras de enea de romia.
14 libreado cera amarelle.
4 libras de cicuta.
2 arrobas de cevada.
1 libras de centaurea menor.
1 libra de cytrato de ferro.
1 libra de carbonato de ferro.
2 libras do cal brenca de mercurio.
f caivete pequeo.
1 libra de extraeto de alcsgs.
1 libra de extracto de gneiaco.
1 arroba de eotofar sublimado.
8 libras de flor de sabugo.
2 libras de folhas de vernica.
2 libras de folhas de verbasco.
2 libres de folhas do msngericlo.
2libras de folhas miogerona.
3 libras de folhas de ouregao.
3 libras de folhas de anglica.
2 libras de folhas de funcho.
4 libree de folhas de hyseopo.
12 fondas para o lado direlto de boa qualidade.
11 fundas pera o lado esquerdo de boa qua-
lidade. *
6 fundas duplas de bos qualidade.
3 caxas cora
5 arrobas de
5 arrobas de
20duriaa de
6enchams
da um.
2 maos traveisss com 25 ditos cada urna.
Quem quizer Vender taes objectos, aprsente $
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 8 de
julho prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimelo do arsenal de guerra, 28 de
junko de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
'Coronel presidente.
Fro *ttco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario ioterioo.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junla administrativa da santa casa de
misericordia da Recife, manda fazer publico que
no se tndo erfecluado hoje a arrematacao das
reodas da ilha UoNogueira, ir novamente i pra-
ga no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretndenos dlevem orgaoisar seas propostas e
remette-las a esta secretaria em carta fechada,
no dia cima mencionado, as 4 boras da larde.
Secretaria da Sants Casa da Misericordia de
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivo.
A Illma. junta administrativa da santa casa
de misericord do Recife manda fazer publico,
que no dia 15 lo prximo futuro mez de julho,
pelas 10 horas da manhaa. na casa dos expostos,
(pr-se-ba pagamento as respectivas amas ; de-
vendo estas irejm acompaohadas das criangas.
Santa casa de ruiseor dia do Recite 28 de ju-
nho de 1861.-40 eserivo,
l'. A. Cavalcanti Cousseiro.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
de 10 de novembro de
anno lindo, vai se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20# da emissac
da mesma caixa.
Caixa Glial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861;O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
tHEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
18 RE1TA DA ASSIGXATURA.
Sabbado 6
Subir cena o interessaotee muito applaudido
drama de cdstumee militares, em 4 actos, offere-
cido e dedicado a Sua Magestade el-rei o Sr. D.
Pedro V, pelo autor o Sr. Jos Romano,
29
oc
HONRA E GLORIA,
PERSONAGENS.
O general...................... Leito.
O coronel de cegadores 6o...... Santa Rosa.
O ajudante de campo........... Valle
Jorge, capito da 8a companhia
Placido, Sargento...............
M-Cara, dito..................
O altere instructor............
29, quarteleiro da 8*. ecama-
rada de Jorge, 60 aonos___
Escopeta, rancheiro............
Ralatudol recruta..............
Um paizino....................
Maria, lha de 29..............
Anglica, lavadeira do batalho
e mulher de29..............
Vicente.
Raymundo.
Campos.
Valle.
Germano.
Nuoes.
Teixeira.
Oliveirs.
D. Manoela.
D. Jesuina.
Otnaaes, soldados, banda de msica, etc.
com a graciosa co-
Terminar o espectculo
media em nm acto,
MM II ilill
Comecarl s 7 yi boraa.
THEATRO
DE
ffliIiBL
ULTIMO jfcSMTCTACULO
A BENEFICIO DO
capital, tem a honra de offerecer-the pela ultima
vez oa seus servigos, pedlr-lhe sua valiosa
proteego.
Prtcos ia entrada.
Camarotes 1" ordem.............. 6&000
2* .............. 8000
Cadelras........................... 25OOO
E'la............................. 1000
Nao ba camarotes do 3.a ordem,
tudo galera ................ 1&000
Os bilhetes j se achara venda na ra Nova
n. 32, casa do Sr. Thom Lopes de Sena, e no
escriptorio do theatro.
Principiar s 7 horas e meia da neite.
Maranfiao e Para.
O hiale oacional Rosa esperado nestes das,
seguir coro brevidade para os porto indicados*
por j ter parte do carregamento engajado : pare
o resto e psssegeiros trata-se com o consignata-
rio J. B. da Funseca Jnior, ra do Vigario nu-
mero 23.
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RITA DA PRAIA.
Sabbado 6 do corrente.
O director do Cassino tem a hoora de participar
ao_respeitavel publico (amante das bellas reu-
nios), que sabbado 6 do corrente. haver em
baile, com aquella pompa e alegra do costume :
em coosequencia de pedidos de algnmas pessoa,
que as horas moras da noite almejam urna bel-
la distraeo e suas iraaginaces quig aborreci-
das pelas contiouas lidas do dia.
Ser manlida a boa ordem e harmona do cos-
tume, e observadas as disposiges do regulamen-
lo em vigor.
Grande baile
E
Concertos de msica vo-
cal e instrumental
NOS
Saldes do caes de Apoll
o
Em beneficio do administrador.
A*s 9 horas da noite de sabbado 6 do correle
comegar o eotretenimento, executando a acre-
ditada msica dos educandos do arsenal de guer-
ra, dirigida pelo eximio professor o Sr. Maneel
Augusto de Menezes Costa, alm de umabrilhante
ouverlura, differentes pegas de gosto, e depois
ricas quadrilhas, scholtz, walsas, ele, do seu
abundante repertorio.
Os intervallns serao preenchidos por admira veis
eoncerios de nauta, harpa e cantura, pelos apre-
ciaveis irmos Cas3el, recentemenle chegados da
Europa ; tocando as Sras. Os. Cooradina e Chris-
liana harpa e cantando differentes pedagos das
mais modernas operas italianas, e acemoanhan-
do-as o Sr. Heorque em sua melodiosa flauta.
Estando feito um creando numero de convites
a pessoss de todas as classes que podem honrar
o estabelecimeoto, espera-se que a concurrencia
eeja tambem erescida.
Ser cumprido o regulamento policial.
Entradas para senhoras, gratis : para hamens.
a 2$000.
Avisos martimos
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a barca portugueza For-
mosa, de primeira marcha : para o restante da
earga e passageiros, para os quaes tem excelen-
tes rom modos, trata-se com Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo, escrip-
torio, ou com o capitao a bordo.
PARA
hiiata-feira, 4 de jalao.
Luiz lisiar natural da Polonia, confiado na
generosa bondade de rsspeUaYel publico desta
Segu nestes dias para o indcalo porto o ve-
leiro brigue-escuna Graciosa, capitao Joo Jos
de Souza, por ter todo o carregamento contrata-
do, poder receber ainda algumas miudezas,
devendo para esse flm os pretendentes enten-
der-se com os consignatarios na ra da Cruz
n. 27, escriptorio.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretenJe seguir com muila brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto, para o resto
que lhe falta trata-se com os seus consignatarios
AzevedoA Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate na-
cional Santa Anna]: para o restante da carga e
passageiros trata-se com Gurgel & Irmos. na
rna da Cadeia do Recife, primeiro andar, n. 28.
Acarac
Segu com brevidade o cter Emma ; para
carga e passageiros, trata-se com Moreirs & Fer-
reira, ra da Madre de Dos n. 4.
O patacho nacional Barros 1, de superior mar-
cha, segu com brevidade para o Rio de Janei-
ro, recebe carga a frete : trata-se.com viuva
Amorim & Filho, ra da Cruz d. 45 ou com o
capito a bordo.
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca cMalhilde
por ter metade do seu carregamento eogajado :
para o restante, trata-se com Manoel Al ves Guer-
ra, na fu do Trapiche o. 14, ou com o capitao
Jos Ferreira Pinto.
Baha.
egue a sumaca fHortencia, capito Belchior
ce 1 Araujo ; para o resto de carga que lhe
fajta e passageiros, trata-se com Azevedo & Men-
dos, ra da Cruz n. 1.
Baha.
A escuna nscioeal Carlota, capito Luciano Al-
ves da Cooceice, sane para a Babia em pouces
dias ; peraelgume carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. O. Azevedo, na ra de
Madre de Deus n. 12.
COMPANHIA PRWiAflUCAfU
i
Navegacao costeira avapor
Parabib*. Rio eWnde do Norte, Ma-
ceo do Aisu Aracaty Ceara\
Acaracu' e Granja.
O vapor Jacuarioe. cornaaendante Lobato,
eahira pare os portee 4o norte etf a Granja no
ue 6 de-faino s 4 horas de tordo, Reeobo ear-
ga at o dia 5 ao meio die. Encommeadee, pao-
sageiros dinheire e frete at e die da sabida
a 1 hora: eecriptorio oa Forte de Mattos a. i.
OMPANHIA PERNAMBUCVNA
DE
Navegaco costeira a vapor.
O vspor Prt'nwrvao, commandanle Mour,
segu viagem para os portos do sul de sus en-
cala po dia 5 de julho as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encommoo-
das! passageiros e dlnheiro a frete at o dia d
sahida 1 hora : escriptorio no Forte do Mattoe
n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
A veleira barca nacional 7ri# seguir com bre-
vidade. Para alguma carga miuda, trata-se
com Antunes Guimares & C, no forte do Met-
tos, trapiche do bario do Livrameuto b. 15,
P.T" cravos. com os consignatarios Arana
Hijo 4 C trapiche Novo n. 6.
Lines.
LEILO
Sexta-feira 5 do correte.
Costa Carvalho far leilo no dia acime as lt
oras em ponto de urna porgo de caixas de mas-
sas sortidas, no armazem do Sr. Anues defronte-
da porta da alfmdegs, sem reserva de prego.
LE1LA0
O agente Hyppolito vender* hoje na
porta do armazem do Sr. Annes em
frente da alfandega, urna porco de vj-
nhos francezes em quartolas e engar-
rafados, as 1! horas em poni.
LEILAO
Quinta-feir* 4 do corrente as
10 horas.
Haver leilo por iolerveoco do agente Pinto
de 35 caixas com queijos prat03 dd excellente
qualidade chegados ha 4 dias pelo vapor inglez.
os quaes serao vendidos sem reserva de prego
no dia e hora cima mencionado no armazem do
Sr. Annes em frente da alfandega.
Quinta-feira 4 do corrente.
O agente Camargo fara' leilo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
e requerimento de Jos Joaquim Dia
Fernandes & Filhos, da taberna da ra
de Santa Rita pertencente a Jos Joa-
quim de Oliveira, consistindo em ar-
macao, candieiro degaz e mais gene-
ros, no mencionado dia as 11 horas em
ponto.
Contiouacao do leilo
DOS
Movis da massa fallida
de Si^ueira A Pereira,
Scxta-feira 5 do corrente.
Antunes por autorisaco dos depositarios d
massa fallida de Siqueira 4 Pereira, vender
em leilo o reslo djs movis que pertenceram
aquelles fallidos, tuao sem reserva de prego as
11 horas em ponto.
Tambem vender
joiflS de apurado gosto ao correr do martella.
LEILAO
DE
Urna officina de
marcineiro.
Quinta-feira^de julho.
Antunes far leilo de urna ofQcioa de marci-
neiro muito bem montada, cooteodo tolos os
preparos precisos para boa execugo de qualquer
obra de marcioeiria, a qual se vende sem raser-
va de prego oo auesmo lugar da officina ra do
Imperador confronte a Sao Francisco, as 11 ho-
ras em ponto.
LEILAO
DE
Um armazem silo 110 caes
d'Apolio n. 7.
Quinta-feira 5 de julho.
Antunes far leilo em seu armarem n. 73, do
ra do Imperador, de um armazem de pedra e
cal, lodo travejado. o qual tem 30 palmos de
frente e 200 de cumprimento, sito no caes do
Apollo, no dia e lugar cima designado as 11
horas ea ponte.
Avisos diversos.
a 000 ctAcao Ei) 0 g v ap lu c a
p etm*m me aua
Domingo, 7 do-corrente, es 10 hora da ma-
nhaa haver sesso ordinaria do conselho direc-
tor e as 11 hora da assembla geral.
Secretaria de Assoeiegi Typogrephica Ptr-
nambucanat de julho de 18411.
i. Cesa*.
i' secretario.
No pateo do Terco o. 22, vende-se urna
carraco, com boi bastante gordo, e com a vista
veri.
-- OOerece se um moco porluguez ebegeio
ltimamente de Portugal, o qual sabe bem 1er
eecrever e cootar, para caixeiro de qualquer es-
4-*".^"e*t0 dc"ercie : quem delle preci-
eer, dtnje.se e loja de Mala Irruios, rae e Cree-
pe nuaet 6.


/*
m
QUINTA FURA 4 Dfi JLHO DE HU

_
>*.
Attenco.
Vende-se assucar retinado a 48IOO e 35800 a
arroba, e a 140 e 120 rs. a libra, cal muido a
360 a libra ; do deposito do becco Largo no Re-
cite n. 1 A ; dioheiro e nao Dado.
Vende-se un escravo moco proprio para
engenho por saber carrear ; a tratar no pateo do
Carmo o. 1.
Pracisa-se de um caixeiro que tenha prati-
ca de taberna ; a tralar na ru i do Fogo o. 32.
Compra-se urna casa terrea no paleo do
Hospital ou ra das Cruzes; a tratar na ra lar-
ga do Rasario n. 24.
Vende-se por prego muito raioavel um re-
logio de ouro patente inglez, do acreditado fa-
bricante de Liverpool Samuel & Lon, com muito
pouco uso e ptimo regulador/; vende-se por
possuir-se outro de machinismo moderno : na
travessa das Cruzes n. 2, lerceiro andar.
Pechincha.
Carne do serllo muito boa e gorda a 280 a li-
bra, em porgo se far differenca : na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 27, taberna.
Casa para alagar.
Aluga-se urna casa terrea nova, no Campo
Verde n. 31,- a tratar na taberna grande da So-
ledade.
Precisa-se de um bom criado e um bom
cozinheiro nara o hotel de Apipucos : a tratar
no mesa o hotel.
Acha-se contratada a venda da casa terrea
n. 86 da ra das Cinco Pona?, pertenceote a D.
Auna Mara de Cirvalho Uchda : se alguem se
julgar com direito s impedir este negocio, an-
nuncie por esta folha no prazo de tres das.
Os abaixo assignados fazem sciente que se
desencaminhou de seu poder urna letra da quao-
lia de 544ft500, sacada pela extincla Arma de Jos
Antonio da Cuuba & Irmao?, e aceita pelo Sr.
Antonio Alberto de Souza Aguiar, vencida hoje,
a qual Mear sem eflVito a lodo e qualquer lem-
po que possa apparecer, por termos recebido dita
importancia no da de seu vencimento. fiecife
3 de julho de 1861.Cuoha, Irmos AC.
Offerece-se um criado para casa de pouca
familia : quera precisar, annuncie por este Dia-
rio.
Acbam-se evadidos desde o principio desle
anno os dous escravos seguintes, que para aqui
vieraru do Maranho para serem vendidos: Vir-
ginio, pardo escuro, que representa ter de idade
40 anuos, baixoe de grossura regular, picado de
bexigas, cabello acabocolado, mal encarado e
mos denles, consta que seguir para a villa de
Saboeiro, na provincia do Cear, o'onde diz que
natural. Faustino, crioulo, alto e reforjado,
suissas crescidas e rapadas no queixo, falla bem,
tem bons denles e semblante triste, inlitula-se
forro, usando do uome de Jos da Rocha, debai-
xo do qual servio no exeicito at que foi desco-
bertu e requisilado pela seu legitimo senhor,
como consta do protesto competentemente julga-
do, e que para em poder do anouncianle ; cons-
ta que seguir para a provincia do Rio Grande do
Norte, e diz que natural de Maranho. Acei-
ta m-se propostas para a venda destes dous escra-
tos as uircumstancias referidas, visto que seu
dono temde relirar-sedo imperio, e nao dtela
oceupar-se mais da sua captura : a quem isso
coovier, dirija-se a ra da Cadea do Recife o.
36, ptimeiro andar, que achara com quem tratar,
e onde tambem se dar 200$ de gratiticago por
cada um pessoa que os apprehender.
ASS0CIAQA0
DOS
\rlislas alfaiales.
De ordem do Sr. presidente pelo presente se
faz publico a todos os senhores socios effeciivos,
que seus dbitos j ferem as dieposiedes dos
1 e 2 do art. 79 de seus estatutos, que houve pa-
ra progresso da mesma sociedade que lodos os
senhores hajam de entrar com terceira parte do
dividendo de seus dbitos at o lira do corrente
mez, do contrario (carao sujeitos s penas do
artigo cima mencionados.
Secretaria da Associaco dos Artistas Alfaiates
3 de julho de 1861. |
Jos Rogerio Marcelino,
Io. secretario.
Ao publico.
Constando ao abaixo assignado que o Sr. Igna-
cio Nery Ferreira da Silva Lopes ou Ignacio Ne-
ry Ferreira Lopes tem dito a diversas pessoas
que eu ihe sou devedor de conlos de ris, apres-
so-me em fazer sciente ao publico e com espe-
cialidade ao corpo de commercio, que de nada
lhe sou devedor como provo com o recibo iofro,
mas todavia rogo ao Sr. Ignacio que queira apre-
sentar as letras que diz ter aceito por mim. Re-
cife 4 dejunho de 1861.
Antonio Fernandos de Castro.
Recebi doSr. Antonio Fernandes de Castro a
quantia de 1 lg510 por saldo de meus ordena-
dos at hoje. Recife 4 de julho de 1861.
Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes.
Aviso.
Marcelino & C. previnem ao respeitavel pu-
blico, que teodo sacado em 5 de junho prximo
passado urna letra de rs. 5988204, contra Jos
Antonio dos Santos Aodrade, de Macei, foi a
referida por este aceita, e devolvida em 22 do
mesmo pelo vapor Persinunga, conforme o
aviso posterior que do mesmo senhor livemos,
c nao teodo al ao presente chegado ao nosso
poder, a suppomos deseocaminhada, pelo que
fazemos o presente aviso, para que ninguem fa-
ca transaegao alguma com a mesma, pelo que
desde j a declaramos de nenhum effeito, e oes-
te sentido havemos avisado ao aceitante. Recife
3 de julho de 1861.
Industria americana.
N. O. Bieber & C, successores,
ra da Cruz n. 4.
participan) ao publico queoovamenle receberam
urna grande collecgo de artigos da industria
norte-americana, como sejam :
MACHINAS
para cortar capim, para desearogar milho, para
moer milho e caf, para fazer farinha de milho
em nura iguala do trigo, para fazer bolarhinha
de todas as qualidaeies em grandes poredes. para
lavar roupa em 10 miuuit, P.,. ro fcu>
jardim e baixos de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc.. etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para Hmpar a trra, fac-
{oes proprias e expressameote feitos para cortar
canna, machados, machetes, enchadas, ps, as-
ira como urna immensidade de ferragens Anas,
bombas, carros de mo.
CARROS
legantes e leves para douas e quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
cero possusm igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, com os pregos marcados e acei-
(am encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prsteado, em vista
igual prata, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para coziohar ovos, etc.,
ic, ele.
Colheres do mesmo metal, faccas Boas cabo de
nasrfim, arios, machinas para torrar caf.
Urna immensidade ie obras de folha de Flan-
dres enverniaadas para toilete, ditas de madeira
oecessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem eslraga-la, ferro* econmicos paraen-
gommar roupa. Costureiras, coodessas e balaios
-para guardar roupa, urna infloidade de objectos
le phaulasia proprios para gabinete de senhoras.
Caixas com ferramenla fina. Brinquedos, car-
rinhos -para meninos.- Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Veadem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
uer parte: na rut larga do Rosario, n. 3*.
Calvice.
A ulllidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
tambem de dar-lhes ferca
para evitar a calvice e nao
deixa-los embranquecer to
cedo como quando ella nio
fdr applicada, alera disto
sendo sua compusiere for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpcio pe-
los poros da cabega nio pode ser nociva. De-
posito em Prnarabuco, ra do Imperador n. 59,
e ra do Crespo n. 3, e em Paris, Boulevard
Bonne Nouvelle. Prego cada frasco 3>.
^aramai- imai hm rtfn r ara ~ bm .-^jipm
AttencSo
IFazendas e ron-I
pas feitas baratas
NA. LOJA DE
n
$48- Ra da Imperatriz48
Junto a padaria franceza.
Acaba de chegar a este estabeleci-
rcento um completo e variado sortimento
deroupas de diversas qualidades como
sejam : grande sortimento de paletots
I de alpaca preta e de cores a 3je 3*500,
1% ditos forrados a 49 e 4*500, ditos fraoce-
zes fazenda de 10* a 69500. ditos de rae-
i ri prelo a 6*. ditos de brim pardo a
*3$800 e 4*. ditos de brim de cor a 3*500,
ditos de ganga de cor a 3J500. ditos de
M alpaca de la arnarella a imitaco de pa-
g lha de seds a 3*500 e 4*. ditos de meia
V casemira a 4*500, 5fl e 5*500, ditos de
* casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
* a 15$, ditos de panno prelo fino a 20*,
. 22$, 28*. ditos braceos de bramante a
1| 3*500 e 4*. caigas de brim de cor a 1$800.
% 2So00, 3*, ditas brancas a 3* e 4*500, di-
tas de meia casemira a 3*500, ditas de
m* casemira a 6*500, 7J5O0 e 9*. ditas pre-
jg tas a 4g500. 7*500. 9* e 10*. colleles de
ganga franceza a 1*600, ditos de fusto *
28800. ditos brancos a 2g800 e 3*. ditos g
de setim prelo a 3*500 e 4*500. ditos de a
gorguro de seda a 4*500 e 5*. ditos de
M casemira preta e de cores a 4*500 e 5*,
5 ditos de velludo a 7*, 8j e 9*.
|| Completo sortimento de roupa para
O meninos como sejam calcas, cohetes, pa- w
|| letots, camisas a 1*800 e 2*. ditas de fustao M
S a2*500, chapeos francezes para cabega o
fazenda superior a 6*500, 8$500 e 10*, ||
ditos de sol a 6g e 6*500, ditos para se- J
nhora a 4JS00 e 5*. Recebem-se algu- ff
mas encommendas de roupa por medida i
e para isto tem deliberado a ter um con- t
tra-mestre no estabelecimento para exe-
cutar qualquer obra tendente a sua arte.
Fazendas.
Ricos corles de vestidos de sedi de
Escocia de muito bonitos -gostoa a 14*,
ricas gollinhase manguitos bordados (cro-
ch) a 3J500, cambraia lisa de Escocia
com 10 varas a pega e vara de largura a "
6*. mussellna branca fina a 3*0 rs. o co- ||
vado, completo sortimento de chita fran- *"
ceta a 240.260 e 280 ts. o covado, ditas
Singlezaa a 180 e 203 rs., cobertores de la
a imitaco hespaohoes o melhor que ha
no mercado a 6g, 7* e 10*. lengos bran-
cos para senhora muito grandes a 2J2O0
a duzia e oulras muitas fszendas por pro-
cos commodos.
jKtt&siettKie m mwmmmm
- Aluga-se um sitio no oito da igreja do Ro-
sirinho com muitos arvoredos de fructo ludo da
melhor qualidade, com boa agua de beber, es-
tribara, cocheira, boa casa de pedra e cal e'com
muitos commodos para familia : a tratar na ra
dos Coelbos n. 1.
Compra-se urna escrava de idade de 20 an-
nos que seiba bem cosinhar, engommar e cozer
preta ou parda : quem tiver leve a ra da Au-
rora n. 48. que achara com qnem tratar.
William Louis subdito inglez relira-se para
Liverpool.
Antonio Joaquim de Sesna Monleiro re-
centemente chegado da Bahia deseja fallar com
seu irmo Luiz de Senna Monteiro tambem che-
gado ha pouco do Cear, par isso pede que an-
nuncie a sua morada para ser procurado.
8
Collegio de Nossa Senhora'
do Bom Couselho. &
O director deste estabelecimento tendo
9 convocado o conselho deliberativo para a
41 sessao ordinaria domingo 7 do corrente #
as 11 horas da manha, convida aos paes a)
# de seus alumnos internos e externos para
assistirem a esse acto. m
** #
No collegio de Nossa Senhora do Bom
Conselho precisa-se de dous criados para o ser-
vigo interno e externo, preferlndo-se escravos.
No dia 6 do corrente mez depois da audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara a*
2 horas da tarde, se nao de arrematar por venda
em praca publica na sala das audiencias, a parle
das ierras da propriedade denominada Paseo do
Giqui contendo o antigo trapiche, vivtiros, tor-
no de oleria, cascotes e trras annexas no valor
de 1:161(959 e o dominio directo de diversos
terrenos da mesma propriedade aforados a dif-
ferentes pessoas conforme o escripto em mo do
porteiro do juijo escrivo Santos, por execugo
de Manoel Joaquim Baptista contra Jos Floren-
cio de Oliveira e Silva, proveniente de duas let-
tras de parle da compra que este fez da dita
propriedade que Bcou especialmente hypothe-
cada ao seu integro pagamento.
Pmujo-ao do no. lo.noiro quo oolood bom
de sua profls8io : na padaria da ra Direita nu-
mero 69.
Precisa-sede urna ama para coziohar; na
ra das Cruzes n. 36.
O abato assignado relira-se desta provin-
cia.Joaquim de Oliveira Haia.
Quem perdeu ama cambada de chaves, pro-
cure na ra do Qaeimado n. 9.
Quinta-feira 4 de julho ser arrematado em
pra;a publica do juiz de psz do 2. districto de
Santo Antonio, 7 cadeiras, 1 par de consolos, 1
mesa redonda, 2 commodas, 1 toucador e 1 ar-
mario de cima de commod, por execugo de Jo-
s Faustino de Lemos contra Portier.
Estevo Soarea, subdito bespanhol, retira-
se para Europa.
Na ra das Cinco Poetas o. 91 se dir quem
d 4:000* a juros sobre penhorea de ouro e pra-
ta, daa 10 s 4 horas da tarde, ou sobre casas de-
semba recadas.
Aluga-se urna preta para todo servico de
casa : na ra da Concordia, na travesea daa casas
novas que entra para a casa de detenco, defron-
te do o. 48.
Urna pessoa de bou costumes se offerece a
ser ama em casa de familia para coziohar ou en-
gommar, e de portas dentro; a tratar na ra
larga do Rosario n. 9.
Roga-se ao Sr. Augusto Carlos de Soura
Magalhies de vir buscar o relogio de ouio que
deu ao abaixo assignado para concertar, na ra
da Imperatriz.Alberto Aachoff.
Manoel Francisco de Almeida relira-se pa-
ra a Europa;
Joaquim Nomes da Silva, subdito portu-
guez, retira-se pira o Rio de Janeiro-
gue
pele
por
ter
Ira
Os afcaixos assignados
membros da coramisso en-
carregada de promover a co-
bra oca judicial das lettras
emittidas na circulaco pela
thesourariaproviacial nos an-
uos decorridos de 1846 a 1848
de novo convidan* aos Srs. in
teressados a se reuuirem no
dia 8 do corrente ao meio dia
no lugar e para o fim j indi-
cados, cun pr i n do-lhe s o decla-
rar que o nao comparecimen-
to de interessados que repre-
senten! pelo menos dous ter-
cos da quantia ajuizada, ha-
bilitar os que se acharem
presentes a deliberar o que
julgarem acertado em prol de
sua causa. Recife 1 de julho
de 1861. Manoel Joaquim
Ramos e Silva. Antonio de
Moraes Gomes Ferreira. -
Adriano Xavier Pereira de
Brito.
Araoga Hijo Zl C. vendem on-
cas de ouro : na ra do Trapiche Novo
6.
Aluga-se o segundo an-
dar da casa n. 15 da ra do
Vigario: a tratar na ra do
Livramento n. 38.
O cartorio da fazenda provincial
foi transferido para a ra estreita do
Rosario n. 17, primeiro andar.
&
9 u medico cirurgico Antonio Jos Per- #
@ reir Alves, mudou a sua residencia para
# a ra do Queimado n. 10, primeiro andar, m
9$@a8 -*
- Aluga-se urna boa escrava cosi-
nheira: quem a pretender dirija-se a
travessa das Barreiras na Boa-Vista ca-
ir n. 2.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
He oel Ribeiro da Silva faz sciente ao respei-
tavellpublico e principalmente ao corpo do com-
merelo, que durante o lempo que est estabele-
cidojeom padaria na ra Imperial o. 187, que
nunck leve socio nem tem at a data de hoje ;
coma me consta haver um individuo que se inti-
tula Ser socio da casa ; o qual elle nio teem rela-
cesicom o mesmo cima, por isso se faz sciente
aos treguezes deste estabelecimento que d3o pa-
Ao publico.
conta alguma sem que lhes seja e presentada
mesmo Ribeiro ou caixeiro da mesma casa.
- Arreoda-se o sitio que foi da nada D. Ar-
cha ija no Giqui, o qual tem boa oleria, grande
ao de coqueiros, 2 vireirosde peixe e muito
ino para plantaco e solta de vaccis : con-
-se no mesmo ou na ra da Imperatriz a.
47, lerceiro andar, das 9 do dia as 3 da tarde.
j- O proprietario do peridico Ordem avisa
aos senhores abaixo declarados que os seus cor-
respondentes ou procuradores nao pagaram a
su >srip;o.de Ss. S. vencida at o ultimo de
jui ho prximo Ondo, e por isse o mesmo pro-
pr elario roga a Ss. Ss. o pagamento della ; e
pa a nao augmentar o debito, o referido proprie-
ta io resolveu suspender a remessa dos exem-
pl res, de hoje em diante, aos senhores :
Di. Joo Antonio de Araujo Freitas Henrique.
C( ronel Antonio Alves Vianna.
Msjor Valenliniano do Reg Barro.
V gario Manoel Paolino de Souza.
A i ionio Pinheiro de Mendon;a.
L iduvico Cavalcanti da Cunha Vasconcellos.
U -sulino Cavalcanti da Cunha Vasconcellos.
J io Paulino de Gouveie.
J to Cavalcanti de Souza Leo.
Janoel do Nascimento Bastos.
r. Firmino Jos Doria,
ronel Jos da Costa Voller.
ur. Bernardo Eugenio Peixoto.
J >s Marcolino de Beata.
Aleixo Bsrhosa da Fonseca Tinoco.
1 adre Galdino F. da Silveira Cavalcanti.
I ^M'i"'"' '^1 i i -^, a
Frederic Gautier, cirurgo dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
den tes artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeiQio que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos deniifricios etc.
3-Rna estreita do Rosario-3
6
Oseohor.
Cae tao Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Aos pas de familia.
D. Umbelina Wanderley Peixoto tem resollido
continuar com o seu antigo collegio de inatruc- !
cao elementar do sexo feminino, o qual por ora se
acha estebelecido na ra da Gloria, pavimento
terreo n. 7. As pessoas que a quizerem konrir
confiando-lhe a educado desuaslhas, encon-
trarlo nella plena solicilude e dftvWlo. As men-
sa lidades sao de 5gO0O pagos adianlados,dando o
collegio pepel, peos, tinta e compendios. O
programma do ensino e o rgimen interao vio
abaixo transcriptos:
Escripia.Bastardo, bastardinho e cursive, pelos
autores de calligraphia maisacreditador.
Leitura.Historia sagrada, livrosque cootenham
fbulas, regras de civilidade, preceitos de mo-
ral, e maouscriplo.
Aritmelhica. As quatro operaces fundamentaos,
e o systema mtrico e monetario do imperio.
Doutrioa ebristia.Resumo das oracoes* expli-
caedes do calhecismo. j.
Trabalhosde agulhs. Costura cbia, labyriotho,
bordados de marca, de matiz e de ouro.
A aula de manhia principia as 8 horas e finda
ao meio dia ; e larde das 2 at as 5.
De machia :
Das 8 s 9 procede-se ao trabalho da enripia e
correcgo da mesma.
Das 9 s 10. leitura.
Das 10 s 11, contkbilidade.
Das 11 atea sahida, doutrioa christia:
A tarde toda destinada aos trabalhoe de agu-
lha e exercicio da doutrina christia.
Aluga-se um bom armazem na rueda Cruz
n. 29, tendo sahida para a ra dos Tanoe^ros, em
boa localidade para qualquer estabelecimento : a
tratar no ateo de S. Pedro n. 6.
SOCIEDADE
INSTITUTO PO E LITTERARIO
Hoje as 10 horas da manha haver sessio ex-
traordinaria da assembla geral para tratar-se da
eleico de presidente e thesoureiro honorario
desta suciododo.
Secretaria do Instituto Pi e tAUar.rin Pm j.
julho de 1861. em *oe
Oiympio de Freitas,
1. secretario.
Escripluracao mercantil
por partidas simples ou dobradas, ou copiar
quaesquer papis ; no pateo de S Pedro n. 12,
o dir quem ou na ra do Queimado, loia de
ferragens n. 30.
Francisco Pinto Ozorio continua a col- T
locar dentes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nio re-
cebe paga alguma sem que as obras nao q
fiquem a vontade de seus donos, tem pos a)
e outras preparares as mais acreditadas a
w para conservacio da bocea. a
# )?
O abaixo assignado, para prevenir qualquer
Iduvida futura, previne ao respeitavel publico,
que a pedido de Jos Luiz Coelho, assignara com
o seu signal do costume, em quarto de papel em
branco, pedindo-lhe o mesmo Coelho, que era
para lanzar qualquer transado que houvesse de
fazer com o abaixo assignado, visto j ter tido
Iguns negocio com elle, vendendo-Ihe urna bar-
assa com milho e farinha ; e por que agora est
lastaotemente informado quem seja esse Sr.
oelho. faz o presente annuncio, para que nin-
uem faga trensagio alguma com algum titulo de
ivida que se haja de lanzar em dito quarto de
apel, onde frmei a minha assignatura na boa
que o posso provar com pessoas que presen-
iaram, asseverando tambem, que o dito Sr.
oelho, nio s me pedia a minha assignatura
ir aquelle Um, como tambem, para me poder
crever quando quizesse, vis'.o nio ter scieocia
i meu nome; qual fica desde j de nenhum
Teito, em qualquer titulo que ella haja de ap-
recer.
Recife, 2 de julho de 1861
Christovio Santiago de Souza Pinto.
i malm wil Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espaco de 8 aooos o oflicio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-sedo andamen-
to de qualquer causa nos differentes jul-
ios, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobrancas. E
como tem na corte sua disposigio um
abilitado procurador tambem se encar-
ega de mandar agitar l o andamento de
lualquer prelencio perante as secrta-
las de estado e thesouro, e de qualquer
ausa que tenha de seguir por meio de
ecurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira ulilisar
< e seu prestimo pode o procurar das 9
I oras da manha at as 2 da larde na ra
( as Triocheiras n. 13, e fora deslas horas
i a ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
ASSOCIACO
Araras.
Vendem-se duas araras mansas e ralladoras :
no pateo de S. Pedro n. 12.
Aos senh res carroceiros.
Vende-se um boi manso de bonita figura e ta-
manho : os pretendemos venham a ra do Viga-
rio n. 15.
Vende-se em casa de N. O. Bieber & C.
Successores, ra da Cruz n. 4 :
Carrogas para boi ou para cavallos.
Carretas.
Carrinhos de mo.
Relogios americanos de ouro, prata e doura-
dos, igual em qualidade aos melhores relogios
ingieres,
Vende-se a taberna da ra Augusta n. 23,
com poucos fundos; propria pan um principian-
te ; a tratar na mesma.
Vende-se urna escrava moca com habilida-
des : na ra de Padre Floriano n. 27.
a
DE
Soccorros Mutuos
E
Ieuta-Emancipaco dos Captivos.
O r. presdante manda scientificar aos senho-
res si cio8 e conselheiros, que as sesses do mes-
mo c< nselho continuam a ser nos domingos s 10
horas da manhia, veiicaodo-se haver casa ao
ponto do meio dia, sendo o negocio de mais im-
porta icla a discusso do novo estatuto, assim co-
mo es encarregedo da cobranca das mensalida-
" socio procurador Sr. Cyuaco da Silva Ju-
inico aulorisado para esse fim.
retara da Associaco de Soccorros Mutuos
- Emancipacio dos Captivos 2 de julho
Galdino Jo Perea Campello,
1. secretario.
des o
nior,
Sec
e LAita
de 18 1
O bacharel Wituuvio po-
de aer procurado na ra
tyova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
Siolos.
Restibelecido da grave molestia que portanlo
lempo me ha consumido, volto ao exercicio de
adrogado e espero do publico o favor que sempre
lhe hei merecido. Em commum com o Sr. Dr.
Joio Baptista do Amaral e Mello, os que se dig-
naren! procurar-nos acharao sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da tarde um de nos. Tudo em-
pentaremos pars bem smirmos aos que nos qui-
zerem honrar. O nosso escriptorio na ra do
Queimado n. 41, ultimo sobrado que faz esquina
para o becco da Congregagio.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Precisa-se de urna criada portuguesa para
casa de pouca familia : na ra Nova n. 33.
William Luiz, Inglez, retira-se para a Eu-
ropa.
Os Srs. abaixo declarados sao rogados a
dirigir-se ra Nora n. 18, a negocio de seus
especiaes ioteresses.
Antonio Carlos Frederico Sera.
Antonio de Medeiros.
Americo Xevier Pereira de Brilo.
Antonio Jeronymo Pinheiro.
Antonio Albuquerque de Hollanda Cavalcanti.
Antonio Claudino Alves Gomes.
Americo Vegpucio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Machado Biltencourt.
Antonio de S Serrio.
Alteres Antooio Ferreira Piolo.
Antonio Joaquim Fernandes de Azevedo.
Antonio Luiz Vieira.
Agostinho de Silva Guimaries.
Antooio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemo Coelho.
Bento Antonio Domingues.
Belarmina Maria da Conceigio.
Caetano de Barros Wanderley,.
Christiano Rodolpho.
Constancio Gamillo Cesar.
.Cesario Aureliano Ventura.
Cat Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Affonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Antonio Borges Leal.
Domingos Augusto da Silva Guimaries.
Eustaquio Jos-da.Fonseca.
Francisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cavalcanti de Albuquerque Mello.
Filippe Diniz Civalcauti.
Francisco de Salles Alves Corres.
Francisco Jos Virino.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Carrilho.
rancisco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco de Paula Albuquerque Maranho.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Donnty.
Joao Paulo Ferreira.
oo Ferreira da Fonseca.
oaquim Correa de Araujo.
Jos dos Santos de Oliveira Mondonga.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jos Ignacio Rodrigues.
Juio Jos Capistrano.
Joao Leile do Rodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Lourengo de Carvalho.
Jos Cicilio Carneiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes.
Joao Thenorio de Albuquerque.
Joio Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg.
Jos Leile de Albuquerque.
Joio Francisco Jos do Sacramento.
Joao da Cunha Heuriques.
Jos Caetano Thaiter.
Jos Goncalvesde Miranda.
Isabel Rebolga de Assumpgio Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Candido Carneiro da Cuoha.
Luiz Antonio Alves de Andrade Gueiro.
Lourengo Jusliniano Pereira dos Sastos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Correa da Silva.
Manoel Joaquim de Paula Silra.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro.
Manoel da Ressurreigao:
Manoel Joaquim do Reg Barros.
Olympia Senhorinha da Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Sebasliio Antonio Paes Brrelo.
Theodoro Wander.
Senhores doutores ope-
radores.
J. Wirz, fabricantes de instrumentos de cirur-
gia, concerta, amla e lustra todos os instrumen-
tos de cirurgia, os mais dificultosos, com toda a
perfeigao, tambem pode fazer pegas novas ; na
ra estreita do Rosario o. 10.
i avallos de trato e carros
de aluguel.
Na cocheira da ra do Imperador n. 12, com
entrada tambem pela travessa do Ouvidor, rece-
bem-se cavallos de trato a 19 por dia e ooite, e
bem tratados; assim como aluga-se carro por
metade do prego, porque se aluga em outra
qualquer parte, com asseio e promplidio, como
se poder verificar, com tanto que seja a diohei-
ro vista.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Burgos n. 7 ; a tratar na ra da Senzala
Nova n. 4.
Aluga-se a padaria da travessa do Pires na
Boa-Vista, com todos os perteoces, cylindro,
masseiras, tendedeiras, cabido, ptimo e grande
forno, sala com armagao, caixdes, 2 bataneas e
pesos, candieiros ; a tratar na ra da Senzala
Nova n. 30.
Urna pessoa com 5 escravos robustos e mo-
gos, feitos ao servigo de campo e engenho, se
offerece a ser engajado os sociar ; quem preci-
sar dirija-se a roa do Queimado, loja de fazendas
de Jos Teixeira Leite n, 21.
Antonio Flaminioe RaphaeleFlaminio, Ita-
lianos, retiram-ae para Europa.
Offerece-se para caixeiro de taberna um
mogo portuguez com alguma pratica ; quem de
seu presllmo precisar, dirija-se a ra das Cruzes
numero 21.
Precisa-se de um pequeo de idade de 14 a
16 annos, com pratica de taberna, dando o pre-
ciso conhecimento de sua conducta ; a tratar na
ra das LaraBgeiras n. 12.
Precisa-se de urna ama que saiba coziohar
e engommar, para casa de pouca familia, e que
tenha boa conducta : na ra do Hospicio n. 4.
Duas seohoraa bastantemente habilitadas se
offerecem para ensinar da maneira mais fcil a
fallar, traduzir e escrever as liuguas ingleza e
franceza, e a tocar piano por pregos muilo mo-
derados, qur em casas particulares, qur em
sua cese n. 30. ra do Queimado.
Aotonio Moreira da Silva julga nada dever
pessoa alguma, se alguem se julgar seu credor,
comparega no prazo de oito das para ser pego
na ra do Livramenio a 12.
CONSULTORIO ESPECIAL H0MEQPATH1C0
no DOUTOR
SABINO 0. L PINHO.
STSTE HA MEDICO BE HOLLOWAT.
PI LULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteff
mente de hervss medicinaos, nao conten, mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigaomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteiraraen te innocente em su as operagoese ef-
feitos ; pois busca e remo ve a doengas de qual
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do i n ult i mente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperago ; fagam um competente ensatados*
efficazes efieitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perea terapo em tomar este remed
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
A re as (mal de)
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
DebilidadeoH extenua-
do
Vendem-se sintos com ricas fiveles a 21 e
29500, bandoes de clioa para marrafa a 600 rs.,
tesouras fina* para costura a 400 e 500 re., en-
feites de tranga com lago de Ates, ditos todo pre-
lo com borllas de diversos goales: na ra da
Imperatriz, loja da boa n. 74. [ ra casa jde pequea famiiia ;" na "fu da' Senzala
O Sr. Manoel Jos de Castro Vianna queira! Velha 1. 140, segundo andar, oa na ra da Ca
per uvor ir a ra Nora n. 7. j deia n. 15.
I ediard Cooh, subdito inglez,
ropa.
( s absixo assignados fazem sciente ao eom-
mercic que no dia 30 de junho Qndo dissolveram
amiga' elmente a sociedade que gyrava com a
Arma 1 e Rosa l Azevedo, na taberna da ra da
Praia 1 43, cando o activo e passivo a cargo
de Gei uino Jos Rosa. Recife 2 de julho de 1861.
Genuino Jos da Rosa.
Antonio de Azevedo Canario,
I reciea-se de um crioulo ; na ra Nova n.
21, pri oeiro andar.
I -se algum inheiro a juros por hypothe-
ca em asa terrea : na rea dos Pires n. 58.
P ecisa-ae de urna ama para casa de pe-
quea amilia : na ra do Livramento n. 9, se-
gundo ndar.
Ni ra dos Pires n. 34, taboras, se dir
quem d i 1:4009 a juros sobre bypotheca n' urna
cesa
2^\
J
9V*9s>&*9%9999*>9& Ra de Santo Amaro (Mundo
vai para Eu
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
fas, molestias da pelU, molestias dos olkos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0ME0PATHICA.
Verdadeiroa medicamentos nomeopathicos pre-
aarados som todas as cautelas oecessarias. in-
illiveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
aivets.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de nm
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
P1 ecisa-se de urna ama forra ou captiva pa- igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
- assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Febreto dae specie.
Gotla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestles.
Infla mmac,des.
Irregularidades
menstruagao.
Debilidade ou falta de Lombrigas de toda es-
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
En ferraidades no ventre.
Ditas bo figado
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruc$o de ventre.
Phtysiea ou consump-
pulmonar.
Retengao deourina.
Rheumatismo.
Sy mptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Yende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios drogustaeoutras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contem ama instruegio em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Souro
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoss
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que del le fizeram tem seu >rpo e
membros inteiramente saos depois de havar em-
pregado intilmente outros tralamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles qua
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lea
deviam soffrer a ampulago I Dellas ha rni-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ops-
racao dolorosa oram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecmento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
uva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflaramago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbagdes.
Inflammagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, cStrand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinba contera
urna insiruegao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos as seguintes fazendas
todas em bom estado :
Caiaa de agulhas francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de clQnetes sonidos francezes a 80 rs.
Caixas de clcheles francezes a 40 rs.
Car toes de clcheles francezes a 20 40, 60'
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2J5C0.
Dita de ditas a 24q.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Hasso de grampaa muito boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sorlida a 60* 80 rs.
Pareado sapatos de tranca de laa a 1J440.
Ditos de ditos de dita de elgodo a 1.
Pares de sapatinhosde lia para meninos a 200 r.
Cartas de alfinetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 r*.
Frasco de oleo de macessi a 100 re.
Dito de macass perola a 200 ra.
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 508 e 1 j.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 29000 a
2500. -vw.
Ditos de Lavando ambriada a 600 rs.
Seaboneles muito finos a 160 rt.
Frascos de oleo Philocome a 1.
Gaixa de folha com phosphoros a 100 ra.


JL
DIARIO DI PERNAMBCO. QUISTA FELR
S NO PROGRESSO
DE
Largo da Pcuha
Neste muto acreditado armazem de mol hados
continua a vender-ee os melhorea gneros que ha no mercado, tanto em porro como a retal ho, e
por muito menos precc de que em ouira qualquer parte, por seren viudos a maior parte delleaem
direi tura, porconta do proprietario, por lsso em vista dos presos dos gneros abaixo (mencionados
podero julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa quaiidade.
Mantelga luglexa pevfeitamente fio* 800 ri. a ub,. em bar-
ril a700rs.
M.ai\lega traiieexa t miihor que ha no mercado a 7*0 rs. a libra.
Cita os meMtoves que ba no mercado Tende-se a i* quaiidade a 3*000,
2a ditta a 28500, 3a dilta a 2*000, e preto a 1$600 a libra.
QaClJOS UamCllgOS cheados neste ultimo vapor da Europa i 2*800 rs. ditos che-
* gados no vapor passado a 1S800 e 1*600 rs.
QO.CljO UTatO 08 melhores que tem viudo a este mercado por seram muito rescaea a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
\menduas conteitadas pvo\>vias para soytes deS.
loaO* a jjjooo r|< a ]ibra em por^ao se far algum abatimento.
dOIIO iraiieeX a 50U rS 0 c>rto elegantemente enfeitados, muito proprios
para menino, _s no Progresso.
DOCO da CaSCa de gOiaba a 13 0 calxao, em porcio a 800 rs. so no progresso
H0Ce de WperCue em ialla9 & 2 libras muito enfeiladas a 1*200 rs. cada urna, s
no progresso.
nflLanaelada ImpCTial j0 afamado Abre, de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
A.H&eVX.aS iraUCeXaS em fragcos COm 4 libras por 3*000 cada um, s o frasco val 1*
dittas portuguezis a 480 rs. a libra.
L*ataS COm bolacMaliaS de So4* eoDtndo differentes quaUdades, a
1*400, assim como tem lattas de 8 libras por 3fl000, dittis com 4 libras por 2$000 rs. s no
Progresso.
^MLa^a de tomate em iatasd i libra, por 900 rs. e em latas de 2Ilibraspor 1*600 rs.
VikllOeOlate 0 mas superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
DOlaCainUa mgleza mIto nova a 3s0oo a barrica, s no Progresso.
C0USeT\aS frai&CeZaS e InglexaS recantemente chegadas a 800 rs. o tras-
co em porcaose faz ab tmenlo.
Passas em calxlabas de 8 libias melhoreg qut iem vindoaesu
mercado por seren muito grandes a 2800 rs. cada urna.
ISiSpeTmaeete SUpetiOT stm amia .700 rs. a libra, em caixa M ar algum
abatimemlo.
WetTa, maCaTTaO e taVnaTim ,500 n. a libra em caixae de urna ar-
roba por 8#.
ILrVlltta raCexaS em ialtag de 1 ubre a 640 rs., a no Progresso.
LataS COm peXC de pOSta das melhorea qualidades que ba em Portugal, como
sejam savel, cangro, sarda, peixe espada, jvezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
AxtitOliaS mUitO nOVaS a i*a00 rs. o barril, em garrafa a 240 rs.
PatOS de dente VX.ad0S em moihos com 20 macinhoa por 2OO ra.
T Tatoles deSte aUnO a 180 rs. acarla.e em caixa com 40 cartas por 6*800 rs., s
no Progresso:
aerveja mi, aCreditadas marcas 5*000 a duzia a retalho a 500 rs. a garrafa.
Cliampanne mujto guperior a 2*000 rs. a garrafa, em gigo por 18*000 rs.
V nl\OS engarrafados d4g geguintes qualidades. Porto, Feituria, ditto Bordeaux,
ditto Muscatel, a 13 a garrafa ; tambera tem vinho dieres para 2J}0t)0 rs. a garrafa.
iUuOS em pipagem t0mposico Porto, Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 4*500.
Presunto de fiambre inglex muit0 nOTOs a soo r8. a ubra.
JrteZUUtO de luamegO 0 que na de Dom neste genero a 480 rs; em porraa a 400 rs.
CVlOUrV^aS e paiOS a 560 rg, alDra| em barril com 6duzias de paios por 10$000.
T OUeinnO de "Lisboa 0 maig n0T0 que ha no mercado a 320 ra. a libra. *
Ranba de porCO refinada a mais aiva que pode haver a 480 rs. a libra e em
barril a 440 ra.
AmCndoaS de CaSCa mole a 48o n. a libra e em porcao se far algum abati-
mento, a no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
ulo quanto bom e barato.
LOTERA.
Amanhaa 5 do correntc anda-
rao impreterivelmente as rodas da pri-
meira parte da primeira a beneficio da
igreja de S. Francisco de Paula do Ca-
xanga' no lugar e as horas do costume.
Os bilhetes e meios bilhetes acham-se a
venda aos precos abaixo declarados na
thesouraria das loteras ra do Quei-
mado n. 12 primeiro andar, e as casas
commissionadas na praca da Indepen-
dencia n. 22 loja do Sr. Santos Vieia,
ra Direita n. 3 botica do Sr. Chagas e
ra da Cadeia do Recife n. 45 dos Srs.
PottO & Ir mao. As sor tes serio pagas
depois de distribuidas as listas.
Bilhetes inteiros cada um S.S'OOO
Meios bilhetes 2#500
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Precisa-se contratar urna seohora branca de
idade pouco mais ou menos de 50 annos para as-
siatir em companhia de urna senhora casada re-
sidente na freguezia de Santo Amaro de Jaboa-
tao : a quem isto convier anauncie para ser pro-
curada.
O Sr. Manoel Luiz Coelho queira
dirigir-te a esa typographia que se lhe
precisa fallar.
Urna pessoa que tem de residir fora desta
capital vende um grande sitio com excalielte ca-
sa de morada ecom proporqoes para delle se ti-i
rar bom reodimenlo ; e para facilidade do com-
prador nao pora duvida em receber sus impor-
tancia em fazendas ou molhados: contrata-se na
ra da Cru n. 25, segundo andar.
Precisa-se de urna ama eacrav e que aaiba
avar e eogommar: na ra do Aragao n. 7.
Aranaga Hijo & C. aacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
O Sr. Jos dos Santos Moren-a que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
iueira annunciar sua morada que se
he precisa fallar.
Desappareceu no dia 13 do crrante, do si-
tio da S. Jos do Hanguinho, o escravo crionlo,
maior de 50 annos, de nome Joaquim, com os
signaes seguintos : cabellos braocos, alto, aecco
doeorpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaly, d'onde veio para aqui fgido: roga-ae
a todas as autoridades policiaet a quem quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche o. 15
A Jos Teixeira Basto.'
Aluga-ae metade de um andar de casa, eora
commodos sufficienles para um rapaz aolteiro, e
em urna das melbores ruai desta eidade: m pr-
tendentea dirijam-se ra do Queimado loja o.
43, que acharo com quem tratar.
Quem precisar de urna ama para cozinhar,
fiara casa de pouca familia ou para homem sol-
tiro: dirija-* rui da Cruz c, XI, 2 andar.
Por 60$ por mez
o aluguel da loja da ra Nova n. 61, com arma-
cao envidracada, propria para qualquer estabete-
cimento : a tratar no escriptorio contiguo n. 63.
Armazem de madeiras.
O abaixo assignado faz sciente ao respeitsvel
publico e aos seus numerosos freguetes, que mu-
dou o seu armazem de madeiras da ra da Con-
cordia n. 20 para a mesma ra n. 9, aonde acha-
ran sempre um grande sortimento de madeiras,
e se encarrega de qualquer encommenda com
toda a presteza, assim como contina a fabricar
e concertar carrinhos de mao, todo por preco
muito razoavel. O mesmo abaixo assignado avisa
aos seus devedores que venha realisar seus d-
bitos da data deste a 30 dias amigavelmeote, do
contrario usar dos meios que a lei lhe faculta.
Recife 1 de julho de 1861.
Rufino Manoel da Cruz Cousseiro.
__Precisa-se de urna ama de leite : a tratar
na ra Imperial, sobrado n. 87.
Preciaa-se alugar urna escrava que aaiba
fazer o servigo interno e compres de urna casa de
pequea familia : a tratar no becco da Boia n.
2, terceiro andar, no Forte do Mallos.
ttfrai*>'. CONSULTORIO ESPECIAL g
H0HE0PATHIC0
no
DB, CASAIWOVA,
30-Raa das Crnzes-30
Nesteconsultoriotemsempre os maia
no vos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pari8 (astinturaa) porCa-
tellan e Weber.por presos razoaveis.
Oselenrantosdehomeopathiaobra.re-
commendadaintelligencia de qualquer
pessoa.
srVK iTBWnrwpirV sWW* ubi vw www wsr wwwivi
Alheneu Pernambueano
Pelo presente convids-se a todos os senhores
socios effeclivos a comparecerem no dia 18 do
torrente no lugar do costume, afirn de proceder-
se a eleic.ao dos funcciumrios.
Sala das sesscs de Atheneu Pernambueano 1.
de julho de 1861.
Manoel Euphrasio Correia,
Io secretario.
4 M JULHO DI 1861
(5)
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Gruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA i SILVA
AL F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tin/ia cora
seu mano acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Fer eir da Silva; o primeiro na razao de Duarle & Souza, e seguudo na de Duarte Almeida & Silva: estes estabelecimentos o derecera grandes
vanlagens
proprielar
blico urna
ao publico, nao s nalimpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de pree,o, pois que para isso resolvern] os
os mandarera vir parte de seus gneros em direitura, aGm de terem sempre completo sortimento, como tambera poderem offerecer ao pu-
vantagem de menos 10 por cento do preco que possarn comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os proprielar ios acreditarera
seus eslabileci meo tos tem deliberado garantirem toda e qualquer quaiidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode
se viessem)
lodos os
Furto
Ao amanhecer do da 28 do mez p. Ando fur-
aram do sitio Salgadinho urna egua russa car-
dara, de clinas escuras, pertencente ao abaixo
assignsdo, tem este ferro fs e carimbos Ii :
quem della tiver noticia ou toma-la oode entre-
ga-la no mesmu Salgadinho a Manoel Antonio
Baptista ou na eidade de Olinda ao Dr. Jansen
que ser recompensado.
Vicente Janseu de Castro e Albuquerque.
**}$eeini& aseas vittieaiss
Gurgel & Perdigo.
Fazendas modernas.
Recebem e vendem constantemente su-
periores vestidos de blonde com todos os
preparos, ditos modernos de seda de cor
e pretos, ditos de phantasia, ditos de
S cambraia bordados, lindas lazinhaa,
"* cambraia de modernos padrdes, seda de
Kquadriohos, grssdenaples de cores e pre-
tos, moreantiqe, sintos, chapeos, en-
I feites para cablea, superiores boloes,
I manguitos, pulceiras, lequda e extracto
t de sndalo, modernos manteletes, tal-
O mas compridas < novo feilio, visitas de
H gorguro. luvasde Jouvin a 2g50O. |
Muito barato.
Saias balo de todos os tamanhos a 4$,
S chitas francezas finas claras e escuras a
180 rs. o covado, colxas de la e seda pa-
Sra cama a 63 camisas para menino.
Koupa feita.
g_ Paletot de casemira de todas as cores
o a 10$, ditos finos de alpaca a 6g, ditos
S de brim a 4$, chapeos pretos a 8g e mui-
* tas oulras fazendas tinto para senhoras
A como para homem por pre;ointeiramente
Jjj barato, dao-se as amostras : na rua da
|k Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
fE Largo.
BPJ WWVVWWvWflsTVwVPB Mra VlFtW OTJW tT/Ti* VB1 )SVK
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITITRA.
A directora do Gabinete Portuguez de Leilura
tendo de findar a sua gerencia administrativa,
pede aos senhores accionistas e subscriptores
que estao em debito para com o Gabinete, at 30
do mez de junho, o cumprimento do que dispe
o 2. do art. 13 e t. do art. 14 dos estatutos,
sem o que nao podero gozar das regalas e di-
reitos que Ihesconferem os mesmos estatutos.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
aos 28 dejuho de 1861.
Antonio Baptista Noguiera.
1. secretario.
nandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um dcsles estabelecimentos, quesero tao bem servidos como
pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vanlagens que oderecemos, pedaos a
bnhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, a tira de experimantar, certos
decontini arem, pois que para isso nao pouparg.os propietarios forjas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos ;
abaixo tn nscravemos alguraas adigoes de nossos pric/>s, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros
MANTENGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e am barril a 750 rs.
MAJSTElG FR4MGEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HKSSON E PRETO o melhor do (ercada de l>700 a 3000 e em porgo ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em por$o a 800 rs.
PREZUPTOS PORTGEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por lib'a e inteiro a 4G0 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 4A500 e em libra 1 700 rs.
S*GU' fe "SEVADINHA a mais nova que temo no mercado a 280 rs. a libra e 89000 rs. a arroba.
AMEDAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 ii2 a 1 a libra e a 12C0 a retalho.
PASSAS em caixinhasde oito libras, as melho-es do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSI RVAS FRANCEZAS I1NGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVII BAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATA COM BOLACHINHA DE SOBA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
V1NH( EM GARRAFAS; Duque do Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 15-200 a 1$300 a garrafa e a
139 a duzia.
VINIK iS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1200 a 2O0U.
MARI ELADA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1*500 de duas libras.
LATAi COM GELEIA BE MARMELLO a 1&300 com duas libns.
LATA COM PEIXE SAVEL ecutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO BIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROE DA INDIA E MARANMO o melhor quesepe desejar a 3100 por arrobae a 100 rs. a libra.
VINHC 1 BORDEAUX de boa quaiidade a 800 e l9 a garrafa e de 8500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANH a, DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar nene genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERV JAS DAS MELHORES MARCAS a 600 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAC RE PURO BE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XC ES COM DOCE DA CASCA BA GOIABA a 19 e em porro a 900 rs.
AZEIT 5 DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNi C a melhor quaiidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJ )S PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebn DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALTI OS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o majo com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o mago.
PAL1T )S DO GAZ a 3*000 a greza e 280 a duzia de caixas.
AZEIT )NAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 1*200 o barril.
ALPIS PA o mais limpo que temjviado ao mercado a 180 rs. a libra ea 59500 por arroba.
Alm dos ganaros annuncados encontrar o publico um completo sortimento de ludo tendente a molhados._____________________^^____
Aviso.
ARMAZEM
AVISO.
DE
ROUPA F
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
P RIA DO QUEMADO 40;
Defronte do becco da Congregac letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as >
qualidades, e tambem se manda ezecular por medida, vontade dos freguezes, para o *
qi e tem um dos melhorea professores.
'" Ditos de setim preto
C sacas de panno preto, 40*. 35* e 30*000
Si brecasaca de dito, 35* 30*00
itots de dito e de cores, 35*. 30*.
25$000 e 20*000
Dito de casimira de cores, 22*000,
15, 12* e 9*000
tos de alpaka preta golla da vel-
ludo ngooo Ditas de algodao, 1S600 e
_ ... ramiffiB Ha nalA Ha ftiulu
menn-sitim pretos e d
P
D
Os administradores da massa de Manoel An-
tonio dos Passos Oliveirs & C, convidam os
credores da mesma massa a receber o primeiro
dividendo de 45 por cento apurados: na rua das
Cruz n. 40.
Attencao.
Ci
9 -" 2 9
o m *- 2 3
951TTTTTTTT TTTT1 ?????"?? ? *lwmt
Msicas e pianos.
J. LAUMONN1ER, na rua da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
uma bella collecQao de msicas para piano e can-
to, dos melbores autores e muio eaeolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabelecimenlo
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certse afia os mesmos instrumentos em pouco
tempo e por precos commodos.
Antonio Carrea, hespanhol ; Jos Ber-
nardos Goncalves, tambem hespaohol, reliram-se
para o Rio de Janeiro.
Aioda eslo para alugar duas casas terreas
na rua d* Amisade, na Capunga, com duas aulas,
doua quarlos, cozinha (ora e grande quintal: Ira-
ta-se na rua da Santa Cruz n. 1.
O annunc'o publicado nes'.es dias da sabi-
da do Sr. Haooel Luiz Coelho, nao se entende
com o aaphallista abaixo assigaado.Manoel
Lniz Coelho de Almeida*
Arrenda-se o enganbo S. Gaspar, na fregue-
zia de Serinhem, com grandes e fortes partidos
para plantado de caoaa roda da moenda, bei-
ra-rio, mui maneavel, e com todaa as emais
vanlagens precisas : a tratar na rua do Hospicio
numero 17.
Aluga-se um moleque de 15 annos ; na rua
Direita n. 120.
Precisa-se de uma ama para o servico de
ama casa de pouca familia ; na praga do Corpo
Santo n. 17.
Os advogados Dr. Aotonio Borges da Fon-
seca e baebarel Joao Baptista do Amara' e Mello
leem seu escriptorio na praga de Pedro II, outr'-
ora pateo do Colleglo, r* andar, entrada pela rua
do Queimado n. 41: podem ser procurados para
os misteres de sua proflaso das 8 horas da ma-
hia s 4 da tarde, nos dias uteis.
Preciaa-ae de uma ama forra ou captiva
para cozinhar e comprar : na rua do Imperador
o, 37, tfgfld.o andar, entrada direita.
Precisa-se de um menino dos ltimamente
chegados da Europa, para caixeiro de taberna :
tratar na rua da Cadeia do Recife, taberna
o.25.
A pessoa que annunciou uma taberna na
praca da Boa-Vista para se vender, dlrija-se a
caixa d'agua, que l achara com quem tratar.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmo pode ser
procurado para o exercicio de sua proflsso me-
dica a qualquer hora do dia ou da noite, no lar-
go do Carmo n 5, primeiro andar.
Gasa no Moiiteiro.
Aluga-se por festa ou por anno a casa terrea
abarracada que Oca junto ao primeiro sobrado do
Monteiro : a tratar na rua estreita do Rosario n
28, ou em Ponte de UchOa, no itio do conse-
lheiro Jos Rento.
O tutor dos menores Luiz e Amalia, filhos
do fallecido alteres Alexandrioo Caetano de Olio-
da, pede ao Sr. procurador Balbino Simes Ca-
mello Pessoa, que haja de declarar por esta folha
em que estado se acha a justiQcago da apolice,
deixada pelo mesmo alteres a seus ditos filhos
Luiz e Amalia, que sendo appellada ex-officio
para a relaco pelo juizo dos feitos da fazenda ha
9 mezes, pouco mais ou menos, nao tom o mes-
mo tutor colhido resultado algum, apezar das
despezas que tem feilo ; por izso roga ao mesmo
Sr. Balbioo que baja de dar esclarecimeotos a
respeito desta justificado para o mencionado tu-
tor prestar contss ao Illm. Sr. Dr. juiz de or-
phos. Igual pedido para o mesmo fim faz o su-
pradito tutor ao Sr. Joo Gonc/lves Rodrigues
Franca, escriv&oda coletoria de Olinda, a respei-
to da beranca dos tutelados do annunciante, dei-
xada por fallecimento da av dos seus tutelados
D. Ignacia Haria da Conceico, fazendo o favor
de mencionar por esta folha quaes os beos que a
el'.es pertencem, vista do inventario que se pro-
cedeu por fallecimento da mesma D. Ignacia na
eidade de Olinda ha quasi um anno. Recife 28
de junho de 1861.
Lava-se, engomma-se e cozinha-se com
muita perfeico por precos commodos, tambem
se faz negocio com siguana casa de familis que
quizer dar roupa para fora para pagar por mes :
quem quizer, dirija-se a rua do Cano n. 24, casa
defronte da cocheira que ealVfechada.
Caetano Barbata, subdito italiano, retira-se
para fora da provincia.
Na madragada do dia 29|do mez prximo
fiodo perdeu-se um alfinele de ouro com florea
de coral : ruga-se a pessoa que oachou, queren-
do restitu lo, queira ter a bondade de ae dirigir
a rua Augusta, casa n. 86, que aera generosa-
mente recompensado.
D
D
Ditos de sda a setim branco, 6* e
Ditos da gurgurio de seda pretos e
de cores, 78000,6*000 e
Ditos de brim < fustao branco,
3*500 e
Seroulas de brim de linho
5*000
5*000
5*000
3*000
2*200
1$280
Roga se as autoridades policiaes a apprehfnsic
: de dous cavallos que desappsreceram do lugar de
1 Ssnto Amaro de Jaboalao no dia 7 do corrente,
e que sejulga terem sido Curiados ; um delles
] cavallo de sella, e lem os signaes seguintes :
, alaso, cauda grande, clinas esbranqui^adas, pe-
queo, bem feilo, gordo. O ouiro tem us stg-
! naes seguintes : castanho, graodp, um feco
[ descarnado, tendo o p direito um pouco grosso,
[ e duas feridinhas dos lados, e cau Ja curta : quem
, os apprehender tenha a bondade de leva los i.
casa dos Srs. Tasso S lrmaos, na rua do A-
morim.
mk Joao Correia de Carvalho, al- ;gs
^ faiate, participa aos seus nurae-
^ rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da rua da
| Madre de D^os n. 3l5 para a rua
da Cadeia do Rtcife n. 58, pri-
| meiro andar, aonde o encontra-
^ rao prompto para desempenhar
Z qualquer obra tendente a sua
as arte.

&

m*
s@@#a
D tos de merin-sitim pretos e
cores, 9$000 8*000
tos de alpaka da cores, 5* e 3*500
D tos de dita preta, 9*. 7*. 5* a 3*500
D tos de bria de cores, 5*, 4*500,
48000 3*500
D tos de bramante da linho branco,
68000, 5*000 e 48000
Di os de merino de cordo preto,
15*000 e 8*000
Isas de casimira preta e de corea,
12*. 10*. 9* e 68000
las de princeza e merino de cor-
do pretos, 5* e 4*500
D tas de brim branco a da cores,
58000, 4*500 e 2*500
tas de ganga de corea 38000
C Uetes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 a 8*000
toa de casemira preta e de cores,
lisoa a bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
Camisas de peito de fuslo branco
e de cores, 2*500 e 2300
Ditas de peito de linho 6$ e 3*000
Ditas de madapolo branco a da
cores, 3*. 2*500, 2* a 1*800
Camisas de meias 1;00
Chapeos pretos de massa, francezes,
formasda ultima moda 108,8*500 e 7&0C0
Ditos de feltro, 6, 58, 4* e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes a
francezes, 14*. 128,118 e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodao *500
Relogios de ouro, patentea hori-
aontaes, 100*. 90*. 80* e 70*000
Ditos de prala galvanisadoa, pa-
tente hosoutaes, 408 30*000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetaa a
anneis $
Toalhas de linho. duzia 12*000 a 10*000
>a? & l *a? ^s ve? *?
Alten^ao.
Precisi-se de 4 a 6:0008 a premio prszo do
doze mezes, daudo-se por seguranca hypctbcca
em umengeoho com safra e fabnc3 : a pessoa
que quizer fazer este negocio, annuncie para ser
procurado.
C ompras.
ELIXIR DE SAIDE
Citrolactato de ferro,
\3n|ieo deposito na botica do afoaiiuim MavVlubo
da Cvoz. Crtela A C, rua do Cabug i\. 11,
em Feraambuco.
H. Thermes [de Chalis] antigo pharmaceulico aprsenla hoje uma nova prepararlo de ferro,
com jo nome de elixir de citro-lactato de ferro.
I Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
variadas, mas o homem da sciencia compraheoda a necesaidade e importancia de uma tal varie-
dadef.
I A formula um objecto de mnita importancia em therapeutiea ; um progresso immenso,
quaado ella, maniendo a eaaencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e poaaivel para todaa as
ilades, para todoa os paladares e para todoa os temperamentos
Daa numerosas preparaedea de ferro at hoje coohecidas nenhuma rene to bellas qualida-
des como o elixir de citro lactalo de farro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-so em uma pe-
que ladose, o aer de urna prompla e fcil dissolucio no estomago, de modo que completamente
ass milado ; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua compongo, a constipaco de
vontre lio frequenlemente provocada pelas outras preparares ferroginosas.
Estas novas cualidades em nada altaram a sciencia medicamentosas do ferro, que aendo uma
sulsiancia da qual o medico ae nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula aue lhe d propriedades taes que o ortico o possa preacrever sem receio. E* o
qup conseguio o pharmaceulico Thermes com a preparacio do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferroginosas, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos distinctos que o lem ensaiado. Tem aido empregado como im
menso proveito as molestias de languidez (chlorose palhdas coresj na debilidade subsequente aa
hemorrbagias, as hydropesiu que apparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
p< r debilidade, as perolaa brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhaa.ica, na
ci nvaleacencia daa molestias graves, na chloro-anenria das muiheres grvidas, em todos os casos
ei i que osanguese acba empobrecido ou viciado pelas fadigas affeerpes chronicas, cacbexia tuber-
ci losas, caocrosa, syphililica, exceuos veuereos, onanismo e uso proloogido das prepars;oes coer-
c riaes.
Estas enfermidades sendo mui frequeates e sendo o ferro a principal substancia de que o
n edico lem de lancar mao para as debelar, o aulhor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
r coohecimento da humanidade por ter descoberto uma formula pala qual se pode sem receio usar
lynrtQ,
k saboaria da rua
Imperial,
Compra caixas vasias que
teuha a marca da -casa e es-
tando em bom estado, paga
200 rs. por cada uma.
Cosinheiro.
Compra se ou aluga-esum preto que seja tom
cosioheiro : a tratar na ruado Amorim n. 35.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na rua Direita n. 66.
Compra-se um cavallo, sendo bom baixeiro,
novo e capado: quem tiver annuncie ou leve-o
a rua do Imperador n. 29, primeiro andar.
______Vendas.______
Baldes econmicos,
Chegaram loja n. 45 da rua da Cadeia do Re-
cite saias balao degoslo inteiramente moderno,
os quaes sao preferiveis aos de ar;o por serem
feilos de cordo; vendem-se pelo mdico prec,o
de 3* cada um.
Tom Lopes de Sena
Rua Nova n.' 32.
Recebeu em direitura de Franca pelo ultimo
paquete bons objectoa de molas como sejam en-
feite de flores pars senhora, brancos e de cores.
Chapeos de seda de cores para senhora di-
tos de palha da Italia ditos de ditos a CarbalJi,
ditos de palha escura para senhora, e meninos
ditos de seda para meninos e meninas, chapeos-
nhos de seda de coros para menino e meninas
ae baptisarem.
Fitas de todas as larguras e de differenles
cores e qualidades ditas cascarrilhas Gl de seda
branco lizo, dito de linho com salpico, sintos
com flvellas para senhora, veos para chapeas,
ramos de flor de laranja para noivas.
Chapeos pretos de creps e de seda para
senhora, dos mais modernos que ha, e muito
bem enfeitados, tocas sapatiuhos e meias pan
meninos e meninas se baptisarem.
Ricos vestidos de blonde de 2 saias e 3 ba-
badinnos na primeira saia, ditos de seda preto
com 7 babados.
Recebe-se figurines todos os mezes,. e^faz-
se vestidos com muita pereicaoiamanlilete8* ca-
pas vistuartos para meninos se baptisarem a lo-
do mais quanto peitence ao toilet de urna se-
nhora.
L


()
MARIO DI F1RHAMWCO. flUWTA FEIRA 4 M JLLHO DI-1U1.
Oncas hes panno! as
Vendem-se do armazera de ADtunes Guima-
rSes & C largo da Assernbla n. 15.
Travessa do Pires n. 1*
Jnseph Grosjean era sua officina vende f ca-
briolet doto, 1 carro americano para 1 eavalio,
1 cabriole! em bom estado, que vende muito em
conta, assim como encerado preto a 2*300 o co-
vado, e comprando em peca ha de ter maia ba-
rato.
Vende-se por preeisio um preto de meii
id a de, muito del e sem vicio algum ; na ra de
Aguas-Verdea, no primeiro andar da casa n. 61.
pechiocha.
muito iocorpadas, cova-
com boto para
Sedinhas de qaadros
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas
se o hora a 640 rs.
Ditas de dito las com botSo a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com bolozinhos a 3*.
Manguitos a balo com punho e gola a 2*500.
Baldes elsticos a 3* e 3*500
outras mais fazeadaa muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
ffll
Cortes de meia casemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baralissimo prego de 2* cada
um : Da ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Por baixo da bo-
neca.
Vendem-se chitas francezas escuras e claras a
220 rs. o covado : na ruado Queimado n. 6, por
baixo da boneca.
baratissimas na lo-
ja de fazendas que se est
liquidando.
Ra do Cabug numero 8.
A DINHEIRO.


bor-
@
e
mi

6


%
9
i
m
i
i
i

m
m
5
i\a loja de marmore
Vndese muito barato*
Para senhoras.
? Riros vestidos de seda moiraotic.
Ditos diti de dita grod-fric.
t Ditos dito de dita babadinhos.
Ditos dito de dita dous fulhos.
Ditos dito de dita phaotasia.
Ditos dito de dita bareja-babadiohos.
U tos dito de dita cambraia brancos
dados.
Ditos dito de dita pretos tecidos avellu-
dados.
Ditos dito de dous folhos babadinhos.
Riquissimos vestidos de tarlalma brancos.
Ditos ditos de blonle para casamentos.
Ditos lequs de ma'r'pejola.
Ditos ditos de sndalo.
Ricas pelerinas de renda e seda.
Manteletes do fil pretos.
Ditos muito ricos de velluio.
Ricos bournus beduinas para sabidas de
balese theatros.
[ticos chapeos de palha de Italia.
9 Ditos ditos de seda.
3 Golnbap, manguitos e camisinhas de lo-
CP das as qualidades.
<> Saias bordadas de algodao.
9 Ditas ditas do lioho.
9 Ricas sombrinhas de seda muito moderms.
Enfeites de flores.
Ditos de froco.
Ditos de fita.
Para seuhoras.
Casaveques de laa
Pentes de tartaruga.
Ditos de bfalo com enfeite.
Dtus de dito sea enf-ile.
Chales d* merino muilo modernos.
Ditos de cachemira bordados.
Dilo9 de louquim.
Ditos de fro o.
Ricas mantas de Monde para casamento.
Camisas bordadas muilo tinas.
Meias de sela muito fiaas.
Ditas de diti pretaa fines.
Enfeite de vidrho preto.
Ditos do ditos de cores.
Lencos de labiriolho.
Frohas de labirintho.
Toalhas de labirintho*
Lengos do linho bordados.
Gravatinhas muito modernas.
Plumas brancas e de cor.
Fitas de seda de apurado gosto.
Franjo, cescarrilhas, tranga e rifa e fitas
estreitas de seda.
Para homens |
Paletts de panno fino. 9
Ditos de case xira. Q
Ditos de brim lona (brancos.)
Ditos de bnm de cor. 9
C ligas de casemira de cor e de padres de 9
muito gosto. Cipas de guta-percha. @
Perneiras de dita. $$
Calcas de dita. |g,
Meias de cor. tg
f$ Colletes de casemira.
5 Ditos de la e seda.. @
A Ditos trancos.
Ditos Je velludo preto. an
Ditos de dito de cor. m
(Meado Mell.
@ Dito de vaqueta. m
P Dito de duis sotas. y
jsj Sapatos entrada baia. @
( Cha. tos de lonlra. *^
j Ditos de castor brinco. j:
m Gnvatasde renaa a Garibalji. gj
a Ditas de setim. aa
q Ditas de gorgurao e seda. a
*. Colarinhos dos mais modernos. s>$
Camisas de linho ingtezas. Ditas ditas francezas. vt.
Para raeniuos. *
Ricos vestuarios de seda.
Ditos ditos de la.
- Ditos ditos de fustao.
Ricas camisinhas bordadas para baptisado. *
5 Iticos sa patinaos enfaitados para bapti- f
2 sf"1- s
* Bonetes de todas as qualidades.
9 Qiapeosiohos de palha de Italia.
Casaveques de lia.
@ Extracto de saodalo muil* fino.
@ Esseocia de sndalo muito ano.
9 Cauinhas de tartaruga.
9 Carteirinhas de apurado gosto.
Ricos jarros com banha.
9 Um grande sortimento de riqaissimos
quadros a oleo. 9
(0 Ricos transparentes para janella. 9
O Caixiuhas muilo ricas proprias para gur- 9
& dar jois. 9
y Banha muito fina a Garibaldi. 9
ajp E outras muilas fazendas e perfumaras 9
@ que deinmoi de mencionar, por haver 9
(g9 um grande sortimento. 9
88*i m
Loja das seis portas m
frente do Livrameito.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. fazenda fina,
alcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim de ganga, ditas de brim branco, ptlelot
de bramante a 4*. ditos de fustao de coras a 4|,
ditos de estamenha a 48, ditos de brim pardoa
3*. ditos de alpaca preta sacre* e sobracasaeos,
dolletes de velludo pratoi e de cores, diloa da
aorgurao de seda, grvalas de linbo aa mais me-
beruas a 200 rs. cada urna, colUrinhoa ds linho
ga uliima moda todas atas fazendas as venda
parato para acabar; a loja estl aborta das 6 ho-
ras da nanbaa al as 9 da norte.
4
Burgos Ponce de
Len, est vendendo todas ss fazendas eiislentes-
n loja da ra do Cabug n. 8, por menos de sen
custo, para pagamento dos credores da extineta
firma de Almeida & Burgos, vende com melho-
na de razao por muito menos as miudezas por
nao serem ellas proprias de urna loja de fa-
zendas.
Das miudezas que se tcm annanciad, anda
restam as seguioles em muito menos quanlidade
por menos -inda :
Filas de seiae gros-de-naples, sarjadas bem
eacorpadas de muito bonitos padres para
cintos, enfeiU de chapeos para sen hora, lacos
de cortinados fronhas de travesaeiros e sinteiros
de meninos e peilo a 800 e a 1* a vara.
Franjas de teda pretas e de cores a 240 rs. a
vara.
- ** fraec um inH 1*200, 15660, 2,
3& 3*200 e muito largos a 4*. 4*500 e a 5* a
peca.
Dito de seda branco ou de blonde para enfei-
tes de chapeas para senhora como para noiva a
240 rs. a vari.
Aberturas para camisas com punhos e colari-
nhos a 400 r.
Ditas de (i 10 esguiio a 900 rs.
Sapalinhot bordados para baptisados de me-
nino a 1*280
Donis francezes para menino a 2*500 e a 3*.
ditos de manoquim dourado com plumas de um
lado a 4*.
DUos franc >zes para homem a 1*.
Enfeites prttos de vidrilho para cabeca de se-
nhora a 2 e a 2*500.
Ditos de lindas flores francezas a 3*. 4* e a 5*.
Ditos de fruco de seda com as suas liadas bor-
las a um lad< a 2*.
Lunas de jelica de Jouvin para senhora a
500 rs. I!
Diasde algodio finas e encornadas a 240 e a
300 rs. cada -iar e em duzias a 2J400 e a 3*.
Toucas francezas de la bem acabadas para as
senhoras enft rmas ou paridas a 3*.
Ditas francezas>le la para menino de peito a
800 rs., ditas de fil de liabo enfeitidas com Pi-
cos e titinhai francezas a lj.
Duzias de nteias grossas do Porto para ho-
mem a 1S600l crtias a 2S5C0 e a 3*. teridas de
cores a 28500 e a 3, meias para meninas finas
tecidas de cores a 3j, ditas brancas para senho-
ras a 3*500 e a 4*. pretas para senhoras a 2*<00
c a SfSOO, ditas pretas de laia pra padres a
2*560 cada par, ditas de seda preta para homens
a 3*5*50 e a 3* cada par, para senhoras a 2* e a
3* cada par, e brencas a 2*500 e a 4* cada par.
Peales de tartaruga bem fornidos a impera-
triz pelo baralissimo prec.o de 8*.
Caiccos de flores francezes a 400 e muito finas
a 1*500 rada caixo.
Carteiras
1g280
Grvalas de seda prela e de cores Iindissimas
a 500. 640, 800, 1*. 1*280 e 1*500, ditas de cas-
sa pintada de cores a 240 rs. cada urna e ricas
mantas para grvalas a 3*.
Ctnfure de borracha sem defeito algum pa-
ra segurar caigas para homens como para meni-
nos a 200 rs
Chicotes para montara a 640 rs.
Bengalinhas a 700 rs.
Comestiques ou pomadas francezas para alisar
cabellos a 60 e a 80 rs. cada pao.
Botes prelo de vidro lapidado para casave-
ques a 100 rs. a duzia.
Bandes de dina para cabellos de senhora e
meninas a 800 rs.
Collarinhos de esguiio para horneas e meni-
nos a 80Q rs., e sem ser de esguio a 400 rsTT
riras de babados bordados em cambraia para
saias de senhora, calcinhas de meninas, traves-
aeiros e para muilos outros enfeites de que as
senhoras se servem, sendo estreitas e largas a
500. 640 e a 1$ cada tira.
Toalhas de linho para rosto ou para maos a
800 cada urna.
Lencinhos de retroz muilo bans para as meni-
nas de escola a 1*500.
Trancas de seda a 820 rs. a vara.
Trancinhas de la para enf dios de vestidos
de cassa e de chita a 80 rs. a pega.
Aleadas de linha preta a 80 rs. a meada.
Grande pechiocha.
A 220, 240 e 60 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
mnilo bons pannos, pelo baratsimo preco de
220, 240 9 2S0 rs. o covado ; na ra do Queima-
do e. 22, na toja da boa fd.
4 loja da baadeira
[Nova loja de funileiro da
ra da Cruz do Recife
numero 37.
i
Manoel Jos da Fonseca participa a
todos es seui freguezes tanto da pra^a
como do malo, e juntamente o respeita-
vel poblico, que tomou a deliberarlo de
bairar o prego de tolas as suas obras, pdr
cojo motivo lem para vender as grande
sortimento de bafeas o bacas, ludo
differeotes lmannos e de diversas cores
era pinturas, e juatameute um grande
sortimento de diversas obras, conteodo
baoheiros e gamelas grandes pequeas,
machina para cal a camas de vento, o
que permite vender mais barato possivel,
como seja bahs grandes a 4* e peque-
os a 600 rs., badas grandes a 5* e pe-
quenas a 800 rs,, cocos a 1* a duzia. Re-
cebe se um ofcial ds mema ofncini
para trabalhar.
8
S
*
8
para algibeira com charuleiras a
-amfeswaQsi m mmnmm
(jonnia muito boa a 100
rs. a libra.
Na na da Imperatriz n. 46, Uja de sapstas.
Vende-se urna taberna na povoacao .do A-
pipucos propria para urna pessoa que queira
principiar por ter poneos fundos, garantindo-se
a casa om que est ; quem pretender, dirija-fie a
mesma a fallar com J-o Antonio Fernandas, ou
na ra larga do Rosario n. 30, loja de charutos.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urx aroma ex-
cedentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de baaho, que o torna mu deleitare)., re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer deaap-
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera lem a pre-
cioaidade de acalmar o ardor que deixa a navalba
quando se faz a barba, orna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composico. Cos-
ta o frasco 1*. e quem aprecia o bom nao deixarl
cortamente de comprar dessa esttmavel agua em-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16. nica parle onde se achara.
Goes& Basto.
Ra do Queimado numero 46.
Receberam grande porcao de lea para veslJo
com ricos padres, tanto de quadros miudos, co-
mo largos,bem matizados, que para acabar esto
vendendo a 240 o covado, daodo-se amostras
com peuhor.
Calcado
gfande sortimento.
45 RuaDireita 45
Qul ser a joven e linda peruambueana, que
aao procure animar este estaboleciotento mao-
dajido comprar urna botina de gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Iba
alo d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
carslbeiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e compi;ar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
jttendam ;
Senhoras
Botinas com la?o(Joly7 btilhantina. 5*500
com lago, de lustre (superfina). 5*500
com lago um pouco menor. 5*000
sfem lago superiores..... 5*000
aem lago nmeros baixos. ; 4*500
sem lago de eOr....... 4*000
Sapatos de lustre. : ij300
Meninas.
Botinas
para ensacas de 18 a 20.
48400
3*500



D


5*500
5*000
3*500
5*000
Homem.
Nantes) lustre. .;.... 10J000
(Panteo)courodeporco inteirissaa OSOOO
(Fanien) bezerro muito frescaes. 9J]500
diversos fabricantes (lustre). 9JJ00O
nglezas inteirissas.....9*000
gaspeadas.....8*500
prova d'agua. 8*500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....; .
urna sola........
para menino 4$ e .
Sapates lustre.........
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos .... 2*000
Fnncezes muito bem feitos.....1*500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo edo verdadeiro cordavo para botinas de ho-
mem ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., tudo em grande,
quantdade e por precos inferiores aos de outrem.
Attencao
Fazendas baratas por todo
o preco para acabar: na ra
do Livramento n. 38; assim
como se vende a rica armaco
dessa loja.
mM
DA
Acaba de
chegar
ao novo armazem
9
&
9
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes s* vendera por pregos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26*, 28*. 80* e a 35*, paletots dos mesmos
pannos preto a 16g, 18J. 20* e a 24*,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padres a 14*. 16*, 18*. 20* e 24*,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*. 12* o a 14*. ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8*, 10*, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12*,
ditos de merino de cordo a 12)), ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 15*,
ditos de alpaca preta a 7*. 8*. 9* e a 10*.
dilos saceos pretos a 4*, ditos de palha de
seda fazenda muilo superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto branco a 4*.
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7*, 8*. 9* e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*. ditas de brim de cores
linas a 2g500, 3*. 3*500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4*500, 55, 5*500 e a
6*, ditas de brim lona a 5* e a 6$. colletes
de gorgurao prelo e de coras a 5g e a 6S,
ditos de casemira de cor e pretos a 4f 500
e a 5*, ditos de fusto branco e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona 4g.
dilos de merino para luto a 4* a 4*500,
caigas de merino para luto a 48500 e a 58,
capas de borracha a 9*. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa eda cor a 5J, 6* e a 7*, ditas ditas
de brim a 2}, 3* e a 3*500, paletots sac-
eos ae casemira preta a 6 e a 7, ditos
de cor a 6* ea 78, ditos de alpaca a 3*.
sobrecasacos de panno preto a 12* e a
14, diloa de alpaca preta a 5*. bonete
para menino de todas asqualidades, ca-
misas para meninos de todos os t amanto os,
meios ricos vestidos d cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babados lisos a 8* e a 12$. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5* e i 6*. ditas de
brim a3*, ditos de cambraia ricamente
bordados pars bsplisados,e muilas eulras
fazendas e roupas feitas que deixam de
a%t mencionadas pela sua grande quanli-
dade; assim como tecebe-se lods e qual-
quer encommeods de roupas para se
mandar manufacturar e qua para este um
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeico nada dei- -
xa a desojar.
Ruada Senzaia Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston 4C.
sellinse silbos nglezes, candeeiros e castigaos
bronzeados, lonas nglezes, fio de val a, chicou
para carros, eraonuria, a rreos par carro da
ubi dous cvalos relogios da ouro patenta
nglai.
Grande exposi^o
DE
balaios fiaos.
No deposito da ra estreita de Rosario n. 11 e
juntamente nosalo para familias esl vista de
todos que quizerem honrar este eslabelecimeoto
tanto para o sorvete como para escolherem enlre
a grande quanlidade de balaios muilo fios da
Italia, como sejam para costura, para compras,
para meninas, para roupa engommada, e para
se darem com mimos,assim como carrinhos para
meninos, e calungas de todas as qualidades. co-
mo seja joogalamasle e muitos outros objectos
proprios para familias.
Potassa da Bussia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem om
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
VICTORIA,
NA #
i?ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja tendeas-se as seguimos miudezas e
outras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Cartoes de clcheles francezes muito boos a 40
rs. o carto, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boas e verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheitas para enfiar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em carleo, branca e de cores a
ors. um carto.
Ditas de melada de peso verdadeiras a 240 rs a
meiada.
Papis com cento e tantos alneles francezes a
40 rs. papel.
Al(inete8 de cabega chata grossos e finos a 120
rs. a carta.
CordSo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas olhas para pennas a 200
rs. um, e duzia a 2*
Laa de todas as cores para bordar a 6*500 a libra.
eo,e.s uUo bons de Daleia P alisar a 220,
.240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
.nadores de algodo a 60 rs. cada um.
aHescruas brancas e de cores para homem a
160, 200, 240, 280 o par.
DitVbrancas muito fioss para senhora a 240, 280,
320 o p3r.
Espelhos dourados para parede redondos
drados a 3*500 cada um.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos
criangas a 320 cada um : na ra
loja d'aguia branca n. 16.
e qua-
proprios para
do Queimado,
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeia ra da Cruz n.22
ANOVALOJADO PAVAO
NA
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
Acaba de receber pelo ultimo vapor francez as fazendaa seguintes, as qoaes se vendem ma
i do que em outra oualauer Darte : TB,,uni m
a 2*.
barato do que em outra qualquer parte*:
Organdys de bellissimos padreamoite finos a vara 1*.
Groidenaples azul, cor de rosa e amarello fazenda fina e de muito corpo o covado
Ditos lavrado8 muito encorpado o corado a 2*.
*"' < eda da India o mais moderno pora vestido o covado a 12S0.
Ditos da la fina e de padres muito galantes a 800 rs.
Manteletes de fil preto com bico largo a 7#. w
Ditos de fusto branco moito bem enfeitados a 8*. <
Chales de merino estampados com lista de seda muito fios.
Tarlatauas de todas as cores e moito fina a rara a 800 rs.
Cortes de tarlatauas com salpicos cada um em seu carto a 6*.
Camisinhas com golas e manguitos para senhora que tem bom costo a 6
Ditas ditaa com vivos de cor a 4*000 rs. ^
Um grande sortimento de saias balio para senhoras e meninas.
Um grande sortimento-de saias balo mnito ricas com babados s 10*.
Pegas decasaas bordadas com 81t2 varas proprias para cortinado a 2*8500.
Liodes chapeoszinhos de merino bordados para meninos e meninaa gosto inslez a 5*
Cseas francezas belisaimos padres a rara a 500 rs.
Assim como um completo sortimento de golliohas muito bons costas nara a*nhnr
saber f|, 1*280. t**. *, 3(500 e 98 a-MMraa
Dm completo sortimento de chitas francezas escaras e a legres e padrees bonitos a 220, 240
Ditas muito superiores o covado a 320 rs.
Ricos eofeitea com franja e bolotas para cabega de senhora.
Oe todas aa fazendaa aqui mencionadas se dio ss amostras deixando ficar peehor. assim eo-
mandam levar em casadas familias que qulmem tafeadas em conta o dabooitoj gosts
Ra do Cresp
loja n. 25, deJoaquim Ferreira de Si, vnden-
se para fechar contas as seguintes fazendas por
pregos muito baratos : pegas de cambraia lisa fi-
ja a 3*. cortes de casemira a 3*500, pegas de
babados largos e muito finos a 3, seda de qua-
dros miudos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escuras e claras a 240, cansas de cores bons
costos a 240 o covado, organdys muito finos o
500 rs., pegas de ntremelos bordados a 320 a
vara, golliohas bordadas a 540, manguitos de
cambraia e fil a 2*, bramante de algodao com
9 palmos de largura a 1*280 a vara, aobrecaaacas
de panno fino a 20 e 251, paletots de panno e
casemira a 18* e 20*. ditos de alpaca de 3/500 a
7*. ditos de brim de cotes e brancus de 38 a 58,
caigas de casemira preta e de cores de I a 10,
ditas de brim de cores e braocas de 28500 a 5*,
cohetes de casemira de cores, e setim preto a 5*
camisas de fusto brancas o decores a 2*. eortes
de cassa de cores a 2*. cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas de senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras moitas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
Relogios.
Vende-s em casa de Johnsion Pater 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variadade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Attencao.
N. 43*
Ra do Amorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo
barato prego de 4*500 e 5*.
Arados americanosemachina-
par a lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
filas e fi velas, o maia fino que se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 b!
Aviso
melhor que tem vindo a
melhor que ha a 360
e meninas a
mose
Vende-se a escuna nacional Cgana, em
perfeilo estado, forrada de cobre, completamen-
te apparelhada e prompta para navegar: trata-se
com Guilherme Carvalho & C. no seu escriptorio
ra do Vigarie n. 17.
I S na boa f.
Ruaristreita do Rosario, es-
quina da ra das Larangei-
ras n 18.
Carne do Serid da
360 rs. a libra.
Lingui :as do Serid da
rs. a libra.
Queijok do mestno serto dos melhores que ha
a 680 raja libra. H
E em porgao de qualquer dos gneros se fari
abatimento; s na bea f.
Para, se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
lojii d'aguia branca ponto
ceito.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora Sesmo acaba de as receber pelo
vapor frincez e continuar a reeebe-las por to-
jos os outros ; por isso quera quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser ben servido.
m de marfim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loia d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mu delicadas escovas de cabo de mar-
flm o mndreperola a 2* e 28500 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentts, e para as comprar dirigir-se ra
nado, loja d'aguia branca n. 16.
Cabo,
do O'J' i
Raymundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r l i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazeudo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes ei a carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga
Muitos
ras a 8*.
ribaldi.
lindos enfeites a Garibaldi pera senho-
. dilos fiogindo palha porm de aedaa a
8*500 cada um, ditos de vidrilhos a lJ8O0cada
um : na leja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75. |
era de carnauba.
^ Vend-8e cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitae Jnior, ra do Trapiche n. 15.
Fardo a 2,600.
Vende-ae urna porgao de saccas com fa relio a
2*600 a sacca: na travessa do pateo de Paraizo
n. 16. casa pintada da amarello.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A.loja d'aguia branca recebe prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2*. 3, 4 a 5$ a pega, pregos
estes que em nenhuma oulra parte se acham, e
asim na rea do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attencao.
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cmce Ponas o segaiete : carrogas rara hola a
cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega, di.
tos de mis, torrador de eef com fogo, doareen-
caa de chumbar de todos os tamanhos, boocade
foraalhas para iernos, grande fecbederas a
ferrolbo e tambem redas de carroga e carriokes,
rodas para earriahoa de aao, eizoa pera carro-
Se carrinhos, e outras qaaasquer obras de
ros.

Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differeotes gos-
ts e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra. parte se aefaa. como seja, grava-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1],-ditas pretas e
de corea agradavais a ljk, 1*200 e 1*500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mu
bom setim maco al$500. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter multas de qua se agra-
de : na ra de Queimado, loja d'aguia branca
nuofero 16.
Aos tabaquistas.
Lengos fios de cores escoras e flxas a imita-
glo dos de linho a 5* a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f. .
Brim branco de linbo muito fino a 1*260 a
vara ; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos da lioho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22. loja da boa f.
%mwm mmmm mmmx
lii
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes A Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, laas, chapelinas de pa-
lha e da seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, satas bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversae qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muilos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Ouamduvdar v ver
Quem duvidar v ver.
S Leven) dinheire
Levetn diuheiro
Levem dinheiro.
A4#,4$500e5#.
Cambraia lisa muito fina a 4* a pega com 8 li2
varas, dita muito superior a 5g. dita tambem
muito fina com aalpicos a 4*500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de aeda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1*500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, poie s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba, a melhor que lem
vindo a este mercado, a 8*500 a arroba, a prazo
ou dinheiro : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 7, ou na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Balaios, bichas e queijos.
Ra estreita do Rosario n. 11.
Sodr & C. constando-lhes, que almos dooos
de estabelecimentos se teem aprovetlado dos an-
n uncios, que temos feito para venda de balaios
bichas e queijos ; illudindo aoscompradorea, qu
se engaoam com o eslabelecimeoto dos annun-
cia rites, e tao parar em outros, que elles sao os
propios que fizeram anounciar, mas que os edito-
res foram os que se engaaran), por isso os an-
nuneiantes ratifican: os seus ancuncios e effir-
mam serem os nicos que poaeuem taes objectos,
em perfeilo estado e pelo baratissimo prega an-
nunciado.
Enfeites de flores para ca-
samentos e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a uliima moda, sao mui proprios para as
senhoraa que vo a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. Os pregos sao 8*.
10 e 12. porm quem apreciar o Dom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' multo barato vista da sua superior quali-
dade ; no armazem de Fraga & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18. defroote da guarda da al-
fandega.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2*500 o par ; os seohores officiaes e
cavalleiros que scoroprarem conhecero que sao
baratas vista de sua finura e duragao, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado^ loja da
aguia branca n. 16. Adverte-ae que a quanlidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Campoa & Lima na ra do Crespo n. 16
tem paja vender um rico sortimento de laaziohas
dei cores a 640 rs. o covado, bem como lindas
tolas de cambraia para guarnigo de vestidos cor
diminuto prego. v
Armazenada
de Pars
DE
Nagalhes k Mes.
ultimo vapor chegado da Eeropa. grande porgao
ae aaiaa balao de nova invengan para meninas
senhoras o melhor gesto jne ha esta hzenda
o prego 6 diminuto, mussnlina da Indi branca.
??' T?0 "* flM *> cambraia para vea-
lidoa barato prega, reos certes bracees borda-
dea com S babados a 5*080 e 6*00 o corte, nevo
artimento de cantas de corea fias a 1. 1 t
200 ra. o covado. ditas freneses Anas e 946, 260
0 ocovao. aovaras murtas femadas por jetada
de se* v-aJer : loja ameaenade acha-ae a berta
ta das 6 horas a maahaa aa 9 de noite.
\
*1


DUto S* riMUAMlCO. (JUtTA FURA 4 DI JUtHO M iWt.
A variado.
Madapolio largo e fino com pequeo toque de
atoria 39500 e 4, tito Bailo fino a 5 a peca :
na ra do Crespo o. 8, leja de 4 porta.
. Voada-se urna quarta parte do sitio e casa
de rivenda do lugar do Peres, freguezia dos A-
fogades, sendo a casa edificad* 4 I para 5 autos,
de pedra e cal, muitas errores fructferas oras,
cacimba principiada d'agoa doce, estribara, etc.,
etc., teado a casa 4 quartos, 2 salas, cozinha fo-
ja, portio : a tratar na ra do Queimado o. 47,
Aenco.
Ha ru do Trapiche n. 46, en casa de Rostron
H*oker & C, ansie um boa sortimento de 11-
nhas.de cores e brancas em carreteis do tnelhor f
fabricante de Inglaterra, as qaaes se vender poi i
presos mu razoareis.
(?
DESTINO
DE
Jos Dias Brando.
5---Rua da Lingueta S
O noto destino torra genero por meos de aeu
vslor: superior manteiga inglesa a 1 a libra,
dita francesa a 700 rs.. ch preto a I94OO, nas-
sasa560, conservas inglezas e portuguesas a
00 rs., aletria, tlharim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho.de Lisboa a 820 rs. a libra, hacha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 18400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
o 5$a duzia. dita preta a 000 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e porluguezas a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por preso mui-
tp em conta, viDho do Porto engarrafado fino
(reino) a 19500 rs rinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, rinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muilos gneros que escusado
menciona-los, que docuotrario se tornara enfa-
donho aos freguezes. (Dioheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito aira para agua a
49 o par ; na ra do Queimado n. 75.
Di
FUNDIDO LW-MOW,
Ra da Sen zalla Nova n.42,
Nesta estabeleciraento contina a haver um
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, achinas do vapor o taixas
te forro batido e coado, de todos os lmannos
para dito,
Exposifo de bichas.
No deposito da ra estreita do Rosario o. 11,
rendem-se bichss a 500 rs. cada urna, e aluga-
das muito em conta, motivo este pelos proprie-
tarios estarem com 10,000 bichas em deposito, e
garante-se a qualidade a qualquer pessoa que
comprar ou alugar.
Expsito de queijos,
Na ra estreita do Rosario n. 11, deposito de
Sodr& Cesta feita urna exposico de queijos a
saber, queijos do Serid muito frescos, endri-
nos, do Reino, das Unas a 400 rs de prato,
suisso a 400 rs.. presuotos inglezes, e outras
muitas cousas que s vista dos freguezes.
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se um sobrado de dous andares e
solo na ra de Santa Rita : a tratar na rna das
Cruzes n. 18.
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug n. 1 B.
Vecdem-se massiuho da coral muito fino a 500
rea e masso.
SABAO.
Joaqun Francisco de Melle Santos aviaa aos
eua freguezes deaU praga e ode ra. que tea
exposlel renda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno sroaazem dosSrs. Trarassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; masa amarella,
castaoha, preta e outras qualidade por aaenor
prego que de outras fabrica. No memo arma-
sem lea feile o eu deposito de rola de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como a de
composiso.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no meimo deposito ou na ra do Trapiche
SINTOS
para senhora.
Sinlos muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, Dvelas muito lindas para sioto a lgSOO cada
urna; Da loja da victoria, ra da Queimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se rendem pelo diminuto preco de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, foja de 4
portas.
Attenco.
Vende-se um sobndo de um andar e soto,
na ladeira da S em Olinda, com bastantes com -
modos, excellente vista, tanto para a cidade co-
mo para o mar, grande quintal todo murado,
com dirersos arroredos de fructo, boa cacimba
com ptima agua de beber, etc.; o predio e todo
do annuacianle por ter arrematado urna parte
que pertencia a urna herdeira : quem pretender,
dirija-sea ruada Cruz n. 60, loja de cera, que
achara com quem tratar, ou a casa do ra do Pi-
lar n. 119.
Carnauba
a 7#S00.
Vende-se na ra da Madre de Dos n. 4, arma-
zem de Moreira & Ferreira.
Barato.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 22,
sempre se enconlraro as superiores luvas de pel-
lica de Jouvia, tanto para hornea como para se-
nhora, por serem receida per todos o vaporea
viudos da Europa, e se renden) pelo baralwaimo
preso de 2J50O o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
de .
chegado
pre-
Atiendo
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros. funileiros, etc. : quem
pretender dirjase a esta tippogra-
phia, que ahi se dir' quem os tem pa-
ra vender.
E muito barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 88;
na roa do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 39500 ; Da ra do Crespo n. 10.
Ven"e-se na ra DireiUrn. 99 a libra
sunto a 320 rs. a libra do de Lisboa do
ltimamente.
Fazeiidas
no arma zem da ra do
Queimado n. 19.
Toalhas para rosto de preco 500 rs. cada urna-
Chita.
Chita franceza a 2-20 rs. o corado.
Cortes de casemira.
Finos cortes de casemira a 45500.
Cobeitas.
Cobertas de chita a 19800.
Capellas brancas.
Capellas de flores de lannja a 55.
Lences de panno
de liko pelo barato pre;o de 15900.
Algodao
de duas larguras a 480 a rara.
Grandes lences de bramante a 3g300.
Jaques bordados
para meninos, fazenda muito fina, a 5J.
Sem costura.
LeoQes de panno de linho fino a 35.
Baldes
de todas as qaalidades e de duas saiss.
Cambraias de salpicos.
Modernas esmbraias de salpicos e muito finas
a 55 a peca.________________________
A BOA FE TRIUMPHA
DE
Jos de Jess Moreira ( C. .
N. 18-Kua do Rosaraio esquina das Larangeiras-l\. 18
Os proprietarios deste estabelecimeuto avisam
aosSrs. amigos do bom e barato que se acha com grande sortimento de gneros dos melhores que
tem rindo a este mercado o por ser paite delles rindos por conta dos proprietarios esto resolvios
a render por menos do que em outro qualquer estabelecimento e se obrigaro a serrir os Srs. com-
pradores da melhor maneira possirel para o que arista far f.
Manteiga ingleza perfeitamente flor pei0 prego de 900,800,040 rs. a ubra
muito boa, em barris se far abatimento s na boa i.
Dita franceza muito boa a 7a0 r. a libra, na boa f.
Cha perola, hysson e preto 25500,29 19600, s na boa f.
Doce (le CaSCa de gOiaba em Caixoes do melhor a 900 rs., s na boa f.
Ameixas francezas .480 ubra.a na boa f.
M&rmelaaa imperial 0 afamado Abreu ede outros fabricantes pelo prego ds.
a libra em porco se far abatimento, s na boa f.
Latas com bolachihna de soda a 13500 muito ora, s na boa f.
CnOCOlate do melhor que tem rindo a este mercado a 900 rt. a libra, s na boa f.
MdSSa de tomate ja melhor que tem rindo a este mercado a 800 rs. a libra.
DOCeS de peCegO, giqga, pera e alpera a calda fabricado pelo melhores fabricantes de
Lisboa em latas de difireme tamanhos a 700 rs. a libra, s na boa f.
PaSSaS mUtO novas 9 490 rs. a libra, s na boa f.
Conservas inglezas e francezas a 800 rs. em porco se faz abatimento, s na
boa f.
Aletria, macarraO e talhanm a 400 rs- das mais ora que ha, s na boa f.
lOUCinnO de LilSDOa muito bom do mais noro que ha no mercado a 320 rs. a libra, s
a boa f.
ChOUricaS e paiOS d0 melhor que ha no mercado a 560rs. a libra, s oa boa f.
Banha de porCO refinada da melhor que haafo mercado a 480 rs. em porco se far aba-
timento, s6 na boa f.
ViilhO em pipa aa Figueira a 600 rs. a garrafa e de Lisboa 560 o 480 a garrafa o em ca-
ada e far abatimento, dito do Porto engarrafado a 15 e 19*00, duque do Porto do melhor
que pode haver, s na boa f.
Lampagne das mais acreditadas marca que ha, licor de todae a qualidade. garrafa de
azeite purificado a 900 rs.. aozes das mais norasqne ha a 200 rs. a libra, emitas em calda,
azeitonas ees enceras muito barata, s na boa fe. Alm disto enconlraro o sortimento
completo dos gneros tendentes a molhados e tudo do melhor que ha neste mercado, s
se encentra na boa f.
[Rtia do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora cu&tava 8 0 rs. o cova-
do vende-se a 240 rs., dao-se S
amostras com penhor.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
240 rs.
Lias escuras de padre modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 5. ;
na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas.
Lila preta,
boa fazenda, a 880 m. o corado.
Corles de casemira de cor fina a 4g.
Dilosde collete de gorguro, bonitos padres, a
29OOO.
Panno fino superior, cor de azeitona, a 4000 o
corado.
Casemira preta fina a 23 o corado : na ra do
Crespo n. 10.
Urna cama franceza*
Vende-se.uma grande cama franceza de ama-
relio para casados, com colchoes, em muito bom
uso: na loja da ra do Gabug n. 8.
S&ldoAss.
Vende-se superior sal do Ass, a bordo do hia-
le Santo Amaro, fondeado defronle do caes do
Ramos : a tratar com omeslre a bordo, ou com
e dono no trapiche do algodo.
Nova loja de funileiro na ra
da Cruz do /tecife n 37.
Hanoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao respeitarel pu-
blico, que tomn a deliberado de baixar o prego
de todas as suas obras, por eojo motiro tem para
render um grande sortimento de bahus e bacas
de differentes tamaohos, e cores em pinturas ; ei
juntamente um grande sortimento de varias
obras, o que promette render o mais barato pos-
sirel, como seja bahus grandes a 4#, e cocos
a 1$ a duzia. Recebe-se um oficial do mesmo
officio para trabalhar.
@
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna oficina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eneommende; por isso que faz um conrite espe-
tOlJPA FEITA ANDA HAS BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
[Faiendas e obras feitasJ
aa
ra
Liquidacao
^Ruado Queimado loja del
$ft 4 portas n. 10. *
fgk Vende-se panno de superior qua- fe
^ lidade prora de limao cor de $
^ cafe a 3^. g
gg Dito verde a 5$. ^
| Dito preto a 3,J.
@ Dito azul a 3#. ^
@i Seroulas escossezas brancas a Sfr
|p 15"200 e 1$300. K
ij| Ditas de hnho a 2.S600 e Zjf.
^ Superiores manteletes de fil a
H preto a 6$. ^
^ Camisas de linho inglezas duzia &,
^ Ditas dita dita duzia a 355. ;
^ Ditas dita dita duzia a 40$,
, Ditas dita dita duzia 45#
g Ditas dita dita duzia 5 Feijao de corda
No armszem de Tasso lrmios, ra do Amorim
numero 35.
Espartilhos.
Chegaram, no ultimo paquete rindo da Europa,
riquissimos espartilhos para senhora?, com mi-
mosos e delicados bordados a agulha, fazenda in-
leiramenle moderna e de bom gosto ; vende-so
por mdico pre$o : na ra do Crespo n. 7, es-
quina da ra do imperador loja de Guimaraes
Lima.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado n. 55, loja de miudezas de
Jos de Azeredo Maia e Silva, defronte do so-
brado noro, est rendendo por baratissimo prego
para acabar, algumas qualidadesde fazendas, as-
sim como seja : franjado laa para vestido a 100
rs. a rara, tranca de laa com 10 va ras a 200 rs. a
pega, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, rerdadeiras, a 80 rs.,
norellos de linha do gaz a melhor qualidade que
ha oesla praga a 60 rs., tem tambem para 20 e
10 rs. cada norello, e de cores a melhor que ha,
norellos grandes, a 40 rs., carreteis de linha do
gaz e pretas com omita linha a 200 rs., baratis-
simo, caixas com liedes para aecender charutos a
40 rs., caixas com phosphoros de seguranza a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 2g800, e duzia
a 240, fitas para enfiar rostidos e roupinbos a 80
rs., pegas de bico, largura de 3 dedos, a 20, e ra-
ra a 120, linhas de norello de cores por todo o
prego, frasco d'agua de colonia muito superior a
400 rs, duzia de meias muito finas para senhora
a 3$, e par a 280, linhas de marcar muito finas,
norello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de laa de todas as co-
res a 50 rs., tem um resto de sabonetes para
600 rs. a duzia, groza de botos de osso para cai-
ga, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e tem
tambem maiores para 60 e 80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2)400, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos prego
cima, tramla do Porto muito boa, rara, a 80,
100,120e 160 rs., filas de linho brancas e deco-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozas de penaa
deago a 500 rs., tem um resto e slo superiores,
frascos de opiata para limpar denles a 400 rs.,
copos com banha muito fina a 640, frascos de
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de laby-
riathos de todas as larguras e por todo o prego
para acabar, espelhos de columnas brancas a
19500, pechinchA, carteiras para guardar diohei-
ro muito boas a 500 rs., frascos com cheiro muito
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baralhos portuguezes a 160, e duzia a
1|440, baratissimo, duzia de botes madrepero-
la para paletot a 480, cartas dn alfioetes para ar-
mador a 120, raras de franjas para cortinado a
200 e 240, multo barato, botes de ridro com
p para casareques de senhora, duzia a 240 rs.,
todas estas fazendas eslao perfetlas, e rende-se
barato porque precisa-se apurar dioheiro para as
necessidades, e por isso toco fogo.
Vende-se um sobrado de dous andares e
soto na ra de Santa Rita : a tratar na ra das
Cruzes n. 18.
cial a todas ae pessoaa com especialidade os
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exerclto.
Paz-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
la rieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
coHeles a militar para os Srs. ajudanles de esla-
T maiore de ca?al,aria. Quor seja singelos ou
bordadoa a espequilha de ouro ou prsla, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra sndese fazem as melhores
eonhecidas at hoje, assim como tem muilo ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
rara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. A Mar. can do
le por tudo se fica responsarel como seja boas
azenaas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometler, segundo o systema d'onde
reio o mestre. pois espera a honrosa risita dos
dignos senhores risto que nada perdem em es-
perimentar.
Enfetes de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
rida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgal com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeilados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeilados com aljfar, e borlo-
tas, lodos elles de um apurado gosto e perfeiso
os pregos de 89 e 10 sao baratos i vista das
obras ; alm deetas qualidades ha outras para
3$ e U : isso na ra do Queimado, loja d'aeuia
branca n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para bfiptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui noros e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
68, niuguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
' Vende-se urna" porgo de barris rasios
tratar 00 pateo de S. Pedro n. 6.
Batatas
em eigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
IgOOO rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos arraazens Progresso e Pro-
greseisla 00 largo do Carmo n. 9, e ra das Cru-
zes n. 36, tambem tem grande porgo de quei-
jos prato que rendem a 560 a libra e a 480 ne-
teiros.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
prOpria encommenda a bem coohecida eprorei-
losa opiata ingleza para dentes, coja bondade
apreciada por todos quantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conserrar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alrura dos
dentes; cusa cada caixa 1JJ500, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se encontr mui boas
escoras grandes com cabo, proprias para se lim-
par earros, tapetes, ele, o por 2jj: nioguem dei-
xar de comprar urna eecora de que neceasita :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Vende-se urna coebeira contando 3 carros
e 6 carados, e urna mei'agua : a tratar na ra
Direita, leja n. 57.
Liquidacao
fRaa do Queimado n
10. loja de 4 portas. 1
Vende-se as seguintes fazendas por *
240
23000
500
440
4O0
29OOO
58000
I menos prego do que em outra qualquer
I parte, como sejam:
Chitas francezas cores fixas a 220 e
' Cortes de cassa franceza a
> Chalys de apurado gosto corado a
. Cambraia de seda dito o corado a
Mimos do co dito o corado a
Chales com palmas de' seda a
I 1600 e
Camisinhas de cambraia bordada
para baptisado a
i Ditas de dita para senhora e com
gollinha a 35500
Chitas inglezas, cores fixas a 160
Eaguio de puro linho a vara a 800
Cambraia lisa muito fina a pega a 5S0O0
Chales de merino bordado a 50000
Ditos de dito liso a 3$500 e 4J}000
Mantas de setim lavrado para se-
nhora a 18600
Meias para senhora a 3J, 3$500 e 48000
Dit.s para meninas a 2j{800 e 3f000
Chpeos de sold seda para se-
nhora a 35500e 48000
GuRrdanapog adamascados a du-
a2500 o 3*000
tas do linho a duzia 59000
dinhos de linho o corado a 160
s de brim de linho do cores
(j 29500 e 28800
Ditos de meia casemira a 1*280 e 1*600
Panno azul fino corado a 1*280 e 11600
Dito preto dito dito- a 3*500, 4*e 58000
Corles de casemira preta a 5* 6*000
Cortes de dita de corea a 4* o 5*000
Corlea de velludo para collete
a 1*600 e 2*000
Dilos de gorguro a 18600
Brim branco de linho trancado a 1/000
Ptletots de brim de cor pardo a 38500
Ditos de dito lona a 8500
Vende-se urna escrava que sab fazer todo
o servico de urna casa de familia por 800*000 rs.;
oa ra Direita n. 74, se dir quem a vende.
LOJA E ARMAZEM
DE
jties k Basto!
NA
Ra do Queimado
n. 46, lreiue amorella.
Constantemente temosumgrandee va-
nado sortimento deaobrecasacaspretas
J* Pano e de cores muito fino a ie$,
B2 ,' Pa*eto' dos mesmos pannos
* 208,228 e 248, ditos saceos prelos dos
mesmoa pannos a 14, 16* e iff$, casa-
cas prttas muito bem eilas ede superior
panno a 28, 308 e 35*. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15&, 16|
e 188, ditos saceos das mesmas casemi-
raaal08, 12 e 148. caigas prelas de
casemira fina para homem a 8, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decrese 78,89,
9* e 109, ditas de brim brancoa muilo
Una a 58 e 69, ditas de dilos de cores a
3, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, rol-
letes pretoa de casemira a 59 e 69, ditoa
de ditoa de corea a 48500 e 59, ditos
branco sde seda para casamento a 59,
ditos de 6*. colletes de brim branco e de
f usto a 39. 39500 e 49. dilos de cores a
29500 e 3*. paletotspretos de merino de
eordo sacco e sobrocasacoa 78,89 e99,
colletes pretos para lulo a 4*500 e 59,
gas pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
l etots de alpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 88, muito finocol-
letes de gorguro desedade cores muito
boa fazenda a 39800 e4S. colletesde vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
_ para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, ditos de
casemira sacco paraos mesmos a 6*500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 o
3*500, ditos sobrecasacos a 58 e 5*500,
salgas de casemira pretas e decores a 69,
68500 e 7*. camisas para menino a 20*
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|32* a duzia par acabar.
Assim como temos urna offieina de al- o
faiate onde mandamos executar todas aa S
obras com brevidade.
ttseweieattais aKdKaes^cte
Continua a liqui-
dacao de todas
as fazendas na
ra do Cabug
n. 8.
A' minino.
Burgos Ponce de
Len, tendo de acabar em breve com este est -
belecimenlQ, para de seu liquido psgar aos
credores da masta da extincta firma de Almeida
& Burgos, ha resolvido a vender todas as fazen-
das, com grande abatimento de seu custo, entre
as quaes annuncia :
Chapelinas de seda e de fil para senhora bem
enfeitadas com ricas filas e flores francezas, dan-
do se os seus respectiros reos de fil de seda a
4, 5. 7, 9,10, e a 12*000.
Organdys fiaos de lindissimos padres para
rcstidos de senhora, sendo de vara de largura a
480 cada covado.
Fusto de muito bonitos padres miudos, para
vestido de senhora a 400 cada covado.
Gase de seda, fazenda toda de seda, e transpa-
rente, sendo de cor de rosa, edr de cravo encar-
nado, azul claro e ferrete e cor de folha, que
muito brilha em vestidos de senhors3 a 8S0 o
corado.
Gorguro de seda de quadrinhos para vestido
a 1*000 o corado.
Cazaveques de cambraia, com ricos bordados
a 8*000 e a 14*000 rs.
Manguitos com golinhas de fil, a 2*5P0,
3*000 e 352OO.
Camisinhas de cambraia muito fina para se-
nhoras a 1*000
Chapeos de sol de seda de cores para meninas
e senhoras a 2$00. 2g500 e a 3*000.
Chales de cambraia de cores a 600 res.
Ditos de froco ou de relludo a 69OOO
Ditos feitos com retrz de seda, ricamente
bordados a 158000 rs.
Dilos de teda de grosdenapoles bastantemen-
te grandes a 20g000 rs.
Ditos de merino de dirersas qualidades e diffe-
rentes gostos a 6, 8, 9,108500 e a 128500 rs.
Brim trancado muito fino de purissimo linho
e seda, com lislras e quadrtohos de cores, excel-
lente para caigas, coleles e palilots a 1*500 cada
rara.
Brimzinho de linho para caigas e palitots para
andar por cata, como para roupa de meninos
a 200 rs. o corado.
Fusto alcochoado de riscadinhos para pali-
tots e caigas a 480 o corado.
Cortes de coletee de fusto a. 500 e a 800 rs.
Ditos de toletes de setim de Uacu de cores a
3*000. dilos de gurguro de seda a 2*500 e a
38000.
Cortes de caigas de cassemira a 4*000, 5*000,
e 6J000 cada corte.
Corles de vestidos de grosdenapoles de seda
para senhoras, com ricos babados bordados,
collocados em grandes carles, sendo os pretos
a 559000 e os de cores a 508000 e a 658000 rs.
Tafeti de seda verde, amarello e azul a 500
O corado.
Capinhas, jaauelinhas e cazaveques de la
para meninas de todo o tamanho a 1*500, 2*000,
2*500, 4*000.
Calcinka8 de cambraia para meninas a 3g000.
Chapeos pretos francezes de fina massa, para
homem a 8*000.
Ditoe de palha escura e preta a Tamberlimk,
para homem a 3*200.
Otios de palha branca e de cores para artistas
a 800 rs.
Ditos do Chile verdadeiro, de prego de 5*000,
at o de 12*000 rs.
Setim preto de Macu a 2*500, 3*500 e a
4*500 o corado.
Vtlbulina preta e de cores a 640 o corado.
Seroulas francezas a 20, 22 e 24* a duzia.
Palitots de alpaca preta a 3*500 e a 48500
ditos de alpaca de cores a 4*000, ditos pretos de
alpaca aetim, fraocezes e muilo bons com gol la
de velludo a 10*000, ditoa de cores forrados de
seda a 81000, ditos de brimzinho a 2*500, ditos
de brim aetim a 6*000, dilos de brim pardo a
3*000. 38200, ditos de fino bramante a 5*000,
ditoa de brim meia lona a 5*000 e a 6*000, dilos
brancos de fusto a 3*000.
Palitots de panno fino e de cassemira a 8*000.
8*800,109000,16*000, 18*000, 20*000 e 24*000,
ditos de bombasioha a 9*000, ditoe de merino de
cores a 10*000.
Caxacks de panno fino preto o de cores a
30*000 e a 28*000 ra.
Tiras de babados de cambria bordadas a 500,
640 e a 1*000 cada tira.
Ramos finos pretos, azues, verde e mesclados,
como cassemira preta o de cores, por pregos que
agredi.
A 45000.
Cortee de casemira, fazenda boa : na rea do
Queimado n. 47.
A1300.
Chales de lia prelos ; na rna do Queimado nu-
mero 47.
A 2#000.
Corles de gorguro de seda; na ra do Quei-
mado o. 47.
A 200 rs. o covado.
Princezas pretas com defeito: na ra do Ouei-
mado D. 47. v
A 3#500.
d.^ss.dd;o47.o,ip,ra senhora: na r"
gPechineha chapeos al
Garibadi. *
Ricos chapeos de palha enfeilados da
ultima moda pejo baratissimo prego de e?
109 : na ra da Cadeia do Recife o. 24 IS
angas francezas muito Boas com padres
STSSSi'Kt'M "0"""-
J ebegou o prompto
* alivio,
bem como os outros medican entos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-Yoik Acham-se i
venda na ra da Imperafriz n. 12. Tambem che-
garam as inslrucges completas para se usarem
esles remedios, conlendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a 12000.
Nova pechincha.
Chitas largas francezas, corado a 200 e 240
rs.,iiscados francejes, corado 180 rs., cortes to
mesmo a 2,000 rs.: na ra do Queimado n. 41.
IrJ^
S vende barato.
Acaba de chegar ao armazem
da ra da Cadeia do Recife n.
8, um lindo sortimento de va-
ras douradas imitando Jacaran-
da'proprias para molduias de
0 espelhos, retratse estampas pa-
ra ornamentos de sala etc., as
ques se vendem por diminuto
preco.
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados eabazes de palha Boa, eu cestinhas en-
feitadas, proprias para as meninas de escola, nu
mesmo para costura de senhoras, e cuslam 4 e 59,
o que baratissimo risla da perfeigo e bom
aostode taes obras, aa quaes se rendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
gRecoinmedaso aos SrsJ
2 de eDgenho.
j~ Panno azul de superior qua-
W lidade para roupa de escravos a '
g900el|. (
Escrayos fgidos.
Attencclo.
Fugio do abaiio assigoado no dia 22 do prxi-
mo passado mez dejunho um escraro de nome
Jacintho, o qual tem os signaes seguiotes : ca-
bra, de or fula, bastante alto, cheio do corpo,
nariz lao chato que forma um vinculo uo meio,
cabello crespo, muilo pouca barba, representa
ler 25 annos de idade, ps grandes e grossos. con-
duzio urna pistola e urna racca ; natural do
termo de Cabrob, e consla-me ter ido em com-
panhia de um outro de nome Faustino, natural
do mesmo termo, e que estara rendido nesta
praga : quem o pegar elerar poroago do Sal-
gueiro do termo de Cabrob, ou nesta praca a
Joaquim Ferreira de S. na ra do Crespo n. 23
ser generosamente recompensado.
Bernardo Maciel de Souza.
Fugio no da 29 de junho de 1861 um ne-
gro crioulo de nome Alexandrino, idade pouco
maisou menos de 19annos, altura regular, cheio
do corpo, sem barba, e o signal mais nsirel
ter o dedo da mi direita ao p do mendinho tor-
io por causa de um panaricio, foi escravo e crja
do finado Jos Pedro, irmo do finado Joo Car-
neiro de Capibaribe : quem pegar o dito escraro
e entregar ao abaixo assignado no seu sitio adian-
to da Magdalena, defronte de urna gameleira, re-
ceber a gratificaco de 100*.
Joo Antonio Villaseca.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado, fugio no dia 2
do correte urna escrava mulata de nome Valen-
tina, que representa ler.25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
resga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinhos, lerou resudo de chita escura e chale de
merino azul ; tendo o abaixo assignado harido
esta escrava por dirida na comarca do Limoeiro,
suppoe que procure essa direceo, ou a serra da
Paasira, pode natural: roga, portanto, a todas
as autoridades policiaes e capites de campo a
apprehendam e a enlreguem ao abaixo assigoado
nesta cidade do Recife. ra do Queimado n. 46
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de II. Lira.
Fugio desde o dia 3 jle junho do corren le
anno, da casa do abaixo assigoado, o prelo Tho-
maz, crioulo, filho do sertao de Mochot, bonita
figura, com alguns signaes de bexigas, dentes li-
mados, tem os dedos da mo direita aleijados,
de urna machina de palada, de idade, pouco
mais ou menos, 26 annos, julga-se ter ido para o
dito lugar cima mencionado por j ter sido vis-
to no mesmo lugar o auno passado, quando fu-
gio a primeira rez nesle lugar, como bem agora
a semana passada que foi visto no Serid, duen-
do que se linha forrado : pode se, portanto, a
?ualquer pessoa que o pegar, lera-lo ra dos
escadores ns. 1 e 3, nadara, que se lhe dar
50$ de gratificaco, e se pagar as deapezas que
se fizer.Joo Jacintho de M. Eezende.
_ No dia 20 do correte fugio da ra do Hos-
picio o. 17 o negro Iro, crioulo, de 26 annos de
idade.biixo, reforjado, poucos cabellos na cabe-
1, mos apea curtos a grossos, os dedo* dos pea
arrebilados por ter do biches nelles. lerou ca-
misa de chita azul, calea de riscadioho da mesma
cor ; uppe-se que elle anda para o lado da Ta-
caruaa eu Santo Amaro, e do Islhmo : quem o
apprehender queira leva-lo supcadila casa, on-
de receber generosa recompensa.
Aviso aos capites de campo e
pedestres,
Fugio no dia 19 de junho prximo passado orna
malata por nome Alexandrina, de idade pouco
mais ou menos 40 aooos, cabello corrido, magra,
tendo no rosto da banda esquerda um signal, pro-
veniente de urna fi-tula, tendo sido de Santo Au-
llo per tanto roga-se que a apprehendam e le-
ren*-na ra do Crespo b. 14, 2* andar, que ser
generosamente gratificado.


w
MARIO M IBRHAMBUCO. QUISTA FEIRA 4 DI JXJLHO E 1861.
Litteratura.
Cavour, Mazzini c Vctor Emmanuel.
A. niao de Deus comega a descarregnr sobre
cabera de Vctor Emnianutl o peso de sua cole-
ra, a morte do^onde de Cvour o priraeiro slg-
nal das calamidades, que sobre si tem atlrahido,
desprezando ajustica, e dando uvidos nicamen-
te, a urna criminosa" ambicio.
Na perda do conde de Cavour, o monarcha am-
biebso, deve ver o sigoal" da queda da sua coroa,
da trra do exilio, e quem sabe mesmo se do um
fim trgico
Carour era para o estado presente da Italia o
mesmo que foi Mirabeau para a revolugo fran-
ceza de 1789, um principio de revo'ugao, e um
principio de ordem.
Cavour era como Miribeau, um domador de
feras, que com a sua poderosa vista as fascinara
o tornava obedientes, brincara com a revolugo,
que mal elle ffchou os olhos, devorou a socie-
dade.
A revoluto italiana originaria, mais das ma-
ehioaces de Maziini do que dos esforgosdo mi-
jiistro viemonte, um creou-a, o outro poz cm
a celo.
Cavour quera unificar a Italia, {telo principio
monarchico debaixo do sr.eplro da casa do Se-
bera, mas para isto aniquilou imprudentemente o
principio piemontez, aomindo o Piemonte na Ita-
lia, anniqaillou os principios de monarchia e de
legitimidade sumindo-os as usurpagos e na re-
volugo, de modo que morrendo, deixa a Vctor
Emmanuel um poder sem base moral, um poder
Dio consolidado que nicamente sustentara com
os immensos recursos do seu genio. 0
O pensamenlo unlariu,essa utopia que s tem
dado em resultado a anarchia e a guerra civil, ti-
nha por seus representantes; debaixo do princi-
pio republicano democrtico, a Mazzini; ura pre-
tenda sacrificar a Italia Vctor Emmanuel, o
outro sacrificar Vctor Emmaouel Italia.
Sacrificando a Italia Vctor Emmanuel, Ca-
Tour, quera estender o mais possirel o dominio
da casa de Saboya, porque s nclla va um futu-
ro eslarel para a Italia, em ludo o mais s via
decepgoes e dissoluges.
Tora conseguir este fim nao poupara meios,
fazia com que a casa de Saboya flzesse o mesmo
para o Piemonte, que Phippe e Alexandre, i-
zeram para com a Macedonia, engrandecendo-a
pela torga e pla astucia ; a intriga e a espada, ou
por outra, a conquista e o suffragio faccioso, eis
a formula da sua poltica.
Como Napoleo aspirava monarchia univer-
sal, C ivour aspirava a piemonlizar a Italia, isto
, substituir o Piemonte conquista austraca;
onde a Austria possuia ; substituir o Piemonte
as nacionalidades, onde ellas tinham conservado
a sua independencia ; embora para isto tvesse de
recorrer aos meios os mais prfidos e desleaes.
Neste plano, Cavour era a cabeca, Vctor Em-
manuel o brago.
Cavour morreu, e com elle provavelmente a
sua obra, porque as circunstancias de Vctor Em-
manuel, embora sejam apparatosas, nSo mais cri-
ticas do que depois da balalha de Novara, pois a
morte de Cavour o signa! do triumpho para
Mazzini, a victoria do partido democrtico sobre
o monarchico.
O poder, hoje, de necessidade ha de pertencer
ao partido de acjo, eeste o oxaltado ou maz-
zinista, que obrigar a Vctor Emmaouel pro-
cipilar-se do throno, que a poltica desleal do seu
ministro, lhe tinha formado ; ou eolo o deixar
devorar pelo partido, que julgava dominar.
Vctor Emmanuel sem Cavour nao passa de
urna mediocridade que ha de ser supplantada pe-
lo genio e tenacidade de Hazzini.
Resta-nos saber o que quer Mazzini; elle quer
' realisago de suas Iheorias republicanas, pelas
uaes tem soffrido e conspirado; sujeitou-se
ambiguo de Vctor Emmauuel e do Cavour, e mes-
mo as ajudou e secundou, porque julgou servir-
se do Piemonte e da monarchia como instrumen-
tos necesssrios para a sua obra, que depois delta
eonsummada havia de absorver na Italia unifica-
da e republicana.
Na unificacao, debaixo do principio republica-
no, Mazzini a cabega, Garibaldi o brago.
Se as duas fraeges tem marchado al hoje de-
baixo da mesma bandeira, era porque tinham um
. interesse commum ganbar, adquerido elle ha-
via de comegar a luta.
Cedendo Fraoga a Saboya e Niza, Vctor Em-
manuel, alluio os alicerces do seu poder, anni-
quillou a sua verdadeira torga, foi como Esau,
trorou a heranga de seus pais por um prato de
lenlilhas.
Dizemos sem receio, e o tempo nos justificar,
que o Piemonte e a monarchia da casa de Sa-
boya morrerain com Cavour, a phaotasmagora
real tem de se dissipar e deixar i revolugo as
suas verdadeiras feiges.
Rattazzi o homem talvez capaz de succeder a
Cavour, mas em que elemento so ha de apoiar?
Na revolugo? em vez de o servir o poder de-
Torar. No elemento piemontez ? nao existe, a re-
volugo o tem absorvido. Em alliangas ? quem
ir nellas?
O futuro est escuro pars Vctor Emmanuel,
porque se nao pode apoiar no nico meio que o
poda salvar, a justifa, porque para isto lhe era
uecessario desmanenar a obra da revolugo.
Assim, emquanto os unitarios monarchicos
Ihes fallece a torga physica em que se apoiavaro,
Mazzini a adquire contaminando o exercito, e ser-
vindo se do fanatismo poltico prepara para a
Italia as orgias da liberdade tempestuosa do tem-
po dos tribunos, ou a escravido submissa e Til
do tempo dos Cesares.
Os herrores da revolugo franceza, que j em
Italia se vo reproduzindo, apparecero em todo
o seu cyntsmo e impiedado, de modo que a Eu-
ropa conhecer a necessidade dederrubar os go-
vernos, queem vez de serem o symbolo da or-
dem, nao tem sido seno o facho da agitacao e o
principio da desordem nao respectando, nema
justiga, nem o direilo.
JtEolio os povos amildigoaro os monwchas
ambicioso), como elles araaldgoaro os minis-
tros, que lisongean lo a sua anibigao, lhe allra-
hiram o despiezo dos* bomens que amam a sua
patria.
[Naco.)
. 0 algodao.
Acaba do empacharse a luta entre o norte eo
sul dos Estados-Unidos. Nao insistiremos sobre
as consequenciasdesastrosas dessa dissengo po-
ltica para ocommercio e a industria do conti-
nente, que achavam em o novo mundo um mer-
cado immenso para explorar. Ha, porm, um
producto americano cuja existencia parece estar
comprometa la por causa desse lameotavel con-
flicto : o algodao.
Sao taes a importancia e o valor que adquiri
esse elemento principal das transaeges transa-
tlnticas, que pensamos satisfazer a legitima cu-
nosidade dos nossos leitores, reproduzindo, se-
gundo o Moniteur Universel, o seguinle estado
que contm um resumo histrico da industria do
algodao desde os lempos antigos at nossos dias.
Esse trabalho tem tanto mais actualidade quaoto
alguna paizes europeos procuram presentemente
estabelecer a cultura do algodoeiro em as oras
regioes que poderem offerecer condiges farora-
veis.
em 1784 oito saccas de algodlo importadas em
Liverpool foram epprehendidas sob pretexto de
que to grande quaotidale de algodao nao poda
ter sido colhida nos Esta dos-Unidos. O seu im-
pulso nao foi seriamente dado aenio depois da
inrengo da sprinning Senny do sprinning fra-
me, da nuil Senny, e de outros eoienhos mcha-
meos que illustraram o nome de Hergraves,
Arkwrighl, Crompston, Cirtwright, e mais tarde
dos Saquare e Heillman.
O periodo quinquennal de 17961800 deu orna
colheila total do 556. 368 arroDss (8.250,667 ki-
logrammas). Da 1826-1830 a c-'lheita foi de
9,369.077 arrobis, (138,399,fi20 kiogrammas), ou
817.898 ssccas: o periodo de 18161850 deu
29.306,131 arrobas (430,389,620 kilogramo?as), ou
2.210,425 saccas. S o aono de 1858 produzo,
3.113.962 saccas pesando 38.433,801 arrobas
(567,628.112 kilogrammas); 1860 produzo....
4,675.770 saccas.
Segundo o calculo dos Srs. Beloio e Grelet
Balgnerie, a produego total do algodao no mun-
do poda ser avallado para o aono de 1858 em
11,4000.000 saccas pouco mais ou menos (a sac-
ca tem 11|2 arroba pouco mais ou menos. 168 a
170 kilogrammas) com o peso de 1,936, 675,000
kilogrammas. Essa produego dividir-se-ha
assim.
consammldo pele Turqua, Chin, Australia|e ai
duas Asorieas.
Outra < uesto interessanle o saber pira que
creacio de riquezas conlribue essa immensa ma-
nipulagSc industrial. 'Disso podo-se ter urna
idea exacta attendendo-se aos algarismoa seguin-
tes, que i eeaem-se ao anno de 1856.
N'esso tono,o Reino-Unido, em 2,210 estabe-
lecimenti s com 28 milhdes de pesos e 299,000
teares movidos por 91,132 motores, dos quaes
88,000 cevalloi vapor e 9.131 hydrsulicos repre-
sentando a forga de 1,500 homeos, e mais o tra-
balho de! 379,213 operarios, dos quaes 233,017
flandeiros e 146,196 leceles (2 milhes de indi-
viduos coja existencia est directamente presa
industrial do algodao), o Reino-Unido, dizemos,
empregou 403 milhdes de kilogr. de algodao em
rama de.um valor approximado de 600 milhdes
de francos, que produziram 361 milhes de ki-
logr. em (ios, a saber;
Kilogr.
85,1)00,000 exportados (a 2 fr.
3640 kilogr.)...... 201,00,000
276,000,000 transformados em
tecidos.
Francos.
03 publicistas que sabiamente analyiaram a
constituico iogleza, reconhecem nella tres po-
deres, as vezes quatro, incluiodb a imprensa.
Anda ha outro poder, cuja importancia foi reve-
lada pela crise americana : o algodao, esse se-
nhor absoluto, que distribue o trabalho e a ali-
mentago por um to grande numero de criatu-
ras humanas, e ao qual foi bastante menos de um
seculo para instituir em seu proveito urna aristo-
cracia no'a : os senhores do algodao, lhe lords
oflhe colln, como sao desdeohosamente chama-
dos na cmara dos pares do Reino Uoido da Cria
Bretanha.
Como todas as grandes potencias deste mundo,
o algodao j tem os seus historiadores. Consi-
deraran! a questo em seus diversos ponto de
vista os Srs. Beloin e Grelet Balgnerie no artigo
algodao no Diario Universal do Commercio, pu-
blicado por Guillanmin ; o Sr. Mimorel, em seu
relatorio sobre a exposigo universal de Londres ;
o Sr. Luiz Ryband om seu trabalho sobre os ope-
rarios da industria do algodao, lidona academia
das sciencias inoraos e polticas e publicado pelo
Journal des Economistes.
Procuraremos resumir e condensar aqui n'um
pequeo numero de linhas as informagoes e os
algarismos coudos nesses documentos. Pela
simples eloquencia dos fados, vae el-rei algodao
[lhe king colln) apparecer em sua massa colos-
sal junto a qual o Apollo rhodio seria um brinco
de creanga ; nao mais urna ou duas barcas
grandes de velas triangulares que passam por en-
tre as pernas do Deus moderno ; sao frotas inlei-
ras, pois urna das pernas est em New-York e a
outra em Uanchester. Entre ambas, impelle o
ocano Atlntico suas ondas mageslosas.
Os antigos conheciam o algodao : diz-oos Plinio
(lv. XIX, cap. I) que a parte superior do Egypto,
para o interior do contioente africano, produzia
um arbusto chamado gossypium ou xyton, cujo
fructo, 8emelhaote a urna voz barbuda, continua
no interior urna especie de la. Fazia-se delta
vestidos destinados para sacerdotes egypcios.
evidentemente a especie do algodao herbceo
(gossypium herbaecum), que cresce espontanea -
mente na Syria, Persia e Egypto, as Indias, don-
de passou para Malta e para a maior parle das
costas meriJionaes do Mediterrneo.
Arano, em sus obra conhecida sob o nome de
Pecipledo mar Erytereo, menciona os tecidos de
algodao fabricados na lodia e importados pelo
commercio rabe uos por"os do MarVermelho;
esses tecidos cram eoto conbecidos na Arabia e
Persia ; Masala, hoje Massulipatam gozava ento
de grande celobridade pela exeellencia de seus
pannos de algodao, e as musselinas da India,
chamadas gangeliki, pelos Gregos, eram vida-
mente procuradas para o trage das mulheres.
Os rabes, verdadeiros iniciadores do com-
mercio do algodao, tiveram ao menos a gloria de
dar a este producto o nome pelo qual condeci-
do no universo inteiro Alcotn, o algodao, o
nome rabe desta planta que os Hespanhes cha-
mam anda hoje algodn, como dizem o alcade,
em vez de al cadi, o juiz. .
Conhecida desde o primeiro seculo de nossa
era. praticada em larga escala no Turkestao, Ar-
menia e China desde o seculo XIII, mu activa no
seculo XVI na frica entre os Mouros, Cafres eos
habitantes da costa de Gui, a industria do al-
godao appareceu mui tarde no continente euro-
peo. A Fringa e a Inglaterra s exerceram-na
um tanto seriamente na segunda melado do secu-
lo XVII.
A primeira sacra de algodao chegou Inglater-
ra em 1569; a fabricago do algodao estabole-
ceu-se em Manchester em 1641; em 1678 Oa-
vam-se e teciam-se abi 62,000 orrobas (900,000
kilJ
constante que quando o novo mundo foi des-
coberto pelos Europeos, a fabricago dos tecidos
de algodao haviam chegado ah a um notavel
grao de per eico. Fernando Corlez maodou
como presente a Cirios V tecidos de algodao tin-
tos de diversas cores e de urna grande finura:
Uavia algodao selragem em grande abundancia
as margeos de Mississipe quando foram visitadas
pelos primeiros exploradores.
Comtudo o primeiro ensaioda cultura do algo-
dao na America do Norte dala somante de 1664 ;
foi obra de alguos emigrantes installados no cabo
Far as costas da Florida ; plaotaram algumas
sementes de algodao viudas da Barbada. Nao
acompaoharemos a historia das primeiras tenta-
tivas, tomarla ella um especo intil. Basta di-
zer que o algodao hoje cultivado nos Ettados-
Uoidos provm, ou de Chypre e Malta e o al-
godao de seda curta (uplands, preen seei colton);
ou da Persia e o algodao Georgia de seda com-
prida [sea islands, black seed colton.)
O progresso foi mui lento. Sabem todos que
Estados-Unidos, pouco mais ou
menos.......'...................
Brasil........................ ....
Outros paizes da America do Sul..
Indias orientaos..................
China e iao......................
Egypto............................
Atgeno;.,..,.,,......,,..........
Serra-Leda.......................
Persia, Turkestin................
Resto d'Africa.....................
Europa mediterrnea............
Kilogr.
588.000,000
33.000,000
9,000.000
441.000,000
750,000,000
29,000,000
189,000
45,000
10,000.000
30,000,000
6.000,000
Tot.
Esses
381.000,000 de kilogr.
2716,000,000 de kilogr. de teci-
dos foram expor-
tados at a somma
de
194,000,000 de kilogr. a 108
ir. o kilogr.......756.000.000
O excesso
62,000,000
Total......................... 936,615,000
Esses algarismos sao s alguna respeilos per-
feitamente hypothellcos, pois sao fundados na
supposico de que as Indias Orientaos, a China,
Siao, a Persia, o Turkestan e a frica produzam
e consummam urna quaotidade de 1,130.000 ki-
logr. de algodao. Nada mais provavel, nada
menos demonstrado. Deluzindo-se essa quanti-
dade do algarismo de 1,936,675 000 kilogr. ci-
ma indicados, resta urna produego authentica-
mente conhecida de 806.675,000 kilogr. de algo-
dao, dos quaas 673,822,355 kilogr. pouco mais ou
menos seriam importados na Europa, a saber :
BflosEstadoa-Uoidos.. 468,872,355
lo Brasil............ 31,It 0.000
Pelo resto da America. 6,000.000.
Pelo Egypto........... 22,650.000
Pela Algeria........... 150,000
Pela Serra-LeOa....... 45,000
Total dd exporta-
Cao pelo custo....957,000,000
representando o im-
porte do consu-
mo interno que
avaliado em 1 3
mais caro do que o
prego da exporta-
gao d um produc-
to de..............511,000.000
Total 637.822.355
Nao se deve eaquecer que estes algarismos re-
ferem-se ao periodo de 1857 a 1858; nos os in-
serimos aqui, porque nao podemos apresentar
clculos para um periodo mais recente ; derem
boje ser superiores.
Seria absolutamente chimerico procurar calcu-
lar o valor real de toda a produego bruta do
algodao, e ainda mais a que resume a fabricago
dessa massa prodigiosa, da qual pde-sedar urna
idea dizendo que ella chegaria para cercar a
trra ne equador com um sinto de saceos de al-
godao de quatro palmos de largura e um p de
grossura.
Voltenos reflexoes mais frisantes, limitando-
nos transacgdes da America e da Europa.
Vimos que em 1858 foi a colheita dos Estados-
Unidos de 3.113.962 saccas pesando 38,433,801
arrobas (563,628,122 kilogr.); a essa quantidade
dere-se ajuotar o dispootvel proveniente da co-
lheita anterior e cujo algarismo nao exactamen-
te conhecido. O total nao se deve sfastar multo
de 588,000,000 de kilogr. Os Estados Uuidos
consummiram 395,562 saceos pesando 107,796,122
kilogr., e exporlaram com destino Europa
3,250.000 saceos, pesando 468,872,355 kilogr.
Dessa quantidade, a Inglaterra por si s absor-
veu 1,809,960 saceos representando 321,669,900
bilogr. pouco mais ou menos. Atm disso im-
portou ella de outros paizes cerca de 140,000.000
de kilogr., o que eleva o algarismo de sua im-
portago 461,789,900 kilogr. Importa pois dos
Estados-Unidos urna quantidade de algodao que
representa cerca de 57 por cento de sua exporta-
gao, e 70 por cento de sua propna importago de
algodao. Esses 461,759.900 kilogr. de algodao
ou la importados na Inglaterra em 1858 eram
de um valor approximado de 760 mitbes de
francos. Mediante essa enorme importago de
materia prima, eiportou ella no mesmo anno
2,322,780.716 jardas, com o qual pde-se tazer
59 vezes a volta do globo, sendo com tecidos de
algodao no valor de.............. 800,367,875
E 89,925,359 kilogr. de algodao a-
dono valor de.................. 239,333.000
Tot. 276,000,000
Total da produego
em algodao na In-
glaterra em 1856 1.168.OO0.O0O
Substituido, porm, o prego da venda ao prego
do custo, obtiveram os Srs. du Pay para o valor
total da produego iogleza em 1856, a somma
oe 1,612,100,000 fr. Deduzindo-se o custo da
materia prima avaliada em 600 milhdes pouco
mais ou menos, restara cerca de um milhar e
12 milhes para os gastos do fabrico, salario,
juro de capital e lucros. Qual esss capital ?
Pergunta irrespoodivel atienta a impossibilidade
de calcular, anda approximadameote, as sotu-
rnas empregadas na conslrucgo e utencilios das
fabricas. Tudo o que se sabe que em 1860, o
numero dos pesos existentes na Inglaterra nao
era menor de 24 milhdes : ora, sendo o custo
medio dos pesos 25 e 31 francos, s nesse artigo
esto etnpregados 850 a 1,054 milhes.
A industria algodoeira iogleza absorve poucc
mais o menos metade da produego total dos
paizes uirilisados. Eis como se dividi em 1860
a colheita dos Eslados-Lnidos, que andou por
4,075.770 saccas, s quaes devem-se juntar
149,237 saccas, restantes do precedente anno
commefcial, o que eleva a disponibilidade total a
4,825,007 saccas.
Gra-Bretanha.......... 2,669.432
stados-Uuidos......... 978,048
fraoga................... 589.587
Norte da Europa....... 285.072
Outros portos da Europa 220,082
baratos, ao pssso que a Franca, del ao aeu genio
nacional, reserva em geral os seus para produzir
qualdades superiores.
Ao depois a suppresso dos direitos de entrada
sobre a materia prima tende a diminuir a diffe-
renga n'uma certa proporgio, mormente para as
qualdades de algodao mui ordinarias, que os an-
tigos direitos de alfaodega sobreearregavam com
25 por cento do valor real.
Tambem resulta dessa condigo particular da
industria do algodao em Franga, a qual em 25
milhes de fuso3 pouco mais" ou menos, oceupa
cerca de 650,000, na iago do Qno, que a alga
possivel na materia.prima ser-lhe-hia menos pre-
judicial do que a flago e a techara iogleza. A
Franga para premunirse contra qualquer even-
tualidade lamentare!, deve applicar 39 duas
cousas ; desenvolver quanto for possivel o seu
enlreposto do Havre, aflm de o levar, se poder
ser, a coodiges de abundancia e barateza que
subraho-no supremaca de Liverpool, e pro-
pagar rpidamente a cultura do algodao na Al-
geria. Nao insistiremos mais sobre este duplo
ponto de vista que exige um esludo parte.
A Inglaterra, pelo contrario, que produz mas-
sos immensos de tecidos communs que parecem
ter chegado aos ltimos limites da barateza, d
um interesse de primeira ordem as menores va-
riagoes na quantidade das colheitas e no prego dos
algodes. Cada kilograrama de algodao bruto
representando 1,500,000 a 1,600,000 francos tra-
duz-se pela produego de um valor de 4 milhes
de francos em flus ou tecidos; e os 400 ou 500
milhes de kilogrammas de algodao bruto que
ella importa todos os annos, alimenta directa e
indirectamente o trabalho de mais de dous mi-
lhes de almas, o que estabelece urna relac*o de
200 kilogrammas de algodao por individu que
vive da respectiva industria. D'ahi segue-se que
a diminuigo de 1 milho de kilogrammas (5,880
saccas) na colheita do algodao supprime 2,500,000
francos de salario, juros e lucros, e o trabalho de
5,000 individuos. Urna variago de um milho
de saccas, isto da quarta parte da colheila dos
Estados Unido-, supprimiria por coosequencia
42,000.000 de francos de salarios, juros e lucros,
e o trabalho de 850,000 individuos.
Felizmente nada tem de provavel urna tal even-
tualidade ainda na crise em que se acham mer-
gulhados oeste momento os antigos Estados Uni-
dos da America. Desde 1835 que a colheita do
algodao americano augmeotou regularmente de
meio milho de saccas (85 milhes de kilogram-
mas^ em cada quinquiennio; o elleito da crise po-
da suspender esse movimento progressivo; po-
rem nao possivel admiltir que chegou a trans-
formado em movimento retrogado. Ainda nesse
caso extremo, oo haveria razo para desespe-
rar.
Em 1857, a colheita americana aprsenlos um
dficit consiJerarele s pode foroecer Inglater-
ra 1,482.000 saccas; porm a India forneceu en-
to a metropole 680,000 e a outras regioes 255,000
saccas.
Nao se duvida que, sobrecilados pela elevago
do prego que acarretaria a diminuigo das remes-
sas americanas, a India, o Egypto, o Brasil, o
Porto Natal, Serra Lea, etc., podessem fornecer
mais um tergo do que em 1857, isto um total
de 1,200,000 saccas. Para obter os 2,300,000
saceos que formara o seu consumo normal a In-
glaterra lera pois de pedir aos Estados Unidos
apenas cerca de 1,100,000 saccas, isto 45 por
ceulo do que foroeceram em 1857. V-se pois,
que nao ha razo para essas ioquielages prema-
turas.
Total, saccas............ 4.752.221
Das 978,048 saccas que representara o consum-
mo interno dos Estados-Unidos. 792,526 saccas
foram absorvidaa pelos Estados do norte, e 185,522
pelos Estados do sul, os quaes pelos pregos ingle-
zes, do em productos manufacturados um valor
de cerca de 665,000,000. A importago iogleza
de productos manufacturados nos diversos estados
da Uoio representa cerca da 120,000,000.
Vem a Franga em terceiro lugar: importou el-
la em 1S59-
Algodao em rama no valor de fr. 153,741.898
E fiosn'um valor de.............. 1,307,640
155,049,629
Todava concebe-se que rasoavel tomarem-se
precaugoes para o futuro, mormente quando se
sabe que o desenvolvimiento do consumo do al-
godao segu urna progresso muito mais rpida
do que a protecgo da materia prima. Os fabri-
cantes inglezes recorreram aoscapitaes para ani-
mar a cultura do algodao em toda a parte onde
praticavel. m
Grandes exforgoa sao ou sero tentados na In-
dis, no Egypto, em Porto Natal na China. O in-
terior da frica, onde o algodao cresce espont-
neamente em mu grallde abundancia, jdesper-
tou a altengo dos fabricantes inglezes, e talvez
um dia a civilisago ou pelo menos o trabalho ha
de penetrar naquellas immensas regioes para sa-
tisfazer as necessidades crescentes da industria
europea.
A Algeria ha de achar nessa situago nova um
poderoso estimulo, para desenvolver a cultura de
I suas excellentes qualdades de algodao, rivaes
954,768 dos melhores gergicos de seda cumprida. E'suf-
ficiente para nos o inJiciar taes perspectivas.
dellas sem sa-
Total fr...................
Exportou em algodao fiado um
valor de............................
E em tecidos de algodao.......... 68.197^890
-------Nao podriamos excitar o exame
Total fr.................... 69,152,658! hir do quadro deste artigo nicamente consagra-
Assim, ao passo que a Inglaterra exporta 957 do aos dados estatisticos da questo.
s
ffOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
V
( Conlinuacao.)
O conde d'Ambron ora dotado de urna deesas
nalurezas raras e excepcionaes que a par de ex-
trema moderago gozam de absoluta indifferenga
para o perigo. Estara elle to certo da sua co-
ragem, e prodigiosa forga de corpa e de alma,
que s a evidencia lhe fafia admiltir que alguem
houvesse capaz de atsca-lo.
O gesto e o grito e Antonia nao lhe inspira-
ram nem mesmo o pensamenlo do langar mo
da carabina que havia depositado a seu lado ;
contentou-se apenas em acompaohar com o o'.har
a direceo que lhe ella indicava com o dedo.
Tr*aquillisae-vos, querila Antonia, disse-
llie elle com affago, ougo com effeito camiohar-
se no bosque; porem animal feroz en homem
mal intencionado, quem quer que seja, nada
tendes a receiar. Nao estou eu junto de vos?
Mal o conde acabava a sua phrase ouvio-sede
mais perto o ruido de um passo pesado que se
diriga para aquelle lado ; e logo depois viram os
dous joveos apparecer o Ilustre Panocha.
O Sr. conde I A senhorita I exclamou o
Mexicano com vivo pasmo. Eu nao esperava ter
a honra de encontrar-ros aqui I
Porque, Andr ? perguntou o conde. O
que ha de espantoso em termo-nos refugiado
sombra deste bosque durante o calor do dia, se
vos mesmo viestes tambem ter aqui? Mas o que
islo quo IrazeisDa mo? Urna faca!
Sim, Sr. conde, a minha faca...Realmen-
te para admirar I ..que acaso singular! que
coincidencia extraordinaria I
Expiicae-vos, Andr.
Vou expUcar-me s para fazer-vos a ronta-
de; porque efteu certo de que a senhorita ji me
eomprehendeu.
O Sr. d'Ambron olhou para Antonia, que es-
lava extremamente paluda, e pareca prestes a
desmatar.
Prosegu, disse elle friamenle Tirando-se
para Andr.
Ha cerca de quatro mezes, Sr. conde, pas-
sou-se neste mesmo lugar um scena que conta-
va igualmente trez pessass, a seohorili, um es_
(*) Vide Diario a. 150.
trangeiro nobre como vos, e este rosso criado.
Ba mesma forma que hoje a minha faca brilbava
fra da bainha. Deveis convir por conseguinte
que eu tive razo para admirar-me do acaso ca-
prichoso que nos rene agora em taes condic-
ges 1
O estrangeiro a quem alludis nao era o
marquez d'Hallay?
Sim, Sr.; esse mesmo homem que matou
seis ursos I
E langastes mo de vossa faca contra elle ?
Para salvar a honra da senhorita:
Oh perdoae-me, Antonia I exclamou o Sr.
d'Ambron com um olhar cheio de alegra e arre-
pendimenlo perdoae-me, minha irma muito
querida 1 Agora comprehendo a repugnancia que
mostrasles em seguir-me a estes lugares maldi-
tos, que vos despertam odiosas recordages I
Agora sim, comprehendo o vosso silencio que
estou looge de censurar 1...Porem, Sr. Andr,
proseguio elle encarando fixamente o Mexicano,
esquecesles dizer o motivo que vos fez hoje de-
sembainhar Igualmente a vossa faca...
A prudencia, Sr. conde 1 Eis o caso em
duas palavras: ha cousa de urna meia hora que
me diverta, para passar o tempo, em vigiar os
peoes que trabalhavam n'uma roga, quando per-
cebi a Americana misa Wary, que sania do bos-
qu. A' minha vista pareceu um pouco contra-
riada, e affastou se precipitadamente : sem mais
pensar puz-me em seu seguimento, tinha curio-
sidade do saber para onde ella so diriga...e de-
pois Uve um preseotimeoto de que a sua appa-
ricao inesperada oceultava algum myslerio que
nao era para desprzar. Nao me esqueci anda
das ameagas que essa mulher do norte tere a
audacia de dirigir em minha presengs senhori-
ta Antonia, no acto de despedir-se. Eotrei
por conseguinte no bosque sempre no seu encal-
go : teria andado apenas urna distancia de cem
passos quando um assobio agudo e proloogado,
e que pareca serum sigoal, sahia de urna moila
espessa, e logo depois um outro assobio rindo
de direcgo opposta respondeu ao primeiro : ora
est claro que a senhorita Mara nao vinha s,
e por tanto julguei prudente desembargar a mi-
nha faca da sua bainha de couro. Eis tudo o que
tenho para dizer-vos.
O conde escutou com muita altengo esta cur-
ta narrago do Mexicano ; e quando este acabou
de fallar elle conservou-se por algum tempo som-
bro, taciturno, e pensativo.
Sr. Andr, o que chamaos um acaso mar-
vilhoso eu chamo um aviso benvolo e salutar
da Providencia. O co avivando de urna manei-
ra irrecusa vel a memoria do terrivel perigo, a
que Antonia escapou to milagrosamente, quer
com isto mostrar-nos que ella nao chegou anda
ao termo das suas provages 1 Agradego o vosso
Total 1,039,700,875
Nesse mesmo anno de 1858, exportou o reino
Uoido em productos diversos um valor total de
2 915,000,000 francos. Ve-se que o algodao te-
cido e fiado representa cerca de 36 por cento da
totahdade desse commercio immenso.
Ainda nao temos informagoes minuciosas sobre
os anuos de 1859 e 1860. Tudo o que sabemos
que ellas atlestam urna progresso crescente.
Em 1859, a Inglaterra exportou em algodao tecl-
doou fiado um valor de 1,205.000,000 de fran-
cos. Em 1860, importou ella dos Estados-Uni-
dos 2,669,432 saccas, isto 800.000 saccas mais
do que em 1859 ; os outros psizes forneceram-
Ihe 849,000 saccas, perfazendo-se assim urna im-
portago total de 3,518,432 saccas, ou cerca de
600,000,000 de kilogr. mais do que em 1859.
Para que regioes espalham-se essas avalanches
de fios e tecidos de algodao ? Mais de um tergo
dos tecidos briUnoicos absorvido pelas ludias
orientaos (791 milhes de jardas em 1858), que
compram alm disso os dous quintos do algodao
fiado na metropole (36 milhes de kilogrammas
em 90 milhes em numero inteiro). O resto
zelo, e Ocse persuadido de que a recompensa
nao ser inferior 1 Tomae a minha cirabina, o
prosegu as vossas iodagages: no enlanto eu
reconduzirei a senhorita ao rancho, e voltarei
depois a reuoir-me a tos.
Nao neg, seohoria, que desejaria bem au-
dicin a r a vossa carabina & minha faca., mas
que....
Acabae.
Picareis assim desarmado 1
Altivo sornso expandiu o semblante do conde.
Nao tenho necessidade de armas, disse elle.
E se vos atacares!, como haris de defen-
der-vos?
Quebrarei um ramo de urna arvore qualquer
Adeus, Andr. Dentro de urna hora eslarei de
/olla.
Andr tomou a carabina do conde e afaslou-se.
Antonia, disse o mancebo depois que o Me-
xicano desappareceo, se fosseis urna mulher or-
dinaria apresenlar-vos-ia as mjnhas humildes
desculpas pelo enfado que vos causa a minha'es-
tada prolongada no rancho....
Oh I eu nada receio lendo-vos junte de
mim, interrompeu a moga com tal vivacidade
que nem mesmo ella percebeu : ouvi, Luiz.se
parlirdes, quero dizer,quando parrdes.... tudo
se tornar odiffereote para mim I
O conde eslremeceu ; era urna confisso que
Antonia fazia to involuntaria como completa :
foi preciso toda a forga do seu cavalleirismo e
honeslidade para conter a alegra que lhe tras-
bordara do corago.
Todava foi depois de longa pausa que pode
continuar.
Antonia, lorna-se necessaria e indispensa-
vel entre nos urna explicago decisiva. Perdoae-
me a franqueza e atrevimento da minha lingua-
gem, eu antes encarae-a como urna prova da es-
tima sem limites que me inspiraes. Coosenlireis
em ouvir-me?
Ou fosse por effeito da affecluosa solemnidade
que respiravam as palavras do conde, ou fosse
porum presentimento do que la ouvir, o certo
que Antonia experimentara to extrema pertur-
bago, to violenta commogo, que respondeu
apenas por um sigoal affirmaliro.
Nao affectarei, contiouou o conde, ignorar
os tossos seotimentos, o que seria, em toz de
urna homenagem prestada vossa Tirtude, urna
censura merecida nicamente pela hypocrisia.
Sei perfeitameote que me tendes urna affeigo
sincera, e que nada de bom ou mu me poderia
succeder a que fosseis indifferenle : tenho illimi-
tada conanga na rossa dedicago. A pergunta
que dero, e que vou dirigir-vos muito delica-
da., mas, repito-vos, o dever me leva a assim
praticar. Reflecli maduramente antes de res-
milhes em algodes, mediante urna importago
de 625 milhes de francos, a Franga pelo contra-
rio importando 155 milhes, apenas exporta 69
milhes ; uto a exporlagao de tecidos ou ou-
tros obiectos; de algodao excede, na Inglaterra,
50 por cento a materia prima importado, emquan-
la que em Franga a exportago dos algodes ma-
nufacturados, apenas representa 50 por cento da
importago do algodao em rama.
A verdadeira explicago dessa desproporgo
que a Inglaterra trabalha muito para exportar;
ella veste os Indios, os Africanos, os Americanos,
os proprios chioezes, muito mais do que o povo
ioglez, ao passo que a Franga trabalha prncipol-
mente para o seu mercado ioterior.
Avalia-se que a Franga consomm 60 milhes
de kilogrammas de tecidos n'um valor que nao
inferior a 600 milhes de francos. Nestes lti-
mos tempos a Algeria tern-se tornado um dos
principaes consummidores dos tecidos da indus-
tria maiza.
Pelos algarismos precedentes, v-se que o ki-
logramma de tecidos frncezes avaliado, termo
medio em 10 francos, ao passo que o kilogramma
de tecidos inglezes apenas avaliado em 5 fran-
cos e meio.
Essa differenga consideravel entre os dous pre-
gos medios nao importa, nem urna barateza ab
soluta de um lado, nem urna caresta absoluta do
outro.
Provm sobretudo de que a Inglaterra appllca
os seus recursos industriaos em produzir tecidos
(Le Commerce el 'Industrie belges.
H. Duperron.
Variedades.
ponder-me.. a vossa precepitago poderia com-
prometter gravemente o futuro denos ambos.
. Na verdade, D. Luiz, esta solemnidade e he-
sitago da vossa parte me aflligem, e me causo
grande susto I Oeste modo fazeis urna idee mul-
to triste da minha franqueza, ou ento o que ten-
des a perguntar-me urna cousa bastante terri-
vel para que julgueis necessario tomar tantas
precaugoes I..
O Sr. d'Ambron com os olhos sempre fixos nos
de Antonia perguntou com a voz grave e vi-
brante-:
Antonia, o senlimento que experimentaes
a meu respeilo amisade ou amor ?
Phenomeno ioexplicavel do corago humano 1
Os rodeios e apparato que o conde empregara
para chegar a esta pergunta commoveram a jo-
ven mais do que a propria pergunta I
Foi com os labios eotreabertos por um sorriso
adorare! o candido, com a voz harmonisamenle
calma, e livre de toda a hesitago, que ella res-
pondeu immediatamente :
' D. Luiz, nao preciso de refleclir, porque j
mil vezes tenho dirigido esta pergunta a mim
mesma, e somonte depois de crueis e penosas
indecises que cheguei a satisfaze-la....
A tranquillidade de Antonia fez o conde es-
tremecer.
Fallae, senhera, disse elle inclinando-se
para oceultar a pallidez que cobria-lhe o rosto, e
que lhe era revelada pelas palpitages do sem co-
rago.
Luiz, prosegua a moga, sinto que dara a
vida de boa voutade para poupar-vos um pezar ;
coohegoque looge de vos nao ha para mim fe-
licidade completa neste mundo : e com tudo,
Luiz, meu irmo, nao vos amo com esse amor,
como entendis !
VI
A declaragio de Antonia fora muito simples e
formal, e sobretudo muiio sincera, para que o
conde d'Ambron podesse conservar a mais pe-
quena dunda ou esperanga. Elle bem sabia que
6 mais fcil ver-se a indifferenga, e at mesmo o
odio mudado em amor, do que a amisade.
Nao obstante, com quaoto eiperasse e desejasse
ama resposla bem differente, todava supportou
com firmeza o violento golpe que o feria, o acei-
tou nobremente a posigo que a confisso da mo-
ga lhe impunha para com ella. Se nao fosse a
sua pallidez, nenhm outro sigoal quer nos ges-
tos, quer no semblante dara a perceber a chaga
sangrenta aberta no seu corago : e assim mes-
mo teve forgas para sorrir I
Nao agralecerei, nem mesmo exallarei a
vossa franqueza, porque seria faser-vos urna in-
juria. Cumpre-me agora tomar um partido enr-
gico, por mais doloroso que isto me seja.
Que partido, Luiz ?
ESBOQO DO PARLAMENTO ITALIANO.
Escrerem de Turin :
Antes de descrever individualmente as figuras
mais sslieotes do parlamento italiano, e conve-
niente considerar aquella assembla as suas
principaes divises, e esboga-le segundo o carc-
ter geral dos principaes grupos.
Ha necessarimente neste parlamento, como
todas as assemblas|polilicas.esquerdacentro oem
direita ; mas aqui a direita est vasia, tanto ma-
terial como morslmeDle. Aquelles que se de-
viam all associar naturalmente nao esto repre-
sentados, nem com um nico membro. Nos ban
eos desertos da direita vem-se solitariamente,
sentados alguna secretarios geraes do mioisterio,
taes como M. M. Borromeo, e Caruti, e os minis-
tros aposentados, M. &1. Vegezzi, Corsi, e Mamia-
ni. Nao ha pois propiamente fallando, na cma-
ra dos deputados italianos, seno esquerda e cen-
tro, e reina urna certa confuso naa nleiras. Os
poslos ainda nao esto classificados ; esto ainda
em estado de desmembramenlo, como todas as
cousas neste novo reino.
Parase fazer, pois, urna idea justa do parla-
mento, ser preferivel elassificar os deputados
por provincias. As regioes provinciaes nio teem
xto poltico ; a cmara repelle-as do novo cdi-
go administrativo, mas existem nos costumes e
nos proprios bancos da assembla que as pros-
crere. Nao se destre eos dous annos um pasea-
do de muitos scalos.
c Comegirei pela Sicilia, e isto ser de justiga.
De todas as partes da Italia, a Sicilia talvez
aquellajque, guardada a proporgo, nomeou maior
numero de hmeos notaveis, nao s pelo seu ta-
lento, mas pelo seu carcter. E' necessario que
esta Ierra seja bem fecunda para ter resistido
influencia do rgimen que portento lempo sofTreu,
e para mostrar essa energa depois de ter sido
tratada como filha desherdada pelo peior dos go-
vernos.
< O marquez de Torrearsa, por assim dizer o
patriarcha da deputago siciliana. Mr. de Torre-
arsa o typo do homem de bem. A sua figura
veneravel impe a sympathia e o respeito. Quan-
do preside a cmara, com quaoto'nao tenba toda
a experiencia parlamentar que necessaria para
dirigir urna assembla numerosa, a ordem man-
tera-se u d ca mente pela deferencia que todos os
partidos reconhecem de ver-lhe. Mr. de Torreara
ainda nao pediu a palavra.
< Mr. Emeric Amar! cerlamenle urna das fi-
guras mais originaos da cmara. Membro da ex-
trema esquerda, ao mesmo tempo calbolico fer-
voroso, e nao receia quando se offerece a occa-
sio, manifestar as suas opioies religiosas com
urna franqueza que nao sem coragem no tem-
po em que estamos. Esta mistura de ideas quasi
republicanas, e de convieges catholicas encon-
traremos us em muitos Ilustres genovezes Mr.
Amari tem fallado muitas vezes e sempre foi es-
calado.
c Ao lado delle senta-se Mr. Donds Reggio,
seu cunhado, que partilha das suas opines po-
lticas e religiosas. Mr. Donds um sabio pro-
fessor de direito, cuja palavra ambulante e fcil se
perde algumas vezes as nuvens da philosophia
allema.
O cooego Hydulena perlence ao mesmo grupo.
Tem fallado poucas vezes, mas mostroa urna ver-
dadeira eloquencia defendendo a poltica de Ga-
ribaldi, e que era ministro na Sicilia. Mr. Hydu-
lena fallou a linguagem do homem de estado.
Nos bancos politicamente oppostos, vemos
Mr. Lafarioa, cujo nome ten felto muito ruido, e
que cerlamenle um homem notavel. Inteligen-
cia franca, espirito pratico, Mr. Lafarioa foi como
presidente da sociedade nacional um dos agentes
mais activos da revolugo italiana. E' um dos ho-
meos em quem o conde de Cavour deposita
sua conanga.
Mr. Lafarina infelizmente apaixonado quan-
do se trata da Sicilia. E' homem habilualmente
tranquillo, moderado e seosato ; transfigura-se
por assim dizer quando se trata daquella ilha, on-
de esto suas recordages, suas affeiges e tam-
bem suas quizilias.
Esta paxo dos Sicilianos pelo seu paiz na-
tal alm disso geral entre elles. Urna das ul-
timas sesses forneceu disso urna prova pal-
pare!.
Mr. Cordova, secretario geral do ministerio
das finangas, ao mesmo tempo um economista
instruido, o um escriptor elegante. Por urna es-
pecie de indolencia natural, nao tinha ainda to-
mado a palavra na cmara. De repente chega
urna petigo que interessa a Syracusa, sua cicla-
do natal.
er Mr. Cordova pede a palavra,e eocontra meio,
durante mais de urna hora, com urna questo in-
teiramente local, o captivara altengo da cmara,
quasi de apaixonar, e de desenvolver urna verda-
deira eloquencia.
Este dobate muito secundario em si, revelou
ainda outro orador. Mr. Roeli, deputado de ou-
tra cidade rival, sem de maneira algoma estar
preparado, soube, elle tambem, fazer interessar
a cmara toda nos negocios dos campanario, e
contel-a trez quarlos de hora depois das cinco, que
urna hora fatal para todos os oradores aqui.
Este resultado pode considerar-se como um rer-
dadeiro milagro de eloquencia. E' realmente para
lamentar, que homeos desta maneira dotados, se
fagam ouvir to poucas vezes.
< Mr. Natoli, ministro do commercio, e tam-
bem siciliano. Nao pode ser classificadolentre os
oradores. Mas deve a honra de representar a Si-
cilia no gabinete estima que inspira o seu ca-
rcter. Hr. Natoli falla, porm, com facilidade ;
mas em coosequencia de urna certa timidez na-
tural, os seus discursos nao valem aquelles que
fazia na qusdade de deputado. Hr. Natoli
tambem um perfeito genlleman.de maneirascha,
e de um exterior muito agradavel.
Devo retirar-me do rancho quanto antes.
Retirar-vos exclamou a moga com admi-
rago e terror. E porque ?
Jorque a minha preseoga na Ventana vos
expe a serios pergos, que deseparecero com
a minha ausencia. Devu sacrificar a minha
felicidade presente vossa seguranga futura....
Nao vos comprehendo, Luiz!.... A' que
pengos fazeis allusao ? E, no caso de que elles
ex8to,como possivel que eu.sozinha e abando-
nada, possa estar mais em seguranga do que sob a
vossa protecgo ? Explicae-vos mais claramen-
te por quem sois I...
O pedido de Antonia causou so mancebo risi-
vel ombarago.
Fallae, D. Luiz: proseguio ella com inquie-
ta e teimosa impaciencia.
O conde decidlo-se finalmente a obedecer.
Antonia, disse elle, ha um sentimento que
nao podis conhecer, e cuja realidade a custo
chegareis a eomprehender ; um sentimento que
imprime indomavel e fatal energa, mesmo s
naturezas mais fracas, s almas mais timoratas 1
Esse sentimento chama-sociume 1
Soi o que ciume, D. Luiz, porisso podis
continuar.
Vos, Antonia Dar-se-ha acaso que j ti-
vesseis tido clumes ?
Creio que sim, respondeu a moga com urna
calma e serenidade que desmentio completamen-
te a sua supposigo.
Engaoaes-vos, Antonia, disse o conde ea-
cudindo lentamente a cabeca : de quem tivestes
ciume, e porque motivo?
De miss Mary. e por vossa causa, Luiz,
Esta confisso da moga fez subir s faces do
mancebo urna especie de vermelhido ; mas tor-
nando logo ao seu sangue fri, disse :
Vou abreviar esta conversacao: prestae-me
smenle mais alguna momentos de atleogo para
cooclur o que tenho a dizer-vos.
Podis fallar ; eu tos escuto.
O ciume, Antonia, desperla e exagera as
paixes que dormem tranquillas no fundo dos
nossos corages 1 Manifesta-se por muitos mo-
dos, e todos differenles uns dos outros,
por exemplo : a uns causa furor, em outros pae-
duz desanimo. Estes, completamente deslgalos
do mundo, desgoslim-se da rida, e aspiram so-
mente ao repouso do tmulo : aquelles ao con-
trario, instigados pela dr, s pensara em vingan-
gaj sanguinolentas 1 Infelizmente destes lti-
mos o ciume que contra vos se levantar com a
prolongago da minha residencia no rancho. Ti-
ve a. iofelicidade, juro-vos que contra a minha
vontsde, de alrahir a altengo de miss Mary. A
minha invencivel frieza mudou em fogosa pai-
xo o sentimento, que ella manifestara, e que
a ser por mim altendido Tiria a acabar n'uma to-
ar Mr. Crisp, cuja posgo foi to considerada
no vero passa Jo, tambem urna figura digna de
ser notada. Faz-se pezar sobre este deputado a
responsabilidade dos actos polticos de Garibaldi
em opposicao aos do governo. Eu nao sei o que
ha de verdade a este respeito. Mr. Crisp certa-
lamente um homem dos mais enrgicos. Oito
mezes antes da expedigo de Garibaldi, eslava na
Sicjlis, ainda que proscripto, preparando a revo-
lugo. Garibaldi deve-lhe cerlamenle ama boa
parle no xito.
- Como orador, Mr. Crisp um pouco brando,
um pouco montono ; sua toz falta vibraglo,
assim como ao seu pensamenlo falta talvez a vi-
vacidade, comquanto seja habilualmente justo,
j se sabe, segundo o seu ponto de vista. E' pre-
ciso nao querer que Mr. Crisp seja um desses
revolucionarios exaltados, taes como se costuma
figurar alguns homens dos partidos extremos. Mr.
Crisp um homem de maoeiras excellentes, e as
suas palavras sao de ordinario muito mode-
radas.
{ Conlinuar-se-ha.)
significante permuta de banaes proteslages de
ternura Sei que muita gente Tio me dar ra-
zo neste caso ; mas o que queris Nao posso
acostumar-me a essa hypocrisia to geral o der-
ramada na sociedade, a que chamam galanteio I
A meu ver, s ha um amor nico o verdadeiro :
esse que nos torna altivos e eonobrecidos peran-
te os homens, o reconhecidos perante Deus I
Miss Mary, como sabis, pertence a essa raga do
Norte raga inflexivel e obstinada nos sens projec-
tos o vontades, que urna vez resolrendo chegar
a um fim, rae direito a elle sem fazer caso dos
obstculos que se lhe oppem___ Os america-
nos arangao ou suecubem, mato ou sao morios,
mas nao param nunca em meio caminho Se
miss Mary persuadir-se de que nos amamos re-
ciprocamente, nao recuarft ante lodo e qualquer
meio-extremo.... nao lera piedade para com vos-
co. Retire-me eu amanba, sem procurar mais
voltar, e miss Mary agarrada sua preza, isto ,
ao homem que ferio o seu orgulho, e que ella es-
pera subjugar e humillar tambem por sua vez.
deixar-Tos-ba livre da sua perigoaa preseoga I
is, Antonia, porque vou partir amaoha mesmo !
Parts amanha, Luiz ? perguntou a moga
com pasmo. Oh nao, nao pode ser I
Ficae persuadida, Antonia, de que peoali-
sa-me summamenle essa especie de fuga, o que
s & forra de multa coragem e urna vontade enr-
gica conseguirei separar-me de vos assim to de
sbito, mas acbarei essa coragem e essa forga no
pensamenlo de que o fago por vossa propria feli-
cidade.

J nao vos tenho repelido tantas vezes, D.
Luiz, que longe de vos nao posso ser feliz?
O conde sorrio tristemente,
Acreditse na minha experiencia, Antonia :
a amisade oceupa no corago da mulher um lu-
gar secundario. Quando amardes a alguem, j
nao pensareis meis em mim 1
Oh I nao acreditis, Luiz, oo acreditis se-
melhante cousa I Em primeiro lugar eatou certa
deque nunca arxareianinguem aisim como vos
amo... nao... nunca ; nem mesmo possirel 1
Em segundo lugar.....
A moga parou e poz-se a refleclir.
Nao... nao, disse ella repentinamente, nun-
ca me podereis persuadir de que o amor seja
um senilmente mais completo e mais profundo
do que a amisade que por vos sinto. Luiz, pego-
vos encarecidamente descrerei-me o que 6
amor.... Em que se distingue elle da amisade ?
{ CoHlinuar-je-Aa.)
PSRN.- T YP. DI H. f. DI ARU.-1861,
V.


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