Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09325


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Full Text
<
SEGUIDA FEIBA 1 DE JULHO
Por anno adiantado 49)000
Prle fraict para o sbscripttr.
!
RIL

IKCAIRBGADOS HA SUBSCRIPTO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alenndrino d Lima ;
'atol, o Sr. Antonio Marque? da Silva ; Araca-
f, Sr, A, de Lemos Braga; Qpara o Sr. J. Jos
le Oliteira; Maranhlo; o &/. Manoel Jos Mar-
as Ribeiro Guimaries; Para, o Sr. Justino J.
lamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS UUKKKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do'dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Beierros, Bonito, Caruar, Altinho
Garaohuns as tercas-teiraS.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas fei'ras.
(Todos os correioaparlem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MIZ DB JLHO.
7 Laa ora as 11 horas 56 minatos da Urde.
15 Quarto crescente sos 28 minatos da manhaa.
Zn eheia- 9 hora" *6 inatos da tarde.
29 Quarto minguanta as 5 horas e 32 minutos da
tarde.
*
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 10 horas 54 minutos da manhaa.
Segunda as 11 horas 18 minutos da Urda.
MASDASKMAIA.
1 Segunda. S. Theodorico ab.; S. AbrahSo m;
2 Terca, tleilacio de N. Senhora i S. Isabel.
3 Ou,arU. S. Jacintho m. ; S. Heliodoro b.
4 Quinta. S. Isabel rainha de Portugal f.
5 Sexta. -8. Philomena v. S. Tryfioa m.
6 Sabbado. S. Domingas r. m.; S. Izaias prof.
7 Domingo. Festa do precioso sangue de JVC.
audiencias oob TETJTJS^Sa da capital;
Tribunal do eommercio: segundase quintas.
[Relaclo: tercas, quintas a sabbados aslO horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito da orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primera Tra do eivel: tercas a sextas so meio
da.
Segunda Tara do tvel: quartas a sabbados a 1
hora da tarde:
ENCaRREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falao Dias; Baha,
Sr. Jos HartiDs AWea ; Rio da Janeiro, o Sr
Joo Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprieUrio do diario Manoel Figaeiroa d
Faria.na sus Uvraria praca da Independeneia na
6 a 8.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia *G de junho.
Officio ao Exos. Dr. Francisco de Araujo Lima,
residente da Parabyba.Accuso a recepcao do
fficio de V. Exc de 18 do correte com dous
xemplares da exposigao com o ex-Exm. presi-
ente dessa provincia Luiz Antonio da Silva.N-
es passou no dia 17 de margo deste anno a ad-
aistrago da mesma provincia ao Io vice-presi-
lente Sarao de Mamaoguape.
Dito ao Exm. presidente do Cear.Satistazeo-
lo a requiigo de V. Exc. contida em seu otlicio
le 17 do correte, sob n. 2i, Iransmitto-lhe urna
amoha conteni tubos cepillares de puz vac-
tnico.
Dito ao Exm Sr. Olymtho Jos Meira. vice-
jresidenle do Para.Com os officios de V. Exc.
le 28 de maio e 11 do correte recebi nao s
lous exemplares do relatorio que V. Exc. apre-
lentou o Exm. Sr. Dr. Angelo Thomaz do Ama-
mal por occasio de eotregar-lhe a admislrago
la mesma no dia 4 do referido mez de maio,
as tambero do regulameolo creando a escola
mral da D. Pedro II, a companhado da lei pro-
'incil n- 372 de 18 de outubro de 1860, e do auto
le iotuguraco da mesma escola.
Dito ao Exm.Sr. Joaquim Jacintho de Men-
lonca, presidente de Sergipe.Picando inteirado
elo seu officio do 10 do correte de haver V.
Ixc. prestado juramento e tomado posse da ad-
aistrago dessa provincia, tenho a dizer V. Exc.
ue lerei niuita satisfago em cumprir suas or-
eos, quer digam respeito aoservigo publico,quer
0 particular de V. Exc.
Dito ao coronel commandanle das armas.Pa-
i ser abonada a prestagao roeossl de 55000 que
retende consignar tfe seu sold nesta capital o
Iferes do corpo de guarnigo Joaquim Jos Luiz
e Souza, 'az-se necessario que elie nao sede-
are quando deve principiar esse abono, mas
imbem que aprsente na thesourria de fazenda
guia de soccorrimento que Ihe passou, efira de
zer-se nella a conveniente declarago: oque
. S. Ihe ar constar.
Dito ao cnsul de Franga.Pela communica-
io que nesta data me dirigi o Sr. visconde de
emont, cnsul da Franca nesta provincia, fleo
iteirado de que, em consequencia da prxima
irtida para aquella imperio do chanceller do
esrao consulado Mr. Ange Eveillard, tora de-
gnado Mr. Duprat para exercer interinamente
! funegoes daquelle cargo.
Nesta occasio determino que se expega a por-
ria que solicita o mesmo Sr. cnsul para a sa-
ida do predito chanceller.
Renov ao Sr. cnsul de Franja os votos de
linhi subida coosiderago.
Dito ao provedor da santa casa da misericor-
ta.Remello V. S, o incluso requerimenlo de
'.noel Borges de Mendonga, aQm de que se sir-
a de contratar com o supplicante por prego ra-
avel o curativo de dous elephaotiacos dos re-
ilhidos no hospital dos lazaros ; devendo ser
ago o seu trabalho depois de curados radical-
ente, e em vista de exames procedidos por fa-
ultalivos designados por esta presidencia.
Dito ao chefe de polica.Queira V. S. en-
iar-me com a possivel brevidade urna relago
omina! dos presos recolhidos casa de deteu-
o, cujoi processos de formagao de culpa este-
im coocuidos,misainda naojulgidos deGnitiva-
aente, declarando as datas das respectivas pro-
.uncias e as causas de demora que tiver havido
os seus ulgamentos.
Dito ac capito do porto.Fajo apresenlar a
'. S., pira ser inspeccionado, o rteruta de ma-
ioha /'os Cassiaoo das Neves.
Ditoao inspector do arsenal de narinha.De-
.edeapprovar a compra da bomba de apagar
menlios, que V. S. eocommendou para esse ar-
saal, por ser excessivamente alto, como decla-
roi o iospector da thesouraria de fazenda em
oficio de 14 do corrite, o prego de 6:225,000
rii por que ajustou ( conselho de compras na-
ta.
tmvm dizer-lhe miis que foi menos regular
a acommend que V S. fez desse objecto. nao
s orque bao precedet autorisago di presiden-
cia mas tambera porjue s quelle conselho
uteompetia promov-r a acquisiclo della nos
(letos do regulameno de 20 de favereirode
18^ : o que declaro V. S. para seu conheci-
; Lo ao commandaile superior de Santo An-
to-Mande V. S. pasar a guia de que trata o
arU3 do decreto U3( de 12 de margo de 1853,
ao teres do batalho 25 de infantsria do mu-
nicio da Escada, Fracklim Velloso de Gusmo
Lela, visto ter muiad a sua residencia para o
de gua Preta, confone ioformou o comman-
dan superior da guaro nacional do Rio-For-
mosem officio de 10 oste mez.
Do ao commsndant do corpo de polica.
Fod. V. S. dar baixado servico, como propoz
em u officio n. 273, o 18 do correte, as 34
pradj do corpo sob se commaodo superior na
jela(o junta ; eumprmo que V. S. as convide
/paraervirem voluntarienle no exercito, eme
Ireraaa a relacao dos qt annuirem a isso.
1 I Orenou-se tambem qe dsse baixa ao solda-
0 Jc Rufino da Silrjporque se acha impos-
pibilildodoservigo.
T Diti ao inspector da tfcsouraria de fazenda.
Reconmendo V. S. quinando pagar aos nego-
ciante Manoel Jos deimorim os vencimentos
relatios aos mezes de t|i e maio deste anno,
dos jardas naciooaes estacados na villa de
Barreros, urna vez quekejam nos termos le-
gaes .s inclusos preU & duplcala, que para
esse fin me foram remetfos pelo commandanle
auperbr interino da con!
cilicio de 4 do correte.
Ditrao mesmo.Nos i
Cao d. hontem, sob n. 5
a da lontadora dessa t
P'gar ao capillo Jos
Jeiro, a qusntia de 190,
U cono graticaco ao
que ia qualidade de e
men.o na freguezia dos
assmtaram praga nos
infmtaria como se v dsjBformagoes que de-
?oi/o, ei foram ministradle pelos commandantes
detaes batalhoes.
' 3ito ao inspector da the.ouraria provincial.
Alprovoa rrematagao qoelez Ftlippe Benicio
2 S? Albuquerque.'dopedagio da pon-
de JaboaUo -'-
ta do Rio Formoso em
os de sua ioforma-
dada com referencia
uraria, mande V. S.
cisco Carneiro Mon-
rs., qne Ihe compe-
e pelos 15 recrutas
regado do recruta-
gados apresentou e
hes 2o, 9o e 10 de
do fiadores
pela quantia de 4:405000 rs.,
-. ir.iV 8 PrPriel3 Manoal Joaquim
piona 6 Francisc> Jo8 d Campos
i de hontem, Sh D 278
^.V?rTo7&V- conforme indica
arador fiscal dessViheflouraria no parecer
3se refere a sua intoK^,, de20 do Hcotren.
*lZt2l ^* ? j^Sfament em pra-
C* o peo8io da barreira da pbu- do t.,,.,..,.*
serviodo debe a essa arrem.lL^JSSfJi
fezGhriatovo de Holland Caval^fT/'S,^
de mais a terca parte sobre o valor f^n ?
esse pedagio arrematado. "\qu<
Diio ao conselho dtcompras navaes.ia
ra o oonselho de compras mvaes, nos termoTC
ti aLa ll ^ re8uleto de 20 de fevereT->
ro oe 180, a compra dos okjeclos mencionados
na relagSo, a que aa refere o seu officio de 25
do corrate, visto que sao necessarios para for-
necimento do almoxarifado do arsenal de mari-
nha.Commuoicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao conselho administrativo. Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forneci-
mento do arsenal de guerra os objectos annun-
ciados no pedido ioejuso. Commuoicou-se
ibesouraria da fazenda.
Dito ao juiz de direito de Tacarat. Ao seu
officio do Io de maio prximo lindo, em que Vmc.
consulta por quem devem ser definitivamente
julgados os crimes de offensas phisicas, e os de
que trata o artigo 297 do cdigo penal, proecs-
sados antes do decreto 1090 do 1 de setembro
de 1860, respondo dizeodo-lhe que vista do
parecer do conselheirb presidente da relago,
com o qual me conformo, e da doatrina do avi-
so circular n. 70 de 7 de fevereiro de 1856, deve
Vmc. proceder a tal respeito segundo os princi-
pios do jurisprudencia, e sob sua responsabtii-
dade, diodo s parts os recursos que coube
rem para os tribuoaes superiores.
Dito ao commandanle do presidio de Fernan-
do. Respoodo ao officio que Vmc. me dirigi
sob n. 32 e data de 18 do correte, declarando
que ao coronel Trajano Cesar Burlamaque, no-
meado para substituir Vmc. no commando
desse presidio, se eotregou a quantia de?.....
19:000g000 para pagamento dos vencimentos da
guarnigo do rnesmo presidio, diarias do3 sen-
tenciados e outras despezas.
Dito ao Juiz municipal da Ia vara. Transmit-
i Vmc, para terem o conveniente destino, as
guias dos individuos mencionados na relago jun-
ta, que vieram do presidio de Fernando no hiate
Sergipano. por terem finalisado as seoiencas
que estavam condemnados.
Relaao de que trata o officio supra.
Pertencentes esla provincia.
1Ignacio Jos Rodrigues.
2Joaquim Jos de Sanl'Anna.
3Jos Gertrudes dos Aojos.
4Jos Vieira de Andrade.
Pertencentes provincia das Aagdas.
5Francisco Bispo.
6Luiz Manoel de Jess.
Pertencente provincia do Para.
7Manoel Rodrigues do Nascimento.
Dito ao juiz municipal de Serinhiem. Res-
pondo ao seu officio de 18 do corrente, declaran-
do que pode Vmc, nos casos de urgencia, requi-
sitar ao com mandante do destacamento estacio-
nado n'esse termo, quando nao esteja presente
o respectivo delegado, urna praga para os miste-
res do servigo publico.
Portaria. Os Srs. agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vapor fagam transportar pa-
ra os seus destinos, por conta do ministerio da
guerra, no primeiro vapor que passar do norte,
os officiaes e pragas de pret mencionados na re-
lago junta, assgnadas 'pelo secretario do gover-
no ; ficando sena effeito as portaras de 14 e 21
do correle, pelas quaes mandei dar transporte
no vapor Paran ao 2 cirurgio Francisco Anto-
nio Fernandes Jnior e soldado Ignacio Jos Fer-
roira dos Santos.
Relao de que trata a portaria cima.
Com destino corte.
Alferes Feliciano Pereira de Lyra.
V cadete 2o sargento Joo Quintino de Menezes
Galhardo.
Com destino provincia das Alagas.
2o cirurgio Dr. Francisco Antonio Fernandes
Jnior.
Alferes Joaquim Jos Luiz de Souza.
2o cadete sargento-ajudante Alvaro Conrado Fer-
reira de Aguiar.
Soldado Gongalo Jos Martins.
Dito Joaquim Barbosa da Silva.
Dilo Paulino Henriques Pinche.
Dito Ignacio Jos Ferreira dos Sant03.
Dito Francisco Ignacio Paulo.
Dito Miguel dos Anjos Ferreira.
Dito Domingos Jos Thomaz.
Dito Belchior de Barros (ialvo.
Dito Francisco Peixoto Rodrigues.
Anspegada Antonio Jos Campello.
Dito Joo Paulo de-Araujo.
Tambor Augusto Cesar de Medeiros.
Communicou-se ao coronel commandante
das armas.
Expediente do secretario.
Do 26 junho de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas-
Declarando o Exm. presidente da Bahia em offi-
cio de 1o do corrente ter providenciado para
que se torne effeclivo do 1 de iulho prximo
""W" diante o abono da prestaco men-
sal de 40JJ000 res, que de seu sold pretende
consignar naquella provincia o coronel Luiz Jos
terreira.determina-me S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, que assim o communique V. S.
para o fazer constir aquello coronel.
Dito ao iospector da thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda de-
clarar & V. S. que em officio de 25 do corrente
partictpou o coronel commandante das armas
ter o delegado do cirurgo-mr do exercito Dr.
Jos Sergio Ferreira, resignando o resto da li-
cenga que gosava, entrara no exercicio do seo
em prego naquella dala.
Dito ao bacharel Jos Joaquim de Moraes Na-
varro.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, passo s mosde V. S. a carta impe-
rial de 5 do correte pela qual S. M. o Impera-
dor houve por bem noraear V. S. para o lugar
de secretario do governo da provincia do Ama-
zonas.
Despachos do dia 6 de junho.
Requerimentos.
Luiz Antonio Pinto da Silva.Selle e volle.
Antonio Joaquim de Almeida Guedes Alcofo-
de oifcia Sr* Df' JU'Z municiPal d0 termo
Anlonio Andr Cavalcanti de Albuquerque
Informe o Sr. Dr. juiz municipal do -termo da
Goianna.
Christovo de.Hollanda Cavalcanti Mello.Iodo
novamente em praga o pedagio de que se trata
pode o supplicante concorrer ella se assim Ihe
convier.
Donara Maria da Conceigo.Podem seguir a
sua cusa. B
Epsminondas Moreira Gouvela de Souza:O
supplicante ser attendita logo que for possivel.
Francisco de Paula Leite.Sellado este e os
documentos que se acham sem sello, volte.
Francisco de Paula do Reg Barros.Passe a
portara concedeodo a licenga requerida.
Tenente-coronel Florencio Jos Carneiro Mon-
leiro.Remetltdo ao Sr. inspector da thesoura-
ria provincial para mandar certificar o que
constar. *
utro do mesmo.Remettido ao Sr. inspector
da thesouraria provincial para mandar certificar o
que constar.
Guilhermina Baselisia de Oliveira e Silva.
Informe o Sr. director geral da instrueco pu-
Bacharel Jos da Costa Dourado.Passe porta-
ra conceden do tres mezes de licenga com orde-
nado de qua dever gozar depois de Goda a pre-
sente sesso judlciaria do termo do Buique.
Jos Antonio da Silva Mello;Informe o Sr.
chefe de polica.
Jos Francisco Carneiro Moatoiro.Iaforme o
' capltao do porto.
Bacharel Joaquim Eduardo Piaa.Passe porr
tana concedeodo a prorogsgo pedida.
Joaquim Cavalcanti Ribeiro de Lacerda.Apfe-
sente-se no quartel do Sr. commandante da guar-
da nacional do municipio do Recife.
Manoel Ignacio do Nascimento.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Manoel Figueiroa de Faria.Informe o Sr. di-
rector gerafda instrueco publica.
Bacharel Pedro de Alcntara Peixoto de Mi-
randa Veras.Informe o Sr. inspetor da thesou-
raria de fazenda
Vicente Ferr a da Porciuneula.Informe o
Sr. administrador do correio.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernamhuco, na eidade do
ecife, em ZH de junho del 8 61.
ORDEM DO DIAN. 116.
O coronel commandante das armas, determina
que na manhaa do dia 1* de julho vindouro se
passe revista geral de mostra aos corpos movis
do exercito, e as companhias Isoladas desta guar-
nico pela ordem seguinte as 6 horas a compa-
nhia de artfices as 6 i[2 ao 2o batalho de in-
fanta na as 7 a companhia flxa de cavallaria, as 8
ao 10, as 8 e 1(2 ao 9o ambos de infantaria : e
finalmente as 9 ao 4o de artilharia ap.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao-.'
Conforme.ntonto Eneas Gustavo Galvao,
Alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
vfnciai alenles, eschavonias: Assim limitado
porm nao aa icha competente para a questo
principal da Austria, a questo financeira, de
sorte que o governo ltimamente (oi obrigado a
tratar de aq.fo emprestimo sem a cooperago
do .parlamento:
Ao mesmlempo continuara na Hungra a re-
cusar o pagamento doa impostos. Nos ltimos
das o governo d'Austria concluio com urna socie-
dade de baoqueiros da Allemanha do sul um ne-
gocio, segundo o qual essa soeiedade empresta
a governo 8 milbes de fiorins, que devem ser
restituidos com brevidade.
Com essas manobras o estado se acha obrigado
a alimentar a sua existencia !
Nestes dias sero encerradas as cmaras da
Prusiis, tendo a cmara dos depotados spprova-
do todas as exigencias do governo respeilu do
orgament militar, com dedugo 3i* milhes de
talhers. Falta agora anda aapprovajo do budget
total pela cmara dos seohores, cuja competencia
porem s on de aceitar o total ou de regeitar,
devendo seguir logo o eocerramento. A sesso
deste anno tem durado quasi cinco mezes, a mais
longa sesso que at hoje leve o parlamento prus-
siano. Os resultados entretanto nao correspon-
den! com os longos trabalhos. .
Alm da questo dos impostos sobre bens de
raize da questo militar, oeohuma otilra questo
importante achou solugo. O Sr. de Zedlitz.che-
fo de polica de Berln, finalmente foi obrigado
acedar as exigencias da opinio publica. O mi-
nisterio nao poda mais oppor-se a urna ioquiri-
Co disciplinar contra elle, e para prevenir a ine-
vitavel suspensio do emprego, o Sr. de Zedlitz
achou por bem pedir urna licenca por tempo in-
definido. Essa licenca Ihe foi dada.e o conselheiro
intimo do governo oSr. de|Wioter ficou proviso-
riamente encarregado da gerencia dos negocios da
polica. Um folhelo ha pouco publicado em Berln
ob o titulo o que nos poder alada salvar ti-
nha sujeito a urna severa critica a instituico do
li-imhnr-o-o 9JM chamado gabinete militar del-rei e a po-
namaHirgo s,Sa0 do 9eu ehefe 0 genera, de Manteuffeh
5 de junho de 1861. O general de ManteuTel nao julgaodo dever ca-
Hoje o dia em queosFrancezes devem evacuar J?rTse' ex'g'o do autor do dilo folheto, o conse-
a Syris.Muitos duridam anda que o imperador ] 'ie'ro do tribuoal municipal, Tivesten, urna re-
Napoleo cumprir o que asseverou. I vg*Ca<> publica. Essa exigencia como era de
Cada dia se esperava nos ltimos dias, que o Prever foi regeitada, e em consequencia o gene-
lelegrapho nos anounciasse o rompimento de > J* dQ o Sr. Tivensten a um duello de pis-
novos tumultos sanguinolentos na Syria, e desse tola,. 0Sr- Tivesten aceilou e a bala do seu ad-
modo um pretexto ou motivo para urna nova *" o ferio perigosamente no brago direito.
proloogaco d,ccupaco franceta. | Logo que as autoridades tiveram conhecimento
Porm nada desea nalureza soubemos at desse acontecimento, ellas iogeriram e '
m o est en-
celada urna inquirico contra ambos os duellistas.
A imprensa e o publico coodemnam unnime-
mente o procedimento do genenl de ManteuTel
o qual o chefe da camarita absolutista-militar.
Se nao nos eogaoamos je- fallamos n'umi das
nossas anteriores correspondencias de urna nova
conferencia militar dos estados medios da Alle-
manha que devia ter lugar em Wurzburgo. Essa
conferencia com effeito foi aberta no dis 22 de
maio e esteva reunida at o da 27. Muita cou-
8a nao se ter realisado na mesma conferen-
cia. Oseufim era a creaco de um terceiro
corpo de exercito da Allemanha ao lado doi oxer-
hoje.
Em lugar disso sabe-se, que a Turqua mandou
para a Syria todas as tropas que tinha a sua dis-
posigao para poder fazer face a todas as eventua-
lidades.
Fuad Pascha tambem por differentes vezes
declarou que a Porta se achava completamente
habilitada para domar com suas proprias forcas
qualquor moviaaenlo illegal no Lbano.
O imperador Napoleo por isso nao tem motivo
algara para adiar por mais tempo a evacuado da
Syria, e de esperar que a tra'nquilidade ali te
conservar ao menos provisoriamente. --c---------------~ .laujauua ou <
Mas se assim nlo acontecer- sabemos das de- er0' da Pru'sia e da Austria, reunindo os con-
clarage8 do ministerio fraocez que a Franga nao 'l0Seil'es federaos, formados pelos estados-me-
perder um momento de proceder a urna reoccu- dlaao8 pelos estados pequeos da Allemanha.
pago da Syria por conta propria, e nesse caso 0s e8lsdos <> Thuringa, Oldemburgo, e Holstein
nao a evacuar da novo to fcilmente. i e as o*des.anseticas nunca adheriram aos pla-
A Ru8sia por urna nota circular dirigida s D0S da gV>M'Wurzburgo, e esta vez tambem
grandes potencias, tomou occasio de tornar aelles. se-separaram o Mecklmburgo e Bade, de
as meamss responsaveis por todas as consequen- manefa quelhes faltava toda a base para tomar
cas eventuaas da evacuago da Syriaum pro- urna deliberarlo. Tolo o negocio se rednz a
cedimento da poltica russa que prova que anda' uma manobraasss ociosa devaidades dymnasti-
cootinua entente cordiale entre a Franga e a ca* e nao dexa de causar grande prejuizo a
Russia respeito do Orienta. I Allemanha parque sempre impede de novo a
Entretanto nada se sabe de positivo acerca do creaSao de ufa exercito nacional allemo.
modo pelo que se realisou o accordo entre aa _.A 1ue9ta dinamarqueza est em repouso na
grandes potencias e a Turqua relativamente a DeUallemla, e tambera hoje nao se ple dizer
reorganisago da adminislraglo no Oriente. 11uaQdo ellaker osea flm.
Ao principio as grandes potencias queriam um' P. S. em 6 de junho.O telegrapho de Berln
s governo christo para todo o Lbano, e s era acaba de colmunicar-nos o encerramento das
questo da pessa a nomear. I cmaras p_rr-
Um despacho de Constantinopla do 1 do cor- act0 um d'
rente porm, falla de mudanga da opinio da s A?radece
commisso europea ali reunida, a qual abando- ganisaQa do
nra o plano de um s eoverno nar n T.iKann a na censura
nra o plano de um s governo para o Lbano e
accoitra um compromisso proposto pela Austria
segundo o qual se devia estsbelecer um governo
duplo, um christo para os Maronistas, e um
Musulmano paraos Drusos.
Os prximos dias nos informarlo cerea dsse
noticia, a qual com tudo uma prova deque um
entendimento acerca da reorganisago da Syria
nao se tinha anda realisado nos ltimos dias.
No norte da Turqua europea nao houve anda
uma solugo.
Omer Pascha chegou na Herzegovina e come-
cou a sua obra de pacificago com uma procla-
magao. a qual promettendo uma larga amnista,
aesegura numerosa* concesses aos raiahs
chnstaos. *
At agora essa proclamaglo nlo produzio
eleito.
Os rovoltosos nlo largaram as armas- e prova-
velmente serlo em breve abortas as oreraces
militares de Omer Pascha. v
Da Italia nao ha novidade notavel a relatar
Alm da Inglaterra, a Suissa, a Grecia e se-
gundo se diz Portugal, assim como a Suecia. a
Dinamarca e a Blgica sao os estado* oue at
agora reconheceram o reino da Italia.
Com a Franca estao ainda pendentes as nego-
ciagoes condenciaes. A Russia e a Pruesia re-
cuso o reconhecimento formal, mas o ministro
prussiano emTurim j d o seu visa aos passa-
portes do reino da Italia.
Smente alguna dos pequeos estados da Alle-
manha, a Baviera, o Meiklemburgo, prohibiram
aos seus cnsules o reconhecimento dequaesquer
documentos com a devisa reino da Italia, e por
isso o governo em Turim relirou a esses cnsules
o exequtur.
Era Roma tudo se acha no mesmo estado.
Nao se confirmou o boato de querer el-rei
Prnncisco II doi.iar aqaolli wuaae.
Tem-se repetido os levanUmentos no territorio
napolitano, mas sempre com fraco resultado. O
principa de Garignan, e o cavalleiro de Nigra
deixaram a administraco de aples entrando
em seu lugar Poozo di S. Martino. -
"A situago da Austria se conserva na mesma
incerteza. Em Pesth a Dieta da Hungra est
ainda tratando do sea enderego.
J fallaram uns cincoentas oradores, e falta
ainda igual numero. Espera-se entreunto bre-
vemente o fim da discusslo, nlo se Um apresen-
tado divergencias essenciaes, e a djfjerenga entre
os pontos de vista dos dous parUpaV oppostos,
consiste em que um delles, p mWerado, quer
declarar ao imperador ni frj^Jk um enderego
asmesmas opinies, que o o^rrlnenciona depr
por meio de urna simples reaoluglo.
Ambos oa partidos exigem porm uoamlmente
a plena antonomia da Hungra sob base das leis
de 1848, e a simples oniio pessoal com a Aus-
tria, nenhum dos muitos oradores que fallaram
exprimi outras ideas a esse respeito, e tambem
nenhum voto se levantou pela dopulaco do
parlamento austraco.
Parece que em Vienna nlo tomaram ainda
uma decisao positiva a vista dessas determina-
goes enrgicas.
O conselho do imperio, visto Ihe faltarem todos
os representantes da Hungra acha cada momento
posta em duvida a sua compeUncia, a Um da
UmUar-se s luncgoea delusivamente pelai pro.
vando que a
s achava hat
isianas. El-rei proounciou nesse
rso, cujo resumo o seguinte :
approvago dos meios para a or-
ixercilo, passaodo decena mineira
forma dessa approvaclo, e obser-
russia em consequencia da mesma
Hitada de respondei pela patria ge-
ral da Allemanha, o que era tanto mais iodis-
pensavel nlo tendo tido em resultado a reviso da
constituigo militar da confederagio. Acerca da
questo allemia-dinamarqueza s se observa que
apezar de so achar ella anda sem aoluso, nao
eram de receiar complicagdes serias. Finalmen-
te el-rei accentua a observago dos limites alm
dos quaes est espreilando o partido da revolu-
Co. dizeodo que a aua propria divisa contiuuar
a ser : sustentar o reino pela merc de Daos, as
leis e a constituigo. a
'Um certo partido, que insuflado por certas pes-
soas bem conhecidas. procura na Prussia guer-
rear o Brasil, cooseguio que o deptrtado Harkort
apresentasse uma proposta, cujo absurdo vai da
par com a insolencia das suas preteocoos, Essa
proposta sendo dirigida a uma commisso apre-
senUu ella o seu relatorio cmara approvando
as suas indicagdes. Esse relatorio entrou em
discusslo na sesso do da 4, e a despeito da
opposiglo do ministerio pelo orgao do bario de
Schleinitz, ministro dos negocios estrangeiros,
[ue dignamente defendeu o governo do Brasil,
oi approvado ; mas nao produzir effeito algum.
O deputado de Berg, que havia proposto a regei -
Cao do parecer da commisso, disse que era ami-
to de admirar que se tomando tanto ioteresse
pela liberdade do culto em favor dos allemes
que habitam paites distantes, nlo se pensasse na
liberdade doi cultos na Allemanha, porque no
ducado de Mecklmburgo a religio catholica nlo
tolerada, e um fazendeiro do paiz nao pode ob-
ter licenca para ter em sua casa um capello qne
dissesse missa segundo o rito catholito. la
muito verdade. Os Allemesporrnoila clamara
contra a intnIarnoU religiosa uo Brasil, no en-
tretanto que no seu paiz, quem nlo protestante
nlo goza de todos os direitos polticos e civis e
aempre mal notado.
Londres
9 de junho de 1861.
Desta vzescrevo a presente carta datada um
da mais Urde do que costumo fazer,-porque sen-
do hoje domingo o paquete de Southampton nao
poude comegar a sua derrota ; mas nem por isso
as ultimas noticias que tenho a dar slo de inte-
resse^ovo e differentes das que me caberia com-
mnnicar cora data de hontem.
O Magdalena entrou em Southampton no dia 6
do corrente, tendo chegado a Lisboa na tarde da
dia primeiro. O eommercio deste paiz comeca a
ressentir-se da demora que vio tendo em s'uas
viagens os paquetea da lioha de Southampton,
que hoja chegam ordinariamente a esse porto no
dia 5, 6 ou 7, da cada mez, de modo que o in-
UrMtto eqtre a chegada e a partida da mala do
Brasil Uo curto que apenas ha tempo para res-
ponder & correspondencia vinda. J disse em
uma da miaas anteriores carias, ecumpre-me
repetir, que os ioteresses da companhia real de
paquetes entre o Brasil e Southampton tem sof-
frido tal dimiauigao que se calcula serem os seus
prajuizos capazos-de iofluirem para a cessago
dassa linha, aso o governo Inglez nlo venha a
augmentar em 1863 (epocha em que deve Qndar
o contracto da companhia. com o correio geral
Britnico para, a conducc^o. das malas] a ju,byeo,
gao que paga a essa empreza. A concurrencia
eslabalecida entre essa companhia e a de paque-
tes de Brdeos tem contribuido, nao ha duvida,
para a commodidade do publico ; mas pelo que
respeita aos ioteresses dos paquetes Ioglezes en-
X.A e Inf?la,erra sabido que a perda
0t difTerenga do ganho que essa concurrencia tem
p oduzdo est oa razo de 33 por 0/0.
No vapor Magdalena vieram o conselheiroFaus-
de Aguiar e o Sr. Varnhageo, este ultimo nos-
' ministro nomeado em misso especial para
. jnezuela, Equador, e Nova Granada. O con-
sfllheiro Aguiar seguir d'aqui brevemente para
' Allemanha, onde por conselho dos mdicos
e fazer uso de aguas.
Por este mesmo paquete tivemos noticia do
icurso.com que Sua Mageslade o Imperador
rio a assembla geral legislativa. A imprensa
ingleza, porem, nao o publicou por em quanto
que alias costuma fazer em occasies idnticas.'
alta em que se conserva o cambio das nossas
ncipaes pragas sobre Londres causou aqu mu
la oravel impresso, hvendo as folhas publica-
de que a taxa pela qual tireram lugar as remes-
a'Jo/" pe, Ma9daltna fora de 26 d. 1/2 a
ti d. o/o.
Vou nesta occasio comraunicar uma noticia
qie toa* para ah ioteresse local. Quero fallar
da remogao do cnsul inglez Cowper, que por
ta ito lempo tem residido em Pernambuco nessa
qualidade, e que acaba de ser mudado desse pos-
to para a Puerto Rico > nos dominios da Hes-
paaha. Os jornaes de Londres, dando e9sa nova
en 27 do mez prximo passado, se abstiveram
de assignalar a causa dessa inesperada mudaoca
qu o publico nao er todava fosse sollicitada
pe o Sr. Cowper. O successor deste servidor pu-
blisoMr. G. S. Lennon Hunl, que se achava
co isul de Inglaterra em Puerto Rico. O Sr.
Leinon Hunt joven talentoso, d'um carcter
coiciliadore cheiode inteireza ; e com taes ele-
mt ntos esperamos que possa elle conquistar de
pn.mpto as sympalhias d'aquelles com quom vae
bmvemente travar novas relagoes- E'provavel
quj dentro de ;pouco tempo este individuo ahi
ch (gue. pois ha j muito tempo que se acha em
Loidros. onde veio para requesitar sua remogao
ae a Puerto Rico em cujo posto permanecer
du -ante muitos aonos. A irapresso geral acer-
ca los motivos que determinaram a sahida do Sr.
Co a-par de Pernambuco que o governo Inzlez
na eslava completamente satisfeito com a geren-
cia desse seu agente consular n'aquelle ponto,
lerdo ltimamente havido contra elle varias re-
c amagoes por parte de varios subditos ioglezes.
al ra de se acreditar que aa relagoes de Mr. Cow-
pei com o Sr. Christie, ministro Inglez no Bra-
sil se acham sob p pouco satisfactorio.
li mercado de Liverpool continua a passar
poi uma crise em relago importagao do algo-
da(, achando-se declarado e executado o bloqueio
dos portos do sul da Unio-Americana pelas tor-
gas navaes do presidente Lincoln. As forcas fe-
deres de mar ja fizeram vinte e tras presas na
palia Cheesapeke e as proximidades de Charles-
lov o, de modo que a eommercio entre a Ingla-
len a e os Eslados-Unidos est penetrado de vivo
pnico ; e pelo que diz respeito importagao do
alg idao d ali, se receia muito em Liverpool e em
Machester que cada vez mais v ella escacean-
ao. Na ultima quinzena a importagao desse ar-
golregulou por noventa mil saccas. somma in-
lenr quando comparada com a da quinzena an-
terior. O algodlo de Pernambuco tem conserva-
do prego Qrme e boa procura, achando-se colada
! 'gfl,Q o Vl??r libra d0 Maranho fica
a s i. 3/8 a 8 d. 7/8 com tondencia a sustentar o
mee no prece.
A acces'das nossasemprezas frreas, venda
no tock-Exchange, ficam pelas seguiotes cota-
goes ; as de Pernambuco com o descont de 5
a & 4 1/2 por cada apolice sobre & 17 de entra-
da ; as da Bahia com o de S6 2 a & l 3/4 sobre
fo/i': las rJ ?' Pdul com o de 5f l 5/8 a 96
13/ sobre 96 4 de entrada.
Nada dexa esperar por em quanto que esse
desfavoravel estado de cousas em relago a essas
empiezas melhore, por quanto as difficuldades
em c ue desde longo lempo se tem achado mais
ou menos essas emprezas nao tem completamente
desalfParec'do, especialmente pelo que respeita
de Pernambuco hojo de mais obrigada a entrar
com hapitaes que nao tem garanta de juro, am
de petder concluir as obras da estradi. As iinhas
da B; na e de S Paulo se acham em coodices
mais favoraveis; entretanto esto sendo affectadas
pelo nao estado da empreza do Recife. E' todavia
de esmerar que com o tempo, e quando a linha
erre do Recife estiver concluida, po9sa estabe-
lecer-seo equilibrio entre esses nossos fundos
garanlidos e as do Estado tambem aqu cotados.
Os fundos brasileiros de 5 0/0 ficam de 98 99
ex-di ridendo ; e os de 4 1/2 0/0 tem sido venli-
nna ,1 *" 0s consolidados inglezes se acham
a 90 | /2. A renda franceza de 3 0/0 a 68 fr. 90 c.
Os fuhdos mexicanos 3 0/0 a 22 1/8. Os hollan-
dezes|2 1/2 0/0 a 64. Os 41/2 0/0 russos a 911/4.
?ZTTr,s I 0/0 a 47 X2- 0s hespanhes
i 0/0^ 51 1/4. E os turcos 6 0/0 a 55 7/8.
Os bossos productos venda nos mercados
deste paiz tem obtido os seguiotes pregos. Cacao
{1 d. de direito por libra ) 5t s. per cwt. Caf pri-
meiralqualidade ( 3 d. de direito por libra ) 60 s.
70 s. per cwt; segunda dita 51 s. 60 s. ; e terceira
dita oi ordioario 48 s. 53 s. 6 d Pao Brasil 80 s.
por to lelada livre de direito. Assucar de Per-
nambuco eda Parahiha branco 25 s. 6 d. a 30 s
6d. ptrcwt., mascavado 18 s. 24 s. Assucar
branco da Bahia 23 s. 29 s. 6 d. per cwt ; dito
mascajado 18 s.23 3. E couros salgados a 5 d.
3/4 T\. 1/2 pqr libra ; seceos 8 d. 1/2 a 9 d.; a
seceos balgados 6 d. a 8 d. 1/2.
Na ultima quinzena tiveram lugar as seguiotes
procedencias do Brasil p<4 Inalaterra d rer-
nambu o Nnrn Crotna[ 22 de maio j a Greenock;
ue Pernambuco Queen ( 22 ] a Queenstowo ; da'
Baha l'nterprise ( 23) a Clyde ; do,Jlio Grande
Armad.i {2a ) a Deal; do Cear Ariett 27 ] a Li-
verpool ; do Cear Cape&artoe ( 27) a Liverpool;
da Para nba Jfarto Burrpws ( 27 ) a Queenstowo:
de Pernjambuco Diana [30 ) a Gravesenel ; do
Rio Grahde Hermine (1 do corrente) a Falmouth ;
do Rio Grande Driving Mist [ 3 ] a Liverpool ; da
Baha Barriet ( 3 ) a Liverpool; da Parahiba lia-
ra flitrj-M ( 3 ) a Liverpool ; da Bahia Conqueror
( 4 ) a Liverpool ; do Rio Grande Hildw ( 3 ) a
Plymouh ; e de Pernambuco Salamander ( 3 ] a
FalraouUh. '
No mebmo periodo seguiram de varios portos
da Gfaa-iBretanha para o norte do Brasil os ma-
guiles navios. De Cardiff Granstina ( 23 ) para
o Maranho ; de Liverpool Floating Cloud ( 28 )
para a Baha ; de Gravesend Acaso ( 2 do cor-
rente ) p ira a Bahia ; e de Gtaveseod Germania
( 7 ] pan Peroambuco.
Sua m gestade a rainha regressou ha dias a
esta capi al, onde permanecer por algum tempo
O re dos Belgas, acompanhado por seu fllho -y
conde Fl mdres, se acha de visita neste paiz, onde
veio pan cumprimenlir sua augusta sobrioha
depois dd fallecimento da duqueza de Kent, que
era irm de sua magestade belga.
O principe Luiz de Hesse, que se acha contra-
tado para casar com a princeza Alice, e que como
annunciei na minha ultima cara aqu chegra.
estove ltimamente doento de saramoos, chegan-
do mesmo causar a sua molestia "serio cuida-
de } ma hoje Sua Alteza Serenissim se acha
complela,iente restabelecido, podeado t sahir
i passeio, ^ r T "'
-^
1
I ILEBHH
\J dia ? do co"ente assstio esse prncipe
f,? fmne ab.er,ura do Jardim de Hortiul-
"" de, Lcondr.e1s. a q<"l teve lugar presidind
a essa acto Sua Alteza Real o principe consorte ;
estiverara igualmente presentes as princezas Ali-
niJ '. 8 LuUa' e os Palpes Arthur e Leo-
IM a Ece etsrfwimento ficar sob o patro-
Aih .- ?U.a Maestade a rainha, que sempra
olha com ioteresse para tudo quanto concorre a
animar a agricultura, o eommercio e a industria
ua braa-Bretinha. |
O parlamento britannico reassumio as suas
runegoes, hsvendo ltimamente passado na c-
mara dos commuos um voto sobre a aboligao dr>
imposto do papel. O ministerio palmetstoo. ape-
lar de seriamente ameagado pela opposicao &
pela deputagao d'Irlaoda, (est despeitada por
haver o governo retirado companhia de pa-
quetes de Galway a New-York a subvenco que-
me abonsva) vencen na cmara electiva aquella
questo, de cuja favoravd solugo dependa in-
tetramente a continuago oo poder do ministerio-
palmerstoo. A opposigo pretender destacar a
proposta relativa aboligao daquelle imposto do
plano geral Qnan:eiro apresentado por Mr. Glads-
lone, aflm de dar por esse modo um golpe n
mioisleno, sem todava prejudicar o plano geral
ao orgamento que approvava ; mas o ministro
aa tazenda, astuto e decidido, declarou que o
seu plano Unanceiro era ladivitfvel. e que disso
fazia questo ministerial conseguiodo por esto
modo triumphar da seilada que Ihe armara a op-
posigao.| v
Nascircumstaocias actuis em que se acha o
ministerio Palmerslon-Russell, pode dizer-so
que durar elle ainda por muito tempo, visto
como acaba de salvar-se do uoico perigo serlo
que ameagara sua existencia. As difficuldades
politices que ainda cercam o horizonte europeu
sao mais um indicio de que lord Palmerston aa
conservar frente da adminietrago do paiz
porque este grande estadista aqu geralment
reputado ser o unieo homem capaz de conduzir
com vautagem a Gra-Bretanha atravez da guer-
ra, se do actual estado de cousas poder ou vier
a surgir es3e fiagello. Assim, pois, lord Pal-
merston parece estar novamente Arme no poder
do que sem duvida forte prova o voto favora-
vel que acabouelle dealcangar na questo suora
mencionada. r
Ha das foi lord John Russell interpelado na
cmara acerca da poltica que a respeito dos bel-
igerantes da America do Norte pretende seguir a
Inglaterra.
Lord ohn Russell respondeu essa interpella-
cao com a declarago que dias antes havia pu-
blicado a Gazeta Official de Londres, isto quo
o governo britannico maoteria a mais stricta
neutrahdade n'aquella lula, e que se opporia
entrada nos portos d'Inglalerra e seus dominios
das presas fetas pelos corsarios e torgas navaes
regulares d aquelles bclligeraotes alm do prazo
que pelo direito das gentes permittido para a
demora de taes presas nos portos das oaces
neutras. *
Esta resposta pareceu satisfazer ao nterpellan-
te, cujo fim nao foi outro seno indagar por que
meros positivos procurara o governo manter sem
quebra a sua neutralidade com os Estedos-Uoi-
(Jos ; mas do outro lado do Atlntico, ou por ou-
Ira na Unio Amricana especialmente em Was-
hington, cao tem agradado a poltica dubia qua
no actual conflicto tem seguido a Gra-Bretanha.
queixaoo-se o governo federal de que a logia-
ierra pretende reconhecer nos rebeldes do sul
direitos que s competem a belligeraotes por um*
L to? legitima causa. E' assim que os jornaes
de New-York atacaram a proclamago que ha
pouco lempo publicou a rainha de Inglaterra
prohibiodoaseas subditos sobcoaimunicaco por
nal de onlrarem no servico dos belligeraotes da
America do Norle ; por quanto aegundo essa
parte da imprensa americana nao existe conten-
da legitima entre o norte eo sul da Unio, mas
nicamente o direito que tem o governo de Was-
hington de supplautar a revolugo em que ss
acha o sul, epor conseguinle nao o caeo desa
applicarem lula actual os principios de neu-
tralidade que devem ter lugarls quando pelejan
dous poderes igualmente legtimos.
Essa parto da imprensa americana leva a sus
argumentado ao porto de considerar casus-belli
a persistencia por parte da Inglaterra em seme-
Ihantes declaragoes ; e esses clamores vo ga-
nhando ja uma certa consistencia no Norte da
Unfao, asseverando-se mesmo que o presidenta
Lincoln declarar a guerra a qualquer nago
amiga que implcita ou explcitamente reconhe-
cer o estado anormal de cousas existentes no Sul
da Unio.
Nao posso affiangar o que far a Inglaterra no
ceso de que o gabinete de Washington venha a
reclamar fortemente contra esta poltica duvido-
sa ; mas de presumir que se tiver de correr o
risco de uma guerra com o Norte venha a ceder,
satisfazendo quillo que o presidente Lincoln jul-
gar ser seu direito.
A Gram-Bretaoha nao quer offender o Norte,
porque este pugna pelo grande principio da li-
berdade da raga negra; nem o Sul.porquejdali tira
ella algodo com que fornece as fabricas de Man-
chester: nestas circunstancias, pois, Um sido
sua poltica contemporizar com ambos, na espe-
ranza de que os successos venham a solver em
favor de um dos partidos e d'um modo terminan-
te a questo pendente, para que enlo possa o
gabinete britnico adoptar uma poltica decisiva.
Mas nem sempre a poltica dubia consegue seus
nos, e na presente emergencia acaba de ser de-
nunciado como traidor aquello expediente, quo
Ulvez lenha de renunciar o governo desta paiz.
As noticias que recentementa recebemos aqui
de Nova-Ynrk nnuucio a continuago dos pre-
f draiivos para uma enrgica luta eotre o Norto
e o Sul da Unio. O governo de Washington,
fizere j atravessar o Potomac pelas torgas fede-
raes, que na ultima data oceupavam sob as or-
dena do general Butler Arlington Heights A
capital se atsha completamente fortificada e guar-
necida com uma torca de trinta mil homens
de modo que se suppeque est ella hoje ao abri-
go de qualquer surpreza por parte das torgas se-
paratistas. Por seu lado os seccionistas oceupan
igualmente em grande torga Richmond e Aiexan-
ana no estado da V'irgina, dispostos a se encon-
traren! brevemente com as tropas federaos. Cor-
reu mesmo ha dias o boato nesta praca de quo
Uvera lugar uma balalha em AlexandrU. eotre o
dous campos, mas essa noticia foi posteriormen-
te negada.
Buireunto os successos tem lomado j tama-
ito Incremento qe a phase sanguinolenta da
questo parece mevitalvel prxima, sem quo
possa calcular-se exactamnte ato onde iro as
consequencias desastrosas d3se passo.
Um dos successos importantes da ultima quin-
sena, occorrido recentemente. e cujo alcance
aa maior gravidade para a causa liberal italiana,
toi a morle do conde de Cavour, prostiente do
conselho He ministros do re de Sardenha, e quo
era actualmente o principio verificante da uni-
dade de Italia. Succumbio o illustre estadista pia-
montez no dia 6 do correte pelas 7 horas da
manhaa a um typho.que o acomettera havia uma
semana, sendo inuteis todos os esforgos que a
medecina empregou para salvar o illustre enfer-
mo. 0 conde de Cavour se havia dedicado do
corpo a alma nobre causa da Italia, pugnando
pela oppressio desse povo no congresso de Pa-
rs, formando a Mliaoca offeosiva e deflaosiva ^o.
*1
N



mil ffi rom 38 i tmi kmm
UR10 '| f BflKMl^qp. >-
Fiemonle com a Franga em 1859, e propagando
por toda aquella pennsula a trida de poltica
que elle sonhara e quasi realisara para a bella
lulia. as ulllmos marasmos de sua vida a
conselhou ao rei que chamasse para seui conse-
"lhos -o baro Ricasolli. Estes estadista ax.a*JW mm
eleito 4e ser eocarregado por S al. de formar
unte nova odminiairecan. O Sr. lliugheiti o
* occupem interinamente as pastas que ll-
ena o coode de Cavour.
Este triste successo tem tusado viva impres-
ao os Europa, pelo receio de que o partido esat-
tado Italiano queira promover novatnente a
guerra contra a Austria,
O pnico grande por esse motivo, e os (as-
dos tem bailado.
UsfcOA
13 dejuoho de 1861.
Est definitivamente constituida a cmara elec-
tivo, e na ios paree ja foi a presentado o projecto
de resposla (alia do throno, que nao passa de
e mero cumprimeolo. O nosso historiador Ale-
jandro Uerculano, que (Ora elerado ao paralo,
tenunciou quella dignidade, bem asajm o coose-
Ibeiro Joo de Souza Pinto de Magalhes. O go-
TtTQu tem grande maioria no parlamento, e cori-
ta para apoia-lo, emquanlo fr >Jiguo da cuolian-
ea publica, com um grande numero de jornaes,
'entre es mais autorisados-do paiz.
O decreto dissolveudo a corporagao das irmas
ecaridade em consequencia de nao preetarem
obediencia s autoridades eclesisticas do paiz,
ouco que vai ser promulgado um da riestes.
O governo promelteu a presentar s cmaras
urna proposta de lei tendente a minorar os sof-
frimentos dos que emigrare no Brasil.
Dentro em poucos dias se pedir autorisaco s
corles para se dar o dote primeira ufanta D.
Antonia. Esta formosa princeza est para uuir-se
pelos vnculos matrimoniaes ao principe herdeiro
de Ho*>enzollern, irmo da tinada rainha de Por-
tugal asenbora D. E-iephauia.
Das propostas de lei que o ministro da fazenda
tem apresentado, sao estjs as priocipaes : Al-
terando a lei do sello, que fui publicada ha pou-
cos das. Esta lei linha sido propesta pela d-
nioislraco transacta, e adiando se ja votada
pelas corles quando o actual ministerio subi ao
poder.
Propdz tambera o ministro da faenda ba pou-
cos dias varias altcrages le do registro, que se
achava no inesmo caso da aiiteccdaole.
Pedio autorisago para ser novameole publi-
cada, ama elimiaago de alguos paragraphos a
iei de 4 de abril ultimo sobre a desamorlisegao
los bens ocelesiaslicoe.
Pedia tambe na autorisago para reformar as al-
f-indesas do continente do reino e ilhas adjacen-
-tes, e alfandega municipal de Lisboa.
Renovou a iniciativa da lei do ornamento, e
pedio autorisaco para a cobranga dos impostes,
- sua applicago para as despezas do estado, al
ao lim dejulho desleanno.
Sahio para a ilha da Madeira a corveta de guer-
ra D. Eslephania. Logo que tenha rendido a
pu.iniic.ao que all se odia ir para a estco de
.frica.
Poram nomeados ajudaoles de campo d'el-rei
o Sr. D. Pedro V, os generaes Pedroso Caldeira e
D. Antonio Jos de Helio.
Preparava-se um raeeliog para o dia 9 do cor-
rente, mas o governo prohibio-o, nao s porque
es promoltoresdaquelle ajuntamento nao Un liara
pedido liceoga auloridade competente, mas por-
que tomava lo lo o carcter sedioso pelos pas-
quins, proclamares pamphlelos, e outras publi-
cages clandestinamente elaboradas, que se li-
nha m espalhado pelos quarteis dos soldados e
oulros lugares com a maior profuso. N'alguos
daquelles papis, appelbva-se para a revolla,
advogava-se a oecessidade de urna dictadura pre-
sidida pelo duque deSaldaoha, e tratavam-se de
leve mulos assumptos de admioistrago pu-
blica. >
Tem causado bastante exlranheza que sendo o
nome do marechal Saldaoba invocado naquelles
impressos, sltribuiodo-lhe os incgnitos autores
tiestas manifeslagoes lurbuleulas, urna paite im-
portante nellas, anda o marecnal nao livesse jul-
gado a proposito desmentir por urna declarago
formal aquelles boatos.
A orlem todava nao foi alterada, nem o tem
sido gragas ao bom senso do nosso povo e s me-
didas preventivas que o governo tem lomado.
Proseguem os trabalhos das respectivas com-
missdes patriticas em Lisboa, Coimbra, Braga e
Porto, para solemnsar-se dignamente no Io de
tiezembro futuro, o anniversario da nossa inde-
pendencia, assegurada pela gloriosa restaurarlo
de 1640. As folbas de Hespanha em presenga des-
te eothusiasmo, tem se deixado de espalhar-que
cm Portugal existe um partido ibrico, e que o
nosso povo suspira pela hora de unr-seaos hes-
panhes.
L.
No dia i leve S. M. a rainha calholica o seu .
felw successo, dando a luz ama robusta infanta I
s 7 horas da (arde. Por este fausto aconteci-
nrtnto-a corle tomar gala por tres diat a contar
de 5 ; neste mesuro dia foi ministrado o sacre-
ment do baplismo princeza recemnascida, que
se chama Mara Berenguella Isabel Francisca de
Asis Christint Sebastiana Gabrielta. Pora pa-
drinhos os infanta D. Sebastiio e D. Chriatioa.
Consta que a imperatriz d'Austria pasear o
prximo invern esa Sevilha.
Um jornal de Madrid,dando e nova que pro-
gresis tas mais impetuosos vio celebrar unta reu-
nan pare tratar da questio ibrica, enseren, mul-
to sensatamente que os resultados desta tsuniao,
nao pndemser outros seno augmentar ess-Por-
tugal indisposico contra a Hespanha, psoduzi-
da por esta e outras provocacoes.
Ao passo que alguns dos representantes de Hes-
panha as corlas eslrangeras esli em Madrid,
ou para ahi se dirrgero, sahem daquella capital
os gneros, como observa um dos peridicos,
dando a noticia de que.o general l'nm val inspec-
cionar as pravas fortes du Mediterrneo.
Nao sao certas as intencoes que atlribuem ao
governo hespanhel se promover um convenio na
Italia sanocionendo o que est feito e garantindo
a sua saotidade os estados que anda Ihe restam.
A Hespanha nada propor Europa que nao te-
nha sido previamente aceita pelo pontfice, e
alm disso qne nao tenha a acquiesceoca dasde-
mais potencias calholicas.
Resol vidas j todas as quealoas a que Um da4e
lagar entre Roma e a Hespanha o importante as-
publica. Foi para restabelecer aj
de Madrid o goveroadr civil a
urna companhia de regiment de
urna seceso ds guarda civil. O
nhol deve attender a este facto (
dencia) nao pelas diminutas proporgcWent q
se manifestou, mas como manifestaco de urna
propaganda mtfw Kniflcow negralla p
e a qual M eos Aotaquera, eonts, Ireze
darios.
KUU \ DI JTJLHO l
diligencia
os oompl
A p#UUes de governo l*e)anB*l a Ital
tem soflride medifteaco nUnma. nem
gresso s Madrid de marque* Miraflfes.
ficenca dada ao miaistre heepanhol acr
junto s Francisco II psrs vir a esta corte. Ao
marquez de Miraflores s fi contMdida urna li-
cenga por qnatro metes em consefuencls de as-
sentarem os facultativos9jM sua permanencia em
Roma porJeria ser-lhe extremamente fatal sa-
licenca ha muito tempo facultada, e voltar ao
sen porto, segundo declaran en> breve prezo- 01
governo hesprhol est 'resomdb a ter um re-
preaentaole junto a Fr*ncieo 11, emquanlo esto
nao abandonar o territorio italiano. Por isso nao
olTerecen alegaco de Roma ao Sr. ermudez de
Castro, nao juigando conveniente e,ue raliissem
na mesma pessos dous cargos, de representante
da Hespanna em Roma e em Napolea: prsferip-
ae.oSr. Souzs, porquej. devenda e*t destrucUr
urna Vicenta ai Italia prestou-se a residir em Ro-
ma? durante a ausencia do 8r. marjuez de Mira-
oxas. --
O governo hespaohot, obre cujas lnlenc5e,s.
A peHcla- conlins as
pasa a captara de todos
No dia |8 tj corrente tere lugsr
H sosnaVn do ennselho de julgamento,
ir^trfe^n soldudo da terceira compao
po de polica Joaquim Cyriacp Vare
Foraji asombros do conseHto:
mil pnrti-1 Presidenta.
Majar A. de B, Albaquerque.
i iixF uii
sumplo da desamortisagao dos bens ecctesiasli- | em Casa da guerra geral oa Eurapa, os peridicos
da opposigao formara tantos clculos, acha-se fir-
memente resolvido, segundo as mais autorisadat
itiformoges, a guardar absoluta ntutrelidade e
defender integridade do seu territorio e ae vir
attacado dentro do mesmo. .s
Parece qne se cenfeienciM entre % encarrega-
do de negocios da Italia em Madrid, baro IVcco,
e o mieistro dos negocios eslreogeiros, Caldern
Collaotea, Uveram por xito terminar algumaa
diulculdades que ae apreseotaram pareo despa-
cho dos navios italianos, assira n'alguos partos
da Hespanha como nos n> Franca c outros da
Europa, pela dupla representacSo que teem os
antig-is cnsules sardos e napolitanos. Estas
quesioes, segundo consta, reselveram-se de um
modo conciliador, segaindo a Hespanha nesta
parle as retoluges da Europa,
L.
HESPANHA.
Lisboa 13 de junho.
Os rumores que correm (segundo diz a Iberia)
no da 2 j depois da meia noite, do como cou-
na cerla ter sido chamado ao paco-o Sr. Rios (to-
nas. Advertimos que esta noticia, cojo fuoda-
aneoto ignoramos, ouvimo-la deputados que por
certo nao pertencem minora progressista, mas
uoio liberal. Tambem nos forara commuoica-
dosoutrospormeoores relativos crise, enuncian
do-se avulsamente alguns noraes; porra, nao
queremos andar de leve neste negocio, e abste-
mo-nos do consignar ess;s nomos.
As Notiidades em referencia a este trecho es-
crevera que nao acreditara que o Sr. Rios Rosas
tivesse probabilidades de ser chamado ; ao contra-
rio, se ho'ivesse mudanza lomara um rumo mui-
to oppo Por oulra parte o Diario Uespanhol responde
sos que suppdem o general O'Donnell desejoso
de largar a vida publica, que o presidente do
conselho de ministros tem a firme conviegao de
que o mais imperioso dos deveres que a poltica
Ihe impe hoje contiouar frente dos negocios
pblicos, difficuliando ou impedindo o triumpho
de coalises, cujos encontrados interesses acarre-
-tariam urna espantosa anarchia no dia seguale
sus victoria.
Affirras-se ser completamente falso terem sur-
gido desinlelligencas eotre o gabinete hespanhol
e o embaixador hespanhol na corte de Franga.
Em Pars corriam boatos de que as tropas fran-
co-hespanos haviam tomado na Cochinchina a
cidade deilue, capital doAnamitas.
No dia 25 de maio s seis e meia da tarde che-
-gou a Madrid o trem especial docamioho de fer-
ro que transportiva a real familia, procedente de
Araujuez.
Acredita um jornal hespanhol que D. Joo de
Bourbon conta eom os elementos do partido de
'defuoto conde de Montemolin, e que todos os
eos protestos de liberalismo sao pura farga. O
mais acreditavel que o ex-iufaote D. Joao nem
onta com o carlismo, nem com o liberalismo,
em comcousa algtima deste maado ; anda-se
illudindo por matar tempo.
Espera se brevemente era Madrid o cavalleiro
Krampton, novo ministro da iosl'aterra nesta
Orte.
Entre os gabinetes de Pars e siaj.ii oaiinnam
as negociages para o arranjo da divida proce-
dente dos tratados que seguiram a intervengo
trancea em 1823. As ultimas propostas de Fran-
ca foram examinadas em iadxid, e devolvidas
para Paris.
Nao ostava anda determinado precisamente o
dia em que so declarar terminada a legislatura
hespaahola de 1860 ; mas acredita-se que o en-
cerraraeuto das cmaras ser logo depois do parto
de S. M. C
Cr-se que agor em junho ser reforgada a
squadra hespaahola do Meditarraoeo com quatro
navios de guerra a hlice, rj/ie se pediram es-
xjjadra das AntiJhas quaodo o governo previo
Suc poaiam oecotrer novas ditficuldades com
larrocos.
Recebera-n-se noticias de S. Domingos que al-
cangam a 29 de abril. A animacio o o contenta-
ameato eram geraes e iaepliuaveis"; os crioulos
raternisavam rom as tropas.
ConQrma-se que se tnhi quintuplicado c valor
daa propriedades. O vspor Pizarro tinha-se di-
rigido a Porto-Principe am de fazer reclamagej
-contra a altitude hostil dos haitianos. Tendo
cebado ali proclamares bellcosas de Gefrard,
eguiu-se dipr-se a partir outra embaccagao hes-
ipauhola portador de notas maisfostantes e ener-
sicas. O general Hubslcaba chefe da esquadra
heipanhola, achava-se em Saman com as fra-
gatas Prineeza e Blanca e tres vapores transpor-
tes. Na baha de S. Domingo estarn) ancora-
dos os vapores de guerra Isabel a Calholica e
JJernain Crls, esperando-se de um momento
para outro de Puerto Rico o Blatco de Garay.
Cinjou i Madrid o eapilgo eeatral das Una
Cananas,
eos, eala se verificar mui brevemente, tendo me-
diado nos ltimos diva para esse eleito confe-
rencias interessantos entie o nuncio de sua sao-
tidade e os ministros da graga e justiga e da fa-
zenda ; parece que a este ultimo ministerio j
chegaram os inventario a as avaliagdes dos rea-
dimentos e bens do culto u elevo em onze dioce-
ses de Hespanha, entre ellas de todos os arcebis-
posde Sevilha, e de crer que todos es mais
prelados imitarlo nesta parle o zelo daquelles
que seapressaram a cumprir a vontade da santa
S e as leis voladas pelas cortes.
Para dar alguna viso de verosimilhanra btan-
las vezes annunciada e tantas vezes desmentida
modificago do ministerio, dizia-se que fleando
fra do gabinete osSrs. Cortera e Caldern Cal-
lantes soria o primeiro agraciado com a grande-
za de Hespanha e o segundo nooteedo embaixa-
dor para Roma.
As Novedad* atlribuem a origem destes rumo-
res aos progresslstas ministeriaes; mas segando
a Correspondencia, venham donde vierem, nao
se pensa em modificago ministerial de qualquer
classe que- seja.
Escrcvem de Londres, que a junta eecarrega-
da de vigiar pelos interesses dos possuidores- de
ttulos de divida de Hespanha, est dando pasaos
para ver se pode embargar os navios que o go-
verno da mesma nag&o comprou em um dos por-
tos de Inglaterra.
No conselho de ministros a que presidio em 31
de maio a rainha liceu definitivamente delibera-
da a reaposta carta de Muley-ei-Abbas.
Nesta lembra-se ao irmo do sulto o dever que
incumbe ao governo marroquieo de cumprir os
tratados, o castigo que o co d aos que faltam
s suas prornessas, eas sobejas forgas da Hespa-
nha para evitar que se illudam os comproraissos
com ella contrahidos.
O governo hespanhol nao oceulta o desejo de
conservar com os Uarroquinos a amizade que el-
lesjulgam que lhes ai recusando, mas nao se
obriga a cousa alguma de futuro, nem para o ca-
so de faltar Msrrocos s suas prornessas.
Passou o prazo em que o imperador de Marro-
eos devia satisfazer o saldo da contribuigio de
guerra.
O imperador do Marrocos recusa permitfir qne
Moyador seja oceupado pelos Hotpaohoes, como
garanta do que deve pola contribuigo de guerra.
Parece que o governo de Madrid se contentar
neste caso com a posse provisoria de Larache ou
Rabal, ou de algum outro porto.
Nao deve tardar a resposta de Marrocos ao ul-
timtum ds Hespanha acerca do cumprimento
das condicoes do tratado.
Diz urna folha gove.roa mental que no caso
daquelle imperio j nao dar em vez de dioheiro
que deve, garantas, cuja posse custe menos de
quo Tetuan, a Hespanha se julgar no drreito de
as tomar.
No dia 25 de maio sahio de Algoeiras o gene-
ral Pinsoh para Ceuta e Tetuan uo vapor Tul-
cano.
Tambem devia sahir para Tetuan o vapor Le-
panto, que vai encarregado conduzir daquella
prag para Alicante um chefe de estado-maior
com despachos importantes para o governo.
Sabe-se como positivo pelos meios que vem de
Tnger que absolutamente os Mouros nao po-
dem pagar o que deve pela contribuigo da guerra.
A situago do imperador de Marrocos grave,
porm nao desesperada, como annunciaram al-
guns jornaes estrangeiros, e tudo depender do
partido que adoptar o governo hespanhol, cuja
poltica a respeito de Marrocos tem sido sempre
tao leal e tao digna.
REVISTA DIARIA-
Anda por cerca de anno e meio que a nossa
praga tem sido victima de algumaa faiteadas,
moratorias- e suspeusoes' de pagamento em casas
de mediano gyro ou de retalhos.
Esta situago efTeclic&menle asauatadora pro-
duzio serios receios com relagao a algumaa casan
de groaso trato, que mais (oran, compromeUidas
pelas eventualidades d'essa crise; e como oeeses
embates de ceurrencias comaaerciaes urna dee-
sas casas haja cessado seos pagamentos pelas
difficuldides cocsequeales de avalladas quantias
em moratorias e de cessagao de pagamentos da
parle de devedores seus, d'ahi deseurolveu-se
na semina findi um pnico assuslador; correram
graves boatos de novas, quedas; e at aesoa-
Ihou-se na quiuta-feira que a Caixa, o Novo-
Banco e a Commanditaria haviam interrompido
os seus descontos.
E' innegavel com effeito que soffra o commer-
cio, e que disto se tenham resentida todas na
suas relagoes em nossa praga ; mas torga tam-
bem confessar, que a repercussao aquellas
eventualidades nao tem essumido taes propor-
coes quaes ho sido phanlastadss pelos tementes
de grandes quebras, etc.
Alm disto, os referidos estabelecimeotos nan-
eados uio paralysaram suas operagea, e o que
correa neste sentido nao teve assento em facto
algum que o comprove. Pelo contrario desta
verseo timorata seno malvola, as casas de
descontos continuara em suas transaegoes, e
acham-se de a eco r do de diminuir o quaato
lhes seja possivel os effeitos da crise, facilitando
a salisfaco das nec-ssidades da praga.
O |Sr. Pedro Cavalcaute de Albaquerque
Ucha, do municipio de Sertohem, avisa-nos
de que desde 21 de marga prximo paseado nao
recebe os Diarios de sua assigoalura; ao passo
que para alli parte o estafla todas as quintas-
teiras, e nos lh'os havemos remetlido com pon-
tualidade.
Sobre islo pedimos urna providencia.
A esquadra hespanhola as agua* de Tnger
nao ser por pouco tempo, e prova-o com a cir-
cumstancia do ter lomado casa o genera) de mar.
Pinzn, para a sua familia.
Sobre a questo relativa ae cumprimento do
tratado por parte dos Marroquinos, diz o Clamor
Publico o seguinle :
Nao o negaremos. Somos nos os que pedi-
mos que seja processado o duque de Tetuao, co-
mo general era chefe do exercilo d'Africa, se os
Mouros faltarem s estipulares assentadas em
Vad-Ris, e s recolhermos por fructo do sangue
hespanhol, que com tanta abundancia se verteu
na ultima campanha, e dos thesouros gastos, no-
vos desengaos, provocages e aflrontas.
Escandalisados da nossa ousadia os peridi-
cos ministeriaes, cegos pelo espirito de adulago,
e pelos pingues beneficios que se lhes distnbuem,
declarara que somonte o exponaos Ul cousa o
cumulo da ingralido, e recordam em lom de pa-
negyrico os triumphos obtidos pelo nosso exer-
cito alera do Estreilo, apezar de parecer terem-se
conjurado cunlra nos o clima, o mar, a peste, os
temporaes, e todas as pragas da nalureza. Mas,
os que assim nos increpara, e se desenfreiam con-
tra nos, fingem desconheeer que os actos do ge-
neral O'Donnell comprehendem duss partes, urna
relativa guerra, oulra concernente paz, e que
o submittem a um duplo juizo perante o tribu-
nal da opioio publica ; confundidos pela irresis-
livel lgica dos (actos, sempre que ultima nos
referimos, illuiem a resposla e apressam-se a
enumerar com estudadas exagerages os loires
alcangados duraoto a primeira altribuindo ao du-
que a gloria, que de direilo cabe aos nossos he-
roicos soldados. >
Pela sua parle a Correspondencia, escreve:
c O governo hespanhol, j o dissemos e repe-
timos hoje com novas e autorisadas razes, nao
far guerra a Marrocos s por urna questo de di-
oheiro ; nao porlaato certa o que lioutem ae
assegurava (28 de maio) e hoje produz as Noveda-
des, de que apenas expire o prao marcado para
a entrega dos noventa miihoes, a nossa esquadra
hnmbardeac um dos pnrloa marroquinos oten.-1
lando um uoacuubanjue; a Uespaaha nao reno-
varia os seas ataques contra axarruwB u.
quando se visse offendida na sua honra ou na
sua dignidade Juigando segundo o prsenle es-
tado do oegpcio, nao deve receiax-ae nova guer-
ra. Tudo quanlo se dissar em contrario do que
acabamos da afSrmar carece de fundamento.
Est preso em Saragoca o Sr. Rotz Pona, ex-
depulado e lenle da uiversidade, porque a lha
attribue ser autor de um impresso que circulou
clandestinamente na cidade. O Sr. Roiz naga o
facto
No dia 6 foram recolhidos em Madrid, por or-
dem superior, os seguiutes jornaes La Discusin,
El Clamor Publio, tendo sido danuocada a Ibe-
ria. E' rro o da, e rarissima a semana em que
a tmprensa peridica de reino v.kinho, nao mi-
moseada com alguna suspenaao fiscal. E' j lo
avultada a porco de papel resultante desto coa-
fisco, que alguos joruaes propoem a sua venda,
indicando difierentes applicages ao producto pe-
cuniario que se obteoha.
A ordem publica foi alterada em Gomarse, po-
voago que fi;a a cinco leguas de Malaga. O al-
caide do Comares, maudou prender varios indi-
viduos em virtude de ordeus superiores, e por se
julgar que estavam implicados em planes revo-
lucionarlos, que linhaai chegjdo ao conhecimea-
lo do governo.
Quando os presos j& estavam em casa do alcai-
de, neram cerca de cem hoaens armados recla-
mar que Mies fosse restituida a libardade. Como
nao lhes appareceu o alcaide, lancarem, toga i. ca-
sa deste funeciooario. Aj genio pacifica da po-
voago sabio della a ver o ioceodia, e.flcanm os
amotioadores i sua vontade dando tu & fflr
O Sr. admiuistrador do corroa tendo al-
lengo ao que publicamos sobre a agencia do
Ouricury, e querendo providenciar a respeito,
j mandou ouvir ao respectivo agente, cuja
ioformago aguarda para proceder ulterior-
mente.
Polgamos do consignar esto acto do Sr. admi-
nistrador, porque delle deve resulta; regularidade
oesse ramo do serrigo publico.
Amanha procede se ao consumo legal das
cartas retardadas e relativas ao mez de juoho
do auno prximo passado.
Acha-se affixada porta da repartigo do cor-
reio a lista dessas cartas.
Na travessa ds ra do Vigaric existe um
deposito de pipas, portas velhas, aicoras, ma-
deira e oulros objectos mais de ifual quilate,
que seria conveoieute, bem da sanie e at da
moralidade publica, que fosse proRbido, sendo
para logo removidos esses objectos para lugares
mais apropriados a taes agglomeratoes.
A quem conpetir, portanto, recommendamos
esta lembranga.
A parte occidental da capellnha do arco
da Conceigo aprsenla urna vegetago parsita,
j lo desenvolvida, que cumpre tratar-se de
extinguir desde j para precaver qualquer dai-
no, que della possa provir.
E' sabido qne essas vegetagas, impedindo
pelo invern a corrida natural das aguas plu-
viaes, formara urna especie de rspreza, d'oole
resulta damnificago s paredes. Alm disto,
semelhanle existencia nao se compadece com
aquelle edificio, que deve ser zelado por todos
os principios.
A polica j conseguio apprehender o di-
oheiro roubado ao Sr. Jos Duirte das Neres,
na madrugada do dia 27.
O Sr. Dr. Amaro de Albaquerque, delegado
supplente em exercicio, dando busca em urna
casa oa ra dos Pescadores da freguezie de S.
Jos, nella encontrou grande porco de moeda de
cobre, dentro de alguns bahs, e conheceodo
que no quintal haviam vestigios de se ter feito
alguma escavag^ recente, mandou cavar, e en-
controu urna grande quantidade da mesma moe-
da, e os saceos em que o Sr. Duatte tioha o di-
oheiro que Ihe foi roubado.
A casa rarejada havia silo ha muito tempo
padaria, conservava-se fechada durante o dia,
servindo-se della os inquelinos por um buraco
feito na casa vizinha.
Esto recolhidos casa dd deteoco tres dos
priocipaes autores do roubo, e que foram encon-
trados occultos em um segredo da casa vare-
jada.
** 'nuhecidoa pelos seguintes nomes:
Jos Joao ooBhrMn or Oaribaldi, Purtugnez,
solteiro, rdade de 39 annos, toi martuiicir", do
palhabete Lindo Paquete, estatura regatar, ros-
so do corpo, cabellos cstranos cortados nasa-
reno, cara bexigosa, nariz grosso e chato, bar-
bado, mas trazendo a barba rapada, olhos pe-
queos e pretos, e>e e asJbs grandes; sendo
interrogado nada sabe responder, nem mesmo
conheoe os compsnheifos no quem morava.
Antonio Joaquina Alaes Pereira, Cortuguos,
aoltoiro, idade de 88 aonos, foi tabernelro esta-
beleoido no pateo do Terco,, altura regular, seoco
do corpo, rosto redondo, cabelles cmtacho e a
nazareno, olhos pardo, nariz grosso, boocav re-
gular, barba pouca e raspada, conservando bigo-
do pouteira.
Beroardino da Casta Leito, pardo, Brasileiro,
filho de Manoe-I Francisco da Silva, casado cosa
Maria Guilnermio* da eonceicao, eom quem nao
vi ve, idada de 80 annos, officio de paderro, ai*
tura r#gular, rosto oval, e com baelantea marca*
de bexigas. nariz bastante grosso e chato, cabal-
los preto o eraspos, olhaa pretos o.peqj*fam\
orelha paqueoss eaoabanadaa, bagando.
Sao complicas como autacon, outras indivi-
duos, cujos nomes opporUnnmnta rntSKianav
ramos.
Na occaaie em que se dau o roubo chuvia
baatante, ana casa em que hacita vam os indi*
viduos aeima, eacootroa-s* atada melhada a
roupa do uso deilet, como fosees* palitos pretos,
calcas, camisas, ata. ota.
Interrogados sobre esta citcusnslaricia nada sa-
PPOr rospoodor.
Vogal.
*1r. f. L. de oemo Lobo.
Vogaes.
Dr. Sonta.
Capilao Teixeira.
lente Borges Leal.
lente AlbuS9tarqe.
Tenente Conegnndes da Silva.
__O noiso correspondente do Apody escreve-
nos em data de 10 de malo ulUmo, a seguinle
carta, que recommenda-se leitura publica:
J tres cartas tenho escriptp,
Meu aro amigo e seuhor,
. E com grande dissabor
Eu nao sei porque mo fado
Nao tem ellas la chegado.
11
Pode ser que algum Gaulez
As tomasse no caminho,
Porque o nosso correiinho
'Tvaolnii mala, traz surro,
(}** a feix-e e'um eerdo,
m
Ora quero ver aiods.
Se deeta vez feliz seu,
E pois outra escrever vou ;
Na primeira oecasio
Diga, se Ihe foi a mo.
IV
Noticias deste. Apody:
Nao as ha, tudo fallece,
Como se aeorda anoitece,
E assim, de logro em, logro
Viva a maoha de meu sogro.
V
O nosso invern este anno,
Nao vai mal; mas falta o leite
De que nos serve este enfeite.
Se um qu(ijuiho, oh 1 que desgraga,
Fel bocea me nao passa 1
VI
Milho verde, me-laocia
Sempre, o invern acrzcanla.
Mas ninguem o prego agenla ;
Este povo desta vez
Faz peior que a secca fez.
VII
A nossa bella alag a
Vai minguando docemente
Este celeiro da gente
Me faria mor cobiga,
Se tambem dsse hnguiga.
VIII
Dous rancezes mui expertos
Trouxeram cargas d' ouro ;
Abysmou-me tal thesouro;
Confesso que nunca vi
Tanta cousa no Apody.
IX
, Cahio-me o queixo pr'abaicco,
Quando oa vi lingua cortar,
Uuero dizer, conversar;
Faz pasmar como essa gente
Diz aquillo tao corrente.
X
Bestas, e caralle, e boi
Tudo, tudo se trocara ;
At por fumo compeava
Quem quera seu boto,
Seu anel, sen correntio.
XI
Todos foram concurrentes,
Menos eu, que meu erario
Anda muito proletario;
Me consola que este mal
Nao s meu, geral.
XII
Hootem da serra da villa (*)
FelIcissimo chegou,
Certa historia me eentou :
Portt caso pendente.
Que nao. posso por patente.
XIII
Se bem que nao sou ministro,
Tambem tenho meus occultos,
Digo negocios de vultos,
Que antea de se concluir.
Nao dev.em a luz sahir.
XIV
Acredite que lbe hei
Urna activa sympalbia,
E que vossa senhoria
Tem aqu ao seu dispdr
Dedicado servidor.
XV
Adeoszinho, at mais logo ;
Veja, se eeta recebe,
Ou ss com ella succedo
O que aconteceu s mais,
De que lbe fallei atraz.
XVI
Esquecia-me dizer-lhe
Que nao daaso muito bem
De nm mal, aue j me tem
Posto bastante doeote.
O tobrinho do Tenente.
Passageiros do vapor inglez Tyne, vindo
de Southampton e portos intermedios: Eduard
Evam, Jos de Pinho Borgea, Thomaz W. Royle,
WilUam Salman, Joo Rodrigues de S Duarte,
I. W. Graf, I. GrafzAekerli, Pedro de Almeida
Guitnares, Jos Antonio Teixeira Pinto, Joa-
quim Rodrigues Duarte, sua senhora e urna
lilha, Theodoro Just, John Penwarne.
Passageiros do hyate brasileiro Nicolao
viudo do Aracatv : Miguel Pereira e sua fa-
milia.
Passageiros do vapor inglez Tyne, sahido
para o sul: E. W. Bramah. seu secretario e 1
eriado, Calharina Romagnoli e sua lilha, Antonio
de Paula F. Eiras.
MATAUOtao PUBLICO.
Mataram-se no dia 26 do corrente para e con-
sume desta cidade113 rezo.
No dia 27 do mesmo71 ditas.
MOKTALIDADE DO DIA 28.
Joo, Pernambuco, 5 dias, S. Jos, espasmo.
Joanna Izidra Maria da Conceigo, Pernambuco,
15 annos, solteira, Santo Antonio; molestia
interior.
Fdllecerara durante a semana 34 pessoas,
sendo : 5 nomens, 7 mulheres e 10 parrlos, li-
vres ; 7 homens, 4 mulheres e 1 prvulo, es-
cravos.
aetana Nogueira de.Souza
Nunes Pereira de Azetedo.
enteoga.
anclsca Rita de Carvalho Paes
os, o desembargador Fi-
ulros.
a a appellago.
- Filippe de Mello e oulros ;
appetlada, D. Aona Joaquina da Molla Caval-
canil.
Coofirmou-se a sentenga.
Appellante. Joaquim da Silva Costa ; appella-
do, Manuel Ferreira Simoes.
Ficou adiado.
Appellante, Joo Paulo de Arauio ; appetlado,
Alexandre Ferreira dos Santo Cammha.
Confirmada a sentenga.
Appellante, Jos Benevides de Albuquerque
appellado, Manoel Buarque de Macedo Lima.
Mandou-se proceder o habilitagao.
ATrELLAES CniBES.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Ri-
beiro de Souza Brito,
A' novo jury.
Appellante, o promotor; appellado, Francisco
A Ivs da Silva.
A'-novo jury.
Appellante, -o promotor ; appellado, Jos Ro-
drigues da Silva.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Joo Vi-
cente Pereira.
Foi imposta apena do grao medio dp art. 222.
Appellante, Manoel MunizBulco ; appellado.
o juizo.
Improcedente.
-Appellante, o juizo; appellado, Ignacio Jos da
Silva e outro.
Ira proco den le.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Pe-
dro Civatceoli Ucha.
Improcedente. *.
Appellante, o juizo ; appellado, Silvestre Fer-
reira de Mello.
Improcedente.
Appellante, Sabino Gomes de Mello e outros;
appellado, O juizo. >
A novo jury.
Appellante, Theophilo, escravo; appellado,
o juizo. .
Improcedente.
Appellante, Vicente, escravo ; appellado. o
juizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellado, Benedicto, es-
cravo
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel dos
Sanios Leal.
Improcedente.
Appellante, o promotor ; appellado, Francisco
Rufino Batinga Braga.
Ficou adiado.
HABEAS-CORPUS.
Poi proposta a petigo de Joo da Costa, pe-
diodo urna ordem de haboas corpus, que Ihe foi
concedida para o dia 2 de julho, s 11 horas do
da.
Proposta a petigo de Joo Rodrigues de Cas-
tro, pediodo ordem de habeas-corpus.Mandou-
se soltar e paciente.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes:
Appellante, o juizo ; appellados, Bento Fran-
cisco de Macedo.
Appellante, Onias Guedes do Espirito Santo ;
appellado, o uizo.
Appellante, Leandro Aprigio da Purificago ;
appellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Jeronymo
Evangelista da Costa.
Appellante, o juizo ; apaellado, Antonio For-
tunato de Oliveira.
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Jos da
Cunha.
Appellante, Manoel Bezerra Leite ; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco No-
bre de Lima.
Appe lante, o juizo ; appellado, Maria Genero-
sa do Bomffm.
Appe lante, o promotor; appellado, Antonio
Vctor de S Brrelo.
Appellante, Epiphanio Henriques da Silva ; ap-
iado, o juizo.
DESIGXACAO DE DIA.
Assi(nou-se dia para julgamento das seguintes
appellaces civeis :
Appellante, padre Jos Leite Pitta Ortigueira ;
appellado. Salustiano Pimenla de Souza Peres.
Appellante, Joaquim Gongalves Bastos ; ap-
pellado, Joo Valentim Villela.
Appellante, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Manoel Pereira Caldas.
Appellante, o major Antonio Al ves Maciel ;
appellado, Pedro Paz de Souza.
Appellante, Antonio da Costa a Silva "J appel-
lada, D. Maria Alves dos Pasaos de Jess.
Appt liante, a fazenda ; appellada, D. Joaqui-
na Mar a de Arruda Costa.
App< liante, Igoacio Bandeira de Loyolla ; ap-
pellado Joo Carlos de Albuquerque.
App( liante, Thom Lopes da Silva ; appella-
do, Pe tro Francisco da Silva.
App 'liante, Joaquim Francisco Franco ; appel-
lada, [. Joaquina de Faria Teixeira.
DISTRIBCICES.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crina e
Recurrente, o juizo ; recorrido, Luiz Jos de
Souza.
J s appellages crimes :
App liante, o juizo ; appellado, Anastacio Go-
mes d. Silva.
Ao ir. desembargador Gitirana, os recursos
crimes
Recrrante, o jnizo ; recorrido, Antonio Joa-
quim Buarquo Nazareth.
appellages crimes:
liante, o juizo; appellado, Germano e
escravos.
. desembargador Lourengo Santiago, as
oes crimes:
liante, o juizo ; appellado, Jos Pereira
niao publica
tura e do
" asf*ado com Balbo. Entrou na cmara de
deputao\e>m 1849, en com a auloridade 4^
sua pala*n:(8 ^g ^ eoot%tos, sobe attrahir
si um parta, podero%.
,.4**.*!,ai'Mi satAzer aos desejos da o|
u meando-o ministro da agria,
,Mo e cnadUodo-lbe en ne|
a pasia da tarada, ,, qMi p,e restaurar a
5aDi?" eL*0 Mtaa% 9* cauto das guerra
Carlos Alberto. ~
Ju,,.)^2! Um.a desinl*Hgencia com
Z 1?,,fe*, r.*x""0 hisleiio. mas nao t3
no.qmi' n"U>rU da MiniM ofizesseeot
TT0 r do'a B'g0C108 'odo "bstitnir Mr. d'
hlnta nnrfrneaine0CU doco8e'h. Omodebril
nen ?2 figUrU no uUimo oogreaa euro-
peu o moOt nornua i< JU--- '. 27r____
desde
do rol
hn.it??'1 ^ pet*> d um primeiro-
hornera de estsdi e a Europa que ora o adorna-
ra, ora se deixav|eTar po^ hj.^V^1^.
vastas combinag6e,da ana poltica araZ nU
como um aconleotxento da ddbbw saba
medir o alcance, e taranta o qual todortrepUam
ao calcular-llie as coiseqneaias.
Ohomem que na samara tem prestado o mas
decidido apoto a poli-.a da eende de Cavour b
Mr. de Ricaolli, pois qte anda ltimamente na
discusso do reconhecimento dos postas dos ffi-
ciaas quosarviraaa em fcou.,, a Veuraa prwtov
com as suas judicioaas otaervacoea, bona servi-
gos ao governo, e faciliiou a appcovaco de urna
mogo de ordem coocitiadara
Bixio.


desd;e.mam ^^ le dirigido a Piemoute,
^ara-J2:fflaA.u Sicilias sao actos que soaeham
proposta por Mr.
CHR0NICAJUICUR1*.
TRIBUNAL DA RELACRO.
SESSAO EM 28 0E JONHO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXS. SR. CONSELHEIRO EREL1>0
DE LEO.
s 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira. Gitirana, LourenCo Santigo, Silva Go-
mes, Motta. Peretlt, e Guerra, procurador da
coroa, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JLGAMENTOS.
Auou Aggrarante, Antonio Victorino RIDeiro de Car-
valho ; aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa Molta,
e Silva Gomes.
Negaram provimento.
Aggravante, Jos Florencio de Oliveira e Silva;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Caetano Santiago.
Negaranruravitneoto.
***PPELLAGES CIVEIS.
AppellanteJJOj Feliciano Portella ; appella-
do, Antonio P%pAftco Paz.
Confirmada asentenca.
Appellante, D. Clara Maria da Assumpco Sam-
pao ; appellado, Aristides Carneiro da Cunha
Gama.
Reformada a sentenga.
Appellante, o coronel Rento Jos Lamenha
Lina; appellados, os herdeiros do D. Anglica
Carneiro- Sampaio.
Confirmada a sentenga.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Pe-
reira Tirano.
Courraou-se a sentenga.
(*) Chaman assim a villa de PorVAeire. por i
ara ota atinada r/aota serra, r
App
Antoni
Ao
appell
App
Jnior
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lages rimes :
Appejllanle, o juiz lois Cahral.
Ao S i desembargador Costa Molta, as appella-
ges cri mes:
Appe lante, o juizo ; appellado, Francisco Pe-
s Santos.
appelloce eivel:
lentes, 'os herdeiros de D. Maria Helena
Ide Mello ; appellada, D. Joaquina Bene-
eira da Silva,
desembargador Perettl, as appellages
o juizo ; appellado, Germano Bispo
Era Mr. Ricasolli indigitado pela opioio pu-
blica para ser o contioaadorda poltica do conde
de Cavour e foi eTclivament nomeado presi-
dente do conselho de ministros. Pouco depois
seotio-se gravemente enfermo, tendo aido necea-
sario saogra-lo.
Garibaldi esteva em Caprera e tambem bastan-
te doeote 1
No dia 12 de juoho, achindo-se o novo presi-
dente do conselho reslabelecido, apreseatou-ee
ao senado e cmara com o miuisleiio qua aca-
bava de organisar-se, e que composto do se-
guinte modo, segundo urna parlicipagao talegra-
phica expedida para Lisboa oesse mesmo dia de
Turin s 5 horas da larde.
Presidencia e negocios estrangeiros,baro de
Ricasolli;
Reino, commendador Mioghelti;
Marinha, general Meoabrea;
Justiga, commendador Miglietli;
Fazenda, cavalheiro Bartog;
Obras publicas, commendador Peruzzi;
Instrucgo publica, professor DeSanctis;
Agricultura e commercio, commandader
Cordata;
Guerra (interinamente}, baro Ricasolli.
Ricasolli, communicandoofclalmcnte ao sana-
do e cmara dos deputados esta organissgao,
declarou entre os spplausosda cmara que a po-
ltica do novo gabinete seria a continuago da
quella que Mr. de Cavor seguir.
Sua santidade, nd dia 6, estando a paramen-
lar-se para assistir procisso de Corpus Cbristi,
sofTreu um grande ataqne nervoso, nao poden do
acompanhar a procisso, e tendo de recolher-se
& cama onde foi atacado por urna violenta tabre 1
A coincidencia de todas estas doencas mais ou
menos graves notavel, e tem dado bastante que
scismar. Lembra logo perguutar se sero oatu-
raes, ou se descobreria o segredo dos Borgias ?
Quem ter inleresse em suspender rapidamenta>
a marcha da Italia? O partido republicano, ou
o reaccionario? Os tactos viro talvezreconhe-
cer este mysterio, se por ventura o .
A fesla nacional decretada pelo parlamento
italiano para solemuisar a uoiificago da Italia
veriQcou-se com grande enlhusasmo no dia 2.
Na ordem do dia em que se communicou na tes-
ta nacional a deslribuigo dos novos estandartes,
diase o rei depois de recordar os priocipaes feitos
de que resulla o novo reino da Italia: Soldado
enlrego-vos essas novas baodeiras em nome da
Italia livre. Levara inscriptas as datas das bnta-
lhas pele-jadas. ConQo-vos esses emblemas de
lealdade e de honra, sob os quaes as armas da
mioha casa, illuatcadas por oito seculos de he-
rosmo, se uera com os symbolos da nago que
se tornou independenle.
Esta eatividade deu lugar a algumas manifes-
lages, nao graves^ mas lamenta veis pelos excel-
sos a que se principiara a entregar a populaga.
A lei votada pelo parlamento nao faz mengo
do concurso do clero, e parece que esta omisso
fra feita de caso pensado com o fim de evitar os
conflictos que se poderiam originar.
O governo, porm, eem attender inesnse-
nuencia de tal acto, julgou que convicha convi-
dar o clero para se aasociar a esta fesla, mas o
convite foi mal recebido pelo chefe da egreja ca-
lholica.
j Os vgarios capitulares de Turim e de Millo
obedecendo asrdeos ebegadas de Roa, apres-
saram-se de prohibir aos membros de seu clero
diocesano que tomassem parta nos resosijos pa-
triticos de 2 de judho.
Istn causou grande agitago entre o joro ; co
dia 21 de maio limitaram-se a quebrar o escudo
episcopal, colocado sobre a porta do palacio
Infelizmente algumas pessoas exaltadas, julgartm
chegado o momento oppnrtuno para tentar una
empreza ma grave, e guiaran a multido Mu-
nida at umt grande fabrica de alcool, com o no.
psito de a destruir. Foiento que a guardona
cional inteneio. M
Havia algins dias que corra na cidade o fcrtat .
de escacez ie pao, e as dasses menos instruidas'
assistiram esta circumstai a no consumo dojro
empregado nasdistillago
Um artigo da Gaxela fficial explicando
racler esseocialmenle civ da testa nacional.
clarou que se alguos bis os se recusassemj
mar parte nella, nem po Uso deixavam de
dentro da esphera do sei lireito. Conclue
testando a conianga que > governo tem nc
italiano, que nesta occas o saber usar i
mente de sua liberdade.i
O n'inislro da fazenda
parlamento um project
divida do Piemonle toda1
cas anoexadas. Sao c|
que tirano a sua origer
la Italia apresen i a o
de lei em que r ne
as dividas das p vin-
tudo excepta
le privilegios ou
lembrada por I
isolidara uoio d
instituem a Itali
sume vivissima
> lago que os pre
raa enterrou-se a sesso.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
dia-
i seus
ojelo
I com-
an por
bala-
0 vapor inglez Tyne, trouxe-nos jornaes e car-
tas da Europa, comas datas seguintes; Ha m bur-
go 5, Landres, 9, Paris 8, Lisboa e Hespt-aha 13
do cor rento. Eis o resumo do que uos e outros
contm de noticias.
' A Italia est passando por urna crise cujas con-
sequencias nao sa facis de prever. A provi-
dencia parece querer prevar aquelles novos, ou
ainda os nao julga dignos de gozar aliberdade
que a trato custo iam conquistando.
O conde de Cavour falleceu no dia 6 pelas 7
horas da manha victima de urna febre pernicio-
sa que em poucos das o arrebatoo. Esta noticia
causou grande sensago na Europa, por ser qua-
si inesperada.
A Itatjajpprdeu ornis forte propugnador desuaa
lberdades; o progresso o mais extremo deffen-
sor de sa sua causa ; a poftica e a diplomacia
o seu mais notavel representante Cavour que
era o in ciador da grande obra da uniBcaco da
praiosul a itlica nao pode gozar da satistagao e
prazer ii timo de ver completa sua obra. Teve
de a abandonar anda vacillanle, eaem ver aro-
ota de si um pensamento capaz de a amparar, e
de concluir osen enrpenho. Via espadas ousa-
das e fe izes e enragoes ardenlea enthusiestas
como G iribaldi. Vctor Bmmanuel e Cialdioi,
mas nao via um espirito sagaz qu palpitasse to-
dos os perigos que ameacavam a sua queridalta-
11a, eque os podesse conjurar.
Falleceu o conde de Cavour quatro dias depois
da grande testa nacional decretada pelo parla-
mento, a que solemnlsava a sua obra.
O conde Camillo de Cavour nasceu em 1809 a
14 dejulho coatara por consequencia 53 annos
^s. A i vida poltica comecou ce
redactor |do 11, Resurgimiento, jornal que fu '
gos particulares.
Esta medida nance:
iuelles que desejam
erentes elementos que
encontrar, segundo se
gao nos que querem q
ja puramente poltico.
A cmara dos depullos do Turim rec
riameote numerosas p< goes exhortando
representantes a que ( iberem sobre o
de armamento apresen do por Garibaldi.
missSo encarregada d examina-lo resol
unanimidade propor i organisago de
lhoes da guarda naci 1.
Urna paite da otQci dade e dos sold
ribaldinos, moslrou mmente que
riam estar em ocie ut vez que oa seus
se nao podiam aprove ir nem na provine'
ziaaa nem na Ilungrii i requereram a colee
de ir para America lm de tomar parte
ercito dos estados do orle.
Parece que esta coi sesio nao chegari ave
car-se, por isso que < urna lelegramma p
do nos jornaes euro na, se coaclue qu
baldi est resolvido < lartir para a Huog
de alli alear a guerr civi*; acressenta
aviso do chefe rev
ex-dictador s es
nario de Perlh.
Diz-se que a visi
ra tem certa ligaco
As primeiras leut
para receber os imp
contraram urna grao
o ex-
i
V


general Klapka a
m esta projecto.
as esa pregadas na Hut
ios por mete da torga
opposigo, principal!
devida s inslrgfioet des comicios; a exc.
dos povos era tambe urna grande difliculc
excepgo das ordeasnmanadas do Vien-
Eaperava-se em Boma una grande m
gao que devia tar tugar naquelta cidade em
do liberal o unitario, A manifssvan que i
ter lugar no dia 2 f juoho, da e e*ia nac
da Italia, mas e coaick) nacin* pnWicnn iw
so eonvidaodo o|pv a abaV'-ao no da 2
da a maoifesteca aonesit^" nrraoaraw
do paciencias. .__, ,
O cardeal AutonaiU.fi**","*
gados romanos po/*"8108* P*"MOa w
A Pretss de tr* O0ou-ao da um projecto
de solurto or taetao romaoa. qno parase
ser apoudo 5^ ca*,e*J *totwllL O objecto
deste do''mento Icangar das graodas poten-
cas Or^obecimeato e.geanti do territnriqne
(lente pessue^a aanM s.
elegrapho da lorian annuociaf a taaarbacnhi
que Vklor Bcmaouei raaeben da iaapara-
r dos Prancoios urna CaHOaranicnio oa me
- libe fallara oeste aumpto, dando-lhe o memo

w"^---------------'
/


jimp d ti nunca)* m twmmi E&KubmulMW m m\.
-!--------LU_i__ .

(*
lempo as melhores esperancas do que a questao | O'segundo pretndante, segundo dissemo-
de Roma termiaarta de ama maaeira farorarel Muley-Abbas, que com tanto valor se eateu du-
S

V
rante a ultima, guerra, e a quem
una
par a cauca deuaidsde italiana.
Fnm adiada as aeaa6ea do corpo legislativo dores fuerana plena Justina
(rancez adJ13 da junho. O governo apresentouj
prefecto sobre a inpreneaem que lbe concede
snats algumas garantas.
- Teta causado aauita senseeo em Par*
desavenga entre o principe Luciano Mural, e
o principe Napoleo. O principe Napoleo es-
creveu ae que perece mu speramente ao
principe tturat, o este espoedeu eom a mes-
illa viveza chamando cobarde ao primeiro. Da-
?l resulto* a Mea de um desafio. O principe
ocia no Mural escolheu para seu padrinho o ma-
rechal Maguan, e o sau adversario nomeu o
conde de Persigny que foi logo annunciar o (ac-
to ao imperador. Este eecreveu ao.principe Mu-
ral para que relirass'e aspalavras que tinham of-
faodido o principe Napoleao. Luciano respondeu
ue obedecendo as ordeos do imperador, retira-
a aa suat expresses, declarando, porm, que
conserva va os mesmossentimento. Parece que
este incidente qne estere i ponto de tomar maio-
res proporroes, est ultimado, porque, segundo
escrevem algn? correspondentes, 0 pirucipe Na-
poleao instancias do imperador, ficou salisfeito
com as eiplicacoes,
N'uma carta, que segundo so affirma, fra diri-
gida por Vctor Emmauuel ao imperador, dizem
que o estado actual dos nimos da Italia tornara
imposrivel que Roma deixasse de ser a capital.
Aerescenla-se qoe o imperador responder que
circumslaacias actuaos nao lhe permittia a sua
poltica recoohecer a Italia sem que fossem acei-
tas es bases propostas, isto o reconhecimenlo
da soberana temporal do papa no territorio de
S. Pedro.
O correspondente alm de dizer que o impera-
dor deciarou nesaa occasio que era neeessarie
continuar o Jatn quo, quer justificar que este
addiamento com a vontade que diz tero impera-
dor de erilar qualquer acto que, aggrarando a
sitnace do papa, augmente ao mesmo lempo a
irritado do clero e dos carblicos.
Em Vienua acham-se divididas as opinies so-
bre a lioha de] conducta que o governo deve se-
guir respeito dos negocios da Hungra. Uos
querem o emprego dos meios do rigor ; outros
recommendam a necessidade de entrar em tran-
saccoes.
A'freole deste ultimo partido acha-se natural-
mete o chaneeller da Hungra Mr. Vay. Cousi-
derando-se o intermediario entre os inleresses
dos seus compatriotas e os da casi de Hapsburgo,
mostra lisoogesr-se eom a esperanza de que o
imperador da Austria acabar aceitando a unio
peesoal como base das relacdes que se devem es-
tabelecer entre as duas metades da monarchia
austraca ; mas para se conseguir este resultado
absolutamente necessario que a dieta de Pesth
exponha os seus desejos nio em orna resoluto,
sobre a qual se nao possa entrar em negociacoes,
aras em urna mensagem que deixo os meios para
a appreaentaSo de contra propostas.
Foi convencido desta necessidade que o bario
de Vay, se dirigi a Pesth para trazer a estas dis-
posicoes os membros da dieta.
A mensagem (ol approrada por 155 votos con-
tra 152 ; e foi approvada nao porque os partida-
rios da mensagem contassem maioria, mas porque
o# -cheles do partido avaecado favoraveis idea
da revoluto, sendo informados de que a emigra-
rlo huogara nao viria com de.-favor a^oocesso
pedida, conseniiram em se absler do seu voto.
Quaodo o actual rei da Prussia subi ao throno
inaugurou o seu reinado com um acto de clemen-
cia que neo deixou de lhegrangear assympathias
de todos os partidos. A amnista geral a favor
dos desterrados polticos foi efectivamente urna
medida conciliadora e bem aceita ; isto fez con-
ceber grandes esperanzas a respeito de um rei-
nado que comec,ava com um acto to nobre e to
significativo como o perdo pelos (actos polticos.
Todava contra toda a espectativa, quano os re-
fugiados polticos regressaram sua patria, pro-
hibio-se-lhes permanecer nella, fundando-se em
que, segundo o disposto pelas leis do paiz, ti-
nbam perdido o direito de cidados por isso que
bsviam residido (ora delle.mais dedez annos.
Pelo que se le em algumas correspondencias,
j hara a idea raga de que o gorerno adoptara
esta resoluco com quanto se nao livesse dado
crdito aos boatos queassim o annunciavam.
De Berlim dizem que o ministro da justiga prus-
siano sanccionou na cmara esta extraordinaria
interpretado da lei, declarando que a amnista
nao linha abolido, nem poda abolir o perdimeo-
to dos direitos civis por isso que o direito de neu-
tralidade diz respeito ao direito publico, e nao ao
cdigo penal, nico a que se pode referir o per-
do regio.
A Patrie tratando deste assurapto durida que
a opinio publica que salisfeita com estas dis-
tincces da lei, sentindo ver alterada com to pou-
co tacto, um acto expontaneo da clemencia real,
que to rantajosa idea fez conceber s natoes da
Europa a respeito da marcha poltica do novo so-
berano da Prussia.
O estado da Polonia contina a ofterecer serios
cuidados ao governo russo. Aonunciam-se no-
vos disturbios em Varsoria, havendo conflicto
entre o povo e a tropa ; nessa cccasio pode res-
tabelecer-se a ordem, sem que houvesse grandes
consequencias. Poueos das depois repetiram-se
as desordena, e as tropas russasempregaram de
noro a (orea eontra o povo reunido em coose-
quencia de urna (eslividado religiosa.
A ineurreico dos servos russos adquire maio-
res proporcoes do que se esperara. Lamentava-
se estas complicaces que attrahem muilo a at-
tenro do gorerno russo principalmente agora
que elle poderia prestar importantes servidos
Franca relativamente prolecco dos christos da
Syria. Nao sendo porm esta insurreico contra
o gorerno, mas sim contra os seohores espera-se
que seja fcilmente apasiguada.
Falleceu o principe de GortschakoT diplomata
celebre e ralete general que tanto tem ultima-
mente figurado ; foi substituido no gorerno da Po-
lonia pelo ministro da guerra Mr. Soukhouzanet,
queja parti para Varsoria.
Contina a (allar-se na existencia de um accor-
do entre a R-issia ; a Prussia e a Austria em re-
laco Polonia. Tambem parece que o gabinete
de S. Petersburgo conseguio que o gorerno de
Berlim renunciasse a qualquer projecto hostil
contra a Dinamarca, com o m de evitar novas
complicacdes na Europa. Esta intelligencia en-
tre as tres potencias atlribue-se ao projeeto de
addiamento por parte dos chefos da revolugo
hngara a respeito do lerantamento do paiz.
A Hungra que at agora tem olhado para a
necessidade de ae livrar da oppresso em que
tem jazido. que tem pugnado pela sua inlepen-
dencia e pela sua liberdade, que tem mais de
urna vez sacrificado os seus melhores Glhos em
deeza daquellea principios nao iria agora addiar
01 seus planos a favor da Austria, cujo governo
lhe tem negado medidas livres e proprias para
reslabelecer e consolidar a sua anliga legislado.
Diz-se tambem que o imperador Alexacdre so-
licitara de sua Sanlidade a publicarlo de urna
bulla destinada a tranquilizar a agitarlo da Polo-
nia, offereceudo em retribuico a sustentado do
peder temporal do papa.
Na Grecia continua a mesma agitaco. Escre-
vem de Alhenas que se haviam verificado algu-
mas prises de officiaes superiores e subalternos.
Repetem-se all os conselhos de ministros, assim
como as risitas domiciliarias, mas ignorse quaes
sejam os verdadeiros motivos desta medida, coa
JBasto se possa deprehender que seja o resultado
o descobrimeato de alguna manejos contra a ac-
tual dymnastia. A ordena porm tem se conser-
vado apezar da ioquielaco que se nota no pu-
blico.
A rsinha de Hespanha deu luz no dia 4 ama
infanta que recebeu o nome de Mara Berenguela
Isabel Francisca de Assia Christina Sebaatianna
-Gabriella. Foram padrinhoos infantes D. Sebas-
tio e D. Christina.
O estado de Marrocos offerece serio cuidados.
A dymnastia actual est em grande risco porque
no meio da agitaco em que se cha o imperio,
apresantana-se deas pretenderles ao throno va-
cillanie. Um d'elles Muley-Soliroo, eonta prin-
cipalmente com o apoio dos Beoi-Amers,- das
Hadjenis, e das tribus das fronteiras poros guer-
reiros, fortemeote hosfi ao soberao actual do
paiz Sidi-Mohamed, que em 1845 (ora encarre-
gade por sea rm o imperador Abderrbaman de
s casgar, o qua Ihes fez usas guerra de eitre-
aMnW MaJay-SoUrnaa? usa principe ambicioso e
mprehendedor, que sempre se mostrou (arora-
tat 4 poltica inglesa, Acha-se frente de torcas
ouaiaeravais, roas pouco eoabecsdordaarteda
guorr, e a trapa guiares, segundo nao, tas
permasectdo (sois a soberano, egnndo ontros
arpoil o soguado priUndenl Mutey- Abbas, Mu-
rey-OUaiotoi roda di aseasirmo ataa
vos, ? Mtttitam o saut causa, ato ; Mulav-
Abdatl, MoUry^l-Dria, MuUy-Eutammod, Muiey-
Oner, e Duly-Abdel-Wied.
os seus vence-
dizem qua se
I5~
O senado approvou hontem em 3a discusso a
seseluco mandando abrir pra^a de aspirante a
guarda marinha a Jos Ignacio Borges Machado i
conserva neutral,.e outros que pretende ao throno e em Ia e 2a discusso a resoluco que approra
apoiando-se no exercito e contando com boa ar- peaso concedida a u. Maria Amalla de Awm-.
tilharia. i buja Carrslhe Horaes.
As ultimas noticias recebidas do Oriente ma- Proseguio a discusso do projecto e emen-
nifestam qual o verdadeiro estado d'aquelle da apoiadas, augmentando oa vencimento* da
paiz. A enfermidade do sultio (oi oceultada por, magistratura. Oraram os Srs. Souza Franco,
muilos das, mas parece que chegou a cansa de
serios receios aos habitantes do serralho, unico3
que conheclam o progresso da enfermidade. Este
estado do sullo causa serios receios aoi seus mi-
nistros e ao paiz. Diz-se que para o aeu leito de
dor olha seu irmo Abdel-AzU que se acha testa
de um partido phanatico que est impaciente de
mover ama reaeco contra as ideas que origina-
riamente dominam na Europa.
Os representantes das potencias, que se acham
reunidos em Constantinople, resolvern) j em
principio, que o Libano seja governado por um
principe christo. |Esla providencia altamente re-
clamada pelas necessidades, e pela seguranza
daquelles povos, ama demonstracao evidente
de que a Porta cedeu idea apreseutada pela
Franca. O principe deve ser escoltado, ou eletto
d'entre os christos indgenas.
O manifest de Omer-Pach prpduzlo bom el-
feito. Todava os insurgentes recusam 4 desar-
mar-se, e mostram-se dispostos sustentar a
lula embora os seua recursos sejam inferiores s
for;as considera veis de que dispoe o general ot-
tomano. Os christos da Herzegovina esto sa-
tisfeitos com as promessas de Omer-Pach ; corn-
udo na data das ultimas noticias nao tinham po-
dido obviar existencia de criraes. Dizem de
Ragusa que a cidade de Bilelgica foi destruida
pelos turcos, lerando-se a atrocidade a ponto de
serem queimadas creancas vivas. Todo os das
se augmenta o numero dos insurgentes, e lti-
mamente linha urna forca destes cahido impre-
vista e repentinamente sobre um destacamento
de tropas, causaodo-lhe mais de rinle morios.
Mr. Thouvenel pedio explicares ao ministro
britannico. Mr. Cowley, em consequencia das con-
siderareis (or^as martimas, que o governo ioglez
manteu para as costas da Syria. Parece que,
em presenca da attitude que loma a marinha in-
gleza, a esqaadra franceza rai tambem augmen-
tar as suas torgas em Beyrouth.
As cmaras legislativas em Portugal esto de-
finitivamente constituidas. O notarel historiador
parlugaez, Alexaodre Herculano, e o cooselbeiro
Joo de Souza Pinto Magalhes, renuociaram o
pariato. O gorerno prohibi que se Qzesse na
capital um meeting que s annuocira para o dia
9 de junho Espalharam-se varias proclamares
subversivas pelos quarteis, com o um de insu-
bordinar a tropa, acouselhando-a que se insur-
gase, sustentando orna dictadura presidida pelo
duque de Saldanha. Este contina nao tomar
parte nos Irabalhos parlamentares, mas nao tem
foilo declaraco alguma por onde se possa affir-
mar completamente que estranho aquellas ten-
tativas de sedico. Todaria, reinava Iranquilli-
dade sahida daquelle paquete, e nao chegou
mesmo ser alterada.
As ultimas noticias da America do norlo rece-
bidas em Liverpool mostram qual o estado do
movimento que ali rebentou. Tem harido dile-
rentes conflictos entre as torgas separatistas e ss
tropas feJeraes.
Rebentou a guerra na Virginia ; os (ederaes
entraram ali e oceuparam Alexandria. Em urna
batalha que houre entre os dous contendores, fi-
zeram os separatistas 300 prisioneiros, e morreu
o coronel que commandava as tropas (ederaes.
Espera-se urna batalha entre as tropas da con-
federarlo do sul e as da conlederago do norte.
Segundo a opinio dos defensores dos estados
confederados americanos, alcancaram estes ulti
mmente um grande triumpho, apoderando-se,
segundo se diz, das ciozas de Washington que
arrancaram do proprio tmulo ; entretanto, o
guarda encarregado do tmulo do hroe ameri-
cano affirma e protesta, que o tmulo nao foi
profanado.
As ideas proclammadas no sul teem lido um
grande numero de seguidores, mas os principios
da unio americana sao sustentados com verda-
deiro ioleresse por aqueles que querem a con-
servarlo da independencia e unidaJe da rep-
blica.
A FranQa nao mostra querer por ora recouhe-
cer a nova repblica dos estado do sul. O im-
perador recebeu ltimamente, em audiencia par-
ticular, o novo embaixador nomeado pela Unio
americana. Os delegados dos estados do sul que
j s acham em Pars ha alguos das aioda nao
foram receidos nem por Mr. Thouvenel.
Os joroaes iaglezes nublicaram dous docu-
mentos de que se cooctue que, uj u n.-^iulu-
lante americano em Pars pedido explicacoes
Mr. Thouvenel respeito do reconhecimenlo dos
estados do sul pela Franca, o ministros dos ne-
gocios estrangeiros do imperador responder que
' o gabinete nao se quera precipitar em um as-
sumpto to delicado, que vira a sciso da Unio
americana com profundo pesar, mas que, toda-
va, os principios actuaes do direito publico nao
lhe permitliam negar-se por muito tempo & re-
conhecer os estados que existem de facto.
O presidente Lincoln, apenas leve noticia des-
a resposla do governo (rancez, autorisou o nove
ministro americano en Paris para dizer que se
dar por salisfeito com as disposicoes manifesta-
das por Mr. Thourenel, maa que elle presidente
tratava de fazvr que o governo do sul, que nao
existe de direito, nao exista tambem por muito
tempo de fado.
' ( que ofXereceii novas emendas j, Pimenta Bueno',
Vasconcellos e ministro da juatiga, e ficou a dis-
temos vista jornaas do Rio, Bahia e AlagO-
as de que (oi portador o vapor Cruzeiro do Sul.
que alciofam : os primeiros 23, os segundos
26, e os ltimos 28 do corrente. Da leitura
delles colhemos as noticias abaixo que, com as
publicadas em nosso numero de sexta-eira, com-
pletara a quinzeni de 9 23 do corrente do Rio.
Rio de Janeiro. Baixaram os seguiotes decre-
tos :
Pelo mioislerio do imperio, ns. 1,121 1,123
concedendo cartas ce naturalisaco Antonio
Jos de Azevedo, Maooel da Costa Abreu, Anto-
nio Jos da Cruz e Jos Gonsalres da Silra ; e n.
2,801 eslabelecendo as casas em que os lazaretos
derera receber enfermos.
Pelo da justiga, os. 1,124 1,127 approrando
as aposentadoriaa concedidas aos juizes de direi-
to Angelo Moniz da Silva Ferraz e Luiz Alves
Leite de Oliveira Bello, ao juiz dos (eitos da fa-
zenda Andr Corsino Pinto Chichorro da Gama, e
ao desembargador Francisco Gongalves Martina.
L-se no Jornal do Commercio :
Hontem nao houve sesso no senado por (alta
de numero legal.
Continuou hontem na cmara dos deputados
a discuca o do parecer sobre a eleigao do Io distri-
lode S.Paulo. Orou o Sr. Rodrigo Silva, Ocando a-
diada a discucao
Por decreto de .11 do eorrente (oi removido, a
seu pedido, o bacharel Virgilio Silvestre de f aria,
do termo da Abbadia para o da Victoria, provin-
cia da Bahia.
Por decretos de 12 do dito mez (oro perdoadas:
A Francisco Tavares Bastos, a pena de um mez
deprisoe multa correspondente a metade do tem-
po a que (ol condemnado pelo suddelegado de po-
lica de Petropolis, provincia do Rio de Janeiro.
A Joo Pires a pena de tres mezes de priso
simples a que foi comdemnado pele subdelegado
de policia do 2 districto da (reguezia de S.
Joo Baptisla de Nilherohy, da mesma provincia.
A Farncisco Gomes da Cruz, a peaa de se te an-
nos de prizo a que foi condemnado pelo jury de
municipio de S. Jos, na provincia do Rio-Grande
do Norte.
Foram nomeados em 12 do corrente :
O chefe de divisio Filippe Joa Ferreira, siem-
bro da commiso encarrujada de exam das der-
rotas ;
O capito de mar e guerra reformado Joaquina
Jos da Silva, director da oficina de cordoaria do
arsenal de marinha da corte, subatituindo o Io ae : Hotta, Gam
capito de fragata Jos Manod da Costa, e o 2 ao
capito de (rabata Joaqaim Jos de Oliveira, que
ficam dispensados de laea oxercicioa por doentes.
Foro nomeados:
Commendador da ordem de S. Beato de Ariz, o
marecbal de campo Hesrifue Marques do Olivei-
ra Lisboa;
Cavalteiros da mesma ordem, o major Joo Pe-
dro de Lima eFoaceea Gutierres e o capito Ao-
Fofo apreseatadoK
Na igreja paroebial de Baependy, da diocese e
Srorlocia d Mlna-TJeraes, o conego honorario
eaeoim Gome Garnao;
Na de ir Tontunasneanu provincia a bispa*
de, o padre Francisco de Paula Vctor:
a da Carapanha da mesma provincia e bispado
o padre Joo de Deus deOUreifa
cusso adiada pela hora.
Acamara dos deputados approvou hontem, de-
pois de orar o Sr. Zacaras, o parecer da com-
misso de poderes sobre a eleigao do V districto
de S. Paulo, sendo recoohecidos deputados os
Srs. Jos Bonifacio de A. e Silva e Joo da Silva
Garri. """
Occupou-se depois com o parecer sobre a elei-
gio do 2o districto das Alagoas. Orou o Sr. Jos
Angelo, Qcando adiada a dscusso.
16
Continuou hontem na cmara vitalicia a 2. ds-
cusso da resolugo augmentando os vencimen-
tos dos magistrados. Oraram os Srs. Souza Ra-
mos, Nabuco iD. Maooel, e encerrada a disous-
so do art. 1-, cahio o da Msotoclo da eamara
dos deputados, e passou o do projecto substitutivo
do Sr. Manoel Felisardo, com todos os seus jjg
bem como a sub-emenda do Sr. Souza Ramos ao
As emendas do' Souza Eranco foram todas
julgadas prejudicadas, menas a que cespeita a di-
miouico do numero dos ministros do supremo
tribunal de justica, a qual ficou reservada para
entrar em dscusso opportuoamente.
O Sr. presidente coniultou se eslavam preju-
dicados os arta. 1 e t* da resoluco da cmara
dos deputados, decidio-se que nao. Entrou por
tanto em dscusso o art. 2% e sobre elle fizeram
observacoes o Srs. vlsconde de Jeqaitinhooha e
ministro da justica.
Continuou hontem na cmara dos deputados
a dscusso de parecer sobre a eleigao do 2* dis-
tricto das Alagoas. Oraram os Srs. Costa Pinto
e C. Ottoni, Qcando e dscusso adiada.
-18-
Cantinuou hontem no senado a 2a disousss do
projecto qne augmenta os vencimenlos dos ma
gistrados.
Foi rejeitado o art. 2o da resolugo da cmara
dos deputados, depois de orarem os Srs. vizcon-
de de Jequilinhonha e ministro da justica. Oart.
3o cahio, sem debate, e o art. 4o julgou-se preju-
dicado pelos 4 e 5a do art. 1* da emenda su-
bstitutiva do Sr. Manoel Felizaxdo.
Entrando em dscusso o art. 2 da mesma
emenda substitutiva, ioram apoiadas as emendas
dos Srs. Souza Ramos e Souza Franco a respailo
da redugo do numero de ministros, do supremo
tribunal de justiga, e urna sub-emenda do Sr.
Manoel Felizardo, relativa ao auditor de guerra
do Rio-Grande do Sul; e depoia de algumas ob-
servages dos Srs. viscondede Jequitihonha, Fer-
reira Peona, ministro da justica, Vasconcellos e
Manoel Felizardo. foi retirado,, com consent-
ment do senado, o art. 2 e sub-emeeda, sendo
approvada a emenda do Sr. Souza Ramos, o re-
jeitada a do Sr. Souza Franco.
Passando-se a tratar do art. 3 e ultimo do
projecto substitutivo, oraram os Srs. Silveira da
Molla, visconde de Itaborahy e D. Maooel.
A dscusso ficou adiada pela hora.
A cmara dos deputados approvou hontem
o parecer da commisso de poderes sobre a elei-
gao do 2 districto das Alagoas, sendo reconheci-
do deputado o Sr. Dr. Manoel Joaquim de Mon-
donga Castello Branco.
Occupou-se depois com a dscusso do pare-
cer sobre a eleigao do 2a districto de Minas-Ge-
raes. Orou o Sr. Siophronio, fleando a discusso
adiada.
Foro nomeados:
Commendadores da ordem de S. Benlo de
Aviz, os Srs. cheles de diviso Antonio Leocadio
do Coulo e Joo Custodio d'Houdaie: officiaes da
ordem da Rosa os Srs. conde de S. Martino e
Henry Law; e cavalleiro da mesma ordem o Sr.
Friedland.
Foi concedida aposentadora no lagar de
secretario do governo da provincia de Sania Ci-
tharina ao Sr. Manoel da Costa Pereira, fiesndo
esta merce dependente da approvago do peder
legislativo.
Por decreto de 15 do corrente fei approva-
do o flgurino para servir de modelo ao uniforme
dos mogos fidalgos com exercicio na casa impe-
rial. -<
Foram apresentados oa padres : *,"u *v .
cha Vianna, na egreja parochial da ra do Pago ;
Joo Evangelista de Carvalho. na de S. Jos da
uta do oxiuiuiaoa ,- \otonio Tavares da Silva,
na de S. Joo Baptisla da cidade de S. Luiz ;
Joo Francisco Coelho, oa de N.S. da Graga, da
povoago de Arary ; Manoel Martina de Azevedo,
na de N. S. do Rosario da villa de Iiaoicur ;
Luiz Mariano de Birros, na de N. S, da Coocei-
co da cidade de Vianna : eo conego Jos Goo-
galres da Silva, na de N. S. da Conceigo e S
Jos da cidade de Oxias, a primeira pertencente
provincia e diocese da Babia, e as outras pro-
vincia e diocese do Maranho.
Foram nomeados por decreto de 14 do corren-
te, para os lugares de ebefe de seccao da thesou-
raria de fszeoda da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul : o Io escrlpturario d a mesma
Francisco Jos Furtado : para 1* escripturario, o
2 dito Joo Baptista de Figueiredo ; e para 2. o
chefe de secgo da thesouraria de (ezenda da pro-
vincia de Sergipe Pedro de Alcntara Salles.
Por decreto da mesma data (oi nomeado Jos
de Araujo Coelho para e cargo de membro do
cooselho inspector e fiscal da caixa econmica e
monte do socorro do Rio de Janeiro.
Por decretos de 13 foram nomeados:
3* escripturario da contadoria de marinha, o
4' Camillo Carneiro de Campos.
4" ditos da mesma repartiese, os pratieantes
Adolpho Carlos Guimares e Pedro Augusto de
Castro Menezes.
Pratieantes da contadoria da marinha, Manoel
Joaquim da Silveira e Jos Carlos Augusto de
Oliveira. *
' -19-
Proseguio hontem, na cmara vitalicia, a 2 dis-
cusso do projecto substitutivo que augmenta os
vencimentos dos magistrados, no art. 3a, relati-
vo ao previmeoto dos legares de junes de direito
e de parochos. .
Tomaram parte no debate os Srs. miaistre da
justiga, Vasconcellos, Souza Ramos, visconde de
Jequilinhonha, marquezde OUoda, Motta e Souza
Franco.
Foi apoiada urna emenda substitutiva do Se.
Maooel Felizardo, e nao havendo casa para ro-
tar-se, as 3 horas da tirde, ficou a dscusso en-
cerrada.
A cmara dos deputados approvou hontem em
primeiro lagar, depois d orar e Sr. Symphrooio,
0 parecer da commisso de poderes sobre o 2
districto da provincia de Minas-Geraes, sendo re-
conhecidos deputados os Srs. Theophilo Bene-
dicto Ottoni e Manoel Jos Gomes Rabelio Horta.
Occupando-se em seguida com o parecer sobre
a eleico do 2" districto da Parahyb, e Sr. Ma-
cario, depois de algumas observacoes, offereceu
um requerimento de adiamento por 24 horas,
que foi approvado depois de um debate entre os
Srs. Silveira Lobo e Zacaras.
Approvou depois os projeclos que dispeuso as
leis de amortisaco em favor da egreja matriz da
(reguesia da ilha de Paquet, e da imperial ir-
mandade de N. S. da Glorie do Qetetro desta cor-
te ; este em Io. e aquella em 2a discusso.
Tratou fiualmeute do projecto que suctoriss o
gorerno a mandar matricular no l'anno da (a-
culdade de direito de S. Paulo, e a fazer acto
das respectivas materia Cabrio! Jos R. dos
Santos. Depois de serem offerecidas algumas e-
mendas eslendendo o mesmo (avor a diversos es-
1 ldanles, o Sr.fiaalaa mandn i aaeaa um re-
2uerimento de a Jumenta para que fossem ellas
commias respectiva. Tomaram parte no de-
bate es Srs. SiWion C, Paes Barrete, Silreira
CerqsteiM.ViMela Tavres, e Rodrigo
aba, concluio offweeenuV ua adiamento, que
fot approvado, para ir apirooeaico commisso
de commercio, industria e ardes.
Paasou depois em lereeira discusso a resolu-
co approvando a penso concedida viuva do
encarregado de negocios de Brasil oa Blgica Pe-
dro Carvalho de Horaes.
Cahio em terceira discusso a Maeluco dando
um anoo de llcenga com vencimentos ao Dr. Jo-
s Mirla Corra de S* e Benevides-
trontem bs cmara dos deputados o Sr. Otto-
ni deciarou que, tende sido eleito deputado pelo
districto eleitoral da corte e segunno de Minas-
Geraes, (azia opgao por este ultimo.
Entrou depois em discusso o parecer sobre a
eteifo do segundo districto da provincia da Para-
hybi. Orou o Sr. C. Ottoni. Ocando a discusso
>adiada por 24 horas, em virtuda de um requeri-
mento offerecido pelo Sr. Silva Nunes.
Segunde-se a discusso do projecto que dis-
pensa as* leis de amorlisago em favor da ordem
terceira de Nossi Senhora das Dores da capital
do Rio Grande do Sul, ficou encerraba por nao
haver numero legal para se votar,
-21 -
Hontem nao houve sesso nem no senado nem
na cmara dos deputados por (illa de numero
legal.
Foi concedida o bacharel Eduardo Pinda-
Ihyba de Mattos a demisso do cargo de chefe de
polica da provincia do Bio Grande do Sul,
iseudo nomeado para o mesmo cargo o ba-
charel Dario Raphel Callado.
Foi recoBduzido o bacharel Bernardo Jacin-
tino da Veiga no lugar de juiz municipal e de or-
phos do termo de Caldas na provincia de Minas
Senes.
, Tireram merce da serreotia vitalicia:
Do oficio de partidor do termo de Nazareth,
provincia da Baha, Jos Ricardo Rodrigues da
Silva ;
Do officio de partidor do termo de Caravellas e
taonexos, na mesma provincia, Antonio Jos Pe-
reira da Cruz;
Do de tibellio do publico, judicial e notas do
termo de Cetele, da mencionada provincia, Jo-
s Licerio do Reg;
Do de escrivo do jujy e execuges criminaes
ido termo de Braganga, provincia de S. Paulo,
Fortunato Claudino da Annunciago Maia.
Foram nomeados:
O capito Francisco Jos da Rocha Medrado
para tenente-coronel commandante do batalho
n. 60 de infaotaria da guarda nacional da provin-
cia d Bahia;
O tenente-coronel honorario Jos Joaquim de
Lacerda, para commandante da segunda socgo
do batalho de infantaria da guarda nacional do
municipio da Paranabyba. na provincia,de S.
Paulo;
O lente Augusto Heliodoro dos Santos para
capito-secretario geral do co u mando superior
da guarda nacional do municipio de Marianna em
Minas Geraes.
Em rirlude das convnceos consulares e pos-
taos, ultimsmeule celbrela entre o Brasil e a
Franca, e conforme o stylo, S. M. o Imperador
dos Franceses nomeou:
Gro-Cruz da ordem de legio de honra, o Sr.
cooselheiro Jo3o Lias Vieira Cansanso do Si-
oimb, ec-minislro e secretario de estado dos
negocios estrangeiros.
Commendador, o Sr. conselheiro Joaquim Ma-
a Nascentes de Azambuja, director geral da mes-
ma secretaria.
Officiaes, os senhores conselheiro Dr. Thomaz
Jos Pinto de Cerqueira e Dr. Joo Jos Coulioho.
Caralleiros, Hearlque Luiz Ralln, Joo Luiz
Keating e Luiz Plinio de Oliveira.
Foram nomeados:
Secretario do governo da provincia de Santa
Catharina, o bacharel Olympio Adolpho de Sou-
za Patanga; e da provincia deS. Pedro, o ba-
charel Luiz Jos de Carvalho e Mello, por nio
ter aceitado o mesa cargo o bacharel Jos Ale-
xaodrino Das de Moura.
Foram nomeados commendador da ordem de S.
Beato de Avia o chafo de diviso Joo Maria Wan-
delkolk; e cavalleiros, o capito lente Antonio
Joaquim Ferreira Ramos, e os primeiros tenentes
Franciseo Leopoldo Cabral.do Canto e Teive, Joa-
quim Leal Ferreira, Mamede Simes da Silva e
Jos Carneiro de Amorim Bezerra.
Foi concedida a penso de 501?, sem pre-
nizo do meto sold que percebe, a D. Engracia
Alves Pereira Titra, viuva do major do corpo do
estado maior de segunda classe do exercito La-
dislao dos Santos THr*.
Honi.- UwMda b.b* de novo que
nidia a caixa da amorlisago para trocar nota
do thesouro de 209, papel branco. Proveio isto
de se ter espalhado por equivoco a noticia de
que o prazo para troca sera descont daqaellas
notas fiudava hontem mesmo. Julgamos con-
veniente advertir noramnte qne o dito prazo ex-
Cira novamente a 31 de julho prximo (uluro.
as fortalezas da barra e navios de guerra
houve esta manhasigoal de navio em perigo.
Era a barca franceza Robert Payron, proceden-
te de Port-Vendres psra este porto, com carre-
gamento de varios gneros e 23 passageiros, que
eslava fondeada entre as ilhas de Marica e Santa
Cruz, que perdendo os ferros por causa do gran-
de tufa o de vento qua cahio hontem de madruga-
da, ia sobre urnas pedras que ha ali porte da
iraia. O cipito vendo a poeca esperanga de
salvar a barca, tratou da salvago dos passSjgei-
K)s que trazia ; e mandou para a praia oa lan-
:ha 11 delles; na occasio porm em que trata-
ra de embarcar o resto, rondou o vento para o
terral ; o capito tentn ento (azer-se ao mar e
salvar o navio, o que conseguio, entrando hon-
tem em no3so porto sem neohuma avaria.
Depois de amarrado o navio, o capito soguio
arra fra na sua lancha bascar os passageiros
(ue tioha deixado na praia; e os trouxe.
22
Hontem nao houve sesso em ambas j cma-
ras por (alta de numero legal.
Foi nomeado por S. M. o Imperador dos Frao-
cues:
Cavalteiro da legio de honra, o Sr. veador Joo
J.iTeiaira.
23-
Honlem nio hoave sesso no senado por fal-
te de numero legal.
Continuou hontem aa cmara temporaria a dis-
cissao do parecer sobre a eleigao do 2- districto
da provincia da Parahyba. Tendo orado o Sr.
Zacaras,encerreu-s o debate i requerimento do
Sr. Rodrigo da Silra, mss nao se votou por se
tenm retirado alguos Srs. deputados.
lu designada a comarca de Tury-ass, na pro-
vincia do Maranho, para nella servir o juiz da
direito Eduardo Piodahyba de Mattos.
Fram removidos:
O juiz de direito Manoel Correa Lima, da co-
marca do rejo, de 2. eetrancra, no Maranho,
para a da capital da Parahybe, de 3.a eatrancia.j
O je.it d* direito SebastioJos da Silva Braga,
provincia, damnificando bastante diversas obras
publicas prprinciaes.
O Exm. presidente da provincia, desejo-so de
pro*ideori*p ee (ornan a melborar o estado dos
cofres provibeises, demittie todos os professo-
res interinos de inelrucco primaria, suspenden-
do o exercicio das respectiva cadeiras.
NOTICIAS COMMERCIAES % MARTIMAS.
Rio lie Janeiro, 22 dt Junho de 1861.
Cambios.Sobre Londres 25 e 25 X d. 9 d.
Sobre Pars 375 rs. 90 d.
Feles.Para o Canal, Mediterrneo e New-York
]70ach.
Effectuarsm-se boje 21 saques sobre Londres
25 e 25 yf, d., sendo a maior parte ao primeiro
algarismo ; e transaeges sobre Pars poueo im-
portante a 375 rs.
A agencia do Banco de Portugal (Bessope,
Bastos & C.) comecou hoje as suas operagoes
bsnearias sacando sobre Londres a 25 d., sobre
Pars < 380|re., e sobre Lisboa e Porloa
120 0/0 ... vista.
llr/0 4 30-dia.
iiSO?1 6B
1117 % 4 90
Incluindo as operagoes regulares de cambio
efiectuadas hoje 22, soramam os saques pelo pa-
quete francez Bemrn:
Sobre Londres, S6 340,000 aos extremos des-
cendentes de 25 5/8 a 25 d.
Sobre Pars, etc., 600.000 (raucos a 373. 37* e
37o rs. na maior parte, e o resto a 378 a 380 rs,
SbJjTe Hamburgo, 350.000 m. b. a 710 rs.
Bahia, 25 de Junho de 1861.
Cambios.-Sobre Londre.26 26 1/8 d.
Sobre Paris 355 260 por (r.
Sobre Lisboa 105 e 100 %.
COMMEMCIO,
ATfandejga.
Rendimeuito do dia 1 a 27. ,
dem do dia 28. -. ,
393;129J348
5:4983261
398:627*609
Movimento da alfandegra.
Volumes entrados com fazendoa.. 113
> eom gneros..
347
Volumes

sahidos

com
com
(azendas..
gneros..
-----460
24
877
901
Descarregam hoje 1." de junho.
Brigue (rancezBettyvinho.
Polaca hespanholaVctorvinhos.
Brigue inglezSpy(azendas.
Polaca hespanhola Chronometro carne de
charque.
Polaca hespanholaEsmeraldadem.
Polaca hespanholaDespegadadem.
Sumaca hespanholaArdilladem.
Brigue inglezEliza Jaokenscarvo.
Barca ingleza Gangestrilhos de (erro.
Hiate brasileiroRosadiversos gneros.
ltate brasileiroBeberibedem.
Importa$ao.
Hiate nacional Sergipano, vindo da Ilha de
Fernando, manifoatou o seguinta :
350 saceos aino ; ao mostr do mesmo Hen-
rique Jos Vieira da Silva.
361 ditos dito, 2 ditos gomma de mandioca, 2
ditos larinha de dita ; a diversos.
Sumaca nacional Hortensia, vinda da Bahia
consignada a Azevedo & Mondes, manifestou o
segniute :
1 eflixa lencos dejlinho ; a Southal Mellors
&C._
185i duzias de pranxes, e 11 duzias de ta-
boas de pioho ; a Almaida Gomes Alves & Q.
1 caixo fitas ; a D. A. Matheus.
2 caixote drogas, 1 barrica liohaga ; a Lima J-
nior JS C.
8 caixas ervlhas, 1 dita queijos, a Schaheitlin
Sl C.
20 barris toucinho e2caixotes charutos; a Pal-
Urbano Jos de Souza, 200 saceos cem 1,000
arroba de assucar. _
Francisco dos Santos Macedo, 400 saceos cdtix
2,000 arrobas de assucar.
Antonio Ribeire Lopes, 3 pipas e 26 barris 1521
medidas de mel.
Francisco Rodrigues da Silva, 200 saceos com
1,000 arrobas de assucar.
Manoel Ferreira ds Silva Terroso, 50 saceos con
250 arrobas de assucar.
Patacho portuguez Maria da Gloria, para Lis-
boa, earregaram :
Antonio Ferreira Monteiro, 50 saceos com 250
arrobas de assucar.
Francisco Sereriano Rabelio 4 Filho, 700 sac-
eos com 3,500 arrobas de assucar.
Galera ranceza Adele, para o Havre, carre-
garam :
Cals Irmos, 400 saceos com 2,000 arrobas de
assucar.
Dia 27.
Galera franceza Adele, para o Havre, carre-
garam :
Cals Irmos, 88 saceos com 440 arrobas de as-
sucar.
Barca poregueza Flor da Maia, para o Porto,
carregaram :
Manoel Duerte R., 166 saceos com 830 arrobas
de assucar.
Joaquim Antonio Pinto Serodio Jnior, 100 sac-
eos cora 500 arrobas de dito.
Patacho portuguez Maria da Gloria, para Lis-
boa, carregaram :
Viura Amorim & Filhos, 600 saceos com 3,000
arrobas de assucar,
Francisco Sereriano Rabelio & Filho. 6 saceos
com 30 arrobas de dito e l barril com 36 medidas
de mel.
Joaquim Jos Rodrigues da Cunha, 400 saceos
com 2.000 arrobas de assucar.
Patacho portuguez Lima, para a ilha de S. Mi-
guol, carregaram :
Carvalho Nogueira & &, 10 barricas com 8t
arrobas de assucar.
Polaca hespanhola Marcelita, 2
4,600 medidas de cachaga.
itecebedoria de rendas Intensas
geraes de Pernambnco.
Rendimento do dia 1 a 27. 40:698*197
dem do dia 28.......6:717p49>
47355p846
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DTiTed"\
INTERNAS GERAES DE PEkNAMBUCO DO
MEZ DE JUNHO, A SABER :
Rendas dos proprios nacionaes..
Foros de terrenos de marinha ..
Laudemios.......................
Siza dos bens de raiz.............
Decima addicional das corpora-
coes de mo mora.............
Direitos novos e Telhos e de
chancellara..................
Ditos de patentes dos ofciaes da
guarda nacional................
Diurna de chancellara...........
Matriculada Faculdadede Direito.
Multa por infracedes do regula-
monto .........".................
Sello do papel flxo................
Dito do proporcional.............
Premio do depsitos pblicos....
Eoluraentos .............. .
Imposto sobre lojas e casas de
descontos.....,......
Dito sobre casas de movis, rou-
pas, etc. fabricados em paiz cs-
trangeiro............ 1:2005009
Dito sobre barcos do interior. 96S000
Taxa de escravos......... 1 08000
Cobranca da divida activa .... 944jjt!0j
Indcmnisaroes........... 2055$0(l
Receita eventual................... "jyOUO
'I

'"'
pipa con
122J-50O
218g407
l:53t9000>
8 96i693>
3:961 $093)
1:4I8&603
3725000
618-5020
515200
5075O92
3:5505280
10.3075356
16&59S
412|Jl0t>
11:741*231
da Silva, e encrete a discusso por nao haver
escapara se vots#r
Na sesso -de hontem votou o secado sobre o
art. 3 do projecto substitutivo que augmenta oe
vancimentos des magistrados. Cahio esse artigo
e paasou a emenda substitutiva de Sr. Maooel
Felisardo, na parte relativa a nomeaco dos
juisea da direito por 22 vote contra ti, e na par
le relativa 4 apreaentagio do parochos por 20
veto contra 13- O projecto asaisa emendado^as-
sou i terceira discusso por 26 votos contra 7.
Foi rejeitado em primeira discusso o projecto
concedendo loteras i urna fabrica de vidros.
Entrando em terceira discusso o projecto que
approva privilegio decretado em (avor de Gui- i eteiaarasL
Iherme Bouliech e sea filhos, pata o fabrico del Durante o ultimo da baria aU convide coei-
ftfwUsBatv tea. o 9c viesoodo de JequUiuhe-! oseasen*, tanto n* capital, ceano ae interior da
da comarca de Tury-ass, de 1.aentrela, para
do Brejo de 2.a, no Maranho;
O dito Antonio de Cerqueiri Lima Jnior, da
comarca do Rio-Pardo, de 2.a entrela, no Rio
Grande do Sul, para a do Rio-Pomba, de 1.a, em
Minas-Geraes, por haver pedido.
Foi promovido o tenente-coronel Miguel Fran-
cisco da Costa Machado ao posto de coronel
commandante superior da guarda nacional dos
municipios de Angicos e Maco, no Rio Grande
do Norte.
Foi concedida e Henri jae Guilherme Fernando
HalfoM 1 demisso qne pedio-do posto de tenen-
te-eoronel cemraandaute do batalho de infanta-
ria n. 70 da guarda nacional de Minas-Geraes,
conferindo-se-lha as honras do mencionado posto.
Fot reformado no posto de teaente-coronel da
guarda nacional do Bio de Janeiro o major da an-
t'gs geerda de mesma pro virada, tente Jos Fer-
nandas.
Foi commutada a Manoel Aatonie Machado
em 12 annos de priso com irabalhos a pena de
gailis perrpstuas a qae foi condeesoado pele jury
da cidade de Aotonina, aa provincia do Paran.
Bahia. O resultado dos collegios de Itspicu-
r de Cima, Pombal, Tucano, Inhvmbupe, Mon-
te Sent Abbadia, pera tiqio e em deputado
4 assambls feral, em subslitmc.o ae Exm. Sr.
conselheiro Jos Antonio Saraira, dava ao mes-
mo Exm. Sr. a soaama total de SM votes, tendo
obtide sempre unanimtdade em todos os colte-
goa. Apeona (altivas dous toe nata batane
ais no resliado.
Alaqdat. Havia-se recolhido do cruseiro, no
dia 17 do correata, o hiate de guerra Rio-Forma-
A assembl provincial cantinuava em seus
trabalhes leailatiros. taede aomeede, ea ees-
sa de 20, a ese omsoissao caaspeeta do Srs.
Marianrae, ftalraeeManota Miae, pera rever
rtginaento 4a casa accomaaoeoeo-o
L


meirb & Bellro.
aixo charutos ; a Jos Vicente de Lima,
saceos caf ; a Marques Barros & G.
O q'uarlinha3 ; a Belchior Miciel Araujo.
pegas de movis de Jacaranda e de vinhati-
Dr. Brito.
aixotos pentes de tartaruga, rendas de algo-
dao e casacas de panno fino, 7 cascos azeile da
?!*' 9'*."i"5a, <>' 2368 caixinhas charutos, 4 barricas assuoc
ordi m de diversos.
Brigue (rancez Betty, rindo do Rio de Jaueiro
consignado a Aranaga Hijo & C-, manifestou o
seg lite :
218 pipas e 90 barris de vinho ; aos mesraos.
1 rigue nacional Leal vindo do Rio Grande do
Sul consignado a Bailar & Oliveira, manifestou o
seauinte :
8,054- arrobas de carne de charque, 68 ditas de
sebo o 40 couros seceos ; aos mosmos.
Jlrigue inglez Spy, vindo de Liverpool consg-
nalo a Patn Nash& C, manifestou o seguinte :
4 fardos e 43 calzas (azendas de algodo ; a
Ja nesRylerdi C.
i caixas (azendas de la ; a G. Kalkman & C.
5 barricas erragens; a Henrique & Azevedo.
30 barris manteiga, 4 caixas (azenda de algo-
dao, 3,ditas dila de linho ; a Francisco Guedes de
Araujo.
200 saceos arroz, 11 caixas (azendas algodo ;
Mills Lathan & C.
100 barris chumbo de munico ; a Jos An'.o-
0 MoreiraDias 4C
29 fardos e 18 caixas (azenda de algodo, 150
rricas cerveja ; a Adamson Howe & C.
2 caixas (azenda de algodo ; a C. J. Astley
25 barris barrilha, 27 ditos soda caustica, 332
ec.asl4 caixas e 2 barricas machioismo ; a S. P.
ohnston & C.
20 barris cal e 45 ditos soda caustica'; a Ros-
ron Rooker & C.
10 caixas linha de algodo, 1 touro e 1 bezerra
vos ; a Henry Gibson.
2 caixas queijos, 1 barril presuntos ; a D. P.
ild Sl C.
21 caixase 17 fardos (azenda de algodo, 1 di-
ta dita de linho, 1 fardo dila de la ; a Arkwright
&C.
100 toneladas de carvo de pedra ; a Scott
Wilson & C.
3 caixas machina de copiar, tinta, papel, livros
ele.; a Ferrreira & Loureir >.
3 tardos (azenda de algodo, 1 caixa obras de
seleiro ; a Rabe Schmettan & C.
4 barricas sal de Epson, 2 ditas razura de sn-
dalo, 2 ditas pos pretos, 2 ditas carbonato de
amoniaco, 1 dita bicarbonato de soda, 9 (ardos e
2 caais (azendas de algodo ; a ordem de di-
versos.
7 caixas (azenlas de algodo, 1 dita chapos de
sot ; a Sonthell Mellors & C.
40 tacas de ferro ; a S. P. Johnslon & C.
37 caixas e 8 fardos (azendas de algodo ; a H.
de Abreu.
91 caixas e 61 (ardos (azendas de algodo, 12
ditos e 2 eaixas ,de lihho, 500 barris e 20 (eixes
forro, 60 ditos arcos de dite, 4 barricas pregos de
dte, 25 ditas euxads. 14 ditas trem de cozieha,
2 ditas parafozos de (erro, 2 ditas (echaduras de
dito, 2 ditas faccas de charquear, 2 ditas colhe-
res de pedreiro. 1 dita alfioetes e lancetas, 2 di-
tas estanbo, 9 ditas chambo em caaos, 2 caixas
cuiileri, 5 lilas folhas de cobre, 8 ditas aroellas
de dito, 50 barris banha de porco, 10 ditas obras
de vidro, 20 ditos salitre, 1 dito cerveja, 2 caixas
cha. 1 dita sabo, 1 embralho livros, aos consig-
natarios Patn Nash & C.
Exporta^ao.
Dia 26 de junho.
Brigue hespanhol Cecilia, para o Rio da Prata,
carregaram :
Antones Gurarei 4 C 40 pipas com 7,360
medidas agurdenle. .
Barca nacienal Imperatriz Vencedora, para o
Rio da Prata. carregaram :
Amorim Irmos, 45 pipas e 10 meias com 9,200
medidas de agurdente.
Galera francesa Adele. para o Havre, carre-
garam :
F. Sauvage & C, 1,080 saceos com 5,000 arro-
bas dOeasacer.
Patacho portuguez Lima, para a ilha de S. Mi-
guel, carregaram:
Joo do Reg Urna, t26 barricas com 993 arro-
bas e 25 libree de assacar, e 206 meios de sola.
Jos de Mello Costa Oriveira, 17 barricas com
130 arrobas de assacar.
Amorim & Filhe, 141 barricas com 806 arrobas
e 18 libras de sssucen
Jos Cerdoso do Reg Ponte, V) barra com
860 medidas de agaardente.
Bafea pertugeeza Flor da Maia, para o Porto,
carregaram :
Antonio 4a Costa Oliveira, 5 hatriquinhas com
20 airobas de assacar.
47:3555846
Recebedoria de Pernambuco 30 de junho de
1861,
O escrivo,
Manoel Antonio Simoes do Atnaral.
Cousulado provincial.
i
Rendimento do dia 1 a 27.
dem do dia 28. .
82 8135023
7:9405124
97z53Tj2
Agurdente -
Couros--------
PRAA DO RECIFE
8 DE JU.\IIO Dt 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres a 26.
26 1/8, 26 1/4, d. por 1000 rs .
.de 365 a 368 rs, por fr. so-
bre Paris, 695 rs. por M. B
sobre Hamburgo, de 108 a 110
por cento sobra Lisboa, regu-
gulando por S 50,000 os va-
lores negociados para o vapor
francez.
Algodo----------Oescolhido desta proviocia ven-
deu-se a 9$ rs., e o regular a
8$80 rs. O de Macei posto a
bordo a 8750 rs., e da Para-
hiba, tambem a bordo a l'SOO
rs. por arroba.
Assucar----------O branco vendeu-se de 3jOOO>
a 49400 rs., o somenos de
2S00O a 238OO rs., masca vado
purgado de 29200 a 23500 rs..
o. bruto de 1J900 a 2J0O0 rs.
por arroba.
Vendeu-se a 65)000 rs. a pipa.
Os seceos salgados venderam-
s de 190 a 195 rs. por libra.
Arroz-----------O da India vendeu-s3 a 2600.
e o do Maranho de 2^800 a
3jOCO res por arroba.
Azeitc ddee------Nao ha do Eureito. e o de Lis-
boa vendeu-se a 3;200 rs. por
gaiao.
Bacalho Vendeu-se em atacado a 8CO0)
rs., e a retalho de 4$ a \o rs.
por barrica, Qcando em depo-
zito 10,000 barricas.
Carne secca- A do Rio Grande, vendeu-se
de -2$000 a 2pS00 rs. por ar-
roba, e do Rio da Prata de 2j)
29JO0 rs., tic-indo em serceuia
e cinco (iiil arrobas da primei-
ra, e 33,000 da seguuda.
Ca----------------Vendeu-se de 56O0 a 640O rs.
por arroba.
Cha----------------dem a 2J00 rs. por libra do>
hyssou.
Carvo de pedra-dem de 14$ a 179000 rs. a to-
nelada.
Cerveja- dem de 39 a 49&00 rs. a duzia
de garrafas.
Parinhs de trigo. Retalhou-se de 29$ a 309 rs.
por barrica da de itichmond.
de 279 a 29$ rs. a de Philadel-
phia,a279 rs. a deNew-Orleans.
e de New-Kork a 329 rs., a d
Trieste a 129 rs. o sacco de 100
libras do Chita, fleando em ser
4,000 barricas da primeira
1,200 da segunda, 600 da ter- .
ceira, 600 d* quarta, 1,600 da.
quinta, e 1000 saceos do Chili.
Far.de mandioca-Vendeu-se de 39000 a 3)50(1
rs. por sacco.
Perro-------------O inglez vendeu-se a 59400 r.
e da Suecia a 99 rs. o quintal.
Genebra----------Venleu-sa a 300 rs. botija, e>
5jJ00 rs. a (rasqueira.
dem a 309 por cento de pre-
mio sobre a factura.
A ingleza vendeu-se de 600 a>
700 rs. por libra, e da francez*
de 565 a 630 rs. por libra, ta-
cando em deposito 1,000 barris-
da primeira e 2,800 da segunda
entrando no deposito a que inr-
portou o vapor inglez, que eslV
par vender %
Oleo de liohaga-ten dea-se de 19400 a IfSOO rs.
Queijos- Os Oameaaos veuderam-ae da>
29OOO a 2g400 rs. >
Toucinho Aioda ate ha e Santos, e o da
Lisboa vendee-se a 99 rs. por
arroba.
Vinagre----------O de Lisboa -veadea-se de 909
a 115901)0 rs. apipa.
Vvnb.09 0 de Lisboa vendeu-se de 2304
aMMNjee deoatroa portos de
170 a pipa. -
Velas ----- As de composico vendern-
a 620 rs. a libra.


Louca-------------
Manleiga -
;
1
1.



rw
**
DIIW M I tfcHUftCOO. v SEGNDi IEIRA 1 D* JCLiO DE itll;
.1"
Descont---------o rebate de lettras regulon de
% 10 a 18 por canto ao anno, des-
contando a caixaN cerca de
320 conloa a de reis a 10 0(0-
**.....Pra o Canal de 30/ a 82/ft e
e para Liverpool a 15 e 5/8 pelo
algodo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos prega do genero sujeitos direitos
de exportaco. Semana de 1 a 6 do mez de
julhodeim.
Mercadorias.
Unidades. Valores'
Abanos.....: cento
Agua rdente de cana. caada
dem restilada e do reino
dem caxaca......
dem genebra...... >
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodo em carolo .... arroba
dem em rama ou em la.
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim...... caada
dem de coco ....:.
dem de mamona.....
Batatas alimenticias .... arroba
Belacha ordinaria propria para
embarque. ...... >
dem fina. .......
Caf bom.....i
dem escolba ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal. ......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvo vegetal......
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ;
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados. >
dem verdes ...... >
dem de cabrajeortidos um
19000
J>500
S580
8360
J580
>

um
>
8$800
1J000
3000
2! 00
3S400
S
29000
15920
1S440
1C00
4S000
8$000
7s000
5g000
300
360
200
400
3fl200
15600
230
400
2*500
4S000
200
250
120
280
ngooo
19000
500
500
4S0O0
2g000
cento
arroba
lqueire
arroba
a
um


dem de onca. .....
Doces seceos*......libra
dem em geleia ou massa .
dem em calda. .
Espanadores grandes. .
dem pequeos .....
Esteiras para forro ou estiva de
navio........
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca. .
dem de araruta.....
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........
Fumo em folha bom. .
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ,
dem ordinaro restolho. .
Gomma ........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....cento
Toros........
Lenhas e esteios.....um
11 el ou uieUuo......caada
Blilho *......arroba.
Pao brasil ......quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........molhos
Pontas ou chifres de vaccas e
oovilhos.......cento
Pranchoes de amarello de
dous custailos......urna
dem louro....... >
Sabo........ libra
Salsa parrilha......arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta.....urna
Tabeas de amarello .... duzias
Idom Hirorsjtc -....* B
THpiOA*_. .. 31 loba
Travs. 7~~; urna
TJnhas de boi......cento
Vinagre ....... caada
Alfandega de Pernambuco 28 de junho de 1861-
O primeiro conferente. Francisco de Paula
Goncalves da Silva O segundo conferente, Jos
Thomaz de Campos Quaresma. Approvo Alfande-
ga de Pernambuco 28 de junho de 1861 Barros.
Conformo o terceiro escriturario Joo Jos Perei-
ja de Faria.
ce
o.
ai
T2>
a.
Horas.
e
s?
a
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ao
kthmosphtra
Direcco.
Intimidad.
FahrtnhtU.
Centigrado.
Hygrometro.
CitUrna hydro-
mtrica.
"i*
as
00
te
\et

i Francez.
"8
8
"85
I
Inglei.
O
4
A noile clara com alguna nevoeiros, vento bo-
nanza do SE at as 4 h. que rondou para o terral.
OSCILACAO Da MAR.
Preamaras 8h. 6' da manha, altura 6, p. 8
Baixamar as 2 h. 18' da tarde, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 28 de ju-
nho de 1861;
Romano Stepple,
Io tenente.
Editaes.
209000
1&600
1M00
4S000
11500
5$000
18J000
8SO0O
12g000
6g000
39000
25S000
2$400
II9OOO
50gOO0
220
19000
IO9OOO
800
4SOO0
152(0
200
59OOO
169000
8g000
100
265000
55000
256OO
IO495OO
709000
.90900
130900
5320
280
Hamburgo 6 de junho de 1861.
O negocio fui muito tranquillo durante todo o
mez de maio ; os principaes gneros comtudo
sustentaran! os seus precos.
Caf.Negocio frouxo, retrocedendo os pre-
cos. As qualidades inferiores do Rio, das quaes
o mercado est sobrecarregado tiveram urna di-
minuico de 1/2 schilling, ao mesmo tempo, que
as melhores qualidades do Rio e de Santos nao
se achara to deprimidas.
Todas as Irausacces se reduziram ao suppri-
menlo do consumo, sem especulaco alguma.
Vista a posico dos Estados-Uaidos nao pode fal-
tar em rere um melhoramento do negocio.
ColamosCaf do Rio ordinario:
5 5/85 7/8 schillings.
Importaco al ns de maio.
1861-38 1/2 milhes de libras.
186039 1/2 idemv
1859-30 3/A idem.
185824 3/4'dem.
185727 idem.
'wi ser em fins de maio.
186117 milhes de libras.
1860-15 idem.
1859-12 idem.
185823 dem.
1857-12 1/2 idem.
Assucar.A noticia de grandes carregamentos
de assucar de Nova-York para aqui fez com que
os presos solTrefsem urna diminuidlo de 6 schil-
lings. Nao houveram nenhumas transaccoes em
assucar brasileiro.
Importaco at fin de maio.
186119*1/2 milhes de libras.
1860-14 1/2 idem.
1659-18 1/2 idem.
1858-11 idem.
. 1857-18 idem.
Em ser em fin de maio.
15619 milhes de libras.
1800-7 1/4 idem.
16597 idem.
18583 1/2 idem.
,1657-1/2 idem.
Algodo.Prejos firmes e iraca extraeco.
Temos em ser 40 balas de algodo do Ha ra-
cha o de bella qualidade.
O algodo da Babia muito procurado e urna
consideravel importaco dessa qualidade dava
lugar a grandes transacces e encontrara promp-
ta venda.
Couros.Como sempre nesta estaslo nao ha
actividade ueste ramo de commercio.
Tabaco.Veoderam-se no mez passado cerca
^e 800 pacotes de tabaco do Brasil 7 1/4 chil-
lings do antigo. Os, 600 pacotes viudos pelo
Georg Krell anda nao encontraram venda por
ausa do alto preco que por elles exigera.
O Jacaranda continua a ser muito procu-
rado.
Cacao.Sem actividade, limitando-se o ne-
gocio a pequeas vendas para o consumo.
O Illm Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento de ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia
4 de julho prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai aovamente
em praca para'ser arrematado, a quem raais der,
o rendimento do pedagio da barreira da ponte
do Tapacur, servindo de base a essa arrematadlo
a offerta que fez o licitante Christovo de Hollan-
da Cavalcanti e Helio, da quanlia de 2:0969000
annuaes.
A arrematarlo ser feita por tempo de tres
annos, a contar do 1" de julho do correle
anno a 30 de junho de 1864.
As possoas que se propozerern a essa arrema-
cao comparecam na sala das sessoes da referida
junta, no dia cima mencionado, Ipelo meio dia
e competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 de juoho de 1861. O secretario.
Antonio Ferreira de Annunciacao.
A cmara municipal do Recife em virtude
da ordem circular dogoverno da provincia de 22
do corrente, faz publico para conhecimento de
seus municipes, que por aviso da secretaria de
estado dos negocios da fazenda de 4deste mesmo
mez, se ordenara a thesouraria da fazenda que
procedesse nesta provincia a substituirlo das no-
tas de 1009 e 2009 primeira estampa, papel bran-
co, no lempo que decorrer de agora at o fim de
dezembro do anno corrente, comecando do pri-
meiro de Janeiro prximo futuro o prazo de 10
mezes para o descont mensal de dez por cento
no valor das mesmas notas.
Paco da cmara municipal do Recife em ses-
so ordinaria aos 27 de junho de 1861.Luiz
Francisco da Barros Reg, presidente.Francis-
co Canuto da Boa-Viagem, official maior ser?indo
de secretario.
Declarares.
MoTmento do porto.
Navio entrado no dia 28.
Southampton e portos intermedios18 diss, va-
por inglez Tyne. commandante Jellico*.
Aracaty 19 dia, hiate brasileiro Nicolao 1, de
4d tonelada, capito Pedro Jos Francisco,
P.!n"!ge 5* CM' *ouro e mai8 genero ; a
Prente Vianna.
Navio sahido no mtsmo dia.
P"5coe wlr"Vipor DglM T"ne- comwandante
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes : *
Para o 2o batalho de infantaria.
4 caldeiras de ferro Pia 00 piabas.
4 coujeiras de ferro para 200 pravas.
32 fitas brancas para exercicios de esqueleto,
tendo cada urna 8 palmos de comprimento.
32 fitas encarnadas para o mesmo e com as
mesmas dimeusoes.
Para o 9 batalho de infantaria.
100 mantas de la.
8 pegas de fita encarnada com 2 pollegadas de
largura.
8 pegas de fita branca com 2 pollegadas de lar-
gura.
Para a fortaleza de Tamandar.
1 pao para baadeira.
Para provimento dos armazens do almo-
xarifado.
1 barril de verniz preto.
4 libras de potassa.
50 magos de obreias.
Para a companhia dos menores do arsenal
de guerra.
1 cafeteira n. 5.
1 chocolaleira grande.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 5 de
julho prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 26 de
unho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francitco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela administrarlo do crrelo desta cidade
se faz publico, que em virtude da convenco pos-
tal celebrada pelos governos brasileiro e francez,
"",;"*"",ld" mU para a Europa no dial.'
tOnlno prximo, de cooformidade com o annun-
co deste correio, publicado no Diario de 29 de
janeuo deste anno. As cartas sero recebidas at
2 hora antes da que for marcada para a sahida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 25 de junho de 1861.
Domingos dos Passos Hiranda.
Convite.
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfande-
ga sao convidados os Srs. assignantes da mesma
aura 4 renovarem suas fiaocas, dentro do pras
de lo das, contados da data deste, de confor-
midade com a disposico do artigo 735 do re-
gulamento de 19 de setembro de 1860. Alfan-
dega de Pernambuco 22 de junho de 1861.
O le.'criptnrario
Firmino Jos de Oliveira.
Pela administraba do correio desta cidade
se faz publico para fin convenientes, que em vir-
tude do disposto no anigo 138 do regulameoto
geral dos crrelos de 21 de dezembro de 1844 e
artigo 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851
se proceder a consumo das carta atrasadas
existentes nesta administrago e pertencente ao
mez de junho do anno passado. no dia 2 de iulho
prximo, as 11 horaa da manha, u. P0II1 go
mesmo correio, e a respectiva lista se acha desde
ja exposta aos interessadoa.
Administraco do correio de Pernambuco
de junho de 1861.O administrador,
Domingos do Pateos Hiranda.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento. ao art, 22
do regularaento de 14 de dezsmbro de 1852 faz
publico, que foram aceitas as propostas dos'se-
nhorss abaixo declarados.
Para o rancho da companhia dos menores do
arsenal de guerra.
Manoel Antonio de Jesu :
Pao de 4 onyas a 150 r". a libre.
Bplacha a 170 rs. a libra.
Joo Cario Augusto da Silva :
Aa8Sucar refinado de segunda sorte a 130 rs. a
Cha Hvon a 29500 a libra.
Caf em grao a 230 r. a libra.
Hanteiga franceza a 600 rs. a libra.
Arroz pilado a 100 rs. a libra.
Bacalho a 95 rs. a libra.
Carne verde a 140 rs. a libra.
Dita secca a 130 rs. a libra.
Toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Farinha da trra a*2800 o alqueire.
Feijo preto ou mulatinho 69800 o aluueire
Azeite doce de Lisboa a 6lo r. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 240 n. a garrafa.
O conselho avisa aos mesmoi Tendedores, que
27
devem dar principio ao fornecimento no dia Io
de juiho do correte anno.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecinvanlo do arsenal de guerra. 28 da
junho de 186,1.
Yowcisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
__ (Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar 01 objec-
tos seguintes:
Para a pharmacia do hospital militar.
12 arrobas de assucar refinado de primeira qua-
lidade.
48 libras de alcool de 36 graos.
4 libras de alumen. '
48 libras de agurdente branca.
16 libras de alinea.
1 aremetro de Banm.
1 aremetro centerimal de Gay-hutrac.
2 arroba de baoha.
24 borrachas para injecgSes, sendo 12 de 2 on-
(as e 12 de 4 ongas.
12 borrachas vulcanisadas para chlysteres, sen-
do 6 de 1 libra e 6 de libra e meia.
4 libra de cremortartaro.
12 libras de cantharidas.
2 libras de casca de roma.
14 libras de cera a amella.
4 libras de cicuta.
2 arrobas de cevada.
2 libras de centaurea menor.
1 libra de cytrato de ferro.
1 libra de carbonato de ferro.
2 libras de cal branca de mercurio.
1 caivete pequeo.
1 libra de extracto de alcags.
1 libra de extracto de guaiaco.
1 arroba de eoxofar sublimado.
8 libras de flor de sabugo. l
2 libras de folha de vernica. -
2 libras de folhas de verbasco.
2 libras de folhas de mangericao,
2 libras de folha maogerona.
3 libras de folha de ouregio.
3 libras de folhas de anglica.
2 libras de folhas de funcho.
4 libras de folhas de byflBopo.
12 funda para o lado direito de boa qualidade.
12 fundas para o lado esquerdo de boa qua-
lidade.
6 fundas duplas de boa qualidade:
4 libras de fumarias.
4 onca8 de hyposulto de soda:
1 libra de iodureto de forro em frasco azul.
4 arrobas de linhaca.
20 libras de malvas. -,
20 libras de mel de abelhas.
8 ongas de nitrato de prata fundido.
12 vidros de oleo de msntruco;
5 oncas de oleo essencial de canella.*
12 libras de oleo de ricino.
6 libras de pellas frescas de rosas rubras.
2 libras de pilulas de Blaocard.
50 vid ros pilulas de Vallet.
4 libras de pastinhas de ipecacuanha.
3 libras de pastilbas de ipecacuanha e morfina.
1 resma de papel pautado de primeira quali-
dade.
2 resmas de papel de embrulho.
1 vidro azul de 8 ongas de perchlorureto de
ferro.
2 arrobas de raz de tormentilla.
3 libras de raiz decahinca.
3 milheiros de rolhas francezas.
30 traeos de salsa parrilha de Bristol.
2 libras de sarrafraz.
2 libras de scamonea.
3 libras de salva;
1 thesoura de um palmo.
30 libras de vinho tinto de muito boa quali-
dade.
20 libras de vinho branco de boa qualidade.
60 frascos de xarope de Chable.
100 garrafas de xarope de Hypoiulfito de soda.
50 vidros de xarope de naf da Arabia.
60 garrafas de xarope de espargo.
25 garrafas de xarope de degitales d Labe-
loni.
2 resmas de papel rotuladas pelo modelo jun-
to, sendo urna para medicina e outra paraci-
rurgia.
Pharmacia do hospital militar de Pernambuco.
Hedicina.
Leilo n.
formula n.
Pharmacia 5t uuapuoi SSSSS 5<5 Feroambuco
Cirurgia.
Leilo n.
Formula n.
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
3 caixa com vidos de 12 a 14 pollegadas.
5 arrobas de verniz crome.
5 arrobas de oleo de linhaga.
20 duzias de taboas de louro de assoalho.
6 enchams de qualidade com 25 palmos ca-
da um.
2 raaos traveseas com 25 ditos cada urna.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 8 de
julho prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 28 de
junho de 1861.
Bento Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Franceo Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa d
misericordia do Recife, manda fazer publico qiu
nao se tendo effectuado hoje a arrematago des
rendas da ilha do Nogueira, ir novamente a prr-
ca no dia 4 do prximo futuro mez de julho. Os
pretendentes devem orgaoisar suas propostas e
remette-las a esta secretaria em carta fechadi,
no dia cima mencionado, as 4 horas da tarde.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 27 de junho de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseiro,
Escrivo.
A Illma. junta administrativa da santa casa
de misericordia do Recife manda fazer publi:o,
que no dia 15 do prximo futuro mez de julio
pelas 10 horas da manha, na casa dos exposos'
far-se-ha pagamento as respectivas amas ; de-
vendo estas irem acompanhadas das criancaa
Santa casa de misericirdia do Recife 28 de ju-
nho de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
em julho prximo futuro entrara de mez no'hos-
pital dos Lasaros, o Sr. Antonio Jos Gomes do
Correio, na casa doa expostos e Sr. Dr. Antonio
Herculano de Souza Bandeir, e no hospital Pe-
dro II contina o Sr. Dr. Hanoel Ferreira da
Silva.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 28 de junho de 1861.O escrive,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do diaposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-te proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da-directora
Francisco J0S0 de Barros.
Coiisulado da repblica
argentina.
i*0, i dmeJ,lo^T, notieia da [anniquillaco da
cidade de Mendoza por cauca de em tenivel ter-
remoto (como notorio) que a reduzio em poneos
minutos um mentao do ruinas, dabaixo das
quaes foram sepultados mais de dous tercos da
ua populacio ; o abaixo firmado, cnsul da re-
pblica nesia cidade, tem iniciada urna subs-
.cripeo com o fim de alliviar da desgrana os que
Bemem na miseria e orphandade, aalvoa de to
violenta catastrephe. A supplica que se faz S
todos os cidades desta cidade, e com especialida-
de ao corpo commercial da prac,a que entretem
lo importantes relagoes mercan lis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que todos os se-
nhores se prestaro a subscrever, cada um com
a somma que possa para fim tao humanitario
imitando o que j se tem procedido em outras
provincias do imperio. Para o que pdese assig-
oar na associacao da praca do commercio, neste
consulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambem em
qualquer outra parte em que' o promovam os
amantes da humanidade, e a pedido deste con-
sulado. Recife 1 de junho de 1861.
Jos Joo de Amorim.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
17 RECITA. DA ASSIGNATURA.
Qoarta-fcira, 3 de Julho de 1861.
Subir scena o exeellente drama em 3 actos
e o quadros, original francez,
OS SIS
BEGIliOS DO CRINE.
DENOHINAgO DOS ACTOS.
Acto l.o
Quadro IoA occiosidade.
Quadro As mulheres.
Acto 2.
Quadro 3oO jogo.
Quadro 4oO ronbo.
Acto 3.
Quadro 5oO assassinato.
Quadro 6oO cada falso.
. ^ PERSONAGENS.
Julio Dormely.................. Germano.
Carlos..........................
Fernando......................
Miguel..........................
Francisco......................
ASra. Doneet..................
Luna *#...,.......
,fnny..........................
Blomira........................
Urna noiva ....................
La Chambre....................
Jos.... ................... Campos.
Um agente de polica.......... Leite.
Soldados, jogadorea, etc.
mosa,
carga e
de primeira marcha : para o restante da
passageiros, para os quaes tem excelen-
tes com modos, trata-se
Oliveira & Filho, largo
torio, ou com o capillo
com Hanoel Ignacio de
do Corpo Santo, escrip-
a bordo.
COJHPANHIA PERNAMBUCANA
DR
Navegado costeira a vapor.
O vaior Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul de sua es-
cala no dia 5 de julbo as 4 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 4 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dloheiro a rete at o dia da
sabida 1 hora: escrip torio no Forte do Hattos
n. 1.
no
letras
Para.
Segu uestes das o palhabote Sobralense,
capuao Ralis, ainda recebe carga : a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do
Corpo Smton.23-
COMPANHU PERNAMBUCAIU
Nawgaco costeira a vapor
Parahiw, Rio Grande do Norte, Ma-
Teixeira,
Raymundo.
Nunes.
Vicente.
D. Jesuina.
D. Hanoelq.
D. Carmela.
D. Julia Gobert.
D. Anoa Chaves
Santa Rosa.
Terminar o espectculo
media em um acto,
com a graciosa co-
Comecar s 7 X horas:
Atsos martimos.
PARA
Segu nesles das para o indicado porto o ve-
leiro brigue-escuna Graciosa, capito Joo Jos
de Souza, por ter lodo o carregamento contrata-
do, poder receber ainda algumas miudezas,
devendo para esse fim os pretendentes enten-
der-so com os consignatarios na ra da Cruz
n. 27, escriptorio.
Ro de Janeiro
0 veleiro e bem conhecido briguo ......i
lox, pretende seguir com muita brevidade,
parte de seu carregamento prompto, para o resto
que lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
tem
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidade a barca tHathildei
por ter metade do seu carregamento engajado :
para o restante, trata-se com Hanoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinto.
Ensino.
Qyalquer senhor professor que queira e eatna
:aso de encarregar-se do oaino de primeiras
a dous meninos, os quaes j leem livro
recebendo-os em casa, e-forneceodo-lhea comida
e cama, e compromeltendo-ae a bem trata-loa
durante a ausencia do pai do mesmo que se re-
tira, pode entender.se na ra estreita do Rosario
n. 4, para tratar.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pracas do Rio
de Janeiro, Haranho e Para.
Joo Alves da Cunha, orp ho de pas, e mo-
rador da Parahiba, d'onde veio em o comeco des-
te anno, dinia-ae a ra do Crespo n. 13. Ioja do
i>r. Horeir-a Lopea, a negocio de seu interesse.
AVISO.
Manoel Ribeiro da Silva faz scienle ao respei-
tavel publico que tem hospedado em sua padaria
na ra Imperial o Sr. J. P. p., e que diz ser so-
cio da casa a todas as pessoas com quem tem re-
lacoes ; previne-se desde j aos freguezes deste
\ eslabelecimento, que nao paguen) conta alguma
, ao dito senhor, porque tero de pagar sogunda
vez, poia os fundos do capital do dito senhor nao
sao mais do que comida e dormida em raio do
nao achar emprego.
Quem precisar de urna escrava para ama de>
urna casa de pouca familia, dirija-se a ra daa
Cruzes n. 4 ; assim como a casa estrangeira que
annunciou procurando urna ama parda, moca,
escrava, queira dirigir-se a ra Direita, botica dr>
Sr. Manoel Antonio Torres, que l encontrar
com puem tratar.'
| Precisa-se de um caixeiro para urna pada-
. na que abone sua capacidade : na ra do Rosa-
rio da Boa-Vista n. 55.
Armazem de maduras.
cao do Assu', Aracaty Ceara',
Acaracu' e Granja.
0 vapnr Jaguaribe, commandante Lobato,;
aahir pira os porto do norte at a Granja no
da 6 de julho s 4 hora da tarde. Recebe car- \
iife?iE^!^-*^^
escriptorio no Forte- do Hattos n. 1. dou p seu armazem de madeiras da ru da Con-
cordia n. 20 para a mesma ra n. 9, aonde acha-
ro sempre um grande sortimento de madeiras,
e se encarrega de qualquer encommenda com
toda a presteza, assim como contiai a fabricar
e concertar carrinhos de mo, ludo por preco-
muito razoavel. 0 mesmo abaixo assignado avisa
aos seus devedores que venha realisar seus de-
do
Para o Rio de Ja-
neiro
A velara barca nacional Iris seguir com bre-
vidade. Para alguma carga miuda, trtame
ff ?uimar-ies A ?: D0 for.le d "*- ; contrario usar dos meios que a lei lhe faculta,
tos. trapiche do barao do Livramento n. 15, e Recife 1 de julho de 1861 *
avos, com os consignatarios Aranaga i Rufino Manoel da Cruz Cousseiro.
O abaixo assignado vendo no Constitucio-
. nal de hoje o seu nome na lista dos devedores a
Jos Gomes da Silva Santos, declara pelo pre-
sent que nada deve a dito senhor, como o com-
i prova pelo recibo da saldo de contas datado de 7
. : de agosto do anno passado. Recife 28 de junho
" de 1851.Hanoel Augusto Candido Pereira.
bitos da dala deste a"30 dias amigavelmeote,
contrario usar dos meios
Hijo 4 ( trapiche Novo n. 6.
?2^2^
MPANHA BRASILEIRA
DE
UrBfBS &TO1.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
O yapbr Oyapock commandante o capito j A directora do Gabinete Porl tura
tenente Pedro Hiplito Duarte, esperado dos tendo de Andar a su. fSd^iS.tofi.
S,>HL,|?ri!i0dia*3de JUlh pr?T' pede 08 8eahore8 accionistas esTscriptori
o dn -X me SegUir P"a i que esl0 ?m debit0 P"a <** Gabinete, at S
n J.j,___. ; do mez de junho, o cumprimento do aue disnoa
Desde j recebem-se passageiros e enga a-se a o 2.a do art. 13 e 6 i. do art U; dos estalutos
carga que o vapor poder conduzir,a qual dever sem o que nao podero gozar das rejalse di-
ser embarcada no d.a de sua chegada at as 3 reitosque lhesconferera osraesmos estatutos.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilur
aos 28 de junho de 1861.
i Francisco Ignacio Ferreira.
I 1. secretario.
Antonio Jacinto Carneiro.official de latoeiro,
com seu estabelecimentona ra das Trincheiras n.
116,faz ver ao publico, q"ue precisa de dous apren-
| dizesque ten h ara familia nesta praga; a quem con-
I vier appareca no mesmo estabelecimento para
contratar.
horas da tarde, dinheiro a frete, encommendas e
passageiros al o dia da sahida as 3 horas : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Hendes.
Leiloes.
LEILAO
Baha.
Segu a sumaca Hortencia, capito Belchior
Maciel Araujo ; para o reato da carga que lhe
falta e passageiros, trata-se com Azevedo i Hen-
des, ra da Cruz n. 1.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano Al-
ves da CoDceigao, sabe para a Bahia em poucos
dias ; para alguma carga que ainda pode receber,
trata-se com Francisco L. Q. Azevedo, na ra da
Madre de Deus n. 12.
Patacho portuguez Lima,
tendo de seguir viagem impreterivelmente quar-
ta-feira 3 de julho, roga-se aos senhores passa-
geiros vindos no mesmo patacho de virem pagar
suas passagens na ra de Apollo n. 8, primeiro
andar, sob pena de serem devolvidas suas obri-
gaces para serem alli recebidas doa respectivos
fiadores.
Haranhao e Para.
O hiate nacional Rosa esperado nestes dias,
seguir con brevidade para os portos indicados,
por j ter parte do carregamento engajado : para
o resto e passageiros trata-se com o consignata-
rio J. B. di Fonseca Jnior, ra do Vigario nu-
mero 23.
Lisboa.
O patacho portuguez Jorio da Gloria, preten-
de sabir no dia 29 do correte por ter o seu car-
regamento prompto; para passageiros smenta,
trata-e com os consignatarios F. S. Rahello &
Filho, largo da Assembla n. 12.
DAS

Nessageries imperiales.
Agencia ra do Trapiche n. 9.
No dia 1 de julho espera-se Oof^toTtos do sul
o vapor francez Bearo. commfBdhnte Aubry
de Is No, o qual depon da demora do costume
seguir para Bordeaux com eseala por Sao Vi-
cente (onde ha um vapor em correspondencia
com Coree) e Lisboa.
A companhia enearrega-re de segurar aamer-
eadorias embarcadas a bordo dos vapores o rece-
be tambem dinheiro e objectos de valor com des-
tino para Londres m transito por Bordeaux e
Boulogue.
Par as condic$6es, frete e passagens trata-se
na agencia.
Para Lisboa e Porto,
sahir com brevidade a Parca portwgutta For-
Variado sortimento de cadei-
ras, commodas de inogno,
sorns, tonetes, lavatorios
etci, etc., e um piano.
Quartrfeira 3 de julho.
Antunes vender por conta e risco de qvem
pertencer na ra da Cruz do Recife armazem n...
variado sortimento de movis, como sejam com- i
modas de mogno, lavatorios, toiletes, secreta- j
ras e urna ionnidade de objectos que enfadonho
seria mencionar : no indicado dia e lugar as 11
horas em ponto,
LEILAO
DE
carrocas, 2 carros de qua-
tro rodas, carreteles, carri-
nhis de mo etc., tudo de
constrccao americana.
Tertjarfeiral de julho.
Antunes vender no Forte do Mattos
S 3-Baa estreita do Rosario-3
vjr Francisco Pinto Ozono continua a col- 2
9 locar dentes artificiaos tanto por meio de Z
molas como pela presso do ar, nao re- 3
cebe paga alguma sem que as obras nao S
^ fiquem a vontade de seus donos, tem pos Z
e outras prepararles as mais acreditadas Z
% para conservado da bocea.
9 836 a
Aranaga Hijo & C. sacam sobre o Rio de Ja-
neiro.
Ao publico.
zem do S
construid
ret5es di
arma-
baro do Livramento, fortes e bem
as carrocas para um e dous bois, car-
looga durago, carrinhos de mo e
dous lindlos carros americanos para duas e uua- n".en\ Procurar-nos acharo sempre no escrip-
torio das 9 as 3 da tarde um de nos.
tro pesso
Reslsbelecido da grave molestia que portante
tempo me ha consumido, volto ao exercirio de
advogadoe espero do publico o favor que sempre
lhe hei merecido. Em commum com o Sr. Dr.
Joo Baptista doAmaral e Mello, os que se dig-
as. As 11 horas em ponto.
LEILAO
Tercft+feira 2 de julho as 11
horas em ponto.
Krabb Whately & C, faro leilo por iBter-
venco do agente Pinto, de 200 caixas com cer-
veja (sendo 145 da preta e 55 da branca) do
mata afamado fabricante em lotes a vontade dos
compradores, no dia e hora cima mencionado na
ra do Trapiche n. 17.
Leilo
O agente Hyppolito da Silva far leilo por
conta e risco de quem pertencer de urna porco
de couros salgados a variados e de qu artolas com
vinho Bordeaux e caixas de marrasquino em
bom estado : quarta-feira 3 do corrente as 11
horas em ponto, no Forte do Hattos armazem al-
fandegado do Sr. baro do Livramento.
LEILO
O agente Hyppolito por o dem dos
Sr*. Rothe Bidoulac, fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de
urna porcao de latas com tintas, as quaes
se venderao sem reserva de preco al-
guna : terca-feira 2 do corrente as 11
horas em ponto no armazem d'aquelles
senhores na ra do Trapiche.
Avisos diyersos.
Precisa-se de urna mulber de meia idade
para ama de urna casa de pouca familia, que
seja de boa conducta, e que saiba lavar, eozinhar
e engommar: a tratar na ra da Santa Cruz nu-
mero 9.
Tudo em-
penharemos para bemservirmosaos que nos qui-
zerem honrar. O nosso escriptorio na ra do
Queimado d 41, ultimo sobrado que faz esquina
para p becco da Congregarlo.
Dr. Antonio Borges da Fonseca.
Aenco.

Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espado de 8,annos o offcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jui-
zos, despachar escravos e tirar passapor-
les na polica, e promover cobrancas. E
como tem na corte sua disposic/o um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretengo perante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurdo para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
i das Triccheiras u. 13, e fora destas horas
m na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
cobertos e doscobortosr pequeas grandes, i*
onro patate inglez, para hornera e seihera do
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casa do
SooihaU Mellor & C.
O amigo meatre da lingoa inglesa ainda
contina a dar ligdes particulares, pelo systema
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
meiros collegio dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo iocon-
teatavel, pois que, principia logo a fallar, escre-
ver, e tradoxir dita lingoa.O annuaciante podo
aer procarado at as 9 horas da manha na ra
da Gloria o. 83
>
I
N

i


DI41I0 M PBRNAIBCO. SEGUNDA FEUU 1 M JLHO DI i861.
;
SO NO PROGRESSO
DE
ilenco.
no progresso
rs. cada urna, s
de outroi muitoi fabricantes de
largo da Penlia
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vendet-ie ot melhores gneros que ha do mercado, tanto ero porco como a retalho, e
por muito menos preco de que em ouira qualquer parte, por serem viudos a maior parte dellesem
direitura, porconta do proprietario, por isso em vista dos prccos dos gneros abaixo [mencionados
podero julgar todos os mais, afianc.ando-lhe a boa qualidade.
Manteiga iuglexa perf eitaiaente flor, go0 ri., Ubra>, em bar.
ril a700rs.
alanteiga franeeza a miUlor qBe ha no mercado a 7*0 rs. a m>ra.
Ca os meUiores que ua no mercado vende.se 81. qualidade a 39000,
2a ditta a SOO, 3a ditta a 2*000, e preto a 1$600 a libra.
Qaei J08 namCllgOS cheKad0S nMtt ultimo vapor da Europa a 2*800rs. ditoa che-
gados do vapor passado a lg800 e 1*600 rs.
VaeiJO pTaiO og melhoresque tsm viodo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e ioteiro a 600 rs.
\mem\uas confeitadas pro\>vias pata sor tes deS.
loaO*a 1*000 rs. a libra em porco se far algum abatlmeoto.
lSOViO iraUeeX a OUW M 0 cartao elegantemeote enfeitados, muito proprios
para menino, s do Progresso.
Hoee da easea de goiaba, 18 0 caixao, em porco a soors. s
H0Ce de AlperCUe em iattai de 2 libras muito enditadas a 1*200
no progresso.
ManaeYada imperial d0 afamad0 Abreu,,
Lisboa a 800 rs. a libra.
A.meiX.aS iraeeZaS em frascos com 4 libras por 3*000 cada um, s o frasco val 1*
dittas portuguesa a 480rs. a libra.
LtataS COm bolaeUimliaS de Oda ronltndo difierentes qualidades, a
1*400, assim como tem latas de 8 libras por 3S000, dittas com 4 libras por 2g000 rs. s no
Progresse
nl.a^a de vGmate em iataid# i libra, por 900 rs. e em latas de 2libraspor 1*600 rs.
V*uOOOlaiO 0 mas 8Uperi0r que tem Tumo a este mercado a 900 rs. a libra.
ttOiaCUlUlia lHg\eZa maUo nova a 33000 a barrica, s do Progresso.
Conservas trancen s c inglezas rectntemente chegada a 800. o iras-
co em porco se faz ab tmenlo.
Passas em eaixinuas de 8 libras ag meih0re8 qu. tem vi.doaeste
ui<..4 c~, um muito craudes a 2S800 rs. cada urna.
ILspetmaceie superior
abatimemto.
Wetria, macarrao e taluatim a 400 .. iibr. e em caix.. de om. .r-
roba por 8*.
K.T\ lilla traCeAS em lttas de l libra a 640 rs., s no Progresso.
LataS COm peilLe dO pOSta das melhores qualidades que*a em Portugal, como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada,s-ezugo, etc. etc. a 1*400 rs. cada urna.
Altitonas muito novas a 1#200 rs. 0 barrili em gartafa a 240 rs.
Palitos de dente lixados
Tragues deste anno
do Progresso:
e eja das mais acreditadas marcas 5*000 a duzia retalho a 500 rs. a garrafa.
, mpanne muit0 auperor a 2*000 rs. a garrafa, em gigo por 18*000 rs.
W 1111108 engarraiadOS d4S 8eguintes qualidades, Porto, Feituria, ditto Bordeaux,
dilto Muscatel, a l*a garrafa ; tambem tem vinhoCheres para 2*000 rs. a garrafa.
W 111110S em pipa(em tompo8js0 porto, Fgueir,Lisboa, a 640ls. em caada a 4*500.
Presunto de fiambre inglex muito oovoe. O0v.. a u^
VreZUUtO de LamegO 0 que ba de bom neste genero a 480 rs. em porcaa a 400 rs.
HuOUriCUS e palOS a 560 ra# ain,r8f em barrii COm 6duzias de paios por lOgOOO.
X OUeinllO de Lisboa 0 ma8 n0T0 que ba n0 mercado a 320 rs. a libra.
Banba de poreo retinada a ma}aivaq p0de haver 4so rs. a libra em
barril a 440 rs.
mendoas de easea mole a m rs. a libra e em porco se far aigum abat-
ment, s do Progresso do pateo da Peana n. 8.
Alm dos gneros annunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
ulo quanio bom e barato.
Deseja-se saber onde residem os herdeiros do
nado Antonio Jos Patricio, consenhores da
maior parte da propriedade denominadaSillo-
na Camanha, da freguezia do Taip, na provincia
da Parahiba ; e aso queiram vender ditas trras
dirijam-se ao capito Manoel de Caldas Braado,
all morador, que deseja compra-las.
Mr. William Campbell e sua familia, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Jos Joaquim Dias do Reg, vai s provin-
cias do norte a negocio.
Desappareceu do dia 13 do correle, do si-
tio de S. Jos do Manguinho, o escravo crioulo,
maior de 50 aooos, de nome Joaquim, com os
sigoaes seguimos : cabellos brancos, alto, secco
do corpo, e usa alpargatas ; este escravo foi pro-
priedade do Sr. Manoel Jos Pereira Pacheco, do
Aracaty, d'onde veio para aqui fgido : roga-se
a todas as autoridades policiaes a quera quer
que o encontr, de o capturar e entrega-lo no
sitio cima citado, ou na ra do Trapiche n. 15
a Jos Teixeira Basto.
Precisa-se alugar urna engommadeira, com
tanto que seja porlugueza.e de bons eos turnes :
na ra Formse do bairro da Boa-Vista o. 17.
Aluga-se na ra do Queimado urna sala
com tres quarlos e cozinha fora, propria para
pouca familia: a fallar na meama ra, loja de
ferragens n. 14.
Precisa-se para urna taberna na Escada de
um caixeiro de 10 a 16 annos ; a tratar na ra
do Rosario o. 1.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIOA & SILVA
Precisa-se
de urna ama deleite, preferindo-se escrara, pa-
ga-se bem : na ra do Queimado n. 7, se tratar.
Aluga-se a loja do sobrado n. 24 da ra
daCidade Nova em Santo Amaro, com 3 quar-
los, 2 salas, 1 saleta, cozinha fora e quintal mu-
rado ; a tratar do mesmo sobrado.
Ayso.
tm avaria a 700 rs. a libra, em caixa se far algum
Tcndo o proprietario da loja deloacada ruado
Rangel n. 28 passado toda a looca existente na
mesma para o seu armazem na ra da Cadeia do
Recife d. 8, deixando nicamente a armado, a
qual lhe custou 200$ ; avisa a quem convier (me-
nos para taberna ou acougue) a dirijir-se sua
casa, que far negocio, pois vende a armago ba-
tata, o aluguel commodo e a dita casa est si-
ruada em bom lugar.
Precisa-sede dousamassadores que enteo-
dam perfeitamente do trauco de urna padaria ; a
tratar na rna larga do Rosario n. 16.
Aluga-se um bom armazem na ra da Cruz
n. 29, tendo.saluda para a ra dosTanoeiros, em
boa localidade para qualquer estabelecimento : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Alugam-se as lojas dos sobrades n. 37 e
39 silos na ra do Imperador : a tratar no Mon-
dego em casa do finado csmmeodador Luiz Go-
mes Ferreira.
Joao Correia de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume-
rosos freguezese amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recite n. 58, pri-
meiro andar, aonde o encontra-
rao prompto para desempenhar
qualquer obra tendente a sua
arte.
em molhos com 20 macinbos por 200 rs.
a 180 rs. a carta, e em eaixa com 40 cartas per 6$800 rs., s
LOTERA.
Sexta-feira 5 de julho prximo anda-
rao impreterivelmente as rodas da pri-
meira parte da primeira a beneficio da
igreja de S. Francisco de Paula do Ca-
xanga' no lugar e as horas do costume.
Os bilhetes e meios bilhetes acham-se a
venda aos preeps abaixo declarados na
thesouraria das loteras ra do Quei-
mado n. 12 primeiro andar, e as casas
commissionadas na praca da Indepen-
dencia n. 22 loja do Sr. Santos Vieha,
ra Direita n. 5 botica do Sr. Chagas e
ra da Cadeia do Recife n. 45 dos Srs.
Poito & Irmao. As sortes serao pagas
depois de distribuidas as listas.
Bilhetes inteiros cada um sOOO
Meios bilhetes 2#500
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Precisa-se de urna escrava para andar com
fazeudas, e urna ama para casa de pequea fa-
milia : na ra do Hospicio n. 2.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na iravtssa do Livramnto n. 18, se-
gundo andar.
Aluga-se urna casa terrea com soiao, a qual
tem commodos para grande familia, alem disto
tem um grande quintal todo murado e cheio de
diflerentes arvores de fructo ; alem de ludo isto
muito perto deata cidade por ser na Soledade, na
rna de Joo remandes Vieira (defronte da igre-
ja) o. 60 ; quem a pretender, entenda-se com o
^&m&-&&&&-&&i
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a socieJade que lnhajcorn
seu mano, acha-se de novo estabelecido com dous acetados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razao de Duarle & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva : estes estabelecimentos offerecem grande?
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolveram os
propietarios mandaren vir parle de seus gneros em direilura, afimde terem semprecompleto sortimento, como tambem poderera oereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parle, por isso desejando os propietarios acreditarem
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encomraendas, mesmo por pessoas pouco praiicas, em qualquer um dcsles estabelecimentos, que serao tao bem servidos como
se viessera pessoalmente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fun lados oas vantagens que oflereeemos, pedimos a
todos os senhores da praca, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a* primeira vez, afim de experimantar, certos
de eontinuarem, pois que para isso nao pouparo os proprietarios forjas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adijoes de nossos pr$os, por onde ver o publico que vendemos baralissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e ora barril a ?60 rs.
MAiNTEIGA FRAMCEZA a melhor do mercado* 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de I&700 a 3V>00 e em porco ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE ingles e hamburguez a 900 rs. a libra e em porco a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZES viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra a 700 rs.
QUEIJOS LONDRINOS ebegados no ultimo paquete a 1.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 e 5 lt2 a 19 a libra e a i2C0 a retalho.
PASSAS em caixinbas de oito libras, as melhores do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAJNCEZAS I1NGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 1*300 a garrafa e a
13 a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FBUCTAS de todas as qualidades de Portugal de W00 a 200U.
MARMELADA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1500 de duas libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 19300 com duas libras.
LATAS COM PEIXE SAYEL ecutras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que se pode desejar a 39100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar neste genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CA1XES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa e 99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco e 69800 a frasqueira com 12 frascos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha no mercado a 280 rs. o majo.
PALITOS DO GAZ a 39000 a greza e 280 a duzia de eaixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que tem vindo ao mercado a 19200 e barril.
AMENDOAS COBERTAS as mais novas e bem arranjadas que ha no mercado a 19 a libra eem porco lera abatimento.
Alm dos gneros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados._____________________________
diividar
mente!
Prepara se com todo aceio e promp
tdo e por preco razoavel comida para
ChdaeSo" qua,quer O"8 aMm como differentet
ver, eiute napadaiia confronte a igreja
dade.
Oferece-separa praticar no commercio um
moco brasileo que sabe a escripluraco por par-
tidas imples e dobradas: quem precisar ennun-
cie por este jornal.
Alugam-se tres pretaa que saben oziohar,
vender na ra, lavar e eogemmar : que quizer
aluga-las dirija-se ra da Imperatriz n. 43, que
encontrar ora quem tratar. Outro aim aluga-se
tambem um molecote que serve para toda o ser-
figo de cusa de familia.
Attencao
Pretende um moco arraojar-se pira confeitero
cu refinador, tendo de ambas at poissea a pra-
tic* necessaria : quem o pretender, procure na
ra do Alecrn) n. 55.
Aluga-se a casa terrea o. 3 do pateo do Pa-
raizo por 259 menaaes : a traUr no reo da Con-
eei^e o. 4.
Alugam-se 4 casas, 2 na ra da Baia-Ver-
de, na Capunga, e 2 na travesea da mesma ra :
quem quizer, dirija-se a ra Direita, botica do
fir. Parausos, ou na iravesaa da Baixa- Verde na-
.mero 8.
Precisa-te contratar urna senhora branca de
idade pouco mais ou menos de 50 annos para aa-
sislir em compaohia de urna senhora casada re*
sidente na freguezia de Santo Amaro de Jaboa-
tao : a quem Uto convier anuncie para ser pro-
curada.
qualidades de doces, bolos etc o esme-
ro com que se trabalha, a presteza que
ba eo dinheiro que se pede fazem ad-
mirar a quem se dirigir ao n. 25 da ra
das Flores.
Segunda-feira 1. de julho ser arrematado
en praca publica do juiz de paz do segundo dia-
trieto de Santo Antonio 7 cadeiras, 1 par de con-
solos. 1 mesa redonda, 2 cmodas, 1 toucador e
1 armario de cima de cmoda, por execuco de
os Faustino de Lemoa contra Francisco Tostin.
Jos Goncalves Malveira, faz sciente ao
respeitavel publico que desde esta dacta des-
pediu de sua cocheira residente na ra do Im-
perador n, 25, Joaquim Alves Pinto, como cai-
ieiro da mesma: oulro aim, recommenda a todos
oa senhores que sao devedores a mesma, que
nio pague conta alguma ao mesmo cima men-
cionado, ao contrario ficam sujeitos os seus d-
bitos. Rdcife-27 de juoho de 1861.
(Merece-se um menino portuguez de 12
annos para caixeiro de taberna, o qual tem bas-
tante pratica da sesma, aflan;ando-se a sua
conducta : na ra Augusta n: 31. taberna.
Precisa-te alugar nma casa terrea que le-
ona bons commodos, quintal e cacimba, no
biirro da Boa-vista, nao se pde duvida daral-
gumaa luvas no caso de agradar : na ra da Im-
peratriz outr'ora atierro da Boa-yista n. 41, se
dir.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Agencia dos fabricantes americanos
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston &C, ra da SenzallaHovan. 52.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precisa fallar.
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa" a seus nu-
merosos freguezes tanto da praca como de fora,
que tem de abrir/novamente o seu estabeleci-
mento de calcado feito na provincia no 1.* de
julho prximo futuro, ns ra da Imperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
dos Ferreiros, onde pretende vender muito em
conta, como de costume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e ganhar pouco.
Na ra da Saudade casa de soto
de duas janellas, ha para se alugar urna
preta escrava, de ptima conducta, que
cosinha e engomma com toda perfeicao.
rilARSACIAUAUTIIOLOMEO
Roa larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecleur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
'Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer pane: na ra larga do Rosario, n. 34.
__ Precisa-se de urna ama de leite : a tratar
ra Imperial, sobrado o. 87.
Joo de Siqueira Ferro scientifica a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudouseu estabelecimento de fazendas
que liona na ruado Crespn. 15 para a
ra do Queimado n. 10, onde continua a
ter um completo sortimento de fazendas
de todas as qualidades.
Joao Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joao Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
cao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
W***^.-^^-W^'*^ft^fl1g-rrsg?il5^s^*t
WPIWWWWW waiw s&a>^ SUJV WW V3rVBVfBl K CONSULTORIO ESPECIAL
S liOMEOPATIIICO
DR. CASAKOVA,
30-Rua das Cruzes-30
Neste consultoriotem sempre oa mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) porCa-
tellan e Weber,por pregos raroaveis.
Os elementos dehomeq&alhiaobra.re-
commendada in telligeu^ia de qualquer
pessoa.
N wnfm KW> ro vWFm TKm WtBWwWiW wBJW"kWWfw!BV J
Attencao.
Pede-se ao Sr. Antonio Ignacio Branlao o fa-
vor de apparecer na ra de Apollo, taberna n.
39. a negocio de seu interesse.
Aluga-se um armazem no caes 22 de No-
vembro n. 12 : a tratar em n. 24.
Francisco Sadrn, aubdito francez, retira-
se para fora da provincia.
William Frost, subdito inglez, re'.ira-so para
o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama forra ou eapliva
para cozinhar e comprar : aa ra do Imperador
fi. 37, segundo indar, airada direita.
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
s n
Joaquim Francisco dos Santos.
PRIADO QHAD040I
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 40, 35$ e 3O&000
Sobrecasaca de dito, 359 30$00
Palitotsde dito ede cores, 359, 309,
25S000 e 20$000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 1*9 ^M
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, UfWO
Ditos de merin-sitim pretoa e de
cores, 9S00O 89OOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim decores, 59,49500,
4$000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6g0O0, 59OOO e 45000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e 6S000
Ditas de princeza e merino de cor-'
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim braceo e de cores,
5S000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3$000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500,59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7$000, 69000 e 5J000
Ditos de brim e fustao branco,
395OO e 39OOO
Seroulas de brim de linho 23200
Ditas de algodo, 1 S60 e 1280
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 29500 e 23no
Ditas de peito de linho 6$ e 35000
Ditas de madapolo branco a de
cores, 39,29500, 29 e 19800
Camisas de meias 1000
Chapeos pretos de massa.fra&cezes,
formasda ultima moda 105,89500 e 7j(100
Ditos de feltro, 69, 55, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149,12$. US e 79000
Collarinhos de linho muito fios,
novos feitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodao 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditoa de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 405 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas
anoeis 5
Toalhas de linho, duzia 129000 e 109000
ELIXIR DE SALDE
Citrolaetato de ferro,
^nieo deposito na botica Ac tfoa^uim MavtinYio
la Cruz CoTtea & C. ra do Canug n. 11,
em Periiainuueo.
H. Thermes (de Chalis) anligo pharmaceutico apresenta boje urna nova preparaco de ferro,
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas tao
variadas, mas o hornera da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formula um objecto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
Daa numerosas preparacoes de ferro at boje coohecidas nenhuma rene lio bellas qualida-
des como o elixir de citrolaetato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quena dse, o ser de urna prompta e fcil dissoluc&o no estomago, de modo que completamente
assimilado ; e o nio produzir por causa da lactina, que contem em sua compoaigao, a conslipaco de
vantretio frequentemente provocada pelas outras prepaHcdesferroginosas.
Estas novas qualidades em nadaalteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico ae nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula ave lhe d proprfedades taes que e pralico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa boje o primeiro lugar entre as numerosas preparacoes ferroginosas, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos distioctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debilidade subsequente as
hemorrhacias, as bydropesissque apparecem depois das intermitentes na incontinencia : do urinas
por debilidade, as p'erolas brancas, na eacrophula, no rachilismo, na parpura homorrhaaica, oa
eonraleacencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos oa. casos
em que osanguese acha empobrecido ou viciado pelas fadigas affec$des chronicas, cachexia tuber-
culosas, cancrosa, yphililicn, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das preparacoes mer-
curiaes.
Estas enfermidades sendo mui frequenlea e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de lancar mao para as debelar, o author do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimentoda humanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
do ierro.
Aos pais de familia.
D. Umbelina Wanderley Peixeto tem resaludo
continuar com o seu amigo coliegio de inslruc-
cao elementar do sexo feminino, o qual por ora se
acha estabelecido na ra da Gloria, pavimento
terreo n. 7. As pessoas que a quizerem honrar
confiando-lbe a educarlo de suas Qlhas, encon-
trarlo nelta plena solicitude e disvello. As men-
salidades sao de 5$O0O pagos adiaotados,dando o
coliegio papel, penna, tinta e compendios. O
programma do ensino e o rgimen inlerao vao
abaixo transcriptos:
Bao.ipiu. D.alBrdu, bdaldlUiuIu e CUfSVO, pelS
autores de caigraphia mais acreditados.
Leitura.Histeria sagrada, livrosque cootenhain
fbulas, regras de civilidade, preceitos de mo-
ral, e manuscripto.
Aritmethica.As quatro operacoes fundameniaes,
e o systema mtrico e monetario do imperio.
Doutrina chnslaa.Resumo das oraces e expli-
caces do caihecismo.
Trablhosde agulha. Costura cha, labyrintho,
bordados de marca, de matiz e de ouro.
A aula de manhaa principia as 8 horas e nda
ao meio dia ; e tarde das 2 al as 5.
De manhaa :
Das 8 s 9 procede-se ao trabalho da escripia c
correegao da mesma.
Das 9 s 10, leitura.
Das 10 s 11, conlabilidade.
Das 11 alea sahida, doutrina christa;
A tarde ctoda destinada aos trabalhos de agu-
lha e exercicioda doutrina ctrisia.
O Sr. Manoel Luiz Coelho queira
dirigir-fe a esfa typographia que se lhe
.precisa fallar.
Vicente Calabrez, subilo italiano, retira-
se para fora a provincia.
Precisa-se alugar urna escrava que saibs
fazer o servico interno o compras de urna casa de
pequea familia : a tratar no becco da Boia n.
2, terceiro andar, no Forte do Maltos.
O Dr. Jos Sergio Ferreira de volla de sua
viagem ao Maraohao contina a residir na prsca
da Boa-Vista n. 21, onde pode ser procurado a
qualquer hora do dia ou da noilc para o exerci-
cio de sua profisso.
Antonio da Silva Loio, subdito portuguez,
vai para o Rio de Janeiro.
Por 60$ por uiez
o aluguel da loja da ra Nova n. 61, com arma-
go envidraQada, propria para qualquer estabele-
cimento : a tratar no escriptorio contiguo n. 63.
Msicas e pianos,
J. LAUMONNIER, na ra da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella colleccao de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e rcuio escolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certose afioa os mesmos instrumentos em pouco
tempo e por precos commodos.
Anna Fausta da Cunha Pern e Souza,
acbando-se licencionida pelo Exm.Sr presiden-
te da provincia para eosioar particularmente aa
primeiras letras, tenciona abrir a sua aula no dia
t.' de julho prximo na ra Adgus|B n. 94, aco-
de tambem recebe pensionistas e mlo-pensio-
nistas ; asseguraodo entretanto aquellas pessoas
que lhe quizerem conar a educago de-suas i-
lhas, todo o desvelo e actividade no desempenho
da ardua misso deque se vai eocarregar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e fa-
zer compras para urna senhora ; ao sahir do pa-
teo do Carreo para a ra de lionas n. 9, primei-
ro andar.
( utileiro e espingardeiro
I. Wirr,
amla e limpa com (oda perfeicao navalhas de
barba, tesouras, instrumentos cirurgicos, etc.,
etc., concerta e limpa espingardas e espadas : re-
commenda-se aos Srs. Drs. e operadores de lus-
trar como de novo todos os instrumentos cirur-
gicos e de dentista : ra estrena do Rosario nu-
mero 10.
Urna pessoa que tem de residir fora desta
capital vende um grande sitia com excallente ca-
sa de morada e com proporcoes para delle se ti-
rar bom rendimento ; e para facilidade do com-
prador nao pora duvida em receber sua impor-
tancia em fazeodas ou molhados : cootrata-se na
ruada Cruz n.25,segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar da propiiedade
n. 13 da ra da Cruz, lado do nascenle, em ^ne
mora o Dr. Jos Joaquim de Souza.
Antonio Moreira da Silva durante a sua
ausencia deixa por seus procuradores em 1. li-
gar ao Sr. Jos Dias da Silva Guiarles, em 2.
ao Sr. Bernardino Lopes de Oliveira, em 3. ao
Sr, Antonio Gonca.lras de Barros.
i.
i.



MARIO DI ?KMUMWH0. StOOM* IBA 1 MiBLHd Dt lMtj
Industria.
Solda-se perfeitamente toda qualidade de lou-
<;afinaou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garantindo-se a perfeieo e seguranza
visto que o annunciante est munido dos uten-
cilios de su a proQsso : na ra Direita u. 57,
asa terrea.
Ama.
Precisa-se de urna ama que saiba lavar e en-
gommar : na ra da Senzala Velha n. 22, segun-
do andar.
O Sr. Manoel Jos de Castro Via una, quei-
ra por favor ir ra Nova a 7.
Os advogados Dr. Antonio Borges da Fon-
seca e bacharel Joo Baptista do Amaral e Helio
teem seu escriptorio na praga de Pedro II, outr'-
ora pateo doGollegio, Io andar, entrada pela ra
do Queimado n. 41 : podem ser procurados para
os misteres de sua proQsso das 8 horas da ma-
ohaa s 4 da tarde, nos dias uleis.
Precisa-se de um forneiro para urna pada-
ria, que saiba desampenhar o seu lugar : a tratar
no pateo de S. Pedro n. 6.
Manoel Luiz Coelho retira-se para fora da
provincia.
Offerece-se um mogo porluguez para cai-
xeiro de qualquer negocio, dos quaes tem bastan-
te prstica, e escreve sollrivel: a tratar na ra dos
Martyrios n. 36.
M 4 Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo cono a superiori-
dade e perfeigo que as pe'ssoas entendi-
fdas lhe reconhecem.
Ten agua e pos dentifricios etc.
Precisa-se de urna ama para o servico de
u na casa de pouca familia ; na prara do Corpo
S ano n. 17.
Compras.
A saboaria da rua
Imperial,
Compra caixas vasias que
tenha a marca da casa e es-
tanto eni boai estado, paga
200 rs. por cada urna.
Compram-se moedas^de ouro de 20* por
20*500 : na rua da Cruz do Recife n. 30, primei-
ro andar.
Cosinheiro
Compra se ou aluga-esum preto que seja bom
cosioheiro : a tratar na ruado Amorim n. 35.
Compram-se raoedas de ouro de
20$ a 20J500 : na rua da Cadeia do Re-
cife n. 22.
Calcada
grande sortimento.
45 Rua Direita 45
i
Qual ser a joven e linda pematnbircana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gesto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Iba
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, qoe nao qnei-
*e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que enj outra
parte nao vendido ae nao por 10, 12 ou Ut
atiendan ;
Senhoras.
Botinas com lago(Jol)-) e brilhenllna. 5*500
com lago, de lustre (superfina). 5*500
com lago um pouco menor. 5*000
aem lago superiores..... 52)000
aem lago nmeros baixos. 4*800
aem lago de cor....... 4*00
Sapatos de lustre. ; 1*000
Meninas.
Botinas...........45400
para criangas de 18 a 20. 3*506
Homeui.
Nanles) lustre.......
[Fanienj couro de porco inteirissas
(Fanienj bezerro muito frescaes.
diversos fabricantes (lustre]. .
inglezas inteirissas.....
gaepeadaa. .
prova d'agua. .
Sapates.-
Nantes, sola dupla.....: 5*500
urna sola......... 5*000
para menino 4S e..... 3g500
Sapates lustre.......... 5*000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....*000
Franceses muito bem teitos. 1*500
Alera disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavo para botinas de ho-
mem ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, raquetas, couros preparados e em
bruto, sola ,. fio, taixas etc., tudo em grande
quantidade e por presos inferiores a os de outreao.
ffatf
a





Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na rua Direita n. 66.
Vendas*
A2M,
Cbltas Irancezai
mmto bens pannos, ,,
120, 240 o 260 rs. o covado ; na rua do
do n. 42, na loja da boa f.
--------
rs.
bonitos padrees e
baratiasimo prego de
Queima-

Ifflp
ortnte
Aviso
8 Jl&icaba de
g US ^ne^di
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes s vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assira como
sejara sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26*, 28*. 30* e a 353, paletots dos mesmos
pannos preto a 16J, 18$, 20* e a 24$,
ditos de casemira de cdr raesclado e de
oovos padroes a 14*. 16*. 18*. 20* e 24*,
ditos saceos das raesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*. 129 a a 14*. ditos pretos pe-
lo Otwluulo areco do 8, 10*, C 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12*.
ditos de merino de cordao a 12J, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15*,
ditos de alpaca prela a 7*. 8*. 9* e a 10*,
ditos saceos pretos a 4*. ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brira pardo e de fusto a 3*500, 4*
e a 4*500, ditos de fusto braceo a 4*,
grande quantidade de caigas de casemira
preta e de cores a 7*. 8*. 9* e a 10, ditas
parlas a 3* e a 4*, 'litis de brlm de cores
tinas a 2S500, 3. 33500 e a 4$. ditas de
brim brancos finas a 4*500, 58, 5*500 e a
6*, ditas de brim lona a 5* e a 68. coltetes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6$.
ditos de casemira de cor e pretos a 4J500
e a 5*. ditos de fusto branco e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 4$,
ditos de merino para lulo a 4* e a 4*500,
caigas de merino para luto a 43500 e a 5$, .
capas de borracha a 9*. Paia meninos
de tolos os tamanhos : caigas de casemira
preta eda cor a 5J, 6* e a 7*. ditas ditas
de brim a 2J. 3* e a 3*500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6* ea 7J, ditos de alpaca a 3*.
sobrecasacos de panno preto a 12* e a
14, ditos de alpaca preta a 5*, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios neos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 128. ditos de goran-
rao de cor e dt la a 5* e a *. ditos da
brim a 3*. dito3 de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e umitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de.
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assirn como recebe-se toda e qual-
quer encoramenda de roupas para se
mandar manufacturar e qus para este flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre aue
peta'sua promplidio e porfeigio nada dei-
xa a desejar.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 2t*, fazenda fina,
ttcae da caaeaaira pretas de corea, ditas de
Km d* K'iiga, dius de brim braneo, paletots
d bramaaie a 4*. ditos de fuato de corea 4*,
4ito de RsiameniK a 4f, ditoa de brim pardo
1, ditoad* alpaca preta saccoo e aobrecaaacoa,
atletes de velludo pretoa de corea, ditoa le
jorgurao de seda, ravalaa de linho ai man mo-
parnas it)n, cada uoi, colUriahoa de linrw
da 4mbu aseda, todas astas fazaadaa ae vende
barata pera aeabar; a loja eat berta das fcc-
cas da manta at as 9 da noite.
Na loja de'4 portas da rua do Queimado n. 39
acha-se un grande armazem con todo o sorti-
mento de roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se* lhe
eacommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
a?."se.fardast lardes com superiores nreoaroa
e muito Dem leas, lanjueiu uaa-a rjJ8",'
damenlo lodo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
14 vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, Jardetas ou jaquetas, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudantes de eata-
do maiore de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de onro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assirn como tem muito ricos
desechos a matiz de todas as corea proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para-meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangaodo
que por tudo se fen responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre. pois espra a honrosa visita doa
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
ra
Corles de meia casemira de ama scdr, fazen-
da superior, pelo baratissime prego de 2* cada
um: na rua do Queimado n. 22, na'loja da boa f.


m<&w&
Liquidaco
|Rua do Queimado n.
| 0. loja de 4 portas.
VeDde-se as seguintes fazendas por
i5 menos prego do que em outra qualquer
& parte, como*sejam :
f Chitas francezas cores fixas a 220 e 240
w Cortes de caasa franceza a 2*000
| Chalys de apurado gosto covadoa 500 jfe
a& Cambraia de seda dito o corado a 440
^ Mimos do co dito o covfldo a 400 tP
fp Chales com palmas de seda a
1S600e 2*000 Sk
Camtsinhas de cambraia bordada
para baplisado a 5*000
Ditas de dita para senhora e com
gollinhaa 3g500 Z
Chitas inglezas corea Osas a 160 w
Eguio depuro linbd avara a 800 ft
Cambraia lisa muito fina a pega a 58000
Chales de merino be lado a 5*000 9
W de dito liso a 3*500 e 4S0OO W
Mantas de setim lavrado para ae-
nhwa a -ftt^ !|00 1
Meias para senhora a 3fl, 3*500 e 4C0O w
Dits para meninas a 2J800 e 3fC00 A
Chapeos de sold seda para se-
nhora a 3*500 e 48000 "
Guardanapos adamascados a du- $$
zia a 2*500 e 3J000 &
Toalhas de linho a duzia 5*000 2
Riscadinhos de linho o covado a 160 $9
Cortes de brim de linho de cores l
a2*500e 28800 Z
Ditos de meia casemira a 1*280 e 1*600 "
Panno azul fino corado a 1*280 e 1J600
Dito preto dito dito a 3*500, 4 e 5000 2
Cortes de casemira preta a 5* e 6*000 2
Corlea de dita de corea a 4* e 5*000 w
Cortes de velludo para rollete A
a i*6O0 e
Ditos de gorguro a
Brim branco de linho trancado a
4g Paletots de brim de cor pardo a
' Ditos de dito lona a
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A lojad'aguia branca acat de recaber essa ao-
va e apreciavel agua embreada, da un aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve asertada-
mente para se tfeitar algomss gotas n*agUa pura
com que se tenha o mato, resultando disso qae
refresca e conserva o vigor la catas, com especia-
lidade des senhoras ; assim como para ae deitar
n agua de banho, que o toro mu deleilavel, re-,
aullando alem te refrescar c tirar ou fazer desap-
parecer esse balito desagrada vel qua ruasi sem-
pre se tem pelo transfrfrar. Tambem tem a pre-
cioeidade de acalmar e ardor que deixa a naraiha
qando se faz a barba, urna vex que a agua com
qese lave o rostoteeba della composigao. gus-
tar o Irasco 1*. e quem aprecia o bom naodeixar
certameute de comprar desse estimavel agua em-
breada isto na leja d'aguia branca, na rua do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
Goes Basto.
Rua do Queimado numero 46
Reeeberate graatde porge de la para vestido
com ricos padres, taoto de quadros miedos, co-
mo larges.bem matizados, que para acabar esto
vendendo a 240 o covado, dando-se amostras
com penhor.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-st em catada S. P. Jonhston sellinse silhoes nglezes, candeeiro's a castigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicla
para carros, a monuria, arreios para carro da
uai dous cvalos ralogios de ouro patenu
nglax.
Grande exposi^o
DE
balaios fiaos.
h%M
DA
VICTORIA,
NA W
fiua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja veniem-se aa aeguinies mludezas e
outras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria aempre contar :
Cartees de clcheles francezes muito bons a 40
? rs. o cartao, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezaa muito boas e verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulheilas para sofiar vestido a 40 rs. urna.
Lidhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Di' te Pedro Y em cartao, branca e de cores a
w rs. um cartao.
Ditas de melada de peso verdadeiras a 240 rs. a
diada'.
Papis com cento e tantos alfineles francezes a
40 rs. papel.
Alflnetes de cabega chala grossos e finos a 120
rs. a carta.
CordSo imperial,para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduaa ralbas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 2*.
La de (odas as cores para bordar a 6*500 a libra.
Feotes muito bons de baleia para aliaar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
Eofiadoras de algodio a 60 rs. cada um.
Vetas cruss brancas e de cores para onmem a
160, 200, 240, 280 o par.
" branc muilo finas para senhora a 240, 280,
ozO o par.
Espelhos dourados.para parede redondos e qua-
drados a 3*500 cada um.
dKMMKeie MMiene mmmm
0
PAZendas e rou-
pas feitas baratas
NA LOJA DE
No deposito da rua estrella do Rosario n. 11 e
.juntamente no sallo para familias est vista de
todos que quizerem honrar este estabelecimento
tanto para o sorvete como para escolherem entre
a grande quantidade de balaios muito fiaos da
Italia, como sejam para costura, para 'compras,
para meninas, para roupa engommada, e para
se darem com mimos,assim como carrinhos para
meninos, e calungas de todas as qualidades, co-
mo seja joogalamaste e muitos outros obiectos
proprios para familias.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
PORTO
48- Rua da Imperatriz48
$ Junto a padaria franceza.
Encontra-se ueste estabelecimento um
completo sortimento de roupas de diver-
sas qualidades cerno sejam : paletots de
alpaca preta e de cores a 3* e 3*600, for-
rados a 4* e 4*500, ditos de ganga de cor
a 4*. ditos de brim pardo a 30800 e 4*, di-
tos de brim de cor a 3*500 e 4*, ditos
fr**ezes a 3*400, ditos meias casemiras
a 5$ e 5*500, ditos de alpaca prela e de
cores francezes fazenda de 10* a 6J500,
ditos de palha de seda e laa a 3*500. di-
tos de bramante a 4* ,e 3*500, ditos de
casemira saceos a 135, ditos sobreessacos
Jp^i.dj,0SraDcezes 199. ditos de al- .
paca"preia irauuctro 60l,u*uo rfcuoi 4*
7*500 e 8*, ditos de panno preto a 183 H
20 e 2z*. cafcae de brim de rdr a 1*800 S
28500, 3*500 e 4*. ditas de casemira pre- X
tas e de cores a 6*. 7S500, 8J e 10*. ditas M
de meia casemira a 4* e 3*500, colltes
de fusto branco e de cdr a 28500, 25800 l
e 3*. ditos de gorguro a 4 e 5*. ditos S
de setim preto a 3*500 e 4. ditos de fea- ft
semira preta e de cores a 4* e 5*. di|tos
de velludo preto e de cores a 7*. 8J e i
completo sortimento de roupa para nie-
nio como sejam caigas, paletots, colle-
i tes, camisas a 15600, 1*800e2*,defusjao
1 a 2*500, fazendas superiores.chapos para
cabega fazenda superior a 6*500, 8$50i
10*. ditos de sol para homem a 6*5i
ditos para seohora a 45500 e 5, e out
muitas qualidades de fazendas e rou
por pregos muito commodos.
Recebem-se algumas encommendas
roupa por medida e para isto tem delib
radoa ter um contra-mestre no estab
lecimento para ezecutar qualquer obra
tendente a aua arte.
fiaBMH1 016 MMMMB
Na praea da Boa-Vista n. 3, ven Je-se ll sof,
2 consolas, ocadeiras, tudo de amarello, e i no-
vo, eoutri bem acabada, e 1 cama de ferro para
casal, tudo novo.
EAU MNEME
NATURALLE DE VICHY
Deposito aa botica franceza rua da Cruz n.2*
A NOVA LOJA DO PAVAO
NA
Rua da Imperatriz n, 60.
\MH,
DE
uva.
a*.

A 12^000
a duzia de toalbas felpudas seperio-es : na rua
do Queimado a 82, na loja da boa f.
Vende-se nos sobrado de dous andares e
aotao na rua de Santa Rita : a tratar na rna das
CfUtM rj. '18.
Veade-se a taberna da travessa das Cruzes
o. 14; a traUF-M mema. "~
^ Acaba de receber pelo ultimo vapor (sanees as fazendas seguintes. as auaea aa vendem m.
barato do que em outra qualquer parle : ^"# quaes ae venuem ma
Organdys de belliastmos padxoes muito finos a vara t*.
GroidenaplM azul, cdr de roaa e amarello fazenda fina e de muito corpo Q covado
Ditos lavrados muito encorpado o covado o 2*. *"*iw w_wv4iu
Mimos de ssda da India o mais moderno para vestido o covado a 1280.
Ditos de laa fina e da padroea muito galantes a 800 re.
Hanteletas de Ot prato com bico largo a Jf.
Ditos da fusto branco muito bem eofeitadoi a 8*. /
Chales de merino estampados com lista de aeda muilo fiaos. *
Tarlatanaa de todas as corea e muito fina a vara a 800 rs.
Cortes de tsrlalanaa com salpicos cada um en seu cartao a H%
Camiinhas com golas- e manguitos para senhora que lem tom goslo a 6Y
Ditas ditas com vivos de cor a 4*C0 ra.
Um grande sortimento de saias balao para senhoras e meninas.
Um grande aortimaato de saias balan muito ticas com babados a 10*.
Pegas de cassas bordadas cpm81ji| raa proprias para cortinado a 24500.
Amdos chapeoszipbs de merino bordados para manios e meninas Rosto ioalex a a
'Cassas francezas bellsaimoa padrdaa a vara a 500 ra. "
i^M|S8!wrtS^^ bonsgostos par. sennorM e nieniw.
Unj completo sormento de ekiUa fraocezas escuras e a legres a padrSes bonitos a 220, 840, 280
Ditaa muito superiores o covado a 320 ra.
Ricos enjeltes com tranja e bolotaa par* cabega de senhora.
Baioflas as fazendas aqui mencionadas se do as amostra dsUaado flear nanhnr
mo se mandam larar am casa da, familias^, ^uUerem fn(Ui w wat! "dji^o*!
assim co-
loa do Crespo
loja n. 25, de Joaqun Ferreira de S, vendem-
se para fechar contas as seguintes fazendas por
pregos muito baratos : pegas de cambraia lisa fi-
na a 3*. cortes de casemira a 3*500, pegas de
babados largos e muito finos a 3, aeda de qua-
dros saludos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escaras e clsras a 840, cassas de cores bons
gostos a 240 o covado, organdya muito finos a
509 ra., pegas de ntremelos bordados a 320 a
vara, gollinhas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 2*, bramante de algodio com
9 palmoa de largura a 1*280 a vara, aobrecasacas
de panno fino a 20 e 255, paletots de panno e
.casemira a 16* e 20*. ditos de alpaca de 3/500 a
7*. ditos de brim de cores e brancas de 38 a 58
caigas de casemira preta e de corea de 6 a 10*!
ditas de brim de cores e brancas de 24500 a 5*.
cohetes de casemira de cores, e setim preto a 5*,
camisas de fustlo brancas o decores a 2*, cortes
da csssa de cores a 2*. cassas pretas a 500 rs. a
ara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas do senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muilas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
Relogios.
Vande-se em casa de Johnston Pater & C.,
rua do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
dala rariadade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Attenco.
N. 43*.
Rtia do Amorim.
Vendem-se saccas com milho muilo novo, pelo
barato prego de 4*500 e 5j.
- Arados amencanose machina-
par a lavar roupa:cm casa de S.P Jo$
hnston & C. rua da>enzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
ch'egado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de conlinha, como dourados, e de lindas
Atas e fivelas, o .mais fino qoe se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 B.'
Calcado para senhora.
Dinheiro a vista.
Borzeguios sem lago para senhora a 58.
Ditos com lago a 5*500.
Ditos com gaspea alta a 6g.
Na rua da Cadeia n. 45, esquina da rua da Ma-
dre de Dos.
4 15,000!!
O gigo com 45 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire : na praca da
Independencia n. 22,
Para se comprar as verda-
deiras loras de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esla loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo arfaba de as receber pelo
",r>or francez e continuar a recebe-las Dor to-
jos os ouiros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de marim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2* e 2g5O0 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se rua
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com no vos
apereigoa-
mentos, tazendo paspeoto igual pelos doua lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa corea tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga-
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontr um grande
e bello sortimento de grvalas de diflerentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que aa no-
nhuma ootra parlase acha, como aeja, gravati-
nhas esareital bordadas a 800 e 13, ditas pretas a
de cores agradaveis a i*. 1*200 e 1*500, ditas
com pootas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco aISCO. Pela variedade do sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na rua do Queimado, loja d'aajeia kranca
numero 16. ^^
-Aos tabaquistas.
Lengos fios de cores escuras e fias a imita-
gao dos de linho a 5* a doria ; na na do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Venda-se urna machina *de costura
pa tente por barato prego : a tratar na rua
estreitado Rosario n. 12.
JBrim branco de linho muito fino a 1*280 a
vara ; na rua da Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 2C0 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
n 24.
de amarello, a louro por
Vendem-se taboas
pregos razeareis.
ribalda
Muitos lindos enfeites a Garibaldi para senho-
ras a 8*. ditos iogindo palha porm de sedas a
8*500 cada um, ditos de vidrilhos a 18800 cada
um ; na loja da victoria, rua do Queimado nu-
mero 75.
Cera de carnauba.
_ Vende-se cera de carnauba de supe-
rior qualidade : a tratar com Jos Sa'
Leitao Jnior, rua do Trapiche n. 15. o
Farelo a 2,600.
Vende-se urna porgao de saccas com farelloa
2*600asaeca: na travessa do pateo de Paraizo
n. 16, casa pintada de amarello.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas da
aeda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e come sempre as asta ven-
dando baratamente a 2*. 3, 4 e 5g a pega, pregos
estas qua em nenhuma outra parle se achata, a
se aim aa rua do Queimado, loja d'aguia branca
oaumer 16.
Attenco.
Vende-ae confronte o posteo de sorUleaa es
Claco PontM o segsiate : earrocaa para bois
carelios, carrinhos de trabalhar oe alfandega di-
tos de mi, tonradar de caf com Jdga, dobradi-
cas de chumbar da lodo os tama naos, bocea de
loraalhas para tornos, graadae tachaduras de
errolho e tambem rodas da carree* a arriuhee.
rodas para earriartoa da asi, eixos para carro-
cae e carrinhos, a outras quae*quer obesa de.
lii
4 fama riurapha,
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Rua do Crespo numero 17.i
Recbeos continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, saludas de baile.saias a balo do di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhn* rio md.. c iuuiios
outros objectos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colltes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lengos, so-
brecasacos. calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar va ver
Quera duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
Cambraia lisa muito una a 4* a pega com 81(2
varas, dita muito superior a 5$, dita tambera
muito fina com salpicos a 4*500; na rua do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Delicadas
gravatlunas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
taa e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ufc
timo gosto, para meninas e senhora, e aa est
vendendo a 1*500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois sas ha na loja d'aguia branca,
tua do Queimado n. 16.
Umacasa,
Vende-se urna excelleote casa terrea com so-
tao na cidade do Aracaty, sendo na melhor rua
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel & Irmao, e nesta na rua do Cabug loja
Enfeites de flores para ca-
samentes e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para ae
senhoras que vo a easamentos e bailes, e ser-
ven igualmente para passeios. Os pregos sao 8*,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigfr-se a rua
do Queimado, lo>a d'aguia branca n. 16.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha ueste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua saperior quali-
dade ; no armazem de Fraga & Cabral, rua da
Madre de Dos a. 18, defronle da guarda da al-
fandega.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e ss est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores offlciaes e
cavalleiros que scomprarem eoohecerao aue sao
baratas vista tte na flnnr. a <<>..i. i____
_...... wuiuioieuj cuunecerao aue sao
baratas vista-de sua finura e duragSo, e para as
oblar dingirem-se rua do Queimado, loia da
aguia branca n 16. Adverte-se que a quantidade
e pequea por hora, e por isao nao demorem.
Campos Si Lima na rua do Crespo n. %f
tem para vender um rico sortimento de ISazinhas
de cores a 640 rs. o corado, bem como lindas
fofas de oambraia para guarnigao de vestidos por
diminuto prego.


I
Lu II
Armazenada
de Pars
DE
Magalfaaes & Heniles.
Rua da Imperatriz ee*r*era aterra da Boa-Vista
leiaarmszaaMdade4persasD.se, recebeu pelo
ultimo vapor cnegade da Europa, grande porfi
de eeiea balao da nava invencao pare meninas o
aeaharaa o oseUwr gasto qoa ha nesta fazenda a
o prego diminuto, missutiaa da India branca.
lisa, muito mais fioa do qaa caanbraia para ves-
tidos barato prego, ricos corles brancos barda
dea aem S hrteaa a afl00 e 6*000 eerte. nevo
wrUsaaat da ehitaa de ores fina a 160. 180 e
0 ra. a ovado, diaae sraoaaxas iaas e 940, 900
280 serado, a outras ssaHae facendas por melada
da ao valor: A loja armazenada acha-ae aserta
ta das 6 horas da manha as 9 da noite.
-^~-


}
DIAIIO DI tllPAMIDCO. *. SEGUNDA FEHU 1 DI JXJLHO DI 1861.
Avariado.
Madapoli largo e fino com pequeo toque de
rota a 3&500 o 4$, dito afeito fino a 58 a peca :
aa ra do Crespo d. 8, loja de 4 portas.
Vende-se urna quarta parte do sitio e casa
de vivenda no lugar do Peres, freguezia dos A-
fogados, seado a casa edificada I para 5 ano os,
de pedra e cal. muitas errores fructfera* ora s,
cacimba principiada d'agua doce, estribsria, etc.,
etc., tendo a casa quarlos, 2 salsa cozinha to-
ra, porto : a tratar na ra do Queimado n. 47,
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 44, em casa da Rostron
Rooker & C, existe uso bom sortimento de 11-
nhas;de cores e branca*em earreteis do melbor
fabricante de Inglaterra, a quaei m Tendera por
precos mui razoavei.
!TO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da Lnguela 5
O novo deslino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1} i libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prelo a 18400, nas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhatim e raacarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 10400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a nuzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6&800 a dazia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) a 18500 rs., vinhe de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre brauco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-Ios, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alvaparaagoa a
4j) o par ; na ra do Queimado n. 75.
DA
FUNDICiO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n.42,
leste estabeleciment contina a haver un
completo sortimento dtmoendaaemeias moen-
ds para engenho, machinas da vapor e taixas
te farro balido o coado, do todos ostamanhos
para dito,
Exposif io de bichas.
No deposito da ra estreita do Rosario n. 11,
vendem-se bichss a 500 rs. cada urna, e aluga-
das muito em conta, motivo este pelos propie-
tarios estarem com 10,000 bichas em deposito, e
garante-se a qualidade a qualquer pessoa que
comprar ou alugar.
Expsito de queijos,
Na ra estreita do Rosario n. 11, deposito de
Sodr& C. est feitauma exposigao do queijos a
saber, queijos do Serid muito fresccs, loodri-
nos, do Reino, das Ilhas a 400 rs., de prato,
suisso a 400 rs.. presuntos ingleies, e owiras
muitas cousas que so vista dos freguezes.
Milho.
Na travessa do Arsenal de Guerra ns. 1 e 3,
vendem-se saccas com milho, grandes, e presos
commodos, queijos de coalha e esteiras do Ara-
caty.

Joaquim Francisco de Mello Santoa avisa aos
seus freguezes desla praca e os de fra, que ten
exposto a venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travasaos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e oatras qaalidadea per menor
prego que de outras fabricas. No meamo arma-
zem tena feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguna, como aa do
coaoposigo.
Albos
Ns ra da Madre de Dos n. 6, armazem de
Machado & Rodrigues, vendem-se canastras com
100 mseos por 29500 cada oanastra, em bom es-
tado.
Attenco. .
Vende-se, e que seja para engenho, urna ee-
crava de naco, sadia e moca, tem boa figure, e
sem vicio algum, cozinha, lava, engomma ecose,
tudo com perfeiglo ; a tratar na ra Imperial,
outr'ora aterro dos Afogado, casa n. 253.
Tachas e moendas
Braga Filho & C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesmo deposito ou na ra do Trapiche
SINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 3g cada
um, velas muito lindas para sinlo a lg200 cada
urna ; na loja da victoria, ra da Qneimado nu-
mero 75.
A 8J000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8J
cada um : na ra do Queimado n. 39, foja de 4
portas.
Attenco.
Vende-se um sobrido de um andar e solio,
na ladeira da S em Olinda, com bastantes com-
modos, excellente vista, tanto para a cidade co-
mo para o mar, grande quintal todo murado,
com diversos arvoredos de fructo, boa cacimba
com ptima agua de beber, etc.; o predio e lodo
do annuBciante por ter arrematado urna parte
que perlencia a urna herdeira : quom pretender,
dirija-se a ruada Cruz n. 60, loja de cera, que
achara com quem tratar, ou casa da ra do Pi-
lar n. 119.
Vende-se manteiga franceza muito nova a
680 rs. : na ra do Fogo n. 20.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa P, na. ra do Queimado a. 22,
sempre se encontrarse as superiores Uvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para hornera como para se-
nhora, por serem recebidas por todos os vapores
vindos da Europa, e se vendem pelo fcaratissitno
prego de 2J500 o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. 22.
faia&aiyi )*.------m,rg
Ra do Crespo n. 8, loja d
4p>rtas, admira a pe-
chiocha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8' 0 rs. o cova-
do vende-se a 2(0 rs., dao-se
amostras com penhor.
Coraes lapidados
a 500 rs.
Vendem-se massinhoe
500 rs. cada um : na ra do Queimado,' loja d'a-
guia branca o. 16.
, 240 rs.
Lias escuras de padres modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs. :
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas. '
o masso.
de coraes lapidados
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corles de casemira de cor fina a 4$.
Ditos de collete de gorgurio, bonitos padres, a
8000.
Panno fino superior, cor de azeitona, a 49000 o
covado.
Casemira preta fina al} o covado : na rao do
Crespo n. 10.
Urna camalfranceza*
Vende-se urna grande cama.franceza de ama-
relio para casados, com colchoes, em muito bom
uso : na loja da ra do Cabuga n.8.
Arcos
Vendem-se caixoes vasios proprios
para bahuleiros, funileiros, etc. : quem
pretender dh ija-se a esta tippogra-
phia, que ahi se dir' quem os tem pa-
ra vender.
E muilo barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 88;
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a SjgOO ; na ra do Crespo n. 10.
para saias a balao,
a 160 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 29, es-
quina do Collegio.
Nova loja de funileiro na ra
- da Cruz do ecife n 37.
Maoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao espeitavel pu-
blico, que tomn a deliberadlo de baixatgo prego
de todas as suas obras, por cojo motivo Hit para
vender um grande aortimento de bahus e bacas
de differentes tamanhos, e cores em pinturas ; o
juntamente um grande sortimento de varias
obras, o que promelte vender o mais barato pos-
sivel, como seja babus grandes a 40, e cocos
s 18 a duzia. Recebe-se um official do meamo
officio para trabalhar.
Baralo.
Vende-se na ra Direita n. 99 a libra de pre-
sunto a 320 rs. a libra do de Lisboa do chegado
ltimamente.
Vende-se urna lancha pequea em bom es-
tado por prego commodo! a tratar na ra do
Apollo n. 8, primeiro andar.
Fazendas
no armazem da ra do
Queimado n. 19.
Toalhas para rosto de preco 500 rs. cada urna.
Chita.
Cbita franceza a 220 rs. o covado.
Cortes de casemira.
Finos cortea de casemira a 48500.
Cobei tas.
Cobertas de chita a 18800.
Capellas brancas.
Capellas de florea de laranja a 5$.
Lences de panno
de linho pelo baralo prego de 1&900.
Algodao
de duas larguras a 480 a vara.
Grandes lences de bramante a 3(300.
Jaqus bordados
para meninos, fazenda muilo fina, a 5$.
Sem costura.
Lences de panno de linho fino a 3$.
Baloes
de todas as qualidades e de duas siias.
Cambraias de salpicos.
Modernas csmbraias de salpicos e muito finas
a 5# a peca. ____
A BOA FE TRIUNIPHA
DE
Jos de Jess Moreira < C.
N. 18-Ruado Rosaraio esquina das Laraogeiras-iY 18
Os proprielarios deste estabelecimento avisam
aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com grande sortimento de gneros dos melhores que
tem vindo a este mercado o por ser parle delles vindos por conta dos proprietarios estio resolvios
a vender por menos do que em outro qualquer estabelecimento e se obriguo a servir os Srs. com-
pradores da melhor maneira possivel para o que vista tarafe.
Manteiga ingieza perfeitamente flor pei0 preco de 900,800,64o rs. a nn
muito boa, em barris se far abalimento s na boa i.
Dita franceza mnito boa a 720 rs. a libra, s na boa .
Cha perola, hysson e preto, 2*560,2 a iwoo, s na boa t.
Doce de CaSCa de gOiaba em caixes do melhor a 9OO rs., s na boa f.
AmeixaS fraUCezaS ,480 m libra, s na boa f.
ftlarmeiaua imperial do afamado Abreu ede outros fabricantes pelo prego da.
a libra em porgao ae far aba tmenlo, s na boa f.
Latas com bolachihna de soda a 19500 muito nova, 16 na boa f.
CnOCOiate a0 melhor que tem vindo a este mercado a 900 rg. a libra, s na boa f.
MaSSa de tomate a melhor que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
DOCeS tle pecegO, gtnga, pera o alpera a calda fabricado pelos melhores fabricantes do
Lisboa em latas de differentes tamanhos a 700 rs. a libra, s na boa f.
PaSSaS muitO nOVaS a *BOrs. a libra, s na boa f.
Conservas inglezas e francezas a 800 ri. em porgao se faz abatimento, s na
boa f.
Aletria, macarrO e talhanm a 400 rs. das mais novas que ha, s na boa tt.
1 OUClIillO de LlSOOa mBit0 bom do mais novo que ha no mercado a 3*0 rs. a libia, s
aa boa f.
CnOUriC,aS e paiOS do melhor que ha no mercado a 560 rs. a libra, e na hoal.
Uanna de pOrCO refinada da melhor que ha no mercado a480ra. em porc,ao ae far aba-
timento, s na boa f.
Viho em pipa da Figuetra a 606 rs. a garrafa ede Lisboa 560 e 480 a garrafa e em ca-
ada ae far abatimento, dito do Porto engarrafado a l e 1J4O0, duque do Porto do melbor
que pode haver, s na boa f.
L/Uampagne das maiaacreditadas marcas que ha, licor de todas as qualidades, garrafas de
aceite purificado a 900 rs., nozea das mais novas que ha a 200 rs. a libra, ervilhas em calda,
azeitonas em ancoras muito barataa, s na boa f. Alm disto eocontraro o aortimento
completo dos gneros tendentes a molhados e tudo do melhor que ha neste mercado, s
, ae encontr na boa f. '
Liquidacad
||Ruado Queimado loja de]
& 4 portas n. 10. <
f| Vende-se panno de supeiiorqua- i
fe lidade pro va de limao cor de (
$$ cafe a 3$.
% Dito verde a o'. i
fi Dito preto a3|. i
@ Dito azul a 5<.
Gh Seroulas escossezas brancas a
S 10200 e1$300. j
^ Ditas de linho a 2600 e 30., |
a Superiores manteletes de fil
m preto a 60.
^ Camisas de linho inglezas duzia
.3*\
A Ditas dita dita duzia a 350.
g Ditas dita dita duzia a 400, .
I Ditas dita dita duzia 450
Feijao de corda
No arnmem de Tasso lrmos, ra do Amorim
numero 35.
Padaria.
Acha-se urna padaria bem montada, prompta
a trabalhar, em muito bom lugar, bem como am
deposito bem afreguezado, pertencente mesma,
cujos estabelecimentos se vendem muito em
conta, ou lambem se aluga ; quem pretender,
dirija-se a travessa do Arsenal n. i a 3.
Rival
sem segundo.
Ra do Queimado d. 55, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Maia e Silva, defronle do so-
brado novo, est vendeodo por baratiasimo preco
para acabar, algumas qualidades de fazeodaa, as-
sim como seja : franja de laa para vestido a 100
rs. a vira, tranca de la com 10 varaa a 290 rs. a
peca, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e do 6 a 10 annos a 240, liabas
de Pedro Y com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs.,
novellos de linh* do gaz a melhor qualidade que
ha oesla praga a 60 rs., tem tambern para 20 e
10 rs. cada novello, e de corea a melhor que ha,
novellos grandes, a 40 rs., earreteis do linha do
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., baratis-
simo, caizas com tices para accender charutos a
40 rs., caitas ccyn phospnoros de segranos a 160
rs., groza de phosphoros do gaz a 2g800, o dazia
a 240, fitas para enfiar vealidos e roupinbos a 80
rs., pecas de bico, largura de 3 dedos, a 29, e va-
ra a ISO, linhas de novello do cores por lodo o
prego, frasco d'agua de colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muito finas para senhora
a 3$, e par a 880, linhas de marcar muito finas,
novello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pecas de tranca de la do todas ao co-
rea a 50 rs., tem um resto de sabonetes para
600 rs. a duzia, groza de boldes de osso para cal-
ca, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
Anos, marcas para cobrir a 20 ra. a groza, e tem
tambern maiorea para 60 e 80 rs,, duzia de meias
cruas para hornera a 2C0, muito boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precos
cima, tramoia do Porto muito boa, vara, a 80,
100,120 e 160 rs., fitas de linho braneaa o de co-
res a 40 rs. a pega para acabar, grozaa de penas
de ago a 500 rs., tem um resto o sao superiores,
frascos de opiata para limpar denles a 400 rs.,
copos com banha muito fina a 640, frascos de
banha de urso a 640 o 500 rs., varas de laby-
riuthos de todas as larguras e por todo o prego
para acabar, espelhos de columnas brancas a
15500, pechincha, carteiras.para guardar dinhei-
ro muito boas a 500 rs., francos com cheiro multo
finos a 500 rs., realejos para meninos a 20 rs.
cada um, baxalhos porlu^snzes a 160, e duzia a
1J440, hsralissimo, duna de botes madreper-
la para paletota 480, cartas dn alfiootes para ar-
mador a 120, varaa de iranias para cortinado a
200 e 240, muilo barato, botea de vidro com
p para casaveques d senhora, duzia a 240 rs.,
todas estas fazeodas esto perfeilas. a vende-se
baralo porque precisa-se apurar dinheiro para aa
necessidadas, por iaso toco fago. *
Talhercs para crianzas
Vendem-se talheres pequeos proprios para.
chancea a 320 cada um : na ra do Qneimado,
loja d'aguia branca tu 16.
Massinhos de coral
* 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1B.
Vendem-ae massinho de coral muito fino a 500
reia o masso.
Farinha.
. Na taberna grande da Soledade vendem-se sac-
eos com farinha muito boa, e tabaco de caco da
fumo da Cara o bu na m libra oaretalbo.
Por baixo da bo-
neca.
Vendem-se chitas franeezas escuras e claras a
220 rs. o covado : na ruado Queimadon. 6, por
baizo da koneca.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est receotemenle pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeilee de torcal com franjas o borlas,
eatros tambern de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores o borlla ao lado, outros de {
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfei;ao,
os presos de 89 109 sao baratos & vista das
obras ; alm destas qualidades ba outraa para
3# e 4$ : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo preco de
6f, maguera deizar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, roa do Queimado n. 16.
Vende-se urnaporcao de barris vasios : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Muito liada para um pre-
sente.
Urna linda mulatinha de 8 annos de idade, 2
ezeellentes escraves com todas as habilidades, 3
ditas para todo o servio, 1 moleque e 1 negro
peca, moleca de 18 annos bonita figura, 1 ne-
gra cozinheira: na ra das Aguas-Verdes nume-
ro 46.
Vende-rse urna casa terrea na ra das Cinco
Pontas : a tratar no Passeio Publico n. 7.
Gangas francezas muito finas com padres
escuros a 480 ra. o covado : na ra do Queima-
\a n. 22, na loja da boa f.
J chegou o prompto
" alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway h C, de New-York Acham-so
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambern che-
garam as instruegoes completas para se usaren:
estes remedios, contendo um ndice onde se'po-
de procurar a molestia que ae deaeja curar, os
quaes se vendem a 18O00.
Batatas
em gigos de 1 arroba, chegadas ltimamente, a
1$000 rs. o gigo, e a 60 rs. em libras : vendem-
se nicamente nos armazens Progresso o Pro-
gressisla 00 largo do Carmo n. 9, e rus das Cru-
zes n. 36,'tambern tem grande porcio de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 en-
tekos.
MMBflMMBlM HMM MjlMMMI
I Gurgel & Perdigao.
Fazendas modernas.
Recebem eendem constantemente su-
periores vestidos de blonde com todos os
preparas, ditos modernos de seda de cor
e prelos, ditos de pbantasia, ditos de
cao braja bordados, lindas lazinhas,
cambraiade modernos padres, seda de
quadrinbos, grssdenaples de cores e pre-
tos, moreantique, sintos, chapeos, en-
feites para cabega, superiores botes,
manguitos, pulceiras, leques e extracto
de sndalo, modernos manteletes, tai-
mas compridas de novo feitio, visitas de
gorgurao, luvas de Jouvin a 2$500.
Muito barato.
Salas balao de todos os tamanhos a 4g,
chitas franeezas finas claras e escuras a
280 rs. o covado, colzas de la e seda pa-
ra cama a 69.
Roupa feita.
Paletot de casemira de todas as cores
a 10$, ditos finos do alpaca a 6g, ditos
de brim a 49, chapeos prelos a 8$ e mui-
rs outras fazendas tinto para senhoras
como para hornera por preco inteiramente
barato, dio-se as amostras : na ra da
Cadeia loja n. 23, confronte ao Becco
Largo.
Attenco.
Na ra Direita n. 84 continua a haver bons cy-
lindros americanos para padsria novamente che-
gados que vendem-se por commodo prego.
Opiata ingieza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem coobeeida e provei-
losa opiata ingieza para dentas, cuja bondade
apreciada por todos quaotos della tem naado, e
ser mais por quem quizar conservar as gengivas
em perfeit estado, assim como a alvura dos
denles ; cusa cada caixa 19560, e por tal prego
s deixaro de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Exposico de
candieiros,
Candieiroe econmicos
Candieroa econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros economices
Candieiros econmicos.
Nesta expoaicao de candieiros se encontrar
todo o sortimento do diversos tamanhos proprios
para rica* salas, ditos para salta interiores, ditos
para sala de jantar para qoartos, para eosinha,
pan eacadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muita qualidades
fuwcosB.a vista deverio agradar: assim como
todo a qualquer proparo para os ditos candieiros
so en centrar sem pro a venda noata exposrc&o de
candieiros na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca ae encentra mui boa*
escovas grande non cabo, proeras pata ae lim-
par sarros Upatea, eit., e pos 2$: singuem dei-
zar da comprar urna estova de que nocaaaita :
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Na rus da Moeda n. 5 tem para veuda sua
perior cal da Lisboa em pedrs, aifianca-ao a bo-
qnalidade por ser multo nova ohogda poucos
diaa, por nauta preco para acabar;
stac;
r*e 9K SMfiKeM9Kf69l
Atten$ao.
10UPAVEITA ANDA MAIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
11
[fazendas e obras feitasj
HA
-OJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Hua do Queimado
n. 4, frente amarella.
Constantemente lemosumgrandee va-
riado sortimento de sobrecasacaspretaa
ae panno e de cores muito fino a 18f,
a e P*^etot dos meemos pannos
20$, 32g e U$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18g, casa-
cas pretasmuitobem feilas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira da core muito finos a 15$, 16|
a 18g, ditos saceos daa mesmas casemi-
rasalOg, 12 e 14$, caigas prtlas de
casemira fina para hornera a 8, 99, 10|
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, b,
9 e 10, ditas de brim brancos muilo
fiaa a 5g 6, ditas de diloa de corea
3, 3^500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4g e 450O, col-
leles prtos de casemira a 5 e 6, ditos
da ditos decores a 4g500 e 5?, ditos
branco sda seda para casamento a 59,
ditos da 69, colletea debrim branco e de
f usto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
2500 o 39, paletotspretos de merino de
eordo aacco e sobrecasaco a 7J, 89 e 99,
colletea prelos para lulo a 49500 e 5,
gas prtaa de merino a 49500 e 59, pa-
l etots ilealpaca preta a 39500 e 4, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
latos de gorgurao desedade cores muito
boafazanda a3800 e4S, colletesde vel-
ludo d 9 crese pretos a 79 e 89, roupa
para m enino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
7|, ditis de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobroessacos a 5J e 59500,
\ calcasde casemira pretas edecores a C,
6$500 n 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|3 a duzia par? acabar.
Assim como temo urna officina de al- S|
(late ondemandamos executar todas as 2|
om brovidade.
ssW fW W9K ** WW WSiW W.fl^ a*TV ^
No novo caf do beceo da Boia n. t, no Foit
00 Mallos, vendem-se bebidas o charutos de di-
versas qualidades, como lambem airompia-se
comida a qualquer hora do dia para qutm quizer
peiiscar, ludo com o maior asteio e prompiidao
por commodo prego. Na mesma casa vende-se
tambern roupa fela propria psra trabalhadores e
marujos.
A 4^000.
Corles de casemira, fazenda boa : na ra do
Queimado n. 47.
A1#300.
Chsles de lia pretos ; na ra do Queimado nu-
mero 47.
A 2#000.
Corles de gorgurao de seda ; na ra do Quei-
mado n. 47. v
A 200 rs. o covado.
Princezas pretas com defeilo : na ra do Ouei-
mado n. 47. v
A 3#500.
doEQuei.ddonbT7.80l0 P"' SeDhr' : Da TOa
Vende-se
um piano de Jacaranda m bom uso. quemo
pretender, dirija-se a ra do Livramenlo n. 31
primeiro andar. *
Nova pechincha.
Chilas largas franceza?, covado a 200 e 240
r^':tr^ad^A^\I>8DC"eS C0Tad0 180re- cor" o
mtsmo a 2,000 rs.: na ra do Queimado n.44.
m
e-se urna taberna na praca da Boa-
to bem afreguezada, tanto para a praca
o uto, pois o seu dono vende por
se retirar para fora a tratar de sua saude, vnde-
se a dinheiro ou a prazo com garantiss : quem
pretender, annuncie para ser procurado.
Vende-se a taberna da ribeira da Boa-Vista
n. 3, propria para um principiante por ser de
pouco fundo,, e estar muito afreguezada para a
trra.
Vendem-se saceos-de gomma de superior
qualidad por prego commodo ; na ra do Viga-
ro n. 5.
Sedinhas de quadros muilo iocorpadas, cova-
do a 800 rs.
Goliohas de (usto bordadas com boto para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 39-
Manguitos a balo com punho e gola a 29500.
Baldes elsticos a 39 e 39500
E outras mais (azendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
S vende barato, f
Acaba de chegar ao armazem 9
W da ra da Cadeia do Recife n. 9
8, um lindo soi tiraeiito de va- W
ras douradas imitando acaran- ffe
m da' proprias para molduras de
D espelhos, retratos e estampas pa- ^
W ra ornamentos de sala etc., as @
ques se vendem por diminuto
# preco.
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas dees-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lirados 0
delicados cabazes de palha ca, ou cestinhas en-
eiladas, propras para as meninas de esrola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5
o que baratissimo vista da perfeicio e boro
gosto de taa obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n 16
@6 !Kecommendac.o aos StsM
deengenho 9
A Panno azul de superior qua- ?
H lidade para roupa de escravos a 9
Espanilhos,
Chegaram, no ultimo paquete vindo da Europa
nquissimos espartilhos para senhoras, com mi-
mosos e delicados bordados a agulha, fazenda in-
teiramente moderna e de bom gosto : vende-se
por molico pre?o : Da ra do Crespo n, 7, es-
quina da ra do Imperador loja de Guimares&
Escraros fgidos.
4 PRIMAVERA
^16-Rea da Cadeia lo Recife4 6j
LOJA DE MIUDEZAS
DE
No da 17 docorrente mez fugio do enge-
nho Para freguezia oe Ipojuca o mulato Delno
com os sigoaes seguintes : cor clara e sardeBla,
cabellos crespos, pelo do pesclo vermelha e en-
rugada, representando muita velhice, entretanto
que lem poucos cabellos brancos, nariz afllado,
eslstura regular e secco do corpo, foi encontrado
no da 19 na villa do Cabo e suppoe-se ler pro-
curado a villa do Pilar na provincia da Parahiba,
onde foi comprado pelo vigerio de Ipojuca Fir-
mino Jos de Figueiredo ao Sr. Barlholomeu de
tal : quem aprehende lo poder levar uo mesmo
engenho ou a Severiano de Siqueira Cavaicant:
na ra de Horlas n. 14.
ir u r^-d
Fonseca< Silva.fe Escravo fgido.
Caixas de vidro com perfumaras urna
2^500, espelhos dourados duzia 800 rs.,
apparelhos para brinquedos de crian-
cas de 1 a 49, bandeijas para um copo a
400 rs. cada urna, dilas uniores de 1,
2, 3 e 4# cada urna, pento de tartaru-
ga virado a 5, 6 e 78 ca d jm, barretes
de relrozcom vidrilbos para senhora a
1JJ800 cada uro, pegas de las de" vellu-
do pialo estreitas a 1$ e a 1$200 a pega
de 10 varas, pentes para atar cabello a
IgOOa duzia, caixas de rsiz a 1$500 a
duzia, cartas fraocezas muito finas a
3S500 a duzia, caivetes grandes em
cartao a 43 a duzia, ricas caixas de
madeira com espelhos contendo perfu-
maras proprias nara toilets de senhora
a 6$ cada urna, bahuzinhos com ditas a
59 cada um, argolss douradas a 18500
a duzia, colberes de metal principe pa-
ra terrina a 2$ cada urna, ditas para
sopa a 48500 a duzia, tesouras para cos-
tura em carteiras a 18 a duzia, tranca de
carocol masso de 12pecinhas a 600 rs.
o maco, jarros dourados com pomada a
38 o par, velas para collete a 500 rs. a
duzia, ditas para calca a 800 rs. a du-
zia, fitas de lioho s 480 rs. o masso, co-
lheres para cha a 320 e 500 rs. a du-
zia, figuras com linleiro e arielro a 500
800 e 18 cada um, alamares tara capo-
tes a 13200 a duzia, pecas de bico com
10 varas a 600, 800, 18, 1S200, 1J500 e
2< a peca, caixas para barba tendo vi-
dro para sabio e espelho a 320 rs. cada
urna e sem vidro a 100 rs., pentes
de tartaruga para marrafa a 640 re. o
par, botos de louea para casaveques
de todas as cores a 240 rs. a duzia,
meias croas muito compridas para se-
nhora s 38500 a duzia, grampos enfei-
tados para cabello a 640 rs. o par, ren-
das pegas de 10 varas a 800, 1g e 15500,
salas contendo cadeiras, mesa o con-
solos de porcelana com banha a 108 e
128, phosphoros do gaz a 240 rs. a du-
zia de caixinhas, caixinhas com gram-
pos a 200 cada urna, ditas com alflnetes
a 320 rs., ditas redondas contendo al-
filetes, grampos, clcheles e dedal a
500 rs. cada urna, ditas grandes a 800
cada urna, ditas com os mesmos ob-
jectos e um frasco de extracto a 18 ca-
da urna, pocotes de papel de cor de 100
folhas a 600 rs. o pacote, candieiros de
meio de sala para azeite de 6 a 8S cada
um, caixinhas de msica a 5| e 6g cada
urna, botoes para panhos a 320 rs.. o
par, tesouras saaito finas para costura a
68 a duzia, limas para unnaa a 320 rs.
cada urna, velas stearinas a 7C0 rs. a li-
bra, e muitos outras artigos que a vista
dos precos cocosaedos por certo nin-
gnam deixan de fazer negocio visto
que rivalisam elles com os das casas
importadoras.
Do poder do abaixo assigoado, fugio no dia 2
docorrente umaescrava mulata de nome Valen-
Una, que reprsenla ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaos sao os seguintes -
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinbos, levou vestido de chita escura e chale de
. merino azul ; tendo o abaixo assignado havido
esta escrava por drvida na comarca do Liraoeiro
suppoe que procure essa direccao, ou a serra da
raastra, onde natural: roga, portanto. a todas
as autoridades policiaes e capitaes de campo a
apprehendam e a entreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, ra do Queimado n. 46
A, que gratificar generosamente.
. A. Bezerra de M. Lira.
Fugio do engenho Jundi, freguezia da Es-
cada, um escravo por nome Pedro, idade de 18 a
0 annos, pouco mais ou menos, crioulo, baixo
cor preta, cara regular, tem os ps feridos de
Ineiras ecravos, levou camisa de bseta azul es-
cura, caiga de algodo azul, chipo de palha j
velho ; furlou um cavallo caslanho amarello com
um O no quarlo esquerdo, e o mais ferro ignora-
se, castrado, gordo, andador baixo, galopa bem e
6 novo ; fugio na madrugada de 25 para 26 do
correlejunho ; foi comprado dito escravo ao
BF. Francisco Malinas Pereira da Costa, morador
nesta praca, e dizia ter sido do Bonito do lugar
I edra : roga-se a todas aa autoridades e capitaes
ao campo, ou qualquer outra pessoa, que o agar-
rem e o levem ao mesmo engenho Jundi, ou
nesta praga casa de Joaquim de Almeida e Sil-
va, travessa do Queimado n. 1, pelo que sei
generosamente recompensado.
Fugio desde o dia 3 d junho do corrento
anno, da casa do abaixo assignado, o preto Tho-
maz, crioulo, Clho do serlo de Mochlo, bonita
figura, com alguns signaes de bexigas, denles li-
mados, tem os dedos da mi direita aleijaaos,
de urna machina de padaria, de idade, pouco
mais ou menos, 26 annos, julga-se ter ido para o
dito lugar cima mencionado por j ler sido vis-
to no mesmo lugar o anno passado, quando fu-
gio a prmeira vez neste lugar, como bem agora
a semana passada que foi visto no Serid, dizen-
do que se linha forrado : pode-se, portanto, a
qualquer pessoa que o pegar, leva-lo ra dos
Pescadores ns. 1 e 3, padaria, que se lhe dar
50g de gratiflcagao, e se pagar as despezas que
se fizer.Joo Jacintho de M. Rezende.
Fugio 00 dia 5 do corrento o escravo cri-
oulo, de nome Pedro, de idade id annos, o qua'.
tem os signaes seguintes : baixo, formado do-
corpa, cabega redonda, bem prelo, nariz chato,
um tinto beigudo, denles limados, pouca barba,,
tem algum sigoal de relho : quem o pegar, diri-
ja-so a casa do Vicente Freir da Silva, que ser
recompensado de seu trabaiho.
Gratifica-sebem
a quem pegar um escravo cabocolo, gago, de no-
me Benedicto, de 18 annos de idade, estatura
mediana, que tendo sido embarcado com destino
ao Rio de Janeiro, evadi-se de bordo. Foi de
Francisco Xavier Sampaio, do Ipu, muito vivo
o yelhaco, muda de nome todos os dias, pala-
vriador e maohoso, se prevalece emm de mL
artiminhas para fugir.
.A.


(8)
DIARIO DI PMIUMBUCO. SEGUNDA fEIEA 1 DI IULHO E 1851.
Litteratura.
Biosjrraphia do conde de C'avour
Cimillo Beozo, conde de Csvour, estadista
e presidente do cooselho de miaislro na Sarde-
nha, nssceu em Turiu em 1809, e era filho de um
negociante do condado de Nizza, elevado a oo-
bre.'a peld re Carlos Alberto. Quando depois
da *-xi.iucao de Po IX renasceram ca Italia as
esperar-gas de liberdjde e de independencia, e se
corae.,on a tratar de reformas polticas, Cavour
fondn com o Ilustre Ces*r Balbo o jornal cons-
lilucio:-,] intitulado o fisorgimenlo, no qual
traloa principalmente das reformas economices,
e se fez conhecer JvantBJosametite pelo calor e
acert com que deffenJia as doutrU3s do ivre-
earobio.
Durante a revolucao de 1818 e a luda do
Pien.unte coco a Austria, representou Cavour
um papel mu secundario. Depois do desastre de
Wova.ra e da queda do partido democrtico, fui
eleito deputado e lomou assento na ornara en-
tre o membros que compuDharc a opposigo
einservadora. Por morte do ministro da agri-
cultura e commercio, Santa Rosi, foi chamado a
succeder-lhe, e eocarregou-se timbera no prin-
cipile 1851 da pasta da fazends.
Como ministro do commercio tornou-se logo
nolavel, tratando de realisar na esphera do gover-
no os principios de l'vre-canibio^que havia sus-
tentado como jornalista, celebrando nesse iului-
to trabdos econvengoes com a Ioglaterra, a Bl-
gica e a Franca. Como ministro da fazeoda os
esforcos do conde de Cavour eocaroinhar'am-se a
reparar as perdas causadas por urna guerra de-
sastrosa, o a restabelecer o equilibrio entre a
receila e a despeza. Desde o priocipio da sua
carreira poltica manifeslou-se moderador da re-
voluto, e collocou-se no meio entre o partidos
oxtrec-iOS ; as suas experiencias econmicas eram
censuradas igualmente pela direita da cmara,
que repellia toda a novidade como perigosa, e
pela esquerda que o aecusava de favorecer a re-
Toluco. m 1852 inclinou-se, se que nao se
alliou, a opposiQao representada por M. Ratazzi,
sera consultar o seu collega, onrquez de Azeglio,
e lee ele dar a sua demisso ; porm M. Azeglio,
nao do le msnter-se muito lempo no poder; o o
conde de Cavour no regresso A sua viagem a
Pars tomou a ser presidente do cooselho do mi-
nistres.
Desde essa poca permanece quasi cons-
tinlomoute frente dos negocios pblicos, ap-
noiando-se n'uma compacta maioria, que lhe
Oeu gran Je forca contra todos os partidos extre-
mo?. as questes internas professou sempre
profundo respeito aos principios proclamados
pela Franga em 1789, a liberdade da imprensa,
de cultos, de commercio, da industria, em sum-
ira a todos os direitos indivduaes assegurados
peu coiistiluigo de 1848, bppoz os direitos do
EsUj aos privilegios do clero, propoz o levou a
efleito a venda dos bens das corporaces deno-
minadas de mo-merta, e lrou as corporaces
religiosas o monopolio do ensino.
Torera, esta poltica approvada pelo re Vic-
tor Emtnanuel e pela naco altrahio sobre o Pie-
mente 03 raios do Vaticano, e o conde de Cavour.
posto que sera ceder n'alguns pontos s ameagas
ta curte de Roma, vio-se obrigado a retirar o
provecto de lei relativo ao matrimonio civil e
mais alguus de igual oatureza.
Has, a queslo capital que oceupou cons-
tantemente a vonlade e o entendimento do conde
de Cavour, fot a independencia e uuidado da Ita-
lia ; tornou a levantar com f e enthusiasmo a
bau j?ira nacional das tres cores symbolicas, que
em Novara se linha abatido, e, arvoiando-a no-
vamoilte, nella collocou, como Carlos Alberto, a
cruz da Saboya. Para adquirir a vonlade e o au-
xilio da Franca e da Inglaterra a favor da Italia,
decidi o re e o parlamento a unirse contra as
potencias occidentaes coutra a Russia. Termi-
nando a guerra do Oriente, procurou *proveitar-
?p a favor da Italia da inimizae existente entro
Austria e a Russia.
No congresso de Paris tomou Mr. de Cavour
assecto ntreos representantes das potencias de
primeira ordem, posto que ainda nao houvesse
anoex^cao alguma ao Piemonte ; fez all onvir a
sua vozem defeza da patria italiana, e expoz os
dtenos das provincias sutjeitas ao jugo austraco.
Se i diplomacia europea se julgou incompetente
pira altenderas suas reclaraacoes, o conde ele-
vou, ao menos, aos conselhos" dos soberanos as
queixas e osdesejos da sua nagao, e toda a Ita-
iia lhe tributou teslemunhos de seu agradecimen-
1o com manifeslaces solemnes. Entre todas, a
roais esplendida foi a subscripgo aberta em to-
tas as cidadeg italianas para fortificar a cidadella
de Alexandria. A Austria protestou contra esta
atneaca de guerra esuspenderam-se as relacoes
diplomticas entre as corles de Vieona e Turin ;
mis, o conde de Cavour nao se mostrou disposto
a ceder, contando com as sympathias do occi-
dente, e apoiando-se na opinio nacional, de
que foram prova as eleices liberaes de 1857. Os
acoslecimentos posteriores, que todos elles pren-
i;i i- com actos do conde de Cavour nao podem
por ora resumir-se aqui, e carecem de ser ex-
pendidos em outro artigo.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
A Russia em 1861.
[ Continuado.)
Nao ser curioso esse manifest panslaislva.'no
qual um hornera poltico mui importante prose-
gu- duranta a vida inteira na realisaco do mes*
iiio grandioso pensamento pelo emprgo dos mes-
mos meios. Em torno delle, tudo se transforma ;
guerras e subversoes modiQcam a situacao da
Europa. Oijlavopbilo nunca perde do vista os
FOLHETI91
seus designios e nao renuncia nenhuma de
suas esperanzas, cuja real3aclo julga sempre in-
fallivel. Aqui se encootra aquella teosiidade dos
Russos que Ibes ~d a primazia sobre os outros
Slavos, i vezes mais espirituosos, porem quasi
sempre mais levianos.
Esses projectos e esses manejos panslavistas
nao eram igqorados pela Austria : azem com-
I prehender as famosas palavras de Schwarzem-
berg, a ingralido que antecipadamente aecusava
para a Rus3ia, e a atltude de Francisao Jos du-
i raole a guerra da Crimea. Por esses motivos
lerismos os Austria urna albada mui segura, Re
! nos quizessemos sinceramente unir-lhe, e dividir
j com ella a influencia na Italia.
Admirar-se nao lalvez de que fosse permiltida
la publicaco das cartas de Pogodioo ; e isso de-
I vdo liberdade muto maior concedida impren-
sa desde a subida de Alexandre ao throoo, e s
tendencias slavophilas de quasi todos os parti-
dos. Provavelmenle julgaram que a exposigo
j dessas immensas esperancas poda contribuir pa-
ra reunir em tendencias patriticas a naco alias
I bem dividida.S6 Deus sabe que probabilidades
de realisaco esto reservadas as suas aspiragoes
slavophilas, porem a existencia dellas bastante
para exigirem de nossa parte um exame mui se-
rio da siluaco interna e externa da Russia.
Neste paiz domina completamente a doutrina
revolucionaria, e tern ella duas faces, dous agen-
tes, duas correles, o paoslavismo e o liberalis-
mo. Nao creamos que os velhos Russos sao os
nicos que acariciam as ideas de Pogodioo : des-
de 1859 que todos os jornaes polticos russos teem
urna rubrica slava, destinada as questoes que d-
zem respeito aos Bohemios, Polonezes, Serbas,
Blgaros, Croatas, Slovacos, Runenos, Slovenos,
Dalmatas, Montenegrinos, numa palavra lodosos
ramos da grande arvore slava da qual penso os
Russos ver o tronco e as raizes em seu proprio
paiz. O publico russo est a par de todos os ne-
gocios slavos, nos quaes toma um grande interes-
se ; e a imprensa slava estrangeira approva as
reformas emprehendidas por Alexandre e em ge-
ral testemunham grande simpalhia Russia.
A idea coraraum quepertence agora aos sla-
vos o desenvolver no mundo o progresso da hu-
manidade. Augmenta visivelmente o orgulho
dessa raca : poder-se-hiam citar alguns exemplos
engrasados. Assim, o tchique IIiwlischek avan-
za quo urna cosinheira bohemia tem mais conhe-
ciment dos homens do que todos os philosophos
allemes reunidos.
Os catholicos resistem melhor que os outro as
esse orgulno de raga tao favoravel a Russia.
Comtudo, muitos Polonezes e Illyzios veem no
panslavismo a salvagao do mundo e atacam vio-
lentamente a preponderancia germnica. Mais
serio, porm mais emphatico do que IIwlischek,
o polonez. Maciejowski proclama que a nalu-
reza slava o complexo de tudo o que nobre e
elevado; a n?tureza allema, pelocontrario.de
tudo o que baixo e vulgar.
V-se como a imprensa russa eslima poder
transcrever taes sentimentos.
Mais de quarenta novos jornaes russos teem
apparecido ha dous annos. A maior parte nao
tem vivido muito lempo; porm todas as folhas
polticas sem excepjo teem-se mostrado pansla-
vistas. O jornal ullra-radical redigido em Lou-
dres pelo refugiado Hertsen, e mui li Jo na Russia
apezar da polica, advertio s vezes aos alaros
austracos que desconfiassem do governo russo,
que queria, diz elle, abraga-los como a Polonia,
e acaba de pronunciar-se enrgicamente a favor
do movimeoto polonez; comtudo, se elle o mes-
mo que recommenda urna associago de repbli-
cas slavas.
A censura existe sempre na Russia. E' prohi-
bido combater a emancipacao des camponezes
fallar das Qnancas russas, lacar o uso da agur-
dente, animar as sociedades do temperanca ; de-
pois de haver entregue irapreoss os emprega-
dos por tre annos, prohibi o governo que os
cnsurassom. Al nestes ltimos tempos, pro-
hibiu-se fallar contra a Franca. A Allemanha,
porem, e o imperio austraco especialmente sao
urna presa entregue aos jrnalistas. Toda a im-
prensa russa tomou o partido da Italia sem al-
ten Jer que aleava assim o fogo na Polonia; a
poltica da Franga quanto a Italia obteve at ho-
je urna completa adheso na Rassia. As famo-
sas brochuras francezas foram unnimemente ap-
plaudidas nesse paiz.Declarava-se ao mesmo lem-
po, que a Auslria era iomiga natural, e a santa
allianga mais enorme das tolices histricas. A-
gumas folhas russas chegaram at a manifestar
sem represso suas sympathias Mazzini.
Tudo isto nao se parece com a Russia de Nico-
lao I. Comecou o impulso liberal nsa paii,
Deus sabe aonde ha do leva-lo. Os principaes
actos do governo trazem o cuoho daquelle pre-
eipitagao que um dos caracteres mais notsveis
da nossa epocha. Na Austria, foram precisos
dousseculos para a emancipago dos servos ; no
imperio russo realisou-so essa transformago em
alguns annos. O Czar ver-sa-ha depois obriga-
do a sugeilar os seus povos experiencia das li-
bertades modernas, para as quaes nao esto elles
do modo algum preparados, as qnaes at se op-
pe ao carcter nacional dos Russos.
A Russia nao teve idade media aristocrtica e
liberal, ainda que lenha tido antes da invaso
dos Mogoes algumas repblicas allem. Em
quanto a egreja calholica despedazara o cezaris-
mo germnicoefundava a liberdade do Occiden-
te, as trevss do absolutismo byrantiuo chegavam
Russia e condensavam-se cada vez mais at os
nossos dias. Sem duvida o povo russo sus-
ceptiva de civhsagao e amolda-so fcilmente ;
porem sem o absolutismo e a setvido, como
que os czares podero conservar-se, e como ha
de funecionar o regime constitucional, o gover-
no mais ou menos parlamentar, cuja creago
de hoje em diante inevitavel naquelle paiz inde
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
III
(Conlinuagao.)
S depojis que perdeu de vista a Americana foi
que Antonia, despertando de profunda mcdilacao,
notou que o Canaiiano linha fleado.
Entao, Grandjean, lhe disse ella, deixas tua
ama ir s ?
Nao eslou mais ao servigo de miss Mary.
Porque ?
Porque ella despediu-me e pagou o meu
salario. Nada devenios um ao outro.
Comtudo nao deves deixa-la assim exposta
aers perigos de urna jornada preciso ir j em
seu seguimento.
Mas como, se ella j nao me paga mais ?
Pois pago-te eu.
Apre, senhorita I inleressae-vos muito por
ella As Americanas esto habituadas a viajar;
acham-se at mais a vonlade as estradas, do'
que em um salao 1
Antonia encarou o gigante flxamente.
Porque baixas assim os olhos diante de mim,
Grandjean ? perguntou-lhe ella depois de peque-
a pausa.
O Canadiano nao respoodeu : porm o seu sem-
blante cada vez mais embarazado cobriu-se de
urna edr avermelhada, e elle retirou-se murmu-
rando:
Ninguem se pode Qar as mulheres Che-
gam at a 1er com os olhos os pensamentos da
g.-Gie 1.. Isto nao l muito delicado da parle
deltas I
Quando chegou a hora do almogo acbaram-se
na sala de jamar do rancho da Ventana somonte
duas pessoas Panocha e Grandjean. Ambo* che-
garam ao mesmo lempo,e por lados diderentes,
soltando ao avistarem-se urna exclamago de sur-
presa.
Nao partiste para o campo, Audr ?
E tu nao acompanhaste a toa ama, Grand-
jean ?
Miss Mary despediu-me.
A senhorita Antonia prohibi que eu me au-
sentarse hoje do rancho.
E' celebre 1
E' singular I
O Mexicano e o Canadiano atacaran, um gran-
de prato cheio de feijoes e de tasajo, pondo-o
raso em poucos minutos. Como nao baviam mu-
lheres mesa Panocha levou vantagem a Grand-
jean ; este ultimo comia com iocrivel rapidez,
(*) Vide Diario n. 144.
nao havia seno duas especies de homens, se-
nhores e escravos?E como poder funecionar
urr> parlamento no qoal devero entrar oe repre-
sentantes da Polonia ? Ir a Russia imitar a cons-
tituigo ingleza ? Mas es Ioglezea teem conser-
vado todas as tradigoes 66 verdWeiro liberalismo
catholico. A idade media calholica reina ainda
entre elles, diz o proprio refugiado Arnold Rog.
O uso do setf governmenl quasi nunca foi aban-
donado poresse povo. Dar-ae-ha o mesmo ni
Russia ?
( Continuar-se-ha.)
>
Varredates.
mas aquello devorava com furor. Depois de sa-
tisfazerem o appelile os dous companheiros po-
seram-se a conversar.
Porque razao a Americana te despediu 1
Porque exig um augmento no meu salario
que lhe pareceu exhorbitante, respondeu Grand-
jean com precepitago sem poder oceultar de to-
do o seu embarago. Porm diz-me, Andr, a
senhorita nao vem atmogar ?
Nao ; mandou que lhe servissem o chocolate
na sua cmara.
Ir ella hoio cacar ?
Nao.
A' que horas descera ao jardim ?
Tambem nao desee hoje.
Apre I.. E porque 1
Porque encerrou-se no seu retiro.
No seu retiro ?.. O que vem isto a ser
Pois nao sabes ? Ah 1 verdade : nao me
lembrava de que veos ao rancho mui poucas ve-
zes, e sempre de passagem. E' urna historia essa
muito singular I
Conta-me isso, Panocha.
E' segredo.
Ora., tu fallas to bem 1..
Era lalvez a primeira lisonja que o Canadiano
diriga a alguem desde que era oascido. O Me-
xicano foi extraordinariamente sensivel a esse
cumprimento.
E' verdade, Grandjean, que tu nao es por
ahi algum ladro : nao despresas o ouro dos
pelles vermelhas, e mesmo para have-lo comba-
tes corajosamente as montanhas Rochosas ; po-
rm nao fazes parle desses chamados < espuma-
dores do deserto e nunca saqueaste urna casa
ou urna herdade.
Com effeito essa sorte de expedigoes nao me
agrada, disse traoquiamente o gigante.
E' urna justiga que mereces, e que le fago
com muito goslo. Sabes bem comprehender os
deveres que impde a nospitalidade aauellej
que arecebem.
Grandjean deulamanho murro na mesa que os
copos cahiram.
A tua historia I exclamou elle com a voz
rouca.
Pinocha arregalou os olhos e encarou-o com
susto o admirago.
O que tens tu ?
E' que a gente nao pode deixar de impaci-
entar-so com os teus rodeios. Queres comegar,
ou nao r
Quero, sim.
Enlo falla.
.Picarlas admirado se eu vos dicesse que a
senhorita Antonia possue milhoes ?
E' at muito admirado I
Neste caso, admira-te la vontide ; por
que cerlo que ella os poaaue.
Ests dondo, Panocha I
Esc uta-me, e julga depois. A me da se-
nhorita, essa heroica mulber que foi assassinada
pelos Apaches, era a cooanca e a bondade em
pessoa. Ninguem linha necessidade de pedir-
lhe o salario, a gente pagava-se por suas pro-
I prias maos, o que era mais commodo. Pois co-
.AINSURREIQO NA POLOMIA.
Varsovis Id de abril.
Dm orgulho iuexplicavel se apossou dos gover-
nadores destepovo. Nao podemos esquecer aquel
las palavras, tantas vezes confirmadas pelos re-
sultados Quem Deus vult perder prius de-
menlat.* Logo que se d um passo na verda-
deira senda, logo que o espirito publico se acha
iranquilisaio por medidas conciliadoras, que se
commelte alguma nova violencia contra osdesejos
nacionaes.
Fechei a]minha ultima, com algumas palavras
sobre o mo effeito que produziu a ordem de dis-
solver o corpo de polica nacional. Disse que pro-
vavelmenle o resultado seria novas demonstra-
res. Apenas linha enviado a minha carta, que
ellas comegaram. Eram de carcter muito pacifi-
co, consistindo apenas na reunio de duas ou tres
mil pessoas em rolla de alguma imagem da Vir-
gen), cantando hymnos religiosos. Conservou-se
sempre a ordem, e nao houve interferencia da
parte das autoridades, de maneira que acabaram
naturalmente, sendo rejeitadas pela maioria da
populago.
Porm no sabbado tarde, houve um aconte-
cimento que excitou os sentimentos nacionaes, e
de que resultaran novas scenas de sangue e mas-
sacre. Foi urna ordem do cooselho de adminis-
(ragio. assignada pelo principe Gortscbskoff, dis-
solvendo a sociedade agrcola Foi o mais fra
de tempo possivel. Julga-s ter sido autor desta
medida o marquez Wiclopolski, e nao ha duvida
que obteve a sua sanecao no conselho. E' um ho-
rneo! de ideas despticas, e nada se importa com
a opinio publica, executandd sempre as sua3
ideas a despeito de amigos e iolmigos.
A semana passada, a opinio publica estava
mais a seu favor, em coosequencia das garantas
'iberaes que elle tinha dado imprensa, e diver-
sas outras medidas que satisfsziam a opinio pu-
blica ; porm no Gm da semana mandou chamar
alguns superiores religiosos, e Ibes fallou em
termos queproduziram urna impresso muito des-
favoravel.
Declarou especialmente quenopermittiriaum
estado dentro de outro estado, phrase esta que,
ainda que interpretada de diversas maneiras, se
julgava referir-se sociedade agrcola, e a parte
que ella tinha tomado nos negocios pblicos. Es-
ta maneira de pensar era bem fundada, como se
viu pela ordem de sabbado decretando a sua dis-
solugo.
O decreto consiste em tres paragraphoso pri-
meiro declarando que, em coosequencia da so-
sociedade agrcola intervir e negocios alm da
tua competencia, era dissolvida por ordem do
Imperador e re ; o segundo prometiendo que
em seu lugar se estabeleceriam commitls agr-
colas eso. lodo o reino ; e o terceiro ordenando a
transferencia dos fundos existentes para o banco
da Polonia, Qcsodo em deposito a favr daqjuel-
les a quem perteocessem.
Como se poda esperar, o povo viu tudo isto
como urna offMt* dirigida ao ptoaideoto, o cuuo
Andr Zamoyski ; e exasperou-se quando viu
urna tal affronta feila Aquella que possuia a sua
estima e confianga. Ainda qii,e era certo ter-se o
committ da sociedade excedido aos poderes que,
lhe foram conferidos pelo ukas que autorisava a
sua formago, tinha assim praticado por permis-
so ou confite expresso.
Se a expresso no decreto se referia discusso
da queslo presonte, o presidente tinha recebido
por escripto do proprio principe a permisso para
discutir este negocio ; se se refera parte que
tinha tomado desde o comego das presentes de-
monstragoes, o presidente e vice-presidente l-
nham sido chamados pelo principe para lhe pres-
taren) os seus conselhos e auxilio. De todas as
maneiras, a dissolugo da sociedade nao tinha
cabimento algum.
No domingo, dia immediato publicago do de-
creto, a opinio publica revelou-se por meio de
'res monstruosas demonstragoos.
Depois dos officioa matinaes, houve urna im-
mensa reunio no cemiterio de Pawoiuki, em ro-
da do tmulo das victimas de 27 de fevereiro. A
tarde milhares de pessoas se reuniram em frente
do palacio da sociedade agrcola, e depois de o
decoraren com flores, se dirigirm ao palacio do
conde Andr Zamoyski. e lhe offereceram duas
grinaldas urna em nomedo paiz agradecido ao
presidente da sociedade agrcolaa outra ao conde
Andr Zamoyski, em lestemunho de confianga a
respeito dos seus compatriotas. Foi urna ova-
gao completa* A ordem consorvou-se sempre.
Os eajpregados da polica, ainda que dis3olvi-
dos, ali se achavam maniendo a ordem e apenas
mostravam os seus diplomas, que traziam na al-
gibeira em lugar de os trazerem no chapeo como
d'anles, que eram logo obedecidos.
Enlo, depois o conde, satisfazendo aos desejos
da reuniao.ter apparecido janella e proferido al-
gumas palavras, o povo se dispersou com o mes-
mo socego com que se tinha reunido.
A' tarde, pela terceira vez durante o dia, o
habitantes da cidade se reuniram em grande nu-
mero, desta vez nao com o fim de testemunharo
seu sentimento por seus compatriotas mor-
ios, nem o seu respeito e estima por seu pae,
como elles tinham chamado ao conde Andr,
porm simplesmente para significar ao governo
russo o seu desgosto pelas medidas que tinha to-
mado, e s promessas que tinha feito.
A grande explanada que circunda o castello do
vce-rei, foi portauto o ponto de reunio ; sendo
o proprio vice-rei aquem procuravam. e se as
autoridades se livessem sempre portado como
neste domingo, nao teria agora que lhe narrar
outro brbaro massacre de povo iooffensivo.
O castello foi immediatamente cercado pela
tropa que sahiu do mesmo, e exhortou o povo a
que se retirasse.
O povo estara sem armas, e sem tengo de usar
violencia, s quera fazer saber ao governo, que
o espirito nacional era contrario dissolugo da
sociedade Agrcola, e que os desejos do povo nao
se achavam satisfeilos. Os ofliciaes que comman-
davam, replicaram que eram alheios estes as-
samptos, e tornaram a repetir as suas exorlages
para que se relirassem.
Finalmente, certificou-se ao publico que se.fa-
riam saber os seus desajos ao principe, e logo
que a tropa se retirou, a reunio comegou a dis-
persar. Assim acabou o domingo ; veiu a segun-
da feira com todos os symptomas de urna tem-
pestado.
Era um dia santo para a egreja romana. Como
era costume, todas as lojas estavam fechadas, to-
das as ofcinas desertas, e a maior parte da po-
pulago da cidade se achara as ras. A manha
passou-se sem novidade, porm, prximo das
cinco horas da tarde, era evidente que alguma
cousa eslava para ter lugar. Grande numero de
povo, homens, mulheres, e at creangas, cami-
nhavam em direcgo ao castello do vice rei. Se-
riam sete horas, subirsm ao ar Ires foguetes, ao
que se seguiu o estrondo de tres tiros. Todos sa-
bamos que tinha comegado a carnificina.
Passados poucos momentos, esquadrSes e pa-
trulhas de cavallaria e cossacos percorriam a ci-
dade e tomavam posigoes. Todas is pragas e pon-
tos principaes foran oceupados. Entao ouviu-se
ao longe o fogo de fuzilaria: Foi un momento
terrivel. Povo, mesmo desencamiohadomesmo
reunido para fazer demonstrares contra o gover-
noprm sempre povo desarmado, inoffensivo,
ser assassinado como se fossem caes I Segura-
mente que isto nao para o seculo XIX e para a
Eurooa civilUada. O povo tinha-se reunido em
grande numero, foi intimado por um tambor para
dispersar. Isto repetiu-se tres vezes, porm sem
efleito. y
Na verdade, como poderia ser de outra manei-
ra, se muitas pessoas tinham recebido aquella
manha os sacramentos, e estavam preparados
para morrer? Nesta occasio appareceu no meio
da reunaos carroagemdo mar Wiclopolski, que
se diriga para o castello. Foi immediatamente
atacada a pedrada, e a, jelles que iam dentroo
filho do marquez, Mr. Enoch, e um medico, cha-
mado Chilubinskiforam mais ou menos mal-
tratados. Deu-so ento ordem de carregar a al-
guns esquadres de carallaria de gendarmes e
ossacos. Assim o flzeram, ferindo muitos; ape-
zar disto, o poro nao se moreu. Ento deu-se
ordem infamara para fazer fogo. A scena li-
nha alguma cousa de sublime. Homens e mu-
lheres estavam diante das boceas das espingardas
e repetiam a ordem : alirae. As mes levanla-
mo vos digo a me de Antonia nao consenta que
um s dos seus servidores peoetrasse no seu
quarto de dormir, e todos os das fechava-se ali
oras inteiras. A entrada desse quarto defen-
dida por una porta de una solidez a toda a pro-
va, tanto que os Apaches quando invadiram o
rancho nao cooseguiram derriba-la. Depois da
morte della a senhorita seguiu o mesmo exem-
plo : nao se passa urna semana que nao reservo
um dia pelo monos para encerrar-se nesse quar-
to que nos chamamos, isto 6. que os seus criados
chamam < o retiro Tenho notado que quando a
senhorita sahe dali traz os olhos vermelhos e o
semblante tristonho, indicio certo de que chorou I
E ha alguem que chore por possuir mi-
lhoes?
Pode muito bem ser, quando se tem pres-
tado um juramento de nao se utilisar delles.
Ora, cousa que ninguem faz.
Bem sabes que a senhorita nao se parece
com as outras mulheres : ella capaz das extra-
vagancias as mais generosas, e dara a propria
vida para nao dizer urna mentira, ou faltar sua
palavra I
Longo silencio seguiu-se confidencia de Pa-
nocha : afioal o Csnadiano disse com ar pensati-
vo, e que trahia urna alegra involuntaria :
_ Assim tens toda a certeza de que a senho-
rita passar o dia encerrada no seu retiro ?
Sou eapaz de jurar.
Grandjean collocou os eotovelos sobre a mesa,
e apoiou a cabega entre as naos; depois com a
voz surda que mais pareca responder 'aos seus
proprios pensamentos do que dirigir-se ao seu in-
terlocutor, proseguiu :
E' realmente urna boa qualidade essa de
nunca faltar a gente sua palavra : porm tenho
muitas vezes procurado saber se, quando toma-
mos sobre nos um compromisso irreflectido ou
de tal natureza que cause grandes desgragas, nao
seria esse o partido mais honesto e prudente I
As discussoes moraea ou philosophicas nao se
accommodavam muito ao genio de Panocha.
Queres jogar una partida do monte ?
Nao jogo.
Teos razo : esse un passa tempo. proprio
de fidalgos.
Enlo, proseguiu Grandjean que pareca do-
minado por una idea fixa, tua opinio que nao
verenos hoje a senhorita Antonia seno a hora
da ceia 1
E' mais que opiio, conrieco: queres
acostar ?
Mal acabava Panocha de pronunciar estas pala-
vras, Antonia appareca na sila de jaolar. O Me-
xicano soltou un grito de espanto: a fronte de
Grandjean enrugou-se.
A moca pareca doninada por grande commo-
co : eeleste prazer idealisara o seu semblante.
Filn um olhar ndisivel sobre o Canadiano,
que curvou a cabega, e dsse-lhe con a voz pe-
netrante e harmoniosa:
Perdo aa tuas intengdes, Grandjean, por-
que lutsste antes de suecumbrr 4 tentago 1
E roltando-se para Panocha, que a contempla-
va exlasiado, accresceatou:
Andr, manda preparar um quarto, e pre-
vine a Marina de que deve apromptar j um bom
almogo: est a chegar-nos um viajante extenua-
do de fadiga.
Que viajante, senhorita ?
O conde d'Ambron, ou, se assim o queres,
o nosso antigo hospede D. Luiz.
O Canadiano levantou-se, tomou a sua carabi-
na, e sahiu da sala sem pedir explicaco das pa-
lavras singulares que Antonia lhe tinha dirigido
ao entrar. AlgUns minutos depois, ouviam-se as
pisadas de um cavallo porta do rancho : era
que Grandjean, com as feiges transtornadas pelo
terror, cravava as esporas nos flancos da sua ca-
valgadura at tirar-lhe sangue, e fugia a toda a
brida, sem volver os olhos para traz.
Pastado um quarto de hora nm cavalleiro, cu-
jos vestidos molhados ainda do orvalho indica-
vam que elle passara a noile viajando, apeava-se
impetuosamente em frente da herdade.
Antonia 1
D. Luiz I
Esses dous gritos partidos do corago echoaram
ao mesmo lempo, e os dous jovens se precipita-
ra m nos bragos um do outro.
Os quatro mezes de separago physics, mas de
real intimidado moral, que acabavam de passar,
hariam mudado a sua primeira afteico n'um amor
profundo I
IV
Seria preciso o pincel inimilarel do divino Ra-
phael para exprimir a pdica coofuso entre-
meiada de suave exlase que irradiara no sem-
blante de Antonia, quando se desprendeu blan-
damente dos bragos do conde d'Ambron.
O contacto dos labios do mancebo na sua fron-
te imprimir abi como que urna aureola resplan-
decente de felicidade 1 Antonia apresentara na-
quelle momento a.alliaoca risirel e infelizmente
to rara da belleza plstica absoluta e da belleza
da alma I Poder-se-hia compara-la sem exagera-
go a urna viso celeste I
Qusnto ao conde, a sua alegra temperada pela
experiencia do mundo tinha urna gravidade ao
mesmo tempo viril e melanclica : achava que o
seu sonho era muito eoebriante para nao pensar
com terror na hora do despertar, e reuna aa
suas forcas afim de nao vergar quando a realidad
de viesse dissipa-1e*t
Por mais exponlaneo e demonstrativo que ti-f
vesse sido o primeire transporte enthusiastico dos
dous jovens, nao flxava todava de urna maneira
clara e precisa a posigo que deviam guardar um
para com o outro : um irmo e urna irma po-
diam, vendo-se depois de longa ausencia, entre-
gar-se a senelhanles transportes.
O conde ben que o conpreheodia, e Antonia
nao deixava de sentir que a primeira palavra,
que fosse por qualquer delles pronunciada, deter-
minara a natureza de suas relagea ulteriores.
Assim, o Sr. d'Ambron guardava o silencio, e foi
Antonia quem o rorapeu.
D. Luiz, meu irmo 1 exclamou ella. Quan-
to me satisfaz a vossa chegada 1 Oh 1 pao lasti-
mis as fadigas nem as privagoes da viagem 1
van nos bracos seus Olhos e grita vam atirae. O
pouco receio qu a morte inpirava tinha alguma
cousa de terrivel. Eolio deram-se em seguida
tres descargas mortferas.
O vice-rei, em urna parle official publicada em
alguns jornaes no dia seguinte, diz que houveram
dez morios e cento e oito feridos ; porm o nu-
mero foi muito, muito maior. Langaram mo,
immedialamenle dos cadveres, e tambem de
muitos feridos, sendo amistados para o pateo do
castello. O povo fugndo para se abrigar as ras
mais prximas, era atacado por outros corpas de
tropa que encontrava. Em um sitio foram metli-
dos enlre dous fogos, e prostrando-se de joelhosi
pomegaram a cantar um hymno. At mismo as-
sim foram victimas das descargas. Na exaspera-
cao do momento dous soldados foram mortos, e
alguns gravemente feridos. Dous jovens estu-
dantes, amigos ntimos, achavam-se juntos na
primeira fileira. Hoi cahiu morto pela bala do
soldado que lhe cava em frente ; o seu amigo
arrancou a bayoneta ao soldado, e ali mesmo o
matou.
Pouco a pouco a multido dispersou, e os pi-
quetes de cavallaria de cossacos, de langas em
risle, varreram as ras. No entanto a iofantaria,
regiment apoz regiment, marchava para dentro
da cidado, oceupando todas as pragas e largos. A
noite cahiu sobre urna cidade oceupada militar-
mente por um exercito hostil, o desprotegida do
seu pacifico governo civil.
Taes foram os acontecimentos de segunda-feira
8 de abril. Durante a noite destacamentos de
polica, auxiliados pela tropa, foram a todas as
casas da cidade onde se suppunha haver alguns
mortos ou feridos, e os removiam para a cidadel-
'*, Assim eram privadas as pobres mulheres da
nica consolago que lhes restava, aquella de cui-
dar dos feridos, ou consignar os mortos Ierra.
Nao digo nada a respeito dos mortos, porm
que os feridos fossem assim arrebatados aos cui-
dados e carinhos de seus psrentes, digo que foi
deshumano. As tropas acamparam nos lugares
que linham oceupado tarde, e na manha se-
guinte a cidade apresenlava o aspecto de um vas-
to acampamento.Iofantaria, cavallaria, artilha-
ra e cossacos oceupavam todas as pragas. As
patrulhas percorriam as ras constantemente, e
os carros do commissariado, carregados de man-
tiraentos para as tropas, acompaohados de escol-
tas, dirigiam-se para as differentes posigoes que
ellas oceupavam.
Durante o dia tem havido muila efervescencia;
porm, felizmente, nao tem havido desordem al-
guma. Quando se formavam grupos, eram logo
dispersos. Houveram alguns actos de violencia
individuaes. Alguns soldados arrancaran o luto
nacional aquellas pessoas que ainda o continua-
van a usar, en coosequencia do que tiveran lu-
gar algumas desordena de que resultaram feri-
menios, e, dizem, que at mortes. Grande nu-
mero de homens e mulheres foi s egrejss rece-
ber os sacramentos, nao sabendo quando teriam
de soffrer a morte. O sentimento que tem pre-
valecido (ateo momento em que escrevo] de
incerteza e duvida. Porm nao ha mudanga al-
guma na opinio publica. Esto promptos a dei-
xar-se fuzilar outra rez esta noite, a amanha,
ou quando a occasio chega, desarmados, inof-
fensos, como o foram na segunda-feira noite.
Tenho fallado cora alguns membros da classe ar-
tstica, e esto egualmente pronptos a ser victi-
nas, e a nao empregar a forga. Todava, o povo
diz : a governo dove e ha de ouvit-nos, on a
Europa nos ouvir. >
Todo este derramamenlo de sangue poda tor
sido evitado, se o governo quiresso j porm eu
creio que elle desejava urna coaliso. Em todo
o paiz prevalecem as mesmas ideias, e esperava
suffoca-las assim. Em Kalisch, Lubin, Plock,
Kiebce, Mlawa, Sedlec. e Radom, tem havido
similhantes demonstragdes. O governador do de-
partamento de Lublin chegou a Varsoria, e recu-
si-se a rollar. Um committ provisorio dirige
os negocios do departamento. O paiz nunca es-
queceu as patarras proferidas pelo presente im-
perador na sua primeira risita a Varsoria, depois
da sua exaltago ao throno: c Tudo o que meu
pae fez na Polonia foi bem feito. Ellas teem si-
do repetidas muitas vezes contra elle at aodia
de hoje. Do maneira que o povo nao tem f al-
guma em promessas ou reformas. Pergunla,'e
com raso : Que garanta temos de que o uka-
se de 1861 seja mais bem cumprido que o Esta-
tuto Orgnico de 18311 Ento tambem o exer-
cito estava em perigo de perder a inrale, por
demonstragdes de forga to ridiculas como aquel-
la de domingo tarde. Os soldados de infante-
ra estavam em linha face a face com o poro,
ouriram os gracejos que o mesmo lhe dirigiu, ri-
ram-se escarnecidos, receberam charutos de mo
delle, e disseram-lhes que se perfilassem de urna
maneira mais marcial.
Diz-se que o general Chricloff, que chegou l-
timamente de S. Peteraburgo para tomar o com-
mando das tropas da cidade, reraonstrou com o
principe sobre o mo effeito disto, de maneira
que foi decidido nao se evitar a occasio.de ha-
ver um conflicto. At se diz, com fundamento.
que algumas pessoas receberam urna especie de
inlimago seml-official para seno acharempre-
sentes na reunio de domingo tarde. Creio
tambem, segundo ougo dizer, que o governo im-
perial de S. Pelersburgo nao foi alheio ao con-
flicto. Porm, como disse, podia-se ter evita-
do. Se na segunda-feira depois de conhecerem
o espirito publico pelo que havia occorrido no
domingo, tiveasem proclamado o estado de sitio,
se as ras se livessem conservado despejadas, e
nao se permiltisse a formago de grupos,, ou at
mesmo se o principe Uvesse consentido na reno-
meaco da polica especial debaixo da direcgo
do conselho municipal, o sangue innocente de
mulheres, espectadores e curiosos, nao teria si-
do derramado. Desde segunda-feira tem-se pu-
blicado algumas leis e regulamentos, afim de
manter a ordem, prohibindo as reunios as ras.
Quando o sangue innocente 6 derramado, quor
aeja por um governo, quer seja por um indivi-
duo, acho-Ihe applicavel da mesma maneira o
proverbio: < Quem com trro mata com ferro
morro.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
CACIDA FATAL.
Um jornal inglez narra nos seguintes termos a
morte, na India, do teoente do 2 regiment de
iofantaria ligeira Carlos Newel Grant, que fot vic-
tima da caga dos tigres.
Alguns ofliciaes reuoiram-se para ir a caga do
tigre Rottunghur.
No primeiro dia mataram um tigre, quesuc-'
cumbiu sem que da parte dos cagadores se desse
nenhum accidente.
Alguns dias depois encontraran] a distancia de
5 milhas do acampamento, um tigre muito gran-
de. Os ofllciaea dispararam successivamente e
feriram o tigre gravemente.
O animal fugiu para o mallo, onde os cagado-
res o descobriram de tarde e lhe dispararam mui-
tos tiros, ferindo-o no/ament, porm o tigre pd-
de ainda fugir.
Os cegadores perseguiram-no e o tonente Grant
que se aproximou mais. disparou sobre a fra a
curta distancia.
O tigre deu um salto.cahiu sobre o cacador e o
langou por Ierra.
Aos gritos de Grant, correram os ofliciaes,
comprehendendo o perigo do seu camarada.
OcapiloBaumgartuer, que s linha carrega-
do um cano da espingarda, correu para o tigre,
e, collocando a boca da arma sobre a espadua
do animal, fez fogo.
Apezar disto, o tigre nao largou Grant e o des-
pedagava com as garras e denles.
O capito Baumgartuer, pegn n'um revolver
e deu cinco tiros na cabega da fra, que, por fim.
cahiu morta, nao sendo ainda assim, cousa fcil
arrancar o infeliz lente da boca e das garras
do feroz animal.
O infeliz Grant foi transportado a Neemuch,
onde dous mdicos lhes curaram as feridas, po-
rm na manha seguinto expirou nos bracos dos
seus camaradas.
O tigre era dos maiores que se tinham visto,
pois media 12 ps de comprimeoto.
CRISE INDUSTRIAL.
Em consequecia dos acontecimentos dos Esta-
dos-Uoidos, as fabricas menos fortes de Ingla-
terra principiara a suspender os seus Irabalhos,
por causa do prego crescente da materia prima ;
e nos districtos nanufactureiros agitava-se a
queslo de reduego das horas de trabalho, e
consequente reduego de salarios.
A industria algodoeira na Inglaterra consom
annualmeole dous milhoes e 200 mil saccas de
algodao. Calcula-se que o deposito actual-
mente, em Inglaterra, superior a milho e meio
de saccas. Se lodo elle tivesse de applicar-se
industria ingleza, teria 9 mezes de trabalho ; po-
rm, o resto ds Europa procura tambem abaste-
cerle no mercado inglez.
Em Barcellons, j o elevado prego do algodo
causava serios receios.
Julga-se por isto que a Europa nao recoohe-
cer o bloqueio dos portos da confederago ame-
ricana do sul, decretado pelo governo de Wa-
shington, porque privara da materia prima urna
industria, de que depende a subsistencia de mi-
lhoes de pessoas.
NAVEGAgA.0 SUBMARINA.
Acaba de fazer-se em Hespanha a esperiencia
de um barco submarino, invengo do hespanhol
D. Narciso Montrisiol.
Dizem os jornaes, de que extractamos esta no-
ticia, que a cousa mais curiosa e perfeila que
tem apparecido oeste genero.
Com o novo barco permittido descer ao leito
das aguas mais profundas e atravessar por ellas
em todas as direeges.
A cooducgo do novo barco s depende das
pessoas, que vo dentro delle.

T
Foi o cu quem vos enriou I AmanhSa talvez
fosse j muito tarde I
Que queris dizer, Antonia ?
Nada, nada ; um perigo de que eu estava
ameagada, e de que agora me vejo livre com a
vossa preseoca; ao menos o presumo.
Va co'rrieis perigo, Antonia ? pergunlou
o conde com urna voz que em vo procurava
tornar tranquilla, e que trahia urna colera gran-
de e gonerosa. Que perigo era esse? Explicae-
vos, eu yo-lo pego I
Mais tarde, D. Luiz : por ora nao ha tanta
urgencia. Nao cootaes demorar-vos no rancho al-
gum tempo, ou viestes somente de passagem ?
A terna solicitude que agitava a voz de Anto-
nia nao escapou ao mancebo, que agradeceu-lhe
cora um olhar de ineffavel ternura.
Vim aqui s para ver-vos, Antonia, minha
muri querida irma, disse elle ; e nenhum in-
teresse me chama a outra parte.
Assim ticareis aqui.... por algum tempo?
Nao posso affirmar, mas supponho que
sim.
Meu Deus 1 replicou vivamente a moga : e
eu a ter-vos aqui de p quando deveis estar ca-
?indo de fadiga; pois, segundo parece, sahistes
e Guaymas honlem tarde 1
Nao, Antonia, sahi hoje mesmo s oito ho-
ras, isto cinco minutos depois que pude obter
um cavallo.
E' impossivel, D. Luiz, estaes Iludido I Is-
to nao passa de meio dia I
AiBda falta um quarto, respondeu o conde
sorrindo-'se depois de ter consultado o relogio. *
Mas de Guaynas Ventana fazen dezeseis
leguas....
Dizen.
E vos transpozestes toda essa distancia em
menos de quatro horas?....
A moca ia proseguir, mas parou logo : estava
extraordinariamente commorida ; pois que aca-
bava de suspeitar o motivo da presta do conde em
chegar ao rancho.
Emquaoto se prepara o vosso aposento, D.
Luiz, viode descansar um pouco.
O Sr. d'Ambron ia em companhia de Antonia
quando percebeuo Ilustre Panocha que para el-
le olhava com ar triste e retpeitoso.
Bom da, D. Andr, disse elle eslendendo-
Ihe a mo.
Esta acgo perlurbou o Mexicano, que s de-
pois de urna pantomima das mais corlezes cor*
respondeu polidez do mancebo.
Que pena nao ter eu sabido o titulo do Sr.
D. Luiz quando elle veio pela primeira vez Ven-
tana I murmurou com ar humilhado e pezaroso.
Nao teria compromeltido na sua presenga a mi-
nha dignidade de fidalgo, como fiz entregndo-
me aos trabalbos do campo. Elle, conde I quem
o diria 1 Suas maneiras sao to naturaes, lo
simples o seu tratamento l Nao sabe honrar o seu
titulo, verdade; mas em compensago tem um
excellente corago: e de mais a mais bem li-
songeiro para mim ler um conde por anigo. De-
vo ir ananha Guaynas conprar un nevo Ira-
je de cavalleiro. Tomara eu que elle nao se lem-
-
i
CONVERSO.
Assegura um jornal de Londres que a duqueza
de Kent, me da rainha Victoria, morrera con-
vertida religio catholica, recebendo na ves-
pera de sua morte os soccorros espirituaes que
lhe ministrou um padre catholico de Clare-
nont.
[Commercio do Porto.)
bre mais de que j me deu urna gratificago de
tres ongas, que cahi na asneira de aceitar 1 Ver-
dade que entre fidalgos nenhuma importancia
se d as questoes pecuniarias___Ora deixe estar
que bei de fazer qualquer destes dias com que a
conversago recaa sobre esse ponto.... O reco-
nhecimonto de urna divida nao obriga ao seu pa-
gamento.
Antonia conduzira o Sr. d'Ambron para um pe-
queo salo mobiliado com tanto luxo e gosto co-
mo ninguem julgaria encontrar n'uma herdade
isolada.
Quando o mancebo viu-se sos com ella o seu
roslo revestiu-se de urna expresso de gravidade
quasi severa, e olhaodo-a flxamente, lhe disse:
Antonia, agora que ninguem nos ouve, re-
pito-vos a minha pergunla de inda agora : Qual
o perigo que correstes, e de que vos livrou a mi-
nha chegada ?
Esta pergunla formulada com ar triste e reser-
vado perturbou a Antonia singularmente, e fe-
l recuar ante a verdade pela primeira vez na
sua vida.
Esse perigo, D. Luiz, talvez que s exists-
se na minha imaginago, disse ella com um em-
barago seductor ; pois que me foi revelado por
um presentimento, e deveis convirque 6 esta urna
prova bem ftil para motivar aecusacao___
Semelhante explicaco assaz vaga pareceu aug-
mentar a tristeza do conde.
Antonia, disse elle depois de curto silencio,
permitti confessar-vos que nesta resposta nao
descubro a vossa candida simplicidade de ou-
tr'ora. Nao oceultarei que me aftligem tanto as
reticencias da vossa linguagem, quanto me ad-
mira urna expresso de que usas tes I
Que expresso essa, D. Luiz? pergunlou
Antonia affectando nm sorriso, ao passo -que a3
lagrimas vinham-lhe aos olhos, porque o Ion do
Sr. d'Ambron lhe causara dolorosa eslupefac-
g|o.
A da presentimento I E' una palavra que
igooraveis quando tire o prazer de ver-vos pela
primeira vez.
E' verdade, D. Luiz.
E quem vo-la eosioou depois disto ?
Um estraogeiro que, sendo ferido por An-
dr, ficou tratando-so no rancho quasi seis se-
manas.
Como se chamara esse estraogeiro ?
D. Henrique.
E' sem duvida do marquez d'Uallay que
queris fallar, nao Antonia? perguntou o man-
cebo com tal frieza, que un observador teria nel-
le admirado como indicio de grande forca d'al-
ma, porque servia evidentemente para dissimu-
lar urna dolorosa aocledade.
Sim, D. Luiz, 4 realmente do marquez de
Hallay que eu fallo.
(Coninuar-M-na.)
PERA,- IYP. DI M. I. DI FAR1A.-1851,
I


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