Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09320


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Full Text
\
illft XXXTII IDIEIO 143
Pur tres mezes atontados 58000
Par tres aezes vencidos 6$000
SABB1D0 22 IB JDIHO DE lili
Par aune adiaatada 19)000
Parte fraie ??r a subscriptor.
8NCARRBGAD09 DA BOBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alezandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
as Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jennimo da Costa.
PARTIDAS DOS UUKK&lUs.
Olinda todos os dias as 9 1/3 horas do'dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciraar, AUinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores,Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da msnhia)
ErHEMERIDES DO MIZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto erescente 7 horas 56 minutos da
manhaa.
22 La eheia aos 3 minutos da tarde.
30 Quarto minguante aos 21 minutos da, manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA*
17 Segunda. S. Tbereza raioha de Lyo.
18 Ter?a. S. Leoncio m. ; S Marinha v.
19 Quarta. S.Juliana de Falconieri v.
Quinta. S. Silverio p. m.: S. Prudeote.
21 Sexta. S. Luiz Gonzsga ; S. Albano m.
22 Sibbado. S. Paulioo b. de ola.
23 Domingo. S. Joio sacerdote; S. Edeltrudes.
jAUDlKfiUiAS DOS THlBUNAEa DA CAPITAL
JTribunsl do ommereio; segundas e quintas.
JRelacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
JFazenda: tercas, quintase sabbados as 10 horas!
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eival: tercas o sextasao meio
ENCARREGADOS DA. SUBSCR1P5AO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Das Bahia
Sr. Jos Msrtins Alrss ; Rio de Janeiro, o s,'
oao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
_ aia- propietario do sumo Manoel Figuelroa da
Sor/l*\'ri *T*1'' <,"rt" ,,bb'd0* Faria'nt ""* prs5a da Independencia ",
16 e 8.

PARTE OFFICIAL
LE N. 510.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves, presidente
da provincia de Pernambnco.
Faco saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou e en
sancciouei a lei seguinte:'
TITULO I.
Despeza provincial.
Artigo 1. O presidente da provincia antori-
sado a dispender no exercicio de 1861 a 1862 de
conformidade com as disposicoes seguintes, a
quantia de rs. 1,364:3605000.
CAPITULO I.
Assembla provincial e ucrtlaria da presidencia.
Ari. 2. Com as-
sembla provin-
cial :
Io Subsidio
dosseus membros
em* tres mezes de
esSo............ 17:940JD00
2* Ajuda de
2:O0OO0O
Cusi aos raesmos.
3 Emprega-
dosda secretaria..
% 4o Expediente
e aceio da casa in-
clusive a diaria do
servente..........
S 5* Publicacao
dos debates e ou-
tras impressdes...
Art. 3o Com a
secretaria da pre-
sidencia :
Io Emprega-
dos...............
2o Expediente
e aceio da casa,in-
clusive a diaria de
29000 para cada
servente.........
4:980000
6008000
6:7558000 33:275$O0O
18:2408000
36228000
CAPITULO II.
Instruccao publica.
Com a
21:8628000
3:OOOJOOO
8008000 3:8008000
28.8728000
Art. 4
directora gera..
1 Emprega-
dos................
2o Expediente
e aceio da casa in-
clusive a diaria de
18600 a um ser-
vente.............
Art. 5o Com o
gymnasio provin-
cial:
1 Emprega-
dos e professores.
2 Aluguelda
casa, devendo o
governo contrata-
la porcerto nume-
ro de annos.......
3 Expediente,
movis e aceio da
casa...............
4 Mentalida-
des de 12 alumnos
pobres, sendo seis
meios pensionistas
cujas vagas nao se-
rio preenchidas...
5 Museu.....
Art. 6 Com a
escola de commer-
cio :
Io Professo-
res................
2J Porteiro,
servindo de conti-
nuo 3008000 de or-
denado, e 2008000
de gratiticaco___
Ari. 7* Com as
aulas de latim, vi-
gorando a disposi-
co das leis ante-
riores :
Io Professo-
res................
2o Aluguel da
casa do professor
da freguezia de S.
Jos da cidade do
Recife............
Art. 8 Com es-
colas primarias :
Io Professores
e adjuntos........
2o Aluguel de
casas, movis e
expediente........
Art. 9o Comas-
sociaco dos artis-
tas................
Art. 10. Com a
bibhotheca provin-
cial :
Io Bibliothe-
cario..............
2 Aluguel da
casa e expediente.
CAPITULO III.
Auxilios industriad.
Art. 11. Sub-
vengo a compa-
nhia Pernambuca-
na de navegacao
costeira, por forca
das leis ns. 203 e
359.........
Art. 12." Juro
addicional da pri-
meira scelo da
estrada de ferro..
CAPITULO IV.
Obras publicas.
Art. 13. Com a
repartiQo :
1" Empresa-
dos................ 21:2528000
2o Expediente
e aceio da casa...
Art. 14. Com as
obras :
1 Estradas do
norte e de Pi
d'Alho............ 70:0008000
2Calcamento
da cidade do Re-
cife, na conformi-
dade do art. 50
desta lei, sendo
30:0008000 parase
calcarem as ras
do Sebo e da Tren-
te at encontrar a
lo Mondego; re-
paros e conserva-
Cao 6O:O00SO0OO,
inclusive 3:0008
com o concert e
reparos do acude
do Ouricury; com
urna ponte de fer-
ro na ra da Auro-
ra prxima a fun-
2:0008000
1-.2009000
3:2408000
5009000 35:8128000
4:5008000
5O08000 5:000g000
3:9758000
2008000 4:1758000
70:3378000
11:8009000 82:1378000
1:0008000
9009000
6508000
1:5508000
40:0008000
69:7528000
1:5009000 22:7528000
S
dicio de Slarr do-
ze contos de reis
importando tudo
............... 126:0009000
3 Com as
obras da matriz de
S. Jos da cidade
do Recife......... 8:0009000
4 Obras do
gymnasio......... 20:0009000 224:0009000
CAPITULO V.
Theatro de Santa Isabel.
Art. 15. Orde-
nado do adminis-
trador............ 1:8005000
CAPITULO VI.
Segur anca publica.
Art. 16. Forca
policial........... 20OOOO9OOO
Art. 17. Com a
casa de detencao:
Io Empr'ega-
dos, inclusive a
gratificaco de
4008000 ao cirur-
gio........:...... 12:3409000
2 Eofermeiro
com a diaria de
18600............. 5848O0O
3o Expediente 1:0009000 13:9249000
CAPITULO VIL
llluminaco publica.
Art. 18. 1,000
(impides de gazna
cidade do Recife.. 65:7009000
Art. 19. 101 di-
tos de azeite, na
cidade de Olinda.. 9:5848000
Art 20 30 di-
tos de dito na ci-
dade de Goianna. 3:2309000
CAPITULO VIII.
Soccorros de beneficencia.
Art. 21. Com os
hospitaes de Pedro
II, e dos lazaretos
e casa dos expos-
tos na cidade do
Recit............. 20:0008000
Art. 22. Susten-
to e curativo dos
presos pobres..... 30:0008000
Art. 23. Com o
recclhimento de
Goianna.......... 8OO9OOO
Art. 24. Dito de
Iguarass......... 1:0008000
Art. 25. Dito de
Olinda............ 5008000
Art. 26. Com o
collegio do Bom
Conseibo de Papa-
cara.............. 4:000000
Art. 27. Com o
hospital de miseri-
cordia da cidade
de Goianna........ l'.OOOfOOO
CAPITULO IX.
Culto publico.
Art. 28. Com os
coadjutores....... 12.0008000
Art 29. Com os
religiosos capuchi-
nos.............. 8648000
CAPITULO X.
Cobranca, arrecadaco e jiscalisaco das
rendas.
Art. 30. Com a
thesouraria pro-
incial:
Io Entrega-
dos, inclusive o
manuense extra-
ordinario......... 28:7549000
2o 6 por cen-
provavel do exer-
cicio vigente......
CAPITULO XIII.
Eventuaes.
Art. 39. Despe-
zas diversas, in-
clusive o que se
deve pagar ao Dr.
Jos Filippe de
Souza Leio, e aos
herdeiros de Pedro
JosCarneiroMon-
teiro.............
273.6959000
17:3008000
Ris....1,364:3608000
to da cobranza ju-
dicial.............
3 Expediente
e asseio da casa,
inclusives diaria
de dous mil ris
de um servente..
Art. 31. Com o
consulado provin-
cial :
1 Em prega-
dos, ficando o pre-
sidente da provin-
cia autorisado a
contemplar o por-
teiro com a cj-
thegoria de 3" es-
cripturario, e bem
sssim os guardas,
na que Ibes com-
petir para regular,
e com elles re-
partir a porcen-
tagem............
2* Capatazia
do algodao.......
3" Expediente
e asseio da caa,
inclusive dous mil
ris de diaria ao
servente nos dias
uteis,.........
Art. 32. Com as
collectorias e a-
gencias:
8i Promotores
Qscaes, vencendo
cada um seis por
cento do que ar-
recadar...........
2 Collectores.
3o Escrives.
4 Agente do
fumo, tabaco, sa-
bio, etc., vencen-
do cinco por cen-
to do que arre-
cadar.............
5" Agente de
lquidos espirituo-
sos e vinagre
4:1148000
2:0008000 34.8688000
38:5809000
3:9608000
2:1039000 44:6439000
4:6268000
6:8779000
4:785800o
4:0708000
2:5088000
CAPITULO XI
A posentador ias e jubilacoes
Art. 33. Apo-
sentados.........
Art. 34. Jubi-
lados......A..... .
CAPITULO XII
Divida provincial,
ArL 35. Resga-
te das apolices e-
mittidas em vir-
tude da lein. 354.
Art. 36. Juros
das mesmas ^p-
lices..............
Art. 37. dem
das apolices emit-
lidas em virtude
do art. 31 da lei
n.488............
Art. 28. Divida
de exerciclos fia-
dos, e a resul-
tante do dficit
22:8668000
9:3758000
19.0518000
11.1009000
44800O
22:5009000
TITULO II
Receita provincial.
Art. 40. Para effectuar a despeza fizada no ti-
tulo antecedente, tica o presidente da provincia
autorisado a determinar a cobranca dos impostos
designados nos paragraphos seguintes :
1 Noventa ris por arroba de assucar ex-
portado.
2 Viote ris por caada de agurdente e
alcool idem.
3. Sete por cento sobre a exportacao do mel
de furo.
4 Oito por cente obre os couros salgados,
verdes e seceos, e sobre os espichados, expor-
tados.
5 Dous por cento sobre a exportacao do al-
godao.
6" Cinco por cento sobre os mais gneros
exportados-excepto o caf.
7 Triota mil res pels exportacao de cada
escravo. de conformidade com o 7 artigo 41 da
lei n. 431.
8o Duzentos ris por libra de tabaco fabrica-
do, mil e duzentos per arroba do nao fabricado,
tres mil ris por milheiro de charutos, mil e qui-
nhentos por milheiro de cigarros, oilocentos ris
por arrobado sabio, trinta ris por caada de
bebida espirituosas com excepcao da genebra e
dos licores que pagario cincoenta ris por eaoa-
da, vinte ris por caada de vinagre, ficando
iseotas destes impostos ns> fabricas di pro-
vincia.
9 Vinte por cento de agurdenle de pro-
dcelo braslleira, consumida na provincia, co-
brado por admtnistracio na cidade do Recife e
seus arrabaldes.
10. Dous mil e quiohentos por cabera de
gado vaceum, consumido na provincia.
11. Decimas dos predios urbanos.
12. Vinte mil ris por meia siza da venda
de cada escravo.
13. Sello de herancas, legados e doages de
qualquer especie, observando-se a respeito todas
ss disposicoes em vigor sobre as herancas e le-
gados, no que Ihe fdr applicavel, augmentan-
do-se cinco por cento sobre a imposicio ac-
tual.
14. Dous por cento sobre-os premios das lo-
teras maiores de qutlrocentos mil ris.
15. Daz por cento de oovos e velhos direi-
tos pela Bomeagio e aposentadora dos empre-
gados provinciaes.
16. Quatro por cento sobre ss rendas dss ca-
sas em que se acharem os eslabeleeiroentos de
commercio, fra da cidade do Recife, sob as
prensas de algodao, typographia,, cocheiras, ea-
vallarices de aluguel, botis, botequins, casas de
pasto e fabricas, excopto as ruraes em toda a
provincia.
17. Oito por cento sobre as rendas das casas
em que se acharem consultorios mdicos e cirur-
gicos, cartorios. e quaosquer escriptorios nao
compreheodidos no seguinte paragrapho.
18. Doze por cento sobre as rendas das ca-
sas em que se acharem na cidade do Recife os
estabelecimentos de commercio em grosso, e a
relalbo, os armazens de recolher e de deposito,
e os trapiches.
19. Cncoeots mil res porcada urna casa da
bilhar, de modas, elojas em que se venderem
chapeos e roupa feita em paizes estraogeiros.
20. Um cont de ris por cada urna cass de
operaces bancarias com emissio de oulcos pri-
vilegios, e quinhentos mil ris por cada urna dita
em taes privilegios,
21. Trezentos mil ris por cada urna dita
sem emissio, bem como por cada urna dss
companhias anonymaa e agencias.
22. Duzentos mil ris por cada urna casa de
cambio.
23. Dez por cesto sobre a renda dos terre-
nos oceupados com o planto do capim no mu-
cipio do Recife, continuando a ser srrecadada
por arrematado.
24. Trezentos e vinte ris por sacca de algo-
dao na capitana.
25 Quinhentos ris por tonelada das aira-
rengas e canoas abertas, empregadas no trafego
da carga e descarga.
26. Dezeseis mil ris por cada om carro par-
ticular de 4 rodas de eixo fixo, dez mil ris por
dito de 2 rodas' dezoito mil ris por dito de
aluguel de 4 rodas, ooze mil ris por dito de
duas rodas, vinte cinco mil ris por cada um m-
nibus, seis mil ris por cada urna carrosa e por
cada um carro nao comprehendido as designa-
Qcs precedentes, exceptuados os vehculos em-
bregados no servico agrcola.
9.27 Trinta mil ris por cada um escravo em-
pregado 00 servico das alvareogas e canoas aber-
tas de que trata o 25.
28 Matriculas e emolumentos do curso* com-
mercial na forma do respectivo regulamento.
29 Cem mil ris de cada corrector commer-
clal e cincoenta mil ris de cada corrector de es-
cravos.
30 Meio por canto sobre o producto de cada
leilocom excepcao dos judiciaes repartidos igu-
almente entre o comprador e o vendedor.
34 Cinco por cento do valor das flaneas cr-
ales, com execepcio das quehouverem de pres-
tar os senhores por seus senhores por seus es-
crsvos.
32 Os juros das quanlias depositadas na cai-
xa filial, fc
33 Pedagio das pontes e estradas.
34 Bens do evento.
35 Emolumentse aprehendes da polica.
36 Mullas por infracedes.
37 Restiluicoej e reposicoes.
_ 38 Producto da venda de gneros, utensis e
proprios provinciaes.
39 Metade da divida anterior ao 1 de julho
de 1636.
40 Divida activa.
'Rendas com a applicaao especial.
1 41 Producto do imposto estabelecido pela ei
D- 350 para o calamento da cidade do Recife.
42 Cinco por cento sobre as reodas dos bens
de raz pertencentes a corporacoes de mi mor-
a ; exeptuadas aquellas, que manten- estabeleci-
mentos de candado, applicado a o soccorro dos
Hospitaes Pedro. II, o dos Lazaros e a casa dos
expostos da cidade do Recife.
43 Producto das loteras do gymnasio pro-
vincia para as obras do mesmo.
TITULO III
Disposicoes atraes.
CAPITULO XIV.
Art. 41 Fica o presidente da provincia auto-
risando :
-4 A entender se com o governo geral afim
de realisar o pagamento das quantias adianta-
das, e que o forem pela fazenda por conta dos
juros adcionaes da estrada de ferro, por meio de
annuidades pagos de seis em seis mezes, na ra-
zio de nove por cento ao anno, sendo sete de
jaros e dous de amorlizacio.
2* A contratar o calcalmento da cid de do
Recife por bracas quadradas applicando a este
nm as quanlias votadas annualmenle, e as sobras
da receita.
3 A' entender-se com adireecio da sompa-
nhia Pernambucana para admitlr dous aprend-
zes de pilotagem em cada um dos seus vapores,
indepeodaute de estipendio algum.
4o A convencionar com o impreiteiro das es-
tradas do Norte e Pao d'Alho a limitarao das
obras, de modo que a Importancia dellas no exer-
cicio da presente lei nio exeeda i verba decre-
tada n. 1* artigo 14 da mesma.
5" A entender-se com os presidentes das pro-
vincias que remetterem prezos para casa de de ten-
Cao, afim de que os cofres provinciaes sejam in-
demnisados das despezas que com a sustentacao
e curativo delles se fizerem, e igualmente provi-
denciad para que os sentenciados deixem de ser
alimentados a custa da provincia.
6o A* promover aquisicio das leis das pro-
vincias do imperio e as remetiera a secretaria
desta assembla.
Art. 42 A directora da instruccao publica re-
metiera a thesouraria, no principio de cada exer-
cicio urna tabella demonstraliva do quantum de-
ve ser paga a cada professor para despeza do alu-
guel da casa, tinta, agua e limpeza addicionada
a gratificaco de cada um delles.
Art. 43. Fica prohibida a emissio do restsnte
das apolices, autorisadas, pelo artigo 31 da lei
n. 488.
Art. 44. Fica approvado o augmento de vinte
por cesto sobre os ordenados dos empregados
provinciaes concedido pelo governo. em virtude
da autorisacao dada pelo artigo 34 da lei n. 488
de 16 de maio de 1860, ficando suspenso no
exercicio da presente lei metade desse augmento,
e todo elle suspenso aos empregados no consu-
lado provincial que tiverem porceotagem, auto-
risado o presidente da provincia a despender a
verba que for necessaria para isto 00 exercicio do
da presente lei.
Art. 45 Ficam em vigor os artigos50 e 52 da
lei n. 441 de 22 de janho de 1857 e o aitigo 34
da lei o. 473 de 5 de maio de 1859, e revogadas
as de msis entorisacoes, dadas as lei do orna-
mento anterior.
CAPITULO XV.
* Disposicoes transitorias.
Art. 46. A porcentagem creada pelo artigo 44
da lei n. 364 fica elevada a um por cento, destri-
buida na forma do artigo 39 da lei a. 452.
^Art. 47 Fica extensiva so teraciro escriplurario
do consulado provincial Vicente Machado Freir
Pereira da Silva a disposico do artigo 26 8 8* da
lei n. 488. -">
Art. 48. I' permettido pagar-se a mei siza
dos escravos comprados em qualquer lempo an-
terior a data da presente lei independente de re-
Talidagio e multa, urna vez que os devedores
actuaes desto imposto, o facam dentro do exer-
cicio de 1861 a 1862, os que nio o fizerem Oca-
rio sujeitos a revalidado e multa em dobro,
sendo um terco para o denunciante. A thesou-
raria far annunciar por edital nos primeiros 10
dias de cada mez a presente disposico.
Art. 49 O producto das loteras do theatro de
Santa Izabel ser spplicado como subsidio ao
emprezario do mesmo theatro.
Art, 50 Fieam revogadas as disposicoes em
contrario.)
Mando, por tanto, a todas as autoridades, a
quem o conhecimento e execuco da presente
le pertencer, que a enmpram o facam cum-
prir lio iateiramente, como n'ella se contm. O
secretario desta provincia faca imprimir, pu-
blicar e correr.
Palacio do governo de.Pernambuco, 18 de junho
de 1861, quadragesimo da independencia e do
imperio.
L. S.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a prsenle lei nesta se-
cretaria do governo de Pernambaco sos 18 de
junho de 1861. Joio Rodrigues Chaves.
Registradas as 72 do liv 5" de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 18 de
de junho de 1861. Rufino Jos F. de FigOei-
redo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 19 de junho.
Officio aoExm. presidente das Alagoas.Tendo
de seguir para essa capital com destino co-
marca de Tscarat a reunir-se ao corpo da guar-
nicio desta provincia o segundo cirurgiio do
corpo de saude do exercito, Dr. Francisco Anto-
nio Fcrnandes Jnior, solicito de V. Exc. a expe-
dido de suas ordens para que seta elle trans-
portado at a cidade do Penedo por coala do mi-
nisterio da guerra em um dos vapores da compa-
nhia brasileirs. 1 4
Dito ao coronel commandante das armas.
Queira V. S. declarar ao commandante da for-
taleza do Bruw que os vapores da- companhia
brasileira de paauetes, bem como os da Pernam-
bucana de nivegacio costeira, gosando dos pre-
vilegios de navios de guerra nao estfto compre-
hendidos ns recommeodacio que se lhe fez em
virtude do meu officio datado de 10 do corrente.
Dito ao mesmo.Respondo ao officio que V.
S. me dirigi sob numero 787 e data de 28 de
maio ultimo, declarando que coneordo em serem
addidas ao corpo de guaroico, afim de seguirem
para o centro da provincia as pracas doentes cujo
tratamento os facultativos julgsm que melhor
effectuar-ie no sertio do que no hospital militar,
e neste sentido pode V. S. expedir as convenien-
tes ordens,
Dito ao mesmo.Communico V. S. que por
despacho desta data conced mais 30 dias ao ea-
crivio interino do hospital militar Leonel Ra-
phael de Moraes e Silva para apreseutaco do
seu ttulo. Communicou-ss a thesouraria de
fazenda..
Dito ao mesmo.Srva-se V. S. de emittir o
se parecer acerca da tabella organisada pela the-
souraria de fazenda arbitrando a etape de pri-
meira lioha em gusrnicoes nesta provincia, do
pi alvo para os doentes as enfermaras milita-
res e da racio da forragem para a companhia fiza
de cavsllana no semestre de julho a dezembro
futuro.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. fazer os reparos precisos no vapor
Ipiranga constantes do officio junto por eopia do
commandante da estacao naval.Commuoicou-se
a este.
Dito ao mesmo;Queira V. S. declarar se o
africano Hvre Joio Illa que se refere no officio
datado de hontem sob numero 175, cahiodo ao
mar de bordo da barca da escavaco, falleceu,
ou pode ser salvo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Approvo a decisio proferida por V. S. em junta
dessa thesouraria, e de que me remetteu copia
com o seu officio, numero 480, de 12 deste mez
contra o abono de vencimenlos militares a pracas
do exercito a pena de prisao simples ou com tra-
balho, com exclusao temporaria ou perpetua dos
corpos a que pertencerem.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar nos devi-
re-
com-
dos lempos ao procurador do alteres do corpo de
guaroico desta provincia. Joaquim Jos Luiz de
Souza, a quantia de 58000 reis, que o mesmo al-
teres pedio para consignar mensalmente de seu
sido nesta capital, como se v do incluso
quenmento.Commuoicou-se ao coronel
mandante das armas.
Dito ao mesmo.Altendendo ao que pedio o
segundo cirurgiio do corpo de saude do exercito,
Dr. Francisco Antonio Fernandas Jnior no re-
quenmento a qe se refere a informacio de V. S.
de 15 deste mez, sob numero 500, o aotoriso a
mandar naos pagar ao mesmo doutor a quantia
de 66JO0O, que se lhe est a dever de gratificaco
addicional e etape, vencidos em maio prximo
findo. mas tambem adiantar-lbe o seldo relativo
ao corrente mez, e bem assim a quantia provavel
para urna besla de bagagem na sua conducio de
Penedo at Tacarat, para onde tem de seguir, a
reunir-se ao corpo de guarnido desta provincia,
devendo o pagamento dos 669OOO ser effecluado
sob a responsabilidade da presidencia, nos termos
do decreto de 7 de malo de 1842, por nio haver
erudito, segundo consta da informacio.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.
i para seu conhecimento e eiecugao na parte que
I lhe tocar o aviso de 15 de maio ultimo, no qual
i o Eim. Sr. ministro da guerra maoda, de ordem
.de Sua Mageslade o Imperador, que precedendo
, ioformacao do procurador fiscal dessa thesouraria
j seja paga a Venencia Maria do Vale e s suas ir-
mies, i visla de carta de liberdade por ellas
passada ao seu escravo Antonio Jos de Oliveira,
que se acha cem praca no 8.* batalhio de infan-
taris, e certidio de devida desse individuo, a
{ quantia de 1:0009000 reis, que propuzeram acei-
tar por sua caria de liberdade, que, sendo passa-
da com todas as formalidades, dever ficar archi-
vada na secretaria dessa presidencia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista das inclusas contas que me (oram re-
mettidas pelo chefe de polica com oflicios de
hontem, sob os. 559 e 561, mande V. S. pagsr ao
delegado do termo do Ouricury a quantia de rs.
1058400, dispendida no mez de Janeiro ultimo
com o sustento dos presos pobres da respectiva
1 cadeia, e a Simplicio Jos de Mello a de 908400,
em que importan) as despezas feitas com o forne-
cimento tambem a presos pobres da cadeia do
Brejo no mez de maio ultimo.
Dito ao juiz dedireitode Po-d'Alho.Remet-
i Vmc, para seu conhecimento, copia da in-
formacio ministrada em 8 do correle pelo juiz
municipal do termo de Sanio Aotio, da portaria
e certidio a que elle se refere, donde se v que
nio foi all recebida a precatoria de que trata o
officio desse juizo de 15 de maio prximo findo,
relativamente ao inventario do finado subdito por-
loguez Francisco Correa Vieira.
Dito ao juiz de direito do Brejo. Respondo
consulta por Vmc. feita em officio de 7 deste mez
com referencia ao art. 148 do cdigo criminal e
decreto 2423 de 23 de marco de 1859, tenho a di-
zer-Ihe que, em face da doutrina do aviso n. 70
de 7 de fevereiro de 1856, deve Vmc. julgar con-
forme a jurisprudencia e leis em vigor, dando s
nartes os recursos que couberem para os tribunaes
superiores.
Dito ao tenente-coronel Luiz Francisco do Re-
g Barros, delegado de polica do 3 districto da
capital. Inteirado pelo officio, que em data de
14 deste mez me dirigi o Dr. Luciano de Moraes
Sarment, enearregado de curar a febre amarella
nessa freguezia, de haver Vmc. prestado tojos os
soccorros ao seu alcance aos desvalidos, que sof-
freram desse mal, concorreodo assim para o bom
desempenho da commissio confiada aquello Dr.,
louvo o seu zelo e solicitude pelo servico publico
e bem estar dos habitantes desse districto sob sua
jurisdiccio.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Sirva-se o Sr. superintendente da via frrea de,
entendendo-se previamente com o arrematante
da conduccSo de gneros da estacao das Cinco
Ponas para o centro desta cidade, iazer addir ao
respectivo contrate a clausula de ser o mesmo
arrematante obrigado a dar sahida, conduziado
para o mercado os gneros, vinte e quatro horas
depois de recolhidos ao armazem da eslacio ; sal-
vo haveodo para qualquer demora motivos im-
previstos e extraordinarios, como de eviden-
te vantagem para os particulares e para o com-
mercio.
Circular a todos os viganos da provincia.De-
terminando-se em aviso de 7 do corrente que, a
contar de julho prximo vindouro em diaote 11-
quera suspensas as funeces da reparticio espe-
cial das Ierras publicas, as quaes passario a ser
exercidas por esta presidencia at ulterior deli-
berado do governo imperial; assim o communico
Vmc. para seu conhecimento.
Portara.O presidente da provincia, altenden-
do ao que lhe requereram Amorim & Irmos,
consignatarios do patacho nacional Novo-Lima,
resolte conceder permisSao para Luiz Antonio da
Silva malricular-se independente de apresenta-
cao de carta de piloto, como capitio do mesmo
patacho, na viagem a que est destinado para o
Porto-AIegre, devendo porm assignar termo na
capitana do porto, pelo qual se obrigue a exhi-
bir a predila carta para outra qualquer viagem.
Igual concessio fez a Azevedo & Mendes para
a matricula de Basilio Luiz Coelho, como capitio
do brigue nacional Veloz.
Despachos do dia 19 de junho,
ReOMsrtmanlos.
Aristides Francisco da Rocha. Informe o Sr.
director do arsenal .de guerra.
Francisco Antonio de Carralho Sequeira.Sel-
lado volte.
Firmino Pessoa da Gama.Como requer pago
o foro devido e mais direitos.
Dr. Francisco Antonio Fernandos Dirija-se
thesouraria de fazenda.
Francisco Marlins dos Aojos Paulo.Como re-
quer depois de pago o furo, que esliver dever.
Jlenrique Eduardo da Costa Gama.Passe por-
tara concedendo 3 mezes de Ucen;s com venci-
menlos na forma da lei.
Joio Canto Ribeiro do Amaral. Informe o
Sr. eugenheiro direetor das obras publicas.
servico nesta provincia, no semestre do I de ju-
lho a di de dezembro de 1861, de conformidade
com as cartas de le de 24 de setembrode 1828 e
24 de norernbro de 1830. e ltimamente manda-
das cumpnr peto aviso do minislerio
de 25 de outubro de 1852.
A saber :
da guerra
GNEROS.
taria concedendo a liceoca requerida.
Leonel Raphael de Moraes Silva.Concedo' ao
supplicante mais 30 dias para a apresentscio do
titulo.
Bacharel Pedro de Alcntara Peixoto de Miran-
da Veras, pedindo certidio do theor da portaria,
que no 1 de marco do corrente anno lhe conce-
der 3 mezes de licenca.Passe.
commadTas armas.
Qaartel do eommando das armas
de Pernambuco, na cidade do
ltecife, em tO de junho de 1861
ORDEM DO DIA N. 111.
O coronel commandante das armas faz publico
para conhecimento da gusrnicio e devido effeto,
que a presidencia em officio de 18 do correte lhe
communicou ter por portaria da mesma data
concedido a demissao que pedio Braz Marcelino
do Sacramento, do lagar do pharmaceuticoda bo-
tica do hospital militar.
Faz publico ootro sim, que a mesma presiden-
cia fpptovou s tabella transcripta de avaliacao da
etapp, para a tropa de linha no 2o semestre do
cbrente anno, e da forragem para a companhia
lxa de cavallaria.
. Tabella da etape para a tropa do f lioha em
Farinha de mandioca
Carne fresca.........
Ditasecca............
Arroz................
Feijao..............
Toucinho............
Sal...................
Lenha..............[
Primeira especie.....
Segunda dita........
Termo medio........
Pi para os doentes
do hospital........
38440 oalq.
58120 a
58120 a @
2j816a @
68400 oalq
!)$000a(5)
331
269
48160 a
1 tt

6
B *<3
a -o 3
C as
"*
1/40 86
1 % 160
l/l *
4/0 22
1/160
2/0 34
1/0 5
24/0 24
331

... ...
600 ...
..... 300
1/2 86
'80
"40
3i
5
24
269
300
65
FORRAGENS PARA
A CAVALLARIA.
2
!S
J
21/2
1/8
300
400
700
c?P*m............... 120 a
Mllno................89200a alq.
Secretarla da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 13 de junho de 1861. Servindo deoffi-
cial-maior Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Approvo provisoriamente. Palacio do gover-
no de Pernambuco, 18 de junho de 1861.Nu-
nes Goncalves.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
alteres ajudante de ordens interino do eom-
mando.
INTERIOR.
RIO
DE JANEIRO.
SENADO.
SESSO EM 20 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. viseonde de Abaet.
As 10 horas e 3/4 da manhaa o Sr. presidente
abre a.sessio estando presentes trinta Srs. sena-
dores.
Lida as actas de 17 e 18 do eorrente mez, sao
ambas approvadas.
. EXPEDIENTE.
O Sr. 1 Secretario l un requerimento db Dr.
Francisco de Assis Negreiros Castro, pedindo ser
nomeado ofDcial da secretaria do senado.A*
commissio da mesa.
E' apoiado e vai a imprimir o projecto que ha-
via ficado sobre a mesa na sesso de 15 do pre-
sente mez.
ORDEM DO DIA.
Submeltida votado, por ter ficado encerrada,
a 3-1 discussio do projecto do senado que prohibe
a venda de escravos debaixo de pregao e em ex-
posicao publica, com a emenda do Sr. Silveira
da Motta, rejeitada a emenda e por fim o pro-
jecto.
Entra em 1* discussio o projecto de resposta &
falla do throno.
O r. Vasconcellos diz que quando se organisou
o actual gabinete circularais boatos de que o ptiz
o senado tem conhecimento e que dio direito
ao paiz e ao senado para quererem ser esclareci-
dos sobre a situacao poltica. Nio teocona ag-
gredir ninguem, nem fazer a menor ofiensa quer
aos ex-ministros quer aos membros do ministe-
rio que ora dirige os negocios pblicos ; o que
deseja, o que tem em vistas que no iuteresse
do estado sejam amplamente dadas explicacoes
que ficaram incompletas na oceasiio em que fo-
rano expendidas as causas da retirada do gabinete
de 10 de agosto.
Os boatos que entio se espalharam e a que al-
ludio foram que o paiz achava-se em agitacao,
recetando-se serias desordens, ou logo naquelles
dias ou quando, reunidas as cmaras, se tratasse
da verficaco de poderes dos deputados. Foi
assim que se explicon a entrada do Sr. marquez
de Caxias para o ministerio com a pasta da guerra
e a presidencia do cooselho, e a chamada de um
oulro illustre general para a diroeco dos nego-
cios da marinha.
Considerando no que nessa oceasiio se disse,
chegou a duvidar de seus ouvidos ; por quinto
attendendo ao estado do paiz, e comparando-e
com os boatos propalados, nio poda deixar de
reconhecer que nio tinham o menor fundamento
diante da paz a mais profunda e de ujs espirito
de ordem tio consolidado que nio foi abalado,
a estes predominou, mesmo durante o pleito das
difierentes opinioes polticas na quadra das elei- -
(des.
A' vista de tal contradicho entendeu que cum-
pria esperar os factos. Assim, foi com a,maior
satisfago que, lendo o discurso da coroa, obser-
vou que o throno havia rendido completa jusiica
aos sen limen tos de adhesio dos Brasileros as
nossas instiUiic,des, exprimindo-se da seguinte
maoeira :c A tranquillidade publica nio tem
sido alterada. Gracas i Divina Providencia, a
confianca inspirada pela boa ndole dos nossos
concidadios e por sua adhesio s iastiuic,des na-
cionaes nio se desmentio, prevalecendo, mesmo-
durante a luta das opinioes em peonadas no plei-
to eleitoral, os ioteresses da ordem publica.
Ora, depois de urna manifestaco tio solemne,
nio espera va ouvir as palavras que proferia o ex-'
presidente do cooselho, em resposta i ioterpel-
lacio do nobre senador pelo Para. Disse S. Exc :
Bacharel Joaquim Eduardo Pina. Passe por- ^DeP09do movimento e da agitacio que se deram
durante o periodo eleitoral, alguns de meus-
collegas eodenderio que nao podamos seguir
poltica que tiohamos encelado e que al entio
tinhamos fielmente manlido ; que .era preciso va-
riar de poltica, principalmente i vista da sita-
Cao que se apreseolava, a seu ver, de um modo
pouco melindroso, etc.
Comparando estas palavras coma falla do thro-
no nota-se sensivel divergencia. Se a eleicao pro-
duziouma agitacio tio seria que levou algn? mi-
nutos a entender que deviam mudar de poltica ;
se at as altas regides do poder sentio-se o aba-
lo social, cqmo possivel que a corda deixasso
de dar a sssembla geral conhecimento de um
facto de tanta gravidade ? E somo poder o paiz
apreciar devidamenta os acootecimentos fundan
do-se em informaces tio contraditorias t Ja se>
v que as cousas nio podem ficar neste p.
O nobre ex-ministro dos negocios estraogeiros,
procurando attenoar a impressao que haviam cau-
sado as pelaras do seu collega, ex-presidente do
cooselho, sustenton que S. Exc nio havia dito
que a relirads do ministerio (Ara por causa das
eleicoes ; mas o nobre ex-ministro dos negocios
estraogeiros nao deu outra explicagao, pelo con-
trario repeli que em consequencia da luta elei-
toral a aociedade cooslituio-se por modo, ou pa-
reeeu assumir aspecto tal que no leio do gabiaa-
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mtnisteri, etc. "
Quer islo diier que o juslameale por c- .
fias alendes que se dissolveu e n>'"; ",rt"
rece ate que o Sr. Cang" --"rio, e pi-
que o-Sr ofot-mato seoUeste do
.. -err8f, poique apresentou esta nica
-dtttl; entretanto que o Sr. ex-presidente do con-
fcelh deixo tambem entrever oulras.
Cita contradigo entre a falla do throno e os
discuraos dea obrea ex-ministros ainda aggra-
adapelo que o Sr. actual ministro da iusligs,>s-
crevendo o aeu relatorio, diz a espeito de elei-
coes : abi encontra o orador enunciadas ptopoai-
coes que a rudez de seu espirito nao pode com-
preheoder, ou que enifio eslo de pleno accordo
com o que disseram osnobres ex*-ministros ecom
es boatos que correr m por occasiao da exonera-
do do gabinete.
Parece poia que o gabinete actual est sob al-
gum presta o, ocre que onobre ministro da jus-
iica nao usara de tal lingagem se nao eslivesse
convencido da existeocia de serios perigos. Foi
pois para provocar urna discussao oeste campo
que pedio a palavra, afim de ver se consegueque
o paiz seja cenipletameute informado da maneira
porque o governo considera a preseote situado.
Em ura paiz' regido pelo systema representati-
vo julga que nao se acreditar que por mera cu-
Tiosidade que suscita este dbale. Se os Srs.
cx-ministros declarassem simplemente que ha-
viam dcixado as pastas por motivos de saudes ou
-outros "semelhantes, nada diria o orador, porque
pouco importara ao atado saber se a molestia era
-febre, urna constipado, ou dores e cabega, etc.,
te. etc. Porm as circumstanctas em que o paiz
*e acha, vendo-se informado to conlraditoria-
monte, pensa. que a insistencia com que o orador
pede mala ampias explieges urna necessidade
Wjue nao pod* ser desconhecida.
Se o actual ministerio eotende pue a situadlo
do Brasil to delicada quel a descreve o relato-
rio do Sr. ministro da Justina ; se pensa que o
estado adia-se araeagado de" urna revolla seria,
capaz de abalar os fundamentos do systema que
eegimos, diga-o claramente, acredita o orador que
nao hiver um s senador que nao esteja diapos-
to a concorrer para que a' anarchia seja debellada
se conservera intactas as nslituicOes do paiz,
sendo ir antida a coostituigo.
Parece com ludo que nao licito receiar esses
perigos para a sociedade, e por isso est conven-
cido que as informacocs dos Srs. ex-ministros,
assira como as propusiges contidas a eite jespei-
-to no relatorio do Sr. ministro da justica. nao
podem destruir o que foi annunciado na falla do
torono.
Se quer que seja execulado sioceramente o sys-
tema representativo, deve-se comecar por asse-
ajurar todo o rrtpeilo ao throno e s cmaras le-
gislativas. Sem a allianga sincera e Ormc do-
pederes polticos nao pode,existir systema repres
sentalivo. Que difiieuldade pode haver em tra-
zer ao conhecimenlo das cmaras todos os tactos
que se passaram na retirada do gabinete de 10 de
agosto, e na organisacao do actual Nao ser
mesmo coulra os nossos usos parlamentare que
xe resista a urna exigencia to sensata ? Que razo
poder dar-se para isso? Nenhunia.
Desde que se trata de organisar um, ministerio.
a corda (em o-direito de designar para o gabine-
te os hoaeos do partido queella enlende quede-
ve dirigir os negocios pblicos ; de indicar al as
pastas que cada um nielhor pode oceupar. Por
este lado poisjio devo apresentar-se a menor
aJuvid. E lembra-se que o reloado de Luiz Phi-
lipe, por occasiao da crise ministerial, que durou
45 dias, Thiers nao hesitou em declarar na cma-
ra dos deputados que nao entrou para o minis-
terio por divergir da opiuio da corda na queslo
la Ilespanha.
Outros estadistas como Guizot e Odillon Barrot
deramexemplos desle genero. Na Inglaterra, em
ittuacops semelhantes, homens notaveispediram
cmara dos corrlmuns que inquirisse sobre os
motivos da retirada dos ministro-, porque se in-
culcava que era devida a motivos prejudiciaesaos
grandes intpresses do estada.
Assim, pens que faz um pedido muito limita-
do aosnobres ex-miuislros ; e espera sersalis-
eilo porque- nao leva intenso malfica neslas
interpellaces. Se dfseja averiguar e a falla do
throno informou o paiz da verlade, ou se a ver-
dade est as discursos dos Srs ex-minislros e
no relatorio do Sr. ministro da Justina.
Urna vez que tero a palavra far din Ja algumas
observages sobre o actual -ministerio. as ante-
riores sesses estava as vezes em divergencia
com alguna dos gabinetes que se- organisaram ;
masssa divergencia tem-se limitado sempre aos
actos e s opiuies dos ministros, porque nao
conserva iodisposicBo pessoal com nenhum del-
lee. O que aspira ver firmada em bases soli-
das a prosperidade do paiz, e por isso desejava
que os Srs. ministros actuses explicassero, com
xnais largueza do que o fez e Sr. presidente do
cotiselho, quaes sao as suas vistas a respeito da
Bituago poltica
Disse S. Exc. que os actos valem mais do que
as palavras; mas o orador eotende que o 3enado
lem o direito de saber mais alguma cousa sobre
pontos de poltica a respeito dos quaes o gover-
-110 deve sempre pronunciar-se de modo que nao
deixe duvida, para que as cmaras possara saber
t onde devo chegar o seu apoo ao ministerio.
O nobre marquez de Caxiss, referindo-e ao
seu pasaado, j deu alguma luz que guie no de-
dalo em que nos acharaos. Esse passado glo-
rioso para o Sr. presidente do conselho ; prnde-
se porm a lulas d<- plora veis, e por isso pode au-
lonsar a que se pergunle se S. Exc, quando se
repertou ao seu passado, quiz dizer que est dis-
posto a marchar para o esmpo do combate, afro
de subjugar os revoltosos quando estes se apre-
eeiitem. Se assim coroprehende-se ; mas, te
quiz referir-se s ideas polticas, ento Bca o ora-
dor perplexo, porque o nobre marquez fez parte
do ministerio de 6 de setembro, que proclamara
a conciliacao, e as mesrnas cireumstancias a-
cham-se alguns-outros dos Srs. ministros ao pas-
eo que outros de seus collegas devem ser consi-
derados divergentes neste ponto.
Avista disto a resposta do Sr, presidente do
conselho nao pode ser reputada satisfactoria, as-
sim coreo nao o foram as explicarles dadss por
dous dos Srs. ex-ministros acerca-dos motivos
que causaram a retirada do gabinete
O nobre marquez tomou parle, e parte muito
legitima as ultimas eleigoes geraes. Se no po-
der representante das ideas do partido que di-
rigi durante essss eleigoes; se foi de accordo
cora os principios desse partido que aceitou a mis-
sao de organisar o gabinete, bom que o diga
convindo quedeelare logo se conta com o apoi
eincero e leal daquelles que S. Exc. auxiliou
iiessa quadra.
Desejo que, se o Sr. presidente do conselho
lera como verdade que os nicos principios que
podem salvar o paiz sao os conservadores, ainda
inestr-o exagerados, siga a sua rota com toda a
franqueza, declarando-o sem reboco ao paiz e ao
parlamento. Curopre porm que esses amigos
que o nobre marquez conta que o apoiem nose-
jam amigos que apenas supportem, -mas que de-
fendara, que se apresentem na tribuna.
O paiz tera o direito de saber qusl pode ser o
resultado dessa poltica ; mas se as cousas conti-
nuaren! como at cerlo lempo, ento persistir a
coofusao que tao prejudicial tem sido a causa pu-
blica.
Entendeu-se que era preciso descriminar os
partidos. D'ahi datou a divergencia entre alguns
xnembros do partido conservador e outros que
hoje parece que eslo dirigindo os negocios do
Estado. E' pois preciso que se saiba se o minis-
terio conta com um apoio sufBciente, nao to so-
mente para viver, [triste vida a do ministro que
so vive para o expediente :) porm para goremar,
sendo tnurophar as suas ideas e consigna-las
m leis; ou enie que se retire, se nao conseguir
* apoio franco das cmaras. grande desgraca
ser ministro sem poier prestar servicos ao paiz,
sem alcaogar fazer-lhe benecios.
Se o nobre marquez pode dirigir os negocios
pblicos deforma que o Estado colha os fruclos
de um systema que tanto lhe tem costado a nrsn-
ter, o orador far rotos pela duraeo dos Srs. mi-
nistros e para que teoham vida maior do que a de
alalhusalem.
Mas talrez pelo estado de molestia'em que se
re e que o leva a reputar um amphiguri o que
para os mais ser claro; e por melhor que seja a
Jenteque empreguepara examinar osnossos ne-
gocios pblicos, descobre nao te refere a nio-
guem da casa) alguns mysteroa na ooasa pralica
ao systema representativo; e pr isso que ca-
rece de explicares e tosiste em pedi-lag.
-...?"' mJD18tro lem visto o embaracoi com
&. 8f 1? de-,ens 8lecessores lularam. Eviu-
pam. '" UID ^TnH-'i0* riorte reduziodo
S L ^""" d0 tdrio ; que a ini-
lftira que lhes pertencia tenha de.Pparcido.
cousuiuiSaaJie}i d, de offerecerem propestas ; o
^u* qar eondemoiir o systema de nao progre-
dir todo aquelle projecto que nao fOr offerecido,
aconselhado, sustentado pela influencia de minis-
terio.
_ Uro mialstf aprsenla, por exemplo, um pro-
jecto sobre reforma hyuothecaria. Para isso in-
commadi repartiges, juizes, Iribuoaes, o conse-
lho de estado, gasta tempo precioso, e consegut
fazer passar a medida alecerto ponto. A insta-
bidade, to prejudicial s oossas cousas, faz po-
rm que se mude o gabinete; o ministro que
succede quelle qae tanto trabalho leve, pensa
sobre tal assumpto de maneira differente; ahi
fica sepultado na* secretaria um projecto impor-
tante, que alias nao se perdera se os trabalhos
das cunaras legislativas fossem dirigidos de oulra
maneira.
Se os nobres ministros querem restauraras
praticas das legislaturas do prneiro reinado, e
ainda mesmo de lempos mais moderaos, coniem
com o apoio do orador.
O Sr. Dantas :Qual I o que querem sao as
praticas do governo de Carlos X.
O Sr. Vasconcellos esl lambcm disposto a au-
xiliar os nobres ministros, se querem melborar ag
leis que eotendem com a librdade do cidajao,
que distrshem os operarios dos seus me;lOS ae
vida ..
O Sr. Souza Franeo :Se assim, t^m V. Exc.
um compaobeiro.
O Sr. Vascoccellos dar igualmente o seu apoio
ao ministerio, se, olhando para o nosso estado
econmico, e mesmo sem tocar na legislaco pro-
mulgada na sessao passada, elle quizer modificar
algum rigor dos regulamentes fiseaes ltimamen-
te expedidos.
E se os nobres ministros querem habilitar o
fif' P* ('ue enna leiges que exprimam me-
lhor a vontade nacional, ento nenhuma opposi-
co achara por parle dos amigos do orador, que
anhelam sobretudo que as eleicoes so aproximen)
da verdade o mais possivel.
O relatorio do Sr. ministro do imperio deplora
que contiouaase a fraude...
O Sr. Baro de Cotiglpe :E pal-a peior.
O Sr. Vasconcellos.... ainda mesmo a despeito
da ultima lei de eleicoes, que nao foi mais res-
pailada do que as anteriores pelas ambic.6e8 pes-
soaes. Pois bem, trate-se de tornar urna verda-
de a expressao do voto nacional, m ministerio
constitucional que loma a si dirigir o Estado as
circunstancias um que nos adiamos, o que mais
j esperaran) muito e boje nao eiperam nada ; as
suas vozes tem sido abaladas por medidas vxa-
torias ou pelo desprezo ridiculo e ausencia quast-
de o orador se levanta para fallar.
Por lano, nao devia continuar a far sacrifi-
cio de sua saude e at de sua vida
-------.-------

ha de descansar emo .
da de convDiicu)r <<'mo nao conseguir a que-
Mas oa olyi-
archas esta va m derrotados, e era
Cnaitn flna' o"8^'
maa, apeiai4" a*iiv *5uineUr lee, quando se oraaoisou
como r*,e """l0 e egosto, a olygarchia exigi
da garanta que entrasse o Sr, Jlo de Almei-
Pereira I libo para o ministerio; e desde a
de estar desanimado, pensa que acabando ao me-
nos a vida na irife-aoa, mostrara ana seus conei-
dados que correspeudeu eonfianca que nelle
depositaram, e ue desde que entrn para o p "T* T'*!l^, imperial logo se previo que o
nado nao procurou nada para si Se foi proro :" 1 *' Ji"l\ de 8e dMOlr P" causa do Sr.
do de juii de direito dezembargador. r JT'- Jof ? Almeida.
isto lhe tocou em razo de sua antigui'1 -* V*9 As diaaenjoea dos Srs. miniatroe eram quasi
sim hade morrer, porque nada had- - mais do poder execuiivo. Bao .-'aceitar j- a reuniao das cmaras: depois das eleicoes rom-
projecto do Sr. Dantas (decl '" PProvado o
hade sustentar e vaterpor *' '**, dide J qu o
s sua iosigoa de gentil-' ''> r oge entregar
Partilha sobre este **!m: .
do nobre senade- 'r"-"^ ^.."P"0"
honra de senta- ,; "P^a Ar.gdas, ese UVefle a
te achar-se 'V pr de um P"nc'PO. ou vies-
m me" i.n,dura necessidade ser seu juiz, nes-
nn *0 t,,a re>f5oaris a chave de ouro, porque
0tt0 iodia ser collega, e menos juii, do ftlho de
seu amo. Fique j isto consignado ; e se se en-
tender que ha tqui ideas subservivas, saiba-
se que as profesa, mas o paiz far justica.
nao abandonar pois o seu posto, embora limi-
te-se maia possivel no uto da palavra.
Ora, quaes sao as difficuldades do presente e as
anda maiores do futuro? Do presante a principal
e o decreto do systema representativo, o deseon-
ceito em que cahiram as easss legistatvas. O
que o povo hoje v que ellas esgolam quatro
mezes em urna subserrienci cega ao poder e
quatro, seis, cito ou dez votos que dlscordm
desagradara aos seus mesmos collegas. O acto de
independencia e de cumprimento de dever in
terpretsdo como desgosto pessoal ; diz-se logo
que faz opposico porque nao teve do governo
isto ou aquillo, tal ou qual emprego.
Como nao hade desanimar quando v que nao
ha seno um poder, e que ludo islo de cmaras
nao paisa de urna bella reereaco ? Na corte ha
45semdoreg; hora em que deve comecar a
sessao nao eslo nunca reunidos os trinta precisos
para abn-Ia ; infrioge-se o regulamento esperan-
do-se mais raeia hora do quo se deve esperar ;
chegam os trinla. comega-se atrabalhar: mas
niea hora depois j nao ha casa I Porque ? Por-
que os senadores vem que nao vale a pena ir ao
senado s para fazer o que o governo quer.
Passando a tratar das causas da retirada do
gabioele. diz que ha necessidade de averiguar-se
pode desojar do que o concurso dos Brasileiros I quaes os verdadeiros motivos da sua dissoluco.
para aunaa-iot Esse concurso nao lhe faltar,, Disse-se que a nica causa foi a discordancia dos
.h I. BUm.a .-USa que lraa(>uilli8s9 a Ba?a i nwros a respeito da politice que eumpria se-
dnr!lo,^'DP0la0,8raTe- F'C'. enera- guir depois das elei?6es. Se el.ivessemos era
L"*??* yez se lBTaDl". ser para sustenlar um paiz onde o systema representativo fosse
o gabinete.
Se porm continuar o systema de dar ao poder
executivo a auloridade de legislar, concedndo-
se-lhe attribuigoes que a constituicio quer que a
assembla geral exerga.naose pode cacular at on-
de chegarao essas delegacoes. Ellas vo ponto
de delegar-ae o poder de langarimpostos, de fazer
todas as leis a pretexto de expedir regulamentes ;
e isto porque ? Porque, segundo se diz, como as
cmaras nao fazera nada, preciso que o governo
faga alguma cousa.
Temo, pois, chegado a ponto de dizer-so que
as cmaras nao sao capazes de fazer o seu officio,
e por isso delegam ludo no poder executivo I E
note-ae que nao fallava agora deste ou daquelle
lado ; refere-se a todos.
Tudo se delega, ludo se confia de quera nao
legislador, al de coramissSes externas 1 Na pri-
meira legislatura, a de 1826, fez-se a lei das c-
maras mumcipaes, a da creago das academias
jurdicas, o cdigo criminal, e outras leis desla
ordem.
Na seguinle legislatura promulgou-se o cdigo
do processo, a le da respousaoilidade dos minis-
tros, etc. E por fira as cousas vierem a parar em
tal estado que at j vio offerecer na outra cma-
ra um projeclo promettendo prometiendo premio
a quera apresenlar urna boa lei de recruTameoto!
Daquia dous das se dar tambera premio a quera
uzer as leis de orcamento e de xagao de forgas
de torra e mar ; e por lira se chegar at a mau- ra tratar de ver se se poda "obter 'na
aar arranjar essas difficeis leis de nituralisagoes eleigo livre, principindose assim a
e de dispensas de estudantes, com que tinto se
oceupam asnussas cmaras.
Isto nao pode continuar, este nao o oficio dos
egisiadores. Nao possivel que deixe de discu-
tir-se ura projecto importante, s porque nao tem
o assenso doa ministros ; o Sr. presidente do se-
nado nao deve consentir nislo, e muito pode con-
correr para repor as cousas no p era que devem
estar.
Assim se far alguma cousa. Do contrario tu*
do ir de mal a peior. Nao com rancore?, nao
cora odios que se hade fazer o bem do paiz : o
que nos pode salvar a uoio de todos os Brasi-
leiros para sustentar o systema representativo.
O Sr. Cansansao de Sinimbu', vendo que o Sr.
ex-presidente do conselho, alera de achar-se in-
dijposto, nao trouxe hoje documentos que devem
e hao de ser preseoles ao senado, tomou a pala-
vra para offerecer breves consideragoes em res-
posta ao nobre senador que acaba de sentarse
para que nao se diga que as suas proposiges
passaram sem que fossem lomadas em conside-
rado.
as poucas palavras doSr. ex-ministro do con-
selho o senado nie pode deixar de ter achado a
razao verdadeira da dissolugo do gabinete, sem
descobrir a contradigo que parece ter querido
enxerpr o nobre senador por Minas.
O Sr. ex-presidente do conselho declarou que
a causa da retirada do ministerio foi a divergen-
cia que se manifeslou enlre os seus membros a
respeito da apreciago da siluago poltica depois
das eleigoes. O nobre senador pelo Para, porm,
emende que as eleigoes que tinham motivado
a aennssao. do gabinete. Ora, isto muito difi-
reme, como so v, do que avangra o Sr. ex-
presidente do conselho. \
Um dos ministros do gabinete de 10 de agosto
considerando a siluago poltica depois das elei-
goes, concebeu apprehenses sobre o estado das
cousas, julgou conveniente pedir a sua demisso
e f-Ioem urna carta dirigida ao Sr. ex-presiden-
te do conselho. Foi na apreciago das razes
expendidas nessa carta que se eslabeleceu a dis-
cordia entre os membros do ministerio. O nobre
senador por Minas esl om seu direito reclaman
do expheages mais ampias ceroa da dissolugo
do gabinete, mas nao pode exigir que o orador
exponha a opinio individual de cada um dos
seus collegas sobre qualquer assumpto.
A verdade que houve divergencia, que alguns
entendern) quea sociedade nao eslava bem garan-
tida, que era possivel que se desse pertorbarao de
ordem publica por occasiao da verificago de po-
deres na cmara dos deputados, e que toroava-se
precisa a adopgo de medidas de certa energa
para prevenir disturbios. Outros sustentaran)
que nao havia esse risco, e portanto que nenhu-
ma necessidade se dava de taes medidas. Daqui
oiiginou-se a dissolugo do gabinete.
Poder-se-hi perguntar porque razao os diver-
gentes estando em minora nosahiram, deixaodo
os outros ministros recompor o gabinete. Pela
sua parte dir que nao desejava continuar.
O Sr. Ferraz :Apoiado.
O Sr. Cansansao de Sinimbu' dizque apezar
disso eslavam todos resulvidos a flear at a aber-
tura das cmaras ; mas, enfraquecido o minis-
terio com a sahida de um membro importante e
com a molestia da oulro, acharam os mais que
era chegada a occasiao de dar lugar a oulro gabi-
nete. Com effeilo, se quizessem os outros con-
tinuar, tefiam delutar com grandes difficuldades.
, Como disse, um dos ministros estava doente e
prevaleceo-se do ensejo para querer sahir ; era
preciso preencher essa falta e de mais um ou
dous que devessem sahir, e nomear oulro para a
nova pasta que se bavia creado ; eolravam poia
quatro ministros novos, e isto, podendo deixar
parecer que era exacta a apreciago do estado do
paiz, collocaria o gabioele em serios embaragos.
Diente de.urna opposigo forte e tenaz, nao devia
pois o ministerio, em tal situagio, tomar sobre
si continuar al a abertura das cmaras, e dea a
sua demisso.
Esta a verdade, e nada mais enlende dever
dizer.
O Sr. D. Manoel observa que a falla do throno
declara que se grandes as difficuldades do pre-
sente, e o orador acresceota que maiores sero
ainda as do futuro. Nunca talvez tomou a pata-
rra com mais desanimo, porque, meditando dos
negocios pblicos, o resultado de auaa medita-
ges tal qae o enche de maior tristeza, e ebe-
ga quasi a convence-io que a melhor maneira de
desempenhar o aeu mandato, o maior serrico que
na actuaKdade se poda prestar era o silencio.
Gom effeilo, o que tem conseguido depois de
urna lula de 11 annos ? De balde tem procurado
Crssadir o senado que leva|marcha errada, que
de cenduzi-lo ao precipicio com e paiz iotii o ;
debalde tem tentado convencer o senado que o
urna realidade, nem os ex-ministros nem os ac-
tuaes se contectariam com taes explicages. A
honra do ministerio passado esl compromettida
n esta questo, e por isso lamento que o Sr. ex-
minislro dos negocios estrangeiros se limitasse a
a dizer tao pouco ; mas, reconhecendo quanto
espinhosa a posigo de S. Exc, nao se estender
muito.
Dese.npenhar, porm, um compromisso que
tomou era um aparte que deu ao nobre senador ;
mostrar que nao ha verdade as palavra do Sr.
e/ presidente do conselho, proferidas sobra a de-
misso do ministerio.
A organisago do gabinete de 10 de agosto foi
julgada viciosa, mesmo pelos que o apoiavam :
apesar disso o lado a que o orador pertence dei-
xou passar as leis que eslavam atrasadas, sem fa-
zer opposlgao ao noro ministerio. Nao tinham
esperangas de que as suas ideas fossem apqia-
ds, mas quizeram ser prudentes.
No anno seguinte, abenas as cmaras, ainda
nao quizeram declarar-so era opposicae, sem to-
dava renunciar as suas ideas, e assim foram in-
do. Mas, quando um ministro tratou de resto a
opposigo e promoveu a adopgo de leis vexato-
rias, nao tiveram remedio seno mudar de ru-
mo. Ainda assim o orador s declsrou guerra a
um ministro.
Chegou a poca das eleigoes. Entendern) al-
guns amigos do orador quedevism reunir-se Da-
a corte urna
purificar o
systema representativo entre nos. Alguem ob-
servou que nao se podia lular com o governo,
mas os homens pralicos foram de parecer que
em polilica nao se deve, por tal considersgo
deixar de cumprir um dever to sagrado ; que,
fosse qual fosse o resultado, o paiz comparara
os meios de que servisse o governo para abafar a
opiniao com os meios empregados pelo partido
constitucional, e que sempre se lucrara. Al-
guna accrescenlavam : Se o governo nao em-
pregar a Torga, o triumpho nosso, porque o po-
vo por nos. Ainda outros ponderavam que
era mister lutar com a olygarchia, que eslava ar-
regimentada ; e a isto toroaram tambera os ho-
meos pralicos : E que mal nos vira de urna
derrota, tendo de lutar contra taes elementos?
Em resultado os homens praticos foram ouvi-
dos. Uniram-se os coostitucionaes com esse po-
vo chamado canalha, moleques, desordeiros re-
volucionarios, e at bebados. nos arligos que a
olygarchia mandara publicar no Jornal do Com-
mercto, e triurepharam.
a ^'"n!;3 meelin8*. em que chegaram a reunir-se
de 3,000 a 4,000 pessoas, nao se deu a menor de-
sorden), o mais leve disturbio ; nao se ouVio um
fra ou um morra I O primeiro viva depois da
ers a Sua Magestade o Imperador, e
chia ?
todos o repetiam com o maior euthusiasmo.
Quags foram os raeetings que leve a olygar-
0 das reuoies das commisses das fre-
guezias, que enviaram as circulare em que nem
havia grammalica.
O que porm admira mais que um homem
que foi presidente de provincia, ministro de es-
tado e nosso representante as cortes estrangei-
ras por mais de 20 anno, publicasse um artigo
assignado com seu Dome, em que atacou.lnju-
riou, insultou todos aquelles que debellaram a
olygarchia de que elle fez parte. Islo fez o Sr.
Sergio Teixeira de Macelo, de certo sem consul-
tar a olygarchia que nao dajia o seu consenti-
meoto para tal publicaco, se della tivesse previo
conhecimenlo.
Souberam os coostitucionaes de boa parte, e
de maneira a nao duvidar que a eleigo se faria
com lioerdade, sem emprego de forga nem di-
nheiro do thesouro ; e quando tiveram certeza
disso disseram logo : o triumpho nosso.
Aproveits a occasiao para elogiar o er-chefe
de polica da corte pela maneira por que se coo-
duzio e que desagradou olygarchia. que lhe
cuspio em rosto as maiores injurias. Em tempo
Contar urna scefva que so passou entre esse ma-
gistrado e um dos ministros actuaes.
Apesar, porm, desse digno eomportamento, o
ex-chefe de polica desagradou a algum dos ex-
mimstros....
O Sr. Cansansao de Sinimb : Nao fez mais
do que cumprir as crdens do governo.
O Sr. D. Manoel esl ao facto de ludo, mas nao
ple fallar em quera pelo rgimen nao pode ser
objeclo de discussao. Limita-se, poia, por agora,
a dizer ao Sr. ex-chefe de polica que receba o
agradecimento de toda a populaco da corte, com
excepgosomente dos barrigudos eseu rancho.
Com o resultado da eleigo a olygarchia per-
deu a cabega, como alguns factoa demonstrara.
O presidente do collegio eleitoral da corte, o
Sr. visconde de Ypanema, lembrou-se, como era
propno.de um dia calmoso dejaneiro.de propor-
cionar aos eleiiores sorvetes e refrescos era urna
sala da casa em que se reuoiram os eleitores. O
povo participa tambera dessa generosidade, ha-
vendo apeuas ura individuo que bebeu demais, e
foi levado para fra. De um facto to pequeni'no
se prevalecern) logo para insultar a tode o povo
que uada mais fez do que romper em applausos'
quando (orara lides os oemes dos tres represen-
tantes da corte.
E quera assim insultara todo o povo da corte
era o orgp legitimo da olygarchia, que pretende
tirar partido de tudo. Melhor faria ae ae resig-
nasse com a derrota ; mas elle nao se emenda, e
por isso qfle para ella nao ba aalvagao.
Em tempo tomar comas a alguem e pergun-
lar quem foi que escreveu certos arligos aasig-
nados Os Constitucionaes. Por agora s ob-
servar que, se as eleigoes no imperio se fizes-
sem depois das da corle, o triumpho seria geral.
Ma8 foram ebegando noticias das eleigoes as
provincias, e vio a olygarchia e rio o ministerio
que ellas nao haviam acompaohado a Corte. Crea-
ran) animo e planejaram um meio de desacredi-
tar os homens quo aqu lhe derara a tremenda
Hgo: as maiores e mais graves calumnias foram
assacadas ao distincto Brasileiro que prestara os
maiores servicos durante a quadra daa eleigoe
esse illustre cidado que i liona palarraa de
paz e de ordem, e que era respailado e acatado
pelo poro da coite como o orador nunca vio no
fio de Janeiro ninguem eer tratado. Palla do
r. Theophilo Benedicto Oltoni, o alvo de guer-
Brasileif 03 pao olbam bem pare esta cas, da qual i ? dos oljjrgarcbe!, porque tiles Mbam que sao
peram de todo, e aa discussdes chegaram entre
dous dos ex-ministros quasi a vias de facto e de
certo a termos improprios de cavalheiros.
O Sr. Cansansao :Esl engaado e mal io-
formado ; islo nao exacto.
O Sr. D. Manoel eaperava por este aparte, e
l j lhe tardava. O nobre senador era o anico
homem do ministerio que adoptara a causa doa
amigos do orador.
0 Sr. Cansansao :Nao sei qual era a*sua cau-
sa ; advoguei a que sempre sustentei.
O Sr. D. Manoel explica que o nobre senador
era o nico ministro que quera o voto livre.
O Sr. Cansansao :Nisso eramos todos concor-
des.
O Sr. Sonza Franco :Comprehendem o seu
eavalheirismo.
O 8r. Cansansao :Nao, senhor ; expressao
da verdade.
O Sr. D.Manoel declara que ninguem ignora-
va que o ministerio estava devidido, sendo qua-
tro ministros de um lado, e dous do oulro, e
quando o Sr. Joo de Almeida escreveu essa car-
la de que boje se fallou, foi de accordo com a
olygarchia e propondo logo medidas...
O Sr. Cansansao :Nunca chegaram a ser pro-
posta.
O Sr. D. Manoel assevera que isso foi feilo j
com o filo de dar esbo do minister,io. A carta
foi um pretexte; e ae sahiram, foi porque j es-
lavam perdidos na opinio publica, e nao tinham
maia a coofiaoga da cora.
O Sr. Clnsansfio :Nao pode provar isse.
O Sr. D. Manoel nega que fosse por molestia
de um ministro, degoslo de oulro, etc. ; nao
ha tal. Quando tomaram essa deliberago, sa-
biam (romo'o paiz todo] quo nao goza va'm mais
da cofianga di eora.
Nao era porm de esperar que a cora os mu-
dasse antes de saber quil era a opinio da maio-
ria da cmara dos deputados. Era mais decoroso
irem at abertura das camsras ; mas o descr-
dito do ministerio era tal que nao pode continuar
nem mais um dia : assim que se soube do trium-
pho dos conservadotes oas provincias, a sua subs-
tituigo realisou-se. Os conservadores o tinham
abandonado; os libertes nao lhe daram apoio
nenhum...
O Sr. Cansansao :Entre uns e outros havia
um grande partido.
O Sr. D. Manoel entende que o nebre senador
deve deixar-se disso ; que os Srs. ex-ministros
viversm com o apoio dos conservadores, sendo
o maia sacrificado o Sr. Cansansao, porque elles
nao accreditam era S. Exc.
O Sr. Cansansao :Pouco me importa com
isso.
O Sr. D. Manoel quera ouvir isto rcesmo. E
se a linguagem de S. Exc. aehasso echo no se-
nado e no paiz, acabar-se-hla com a olygarchia,
que tem arruinado, manchado e desacreditado o
paiz, e que s tem sabido encher-se.
O Sr. Souza Franco :Exercendo alguns at
tres e quatro empregos.
O Sr. D. Manoel acha-se, pois, em completo
desanimo vendo a oligarchia conliouar a dirigir
os.negocios pblicos ; ms conta desde j com o
Sr. ex-ministro dos negocios estrangeiros, acre-
ditando que esl com elle concorde em genero,
numero o caso.
O Sr. Cansansao : Mas nao estaraos concordes
na opposigo desabrida que nos fizeram.
O Sr. D. Manoel deseja tambera ser informado
se verdade que chegaram dous dos ex-minislros
a pensar que podiam deitar quatro para fra e
reorganisar de novo o gabinete.
O Sr. Cansansao:Nunca nos constou Dada a
esse-respeito, e isso nao verdade.
O Sr. D. Manoel delara que esses dous minis-
tros eram os Srs. Joo de Almeida e Ferraz. Ou-
vio-o de ura figuro da ordem. E nao admira
que se lentasse tal extravagancia ; esse resultado
devia-se esperar depois de ter-se confiado a ad-
ministragSo do paiz a criangas de hornera. Foi
logo o mais moco do ministerio, o formado ha
pouco, logo secretario da proviocia por poucos
dias depois presidente della tambera por poucos
dias, e por ultimo ministro de passeio, o que se
julgou habilitado para dictar urna poltica forte !
Pobre paiz J que desgraga a tua !___
Onde eslo esses indicios de desorden) ? que ne-
cessidade ha de medidas enrgicas? O triumpho
da corte nao foi cootrabalangado pelo resultado
das eleigoes as provincias-? Onde est esse exer-
cito que precisa ser comprimido ? essa marinha
quenecessila ser comida ? essa guarda nacional
que inspira receio ? Nada disto existe ; procu-
rou-se pretexto para encobrir que a sahida do
ministerio foi o resultado da perda da cooOanga
da cora e da reprovago geral do paiz.
Agora far breves reftexdes sobre um facto re-
lativo ao ministerio actual: refere-se preponde-
rancia do elemento militar. O Sr. presidente do
conselho, o Sr. ministro da marinha, e o Sr. mi-
oislro do fomento sao generaes ; e al o Sr. mi-
nistro da fazenda lem as honrts de major como
lente da academia. ,
Ora, que fira temeste elemento militar! Ser por
causa das difficuldades do preseote que falla o dis-
curso do throno ? Mas essas difficuldades sao fi-
nanceiras, econmicas, provenientes de ms co-
lheitas ; nao ha pois razio para que predomine
era maioria do ministerio o elemento militar. Nao
v o paiz em cireumstancias para isso.
Sabe que o Sr. marquez de Caxias nao quera
de forma alguma ser outra vez mioistro. Diz-se
porm que, sabendo que ia ser chamado para a
ministerio oilo dias antes___
O Sr. Marquez de .Caxiss :Nao exacto.
O Sr. Ferraz-,\fianeo tambem que nao ver-
dade.
O Sr. D. Manoel recouhece que os nobres sena-
dores devem dizer isso mesmo ; mas contina
porque cobfla nasui somnmbula. Oque exac-
to que o nobre marqoez, assim que soube que
ia ser chamado para organisar o ministerio, diri-
gio-se logo casa de um nobre senador pelo Rio
de Janeiro, e declarou que nao aaeitava a raiso.
Ento se lhe disse ; Nao aceita ? Pois bem, ser
chamado o Sr. marquez deOlioda.
0 Sr. Marquez de Caxias :Nao exacto.
U Sr. D. Manoel sabe, como todo o mundo,
que nao quera ser ministro, e que aceitou a pas-
ta porque a olygarchia via com olhos vegos qufe
o Sr. marquez de Olinda seria chamado para or-
ganisar o gabinete.
Aceitou, pois, e dirigio-se aos Srs. Souza Ra-
mos, vlsconde de Cmaragib e conselheiro Sa-
raiva, que eslavam ausentes, convidando-os para
completarem o ministerio. J antes tinha ins-
tado com o Sr. visconde de Itaborahy, que se re-
cusara. Os Srs. Souza Ramos e visconde de Ca-
maragibe nao quizeram entrar para o gabinete.
O Sr. Saraiva respondeu que vinha para a corte e
que c combinara com os seus collegas.
Reunida a cmara, houve um ajuotaraento era
casa do Sr. marquez de Casias, e instou-se mui-
to com os Srs. viscondes de Itaboraby e do Uru-
guay para entraren) para o gabinete, resignndo-
se at o Sr. marquez a deixar a presidencia do
conselho. O Sr. visconde de Itaborahy, consul-
tando o seu medico, negou-se porque sua vida
coma perido. O Sr. visconde do Uruguay nio
quiz por cousa alguma aceitar a pasta. Nem se
compcebende como foram convidados dous ho-
mens desles para pastas regeitadas por Jos, An-
tonio, etc.
Era resultado entrou o Sr. Manoel Felizlrdo pa-
ra_ o fomento. Se fosse para a pasta da fazenda
nao admirara porque j tinha enounciado as auas
opinies em materia de financas, e ira bem. Mas
foj para aa fioangas o Sr. Paranhos, qoe escolheu
esta pasta por ser o sonho da sua mocidade, e
deixou de ir para a de estrangeiros, que era a
que melhor poderia servir, sendo a de estrangei-
ros dada a um cavalleiro que melhor poderia ser-
vir a de agricultura e obras publicas. Assim foi
deeconbecida a ordem natural, e o ministerio fl-
cou mal organisado, indo sobretodo para a pasta
da fazenda um homem que nunca deu urna pa-
lavra as cmaras em asaomplos flnanceiros I Pa-
rece que ae eal zombando delta trra que nos rio
oascer I
A organisago, portanto, nao agrada ; mas iato
nao motivo para que desde j se faga opposigo
ao gabinete. O que disse sobre esta materia
para ver se as futuras organisaces se escolhe
melhor.
Utn* conaiderago nio dere escapar: que a
poltica do Sr, ministro do imperio, quando per-
tenec a oulro gabinete, como ministro da mari-
nha, foi combatida por alguna dos actuaes seobo-
rea ministro, principalmente em urna folba di-
rigida pelo actual Sr; mioistro da jusliga. Por
outro lado o Sr. Manoel Felizardo estere oas me-
mores relagees com o Sr. ex-ministro da guerra,
com quem o Sr. marquei de Caxias nao ae achou
l multo de aecordo. Tambem nao se deve ea-
quecer que o actual Sr. ministro da marinha sof-
ireu do seu antecessor demisso de todos oa em-
pregos que exereia, e flcou reduzido s ao seu
so do. Nao pode acreditar qoe se quizesse fazer
aclnte aos dous ex-ministro da guerra e da ma-
rinha ; mas-Isto precisa ser explicado.
Pensa que o ministerio como est organisado
nao pode conservar-se ; hade por forca soflrer
modiflcagao ; e acredita que a entrada do Sr Ma-
noel Felizardo, que faz parle da olygarchia.' do
tribunal superior, talvez seja o elemento dissel-
rente ao gabinete.
Esl, como disse, do proposito de nao fazer op-
posigo ao ministerio ; mas islo nao deve leva-lo
a oceultar os defeitos de sua orgaoisago, para
que de futuro se nao repito.
Convida os Srs. misnislros a expenderem as
suas vistas sobro a maneira de conjurar as diffi-
culdades do presente e evitar as do futuro, ecom-
proraetle-se a manifestar as ideas di liga consti-
tucional a respeito dos negocios pblicos ; essa
liga tao insultada pelos orgos.da oligarchia.
Admira que homens de posigo elevada se as-
sociem a urna empreza onde sao sgoutados os mais
nobres caracteres ; formero liga com a firma de
Manoel Jos do Araujo, Joaquim Jos Pacheco
& C, homens para quem o paiz olha com des-
prezo e horror. Se a carapuga nao serve para
quem a talba nao a ponha na cabega ; mas nao
se comprehende que um homem de posigo se
ajume com tal gente para conspurcar os seus ad-
versarios.
O Sr. Presidente convida o Sr. senador a deixar
de parle urna discussao inteiramente pessoal.
O Sr. D. Manoel passa a analysar alguns tpi-
cos da falla do ihrono; mas nao o podemos acom-
panhar por estar a hora muito adiantada.
Dada a hora, fica adiada a discussao, e o Sr.
presidente d para ordem do dia da seguinte ses-
sao i 2 discussao do parecer da coramissao de
constituigo sobre a licenga pedida pelo Sr. sena-
dor Candido Baptista de Oliveira ; conlinuago
da discussao do projecto de resposta falla do
throno, e as mais materias j designadas.
Levanta-se a sessao s tres horas e cinco minu-
tos da tarde.
DIARIO DE -PERNAMBUCO-
Questo eleitoral, Eleicao
direeta.
vn
(Conlinuago do n. 137.]
TITULO IV.
Dos casos em que os deputados perdem o seu lu-
gar, e de como o perdem.
Art. 17. Perdem o seu logar de deputados :
1." Os que forera nomeados ministros de es-
tado ou cooselheiros de estado.
2. Os que aceitareis do governo titulo, gra-
ga ou condecorago, que lhes nao pertonga por
alguma lei.
3.8 Os qHo aceitaren) do governo emprego,
posto retribuido cucommisso subsidiada, que
nao lenham direito por lei, regulamento ou cos-
tume, escala, antiguidade ou concurso.
A." Todos aquelles que perderem os seus lo-
gares em virtude da disposico dos paragraphos
antecedentes, podero ser reeleilos, e accumular
o logar de deputado com o de ministro ou con-
selheiro de estado, e com qualquer titulo, graga,
condecorago, emprego, ou coramissao, em con-
formidade deste decreto.
Art. 18. A disposigo do artigo antecedente
cessa no easo provisto no art. 14 deste decreto.
Art. 19. Tambem perdem o logar de depu-
tado :
1.* Aquelles que forem Domeados pares, des-
de que na cmara dos doputados constar autn-
ticamente que preslaram juramento naqaella c-
mara.
2." Os que perderem para sempre, ou por
sospeoso temporaria, o exercicio dosdireitos po-
lticos, na forma dos arls. 3 e 4 desle decreto.
A cmara pronunciar sobre este caso, vista
da seotenga condemnaloria passada em jul-
gado.
S 3." O que forem suspensos do exercicio de
algum dos direilos civis, por senleoga passada
emjulgado.
4.' Os que passarem i servir effectivameote
algum emprego da casa real.
5." Os que vierem ser arrematantes, direc-
tores, caixas geraes, ou principaes gestores de
qualquer contrato de reodimeoto do estado, ou
arrematantes, e administradores de obras publi-
cas.
6. Os que vierem ser director de quaes-
quer companhias ou sociedades, que recebam o
subsidio do estado, ou administrarem algum dos
seus rendimentos.
TITULO V.
Da formacao das commisses de resenceamento.
Art. 20. A capacidade eleitoral, e a legibilida-
de dos cidados, conforme as disposigoes desle
decreto, serao verificadas em cada um dos conse-
lho ou bairros do reino, pelo resenceamento,
cuja feitura procedero commisses especiaes for-
madas pela maneira e nos prazos abaixo decla-
rados.
Art 21. No domingo designado para este fim
pelo governo, pelas 10 horas da maohaa coropa-
recero na casa da cmara municipal, o presiden-
te da mesma, os vereadores, o administrador do
conselho, e o estrivao da fazenda, o qual levar
uma relago por elle assignada, dos quareota con-
tribuintes mais eollectados em todo o conselho no
laogamento da dcima e impostes annexo's do an-
no inmediatamente anterior ao resenceamento, e
bem assim todos os livros e mais documentos,
em vista dos quaes liver confeccionado esta re-
lago.
1. No Porto e em Lisboa comparecero na
casa da cmara lodos os administradores dos
bairros, e respectivos escrives de fazenda.
2. A relago dos quarena maiores contri-
buinles ser feita pelo escrivo de fazenda, por
ordem alphabetica de nomos e freguezias, com
desigoago explicita do estado, profissao e mora-
da de cada um, e eollectados bens que possuir den-
tro do respectivo conselho ou bairro, a qual s
aera contemplada para este fim.
3 No caso de egual collecta, ser incluido
na relago o contribuate que fr anterior na or-
dem alphabetica das freguezias, e se ainda assim
houver empate, regular a ordem alphabetica dos
nemes.
4. A cmara municipal, em sessao publica
examinar se a relago apresentada pelo escrivo
de fazenda est conforme com os documentos de
que deve ter sido extrahida, e ou vidas as roela-
mages da autoridade administrativa, e deqnaes-
quer outros cidados presentes, formar sem re-
curso a relago definitiva dos quarenta maiores
eontribuintes do conselho.
Art. 22. Formada a relago dos quarenta
maiores eontribuintes pelo modo indicado, extra-
hir-se-ii. lella urna copia, que se mandar affi-
xar ni porta da.casa da Cmara, cujo presidente
officiar log' todos os apurados para compare-
cerera no mesmo local, na quinta-feira prxima-
mente immediata operago referida.
Art. 3. Nesse dia reunir-se-ho na casa da
cmara, pelas nove horas da manha, os quaren-
ta maiores eontribuintes. A's 10 horas o escrivo
da cmara far uma chimada geral pela relago,
o ir notando margem os que responderm. Se
estes forem pelo menos rinte, o presidente esco-
Ihendo dous delles para secretarios, constituir-
se-ha em assembla com todos aquelles dos qua-
renta maiores eontribuintes que eatirerem pre-
sentes, aos quaes presidir.
1 Se nao re8pouderem chamada, pelo
menos vinle, espersr-se-ha que se complete
aquelle numero al acTmeio dia ; e completo el-
le coDstituir-se-ha a assembla, conforme se dis-
poz.
2. Se, porm, se nao completar at aquella
hora, dada ella, o presidente far nova coovoca-
go para o dia seguinte sexta-feira, e entao con-
lituir-se-ha em assembla com es que comparece-
rem, uma vez que sejam pelo menos dez.
3.a Quando nem este numero comparecer,
as cmaras municipaes, que serlo tambem con-
vocadas para esto dia, com os queapparecerem,
ou ainda que nenhun apparegam substiluiro para
todos os Helios desle decreto a assembla dos
quarenta maiores eontribuintes.
Art. 24. Constituida a assembla na forma do
artigo antecedente, o presidente da cmara lfre
proporl sete cidados, recenseados para os car-
gos municipaes, para formaren a commisso do
resenceamento. Se esta proposta fr approrada
por ma de tres quartas partes dos membros pr-
semes, Ocar elelti a commisso de resenceamen-
te, aeretode de presdeme o primeiro na ordem
da proposta.
IM.* Se a proposta forapprovada pela maioria
dos membres presentes, roas por menos das tres
quartas partes. Ocarn eleitos to sonriente os pri-
meiro qualro na ordem da proposta, sendo tam-
bem presidente o primeiro delles. Os outros tres
serao eleitos pela miona, por aeclmago, ob>
prepostadeum membro della, no easo em que
Disso combinen tres quartas partes. Se houver
divergencia, ser feita a eleigo pela minora por
escrutinio secreto, sendo sufBciente a maioria
relativa. O presidente da cmara nemear escru-
tiadores e secretarios, e regulax o processo des-
ta leigo.
t 2. Se a proposla do presidente da cmara
or rejeade pela maioria dos membros presen-
tes, manda-los-ha elle dividir em direita e es-
querda, afim de que os da direita, combinando-se
entre si, escolham, pelo methodo indicado no pa-
ragrapho antecedente, tres cidados que estejam.
resenceados para os cargos municipses, e os da
esquerda, combinando-se tambera escolhero ou-
r "r!8rque e8Uam n mesmo caso.
8 3. Feita por cada um dos lados a indicagSo
oe ires nomes, aquelle lado que estiver em
maioria, escolher mais um, egualmente habili-
tad para os cargos municipaes. que junto aos
seis complete a commisso de resenceamento. da
qual presidente. *
5 4. Pelo mesmo modo indicado neste artigo
e seus paragraphos para a eleigo de presidente e
maia vogaes da commisso de resenceamento, so
proceder eleigo de um vice-presldente egseis
substituios, que substiluiro Das suas faltas o
presideote e mais membros da commisso ; de-
vendo, do caso em que a assembla se tiver di-
vidido, ser chamados, para substituir aos pro-
pnetarios de um lado, os substitutos que houve-
rem sido eleitos por esse mesmo lado.
Art. 25. Feita assim a nomeago da coramissao
do resenceamento, larrar-se-ha de Indo uma acta
circumatanciada, que ser assignada pelo presi-
dente da assembla, pelo secretario, administra-
dor do conselho, ou administradores de bairros
que devem assislir lodo o aeto, e pelos eontri-
buintes prsenles.
1. Publicar-se-ha por editaos o resultado da
eleigo e communica-lo-ha o presidente da as-
sembla todos os eleitos verbalmente, se esti-
verem presentes, e por officios se o nao estive-
rem, para os tins convenientes.
2." Nos conselhos de Lisboa e Porto, a as-
sembla nomear pelo modo cima indicado. Un-
tas commisses de resenceamento quanlos forem
os bairros, escolhendo-as para cada um d'eutre
os cidados ahi domiciliados, e lavrando de tudo
uma sacta.
(Continuarse- ha.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
* Por acto administrativo de 19 do correle, foi
mandado addir ao contrato da conduego dos g-
neros, da estago das Cinco Ponas para o centro
desla cidade, a clausula de ser o respective arre-
matante obrigado a dar sabida sos mesmos de-
pois de 24 horas do recolhimento ao armazera da
estagc.
Smente autorisar qualquer demora a super-
veniencia de motivos extraordinarios e impre-
vistos.
Quarts-feira ultima teve logar, como o an-
nunciamo-lo, o concurso cadeira de inglez do
curse preparatorio da faculdade de direito desta
cidade.
Concorreram os hachareis Hermillo Duperon e
Vicente Pereira do Reg, e foram examinadores
os Drs. Felippe Nery Collago e Luiz de Carvalho
Paes d'Andrade, sendo os Drs. Jos Antonio de
Figueirdo e Braz Florentino Henriques de Sou-
za os membros da commisso de exame.
- Os candidatos, segundo ioformagoes que nos
deram, nao satisfizeram em suas provas, sendo
portanto reprovadoi.
Por portara de 18 do correte foi demitti-
do por pedilo o pharmaceuliro da botica do hos-
pital militar, Braz Marcelino do Sacramento.
Hoje comega funecionar a junta medica
para a inspecgo dos guardas oaciooaes qualili-
cadosna parochia de S. Jos, e que reclamaran)
allegando irupossibilidade physica.
E' extrahida hoje s horas do costume a
prime ira parte da primeira lotera beneficio da
igreja de Nossa Senhora do Rosario de Muiibeca.
Foi exonerado do cargo de escrivo da sub-
delegada de S. Frei Pedro Gougalves do Recfe,
seu pedido, o Sr. Ionocencio da Cuoha Goian-
na, sendo nomeado para substitui-loo Sr. Vicente
Herculano de Lemos Duajte. ,
No dia 20 do crreme, procedeu-se elei-
go pira um deputado assembla geral, no 3o
districlo, em subslitulgo ao Exm. Sr. Dr. An-
tonio Coelho de S e Albuquerque. Al boo-
tem apenas eraconhecido o seguinte resultado
do collegio da Escada cuja mesa flcou assim
composta :
Presidente.Marcionilo da Silveira Llns.
Secretarios. Thomaz Rodrigues Pereira, e
Manoel da Rocha Lin.
Escrutadores.Manoel da Costa dos Prazeres,
e Zeferino A. de Figueirdo Mello.
Comparecern) 31 eleitores que votaran un-
nimes no Exm. Sr. Dr. S e Albuquerque.
Passageiros do biigue brasileiro Maria &
Alfredo, viodo do Rio de Janeiro ;D. Francisca
Anglica de Queiroz e Silva e 1 escrava, Luiz Lo-
pes Teixeira, D. Narcisa Claudina de Mello e Joa-
quim Jos do Carmo,
Foram recomidos no dia 20 do corrente
casa de deteogo'4 homens e 1 mulher, Slivres
e3 escraves ; ordem do Dr. delegado da capi-
tal 1 ; ordem do subdelegado do Recite 1, que
o Africano Joaquim, escravo de Guilherme Au-
gusto Ricardo ; ordem do de Santo Antonio 1,
que o crioulo Marcos, escravo de um tal Hollan-
da Canteante ; e ordem do da Boa-Vista 2,
inclusive o Africano Dionizio, escravo de Anto-
nio Jos Gomes do Correio.
Matadolro publico.
Mataram-se do da 21 do corrente, para o con-
sumo desla cidade, 107 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 21.
Maria Francisca da Conceigo, Parahiba, 56 an-
nos, solteira, Santo Antonio ; hepatite-chronica.
Antonio Agostinho, Pernambuco, 32 anuos, ca-
sado, S. Jos; phtysica.
Cosme, Pernambuc, 7 mezes, Boa-Vista ; ana-
zarca.
Vctor, Pernambuco, 6 dias, escravo, Santo
Antonio; croupe.
francisca Hcrmina, Pernambuco, 19 annos,
solteira, Santo Antonio ; pneumona chronica.
Coiiimunicados.
Guardamos profundo silencio ante a maneira
pouco generosa cora que foi insultado o Exm. Sr.
Dr. A. L. da Cunha, ex-presidente de Pernam-
buco.
Nao que as aecusagdes frivolas e banaes que
ahi se lem nos joroaes nao tivessem plena e ca-
bal resposta nos tactos, os quaes podiam ser ex-
plicados e comprovados por documentos officiaes
irrecusaveis com que ventajosamente se confun-
dira a delracgo de que S. Exc. tem sido victi-
ma.
O nosso silencio era devido a oulras cooside-
rages a que convinha altender.
Alera do mais tiohamos certeza de que esse
triumpho ioglorio de verdadeiros Abyssinio, que
feriam deslealmente um cavalleiro ausente e d-
dgfeso, era devidameate apreciado pelos horneas
sensatos da provincia, sendo por isso escusado
baratear o nomo e reputaco de S. Exc. em uma
polmica intil, e extremamente inopportuoa.
Agora rompemos esse silencio, e eia-ahi por
que.
Na cmara dos deputados, aceitando a respon-
sabilidajde de seus actos peraote o paiz e perame
o governo, a quem nicamente devia S. Exc. ex-
plicago de suas inlenges e da marcha de ana ad-
minislracao em Pernambuco, e onde apenas em
um s de seus representantes acharam echo as
mesmas frivolidades que aqui se reproduzlam, S.
Exc. demonstrou rigorosamente em um discurso
acerca da eleigo do 4o districlo, nico em que
foi concitado a discutir nao s a sua imparciali-
dade, na pendencia eleitoral a qu presidio, mas
tambem a justiga e conveniencia de todas as me-
didas por ellaempregadas para cautelar qualquer
ataque a ordem publica, cuja garanta lhe esta-
ncada, assim como a sua incontestavelleal-
dadeem relago aos differentes iateresses, que
nesse pleito se faziam valer.


*
tURIO DftflHMBOO* SABBADO M WHO DI t*!:
utira de dignidade superior s calumnias e iu-
ig8, em que a maldsde e deapeilo o qolieram
noolver, hara bita pela impreoea um desafio de
5?IV I"6 I"61, ae do qUe tica exposto ; e convidando os seus
,u,cs desairelos orna diicusso franca e leal
l i8 M *lue,,oe8 eloiloraea de que a amara
ethade.seoocuparem relacaoesta provincia,
nennum delles ousou apanhar a luv>a, que a lodos
m alir, Tcanserevendo esse desafio e sse discurso,
lemos por flm responder com ellea, de um modo
cabal e peremptorio a lodos e a tudo qurtilo s
em di lo contra a sabda e providente ad ministra -
iodeS.Eic.
E' a linguagem do homem eminente, qoe
tem eonsciencia da rogulariJade de seus acto ;
o sent em si torga e valor, para affrontar a ma-
ledicencia de seus detractores.
Que o leiam eomatteoco aquellos, que anda
nao couhecem o acensado, e seus aocusadores.
O ex-presidente de Peruambueo.
Os leilores do Correi Mercantil e do Jornal
do Commercio terao visto que na discussao que
tem havido pela imprensa entre os Sra. Drs.
Francisco Crios Draodo e Augusto Frederlco
de Oliveira, contendores de urna cadeira na c-
mara dos Srs. deputados pelo 4." dislricto eleite-
ral do PennaiWo, e tanbera entre aquelle pri-
meiro senhor e o Srt conego Joaquim Piolo de
Lampos, deputado pelo predito dislricto, tem sido
invocado sobre differonles ponto por uns e por
oulros o meu teslemunho, como presidente quo
fui daquella provincia, de modo muito honroso
para mim.
Parece-me que isso bsslar para contrariar aos
que pretenderen envolver-me, como inleressado
por qmlfuer forma, na questio daquelles euho-
res. E declaro qne ligo tal importancia, quelle
tacto, que o considero como um dos bons recur-
sos que icoho pira defender-me quando porven-
tura se pretenda contestar a completa imparcia-
liiade com que sempre me portei, emq'ianio pre-
sidente de Pernambuo na luta eleitoral que
alli travaram os preditos seohores : imparciali-
dale que al este momento tanho aqu guardado,
em todas as consecuencias da mesma lula. Por
Isso mesmo julgo nao dever consentir desde ago-
ra em qualquer inexactido ou m apreciacao de
algum aclo meu praticado naquella provincia
com relaco s ditas quesloes.
Assim direi que nao exacta a proposicio qne
acabo de 1er era urna daspublicares a "pedido
da Correio Mercantil de hoje, de havjjr eu
feito retirar a forca da guarda nacional que man-
dara para Tacaral. porque fdra capital da pro-
vincia o major Jos Rodrigues deMocaes protes-
tar que nada havetia durante a eleico, e que a
presenta daquella torga poda suscitar conflictos
desagradaveis.
Leviano pordemais seria o presidente que.ha-
vendo tornado turna providencia cerno aquella,
que tomei instancias do chefe de polica, a re-
tirarse pouco lempo depois s porque um dos in-
teressados as quesloes locaes o pedisse, e tal
qual o descreve o autor da publicaco.
O que exacto, e o que se prova evidente-
mente com documentos oflSciaes irrecusaveis,
que mandei reliiar de Tacaral a forca da guarda
nacional que alli fuera destacar quado tive no-
ticia do conflicto que sedera no dia 4 de dezem-
bro ultimo, entre aquella forca e a de linha da
guarnico da comarca ; conflicto que a meu
ver era o prdromo de scenas porventura
bem Umentaveis que se iriam succedeodo
al a eleico, .e que eu lenho eonsciencia de ter
evitado com aquella e outras providencias que
conseguiram fazer cora que a eleigao primaria em
Tacaral fosse urna das mais calmas das que hou-
ve em Pernambuco quando ameacavam ellas tan-
to,.que obrigaram a administraco, instancias
do chefe de polica, fazer marchar para alli um
destacamento da guarda nacional vizinha.
Pede a Justina .que eu declare que o capito
coramandante do destacamento da guarda nacio-
nal nao desobedeceu minha ordem para reti-
rar-se de Tacaral, logo que lhe foi intimada em
forma, alia te-lo-hia eu mandado responsabi-
lisar.
Agora duas palavras mais e nontluirei.
Um dos dignos cavalleiros interessados imme-
distamente as quesloes eleiloraes do 5o dislric-
to de Pernambuco tem a honra de possuir urna
cadeira na cmara dos Srs. deputados ; eu tam-
bera a lenho. O outro daquelles seohores pode,
na forma do regiment da crea, defender peasool-
mente o seu direito ; o 3o, fiualinente, tara cor-
tamente na cmara amigos que nao deixem cor-
rer a sua causa revelia.
Pois bem, deixerao-nos de anonymos e de meias
palavras: emprazo a uns e a oulros daquelles
cavalleiros para urna discussao franca e leal a
respeito de todas aquellas quesls. Nao hsjs,
eu Ihes rogo, a menor resorva, a menor conside-
raco pessoal ao ex-presidente de Pernambuco,
que, seja dito de pasaagem, anceia pela occasiao
de ver discutidos largamente por quem quer que
seja, em lugar tao proprio como a cmara dos
Srs. deputados, lodos os seus actos administrati-
vos na predila provincia. Substilaam J as ornea-
bas pelo facto.
Naquella casa ao menos nao me verei coniem-
nalo ao duro silencio que me impunha sempre a
posijo de presidente anteas intriguinhas, as ca-
lumnias, e as mentiras mais despreziveis de que
porventura se possa ter idea.
A. Leilo da Cunha. -
Rio, 7 de maio de 1861.
a. a. to
B B
Horas.
V o w z i' O" s ce kthmosphera
B B w V Direeco. +
ai oo oo -4 ~3 S Fahrenheii. 4 m s e
00 le * Ctniifrado. 3
*- ce --i 8 Hygrometro.
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Cisterna hydre
mtrica.
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Franeex.
nglez.

< BE
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S **
s
A noilechuvosa vento fresco do quadrsnte do
SE e assim amanhece.
OSCILAQAd DA BAR.
Preamar as 2 h. 18' da tarde, altara 6,8 p.
Baixamar as 8 h 6' da manhaa, altura 1,3 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 21 de iu-
nho de 1861.
Romano Stepple,
Io lenle.
dilaes.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 20.
dem do dia 21. .
300.068J969
. 18.831S920
318900J889
Hovlmenlo da al randera.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volumes saludos com fazendas..
com gneros..
104
287
'------391
64
172
------236
Descarregam hoje 22 de juoho.
Brigue ioglezWillingtontrilhos de ferro.
Barca ioglezaGangesdem.
Barca francezaAdelefazendas.
Escuna porluguezaMara da Gloriamercaca-
dorias.
Brigue glezAnligu-Pachtcarvo.
Polaca hespanhola Chronometro carne de
charque.
Polaca hespanholaDespegadaidem.
Polaca hespanholaEsmeraldaidem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Sumaca hespanholaArJilla idem.
Beeebedoria de rendas Internas
greraes de Pernamaaco
Rendimento do da 1 a 20. 30 8278910
dem do dia 21.......1:6379672
32:4655582
O Illm.Sr.inspector da thesourarta provincial
ea curaprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 25 do correte, vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais dr, o rendimento
dos pedagios das barreiras abaixo mencionadas,
com o abatimento da quarla parte.
Jaboatao 2:9169 por atino.
Ponte dos Carvalhos 679g por anno.
Tacaruna 4149 por anno.
As arrematacoes serSo feitas por lempo de 3
annos, a contar do Io de julho do correte anno
a 30 de jnnho de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tacoes comparecam na sala dassess6es da mesma
junt, no dia cima declarado, pelo meio dia,
tendo lugar as habilrtaQes no dia 20.
E para constar se maodou aduar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 17 de junho de 1861.
O secretario,
A. F. d'AnnunciacS.
Joao Baptisla de Castro e Silva, commendadorda
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Faco saber a lodos os habitantes desta provin-
cia, que era vrlude de ordem circular do the-
souro n. 39 de 4 do correte mez se subslituiro
oesla thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 1009 e 200, da Ia estampa, papel bran-
co. Esta substituido se realisar desta data ao
fim de dezembro deste anno valor por valor ; do
Io de "Janeiro de 1862 porra em diante se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
d> mez, de modo que no Io deoutabro do dito
anno de 1862 nao tero mais valor algum as re-
feridas Dotas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861.
Joao Baptisla de Castro e Silva.
O Dr. Bernardo Machado da Cosa Doria, ofllcial
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito
da primeira vara do crime e interino da do
commercio desta cidade do Recite de Pernam-
buco e seu termo, por S. M. I.,. que Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 22 do cqrrenle
mez, na sala dos auditorios, linda a audiencia,
ter lugar a arrematscao do sitie e Ierras no lu-
gar dos Afllictos, com urna casa com 32 palmos
de frente e 64 de fondo, com 5 quarlos, cozinha
fora, solo, cocheira, estribara, cacimba e diver-
sos arvoredos de fructos, avaliado em 4 0009, per-
tencenle a Joo Felippe dos Santos, e vai pra-
ca por execuco de Vicente Mendes Wauderley,
cuja praca j fdra por editaes annunciada para o
dia 5 do correnle mez, e por impedimento diste
juizo, flcou transferida para o dia cima decla-
rado.
E para que o presente chegue ao conhecimento
de todos ser publicado e afflxado na formado
esiylo.
Recife, 18 de junho de 1861.
E eu Manoel Mara Rodrigues do Naseimento,
escrivo, o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
Deelarasea.
VoTiinento do porto.
Navios entrados no dia 24.
Rio dJaneiro-11 da, brigue nacional Maria
& Alfredo, de 3t9 toneladas, capito Gaspar
da Silva Rodrigues, eqiaipagem 11, em lastro ;
a Viuva Amorim & Filhos.
Fain,o^chr53,dflS' briue iolez Eli*a Jenhins,
de 305 toneladas, callao Joho Roban, equina-
gem 9, carga csrvo de podra ; a Scott Will-
800 & C. \
Rio de Janeiro- das, aplaca hwpanhola Jfcr-
celxta, de 131 toneladas, capito Thomai Fa-
brtgaf, equipagem 12, em lutro ; a Amorim
4 Irmao.
Barcelona37 das, polaca hespanhola Vctor
de 125 toneladas, capMAo Eslava Rozas, sil
pagem ti, carga vinho; a N. O. Bieber C.
ftaviot tahidos no -mamo dia.
Porto AlegrePatacho nacional NovoLima capi-
to Luk Antonio da Silva, carga assucar.
Porto-A legre Brigue nacional Miza, capito
Jos Francisco Pereira, carga aasucar.
Liverpool' pelo Canal Drigue ioglez Ifaniilus
capilo Jobo Surerton, em lostro. de .-asMcar.'
Consulado de Franca em
Pernambuco.
Tendo circulado a noticia que o ho-
tel nglez tinha sido vendido amigavel-
mente, o cnsul francez apressa e em
declarar que este boato talvez adrede
esplhado, pira desviar algum licitante,
nao teve fundamento algum, e que a
venda do dito hotel breve sera' annun-
ciada para ser eita em letlao publico.
Recife 21 de junho de 1861.Vte.
E. de Lemont.
Tendo a directora das obras militares de
cootratar a factura do encanamenlo d'agaa pota-
vel da rna da Florentina para o quartel da com-
panhia fixa de cavallaria, convida as pessoas que
deste servico se quizer encarregar, a apresenta-
rera suas propostas es mesma directora nos das
22 2a o 26 do corrente, das 9 horas da maoha
33 2 da tarde.
Directora das obras militares de Pernambuco
21 de junho de 1861 O escripturario,
Joo Mooteiro de Andrade Malvinas.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 22
de regulamento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para o arsenal de guerra.
J. Deodato Boman :
8 duzias de laboas de amarello do assoalho de
15 a 18 pollegadas de largura e 25. 27, 29 e 30
palmos de comprimento a 83j| a duza.
6 duzias de tabeas de forro de amarello de 15
a 18 pollegadas de largura e de 25, 27, 29 e 30
palmos de comprimeBlo a 439 duza.
Para a fortaleza deTamandar.
Luiz Borges de Cerqueira :
1 bandeira de filete de 5 pannos com ee armas
iraperiaes por 45g.
i pega de adriga para a mesma bandeira por
Para o arsenal de guerra.
Joao Jos da Silva :
6 safras bracaes pequeas com 4 palmos de
comprimento a 29 cada urna.
Horadio Constantino de Paulo Martina :
1 livro de papel pautado de Hollanda com 200
folhas por 8S50O.
2 ditos do mesmo papel de 120 folhas a 55500
2 ditos de dito de 100 folhas a 49500.
2 ditos de dito de 80 folhas a 49.
4 ditos de dito de 30 folhas a 2J500.
4 ditas de dito de 20 folhas a 2$.
Sob a coodco de serem todos manufacturados,
com formato grande, bpmbo de couro. caps de
panno,-rtulos dourado e entregues 00 dk 30 do
corrente mez.
Jos Baptisla Braga :
3 arrobas de" lati em tolas de 13 a 14 libras
cada urna a 959 ra.^Iibra.
O conselho avisa aos mesmos vendedores que
devem recolher os objectos comprados no dia 26
do cvrrente, na secretaria do conselho, s10 ho-
ras da manha.
Sala das sessoes do conselho adoinis*ralivo,
par fornecimeeio do arsenal de guerra. S ds
jnnho de 1861.
Francisco Joaquim. Pereira Loba,
Coronel rogal secretario interino.
Conseibo adminUtratlvo.
(5 conselho adminlslratio*para fornecimento
do arsenal de guerra tem de contratar os gneros
para o rai?cho da companhia dos menores do ar-
senal de gutrra durante os mezes de julho e
agosto prximo vindooro :
Pao de 4 oncM.
Bolaehss.
Cha Hyson.
Caf em grao.
Assucar refinado de 2* sorte.
Manleiga frauceza.
Carne verde.
Dita secca.
Btealho.
Toucinho de Lisboa.
Azeite doce de Lisboa.
Vinagre de Lisboa.
Feijo mulatiDho ou preto.
Arroz do Maranho.
Farinha de mandioca da trra.
Quem quizer contratar taes gneros aprsente
as suas propostas em earta fechada na secretaria
do conseibo, s 10 horas da manha do dia 28 do
corrente mez.
Sala das sessoes de eontelho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra* 19 de
johhodeK61.
Bento Jote Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Loba,
Coronel vogal secretaria interino
Coaselbo de compras navaes.
Tendo-se de fazer, sob as condicSes j conhe-
cdas, em 15, 19 e 22 do correle mez, os con-
tratos abaixo declarados, manda o conselho con-
vidar os pretenderles apresentarem as suas
propostas nesses dias at s 11 horas da ma-
nha.
Em 15.
Por 3 mezes, flndos em setembro prximo.
O fornecimento de vivares e oulros ebjectos de
consumo, para os navios da armada e esubeleci-
mentos de marinha, sendo arroz do Maranho,
agurdente branca de 20 graos, aaeile doce de
Lisboa, assucar braoco grosso, bacalho, bolacha,
carne secca, caf em grao, carnauba em velas,
carne verde, cangica ou milho pilado, farinha de
mandioca, feijo, manleiga franceza, mate, pao,
sabo, toucinho de Lisboa, velas stearinas e vi-
nagre de Lisboa.
O fornecimento de dietas paca es doentes das
enfermaras de marinha, e dos africanos, bem
como dos nanos, compelas de araruta, aletria,
assuear branco refinado, bolachinha, cevadinha,
eh, gallinbas, manteiga iogleza, tapioca e vinho
de Lisboa.
Eo fornecimento, para as obras a cargo do ar-
senal de marinha, relativamente a cemento bran-
co de Bolonha, cal preta e branca, pedras de
alvenaria e de cantara, biutas e tijolo de alve-
naria.
Em 19.
Por lempo de 12 mezes, fiados em janho do
anno prximo de 1862.
O aviajnento do receituario das enfermaras
de marinha e dos africanos livres, bem como os
servicos de barbeiro necessarios a estes eslabele-
cimeolos e o fornecimento de ambulancias aos
navios, constando o receituario e as ambulancias
dos formularios que existen francos na secretaria I
deste conselho, para serem vistos por quem an-
tes queira consulta-Ios, e os servicos de barbei-
ro, do corte de cabellos, saogrla, barbeamento,
applicaQao de bicha e ventosas (forooceodo-as
o contratante) raspamenlo de cabeca eliramen-
to de denles.
Em 22.
Por tempo de tres mezes, flndos em "setembro
do cor/ente anno.
A lavagem de roupa das ditas enfermaras, com-
panhia de aprendizes artfices, e da maruja do
arsenal de marinha, bem como o fornecimento
das seguintes pegas de fardamento :
Para a dita companhia de aprendizes srtifices.
Bonet do uniforme, dito para o servico, lengo
de *eda preta, frdela de panno azul, calca de
dita de brim branco, dita de algodo azul, blusa
do mesmo algodio, sapa loa, camisas de algodo-
zinho branco, sacto, eolcho e travesseiros de
linho. ebeios de palha, leucos e froohas de algo-
dozioho branco, colcha de algodo e cobertor
de la.
Para os imperiaes marinheiros e aprendizes ditos.
Bonets de panno, camisa de brim branco, dita
de algodo azul, caiga de brim branco, dita de al-
godo azul, lenco de seda preta, farda de panno
azul, caiga de dito, sapatos e sarco.
Para os fasileiros navaes.
Bonet de palla e chapa, caiga e farda de panno
azul, caiga e camisa do brim branco, grarata de
couro, sapalos e polainas da panno.
As propostas, em cartas fechadas, mencionaro
os nomes dos fiadores, e nao podem referir-se a
mais de um contrato, que o respectivo subscripto
declarar qual aeja para a necessaria separag
o acto do recebimento.
Sala do conselho de compras navaes, em 8 de
junho de 1861.0 secreario, Alexaodre Rodri-
gues dos Anjos.
O conselho economieo do batalho de iu-
iiuiaria o. 2, contraa para fornecimento de suas
pragas no segundo semestre do corrente anno, 01
gneros seguintes: assucar mascavinho refinado,
dito branco de caixa, arroz pilado azeite doce, ba-
calho, carne verde, dita secca, caf;em grao, can-
gica, farinha da Ierra, feijo, lenha, manteiga
franceza, pes de 6 ongas, toucinho de Lisboa,
vinagre de dita e vraho de dita ; sendo todos es-
tes gneros de bea qualidade e posios no quar-
tel por conta do fornecedor, cujas propostas se-
rao apresentadas secretaria do batalho no dia
26 do corrente pelas 10 horas da manha.
fiartel das Cinco Ponas, em Pernambnco.
21 de junho de 1861.
Manoel Joaquim de Souza,
Altores secretario.
Conselho de compras navaes.
Nio tendo apparecido concorrentes para o con-
trato hoje, como foi annunciado, de fornecimento
no trimestre prximo de julho a setembro, de
cal branca e preta, lijlo de alvenaria grossa, ce-
mento claro de Bolonha, e pedras brutas, tanto
de alvenaria como de cantara, manda o conselho
fazer publico, que esse contrato acha-se em con-
sequencia transferido para o da 22 do corrente.
Sala do conselho de compras navaes, em 15 de
junho de 1861 O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Jos Teixeira Basto, vice-consul de S. M.
II B Vittorio Emanuele II in questa citt di Per-
nambuco, per OTdioo dell'Incaricato d'aflari in
Ro de Janeiro, notifica ai sudditi Italianl resi-
den in Pernambuco rinfraseritto real decreto.
ITALIA.
Legazione di S. M. II R Viltqrio Emanuele II.
II aottoscriUo notifica ai sudditi italiani resi-
denti ai Brasile.
1.* Che S. M. con real suo decreto 17 marzo
ultimo scorso si degnala conceder plena am-
nista delle pene incorse dai renitenti e refralta-
rjj d ogoi leva cosi mariltima eome militare di
Ierra, tanlo delle nuove come delle Boliche pro-
vincia dello Stato.
2. Che l'amnislia suddetU si rifensce alie leve
antenon a quella del 1859.
3." Che la stessa amnista non dispensa i reni-
tenti dall'obbligo del servizio militare o marit-
mo.
4.* Che i renitenti di qualunque et devooe
presentarsi nel termine di un anno daMa data del
real decreto sovraccennato agli ufflzii reali con-
swlsri per essere muniti di foglii di vja per cos-
tituirsnn patria nanii l'aotorit del paese. ore
dovevano soddisfare alia leva.
5." Che i renitenti che avessero diritto all'esen*
zione per moti di famiglie. esistenti all'epoca
dellmcorsa renitenza possono farli valere per
mezzo di Ierra persona presso ('intendente.
o." Che i renitenti possooo per mezzo di tena
persona far presentare un cambio supplente, pur-
cha idneo, senza obbligo di coslituirsi personal-
7.* Ftearmente, che anche i renitenli sollo
processso. o gii condannati son ammessi a go-J
dore deu;amnistia, purch soddiafacciano alie
condizioni sorra prescrilte.
II regio iocaricato d'aflari.
Galateri
_. Con ti di Ge ola e'de Sunigtte.
Rio Janeiro, 11 maggio 1861. *
Saota Casa e Misericordia do
Recife.
A Hlma. junta admiois4sau>a da santa cas* 4e
misericordia do Recito manda fsaet puWico que
nao se tendo eftoctuad no dia 6 do correte a
Tntai^?aJ^" veodda liba do Nognetr, 4drs
transftrtda dita arrematagao para o dia 27 4 4
Secretara tf\ Sant Casa
Recito, 19 de juoho de 1861.
F. A. Civaicanli Cousseiro,
Eserivio.
Amorim, Fragoso Sanies
Coaipanliia
Saeam e tomam saques sobra as pracas do Rio
de Janeiro e Para.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directo e em com-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
annofindo, Tai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicSo das notas de 20$ da emissao
da mesma'caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directorio
Francisco Jo3o de Barros.
0 fiscal da regueiia de S. Jos desta cidade scieo-
liGca aos parochiaoos da mesma freguezia o
artigo abaixo transcripto.
Posturas de 20 de julho de 1861.
Artigo 2 o Fica ioteiramenle prohibido o cos-
lume de se fazerem fogueiras nesla cidade por
occasiao das festividades de Saoto Antonio, S.
Joao e S. Pedro, e em ostros queequer das ; o
contraventor pagar a multa de 20, e o duplo na
reincidencia.
Fisealisaco da freguezia de S. Jos 21 de iu-
uho de 1861.O fiscal,
Joo Xavier da Fonseca Capibaribe.
Batalho de artilharia a p
numero 4.
O conselho econmico do mesmo batalho con-
trata o fornecimento de gneros para as praga3
arranchadas durante o segundo semestre do cor-
renle anno, sendo arroz, assucar mascavinho re-
finado, aaeite doce, bacalho, caf, carne secca,
dita verde, farinha, toijao, lenha, manteiga, pao
de 6 e 4 ongas, sal, toucinho e vioagre; os g-
neros deverao ser de primeira qualidade, e as
propostas para tal fim, entregues na secretaria
do batalho at as 10 horas da manha do dia 28
do correte mez.
Quarlel (j04.0 batalho na Soledade 19 de ju-
nho de 1861.Manoel Gncalres Rodrigues Fran-
ja, 2." lenlo agente.
A ordem desta subdelegada acha-se preso
um preto que diz chamar-se Marcos e ser escra-
vo do Sr. Hollanda Cavalcanti, por ser encontra-
do fora de horas as tulhasde madeiras no caes
do Ramos, qem fr seu dono comprela neste
juizopara lhe ser ectregue. Subdelegacia da fre-
zia de Santo Antonio do Recito 21 de junho de
1861.Yillaca, subdelegado.
Consulado da repblica
argentina.
Com a deploravel noticia da ;anniquillaco di
cidade de Mendoza por causa denm terrivel ter-
remoto (como notorio) que a reduzio em poucos
minutos um monto de ruinas, debaixo das
quaes foram sepnltados mais de dous tercos da
sua populacfio ; o abaixo firmado, cnsul da re-
pblica nesta cidade, tem iniciado urna subs-
eripco com o fim de alliviar da desgrana os que
Semen) na miseria e orphandade, salvos de tao
violenta catastropbe. A supplica que se faz a
lodos os. cioades desta cidade, e com especialida-
de ao crpo commereial da praca que entreten)
to imprtanles retacos mercantis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que lodos os se-
ohores se prestaro a subscrever, cada um com
da Misericordia do ma mesa servida de orna variedade deliciosa
de manjares delicados estar disposico do pu-
blico que pagar iraa pequea retribuido pelo
que delta se quizer enligar..
Ser cumprid a rista o regulamento policial
Entradas para damas, gratis; para cavalleiros,

CASSINO POPULAR
DI
MASCARAS EPHWmSIA
NO
MAGESTOSOSALO
Leudes.
a soooma que possa para flm to humanitario
imitando o que j se tem procedido
provincias do imperio. Para o que pode se assig-
nar na associago da praca do commercio, nesle
consulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambera em
qualquer outra parte em que o promovam os
amantes da huraanidade. e pedido deste con-
sulado. Recife 1 de juuho de 1861.
Jos foo de Amorim.
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 22 de junho.
O director do baile Cassino aVtendendo aos pe-
didos que varios amigos e amadores do Casaino
ine tem feito, solicitou com a auloridade compe-
tente llcenjs, a qual se dignou attende-lo, para
poder dar sabbado 2z do corrente. baile de mas-
caras, o qual ser com toda a pompa e brilhao-
tismo, envidando-se para isso todos os meios
possiveis.
Haver neste dia lunch indistinctamente para
lodos que ae quizerem servir.
Ser mantida a bo* ordem e harmona e obsr-
valas as disposicoes do regulamento.
Entrada para damas gratis, cavalleiros 2^.
Arisos aiariUiiios.
COMPANBU PE1MIHICANA
DB
Navegacocosleiraavapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu', Aracaty Ceara',
Acaracu' e "Granja.
O vapor Jaguarbe, commandante Lobato,
sahira para os portos do norte at a Granja na
da 6 de julho s 4 horas da tarde. Recebe ear-
ga at o dia 5 ao meio da. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
a 1 hora : escriptorio no Forte do Maltos n. t.
Ao Para
segu o veleiro brigue escuna Graciosa, capi-
to Joo Jos de Souza, por ter a raaior parle da -------- "
carga contratada, para o resto' quem pretender rua (, v'8a""io n. 22, as 10 horas em ponto,
carregar, queira entender-se com os consignata-
rios Almeida Gomes, Alves& C., ruada Cruz nu-
mero 37.
LILAO
DE
22 carrosas e 2 carras
amerjeanos.
Terca-feira 25 do corrente.
22carroas e 2 ricos carros americanos com to-
dos os seus pertenece, no armazem alfandegado-
do 3r. barao do Luramenlo no Forle do Mallos-
os quaes sero entregues sem reserva de preco'
O leilao principiar s 11 nor-s em ponto.
LEILAO
DE
Vinho Bordeaux e
marrasquino.
O agento Hyppolito autorisado pelos Srs. Tis-
set Freres & C far leilo de urna grande por-
ga de calzas com marrasquino, una porce do
quartolas com vinho Bordeaux. lotes a Tontada-
dos rs. arfemauntcs terca-toira 25 do corre-
te no trapiche baro do Livrameoto, as 11 hora
em ponto.
Nesta mesma occasiao o masmo agente ven-
der larabem por coma e riaco de quem ptrlen-
cer uma porco de saceos com farinha de man-
dioca, sem reserva de prego.
LEILAO
O agente Hyppolito far leilo por conla e
risco de quem pertencer de 50 cairas com velas
stearinas, com (oquo de mofo, no armazem dos
Srs. Silva & Santos rua do Amorim, as 11 horas
em ponto.
LEILAO
O agenle Evaristo de novo avisa a seus fre-
guezes que no dia 22 do corrente far leilo do
cavallo j* annunrindo, pertencente a m.issa fal-
lida de Machado & Souza. no seu armazem da
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
e
f*Apgf a & mu.
Al o da 29 do correnle esperado doa portos
do sul o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo,
5; o qual depois da demora do costume seguir pa-
em outras "os portos do norte.
Desde ja recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dii de sua chegida al as 3
horas da larde, eocommendas, passageiros e di-
nheiro a frete af o dia da sahida as 3 horas:
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
161 RECITA DA ASSIG.VATRA.
Sabhado 22 lejimlio.
Subir scena o muito interessante drama em
cinco actos, ornado de msica,
Na qual toma parte toda a companhia.
Terminar o espectculo coma graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
Os Pretndenos logrados
00 A
DE VISTE E QliATRO SOLDOS.
"tomara parte os Srs. Germano, Nunes, Tei-
xeira, Raymundo, Vicente e Campos, e as Sras.
D. Carmela o Jesuina.
Comprar s 7 > horas:
N. B.O espectculo em favor do actor Men-
des, flcou transferido pera quarta-feira 26 do
correnle.
GRANDES
E
Magestosos bailes
NOS
Saldes do caes de Apollo
Sabbado 22 edomiogo 23 de
junho de 1861.
Dovendo solemniaar-se com todo o brilhnnlis-
mo a grandiosa e eacitautt festividade de Saa-
Joeo, o administrador deste eslabelecimeoto, que
nada poupa para tornar agradavel ao respeitavel
publico, lem resolvido dar dous bailes no todo
sumpluosos, nos quaes se oxecuraro as belss
quadrilhas, valsas, ehollz, etc., do repertorio da
msica do 4 batalho do artitharia a p.
Os bailes sero de masoarn eseaa asacar*.
Os saldes, aleda do coslumada oaegaioeia, esta-
ro paramentados de no vos cortinados e ornados
de lindos estandartes da eetim de varias cores,
em os quaes se lam dsticos ellegoricos afesti-
Tdsdbk
Bo sali groado haver urna rice illaminaco
gaz, admiranelmente diepost a fazer transpa-
recer quadroa de magoiQca illuso ptica.
Um coro de pastores e pastoras, primorosamente
vesldas,cantar, compauhadoda-orad* do4, urna
felicilaco poettea, em referencia ao dia, que o
administrador dedica a ou serosas aantaos e
proteotosee. EetecanUco*seas;eautaco9Tl am-
bos a daae. sn occessees-ttveneOi evodo a m-
sica a do coro das donzellas doa Jatearas de San
to Antonio, que tanto '
dores.
agencia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
MSMJL
ayisol rversos.
O patacho portuguz Mara esperado di
Babia a todos os momentos, e dia9 ; pode anda receber alguma carga e passa-
geiros : tratase cora os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para New-York.
Vai sahir em mu poucos dias o veleiro pata-
cho americano L. C. Walle, capito Dubois,
receb passageiros, para o que tem excellentes
commodos. a tratar com os consignatarios N. O.
Bieber & C. Successores, .rua da Cruz n. 4.
Rio de Janeiro
segu com loda a brevidade a barca Mathilde
por ter metade do seu carregameoto engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Feneira Pinlo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MW1T13 UiNL
O vapor nacional Paran, commandante o ca-
pito teneote Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezo, esperado dos portos do norte at o dia
22 do corrente, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, enco'mraendas e
passageiros al o dia da sahida as 3 horas : agen-
cia rua da Cruz n. 1, escriptorio do Azevedo
Mendes.
4tl
V u//vV
C0MTAWB4 raKIAMinJCANA
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Asiu', Aracaty, Ceaa'.
O vapor Iguarass, commandante Moreire,
sahir pea os portos do norte al o Cear no
dia 22 do correnle s 5 horas-da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conheoido brigue nacional Ytr-
loz, pretensa seguir core muita breridade, tem
parte de seu carregameo4eprompto, para o resto
que ibo falla Uata-ee co-m os seus consignatarios
Asmaedo j Mondes, no seu escriptorio rua ds
Ct n. t.
Par* Liverpool* pe* Parahibi
A veleira aem. cajabecM barca ingleza Bo-
^ssociacao Ztjp ogvaphica
pcvnainHucana
Domingo, Q3 do corrente, as 10 horas da ma-
nha, haver sessao extraordinaria do couselna
director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana21 de junho da 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Companhia do Beberibe.
No dia 26 do correte pelas 12 hora
do dia tera' lugar pela ultima vez no
escriptorio da companhia rua do Cabu-
ga' n. 16, a arrematacao do rendi-
mento dos chafai izes e bicas por bair-
ros ou totalidade e por espaqo de 1 a 5
annos, sob as bazes ja publicadas pelos
jornaes e mais condiccoes patentes no
escriptorio ; os Srs. licitantes compare-
cam cora seus fiadores ou declaraco
dos mesmos no mencionado dia deven-
do ser as propostas por escripto. Ad-
vertese que neste dia a administraco
da companhia tomara' a deliberacao,
se deve arrematar ou ficar em admi-
nistraco o dito rendimento.
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 21 de junho de 1861.O secretario.
Manoel Gentil da Costa Alves.
Os abalaos assignados
membros da eommitso en-
carregada por alguns rossui-
dores de lettras emittidas na
circulaco pela extincta te-
souraria pro\iacialt de pro-
mover a cobranza judicial dos
referidos ttulos, convidara os
Srs interessados a se reuni-
rem no dia 28" de junbo ao
meio dia na casa da rua da
Ca ua devida considerago o que
ba occorrido acerca de tal in-
cumbencia e prescrever o
procedimento ulterior que-
deva ter a actual cominisso,
ou aquella que a houver de
substituir respeito da refe-
rida cbranca. Jecife 13 de
junho de 1861. Manoel Joa-
quim Ramos e Silva. Anto-
nio de Moraes Gomes Ferreira
Adriano Xavier Pereira de
Brito.
Arcos
para saias a balito,
a 160 rs. a vara ; na rua do (Jueimado n. 29, es-
quina do Collegio. -
AUeneao.
Na rua Direita o. 71, vendam-se ricas e bem
entiladas sortes para o dia de S. Joao, e muito
em conta : apparecaea.
Atera.
O Sr. que na noite de a do oorrente levou da,
uma toja na rua do Queiraado a quantia de 509.
o que quando se lhe fallou nieto fez protestos de
"" oe pagar, quena vrr trazo-loe oestes quatro diae.
mta, capilaoO. onell.com excellentes commo- corto de que so o ao ror, se contar este oe>-
-v dosjurapaejMgoii^e: quero pretender ir de *as- godo aos seus companhoiros para ficar bem co-
la m.ojjsaaVdo tf H'agaV^Ui^savjHB eoBsignatarios, Rostro* RaoJ naeoido ent elM, poro nio eoganar mais
Fede-se aos socios do sereno que amanhia
casapaMcam coa ana pataca em um paleo da
Boa-Vala para assisiirem m..... quo principia-
r as 9 horas.O caixa, Xico pataauim.
rml(OII(af)s



DIBIO DI PtftHiBHOGO. SABBADO M Df JDHHO DE 1811.
Consultorio medico-cirurgico
3--1U3VII GLORIA. CAlSA. UO 13TSB1l0--3
- Consulla por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudan;* para a sua nova residencia, o proprietario deite eitabeleci-
mento acaba de azer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabeleeimeoto nao se confundam com os de
nehhum ouiro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaujio de inscrever o seu nome em todos os roalos, devendo^er considerados como falsifica-
dos todos aquellos que forem apresentadoa sem esta marca, e quando a pessos que os mandar com-
prar queira ter maior certeza aeompanhar urna conla assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado ora o sea nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande por;o de tinelurs de acnito e belladona, re-
medios estes de suman imporUocia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopalbas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qar em tinoturas costaro a 1$ o ridro.
O proprietario deste estabelecimente annancia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieutes para receber alguna escravos de ura e outro aezo doentes ou que precisem de alguma
operago, afliaocando que sero tratados com todo o disvelo e promplido, como sabem todos
aquellas que i tem tldo escravos na casa do annunciante.
A situacao magnifica da casa, a commodidads dos banhos salgados sio oulras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
Aspessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manha at 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se pode rao en-
tender : ra da Gloria o. 3 casa do Fundi.
____________________ Dr. Lobo Moscozo.
elixde saude
Citrolactato de ferro,
Antonio do convento des-ll3lilco depoaUo na botica de Joaqun* MarUnbo
ta cidade. da Cruz Crrela & C, raa do Cabug n. 11,
Domingo 23 do correle ser feita com toda a: m
solemnidade a festa deate glorioso Thamalurgo. j f5SO ar CriianiUtlCO.
Haver vesperas. festa e Te-Deum, sendo o pre- j j|. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceutiea aprsenla hoje urna nova preparacio de ferro,
ador deste o Rvm. presidente do convento Ir. com 0 nome Francisco de Santa Candida, e daquella o Rvm. Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
capollao do exercilo padre Louretujo de Albu- : Taradas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
querque Loyola, ofciar nesles actos e dotar daje,
a missa o muito digno provincial dos carmelitas; i A formula um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso,
e todo o mais semco do altar sera leito pela sua quando ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e pozsivel para todas as
respeitav 1 commodidade, que se presta a con- jdades, para todos os paladares e para todos os temperamentos.
vite da Rvm. presidente do convento. A sachns- d numerosas preparares de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene to bellas qualida-
tia estar ornada, e em diversas partes apresen- des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
tar alguns edificantes passos da vida do glorio- ; quena d08e> 0 gerd0 uma Drompta e fcil dissolucSo no estomaao. de modo que completamente
a constipado de
Festa do Glorioso Santo
J. FERREIRA VILLELA,
MVMVUS DAUTTtrTStA BASA SIQ?2M^
RuadoCabug n. 18, primeiro andar, entrada
pelo pateo da matriz.
1\/THVTi>S
POR
Ambrotjpo e par melainotypo, sobre panno eneerado, proprios
para remetterem-se dentro de cartas.
Sobre malaeacbeta ou talco, especiaos para alflnetes
ou eassoletas.
Retratos transparentes, offerecendo o mesmo retrato duas vistas,
em cores outra em preto e braaco.
urna
glorio- qUena dose, o ser de uma prompta e fcil dissolucSo no estomago, de
so santo. A msica de orchestra aera dirigida assimilado ; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua eomposicao
pelo Rvm. padre meslre M. F. Candido de Santa venlre la0 frequentemente provocada pelas outras preparaces ferruginosas.
Isabel Cunha, a melhor desla capital. Tocar an-
tes e depois dos actos a msica dos aprendizes
menores do arsenal de guerra. as noiles das
vesperas e Te-Deum haver illumiagao era (ren-
te do convento, que far um lindo effeito s vis-
tas dos concurrentes. E' esta a solemnidade que
o Rvm. padre presidente tem de presentar em
honra do padroeiro do convento, nao obstante os
enlraves que Ihe oppozeram, os quaes com elle
deviam trabalhar para mais brilhaotismo do acto.
A pessoa que annunciou precisar de uma
ama, pode dirigir-se a ra do. Livrameulo n. 22,
terceiro andar, que encontrar uma captiva com
todas as qualidades exigidas.
Duaa seoboras inglezas, bastante habilita-
das para ensinarem a traduzir, fallar e eacrever
as linguas ingleza e francezs, assim como a to-
car piano, se offerecem ao respeitavel publico pa-
ra dar licoes das ditas materias por precos com-
modos, quer em casa* particulares Jquer na sua
na ra do Queimado n. 30.
Estas novas qualidades em nada alte rara a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo uma
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula aue lhe d propriedades taes que o pratico o possa prescrever sem receio. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a pyparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparares ferrogihosas,* como o
atiesta a pratica de muiros mdicos distinctos que o tem ensatado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (colorse pallidas core?,/ na debilidade subsequente as
hemorrhagias, as hydropesias que apparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na eserophula, no rachitisrno, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os caios
em que o'sangeso acha empobrecido ou viciado pelasfadigas affecedes chronicas, cacbexia tuber-
culosas, cancrosa, syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongado das preparsedes mer-
enriaes.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laocar mao para as debelar, o aulhor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
recoohecimento da humanidade por ter descoberto uma formula pela qual se pode sem receio usar
do ferro.
isSEi mmm mmmu
de
34Ra Nova34
Recebeu de Pars os seguintes objeclos
.gosto :
Enfeites de cabera imperatrii.
LuvasJouvin verdadeiras.
Grinaldas para bailes e theatros.
Enfeites para noivas.
Ricas Gtas proprias para ossenhores hachareis.
Bales do ultimo gosto de Paris.
Diversos costumes para o toilete de uma se-
nhora do grande mundo, e objeclos para menino
e baptisados.
Queijos do serto a 700 rs.
a libra.
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvidor.
AVISO.
No da 20 do corrente, desappareceu de mi-
nhacasa um cabocolinho forro de nome Germa-
no, de idadode 12 annos pouco mais ou menos,
roslo redondo, muito amarello e vizivelmente
inchado, denotando soffrer de frialdade, tendo
tambera o vicio de comer trra, natural da
comarca da Escada, onde seu pai extremamente
pobre o alugou a meu irmo Antonio Augusto
de Amorim, que m'o entregou ; estava neala .
praca apenas a 2 mezes pouco mais ou menos,
e supponho haver-se perdido as tuas da cida-
de das quaes anda nao tinha suffiriente conhe- i
cimento, ou ento ter sido seduzido por alguem :
para fins criminosos ; por isso rogo as aulori-
dadea policiaes e a qualquer pessoa particular I
que de 1 le tenha noticia, o favor de avisar-me
ou Iraserm'o ra do Vigario n. 17, que os gra-
tiicarei. Recife 21 de junho de 1861.Domin-
gos Jos de Amcrim.
Os abaixo assignados havendo publicado
por este Diario em das do mez de abril pr-
ximo passado um annuncio para que os deve-
dores de Joaquim Moreira Guerrido s aos abai-
xo assignados passem seus dbitos, pelo presen-
te declaram sem effeito o referido annuncio por
haver cessado o accordo
Recreio saudavel.
N 2&--KttaDireita--N. 3
O proprietario deste armazem participa aos seus numerosos freguezes, assim como aos se-
nhores amigos do boro e barato, que se acha com um grande sortimento de gneros os melhores
que tem vindo a este mercado ; este estabeleeimeoto offerece grandes vantagens ao publico, nao
s na limpesa e asseiocorn que se acha montado como em commodidade de prego ; abaixo trans-
creve algumas adices de precos, por onde ver o publico que vende baratissimo, attendendo as
de boas qualidades dos gneros: manteiga ingleza e muito boa qualidade a 720, 800 e 15, cha bys-
son muito lino a 2jJ e 3 por libra, espermacete muito fino a 680 por libra, em caixa se far al-
gum abatimeoto alelria, macarro e talharim a 400 rs. a libra, doce de goiaba muito fino a 800 e
19000, toucinho de Lisboa muito novo a 320 por libra, em porco se far algum abatimento, bola-
chinha de soda -e de outras mats qualidades em latas a 19500, chourigas muito novas a 640 a li-
bra, latas com savel de posta, frita de escabecha o melhor que ha no mercado a 1$400, banha de
porco refinada muito nova a 480 a libra, caf de escolha do melhor que ha a 240 e 280 a libra a
300 rs., latas com duas libras de marmelada do melhor autor em Lisboa a 1)400 e lJJOO, latas
com fructas de Portugal em calda as melhoresque vem ao mercado a 640, conserva ingleza do
melhor autor muito nova a 800 rs. o frasco, cervejada melhor marca qae vem ao mercado, gar-
rafa a 500 rs., arroz do melhor que ha ne'ste genero a 100 el2 rs. a libra, farinhx do Maranhao
a mais fina possivel a 200 rs., sag a 400 rs., sevadinha de Franca a miis nova que ha a 320
vinho do Poito dos melhores autores, duque do Porto verdadeiro fino a 2$ por garrafa, dito do'
Porto a 15, I92OO e IgoOO, gomma muito fina propria para engommar a 120 rs. [por libra, em
porco se far algum abatimeoto.traques de o. la 00 rs. a carta, azeile doce a 720, dem de
coco a 500 rs., dem de carrapato a 500 rs., vinagre de Lisboa do malhor que ha no mercado a
320 rs. a garrafa, vinho do Porto de pipa a 19 e 800 rs. a garrafa ; alem de muitos mais gneros
que aqui nao menciono, os quaes o publico achara no mesmo estabeleeimeoto, garantindo quali-
dade, vendidos no mesmo armazem, aasim j poder ver o publico que pode mandar suas en-
commendas memo por pessoas menos entendidas, que promptamente sero servidas com toda
attenejio do bom o barato, s na esquina do beccoda Pecha.
ANOVALOJADOPAVAO
NA
Ra da lmperatriz n, 60.
DE
quaes
o accordo segundo o qual devia a ,
loja do dito Guerrido ser liquidada por urna! Acaba de receber pelo ultimo vaporfrancez as fazendas seguintes, as
commissao de credores. James Crabterr & C i barato do que em outra qualquer parte :
AugustoC.de Abreu. ; Organdys de bellissimos padroes muito finos a vara 1$.
Vi i a praga ter;a-feira peraule oUr. juizdef Groidenaples azul, cor de rosa e amarello fizeoda fina e de muito corpo o corado
orphos ua sala das audiencias do mesmo juizo, i Ditos lavrados muito encorpado o covado a 2j.
as 11 horas do dia, o escravo Ivo, um cachorro e Mimos de seda da India o mais moderno para vestido o covado a 19280.
um relogio patente inglez, quem quizer ditos ob- [ Ditos de laa fina e de padroes muito galantes a 800 rs.
jeotos comparepa no dia e horas Indicadas. Manteletes de Ql preto com bico largo a 7f.
i Ditos de fusto branco muito bem eofeitadoa a 89.
' Chales de merino estampados com lista de seda muito finos.
i l Tarlalanas de todas as cores e muito fina a vara a 800 rs.
Na ra Direlta n. 84 continua a haver bonsey- Cortes de tarlalanas com salpicos cada um em seu carleo a GJ.
lindros americanos para padiria ooramente che- [ Cimisinhas com golas e manguitos para senhora que tem bom gosto a 69.
gados que vendem-se por commodo prego. Ditas ditas com vivos de cor a 4Sii0 rs.
. ^a .... ^,kxa I ^m 6rade sortimento de saias balo para seoboras e meninas.
ltSe88f-f WWW99999 i Um grande sortimento de saias balo muito ricas com babados a 10$.
Pegas de cassas bordadas com 81|2
se vendem mais
a 20.
Attenco.
Compra-se uma escrava negra ou mula-
0 ta que saiba bem cosinhar e engommar:
0 na ra do Crespo n. 17, loja de Guimares 9
Si Villar.
GMtStt d9
O Sr. Manoel Jos de Castro Vianna, quei-
ra por favor ir a ra Nova a- 7.
Compram-se moedas de ouro de 209 por
2O35OO : ua ra da Cruz do Recife n. 30, primei-
ro andar.
No dia 17 do corrente mez fugio do enge-
nho Para freguezia oe Ipojuca o mulato Delfino
eom os signaes seguintes : cor clara e sardenta,
cabellos crespos, pelo do pescugo vermelha e en-
rugada, representando muita velhice, entretanto
que tem poucos cabellos brancos, nariz afilado,
estatura regular e secco do corpo, foi encontrado
no dia 19 na villa do Cabo e suppe-se ter pro-
curado a villa do Pilar na provincia da Parahiba,
ende foi comprado pelo vigario de Ipojuca Fir-
znino Jos de Figueiredo ao Sr. Bartholomen de
tal : quem aprehende-lo poder levar uo mesmo
engenho ou a Severiaoo de Siqneira Gavalcanti
na ra de Hortas n. 14.
O proprietario da loja da ra
No?a n. 18 declara que o annuncio cha-
mando Joaquim Gorrea de Araujo a
apparecer na dita loja nao se refere a
Joaquim Gorrea de Aiaujo, morador
na freguezia de S. Lourenco da Mata,
engenho Muribava
Quem precisar de uma preta pa-
ra vender bolos de vendagem por S.
Jo5o dirija-se a esa typographia que
achara' com quem tratar.
varas proprias para cortinado a 25500.
Lindos chapeoszinhos de merino bordados para meninos e meninas gosto inglez a 55.
Cassas francezas belistimos padroes a vara a 500 rs.
Assim como um completo sortimento de golliohas muito bons gostos para aenhoraa e meninas a
saber 1$, 19280.196OO. 29, 29500 e 3$ ""uiuos
[ Um completo sortimento de chitas francezas escurase a legres e padrOes bonitos a 220, 240 260
e 280 rs.
Ditas muito superiores o covado a 320 rs.
Ricos enfeites com franja e bolotas para cabeca de senhora.
De todas as fazendas aqu mencionadas se do as amostras deixando flear peahor, assim co-
mo se mandam levar em casa das familias que quizerem fazendas em conta e de bonitos gostos.
Collares medicinaes anodinos
Para as dores da dentico, accessos,
coirvulsdes, febrs e outras enfermidades das enancas
, 0 Illm. Sr. Birekelj lho, saceessor e nico proprielario em Londres.
Esta Innocente e infallivel remedio (foi approvado em Londres a 10 de Janeiro de 1715 or
S. M. Jorge III e recommendado pelo afamado e de alta reputaco o Dr. P. Chamberlen) dispensa
de fazer tomar as crianjas os remedios interiores que nunca qutrem tomar. Prego fixo 89.
Mf SII11 EBUUL
RIO DE JiUTOTOO.
SO NO PROGRESSO
DE
es largo da Penka
Weste muito acreditado armazem de molhados
continua a vender-se os melhores gneros que ha no mercado, tanto em porco como a retalho, e
por muilo menos preco de que em ouira qualquer parte, por serem viudos a maior parte dclles em
direitnra, porcontado proprietario, por isso em vista dos precos dos gneros abaixo Imencionados
poderlo julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
Hanteiga inglez* perfeilamente lor ,., 1bra,. em bar_
ril a 700 rs.
ML&nteiga franceza,
vende-so a Ia qualidade a 39000,
o carto elegantemente enfeitados, muito proprios
do afamado Abreu, de outros multo* fabricantes da
recantemente chegadas a 800 rs. o (ras-
as melhores que tem vindo a este
milhor que ha no mercado a 720 rs. a libra.
Ch-os n\e'i\\0Tes que ua uo mercado
2* ditta a 20500, 3* ditta a 29000, e preto a 1$600 a libra.
||Uei|OS UameUgOS chegados neste ultimo vapor da Europa 2J8" he-
gados no vapor passado a 18800 e I96OO r.
" I** og melhoresque tem vindo a este mercado por serem muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
\u\cm\uas contentadas prourias uata sor tes de S.
tloatl* a 19000 rs. a libra em porreo se far algum abatimento.
B0W0 franees a 500 rs.
- para menino, s no Progresso.
Hoce da casca de goiaba, 0 caliao, em por5o. mta. 8 no progre8SO
Doce de Alpercne em iatt de 2 lbrag muit0 eD[eiia(is a 19200 r8# cada uma 8
no progresso.
Marmelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
Ymeixas francezas em fra$cos com 4 libra8 39000 cada um J 0 ttasco Tal 1#
ditlas portuguezas a 480 rs. a libra.
Latas eom belaeuiuuas de soda eonUndo differenles qualidadeg a
19400, assim como tem lattas de 8 libras por 3g000, dittas com 4 libras por 2S0O0 rs. s no
Progresie.
Niaca de tomate em latas de l Ubra, por 900 rs. e emhtas de 2.libraspor 19600 rs.
VjHOCOiAiC 0 mai8 SUperi0r que lem Tind0 a este mercad0 a goors. a libra.
BoVacuiuua ingleza m(Ilt0 n07a a3s000, barricl> 8 no Progresso.
Conservas Crancezes e inglezas
co em porco se faz abitimento.
Paseas em caixinuas de 8 libras
mercado por serem muito grandes a 2$800 rs. cada uma.
espermacete superior Mm aTaria, 700 .. bra, em C8xa se firi algum-
abatimemto.
AAetria, macarro e taibarim. 400 librt, em caix de omB ar.
roba por 89.
Eitvunas iracezas em UUag de j libra a 64018> s6 no Progre880.
Latas com peixe de posta das melhoreB qualidade8 que em Portugal, como
sejam sarel, congro, sarda, peixe espada.vezugo, etc. etc. a 19400 rs. cada uma.
\zitonas muito no\as a nm rg 0 barr^ em garrafa, m rs
Palitos de dente lixados etn molhos com m ffiacinh0, por 200rf>
T r;v(\o es deste anuo a 180 rs. a UTlt e em caxa com 40 cart8a g^^ rs s6
no Progresso:
er\ejA das mai8 acrediadas marees 59OOO a duzia i retalho a 500 rs. a garrafa.
ViUampanne muit0 superior a 29OOO rs. a garrafa, em gigo por 1890O0 rs.
\ UUOS engarratadOS da8 seguDtes qualidades, Porto. Feituria, ditto Bordeaux,
dillo Muscatel, a 19 a garrafa ; tambem tem vinho dieres para 2*000 rs. a garrafa.
*nnOS em P>pa8em tomp08i50 potlo, Fguera.Lisboa, a 640 rs. em caada a 49400.
Presunto de fiambre inglez muit0 n0T08lWII(iIlibra.
r reZUUtO Ae LaiWegO 0 qae ha d0 bom neste genero a 480 rs. em porga a 400 rs.
a-UOUriC,aS C paiOS a 560 rg# a|m,ra# em barril com 6 duzias de paios por 10$000.
T oueinbo de Lisboa 0 mai8 n0T0 que ha no mercad0 ,,., Ubra.
Banba de pOrCO refinada mais.lv.q.e pode haver 480 a libra e em
barril a 440 ra.
iVmcndoas de casca mole. 480 rs. a libr., em por5ao se far a,gum abat.
ment, s no Progresso do pateo da Penba n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
Indo quaauo bom e barato.
No dia 27 do correte, depois do meio dia
o perante o Sr. Dr. juiz municipal de Olinda, vo
a praga 4 moradas de casas terreas as mas de
S. Bento n. 41, Amparo n. 19, roa dos Gatos n.
8. e ladeira da Misericordia n. 13, pertencente a
irmandadede Nossa Senhora do Lope da mesma
cidade, cuja arremataco de renda por 3 annos.
s liquidatarios da massa de Joo Cordeiro
de Mesqnita convidam os credores da mesma
massa a receberern o primeiro dividendo de 10
por cento aparados : na raa do Queimado n. 37.
A pessoa que por eate Diario de 21 do cor-
rente procurou alagar uma mulher forra ou cap-
tiva, para uma casa ingleza de pouca familia,
podo dirigir-se ra da Glora da Boa-Vista casa
n. 86.
Preclsa-se de um primeiro andar oora os
commodos necessarios para familia, em algumas
das principaes ras do bairro de Santo Antonio :
a tratar na ra da lmperatriz n. 38, segundo
andar.
O Sr. Ataliba Cesar do Espirito Santa, quei-
ra apparecer no quartel do corpo de polica a
fallar com o majordo mesmo sobre negocio de
seu i o torease.
Alugam-se as lojas dos sobrados ni. 37 e
39 sitos na raa do Imperador : a tratar no Mon-
dego em casa do finado csmmendador Luiz Go-
mes Ferreira.
Pede-ie por favor ao Sr. Geraldo
Correia Lima morador no pateo de S.
Pedio que va' a raa larga do Rosario n.
5 acabar com o negocio que o Sr. nao
ignora Uto nestes 3 dias.
Os Srs. abaixo declarados sao rogados a
dingir-se raa Nova n. 18, a negocio de seus
especiaes loteresses.
Antonio Carlos Prederico Sera.
Antonio de ladeiros.
Americo Xavier Pereira de Brito.
Antonio Jerdnymo Finheiro.
Antonio Albuquerqae de Hollanda Cavalcanli.
Antonio Claudino Alves Gomes.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Hachado Bittencourt.
Antonio de S Serro.
Alferes Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaquim Fernandes de Azevedo.
Anlooio Luiz Vieira.
Agostinho de S Guimares.
Anlooio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemao toelho.
Bento Antonio Domingaes.
Belarmina Maris da Conceico.
Caetano de Barros Wanderley.
Chrisliano Rodolpho.
Constancio Gamillo Cesar.
Cesario Aureliano Ventura.
Cot Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Alfonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Antonio Dorges Leal.
Domingos Augusto da Silva Guimares.
Eustaquio Jos da.Fooseca.
Francisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cavalcanli de Albuquerque Mello.
Filippe Dias Cavalcauti.
Francisco de Salles Alves Corres.
Fraocisco Jos Virioo.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Carrilbo.
Francisco de Salles Cdrdeiro Lins.
Francisco de(Paula Albuquerque Maraahac
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdioo Lopes de Oliveira.
Jorge Donnely.
Joo Paulo Ferreira.
Joo Ferreira da Foosecs.
Joaquim Correa de Araujo.
Jos dos Santos de Oliveira Mendongs.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jos Ignacio Rodrigues.
Joo'Jos Capistrano.
Joo Leite do Rodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Loureoco de Carvalho
Jos Cicilio Carneiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes.
Joo Thenorio de Albuquerque.
Joo Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg.
Jos Leite. de Albuquerque.
Joo Francisco Jos do Sacramento.
Joo da Cunha enriques.
Jos Caetano Thaiter.
Jos Goncalvesde Miranda.
Isabel Rebolsa de Assumpco Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Candido Carneiro da Cunha.
Luiz Antonio Alves de Affdrade Gueiro.
Loureoco Justiniano Pereira dos Santos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Correa da Silva.
Manoel Joaquim de Paula Silva.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro.
Manoel da BessurreiQio.
Manoel Joaquim do Reg Barros.
Nereu de S Albuquerque.
lympia Senhorinha di Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir. *
Padre Francisco Peixoto Duarte.
Sebastio Antonio Paes Barreto.
Theodoro Wander.
0 padre Bonifacio Antonio Pereira Lemo3
subdito portuguez, segu para a Parahiba.
Vendem-se ps de larangeira de umbigo e
da China, ditos desapoty, frua-pao, limeira para
cerca e outras qualidades de plantas : na Ponte
d'L'cha, sitio de Joo Carrol!. No mesmo sitio
veode-se um garrote inglez.
Vende-se ural propriedade distante do Re-
cife duas legoas e meis, com bastantes varzeas
de boa producto, que do 3 e 4 palhas para
2,000 pes aooualmente, como to altos,e corgos
de barro para 1,000 pes, e que pode safrejar
pelo menos 3,000 annualmente, com mata vir-
gem, e 3 casas de vivenda grandes, sendo 2 si-
tuadas na ribeira de um riacho permanente, dis-
tante urna da outra obra de 300 a 400 brabas, e a
terceira ainda maior com bons commodos, sen-
zala para escravos e uma pequea estribara, com
um a;ude perto permanente e cercado, de muito
bom pasto com todas as proporcoes de levantar-
se muito bom engenho, e al pode ser d'agua,
levantando.se ao p de uma das daas primeiras
casas, e quer u'ura ou outro ponto, os partidos
sao muito pertos. pegando do cercado. Na mes-
ma propriedade tem cannas plantadas que ce-
de-se a sement que for precisa : quem pre-
tender, annuncie pelo Diario para ser procura-
do, alim de tratar-se o dia que deve vir correr
para o fim de ficar mais bem inteirado da capaci-
dad e, e no caso de agradar entrar-se em ajuste,
aceitando-se no Recife a maior parte do valor em
desobrigas, que se dir a quem, naoccasilo.___
P. S. Tem oulras casas perlenceoles Mjrtver-
sos moradores. j^
Atten$ Vende-se o engenho Camalio do Norle, sito
margem do rio L'na/.na freguezia d'Agua-Preta,
moente e corrente, distante da estagao futura da
estrada de ferro legoa e meia, e da villa d'Agua-
Preta meia legoa ; tem proporcoes para safrejar
2,000 pes annualmente, e de uma prodcelo
immensa : a tratar com o seu proprietario no en-
genho Algrete da mesma freguezia.
Albos.
Na ra da Madre de Dos n. 6, armazem de
Machado & Rodrigues, vendem-se canastras com
100 mauncas por 29500 cada canastra, em bom
estado.
Vende-se uma casa terrea na Boa-Vista
sita na ra do Rosario, com os seguintes commo-
dos : S salas, 4 quartos, cozinha fora, l quarto-
para escravos, cozinha e quintal murado com
porto para a caixa a'agua : a tratar na ra No-
va n. 27, que se dir quem vende.
Expsito de
candieiros.
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos
Candieiros econmicos.
Neala exposi;o de candieiros- se encontrar
todo o sortimento de diversos lamanbos proprios
para ricas salas, ditos para salas interiores, ditos
para sala dejantarpara quartos, para cosinha,
para escadas, para corredores, para engenho, pa-
ra casas de campo e outras muitas qualidades
que com a vista devero agradar ; assim como
todo e qualquer preparo para os ditos candieiros
se encontrar sempre a renda nesla exposicM de
candieiros na raa Nora n. SO, loja do Vianna.
Vendem-se latas grandes e meias latas com
bolachinbns de soda e capitain, ditas pequeas
sor lid as e caixas com daas duzias de frasco* de
conservis tudo da melhor qualidade e por preco
commodo: na raa do Torres o. 38, armazem de
SoutbaU Mellor { C.
f
Escovas grandes
para carros, tapetes, etc.
Na loja d'aguia branca se enconlra mui boss
escovas grandes com cabo, proprias para se lim-
par carros, tapetes, etc., e por 2}: ninguem dei-
xar de comprar uma escova de qua necesaita r
na ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Talheres para crianzas
Vendem-se talheres pequeos proprios para
enancas a 320 cada um : na raa do Queimado,
loja d'aguia branca o. 16.
Fitas baratissimas
de 4 dedos de largura, e muilo bonitas, por me-
tade do preco por que se coslumam vender: na
leja do vapor, ra Nora n. 7.
Ninguem deixa de comprar.
Urna linda escrava recolhida de idade 22 an-
nos, de conducta flaneada, insigne engomma-
deira e perfeita' cozioheira, 2 ditas bonitas figu-
ras, idade 20 aooos, 1 muleca de idade 18 annos
por 1:250J, 1 negro cosinha, lava e vende, ida-
de 25 aooos por 900$, 1 moleque pega de idade
80 annos, 1 negro por 1:000$, faz todo ser vico :
na raa de Aguas-Yerdes n. 46.
Chapeos de sol.
Ra Nova, defronte da Con-
ceico n. 34*
Os mais baratos qae em outra qualquer parte,
de seda, a 53, 6 e 7}.
Aluga-se nm escravo para andar com car-
rocas, ou para outro qualquer servico; na ra
do Livramento n. 22, terceiro andar. Tambem se
luga um moleque de 12 sanos.
Manoel Garca subdito Hespanbol retira-te
pan oKo de Janeiro.



DIARIO Di FERNAMBDCO. SABBADO SI M JUNHO DE 1861.
(*)
d\e8.U8,JDDUQ9i, untado 22 do correte, depois da audw;. do
Dr. juu municipal da segunda rara.
Jacome Getaldo Hara Lumachi de Mein
convida aos amigos do fallecido capito de mal
e guerra, Fernando Vieira da Rocha, para ouvi-
rem urna mista no convento de fossa Senhora
do Carmo, no dia 22 do correle mez, pev seis
horaa da manha, da anuiveraario do seu fallo-
cimento.
Arrenda-se um graode sitio perto deata
cidade, o qual tem perlo de mil ps de errores
de fruto sendo 800 coqueiros, mas ou menos, boa
olaria eom porto de embarque a qualquer hora
de mir, sufficiente campo para plantacdes ou
solta de vaccaa ; tamben se vender ainda mes-
mo com orazo com as garantas necessarias: a
quera convier dirija-se a ra da Cadeta do Recife
d. 40 1 sndar.
O Sr. Antonio Rodrigaes Gomes Jnior di-
rija-se a ra Imperial n. 37 para receber urna
carta vinda da Babia.
Francisco Jos Aires Guimaraes rai a Eu-
ropa tratar de negocios e deixa por seus bastantes
procuradores durante a sua viagem em primeiro
lugar ao Sr. Joaquina Jes da Costa Fajozes, era
segundo ao Sr. Miguel Gongalvea da Luz e em
terceiro ao Sr. Joaquina Olinto Bastos.
t- Precsa-se de urna ama para cosi-
nhar para casa de pouca familia : na
ra Direita n. 16, toja.
Antonio Augusto Noraes Vieira, subdito
portuguez, retira-se para Lisboa, a tratar de sua
saude.
Antonio Jos da Cruz, subdito portuguez,
retira-se para Portugal.
No largo do Panizo, no acougue grande, e
omaislimpo que hanesta praca, tem tido e con-
tinuar s ter carne superior, e por menos pregos
que se rende no acougue da ribeira, de manha
e tambera de tarde. i
Precisa-se de urna ama na ra da Cada do
Recife o. 31 loja de miudezas.
Ange Eveillard, chanceler do consulado
francez, retira-se para a Franca com a sua se-
nhora e um lho menor.
Tendo v9to no Constitucional de 6 de ju-
cho urna relaco dos deredores do Sr. Antonio
JosPereira, eahi achando-se o meu nome in-
cluido, apezarde nao ter tilo nunca traosago e
nem mesrao conhecer a este senhor, nao me
constando que haja outro de igual nome ao meu;
por isso fajo o presente, para protestar contra
tal inexactido ; pois nao s nada devo a este Sr.
Pereira, como a nutro qualquer nesta praca.
Engenho Fernando, 15 de junho de 1861.
Lourenco Bezerra de Siqueira Caralcante.
Precisa-se de urna ama que ensaboe e en-
gomme : na ra das Cinco Ponas n. 152.
O abaixo aesignado avisa a todos os deredo-
res do imposto de 20 por ceoto sobre o consumo
da agurdente do municipio do Recife, que teem
sido remissos em seus pagamentos, que esl ti-
rando mandados execulivos centra todos os mes-
mos deredores era geral, que nao teem querido
amigavelmente pagar, liados talrez, que por se-
ren amigos nao o deram fazer: e para que se nao
chamem a ignorancia, fago o presente aviso.
O arrematante.
O abaixo assignado avisa ao senhor que deu
um relogio para conseriar ao mesmo, sobre o
sur/posto nome de Augusto Jos Ferreira, que
veoha receber o dito relogio e pagar o respectiro
concert al quarta-feira 26 do cotrente, e nao o
fazendo nio ter de se queixar, rendo o lea Ter
dadeiro nome publicado neste Diario.
C. Walker.
Constando ao&.abaixu signados que al-
guam tenha-se preralecido de sua & (falsifi-
cando-a) em subscrtpcoes aQm de obter bo re-
sultado, pelo presente declarara ao publico e es-
pecialmente ao corpo do commercio que em taes
subscrlpcoes nao tem assignado, e protestan) des-
?e '.* fazer cumprir cora a lei contra aquelles que
a Q!re,u 'uaassignalura. Recife, 21 de junho
oe ool.
Joo do* Reg Lima & Irmio.
Quem precisar de. urna ama para casa de
bomem solteiro, ou de pouca familia ; procure
na ra dos Martyrios n. 23.
Luiz Jos Marques.
Precisa-se
de urna ama deleite, preferindo-se escrava, pa-
ga-se bem : na ra do Queimado n. 7, se tratar.
Industria.
Solda-se perfeitamente toda qualidade de lou-
ga fina ou ordinaria, porcelana, rldro, barro e
pedra, garaotindo-se a perfeico e seguraoca
visto que o annuociante esl munido dos uten-
cilios de sua prosso : na ra Direita n. 57,
casa terrea.
Traspsssa-se o arrendamento do engenho
Frescondim muente e correte, e que tem pro-
porcoes'para safrejar mais de dous mil pies an-
imalmente, fleando perto da estrada de ferro 3
leguas, e tendo boas obras. Arrenda-se com
vinte e tantos cativos de enchada, bojs e aoi-
maes de roda, vendendo-se a safra creada : quem
pretender pode entendor-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barbosa da Silva, no Recife. ou com o
abaixo assigoado no engenho Cajabug.
Manoel Barbn da Silva.
_ Preparam-se bandejas bem enlejiadas de
diversos gostos para casamentos, bailes e qual-
quer fuoccao, ou festas de igrejas, com os melho-
res boliohos ; assim como bolos para os festejos
de S. Joo, de todas as qualidades : quem pre-
cisar, sendo o mais em conta do nosso mercado,
ou mesmo boliohos em libras separadas, dirija-
se a ra da Penha n. 25, que se far o ajuste
com perfeigo e asseio.
9

i
a
O bacharel Witrlvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quioa que volta para a
camboa do Carmo.
Aluga-se
ii* sala com alcora e um soto com grandes
com roo Jos para rapaz solteiro. na ra da Seozala
" 68 : a tratar na rus do Trapiche n. 3.
Precisa-se alagar urna mulher forra ou
captiva, moga, de boa conducta, para urna casa
iogleza de pouca familia : quem quizer anunn-
ci por este jornal para ios procurado.
Joao Corroa de Carvalho, al*
faiate, participa aos seus nume- @
rosos freguezese amigos que mu- @
dou a sua residencia da ra da ^
Madre de Dos n. 56 para a ra (g
da Cadeia do Recife n. 38, pri- A
meiro andar, aonde o encontr- ttf
rao prompto para desempenhar *
qualquer obra tendente a sua s&
arte. sa
Na ra estreita do Rosario o. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servigo
de urna pessoa, paga-se bem.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOHEOPATHICO
DO
DR. CASAXOVA,
30Raa das Cruzes-30
Neste consultoriotem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (aslinturas) porCa-
tellan e Weber.por pregosrazosreis.
Os elementos dehomeopalhiaobra.re-
commendada intelligenciade qualquer
pessoa.
BMMIB^-MMIlMBfilfrMMaWMlB
mu WBw eTT ra* *W CTWwWWreW WKwnFiwKytiHl
MLlk,
Precisa-se de urna araa para cozinha : na ra
da Cooceigo da Boa-Vista, sobrado o. 6.
* Na noite de sabbado para domingo, 15 do
andante, furtaram do sitio do Moudego, outr'ora
quartel general, douscavallo*, sendo ura graode,
melado, e outro russo : quem os restituir a seu
dono na praga do Corpo Santo n. 11, receber a
graticago de 509.
Nos abaixo assignaios fazemos soiente ao
respetarel publico, e com especializado ao corpo
do commercio, que nasta data compramos a loja
defazeodas sita na ra do Lirramento o. 12, ao
Sr. Antonio Moreira da Silva, desonerada a praca,
gyrando desde esta data sobre a firma social de
TristSo e Antero: se alguem se julgar com direi-
to a dita casa, comparega no prazode 8 das. Re-
cife 15 de junho de 1861. Tristo Jacome de
Araujo.Antero Jacome de Araujo,
Precisa-se de urna ama de leite : a tratar
na ra Imperial, sobrado n. 87.
Atteiico.
Santos Caminha & Irmos, estando na liqui-
da gao da massa de Caminha & Filhos, pedem aos
respectivos deredores o especial favor de que-
rerem rir, ou mandar aatisfazer-lhes as impor-
tancias de seus dbitos, em seu escriptorio na
ra Nora n. 25. E porque a firma < Caminha &
Filhos tivesse urna sociedade eom o Sr. Candi-
do Nunes de Mello, a qual foi dissolvida em 31
de oulubro de 1859, e Qcauem pertencendo re-
ferida maesa de Caminha & Filhos todas as divi-
das activas contrahidas para com tal sociedade
at eesa data, os annuncianles aprovettam a oc-
casio para dirigiram o mesmo pedido esses
devedores, scieullfieando tanto estes, como
aquelles, que s aos oteamos annunciaotes, ou i
pss3oa por elle expressamente autorisada, po-
darlo satisfazer seui dbitos.
Prelende-se negociar por renda porgio de
gado, sendo garrotes, novilhas e raccas de leite,
alguns escravos, diversos objectos de prats, duas
casas terreas, e o capital de 1,430 libras empre-
gado nos fundos consolidados de 3 por cento no
banco de Inglaterra : para tratar na ra da Cruz
n. 43, segundo andar.
Sociedade Fluminense.
Fies estabelecida nesta corte urna sociedade
denominada Fluminense, da qual gerente
Luiz.Gomes de Mello, com escriptorio na ra do
Sacramento n. 9.
Ahi se encontrar todos os dias das 9 horas da
manha s 3 da tarde.
Incumbe-.se, por conta da sociedade, de nego-
cios forenses pertencentes Relago.Tribunal do
Commercio e supremo Tribunal de Justiga, e de
quaesquer cobrangas ; negocios administrativos
e de solicitar ttulos, pagamento em todas as re-
partigoes publicas, e bem assim de quaesquer
negocios perante a cmara ecclesiastica.
Para os negocios forenses tem habis advoga-
dos, em cojo numero se conta oExm. Sr. conse-
Iheiro Nabuco de Araujo, solicitadores, e para os
outros, agentes intelligentes e fiis.
Est para alugar-se a loja do sobrado atraz
da matriz de Santo Antonio, e a da ra das Cru-
zas n. 9; quem pretender, falle no sobrado de
dous andares n. 9, quem ra da ra do Queimado
para S. Francisco, lado direito. No mesmo so-
brado ha para vender-se o melhor fumo que ha
de Garanhuns.
Antonio Caetano de Medeiros Amorim re-
tira-se para a ilha de S. Miguel
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem scieote ao corpo de
commercio desta praca, que Qzeram venda do
estabelecimento de ferrageos da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, flean-
do o abaixo assignado responsavel pela liquida-
cao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 do maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
m *ii** -*. **- ** '***.**> .
J* taoSV VW VBV flffflVVBfffBW WTfW WaWBWtHVa***
Dentista de Paris. i
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tea agua o pos dentifricios etc.
fiMMSeMfllMIaMMBIHMBMiMB
nvjM ff'Kinrap)n*inBiiVKinnraiMvV!I!T|||
O 1., 2." e 3.* tomos das biographias de
alguns poetas e outros homeos Ilustres da pro-
vincia de Pernambuco, comas poesas e muitos
documentos e ttulos inditos, e de grande inte-
resse e aprego, pelo commendador A. J. de Mello.
Em mo do autor.
Joo Ferreira dos Santos Jnior, tendo ar-
rematado as dividas da massa fallida de Antonio
Joaquim Vidal, comprehendidas as dividas que o
mesmo Vidal arrematou pira seu pagamento de
Thiago da Costa Ferreira Estrella, faz sciente aos
seus devedores que tem dado procurago bastan-
te ao mesmo Sr. Vidal e ao sollicitador Sr. Joa-
quim Pinto de Barros, com poderes para recebe-
rem amigavel ou judicialmente.
^^g@ mB^m @$$&
Joo de Siqueira Ferroscientifica a A
S seus numerosos amigos e freguezes, tan- 'SS
w to destas como de outras provincias que la
*& mudouseu estabelecimento de fazendas x^
9f que tlnha na ruado Crespn. 15 para a **
g& ra do Queimado o. 10, onde continua a a*.
JP ter um completo sortimento de fazendas 2
^ de todas as qualidades. p
Cercle du commerce
Blandi ain,
i Raa do Trapiche Novo n. 22.
Todos os dias das 8 horas da manha at s 10,
haver Brioches francaise com caf com leite,
doces francezes.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver& Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & G., ra da Senzalla Nora n*. 52.
A BOA FE TRIUMPHA
DE
Jos de .Jess Moreira < C.
N. 18-Rua do Rosaraio esquina das Larangeiras-N 18
Os proprietarios deste estabelecimento ayisam
aoaSri. amigos do bom e barato que se acha com grande sortimento de gneros dos melhores que
tem vindo a este mercado o por ser parte delles viodos por coala dos proprietarios esli resolvios
a vender por menos do que em outro qualquer estabelecimento e se obrigario a servir os Srs. com-
pradores da melhor maneira possivel para o que avista far f.
Manteiga ingleza perfeitamente flor pel0 preQ0 de 900, m m r8., ,bra
mallo boa, em barris se far abalimeato s ni boa i.
Dita franceza muito boa a 720 ra. a libra, se na boa f.
Cha perola, hysson e preto, 25560. a e iooo. s na boa f.
Doce de CaSCa de gOiaba tm cax6S do melhora OOO rs.. s na boa f.
AmeixaS fraUCezaS a 480 ra a Ubra, s na boa f.
Varmelada imperial ,j0 afamado Abreuede outroa fabricantes pelo prego ds.
a libra em porgo so far abatimento, s na bol f.
Latas com bolachihna de soda a 1-500 muito doto, > Ba boa f.
6 IlOCO la te jo melhor que tem vindo a este mertado a 900 ra. a libra, s na boa f.
31aSSa Oe tomate da melhor que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
JJOCeS de peCegO, ginga, pera o alpera a calda fabricado pelos melhorea fabricantes de
Lisboa em latas de differentes tamanhos a 700 n. a libra, s na boa f.
PaSSaS muitO novas a 480rs. a Ubca, ni boaf.
Conservas inglezas e francezas m .em por5ao so faz batimento. 8 n.
boa f.
Aletria, macarro e talhanm a m rl. d,8 .u noVM aue hit 8 na boa
1 OllCn hO de LlSDO.a muito bom do mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra, s
aa boa f.
/hOUriC.aS e paiOS 0 melhorqueha no mercado a 560 rs. a libra, s na boa f.
Banoa de pOrCO refinada da melhor que ha no mercado a 480 rs. em porgo ae far aba-
timento, s na boa f.
VinnO em pipa daFiguera a 600 rs. a garrafa e de Lisboa 560 o 480 a garrafa o em ca-
ada so far abatimento, dito do Porto engarrafado 119 o 1&4O0, duque do Porto do melhor
que pode haver, s na boa f.
Ouampagne das mais acreditadas marcas que ha, licor de todas as qualidades, garrafas "de
azeite purificado a 900 rs., nozes das mais novas que ha a 200 rs. a libra, ervilhas em calda,
azeitoaas em aDCoras muito baratas, s na boa f. Alm disto encontraro o sortimento
completo dos gneros tendentes a molhados e tudo do melhor que ha neste mercado, s
se encootra na boa f.
O padre Antonio Pinto Vieira, Bernardo Mar-
tins Cardoso e Luiz Honteiro de Paria, este ulti-
mo subdito brasileiro, o os outros porluguezes,
vo a Europa.
- Manoel Luiz deOliveira, subdito portuguez,
retira-se para fora da provincia.
Tissieur Cesar Antoine, subdito francez, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Roga-so aos devedores do deposito da ra
do Rangel n. 69, que haja devir pagar, do con-
trario vero seus nomes por extenso neste jornal.
Offerece-se um homem para padaria, tanto
para forno como masseira : na ra da Penha nu-
mero 31.
- Na ra de Santa Rita, no sobrado n. 27, en-
gomma-se roupa com perfeigo por prego com-
modo.
Nos abaixo signados fazemos seiente a
corporago commercial desta praca e ao publico
em geral, que concordamos amigavelmente em
dissolvermos a sociedade que tinhamos na ra
do Queimado desta cidade em a loja de ferrageos
sob n. 4, a qual gyrava sob a firma de Magalhes
& Mala ; cuja dissolugo teve lugar no dia 31 de
dezembro prximo lindo, fleando todo o activo e
passivo a cargo do socio Manoel Rodrigues Costa
Magalhes. Reeife 15 de maio de 1861.Manoel
Rodrigues Costa Magalhes.Joaquim de Souza
Maia.
*?tesee#aes @

| STAHL C.
RETRATISTADE S. M. 0 IMPERADOR.
Raa da Imperalriz numero 14
% (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) #
|IVtralos em to&os es-
tylos e tamanAios.
I Pintura ao natural em
S oleo e aquareUa,
Copias de daguerreo-
typo e outros arte- |
I tactos. 2
| \uvbrotypos# |
Faisagens.
Attenco
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da prsga como de fors,
que tem de abrir novamenle o seu estabeleci-
meoto de calcado feito na provincia no 1.a de
julho prximo futuro, ni rea da lmperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
dos Ferreiros, onde pretendo vender muito em
conta, como de costume, para agradar aoa fre-
guezes : vender muito e ganhar pouco.
Aluga-se um grande armazera na raa da
Moeda n. 7 : a tratar ao lado do Corpo Santo nu-
mero 25.
viso.
Tendo o proprietario da loja da louga da ra do
Rangel n. 28 passado toda a louga existente na
raesma para o aoa armazem na roa da Cadeia do
Recife n. 8. deixando nicamente a armago, a
qual lhe custou 2005 ; avisa a quem convier (me-
nos para taberna ou agougue) a dirijir-se sus
oaaa, que fari negocio, pois vende a armagio ba-
ata, o aluguel commodo e a dita casi st si-
tuada em bom lugar.
Campos & Lima, tendo noticiado por este jor-
nal aos seus devedores para que venham pagar
suas contas, e como o nao tenham feito, vcem-se
na dura necessidade de os chamar a juizo sem
excepgo de pessoa ou posigo ; muito deseja-
riamos nao nos dessem este desgosto porque a to-
dos respeitamos, mas os nossos compromissos
fallam mais alto.
Consultas medicas.
Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra J
da Cruz n. 53, desde is 6 at s 10 horas <>
da manha menos aos domingos sobre: J
1." Molestias de olhos.
i.' Molestias de corago e de peite. f
3. Molestias dos orgos da geranio e SO*
do anus. S
O exame dos doentes ser feito na or- flj
dem de suas entradas, comec.aodo-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos ffi
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e op- S
ticos sero empregaQos em suas cnsul- ***
tages e proceder com todo rigor e pru- f0
dencia para obter certeza, ou ao menos fw
probabilidade sobre a sede, natureza e "
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamenlo que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos aero tambera
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promplido em seus effeitos, o a necessi-
dade do seu emprego urgente que ae usar
delles.
. Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda o qualquer operago que
julgar conveniente para o reatabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecgo de
-instrumentos indispensavel ao medico
operador.
aweegfrPMsais mmmmm
Paulino Rodrigaes de Oliveirs, arrematan-
te do imposto de 20 Oto sobre o consummda
agurdente do municipio do Cabo o Seriohem
a contar do 1 de julho de 1860 a 30 de junho
de 1863, avisa a todos os cootribuintes que nao
paguem o dito imposto ao Sr. Antonio Paes de
S Birreto sem que lhe aprsente os ttulos le-
gaes, protestando o mesmo arrematante cobrar
execulivamenle de.quem tenha pago ao referido
Barreto sem os competentes ttulos e para que
se nao chamem a ignorancia, faz o presente avi-
so. Recife 15 de junto de 1861.
Attenco.
Precisa-se alugar urna preta escrava, que saiba
lavar e engommar, e para andar com dous meni-
nos, paga-se bem : ni ra da lmperatriz o. 9, 2
andar.
Aluga-se um soto com 3 quartos e 2 salas,
e entrada iodependente com mais ama sala no
interior terreo, cozinha e quintal, e al pJe ser-
vir para um estabelecimento em ponto pequeo
na entrada : na ra da Praia n. 34.
Precisa-se de urna sala ou gabinete iode-
pendente, e que seja na freguezia de Santo Anto-
nio : quem o livor dirija-se ra do Livramento
o. 5 loja de calgado, que se dir a pessoa que a
pretende.
Contrata se com vantajosas con-
diccoes algum Sr. sacerdote que queira
exercer o seu sagrado ministerio na ca
pella de Gravata' freguezia de Taqua-
1 tinga comarcado Limoeiro, a qual foi
edificada aexforcosdo Sr. padre meslre
Ibiapina : tratase com Jos' Azcvedo de
Andrade, na ra do Crespo n. 20 A.
Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
duegao e que tenha escravos e animaes sufficien-
tes para o trafico ; tambera se comprar a safra',
escravos e animaes, se convier ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de tres a quatro contos de res; a quem convier,
annuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar duas escravas para todo o
servigo ; a tratar na ra Direita n. 74.
Aluga-se o quatte andar do sobrado da ra
Nova n. 19 : a tratar na loja.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATBTCO
DO DOCTOR
a SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desda as 10 horas
al meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febret intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0HEOPATIIICA .
Verdadeiroa medicamentos homeopatbicos pre-
Siarados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sibino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao Talsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhm, moentee corrente, cora ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno,casa
de engenho com urna moeada que produz calda,
para cincoenla a sossenla pes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenla carros de canas, casa de caldeira com dous
completos sssentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilago completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariowietro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinha com um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra o cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
bera mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produego de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composlas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar elenbas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr misler fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de virzea como os de
ladeiras.com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta cora capm milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoTo cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de i SCI,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condiges e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que deveri procurar aeu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcelos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa, e dos Afiliaos, de manha al 1 hora da
tarde.
Cmpcas.-
A saboaria da ra
Imperial,
Compra caixas vasias que
tenha a marca da" casa e es-
tando em bom estado, paga
200 rs. por cada urna.
Compram-se
escravos de arabos os sexos para se exportar par
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
m Banco de Portugal.
ifp Marques, Barros & C. autorisados pe- @
at los agentes do banco de Portugal no Z
^ Rio de Jfanero, compram saques sobre 9
w as pragas de Lisboa e Porto, de qual- V
$sA querquanta. ?;ji
Compram-se moedas de ouro de 20SO60 :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da lmpe-
ratriz p. 12 loja.
Compra-se urna raulatinha de 6 a 7 annos
de idade, bem alva e bonita: na ra Nova n. 14,
primeiro andar.
Vendas.
~ lelil 11 I .-' .-T- -^
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tr. t- i_ o
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5jjf
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento deca-
xinhas novas
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn.o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chinacos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um graode f ornecimen-
to de caixas para retratos de 3^000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na artf
de, retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condteoes muito
razoaveis.
Os cavalheiros esenhoras sSoconvida-
dos a visitar estesestabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima dea anunciado.
AVISO.
Aluga-se a serrara do caes'do Capibaribe, po
baixo do sobrado que Mea nos funrros da cass do
Sr. Pugy: a tratar na ra eatreila do Rosario nu-
mero 5.
Na ra da Roda n. 6 manda-se comida para
fora, e incumbe-se de mandar levar, dando louga
com asseio e promplido, por prego razoavel.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e engommar, e que sirva para compras : a tra-
tar na ra'Bella a. 23.
Quem precisar de um caixeiro para phar-
macia annuncie por este mesmo jornal.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precisa fallar.
Aluga-se urna crioula moga, sabe engom-
mar, coziohar, ensaboar soffrivelmente ; quem a
quizer alugar, procure na ra da Roda n. 23, pa-
ra ve-la e ajustar.
A pessoa quo anouncion querer 8OO5OOO,
dando por bypothcca um predio, seodo que cu-
bra a quantia, e que esteja desembaragado, diri-
ja-se a ra Imperial, casa n. 170.
Acha-se contratada por compra a casa do
pateo do Terco n. 22, pcrUncente a D. Anna Fe-
licia de Souza RaDgel e Miguel Paulo de Souza
Rangel : quem se julgar com direito a mesma,
annuncie no (razo de tres dias. Recife 20 de ju-
cho de 1861.
Nao tendo comparecido a ra do
Crespo n. 20 A, o Sr. Jos Maria de
Oliveira e Silva a despeito de repetidos
annuncios publicados neste Diario,
scientiGca-se de novamenle ao dito Sr.
Oliveira e Silva,' que nao se sabendo
ainda sua residencia, roga-se-lhe queira
ter a bondade de comparecer com bre-
vidade a ra cima supramencionada,
porque a permanecer o Sr. Oliveira e
Silva no proposito de despresar este avi-
so, o annunciante nSo pode prescindir
de patentear por este Diario o motivo
pelo qual o Sr.Oliveira e Silva chamado
Attenco.
Na ra Direita, sobaado de um andar de va-
randa de pao n. 33, defronte da padaria do Sr.
Jos Luiz, fazem-se bolos chamados de S. Joao
de differentes maasis e gostos, enfeitados com
capellas, coroas, coragoes com letras; tambem
se fazem bandeijas de boliohos, de armages do
melhor gosto, tanto para casamentos como para
bailes, fazem-se doces de diversas qualidades,
arroz de leite, cangica, pastis de nata, pudins,
paitelss, jalis de substancia.
Attenco.
N. 43.
Ra do Amorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo-
barato prego de 4J500 e 5.
Bolos de S Joo e S. Pedro,
cora asseio, promplido e prego razoavel : na
ra da Roda n. 48, sobrado de um andar, rece-
bem-se desde j encommendas.
Nova loja de funileiro na ra
da Cruz do /ecife n 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao espeitavel pu-
blico, que tomou a deliberago de baixar o preco
de todas as suas obras, por cujo motivo tem para
vender um grande sortimento de bahus e bacas
de differentes tamanhos, o cores em pinturas ; e
juntamente um grande sortimento de varias
obras, o que promette vender o mais barato pos-
sivel, como seja, bahus de 5 palmos a 4j>, e coces
a 18 a duzia. Recebe-se um official do mesao
oflicio para trabalhar.
Calcado para senhora.
Dinheiro a vista.
Borzeguios sem lago para senhora a 5g.
Ditos com lago a 5$500.
Ditos com gaspea alta a 6J.
Na ra da Cadeia n. 45, esquina da ra da Ma-
dre de Dos.
Exposicao na ra Nova n. 20.
Riquissimo sortimento de talheres para mesa,
desde o mais fino at o mais ordinario, por prego
muito barato para acabar, ditos de bandeija de
todas as qualidades desde o mais Tino ao mais
ordinario, em temos e avulsos. louga de porcela-
na para cozinha, tendo todo sortimento que so
pode precisar, contendo assadeiras grandes quo
servem para assados de forno, metaes finos em
toda qualidade que se pode encontrar para ser-
vigo de almogo ejanlar, e ornamento de mesas,
ludo por prego muito commodo por se desejar
acabar com esla fazenda : avisa-se a todos os
pretendentes que nao se engetar negocio al-
gum que convenha : na roa Nova o. 20, loja do
Vanse.
A' loja arnoazenada de
Paris.
Ra da lmperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, recebeu pelo ultimo vapor corles de
vestidos brancos bordados com 3 babados muito
finos a 5 e 6# o coi te, pegas de entremeios e ti-
ras bordadas para enfeitar vestidos trancos, e tu-
do barato.
4 PRIMAVERA
gl6--Raa da Cadeia do Recife165
M LOJA DE MIUDEZAS
S de
|Fonseca( Silva, j
'gt Caixas de vidro com petfumarias urna
SE 2^500, espelhosdourados duzia 800 rs., \
~3 apparelhos para brinqueflos de crian- f
,,*j cas del a 4$, bandeijas pdra um copo a I
400 rs. cada urna, ditas luaiores de 1, *
2, 3 e -lo cada urna. penLj de lartaru- j
ga virados a 5, 6 e7# ca a um, barretes '
de retrozcora vidrilhos para senhora a 5
l800 cada um, pegas de tas de vellu- j
do pjeto estreitas a 1$ e a lj20Oa pega
de 10 varas, pentes para atar cabello a
1$500 a duzia, caixas de raz a 1500 a
duzia, cartas francezas muito finas a
3J500 a duzia, caivetes grandes em
carto a 4$ a duzia, ricas caixaa de
madeira com espelhos contendo perfu-
maras proprias Dar loilets de senhora
a 6g cada urna, bahunnhos com ditas a
5$ cada um, argolas dnuradas a t500
a duzia, colheres de metal principe pa-
ra terrina a 2-j cada urna, ditas'para
sopa a 49500 a duzia, tesouras para cos-
tura em carteiras a lj a duzia, tranga de
carocol raasso de 12 peciohas a 600 rs.
o mago, jarros dourados com pomada a
8# o par, Arelas para collete a 500 rs. a
duzia, ditas para caiga a 800 rs. a du-
zia, fitas de linho a 480 rs. o masso, co-
lheres para cha a 320 e 500 rs. a du-
zia, figuras com tinteiro e arielro a 500
800 e lfi cada um, alamares para capo-
tes al5200 a duzia, pegas de bico com
10 varas a 600. 800, 1, 1J2O0, 18500 e
2$ a pega, caixas para barba tendo vi-
dro parasabo e espelho a 320 rs. cada
urna e sem vidro a 100 rs., pentes
de tartaruga para marrafa a 640 rs. o
par, boles de louga para casaveques
de todas as cores a 240 rs. a duzia,
meias croas muito compridas para se-
nhora a 3^500 a duzia, grampus enfei-
tados para cabello a 640 rs. o par, ren-
das pegas de 10 varas a 800, 1$ e 1J500,
salas contendo cadeiras, mesa e con-
solos de porcelana com bsnha a 10; e
I29, phosphoros dogaz a 240 rs a du-
zia de caixinhas, caixinhas com gram-
pos a 200 cada urna, ditas com alneles
a 320 rs., ditas redondas contendo al-
finetes, grampos, clcheles e dedal a
500 rs. cada uma, ditas grandes a 800
cada urna, ditas com os mesmos ob-
jectos e um frasco de extracto a 1$ ca-
da urna, pacotes d papel de cor de 100
folhas a 600 rs. o pacote, candieiros de
meio de sala para azeite de 6 a 8S cada
um, caixinhas de msica a 5} e 65 cada
urna, botOes para punhos a 320 rs. o
par, tesouras muito finas para costura a
69 a duzia, limas para unhas 1 S20 rs.
cada urna, velas stearias a7C0rs. a li-
bra, e muitos outros artigos que a vista
dos pregos commodos por certo nia-
guem deixam de fazer negocio visto
que rivalisam elles com os das cesas
importadoras.
Vendem-se aegoea das companhiss fer-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Saunders Brothers & C praca do Corpo
Sanio, n. 11.


ff>
Polassa da Russia e cal de
No bem conhecido e acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recite n. 12, ha para Tender a ver-
dadeira polassa da Russia, ora e d superior
qualidade, assim como tambero cal virgen em
pedra ; lado por pregos mais baratos do que em
cu tr qualquer parte.
Kdi&disaisai&-aisM9 -MBaa&ai&aau w
Acaba de
chegar
ao novo armazeiu
DE
B4ST0S& REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
toupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes 8 Tendero por preces muito roodi-
licados como de seu cos(ume,assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casaco9 feitos pelos ltimos flgurinos a
26, 28; 30$ e a 35, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 18J. 20 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 14, 16, 18*. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9$, 10, 12$ e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12$, ditos
de sarja de seda' a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merino chinez de apurado go9to a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos ? ir eos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustn a 3$500, 4
?. e a 450O, ditos de fustao branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 109, ditas
pardas a 3 e a 4, ditis de brim de cores
linas a2$500, 3, 3500 e a 4$. ditas de
. brim brancos finas a 4500, 5g. 5500 e a
f~- 6, litis de brim lona a 5 e a 6$, colletes
c de gorgurao preto e de cores a 5$ e a 6$,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 5, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 48,
ditos de morillo para luto a 4 e a 4#5O0,
C1I51S de merino para luto a 4$500 e a 5g,
Cipas de borracha a 9. Para meninos
de tolos os tamaitos : caigas de casemira
prefa e da Cira 53, 6 e a 7, ditas ditas
Se brim a 2j. 3 e a 3500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7g, ditos de alpaca a 3.
snbr.-casacos de panno preto a 12 e a
5-4, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamatihos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoslisosa8ea 12g. ditos de gorgu-
rao 1 cor e de la a 5} e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cirabraia ricamente
bordados para baptisados.e militas outras
fazendas e roupss feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar c que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al- '
faialn dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeicao nada dei-
xa a dosejar. i
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecitnento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual'a
mi de familia, prudente e econmica que lhe
nao d preferencia pela qualidade e preso ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8. 9 e 10, o calgado que em oulra
psrte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
attendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joly] e brilbantina. 55O0
> com lago, de lastre (superfina). 5300
> com lago um pooco menor. 59000
sem lago superiores..... 59000
> sem lago nmeros baixos. 4500
em lago de edr....... 4JO00
Sapatos de lustre. ...;.. 1000
Meninas.
Botinas...........45400
para criangas de 18 a 20. 3500
Home 111.
[Nanlesl lustre.......iOOOO
(Fanlen)courodeporco inteirissas lOfOM
(Fanien) bezerro muito freacaes. 95*00
diversos fabricantes (lustre). 98000
inglezas inteirissas.....9000
gaspeadas.....8;300
prova d'agua. 8500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: ; 5500
> urna sola.........5C00
para menino 4$ e.....3500
Sapaloes lustre..........5*000
Sapatos de tranca.
: Portuguezes de Lisboa finos.....2000
Francezes muito bem feitos.....1500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo edo verdadeiro cordavgo para botinas de ho-
mem ; multo cooro- de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., todo era grande
quantidade e por precos inferiores aos de outrem.
MAflUO.BI !
4 '
JOHO DI mi.
larinbna
a marcea.
Na ra do Codorniz, armazem n. 12 A.

Chitas
muito boos pannos, pelo baralissimo preco de
220, 240 e 260 rs. corado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da bea M.
Vende-se um escravo crioule de idade de
35 annos, sem vicios nem defeitos : a tratar na
ra do Cabug o. 1 D.


a
a

a
3Cfe
Importante
vis
I

Mn,
IIW
Saunders Br en armazem, aa pr:.;a do Corpo Santn. 11,
puns oianos do ultimo gos recentimeot-tp
ib. gs tos dos bem conhecido e acreditados far
kacanes J Broadwoo & Sons da Londres
maito oroorioDara este clima .
Vendo-se a taberna di travessa das Cruzes
n. 14 : a tratar na mesrm.
A
a tata com 2 ''.iras de marraelad3 do Rio Grande:
na praga da Independencia n. 22.
Liquidactlo
|f Rua do Queimado n.
10. loja ie 4 portas
9 i v. iuja je ponas.
^ Vende-se as seguinles fazendas por
QB menos prego do que em oulra qualquer
parte, co-ao sejam :
gv Chitas francezas cores fixas a 220 e
'.'? Cortos de cisa.i franceza a
Cha ys le s>urado (rosto covadoa
s, Cambraia de seda dito o colado a
* Mimos do reo dito o covado a
Chales com palmas de seda a
ISfiQOe 2000
j. Carnistnhas de cambraia bordada
? para baptisado a 5000
f5 Ditas de dita para senhora e com
--a gollinha a
\* Chitas inglezas cores fixas a
240 2
2-5000 W
500 g
400 *
33500
160
800
58000
5-5000
4g000
9j$ Eguiao de puro linho a vara a
j?j Cambraia li3a muito fina a pega a
-^ Olales de merino bordado a
W Ditos de dito liso a 350O e
^5 Mantas de setim lavrado para se-
% wnhoraa lg600
Meias para senhora a 3$, 3^500 e 43000
^ IMUs para meninas a 2g800 e 3JC00
m Chapeos de sold seda para se-
S nhoraa3S500e 4J000
Guardaoapos adamascados a du-
Eii a 2S500 e 38000
Toalhas de linho a duzia 5000
Riscadinhos de linho o covado a 160
Cortes de brim de linho de cores
a 2500 e
Ditos de meia casemira a 1280 e
%
1

~ij Panno azul fino covado a 1280 e
0 Dito preto dito dito a 3500, 4e
r^ Cortes de casemira preta a 5 e
Jo? Cortos de dita de cores a 4 e
9 Cortes de velludo para collete
t a I.360O e
2? Ditos de gorgurao a
W Brira branco de linho trangado a
^ Paletots de brim de cor pardo a
& Ditos de dito lona a
2$800
1600
1J600
5SO00
6^000
5-5000
2-5000
1J600 2
1/000 9
3S-300 A
4S500 S
Loja das seis portas em
frente do LivrameBlo,
Roupa feita para acab*r,
Paletots de panno preto a 22, fizenda fina
talcas de casparira pretas e decores, ditas Tle
brim degaiiK, Oiaa de bri branco. paletots
de bramante a 4, ditos de fustao' de core a 4
ditos de estarpenda a 4$, ditos de brim pardos
a, ditos de alinea preta saccoa e sobrecasacos,
eolete de v..iiUd prios e de cores, ditos de
gorgurao de seda, ravalas de linho as mais mo-
penias a-200 ;s. cada uma, coUarinfaos da iibho
da u uaa moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja esta iberia das 8 ho-
lasdamsnhaaavs da noile. '
V
Na loja de^4 portas da ra do Queimado n. 39,
aclia-se um grande atmazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officini de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tamben trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
1S vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maiore de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsts, tudo ao
gosto da Europa, tambera prepara-se becas para
desembarjzadores e de qualquer juiz segundo o
esiylode Coimbra aonde se fazem as melhures
eonhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo goslo franceza. Na mesma casa eu-
crrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affianganijo
que por tudo se (ica responsavel como seja boas
fazendas, bem feilo e bom corte, So se falta no
dia que se prometter, segundo o systema 4'onde
veio o mestre. pois esptra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimntar.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rti -
ment das me-
Ibores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m el hora dos
-=:*.iei3s*iC^L com no vos
"^wJ aperfeigoa-
mentos, fazeudo pasponto igual pelos dous lados
da costura,""moslram-se na ma da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambera receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cares tudo
fabricado expressamenle para as mesmas ma-
chinas.
DA
VICTORIA,
NA w
pechina.
.i^l^E^/tra,. J*1 Queimado n. 73,
ions nannoi. neln hrn(ie Junto a loja de cera.
Neata loja vendem-s* as seguales miudezas e
outraa muitas por pregos barstos, s para qoem
comprar victoria sejnpre contar :
Carles de clcheles fraocezes muito bons a 40
rs. o cartao, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boase verdadeiras a 190
ra. a caita com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
AgaJbeilas para enflar vestido a 40 rs. wma.
Lionas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 9fl0 rs. a
duzia.
Ditas de'Pedro Vero cartao, branca e de cores a
60 rs. um cartao.
Ditas de meiada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cenlo e tantos alflnetes francezes a
40 rs. o papel. '.
Alflnetes de cabega chata grostos e finos a 120
rs. a carta.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. apega.
Caivetes finos deduas folhas para pennas a 200
rs. um, e duzia a 2f.
Laa de todas as cores para bordar a 6500 a libra.
Peotes muito bons de baleia para alisar a 220.
.240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambera bons a 360 e 400 rs.
EnOadores de algodo a 60 rs. cada um.
Melas cruas brancas e de cores para homem a
160, 200, 240. 280 o par.
Ditas brancas muito finas para senhora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 3500 cada um. ,
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreir* de S, vendero-
se para fechar contas as seguinles fazendas por
pregas muito baratos : pecas de cambraia lisa fi-
na a 3, cortes de casemr 9*b00, riegas de
babados largos e mu' naos a 3. seda de qua-
dros miudoa eoo rs. e covado, chitas largas de
corea a e claras a 240, cassas de cores bons
4* nii 0?8d?' ory8 ""o Anos
vr. jJr6*.* d8v eD'r.5mei9 bordados a 320 a
cambra??] m" *""?" M0' "8ito de
cambraia e 016 a 2, bramante de algodo '
9 palmos de largura a 1280 a vara. ,oX.ccasacas
de panno fino a 20 e 258. nai casemira a 16 o soo, Res de alpaca de 3/500 a
7, ditos de brim de cores e brancas de 3J a 5|,
caigas de casemira preta e de cores de 6 a 10,
ditas de brim de cores e brancas de 2*500 s 5,
cohetes de casemira de cores, e setim preto a 5,
camisas de fustao brancas o decores a 2, corles
de cassa de cores a 2. cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
preprio para capss de senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muitas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
RelOrioS, |we mvKmzn smm smm
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uaa varieJade de bonitos trancelins para, os
mesaos.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem- |
pre se tem pele transpirar. Tambem tem a pre-
ctosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composigao. Cus-
ta o frasco 1, e quem aprecia o bom naodeixar
certamente de comprar dessa eslimavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
g Gurgel A Perdigue S
g Ra da Cadeia loja n. 23.1
RECEBERAM vestidos superiores de i
g blonda com manta, capella, saia de se- 9
8 tiro, ditos modernos de seda de cor di- A
los pretos, ditos de phaotasia. ditos de
cambraia bordados, lindas lasinhas, 2
16, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros- if
ft denaples, moreantique, cassas, cambraia O
9 a cores muito superior, sinlos. enfeiles, M
I novos manguitos, chapeos, manteletes.
visitas, capas moderna de gorgurao e de 8
fil, pulceiras.leques e extractos de san-
dalo. 2i
Atlenco
[Fazendas e rou-
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Mr------
IB
Grande pechinclia.
PALETOTS SACOS de casemira ingle-
za a 1C, ditos a 15. ditos de alpaca mais
tina a 6, sobrecasaco de panno a 20, 24
e muilo boas a 40. caigas de casemira a
9, botinas de Meli a 12 e ingleza a
10. chapeos francezes a 8 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
Fazenda econmica!
L8aziu.ft para vestido a 240 rs. o covado a-
zenda culr'ora de 800 rs. ; Amorim & Castro
ra do Crespo n. 20.
Enfeiles a
ribaldi.
Muitos lindos enfeites a Gribaldi para senho-
ras a 8, ditos flogindo palha porm de sedas a
8J500 cada um,-ditos de vidrilhos a IJSOOcada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75
Arados americanosemachina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.+2.
Corles de meia casemira de urna s cor, fazen-
da superior, peto baralissimo prego de 2 cada
um: na roa do Queimado n. 22. na loja da boa f.
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores : na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Enfdtes de Agres para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d?aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores floea, feitos eora moito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoranfue ao a csaameetos e bailes, e ser-
Iftm 1.*u*laienle Para passeios. Os pregos sao 8),
10 e 1. porm quem apreeiar o bem conbeo>
r que sao baratos, e para isso dirinir-se a rus
do Queimado, loja d'aguia- branca o. t6.
& Sem igual.
9 SAIAS bailo muito boas de lodo tama-
II nhoa4, lavas de Jouvq de todas as =2
m cores e brancas pregos fixo 2S500, sapa-
tos de tapete e de Iranga a 1280. colchas
grandes de damasco de la e seda a 6, ?C
de algumas destas fazendas existe urna ||
t> pequea quantidade por isso as pessoas S
85 que quizerem com tempo dirijam-se a ra M
rt da Cadeia confronte ao becco largo luja o
uxe*s&tm dissieseesiesiedKS
AUMAEEM
19 Ra do Queimado 19
Lences
de panno de linho pelo prego de 1900.
Bramante de linho
Grandes lengoes de bramante 3#300.
Panno de linho fino
Lencoes sem costura muito grandes a 3.
COBERTAS
de chita a chineza, pelo prego de 1800.
Lencos a 160 rs. cada um.
Leng^s brancas para algibeira a 1JJ600 a duzia.
TOALHAS
de fustao pelo baratissimo preco de 500 rs. cade
urna.
Chales estampados.
Chales de merino estampados a 2500
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Chita.
Chita franceza a 220 rs.
Capellas
de flores de laranja para casamento a 5.
S4L8- Rua da Imperatriz48]
H Junto a parlara franceza.
mm Encontra-se nesle estabelecimento um
| completo sortimento de roupas de diver-
sas qualidades como sejam : paletots de
alpaca preta e de cores a 3 e3#5C0, for-
| rados a 4 e 4500, ditos de ganga de cor
B a 4. ditos de brim pardo a 3$80O e 4, di-
Stos de brim de cor a 3500 e 4, ditos
francezes a 3400, ditos meias casemiras
a 5g e5500, ditos de alpaca preta e de
cores fnneezes fazenda de 10 a 6S500,
II ditos de palha de seda e laa a 3500. di-
los de bramante a 4 e 3500, ditos de
II casemira saceos a 135, d'l 2 a 155, ditos francezes a 19. ditos de al-
ai paca preta fraocezes golia de velludo a
3 "5500 e 8, ditos de panno preto a 18
| 20 e 22. caigas do brim de cor a lfi800!
S JSOO, 3500e 4, ditas de casemira pre-
3; tas e de cores a 6, 7g500, 8J e 10, ditas
n> de meia casemira a 4 e 3500, colletes
fg de fustao branco e de cor a 2g00, 2800
V e 3, ditos de gorgurao a 4 e 5, ditos
H de setim preto a 3500 e 4. ditos de ca-
de velludo preto e de cores a 7, 8J e 10,
J| completo sortimento de roupa para rae-
o nio como sejam calcas, oaletots, colle-
M tes, camisas a lS600,'l800e2,defustao
a2500, fazendas superiores.chapeos para
cabega fazenda superior'*6500, 8$500 e
- 10, ditos de sol para homem a 63500,
II ditos para senhora a 450 e 5, e outras
5, muitas qualidades de fazendas e roupas
| por pregos muito commodos.
Recebem-se algumas encommendas de
roupa por medida e para isto tem delibe- M
radoa ter um contra -mestre no eslabe- 9
lecimento para executar qualquer obra n
tendente a sua arte.
%%aw$wiv& ne mmmsmmli
A' loja armazena-
dadePariz.
Rua da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazenada de 4 portas n 56, recebeu
agora um bello sortimento de fazendas baratas, a
saber : chitas oras a 160, 180 o 200 rs. o cova-
do,ditas largas francezas a 240. 260 e 280*o cola-
do, pecas de cambraias brancas muito finas a
2g500, 3J e 3500, saias de balo de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 33500 e4. cobertaS de
chita modernas e novo gosto a 1J800, lenges de
panno de linho a 2$, fitas de aigodo por diver-
sos pregos.
Goes( Basto.
Rua do Queimado numero 46.
Receberam grande porgan de laa-para vestido
com ricos padres, tanto de quadros miudos, co-
mo largos,bem matizados, que para acabar estao
vndenlo a 240 o covado, dando-se amostras
com peohor.
HuadaSenzala Novan. 42
Vende-se em casad* S. P. Jonhston d C.
sellinse silhes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicou
para carros, emoniaria.arreios para carro de
um dous cvalos relogios da ouro patenta
ngler.
EAU MNEME
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticafraneeza rua da Cruz n.2t
^mendoas confeitadas
a f $ a libra.
Proprias.para sortes de S. Joao
Vende-se ta&te em por^oes como a retalho nicamente no
armaeiH.P>ro^resso, largo da Penha n. 8.
cobertoe edescobertosr pequen es agrandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u'timo paquete inglez : em casa de
Son iba 11 Mellor & G.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de conlinha, como dourados, e de lindas
fitas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loa Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 b!
Capellas finas para selvas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, rua do
Queimado n. 16.
s
Vende-se era Asa de Saundres Brothers C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Roskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
escolente gosto.
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propinas para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo prego de 5000
o par: na dita lola de Aguia Branca rua do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos cora
9 e 12 frasquinhos de cheiros; e os est ven-
dendo baratamente a 23000, 3O0O, e 4000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a 1S5008, caixinbas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 2000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca rua do Queimado n.
lo.
A 15,000!!
Ogigocom 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da multo
acreditada champage do afa-
mado Laronzire : na praga da
Independencia n. 22.
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Juvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a reeebe-las por to-
dos os outros ; "por isso quam' quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirlgir-se aloja
d'aguia branca, rua do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharao os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 2 e 2gi00 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar .dirigir-se rua
do Qutimado, loja d'aguia branca n. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na rua do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Loja das g portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de brelanha de rolo a 2fi,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, alg'odao de
daas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pio-
lados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas d*
manbaa la 9 da noite.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 2, 3, 4 e 5g a pega, precos
estes que em nen+iuraa oulra parte se acbam, e
s siin na rua do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attenijo.
Vende-se confronte o porto da fortaleza das
Cinco Ponas o aeguinte : carrosas para bois e
cavallos, carrinhosde trabalhar na alfandega, di-
tos de mao, torrador de caf oom fogo, dobrafli-
as de chumbar de todoa os tamanhos, bocea de
amainas para forrros, grandes fechadurfs de
ferrolho e tambem rodas de carrosa e carrinhos,
rodas para carriohos de mao, eixo para carro-
cas e carrinhos, e outras quiesquer obrti de
ferros.
Braman*) superior.
Vende-se bra'-,nte do Unb.baalante incorpa-
do, com duas-*ra* Wl P* baratiatmno
preco de 2" ": na rua do Queimado
n. 22, na < boa 8.
Chales de merino
ertBmpados a 29500 ; na rua 8o Queimado n. 22
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
vcudem-sesuperiores gravatiohss estreitas de
seda, nao s pretas como de corea, pelo baratis-
simo pree de 1J: na rua do Queimado n. 22.
loja da boa f.
Atoa-lbado de linho
com duas larguras a 2J600 a vara ; na rua do
Queimado n. 22, na loja da bea f.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro nc
precoi razeaveis. '
ftii
4 fama liiumplia.
Os barateiros da loja
i Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
Rua do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
| sedas, cambraias, lias, chapelinas depa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as cualidades e precos, chitas fran-
cezas muilo bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos
lodos proprios para senhoras.
Para hornees
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendern baralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar vver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
SI Levem dinheiro.
A4$,4#500e5#.
Cambraia lisa muito fina a 4 a pega com 81i2
varas, dita muito superior a 5g, dita tambera
muito fina com salpicos a 4500; na rua do
Queimado n 22, na leja da boa f.
J$S
m
Vende-se urna machina de costura
patente por barato prego : a tratar na rua
estreila do Rosario n. 12.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca
rua do Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4 rodal
com arreio para 2 cavallos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus balees, para ver e exami-
nar na cocheii a do Sr. Quinteiro na rua
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na rua do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellente casa terrea com so-
Mo na cidade do Aracaly, sendo namelhorrua
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel & Irmo, e nesta na rua do Cabug loia
n. 11. '
Farinha de mandioca, ame-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeea.
E' muito barato vista da sua superior quali-,
dade ; ne arrt.azem de Fraga & Cabral,.rua da
Madre de Dos n. 18. defronle da guarda da al-
fandega.
Vendem-se
dous carrinhos de mao novos, 2 pares de cassa ra-
bas, 2 de ancoras de carregar mel : na rua da
Praia, no segundo becco, passando e do Carioca
teodade lanjeiro.
Luvas de fnacamursa
para militares ecvallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e aa est
vendendo a 2500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que iscomprarem Conhecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem-se rua do Queimado. loja da
aguia branca n. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Aos tabaquistas.
Lengos finos de cores escuras e flxas a imita-
gao dos de linho a 5 a duzia ; na rua do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Brim branco de linho muilo fino a i#280 a
rara ; na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linbo proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na rua do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encostra um grande
e 'bello sortimento de grvalas de differentes gos-
tose qualidades, e por preces taea que em ne-
nhuma oulra prtese acha, como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e lf, ditas pretas
de cores agradareis a I, 1200 e 1500, ditas
com ponas bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim msco a lg.500. Pela'variedadodo sor-
timento o comprador ter muitas de que se agr
de : na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numere-16.
A16#00&
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeilados, para senhoras, pelo diminu-
to preco de 16 ; na rua do Queimado o. 39, lo-
ja de 4 portas.
%
*
1
t


OttAIO Di mflAMMJCO. SAMADO i nmao nuil.
^ Chapeos de sol de seda-a 6j.
ttifV* muilob?M ebPeos de m) teda
MI cabo de canna
cada um
boaf.
pelo baraiissime p
a rtu do Queimado o. S2,"
Avariado.
69
a da
Madapelao Urgo fino cea pequeo toque de
averia a 39500 e 4, dito omito fine a 5 a peca :
M ra do Crespo o. 8, loja de 4 portas. "
Attenco.
Ra ra do Trapiche n. 46, em casa de Roilroo
Rooker & c, existe um bom sortimonto de 11-
nnas.de cores e brancas em carreteis do melbor
iabrieaute de Inglaterra, as qiael le Tendea por
precos mui razoaveis.
DESTINO
DE
Jes Dias Brandao.
5Ra da Linguete 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1$ a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1*400, oas-
2"a560. conservas inglezas e portuguezas a
i00 rs., aletria, talhaiim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisbea aSSOrs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1940O, cerreja braoca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia.. dita preta a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, toto em garrafas como em meias
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, ?ioho do Porto engarrafado lino
fvelho) a 1*500 rs., vlnho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua,
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua a
43 o par ; na ra do Queimado n. 75.
Gomma de araru-
ta muito aWa.al 20 rs.
a libra
Vndese na ra das Cruzes n. 21, esquina da
travesa do Ouvidor.
Tarlatana.
Vende-se tarlalaoa braoca mullo una com 11/2
vaca, do largura prepria para vestidos, pelo bar-
tissimo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 82, na loja da boa f.
Fi de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : di ra do Queimado n. M, na
loja da boa f.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santo* avisa aos
eus freguezes deata praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de ana fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na roa do Amerim n. 58; massa amarella,
castanha, preta outras qualidadea por menor
prego que de outraa fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigao.
Livro do mez marianc a i$.'
Acaba de sabir dos prelos desta lypographia
urna nova edigo do mez marisno, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicao, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Luvas deJouvio.
Na loja da Boa F, na roa de Queimado n. 22,
sempre se enconlraro as superiores luvas de.pel-
lica de Jouvin, tanto para horneo) como para se-
nhora, per seren recebidas por todos os vapores
vitHlos da Earops, e se vendem pelo baratissimo
prego de 2J50O o par: na mencionada luja da Boa
F, ua ra do Queimado o. 22.
Siirtos.
Di
FUNDIDO 10W-M0W.
Ra da Senzalla Nova n.42.
Neste astabelecimento contina a haver um
Completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas da vapor etsixas
te ferro batido e coado, da todos os lmannos
para dito,
^Viohos engarrafados^
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Halvasia, em caixas de urna duzia de garrafas:
na roa do Vigario n. 19, primeiro andar
Vende-se urna taberna na cldade de Olinda,
na ra dos Quatro Cantos, com poucos fundos,
propria para urna pessoa que queira principiar
porser era um dos melhores lugares da cidade,
assim como lambem se faz sociedade com urna
pessoa que queira entrar com alguns fundos e
que tome conta por balango, visto a casa fazer
muito bom negocio ; vende-se por seu dono nao
poder continuar por falta de saude, que em quan-
to o negocio da casa se mostrar a pessoa que a
pretender; tambero se offerece a vantagem de a
casa ter commodos para familia, sendo esta ama
vantagem muito grande para quem a pretender :
quero quizer fazer este negocio, dirjase a ra
do Nogueira, taberna n. 49, que se dir quem
faz este negocio.
E muito barato.
Manteletes de 016 preto muito superiores a 8{J:
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 39500 ; Da ra do Crespo n. 10.
Ferragcns e miudezas.
53Ra Direita53.
O proprietario do eslabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joao, que por sus barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival oesia praga,
rico sortimento de facas, garios e colheres de to-
das as qualidades, e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
poslo a dar um a quem eomprar outro. '
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Taixas.
Na fundigo da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas eom todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
menlo de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. i.
Vendem-se
os livros seguiotes : neva bibliotheca dos prega-
dores era 15 volumes, elementos do direito ec-
clesiastico, diccionario theologico, o defensor da
religiao em 8 vols, os casos de consciencia de
Benedicto XIV, instituigoes litrgicas, o assessor
forense 2 vols, manual abreviado de cidado,
melhodo de violo deCsrulli, atlas geograuhico
em ponto grande, diccionario francez com pro-
nuncia por Fonaeca em 2 vols. : na loja de enca-
dernagao de livros, junto a igreja da Congre-
gsgao.
Vendem-se
quatro quadros com lindas estampas de santos em
ponto grande: na loja de encadernago de livros
junto a igreja da Coogregago, no pateo de Pe-
dro II.
SINTOS
para senhora.
Sintos muito bonitos para senhora a 3$ cada
um, flvelas muito lindas para sinto a 15200 cada
urna ; na loja da victoria, ra da Queimado u-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito\oa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8$
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
VeuJcra-se sintos com ricas flvelas para senho-
ra e menina a 2J, fitas e flvelas para cintos, ban-
dos de dina para marrafasa 600rs. : na ruada
mperatriz, loja da boa f n. 74.
&^^Stt^-3ieei39lttKSiMie3g
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 partas, admira a pe-
chincha
8 La a para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8oOrs. o cova-
do vende-se a 2it)*rs., dao-se
amostras com penhor.
wmmm-&mtommmmmM
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
240 rs.
Las escuras de padroes modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs.:
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Modas francezas.
MaJame Buessard Millochau reeebeu pelo ul-
timo navio do Havre pelerinas enfeiladas com
mangas, collariohos de bico verdadeiro, camisi-
nhas muito modernas, flvelas e sintos ricos, en-
feites de cabeca, capellas de flores para bailes e
casamentos, lengos de nao bordados, manteletes
da moda, espartilhos dos mais bem feitosem Pa-
rs, luvas de pellica branca e de cores do 2 bo-
toes, tarlatanas e creps brancos e de cores, gol-
linhas, punhose chapeos para luto, chapeos para
senhora e meninos, e todos os enfeites que per-
tencem ao toilete das senhoras : na ru* da Im-
peralriz n. 1, loja.
Pechincha
sem igual.
Ricas gollinhas bordadas de traspasso, cam-
braia muito fioa pelo diminuto prego de 3&60O,
golliohas de cambraia bordadas pelo diminuto'
prego de 1&500, camisas completas, tendo golli-
nha, camisinhs e manguito, pelo baratissimo
prego de 49, ricos manguitos de cambraia fina
pelo diminuto preco de 29, ricas camisinhas com
gollmha pelo diminuto prego de 29800 ; na ra
do Crespo n. 7, esquina da ra do Imperador,
loja de Guimari&s & Lima.
Lila preta,
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corles de casemira de cor fina a 4$.
Ditos de collele de gorgurao, bonitos padr&es. a
29000.
Panno fino superior, cor de azeitooa, a 4S0OO o
covado.
Casemira preta fina a 29 o covado : na ra do
Crespo n. 10. -
Loja de miudezas do leo de
ouro, ra do Cabug n. 2 c.
Vendera-se sintos de gorgoreo dourados, che-
gados ltimamente no vapor francez, pelo bara-
tissimo prego de 29; a elles, antes que se aca-
bero, que s na loja do leao de ouro ha quem os
pode vender por csse prego.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguiade ouro,
ruadoCatugn. 1 B.
Vendem-ae matsinbo da coral muito fino a 500
reii o muso.
E' de graca.
Ricae-chapelinai de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : na ruado
SfeTS!.0, "*na ,oja da boa f: "ellas que
Cortas de vestidos bran-
cos bordados.
mu futa anda vais baratas.?
SORTIMENTO COMPLETO
i DI
IFazendas e obras feilas!
Ha
Bolachinha ingleza
LOJA
Vendem-se ncoa cortea de vestidos
bordados com 2 o 3 babados a 5 : na
Queimado n. 22, na loja da boa f.
brancos
ra do
para
loja d'agaia
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Alojad'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
boro gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torgalcom franjas e borlas
outros lambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de uro apurado gosto e perfei;o
os pregos de 83 e 10 sao baratas vista da
obras ; alm destaa qualidadea ba outras
3 e 4 : isso na ra do Queimado,
branca n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia braoea se acha mui novos e
delicados chapeozinhos pata baptisados obra
mui perfeita e bem eafeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
69, niuguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia braoea. ra do Queimado n. 16.
Linha de roriz.
Vendem-se as linhas de roriz em porgo e a
relalho, e por menos do que em outra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recife n. 50, primeiro
andar.
Ao barato.
Por 500 rs. o cento de papis de co-
res com estalos para sortes de S. Joao e
S. Pedro, vindo de Pars pelo nivio
francez Adelle : na ra da Cruz n. 21.
E'barato a 1S00O!
Sedas de superior qualidade muilo largas e
bonitos padroes pelo diminuto prego de IXo co-
vado : oa ra do Queimado d. 17, a primeira loia
pissaod a botica.
E ARMAZEM
DS
iGes k Bastol
w -999S
Sapatos de tranga para homem e se-
nhora algo par : em casa de Julio &
Q Conrado. 3
uangas francezas muito finas com padroes
oscuros a 480 rs. o covado
do n. 22, na loja da boa f.
na ra do Queima-
Jchegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatrir n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completaa para se usarem
esles remedios, contendo um ndice onde se'po-
de procurar a molestia que se deseja curarl os
quaes ae vendem a lOOO.
NA
Urna do Queimado
46, frente amarella.
. Constantemente temosumgrandee va-
"do sortimento de aobrecasacas pretas
anaP'e d? cores muito fino a 28,
. inl vfc pilfiots des sesmos pannos
zug, 225 e 245, ditos saceos pretes dos
mesmoa pannos a 14, 16 18$, casa-
caapratasmuitobem feitaa edesuperior
panno a 28, 30J e 35. aobrecasacas de
'"emra da core muito finos a 15, 16J
e 185, ditos saceos das mesmas caserm-
ras a 10$ 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10J
e lz, ditas de casemira decores a 7,8,
9 e 10, ditas de brin. brancos muito
fina a 5| 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricaa cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
da ditos de coras a 4J500 e 5, ditos
branco tde seda para casamento a 5
ditos da 6, colletes debrim branco e d
f usto a 3, 3500 e 4, ditos de corea a
25500 e 3, paletotspretos de merino de
eordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4500 e 5'
gaspretaa de merino a 4500 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobreeasace a 6,7e 8J, muito finocol-
latas de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e4S, colletes do vel-
lido de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca depanno pre-
tos e de cores a 149,159 e 16, ditos de
casemira sacco para os meemos a 6500 e
S7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
33500, ditos sobrecasacos a 5g e 5500,
SI calcas de casemira pretas e decores a 6,
8* 63500 e 7, camisas para menino a 20 L^
a duzia, camisas inglezas pregas largas SI
g> muito superiora|32 aduziapara acabar. 5
S Assim como temos urna officina de al- S
n faate onde mandamos executar todas as Si
g obras com brevidade. g
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinbas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e ,
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhasen- senhora a 640 rs.
a 160 rs. a libra.
Vende se a 160 is. a libra, 3f20O a barriquinha
da mais nova que ha no meicado.' aflanga!o-se
a boa quahdade, manteiga ingleza flor a 800 rs.
alp.sta e paingo a 200 rs.. presunto e toucinho
muito novo a 320. toucinho de Santos a 240 cer-
CrKbno!a 3 L0 a garraf8 : Da tu" d
truzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Sitio venda.
Vende-se um sitio em Santa Auna, tendo boa
casa com cinco quert, duas salas, sala de jan-
wr, etc., etc., estribara para seis cavallos. cuar-
tos para sedentes, etc.. baixa de capim, encl-
lenles fructeiras, cacimba com boa agua para be-
ber, e tanque para banho: os preteodentes po-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
tV,ihrV r P"a '"'" dirijam-se Saundera
Brothers & C, praca do Corpo Santo, n. 11.
Opiata ingleza para
dentes.
A luje d'aguia braLca acaba de receber de sus
propua encomienda a bem conheeida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondafle 6
apreciada por todos quautos della tem usado o
ser mais por quem quizer conservar as genitivas
em perfeito estado, assim como aalvuradcs
denles; usa (ada caixa 1500, e por ul prego
so eixaiao de omprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
Fartllo e queijos.
Vende-se saccascom farello a 3^ e em porcao
por menos, queijos a 14*0 : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello
Ptletots de Ranga amarella verdadtirs pelo di-
minuto prego de 2 ; r.a ra do Crespo n. 7, es-
Em tU d InjFerar' '"J* e Guimaies &
Queijos do sertao a 640.
Vende-se queijo muito fresco a 640 is. a libra
doce da casca de gciaba muito fino, caixps de G
librascada utra a2500, oitos mais pequeos
JIJO rs-, manteiga ingleza flor al a libra, latas
com peixe savel muito novo a 1400, ditas com
peixe espada e goras a 11S0, velas de esterroa-
cele superior a 700 is. a libra, conserva? ir.'zas
muito nova?, frsscos grandes, a 8C0 rs.: na ra
as tiuees n. 41 A, armazem da porta larga.
Algodo de duas
larguras a 480
rs, a vara.
Proprio para toalhas e lencues, por ser muito
largo e pelo prego : na ra do Queimado n. 10
pechincha.
Sedinhas de quadros muilo Dcorpadas, cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas
Capellas.
19Ra do Queimado19
Ricas capellas de flores de laranja, pelo bara-
tsimo prego de b$ cada urna.
Vende-se um preto de idade 40 annos, p-
timo cosinheiro por 800j : na ras do Queimado
n.48.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, viradas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
feitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e5,
o que baratissimo vista da perfeigo e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
A vista faz f.
Vende-se gigos com batatas muilo novas, com
40 libras pelo diminuto preco de 15500 ; na ra
do Araorim, armazem n. 47.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEEDA & SILVA
ARMAZEM
DE
ROUPA F1H5A
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregac letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem urm'dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 35$ e 309000
Sobreeasaca de dito, 359 30#00
PalitoUde dito e de cores, 359, 30},
25J000 e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla da rol-
ludo, 11S000
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 98000 89OOO
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 35500
Ditos de brim de cores, 5, 49500,
4S000 e 395OO
Ditos de bramante dalinbo branco,
63000, 59OOO o 48000
Ditos de merino de cordo preto,
I59OOO e 89000
Galsas de casimira preta e de cores,
129.109. 99 e 6J000
Ditas de princeza o merino de cor-
do prelos, 59 o 49500
Ditas de brim branco 5S000, 49500 o 29500
Ditas de ganga de corea 3S000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisoa e bordados, 12j, 9f 89000
Ditos de casemira preta e de cores,
liaos e bordados, 69, 59500, 5$ e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$00
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7g000,69000 e 59000
Ditos de brim e fusto branco,
395OO e 39OOO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 1600 e 1J280
Camisas'de peite de fusto branco
e de cores, 29500 e 23300 ;
Ditas de peito de linho 6J e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39,29500, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa,francezes,
formas da ultima moda 102,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 5, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 12g, 11$ e 7&000
Collarinhos de linho muito finos,
novos (eitios, da ultima mo'da 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes faori-
pa-
sontaes, 1003, 909, 809 e
Ditoa de prata galvanizados,
tente hosootaes, 40S
Obras de ouro, aderecos e meios
aderegos, pulseiras, rozetas e
anoeia
Toalhas de linho, duzia 129000 e
709000
309000
I
109000
A. F, Duarle Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz scienle aos seus frecueiM \anAn or..j 1 .
seu mano, acha-se de novo establecido com dous aceiados a/m.zens de molhados, associlieT com o Sr 5SiP\( r ^ *"* Unhi T
Paulo Ferreira da Silva; o primeiro na razao de Duarle & Souza, e seguado na DuarieAlmZa & slvsTSZ X1 ""*
vantagensao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara montado.como^ SSl^l ^2!leB,,l,-0*. 0lia,!S^5!?!!*,1
proprieiarios mandarem vir parte de "seus gneros em diilur.. afim ^^^TtZ^^^^J^L^^'l"^ "*" S
bheo urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra quaKrZVTAIaJ^SS" *"'
=T2SZZ* ^^garantirem toda e quaquer qua.i5.de de generoT^^
como
irnos a
certos
a U300 agarrafaea
de continuaren!, pois querr isso nao pou^arao s'proprie^arios ESSfCTZSL'tSSl^ *' **"* "* afim de ****** -
abaixo trauscrevemos alguma. adicoes de noLos i^TWonfc eWSto ai t2! ?-" *"* fre?uentrem nossos estabelecimenios;
gneros. P ^ P "tT Pub,,c0 1ue vendemos baratissimo, allendendo as boas qualidades ds nossos
MANw\S?7f PeC',.'I!6n eSCllh?a 800rS- ,ibfa e em barril a 75 rs
fr hI^ON pr ptV ""'"i d0a merCadJ" 72 rS* libra e a 70 rs- em a e meios.
PBESnra FIAMBRF T d0KmerCada de m 300 6 em P0rao ter hmenlo.
preISntos POR^rril^V haTbuIguDez a ?00 rs' a ,ibr"e era K" 800
CIIOURYros SSSS "'t0/0'10:' parttcular a560 rs. por libra e nle.ro a 460 rs.
SSwTrV8 em barnl de 8 ,lbras a ''SOO e era libra .1 700 rs
QUEIJOS LONDRINOS chegados no uliimo paquete a 19.
vfS^aS FRANCEZAS era ,atas de 6 5 li2 a 19 a libra e a 192C0 a relalho
FSPF^ M7raTpn8p0i^brM' 8S melh0res d0 mercad0 a ^*800 e a 50 a ,ibra-
ACETE SUPERIOR em avana a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
2v?rEn yASJ?RASEZAS IINGLE2AS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS POBTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
VINln FMMrBAPR?IcHn m**> de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VIWHU LM CARRAFAS; Duque do Porto, Porlo fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1200
139 a duzia.
FSs?nErnM,pA.WtrL0SJpara5casa de pasw de 50 a 600 "* a *"'*h ede 38<>0 a <8<)0 a cinada.
E,JS$ C0M FaCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1200 a 29004.
wJMEvADA-D0S MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 19500 de duas NW*.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 19300 com duas libras. d dU" 1,brM-
r^nS^in^^.u817^60"1?8 ""as qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 1*400.
atno melhor '"8 ha a 240 a libra a 280 rs. o lavado.
VINHO IWRnFDmEa 'ARAN,?A0 oTlh0f r M ple d6!ejar a 3100 Pr arroba e a 0<> ". a bra.
II,, 7,REAlJX de b 1ual|dade a 800 e 19 a garrafa e de 89600 a 109O00 a duzia
XH ypo^d^a^iim1; e ou,ra8 ^m,rcas de 2*a 3^00: a^ho *a 4o -
VINAGRE PURO DE LISBOA 240 rs. garrafa e l?850 i caada.
tHSFfLf0*1 D0CB DA CASGA DA GOIABA a 19 e em poreio a 900 rs.
A^TE DOCE PURIFICADO 800 rs. garrafa e 99000 a caVcom 12 garifa,.
nVip?mQauD xA 1uahdade W* tmO no "eado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
gUKlJUS' PRATO os mais novos que ha no mercado a 650 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
PAe? TTn?ET 1??nlriNDA 64 "' fra9C0 e m fra8,luew < "irascos.
S rrrS v, o S f" deat* a 20 *160 W' ma eom macinhos.
PinwiiSr f?," ^0S mas bem felM ^ue ha no mereado a 280 maco.
?r?5i?^ k* a Zm a grez,, e 280 a duzia de caixas
iipivnn ,S ma'S D0V*9 melnore8 1ue wm vind ao mercado a lf 200 o barril.
AMECHDOAS COBERTAS as mais novas e bem arranjadas que ba no mercado .a 19 a libra eem poroso era abameoto.
Aiem dos gneros anounc.ados encontrar o publico um completo sortimento de tudo tendente a molhados.
com bolo para
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punbos e gola borda-
dos com botoziohos a 39.
Manguitos a balo com punho e gola a 2J500.
Ihles elsticos a 39 e 3s5O0
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperalriz d. 40, esquina do becco dos Fer-
r! ros.
S por capricho que se vende na ra da
Senzala Nova n. 30 amendoas coneitadas. papis
com estrato para sortes, os mais ricos gostos
francezes; o freguez que appacecer com dinhei-
ro n5o deixar de comprar: isto assevera o ven-
dedor, bem como tambem vende as sortes.
Manteiga idgleza para bolo
a 800, 720 e 640, franceza a 720, traaues a 180 a
carta e 6*800 a caixa. passas a 480 a libra a
caixa de 8 libras a 29700, doce da casca da goia-
ba a 19, yinho a 560. 480 e 4g ; no armazem da
.estrella, largo do Paraizo d. 14.
4 2,500 rs.
Com pequeo toque de avaria veDde-se a peca
de algodo branco liso, marca T, com 4 1|2 pal-
mos de largura; no armazem de fazendas de J
J. de Gouveia, ra do Queimado n. 29, outr'ora 27
serayoe-fvigmo~
Escravo fgido.
Tendo fgido da cidade de Mamaoguape no dio
29 de dezembro de 1859 um mulaticho ue
nome elippe, idade 15 anuos, pouco mais ou
menos; e com ossignaes seguintes: cor verme-
lha, cibellos encolhidos, rosto o coreo bastante
seceos ; consta achar-se preso uo sertao e dizer
que se chama Juveoal, roga-se pois a qu<>m com
certera disso souber queira dirigir-se nesta cida-
de loja de Porlo & Itmo, em Goianna a Pau-
lino Deodato Cavalcanti, ou em Mamaoguape ao
Sr. do dilo escravo, Francisco Antonio da Silva
Valent JDior.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado, fugio no dia 2
docorrente umaescrava muala de nome Valen-
lina, que reprsenla ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cojos signaes sao os seguintes :
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos rara-
piobos, levou vestido de chita escura e chale de
merino azul ; leudo o abaixo assignado havido
esta escrava por divida na comarca do Limoeiro
suppoe que procure essa direccao, ou a serra da
Passira, onde natural: roga.'portanto. a todas
as autoridades policiaes e capites de campo
apprehendam e a entreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, ra do Queimado n. 4G
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Attenco.
Acham-se fgidos os e^cravos seguintes : Con-
rado, crioulo. do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. MagalhSes, que ser?io de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passarpor livre porque falla bem e at troca
algumss paUvras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jas Domiogues : Joao, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, natural de Inhamuns, o qual lendo sido de
ura prente do Sr. vlsconde do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
Biguaes de bexiga no roslo, falto de dentes na
frente, natural, do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mojo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muilo apaixonado, inculca-se por
homem llvre com o nome de Leopoldino : Mar-
colmo, cabra, natural da povoagao de Agua-Aze-
da as mmediacoes de Papacaja, .qoe foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garaohuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de dentes na frente, osa
constantemente de cinturaco desoldado lado
cintura : quem apprelieoder os ditos escravos ou
qualquer dalles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous rmeos na
freguezia do Poco da Panells, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detencio, no Recife, ser gra-
tificado de seu.trabslho com generosidade.
Jos Cesario de Mello.
.t


- .\ "
(8)
MARIO 01 MMAMBUGO; to SABBADO tt DI JUNHO DE 18!.
Litteratura.
. A familia da Alea dos Gansos.
[Esbocos do genero do Tio Ado.)
(Continuar o.)
Assim, sob sua direcgio, a pequea Annanao
receiava de modo algum dcscer com a rapidez
de urna trecha a encost escorragadiga em baixo
da qual Gustar sabia peritamente fazer o carri-
nho descrever una curva que faiia-o chegar a
mu charco gelado onde afioal parava em com-
pleta seguranca.
Succedeu ua vez que apesar de toda a sua
destreza Gustaf quasi deita por trra um transo-
uentn. oqual era Dalecarliano.
Era n'um dia de neblina, os meninos com as
suas selas subiam e desciam alegremente a ver-
tente, e certo qua do cimo da montanha era
impossivel distinguir-so o que se passava na en-
trada da alea para a Norrlulstrasse. jeta tambero
por isso que.... Enifim basta, ia tuda muilo
bem, ainda que Gustaf Ucasse por um instante
cheio de susto e parasse com a cabera baixa di-
ante do estrangeiro, semelhanca de um culpa-
do. Era, pois, um Dalecarliano de quaienta a
cincoenta annoi, desemblante expansivo e ale-
gre, que revolava inleiramente aquella resolugo
natural aos habitantes da Dalecarlia.
Que diabo rola voc deste modo, exclamou
elle vivamente ao sentir a salea rocar-lha as per-
itas, dir-se-ia urna bala de peca a feodor os
ares.
Gustaf oo disse palavra, nao tiuha a conscien-
cia muito tranquilla.
Escuta-me, disse o estrangeiro, ali a Gau-
segasschen ?
Strn, sim, a Gausegasschen, ali, adiante
do moinho, e nossa nii mora a esquerda, disse
ra'idamente Auna, antes que Gustaf podesse re-
cobrar a voz.
Pouca me importa isso 1... Entretanto ja
que voces moram na alea....
Sim, pois ali est a nova casa, ousou dizer
tambem Gustaf.
Pois bem (alvez saibam alguma cousa
a respcito de um vclho soldado chamado Sig-
gert.
Conheco-o muilo, respondau Gustaf, elle
mora em nossa casa; est presentemente mui
doente, mui doente 1....
E nossa mi est sempre ausente, accres-
centou Auna. ,
Isso bem se v, disse o camponez, eia,
rr.ostrem-iue o caminho, tenho de fallar a esse
Siggert.
Com muito gosto, disse Gustaf; porm apro
ximando-se mu pouco do interlocutor: Se o se-
nhor tera alguma cousa desagravel para dizer*
Ihe, nao lova-lo-hei at l, o pobre velho est
muito mal. Quero que o deixem morrer em
paz.
Nao temos nada, rapaz, disse o estrangeiro ;
caminha adiante, seguir-te-hei.
Entraram na choupana. O doente havia dor-
mido, e olbou com algum espilo para os visi-
tantes ; afinal disse:
Voc correu muito na sela Gustaf ?
Sim, sim, Sr. Sigurd ; porm aqu est um
homem que Ihe quer fallar.
Comigo ? O que quer? perguntou o velbo
admirado.
O Dalecarliano desembaragou-sedo erabrulho-
sinho quo trazia e transpoz a linha de demarca-
cao que divida outr'ora a choupana ; essa linha
eslava ento apagada I A doenga e a morle trazem
a conTuso dos imperios I
Voc est bem doente, meu caro Siggert,
comecou o estrangeiro, e pegou na ossada mo-
do doente. isso na verdade mui triste, porm
preciso que se faca a vontade do Senhor.
Oh I sera duvida, e bem vejo que meu fim
est prximo ; mas.... entretanto....
E elle exauunava curiosamente o interlocu-
tor.
Voc nao me conhece mais, Siggert ?
Nao, nao o conheco.
Chamo-me Jon Spith Jousson, chamavam-
n:o Spith slmplesmeote quando eu servia na
L3ndwehr.
Faz muito lempo ; porm o senhor nao per-
tencia ao meu corpo, eu nao era seu cabo de es-
quadra.
Nao, Siggert ; voc diz a verdade ; mas
lembra-se de urna chalupa canhonsira junto a
Aland, era invern cahio-se como trigo em
tempo de ceifa e os homens gelavam a bordo ?
Oh I era terrivel,
Sim, sim, lembro-me perfeitamente, inler-
rompeo Sigurd.
Pois bem 1 eu tambero estava doente, es-
tar estendido sem poder mover-mo nem fallar e
ouvia dizerem junto a mim : Tambom desmos
enterrar este debaixo da nev ? o que dizes,
Siggert? Era a primeira Tez que ouvia seu
come.
Sim, com effeito, eu era s vezes encar-
regado de vigiar os enterramentcs, notou Si-
gurd.
Nao fagam tal, responden ento Siggert : o
rapaz ainda respira, e elle abaixou-se, abrio-me
FOinETMll
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
SEGUNDA PARTE.
Havia decorrido quasi um mez depoisque misa
Mary formara o projecto de ir ao rancho da Ven-
tina, e ji tinha ella pensado cem e at mil vezes
na sua primeira entrevista com Antonia. Traga-
ra de antemo o procedimeoto que devia ter, pe-
sara e calculara as palavras, esludra os gestos
e posiges, n'uraa palavra regulara os seus mais
pequeos -movimentos I Nada quiz absoluta-
mente confiar do acaso.
Antonia arrancada de sbito aos seus pensa-
fneuios e solido, nao tendo sido prevenida da
visita que ia receber, achava-se ao contrario com-
pletamente desarmada. Toda a vantagem estava
pois do lado da Americana : entretanto succedeu
o que nao era de esperar.
Fascinada, sorprendida e dominada pelo olhar
lmpido e tranquillo, e radiosa belleza da ilha da
Virgen, miss Mary sentio abater-se-lhe a cora-
geni e a presenca de espirito, e desapparecer-lhe
a audacia : .corou e balbuciou algumas palavras
pouco intelligiveis.
A Americana no seu programma to minucio-
samente elaboradojoao levara em conta a sobera-
na e sympathica belleza da sus rival. Contava
sem duvida encontrar nells alguma delicadeza de
traeos e de formas, um certo perfume de mocida-
de ; mas nunca Ihe viera ao peosameoto urna per-
feieo to completa. A Qlha do excellente master
Sharp era dolada de um espirito muito positivo
para.que fosse creador I
O embarago de Antonia nao era meoor, posto
que meos visivel e por urna razo muito diffe-
rente. Pela primeira vez na sua vida a joven
proprietaria da Ventana senta seus labios re-
cusarem-lhe palavras benevolentes e hospita-
leras.
GraodjeaD poz termo a essa sceoa desagra-
davel.
Seohorila. disse elle, estou em jeium desde
hontem a tarde, e sinto-me com um appettite
desesperado. Supponho que ainda oo janlas-
tes; no caso porem de que esteja engaado, ha-
ris de ter alguma cousa para offerecer-nos. A
proposito, como passaes desaude?
Espero por Andr para pr-me meza ;
mas se teodes muila fome Grandjean, posso
mandar servir-vos de alguma cousa immediata-
mente.
Preflro esperar, seohorita : alem de que a
demora poder dar lugar cozioheira a aceres-
centar mais dous ou tres pratos ao jantar. En-
to tendes passado bem de saude depois da ulti-
ma vez que aqui estive ?
Bem, obrigada. E vs de ondo vlndes,
Grandjean ?
De S. Fraocisco.
De S. Francisco I repeli Antonia vivamente.
Neste caso podis dar-me noticias do meu amigo
Joaquim Diclc?
Esta pergunla pareceu embaracar o Canadiano.
Devo responder-lhe, miss Mary? disse elle
dirigindo-se Americana em ioglez.
Respondei: o'que tem isso ?
Ora essa I E' que eu pouco me sei haver
com as astucias femioinas I Recelara dar a en-
(*) Vide Diario n. 142.
a bocea deitoa algumas gotas d'agua. Ah que
bem me fe esse bocadinho d'agua I fiara tres
diasque Dio me daram aguaesulTocara-me urna
sede abrasadora. Voces bem vem que elle est
viro, disse Siggert veodo'-me eogolir ridamente
o liquido, e foi dapressa ncher o cantil e den-
me anda agora em pequeos tragos, e seu ge-
neroso auxilie reslituio-me a saude.
De veras? e roc anda lembra-se de tudo
isso? disso Sigurd alegre e apartando a mo, do
auliKO conhecido. v
Sim, patarra de honra, lembro-me, lembro-
me de tudo como se fosse hontem. Por muito
lempo ignorei se voc era riro ou raorto : mas eis
que o anno passado roc encontrou um dos meus
visinhos, o qual, dando-lbe alguos roaes, infor-
mca-se de seu nome e ao qual rocrespondeu :
Chamo-me Siggert, sou um ex-soldado qua com-
biteu em Aland. Ao rollar, disse-me. o visinho :
Jon, nao se chamara Siggert a pessoa que le deu
agua e cuidou de ti quaoloias morreado de fra-
queza na-caohooeira ?
Sera duvida, era eue o seu nome I excla-
mei vivamente.
Pois eolo, accresceuton elle, eu o ri em
Stoclholmo. Eu radiara de alegra e minha mu-
iQer abra grandes olhos, pois era noivo quando
estire a ponto de morrer na canhoneira, e ella
bem sabe que sem roc nunca hsria de ser a
mulher de Jon Spith Jousson. Quando o visinho
deixou-oos, eu disse: Dovo ir rer quem salvou-
me, na minha primeira viagem a Stoclholmo ; e
minha mulher accrescentou : Se o bom reino for
pobre, deres traz-lo para aqui, Jon. Lera-lo
bem rejo que isso oo possirel agora, e entre-
tanto s-ri roc bem rindo ora casinos em que
moro. Nao somos ricos ; porm ramos passando;
o Senhor nao nos deu Olhos para os quaes pos-
sanios trabalhar e repartir o nosso pao ; e deu um
suspiro que parti do mais intimo d'alma.
' Obrigado, obrigado, Jon Spith, tudo reto-
me agora a memoria meu braro compaoheiro.
Ao depois, dahi ha um instaote :
E roc diz que me quer lerar para sua casa?
Voc diz que nao tem lilhos ? continuou o relho
impreaaiooado por urna nova idea.
Sim, sim, meu eslimarel Siggert.
Pois ento 1 ja que oo posso acompa-
lo, quero ao menos fazer-lhe presente de um fl-
Iho, um excellente filho, que ha de eslima-lo
tanto quanto eu I Olhe para aquella menino I
Jon roltou-se e examinou Gustaf.
Ah I disse elle, de reras I Foi elle que ha
pouco quasi quebra-me as duas pernas ao descer
a montanha. E' lo excellente menino como acaba
de o dizer o Sr. Siggerl ? Pois eolio I mioha
mulher Slioa tlcar mui alegre se eu te lerar
para casa ; ha tantos annos, Sr. Siggert, que ella
atormenta-me para que adopte um fllho.
Obrigado I meu Dos I vos me ouvistes I ex-
clamou Sigurd, profundamente commovido. Po-
bre abandonado em meu leito do mizeria, tanto
ros ped que tivesseis compaixo deste menioo,
meu nico sustentculo, meu nico amigo I Tanto
vos suppliquei que nao me deixastes morrer
com o receio de o deixar infeliz e sem amparo I
Voc v, Jon esse menino tralou-me, bateu-meo
enxergao, esteva sempre ao p da minha cama,
levantou-me a caneca para dar-me agua, leu-me
numerosos trechos em muitos livros, e nos mo-
mentosda agona ajudou-rae a orar. Sim.... tu
Qzesle isso tudo I Ainda mais, foi mendigar
para mlm, Jon, sahioe ttouxe-me cerreja, leite
e pao airo I Sim, eis o que elle fez ; e quando o
enfado devorava-o, quando quisera respirar fora
e brincar com os outros, nunca escapou-se-lhe
dos labios urna palavra de murmuracio ou de
pezar. Eis a razo porque orei a Dos por elle
com fervor e Dos ouvio miohas oraces I Voc
fardelle um homem, nao um homem de bem
como o senhor e recebe-lo-ha como seu filho e
herdeiro?
Sim, Sr. Siggert, prometto-o, palavra de
honra, disso Joo, voc tm a minha palavra, meu
velho, e apertou a mo do cabo de esquada.
E dirigindo-se a Guslaf:
Eia. rapaz, queres partir comigo depois
damanha?
Nao. respondeu Gustaf, oo posso partir.
Ah I oo queres ser camponez t
Oh I quero porm nao posso partir.
Isso extraordinario I Nao queres ? disse
Jon.
Quero, sim.
Como, potm Y....
~" Gustaf, nao deves repellir assim a felicida-
de, disse Sigurd n'um tora descontente, eu nao
espera va isso de ti 1 /
Euquizera dizar algumas patarras ao Sr.
Jon, ali, diante da porta, disse Gustaf, e sabio.
Exlraordinario menino murmurou'Jon, e
foi seguiodo-o.
Sr. Jon, disse Gustaf s escondidas e em voz
baix, eu quero ludo quanto Vmc. quer, porm
oo posso deixat agora, o relho Sigurd. Ora,
pensa l que foi por minha causa que elle foi
humilhado e ferido I e lagrimas bullanles Solea-
vam-lhe o rosto. Nao quero deixa-lo senao de-
pois de mortoEnto virei para junto do Sr....
se ainda quizer. Querer ainda,Sr. Jon?
Irra I ah 1 de veras disse Jon com urna
roz suffocada pela eraoco, como se alguma cr-
reme magntica se eslabelocesse repentinamen-
leoder a esta menina os rosaos amores usando
de alguma palavra indiscreta.
Emquaolo Grandjean trocara com a Americana
estas fallas, Antonia o observara com urna alten-
gao que nao linha tido al ento ; dir-se-hia
que era aquella a primeira rez que o va, e pois
procurara formar um juizo a seu rospeito. O re-
sultado desse exame causou urna expressao de
tristeza no olhar da linda hospedeira da Veo-
tana.
Senhorita, disse afina] o Canadiano, nao s
enconlrei-me com o Sr. Joaquim Dick, como
estire ao seu servico por bastante tempo : mas
elle oo me fallou urna s rez a rosse res-
peito I ....
O gigante olhou para a Americana cora o ar
de quem eslava perfeilameote satisfeito de si
mesmo ; e oa verdade que o estara, eat muito
admirado pela facilitada com que sustentara um
dialogo com urna mulher.
Teodes de demorar-ros muito tempo oo
rancho ? perguotou Antonia depois de ter hesi-
tado.
Ignoro : a minha demora aqui depende do
molo porque corrorem os acontecimentos....
Que acontecimentos, Grandjean ?
Esta interrogaco produzio no Canadiano visi-
vel embaraco : mas tornando logo ao seu modo
indifferenle, disse:
Perguntaes-me. senhorita, que aconteci-
mentos ? Por mioha f 1 Sei tanto como ros I
decididamente nada com preen do.... O caso
que tenho urna palroa que me paga generosa-
mente ; e eu a obedeco som embaragar-me com
os seus negocios.
Quem a rossa patroa ?
Caramba 1 E' a senhorita Mara, que aqui
rodes I Ento, julgareis que eu havia de rir
acompanhando urna mulher gratuitamente ?
Miss Mary rio-se obrigada a tomar parte na
conrersacao ; alem disto julgara que o Canadia-
no tinha j fallado de mais.
Dooa Antonia ( se me nao engao este o
rosso nome) a recepgio q^ue me fazeis mostra o
enfado que vos causa a minha presenta no ran-
cho. Ficai certa de que farei quanto em mira
esteja para relirar-me o mais cedo possirel; es-
pero entretanto que me concedis,e ao meu cria-
do, um abrigo sob o rosso teclo at amanha g-
menle : se eu liresse um meio qualquer de pas-
sar sem a rossa hospitalidade, recorrera a elle,
ainda i custa das maiores fadigas.
Esta phrase que oo obstante ser pronunciada
em hespanhol, couserrara um certo sutaque es-
sencialmenle americano, nao causou a Anlooia
nem sorpreza nem despeito.
Senhora, respondeu ella, nao mereco esta
censura 1 Supplico-ros do fundo da alma que
consideris esta, casa como rossa. A hospitali-
dade para mim ura derer sagrado.
Um dever sagrado, concordo : mas um de-
rer que neste momento torna-se muito peooso
para ros___
Porque dizeis isto, Seohora ?
Porque a sympathia um senlimeoto que
nao se torca, e eu duvido t-la merecido da
rossa parte I s
Antonia abaixou a cabeca e oo respondeu.
Um sorriso de feroz satisfacio fraozio os labios
da Americaoa. O silencio expressiro da sua ri-
val desembaracava-a do fardo da hypocrisia:
agora poda comegar a lula corajosamente I Essa
perspectiva, com quanto traostornasse todos os
seus planos, todava harmonisara-se muito com
o ardor da sua paixo, e satisfazla singularmente
ao seu odio I Nao tinha mais preciso de captar
a amisade de Antonia.pela penosa affectagao de
urna falsa ternura, como havia antes resolvido:
te do menino at seu coragio, ah I....Pois bem 1
toma nota, sempre haa de ser bem rindo ; faze
como dizes, meu rapaz, flea junto ao leito do
relho Siggert para tratar delle, assim como cui-
dou de mim outr'ora. Has de saber onde mero,
alias podes rir oa primarera com alguos com-
panheiros meus que eotio rollam para a trra,
oesse tempo tudo estar acabado. Eolio I con-
ven-te isto ? falta I
Recoafpeose-o Deus I Sr. Jon, nunca ha
de Vmc arrepender-se do que quer fazer para
mim
Nao, nao, estou bem certo disso I
Porm nao r dizer ao Sr. Sigurd que
por causa dello que eu tico, isso causar-lhe-hia
urna aficgao ioutil.
Nao leonas medo.
Joo rollou chopana o approximou-ie da
cama sorrindo:
O rapaz tem razio, disse elle ; nao tem o
tacto, preciso para riajar em tempo de ioveroo,
prefere ir oa primare, camiohar com os meus
compan-heiros.
Por que nio se ha de dizer logo ludo isso ?
resmungou o relho ; por que nao se ha de fal-
tar claramente e lirrar Jon Spith de ir cochichar
diante da porta? Em primeiro lugar, franqueza
e lealdade....
Eia, eia, oo se zangue Sr. Sigurd, o pe-
queo quera sbente dizer duas patarras a seu
pae, risto como hei de rir a ser pae delle, meu
relho.
Creio e espero ; seja Deus eternamente lo-
rado 1
Ouga, Sr. Siggert, j que roc nao pode
rir comigo, quero ao meos deixar-lhe urna
lembraoga, continuou Jon, depois de ama pau-
sa, e tirou do embrulho um relogio dalecardiano
(esses relogios sao celebres na Suecia e al na
Alemaoha.) Eis, um relogio que rou pcodursr
parede. Gustaf. vai rer-me umapedraouum
peso qualquer ; elle tera a assignatura de Son S.
Jousson. Hora. Ests rendo, Siggert, ha de fl-
car ali defronle de tua cama e sempre has de
saber que horas sao, pois, nao tens relogio do
algibeira, pao .'
Elle adriohara justamente que o rolumoso re-
logio de pechisbeque haria sido vendida,
Nem por isso a morle deixar de rir, sus-
piros Sigurd.
Sem durida, porm olhaodo para as ho-
ras, pensars em mim at o ultimo dia. Eis o
relogio preso.
Sigurd fez ainda alguma opposigio, porm nao
era mteiramente sincero, pois o relogio tinha
para elle urna signicago lo importante como
para um diplomati qe est s portas da morte
I commenda de qualquer ordem estrangeira que
Ihe trazem ultima hora ; esse testemunho li-
soogeara-o tanto mais quanto bem sabia que
hara de gosa-lo por pouco tempo. Eotretanto
o relogio estar em seu lugar, e com a delgada
e curuprida pndula poz-se a contar ragarosa-
mente as ultimas horas da rida incgnita do ve-
lho gu*rrero.
Mais de um nome acha lugar no templo da
memoria e nos annaes do passado sem lembrar
os sacrificios e a dediesgo daquelle braro ; nin-
guem trilhou com mais animo e com passos mui
firmes o caminho do derer, porm aquello ho-
rneo do era mais do que o obscuro soldado
de um exercito, destioado uoicameole, pelo que
parece, a prorar o que um poro pode offereeer
em sacrificio!, e o que podem immolar a incuria
e a iolriga. Fuera a guerra da Filaodia e der-
ramara pela primeira rez o saogue e o suor para
ajudar a aonunlar as desastrosas consequeacias
do tratado de Ajala ; mais tarde, ainda servir
de airo s balas inimigas e desafiara a fome e
o fri para lutar fioalmeote oo resto de seus das
com as prirages e oecessidades I S o homem
do poro dere soffrer as tristes eoosequeocias do
osquecimeoto, para elle o sorriso de despreso
em recompensa do sacrificio do que tea de mais
precioso e estirparel, a sade, a rfrga, a rida I
para elle s o direito de rirer sem murmurar oa
miseria e no esquecimento, e trazer urna meda-
Iha, recompensa irrisoria, sobre andrajos que
mal cobrem aquelle mesmo peito tantas vezes
exposto aos golpes do immigo 1
Ento, oo um bonito relogio? perguntou
Jon Spith depois de prompto o trabalho e pos-
to dous lijlos em guiza de pesos.
E vollando-se para Gustaf:
Toma sentido pequeo, continuou elle,
se o relogio adiantar-se, desceras um pouco o
desosinho que aqui est ao longo deste circu-
lo, se alrazar-se, mister lera-io para cima :
se com o andar rier a inclinar-se para um lado
ou para ouiro, fa-lo '.entrar na linha qne tracei
aqu. Comprehendeste ?
Perfeitamente 1
Nada mais resta a fazer. Agora, adeos,
Sr. Siggert I permita Deus que o Sr. morra em
sua santa graga. Haremos de nos encontrar, a-
migo I pois eu tamb6m quero rirer de modo
quo possa morrer esperando oelle. Adeos, adeos
Siggert 1
Adeos, Joo I ab'engosdo seja por Deus I
Cuide oo menino eo habile ao trabalho.
Ha de apreoder a fazer relogios e a traba-
lhar a trra tambera ; mioha casa pequeoa e
meus campos limitados, porm abrigaram-oos e
poda desde logo combater com a froote desto-
berta.
Grandjean recejando rer prolongar-se o dialo-
go entre as duas mogas, e retardar assim a hora
do jantar, apressou-se a mudar o assumpto da
conrersagao.
Receio, miss Mary, disse elle, que o rosso
cavallo tenha sido ftido por algum espioho:
parece-me que rioha manco. Queris que o r
examinar mais de perto?
A' um sigoal affirmatiro da Americana, Grand-
jean retirou-se : miss Mary dispunha-se a segui-
lo, quando Antonia contere-a com um gesto quasi
supplicante.
Senhora, disse ella com ama roz cuja ac-
ceotuago harmoniosa denotara ama eommogo
apenas contida, desculpae-me se a meu pezar
eausei-vos ainda ha pouco alguma offensa....
Acreditae que nao tire tal iotengio I
A rossa desculpa, senhorita, extempo-
rnea, respondeu framente a Americana. Se
urna de os duas foi offeodida, certamente nao
fui eu. porm ros....
Ha oo modo por que fallaes urna especie de
colera que deslrue a benevolencia da rossa res-
posta.Senhora, leplicou Antonia. A minha jus-
liflcagio na vossa bocea parece antes urna ora
aecusago. Bem rejo que ros desgostei cruel-
mente : pego-ros pois que me escuteis, porque
eu nio quereria por nada deste mundo despenar
um senlimeoto mo em rosso coragio enem dei-
xar-ros a coovicgo de que procure de proposito
desagradar-ros.
_ Antonia fez urna pequea pausa: depois con-
tinuou com um tom que, apezar de urna appa-
rencia de graciosa timidez e embarago, demons-
trara todaria real e destemida* franqueza :
Senhora, nao poderia supportar o pensa-
meoto de que a minha ignorancia dos usos do
mundo chegasse a expor-ros a fadigas e prira-
ges inuteis, rendo-ros por um descuido |meu,
culpado e louco, affastada e quasi repellida- do
rancho I Sou muito ignorante, senhora, rer-
dade, nem mesmo sei dissimular as minhaa lm-
pressoes: porm ao menos nunca a mentira man-
chou os meus labios I.... Repito-ros com toda
a sinceridade que affliglr-me-hia bastante, se
deixasseis esta casa ; offeodida pela frieza invo-
luntaria do acolhmento, que roz flz.
As explicagoes da moga, longe de diminuir a
arrogancia da Americana, serriram para augmen-
ta-la ainda mais: olhou fixamenle para a sua
riral e cooserrou-se pelo espago de alguos se-
gundos sem responder.
Odiaes-me bastante, oo assim? disse
ella a final.
A' estas patarras da Americana operou-se em
Antonia, urna methamorphose tio completa quan-
to repentina : altiva contraegao arredondou o arco
porfeito das seas sobrancelnas; o seo olhar sup-
plicante lomou urna expressao de sublime auda-
cia, que maisfez frescor lhe.o brilho, e sobre
a sua bocea deslisou-se um sorriso de iostiacliro
desprezo.
Nao, senhora, eu oo ros odio I respondeu
ella: porm sinto-me opprimida e incommoda-
da na rossa presenga: porque parece-me que
mos e terrireis pensamentos occapam e tortu-
ram a rossa alma.... e, deixae-me tambem coo-
fessar, supponho que nutrs designios nefandos
contra o meu repouso e cootra. a mioha felici-
dadel
Haria na roz de Antonia urna firmeza to cheia
de simplicidade que. ainda quando oo podesse
atteouar o alcauco da sua resposta, todava allas-
tara-lhe qualqoer idea brutal e aggressira : era
nao urna aecusago, mas sim um queixume.
Nao se pode descrever a suroresa que laes pa-
susteutaram, bao de satisfazer-lhe as necessi-
dades.
Obrigado, obrigado, Jon I e adeos alada 1
IV
Gustavo ficou, pois em casa. Como estar
mudado o relho depois da risita que recebera ;
elle, ;to inquieto, to irascrel, to difficil de
eootentar, mostrara-se agora sempre tranquillo
e paciente, pois dsli em diante estara acabada a
sua obra. Seu genio impertinente nao era de-
rido sua sollicitude pelo futuro do joven ami-
go ? Pobre rapaz I elle o estimara e atormen-
tara ao mesmo lempo, e sua exquisitice aug-
mentara aiz mo. Ah I o que hara elle feito para aquella
crianga ? O que respondera l em cima, oas re-
gies estrelladas, quando Ihe pergootassem :
quem cuidou em leus ltimos das ? Guslaf, po-
bre coragio excellente I E o que fizeste para
recompensa-lo ? Oque direi eotio ?....Nada,
nada, nada I
Agora, porm; eis o que poda responder :
haria eu salvo da morle urna jovem fidalga e
quando fui implorar-lhe a proteeeso, maodou-
me elle arremessar do alto de todos os degros
de sua casa. Haria eu refrigerado com algumas
gotas de agutfa goela secca de um obscuro sol-
dado e seu recoohecimento encheu de prazer os
meus ltimos instantes, e gracas a elle, Gustaf
nunca soffrer mizeria nem ficar desamparado.
Assim pensara, extranho a si, esteodido em
seu enxergao, o relho Sigurd, e quando seus o-
Ihos eocontraram o lindo semblante de Gustaf,
que interrogara anciosameote o seu, fazia-lhe
eguaes com a cabeca e sorria-lhe com affabili-
dade, pois oo fallava mais, pensara : elle ria
em si a mo da morle a desalar-lhe ragorosa-
merite todos os lagos que a prendiera trra,
so o fro egosmo forma lagos que a morte nao
desfaz seno com esforgos.
Ura mez depois, no momento em que o bello
relogio dalecarliano fazia vibrar no sonoro tym-
pano as dose pancadas da meia noule, o relho
soldado chegava a seu termo ; para elte haviam
desapparecido as treras, sora a hora da partida,
dospedia-se sem dor nem odio, sem desejo de fl-
car mais tempo.
Est morto disse Gustar, suspirando dolo-
rosaraenle, a sua me, quando o sombro creps-
culo do inrerno, penetrando pela manha no
canto habitado por Sigurd, reio allumiar-lhe o
hoorado semblaote j fri e rgido. Est morto !.
Deus Ihe d o eterno descango I respondeu
a me. Veoham c, meus filhos, oremos recom-
meodemos sua alma clemencia do Senhor.
E todos tres pozeram-se de joelhos diaote do
morto, resaodo em roz baixa.
Eu tambem, mioha me, rou deixa-la daqui
ha pouco 1 disse Guslaf depois de urna pausa.
Nos nos afoutamos todosuos a pos outros. po-
rm se Ludwig oo se imporlou mais com Vmc.
nem com o pobre relho amigo que est ali juro
que nao hei de esquecer-me nunca quer de um
quer de outro 1
Vejam, vejara / o morto est sorrindo I ex-
clamou Anna. Engaava-se, o morto permane-
ca fri e immovel, porem flera impresso um
sorriso era seus labios quando a alma vora, e
anda riam-no ahi.
_ Eotretanto, terrivel, disse mais tarde a
mao estremecendo. ter em casa um cadarer I
Oh 1 se a alma de Sigurd me apparecesse, pens
que haria de morrer de medo.
Nao receie nada, obserrou Gustaf; elle des-
canga em paz e nao despertara ; o que reria bus-
car neste mundo ?..
V 1835.
Alguos annos depois, vieram iostalar-se no
quarlinho utros locaionos : a riura Horlbmao
tinha morndo. Anna estar atugada como se-
gunda criada para pensar meninos n'uma casa
rica, e Ludwig Borthmau, o gentil, o elegante
caixa do rico negociante Pahlsoo, andar car-
ro, beba a farlar e coma caldeirada de peixe na
Porta Azul ( celebre casa de pasto em Stockol-
uo ) com os amigos.
Entretanto, Anna Acara mais idosa e crescia,
Ludwig nao quiz que ella serrisse para mais tem-
po, restio-a decentemente e f-la entrar n'um
collegio.
Todos sabem o que se aprende nos collegios
da moda, quaes sio os profundos e solidos co-
nbecimeotos que l se adquirem e a moral que
se ensina ; mosiraram, pois, a Anna como de-
via senlar-se, levantar-se, andar e daogar; es-
tudou geographia e historia de sorte que poda
dizer que Dublio era capital de Portugal e Luiz
XIV um celebre imperador de Roma ; alm disso,
ella aprenda o fraocez, lia correotemeote no
Uagasin des Enfants e sorria com soffrivel ar
quando alguem fallava em fiancez sua vista ;
saba bordare fazia para o senhor seu mano lin-
das almofadas de lapegaria, tragara para os nu-
merosos conhecidos bonitas memoria de cabel-
los, tinha um lbum e um quaderuo de roman-
ces do formato mais ooro e mais procurado.
VI
Anda haviam decorrido alguos aooos. Numa
linda larde, alguos jorens senhores eitaram sen-
tados a mesa no salo das damas em casa do li-
monadeiro do Bazar, junto ponte do Norte em
Stockolmo ; o punch acabara de s.er servido.
Senhores, disse alegremente um dos coo-
Iarras causaram Americana : incapaz de pre-
sentir ou de fazer ama idea da delicada e mara-
nlhosa organisago da sua riral, o seu espirite
suspeitou logo que all haria alguma traico ;
pensou que Antonia sabia j o motiro da sua
riagem ao rancho, e tratou de coahecer por que
fatal casualidade fora ella instruida.
Eu, rossa inimiga I E porque razo ? E'
esta a primeira rez que vos vejo, e talvez que
urna separaco eterna termine amanha a nossa
reuniao momentnea I Em que pois pode a rossa
existencia influir nos meus dias? Vejamos; ten-
de a bondade de explicar mais claramente as
rossas aecusacoes....
Nio est no meu poder faz-Io, senhora.
Ah 1 ento um aegredo I Estaes bem cer-
18 de que nao preteoderam zombar da rossa sim-
plicidade? Sois seguramente o objecto de urna
ridicula mystiQcago, o victima da vossa igno-
rancia. Nada pode justificar de outra sorte o
atrevimento da lioguagem, de que usastes I
T Sou '8DOran'e' 'ui primeira a coofessar,
senhora ; o por isso busco todss as occasies de
me instruir. Na falta de mestres que me ensi-
nera os mysterios da scieocia, estado os segredos
da natureza. Ora, estou convencida por mil
exemplos quotidianos e irrecusaveis de que Deus
por sua bondade infinita e Ilimitado poder, pro-
veu cada ente riro de um meio de defeza. O
mais pequeo insecto dotado de um instincto
que o adrarte da approximago do perigo. E
porque razo o Autor de todaa as cousas baria
de recasar raga humaos aquillo que coocedeu
aos menores atoraos arrimados dacreagao? Aos
espirilos crdulos e innocentes, aos coraijes sem
desconfianga e sem astucias, elle deu o dom do
presentimootol Quanto a mim, senhora, tenho
f e conflaoga ioteira nos benficos e mysteriosos
avisos que o cu me enva : at o presente elles
nunca me illudiram, nunca falharam 1
As ideas desenvolvidas por Antonia estavam
tao longe do centro para que grtavam os pensa-
mentos habituaos da Americana, que a admira-
cao desta ultima, chegoa estupefago : julga-
va-se o ludibrio de um sonbo I
Um outro motivo cotfcorria tambem para aug-
meolar-lhe a perturbago: a differeoga coujple-
Ia bella, que tinha diante dos olhos, e a campone-
za um pouco graciosa e um tacto insignificante,
que ella creara na sua imaginago, e suppozera'
encontrar no rancho. Miss Ma'ry, pensando an-
tecipadamente n'uma rival muito fcil de ser
vencida e eclypsada, linha felo, posto que Ame-
ricana, um calculo bastante errado !
Urna velha creada mexicana, vindo muito a
proposito annunciar que o jantar estava na me-
sa, evitou a miss Mary o embarago de urna res-
posta que ella em vio cogitara desde que sua ri-
val csssra de fallar.
_ Quando as duas mogas pen^traram na sala do
jantar enconlraram Grandjean j accommodado
re occopado a devorar um psdago enorme de car-
neiro. O Csnadiano sabia quanto precioso o
lempo para oo esperdiga-lo !
Alguos instantes depois apresentou-se tambem
o llustre Panocha ; e bom sempre dizer que a
sua apparigo produzio em todos os convivas
verdadeira senssgo.
Miss Mary apezar das suas crueis preoecupa-
goes, Grandjean apezar do seu appetite devora-
dor, e Antonia apezar de aeostumada aos galan-
tes e luxuosos trajos do Mexicano, nao poderam
conter um morimento de sorpresa___e at mes-
mo de salsfaco I
E' preciso confessar que os trajos do hidalgo D*
Andr Morisco y Malinche etc., etc., mereciera
bem as honras da attenco geral: era o bomgos-
vivas, do nosso dever beber i Saade do aosso
amigo Krafwelctrom ; hoje publicram^-ae pela
primeira vez seas banbos comAnna Borthman
Sejam felizes elles e seos descendentes at a con
summago dos scalos 1
E seus copos enconlraram-se estrepitosamente.
Obrigado. meus amigos, obrigado 1 Menos
ardor, mioha sorte nio prometa ser to favora-
vel, os lempos rao mal e minha noira nada lem.
Nada ? Essa boa I estaes gracejando I A
irmaa de Borthmao, daquelle que herdou ludo
quanto Pahlsoo, de opulenta memoria, ajuntar a
penosamente I Oh, I infallirelmenle has de rece-
ber um dote magnifico I
O mesmo que nada, digo-vos eu : quatro
ceios ou quinhentos reichsthalers nao sao por
certo grande cousa.
Diabo. nao I E como fizeste semelhaote
negocio ? Vinle mil reichslhalers, ainda, aindal
Precisaras de immolar-le assim ?..
Nao, sera duvida ; porm, afinal de contas,
o que est felo, est feito. Peosei ao principio,
como os senhores, que o meu futuro cunhado
03se capaz de mostrar-se um pouco mais libe.-
raj ; porm acontece sempre o mesmo com a-
Suelles que san enriquecidos por am capricho
a fortuna. Meu canhado nao mo homem,
temos urna tal ou qual amisade, porm excessi-
ramente econmico, e sua querida metade nao
cootribue pouco para conserva-lo em to propi-
cias condiges.
Ella, essa boa ama forragaitas como
o diabo em peasoa. Oode Borihmao foi bascar o
diabo daquella furia?
Ella tambem tem algumas boas qualidades,
observou Krafwelstrom com um tora conciliador.
Oudeesto essas boas qualidades 1 O exte-
rior nao as rerela, e quanto ao moral, peioi
anda ; sustento o que disse. urna arpia urna
furia, e tea cunhado futuro nao faz mal em apa-
nhar outra caga, ainda que solt os cordes da
polga e r ficando velho 1 Assim, pode o leu
futuro cunhado beber at fartar-se.
Concedo, porm elle s bebe rioho generoso
o seu Porto apenas acha egual em casa de Schle-
gel (Ij.
Isso est rislo : eia, irmo, muita felicida-
de o que te desejo ; ao menos, v nio te esque-
gas de nos,quando houreres tomado as redeas do
teu novo imperio.
Nio lenham receios ; adeus, adeus, meus
boas amigos, preciso que eu os deixe, esto a
mioha espera em casa dos Borthmao : hoje o
banquete de esponsaes, mister que eu desen-
penne soflrirelmente o papel de noiro no rapto.
Adeus, pois, irmo, boa esperanga, muito
animo 1 gritaram-lhe ainda aps elle.
Palavra de honra, divertido esse Krafwels-
trom com o seu casamento I ah I ah 1 ah I siai-
plorio que al nao sabo ainda com que lenha ha
de aquecera casa I disse um dos bons amigos.
Quanto a mim.. disse outro. Mas porque
nao haremos de beber anda um copo ? Rapaz 1
rapaz I quatro copos de punch com agurdente I
Quaoto a mim, notem bem, galanteei outrora e
sem muita ceremonia a dita noira. Diabo 1 Ti-
ra a gente suas vantsgensinhas. Que dizem l
voces outros ?
E parou afim de ir pavonear-se dianle de um
espelho.
Em fim, catada : a menins estava lisongea-
da, fez-se de mel e deitou fra todas as suas
iscasl ah! ah ab! porm o diabo do peixe oo
quiz pegar I Eu bem sabia que no Qm da lioha
oo havia senao ridiculo e deeepgo, aioda que
ella fosse irma do rico Pahlson Pflegesoho... E
digam-me, proposito oo acham que a pequeoa
fez bem em vir ao mundo na Alea dos Gansos ? A
Alea dos Gansos I ah ah ah de admirar I Nao
sei na verdade se a Alea dos Gansos na cidade
ou no inferno, mas na Alea dos Gaosos nascea
ella, eis o que certo. Nao estupendo
eso?.......... Ora sus 1 vira a Alea dos Gan-
sos!! E notem l, eontiuoa elle depois de ha-
ver esrasiado o copo, ioformei-me cuidadosameo-
te de toda a familia ento, quera eu ver se na
liuhagem nao baria algum relho arareoto de que
podesse eu ser herdeiro ; porm com todos os
diabosl apeoas descobri urna genealoga de
mendigos.
Quanto a liberalidade do irmii i. todos sa-
bara o que ella vale, disse oatro, limita-se pre-
sentemente a ceder a querida irma pelo meoor
prego possivel, e aquello simplorio Krafrwelstrom
vem-lhe felizmente a proposito.
Basta de conversa, disse em fim outro in-
terlocutor: vae-se fazendo tarde e lere-me o
demo se conseguimos ver outra cousa mais do
que o ultimo acto de Freischulz. A afioal, eis o
que.faremos, subiremos quarta ou i quinta or-
dem ; no domingo noite l encontra-se sempre
com quem folgar.
VII1846.
Era n'um quente dia de rero, o sol dardejara
prumo sobre as longas Olas de casas, e seua raios
ardeotes brilharam as ridragas e nos telhidos ;
um homem, trajaodo, como um habitante da'
Dalecarlia, jaqaeta braoca, chapu de abas largas
e um embrulho as costas, atraressara o arrabal-
de norte da cidade de Stockolmo. Pareca ter
(1) Schlegel, negociante de rioho em Slo-
ckolmo.
lo no ultimo apuro da arle I D. Andr vesta urna
jaqueta curta e aportada de seda cor de cereja
toda cheia de bordados de prata : o corle excep"-
cional, e o panno ji estragado dessa jaqueta de-
monstraram a sua origem theatral e longos ser-
vicos que prestara ; era fra de durida que esse
espleodido costume derera ter ji brilhado muitas
rezes, ao claro dos lustres, sobre o costado de
algum Fgaro. Por que serie de singulares eren-
lualidades riera essa despojo artstico parar as
plagas Ionginquas do Oceauo Pacifico? E' o que
o mesmo Panocha nao sabia dizer I Elle o rira
em Guayamas n'uma pequeoa renda de comes-
liveis, e apressra-se logo em fazer to bella
compra.
Contra o uso dos habitantes das costas mexi-
canas do sul D. Andr restia oessa tarde urna es-
pecie de colete, mas colote de marquez de enligo
rgimen, todo cheio de palhetas de prata, e or-
nado de botes de metal I.... Esse colete, que
Panocha mandara ajustar aoaeu talne, era de um
effeito magnifico: da mesma forma que'a jaque-
ta de Fgaro derera ter j prorocado em outro
lempo a admirago de mais de urna platea pro-
vinciana. A pessoa que rendera esses ricos tra-
jos ao Mexicano Ihe havia jurado que provinham
elles do guarda-roupa de certo principe de aan-
gue de urna das mais poderosas monarchias da
Europa ; e que os houvera do contra-mestre de
urna baleieira.
Urna calzoneta de reludo cor de rosa desmata-
do completara o ridiculo vestuario do hidalgo.
Looga fileira de botoes de cobre redoodos, presos
hastes do mesmo metal, se balaoceava de cada
lado da ealsonera desde o quadril at abaixo oo
p: o ruido produzido por essa especie de guizos
acompanhava harmoniosamenle o passo ao mes-
mo tempo cadencioso e cheio de dignidade do
m ordo ni o da Ventana: pareca urnas poucas de
cobras eascaveis rojaodo-se por eotre as folhas
seccas de urna floresta 1
Antonia conhecia muito bem a susceptibilidade
do seu mordomo para tratar de interroga-lo so-
bre a extravagancia deases trajos inesperados:
sabia que para o pobre Panocha era urna grande
felicidadesuppr que todos acreditaran) possuir
elle um rico guarda-roupa. Finga portantano
prestar atleogo para o noro vestuario.
O Mexicano apenas entrou ni sala de jantar
langou um olhar disfargado sobre os pratos que
cobram a mesa, e tomando urna cadeira foi sen-
lar-se familiarmente no lado de miss* Mary. Os
requebroscheios de graga de D. Andr nao foram
apreciados pela Americana como dereram ser:
ao contrario ella othou-o com desdem, e diri-
gindo-se a Antonia, disse :
A hospitalidade que me concedis, senhori-
ta, nao ros di o direito de comprometter a minha
dignidade. Estou disposta a satisfazer-ros com
urna remuneracao razoarel oincommodo e a des-
peas, quo ros custar a mioha presenga no ran-
cho : espero, pois, que me deixem toda a liber-
dade. Ordenae que me sirram o jantar no quario
onde tenho de passar a noite: nao devo ficar
mais lempo a esta mesa I
A indigoago e vehemencia da lioguagem da
Americana sorprehenderam vivamente a An-
toaia.
A palavra remuneracao nao se ple coadu-
nar com a palavra hospitalidade, respondeu ella.
Repito-vos pela terceira vez, senhora, que estaes
aqui em rossa casa, e que os criados do rancho
eslo a rossa disposigo. Desejaes relirar-vos
para o vosso qoarlo r pois bem ; ides ser obede-
cida. Permitti-me. porm, acresceotar que nao
posso saber em que teoho eu tentado contra a
vossa dignidade I
A Americana desigoou com gesto altivo o hidal-
aoa trila aooos; seu semblante joven e alegre
nio era, comtudo, formoso nem delicado; o
grandes olhos asues vagavam em torno delle
regotMaodo-se, ora 4 vista de objectos que pare-
ciera avirar-lhe antigs recordages, ora admi-
rando-ae do que riam de noro ou de extraordi-
oario.
Por muito tempo estere o riajaote de Brunke-
bergsmarkte, para admirar o palacio receotemen-
te construido oessa praga, Essa casa, disse elle
coosigo, nao exista em minha ultima riagem
porm recooheco perfeitamente o lugar e meu
irmo nao dere morar longe d'aqui ; alravessou
aioda algumas ruaseachou-se fioalmeote diante
da casa que lbe haviam indicado como sendo a
do irmo.
Um calefrio de dr percorreu lodo o corpo do
liomGustafpois t*r era elle, como oleitor jcom-
prehendido, quando reconheceu nauseada aquella
em que o velho Sigurd estirra outr'ora sentado,
com a cablea e o rosto ensanguentado. gragas ai
tentativa que flzera para servir-lo. Eslaram os
degrios, como naquelle lempo, limpos e polides
como um espelho; nenhum delles conserrara
signat do singue do relho, porm esse sangue
hana cnido no coragio do excellente rapasi-
obo, e desse corago nao era possirel lim-
pa-lo.
Em quanto ahi estar absorto nessa recorda-
gao, ama rapariga maliciosa e gil como urna
corga desceu a escada e reio ter com elle;
Gustaf vollou a si e perguntou :
O patro est em casa t
Que patro ? Vmc. quer fallar de Borlhman. p
negociante por atacado ?
Sim, elle est em casa ?
Quer alguma cousa ?
Quera fallar-lhe.
Ah suba eotio ao escriptorio, a segunda
porta, e desappareceu.
Gustaf seguio a iodicagio da camareira e en-
trou no escriptorio. Vio urna mollido de car-
tetras em linha, e diaote de urna dallas um
homem gordo, de nariz vermelho e armado de
oceulos, no que pensou achar urna remota seme-
lhanca com seu irmo Ludwig.
O patro Borthmao? perguotou elle.
Sou eu, que quer? oo compramos relogios
responderam-lhe quasi sem leraotar os olhos. "
Pergunto eu se o patro reconhece-me.
O que ? Oh! o que quer Vmc. dizer___
respondeu o homem gordo approximando-se!
Irra I.. .. pens, Deus me perdoe, que s tu
Gustaf 1 ah como ests? Vem c, ramos eotrar
aqui, appressou-se elle em dizer, e abri a porta
de um quarto visioho.
Irra I o qua ests fazeodo em Stockolmo?
riestes reoder relogios? priocipiou o negociante
por atacado; esse commercio nio progride aqui;
quem compra essas machinas proprias quando'
muito para camponezes? Oo ento rejamos,
queres alguma cousa de mim ?....
Por alguns instantes olhou Guslaf atienta e
silenciosamente para o irmo. haria ao mesmo
tempo afleigo e piedade em seu olhar.
Sim, disse elle finalraene, eu quera rer-te
e saber se s feliz.
Ah de veras? oh! sim, aqui vae ludo s
mil maravilhas; tenho l em cims aposentos
magnficos, o que terrirelmente desp.endioso,
verdade, porm mioha mulher assim 'o quer;
ao depois, frequeotamos muita gente, gente es-
colhida, damos hoje mesmo am grande jantar ;
ao qual assisliro os meus amigos mais ntimos',
o presidente K., o conselheiro M., o general de
P-, o commandaote K., ao depois aioda urna
porgo de mejores e assenores, amigos da casa
que reem aqu a toda a hora, como rerdadeiroa
filhos.
Pelo que vejo, caro Ludwig, ta s rico
e feliz, disse Guslaf.
Rico e feliz sem duvida, posso queixar-rae I
Gragas a Deus, a forga de cuidados e de zelo,
dispuz com tal arte os meus poucos fundos que
agora nao preciso de oinguem e posso, como
dizeo, roar com as miohas proprias azas.
E tu s casado tambem, eu nao conheco tua
mulher....
Mioha mulher.... Ohl sim.... Hoje. res
tu, ella est to oceupada, to atarefada, rolla
oulra rez e eolio por certo rers mioha mulher.
Teas filhos ?
Sim, ama menina, mas a pequea leve
pouca saude, tem o talne um tanto corcovado ; o -
cirurgio L., meu amigo, assegura que um
pequeo deleito que desapparecer com a eda-
de; res, sao as mulheres a causa disso.... E tu
ests casado tambem ?
Sim, por certo e tenho urna mocinha es-
perta e riva, e urna mesma robusta como ama
ursasioha, de faces rosadas e tez bronzeada ao
sol que i um gosio rrl Mas, dizias tu, que
era por culpa das mulheres que laa filha defei-
tuosa ?......
Sim, sim. e principalmente culpa de mi-
nha mulher que quiz que ella trouxesse esuarti-
Ino anda muilo crianca. A pequea deria ter o
corpo bem feito I.... E afinal de contas, minha
mulher nao tinha culpa; a pequea prometlia
ter um corpo cheio e pouco elegante,' entretan-
lo
(Continuar-se-ha.)
go D. Aodr Morisco ; depois com a roz que do
nolarasoberano desprezo assim disse :
~~ Este homem que acaba de senlar-se a meu
lado to sem ceremonia nao um dansarino de
corda ?
Nao, seohora, este homem o mordomo
do raocho da Ventana : um amigo dedicado e
fiel 1
Descnlpae-me: foram os seus trajos grotes-
cos que assim me illudiram.
E' impossivel descrerer-se a impresso repen-
tina e terrirel produzida em Panocha pelo des-
prezo da Americana : agit*u-se oa cadeira como
se oo peito tiresse recebido urna furiosa descar-
ga ; indiairel expressao de ferocidade conlrahio
hediondamente o seu rosto chato e amarellado :
dir-se-hia a cabega de urna serpente assaohadai
era quem pisasse o p imprudente do viandante I
Quiz responder: mas a sua roz abalada pela co-
lera produzio apenas um sibilo agudo, que ainda
mais concorreo para completar a sua semelhanca
cora o reptil.
Se miss Mstv livesse reparado naquelle mo-
mento para o olhar de odio implacavel, que Ihe
langou Panocha, ter-se-hia espantado seriamen-
te : esse olhar encerrava um juramento de vio-
ganga, urna premessa de morte I
O iocideote, a que nos referimos, nao leve ou-
tra circomstaneia desagradare!, e o jantar finali-
sou-se em completo silencio. As duas mogas se
lerantuam da mesa sem terem quasi tocado na
comida; em compensago Grandjean sosinho
consumir urna quantidade tal de iguarias, que
leria bastado parasatisfazer a 4gastrnomos de pa-
tente. O Canadiano sempre que tinha occasio
vingava-se plenamente das abstinencias porque
passava no deserto. O acto de sua patroa levan-
tar-se da mesa nao o decidi a fazer outra tanto :
restara-lhe aioda urna garrafa de moscatel a es-
rasiar. ^
Senhora, disse Antonia cortejando Ame-
ricana, como possivel que nao nos vejamos
amanha antes da vossa partida, aceitae os meus
votos pela feliz continuago da rossa riagem.
Agradego-ros esse cuidado, seohorita ; mas
elle desoecessario I J oo parto amanha.
Ah I
E sabis porque fleo ?
Nio, senhora.
E' porque cheguei ao termo da minha
viagem.
Neste caso o rancho da Ventana o termo
da rossa riagem ?
Sim, senhorita: foi nicamente com a in-
tengao de rer-vos que deixei meu pae, e atrares-
sei os mares I A mioha declarago am pouco tar-
da ros causa espanto ? 'Queris saber sem du-
vida......
Antonia nao deixoa a Americana acabar a sua *
phrase ; atalhou-a logo dizendo :
. Enganaes-vos, seohora, a vossa declarago
nao me sorprehende. J vos disse quo tenho urna
conlianga Ilimitada dos preseotimentos. Quando
bitestes porta do meu raocho, a vossa chegada
nao ainda me tinha sido annunciida, e eu j vos
esperavaI
Miss Mary quiz responder; a reflexio, porm,
conleve-lhe a resposta nos labios.
At amanha, senhorita I disse ella retiran-
do-se.
At amanha, senhora I repeli Antonia
tristemente.
(Continuar-se-ha).
PSES.- TTP. DI M. I. DI FARU-1861.
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