Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09319


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Full Text
UII IIXTH IDIE10 142
Pr Ires mezes adiaiUdos 5(000
Per tres mezes Tencides 6$000
SEXTA FEBA21H JDIEO M III!.
Ptrainoadiantado 193000
Parte fraiet fara o snbscriplar.
BKCARRBGAD03 DA SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Amonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maralo, o Sr. Manoel Jos Mar-
ios Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Gesta.
Par idas dos cukkeio.
Olinda todos os dias aa 9 1/2 horas de dia.
Igaaraas, Goianna e Parahiba as segundas
sextas-teiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caar, Altinho e
Garanhuos as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazaretb, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (airas.
Cabo, Serinh&em, Rio Formoso, Dna.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MIZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas e 56 minutos da
manhaa.
22 La cheia aos 3 minutos da tarde.
3G Qnarto minguanie aos 21 minutos da manhaa.
PREAHAR DE BOJE.
Primeiro as 2 horas a 54 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 18 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA.
17 Segnoda. S. Therza rainha de LySo.
18 Torga. S. Looncio m. ; S. Marioha t.
19 Quarta; s. Juliana de Falconieri v.
20 Quinta. S. Slverio p. m.; S. Prudente.
21 Seita. -S^Lim Gonzaga ; S. Albano m.
22 Sabbado. S. Paulino b. de ola.
23 Domingo. S. Jqo sacerdote; S. Edeltrades.
AUU1KMC1AS UUS 'IRlBUNAta 1>A CAPITAL.
Tribunal do commereio; segundas quintas.
Relacio: tercas, quintas sabbadoa aa 10 horas.
Pazenda: tergas, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Juizo do aommereio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextaaao meio
da.
Segunda rara do eivel: quartas sabbado 1
hora da tarde:
ENGARRE GADOS DA SBSCRIPCAO DO SOL
Alagoa, o Sr. Oaudino Falcao Dias Babia
Sr. Joa Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr,
JoaoPere* Martina.
EM PERNAMBDCO.
O proprietario do durio Manoel Fgnelroa dr
Faria.na sus lrvraria praga da Independencia na
|6 a 8.
PARTE OFFICIaL
ministerio da agricultura, commer-
eio e obras publicas.
Decreto n. 2,787 de 26 de abril de 1861.
Promulga a convenci .celebrada em 10 de de-
zembro de 1860 entre o Brasil e Franca para
rugular os direitos, privilegios e inmunidades
reciprocas dos cnsules, viee-consules e can-
celleres, bem como as funcgdes e obrigsroes a
que ficam respectiva mente sujeitos nos dous
palies.
Havendo-se concluido e assigoado nesta corle,
no dia 10 de dezembro do anno findo, urna con-
venci entre o Brasil e a Franca para regular os
direitos, privilegios e immunidades reciprocas dos
cnsules, vlce-consuls e chancelleres, bem ceno
as funecoes e obrigagoes a que fleam respectiva-
mente sujeitos nos dous paizes, e leudo sido esse
ato ratificado e trocadas as ratiGcaces em Pariz
aos nove dias do mez de marco ultimo : hei por
bem mandar que a dita convenci seja observada
e cumprida inteiramente como nella se cootem.
Jos Mara da Silva Paranhos, do meu conse-
lho, ministro, e secretario de estado dos nego-
cios eslrangeiros assim o tenha entendido e fa-
ga execiitarcom os despachos necessarios.
Palacio do Rio de Janeiro,aos 26 dias do mez de
abril de 1861, 40a da independencia e do imperio.
Coru a rubricare S. M. o imperador.Jos Ma-
ra da Silva Paranhos.
Convenido consular entre o Brasil e a Franga.
S. M. o Imperador do Brasil e S, M. o Impe-
rador; dos francezes, reconhecimenlo a utilidade
de se determinaren! e Qxarem de urna maneira
clara e definitiva os direitos, privilegios e immu-
nidades reciprocas dos cnsules, vice-consules e
chaptelleres, assim como as suas funecoes e as
obrigacoes a que fieario respectivamente sujeitos
nos dous paizes, resolveram celebrar urna con-
venci consular, e nomearam para esse fira seus
plenipotenciarios, a ssber.
S. M. o Imperador do Brasil o Sr. Jo3o Lins
Vieira Cansansio de Simimb, senador do Impe-
rio, commendador das ordens de Christo e da
R' sa, grao-cruz da imperial ordera austraca di
Corea de Ferro, ministro e secretario de estado
dos negocios estraugairos ; e S. M. o Imperador
dos francezes o Sr. Joseph Lonce, cavalheiro de
Saint Georges. commendador da imperial ordem
da Legio de Honra, e das ordens de Christo do
Brasil, e de S. Mauricio e S. Lzaro da Sarde-
donha, seu enviado extraordinario e ministro ple-
nipotenciario no Rio de Janeiro. Os quaes de-
pois de se lerem communicado os seus plenos
poderes, que foram achado em boa e devida for-
ma, convieram nos artigos seguiotes:
Art. Io Os cnsules geraes, cnsules vice-
consules Horneados pelo Brasil e pela Franca, se-
ram reciprocamente admillidcs e reconbecidos,
do a forma cstabelecida nos respectivos territo-
rios.
O exequtur necessarios para o livre exerciclo
de suas funecoes lhes ser dado gratis, e a exl-
btgio do dito exequtur, as autoridades! ad-
ministrativas e judiciarias dos portos, cidades oo
lugares de sua residencia, lhes permittiram o
gozo immediato das prerogalivas inherentes s
suas funecoes no districto consular respectivo.
Art. 2" Os cousules geraes, cnsules e vice-
consules respectivos, e os cancelleres adjuntos
sua missio, gozario em ambos os paizes dos pri-
vilegios geralmenle concedidos ao seu cargo, taes
como a isencio de alojamento militar e de todas
as contribuiedes directas, tanto pessoaes como
de bens movis ou sumpluarios, salvo todava
se se tornarem proprietarios ou possuidores tem-
porarios de bens immoveis, ou emfim se exerce-
rem o commereio, e nesses Qcario sujeitos s
mesmas taxas, encargos e contribuiedes que os
outros particulares.
Os cnsules geraes, cnsules e vice-consules
nos dous paizes gozatio alm disso, da immuni-
dade pessoal, excepto pelos fados e actos que
a legislagio penal de Frang qualiflea de crimes,
e pune como taes ; e sendo negociantes nao lhes
poder ser applicada a pena de prisio, senio
pelos os uoicos tactos de commereio, e nao por
causas civeis.
Poderio collocar por cima da porta exterior da
sua casa as armas de sua naci, com a seguinte
inscripcio : Consulado do Brasil ou Consulado
de Franca ; e nos dias solemnes de festa nacio-
naes ou religiosas poderam tambem arvorar na
casa consular a bandeira nacional.
Comtudo, estes signaes exteriores nio pode-
ram jamis ser interpretados como dando direito
d asylo, servirio principalmente para indicar
aos marinheiros ou aos nacionaes a habitado
consular.
Os cnsules geraes, cnsules, vice-consules e
os chancelleres adjunctos aua missao nao po-
derlo ser intimados a comparecer perante os
trtbunaes do paiz de sua residencia, quando a
justica local tiver necessidade de receber delles
alguma informagio jurdica, dever pedir-lb'a
por escripto, ou transportar-ge s seu domicilio,
para a receber de viva voz.
Os alumnos consulares gozarlo dos mesmos pri-
vilegios e immunidades pessoaes que os cnsules
geraes, cnsules e vice-consules ou agentes con-
sulares.
Em caso de morte, impedimento ou ausencia
dos cnsules geraes, cnsules e vice-consules, os
alumnos consulares e chancelleres ou secretarios
serio de direito admillidos a gerir interinamente
os negocios do estabelecimento consular, em
embaraco ou obstculo por parte das autoridades
lcaos, que pelo contrario lhes prestarlo todo o
auxilio e favor; e os fario gozar, durante a sua
gestio interina, de todos os direitos, privilegios
e impunidades estipulados na presente con-
venci em favor dos cnsules geraes, cnsules e
vice-consules.
Para a execujjo do paragrapho anterior fica
conveociooado qae os chefes de missoes consu-
lares, sua ebegada ao paiz de sua residencia,
deverao manjar ao governo urna lista nominal
das pesseaa que fuerera parte das mesmas
missoes; e se Durante ellas, alguma alterarlo
houver nesse pessoal, lhe daro disso tambem
eonhecimenl*.
Fica especialmente entendido que, quando nma
das duss altas partes contratantes escolher para
seo cnsul ou agente consular, em um porto ou
cidade da outra parte contratante, no subdita
desta, este cnsul ou agente continuar a ser
considerado como subdito da naci a que perten-
cer, e ficar por conseguirte sujeito s leis e re-
glamentos que regen) os nacionaes no lugar da
aua residencia, aem que entretanto esta obngagio
possa, por forma, alguma, coarctaro exercicio de
suas funecoas oem infringir a inriolabilidade dos
archivos consulares.
Art. 3a Os archivos, e em geral os papis de
chancellara dos consulados respectivos, serio
m viola veis, e nio poderio aer, sob qualquer pre-
texto e em caso algum, apprehendidos nem exa-
minados pela autoridade local.
Art. 4* Os cousules geraes, cnsules e vice-
consules, ou aquelles que flzerem suas vezea
poderao dirigir-se s autoridades de sua residen-
cia, e em caso de necessidade, na falta de agente
diplomtico de sua naco, recorrer ao governo
superior do Estado em que residem, para recla-
commetlida* pelaa autoridades ou funeciooaries
do dito Estado aos tratados on conveocoes lis-
enles entre os dous paizes, ou contra qualquer
outro abuso de que ae queixem os seus nacio-
naes ; e lerao o direito de dar lodos oa pasaos
que julgarem necessarios para obter prompta
justica.
Art. 5a Os cnsules geraes e cnsules respec-
vtios poderio estabelecer agentes, vice-consules
ou agentes consulares as differentes cidades,
portos ou lugares de seu distrieto consular, onde
o bem do ser vico, que lhes est confiado, o exi-
gir, salvos, bem entendido, a approvacio e o
exequtur do governo territorial. Estes agentes
poderlo ser igualmente escollados de entre os
cidadios dos dous paizes, como de entre os es-
traogeiros, e serio munidos de urna patente
passada plo coosul-geral ou consol que os tiver
uomeado, e debaixo de cujas ordens elles deve-
ilo servir. Gozarlo, alm disso, dos mesmos
privilegios e immunidades estipuladas pela pre-
sente coovencao em favor dos cnsules, salvo as
excepcoes mencionadas no art. 2.*
Art. 6* Os cnsules geraes, cnsules e vice-
cousules respectivos terio direito de receber na
sua chancellara, ou a bordo dos navios de seu
paiz, as declaracoes e mais actos que oseapities,
equipagens ou passageiros, negociantes e subdi-
tos de sua naci quizerem ali fazer inclusiva-
mente os testamentos ou disposigoea da ultima
vontade, ou quaeaquer outros actos de tabelliio,
anda mesmo quando os dilos actos tenham por
liin conferir hypotheca.
Entretanto quando estes actos se referirem a
bens immoveis situados no dito paiz, um notario
ou escrivio publico competente do lugar ser
chamado para asslstir sua celebradlo e assig-
na-los com o chanceller ou o agente, sob pena
de nullidade.
Os cnsules geraes, cnsules e vice-consules
respectivos tero alm disso direito de receber
em suas chancellaras quaesquer actos conven-
cionaes entre um ou mais dos seus coocidadios e
outras pessoas do paiz em que residtrem, assim
como qualquer acto convencional que iuteresse
nicamente a subditos deste ultimo paiz, com
tanto que estes actos refiri a bens situados ou
a negocios que tenham do ser tratados no territo-
rio da nacao a que perteocer o cnsul ou agente
perante o qual frem elles passados.
natureza a perturbar a tranquilidade publica, ou
quando urna ou mais pessoas do
nhas ] equipagemn nellas so
cadas.
Em todos os demais casos, as ditas autoridades
se limitarlo a dar auxilio aos cnsules geraes,
cnsules e vice-consules, quando eatea o requi-
sitarem. para mandar prender e conduzir ca-
da os individuos da equipagem que elles julga-
rem conveniente all recolher em consequencia
de taes desordens. .
Art. 9.o Os cnsules geraes, cnsules e vice-
cnsules poderio mandar prender e remetter ou
psra bordo ou para o seu respectivo paiz os ma-
rinheiros e todas as outrss pessoas que regular-
mente fazem parte das equipagens dos navios da
naco respectiva, que nao sejam considerados
como passageiros, e que tiverem desertado dos
ditos navios. Para este fim dirigtr-se-hao por
escripto s autoridades locaes competentes e jus-
tificarlo pela exhibidlo do registro do navio e da
matrcula da equipagem. ou no caso do navio ter
partido, pela copia dos ditos documentos devida-
mente legalisado por elles, que os homeos recla-
mados faziam parte da dita equipagem : em vis-
ta desta reclamaran- assim justificada nao lhes
poder ser denegada a entrega.
Ser-lhes-ha, alm disso, dado todo o auxilio e
apoio para a busca, captura e prisio dos ditos
desertores, que poderio ser deudos e guardados
as cadeias do paiz, a pedido e custa dos agen-
tes cima referidos, at que esses agentes tenham
achado occasio de os remetter
canti, que se acham impossibilitados de continuar
> paiz ou estra- no servico do mesmo corpo.
acharem impli- Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
leudo-me participado o coronel commandante
das armas em offlcie de 17 do correte que o ama-
nuense do hospital militar Bernadino Pereira der
Bnto, que ae ecbava com parte de doente apre-
sentou-se no dia 15 e entrou no exercicio do seu
emprego ; assim o communico a V. S. para sen
coohecimento.
Communicou-se igualmente ter entrado na-
quella data no exercicio do lugar de almotarife
do referido hospital, Thomaz Antonio Maciel
*,onlelTP. a qaem se mandou entregar a quaotia
de 1:400 para as desaezas daquelle estabeleci-
mento na segunda quinzena do presente mez.
Dito ao mesmo.Certo do conteudo das in-
forroacoes por V. S. ministradas em 15 do cor-
rete sob n. 498 e 499. o autoriso a mandar
adiantar a cada um dos Drs. Americo Alvares
Guimaraes e Francisco Antonio Fernandes Jnior
os tres mezes de sold que pediram para ser des-
contado pela quinta parte de seus vencimentos,
visto terem sido promovidos a segundos cirur-
gioes do cerpo de saude do exercito, devendo,
porem, o adiantamento ao ultimo doa referidos
doutores ter lugar depois de pagar elle o que es-
la a dever de emolumentos sello e direitos de sua
patente, conforme V. S indica.=Communicou-se
ao coronel commandante das armas.
Dito ao mesmo.Aos negociantes desta praga
Maia Meodes & C, procuradores do canillo auar-
sraS,a- V8 reme"er pa" -S9U p,iz- el-mMlr aguarda nacional de Granhons
Se porem se nio oflerecer essa occaso dentro mande V. S. pagar conforme requisitou o resoec-
do dia da pri-1 tivo commandante superior em' offlcio de 20 do
do prazo de tres mezes. contados
Sna30f,,nnSllfe-Sert0rM 8er0 PS,0 em liberdade e! crreme, sob n. 47 os vencimento"s"reUtivos
nao poderao ser presos pelo mesmo motivo. Com- mez de maio ultimo dos guardas aicionaes des-
l.ud.'?.8e.0Jde.rlor u."r commettido alm di.|*a^pm^hVnF&^ffir!!Z
am nos termos legaes a relacio
uplicata, que acompanharam o
Communicou-se ao supradito
iuoo se o desertor tiver commettido alm disso I cados naquella villa
qualquer delicio em trra, a sua exlradicio pode-1 urna vez queeatejai
r ser deferida pelas autoridades locaes, at que i e pret juntos em du
o tribunal competente baja devidamente julgado citado officio. Ci
o ultimo delicio, e a sen tenca tenba tid plena
execucio. Fica igualmente entendido que os ma-
rinheiros e os demais individuos que flzerem par-
le da equipagem, subditos do paiz em que a de-
sercio tiver lugar, sio exceptuados das estipula-
cues do presente artigo.
Art. 10. Todas as vezes que nao houver esti-
pulaQes contrarias entre os donos dos navios car-
| regadores e seguradores, as a varias quo os na-
Os traslades dos ditos actos, devidamente le- vios dos dous paizes tiverem soffrido no mar, io-
gahsados pelos cnsules geraes. cnsules e vice- do para seus respectivos portos, serio reguladas
cnsules, e sellados com o sello ofcial do aeu pelos cnsules geraes, e cnsules e vice-consu-
consulado ou vice-coosulado. fario f perante) les de sua nagio, salvo porm se. subditos do
qualquer tribunal, juiz e autoridade do Brasil e paiz onde residir o cnsul se acharem ioteressa-
de tranca, como se fossem os originaes, e terao dos as avarias ; porque nesse caso ellas deve-
respectivamente a mesma forca e validado como rao ser reguladas pela autoridade local a nao
se tivessem sido passados perante notarios, e haver compromissa amigavel enlre as partes in-
oulros ofBciaes pblicos competentes do psiz,' teressadas.
urna vez que estes actos sejam lavrados confor-j Art. 11. Todas as operacoes relativas ao sal-
mo as leis do Estado a qua o cnsul perteocer, e vamento dos navios francezes naufragados ou da-
tenham sido submettidos previamente a todas as dos costa do Brasil, serio ridigidos pelos con-
formalidades de sello, ao registro, insinuadlo sules geraes, coosules e vice-consules de Franca,
e quaesquer outras formalidades que regem a e reciprocamente os coosules fteraes, cnsules e
materia no paiz em que o acto tiver Ue ser vice-consules brasileiros dirigirlo as operacoes
cumprdo. relativas ao salvamento dos navios de sua oscip
Ari. 7.Nocaaode oiortedealgumsubdllo de urna naufragados ou dados costa de Franga.
das duas parles contratantes no territorio da outra,' A intervengo das antoridades locaes s lera
as autoridades locaes competentes deverao im- lugar nos dous paizes para manter a ordem, ga-
mediatamente noticia-la aos cnsules geraes, rantir o interesses dos salvadores se forern es-
consules e vice-consules do distrieto, e estes por tranhas
commandante superior.
Mandou tambem pagar ao sargento Antonio
Mumz Pereira os vencimentos relativos ao mez
de maio ultimo, do destacamento de guardas na-
cionaes da Escada, e fornecimento de luz para o
respectivo quartel. ^
Dito ao mesmo.Mande V. S. abonar ao capi-
tao de mar e guerra Lourenco da Silva Araujo
Amazonas a ajuda de custo que lha compele, por
ter sido uomeado inspector do arsenal de mari-
nha da Baha, para onde tem de seguir breve-
mente. Communicou-se ao supradito Ama-
zonas.
Dito ao mesmo.De officio do vigario interi-
00 da freguezia do Divino Espirito Sauto de Pao
d Alho, de 9 do correte, consta acharem-se mul-
tados em 50;>, como iocurso no arl. 95 da lei nu-
mero 601 de 18 de setembro de 1850 a irmandade
de Nossa Senhora do Rosario daquella villa e os
cidadaos Martinho Jos Gomes de Oliveira e Do-
mingos Francisco de Albuquerque Mello, por te-
rem apresentado as declarares de suas Ierras de-
pois de flodo o segundo prazo : o que communi-
co v. S. para seu coohecimento e direccio.
Dito ao mesmo.Expega V. S. as suas ordens
para que ocolleclor do Brejo, recebendo do res-
pectivo juiz de direito um caixio com medica-
mentos, o faga arrematar era hasta publica, ou
vender particularmente, se nio apparecerem li-
citantes, visto que, segundo consta de officio da-
Officiou-se ao gerente para a conduegio das boias
e communicou-se ao Exm. presidente daquella
provincia. *
Dito ao capito de fragata Jlo Gomes de
Aguiar.S. Exc, o Sr. presidente da provincia
manda declarar V. S., em resposta ao seu offi-
cio de 17 do crrente sob n. 87. que flea sciente
oe naver V. S. assumido lamben o commando
interino da estagio naval. ommunicou-ae
thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras publicas.De ordem
de S. Exc, o Sr. presidente da provincia, trans-
muto V. S. o incluso exemplar do relatorio
apresentado assembla geral legislativa pelo
Exm. Sr. ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da agricultura, commereio a obras publi-
cas.
Despachos do dia 18 de jiinho.
ftqutrimintos.
Antonio Ludgero da Silva Costa. Passe por-
tara concedendo dous mezes de licenga.
Azavedo Mondes.Passe portara concedendo
permissao para matricular-se o capillo ni via-
gem a que est destinado o navio. Orando obri-
gado a exhibir carta de pilote para outra qual-
quer viagem.
Amorim & Irmiios.Passe portara conceden-
do permissao para matricular-se o capillo na
viagem a que est destinado o navio, ficando
obrigado a exhibir carta de piloto para outra
qualquer viagem.
Dr. Americo Alvares Guimaries. Dirija-se
thesouraria de fazenda.
Braz Marcellino da Sacramento.Passe porta-
ra concedendo a demissio pedida.
Cosma Joaquina de Lima Nunes.Aguarde que
a cadeira v concurso.
Dr. Francisco Antonio Fernandos. Dirija-se
thesouraria de fazenda.
Jos Tenorio de Castro Gama.Dirija-se the-
souraria provinrial.
Jos AlvesMarioho Falcio. Passe portara.
Manoel de Almeida Nobre. Aguarde-se que
v concurso a cadeira que requer.
Manoel Jordio Roldio de Vascuncellos.Infor-
me o Sr. inspector do arsenal de marinha.
Manoel Nunes de Mello.Informe o Sr. Dr. juiz
muuicipal do termo de Olinda.
EXTERIOR.
sua parte deverao communica-la s autoridades execucio das disposicoes que se devem obse'rvar I a^Una!?vr*!l .
locaes. se antes tiverem elles disso conheci- Pa a entrada e sabida das mercaderas salva- Efcio frrd ^ "ltn>o nao pode o mes-
i uio caixao ser arrematado, como se ordenou em
I de fevereiro ultimo por nio haver
n,e?10- das e a flscalisagio dos impostos respectivos. Na
No caso de morte de seus nacionaes fallecidos ausencia, e at chegada dos coosules ou viee-
sem deixar herdeiros ou designar teslamenteiros, cnsules, deverao as autoridades locaes tomar to-
iiu cujos herdeiros nio sejam coohecidos, esle- das as medidas necessarias para a proteegio dos
jam ausentes ou sejam incapazes, os cnsules individuos e conservagio dos effeitos naufragados.
geraes, cnsules ou vice-consules deverao pro- Ficou alm disso con Mencionado que as merca-
ceder aos actos saguintes: dorias salvadas nio serio sujeitas a nenhum di-
1*. Por os sellos ex-offlcio ou a requerimeoto "i'o de alfandega, salvo o caso de serem admit-
das partes interessadas em toda a mobilia e pa- *das a consunto interno.
peis do fallecido, prevenindo com antecipagio
deste acto a autoridade local competente, que
poder assistir a elle, e mesmo quando julgue
conveniente cruzar os seus sellos com os que
tiverem sido postos pelo cnsul, depois do que
estes sellos duplicados nio
seoio de commum accordo.
2o.
Art. 12. Os cnsules geraes, cnsules e vice-
consules respectivos, e bem assim os alumnos
consulares, chancelleres ou seerelarios gozario
nos dous paizes de todos os outros privilegios,
iseogoes e immunidades que para o futuro ve-
poderlo ser tirados nnam s ser concedidas aos agentes da mesma ca-
tegora da nago a mais favorecida.
Formar tambem em presenga da autorida- Arl- 13. A presente convengio vigorar por
de local competente, se esta jalgar dever compa- dez annos, a contar do dia da troca das ratiQca-
recer o inventario de todos os bens e effeitos que oes 1ue ter'i lugar em Pars dentro do prazo de
o fallecido possuia. quatro mezes, ou antes se fr possivel.
Pelo que dizrespeito aoprocesso, tanto da ap- Se doze mezes antes de lindo o dito prazo de
posicio dos sellos, que dever >empre ter lugar o mais breve possivel, como do inventario, os Tr notificado a suaintengio de fazer cessar seus
cnsules geraes, cnsulese vice-consules fizarlo e"e.ilos. a convengio continuar a vigorar por
de accordo com a autoridade local o dia e hora ma'9 de um anno, e assim successivamenle de
em que estes dous actos deverao ter lugsr, pre- anD0 em anno ata a expiragao de um anno, con-
veoindo-a por escripto, do que ella passar ro- tand do dia em que urna das partes a tiver de-
nunciado.
Em testemunho do que os plenipotenciarios
Jspectivos assignaram a presente convengio e
pozeram o sello de suas armss Feita em
cibo. Se a autoridade local nao se prestar ao con-
vite que lhe tiver sido feito. os cnsules proce-
derio sem demora e sem mais formalidades s
duas operagoes j citadas.
Os cnsules geraes, cnsules e agentes vice-
coosules farao proceder, segundo o uso do paiz, a
lhe
duplicata. e assignada no Rio de Janeiro aos 10
das do mez de dezembro do anno do nascimento
venda de todos os bens movis da successio que de .Nosso. Senhor Jess Christo de 1860.Jodo
sepossam deteriorar; poderio administra-la e li- f.uis v*'"" Cansanso de Sinimb.Le cheva-
quida-Ia pessoalmente, ou nomear sob sua respon- "er k St.-Georges.
sabilidade um agente para a administrar e liqui- I
dar, sem que a autoridade local tenha que inier- :
vir nestes novos actos, salvo se um ou mais sub- '
ditos do paiz ou de urna terceira potencia tive-
rem direitos a fazer valer a respeito dessa mesma
successio; porquanto nesse caso se sobrevier
alguma difficuldade resultante de urna reclama-
gio que d lugar a contestagao, nao lendo o cn-
sul direito de decidi-la, dever ser levada aos
tribunaes do paiz aos quaes perlencem resolv-
is, procedeudo neste caso o cnsul como repre-
sentante da successio. Proferindo o julgamento.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 18 de junho.
Officio ao coronel commandante das armas.
Expega V. S. suas ordens para que o quartel
mestre do segundo batalhio de infantariw re-
ceber no arsenal de guerra um cixlo violo da
Baha cooiendo artigos de fardamento com des-
tino aquello batalhio.Communicou-se ao di-
rector do arsenal do guerra.
Dito ao chefe de polica.Sirva-se V. S. de
veniente appellar ou se as partes nio se accom-
mar contra qualquer infracto que tiver sido 1 que as deserdens qae dahi resultaren form da
5J25 deve? e"cuta-lo,se nio tiver por con- mandar recolher ao quartel do corpo"de' poUcU
- como propoz. os obiectoi de arm.imoUt0 e eqUI
ao sea offi-
Officiou-so ao
commandante daquelle corpo para receber os re-
feridos objectos.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.Po-
(de V. S. mandar fazer os concertos de que pre-
cisa a corveta Berenice segundo declarou
o director das construegoes navaes na informado
a que se refere o officio de V. S.. sob n. 174 de
17 deste mez.
Dito ao commandante superior interino do Rio
Formoso.Convem que V. s. explique de modo
plausivel, como tendo entrado no exercicio inte-
rino de commandante auperior da guarda nacio-
nal dessa comarca em 17 de maio prximo Dndo
loformou a petigio do eapitao Antonio Pioheir
da Palma em 2 daquelle mez, como se v dos
seus offlcios dessas datas e da reclamagio do com-
mandante superior effecvo de 12 deste mez
junto por copia. '
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. apresenlar opportuoamente ao Dr.
chefe de polica duas pregas do corpo sob seu
commando afim de escoltaren) um sentenciado
at a provincia da Parahiba, no primeiro vapor
da companbia Pernambucana, que para all ae-
guirProvioenciou-se acerca das passagens. e
deu-se sciencia ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.-Pode V. S. mandar engajar
no corpo sob seu commando o paisano Antonio
Joa da Silva que foi julgado apto para o ser-
vico, segundo consta do altestado annexo ao seu
officio sob n. 274.
Dito ao mesmo.A'viata de sua informacio,
n. 269, de 17 do correte, manda V. S. dar bai-
xa aos soldados do corpo sob seu commando Jlo
Francisco Pires e Joo Mendos da Silva Caval-
.- propoz, os objectos de armamento n <
modarem, continuando depois com pleno direito pamento constantes darelagio iuota
a liquidagao que bavia sido suspensa emquanto ci n. 556, de 17 do crrante fll
se aguaraava a deeisio do tribunal.
Os cnsules geraes, cnsules vice-coosales se-
rio todava obrigados a aoounciar a morte do
fallecido em um dos jornaes do seu distrieto, e
nio poderio fazer entrega da heranga oa do seu
producto aos legtimos herdeiros ou a seas pro-
curadores se.nao depois de pagas todas as divi-
das, que o defunto podesse ter contratado no
paiz, ou de haver decorrido um anno depois do
dia da morte, sem que se tenha apresentado re-
clamagio alguma contra a heranga.
Fica alm disso entendido que o direito de ad-
ministrar e de liquidar as successoes dos Fran-
cezes fallecidos no Brasil pertencer ao cnsul
de Franga, ainda quando os herdeiros sejam me-
nores, filhos de Francezes nascidos no Brasil, em
reciprocidade da faculdade que tem os eonsales
do Brasil em Franga, de administrar e liquidar as
successoes de seus nacionaes em casos idn-
ticos.
Art. 8. Em tudo o que diz respeito polica
dos porto, earregamenlo e descarga dos navios,
seguraoga das mercaduras, bens e effeitos. os
subditos dos dous paizes serio respectivamente
sugeitos s leis e estatutos do territorio. Toda-
va os cnsules geraes, cnsules e vice-consnles
respectivos serio exclusivamente encarregados
da ordem interior a bordo dos navios da commer-
eio de sua nagio, e s elles tomarlo conheci-
mento de todas as desavengas que sobrevierem
entre o eapitao, os officiaes e os individuos que
esttverem comprehendidos por qualquer titulo
aueseja no rol da equipagem. As autoridades
locaes nao poderao intervir senao no caso em
quemo
quizesse.Officiou-se ao juiz de direito para en-
tregar ao Colleclor o caixio de que se trata.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Restituindo V. S. o altestado que acompa-
nhou a sua informagio de 14 do correte, sob
o. 249, o autoriso mandar pagar ao professor
interino da cadeira de instrucgao elementar da
freguezia da S do Olinda, Jos Tenorio de Cas-
Iro Gama a quaotia de52J913rs.. proveniente
do aluguel da casa em que funeciona aquella au-
la, vencido desde 24 de Janeiro al o ultimo de
maio prximo lindo, na razio de loO^annuaes.
segundo consta do parecer da contadoria dessa
thesouraria, que se refere a citada infor-
magio.
Dito ao mesmo.Tendo em vista a sua infor-
magio de 14 do corrente. sob n. 251, dada acer-
ca do requerimeoto de Florentino de Almeida
Pinto, recommendo V. S. que mande por no-
vamente em arremataco o pedagio da barreira
da estrada do Giqui, servindo de base o prego
offerecido pelo supplicante.
Dito directora do novo banco de Pernambu-
co. Traosmil'o direegio do novo banco de
Pernambuco, para seu conbecimento e execucio,
copia do aviso do ministerio da fazenda de 31 de
maio ultimo, do qual consta que o governo im-
perial annue proposta que fez a mesma direc-
co para retirar da circulagio a somma de......
44:5809000 em notas de 509000, equivalente
3 por cento do compulo de sua emissao, por
nao se adiar habilitada a trocar as suas notas em
moeda de ouro, como de lei.
Dito ao juiz municipal de Cimbres.Recebi o
seu officio dataflo de 8 de maio ultimo, e em
resposta teoho declarar-lhe que esta presiden-
cia era officios de 16 e 26 de maio ultimo deu as
providencias necessarias para se reunirem as
juntas qualificadoras das paroebiasde Cimbres e
Alagoa da Baixo, a desta no dia 2 e a daquella
a 23, tudo do mez corrente.
Deve, pois, Vmc. reunir o cooselho munici-
pal de recurso depois de fioda a qualificagio,
e guardado o intersticio legal.
Dito ao gereote da companbis pernambuca-
na.Por conla do ministerio da jusliga mande
Vmc. dar passagem para i provincia das Ala-
gues, no vapor que para alli seguir, ao alteres
Jos Joaquim Pereira Vianna e a urna pragada
guarda nacional que d'alli vioram escoltando o
tenente Ignacio da Rocha Collado Peninga, pro-
nunciado nesta provincia, e que para alli re-
gressam.
Mandou tsrobem dar tiaosporte para a Para-
hiba, por conta do mesmo ministerio ao sen-
tenciado Claudino Jos de Faria e a duas pragaa
que o escoltam, dando-se de tudo conhecimen-
to so Dr. chefe de polica.
Portara.O presidente da provincia resolve
conceder a demissio que pedio Braz Marcellino
do Sacramento, do lugar da pharmaceutico da
botica do hospital militar.Fizeram-se as com-
municagoes convenientes.
Dita.O presidente da provincia, attendeodo ao
que requereu o inspector da saude do porto Jlo
Ferreira da Silva, resolve prorosar por tres me-
zes sem ordenado a licenga qae lhe foi concedida
por portara de 6 de margo ultimo.
Expediente do secretario.
Do dia 18 de junho de 1861.
Officio ao commandante da eatagio naval. S.
Exc, o Sr. presidenta da provincia, manda decla-
rar V. S., em resposta ao seu officio de bon-
lem, sob n. 88, que fica inteirado de haver che-
gada hontem o vapor de guerra nacional Ipyran-
ga, que vem render o vapor Pedro II, que deve
regressar corle.
Dito ao inspector do arsenal de marinha. O
Exm. Sr. presidente ds provincia manda declarar
v. S., que pode remetter pelo 1 vapor da com-
panhia Pernambucana de navegagio costeira qae
seguir para o norte, para o que ficam expedidas
as convenientes ordaas as duas boias destinadas
para balisamento do porto do Cear. que se
refere o seu officio n. 171, de 14 do, corrente.
A carta que o general Sertori dirigi Gazeta
de Turin, acerca da desintelligencia entre Gari-
baldi, Cialdini e Cavour, escripia com menos
moderagao do que a do ex-dictador da Sicilia.
Ainda que este acontecimento seja j de ha mui-
to aplanado, vamos, comtudo, publicar a dita
carta que agora encontramos em urna folha, por
isso que julgamos dever merecer algum inte-
resse :
a Turin 22 de abril de 1861.
a Acabo de 1er no estimavel jornal que dirigs
urna carta do general Cialdini ao general Gar-
baldi, carta queeu eaperava.tio pouco, que jol-
guei dever l-la differentes vezes. O grito de
desordena e de ddr que sabio de meu coracao
quando ouvi palavras offensivas para o exercito
meridional, devia elle ter tao funestas conse-
quencias? Nio forana sufflcientes as explicarles
que eu dei ? Nio foram ellas julgadas assim pe-
a cmara, pela opiniio publica, e pelo propro
general Cialdini ? Se nio fosse assim, eu me
condemnaria a um eterno silencio para me nio
expor a dizer o contraro do que pens, do que
quero e do que fago. Nioguem mais do que eu
tentou prevenir, at a mais remota possibilidade,
a borrivel iofelicidade a que alludo ; e se, por
esquecimeoto, flz disso mengio, foi na illusio de
um futuro engaador.
Espero que o governo de el-rei negar o
despacho a que allude, como o general Garibaldi,
e com elle todo o exercito meridional, negaram
o despacho a que fez allusio o general Cialdini ;
seja. porm, como fr, estou convencido de que
os generaos, officiaes, e soldados do exercito me-
ridional, teram quebrado as suas armas, antes
que po-las ao aervigoda guerra civil.
Mas, finalmente, tempo que a palavra
guerra civil seja baoida dos discursos, e que a
idea que representa se aliaste dos espirtos. To-
dos nos, horneas de estado e soldados, oradores
e escriptores, que temos consagrado a nossa vida
a Italia, gozamos do direito de dizer : Nos so-
mos a Italia, porque a Italia vive toda inteira
em quem vive por amor da Italia.
E' verdade que a Italia nao se personifica
toda senio oo parlamento e no rei, por isso que
o parlamento e o rei sio o symbolo da uoidade,
da magestade da lei, da religio e da patria.
G. Sirtori.*
O redactor em chefe da Gazetta llema, de
Berln, recebeu a seguinte carta de Garibaldi:
< Senhor.
a Fiquei profundamente sensibilisado com a
vossa carta ; as vossas palavras sao lio boas eo-
mo humanas. Sim I Todos nos somos irmios I
Os allemles e os italianos, divididos ha tantos
seculos pelo egosmo dos poderosos, devem reu-
nir os seas esforgos para se eotenderem mutua-
mente ; tenham elles agora um nico coragio,
urna s vontade, por isso que teem a aflrontar as
mesmas luctas para se fazerem independentes
das influencias estrangeiras.
A unidade, eis a maior necessidade, tanto
para a Allemaoha coma para a Italia. Guilherme
e a vossa palavra de ordem, a nossa continuar a
ser: VictorEmmanuel.
a Escrevei-me muitas vezes, que eu farei o
mesmo. Queremos trabalhar ambos para frater-
nfsar as duas nagdes que de futuro devem per-
manecer unidas por um lago iodissoluvel na
grande familia humana.
c Com estima e affeicio.
Vosso /. Garibaldi.
tyr'oleze d Um mSU agooro a lembranga dos
Urna correspondencia publicada na Sentinelle
de Breacia, conlm alguna pormenores a respe,
lo de um acontecimento que teve lugar em coi-
sequencia das recentes manobras que se verifica
ram em presenga do duque de Modens. O iilho
do principe Carios, o duque de Modena, e outro
principe, sahiram de Vicencia para assistirem a
exercicios de fogo. Os tyrolezes (Trenlioois) es-
la vam encarregados de representar um corpo ita-
liano, isto um corpo inimigo da Anstria. Es-
tas manobras deviam ter lugar no monta Croe-
etto.
Depois de se ha ver m executado mnias evo-
luges, os austracos avangaram bayoneta so-
bre os tyrolezes. O general qae commandava
estes nllimos den-lhes ordem para marcharen) a
passo curto, e quando os dous exercitos eslavam
muilo prximos um do outro, deu a voz de fogo
aos tyrolezes. Dada a primeira descarga, encon-
traram-aa dous morios e vinte e seis feridos. as
flleiras sentio-se longe am grande rumor; os
principes abandonaram precipitadamente o cam-
po, a entraram am Vicencia a toda a brida, or-
denando que os corpos regressassem a quarteis.
Penco tempo depois entraram em Vicencia os
earros dos feridos. Estas manobras deviam du-
rar trez dias, mas depois deste aeontecimento
nio se tratou mais disso. Diz-se que os tyrole-
zes tinhara carregado as. suas espingardas, com
pequeas calhos.
Que ideias nos pfJde suggerir este (acto ? Dei-
lamoa a appreciacao aos leilores, mas. parece-
O relatorio dos mdicos acerca da autopsia fei-
.JLE^*" de Teleki> il entre oa,ra cousas o
O conde de Teleki foi morto por urna baila
que lhe penaron no peito, proveniente de um
dPaVhrifeIl,,""rou?, 8e,n que M leDh8 P^ido
deSLObrir m qualquer outra parte do corpo o
menor vestigio de violencia on de resistencia
PJ2ZSSl yerbal da >ulPsia numera todas as
partes nobres que a baila deatruio or devastou,
de que resultou urna sbita effusio de sangu
que devia produz.r urna morte prompta, exemp-
ia de grandessoffriraeolos, masque os soccorros
numanos, anda mesmo os mais promptos, nao
enam podido conjurar. A baila extrahida ao
lugar em que eslava, adaplava-se perfeitamente
as dimensoes da pistolla que foi encontrada jun-
to ao conde, e era de forma e calibre similhante
a outra que eslava na caixa de armas da cmara
do defunto. Os pedagos de panno qae tambem
se encontraran) naquella caixa, e que erara des-
tinados a carregal-a, assimilhavam-se bucha
que nadara no saogue que lhe corra do cora-
gao.
A morte do conde de Teleki d bastante inte-
resse aos dous documentos seguiotes:
_ ** Murray a lord Russell.
a Dresda, 7 dejsneirode 1861.
Mylord.Teoho a honra de vos dirigir inclu-
so, para vosso conhecimenlo, a traduegao de um
artigo, que hoje appareceu oo Jornal de Dresda.
a respeito da prisio e extradiegao do conde La-
dislu Teleki. Esle negocio perdeu o seu inte-
resse agora que o conde recebeu o seu perdi e
que foi posto em liberdade pelo imperador de
Austria ; mas se esle artigo deve ser considerado
como urna exposigio semi-ofikial das vistas e da
conducta do governo saxonio relativamente a"
esta questlo, certamente de natureza a crear
difculdades a este governo. antes do que a res-
tabelec-lo na opiniio publica.
Porque, ainda que o governo saxonio, logo-
que o governo austraco se cerlificou da identida-
de da pesso acensada e em virtude de urna clau-
sula relativa extradiccio que se acha inscripta
n um tratado, pdde ser forgada a entregar um
subdito da Austria que tinha de responder s leis
deste paiz, nio podia encontrar nesse tratado
clausula alguma nem obrigagio. moral ou polti-
ca, que exigisse que o governo saxonio, obrssse,
por intermedio da polica, como espiio para des-
cobrir o refugiado hngaro ; comtudo tal a' po-
sigao que, segundo o arligo junto, o governo es-
lava conlrafeito.
Tendo o negocio do conde de Teleki termi-
nado de urna maneira muilo satisfactoria, pare-
ce pouco asisado da parte dos orgios deste go-
verno ou dos seus defensores, chamar a attengio-
sobre a parte do drama que collocou a Saxonia^.
perante o mundo, em urna das mais desagrada-
veis posiges, seoio humilhante.
a Teoho, etc.
Ch. A. Murray?
t Dresda, 20 de Janeiro de 1861.
Senhor conde.
Chamastes a minha attengio para a parte de-
m documento publicado para uso do parlamento-
inglez, que se refere prisio e extradiegio do-
conde de Teleki. Numerosas oceupages, mul-
tiplicadas nestes ltimos lempos pela sessSo das
nossas cmaras, me impedlram at agora de exa-
minar e avaliar o seu conteudo; mas nio deve*
demorar-me em vos fazer coohecur que entre os>
documenlos contidos naquelle trabsiho. se en-
contr um que nos causou a mais viva sorpresa.
E com sincera satisfagio que temos notado-
a ausencia de qualquer documento-que possa de-
notar a intengio do governo de S. M. B. de iBter-
vir em um negocio, no qual o governo do rei
em circumstancias tio graves como difficeis, se-
vio na necessidade imperiosa de affrentar as sus-
ceptibilidades da opioiio pubiiea, a menos de-
faltar ao cumprimento de um dever imposto pe-
los tratados. Esta satisfagio tanto mais legiti-
ma, quaoto maior a nossa admiragio vendo em
urna publicagio official um despacho de Mr. Mur-
ray. pelo qnal o enviado da S. M. B. em Dresda
nao leve duvida de langar urna censura sobre a
maneira de proceder o governo de Saxooia, e qua
erm i na por um epitbelo que intil referir.
o Nio farei aqui reflexdes sobre as vantagens
e inconveniencias da publicagio coohecida com
o nome de livro azul (blue book). E' um uso con-
sagrado pelo tempo. e no qual os differentes go-
vernos teem tomado parle, preslando-se mais ou,
menos voluntariamente a ser apresentados pe-
rante o tribunal do parlamento e da opiniio pu-
blica em Inglaterra, pelas proprias correspon-
dencias dos representantes de S. M. B. acredita-
dos junto delles.
< Parece-nos comtudo que nesta provagio os
governos eslrangeiros podem e devem reclamar
um beneficio, e que haver urna grande iojusUca-
se lhe fr recusado. Nio de certo muito- pedir
que se Ibes offerega tacilidade de se explicar so-
bre a materia que vae fazer assumpto de um des-
pacho mais ou menos aecusador.
Ora, torna-se-me impossivel deixar passar em
silencio, que Mr. Murray se diguou dirigi-me al-
gumas perguotas sobre o facto da priso do con-
de de Teleki, e sobre as inatruegoes do governo av
esle respeito, mas que o ministro de Inglaterra
nunca tratou comigo, oem antes, nem depois da.
extradiegio, da questio de saber se esta medida
era justificada ou necessaria pelo texto dos trata-
dos, e, se segundo o ponto de vista poltico e mo-
ral, a sua extradiegio podia ser julgada de dille
rente maneiraquestio que nio obstante, como
se prova do livro azul, Mr. Murray tomn a sea
cargo tratar em urna correspondencia, que sem
duvida julgou nao ser destinada a figurar entre os
papis parlamentares, mas cujo destino nao foi
tambem ficar envolvida nos cartorioa do Foreian*
office.
Sinto que o ministro de Inglaterra nio tenha
julgado a proposito prevenir-me e ouvir-me, por
que, quando mesmo eu nao tivesse conseguido
modificar as suas vistas, estou certo de que, coa,
a sua perfeita lealdade, elle nao deixaria de pre-
sentar, em relagio s suas proprias obsersages.
as qua eu tivesse no caso de lbe fazer.
a Dignae-vos. senhor conde, dar leitura desta
meu despacho ao principal secretario de estada
na reparticao dos negocios eslrangeiros. Lord
John Russell ver nelle, espero eu, um prova da
que o governo do reisustentando em principio
que o negocio ds que se trata nao podia mieras
sar, segundo o ponto de vista do direito interna-
cional, senao aos governos de Saxooia e da Aus-
tria, emquanto que o governo brilannico Haba
effectivameate raices da nao ver com iodiflereng
o emprego que tioha feito de um pasaaporte cota
a assgoatura de S. Excnio recua de maneira
alguma dianla da reapoosahilidade qua assum
pelos seus actos, nem dianta das expiio.aco.es ai
que posaam dar lagar.
a Nio devo, fiqalmente daixar-vas ignorar que
antes da assignu este despacho, o apresenlei a
Mr, Murray.
- < Recebi. ate.
c AssigoadoBeust.
c Ao conde de Wilzthum, enviado do rei de Sa->
xonia. em Londres. >
[Jornal do Commereio, de Lisboa.


Sil
.. ni;.,-,. ,1? '*i f
IA.R10 O f EailMWCO. -SEXTA FUU SI DI JUKHO 1M1-
X
INTERIOR.
_
BIO DS JANEIRO
SENADO.
SESSAO BU 15 DE MAIO BE 1861.
Presidencialdo Sr. visconde de iiatU.
Ai 11 hora* da man has Sr. presidente abra a
eaao estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida a acta anterior approvada.
Nao ha expediente.
O Sr. Daotas, apresentando o projecto de que
alleu na sessao de hontem, dir alguma eonsa a
reapeilo das suaa dispostces; as untes disso
agradece aoSr. presidente a indulgencia com que
(ratea o orador nessa sessao, relevando algomas
patarras mais calorosas que eolio proferio. Da
liberdade da tribuna nenhura mal vem ao paiz ;
Selo contrario peosa como o marquei de La
ochejaquelin que, quando ella comprimida en
niquilada qua surgem os pasquins e os pam-
phlelos.
O Sr. presidente observa ao nobre senador que
nao fez mais do que dar-lhe a liberdade de tri-
buna que esli de accordo eom o regiment do
senado.
O Sr. Daotas nao obstante agradece a S. Exe.
por nao ler entendido, com certos inleressados e
disipadores que procurara e i imperial, que nao se pode tocar em algaos
nssumptos sem fallar ao respeito deido coro*.
Passendo a tratar do projecto pondera que mul-
to se tem perdido eom o systeroa de nomear se-
nadores para empregos amovireis Isto tem des-
virtuado o senado, e a mais importante eorpora-
ca do imperio, aquella que est cima do mi-
nisterio, e que o paiz considerara eomo ama
grande garaatia, j uo inspira ao raesmo paiz a
sntianga e esperanza que nella depositara.
Apezar ds excepges que o orador^ o primeiro
a reconhecer, nao poda deixarde ondemnar co-
mo altamente nocir a pralica seguida pelo go-
vetri. de crear empregos para repartir com os
senadores.
Deseja um senado independeote. e para obter
este fim redigio e artigo 1. do projecto. A cons-
tituida o rodeou os seoadores de muitos pririie-
pios, am de p-los fra da aeco do poder;
mas o governe sujeita-os sua aeco nomean-
do-os para empregos amoviveis e remunerados,
lia pessoas capazos de resistir a esta peita, e
sabido que algunas tm de fac resistido ; mas
nem todos eslo em eircumstancias de perder cin-
co ou seis contos de reis da noile para o da ;
aliira de que, raesmo quando nada disto seja
exacto, sempre concir remover um motive de
descrdito pan o senado.
0 art. 2.a excepta os caaos de sedico, re-
belliao, ou guerra, porque em to criticas eir-
cumstancias pode baver necessidade real de tan-
car mo de atgum membro das eamaras legisla-
tivas para urna misse diplomtica, commaodar
forcas em operages, etc.. e nao se dere tirar
este recurso ao goreroo nos casos extraordina-
rios.
O art. 3. declara a iocompalibilidade dos car-
gos de senador com os empregos da casa impe-
rial, anda que meramente honorficos. 0 se-
nado o tribunal que julga os principes da fami-
lia imperial, os ministros econselheiros de esta-
do, etc. Ora, como ha de um senador, criado
da casa imperial, jttlgar eus amos? eomo ha
de om senador, empregado publico, julgar os
ministros de estado? como ha de um criado da
casa imperial sentar-se eomo senador nos raes
tuos bancos que seus amos ? Isto nao pode ser ;
e se quer que o senador conserve o prestigio,
torca e dignidade indispensareis para o desempa-
cho de seus deseres, cumpre proceder de outra
norte.
Pools ofTerecer mais outras razoes conside-
ra rao da casa, mas nao o fax porque certas con-
veniencias sociaes Ihe tolliem a liberdade para
sso precisa. Apenas diz que nao pode compre-
heoder que na America, em um gorerno lirre,
exista um senado composto de criados I
O art. 4. trata de elerar a 8 OOft&OOO por au-
no o veocimento dos couselheiros de estado. Por
mais rotar, se mais parecer necessano para re-
munerar bem serricos, to importantes como os
que se exigem dos cooselhetros de estado, e que
*e certo nao sao recompensados dendamente com
4:O00;O0O annuaes, quando qualquer baeharel
etgauando 6:00OJ>UOO e 8:Ol>000. Oque
deseja a fas lar dos meinbros do cooselho de es-
tado a aeco do gorerno, pondo-os a salvo de
-oecessitarem aceumnlar empregos amovireis.
OSr. Visconde de Albuquerque:Sao os me-
Ihores.
O Sr. Din tas agradece a irona.
O Sr. Viscende de Albuquerque:Nao iro-
na.
O Sr. Dantas nao se pode convencer de que o
sobre senador seja capaz de pensar assim.
O Sr. Visconde de Albuquerque : Pois pens.
O Sr. Daotas est eonrencido que por conve-
niencia do paiz o cooselheiro de estado nao deve
depender do gorerno em ousa alguraa. Doixa-
r porm para a discusso da resposta falla do
Ji ron o o mais que sobre esteassumpto tem an-
da que dizer.
E' lido, e fien sobre a mesa, oseguinte oro-
jecto : r
A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1." A* excepgo dos cargos de mioistros
e conselheiros de estado, e, em casos extraordi-
narios, os de embaixadores, presidentes de pro-
vincia, e commaodantes das forjas de trra e
mar, nao poderse os senadores do imperio exer-
cer emprego algum amovivel, em firtado do qual
recebara ordeoado, gratificado, ajula de cusi
u oulro qualquer veocimento, seja qual fdr a
sus denominaco.
Art. 2." Coosidera-se caso extraordinario o
de sedico, rebellio, ou guerra.
A.rJ' 3, E' incompativel em virlude dos ar-
tios46e 47f>, 2", 3 e 4 da ceostituico, o
cargo de senador do imperio com os empregos da
casa imperial, ou sejam estes honorficos ou as-
salariados. O que exercer qualquer dos referi-
dos empregos e for escolhido senador coosiderar-
se-ha pso facto desonerado do referido emprego.
< Art. 4. Os conselheiros de estado veocerao
independente de exercicio, deus tercos do orde-
nado que receberem os ministros de estado re-
rogado para csse flm o art. 9 da lei de 23 de no-
vembro de 1851.
Arl. 5.
contrario.
Paco do senado, 15 de maio de 1861.__An-
tonio Luiz Danta de Barros Leite.
E' tambem lido e vai a imprimir seguinte pro-
jecto de resposta falla do throno :
Senhor.O senado enva-nos augusta pre-
senta de Vossa Hagestade Imperial para termos
honra de, em seu nome e no da naco que re-
presenta, agradecer cordialmenle a Vossa Ma-
gestade Imperial a solemne manifestacao que se
dignou fazer do vivo prazer sentido por Vossa
Magestade Imperial e por todos os Brasileiros no
acto sempre esperanzoso da reunio da assem-
nla geral.
Congralulando-se com Vossa Magestade Im-
perial pela traoquillidade de que tem gozado o
imperio, o senado rende tambem gracas Divi-
na Providencia por terem prevalecido, meamo
durante a lula do pleito eleitoral, os grandes in-
teresses da paz e ordem publica, cando firmada
assim ecada vez mais a justa coofianca que tem
sempre inspirado a bos ndole dos uossos cooci-
dadaos e a sua adhesao s instituicOes naclonaes.
O senado, deplorando a calanridade prove-
niente da inclemencia das estacoes que minguara
as subsistencias, e que flagellara com mais vigor
a serto da Bahii, v ao menos com satisfagan
que a caridade publica, abrindo osseus thesou-
res, livesse concorrido para completar os soccor-
ros com que o goveroo ide Vossa Magestade Im--
perial solicito procurou atteouar os horriveis ef-
eitos da mesma calamidade.
Com ioteira confianca espera o senado que,
embora nenhuma altera cao sobre viesse em nos-
sas lelaces ioteroacionaes, o governo de Vossa
Magestade Imperial continuar a esmerar-se em
ultiva-las, como Unto convem, sobre as Armes
Bases dosdireitos einteresses reeiprocos.
Tem o senado igual con ti a oca em que os con-
eeogo consular celebrada com S. M. o Imperador
dos Francezes, e na outra assigosda nesla corte
eom a Confederarlo Suissa, bea como no trata-
do de limites fluvial com a repblica de Vene-
suela, foram devidamente consultados os interes-
ases do imperio.
a Convencido de que bds administracio das
provincias condico esseneial para a prosperi-
dad do Brasil, o senado assegura a Vossa Mj-
geetade Imperial que tomar na mais seria con-
ideracao o mclneramento do actual systema d-
snioistrativo, eoocorreodo de boa mente para sa-
tisfaco de urna necessidade publica que se tem
tornado por demiis urgente.
Ficam revogadas todas as leis em
O senado lisooga-se de poder afiangsr a
Vnssa Magestade Imperial que dar especial at-
teocao reforma de que carece a legislaco do
xercito eda armada, e que sem hesilacao pres-
tar o seu asseoeo 's medidas efficazes para que
* Justina militar, o recrutameoto e aspreme^es
na marinha de guerra satisfaco mais complela-
mente a eenvenieneia publica e os oegeciee de
rtspectiro serviee.
Me menos pressuroao ser o senado em coo-
perar com 4odo o xele par a adepeo de outras
medidas quetemtam s facilitar os mitos de com-
munieacte, a attrahtr mais bracos uteis, e a pro-
pagar o enstoo agrcola por me'io de escolas pra-
ticas como exige o desenvol-imento de ramo
principal da nessa riqueza e o augmento da* for-
cas productivas de paiz.
c O senado lamenta qoe as rendas publicas,
anda se resintam das causas que concorrersm
para o sea decrescimeoto; respeitosamente
acompanha, a Vossa Magostada Imperial na fun-
dada espersnea de qne, mediante a mais severa
economa e o mais escrupuloso emprego dos di-
nheiros pblicos, coosegoiremos equilibrara fe-
ceita com a despeza, mentido sempre o crdito
de que tamos gozado dentro e fra do imperio.
c Abondaodo no elevado pensar de Vossa Ha-
gestade imperial quando considera a recta ad-
ministraco da justfca como a primeira necessi-
dade social, o senado se esforzar era concorrer
com satisfaco para que se melhore a sorte dos
encarregalos da Del execuro da lei e para que
possa o goveroo de Vossa "Magestade Imperial
realizar o salutar ampeohe de elevar a magistra-
tura altura de sua importante raisso.
O senado jamis cessar de applaudir e re-
conhecer como exacto e de immenso alcance o
nobre conceito, manifestado por Vossa Uage*ta-
de Imperial, de que a prosperidade do Brasil de-
pende,_ slm da proteeco divina, da perfeita
execuciodas leis edo discreto aproveitameulo de
suas riquezas.
c Senhor.O senado oario com o mais pro-
fundo reconhecimento a declaracao da confianca
que Vossa Magestade Imperial deposita nos re-
presentantes da na$ao ; e com justa retribuido
atianca a Vossa Magestade Imperial que sempre
encontrar nelles e em todos os Brasileiros o
mais efficaz concurso para que Vossa Magestade
: QMITS i .1 lili
Vai i mesa o seguinte requer mesvo :
Requeiro o adiamanto do projowo at que se
resolra sobre outro que acerca da ojosa mate-
ria foi oiTerecido pelas commisioct dJNsarisintsWe
fazenda.-Ferreira Penna.
' apoiado e posto em discusso. ^?**
O Sr. Souza Ramos vota contra o adiimeoto,
considerando qne a renolucio Ul anal est eeav
cebida nao pode inspirar raceio algum visto come
-S0ir*"i,S!il8,.nCoUJO ePTegog q??r5LS2r:" dP'"*> PotriTel, pois qoe falto de ludo, offe-
evene* apenas a differenCa de 70|000. rece o espectculo mais hediondo em sua oessoa
E, Sr. presidente',
ertige desrcaatento
se attndendo ao primeiro
nos remos que isto se d,
feeiaan i una Cacto, vemos tambem que a recei-
BeVtempre oreada pelo termo mlio do rendi-
mento dos tres ultim->s aonos, e se compararmos
* nossa '' a# sssuear do anno presenta com a
do fulero, que parece ser lisongeiro, ou deve
deixa ao governo o arbitrio de marear um prano I s-lo ess vktudo da regularidade da estacao oro-
dentro do qual todas as irsendadee a corpora- anote, vejo que.... *
dentro do qual toda* as irmandadee o corpor.
ces em favor de quem sao dispensadas as leis de
amortizacao deverio eonverter em apolices da
divida publica os predio qne posauirem. O pro-
jecto das deas commissoes do senado, contendo
materia idntica, cm nada prejudica esta resulu-
cao, e poder depois pasear eom mais lares dis-
cusso.'
O Sr. Jobim pondera que o projecto de que se
U fallado oB.elhooqo *U o M*44ao,
porque eneerra dtsposicoes semelhanles, e leudo
turnado s commissoes que o iniciaram, l est
desde 15 de juoh do anoe passado, sem ter rol-
lado com novo parecer. Aeha melaer que sot-
me urna medida decisiva, pois que a materia
importante, bastando para recoonec4-lo conside-
rar que trata-se de peraitlir adiOereolea irman-
dades que possam posauir porto de qualro mil
contos de ris de propriedades.
O Sr. Das de Carvalho acha melrvor a appro-
yco de urna medida geral, quelivre ocorpe le-
gislativo de estar continuamente a oceupar-se
com assumpto do ulilidade inicuamente parti-
cular, se nao pasear o adiamanto ofrereeer
como emenda substitutiva e projecto das com-
missoes do senado de que se tesa fallado.
Encerrada a discusso 4 approrado o adia-
mento.
Segue-se a 3a discusso do projecto do senado
prohibodo a venda de escravos debaxo de peri-
go e em xpoai;o publica, como foi emendado
na 2a discusso.
O Sr. Silveira ds Molla dix que teodo passado
tosomenteo primeiro artigo deste projecto, que
offerecera m 1860, considera a medida incom-
pleta (posto que anda assim da muita conve-
niencia), e por sso propor urna emenda addi-
tiva, restaurando a idea do art. viste, prohi-
bindo que as vendas da escravos se separe e
pede ao Sr. presidente que haja de intervir para
que antes da discusso desta materia sejam dis- dos filhos de pai ou mi, o teodo aqellea
tribuidos na casa os relaorios dos Srs. ministros, anuos dn idade. Salva a redaccao.Silveira
Imperial possa superar as dilculdades do pre- ; maritfo'da mulher, e os filhos dos pais at certa
sent e assegurar o futuro eograndecimenlo dojidade.
B'sil-Mrquez de branles. Dardo d Alurx- j E' apoiada a seguinte emenda
ta.Corneiro de Campos. j c as reudas de escravos, ou particulares ou
>r. Souza Franco .Visto ter sido apresen- : publicas, prohibido, sob pena de multa de 200$
ojecto de resposta falla do throno, 400J. a separacao de conjuges que na eatejam
separados por deerelo do juizo eeclesiastico. e a
18
da
Molla.
O Sr. Carneiro de Campos vota pelo projecto
com a emenda, e faz algumaa obserraces a res-
peito da sorte dos Africano lrres ao servico do
estado, no qual terso de permanecer emquanto
viverem, po6to que livres sejam.
Venticaodo-se nao baver eaea, eSr. presiden-
te declara encerrada a discusso, d a ordem do
dia, e levanta a sessao.
principalmente os das repartieres da fazenda e
justica. Essa necessidade mais do que nunca
sentida porque a falla do threno foi to lacnica
que nao pode dispenssr o desenrolrimento que
sera duvida os relatnos ho de dar sobre os
differeotes ramos do servico publico.
0 Sr. Presidente declara que os Srs. ministros
tm ouvido o requerimento do nobre sonador e
de certo atteodero sua reclamaco.
O Sr. Souza Franco est disposto, assim como
os seus amigos, sem faltar s suas propriascoo-
vieces, a prestar todo o auxilio de que e minis-
terio tiver necessidade para superar as graves
dilculdades da situaco : mas para isso indis-
pensavel saber-se quaes sao as vistas da admi-
nistraco.
0 Sr. Presidente diz que o nobre senador j fez
o seu requerimento.
0 Sr. Souza Franeo observa que ainda nao sea-
bou de fallar.
O Sr. presidente entende que o nobre senador
nao pode continuar J fez o seu requeriraento,
que fot ouvido, nao pode proseguir porque os re-
querimentos roces nao esto pelo regiment em
melhores coodices de que os eszriptos.
O Sr. Souza Franca pensa que nao falta aoses-
tylos porque est fallando pela ordem.
o Sr. Presidente fez ver que nao existe em dis-
cusso nenhuma quesio de ordem. Se o nobre
seoador nao est satisfeito, formule o seu reque-
rimento por escripto, o este tora a marcha que
Ihe prescreve o regiment.
O Sr. Souza Franeo senta-se sustentando
o Sr. presidente nao podia interrompe-lo.
ORDEM DO DIA.
Submeltida rolaco, por ter Qcado encerra-
da a 1 discusso da proposico da cmara dos
diputados que approra a aposentaeo concedida
aojuiz de direito Luiz Aires Leite de Oliveira
Bello, com as hooras de desembargsdor o com o
ordenado que Ihe competir, seguodoo lempo de
servico que Ihe fdr cootado, possa a dita propo-
sico para a 2a discusso, na qual entra logo, e
passa sem debaU para a terceira.
Entram em Ia discusso, cada urna por sua rez,
e possam para a 2* e desta para 3", as proposi-
Soes da mesms cmara aulorisaodo o governo
para conceder carta de naturalisacao de cidadao
brasileiro : Ia, a Maooel da Costa Abreu e Anto-
nio Jos da Crux ; 2\ a Antonio Jos de Axere-
do ; 3a, approrando a sposentaco coocedida ao
juiz dos feitos da faxenda da prorincia da Bahia
Andr Cursino Pinto Chicorro da Gama com o
que
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Discurso do Sr. deputado Gitirana,
na sessao de H de j un lio.
0 Sr. tirana :Su snto oceupar a alinelo
da casa quando a hora est bastante adiantada,
mas prometi dizer bem pouco e nicamente o
que julgo indispensarel a bem da emenda, que
tie a honra de oflerecer ao artigo addilivo da
nobre commisso nomeada para reconsiderar o
projecto que est em discusso.
A emeoda, Sr. presidente, refere-se ao artigo
que supprime diversos empreados da repartico
das obras publicas.
A casa comprebende que quando se trata da
suppresso da empregos, quealm de harerem
sido creados por lei. sao de mais a mais exerci-
dos. isto materia importante para ser bem con-
siderada, e rejo que da diseusso tanto havida
nesla cssa, como dos motivos que particularmen-
te teem sido ponderados, outra razo nao se apr-
senla alm da que relativa neceisidade que
reeonhece a cammisso de equillibrar a despeza
da provincia com a receita....
Um Sr. Deputado :Essc pouco I
O Sr. Gitirana :Eu. Sr. presidente, se bem
comprehendo que esta a razo mais forte, sem
duvida. que se possa apreseolar para desenvol-
ver em nosso espirito o mais serio cuidado na
decretago de rerbas de despezas, todava eoten-
do que nao ella urna razio poderosa para tra-
zar em resultado a suppresso de empregos desta
ordem.
Supprimirem-se empregos, Sr. presidente, que
alias sendo de notoria necessidade importa a sua
despeza na quanlia de 6:6889000, sendo com o
tese
ureiro da repartico das obras publicas___
ordenado de desembargador ; e 4a, approrando a 1:6809000, com o engenheiro 2.88OS0O0, com os
aposentaca concedida ao desembargador Frao- | dous "gentes 2:1289000. o que tudo preaz a som-
cisco Goncalres Martins, com as houras de mi- i,aa do 6:688*5000, emendo que nao importa isto
nistro do supremo tribunal de Justina, e ordena- uma economia que dera levar-nos tirar por
do correspondente ao lempo que" tiver de ser-
vico.
Segue-se a 1" discusso da proposico da refe-
rida cmara dispensando as leis de arnorlisaco a
favor da irmandade Je Sauto Antonio dosPobres,
Nossa Seohora dos Prazeres e outras.
O Sr. Jobim pondera que existem pendentes de
decisu do senado alguna orojectos dispensando
as leis de arnorlisaco em favor de diversas cor-
poracoes religiosas e estabelecimentos pios, e que
pede a justica que as suas disposices sejam ao-
nexadas s da resolucao que se discute ; por isso
requerer que v commisso de fszenda. para
tomar em consideraco o que acaba de observar.
E' lido e apoiado o seguinte requerimento :
Proponho que seja remeltido este projeclo
commisso de legislaco, para incluir neste ou-
tros projectos aniigos que existem no senado so-
bre materia semelhante.Jobim. >
Nao bavendo cas* para votar-se, Oca prejudi-
cado o adiamento e encerrada a Ia discusso da
resolucao.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia e levan-
ta a sessao ao meio-dia.
sao
SESSAO DE 17 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de bael.
A s onze horas da msnha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes trinia Srs. sena-
dores.
Lidasas actas de 15 e 16 do corrente mez
approvadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. secretario 16 dous avisos : um do mi-
nistro dos negocios da guerra, e outro dos nego-
cios da marioha, acompanhando exemplares ira-
pressos dos respectivos relatnos aposentados
na cmara dos deputsdos. Sao remettidos
commisso de marinna e guerra.
O mesmo Sr. Io secretario participa que o Sr.
visconde de Sapucahy novia communicado echar-
se anojado em coosequencia do fallecimento de
um seu filho.Mandou-se desanojar
ORDEM DO DIA.
Entra em 1" discusso. e passa sem debate para
a^o parecer da commisso de coostituico re-
lativo a Uceoca pedid pelo Sr. seoador Candido
Baptista de Oliveira.
Submeltida a votaco por ter ficado encerrada
a 1 discusso da proposico da cmara dos de-
puiados, dispensando as leis de amortizacao k
tavor da irmandade de Santo Antonio dos Pobres
Nossa Senhora dos Prazeres e outras: pasaa a di-
ta proposico para a 2a discusso, na qual entro,
logo comecando-se pelo art. 1.
OSr. Dantas oppoe-se resolucao que se dis-
cute, por oio comprehender que ulilidade posea
resultar de dispensarem-se as leis de amortisa-
gao a favor talvez de cem irmandades da corte e
de dtfferentes provincias. A conlinusrem as cou-
sas assim, desconfa que em breve acontecer no
Rio de Janeiro o meamo que na cidade de ap-
les, onde dous tercos dos predios pertencern aos
conventos e as contrarias.
O Sr. Penna julga que algunas das coneessoes
fetlas por esta resolucao sao razoaveis e justifica-
das, como a que diz respeito irmandade de
Santo Antonio dos Pobres da corte. Grande uu-
mero deltas, porm, nao asseotam em requeri-
mentos documentado, e s tiveram origem em
simples emendas offerecidaa na outra enmara ;
de maoeira que nao ae pode formar juizo a seu'
respeito. Ora existe peodente de deciso um pro-
jecto formulado pelas commissoes de fazeodae
legislaco, estabelecendo regras genes para es-
tas coneessoes ; e parece que o senado proceder
com mais acert adiando a resolucao de que se
trata at que decida a sorte de It projeclo.
assim dizer, o pao esses'dversos pais de familia
que os exercem, e digo que esta razo nao dere
prevalecer, porque se atteodermos roaneira por
que o projeclo de ornamento est confeccionado,
reremos que all muitas rerbss de despeza eslo
demasiadamente exageradas.
Assim, Sr. presidente, que para justificar o
que estou dizendo, me pr6raleco apenas do arti-
go Io desse projecto que trata da verba votada
para esta assembla ; ahi se diz, Sr. presidente,
que a quota ser de 17:9409000 om tres mezes de
sessao,
O Sr. Theodoro da Silva : Mas tambem nao
atiende que ha muitas verbas de receita, que se
nao realisam da forma porque csto orcdas?
O Sr. Gitirana :Dizia eu, a verba votada pa-
ra fazer face despeza com tres mezes de sessao
desta assembla para o exercicio futuro, de
17:9409000.
E a commisso marcando verbas desta ordem
que pretende muitas vezes sem respeilar direi-
tos adquiridos, estabelecer o equilibrio entre a
receita e despeza, quando, Sr. presidente, s nes-
sa verba se v um excesse mais que bastante pa-
ra compensar o ordenado que a provincia paga
a esses empregados cujos lugares hoje procura-
se supprimir?
Um Sr Deputado :Mas nao %e est dizendo,
que em compeosacao muilos impostos deixam de
ser cobrados ?
O Sr. Gitirana : Em compensarlo ao que o
nobre deputado diz, eu direi tambem que muilos
outros impostos pela boa arrecadaco sero mais
avullados, produziro sommas maiores do que as
oreadas, e por cooseguiote serve isto antes para
compensar o que o nobre deputado diz, do que o
que eu dizia.
O Sr. Theodoro da Silva : Diga ento quaes
as bases que ha para fazer-se um orcamenlo.
O Sr. Gitirana :Eu referindo-me logo ao pri-
meiro artigo, vejo que ahi se marcara 17:9405000,
mas um facto, Sr. presidente, que esta assem-
bla funeciona regularmente dous mezes....
O Sr. Theodoro da Silva :Dous e meio desta
vez.
O Sr. Gitirana : As vezes ha prorogaco de
qualro, seis ou oito dios....
Um Sr. Deputado : Tem havido de mez.
O Sr. Gilirana :Eu nao admiti que em uma
crise em que todos os nobres depotados recoohe-
cem a necessidade de te economisar os rendi-
menlos da provincia, sejamos os primeiros dar
motivos psra prorogecoes....
O Sr. Nascimeoto Porlella :Pode haver exces-
so em algumas verbas, masn'outras ba de-dar-se
falta.
O Sr. Gitirana : Eu chego l; os nobre de-
putado* ainda me nao deixaram concluir, ainda
nao sabem se en deixarei de apreciar devida-
mente essa contradicho que em mim querem en-
xergar antes de lempo.
Dizia eu, que a assembla reconhecendo qae o
estado de Aoancan dn provincia nao satisfacto-
rio, que ha ata dficit, dever ser a primeira em
zelar esse mesmo reodimento da provincia, e as-
sim principiar por si mesma a economisar ;
concorrendo assim para qne a sessao nao seja
prorogada.
Um Sr. Deputado :Este anno tem solado, mas
j estamos com duas prorogacoes.
0 Sr. Gilirana : E' assim que remos que
funecionando a assembla apenas em dous me-
zes, ainda qee tenbamos quatro, seis ou des das
de prorogaco, a quanlia neeesseria para com-
pensar os deputado* nessa prorogaco, ser suffi-
centemente compensado com as fallas dos de-
putado* em deua meaos, e portento leremos nessa
verba o accrescimo de 5:9809000 qu* salva a des-
peza que faz con o* en pregados da repartico
sent, eje que
UntSr. deputado : E' o contrario.
O Sr. Gibrjos : o nobre deputado' a este
respeito san me poder convencer do contrario,
ser que eu pereorri muitoa engenhos da provin-
cia na minha vlagem para esta capital e as mui-
tas viagens que fiz antes deste, tive occasio
de ver muito boaa safras que se eslo creando.
Portanto digo qua sendo a reeeita calculada pelo
medio do rendimento dos tres ltimos asnos, a-
gora qne ha motivos para esperar-ae que a sa-
fra futura ne ser semelhante que tiremos
ltimamente, que por diversas causas foi m,
tiro como concluso que o projecto da ornamen-
to est na receita para menos e na despeza para
mais, oque um facto desde que no artigo 1
eu mostr umadifferenca de 5.9809 rs. para mais
na despeza.
Mas prescindamos mesmo desta consideraco,
e apreciemos o facto de que se trata ; oda sup-
presso de empregos, e vejamos se pode essa
suppresso ser adoptada como um meio de equi-
librar a receita com a deapeza. Eotendo que nao,
por que nao com a quantia de 6:688S000
reis.... ,
Um Sr. deputado : Com essa s nao.
O Sr. Gitirana : Nao com a quanlia de
6:688$ rs. que equilibraremos a receita com a
despeza, e ninguem dir que supprimir empre-
gos seja o melher meio de poupar as rendas da
provincia.
O Sr. Souza Reis : Oh 1 senhot I
O Sr. Gitirana : Desa'o momento que taet
empregos fossem recoohecidos como1 necessarios,
desd'o momento e*n que elles teem funeciona-
rios, que deremos respeilar os direilos desses
fuoctionarios e smente n'um caso extremo
que deremos modificar esse direito, minea quan-
do nao ha uma necessidade absoluta, tincar-se
esses pies de familia na miseria, privando-os
al do pao diario...
Um Sr. deputado : Applique tambem isso
aos empregos do Gymnasio.
O Sr. Gitirana : Ora, Sr. presidente, se cer-
to que o estado da prorincia oso lisongeiro,
que ha dficit e que convem assembla equili-
brar a sua receita eom a despeza, tambem uma
verdad* que dere ser recoohecida pela casa, que
nao legislando-se smente para o dia de hoje
que poderemes conseguir fal flm. Se um dficit
pesa sobre a prorincia, por rentura ser um
principio de economia, que s n'um inno, n'um
exercicio, n'uma lei de orcamenlo, feita como
eu mostrei, se devam tomar medidas que pos-
sam salvar esse dficit? Mo, nos sabemos que a
assembla legisla para muites aonos...
Um Sr. deputado : O orcamenlo annae.
O Sr. Gilirana : Mas desde o momento em
que se reeonhece que a assembla nao legisla
s para o presente, reconhecer-se-ha que essas
pequeas economas, nao livraro a provincia
do dficit que sobre ella pesa hoje. Assim, Sr.
presideute, a minha emenda est inletramente
de accordo com estes principios, porque o que
eu desejo que se respeite o direito desses func-
ionarios; e que a todo o lempo que por qual-
quer eventualidade venham a vagar seos em-
pregos, sejam supprimidoe, assim succeder que
quando chegar um anno em que em virlude des-
ta medida esses empregos nao sejam mais exer-
cidos, a assembla nao lera mais necessidade de
marcur quota para elles, ento veremos que a
medida que hoje se preteode realisar por um
modo violento, ser amaohaa realisado sem of-
fensa de direilos adquiridos. E, se a assembla
nao deve como j disse trabalhar s para hoje,
se ella legisla para o futuro engrandecimiento da
provincia, para que, senhores, vamos dar passos
como este, tirarmos muitas vezes o pao a paes
de familia, mostrando-oos assim zelosos e muito
econmicos dos dinheiros publicns, para ami-
nha encontrarmos aqui raesmo quem veoha
esbauja-los e assim flesfazer o fructo de nossas
economas I
0 Sr. Fenelon : Quem ha de ser ?
O Sr. Gitirana : Deus quera que nunca te-
nhamoa quem o f{a 1
O Sr. Oliveira : Pode ser a legislatara fu-
tura.
Um Sr. deputado : Facsmos o nosso dever,
embora quem quer que seja nao o faga.
O Sr. Gitirana : Assim rea casa, que eu
tire algum fundamento para mandar mesa a
emenda redigida como est.
O Sr. Oliveira : Teve muito fundamento.
O Sr. Gitirana : Entendo como a commisso
que deremos acabar cora aquelles empregos que
nao forem de reconhecida necessidade, para que
nao venham amanha augmentar o nosso decit,
mas faze-lo de modo que respeitemos o direito
dos empregados actuaes, que acabemos com os
empregos desnecessarios seno hoje, amanha,
mas com i dupla rantagem de economisarmos e
de nao tirarmos o pao a quem tanto necessita
delle.
As ideas que expend a respeito deste projec-
to, terei de faze-la extensira as do orcamenlo
quando elle tirer de discutir-se, e ento tratando
com a minuciosidade da materia, moltrarei
casa que nao ha necessidade de medidas desta
ordem, e que nao deremos por meios laes de-
safiar o clamor publico dimiuuiodo ordenados
que reconhemos iusufficiente para as necescida-
des da vida ; oppondo-me deste medo a algu-
mas medidas indicadas pela commisso dos 7
membros eocarregados de rever o oreameoto.
Tenho concluido.
sm sua pessoa,
pelas ras desta cidade dessalgo e
transitando
malvestido 1
Esse sacerdote reside actualmente os Imbir-
beira, reguezia dos Afogades, e diz achar-se sus-
penso de orden* ba qualerze annes, sendo esta
oal atacando a sociedade qne. diz elle, se orga-
nera para raeoepolisar olivre commereio de car-
ne secca, impendo aos dones e consignatarios de
oav-ios a obrigaco de s venderem iT bordo ner-
fioes.de cem arrobas.... Oh que terrivel aecu-
i I..., que senttntlla vigilaote|na fallada I I !
T REVISTA DIARIA.
Teodo o Sr. Dr. chefe de polica sabido psra
o interior, acha-se no exercicio interino desse
cargo, "o Sr. Dr. Amaro Joaquim Fonceca de Al-
buquerque, actual delegado.
Foi designado o Sr. Dr. Jos Antonio de Fi-
gueiredo para fazer parte da commisso de exa-
me, que deve proceder-se na Faeuldade de Di-
reito.
Continua a servir no arsenal de marinha
sobas condicoes do contrato anterior, cujo termo
?.**!* "P,ra Mana Colsoul.
Acha-se designado o dia 5 do futuro mez
para a reunio da 3a sessao judiciaria do jury des-
te termo do Recife.
E' presidida essa sessao pelo Sr. Dr. juiz de di-
reito da 2* are criminal Francisco Domingues da
OH Vela
Hoje tem lugar a iospeceo des individuos
da psrochia da Boa-Vista, que o requereram ao
conselho de qualificago da guarda nacional res-
pectiva.
Comeca esse trabalho s 10 horas da manha
no consistorio da matriz.
Hje deve realisar-se a arremataco do ren-
dimento dos chafarizes e bicaa d'agea potavel des-
ta cidade.
- Nao ser possivel acabar com esse costume
de tazer-se das mas lugar de despejo, laucndo-
se para ellas pelas jaoellas e vsrandas quanta
immundicia ha as casas dos taes avesados se-
melhemtt economia ?
Sabemos que sobre isto ha disposico consig-
nada as posturas municipaes, mas que se im-
portam com ella os referidos econmicos, se
lettra mora, que nao tem applicacio ?
Todava, muitas pessoas tem sido e outras vo
sendo victima* da falta de effectividade da lei. A
disposico da postura municipal esse respeito
eum luxo, que deve serbaeido, mesmo para evi-
ax-----. """" "*" ue terca-ietra
differeotes senhoras de uma familie, que passava
VBaid' .Ia,Per,lrI P o caes do Capibarlbe
soffrivel e inesperadamente borrifadas ou asper-
gidas por um hottido ommonioco-/ecai, tirado
do lerceiro andar do sobrado da esquina, por
urna fresta eu claro, para a travessa do referido
CABS.
E a isto haver comento a fater-se ?
Nao levar um facto deates desatinos justifi-
esdos per todos os principios de apreciacao. mas
punidos pela lei que nao quer. qae sobre a justi-
ca aooisl se erija a particular ?
pena Infligida ao mraiio"poVacTrv7deno*s"p7a*"(I> cr'i!?.?.}!^0 ^T/' "" l9m *9 *-
i.cado* contra oulro sacerdote, segundo no-lo ccu.ari /?,, ea?# Hcca qV ."" 8U*
dizem. accusaeao e por dentis alegrosa e mal intencio-
Parecendonos que o seo crime on falta li se' U *L ^ C*m *U? nad? m"* f" cantarada
cha expiada, equ. se de.e priv." pVpalVcso H-E'!^! ?VDiu8UC- sqifesU par. com
de um espectculo to pouca digno e que acarra-
la a desconsiderico para o sacerdocio, nao po-
demos deixar de por elle interceder para com
. txc. Krm.", qua per certo ignara
que se acba reduzido esse ministro d
tropeceu na carreira da vida, e que tambera assim
na sido punido.
O sacerdocio um desses ministerios
desconsideraclo de um seu membro reflecte
lamente sobre todo o corpo, e a elle ligar...
a mais alta importancia, releva qae jamis se d
occasio de fazer declinar a veneraco devida.
Nao se deve suspeitar da esposa de Cesar.
Nem com isto queremos a irapunidade do de-
licio ; a este sempre deve seguir-se a pena, mes-
mo para moralidade da instituicao ; todavia es-
tando aquello sacerdote sem duvida revocado
lesipisceocia, seria digno d. paternal corceo de
osdooos e consignstarios de navios, irrogando-
Ibes, pira assim dizer, uma injuria.suppondo-os
capazas de se curr.rem s imposedes dos com-
aabiacco^ rarc,a.olae carne secca. o. quaes. todos uni-
o alur oue f0"' Df f9*** f"**>n* "nhum daquel-
mbera assim '"V^*' MM "T^ 8 "I"*"'
*" Sabei, pois, cantarada, que eslaes de enltne/a
ios aue a k"* rel"M' enier boia, e suspirando taires, lu-
ctedirec iE*J por eQtre por,as ,rfM" consoladora
gando-se gjJj-*> y**. 0js ausenda re. obriga
'ultTar oa fados, fallar despejadamente"
veraade ; pois que os donos e consignatarios de
nar10ipdem vender o seu genero em porces
me de uma libra ; e os commerciantes o com-
prara a quem thesconvm, e as porces que lhes
parece : 6s oao tendea o poder de os obrigar a
comprar a este oa aquello...entendis ?.... O
commereio lirre. e lude mais sao historias da
S. Exc. Rvm> aligeirar-Ye a sorte" pr ^orcio! "ffj' *" 1 J* d. fogo 1
nando-lhe um asylo onde possa elle'rec'oncen-
Irar-sa dessa vida misrrima a que eleraram as
eircumstancias, e assim tirar dos olhosda popu-
lacho uma secna viva de degradaco pfssoal e do
propno ministerio.
~~a AraaDn5a D0 consistorio da igreja do Rosa-
rio de Santo Antonio se exlrahir a Ia parte da Ia
lotera em beneficio igreja do Rosario de Mu-
ribeca.
Passageiros do vapor Persinunga, sahido
para os portos do snl: Antonio Francisco de
Albuquerque Santos e 1 criado. Thomaz Lins Cal-
das e 1 eriado. vigario Francisco Pedro da Silra
e 1 criado, Joaquim dos Santos Diniz, Jes da
Cooceicao Olireir e Figueiredo, Luiz Pereira
boncalres da Cuoha, Joaquim de Souza Ferreira
Mauricio Jos de Torres Temporal, Manoel Jos
bornes de Pinho, Francisco Jeronymo da Fonceca
Lopes e t criado, Pedro Francisco Ferreira de
Mello, Joao Aires Branco, Eduardo Jos Teixeira
el enado, Joaquim Jos Ferreira, Anejaste Cy-
risco de Oliveira, Carlos Francisco Soares de
Bnto, Manoel Tolentino de Horaes e 1 criado
Antonio Jos de Amorim, Joo Jos de Miranda'
Antonio Teixeira Pinto, sentenciado Jos Vieira'
do Nascimento e 2 pracas, Joaquim Manoel Cor-
deiro, Anacleto Jos de Millos, alteres Jos Joa-
quim Pereira Vianna e 1 praca, Manoel Joaquim
da Silva Leo. Ubaido Umbellno Ramos.
Passageiros do hiate brasileiro Exalaeo
sahido para o Aracaty :Thomaz Antonio Espiu-
ca. D. Francisca Balbina da Silva e sua rilha,
Luiz Demetrio Coelho e i criado, Antonio Gas-
par Pereira Jnior. Camiilo Brasiliense de O. Ca-
valcanli, Aulooio Ferreira Antello.
Foram recolhidos casa de detenco no dia
18 do corrente 6 homens ; livres 3, es"cravos 3;
a ordem do Dr. chefe de polica 4, inclusive os
E demais, cantarada, vos parecis ainda mnito
oocaiou recrujo pouco pratico nos limites das
ras desta cidade, do contrario ne chamarieis >
LUiri" immunua) P" Collegio (hoje Caes
de 22 de Novembro) rua do Imperador 1
Se tendea ehamado a atteocao dos Srs. flseaes
sobre o abuso de alguna taberneiros compraren
a bordo cem e duzeotaa arrebas de carne, amar-
rada em ceslaes de quatro e cinco arrobas, para
ser veudida desta forma nos fundos das tabernas
fts escondidas, al em das sanios, quando nos
consta que os armazens teem sido multados por
venderem alguma libra em taes dia.; porque a
le o prohibe, e esta deve ser igual para todos :
mas vs, Sr. senlinella da carne secca, para qu
* aeixaispassar por alto nos referidos dias ? Ser
por ignorancia da respectiva lei, ou por conve-
niencia propria?! v
E' certo que a lei nao prohibe s tabernas ven-
derem carne secca, nem lhes maica a quanldade
que poderao vender ; mas est subentendido que
sendo essas casas de negocio a letalho, e haven-
do uma le especial, que designa a rna da Praia
para armazens e depsitos de carne secca. prohi-
bodo expresssmente que os najara em outra
qualquer rua da cidade. e impondo penas aos
contraventores, nio podem os taberneiros, que
naoforem da rua da Praia, fazer deposito naa re-
eridas casas de dezenas e centenas de arrobas de
tal genero, quando uma at duas arrobas mais
que 8ufflcieote porgo. para vender em libias e
quartas sobre o balco.
E'esta.Sr. sentine//a recrula, a verdadeira
lgica e cencisa interprelaco da lei. e nao a que
vos convenientemente Ihe haveis dado; porque a
passar este abusivo precdeme, os armazens de
; carne secca nao leara sabido da enliga praia do
ollegio, porque pouco custaafazer-se meia du-
-------- .. w., ,r. uc yuiiiia ^, lucrativo OS i ,, a _.-m ,---------. ..... ""^
preos Bonifacio e Ricardo, este escravo de Jos 1,11 n pral!!*ir's' enche-las de garrafas vasias e
Nunes de Olireir*, eaquelle de Diogo Jos Leite
(juimares; la ordem do subdelegado de Santo
Antonio, queo prelo Manoel, escravo de Joa-
quim Jos Aires ; e 1 a ordem do da Boa-Vista.
Foram recolhidos mesma no dia 19, 3 ho-
mens livres e 1 escravo ; a ordem do subdelegado
do Recife 1 ; a ordem do de Santo Antonio 2; a
ordem do da Capuogs 1, que e preto Claudio,
escraro de Jos Loareoco da Silva.
MORTALIDAOK DO DIA 20.
Manoel, Pernambuco, 6 dias, Santo Antonio ;
espasmo.
Eugenio, Pernambuco, 14 mezes, Boa-Vista ;
Intentes.
Genoveva, Pernambuco, 20 aonos, soltelra, es-
crava, S. Jos; febre typhoide.
Luiza, Peroambuco, 15 dias, escrava, Boa-Vis-
ta ; cnovuUes.
Secunda Luiza Teixeira, Pernambuco, 25 an-
uos, solleira, Boa-Visla ; tubrculos pulmonares.
Francisco Jos da Silva, Bahia, 22 aonos, sol-
teiro, martimo, Recife ; gastro incefalile.
Jos, Pernambuco, 7 mezes, S. Jos ; convul-
soes.
Julio, Pernambuco, 1 mez e meio, S. Jos :
eclampsia.
Thsreza Maria de Jess, Pernambuco, 90 an-
uos, viuva. Boa-Vista ; erysipella.
Anua, Pernambuco. 60 annos, solleira. escra-
va. Boa-Viata ; albermonuria.
Matadocro publico.
Malaram-se no da 19 do corrente, para o con-
sumo desta cidade, 127 rezes.
No dia 2081.
Coiimunicados.
0 teoente-general Barao da Victoria.
Ha um aono. foi dado sepultura um dos ho-
mens mais respeitaveis do Brasil: morreu hon-
rado ; mas acabou pobre. Se na carreira militar
percorreu todos os pestos, desde o de soldado at
ao de lenente-general, s deveu-o aos seus re- condescender-se com a vontade poderosa
levantes servicos, e nao a aolicitacoes e bai- E""'"'1 A~----------'-
xezss.
Em uma biographia, que escrevi pressa e
corro impressa, enumerei seus servicos prestados
patria de adopeo, e por isto deixo de lembra-
los, para nao repetir aquillo que nao deve ser es-
quecldo. Fago votos ao co para que se nao deem
occasioes, em que sua roorte seja para esta pro-
vincia causa de grandes calamidades em coo-
sequencia da ordem compromellida; mas, se
Dos nao permitti-lo, e alguem peder fazer o que
elle sabia fazer, eslou convencido de que ninguem
o far melhor, nem mais desinteressadamente.
Poucos homens depois da victoria podem conter
o exaltamento que d o combale, e, se livermos
de passar por calamidades, coohecero os venci-
dos que lodos nao lem coragoes to bem forma-
dos quanto o distincto Baro da Victoria, que
nunca perseguio pessoa alguma e'protegeu sem-
pre a todos que precisaram de sua influencia, le-
vando sua dedicago a ponto de compromelter sua
carreira para livrar de morte inevitavel alguns :
e isto muito.
Se o enthusiasmo, a que me faziam chegar suas
aegoes, por vezes me levaram a coosidera-lo como
um here, sua morte mergulhou-me em pesar
inyencivel, que vai-se reflcctindo sobre minha
existencia, e preoecupa continuamente meu pen-
samento que me nao deixa esquece-lo. Era um
amigo dedicado, a quem nunca imporluoei com
pedidos; mas estou persuadido que, se precisasse
de sua influencia para alcangar alguma cousa,
esta me nao faltara. O que delle digo a este res-
peito podem dize-lo todos os seus amigos; e o
que disseram todos os joroaes sem distinego de
cor poltica uma prova de que era estimado de
lodos: raro exemplo que conslitue seu maior
elogio.
Tantos homeos distinctos lem bailado sepul-
tura nesla provincia ; mas nenbum leve em sua
morle to significativa expresso de dr. Ha
um anno, uma mnltido pesarosa concoma ao
cemiterio acompanhando o cadver do Ilustre
Uado: ha um anno, os estabelecimentos com-
merciaes desta cidade se cooservaram fechados
durante seu funeral. Quem pois leve tanto ? Ami-
gos e adversarios polticos se cosfuodiam na dr,
iodos senliam o passameoto desse homem que,
podendo proceder como muitos e morrer deixan-
do fortuna, ounca se apartou do caminho da hon-
ra, e terminou seus dias deixando uma espada
sem mancha, e uma familia pobre 1
Nao foi a idade, que roubou a existencia ao
Baro da Victoria : sua constituigao vigorosa pro-
meltia uma vida de longos aonos. Foi sua dedi-
cago ao servico que mioou-a, e, sem essa dedi-
cago, a morte se nao apresenlaria to cedo sua
porta ; nao concorrendo penco para isto os des-
gostos, por que passou nos seus ltimos dias, de-
vido. a nao querer subscrever ao patronato e in-
disciplina.
Ugellas, e dizer-se aos Srs. seaea; que as taes
casioholaseram tabernas e nao armazens de car-
ne, etc., entendis camorado!
Dizeis que na Babia e Rio Janeiro, a carne sec-
ca vendida em qualquer rua.... Oh 1 que feliz
descoberta deveis por ella requerer um premio
a assembla proviocial, ou um privilegio de dez
aunos para os vossos snpsriores venderem djto
genero, por mdico prego, em barracas volante
as pragas publicas.
Queixai-vos, camarada das conveniencias, siro,
queixai-ros da le que designou um s lugar para
a venda desse genero.
Tambem nos sabemos que, nesta cidade, as ta-
bernas sempre compraram do uma al dez arro-
bas para retalharem mas nao cem e duzentas,
comoj dissemos; pois isso praticam meia duzia
de taberneiros ambiciosos (de vossa camorada-
gem, talvez) que teodo armazens na rua da Praia
lucraram tanto, que alirxram no meio da ruao
pote e as esleirsdizendo : que nao queriam
as tabernas objeclos que lhes trouxesse a lem-
branca os armazens de carne secca ; e agora,
como nao pagam o costeio e nao lhes llca refu-
go, querem ser tolerados, e nao consenlem que
se lhes toque.... E' porque alguma cousa re-
ceiam, e tanto assim que (seja dito de passagem)
j cooseguiram collecar em sua defeza e de seus
communs interesses um vigilante sentinella, que
apezar de recruta vai improvisando rasesde ca-
boa* etquadra, pescada* de orelha, e transmit-
idas ao publico por influencia milagrosa de S.
Pagar me-ho Abbade, que se festeja na igreja
da paimo da mo de qualquer gorgeleiro I
Se o periodo Ordem disse : que os arma-
zens se mudaram da praia do Collegio por ser a
carne secca nociva saude publica nada te-
mos com Isso, e a respectiva redaego, se quizer,
dar ao camarada as razes em que se funda.
Nos. a tal respeito, pensamos de diversa forma,
pois sabemos que a maior parte das leis, no nos-
so paiz,sao feitas sob influencia e interesse par-
ticular, como vert arotio : a remoco dos ar-
mazens, d'aquella praia para esta ru, foi para
condescender-se com a vontade poderosa e irre-
sislivet de um opulento proprietario, que tioha
aqui muitos predios e nada valiam at a data
d'aquella remogo ; e como esse proprietario j
nao existe, j se diz por.ahi, que a cmara mu-
nicipal ha de organisar uma postura para de do-
vo serem removidos os armazens de carne l
para o aterro dos Afogados, (hoje rua Imperial)
am de favorecer-se a cerlos proprietarios que
esto com as algibeiras sem vista 1
Se quer o camarada tentinalfa da carne secca,
ou alguem por seu orgo, que os Srs. Googalo Si
C,sejam conservados nos lugares em que exis-
tem com os seus armazens, sem liceoga e contra
a disposico da respectiva lei, fagam com que
ella se revogue ; do contrario devem estabele-
cer-se no lugar indicado, que lem semore arma-
zens eixados, eslabelecimentos e oflicinas de
loda qualidade ; o que bem prova ser a rua mui-
to sufBcieote Dar o commereio de carne secca, e
nao insuficiente como alguem tem dito na cmara
para ver se consegue a lal desejada remoco, no
que perde o seu tempo ; porque uma postura mu-
nicipal nao pode revogar uma lei da assembla
provincial.
Muito se mostra encommodado o camarada
sentinella com a lal sociedade da carne secca,
quando nesta cidade os ha at de sapaeiros, e o
camarada nada lem dito a respeito da caresta do
colgado 1
Deixamos de responder a outros tpicos do ar-
rasoado do cantarada pela sua pouca ou nenhu-
ma importancia, ou por carem prejudicados com
o expendido.
Rogamos aos Srs, redactores se digoem de
supprimir nestas mal tragadas Iinhas o que nao
for digno da apreciacao do publico, a quem sup-
plicamos indulgencia para comuosco ; visto co-
mo pratiea nenhuma, nem mesmo theoria temos
da litleratura.
Estamos em observa cao am de ver se pilha-
l-mos o camarada sentinella recruta dormiodo
em seu posto, para o prender, e, meltido em
conseibo de guerra, ser-lhe imposti a pena do
respectivo ,regulamento.
Neste firme proposito fica rondando
O cabe da guarda.
Recife, 18 de junho de 1861.
20 de junho de 1861.
Dr. A. F.
Correspondencias.
SMnhi.ii.riL ,, .. ?oes precisa! para eacnntor, nsm temos a des
Kaba-1. StZnXLL1"' ,elh0r d"P'lh9 fln. Wda mania de macar o re.peiU.,1 publie
Bno^afS21JLiPlirt ^ ot eeommicos com asnaticos escriptos, que s revellam tele-
nao tennam o mcommodode proenrarem a* fres-
ir, redactores.Nao possuimos as habilita-
edes precisa para escriptor, nem temos a des-
s, e sirvam-se logo sem retuge das rarandar
ou lanellns para mandarem aos miseros mortaes
a sua chuva fertilisadora; qne bem
poderiam dispender comsigo propries, pois aquel- x
les se satinaran) cem o que a* rua* contera j.
nom.lDslem\m?ZI'i!Ii?,afee?2!!e iste de da tS WcVrranteTpeWsinid. vez, "aVarace
nomo Saleara, cujo estado de misen, o mus \ em seu posto de tncommeSa, ou de tntrew sra-
ravel pedastari. ; na* lembrados do enligo axio-
maescreva quem anixer, e leia quem souber,
trevemo-nos, por esta vez smente, a lancar
mo de nossa tosca penna, para dar ama breve
resposta ao correspondente deste bem acreditado
oroalquese assigna O sentinella ; e que no
COMME1ICIO.
Alfandef
Rendimento do dia 1 a 19.
dem do dia 20. .
286:854*572
13:2141397
300:668996
Movimento da alfaudes;*.
Volusies entrados eom fatenda... 112
* eom genero*.
Volumes sabido, com fazenda...
> eos. asnera...
152
"78
214
271
392
Descarregam hoje 21 de junho.
Brigue inglesWillingion irilhos ds ferro.
Barca inglezaGangesidem.
Barca inglezaBonitacarreo.
Barca francezaAdelefazenda*.
Brigue inglezAntigu-Pacbtcarvo.
Polaca hespanhola Chronomelro carne
charque.
Polaca hespanholaDespegadaidem.
Polaca hespanhola Indiaideo*.
Sumaca hespanholaArdillaidem.
Polaca hespanholaEsmeraldaidem.
Escuna portugueza Maria da Gloriamercaee-
doriae.
de


** SEITA VEttA B MI JUWWO'LW M*.

Bogue BrasUeire ion Amigo gansees do
paiz.
Hiato brasileoSanta Ritadem.
Exportado.
Da 18 depioho.
Barca nacional uift para o Ra da Prata,
carregou Feliciano Joi Gomes, 50 barricas com
403 arrobas de assuear.
Brigue portaguez S. Manoel 1., para o torio,
carregou Manoel Joaquim Ramos e Silva, 400
saceos com 2,000 arrobas de aisacar.
Barca portuguesa Flor da Main, para o Porto,
carregaram Bastos & Olireira, 91 Darriscom..
5,456 medidas de niel.
Brigue hamburguez Georg, para o Canal, car-
regaram C. J. Asttey 4 C.\ 100 saceos com 500
arrobas de assuear.
Barce ingleza John Martin, para Liverpool,
carregaram James Rtder & C, 300 couros salga-
dos com 8,856 libras.
1t
Brigire portuguez S. Manoel I., para o Porto,
carregaram Barroca & Uederros, 122 saceos com
610 errabas de assuear.
Brigue hamburguez Georg, para o Canal, car-
regaram C. i. Astley & C. 600 saceos com 3.000
arrobas de assuear.
Brigue hespaohol Cecilia, para o Rio da Prata,
carregaram Aotunes & C, 30 pipas com 4,520
medidas de agurdente.
Patacho besuanhol Paco, pira o Ro da Prata.
carregaram Jos Velloso Soares A Filho, 20
barricas com 1,678 arrobas a 6 libras de assuear.
Patacho portugus Lima, para a Ilha de S.
Miguel, carregaram Joo Reg Lima, 5 pipas
com 920 medidas de agurdente ; Carvalho o-
gueira & (]., 46 barra com 1,800 medidas de
mel.
Barca nacional Imperatriz, para o Rio da Pra-
ta, carregaram Amorim Irmaos, 100 pipas com
18.400 medidas de cazaba.
Patacho portugus Maria da Gloria, para Lis-
boa, carregaram Francisco Severino Rabello &
Filhos, 15 pipas com 2,760 medidas de caxaca.
Barea ingleza John Martin, para Liverpool,
curegou Luiz A. Siqueira. 6 saecas com 25 ar-
robas e 20 libras de algodae.
Beccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambneo.
Rendimeoto do dia 1 a 19. 28:4913818
dem do dia 20.......23363092
30:827*910
de'A-breu, ao/ parto do Jos Bapti&ta da Fe
Jnior peUo alsta ; termes em que hosve
Consalado provincial.
Rendlmento do dia 1 a 19. 50:125*772
dem do dia 20.......4:7963721
54.922J493
YiM*ntO'io porto.
Navio entrado no dia 20.
Rio de Janeiro14 das, barca hespaohola Maria
Natividad, de 414 toneladas, capito Manoel R.
del Castillo, equipagem 14, carga lastro ; a via-
va Amorim & Filhos..
Navios sahidoB no mesmo dia.
Aracalyhiale brasileiro Exhalando. capito Tra-
jano Aotunes da Costa, carga differentes g-
neros.
Bahiabarca ingleza Miranda, capito John W.
Syraons. carga parte da que trouxe de Terra
Nova.
Rio de Janeiropolaca nacional Esperanca, ca-
pito Joo Zeferioo da Costa, carga assuear e 2
escravos a entregar.
Portos do sulvapor nacional Peninunga, eom-
mandaote Manoel Rodrigues dos SantosMoura.
Observares.
Suspenden do lamaro para Calcuta a galera
americana me/y Farnum, capito Sernos, com
a raesma carga que trouxe de Mazettan.
dem para Bahia, sumaca hespaohola Elisa,
capito Boaventura Marestaoy, carga a mesma
-que trouxe de Barcelons.
a. a. o. 9 a. -5 Horas.
w z B er e B Lthmosphera O eo OO P3 P3 < si e S 5 "i
'* B 03 g 1 Dirtccao. M a H o
w n o V o oa c es i Intensidad*.
3 -4 ce QD -4 -5 3 \ Fahrenhtit. n a o a
s oo a IO -i* 1*> Ctntigrado. O
-4 O s Hygrometro.
O o o o Cisterna hydr mtrica. S-
-a O P 4 o .00 > oo Francet. > o w H 9 O
ea o ce o o ce o W O ce o 00 Inglex. *
A noile nublada e de pequeos agoaceiros, ven-
to ESE regular at as 4 h. que rondou para o
'terral.
OStfLAQAd DA MAR.
Preamaras 1 h. 30' da tarde, altura 6,6 p.
Baixamar as 7 h 18' da manha, altura 1.6 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 20 de iu-
oho de 1861.
Romano Stepm.e,
1 tenente.
Editaes.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, official
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito da
primein vars do crime, e especial do com-
mercio desta cidade interioo, por S. M. I. e C.
o Sr. D. Pedro II a quem Dos guarde, etc.
Faco saber aes que o presente edital virem e
dalle noticia ti verem, que no dia 3 de julho se ha
de arrematar por venda, a quem asis der. em
praca publica deste juizo, na sala dos auditorios
os beos seguiotes : aez cadeiras, um sof com as-
sento de palha, dous consolos, todo de amnrello,
avsliados por lOJt ; dou* pares de lanteroas da
vidro, avallados em 12 cada um, por 24 ; os
quaes foram pahorados por execu{o de Manoel
e nao havendo lanzador qae cabra o prego da
avaliago. a arrematarlo ser feita pelo valor da
adjudica;o, com o batimento da lei.
E para que chegoe ao eonbecimanto da todos,
rnandei passar eattaes, que sarao publicados pela
imprensa e atxadt>s nos lugares do costme.
Recife 19 de junho de 1861, 40* da indepen-
dencia edo imperiodo Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo qae o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
O Dr. Bernardo Machado da* Costa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal e substituto
da do commercio desta cidade do Recite e seu
termo, capital da provincia de Pemambuco,
(Mr Sua Mageaiade imperial e Constitucional o
Senhor Dom Pedro Segundo, que Deus guar
de ate.
Faco saber pelo presente, que por este juizo e
cartorio do eccrivo que este subscreveu, corre
urna execuco de sentenca entre partes exequente
Fraacisce Joaquim de Mello Tavares execulado
Antonio Prisco de Franca Mello, que tendo-se
eito peuhora em diabeiro, que se acha em poder
do depositario particular Jos Baptiita da Fonse-
ca Jnior na quaotia de novo centos mil raa per-
tencenle ao executado, em audiencia do dia ouo
quim da AllMfaaqaM Mallo procurador bastante
do exequente ae fdra feilo o requerimento se-
quiote :
Aos oilo de aaio de mil oitocenlos sessenta e
um, aesta cidada do Recite da Pernambaeo, a
publica audiencia qe aos feitoa e partes faxia o
Dr. juiz de direito especial a commercio Ansel-
mo Fraacisco PereUi. neiU yeto solicitador Jea<
quim de Alboqaarqaa llalla, praeuraao do exa-
quenle Francisco Aoaqoim de ella rararas toi
aecuaada a penaara feita aa dioheiro perteaeaa-
te aa eieoaUdo Aotaaio Prisco a Frasca e Melle
reqaerendo qaa a este Qoasaam asignados os sais
diaa da lei a qu* aa paseases os aditaas respecti-
vos aflm ato am citadas os aradoras tacaos,
chando-se presaste o saUeUador Joao Caetano
onsaca
o lito
juiz a peueora por accaaada a o mato per defatida
na forma eqaeiida. Extrahi a presante ib aro-
toclo daslalietMis ft4Dtoa seguioto maneja-
do de penhora e a procuradlo.
Ea Miooel de Carvalho Paos de Andrade, escri-
vo o escrevi.
Por torca da deferimento dado a este requeri-
mento o escri*o respectivo, fez passar o presea-
te, palo thsor da qual serlo citadas os credores
incerfcs por todo o contedo fio requerimento
aqtn toscriato, aflm de ru dentro do preso d
dez das comparecaro neste juizo allegando o
que Ibes r a bem de seu direito a jastija, sob
pena Se ravalia.
E para que Chegua a noticia a quem interessar
possa, maadei passar editaos, que ser. affixados
nos lugares do costume e publicado a0 ela im-
prensa
Dado a passado nesta cidade do Recife de Per-
nambaeo, aos dezoite de junho de mil oilo cen-
tos sessenta e um. Cuadragsimo da indepen-
dencia a do imperio do Brasil.
Eu, Manoel de Carvalho Faas de Andrade. es-
crivo o subscrevi.Bernardo Machado da Costa
Doria.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, offi-
cial da imperial ordem do Rosa, juiz, de direito
da primeira vara do crime e eapecial do com-
mercio, interino, desta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, e seu termo por
Sua Magestade Imperial e Constitucional o Se-
nhor Dom Pedro Segundo quem Deas guar-
de etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
detle noticia tiverem, que no dia tres de julho
do correte anno se ba de arrematar por renda
quem mais der, ea praca publica deste jaira,
na sala dos auditorios os bens seguiotes: ama
mesa elstica de madeira de amarello, para jan-
lar, avaliada por 50J000 seis cadeiras de jacan-
rand, avaliada por 3U3OO0um bah de sola,
avalindo por 89000um dito de totha, avallado
por 68000 dous espelhos de molduras dourados,
grandes e em mu estado, avaliados por deseaseis
mil risum banheire de folha, avaliado por
53OOO-um aparelho de porcellana para brinque-
do de meninos, avaliado por 3!000una caixi-
nha de costura, avaliada por 105000um lava-
torio com jarro e baca e mais peileoees, avalia-
do por 15J000um lavatorio do jacaorad, ava-
liado por quioze mil ris,os quaes (oram pe-
nhorados por execuco de Fructuoso Martina
Gomes oootra loaquim Jos de Freir.
E nao havendo lanzador quem cubra o preco da
avaliaco, a arremataco ser feita pelo valor
de adjudieac.au. com n abatimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
rnandei passar edilaes que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos
vinte de junho de mil oitocenlos e sessenta a
um, quadragessimo da independencia e do Im-
perio do Brasil.E eu Manoel Maria Rodrigues
do Nascimento, escrivo, o escreri.
_ De ordem do inspector chefe de diviso, capi-
to de porto, fae-se publico os artigos abaixo co-
piados, do regulamento das capitanas. Capita-
na do porO de Peraambueo 20 dejanho de
1861.
O Secretario.
J. P. Brrelo de Mello Reg.
Art. 26. Todo o navio mercante nacional ou
estrangeiro que estiver nos ancoradouros de car-
ga ou descarga, derer ler os pus de bujarro-
na e giba dentro, e nos portos em que pela sua
pequea capacidade estiver por isso amarrado
a quatro cabos, lera alm disso a retranca den-
tro, e as vergas desamaotilhadas ; e s em ves-
pera de sahida para o ancoradouro de franqueia,
aflm de envergar panno, poder amantilhar ver-
gar e deitar fura os pus, menos o da giba, que
s o pora 00 ancoradouro de franqueia. fi con-
traventor ser multado em quatro mil ris por
cada vez, e perder o direito indemnisago no
aso de Ibe serena partidos por abalroameoto.
a Art. 29. Todos e quaesquer navios devero,
nos difiranles ancoradouros, prestar recprocos
auxilios em o acto de amarrar-se ou desamarrar-
se como saja receber urna espa,arrear a amarra
por algum incideote imprevisto.
Art. 30 E' prohibido a lodo e qualquer na-
vio dar tiros, ou salvas a nao estar no ancora-
douro de franqueia, e nesle mesmo o nao poder
fazer, levando taca o tiro. Aquelle que trans-
gredir ser sujeito areparaco do damno, haven-
do-o alm de ser multado era oilo mil ris.
a Art. 31. Nao ser permittido dentro dos an-
coradouros de carga e descarga conservar fogo
bordo, depois do loque de recolher, alm da lao-
terna de que trata o art. 133 do regulamento de
82 de junho de 1836, e de urna luz que poder
ter em laoterna fechada na cmara de cada na-
vio. O contraventor flcar obligado reparaco
do damno que possa haver, e ser multado em
dez mil ris.
Art. 32. Nenhum navio poder sahir sobre-
carregado, nem levar carga no convs que cause
perigo. O capito do porto regular com pruden-
cia, vigiando com atteuco sobre taes circuns-
tancias: e o capito ou mestre se conformar
com o que elle determinar.
Art. 3i. Nenhum navio mercante poder ter
unidas suas embarcaces miudas, seoo nos pr-
talos no ancoradouro d? carga e descarga : no
de franqua Ibe ser permittido ler a lancha pela
pdpa. O contraventor ser multado em quatro
mil ris.
Art. 35. Nenhum navio mercante poderi ter
suas embarcaces miudas fra do navio depois
do tiro de recolher, salvo por algum motivo ex-
traordinario, que justificar. 0 contraventor ser
multado em quatro mil ris. a
. O Illm. Sr. inspector dathesouraria de a-
zenda desta provincia, em cumprimento da ordem
do thesouro, de 6 de maio ultimo, manda fazer
publico, que Dea aberto, para o dia 29 de julho
prximo seguiote, novo concurso para preenchi-
mento dos lugares de praticante de alfandega
desta raesma provincia, comecaudo os exames s
10 horas da manha sobre as seguiotes materias:
1.a grammatica da liugua verncula, leilura e
escripta correcta e corrente ; 2 theoria da es-
cripturacao mercantil por partidas simples e do-
bradas, e suas applicacoes ao commercio, e a ad-
ministrado de fazeoda ; 3. arithmetica e suaa
applicacoes ao commercio, com especialidsde a
rnduccao dos pesos e medidas naeiooaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
compostos, insorias de cambios e suas applic-
ges; 4 a noepes de algebra ; 5.* tradueco cor-
rela das liuguas ingleza e franceza, ou pelo me-
nos da ultima; 6.a principios genes, de geo-
graphia, de historia do Brasil e deestatistica com-
mercial.
Aquelles que pretenderem ser admittidos ao
EMCtsca Hartos da Mais. ,aa.
. Sato das sesssa do conselaa otooaBficaco 19
i*JdtM de18H.-TrQ9ate4frcve4.no, Jos
fmteris) de Ixend*
i Wr. Bsanardodfceheda da tMto Atoffe, official
ds imperial ordem da Rosa, e juiz da direito
da primeira vara e interino da do especial do
commercio desta cidade do Rectfe de Pernam-
buco e saa termo por S. M. I. que Dos guar-
de ate. etc.
Facp saber aas credores de Antosio Francisco
MartlssdeMiraida, eoameretaots matriculado
no rhbHmH do wonnersfo, a apa* requeren mo-
ratoria ao mesmo tribunal, que pelo presente sao
chamados para campa rece rem porania este juizo,
a sala dos auditorios, as 10 horas da manha
do da 25 do crranle met de juabo, afea de ob-
servar-se, edar-seinteirocumprimento odanos-
te no artigo 900 do cdigo comaaercial, de con-
Tofmidade com o que dispdeo art. 899 do mesmo
cdigo.
E para qaa chegue ao conhecimento de todos os
credores do referido impetrante,mande passar>
presente edital, que ser publicada os forma do
estro.
Cidade do Recife 15 de junho de 1861.Ea
Msaoel Mara Rodrigues do Nascimento, escrivo
o subscrevi,
Bernardo Machado da Costa Doria.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria provincial
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 25 do correte, vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais dr, o rendlmento
dos pedagios das barreiras abaixo mencionadas,
cea a batimento da quarta parta.
Jaboatao 2:9163 por anno.
Ponte dos Carvalhos 679$ por anao.
Taearaaa 414 por anno.
As arremataedes sero feitas por tempo de 3
annes, a contar do 1* de julho do correte anno
a 30 ae jucha da 1864.
At pasmas qae se propozerem a estas arrema-
taedes comparecan na sala das sesses ds mesma
junt, no dia cima declarado, pelo meio dia,
tendo lugar as hbilitacpes no dia 20.
E para constar so maodou afiliar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 17 da junho de 1861.
O secretario,
A. F. d'Anoaneiaeao.
Joo Baplisla de Castro e Silva, commendsdorda
ordem ds Rosa, a inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Faco saber a todos os habitantes desta provin-
cia, que em virlode de ordem circular do the-
souro d. 39 de 4 do corrente mez se substituiro
isalho econmico do batalho da) ta-
. 2, contrata para fornecimento daaoa*
ode Maestre do cor asalta oa
WaaVai^asSisW p*h*^rtonja*a, b.-
ealho, catjiafverde, dita secca, cafjem grao, cn-
gica^farinl da Urrv faijo. tenpe, maatetoa
fraoasza, ptos da 6 onjes. toettobo d Mltoto,
vinagre de dita e vinho de dita ; sendo todos es-
tes gneros de boa qualida-de a pastos 00 quar-
tel por cunta do fornsceso"r, coja* prsaosue se-
ro presentadas secretaria do batalho no dia
2* do corrate peles toberas da msahla.
Quartel das Cinco Ponas, em Peraambnco,
21 de junho de 1881.
Manoel Jasqeiui da Soasa,
Alferes secretaria.
Foresta subdelegada foi pprehendido um
vallo pedras : a paasoa ave se julgar coa di-
reito a elle, eompareea na mesma subdelegada,
qae prnrnSo com documentos legaea, Ibe ser
entrega*. Subdelegada de Muribeca 18 da ju-
nho da 1861. Jos Antonio de Albuquerque,
subdelegado.
Conselho de compras navaes.
Nloi tendo apparecido concorrentes para o con-
trato hoje, como foi aonunciado, de fornecimento
no trimestre prximo de julho a setembro, de
cal branca e preta, lijlo de alvenaria grossa, ce-
mento claro de Bolonha, e pedras brutas, tanto
de alvenaria como de cantarn, manda o conselho
fazer publico, que esse contrato acha-se em con-
secuencia transferido para o dia 22 do corrente.
Sala do conselho de compras navaes, em 15 de
junho de 1861 O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Adjos.
Pela subdelagacia de 8. Jos do Recata se
faz publico, a qaean ioteressar possi. que no dia
8 do corrente fra aprehendido por esta subdele-
gada um auarto perec ; e fue hootem o cren-
lo Lourenco Pereira do Crmo trouxera a esta
mesma subdelegada um bahu de flaudres, euma
caita de chapeo, declarando serem estes objectos
perlencentes a um pasaageiro do vaporvin do
do norte.
Subdelegada de S. Jos do Recife 18;de junt
de 1861. V)s Anteeio Pinto.
JosTeixeira Basto, vice-consul de, S. M.
II R Vittorio Eeanuele II in quesi citt di Per-
nambuce, per ordine deli'ncancato d'affari in
Rio de Janeiro, notifica ai sudditi Italiani resi-
denti in Pernambuco l'infrascritio real decreta.
ITALIA.
Legaziane di S. M. 11 R Vittorio Emanuele II.
II sottoscrilto notifica ai sudditi italiani resi-
denti ai Brasile
1." Cbe S. M. con real suo decreto 17 marzo
ultimo scorso si degnsta conceder plena am-
nista delle pene incorse dai renilenti e r.-tralla-
Consulado di republica
rgerittfa.
Coa s Oaatonaal^aatidMV d !aaorfuilb.teo da
cidade de Mendoza por causa de um terrivel ter-
remoto (eorao falario) que a reduzio em peocos
aisuiosum aaatie da. .libinas, debeixo dss

mm
COPAKHADBR*SILEIR*
f _____ Mpifu a mm*
ques foram sepultados mais de dous tercos da. Al o dia t do correte esperado o"oe porta*
sua papwleeu ; o ebaixo firmado, eoasul ds re- do sul o vapor Crttrairo do Sul. commandan-
publica nesla cidade, tem iniciado ama enbs-
cripcio com a ftm da ailivtor da desgraea os que
Semem na miseria e orphsndede, sosvos da tao
violenta catastropbe. A aupplica que se faz a
todas os eidades desta cidade, e coa espeeialida-
de ao corpo cemmercial da praca que eniretem
to importantes relacpe* mercanlis cm a repu-
blicanas deixa persuadido de que toaos .os se-
ohorerse prestaro a subscrever, eada um eom
a somma que possa para flra to humanitario
imilaodee que ji se tem precedido ea outras
provincias do imperio. Para o que pdese assig-
nar na aaaoeiaco da prac do commercio, neste
consulado, rea da Craz n. 3, e assirfl taro bem em
qualquer outra parta em que o promovam os
amantes da hnmaniaade, e pedida deste con-
salado. Recito 1 de junho de 1861.
Jos Joo e Amorim.
THEATRO
DE
nesta thesouraria. s horas de seu expediente, as! .'TLV.u^S mariuima ^T^l^Zl?
notas de 100 e 200 da Ia estampa/papel brin- -""L S. d'.e tt0?e Cme delle ,nllche Pr-
co. Esta snbstiiuicao se realisar desta data ao
fim de dezembro deste anno valor por valor; do
1" de Janeiro de 1862 porra em diaote se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
da mez, de modo que no 1 de outubro do dito
anno de 1862 nao tero mais valor algum as re-
feridas notas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho da 1861.
Joo Baptista de Castro e Silva.
Declaraco^s.
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMMO.
16* ItECITA DA ASSIGNATURA.
Snubado 22 dejunho.
Subir scena o multo interessante drama em
cinco aclos, ornado de msica.
te o capito de mar e guerra Gexazio Mancetooi
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do norte. v
Desde j reeebem-se passagefros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzr. qual dever
ser embarcada no dia de sua chegida at aa $
horas da Urde, encomaendas, pasaageiros edi-
oheiroa frele at odiada sahida as 8 hora;
agencia ra da Cruz n. 1, eacriptorio de Azeve^
dosMendes.
HOU
9 patacho portnguez Maria esperado da
Babia a todos os momentos, e seguir em poucoa
das ; pode anda receber algum* carga e passs-
geiros: tratase com o consignatarios Marques.
Barrps & C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para
Vai sshir ea mui pouros das o veleiro pata-
cho americano L. C Walte,> capito Dubois
recebe passageiros, para o que tem excelleote
cormaodes. a trat>r eom oe consiguatarias N. O.
Bteber & C Successores, ra da Cruz n. 4
New-York.
Maranhoou Para
segu o veleiro brigue escuna Graciosa, capi-
to Jlo Jos de Soaza : quem pretender carre-
gar. queira antender-se com Almeida Gomes Al-
ves & C, ra da Cruz n. S7.
concurso, devero previamente prevar, que teemj
18 annos completos de idade, que esto livres de"
culpa e pena, e que teem boro comporlamenlo.
Secretaria da thesouraria de fazeoda de Per-
nambuco, 4 de junho de 1861.Servindo de offi-
cial-maior. Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em virtude d'ordem do Exm. Sr. presidente da
provnda, manda fuer publico, que no da 27
do corrente, peranle a junta da fazenda ds mes-
ma thesouraria val novamente praca para ser
arrematado a quem mais der, o rendimeoto do
pedagio da barreira da estrsda do Giqui, servin-
do de base para a arremataco a quantia de
7:4819333 ris, por anuo, offerecida pelo licitan-
tante, Florentino de Almeida Pinto.
A arremaiaco ser feita por tempo de tres
annus, a contar do Io de julho do corrente anno
a 30 de junho de 1861.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco comparegam na aala daa sesadas da referida
junta, no dia cima declarado, palo meio-dia,
devendo as habilitaces aer julgadas oo dia 35.
para constar se maodou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 de junho de 1861.-O secretario,
Antonio Ferrtira da Annunciago.
De ordem do Illm. Sr. mejor presidente do
conselho de qualiucaco da parenla da Boa-vis-
ta, sao convidados os cidaaos sbaixo declarados
a comparecerem sexla-eirs 21 do crranle s 10
horas da manha no consistorio da igreja matriz
da Be-visl, am de serem inspeccionados.
Manuel Gandida Pereira de Lira.
Manoel Alves de Menezes.
Antonio dss Chagas Ramos.
Mncoiioo Pereira da Lnz.
MsrwsH Benedicto do Espirito Santo.
Beroardioo de Senna e Silva.
AsMocio Mirriaoo Rodrigues Seises.
Jeeqtifa de Frertas Leo do Amaxal.
Juatintoao Augusto da Ofiraira.
Luiz las Aotunes.
Maaoel fereira Lagos.
Francisco Joaquim Ramos e Silva.
Correio.
Pela adminislrago do correio se taz publico,
qoe, no dia 22 do correle as 3 horas da tarde
em ponto sero fechadas as malas que deve con-
duzr o vapor cosleiro Iguarass com deslino ao
Cear e portos intermedios.
Declaratjo.
O eonselho de qualiucaco da guarda nacio-
nal de S. Jote tendo feito a ana segunda reunio
no dia 20 do correle faz constar aoi ipteressa-
dos que a insperco da junta medica est convo-
cada para o dia 22 do corrente.
Correio.
Pela administrarlo do correio se faz publico
que amanha (22) do correnta, as 11 horas em
ponto, sero fechadas as malas que deve condu-
zr a curela de guerra a vapor Pedro II, com
destino s provincias da Bahia e Rio de Ja-
neiro.
Conselho aadUninistraUvo.
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de geera taro da coaiUaSar oa ajeaeros
para o rancho da compaohia dos menores do ar-
senal de guerra durante os meses da julho e
agosto prximo vindouro :
Pao de 4 oncas.
Bolachas.
Cha Hyson.
Caf em grao.
Assuear refinado de 2* sorte.
Hanteiga fraucaza.
Caree verde.
Dita secca.
Baealho.
Toueinho.de Lisboa.
Azeite doce de Lisboa.
Vinagre de Lisboa.
Feijo mulatiohe ou preto.
Arroz do Maranho.
Farinhade mandioca da Ierra.
Quem quizer contratar taes gneros aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 28 do
corrente mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
junho de 1861.
Beata Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vegal secretario interino.
Companliia do Beberibe.
No dia 21 do corrente pelai 12 hora
do dia tera'Iugar novamente no escrip-
torio da companhta ra do Cabuga' n.
16, a arremataco do rendimento dos
chafar izes e bicas por bairros ou totali-
dade e por espaco de 1 a tres annos, sob
as bazes abaixo transcriptas e mais con-
diccoes patentes uo escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declara cao dos mesmos no men-
cionado dia devendo ser at propostas por
escripto.
Bazes sobre as quaes se deve laacar.
Bairro do Recife.
Chaariz e bica do caes da al-
fandega. 5:565#550
Dito da ra da Cruz. 6:883537
Dito da ra do Brum. 3:751/^072
Dito do Forte do Mattos e
bica.......2:98/J8iO
18:898^999
Bairro de Santo Antonio.
Chatam dolargodo Carmo. 8:474#130
Dito do largo do Paraizo. 6:986^172
Dita do largo do Passeio
Publico. ..... 3:389)1(652
Dito da ra do Sol. 3:176^092
Dito da ra da Concordia. 3:173'993
vincie Sello Slato.
2. Che l'amnistia suddelta si rifensce alie leve
aoteriori a quella del 1859.
3." Che la siessa amnista non dispensa i reni-
lenti dill'obbligo del servizio militare o marit-
timo.
4. Che i reniteoli di qualunque el devono
presenlarsi nel termine di un anno dalla dala del
real decreto sovraccennato agli uCzii reali con-
solari ser essere niuniii di fogl di via per cos-
tituirsiin patria nanti l'aulorit del paese, ove
dojevano soddisfre alia leva.
.* Che i reoilenti cbe vessero diritto all'esen-
zione per motivi di famiglia esistenti all'epocs
dell'incorsa renitenza possono farli valere per
mezzo di terza persona presso ['intendente.
6.a Che i renitenti possone per mezzo di terza
personi far presentare un cambio supplente, pur-
ch idoaco, senza obbligo di coslituirsi personal-
mente.
7.* Finalmente, che anche i renitenti sotto
processso. o gi coodanoati son ammessi a go-
dere dell'amnistia, purch soddisfacciano alie
coodizioni sovra prescrilte.
11 regio incaricato d'affari,
Galateri,
del Conli di Geoola e de Suniglia.
Rio Janeiro, 11 maggio 1861.
Conselho econmico do batalho de in-
fantina n. 9.
O mesme conselho contrata para o fornecimen-
to de suas pracas arranchadas durante o segundo
semestre do corrente anno, os gneros seguiotes,
que devero ser de boa qualidade.
Assuear mascavo refinado, ou branco em ca-
rogo.
Arroz pilado.
Azeite doce.
Baealho.
Caf em grao.
Carne secca.
Carne verde.
Farinha.
Feijo preto ou aulatnho.
Lenhi (cento em echas).
Manteiga.
Pea de 6 oncas e ditos de 4.
Toucioho.
Vinagre.
Para contratar, os senhores negociantes com-
parecam no quartel da Soledade no dia 28 do
correte com suas propostas em caitas fechadas,
pelas 10 horas da manha.
Quartel na cidade do Recife 20 de junho de
1861.O teuente-secretario,
Jos Francisco de Horaes Vasconoellos.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illms. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife manda fazer publico, que
nao se tendo effectuado no dia 6 do corrente a
araamatace das rendas da ilha do Nogueira, fra
transferida dita arrematado para o dia 27 s 4
horas da tarda, na sala de suas sesses, largo do
Paraiio o. 49.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 19 de jucho de 1861.
F. A. Cavalcanti Cousseire,
Escrivo.
O fiscal da freguezia de Santo Antonio des-
ta cidade, faz sciente aos parochianos da mesma
freguezia, o artigo abaixo transcripto.
Posturas de 20 de julho de 1660.
c Art. 2. Fica inteiramenteprohibido o costu-
me de se fazerem fogueiras oesta cidade por oc-
casio das festividades de Santo Antonio, S. Joo
e S. Pedro, e em outros quaesquer das : o con-
traventor pagar a multa de 20$, e o duplo na
reincidencia.
l-'iscalisaco da freguezia de Santo Antonio do
Recife 15 de junho de 1861.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
0 fiscal supplente em ezercicio da fregue-
zia de Sao Frei Pedro Goncalves do Reate, pa-
ra scieucia de seus parochianos faz publico o ar-
tigo abaixo transcripto:
Art. 2." Fica inteiramente prohibido o costu-
me de se fazerem fogueiras nesta cidade por oc-
ca&io das festividades de S. Antonio, S. Joo o
S. Pedro e em outros quaesquer das: o contra-
ventor pagar a multa de 20$ e o duplo na rein-
cidencia.
Fiscalsaco da freguezia de S. Frei Pedro
Goncalves do Recife, 16 de jucho de 1861.
O fiscal supplente,
Manoel Antonio Ferreira Gomes.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Gompanhia
pracas do RO
Na qual toma parte toda a companhis.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto, ornada ds msica.
Os Pretenilenles logrados
OU A
DE VISTE E QUATRO SOLOS.
Tomam parte os Srs. Germano, Nunes, Tei-
xeira, Raymundo. Vicente e Campos, e as Sras.
D. Carmela e Jesuina.
Comec/r s 7 X horas:
N. R.O espectculo em favor do actor Men-
des, flcou transferido para quarta-feira 26 do
corrente.
THEATRO
25:2000039
Bairro da Boa-Vista.
Chafaris do caes do Capi-
barita e bica do ntesmo. 5:817^000
Dito da cana d'agaa da ra
do Pires......5:189)^300
Dito da praca la Boa-Vsst. 5:0400525
Dito do largo da Soledade. 7620775
16-8090600
Eacriptorio da companbia do Beberi-
be 17 de juriho de 1861.O secretario.
Manoel Gentil da Caita Alret.
Saeam e temem saques sobra as
de Janeiro o Par.
Caita filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e era cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
crete n. 2685 de 10 de norembro do
anno fiado, va-s proaeder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substitu'tcao daa notas de 200 da emissac
da asesina caixa.
Caica filial no Recile aos 20 de mar-
co de 1881O secretario da directora
francisco JoSo de Barros.
Subdelegada de S. Jos.
Fsz-ae publico que hooSam asile fdra enaon-
trada perdido na Ha lea paria 1 e m olaa.ua Joa-
quicavHua di ser esasaao daUoa a Costa, mo-
rador aa Estrada Nova : quem se julgar com di-
reito a elle dirija-sa a subdeleamia. da S, Jas.
Recife, 13 da junho de 1861.'
ir
ir
Rio de Janeiro
segu com toda a brevidsde a barca .iMathilde
por ter metade do seu carregament engajado -
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito
Jos Ferreira Pinlo.
Para Liverpool pela Parahiba
A veleira e bem conhecida barca ingleza /Jo-
rnia, capito O. Donell.com excellentes commo-
dos para passageiros : quem pretender ir de pas-
sagero, dinja-se aos consignatarios, Rostron Roo-
ker k C.
Para o Rio de
neiro
A veleira barca nacional Iris seguir no dia 25
do correte. Para alguraa carga miuda, trata-ss
com Antunes Guimares & C, no forte do Mat-
tos, trapiche do baro do Livramento n. 15, a
para escravos, com os consignatarios Arana ga
Hijo & C, trapiche Novo n. 6.
Ja-
fiahia.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano
Alves da Coaceico. sahe para a Babia em pon-
eos dias. para alguma carga que ainda pode re-
ceber trata-se com Francisco L. O. Azevedo, ra
da Madre de Dos n. 12.
Um s grande e extraor-
dinario espectculo
Sexta-feira, 21 de junho de 1861.
Luir Pisler, natural da Polonia, que j tem ti-
do a honra de presentar nos principaes theatros
da Europa, Amenca e na corte deste imperio no
theatro de S. Pedro de Alcntara, etc., dar um
espectculo no dia cima mencionado.
Depois que os Srs. professores da orchestra
exrularem urna linda ouvertura, O RE DO
FOGOtem a honra de se apreseotar pela pri-
meira vez ao respeitavel publico de Pernam-
buco.
Representar seus extraordinarios a diCRculto-
09 trabalhos. que sero divididos em quatro par-
tes, que sao:
Gymnasticas e physicas ;
Magnetismo ou suspeoso de um menino no a/ ;
E os seus extraordinarios trabalhos de fogos.
Os bilheles de cadeiras e platea acharo-se
venda as seguintes parles : na ra Nova n. 32,
e na loja de Medeiros, no hotel Trovador ra
larga do Rosario, ra do Crespo n. 4 loja do Sr.
J. Falque
Camarotes e resto dos bilhetes oo escriptorio
do theatro d'Apollo.
Principiar i 7 1/2 horas da noite.
C4SSIN0 POPULAR
DE
MASCARAS EFHAHTASIA
COMPAA PERY4MBTCAJA
Navegado cosleira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commaodante Moreira,
aahir para os portos do norte at o Cear no
di n do corrente 8s S horas da tarde. Receba
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommeoda,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. f.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretende seguir com muia brevidade, ten
parte de seu carregamento prompto, para o resto
que Iba falla trata-se com os seus consignatarios
Azevedo 4 Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Le] oes.
NO
MAGESTOSOSALAO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado, 22 de junho.
O director do baile Cassino attendendo aos pe-
didos que varios amigos e amadores do Cassino
Ibe tem feito, solicitou com a auloridade compe-
tente licenea, a qual se dignou atlende-lo, para
poder dar sabbado 22 do corrente, baile de mas-
caras, o qual ser eom toda a pompa e brilhan-
tismo, envidaodo-se para isso todos os meios
possiveis.
llavera neste dia lunch indistinctamente para
todos que se quizerem servir.
Ser manlida a boa ordem e harmona e obser-
vadas as disposires do regulamento.
Entrada para damas gratis, cavalleiros2$.
Alisos martimo
%
COMPANH.J, BRASILEIRA
DE
MOTOS & WM.
O vapor nacional Paran, commaodante o ca-
pito tenente Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezo, esperado dos portos do norte at o dia
22 do corrente, o a,ual depois da demora do cos-
anse seguir para os aortoa da sul.
Besos j recebem-se passageiros a engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua ebegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, eocoomendas e
passageiros at e dia da sabida as 3 horas : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
andas.
Lisboa.
O patacho portuguez aHaria da Gloria pretene
de sahir no dia 29 do corrente por ter o seu car-
regamenio prompto : aova passageiros aoment-
traaa-secom os consignatarios F. S. Rabello di
Filho, largo da Assembla n. 12.
Para Lisboa e Porto.
Dejar aeguir rom brevidade a barca portugue-
sa Formoa da primeira marcha, que deve che-
C uestes dias do Mo de Janeiro: tem exaellen-
aeeommodaiies para ni i airas, a Kaa-se
acomaa auils4o-o,-castea)amedto. flUra o res-
tante ds carga e passageiros. trata-se com Manoel
^nacJaste OlUairadz Filho, largo do Corpo San-
LSIidJB
Sexta-feira 21 do corrate as
10 horas em ponto.
Almeida Gomes. Alves & C. faro leilo por in-
tervenco do agenle Pinto em seu armazem rus
da Cruz n. 27, dos seguiotes objectos a saber:
Calcados francezes e do Porto, juegos france-
zes(d rame], clcheles e botoes de diversas
qualidades. cestos o balaios do Porto, garrafes
vazios. rolhas a rolhes, folies para ferreiro
muitos outros objectos ; nesta mesma occasiao
exporo a venda :
Licores de diversas qualidades.
Vinho dechampanhe.
Fructas em conservas.
LEILO
DE
22 carrocas e 2
carros
americanos.
Terca-feira 25 do corrente.
Aotunes far leilo no dia cima designado do
22 carracas e 2 ricos carros americanos com lo-
dosos seus pertences, no armazem alfandegado
do Sr.baro do Livramento no Forte do Mattos.
os quaes serio eotregues sem reserva de prego.
O leilo principiar As 11 horuS em ponto.
LEILAO
DE
Vinho Bordeanx c
marrasquino.
O agente Hyppotito autorisado pelos Srs. Tia-
eet Frates 4.C., far leito de urna grande por-
c?ro de calzas com marrasquino, urna porcao de
roartolas com vioho Bordame, lotes a Tontada
idos Srs. arrematantes terea-Tetr 15 do correo-
da no-trapiche trarao do Livramento, es ti hora*
em posto.
tiesta mesma oeessilo o mesmo agente veo
teti tambem por conta e risco de quem porten-
jeet dioca, sem reserva ds pra;a.
1


Dial DI KtAABHUGO. w SEXTA RttA SI DC JOMO DE 1811,
LEILAO
O agente Evaristo de novo trisa a -sen fre-
-gueze* que no dia 22 do correte (ar leo do
cava 1 te ja annuncitdo, perteacente a mas*, fal-
lida deiMachado & Souza, no seu armazem da
rua do Vicario p. 22, as 10 horas ero ponto.
cirurgico
3-.1U3 A B& GLOftU CASA. HO \31XD\0-3
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudenca para a sua oo meoto acaba de lser urna reforma completa era todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimeoto nao s confdndam com os de
uennum outro, visto o grande crdito de que aempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de mscjevero sea nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresentados sera esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna coala asignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado cem o sea nome. *
e belladona, re-
os meamos Srs.
Ostro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de tinctars de acnito
medio, estes de summa importancia e cujas propriedades sao tao conhecidas que
mdicos allopathas empregam-aa coostsntemente.
Os medicamentos avulaos qur em tobos qur em tiocturas custarlo a 1> o vidro.
O proprietario deste estabelecimeoto aonuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieoles para receber alguna eacravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operacao, affiaocaodo que serio tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que i tem tldo escravos na casa do aonunciante.
A siluaco magnifica da casa, a commodidads dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gena psra o prompto restabelecimento dos doentes.
Ai pessoas que quizerem fallar com e aonunciante devem procura-lo de manha at 11 horas
arde das 5 em diente, e fora destas horaa acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
rua da Gloria o. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lobo Moscozo.
tender
Aviaos diversos.
Por deliberado temada em sessio da assem-
bla geral de 16 do correte, se raaodou convocar
a reuoio de todos os Srs. socios effectivos em
geral, psra virem tomar parte na importante
queslo da continuado desta Asiociaco. em
vista das novas leis e regulamentos que baila-
ran) do ministerio da (azeada e que affectam aos
interesses de todas as sociedades. A assembla
Re ral desta aesociaco no dse i o de que todos os
Srs. socios effectivos tomem parte em semelhan-
te negocio solcitamente os convida a que com-
prela m a sesso que marcou para sexta-feira,
SI do correte, as 7 li2 horas da ooite.
Secretaria da Associacao Typographiea Per-
oambucana 17 de junho de 1861.
J. Cesar.
1 secretario.
Corveta a vapor
Pedro II.
Qaatro offinaes da guarnido deste vapor na
ultima prte de um annuncio feito no seu Diario
de 20 do corrate, declararan nada dever pes-
soa algurna desia cidade : com a excluso dos
abaixo assignados tambera officiaes de meemo
vapor, poder algum mal intencionado se persua-
dir que elles nao esto oas roesmas circumstan-
cias, por isso se apressam a declarar que tambem
Dada devem, alm d'atteocoes e obsequios a al-
gumas pessos desla cidade. Bordo da corveta i t
vapor Pedro II em Peroambuco, 29 de junho de i V)U\CO UCOSllO Ha
1861.Bernardino Jos de Queirez. 1. tenente a~* T *> i
immediato.Jos Bernardioo de Queiroz, 1. te- j Oa ViTUZi l^OTtQlft & t/., tUS QO ilaDUg 11. 11,
em Pernamlmco.
e guerra. Fernando Vieira da Roch.; par. ouvi.- com !2StfiS!lUSt *? '^^ *** Uma "^ PreP"aS e"'
oo CaTmo "n'di.M Zww m'nete.au' i a P"eCeTk 1 pM um lui ?""-" medicamento debaixo de frmalas tao
hora,M; ZlJSSStn!I3 SO"* ^ hmm C,enCa comPrneode ecessid.de e importancia de um. tal varie-
"-"a arrematacao da casa n. 101 oertenr.ente '.....lS!!^^*S^J&&~*'* em ther.peutic.: um progresso immen.o.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
botica de Joa^uini MarnVio
neote.
Jacome Geraldo Hara Lumachi de Mello,
convida ans amigos do fallecido capito de mar
opal da seg
D-se 1:4008 juros com hypotheca em
casas terreas: no pateo do Terco n. 19 se dir
- quem d.
Attenco.
N. 43*.
Rua doAmorim.
Vendem-se saccas com milho muito novo, pelo
barato preco de 4*500 e 5j.
Bolos de S Joo e S. Pedro,
com asseio, promptido e prego razoavel : na
ra da Roda o. 48, sobrado de um andar, rece-
bem-se desde j encommendas.
Nova loja de ftmileiro na ra
da Cruz do itecife u 37.
Manoel Jos da Fonseca participa a todos os
seus freguezes e juntamente ao espeitavel pu-
blico, que tomou a deliberado de baixar o preco
de todas as suas obras, por cujo motivo tem para
vender um grande aortimento de bahus e bacas
de differentes tamanhos, e cores em pinturas ; e
juntamente um grande sortimeoto de varias
obras, o que promette vender o mais barato pos-
sivel, como seja. bahus de 5 palmos 4>, e cocos
s 18 s duzia. Recebe-se um official do mesmo
oflicio para trabalhar.
O padre Antonio Pinto Vieira, Bernardo Mar-
tins Cerdoso e Luiz Monteiro de Faria, este ulti-
mo subdito brasileiro, e os outros portuguezes,
v(i a Europa.
Manoel Luiz deOliveira, subdito portuguez,
retira-se para fora da provincia.
Tissieur Cesar Antoine, subdito francez, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Roga-se aos devedores do deposito da ra
do Rangel n. 69, que baja de vir pagar, do con-
trario veroseus nomes por extenso oeste jornal.
Olferece-se um hornera para padaria, tanto
para foroo como masseira : na ra da Penha nu-
mero 31.
Na ra de Santa Rita, no sobrado n. 27, en-
gomma-se roupa com perfeigo por preco com-
i od o.
Hoje fiada a audiencia do Sr. Dr. juiz* de
ausentes, se ha de arremataro escravo Florencio,
a casa da ra do Brum n. 58, ludo pertencente
da Costa Guima-
quenadose, o ser de ama promptae fcil dissolaco noestomago.de modo que completamente
milado ; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em sua composico, a conslipaco de
tre tao rrequentemente provocada pelas outras preparacesferroginosas.
Estas novas qualidades em nadaalt#ram a sciencia medicamentosa* do ferro, mm aoaitn um
i Lstas novasiqaanaades em nada aliena a sciencia medicamentosas do ferro, que sesdo ama
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clnica, de iocomparavel utilidade
qualquer formula aue Ihe d propriedades taes que o ortico o possa prescrever sera recei. E' o
que conseguio o pharmaceutico Thermes com a prepsraco do citro-lactato de ferro. Assim este
medicamento occupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparaces ferroginosas, como o
atiesta a pratica de muitos mdicos distioctos que o tem ensaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito as molestias de languidez (chlorosepalhdas core; na debilidade subseqiente as
nemorrhagias, as hydropesusqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade. as perolas brancas, na escrophula.no rachitismo, na purpura hemorrhaiica. na
convalesceocia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos es casos
em que osaoguese acha empobrecido ou viciado pelas fadigas affeccoes chronicas, cachexia tuber-
culosas, eaocrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso proloogdo das preparsciea mer-
i Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia te que o
medico tem de laucar mao par as debelar, o author do citro-lactato de ferro merece louv.res e o
recoohecimento da numamdade por ter descoberto uma formula pela qual se pode sem receio asar
Recreo saudavel.
nhores
O proprietario deste armazem participa aos seus numerosos freguezes, assim como aos se-
; amigos do bou e barato, que se acha com um grande aortimento de gneros os melbores
que tem v.ndo a este mercado ; este estabelecimeoto offerece grandes vantagens ao publiro n
s na hmpesa e asseio com que se acha montado como em .commodidade de preco ; abaixo trans-
creve algumaa adiQoes de presos, por onde ver o publico que vende baratisslmo, attendendo
as
de boas qualidadesdos gneros: manteigaingleza e inuito boa qualidade a 720, 800 uTehThv."
son muito fino a 2# e 3j por libra, anarmpoia mntm r,nn qa i;>...__...__
gum abatimento aletria,
I9OOO, toucinho de Lisboa muito
chiuha de soda e de outras mals
espermacete muito fino a 680 por libra, em caira se far ai
macarro e talharim a 400 rs. a libra, (doce de goiaba muito fino a 800 e
- novo a 320 por libra, em porejo se far algum abatimento bola
qualidades em latas a loOO.Ichourigas muito novas a 64*0 a li-
bra, latas com savel de posta, frita de escabeche o melbor que hs no mercado a 1400 banha porco refinada muito nova a 480 a libra, caf de escolha|do melhorque ha a 240 280 llh .
00 rs., latas com duss libras de marmelada do melhorautor em Lisboa a 14400 e Ijivv 1..,!
om fructas de Portugal em calda as melhoresque vem ao mercado a 640, conserva ingleza do
melhor autor muito nova a 800rs. .0 frasco, cerveja da melhor marca q.e vem ao mercado Vr-
rafa a 500 rs., arroz do melhor que ha nesle genero a 100 e 120 rs. a libra, farinhs do Mmnbao
amisfinapossivela2O0rs..s.ga400rs., sevadinha de Franca a mus[nova que ha ^ i
vinho do Porto dos melhores autores, duque do Porto verdadeiro fino a 2 or aarraf H**i
Porte a 1S 1200 e 1S500. gomma muito fina propria para engommar 7 120 rs* (por iib em
porcao se far algum abatimeoto.traqaes de n. 1 a flOO rs. a caria, azeile doceVtW ide'm de
coco a 500 rs.. dem de carrapato a 500 rs., vinagre de Lisboa do elhor que ha n mercado a
320 rs. a garrafa, v.nho ao Forto de p pa a 1 eSOO rs. a garrafa ; alera de muitos ma venem,
que aqu nao menciono, osquaeso publico achara ~= ..:.u-.-.__
oade, vendidos no mesmo armszem.
ao ausente Francisco Augusto
raes.
Cacado para seoliora.
Dinheiro a vista.
Rorzeguins sem laco para senhora a 5g.
Ditos com lago a 55O0.
ditos com gaspea alta a 6g.
Na rua da Cadeia n. 45, esquina da ra da Ma- '
Expsito na rua Nova u. 20.
Riquissimo sortimento de talheres para mesa,'
muito barato para scabar, ditos de bandeija de!
todas as qualidades desde o mais fino ao mais'
ordinario, em temos e avulsos, louga de porcela-"
na para coiioha, tendo lodo sortimento que se
pode precisar, contendo assadeiras grandes que
ervem para assados de foroo, metaes finos em
toda qualidade que se pode encontrar para ser-
vico de almoco ejantar, e ornamento de mesas.!. Acaba de receber pelo ultimo vapor francez as fazendas seguintes. as uaes sa vendem mai
ludo por preso muito commodo por se desejar i barato do qu m outra qualquer parte: H venaem mais
acabar com esta fazenda : avisa-se a todos os' rga>dys de bellissimos padres muito finos a vara 1$.
pretendenies que nao se enseriar negocio al- Groidenaples azul, cor de rosa e amarello fazenda fina e" de muito corno o covadn a 8
um que convenha : na rua Nova n. 20, loja do Dl.los lavrados o covado a 2. F '" 9'
* ianna. Mimos de seda da India o mais moderno para vestido o covado a 19280
Ditos de la fina e de padres muito galantes a 800 rs.
. Manteletes de fil preto com bico largo a 7#.
I Ditos de fusto branco muito bem enfeitados a 89.
i Chales de merino estampados com lista de seda muito finos.
Tarlatauas de todas as crese muito fioa a vara a 800 rs.
Cortes de tarlatauas com salpicos cada um em seu carlo a 6}.
Precisa-se alugar uma prela escrava, que seiba Camisinhas com golas e manguitos para senhora que tem gosto a 63.
lavar e engommar, e psra andar com dous meni-! Um grande sortimento de saias balopara senhoras e meninas.
oes. paga-te bem : nirua da Imperatrizo. 9, 2o i Um grande aorlimenlo de saias balao muito ricas cora babados a 108.
Pecas de capas bordadas com 8 t|2 varas proprias para cortinado a 2^500.
Lindos chapeoszinhos de merino bordados para meninos e meninas gosto inelez a 58
Cassas francezas belissimos padres a vara a 500 rs.
AS8im u^SSStSffs^SA ge3,oh" mil boaa*ios p" enh" e in*
Um completo sortimento de chitas francezas escuras e a legres e padres bonitos a 220, 240, 260
no mesmo estabelecimeoto, garantindo quali-
. assim j poder ver o publico que pode mandar sual en
commendas mesmo por pessoas menos entendidas, que promptamente ceo servidas com toda
attensao do bom e barato, s na esquina do becco da Penha. com loaa
A NOVA LUJADO PAVAO
NA
Rua da lmperatriz n, 60.
DE
M3& IILli
ittenco.
andar.
Aluga-se um soto com 3 quartos e 2 salas,
entrada indepeodeute com mais ama sala nu
interior terreo, cozioha e quintal, e al pJe er-
vir para um estabelecimeoto em ponto pequeo
na entrada : na rua da Praia n. 34.
Proia-se de uma ata ou gabinete iode-
pendente, e queseja na freguezia de Santo Anlo-
e 280 rs.
Dilas muito superiores o covado a 320 rs.
SO NO PROGRESSO
Geraldo
pateo de S.
DE
Largo da Penha
continua
por mui
s no progresso
a 18200 rs. cada urna, s
do afamado Abreo, de outroa muitoa fabricantes de
Neste muito acreditado armazem de molhados
a o vender-te os melhores gneros que ha no mercado. Unto em porcao como a retalho e
lo menos preco de q.e em outra qualqaer parte, porserem indoi a maior parte dellesem
psw^^^^
^R.1**** PWWta^ 800 r. a Ubra. bar-
Jlaiiteiga 1raueeza. mhor q. ha no mercado g 710 rg a ^
Ca os memores que ha 110 metcado
2-ditt. a 2S50O. 3- ditta a^, e prato ijS^Z? Tnde"e PpBd*'**
^^tfS^bShis^UB yindo a este mercado por ,ete n,uit "" -
\menduas conteitadas proprias para sortes de S.
18000 rs. a libra em por$io se far algum abatimento.
Bollo francez a 500 rs.
par.rn.mno. s oo Progresso. *"" **. ^"o proprio.
oce da casca de goiaba. 0 calx>0> em porsao. m
Hoce de Aperche em latla, de 2 llbrag ffiuil0 enfelades
no progresso.
Harmelada imperial
LisbA. 800 rs. a libra.
hM^an^fsai.sm'* """por 3*m M ^*t~^fc*^*ta*M **-. SM mm......
18400. assim como tem lattas de 8 libras por 38000, dittas com 4 libras por 2g000 rs. s oo
O 1 em uu,d Ub". Pr 90 k. e em Utas de S.libras por 18600 rs.
, ma* 8uperior 1ue ,e|a "ndo el mercado a 900 rs. a libra.
Boiachmaa inglexa milUo 00Ta a38000 a barrCf 8
Conservas francex&seinglezas
co em porcao se faz abatimento.
Passas em caixinhas de 8 libras malh
mercido porserem muito grandes. 2S800rs. da urna." melhre8 qM ** T,ndoe8le
espermacete superior gfm a8ria a 700
abatimemto.
zVletria, maearrao e taibarim.
roba por 88.
l^r\libas iracezas em liUa8 de t libra a 640 tBt no Progreg80#
Catas com peixe de posta lk ....
.., r Z. J* "*** las melhores qualidades que ha em Portugal, como
sejam savel, coogro, sarda, pene espada.dvezugo, etc. etc. 18400 rs. cada ama.
\ztitouas muito novas. 1|floo rg 0\irril, em garra[i. m r8
Palitos de dente lixados em molho, com 20 macinh0i por 800 ri
^rotL^ ^^ 18 C"la' 6 Cm Mi" M << P -
enreja daf ma4 acredita(jag marc,858000 a duzia t reulho a 500 rs. a garrafa.
! nPa,*"C muit0 gUperior a 28000 rs. garrafa, em gigo por 188000 rs.
J? en8a4rraa^OS das seguintes qualidades. Porto. Feit-ria. dilto Bordeaax,
auto Muscatel, a^18 a garrafa ; tambem tem vinho Chelea para 28000 rs. a garrafa.
CIU pipagem composico port0| Fgaeira,Lisboa, a 640 rs. em caada a 48500.
Presunto de ambre iaglezmuUo nOTOg,Mll( 1bra
Prezunto de Cameiro t t
p- I"* ha de bom neste genero a 480 rs. em porga. 400 rs.
V paO!l a 55q rg> a||brBf em Datrii com 6 flU2jag de paios por jogOOO.
I oucinbo de Lisboa
v "o mrvn 0 mtfo novo qUe na n0 mercado
Banba de porco renada a
barril 440 rs.
Wndoas de casca mole, 480 r, 1bra. em porc5o 8e far
ment, s no Progresso do pateo da Penha n. 8.
i.a. A'm xu 8eDef0S onunciados encontrar o respeitavel publico um grande sortimento de
luao quanlo bom e barato.
no Progresso.
rec.ntemente chegadas 800 rs. o fras-
rs. a libra, em caixa se far algum
400 rs. a libra e em caixa. de om. ar-
320 rs. a libra,
mais alva que pode haver a 480 rs. a libra
e em
Precisa-se de dous trabajadores de pada-
ria, que eotendam perfeilamente do trabalho da
a tratar na ia\ larga do Rosario name-
mesma
ro 18.
corveta a vapor Pe-
dro II.
na
aioj quem o tiver di rija-se a rua do Livrameoto Ricos enfulles para cabeca de senhora.
o. b loja de calcado, que se dir a pessoa que _
pretende.
O padre Bonifacio Antonio Pereira Lemos,
.subdito portuguez., segu para a Parahiba.
Vendem-se ps de larangeira de umbigo e
*Sa Ctiini. ditos desapoty, fruta nao, limeira para
erca e outras qualidades de plantas : na Ponte
ITcha, sitio de Joo Carrol!. No mesmo sitio
Tesde-se um garrote ioglez.
O abaixo assignado avisa ao seohor que deu
Hiru relogio para consertar ao mesmo, sobre o
fiupposto nome de Augueto Jos Perreira, que
eolia receber o dito relogio e pagar o respectivo
eoucerto at quarta-feira 26 do corrate, e nao o
fazeudo nao ter de se queixar, vendo o seo ver-
dadeiro come publicado oeste Diario.
C. Walker.
O Sr. Joo Vasco Cabral Pilho. tem um.
arta na rua Nova n 7.
Nos abaixo assignados fazemos acieote a
corporaco cocnmerclal desla praca e ao publico
em geral, que concordamos amig.velmeote em
dissolvermos a sociedade que libamos o. ru.
do gueimado desXa cidade em loja de ferr.geos
sob o. 4, a qual gyr.v. sob firma de Magalbes
-dezembro prximo lindo, ficaodo todo o activo e
passivo a cargo do socio Manoel Rodrigues Costa
Magalhaes. Recife 15 de m.io de 1861.Manoel I
Rodrigues Cosa aiagilhei.Joaquim de Souza I
Sfaia.
De todas as fazendas aqu mencionadas se do as amostras deixando car peohor. co-
mo se mandam levar em casa, das familias que quizerem fazendas em conta e de bonito, goitos.
Collares mediemaes anodinos
Para as dores da deaticao, accessos,
convulses, febrs e outras enfermidades das enancas
fifi) BL f Ilil (Eif Ilf m.)
0 Ulm. Sr. Burehel lho, successor c nico proprietario em Londres.
c .. ,EsU 'I?*0'010 e o,'ff1 niedio (foi pprov.do em Londres 10 de Janeiro de 1715 or
S. 14. Jorge Ul e recommeod.do pelo afamado e de alta repateco o Dr^ P. Chamberlen) disnensa
de Uzer tomar u cn.nc.s os remedios interiore, que nunca querem tomar. Prego Oxo f
DiiiPDsinr
WO DE JlTEIKO.
Tendo de retirar-se para a corte o pri- tj
* meiro machinista da mesma, nada deve 9 a esta praca e tao convencido est que de-
V saa a qualquer pessoa que se julgue seu gfe
9 credor a annunciar por este Diario. a
Bordo do Pedro 11 em Pernambuco 20 fi
9 de junho de 1861.
9 Augusto llild wirth. '
# #9@#C9 S9c
Antonio Rodrigues Pinheiro, em-
pregaao no commercio, declara que
nao se entende com elle a appellacao
crime que existe no tribunal da relaco.
Precisa-se de urna ama para cosi-
nhar para casa de pouca familia
ruaDireitan. 16, loja.
Modas francezas.
Madama Buessard Millochau
timo navio do Havre pelerinas entenadas com
mangas, collarinhos de bico verdadeiro, camisi-
nhas muito modernas, fivelas e sintos ricos, en-
feitesdecabeca, capellas de flores para bailes e
casamentes, lencos de mao bordados, manteletes
da moda, esparlilhos dos mais bem feitosem Pa-
rs, luvas de pellica branca e de cores do 2 bo-
tes, tarlatanas e creps brancos e de cores, gol-
linhas, punho.e chapeos para luto, chapeos para
senhora e meninos, e todos os enfeites que per-
tencem ao toilete das senhoras : na rua da lm-
peratriz n. I,loja.
Manteiga idgleza para bolo
a 800,720 e 640. franceza a 720, traques a 180 a
carta e 6*800 a caixa. pastas a 480 a libra, a
caix. de 8 libras a 29700, doce da casca da goia-
baa 1, yinho a 560. 480 e 4g ; no armazem da
estrella, largo do Par.izo n. 14.
Aos 5:000#000.
Vendem-se bithetes da lotera da provincia, na
rua da Florentina n. 14 : cheguem fregdezes, an-
tes de se acabar.
A 2,500 rs.
Com pequeo toque de araa vende-se a peca
de algodao branco liso, marca T, com 4 Ii2 pal-
mos de largar.; no armazem de fazendas de J.
J. de Gouvei., ru. do Queimado n. 29, outr'ora 27
Quem precisar de ama am. para casa de
bomem solleiro, ou de pouc. familia
oa rua dos Hartyrios o. 23.
tival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Joade Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos as seguintes fazendas
todas em bom estado :
Canas de agulhas francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alnetes sonidos fraocezes a 80 rs.
Caixas de clcheles francezes a 40 rs.
Cartes de clcheles francezes a 20 40.
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2S50O.
Dita de ditas a 24o.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas muito boas a 40 rs.
Thesouras finas psra unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapatos de tranca de la. a lg440.
Ditos de ditas de dit. de algodao a 10.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alfinetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs.
Frascos de banha muito fioa a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 500 e 1$.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 28000 e
2500. ^^
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
recebeu pelo ul-i Sao,>etes muito finos a 160 rs.
'Frascos de oleo Philocome a 1.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
No largo do Paraizo, no acougue grande, e
o maislimpo que ha nesta prara.'tem lido e con-
tinuar a ter carne superior, e por menos precos
que se vende no acougue da ribeira, de manha
e tambem de larde.
S por capricho que se vende na rua da
Senzala Nov. n> 30 amendoas conteitadas, papis
com estralo para sortes, os mais ricos gostos
francezes ; o freguez que apparecer com dinhei-
ro nao deixar de comprar : ittoassever. o ven-
dedor, bem como tambem vende .. sortes.
Pede-se por favor ao Sr.
Correia Lima morador no
Pedro que va' a rua larga do Rosario n."
5 acabar com o negocio que o Sr. na
ignora sto nestes 3 dias.
.. .0s s/g- ,b'*o declsr.dos sao rogados a
dingir-se rua Nov. n. 18, negocio de seus
especi.es interesses.
Antonio Carlos Frederico Sera.
Antonio de Hedeiros.
Americo Xavier Pereira de Brito.
Antelo Jeronymo Pinheiro.
Antonio Albuo.ueru.ue de Holland. CavalcantL
Antonio Claudino Alves Gomes.
Americo Vespucio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Machado Bittencourt.
Antonio de S Serro.
Alteres Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaqaim Fern.ndes de Azevadov
Antonio Luiz Vieira.
Agostinho de S Guimaraes.
Antonio Giog..
A viuv. de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de Alemo Coelho.
Benlo Antonio Domiogues.
Belarmina Mara da Conceico.
Caetano de Barros Wanderley
Christiano Rodolpho.
Constancio Cimillo Cesar. '
Cesarte Aureliaoo Ventura.
Cot Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Fgueiredo Seabra.
Dr. Jos Francisca de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Affonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Aotooio Borges Leal.
Domingos Augusto da Silva Guimaraes.
Eustaquio Jos da(Fonseca.
Francisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cavalcanti de Albuquerque Mello.
Filippe Dias Cavalcanti.
Francisco de Salles Alves Correa.
Francisco Jos Virino.
Francisco da Roch. Maia.
Francisco tarrilho.
Francisco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco de[Paula Albuquerque Marauho.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Doonely.
Joo Paulo Ferreira.
Joo Ferreira d. Fonseca.
Joaquim Correa de Araujo.
Jos dos Santos.de Oliveira Mendonca.
Jos Joaquim de Fgueiredo.
Jos Ignacio Rodrigues.
Joo Jos Capis Ira no.
Joo Leite do Rodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Lourenco de Carvalho
Jos Cicilio Carneiro Monteiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes
Joo Theoorio de Albuquerque.
Joo Ozorio de Gastro Maciel Monteiro.
Jos do Reg. -r*
Jos Leite de Albuquerque.
Joao Francisco Jos do Sacramento.
Joao da Cunha Henriques.
Jos Caetano Tbaiter.
Jo Goncalvesde Miranda.
Iaabel Rebolga de Assumpeo Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Loiz Candido Carneiro da Cunha.
Luiz Antonio Alves de Andrade Gueiro.
Lourenco Justioiano Pereira dos Santos.
Luiz Francisco de Belem.
Maooel Joaquim Correa da Silva.
Manoel Joaquim de Paula Silva.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro.
Manoel da Ressurreic&o.
Maooel Joaquim do Reg Barros.
Nereu de S Albuquerque.
Olympia Seohorioha di Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Padre Francisco Peixoto Duarte.
Sebastio Antonio Paes Barreto.
Theodoro Wander.
Arrenda-se um grande sitio perto desla
cidade, o qual tem perto de mil psdearvores
de fruto sendo 800 coqueiros, mas ou menos, boa
olaria com porto de embarque a qualquer hora
de mar, sufficiente campo para plantaces ou
sola de vaccas ; tambem se vender linda mes-
mo com prazo com as garantas necessarias: a
quera conver dirija-se a rua da Cadeia do Recife
n. 40 1" andar.
O Sr. Antonio Rodrigues Gomes Jnior di-
nja-se a rua Imperial n. 37 para receoer uma
carta vnda da Baha.
Francisco Jos Alves Guimaraes vai a Eu-
ropa tratar de negocios e deixa por seas bastantes
procuradores durante a sua viagem em primeiro
lugar ao Sr. Joaquim Jes da Costa Fajozes, em
segundo ao Sr. Miguel Goncalves da Luz e em
terceiro ao Sr. Joaquim Olinto Bastos.
Aluga-se ama escrava para todo o servico
interno de uma casa: na rua do Imperador .
50 3o andar.
Antonio Augusto Novaes Vieira, subdito
portuguez, retira-se para Lisboa, a tratar de sua
"Saude.
i."~u0 baixo sigoado empregado oa pesca do
alto bordo, iodo um dos dias do mez de dezem-
bro prximo passado para sua pescara, encon-
trou l fra no lugar denominado Oiteis um cha-
prao, e o conduzio para trra, e at o preseote
anda nao appareceu o seu dono, por isso faz
sciente por esta folha pblica para quem se jul-
gar com direito ir ao porto de S. Jos entender-
se com o abaixo assignado, e dar os seas signaes
> I e qualidade da madeirs. Recife, 18 de junho de
1861.Jos Francisco da Silva.
Antonio Jos da Cruz,
retira-se para Portugal.
subdito portuguez,
{ tfc*i
e-S^
>
>
s
procure
Aluga-se
Precisa-se de uma ama na rua da Cadado
Recife n. 31 loja de miudezas.
Aluga-se uma escrava moga par. o servico
interno de uma casa de familia ; na rua da Praia
n. 47 2 andar.
Ange Eveillard, chanceler do consulado
francez, retira-se para a Franca com a sua se-
nhora e um lho menor.
Tendo vi.to no Constitucional de 6 de ju-
nho uma relaco dos devedores do Sr. Antonio
Jos Pereira, e.hi achando-se o meu orne In-
cluido, apezar de nao ler tido nunca transado e
nem mesmo coohecer este senhor, nao me
constando que h.ja outro de igual nome .0 meu
por isso fsco o preeote, para protestar contra
tal inexactidao ; pois nao s nada devo a este Sr.
Pereira, como a outro qualquer nesta pr.ca.
Eogeoho Fernando, 15 de junho de 186L
Lourengo Bezerra de Siqueira Car a lea na.
Precisa-se de uma am. que ensaboe e ae-
gomme : na rua das Cinco Ponta. n. 152.
ama saja com alcova e um soto com grandes
commodos par. rapaz solleiro, u. ru. d. Senz.l.
n. 68 : a tratar n. rua do Trapiche n. 3.
Procisa-se logar um. mulher
captiva .moca, de boa conducta, para uma casa i falsifl carero
inglez.de pouc. familia : quem quizar anaun- de 1861.
ce por este jornal para ser procw.do.
Constando .os abaixo assignado. que si-
guen] tenha-se prevalecido de sua firma (falsifi-
cando-.) em .ubscripcoes .um de obter boa' re-
sultado, pelo presente declarara ao publico e es-
pecialmente .0 corpo do commercio que em taes
1 ubscripcoes nao tem assignado, e protestan des-
forre ou 1 de j fazer cumprir com a lei contra aqueea que
- a sua assigoalura. Recife, h de jucho
Joo do Reg Lina & Irmo.
Escravo fgido.
Do poder do abaiio assignado, fugio no dia 3
do correte uma escrava mulata de nome Valen-
tina, que representa ter 25 annos de id.de, pouco
mais ou menos, cajos signaes sao os seguales
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinbos, levou vestido de chita escura e chale de
merino azul ; tendo o abaixo assignado havido
esta escr.v. por divida na comarca do Limo'eiro,
suppoe que procure essa direccao, ou a erra da
Pasaira, onde natural: roga, portante, a toda.
as autoridades polid.e. e capttes de campo a
apprehendam e entreguen! .0 baiio assignado
neste cidade do Recife. rua do Queimado o. 46
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.


MARIO DE PERNAatBOCO. SEXTA FEIRA Si M JUJNHO DE i861.
C)
*
itlenco.
Constando abis assignada que Colambo Pe-
reir de Horaet e ana mil a Sra. Francisca Joa-
quina da Cooceigio pretenden) dttpOr dos escra-
vos, que conservara em sea poder, pertencentes
ao casal de seu finado marido o coronel Maooel
Pereira de Moraes, pelo presente faz publico que
pessoa alguma transija rom o mesmo Columbo e
sua mai a respeito de taes escravos, quer por
compra, hypothec, ou por outra qualquer ma-
neira ; porqaanto a abaixo assignada pelo juizo
municipal de Olinda, escrivo Faria, move ques-
to acerca desses escravos, e j oble ve seotenca
a seu favor; e pelo presente protesta contra o
mesmo Columbo e saa mai por qualquer desea-
micho que delles faga, e eontra todos que com-
praren), ou por outra qualquer maneira negocia-
re m os mencionados escravos. Ou tro sim previne
aos Srs. tabellies e escrives de paz, que te nao
prestem passarem escriptura de natureza algu-
ma acerca dos escravos que fazem o objecto do
presente annuncio sob as penas da lei.
Recie 14 de juobo de 1861.
Brites Sebastiana de Moraes.
Francisco Jorge de Souza, desde setembro
de 1856, por vezes, e seguidas, tem pelo Diario
de Pernambuco annunciado vender, ou permu-
tar o seu sitio do Arraial, com casa de cooimodos
de pedra e cal, estribara tambem, porgo grande
de rructeiras de varias qoalidades, riacho perma-
nente de boa agua, terreno foreiro a quareota e
tantos annos, feito pelos primeiros administrado-
res, e assim maotido, e saoccionado pela ultima
administrado da Exma. finada a Sra. D. Mara
Elena Pessoa de Lacerda, como ludo consta dos
seus titulse mais papis respectivos: quem por
tanto quizer fazer um dos negocios cima annun-
cie, ou dirja-se ao dito sitio, e mesmo no Recife
no trapiche do Ramos, da 9 horas do dia at a
tarde.
O abaixo assignado avisa a todos os deredo-
res do imposto de 20 por ceoto sobre o coasumo
da agurdente do municipio do Recife, que teem
sido remissos em seus pagamento?, que est ti-
rando mandados executivos centra todos os mes-
mos devedores em geral, que nao teem querido
amigavelmente pagar, fiados talvez, que por se-
rena amigos nao o devam fazer : e para que se nao
ohamem a ignorancia, fago o presente aviso.
O arrematante,
Luiz Jos Marques.
Convento (Je Santo Antonio.
Ponderosos motivos obrigam a trans-
ferir a festa do padroeiro para o dia 23
do corren te, e nao para 21 como foi an-
nunciado.
Frei Francisco de Santa Candida,
Presidente.
Precisa-se
de urna ama deleite, preferindo-se escrava, pa-
ga-se bem : na ra do Queimado n. 7, se tratar.
Industria.
Solda-se perfeitamente toda qualidade de lou-
ga una ou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garaotiodo-se a perfeico e seguranza
visto que o annunciante est munido dos uten-
cilios de sua profisso : na ra Direita n. 57,
casa terrea.
Traspassa-se o arrendamento do eogenho
Frescondim muente e correte, e que tem pro-
porcoes para safrejar mais de dous mil pes an-
Dualmente, Picando perto da estrada de ferro 3
leguas, e teodo boas obras. Arreoda-se com
Tinte e tantos cativos de eochada, bois e aoi-
maes de roda, vendendo-se a safra creada : quem
pretender pode eotender-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barboza da Silva, no Recife. ou com o
abaixo assignado no engenho Cajabucu.
Maooel Barboza da Silva.
LOTERA.
Amanhaa 22 do corrente mez im-
preterivelmente no lugar e horas do cos-
tume sera'extrahida a primeira parte da
primeira lotera em beneficio da igreja
de Nossa Senhora do Rosario da fregue-
zia de Muribeca. Achara-se a venda os
bilhetes e meios bilhetes na thesouraria
das loteras ra do Queimadon. 12, pri-
meiro andar, e casas commissionadas.
Logo que sedistribuam as listas serao
pagas as sortes.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
. Preparam-ae bandejas bem enfeitadas de
diversos gestos para casamentos, bailes e qual-
quer fuoccao, ou testas de igrejas, com os melho-
res bolinhos ; assim como bolos pora os festejos
de S. Joo, de todas as qualidades : quem pre-
cisar, sendo o mais era conta do nosso mercado,
oa mesmo bolinhos em libras separadas, dirja-
se a ra da Peona d. 25, que se far o ajuste
com perfeicio e asseio.
0 bacharel Witrlvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
Na ra estrella do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servigo
de urna pessoa, paga-se bem.
CONSULTORIO ESPECIAL g
HOMEOPATHICO 2
DO T
fDR. CASANGAA, %
30-Rua das Cra2es-30 %
Neste consultorio tem se mpre os mais flj
novse acreditados medicamentospre- 8>
parados em Paris (astinturas) por Ca- 92
tellan e Weber.por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopathiaobra.re- *
commendada intelligencia de qualquer 5C
pessoa. |r
aha.
Precisa-se de urna ama para cozinha : na ra
da Cooceigao da Boa-Vista, sobrado o. 6.
Na noite de sabbado para domingo, 15 do
andante, furtaram do sitio do Moudego, outr'ora
quarlel general, douscavallos, sendo um grande,
melado, e outro russo : quem os restituir a seu
dono na praca do Corpo Santo n. 11, receber a
gratiQcago de 503.
Nos abaixo assignados fazemos scieole ao
respetavel publico, e com especialidade ao corpo
do commercio, que nasU data compramos a leja
defazendas sita na ra do Livamento n. 12, ao
Sr. Antonio Moreira da Silva, desonerada a praca,
gyrando desde esta dala sobre a firma social de
Triis o e Antero: se alguem sejulgar com direi-
to a dita casa, comparece no prazo de 8 das. Re-
cife 15 de junho de 1861. Tristo Jacome de
Araujo.Antero Jacome de Araujo,
Precisa-se de urna ama de leile : a tratar
oa ra Imperial, sobrado n. 87.
Attenco,
Santos Caminha & Irmos, estando na liqui-
darlo da maesa de Camioha & Filhos, pedem aos
respectivos devedores o especial favor de que-
rerem vir, ou mandar aalisfazer-lhes as impor-
tancias de seus dbitos, em seu escriptorio na
rui Nova d. 25. E porque a firma < Caminha &
Filhos a tivesse ama sociedade com o Sr. Candi-
do Nunes de Mello, a qual foi diseolvida em 31
de outubro de 1859, e ficassem perteocendo re-
ferida massa de Caminha & Filhos todas as divi-
das activas contrahidas para com tal sociedade
at essa data, os anonadantes aproveitam a oc-
casio para dirigirera o mesmo pedido esses
devedores, scientlficaodo tanto estes, como
aquelles, que s aos meamos annuociantes, ou
pasaos por elle expressameote autorisada, po-
dero satisfazer seus dbitos.
Joao Correia de Carvalho, al-
fl faiate, participa aos seus nu me-
t rosos freguezes e amigos quem u-
tit dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a ra
$ da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra- ,
@ rao prompto para desempenhar g
@ qualquer obra tendente a sua e
@ arte. $
Prelende-fe negociar por venda porgo de
gado, sendo garrotes, novilhas e vaccas de leite,
alguns escravos, diversos objectos de prats, duas
casas terreas, e o capital de 1,430 libras era pre-
gado nos fundos consolidados de 3 por cento no
banco de Inglaterra : para tratar na ra da Cruz
n. 43, segundo andar.
O bacharel Joo Vicente da Silva Costa,
tendo evtabelecido o seu escriptorio de advoga-
cia na ra do Rangel o. 73, onde reside, pode ser
procurado para os misteres da sua profisso a
qualquer hora ; menos s dez do dia. m que
tem de comparecer no Collegio das Artes.
Sociedade Fluminense.
Fica estabelecida nesta curte ama sociedade
denominada Fluminense, da qual gerente
Luiz Gomes de Mello, com escriptorio na ra do
Sacramento n. 9.
Ahi se encontrar todos os dias das 9 horas da
manha s 3 da tarde.
Incumbe-se, por conta da sociedade, de nego-
cios forenses pertencentes Relacao. Tribunal do
Commercio e supremo Tribunal d'e Justica, e de
quaesquer cobraogas ; negocios administrativos
e de solicitar ttulos, pagamento em todas as re-
partieres publicas, e bem assim de quaesquer
neeoclos peraote a cmara ecclesiastica.
Para os negocios forenses tem habis advoga-
dos, em cujo numero se conta o Exm. Sr. coose-
Iheiro Nabuco de Araujo, solicitadores, e para os
ouiras, agentes ialelligentes e Seis.
Est para alagar-se a loja do sobrado atraz
da matriz de Saoto Antonio, e i da roa das Cru-
zes n. 9; quem pretender, falle no sobrado de
dous andares n. 9, quem vai da ra do Queimado
para S. Francisco, lado direito. No mesmo so-
brado ha para veoder-se o melhor fumo que ha
de Garanhuns.
O anligo mestre da lingos ingleza ainda
contina a dar ligoes particulares, pelo systema
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
meiros collegios dos principaes capitaes da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo incon-
lestavel, pois que, priocipia logo a fallar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.O annunciante pode
ser procurado at as 9 horas da manha na ra
da Glora o. 83
Antonio Caetano de Medeiros Amorim re-
lira-se para a ilha de S. Miguel
Joo Jos de Carvalho Moraes e ntais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, Mean-
do o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
gao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
ttCkisaiSdaE3-ai&ifiaBt2aHS-&attansai&2&
Dentista de Paris. 1
15Ra Nova15 X
Frederic Gautier,cirurgiao dentista, faz S
todas as operacoes da sua arte e colloca 8
dentes artificiaos, tudo com a superior!- <
dade e perfeigo que as pessoas entend- *
das lhe reconhecem. 8
Ten agua e pos dentifricios etc.
IMIllWMMlMttaLMMMMMflltfl
IMS*. r'F>%inff* *re^ irs^t wiv wtiir ^v%.c^wfl;
O 1., 2.e e 3.* tomos das biographias de
alguns poetas e outros homeus Ilustres da pro-
vincia de Pernambuco, comas poesias e muitos
documentos e ttulos inditos, e de grande inte-
resse e aprego, pelo commeodador A. J. de Mello.
Em mo do autor.
Joo Ferreira dos Santos Jnior, tendo ar-
rematado as dividas da massa fallida de Antonio
Joaquim Vidal, comprehendidas as dividas que o
mesmo Vidal arrematou pira se*i pagamento de
Thiago da Costa Ferreira Estrella, faz sciente aos
seus devedores que tem dado procurago bastan-
te ao mesmo Sr. Vidal e ao solicitador Sr. Joa-
quim Pinto de Barros, com poderes para recebe-
rem amigavel ou judicialmente.
CHARUTOS SUSPIROS.
Chegaram os verdadeirose majniflcos charutos saspiroados fabricantes Jos Furtado de Simas
o Alexandre Pereira de Araujo, se vende a 5go ceuto : na ra da Cadeia do Recife loja n. 15, do
Centro Commercial.
A BOA FE TRIUMPHA
DE
Jos de Jess Moreira < C.
N. 18-Buado Rosaraio esquina das Larangeiras-N. 18
Os propietarios destp estabelecimento avisam
aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com grande sortimeoto de gneros dos melhores que
tem viudo a este mercado o por ser parte delles vindos por conta dos proprietarios eslo resolvaos
a vender por menos do que em outro qualquer estabelecimento e se obrigaro a servir os Srs. com-
pradores da melhor maneira possivel para o que avista far f.
Manteiga ingleza perfeitamente flor pei0 prego de 900. soo, 64o a Obra
muito boa, em barra se far abatimento' s na boa i.
Dita franceza muito boa a 7a0 rs. a libra, s na boa f.
Cha perola, hysson e preto a 2$56o, 29 e i6oo, s na boa i.
Doce de CaSCa de gOiaba ,m Caixes\do melhora 900 rs.,s na boa f.
AmeixaS fraUCezaS .480 raa libra.s na boa f.
Mar melada imperial 0 afainado Abreu outroa fabricantea pelo prego ds.
a libra em porgo ae far abatimento, s na boa f.
Latas com bolachihna de soda a 185oo muito nora.saa boa t.
CnOCOlate d0 melhor que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra, a na boa f.
MaSSa ae tomate da melhor que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
DOCeS de peCegO, ginga, pera e alpera a calda fabricado pelos melhorea fabricantes de
Lisboa em latas de difierenles tamanhos a 700 rs. a libra, s na boa f.
PaSSaS muitO nOVaS a m rs. a U*., s na boa f.
Conservas inglezas e francezas soo em porgo .e faz .batimento. d.
boa f.
Aletria, macarro e talhanm m da8 mai8 novat que h8i 8 na boa f.
lOUCinhO de LlSUOa muitobomdo maisnovo que ha no mercado a 320 rs. a libra, s
na boa f.
CnOUriCaS e paiOS 0 melhorqueha no mercado a 560*s. a libra, s oa boa .
Banna de pOrCO refinada da melhor que ha no mercado a 480 rs. em porgo se far aba-
timento, s na boa f.
V IIO em pipa daFigueira a 600 rs. a garrafa e de Lisboa 560 e 480 a garrafa e em ca-
ada ae far abatimento, dito do Porto engarrafado a 19 e 1J4O0, duque do Porto do melhor
que pode haver, s na boa f.
OUampagne das mais acreditadas marcas que ha, litfor de todas as qualidades. garrafas de
azeite purificado a 900 rs.. nozes das mais novas que ha a 200 rs. a libra, ervilhas em calda,
azeitonas em ancoras muito baratas, s na boa f. Alm disto encontraro o sortimento
completo dos gneros tendentes a molhados e tudo do melhor que ha neste mercado, s
se encontra na boa f.
3
Joo de Siqueira Ferro scientifica a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudouseu estabelecimento defazendas
quetinhana ruado Crespn. 15 para a
I ra do Queimado o. 10, onde cootinua a
' ter um completo sortimento de fazendas
f de ludas as qualidades.
&
Cercle dii commerce
Blaadin ain,
Roa do Trapiche Novo n. 22.
Todos os dias das 8 horas da manha at s 10,
haver Brioches francaise com caf com lete
doces fraocezes.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Aviso.
Francisco Haciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da praga como de fora,
que tem de abrir novamente o seu estabeleci-
mento de calcado feito na provincia no 1.* de
julbo prximo futuro, na ra da lmperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do beeco
dos Perreiros, onde pretende vender muito em
conta, como de coslume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e gaohar pouco.
Aluga-se um grande armazera na ra da
Hoeda n. 7 : a tratar ao lado do Corpo Santo nu-
mero 25.
Offereee-se urna ama para casa' de pouca
familia, para o servigo interno ; a tratar na mes-
ma casa at o dia 22. -
4 viso.
Tendo o proprielario da loja de longa da raa do!
Rangel n. 28 passado toda a looga existente na
mesma para o seu armazem na ra da Cadeia do
Recife n. 8. deixando nicamente a armaco, a
qual lhecustou 200$; avisa a quem convier (me-
nos para taberna ou agougue) a dirijir-se sus
casa, que far negocio, pois vende a armaco b-
jate, o aloguel comujodo e a dita caa est si-
tuada em bem lugar.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A.R. de Torres Baodeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas d
manha al as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
ta, e promette todo o zeloe promptido as func-
ces do seu ministerio.

c



I STAHL C. 1
RETRATISTA DE S. I. 0 IMPERADOR.!
Roa da lmperatriz numero 14 |
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 9
| Retratos em todos es-
tyloo e> tam&nlios. %
| Pintura ao natural em
S oleo e aquarella. %
| Copias de daguerreo- |
| typo e outros arte-
| tactos.
3 iVmbtotypos.
gP&isagens.

1
Urna mulher portugueza offerece-se para
criada de urna casa de pouca familia; quem pre-
tender, dirija-se a ra do Sebo n. 8.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar; no armazem do caes do Ramos n. 4.
Jos Ferreira, subdito portuguez, retira-se
para a Baha.
Offerece-se um homem portuguez (das Ilhas)
para feitor de sitio, do que tem bastante pratica:
quem precisar, dirija-se a ra do Encantamento
u. 13, taberna, que achara com quem tratar.
Aviso.
Precisa-se alugar um escravo mensalmente
oa ra dos Pires n. 42.
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- o
me de S Pereira no seu escriptorio, ra M
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre: P
V Molestias de oihos.
2> Molestias de corago e de peito. %
3. Molestias dos orgos da gerago e 11
do anus. J
O exame dos doetites ser feito na or- JQ
dem de su js entradas, comegaodo-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos S
olhos. S
Instrumentos chimicos, acsticos eop- S
ticos sero em pregados em suas cnsul- *"
tages e proceder com todo rigor e pru- Q
dencia para obter certeza, ou ao menos |
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamenlo que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de aua verdadeiraqualidade.
8"" promptido em seus elTeitos, ea necesai-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticari ahi mesmo, ou em casa dos
doeotes toda e qualquer operago que
julgar conveniente para o reatabeleci-
mento dos meamos, para cujo fim se acha
provida de urna completa collecgo de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
Offerece-se um mogo portuguez para cai-
xeiro de taberna, com pratica aufficiente : a tra-
tar na ra das Cruzes o. 21.
Contrata se com vantajosas con-
diccoes algum Sr. sacerdote que queira
exercer o seu sagrado ministerio na ca-
pelia de Gravata' freguezia de Taqua-
ritinga comarcado Limoeiro, a qual foi
edificada a ex torcos do Sr. padre mestre
Ibiapina : trata-se com'Jos Azcvedo de
Andrade, na ra do Crespo n. 20 A.
Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
duego e que tenha escravos e animaes sufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convier ao senhorio rece-
ber em predios- nesta cidade, que podem render
de tres a quatro contos de reis; a quem convier,
aonuncie para ser procurado.
Procisa-se alugar duas escravas para todo o
servigo ; a tratar na ra Direita o. 74.
Aluga-se o quarto andar do sobrado da ra
Nova n. 19 : a tratar na loja.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOCTO
SABINO 0. L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos es dias ateia desda as 10 horas
at meio dia, acerca daa seguales molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias' da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdaderoa medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteiraa sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor aa seguales palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiraa que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o Do-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhjm, moenlee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea cooligua com com-
municago para o mesmo sobrado, esliibaria para
quatro animaes, otaria e seu respectivo foroo.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoeuta a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de ceoto e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilago completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariouietra de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
aucar, casa do fazer farnba com um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas aa obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeirameoto
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produego de caBa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos for-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de vanea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes. e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arreoda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1S61,
a Andar-se em 1862, sendo avaliada por peiitos,
assim como o prego dos pes. As condiges e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
lario o coronel Gaspar de Menezes Vascoocellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos AfQictos. de manha at 1 hora da
tarde.
Attenco
Campos Lima, tendo noticiado por este jor-
nal aos seus devedores para que venham pagar
suas tontas, e como o nlo tenham feito, veem-se
na dura neceardade de os chamar a juizo sem
excepgo de pessoa ou posico ; muito desea-
ramos nao nos dessem estedesgosto porque a to-
doa respeitamos, mas os oossos compromissos
(allam maia alio.
C ompras.
A saboaria da ra
Imperial,
Compra caixas vasias que
tenha a marca da casa e es-
tando em bom estado, paga
200 rs. por cada urna.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Banco de Portugal.
Marques, Barros & C. autorisados pe-
los agentes do banco de Portugal no
Rio de Janeiro, comprara saques sobre
as pragas de Lisboa e Porto, de qual-
quer quantia.
&
Compram-se moedas de ouro de 20JSOO :
na roa Nova n. 23, loja.
Compram-se escravos do sexo masculino de
1S a 20 annos, cabras ou negros na ra da lmpe-
ratriz r. 12 loja.
Compra-se ama mulatinha de 6 a 7 annos
de idade, bem alva e bonita : na ra Nova n. 14,
primeiro andar.
Vendas.

de cai-
Paulino Rodrigues de Oliveira, arrematan-
te do imposto de 20 Ojq sobre o consummo da
agurdente do municipio do Cabo e Seriohem
a contar do Io de jalho de 1860 a 30 de jooho
de 1863, avisa a todos os contribuiotes que nao
paguem o dito imposto ao Sr. Antonio Paes de
S Brrelo seo que lhe aprsente os ttulos le-
gaes. protestando o mesmo arrematante cobrar
execulivamenle de quem tenha pago ao referido
Brrelo sem os competentes ttulos e para que
se nao charaem a ignorancia, faz ppretenle avi-
lo. Recife 15 i iuabp de 1861.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3^
Tira retratos por 5
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebidoum sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de < ai-
xinhas novas
Tondorecebido um sortimento deca-
xinhas novas
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento dt cai-
xinhas novas
NograndesalSodarua do Imperador
No grande sal5o da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande sali da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grandesaUo da ra do Imperador
A. W. sbom, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de evariadoiortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Como tambem um grade f ornecimen-
to de caixas para retratos de 30000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheiros esenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimento!, pa-
r_ examinarem o* specimens do que
cima fica anunciado. .
3
AVISO.
Aluga-se a serrara do caes do Capibaribe, por
baixo do sobrado que fica nos fundos da casa do
Sr. Pugy: a tratar oa ra streiu do Rosario nu-
mero 5.
!!!! nff!!*1! IUII
Na ra da Roda o. 6 manda-se comida para i
fora, e incumbe-se de mandar levar, dando louga f
com asseio e promptido, por prego razoavel.
Precisa-se de um ama que saiba cozinhar
eengommar, e que sirva para compras : a tra-
tar na ra Bella n. 23.
Quem precisar de um caixeiro para phar-
macia annuncie por este mesmo jornal.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
motou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua morada que se
lhe precisa fallar.
Aluga-se urna crioula moca, sabe engom-
mar. cozinhar, ensaboar soffrivelmente ; auem a
quizer alugar, procure na raa da Roda n. 23, pa-
ra ve-la e ajustar.
A pessoa que annuncion querer 800JA00,
dando por bypolheca um predio, seodo que cu-
bra a quantia, e que esteja desembarazado, diri-
ja-se a ra Imperial, casa n. 170.
Acha-se contratada por compra a casa do
pateo do Tergo n. 22, pertencentea D. Anna Fe-
licia de Souza Rangel e Miguel Paulo de Souza
Rangel : quem se julgar com direito a mesma,
annuncie no (-razo de tres dias. Recife 20 de ju-
nho de 1861. /
Nao tendo comparecido a ra do
Crespo n. 20 A, o Sr. Jos Mara de
Oliveira e Silva a Respeito de repetidos
annuncios publicados neste Diario,
scientiica-se de novamente ao dito Sr.
Oliveira e Silva, que nao se soberado
ainda sua residencia, roga-se-lhe queira
ter a pc-ndade de comparecer com bre-
vidade a ra cima supramencionada,
porque a permanecer o Sr. Oliveira e
Silva no proposito de despresar este avi-
so, o annunciante no pode prescindir
de patentear por ette Diario o motivo
pelo qual o Sr.Oliveira e Silva chamado
Attenco.
Na ra Direita, sobrado de um andar de va-
randa de pao n. 33, defronte da padaria do Sr.
Jos Luiz, fazem-se bolos chamados de S. Joo
de differentes massas e gostos, eofeitados com
capellas, coroas, coragoes com letras; lambem
se fazem baodeijas de bolinhos, de armages do
melhor gosto, tanto para casamentos como para
bailes, fazem-se doces de diversas qualidades
arroz de leite, cangica, pastis de nata, pudins'
pasteldti, jaleas de substancia. >
Pechincha
sem igual.
Ricas golliohas bordadas de traspasso, cam-
brsia muito fioa pelo diminuto prego de 360O,
gollinhas de cambraia bordadas pelo diminuto
prego de 18500, camisas completas, tendo golli-
nha, camisinhs e manguito, pelo baratissiroo
prego de 4$, ricos manguitos de cambraia Gna
pelo diminuto prego de 2, ricas camisinhas com
gollinha pelo diminuto prego de 2&800 ; oa ra
do Crespo n. 7, esquina da ra do Imperador,
loja de Guimares & Lima.
Goes( Basto.
Ra do Queimado numero 40.
Receberam grande porgo de la para vestido
com ricos padies, tanto de quadros miudos, co-
mo largo, bem matizados, que para acabar esto
vendendo a 240 o covado, dando-se amostras
com penbor.
A' loja armazenada de
Paris.
Roa da lmperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, recebeu pelo ultimo vapor cortes do
vestidos braocos bordados com 3 babados muito
Unos a 5 e 6# o corte, pegas de entremeios e ti-
ras bordadas para enfeitar vestidos braacos, e lu-
do barato.
4 PRIMAVER4
[16-RHa da Cadeia de Recife--16a
LOJA DE MIUDEZAS
DE
|Fonseca(Silva.i
Caixas de vidro com perfumaras urna
2J500, espelhosdourados duzia 800 rs.,
apparelhos para brinquedos de crian-
cas de 1 a 4j>, bandeijas para um copo a
400 rs. cada urna, ditas uaiores de 1,
2, 3 e 49 cada urna, pent.. de tartaru-
ga virados a 5, 6 e 73 ca j jm, barretes
de retrozrom vidrilbos" para senhora a 89
1*800 cada uro, pegas de tas de vellu- |5l
^ do pjato estrellas a i$ e a lJf2C0a peca '" ,
de 10 varas, pentes para atar cbello"a "'
lS300a duzia. caixas de raz a lg500 a S
duzia, cartas francezas muito tinas a Jkj
3g500 a duzia, caivetes grandes em 9
carto a 4} a duzia, ricas caixas de Kl
madeira com espelhos contendo perfu-
maas proprias para toilets de senhora S/
a 6g cada urna, bahuzinhos com ditas a jg$
5j> cada nm, argolaa douradas a 1#500 SE
a duzia, colheres de metal principe pa- ?gj
ra terrina a 2# cada urna, ditas para ;'-
sopa a45J500 a duzia, tesouras para cos- f?
tura em carteiras a 1 a duzia. tranga de S*
carocol masso de 12 pecinhas a 600 rs. SM
o mago, jarros dourados com pomada a 95
3$ o par, fivelas para collete a 500 rs. a ?&>
duzia, ditas para calca a 800 rs. a du- W*
zia, fitas de lioho a 480 rs. o masso, co-
lheres para cha a 320 e 500 rs. a du-
zia, figuras com linteiro earielro a 500
800 elS cada um, alamares para capo-
tes a 13200 a duzia, pegas de bico com
10 varas a 600, 800, 1, lg-200, lg500 e
2g a pega, caixas para baiba tendo vi-
dro parasabo e espelho a 320 rs. cada
urna e sem vidro a 100 rs., pentes
de tartaruga para marrafa a 640 rs. o
par, botoes de louga para casaveques
de lodas as cores a 240 rs. a duzia,
meias cruss muito compridas para se-
nhora a 33500 a duzia, grampos enfei-
tados para cabello a 640 rs. o par, ren-
ds pegas de 10 varas a 800, \% e IJCO,
salas contendo cadeiras, mesa e con-
solos de porcelana com banha a 103 e
123, phosphoros dogaz a 240 rs a du-
zia de caixiohas, caixinhas com gram-
pos a 200 cada urna, ditas com alnetes
a 320rs., ditas redondas contendo al-
finetes, grampos, clcheles e dedal a
500 rs. cada urna, ditas grandes a 800
cada urna, ditas com os mesmos ob-
jectos e um frasco de extracto a 13 ca-
da urna, pacoies de papel de cor de 100
folhas a 600 rs. o pacote, andieiros de
meio de sala para azeite de 6 a 8 cada ??
uro, caixinhas de msica a 5 e 6 cada t:A
urna, boloes para punhos a 320 rs. o w^
par, lesouras muito linas para costura a aJ
63 a duzia, limas para unhas t 320 rs. 09
cada urna, velas stearinas a7C0rs. a li- Sea
bra, e muitos oulros artigos que a vista JiW
dos pregos commodos por certo nin- W4
guem deixam de fazer negocio visto Li
que rivalisam elles com os das
importadoras.
LT.-.-1
casas
Lila preta.
padres, a
de azeitooa, a 43OOO o
boa fazenda, a 280 rs. o covado.
Corles de casemira de cor Sna a 4g.
Ditos de collete de gorguro, bonitos
23OOO.
Panno fino superior, cor
covado.
Casemira preta una a 23 o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Loja de miudezas do leo de
ouro, ra do Cabuga n. 2 c.
Vendem-se sintos de gorguro dourados. che-
gados ltimamente no vapor francez, pelo bara-
tsimo preco de 2; a elles. antea que se aca-
ben), que s na loja do leo de ouro ha quem os
pode vender por esse prego.


w
DIARIO DI RHIMBDCO. SEXTA fEIBA 21 K JUHO DI 1M1.
Potassa da Riissia e cal de
No bem Mohecido acreditado deposito da rae
d Gadeia do Recife o. 12, ha para vender a ver-
dedeira potassa da Russia, aova e de superior
qualidade, aasim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos miu baratos do que em
oult! qualquer parte.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOSk REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um prande e variado sortimento de
roupas (fitas, calcados e fazeodas e todos
estes sa vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
ja e casacos feilos pf los ltimos flgurinos a a
6 269, 28$, 309 p a 359, paletots dos mesmos 2
H pannos preto a 16$. 18$. 209 e a 249, f
O ditos de casemira de cor mesclado e de
jf, aovos psdroes a 149.169. 189.209 e 249,
O ditos saceos das mesmas osemiras de co-
31 res a 9$, 10$, 12$ a a 149, ditos pretos pe-
diminuto prego de 89, 109, el2g, diloa
? de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 12$, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
S ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
g Atoa saceos pretos a 49, ditos de palba de
1* seda fazenda muito superior a 49500, di-
55 tos de brira pardo e de fustao a 39500, 49
ffi 4$500, ditos de (uslo braoco a 49,
2? grande quantidade de calcas de casemira
J pre'.a e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
vC pardas a 39 e a 49, ditts de brlm de cores
* linas a 2J500, 39, 39500 a 4$, ditas de
j fcrim brancos Unas a 49500, 55. 59-500 e a
j G9, ditas de brim lona a 59 e a 6$. colletes
*g Je gorgurao preto e de cores a 53 e a 63,
> ditos de casemira de cor e pretos a 43500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4S.
? ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
g cuicas de merino para luto a 43500 e a 53,
St cipas de borracha a 99. Para meninos
5 de todos os tamanhos : caigas de casemira
M ?refa ed cor a 53, 69 e a 79, ditas ditas
* -le brim a 2J. 39 e a 39500. paletots sac-
ie cas oe casemira preta a 6$ e a 7, ditos
2 de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39,
sobrecasacos de panno preto al29e a
-j, 14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
t para menino de todas as qualidades, ca-
ja misas para meninos de todos os tamanhos,
jjj meios ricos vestidos de cambraia feitos
rt para meninas de 5 a 8 annos cora cinco
tabados lisos a 89 e a 128. dilos de gorgu-
rao de cor e de 15a a 59 e a 69, ditos de
brim 33, ditos de cambraia ricamente
S bordados para baptisados.e muitas outras
S fazendas e roupas feitas que deixam de
|g ser mencionadas pela sua grande quanti-
>g* dade ; assira como recebe-se toda e qual-
M q:er oncommenda de roupas para se
** mandar manufacturar e que para este Cm
m temos um completo sortimento de fazen-
^ das de gosto e urna grande officina de al-
l feiale dirigida por um hbil mestre que
I ppa sua proraptido e perfeigo nada dei-
!*jk ia a desejar.
45
grande sortimento.
Ra Direita 45
i
i
Qaal ser a joven e linda pernambucaoa, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar ama botina da gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que loe
nao d6 preferencia pela qoalidade e prego ? Qual
o cavalheiro oo rapaz do positivo, que nio quei-
-e comprar por 8. 9 e 10. o cateado que em outr
parte nao rendido se nao por 10, 12 ou 14 T
altendam ;
Senhorss.
Botinas com laco (Joly) e brilhantina.
com lago, de lustre (superfina).
com lagoum pouco menor. .
sem lago superiores. .' .
> sem lago nmeros baixos. .
a sem lago de cor......
Sapatos de lastre.......
59500
59500
59000
59000
495O0
49000
19000
Botinas

>

4S400
39500
Meninas.
m
para enancas de 18 a 20. .
Hornein.
(Nantes) lustre.......lOfOOO
(Fanienjcourodeporco inteirissas 10J000
(Fanieo) bezerro muito (rescaes. 98500
diversos fabricantes (lustre). 9J500O
ioglezas inteirissas.....99000
gaspeadas.....8500
prova d'agua. 8)500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
urna sola. .' 59C00
para menino 4$ e..... 39500
Sapates lustre.......... 59000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....29000
Francezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo edo verdadeiro cordavao para botinas de ho-
rnera ; muflo couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola o, taixas etc., tudo em grande
quantidade por pregos inferiores aos de outrem.
Farinhaal,a00rs.
m** a" saces.
If* ra do Codorniz, armazem n. 12 A.
Grande pechincha.
A 220, 240e260rs.
Chitas francezas de muito bonitos padroes e
muito bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 a 2 rs. o covado ; na ra de Queima-
do n. 2, a leja da boa ft.
Tene-ae ara eterava crioalo da idade de
85 annos, sem vicios nem defeitos : a tratar*'na
ra do Cabug o. I D.


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2!
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DA
VICTORIA,
NA. f
Rna do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Nesta loj*endem-ae a* segainiea ruiudetas e
outras uUaapor precos baratos, s para qaem
comprar victoria seaure contar:
CarUies de celchetes franceaes muito bons a 40
rs. o carto, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boase rerdadeiras a 120
rs. a caixa com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
papel.
Agulbeitaspara enuar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em cartao, branca e de cores a
60 rs. um carto.
Ditas de meiada de peso rerdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com cento e tantos alflnetes francezes a
40 rs. o papel.
AlQnetes de cabega chata grossos e finos a 120
rs. a carta.
Cordao imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas folbas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 29.
Laa de todas as cores para bordar a 69500 a libra.
Pentes muito bor.s de baleia para alisar a 220.
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambem bons a 360 e 400 rs.
Errtladorea de algodio a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para homem a
.160, 200, 240, 280 o par.
Di," brancas muito finas para senhora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 39500 cada um.
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
ae para fechar estras as segaiDlea fazendaa por
pregos muito baratos: pegas de cambraia lisa li-
na a 39, cortes de casemira a 39500, pegas de
bakadoa largos e muito finos a 39, teda de qua-
dros miudo a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escuras e claras a 240, cassas da cores bons
gostos a 240 o covado, organdys muito fios a
500 rs., pegas de entrmelos bordados a 320 a
vara, gollinhas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 29, bramante de algodio eom
9 palmas de largura a 19280 a vara, sebreeasacas
de panno Um a 20 e 255, paletots de panno e
casemira a I69 e 209, ditos de alpaca de 3/500 a
"9, ditos de brim de cores e brancos de 33 a 53,
caigas de casemira preta e de cores da 6 a 109
ditas de brim de cores e brancas de 23500 1 5||
colletes de casemira de cores, esetim preto a 59
camisas de fustao brancas o decores a 29. cortes
de cassa de eores a 29. cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas de senhora a 800 rs. o cava-
do, assim como outras muitas fazendas, lude
muito barato para acabar.
Relogios.
Vende-so em casa de Johnston Pater A C.,
na do Vigario n. 3 om bello sortimento da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos IranceliBS
mesaos.
Vendem-se taboas
pregos razeaveis.
para os
31
Scranders Brothers & C. tem para vender err
u armazem, na praga do Corpo Santn. 11,
eigwns pianos do ultimo gos rocentiment'te
anegados dos bem conhecido e acreditadosar
linajes i Broadwood & Sons de Londres
maito orooriopara steclim*
Veode-se a taberna da travessa das Cruzes
Q- 14 : a tratar na mesma.
A1S000
a lata com 2 libras de marmelada do Rio Grande:
aa praga da Independencia n. 22.
I Liquidado I
^'Rua do Queimado n.^
10. loja de 4 portas. J


9
Vende-se as seguales fazendas por ^v
menos prego do que em outra qualquer (B
parte, como sejam : g
Chitas (rancezss cores fixas a 220 e 240
Cortas de cissa franceza a 29000 ^
Chaiys de aburado oslo covado a 500 Cambraia de seda dito o covado a 440
Miraos do co dito o covado a 400 9
Chalps com palmas de seda a 8
13600 e 29000 Z
Camlsinhas de cambraia bordada
para baplisado a 59000 *?
? jj Ditas de dita para senhora e com
i

Kollinha a 33500
'.lulas ioglezas cores fixas a 160
'^guiao de puro linho a vara a 800
Cambraia lisa muito fina a peca a 58000
Chales de meriu bordado a 59000
Ditos de dito liso a 39500 e 43100
Mantas de setim lavrado para se-
nhora a ig600
JP Metas para senhora a 33, 39500 e 4sC00
$P Ott.s para meninas a 28800 e 330OO
tf& Chapeos de sold seda para se-
3 nhoraa39500e 43OOO
*i* GuarUanapos adamascados a du-
@ si a 2J500 e 3$000
^s Toalhas de linho a duzia 59000
*T tiscadinhos de linho o covado a 160
Jp Cortes de brim de linho de cores
a]*. a 29500 e 28800
- a 19280 e I96OO
Ditos de meia casemira
y Panno azul floo covado a 1^280 e
gj Dito preto dito dito a 39500. 49 e
|>l Cortes de casemira preta a 59 e
H Cortes de dita de cores a 49 e
(I GortPs de velludo para coilete
j a I56OO e
S Ditos de gorgurao a
W Brira branco de linho trangado a
|s Paletots de brim de cor pardo a
Ditos de dito lona a
18600
53000
6.3000
59000
29000
13600
1/000
33"O0
4850O
Loja das seis portas em
frente do Livranento.
Roupa feita para acabsr,
Paletots de panno preto a 229. fazenda fiaa,
talcas dp casemira pretas e de cores, dilas dp
le braman:* a 49, ditos de fustao de coras 4|,
3f, duoad alpaca preta saceos sobrecasacos,
altetes dp velludo pretos e de cores, diloa de
firgerae de seda, grvalas da linho as mais mo-
pernas a -300 rs. cada ama, collarinhos da linho
lliima moda, todas estas fazeodas se venda
barato para acatar; a loja esta aberta das 6 bo-
cas da miabaa at as 9 da noite.
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito mestro rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se' Ihe
eocommende ; per isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambera tra'.a-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa 00 Rio
de Janeiro, tanto que tem os flgurinos que de
l vieran) ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do raaior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadores e da qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
eonhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na raesma casa eu-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazeodas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se proraetter, segundo o systema d'oode
veio o mestre, pois espera a honrosa risita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ray mundo
Carlos Leitp&
Irmo recebe-
rom pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento dasme-
lnores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
V/j J TN \i r^R raa^s autores
*iJ Jd I i*>\4L lUa me (horados
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
eellentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar,
n agua de banho, que o torna mui deleitavel. re- \
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap- t
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem- '
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre- '
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
Attenco
|Fazendas e rou-!
& pas feitas baratas
quando se faz a barba, urna vez que a agua cora 91 / o r, jt .^
que se lave o roslo tenha della composigo. Cus- 8^0- Klia da llTiperatriZ48
ta o frasco 19, e quem aprecia o bom nodeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parle onde se achara.
Gurgel A Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. 23. S
RECEBERAM vestidos superiores de S
blonde com manta, capella, saia de se- J
tim, ditos modernos de seda de edr, di- S
tos pretos, ditos de phaotasia. dilos de H
cambraia bordados, lindas lasinbas, fi-
16, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros- gg
denaplea, moreantique, cassas, cambraia %
da cores muito superior, sintos, enfeites, 9
novos manguitos, chapeos, manteletes, ftt
visitas, capas moderna de gorgurao e de n
fil, pulceiras, leques e extractos de san- 92
dalo. fe
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszeodo pespeoto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz h.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Fazenda econmica!
Lazinha para vestido a 240 rs. o covado, fa-
zenda ciitr'ora de 800 rs. ; Amorim & Castro,
ra do Crespo o. 20.
Grande pechincha.
PALETOTS SACAOS de casemira ingle-
za a 109. ditos a 159. ditos de alpaca mais
fina a 69, sobreessaco de panno a 209,249
e muilo boas a 409. caigas de casemira a
99, botinas de Mell a 129 e ingleza a
109. chapeos frsncezes a 89 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
Sem igual.
? SAIAS balao muilo boas de todo tama-
ii nho a 49, luvas de Jouvin de todas as =2
5 cores e brancas pregos flxo 28500, sapa- II
m tos de tapete ede tranca a I928O. colchas *
Sgrandesde damasco de" la e seda a 69, Vt
de algumas destas fazendas existe urna 3f
O pequea quantidade por isso as pessoas 2
j quequizerem com tempodirijam-se a ra
O da Cadeia confronte ao becco largo loja 2
Enfeites a
ribaldi.
Uuitos lindos enfeites a Ssrbaldi para senho-
ras a 89, dilos fiogindo palha porm de sedas a
89OO cada um, ditos de vidrilhos a 13800 cada
um ; na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75.
Arados amertcanosemachina-
para lavar roupa: em caja de S.P. Jos
hnston 4 C. ra da-ienzala n.4SL
rareiM
Cortes de meia casemira de urna scor, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 2 cada
um: na ra do Qoeimado n. 22. na loja da boa f
A12#000
a duzia de toalh&s felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Enfeites de flores para ca-
samentse bailes.
ChpRou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores Anas, feito* com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vo a casameotos bailes, e ser-
vera igualmente para passeios. Os pregos' sao 89,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirig-se a rui
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
19 Ra do Queimado 19
Lencoe
de panno de linho pelo prego de 19900.
Bramante de linho
Grandes lengoes de bramante 38300.
Panno de linho fino
Lencoes sem costura muito grandes a 39
COBERTAS
de chita a chineza, pelo prego de I98OO.
Lencos a 160 rs. cada um.
Lengos brancos para algibeira a I96OO a duzia.
TOALHAS
de fustao pelo baratissimo prego de 50U rs. cada
urna.
Chales estampados.
Chales de merino estampados a 29500
ALGODAO" MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Chita.
Chita franceza a 220 rs.
Capellas
de flores de laranja para casamento a 59.
JoDt a pallara franceza.
Eoconlra-se nesle estabelecimento um
I completo sortimento de roupas de diver-
sasqualidades como sejam : paletots de
alpaca preta e de cores a 39 e 39500, for-
Sndos a 49 e 49500, ditos de ganga de edr
a 49. ditos de brim pardo a 3jJ800 o 49. di-
tos de brim de cor a 3J50O e 49, ditos
8 francezes a 39400, ditos meias easemiras
a 5$ e 59500, ditos de alpaca preta ede
cores francezes fazenda de 10j a 6$500,
II ditos de palha de seds e laa a 3J500. di-
9 los do bramante a 49 e 39500, ditos de
m casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos
X a 159, ditos francezes a 199. ditos de al-
II naca preta francezes gotla de velludo a
-. "3500 e 89, ditos de panno preto a 189,
* 20!) p219. caigas de brim de tr a 1J800,
2S500, 39500 e 49. titas de casemira pre-
5 tas e de cores a 69, 7$500, 8$ e 109, dilas
de meia casemira a 49 e 39500, colletes
de fustao branco e de cor a 2g500, 2*800
e 39, ditos de gorgurao a 49 e 59, ditos
de selim preto a 39500 e 49. ditos de ca-
| semira preta e de cores a 49 59, ditos
S de velludo preto e de cores a 79, 8 e 109,
l completo sortimento de roupa para me-
O nio como sejam caigas, nalptots, colle-
S| tes.camisas a 1S60, l9800e 29. de fustao
* a29500, fazendas superiores.chapos para
m cabega fazenda superior a 69500, 8j500 e
109, ditos de sol para homem a 6(500,
ditos para senhora a 4J500 e 59, e outras
q, muitas cualidades de fazendas e roupas
g| por pregos muito corr.modos.
8Recebem-se algumas encommendas de
roupa por medida e para isto tem delibe- S
am radoa t-r uro Contra-mpstre no eslabe- 0
35 Ipcimento para executar qualquer obra R
aw tendente a sua arte.
A' loja armazeaa-
da de Pariz.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja arniazenada de 4 portas n. 56, receben
agora uro bello soriimento de fazendas baratas, a
saber : chitas novas s 160, 180 e 200 rs. o cova-
do,ditas largas francezas a 240. 260 e 280 o cova-
do. pecas de cambraias brancas muito finas a
250O, 33 e 39500, saias de balao de 30 arcos pa-
ra senhoras e meuinas a 3J500 e49. cobertas de
chita modernas e novo gosto a I98OO, lengoes de
panno de linho a 2, fitas de aigodo por diver-
sos pregos.
No armazem de Macha-
do & Rodrigues ua ra da Ma-
dre de Dos n. 6, vende-se fa-
rinha de mandioca sacca
grande a 1#500.
HuadaSenzaIaNovan.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston &C.
sellnse silbes nglezes, candeeiros e castigas*
bromeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios psra earro ds
un e dous cvalos relogios de ouro paienla
nglaz
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Amendoas confeitadas
a 1$ a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se Unto em perooes como a retalho unicameate no
armazem Progresso, largo da Penha n. 8.
cobertos e descobertosr pequenes a grandes, dej
ouro patente inglez, para homem e senhora de'
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-;
dos pelo ultimo paquete inglez : em casada
bonthall Mellor C.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja daaguia deouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos #com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
Otas e Gvelas, o mais fino que se pode encontrar ;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo aCjaa 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
SUMI:
Veode-seem casa de Saundres Brothers & C
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
encllente gosto.
Luvas de pellica enfeita-
tias para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo prego de 59000
o par: na dita lola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros ; e os est ven-
dendo baratamente a 2SO0O, 39000, e 4{000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a 1 $5003, eaixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 29000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
A 15,000!!
O sigo com 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire: ua pracada
Independencia n. 1%
Para se comprar as verda-
deiras luvas de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommeuda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por to-
dos os outros ; por isso quem quizer comprar
boas luvas escusa eansar-se, dirigir-se aloja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
fim e madreperola a 29 e 2g500 cada urna. Com
urna escova assim delieada faz gosto limpar-se
os dentes, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos eslreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de pretanha de rolo a 2g,
brimzinbo de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, aigodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos da cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramageru
a 800 rs. o covsdo, fil de linho preto eom sal-
pico a I54OO a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manh&a 4s 9 da noite.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para eofeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a 29, 3, 4 e 5 a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se achara, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
Attenco
Vende-se confronte o portao da fortaleza das
Cinco Pontas o seguinte : carracas rara bois e
cavallos, carviohos de trabalbar na elfandege, di-
tos do mo, torrador de caf com togae, dobradi-
ces de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
tomainas para fornoa, grandes fechaduras de
ferrolho e tambem rodas de carraca e carnnhos,
rodas para carrinhos le mi, eiios para carra-
cas e carrinhos, e outras quaesquer obras de
- ferros.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastanta incorpa-
n. 2-J, na Iota da boa fe.
Chales de merino
estampados a 29500; na raa do Queimado n. *?
na loja da boa f. '
Gravatinhas estreitas.
Vendem-sa superiores gravatinhas estreitas do
soda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1$: na ra do Queimado n. 22.
leja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duas larguras a 29600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
n. 24.
de amarello, o louro por
geR9K9H aeeiKieais smmmx
fcii
j 4 fama Iriuaapha.
Os barateiros da loja
I Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.;
r.->c(-bemscontinuadamente da Europa
'. sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
i Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
i res, sahidas de baile,saias a balao de di-
i versas qualidades, saias bordadas de to-
; das as qualidades e pregos, chitas fran-
i cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para caneca de se-
nhoras, espartilbos de molas e muitos
outros objectog que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
5 paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
m sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
C brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
| tros objectos.
B Vendem baratissimo
J5 Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v ver
Quem duvidar vvr.
8Levem dinheiro
Levem dinheiro
S Levem dinheiro.
A Af, 4500 e SJ.
Cambraia lisa muito fina a 49 a peca com 81i2
varas, dita muito superior a 5g. dita tambem
muito fina cora salpicos a 4c500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Veode-se urna machina de costura
patente por barato prego ; a tratar na ra
estrellado Rosario n. 12.

Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porco de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antes que
ae ac bom, pois s as ha na loja d'aguia branca
ruado Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cav-llos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus baloes, para ver e exami-
nar na cocheara do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellente casa terrea com so-
lio na cidade do Aracaty, sendo namelhorrua
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel & Irmo, e nesta na ra do Cabug loja
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha ueste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no arruazem de Fraga & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18. defronte da guarda da al-
fandega.
Ve&deiu-fte
dous carrinhos de roao novos, 2 pares de cassam-
bas, 2 de ancoras de carregar mel : na ra da
Praia, no segundo becco, passando o do Carioca,
tenda de tanjeiro.
Luvas de finacamursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommeuda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 29500 o par ; os senhores officiaes a
cavalleiros que tscompraremconbecero que sao
baratas visla de sua finura e duraco, e para as
obter dirigirem-se ra do Qoeimado, loja da
aguia branca o. 16. Adverte-se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Aos tabaquistas.
Lengos fios de eores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Brim branco de linho muito fino a 19280 a
vara ; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Muita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bellosortimeolo de grvalas de diflerentes gos-
tos e qualidades, e por pregos taes que em ne-
nbumaoatra prtese acha. como seja. gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 e lfi. dilas pretas e
de cores agrada veis a 1, 19200 a 195O0, ditas
com ponlaa bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim macio 1J5G0. Pela variedade do sor-
timento o comprador lera muitas de que ee agre-
de oa ra do Queimado, loja d'aguia branca
numere 1S.
A 000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados, para senhoras, pelo diminu-
to prego de 19 ; na ra lio Queimado n. W, lo-
ja de 4 portas.


DUIIO Di PntKlMBCflO. *- SIXTA PEIRA 2t M JBJBO DUMl.
Chapeos de sol de seda a6.
-nSlV* "uil *M ch,W0 "o1 "da
E^. de canM' Pe, baratissimo prego de 6
hV : '"* d. Qtimti,> loj di
Avariado.
Madtpoliol.rgo e fina com pequeo toque de
ana .3*500 e 49, dito multo fino a 59 a peca :
na ra do Greipo n. 8, loja de 4 portas.
Atten$o.
_ "a do Trapiche n. 46, em casa de Roatron
ooker & e., existe un bota sortimente de It-
nfaas.de coree e brancas em earreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as qiaes se Tendero por
precos mui razoaveia.
DESTINO
DE
Jos Dias Brando.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de sen
'Mor: superior manteiga iogleza a 13 1 libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1*400, nas-
sas a 560, conservas ioglezas e porluguezas a
4VO rs.. aletna. tilhaiim e maearro a 400 rs. a
bra, toucioho de Lisboa a880 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com pelxe de
postas a 1*400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
'?e &Ja duzia. dita preta a 600 rs. a garrafa e
6*800 a duzia, tanto em garrafas como em meias
ervilhas francezas 9 portugaezis a 720 rs. a lata'
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mul-
to em conta, vinhn do Porto engarrafado flno
(velho) a 1*500 rs., vlnho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros muitas gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes. (Dinheiro Tlsta.)
Esfradeiras
para agua.
Vendem-se esfradeiras muito aira para agua a
49 o par ; na ra do Queimado n. 75.
Gomma de araru-
ta muito ai va al20rs.
a libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvidor. ,
FUNDI 0W-I0W,
Roa da Senzalla Naya n.42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo soriimen to de moendas emeias moen-
das par engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Tarlatana.
Vende-se tarlataaa branca mnito fina com 11/2
vara de largara prepria tara veatidoe, pele bin-
lissimo prego de 800 rs. a Tara : na ra de Quei-
madeji. S2, ne leja da boa fe.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
1 800 rs. a Tara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desla praga e os de fra, que tem
expesto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifene armazem des Srs. Transios Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa ama relia,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesme arma-
zem tem feito o sen deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Livro do mez maane a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edigo do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicao, modo de visitar o taespere-
nedo santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1* da livraria ns. 6 i 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ferragcns e miudezas.
53Ra Direita53.
O propnetarie do estabelecimento cima acaba
de reeeber am primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joo. que por sus ba raleza e
bem acabado gesto, er nao ter rival nesta praca,
rico sorlimento de facas, garios e celheres de to-
das as qualidades, e preces, meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mul-
los outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
A 4$000.
Chales lisos de merino de lindas cores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Enfeites.
yMJem-se eafeitei de traeca com ticoa lagos
de fila borllas de retroz os mais modernos
que ha no mercado 5 na roa da Iaeeratriz, loja
*a boa t T4.
chotlisch-Germano.
Acaba de chegir do Rio de Janeiro esta linda
Schotiisch para pisno, all eflorecido, dedicada e
coBsgrda ao distineio artista o Sr. Germano
Francisco de Oiivcira, por seus amigos e admi-
radores, e compoaicao do prefeasor de msica F.
L. Cotas,
zem
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,.
ruadoCabugn. 1 B.
Vendem-se massinho de coral muito fine a 500
rea o maesa.
E' de graca.
a\^w^7[w:.,;r5:t i esees-a* r*8enhor8-
de m-sica do Sr. Dumont. 9S^JVmSttLTt ^
Luvas de Jouviu.
Na leja da Boa F, na roa do Queimado n. 22,
sempre e encontrara as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por seren recebidas por todos os vapores
viudos da Europa, e se vendem pelo bsratissimo
prego de 2|500 o par: oa mencionada loja da Boa
F, na ra de Queimado n. 22.
Sintos
Taixas.
$*
ViDhos engarrafados^
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavello8.
Arintho.
Bacellaa.
Ilalvasia, em caixas de urna duzia de garrafaa :
na ra do Vigario n. 19. primeiro andar
Vende-se urna taberna na cidade de Olioda,
na ra dos Quatro Cantos, com poucos fundos,
propra para urna pessoa que queira principiar
por ser em um dos melhores lugares da cidade,
assim como tambera se faz sociedade com urna
pessoa que queira entrar com alguna fundos e
que tome conta por balango, visto a casa fazer
muilo bom negocio ; vende-se por seu dono nao
poder continuar por falta de saude, que em quao-
to o negocio da casa se mostrar a pessoa que a
pretender; tambem se offerece a vantagem de a
casa ter eommodos para familia, sendo esta urna
vantagem muito grande para quem a pretender :
quem quizer fazer este negocio, dirija-se a ra
do Nogueira, taberna n. 49, que se dir quem
faz este negocio.
muito barato.
Manteletes de fil preto muito superiores a 8 ;
na ra do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3j500 ; na ra do Crespo n. 10.
Na fundieao da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o euidado.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 1.
Vendem-se
os livros seguintes : nova bibliotheca dos prega-
dores em 15 volusr.es. elementos do direito ec-
elesiastico, diccionario theologico, o defensor da
religio em 8 vols, os casos de consciencia de
Benedicto XIV, instituicoes litrgicas, o assessor
forense 2 vols, maneal abreviado do cidado,
methodo de violo de Csrulli, atlas geograuhico
em ponto grande, diccionario francez com pro-
nuncia por Fonseca em 2 vols. : na loja de enca-
dernago de livros, junto a igreja da Congre-
gado.
Vendem-se
quatro quadros com lindas estampas de santos em
ponto grande: na loja de encadernago de livros
junto a igreja da Congregacao, no pateo de Pe-
dro II.
SINTOS
para senhora.
Sintos muilo bonitos para senhora a 3j cada
um, fivelas muito lindas para sinto a 1J200 cada
urna ; na loja da victoria, ra da Qneimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, foja de 4
portas.
Gapellas.
19Ra do Queimado19
Ricss capellas de flores de laranja, pelo bara-
lissimo prego de 5$ cada urna.
Vende-se um preto de idade 40 annos, p-
timo cosinheiro por 800$ : na raa do Queimado
n. 48.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar cora Jos Sa' Leito
Jnior.
Vendcm-se sintos com ricas fivelas para senho-
ra e meoina a 2j, fitas e fivelas para cintos, ban-
dos de dina para marrsfas a 600 rs. : oa ra da
mperalriz, loja da boa f n. 74.
$Rua do Crespo n. 8, loja dej
4 portas, admira a pe-S
chincha f|
Laa para vestido fazenda que
outr'ora custava 8i>0 rs. o cova- *
do vndese a 240 rs., dao-se J
S amostras com penhor.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
euia branea n. 16.
Faze&das baratas.
Algodao enfestado com 7 palmos de largo,
apropriado para lencoes e toalhas, pelo diminuto
preS^de50- rg- *ara. chil fraoeezas escuras
de 200 rs.. 220 e 240 o eovado, pecas de breta-
nha de rolo a 1920; na loja da esquina da ra
de Livramento n. 2, que volta para o becco do
Padre.
Vendem-se tres casas terreas sen-
do urna na ra das Trincheiras, urna na
camboa do Garmo e urna na ra de.
Santa Rita : a tratar na ra da Cruz
n. 19.
240 rs.
Laas escuras de padroes modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Na ra da Moeda n. 5. tem para vender su-
perior cal de Lisboa em pedra, aanca-se a boa
qualidade por ser muito nova, chegada ha pou-
cos das, por barato preco para acabar. '
Ges & Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Receben ultimameote m completo sortimen-
to de luvas de pelica de Jouvio, de diversas cores
e esto vendendo a}o par.
sao pouess.
pelo
ra do
ellas que
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
. I?*1* ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babedos a 5J : na ra do
Queimado n. 22. na loja da boa f?
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pr-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para aenhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torzal oom franjas e borlas
outros tambem de torcal de seda enfeitados com 1
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-s
las, todos elles de um apurado gosto e perfei~o I
os pre5os de 8 e 10 sao baratos visla Vdas I
obras ; alera destas qualidades ha outras paral
3$ e 4$ : isso na ra do Queimado, loja d'aguia 1
branca n. 16. I
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos pars baptisados obra
mu perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo preco de
o, ninguem deixari de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Linha de roriz.
Vendem-se-as linhas de roriz em porcao e a
retalho, e pomenos do que em outra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recife n. 50, primeiro
andar.
Ao barato.
Por 500 rs. o cento de papis de co-
res com estalos para sortes de S. Joao e
S. Pedro, viudo de. Par' pelo nivio
francez Adelle : na ra da Cruz n. 21.
E'barato a 1S000!
Sedas de superior qualidade muito largas e
bonitos padroes pelo diminuto preco de 1 o co-
a ra do Queimado n. 17, a primeira loja
MOTA MITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
i DI
[f azendas e obras feitasJ
LOJA E ARMAZEM 5
[ DE
jGes & Basto!
vado
passaodo a botica.
Sapa tos de transa para homem% se-
nhora a lg o par : em casa de Julio a
9 Conrado. l J
Wn,* *?
Gangas francezas muito finas com padroes
escuros a 480 rs. o eovado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
Jcliegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs Radway k C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperalriz n. 12. Tambem che-
garam as mslrucces completas para se usarem
estes remedios, contendo um indico onde se"no-
de procurar a molestia qu rf.-5. -...... ~-
quaes se vendem a 1*000.
jue se desoja curara os
NA
ua do Queimado
n- 4fc, frente amareVla.
Constantemente temosumgrandee va-
riado sortimento de sobrecasacaspretas
/"- e df cores muito fino a 2e,
20J, 22J e US, ditos saceos pretos dos
meamos pannos a 14. 16 16g, casa-
cas pretasmuitobem feilas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
JolS COre ni"il0 fiD0S a 15, 16fi
8 ^!, ditos saceos das mesmascasemi-
ras a 108, 12 e Ug, caigas pretas de
casemirafina para homem a 8, 9, 10#
e 12, ditas decasemira decores a 7,8,
9 e 10, dilas de brim brancos muit
fina a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira dricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes pretos de casemiraa 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
branco f de seda para casamento a 5
ditos de 6,eolletes debrim branco e d
f ustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletotspretos de merino de
eordo sacco e sobrecasacoa 1$, 8 efl
colletespretos para lulo a 4500 e 5'
cas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
! I etots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8S, muito finocol-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 48, colletes d e ve!-
S ledo de crese pretos i 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tes e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
I 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
| calcas de casemira pretas e decores a 6,
68500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superiora|32 aduziapart acabar.
Assim como temos urna officina deal-
faiateondemandamos executar tedas as
obras com brevidade.
Bolachinha iogleza
a 160 rs. a libra.
Vende se a 160 rs. a libra. 38200 a barriquinba
dai niais nova que ha no mercado. aflansud-se
a boa qnahdade, manteiga ingleza flor a SOO rs.,
alpiste e paingo a 200 rs., presunto e toucich
muilo novo a 320, loucinho de Santos a 240 cer-
vejacobriDha a 500 rs. a garrafa: na ru das
wnzes n.24, esquina da travessa do Ouvidor.
Sitio venda.
Vende-se um sitio em Santa Anno, tendo bCa
casa com cinco quartcs, duas salas, sala de jan-
lar, ele. etc., estribaria para seis cavsllos. quar-
u'JcYt e".eB,ea' e.,c- &'" de capim, excel-
lenles fructeiras. cacimba com boa agua para be-
ber, e lanque para baoho: os pretendentes po-
dem ir examinar a dila cesa e sitio em qualquer
da e hora e para tratar, dihjam-se Saucders
Brothers C, praca do Corpo Santo, n. 11.
Venoem-se acedes dss companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Sendera Brothers & C, praca do Corpo i
Santo, n. 11. *
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de $*o
propna encommeoda a bem cenhetida eprovei-
tosa opiata ingleza para denles, cuja bondade
apreciada por lodos quanlos delta tem usado, e
sera mais por quem quizer conservar esceneivas
em perfeito estado, assim como a alvurade-s
dentes ; cusa cada caixa 1*500, e por tal preeo
deixaiao de comprar quando a nao acbarem
mais na loja d agoia branca, na ra do Queima-
no n. ib.
Fardlo e queijos.
Vende-se saccascom fareilo a 3 e em porcao
por menos, queijos a 14*0 : na travessa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarillo
Lindos cabazes
de palha fina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
feitadas, propras para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e5,
o que baratissimo vista da perfeigao e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, raa do Queimado n. 16.
A vista faz ft.
Vende-se gigos com batatas muilo novas, com
40 libras pelo diminuto preco de 1500 ; na ra
do Amorim, armazem n. 47. .
ARMAZEM PROGRESSISTA
Paletots de ganga amarella verdadeira pelo di-
minuto preso de 2 ; na ra do Crespo n. 7, es-
Hn dflruadoImPerador' I('Ja de Guimaraes &
Attenco.
Fszendas baratas, na ra do Queimado n. C9
ricos chales de froco estampados a 34O caa
um.saias de balaocom renda a 3S00. ditas de
\frCOl8 5' chsly ric0 m8lio'o 900 rs. o eo-
vado, chapaos deso de panno grandes para en-
genho a 3200cada um, ditos de seda inglr-ze* a
II cada um, e muilas mais fazendas que se
vende por todo prego : oa ra do Queimao a.
69, de Jos Antonio da Silva Marques.
Queijos do sertao a 640.
Vende-se queijo muito fresco a 610 rs. a libra
doce da casca de goiaba muito fino, eaixes de C
libras cada urna a 2500, ditos mais pequeos a
900 rs., manteiga ingleza flor a 1 a libra, latas
com peixe savel muito novo a 1400, dilas com
peixe espada e goras a 1120, velas de esperma-
cete superior a 700 rs. a libra, conservas inglezas
muilo novas, frascos grandes, a 800 rs.: na run
as Cruzes n.41 A, armazem ds porta larga.
Algodao de duas
larguras a 480
rs, a vara.
Proprio para toalhas e lencees, por ser muito
largo e pelo prego : na ra do Queimado n. 19.
pechineha.
muito incorpadas, cova-
com botao para
^'
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
Sedinhas de quadros
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balo com punhos e gola borda-
dos com botiozinhos a 3.
Manguitos a balo com punho e gola a2500
Bales elsticos a 3 e 3j?500
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz n. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Vende-se urca escrava de 23 annos, de bo-
nita figura, a qual cose e lava, e tambem enten-
de do servigo de campo : na ra Direita n. 11
taberna. '
Vende-se duas casas terreas com sotao, ci-
tas na ra da Palma : a tratar na ra da Concor-
dia n. 73, armazem de materiaes de Manoel Fir-
mino Ferreira.
DUARTE ALMEIDA & SILVA
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RIJA DO QUEIMADO 40|
Defronte do becco da Congregar letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seas freguezes mi,
seu mano, acha-se de novo establecido com dous acetados armazens de molhados assori.d Z X lo Pi r ^ que lmha COm
Paulo Ferretra da Silva; o primeiro na razio de Duane & Souza, e segundo n. DuaSe Almel & S^ZtZJSL ^ ** *' Sr"
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se achara ornado "imo emCTrlil?-?' esteses,a^lecimnls oflerecem grandes
propnetarios mand.rem vir parte de seus gneros em dir itura aBm deTera mnr?ro?n2 ? de **"*' p0,S que Para isso rolveram os
buco urna vantagem de mens 10 por cenfo do prego J*^^m^^Z^^^'Z^^ tdm^ S"^ f PU"
seusestabelecmentos tem deliberado garantirem \oda e qualquer qualidade de gneros^vendidos Im ? ^& -S SffiS" acredilarera
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas polco SST J'Jg^j09..!" **-* > podar ver o publico
sevtessem pessoalmente, na certeza de nunc acharem o conu.rio de nos^sTnSuSos 7jSrSS!TSL *"* *"" S ^ SerVdS COme
todos os senhores da praga, senhores de engenho e lavradores que mandem a meno uas eSSmSn S"*"' T B(!tm?s' PedB10S
de conttnuarem. nnlamu n ;ec s____....- .. 1 iouos suas encommendas a onmetravaz. afim He. nnutrnim *
decontinuarem. poisque para isso nao pouparao os proprieur o ZZZ?Tl!^*?a P^eiravez, afim de experiraanlar, certos
h,,*n tr.n,.------...---------,:.... .r Vf F* "> servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimentos;
vera opubhco que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
abaixo transcreveraos algumas adiges de nossos ragos, por onde
gneros.
Eseravos fugioi
Escravo fgido.
Tendo fgido da cidade de Mamanguape no dio
29 de dezembro de 1859 um mulalinho do
nome Felippe, idade 15 annos, pouco mais ou
menos; e com ossigoaes seguintes: cor verme-
lha, ct bellos encolhidos, rosto e corpo bastante
seceos ; consta achar-se preso no serlo e dizer
que se chama Juveoal, roga-se pois a quem com
certeza disso souber queira dirigir-se nesta cida-
de loja de Porto & Irmao, em Goiaona a Pau-
lino Deodato Cavalcaoti, ou em Mamanguape ao
Sr. do dito escravo, Francisco Antonio da Silva
Valenle Jnior.
Casacas de panno preto, 40, 355 e 305000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitotsde dito ede cores, 35$, 30J,
2S$O0Oe 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99OOO
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 118000
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 93000 89OOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim de sores, 5g, 49500,
4g000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco.
6*000, 55000 e tfOOO
Ditos de merino de cordao preto.
159000 e .' 89OOO
Calsis de casimira preta e de cores. -
129.109,99 e 81000
Ditas de princeza e merino de eor-
do pretos, 5| 4J500
Ditas de brim branco e de cores.
58000, 49600 e coree, ^^
Ditas de ganga de eorea 31000
1 Golletea de velludo preto e de co-
rea, lisos e bordados, 129, 9f 89OOO
Dito de casemira preta e de coree,
liaos e bordado, C9, 59500, 5 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 6*000 o 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 35OOO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 18600 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
de cores, 25000 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39OOO
Ditas de madapolo branco e da
cores, 39, 29500. 29 e I98OO
Camisas de meias I9OOO
Chapeos pretos de massa, franceses,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e IJOOO
Ditos de sol da seda, inglezes a
franceses, 149,128, US 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da altima moda 9800
Ditos de algodao $500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009. 909, 805 e 709000
Dita* de prata galvanisadoi, pa-
tente hosontaea, 408 309000
Obra* 4* ouro, aderegos e meios
aderegos, palseiraa, rozetaa a
anneis a
Toalhas da linho. duzia 120000 a 109000
Sl^G^^rfScs escollh,fa a 80 ,ibra e em "a.
CHA l.fiSoE lft2St," melhIKr d, "2S 72VS' ,bra 6 a 70 rs- en barril e meios.
iSararo?wL3SP?i Amercada de moa 3000 e em pr0 ^mai0.
por^^rA^S.^ *n",ez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs
EHHHHS? PORTGEZES viudos do Porto de casa particular a 560 s. por libra e inleiro a 460 ,
porgao a 800 rs.
rur\nnmAi. ,7"-----: 1 wiunuuac uaiucuir-
tmit?$?L*r2l de 8 ,,bras a 4*500 e era lb" 7<> "
?2S?cI2?DINOS chegados no uUirao m** 1.
PA FRANCEZAS em latas de 6 e 5 1[2 a 19 a libra e a fiffltt a retalho.
wSSiSSS^mSS^ melbores d0 mercad0 a 2*800 e a 500 a Iibra-
t?5!r;irf J SSPI0R 8em avar,a"700 "e em > eeo rs.
Minl%cML??yPS E P0RTGEZAS a ^60 e 700 rs. e frasco.
fS^mJiSSVSSEP E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
VINHO EM gTrrfs f DB,S?)A ddi'erq,,a,dadeS' a^ovado mercado a 1450.
viUU EM GARRAFAS, Duque*. Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Mleira seco eFeitoria de 1*200 a 1300
raer/' t" o, XE..SAVEL. e outra8 "'W qul>dades, o mais bem arranjado que lem vindo a 1*100.
a garrafa e a
'' P2. RA?^.maIho.r.Sui I _M0 rTriTbra"e a 280 rs.TvTd'o.
O o melhor que se pJe desejar a '
le a 800 e 1* a garrafa e de 8951
'IROS e outras nanitas marcas de
VINHO MDFAiniH.iwf.i5i ^T"10' T **? d88ejar a 8100 P" arroba e a 100 rs. a libra.
SB5B^^^D5?^^!^ 3^_e a retalho suspiros 40 rs.
Ami^dc?pf Pm?^SCk DA G0IABA a e em Wa 90 .
fOTNAr^ I PRIfIJCAD0 800 r^ a garrafa e 9000 a caua com 12 garrafas.
ffillKiSSt q 8de que ten,M no me,oado d 1*W0 a *""' *0W>00 a duzia.
S.K,. ni ^V ?*S*.18 n'0S qM ba n0 mercado a 65 "* ,ibra d Dleiro a 60 ".
rSrmii S01 6I .ota. 6800 a frqueira com 12 frasco*.
patthm^iri rt S fra d*aU* a 200 ,6 "' m"S com M macinhoa.
4 piS?S GAZ a 3*000 a rez* e 28 a duzia de calxas-
AMFNnnlc rnncp^c8 melbore8 qUe lem Vndo a0 "nareado a ^O lrrU.
ananuuAd LUifEKX AS as mus novan e bem arranjadas que ha n mercado a 19 a libra e em porgao lera abamento
Aiem dos ganeros annunctados encontrara o publico um completo sortimento de tudo tendente a moraados.
No dia 31 de maio prximo passado fogio dr>
eogenbo Ouanduz um escravo de nome Victori-
no, com os signaes seguintes : prelo, boa aliura
rosto beiigoso, e tem falta de dentes, cujo es-
cravo foi do finado Joo Dias. boticario da cida-
de da Victoria, e muito conhecido nesta praca
onde vioha constantemente comprar remedios
em urna bolica para seu finado senbor, por isso-
suppe-se andar por aqu : portaBto roga-se a
quam o pegar, leva-lo ao dito engenho a seu se-
nhor Jos IgDacio de Mello, ou nesta praga a Ber-
nardino Frenclsco de Azevedo Campos, que se
gratificar generosamente.
Attenco.
Acham-se fgidos os escravos seguintes : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foj
escravo do Sr. Dr. Magalbaes, que servio de che-
le e polica daquella provincia, cojo escravo po-
de passarpor livre porque falla bem e at troca
algumas palavras em francez, dedica-se a vida
ao mar, e j servio de foguista no vapor Pirai
com o nome de Jos Domingues : Joo. cabra s-
| curo, bastante alto, com marcas de bexiga no-
rosto, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. vlsconde do Ico, foi aqui veo-
mdo pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
Iiveira : Joo, mulato, alto, tambem com muito
signaes de bexiga no rosto, falto de dentes na
trente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mogo, com pouca barba
ce estatura regular, secco do corpo, e sem deei-
lo algum, offlcial de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
nomem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povosgo de Agua-Aze-
da as immediagdes de Papacaga, que foi escra-
vo do Sr. Antonio BaptisU de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garantaos, alto, grosso do corpo.
bem barbado, com falta de dentes na frente nsa
constantemente de cinturago desoldado atado &
entura ; quem apprehender os ditos escravos ou
qualqaer delles, e os entregar a seu seohor o
abaixo assurnado, no engenho Dous Irmos'n*
freguezta do Poco da Panella, ou ao Sr. adminia-
Kf" d "" de i*!?0?80- no Recife. ser gra-
| tificado de ata irabalho com generosidade.
Jos Cesado de Mello.



(8)
MARIO DI tnHAMBDCO; SEXTA FEULA li M JDNHO E 1861.
Litteratura.
A familia da. Alea dos Gansos.
[Eibogot do genero do Tio Ado.)
Pois hero I mi9ter comprehender qoe
Deus nao d bons fllhos, assim como nao d boas
couves, se nao se lomar cuidado do aos e oulros,
se nao forero regados e mudados quando conve-
niente. Voces sao gente do diabo, coalinoou el-
le sempre animando-se ; guando se fall nos fl-
lhos, crusam as mioa nos joellios e dizem sem
tom npm soni. Esto nas mos de Dos 1 e se
acaso irata-se de um cao que e preciso curar ou
tratar sao vistos de repente era bolandas I ....
Ka verdade, mui coromodo deixar nas mos
Ge Dos o que nao queremos faier com as nos-
tas proprlas maos.
Nao se zangue assim, Sr. Sigurd, disse a
viuva.
Zangar-me I Nao pense era tal digo po-
rem que c um santo dever o velar para que os ti-
Ihoa venham a ser homens e nao uns valjevinos,
eis o que digo; o que nao devemos fazer a Deus
respousavel por nosso deleixo ou incuria. Irra !
Eis come sao todos, choram e lamentara a per-
versidade humana.e querem que o bom Dos faca
a cada instante notaveis, sim, mui notaveis miT
lagres, para corrigir-lhes os erros e desvarios.
Gs homens nao hao fie flc.ar melhores emquanto
nao se derem mais slgunsshillings a quem trsba-
lha honradamente do que a quem anda mendi-
ando I Irra I D'aqui ha pouco, note bem, Sra.
arlhman, hei de estar to velho que nao pode-
rei trabalhar mais, daqui ha pouco tambera pre-
cisarei de mendigar, e, com os diabos : se nao
for melhor relriouidu do que agora 1 Irra An-
da que isso urna grande vergonha para um sol-
dado velho I
Sim, sem duvida, urna grande rergonha,
suspirou a viuva.
Sim. Note bem ; sei de urna pessoa que
conheci mai joven, e que era eoto franzina e
repugnante ; essa pessoa. Dos me perdoe, anda
hoje carro e faz de fid-ilgo ; ella nio v o ve-
lho Sigurd quando passa coleando com a rueda-
lba do valor presa so gibo I O que quer, as-
sim camiuha o mundo ; s la em cima aquelle
que creou este sublime espectculo, disse erguen-
do solemnemente as maos para o co resplande-
cile, s elle sabe melhor porque lodo tem lu-
gar neste mundo por um modo to exquisito, e
porque as recompensas ah sao mal dividilas I
Quando eu estou a seis mar aqui noite, note
bem, Sra. Borthman, pens em nimias cousas.
A estrada comprida e escabrosa d'aqui al l
em cima 1 e a gente esfalfa-se para trazer por
muito lempo este fardo sobre a trra I D'aqui ha
pouco o pobre Sigurd ha deextinguir-se para mor-
rer e descansar.
Eia, Sr. Sigurd, o que dizia a respeilo de
Guslaf ? interrumpen a mi.
Guslaf ? Ah sim ; elle tem onze annos,
Ludnig deve ter doze, nao ?
Sim, sim, assim mesmo.
Eu eslava certo. Irra I Pois bem I Sr.
Borthman, tenho amigos, note bem, aiuda que ha
rnuilo nao, tenha conversado com algum delles.
Irra Sim, tenho al um em Stockolmo, o qua
pode empregar Guslaf em suas trras, pois tem
muilas ierras, e seu fllho vira a ser um bom reu-
deiro ; sim, ha de se-lo com o favor de Dos.
E como se chama esse amigo?
Seu nome nada tem com o caso.... Eis,
porm o que aconteceu Ha muitos annos, du-
rante a guerra da Finlandia, urna guerra tola,
Sra. Borthman,mas o mesmo; batiamo-nos co-
mo demonios e zurziamos osRussos sem piedade,
pois na guerra a gente nao tem ceremonias, note
bem ; comludo,apenas tialismos nossos punhos e
o valor, quanto aos Russos. lioham dinheiro, o
que nos fez perder Sweaborg e irmos todos ta-
ta 1
Assim, nao se passava dia em que nao pele-
jassemos com os Russos, pois bavia muita ani-
marlo de parte parte. Alli achava-se ento
um tenentezinho, um ai jess da mi e que leria
obrado com mais acert se bouvesse Gcado em
casa, to mimoso e delicado era ; n'uma certa
manhaa ordenaram-lhe que marchassa enlre 09
nossos, sem altenderem a consternarlo e a palli-
dez que tal ordem Ihe espalhou no rosto ; atoal
de coiitas, nao dos deve isso admirar muito, Sra.
Borthman ; por vida miuha, nao l das me-
lhores cousas ver-se a gente dianto de plvora e
bala quaodo tem algum motivo para gostar da
vida ; essas cousas nao dizem tir-te nem guar-te
a pessoa alguma, note bem. Assim, do comba-
te, vio-se o tenentezinho cercado e um grande
risco de morrer oas garras dos Russos e era o
que devia necessariamente acontecer se eu nao
tivesse apparecido para abrir cabera de um can-
zarro que seguia-o de perto e que cahio de per-
itas para o ar ; ao depois, espetei oatro na bayo-
riela, de sorte que o joven tenente cobrou animo
e comegou a distinguir os vivos dos morios. Ir-
ra 1 Depois correu ludo como lhe disse ; elle sa-
bio sao e salvo da refrega; quanlo a mim, re-
cebi no tornozello um tiro de mosquete do qual
me hei de lembrar toda a vida.
E foi eoto que lhe amputaram a perna ?
pergunlou a viuva.
Ampularam, rectificou o cabo de esqua-
dra ; sim, nao justamente por causa daferiaem
si mesma, porem sobreveio um grande fro que
pz fogo perna, e eis a razo porque foi preci-
so corta-la. Tudo quanlo oblive foi a medalha-
zinha, aquella medalha de valor que voc sabe,
e que s costumo trazer quando vou sagrada
meza, to grande receio tenho de envergonhar
magestade real e coroa mostrando um velho
bravo coberto de andrajos, que apenas recebe
quatro reichslhalers de penso annual. Mas a
quem importa isso ? Irra I Recebi a medalha
de prata e o tenentezinho teve a medalha de ou-
ro, pois linha um arranho no polegar efoi con-
siderado ferido. Ainda mais : subi ao posto de
capito, obteve a condecorado da espada, e foi
mencionado na ordem do dia como na toldado
valenle e animoso. Pode ser que ao depois te-
nha viodo a ser isso, porem leve-me o diabo se
naquelle tempo era elle mais animoso do que o
menos bravo,
Man Deas! ama na guerra t disse e
viuva eondoid amonte.
Sim, aisim na guerra e tambera na paz:
uns trabalham, e oulros colhero o premio de
alheiaa fidigas: uds perdem o aangue, e oulros
enchem-se de sopas e rinhos para te-ln.
Ab I ... Mas que relaco tem isso com o pe-
queo? atreveu-so dizer a viuva.
Tenha mo! note bem que eu sei que
aquelle de quem lhe fallav est na cidade, pois
o tenenlezinho hoje um fidalgao, general, com-
mendador nao sei ae quanlas oriens, e em cima
de tudo rico mais nao poder ; j por si era elU
rico e a mulherlrouxe-lhe ainda mais; elle nao
nobre, Glho de um rico negociante de Gotem-
borg, ou de Nuwthoppiog, nao sei de qual das
duas ridades. mas, emtim, o pae era, como ae
diz, fabricador e senhor de m.ilhea. Tem, poia,
trras e castellos e nenhum fllho, e eu quera,
note bem, que elies recebessem Guslaf Aasim,'
hei de ir fallar-lhes. Elle nao era mo quando
mogo, talvez que nao tenha mudado. Ah ah I
como ha de abrir uns ulhos grandes quando vir
o velho Sigurd elembrar-se da mocidade.
Eu bem creio, disse a viuva, que elle deve
agradecer Deus do fundo d'alma por l-lo feito
apparecer ali, aim de lho salvar a vida I Mas
vae-se fazendo tarde, preciso que roc se dei-
le, Sr. Sigurd.
O velho cabo de esquaIra readquiru toda a al-
tura, deitou um ultimo olhar para o cu e I-
caogou, coxeando, o canto que oceupava. Tudo
eslava em repouso ao redor da choupana; o as-
trnomo l em cima na torre era o uoico talvez
que n'aquella hora cootinuava observar nas re-
gioes celestes o curso eterno dos asiros.
No dia seguitite, pela manhaa, os rpidos e
alegres raios do sol penetravam pelos estreilos
vidros do casebre e iam cahir nas cabecas dos
meninos adormecidos, sem todava lhes pertur-
bar osomno; que importa para o menino que
dorme um pouco mais ou menos de sol I O que
pareca inquieta-los mais erar as moscas que
zumbiam com grande estrepito pelo quarto e que
pousavam de quando em quando n'este ou n'a-
quelle narizinho que apparecia Da cama ; alera
disso, sem attengo edade e ao valor, nao res-
peitavam aiuda essa nobre parte do rosto do nos-
so brioso cabo de esquadra. Elle desperlou,
pois, levaolou-se e comecou veslir-se para fa-
zer ao general sua projectdt visita.
Sim, dizia elle comsigo, h*i de haver-me
de sorte que esteja as oito horas em ponto dame
da porta com o pequeo, e seria o diabo se elle
nio cousentisse era toma-lo para casa, alias ca-
na eu livre do maior cuidado, que me pesa no
corago. Mais tarde irei ver o negociante e as-
sim...Sim, desta maneira, continuou elle tiri-
tando, hei de perder os raeus dous pequeos, e
deitou um olhar enternecido para a cama onde os
menioos dormiam sobre palhas. Nao importa,
preciso. Irra 1 O cabo de esquadra Sigurd nada
tem de seu n'este mundo, alm da medalha. do
relogio velho e do cachimbo ; viveu sozinho, e
ha de viver sozinho at que o levem para o ce-
miieno onde ser dentro em pouco esquecido.
Afinal de coolas, l nao falta companhia, e quem
sabe, talvez venham os pequeos visiiar-lhe o
tmulo e agradecer-lhe o cuidado e amor que te-
ve para com elles.
Assim fallando sempre, fazia elle a barba e
passava o penle nos cabellos grisalhos ; ao de-
pois charnou Gustaf, que, raeio acordado, saltou
abano da cama e dispoz-se vestir.
Nao nao 1 assim nao, Gustaf, gritou o ve-
lho, e mister arranjar-te com mais cuidado.
Acorda, mea rapaz, engraixa tuas botas velhas e
escova tua jaquela s-m piedade ; procura mos-
trar-te asseiado Mas espera, vou eu mesmo la-
var-te.
Dito e feito o cabo de esquadra lavou o me-
nino com tanto vigor que as faces ficaram rel-
jenles como cobre bem polido ; ao depois mo-
lhou os cabellos e dividiu-os com o pente, pon-
do-os para o lado.
Agora sim I disse elle, j te pareces com
urna meia creatura humana. Veste-te agora ; tua
me j sahiu, assim foge ella todas as manhas
a casa sem que alguem a ouga. Ora es.*a I
preciso que ella v arrumar a caca do tabellio,
o velho levanta-se cedo. II a vemos de ver, meu
rapaz, se nao sers outro cagula quaodo vieres
casa. Ouando feliz, nao te etquecas do teu ami-
go o velho Sigufd.
Gustaf era um boro menino ; linha nos olhos
aquella expresso ao mesmo tempo ingenua e in-
telligeote que tantis vezes se encentra no fllho
do povo, em que a brutaldade, o vicio, a abjec-
Co da condico social nao tem opposto ainda o
seu igoominioso sello. Gustaf tinha anda urna
expresso em toda a sua pureza nativa ; elle cra-
vou no velho Sigurd dous olhos cujo bnlho aque-
ceu o corago do soldado.
Vem c, pequeo, quero ajudar-te. Nao te
envergonhes do teu mo falo, deixa estar 1 O
bom Deu9 dar-te-ha outro melhor, pois s um
menino bom e dcil I
Eslava vestido, as outras creancas acabavam
tambera de levantarse. Lulwig loi nomeado
commandante em chefe do quarto. s sete ho-
ras em ponto, o cabo de esquarda Sigurd, levan-
do o rapazinho pela mo, dirijia-se passo do-
brado para a cidade.
Ests vendo, | preciso subir todas aquellas
escadas, disse Sigurd para o protegido, quaodo
chegaram diante da grande casa da ra da Re-
gencia. Olha para aquella bonita caixa enverni-
zada que pende porta, urna caixa para cartas,
explicava elle mostrando a caixa onde deixam-ae
os bilhetes de visita. Agora vamos tocar a cam-
paohia.
Com effeito tocou, mas ninguem appareceu ;
tocou ootra vez, e eoto ouviu-se um rumor in-
terior e a porta abriu-se.
gQLHETlM
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
Quem esli ni? pergunton m criado mal
cordado n'um tom enfadado.
late teu eriado, dase o cabo de aquadra,
que, diga-se de passagem, jacta-ae de aer polido,
quena fallar ao general.
Que quer com elle, tensor reino ?
Velho I velho o diabo, malcraado 1 rea-
pondeu o cabo de esquadra. -
Todava conteve-se ao pensar no meoino.
Eu aou conhecido pelo seohor general, disse.
Tu ? cootinuou o lacaio, ah 1 ah I ah 1 E
fechou a porta accreaceotando : O general ainda
naolevantou-se, volte mais tarde.
Esse criado bem grotseirV, disse Gustaf
ao descer a escada com o seu pobre Mecenas.
E um burro, como todos os salteadores da es-
pecie, murmurava o velho. Se tal rousa me acon-
tecesse ha trinta annos, o velho Sigurd de hoje
teria applicado naquelle sujeito um bofetio que
priva-lo-bia por oilo das da luz do sol e da la.
Eu bem quizera saber quando accorda o nobre ge-
neral, cootinuou elle olbando para oa grandes
cortinados vermelbos que devisavam-se atrazdaa
janellas. Irra Bem fez em estar dormindo.
Ouve, Gustaf, vamos sentarmo-oos nos de-
jtrua da frente at que aquellas tapegarias, aco-
la, atraz daa vijragss. ergam-ae, aodepoia volla-
remos anda, e vers que o general ha de vir em
nosso auxilio, salvo se o diabo metter-se no
meto.
Entretanto enebia-se a ra de povo; maia de
um transente parava para examinar curiosamen-
te o velho guerreiro cora a medalha de prata no
peito e o menino de faces purpureas a seu lado.
Em um ergueram-se os cortinados, e appare-
ceu um rosto descorado e redondo que iolerrogi-
va com um rpido olhar o raovimento da ra.
Eia, tentemos ainda, disse o velho, e tor-
naram casa do general.
Tocaram a campsnihia sem que apparecesse al-
guem, arlnal veio abrir o mesmo creado.
Os meamos tratantes 1 disse elle ao reco-
nhecer os importunos da manhaa.
O cabo de esquadra refreiou a coler e incli-
nou-se, o que moito lhe custou tanto moral co-
mo phyaicamente, porm que remedio ?
Eu desejava fallar com o hunrado general,
e quizera ser recebido j.
Na verdade, seria galante : o que tem voc
a dizer-lhe ?
E' oque eu lhe lhe hei de explicar pessoal-
menle.
Pois dSo l voc sobarbo I Serviu s or-
dens do general ?
Nao, porm tervi ao general.
No meio do quarto do general, forrado com
um roaeio tapete de velludo, via-ae urna grande
cadeira de bracos, no centro da qual urna forma
franzina, de rosto pallido, coro todas as apparen-
cias de um velho, percorria alguna joroaes ; es-
tavam ao p delle duas caixas de biscoutos e urna
bandeja de caf com os sous accessorios.
Senhor geoeral I
O homem pallido levantou a cabera e flxou o
olhar vago no criado.
O que quer?
L em baixo est um soldado velho acom-
panhado de um menino, elle quer a todo o custo
fallar ao senhor general.
Oh I.... nao tenho animo deaahir do quar-
to para ir ter com elles I___Diga-lhes que vo
para o inferno I
Dix elle que nao serviu s ordena do aenhor
general, porm que serviu ao senhor general.
E esta?.... Tenba mo,ainda nao tempo
de tomara miuha pogo encarnada?
Sim, aenhor general.
E por que voc nao m'a deu ? Devo estar
sempre a pensar no que hei de tomar ? Ouando
vira o medico R___?
Pelas onze horas, disse elle : deve ir prmei-
rp a Ladugortsland, ha um grande numero de in-
digentes nesse arrabalde de Stockolmo e a clien-
tela pobre oceupa-o ordinariamente das seis s
dez horas.
Clientela pobre 1 goslo muito disso, e entre-
tanto mister que at pessoss do bem fiquem in-
quietas I Tossi cruelmente toda a noite, e diz ro-
c, nao verdade, que havia sangue em meu len-
to, nao ha duvida, algum vaso que ler-se-ha
partido no peito.
Eia, se nao podes ver-te livre desse velha-
co. perguuta-lhecomo se chama.
O criado desceu, entreabriu a porta e disse :
0 general quer saber seu noroe.
Petter Sigurd 1 Cumpriuieote o general da
parle de Petler Sigurd que o tirn das garras dos
Russos. Sim, elle sabe isso melhor que ninguem,
responden o velho cheio de esperaoca e coo-
anga.
Chama-se Petter Sigurd, e diz elle que sal-
vou o Sr. general das garras dos Russos.
Petter Sigurd 1 Petter Sigurd ah I aim, lem-
bro-mei agora ; um moceto viro e alto I....
Sim, elle alio, porm nu muito vivo:
anda com urna perna de pu
Ento nada vale para a batalha, disse rindo
coodescendentemenle o general que gostava *de
destingoir-se pela agudeza de eogenho, ainda
diante do criado ; chegaodo s vezes at mostrar-
se faccioso, dava urna prova fda superabundancia
de inteligencia.
i Ah I ah I ah hi l hi 1 hi I rebentou o criado
n'um riso abafado, como ae fosse impossivel con-
ter-se vista do irresestivel gracejo do amo.
De repente tornou-se alegre o general.
Afinal de con tas, proseguiu n'um tom satis-
feito, nao era elle mestre de dauga ; esse velho
nao fez mais nem menos do que seu dever, e se
me nao engao, obtere urna medalha.
Sim, na verdade, traz urna medalha.
E' isso, foi eu quem fu que Ih'a dessem.
Pois bem I goza elle da penso annexa meda-
lha, e deve ao depois prover as outras necessida-
des com seu trabalho. Irra 1 Querer urna es-
mola ?
Sem duvida alguma.
Ouga ; tire um reichsthaler, ali, na gaveta,
e v dar-lhe ; diga-lhe que lembro-me de tudo e
que foi por isso que fiz com que elle obtivesse a
PR1MEIRA PARTE.
XXV
(Conliouaco.)
A Americana calou-se ; porm o Canadiano nao
se aproveilou desse silencio para fallar: esla-
va abysmado Alguns monosyllabos que dos la-
bios lhe escapavam destacadamente trahiam a
confuto iocoherencia dos seus peosamentos.
As theorias elementares, para elle to novas, que
a moga acabava de desenvolver deslumbraram-
lhe o espirito, e o precipitaram n'um completo
chaos 1 Parecia-se com o here da potica e
audacioss myticacao, que tanto agradou ao nosao
seculoGaspard Hauser, ease infeliz encerrado
n um subterrneo desde o dia do seu oascimento
e que d'alli sabindo com a edade de viole e cin-
co annos entrn no mundobomem com sensa-
edes de meoino I Assim como o sol com os seus
raios fazia arders palpebrasdo pretendido Gas-
pard, assim tambera a verdade cegara o espirito
de Grandjean 1
Quanto a miss Mary, um movimeoto nervoso
e quasi Imperceplivel que agitava os cantos da
sua bocea de urna maneira ao mesmo lempo co-
lrica e desdenbosa, provava que a narraco da
fbula, que inventara, do amor de Joaquim Dick
a Antonia, e do amor della ao proprio Joaquim,
tinha custado muitos esforcos aua paciencia
ao seu orgulho.
Ento, master Grandjean I replicou ella ven-
do que o Canadiano ficava mudo: comegaes a
comprehender a vossa tarefa, ae que sois to
dedicado ao Sr. Joaquim Dick como o dizeis?
Ainda nao, miss. O que queris que eu
faga para que o meu antigo amo ebegue a esque-
cer Antonia ? Como o impedirei de voltar ao
rancho da Ventana, se tal for a sua vontade ?
Ninguem to firme e obstinado nos seus pro-
vectos como o Sr. Joaquim 1....
Admiti que assim seja: mas auppoohamos
que elle, voltando a Ventana, nao encontr abi
mais a sua amante?
E como nao encontrar se ella nunca sahe
do rancho ?
Apre master Grandjean 1 Eataes hoje com
a iotelligencia mui difcil de comprehender 1 Bem
sei que a aenborita Antonia nunca sane do ran-
cho, mas ae a roubassem de l?....
Se a roubassem ? O Sr. Joaquim procura-
ra logo descobrir o roubador, por-ae-hia piala
~|*) Vide Diario n. i.
delle, alcanga-lo-hia sem trabalho, e matava-o
com toda a certeza 1
Julgaes islo?
Estou at certissimo, misz Mary. Ficae
persuadida de que o indio mais subtil, o aven-
turero mais astuto nao capaz de illudir a sa-
gacidade do Batedor de Estrada. No conheci-
mento do deserto excede elle a todos nos: seu
olho infallivel, suaspemasinfatigaveis! Assim
pois permitti-me que diga, com todo o respeito
devido a urna mulher, que o vosso projecto nao
tem a mais pequea sombra de seoso coromum.
Se me tivesseis deixado proseguir em vez
de ioterromper-me, terieis poupado tantas pa-
lavras, e supposiges iouteis. Nao contesto as
qualidades excepcionaes do Sr. Joaquim como
Batedor de Estrada ; estou convencida de que,
se elle procuraste ir em seguimento da sua bella
Antonia, havia por forca de encootra-ls: porm
poi outro lado estou mais convencida anda de
que, ae tal successo se desse, elle deixaria ir em
paz o roubador e a fugitiva....
E porque, miss Mary?
Porque a voz do orgulho offendido faria ca-
lar a voz do amor. O seu corago antes de re-
cobrar a calma e a traoquillidade passaria talvez
por torturas espantosas, mas a sua fronte icara
altiva e soberana, e nao se curvara I
Esta explicago mudou em pasmo o embaraco
do gigante: nao comprebendia absolutamente
nada da conversado.
Por mioha f, miss 1 exclamou elle. Nao
sei se durmo ou se estou acordado, se me fallaes
serio ou se estaes ahi a zombarde mim I Parece-
me mesmo, perdoae a mioha franqueza, que o
pezar atacou-vos a razo, a ponto de deixar-tos
inteiramenle louca I___
Um sorriso glido e zombeteiro enlr'abrio os
labios frescos e rosados da Americana.
Porque que tanto vos eapauta a minha
linguagem ?
Valha-me Deus, miss Mary I Dissestes ha
pouco que o Sr. Joaquim est lonco de amores
por Antonia; e agora dizeia que, te alguem rou-
basse essa moga, elle nem ae dara ao trabalho
de segui-la I E' iato o meamo como se me qni-
zesseis pro/arque, roubando-me alguem um
cavallo de prego, eu me nao incommodara em
perseguir o ladrao 1
O amor, master Grandjean, tem delicade-
zas que ignoraes....
Mas nao deve haver delicadeza que t de
encontr ao bom seoso. Ora, o bom sent ainda
o mais vulgar diz que quando se rouba urna mu-
lher amada, e o amante chega a final a desco-
brir o seu retiro, deve empregar todoa os ea-
forgos para apoderar-ae novamente della.
Enganae-vos, master; em taes casos a vio-
lencia do ultrage, que ae recebo, torna impos-
sivel a recoociliaco.
Um ultrage I.... Cada vez menos compre-
hendol.... Qaeris sem dunda dizerum pre-
medalha, porm teretcente que para o futuro nao
P0"*1 qoro favorecer-lhe a preguiga.
ur "io coa> d"" notM de >">o e qua-
tro ehilliogs na mi, porm, ao descer, urna dat
dnas notas enlrou-lhe innocentemente pela algi-
neira da jaqneta, de aorte que apenas levava urna
a quando tornou a abrir a porta a Sigurd. O
velho soldado quiz penetrar no vetlibulo, peit
nao duviava que coocedessem urna audiencia,
porm um vigoroso aocco no peito demonstrou-
Ihe que departe de dentro ninguem o esperava i
assim. K '
Passa fra, mim villo! gritaram-lhe, pen-
ms eotao que se entra aqui sem mais ceremonia ?
Torna, dinheiro ;'o general manda dizer que te
conheceu, que lembra-se de ludo e que foi elle
quem te fez obler a medalha, porm que para o
futuro oo se poddr oceupar com todos os pre-
guicosos cue lhe andarem no encalco.
O velho Sigurd aentiu-se eomo que fulminado
pelo raio; seu primeiro pensamento, ao voltar a
si, foi rasgar a nota de viole e quatro ahillings
em mil pedagos. e o segundo agachar-te porta
para iniroduzir-se forga em caaa.
E' impossivel, exclamou elle, que o tenen-
tezinho tenha-ae tornado aemelhaote miseravel.
Grandissimo bilire. a tu quem deilas tudo a per-
der e quem me roubas, como roubas a teu amo.
Era esta urna aecusago que, aem o cabo de es-
quadra aaber, quadrava ptimamente; o criado
teve medo que a verdade nao apparecesse, o que
seria algum tanto incommodo para um fiel servo.
Nao viu, poia, outro remedio, como comprehende
o leitor, aeno arremegar o velho do alto de todos
os degrus.
A porta fechou-se e o velho Sigurd jazia no
perystilo perdendo ondas de sangue de urna gran-
de ferida na foote. Era a segunda vez que der-
ramava o sangue por causa do tenentezinho, po-
rm dessa vez nao obteve medslhas.
O pobre hornera eslava estendido aem sentidos.
Gustaf f-lo voltar a si e serviu-se de parle da ja-
queta para limpar o sangue que inundava-lhe o
rosto, em quanto que empregava em forma de
atadura um pedago da camisa em tiras.
Sahe, sabe d'ahi, rapaz, bem vs que eu nio
sirvo mais para nada.
O que uto aqu ? veiu perguntar urna ra-
pariga que sahiu de um quarto no andar terreo.
Deve a gente estafarse limpando o que empor-
calhara essea tratantes que at nao sabem comer
como os mais, e cahem assim pelas escadas
abaixo ?
Foi um criado l em cima quem o fez cahir,
explicou Gusiaf.
E fez muito bem ; se expnlsassem sempre a
canalha que assim se aprsenla, nao levaramos
nosso tempo era lavar o que ella suja.
A Ilustre pessoa, com os punhos nos quadris,
continuou nesse tom at que se atristaran) os nos-
sos visitantes ; e ainda continuou depois que par-
liram, at restituir ao marmore da escada todo o
seu brilho. .
Vs, rapaz, que eu nada posso fazer para
ajudar-le ; preciso que sejas um biltre como
oulros muitos, ainda que por cerlo Deus destinou-
te para cousa melhor I Ouve-me bem nao vas
dizer cousa alguma a tua me; envergonha-me
sobejamente o que acooteceu-me. Comprehende
be : deixei-me cahir e feri-me.
Como que isso quo aconteceu pode enver-
gonhar ao Sr. Sigurd ? pergunlou ingenuamente
o menino.
Sim, aim, estou envergonhado como um
cao, por ter pensado que a vida de tal homem
fosse de algum valor. Oh 1 nao confessa elle
mesmo que ella nao tem valor algum, pois quer
pagar cora vinte e quatro shillinjts aquelle que
Ih'a conservou ?
E tudo isso aconteceu aoSr. Sigurd por mi-
nha causa, disse Gustaf em quanto estaram a
descangar na praga do Observatorio e enjugando
sempre o rosto ensanguentado do bom velho a ti ni
de que elle tivesse um aspecto menos assustador
quaodo vollasse para a casa. O Sr. Sigurd soffre
tudo isso por mioha causa, repetiu elle sorrindo
para o cabo de esquadra com os olhos arrasados
em lagrimas : pobre Sr. Sigurd !
Cala-te, cala-te, pequeo I que importa que
eu seja um pobre diabo, tu ests vendo o que sao
os ricos, pois aquella gente rica, tem milhes.
Meu Deus 1 se eu podesse prestar-lhe algum
servico quando for grande, cootinuou o menino
profundamente commoviso pelo que Sigurd de-
via soffrer.
Algum servico I... e quo servico teBz eu ?
Apenas mostrei-te que era mui inexprienle eren-
do no reeonbecimenio Nao, nao, rapaz, faze
como os oulros: d ao diabo quem te lizer bem,
e nao penses mais nelles ; s ascriangas sao gra-
tas, as criancas e os velhos, que, como eu, tem
rollado infancia.
Oh I Vmc. diz isso para rir, Sr. Sigurd e
bem sei que Vmc. gosla que lhe agradegam e que
sejam reconhecidos para com o senhor, eu bem
sei, pae Sigurd 1
Bem I bem nao me olhes assim, disse o
velho, meio agastado, meio enternecido, tena o
olhar demasiadamente franco e leal, meu peque-
no, nada alcangars neste mundo 1
Vollaram para a casa: os oulros meninos l
eslavam abriodo grandes olhos e a espera da nar-
raco das maravilnas prognosticadas por Sigurd ;
ora o Mecenas nao eslava em casa, o cabo de es-
quadra havia escorregado ao descer o Koenigsberg,
e linha-se ferido bateodo com a cabega na escada
de um arraazem de tabaco. O amor proprio do
velho soldado aoffria muito com aquelle contra-
lempo.
Alguns dias depois, o cabo de esquadra tomou
Ludroig pela mo, o qur era um rapsz de sem-
blante alegre e que oo deixava de ter alguma
disliocgo nas feigdes.
Irra I tu has de ir hoje comigo, disse-lhe
elle ; depois fallando comsigo : ser possivel que
me tenha Iludido em ludo quanto quero empre-
hender paia os tilhos de Borthman 1 accrescentou
elle.
Desta vez o velho Sigurd foi mais feliz; quan-
do a me voltou noite (a negociago em casa do
negociante Pahlaon consumir todo o dia], o cabo
de esquadra eatava tentado, tranquillo o alegre,
no caoto do alpendre no lugar coslumado, olhan-
do para o co o eantarolando nm antigo ettrbilho
militar.
Boa noite, cabo de esquadra Sigurd I Ainda
est aqi, to Urde I principiou a viuva Borthman
deaeangando como sempre a botelha de cerveja
fraca. / v
Sim, eis-me aqui ainda era aresposta ha-
bitual.
E por vida minha, pens que o Sr. Sigurd
eslava a cantar
Sim, eu eslava cantando.
Ento est muito alegre esla noite ?
Sim, Sra. Borthman, estou mui contente.
De veras, e porque ?
Porque tenho urna boa noticia para dar-lhe,
Sra. Borthman : Ludwig entrou como caixeiro
em cata do negociante Palson.
Meo Deus e Senhor, touvado sejaes I E'
eerto isso, Sr. Sigurd ?
Sim. est decidido ; foi para concluir esse
negocio que esteve fra todo o dia,
E ao senhor a quem o devemos ?
Sim, Sra. Borthman, o velho Sigurd, note
bom, lera amigos neste mundo;-com tanto que
nao v ter com aquellos a quem sal ou a vida, pois
eases nada lhe devem.
Se eu tambera podesse empregar Guslaf,
elle nada faz de til em casa, disse a me.
No meio da alegra que lhe causava a felicida-
de do primognito, nao .esquecia-ae ella do ou-
tro fllho.
Quanto Guslaf, ajude-o Deus, pois eu na-
da posso fazer para elle, resmuogou Sigurd, fu-
mando com raiva.
Alguns dias depois, Sigurd conduzia seu pro-
tegido, soflrivelmente lavado e ponteado, para a
casa do negociante Pahlson ; tudo foi bem, Lud-
wig foi aceito para principiar nessa casa.
II
Haviam decorrido cinco annos, o velho Sigurd
estava sentado em seu lugar de predilecgio or-
dinaria ; era no outono ; a edade curvara mais o
velho militar, o facto estava mais usado, o rosto
mais enrugado e mais deseorado. Ah I Sigurd era
mendigo I
Nao lioha sufficiente forca para serrar a leoha
do negociante Pahlson e de 'oulros, eslava reduzi-
doa viver de esmolas Se elaridade da la
fosse possivel bem examinar as feiges do bom
velho ver-se-hiam almiraas lagrimas tremerera
em suas palpebras. Todavia, podia-se lerfcil-
mente no honrado semblante a expresso do sen-
timenlo e do desgosto.
Irra 1 murmurava elle, hei de ser sempre
um paleta ; nao reparo, nao prevpjo cousa algu-
ma, ando sempre as spalpadellas I Irra 1 nao
devia eu comprehender que aquella casava ao
domingo, que aquelles collarinhos e aquellas lu-
vas, que aquella transforraago em caixeiro ele-
gante iam separa-lo do velho Sigurd? Qasodo
eu la visita-lo ao armazem, admirava-me de ver
como oceupava-se com a freguezia, agradeca a
Deu por v-lo to assiduo, to atiento ao.traba-
lho que nao reparava na presenga do velho ami-
go de sua infancia Ao depois, quando [cava-
mos sos, quando elle dava-me a mocorJialmeo-
te dizeodo-me : Boa noite, cabo de esquadra Si-
gurd, como passa ? Senlia eu to grato calor ao
corago Irra I tambern aconteca encontrar-me
oa ra e saudar-me cora um bom dia, mas tam-
bera aconteca muitas vezes passar sera ver-me.
Eu nao reparava que elle passava sem ver-me
quando ia acompanhado, e que s fallava-me
quando ia s; como nao coraprehendia eu que
elle envergonhava-se do velho Sigurd de peroa
de pao, de facto usado e mil vezes remendado ?
E' um rapaz inielligente e brioso, dizem a seu
respeilo o predilecto do Sr. Pahlson, elle
tralam-no como se fra proprio Ulho 1 Est bom.
Mas afinal de contas, eu sou a causa primaria de
ludo isso, e quaodo pens que nao faz caso de
raim, sinto como que mil punhaladas atravessa-
rem-me u corago.
Quanlo entrei esta noite no armazem, era mi-
nha simplicidadeestendi-lhe a mo como decos-
tume : Boa noite, corao estaes meu Ludwig, dis-
se-lhe eu ? Porm elle voltou-me s costas e
poz-se a conversar com urna forraosa dama ; isso
pareceu-me siogular. Continuou como se nao
me Uvera visto, como se nada ouvira ; senta eu
urna grande ddr ; talvez, dizia comigo, tenha
commettido algnm inepcia, tenha sido impolido
para com adama. Quando estivemos sos, perguo-
tei-lhe, porem o disbo do rapaz tornou-se atrevi-
do e nao teve diOiculdade para dizer-me :
Nao convem que Sigurd esteja aqu sempre
aos pes dos freguezes. e que me trate por tu em
presenca de todos. Eu bom sei que Sigurd mor*
em casa de mioha me, porm nao isso um mo-
tivo para aqui rir sempre fazer-me corar al a
raizdos caballos em presenga de todos.
A dor impediu-me de responder. Fiquei com
cara de asno.
Quer dinheiro ? quer tabaco ? continuou
udwig, e tirou um mago de fumo na prateleira.
Tome, disse elle, porm quero que me deixem
socegado !
Dei-me pressa em sabir, porem antes de reti-
rar-oie :
Ludwig. Ludwig, disse-lhe eu, voc hade
responder por esse procedimento na presenga de
Deus que o est ouvindo I
Irra mas eu sou um pateta por queixar-me ou
sangar-me, contiouo'u o velho depois de urna
pausa. Porque heide queixar-me, porque heide
zangar-me ? Mas, antes, porque a natureza fez-
rae susceptivel de chorar e sofTrer por causa
disso ?
Como 1 o Sr. Sigurd ainda est ahi a estas
horas ? disse cordialmente a voz da viuva Bor-
ibman.
Sim, ainda estou aqui, fo' a resposta.
Meu Deus 1 como sou feliz ao pensar em
udwig, cootinuou a viuva ; o rico Pahlson tra-
ta-o, pelo que dizem, como ae fosse seu proprio
lho.
Ah 1 de veras? Sim, na verdade tambem
juizo I Realmente o homem que priva a outro
dos cuidados, que costuma urna mulher empre-
gar no trato domestico, causa esse outro certo
prejuzo :_deve eoto baver entre ambos urna in-
deranisago ajustar-se, um algarismo discu-
lir-se; se o roubador nao quer accommodar-se,
a carabina faz o seu oflicio, e est tudo acabado.
A lgica simploria do Caoadiauo nao admiltia
rplica, nem poda admittir! Assim pois a Ame-
ricana entenleu cjue devia abster-se de urna dis-
cnsso sem proveito e sem resultado.
Master Grandjean, disse ella mudando de
tom, porque somma tos encarregarieis de rou-
bar Antonia ?
Nao ha dinheiro que me fizesse cahir em
tal, miss Mary.
Aiuda os mesmos escrpulos 1
Nao sao escrpulos, miss ; receio....
De que?
De atrahir sobre mim a colera do Batedor de
Estrada. J vos disse que, se elle me atacasse, eu
uo procurara defeoder-me : por conseguate se-
ria collocar-me em posicao bem desagradavel!
Se o roubo, que prevejo, realisar-se, o Sr.
Joaquim nao pensar um s minuto em tornar-
los respousavel por elle. Alm de que a aenbo-
rita nao ficar muito tempo em vosso poder: e
se o Batedor de Estrada for em sea seguimento
nao se encontrar comvosco, mas sim com um
braco valenle, e um corago iodomavel.
L iaso muda muito a posicao das cousas:
com esla eondigo poderei roubar Antonia, se
bem que, permitti-me declarar-vos. esse negocio
nao me cansa grande gosto I Porm ha ainda
tratar-se urna questo da maior importancia.
Que questo, maater?
A. do meu salario. Antonia mostrou-se sem-
pre to affavel e generosa para comigo, que me
hade cuatar moito contraria-la. Portanlo flcae
desde j prevenida de que dar-vos-hei um prego
bastante elevado....
Descangae; nao vos haris de queixar da
minha generosidade.
E quando tomareis respeilo nma retolu-
go definitiva ?
Depoia de ver Aolonia. Se achar que lia
digna do amor que iosprou ao Batedor de Estra-
da, reouociare ao meu projecto: mas se pelo
contraro convencer-me de que zomba desse
amor, entodesgragada della I aerei aem pie-
dade.
Depois desta respotta, miss Mary conservou-se
silenciosa: O Canadiauodo seu lado dava livre
curso s suas reflexoes.
Quero que a minha carabina ao vira n'uma
roca em minhas mos, te eu comprehendo todas
essas complicages 1 Parece-me que tenho a ca-
bega estalsr, e os milos I arder 1 Como aa as-
tucias que eostumaa empregar oa Indios nas suat
guerrat sao cousa nenhuma em comparago t
astucias das mulberes 1 Deve ter couta bem dif-
flcil o saber amar, poit que exige urna aprend-
oavi dizer isso, respondan seccamente o cabo da
esquadra. >
Mea Deus! nio sel como agradecer-ros, e
ao Sr. Sigurd, poit, foi voc, Sr. Sigurd, que' o
por l.
O velho volteo-te e disse com azedume :
E agora o Sr. Ludwig nao me conheca
mais 1
Oh I Sr. Sigord, acaso zangar-se-ha por
isso ? Ludwig tambem apenas me conhece, nao
me falla e nunca rom aqui. Mas, meu Deus I de-
vemos admirar-nos disto ? Ludwig est rico e
nos somos pobresinhos.
A pobre mulher estava to habituada a medir
a profundidade do abysmo qire separa a opulen-
cia da miseria, a estima do desdem, que achava
mui natural a iodifTerenga de Ludwig. Sem du-
vida era talin lilferenga pungente para ella, porm
julgava-a justa e razoavel ; relagoes com ella e
com Sigurd nao convinbam mais, no sen pensar,
ao novo estado do fllho, ainda mais, podiam pre-
judicar talvez sua futura felicidade e amargurar-
lhe a tuga do prazer.
Como 1 Sra. Borthman, voc nao se enfurece
ao saber que o diabo do rapaz nio quer mais oa-
virfallar na Sra.? pergunlou Sigurd.
Nao, por certo ; d-lhe Deus toda a sorte
de prosperidade, e consinlo em ser por elle es-
quecida, disie a velha enchugaodo os olhos com
as costas do avental. doloroso, muito doloro-
so sem duvida, Sr. Sigurd, ver-se a gente des-
prezada (^lo proprio fllho, porm, meu Deusl
elle vive agora de modo bem diverso do nosso,
seno nos conhece, porque a sua actual coodi-
gao tira-lbe a memoria do passado. Sei que o
rapaz nao mo, porm mogo e irrefleetido,
e estou certo de que um dia ha Je elle lembrar-
so de sua me velba I Constando que nao esteja
morta, accrescentou ella chorando.
Sim, sim, haremos de nos encontrar todos
um dia no regago de seu mesmo pae, diaote do
qual sao eguaes todos oa filhos, l onde nao ha
ricos nem pobres! Note bem, Sra. Borthman,
esse pae aquelle que habita l em cima, onde
brlham aquellas mil luzes da noite e onde a la
radia suspensa na abobada celeste, como a lam-
pada domestica sob o tecto paterno.
Sem duvida, Sr. Sigurd.... Mas o que ser
de Gustaf, daqui ha pouco ter elle dezeseis an-
nos, e debalde pens, nada acho que lhe sirva.
Esperemos em Deus; quanto a mim. fiz
pelo menino tudo quanto pude. Mas o certo
que ninhuem far delle gente.
A viuva foi reunir-se aos outros filhos; Si-
gurd ficou ainda alum tempo no mesmo lugar,
levantou-se afnale lancando um olhsr contricto
para o cu!
Perdoai-me, s-nhor, por ter onsado mur-
murar, disse elle de repente, e ensinae-me a
amar, como ama essa pobre me, sera pedir
compensaco nem reconhecimeuto___ Envergo-
nha-te envergonba-te, Sigard 1 continuou elle
dirigindo-se para o seu canto, pareceste orgulho-
so e vo !
1111825.
Palavra de honra, mui escorregadica em tem-
po de invern a looga encosta que vae praca do
Observatorio; o gelo brilha como um espelho e
o theatro do folgares de todos os meninos da
vizinhaoga. Elles deixam as aelssinhas desce-
rem rpidamente a vertente para reconduzi-las
depois ao ciroo da mootanha com grande traba-
lho e alagados era suor. Teem nisso um vivo
prazer, ainda que acootega muitas vezos que um
ou outro vehculo tome urna direcgo viciosa, e
ento quem o oecupa, v-se langado de pernal
para o ar e algumas vezs ferido ; porm ne-
nhum se moslra asss poltro para chorar ou
lameotar-se, levantam-se, saccolem-se, e ainda
que sintam-se um tanto pisados, riem-se para
nao confessar o medo ou a derrota.
Nessa estagao. a pequea Alea dos Gansos tam-
bem fica cheia de gelo, e a nev quasi cobre
toda a altura das paredes, pois a polica vizita
poucas vezes aquelle recanto incgnito, e assim
nio cuida em mandar tirar a lama e a nev como
nas lindas ras de nossa capital; a mui sim-
ples o Gansegasschen nunca quer no vero.
quer no invern, urna rus transitada por carros,
aisira pode ahi a natureza desenvolver-se em
toda a liberdade. Ora, por isso que ahi v-se
a nev branca no invern, e a verde relva no
vero, e. sempre alegres bandos de meninos,
rarmeote no invern.
Na aleas o interior da choupana esquerda
apresentava ento um aspecto bem triste : o velho
Sigurd jazia doeote na cama e mi Borthman oo
poda trata-lo, o velho tabellio tambem estava
doenle, e, como dizem, diilicil servir conveni-
entemente a ou ames o mesmo lempo. S
Guslaf vigiava o velho, era elle quem ajudava-o
em tudo e quera lia para o cabo de esquadra atlm
dedislrahi-lo, urna historia intitulada'. Vida e
morte do Ilustre here Carlos XII, e alm disso,
um capitulo da Biblia todas as noites.
O medico dos pobres veio v-lo urna rez, re-
ceilou-lhe uns pos que a pharmacia de benefi-
cencia teria dado, porm o cabo de esquadra
obstinadamente recusou tal remedio :
Ninguem pode curar a vclhice, dizia elle e
talvez tivesse razo.
Entretantc Gustaf, ainda que travesso e vivo,
mostrava-se dcil e socegado como um cordeiro
emquanto estava ao p da cama do velho ; pa-
reca que elle oao poda esquecer que por sua
causa o bom Sigurd Tora arremedado do alto de
urna escada e que ferira-se gravemente na
queda.
Comtndo aconteca que a choupana parecesse
mui estreita para o rapaz ; enlo pedia a Si-
gurd licenga para ir respirar fra, e apenas isso
ihe era concedido, gil como um cabriio, langa-
Ta-se na ra cora a irmaziuha, e iam, como oa ou-
tros meninos, subir e descer a mootanha do Ob-
servatorio. Gustaf nao era alto, porm era um
rapaz forte e robusto e gostava de ser protector
das criangas mais novas s quaes a idade recu-
sara ainda a forga ou o animo.
( Continuar-se-ha.
tagem to enfadonha, e flnal de contas am of-
flcio bom petado 1 Procuremos reunir todas
as minhas ideas, e rer se cemsigo desenredar-
me de todo esse labyrintho.... Trabalho perdi-
do I creio que nao o conseguirei!___Vejamos...
Um homem assassinarl___mas que homem, e
porque? Ignoro.... l isso cousa que podco im-
porta.... Arrebatar Antonia se ella nao amar, e
nao arrebatar se ella amar___Seristo mesmo?
Qual I supponho que o contrario I Por minha
f I cada roa atino menos l O rerdadeiro nio
pensar mais em nada at que chegue o momento
de obrar.
O gigante depois de ter adoptado semelhante
resolugao voliou-se para a Americana, quem
disse :
Tendea mais alguma pergunta que faier-
me, miss Mary ?
Nio, master Grandjean.
Estaes satisfeita comigo? Achaes que ga-
nhei bem as duas piastras que medestes?
Certa mente.
Bom 1
Grandjean estendeu-se sobre a relva em dis-
tancia respeitosa da moga, deitou a cabega sobre
a sella do cavallo que pastara a alguna pasaos
mais longe, e fechou os olhos quasi logo: um mi-
nulo depois dorma um tomno tranquillo e vigi-
lante, se assim ae pode exprimir.
O tol comecava i declinar quando elle acor-
dou; o calor minorado pela fresca brisa da tarde
olferecia urna temperatura supportivel : a occa-
sioera opportuna para porem-se caminho.
Miss Mary nio tinha mudado de logar: sem-
pre com ar pensativo, assentara-se junto ao tron-
co da arvore ; um circulo azulado que se esien-
dia em forma de arco abaixo dos olhos mostrara
claramente que ella nio se haria aproreitadoco-
mo o seu guia da hora da asta.
Vamos, mitt Mary, diste o Canadiano de-
pois de apparelhar os carallos: se queris che-
gar antes da noite nio ha tempo perder. Sao
quasi trea horaa, o temot ainda que andar cinco
leguas d'aqui at o rancho da Ventana.
A moga hesitou antea de montar cavallo:
era evidente que, apeiar das intengoet bastante
enrgicas que mostrara durante a tua conversa-
gao com Grandjean, a incerteza dominava-lbe
ainda o coragio. Sbito, como que envergonbada
da sua fraqueza, apoiou-se sobre o brago que lhe
offerecia o Canadiano, subiu ligeiramente ao sel-
lim, e com modo impaciente tocou como teu
chicotioho no cavallo, que parliu i galope.
Nenhuma eonreraagio ou incidente digno de aer
mencionado tere logar durante o resto do traje-
lo, que concluiu-se n'um silencio mutuo e quasi
absoluto. Miss Mary, ou porque sabendo j tudo
quanto desojara saber receiasse aa obserragdes
do teu criado, ou porque nio quizette ser per-
turbada nas auaa meditages, deixara-se flcar
atraz uds cem pattot relinda do Canadiano.
A um quarto do legua distante do rancho da
Ventana Grandjean n'uma rolla que fazia o ca-
minho encontrou-se face a face com um carallei-
ro, inclinado sobre o seu cavallo, e que, entre-
gue a urna pantomima das mais animadas, em-
pregava os seus exforgos em lauger algumas vac-
cas ragarosas.
O Sr. D. Andr Panocha I exclamou o gi-
gante. Desta rez rindes s ?
Oh 1 sois ros, Grandjean?
Nio.
O Illustre e galbardo D. Andr Morisco y Ma-
linche, etc., empallideceu.
Prorarelmenle vindes ainda em eompanhia
do Sr. D. Henrique ? replicou elle.
Nada ; j nao estou mais a seu servico.
Recebei por isso os meus sinceros parabens.
Um homem que vive constantemente a alardear,
e que nao pode receber urna estocadazinha que
nio fique de cama seis semanas 1___Qual a
pessoa a quem servs agora ?
E' urna mulher, e rem na minha eompanhia.
Desta rez D. Andr corou; maa nio foi de te-
mor, e sim de esperanga e de alegra.
Moga ? pergunlou elle.
Seus rinle annos, segundo ouri dizer.
Bonita ?
Caramba Nio sei : ella nio tarda ahi ;
esperae que a haris de rer.
Esperar exclamou o Mexieano dando de
redea ao carallo ; eu quero l que me rejam em
trajos de trabalho, isio de exercicio 1 Nada,
nio devo assim apresentar-me a rossa ama___
At j, Grandjean, at j....
Andr abandonando aa raecas que conduzia,
sem mais importar-se eom ellas, deitou o carallo
a trote na direegio do rancho.
Que diabo tem este pobre Panocha ? per-
guntou a si mesmo o Canadiano. Estar louco ?..
Ab 1 j sei etti talrea enamorado 1.....
Grandjean nada mais accrescentou ; porm a
maneira porque suspendeu os hombros, o ar
de soberano despreso que se reflectio no seu
semblante, valiio bem um longo discurso.
Aquelle rancho que te v d'aqui o da Ven.
lana ? pergunlou miss Mary que sa reunir a
elle nesse momento.
Sim, miss.
A moga fez parar o carallo ; firme sobre o
sellim, e immovel como umaosutua, cou mui-
to tempo a contemplar a ritooha o hotpilaleira
habitago de Antonia.
Os raios amortecidos do sol no seu occaso, que
penetravam por entre as frondosas arveres, de
que era o rancho rodeado, daram-lbe um aspec-
to mararilhoto e phaatailico : pareca a repro-
duegio rira e animada de urna das paginas de
Dante. Cada folha brilhara como urna pedra
preciosa ; cada florziuha resplandeca como um
brilhante ; a elaridade eotremeiada de fugitivas
sombras occasionadas pelas folhas e ramos das
arvores apresentava rista as cores as mais ca-
prichosas, diliciosamenie graduadas : era como
que um reflexo aereo, um palacio de fadas.
O que mais fazia sobresahir rom indisivel
encanto essa paisagem indiscriplirel era, per-
mitia-so-nos dizer. a sua fragraute calma. Puri-
ficado pelo excessivo calor do dia o ar tioha to-
mado urna melodiosa sonoridade que mudava
n'uma perfeila harmonia o alarido dos animaes
saudando com alegra os ltimos clares do dia I
O aroma penetrante que exhalaran] cerlos arbus-
tos espinhosos e espessos, aroma em parte mo-
dificado pelo cheiro agro que se desprenda das
plantas parsitas e trepadeiras, completaran] o
quadro : o perfume das flores por assim dizer
a alma de urna paisagem I
A joven Americana, ou porque, dominada pe-
lo espectculo dessas magnificencias da natureza
que formavam singular contraste com as suas
mesquinhas e miseras paixes, suspeitasse o
odioso do papel que ia representar, ou porque a
vista dessa especie de oasis, fazendo-lhe presen-
tir em Antonia urna creatura predestinada, des-
perlasse os seus temores na hora solemne do
combate, e mudasse em prudencia a sua colera,
a joven Americana, diziamos nos, ficou muilo
lempo a contemplar essa pequea berdade so-
lada I
Mas por fim a paixo triumphou do sentimen-
to : a mulher ciuuienta prevaleceu. Sinistro>
claro fez brotar da sua pupilla azul um negro
olhar de Andaluza I
Arante I murmurou ella como o soldado
arremessando-se ao combate : e com o flexirel
chicotioho agoutou a anca do sen caratto.
Dez minutas depois miss Mary parara diaote
da porta do rancho. Naquelle mesmo instante
Antonia, que se achara assentada sebre um atan-
co de reir no lugar mais solitario do seu jardim,
sbito leraoton-se, 6 apoiando vivamente as suas
raozinhaa airas e mimosas sobre o coragio para
coraprimir-lhe as palpitacoes precipitadas ex-
clamou :
O' mea Deus I Tende piedade de mim I
Parece que estou ameagada de urna grande des-
grana I
E entretanto Antonia nem so quer tinha ouri-
do do seu retiro o galope do carallo da Ame-
ricana I
Que sabio poder nunca explicar o poder mys-
tenoso e incoo testa vel do fio magntico : a pro-
pagagio por entro os espagot das coleras, O an-
gustias, que formam os prosentimenlot I
Alguus minutos depois oa duas riraoa so acha-
vam em face urna aa oulra.
m na. rauuiru /arte.
Pija.- TTP. DI M, 1. D FAIU-I8W.


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