Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09321


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Full Text
lili IIXTJI I0IE10 144
Pw Ires mezes 4iMtads 5$0ft0
Ptr tres mezes veieides 6)000
s?*-*
XI osi.t
TERCA FEHA 28 II JDIHO 91 IMI.
Ptr Bit adiantad 19$00 0
Ptrte fruet para sabscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
NCAftKBGADOS DA 8DB9CEIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araea-
ty, o Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Josa Mar-
ina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Eamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Casta.
PARTIDAS US UMBROS.
Olinda todos os dias as 9 1/5 horas do dii.
Iguaraas, Goianna Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Beserros, Bonito, Caar, AHinho al
Garanhuns oas tergas-feiras.
Pao d'AIho, Nasarsth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores,Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (iras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Dns,Bsrreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiraa.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhia
EPHEMERIDES DO MIZ DK JUNHO.
8 Lua ora as 11 horss 19 minatos ds man. i
15 Quarto crescente as 7 horas a 56 minatos di I
maoha.
22 La cheia aoa 3 minatos ds tarde.
30 Qnarto mingaante aoa 21 minatos ds manhaa.]
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas 6 minutos da manhia. 1*9
ISegando as 6 horaa a 30 minatos ds tarde. 130
MAS DA SEMANA.
Segunda. tK, Nascimento de S. Joao Baptists
Tarea. S. Guilherme ab.; S. Febronu t. m.
Qnarta. Ss. Joto e Paulo irmaos mm.
Quinte. S. Ladislao rei ; S. Crescendo b.
Sexts. S. Leio II. p. ; S. Argemiro b.
Sabbado. egi Ss. Pedro e Paulo app.
Domingo. A Pareja de Nossa Seohora.
lAumiinciAa uoo iRltfUNAha da capital.
Tribunal do ommereio; segundas e quintas.
iRelaco: tercas, quintas sabbados aalO horas.
Fazeoda: tercas, quintas a sabbadoa as 10 horas!
Juizo do ommereio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: torgas e aextas as 10 horas.
Primeiravaradoeivel: torgas sextas so meio
ENCAfiREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO ML
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Baha,
Sr. Jos Martina AlT..; Rio deJanrtro, o s
Joao Peroira Martina.
EM PERNAMBUCO.
PARTE OFFICIaL.
O proprietario de- wasio Manoei Figwlre, .
ho dlur e: '' **"*' 'bb"d0 VP*** "" liTT"rt, *** d ln<1dtoi.
10 Oa
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia SO de junho.
Officio o Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.No vapor fguarass serlo enviados a V.
txc.com destino a companhia de cegadores dessa
provincia os objectos mencionados na relaco qne
inclusa passo < mos de V. Exc. por copia.De-
ram-se ss demais providencias para a remessa
dos mesmos objectos.
Remeiteram-se tambem aos Exms. presidentes
da Parahyba e Ceara relacoes dos objectos que
se destinara aquellas provincias e segueta no su-
pradilo vapor.
Dito ao coronel commandante das armas.Sir-
va-se V. S. de mandar por em liberdade visto ter
provado isengo legal o recruta Simplicio Vieira
Ramos.
Dito ao mesmo Para que eu possa resolver
acerca da licenga que pede o soldado Manoel
Francisco de Paula no requerimento
-------------_ .,...,, que incluso
devolvo, fsz-se necessario que V. S. se sirva de
5n?.e.?, JuoU m'IUar de"ude cc c<>. poi conta do ministerio da marinba, no
fra deTa caoital me9m ***** lfa,ado 'apor Paran aol ,eDenle < armada Jos ve-
tabellio de notas e escrivo do civel. deveodo os
papis do extincto csrtorio ser recolhidos ao do
tabellio e escrivo Bellarmino dos Santos Bol-
cao.
Portarla.O presidente d> provincia, .atten-
dendo ao que Ibe requeren a mesa directora da
sociedade acadmicaAthenu Pernambucsno
existente nesta cidade. resolve, de conforiuidade
com o disposto do 2 do art. 27 do corrente. n.
2,711, de 9 de dezembro de 1860, conceder a au-
torisaco que pede, para poder funecionar, mas
tambera approvaros respectivos estatutos.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o desembargador da rea gao do
districto Jos Ignacio Acioli de Vascoocellos, re.
sol ve conceder-1 he dous mezes de licenga com os
respectivos vencimentos para tratar de sua saude
(ora d provincia. .
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao .que requereu o bacharel Joaquim Eduardo
Pina, promotor publico da commarca de Naza-
reth, resolve conceder-lhe 15 dias de licenga com
ordenado a contar do dia 13 do correnta.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilelra
de piquetes a vapor msndem dar transporte para
a corle, poi conta do ministerio da marinba, no
t
fra desta capital.
Dito ao inspector da thesouraria de fszenda__
Estando em termos legaes os inclusos prets, fo-
lhas e relacoes era duplcate, mande V. S. pagar
es vencimentos relativos aos mezes de abril e
aaio ltimos, do alferes e guardas naciooaes des-
tacados na villa do Bonito, bem como as despe-
zar de luz e agua fornecidos ao quarlel do mes-
mo destacamento e durante aquello termo, con-
forme requisita o respectivo commandante supe-
rior em officio do 1# do corrente ; devendo toda
a importancia ser entregue a Ferro & Maia, que
para isso acham-se autorissdos.
Dito ao mesmo.Em vista de sua informacao
n 508, de 18 do corrente, mande V. S. pagar o
sold do mez de maio ultimo, guaroigio da cor-
Tela Berentce, conforme requisitou o comman-
dante da estcao naval em officio n. 86 de 15
deste mez.Communicou-se ao commandante da
estago naval.
Dito ao mesmo.Ao lenle Luiz Martins de
Carvalho que tem de seguir para a corte a reu-
nir-se a sen corpo, segundo consta de officio do
coronel commandante das armas de 13 deste mez
b. 881. mande adiantar V. S. somente um mez
de sold para ser descontado integralmente dos
seus vencimentos, e nao dous, como pede o re-
ferido lente, alientos os motivos por V. S al- j
legados em seu officio n. 510 de 18 do corrente. i
Dito ao mesmo.Transmiti por eopia V. S.'
para seu conhecimento na parte que Ihe toca, o ,
aviso de 17 de maio ultimo, em que o Exm. Sr.'
ministro da guerra declara que sendo as gratifi-
cacoes de exercicio inherentes aos empregos e
sugeitas as despezas que elles occasionem ne- '
chum direito ha a percepgo dellas desde que '
cesss o exercicio, e determina que a thesouraria
de fszenda nenhuma gratifleago abone em du-
plcala sem ordem dsquelle ministerio.Enviou-
se igual copia ao commandante das armas.
Dito ao commandante da estaco naval.Pode
V. S. ordenar que o vapor de guerra Pedro II si-
ga no dia indicado em seu officio de 18 do cor-
rente, deveodo ir nelle para a Babia o capilo de
mar e guerra Loureoco da Silva Araujo Amazo-
nas, inspector nomeado para o arsenal de ma-
ana daquella provincia, bem como a respectiva
familia, composta de mulher, urna fjlha e dous
creados.
Dito ao commandante do corpo de polica.
De conformidade com o que solicitou o cnsul
de S. M. Fidelissima, mande V. S. dar baixa e
por em liberdade o subdito portuguez Jos Ma-
noel Leito, que assenlou praga no corpo sob seu
commando com o uome de Jos da Silva Leitao.
Commuoicou-sa ao cnsul de Portugal.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.__
Tendo em vista a sua informacao n. 255, de hon-
tem datada, mande V. S. pagar a Pedro Paulo
dos Sanios, a quantia de 291&200 rs., despendida
nos mezes de margo e abril ltimos, com o sus-
tento dos presos pobres da cadeia de Caruar,
como consta das contas juotas em duplcala.
Dito ao mesmo.A Joaquim Aotnnes da Silva,
mande V. S. pagar em vista da inclusa con la a
quantia de 278800 rs., despendida no mez de
imo com o susteulo dos presos pobres
lino da Silva Jacques.
Expediente do secretario.
Do dia 20 dt junho dt 1861.
Officio ao commandante do corpo de polica.
S. Exc. o Sr presidente da provincia, manda re-
metter V. S. o processo do soldado Joaquim de
Barros Lima, afim de ser cumprida a sentenca
nelle proferida pelo conselho de julgamento.
Despachos do dia SO de junho.
Rtqutrimtntos.
Cirios Jos Gomes de Oliveira.Requeira ao
governo imperial.
| Irmandade de S. Jos de Riba-Mar.Informe
I o Sr. thesoureiro das loteras,
I Joio Paes Brrelo. Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
Jos Avelino da Silva Jacques.Informe o Sr.
.inspector da thesouraria de fazeoda.
I Jos Ignacio Acioli de Vasconcellos Passe
portara concedendo a licenga requerida.
Luiz Martins de Carvalho.Dirija-ie athesou-
, raria de fazenda.
Pedro Paulo dos Santos.Dirija-se a thesoura-
ria provincial.
INTERIOR.
RIO DE J.WEIRO
CMARA DOS SRS. DEPIITADOS.
SESSAO EM 23 DE MAIO.
Presidencia do Sr. vitconde de Catnaragibe.
A*s 11 3/4 horas fez-se a chamada, e o Sr.
presidente declaroo aberla a sesso.
Lida e approvada a acta, o Sr. Io secretario
deu conta do seguinte.
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio datado de
13 de abril ultimo, enviando um exemplar im-
presso do decreto de 18 de agosto do anno pas-
eado, que alterou a lei de 19 de agosto de 1846
e o decreto de 19 de setembro de 1855, que re-
gulao o procewo eleitoral.A archivar-se.
Outro do mesmo ministerio datada de hoje, en-
viando umarepresentagao do2juiz de paz da pa-
rochia do Rio Manso pertencente ao 6 districto
de Minas-Geraes, pedindo approvagSo da elei-
gao da dita parochia.A' commissao de poderes.
Oulro do ministerio da fazeoda datado de 14
do corrente, enviando, competentemente infor-
mado, um officio da cmara muoicipal desta edr-
te, no qual propde que se arrecade aonualmeote
e nao por semestres o imposto^obre seges e mais
vehculos de condnegao.A' commissao de fa-
zenda.
Onze dos presidentes das provincias do Para
Rio-Grande do Norte, Piauhy, Babia, Espirito-
Santo, S. Paulo, Santa Catbarina e Rio-Grande
do Sul, enviando exemplares dos relatorios apre-
sontadosnu anno passado s respectivas as-
semblas proviociaes.A' archivar-se.
Seis dos presidentes das provincias do
. provincias do Rio-
T.""."Ij_7: j.-V r-----"*" "" y>"->v3 puuies Grande do Norte, Parahyha. Alaees Bahia Ra-
da cade de Garanhuns. conforme requisita o pirito-Santo e S. Paulo%nvnRlecc5M das
hefe de pohc em officio n. 563, de hontem da- respectivas leis Pf.fadS^SdS7.
tado.
Dito ao director das obras militares.Declaro
em aditamento ao meu officio de 12 do corrente
que deve Vmc. lo someute contratar nos termos
legaes a factura da obra do encanamentodeagua
potavel pareo quartelda companhia fixa de ca-
vallaria, devendo a despeza ser paga pela caixa
daquella companhia.
Dito a mesa do collegio eleitoral da cidade do
Rio Formoso.Cumpre que a mesa do collegio
leis .
pascado.A' commissao de as/embla* provin
ciaes.
' Um requerimento de Antonio Monteiro Barbo-
sa da Silva, pedindo ser admittido ao acto do
1 anno da faculdade da medicina da corle, que
frequenta como ouvinte, procedeodo exame dos
preparatorios que lhe faltam.A' commissao de
instrucgao publica.
Outro de Jos Antonio Porto Rocha, fazendo
igual pedido.A' mesma commissao.
eleitoral da cidade do Rio Formoso que deve ter- "Out'ro de Feppe de ntirialtoi oedindo
tomo Colno de S e Albuquerque, um dos elei-
tos no dia 30 de Janeiro ultimo, remettia com
toda a brevidade as copias da acta dessa eleigao
exigidas pelo art. 79 da lei de 19 de agosto de
1846, o que lhe hei por muito recommendado.
Iguaes s mezas dos collegios eltitoraer de
Santo Anto, Serinhaem, Escads, Cabo e Bar-
reiros.
Dito ao bacharel Pedro Secundino Hendes Lins
juiz municipal nomeado para Santo Anto.Ha-
ja Vmc. de entrar quanto antes no exercicio do
Outra do desembargador Jos Candido de Pon-
tes Visgueiro, pedindo que se lhe mande pagar
o ordenado correspondente aos quatro mezes em
que excedeu a licenga que lhe foi concedida.
A commissao de penses e ordenados
Julgou-se objecto de deliberago, e foi a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos, o se-
grate projecto, com que conclua um parecer da
commissao de constituido e poderes :
A assembla geral resolve:
Art. nico. O governo ca autorisado a con
cargo de juiz municipal e de orphos do termo ceder carta de natuVaiisacoTe"craadThr^iU
d.e,Sfiand Dta0' PaHa- qU^ 0i Smead0' Ti8t0 i& o bdito pruss ano Carlos de Bottenalm
ter findo o seu quadneun.o o bacharel Antonio revog.das pararse fio as disposgoef em ion
Joaquim Buarque Nazareth.
Dito ao engonheiro fiscal.Consinlo que se ef-
> o desvio A B indicado na planta que me
foi remettida com o seu officfo deTa desle me? toS.-B ^^"^1?% '"fiSlt
e que se faz necessano na estrada nuMi n.,L n >; -"ua. i.. A. L. Uliveira
e que se faz necessario na estrada publica, que
atravessa parte dos terrenos do engenho Olinda
para seguimento da via frrea. Devolvo Vmc.
a referida planta.
Dito ao mesmo.Autosiso o desvio que Vmc.
propoz na estrada publica que atravessa parlados
terrenos perteocentes aos engenhos Firmeza e
Harmona, atim de evtar-se dous cruzamentos
com a estrada de ferro, como se demonstra na
planta, que velo annexa ao seu officio de 29
de maio prximo findo, a que agora respondo.
Dito ao capilo Manoel Pereira de Souza Bu-
rity.Devolvo Vmc. os prets em duplcala,
que acompanharam o seu officio de 11 de maio
ultimo, dos vencimentos daa pragas da guarda
nacional destacadas em Cabrob relativas aos
xnezes de margo e abril deste anno, aOm de se-
Tem reformados de conformidade com a informa-
do junta por copia, rubricados pelo respectivo
commandante superior.Officiou-se a este.
Dito ao juiz municipal de Po-d'Alho.Re-
mello por copia & Vmc. a lei provincial n. 503 de
29 de maio prximo findo, que supprime o officio
de Io tabellio de olas desse termo, afim de que
tenha a devida execugo, providenciando Vmc.
para que os livros e papis do extincto cartorio,
depois de inventariados, sejam cuidadosamente
removidos para o cartorio do tabellio escrivo
Francisco Antonio Brayner de Souza Rangel.
Remetteu-se tambem ao juiz municipal de
Santo Anto copia da referida lei o lugar do 1
trario.
< Pago da cmara dos deputados, em 22 de
laio de 1861.Zacharias de Ges e Vascoocel
de
Bello.
ORDEM DO DIA.
Procedeu-se votago do requerimento
adiamenio, offerecido pelo Sr. Alencar na ses-
so de hontem, na discusso do parecer sobre as
eleigoes do 2" districto Continuou, portanlo, a discusso do referido
parecer na parte em que ficou adiado em urna
das sessoes preparatorias.
01 Sr. J. de Alencar:Homens da lei, habi-
tuados a ver constantemente & letra, orgam im-
perfeilo e eipresso material do peosamento do
legislador, ceder lgica irresistivel dos actos
e ao imperio da razo, nao eatranhareia. senho-
res, que me levante para combaler o parecer da
nobre commissao, na parte agora submettida
vossa considerago.
A questo de summa gravidade ; nao se tra-
ta nicamente dos interesses individuaes de um
candidato ; trata-se de interesses polticos de
to grande vulto como sao todos aquellas que se
preDvm representado nacional. Annollar
indendamente um diploma, seria urna grande
njustiga ; mas estabelecer a falsa applicago de
urna le de incompatibilidades seria mais do que
iojMtica seria um grave alternado aos direitoa
poltico do cidado brasileiro. Compense a im-
portancia do assompto o desalioho da phrase e a
inexperiencia parlamentar de quem se confessa
inhbil para captar a attengo e a beneTorencia
da cmara. (Nao apoiados.)
to
Comegarei, seohores. pelo histrico da ques-
o ; os tacto sio a materia e o sujeito da appli-
cago da lei.
Cumpre que elles se tornera bem claros para
que o julgamento assente sobre urna base solida.
Serei tao breve, qaanto possivel nessa expo-
sicio.
Promulgados o decretos de 18 e 23 de agoato de
1860, que alterram a nossa organisago eleitora
foi pelo decreto de 5 de setembro do mesmo
aono, reunida a comarca de Sobral, onde era
juiz de diraito o Dr. Jsguaribe ao circulo pelo
qual hav sido eleito na legislatura anterior.
Resolvido a oio abaodonar a carreira parlamen-
tar, que tao felizmente encelara, eat digno ma-
gistrado acbaodo-se aioda nesta corte, pedio im-
mediatamente a sua remoco.
Nao posso, senhores, apreseniar um documen-
> deste facto ; mas invoco um testemunho irre-
cusavel, o do honrado ex-ministro da instiga.
O Sr. Paranagu :E' verdade.
O Sr. J. de Alencar:Outros magistrados ha-
viam j, e por idnticos motivos, pedido a sua
remoco ;|e o honrado ex-ministro da justiga, com
a prudencia e moderagode que deu tantas pro-
Tas durantes a sua administrago. perplexo en-
ire o receio de burlar o espirito da lei e o deso-
jo de nao matar aspiragoes legitimas, mandou
ouvir a seceo de justiga do conselho do estado
Inbe es" *"ve 9UM,io- Fo mo por aviso de
30 de agosto de 1860, se bem me record. Sobre
a consulta dada pela seceo de justio* tomn o
governo a resolugao de 29 d setembro (pego
cmara toda a attengo. para as datas) resolugao
que estabeleceu como regra dever-se negar a re-
mogo por motivos eleitoraea.
Senhores, apesar de todo o respeito que me
inspirara os nomes e as opinides que autorisam
essa deciso, devo declarar que nao a julgo pau-
tada pelas regraa da equidade. ( Apoiados.)
E lisongeiro para mim ver que esta mioba
opinio se acha autorisada por um voto de tanta
illustrago e de to alto criterio, como o do Sr.
Euzebio de Queiroz.
Disse o Ilustre conselheiro de estado no seu
voto em separado :
Se a iocompatibilidade surge de novo e em
que podesse ser prevista, nao creio que regular-
mente o governo possa negar-se ao pedido de
remogao. Um juiz de direito era candidato por
um circulo que nao comprehendia a sua comar-
ca ; nao poda elle, pois, ter-se prevalecido dos
meios officiaes para promover a sua eleigo.
Este voto conforma-se perfeitamente com o
espirito da toi, quaodo (az a excepeo do 8 15
que passo a 1er:
Os prazos marcados nos dous paragraphos
antecedentes ficam reduzidos a tres mezes para a
primeira eleigo de deputados que se flzer em
virtude desta lei, etc.
Qual a razo desta disposigio ?
Nao conhego outra seno a da equidade. o le-
gislador prevenio a bypolbese de juizes de di-
reito que se achassem de repente iocompativeis,
e por isso reduzio o praso para dar-lhea lempo
a obterem a sua remogao ; o legislador enteodeu
que devia deixar plena liberdade ao magistrado
para fazer cessar a incompatibilidade, respetan-
do aasim aspirares muito legitimas, creadas sob
o dominio de legislago anterior. (Apoiados.)
Mas, senhores, continuarei com o histrico da
questo.
O magistrado de se trata hara partido da corte
ames ds resolugao da consulta que mencionei ;
hav partido no dia 12 de setembro. creio eu.
Levava a conviego de que a aua remogao lhe se-
na negada, e hesitava entre a cootinuago da sua
carreira parlamentar e o abandono de sua carrei-
ra de magistrado. N'eatas circumstancias. da Ba-
ha requereu a sua aposenladoria e chagando ao
cear se dirigi comarc e entrou em exer-
cicio.
Farei n'este ponto urna observaco.
Se o magistrado cujo diploma contestado oio
tivesse entrado no exercicio de sua rara e se ti-
vesse deixado ficar na capital da provinia ea-
pera de decisao favoravel ou desfavoravel que
lhe dsse o governo ; creio que muitos dos hon-
rados membros que hoje contestam a validado da
sua eleigao a aprovariam. Embora nao seja mui
curial trazer a esta casa opinioes fue nao [orara
n ella proferidas, direi que teoho observado que
esse juizo partilhado por alguna dos mais coos-
picuos membros da cmara. Entretanto, se esse
digno magistrado assim procedesse, se nao tives-
se entrado no exercicio de aua vara, por acto de
sua ontade, teria commettido o crime previsto
no art. 157 do eodlgo penal, teria abandonado o
seu emprego. Se nao estando doente, nao tendo
nenhum dos motivos justificativos, houvesse sl-
caocado urna licenga, obtida e subrepticiamente
nao dar, como deu, urna prova de bom magis-
trado, de fiel e exacto cumpridor de seus deve-
res. Assim, era de uro crime ou de urna falta
de exaegao que se derivara o direito desse ma-
gistrado. Parece-me que esta argumentago
nadmissivel, e que aquelles que a sustentan) de-
vem eonvencer-se por ella da justiga da causa
que defendp e da improcedencia da opinio que
pretendem fazer prevalecer.
No dia 25 de oulubro, quando teve impedi-
mento, quaodo se achou realmente enfermo o
magistrado que se diz serincompativel, deixou o
exercicio de sua vara passando-a ao substituto :
esteve fra desse exercicio al 9 de novembro
n esse d o assumio de novo para deixar defini-
tivamente no d 11, quaodo recebeu a publica-
gao official de sua aposenladoria. Nos dous dias
de eflectivo exercicio que teve da vara durante o
prazo da iocompatibilidade concedeu um habeos
corpus.
E' outra circumstaneia, da qual se prelende
deduzr argumento para a incompatibilidade.
Admtra-me, senhores, singular esse argu-
mento. O Dr. Jsguaribe assumio o. exercicio da
vara, pala conviego em que estava de que nao
poda mais ser eleito pelo circulo que compre-
hendia a sua comarca ; assumio esse exercicio
pela conviegao em que eslava de que o governo
nao lhe concedera aposontaderia, visto como at
o d 9, lempo sufficiente para lhe chegar a com-
municagao official, nao havia recebido. Portan-
te, em vez de tomar conta da vara, para usar de
urna influencia indebita na eleigao, ao contrario
elle a assumio inteiramente convencido, que, s
lhe tendo negado a aposenladoria, nao poda ser
mais eleito por aquelle circulo.
Qual a razo da lei ? Qual a razio da incom-
patibilidade Y A influencia officisl que pode
exercer um ampregado em razo de seu empre-
go. Ora, aquello em quera morrem todas as as-
piragoes que pode ter n'um circulo exerce essa
innuenc? Daraquo? Para urna candidatura
julgada impossivel n'aquella oceasio ?
Foi no dia 11, quando chegou a communiea-
gao official da aposenladoria, concedida por de-
creto de 22 de oulubro, que o Dr. Jsguaribe en-
tendeu que a sua candidatura era ento pessivel,
regular e legal ; darei as razoes da mudanca de
opioiao que se operou em seu espirito.
O governo, expedindo a communicago official
da aposentador desse magistrado pelo paquete
de 23, quando essa aposenladoria era requerida
por motivo eleitoral, aulorisava o candidato a
suppor que o decreto de 12 o liaba desiocompa-
tibilisado ; e nem se diga que o governo ignora-
ra o motivo pelo qual o magistrado havia pedido
a sua aposentador ; nao o podia ignorar por-
que tinha sido o mesmo em yirlude (j0 qUBi ine
recusara a remogao.
O govetno que sabia o motivo para negar em
um caso, nlo podia ignorar para conceder em
oatro. O governo, pois. sabia o motivo, sabia
que, expedindo no dia 23 o communicago offi-
cial do decreto, ella so podia chegar capital da
provine a 3 e i comarca do magistrado a 8 de
de novembro : pelo menos foi essa a induccao
muito lgica que se tirou desse facto Havia,
aiem disto urna opinto geral na provincia, opi-
oo que lora enunciada pela imprensa, e pelo
orgao opposicionista no Cear. Esse jornal existe
na casa, pode ser visto pelos honrados membros ;
bi se dirigi ama censura ao governo, duen-
do-s que elle illudira o espirito da lei desin-
eompatibilisando magistrados.
Demais, seohores, consultando o candidato,
nao offlcialmente, mas particularmente ao presi-
dente da provincia, recebeu delle ojuizodeque
o prazo se contava da data do decreto e nao do
da em qne tinba deixado o exercicio; e ata aquel-
le que neste momento oceupa a attengo ds casa,
teve de exprimir-se no mesmo sentido, e a ca-
mara eros fundamentos da minha opinio.
Fo, pois, com toda a boa f que o nobre ma-
gistrado de que se trata apresentou de novo a sua
candidatura e a pleiteo ; mas, seohores, os ad-
versarios desse candidato teniendo a derrota, fl-
eram as vesperas da eleigo surgir essa ques-
to, que al ento nao tinha apparecido, que o
prazo da incompatibilidade nao se contava da
dala do decreto, mas da cessago do exercicio;
e armados com essa pretendida incompatibilidade
guerreavao a eleico do digno magistrado de que
se trata. Assim aquillo que se apreaeota hoje
como urna razo de incompatibilidade desse dig-
no magistrado, foi ao contrario um grande obsta-
culo que elle teve a veneer; obstculo que s a
sua popularidade podia superar.
Qual repito, a razo da iocompatibilidade 1
}>e i a influencia indebita do fuoccionario publi-
co na eleigo, um empregado aposentado, em-
bora tivesse oceupado dous dias o lugar, podia
exercer essa intervengo indebita ? Tanto nao
podia exerce-la que sua candidatura foi desmo-
ra Usada e combatida por esse mesmo facto de
achar-se aposentado, e ter aervido dous dias o
cargo.
Senhores, lembro-me que n'um parlamento
muito illustrado. no parlamento, francez quando
na sessao de 1839 se discuta urna questo de
incompatibilidade, izia um orador disncto pa-
lavras que repetirei acamara: a E* esta urna
questo de boa f e deve ser resolvida inteira-
ramente_ pela boa f. Nao ha muito lempo,
as sessoes preparatorias, um honrado membro
tratando-ae de ama eleigo de minha provincia,
de urna eleigo deste mesmo 2 circuloo. pre-
tendeu valida-la fuodando-se na bona fide ; eu
espero que a boa f que oaquella oceasio servio
de argumento tambem prevaleos agora.
O Sr. Paes Barrlo :Alinde a mim.
O Sr. J. de Alencar:E' justamente ao honra-
do mombro que me refer.
O Sr. Paes Barreto :Declaro que nao acho
analoga. '
O S. Jr. de Alencar:O honrado membro dis-
cutir.
Senhores, teoho relatado o facto, e se nao o
documentei porque me parece que as circuns-
tancias que refer casa sao incontestaveis-; a
propria commissao nao as nega. Seria pois su-
perfluo provar o que est provado pelo consen-
so unnime. Nestas circumstaneias ereio que a
questo est por si mesma resolvida peraote os
principios da equidade. O direito romano jicon-
cousagrava a regra de que a equidade e a justi-
ga devem prevalecer sobre o direito stricto: Pla-
cuti in mnibus rebus prcecipuam use justia
equitatisqne quam stritti juris rationem.
Oa honrados membros conhecem perfeitamen-
te este axioma de Dgesto. Modernamente o par-
lamento francez consagra vi na sua jurispruden-
cia o mesmo principio, e eu pego lieeoga para
ler a opinio de um eseriptor muito notavel
que compou a jurisprudencia parlamentar fran-
ceza.
Um outro carcter distingue a jurispruden-
cia parlamentar. Ella nao urna jurisprudencia
de direito stricto, mas de equidade; ella se pren-
de menos letra do que ao espirito da lei; e
considera a observancia das formulas, a boa f
da operacao e o voto da maioria. Gramju-
risprudencia parlamentar.
Esse voto da maioria, essa boa f concorrem
em favor do digno magistrado cuja eleico se
pretende invalidar.'
Senhores, comparai em vossa consciencia o
magistrado aposentado ainda mesmo com a cir-
cumstaneia dos dous dias de exercicio dentro do l
prazo, comparai-o com o magistrado removido,
e que pode voltsr comarca do circulo em que
foi candidato, e dizei qual dos dous mais in- !
compativel. Aquelle que demiltio de si toda to-1
a autoridade, todo o carcter official, que nunca
mais pode exercer influencia no diatricto, ou I
aquelle que ameaga os eleitores com a possibili-
dade futura de vollar a mesma comarca ? Neste
ponto aioda que autorisarei eom urna opinio
muito respeitavel, a opinio do illustre relstor
da consulta dasecgo de justiga do conselho de
eslado o Sr. visconde de Uruguay. Pego desculpa
acamara de citar tanto, mas desconfio portal
modo de michas opinioes que preciso autorisa-
las. Dizit o Sr. visconde de Uruguay nessa con-
sulta que servio de base resolugao em virlude
da qual se negaram as remogoes aos juizes di-
reito por motivo eleitoral :
c O abandono completo da autoridade que
exerce o candidato mata o prestigi e a* Corea que
poderis vir-lhe somente de urna posigo official.
O candidato toroa-ae aimples cidado. >
Passando a tratar do candidato removido ae-
crescenta:
Dir-ae-ha, removido o candidato nao exerce
elle mais autoridades oa poca da eleigo. Mas
quem nao ve que isto urna perfeita burla para
lludlr a lei? Nao pode o candidato preparar
por meio da autoridade o terreno para a sua can-
didatura? E quando se approxima a eleigo diz
ao governo: Agora falla somente remover o obs-
tculo legal superior s minhas torgas; Vemo-
veo-o vos governo, removeodo-me. E feita essa
remogao nao ha obstculo expresso a que esse!
juiz depois da eleigo torne a ser removido para
o meamo lugar pelo qual foi eleito.
Me parece, senhores, qua isto positivo.
Mas o que fez a nobre e illustre commissao?
Submettide o facto ao seu julgamento, ella nao
produzo nenhum argumento, nao deduzio ne-
nhum fundamento ; applicou, impoz o texto ju-
daico da le. Esqueceu-se daquelle prlocipio,
daquella mxima eterna escripia em todos os c-
digos, e que se acba no livro da noasa religio
expressa com admiravel conciso : Littera enim
occxdtt.spiritmS autem vivificat. a A letra ma-
ta, o espirito di vida. Esqueceu-se ainda do
preceito do alvar de 10 de junho de 1817 que
se exprime assim: Deve-se evitar a supersti-
ciosa observancia da lei que, olhando s a letra
del, mata a sea essencia.
Acceito, porm, a questo nesse mesmo terre-
no em que a collocaram ; e vou forgar (permitta-
se-me a expressao technica e o desvanecimeoto
de quem defende urna causa justa) a nobre com-
missao nos seus proprios entrineheiramentos;
vou torga-la pela lgica do absurde.
Diz o 14 do decreto de 18 de agosto, asseoto
desta materia:
A incompatibilidade dos funecionarios eftec-
Iitos, etc., subsiste aioda em todo o districto
eleitoral se nio tiverem deixadn seis mezes an-
tes da eleigao secundaria o exercicio dos seus res-
pectivos cargos, em vlrtude de renuncia, demis-
aao. aceeeso ou remogao.
E' fcil ver os absurdos a que nos leva a appll-
esgao lateral desta lei. O primeiro um absur-
do grammatical e de redaego. um absurdo que
ra nr a todos os membros da casa. Diz a lei:
a Vue nao tiverem deizado o exercicio de seus
respectivos cargas. Assim o juiz municipal que
ior promovido a juiz de direito dentro do mesmo
circulo iocompativel porque deixou o exercicio
do respectivo cargo. Isto um absurdo, sou o
primeiro a confessar; um absurdo que resulla
das subtilezas graromaticaes; e tanto isso ver-
dade que o decreto de 22 de agosto alterou intei-
ramente essa expressao da lei dispondo que sao
\ncompat\ve\s os funecionarios em todo o distric-
to tm que exercam jurisdieco.
Mas emfim. senhores, isto apenas um absur-
do de redaego, embora sirva para provar que
nao se deve applicar urna lei pela sus lettra ni-
camente. Quera ver se aqu se apresentasse um
candidato iocompativel pretendendo fazer preva-
lecer o seu direito com este ftil argumento, o
que lhe respondera a commissao? Lhe dira:
nao, cima dessa subtileza grammatical est o
espirito da lei, a iotengo do legislador.
O paragrapho d lugar igualmente a um absur-
do poltico ; diz elle que pars cessar a incompa-
tibilidade preciso que o fuoccionario deixe o
exercicio do cargo por meio de renuncia, accesso,
demisso ou remoco.
A renuncia nao est perfeita emquanto nao
aceita pelo poder competenle; a demisso, a re-
mogao e o accesso dependem de acto do governo;
de modo que, senhores, seum magistrado, como
o de que se trata, tvesse enunciado muito ex-
pressamente a sua vontade de abandonar o cargo
para poder ser eleito, mas o governo, usando de
seu direito, lhe nao concedesse nem a renuncia,
nem a demisso ; se isio se dsse, o magisirsdo
ser Iocompativel. E assim o poder legislativo
ter feito urna lei, cujo fim era garantir a pu-
r e legiimidade do mandato eleitoral, nica-
mente para dar ao governo o direito de compa-
libilisar ou incompalibilisar o funeciooaro pu-
blico ; nicamente para constituir o governo juiz
e seohor das incompatibilidades. E' isto possi-
vel ? Nao; interpretada a lei como deve ser,
pelo seu espirito, desde que o governo tivesse.
sem justo motivo, recusado desincompatibilisar
um magistrado, desde que tivesse recusado acei-
tar a renuncia, ou dar a demisso e mesmo a
remogao, havia bstaculo, havia urna forga maior
opposta vontade do magistrado, pela qual elle
nao podia ser responsavel; e entendo que ness6
caso a cmara devis adraitl-lo, embora tivesse
elle exercido o cargo at o da de aua eleigo.
Outro absurdo, jim absurdo jurdico, resulta
da expressao dessa lei. Ella marca um prazo ni-
co para todo o paiz, para o Rio de Janeiro, Goyaz
ou Amazonas; a consequencia disto senhores,
que ao magistrado, que ao fuoccionario do Rio
de Janeiro basta privar-se do exercicio do em-
prego seis mezes antes da eleigo, em quanto o
magistrado do Amazonas, Cear, Goyaz, etc..
deve deixar o cargo oito, dez ou doze mezes an-
tes. E isso equidade ? Ha na lei dous direitos,
un para a corte e outro para o interior do paiz?
Desde, pois, que a lei mareou um prazo e nao
consultou as distancias, esse obstculo invenci-
vel, necessario que o julgador tratando de ap-
plica-la, atteodaaos principios de equidade. Se-
nhores, nos paizes onde as vas de communica-
go esto mais aperfeigoadas do que entre nos,
marca-se o tempo em que devem eomegar os
effeitos de certos actos para as diflereotes locali-
dades, na proporgo da distancia a percorrer. Na
b ranga a distancia calculada a tantos miriame-
tros por hora ; no Brasil, esse syslema j foi ad-
mittido de algn raaneira nos recursos crimes
e as appellagoes commerciaes, e ltimamente
nos recursos para o conselho de estado compu-
tada a distancia, porque a distancia, como disse
um obstculo invencivel. Nao a computando
esta le, nao deve isso pesar contra o individuo
que soffre a sua acgo, e que nao pode ser pre-
judicado por um obstculo superior sua von-
tade.
Parece-me, senhores, que tudo isto mostra que
esla lei nao pode ser applicada em sua lolira,
porque della resultariam grandes absurdos ; pro-
va que se deve consultar a sua razo, o seu es-
pirito ; e neste terreno desafio a nobre commis-
sao a que venha provar que o magistrado de que
se trata incompstivel; que venha provar que
dous dias de exercicio, que foram obstculo para
sua eleigo. coostitue influencia indebita no ani-
mo dos eleitores.
Mas u disse que aceiUva a questo no proprio
terreno em que a havia collocado a nobre com-
missao, isto na lettra da lei smente. Nessa
lettra, ha dous vocabulos a que me parece ella
nao deu o verdadero alcance jurdico : sao os
termos, prazo e exercicio.
Senhores, fallo dianle de muitos e mui Ilus-
trados jurisconsultos. Quando s lei estabelece
um prazo, anda mesmo fatal, e que esle prazo
interrumpido por um effeito de forga maior, nao
ha jurista que pretenda que essa interrupgo nao
deva ser levada em conta ao individuo, isso quan-
do a lei estabelece um prazo fatal, e aqu nao ha
nenhuma expressao que indique que este prazo
fatal. Eu pego ainda licenga para citar a opinio
de um jurisconsulto muito distiocto, o Sr. Des-
llsle, na sua Interpretaco das leis.
to que vista de certos tactos o curso dos prazos
ou da prescripgao seria suspenso, porque a lei
ento indica a regra a seguir. Tenho porm em
vista as bypotheses em que os accidentes de for-
ga maior nao sao previstos em texto algum. En-
to, na minha opinio, elles s devem ser to-
mados em considerago no casos em que oppdem
um obstculo grave faculdade de obrar, a
A forga maior neste caso foi a distancia ; ella
foi um obstculo grave faculdade de obrar do
magistrado, elle nao podia abaodonar a sus co-
marca por vontade sua, porque commettia um
crime.
Chego ao exercicio. Diz Domat que as leis
posteriores se entendem pelas anteriores, as
consequentes pelas antecedentes. O decreto n.
557 de 26 de junho oe 850, art. Io, manda con-
tar o exercicio do magistrado desde o dia de sua
remogao; de modo que desde esse dia elle
julgado como em exercicio da nova cmara e
lano que assim se de*e regular a aua aotiguida'
de para as diversas enirancias, aegundo o decre-
to de 23 de junho do mesmo anno.
Diro talvez que isto urna subtileza. Sukti-
lezas, senhores, sao as filagranas da letra da lei,
a que j o direito romano chama tubtilitas jures
ou subtilitas leguem; mas nao as flegoes jurdi-
cas deque se nao pode prescindirm direito e
que servem de base a toda a jurispruden-
cia. Apresentarei um nico exemploo domi-
cilio. t' menos absurdo que um homem, em-
bora auaeote, seja considerado presente no lugar
do seu domicilio, do que o juiz que est de facto
exercondo suas funeges u'uma comarca, seja
considerado sea exercicio nella ? Parece que o
absurdo o mesmo ; n'um caso o facto material
contra a presumpgo legal, n'outro caso a pre-
fumpgao legal contra o facto material.
Accjeece, senhores, que os effeitos do decreto
que aposentou o Dr. Jsguaribe contamse da
data, desse decreto, e nao dia em que elle rece-
bwt a coaununica$aa oSxw\; Uto expresso,
n?q- Ped'd8' n,8ae8de que aceita,
op n.lo de um grande juriseensulto. de Dslloz.
disto a aotiRuidade para a aposentador do-
Sr. Dr. Jsguaribe coota-se at a data do decreto
e supremo tribunal justiga, recebendo a com-'
municagao official deste decreto no dia 23 ris-
mm -qttad,ro dos iai"9 de direi'- 8a tese*
mesmo da se levasse ao governo urna lista de
dor "o r 'iW P8r\a eKOlh' de <" embrg
dor, o Sr. Dr. Jaguanbe, quando iivtSse o lempo
necessario para entrar nessa lta, nao seria maU
contemplado nella. Pois todo, oe odu" oesfit
tonda Ofimo8ftrad(0 **?' ? "rcX
? minhl cn>P'?nendo. senhores; excedo-
"C?.dosTpr sao e8la aM,lka<> d -
Acho pois, que est demonstrado que o facto
nao podia latee contra a fiego jurdica con"
presumpgo legal; 0 exercicio qB8 o magisirad
teve na sua comarca depois da* aposentador
dec?etoP TlaanqUe S!"^
dfreun ..mi Dto.roKSoes sao communs em
direito um hsmem que passa uma procuracao
n-VS"ausente'faUece: pd SS?:
nuaaobrarem seu nome; entretanto porque essa-
humera pral.cou certos actos jurdicos, porqt
vfraTind. ?eU09 6 0bria^s' que eTl
Finalmente, aenhores, concluirei esta arau-
kS!*' P,S me ,p8rece que i* teDb0 fatigad
bastante a cmara [nao apoiados) mencionando
um caso julgado no parlamento francez.
MU?!?" "" de tueobem de incompati-
bilidade ; um sub-rrefeiio deixra antes do prazo-
da le o exercicio de suas funeges por licenca
o su depois foi demittido; discutio-se de quando
se dev eomegar a contar o prazo.
O caso julgado foi o seguinte : copiei-o textual-
mente do repertorio de jurisprudencia de D*l|oz
^.ss??^0 sob a **-sss
Que os seis mezes antes dos quaes um sub-
prefeito nao pode ser eleito depuudo pelo cir-
culo que administra, correm do dia em que fo.
demando, eoao do dia em que deixou o exerci-
cio de suas funeges em consequencia de licen-
ga. (Sessao de 12 de abril de 1839.)
O que nos serve aqu sao estas palavras: cor-
rem do d em que foi demitlido.
*n?w J,u,ribe,: "o perfeitamente
francesa.' n0"a leg,8laao e lu "P"da da,
O Sr. J. de Alencar : Mas, senhores, cima
de quaesquerconsiderages, cima dos argumen-
tos e precedontes, cima da letra da lei e da
vossa omnipotencia parlamentar est a justica
altJ.-l a Da vossa C0Bwencia a convieco
da leguimidade desta eleigo. Se a annullardes
nao commettereis somente uma injustig, nao {
consagrareis o triumpho e o imperio oa letra!
sobre o pensamento, do vocabulo sobre a razo
da materia sobre o espirito ; matareis a le
erguerets sobre as suas ruinas a tyr.mnia 'da,
palivra. [Muito bemt) 3
aulef!> tmlTZ a8eu'Dle emenoa doSr. Alencar.
que foi lida. apoiada e posta em discusso:
nnniDdaima n parle D0 dflDste Srs. Epami-
nondas de Mello, Jaguarbe e Paranagu. depo
ioq,Je(LUerend0 Sr-,oao Alfredo o encerra-
meuto da discusso assim se venceu.
pe.aeu-,a TO,85o, e foi rejeitada a 2*
fuS*80 d P"Scer- e 'PP'O'-da a emenda.
]ulgando-se prejud.cada a 4 coocluso, e seodoT
declaraao depuiado o Sr. Jaguarbe. que foi in-
iurm^?COf asformalilldes do estylo. prestou
juramento e tomou assento.
Entrando em discusso o parecer sobre as
htTn3 d 1 di8trict0 da '""''" d Pem-
buco. oa parte em que ficou adiado em uma das
sessoes preparatorias, offereceu o Sr. Pereira da
bilva o seguinte requerimento, que foi lido
apoiado e posto em discusso :
Requeiro o adiamenlo para a sesso de ama-
Duda, a
Indo pr-se a votos este requerimento, reco-
5'',*" havercasa, pelo que fez-se *.
chamada dando o Sr. presidente a ordem do
d seguinte.
Levanta-se a sesso s 3 horas da tarde.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
No sabbado passado, pelas 7 horas da maoha
no lugar do Chora Henioo, deu-se uma exploso
era um mucambo que Cea por delraz da capelli-
nha, em que trabalhava em pyrotechnia o Sr.
Joao Miguel Teixeira.
Dessa exploso quo fot fllha da casualidade
resultou morrer um preto velho. e flearem gra-
vemente queimados o proprio Teixeira e mais
um preto, e de leve um menino e uma me-
nina.
Este lameotavel desastre proeedeu deintrodu-
zir-se um grao de areia na plvora e outros pre-
paros. que erara pisados por aquelle preto. qua
apenas ficou queimado, se bem que com gravi-
dade. por haver pulado para fra com incrivel
rapidez.
Os queimados foram recolhidos ao hospital por-
tuguez. onde receberam in cootinenti todos os
possiveis soccorros com verdadeira earidade
O mucambo ficou reduzido a cinzas.
Differentes autoridadea acharam-se presentes
ao lugar da catastrophe.
No dia 20 reunio-se o collegio eleitoral da
Victoria com 62 eleitores, e o Exm. Sr. conselhei-
ro Antonio Coelhode S o Albuquerque obteve *
unammidsde dos respectivos votos.
Domingo ultimo celebrou-se no convento,
de bao Francisco a festividade de Santo Antonio
que fra transferida do dia proprio para aquella
outro : a noile houve Te-Deum, tendo havi Jo no-
sabbado vesperas.
Oraram ca festa o Rvm. padre Lourenco de Al-
buquerque Loyolls, e no Te-Deum o Rvm. Fr
banta Candida, presidente do mesmo convento ~
assim como offloiou nos actos divinos o Rvm nrol
vincwl do Carmo. v
Fr. Candido de Santa Isabel Cunha, tocando tam-
bera a msica marcial dos aprendizes menores do
arsenal de guerra.
Na sacrista do convento existiam expostas A
contemplagao dos fiis differentes passoa edifican-
tes da vida mortal do nosso miraculoao na-
droetro. *
Ssbem os nossos leitores que ha lempos in-
ceodiou-se na ra da Pra uma easa terrea, de.
que apenas flearam em p as paredes mal apiu,
madas e ameaganda alguma catastrophe.
tsta casa que oceupa um espago diminuto, a.
que deve ser demolida, segundo a planta daci,-
dde. acha-se por tapto oas condiges de ser
exapropuado o seu terreno para esse Um, s por
cr^0nreaP<,CUT? d0U? o quer couvirV
eqssao delle par metosamigavais;
Isto posto, chamamos s aUenga da aosss mu^


ttii n mij nk

lAfiW DI *ER*U0(X*.
i

=
nicipalid.de par essa neceMdade, que inU i- ecriwa^trgrDoBoM AntonioMr-
tuaco pode ser satisfeila xem ^oo ieoee- l\!l EM1WW^ dw-Ui Gmmarie. Adolpho
dio. tifio que roui pouco valer* o jlo occupade Mullere um-escravo. Manoel Jos Candido, o um
erare a entregar, Aulonio Marlins, o acidado
Clemeolino Francisco, o tenante Antonio de Go-
doy Moreira, o cadete Jeremas de SenoaAlmei-
da, Dr. Jos Sergio Ferreira 7 filho mooor, An-
tooiotloo* Fernanda Geimarae* e 1 criado. Hit-
ricio Male, Joaquim Barbota fttbtire de atoo o-
lea, Domingo* Fraocitco Rio. Thomaz Marlio*.
Jos FranclKO de Oliveira, cadete Carlea S.ooP..
Joo Rikeiro da Cuoha um etcraro, o rewaa*
Joao Joco Diaa, o Exm. Sr. Arcepiepo da Baha
eoou iecrelario eonegeEstero Alvo* do lia, a*
piteo Cario* Luiz Daraeor, B. Hita Joaqsjto* do
Boro Jeau* Silveira o doaa ulhoa leuoro*, Jas
de Lerao, Isabel Mara do Parmo Mora Jos
do Roaario, 9 escraree do *n. Arcebispo d* Ba-
bia. Manoel Silva Santos, 18 eseravos do-bare
do Gurupy, 17 etcravof o Dr. v^edro Miguel Li-
magoer, Paulo Domingo* Cafado,Pedro Jaciotho,
Thomaz Arcelino Serrla. Hermenegildo da SU
s Santo*. Joo da Silva Leito. 121 eicravoi a
entregar, jangadeiro Maooel Pedro da Costa, An-
tonio Joio da Silva, Morco* Moreira Evangelista,
Geraral Pereira da Silva, Joao Maooel do Acaujo,
Joaquim Jos Pereira, Francisco S. Limo roer*
ta de marinha Joao Ferreira Gome*, ditoa do
exercito Antonio Jos de Moraea e Maooetdo N.
Olivfira, Severino Pinto Brandao.Aotoniodo Mou-
ra Rolia, Francisco Alfonso Ferreira, Raymuudo
Martina Norat. Bernardino Joao Pereira Pache-
co, Antonio Luiz A. Pequeo e um eacravo, Joa-
quim Hoiuo Bautista, 19 eseravos a entregar.
MORTALIDAOB MI BU H
Juvenliua, Pernambuco, 5 anooc. Recite; coo-
vulges.
Izidoro, Pernambuco, 9 mexes, Santo Antonio;
delicio.
Eugenia, Pernambuco, 25 das, Santo Antonio;
espasmo.
Miguel, frica, 50 annoa, solteiro. Boa-Vista ;
desastre.
Fallecern) durante a semana 39 pessoaa,
sendo : 6 horneo. 8 omitiere* i 18 prvulos, li-
vrea ; 2 homens, 2 mulhere* e 3 parrlo*.
pelas referidas paredes, e em que se nao pdete
tnais edificar, vista do mencionada planta.
E aesim, poderemos ter em breve um becco
immuodo reducido urna bella roa ou travesa,
mediante ama quaMiaiositoifkante ; porto* a
casa que faz frente para a ra do Rangel, parai-
loia essa queimada, j eortence a cmara tno-
Heole a indemnisaco de 6008000. que lora de
dar so proprietario, segundo no-lo informaos.
Alem disto, ha a-conveniencia doacabar-f* com
semeihanto eapaotarho, qae a serr de abrigo
immorahdadea e -crimes.
Oa c'dade do Olioda remettem-noa se-
guale informado, relatira aos exercicio* do mez
italiano, que foram .celebrados uo seminario :
Como nao tenha apparecido al o presente
algum christao que d.i Vrocs e ao publico ma
saeta noticia do esplendor o perfeita devocao
com que ae celebrou o mez Marianno no semi-
ano episcopal de Olinda, eu que ful testemunha
de um acto tao edificante, como digno de louvor
para aquellos que o dirigirn), nao pudo auppor-
Car este criminoso silencio ; e por isso, posto que
tarde, veoho traze-lo ao conhecimento de todos
por intermedio do seu cooceituado jornal, afim
le que oa fiis devoto* da SanliMima Mai de
Dos, que nao presenciaram aquella pia devocao
-potsam ter o regosljn de saber como foi a Santa
Virgem louvada e adorada pelos jovens semina-
ristas.
a Ere um quadro encantador, o ver a gloriosa
tti. entre seus filho* os roais predilectos do seu
amor, recebendo risonha de un* harmoniosos
cnticos e flores, de outros os mais bem tecidos
louvures, e de todos fervorosas oracoes 1
a Estes fllhos amorosos e jovens discpulos que
ae preparara para o sacerdocio, se mostraran) ca-
da qual mais empeuhado nesta piedosa devocao e
ob a direceo dos Rvm?. Srs. conego reitor e
oice reitor, se tornaran) credor dos maiores elo-
Jrios. Tudo se fez na melhor ordem e da maneira
eeguiote;
Na veapera do dia priraeiro de raaio princpiou
O acto por urna meditagao preparatoria com as-
istencia do Rvm. Sr. reitor, funecionando no
altar durante todo o mez, Rvm. Sr. vice-reitor,
tendo por ministros dou* diconos os quaes eram
emanslmente mudados para que a todos coubes-
ee esta honra.
Nos ejercicios diarios desde o dia primeiro at
o ultimo de maio, houveram a maior solemnida-
fle, regularidade e explendor; principando sem-
pre por urna iovocaco ao Divino Espirito Santo,
seguia-se urna meditsco sobre diverses pontos
das excelsas prerogativas da Mae de Deus, a la-
dainha de Nossa Seoha e Tota Pulchra, sendo a
msica de taesexercicios executadas pelos pro-
prios seminaristas, os quaes organisando urna ex-
cedente orchestra vocal e instrumental, se tlis-
tinguiram mosirando-se conhecedores da arte, e
inda mais na perfeita meloda com que entoa-
vam 09 louvores da Maria Santissima. Findava-
e o exercicio diariamente por verso* cantados
pelos mesmos seminaristas, acompanhados por
instrumentos e respondidos pelo povo cuja con-
currencia fui notavel : antes porm, dos versos
oram executadas escolladas symohonias, depois
las quaes suba ao pulpito cada dia um estudante
do curso theologico fazer urna pratica anlo-
ga ao ponto aobre que versava a meditaco.
Os seminaristas que a convite do Sr. reitor se
encarregaram da predica se exforcaram e desem-
penharam de um modo lo louvavel, que a con-
tinuaren) no exercicio do pulpito desde j Ihes
auguramos um futuro de eximios pregadores,
visto como j agora souberaro salisfazer plena-
mente a espectativa do auditorio pela preciso e
eloquencia com que trataram dos diversos as-
eumptos que lheacoube demonstrar em honra da
Raiuia dos Aojos.
Concluido por este modo o Mez de Maria, foi
arinuociado na vespers do dia primeiro de juoho
eorrente com girndolas de fogo a selemne festa
urna gnnalda que devia coroar os exercicios do
mez de maio, que se echavam concluidos no dia
31 em que tambem teve lugar a vespera da festa.
No referido dia primeiro do eorrente foi can-
tada a missa do Befa de Lima e Te-Deum pequeo
do mesmo autor; os seminaristas que executa-
rain taes pessas, o zeram com tanta pericia que
nada deixaram a deaejar, porque cada um de-
sempenhou o seu papel com gosto, a imitaqao do
aolo delaudemus cantado pelo Dicono Manoel
Francisco da Frota que o fez maravilhoiamente
pela excellenle vos de contrato que possue.
Pregaran) oa meditacao preparatoria e vespera
da [aatl o Dicono Jos Esleves Vianoa, esludao-
te do terceiro anno, na festa o Dicono Saotino
Maciel oe Athayde, estudante do terceiro anno, e
no Te-Deum o Dicono Jenuino Walfrido de Sou-
za Gurjio, estudante do quarto anno. Todos tres
primam pela dieco e eloquencia mostrando nao
cummum aptidao para o pulpito.
Receba pois os Rvms. Srs. reitor e vice reitor
os oossos elogios pelo modo regular e piedoso
porque vao uirigiodo os aspirantes uo sacerdocio.
Cominuem cada vez mais fervorosos oeste em-
pentio. {cando certos de que recebero as hen-
eos da sociedade brasileira, cuja igreja e estado
muito necessitam de servicos desta ordem.
Segue-se a relscao dos estudantes que prega-
ram nos diversos das do mez Marianno.
Lista dos estudantes que pregaram no mez de
maio no Smioario.
1 Francisco de Borja Oliveira, segundo anno.
2 Jos Antonio do Nascimenlo e S, segundo
anno.
3 Joao Vicente Ferreira Lima, segundo anno.
4 Diaconu Jos Esleves Viaona, terceiro anuo,
5 Damazo do Reg llarros, terceiro anno.
6 Joao Francisco de S, segundo anno.
7 Codo da Foneeca Carvalbo, terceuo anno.
7 S-sostre Abdom Freir de Carvalho,
anno.
9 Jos Virgo|inodeQueiroz, primeiro anuo.
10 Manoel Bezerra de Menezes, segundo anno.
'i Sebaslio Fabiao de Oliveira, primeiro anno.
12 Amisio de Turres Bandeira, segundo anno.
13 Pedro Soares de Fre>tas, segundo anno.
14 Clicerio da Costa Lobo, primeiro anno.
15 Benedicto de Souza Reg, segundo anno.
16 Francisco Jos da Rocha, segundo anno.
17 Kaymuodo Flix Teixeira, terceiro anno.
18 Manoel Egidio da Costa Nogueira, terceiro
anno.
19 Manoel Bezerra de Menezes, segundo anno.
20 Jos Cypriano de Mendotica segundo anno.
21 Luiz Ferreira Nobre Pelioca,segundo anno.
22 Maooel Bezerra de Menezes, segundo anno.
i Manoel Silvestre Ferreira, primeiro anno.
24 Dicono Maooel baldo da Costa Ramos,
quarto anno.
5 Dicono Augusto Adolpho Soares, terceiro
anno.
26 Antonio Cardozo de Aguiar, terceiro anno.
27 Diacooo Jos Ferreira Nobre, terceiro anno.
28 Dicono Miceno Clodoaldo Pinhare*. terceiro
anno.
29 Dicono Amelio Marques da Silva Guimares,
quarto anno.
Foram recolhidos casa de detenco no dia
21 -io correte, 2 bomeos, ambos lirres, e a or-
dem do subdelegado de S. Jos.
Passageiros que segueta para o Aracaty no
hiate nacional Aracaty.Domingos Gomes da
Silva, su* familia, urna escrava com tres cria*.
Passageiros que seguem para a Babia na
crvela a vapor Pedro 11.Capilo de Bar e
guerra Loureoco da Silva Araujo Amazonas, e
-tima iilha e dous eseravos.
Para o Rio de Janeiro a familia do primeiro t-
senle Jos Bernardino Queiroz e a seuhora do
commitsario.
Passageiros que seguem para o Porto no
tirigue S. Manoel.Amonio Moreira Garrido.
Passageiros qae seguem para es portos do
norte no vapor nacional Iguarass.Antonio
CKRQNICA JUUICURIA.
TRIBUNAL OA RELC*0.
SESSAOEM 2ZDEJUNH0 DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELBElltO BRXKLIO
DE LEAO.
As 10 horas da mantisa, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargadores Silveira, Gitirana,
Loureoco Santiago, Molla, e Peretti, faltando os
Srs. desembargadores Caetano Santiago, Silva
Gomes. Accioli e Guerra, procurador da corda,
foi aberta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JfJLGAMENTOS.
CARTA TESTEMINDAVEL.
Aegravante, Umbelino de Paula de Souza Leo;
aggravado, ojuizo.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Loureqco
Santiago, Accioli e Motta.
Deu-se provimento.
APPELLAC0E8 CRIBES.
Appellanle, Francisco Rodrigues Cavalcanti ;
appellado, Jos Thomaz de Miranda.
Improcedente.
Appellanle, ojuizo; appellado, Manoel Soa-
re* Cavalcanti.
A novojury.
Appellanle, o juizo; appellado, Joaquina Fra-
zo Baixa-Verde.
Aonullou-se o processo.
Appellanle, Hylario Urbano da Silva ; appel-
lado, o juizo.
Mullo o processo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Januario An-
tonio de Frenas.
Nullo o processo.
DILIGENCIAS CIVEIS.
Com vista ao Sr. Dr. curador geral
Appellanle, Joao Ferreira dos Santos : appel-
lado, Francisco das Chagas Cavalcanti Pessoa..
Appellanle, Joao da Silva Coelho ; appellada.
Rita e Maria.
DESIGNACAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellaces civeis :
Appellanle, o desembargador Figueira de Mel-
lo e uutros ; appellados, Thomaz de Carvalho
Soares Brandan.
Appellanle. Jos Feliciano Porlella ; appella-
do, Antonio Francisco Paz.
Appellanle, D. Clara Maria da Assumpg&o Sara-
paio ; appellado, Arisiides Carneiro da Cunha
Gama.
Appellanle, o coronel Benlo Jos Lamenha
Lius ; appellados, os herdeiros de D. Anglica
Carneiro Sampaio.
Appellante, Joao Paulo do Araujo ; appellado,
Alexandre Ferreira dos Santos Camioha.
As appellaces crimes :
Appellanle, o juizo ; appellada, Victorino Jos
de Moura.
Appellante. D. Isabel Adelaide de Siqueira
Granja ; appellada, a justica
Appellanle, o juizo ; appellado, Felippe Veri-
simo da Costi.
DISTRIBIJICOtS.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
aggravo de peticao:
Aggravante. Antonio Victorino Ribeiro de Car-
valho ; aggravado, o juizo.
A's 11 hora* comparecen o Sr. desembargador
Caetano Santiago.
As 2 horas eocerrou-se a sessao.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
ao goveroador do bispado; ma*
precisa m do polio evontade mais
Os jernies ltimamente tem-ae
transcreverem suit columnas ae
cmara temporaria sobro a eleiciodo
Cada,jornal, segundo o partido
senla. se publica o que I he conven.
muilo oavaM*. oo spedotidade a
ji nao appkreco,
* 0r. Aatotal, prestd*** da
oi-se, por cMMgainte o. fjoooo oove
lamir alfua d*eeooieal#; por q* o
conservador so v*i earaiaaoale cada vez mais. o
paseo que rom lego o Di 'todo Grim Pr mos-
trando, qu* o* negocios abttcos atarcham **m
coo*a que divida laca.
Cata um chora o caata, aeguado Ihe coovoai
oa Ihe de.
o o* jornaes deaia ierra exetarecerao o weu
charo redactor, aobre o mais que ter auceeddo;
as noridadea nao sao muitaa como Ihe disse no
principio, entretanto ah tai o que succedeu
dias oo gabiosle de leilura deaia -cidade.
Este eaiabelecimento prepriedade de na-
cionaes e osiraogeiros.
Depois da morte do Mu director. Uanoel Lo-
pes Hurta, ao coasas aodavam de Herodo* para
Pila tos.
a O certo que faltavam Hvrot, rasgavam-se
folhas; outros nao pagaram multa* nem mensa-
lidades; o asura foram iodo es negocio, que
cada socio foi apontande o seu salvador para sor
presidente do gabinete.
D'aqui appareceran* partido* que colligaram-
e e divhliram-*o em dous extremo, uo* mais,
outros menos exaltados.
Foi bogado o dia da lula eleitoral, houve a
mai renhiaa caballa, asiim como urna grande
reuuiae, em qae comparecern) perto de treteu-
los socio*.
Seria longo narrar todo quinto ae descatio e
quanlo ae praticou oeasa reuoiao, o que lbe
posao afaaocar qoe es cabalistas apreseutaram
o em campo e varios oradora* pediram a pata-
rra ; e ao paaso que eoaociavam Mus pensamen-
to* e idea* conforme o fim qu* tinham em vista,
eram orreapoodidos com o* mais eatrepilosos
apoiados de um lado; loras, gritos e paleadas
de outre 1 .
Fui urna aoembka tumultuaria, onde a in-
dicisao da direceo predomioou ; por que pessoas
houvecam qae desrjaodo fallar nao tiveram a
palarra, e entra* sentoram-aequando discutan,
poia era impostiret aoll'rer com prudencia a* c-
lerrupcpes estrepitosas.
a O negocio afiaal tere termo, requerendoum
socio o encerraaeolo das discusses, visto que a
desorden) e a aoarchta estavam plantadas naquella
reuoiao, e aasim passando-se em seguida elei-
rao da nova directora foi esta votada; julgando-
se porm veacioo um dos partidos por se harer
consentido o oncerrameoto da discusso, por isso
rotirou-se do campo, entregando aos seus con-
trario* direceo do gabinete.
E' para rer como aodam certascabecas lute-
ranas e societarias 1
fj Coosla que breve tereme* nesta cidade urna
proposia de urna companhia para canaliaar e for-
necer a ilominaciu a gaz.
A companhn, segundo refere o Jornal do
Amazonas, norte americana, e j contratou a
iluminarlo da capital de Maranho.
Deus o queir. para ver ao por aqu tambem
vamos progrediodo nesles melborameDto* mat-
riae*.
Os negocios commerciaes, apezir das cons-
tantes e ms noticias da guerra dos Estados-Uni-
dos, nao lera desanimado.
ltimamente tem este porto tido concurren-
cia de navegado estrangeira, e portaoto a im-
portagao tem fido crescida.
< Mas tambem nisto nao tem ficado tmente o
movieaento commercial; porque os navios v3o
sahiodo carregados, e argons tem sido fretados
para varios portos da Europa.
4 Os vexames pela alfandega ainda vo indo
com maia ou menos iotensitade; o digno ins-
pector interino nao cede dos leus direitos; o re-
gulamento um cdigo sagrado e inviolavel I
Paremos aqu, do contrario terei alguma
multa ou processo fiscal por tocar na arca de
Noel
Os navios que te acbam no porto sao
seguinles :
tfeodo*, por OMta apstol
\ UeJMdtoejJI,'--
l*araw** Je44*aaai4
TERC FttRaVl* M JUHO 91 1M1<
UI Q11IS1 KfHl n
IrtUt
nfiv
os
Navios
Mary Emily..........
Emile..................
Edilh Anne............
Malabar...............
Queenof ihe lslet......
Hebdeu..............:.
Ligeiro II..............
ColUmbus..............
Xnulilus...............
Zenith.................
feniut.................
descarga.
Biigue americano.
Barca franceza.
Barca ingleza.
Barca ingleza.
Barca ingleza.
Brigue inglez.
Brigue portuguez.
Brigue hamburguez.
Brigue hamburguez.
Escuna ingleza.
Escuna hamburgueza.
Galiota holandeza.
Sant Ficta............
Lindo Paquete......... Hiate brasileiro.
Navio carga.
Guayrene.............. Escuna hespanhola.
A' 6 sanio a barca Ronda para a Inglaterra.
a's sshio a barca inda para Lisboa e o
patacho Progretto para Maranho, e hontem
para o mesmo porto o vapor costeiro Camottim;
o brigue portuguez Ligeiro II, foi (redado para
Liverpool.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 7 de juoho.. 45:1543293
8................ 6:272rj8
Pelo vapor brasileiro Paran, entrado domin-
go pela manha dos porto do norte, recebemos
primeiro jornaes e cartas cora aa datas seguidles : Amazo-
nas 3, Para II. Maranho 14. Cear 19, Rio-Gran-
de-do-norte SI e Parahyba 22 do eorrente. Da
leilura de uns e outras colhemos as noticias abai-
xo:
Amaronas. Teve com effeito lugar a 4 do pas-
sado o baile offerecido pelos militares existentes
na provincia ao Exm. Sr. Mrquez de Ca.xias. mi-
nistro da guerra. A' este respeito diz a Estrella:
Esteve esplendido e muilo eoncorrido.
O salo do baile eslava decorado o mais que
possivel fazer-se, em releco s circumstancias
da provincia.
i O tropho d'armas era de um gosto aingello,
porem o melhor que se tem preparado aqui.
Todas as mais salas achavam-se proporcio-
oalmenle preparadas com singeleza e realce.
Houve grande numero de senhoras, cojos ri-
cos toilettes disputavam entre si a primaria.
O servico esteve oa melhor ordem, e satisfez
todas as esperanzas.
A satisfacao e o coutenlamenio eram geraes.
A classe militar eslava orgulhosa e uphaoa
por ver-se tao distincta, e honrosamente acom-
panhada em aeu justo regosijo.
Finalmente o programma do baile foi comple-
tamente satisfeito, e o Sr. Dr. Freitas Jnior,
quem coube aa honras de mestre sala, nada dei-
xou a deaejar.
Ainda urna vez felicitamos S. Exc. o Sr.
Mrquez deCaxias pela subida ealima e alto coo-
aideraco e amizade que goa no exercito brasi-
leiro.
Para. No dia 23 do passado tomou posse da
diocse o Revm. vigario capitular, por procuraco
do Exm. Sr. D. Antonio de Macedo, actual bispo.
Durante o mez paseado entraram no porto do
Para 26 navios, sendo: 3 escunas, 6 barcas, 5
brigues, 6 patachos, 3 hiates e 3 vapores.
Le-se no Jornal do Amazonas:
a Na quinta-feira (23 do passado) s 3 horas
da tarde o Sr. guarda-mr da alfandega parti
bordo do vapor Monarca, que foi fretado pelo
agentado loyd'*, e posto disposico da alfande-
dro Ferreira Lima. Antonio Jos Sampaio. 5'e ?S$S*r "*"' b8h"
Sosa Mana da Cooceicao, Carlos Ernesto de Mes- A'slO e da noite ent
quita Falcao, Dr. Joio Valentino Dantas Pi-
nag, Manoel Biptista Barbosa. Carlos Antonio
oe Araujo, Francisco Jos, Venancio, Antonio Al[
berio de Souza Agotar.
Passageiros do vapor Paran viudo dos
portos no norte :cadete Querino Jos Rodri-
gues, cadete llaymundo Pereira da Silva, alferes
Jos Maria A. Villa-Nova, 2." lente Joio Va-
lente do C o Pinbo e 1 praca de prel, Dr. Anto-
nio Mara Machado, e um eseravo a entregar
o Manoel Alvo* Guerra, o cirurgiio Francis-
co de P. C. e Albuquerque e seu filho, e doua es-
eravo*, lente corono! Antonio Augusto Barrozo
Vaicoocellos o um eseravo, J. Slona, Guilherme
Tappurbeck e sua senhora e um eseravo a entre-
ver, Dr. Antonio Carneiro H S. Macor, maior
(irlosde M. CamizSo, Padre Jote Plnbeire Novo,"
X da noite eocontrou a barca ame-
ricana James Andriew j sem perigo, para a qual
passou um piloto.
Alm destaa noticias, d-nos mais as seguinles
o Dosso correspondente:
Contina por aqui a maior deficiencia de no-
vidadee ; te nao fra a chegada do Paran esla-
va completamente exhausta a curiosidade publica.
a Emfiffi o vapor veio, e nem bispo nem pre-
sidente trouxe.
Quanto este un* o desejam por noridade,
outros para ver se ageitam a poltica da tena
sua vontade; o bispo, porm, aetualaaeole
muilo necesaarie. principalmente n'uma dioeese
tao extensa e importante como esta, onde os
negocios ecclesiaslicos nao correr como ara para
deaejar.
Nao queremos com Uto fuer ama censura
Somma....... 51:4289973
c Descalpe mea redactor a limitaco do meu
estro noticiario, oo leoho engenho nem arte para
supprir as novidades.
Maranho.Nosso correspondente diz-nos o
seguinte:
Depoia da altiroa que Ihe dirig, temos fulo
aqui na arena poltica factos que cumpre regis-
trar, por entenderem com a prosperidade da pro-
vincia, e com os interesses do psiz ioteiro.
Vamos pela segunda vez proceder eleicao
da freguezia da Victoria, por ter ido aooultad
pela cmara dos deputados a que teve lugar no
mez de dezembro paasado, e isto significa que te-
remos iuta renhida e porfiada.
Disse-lhe na mioha anterior que, sea elei-
cao para oa deputados que tem de substituir o
Dr. Dias Vieira se demorasse, o candidato
que reunia maior somma de probabilidades, se-
ria o Dr. Silveira de Souza. Ainda o confirmo
mas parece que infelizmente o goveroo imperial
nao nos quer proporcionar esta occasi&ode pagar
a divida de gralidao que Contrahimos com esto
ditliocto cidado, e que aefar a eleigo antes de
terminar o prazo at o qual ellaineompativel.
Neste caso, estando fra de combate este
competidor, apresentam-se com igual probabili-
dade o Dr. Antonio Marcelino e oSr. Jos Vicen-
te Jorge; parece-me todava que o primeiro se-
r o preferido, alienta a sua elevada posico, sua
importancia actual, e os eervigos eminentes que
prestou nesta provincia ao partido conservador,
a 0 Dr. Antonio Marcellino coota alm disso
com muitasaympathiaa al em membros proemi-
nentes do partido liberal.
Pde-se, pois. dizer que se o Dr. Aguiar Ihe
nao for adverso, a escolha do Dr. Antonio Mar-
celino est aegura e inquestionavel.
Ha muito lempo que o nosso thealro est fe-
chado em consequencia do estado de ruinas que
o impoiaibiltt* defuneeinnar.
E*t se faaendo nelle os concert? de que
precise, e consta que ae elevam um orcamento
su m mam en te creatido.
Aa obras publicas continuam com a morosi-
dade do eslylo, menos a companhia Ail, que
est tao somonte espera de urna bomba ou
machina de pressao para levar a agua a altura,
de onde posea deacer para os chafarizes da cida-
de, ou para o respectivo depotito.
E' urna empreza gigante, digna de esforcos
da companhia, e qae justifica os sacrificios, que
por ella teem feito os cofres publico*.
* Segu para a Baha o nosao venerando arce-
bispo, varo Ilustre e nrtuofo, qae nos deixa
aqui com saudade do tempo, que esteve com
no*co. Ox*l que no lugar, onde vai flxar aua
residencia, encontr S. Exc. tanta felicidade,
como no Maranho, que deixa tal vez para
compre, o
Como complemento esta ultima Delicia, cao
podemos deixar de transcrever o artigo do Publi-
cador Aaranhense que se l m seu numero de
14 do correte:
0 Exm. 8r. D. Maooel Joaquina da Silveira,
arcebitpo da Baha, metropolita e primaz do Bra-
il, ex bispo do Maranho, cuja dioeese pastorou
por nove anno* da maneira a maia educante, par-
te de entre ne no vapor Paran, a tomar posse
do rcebispado, a qae o elevarem S, M. o Impe-
rador, o Saoto Padre, e o'aeu mrito e virtudes.
notorio em todo o poit, e atada lora elle.
de 13 de setembro de 1851,
neira de 1852, o Sr. D. Ma-
ilveira tomou posse a 31 do
curacao conferida ao rve-
Jo* Joo dos Santos, a quem
ador do bispado em aua ausencia,
eiveio logo reger a dioeose em 10 de abril do
Msmoane.
No leeaja eeaaco de tempo da seo exercicio
da bien* do Maranho, moslren-*e icmpre S.
lie. stvesa. o eieaaplar dos prelado, deseape-
a han do coaa aatMeMade incancavl e zelo apos-
tlico teda* a* fueeees de seu acato ministerio
azendo kHtga* o penosas viagetrl para pereorrer
a sua extensa dioeese, que visitou por di venas
vezes, sacrificando os commodoe da vida i aa-
tiffaco das neeeejHades esoirituae* de auas ev*.
Ih*s, e promovendo por todos o* meto* ao seo
alcance a boa direceo do rebanho, que fura con-
fiado ae* seas paternae cuidado.
De sua illuatraco do lestemunho eloquente
aa sua* to edificantes como instructivas pasto-
raes, e mais que tudo o empenho e desvelo nun-
ca desmentido* com que promoveu a educaco
religiosa, moral e sciaotifica do nosso clero,
que muito aproveitou com a aua esclarecida di-
receo: de suas virtudes oo o k, menos evi-
dente, o balsamo de cooaolsco que o pobre, o
desvalido, o e farra pedo, eocentrou sempre em
suas palavras cheias de uneco, e em sua eari-
dade verdaderamente evanglica.
a Para dedicar-se exclusivamente admvois-
Iracao de sua igreio Ihe abaorvia lodos oeeuidades,
recusou S. Exe. Rvma. aceitas o cargo de mem-
bro da assembla legislativa provincial, que Ihe
foi dua* vezes coaferido pelo voto popular, en-
teodendo em sua sabedoria que o bem pastor es-
piritual oo deva diatrahir-se da oceupaco de
dirigir as almas dos neis, para interrir em nego-
cios estranhos sua misso santa.
_ A bem merecida fama de auas luzes, capa-
eidade pastoral, e virtudes, transpondo as aca-
nhadaa raiaa da dioeese, e espalhando-se por to-
do o paiz, foi parte para eleva-lo primeira dig-
aidade eccleaiaslica do imperio, que vagn por
fallecimeoto do marqoaz de Santa Cruz, o Sr. D.
Romualdo Antonio de Seixas.
a A noticia de sua nomeaco de arcebispo, que
aqui chegou ao mesmo tempo que a da morie de
seu antecessor, veio sorprender S. Exc. Rvma.
mais dolorosa, que agradavelmeule.j pelas obri-
gacoes aonezas eminencia do cargo qae ia pe-
sar sobro elle, e demaisleodo de succeder a um
vario apostlico de lo subido mrito. Ultras e
virtudes, j pela dor de separar-se de suas anti-
gs ovelhas que erangelisra por tanto tempo, e
amara con* aTecto de pastor dedicado, e entra-
nbaa de pai espiritual.
a Nomeado arcebispo da Baha e primaz do Bra-
sil a 5 de Janeiro deste anno, e apresentado a 6
de fevereiro por S. M. o Imperador ao Santo Pa-
dre Pi IX, foi o Sr. D. Mauoel Joequim da Sil-
veira confirmado por S. Saotidade oo consistorio
de 18 de marco deste mesmo aooo, e haveodo re-
cetado a bullas da confirmaco e do pallio me-
tropolico a 6 do conrete mez, no mesmo dia
parlicipou ao reverendiasimo cabido que se acha-
ra desligado da dioeese do Maranho. Em con-
sequencia disto procedeu o cabido eleicao de
vigario capitular, a qual reeahio no reverendo
mestre escola Luiz Raymundo da Costa Leite, que
preslou juramento no dia 10, e j se acha no go-
verno da dioeese.
Pela sua nltima pastoral de 6 do correte,
despede-se S. Exc. Rvma. em termos cheios de
unecao e paternal amor de todas as queridas ove-
lhas de sua aoliga dioeese, e pessoalmenie o tero
feito de todos os estabelecimeutos pios desta ca-
pital, deixando em todos elles proras de seu r-
deme aflecto e caridade para com o iofelizes.
Damos aos nossos irmaos da Bahi os mais
sinceros e cordeaes parabens pela acquisico que
fazem de um prelado lo benemrito e respeita-
vel, que, por saas eminentes qualidades e virtu-
des pasiones, constituio-se aos olhos de Brasil
todo, de S. M. o Imperador, e do Santo Padre,
digno de substituir o muilo (Ilustre santo arce-
bispo defunto, e que ha de promover.o bem espi-
ritual de suas novas ovelhas com o mesmo escla-
recido zelo e paternal desvelo, com que pro-
moveu o das antigs, que o chorara, louram e
bem dizem.
Ao muito venerando actual arcebispo a quem
tantas lagrimas lem cuslado a sua separaco des-
ta dioeese, em que eocelou a sua carreira apost-
lica, consumi boa parte da vida, e era tiogeral-
meote amado e venerado, desejamos, para a sua
felicidade aobre a ierra, que v encoolrar entre
oa Bahiaoos, poro distincto pelo sentimento re-
ligioso, o mesmo amor, dedicaco e respeito D-
liaes, que sempre Ihe tributaran], e tributara os
Maraubeoses agradecidos, e nao. menos pesaro-
sos de sua partida, que elle de deixa-los.
O Maranho nunca de certo esquecer que o
Sr. D. Maooel Joaquim da Silveira, a quem tanto
deve, oceupa merecidamente um lugar entre os
seus mais illustrese melhores pastures.
Unimos por ultimo as nossas vozes s preces
publicas, que se esto fazeudo em todas as igre-
jas, pela prospera viagem deS. Exc. Rvma., auas
Exmas. irmaa equantos o acompanham.
Cear. a 16 do eorrente tomou posse do
bispado o Rvm. Sr. conego Pinto de Mendonca,
por procuraco do Exm. Sr. D. Luiz Antonio dos
Sanios actual bispo.
L-se no Cearense:
a Nunca se seotio maior falta de meio circulan-
te do que actualmente; todos queixam-ae de fal-
la de dioheiro, e ninguem enconlra remedio, por
que o mal affecta lodos.
Os genero* do paiz tem baixado coosiderarel-
mente de preco.
As feiras de gado sao constantemente abun-
dantes, e as rezes teem descido lsj e 20 por
cabeca, o que*4ia muilo oo se observa, e nem se
esperava observar.
a Parece que a criie augmenta de dia para dia,
e um tal ponto que j ninguem inspira con
llanca.
O commercio est inteiramente paralysado,
ecada commerciante rire abarrotado de letras,
que nao realisa, e de letras, que nao pode
pagar.
lecer o equilibrio entre a receit e]a deapeza, suc-
cedeu o qne era de esperar-se falta de eume
rario para pagar ao pessoal do urjcciorjalisno pu-
blico provincial !
Devia a provincia os vencimentos de todos o*
empregados de quatre mezes e as gratificaces de
algn* mais ; os empregados sobrecarrega'dos de
privaedesviam-se fercadoe ao rehace dos vanci-
mento* ; era bem penosa a posiclo dos pobre*
empregado proriOciaes 1
Hoje tudo est mudado, o Sr. Araujo Lima
acaba de contrahk nm presumo da 42:0O0|000,
para a realisacd do pagamento dessa dirida.
Para esse lim S. Exc. convidou algn* negocian-
tea e proprietario* que em urna reuniio oa* pa-
lacio se comprometieran) garantir o empresii-
n que houvesse a provincia de centrahir.
Muita gente dizia que nao era possivel rea-
lisacu do emprestimo, em vista da escassez de
moeda que experimentara os nosso morcado* ;
mas felizmente o contrario succedeu a a tranaac-
co foi effectuada com o novo banco dessa pro-
vincia, para o que muito concorreu o digno
commerciante o Sr. commendador Francisco Al-
ves de Souza Carvalho, coadjuvado por outros.
Nao sendo conveniente pira a provincia o
emprestimo, que urna antecipaco de receita ;
mas havendo necessidade urgente de contrahi-lo,
de algum meio que fosse o menos gravoso possi-
vel aos cofres, devia a administrado servir-se, ao
que altendeu S. Exc. ordenando o descont de
2 por 0|0 nos vencimentos de todos os que sao
asalariado* pelos cofres provineiaes.
Com-esse descont flca a provincia livre do
onus dos jures.
Bem v que essa medida por si s concorreria
nicamente par* demorar a crise de falta de di-
nheiro que seria inevitavel e appareceria mais
gravosa para diante*; outras medidas, porm,fo-
ram tomadas.
O pessoal em alguus rmos do servico, atien-
to os recursos da provincia, crescido, sendo por
tanto de grande vanlagem, diminui-lo, o que fez o
Sr. Araujo Lima, era prejudicar direitos ad-
quiridos.
Na instroeco publica houve extineco de ca-
deiras, muita das quaes eram umis sioe-curas ;
sendo que apenas foram dispensados quatro pro-
fesores internos.
Na secretaria do gorerno tambem houve di-
miouico de empregados, lende sido demittido
apenas um amanuense que fra nomeado segun-
do cooTerenle da alfandega de Albuquerque, ap-
parecendo outra vaga por accesso, em consequen-
cia de urna vaga de chefe de aeceo.
No corpo policial lem sido facilitadas as bai-
las, pooto de achar-se reduzida a despeza
pouco mais de um tergo da decretada no orca-
mento vigente.
Alm desta redaecdes outras se tem dado e
S. Exc. est no proposito da continuar na senda
trilhada cortar por todas as despezas dispensa-
veis restringir as necessarias, sem sacrificio
das necesidades publicas indeclinaveis, para con-
seguir o equilibrio entre a receita e a despeza, e
poder_ habilitar-so a salisfazer dentro do eorrente
exercicio, o empenho que a provincia ha contra-
hido.
a A assembla provincial deve reunir-se no Io
de agosto; essa corporaco pertence tomar per-
manentee as medidas tomadas pelo Sr. Araujo
Lima, para que nao torne aprovincia passar por
urna crise como a actual.
Segundo as ioformaedes que leoho, esperara
os agricultores urna boa'safra, sem embargo as
enchentes que tem feito trasbordar o Parahiba,
cujas varzeas mais de urna vez tem sido ala-
gadas.
O invern ainda continua e parece conti-
nuar.
Correspondencias.
a Quem nao se contristar ao ver o estado
assuslador, que teem chegado a crise moneta-
ria entre nos ?
Rio Grande do Norte.Em data de 21 do
crrente diz-nos o nosso correspondente :
No dia 31 do passado encerrou o juiz de di-
rei lo destaco marca a primeira sessao ordioaria
do jnry da villa de S. Goocallo, que abrir a 27
do mesmo mez.
o Foram julgados nessa seseo dez reos, sendo
tres de erime de offensas physicas e ferimentos
leves, um de roubo, e seis em um s processo,
por deixarem fugir por negligencia cinco presos,
ladrees de cavallos, entregues sua guarda. Os
jurados condemoaram no mioimo do art. 201 do
cdigo eriminal os tres primeiros reos, e absolve-
rn) sete outros ; isto o de roubo, e os seis da
fgida de presos. Destas decises oo houve re-
curso algum ; as partes nao recorrern), sem du-
vida, porque reconheceram a justica de suas
condemnsces ; o juiz de direito nao appellou
das a bsolvicoes. porque estes nao esta vam em fla-
grante oppoaicao com as provas dos autos, e a
evidencia resultante dos debates.
Se sempre os jurados decidlssem assim, sem
duvida o seu descrdito nao leria chegado ao
poni em que est.
Ainda conserva-se na villa de S. Goncallo o
mesmo juiz de direito, julgando os reos de enmes
de furtos de cavallos ; e consta pela bocea peque-
a, que nem um s destas sugeitinhos, ioimigos
acrrimos da enchada e do machado, e amigos n-
fimos dos cavallos alheiot, e que como os rabes
beduinos ignorara o que seja andar p, ha-de
ter o gosto de dizer, que comea trulas barbas
enlatas.
Se assim for. Deus ajude ao Dr. Lobo na fiel
execuco que est dando lei n. 1,009 do Io de
setembro do anno prximo passado, e nunca Ihe
doam as mos, em quanto merecidamente castigar
os ociosos, que querem viver do suor alheio, e
que nao tendo coragem para avancarem ao tra-
ba lho licito, possuem de obra valor e animo
para afrontarem os perigos, que se expdem, os
que tiram a cousa alheia contra a vontade de
seus donos. >
Parahiba.Limiltamo-nos seguinte carta do
nosso correspondente :
Devo principiar pelos factos mais importan-
tes e que vo dando a conhecer o quinto o Sr.
Araujo Lima interessado na permanencia do cr-
dito da provincia que dignamente administra.
c Quando as rendas publica* prosperaran a
nossa assembla cortara largo, j creando empre-
gos ejifazendo conce*soes pecuniaria ; tendo
que levada, talvez, peto nobre e patritico desejo
de derramar a instruccio primaria em toda a ex>
tensaoda provincia, com vistas de melhorar a mo-
ralisacao de seus habitantes; mas lando escacea-
do os rendimentos dos cofres provincias, *em
< Mili* o.D.BCWMnte Mr* do M.nh.0' pJpmSS fdid. c7nv?oTmni,IViS
Srs. redactores. Baldo de argumentos o Sr.
corrector sem titulo, Jos Martins do Rio, com
que possa rir imprenso justifiear-se de quanto
ha dito a seu respeito o Observador, tem envida-
do outros meios afim de tirar desforra de pessoa
a quem nao conhece, mas que muito teme, e isto
tanto mais verdico quanto sao aodaciosos ac-
tos e palavras desse corrector e seus asseclas
Ue lodos os lados se v6 esroacarem aves agou-
reiras e carnvoras, do-se as prensas em liga
contra o orgulhoso corrector, appellidam se de no-
mes indignos aos pais de familia que all vivera.
e do como certo ser o Observador pessoa do
Forte do Matto, por isso que em seus escriptos
tem relatado factos que s eslavam ao alcance de
gente da mesma classe I
Engana-se o Sr. corrector : o Observador nao
do Forte do Mallos, o 06ertiador pessoa iode-
pendente da classe, e que nao teme o Sr. correc-
tor em sentido algum. Nao sendo prensarlo, est
a salve das intrigas que o Sr. corrector urde con-
tra elles: nao o teme, porque sabe que ainda
quando se descubra, vos, Sr. corrector, tereis para
com elle summo respeito, sabendo que o Obser-
vador lem a energa oecessaria para conter qual-
quer ataque que vos ou os vossos tentis ou ou-
seis pratiear.
Coovencei-vos, Sr. corrector, que o Observador
nao aquelie hornera que vos vendeu a cabra, e
que dizem que vos, com alguem que vosso con-
saguineo, armado de ccete foste procurar com
insultos e araeacas : lembrai-vos qne, mesmo no
Forte do Maltos, j.apparece quem vos bata o p,
e se nao sujeite aos vossos insultos, e baforadas
de valenta.
Quando mesmo vos, Sr. corrector, desconhe-
cendo todas essas considerarles, prelendesseis
levar aocabo qualquer audacia contra o 06sert>a-
dor, elle leria as leis do paiz quem muilo res-
peita para vos confundir, e fazer-vos-hia ento
pagar caro o que de longos annos haris prati-
cado.
Sr. corrector, quem deve a Deus, paga ao dia-
bo, e desta verdade deveis ficar muito conven-
cido.
Porque cauta, Sr. corrector, esto os pais de
familias, prensarlos de algodo, perdendo di-
oheiro no Forte do Mattos ? Ser porque as cir-
cumstancias permitlam tal desorganisaco ? oo,
poraue o vosso dedo anda neste negocio, e vos
queris vingar do Observador, fazeodo mal
aquelles, que nao tem culpa das suas correspon-
dencias.
Sois um mo homem, Sr. corrector, nao so pelo
que fazeis a esses pais de familias, como tambem
por desconhecerdes que teodes bastantes fiadores
para com a Provideocia.
Sr. negociaotes desta praca, o Sr. corrector
Jos Martins do Rio, diz, que'quanto mais o Ob-
servador escrever, quanto mais elle se esforcar
por mostrar a verdade. tanto maior ser aaceia-
cao que elle ter deaeus comitentes. Bem vedes.
Sr*., que taes palavras sao eflensivas da posico
que honradamente oceupais na sociedade, qual
nao deve ser mal vista do publico pelos caprichos
de ura homem armado de paixo contra os que
nunca o ofleoderam, e quem elle vota a maior
ogerisa.
Mas porque ser que oe Srs. negociantes sup-
pem-no um bom homem, e acreditam em suas
palavras 1 ser porque de facto elle o seja ? nao
cortamente : porque o Sr. corrector um ver-
dadeiro corrector de aleivosia*. porque elle s
traa de illudir a boa f daquelles mesmos quem
serve, j dizendo que os prnsanos sao os causa-
dores da diminuicio do algodo em Pernambuco,
pelo* avultados lucros que tiram as compras, e
j eodeosando seu filho, que inculca muito habi-
litado para ser um ptimo prensado, pela sua in-
telligencia, boas maneira e aptido para o ne-
gocio.
Destrumos por parte* taes aleives do Sr.
corrector, aoa Sn. negociantes, qae os tem de
boa f.
Sr. corrector, pedi os livroa das prensas e le-
vai-os aos oegociapte, e enlo verificareis que
taes lucros nao ha : se houvessem, os prensarlos
eriam tao importantes como os aotigos lavares,
Capitozinho e outro, que j nao existem. Se taes
lucros honvessem, Sr. corrector, elles se teriam
libertado do vosso jugo de Ierro, qne os conserva
em verdadeiro torpor.
Achais que muilo lucro ganharem os prensa-
rlos, 100, 200, 300 e 400 n. em arroba do algodo
que comprara ? pegai da'peona, Sr. corrector,
ealeulai as despeza* que faz o algodo de areai-
zem, imposto, caixeiros, eseravos, corda*, panno
de remendos e mais aeceasorios para a prompti-
ficacao dos tardos, e rereis realmente, que pouco
ou nada Qca de interesse pera ellos, que alias sio
todos sobrecarregados de familias pesadas, e do
seu negocio precisan tirer-lhes subsistencia ho-
nesta. Attendei maia, Sr. corrector, que actual-
mente nem rdaia oscilo do eofardamento elles
tem.
Por teda a parte cada um faz no sen negocie o
maior lucre qae pode ; ros mesmo um dfa dis-
ee*te% : #23* 50 rs. de eommtsado pouco : afro*
ser 100 rs.^ss pediste*, e oe Srs. negociantes vos
deram,
Ua^law' e TOg hJe dwfrocUi. Noentre-
mtrn agora q* os prensaras ganham
multe e qae es Iogtezcs qoerern limitar o caobo
da* prease, e per isso qnereia reduzir os pren-
saooe a ram quer nao queiram, pois tendes a vosso fjvor
os Inglezes. Poi* bem, ao* msate* loirtazes
qne o Observador falla, flanea, a queiUeao
A diminuicio de algodo em Pernembuco de-
vida a fama que vos sabis, s pessimas estra-
da, aos grandes retes. s rigorosas aereas, e *o-
bretudo a immens* prodigalidade de fiados que
houveram para o matto.
A affluencia de algodo para a Parahiba de-
vida facilidade da* estradae para all, com-
municaco rpida do quaei todas aa nossa co-
marcas para com aquella provincia, e principal-
mente independencia do mercado all, o qual
nlo geme sobre a presso te neohum corrector
sem titulo, como vos. Sr. Martins, bem o sa-
bis.
Destruida como flca a preveneo que contra os
prnsanos estabereeeu o Sr. corrector Jos Mar-
tin* a reapeito de sea* exagerados lucros e da di-
rainuicao d<> algodo. em Peroambuce, passemos
s hebililaces do ae decantado rapaz para
ser prensario e supremo arbitro do negocio.
Sendo caiieiro do 8r. Joo Baptista de Medel-
ro, nao eaoctrou o tal rapaz apttdo para ne-
gocio, primo porque quasi analphabeto, secan-
do porque dizem que cuidava mais dos seus ca-
chorros, galliehae e pombos do que da prensa do
seu patro.
E o Observador tem razo oo qae diz, porque
conhece muito circunstanciadamente que o vosso-
rapaz, Sr. Martina, nao sabia nem escrever os
nomes proprios dos mtalos, sendo alm disso
contado o dia em que elle nao errava tres, qaatro
e mais bilhetes de algodo que fazi, esabe tam-
bem o Observador, que sendo seu patro muilo
nervoso, a ponto de oo podar aerever, pedia-se
ao* viziohos pira lbe responderem a cartas do
remessas de aaccaa, o que todo Ihe fazia com
gotto porque recoohaciam a inhabilitaco do cai-
xeiro.
De modos braaco para com todos, mesmo para
con aquelles que delle nada dependiam, como
bem oa caixeiros dos Inglezes, o vosso rapaz se
mostrava rispido de mai com os pobres matulos,,
porque v bem sabis o seu genio que nao se
desraente nem mesmo comvoaco. Pouco cuida-
doso de suas obrigace, pois que apenas o seu
patro se ausentava do estabelecimento elle tam-
bem se retirava, o voseo rapaz era tolerado nao
s pela prudencia do seu patro, como por ser
elle vosso filho. Sr. Martin. Indiferente aos in-
teresse* do patro, nunca houve quem o visse
procurar, agenciar ou mesmo pedir sscca, a n
serem as que por sua boa freguezia para elle che-
gavam. Eis o homem a quem v, Sr. Marlins,
apregoais por muilo hbil e muilo diligente. Ri-
sum leneatis I
Nao obstante conhecerdes o que levamos dito,
e saberdes que difficil domar a fra, vos, Sr.
corrector, que queris ter ama prensa vossa para
fazer o jogo de vosso interesses com segoranca,
apreseniais vosso filho como muito habilitado e
dizeisquero que o meu rapaz tenha urna prensa
para endireitar o Porte do Mallos, sem vos
lembrardes que jamis podis ser prensario e cor-
rector, e que preciso ser muilo oescio para
acreditar que a prensa nao seja vossa, e sim do
vosso rapaz.
Perguntaremos aos Sr*. negociantes, algum
dia os prensarlos reagiram contra a vontade
da praca ? nao, de certo. Algum dia qualquer
medida conveniente aos interesses dos exportado-
res fra contrariada pelos prensarlos ? tambem
oo. Porque razo, se os negociantes certos da
docilidade dos prnsanos preleodiam reformar
algum vicio que o Sr. corrector exageradamente
possa ter enxergado e mais aioda apregoado, nao
iniciaram a reforma, e querem com um mal visi-
vel e sensivel remediar outro hypothetico ? Isto
impralicavel, e o Observador faz a maior jus-
tica aos sentimeutos dos Srs. negociantes desta
praca, para nada receiar das artimanhas do Sr.
corrector. '
0 Sr. corrector, e s elle, quem tem encon-
trado vicios, e suggerido a idea de reforma* para
o Porte do Maltos I
Sr. Martina, ainda que vos, com o vosse jezui-
tismo tenhaes podido convencer os vossos comi-
tentesdas imaginarias aecusaces que vos imputis
aos prensarlos ficai certo queja praca nao est toda
cora vosco ; minios Srs. negocia oles vos conhe-
cem, e mesmo lodos nao sao vossos comiteutes.
Se alguns permitlirem que v sejaes ao mesmo
tempo corrector e prensario, outros permittiro
tambem que se vos levante urna fortaleza em op-
posicao, e enlao ser classe com classe que se ha
de baier, e a victoria pertencer ao mais forte.
Talvez vos julgueis ja vencedor, Sr. corredor,
pelps elementes de que dispoodes ; bem forte
o leo, mais o mosquito o mortifica a pooto delle
comsiga mesmo debater-se, e extenuado morrer.
Louge do Obserador a idea de urna lula phy-
sica : se elle a quizesse nao sesoccorreris a im-
prensa para vos mostrar tal qual sois, Sr. correc-
tor, mas elle conhece bastante a vosea ndole, co-
nhece quaes os instrumentos que podereis em-
pregar. e por isto desde j vos previne que nao
defunto sem choro.
Desculpem, senhores redactores, tamaita pro
xilidade, poia assim foi preciso.
Ao observador.
Recife 21 de juoho de 1861.
Srs. redactores.So Diario de Pernambuco n.
.... de margo, vem estampada orna correspon-
dencia assigoada pelo Sr. Galdino Aires Garbosa
morador na povoacao de Capoeiras do termo do
Bonito onde exerco o lugar de subdelegado de
policia desde o mez de dezembro ultimo.
Comprehendo, Srs. redactores, que a dita cor-
respondencia foi um plano combinado, um ma-
nejo poltico com o flm de arenturar-se a eleicao
desta freguezia feita no dia 30 de dezembro legi-
tima e legalmente, por quanto a respeito do Sr.
Galdino. saibam Vmcs., saiba o publico, que esse
Galdino oo entidade no termo do Booito.sendo
apenas um homem sahido e cooserrado na ulti-
ma carnada da sociedade, sem nenhum mrito
ou prestigio que o recommende neste termo, e a
correspondencia a que alludu, elle assignou-a
sem duvida porque Ihe ordeoaram que assignas-
se, servindo neste caso de misero instrumento,
como muitss rezos succede quando os factos que
se quer publicar nao sao verdadeiro, mas que
podem aproveitar para certos fios politicos ; mas
seja como fr eu dero, Sn. redactores, ao res-
peitarel publico urna juatiflcico de minba con-
ducta, qne me ponha asalro das implsenos que
os malidiceotes, meus gratuitos desafectos poli-
ticos, me altribuem, expondo |factos .destituidos
de toda a reracidade para assim colherem o re-
sultado que almejam.
Anes, porm, de nainha justificaco, cumpra
declarar que o Sr. Galdino j urna rez exerceu o
lugar de subdelegado de Capoeiras, que foi em
pouco tompo demittido e processado por causa
de suas malreraacoes oo desempeoho de seus
deveres, e que em meu poder e de outras pessoas
anda existem documentos bem valiosos capazea
de por o Sr. Galdino na cata de detenco por
muito tempo*
Quanto as violencias de que trata a citada cor-
respondencia, por mim praticadas no tempo da
eleicao, laltou o Sr. Galdino a verdade, porque
nao se pratica violencia quando se pune o eri-
me, e em Capoeiras publico das seduedes pra-
ticadas pelo Sr. Galdino no lempo da eleicao.
Eu, sou.Srs. redactores, apologista da liberdade
do voto, mas entendo, como enteadem todos,
que essa liberdade nao pode ser illimtlada que
degenere em licenca ou anarchia, ponto dse
insinuar ao povo a desobediencia s autoridades
como fez o Sr. Galdioo em Capoeiras, reuoindo
grupos de desordeiros, proclamando ao povo i*\-
sidade contra o delegado do termo e contra mim,
para dest'arte obter volantes : fiz verdade al-
gumas prises om Capoeiras, mas fi-las bem
meu pezar, e de accordo com as autoridades su-
periores para prevenir um grande conflicto em
Capoeiras, do que era motor o Sr. Galdino, que
maodava espalhar pelos seus agentes a noticia da
lei de um grande impoato que liana de ser ao-
brecarregado o povo, sendo eu e o delegado oe
enearregados de fazer executar i*melhante lei ;
a outro dizia que tinha chegado a mioha demi-
so de subdelegado de Capoeiras e a nomeaco
delle Galdino, e arrogando a ti semelhanle auto-
rldade, mandara notificar gente pondo tudo em
alarma, em desacato as autoridades qu* riam
urna bem pronunciada sedicio capas de alterar a
ordem publica em todo o termo.
A ordem de habeae-corput concedida pele dig-
no Sr. Dr. juiz de direito da comarca em aror
do Sr. Galdioo foi de accordo coaigo, porque
nao ae quera orna vinganca contra o Sr. Galdioo,
ma PriT*-l de exercer o* *eu direito* politicos
I
na eleicao, o que tiremos em vista (oi neutraliaar
u tendeadas de malignidad* de na mo cidado
m


m*** n>*mmw\ vsm*w* nMw***m-
MmooSr.GaMiae, que aio meditoslo a 3
InrtMWQMfWMin^e podan resaltar do tui
psrversidade, ii lavando por dilate esse estado
de agitagio papular; que ai* poda mais ssr
tolerado pelas autoridades da comarca.
Referindo-me agora aos attestados que a Sr.
Galdino junlou para piolar-ese cobo mo eidadio
e incapaz de eiareor o carga de subdelegado da
Capoeiraa ; teoho a responder, que alo com
"estado graciosos dos meta desaffectos que o
Sr. Galdioo ha de prevar o que avaocou em ana
correspondencia, quando sabido par todo* que
esses attestados foram obtidos de pessoaa que
dispertaram a ultima eleigo unidos com o Sr.
Galdino, maaos o Sr. capilao Amorim Bezerra que
se tornou de alguma forma neutral, mas que nao
foi justo quando atteatoa que sabia por inforroa-
go que eu acolhia criminosos em aau engenho
Santa Rita, que flea bem perto da colonia, po-
da o Sr. capitao Amorim na qualidadede subde-
legado desse districto te-Ios prendido, que eu Ihe
ficaria agradecido, visto como aceitol o cargo de
subdelegado, apenas ha cinco metes, ignoro quem
sao esses criminosos de que trata o Sr. Amorim
Bezerra que Ihe informaran, ficando, porm,
certo o Sr. Amorim Bezerra, que por ioforma-
goes tambem se diz que na colonia militar de Pi-
menteiras axistam bastantes criminosos at exer-
cendo cargos de inspectores de quarleiro, mas
nao serei capaz de dizer que S. S. os tolera se
cae da diaria marcada, contra cuja exigoidade freo
representado o supplicante, a cajo celo e inte-
resse pela sorte dos presos se deve nao ser ese
alimentario maia restricta : 4." que o suppRcaote
tem cumprido oa seua deveres oe urna m analta
Iouvarel, e por isso merece a miaaa confiaos*.
Secretaria da polica He Pernaaibejaa, 18 de de
junho de 1861.
lencar raript.
( Estar sellado e recouhecido.)
COMMERCIO.
Al f andera.
Rendimento do dia 1 a 21. ,
dem do dia 22 ....
3189009689
13:t*6J621
382:7679510
Movlmento da aKaudesa.
Voluntes entradas com fazendas..
> aom genere
Volumes

sabidos

aom
com
fazendas..
gneros..
85
ni
wi
44
174
Descarregam hoja 25 de junho.
! Barca fraocezaAdelefazendas.
218
nao que ignora os seus enmes a vista do que o (., ,
Sr-Amorim Bezerra foi injusto para comigo.con- SS i.fit~^lU,0g Q!lr,nlb0' ae,rM*
fessando que eu nao cuapro com os meas deve- i J"" S""^n.f-,?-
res na qualidade de .ubdelegado de Capoeir.s, no 5""VST\oa}la-pC,r:f^ ^
(..'.-----------w____..-.___ _,_.-' ..- Brigue inglezAnligu-Pacblcarvao.
entretanto que o publico nos julgar a vista do
numero de crimioosos que cada um de os re-
melle meosalmenie para a cadeia da villa do
Bonito.
Quinto o attestado do Sr. Jos Perelra
Bngue inglezEliza Jaokensidem.
: Brigue inglez-Keipiebacalho.
j Polaca hespanbola Chronometro carne
charque.
Lucena, tambem ded.MBo"q'y."."."doiVtbVeri! R"f LSt?.'^1^'
minososoo meu engenho, saina o publico que m"'?tTnutla?^'?'
esse Sr. Lucen, foi o meu antecessor na subdele- 92^*?iZ!!Z2^!^
gacia de Capoeiras, e que nanea me fallo em 1Ca- he8Phla-L>meralda-idem.
de
taes criminosos, nem os mandou prender, sendo
portanto a sua aecusago toda gratuita, tilha do
despeito por te-lo substituido na subdelegacia de
Capoeiras.
Esta j vai longa, e nao queremos abusar da
paciencia dos seuhoresleilares e por isso deixa-
raos de tratar do Sr. Antonio Ferreira da Silva
Jnior um dos signatarios dos documentos que
instruio a correspondencia que respondemos
ficando o Sr. Ferreira Jnior amprasado para
outra correspondencia, na qual pretendemos de-
monstrar com bons documentos quem osle Sr.
comparca de Galdino Alexandre?
Queiram seobores redactores dar publicidade a
estas toscas linhas deste seu constante leitor.
O documento que segu prova a conducta e
carcter do Sr. Galdino.
Capoeiras, 19 de abril de 1861.
Antonio Claudino Monteiro.
Illm. Sr. Dr. juiz de direito.O promotor pu-
blico da comarca usaudo das atlriouices que Ihe
conferera os arts. 37 e 74 do cdigo do processo '
criminal, vem perante V. S. denunciar a Galdino
Al ves Bubosa, juiz de paz- do districto de Ca-
poeiras pelos fictos que passa a expor:
Tendo Wenceslao Bispo de Araujo tommeltido
o crime de espancamento, e achande-se recolni-
do na priso d'aquelle lugar para ser competen-
temente processado. succedeu que depois de al-
guns das por influencia do denunciado foi sollo
pela quanlia de 72-5, indo o mesmo denunciado
juiz de paz com osau escrivao a priso para re-
cebar a quaniia de 51 ficando o dito Wenceslao
obrigado a pagar o resto ao denunciado em vir- t
tude de urna leltra que se passou em casa do
subdelegado Joao Francisco da Costa Estrella
como melhor se v dos documentos ns. 2 e 3
sendo que depoii disto foi repartida essa quanlia
entre o denunciado, o subdelegado e o escrivao
citado, documento n. 3 Anda mais tendo sido
eondemnado o padre Luiz Jos de Oliveira no
pagamento das cusas de um processo em que se
achava envolvido o mesmo padre como se pode
melhor ver da resposta da senteoga de folhas 5
pagou par este aquwitia de Irinta e tantos rail
ris ao denunciado Galdino Alves Barbosa por in-
termedio da Joao Pinto Alvos de Carvalho, o ci-
dado Manoel Pereira da Paixo. documento n.
4. sendo que em tal processo deixou de hver pa-
gamento de sello e contagem das cusas como
tudo se v ao citado documento n. 5! 1
Finalmente sendo Galdioo Alves Barbosa juiz
de paz acooselhou a Flix Jos de Souza que nao
pagasse ao cidadao Jos Maria Braynar 16 porque
j Barca hespaonolMara da Naiividade diver-
sos gneros.
i linportac&o.
Barca hespanhol Maria. vinda de Monlivido,
' consignada a viuva Amorim & C, manlfestou o
i seguinle :
50 barris vinbo branco secco ; aos mesmos.
Expor l:i?ao.
ia 20 de junbo.
i Brigue portuguez S. Ifanosi /, para Portugal,
carregaranj :
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 19 barricas
I com 68 arrobas de assucar.
Palmeira & Beltro, 2 barricas com 11 arrobas
! 3 libras de dito.
Barca ioglezs Jforttn, para Liverpool, carre-
I garam :
James Ryder & C 1,000 couros salgados com
27.023 libras.
Henry Gibsoo, 12 saccas com 60 arrobas e 16
libras de algodo.
Kalkmann Ir oaos \ C, 78 saccas com 1,692
arrobas de algodo.
Brigue hespanbl Cecilia, para o Rio da Prata,
carregaram:
Antuaea Guimaraes & C, 50 pipas com 9,200
medidas de agurdente.
Barca ingleza Bonita, para Liverpool, carre-
garam :
Rostroo Rooker & C, 2,500 couros aeecos.
Johnstoi. Pater & C, 600 saceos com 3,000 ar-
rooas de assusar.
dem do dia 21.
Barca ingleza Bonita, para Liverpool, carre-
garam :
Johoston Pater & C
arrobas de assucar.
Brigue hamburguez Georg, para
regaram :
C. J. Astley & C, 200 saceos com 1,000 arro-
bas de assucar.
Patacho portuguez Lima, para a ilha de S. Mi-
guel carregaram :
Carvalho Nogueira i C, 350 barricas com
2,863 arrobas de assucar.
Joao do Reg Lima & Irmo, 356 nieios de
sola.
Barca nacional Imperatriz, para o Rio da Pra-
ta, carregaram
Amorim Irmos, 20 pipas com 3,680 medidas
de caxaxa.
Brigue hespanhol Cecilia, para o Rio da Prata
carregaram
Manteiga--------> ingleza vendeu-se |a 700 n.
por libra, e franeeza de 565 a
570 rs. por libra, fica-ado em
depozito cerca de 1,000 bar-
ra
efaesai ?enderam-se a 59500 rs,
Oleo de linhaga-Vendeu-se a 159000 rs. o galio.
fOeijos- ^ Os ftameogos veoderam-se de
419000 a 2S200 ra.
fotteioho Continua a falta do de Santos, e
de Lisboa rendeu-se a 99 ra.
4 por arroba.
Vinagref O de Portugal vendeu-se de
909 a 1159000 rs. a pipa.
Vinhoa A ultima venda do de Lisboa
effectuou-ae de 2409 a 260$ rs.
apipa, preco que hoje repu-
ta-se nominal, sendo igualmen-
te o de 160 a 2209 rs. pela
pipa do de outras partes.
Telsa As de compnsico vendeu-se
a 640 rs. a libra.
Descont--------O descont de lettras reguloude
10 a 18 bjov catM* ao ann% des-
costeado calxa certa de
^ 820eotoa a da tais na presen-
te eeaiana.
Frotes- tan o ftml de 82/6 a 3/5 por
metade, para Liverpool a 15.
pele algodAo a 5/8 por libra.

ALFANDEGA|DE pernambico.
Pauta doa precos do genero sujeitos direito
d* txportacio.Stmana de 24 a 29 do mex de
junho de 1861.
Mercaduras.
Abanos.....
Agua rdente de;cana. .
dem restilada e do taino .
dem caxaca......
dem geaebra ......
dem alcool ou espirito de
agurdente ..... ,
AlgodStf e*m caroco ....
dem em rama ou em La. .
Arroz com casca.....
dem descascado o pilado. .
Assucar mascavado ....
Unidades. Valeres*
19000
500
8580
360
S580
ce uto
caada
o
>

arroba

>
>

1,500 saceos com 7,500
o Canal car-
Aniunes Guimaraes & C, 70 pipas com 12,880
oi chamado a juizo conciliatorio dizendo^lhe oue menaia8S de agurdente,
fizesse sua casa (que era a nica que tinha esle Batca ingleza John Martin, para Liverpool
individuo) hypothecada a um terceiro e que de- car,re8arani
Southall MellorsA C-, 43 saccas com 199 arro-
Consulado
pois que Brayoer requeresse a execugao elle o
declarasse em audiencia e defeito assim succedl-
do, porque j estaado compleio os dii* da pra-
Ca que foi requerido pelo dito Brayoer apresen-
lou-se Flix dizendo que nada linha de seu visto
achar-se esta casa hypothecada,mas examinndo-
se depois tudosoube-se que o dito juiz de paz
havia sido o advogado de Flix visto como foi at
o cumulador ou preparador da tal hypolheca fic-
ticia como ludo coofessou o mesmo Flix Jos
de Souza, doenmaoto n. 1. e mais que este papel' Rendimento do dia 1 a
ou escriptura foi feita as 10 horas da noite em dem do dia 22. .
casa de Gaidoo Alves Barbosa, documento ni!1
O documento o. 8 serve para mostrar anda
com mais evidencia a insolencia do denunciado ____
e o estado do treslocameoto a que tem ebegado,
violentando a propriedade albeia com a raaior
audacia e cynismo ds queso capaz um homem
sem temor as leis e ao oecoio publico facto asss
criminoso e que deixa de parte o denunciante por
Ihe dizerem e constar que o deouociado acba-se
j processado pela mesma rizao porque flea dito,
pois, evideocia-se que o denunciado com seme-
lhantes depr*ca?es tornou-se criminoso em face
dos arts. 129 3. 4 e 5, 130 e 135 5 combinado
com o art. 183 do regulameoto de rustas indi-
iaes e 167 hypothese 3 e 4 do cdigo criminal
e por isso vem o supplicante apresentar denun-'
ca que tambem se emende ao ex-subdelegado'
Joao Francisco ds Costa Estrella e ao escrivao do
deouociado ou subdelegacia, visto como concor- AiB0dan
reram diretamente para estes crimes. e espera o"""
melhaotes tactos trete de desafrontar a le e a '
sociedade to gravemente ultrajada e avaliando
bas de algodo.
HeeclMMloria de rendas Internas
ajeraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 21. 32:4653582
dem do dia 22....... 1:0915(390
33 557272
provincial.
20. 61.9883851
.... 1:8299861
63:8185712
PRACA DO RECIFE
o damoo causado em 1:000. offerece-se
temunhas a margem que melhor sabem de tudo ;
portanto pede a V, S. que *e proceda na forma'
das leis contra os mencionados1 individuos visto
serem fuucciooarios pblicos.
O promotor publico,
Jetuino Claro do Santos Silva.
Bonito 14 de favereire de 1861.
as tes- \ssucar
dem branco
dem mflnado. .....
Azeiie ds ameadoim ou mosi-
*>brB'....... caada
dem de coco.....,, .
dem de mamona..... >
Batat-ts alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria proptia para
embarque. ......
dem flua. _,
Caf bom ...... ^
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvao vegetal...... >
libra

cento
libra
9
>
um
libra


um

S720
2J200
8S800
1J800
3$000
2100
3S400
29000
15920
t$I40
19000
4SOO0
8S000
TM
5J0O0
800
360
200
400
3$200
lg600
230
400
25500
4(000
200
250
125
280
llgOOO
I9OOO
500
500
43000
2^000
Soare, earga asasepr, e nols
10I Pac, cipitia
//, coamaadaote o eapitlo-tenanre- Laiz da
Conh* Msrrrta.
Ilha de Hernando de Horotba, tor^ta tscipnal
Hreniraj somrrwnda|ite aplt^orleyef tolajio
Pofto. brigue pTtogei "s. Manoel I, caprtio
Carlos Ferreira "
generes.
Riu da Prata, patacho bv.
fr. Vil, carga assucar.
Ro*rrata, barca nacional feeife, opitio Jos
Ignacio PiraeDta, carga assucar.
Aracaty, hiate nacional Aracaty. capitio J0S0
Henriqua de Almelda, carga diOerentes g-
neros.
Porto* do norte, vapor naciooal 7oroisi, coej-
mandante o V ente Jeaouim Ales Mo-
reira. *
Netios entrados no dia 2$.
Portos do norts12 das, vapor nacional Porani,
commandaote o capitao ente Jos Leopoldo
de Moronha Torrezo.
T*iCu^raa~50 d,' barca oiericana la Grange,
de 280 toneladas, capillo Thomaz Golden,
equipagero. carga azeite depeixe; aocapitao.
Veto refrescar.
Navio sabido no mesmo dia.
Canalbrigue bamburgez George, capitio T. A.
Blockeoa. carga assucar.
Editaes.
1 Avis*3s BMtritimos.
Publicages a pedido.
Dando publicidade ao requermento absixo,
00 despacho, aue nelle escreveu o Sr. Dr. crete
de polica, tenho por tira mostrar o publico, que
o magistrado considerado por aquelles. que de
msoeira to desabrida me lem agredido pela im-
prensa e na tribuna, faz juizo muito diverso do
administrador da casa de deteocao.
Tranquillo em mioha cousclencia, eu encontr
no juizo imparcial das autoridades superiores so-
baja compensado aos gritos dos meus desafectos,
que ludo esquecem para ferir-me.
Recite, 20 de junho de 1861.
Florencio Jote Carneiro Monteiro.
Illm. Sr. Dr. chefe de polica.O leneote-co-
ronel Florencio Jos Carneiro Monteiro, adminis-
trador da casa de detencao o>sta cidade, precisa
bem de seu direito qu V. S. se digne altestar :
1. se as visitas mensaes e mesmo ua extraor-
dinarias que tem feito quelle estabelecimeoto ha
encontrado realmente disciplina, asseio e ordem :
2." se at o presente tem recebido alguma queixa
ou reclamado justa contra o tratamento que o
supplicante d aos presos: 3." se Ihe consta al-
guma cousa de exacto contra a regularidade com
que destribuida atalimentagie dos mesmos pre-
sos, e bem assim contra a qualidade dessa ali-
oneotasao em relajo diaria Qxada na tabella, e
s circumstancias do mercado: 4." nalmeote se
o supplicante tem sabido cumprirjos seus deveres
e merecido por isso mesmo a cooflanca de V. S.:
Nestas termos pede i V. S. se digne deferir-lhe
a forma requerida E. R. Me.
Casa de deten5ao, 16 de junbo de 1861.
Florencio Joti Carneiro Monteiro.
Attestado.Em deferimento do que pede o sup-
plicante altate: 1." que as visitas mensaes e
extraordinarias, que tenho feita na casa de de-
teocao lento sempre encontrado' disciplina, as-
seio. o ordem ao eetabelecimento : I. que nunca
receb dos presos reclamado alguma, qu queixa
outra o tratamento a elles dado pelo suppli-
cante. a eicepslo do reo Thomaz Antonio de
Gouva, que queixou-se ser pelo supplicante posto
ferros : o que savia sido feito por ordam mi-
aba : 3. qao s MiaeutaQao feita em propor
ZZ DE .U MI DI. 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Sobre Londres, a 26, 26 1/8
26 1/4. 26 314 d. por I5OOO rs.,
sobre Pars a 368 rs. por f.,
sobre Uamburgo a 595 r.. por
M. B., e sobre Lisboa de 108 a
110 por cento de premio, re-
gulando os saques da semana
por Sf 40,000.
Oescolhido vendeu-se deS#S00
a 9 rs. por (a), o regular de
8$600 a 85700 rs., o de Macei
a 8S900 rs., e o da Parahiba a
5535O rs. por fj) posto a bordo.
O branco vendeu-se de 35200
a 49600 rs.. o somenos de
2S600 a 25800 rs., mascavado
purgado de 2*200 a 25500 rs.,
e bruto de l-;900 a I996O rs.
por arroba.
Agurdente Vendeu-se a 65&000 rs. a pipa.
Couros-----------Os seceos salgados venderam-
se de 190 a 192 rs. por libra.
Arroz-----------O da India vendeu-se a 2S600,
eodoMaranho de 25800 a
3(000 reis por arroba.
Azeite doce------O do Estrello vendeu-se a 2*700
rs. por galo, o do Lisboa a
35000 rs.
Bacalho----------Vendeu-seuma partida de 2,200
barricas a 8$000 rs., retalh'ou-
se de 45OOO a IO9OOO rs.. fi-
cando em ser 12,400 barricas,
inclusive meio carregamenlo
do Kilpe chegado hoje, por
quanlo a outra metade vai para
outro porto.
Batatas----------dem de 2J400 a 2800 rs. as
superiores.
Venderm-se a 258OU rs. a bar.
riquinha.
Caf-----------------Vendeu-se de 5600 a 6*000 rs.
por arroba.
dem a 25500 rs. por libra.
A do Rio Grande, vendeu-se
de 2JO00 a 2p80 rs. por ar-
roba, e do Rio da Prata de 2$
294OO rs.. Gcando em serceolo
e naso mil s treaeuUs arrobas
da primeica, g 35.000 da se-
gunda.
Carvao de pedra- Veudeu-e de 14g a 17*000 rs.
a tonelada.
Cerveja- dem a 3*500 a 5* rs. a duzia
de garrafas.
Farinha de trigo. ReUlbou-se de i% a 30* rs.
por barrica da do Kichmaod,
de-27j) a 29 rs. a de Pbiladel-
phia. 27 ra. a de New-Orleaas.e
New-Kork. 32* rs. s do Tries-
te, e 12* rs. pelo sacoo 4a do
Cbili, licjodo m sor 4,500 bar-
ricas da primeira, 1,400 ds se-
gunda, 600 ds lercoira, 600 da
quarta, 1,608 da quinta, o(000
sacaos da ultima.
Far.demaudickca-Veudau-se de 3*000 3*500
rs. por sacco.
Fecro ~ o inglez veodso-so a 5*500 rs.
s 4a Suecia a 9* ra. o quintal.
Genebra Em irasquaira vendsu-ss 5p
rs. e en botijas 3J0 rs.
Cera de carnauba em bruto. ,
dem idem em velas. .
Charutos.......
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes......
dem de cabrajeortidos .
dem de onca......
Doces seceos" ......
dem em geleia ou massa .
dem em calda, ,
EspanadoreS grandes. .
dem pequeos : .
Esleirs para forro ou estiva de
navio........cento 20*000
Estoupa nacional .....arroba 1J600
Farinha de mandioca. alqueire l^tOO
dem de arantta.....arroba 4g000
Feijo de qualquer qualidade. ljj500
Frechaes..... m 5$0O0
Fumo em folha bom. ... 18JMQ
dem erdinario ou restolho. > 8j000
dem em rolo bom > 12$000
dem ordinaro restolho... > 6S000
Gomma........arroba 3*000
Ipecacuanha (raz) .... 25g000
Lenha em achas.....cento 2$400
Toros........ 11*000
Lenhas e esteios.....um 50$000
Mol ou melado......caada 220
Milho........arroba. I50OO
Pao brasil ......quintal 10*000
Pedras de amolar .... urna 800
dem de filtrar..... > 4jJ0O0
dem rebolo...... l2
Piassava........molhos 200
Puntas ou chifres de vaccas e
novilhos.......cento 5$000
Pranches de amarello de
dous custados......urna 16*008
dem louro....... 8000
Sabo.........libra 100
Salsa parrilha......arroba 26S0O
Sebo em rama...... > 5$00
Sola ou vaqueta ..... urna 2g600
Tabeas de amarello .... duzias 104*500
dem diversas......
Tapioca........arroba
Travs.........urna
Unhas de boi......cento
Vinagre ....... caada
Alfaodega de Pernambuco 22de junho de 1861.
O primeiro conferente. J. 11. Borges Diniz.
0segundo conferenle, /os Maria Cesar do A-
maral.
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 22 de
junho de 1861. Barros.
ConformeJoao Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escriturario. *
O Illm.Sr.iospector da thesourana provincial
em curaprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda tazar publico, que no
dia 25 do correte, vai nova mente a pisca para
sar arrematada a quera atis dar, o rsnsWnlo
dos pedasjas d*s barreiras abaixo usacionadas,
com o abatimesto 4a quarta parto.
Jaboatao 2:916* por anno.
Ponte dos Carvalhos 679$ por anno.
Taearuna 414* por auno.
As arrematarse serie feitas por lempo de 3
anuos, a contar do 1* de julho do correte anno
a 30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tarles comparegam oa sala das sessbes da mesma
junt, no dia cima declarado, pelo meio dia,
tendo lugar as habihtagoes no dia 20.
E psra constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 17 ds junho de 1861.
O secretario,
A. F. d'AnnonciacSo.
0 Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da primeira rara criminal e substituto
da do commercio nesta cidade do Recite e seu
termo, capital da provincia de Pernambuco,
por S. M. Le C. o Sr. O. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Fago saber que no dia 6 de Julho do correte
anno se nao de arrematar em praca publica deste
juizo por veoda quem mais der, na sala das au-
diencias, os objectos seguales, que foram peoho-
rados a Antonio Jos da Silva Guimaraes, por
ex-cugo que contra este movem Henry Forster
i C.: 1 balco de madeira de pinho, pesos de
duas arrobas at meia libra, 1 balaoca. grandee
1 dita pequea, 1 caixo grande para deposito d-
bolachas com 4repirtimeolos, 1 relogio de pare-
de, 1 carteira com um gavetao, 1 cilyndro de
tragar massas, 1 maceira, 1 cabide de botar raas-
sas, lObalaios de condceles, 100 toalhss, 1 pe-
neira. 100 folhas de flandres, avallado tudo em
300*000 ; 1 relacao da dividas na importancia de
18:486g836, avaliado em 2:000*000. Os obiectos
aqui mencionados serlo arrematados na falla de
licitantes pelo prego da adjudicarlo com o respec-
tivo abatimento da lei.
E para que todos teoham conhecimenlo do pre-
aente, mandei psssar editaes que serlo affixados
nos lugares do costume e publicados pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite, capital I
da provincia de Pernambuco. aos 22 de junho do
anno do nascimento de Nosso Seohor Jess Chris-
to de 1861, 40* da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Maooel de CarvaJho Paes de Andrade, es-
crivao osubscreri.
________Bernardo Machado da Costa Doria.
CMPANHU PEsWAMBIJCAIU
DI
Navegacs cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte,. Ma-
cao ero aVsra'r Aracaty Ceara',
A carac' e Granja.
O vapor laguaribe, commandant Lobato,
sahir para os portos do norte at Granja- no
dia 6 de julho as 4 horas da tarde. Recebe car-
ga al o dia 5-so meio dia. Encommendas, pas-
sageiros s dinbeiro a frete at o dia da sabida
a 1 hora : escriptorio ne Forte do Mallo n. 1.
Ao Para
segu p Telelro brigue escuna cGraciosa*; eapi-
lo Joao Jos de Souza, por ter a maior parte da
carga contratada, para o resto quem pretender
carregar, queira entender-se com os consignata-
rios Almeida Gomes, Alves & C, ruada Cr*z nu-
mero 37.
COIYIPINHIA BRASILEIRA
DE
psteccet"a k vpqb.
At o da 29 do correte esperado dos portos
do sul o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
ta o capitao de mar o gnerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do norte.
Desde j recebem-se psssageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no da de sua chegada al as 3
horas da tarde, ocommendas, passageiros e di-
nbeiro a frele al o dia da sabida as 3 horas:
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de A/.eve-
do & Mendes.
O patacho portuguez Maria esperado da
Baha a lodosos momentos, eseguir em poucos
dias ; pode ainda receber alguma carga n passa-
geiros: tratase com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
m
18
Rio de Jiineij'o
segu com toda a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregameoto engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capillo
Jos Ferreira Pinto.
Atenco.
A bailo asignada faz cente ao respeitavel
publico que acba-se residindo em Otioda. rus da
Bies de S. Pedro, casa n. 15, contigua 9 da es-
quina, onde eiiste a mesma bles, e ah tem ex-
postos vendo ornamentos sacerdotses, o no Re-
cite no pateo da matriz do Santo Antonio, na toja
de sirgueire de Antoojo Joaquim Panasco &
igualmente recebe encommanda dos mesmos;
tambem faz repesteiros, baodeiras militares, e
quaesquer obras de bordadura de onro. como
bem, estolas, tnicas, veos desaersrio, etc..etc.,.
e asseguw jos seu freguezes que seria bem ser-
vidoMaria Magdalena de Oliveira Mello.
Ama.
Na ra das Larangeiras n. 5, segundo andar,
precisa-se de orna ama : quera esiier nestas cir-
cumstancias, dirija-se s referida casa.
Milbo.
Na travessa do Arsenal de Guerra ns. iJ,
vendem-se saccas cora milho, grandes, e prego
commodos, queijosde coalha e esleirs do Ara-
caly.
Fazendas
no armazem da ra do
Queimadon. 19-
Toalhas para rosto de prego 500 rs. cad urna
Chita.
Chita franeeza a 220 rs. o covado.
. Cortes de casemira.
Finos cortes de casemira a 4rjQ.
Cobeitas.
Cobertas de chita a I58OO.
Capellas brancas.
Capellas de flores de lannja a 5*.
Lenoes de panno
de lioho pelo barato prego de 1*900.
AlgodSo
de dos larguras a 480 a vara.
Grandes lenges d- bramante a 3S300.
Jaques bordados
para meninos, fazenda muto fina, a 5g.
Sera costura.
Lenges de panno de linho fino a 33.
Baldes
de todas as qualidades e de duas saiss.
Cambra as de sal picos.
Modernas cmbralas de salpicos e muito fina
a -re a pega.
Quem dinitiar vento ver.
^ No armazem de fazendas, na ra Nova n 42,
finissmos corles de cambraia da India para ves-
tido, com 3 babados, ricamente bordados pelo
diminuto prego de 8.3 cada um.
Declara co**.
Tendo a directora das obras militares de
contratar a factura do encanameulo d'agua pota-
vel da ra da Florentina para o quartel da com-
panhia ilxa de cavallaria, convida as pessoas que
deste servigo se quizer encarregar, a apresenta-
rem suas propostas es mesma directora nos dias
22, 25 e 26 do corrente, das 9 horas da manhaa
4s 2 da trde.
irecteria das obras militaras de Pernambuco
21 de junho de 1861 0 escriptura rio,
Joo Monteiro de Andrade Malvinas.
Convite.
10*000
$320
3280
Movimnio do porto.
01
o.
5'

Horas.
2
I"
kthmosphera
en
Cf
Por ordem do Illm. Sr. inspector da alfande-
ga sao convidados os Srs. asignantes da mesma.
adra de renovarem suas nangas, dentro do praso
de 15 das, contados da dala deste, de confor-
C*000 1 midade cora disposicao do artigo 735 do re-
332OO ; gulamento de 19 de selesnbro de 1860. Alfan-
dega de Pernambuco t de junho de 1861.
O Io e.criptnrario
Firmino Jos de Olioeira.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos paes, tutores ou correspondenUs dos
alumnos interno, meio-peosiooistss e externos
do mesmo Gymnasio, que no dia *3 do corrente
principia o recebimeoto das mensaltdades cor-
respondentes ao terceiro trimestre do 1 de ju-
lho ao ultimo de setembro. Secretaria do Gym-
nasio Provincial de Pernambuco 22 de junho de
1861.O secretario, A. A. Cabral.
Pela adminislragao do correio deata cidade
se faz publico, que em virtude da convengan pos-
Ul celebrada pelos goveroos brasileo e fraocez,
serao expedidas malas para a Europa no dia 1."
de julho prximo, de conformidade com o annun-
cio desle correio, publicado no Diario de 29 de
Janeiro deste anno. As carta serao receidas at
2 horas antes da que for marcada para a sabida do
vapor, e os jornaes at 4 horas antes.
Correio de Pernambuco 25 de junho de 1861.
Domisgos dos Passos Miranda.
Dirtcco.
* I InUntidad*.
0
-a cu OO 00 ^ < s FahrtuhiU. H n e
be s ~a" C 0 J5 to i? se C*tigrado. -i 0
~4 -4 s Hygrometro.
0 *. a Citterna hydro-mttrica.
Bolachinha- -
Cb-----------------
Carne secca-.- -
%
%
I
Franeet.

# g I
S o to
i
o
oe
Inglei.
3
i
ES
H
t
a
P
COMPANrlIA BRASILEIRA
DE
O vapor nacional Paran, commandante o ca-
pitao tenenle Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezio, esperado dos portos do norte al o dia
22 do corrente, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para os porios do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, encommendas e
passageiros al o dia da sahida as 3 horas : agen-
cia ra da Cruz n. 1, eseriplorio de Azevedo &
Mendes.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Va-
loz, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seo carregamenlo proraplo, para o resto
que Ihe falla trata-se com os seus coosignatarios
Azevedo 4 Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Para Liverpool pela Parahiba
A veleira e bem conbecida barca ingleza Z?o-
io, capitao O. Donell.com excedentes commo-
dos para passageiros : quem pretender ir de as-
Tochas
de cotim de algodo brancas para mao, fazenda
de muita durac.30 a 500 rs. cada urna, como bem
meias brancas muito linas para homem a 1;500 a
duzia ; na ra Nova n. 42.
Milita attenco
No armazem de fazendas da ra Nova n. 42 h*
chegado um completo sortimento df chitas lar-
gas indianas, desenhos os mais modernos qu"
tem vinOo ao mercado a 400 rs. e covado. assim
como esparlilhos de superior qualidade a A$ ca-
da um : deludo se dar amostras compentiores.
Jiivai
sem se
Bua do Queiraado D 55_ j0ja Qe mjufjez, a&
Jos de Azevedo Maia e Silva, defronie do so-
brado noo. est vendendo por baratissimo prego
para acabar, alguraas qualidades de fazendas, as-
sim como seja : franja de la para vestido a' 103
rs. a vara, traoga de la com 10 varas a 200 rs. a
pega, pares de meias cruas para meninos de 3 a
6 annos a 160 rs., e de 6 a 10 annos a 240, linhas
de Pedro V com 200 jardas, verdadeiras, a 80 rs..
novellos de linha do gaz a melhor qualidade que>
ha nesta praca a 60 rs., tem tambem para 20 o
r 10 rs. cada novello, e de cores a melhor que ha
?a8em'_dlr'Ja"ie 80s consignatarios, Rostroo Roo- novellos grandes, a 40 rs.. carreleis de linba do
ksr ct C.
IE.4L IMPAMHA
DE
THEATRO
DE
de
A cuite churosa vento fresco do quadrante
SE e assim amauheces.
SOIL.VC.A DA HAR.
Preamar as 2 h. 18* da tardo, altura 6,8 p.
Baixamar as 8 h. 6' da manhaa, altura 1,3 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 22 de iu
oho de 1861.
Bou ano Stepple,
! tenenle.
Navio entrados no dia 22.
Baha 5 dias, brigue nacional lado, de 172 tone-
ladas, capitao Boa ventura da Silva, equipagem
10. carga 8,009 arrobas de carne aecca ; Bai-
lar & Oliveira.
Terra-Nova 39 dias, brigue inglez Kelpix, de 168
toneladas, capilao Bruford, equipagem %
carga 2,200 barricas com bacalho; Saueder*
Brolbers & C.
Liverpool 45 dias, brigue inglez Spy, de 229 to-
neladas, capitao P. Hocquard, equipaba) 10,
carga fazeodas e mais geueros : Patoo Nash
& C.
Rio o* Janeiro 1* dia, brigue francs Belty. ds
180 toneladas, apttio J. filis, eqaipacom 10,
carga vinho ; 6 Aranaga Hijo Si C.
Bahia % dias, patacho portuguez Afarta, d 169
toneladas, capitao liausal R4riguss Alves,,
pa^insgen 10. em lastro; Hallo* Barros
& C
Navio tahido no intimo dia.
Rio do Janeiro, crvala a vapor nacional Ptdro
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Quarta-feira, 26de Junho de \861.
Recita extraordinaria livre de as-
signatura.
Achando-se gravemente doeute o actor Manoel
Joaquim Mendes, e sendo acnnselhado por al-
guns mdicos fazer urna viagem Europa, co-
mo nico remedio sua enfermidade, o empre-
zar afim de que possa elle quanlo antes levara effei-
to o meio aconselhado de aiilhar o mal que pro-
gride, e conservar sua til existencia. E', pois,
para tao justo fim que subir scena o espect-
culo seguinle :
Logo que a orcheslra executar a excedente ou-
veriura grande orcheslra
La Reioe d'unjour
reprsentar-se-ba a sempre muito applaudida
opera brasileira em tres actos.
riUMASMA BRANCO.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto,
MA MIJLHER POR DUAS HORS.
Comecar 7 X horas:
Ao publico.
nao podendo pasear bilhetes.
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 29 do corrente espera-se da Europa o
vapor Tyna, commandante Jelllcoc, o qual de-
pois da demora do costume seguir para o Rio
de Janeiro tocaodona Bahia, para passageus etc.,
trata-se com os agentes Adamson Howie & C,
rus do Trapiche Novo n. 42._______
Lciies.
LILAO
DE
22 carracas e 2 carros
americanos.
Terga-feira 25 do corrente.
Antnn,es far leilo no dia cima designado de
22 carrogas a 2 ricos carros americanos com lo-
dosos seus perteoces, no armazem alfandegado
do Sr. baro do Livramento no Forte do Maltos,
os quaes sero entregues sem reserva de prego.
0 leilao principiar s 11 hors em pootu
LILAO
DE
Vinho Bordeaux e
marrasquino.
O agente Hyppolito autoriaado pelos Srs. Tis-
set Preres & C fari leilo de urna grande por-
gao Oe calxas com marrasquino, urna porgo de
quartolas com vioho Bordeaux, lotee a voniade
dos Srs. arramalaoUs torga-foira 15 alo corras-
te no trapiche sarao do Livramento, as 11 horas
em ponto.
Piela mesma oecasieo o masmo ageste ven-
der tamba por conia o risco do quem perton-
cer urna porgao do saccas com faria* te man-
gaz e pretas com muita linha a 200 rs., baratis-
simo, caixas cora licoes para accender charutos a
40 rs., eaixas com phosphoroa de seguranga a 160
rs., groza de phosphoros do ga2 a 2J800, e duzia
a 240, fitas para enfiar vestidos e roupiohos a 80
rs., pegas de bico, largura de 3 dedos, a 25, e va-
ra a 120. linhas de novello de cores por todo o
prego, frasco o'agoa de colonia muito superior a
400 rs., duzia de meias muilo finas para senhora
a 38, e par a 280, linhas de marcar muilo finas,
novello a 20 rs., grvalas de linho muito bonitas
a 200 rs., pegas de tranga de la de todas as co-
res a 50 rs., tem um resto de jabonetes para
600 rs. a duzia, groza de botes de osso psra cai-
ga, pequeos a 120, e grandes a 240, sao muito
finos, marcas para cobrir a 20 rs. a groza, e tem
laniDem maiores para 60 e 80 rs., duzia de meias
cruas para homem a 2>iC0, muilo boas para du-
rar, meias de cores para meninos pelos precoa
cima, iramoia do Porto muito boa, vara, a 80,
100,120 e 160 rs., fitas de liuho brancas e de co-
res a 40 rs. a pega par acabar, grozas de penas
de ago a 500 rs., tem um resto e sao superiores,
frascos de opiata para limpar denles a 400 rs.
copos com tianfia muito fina a 640, frascos da
banha de urso a 640 e 500 rs., varas de laby-
riothos de todas as larguras e por lodo o preco
para acabar, espelhos de columnas brancas "a
19500, pecbiocha, carteiras para guar Jar dinhei-
ro muilo boas a 500 rs., frascos com cheiro muilo
finos a 500 rs.. realejos para menioos a 20 rs.
cada um, baralhos portuguezes a 160, e duzia a
1(440, baratissimo, duzia de bolees madrepero-
la para palelot a 480, cartas dn aluoetes para ar-
mador a 120, varas de franjas para corlioado a
200 e 2i0, muilo barato, "botoes de vidro com
p para casaveques de senhora, duzia a 240 rs..
todas estas fazendas esto perfeilas, e vende-s
barato porque precisa-se apurar dinheiro para as
necessidades, e por isso loco fogo.
Attencdo
0 actor Mendes
em consequencia de nao Ihe restar tem
cobranga dos mesmos. visto ter de seguir vi,gem .dloc *" r*MrTa '
no primeiro vapor, roga aos seus amigos em par-
ticular e ao publico em geral hajam de espont-
neamente coocorrer este espectculo com -
sen bolo philaotropico, recebendo em retribuio
cao da sua bonefleencU a sasras graldo as en-
fermo ceceasi tado..
Aviso diversos
Precisa-se de IHjOftj."
dndo-se por hypo-
tboea um predio; quem asiier snnuncie para ser
ptocaraao,
Vendem-se caixOes vasios proprios
para bahuleiros, unileiros, etc. : quein
pretender dirija-se a esta tippogra-
pbia, que abi se dir' quem os tem pa-
ra vender.
No dia 19 do corrate desaspareceu da raa
Imperial o escravo com os signaes seguintes :
cabra escuro, estatura regalar, grosso do corpo,
pernas 0 bragoa refercadoe, cabellos nao muit
carapiabos, cara redonda e bexigosa, denles par
feitos, pouea barba, representa ler 29 anaos, pou-
co mais ou menos, semblante desagradavel o
andar rooeeiro ; que o pegar ou der notieis
exacta dallo, dirija-ae a sen senhor, na rus cima
mencionada n. 64, majar Amonio da Silva Gua-
rna.
Fugio do engenho Caaaoduba um mulata
de 15 annos, de nome Hilario, com os signaes
segumos : aihos agalo, orelbas grandes, bailo
e rtobis, pertoa salientes, levo camisa de algo-
dioaioho, caica de ritcedo azul e chapeo de baila
branco ; o dono, abaixo asaignado, deocoafio qtie>
elle fdra seduildo, e que se acba nesta cidado ho-
mlsiads ; o palo presente protesta que proceder
as fertM a lei contra quem o tirar tm seu
poder
Precisa-se de urna ama que nrib coxiahar
e engommar, e que sirra para coaoras ; a Ua-
Uc aa raa Baila a. tt. ^


A

r4UM0 DI iftfUMOQDi ** TERCA. FURA l Dfi JORBO DE 18ft.
Batatas
Jigos de 1 arroba, chegada ltimamente,
18000 rs. o gigo. e 60 rs. em libraa : vendem-
se nicamente nos armazeos Progreaao e Pro-
resista no largo do Carmo n. 9, e ra das Cru-
tes o. 36, tambem tem grande porcao de quei-
jos prato que vendem a 560 a libra e a 480 en-
WM.
Cosinheiro.
Comprase oo aluga-es um preto que tela bom
osioheiro : a tratar oa ruado Amorim n. 85.
lotera.
Sexta-feira 5 de julho prximo no lu-
gar e horas do eos tu me sera' extrahida
impreterivelmente a primeira parte da
primeira lotera em beneficio a igreja
de S. Francisco de Paula de Caxanga'.
Na thesourajia das loteras ra do Quei-
mado n. 12 e as casas commissionadas
se acham a venda os bilhetes e meios bi-
Ihetes. As ser tes ser a o de
#as a entregad das listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Recrei o saudavel.
N*&-&?.** Iltaita-ll. la
**m0JKSdSm rfarZTue aV, Sftj? "^"T""? reg-eZe'' "B Wm "" ~
que tem tindo a eite mercado ; este ^KlS.n?8 aV1** "0rt,B,B, d "ros < melborea
a oa limpesa e asseio com que ae t*i'nW^!D'05'r'ce "ndes ntageoa ao publico, no
creve algum adicoe. de preces. r^Su!St^MSntmmot^'it de.pre5 ; *,ix ,ra"-
s o publico> que rende baratisaimo. atteodendo aa
prompto pa-
LOTIII,
N.
DE
S. do Rosario
de Muribeca.
Nos bilhetes vendidos com a rubrica do abaixo
essignado venderam-s* as seguinte. sortee :
708 5:000 Meio bilhete.
225* 800J
1567 4008
1900 2009
164 lOOg
2100 1008
1829 100
e outros de 40,
clusive os 14 por
Dito dito.
Dito dito.
Bilhete ioteiro.
Meio bilhete.
Dito dito.
Bilhete inteiro.
90 e 10. Estas sortea r-
cenlo do premio grande sao
pagas na pre?a da Independencia d. 22 junto ao
relojoeiro aonde se acham a venda os bilhetes
e meios de S. Francisco do Caiang, chancella-
dos com a firma de
Santos Vieira,
Chegando somente agora as mos do abaixo
fssignadoum annuncio da Exm." Sr.' D. Bntes
Sebastiana de Uoraes, em que previne aos ta-
belliaes afim de nao pasaarem escriptura dos
poucos bena que posaue e isso porque nao de
pertencer-lhe, pois que j obteve urna sentenca a
seu favor, sou forjado a declarar que nao pre-
tendo diapor de meus bens e que a senlenga que
j obteve a Exm.* Sr." D. Brites aioda me nao
coovenceu de que devo ficar em estado de lhe
bater a porta para mendigar ama esmola. Recife
22 de junto de 1861.
Columbo Pereira de Horaes.
Aluga-se por preco commodo'tres casas
terreas na Capunga. ra,da Amuade,"tendo cada
urna duas salas, dous Iquarlos, cozioha fora e
quintal grande : a tratar aa ra da Santa Cruz
E. 1.
Nodia 25 do correte, as 10 horas da ma-
Btia. vai a praca na porta do Sr. juiz de paz do
1* districto da freguezia de S. Fr. Pedro Con-
nives, 20 meios livros 6 cadeiras, urna mar-
queza, e 1 mesa redonda, por execuco do Cons-
tant Dellerco contra Joaquim de Crale : ultima
prana.
Precis.-se de um caixeiro portuguez para
taberna, deidade de 12 a 16 annos, com pratica
ou sem ella .: oa ra do Mondego n. 97.
Alug.-se aloja do sobrado n. 24 da ra
daCidade Nova em Santo Amaro, com 3 quar-
tos. 2 salas, 1 saleta, cozinha fora e quintal mu-
rado ; a tratsr no mesmo sobrado.
D. Anna Francelioa da Cunha, declara que
por fallecimento de seu marido. Antonio Jos
da Cunha a sua casa na ra do Livramento n.
30, continuar aberta lo smente para vender
drogas, nao aviar receias.
chinha de soda e de outras i, 7, UdSi em ESV-TbES8*^*- "* ,lgUm bo.lo"U-
o sauuaoes em uia a 1500, chourias muito nov
attengao do bom e barato, a oa esquina do becco da Penha.
por pessoas menos entendidas, < promptamente serio servidas com toda
A NOVA L0JA DO PAVAO
NA
Ra da Imperatriz n, 60.
DE
APA 4MLVJU
a 2.
barato SSKS 3" *""** *"*" iCglDte8' *- "dem **
Organrtys df bellissimos padres muito finos a vara 1
Grosdenaples azul, cor de rosa eamarello hzenda fina de muito corno o covar.
Ditos lavrados muito encorpado o covado a 2. P C0Ta
Mimes de seda da Iodia o mais moderno para vestido o covado a 1*280
Ditos de laa fina e de padres muito galeotes a 800 rs ^^^'
Manteletes de l preto tom bico largo a 7f.
Ditos de fustao branco muito bem enfeitados a 8.
Chales de merio estampados com lista de seda muito finos
Tarlatauas de todas as cores e muito fina a vara a 800 rs
Cortes de tarlataoascom salpicos cada um em seu carteo a 6.
mES" ,Cm g,8S e maDuit0S P" robora que tem bom costo a 6.
Ditas ditas 'tom vivos de cor a 4JO(jO rs. B "'
Um grande sortimenlo de saias balo para senhoras e meninas
Um grande sortimenlo de saias balo muito ricas com babados a 10
Pecas de canas bordadas com 81|2 varas proprias par. cortioado a 2J500
Lindos chapeosz.nhos de merio bordados para meninos e meninas goXioalez a 5
Cassas francezas belistimos padres a vara a 500 rs -- 8*' logiez a a.
Assim como um completo sortimenlo de golliohas muito bons costos oar. Mh.
saber lg. 1280.1600. 2. 2500 e 3g g para ,enhoras
Um compartimento de chitas francezas escuras e a legre, e padree, bonitos
Ditas muito superiores o covado a 320 rs.
Ricos eofeites com franja e bolotas paracabeca desenhora.
e meninas a
a 220, 240, 260
J. FERREIRA VILLELA,
RuadoCabug n. 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
POR
Ambrotypo e por melalnotypo, sobre panno encerado, proprios
papa pemo*e^n-se dentro de cartas.
sobre malacacheta ou talco, especiaos para alflnetes
~-^____ oa cassoletas.
uetratos transparentes, oflerecendo o mesmo retrato duas vistas, ama
em cores outra em preto e branco.
S NO PROGRESSO
DE
DO DR. CHABLE
PHARMACIA, DE PARS,
MEDICO E PROFESSOR DE
f-AS EMFERXIDADES
DE
relaxa
CUrulo de Ir rro Chable.
Xaropr mu preterivel ao
Copah bas, tur^ iminediaUnen-
te qualquier purcacao ,
:<;ao e debilulade, e igualmente fluxos e
flores brancas das mulberes. Injeecao do
ClmMe. Esla iit-Lcao benigna empre^a-se mes-
ir.- trmpo do sirope de cltrato de ferro, urna vez
de nunh. e Bina vez de tarde durante tres dias-
ella secura a cura.
O deposito
PARA O THATAMENTO E PRMPTO CURATIVO
DN TODAS AS AFFECCOES CUTNEAS, VIRUS
DEPURATIF
da SAIVG
c E ALTERACOES 1)0 SANCIE.
Drparalim de Masue.
Xarope vrgetal fem mer-
curio, o nico coubecido
e pprovado para curar
_ con promptida e radi-
calmente impigens, pesila*, herpes, sarna, co-
mixos, acrimonia e alteracSes viciosas do san-
Ke; virus, e qualquer a0etao venrea. Ba-
nho mineraeM. Tomo-te dous por semana, ae-
(.tundo olratamento depuiativo. Pamada -
tihcrpeea. De um effeito maravilhoso as af-
lecoes cutneas e comixoes.
e na raa larga do Rosario, botica de Ilartholomeo Francisco de Souza, n. *6.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazera proeresso. faz scienta ao* m
seu ,, acha-se de novo estabeecido com dous aceiados armazens i/mSSL asci io rZ T T "P?0 5 8Cedade 1Ue tinha com
Paulo Ferrcra da Suva; o prime.ro na razo de Duarte & Souza, e segundo na a'e ZZlCl A^:, Joa1uim Gomes de Souza, e o Sr.
vantagens ao publ.co, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em rnmrlrif a*'' esles ^^ecimentos oflerecem grandes
propietarios manda^em vir parta de seus gneros em direitura, afim deTem TiR*1' preS' ^is ^ P" s 'solveram o,
bheo urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possm comprar em n^STZ "?' 7 ^m ?A^a fferMer a0 Pu"
seusestabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer aualidade de -eneros vSlP. I P SS deselando os proprietarios acreditaren)
y.pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualZ Z t^ltZ^TT' Tt j "t Ver Pub,ic0
se viessem pessoalmene, na certeza de nunca acharen, o contrario de nos^s SncXi e assiT^ lS' q"e ** % bem Mrvidos m
tdos os senhores da nraca, senhores de engenho e lavradores que mandem a mens sas enZirinH n" Ut>mS qUe """". Hos a
de cont,r.uarem, pois que para isso nao pouparao os proprietarios forja, para ZTrvirem^S^Ll f"T* '*" de Fi"". "
baixo transcrevemos algumas adiSoes de nossos pr^os, por onde ver o publS. qe3eZh r5K qU9 frefeltarem nOSSOS <*klecn,entos
J?enenw. r Puo,lco W vnlemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nosso
MAXTEif.^IS?[Jwe8I>eCalmente escollhida a 80 rs- a l'bra 8ra barril > ->io rs
&A^5^rP^^^A^.^^- a a rs. em LrM*
^ HSSUW E PRETO o melhordo mercada de 15700 a 300ft .T^'JLZLTJzV*?**'
a^?s L?ANEZ,ASem,laUS d6 6 9 5 W a 1J a libra a 12C0 a retalho
~sS8SS^ sffWtsausaf: 50 *a ,ibra-
VINHO EM GARRAFAS; Duwedo Pormlort7fi^o'1^m,!^eS, 3 ""*n d mercado a Ub0'
13?. duzia! l fiB0, genU,D0' neCUr *** M-deira secca eFeitoria de 1200 a 1|300 a garrafa e a
viAnuo EM PPA proprios para casa de pasto de 500 a 60fi .. i -.
FRASCOS COM FBUCTAS dVtodas as qualidades de Portugal de lZ 'Ay?800
MARME3LADA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA W01 '
a 49800 a caada.
VINHOS EM PIPA ,
qualidades de Portugal de I 00
LATAS COM GE LEA DE MAR1IELLO a tH^J^^iii^ "*a lato de libra e a l*500 s libras.
LATAS COM P EIXE SAVEL e outraa muitas qualidad IflL
CAFE' DO RIO o elhor que ha a 240 rs. SSeJ\So rs 0 lavdo a"aDJad ^ tem Vndo a U'
?9? nDA INDU E MARANHO o raelhor que se pe deseiar 3ino
VINHO BORDEAUX de boa qualidade 800 e 1$ E2 v2 8.-S T^*" e a l0 rs' a libra-
CHARUTOS VERDADEIROS SUSPIROS L L i!" _!de 80^" 0000 a duzia.
Largo da Penlia _
Neste muito acreditado armazem de molhados
poderao julgar todos J!^S!ffA?kS^!SS^ *" geerS aba'X 'meociOD^s
MaiUS* lm*a petteilamente or. m lihrjl
ni a 700 rs. "- a "brat em bar-
Manteisa franeeza
rV*. i. m.llhor qM ha no arcado a 7S0 rs. a libra.
lna os mcVHoTcs que ha no mercado
r ditt. a 2S500. 3- ditt. a^^OOO. e preto a lg600 a libra Tende'6e ^^ a m>0-
Oueiios uamensos L
gado, no raporpassado a 1S800 e fc"''' "** T"Prda E"r0pa S ***-** be-
Si fE^isrwtT m Tindo a este mercadpor serem maii fres"
Xmenduas confeiadas proprias para sones de S.
a 1$000 rs. a libra em porcao se ar algum .batimento.
Bollo francez a 500 rs.
para manino. s no Progresso. elegantemente enfeitados, muito proprios
Hoce da easea de soiaba ,.
Boce de Alpewlie 'em Pr5a' m"'8 no progreiSO
no progresso. ** Ulta' de 2 libras muil *** 1200 rs. cada urna, s
Mermelada imperial ( L
LisbOa a 800 rs. a libra. afamado Abre, de outros muitoa fabricantes o.
\meixas traneezas om,
dittas portuguez.. 480 rs. ubi?""0' Cm hbru por 3000c' u. 6 o fra.cor.1 I*
Latas eom bolaeMnlias de soda ,w
pSS- como ,em lalta8 de 8 libras por ^ *ST2 9S^tje^S
Cnoeolat "** *"la'"d* *Ubra' Pr 9 "*e em utM de 2',ibr"por lmo "'
n ? ""J"8 8"Derior 1u em rindo este mercado a 900 rs. libra.
oolaeninlia meleza
Conservas fraiieezts e laslezas
co em porcose faz batimento. rec.ntemente chegadas a 800 rs. o fras-
Passas eia eaixiuuas de 8 libras
mercado por serem muito grandes a 2S800 rs. c.da urna. m9lbre8 ,M ,em VDd a e,U
iSpermaeele saoerior ^
abatimemto. mm Marw a 700 a "", em caixa se fara algum
Aletria, maearrao e talbarim lf lh
roba por 8. 40 a 1,bra em ealXM de nm. ar-
I^vilhaa raeezas em littag d.. libra. 640 8 do
lalas eom peixe de Bosta -
aeiam s.vel. r.. sarda, peife u*!&^^ffi'&*^1- *
Wtoaas mano aovas, la200 bmiI em gartafi a m
Palitos de dente lixados
v- m.A.nuvs em molhog com gQ macinnO 1QQ
i vaqaes deste anuo ,sn
no Progresso. a "" Cfl^ld e em caixa eom 40 carl" P 6800 rs.. s
r ll da*mai8 credit.das marcas 5*000 a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa.
ir. ^ e muit0 Perior aSOOO rs. a garrafa, em gigo por 18000 rs.
% nivo engarrafados.
ditlo Muscatel 1 ZZ k se.gulntes &**+ Porto. Feituria. ditto Bordeaux.
oHio uscaiel, al a garrafa ; tambem tem Tinho Cheres para 20O0 rs. a garrafa
W inhos em nina
D^ a V0 tom.p09,ao Porl0' Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 45O0.
rresnnto de fiambre inslez onn
v%mm a",-*;*muiiono?osa800rs.alibra.
ifreznnto de Lameao v v
Cbonricas e m|m Jquebadebomne8te6eneroa480--p^a*>
X oncinbo de iisb^r "' 'm b"rtl cm 6 dzl"de paios por i0$m-
m maia noo que ha no mercado a 320 ra. a libra.
oanna Ae porco refinada
' barril a 440 rs mata Ira q.e pode ha?er a 480 rs. a libra
e em
Amendoas de csea mole, 480 r8, Iibra.
ment s no Progresso do pateo da Penha n. 8.'
ludo n.S k *ener08 "riciados encontrar
uao quanto bom e barato.
em porjao se far algum abati-
o respeitavel publico um grande sortimenlo de
VERDADEIROS SUSPIROS
; PORCO REFINADA a mell
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS
^JfJ^SS^^^m^^^^-x.^^
e s retalho suspiros a 40 rs.
TINAGRE PURO DE USBQa7*^\*^\^\^^*'^-
CAIXOES COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a $\ em porao'a 900 r,
AZUTI.DOCE PURIFICADO a 800 a garrafa e mTJS^S^
dTia? ,?Uldatarioa da maMa de ,oa Cordeiro
de MesqU,u con^a.m os endore. d. mesma
rfor^tnin".0 6rSm P"meiro dideodo de 10
por cento apurados : na ra do Queimado n. 37.
..TJfam'm de om primeiro andar oom oa
S-?^?a ~ necessano8 Par Emilia, em algumas
trau Tr' UaS "x0 bairr0 de San, Antonio!
a tratar na ra da Imperatriz n. 38. segundo
AVISO.
r.7n!L; AtaUb" Cesa.r do E,PirUo Santa, quei-
ra apparecer no quartel do corpo de pocia
fallarcomomajordo mesmo sobre
seu oteresse.
negocio de
garrafas.
r\uTOSDELi??D^NDA V" 'V'"?^00 ^^ISK0""
PAI l2 S^ ffi denl86 a200 16 "' ""S0 com 10 maeinn.
FIrnm un r ??/' d,tl^08 aiia hem e,to* ^ ha no n,ercado a 2 o maco.
ATiSiSaS0 6AZ ^ a "- e 280 duzia < *
AM^mjAS LOBERTAS as mais novaa e bem arranjada que ha no mercado a is a lirir, o OM v
--- '
'raTill.1Ug."ne^,Tloja8,,08 obrados na. 37 e
-iS LDa '""i d IP-dor : a tratar no Mon-
m Fe"""/0 flMd "**r Ui!.
O propnetario da loja da ra
nonin. 18 declara que oannuncio cha-
mando Joaquim Crrela de Arauio a
apparecer na dita loja nao se refere a
Joaqutm Correa de Aiaujo, morador
na freguezia de S. Lburenco da Mata,
engenho Muribava
No da 20 do correte, desappareceu de mi-
nhacasa. um cabocolioho'forro de nome Germa-
no, de idade de 12 annos pooco mais ou menos
roato redondo, muito* a#arello e Tielmeni
lochado, denotando soffrer de friald.de, tendo
tambem o vicio de comer trra, 6 natural da
comarca da Escada, oode seu pai extremamente
pobre o alugou a meu irmao Antonio Augusto
de Amorim, que m'o entregou ; estar nesia
pra?a apena, a 2 mezes pouco mais ou menos,
e auppooho h.ver-se perdido as ras da cida-
de das quses anda nao tinha sufficieote conhe-
clmeolo, ou entao ter sido seduzido por alguem
par. flns criminosos; por isso rogo as autori-
dades policiaes e a qualquer pessoa particular
que delle tenha noticia, o favor de avisar-me
ou traserm'o ru. do Vig.rio n. 17, que oagra-
tiucarei. Aecife 21 de junho de 1861.Domin-
gos Jos de Amorim.
Dua senhoraa inglez... bastante habilita-
da, para ensinarem a traduzir, ''lar e escrever
as lingua. ingle e fr.nceu, assim como a to-
car piano, se oflerecem ao respeitavel publico pa-
ra dar liQoe. daa ditas materias por precoa com-
modoa, quer em casa, particulares kuer oa sua
na raa do Queimado n. 30.
O Sr. Maaoel Jos de Caiiro Vianna. quei-
por .Tor ir a ra Nora a. 7. H
aZ?L'' a,xo declarados sao rogados *
dingir-se ra Nova n. 18, a negocia de seu
especiaes interesses. "^
Antonio Carlos Frederico Sela.
Antonio de Medeiros.
Americo Xavier Pereira de Brito.
Antonio Jeronymo Pioheiro.
Antonio Albuquerquede Hollanda Cratcaoti.
Antonio Cliudino Alve. Gomes. ,
Americo Veepucio de Holl.nd. Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Machado Bittencourt.
Antonio de S Serrao.
Altere. Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaquim Femandes de Azeredo.
Antonio Luir Vieira.
Agostinho de Silva Guimaraes.
Antooio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemo Coelho.
Bento Antonio Domingues.
Belarmioa Mara da Conceicio.
Caetano de Barros Wanderley.
Cbristiano Rodolpho.
Coostancio Camillo Cesar.
Cesario Aureliano Ventura.
Cat Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
r. Joa Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Affooso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros: -
ur. Antonio Borges Leal.
Dorniogos Augusto d.Silv. Guimaraes.
Eustaquio Jos da Fonseca.
Francisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cav.lc.nti de Albuauerque Mello.
Filippe Diniz Cavalcauti.
Francisco de Salles Alves Correa.
Francisco Jos Virino.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Carrilho.
Franciaco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco de Paula Albuquerque Maraaho.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Ooooely.
Joo Paulo Ferreira.
Joo Ferreira da Fooseca.
Jeaquim Correa de Araujo.
Jos dos Santos de Oliveira Mendonca.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jos Igoacio Rodrigues.
Joo Jos Capistrano.
Joo Le te do Bodoval.
Joaquim T.v.res de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Lourengo de Carvalho
Jos Cicilio Caroeiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes.
Joo Theoorio de Albuquerque.
Joao Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg.
Jos Leile de Albuquerque.
Joao Francisco Jos do Sacramento.
Joao da Cuoha Henriques.
Jos Caetano Thaiter.
Jos Goncalvesde Miranda.
Isabel Rebolca de Assumpco Oliveira.
Lino Pereira da Fooseca.
Luiz Caudido Carneiro da Cunha.
Luiz Amonio Alves de Andrade Gueiro.
Lourenco Justiniano Pereira dos Santos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Correa da Silva.
Mauoel Joaquim de Paula Silva.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro.
Manoel da Ressurreico.
Manoel Joaquim do Kego Barros.
Nereu de S Albuquerque.
lympia Senhorinha da Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Sebastio Antonio Paes Barreto.
Theodoro Wander. ,
O padre Bonifacio Antonio Pereira Lemos
subdilo portuguez, segu para a Parahiba.
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DO DOCTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
ale meto da, acerca daa seguales molestias :
molett%as dasmulheres, molestiat das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febrts
febres intermitientes e suas consequencias,
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verdadeiroa medicamentos homeopathicoa nre-
Essom todas as cautelas necessarias. in-
.. Itl T seuf elTe,t0S'tant0 em linu". como
em^obulos. pelos preCo. mais commodos pos-
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteira. sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
lZ 8?ulnlea, Patarras : Dr. Sabino O. L.
nnho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qu. se pe-
de. As carteira* que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
,ar"IAArrec da"f8- en8enh0 Jacir. situado no
termo de Sennhaem. moente e correte, com ca-
sa de venda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municafao para o mesmo sobrado, estribaria para
quatro animaes. olana e seu respectivo forno.casa
deeDgenbo com urna moeoda que produz calda
para cincoenta a sessenia pespor tarefa com um"
parot de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receberpara mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufficien-
! caPadade. urna destilagao completamente
montada contigua a casa de caldeira. com um
alambique de cobre de continuidade, com suaa
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pel
anowietro_de Cartier. casa de purgar para rece-
per mil paes completamente arraniada, com dous
tanques para depesito de mel (de madeira de ama-
relio], com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sn
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
ucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de genero, por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para babilar trinta easaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta aeja qual fr o
veri ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renla palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramentu.
sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
todos Iavradios e do melhor maesap que se po-
de desejar para a produego de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufflciente capacidade para
dar eitacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira. e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de vsrzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca aer preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para aoimaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
eoberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861
a findar-s* em 1862. sendo avaliada por peritos'
assim como o preco dos pies. As condicea e'
tempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender, que dever procurar fr.eu proprie-
tario o corooei Gaspar de Meoezes Vasconcello.
de Drummond no sitio de su. residencia no Man-
guioho, queae acha a casa de vivenda no princi-*
pi das duas estradas e que Tai para a ponte de
choa, e dos Afllictos. de maobaa at 1 hora da
A peasoa que annuncioo precisar de urna
ama. pode dingir-se a ra do Livramento n* 22
lerceiro andar, que encontrar urna captiva com
todaa as qualidades exigidas.
--T" ?8 i?*'*0 a88*ados havendo publicado
por este Diario em dias do mez de abrilSS-
H.Sa,' .u" aoouncio para que os deve-
dores de Joaquim Moreira Guerrido s aos abaixo
signados pagassem aeus dbitos, pelo presen-
te deca ram sem effeito o referido anntiocio por
i*. hce8*".do ? ordo segundo o qua/ devia a
loja do dito Guerrido ser liquidada por urna
A^SUr0 SB c"gore-- Jame. CraWree &C-
Augaalo C, de Abreu.
T


_

DI AMO DI rilNAODCO. a~ IERQA. fEIRA 2$ II JWHO DI 1181.

0 abaixo assignado a?iM o seohor que deu
um relogio pan eoosertar ao mesmo, obre o
supposlo nome de Augusto Joa Ferreira, que
venha receber o dito relogio e pagar o respectivo
concert al quarta-feira 26 do correle, oo o
Arrendarse ota grande sitio parto desta
cidade, qaal tem perto de mil ps de arrorea
de fruto eodo 800 coqueiroa, masou menos, boa
slaria com porto de embarque a qualquer hora
^lu*dr,.U/.?.C.'.B ^mp0 *r $* 7 -....,.,,.,-.
mu a vaccas ; tambero se Tender anda mea- azendo nao ter de ae queiiar, rendo o aeo ver-
mei com srazo com aa garaotiaa neceuariai: a dadeiro nome publicado aeate Diario.
quem coovlerdinja-ae a ra da Cadea do Recife C. Walker.
*~ Cooataodo aos abaixo asaigoados que al-
rrecita-se de urna ama para cosi- uem teoha-ae prevalecido de sua firma (falsifi-
nhar para cata de pouca familia : na c bscripgoes aQt
(*>
ra Direita n. 16, toja.
Antonio Joa da Craz, subdito portuguez,
rera-se para Portugal.
Precisa-se de urna ama na ra da Cadado
Recife n. 31 laja de miudezaa.
Aoge Efeillard, chaoceler do consulado
francez, retira-ae para a Franca com a sua se-
nhora e um filho menor.
Tendo viito no Constitucional de 6 de ju-
cho urna rea cao dos deredores do Sr. Antonio
Jos Pereira, eahi achando-se o meu nome in-
cluido, apezarde nao ter ti Jo nunca transarlo e
nem mesmo coohecer a este senhor, nao me
constando que haja outro de igual nome ao meu;
por isao fago o prosete, para protestar contra
tal ineactido; poia nao s nada devo a este Sr.
Pereira, como a outro qualquer neata praca.
Engeobo Fernando, 15 de junho de 1861.
Lourepgo Bezerra de Siqueira Calateante.
Precisa-se de urna ama que enaaboe e en-
gomme : na ra dac Cinco Pontaa n. 152.
O abaixo assigoado avisa a todoa oa dotado-
res do imposto de 20 por cento sobre o consumo
da agurdente do municipio do Recife, que teem
sido remissos em seus pagamentos, que est ti-
rando mandados execolivos contra todos os mea-
mos devedores em geral. que nao teem querido
amigavelmente pagar, fiados talvez, que por se-
rem amigos nao o devam fazer: e paca que se nao
cbamem a ignorancia, fajo o presente aviso.
O arrematante,
Luiz Jos Marques.

sultado, pelo presente declaram ao publico e es-
pecialmente ao corpo do commercio que em Ues
subscrlpedes nao tem assigoado, e protestara des-
de j fazer cumprir com a lei cootra aquelles que
fauflcarem a suaassigoatura. Recife,21 detono*
oe loo!.
Joo do Reg Lima & Irmio.
Aluga-se
ama sala com alcova e um aoto com grandes
commodos para rapaz solteiro. na ra da Senzala
n. 68 : s tratar na rus do Trapiche n. 3.
Precisa-se alugar urna mulher forra ou
captiva, moca, de boa conducta, para urna casa
ingleza de pouca familia : quem quizer annun-
ce por este jornal para jas pfbcurado.
Precisa-se
de urna ama deleite, preferndo-se escrava, pa-
ga-se bem : na ra doQueimado n. 7, se tratar.
Industria.
Solda-se perfectamente toda qualidade de lou-
ga fina ou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garaotindo-se a perfeigo e seguranga
visto que o annuneiante est munido dos uten-
cilios de sua profisso : na ra Direita n. 57.
casa terrea.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Frescoodim mueote e correte, e que tem pro-
porces para safrejar mais de dous mil pes an-
nualmenle, ficando perto da estrada de ferro 3
leguas, e tendo boas obras. Arrenda-se com
vinte e tantos cativos de enchada, bois e ani-
maes de roda, veodendo-se a safra creada : quem
pretender pode eotender-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barboza da Silva, no Recife. ou com o
abaixo assigoado no engenho Cajabug.
Manoel Barboza da Silva.
. Preparam-se bandejas bem enfeitadas de
diversos gostos para casamentos, bailes e qual-
quer fuoccao, ou f estas de igrejas.com os melho-
res boliohos ; assim como bolos para os festejos
de S. Joo, Oe todaa aa qualidades : quem pre-
cisar, sendo o mais em conta do nosso mercado,
ou mesmo boliohos em libras separadas, dirja-
se a ra da Penha n. 25, que se far o ajuste
com perfeicio e asseio.
8
8
i
99
9
O bacharel Witruvio po-
de aer procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
f
8
8
i
i
8
Na ra estrena do Rosario n. SI, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servico
de urna pessoa, paga-se bem.
CONSULTORIO ESPECIAL 31
UOHEOPATHICO
DO
DR. C1SAXOVA,
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Neste consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) por Ca-
tellan e Weber.porpregosrazoaveis.
Os elementos dehomeopatbiaobra.re-
a commendada intelligenciade qualquer
MU** -eMeaSKi-MHKMsai
MM
Precisa-se de urna ama para cozinha : na ra
da Cooceigo da Boa-Vista, sobrado n. 6.
Na noite de sabbado para domingo, 15 do
andante, furtaram do sitio do Moudego, outr'ora
quartel general, douscavallos, sendo um grande,
melado, e outro fusso : quem os restituir a seu
dono na praca do Corpo Santo n. 11, receber a
gratificago de 50.
Attenco.
Santos Camioha & Irmos, estando na liqui-
daco da massa de Caminha & Filhos. pedem aos
respectivos devedores o especial favor de que-
rerem vir, ou mandar aatisfazer-lhes as impor-
tancias de seus dbitos, em seu escriptorio na
ra Nova n. 25. E porque a firma Camioha &
Filhos livesse umasociedade com o Sr. Candi-
do Nunes de Mello, a qual foi dissolvida em 31
de outubro de 1859, e ficassem pertencendo re-
ferida massa de Caminha & Filhos todas as divi-
das activas contrahidas para com tal sociedade
at easa data, os anoonciantes aproveitam a oc-
easio para dirigirem o mesmo pedido esses
devetlores. sciewtflcando tanto estes, como
aquelles, que s aos meamos annunciantes. ou
pessoa por elles expressamente autorisada, po-
derlo satisfazer seus dbitos.
Os abaixos assignados
membros da commisso en-
carregada por alguns possu-
dores de lettras emittidas na
circulago pela extincta te-
souraria provincial, de pro-
mover a cobranca judicial dos
referidos titulos, convidam os
Srs. interessados a se reun -
rem oo dia 28 de junho ao
meio dia na casa da ra da
Cadeia n. 36, afim de tomar
na devida consideraco o que
ha occorrido acerca de tal in-
cumbeucia e prescrever o
procedimento ulte-ior que
de va ter a actual commisso,
ou aquella que a houver de
substituir a respeito da refe-
rida cobranca. Recife 13 de
junho de 1861.Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, Anto-
nio de Moraes Gomes Ferreira
Adriano Xavier Pereira de
Brito.
Joao Correia de Carvalho, al*
faiate, participa aos leus nume-
rosos freguezese amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra-
rSo prompto para desempenhar
qualquer obra tendente a sua
arte.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo aasignado reepopsavel pela liquida-
cao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
O seohor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgo dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entendi-
das lhereconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
O 1., 2. e 3/ tomos das biographias de
alguns poetas e outros homeos illustres da pro-
vincia de Peina m buco, comas poesas e muitos
documentos e titulos inditos, e de grande iote-
resse eapreco, pelo commendador A. J. de Mello.
Em mo do autor.
Joo Ferreira dos Santos Jnior, tendo ar-
rematado as dividas da massa fallida de Antonio
Joaquim Vidal, comprehendidasas dividas que o
mesmo Vidal arrematou pira seu pagamento de
Thiago da Costa Forreira Estrella, faz sciente aos
seos devedores qne tem dado precurago bastan-
te ao mesmo Sr. Vidal e ao sollicitador Sr. Joa-
quim Pinto de Barros, com poderes para recebe-
rem amigavel ou judicialmente.
m
A BOA FE TfilUMPHA
DE
Jos de Jess Moreira < C.
N. 18-Roa do Rosaraio esquina das Larangeiras-N. 18
Os proprietarios deste estabelecimento a\ isam
8^^0"?! d bm/ b,rat qae ,e acha,com rDoe ortimento de eneros dos melhores qne
rZiV m"fa0 Pr r parte delles vindoe por conta dos proprietarios esto resolvaos
pVador E.'X? m0.nqer p^S $S^$ffiiT br8"" ~" ^ Cm-
ManenJtf L^nfl^rf V?^^ ^T. P^o preCo de 900, 800. 640 r.. a libra
muito boa, em bams se far abalimento s na boa .
Dita ranceza mut0 boa a 7ao rs. a libra, s na boa f.
Cha perola, hysson e preto2S5eo. a a i*oo. s n. boa f
Doce de casca de goiaba em uta do meihor. 900 .. .6.. b0. f.
Ameixas fraucezas a480 ubra.s n. boa .
Marmelada imperial d0 afam.d0 Abreu ede oulroi f;bricanle8
a libra em porgao ae far abatimento, s na boa f.
Latas com bolachihna de soda & nuiU B0W ,6 Ba boa lL
6 nocolate d0 melhor que lem Tind0, este aiercado a 900 rg a libr(1| g6 na DOl {#
MaSSa de tomate da meihor que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
,?, VpCe8*inga, pera e alpera a calda fabricado pelos melhorea fabricantes de
Lisboa em latas de differentes tamanhos a 700 rs. a libra, a na boa f
Passas muito novas a 480.. m*., 8 na bo. t.
Conservas ioglezas e fraucezas mr,em porsSo e te abaUmenl0( s6 Da
Aletria macarro e talhanm a 400 r8. da8 mai8 novaa qe ha> 8 na boa f.
0U oaf LlSb0a muit0 bom o "ais novo que ha no mercado a 3W rs. a libra, s
Chouri^aS e paiOS d0 melhorqueha no mercado a 560 rs. libra, s na boa f.
Vl^?d.e^.r?\P?d"W"!.^"-t^naftedeLUboa Seo e 480 a garrafa e em ca-
q^o3de"tvt,"rnroodaUf. '" '"" eDg"rafad ,J> ^ mASS* do melhor
aeK^aSToai%a.Crelada8 marCaS que ha lic?r de tod" 8 qualidades. garrafas de
azeiie puncado a 900 rs.. nozes das mais novas que ha a 200 rs. a libra ervilhas em ralrla
anenltn0|"?8raDCOra8,nUi0baraU8'S6nab0a f Al hito l^tUSTlS^^
lSS^TiniR a*la-*i *0 ^S5fcor que ha neste melado! s
se encootra na boa f.
Joo de Siqueira Ferro scieotifica a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudouseu estabelecimento de fazendas
que tinha na ra do Crespo n. 15 para a
ra do Queimado n. 10, onde continua a
ter um completo sortimento de fazendas
de todas as qualidades.
Cercle du commerce
Blandin ain,
Raa do Trapiche Novo n. 22.
Todos os das das 8 horas da manha at s 10
haver Brioches francaise com caf com leite'
doces francezes.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver& Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P.
Johston&C. ra da SenzallaNovan. 52.
O padre Antonio Pinto Vieira, Bernardo Mar-
tos Cardoso e Luiz Monteiro de Paria, este ulti-
mo subdito brasileiro, e os outros portuguezes
vao a Europa. '
Manoel Luiz deOliveira, subdito portuguez,
retira-se para fora da provincia.
Tissieur Cesar Antoine, subdito francez, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Roga-se aos devedores do deposito da ra
do Rangel n. 69, que haja de vir pagar, do con-
trario vero seus nomes por extenso neste jornal.
Offerece-se um homem para padaria, tanto
pare forno como masseira : na ra da Penha nu-
mero 31.
D-se 1:400$ a juros com hypotheca em
casas terreas: no pateo do Terreo n. 19 se dir
quem d.
Na abaixo assignados fazemos sciente a
corporaco commercial desta praca e ao publico
em geral, que coocordamos amigavelmente em
dissolvermos s sociedade qu tinhamos na ra
do Queimado desta cidade em a loja de ferragens
sob n. 4. a qual gyrava sob a firma de Magalhes
Maia ; cuja dissoluco leve lugar no dia 31 de
dezembro prximo finrlo, ficando todo o activo e
passivo a cargo do socio Manoel Rodrigues Costa
Magalhes. Recife 15 de maio de 1861.Manoel
Rodrigues Costa Magalhes.Joaquim de Souza
Maia
9C@@@@8Soais@9 @@ ,gg@
2
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da praga como de fora.
que tem de abrir novameote o seu estabeleci-
mento de calgado feilo na provincia no 1.* oe
julho prximo futuro, na ra da lmperatriz. ou-
tr ora aterro da Boa-Vieta, n. 38, ao p do becco
dos Perruna, onde pretenda vender muito em
conta, como decostume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e ganhar pouco.
,. ~ Aluga-se um grande armazem na ra da
Moeda n. 7 : a tratar ao lado do Corpo Santo nu-
mero 25.
4 viso.
Tendo o proprietario da loja de louca da ra do
Kangel n. 28 passado toda a louca existente na
rnesma para o seu armazem oa ra da Cadeia do
tiecite n. 8. deixando nicamente a armaco. a
qual lhe custou 200$ ; avisa a quem convier (me-
nos para taberna ou acougue) a dirijir-se sua
cas, que fara negocio, pois vende a armaco ba-
tata, o aluguel commodo e a dita casa est si-
ruada em bom lugar.
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espaco de 8 annos o ofRcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jul-
ios, despachar escraVos e tirar passapor-
tes na policia, e promover cobraocas. E
como tem na corle ua disposico um
habilitado procurador tambem ae eocar-
rega de maudar agitar l o andamento de
qualquer pretenco perante as aecreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que lenha de seguir por meio de
recurso para o supremo cooselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu prestimo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde oa ra
das Triocheiras u. 13, e fora destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
ltenlo.
O Sr. que na noite de 3 do torrente levou de
urna loja oa ra do Queimado a quantia de 50JJ
e que quando se lhe fallou nisto fez protestos de
os pagar, queira vir Iraze-los oestes qualro dias,
certo de que se o nao flzer, se contar este ne-
gocio aos seus companhoiros para ficar bem co-
nhecido entre elles, e para nao engaar mais a
outros.
| STAHL # C. I
RETRATISTADE S. M. 0 IMPERADOR.
| Roa da lmperatriz numero 14 fi
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) S
Retratos em todos es- 2
tylofc e tama unos.
Pintura ao natural em 3
S oleo e aquarella.
i Copias Ae daguerreo- |
typo e outros arte- 2
faetos.
2 Ambrotynos.
2F&isagens.
Attenco
Campos & Lima, tendo noticiado por este jor-
nal aos seus devedores para que venham pagar
suas contas, e como o n3o tenham feito. veem-se
na dura necessidade de os chamar a juizo sem
excepcao de pessoa ou posico ; muito deseja-
riamos nao nos dessem este d'esgoslo porque a to-
dos respeitamos, mas os nossos compromissos
fallam mais alio.
Consultas medicas, i
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O exame dos doenles ser feito na or-
dom de suss entradas, comec.ano-se po-
rra por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Ioslrumentos cbimicos, acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tajes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da moleatia, e dahi deduzir o plano
de tralamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
eenpregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de aua verdadeiraqualidade
Spromptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
P delles.
f Praticar ahi mesmo, ou emecasa dos
| doeotes toda e qualquer operado que
=J julgar conveniente para o restabeleci-
aS ment doa meamos, para cujo fim se acha
5 prvido de urna completa collecco de
g instrumentos indispenaavel ao medico
{E operador.
Paulino Rodrigues de Oliveira, arrematan-
te do imposto de 20 0|o aobre o conaummo da
agurdente do municipio do Cabo e Seriobem
. a contar do 1 de julho de 1860 a 30 de jnho
de 18M, avisa a todos os cootribuiotes que nao
paguem o dito imposto ao Sr. Antonio Paes de
S3 Brrelo sem que lhe aprsente os ttulos le-
gaes. protestando o mesmo arrematante cobrar
ejecutivamente de quem tenba pago ao referido
Brrelo sem os competentes titulos e para que
se nao cbamem a ignorancia, faz o presente avi-
so. Recife 15 de junho de 1861.
Attenco.
Precisa-se alugar urna preta escrava, que saiba
lavar eengommar, e para andar com dous meni-
nos, paga-se bem : na ra da lmperatriz n. 9, 2o
andar.
Alnga-se uro soto eom 3 quartos e 2 salas,
e entrada iodependente com mais urna sala no
interior terreo, cozinha e quintal, e at pode ser-
vir para um estabelecimento em ponto pequeo
na entrada : na ra da Praia n. 34.
Precisa-se de urna sala ou gabinete inde-
pendeote, e queseja na freguezia de Santo Anto-
nio : quem o liverdirija-se ra do Livramento
n. 5 loja de caljado, que se dir a pessoa que a
pretende.
Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
ducto eque lenha escravos e animaes aufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convier ao senhorio race-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de tres a quatro contos de res; a quem convier,
aonuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar duas escravas para todo o
servirlo ; a tratar na ra Plreita n. 74.
*
cai-
cai-
cai-
cai-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 5^
Tira retratos por 5 *
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas ,
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesalao daruado Imperador
A. W. Usborn.o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de evariadosortimento de caixas.qua.
dros, aparatos chinacos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3$000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos proteos na arte
de retratar acharSo o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheiros esenhoras sao convida-
dos a visitarestesestabelecimentos.pa-
t examinarem os specimens do que
que
Vu a pra?a ler;a-feira perante o Dr. juiz de
orphaos na sala das audiencias do mesmo juizo,
as 11 horas do dia, o scravo Io, um cachorro e
um relogio patente inglez, quem quizer ditos ob-
jestos compareca no da e horas Indicadas.
' Quem precisar de urna preta pa-
ra vender bolos de vendagem por S.
Joao dirija-te a esfa typographia
achara' com quem tratar.
Aluga-ae um escravo para andar com car-
rocas, ou para ostro qualquer servico ; na ra
do Livramento o. 22, terceiro andar. Tambem ae
aluga um molequede!2 annos.
Quem precisar de um caixeiro para phar-
macia annuncie por este mesmo jornal.
Precisa-se de urna ama de leite
para amamentar urna anca, prefere-
te captiva: nesta typographia se dir'.
Ama de leite.
Quem precisar de urna ama com muito bom
lene e sem filho dirija-se a ra da matriz da Boa
Vista n. 35, primeiro andar.
Aluga-se urna loja repartida, sita na ra da
Fraia, a qual tem tdo venda, e serve para qual-
quer outro negocio na livraria ns. 6 e 8 da pra-
ca da independencia.
Attenco.
PARA EVITAR*DUVIDAS.
O abano assignado, negociante desta cidade do
sjonrai tem a honra de participar ao respeiUvel
corpo docommercio.que tomando em consideraco
o maotempo.temdeixadodemandarvirmais mer-
esdorias, afim de liquidar seus negocios : e jul-
gando nada dever, faz o presente annuncio para
qualquer juizo que se possa fazer a seu respeito.
Chamando a aeug credores, caso os lenha. no
prazo de 30 das, afim de serem pagos, em Per-
nambuco aoSr. commendador Manoel Figueiroa
de Pana.noCear aos Srs. Castro & Albuquerque.
e no Sobral ao mesmo abaixo assignado. Rogo,
por tanto a lodosos meus devedores o obsequio d
viremsalisfazerseus dbitos quanto antes
Sobral, 30 de roarc,o de 1861.
Antonio da Silva Fialho Jnior.
Ao publico.
O abaixo assignado declara ao publico que dei-
xou de ser socio desde 19 de abril de 1861. Pi-
cando cada firma responsavel pelo seu debito
ate serem pagas todas as letras.
Frederico Beuttenmuller.
Declaro ao disliocto artilheiro do Diario de
U do correte mez, que me achara prompto a
seu lado para acompanha-lo na ardua tarefa de
que se quer encarregar, e creio que todos os bra-
sileros nao recuaro de ajuda-lo na empreza
como urna causa de honra. Todava estou cert
oe que a Ilustrada corporaco da assembla ge-
ral nos ha de altender em' to justa pretenco
visto ser ella fundada em lei expressa e direitos
dquendos, que nao devem ser burlados a von-
tade e interpretages absurdas.
O guarda nacional.
Na ra da Roda n. 6 manda-se comids para
fora, e incumbe-se de mandar levar, dando louca
com asseio e promptido, por preco razoavel.
A pessoa que annuncion querer 800JS000
dando por hypotheca um predio, sendo que cu-
bra a quantia. e que esteja desembarazado, diri-
ja-se a ra Imperial, casa n. 170.
C ompras.
A saboaria da ra
Imperial,
paga
Compra caixas vasias que
tenha a marca da casa e es-
tando em bom estado,
200 rs. por cada urna.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Comprm-se moedas de ouro de 20 v
209500 : na ra da Cruz do Recife n. 30, primei-
ro andar.
por

Banco de Portugal.
Marques, Bs'rros & C. autorisados pe-
los agentes do banco de Portugal no
Rio de Janeiro, compram saques sobre
as pracas de Lisboa e Porto, de qual-
quer quantia.
I
mm
Compram-se moedas de ouro de 20*000 :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da lmpe-
ratriz R. 12 loja.
- Compra-se urna mulatinha de 6 a 7 annos
de idade, bem alva e benita: na ra Nova n. 14,
primeiro andar.
Vendas.
Vendem-se ps de larangeira de umbigo e
da China, ditos desapoty, fruta-po. limeira para
cerca e outras qualidades de plantas : na Ponte
d'Uchda, sitio de Joo Carroll. No mesmo sitio
vende-se um garrote inglez.
. Vende-se urna propriedade distante do Re-
cife duas legoas e meia, com bastantes varzeas
de boa produego, que do 3 e 4 palhas para
2,000 pes aonualmente, como to allos.e corgos
de barro para 1,000 pes, e que pode safrejar
pelo menos 3,000 aonualmente, com mata vir-
gem, e 3 casas de vivenda grandes, sendo 2 si-
tuadas na ribeira de um riacho permanente, dis-
tante urna da outra obra de 300 a 400 bragas, e a
terceira ainda maior com bons commodos. sen-
zala para escravos e urna pequea astribaria.com
um acude perto permanente e cercado, de muito
bom pasto com todas as proporgdes de levantar-
se muito bom engenho, e at pode sar d'agua,
levantando-se ao p de urna das duas primeiras
casas, e quer u'um ou outro pooto, os partidos
sao muito pertos. pegando do cercado. Na rnes-
ma propriedade lem cannas plantadas que ce-
de-se a sement que for precisa : quem pre-
tender, annuncie pelo Diario para aer procura-
do, afim de tratar-se o dia que deve vir correr
para o fim de ficar mais bem ioteirado da capaci-
dade, e no caso de agradar eotrar-se em ajuste,
aceitando-se no Recife a maior parte do valor em
desobrigas, que se dir a quem, oa occasio.
P. S. Tem outras casas pertencentes a diver-
sos moradores.
A9 lojaarmazenada de
Paris.
Ruada lmperatriz, loja armazeoada de 4 por-
taa n. a recebeu polo ultimo vapor orles de
vestidos braocos bordadoa com 3 babados muito
nnos a 5 e 6 o corle, pecas de entremeios e li-
ras Dordadas para enfeitar vestidos braocos, e lu-
do barato. '
Attenco.
cima ica anunciado.
O Sr. Jos dos Santos Moreira qi
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precisa fallar.
Nos abaiw). assignados fazemos sciente ao
respetaveliiublico, e com especialidade ao corpo
do commercio, que nesta data compramos a loja
de fazendas sita na ra do Livramento o. 12, ao
br. Antonio Moreira da Silva, desonerada a praca.
gyrando desde esta data sobre a firma social d
litio e Antera: se alguem se julgar com dire-
to a dita casa, compareca no prazo de 8 dias. Re-
cite 15 de junho de 1861. Tristo Jacome de
Araujo.Aotero Jaeome deAraujo,
Precisa-se de urna ama de leite : a tratar
na ra Imperial, sobrado n. 87.
Vende-se o engenho Camalio do Norte, sito
margem do rio Una, na freguezia d'Agua-Preta,
moente e correle, distante da estago futura da
estrada de ferro legoa e meia, e da villa d'Agua-
Preta meia legoa ; tem proporcoes para safrejar
2,000 pes aonualmente, e de urna produccao
immensa : a tratar com o seu proprietario no en-
genho Algrete da mesma freguezia.
Altos.
Na ra da Madre de Dos n. 6, armazem de
Machado & Rodrigues, vendem-se canastras com
100 maungas por 2&500 cada caoastra, em bom
estado.
Vende-se urna casa terrea na Boa-Vista,
sita na ra do Rosario, com osaeguintes commo-
dos : 2 salas, 4 quartos, cozinha fora, 1 quarto
para_escravos, cozinha -e quintal murado com
porto para a caixa a'agua : a tratar na ra No-
ra n. 27, que se dir quem vende.
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'agoia branca ae encontra mu boas
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etc., e por 2J : ninguem dei
xara de comprar urna escova de que necesaita
na rea do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
A PRIMAVER4 %
S-Raa da Cadeia da Recife-16&"
LOJA DE MIUDEZAS
de pr
|Fonseca( Silva.fi
Cai"S de vidro com perfumaras urna ?*i
2500, espelhosdourados duzia 800 rs., Sg
spparelhos para brioqueaos de crian- p"l
gas de 1 a 4$, bandeijas para um copo a j
400 rs. cada urna, ditas maiores de 1, a?
2, 3e 4$ cada urna. penta de tartaru- fg!?
ga virados a 5, 6 e7j> ca j jm. barretes 8
de retrozcom vidrilhos para senhora a
15800 cada um, pegas de tas de vellu- r^4
do pjeto estrellas a i$ e a l200a pega ?
de 10 varas, pentes para atar cabello a ^7
lJoOO a duzia. caixas de rsiz a 1J500 a C?
duzia, cartas fraocezas muito finas a Xt
3J500 a duzia, caivetes grandes em '.?$
carlao a 4$ a duzia, ricas caixas de H
madeira com espelhos contendo perfu- p
manas proprias oara toilets de senhora BT
a egcaoa urna, bahuzinhos com ditas a 8*
5 cada um, argolss douradas a !$500 BE
a duzia, colheres de metal principe pa- W
ra terrina a-2jj cada urna, ditas para &4
snpa a 4500 a duzia. tesouras para eos- %
tura em carteiras a 1 j a duzia. tranca de fcS?
caracol roasso de 12 peciohas a 600 rs. ^
o mago, jarros dourados com pomada a ^
3 o par, fivelas para col le te a 500 rs. a 89
duzia, duas para caira a 800 rs. a du- f*
zia, litas de lioho 480 rs. o masso, co- }r
lheres para cha a 320 e 500 rs. a du- K
zia. figuras com tinleiro e arieiro a 500 Si
800 e 13 cada um, alamares para capo- ^;
tes a 1$-200 a duzia, pegas de bien rom 73^'
10 varas a 600. 800. 1, 1S200, 18500 e ^
2$ a pega, caixas para barba tendo vi- w"
dro parasabo e espelho a 320 rs. cada
urna e sem vidro a 100 rs.. pentes
de tartaruga para marrafa a 640 rs. o
par, botoes de louga para casaveques
de todas as cores a 240 rs. a duzia,
meias croas muito compridas para se- ?
nhora a 3$50O a duzia, grampos enfei- S
lados para cabello a 640 rs. o par, ren-
das pegas de 10 varas a 800, If e 11500, 5
salas contendo cadeiras, mesa e ron- 7p
solos de porcelana com banha a IO9 e *?M
129, phosphoros dogaz a 240 rs a du- .
zia de caixinhas, caixinhas com grara- S?
pos a 200 cada urna, ditas com allinetes BjH
a 320 rs., ditas redondas contendo al- .
finetes, grampos, clcheles e dedal a 91
500 rs. cada urna, ditas grandes a 800 ^
cada urna, ditas com os mesmos ob- ^
jectos e um frasco de extracto a 1& ca- V
da urna, cacles de papel de edr de 100 ^?l
folhas a 600 rs. o pacote, candieiros de (Q1.
meio de sala para azeite de 6 a 8g cada ftf
um, caixinhas de msica a 5t e 6S cada F<*
urna, botOes para punhos a 320 rs. o *
par, tesouras muito finas para costura a 3*
G> a duzia, limas para unhas a 340 rs. ^
cada urna, velas stearinas a7C0rs. a li- S
bra, e rouitos oulros artigos que a vista %*
dos precos commodos por certo Din- W
guem deixam de fazer negocio visto m.
que nvalisam elles com os das casas V*
importadoras. '*f\
^-ML\\frmmigs
Madama losa Miranda.
34Ra Nova34
Recebeu de Paris os seguintes objectos do
gosio :
Enfeites de cabega imperatriz.
LuvasJouvn verdadeiras.
Grinaldas para bailes e tliealros.
Enfeites para noivas.
Ricas fitas proprias para ossenhores hachareis.
Bales do Di timo goslo de Paris.
Diversos cosiumes para o toilete de urna *e-
nhora do grauJe lom, e objectos para menino
l?a e baptisados.
Queijos do sertao a 700 rs.
a libra.
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvidor.
Attenco.
Na ra Direita n. 84 continua a haver bons cy-
lindros americanos para padiria oovamenle c&'e-
gados que vendem-se por commodo prego.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acabs de receber de sua
propria encommenda a bem conhee.ida e provei-
tosa opiata ingleza para dentes, ruja bondade
apreciada por lodos quantos delta tem usado, a
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a alvura des
dentes; custa cada caixa 1;$500, e por tal prer^o
s deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Exposicfto de
candieiros,
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Nesta exposigo de candieiros se encontrar
todo o sortimento de diversos tamanhos proprios
para ricas sajas, ditos para salas interiores, ditos
para sala de jaotar para quartos. para cosinha
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero gradar ; assim como
iodo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a venda nesta exposico da
candieiros na ra Nova n. 20, loja do Viana.
k 7" ,Xe"dem-se alas grandes e meias latas com
oolachinhas de soda e capitain, ditas pequeas
sortidas e caixas com duas duzias de frascos de
conservas tudo da melhor qualidade e.por preco
commodo: na ra do Torres n. 38, armazem ue
Southall Mellor & C.
Talheres para criancas
Vendem-se talheres pequeos
criangas a 320 cada um : na ra
loja d'aguia branca n. 16.
Fitas baratissimas
de 4 dedos de largura, e muito bonitas, por me-
tade do preco por que se coslumam vender : na
loja do vapor, ra Nova n. 7.
Ninguem deixa de comprar.
Urna linda escrava recolhida de idade 22 an-
nos, de conducta enancada, insigne engomma-
deira e perfeita cozinheira, 2 ditas boniUs figu-
ras, idade 20 annos, 1 muleca de idade 18 anos
por l:250g, 1 negro cozinha, lav e vende, ida-
de 25 annos por 900$. 1 raoleque pega de idade
*U annos, 1 negro por 1:0009, faz todo servido
na ra de Aguas-Verdes n. 46.
Chapeos de sol.
Ra Nova, defroute da Con-
ceicao n. 34*
O mais baratos que em outra qualquer parte,
:de seda, a 5, 6 e 7.
proprios para
do Queimado,


(?)
I4.RIO DI riERiHBDGO. TERCA RIBA. 15 BB JRHO DB 18I.
PetassadaRasstalde
No beta conhecido e acreditado deposito da ra
ta Cadeia do Recife n. 12, ha para vendar a ver-
tiedeira potassa da Ilussia, nova e de superior
craatidade, assim como lambem cal virgem em
pedca ; tudo por pregos mais baratos do que em
luln [ualquer parte.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
84ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
^ estes s* vendern por precos anulo modi-
ff eados como de seu costume,assira como
V? sejam sobrecasacos de superiores pannos
)tt casacos (eilos pelos ltimos figurinos a
* ~(s, 289. 309 <* 359, palelols dos mesmos
H pannos preto a 16$, 18J. 209 e a 249,
> ditos de casemira de cdr mesclado e de
% vos padroes a 149.169. 189.209 e 249,
' ^llu3 saceos das mesmas casemiras de co-
31 ^s a 99,109,19 e a 149. ditos pretos pe-
to diminuto prego d 89, 109. el2g. ditos
a sarja de seda" a sobrecasacados a 129,
:... de merino cbioez de apurado goslo a 159,
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109.
fc los saceos pretos a 49, ditos de palha de
*| seda fazenda minio superior a 49500, di-
*~ tos de brim pardo e de (usto a 39500, 49
. e i 49500, ditos de fustao branco a 49,
S grande quanlidade de calcas de caspmira
J|j preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
v pardas a 39 e a 49, di lis de brim de eores
X linas a2$500, 39. 39500 e a 4g. ditas de |
-jp iirim brancos tinas a 49500. 5$. 59500 ei
jjjji <;.. ditas de brim lona a 5j e a (3. colletes ||
fde gorgurao pn-to e de cores a 5$ e a 6, a
iiosde casemira de cor e pretos a 4J>500
Si a 59, ditos defusto branco e de brim j
139 e a 39500, ditos de brim lona a 4g, 2*
f ditos de merino para luto a 49 o a 49500, S|
calcas de merino para luto a 4(500 e a 5g, 5
$ c 'h* ae todos os ta-nanhos : caigas de casemira j
M prea ed cor a5g, 69 e a 79, ditas ditas &
*J W eos ae casemira preta a 6$ e a 79, ditos |I
9 de cor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 39. 2
< sobrecasacos de panno preto a 129 e a
*5 'L*9' dos de alpaca preta a 59, bonets X
_ fa.-a menino de todas as qualidades, ca- *
t misas para meninos de todos os tamanhos, j
gf a;tios ricos vestidos de cambraia (eilos j
Mpaca meninas de 5 a 8 anuos com cinco y>
libados lisos a 89 e a 12g. ditos de gorgu gf
f vo de cor e de la a 53 e a 69, ditos de 9
>- brim a 39, ditos de cimbris ricamente 9
;f bordados para baptisados.e mullas outras .%
% (aseadas e roupas feitas que deizam de mt
'M ser mencionadas pela sua grande quaoti- 1
t iade; assim como recebe-se toda e qual- j*5
jff. 411er uncommendd de roupas para se *f
M mandar manufacturar e que para este fim ?*
>* tesaos um completo sortimento de fazen- j
S? das de gosto e urna grande oicina de al- fi
% Catate dirigida por usa hbil mestre que |
3 pela sua promplidao e perfeicao nada dei- 2
ja' La a desejar. jijE
Calcado
grande sortimento.
45 ftua Direita 45
Qual ser a Joven e linda pernarobucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
ruai de familia, prudente e econmica que lhe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo; que nao qoei-
'e comprar por 8, 9 e 10, o calcad que em outra
parte nao vendido se nao po"r 10, 12 ou 14?
altendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joly) e brilhaotioa.
com lago, de lustre (superfina]
> com lago um pouco menor. .
sem lago superiores. .
> sem lago nmeros baizos. .
sem lago de cor.
59500
59500
59000
59000
49500
49000
Sapatos de lustre...... I9OOO
Meninas.
Botinas
t
4JJ400
395OO
para cnaocas de 18 a 20. .
Homein.
(Nantes) lustre...... 10(000
>> (Famer>) couro de porco inteirissas 10(000
(Fanien) bezerro muito frescaes. 9(500
diversos fabricantes (lustre). 9(000
o inglezas inteirissas.....99000
gaspeadas.....89500
prova d'agua. 89500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
urna sola......... 59000
> para menino 4S e..... 39500
Sapaloes lustre.......... 59000
Sapatos de tranca.
Fortuguezes de Lisboa finos.....29000
Frsncezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavo para botinas de ho-
rneen ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., tudo em grande
quanlidade e por precos inferiores aos de outrem.
Farinhaa4,60ar9.
a saeca.
Na ra do Codorniz, armazem n. 12 A.
Grande pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padroes e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa fe.

s
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,
Agua ambreada
para banho do rosto e do
Fazendas e rou-|
pas feitas baratas i
NA LOJA DE
I $000
-! coa 2 libras d* marmelada do Rio Grande:
raca da independencia n. 22.
[iua do Queimado n.
0. loja de 4 portas.
Importante
TSO




240
23000
500
440
400
29000


55000 5f?
V'ende-se as seguiules fazendas por
aenos prego do que em outra qualquer
: irle, como sejam :
.iitas irancezas cores fixas a 220 e
Cortes de Cissa franceza a
iiaas .ie apurado gosto covado a
"raa de-seda dito o corado a
Mimos do co dito o covado a
Chales com palmas de seda a
t$GO0 e
^amistabas de cambraia bordada
para bapiisado a
Lias de dita para senhora e com
pollinha a
."hus inglezas cores fixas a
Bsgui&o de puro linho a vara a
Cambraia lisa muito fina a pega a
Chales de meriu bordado a
9 de dito liso a 39300 e
[ tatas de s-tim lavrado para se-
nhora a
Sfeias p^ra senhora a 3$, 39500 e
itit.s para meninas a 2$800 e
Chapaos d sol de seda para se-
nhora a 39500 e
Guardanapns adamascados a du-
?a\ a 29500 e
Coalhas de linho a duzia
Siscadinhos de linho o covado a
Cortos de brim de linho de cores
a 29-500 e 2J800 ^
Oitos de meia casemira a 19280 e I96OO %*
?anno azul fino covado a 19280 e 1g600 t?
:Jiiu preto dito dito a 39500. 49 e 5f000 ^
Cortes de casemira preta a 59 e 69OOO ^
-rus de dita de cores a 49 e 59000 ^
Hj lortes de veliudo para collete &s
$* s I96OO e 29000 S
OHoa degorgurao a 1J600
I I rim branco de linho trancado a 1/000
.Pelota de brim de cor pardo a 3f5O0
o*. Oitos de dito lona a
Na loja de^4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando*encarrea-
do della um prfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encofnmende ; por issn que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. ufficiaes tanto da armada como do
exercito.
l'az-se fardas, fardes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
darnento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
1S vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiobas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaifles de esta-
do maiore do cavallaria. quer seja singelos ou
a j bordados a espequilha de ouro ou prata, .tudo ao
S : gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
* | desembargadores e de qualquer juiz segundo o
:"i esiyli, ile Coimbra aonde se fazem as melhors
^ I i-onhecidas at hoje, assim como lem muito ricos
** I desenhos a matiz de todas as cores proprios para
-"'_: I fardamento de pagens ou criados de libr que se
gg I far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
_**r i carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
'3 franceza bordadas ao mesmo gosto Affiancando I
que por tudo se tic-, responsavel como seja* bas
fazendas, bem feto e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreeiavel agua ambreada, de urr aroma 6x-
cellentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algnmas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com espefia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mu deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre- ;
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha '
quando se faz a barba, urna vez que a agua com i
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
ta o frasco 19, e quero aprecia o bom nao deixar
cerlamente de comprar dessa estimavel agua am- -.
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do 48- "lM da ImperatriZ48
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
DA
VICTORIA,
NA
tfua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loja veodem-se as seguinies miudezas e
oulras muitas por pregos baratos, s para quem
comprar victoria sempre contar :
Cartoes de clcheles francezes muito bons a 40
rs. o cartao, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boas e verdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulbeilas para enfiar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. am, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em cartao, branca e de cores a
60 rs. um cartao.
Ditas de melada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cento e tantos alfinetes francezes a
40 rs. o papel.
Alfinetes de cabega chata grosios e finos a 120
rs. a carta.
Cordio imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas folbas para pennas a 200
rs. um, e duzia a 29.
Laa de todas as cores para bordar a 69500 a libra.
Peotes muito bons de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
Enfladores de algodo a 60 rs. cada um.
Melas croas brancas e de cores para homem a
160. 200, 240, 280 o par.
Ditas brancas muito finas para senhora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 39500 cada um.
Hi*gjki^gdBSkBAJtfBA Saal........ mBm~*ajmm>2^1tt
8
Atlenco

m
3$500
160
800
5S000
59000
4$000
1S600
43C00
30000
43OOO

f
su
m

m
39000 m
59000 x
160
1
4J500

wwmk
Loja das seis portas ern
frente do Livrarjieoto.
Roiipa feita para acabar,
. i'',>'.i-'.s de panno preto a 229, fazenda fina,
smAcm de casemira pretas e de cores, ditas de
fcr.rj e de ganga, ditas de brim brauco, paletots
iltramante a 49, ditos de fuslo de cores 49,
de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
Xj, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacoa,
lUees de velludo pretos e de cores, ditos de
<*tgurao de seda, grvalas de linho as mais rao-
(7css a 200 rs. cada um*, collarinhos da linho
-..'.;-. t-irjta para acabar; a toja est aberta das 6 bo-
cit da manha at as 9 da noite.
A12#000
z EntViteS'de flores para ca-
samentse bailes.
Chezou para a loja d'aguia brinca lindos e de-
licados eonii de flores finas., faites con muiio
gasto a ultima moda, gao mui proprios para as
safcoras qu vo a casameolos e bailes, e ser-
vm igualmente para passeios. Os pregos sao 8.
VI 2. porm quem apreciar o bom conhece-
cS < Cortes de meia casemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 29 cada
um : na ra do Queimado o. 22, na loja da boa f.
Viiilio de Sordeaux.
Em casa de Kal'ktnann Irmos & C., ra da
Cruz n 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenbtirg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac C, em Bordeaux.
Tem s seguintes qualidades:
De Braudeiiburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha lean Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
, Chaleau Loville.
I Cognac em barris qualidade fina.
I Cognac em caixas qualidade inferior.
Na mesma casa a para
vender:
Sherry era barris
Madeira em barris.
Brilhantes
de tolos os tamanhos : vendem-se em casa
N. O. Bieber&C. successores, ra da Cruz
Calcado para senhora.
Dinheiro a vista.
Rorzeguins sem lago para senhora a 5$.
Ditos com lago a 59600.
Ditos com gaspea alta a 6$.
Na ra da Cadeia n. 45, esquina da ra da Ma-
dre de Dos.
Exposicuo na ra Nova n. 20.
Riquissimo sortimento de talheres para mesa,
desde o mais fino at o mais ordinario, por prego
muito barato para acabar, ditos de baodeija de
todas as qualidades desde o mais fino ao mais
ordinario, em temos e avulsos, louga de porcela-
na para coznha, lendo todo sortimento que se
podu precisar, comeado assadeiras grandes fue
sirvem para tsados de foroo, roelaes finos em
toda oualidade que se pode encontrar para ser-
vio de almugo ejaniar, e ornamento de mesas,
tu Jo por prego muito commodo por se desejar
acabar com esta fazenda: avisa-se a todos os
pretndanles que nao se engeitar negocio el-
gum que conreaba : oa ra Nova o. 20, loja do
Vauna.
/ cWW t .v"^ jSV WWw 5W Ww V^WC^W r^ffif SWW -
g Gurgel & Perdigo. |
U Ra da Cadeia loja n. 23.
i RECEBGRAM vestidos superiores de
H blonde com manta, capella, saia de se-
tim, ditos modernos de seda de edr, di-
tos pretos, ditos de phaotasia. ditos de
cambraia bordados, lindas lasinhas, fi-
l, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros-
denaples, moreantique, cassas, cambraia
da cores muito superior, sintos, enfeites,
Snovos manguitos, chapeos, manteletes,
visitas, capas moderna de gorgurao e de
fil, pulceiras, leques e extractos de sn-
dalo.
Grande pechinclia.
H PALETOTS SACOS de casemira ingle-
6 za a 1(19, ditos a 159. ditos de alpaca mais
M Boa a 69, sobrecasaco de panno a 209,249
e muito baas a 409. calcas de casemira a
I 99, botinas de Mell a '129 e ingleza a
5 109. chapeos francezes a 85 : na ra da
M Cadeia loja n. 23. 3|
Sem igual.
9 SAIAS balao muito boas de todo tama- J
II nho a 49, luvas de Jouvio de todas as |ft
^ cores e brancas pregos fizo 2J500, sapa- 2
w los de tapete e de traoga a I928O, colchas j
pj, grandes de damasco de la e seda a 6*5,
H de algumas destas fazendas existe urna ||
Jg quequizerem com tempodirijam-se a ra gj
jra> da Cadeia confronte ao becco largo loja i
fn.23. S
*T* waiw wujwm vnnn ranfnmnnvn
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Carissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com no vos
aperfeigoa-
meotos, fszendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Enfeites a ga
ribaldi
Muitos lindos enfeites a Giribaldi para senho-
ras a 89. ditos fingindo palha porm de sedas a '
89500 cada um, ditos de vidrilhos a lg800cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75
Junto a pailaria franceza.
Eocontra-se nesle estabelecimento um
completo sortimento de roupas de diver-
sas qualidades como sejam : paletots de
alpaca preta e de cores a 39 e3950O, for-
rados a 49 e 49500, ditos de ganga de cor
a 49. ditos de brim pardo a 3gS0O e 49. di-
I tos de brim de cor a 39500 e 49, ditos
B francezes a 39400, ditos meias casemiras
K a 5$ e 59500, ditos de alpaca preta e de
cores francezes fazenda de 109 a 6S500,
I ditos de palha de seda e laa a 39500. di-
g los do bramante a 49 ,e 39500, ditos de
|Z casemira saceos 13j, ditos sobrecasacos
8** a 159, ditos francezes,a 199, ditos de al-
paca preta fraocezea golla de velludo a
_, 79500 e 89, ditos de panno preto a 189,
W 209 e 229. oiga de brim de edr a 1J800,
X 2S500, 39500 e 49, ditas de casemira pre-
jj| tas e de cores a 69, 7S500. 8$ e 109, ditas
8 de meia casemira a 49 e 39500, colletes
de fustao branco e de cor a 2S500, 29800
e 39, ditos de gorgurao a 49 e 59, ditos
de setim preto a 39500 e 49, ditos de ca-
l semira preta e de cores a 49 e 59, ditos
I de velludo preto e de cores a 79,8 e 109,
completo sortimento de roupa para me-
nino como sejam caigas, paletots, colle-
tes, camisas a ig6()0.'l9800 e 2-9, de fustao
a29500, fazendas superiores.chapeos para
S cabega fazenda superior a 69500, 8S500 e
8" 109, ditos de sol para homem a 69500,
ditos para senhora a 4$500 e 59, e outras
q. muitas qualidades de fazendas e roupas
3| por pregos muito commodos.
Recebem-se algumas encommendas de
II roupa por medida e para isto lem delibe-
3j rado a ter um conlra-mestre no estabe-
Jj} lecimento para execular qualquer obra
D tendente a sua arte.
isftdittiesie eie m^^^mm
A' loja armazena-
dade Pariz
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazeoad* de 4 portas o. 56, recebeu
agora um bello sortimento de fazendas Daralas, a
sabr : chilas novas s 160, 180 e 200 rs. o cola-
do,ditas largas francezas a 240. 260 e 280 o cova-
do. pegas de cambraias brancas muito finas a
2S500, 3$ e 39500, saias de balo de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 3(500 49. eobertas de
chita modernas e nove oslo a I98OO, leoges de
panno de linho a 2$, fitas de aigodo por diver-
sos pregos.
Goes^ Basto.
Ra do Queimado numero 46.
Recberam grande porgao de laa para vestido
com ricos padres, tanto de quadros miudos, co-
mo largos,bem matizados, que para acabar esto
vendendo a 2S0 o covado, dando-se amostras
com peubor.
KuadaSenzalaNovan.42
Vende-se em casad* S. P. Jonhston & C.
sellinse silbSes nglezes, candeeiros e castigas
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chieots
para carros, emomaria, arraios par carro da
un s dous cvalos relogios de ouro patenta
nglez.
Ra do Crespo
loja n. 85, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se para fechar contas as seguintes fazendaa por
pregos muito baratos: pecas de cambraia lisa fi-
na a 39, cortes de casemira a 39500, pegas de
babados largos e muito finos a 39, seda de qua-
dros miudos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escuras e claras a 240, cassas de cores bons
gostos a 240 o covado, organdys multo finos a
500 rs., pegas de ntremelos bordados a 320 a
vara, golliobas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 29, bramante de algodo com
9 palmes de largura a 19280 a vara, aobrecasacas
de panno fino a 20 e 25, paletots de panno e
casemira a 169 e 209. ditos de alpaca de 3/5(10 a
79, ditos de brim de cores e brancus de 3$ a 5jJ,
caigas de casemira preta e de cores de 6 a IO3,
ditas de brim de eores e brancas de 2J500 a 59,
cohetes de casemira de cores, e setim preto a 59,
camisas de fustao brancas o de cores a 29. cortes
de cassa de cores a 29, cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas de senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muitas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Yigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Attenco. '
N. 43*.
Ra do Amorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo
barato prego de 49500 e 59.
Arados americano se machina-
par a la var roupa: em casa de S.P Joi
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
doCabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de conlinha, como dourados, e de lindas
fitas e ivelas, o mais fino que se pode encontrar ; I
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 R.
Gapellas unas para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
LOCHOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excedente gosto.
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Rraoca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo prego de59000
o par: oa dita lola de Aguia Rranca ra do Quei-
mado u. 16
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duaa varaa de largura, pelo baratissimo
praco do t400 rs. a vasa : na raa do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Chals de merino
estampados a 29500; na ra do Queimado n. 25
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de lg : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 29600 a vara; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
24.
de amarello, o loaro por
n
Vendem-se taboas
pregos razeaveis.
|MeMMie eiesittteais oHissiegE
Ifclil
{ 4 fama riumplia. |
Os barateiros da loja
1 Encyclopedica
H DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa !
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeitea de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muilos
outros objeelos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, caira Jo Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Venden) baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
&ttssieetesie-sie ttSMBdKMNtti
A 4$,4500eb$.
Cambraia liea muito fina a 49 a pega com 81[2
varas, dita muito superior a 5$, dita tambem
muito fina com salpicos a 49500; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
93fKft M* &98$3
A Vende-se urna machina de costura jg
patente por barato prego : a tratar na ra ]"_
rj estreita do Rosario n. 12. &l
Galanteras.
^y-i
EAU IHINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Amendoas conf eitadas
aljfa libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em porgues como a retalho nicamente
armazem Progresso, largo da Pnha n. 8.
no
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos babuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de ebeires; e os est ven-
dendo baratamente a 28000, 39000, e 4ft000; as-
sim como caixtnhas redondas com 6 frasquinhos
a 1 J50o6, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 29000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado a.
16.
A 15,000!!
O gigo com 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagoe do afa-
mado Laronzire : oa praca da
Independencia n. 22-
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria eocommeoda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba, de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quara quizer comprar
boas luvas escusa caosar-se, dirlgir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escoras de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2>>00 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lovas de tonal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreilos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2j,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, aigodo d
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda pr-ia de ramagan)
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
ico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manba s 9 da noite.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
^enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de ifferen-
tes cores e larguras, e como sempre as eat ven-
dendo baratamente a 29, 3, 4 e 5J a pega, pregos
estes que em nenhuma outra parte se acham, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onuuier 16.
Attenco.
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Pontas o seguinte : carracas para bois e
oavalloa, cardnos de trabalhar oa alfandega, di-
toa de mo, torrador de caf com fogo, dobradi-
gas de chumbar de todos os tamanhos, boceada
fornalkas para tornos, grandes {echaduras do'
ferrolho e tambem rodas de carroga e carriohos,
rodas para arranos da mao, os para carro-
ras e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ferros.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antes que
se ac bom, pois ad as ba na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus baloes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellente casa terrea com so-
13o na cidade do Aracaty, sendo na melborrua
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel & Irmo, e nesta na ra do Cabug loja
n. 11.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no arn-azem de Praga & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18. defroote da guarda da al-
fandega.
ITeiitleiii-se
dous carrinhos de mao novos, 2 pares de cassam-
bas, 2 de ancoras de carregar niel : na ra da
Praia, no segundo becco, passando o do Carioca,
tenda de lanjeiro.
Luvas de finacamursa
para militares e eavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camurss,' o que
de melhor se pode dar negse genero, e as est
veodendo a 29500 o par ; os senhores ofllciaes e
cavalleiros que as compraren) conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quanlidade
pequea por hora, e por isso nao demoren).
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara ; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encentra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes ges-
tse qualidades, e por pregos taes que em ne-
nhuma outra prtese acha. como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e 1$. ditas pretas e
de cores agradaveis a 19, 19200 e I9.SOO, ditas
com pontas bordadas matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a lgSGO. Pela variedale 4o sor-
timento o comprador ter muitas de que se agra-
de : na ra do Queimado, leja d'aguia branca
numero 16.
A 16^000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente afeitadas, para senhora*, pelo Ashou-
to prego de I69 ; na ra do Queimado u. 39, le-
ja de 4 portas.


MttlO DI rtKMMiOCO. i- TERU RO 25 DI
DIM1.
-------
P
Chapeos de sol de seda a6J.
I6M*e mul10 boM chP ol de seda
em cabo de caana, pele baralissimo proco de 6
bol f rU* d0 QueBM ^ *
A variado.
Madapolio largo e fino com pequeo toque de
aria 39500 e 4, dito rouito fino a 5$ a peca :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Attencao.
Ha ra do Trapiche n. 46, em casa de Rottron
Rooker & C, existe um bom sortimento de II-
fihastfe cores e brancas em carreteis do oaelhor
fabricante de Inglaterra, as quaea i vendem por
procos mui razoaveis.
DESTINO
DE
Jos Dias Brandao.
5Ra da tingela 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 15 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a l40O, oas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezaa a
700 rs., aietria, Ulhatim e macarro a 400 rs. a
libra, toucioho de Lisboa 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a -180 rs latas com peixe de
postas a l40O, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 55 a duzia, dita preta a 600 rs. a "garrafa e
6800 a duzia, taoto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata^
8permacete de 4, 5 e 6 em libra por proco mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
fvelho) a 19500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 ps. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e oulros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes. [Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito al va para agua a
49 o par; na ra do Queimado o. 75.
Gomma de arara-
ta muito a.va al20rs.
a libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
Iravessa do Ouvidor.
DA
FDNDICiO LOW-MOW.
Ra da Senzalla Nova n.42.
Neste estabelecimento contina a haver ua
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito.
Viohos engarrafados.^
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caizas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19. primeiro andar.
Queijos do serto a 640.
Vende -se queijo muito fresco a 640 rs. a libra
doce da casca de goiaba muito fino, caixes de 6
libras cada urna a 2500, ditos mais pequeos a
900 rs., manteiga ingleza flor a 1# a libra, latas
Com peixe savel muito novo a 19400, ditas com
peixe espada coras a ljISO, velas de espern-
cete superior a 700 rs. a libra, conservas inglezas
muito novas, frascos grandes, a 800 rs.: na ra
das Cruzes n. 41 A, armazem da porta larga.
So por capricho que se vende na ra da
Seozala Nova n. 30 amendoas coofeitadas, papis
com estrato para sortes, os mais ricos gostos
francczes ; o freguez que apparecer com diuhei-
ro nao deixar de comprar: isloassevera o ven-
dedor, bem como tambem vende as sortes.
E' muito barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 83;
na ra do Crespo o. 10.
Damasco de seda.
superior a 3500 ; na ra do Crespo n. 10.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
?ara de largura presria para vestidos, pelo bar-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado a. 22, na roja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vare : na ra do Queimado o. 82, na
loja da boa .
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seos freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno armazem doa Srs. Travasaes Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castauha. preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, cerno as de
composigo.
Livro do mez mariano a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edico do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Seohora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
ohora da Cooceico, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ferragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O propietario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joao, que por sua barateza e
bem acabado gosto, er oo ter rival oesta praca,
rico sortimento de facas, garios e colheres de to-
das as qualidades, e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quera comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Taixas.
Na fundico da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A., um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. .
Vendem-se
os livros seguintes : nova bibliotheca dos paga-
dores era 15 voluntes, elementos do direlio ec-
clesiastico, diccionario Iheologico, o defensor da
religio em 8 vols, os casos de consciencia de
Benedicto XIV, instituales litrgicas, o assesser
forense 2 vols, manual abreviado do cidado,
metbodo de violo de Csrulli, atlas geograuhico
em ponto grande, diccionario francez com pro-
nuncia por Fonseca em 2 vols. : na loja de enea-
dernacao de livros, junto a igreja da Congre-
garlo.
Vendem-se
quatro quadros com lindas estampas de santos em
ponto grande: na loja de encadernaco de livros
junto a igreja da Congregarlo, no pateo de Pe-
dro II.
SINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, tirelas muito lindas para sinto a 18200 cada
urna; na loja da victoria,ra da Qneimado nu-
mere 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaesse vendem pelo diminuto prego de 8$
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Luvas deJouvin.
. Na loja da Boa F, na ra de Queimado n. 22,
sempre se encontrarse as superiores luvas de pel-
lica de Jouvia, taoto para bomem como para se-
nhora, por seren rebebidas por todos os vapores
vibdos da Europa, e se vendem pelo baralissimo
prego de 2|500 o par: na mencionada loja da Boa
F, ua ra do Queimado n. 22.
m
Capellas.
19Ra do Queimado19
Ricis capellas de flores de laranja, pelo bara-
lissimo prego de 5$ cada urna.
Vende-se um preto de idade 40 annos, p-
timo cosinbeiro por 800$ : na rea do Queimado
n. 48.
SVelas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
[Roa do Crespo n. 8, loja dej
4 portas, admira a pe-j
chincha
Laa para vestidos (azenda que
outr'ora custava 8<<0 rs. o cova-
do vende-se a 240
dao-se
amostras com penhor.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
240 rs.
Las escuras de padres modernos o melhor
que tem spparecido, de lindas cores, a 240 rs. :
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Pechincha
sem igual.
Ricas gollinhas bordadas de traspasso, cam-
braia muito lina pelo diminuto prego de 3600,
golliohas de cambraia bordadas pelo diminuto
prego de 1^500, camisas completas, teodo golli-
nha, camisinha e manguito, pelo baralissimo
prego de 49. ricos manguitos de cambraia fina
pelo diminuto preco de 2, ricas eamisinhas com
golliDha pelo diminuto prego de 25800 ; na ra
do Crespo o. 7, esquina da ra do Imperador,
loja de Guimaraes & Lima.
Lila preta,
boa fazenda, a 180 rs. o covado.
Cortes de casemira de cor fina a 48.
Ditos de collete de gorguro, bonitos padres, a
2000.
Panno fino superior, cor de azeitona, a 4*000 o
covado.
Casemira preta fina a2{ o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Loja de miudezas do leo de
ouro, ra do Cabug n. 2 c.
Vendem-se sintos de gorguro dourados, che-
gados ltimamente no vapor francez, pelo bara-
lissimo prego de 29; a elles, antes que se aca-
bem, que so na loja do leo de ouro ha quem os
pode vender por esse prego.
Algodo de duas
larguras a 480
rs, a vara.
Proprio para toalhas e lengaes, por ser muito
largo e pelo prego : na roa do Queimado n. 19.
Arcos
para saias a balo,
a 160 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 29, es-
quina do Collegio.
Nova loja de funileiro na ra
da Cruz do /tecife n 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao respeitavel pu-
blico, que tomou a deliberago de naixar o prego
de todas as suas obras, por cojo motivo tem para
vender um grande sortimento de bahus e bacas
de diferentes tamanhos, e cores em pinturas e
juntamente um grande sortimento de varas
obras, o que promette vender o mais barato pos-
sivel, como seja. bahus de 5 palmos a 4, e cocos
s 18 a duzia. Recebe-se um official do mesmo
oico para trabalhar.
Veodem-se aeces dss companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Saunders Brothers & C, praca do Corpo
santo, n. 11.
branco*
ra do
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguiade ouro,
ra do Cabug n. 1B.
Vendem-se maisinho de coral muito fino a 500
reu o masso.
E' de graca.
Ricas chapellnas de seda para senhora, pelo
baralissimo prego de 169 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos
bordados com 2 e 3 babados 51 : na
Queimado o. 22, n loja da boa f.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est receotemeote pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com i
aljofares de corea e borlota ao lado, outros de \
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um apurado gosto e perfeigo,
os prego* de 89 e 109 sao baratos vista das
obras ; alera deatas qualidades ba outras para I
35 e 4j : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branea se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem eofeitada, sendo cada um em
aua bonita caixinha, e pelo baralissimo prego de
69, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Linha de roriz.
Vendem-se as linhas de roriz em porgo e a
retalho, e por menos do que em outra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recife n. 50, primeiro
andar.
Ao barato.
Por 500 r*. o cento de papis de co-
res com estalos para sortes de S. Joao e
S. Pedro, vlndo de Pars pelo navio
francez Adelle : na ra da Cruz n. 21.
E' barato a 1S000!
Sedas de superior qualidade muito largas e
bonitos padres pelo diminuto prego de l o co-
vado : na ra do Queimado n. 17, a primeira loja
passando a botica.
0 Sapatos de tranga para homem e se- 9
9 nhora a 1J o par : em casa' de Julio & *
f) Conrado. ^*
@*>a a
Gangas francezas muito finas com padres
escuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Ja chegou o prompto
ti*
tOLPA FEITA ANDA VAIS BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendase obras feitasj
Ha
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C* de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. 1S. Tambem che-
garam as iostruccoes completas para se usarem
estes remedios, contando um ndice onde se'po-
de procurar a molestia que se desoja curar, os
quaes ae vendem a lOOO.
A 2,500 rs.
Com pequeo toque de avaria vende-se a pega
de algodo branco liso, marca T, com 4 li2 pal-
mos de largura; no armazem de azendas de J
J. de Gouveia, ra do Queimado n. 29, outr'ora 27
A vista faz f.
Vende-se gigos com batatas muito novas, com
40 libras pelo diminuto prego de 1&500 : na ra
do Amorim, armazem n.47.
LOJA E ARMAZEM
DE
iGes k Basto!
NA
Raa do Queimado
4ft, trente amarella.
Constantemente temosumgrande e va- <
rado sortimento de sobrecasacas pretas %
? Pann e de cores muito fino a 2bj>,
o& e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20g, J e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16* r 18$. casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28. 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, lfij
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOg, 12 e 14$. calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10 >
el2, ditas decasemira decores a 7J.8, li
9 e 10, ditas de nrim brancos muito
fina a 5| e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos decores a 4$500 e 5, ditos
branco f de seda para casamento a 5,
ditos de 6S,eoUetes debrim branco e d
fusto a 3, 39500 e 4, ditos de cores a
19500 e 3, paletotspretosde merino de
eordo sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9,
oolletes pretos para luto a 4500 e 5'
gas pretas de merino a 4&500 e 5, pa- a
1 etots de alpaca pela a 3500 e 4g, ditoa %
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito finocol- *
k> letes de gorguro desedade coresmuito tu
J| boa fazenda a 3800 e 4$, collete s d e vel- Jt
a* ledo de crese pretos a 7 e 8, roupi o
S para menino sobre casaca de panno pre-
S tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
9t casemira sacco para os mesmos a 6500 e
S 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
tf calcas de casemira pretas e decores a 6,
9 6J500 e 7, camisas para menino a 20
S a duzia, camisas inglezaa pregas largas
muito superiora|32 aduziapari acabar.
Assim como temos urna officina deal-
faiate onde mandamos eiecutar todas as
obras com brevidade.
Bolachioha ingleza
a 160 rs. a libra.
Vende-se a 160 rs. a libra, 3J200 a barriqBJu
da mais nova que ba no mercado, afianer>d> j
a boa qualidade, manteiga ingleza flor a 80O rs.
alpista e pain;o a 200 rs., presunto e toueis^
muito novo a 320, loucinho de Santos a 240. cer-
veja cobrinha a 500 rs. a garrafa : na ib da
Ciuzes n.24, esquina da iravessa do Ouvidor.
Sitio venda.
Vende-se um sitio em Santa Anna, leudo efta
casa com cinco quartos, duas -sales, sala de jan-
tar, etc., etc., estribara para seis cavsllos, nuar-
tos para serventes, etc.. baila de capim, encl-
lenles fructeiras, cacimba com boa agua par be-
ber, e tanque para baoho: os prelendentes po-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
da e hora e para Irat.r. dirijam-se Saosder
Brothers & C, praca do Corpo Santo, a. 13.
Farello e queijos.
Vende-se sacras com farello a 3 e em pwrl-o
por menos, queijos a 14*0 : na iravessa de pa-
teo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarellr>
Paletots de ganga amarella verdadeira pelo di-
minuto prego de 2 ; na ra do Crespo o. 7, es-
quina da ra do Imperador, loja de Guimajies &
Lima, "
Escravos fugidos.
lio da 17 do corante mez fugio do ege-
nho Para fregutzia oe Ipojuca o mulato Deibno
com os signaes seguintes : cor clara e satthi
cabellos crespos, pelo do pescoco vermelha e eI
rugada, representando muita velhiee. eEiieini
que tem poucos cabellos brancos. nariz afilado
estatura regular e secco do corpo. foi nt>tlr
no da 19 na villa do Caho e suppde-se ter pro-
curado a villa do Pilar na provincia da ParaWk
onde foi con prado pelo vigario de Ipnjuca Fu-
mino Jos de Figueiredo ao Sr. partholemeo
tal : quem aprehende-lo poder levar uo me^zED.
engenho ou a Severiano de Siqueira Cavalcauli
na ra de Ilorlas n. 14. .
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado, fugio no da i*
do correte urna escrava muala de nome VaJe-
t ina, que representa ter 25 aonos de idade, ponre
mais ou menos, cojos signaes sao os seguimes -
vesga dos ulhos. estatura regular, cabellos cara-
pinbos, levou vestido de chita escura e chale d>
merm azul ; lendo o abaixo assignado havida
esta escrava por divida ua comarca do Limoeiro
suppe que procure essa direccao, ou a srr-> da
Passira, onde natural: roga.'portanto. a toda
as autoridades policiaes e capites de campo a
apprehendam e a entreguera ao abaixo assQiad>
nesta cidade do Recife. ra do Queimado n 45
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
feitadas, propras para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5,
o que baralissimo vista da perfeirao e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
pechincha.
Sedinhas de quadros muito iocorpadas, cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas com boto para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3$.
Manguitos a balo com punho e gola a 2J500.
Baldes elsticos a 3 e 3500
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Attenca
o
Acham-se fgidos os escravos seguintes : Cla-
rado, cnoulo, do Para, de bonita figura, qae 5 i
escravo do Sr. Dr. Magalhes, que servio de che-
je de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e al lrora
algumas palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Pitsjfi
com o nome de Jos Domingues : Joao, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga na
rosto, natural de Inhamuns. o qual tendo sido do
um prente do Sr. vistonde do Ico, foi aqu ven-
dido pelo Sr. deserabargador Andr Bastos de O-
liveira : Joao, mulato, alto, tambem com muilc-s
sigoaes de bexiga no rosto, falto de deDtes Da
frente, natural do Crato : Gaudencio. mulato
claro, natural do Para, moco, com pouca barba
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se pc-
homem livre com o nome de Leopoldino Mar-
colioo, cabra, natural da oovoac.o de Agua-Aze-
da as mmediaQes de Papacaja, que foi escri-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto sub-
delegado de Garaohuos, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de denles na frente s
constantemente de cinturaro desoldado atado I
cintura : quem apprehender os ditos escravos os
qualquer delles, e os entregar a seu senbor >
abaixo assignado, no engenho Dous Irmos na
freguezia do Poco da Panella. ou ao Sr. adrain*-
rador da casa de detengo, no Becife, ser sa-
lificado de seu trabalho com generosidade.
Jos Cesario de Mello.
ARMAZEM
DE
ROJPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
PO RA DO OUEIMADO 40!
Defronte do becco da Congregac letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eiecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto. 40, 35 e 305000
Sobrecasaca de dito, 35 e 3000
Palitotsde dito e de cores, 35, 30,
25S0OO e 2OJS00O
Dito de casimira de cores, 229000,
15, 12 e 95000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 118000
Ditoa de merio-sitim pretos e de
cores, 9S00O 8000
Ditos de alpaka de cores, 5 e 3500
Ditos de dita preta, 9, 7, 5 e 3500
Ditos de brim de cores, 5, 4)500,
4$000 e 3500
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 55(100 e 48000
Ditos de merino de eordo preto
15000e 89000
Calsss de casimira preta e de cores,
12, 10. 9 e 6IQ00
Ditas de printeza e merino de eor-
do pretos, 5 4500
Ditas de brim branco d cores.
58000, 4*500 e 2500
Ditas de ganga de cores 3|000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 98 e 8000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 59500, 5 e 33500
Ditos de setim preto 5000
Ditos de seda a setim branco, 6 e 5000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,6000 e 5000
Ditos de brim e fusto branco,
35500 e 39000
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodo, 18600 e 18280
Camisas de pito de fusto branco
e de cores. 2500 e 28300
Ditas de peito de linho 68 e 3000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 250, 2 e 1800
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,85O0e 78000
Ditos de feltro, 6, 58, 4 e 2000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 128, Hf 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes borl-
soniaes, 100, 90, 80 e 70000
Ditos d prala galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de oure, aderecos e meies
aderecos, pulseiras, rosetas e
anneis
Toalhas de linho. duzia 12000 109000
Dos premios da 1.' parte da 1.' lotera, concedida a beneficio da igreja do
Rosario da freguezia deMuribeca, extrahida em 22 de junho de 1861.
TT~
NS. PBEMS.INS. PBEMS. NS. PREMS. NS. PREMS.INS. PREMS. US. PBEMS. NS.
2
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PREMS.
5
203
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0 escrivSo, Severiano Jos de Moura.
NS.
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JOS
58
20j*
2GS
59
Pemambuco: Typ. de M. F. de Faria1861.


(8)
MARIO DI WENAMBUCO. TERCA IEULA 5 DI JUNHO DE 1811.
Litteratura.
Dt aatiga regiaen c dt direito boy.
A familia da Alea dos Gansos.
[Esbocos do genero do Tio Aiao.)
111-18*3.
(Conlinuoeo.)
Abrio-se urna porta e enirou urna menina:
"ti u ca menina de nove irnos pouco unis ou
nem pallida e nigra ; o espinhaco era mui
eviceotenieale curvo, e linha ella a cabera en-
i> no meio ubi dous hombros ; nem por
s- efttava de trszer um magnifico vestido de
:. un speneer de velludo com mangas curias
d'onde peodianvdous bracos ossosos mal disfar-
. no is i.l o cotovello por meio de luvas de

Ah ah 1 eis Euphrosinazinha, eis minha
filha, disse Ludwig.
Gusla[quiz approximar-se da menina, porm
ella volioulhe seoslas, depois de Ihe ha ver
laucado um olhar de desprezo.
Minha mi pede a Vmc. que suba, disse
ella com urna voz iraca e dissonaoie ; j chega-
i.iu. alguns amigos e Vmc. deve fazer as honras
da casa.
Sim, minha filha, j subo.... o lempo de
vestir a casaca___ dize a (ua mi que eu j....
Vae, minha filha Euphrosina.
A pequea sahiu.'
Tu me has de desculpar, Gustaf, continuou
I..i'.'vij, veslindo a casaca e arrancando os ca-
bellos diante do espelho, pode voltar n'outra oc-
cas;ao.
I
O anligo rgimen o direito novo esto em lu-
la na Italia. Garibaldi bera quizara (orear a Eu-
ropa a tomar parte no conbale ; a prudencia do
Sr. de Cavour oppoe-se a isso. Cono quer que
seja, a questio est apenas adiada. Qual dos
dons partidos vencer ? Para resolver esie pro-
j blema, que tem suspensos todos os espiritos,
i convem em primeiro lugar precnar-lhe os ter-
: mos.
O que o anligo rgimen ? O que o direito
i novo ?
No sentido geral -que Ihe d a escriptura se-
| grada, o amigo rgimen o rgimen que pre-
cedeu a iucarnago ; o direito novo o ciirisiia-
I nismo.
Na ling'jagem ordinaria, o antigo rgimen o
i rogimeo aolenor 89, a civilisaco moderna se-
guosla data celebre.
Duas palavras primeiro que tudo sobre o sen-
tido geral ou caiholico ; e depois fallaremos mais
fcilmente do sentido vulgar.
Segundo a escriptura, ba sobre a trra dous
principios de vida, duas humanidades, tendocada
urna seu chefe, por conseguinle dous rgimen*
contrarios que veem, um do primeiro Ado, o
outro do Cbrisio, novo Ado.
O mundo antigo tem por chefe visivel o ho-
rneen animal, terrestre, decahido ; mas seu che-
fe invisivel o amigo do Sr. Proudhon, o arijo
rebelde o principe do mundo. D'ahi, a predomi-
nancia da torga sobre a razo, da carne sobre o
espirito, do (acto sobre o direito do egosmo so-
bre a edicago. do temporal soDre o ospintual.
Oh! nio. intil, disse Gustaf, mas aondo D'ahi, a civilisaco da Grecia e de Roma, da
est nossa irma Anna ?
Anu su'i u'uma provincia, em Schenen
ou era Trelleborg, nao sei em que dos das, isto
, l eslava ha um anuo quaudo escreveu-me
pela ultima vez.
Emo, Anoa escreve lo poucas vezes ?
Sim, gracas a Deus o que mui simples ;
nur.ca se Ihe respoode ; ter ochado que intil
eeererer Anna casou com um guarda-livros
chamado Krafwelstrom ; dei-lhe quairo mil rei-
chsthalers para estabelecer-se n'uma pequeoa
Cidade, purm vieram os filhos e os negocios fo-
raui de mal peior ; de sorte que o senhor meu
cur.hado abandunou a casa pedindo-me n'uma
carta mui eloquente que me encarregasae da in-
le'essante familia. Coraprehendes como lisou-
gpava-me a proposta, assim dei-me prfcssa em
escrever Aona que eu nada poda fazer em seu
beneficio, e minha mulher mandou dizer-lhe que
ella nunca pozesse os ps aqui; n'uoi palavra,
cortamos todas as nossas relaces. Quem bem
ou mal faz, para si o faz ; se houvesseui dirigido
seus poucos teres assim como eu, poliam hoje
esur inuito bem!
E' possivel, mas emQm voss sempre ir-
mo !
Sim, com todos os diabos por minha in-
fel'.cidade 1___Mas afinal de contas, queimpor-
ti. o parentesco ao me abala muito ; posso aju-
dar aos que merecem, quantoaos outros, nao te-
nho um real
. Ah I de veras, Ludwig 1 Adeus, ento, dis-
se Gustaf apresentando-lbe a mo para despe-
dir-se
Adeus, adeus. Gustaf I Fumas ? nesse caso
nao deixe.s de aceitar urna libra de fumo, como
provisode viagero, toma....
Obrigado, Ludwig, eu nao fumo.
Ah I pena : pois eu nao vejo mais nada
que te possa offerecer; se nao tivessemos algu-
mas pessoas para jantar, convidar-le-hia para
nossa mesa.
Adeus Ludwig, adeus I
O negociante por atacado ia subir para onde
eslava a mulher quando esla entrou iuexperada-
ment trajando 'um estrepitoso vestido de seda,
con) enfeites nos raros cabellos louros, e um ver-
rnelho descordante no rosto magro.
VucG em que est pensando ? disse ella.
Pi>rne nao sobe? devo eu receber szinha os
convidados ? Voc bem pode despedir esse ho-
rnera, ou manda-lo voltar n'oulro dia 1
Isso fui acompanhado de um ar pouco benevo-
lente nara Gustaf.
Irra disse o,negociante embarazado,
esse homem.... esse homem meu irmo Guslaf.
Nao Ihe teoho fallado nelle?
A dama examinou desdeohosamenle o honrado
Caro pones.
Ah seu irmo 1 eu nao linha a honra....
Visita-nos ? Eratim, concluiu ella de bora hu-
mor, tu nao podes nem devem licar aqui por
mais tempo : quaulo ao cunhado. ja que o ha
de compreheoder que deve voltar em outra oc-
easiao, se tem de pedir e meu marido algum fa-
vor, ou a sua protecgo 1 .
Pela ultima vez", adeus, Ludwig I disse Gus-
taf sem parecer ouvir a mulher. Adeus para
sempre, Ludwig, se sempre feliz I
Quando Gustaf tornou para a sui pequea casa
occulla nos extensos bosques de Mora, sahiram-
lhe an oncontro a mulher e a filha.
Bus noite boa noite repetirara os chos
da floresta. Sede bem vindo, querido Gosta I Se-
de bemvjndo, paizinho Gosta exclamavam ao
mesmo lempo a filha e a mi.
Abence-te Deus, minha querida Slina; co-
mo ests gentil que bom roslo, que saude E
tu lambern. Anna Venham ambos sobre o meu
corago. Tu mialia filha, nao trajas velludo nem
sedas, porm nao vives affiicta, gracas Deus !
<:m urna feia corcunda do meio do espinhaco !
E se tens o talhe um tanto grosso, nem por isso
deixas de ser urna genlil menina, cheia de vigor
e saude. Abence Deus a urna e outra, meus
queridos thesouros!.... /
Nunca tornara Guslaf st/a ermidazinha de to
alegre humor, pois nunca;sua felicidade simples
e ignorada Ihe favorecer ISo radiante como de-
poi que podera compar-la com a estrepitosa,
porm triste ventura de seu irmo.
Alguns dias depois ttiandou elle urna somma
solfrivel irma. Nunca teve resposta.
Desprezaria ella a modesta ofl'erta ?
T.ilvez que o piesente nao Ihe fosse entre-
gue I,...
{.'Industrie et le Commerce Belges. II. Du-
perron.)
FOLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO
frica e da Asia. Aqui despotas, acola povos so-
beranos: aqui as conspiracos de palacios, all as
revolucoes populares; aqui o silencio, acola as
agitaroes do Forum: por toda a parle a supersti-
go, a ambico, o erro, O'odio, a infamia.
Sob o rgimen antigo os reis goveroam como
seohores, em nome de Deus e de sua espada. A
conquista sjudada pela proscripgo, o facto con-
sumado saccionado pelo tempo, que de Maistre
chama o ministro de Deus no departamento des-
te mundo, eis a origem do direito humano na
oatureza decahida. Os reis das naces dominam
nellas e procuram primeiro que tudo seu pro-
prio ioteresae e sua propria gloria. Os subditos
obedceos semlmeote e avista dos beneficios que
esperara de seu senhor.
A violencia e a servido, a lama e o sangue,
eis o mundo anligo, eis a gentilidad ; e aioda
sua degradago era retardada palos etleitos anle-
cipados da Redempco Porque, reduzida a aos
direitos do homem, isto razo individual,
vootade propria, a humauidade decahida, se-
parada de Dous, teria morrido de >ieperecimento,
como scea o regato separado de sua origim. O
egoismo e as paixes te-la-hiam mono se ella
houvesse sido privada de toda a revelago e de
tuda a grana.
O proprio povo de Deus, privilegiado como era
sentio a influencia do mundo antigo. Elle tigu-
rava, verdade, os lempos novos, mas s Ihe*
pertencia na esperauca.
II
Depois de quairo mil annos de espectativa ap-
pareceu final o Libertador. Ao homem animal
e terrestre succedeu o homem espiritual e celes-
te, c O Christo desceu do ceu psra nos homens
e para nossa salvaco. Elle reparou nossa oa-
tureza e uoio-a ualureza divina.
Ento o mundo anligo vencido e seu principe
lancado fora ; comeca urna nova ordem.
i Deus faz urna nova creago. Eovia seu es-
pirito, renov a face da ierra e d aos homens
um mandameoto novo, um novo testamento.
Ento a trra se subordina ao ceu, a carne ao es-
pirito. O servico succede duminago, a liber-
dade escravido, a unidade diviso, a ordem
confuso, o amor universal, o amor de Deus e
de todos os homens, al dos inimigos, enlargue-
ra o amor antigo; o amor de si proprio e dos
seus. Tudo se generalisa. Gragss ao Christo a
razo geral, a vontade geral, oinlererso geral,
prevalecen) sobra as ra/oes, sobre as vontades,
sobre os interesses particulares, sem lodavia ab-
sorve-los A humauidade acha sua unidade na
igreja catholica, que nos roostra o Christo em to-
dos, no principe e no subdito, no rico e no po-
bre, no homem e no menino.
Ento a torca cede a razo, o facto ao direito.
Reis e subditos procuram o reino de Deus e sua
jusiiga. O direito divino reguls e fortifica o di-
reito humano : a autoridade razoavei e sagra-
da, paternal o dedicada ; ao mesmo tempo a
obedieocia de servil e cega que era, lorna-se li-
vre e filial, conscienciosa e razoavei. a' monar-
chia absoluta succede a monarchia temperada,
temperada pela f, pelo direito, pelas leis, pelos
costumes, pelas insiitaigdes, pelos cooselhos,
pelas formas legaes, pela publicidade.
Eoto o casamento santificado e torna-se in-
dissoluvel. A ordem temporal e a espiritual se
unem; as nagoes sao ensinadas pela igreja e
combatem por ella ; os reis reinam pela graca
de Deus e aclamago dos povos ; e a igreja
abengoa em nome de Deus essas alliangas.
A cruz domina as coroas e os tribunaes, orna
as pragas publicase o peito do guerreiro. A re-
pblica chrisli 6 fundada. A ordem couduz a
paz, nao s paz com todos, impossivel oeste
mundo, mas a paz entre christos. Seus uoicos
inimigos sao os inimigos de Deus,.do Christo e da
igreja, ou, ao menos, esta a tendencia da chris-
taodade.
a O Christo governa, elle vencen, elle reina.
Elle reina nao s como Pastor eterno, po-
rm aioda como < Principe dos reis da ierra,
como rei dos homens, como herdeiro de Ado,
cujas dividas pagou custa de seu sangue.
III
Se todo o poder vem de Deus, elle vem por
dous canaes diversos : pelos homens, d'onde o
direito humano, commum todas as uagoes ; pelo
Christo,d'onde o direito diviuo : os principes e as
nagoes calholicas o acrescentam ao direito hu-
mano, dando-se e sujeitando-se ao Christo, di-
zendo-lhe :
Vos sois nosso nico Senhor, sois nosso le-
gislador e nosso rei I
Eoto os prncipes lornara-se os mandatarios,
os vigarios do Christo na ordem temporal ; sao
os bispos do exterior ; e ata su direito do c direito dfvino era oh rejeitada ou mino-
novo, do qual o Rei-Pontice a mais lia ti-! rada.
prsalo. 89 como demonstraremos foi a comequencia
Bispo e rei de Roma, succaasor do principe dos logiea.dos principios do antigo rgimen. Ora, a
apostlos e soberano da cidade eterna, o paps, lgica a rainha do mundo,
pela digoidade de sea sede e de lea corda, o I Apelar dos esforgos da egreja os povos catho-
primeiro dos pastorea e o mais antigo de todos oa lieos antes de 89 caminhavam para a revolugo,
rea. Nenhurai dyoastia mais antiga, mal* te- isto para o velho rgimen da natureza decahi-
gitima do que a pontificia, e em parte alguma o da, por que elles eram conduzidos por ceeos. De-
direito divino e o direito humano se ligam lio pois de 89, e apezar de 89 elles voltaram ao
christianismo. D'oode concluo que o antigo re-
gimen e es lempos novos sao mui bem chamados
em nossos das. Nao nissoque a revolugo oes
engaoa : ella nos engae) attribuindo i egreja tu-
do quaoto so fez apezar desta sob o antigo rgi-
men, e revoluco todo o bem, que a egreja rea-
lisou depois de 89 apezar da revoluco.
Seguida pelo espirito da reforma, a Franca an-
tes de 89 ia de queda em queda, do gallicaoismo
ao philosophismo, do philosophismo ao ath6smo.
Depois de 89, ella ae levanta. < Do fundo do
abysmo a Frange bradou ao Senhor o, e o Senhor
ouviu sua voz. Do atheismo ella suba ao culto
do ser supremo, do desmo ao christianismo, do
christianismo ao calbolicismo. Hoje, todo o
episcopado do universo, com a Franca aua fron-
te, se grupa, como um exercito posto em ordem
de balalha, em torno de seu chefe invencivel, o
glorioso Pi IX.
Antes de 89 as nagoes deixavam o camiobo da
verdade e da vida e cornaca para a morte. De-
pois de 89 ellas seguom de novo esse camioho e
curam vista do cu. Antes de 89 o papa nao
tinha em torno de si mais do que a guarda do
Christo, quero dizer, a egreja romaoa. Hoje, a
egreja iolaira est ligada ; e brevemente as na-
goes seguirao seu turno.
Sic populas, sic sacerdos.
\V. de Maumigny.
[Le Monde.S. Filtio)
intimamente, sem todava ae confundir. As-
sim, a realeza pontificia a chave da abobada
das monarchias calholicas, e anda mesmo de to-
da a monarchia, ds mesme maneara que a Santa
S o fundamento da igreja.
O papa o centro eommum das duas socieda-
des ; se elle deixasse de ser summo-pontifice,
nao hareria mais egreja se deixasse de ser
rei. a egreja nao perecera, sem duyida,
mas certamente a revolugao derribara te-
dos os thronos. Que throno poderia resistir se o
vigario do Christo perdesse o seu ? Os demolido-
res nao o ignorara ; mas o que nao sabem que
sua hora anda nio soou, e que elles trabalham
sem saber para a exaltagio da realeza pontificia,
que julgim ter destruido.
Nao boje o rei-pontifice quem sustenta por
sua inabalavel constancia todas as monarchias da
Europa ?
Assim, quando defendemos a realeza pontificia,
expresso do direito divino, como se diz ac-
tualmente,isto da unio das duas ordens,
nao exclusivamente para defendermos a egreja.
Em ultimo caso ella nada tem a temer, pois que
immorlal. Nio para defeodermos o anligo
rgimen Sempre em revolt j contra o papado,
o que tem elle de commum com Roma? E' para
defendemos o direito e a jusiiga, a autoridade e
a liberdade, a ordem e a paz. a familia, a pro-
priedade, a industria e a sociedado inteira ;
para defeodermos todos esses beos, que a revo-
lugao se prepara para roubar-nos, e que roubir-
oos-hia sem a realeza pontificia, modelo e palla-
dium de todas as realezas.
O que era com effeilo a sociedade humana nos
pnmeiros seculos da egreja quando os dous po-
deres estavam separados? O que ella na Tur-
qua, frica e Asia ? O que seria dalla na Euro-
pa, so o rei-pontifice nao houvosse conservado
sozinho ha tres seculos a realeza christia ?
Mas, aioda urna vez, quando defendemos o
rei-pontifice, nao o antigo rgimen a ci-
vilisaco christia que defendemos. O defensor
do antigo rgimen a revolugao. Ella d-nos
como novos Vs velhos costumes, as velhas insii-
tuiges, os velhos erros, os velhos sophismas, os
velhos despotismos, as velhas servides e at as
superstiges do mundo antigo. Em nome da
a religio do futuro o ex palle n -nos para o culto
do homem e da natureza, e o epiritismo annuo-
cia j a resurreigo da idolatra.
Vede os homeos do progresso; elles nada mais
sabem do que cobrir-se com os despojos dos Gre-
gos a Romaoos; nao acham cousa melhor hoje,
do que resuscitar a velha Koma e os antigos Ce-
sares, e j se murmura aos ouvidos do pretendi-
do rei de Italia : Ave, Cesar imperator,
Eis na vesdade a novidade!
Nao hsja engao, o naturalismo, que reappa-
rece com as suas mentiras e ruinas. A Burra,
conforme a enrgica expresso de nossos livros
sagrados, vae sirar de sua mortal ferida Ao
menos assim o espera a Italia.
Para seduzir a mocidade, a revolugao se rebica ;
ella pretende datar de 89 ; mas nos temos a cer-
tido de seu nascimeoto. Ella tem seis mil annos.
Muito antes de 89 o chefe daquelles, que nio teem
chefe, tinha dito aos nossos primeiros paes: Fora
o direito divino I insurgi-vos, vos seris como
deuse ; julgareis por vos mesmos o bem e o
mal.
A reforma fez um novo appello independen-
cia da razo. Ento a revolugao foi, nao gerada,
mas resuscitada ; ella sahiu do abysmo, onde
foi encadeada desde Carlos Magno. Foi para
ella um segundo nascimento. Menina, sob o an-
tigo rgimen, ella chegou em 89 edarte da ra-
zo; 1830 cooduziu-a adolescencia, 1848 eda-
de viril; porm sob todos estes regimens, que
successivamente abslaram a Europa, o principio
o mesmo, a independencia da razo indivi-
dual.
Privilegio dos grandes antes de 89, a indepen-
dencia toroou-se o direito commum pela decla-
rago dos direitos do homem.
O rgimen nascido directavjiente do protestan-
tismo, o manchado de seu espirito, chamava-se
tambera o espirito novo em seu tempo. Oppu-
nham-o ento a trevas e barbaria da edade-
media, como oppdem-ee os lempos presentes aos
abusos do autigo rgimen.
Os joimigos da egreja teem o raro talento de
sobrecarrega-la de todos os abusos, que ella eom-
bateu nos lempos passados, e de attnbuirem-se
lodo o bem, que elles nao poderam destruir, ou
que Deus soube tirar do excesso do mal < pela su-
perabundancia de sua graga. > Escutae-os : ludo
que os proleslautes conservaram do calbolicismo
vem do protestantismo ; tudo que os christos ii-
zeram de bem depois de 89 vem da revolugao.
E' assim que separando constantemente os etlei-
tos das causas, ella engaa os leltrados. Ha dous
seculos elles substituirm as illuses da conscien-
cia s luzes da sciencia, a opinio aos principios
e f. Por conseguinle o aopbisma reina oeste
mundo.
Antes, bem como depois de 89, a o bem e o
a mal, a vida e a morte, o justo e o peccador es-
i to em lula. Vede as obras do Todo-Poderoso;
< o dualismo acha-se por toda a parte, e a vida
do homem um combate sobre a trra [Eccl.,
XXXIII 15. XLII 25. Job Vil I) Antes bem
como depois de 89 hava por conseguiute bem e
mal.
BE SE HA MA RTfA.
XLVI11
Scuurio.Reflexoes preparatorias. O relato-
rio do Exm. Sr. ministro da marinha.
Muito pode o descostume I Com que j um il-
lustrado senador, o Exm. Sr. Souza Franco julga
que o elemento militar predomina no gabinele
actual, s porque, no fim de tantos annos de or-
phandade, de abandono, a marinha v dirigindo
seus deslinos um de seus chefes oaturaes, em at-
tengo suas constantes reclamagdes, em satis-
ago de urna necessidade publica de primeira
ordem 1
Se nao fosse to longo o intervallo que separa
a administracao do ultimo ministro da marinha
profissional em 1840 da actual, o oobre senador,
por sem duvida, nao teria motivo para fazer se-
melhante reparo, que por nossa parte acharaos
mu digno de reparo tambem, e nos desperla bem
serias reflexoes.
Por ventura, (concedendo aioda por momentos
que o elemento militar Uvesse esla preponderan-
cia nesse gabinete,) offereceria esta circunstan-
cia algum perigo s berdades patrias que nossos
paes conquistaram ?
Consta acaso na historia do Brasil, to carta
aioda, mas j to fecunda em ligues proveitosas,
que a classe militar eslivesse em antogonismo
algam da com a massa geral dos cidados deque
faz parte ; que coccorresse para trucida-los ; pa-
ra plantar inslituiges odiosas ao nosso povo?
E a maior prova que podemos expender, e es-
ta irrefutavel^ que, at hoje, os militares ne-
nbuma .iutlufucia tem tido no governo do Paiz
nem na conecco de suas leis, e entretanto no
parlamento 6 na imprensa resoam queixas de
compresso, e de arbitrariedades, nao commetli-
das por ellos.
Nao so .-O, pelo contrario, que elles s tem ser-
vido para cooler os aoarchisias, para defender
honra e a dignidade do paiz, para consolidar a
unio de nossa patria, torna-la forte e prospera ;
para firmar, finalmente, estes principios de or-
dem, sem os quaes nenhuma sociedade regular
pode marchar, e que coocederam aos Brasileiros
pensar nos beneficios que nos tem foito o reina-
do actual, e agrupar-so em roda do throoo do
Mas quem o acarretava no antigo rgimen, quem
o acarrla hoje ? O facto que as doutrinas reli-
giosas, philosophicas e polticas do antigo rgi-
men, vindo do protestantismo nos estados dissi-
dentes, ou sendo infectadas de seu espirito nos
estados catholicos, cooduziam-nosao rgimen do
mundo antigo. Longe de ser a o direito divino ,
como se pretende, era sua negago, que por toda
a parte tinha curso ento, visto como por toda a
parle a autoridade do papa, base visivel do ca-
tholicismo, primeiro annel da hierarchia, ou
Consagrara o do bispo da Bulgaria.
Deu-se um facto coosideravel domiogo 14 de
abril no palacio apostlico do Vaticano : nosso
santo pae o papa Po IX conferia a consagragio
episcopal um archimandiita blgaro e o decla-
rava arcebispo e vigario apostlico em sea paiz.
Esse dia resuma s para si a historia de dez se-
culos, e recolhia e completava todos os votos
delles. Pareca que a misericordia do Deus Omni-
potente o designara para comegar urna era de
triumphos para sua egreja.
Ha mil annos urna embaixada de Blgaros, an-
tepassados daquelles mesmos, que vieram agora,
chegava ao tmulo dos santos apostlos, pedindo
a unidade na f de Jess Christo,ensioos e urna di-
re*go para camioharem na seoda|da salvago. A
historia atiesta os cuidados prodigados ento pelo
santo pontfice Nicolao I, chamado o Grande, e de-
pois pelo papa Joo VIII. A egreja venera como
santos os dous irmos Cyrillo e Methodio, que
evangelisaram os Blgaros por delegago dos sm-
enos pontfices.
Desde ento os acontecimeutos se succederam, e
a verdade e o erro travaram entre si urna lula
perpetua at que se vio a prospendade religiosa
des3es povos desvaoecer-se e licarem sem fructo
os cuidados incessaotes e alientos, multiplicados
pela saota s, principalmente nos pontificados de
Innocencio III e de AlexacdrelV.
Entretanto as sollicitudes dos pontfices roma-
nos, longe de affrouxar, redobrou de ardor para
chamar unidade da f e aoseio da santa egreja
as nagoes separadas pelo schisma, logo que cir-
cumstancias mais favoraveis pareceram apresen-
lar-se.
Assim, osuromo pontfice reinante, apenas ln-
gara mo do leme da barca de Pedro, langava um
olhar penetrante sobre as ondas da sociedade hu-
mana : descobria todos os sigoaes precursores de
urna grande tempestado, ergua a voz para eosi-
nar os christos conjura-la e nao se esquecia de
abracar com sua caridade pastoral os povos
orieolaes, indicando-lhes o caminho que devia
cooduzi-los ao porto da salvago. No da da epi-
phania de 1848 appareceu s eneyelica ln supre-
ma Petri, dirigida s egrejas do Oriente : o
pharol nico, quepJe preserva-las de urna per-
da lnfallivel no naufragio, em que ellas lurbi-
Ihonam.
Alguns Blgaros, preoecupados com este peri-
go, lembraram-se das palavras pronunciadas pelo
successor de S. Pedro, e voltaram os olhos para
Roma ; reconheceram que no centro nico se
achava o foco, que foi dado, no meio da diver-
sidade dos ritos e dos custumes das diversas na-
ces, acceodero fogo inexlioguivel da caridade de
Jess Christo ; iuterrogaram os monumentos de
sua historia, e encontraran] como primeiro signal
de sua grandeza nacional a unio com Roma. Em
breve esse senlimento disperlou-se em todos os
coragdes e todo o povo blgaro leslemunhou o
desejo de voltar unidade catholica.
Antes do Gm do anno de 1860 um grande nu-
mero de Blgaros, ecclesiasticos e leigoshabitantes
de Cotistaotinopla apreseotaram-se, tanto em seu
nome como em nome de sua oago, moosenhor
Brunoni, vigario apostlico pslriarchal, e Ihe li-
zeram conhecer a determioago tomada por elles
de voliarem unidade catholica.
O prelado lomou em considerago sua declara,
gao; e em breve, em presenga dos prefeitos apos-
tlicos do Oriente, que se achavam ento na ci-
dade, dos curas e dos superiores das ordens reli-
giosas, recebeu o acto solemne de sua unio, as-
sistido pelo monsenhor Uassoun, primaz dos ar-
menios catholicos. O original de um acto desta
importancia foi transmittido Roma. Nada pro-
va melhor quaoto foi elle agradavel ao summo
pontfice, vigario de Nosso Senhor Jess Christo,
do que o ardor e a sollicitude empregados por S.
Saolidade em procurar urna egreja conveniente
para as fuocces de seu culto, e o breve em data
de 24 de Janeiro ultimo, dirigido ao vigario apos-
tlico palriarchal.
O Pontfice ahi declan que est prompto a con-
cordar com lodos os seus justos pedidos, a saber a
conservaco de seus rilos legtimos, de suas cero-
monias, de sua liturgia, reconhecidas oilho-
doxas e da hierarchia a organisar em sua egreja.
Entretanto em Constantioopla abria-se a ca-
pella dos blgaros no mesmo dia em que elles
celebram a festa de Natal, segundo o calendario
juliano, de que anda usam.
Depois, ama deputacfto pedio para voltar Ro-
ma a renovar perante o santo padre os protestos
de unio* Em virtude de deliwraces tomadas
sob os auspicios da congregago da propaganda,
(o ella composta do archimandrita Jos Socolaki,
do dicono Raphael e de dous leigos, os seohores
Dracan Zancoff e Jorge Mirlhowitch, companba-
dos do Sr. Eugenio Bor, prefeito apostlicos dos
lazaristss de ContaOjtinopla, queem tolas asques-
tes sobrovindas entre os Blgaros e a congrega-
cao da propaganda desempenhou o officio de in-
terprete.
Chegados Roma, os membros *da deputacao
foram appreseotados ao santo padre na manha de
8do crrente por sua eminencia ocardeal Baroa-
b, prefeito, e por monsenhor Capalti, secretario
da congregago da propaganda. O dicono Ra-
phael tornou a palavra em nome do archimandrita
e dos dous outros delegados, e exprimi espon-
tneamente em liogua blgara os seotimenlos,
que os iospiravaram aos ps do successor de S.
Pedro.
Disse que a nago blgara reoovava a parbola
do tilho prodigo, visto como dissipsndo os the-
aouros da f, de que a dotara em outro pontfice,
ella cahira na desgraga do schisma ; agora volta-
va, esperaodo encontrar dosiiihibo pontfice rei-
nante um pae sempre amoroso, que a aeolhesse
com misericordia e Ihe deesa a abundancia da
graga.
O Sr. Bor leu em latim urna verso deste dis-
curso. O santo padre respondeu palavras de con-
solagio 6 derramou lagrimas abragando os depu-
tados da nago blgara.
S. Santidade quiz por si mesma, para consoli-
dar estes actos, conferir a consagragio episcopal
ao archimandrita Jos Socolski.e preconisa-lo ao
mesmo lempo arcebispo e vigario apostlico para
os Blgaros.
S. Saolidade desejou que esta ceremonia tives-
se lugar na ca pella Sixtina domingo 14 de abril.
Mandou convidar os cardeaes Paladinos e os cr-
deles que compem a congregago da propagan-
da. Quiz tambem que para ahi levassem os alum-
nos da congregago da propaganda vestidas cora
paramentas de choro e os alumoos do collegio
grego Ruthene. Mandou convidar alem disso os
monges Anaooinos com seus discpulos, os rev-
rendissimos padres procuradores das duas con-
gregages mechitaristas de Veneza e Vienoa, os
outros procuradores das diversas ordens monsti-
cas da llusire nago maronila e dos greco-mel-
cbitas, assim como o padre procurador da ordem
basiliana da Polonia.
Os cardeaes e os convidados tomarsm lugar no
vasto presbyterio da capella. S. Santidade ahi
achou-se presente s sete horas e meia, e logo
subi ao throno ; tomou as vestimentas pontiti-
ciaes. A' sua direita seotou-se S. Em. o cardeal
Barnab; monsenhor Capalti e monsenhor Ste-
faoo Bruti, protonotario apostlico e secretario
da propaganda aporoximaram-se do throno. Eo-
lio foi cooduzido baixo dos degraus monsenhor
Socolski, vestido com as paramentas sacerdotaes
de seu rilo, assim como o dicono Rapbael, ves-
tido da mesma maneira, segundo sua ordem ,e
os Srs. Zancoff e Mirlhowitch com vestimentas
do choro. O Sr. Socolski exprimi era poucas
palavras quanto se julgavs reliz de render sua
homenagem ao Summo Pontfice em nome de
sua nago, e pedio a permisso de renovar com
solemnidade o acto formal da reuoio do povo
blgaro egreja catholica, que j lioha sido for-
mulada em Constantinopla. Ento leu em altas
vozes e em linguagem blgara o que se segu :
a Bem quizera, Saulissimo Padre, nestas cir-
cunstancias to felizes e to memoraveis teste-
ra una r de um modo brilhante toda a nossa gra-
tido pelas gracas, que nos tendes prodigado;
mas temo que meus agradecimentos flquem mui-
to quem dos beneficios insignes que temos re-
cetado ; por quanto obra vossa, se estando mor-
ios vallamos vida e se estando perdidos fomos
ochados [Lucas XV.J Julgo *qua ser mais pru-
dente que tanto em meu nome como em nome de
meus compatriotas blgaros, pronuncie um tes-
lemunho publico e solemne da l que temos por
verdadeira.
mais popular e querido dos monarchas contem-
porneos, que tem realisado estes beneficios?
Onde, pois, o mal, se assim fosse?
Entretanto nao real a assergo do destiocto
senador, encarando a sob qualquer ponto de
vista.
Em sete ministros apenas vemos tres verdadei-
ramente militares, e nenhum deslocado na pasta
que oceupa .
Em urna situago critica, como aquella em qne
nos acharaos, e que o nobre senador o primei-
ro i proclamar, indubitavel que a tarefa dos
ministros de estado >e tornou mais grandiosa e
cheia de difilculdades. E' iadispensavel que cada
um delles conhega bem a repartigo que vae di-
rigir, para em seu material e em seu pessoal
realisar economas proficuas, que diminuam as
despezas publicas, nico meio possivel de salvar-
nos do abysmo que nos attrahe: porque nem
mais se deve pensar em crear novas fontes de re-
ceits visto que os impostos geraes, provinciaes,
e municipaes sao j mui pesedos, e oneram o po-
vo com urna carga demasiada.
Nestas circumstsncias quem mais apto para mi-
nistro da guerra do que um official do exercito;
para ministro da marinha do que um official de
marinha, para ministro da agricultura e obras pu-
blicas do que um eogenheiro? Certamente que
ninguem. Edeve-se admirar nesie caso a sabe-
doria do monarcha que poz o problema em equa-
co.eo resolveu superiormente, chamando para
seus conselheiros os eminentes generaes, que
tantas provasji haviam dado de alta capacidade
administrativa.
Pde-se tolerar ensaios, aprendizagens, tenta-
tivas em pocas normaes de prospendade cres-
cente ; mas nunca quando a nu do estado corre
velozmente para um terrivel escolho, qunl o da
bancarota, que peior que um naufragio I
Estes ensaios, aprendizagem e tentativas coo-
duziram-nos na marinha a posigo em que nos
achamos, de se gastar em plena paz, sem fazer
um s navio, tanto, quanto em poca que ae pre-
parava urna expedigo, e se construir 10 caono-
nheiras vapor para ella. Como se explicar de
outro modo este facto ?
Quando a administrago superior dorme o som-
oo da iodifferenga, ou cega, que em tanto im-
porta a ignorancia das cousas que esto sujeitas
sua geslo, a fraude se organiaa, se conslite,
engrossa suas Gleiras e ergue altiva a fronte para
absorver as rendas do estado, que sao o auor do
povo. E os artificios que ella usa, as armas que
maneja sao tiq perigosas, que mister muita
energa, muita forca de vontade para debetla-la.
Mas esta energa, esta torga de vontade nao
brota somonte da coasciencia do derer; arma-se
a Sabei pois, Santissimo Padre, que eremos e
profe8smos todas as cousas e cada urna de per
si, contidas no symbolo de f usado tiesta egreja
romana. Veneramos egualmenle e recebemos to-
dos os concilios ecumnicos celebrados e confir-
mados pela autoridade do Pontfice romano, es-
pecialmente o concilio de Fkerenga : nos profes-
samos todos os artigos definidos nesse concilio,
saber:
O Espirito Santo est eternamente com o
< Pae e como Filho; Elle tira egualmeote do Pae
a e do Filbo sua essencia e substaocia, e proce-
a principio o de urna inspirago nica.
Esta locugo J-'iiiogue, empregada para ex-
primir a verdade por necessidade reconhecida,
a foi licita e rasoavelmente uiroduzda no sym-
t bolo.
c No pao azymo como no pao feito com fer-
meoto forma-se o corpo de Jezus Christo, e os
sacerdotes devem consagra-lo um ou outro pa-
i ra transforma-lo em corpo de Jezus Christo,
segundo o costume de sua egreja, quer orien-
i tal quer occidental.
Se os peoiteotes sinceros morrem no amor
* de Deus antes que tenham salisfeito por dig-
nos fructos de penitencia as faltas, que cra-
te metteram, suas almas sao purificadas depois
di morte pelas penas do purgatorio ; e para
isempta-los dellasso-lhes uteis os suffragios
dos fiis vivos, Isto o sacrificio di missa,
< as oragoes, as esmolas, e as outras obras de
a piedade, que os fiis costumam fazer aos ou-
tros segundo as inslituiges da egreja* E as
almas d'aquelles, que depois de recebido o
a baptismo, nao se maocharam de peccado al-
gum ; e as almas tambem, que depois de terem
contratado^ a mancha do peccado, se purifica-
ram, quer em seus corpos, quer depois de
a terem sido delles separadas, sao logo recebi-
das no ceu, e veem claramente a Deus triplo
e uno, como elle todava na razo de seus
c mritos diversos.
< Quanto s almas d'aquelles, que morrem no
< peccado mortal actual, ou somenle original.
ellas descem logo aos infernos, para serem ahi
x puoidas, com penas lodavia deseguaes.
A Saota-S apostolice e o Pontfice romano
teem a pnmazta em todo o universo. O Pon-
ti fice romano o successor de 8. Pedro prio-
c cipe dos apostlos, verdadeiro vigario d Chris-
te, ehefe de toda a egreja, pae e.doutor de to-
dos os christos. A' elle, como S. Pedro
< foi dade por N. S. Jezus Christo pleno poder
de apasceotar. condazir e governar a egreja
universal, como sa v expresso (como declara
a o mesmo concilio de Florenga) nos actos dos
l< concilios ecumnicos e nos santos caones.
t Emftm, nos admittimos e professamos tudo
quanto admiti e profeasa a egreja romana, e
igualmente condemnamos, rejeitamos e anathe-
matisamos todas as cousas contrarias, os schis-
mas, as heresias condemnadas, rejeitadas e ana-
ihematisadas pela mesma egreja.
t Ei* o que creem guardam os blgaros, que
receniemente pela inspirago da graga do Espiri-
to Santo, ardenles e zelosos, reoovaram sua
unie mu desejada e mui saota com esta sede de
Pedro, cuja principal autoridade necessario
que toda a egreja se ligue (Ir. 1. 3. c. 3.). Eis e
que eu mesmo ereio e guardo ; eis o que ensi-
oarei o velhas. que V. Santidade me confiar.
Feliz de mim, na verdade, se empregar^de tal
modo meus esforgos, que estas emprezas felizes
da sollicitude apostlica de V. Saolidade tenham
um progresso e um Qm duraveis I Em fim. se f-
zermos algum bem, se imaginarmos alguma cau-
ta de bem, te obtivermot alguma cousa da mi-
sericordia de Deut por nossas tupplicas de todos
ot diat, ter pelat obras e pelot meritot d'aquel-
le, cujo poder te v viver no sede de loma, cuja
autorxdade te vi prevalecer. (Leo M. Serm. 3.
c. 3.J
a S. Santidade, visivelmente commovida, dig-
nou-se responder nestes termos :
As trevas de urna looga desunio affastam-
se final, ama caridade esplendida raiou sobre
uoidadecstholica e sobres nago blgara. Tes-
temunhos iudubitaves, com efleilo, eosinaram-
oos que urna parto mui coosideravel da nago
voltara commuoho desta sede de Pedro,a qual
tendo adquirido a graca da vida eterna, vive
eternamente e vivifica o povo de Deus [ Cypr.
Epist. 71 ). Quem nao reuderia gragea ao dis-
pensador de todos os beos ? Quem nao admira-
ra os thesouros da divina misericordia ? Qual
o homem cujo corago de ferro nao sera tocado
por este excesso da bondade sagrada ? Sao obras
estas inteirameote celestes, eque devera por con-
seguinle ser acolhidas com urna venerago e ce-
lebradas por louvores divinos. A' vos louvores,
vos gloria, vos aegr.es de gragas, Jesus-
Chrislo, fonte de misericordias e de toda a con-
solago, que entre nossa gerago tendes feito ap-
parecerem milagres de nossa piedade, para que
todos cootem vossos admiraveis prodigios Da
sicera iotengio d'aquelles, que se reuoem nao
poderiam deixar-nos duvidar, nem os lestemu-
nhos recebidos, nem principalmente essa profis-
so solemne, que acabaes de pronunciar em vosso
proprio nome e no de vossos compatriotas. As-
sim confiamos que a proteco de Deus conservar,
leus coraces e tua f ( S. Leo M. Serm. 96 ).
ntrela uto ped mos-vos ardentemente, que a
obra divinamente comegada seja aperfeigoada
por vossa iotelligencia com o soccorro do espi-
rito-Santo ; mereceris assim ser chamado e ser
realmente o cooperador de Deus. Queira o Deus
omnipotente que a verdadeira egreja do Christo,
fecunda em successos, esteuda seus ramos sobre
toda a Bulgaria e que ahi espalhe mais larga-
mente ainda seus regatos abundantes ( S. Cypr.
De unitate Ecclesice ) / Fondado nesta esperan-
ca, nos abracrnosos blgaros catholicos em vos-
sa caridade pateroal e concedemos elles, e 4
vos com amor a bengo a postolica .
As palavras pronunciadas pelo Santo Padre fo-
ram iromediatameote traduzidas nm esclavonio
por Monsenhor Bor : ento Monsenhor Socolski
e os outros deputados blgaros entregaram a co-
pia do discurso,jassignado por elles.Monsenhor
Ferrari, prefeito das ceremonias apostlicas, que
a coosigoou ao Sr. secretario da Propaganda,
Qm deque um documento authenlico da reunio
fique nos archivos da congregago.
mais na consciencia intima que se lem de co-
nhecer os homeos e as cousas que se goveroam.
Nao basta, portanlo, ser honrado, probo e jus-
ticeiro para amedrantar os velhacos de que este
mundo est chein e derrotar os seus infames
projectos ; preciso, sobretudo, saber discernir o
caso que se apresenta, e recoohecer a intengo
dos que nelle tomara parte activa, e isto indubi-
tavelmente s podem fazer profissionaes.
Estes mesmos quaotas vezes sao illudidos I
Assim, pois, a organisago do gabinete actual
tal qual se fez, foi um acto de grande poli tica, de
incontestavel sabedoria, e promette ao paiz, ae-
no a prosperidade, menos a decadencia em que
se ia submergindo.
Governar a marinha pela marinha, alm
disso, um corolario do importante principio to
preconisado pelo nobre senador, e pelos que se-
guem sua escola.Governar o paiz pelo paiz ;
ao qual tambem rendemos homenagem ; porque
da essencia de nossa constituigo.
Nao pensem outros em coarelar as berdades
cvicas ; em destruir este bello e sublime estatu-
to ; que nunca lo nefanda misso ser tentada
por militares.
E' a ligo que 40 annos de experiencia nos en -
sina.
Porm doixemos estas coosiderages, e vamos
nos entreter com o relatorio do nosso ministro,
que nos oflerece maior ioteresse.
J mostramos na anterior Retenha todos os
pontos em que S. Exc. se poz de accordo com
nossas ideas, que deviam ser tambem suas, urna
vez que profissional; agora passaremos enu-
merar as que S. Exc. propoe, e com as quaes
combinamos; porque recoohecemos que tero
muita vanlagem, se forem adoptadas.
1. Que o encarregado do quarlel general nao
deve ter assento no cooselho naval, nao s por-
quo nao Ihe sobea tempo para bem desempe-
nhar aa funegoes inherentes esses dous empre-
gos, como porque no ultimo ter muitas vezes de
interpor parecer sobre actos pratieados no pri-
meiro, ou sobre os quaes tenha sido chamado
informar.
2. Sendo evidente nao bastarem duas sessdes
do mesmo cooselho por semana para trazer em
dia o crescido numero de negocios sujeitos A
apreciago do cooselho de grande vanlagem a
aua reunio diaria.
3*Que tendo constituido ultima reforma o
encarregado do qaartel general nm mero inter-
mediario do ministro, cujas ordens transmute,
collocou-o em urna immediata dependencia da
secretarla de estado, que Ihe tolhe a promptido,
e entorpece a actividade, elementos essenciaes ao
i proficuo deseayolvimento do servigo militar ; pe-
lo que urge conferir-lheattribuigdes mais latas do
que as que Ihe foram outorgadas pela citada re-
forma.
4oQue a equidade reclama que, se fixem
maiores veocimentos ao chefe e empregados do
quarlel general, cuja remuoerago nao hoje
proporcional natureza e importancia do servigo
que desempenham.
5Que se deve conceder aos officiaes empre-
gados em commissdes de trra o augmento das
maiorias ltimamente votado para os officiaes
combatentes, em cuja expresso aquelles esto
incontestavel mente comprehendidos.
6oQue convm equiparar-se os vencimentos
dos officiaes de fazenda sos que tem os officiaes
da armada, como um incentivo poderoso para at-
trahir um pessoal morigerado, e capaz de bem
cunapriros seus deveres.
7*Que aquelles officiaes deve-se fazer ex-
tensiva i merc do habito de aviz, de que j go-
zara os do corpo de saude e capella.
8aQue convm qu*e o batalhio naval seja
elevado, se oo ao estado completo, pelos menos
sois companhias.
9Que a causa, ae nao nica, ao menos mais
forte que arreda a mocidade da escola de mari-
nha, est no demasiado desenvolvimeoto que a
reforma deu aoestudo de algum as theorias de ra-
ra applirago na pratica.
10Que ursente rever-se o regulameoto do
1 de maio de 1858, modificando-o, de forma que
a inslrucco theorics, sem execeder os limites de
uma razoavei exigencia, marche par da pratica,
lio essencial ao homem do mar.
11*Que qualquer que seja a resoluco que a
asamblea geral tomar respeito, convm que
ella autorise o governo adquirir um predio para
installago da escola.
12oQue essa compra trar economa aos co-
fres pblicos, desobrigando- os do pesado aluguel
que hoje pagana por dous predios improprios, por
certo muito superior ao juro do capital que se
terlde empregar.
13oQue de maoifesta jusiiga melhorar-se
a sorte do porteiro e escrevenle da bibliolheca de
marinha.
14oQue o predio em que se acha situado o
hospital de marinha da edite, est mui longe de
satisfazer as necessidades de um bom hospital.
15oQue as condigoes do hospital de marinha
da Baha sao aioda peiores.
16oQue a enfermara de mariuha de Pernam-
buco precisa de mais um facultativo.
17oQue a do Para est em um local e predio
que sao antes focos de molestias do que de
saude-
18oQue a marinha mercante pede tambem
Monsenhor Scoolski e os outros deputados su-
biram ao throno, e prostraram-se para beijarem
o p do Santo Padre.
S. Santidade desceu do throno, veio sentar-se
na poltrona, collocada dante do altar e comegoa
a ceremonia da consagrago Tudo marchou exac
lamente conforme ao Pontifical romano. Mas o
eleito prononciou a profisso de f segundo a for-
mula instituida para os orientaes pela bulla ds
Urbano VIII. Todos os actos, que precedem a
missa foram desenpenhados por S.Santidade ser-
vindo-se da lingua latina, entretanto que o elei-
to empregava a esclavoma : elle lia nesta lin-
gua as rubricase as formulas, traduzidas expres-
samente para a circumstancia.
Monsenhor Socolski voltou ao seu altar, onde
depoz as paramentas de bispo proprias de seu
rito. Depois comegou o exame e o santo sacri-
ficio, celebrado por S. Santidade em latim, e pe-
lo eleito em lingua esclavonia litrgica. Para
conservar quanto fosse possivel o rito oriental,
dispensaram-o de calcar as luvas e eotregaram-
lhe um bculo e uma mitra grega.
Tomaram parte ua ceremonia como consagra-
dores Monsenhor Estevo Missir, o arcebispo de
Irenopolis, o arcebispo do rito grego e o bispo
de Chartres, assistido cada um dos ecclesiasti-
cos de sua comitiva respectiva. Assim, um pre-
lado da egreja oriental e um prelado da egreja
occidental concorriam com o Summo Pontfice
consagrago do novo arcebispo dos blgaros. Um
pareis reparar o damno causado pelos gregos
schismaticos f dos blgaros ; o outro repre-
sentava a Franca generosa e seu clero que desde
o tempo do imperador Carlos o calvo obrara com
zelo para consolidar a f desses poros.
Mas, uma outra coiocidencia fot notada pelos
assistentes, que conlemplavam toda a serie des-
sas ceremonias magnificas, e por aquelles mes-
mos, que nellas tomaram parte.
( Coninuar-se-/ia.)
um cdigo disciplinar, que, definindo claramente
os direitos e obrigagea de cada um, e attribuin-
do tribunaes especiaes o conhecimento das fal-
tas commettidas bordo, opponha paradeiro aos
desmandos e prepotencia dos capites, e insu-
bordinago da marinhagem.
19oQue o arsenal da Baha requer melhora-
menlos, que cumpre outorgar-lhe, a fim de levan-
ta-lo do abalimento, e decadencia que o ameaga.
20oQue nesse numero Ilguram : a remoco
do celleiro publico e de repartiges estraobas, que
encravadas no espago por elle oceupado, emba-
ragam o exercicio da polica e disciplina, que
couvm manler no seu interior. A edificago de
uma casa com proporces e capacidade para ac-
commodar no pavimento inferior um deposito de
madeiras, e no superior a sala do risco, que por
falta de espago, nao pude continuar no local em
que ora se acha. Uma coberta de ferro para abri-
gar o estaleiro do sul, uoico de que actualmente
dispe aquello importaote estabelecimeolo.
21oQue convm dar-se desenvolvimento ao
arsenal de marinha do Para.
22oQue se deve sobrestar no deseovolvimen-
to do estaleiro dos Dourados, em quanto nao se
decidir sobre a localidade mais adeqaada ao con-
seguimiento dos fins que se teve em vista cual se-
melhante creagio.
23oQue o estabelecimeolo naval de Itapura
encerraem seu futuro interesses de subido alean-
ce ; pelo que se deve trai-lo em tteugo.
24Que a barra do Rio-Grande do Sul nao
susceptivel de melhorameoto por meio de traba-
Ihos hydraulicos.
23oQue as vaotagens e isempges concedidas
ao exercicio das industrias martimas, ainda mes-
mo quando o oio sejam em troco de immediato
servigo na marinha de guerra, sero em um fu-
turo pouco remoto amplamente compensados pe-
la florescencia da nossa nascente marinha mer-
cante, cuja existencia to ioieiramente se liga o
engrandecimento da de guerra.
26*Que o melhorameoto dos phares existen-
tes, e a construego de novos em diversos pontos
da grande extenso de costas que possuimos, en-
trara na serie de medidas, cuja urgencia cresce
com o desenvolvimento do trafego saarilimo, com
a importancia, que, pelas relaces commereiaes,
vio diariamente adquirindo innmeros porlos.
27oQue nao se pode- '' de promplo satisfa-
zer lodaa as necessidade- .je este servigo recla-
ma, compre queem taes melhoramentoa proce-
damos com unidade de vistas formando um plano
tireviameote tragado sobre o numero, grandeza e
ocalidade dos que se devam levantar, compre-
hendendo os seguinles :
Na entrada do Para cujo accesso os perigosos
bancos deBraganga e Tijoca tornam difficil o ar-
riscado, iadispensavel a collocago de uma bar-
ca pharol no canal dos Poges, providencia que
se completara coro o balisamenlo da baha da en-
trada por meio de pharoletes, estabelecidos as
pontas do Taip, do Carmo, Chapeo Virado, e Pi-
oheiros.
Na ponta do Gurupy, extremo N. da provincia
do Maranhao; na de Alcaotara na baha de Itaqui;
na de Jiriquoaquara e na da Tutoya, na provincia
de Piauhy.
No Cabo de S. Roque ; na ilha de Fernando da
Noronha ; no Cabedello ; as tres barras de Ser-
gipe ; nos diversos porlos que jazem entre o Mor-
ro de S. Paulo e a provincia do Espirito Saoto ;
oa barra dessa provincia ; as de Itaperoirim ;
Campos ; Macah; as ilhasda Ancora ; Iguape;
Paranagu; ilha da Graga : no rio de S. Francis-
co do Sul e Laguna ; na barra do norte de Santa
Catharina; finalmente.
25oQue libertar da tutella da administrago o
servigo da praticagem dos partos, seria no pre-
sente uma medida arriseada e de perniciosas con-
sequencias.
26oQue de reconhecida necessidade supprir
as praticagens de embarcacoes appropriadas sua
labulago e soccorros naraes ; especialmente de
botes salva vidas, de que poucas dispoem.
Basta indicar, como fazemos agora, estas posi-
gdes para escolhe-las bem ; porque revelam ne-
cessidades palpitantes ; mas o iltuslrado e profis-
sional ministro nao se limitou i isso ; juslificou-
aa com uma extrema habilidade, e de modo a
cooveocer at os mais pyrronicos antagonistas.
Para a realisago de to importantes e varios
melhprameotos a actualidade oflerece um seria
embaracoa falta de dinheiro nos cofres oacio-
naes; o dficit aberto nelles pelos erros do pas-
sado ; comtudo o nobre ministro nao est desa-
nimado, e espera com o sen orgamento reduzido
attender seoo todos, ao menos aos mais ur-
gentes, para o que eonta seguramente achar re-
cursos oa severa economa que lem estabelecido,
e em uma fiscalisagao intelligente, menos sojeita
i formulas protelatorias, porm iodubitavelmenie
mais proficua.
Na-prxima semana tornaremos i esteassump-
to, e notaremos ento os poucos pontos em que
divergimos da apreciago de S. Exc. o Sr. minis-
tro da marinha. .
Baha 9 de junho.
E.A.
i PIRII,- TYP. DI M. F. DI IAR1A.-1M1.


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