Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09318


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Full Text
A~*
HII IIITI1 IDMIO 141
Por (res mezes tdiantados 5$000
Por tres mezes veacides 6$000
DIARIO
QUITA FEIRA 20 JE JD1B0 DI ItIL
Por anno adiantado 19)000
Parte fraica para a sabscriptar.
8NCARRBGAD0S DA 8B8CBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemoa Braga; Ceara o Sr. J. Jos
da Olireira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
ina Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DUS GOKKKlU.
Olinda todos os dias aa 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Csraar, AUinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Po'd'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERDES DO MIZ DE JUNHO.
8 La nova ss 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas e 56 minutos da
maoha.
22 La cheia aos 3 minutos da tarde.
30 Quarto minguante aos 21 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas a 30 minutos da manha.
Segando as 2 horas e 6 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Thereza rainh de Lyao.
18 Terca. S. Looncio m. ; S. Marinha t.
19 Quarta: S. Juliana de Falconieri r.
20 Quinta. S. Silverio p. m.; S. Prudente.
21 Seita. S. Luii Gonzaga ; S. Albano m.
,22 Sabbado. S. Paulino b. de ola.
|23 Domingo. S. Joao sacerdote; S. Edeltrudes.
AUUlKNClA 1>US TRIBUNA* A CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas*quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Fazenda: terca*, quintase sabbados aa 10horas*
Juizo do commercio : quartas ao mel dia.
Dito de orpho; tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do ervel: tercas sextas ao meio
Segunda Tara do eiral: quartas e sabbados a 1
ora da tarde:
PASTE 0FFICUL
GOVERNO DA PROVINO!
Expediente do dia 19 de jan to.
Officio ao Exm. Sr. presidente do Rio Grande
do Norte.Com o ofllcio de V. Exc. datado de 4
do correle recebi a guia do soldado Manoel An-
tonio de Albuquerque, qae se engajou na compa-
nhia de cacadores dessa provincia com destino ao
9o batalhao de infamara.Remetteu-se ao com-
mandante das armas.
Dito ao Exm. presidente do Cear.Nesta data
expeco ordem ao gerente da cornpanhia peroam-
bucana pira dar urna passagera no vapor Igua-
rass para essa provincia, como V. Eic. rae soli-
cita ero seu offl;io de 6 dj correte, ao tachigra-
pho Carlos Ernesto de Mosquita Falco. Expe-
dio-se a ordem para a passagem.
Dito ao Exm. presidente das Alagoas. Rogo
V. Exc. de atteoder ao que reclamara o coronel
commandaote das armas e o commandante do 2o
batalhao de infantaria com referencia ao anspe-
gada Candido Pereira da Silva, que se acha preso
nessa provincia disposigo da justiga.desde fe-
rereiro do anno passado.
Dito ao Exm. Sr. Jos Martina Pereira de Alen-
castro, presidente de Goyaz.Pelo olficio que V.
Exc. me dirigi em 23 de abril ultimo, fiquei lo-
teiraio de haver V. Exc. no dia 22 prestado ju-
ramento e tomado posse da administrago dessa
provincia.
Aproveito a occasio para asseverar V. Exc.
que me achara sempre disposto para cmprir suas
ordens, quer relativas ao servigo publico, quer ao
particular de V. Exc.
Dito ao coronel commandante das armas.Para
ter o destino conveniente, passo s mos de V. S.
o processo do conselho de averiguago a que se
procedeu para a qualificago de particular do sol-
dado do 9o batalhao de infantaria Manoel de Gir-
valho Paes de Aodrade.
Dito ao mesmo.De cooformidsde com o aviso
da repartigo da guerra do Io do correte, cons-
tante da copia inclusa, sirva V. S. de mandar su-
jeilar ao conselho de guerra ocapito do 10 ba-
talhao de infantaria Pedro ATonso Ferreirs, ser-
vindo de corpo de delicio nesse conselho o pro-
cesso de investigaglo que aqui ajunto.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V.S,
para seu conhecimento o aviso da reparticao da
guerra de 25 de maio ultimo, declarando que aos
membros dascomraisses de exames praticos s-
mente devem ser abonados os respectivos venci-
mentos em quanto durassem os trabalhos da mes-,
ma eommisso.Communicou-se tarabem the-
souraria de fazenda.
Dito ao mesmo. Transmiti V. S. para os
fias convenientes as relajees de alterages occor-
ridas em differenles mezes com os officiaes e pra-
gas que existem fra desta provincia e pertencem
aos corpos da guaroicao della, mencionados em
a nota junta por copia.
Dito ao mesmo.Sirra-se V. S. de mandar por
em liberdade o recruta Bernardino Antonio Serpa
a que se refere o seu ofllcio de 11 do correte!
sob n. 848. *
Dilo ao mesmo. Pela leitura do ofllcio junto
por copia ver V. S. n3o ser por ora possivel sa-
tisfazer pelo arsenal de guerra a requisicao de 50
armas, feita pelo commandaote do 9" batalhao de
infantaria no pedido annexo ao offlcio de V. S. de
10 do correte, sob o. 853, e que opportunamen-
te ser attendido.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do aviso
da reparticao da guerra de 28 de maio ultimo Oca
respondido o ofllcio n. 615 de 23 de abril ultimo,
com que V. S. Irouxe ao raeu conhecimento o do
delegado do cirurgio-mr do exercito, pedindo
que se fizesse extensiva a esta provincia a dispo-
sigo do aviso de 26 de margo deste anno, que
mandou suspender na do Rio Grande do-Sul a
execugo dos artigos 8 e 10 das alleraces feitas
no regulamento do corpo de saude.
Dito ao cnselheiro presidente da relago.
Pelo ofllcio que V. S. me dirigi em 15 do cor-
rente, Qquei inteirado de haver nessa data en-
trado em exercicio o desembargador nomeado
para esse tribunal Jos Ignacio Acioli de Vas-
concellos.Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao director interino da facnldade de di
reito.Designo o Dr. Jos Antonio de Figuei-
redo para fazer parte da eommisso de exame,
de que trata o ofllcio de V. S. de 15 do corren-
te: o que V. S. lhe far constar.
Dito ao inspector do arsenal de marrana.
Communico a V. S. que em aviso de 31 de maio
ultimo declarou-me o Exm. Sr. ministro da ma-
rinha ter sido approvada a deliberado que to-
mei de mandar contratar o engenheiro mechani-
co Carlos Mara Colsoui para continuar a servir
nesse arsenal sob as condignos do contrato ce-
lebrado com elle anteriormente.Deu-se tam-
bera sciencia thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmoMande V. S. entiegar a Pe-
dro Barboza da Silva, ou a seu srocurador, Bru-
no Alvaro Barboza da Silva o menor Mergidio
que se acha com praca na cornpanhia deapren-
dizes marioheiros com o noaie de Manoel Mioer-
vino, e foi reclamado como escravo do dito Pe-
dro Barboza, deveodo este iodemnisar os cofres
pubicos de toda a despeza que se houver feito
com o mesrao menor at o dia em que fdr des-
ligado da cornpanhia, como determioou o Exm.
Sr. ministro da marinha em aviso de 4 do cor-
rente.
Dilo ao commandante superior interino do Re-
cite.Expeca V. S. as suas ordens para que no
da 19 do corrente as 7 )i horas da maoha es-
teja m poslados em frente da igreja de N: S. da
Conceigo dos militares, e sob a direccao do of-
ficial a quem por lei cempetir o commando,
dous corpos da guarda nacional desta cidade a
fira de fazer as honras fuoebres do estylo por
occasio dos suffragios que se tem de celebrar
pelo Qnado lente general baro da Victoria.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Recommeudo a Y. S. que mande pagar a corn-
panhia pernambucina de navegars costeira a
quanlia de 13:333*333 rs importancia da sub-
vengo correspondente aos mezes de Janeiro a
margo inclusive do anno corrente, devendo esse
pagamento ser elecluado de preferencia a outros
menos urgentes, mas sem prelericoes das paga-
mentos de ordenados, suidos e despezas com o
sustento dos presos pobres.
Dilo ao mesmo.Constando de offlcio do direc-
tor geral da inslrucgo publica de 14 do corrente
tar sido suspenso do exercicio de suas funeces
por lempo de tres mezes com perda de todos os
seus vencimentos, contar do dia 13 de maio ul-
timo, o professor publico de instruegao elemen-
tar da povoago de Ipojuca, Jos Irino da Silva
Sanios; assim o communico V. S. para seu
conhecimento e direego. ~ <
Dito ao juiz de direito da Boa-Vista.Toman-
do em considerago a materia do seu offlcio de
20 de maio prximo findo com referencia s oc-
currencias que se deram no termo de Cabrob,
tenho expedido as. ordens necessari&s para qu
sejam substituidas por dez pragas das mais mora-
lisadas do corpo de guarnigo as que all se acha-
rara, como tambera para que seja dissolvido o
destacamento da guarda nacional que n'elle
existia.
- Dito cmara municipal da villa de S. Bento.
Respondendo ao offlcio que me dirigi a cma-
ra municipal da villa de S. Bento em22de maio
ultimo acerca da necessidade de estabelecer-se
oessi villa urna agencia do correio, tenho & di-
zer-lhe que convm aguardar a soluco do que
propoz ao director geral dos correios na corte, o
administrador do desta capital, como consla do
ofllcio junto por copia.
Dito ao juiz de paz em exercicio do 1.a distrio-
to de Iguarass'Inteirado do contedo do sen
ofllcio de 9 do corrente, tenho dizer-lhe que
bem proceden Vmc. deixaodo de organisar a
junta de qualifleago dessa freguezia com os
eleitores da legislaco passada. a cumpre que
convocando Vmc. novamente os eleitores o sup-
plentes da presente legislatura j reconhecidos
pelo poder competente, rena a referida junta
de qualifleago no dia 28 de julho futuro, que
para Uso desi po, Picando porm na inteligencia
de que regular e jurdica foi a deciso do meu an-
tecessor, que alludo no sou citado offlcio.
Dito ao superintendente da via frrea.Srva-
se o Sr. superintendente da estrada de ferro de
informar se trabalhador da mesma estrada Ro-
gerio Alves da Silva, filho de Rosa Hermelinda
dos Prazeres, a que se referem os papis in-
clusos.
Portara.Os Srs. agentes da cornpanhia bra-
sileira de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para corte, por coota do ministerio da
guorra no vapor Paran, ao soldado Manoel Joa-
quim de Souza Ferraz, que vai recolher-se ao
batalhao de deposito, a que pertence.Commu-
nicou-se ao coronel commandante das armas.
Expediente do secretario.
Do dia 17 de junho de 1861.
Ofllcio ao chefe de polica.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia manda declarar a V. S. que
o gerente da cornpanhia pernambucana tem or-
dem para mandar transportar para a provincia
das Alagaso sentenciado Jos Vieira do Nasci-
mento, a que se refere o seu ofllcio n. 537, es-
coltado por duas pragas do corpo de polica, que
sero opportunamente apresentadas na repart-
gao a cargo de V. S.Expediram-se as necessa-
rias ordens para esse Gm.
Circular aos juizes de direito da provincia.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da"provin-
cia, remello a V. S. um exemplar impresso do
boletim o. 19 do expediente do governo imperial
no mez de fevereiro ultimo.
Dilo ao bacharel Joaquim Pires Machado Por-
tella.S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda declarar a V. S. que pelo seu offlcio de 13
do correnie flcou inteirado de haver V. S. reas-
sumido naquella data o exercicio de director ge-
ral da iostruego publica, em consequencia de
se lerem encerrado os trabalhos da assembla
legislativa provincial.Communicou-se thesou-
raria provincial.
Despachos do da 19 de junho.
Requerimtntos.
Capito Americo Brasileiro da Costa Ouricury.
Ioforme o Sr.juiz municipal do termo do Ga-
rauhuns.
Donasia Maria da Concego. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Francisca Theodora da Cuoha Reg. Como
requer, pagos os direitos dividos.
Ignacio Bento de Loyola, Informe o Sr. ins-
pector da thesouria provincial.
Joaquim Manoel deCarvalho. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Elias Hachado Freir. Indeferido a vis-
ta da informago.
Jos Affongo de Azevedo Campos. Como re-
quer, solicitando previamente o competente ti-
tulo de aforamento.
Jos Victorino dos Santos. Informe o Sr. di-
rector geral da iostruego publica.
Jos Joaquim de Lima Jnior. Passe porta-
ra concedeodo seis mezes de licenga.
Manoela do Niscimeuto. Informe o Sr. pro-
ve Jor da Santa Casa de Misericordia.
Manoel Francisco do Espirito Santo. Reco-
nhecido o documento que junta volte.
Monica Maria de Jess. Prove a supplcan-
le o que allega.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUS.
Alagoas, o Sr. Claodino Falco at B.hu
Sr. Jos Martin. AlTe,j: H0 de Jajj' 1 L *
*oo P.rera Martina. S*
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do dum Manoel Figwjtroa a
Faria-,na aua limita prag. da Independen,., "'
16*8.
EXTERIOR.
de
A Preste de Vienna publica o seguate projee-
to de meosagem da cmara dos deputados aus-
tracos, apresentado para ordem do dia :
Magestade imperial e real apostlica.
Compenetrada de senlimentos de dedicago
e de patriotismo, eguaes quelles que se manifes-
taram no seio da dieta, como sendo a verdadeira
expresso das disposiges dos povos, a cmara
dos deputados aproxima-se do throoo deV. M.,
afim de lhe manifestar respeitosamente a sua gra-
tido pela conanga que V. M. lhe testemunhou,
encarregando-a de cooperar para a grande obra
de urna transformagao salular de toda a monar-
chia.
a Saudamos com prazer os principios elevados
que V. M. estabeleceu por esta grande obra, que
se ha de realisar para fortuoa dos povos, e para
gloria do imperador, as instituig5eslivres som-
bra das quaes todas as nacionalidades do imperio
co-existem com os mesmos direitos, e todos os
cidados ho de ser eguaes perante a lei, conso-
lidado os lagos de concordia traternal, fortifican-
do-as por uma aluenge, indissoluvel.
A parte que a representago nacional ha de
tomar na legislago, consagrar essa alianga, e -
desenvolvimento progressivo no espirito do tem
po, e segundo as necessidades do poro; ha d
dar-lhe a forga necessaria para resistir victorio-
samente a quaesquer tormentos.
Um tacto de um prego inestimavel para nos,
e que V. M. emprehendeu fundar a organisago
poltica do imperio, tanto sobre a autonoma to
ampia quanto possivel, dos diversos reinos e pai-
zes, como sobre a base dessa unidade que exige
a posigao do imperio na qualidade de potencia
europea.
a Reconhecemo3, cora V. M., qne esta organi
sagao lera todas as garantas de solidez e do dura
gao, se fr executada com equidade, tendo em a
lengao o passado dos diversos reinos e paizes,
com uma sollicitude egual para todas as nages,
com um desenvolvimento uniforme de todas as
partes do imperio, seguindo uma poltica franca e
liberal, tal como se tem tornado urna necessida-
de para os povos, e que imposto pela necessi-
dade.
Convencido da alia importancia das repre-
sentages aecionaes, manifestamos a esperaoga
de que a continuago prxima das dietas actual-
mente addiadas, produzir melhoramentos nota-
veis na aua adminislrago interna.
O desenvolvimento das formulas constitucio-
naes outhorgadas ao imperio com o auxilio de
instituges que j existem, e que produzom re-
sultados favoraveis, assim como o aperfeigoamen-
to das constituiges provinciaes, ho de levar-nos
a crear leis que correspondan] s necessidades e
aos desejos de todos os povos ; ligago i vossa
augusta casa ; e faro com que todas as naciona-
lidades da Aoslria se coosiderem altivas de per-
lencera, um s poderoso estado.
Nao desconhecemos aa difflculdades, indica-
das por V. M., que encontraremos na trela que
noi imposta, mas tambem estamos convencidos
de que pela consolidagao da liberdade constitucio-
nal e pelo espirito de tolerancia, por uma equi-
dade e um espirito de conciiisso recprocos, es-
t-
tar garantida a unio fraternal de todos os povos
da Austria sob a proteceo da aguia austraca.
Com o mesmo espirito o* povos justificarlo
tambem a confianga que merecem a V. M., que
os chamou para cooperar no desenvolvimento e
na consolidagao das instituigoes outhorgadas ou
restituidas.
Da mesmi maneiraque V. M. tarabem espe-
ramos que a queatao relativa representago do
reino da Hungra, da Croacia, da Esclavonia e da
Transylvania ha de encontrar dentro em pouco
uma solugo fsvoravel no conselho do imperio.
a A fldelidade hereditaria dos nossos irmos ao
sul do monte Caroates, a respeito do seu sobera-
no ; a nossa co existencia, algumas vezes secular,
sob o dominio dos illustres soberanos da vossa
augusta casa, a recordago dos bons e mus dias
porque temos passado ; os interesses recprocos
to complicados ; a nobreza d'alma e dedicago
tantas vezes experimentada de todas essas nobres
nacionalidades na parle oriental do imperio, tu-
do nos d a certeza de qne, recorrendo-se os sa-
crificios que os povos de leste do imperio leem
tambem feito com o fim de se libertar do domi-
nio eslrangeiro, e apreciando a verdadeira situa-
gao das cousas, as vantagens e absoluta necessi-
dade de uma representago geral fundada na ba-
se liberal de todo o estado, elles se reuniro a
nos para continuar o edificio de uma monarchia
austraca, poderosa e unida.
Oxal que a esperaoga de V. M. relativa a
conservago da paz, se possa realisar por um lon-
go espago de tempo I Os interesses da agricul-
tura, da industria e do comroercio, que carecem
de um apoio e protecgo efficaz, exigem isto im-
periosamente, emquanto que uma nova guerra
seria uma das maiores calamidades. Comtudo os
subditos de V. M. estaro constantemente promp-
tos para defender a Austria contra qualquer ata-
que.
Sabemos com satisfago que continuam os es-
forgos do governo de V. M. para estabelecer o
equilibrio do orgamento, e esperamos que o esla-
belecimento da autonoma as provincias, dis-
Irictos, esntoes e comunas, finalmente a diminu-
gao das despezas do exercito, ho de apressar o
momento era que esse equilibrio se poder alean-
cancar ; que nos differenles ramos das cooiribui-
goes, se introduziro, prximamente, modifica-
ges tendentes a que todos os recursos da fortu-
na nacional contnbuam egual e equitativamente
para os encargos do estado, e qual a independen-
cia duradoura do banco, nacional para com o es-
tado ter por consequencia o estabelecimento de
um estado monetario normal.
Tambem desejamos que se preparem desde
ja, ou que se preparera prximamente, projectos
de lei imperiosamente exigidos nos differenles ra-
mos da administrago : s que nos forem submet-
lidos, sero para nos objeclo de seras delibera-
goes.
Sentimos como V. M., que os destinos do im-
perio tenham entrado em uma das mais graves
crises : o astro da Auslria, que durante quasi dez
seculosno deixou de brilhar, mesmo oas horas
mais sombras da nossa historia, nao ha de em-
palidecer, e julgamoa firmemeole e com segu-
raoga, quo, deis sua utiga fidelidade austraca,
aoseu ioteresse e dedicago, os povos estaro
promptospara faier todos os sacrificios necessa-
rios para a conservago da monarchia geral, o do
imperio unitario e indisivel.
Seguindo o exemplo magnnimo de V. M.,
tambem nos prestamos o juramento solemne, de
que, no sentido das ideas enunciadas no diploma
de 20 de outubro de 1860, e realisadas na lei
fundamental de 26 do fevereiro de 1861, reconhe-
cemos a constituigo unitaria como o fundamen-
to inviolavel do imperio ; de que consideramos
qualquer offensa a essa constituigo unitaria co-
mo um ataque contra a existencia da monarchia,
e conlra os direitos de todas as suas provincias e
de todos os seus povos, e de que a lodo o tempo
apoiaremos a V. M., com insbalavel fldelidade.
Possa a Providencia fazer prosperar, pela sua
bengio, esta obra grande e sublime.
Que Deus proteja, conserve e abengoe a
V. M.
i cmara dos deputados do
conselho do imperio.'
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
SENADO.
SESSO EM 14 DE MAIO DE 1861.
Presidente do Sr. visconde de Abast.
A's onze horas da maoha o Sr. presidente
abre a sesso, estando presentes 30 Srs. sena-
dores.
Lida a acta da anterior approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr, Io secretario l um ofllcio do presidente
da provincia de Santa-Catharina, remetiendo um
exemplar impresso da collecgo das leis da mes-
ma provincia promulgadas na sesso do anno pas-
?T* comm'SSo de assemblas provinciaes.
O Sr. Dantas pedio a palavra para solicitar do
sr. presidente algumas informages.
O novo regulamento do sello exige que todos
os requerimentos levado aqualquer tribunal, re-
partic&o ou corporacao sejo sellados. Deseja sa-
ber se, vista de tal regulamento, esto tambem
sujeitosao sello os requerimentos e petgoes en-
viados ao senado. Parece ao orador qne esta
queslao grave : o direito de petigo um di-
reno poltico: aos representantes da nago in-
cumbe defeode-lo, facilita-lo ao povo, e nao pdr-
Ihe peas ou acabar com elle. Ora. se hoje se ad-
miltir a exigencia de sello dos requerimentos
por parecer insignificante o imposto de 200 rs
uma vez violado o principio, poder ser este ni-
pos elevado a ponto de annullar o direito de pe-
9 Sr. Presidente.declara que nao se julga au-
torisado para responder ao nobre senador.
O Sr. Dantas observa que o antecessor do Sr.
presidente havia segundo lhe consta, ordenado
que nao fossem recebidos os requerimentos de par-
tes sem que estivessem devidamente sellados
quizera pois saber se esta ordem se refere s aos
documentos ou se tambem s petices.
O Sr. Presidente mandar examinar na secre-
taria o que ha a este respeilo, para ser presente
ao nobre senador. *
ORDEM DO DIA.
Contina a 2a discusso adiada na sesso ante-
cedente, da proposigo da cmara dos deputados
aulorisando o governo para aposentar com o or-
denado correspondente aos vencimentes que per-
cebe, o encarregado da enfermara da marinha
da provincia de Pernambuco Joaquim Jos Al-
ves de Albuquerque,
Vem mesa o seguiote requerimento:
Requeiro que se adi a discusso do proiecto
para requisitar-se do governo e cmara dos
Srs. deputados a remessa do requerimento I e de
quaesquer outros papis que lhes tenham sido
presentados por parle do cirurgio Joaquim Jos
Alves de Albuquerque, com o fim de pedir sua
aposentadora, ou conservago no emprego que
oceupava na enfermara de marinha de Pernam-
l0?..'..8 Va "S1J1 a do Preoer que conta ter
dolado sobre esta materia pela respectiva aecgo
| do conselho de estado, senisto nao houver in-
conveniente.
! Que se pergunle outrosim ao governo qual
o veocimento qae percebe, ou percebia ultima-
em prego meSm cirrugiio Del exercicio daquelle
Pago do senado, 13 de maio de 1861.Fer-
, reir Peona.
E' apoiado e approvado,
Submettida votago por ter ficado encerrada
ai discusso da proposigo da mesma cmara au-
! tomando o goreruo a mandar pagar a Frederico
I sairer Bronn o ordenado correspondente con-
, gra que percebem os parochoi do Imperio :
passa a dita praposigo para a 2a discusso, na
qual enlra logo, e passa igualmente para a 8a.
j Bplram em 3* discusso, cada um por sua vez,
e sao approvalas para subirem sanego irape-
nal.o as proposiges da referida cmara :
Autorisasdo ao governo para conceder ao
parocho Pedro Pierantoni dous annos de licen-
j ga com os venrimentos da respectiva congrua ; e
| dous annos de licenga cora lodos os vencimenlos
ao cnselheiro procurador fiscal do thesouro Jos
! arlos de Almtida Aras para tratar de sua sau-
| de onde lhe canvier;
2.a Autorisando ao governo para conceder car-
la de naturalisago de cidado brasileiro aos sub-
ditos portuguez Manoel ^e Souza Silva Serodio
e outros ;
3.a Approvando a penslo annual de 200$ con-
cedida ao guarda nacional do 2.a companbia do
batalhao do municipio da capital da provincia
de Goyaz Jos da Silva Guimaraes.
Entra em 3a discusso a proposigo da dita c-
mara autorisaado o governo a conceder carta de
naturalisago de cidado brasileiro a Joo Carlos
de Ohveira Soares e outros, com a emenda da
commissao de negocios ecclesiasticos approvada
na 2.a discusso.
Encerrada a discusso approvada a proposi-
go cora a dita emeuda, e remeltida corarais-
sao de redaccao.
Entra em 1* discusso e passa para a 2a. e des-
la para a 3 sem debate, a proposigo da mes-
ma cmara approvando a aposentadoria concedi-
da aoiuiz de direito cnselheiro Aogelo Moniz
da Silva Ferr no lugar de desembargador, com
o ordenado de 1:3288000.
Segue-se a priraeira discusso da proposigo
da dita cmara approvando a aposeoladoria con-
cedida ao jub de direilo I.uiz Alves Leite de
liveira Bello, com as honras de desembargador i
e com ordenado que lhe competir, segundo
lempo de servigo que lhe fr contado.
O Sr. Dantas nota que a resolugo ha pouco!
votada, approvando a aposentadoria do Sr. con- '
selneiro Ferraz, marca o ordenado que lhe fica
competindo; entretanto que a resolugo que se
discule nao (xa o vencimento que dever rece- i
bero magistrado de que ella trata; apenas diz
que ser o que fr estabelecido pelo governo.
vista da conta que se fizer.
Nao sabe porque razo nao se procedeu da
mesma maneiraem arabos os casos; e acha-se
embarcado, deliberado a votar contra, nao por- ':
que eaieja persuadido que o Sr. Dr. Bello nao
leva ser aposentado ; mas porque est decidido
a nao dar arbitrio algum ao governo. No oosso
pau nao ha pudor; o governo faz o que quer
sem se importar com as leis, e depois ninguem
lhe loma rootas. ,
O anno passado, lembrando-se da artigo da
constituigo que manda instituir no principio de
cada sesso um exame da administrago, leve a
Idea de propr a nomeagao de uma commissao
que examinasse os actos do governo, muitos dos
quaes considerava arbitrarios e illegaes; mas
desisti disto ponderando que era tempo perdido
vista do modo porque o senado est orgaoisado
edopessoal que o compe. Quem haviam de
ser os nomeados para essa commissao ?
Apenas se tratasse de eleg-la, comegavam os
ministros a gyrar de banco em banco; os vo-
tos recahiam nos consultores, nos membros da
junta de hygiene, etc., e por fim a commissao ou
nao dizia nada, ou havia dedizer o que o gover-
no quizesse.
O senado est cheio de empregados pblicos
que, apenas se muda ura gabinete, comegam lo-
go a subir as oseadas dos ministros ; nao mais
o senado, uma cohorte de empregados pbli-
cos, salvas poucas excepges, que chora quando
os ministros chorara, e ri quando os ministros
riera.
E' por stoque o governo tem corrompido lu-
do, que nao se importa com as leis, nem com
cousa oenhuma ; o que quer viver, porque en-
tre nos tem-se considerado o ministerio como
um meo de vida.
Mas isto nao pode continuar, e o orador est
deliberado a apreseutar um projeclo (lalvez
araanha ) tendente a acabar com os abusos que
a este respeito existem.
Quanto resolugo de que se trata, nao pode
volar por ella sem saber quanto deve vencer este
aposentado.
O Sr. visconde de Maranguape vota pela re-
solugo, atteodendo a que ella nao deixa arbitrio
algum ao governo, e que todos os dias se esto
approvando outras aposentadorias nos mesmos i
termos desta. Nao tica a mero capricho do
governo dar a um aposentado quanto lhe pare- !
cer ; nao; procede-se na repartigo competente
liquidago do tempo de servico que conta o '
empregado, e de conformidad'e cora essa li-
quidaco quo se declara o ordenado que lhe fica
competiodo. Se o empregado nao se conforma
com aconta, representa; examiua-se de novo a !
materia, e por fim fixa-se definitivamente o seu
vencimento.
Sendo assim, entende que nao procedem s
razes apresentadas pelo nobre senador, e que a '
resolugo deve passar.
O Sr. Souza Franco er que de toda a con-
veniencia que nao se approve uma aposenta-
doria sem que preceda a liquidago dos servigos
do aposentado, de sorte que se conhega quanto
lhe deve competir de ordenado.
E tanto mais levado a assim pensar, quando
tem escrpulo de tomar conhecimento de uma
pretengo baseada em documentos que talvez
nao estejam sellados com a taxa marcada no novo
regulamento do sello.
Entende, pois, que esta discusso deve ficar
adiada at qae venha a conta do ordenado que
compete a este aposentado, e para que ao mes-
mo lempo no thesouro se examine se os papis
relativos a esta queatao teem pago o sello que
devem pagar. Nesle sentido mandar requeri-
mento.
E apoiado e posto em diseusso o seguiote re-
querimento:
Requeiro que voltem os papis ao governo,
para mandar proceder a conta dos vencimentos ;
e no caso de lerem os documentos de pagar o
sello accrescido, faz-io a parle interessada.
Souza Franco.
O Sr. Ferraz vola contra o adiamento, nao
concordando com oenhuma das duas razes apre-
sentadas para jualifica-lo.
Quanto primeira, sabido qne, concedida a
aposentadoria, a liquidago des servigos do apo-
sentado feila (em virtude de resolugo de con-
sulta de varias seccoes do conselho de estado)
em cada um dos respectivos ministerios, e nao
s no thesouro, como at certo lampo se fazia.
Desia pralica aenhum prejuizo resulta aos cofres
publioos, porque a liquidago de servigos nao
feita seuao vista de documentos irrecusaveis,
r^ de duvida, os respectivos ministerios
recorren ao thesouro, que presta todos os es-
clarecimentos. Em todo o caso nao fica arbitrio
?on,8n Z00' e penado marcado conforme o
lempo de servigo liquidado ; nao se d ao ap-
seniaoo nem mars nem menos do que o venci-
mento correspondente ao tempo de servico que
realmente tem e que prova.
HaQlDt0 se8u.n MinrE!0."1'8-0 84 "O regulamento desello
lao claro e terminante que n&Tfdmitle a me-
nor duvds. Este artigo dispe que os papis
sellados com a anliga laxa nao pagaro maioria
oe seno. Assim, ainda mesmo que os docu-
mentos relativos a esta aposeoladoria fossem a-
gora exhibidos com a taxa antiga. nao teriam de
pagar maioria desello, quanto mais que taes do-
cumentes foram aposentados em pocha que a
taxa do sello era outra.
Voto pois contra o requerimento e pela reso-
Sr. visconde de Jequitinhonha nao se oppe
a aposentagao do Sr. Dr. Bello ; mas vota pelo
requerimento. Considera as aposentages me-
ras gragas, e nao um direito expresso que tenham
os empregados pblicos. Sendo meras gragas,
nao esobre a aposentagao que recaha o voto do
senado, mas to smente sobre a parte finan-
ceira, sobre a despeza publica que se vai crear,
e que s o corpo legislativo pode crear. Ora,
se o senado nao faz mais, nesles casos, do que
lomar conhecimento do augmento da despeza
publica, nada mais justo, nada mais razoavel do
que nao votar sem saber emquinto deve impor-
tar esse augmento. O contrario proceder a-
cnamenle sera base alguma ; c se o contrario se
tem relio, uma pratica abusiva que nao deve
continuar.
Votar pois pelo requerimento.
O Sr. Das de Carvalho tem escrpulos em vo-
tar pelo requerimento, porque esta persuadido
que ao senado s permitlido approvar a reso-
lugo vinda da oulra cmara, ou negar-lhe o seu
consentimento ; nao lhe licito, ou pelo menos
nao est isso admittido, enviar ao governo a pro-
posigo da outra cmara, aflm de que preencha
a condigao de fixar o vencimento da aposenta-
dona... r
O Sr. Presidente declara que admitlio o re-
querimento do nobre senador pelo Para, e su-
jeilou-o a apoiamento e discusso, por eutender
que nao tem por fim enviar ao governo a reso-
lugo ; mas nicamente os papis precisos para
que se proceda liquidago do tempo de servi-o
do aposentado. *
O Sr. Dias de Carvalho nao duvidar votar
pela primeira parle do requerimento se a inten-
gao do seu autor est de accordo com a intelli-
geocia dada pelo Sr. presidente. Em todo o caso,
vindo a conla do ordenado que deve ficar com-
pelindo ao aposentado, vista do seu tempo de
servigo ser de raister passar uma emenda fi-
xsndo o vencimento, hyporhese em que a reso-
lugo voltar outra cmara. E' a nica manei-
ra regular de arranjar isto.
Quanto segunda parte do requerimento, de-
cididamente nao lhe d o seu voto. O senado
nao pode constituir-se uma repartigo do gover-
no. ,e alguma obrigago ha a este respeito,
pertence mesa ; a mesa que cabo mandar
e"a7mpanrSen0" Pap'S Presentes ao senado ests
legalmente preparados ; mas urna vez trazidos
ao conhecimento da casa, nao na mala n l.
era duvida a confianga que a mesa deve inspi-
rar, nem que entrar em exame proprio s de
orna estago fiscal; tinto mais que os papis em
queslao j passrara pelo thesouro, e l nao se
deixaria de examinar se tinham pago o comp-
leme sello.
O Sr. Souza Franco pensa que o nobre sena-
dor por Minas ter comprehendido que o fim
principal da segunda parle do requerimento, era
suscitar uma discusso a respeito do novo regu-
lamento do sello ; para o que a occasio pare-
ca apropnada. Nem esta parle do requerimen-
to determina que alguma cousa mais se pague,
o que diz que se porventura os documentos
devessem pagar maioria de sello, esta fosse exi-
gida, se nada mais deverem pagar, nada na-
garo. r t v
Reconhece que o senado nao uma casa fis-
cal; mas est obrigado a respeitar a lei, e se
pelo novo regulamento do sello, fosse devida
maioria de taxa dos documentos queservem de
base aposentadoria de que se trata, cumpria-
lhe mandar que essa maioria fosse paga.
Quanto a outra parte do requerimeulo, nao
resta duvida de que nao ha neoesiidade de en-
viar ao governo seno os papis que devem ser-
vir para fazer-8ea conta e nada ms3.
Nao v pois razo para que o requerimento
nao seja approvado.
Recoohace-se nao haver casa.
OSr. presidente declara que, nao havendo
casa para votar-se o adiamento, fica este preju-
dicado, declara encerrada a primeira discusso
da resolugo, marca a ordem do dia e levanta a
sesso meia hora depois do meio-dia.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Discurso do Sr. Rufino de Almeida
na sesso de 3 do corrente.
O Sr. Rufino de Almeida:Nao me levanto,
Sr. presidente, para contestar, e nem mesmo
censurar as emendas offerecidas ao orgamento
provincial pelas Ilustradas commissoes reunidas.
O trabalho destas duascommissoes atiesta o pa-
triotismo, o zelo pelo bem publico, que animara
os seus distinctos membros ; zelo e patriotismo,
que foram superiores considerages polticas, e
particulares, alias de grande peso. E a prova de
que s se leve em vista o bem publico est em
que as emendas em discusso tambem trazem as
as9goaturas dos dous distinctos e Ilustrados
membros do partido liberal, que tomam parle
nos trabalhos desta casa, e que lera declarado
serem solidarios com os demais membros das duas
commissoea as Ideas consignadas no projeclo
em discusso, e pela realisago das quaes hypo-
thecaram os seus votos.
A primeira vista parece que houve algum p-
nico da parte da nobre commissao de orgamento,
quando suppozque a receita Otaria muito aquem
da despeza que se pretenda votar: pareca mes-
mo que duvidava muito do futuro da nossa agri-
cultura, principal fente da renda publica, e que
suppunha que essa renda diminuira por um
modo espantoso.
Sem desesperar porm do futuro, sem temer
mesmo diminuigo da renda da provincia, nao
posso contestar as razes apresentadas pelas com-
raisses reunidas em sustengo das medidas pro-
postas no seu parecer.
O de/icil existente, o que nos lega o exercicio
cadente, os empeohoa contrahidos, as obrigages
que pesara sobre a provincia exigem que se accei-
tem as medidas lembradas, se nao queremos re-
gressar, se nlo queremosque o crdito da provin-
cia de Pernambnco perigue, e venha para adian-
to a anniquillar-se.
Sei que algumas das medidas propostas tem o
seu tanto de odiosas, por que vio ferlr mortal-
mente direitos de terceiros, rao mismo provocar
?rimn/'P01* 2Ue 8e ,ira P^ de a,uns Pes
meni^J^aSSK eTSlad0- Sin, Profuoda-
menle ver-me obrigado a acceilar essas medida
vexalonas;. raas cima das coneiderages pe"
?2i&? '"dirduos. cujas-sortea pdera
ser melhorada* pelo digno presdeme da provin-
cia, do que recorrer ainla novas oreaces L
mpostos. e o augmento do, j exisfenUs. C
ror maior que seja o meu respeito e admira-
broVaue TiS ** dos dignos mem-
bros que compoem as commissoea reunidas
.Cr.M0.de,"rdepedir-|hes veni* Pr- fazer
lgumas ligeras coosideraces sobre a emenda
substitutiva do Sr. Martin. Pereira ao IrtTd*
projecto em discusso. &4 d(>
O pouco lempo qae houve para mediiar-se sn-
dadeSlTJrJe d,nl,QUr aaa">ro *** odio-
niia trl'tl L m ?ue a enieDda substitutiva, da
deleito. meU Ver> de um "<
Nella nao se guardou a equidade. que entendo
SiS?"-**' 1uDd<>3e exige de uma parte d*
sociedade um sacrificio para bem geral.
Puo ha igualdade na distribuigo da porcenla-
gem que se tira dos ordenados dos emprendo
pblicos Infelizmente o onus pesarH afs so!
bL\qU'1CSqUe- reCe,b,em ^enos dos coTes p-
blicos os que sao melhor pagos concorrem cora
^ecSmm qUaDllat,V0- l." con. menos .".
iros com cousa alguma, porque os seus Tenei-
daSeitaSe8U8m,in,ra0 "'r"8 do W**
.B,?;n?m5s5eS- T.eaoid" Qa me contestaro a
"rfn- n proP8'Cao-qe o trabalho de uma
esfi suf,K^0S,empregad08 P">'nciaes nao
ls^$i entrnente pago; e que esta pariese
compoc de md.v.duos pouco. ou nada favorece
^os dos bens da fortuoa. A elevago dos or-
enados cora mais 20 porcenlo uraa pro "que-
nundar SSeS terdade que acabo de e~
E quando se pede, em nome do bem publico
que desfavorecidos da fertuna-fagam o sacrificio de
nP. Sl de SeU pao 9uMiano. nao justo,
fira m, 2S1 COtD S "*" de JUS-
rn"'^.- caracler,!am s dignos membros da
auinin.H"' q-6 r9 ric0s' os abaslados, os bem
aquinhoados nao fagam igual sacrificio, ou quan-
do o fagam, sejam menor to que o daquelles.
nL*.?.i,fei!e Da. d8a que eslou Ph-niasiando
MrTwS!0n'5" 8U,que PO"1 Pe che-
gara faltada igualdade naimposigo proposta
A porcentagem deve ser lirada dos ordedado
tao somenle, e, nao dos veocimeDlos que se de-
nominara gal.ficago, emolumentos, porcenta-
gem.-Isto posto vejamos, visla de alguna
' "" se a imposigo reeahe com igualdade
sobre lodosos empregados segundo as suas dif-
ferenles calhegorias.
Empregados pblicos ha. que tendo de venci-
mentos quanlias superiores a quatro contos de
res concorrerao para a amortisaco da divida
publica com o mesmo quantitativo, o'u lalvez cora
muito menos que um pobre guarda do coosula-
m^rV6033 P"cebe o insignificante venc-
ment de quairocenlos mil reis annualmente!'
Na repartigo das obras publica, v. g., emore-
gados ha que somonte percebem ordenados lixos.
120E. .rdenad09' e gratificares ; aspira um
amortisagao da divida publica com quasi o mes-
de ordenad qe coninMO q,,e apenas t,m 400S
-nn 2*5 a disProPrco torna-se enorme, no
consulado provincial. Pego loda a atengao
para a segrate demonstragao :
dnfi?^Sl.rado!1d0C0DS"fado ,em le ordena-
do bOOjwpo, lem de porcentagem. segundo o cal-
SUo2-dJonM0,,r,"a' -2:725$899- tola! -......
J.Jo>899 concorrer para a amorlisago da di-
vida publica com rJOjOOO.
Os chefes de secgesordenado400SOOO
porcentagem 2:516gz08 total 2:91fj>3
C0DC0/n!nn para a amrlisago da divida publica
C033 4UJ?OOU.
osnoru*0"108"03 esipturarios ordenado -
,^SOOO-Porcentagem 1:5005)000 total. .
1:820)5000-concorrerao com 32J800. s
Os segundos escriplurariosordenado2403__
porcentagem 1:000*000 total 1:2105000
concorrerao com 24j)000.
O thesoureiroordenado 3061110 porcenta-
gem 2:5029556 total 2:898&676-concorrer
com 38*000.
Os guardas, atlendei bem, senhores,t^ra o
miseravel ordenado de 400*000 e 80*000 de gra-
tificagototal480*000 por anno. concorrerao.
para a amorlisago da divide publica com 40*000,
0 duplo daquillo que pagara os que vencem...."
O continuo desta assembla, que apenas lera
300g000de odenado pagar metade. do que pa-
gar quem vence 3:325*000 alm do augmento
que se lhe d I
Ser isto conveniente ? Acharo os nobres de-
putados justo, qae quando os empregados da the-
souraria provincial laslimem a sua sorle, os do
consulado se congratulen] pelo augmento de ven-
cimentos que se lhes deu, augraeotando-se a re-
ceita da provincia ? Ser de equidade que quem
vence annualmente 4 ou 5 contos pague o mesmo
que quelles que percebem 400JOOO, como sejarn
os pobres guardas do consulado ?
O Sr. Gongalves Guimaraes :Nao senhor. -
mas depois dessa demonstragao que fez, mostr-
nos o remedio para esse mal.
O Sr. Rufino de Almeida :Eu o apresentarei
em uma emenda, que vou offerecer a considera-
gao da casa, quando terminar as considerages
que estou fazendo.
A nica objecgo, Sr. presidente, que tenho
ouvido oppor-se-me, que tendo sido o aug-
mento sobre os ordenados, smente sobre estes
deve recabir a imposigo.
Esta objecgo para mim destituida de valor,
nao pode proceder. Porque a assembla augmen-
tou os ordenados, nao se segu que nao possa
impor sobre as gratificages, sobre os emolumen-
tos, sobre as porceotagens.
Assim como augmenlou uns poda diminuir ou
supprimiroutros. Nao nos deve servir de emba-
raco o tacto de ter sido o augmento sobre os or-
denados : o augmento de 20 por ceolo foi sobre
estes, e nao sobre as gratificages, em beneficio
das aposentadorias.
Se o bem publico exige este sacrificio, se a im-
posigo um nial, deve recahir sobre iodos con
igualdade, da mesma forma, que o beneficio doa
20 por cento se estendeu aos queja recebiam pin-
gues vencimentos:
Se se tratasse de nm augmento de vencimentos
ainda se poderia sollrer uma iojustiga, mas quan-
do um onus, um sacrificio intoleravel a falta
de equidade.
Confiado nos senlimentos de justiga. de que
sempre tenho visto animada esta casa, me atrevo
a submetter a sua considerago uma emenda,
que, satisfazendo o fim que tiveram em visla as
commissoes reunidas, o augmento da receita,
evita o mal de rirem uns quando choram outros.
Q producto do 5 por cento sobre lodos os ven-
cimentos dos empregados, salvo dos jubilados o
aposentados, sem distraego de ordenados, gra-
tificages, emolumentos e porcenlagens, ser
i pouco menos que aquello que dara 10 por cento
1 sobro os ordenados tan lmente, e nao traz 09
1 inconvenientes, e injustigas aporcadas,
X


?L -
-
I1RI0 DI tEBlUUUCO. QUISTA FEIRA. 0 DI JUNHO M ltei.
i
A commissio de orgamento catculou m Kfeta um portador do viaario Cimillo, que stava
flfll
ft
cootos de rea o producto de 10 por cento sobre
os ordenados dos empregados-, qo tiveram ang-
aenio da 20 por cento.
Eu calculo em 13 338J850. o producto do 9 por
cento obre.todos os vencimentos dos ompcegs-
dos, cora exclusio dos jubilados e aposentados,
sobre cujes ordenadoa Dada mais podemos fazer
B beneficio. .
Quiz propor que os 5 por cento fossem tirados
na forma ja dita, mas tao smeote dos emprega-
dos que tivessera veuclmeotos superiores ......
360JO0. Neste caso a porcentagem dara apenas
30:1215000 differenga multo aenaivel par* o
que orcaram as commisses reuoidas: resolv
presentar a emenda no sentido da primetrahy-
polhese. A differenca to diminuta, tao pouco
seosirel, que eslou certo, que por este lado as
sobres commisses reunidas nao me farao op-
posico.
A emenda que otTereco 6 assim concebida (l)
Emenda substitutiva das do Sr. Maifins
Tere ira, e da commissio ao artigo 54 do projecto
do cremento provincial.
Fica approvado o augmento de 20 por cento
sobre os ordenados dos empregudos pblicos na
forma do artigo 34 da lei o. 488. No exercicio
porem desta lei se abater 5 por cento sobre todos
os vencimentos dos mesmos empregados em be-
neficio dos cofres pblicos, exceptuados os veu-
- cimentos dos jubilados, e aposentados.S. R.
rtuiio de Almeida.
Aproveitaodo-me da palavra com que eslou,
abuearei anda por alguns momentos da paciencia
e atteugio da casa ( noapoiados } para justicar
tima oulra emenda, para apresentaro da qual
peco permisso.
D-sejo que no artigo 42 do projecto em discusso
se declare que os carros fnebres ficam isentos
lo imposto, que pesa sobre os carros de passeio,
por que desse imposto estiveram elles sempre li-
ares, at que a Ihesouraria interpretando o orga-
mentu passado ordenou que fossem elles conec-
tados.
Sabem os nobres deputados que a empreza de
semelhantes esrros est sob a inspecgao da c-
mara municipal, ella paga pesados tributos,
como nenhuma empreza paga
Os impostos mnnicipaes sobre essa empreza
8o fortes ; ella est muilo sobrecarregada....
OSr. Pcreira de Lucena ;E deixam grandes
lucro.
O Sr. Rufino de Almeida :Aos cofres muni-
cipaes, no assim ?
O Sr. Pereira de Lucena :Aos respectivos em-
presarios.
OSr. Rufino de Almeida :Eu direi aos co-
fres municipaep. Por cada vez que sala a ra
qualquer um d'aquelles carros percebe a cmara
10 por cento sobre o prego do aluguel.
OSr. Pereira de Lucena : Has por quaoto nao
8alugam I
O Sr. Rufino de Almeida :Qusnto maior for
t< aluguel maior ser a porcentagem para a mu-
niopalidade.
E demais, o preco do aluguel est estipulado
pela cmara no regulamenlo do cemiterio, como
Ihe mostrarei (l alguns artigos do regula-
zneuto. )
Alem desse imposto de 10 por cento por cada
ama vez que serve o carro, os emprezarios sao
brigados a conduzir gratis todos os cadveres
dos pobres fallecidos as freguezias desta cidade,
e a fornecer um caixao de pioho, que custa 5)}000.
Faja o nobre aepulado agora o calculo dos
grandes lucros desses emprezarios.
O Sr. Pereira de Luceua :Mas a cidade vai
augmentando.
O Sr. Rufino de Almeida :Se a cidado aug-
menta, e por conseguinte o numero de bitos
cresce tambem augmenta a renda da cmara, e o
onus da empreza. '
Concluindo. direi que os carros fnebres nunca
pagaram a laxa, que esto sugeitos os carros de
passeio, e que por conseguinte nao ama verba
de receita que pretendo iluminar; apenas preten-
do acabar com a intelligeucia dada pela Ihesou-
raria ao ornamento passado, e sentar aquelles
carros da taza creada no artigo 42 do projecto em
discusso, visto como sobre elles recahem ja im-
postas pesadissimos.
Neste sentido mandarei a mesa urna emenda.
REVISTA DIARIA.
Hontem, pelas 11 horas da manha, foi S.
Exc. o Sr. presidente ds provincia visitar a casa
de deiencao, acompanhado pelo Sr. Dr. chefe de
poltcia, e alii se demorou at 3 e meia da tarde.
A mspeccode S. Exc. consta-nos, foi minu-
ciosa e prolongada em todos oa ramos daquelle
estabelecimento, com ospecialidade na secretaria
e rasa de arrecadaco.
Na primeir* examinou a escripturaco, con-
frontando os lancamentos de onde se extrahem
e na segn-
- s, ea cmi-
ca que la ser destribuida aos presos pobres
Penetrando logo depois no estabelecimento
S. Exc. ouvio com silencio e humanidado di-
versos presos, promeltendo-lhes toda a justicj
que pediram. v '
A minuciosidade e o interesse que S. Exc.
mostrou nesse exame, provam o quanto deseja
coonecer e avaliar por si mesrau tudo quanto se
liga adminislragio. qualquer que seja o bde
unio. O olho do dooo, do director ou mestre v
sempre melhor e maisdesapaixooadamente a for-
ma por que o servico se faz, e leva-o julgar os
eu* subordinados, galardoando-os, quando me-
iecem.
A'vista disso estamos convencidos, que S. Exc.
fieos formando um juizo avoravel desse estabe-
lecimento, e da man eir por que all feito o
servico, devido ao zelu e ao interesse que tem o
seu administrador no exacto cumprimento das
suas obrigacoes.
No dia 23 do corrente, por urna hora da tarde
coufere a taculdade de Direito o grao de doulor*
a<. nosso amigo o Sr. bacharel Autonio de Vas-
coucellos Menezes de Drumond.
Jloniem tiveram comeco os trabalhos do
conselho de qualQcag/> da guarda nacional da
parochia de S. Jos.
Faz-so preciso que seja removida da ra da
1 alma um cao morto, que all acha-se, e que em
completa putrefaegio damnifica a suade
tilica,..
iruuianuo os lancamenlos de onde se
todos os mezes os mappas remecidos I
m *<, pluvia, mu as partes dianas ; e
da veriicou os gneros all guardados,
o qual, foram
a trplice des-
pu-
Iootem celebrou-se na Conceicao dos Mi-
litares a musa commemoraliva do anoiversario
do fallecimento do Exm. Sr. baro da Victoria
Este acto piadoso foi asss concorrido por pes-
soas de diflereotes gerarebias.
Urna brigada, composla dos Io e 2o batalhes
de infamara de guarda nacional deste municipio
chava-se postada em frente da igreja no de-
curso do officio religioso ; Godo
eitas as honras militares com
carga.
Passou a ter exercicio, como addido, na di-
rectora geral do contencioso do thesouro nacio-
nal o Dr. Manoel Hamede da Silva Costa offi-
cial-mator oa secretaria da Ihesouraria de fazeo-
ca desta provincia.
Informados com toda authenticidade do que
ha occorndo com relagio ao roubo feito. na ra
f3i.Vu,,' -residenciado Sr. vigario
Camillo de Mondonga Furtado, transmittimo-lo
sciencia do publico com todos os seus incidentes
e pesquizas fetas pelo Sr. Dr. chefe de polica
Todos sabem tiesta cidade da existencia do fac-
i, verdade; mas nem todos conhecem os seus
pormenores ; nem todos esto par do que deu-
se; nem todos emfim conhecem o procedimento
oicul nessa emergencia ; e por isso achamos a
proposito esta publicacao ou noticia.
1.r.<<.Tda 3 d C,rrele Dr Hermogenes S-
crates Tavares de Vasconcellos, juiz municipal di
1 vara desta capital, communicou ao Dr. chefe
ce polica, que recebera aviso de ter sido roubada
a casa de residencia no vigario Camillo de Men-
donja Furtado. que se chava em Campia Gran-
de, da provincia da Parahiba.
.ui,D?reJd?cl,rar 1ue terido vigario Ca-
millo havia deixado urna escrava de nome Per-
petua, parda de idade de 40 aonos encarregada
Ce tomar sentido na casa, e tinha entregue, an-
? PH""rV*LDr' Hermogenes, seu prenle e
"'o. dous bahs e um faqueiro de valor,
diri-i .- fhefode Polica essa communicacao
dirigise mmediatamenlea casa referida, onde
a* -'nn V^da PerPetu. "" criolinha
de menor idade, eicrava do mesmo vigario: e
srgtrf1'pard' *-"
tr. *""" ,adr5* D*'
ma madrugada, qaando ella Interrogada acordou por
na porta da roa, e levantando-se
Joaqeim da Costa Donrado, Pemamboco, %
aonos, solteiro, Boa-vista ; un ddr na co-
racao.
Florencio, Peroambuco, 6 annos, Bsa-rteta ;
escrop helios complicados de a nazarea.
O correspondente desta provincia para o Jornml
do Commereio do to de Janeiro, noticiando o
resultado do exame a que proceden na caes de
delencao desta cidade a commissio no meada pela
assembla provincial, afimde verificar se podiam
ter all appliciclo as medidas propostas pela
commissio de faienda, asevera que com-
missio fizera patente em seu relatorio o modo
brbaro por que se alimentan) os iofelizes all
detidos, quer pela insignificante quantidade da
comida, quer pela sua Desatina qjraiidsde ; eqoe
o mesmo relatorio, contendo patarras de mys-
lerio em uns lugares e em outros pedindo a in-
terveoco directa do chefe de polica no que diz
respeito a referida alimentario, e dando a ex-
clusiva inspeceo desta ao medico da casa de de-
tengio e nao ao respectivo administrador, como
dispe o regolamento, plantou no animo publico
a conviego de que naquella priso se dio os
abusos, que desde muito elle seate ; mas que um
apparatoso asseio, mysiicado com um palavro-
rio abulidor os tem abafado a todts as valas al
mesmo das autoridades superiores.
As palavras qus ficam iraescrptas cetrtem rra-
vissima accusacSo ao administrador da casa de
dotencio desta cidade, onde tolos reconhecero
que enlre essas palavras e os fictos sobre qu
versara ha urna perfeita inexactidao.
Com o llm de restabelecer a verdade dos factos
tao pensadamente alterada as asseveracoes do
correspondente, demonstrarei que inexacto o
correspondente, quando affirma que a commissio
declarara serem os presos alimentados de um
modo brbaro relativamente a pessima qualida-
de da alimantaco, que lhet fornecida ; assim
cerno quan lo atlribue abusos que ha muilo sen-
te oaquelle estabelecimento, a medida proposta
pela mesma commissio de ser a Uscalisacio dessa
alimenlaco confiada ao medico da casa de de-
lencao e nao ao respectivo administrador; por
quanto discutndo-se essa materia na assembla
provincial, por interpellaco talvez mesmo da
correspondente, a commissio (que era a mais
habilitada para declarar o pensameDlo que pre-
sidir ao seu parecer) explicou csses factos de
modo por que se v do seguinte Irecho:
A alimentacao m, disse a commissio ( o
Sr. Dr. Lucena, membro da referida commissio,
quem falla), mas preciso comprehender o seu
peosamento, e ver em que sentid ella diz que
essa alimentacao m, ser por causa da m
qualidade do governo? Nao: mas sim por causa
de sua ovariabilidade, isto por nao haver em
um so dia do anno mudjnca alguraa -na alimen-
tacao, sendo esta de carne salgadt etc.
Em oulro lugar de seu discurso, diz o Dr. [Lu-
cena que essa carne salgada era mais que soffri-
vel, que a farioha era soffrivel, e o caf poda
passar, accrescentando um nutro membro da
commissio em um aparte que viracaf em quan-
tidade e de boa qualidade. >
V pois o correspondente que a propria com-
missio contrara completamente a assercio que
lhe imprestou de ser de pessima qialidade a ali-
meoiacio fornecida aos presos di casa de de-
tencao.
Poda entrar aqu em considerares de oulra
ordera para mostrar que com os mios concedi-
dos e ctreumstancias do mercado nao se podia
rasoavelmeole exigir alimenticio de melhor qua-
lidade ; entretanto contentar-me-hti em registrar
aqui que essa alimentacao dada aos presos nao
era desconhecida do Sr. Dr. chefe de policia e
mais autoridades superiores, segundo me infor-
maram.
Soccorro-me anda da propria commissio para
responder o outro trecho do Sr. correspondente
na parle em que atlribue aos abusos, que diz se
lerem dado relativamente a alimentacao dos pre-
sos, a medida proposta pela mesma commissio
de ser a uscalisacio dessa alimentacao confiada
ao medico da casa de delencao, e nao ao seu
respectivo administrador,
A razio disto, diz o Sr. Dr. Lucena em ou-
tra parte do seu discurso, porque o medico em
virtude de sua prossio mais apio para conhe-
cer da qualidade dos alimentos, e em 2o lugar
por que, sendo o ajudante da casa de delencao o
foruecedor, e ten do de substituir o administra-
dor uus casos proscriptos oo regulamenlo, pode-
rla por despeito crear obstculos e entraves laes
que o arrematante nao podesse dar cumprimento
as couiiices do seu contrato. >
O Sr. 4Jr. Luiz Felippe, outro membro da com-
missio timbera se exprime a este respeito do
oaodo oeguioto
A razio disto clara, actualmente o forne-
cedor o ajudaute ; sendo elle o incumbido de
alimentacao e ao mesmo lempo o fiscal dos seus
proprios actos, oa podendo ser, mormente as
ausencias do administrador, que pdem ser legi-
timas, claro que nao devenios estar s a merc
do seu zio e probidade, e devemos tomar me-
didas e tautellas para que elle nao possa basar.
(Apoiados.)
A commissio, contina o mesmo depulado
quer que esta uscalisacio seja feila pelo medico,
porque quer evitar que um toroecedor arreba-
tante possa em qualquer lempo queixar-se dos
emuregs internos do estabelecimento, e atlri-
buir-les, como j tem feito, proposito delibe-
rado e calculado de crear-lhe trope$os e embara-
zos com o fim de tomar impossivol esse servico
por oulra pessoa, que nio o ajuJante do admi-
nistrador.
Sen acreditar ou assecerar que taei allega-
cou tejan fundadas, nao deixa de ser certo que
quaesestavam abertos, e com a roupa"rem: SmJ! 2*" '"* -em che,do BM oudos
chida, e parte d'ella esp'alu.da pelochio? que d-.membr0S d**"'-. e por isso ella en-
ero Gotanne 4 tnorrer de urna constipaclo, que
tinha apanhado passindo o rio, e que elle porta-
or Irazia mas cartas, que deviam ser logo en-
tregues, aflm de immediatamente seguir o me-
dico, accrescentando o mesmo portador, que urna
carta para o Dr. Hermogenes devia ser entregue
ja ; que ella interrogada maadasse a case de
mesmo doutor lerer a carta, por que elle porta-
dor ignorara aonde era sua residencia.
Em vista disse, ella interrogada abri a per-
la, e por dentro da retola falleu com a pessoa,
que estira fra; a qual passou-llie por entre as
taboaa da mesma rotula urna carta, e quando ia
a fazer o mesmo com urna segunda, empurrou
com forc o postigo, de modo que o abri, e em
seguida tambem a rotula, entrando entlo com
mais duas pessoas, e levando a ella interrogada
de rojo pelo corredor sala de detrs, sonde lhe
puzeram.oopiwbl eos peites, diiendo que se
gritasse. morrena.
Neste estado essas tres pessoas exigiram.que
ella interrogada mostraste onde eatava o dinbei-
re do vigario, e como ella interrogada dissesse
que nao sabia onde exists esse dinheiro, as mes-
mas pessoas dirigiram-se para a aleova que Oca
junio a sala de jantar, e all remeeheram a mesa
e a estaDte, procurando se havia dinheiro, e co-
mo oa aleova nada achassem, voltaram para a
dita sala de jantar, aonde abriram doui bahs,
que i se aehavam, examinando o que dentro
havia, e como nao achassem igualmente all di-
nheiro algum, {de novo instaram com ella inter-
rogada para declarar onde o havia, e enlao vindo
com ella interrogada pelo corredor exigiram que
declarasse aonde eslava a chave do gabinete, e
como ella interrogada dissesse que nio sabia on-
de eslava esta chavo, as mesruas tres pessoas j
referidas, dirigiram-se para a porta do do gabi-
nete, e dando urna dessas pessoas um grande
murro na porta a abri, e logo entraram todos
e abriram duas malas as quaes nada acharara ;
depois passaram a querer abrir um bah de cou-
ro, que junto se achava, mas como ella interroga-
da dissera que o bah s contioha uns cortina-
dos, uma das ditas tres pessoas dirigiu-se para
urna cama, que ha no gabinete, levaatou a grade
da mesma cama, e enlao chamou as outras duas
pessoas, dizendo qne o bah all eslava, e logo
tiraram o bah, depois do que uma dessas pes-
soas alumiaodo com uma vela que tinha, achou
as chaves no lugar d'onde acabavam de tirar o
bah, o qual fot logo aberto, e dentro do bah
acharam dous saceos, que desataram, sendo que
um eslava cheio de dinheiro de ouro e o outro de
dinheiro de prata.
Entio uma dessas pessoas virou-se para os
outros compaoheiros e dissenos nio brigamos,
e logo mandaram que ella interrogada entrasse
para o quarto e se (rancosse, dizendo qee se ejla
interrogada gritasse a matariam, e ella interro-
gada intimidada entrou para o quarto aonde dor-
ma, e fazendo que iraocava a porta, nao tran-
cou, e logo acordou uma negrioha, que ah dor-
ma, e mandou que ella saltasse o muro, e fosse
a casa de Joao Valentim Vilella, dizer que seu
senhor tinha sidoroubado; e nesse entretanto os
ladres retiraram-se : e rendo ella interrogada
a porta da ra aberta e oueio o som de um carro
que seguia para o lado da ra do Hospicio......
Perguniada se quando abriram a porta do
gabinete Gzeram graude estrondo.
Respoodeu que.fizeram um eslrondo extraordi-
nario, e de certo a vizinhanca devia ouvir.
afirmando haver sempre asseio na casa de de-
tencao, diz coa tndo, que elle apparatoso e
sufflciente pata abalar as vistas de todos, quaodo
mjsiifleedk por um palavrorio abulidor, os
2 f>*?***dSorDa eseTndavaqui foi o correspondente infeliz
nesse grotesco recurso de sua bella e esplendida
imaginaco.
Sem querer dar-me ao trsbslho de mostrar a
improcedencia desse argumento, por isso mesmo
que so acha j destruido com o que fica dito,
apenas direi que nio comprobando como que
se tem procurado na casa dedetencio illudir as
autoridades superiores do modo porque refere o
tal raissivista.
_ O chefe de policia, como se sabe, tein toda
inspeceo oa casa de detengo, alm das visitas
mensaes, faz sempre visitas extraordinarias ao
estabelecimento, nunca descobrio esses abusos
de que tanto sent o eorfeepondent.
Logo ou nio ha abusos na casa de delencao, ou
a haver, o Sr. Dr. chefe de policia por elles
responsavel; mis o Sr. correspondente faz o
melhor conceito, tece elogios ao Dr. chefe de
policia em relajio a parte que loma nos nego-
cios da casa de detencao. A consequencia legi-
tima, portanto, de tudo isto, que taes abusos
nunca existiram, e nio passam de um mero pre-
texto para molestaren, o administrador da casa
de detencao.
E se anda nio bastante o que fica pondera-
do, se preciso tornar inda mais saliente a m
vontade com que disvixtuando as cousas, procura
o correspondente aggredir e offender o dito
administrador no seu carcter de funecionario
publico, que sempre tem sabido conservar cima
| de toda a impulacao fundamentada, invocarei o
juico severo, mais justo do juiz de direito da Ia
vara crime desta cidade, o Sr. Dr. Bernardo Ma-
chado da Cosa Doria, que tendo desaffeicao ao
actual administrador da casa de detencao, nao
pode com tudo faltar ao sedimento de justica,
que alimenta todo o homem honrado mesmo para
com seu ioimigo, quaodo em seu provimento de
correicio oo anno passado da :
A ordem, regularidade e asseio que observei
na casa de detencao recommendam o zelo da
admioistracao, respeito da qual nao ouvi entre
os presos se nao palavras de gralidio e reconhe-
cimenio, excepto tres dos mais rebeldes dis-
ciplina, e que hio sido inflingidos por castigos
corporaes.
Quando um funecionario publico tem em seu
favor, como o acluil administrador da casa de
detencao, annos de serviros, precedentes hon-
rosos e merece a confianza de seus superiores,
nio pode deixar de viver satisfeito e tranquillo
em sua coosciencia, vendo com que facilidade se
levanta um echo mais aos seus desaffeclos, e o
Sr. correspondente sabe perfectamente, e por
experiencia propria, quo pouco curial dar-s"
crdito a arguicei vagas, que muilas vezes se
propalam da proposito.no intuito de fazer vacillar
no espirito dos incautos as mais firmadas repu-
ta coe s.
Recite, 18 de junho de 1861.
0 Job.
Perguotada porque razio nio sendo encontrado
o papel em que ella interrogada disse estar em-
brulhada a chave do bah, aonde eslava o di-
nheiro, foi buscar um pedaco de papel amarello,
que disse ser o papel em que eslava a chave,
quando agora se verifica que esse pedaco de pa-
pel foi tirado de seu bahu', aonde enconlrou-se
a oulra parte da folha do papel ?
Respondeu gue nao se ochando o pedaco de pa-
pel em que a chave eslava embrulhada, ella in-
terrogada pensou que nao faxia mal apresen-
lando outro pedaco de papel.
Perguntada se sabia que seu senhor havia dei-
xado dinheiro no gabinete.
Respondeu que presuma que seu senhor all
havia deixado dinheiro, porque na vespera da sa-
luda de seu senhor para a Parahiba, ella inlerro-
gida ouvio elle estar contando dinheiro. aue
Una................ n
Perguntada como vioham vestidas as pessoas
de que tem fallado.
Respondeuque vinham todas tres com mas-
caras roxas, carapucas pretas na cabega, eem-
brulhadas em capas prelas........................
Depois desse interrogatorio foram entregues
pela parda Perpetua, duas folhas de papel bran-
co, fechadas em forma de cartas, e uma chave de
bah, preza em uma correle de prata.
Em seguida mandou o Dr. chefe de polica pro-
aJ" <* ""< istoria em todas as portas interio-
res e exteriores da casa, bem como os movis,
cujo resultado foi; o seguinte, declarando os
peritos : que o rotula e na porta nenhum ves-
tigio encontravam, de se lerem empregado
meios vilenlos para serem abenas ; porquanto
a rotula era fechada por um ferrolho. eo pos-
tigo por outro ; e que a porta era fechada pela
liogueta de uma fechadura, e estando a rotula
o postigo e a porta fechadas, nio podiam ser
abertos por meio de violencia, sera quo fleas-
sem vestigios na madeira ou as pesas de fer-
ro ; no entretanto obseruavam que ludo eslava
em perfeilo estado, e assim responden que nao
ha vestigios de violencia.......................
que para abrir a porta nio polia ser empregad
seoao a chave da fechadura...................
declararam mais, que acharam na sala post-
baljs, coberios de couro cr, os
acharam mais no gabinete, cuja porta vistoria-
rnecimento. e ao i
tendeu quo prestava com a sua lembranca, 1
r.,. duas malas de pregara, -tambem abeVta"s. curren"! arrmaUcao^o ,CU,U,,d0 ^
com a roupa remechida 6 parte << "> -
pa espalhada pelo chao
no sobredilo gabinete
grade da cama levantad, em parle, por onde SS?^ ^0?uZZl
Correspondencias.
Srs. redactores.Agora fui que chegou ao meu
conhecimento um aonuucio do Sr. Paulino Ro-
drigues de liveira publicado no seu conceituado
Diario de 17 do andante mez, no qual este senhor
audazmente diz, que ninguem me pague o im-
posto de 20 por cento do consumo da aguarden-
te dos municipios do Cabo e Serinhiem, em
quanlo eu nio apresentar os ttulos legaes, pro-
testando cobrar executiramente daquelles que
me pagarem.
Com o documento abaixo transcripto fica res-
pondido o mesmo annuocio, cibendo-me agora
pergunlar ao Sr. Paulino, se existe ou. nao um
contrato perfeilo, como se v nos termos da ord
doltv. 4o tit. i", e um titulo legal, em virtude do
qual eu lenho cobrado e hei de cobrar durante o
triennio que comprei.
O simples facto de nio lhe ter feilo todo alguns
pagamentos, nio Ibe d o direito de dizer o que
se v em seu annuocio, mas sim outros meios
como claro na citada ord. e airar de 4 de se-
tembro de 1810.
Recebi do Sr. Antonio Paes de Si Brrelo, dez
letras oo valor de um cont de res, proveniente
do imposto da agurdente do municipio do Cabo
e Serinhiem, cujos documentos necessarios lhe
enviarei logo queestejam promptos, mas desde
j pode fazer a sua collecta ecobranca, como me-
lhor lhe convier.
Recite, IX de novombro de 1861.
Pelo arrematante Paulino Rodrigues de Olivei-
ra, Luiz Jos Marques.
Com o impressao destas poucas ltnhas muito
Ihes agradecer um seu coostante leitor.
Cabo, 18 de junho de 1861.
Antonio Paes de S Brrelo.
Srs. redactons (*).Quando escrevi a minha
sucinta correspondencia, sobre negocios de com-
pra e venda de algodio (de que por meus grandes
peccados eslou viveodo), cuja supradita corres-
pondencia fra inserida em seu conceituado Dia-
rio de 10 do correnle, nio Uve certamente em
vista offender aos Srs. redactores, porque tanto
importa para mim classificara Revista de inexac-
ta ; s Uve pois, em mira orientar a vos, Srs.
redactores, e ao publico do que se havia passado
na semana de 3 a 8. relativamente venda de
algodio feita por intermedio dos correctores aos
negociantes, e certissimo eslou disto porque ti-
nha plena conviccao da verdade.
Mas apenas sabio minha correspondencia vos,
Srs. redactores, a refutastes dizendo ser exacta a
vossa Revista (o que nio neg segundo ioforma-
coes que vos deram), quo as compras por 93000
se deu no mercado, o que permitli licenca que
muitos peremptoriamenie vos negu.
O que se deu, Srs. redactores, foi os prensarlos
pagarem o algodio por mais do que venderam e
lo om th, Z L.' i063010 lemP aos empregados do estabelecimen- IL",0 devldo a Pchos do negocio que ora se de-
! dnhaUt d mf. w l P.nd,0-08 coberto de increpares que suppo- bal?.ein 8,r"< >tng", endo que talvez, quem
r'JJh ma* mos infiadas. r H PP P"Uca tal emergencia, nao o fa^a por inspiracio
pareca ter sido tirado e depois metlido o dito
bahu'
examinando as .SUJttttUl ff &SUZ&!^*.
ouvir baler
rs.eo que quer. ; e de Mr responderam? SL
-*r


a
malas, e o estado dos referidos objectos nio
acharam signal algum de violencia..........
que nao se empregou torca alguma nem apa-
relho algum sendo abertos estes objectos com
as chaves das respectiva. fechaduras.....
Foram ouvidos os vizinhos, que declararam ne-
nhum rumor lerem ouvido durante toda aquella
noite, e umbem a negrinha que se referi a
parda Perpetua, e que apenas disse ter acordado
chamado de Perpetua, que a mandou sallar o
muro da casa vizioha, e pedir a Joio Valentim
Villela, que a maodasse aecudir, porque haviam
ladroes em casa, ajudando-a a mesma Perpetua
ella pular o muro com o auxilio de orna barrica
por aquella encostada ao mesmo ; accrescentan-
do que nao vio ninguem em casa ; e que quando
voitou, acompanhada de um escravo de Joio
Valeniim que com ella saltou para o quintal, en-
controu fechada a porta da sala, que deita para
o mesmo quintal, a qual foi depois aberta por
Perpetua. K
O Sr. Dr. chefe de policia mandou recolher a
referida parda prisio. e expedio um portador
com cartas ao vigario Camillo, comraunicaodo-
Ine o occorrido, oqual respondendo as cartas
que receben, exprime-se deste modo :
Arespeito da quantia, que me roubaram
nao pono preflxa-li; pois que tendo nene'
banu nao muito pequea quantia, mas tendo
lirado d ella algum dinheiro para as despezas
que foram occorreodo, nio sei ao certo quanlo
os ladroes levaram....................
....Nao posso com acerio iadecinavel dar o
quantia dos notos que furtaram, porque o di-
nheiro que tinha no bahu'era de papel;
Nada foi posstvel descobrir a respeito da sabi-
da de carros das cocheiras d'esla cidade ; e ne-
nhum guarda das dilereotes barreiras deu noti-
cia de ter passado carro de passeio depois das
duas horas da madrugada do dia 3 at ao ma-
nhecer.
Entroianto a policia continua em novas pes-
quizas, para ver se levanta o veo do mysterio
que envolve este faci. Esperamos, pois. que as
diligencia do Sr. Dr. chefe de policia bao de
lograr algum resultado.
Mortalidad! do da 19.
Pedro. Pernambuco, 8 mezes, Santo Antonio ;
convulgoes.
Ehdl, Peroambuco.
toase.
Joo Guinere, Belgic
de sccusaQio contra
nar
1 mez, Santo Antonio
o actual administrador da
neces, e
tem por
Um senao corregir defeitos que hoje se verificara
no regulamenlo daquelle estabelecimento, e que
a experiencia tem aconselbado sejam extirpadas
se bem que nio concorde e dirirja em alguns
pontos do pensar da referida commissio.
Sobro este ponto, anda citarei a seguinte
passagem do discurso do Sr. Dr. Lucena membro
da commissio :
A commissio, Sr. presidente, se tives3e de
proceder a um exame sobre todos os ramos de
servicos do estabelecimento de que se trata, en-
lao outro sena o seu parecer, por isso que o
principio de justica Ibe impone o dever de elogiar
o que houvesse encontrado de bom, anda que
acuelle6" UZ podeMe de8ara< a este ou
Neste proposito a commissio leria de consig-
if no seu parecer, que a escripturacio dos li-
vros.quer das autoridades pelo regulamento.quer
nao.e feila com rouila limpeza, asseio, e esmero e
que por esse servico o administrador merece
verdaderos encomios, (apoiados) entio a com-
missao dina, que todo o estabelecimento se acha
cora muito asseio. com muita ordem.
t O que nao admiti que o parecer da com-
m.ssao sirva de pa8M porte ,, laDQr.ge
vectivas. e fazer-se allusoes
nao leve em vista fazer.
rfQt Eal1 B>Dha PrP8'o uma respoata, que
devo dar ao aparte, que se deu, ha poico, que a
coraraissao leve reservas, dando assim a entender
que os merabros, que a compunham nao tiveram
coosciencia dos seus deveres, nem coragera p.
arroslar os compromeltimeolos.
Em oulra parle, fallando as medidas indi-
cadas no precer. conclue o Sr. Dr. Lucena :
,.M M? LJ Pr1uea commisso suppo-
zesse que o dmiolairador aueria lucros ou
vantagem do fornecimento etc. etc.
Se pois a propria commissio que diz haver
passeio na casa de deUncio, que o seu acla
administrador digno de elogias a muito, e
peitos. como o Sr. correspondente sem uqne-
SV.rt. /Ver 2agtad0 d0 n,i"i de referir
os factos. de modo porque tem elles lugar, pode
apadnnharcom commissio o desojo*que leve
di d'SSW" a aC,0al -""fc
E' verdade que o Sr. corrnpondente, prevenin-
do logo semelhante contestaCio, defende-se com
uma proposico pouco Usongeira e talvez mesmo
offensiva da illuslracio, perspicacia o bom
in-
a commissio
inspiracao
propna. e sim para servir a alguem. Do facto do
Sr. Joio dos Santos vos, Srs. redactores, nao po-
dis tirar Justificacio dos vossos precos porque
mesmo a realieacao desse preco de 90, pelas 10
saccas de Pesqueira, fra na seguoda-feira 10
em que se fizera, e do no sabbado 8, em qu
vossa Revista fechada.
O Sr. Joio dos Santos convencido do mal que
havia feito ao Sr. Ribeiro, convencido de sua pre-
cipilacao no tal negocio das 10 ecas, nao tso-
licitou entregaras mesma; saccas ao dilo Sr. Ri-
beiro, como at so sujeitou a compra-las pelo
mesmo prego de 9g, apezar de ellas nrem de
qualidade inferior, pois lodos viram como elle
bcou admirado do offerecimeuto que o conductor
dissera ter as Cinco Pootas, e logo apresurado
procurar, e sem muito escrpulo justa-las por
9#(X); que contradico 1
Mesmo quando, Srs. redactores, algum vende-
dor em particular vendesse por 9$ algumas sac-
ca, j pela boa qualidade do algodio, j pela fu-
ga que dsse ao negociante do seu pagamento, eu
estava justificado de minha correspondencia, pois
nio s tinha ao meu favor os offerecimenlos, e
minha venda de porcio de saccas, nio s linba
a resposta dos Srs. prensarlos, os quaes em ho-
menigem a verdade se dignaram responder-me,
como at um boletim commercial do Sr. Jos Mar-
tins do Rio, em que por sua leltra afirma serem
os precos de 8S600 a 8g800, e quaodo tudo isso
nio fosse bastante para me justificar para com
os Srs. redactores do que disse em minha corres-
pondencia, militava mais a circumstsncia muito
importante de haver a alfandega formulado sua
pauta por 85O0, prego que est razoavelmente
em vista do que se panou no mercado.
Para provar o que venho de asseverar-vos pe-
co-vos nio s a leilura e insergao da carta que
faz prova do que hoje hei dito, como Umbem do
l ) Anda enleude o Sr. Guayaco dever voltar
a discusso do prego efiectivo do algodio na se-
mana compreheodida de 3 a 8 do corrente, pre-
tendendo que o maior obtido nella fra o de 8$800
rls. Mas a isto oppe-se a sua confissao de que
houve prensario, que na referida semana pagon
a 9| por arroba ao productor.
Ora, se isto oonfauado, se houve venda de al-
godio ao prego de 95, nio pode prevlecer a
prelengao do Sr. Guayaco oaquelle seotido dene-
gatorio, sendo por conseguinte exacto o que nos
oformarem.
A nos porm nao dos corre o esmerilhar os
motivos que occasionaram essa venda, nem aquel-
les que diariamente dio logar a lteresio de pro-
cos no lgodao, Unto mais quaoto nio s das
conespondencias do Sr. Guayaco, como de outras
que por vein differenies temos publicado, se co-
lhe evidentemente a irregularidade dr. ne^rin
boletim commercial do Sr. Jos Marlins do Rio,
o que nao nodo por elle assigoado todava nao
negar ser de seo proprio punho.
Nio-duvido que nio tendo pratioa de escrever
para o publico, mesmo habililagao deixaneen-
trever ser a vossa Revista inexacta, mas em vista
deminha'conscieocia que vendi algodio por
8##00 e 8K800, e das pessoas que tambem vende-
ram e do bolelim ; ioformaram-vos mal, Srs. re-
dactores, e disso pois nio culpado o vosso con-
ceituado Diario.
Agradego-vos, Srs. redactores, o final de roo
comento minha correspondencia, por baverdes
dito que o mais eram circumstanciaa particulares
mim, verdade, Srs. redactores, que sao cir-
eumttancias particulares, mais que dellas soffrem
tres familias, as quaes duas se manteem inteira-
mente do infeliz negocio de algodio, e outra tira
dahi algum bocado do pao, esta ultima foi de um
taHecido prensario, o qual oorreu pobre delian-
do uma vinra e 11 Albos, e as outras duas sao de
prennriosque n esli vivos, porm, amargera-
damepte, tiram o sustento do malfadado ne-
gocio.
Srs. redactores, o que temos a expender a vos
e ao publico, com a sincera verdade, afim |]e que
olla siringa o fim que muito denjamos, que vem
ser ganharmos alguns vintens com que possa-
mos concorrer para a mauutencao e moralidade
de tres familias pobres que do nosso servico pre-
cisara.
Reeife 18 de junho de 1861.
Josi Luiz Guayaco.
BOLETIM COMMERCIAL.
Pernambuco 8 de jueho de 1861.
Entraram nesta semana 322 saccas com al-
godio.
Entrada geral do anno prsenle.
Desde o l. de julho de 1860 at hoje tem vin-
do ao mercado 147,550 satcas com algodio.
na-
ne-
. _lgod_.
Movimento do mercado na presente semana.
Foram as vendas por 8600 e 8J800.
Declaramos que a leltra de manuscrlpto que
so acha neste boletim, do Sr. Jos Martina do
Rio, comprador commissionado pelos Srs. nego-
ciantes.
Reeife 14 de junho de 1861.
Manoel Izidoro de Olivera Lobo.
Joio B. de Medciros.
Manoel Antonio Ribeire.
Illms. Srs. Manoel Ignacio de Oliveira Lobo,
Joio Baptisla deMedetrnse Manoel Antonio Ri-
beiro.Para comprovar o que tomei a liberdade
de expender em minha succinta correspondencia,
publirada no Diario de Pernambuco de hoje, rou
por intermedio da presente, merecer de Vmcs.
o favor de me declarar ao p desta, com a singe-
leza e verdade com quecostumam, se durante a
semana decorrida de 3 8 do presente, vende-
ram algodio por mais superior que fosse st prego
de 9J0O0 ; assim como as razes que houveram
para que lio smente fossem compradas, pelo
Sr. Joao dos Santos aoSr. Manoel Antonio Ri-
beiro, dez saccas com algodio, viudas de Pes-
queira.
Oa resposta de Vmcs. espero qoemefagamo
obsequio de permittirem fazer della o que rae
for oeceeaario, e do que me confessarei sumisa-
mente grato, pois que me sssigno de Vmcs. at-
iento muito venerador,
Jos Luiz Guayaco.
Rocife, 13 de junho de 1861.
Illm. Sr. Jos Luiz Guayaco.Em resposta ao
que me pede em seu contedo tenho dizer-lhe
que nao oblive o prego de 9&000 pelas miohas
saccas upperiores quo propuz vend-las, e sim o
#800, o que snpponho que foi geral : quanto a
segunda parle de sua carta, soube que as saccas
de Pesqueira vioham para o nosso corumum ami-
go o Sr. Manoel Antonio Ribeiro, mas que lendo
offerecimento as Cioco Ponas de 99100, dissera
no Forte do Mallos que vioham para o maior
prego, offerecendo o Sr. Joo dos Santos Nunes
Lima 95OOO obtivera as mesmas saccas, as quaes
no dia immediato entregara ao mesmo Sr. Ri-
beiro, sob coadigio de ficar com ellas pelo dito
prego de 9000. e que finalmente sahiram as
saccas de qualidade regular; o que lhe posso
responder, permilliddo-lhe o uso que lhe con-
vier.
Sou com eslima de Vmc.
criado,
Por Manoel Ignacio de Oliveira Lobo,
Manoel Isidoro de Oliveira Lobo.
Reeife, 14 de junho de 1861.
Illm. Sr. Jos Luiz Guayaco.Quaoto aos pre-
gos do algodio superior, foram do 8jJ800, como
muito bem disse em sua correspondencia ; e so-
bre as saccas de Pesqueira refiro-me a resposta
cima, podendo fazer o uso que lhe convier.
De Vmc. amigo obrigado e criado,
Joio B. de Medeiros.
Reeife, 15 de junho de 1861.
Illm. Sr. Jos Luiz Guayaco.Em resposta ao
seu pedido, digo-lhe que nao s vendi as mes-
mas saccas de algodio superior por8g800, como
f=ei que foi 0 nico offerecimento que houve no
Forte do Mallos.
Quanto ao facto das saccas de Pesqueira. que
se refere mim e ao Sr. Joio dos Santos Nunes
Lima, muilo verdade o quanlo se ha dito ac-
crescentando que as ditas saccas me foram en-
tregues sem minha solicilagio.
Pode usar de minha resposta como lhe con-
vier.
De Vmc. amigo obrigado e criado,
n f .... Manoel Antonio Ribeiro;
Reeife, la de junho de 1861.
(Etavam recoohecidos.)
atiento venerador e
Pablicases a pedido.
0 rtdaciorts.
uperiore, quando J
A briosa officialidade da guarda na-
cional.
ATTENQAO'!!
Aviso de 20 de juoho de 1857.Declara em
que prisao devem cumprir as penas os oQlclaes
da guarda nacional condemnados no foro com-
mura.Ministerio dos negocios da justica.Ro
de Janeiro 10 de Junbo de 1857.Illm. e Exm.
j ""Respondendo ao officio de v- Elc dactado
de 9 do correte cobrindo o do juiz de direito
interino de Angra dos Reis dessa provincia de 24
de mato ultimo, no qual consulta se os officiaes
da guarda nacional condemnados por seoteuca
passada era julgado e proferida no forocommum
sobre enmes de injurias e desobediencias devem
cumprir a respectiva pena em quartel, ou era
prisao especial, ou se na cadeia ou prisoes pu-
blicas, tenho de declarar a V. Exc. para seu co-
nhecimento, que a excepeo dos casos especifica-
dos no arl. 66 da lei de 19 de setembro de 1850
os quaes os officiaes da guarda nacional tem
oaixa do posto, em todos os mais a execuco da
pena ou senlenca deve ter lugar em prisoes es-
peciaes, por assim o exigirem as perrogativas
concedidas aos mesmos officiaes como j foi de
1854a fl EXC' 'm aV' 2i de julho de
Dos guarde a V. Exc- Francisco Diogo Pe-
reira de Vasconcellos.Sr. presidente da pro-
vincia do Rio de Janeiro.
O repertorio o Sr. tenenle-coronel Manoel
Joaqutm de Balhoes Das a fls. S76 diz que as-
sim tambem o entendeu a presidencia do Rio de
Janeiro quaodo em portara de 8 de junbo de
1857 mandou declarar ao juiz de direito de An-
gra dos Res, relativamente a um alferes con-
demnado 00 dito foro a 6 mezes e meio de ori-
no e multa correspondente por crimes de deso-
bediencia e injuria.
2x"i-U W d' leLn- M2 de i9 de Miembro de
1*50 diz que os officiaes da guarda nacional go-
zara das mesmas honras que competem aos do
6X6rCllO.
A reaolugo da assembla geral sanecionada
pelo decreto n. 1006 de 22 de setembro de 1858
fez extensivo a viuva, filos menores de 18 an-
nos, filhas solleiras e mies dos officiaes da guar-
da nacional que morrerem em combate, o bene-
ficio do meio sold segundo a disposcio do arl
3 da carta de lei de 6 de novembro de 1827. '
Por impenal resolucio sob consulta do con-
selho1 de estado de 16 de oovembro de 1853. pu-
blicada em aviso do ministerio da justica de 21
do dito mez e anno. foi declarado quo os officiaes
Snjrda nacional gonm das mamas honras,
concedidas aos amigos o/JUiae da 2a linha, pa-
ra serem seus filhos reconhecidos cadetes, nos
mesmos casos e como o eram oa filhos daquelles
Por imperial resolugao e sob consulta do con-
selho de estado de 31 de maio de 1854. publicada
em aviso do ministerio da justica de 9 de junbo
do mesmo anno foram os officiaes da guarda na-
cional reputados noire para sarom seus filhos
reconbecides cadetes, declarando que as patentes
dos officiaes assignadas petos presdanles tinham
a mesma forga que as asignadas pelo punho im-
perial, ampliando emseu favor o dispoato no al-
var de 18 de miembro de 1763.
Pelo aviso do ministerio da guerra do 14 de
Janeiro de 1856 fe declarou que os filhos espu-
rio ou adulterine* dos officiaes da guarda
conal jujliflcam cadetes quando preetim a
cenara babilitaglo.
Por imperial resolugao tomada em consulta do
conselho de estado de 10 de maio de 1854 pu-
blicada em aviso do ministerio da fazenda de 20
do mesmo mez e anno se mandou declarar m
dditamenlo a ordem do thesouro o. 82 de 30 da
margo de 1849 que os officiaes da guarda nacio-
nal desde o posto de capilao o acha o com-
predendidos as disposiges do 5 do rt. 7 da
mesma ordem para fazerem procurar-oes de seu
punho.
Muitas outras disposicoes legaes que provam
gozarem os officiaes da guarda nacional dos mes-
mos privilegios e perrogativas de que gozam os
officiaes do exercito, podaramos citar, se nao
fosse o receiarmos enfadar.
Em face do viso com que principiamos o pre-
sente artigo, O d portara que o segu, se v
que a queslao que o actual ministro da justica
julga lar vindo resolver com o seu aviso de 27
de maio ultimo, j o eslava desde 1857 j era
um caso julgado e que portanto nio devra oc-
cupar a atteocao de qualquer, quanto mais do-
Sr. ministro, salvo se lenha proposito em mani-
festar o mo humor com que olha para os direi-
los e perrogativas que os officiaes da guarda na-
cional tem adquirido por sua oobreza e dedica-
cagao : e com effeito s por isto poderia fazer
apparecer o seu aviso em que tem o cuidado de
refenr-seao de 24 de julho de 1854. esquecen-
do-se do supra referido de 20 de junho de 1857
e de apezar da graridade da especie, nao con-
sultara coros, nem o conselho de estado, como
em idnticas circumstancias lera feito todos os
seus antecnsores, que alias lhe nio siosomenos.
O procedimento portanto do Sr. ministro dos
aulorisa colloca-k no seguinte dilema, ou o
Sr. Sayio igoora a legislado do seu paiz e entio
pao o jurisconsulto que se pretende, ou a nio
ignorar devemos crer que se julga superior a lei,
e a todos quaotos o tem precedido, e por isto
que se deixou levar por tal modo contra a brio-
sa officialidade da guarda nacional do imperio
e neste caso compro que nos os guardas nacio-
nal dos acautelemes dos accommeltimentos do
s. Lxc. fazenda-o respeilar os dossos diretos e
perrogativas adquiridos at cora o derramamen-
to de sangue de nossos companheiros no campo
da baulh, e nio com o turibulo na mi. e a li-
sonja oa bocea, curvaado-nos a corleies; pelo
que o Xrtif/ietro da guarda nacional desde j
protesta contra tamanba arbitrariedade do actual
miuistro da justica, e convida pelo presente a to-
dos os officiaes da guarda nacional dests provin-
cia para que com elle assignem uma representa-
gas que pretende inderenar a assembla gral
pediodo que sejam, por um acto legislativo, de-
claradas as perrogativas e isenpces que com-
petem aos mesmos officiaes afim'de que oo es-
tejara a merc de ministros que desconhecendo
os importantes e valiosos servigos prestados pela
guarda nacional do imperio, nio duvidem pa-
ga-Ios com decisoes da ordem de seu aviso, dan-
do lugar a que estejamos exposlos as violencias
dos espoletas ci das provincias.
Reeife, 19 de junho de 1861.
O arlilheiro da guarda nacional..
Eleigo dos juizes ejuizas e
mais mesarios, que nao de
festejar o glorioso Santo An-
tonio do arco da ponte do
Reeife no anno de 1862.
Juiz por eleigio.
O Illm. Sr. Francisco Ignacio Pinto.
Juiz por devogio.
O Illm. Sr. Henrique Mamede Lias de Almeida.
Juiza por eleicio.
A Exma. Sra. D. Emilia Erundina Fiok Romano.
Juiza por devogio.
A Exma. Sra. D. Anna Francisca Ribeiro Reg.
Escrivo por eleigio.
,0 Illm. Sr. Jos de Azevedo Andrade.
Escrivio por devocio.
O Illm. Sr. Jos Gomes Villar.
Thesoureiro.
O Illm. Sr. Aotooio Joaquina Fernandas da Silva.
Procurador geral.
0 Illm. Sr. Manoel Luiz Viries.
Procuradores.
Os Illms. Srs.
Jos Fernandos Lima.
Autonio Casimiro de Gouva.
Joio Jos de Figueiredo.
Jos Moreira Lopes.
Jos de Mallos Machado.
Francisco da Silva Cardoso.
Joaquim Lopes da Costa Maia.
Paulo" Jos Gomes.
Domingos da Silva Campos.
Manoel Joaquim Gomes.
Bernardino Gomes de Carvalho.
Eduardo Alexandre Burle.
Boaventura de Azevedo Andrade.
Manoel de Azevedo Andrade.
Antonio Jos dos Res.
Protectores,
us illms. Srs. Negociantes desta praga.
O conego vig*arie,
Venancio Henrique de Resende.
A illustrissima professora D. Triscilla.
Na Revista Diaria de terga-feira 18 de juoho.
le-se o seguinte :
A aula particular de instruego primaria do
sexo femioino, que regida pela Sra. D. Prescil-
la seohormba Menezes de Albuquerque, foi visi-
tada no dia 10 do corrente pelo delegado lutera-
no respectivo. Nesta visita seodo examinadas al-
guraas alumnas, foram julgadaa com adianlamen-
to, digno de altengio, ficaudo satisfeito aquelle
lunccionano, por esse estado, segundo as infor-
macoes que tvemos-
E" para sentir que o autor do artigo no'men-
conasse o nome desse dedicado funecionario, pa-
ra que o publico lhe renda as nomenageos devi-
das ao alto e mu prestaote servigo, qu9 oeslas
. US ?' f* Dres,a a instruego primaria. Nunca
esta poder marchar na via progressiva sem oze-
2 acalisador dos senhores delegados litterarios.
b delles, de suas informsges directora geral,
e publicadas pelos jornaes. que se crear uma no-
bre emulacao entre os profenores de um e outro
sexo.
Nessas uformagoes deveriam, om nosso humil-
de peDsar, serem mencionados os nomes dos a-
lumnos, que mais se distinguiesen), para salisfa-
gao de seus paes, crdito dos mestres e estimulo
dos discpulos. Dest'srte os professores delei-
tados estariam sempre a temer a visila inexpera-
da do delegado respectivo, e por consequencia
promoveran! o mais ponivel aduntamento dos
seus alumnos.
A Sra. D. Prescilla do precisa ser instigada
ao cumprimento dos deveres do magisterio, a saa
vocagao o garante mais que suffkiente. O Exm.
uasuiDo o manifestou na terceir ediccio do seu
excel ente methodo, a pagina 29, linhas 26; mas
nem todos os profenores nasceram com vocacio
para o magisterio; muitos o exercem como um
modo de vida, que vio arrastando aborrecida-
mente junto com os demais mysteres ; da falta
de vocacio nasce o tedio,e deste aborrecimento. o
atrazo dos alumnos.
Os mesquiohos ordenados dos professores p-
blicos, e os indefectiveis logros de que sio victi-
mas os particulares, muito concorrerao para o
estado estacionario da iotruccio, se os Illms. de-
legados litterarios possuidos de um acrisolado a-
mor pela prosperidade da instruegio primaria,
privando-se do tempo preciso para seus mysteres,
fazendo despezw, e al adquirindo inimindes;
nao devem com as suas continuas, e inexperadas
visitas s escolas, o impulso, de que tanto carece
a instruego primaria ; mas pora isso indspen-
savel que a nossa assembla provincial tio libe-
ral para cousas de mero luxo, rote uma quota
para nte ramo do nrvlgo publico, de tio palpi-
tante necessidade.
Um tal nrvigo gratuito nio possivel. As c-
vicas virtades de que dotado o Illm. Sr. dele-
gado Iliterario Dr. Cicero Otn Peregrina da Sil
r nao sao parlilha de todos.
Nos lhes tributamos o devido reconhecimento.
Parabens Sr. D. Prisdlla ; em breve parteci-
paromos ao Exm. Sr. Dr. Csstilho o apreco quo
do Illm. Sr. delegado litterario mereceu a nossa
distincta collega, para que S. Exc. fique certo.
que na roa do Rosario em Pernambuco, tem uma
escola cuja professora soube interpretar fielmen-
te o mi insigne methodo.
Francisco de Freitaa Gamboa.
Corveta a vapor Pedro II.
Oa officiaes desle nario abaixo ssigotdos, ten-



OUAJOM
** 99IMTA FEIBA JOMJMt M It61;
=
"
Z
do de retirar-se para a c*rte, e nio Ihes sendo
talvez possivel desptdir-se pssssalmtnte de to-
das as pessoas que os honraran) com aua amisa-
de, pedem-lhes desculpa por essa falta involun-
taria, e offerecem-lhes seu pequeo preetimo nao
so no Rio de Janeiro, como em qualquer outro
ponto onde se achem.
Outro sim, declarara cao dever nade a peasoa
lguma neata cidade.
Recite, 19 de junho de 1861.
Dr. Joaquim Marcelino de Brito.
Francisco Dias da HotU Franca.
Jorge Saturnino de Menezaa.
Francisco de Paula Sena Pereira da Cos.
Despedid a.
Tendo de retirar-me desta cidade por algum
tempo. faltara a nn derer sagrado se deixasse
no olvido meus anligos amigos irmaos d'arte.sem
que publicamente lhes dedicasse na ultima hora
da partida um tributo degratidio pelas especiaes
e bondosas maneirascorn que boi acolheram du-
rante alguns annos : recebam, pois, os meus col-
legas estas simples phrases oascidas do intime
d'alma, e flquetn ellas estampadas em vossos co-
racoes, porque oeste momelo sinto a verdadeira
dOr da saudade, lempos espero, mais felizes, em
que possa provar-lhes o meu reconhecimento e
gratidio ; por agora s tenho a ofTerecer-lhes o
mea limitado prestimo do Ceari ; ao meu parti-
cular amigo e collega, o Sr. Hendes, desejo que
na sua viagem a Buropa te restabetega da terri-
vel molestia que o aecommetleue volte breve ao
seio de seus amigos que anciosos o deverio es-
perar. Agora peco desculpa ao Sr. Antonio
Francisco Collares para Ihe agradecer os offere-
cimentos livres e espontneos que se dignou offe-
recer-me por occasio da minha sabida do thea-
tro de Santa Isabel, (cando corto de que meu re-
conhecimento ser eterno, aceitem as minhas
despedidas sinceras por ser collega e amigo.
Thomaz Antonio Espiuca.
COMMEMCIO.
\ '"'
Mfandega,
Rendimento do dia 1 a 18. 260:419*461
dem do dia 19.......26:4353111
286:854*572
Hovlmento da alfandefra,
Volumes entrados coa fazeadas.. 135
> cora genero,.
com fazendast.
com gneros..
Volumes

282
-----417
sahidos
102
71
173
Descarregam hoie 20 de junho.
Barca francezaAdelefazendas.
Escuna portuguezaMara da Gloriaraercaca-
dorias.
Hiale brasileiroIovencivel diversos gneros.
Brigue ioglezWillingtontrilhos de ferro.
Barca inglezaGangesidem.
Barca porluguezaFlor da Maiasal.
Brigue inglez Anligu-Pachtcarvo.
Barca inglezaBonitacarvio.
Polaca hespanhola Chronoraetro carne de
charque.
Polaca hespanholaEsmeraldaidem.
Sumaca hespanholaArlillaidem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Polaca hespanholaDespegadaidem.
Heccbedoria de rendas internas
geraes de Pernambaco.
Rendimento do dia 1 a 18. 26 6793789
dem do dia 19.......I:812jf029
28:491*818
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 18. 46.1518212
dem do dia 19.......3:241*560
50:125*772
MoTimenio 4o porto.
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6." -4 kS ~4 -~1 | Hygrometro.
\ Cisterna hydr -
O O o O O mtrica.
4 J
C" O
es o
-4
O
o
s
I
Franeex.
o
o
co
ts
Inglez.
A noite nublada, vento regular do quadrante do
ESE e assim amauheceu.
OSCILAQA DA MAIlK.
Preamar as 0 h. 42' a tarde, altura 6,4 p.
Baiamar as 6 h 30' da raanha, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marioha, 19 de ju-
nho de 1861.
Romano Stkpple,
1* lente.
Editaes.
O Dr. Francisco de Aranjo Barros, cavalleiro da
imperial ordem da llosa, e juiz municipal da 2a
vara do termo da cidade do Kecife, por S. M.
o Imperador que Deus guarde, etc.
Faco saber que pelo Dr. Francisco Domingues
da Silva, juiz de direito da 2* vara criminal da
comarca desta cidade, me foi commuoicado ha-
ver designado o dia 5 de julbo prximo vindouro
pelas 10 horas da manhaa, para abrir a 3* sesso
do jury, que ttabalhar em dias consecutivos,
tendo procedido o sorleio dos 48 jurados, que
teem de servir na mesma sessao, de conformida-
de com art. 326 do regulamento n. 120 de 31 de
Janeiro de 1842, foram sorteados e designados os
cidados seguintea ;
Freguezia de S. Frei Pedro Goncalves
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Joao Pereira Reg.
l.uiz Bernardino da Costa.
Jos Pereira da Gunha Jnior.
Marcellino Jos de Brito.
Joaquim Jos de Santa Anna.
Maooel Tolentino de Oliveira.
Santo Antonio.
Ernesto Coriolano da Costa.
Dr.- Miguel Jos de Almeida Pernambuco Filho.
Maooel Bellarmlno Idolfonso Cabral.
Domingos Jos Alves da Silva.
Manoel Luiz Moreira de Hendonca.
Mancel Joaquim de Souza Vianna.
Manoel Joaquim da SiWa Ribeiro.
Dr. Joo Nepomuceno Dias Fernandes.
Miguel Ribeiro Pavo.
S. Jos.
Manoel Jos Dantas Jnior.
Jos Antonio Carneiro.
Manoel Jos Baptlsta.
Jos Patricio de Siqueira Varejao.
Boa-Vista.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pesada.
Manoel Joaquim Fernandes de Azevedo.
Herculano Julio de Albuquerque Mello.
Antooio Nuces de Oliveira.
f austino Jos da Fonceca.
Joio Hermenegildo Borges Dlniz.
Augusto Couto Leite.
Joio Francisco de Oliveira.
Antonio Goocalves da Silva.
Julio Caldas Pires Ferreira.
Jos Joaqufm de Miranda.
Afogados.
Uenrique Bernardo de Oliveira.
P050.
Leopoldo do Rogo Barros.
Antonio Luiz Caldas.
Varzea.
Joio Cavaloanti de Albnqnerque Lins.
Manoel Romao Correa da Araujo.
Jos Jacquse da Costa Guimarits.
Luiz. Pereira da Fonceaa.
Jaboatio.
Manoel de Souza Leio Jnior.
Silvino da Gunha Camello.
Manoel Ignacio de Albuquerque Maranho.
Francisco Antonio Borges.
Francisco Cavalosnte de Souza Leio.
Muribeca.
Akiaadre Jos de Baes.
Miguel Mendes da Silva.
Joao Sergio Cesar de Andrade.
Luis de Fraile* Mendes da Silva.
S. Lourenco.
Joao Lins de Andrade Lima.
A lodos oc quaes cada um de per si, bem
como a todos os ioteressados em geral, se con-
vida para comparecerein no primeiro andar da
casa que oi cada, na sala das aessea do jury,
tanto no referido dia e hora, como nos mais dias
seguintes em quanto durar a sessao, sob as pe-
nss da lei se [altarera.
E para que chegue ao tonhecimento de todos,
mandei passar o presente,j> qual ser lido e auna-
do nos lugares mais pblicos, e publicado pela ira-
preosa, e tambem ae remetiera igualmente aos
subdelegados do termo para publica-lo e maoda-
rem fazer as noti&cacoes necessarias aos jura-
dos, aos culpados, e s testemunhas que se aoha-
rem nos seus districtos.
Recife 19 de junho da 1861. Eu Joaquim
Prancisco de Paula Esteves Clemente, escrivao
do jury, o subscrevi.
Francisco de Araujo Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em viride d'ordem do Ezm. Sr; presidente da
provincia, manda fazer publico, que no dia 27
do crrenle, peranle a junta da fazenda ds mes-
ma thesouraria vai novamente pra;a para ser
arrematado a quem mais der, o rendimento do
pedagio da barreira da estrada do GiquiS, servio-
do de base para a arremalacio a quanlia de
7:481*333 ris, por anno, offerecida pelo licitan-
tante, Florenlino de Almeida Pinto.
A arrematado ser feita por tempo de tres
annos, a contar do Io de julho do corren te anno,
a 30 de junho de 1861.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo comparec.am na sala das sessdes da referida
junta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
devendo as habilitarles ser julgadas no dia 25.
E para coostar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrotaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 19 de junbo de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
De ordem do Illm. Sr. major presidente do
conselho de qualicacio da parochia da Coa-vis-
ta, sao convidados os cidados abaixo declarados
a comparecerem sexta-feira 21 do correnle s 10
horas da manhaa no consistorio da igreja matriz
da Boa-vista, afim de serem inspeccionados.
Manoel Csodido Pereira de Lira.
Manoel Alves de Menezes.
Antonio das Chagas Bamos.
Marcolino Pereira da Luz.
Manoel Benedicto do Espirito Ssuto.
Bernardino de Senna e Silva.
Amancio Marciano Rodrigues Seixas.
Joaquim de Freitas Leo do Amaral.
Justioiano Augusto de Oliveira.
Luiz Jos Antunes.
Manoel Pereira Lagos.
Francisco Joaquim Ramos e Silva.
Francisco Xavier da Maia.
Sala das sessdes do conselho de qualificacao 19
de juoho de 1861. Tenente-secretario, Jos
h'leuterio de Azevedo.
Nomes que escaparan* sahir na qualificacao da
freguezia de Santo Antonio.
Antonio de Souza Pereira.
Claudioo Gomes Brrelo.
Custodio Moreira Dias.
Ceciliano Moreira do Rosario.
Caetano Fausto do Sacramento Rosa e Albu-
querque.
Edemundo Carlos Vital.
Ladislao de Senua Santiago.
Luiz Gonzaga de Jess.
Luiz Ferreira Souto-
Luiz de Franca Ferreira.
Manuel Chrispiano de Jess.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, ofikial
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito
da primeira vara do crime, e especial docom-
mercio interino desla cidade do Recife, capital
de Pernambuco e seu termo, por S. M. 1. e C.
o Sr. D. Pedro II. a quem Deus guarde, te.
Faco saber aos que o presente edilal virem e
del le noticia tiverem, que no dia 10 de julho do
correte anno se ha do arrematar por venda
quem mais der, em praca publica deste juizo, na
sala dos auditorios, urna casa terrea meia-agua,
sita na ra das Calgadas n. 19, com urna porta e
janella na frente, urna sala e duas camariohas,
com 16 palmos de frente e 18 de fjndo, avahada
por 5009, qual fui penlnrada por execucio de
Antonio Pereira da Rocha Bastos contra Francis-
co Antonio das Chagas ; e nao hsvendo laocador
qu cubra o prego da avaliaco ser a arremata-
rlo feita pelo valor da adjudiceco com o abati-
mento da lei.
E para que chegue ao conhecimenlo do todos
mandei passar editaes que serio publicados pela
imprensa e aQixados nos lugares do coslume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 20
de Junho do 1861, quadragesimo da independen-
cia* e do imperio do Brasil.
E eu Manoel alaria Rodrigues do tMascimento,
escrivao, o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, official
da imperial ordem da Rosa, e juiz de direito
da primeira vara do crime e interino da do
commercio desta cidade do Recife de Pernam-
buco e seu termo, por S. M. L, que Deus
guarde, etc.
Eaco saber aos que o presente edital virem e
deTle noticia tiverem, que no dia 22 do crrante
mez, na sala dos auditorios, linda a audiencia,
lera lugar a arremalacao do sitio e torras no lu-
gar dos Afilelos, com urna casa com 32 palmos
de frente e 64 de fundo, com 5 quarlos, cozinha
fora, sotao, cocheira, estribarla, cacimba e diver-
sos arvoredos de fruclos, avahado em 4 000*, per-
teocente a Joao Felippe dos Santos, e vai pra-
ca pur execugio de Yicento Mendes Wauderley,
cuja praga j fura por editaes annuneiada para o
dia 5 do correte mez, e por impedimento deste
juizo, ficou transferida para o dia cima decla-
rado.
E para que o presente chegue ao conhecimento
de todos ser publicado e afinado na formado
estylo.
Recife, 18 de junho de 1861.
E eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimaoto,
escrivao, o subscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
do dia 25 do correnle mez de julkho, atim de ob-
servarle, e dawe inteiro cumpiaento no dispos-
to no artigo 900 do cdigo co marcial, de con-
foroddada com que iiape o *rt.8Si do mesmo
c*dHo.
E para que chegue ao conhecimento de todos os
credores do referido impetrante,mandei passar o
presente edital, que ser publicado na forma do
estylo.
Cidade do Recife 15 de junho de 1861.Eu
Mantel Harta Rodrigues do Rascimento, escrivao
o subscrevi, ,
Bornaido Miaado da CaU Borle.
O Illm. Sr. Inspector da thesouraria provincial
ea cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, mvnda fazer publico, que no
dia 15 do crrante, vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais dr, o rendimento
dos pedagios das barrairaa abaixo mencionadas,
com o abatimento da quirta parte.
Jaboatio 2:016* por anno.
Ponte dos Carvelhos 679$ por anno.
taearuna 414* por anno.
As arrematagas serio feitas por tempo de 3
annos, a coatar do 1 de julho do correte anno
a 30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tagas comparecem na sala das sessoea da mesma
janti, no dia cima declarado, pelo meio dia,
tendo lugar as habililacoes no dia 80.
para constar se mandn afiliar o presente e
publicar pelo Dimrio.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 17 de janho de 1861.
O secretario,
A. F. d'AoeunciacSo.
Dito da caixa Tagua da ra
dwPirei...... 5:189tf$00
DitodapracadaBoa-rirt. 5:04f#515
Dito do largo di Sotedade. T6^775
, 5* VoPr.8erUJP-IlS8.,pr.nC.paM tb5"r0S I !* rences e do Torto. pregos franco-
da Europa, Amenes e nacerte deste imperio no Ms(de araraej, eokhetea e bot5es de divers*
> qualidades. ceetoa e bala ios do Porto, garrafoes
Joo Baptista de Castro e Silva, coromendadorda
ordem da Rosa, e inspector da thesouraria de
fazenda de Pernambuco, por S. M. I., que Deus
guarde.
Fago aaber a lodos oa habitantes desta provin-
cia, aue em virlude de ordem circular do the-
souro n. 39 de 4 do correte mez se substituirlo
nesla thesouraria, s horas de seu expediente, as
notas de 1069 e 2004 da 1* estampa, papel bras-
co. Esta subslituigio se realisar desta data ao
um de dezembro deste anno valor por valor; do
1 de jaoeiro de 1862 porm em diante se far
ella com o descont legal de 10 por cento em ca-
ds mez, de modo que no Io deoutubro do dito
auno de 1862 nio terio mais valor algum as re-
feridas Dotas.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 15 de
junho de 1861.
loio Baptista de Castro e Silva.
Declara$e.
O Dr. Barnardo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal e substitnto
da do commercio desta cidade do Recife e seu
termo, capital da provincia de Pernambuco por
Sua Magestale Imperial e Constitucional, o
Sr. D. Pedro II, que Dos guarde etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 3 de julho
do correnle anno se hio de arrematar em prag
publica deste juizo a quem mais der, depois da
audiencia respectiva os tres escravos seguintes ;
Francisco, de nago, de idade 60 annos, pouco
mais ou menos, avahado em 400$ : Martindo. de
nacao, de Idade 50 annos pouco mais ou menos,
avahado em 450 ; Tnere-za, de nagio, de idade
80 annos. avahada em ICOS ; os quaes sio per-
teocentes a Jos Baptista Ribeiro de Ferias e vio
praga por execugio que contra o meamo e ou-
tros encamiuha Antonia Alves de Miranda Gui-
maries, e na falla de licitantes serio arrematados
pelo prego da adjudicacio com o respectivo aba-
tmenlo da lei.
E para que a todos chegue e noticia, aaaodei
passar editaes, que serio afluidos dos lugares do
coslume e publicadoa pela imprensa.
Dado e pateado neaia cidade do Becife de Per-
nambuco aos 19 dias do mez de junho de 1861
40" da independencia e do imperio do Brasil. '
Eu, Manoel de Carvalno Paes de Andrade, es*
crivao o aubaerevi.
Bernardo Machado da Cotia Jtortc.
O Dr. Bernardo Machado da Costa Doria, official
da imperial ordem da Rosa, Juir de direito
da primeira vara e ioterino da do especial do
commercio deata cidade do Recife de Pernam-
buco e seu termo por S. M. I. que eos guar-
do etc. etc.
Fago saber aos credores de Antonio Francisco
Martina de Miranda, commeroianle matriculado
00 tribunal do aoramercio. o qual requeren 0-
Iratora ae meamo tribunal, que pelo prsenle aio
chamados para compareceris pecante este juizo,
na sata dd9auditerios, as 10 aoras da maab.ua
Conselho administrativo.
O conselho administrativo para fornecimenlo
do arsenal de guerra tem de contratar os gneros
para o rancho da companhia dos menores do ar-
senal de guerra durante os mezes de julho e
agosto prximo vindouro :
Pao de 4 ongas.
Bolachas.
Cha Hyson.
Caf em grao.
Assucar refinado de 2a sorte.
Manleiga franceza.
Carne verde.
Dita secca.
Bacalbo.
Toutinhojde Lisboa.
Azeite doce de Lisboa.
Vinagre de Lisboa.
Feijao mulatinho ou preto.
Arroz do Maranho.
Farinha de mandioca da trra.
Quem quizer contratar tees gneros aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, is 10 horas da manhaa do da 28 do
correte mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal da guerra, 19 de
junho de 1861.
Bento Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo, .
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
seguintes :
Para o 9 baUlhio de infantera de linha.
8 pegas de de fila encarnada com duas pollega-
das de largura.
8 pecas de fila branca com duas pollegadas de
largura.
Para o completo do fardsmento do 8o batalhio de
infantera e diversos corpos.
135 varas de cordo prelo de retro*.
40 botdes grandes de metal prateado com o n.
8 dourado.
55 grosas de botes pretos de osao.
5U0 pares de clcheles pretos.
Para provimento dos armazens do arsenal de
guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
100 ditas de dita fina.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 21 de
correle mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 11 de
Junho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Ptrtira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz constar que na
data infra ficou registrado o papel de novagao de
contrato commercial em commandita, que em o
primeiro de maio ultimo fizoram Bernardo Pe-
reira do Valle Porto, Joao Ribeiro Lopes e Alfre-
do Uenrique Garca, socios responsaveis, e mais
dous commanditarios, cuja sociedade que tem por
(ira a compra e venda de fazendas seccas, sob a
firma que j existia pelo contrato firmado em 23
de novembro de 1857 ; lera por duragio o prazo
de dous annos, contados do 1.* de Janeiro do
correte, gyraodo com o capital de 74.0009 for-
necidos por todos os socios, sendo 20:000$ por
cada um dos commanditarios.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 18 de junbo de 1861.
Julio GuimarieaOfficial-maior.
Companhia do Beberibe.
No dia 21 do correte pelas 12 hora
do dia tera'lugar novamente no escrip-
torio da companhia ra do Cabuga' n.
16, a arremata cao do rendimento dos
chafai izes e bicas por bairros ou totali-
dade e por espacode 1 a tres annos, sob
as bazes abaixo transcriptas e mais con-
diccOes patentes no esenptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declaraclo dos mesmos no men-
cionado dia devendo ser as propostas por
escripto.
16;8e9#600
Escriptorlo da companhia do Beberi-
be 17 de junho de 1861.O secretario.
Manoel Gentil da Costa Aires.
CwselrH de compras navae.
Tendo-se de fazer, sob as coodigSes j conhe-
eidas, em 15,19 e ti do correte mez, os con-
tratos abaixo declarados, manda o conselho con-
vidar os pretendentes apresentarem as saas
propostas nesses dias at s 11 horas da ma-
nhaa.
Em 15.
Por 3 mezes, lindos em selembro prximo.
0 foroecimeoto de vveres e outros objectos do
consumo, psra os navios da armada e estibeleci-
menlos de marlnha, sendo arroz do Maranho,
agurdente branca de 20 graos, azeite doce de
Lisboa, assucar braoco grosso, bacalho, bolacha,
carne secca, caf em grio, carnauba em velas,
carne verde, cangica ou milbo pilerfo, farinha de
mandioca, feijio, manteiga francezs, mate, pi,
sabio, toucinho de Lisboa, velas stearinas e vi-
nagre de Lisboa.
O fornecimenlo de dietas para os doentes das
enfermaras de marinha, e dos africanos, bem
como dos navios, coropostas de araruta, aletria,
assucar braoco refinado, bolachinba, cevadinha,
cha, gallinhas, manteiga ingleza, tapioca e vinho
de Lisboa.
Eo fornecimente, para as obras a cargo do ar-
senal de marinha, relativamente a cemento brao-
co de Bolooha, cal preta e branca, pedras de
alvenaria e de cantara, brutas e tijo'.o de alve-
naria.
Em 19.
Por tempo de 12 mezes, fiodos em junho do
anno prximo de 1862.
O aviamenlo do receilnario das enfermaras
de marinha e dos africanos livres, bem como os
serf icos de barbeiro necessarios a estes estabele-
cimentos e o forneetmento de ambulancias aos
oavios, constando o receituario e as ambulancias
dos formularios que existem francos na secretaria
desle conselho, para serem vistos por quem an-
tes queira consulta-Ios, e os servigos de barbei-
ro, do corte de cabellos, sangra, barbeamento,
applicagao de bicha e ventosas (foroecendo-as
o contratante} raspamento de cabega e tirimen-
to de denles.
Em 22.
Por tempo de tres mezes, findos em setembro
do correnle anno.
A lavagem de roupa das ditas enfermaras, com-
panhia de aprendizes* artfices, e da maruja do
arsenal de marinha, bem como o fornecimenlo
das seguintes pegas de fardamento :
Para a dita companhia de aprendizes artfices.
Bonet do uniforme, dito para o servigo, lenco
de seda preta, frdela do panno azul, caiga de
dita de brim braoco, dita de algodio azul, blusa
do mesmo algodio, sapatos, camisas de algodio-
zinho branco, sacco, colchio e travesseiros de
linlio. cheios de palhs, lencos e fronHfs de algo-
diozioho branco, colcha de algodio e cobertor
de lia.
Para os imperiaes marinheiros e aprendizes ditos.
Donis de panno, camisa de brim branco, dita
de algodio azul, caiga de brim branco, dita de al-
godio azul, lengo de seda preta, farda de panno
azul, caiga de dito, sapatos e sacco.
Para os fusileiros navaes.
Bonet de palla e chapa, caiga e farda de panno
azul, caiga e camisa do brim branco, grvala de
couro, sapatos e polainas de panno.
As propostas, em cartas fechadas, mencionarlo
os nomes dos jladores, e nio podem referir-se a
mais de um contrato, que o respectivo subscripto
declarar qual seja para a necessaria separagio
no acto do rcebimento.
Sala do conselho de compras navaes, em 8 de
junbo de 1861.0 secretario, Alextndre Rodri-
gues dos Aojos.
Por esta subdelegada foi apprehendido um
cavallo pedrez : a pessoa que se julgar com di-
reito a elle, comparega na mesma subdelegada.
que pro'ando cora documentos legaes, Iha ser
entregue. Subdelegara de Muribeca 13 de ju-
nho de 1861. Jos Antonio de Albuquerque,
subdelegado.
Conselho de compras navaes.
Nio tendo apparecido concorrentes para o con-
trato hoje, como foiannunciado, de foroecimeoto
no trimestre prximo de julho a setembro, de
cal branca e preta, lijlo de alvenaria grossa, ce-
mento claro de Bolonha, e pedras brutas, tanto
de alvenaria como de cantara, manda o conselho
fazer publico, quo esse contrato acha-se em con-
secuencia transferido para o dia 21 do correte.
Sala do conselho de compras navaes, em 15 de
junho de 1861 O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Pela subdelegacia de S. Jos do Recife se
faz publico, a quem interessar possa, que no dia
8 do correte fora aprehendido por esta subdele-
gacia um auarto pedrez ; e que hoolem o crou-
lo Lourengo Pereira do Carmo trouxera a esta
mesma subdelegacia um bahu de flaudres, euraa
caixa de chapeo, declarando serem estes objectos
pertenceotes a um passageiro do raporvin do
do norte.
Subdelegacia de S. Jos do Recife 18,de junbo
de 1861. Jos Antonio Piolo.
theatrt de S. Pedro de Alcntara, ote,, dar
espectculo no dia cima meneienedo.
Depois que es Srs. profesoere da orehoslra
execotarem orna linda ouverlura, O RE DO
FOGOtem a honra de se a presentar pela pri-
meira vez ao reapeltavel publico de Peraam-
buco.
Representar seos extraordinarios o dlfftcullo- 1
aos trabalhos, qes serio divididos em quertro par- j
tes, que sio:
Gymnasticas e prveteos;
Magnetismo ou suspenso de um menino no ar ;
- E os seus extraordinarios trabalhos de fogos.
Os bilhetes de cadeiras e platea acharase
venda as seguintes partes: na ra Nova n. 32,
e Da loja de Medeiros, no hotel Trovador roa
larga do Rosario, ra do Crespo n. 4 loja do Sr.
J. Falque.
Camarotes e resto dos bilhetes no escriptorlo
do llieatro d'Apollo.
Principiar 61 7 1/2 horas da noite.
Avisos martimos.
FMA
Maranho ou Para
segu o veleiro brigue escuna Graeiosa, capi-
tao Joio Jos de Souza : quem pretender carre-
gar, queira entender-se com Almeida Gomes, Al-
ves & C., roa da Craz n. 57.
Rio de Janeiro
segu com tola a brevidade a barca MathiMe
por ler metade do seu carregameoto engajado :
para o restante, trata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, ou com o capitao
Jos Ferreira Pinto.
uuu.
O patacho portuguez Mara esperado da
Babia a todos os momentos, e seguir em poucos
das ; pode ainda receber algaras carga e psssa-
geiros: traase com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n, 6.
Para New-York.
Vai sahir em mui poucos dias o veleiro pata-
cho americano L. C. Walte, capitao Dubois,
recebe passageiros, para o que tem excellentes
commodos, a tratar com os consignatarios N. O.
Bieber & C. Successores, ra da Cruz n. 4.
vazioa. rolbas e rolhes, folies para ferreiro a
muilos ostros objectos ; nesta mesma occasio
exporo a venda :
Licores de diversas qualidades.
Vinho de champanhe.
Fructas em conservas.
LEILAO
DE
22 carracas e 2 carros
americanos,
Terca-feira 25 do corrente.
Antunes far leilao no dia anima designado da
22 carrogas e 2 ricos carros americanos com to-
dos os seus pertences, no armazem alfandegado
do Sr. bario do Livramenlo no Forte do Mallos,
os quaes serio entregues sem reserva de prego.
O leilao principiar sll horus em ponto,
LEILO
Quinta-feira 20 do corrente.
PELO AGENTE
DE
70 canastras com alhos de 100 maungas.
4 barris com toucinho.
6 barricas com nozes.
20 latas com tabaco simonte.
Urna porco de saceos vazios de farinha de man-
dioca.
O referido agente vender em leilao publico
por conta e risco de quem pertencer os diversos
geoerosadma para liquidajo de factura, em um
ou mais lotes a vontade : quinta-feira 20 do cor-
rele pelas 10 horas da raanha na porta do ar-
mazem do Sr. Annes defronte da alfandega.
LEILAO
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MlilNIfKS ITOffil.
O vapor nacional Paran, commandante o ca-
pitio tenente Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezio, esperado dos portos do norte al o dia
22 do corrente, o qual depois da demora do cos-
lume seguir para os porlos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder cooduzir a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 3
horas da tarde, dinheiro a frete, encomraendas e
passageiros at o dia da sahida as 3 horas : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Lisboa.
O patacho portuguez Mara da Gloria preteoe
de sahir no dia 29 do corrente por ler o seu car-
regamento prorapto : para passageiros soment-
trata-secom os consignatarios F. S. Rabello &
Filho, largo da Assembla o. 12.
Para o Rio de Ja-
neiro
A veleira barca nacional Iris seguir no dia 25
do correte, recebe alguraa carga mila, e escra-
vos a frete traU-se com Antunes uimaries & C
no Forte do Mattos, trapiche do bario do Livra-
menlo n. 15.
Para Lisboa e Porto.
Dever seguir com brevidade a barca porlugue-
za Formosa de primeira marcha, que deveche-
gar uestes dias do Rio de Janeiro : tem excellen-
tes accoramodacoes para passageiros, e acha-se
prompto quasi lodo o carregameoto. Para o res-
tante da carga e passageiros, trata-se com Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho, largo do Corpo San-
to, escriptorio.
Quinta-feira 20 do corrente.
Augusto Cesar de Abren far leilao por inter-
venido do agente Pinto, do mais completo e va-
riado sortiroenlo de miudezas e perfumaras in-
glesas, francesas e allemies : quinta-feira 20 do>
corrente as 10 horas em ponto, no seu armazem
ra da Cadeia n. 36.
Babia*
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Quinta-feira, 20 de J uulio de 1861.
Recita extraordinaria livre de as-
signatura.
Achando-se gravemente doente o actor Ma-
noel Joaquim Mendes, esendo acnnselhado por
alguns mdicos fazer urna viagem Europa,
como nico remedio sua enfermidade, o era-
prezsrio o auxiliou com o producto desta recita,
adra de que possa elle quanlo antes levar a elid-
i o meio aconselhado de alalhar o mal que pro-
gride, e conservar sua til exislencia. E', pois,
para lio justo fim que subir scena o espect-
culo seguidle :
Logo que a orchestra executar a excellente ou-
verlura grande orchestra
La Reine d'unjour
representar-se-ba a sempre muito applaudida
opera brasileira em tres actos.
A escuna nacional Carlota, capitao Luciane
Alves da Concedi, sahe para a Baha em pou-
cos dias, para alguraa carga que ainda pode re-
ceber trala-se com Francisco L. O. Azevedo, ra
da Madre de Dos n. 12.
Avisos diversos.
N5o tendo comparecido a ra do
Crespo n. 20 A, o Sr. Jos Mara de
Oliveira e Silva a despeito de repetidos
an nuncios publicados neste Otario,
scientifica-se de novamente ao dito Sr.
Oliveira e Silva, que nao se sabendo
ainda sua residencia, roga-se-lhe queira
ter a bondade de comparecer com bre-
vidade a ra cima supramencionada,
porque a permanecer o Sr. Oliveira e
Silva no proposito de despresar este avi-
so, visto como o annunciante nao pode
prescindir de patentear por este Diario
o motivo pelo qual o Sr. Oliveira e Silva
chamado.
Ccntrata-se com vantajosas con-
diecues algum Sr. sacerdote que queira
exercer o seu sagrado ministerio na ca-
pella de Gravata' freguezia de Taqua-
ritinga comarcado Limoeiro, a qual oi
edificada a extorcos do Sr. padre meslre
Ibiapina : tratase com Jos' Azevedo de
Andrade, na ra do Crespo n. 20 A.
Queijos do serto a 640.
Vndese queijo muito fresco a 610 rs. a /ibr/i
doce da casca de goiaba mutto Ono, caixes de 6
libras cada urna a'2;O, ditos mais pequeos a
900 rs., manteiga ingleza flor alj a libra, latas
com peixe savel muito novo a 19400, ditas cora
peixe espada a goras a l-jl20, velas de esperraa-
cele superior a 700 is. a libra, conservas inglezas
muito novas, frascos grandes, a 800 rs.: na rus
das Crines n. 41 A, armazem da porta larga.
Bases sobre as quaes se deve laucar.
Bairro do Recife.
Chafatiz e bica do caes da al-
fandega. .
Dito da ra da Cruz. .
Dito da ra do Brum. .
Dito do Forte do Mattos e
bca.......2;898#8i0
5:365550
6:883$537
5:751#072
18:8980999
Baitrode Santo Antonio.
Chaiariv dolargo do Carmo. 8:474|150
Dito do largo do Paraizo. 6:986|172
Dito do largo do Passeio
Publico......3:3890652
Dito da ra do Sol. 3:176fr392
Dito da ra da Concordia. 3:1730993
COMPAMIIA PEMAflBUCANA
DI
Navegacao cosleira a vapor
0 vapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul no dia 20
do correrla as 4 horas da tarde. Recebe carga
at o dia 19 ao meio dia. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
9 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. I.
*ll
25:2900039
Bairro da Boa-Vista.
Cfcafariz do caes do Capi-
kwibe e bica do mesmo. 5:8170000
PHANTAS1HA BRANCO.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto,
OA HILUER POR DUAS HORAS.
Comecar s 7 K horas:
Ao publico,
0 actor Mondes, oio podendo passar bilhetes
em con**quena do nio lhe restar tempo para a
cobraaca dos mesmos, visto ter de seguir viagem
no primeiro vapor, roga aos seus amigos em par-
ticular e ao publico em geral hajam de espont-
neamente concorrer i este espectculo com o seu
bolo philantropico, recebeodo em retribualo da
sua beneaceacia a eterna gratidio do enfermo ne-
cessilado.
THEATRO
/ k/iLV.
. COMPANHIA PERNAMBCANA
DK
Mavegacao costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
ca o do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor tlguarasj, commandante Moreira,
sahiri para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 5 horas da larde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas : escriptorio do Forte do Mattos o. 1.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregameoto prompto, para o resto
que lhe fall trata-se com os seus consignatarios
Azevado & Mondos, no seu scriptorio ra da
Cruz n. 1.
Unio Beneicente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente scienliQco aos se-
nhores socios effectivos qne hoje 50 do corrente.
is 6 horas da tarde, haver sassio da assembla
geral no palacete dg caes de Apollo para possa
do novo conselho. Ouiro sim foi decretado para
realisaco do grande debito ds mensalidades que
alguns socios se acham a dever, que at o dia 29
do correnle nao ficarem quites se applcar a
pena do art. 55 3. dos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneicente dos
Martimos, 20 de junho de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
t. secretario.
Algodo de duas
larguras a SO
rs, a vara.-
Proprio para toalhas e teeses, por ser muito
largo e pelo preco : na ra do Queimado o. 19.
Linha de roriz.
Vendom-seaa linhas de roriz em porcao e
retalho, e por menos do que em outra qualquer
parte : na ra da Cadeia do Recife n. 50, primeiro
andar.
A vista faz f.
Vende-se gigos com batatas muito novas, com
40 libras pelo diminuto preco de 19500 ; na ra
do Amorim, armazem n. l.
D. Anna Francellina da Cunha, declara qus
por fallecimento de seu marido, Antonio Jos da
Cunha, a sua casa na ra do Livramenlo n. 30.
continuar anorta, tio smenle pata vender dro-
gas, e nio aviar receitas.
Rjga-se ao Sr. Theodoro Jos Pereira la-
vares morador em Pedras de Fogo, e ora-assis-
tenu neata praca, que queira vir a rua Nova n.
25, tratar de um negocio do seu ioteresse com
Santos Camioha & Irma.).
2S
Leiloes.
Um s grande e extraor-
dinario espectculo
Sexta-feira, 21 de juua e 1861.
Luiz Pisler, natural da Polonia, que j (em ti-
Sexta-feira 21 do corrate as
40 horas eui ponto.
Almeida Gmms, Alvos & C. farSo leilao por io-
tervencis do agsois Pinto, eu sau armazem rua
da Cruz o. 17, dos seguintes objectos a saber;
Pianos
Saondsra Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo ros recentiment't
Mangados dosbem eonhecido e axreditadoafar
batalles l Broadwood 4 Sonsde Londraa
mniU oroprisoara atelima
Or. Oebroy, dentista, snecessor do Sr. Pa-
lojaigaour, avisa ao rsspoiuvel publico quo chs-
tri em Pernambuco oq mez do abril o tt
unb.0.
f.


m
DUfUO DI P1WUWICO. *- QUIMA FEHU SO D JOSBO DE 1861.
3000caca0 Etjpo g trap frica
Por deliberado tomada em sesso da assem-
kla feral de 16 do correte, se raandou convocar
a reunio de todos 01 Srs. socios effectivos em
geral, para virem lomar parte na importante
queslio da continuado desta Asaociacio. em
vista das novas leis e regula metilos que baixa-
ram do ministerio da fazenda e que alTectam aos
interesses de todas as sociedades. A assembla
eral desta associaclo no deseio de que todos os
Srs. socios effeclivos tomem parte em lemelhan-
te negocio soticiiimente os convida a que com-
parecam a sesso que marcou para sexta-feira,
21 do crreme, s 7 1(2 horas da noite.
Secretaria da Associac&o Typographica Per-
nambucana 17 de junho de 1861.
J. Cesar.
1 secretario.
Atteocao.
Santos Camioha & Irmos, estando na liqui-
darlo da massa de Camioha & Filhos, pedem aos
respectivos devedores o especial favor de que-
rerem vir, oh mandar satisfaxer-lhes as impor-
tancias de seus dbitos, em seu escriptorio na
ru Nova n. 25. E porque a firma Camioha &
Filhos tivesse urna sociedade com o Sr. Candi-
do Nunes de Mello, a qual foi dissolvida em 31
de outubro de 1859, e ficassem perlencendo re-
ferida massa de Caminha & Filhos (odas as divi-
as activas contrahiJas para com tal sociedade
al essa dala, o. annuncianles aproveitam a oc-
casio para dirigirem o mesmo pedido esses
devedores, scien(Ideando tanto estes, como
aquelles, que s aos mesmos annunciaotes, ou
pessoa por elles expressamente autorisada, po-
dero satisfazer seus dbitos.
Aviso.
Consultorio medico-cirurgico
3~1\\3\B\ GLORW CiVSA. DO FPTOiVO--a
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudaaca para a sue nova residencia, o propietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejoque tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
ueohum outro, visto o grande crdito de que samare gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precauco de inscrever o sen nome em todos os rtulos, devendo aer considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem .presentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sim : acabe de receber de Frange grande porco de linclurs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cajas propriedades sao to conhecidaa que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em tincturas cuslarao a 10 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieales para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operario, afflaoQaodo qae serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que tem tldo escravos na casa do anounciante.
A .ilu.co magnificada casa, a commodidadados banhos salgados sao outras tantas vaota-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes. *
As pessoas que quiterem fallar com o annunciante devem procura-lo de manha al 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e foTa destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderlo en-
tender : ra da Gloria n. 3 casa do Fundao.
Dr. Lobo Moscoxo.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro
\3nieo deposito na botica de Joaquim Martinuo
da Gxwl Correia & C, raa do Catinga n. II,
em Peraambneo.
H. Thermes (de Chalai) antigo pharmaceulico aprsenla boje urna nova preparaco de ferro.
l'recisa-se alugar um eacravo mensalmente :
na njjk dos Pires n. 42.
l'recisa-se de um bom cigarreiro : na ra
nova de Santa Rita o. 65.
Ao barato.
Por 500 rs. o cento de papis de co-
res cora estalos para sortes de S. Joao e! com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
S. Pedro, vindo de Pars pelo ntvio! ..... P,tecfr publi "? lu^ emPre8-e um mesmo nediumeDlo debaiio de formulaj lio
francez Adelle : na ra da Cruz n. 21. S dK? maSOhomem da 8c,encu compr.hendeanecessidadeeimport.nci.de urna tal varie-
Pede-se por favor ao Sr. Geraldo' .A 'nula um obpcto de muita imporUocia em therapeotic. ; um progresao immenso.
Crrela Lima morador no pateo de S. j ffs? pira' SST^ySS^ tX3S&SH?m* "*' P8?el P"8 t0daS "
Pedro que va a ra larga do Rosario u. i Das numerosas prepmces de ferro at hoje coohecidas nenhuma reine to bellas qualida-
5 acabar COm O negocio que O Sr. nao como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
ipnora isto muta 'frlii.t quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolucao no estomago, de modo que completamente
ignora mo nestes O Otas. | assimilado ; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em sua compoaico, a conslipaco de
a praca j annunciada de bens penhorados ventre to frequentemente provocada pelas outras prepancesferrogioosas.
?*, h hs^LT1?1 !? 5" hje S ,0 h" v Estas novas qaalidades emnadaalLram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
ras da manhaa, na sala das audiencias. substancia da qual o medico se nao pode dispensar ero sua clnica, de iocompVravel utilidade
^A/aiAlftiA HliiminniaPA JE/SIfl furnjulaue lne d6. propriedades taes que o ortico o possa prescrever sem receio. E" o
LjlltMldUB tiillw llISC. 1ue.coseg|'100Pl"lr?laceticoThe.mescomaprepiracaodo citro-lactato de ferro. Assim este
uvvivuuuv i lUUIlUtUOU. i medicamento oceupa hoje o pnmeiro lugar entre as numerosas preparares ferroginosas, como o
Fica estabelecida nesta corte urna sociedade allesta a pratica de mu tos mdicos distinctos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
denominada Fluminense, da qual gerente men8 proveito as molestias de languidez (chlorose pallidas cores; na debilidade subsequente as
Luiz Gomes de Mello, com escriptorio na ra do ?rL-i*5 "' D" hydroPesl"1oapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
Sacramento n. 9. por emlldade, as perolas brancas, na escrophula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
Ahise encontrar todos os dias das 9 horas da conT8lescenciadas molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
manhia s 3 da tarde. en? clue ""gue se acha empobrecido ou viciadu pelas fadigas effecces chronicas, cachexia tuber-
Incumbe-se, por conta da sociedade, de neg- ?.?*" c>ncr088i8yP"ililica, excessos venreos, onanismo e uso proloogdo das preparacoe. mer-
cios forenses pertencentes Relacio. Tribunal do
curiaes.
Commercio e supremo Tribunad Justiga, e de H- Es,8senf"midades sendo mni taquales e sendo o ferro a principal substancia de que o
quaesquer cobraocas ; negocios administrativos S-iCk-?m_?. 2?". ""P"* as d.eDelar. author do citro-lactato de ferro merece louvores e o
do ferro.
e de solicitar ttulos, pagamento em todas as re- "c?^cimento da humanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
partices publicas, e bem assim de quaesquer
negocios perante a cmara ecclesiaslica.
Para os negocios forenses tem habis advoga-
dos, em cojo numero se conla o Exm. Sr. conse-
lheiro Nabuco de Araujo, solicitadores, e para os
oulros, agentes intelligentes e fiis. ,
Esl para alugar-se a laja do sobrado atraz
da matriz de Santo Antonio, e a da ra das Cru-'
zes n. 9; quem pretender, falle no sobrado de
dous andares n. 9, quem vai da ra do Queimado
para S. Francisco, lado direito. No mesmo so-
brado ha para vender-se o melhor fumo que ha
de Garanhuns.
O antigo mestre da lingoa ingleza ainda
contina a dar lines particulares, pelo systema
de Olendorff, actualmente adoptado em os pri-
.meiros collegios dos principaes capilaes da Eu-
ro : a graude vantagem para o discpulo incon-
lestavel, pois que, principia logo a fallar, escre-
ver, e traduzir dita lingoa.O annunciante podo
ser procurado at as 9 horas da manha na ra
da Gloria n. 83
Anlonio Caetano de Medeiros Amorim re-
lira-se para a ilha de S. Miguel
ARTES
SOCIEDADE
DAS
MECHIFICAS E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
O secretario desta ociedade faz publico a to-
dos os tocios que nao comparecern a sesso do
da 18 do correte, que na ausencia do Sr. Joo
de Brito Correia, S3 acha na presidencia de mes-
ma o Sr. Antonio Firmo da Silveira.
Secretaria da sociedade das Artes Mechaocas
e Liberaes de Pernambuco em 20 de iunho de
1861.
Simo de Souza Monleiro,
i.* Secretario.
Recreio saudavel.
H ft--1Ua Hireita-N. t8
O proprietario deste arroazem participa aos seus numerosos freguezes, assim eomo sos ae-
nhores amigos do bom e barato, que se acha com um grande sortimento de genero, os meLbore.
que tere vindo a este mercado ; este estabelecimento offerece grandes vam.gena ao publico, nao
s na limpesa e asseiocom que se acha montado como em loommodidade de preco : aoaixo trans-
creve algumas adicoes de pregos, por onde ver o publico que vende baralissimo, altendendo as
de boas qualidades dos gneros: manteiga ingleza e muito boa qualidade a 720,800 e 1 cha hvs-
son muito fino a 29 e 3$ por libra, espermacete muito fino a 680 por libra, em caixa s'e far al-
gum abalimento aletrla, macarro e talharim a 400 rs. a libra, doce de goiaba muito Gao a 800 e
IJJOOO, toucinho de Lisboa muito novo a 320 por libra, em porco se far algum abalimento bola
chinha de soda e de outras mals qualidades em latas a l500,|chourcas muito novas a 640 a li-
bra, latas com savel de posta, frita de escabeche o melhor que ha uo mercado a i400 banha d
porco refinada muito nova a 480 a libra, caf de escolha|do melhor que ha a 240 e 280 a libra a
300 rs., latas com duas libras de marmelada do melhor autor em Lisboa a 1S400 e 1500 latan
comfructas de Portugal em calda as melhoresque vem ao mercado a 640, conserva inVleza do
melhor autor muito nova a 800 rs. o frasco, cervejads melhor marca qae vem ao mercado Vr-
rafa a 500 rs.. arroz do melhor que haneste genero a 100 e!20 rs. a libra, farinha do Maraolilo
a maisina possivel a 200 rs.. sag a 400 rs., sevadinha de Franca a miis nova que ha a 320
vmho do Porto dos melhores autores, duque do Porto verdadeiro fino a 2 por garrafa dito do
Porto a 1S 1*200 e IffiOO. gomma muito fina propria para'.engommar 7 120 ra.toor libra em
porao se far algum abatimeoto,traques de n. 1 a flOO rs. a carta, azeile doce a 720 idm de
coco a 500 rs dem de carrapato a 500 rs., vinagre de Lisboa do melhor que ha no mercado a
320 rs. a garrafa, vinho do Porto de pipa a 1 e800 rs. a garrafa ; alem deH mullos mais genSoS
que aqu nao menciono, os quaes o publico achara no mesmo estabelecimenlo. garanlindo auali
dade. vendidos no mesmo armszero. assim j poder ver o publico que pode mandar suas en
corameodas mesmo por pessoas menos entendidas, que promptamente sero servidas com toda
atteocao do bom o barato, s na esquina do becco da Penha.
AVISO.
Aluga-se a serrana do caes do Capibaribe, por
baixo do sobrado que fica nos fundos da casa do
Sr. Pugy : a tratar na ra estreita do Rosario nu-
mero 5.
Lila preta,
boa fazenda. a 280 rs. o covado.
Cortes de casemira de cor una a 4$. ^
Ditos de collele de gorguro, bonitos padres, a
2&000.
Panno lino superior, cor de azeitona, a 4JM)00 o
covado.
Casemira preta Tina a 2j> o covado : na ra do
Crespo n. 10.
Veode-se a taberna da travessa d.s Crutes
n. 11 : a tratar na mesms.
418000
a lata com 2 libras de marmelada do Rio Grande:
na praga da Independencia n. 22.
Lojade miudezas do leo de
ouro, rua do Cabug n. 2 c.
Vendem-se sintos de gorguro duurados, che-
gados ltimamente no vapor francez, pelo bara-
tsimo prego de 2*; a elles, antes que se aca-
ben), que s na loja do leo de ouro ha quem os
pode vender por eue preco.
Pechiocha
sem igual.
Ricas g9llnhas bordadas de traspasso, cam-
brsia muito fioa pelo diminuto preco de 3*600,
golliohas de cambraia bordadas pelo diminuto
preco de 1$500, camisas completas, teodo golli-
Dha, camisinha e manguito, pelo baralissimo
prego de 40, ricos manguitos de cambraia fina
pelo diminuto preco de 2*. ricas camisinhas com
golliuha pelo diminuto prego de 2*800 ; na ru.
do Crespo o. 7, esquina da rua do Imperador,
loja de Guimares & Lima.
Goes ( Basto.
Rua do Queimado numero 6.
Receberam grande porgo de la para vestido
com ricos padroes, tanto de quadros miudos, co-
mo largo, bem matizados, que para acabar esto
vendendo a 240 o covado, daodo-se amostras
coa penbor.
ANOVALOJADO PAVAO
NA
Rua da lmperatriz n, 60.
DE
Acaba de receber pelo ultimo vapor francez as fazendas seguintes, as quaes se vendem mais
carato do que em outra qualquer parle :
Organdys de bellissimos padres muilo finos a vara 1*.
Gro.denaples azul, cor de rosa e amarello fazenda fioa e de muilo corpo o covado a 2.
unos lavrados o covado a 2$. .
Mimos de seda da ladia o mais moderno para vestido o covado a 1280
Dilos de laa fina e de padroes muito galantes a 800 rs.
Manteletes de fil prelo com bico largo a 7f.
Ditos de fusto branco muito bem enfeitados a 8*.
Chales de merino estampados com lista de seda muito finos. -
Tarlatanas de todas as crese muito fioa a vara a 800 rs.
Cortes de tarlatanas com salpicos cada ura em seu carlo a 6$.
Cimisinhas com golas e manguitos para seohora que tem goslo a 6*.
Um grande sortimenlo de saias balo para seifhoras e meninas.
Ura grande sortimento de saias balo muito ricas cora babados a 10*.
Pegas de capas bordadas cora 81|2 varas proprias para cortinado a 2S500
Lindos chapeosziohos de merino bordados para meninos e meninas costo inalez a 5
Cassas francezas belisiimos padres a vara a 500 rs.
Um completo sorlimepto de chitas francezas escuras e a legres e padroes bonilos a 220 240 260
e Ou rs.
Ditas muito superiores o covado a 320 rs.
Ricos enfeltes para cabega de seohora.
m .- Pe l2d,1S ." fazeDdas "I"!1 mencionadas se do as amostras deixando ficar penhor- assim co-
mo se mandam levar em casa das familias que quizerem fazendas em conta e de bonitos gosto.
Collares medicinaes anodinos
Para as dores da dentico, accessos.
convulsoes, febre.s e outras enfermidades das criancas
fifi si, f mni (if gi7|.)
0 Illm. Sr. Borcliell illio, seceessor e nico proprietario en Londres.
e y i1,11,??.16' inf,,ilff1 remed) (f0 aPPro'd<> em Londres a 10 de Janeiro de 1715 por
MPDSITTi USUBAIL
MIMM1 1PMT aHiH)
SO NO PROGRESSO
DE
raaww l limar
la rso da l'cnlia
Neste muito acreditado armazem de molhados
continua a vendei-se os melhores gneros que ha no mercado, Unto em porco como a reUlho e
por muilo menos prego de que em outra quaiqaer parte, porserem vindo. a m.ior parle delle em
direitura, porconta do proprietario, por isso em vista dos pregos dos gneros abaixo (mencionados
poderao julgar todos os mais, afiancando-lhe a boa qualidade.
^arf?7o??s i,l*lexa PwMtante tlor. w .. Ubrai, em oar
Manteiga traneezamUhor qM h, no mercad0 7M*r8> a libltm
os meWioes que ha no mercado Tende.se, ,.,utlid,de a3a000
2" diUa a 2S500, 3- dilta a 2*000, e prelo a 1$600 a libra. q""* 3*'
-4 *j*eh**adoi nMU uUinB0 TPr da Europa i 2*800 rs. dito, che-
gados no vapor passado a 1S800 e 1600 n. -----"
i.. iT os melhores que Um vindo a este mercado por seram muito frescaes a
640 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Amendnas eonteltadas nroprias nata sottes de S.
a IftOOO rs. a libra em porgo se far algum abalimento.
Bollo francez a 500 rs.
par. man.no. s no Prgre.Yo. C"la ele,ntemente enfeitdo'. Proprios
Bocc da casca de goiaba. a| 0 caua0i em porsao, 800t8> no progreso
n^ ro reo T C em ***** de 2 llb"S muit0 enreitadas ***<*> "na, .
L*mme0,ttb0^e^i,,lM"de4 -- L- '
1840. assim como tem lattas de 8 libras por 3$000, ditti. com 4 libras por 2S00O rs. s no
* rogicsio
i ^a ae lmate em lala8d01 Ubrat por 900 r3> e em ut8S de 2jUbris por 1#600 r8#
U A e 0 maig 8Uperior que tem Tndo a eJte mercado a 900r8 ,ibrJU
Bolacninna ingleza Blll0 nova a3O00, batriCi>6 no Progresso.
cffm2lsfTa,?X,S ln8leiaS recmente cheg.da, a 800 r.. o fras-
^co em porco se faz abalimento.
Fassas em eaixinnas de 8 libras
. v amf a8 meihores qu tem vndoaeste
mercado por serem muito grandes a 2g800 rs. cada urna.
^.SSSS^ SUBCTl01r "" U ^00 rs. a libra, em caixa se f.ra algum
*U2; maCaTtik0 e ^^rim m r8 libra em eaiXM de um. ar-
roba por Bp.
L.r\iina& iracezas em lattag de 1 libta a 640 rs 18 no Progre880>
Latas com peixe de posta da8 meIbore, qualidade9 que ba em Porl como
sejam savel, congro, sarda, peixe espada.ijvezugo, etc. etc. a 1J400 rs. cada urna.
^ztitonas mnito no\as a imo 0 barrili em garraf.. m rs
Palitos de dente lUados emmoihoscom 20 maembo. Por 200 r..
Tracto es deste anno, 180 rs., wrl e em eaixa com 40 cart g^
no Progresso: r ^^ '
aerveja dag mai8 acre(jitadas marcas SSOOO a duxia t retalho a 500 rs. a garrafa.
liliampanne muito superior a 2&000 rs. a garrafa, em gigo por 18&000 r.
J.*! eDSar,PaaA0S diS geguinteg quaa.deg, pono. Feiturla, ditto Bordeaux,
dilto Muscalel, a lf a garrafa ; tambem tem vinho Chores para 2*000 rs. a garrafa.
""~ P'r*.em ipmposicao Porto, Fgueira.Lisboa, a 640 rs. em caada a 49500.
Presunto de fiambre inglez muil0 n0vos. soo rs. m.
PreZniitO de LiamegO 0 que ha de bom nesle genero a 480 rs. em porSa a 400 rs.
LUOUriCaS C palOS a 560 a|librS em barrii com 6duzias de paios por 108000.
T oncinbo de Lisboa 0 mai8 novo que ha no mercad0 320 r8., libra<
Banba de porco refinada amal8alTaqiie pode ha?er a480r5 alibra 6 em
barril a 440 rs.
Amcndoas de casca mole. 480 r8. libra e em pors5o se far algum abal.
ment, no Progresso do pateo da Penha n. 8.
Alm dos gneros aonunciados encontrar o respeilavel publico um grande sortimenlo de
ludo quanto bom e barato. A
Roubo.
Hontem pela manha, na chegadado lyuarass,
em quanto o passageiro pagava o bote desappa-
receu um bah de flaodres com roupa, e varias
cartas e urna caixa de chapu : roga-se a pessoa
a quem fdr isso offerecido de aprender e mandar
parte na rua do Jardim n. 10 ou na rua Nova n.
56, que gratificar generosamente.
O calumniador da Ga-
punga.
Queixando-se cerlo mogo, conhecido com o no-
me de Mozinha, que lhe haviam furtado um car-
oeiro, teve o atrevimenlo de culpar a oito pes-
soas nesse crime, sendo muitas deltas de nasci-
mentos e aces mais nobres do que o dito Mo-
zinha, sem se lembrar do art. 229 combinado
com o arl. 236 2 do cdigo criminal, e das pe-
nas que impoe o art. 232 do dito cdigo, e por
este pedimos, os calumniados.que o referido M5o-
zinha se deixe de calumniar pessoas que mere-
cem melber reputagao do que elle proprio. e se
devirla com mais decencia em matar caroeiros e
porco, retalhando ao publico, e vender seus vio-
tens de cachaca, que tirar melhor resultado, do
que andar levantando falsos a quem nem delle
se lembra.
Os calumniados.
SOCIEDADE
IMO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente convido a todos os
senhores socios effectivos para a sesso extraor-
dinaria da assembla geral no da 20 do correte
s 6 oras da tarde, visto que se tem de submet-
ter a approvaco do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia os estatutos, junto com a acta da sesso
em que foi deliberado se a sociedade deve ou oo
continuar a existir vista da lei e regul.me^tos
que do misterio da fazenda baixaram o anno
pretrito.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Artistas Sclleiros em Pernambuco 17 de iunho
de 1861.
Joo Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Caetano Jos de Brito, subdito portuguez,
relira-se para o Rio Grande do Sul.
Precisa-so de dous trabalhadores de pada-
ria, que eotendam perfeitamente do trabalho da
me.ma: a tretar na rui larga do Rosario nume-
ro 18.
Virginia Romsgooli Ferrari e sua mi Ju-
dilh Romagooli, italianas, reliram-se para o sul
da imperio.
Precisa-se de 800g, daodo-se por hypotheca
urna propriedade: quem quizer anuuncie para
ser procurado.
Braz Imbrota, subdito napolitano, retira-se
para a Europa.
Vctor Imbrota, subdito napolitano, relira-
se para i Europa.
Vicente Farche, subdito napolitano, retira-
se para a Europa.
Retira-se no patacho Lima para a ilha de 8.
Uiguel, tfalhilde de Jess, sua filha menor Ce-
cilia Julia.
Rival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos as seguintes fazendas
todas em bom estado :
Caitas de agulhas francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alfioetes sonidos francezes a 80 rs.
Gaixas de clcheles francezes a 40 rs.
Cartcs de clcheles francezes a 20 40. 60
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2$50O.
Dita de ditas a 24o.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Mafso de grampas muito boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapalos de tranca de laa a 1 S- 40.
Ditos de ditos de dita de algodo a lj.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alfioetes finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs.
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Dilos de extracto muito fino a 500 e 10.
Dilos com muilo boa agua de Colonia a 29000 e
2500. r~^
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Sabonetes muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a 1$.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
Precisa-se de umeaixeiro para urna taberna
na Victoria : a tratar na rua Direila, padaria
n. 84.
Os bilhetes da 19 loteria do recolhimento
de Santa Thereza do Rio, pertencentes socie-
dade Feliz, sao os seguintes : um bilhele de n.
5148, um meio de n. 4417, dous quartos de n.
3484 e 4650.Alcntara, 1. procurador.
Aluga-se urna crioula moga, sabe eogom-
mar. coziuhar, ensaboar soffrivelmente ; quem a
quizer alugar, procure na rua da Roda o. 23, pa-
ra ve-la e ajustar.
Quem precisar de orna ama para engom-
mar, coser, e para outro. serrinos de Asa, diri-
ja-se a rua Augusta n. 47, que achara com quem
tratar.
Acha-se contratada por compra a casa do
pateo do Terco n. 22, pcrtencenlea D. Anna Fe-
licia de Souza Rangel e Miguel Paulo de Souza
Raogel : quem se julgar com direito a mesraa,
annuncie no prazo de tres dias. Recife 20 de iu-
nho de 1861.
Na rua da Hoeda u. 5, tem para vender su-
perior cal de Lisboa em pedra, afianca-.e a boa
qualidade por ser muilo nova, chegada ha pou-
cos dias, por barato preco para acabar.
Desappareceu no da 18 do crrante urna
negra de nome Isabel, com 37 annos de idade,
com muito bonita figura, parece ser de menor
idade, e oservico que oceupa na casa da seohora
de copeira ; desappareceu tambem um negro de
nome Rodrigues, crioulo, consta que ambos fazem
aposento na praca da Independencia ; o egro
levou camisa branca, caigas de algodo azul, cha-
peo de palha, bem feilo de ps : qu.m pegar,
fica favor de levara rua do Imperador o. 17, ter-
ceiro andar, que ser bem recompensado. Neala
mesma casa d-se dinheiro juros a tres por
ceolo.
A pessoa que aonuncion querer- 800*000,
dando por bypotheca um predio, sendo que cu-
bra a quantia, e que esteja deaemb.racado, diri-
ja-se a rua Imperial, casa n; 170.
Vendem-se
os livros seguintes : nova bibliotheca dos Brega-
dores em 15 volumes, elementos do direito ec-
ctMiaiUeo, diccionario theologico, o defensor da
SrTvl!',0S. csa80i de ""ciencia de
Benedicto XIV, in.tituicoe. litrgicas, o a.sessoc
forense 2 vola, manual abreviado do cidado
melhodo de violo de Carulli, atlas geograuhic
em ponto grande, diccionario francez com pro-
nuncia por Fonseca em 2 vols. : na loja d#enca-
derna$ao de hvros, junto a igrej da Congre-
Vendem-se
quatro quadros com lindas estampas de santos em
ponto grande: na loja de encadernaco de livros
junto a igreja da Congregado, no pateo de Pe-
dro II.
Veudeiii-
dous carrinhos de mo novos, 2 pares de casiam-
bas i de ancoras de carregar mel : na ru. da
I'A'a0."*"**0 becco- Piando o do Carioca,
tenda de tan jeiro. '
n.Tye^de^Se .uma Uberna na cldadedeOlinda,
na rua dos Quatro Cantos, com poucos fundos,
propria para urna pessoa que queira principiar
por ser em um dos melhores lugares da cidade
assim como tambem se faz sociedade com urna*
pessoa que queira entrar com alguos fundos e
que tome conta por balango, visto a casa fazer
muilo bom negocio ; vende-se por seu dono nao
poder continuar por falta de saude, que em quan-
to o negocio da casa se mostrar a pessoa que a
pretender; tambem se offerece a vantagem de a
casa ter commodos para familia, sendo esta urna
vaotagem muito grande para quem a pretender :
quem quizer fazer este negocio, dirija-se a rua
do Nogueira, taberna n. 49, que se dir quem
faz este negocio.
E muito barato.
Manteletes de fil prelo muito superiores a 8a ;
na rua do Crespo n. 10.
Damasco de seda.
superior a 3500 ; na rua do Crespo n. 10.
~.0s s*>- abaixo declarados sao rogados a
dingir-se rua Nova n. 18, a negocio de seus
especiaes interesses.
Antonio Carlos Frederico Sera.
Antonio de Medeiros.
Americo Xavier Pereira de Brito.
Antonio Jeronymo Pioheiro.
Antonio Albuquerque de Hollanda Cavalcanli.
Antonio Candido Alvea Gomes.
Americo Veepucio de Hollanda Chacn.
Antonio Francisco da Cunha.
Anlonio Hachado Bittencourt.
Antonio de S Serro.
Alteres Antonio Ferreira Pinto.
Antonio Joaquim Fernandes de Azevedo.
Antonio Luiz Vieira.
Agostinho de S Guimares.
Antonio Gioga.
A viuva de Manoel Carneiro Leal.
Bernardo de AlemoCoelho.
Bento Antonio Domingues.
Belarmina Mara da Conceijo.
Caetano de Barros Wanderley.
Cbristia no Rodolpho.
Constancio Canuto Cesar.
Cesario Aureliano Ventura.
Cot Soares.
Dr. Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra.
r. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Francisco Affonso Ferreira.
Dr. Polycarpo Cesar de Barros:
Dr. Antonio Borges Leal.
Domingos Jos Marques.
Domingos Angelo da Silva Guimares.
Eustaquio Jos da.Fonseca.
Francisco de Paula Oliveira Maciel.
Flix Cavalcanli de Albuquerque Mello.
Filippe Dias Civalcauti.
Fraocisco de Salles Alves Corres.
Francisco Jos Virioo.
Francisco da Rocha Maia.
Francisco Carrilho.
Francisco de Salles Cordeiro Lins.
Francisco deJPaula Albuquerque Marauho.
Francisco Jos Alves de Carvalho.
Galdino Lopes de Oliveira.
Jorge Donnely.
Joo Paulo Ferreira.
Joo Ferreira da Fonseca.
Joaquim Correa de Araujo.
Jos dos Santos de Oliveira Mendooca.
Jos Joaquim de Figueiredo.
Jo. Ignacio Rodrigues.
Joo Jos Capistrano.
Joo Leite do Rodoval.
Joaquim Tavares de Mello.
Joaquim dos Santos Barraca.
Jeronymo Jos da Costa.
Jos Lourengo de Carvalho
Jos Cicilio CarBeiro Monleiro Jnior.
Jos Romualdo Gomes
Joo Thenorio de Albuquerque
Joo Ozorio de Castro Maciel Monleiro.
Jos do Reg.
Jos Leite de Albuquerque.
Joao Francisco Jos do Sacramento.
Joao da Cunha Henriques.
Jos Caetano Thaiter.
Jos Goncalves de Miranda.
Isabel Rebolja de Assumpco Oliveira.
Lino Pereira da Fonseca.
Luiz Candido Carneiro da Cunha.
Luiz Antonio Alves de Andrade Gueiro.
Lourenco Justiniano Pereira dos Santos.
Luiz Francisco de Belem.
Manoel Joaquim Corre, da Silva.
Manoel Joaquim de Paula Silva.
Manoel Joaquim de Mello.
Manoel Jos Fiuza.
Manoel Carneiro. m
Manoel da Ressurreico.
Manoel Joaquim do Reg Barros.
Nereu de S Albuquerque.
Olympia Senhorioha da Silva.
Padre Pedro Barbosa Freir.
Padre Francisco Peixolo Duarle.
Sebaslro Antonio Paes Barreto.
Theodoro Wander.
Arrenda-se um grande silio perto desta
cidade, o qual lem perto de mil psdearvores
de fruto sendo 800 coqueiros, mas ou menos, boa
olaria com porto de embarque a qualquer hora
de mar, sufficieote campo para plaulacdes ou
solta de vaccas ; tambem se vender ainda mes-
mo com prazo com as garantas necessarias: a
quera convier dirija-se a rua da C.dea do Recife
n. 40 Io andar.
O Sr. Antonio Rodrigues Gomes Jnior di-
rija-se a rua Imperiil n. 37 para receber urna
carta vinda da Bahia.
Francisco Jos Alves Guimares vai a Eu-
ropa tratar de negocios e deixa por seus bastantes
procuradores durante a sua viagem em primeiro
lugar ao Sr. Joaquim Jes da Cosa Fejozes, em
segundo ao Sr. Miguel Goncalves da Luz e em
lerceiro ao Sr. Joaquim Olinlo Bastos.
Aluga-se urna escrava para tedo oservico
interno de urna casa : na rua do Imperador n.
50 3o andar.
Antonio Augusto Nov.cs Vieira, subdito
portuguez, retira-se para Lisboa, a tratar de sua
saude.
O abaixo assignado empregado na pesca do
alto bordo, iodo um dos dias do mez de dezem-
bro prximo passado para sua pescaria, encon-
trou l fra no lugar denominado Oiteis um cha-
pro, e o cooduzio para trra, e at o presente
ainda nao spp.receu o seu dono, por isso faz
scieote por esta folha pblica par. quem se jul-
gar com direito ir ao porto de S. Jos entender-
se com o abaixo signado, e dar os seus sigoaes
e qualidade da madeira. Recife, 18 de junho de
1861. Jos Francisco da Silva.
Na rua do Queimado n. 33 A, loja, preci-
sa-se entregar urna carta .0 Sr. Joo Octavio *
Vieira.
Domiocio Chefone, subdito napolitano, reti-
ra-se para a Europa.
Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
ducto eque leoha escravos e animaes sufficien-
les para o trafico ,- tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convier ao senhorio r.ce-
ber era predios nesta cidade, que podem rendec
de Ires a qu.tro contos de re.; a quem convier,
annuncie para ser procurado.
Precisa-se alugar duas acera vas para todo o
servico ; a tratar na rua Direila n. 74.
Aluga-se o qu.ito andar do sobrado da rua
Nova n. 19 : a tratar na loja.


DIARIO DI PERNAMBUCO. i- QUWTl FURA 20 DE JUMiO DI 1861.
Convento de Santo Antonio.
! Ponderosos motivos obrigam a trans-
portando a abaixo assignada que Columbo Pe- ferir a festa do padroeiro para o dia 23
reir de Moraes e sua mi? a Sra. Francisca Joa- docorrente, e nSo para 24. como foi an-
quiua da Conceico preteadem dispor dos escra- ^..:j
que conservan em seu poder, perleaceotei
()
ittenco.
tos, que conservara em seu
o casal de seu finado marido o coronel Hanoel
Fereira de Moraes, pelo preseote faz publico que
pessoa alguma transija cora o mesmo Columbo e
sus mai a respeito de laes escravos, quer por
compra, hypotheca, ou por outra qualquer ma-
neira ; porquanlo a abaixo assignada pelo juizo
municipal de Olinda, escri*o Faria, move ques-
to acerca desses escravos, e j obleve sentenca
a seu favor; e pelo preseote protesta contra o
mesmo Columbo e sua mai por qualquer desca-
minho que delles faca, e contra todos que com-
prarem, ou por outra qualquer maoeira negocia-
ren! os mencionados escravos. Outro sim previne
aos Srs. tabellie e escrives de paz, que te nao
prestem i passarem eicriptura denatureza algu-
ma acerca dos escravos que fazem o objecto do
presente annucio sob as penas da lei.
Recie 14 de junho de 1861.
Brites Sebastiana de Moraes.
Francisco Jorge de Souza, desde selembro
de 1856, por vezes, e seguidas, tem pelo Diario
de Pernambuco aoounctado vender, ou permu-
tar o seu sitio do Arraial, com casa de commodos
de pedra e cal, estribara tambera, porgo grande
de fructeiras de varias qualidades, riacho perma-
nente de boa agua, terreno feseiro a quarenta e
tantos anuos, feito pelos primeiros administrado-
res, e assim mantido, e sanccionado pela ultima
administrago da Exma. finada a Sra. D. Mara
Elena Pessoa de Lacerda, como tudo consta dos
seus titulse mais papis respectivos: quera por
tanto quizer fazer um dos negocios cima annun-
cie, ou dirija-se ao dito sitio, e mesmo no Recite
no trapiche do Hamos, das 9 horas do dia at a
tarde.
O abaixo assignado avisa a todos os devedo-
res do imposto de 20 por cento sobre o consumo
da agurdente do municipio do Recite, que leem
sido remissos em seus pagamentos, que est ti-
rando mandados executivos contra todos os mea-
mos devedores era geral, que nao teem querido
amigavelmente pagar, fiados talvez, que por se-
rena amigos nao o devam tazer: e para que se nao
chamem a ignoraacia, fago e presente aviso.
O arrematante,
Luiz Jos Marques.
nunciado.
Frei Francisco de Santa Candida,
Presidente.
Joao Correia de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume-
rosos-freguezes e amigos q ue mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a ra
da Cadeia do Recie n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontr-
rao prompto para defempenbar
qualquer obra tendente a sua
arte.
Precisa-se
de urna raa deleite, preferindo-se escrava, pa-
ga-se beai: na ra do Queimado n. ?, se tratar.
Industria
Sola-se perfeitamente toda qoalidade de lou-
ga una ou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garaotindo-se a perfeico e seguranza
visto que o annunciante est munido dos uten-
cilios de sua prefissao : na ra Direita n. 57,
casa terrea.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Fresceedim muente e correte, e que tem pro-
porgues para safrejar mais de dous rail paes an-
nualmente, ficando perto da estrada de (erro 3
legues, e tendo boas obras. Arrenda-se com
vinte e tantos cativos de enchada, bois e ani-
maes de roda, veudendo-se a safra creada : quem
pretender ^xde entendor-se cora o Sr. Bruno
Alvaro Barboza da Silva, no Recite, ou com o
abaixo assignado no engeoho Cajabug.
Manuel Barboza da Silva.
LOTERA.
Depois d'amaiihaa22 do corrente im-
preterivelmenteno lugar chraselo cos-
tume-sera'extrahida a primeira parte da
primeira lotera em beneficio daigreja
de Nossa Senhora do Rosario da fregue-
zia de M mi beca. Achara -se a 'venda os
bilhei.es e meios bilbetes na thesouraria
das loterias ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e casas cora misionadas.
Logo que se dislribuam as listas serao
pagas as srtes.
O tbesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Preparam-se bandejas bem entenadas de
diversos gostos para casamentos, bailes e qual-
quer fuocco, ou (estas de igrejas, com os melho-
res boliohoa; assim como bolos para os festejos
de S.Joao, de ledas as qualidades: quem pre-
cisar, sendo o.mais era conta do nosso mercado,
ou mesmo boliohos em libras separadas, dirja-
se a ra da Pecha n. 25, que se far o ajuste
cora earfeigao- e asseio.
' Pretende-se negociar por venda porgo de:
gado, sendo garrotes, novilhas e vaccas de leite,
alguns escravos, diversos objectos de prats, duas
casas terreas, e o capital de 1,430 libras era pre-
gado nos fundos consolidados de 3 por cento no
banco de Inglaterra : para tratar na ra da Cruz
n. 43, segundo andar.
Na audiencia do Illm. Sr. Dr. juu.'de orphaos,
que ter lugar no dia 21 do corrente, so ha de
arrematar dous escravos e diversas obras de ou-
ro, algumas deltas com diamantes e brilhantes,
pelos precos constantes do escripto em poder do
porteiro do mesmo juizo.
O bacharel Joo Vicente da Silva Costa,
tendo estabelecldo o seu escriptorio de advoga-
cia na ra do Raogel n. 73, onde reside, pode ser
procurado para os misteres da sua proflssao a
qualquer hora ; menos s dez do dia. (em que
tem de comparecer no Collegio das Artes.
O abaixo assigoato faz publico que os jft
escravos Andr, pardo, idade 26 annos; 1
Benedicto, pardo, idade 19 annos; Maa, tt
parda, idade 17 annos; Antonia, crioula, S
idade 27 annos com 1 cria de nome Ma- fi
noela, idade del anno ; Josepha, parda, *
idade 4 annos ; Francisco, crioulo, idade 8
28 annos; Manoel, crioulo, idade 28 an- *?
nos; Fex, crioulo, idade 22 annos; Ray- al
mundo, crioulo, idade 21 aunos ; e lgna- i
ci, crioulo, idade 30 annos, pertencen- |f
tes a Antonio Mximo de Barros Leite, Z
acham-se hypothecados ao abaixo assigna- II
do desde o dia 6 de fevereiro do corrente
arrno, por escriplura lavrada no cartorio &
to tabellio Almeida, pela quantia de j
44:967$640 rs., e portento nioguem poda 3E
fazer transaccao alguma a respeito de taes x
escravos e tem o abaixo assignado privi- |
legio em relago aquelles escravos sobre
outro credor do mesmo Sr. Barros Leite,
protesta desde j contra qualquer transac-
cao que por ventura se flzer com os pre-
ditos escravos, em quanto nao fr pago
da importancia a que esto elles sujeitos.
Ka Recite 10 de jusnho de 1861.
SiIno Gailherme de Barros.
sS'dBS>s*jeafcdw ?* dtCydM6Mkf
(iiiiiiiji ni mi bw wii^nM
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem scieote ao corpo de
commercie desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferrageos da ra do Queima-
do, a Joo-Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
do do activo e passivo do mesmo eslabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 da maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Oseohor
Caetauo Au relian o de Carva-
lho Couto, queka \v a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
fffljrft JWr -Ti ^ty MI TlrHH^- ftflfflT^
USjVWVB"/ WoJW trwr* FUI WaTm VUJV WtBWm-*mww9
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
CHARUTOS SUSPIROS.
Chegaram os verdadeiros e magnficos charutos suspiros doa fabricantes Jos Furtado de Simas
e Alexandre Pereira de Araujo, se vende a 5| o ceuto : na ra da Ctdeia do Recite loja n. 15, do
^entro_Comiiiercial.
A BOA FE TRIUMPHA
DE
Jos de Jess Moreira <& C.
N. 18-Rua do Rosaraio esquina das Larangeiras/lV 18
Os proprielarios deste estabeleciniento avisam
aos Srs. amigos do bom e-barato que se acha com grande sorlimento de gneros dos melhores que
tem vindo a este mercado o por ser parte delles vindos por coota dos proprielarios esto resolvaos
a vender por menos do que em outro qualqaer estabelecimento e se obrigsro a servir os Srs. com-
pradores da melhor maneira possivel para o que avista (ara (.
Manteiga ingleza perfeitamente flor pei0 prec0 de 900, soo, 64o rs. a ib
muito boa, em barris se (ara abalimeulo s na boa i.
Dita franceza mujt0 boa a 720 rs. a libra, s na boa .
Cha perola, hysson e preto a 2S560,2 e ieoo, s na boa t.
Doce de CaSCa de gOaba tm caixes do melhora 900 rs., s na boa f.
AmeixaS fraUCezaS a430 n a libra, s na boa .
MarOielada imperial do afamado Abreu ede outros (abricantes pelo prego ds.
a libra em porcao se far abatimento.s na boa f.
Latas com bolachihna de soda a 13500 muito nova, s na boa f.
OnOCOiate 0 molhor que tem vindo a este mercado a 900 n. a libra, s na boa f.
ivlaSSa Qe tomate da melhor que tem vindo a este mercado a 800 rs. a libra.
UOCeS de pecegO, gioga, pera e alpera a calda abricado pelos nclhores fabricantes de
Lisboa em latas de differentes tamanhos a 700 rs. a libra, s na boa f.
PaSSaS muitO novas a 450 rs. a libra, s'na boaf.
Conservas nglezas e fraUCezaS a gOO rs. em porcao se faz abatimento, s na
boa f.
Aletria, UiacarrO e talharim a 400 rs. das mais novas queha.s na boa .
lOUCinnO de LlSDOa muitobomdo mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra, s
aa "boa .
CilOUriCaS e paiOS 0 melhorqueha no mereado a 560 rs. a libra, s na boa f.
oanna ue pOrCO"refinada da melhorque ha no mercado a 480 rs. em porcao se far aba-
timento, s na boa f.
VSttaO em pipa daFigueira a600rs. a garrafa e de Lisboa 560 e 480 a garrafa e em ca-
llada ae far abatimento, dito do Porto engarrafado a 19 e 19400, duque do Porto do melhor
que pode haver, s na boa f.
vnampagne das mais acreditadas marcas que ha, licor de todas as qualidades, garrafas de
azeite purificado a 900 rs., nozes das mais novas que ha a 200 rs. a libra, ervilhas em calda,
azeitonas em ancoras muito baratas, s na boa f. Alm disto eocontraro o sorlimento
completo dos gneros tendentes a molhados e tudo do melhor que ha neste mercado, s

i
i
9
O bacharel WiTAtvio po-
de ser procurado na ra
Nova n. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do *rmo.
se encontra na boa f.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas da
maoha at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
ta, e promette todo o zeloepromptido as func-
ces do sea ministerio.
Aluga-se urna -escrava pan o servico inter-
no de casa, cozmha.engomma e cose: a tratar
no principio da estrada de Joo Fernandes Viei-
ra n. 36.
Francisco Cebral da Silva Jnior retira-se
para Europa.
sit6itteeo
a
i
i
Frederic Gautier, cirurgiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e collora
den tes artifciaes, tudo com a superior!-
dada e perfei;o que as pessoas entendi-
das lhe reconhecom.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Offerece-se um mogo portuguez para cai-
xeiro de taberna, com pratica sufficiente : a tra-
tar na ra das Gruzes n. 21.
9@
m
Ht ra estreita do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servigo
de urna pessoa, paga-se bem.
MasMtjBBM tgmgmmga^gtm rjplrw,mrl'tt
Plwwivw nBVnnrVnVBV VBVVRW>Km
GOKSILTORIO ESPECIAL
II01K0PATUICO
DO
DE. .CASAXOVA,
30-Uua das Ci-uzes-30
%B Nese consultorio tem sempre os maig
% novse acreditadas medicamentospre-
paraioa e tellan e Weber.por preQos raTbsveis.
Os elementos dehomeopalhiaobra,re-
commeodada intelligencia de qualquer
pessoa.
MM,
na ra
Pftcisa-se de urna ama para cozinha :
da Cooceigo da Boa-Vista, sobrado n. 6.
v- Na noite de 6abbado para domingo, 15 do
adanl, furtaram do sitio do Moudego, outr'ora
quartel general, douscavallos, sendo um grande,
melado, e outro russo : quera es restituir a seu
dono na praga do Corpa Santo n. 11, receber a
gratificaga de 50$.
Pcecka-se de urna ama, preferindo-se Por-
tugueza, para o servico de casa de uma s pes-
soa : a tratar na ra da Matriz da Boa-Vista c.
35, primeiro andar, das 5 horas s 8 da noite.
RECOMECIMEMO E SIMBA
GRATIDAO'.
Iiif1ainnia':~to no flgado e estomago
Padeceodo uma minha escrava de ioflamma-
cao de ligado e estomago, recorr ao Sr. Ricardo
Kirk, morador na ra do Parto n. 119, e com a
applicaco de soas caspas medicinaes se acha
boje perfeitamente boa. Por este motivo fago
publica esta presente dedaraco em reconhaci-
mente de minha sincera gratido. Ra' do La-
vradio n. 32.Jos de Puga Garcia.
Eslava a firma reconhecida pelo tabellio Jos
Pedro de Castro.
" Roga-se ao Sr. Antonio Zacharias Coelho da
Silva queira ter a bondade de deelarar sua resi-
dencia, ou'eoto dirigir-se a ra da Cruz n. 8,
terceiro andar, que se lhe deseja falhar a nego-
cio de iolerease.
Nos abaixo assignados fazemos scieote ao
respetavel publico, e com especialidade ao corpo
do comraercio, que nesta dala compramos a loja
de fazeodas sita na ra do Livramento n. 13, ao
Sr. Antonio Moreira da Silva, desonerada a praca,
gyrando desde esta data sobre a firma social de
Tristo e Antero: se alguem se julgar com direi-
lo a dita casa, compareca no prazo de 8 das. Re-
cife 15 de junho de 1861. Trislo Jacome de
Araujo.Antero Jacome de Araujo,
mm Precisa-se de uma ama d? fcite : tratar
na ra Imperial, sobrado o. 87.
MflMMBgigfii6aiMi6fliMi6ClaM*
W3W V3TVsr*JB^ vr-r^m Tn wWTm te rwv % WstW jMi
0 1., 2.e3. tomos das biograpbias de
alguns poetas e outros homeos illustres da pro-
vincia de Pernambuco, com as poesas e mullos
documentos e ttulos inditos, e de grande iote-
resse e apreco, pelo commendador A. J. de Helio.
Em mo do autor.
Joo Ferreira dos~6aotos Jnior, tendo ar-
rematado as dividas da massa fallida de Antonio
Juaquim Vidal, comprehendidas as dividas que o
mesmo Vidal arreiuatou ptra seu pagamento de
Thiago da Costa Ferreira Estrella, faz scieote aos
seus devedores que tem dado precuraco bastan-
te ao mesmo Sr. Vidal e ao sollicitador Sr. Joa-
quim Pioto de Barros, com poderes para recebe-
rem amigavel ou judicialmente.
fe Joo de Siqueira.F-erro scientica a A
. seus numerosos amigse freguezes, lan-^S
W to destas como de outras provincias que -sSP
i mudeuseu estabelecimento de fazendas A
que tin-Jia na ra do Crespo n. 15 para a ^s
ra do Queimado n. 10, onde continua a ,
ter ura completo sorlimento de Uzendas w
.^ de todas as qualidades. *J
Cercle dn conmerce
Blandin ain,
fina do Trapiche Xovo n. 22.
Todos os dias daa,8 horas da nwnha at s 10,
have.r Jkioches francaise com caf com leite,
doces francezes.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalla Nova r.. 52.
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a aeue nu-
merosos freguezes Unto da praca como de ors,
que tem e abrir novamente o seu estabeleci-
mento de calcado feo na provincia no I.-* de
ji.lho prximo futuro, u ra da lmperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38 ao p do becco
dos Ferreiros, onde pretende vender muito em
coota, como 6 de costume, para agradar aos fre-
guezes : venler muito e ganbar pouco.
- Aluga-se um grande armazem na ra da
Hoeda n. 7 : a tratar ao lado do Corpo .Santo nu-
mero 25.
OJerece-se uma ama para casa e pouca
familia, para o servigo interno ; a tratar na mes-
ma casa at o dia 22.
diviso.
Tendo o proprietario da loja de louca da ra do
Rangel n. 28 passado toda a louca existente na
mesma para o seu armazem na ra da Cadeia do
Recife n. 8, deixaodo nicamente a armaco, a
qual lhacustou 2UOJ; avisa a quem convier (me-
nos para taberna ou acougue) a dirijir-se sua
casa, que far negocio, pois vende a armaco ba-
rata, o aloguel commodo e a dita casa est si-
tuada em bom lugar.
Miguel Aceito, subdito napolitano, relira-se
para a Europa.
Francisco Aceito, subdito napolitano, reti-
ra-se para a Europa.
Vicente Imbrota, subdito napglilsQO, retira-
se para a Europa.
{ STAHLn. I
RETRATISTA DE S. H. 0 IMPERADOR.
Ruada lmperatriz numero 1 i
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em todos es- 3
| tylos e tamangos.
| Pintura ao na tura\ em 3
2 oleo e aqoarcUa.
2 Copias de dagoerreo- 3
3 typo e outros arte- 3
2 actoa. 2
2 A.mbrotypos. |
gPaisagens. |
oo@99 8ee8@@
Aviso.
O arrematante da aferico do municipio do Re-
cife scienlifica aos donos de estabelecimento e
vendedores de leite mel, azeile de carrapato,
milho, feijo etc., que no ultimo do corrente
mez Onalisa-se o prazo das revisoes da mesma
afericao; assim como lembra-os que at esta da-
ta aioda nao aferiram. Recife, 13 de junho de
1861.O arrematante, Francisco Pedro Advin-
cula.
S* Consullas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- \
-me de S Pereita no-seu escriptorio, ra jf
da Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas <>
.da manha menoa aos domingos sobre: S
1. Molestias de olhos.
2.a Molestias de eoraco e de peito. 5
3. Molestias do* orgos da gerago e tt
Ao anus. S
9| O exame dos doentes ser feito na or- %
O dcmde suss entradas, comecando-se po- ?
|K rra por aquelles que offrerem dos S
g olhos.
i| Instrumentos chi micos, acsticos e op- I
V ticos sero empregados em suas coasur *
ta;es e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureca e
causa da molestia, e dahi deduzir o plaoo
de tratamesto que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero lambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza qne tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitoa, e a necessi-
dade do seu em prego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo flm se acha
prvido de uma completa collecco de
instrumentos iodispensavel ao medico
operador.
3Ra estreita d Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
S locar dentes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
9 ceba paga alguma sem que as obras nao
9 flquem a vontade de seus donos, tem pos
@ e outras preparaedes as mais acreditadas
M para conservacao da bocea.
CONSULTORIO ESPECIAL H0HE0PATHIGO
DO DOTOK
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro [Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uleis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulhere, moieslias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitieas, todas as especies de febres,
febrt* intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos bomeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicsmenlos do Dr. Szlino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qut se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assm marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinh.-m, moeole e corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
munica;o para o mesmo sobrado, estribarla para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno,casa
de engenho com uma moenda que produz calda,
para cincoeota a sessenta paes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coeota carros de canas, casa de caldeira cora dous
completos assentamentos, tendo a cas sufficin-
te capacidade, uma destilado completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suis
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariooielro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber rail paes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcdes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar triota casaes", sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fr o
vero ; copeiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os parlidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de caBa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenlio de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e uma grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1301,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condicoes e
lempo do arrendamento se combioar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcelos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Afflictos. de manha at 1 hora da
tarde.
Carros fnebres.
Ra Novan. 63.
Agr administrador desle estabelecimento ,
grato ao publico e aos seus amigos pela confianza
e cuupera^&u que sciupic Icui iclcJu, uHu tic-
pida em fazer tudo quanto esliver a seu alcance
para bem cumprir as suas obrigaedes, e conti-
nuar a merecer a mesma roadjuvacao ; e como
aquillo que se v mais ceilo do que o que se
ouve, por isso convido aos quo quizerem a vir
occularmente examinar para se convencerem. O
publico e seus amigos j perfeitamente sabem a
maneira sincera e ponlual com que costuras sa-
tisfazer as obriga^es a que se corapromette.
Tem carros de todas as ordens, conforme o re-
gu'.amento do cemiterio, assim como se encarre-
ga de tudo quanto necessario a qualquer en-
terro e oflicio anniversario, e de stimos dias,
encarregando-se de mandar fazer e distribuir os
proprios convites, podendoser procurado a qual-
quer hora do dia ou da noite no mesmo estabe-
lecimento.
-X&Kj
Attenco
Campos & Lima, tendo noticiado por este jor-
nal aos seus devedores para que vennam pagar
suas tontas, e como o nao lenham feito, veem-se
na dura necessidade de os chamara juizo stm
excepeo de pessoa ou posi^o ; muito deseja-
riamos nao nos dessem este desgosto porque a to-
dos respeilamos, mas os nossos compromissos
fallara mais alto.
Uma muther portugueza oflerece-se para
criada de uma casa de pouca familia; quem pre-
tender, dirija-se a ruado Sebo n. 8.
Na ra da Cadeia do Recife defronte do bec-
co Largo n. 25, tem para trocar uma linda ima-
gen) de S. Joo Baptista, outra de Santo Antonio
e uma da Seohcra da Conceicio. todas de pe'dra,
feilasna Babia ; assim como lambem vende pe-
dra gaspe, tanto em p para calcar bolins, como
em pedamos de 3 e 4 arrobas cada um, e alguns
crucitixos, e imagen de Santa Luzia, de pao.
Precisa-se de uma ama para cozinhar een-
gommar; no armazem do caes do Ramos n. 4.
Jos Ferreira, subdito portuguez, retira-se
para a Bahia.
Offerece-se um hornera portuguez (das llhas)
para feitor de sitio, do que tem bastante pratica :
quera precisar, dirija-se a ra do Encantamento
u. 13, taberna, que achara com quem tratar.
C ompras.
paga
A. saboaria da ra
Imperial,
Compra caixas vasias que
tenha a marca da casa e es-
tando em bom estado,
200 rs. por cada uma.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para se exportar para
fora da provincia : na ra Direita n. 66.
Banco de Portugal. m
$p Marques, Barros & C. autorisados pe- ^
Sb los agentes do banco de Portugal no *>
4q Rio de Janeiro, compram saques sobre ^
wj as pracas de Lisboa e Porto, de qual- '$?
^ quer quantia. %$
Compram-se moedas de ouro de 20&OGO :
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da lmpe-
ratriz p. 12 loja.
Compra-se um ferro'para fazer ostias, novo
ou usado; que esteja bom ; na casa do sachristo
da ordem terceira de S. Francisco.
Escravos.
Compram-se dous ou tres escravos sadios e
fortes, para servido de armazem, assim como
tambem um ou dous moleques de 15 a 20 annos
no largo da Assembla n. 15, trapiche Bario do
Livramento, de Antunes Guimares & C.
Compra-se uma mulatinha de 6 a 7 annos
de idade, bem alva e bonita : na ra Nova n. 14,
primeiro andar.
Vendas.
' lojaariiiazenada de
Paris.
Ra da lmperatriz, loja armazenada de 4 por-
tas n. 56, recebeu pelo ultimo vapor cortes de
vestidos brancos bordados com 3 babados muito
fios a 5 e 6J> o corle, pegas de entremeios e ti-
ras bordadas para eofeitar vestidos brancos, e tu-
do barata.
Attenco.
*
Vndcw mnfronte o porto da fortaleza das
Cinco Ponas o seguinte : carrosas para bois e
cavallos, carrinhos de trabalhar na alfaodega, di-
tos de mo, torrador de caf com fogo, dobrafi-
c.as de chumbar de todos os tamanhos, bocea de
fornalhas para fornos, grandes (echaduras de
ferrolho e laiiibem rodas de carroca e carrinhos,
rodas para carrinhos de mo, eixos para carro-
cas e carrinhos, e outras quaesquer obras de
ferros.
Paulino Rodrigues de Oliveira,-arrematan-
te do imposto de 20 0|Q sobre o consummo da
agurdente do municipio do Cabo e Serinbem
a contar do Io de julho de 1860 a 30 de junho
de 1863, avisa a todos os cootiibuiotes que nao
paguem o dito imposto ao Sr. Antonio Paes de
S Brrelo sem que lhe aprsenle os ttulos le-
gaes, protestando o mesmo arrematante cobrar
executivamente de quem tenha pago ao referido
Brrelo sem os competentes ttulos e para que
se nio chamem a ignorancia, fax o preseol "
so. Recife 15 de junho de 186.
G artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,'3$
Tira ratratos por 5^
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento deca-
Kinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xin'.as novas
fendo recebido um sortimento de cai-
xintais novas
Tendo recebido um .sortimento de cai-
xinhas aovas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Nograndesalao darua do Imperador
No grande sal So da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande alao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran*
de e variado sorlimento de caixas, qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3^000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
pratiecs na
o
S 9 :

qnirir conhecimentos
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicGes muito
razoaveis.
Os cavalheiros esenhoras sSoconvida-
dos a visitar este estabelecimentos, pa-
ra examinarem os pecimens do que
cima fica anunciado.
P m w
^ *} -* --
HUhb
wm-msmm-
k

Na ra da Roda n. 6 manda-se comida para
fora, e incumbe-se de mandar levar, dando louca
com asseio e promptido, por preco razoavel.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar
e engommar, e que sirva para compras : a tra-
tar na ra Bella n. 23.
Aviso aos senhores logistas que cottam-se
e fazem-se palelota finos e colleles todos pes-
pootados com grande perfeico, por menos de
seu valor : a tratar na ra Direita n. 13.
Quem precisar de ura caixeiro para phar-
macia annuncie por este mesmo jornal.
O Sr. Jos dos Santos Moreira que
morou na ra do Rosario da Boa-Vista,
queira annunciar sua mYada que se
lhe precisa fallar.
- Quem precisar de uma ama de leite sem
cria, escrava: dirija-se em Fora de Portas ra do
Pilar n. 26.
Attenco.
Na ra Direita, sobrado de um andar de va-
randa de pao n. 33, defronte da psdaria do Sr
arte.{ Jos Luiz> fazem-se bolos chamados de S. Joo
de differentes maesas e gostos, enfeitados com
capellas, ceroas, coraces com letras; lambem
se fazem bandeijas de bolinhos, de armacoes do
melhor gosto, tanto para casamentos como para
bailes, fazem-se doces de diversas qualidades,
arroz de leite, caogica, pastis de nata, pudins]
pasteles, jaleas de substancia.
A pessoa que aonunciou para ser caixeiro
de pharmacia dirija-te ao sobrado da ra do Li-
vramento n. 28.
4 rmn
[16-Ru da Cadeia do Recifc--iG^
LOJA DE M1UDEZAS
iFonseca^Silva|
Caixas de vidro com perfumaras uma /y
2J500, espelhosdourados duz*a 800 rs., S^
apparelhos para brinquedos de crian- jg
cas de 1 a 4)j, bandeijas para um copo a W-
400 rs. cida um, ditas meiores de 1, efe
2, 3 e 4# cada uma, pentes de tartaru- i1'
ga virados a 5, 6 e7j> cada um, barretes h
de retroz com vidrilhos para senhora a 89
1$800 cada um, pegas de fitas de vellu- y
do pjatu estreitas al{e a 19200 a pega P
de 10 varas, pentes para atar cabello a e
1)5500 a duzia. caixas de raiz a 1S500 a H
duzia, cartas francezas muito fiuas a SR
3500 a duzia, caivetes grsndes em ?P
carto a 4$ a duzia, ricas caixas de p
madeira com espelhos cociendo perfu- 1?
manas proprias cara toilets de senhora
a 6g cada uma, bahuiinhos com ditas a 0
5 cada um, argolas douradas a 1J500 s>
a tuzia, colheres de metal principe pa- K>
ra terrina a 2$ cada uma, ditas para
sopa a 4ft500 a duzia, tesouras para cos- p
; tura em carteiras a lj> a duzia, tranga de S
carocol masso de 12 peciohas a 600 rs. fe"
o mago, jarros dourados com pomada a isy
3 o par, flvelas para collele a 500 rs. a i
duzia, ditas para caiga a 800 rs. a du- ^
zia, fitas de lioho a 480 rs. o masso, co- ?
lheres para cha a 320 e 500 rs. a du- K
zia, figuras com tinleiro e aiieiro a 500 S
800 e l cada um, alamares .para capo- *
les a I52OO a duzia, pegas d bico com ^
10 varas a 600, 800, 1, 1J200, 1J500 e f^
2g a pega, caixas para barba tendo vi-
dro parasabo e espelho a 320 rs. cada
uma e sem vidro a 100 r*. pentes
de tartaruga para marrafa a 640 rs. o
par, boles de louga para casaveques
de todas as cores a 240 rs. a duzia,
meias cruas muito compridas para se-
nhora a 395OO a duzia, grampos enfei-
tados para cabello 640 rs. o per, ren-
das pegas de 10 varas a 800. 1$ e 1$500,
salas cootendo cadeiras, mesa e con-
solos de porcelana com baoha a 10J> e
129, phosphoros dogaz a 240 rs a du-
zia de caixinhas, caixinhas com gram-
pos s 200 cada uma, ditas com alunles
a 320 rs., ditas redondas contendo al-
fineles, grampos, clcheles e dedal a
500 rs. cada urna, ditas grat.des a 800
cada uma, ditas com os mesmos ob-
jectos e um frasco de extracto a 19 ca-
da uma, pacotes de papel de cor de 100
folhas a 600 rs. o pacote, candleiros de
meio de sala para azeile de 6 a 88 cada
um, caixinhas de msica a 5J e 6$ cada
uma, boloes para puchos a 320 rs. o
par, tesouras muito finas para costura a
69 a duzia, limas para uohas a 3z0 rs.
cada uma, velas stearinas a 7(0 rs. a li-
bra, e muitos outros arligos que a vista
dos precos commodos por certo nio-
guem deixam de fazer negocio visto
que rivalisam elles com os das casas
Importadoras.
~ k trisas.V Xa
ende-se um escravo crioulo
35 annos, tem vicios nem defeilos
ra do Cebug o. 1 D.
de idade de
a tratar na


()
IitlO DI riRIUMIOCO. QUlFTi JUBA 20 M JUHHO 01 1861.
Potassa daBussia e cal de!
Lisboa.
No bem conhecido acreditado deposito da na
da Cadeia do Recite n. 12, ha para Tender a ttr-
dadeira potassa da Russia, Dora e de superior
qualidade, assim como tambem cal Tirgem em
pedra ; tudo por presos mais baratos do que em
outrs qualquer parte..
i Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOSk REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res ii. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes s vendem por presos muito modi-
1E Iicsdo3 como de su coslume,assim como
S sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos Qgurinos a
JZ -289,28>. 30* e a 35, paletots dos mesmos
II pannos preto a 16$, 18$. 203 e a 24,
> ditos de casemira de cor mesclado e de
8 novos padres a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12$, ditos
de sarja de seda" a sobrecasacados a 12,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 15,
S ditos de alpaca preta a 7, 8. 9 e a 10,
dito: saceos pretos a 4, ditos de palha de
|C seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 3500, 4
e a 4500, ditos de fuslo branco a 4,
grande quaotidade de caigas de easemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditts de brim de cores
finas a 2$500, 3, 3500 e a 4$, ditas de
brim brancos Anas a 4500, 5$, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cor. s a 5$ e a 6$, tu
ditos de casemira de cor e pretos a 4$500 R
e a 5, ditos de fuslo branco e de brim <|
a 3 e a 39500, ditos de brim lona a 4$, *
ditos de merino para luto a 4 e a 4*500, 31
* caigas de merino pata luto a 4$500 e a 5$, B
8 c^pas de borracha a 9. Para meninos |
3> de tolos os lamanhos : calcas de casemira *
s prefa ed* or a 5$, 6 e a 7, ditas ditas m
9 de brim a 2j, 3 e a 3500, paletolssac- g
ac eos ae casemira preta a 6$ e a 79, ditos M
*? de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3, 55
|E sobrecasaoos de panno preto a 12 e a m
t 149, ditos de alpaca preta a 5, bonets 5!
para menino de todas asqualidades, ca- |f
misas para meninos de todos os taannos,
meios rico9 vestidos de cambraia feitos x
para meninas de 5 a 8 annos com cinco 35
babados lisos a 8e a 12$, ditos de gorgu- f%
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de O
brim a 3. ditos de cambraia ricamente $
52? bordados para baptisados.e muitas outras S
r. fazendas e roupas feitas que deixam de 3
|2 ser mencionadas pela sua grande quanti- 32
fl| dade; assim como recebe-se toda e qual-
=JC quer encommenda de roupas para se S
2 mandar manufacturar c que para este fim 5J
Sg temos um completo sortimento de fazen- ag
5 das de gesto e urna grande officina de al- K
sg faiate diiigida por um hbil mestre que |i
I pela sua proraplidao e perfeigao nada dei- 5>
H xa a desojar. |
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
A tajada aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os peio baratissimo prego de 3, (nesse genero nao
se v !e dar mais perfeilos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1600 e 2. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos taraanhos, tendo at, proprias para os
meninos o meninas que s- rvem de arijos as pro-
-cissdes; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal teciio de borracha, o mais engracado
possivel : tudo isso na ra ra do Oueimado lo-
a da aguia branca n. 16.
eSwSOS
m
\ LiquidacAo
|Rua do Queimado n.
10. loja de 4 portas.
m

(B
Vende-se as seguintes fazendas por
menos prego do que em outra qualquer
parte, romo sejam :
Chitas francezss cores ixas a 220 e
Cortas de c-issa frauceza a
Chalys de apurado gosto covadoa
Cambraia de seda >tilo o covado a
Mimos do co dito o covado a
Chales com palcas de seda a
l$600e
Camtsinhas de cambraia bordada
para baptisado a
Ditas de dita para senhora e com
gollinha a
Chitas ioglezas cores fixas a
Esguiao de puro linho a vara a
Cambraia lisa muito fina a pega a
Chales de merino bordado a
Ditos de dito liso a 3*500 e
Mantas de setim lavrado para se-
nhora a -
Meias para senhora a 3$, 3500 e 4000
Dits paramentaos a 2$800 e
Chapaos de sol de seda para se-
nhora a 3500e
Guardanapos adamascados a du-
zia a 23500 e
Toalhas de linho a duzia
R'.sca Jinhos de linho o covado a
Corles de brim de linho de cores
a*2500 e
Dilos de meia casemira a 1280 e l60
Panno azul Qao covado a l280e 18600
Dito preto dito dito a 3500, 4e 5$000
Cortes de casemira preta a 5 e 65OOO
CortiS de dita de cores a 4 e 5000
Cortes de velludo para collete
a i 600 e 23*000
Dilo3 de gorguro a 1$600
Brim branco de linho Irangado a 1/000
Paletots de brim de cor pardo a 38500
Dilos de dito lona a 4$50
240
2-JOOO
500
440
400
2000
5000
3$50O
160
800
5S000
5#000
4$ 1$600
4C0O
3$:oo
4$000
35000
5g000
160
vT

m^ <
5@
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e liada pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que lbe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalbeiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calgado que em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
alteada ;
Senhoras
Botinas com lago (Joly] e brilhantina. m 5&500
com lago, de lustre (superfina). 5*500
> cora lago um pouco menor. 58000
> sem lago superiores..... 5j*OO0
> sem lago nmeros baixos. 4*500
sem lago de edr....... 4*000
Sapatos de lustre. : ljjOOO
Farinhaal,600rs.
asacca.
Na na do Codorniz, armazem n. 12 A.
Grande pechincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas francezas de muito bonitos padres e
muito bns pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa (4.
Aes cavalleiros.
Acham-ae i venda o verdadeiros couro gran-
des e cabelludos, de bode, pretos e brancos, che-
gados ha dias da Europa ; na loja de selleiro,
ra larga do Rosario n. 28.
Botinas

c



1)

Meninas.

para criangas de 18 a 20. .
Hooiem:
Nanles) lustre. ......
Panlen) courode porco inteirissas
(Fanienj bezerro muito frescaes.
diversos fabricantes (lustre). .
inglezas inteirissas.....
gaspeadas. .
prova d'agua. .
4$400
3500
ogooo
108000
9g500
9$000
9000
89500
8*500
Sapatoes.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acab*r,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
caigas d casemira prelas e de cores, ditas de
brim e de anga, ditas de brim branco. paletots
de bramante a 4, ditos de fuslo de cores 4,
ditos de esiv>enha a 4$, ditos de brim pardo a
3. dito* d- alpaca preta accoa sotorecaMcos,
colletes de filudo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
peruas a 200 rs. cada urna, collariuhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est abarla das 6 ho-
ras da macfaa at as 9 da noile.
Nantes, sola dupla.....: 5*500
urna sola......... 5*C09
para menino 4$ e..... 3*500
Sapatoes lustre.......... 5*000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....2*000
Frsncezes muito bem feitos.....1*500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro corda*o para botinas de ho-
rnera ; muito couro de lustre, bezerro francez,
marroquim, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., tudo em grande
quantidade e por pregos inferiores aos de outrem.
Importante
AfIso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cojo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lllms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercilo.
l'az-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damnntn indo r.nmuleto conforme se usa nn Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
U vieram ; alm disso faz-se mais cassquinhas
para montara, fardetas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha deouro ou prala, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarjjadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Afangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
vho o meslre, pois espera a honrosa visila dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ray mundo
Carlos Leite $
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so r l-
menlo das me-
lhores machi-
nas de cozer
u /t--^j>\ i ^os mais afa-
/' vy/ IlV\ 1/ Yr mados autores
vi ^JkJj I I lu me (horados
com n ovos
aperfeigoa-
menlos, fazendo pspenlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrileis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Fazenda econmica!
Liazinha para vestido a 240 rs. o covado, fa-
zenda oulr'ora de 800 rs. ; Amorim & Castro,
ra do Crespo n. 20.
Enfeites a
ribaldi.
Muitos lindos enfeites a Garibaldi para senho-
ras a 8. dilos fiogindo palha porm de sedas a
8500 cada um, ditos de vidrilhos a i$800 cada
um : na loja da victoria, ra do Queimado nu-
mero 75
Arados americanos e machina-
pata lararroupa:cm casa deS.P Jos
bostn & C. ra doenzala n.*2.
miuiA
Corles de meia casemira de urna scdr, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 2 cada
um: na ra do Queimado n. 22. na loja da boa f
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Enfeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca liados e de-
licados enfeites de florea finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, eo mui proprios para as
senhoras que vao a casamenlos e bailes, e aer-
vem igualmente para passeios. Os pregos seo 8*,
10 e 12. porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-so a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n.16.
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DA
VICTORIA,
na *
/ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
Neata loja veniem-te as seguioies miudezas e
outras awiitaspor pregos baratos, s para quem
comprar vietoria sempre contar :
Carles de clcheles (ranceies muito bons a 40
rs. o carlo, e duzia a 400 rs.
Agulhas francezas muito boas e verdadeiras a 120
rs. acaixacom 4 papis, e avulso- a 40 rs. o
papel.
Agulheitas para enfiar vestido a 40 rs. urna.
Linhas victoria em carretel com 200 jardas a 60
rs. um, e duzia a 640.
Ditas de 200 jardas de Alexauder a 900 rs. a
duzia.
Ditas de Pedro V em carlao, branca e de cores a
0rs. um carlo.
Ditas de meiada de peso verdadeiras a 240 rs. a
meiada.
Papis com ceoto e tantos alfineles francezes a
40 rs. o papel.
AlQnetes de cabega chata grossos e finos a ISO
rs. a casta.
Cordo imperial para vestido a 40 rs. a pega.
Caivetes finos deduas folhas para peonas a 200
rs. um, e duzia a 2*.
La de todas as cores para bordar a 6*500 a libra.
Peotes muito bons de baleia para alisar a 220,
240, 280 e 320.
Ditos transparentes tambera bons a 360 e 400 rs.
Enfiadores de algodao a 60 rs. cada um.
Meias cruas brancas e de cores para Lomera a
460. 200, 240, 280 o par.
Ditas brancas muito finas para senhora a 240, 280,
320 o par.
Espelhos dourados para parede redondos e qua-
drados a 3*500 cada um.
^mmmm 'v&smtm mmtmi
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira da S, vnden-
se para fechar contaa as seguintes fazendas por
pregos muito baratos: pegas de cambraia lisa fi-
na a 3*, cortes de casemira a 3*500, pegas de
babados largos e muito fios a 3.*, ssda de qua-
dros miudos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escuras e claras a 240, cassaa de cores bons
gostos a 240 o covado, organdys muito finos a
500 rs., pegas de ntremelos bordados a 320 a
vara, golliohas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 2*, bramante de algodao com
9 palmos de largura a 1*280 a vara, sobrecasacas
de panno fino a 20 e 25$, paletots de panno e
casemira a 16* e 20*, ditos de alpaca de 3/500 a
7*. dilos de brim de cores e brancos de 3 a 5|,
caigas de casemira prela e de coros de 6 a 10,
ditas de brim de cores e brancas de 2$500 a 5,
colletes de casemira de cores, e setim preto a 5*.
camisas de fusto Brancas o de cores a 2*. cortes
de cassa de cores a 2*. cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas de senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muitas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater -C,
ra do Yigario a. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
prega de 2*400 rs. a vara.: na ra do Oueimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*500; na ra do Queimado n. 2!,
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de i: na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2600 a vara; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha nasle genero
cife, loja n. 50.
Caes do Ramos armazem
n.24.
de ama relio, louro por
Aguaambreada
para banho" do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deleita vel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap- <
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem- j
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre- i
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a na vaina |
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto lenha della composigo. Cus-
ta o frasco 1, e quem aprecia o bom nao deixar
cortamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16, nica parte onde 80 achara.
Gurgel & Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. S3.
RECEBERAM vestidos superiores de
blonde com manta, capella, saia de se-
tim, dilos modernos de seda de cor, di-
tos pretos, ditos de phantasia. ditos de
cambraia bordados, lindas lasinhas, fi-
l, tarlatana, sedas de quadrinhos. eco> S
deuutiles, uioreaniique, cassas, cambraia j
da cores muito superior, sintos, enfeites, 8
novos manguitos, chapeos, manteletes. |0
visitas, capas moderna de gorguro e de S
fil, pulceiras, leques e extractos de san- S
dalo.
Grande pechinclia.
PALETOTS SACAOS de casemira ingle- tt
za a 10, ditos a 15, ditos de alpaca, mais S
fina a 6, sobrecasaco de panno a 20, 21 $t
e muito boas a 40. caigas de casemira a 1
9*. botinas de Mell a 12 e ingleza a jK
10*. chapeos francezes a 8 : na ra da j*
Cadeia loja n. 23._______ fi
Sem igual.
SA1AS balo muito boas de todo tama- *
nho a 4*, luvas de Jouvin de todas as *
cores e brancas pregos fixo 28500, sapa- ?
tos de tapete ede (ranga a 1*280, colchas 1
grandes de damasco de la e seda a 6,
Jg de algumas destas fazendas existe urna M
| pequea quantidade por isso as pessoas S
^ quequizerem com tempo dirijam-sea ra ||
a da Cadeia confronte ao becco largo loja 2
n .. 23. i
ARMAZEM
Altenco
Fazendas e rou-l
pas feitas baratas
NA LOJA DE
cobertos e descobartosr pequeas e grandes, da
ouro patate Inglez, para hornera e senhora do
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u.'timo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellor & C.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Gapellas flnas para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Re-
Vendem-se taboas
pregos razaaveis.
SIMIO!
19 Ra do Queimado 19
Lences
de panno de linho pelo prego de 1900.
Bramante de linho
Grandes lengoes de bramante 3300.
Panno de linho fino
Lengoes sem costura muito grandes a 3.
COBERTAS
de chita a chineza, pelo prego de 180O.
Lencos a 160 rs. cada um.
Lengos brancos para algibeira a 1*600 a duzia.
TOALHAS
de fuslo pelo baratissimo prego de 500 rs. cada
urna.
Chales estampados.
Chales de merino estampados a 2*500.
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Chita.
Chita franceza a 220 rs.
Capellas
de flores de laranja para casamento a 5.
PORTO
48- Ra da Imperatriz48j
|( Junio a padaria franceza.
0 Eoconlra-se nesle estabelecimento um
completo sortimento de roupas de diver-
sas qualidades como sejam : paletots de
alpaca preta e de cores a 3* e 3*500, for-
rados a 4* e 4500, dilos de ganga de cor
a 4. dilos de brim pardo a 3g80O e 4, di-
tos de brim de cor a 3500 e 4, dilos
francezes a 340O, ditos meias casemiras
a 5g e 5-J500, ditos de alpaca prela ede
cores francezes fazenda de 10 a 650,
|| ditos de palha de seda e )aa a 3*500. di-
jg los do bramante a 4 ;e 3*500, ditos de
|E casemira saceos a 135, d>tos sobrecasacos
S a 15. dilo francesas a 19. dilos de al-
B paca preta francezes golla de velludo a
. 75O0 e 8, ditos de panno preto a 18,
H 20 e 22, caigas de brim de cor a 1800
| 2300, 3*500 o 4, ditas de casemira pre-
H tas e de cores a 6, 7J500, 8J e 10, ditas
8 de meia casemira a 4 e 3500, colletes
de fustao branco e de cor a 2g500, 5800
> e 3, dilos de gorguro a 4 e 5, ditos
5 de setim preto a 3500 e 4, ditos de ca-
H semira preta e de cores a 4* e 5, ditos
V de velludo preto e de cores a 7, 8J o 10,
| completo sortimento de roupa para me-
nio como sejam caigas, palftots, colle-
fl| les, camisas a 1J60,1800e2*, defustao 1
2*500, fazendas superiores.chapeos para 3*
pl cabega fazenda superior a 6*500, 83500 e ||
0 10, ditos de sol para hornera a 6500, 2
H ditos para senhora a 45500 e 5*, e outras S
5j muitas qualidades de fazendas e roupas fe
^| por pregos muito commodos. Sm
Reccbem-se algumas encommendas d S
I roupa por medida e para isto tem delibe- f$
redo a ter um contra-meslre no estabe- i
lecimento para execular qualquer obra
i tendente a sua arte.
A' loja armazena-
da de Pariz
Ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja arrnazeoadj de 4 portas n 56, recebeu
agora um bello sortimento de fazendas baratas, a
saber : chitas novas a 160, 180 o 200 rs. o cov'a-
do.ditas largas francezas a 240. 260 e 280 o cova-
do. pecas de cambraias brancas muito flnas a
2g50O, 3g e 3*500, saias de balo de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 35500 e4, coberlas de
chita modernas e novo gosto a 1*800, lences de
panno de linho a 2|, Gtas de aigodo por diver-
sos pregos.
No armazem de Macha-
do & Rodrigues na ra da Ma-
dre de Dos n. 6, vende-se fa-
rinha de mandioca sacca
grande a 1$500.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston & C.
sellinse silhes nglezes, candeeiros e castigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para jarros, emomaria, arreios para carro do
ubi a dous cvalos relogios da ouro patento
nglaz.
EAU M1NERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 21
Ameodoas coneitadas
al^a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em porcoes como a retalho nicamente. no
armazem Progresso, largo da Penha n. 8.
. Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
encllente gosto.
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo amigo e baratissimo prego de5000"
o par: na dita lola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros ; e os est ven-
dendo baratamente a 25000, 3*000, e 4000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a 1550u6, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 2*000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
Avadado.
MadapolSo coqueiro com pequeo toque de
avaria a 3500 a pega : na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
4 15,000!!
O gigo com 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire: na pracada
Independencia n. 22,
Para se comprar as verda-
deiras luvas- de Jouvin, a
loja d'aguia branca ponto
certo.
Esta loja tem constantemente recebido de sua
propria encommenda as verdadeiras luvas de
Jouvin, e agora mesmo acaba de as receber pelo
vapor francez e continuar a recebe-las por lo-
dos os outros ; por isso quam quizer comprar
boas luvas escusa cansar-se, dirigir-se a loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16, que ahi
ser bem servido.
Cabo de mar fim e madrepero-
la, escovas para dentes.
Na loja d'aguia branca acharo os apreciadores
do bom, mui delicadas escovas de cabo de mar-
ino e madreperola a 2* e 25300 cada urna. Com
urna escova assim delicada faz gosto limpar-se
os denles, e para as comprar dirigir-se ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com sarpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de I ore al a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreilos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de core?seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2J,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lengos da cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas di
manhaa s 9 da noite.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas da
seda para enfeites de vestido, sendo de diferen-
tes cores e larguras, e como sempre es est ven-
dendo baratamente a 2*. 3, 4 e 5$ a pepa, pregos
estes que em nenhuma outra parle ae acharo, e
s sim na ra do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
A 16^000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados, para senhoras, pelo diminu-
to preco de 16* ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
CC9!wCW5 SiCflW5BC9I5 Cw9if aiSia
i
4 fama Iriunipha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.|
Recebem continuadamente da Europa !
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, saludas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
adas as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lengos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduvidar v vr
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
|E Levem dinheiro.
A S 4#500 e 55.
Cambraia lisa muito fina a 4 a pega com 81[2
varas, dita muito superior a 5$, dita tambem
muito fina com salpicos a 4-3500; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
Vende-se urna machina de costura
patente por barato prego : a tratar na ra
estreita do Rosario n. 12.
m*
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1 -500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4 rodas
cora arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras. sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus baloes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellenle casa terrea com so-
lio na cidade do Aracaty, sendo namelhorrua
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel & Irmo, e nesla na ra do Cabug loja
n. 11.
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no arnazem de Fraga & Cabral, ra da
Madro de Dos o. 18, defronte da guarda da al-
fandega. *
E' muito barato.
Ramos de flores finas proprias para enfeites de
cabellos, para ornar vestidos, chapeos, ele. etc.,
pelo dimiuuto prego de 1&500 o ramo 11 I na
ra do Queimado n, 6, primeiro andar, casa de
cabelleireiro
Luvas de fina camursa
para militares e cavallei-
ros.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
encommenda mui finas luvas de camursa, o que
de melhor se pode dar nesse genero, e as est
vendendo a 2*500 o par ; os senhores officiaes e
cavalleiros que as compraren] coohecero que sao
baratas vista de sua finura e durago, e para as
obter dirigirem-se ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. Adverte- se que a quantidade
pequea por hora, e por isso nao demorem.
Aos tabaquistas.
Longos'fidos de cores escoras e fizas a imita-
gao dos de linho a a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Brim branco de linho muilo fino a 1#280 a
vara ; na raa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Milita gravata ba-
rata.
Na loja d'aguia branca se encontra um grande
e bello sortimento de grvalas de differentes ges-
tos e qualidades, e por pregos taes qae em oe-
nbuma outra prtese acna, como seja, gravati-
nhas estreitas bordadas a 800 o If, ditas pretas
de cores agradaveis a 1*, 1*200 e 1*500, ditas
com pontaa bordadas e matizadas, e lisas de mui
bom setim maco a 1$500. Pela variedade do sor*
tmenlo o comprador teri muitas de que se agra-
do : na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.


DUIIQ BI IDlAMBOCft. a*4 QUIHTA FEIRA 20 DI JUNHO Di iMl.
(7
Chapeos de sol de seda a B$.
Vendem-se omito bons chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baralissimo prego de 6*
to't*: "* U* d0 QaelBU", 22 ,0la d*
A variado.
Madapoln largo e fino con pequeo toque de
avana a 3)500 e 4, dito muite uno a 5 a peca :
na ra do Crespo a. 8, loja de 4 portas.
A.ttenc.o.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom aortimento de 11-
nhas.da cores e brancas em carreteit do melhor
fabricante de Inglaterra, as qaaea se Tendem poi
precos mui razoaveis.
Tarlatana.
Vende se larra tana branca omito fina com \ 1/2
?ara da largura propria poca vestidos, polo bari-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado a. S2, na loja da boa fe.
Fito de linbo superior.
Vende-sesuperior fil de lioho liso muito fino
a 800 rs. a rara : na ra do Queimado o. 22,
loja da boa f.
I
na
DESTINO
DE
Jes Dias Brandao.
5Ra da Lingueta 5
O novo deslino torra gneros por menos de sen
valor: superior manteiga ingleza a lo a libra.
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1&400, oas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguesas a
"00 rs., aletria, talhaiim e raaearro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1940O, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a auzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por preco mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) a I95OO rs vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 820 rs. a gar-
rafa, e oulros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos freguezes (Dinheiro vista.)
Esfriadeiras
para agua.
Vendem-se esfriadeiras muito alva para agua o
49 o par ; na ra do Queimado n. 75.
Gomma de araru-
ta muito a.va a!20rs.
a libra
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvidor.
h&KBkGUk
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fura, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricaa. No mesmo arma-
zem tara feilo o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
Enfeites.
DA
FNDIC10 LOW-MOtt.
Roa da Sen zalla Nova n.42.
Nesta estabelecimento contina a haver um
completo sor limen to de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito,
Viflhos engarrafados^
4X^
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintbo.
Bucellas.
Malvaaia, em caitas de ama duzia de garrofa :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Na ra das Trincheiras
numero 28.
Vende-se um panorama com as vistas da guer-
ra dos Uollandozes at a destruidlo do quilombo
da Palmeira, vendendo-se tudo por atacado;
tambero vende a ultima eslampa que a typo-
graphia Pernambucana n. 5. Na mesma casa da-
se dinheiro juros, sendo com o juros de 3 por
cento : de urna hora at s 2 da tarde achsr-se-
ha com quem tratar.
Queijo do serto a 700 rs a
libra.
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esqifina da
travessa do Ouvidor.
Altenyao.
Chegarsm os charutos finos de Jos Furtadode
Lima : na ra do Imperador o. 28, taberna de
i). S. Campos.
Vende-se um sellim com pertences, tudo
em bom uso, para montara de menino ; na ra
Nova, casa da esquina n. 69, taberna.
composicao;
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
frasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a. 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edicao do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceico, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1$ da livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Ferragcns e miudezas.
53Ra Direita53.
O proprietario do estabelscimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joo, que por sus barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesta praga,
rico sortimento de facas, garfos e colheres de to-
das as qualidades, e precos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Taixas.
Na fundigo da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ba bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Filho & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no me?rao deposito ou na ra do Trapiche
ATOBBQA.
Vende-se urna casa terrea elegite, com mui-
tos bons commodos, porto ao lado, terraco, etc.,
na povoago do Poco da Paoella, na ra em que
fica a do Sr. coronel Lobo ; quem a pretender,
comparec na ra do Imperador n. 77, loja.
Vende-se urna balaoca decimal por metade
de seu valor; na ra nova de Santa Rita n. 65.
SINTOS
para senhora.
Siotos muito bonitos para senhora a 3 cada
um, fivelas muito lindas para sinto a lg200 cada
urna ; na loja da victoria, ra da Qoeimado nu-
mero 75.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se veodem pelo diminuto preco de 8g
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Vendem-se enfeites de tran-ca com ricos lagos
de filas e borlotes de relroz oa mais modernos
que ha no mercado ; na roa da Imperatriz, loja
da boa f n. 74.
Schoiscli- Germano.
Acaba de chegsr do Rio de Janeiro esta linda
Schottisch para piano, all eflorecida, dedicada e
consagrada ae dislincto artista o Sr. Germano
Francisco de Oliveka, por seus amigos e admi-
radores, e coraposicao do professor de msica F.
L. Colas. Acba-se .venda ra Nova, no arma-
zem de msica do Sr Dumoot.
Luvas de Jouvin.
Na loja da Boa F, na ra do Queimado n. 2-2,
sempre se encontrarlo as superiores luvas de pel-
lica de Jouvin, tanto para homem como para se-
nhora, por serem recebidaa por todos os vapores
viudos da Europa, e se vendem pelo baratissimo
preco de 2J50O o par: na mencionada loja da Boa
F, na ra do Queimado n. -22.
Sintos.
Vendcm-se sintos com ricas fivelas para senho-
ra e meoina a 2, fitas e fivelas para cintos, ban-
dos de clina para marrafas a 600 rs. : na ra da
mperatriz, loja da boa f n. 74.
ggRua do Crespo o. 8, loja de
4 pirtas, admira a pe-
chiucha
8La para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8.0 rs. o cova-
jf do vende-se a 2i0 rs., dao-se
S2 amostras com penlior.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Fazendas baratas.
Algodao entestado com 7 palmos de largo,
apropriado para lencoes e toalhas, pelo diminuto
prego de 500 rs. a ?m, chitas francezas escuras
de 200 rs.. 220 e 240 o covado, pegas de breta-
nha de rolo a 1*920; na loja da esquina da ra
do Livramento n. 2, que volla para o becco do
Padre.
Vendem-se tres casas terreas sen-
| do urna na ra das Trincheiras, urna na
camboa do Carmo e urna na ra de
Santa Rita: a tratar na ra da Cruz
n. 19.
240 rs.
Lias escuras de padrees modernos o melhor
que tem apparecido, de lindas cores, a 240 rs.:
na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas.
Vende-se urna preta de meia idade, qne co-
zioha e lava de sabo ; na ra das Cinco Pontas
numero 54.
Ges & Basto,
Ra do Queimado n. 46.
Recebeu ltimamente um completo sortimen-
to de luvas de pelicade Jouvin, de diversas cores
e esto veodendo a-2}o par.
Gapellas.
19Ra do Queimado19
Ricas capellaa de flores de laranja, pelo bara-
tissimo prego de 5g cada urna.
Vende-se um preto de idade 40 annos, p-
timo cosinheiro por 800$ : na raa do Queimado
n. 48.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug n 1B.
Vendem-se rnaasinho da coral muito fino a 500
reu o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
._Ven(,n|-*e palmatorias de latas para velas a
W rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
E' de grac.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16$ cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados cora 2 e 3 babados a 5tf : na ra do I
Queimado n. B, oa loja da boa f.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recentemente pro-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlla ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, lodos elles de um apurado gesto e perfeijao,
os presos de 85 o 109 sao baratos vista das
obras ; alm destas qualidadea ba outras para
3 e 4# : isso na ra do Queimado, loja d'agaia
bracea n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui noves e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo preco de
6, oinguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado o. 16.
Vende-se ou aluga-se a armado da loja da
ra Direita n. 48, a casa tem commodos para fa-
milia, e a armaco propria para qualquer esta-
belecimento : a tratar na mesma.
E' barato a 18000!!!
Sedas de superior qualidade muito largas e
bonitos padrdes pelo diminuto preco de 19 o co-
vado : na ra do Queimado n. 17, a primeira loja
passando a botica.
Sapatos de tranca para homem e se- $j
chora algo par : em casa de Julio & m
8 Conrado. ^
* *
Oangas francezas muito finas com padroes
oscuros a 480 rs. o covado : na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
J chegou o prompto
mmmmmm skok MSNsasa
LOUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendase obras feitas.1
Rl
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 13. Tambem che-
garam as inslrucgoes completas para se usarem
estes remedios, contendoum ndice onde se'po-
de procurar a molestia que se deseja curar' os
quaes se veodem a 1SO00.
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Una do Queimado
u. 46, frente amarella.
Constantemente temosumgrande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretaa
de panno e de cores muito fino a 26,
SOJ e 359, paletota dos meamos pannos
a 20g, 22| e U$, dHos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14j, 16Jf e 18$, casa-
eaa pratas muito bem fetas e.de superior
panno a 18, 30J 35. sobrecasacas de
asemira de core mullo finos a 15, 16J
e 18J, ditos saceos das mesmas easemi-
rasalOg, 12 e 14g, calcas pretaa de
asemira fina para hornera a 8, 9, 10#
e 13, ditaa de casemira de cores a 7 j, 8,
9 e 10, ditas de brimbrancoa muilo
fina a 5g e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4 jj e 4J50O, rol-
letes pr los de casemira a 5 e 6, diloa
do ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
branco sde seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
i f ustao a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
2500 e 3, paletotspretos de merino de
ordao aacco e sobrecasaco a 7g, 8 e 9,
colletes pretos para lulo a 45500 e 5,
cas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
| (otots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditoa
] sobrecasaco a 6,7 e 8$, muito finocol-
' lates de gorguro desedade cores muito
boa fazenda a 3800e4g, colletes da vel-
ludo de cores e pretos a 7J* 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
K 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 a
P35O0, ditos sobrecasacos a 55 e 55500,
E calcas de casemira pretas e decores a 6,
** 6500 e 7, camisas para menino a 20 ;
a duzia, camisas inglezas pregas largas
^ muito superior a|32 aduziapara acabar,
i Assim como temos uma officina de al-
l faiate onde mandamos executartodas as
5 obras com brevidade.
Xldi3S6S6dttdlS Mf matarflftfcftfB
Lindos cabazes
de palhafina,oucestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acham mui lindos e
delicados cabazes de palha una, oa ceslinhasen-
feitadas, proprias para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e cuslatn 4 e 5,
o que c baratissimo a vista da perfeigao e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Vendem-se pombos de bonitas cores e de
boa raca ; na ra do Seve ou TJnio, casa n. 16,
visinha ao grande edificio que se est fazendo
para o gynrnasio provincial; a fallar pela ma-
nba al as 8 horas, e a tarde das 4 em diante.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA & SILVA
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 R14D0 QUEIMADO 40!
Defronte do becco da Congregac* letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda eiecutar por medida, i vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 35 e 3000
Palitotsde dito e de cores, 35, 30,
25$000 e 20*000
Dito de casimira de cores, 22000,
15, 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, UfMQ
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9(000
Ditos de alpaka de cores, 5 e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, 5, 4500,
4g000e
Ditos de bramante de linho branco,
63000, 5000 e
Ditos de merino de cordo preto,
15000e
Calsas de casimira preta e decores,
12, 10, 9 o
Ditaa de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e
Ditas de brim branco e do cores,
5SO00, 4-5500 o
Ditas de ganga de cores
Collttea de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ o
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos bordados, 6, 5500, 5 o
8000
3500
3500
3500
48000
8J000
68000
4500
2J500
38000
8000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,6000 o
Ditos de brim e fusto branco,
35500 e
Seroulas de brim de linho
Ditaa de algodao, 18600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 25500 e
Ditas de peito de linho 68 e
Ditas de madapolao branco e de
cores, 3, 2550O, 2 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,85500 e
Ditos de feltro, 6, 58, 4 e
Ditos de sol de seda, ingiezes e
francezes, 14, 128,118 e
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
55000
59000
55000
35OOO
29-200
18280
2J300
39OOO
1800
1000
7000
29OOO
75OOO
9800
500
70000
sontaes, 100, 90, 80 e
Dito* do prata galvanisadot, pa-
tente hosontaes, 408 305000
Obras de ouro, aderecos e meiot
adereces, pulseir'as, rosetas o
anneis f
Toalhas de linho. duzia 12000 e IO9OOO
... m,' LT L a q a1 ar?Tra P'0^6880; f8Z Sc,e,nto aos "f freSuezes 1ue lend "Parado a sociedade que nha com
seu mano, acha-se de novo estabelec.do coraidouspecados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, eo Sr
"lyT* d* l- Pnm2'.r "a r8Za e UZ8'ue Se8UQd "a de Du,r,e A,meida & Silva ^ estabolecimentos oflerecm grandes
vamagens ao publico, nao so nt limpeza e asse.o com que se acham montados como em commodidade de preco, pois que para isso resolver* S
proprietarios mandarem v.r parle de seus gneros em d.re.lura, aBm de terem sempre completo sortimento, como mbem pdete m oferecer ao pu-
wZlSSUfl mTk i0t S? d PT qUe P.0SSam "WV e? Ulra qUalquer Par,e' Pr isso deseaad0 o proprietarios acreditaem
n,e S^Z ZQm del,bera,dgaranurem toda e 1ua,(luer P-Waito de gneros vendidos em seus armazons e assim j peder ver o publico
l viPmTl,l T meSm PKf peSS08S PUC0 P"i8UCaS' em qualquer um deslesestabelecimentos, que sero tao bem servidos come
S^g*gf *ggjj???-*** ?"iH*>WWmHMto< e assim fundados as vantagL que ollerecemos, pedimoH
7 P S senhores.de en*enh.0 e,avradores que mandem ao menos suas encommendas a* primeira vez, afim de experimnfar, certos
decontnuarera, poisque para uso nao pouparao os propr.eUrios orcas para bem servirem aquellaspessoas que frequentrem nmSSSSilS^
gneros CreVem0S ^^ ^ "^ *** ^ "* "* *** ^ Vendem0S baraLimo.' ^S^^SSTS
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a 750 rs.
MANTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios
KiS2S0N E PRET melhor do mercada de m a 3000 e em Pr50 e abatimento.
PRESUNTO FIAMRRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs
mnS?! P0?TV?oE?S VQd2? d P0rU) de par,cular 560 rs' Pr libra e "eiro a 460 rs.
CHOURICOS era barril de 8 libras a 45500 e era libra a 700 rs.
QUEIJOS LONDRINOS chegados no ultimo paquete al.
AMEIXAS FRANCEZAS em latas de 6 0 5 Ij2 a 1 a libra e a 12C0 a retalho.
PASSAS era caixinhas de oilo libras, asmelhores do mercado a 2800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS IPsGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1&200 a 1300 a garrafa e a
13 a duzia.
K?2?oE^ PIPA ProPrios Para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 315800 a 4800 a caada. '
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de !200 a 200U.
&!%& J?2? MELH0RES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1500 de duas libras.
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fiolachioia ingleza
a 160 rs. a libra.
Vende se a 160 rs. a libre*. 8|200 a barriquiLha
da mais nova que ha no mercado, afianzando-se
a boa qualidade, manteiga ingleza flor a 800 rs.,
alpista e pain;o a 200 rs., presunto e toucinho
muito novo a 320, loucinho de Santos a 240 cer-
veja eobrinha a E00 rs. a garrafa : na ru das
Cruzes n. 24, esquina da Iravessa do Ouvidor.
Sitio venda.
Vende-se um sitio un Santa Anna, lendo bda
casa com cinco quartos, duas sals, sala de jan-
lar, eic.etc, estribatia para seis cavallus, quar-
los para serventes, etc.. baixa de capim, excel-
lentes fructeiras, cacimba com boa agua para be-
ber, e tanque para banho: os pretendentes po-
dem ir examinar a dita casa e sirio em qualquer
dia e hora, e para tratar, dinjam-se Saunders
Brothers & C, prega do Corpo Santo, n. 11.
Vendem-se acedes dss companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Saunders Brothers & C, praca do Corpo
Santo, n. 11.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem conhecida eprovei-
losa opiata ingleza para dtntes, cuja bondade
apreciada por todos quantos della lem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgengivas
em perfeito estado, assim como a abura des
d|n.,es Susla cada <500, e por tal pre^o
so deixaiao de comprar quaodo a nao acbarem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
Farello e queijos.
Vende-se saccascom farello a 3 c em poriSa
por menos, queijos a Ijf-HO : na iravessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Paletots de ganga amarella verdadeira pelo di-
minuto prego de 2 ; na ra do Crespo n. 7, es-
quina da ra do Imperador, loja de Guimares &
Lima.
Attenco.
*
Fazendas baratas, na roa do Queimado n. C9,
ricos chales de froco estampados a 3*400 caa
um, saias de balo com renda a 3200, ditas de
30 arcos a 4, chaly rico matizado a 900 rs. o co-
vado, chapeos deso de panno grandes para en-
genho a 3200cada um, ditos de seda ingiezes a
11 cada um, e muitas mais fazendas que se
vende por todo prego : oa ra do Queimado' a.
69, de Jos^Anlonio da Silva Marques.
Vende-so em escravo mogo sem vicios nem
achaques, e oplimo trabalhador do servigo do
campo ; a tratar na rui do Sebo n. 20.
pechincha

Sedinhas de quadros muilo iocorpadas. cova-
do a 800 rs.
Golinhas de fusto bordadas com bolo para
senhora a 640 rs.
Ditas de dito lisas com botao a 500 rs.
Manguitos a balao com punhos e gola borda-
dos com botozinhos a 3.
Manguitos a balo com punho e gola a 200.
Baldes elsticos a 3 e 300.
E outras mais fazendas muito baratas : na ra
da Imperatriz d. 40, esquina do becco dos Fer-
reiros.
Vende-se uma escrava de 25 annos, de bo-
nita figura, a qual cose e lava, e tambem emen-
de do servigo de campo : na ra Direita n. 14,
taberna.
Vende-se duas casas terreas com sotao, ci-
tas na ra da Palma : a Iralar na ra da Concor-
dia n. 73, armazem de materiaes de Manoel Fir-
mino Ferreira.
Escravos fgidos.
Escravo fgido.
No dia 13 do correnle (junho) fugio do caminho
da Varzea um negro de nomo Caetano, que tem
os signaos seguintes : cor fula, beigos muito gros-
sos. roslo qne primeira vista parece estar in-
chado, tendo nelle muitas marcas de bexiga, es-
tatura regular, corpo um pouco reforgado. repre-
senta ler 25 a 28 annos, muilo ladino, crioulo,
perras alguma cousa arqueadas, unhasdo ps es-
tragadas. Desconfia se que esse escravo procurara
a prolecgo de uma pessoa importante ; e nesse
caso pede-se a essa pessoa, que retire tal prolec-
go, que de nenhum modo a acredita. Quem en-
contrar e approhender o dito escravo, pode-o le-
var ra da Pr^ia, armazem n. ou no quarlelde
polica, fallar com o seu senhor o teneute Ma-
noel Fernandes de Albuquerque Mello, que re-
compensar a pessoa, que lh'o entregar.
Escravo fgido
Tendo fgido da cidade de Mamanguape no dia
29 de dezembro de 1859 um mulatinho de
nome Felippe, idade 15 annos, pouco maisou
menos; e com ossigoaes seguintes: cor verme-
lha, ctbellos encolhidos, rosto e corpo bstanle
seceos ; consta achar-se preso no sertao e dizer
que se chama Juvenal, roga-se pois a quem com
certeza disso souberqueira "dirigir-se nesta cida-
de loja de Porto & Irmo, em Goianna a Pau-
lino Deodato Cavalcanti, ou em Mamanguape ao
Sr. do dito escravo, Francisco Antonio da Silva
Valenle Jnior.
MU,
No dia 31 de maio prximo passado fugio do
engenho Quanduz um escravo do nome Victori-
no, com os sigoaes seguintes : preto, boa altura,
rosto bexigoso. e lem falta de dentes, cujo es-
cravo foi do finado Joo Dias. boticario da cida-
de da Victoria, e muito conhecido nesta praga,
onde vinha constantemente comprar remedios
em urna bolica para seu nado senhor, por isso
suppe-se andar por aqui : portaato roga-se a
quam o pegar, leva-lo ao dito engenho a seu se-
nhor Jos Ignacio de Mello, ou nesla praga a Ber-
nardino Freoclsco de Azevedo Campos, que se
gratificar generosamente.
Attenco.
Acham-se fgidos os escravos seguintes : Con-
rado, crioulo, do Par, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Magalbaes, que servio de che-
fe de policia daquella provincia, cujo escravo po-
de passarpor livre porque falla bem e al troca
algumas palavras em fraocez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domiogues: Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prenle do Sr. visconde do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
signacs de bexiga no roslo, falto de dentes na
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mogo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muilo apaixooado, incnlca-se por
homem livre com o nome de Leopoldioo : Mar-
colino, cabra, natural da povoago de Agua-Aze-
da as immediagdes de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto, sub-
delegado de GaranhuDs, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falla de dentes na frente, usa
constantemente de'cinlursgo desoldado atado
cintura ; quem apprehender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a sea senhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous Irmoa na
freguezia do Poco da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detengo, no Itecife, ser gra-
tificado de seu Irabalbocom generosidade.
Jos Cosario de Mello.
s


(3)
MARIO DI lERKAMBUCO. QUlflTA FEIRA 16 DI JNHO DE 1811.
Litteratura.
Primeiras paginas da brochura do Sr.
conde de Mon t aleinbert, ao Sr. conde
de Cavonr.
[Continuqgo.)
Deixareis vos o papa, leilo subdito do rei da
Italia, nomear os bis pos d'Ilalia de motu pro-1
prio ? Se nao ihe concedis isio, eocontraes o \
ci'.isma desde os vossos primeiros passos.
K como gfrantis a livre ale t ja o do Suniroo-
Pontifice? l'eusae que precisamos de um pps,
que seja o pae commum de loJas as nages ca-|
iholicas, nao um papa ilalianissimo, occupado;
em servir a arobigo piemonleza, em augmentar
o ascendente moral do novo reino de Italia, em '
substituir a acco ihliana da Franca ou d'Aus-
Iria no oriente ou algures.
Acaso ignoraes que a grande schisma do oc-
cidente nasceu de urna presso exercida pela po-
pularo romana sobre a eleigo de Urbano VI,
presso esta, que tornou a suspeita de violencias
metade da Europa, e que diiidiu o calbolicismo
em duas porges inimigas durante meio-seculo ?>
Ignoraes, ou nunca pensastes nisto ?
< Alm disso, o que vem a ser o Sagrado-Col-1
legio, dada a uutoade da Italia ?
Iloje lies quartas partes dos cardeaes sao ita- \
lanos ; e entretanto ninguem fez mais cardeaes
nao italianos do que Pi IX. Isto nenhuma grave
consequencia acarrelava quando havia na Italia
Napolitanos, Florentinos, Lombardos, Piemonle-
zes e Romanos. Mas, compreliende-se a difieren-
c, quaodo cincuenta cardeaes sobre setenta forem
subditos do rei da Italia ?
Evidentemente a unidade italiana implica
urna modificagao profunda nacomposigo do Sa-
cro-Collegio. No di? em que a Italia tiers um
senhor, tornar-se-ha iudispensavel que urna
constituigo apostlica limite o numero dos car-
deaes italianos, dando cada n ac a catholica uro
numero de car Jeaes proporcional cifra de sua
populaco.
Ora, isto seria urna verdadeira revolugao.
Com effeito, todas as tradigoes seriam rom-
pidas. Ninguem pode dizer o que sortiria dessa
invasao sbita de elementos de origem to diver-
sa no Sacro-Collegio.
O que apenas se entrev que a poltica dos
gabinetes entregar-se-hia ento no seio do con-
clave muitas oulras lulas, differenles das que
at aqu teem tido lugar, quando os cardeaes 10-
dependentes das potencias eram rouito mais nu-
merosos e deeidiam afinal da eleicao, tomando
em considerado certas repulsas diplomticas, mas
s em urna justa medida."
Acreditae-o, vossa realeza italiana nao que-
rer, nao poder resistir tenlaco de toruar-se
senhora-da eleigo, senhora do conclave por mor-
te de Po IX, como j o tinha querido Napoleao 1
na eventualidad da morte de Po Vil.
< Desde 1807 (toba elle proposto ao papa um
projectode tratado, deque fura relator o cardeal
Pacca cujo artigo 6 era assim concebido :
O numero dos cardeaes do imperio francez
ser elevado ao terco do numero total dos mem-
Iros do Sacro-Collegio. Sero considerados
como cardeaes francezes aquellesque nasceram
nos oulr'ora Estados do Pemonte, de Parma e
de Genova. Us cardeaes francezes nao podero
< em caso algum ser privados do direito de as-
ir sistir ao consistorio. Nao haver disliogo al-
guma entre elles e os cardeaes italianos
:: Napoleao foi mais longe tendo em 1813 o
pipa em suas garras ; elle lhe mandou propor por
Duvoisin. bispo de Nanles, que coocedesse .s
coras os dous lerdos dos chapus cardinalicios.
Ora, as coras eram a Frang, o reino de Italia
(BeauharoaisJ, aples (Mural), Uespanha (Jos
OonaparteJ, Wcstphalia (Jernimo] e Naviera, cu-
j docilidade nao era dudosa. Esta proposta de
Duvoisin era certamenle um meio mu pouco
disarcado de por o conclave sob a mo de Napo-
leao, qual com isto sabia apparentemenle o que
fjzia.
Nao claro que quem tiver em suas mos a
maioria dos cardeaes far o papa e por conseguin-
te ser papa ?
a O que Napoleao I quiz, vos o querereis e o
faris. Temos pois ludo a temer, ludo ser pos-
si'el e ludo ser feito.
Anda urna palavra sobre um poni sem du-
rida importante.
Na Italia resta ao clero sacular um dominio
territorial, que faz as vezes de ornamento. Cer-
tamenle a revoluco nao o respeitar mais do que
o lem feito em Hespaiiha e algures. Ora, este
algures hoje quasi todo o orbe catholico. Ve-
jamos um pouco o que significar vossa for-
mula.
O que para vos a egreja livre ? E' a egreja
sem embaragos. Seja. Mas nao principalmen-
te a egreja sem budgel ? Quando a revolugao to-
rnou os bens do clero de Franca, o consulado nao
os reslituio, mais em recompensa reconheceu co-
mo urna divida o budget dos cultos. Eis o pego,
que armaes egreja : hoje, em nome da liber-
dade, tomaes seu dominio ; amanhaa supprimi-
reis seu subsidio ; depois. ella ser livre : como
esse hornero que o saniarilsno, enconlrou e que
os ladres tinbam deixado vivo, mas despojado e
eatenuado. Vossa egreja livre urna egr*ja ar-
ruinada ; vosso eslado livre um estado livre de
receber todos os cultos sem sustentar algum.
Tudo isto capital. E na verdade, quaodo
se pensa em todas as perturbarles, em todas as
complictcoei, que vo apparecer em urna mate-
lia to importante e regulada ha seculos sa-
tisfirao universal, satiafacao dos oslados pro-
testantes, como a Prosita, e dos mais ciosos de
fu independencia como a Franga, flca-se con-
fuso da incuria prodigiosa dos soberanos e das
incoes" calholicas assim agrupadas a borda do
precipicio pela immoral ambigo do Piemonle,
pera ingralido resoltante de alguus patricios.,
pelos ciosos furores do mezxo celo de Roma e
principalmente pela onda revolucionaria.
Anda una vez, o Piemonle ( conseno eite
nome consagrado pelo crime para designar o re
e o parlamento a'lUlia ], o Piemonle, senhor de
Roma, ter mil meios de assegorar-se da maioria
do sacro-collegio, quer pesando sobre as escolhas
a fazerpelo papa reinante, quer ganhando os car-
deaes urna vez comeados Imagine-se um con-
clave sob a presso da realeza, do exercito e da
populara pieomonteza. Os raua diasdo papado
reoasceram, e nao, como oulr'ora da confuso
feudal, da barbaria dos cosiumes, da anarchia
municipal, mas airo da cobarda da Europa, dei-
xaodo perecer em. plena paz, em plena civilisa-
cao a combioago inventada para obstar todos os
males amigos.
< Eu resumo e repito, por quanto ninguem
quereria insistir muilo sobre este poni vital da
questo.
Amanhaa o papa Doroeari cardeaes : vos abs-
tereis de t da a influencia ? Depois, os cardeaes
tero de nomear um papa ; vos abstereis de to-
da opresso .' Esse papa recusar instituir vos-
sos bispus ; se vossos soberanos quizerem divor-
ciar, elle os coodcmnar. Como o supporlareis
vos?
E se o papa mudar a lurercbia calholica en-
tre um de vossos adiados, como fez em logia-
trra, quem se queixar esse allado? A' vos,
como oulros se quetxam ao sullo quaodo u pa-
triarcha grego ou romano nao baslaote dcil.
revolugao, quem garantir ao papa sua liberdade
visto como nao lhe poderam garantir um thro-
no ? Sob que rgimen estar elle amanhaa ? Sob
que rgimen estaris vos mesmo ? Que 1 sois
vos, no seio de um povo dividido, desmoralisa-
do, destruido, que pretendis garantir para sera-
pre egreja que as portas da revolugao nunca
prevaleceru contra ella 1
Repito, qual ser amanhaa a posigo do papa
se elle a acceilar ? E sob que rgimen vivir elle
hoje mesmo ? Por quanto elle conar-se-hia
mos, que nao lhe foram doceis. Vos me fallaes
da Egreja livre no Estado livre, e eu s vejo a
Egreja ameagada em um estado ioimigo, Egreja
esbulhada em um Estado esbulhador.

a Sin), o papa ser livre como um soldado ven-
cido, a quem se fazem as honras da guerra li-
mando-lhe as armas, e que vive das esmolasde
seu ioimigo, que vive inconsolavel por ter sobre-
vivido sua causa, livre sob palavra, com a con-
digo de tremer sempre e de nunca se mecher.
Mas para que nos perdermos nestas correc-
toras e em seuscommenttrios sobre os resulta-
dos de um sonho ? Tudo hoje possivel, bem
sei e vos o sabis melhor do que eu, por que tu-
do vos tem sido bem succedido, al o impossivel
ma9 nao o seris em vosso novo projecto. Po-
dereis despojar o papa de tudo quanto anda nao
lhe lomastes mas nao extorquir-lhe asanego de
vossa injostiga. Podereis tomar-lhe tudo, ex-
ceplo seu direito. Nunca reduzi-lo-heis a dizer-
vos que tendes razo. E sem isto, nada tendes.
Nu, vosso projecto nao se realisar. Nao
ser dado aos pigmeus do seculo XIX conseguir
o que nao poderam 03 gigantes do passado.
Desde que cessaram as perseguigoes dos Cesares
pagaos, ninguem entre os senhores do mundo,
ninguem enlre os soberanos da Italia, ousou
coexistir com o papa em Roma. Ninguem,
ouvi bem. Constantino recuou dianie dessa ma-
gostado desarmada, que elle apenas acabava de
recoohecer, e foi traosplautar Constantinoph
seu poder eclipsado. Carlos Magno, senhor de to-
do o occidente, bemfeitorda s apostlica, Carlos
Magno chamado pelo proprio papadoparasubslituir
os imperadores romanos, Carlos Magno, apenas
coroadoum S. PeJro, voltou para o norte como
que afaslido por urna forga iovencivel e secreta
dos lugares, onde se erguia o nico throno mais
elevado que o seu. Depois delle, na poca som-
bra e confnsa, em que e papado esteve mais aba-
tido e desconsiderado como nunca se vio, na po-
ca em que houve pela vez primeira res de Ita-
lia,Cuy, Gugues, BereDger, niaguem ousou es-
tabelecer-seem Roma. Mais larde e atravez dos
seculos foi o mesmo. Nem os Othon, nem Barba-
roxa, nem Carlos V, nem Njpoleo, nenhum pen-
sou oisso, E vos julgaes que ser-vos-ha dado,
vos e vosso senhor, calcar aos ps essa lei pro-
videncial, perante a qual todas essas grandezas e
todas essas torgas inclinaram-se silenciosamen-
te ?!....
o Nao, podereis ser senhor de Roma, como o
foram lodos os perseguidores desde Alarco at
Napoleao, mas nao seris o soberano nem o col-
lega do papa. Pi IX ser talvez vosso prisio-
nero, vossa victima, mas nunca ser vosso com-
FOLUEriH
OBATEDORDEESTRADA
pitee : elle nao capitular com a astucia, nem
com o espolio, nem con o dolo, nem com o rou-
bo. Captivo, ser para vos o mais cruel doiem-
baragos, o mais inexoravel dos castigos ; exilado,
ser contra vos sem mesmo abrir a bocea, o mais
tpmivel aecusador, que por ventura urna realeza
nascente que por ventura um povo libertado le-
nha encontrado sobre a ierra.
O espectculo desse velho despojado de um
patrimonio quinze vezes secular, victima da mais
negra perfidia, errando pelo mundo em busca de
um asylo, que equivale aos esplendores do Vati-
cano, cm busca do um tecto, sob o qual possa sel-
lar com o andel do pescador leis obedecidas en-
tre todas as nages da trra ; este espectculo
elevar contra vos e vossos cmplices na alma do
mundo urna tempeslade, que submergir-voi-ho
depois de vos havr para sempre deshonrado.
Acaulelae-vos, que os Italianos nao se tornem os
judeus da chriatandade futura I Das extremidades
da Irlanda s da Australia tomae cuidado que
nossos flbos nao a prendara desde o berco a mal-
diz-los, e que a tiara ultrajada nao se torne co-
mo o crucifixo um symbolo de dr e de amor pa-
ra os liis, porm tambem urna lembranga inapa-
gavel da crueldJe e da iograti io italianas.
a Nao seja esta censura um ultraje gratuito aos
vossos olhos. Citar a escriplura santa em urna
discusso poltica um ridiculo segundo nossos
usos modernos, bem o sei ; entretanto vos-
sos amigos os Ioglezes, oceupados neste mo-
mento em inundar com suas Biblias mutiladas as
provincias conquistadas por vos, vos empenha-
ro talvez a desculpar-me. Por conseguidle, eu
vos pergunto se nestas palavras, que Deus diri-
ga aos Judeus pela penoa do propbeta, nao eo-
cootraes alguns tragosproprios para vos fazer re-
flectir sobre o que pensar o mundo calholico
quaodo houverdes enlhronisado em Roma a re-
volugao italiana.
Eis como vos cooflastes na mentira, que pa-
ra nada vos ter servido. Soubestos matar....
roubar, perjurar, sacrificar Baal e aos deuzes
estraogeiros que vos eram descoohecidos. De-
pois vollastes, e em p diante de mim, na ca-
8a onde o meu nome era invocado, dissesles:
Por que nao recuamos diante de nenbuma des-
* tas abominages, eis-nos livres. Mas eu, diz o
senhor, eu abi estou, e eu, o senhor, vos tenho
VtStO.
a Ecce vos confidilit in sermonibus mendacii.
non proderunt vobis: furari, accidere, adulle-
rari, jurare mendaciler, libare Baalim, el ir
post dos alenos, quos ignoratis. Et venistis.
el sletislis coram me in domo hac, in qua in-
a voeatum est nomen meum el dixistia : Liberali
sttmus, eo quod fecerimus omnes abominatio-
es istas.... Ego, ego sum : ego vidi, dicit Do
< minus.... Et mine, quia fecilis omnia opera
hac, dicit Domiuus.... projiciam vos a facie
mea (1).
Nao vos engais. Parecis chegar ao flm,
e oo enlamo nunca estivestes mais longe delle.
Vos dispertaes todos os das cada vez mais a at-
leogo, a aflliccao e a iodignago dos chiistos
catholicos, isto da communho mais numerosa,
mais eoraisada, mais obstinada, que existe sob o
sol. E com ella,e vos j tendes disso um con-
fuso inslincto ; com ella, e oo mais com o
papa smeate, que deveis tratar. O papa deve-
oos coota de sua independencia, de sua dignida-
de, de sua honra, nos, ouvi bem, nos,seus
Olhos submissos e Deis. A v6s, porm, que o
leodes ultrajado, trahido e esbulhado, elle nada
deve a nao ser a piedade e o perdo quando for-
jes digno dalles.
Nao vos offenda nem vos sorprenda esta pa-
lavraperdo. Antes de ouvir vossos derradei-
ros escrneos, o augusto e infeliz pontfice, que
convidaes a- descer do throno para dar-vo3 lugar,
vo-lo-havia j reservado. Se nos pedirem,
diz elle terminando sua allocugo,se nos pe-
direm o que injusto, nao podemos conced-lo;
mas se o perdo que querem, nos o conce-
demos com felicidade e de bom corago. Ora-
mos de todo nosso corago por aquelles que
nos odeiam, e estamos promptos, mal elles se
arrependam, a perdoar-lhes e abengoa-os.
Senhor conde, vj sois um grande triampha-
dor; tendes a victoria, a popularidade, o talento,
tendes o poder. Oque vos falta? Nao preciases
que tos ajudem, nao precisaos que vos aconse-
Ihem ; mas a historia o dir como Po IX, vos
tendes necessidade que vos perdoem.
_ a Em quanto nao houverdes merecido e solli-
citado esse perdo, que vos espera, a historia vos
assignalar um lugar parte na reprovago dos
chrislos. Ella dir, qualquer que seja vosso
triumpho, que vossos meios deshonraram o Qm
que tendieis. Digo-vos simplesmente, ecom mui-
to maia dr do que colera : sois um groado cul-
pado.
Vos sois mais que Mazzini, que tem a pro-
(issao de conspirador e regicida, entretanto que
vos nao segus a vossa, a de homem de estado,
de grande cidado, de grande ministro. Vos o
sois mais que Garibaldi, cuja ioimisade mesma
nao poderia rehabilitar-vos : Garibaldi um pi-
rata ; oo um.traigoeiro: elle diz claramente
que o papado um cancro, eque a Italia, tal co-
mo elle a sonha, deve ser protestante ; elle nao
pretende servir os verdadeiros e os mais dura-
veis interesaos da catholicidade. Investido por
roR
PAULO DLPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
XXV
(Conlinuagao.)
Devemos repetir, para que ninguem supponha
que falsiGcaroos os caracteres das personageos da
nossa historia am de torna-Ios verosimilhao-
tes, que as mocas Americanas gozam de urna li-
berdade absoluta, e sem limites, a qual escapa
qualquer censura, anda mesmo & aquella em que
poderiam incorrer segundeas leis ecostumes da
sociedade; pelo que lhes permittido, apezardos
erros de seus primeiros annos, aceitar a mo
d'aquelle que lhes offerece o seu nome, sem que
julguem faltar deste modo aos principios da leal-
dade : acontece porm que, partir do momento
em que se toroam esposas, sao escravas da hon-
ra dos seus maridos, e qualquer infraego nos
seus novos deveres punida com o desprezo e
censura de todos.
Miss Mary, pensando rouitas vezes e tao dolo-
rosamente as relagoes duvidosas que tivera em
oulro lempo com Joaquim Dick, mostrava pois
urna susceptibilidade e delicadeza de seolimeo-
tos que nao se encontrara na mor parte das suas
compatriotas: qub a sinceridadeda paixo, que
a domioava, tornava sensirel em extremo a sus
consciencia.
L para meio dia Grandjean observou moga
que deviam descangar por algumas horas, fim de
que tambem os animaos podessem refazer-se de
novas forgas. Miss Mary accedau com o empe-
rno de urna pessoa que procurasse mesmo retar-
dar o momento da chegada.
Assentada sombra de urna grande aore, cu-
ja espessa folhagom a abrigava dos abrazadores
raios do sol, a Americana havia alguns instantes
que estendia ao acaso suas vistas dtstrahidas ao
redor de si, quando de sbito despertando do seu
scismar, dirigiu a palavra ao Canadiano
Tendes grande inclioago para o dioheiro,
cao assim, Grandjean?
Sim ; responden lacnicamente o gigante.
Nao ha nada no mundo que vos possa impe-
dir de ganhar muito ouro?
Tem seus conformes, miss Mary.
-- Explicae-vos : quaes os escrpulos perante
que pode recuar a vossa consciencia?
O Canadiano cruzou os bracos, e pareceu re-
fleclir.
Embaraga-vos a minha pergunta, masler
Grandjean ; bem o vejo : #tranquillisae- vos po-
rm. Nos Americanas em "nada nos parecemos
com as mulheres da Europa. Nunca fallamos por
mero prazer de lagarellar, e sabemos muito bem
guardar um segredo. Nao a coriosidade, e me-
nos o ocio, quem me leva interrogar-ros. De-
sojo, e devo saber at que ponto, e em que casos
posso cootar com a vossa dedicago.
Interpretaos muito erradamente o motivo do
(*)"Vide Otario n. 1*0.
(1) Jezem, VII, 811, 13, t5.
vosso talento, por'vossa affouteza, por vossa po-
sigo, da gloriosa missao de iniciar a Italia na
vida publica, e de exercer com o exemplo de um
governo livre e regular urna iovencivel ettraco
sobre a pennsula, vos antes quizestes precipitar-
tos uro flm equivoco e talvex chimtrico, vio-
lando o direito natural, o direito publico e o di-
reito christo.
A Europa, deixando-vos impunemente per-
correr essa carreira, nao vos lem amnistiado. Nao
se s os catholicos nem os liberaee conservado-
res da Franga que vos recusaram seu assentimen-
to. O maia imparcial dos protestantes, Mr. Gu'i-
zol, mostrou em vos a resurreigo do espirito de
usurpaco e de conquista, que (ublevra o mun-
do intetro conlra o primeiro Napoleao. O decano
dos liberaos de Uespanha e da Europa, o Sr. Mar-
tnez de la Roza, estigmalisou vossa poltica com
oo meos energa que o joven e eloquente ora-
dor, cuja eslra illustrou nosio corpo legislati-
vo (2).
Nem os applausos devinto milhesde Italia-
nos, suppondo-os todos adquiridos por vda, nem
as sympalhias apaixonadas dos revolucionarios
do mundo inteiro, que vos aclamam como seu
chele, nao baalaro para extinguir a voz da jus
liga. A cooscieoria do genero humano vos ex-
probar al o Um dos seculos o sangue innocente
que tendes derramado, os tratados que tendes
rompido, as ruinas que lendes amonloado
< Quanto mim, eu vo-lo juro, muito me-
nos o catholico do que o homem honrado em
miro, que vos teme e vos reprova. Minha alma
est cheia de urna calma e imperturbavel confian-
ga no futuro dessa egreja. cuja cidadella derri-
baes e da qual confiscaes o patrimonio. Gragas
vi e vossos alliados, a egreja vae passar pe-
lo cadioho, ondo ella sempre se purifica de todas
as prostragoes ephemeras, de todas as solidarie-
des comprometedoras, de todas as fraquezas ap-
parentes.
< Creio as prmessas elernas; mas aioda que
nellas nao crsse, anda que crsse no triumpho
definitivo de Machiavel e no vosso, nao deixarei
por isso de protestar, e sempre, e s. Nao, nao
sao os perigos da egreja que me assustam e re-
voltam. o que me revolta o espectculo que
hoje d a Italia ao genero humano ; tudo o que
ha de altivo, de integro, de delicado, sacrificado
aos groaseiros inslinctos da mollidSo ; a fraque-
za cobardemente opprimida pela forga : a ver-
dade cobardemente suffocada pela mentira ; o
direito pisado pelo numero ; o livre arbitrio das
populages confiscado por conspiradores ; a li-
berdade das almas afogada no tumulto das ras,
a honra afogada na traicao. Se eu fosse, nao
calholico e Francez, mas Ioglez, Chinez, pago,
bastar-me-hia erguer os olhos para esses prin-
cipios de eternajuslica, generosamente invocados
por Pi IX, audaciosamenle violados por vos, pa-
ra me sentir indignado contra vos e iovoocivel-
mente incrdulo respeito de vossas prmessas.
Ch. oe mostalejibert.
c Paris, 15 de abril de 1861.
(Loe Mnde.S. Filho.)
A familia da Alea dos Gansos.
[Esbocos do genero do Tio Ado.)
Seria difficil o afirmar que o cabo de esqua-
dra Sigurd fosse supersticioso, ou que tivesse al-
gumas nogdes de astrologia ; o certo porm
que, noite, sentado diante da porta n'um ban-
quinho coxo, deleitava-se era contemplar a estrel-
lada abobada, emquantoque laogava do pequeo
cachimbo extensas espines defumaga, queespa-
Ihavam ao longe um vivo perfume de cenoura,
para grande repugnancia de quem nao podesse to-
lerar o cheiro daquella especie de tabaco. Elle
cortava e preparava aquello delicioso tabaco por
si mesmo, o que era attestado por urna taboinha
posta de parle n'um canto de sua habitago, e
cujas ionumeraveis enlalhas provavam o frequen-
le uso que sabia fazer delta ; alera disso, as cores
arden tes de urna cabecinha de cachimbo de espu-
ma, ou, como dizia o cabo de eaquadra, de polpa
de batata, pois o nosso velho acreditava pa-
mente que ella havia sido talhsda n'um desses
tubrculos, tambem provavam evidentemente
que ha muitos annos fazia ella sem interrupgo as
vezes de um vulcozito.
O cabo de eaquadra Sigurd tinha sessenta e tan-
tos annos ; era de estatura alta, levemente cur-
vado pela edade, com tudo, quando queria dar-se
a este trabalho(na verdade istocuslava-lhe algum
trabalho) anda chegava, endireitando-se, altu-
ra respeitavel de seis ps e seis polegadas pouco
mais ou meuo9. Audava, pois, como du Schut-
zerthraus respeito de el-rei Frederico, nos Re-
vezos do re da Suissa, um tanto inclinado para
a ierra, e para isso tinha at urna razo a que
nao poda recordar el-rei Frederico, era andar com
urna perna de pao.
Suas feiges lioham ordinariamente um exprs
sao um tanto sevora, porm de sortealguma car-
rancuda, naqual nolava-se uns laivos de arrogan-
cia, porque trata-se apenas de um soldado re-
formado ; se eu tivesse de fallar n'um homem de
mais importancia, dira que liam-se em sur.s fei-
goes o reflexo de urna nobre altivez ; cada
(2) O Sr. Keller."
claase de individuos tem o seu cunho. Em-
flm, ocabode esquadra parecia um homem moi
confiado em si mesmo, e que gostava de fugir
qualquer dependencia alheia. Tioha os olhos de
um azul escuro, as sobrancelhas irregulares, es-
pessas e grisalhas, semelhanca do colmo de um
tolhado mal aparado, quaii lhe oceultavam as
palpebras ; as faces ossudas eram listradas de
veiasinhas encarnadas que deseuhavam-se deli-
cadamente sob a epiderme endurecida ; imagine-
se inda urna teata alta, corada de raros cabel-
los grisalhos, urna bocea perdida fm bigodes
enormes e incultos, e ter-se-ha a Del iraagem do
brioso cabo de esquadra Sigurd. O facto era mais
quo modesto a despeito de seu ar entonnado ; em
todo elle era a velhice atteslada em erziduraa ou
na geitosa intercalago de um algum remend.
Fosse como fosse, era Sigurd de um asseio excep-
cional, pois o cabo de esquadra era homem de
ordem e tioha a casa decentemente, ainda que
fosse doente e j velho.
Se ha alguns aonos tivesseis o desejo de visitar
a pequea Alea dos Gansos, no arrabalde septen-
trional de Slockolmo, eu nao vos acooselharia
que tentasseis essa excurso no invern, se ros
repugnasse enfiar-vos no dito becco' e ir oferta,
volens dar com os joelhos na casinha habitada
por Sigurd.
Durante o vero, n'um bom dia, seria outra
cousa ; talvez podesseis ento.emquanto ficavam
a preparar vossa limonada no S Bernardo, bem
ao p, ver o velho Sigurd em pessoa, ou quando
menos o canto onde morava
O bom velho nao viva s, nao oceupava um
quarlo proprio, porm, como acabo de o dizer,
sem nenhuma figura de rhetorica, o canto de um
quarlo, em casa de urna viuva, a quem o amor
dera oulr'ora tres Olhos, dous meninos e urna me-
nina, e quem a morte roubara ao depois o mari-
do que sustentara a todos com o seu trabalho.
Era ah, oessa cazinha, esquerda, que morava a
viuva, e o canto septentrional do quarto era oc-
cupado por Sigurd, que havia posto ao slo os li-
mites de seu territorio por meio de um trago de
giz.
Esse territorio era um lugar sagrado para os
meninos; assim, raras vezes acontecia que al-
gum delles ousasse transpor o respeitavel trago
braoco para tocar n'uraa ioQnidade de curiosida-
deziohas pertenceoles ao velho ; e todava cus-
tava-lhes bastante verem o relogio velbo de pe-
chisbeque trabalhar na paredesem se atreverem a
por-lhe as mos, ou deixarem descangar tran-
quilamente o fuzil e a pederneira, e principal-
mente o espelhinho enodoado diante do qual ras-
pava o cabo r>e esquadra ordinariamente, ao do-
mingo, dous pontos imperueptiveis da barba.Nao,
nenhum ousava tocar em cousa alguma, pois o
velho tinha o instiocto da prosperidade singular-
mente desenvolvido, e reconhecia incoolioeote se
alguem havia tocado em seus objeclos ; ento
ralhava infinitamente e acabava de um modo
pouco agradavel, como fcil de presumir ; o cul-
pado era castigado pelas proprias mos do cabo
de esquadra, que seguran jo-o vigorosamente pelo
brago, sacudio-o de um modo bem grosseiro.
Alas muito havia que perder em se estando mal
com Sigurd ; era elle ordinariamente to bom e
to alegro ; quando voltava noite para a casa,
deixava os meninos folgarem com objectos to
lindos, ou fazia-os saltar, um apozoutro, na per-
na de pao, ou ento contava historias que oo
enfadavam a ninguem ; depois de os ler diverti-
do assim por algum tempo, o bom velho ficava
silencioso de repente, punha em trra ao mais
pequeo do rancho, eofileirava todos ao longo do
trago branco, e depois de haver ajustado os ocu-
los coovenientemante, lia em voz alta algum tre-
cho da Biblia, em seguida recitava algumas ora-
goes e acabava entoando um cntico ; sua voz,
aioda que semtlhanie ao trmulo de um orgo,
harmonisava-se sem grande desvantagem com as
notas agudas das mangas, e assim ouvio-so ali
todas as noites um concert um tanto estrepitoso,
porm na realidade mui tocante, de vozes reco-
lhidas que bemdiziam o senhor.
Depoi de tudo isso, Sigurd mandava os me-
ninos para a cama, e se fazia bom tempo, ia sen-
lar-so no canto do alpendre. justamente defronle
do moinho, com o rosto vollado para urna barrei-
ra em ruinas alm da qual divisava-se urna vi-
gosa vegetago de cardos eotremeados de espi-
nhos e urzes; era ahi que o velho fumava o ca-
chimbo diante da natureza risonba. A dizer a
verdade, a natureza oo era prodiga naquelle lu-
gar, mas por sobre a humilde choupana e o
moioho de vento eslendia-se a abobada celeste
ornada com os seus militares de estrellas, radian-
do to condescendentemente sobre a cabega do
velho guerreiro como podiam faze-lo sobre a re-
sidencia real ou sobre o magestoso espelho do
pacifico lago Melar
No esto, tal era a estaco do brioso cabo do es-
quiara, e por certo que elle nao poda dizer que
l em cima, no Gansegasschen. urna excessiva
abundancia de verdura tornasse montono a
perspectiva que o rodeara.
Era a hora em que a viuva eslava ordinaria-
mente ausente ; ia todas as noites fazer a cama
e encher a quarlinha de um tabelliao velho que
morava a alguma distancia no Norrtulstrasse.
Acontecia ficar ella muilo tempo fra, quer tra-
vasse conversago com a fruteira de defroote,
quer podesse obter o Taxeblatl (diario) que ento
ia em casa do tabelliao; alem disto.esle nem sem-
meu silencio attribuindo-o desconfianza, disse
Grandjean com um bocejo mal comprimido. Se
recuso prestar-me responder-vos porque es-
tou com bastante somno, e nao entrou as con-
diges do nosso contrato que devo sacrificar as
minhas horas de repouso conversagoes inu-
tels. E' sabido e conhecido por todo o mundo,
embora procuris negar, que quando as mulheres
comegam a dar lingua nao ha meios de as fazer
calar: nao culpa dellas, coitadas I.... bem sei
que isso urna molestia 1 Mas o caso que eu,
que nao eomo ha muitos das, devo pelo menos
dormir: de outra sorte nao vos poderia prestar
servigo algum.
Masler Grandjean, replicou miss Mary com
o mesmo tom de seredade, estou -perfeitamente
de accordo com as vossas razes ; estaes no vos-
so direito; mas vejamos: queris vender-rae o
vosso somno ?
Vender-voao meu somno?
Sim 1 O que achaes de estranho na minha
proposla que vos causa esta sorpreza 1 Desejaes
dormir a sesla, e eu desejo que respondaes s
minhas perguotas : assim pois pago a vossa al-
tengo, e vos me vendis o vosso repouso. E' um
negocio muito simples 1....
Grandjean fez urna desastrada continencia, e
depois procurando dar sua voz urna apparencia
insidiosa, perguntou :
E cousa que se pague a dinheiro vista?
Certamente : basta s que digaes o prego ..
As minhas palpebras se fecham a meu pe-
zar.... ser preciso grandes esrorgoa para ven-
cer este somno.... assim pois creio que duas
piastras....
Aqu as tendes, alalhou logo a moga.
O Canadiano loroou as moedas que lhe diva
miss Mary, guardou-as cuidadosamente no cinto
de couro que trazia ao redor da cintura ; e de-
pois dando um murro, junto ao ourido, excla-
mou:
Fallae, miss, estou perfeitamente desper-
tado 1....
Deveria ter tido comvosco estas explcagoes
antes de partir de S. Francisco, disse a moga do-
pois de haver meditado um pouco ; mas oceu-
pavam ento o meu espirito to graves pensa-
menlos, que nao cuidei de tal cousa 1 Procurava
um servidor activo, lele valente, que me acota-
panhasse na minha viagem : parecieis reunir es-
jas diversas qualdades, e foi por isto que vos
tomei para o meu servigo. Hoje que novas re-
flexes alteraram as minhas intenges primarias,
pode ser que veuha ter bem depressa necessi-
dade de toda a vossa energa e submisao. E' por
tanto muito natural que desejo coahecer qual o
limite de vossa dedicago, e o ponto a que pode
chegar a vossa consciencia.
A minha consciencia chega al onde come-
ga o meu interessel.... Nao buscare! affectar
para comvosco urna modestia fingida: sou um
rapaz muilo precioso para as aventuras; debalde
procucarieis urna carabina que fosse to dcil e
iofallivel como a minha I
A naturalidade com que o Canadiano pronuo-
ciou estas palavras, quando nao servisse para at-
tenuar-lhes o senlido, pelo menos poderia ser-
vir para aflastar dellas o seu alcance siQistro.
Neste caso, masler Grandjean,*se me vie-
se forjada no interesse da minha conservago
pessoal aponiar-vos com o dedo um homem
qualquer....
Eu tratara logo de avaliar esse homem, e
dir-vos-hia : c tanto 1
Quem quer que elle fosse?
Sim, quem quer que elle fosse.
Logo nao ha urna s pessoa a quem amis ?
Ninguem vem para a America especular
com o sentimento, mas sim fazer fortuna. Aquel-
les que se expstriam deixam ficar o corago no
lugar d'onde veem : o meu ficou no meu paiz
que Villiquier; l o hei de echar outra vez se
me fr dado voltar 1 Ah I sim 1 esquecia-me di-
zer-vos que ha s um homem nesta trra contra
o qual eu nada emprehenderia, ainda que me
dessem todas as riquezas reunidas da California e
da Sonora 1....
Mas a razo disto? E' o temor ?
Nao, miss Mary, o reconhecimento I___
respondeu o Canadiano tranquilamente, e sem
mostrar-se ofieodido com a pergunta da moga.
Nao Aprovavel, masler Grandjean, que esse
homem fosse o mesmo que eu tivesse de desig-
nar-vos ; porque ento seria um acaso bem ma-
ravilhoso 1 Ora vejamos: como se chama elle ?
Joaquim Dick, o Batedor de Estrada.
A resposta do Canadiano produzio grande effeito
na joven Americana : suas faces descoraram, lvida
pallidez cobriu-lhe a fronte, urna faisca scinlillou
nos seus olhos, que se tornaram depois de um
azul sombro, e ella exclamou a meia voz :
oh 1 uma fatali-
pre recusara dar psrte a velha de alguma ora
tnleressanta do domioio da policia.pois o honrado
tabelliao tioha repetidas vezes de lavrar escrip-
turas para este ou aquelle senhor da administra-
?ao, e assim entranhara-se na chronica pouco
edificante dos costumaa de Stokolmo- Nao era
pois fra de proposito o enearregar-se o velho
cabo de esquadra do cuidado dos meninos ao ca-
bir da noite,e manda-Ios para a cama s 10 horas
em ponto,pois ludo regulava-se relogioem casa
do cabo ie esquadra ; o recolher tocava invaria-
velmente s dez horas, na alea dos Gansos, os
traquinas em balde appeliavara para o bom tem-
po, ou para a multido de passeadores que iam
l em cima junto ao moinho contar as lindas es-
trellas, nada obstara, sao dez horas, era a res-
posta iovariavel, ou, os meninos dormem bem
as horas que precedem a meia noite.
O velho guerreiro esteva pois sentado ahi com
o cachimbo comprido na bocea, contemplando
tranquillamente o co estrellado ; nada sabia el-
le a respeito da pequea ou da grande Ursa, nao
coohecia Orionte nem seu nebuloso cinto, porem
senta dentro de ai proprio que assistta a um es-
pectculo sublime, e dizia comsigo que aquelle
esplendido firmamento valia mil vezes mais que
a abbala da cathedral com os seus rozses e
aojos.
A pequea obra eslava silenciosa,-os rumores
da tumultuosa Norrtulstrasse apenas ahi chega-
varo em murmurios eofraquecidos, e tornavam
anda mais sensivel a calma que reinava em tor-
no de Sigurd.
A viuva Borthman voltava trazendocomo sera-
j>re a botelha cheia de cerveja fraca ; era este o
liquido de que habiiualraente constava a sua ma-
gra ceia e a de seus filhos; o leite era tao caro
no loja I e eram to poucas as vezes em que se
poda obter algumas gottas em casa da leileira
do tabelliao Tudo isso oo impedia a velha de
se mostrar de bom humor; carregava a cruz com
paciencia.
Oh I oh I Sr. Sigurd, ainda est ahi, ex-
clamava ella com sorpreza, aioda que Sigurd sa
achasse todas as noites no mesmo lugar to iu-
variavelmente como a constellago das Pleadas;
porem segua elle a regra, era pois mister aquel-
la exclamago admirativa todas as noites.
Sim, Sra Borthman, ainda estou aqui, res-
pondeu o cabo de esquadra, langaodo no espago
urna vigorosa baforada de fumaga ; estou a olhar
para as estrellas, e, por Deus. com a mesma at-
tengoque o moceto l de cima a que chamam
o assessor do observatorio.
Sjra, singular emprego esse ; olhar para o
co e para as estrellas e ser bem pago por to
pouco trabalho, disse a velha seotando-se n'uma
travessa da barreira em que fallavamos aioda ha
pouco, e s Deus sabe talvez para que serve tudo
isso.
Oh elle escreve a folhinha, e parece que
l nos astros quando deve ter lugar a feira de bois
em Sihenninge, ou o mercado de creadas em
Westeras ; isso deve ser mui curioso. Em 1808,
quando eu estava de guarnigo junto a Aland,
havia um tenentesinho jle marinba que'com um
engenho triangular media a distancia do sol 1
Ierra, ou calculava justamente a hora que era;
assim dizia-nos elle meio dia, e acerlava o re-
logio segundo isso ; nao, oo, Sra. Borthman,
essas observagoes podem ser muito uteis, o exer-
cilo dos astros urna obra de Dos, assim como
eu e a senhora.
Pois bem 1 isso possivel, respondeu a viu-
va pondo as mos sobre os joelhos piedosamea-
te. Ao depois continuou assim :
Voc os mandou para a cama? Foram obe-
dientes ?
Sem duvida esli deitados, e nao tenha re-
ceio ; quando o velho Sigurd olha para elles so-
meute. franzindo as sobrancelhas, nenhum ousa
desobedecer-lhe I Ao depois aquelles velhaque-
tes bem saDem que o velho estima-os. Ah se eu
podesse fazer-lhes algum bem, deixem estar....
Eis o que pens : Ludroig ha de entrar no com-
mercio, e Gustaf ser operario, quanto a pequea,
tambem havemos de arraoja-ls. Ludroig sabe
escrever e contar, e, por Deus, aCfirrao que fa-lo-
hei aceitar como principante nos armazeos do
negociante Pahlson, ainda que eu houvesse de
rachar e serrar-lhe a lenha durante um anno in-
teiro Pois seria um peccado mortal o deixar
esse rapaz vaguear por mais lempo-em casa. Gus-
taf tem uns bragos que fazem gosto, d ao diabo
os livros, e escreve como um caracol, nao po-
demos fazer delle gente, concluio o velho.
- Os Olhos esto as roaos de Deus, disse a
mi suspirando.
as mos de Deu3l sem duvida, nao o ne-
g, continuou o cabo de esquadra, porem mis-
tar alguma cousa mais do que as mos de Deus,
apre 1 senhora Borthman, quem quer ter boas
couves, semeia primeiro; ao depois rauda o que
vera nascendo, sem o que Dos nao lhe d cou-
ves 1 Nao verdade ? perguntou elle com im-
paciencia.
Sim, sim, Sr. Sigurd, verdade.
( CoMinuar-se-ha.
/
Joaquim sempre elle !
dade 1
Vos o conheceis, miss ? contiouou Grand-
jean. Ora, que pergunta esta minha 1 quem nao
o conhece? E' um perfeito caballero Ninguem
melhor que elle espalha o ouro, e meneia o fer-
ro : prodigo de ongas, e tambem de cutiladas
quando preciso, o Sr. Joaquim um genlleman
coosummado em toda a forga da palavra 1 Que
pena que elle seja um tanto feiticeiro I___ A!
nao ser isto, ainda hoje eu estada seu servigo.
Creio, miss Mary, e espero que a pessoa, que li-
verdes de indicar-me, nada tenha de commum
com o nico ente humano que eu respeito na
America, porquanto D. Joaquim se acha actual-
mente na California, e nos estamos na Sono-
ra I....
A commogo, que a joven experimentara, tinha
sido violenta ; porm com urna rara preseoga de
espirito, e extraordinaria forga de carcter, ella
recobrara o seu sangue fri immediatamente api
o choque recebido.
Estivestes muilo tempo ligado ao Sr. Joa-
quim Dick?
Ninguem pode contar a felicidade de ser
intimamente ligado ao Sr. Joaquim Dick, respon-
deu o Canadiano. Hi cerca de tres annos que
nos viraos pela primeira vez.
Pelo que vejo nunca foi to intima a con-
fianga, que em vos depositou, que chegasse
descobrir-vos o myaterio que cerca a sua existen-
cia ? Ignoraes o seu passado, e as suas aspira-
gdes no futuro ?
_ O Sr. Joaquim possue muilo bom senso ; e
por isso desconfia de todo o mundo.
Porm nunca chegastes desconfiar. se quer
ao menos de alguma cousa?
Que queris dizer, miss Mary ?
Pergunto se nunca procurantes saber qual a
existencia real desse homem inexplicavel ? Nun-
ca medllaslea sobre islo ?
Pelo contrario___
Ah 1.... e qual foi o resultado de vossas re-
flexoes ou investigac.e3 ? Joaquim bom ou
mo, desioteressado ou cobigoso, dedicado ao
amor ou inclinado ao odio ? E' verdade, como
muita gente diz, que elle tem tido parle em ac-
tos de selvagem violencia, e que o ouro que pos-
sue est manchado de sangue ?
' Grandjean em vez de responder poz-se mirar
a moga alleotaraente : para atrever-se lauto
devia passar-se em sua pessoa alguma cousa de
bem extraordinario ; pois que era a primeira vez
que elle encarava urna mulher Qxamente.
Miss.Mary, disse elle afinal, est me pare-
cendo que fui apressado em guardar as vossas
piastras no meu cinto___
Porque ento ?
Porque talvez lenha de restituir-vo-las I
Oh 1 por mais que alTecteis este ar de admirago,
estou muito convencido de que me comprehen-
deis perfeitamente. A maneira porque o nome
de Joaquim pronunciado ha pouco por mim tor-
oou-se o assumpto da nossa conversago prova
exhuberantemente que o meu autigo amo o ho-
mem conlra quem pretendis empregar-me. Ig-
noro, e nem quero saber o motivo do odio que
lhe tendes ; mas ficae sabendode urna vez que
se o Batedor de Estrada tentasse conlra os raeus
das, nem ainda assim me serviria da minha ca-
rabina contra elle : resignar-roe-hia antes
morte I
Havia no tom com que o Canadiano pronuncfou
estas palavras urna especie de brutalidade to
apaixonada que tocava quasi ao enthusiasmo. A
Americana sem se alterar conservou a apparen-
cia glacial que mostrara desde o comeco da con-
versago.
Nao sois muilo exacto as vossas aprecla-
gdes, masler Grandjean, disse ella friamente. En-
ganaes-vos sobre a natureza dos raeus senti-
mentos 1
O gigante ia replicar, mas suspendeu-se logo
s primeiras syllabas da sua phrase ; a temeri-
dsde da pergunta, que lhe riera aos labios, eo-
chera-o de confuso.
Miss Mary comprehendeu o seu pensamento in-
discreto ; e com esse arrojo que s o calculo ou
a guarridice tem o poder de moJerar entre as
jovena Americanas, respoodeu ao Canadiano
como se elle chegasse formular a sua per-
gunta :
Desta vez, master Grandjean, vos aproxi-
mastes da verdade. para nao dizer que a desco-
bristes de todo. Nao vos direi, porque acho at
desnecessario, de que sorte o sentimento que
professo Joaquim Dick, se amizade, |amor, ou
reconhecimento. Basta convencer-vos de urna
cousa, e queso tenho em mira a sua felicida-
de, para quemeajudeis salva-lo de um perigo
que o ameaga.
que perigo esse, miss ? perguntou o
canadiano com vivscidade.
De um perigo que custareis muito com-
prehonder ; porque nao se trata do gume de um
ctelo, ou da boca de urna carabina.
Ser .ento o veneno? perguntou outra vez
o Canadiano com anciosa iodignago.
Nao ; os dias do Sr. Joaquim nao correr
perigo.
. Querero por ventura roubar-lhe o seu di-
nheiro ?
Grandjean fez urna pequea pausa.
Miss Mary, continuou elle depois de reflec-
tir, o que dizeis um enigma para mim I Que
desgraga pode acontecer um homem aeno a de
ser assassinado ou roubado ?
A simplicidade desta pergunta fez com que a
Americana sahisse do seu serio : era a primeira
vez, depois que partir de S. Francisco, que um
sorriso rogra-lhe os lindos labios.
Se as minhas explicages, disse ella, Vos
parecerem em alguns pontos obscuras e inilelli-
giveis, nao receieis interromper-me, e pedir es-
clarecmentos. Querisouvir-me com esta con-
digo ?
Eu vos ougo com toda i altengo, miss,
por duas razes: primeira porque devo ganhar
coDscieDciosamente as duas piastras que me des
tes: segunda porque trata-se doSr. Joaquim
Dick.
A joven Americana depois de ter novameote
meditado por alguns momentos, ergueu a cabega,
e affif mando o olhar sobre o seu adversario, lhe
perguntou :
Amastes j alguma vez?
Perece-me que sim ; se me nao falha a me-
moria araei muito em outro lempo a minha me,
e alguma cousa tambem a meu pae, posto que
nu o tivesse bem conhecido...
Nao me comprehendeis, interrompeu miss
Mary : a minha pergunta nao se refere a esses
lagos de familia ; fallo do amor exclusivamente.
J vos apaixonastes por alguma mulher?
Oh I l isso nao I exclamou o gigante : ju-
ro-vos que nunca I E devo mesmo accrescentar
que a existencia desse sentimento to bizarro me
pareceu sempre urna mysleriosa monstruosidade.
Que proveilo ou que prazer traz elle aos infelizes
que o experimeotam ? Nenhum certamente : mui-
to pelo contrario Nem ao menos lhes acconlece
o mesmo que aquelles que sao atacados do cho-
lera ou febre amarella ; por que em flm estes
sao mais dignos de lastima, pois se a epidemia
os accnmmette, a culpa nao delles ; tioha de
ser assim I Porem perdo, miss Mary, ainda nao
posso descobrir a analoga que existe enlre a per-
gunta que me fizestes e o perigo, que corre o
Sr. Joaquim Dick.
Urna analoga to simples como iotima. O
Sr. Joaquim est loucamente apaixonado. Ora,
urna vez que o vosso corago oo bateu ainda
por alguma mulher, difneilmente podereis fazer
urna ideia, nao s dos tormentos por que est el-
le passaodo, como tambem dos infortunios que
lhe reserva o futuro.
Nunca fui accommettido pela febre amarel-
la, mas coohego os effeitos desse terrivel flagel-
lo, por que tenho visto muita gente suecumbir
delle O mesmo digo do amor. Ha muitos an-
nos uro dos meus compaoheiros do deserto cha-
mado Dickens ficou com a raso perturbada por
causa de urna pelle vermeiha, afinal de contas
bonita mulher, quasi do meu tamanho, punhos
enormes, grossos como a minha cabega, costado
que supportava sem trabalho a carga de urna mu-
la : porem Dickens nao a amava por estas qual-
dades preciosas, mas sim por que ella o ajudava
nos seus trabalbos. Pois acreditareis, miss Ma-
ry? eu vi um dia esse Dickens, e ninguem ser-
via-se melhor de urna carabina do que elle, er-
rar a pontana em um bfalo a trinta passos de
distancia I O amor lhe havia roubado nao s a
justeza do espirito, como a certeza da vista : o
pobre bomem parecia um idiota 1 Felizmente pa-
ra elle n'um dos intervallos lucidos teve vergo-
nha de tanta fraqueza, e esmigalbou com a ero -
nha da carabina o crneo da sua querida. Mas
nem todos tem essa resolugao, e dizem at que
muita gente deixa-se morror de amor I
E nao sao estes os mais dignos de lastima,
murmurou a moga dobrosamente : pois que ha
torturas to violentas e insupportaveis que ao p
dellas~a morte um beneficio para aquelles que
as padecem I
Ento, replicou o Canadiano a quem a fal-
sa confidencia da Americana dera muilo que pen-
sar, entap o Sr. Joaquim Dick est apaixonado ?
Quam o'diris 1elle, um eitlceirol Ninguem
sabe mais em quem se deva liar I Em que posso
lhe ser til nesta triste conjunctura? Quem o
objecto da sua paixo ?
A seahorita Antonia. '
Antonia I Eis urna cousa bem divertida I
Urna menina que mal me d pelos hombros I
Verlade, que j a ultima vez ttu qae ejUyemos
no rancho da Ventana eu Uve as minhas descon-
Qangas disto. Lembro-me agora que o Sr. Joa-
quim, suppoodo que os Apaches tinham incendia-
do a berdade, e por conseguirle que Antonia po-
deria ler morrido queimada, leve um momento
de prazer por esse accontecimento : porem dahi
a pouco ficou furioso, e at chorou !tal equal
como Dickens que depois de ter esmigalhado a
cabega da sua amante, quiz tambem fazer
saltar os seus proprios milos 1 Fui obrigado
empregar os melhores raciocinios, e atar-lhe
as mos forga para impedi-lo de levar a effeito
esse louco designio Em Um, miss Mary, repr-
to-vos que Bao sei como e em que posso ser til
ao Batedor de Estrada I...
Deixae-me primeiro, master Grandjean, dar-
vos alguns esclarecimentos indispensaveis. Se
Antonia correspondesse alleigao do Batedor de
Estrada, eu nao buscara combater essa mutua
inclinago : mas assim nao accontece. A senho-
rtta s experimenta o sentimento de orgulho que
na mulher occasiooa a certeza de ter um homem
por seu escraro A sua vaidade, excitada ao ul-
timo ponto, lhe far empregar todos os recursos
para consecrar e augmentar o imperio que exer-
ce sobre o vosso bemfeitor; e ficae bem persua-
dido de que o ha de conseguir, pois o seu cora-
go desioteressado na partida, e ella nenhuma
falta commetter I Parece-me estar vendo jl o
Sr. Joaquim, envelhecido pela dor antes da eda-
de, com o olhar desvairado, o andar vacillante, o
semblante cadavrico, o ar tibio e abatido, arras-
tando torpemente a sua lnguida existencia Oh!
que a este pensamento revolla-se-me o corago!
nao posso habituar-me a esta ileia de cue o ca-
ballero o mais perfeito do Mxico, o aveotureiro
wais intrpido do deserto, o batedor de Estrada
to merecidamente celebre, est a posto de re-
presentar um papel mesquinho e vergonboso 1
Nao...ero quanio eu viva for tal cousa nao hade
accontecer!,..
Porem, miss Mary, se o Sr. Joaquim sou-
besse que merece de vossa parte tanto empeoho,
e deferencia, talvez nao se oceupasso mais da
Antonia I Creio que a comparago entre vos duas
redundada em vosso proveito ; por que sois mais
alta, mais forte, mais velha, e mais rica do qua
a filha da Virgem I E' verdade que ella maneja
a carabina com muita destreza ; mas isso oo
quer aizer nada 1 eu me encarregarei de easi-
oar-vos em algumas semanas como se uza bem
de urna arma de fogo. Por que nao confessaes
francamente ao Sr. Joaquim a inclinago que
tendes por elle ?
Pobre Grandjean I Ignoraes que semelhan-
te coofisso na boca de urna mulher lhe tirara
toda a seduego a influencia na opioio daquelle
a quem fosse ella dirigida? Os horneas, quando
adquirem a prora de que sao loucameote amados,
apenas sentm para a mulher que ama urna es-
pecie de piedade, que os conduz com toda a cer-
teza a ndifferenga As grandes paixoes nascem
da tibieza com que sao acolbidas no seu comogo ;
e o maior auxiliar da paixo sem duvida o amor
proprio irritado O iiomem nao pode supportar
sem despeito a ideia de que o seu merecimento
nao devidamente apreciado : sua colera exal-
la-se al o furor se a mulher que elle requesta
d preferencia s qualdades de um rival 1 Nada ;
o conselho que me daes impraticavel I Nao ve-
jo mais que dpui meios de despertar a altengo
de Joaquim Dick, ei faze-lo tornar a sia au-
sencia ou o despreso 1
( Continuar-se-ha.)
l PKa,- IYP. DI < I. DK FARIA -.1801,


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