Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09314


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Full Text
^ '*
Alia lilil ID1EI0 137
. Por tres mezes adiantados 5$O0O
Por tres mezes rencidos 6$680
.
SABBADQ 16 M JOBHO tt Itll
Por aBnoadianado 198000
Porte fraico para o subscriptor.
DIARIO
sNCARRBGADOS DI SOBSCKIPCO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal,*o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; aranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
ina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos-, Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS U UiHKBlUS.
Olinda todos os das as 9 1/S horas do da.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas I
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Naiarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas (eiras.
Cabo, Sertnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agaa Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO HEZ DE JUNHO.
8 Lna nova as 11 horas 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas 56 mioutos da
manha.
22 La cheia os 3 minuto* da tarde.
36 Quarto minguanta aos 21 minutos da manh5a
PREAUAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e '6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMAHA.
10 Segunda. S. Margarida rainha da Escocia.
11 Terca. S. Barnab ap.; Ss. Flix e Fortunato
12 Quarta. S. Joio de S. Facundo ; S. Onofre.
13 Quinta. S. Antonio {. padroeiro'da provincia,
14 Sexta. S. Bazilio Magno b. dout. ta igreja.
15 Sabbado. S. Vito m.; S.Lybia m
16 Domingo. 8. Joio Francisco Regis.
AUlMKttilAS UUS TKlttUNAfca DA CAPITAL.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SJ
Alagoas, o Sr. Claudino Fakao Dias; Baha
Sr. Jos Mirtina Airas ; Rio d J.n.iro, 0 SiV
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario de burio Manoel PigMlroa da
Tribunal do commercio; segundas a quintas.
Relacae: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbadoa as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito da orphos: (ercas e sexta* as 10 horas.
Primeira vara do eivel: terca* a extaso meio
** r*---------- rauM nanw ngaeroa
Segunda vara do cival: quartas sabbadoa a lJFarta.na sua Hrraria praga da Independen*! m.
ora da tarde: |6 a 8.
PARTE OFFICIftL.
Ministerio da Justlca
Ministerio dos negocios da jusliga.Rio de Ja-
neiro, 27 de maio de 1861.Illa. Sr___Em res-
posta ao officio de V. S., datado de 29 de abril
ultimo, sob n. 759, solicitando que o capitao do
6o balalho de iofaotaria da guarda nacional do
seu commado, Manoel Jos da Silva Cortez,
cumpra a peoa de dous mezes de priso, impos-
ta pelo juiz municipal da 3a vara no eslado-maior
do corpo policial, para onde 4ez recolber o mes-
ajo capitao, e nao na casa de deteogo,
iso que o aviso cima citado resolve a duvida
proposta.
Deus guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
Negreiros Sayo Lobato.Sr. presidente da pro-
vincia do Cear.
Ministerio da guerra-
Decreto n. 2,792 de 25 de maio de 1861.
Faz extensivas as disposicoes do art. 65 do decre-
to n. 736 de 20 de novembro de 1850 e do art.
5 do decreto d. 1,073 de 30 de novembro de
1852 aos entregados civis das reparticoes so-
jeitas ao ministerio da guerra.
Hel por bem determinar que i poca em que
preteode aquelle juiz ; lenho a declarar-lhe, para s.ni pregados civis das reparticoes sujeitas ao
seu conhecimento, que nao tem lugar o que V. S.
pede, porque os officiaes da ginrda nacional,
quaodo suspensos do exercicio dos aireitos po-
lticos, nao gozam das honras inherentes aos seus
posios ; e outrosim que o aviso de 24 de julho
de 1854, mandando Tespeitar o privilegio que, ad
instar dos militares, teem os referidos ofliciaes,
trata somenle de prisao preventiva, e nao da que
ordenada em virtude de pronuncia devi lamen-
te sustentada ou senienga|:das justigas ordinarias.
Dos guarde a V. S. Francisco de Paula de
Kegreiros Sayao Lobato. Sr. brigadeiro Manoel
Antonio da Fooseca Costa.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de
Janeiro, em 31 de maio de 1861.Illm. e Exm.
Sr.Em resposta ao officio que V. Exc. dirigi-
me data de 11 do mez prximo passado, aco'm-
panhando o requerimeoto em que o novo banco
de Pernambuco pede para retirar da circulago
a .somma de 44.580$ em notas de 509, equiva-
lente a 3 0/0 do compoto de sua emisso visto
nao se achar habilitado para trocar as suas no-
tas em moeda de outro, na forma do 3o do art.
Io da lean. 1,083 de 22 de agosto de 1860, e
art, 6 do decreto n. 2,685de 10 de novembro;
cumpre-me declarar a V. Exc, para que o faga
constar ao mesmo banco, que o goveroo imperial
annue a essa proposla. cando entendido que
semelhanie restricgo dever operar-se durante
o anno que comega a decorrer no dia 22 de agos-
to prximo futuro, recahir, nao sobre a somma
da emisso que ento existir na circulago, mas
sobre o limite ou mximo legal a que ella pode-
rla atlingir, em couformidade da tabella annexa
ao referido decreto n. 2,685.
Dos guarde a V. Exc Jos Mara da Silva
Paranhos.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.Comrauuicou-se ao fiscal do banco.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de
Janeiro, em 31 de maio de 1861.Illm. e Exm.
Sr.Em f.ce da doutrina do 3. do art. Io da
le o. 1,033 de 22 de agosto de 1860, os bancos
de circulacao creados por decretos do poder exe-
Outivo, que no m de um anno nao se acharera
habilitados para trocar suas notas em ouro.de-
vero restringir aunualmeoU a somma dos seus
bilheles vista e ao portador, na proporco qua
fr marcada pelo governo de accordo com os
mesmo bancos*
O decteto o. 2.6S5 de 10 de novembro, art. 6o,
firmn a regra de que no 9o mez da data da lei,
aos bancos em taes circumstancias cumpria pro-
pr ao governo sob as penas do art. 7o da lei, a
somma de seus bilheles ou notas que deveriam
ser retiradas da circuUcao no anno seguinte.
E' entretanto passada a poca da apresentago
dessas propostas, e como o governo nao recebes-
se nem urna por parte do banco dessa provincia
deye-se concluir, o que o mesmo banco est ha-
bilitado para o pagamento de suas notas em moe-
da de ouro, ou se nao est, que deixou de cum-
prir o preceito do referido art. 6o do decreto n.
2,685.
Na segunda hypolhese podem razoes aliendi-
veis ter occasiooado a falta a que alindo re oes-
te caso auloriso a V. Exc para, depois de verifi-
car a existencia dessas razoes, e de convencer-se
da sua plausibilidade, marcar ao banco do Mara-
nhu a reduego de 3 0/0 no quantum fixado para
sua emisso pela tabella aonexa ao j menciona-
do decreto n. 2,685 ficando entendido que essa
restricgo dever operar-se no anno que comega
em 22 de agosto prximo futuro, e que na for-
ma da lei recalm, nao sobre a somma dos bilhe-
les que eoio.existam na circulago, mas sobre
o limite ou mximo legal a que a mesma emis-
so podia chegar.
Da sua deciso queira V. Exc. dar conhecimen-
to ao fiscal do banco.
Dos guarde a V. Exc Jos Maria da Silva
Paranhos.Sr presidente da provincia do Ma-
ranho,
2.a secgao.Ministerio dos negocios da jusii-
ca.Rio de Jaueiro, 3 de junho de 1861.Mar
e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Imperador
o olficto dessa presidencia datado de 19 de mato
do anno prximo passado, em qu V. Exc remet-
teu a este ministerio copia de outro que dirigi-
r ao juiz de direilo da comarca da Granja, de-
clarando- lhe que irregular fra o faci de ter sido
o jury presidido, no impedimento do mesmo juiz
de direito, pelo 2 supplente do juiz municipal,
estando este deutro do termo e uo exercicio de
suas funeges, nao obstaute o motivo allegado de
que se achava oceupado na presidencia do cou-
selho municipal de recurso, que ao mesmo lem-
po funecionava, nascendo desla irregularidade
algumas oceurreocias desagradaveis, que bem
podio ter sido evitadas se fosse a lei observada,
como cumpria : nao rrevaleceodo para o caso a
doutrina do aviso o. 64 de 6 de abril de 1847,
em que se fundou o referido juiz de direito, por
jsso que tal aviso so applicavel aos casos em
que o juiz municipal c chamado a exercer fune-
ges proprias do seu emprego, e por nenhuma
forma quando para substituir o de direito. E o
mesmo augusto senbor, tendo ouvido a secgao
de jusliga do conselho de estado, com cejo pare-
cer se conformou por sua imperial e immediata
resohigo de 22 do mez ultimo, manda appro-
var a deciso dada por V. Exc. O que lhe com-
munico para sua inteligencia.
Dos guarde a V? Exc.Francisco de Paula
de Negreiros Sayal Lobato.Sr. presidente da
provincia do Cear
2a secgao.Ministerio dos negocios da jusliga.
Rio de Janeiro, 3 de junho de 1861 Illm. e
Exm. Sr Em resposta ao officio de 16 de maio
do anno pretrito, no qual V. Exc. submette
considerago do governo imperial a duvida em
que se achava o juiz de direito interino da co-
marca da Imperatriz a respeilo do juizo em que
deveriam ser procesados o juiz de paz e dous
?rnembros da junta revsora da quahflcago de
volantes da freguez'a de Santa-Cruz, neasa pro-
vincia, por abusos praticados duraote os traba-
lhos da mesma junta; visto como V. Exc. lhe
ha va declarado, conforme a disposico do aviso
de 11 de junho de 1859, que o j*iiz de paz na qua-
lidade de funecionario publico devia responder
no respectivo juizo, privilegiado, e que os outros
dous membfos da juuta, por nao terem rigorosa-
mente este carcter, nao estavam a elle sujeilos,
e que o pfocesso a respeilo delles devia correr
no (oro commum ; cabe-me communicar-lhe que
Sua Magestade o Imperador, a quem tire a honra
de apresentar o mencionado officio, tendo ouvido
a secgao de jusliga do conselho de estado, com
cujo parecer se conformou por sua Imperial e im-
mediata resolugo de 22 do mez passado, houve
por bem approvar a solugao dada por V. Exc., por
ministerio da guerra devero comecar a perceber
seus vencimenlos seja a mesma que est deter-
mida para o dito fim relativamente aos empresa-
dos de fazenda, pelos arls. 65 do decreto n. 736
de 31) de novembro de 1850 e 5o do de n. 1,073
de 30 de novembro de 1852.
O marquez de Caxias, do meu conselho, presi-
dente de ministros, ministro e secretario de es-
tado dos negocios da guerra, o tenha assim en-
tendido o expega os despachos oecessarios.
Palacio do Rio de Jaueiro,em 25 de maio de 1861
40 da independencia e do imperio.Com a rubri-
ca de S. M. o Imperador.Marques de Caxias
Ministerio da marlnha.
Aviso de 29 de maio de 1861.
Determina que as promoges no corpo de ofliciaes
mariohgiros leoham lugar smente as pocas
em que se fazem as dos officiaes da ar-
mada.
Dito ao director do arsenal de guerra. Re-
commendo Vmc. que faga entregar aos nego-
ciantes Maia Metides & Companhia, acondicio-
nados em caixes, os ubjectos comprados pelo
conselho administrativo para o expediente da se-
cretaria do commando superior da guarda nacio-
nal da comarca de Garanhuns.Communicou-se
ao commandante superior de Garanhuns.
Dito ao director das obras publicas.Aonuin-
do ao que me expoz o chefe de polica em officio
de 10 do crreme, sob numero 525, recommendo
Vmc. que mande pintar o grdame do edificio
da casa de deteogo, afim de que se nao ar-
ruine.
Dito ao mesmo.Remetiendo por copia Vmc.
para seu conhecimeuto, a ioformago ministrada
pela thesouraria provincial, acerca do seu officio
de 7 do torrente, sob numero 143, relativamente
ao pedido dessa repartigao do mez de maio ulti-
mo, tenho dizer que o restiote do mesmo pe-
dido ser satisfeito logo que for possivel.
Dito ao juiz municipal de Goianna.ao seu of-
ficio de 3 deste mez, em que Vmc. participa ter
naquella dala mandado affixar editaes para preen-
chimento do officio de escrivo da provedoria de
capellas e residuos desse termo, considerado va-
go por aviso de 18 de novembro de 1859, confor-
me foi determinado por offleio desta presidencia
de 17 de outuoro do anno passado, tenho di-
zer-lhe que tem havido demora em pura perda
do servigo publico, nocumprimentodaquelli or-
dem, e convm que Vmc. remeta urna copia do
edital, quedeveser reproduzido uesla capital.
Dito ao director da instruegu publica.Srva-
se Vmc. de solicitar eenviar-me com urgencia
3a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne- copias_das tabellas, porque se regula a alimenta-
gocios da marioha, em 29 de maio de 1861 $? diaria dos educandos doscollegios do Boto
Illm. e Exm. Sr.Convindo que as promoges Conselho e Bemfica, estabelecidos nesta cidade.
no corpo de officiaes mariuheiros tenham lugar Bequisiiaram-se tambem dos arsenaes de guerra
smente as pocas em que se fazem as dos of- e marioha copia das tabellas que regulam as dia-
liciaes da armada, apreseniaodo V. Exc. as com- '8S. dos menores das compaohias all exis-
petentes propostas al o dia 15 de novembro de
cada auno, assim o commuoico a V. Exc. para
seu conhecimento e execuco.
Deus guarde a V. Exc.Joaquim Jos Ignacio.
Sr. chefe de esquadra
marinha da corte.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 1S de junho.
Officio.Ao coronel commandante das armas.
Respondo o officio que me dirigi V. S. em
data de 6 do correute, sob n. 830, com referen-
cia ao do director do hospital militar, dizeodo
que nao sendo os jornaes dos africanos livres em-
tentes.
Dilo ao gerente da companhia Pernambucana
de vaoores.Mande Vmc. dar passagem para o
Rio. Grande do Norte, em lugar destinado para
inspector do arsenal de PaJsageiros de estado, no primeiro vapor que pa-
ra all seguir, a Antonio Pedro Ferreira Lima.
Dito ao Dr. Luciano de Moraes Sarment, en-
carregadode curar a febre amarella na freguezia
de S. Lourengo da Matta. Coovm que Vmc. mi-
nistre quaoto antes esta presidencia informa-
coes minuciosas acerca do estado da epidemia
reinante Dessa freguezia.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica,
resolve demitlir a Francisco Gongalves de Arruda
do cargo de subdelegado de polica do dislricto
pregados naquelle hospital destinados sua ali-
mentago, podero ser pagos quando houver ere- loula ue Pedra, primeiro da freguezia de Ti-
jucupapo. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dita.O presidente
Ondo se realisava aquelle acto, elogiando nesta
occasio o Exm. Sr. ministro do imperio o dis-
tiocto magistrado pelos eminentes semgos que
prestara na crise bem dolorosa pela qual a pro-
vincia acabava de passar.
Sendo o facto mais importante da quinzena es-
se que deixo referido, entend que elle devia oc-
cuparo primeiro lugar desta expusigo. Hoje
um grande embarago para o governo achar quem
queira acceitar urna presidencia importante como
esta.
Os homens Ilustrados, de nomeada firme, para
quem natural nenie elle se volve, nao se aoimam
a acceitar urna commisso, da qual nao lhes po-
de resultar gloria alguma, e que s lhes apr-
senla espinos, e talvez o discredito, a perda
de prestigio ganho em precedentes honrosos que
os illustram.
Com effeito tentar urna missao ingloria, ad-
ministrar urna provincia de primeira ordem.que
reclama um milho de melnoramentos, sem ter
dinheiro em cofre para as mais insignificantes
despezas ; e de mais aunis supportar urna op-
posigao desarrazoada; porque, impotente para
fazer o bem, a admioistrago converge seuses-
forgos para affrontar o mal.
o systema deploravel que seguimos, de nao
poupar os caracteres miis honestos, de estragar
os nossos melhores homens de estado, desacre-
ditando-os na opinio publica, e investigando em
seus actos, nao urna intenco pura e virtuosa,
mas um calculo infame e corrupto, bam depres-
sa tornamos todos os nomes impossiveis, e tran-
formamos a cadeira presidencial em um troco de
marlyrios.
Talvez que por estas considerages nao se po-
desse oomear successor ao Exm. Sr. Costa Pin-
to, que teve ordem de passar as redeas do go-
verno a um dos vice-presideotes, residente na
provincia. Muito se falln no principio que li-
ria o Exm. Sr. senador Naouco de Araujo, e
grandes esperangas surgiram s com esta bypo-
ihese; mas nem por um instante aadmitti; por
que fra mister, ou urna grande loucura, ou um
grande sacrificio, para que o illuslre juriscon-
sulto acceitasse semelhanle encargo,que nenhuma
compeusago ou attractivo lhe oferece par dei-
xar a sua brilhante posigo da corte.
E' verdade que os influentes na poltica diziam
que haviam carias assegurando que a nomeagao
recahiria em um cidado que despertara muito
emhusiasmo, e ento se citava personagens que
satisfaran! em parte esta condigo, entre os
quaes incluiam o Exm. Sr. cooselheiro Nabuco.
paTa dentro dos parapeitos do forte, e s D*us tem
patrocinado a Rahia e perseverado-a de urna ex-
oloso, diante da qual nada seria a destruigo de
Mendoza, que anda ltimamente assombrou a
humanidades
Todos, menos o governo, pensavam na neces-
sidade dse remover a plvora do Forte do Mar;
mas esta idea a ("mal foi acolhida por S. Exc. o Sr.
Paes Brrelo, quando presidia a provincia, e elle
deu impulso sua realisago, j fazeodo escolher
um local por urna commisso de peritos, j pe-
dindo fundos ao ministerio para as despezas ne-
cessarias.
Coube-lhe apenas a satisfago de comprar a
ilha do Medo, que est dezoito milhas ao NO da
capital, e de mandar comegar nella os trabalhos
da edificago do paiol.
Quando S. M. o Imperador visitou a Babia, re-
cooheceu logo a urgencia desta remogo, e exigi
que ella se fhesse promptamente.
Mas tudo nosso parece ter urna caveira de bur-
ro. J fazem perto de dous aonos que a Baha
teve a satisfago de ver o seu monarcha, e ainda
a plvora est no Forte do Mar, tendo-se, entre-
taoto, gasto cerca de quarenta contos de res na-
quella ilha, sem nada ler-se conseguido.
O Exm. Sr. Costa Pinto nao quiz esperar pela
termioago daquellas obras, e pedio autonsago
ao governo para contratar alguma casa particu-
lar, que podesse servir de deposito provisorio ;
nao teve porm, o gosto de fazer. a mudanca que
projectava.
A autorisago pedida chegou nos ltimos dias
de sua admioistrago, e o Exm. Sr. vicepresi-
dente teve a fortuna de acha-la para iniciar sua
admioistrago com um acto geralmente deso-
jado.
Por isso S. Exc se dirigi no dia 6 pela manha
fazenda do "Bom Despacho, situada na ilha de
Itaparica, em frente esta cidade, e indicada como
couv'eniente, em companhia do chefe da eslago
naval, commandante das armas, engenheiros Dr.
Aguiar, e Io lente Pessoa, e outras pessoas
gradas, e depois de um exame e de consulla com
os prolissionaes, decidi arrendar a casa da mes-
ma fazenda por 1:000$ annuaes, para occupa-la
provisoriamente com o deposito da plvora.
S. Exc fez esla pequea digresso bordo da
canhonheira ltajahy, que s 2 horas eslava no-
vamente tundeada em seu lugar.
Na casa arrendada foi servido um alraogo pro-
fuso pelo proprietario, e ento se fizeram varios
brindes diversas personagens.
Tenho ouvido dizer por pessoas mu competeo-
promptamsnte extinctos pelos soccorros q
cudiram, e nio ha desgraga nenhuma
mentar.
la-
dito.
Dilo ao chefe de polica.Sirva-se. V. S. de,
a vista da inclusa informago por eopia do ios-
pector da thesouraria de fazenda, o. 477, de 11
do correte, e ouviodo o delegado de polica do
Ex, indicar o meio mais proficuo de serem as
pragas da guarda nacional all destacadas pagas
dos respectivos veocimeotos, afim de ser tomada
em considerago a materia de seu alucio, n. 494,
de 4 deste mez.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. o requeri-
mento em que o preso Liberato Tiburlioo de Mi-
randa Maciel pede ser rameitido para o termo
do Buiquc, onde deve responder ao jury, e que
veio juuto ao seu officio, n. 411, de 15 de maio
prximo lindo, afim de que em vista da informa-
gao do juiz de direito da comarca de Garanhuns,
n. 8, de 31 a'aquelle mez, junta por copia, e do
outro do mesmo juiz de 24, sob n. 7, junto ao
desta presidencia de 6 deste mez, d as provi-
dencias, que julgar convenientes.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
commando o paisano Firmioo Jos Tavares, a
que se refere o seu officio, n. 260 desda data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declaro V. S., em resposta ao seu officio, n.
484, desta dala, e para que o faca denotar ao
inspector da alfandega que o officio desta presi-
dencia de 11 deste mez nao se entende com as
canoas e bnreacas. e smenle se refere sdemais
embarcages empregadas na caboiagem, ou des-
tinados a qualquer porto fora do imperio.
Dito ao mesmo.Certo do conleudo de sua
informago de 10 do correle, sob o. 475, teobo
a dizer que em vista do incluso atiestado julgo
jusiiticaveis as fallas que por doente deu o juiz
da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica, de 8
do correte, sob uumero 518, resolve nomear
autoridades policues para o oovo dislricto de
Palrneira, termo de Garanhuns, os cidados se-
guales :
Subdelegado.
Miguel Reinau Duarte.
Supplentes.
Francisco Perera de Carvalbu.
Joo Guarberto de Lyra.
Jos Gomes de Lyra.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do major commandante do
primeiro esquadro de cavallaria da guarda na-
cional do municipio do Recite, sobre que infor-
mou o respectivo commandante superior, em offi-
cio numero 71 de 11 do correute, resolve, na con-
formidadedo artigo 48 da lei numero 602, de 19
de setembro de 1850, Domear officiaes do dito es-
quadro os cidados seguintes :
1.a companhia.
Tenente, o alferes da mesma companhia Daniel
Cesar Ramos.
Alferes, o segundo sargento da mesma Francisco
Joaquim da Costa Fialho Jnior.
2.a companhia.
Capitao, o lenle da primeira Elias Pereira Gon-
galves da Cunha.
Communicou-se ao commandante superior do
Recite.
Dita.O presidente da provincia, tendo em vista
a ioformago do commandante superior interino
da guaroda nacional do municipio do Recife, da-
tada de 11 do correte, resolve passar para a lista
Seria urna fortuna para a Baha que hoje fosse tes, que o Bom Despacho nao o lugar mais con-
possivel esta admioistrago ; mas bem looge es- veniente, debaixo do ponto de vista estratgico,
tamos disso. | Par um deposito de plvora, que esl assim mais
Seja como for, o Exm. ex-presidente, que ti- as mos do inimigo, do que s no3sas ; -que elle,
nha pressa de largar o alto cargo que oceupava, j entretanto, preferivel ilha do Medo, onde j
que eslava mu desgosloso, e pretenda seguir; se enterrou urna quantia importante, e que jaz
para a corte com sua familia no vapor francez mu longe.
que no da 13 do correte se espera, convidou o Na opinio destas pessoas deviamos procurar
2 vice-presidente, que o Exm. Sr. baro de ( alguma eminencia para os lados do Piraj e Ca-
Cajahyba, que declarou-se doente, e depois ao | brito, que sao as nossas liuhas naturaes de defeza,
4 que e oLxm. br. Dr. Jos Augusto Chaves, sempre que somos aggredidos os lugares para
uepuiodo assemblea geral, que aiodaaquise oode corremos assim que somos ameagados, como
acna. tsle felizmente acceitou, e tomou posse nos ensina a historia patria,
do governo no da 1 deste tendo antes prestado Alm destas campias heroicas, portanto deve
juramento na cmara municipal. | estar o pao quotidiano da guerra, o alimento in-
A administragao finda j pertence agora ao do- dispeosavel da defeza, a garanta de nossa resis-
minio da historia; nao sou ceg admirador della, tencia ao estrangeiro.
nem to pouco acompanno aos que a deprimen All plvora ficar perfeitamenle abrigada de
injustamente. urna surpreza, urna distancia ventajosa sob ou-
E' innegavel que o Exm. Sr. desembarRador Ilros pontos de vista.
desenibargador
Costa Pinto um dos caracteres mais honestos
e virtuosos que tem o nosso paiz, um destes ho-
mens de urna rectido singular, e que a estas
preciosas e rarasjqualidades reuue variados co-
nhecimentose praticas administrativas.
Com estes dotes to felizes certamenle impos-
sivelque S- Exc. fizesse o mal a provincia que
Mas isto nao de nossa competencia decidir ;
todava bom recordar que os loglezes, embora
todas as didiculdades que oppem um desem-
barque em suas praias. nao julgam que seja im-
possivel este successo, e na previso do caso
pensam em mudar o grande arsenal de Wolwich,
em que tem gasto milhoes e milhoes de libras
Iheattribuem seus detratores; antes pelo con*- esterlinas, mais"para o interior.
trario, devemos acreditar mais nos beneficios que | E' um exemplo que nos pode guiar perfeita-
de direito da comarca de Flores, bacharel Joa- da reserva o tenente da 4.a companhia dd^bata-
quim Gongalves Lima a contar de 15 de dezem- 'hao n- *\ de infamara da mesma guarda naci- |
bro do anno passado at .3 de Janeiro prximo nal Antonio de Hollanda Cavalcanti de Albu-
findo, e por isso mande V. S. pagar os vencimen- querque, que foi considerado incapaz do servigo
tos desse magistrado correspondentes quelles activo em inspecco de saude, devendo ficar ag-
dias, na importancia de 869O2I.
Dito ao mesmo.Nos termos do parecer da
conladoria dessa thesouraria, a que se refere a
sua informago de 3 do correte, mande V. S. pa-
gar ao negociante Joaquim Antunes da Silva,
conforme requisitou o chefe de polica em officio
gregado ao corpb que lhe for designado pelo
mesmo commandante superior.Communicou-se
ao commaodante superior do Recife.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a provincia do Para, no vapor que se
de 3 de dezembrodo anno prximo passado, sob espera do sul, em lugar de proa destinado para
n. 1552, somenle a quantia de 27,280 rs., em que passageiro de estado, a Jos Egmidio Ferreira,
imporlam as diarias abonadas pelo delegado de 4ue consta ser desvalido.
Garanhuns ao desertor do quarto batalho de ar- Despachos do dia 1" de junho.
tilharia a p Francisco Nery Pereira e a Ma- i /feauerimtn'os.
noel da Costa Leile Machado, que vericaodo-se Amaro Jos.Como requer.
nao ser desertor senlou praga voluntariamente no [ Carlos Jos Teixeira de Azevedo.O suppli-
10 batalho de iofantaria, nao podeodo porem.ser cante opportuoamente ser attendido.
satisfeita a importancia das diarias fornecidas a Firmino Ilerculano Baptista Ribeiro.Dirija-se
Manoel Francisco dos Santos e Miguel Porfirio da thesouraria provincial.
Vista, contemplados, como quelles, na relago lgnez Mara de Jess.Sellado, volte.
que devolvo por nao serem desertores, segundo Joo Chnsostomo de Oliveira Pelagio.In-
declarou o coronel commandante das armas em forme o Sr chefe de polica.
sua informago de 5 de abril prximo dudo Baeharel Joaquim Gongalves Lima.Dlrija-se
Communicou-se ao Dr. chefe de polica. I S thesouraria de fenda.
Dito ao inspector da thesouraria provincial. 1, Leoobard MetilerlKamps.Informe o Sr. ins-
De cooformidade com a sua informago de 10 do pector da taesooraria provincial,
corrente, sob n. 237, o auloriso a mandar pagar, Manoel de Freilas Nogueira.Requeira a quem
ao escripturano, Firmino Herculano Baplista Ri- ', competir.
beiro, a gratificago que lhe compele, por ter ------..
exercido interinamente o lugar de chefe da pri- |
meira secgao da secretaria ao governo, desde o i COMMWDO DAS ARMAS.
dia 10 de abril ultimo at hoje inclusive, em' nnarivi *n ,.,.,nmo,i ,i _...
substituigo do bacharel Luiz Salazar Moscozo a |Lrn-H^ 2- *% % 2
da Veiga Pessoa, que fez opeo do subsidio como i* Jf J^-*. "* eld~L* do
membro da assembla legislativa provincial. ecire, em H de junho de 1861
Dilo ao mesmo.Pode V. S., conforme indica ORDEM DO OA N. 109.
em ua informago de 10 do corrente, sob n. 236, coronel commandante das armas faz publi-
maodar pagar em vista da conta que devolvo e co para sc,eoci aa guarnigao, que hontem con-
me foi remetlida pelo commandante do corpo de rMo.u no '?"?" da imperial provisodell de
polica com officio de 15 de novembro do anno Jaejro prximo passado, sob o. 500 a quantia de 13S960, i D.alalnao de artilhana a p, na quahdade de mu-
despendida pelo alferes d'aquelle corpo, Pedro 81co' ao Pa,"D0 Francelino Theodoro dos Pra-
Maria de Abreu, com o expediente da respecva zeref-.Pcrcebendo alm dos vencimenlos que
lerceira companhia, a contar do dia 20 de agos-
to at 31 de oufbbro do mesmo anno, tempo em
que commandou elle Interinamente a roferida
campanilla.Communicou-se ao commandaule
do corpo de polica.
Maudou -se igualmente pagarlo alferes do mes-
mo corpo Joaquim Barboza dos Res a qaaolia de
149380, disdkjnaida por elle com o expeditnte da
primeira companhia, a contar de 14 de dezembro
at 22 de margo ultimo.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes a
conta junta em duplcala, mande V. S. pagar ao
capitao Jos Pereira Teixeira, conforme requisi-
tou o chefe de polica em officio de 10 do corren-
te, sob numero 524, a quantia de 209000, em que
importa o aluguel de cinco mezes da caaa que
serve de quariet ao destacamento de polica na
freguezia de lpojuca, vencidos em 30 de abril
ultimo. Qommuuicou-se ao Dr. chefe de po-
lica.
por lei lhe competirem o premio de 150JOOO rs.,
pagas na forma do decreto e regulamento do 1
de maio de 1858.
Assigoado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordena interino do com-
mando.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Baha, 11 de junho de 1861.
Quando remetli a ultima correspondencia nio
cogitara que S. Exc. o Sr. deseoabargador Costa
Pinto livesse recebido sua exonerago de presi-
denledesta provincia, como instantemente so
licitava.
Entretanto assim era, e nos jornaes da manha
seguinte se lia que, por decreto da 18 do mez
referem seus amigos, porque estes ao menos har-
mooisam-se com o seu natural bondadoso. As-
sim, em meu fraco juizo, S. Exc. somenle com-
metteu um erro, que loi deixir subjugar-se pela
influencia dos mesmos homens que estragaran: a
admioistrago progressista e civilisadora do il-
iustrado Sr. Cansanso de Sioimb, que promet-
lia regenerar esta infeliz provincia, dotando-a
de vas de communcago, que sao a sua primei-
ra neuessidade, e moralisando o funcciooahsmo
publico, ms que s lhe legou urna pagina ne-
gra e vergoohosa, que como a Bahia desejava
I poder arrancar do* seus annaes,os dias nefas-
tos das irmes de cardade !
Se elle se livesse limitado a expor o regula-
mento orgnico de iostruego publica, causa de
todos os seus desgostos, se nao houvesse adiado
para urna epocha remota a assembla provincial,
quando esta analisava aquelle trabalho, a oppo-
sigao nao teria motivos reaes para lhe fazer a
guerra dosabrida qu<) fez; pode mais, porem, a
convieco de que semelhanle reforma correspon-
da s necessidades publicas, e que era preciso
ir por diante e quebrar os obstculos que a que-
riam ioulilisar antes della dizer urna primeira
palavra.
Desejo que S. Exc. tenha urna viagem feliz, e
que nao guardo odios* contra esta briosa provin-
cia, onde deixa sinceros admiradores de suas vir-
tudes cvicas.
Todas estas cousas conduziram-nospor fim de
contas urna interinidade, que dizem ser sempre
um mal.
Nao desconhego os inconvenientes que sao pe-
culiares esta siluagao provisoria ; mas pde-se
por acaso dizer que alguma presidencia ou pasta
nao esteja nestas condiges actualmente?
Entretanto as apprehensoes que dahi se deri-
vam naturalmente sao agora destruidas pela coo-
fianga illimitada que todos depositam no Exm.
vice-presidente, que goza degeraes sympathias,
e est perfeitamenle laxado para oceupar defini-
tivamente to elevado posto.
Com effeito, o Exm. Sr. Dr. Chaves nao s um
distioclo e polido cavalheiro, extremosamente de-
dicado seu paiz, como j tem, embora mu jo-
ven anda, 'urna solida reputago adquerida na
assembla geral, onde i alguns annos se assenta
com um mandato desta provincia.
Esta coofianga vai gradualmente se elevando,
ej se esperam grandes cousas, nao se atienden-
do que falta S. Exc. o primeiro auxiliar para a
realisago das grandes ideas, e ousadasemprezas,
o dinheiro!
O Exm. Sr. rice-presidente ao menos pisou em
palacio com o p direilo porque vai ter a fortu-
na de deixar seu nome ligado um servigo que
muito a cidade da Bahia recia mava, e do qual de-
penda o seu futuro.
Desde lempos immemoraes que toda plvora
do estado e dos particulares depositada no For-
te do Mar, que jaz no meio da Bahia, urna dis-
tancia de menos de mil ps. Felizmente a cidade
de S. Salvador tem sido at hoje preservada da
hormel cstastrophe com qne este formidavel vol-
cao rhe ameaga a existencia; mas nao ha aqui
quem nio trema ao pensar nos perigos que vo-
luntariamente secreou para urna grande popula-
gtf co\nemelhante deposito.
Este roste, como todos os que possuimos, tem
ido da ruina em ruina, e hoje toda a abobada sob
a qual est uma,quantidade extraordinaria de bar-
ris de plvora, acha-se tendida, e por consequen-
cia mais facilitada qualquer desgraga.
Quando reina o vento sol, e que o forte salva as
faguihas e residuos infjammadas que sahem das
boceas 'das pegas sao ooramente recouAuzidos
Dos queira que elles nao preludiem alguma
das grandes fogueiras que costumam annualmen-
te apparecer por este mez nesta capital, gragas
frenesri,nqU S' J0' qUe loc'm H"
Approxima-se o immortal dia 2 de julho, c os
mele008.86 preparam Pata 'esleja-lo dgna-
E' um dia patritico que elles nunca deixam
passar desappercebido, ain Ja no meio das maio-
res provagoes.
Neste anuo, alm dos festejos do costume
me oue haver no dia 3 um grande bail
e esiudantes da faculdade de
me que
dado pelos lentes
medicina.
Estes tambem acabara de crear urna as^ociago
til cora o titulo de Instituto Medico, a qual tem
porum fazer progredira sciencia por meio de um
peridico meosal redigido por alguns jovens, que
nella se vao j distiuguindo.
p Sr. Dr. Botelho teve a mesma sorte do seu
antecessor, e abri mo da empreza do theatro
publico, pa3sando-a para os artistas contratados.
Os seus esforgos nao foram correspondidos pelo
respeitavel publico, e elle soffreu um randa
prejuizo.
E' pena que estas emprezas agora s deem re-
sudados destes, que matara todas as tentativas
convenientes para sustentar um bum theatro
bella escola para moraiidade dos povos.
As noticias do serto continuara ser excel-
lentes : nao s ha abundancia de tudo, como
as febres, e molestias que appareceram com ca-
rcter epidmico vo fugiodo, deixando desas-
sorabrados os habitantes das diversas jpovoacoes
dissemioadas por toda a sua exleogo.
Nao vejo nada mais importante para referir-lhe-
agora.
At oulra vez.
pois.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
mente.
Parece tambem urna idea vantajosa que, pelo
menos hajam dous paips era lugar de um, para
se conservar separado plvora do estado da dos
particulares ; o que nao s permiltir exercer-so
urna mais efficaz fiscalisago, como diminuir os
estragos que possam originar-se de urna explo-
so imprevista.
No dia 7 do corrente concluio-se o concurso
de oppositores para a sesso medica da facul-
dade, de que lhe dei noticia na anterior, e proce-
dendo-se ao escrutinio para o primeiro lugar,
votando 19 lenles lee o Sr. Dr. Cunha Valle 12
votos, oSr. Dr. Reis 2, eoSr. Dr. Lima 2.
Passou-se votar para o segundo lugar; ne-
nhum dos candidatos reuni maioria absoluta ;
por isso toroou-se fazer segunda votago, que
deu o mesmo resultado ; ficando, portanto, vago
o dito segundo lugar na lista que tem de ser en-
viada ao goveroo.
No mesmo dia aqui passou a fragata ingleza
hlice Leopol com o Sr. contra ajamante Labi-
guham, a qual seguio no dia seguinte para a In-
glaterra, depois de receber o carvo de que ti-
nha necessidade.
Nao devo omiltir a creago de urna grande fa-
brica, estabelecida no amigo engeoho de Cabri-
to, para retinar assucar. Esla fabrica, montada
em grande escala, dirigida por um nosso hbil
comprovinciano, pertence urna sociedade em
commaodita, que deve certamenle realisr bons
lucros ; porque os seus productos sao mu pro-
curados pelo publico ; porque sao mu superiores
aos que appareciara no mercado.
Hoje temos assucar refinado e crystalisado
como o da fabrica Mouteiro dessa provincia, por
cinco e seis mil risa arroba, e o consumo d'elle
vai-se geoerallsando por toda a proviocia. E'
urna tentativa de progresso que nao deve passar
desappercebida uo meio do geral desanimo que
reina em todo commercio.
O nasso mercado de fazendas eslava lo ex-
hausto, que quasi nada se eocontrava de gosto
oas lojas. No fim do mez passado, porm, e no
comeco deste chegaram grandes sortimen.tos, e
por lano as rendas da alfandega tiveram um
augmento satisfactorio. At hontem subiam ellas
ao algarismo de 168:000:000 rs., e coota-se que
cheguem perto de qulohentos at o fim do
mez. Dos permuta que isio continu assim
O cambio sobre Londres flea"de26 1|2 263(4;
o assucar branco da Bahia de 2,600 2,700 rs. o
mascavo de 2&000 2>100, o caf de 5j100
5)300 a agurdenle 639 a 65g por pipa, e de lo-
dos estes gneros ha grande abundancia.
Notou-se muia actividade no nosso mercado
de assucar durante lodo o mez Ondo, e a expor-
tagao foi a maior que sa tem feito desde o prin-
cipio da safra. As noticias de Europa eram ani-
madoras, e por isso se Azorara compras em gran-
de escalla, e fretaram-se alguns navios ; as ulti-
mas noticias, porm, estriaran) alguma cousa este
movimento.
Tivemos na importago a entrada de 40 em-
barcages duraote o mez com 13,104 tonela-
das, e na exporlago 24 com 9,656 toneladas.
As aegoas dos bancos coolinuam & ser coladas
como lbe mencionei na ultima.
Nos ltimos dias de maio appareceu o vento
sul, e algamas chovas, que teem continuado at
agora, com maiores ou menores intervallosl Es-
tamos, pois,como nosso invern, que nao pro-
meti ser muito forte.
No dia 8 noite houve um principio de incen-
dio ea um grande predio na ladeira da Gamelei-
na
Discurso do Sr. Beso Barros,
sessao de IO de junho.
O Sr. hego Barros:Sr. presidente, bem dii-
ucil a minha situago tendo de oceupar a atten-
go da casa na presente occasio, depois que ora-
ram os meus distinclos collegas, tendo de entrar
na analyse de quesloes imporlanttssimas; tanto
mais quaoto eu esperava primeiro ouviraosil-
lustres membros da commisso que se nao dig-
naran) tomar parte no debate ; nao obstante o
nobre deputado, que membro relator da com-
misso especial de orgamooto, que sempre tem
sido beopvolo em esclarecer-me sobre todos os
poots da iei do orgamenlo de receila e despeza,
de que eu e outros collegas dos lemos oceupado,
dava-me espersnga de que elle e os novos ad-
junctes nao duvidariam de lomar na devida con-
siderago as nossas reflexes, porm o coolrario
foi a minha espectaliva, porque acabo de certiG-
car-me que a miuha esperauga que se inspirava
na confianca que me merecem os nobres mem-
bros. acha-se jaturada. Fattando-me, senhores, as
precisas habilitages para tal fim. (Noapoia-
dos.)
E' verdade que eu vi que algumas dis medidas
foram impugnadas por alguns nobres deputados,
e isso anda torna mais difficil a minha posigo,
porque se por um lado veju que essas medidas
teem um fim do utilidade, altendendo-se a
estado flnanceiro da provincia, por outro vejo
que ellas vo ofiender alguem.
Nao obstante 1 falta de recursos inlellectuaes
que confesso, nao sabendo mesmo como animar-
me entrar na discusso, todava contando com
a benevolencia da casa, espero que ella se digoa-
r desculpar-me, ouvindo o pouco que poderei
dizer, ltenla a pequeohez de minha intelligeu-
cia. (Nao apoiados.) Eu quando tratei na segun-
da discusso deste projecto, fallando sob o art.
2o, disse'que.no tinha as habilitages para tra-
tar de materia de finangas, e hoje doeute como
me acho, pouco poderei dizer; mas quiz, nao
obstante o meu estado, fazer um esforgo, ver se
posso chegar. demonstrar, vista dos dados que
pude colher depois da deliberago tomada pela
illuslre commisso especial, que em lugar de ter-
mos um dficit, (eremos um excesso de receila de
ciocoeota e tantos contos.
O Sr. Souza Reis : Melhor. Deus queira que
assim seja.
O Sr. Reg Barros:Eu fui o primeiro lou-
var a nobre commisso de fazenda ; eu entend e
disse que a commisso tioba primado em seu
trabalho, mas, fui logo tambem dizeodo, que nao
eslava disposlo volar por todas as suas ideas,
que entenda que algumas deviam ser modifica-
das e outras supprimidas. Pretenda, Sr. presi-
dente, apresentar era segunda discusso as emen-
das que hoje vou offerecor, mas aguardei a ler-
ceira por julgar occasio mais opportuna ; vi
porm que foi nomeada urna commisso de dez
membros lodos Ilustrados, e quando eu esperava
que alguns desses nobres deputados tomassem
parte na discusso, quando vejo que a materia
se ia encerrar sem que se dissesse urna s pala-
vra I
Um Sr. deputado : J se tem dito muito so-
bre a materia.
O Sr. Reg Barros: Muitas das ideas da no-
bre commisso teem sido combatidas, e quanto &
mim com argumentos to valiosos, que difcil-
mente a commisso lhes responder satisfaioria-
menle.
Senhores, nao tenho por tanto esperangs de
que poderei captar a benevolencia da illuslre
commisso dos dez, porque, alm do que tica di-
lo, muitos pontos da materia sobre que eu tinha
de tratar j tem sido discutidos, e nao querendo
repetir proposiges que j foram enunciadas, pas-
ssrei ao orgamenlo para provar o que disse.
Senhores, o orgamenlo do aono de 1860 a 1861
foi orgado em ris 1,198:7369002, e o orgamenlo
que a illuslre commisso agora aprsenla para a
despeza do exercicio de 1861 a 1863, de ris
1,072:0009, por consequencia menos do qud o do
anno passado rwa 126;736002 ; orgando a re-
ceila em ris 1,278:0004. uto mais do que na
do aono anterior ris 206:0009002, que reunida
diminuigo do exercicio passado, vem ter um
acrescimo de ris 332.7369002, sendo o dficit re-
conhecido pela respectiva commisso de ris
273:0009, seodo o sallo de ris trezeotos e
lautos contos deve deixar lirre ris 59:736^002.
O Sr. Fenelon :Fatal idade.
(Ha outros apartes.;
O Sr. Reg Barros:Eu reconhego o beneficio
nesta parte feito pela no ore commisso
Um Sr. deputado :O nobre deputado desco-
brio agora urna mina.
O Sr, Reg Barros : Nao foi descoberta mi-
nha....
Um Sr. deputado .Foi da nobre commisso de
salvago.
,0 Sr. Reg Barros : Eu apenas aprsenlo as.
cifras confrontadas urnas com outras, e o que di-
go que nao tenho esses receios do mo estado
,r>
Ida provincia que os nobres deputados exprimem ;
que a situago financeiri da provincia nio to
grave como se diz.




y
m
to .-* dfctf&-g (.eu
i
LABIO DI rEaiAMBUGO. SABBADO 15 DI JUNHO B 1M1.
Um Sr. deputado :E' gravsima.
O Sr. Reg farros:Nao telgravissima. Se-
nhoree, o que cabo de dizer proio cosa a epi-
Dio do ex-presidente desta provieeia oa sua de-
clarado quando apresenlou o seu relatorio i es-
ta assembla : S, Exc. aasim di*: te, porgonsufBciente pan a uutrcao."<)'ue
s Iofclizmeule, senhores, nao posso diser-vos, e outras atiss nao eram cohibidas pelo medico,
como desejava, que e lisongeiro o estado da 11- -
naneas.protifieiaes. Pelo contrario, declaro-ros
que me cube lutar com muito serios embarazos
esse respeito, desde que toaiei coola da presi-
dencia desta provincia.
. Era ento meu dever apreciar maduramente
aquella estado, fira de tragar o plano de oiioha
administracio por esse lado; e lendo-o feile, ve-
rifiquei quo com deapezas aupetiores reeeita,
pesara sobre a fazenda provincial urna divida pas-
siva bastante considerare!, parte da qual veocia
juros, que se accumulavam diariameote.
O Sr. Souza Keis : E qaem cunlestou telo ?
O Sr. Reg Barros :-r- E' o que eu digo, isto ,
que a siluago da provincia au grave, sia> os
desperdicios que lem occasiunado dficit___
Um Sr. deputado:E o que a situdc.au floan-
ceira da provincia ?
O Sr. Reg Barros:Digo que nao por cau-
sa do descrescinento das rendas da provincia que
faz o dficit. (Nao apoiadoe.) Se os oobres depu-
lados que me nao spoiam coosullasaem o aug-
jneolo de despeza do exercicio de t868 a 1859,
quando foi orgada em ris l,t&8609570, reco-
nbeceria que a provincia nao pode supportar um
acreseimo de um para outro anno de quairocen-
tos e lautos contos 1
Seuhores, seja qual fr o estado lisoogeiro de
prospendade da proviacia, seja qual for o seu
augmento de renda, se gastaren muito, ellas
nunca ho de ser satisfatorias.
O Sr. Feoeloo :Quem nega isto ?
O Sr. Reg Barros: S desejo mostrar que
nao por causa da dimiouigo de renda* que a
provincia sullre.
Um Sr. deputado :E' urna descoberta que me-
rece um premio 1
Um uutro Sr. deputado: O premio deve ser
para a commisso de salvarlo.
O Sr. Reg Barros:Sr. presidente, teodo fei-
lo esta descrinco 'los negocios finaeceiros da
provincia, passarei tratar de alguraas circums-
tancias e factos que me recordar, deixatidode
fallar em uulros que j foram apreciados pelo
nobre deputado que me preeedeu, represntame
do circulo de Pao o'Albo.
Como uo artigo 22 se consigna a verba para o
hospital de candade e outros estabelecineoios, e
nao vejo aqu mencionado o collegio das orphas
desta cidade, quero crer todava que tambem es-
tar ah comorehendido. Nao assim, meu nobre
Collega relator da commisso ?
O Srv Souza Res :Nao seobor, e isto por urna
razo muito simples, purque o collegio das or-
phas tem um patrimonio que chega para seu
cosleio, nao precisa dos nossos soccorros.
O Sr. Reg Barros: Mas lemos nos alguma
cousa com esse collegio?
Um Sr deputado :Sera duvida.
O Sr. Reg Barros :Bem, aso que eu que-
ra saber.
E, oo ser esta a occasio opportuna de fallar
respeito desse esubelecimeoto?
Um Sr. deputado :Nao .
Outros Srs. depulados :Sim, sim.
O Sr. Reg Barros Eolio oo sei quandose-
i; ese o nobre deputado me mostrar que ha
ouira occasio, eu me aguardarei para enlo. do
contrario terei de erguer minha fraca voz para
oceupar-me de alguns actos, que me consta se
leem dado naquelle esiabelociuieoto.
Quando aquslle collegio era regido pelas nossae
patricias, nunca me conslou o que hoje me tem
constado. Ea lenho ouvido queias de cerlo mo-
do dignas de seria alicngo. Dizem que ha pou-
cos dias urna mulher que pretenda ver urna
sua tilha que se acha naquelle collegio. foi veda-
da a graja de faze-lo, nao obstante achar-se a
menina doente; porque segundo me consta, so-
roente sao permitiidas as visitas s pensionistas
as prirneiras quintas-feiras de cada mez, e omi-
tas vezes o sao cora precipitarlo tal, que a pobre
crisnea nao tem quasi tempo senao de lomar a
benco sua mi.-
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Reg Barros: Este facto infelizmente
verladeiro. Essa orpha de que fallo esi ha
mais oe vinte dias doente de urna molestia que
chamam cobreiro, e que j tem feilo urna grande
ehaga, u a menina contina nao querer quei-
xar-se com receio de algum castigo, inspirado
pelo rigor que as rmas da candade exercem pa-
ra com as orphas.
O Sr. Brilo :Nao ha tal castigo.
O Sr. Rgo Barros:Tauto ha. que esta me-
nina est ha rnais de rtate das doente, e nao foi
aiuda chamado medico, nem se lhe tem applica-
do medicamento aUum.
Um Sr. deputado : E' urna offensa feita ao
medico do estabeletimenlo.
O Sr. Reg JWros:O medico nao tem culpa,
o medico nao pode receitar sem ser chamado: o
deleito da administrado.
(Ua um aparte.)
O Sr. Reg Barros .-Ha tres dias o medico l
foi. mandou appcar um ungento; entretanto
ale hootem uoite nao tiuha sido applicado___
Urn Sr. depulado :Isto vem multo proposi-
to do organenlo !
O Sr. Reg Barros :J urna vez fallei ao no-
bre deputado respeito d'uma orpha, qoe all
faz s o servico mais pesado do eslabelecimeoto
eque tratada com desprezo, se que todas as
oulras o nao sao, mais ou meos.
Um Sr. deputado:O servico domestico fei-
lo por todas.
O Sr. Reg Barros :Mas essa principalmente
e encarregada de um servico muito pesado em
relaco s torcas de urna menina de 10 ou 12 an-
uos, como essa de que fallo. E al por ella oue
(me dizem) se manda comprar na venda, como
eu j lie occasio de indagar urna vez.
(Cruzam-se apartes.)
Sr Reg Barros: Essa menina lha de
um Jos do tal, que morrea do cholera, e por pe-
dido de pessoas do meu cooheciraento foi admit-
Hda no collegio. e at j ped um meu nobre
collega, que a favorecesse proposito de urna
pequea heranca que ella tem de haver do pa
Seuhores, nao ha que duvidar de helos des-
tes, porque as irmaas de caridade que deveriam
ser muito candosas. sao em extremo rigorosas
como por todos reconhecido. (Noapoiados )
Eu sinto nao poder exhitir-vos documentos
que provariam o que ora affirmo-vus ; mas nao
descoohecido o que ha dous annos so deu na Ba-
ha por causa das irmaa do caridade, facto que
obrigou a polica inlervir. sem o que teriam
ellas sido expelhdas daquella provincia.
Um Sr. depulado : Foi cousa muito difle-
rente.
O Sr. Reg Barros: No Rio de Janeiro j se
deu urna scena destas no hospital de Misericor-
dia ; e tanto assim. que um medico foi interro-
gado e depoz peraote a auloridade policial. Vou
tr esse depoimeoto que serve para provar o que
eu digo, isto que tactos semelhantes se tem
dado no Rio e em oulras partea.
Eli o depoiment : (le)
IRMAAS DE CARIDADE.
Alguns communicanles desta tolha teem-seoc-
cupado cora a questo da* irmaas da caridade e
como nos a julgamos digna da mais seria atlen-
C-ao, reprodujimos aqui o depoimenlo do Sr. Dr.
Peitence perante a segunda delegacia de polica :
esse depoimeoto pe em relevo de urna mane-ira
clara e decisiva os abusos e crueldades pratica-
dos por aquellas irmaas para com oa pobres en-
fermos da Santa Casa da Misericordia.
Eis o depoimeoto:
Aos 31 de largo de 1859.0 delegado lhe fez
as seguintes perguntas:
hospital da Misericordia ouvio dos doentea qnei-
xaa por mos tratos que sofressem das irmaas de
candade, eofermeiros e serventes do hospital, ou
por si mesmo teve occasio de notar que o trata-
ment oo era bom;
Respcadeu, quanto primeira parle, que ob-
vio por vezes quenas dos doeoles. e que julga
que muitas mais oo ouvira por terem as irmaas
a poder de punir e aeabrunhar os doentes sem
que o medico respctivo podease all va-los por
qualquer modo, porquaclo aosqueixosos era inj-
mediaiamente imposta como pena a suspenso
dos alimentos, a qual continuara i despeito das
ordena e.m contrario do medico. Quanlo ao trata-
ment afflrma terem sido mal administrados os
medicamentos, lomando os doentes s veie*
aior porgao que a prescripta pan hora deter-
minada eoutras vezes ficaodo privados absoluta-
laante delles, sobre todo se haviam sido preseip-
tospara artas horas da uoite. Qu um srvenle
escravo insultara um da um drale branco no
Hospital da Misericordia sea que provideacia al-
guma foaie dad pela irmla' que Uiara onheai-
lo do faole: vendo-?eele medico na necessi-
dade de reprehenofr speramente e ameajar o
fldjirieMfc Qu os alimentos eram.-aebreludo
o caldos, mI preparados, e sua estritmicao por
I fle feta, que por vezesitorara algum doen-
te. Dorconauirlr.ienio n*rm m i>|,|.<^ao. Oue estas
_ pelo
porque o Uo resultado era o obter urna res-
posia altiva, de oenhutsa softe de aeoordo com a
humildade e caridade evanglicas de que se de-
ven revistir quelles qoeee dedicara i servir ao
hornero era estado mrbido. -Que finalmente ten-
do adquirido a conviccio de que nao podio, co-
mo cumpre ao medico que se preza, ser o pro-
tector daqaelles iofeliae, pedir sua demissio e
se retirara, aptar do desgosio de se auientar
daquelle maaanAal de initruegio cirurgioa, i
qual por lodos os modos tem procurado adque-
rir. E como nata mais respondennem lhe fi
perguntadomandou o delegado lavrreste au-
to... ele.
O Sr. presidente :Devo adveiir ao nobre de-
pulado, que, nao havendo oo oigamento alguma
cousa relativamente ancotlegio das orphas, ou
que o nobre deputado quiaesse propor alguma
medida, nao posso permiltir que coRttoue.
O Sr. Reg Barros : Bem. Nao insislirei,
urna rez que nao cabivel a discusso. Passarei
tt outros ubjtctos. Comegarei por juslicar ai-
gumas emendas que aqui lenho.
Apreseulo urna empda entre oulras que mo-
difica o 4. do art. 33 Vjue marca s porcentagem
ao agente do fumo, labaoelc. A minha emenda
iedoz essa porcentagem i 3 por Oje, porque se-
gundo o calculo da commisso tem esse agente
cinco contos e tanto.
O Sr. Pereira de Brito:Ha engao nesa
verba que j foi recoohecida pela commisso.
O Sr. Reg Barros :Se os nobresdeputados
me esclarecerem, talvez eu me convenga ; por
ora retiro-me ao que est escripto.
Pela mioha emenda vira esse agente ter___
2:440#, o que me parece ser um ordenado muito
razoavel.
A commisso esqueceu-se tambem de marcar
quota para o servente do consulado; porisso
aprsenlo tambem urna emenda, marcando essa
quota.
O Sr. Souza Reis :Nao se eaquega, essa des-
peza sahe do expediente.
O Sr. Reg Barros :jkfaa nio ha verba espe-
cial para esse servente, como cosiume fazer-se,
a razo porque aprsenlo a minha emenda.
Aprsenlo urna outra emends, que a seguin-
te : (l)
A nao p^ssar o artigo additivo que manda
vigorar o 6. do art. 12 da lei n. 488 de 17 de
maio de 18W) accrescedte-se ao art. 14sendo 3
centos de ris para o cemilerio publico da fre-
guesa do Cabo.
Foi urna idea que j apresentei aqui, mas que
nao foi aceita tal qual eslava redigida, isto
consignava a quota de dous conlos de ris para
cemilerio do Cabo ; esta medida j foi approva-
da o anno passado, mas nao teve execoco
pego aos noDres depulados que
tambem.
Nao quero mais oceupar a attengo da casa
justificando as outras alionas emendas, sobre as
quaes a casa decidir como entender.
_ REVISTA OIARII.
lenoo a casa commercial sob a razo social de
Caminha & Filos oblido quilagao plena dos res-
pectivos credores, na contorraiaade dos arls. 870
e. 8SM do cdigo do commereio ; o por coosegum-
le collocaoa nos termos de obler a rehabihtaco
trgal, foi esta solicitada ao tribunal do comm'er-
co pelos representadles da mesma casa.
O meretissimo tribunal, pois, atlendendo ao ex-
posio e cooformaudo-se com o requerido por
sentenca de 6 do correte, concedeu a rehabili-
SSk?3WSrtMp^^ Peroambuco. 24
Deslarie acha-se ultimada urna das causas
muito importantes, que agitaram-se no nosso fo-
ro commeicial, cessando lambem assim
commodos Borque passaram os membros
lerida casa no decurso de loda a questo judi-
No da 13 do correte reassumio o exercicio
da directora geral da inslrurCao publica o Sr.
Ur. Joaquim P.res Machado Porlella. que acha-
va-se cora assento n.. assembla provincial.
Lontiouando a receber queixas a respeo
do servigodocarreio, cootinuaiemos tambem a
maoilesta-las em seus p.oprios lermor.
Inuul ou nao o nosso irabalho, nao interrom-
peremos ; e nesta Revista sempre havemos de
coosiguar os abusos e o deleixo dos correios com
a mesma perseveranga, que a elles auda libada na
respectiva produego.
eu
a aceitis agora
escravos*, a ordem do Dr. uii de rphaos 1,
que a crioula Ismeria, escrava da Mara Celea-
Uua P, Brrelo; a ordem do auMeregado do
Recite t, que o africano Antoniod* OaMa, oa-
cravo de Jos Gomes Loureiro ; a qii>aU
Sanio Antonio 2; a ordem do da Boa-Vista1
sao : os crioulos Barlholomau e Luir, ese*a7tfe"
Manoel Goncalve da SUva, e o africano Sebastio,
escravo de Joaquim de Almeida Pialo ; a ordem
do de S. Jos a., que io : o pardo G.ldioo, et-
crave de Mf.noet Jos Ferreira de Andrsde, e o.
crloulo Femando, escravo de Jos Carlos Teixei-
ra; a ordem do da Capuoga 1.
do vapor nacional Persinunoo
viado de Macei e portos loleimedics.-Jos Gui-
Iherme dos Res, cadete JosHygino Xavier da
Fonseca e om soldado, Alexand.e Amrica C
Padilha. Trajanu Pedro.
Passageiros do vapor nacional Oypaoek vio-
do dos portos do sul -O Bxm. Sr. presideote do
P*.Dr. Fraooisee- Cario de Arwjo Brusque,
sua seuhora o 2 filhos monores e 3 escra.os Do-
mingos Soares Ferreira Peona, i" leneote Rufino
Los Tavares, Leooardo Pinheiro da Cunha Car-
oeiro, teoeote Joaqu.m Fraocisw de Ctrvalho
Meoezea, Ricardo da Stlva. cadete Marcos Aure-
lio de Fana Banjoin, cadete Maximiaoo Faria
Baojom, cadete Joo Cahcio Faria Banjoin. La-
faurcad Vicegle, Dr. Julio Cezar Beringer Bilan-
courl e sua seohora e-praca Alexaodre Goo-
oalves, soldados Maibiss Jos Francisco e Fran-
cisco Barboza Maoieiga, teueote Frjocisco Pauli-
no da silva, Paulino da Silva e 1 Qlha.
r T/'a?*ge'ros Psraest" cidade.Dr. Antonio
Jos a. Neves, padre Leoncio Candido do Carmo
Lhaves. Joaquim Mooteiro de Lima, Hunriok Cas-
gel, Loocadioo Glebe. ChristianaFrieoick, ex-pra-
gas imperiaes marioheiros Jos Honorato e Ber-
aardiiio Gomes, furriel Godofredo Fiuza Lima,
soldado Ignacio Jos Ferreira dos Saulos. Amo-
nio Jos (meoor) com 1 polica, Maria liberta,
dezembargador Jos Ignacio Aceioli. e Vascoo-
cellos. Frederico Monarde, Joo Coimbra, Jos
Joauuim Alves da Silva Juoior, Francisco amos
ue baidaoha Francisco das Gnagas, Mauoel Jos
da Costa, Sabino escravo a entregar ao Dr. Fran-
cisco Paula C. Telles, Joo Jos de Miranda ri-
mo Joo Alves Branco, Luiz Pereira Gongslves
oscuuhs, Joaquim de Souza Ferreira, Rozara
Mana da Cooceigao, Herculaoo Berlios Leite M.
ualdas. Manoel Joaqun Silva Leo, Antonio Ri-
oeiio Lavalcaoii de Albuquerque e seu escravo
Ainaoazio .Joaqun Gomes Pessoa, um teoentee
i altrese 1 prega da guarda nacional, Joo Jos,
?.JT"5?' .Anlouo Teixeira Piolo, soldados
l-aodido Pereira da Siva, Trajaiiode Jess.
rassageiros que seguiram para Europa no
vapor inglez Onetdo.-Jose Rodngues da Silva
Barroca, Antonio Geraldo do Reg Barroca. An-
tonio Caroeiro Pinto, Jos Luiz Machado Bran-
dan. Carlos L. Horne. Alfredo TVrry, R. C. F.
Aoneite, Jus Luiz Almeida Marlins, F. W. Vash.
anuardo A. Ryder, Carlos Augusto Piolo de Oli-
iUKra' MrarceU"o Jos Gongalves da Foole e doui
umos, Henrique Carrau, Francisco Jo3o de Bar-
ros e 2 lhos, Maria Vicencia de Paula Cunha e
3 filhos, AuIobo li. i\-gueira Leite, Bernardo
Gongalves de Mallos, Carlos J. Jusnes, C. S.
W. Mondaes.
Laceas, Africano, Mad 50 anaos. escravo do Ma-
iroel Goooatve Silva ; diarrhs.
co, pardo, prvulo, idade 7 mezes, D-
**fplaB tfar- Manoel Francisco Fraga ; con-
volaiea. #
a orden do da Boa- Vistratsa llMla.wieato, parrlo, filho de Ignacia, es-
lava dos legatarios da terca do finado Jos
Claudlno Leite ; gastro hepatile.
Maria Magdalena de Pazzes, parda, idade 84 an-
nos, vi uva ; hydropesia.
Amelia, branca, prvula, idade 4 sanos, filha
legitima do fallecido Manoel Jos Peraira ;
pneumona.
Manoel Pereira, b/doco, idade 40 annos, casado ;
tumor.
Antonio Francisco Dornellas, branco, idade 51
naos, casado ;.febre perniciosa.
John Gordoo. ioglex, catbolico, idade 27 aonos,
solieiro ; f-bre amarella.
Aooa Rosa da Cooceigao, branca, idade 53 annos,
casada ; tubrculos pulmonares.
Cosma, parda, prvula, idade i da, filha legiti-
ma de Francisco Xavier dos Sanios : espasmo.
Rosalina, parda, prvula, idade 9 mezes e meio,
filha legitima de Sabino Bispo ; anazarca.
Maooel, pardo, prvulo, idade 3 dias, filho de
Quiteria Maria da Cooceigao ; espasmo.
Maria, Africana, idade 54 annos, escrava de D.
Aooa Joaquina do Sacramento ; apoplexia.
Amalla, parda, prvulo, idade 5 aooos, filha le-
gitima de Miguel Arauio Rosa Lima; garro-
til ho.
Luiza, parda, idade 45 annos. escrava de Luiz de
Franca Mello : queimada.
A irma de caridade Sessie Marie Laureoce So-
phie : tubrculos pulmonares.
Amia Joaquina do Espirito Santo, branca, idade
107 annos ; velhice.
iU
Passageiros do brigue nacional Maria The-
reza sahi.io para o Rio de Janeiro.Jacimho
Pereira Pinto de Lima, e oiio escravos a entre-
gar.
Passageiros do hiate oacional Camaragibe
sahido para o Assu'.-Jos Maria Pinto. Antonio
Joaquim deOliveira Costa, Jeronymo Ribeiro Ro-
cha, Maria Magdalena e4 blhos,
Mataoouho publico.
Alalarain-se no dia 12 do
consumo desta cidade 127 rezes.
No dia 13 do mesmo79 ditas.
MORTALIDADE DO DIA 14.
correte, para o
os in-
da re-
Do Ico nos escrevera sobre a nateria nest.s JuZ'tiT Q ^"^ ,to i ^--
aos. solteira, Boa-Vista, hydropesia.
Miquilina. Pernambuco. 20 anuos, solteira, escra-
va. S. Jos, phthysica pulmonar.
Adriano, Pernambuco. 19 mezes, S. Jos, con-
vulsoes.
Joo Maooel Siqueira. Portugal, 62 annos, casado,
Ulinda. gastro inlerite.
Amaro Fernn Jes Daltro, Pernambuco, 65 *nnos
casado, S. Jos, aneurisma.
Lista das pessoas fallecidas na freguezia da
Boa-Vista no mez de maio de 1861.
Joao. pardo, idade 1 aono. prvulo, escravo
de D. Emilia de Moraes Gomes Ferreira. coo-
vulsoes.
Manoel. pardo, prvulo, idade 4 mazes. Glho de
Josepha. crioula, escrava de D. Candida Ma-
rianoa Marlins Pereira, ttano.
Capitulina, pardi, idade 2 annos, filha natural de
Joaquina do Espirito Santo
expressoes:
O nosso correio da capital o qoe demais
irregular se pode conceber. Tratando de augmeo-
tar-ihe o numero de assignonles aqu, isto con-
seguira si os Diarios chegassem smaos dos as-
slgnaoles ; mas o que oo succede, ou quando
vem o mezes depois da sua publicago, de ma-
neira que nao Um mais ioleresse algum por
velhas as ooiicias. F
Si fosse possivel arraojar com o governo que
a correspondencia de Aracaly iesse pelos vapo-
res cosleirus da compaulua pernambucana em
mala especial, e que esta fosse lugo entregue
uessa cioade sem ir priroeiro parar no remanso
do Ceara, muito gaohariam as oossas relsges
e os seus assiguantes cresceriam por estes poo-
Com este intento, sendo os Diarios remelti-
dos por toos os vapores indeciioavelmeote ao
seu ageule no Aracaly, este os enrisria a seus
desuuos para esles ceolrus com a devida sesu-
raoga e cerleza de entrega ; porque o'aqui desta
cidade arranjar-se-hia com es oenocianies a ida
de- um homem duas vezes por mez. quell'oulra
cidade, e em lempo que coiucidisse com a che-
gana dos vapores :lli.
u Deve saber que com tres dias pode-se ter oo-
leas aqu, procedentes do Aracaly por semelhao-
te meio, quando pela capital s :cmo-las en viu-
le e lautos das.
a A difiereuga palmar.
Al agora nao receb Diario algum, e si os
tem enviado, alguem se ha delles apropriado.
Deve hoje seguir para a provincia do Auia-
zouas o sr. lente coronel Jos Joaquim Rodri-
gues Kelly, que vai cooiuiDdar o corpo alli exis-
eDrial,eSUaa0 uUim.a8 en do goveiuo im-
Desejaodo prospera viagem a S. S.. almeja-
mos-lhe igoalmeote um satiafacloriocumprimeo-
io de sua honrosa commisso, e que assio/ ureeo-
rttc.C0lda e 4 peelaliva do governo, sen-
do disto un garante o* seus precedentes.
For mpediaiento do escrivo da subdele-
gan desta freguezia de Santo Antonio, Joa-
quim da Suva Reg, acha-se uncciooaodo nes-
se lugar o Sr. D.omzio Ferreira Cavalcaoli.
Wouia 3 do correte foram alpxadoieditaes
convidando Caodidatos para o preeuchuneuto do
officio de escrivo da provedona de capellas e
residuos do termo de Goiauna, que foi considera-
do vago pelo governo imperial.
P-Tr. k, aemll?. fuMelegedo de Ponta de
reara, Fraocisco Googalves d'Arruda.
Para o novo districto policial de Palmeira
foram noneados os Srs Miguel Reinand Bisarla
subdelegado, e Frane.sco Pereira de Carralho'
JoaoGdalberto de Lyra e Jos Gomos de Lvra'
suppleuies do mesmo subdelegado. '
Foram promovidos, oo esquadro de ca-
rallana da guarda nacional deste municipio do
Recite, eapilao da segunda compauhia Elias
Pereira Goocaltes da Cunha, tenenle da primei-
ra Uaniel Uzar Ramos, e a alferes Francisco Joa-
qun da Costa Fialho Jnior.
, T Genios eotre nos o ro do fugo, o polsco
Luiz Pnler, que oo thealro o'Apollo pretende dar
alguos espectculos, nos quaes se exhibir ren-
cendo aquello elemento por differenles nodos
J nao admirar que Daniel saiusse iliesoda
forualha. em que foi lanzado con os oulros seus
compaoheiros, quando o mesmo pretende prali-
er n rex do fogo, que ter por companheiro po-
rm um oaco de caroe de meia arroba.
O comer fogo j nao novidade, muia gente
o engoie inseosivelmente ; mas Deber maoieiga
derretida, sorver alcatro em efforvescencia, ele
etc., cousa divertida.
Aguardamos porin a execugSo.
Anda urna vez se deseocaminharam cartas
noss8, que enriamos pelo vapor oglez Omida,
pera a edrte, em sua ultima viagem, contend
urna deltas urna nota de pequeo valor. Aasim
cono a carta foram-se Umben sgaos numeras
do nosso Diario que remeuiamos a mesma oes-
sos. *^
3
D.
filha
con-
parvulo, pardo, idade i aonos, filho
legitimo de Antonio Jacqnes da Costa ; gastro
inlerite.
Alerandre Thomaz de Jess, pirdo, idade
aonos. casado, cabo de cavallaria afogado.
Anna, Africana, idade 65 annos. escrava de
Anna da Rocha Ferreira Lima ; apoplexia
Pedrocrioulo, idade 8 dias. lilho Irgiiimo de Mar-
tioho Jos de AHemao; espasmo.
Caroillo, Africano, idade 50 annos, escravo de
D. Maria de Allemo Cysneiro : hydroore-
cardio. r
Anna. parda, prvula, idade 3 mezas,
legitima de Francisco Bruno do Rosario ;
. vqlses.
Joaquim Rodrigues Pereira, portuguez, idade 18
annos, solteiro ; febre amarella.
Francisco Tavares. crioulo. liberto, idade 38 an-
nos, casado ; herysipella.
Joanna. branca, prvula, idade 7 mezes, filha
legitima de Sebastio Jos Peixoto : coa-
vulsoes.
Flora, parda, prvula, idade 3 annos e 2 me-
zes, fijha de Maiia_Man3elU do Nascimento :
convolses.
Joo, branco. prvulo, idade 15 mezes; filho
legitimo de Joaquim de Souza Pereira Brillo :
espasmo.
Domingas, crioula, liberta, idade 4 annos. filha
de Josepha, escrava de Jos Joaquim de Mi-
randa ; ttano.
Vicencia Maria da Conceigo, parda, idade 32 an-
nos, solteira, elephantiasis dos Gregos.
Tito, pardo, prvulo, idade 4 mezes, filho le-
gitimo de Justino Francisco de Assis ; letpno.
Jos Ignacio, poituguez, idade 19anoos,solteiro :
febre perniciosa.
Manoel, pardo, prvulo, idade 5 mezes. filho de
Germina, escrava de D. Marcolina Coelho Leite ;
diarrha.
Marianoo dos Reis Campello, branco, idade 17
annos, solteiro ; disinteria.
Jos Borgesda Paixo.pardo, idade 43 annos, sol-
teiro ; febre amarella.
Maooel. crioulo. prvulo, idade 7 mezes. filho
de Romana, escrava de Maria Cooslaocia de
Araojo Lima ; convulses.
Joe Candido de Carvalho Medeiros. branco, ida-
de oO anoos, casado : gastro ioterile.
Manoel, crioulo, prvulo, idade Vdia, filho legi-
ilmo de Francisco das Chagas/ Ramos ; es-
pasmo, i
Julia, branca, prvula, idade 5 dial? filha legi-
tima de Jos Antonio de Souza ; espasmo.
Antonio, branco. prvulo, idade 2 anoos, filho
legitimo de Emilio Gomes deOJfveira ; inflam-
mago.
Mariinha. pard, liberta, idade 18 mezes, filha
de Mana, escrava de Anlooio Gomas Pereira
convulsoes.
Aona branca prvula, idade mez meio, filha
legitima de Jos Antonio Seierl: isinleria.
Francisco, Africano, idade 50 anoos, escravo de
Jos Caraeiro da Cunha : estupor.
Itufina Mana da Conceigo, idade 38 ann"os. sl-
leira ; oflammegao nos ligados'/
Joao. crioulo prvulo, idade 5 nos filho de
7."-0C"r Ros,aJ" Ch8" ; febre cear-bral.
Zeferino Manoel da Costa, pardo, idade 8 aonos,
solteiro ; febre cerebral. "
ria, parda, idade 2 dias, parruls', filha de An-
espasmo
na, parda liberta
Jos, preto. idade 45 anoos, escravo djJarlolde
Moraes ; aneurisma. J" '
Leooardo, branco, prvulo, idade 5 mezes. filho
legitimo de Joao Aires de Camin Porto ;
convulso**.
Agoslioho Coelho Goocalres, brsnco. irjaBa- 42
anoos. casado ; hernia estrangulada.
Maria da Purificlo Vianoa, branca, i
aooos; phtnyaica.
Fernando Aoiooo do Re, portuguez
aouoe, solteiro ; gastro intente. m>
Mirie, branca, prvula, idade um dia; ilMegi-
tima de Jostf Pacheco de Medeiree t*Iasmof
Domingos Franqueo da Silva Braga.lnortuiuex
_ idade 22 annos solteiro: nhthi.: ^Th^!'
- Foram reoelbidoa .casa de deteocio oo dia ^iLl "aT" vlro' P.h,n/sica stp/jitica.
DIIBm DE PERNAMBUnn.
Quest&O eleitural, Eleiyao
directa.
VII
Expozemos no artigo precedente algumas das
razoes que determinaran) os homeos da estado de
Portugal converter a eleigo indirecta, que se
havia tornado vol universal, em eleico censua-
ra e limitada.
Os partidos espera van lodos vencer sempre, ou
pelo menos alternadamente, emquaoto na eleigo
indirecta livessem ao seu dispor a arma funesta da
excluso absoluta, posto que reciproca, e por isso
nem um consenta que se realisasse o preceilo
constitucional, que prevideotemente exiga no ci-
dado a renda effecliva de duzeotos mil ris para
lhe conferir direitos ao eleitorado.
Pelo arbitrio dos partidos, ou pela acgo ioeffi-
caz das autoridades locaes, quese achavara eiva-
das do mesmo espirito de excluso, seria impos-
sivel chegar prova da realidade dessa renda, e
era por isso que iam em rpido eprogressivo aug-
mento a desmoralisago, e mais desgragas cansa-
das ali, como em toda a parte, pelo ficticio, cor-
ruptor, e todos os respeitos fuoesto voto un-
versal.
Esse voto era so mesmo tempo contrario letra
e ao espirito da carta, a qual, bem looge de o
aqtorisar, soffria por elle maoifesta e impuoe io
lacio, e d'ahi prorinham calamidades physicas e
muraes, anlogos s do baixo imperio, em que
pouco pouco ia sendo immerss a nago.
Recorreu se, pois, ao censo, como meio real, e
nao phantaslico e arbitrario, de chegar ao conh'e-
cimeoto exacto das rendas dos cidados, e deci-
dio-se que s teria direito ao eleitorado aquelle
cidadao, que pelos registros das admioistragoes
Hscaes prorasse que liona realmente duzentos
mil res de renda, por que pagava viole mil ris
de imposto, quota proporciooal reoda effecliva
de duzeotos mil ris.
Anda nao houve oo muodo. quenssaibamos,
censo mais baixo do que este, para cooferir direi-
to ao eleitorado, e baslou elle todava para afias-
lar das lides eleitoraes todos os agentes ignaros
veoaes. e sediciosos, que nellas figuravam al
ali em Portugal, e bastou elle lambem para aca-
bar de urna vez com o malfico roto unirersal,
;jue a caria nunca quizera, nem autorisra, e cu-
ja coexistencia com a monarchia constitucional
implicara contradiego, e era mesmo impossivel
na pralica, lo impossivel, que era Portugal, como
eotre nos nunca esse voto foi mais do que urna
arma mais ou menos fuuesla as mos das acces
ou do governo. '
Concentrado por este modo o direito eleitoral
nos cidados realmente dignos de o exercer, tor-
nava-se desoecessaria a eleigo de dous graos
oto mais quanto essa forma eleitoral manf-
resiamenie absurda, poij negando ella ao volaoie
primario a inteligencia e a indepeodeocia neces-
sanas para eleger depulados. atiribue-lhes gra-
tuiameute. e contra a evideocia dos fados so-
ciaes, a inlelligencia, e a independencia, que tam-
bem sao absolutamente iodispensaveis para es-
colher eleitores, que elejam depulados dignos de
tao nobre raisso.
A. carta, como todas as consliluiges, que esta-
beleceram a eleigo de dous graos, admitlia subs-
tancialroente que a inine/tjencio era anta para
reconhecer e escolher a nt//taencio, paradoxo
manifest, que oo obstante ter oceupado lanos
e tao illostres escriptores. nos parece indigno das
honras da refutagao, porque ello de intuico
para quem est de boa f. e nao ha
chegue persuadir quem nao lem
amor verdade, e ao que honesto.
E para que o leilor p.uco familiarisado com as
mais simples abstraeges fique bem penetrado do
absurdo de seraelhaote forma eleitoral, imagioe
que tem um negocio importante, de que depende
a conservagao da sua fazenda, e da sua tranquil-
lidade, e que nao podendo ir tratar oessoalmente
| 3. Os filhos de pai portugus, qoe esiivesse
em paiz estraogeiro, en serrigo do reioo. en-
bora elles oo veoham estabelecer domicilio no
reino.
4. Os esfrsngeiros naturalisados, qualquer
que seja a sua religiao.
Art. 3. Perde o direito de cidadSo portuguez :
| 1. O que se natursiisar em paiz estraogeiro.
J. O que, sem licenca do rei, aceitar em-
piego, peosio oo condecoragio, de qualquer
governo eslrangeiro.
3. O que for banido por sentenca.
Art. 4. Suspende-se o exercicio dos direitos
polticos:
1. Por ioespacidade pbysica ou noral.
2. Por sentenca eondemoatoris priso, ou
degredo, emquaoto duraren) os seus effeilos.
Art. 5. Todo o cidado portuguez, que ettirer
no gozo dos seus direitos civis e politices, elei-
tor, urna vez que prov;
I. Ter de reoda liquida annual 100^000 reis
provenientes de beos de raiz, capitaea, commer-
eio industria, ou emprego inamovirel.
8 2. Ter entrado ua maioridade legal.
Art. 6. Sao considerados cerno tendo a renda
do numero 1 do artigo antecedente :
t. Os que no ultimo lancameoto inmediata-
mente anterior ao receoseameoio houverem sido
eolletados:
1. Em IO9OOO de decima, e impostos annexos
de juros, foros, e peoses, ou de qusesquer pro-
venios de empregosde cmaras municipaes, mi-
sericordias ou bospitaes.
2. Em 59000 de decima e impostos annexos,
ou de qualquer outra conlriouigo directa, d
predios rsticos ou urbanos nao arrendados, e de
qualquer rendimento proveoieote de iuduslria.
0. fcm JOOO de decima e impostos annexos
ou de qualquer oulra cootribuico directa, de
prodios rsticos ou urbanos nao arreodados, e de
qualquer reodimeolo proveoieote de industria
4. Ou lambem em mais de l000*dus quatr
po ienll s,Dre reQ(la das casas.
2. Sao tambem considerados como teodo a
mesma renda:
1. Os em pregados do estado em eOeclivo ser-
vigo, jubilados, aposeotsdos, addidos, ou refor-
mados, e os que pertengam s repsrticoes extinc-
100#000- **" deoroeaaa. soldo.'ou congrua
,2. Os egressos que tirerem IOO9OOO de presta-
gao annual ;
3. Os pensionistas do estado que tiverem de
lOOU00aUnUal' qUS'quer que seJa a 8ua or'gem.
4. Os aspiraotes officiaes, os sargentos-aju-
dantes, quarleis-meslres, dos corpos do exerci-
to, e os das guardas municipaes, que liverem de
rendimeoto J29OOO mensaes.
Art. 7. Sao considerados como tendo entrado
na maioridade legal os que liverem completado
vinte e cinco anuos de idade.
1. SSo tambem considerados maiores, para
os efTeitos deste decreto, os que, lendo viole e
um aonos de idade, se acharen compreheodidos
lias classes seguintes :
1. Os casados;
2. Os officiaes do exercito, ou da armada ;
o. Os clrigos de ordeos sacras ;
. 4A 9tDacnari formados pela universidade
de Coimbra ;
5. Os que liverem completado algum curso da
escola polyiechuica de Lisboa, da academia po-
lytechnica do Porto, ou das escolas naval, do
exercito. e medico-cirurgicas de L;-.boa e Porto :
6. Os doutores e hachareis formados em qual-
quer universidade ou academia eslrangeira. com-
petentemente habilitados para usarem dos seus
graos oeste reino ;
7. Os
^l^J?*8' t0,tn? regoUdo n "tigo 33 da
eional ; de nade que se.
casojmprevislo, de que dependa t
fior algn
segorsnga
nsavel qoe
publica/ou bem'doesta7o."foVin7i!p; ie0-raBa
2Lg!L?Ip.-"d0 ",a t*"-0"'1" "- m-
ua t.Bbldlvaa, ou -enprego retribuido smorirel
a respectiva cmara o poder determinrsela
que elle por isso perca o seu lugar.
omco. Se a esmera nao estiver reunida de-
termwa-to-ha eolio o governo, dando conta da-
pols s cortes. "
Art. 15. Os empregado' compreheodidos as
d sposigoes do artigo 13 podem optsr. depois de
eleilos. polo lugsr de deputado, ou pelo enpre-
go ou commisso. r
Art. 16. Approvadas as eleicoes geraes, e cons-
tituida a cmara, de modo que posas coraegar
legalnenle funecionar, os individuos- que hou-
verem de oplar oo poderao prestar juramento
sem que declarem, estando presentes, que op-
tam pelo lugar de depulado.
1. Se estiverem suseales, cmara Ihes orn-
ear logo um prazo razoavel. para darem conta
a mesma cmara da sua opgo. sob pena de se
,Dle?ae' 'l resigoam o luar de deputado.
8 2. Os cidados comoreheodidos as disposi-
goea dos nmeros II e III do artigo 13 nao pode-
rao ser admitidos prestar juramento sem mos-
traren nos referidos prazos ter cessado leeal-
meote o motiro da incompalibilidade.
[Continuar-te-ha.)
razao que
no coraco
desse negocio, manda em seu lugar um homem"
que recoohece fallo de ioielligeocia, e iocapai
de bem o coocluir, e que para remediar os incon-
venientes da falla de inlelligencia n'esse homem
loma o expediente de o auiorisar oara reconhe-
cer e escolher a inlelligencia de outro homem
que seja capaz de ultimar com bom xito o seu'
oegocio.
Veja o leilor que eventualidades ficaria ex-
posta a concluso do seu negocio, e se haver ho-
mem sensato neste mundo que por semelhanle
modo eolreguo s cootiogencias da isnorancia e
da immoralidade o bom xito dos seus negocios
mais iroporiaoles ; veja-seo pai de familia, que
assim procedesse nao deveria logo ser privado
pela justiga da admioistrago de seus bens, e di-
ga emfira se esse processo cousa que geito te-
ohs. Pois era isso exactamente o que quera e
prescreria a carta portugueza, e isso igualme'o-
leoque prescrerem e querem a ooaaa, e todas
as constitoicSes, que, como ella, admiltem a elei-
go indirecta I
0 nosso corresponlente, nico que at agora
respondeu ao.chamado. que dirigimos aos cida-
dos capazas de nos coadjurar n'um ioteoto, que
julgamos louravel, esse rerdadeiro e digoo pa-
triota, cuja illuslrago e rehemeote dialctica to-
dos os eotendidos ho de ter admirado em seus
interessantissinos connunicados, j provou su-
perabundanlenente as contradicges e absurdos
da eleigo iodirecta, e s movido como nos, pelo
amor da verdade, e do paiz, prometi continuar
com o mesmo zelo e desinteresse, fulmioar lo
desarrazoado, quo fuoesto syslema eleitoral, de
que aioda ha quem seja uu finja ser parti-
dario.
Foi por considerages desta ordem, que em
Portugal se trantformou a eleigo indirecta em
eleigo directa, censitaria e limitada.
J ha bastantes anoos, que as eleiges se eflec-
tuam naquelle reino por esse systema, uoico ad-
missivel n'oma monarchia constitucional, onde se
quer que exista realmente representago nacio-
ual. Al heje oo nos consta que tenha havido a
mioima censura, a mais leve reciamago contra
as uetermioagoes dessa lei, cuja-publicago pro-
mettemos aos nossos leitores no preceder artigo
e passamos realisar.
LEI.
Conviodo regular o direito eleitoral de um mo*
do definitivo e permanente, em harmona cornos
principios eslabelecidos oa carta constitnciooal
da monarchia e no acto addicciooal 6 mesma:
Hat por bem,*'ouvido o conseibo de mioistros
decretar o seguate : '
- -TITULO I.
Dot eleilorts.
. **; .*. aemeacao dos depurados feita
por eleigo directa, pelos cidados portuauezes
que tem direito i votar.
Art. 2. Sao cidados portugueses:
J 1. Os que tirerem nasudo em Portugal ou
seus domioios. e que. ao tempo da poblicoco da
carta coostituciooal, nao fussem cidado brasi-
leiros; anda que o pai seja estraogeiro urna
rez que este oso resida por servico da sua nagio.
S Os lhos da pai portugus; e os Illegili-
mos de mi portugueza, nascidos em paiz es-
lrangeiro, que fierem estabelecer domicilio no
reino.
membros da academia real dsssciencias
de Lisboa, o os professores de insirucgo publi-
ca, secundaria e superior;
8. Os que houverem completado o curso de
algum lyco do reioo.
Art. 8. Os habilitados oor titulos litterarios oa
forma dos nmeros 3 8 oclusivo do paragra-
pho antecedente, sao egualmeote dispensados de
loda a prova de censo.
Art. 9. Sao excluidos de volar:
1. Os criados de servir, nos quaes so nao
comprehendem os guarda-livros, e caixeiros das
casas de commereio, os criados da casa real, que
nao forem de galo branco, e os administradores
de fazendas ruraes e fabricas ;
2. Os que estiverem ioterdictos da adminis-
tragao de seus bens, e os indiciados em prouun-
Cia iatilcada pelo jury, ou passada em julgado;
3. Os fallidos nao rehabilitados
4. Os libertos.
TITULO II.
Dos elegiveit.
Art. 10. Todos os que tem direito de votar
sao habis para serem'eleilos deputados, sem
condigao de domicilio, residencia, ou naturali-
dade.
Uoico. Exceptuam-se, como sendo absolu-
tamente inelegiveis:
1. Os eslrangeiros naturalisados ;
2 Os que forem membros da cmara dos pa-
res ;
3'i 0AAM?ue na0 llverem de renda liquida an-
nual 4009000, provenientes das mesmas fontes
declaradas nos anigos 5 numero 1 desie decre-
to ; ou oo forera habilitados com os graos e t-
tulos litterarios q,e oa forma della dispeosam
toda a prova de censo.
Art. U. Sao coosiderados como tendo 400i000
de renda liquida annual :
1. Os que houverem sido eolletados uo ulti-
mo langameoto immediatimente anterior ao re-
censeani-nlo em algumas das seguintes verbas:
1. 40JJ00O de decima e impostos annexos de
foros, juros, ou peosoes, e de quaesquer pro-
selos de cmaras municipaes, misericordias, e
hospilaes;
2. 2O9OOO de decima e impostos annexos de
predios rsticos e urbanos arreudados;
3. 4$0OO de dcima e impostos annexos, ou
de qujiquer outra conlriouigo directa de predios
rsticos ou urbanos nao arrendados, e de qual-
quer rendimento proveniente de indusiri) ;
4. 4J000 de impostos sobre a renda das casas.
2. Sao tsmbem considerados como tendo a
mesma reoda :
1. Os empregados do estado em eftectivo ser-
jigo, jubilados, aposentados, addidos, reforma-
dos, e das repartiges exiinctas, que liverem de
ordenado, sold, congrua, prestago, oti qual-
quer outro vencimeolo, 4OO9OOO res ;
2. Os pensiooisias du estado que tiverem de
PenS!ftwrunUa1, 1ual(luer 1ue sei sua origen,
Art. 12. Sao respectivamente inelegiveis, e
nao podem por isso ser votados para deputados :
g 1. Os governadores civis e secretarios geraes
nos seus districtos;
2. Os administradores nos concelhos que ad-
ministram ;
3. Os juizes de direito de primeira instancia,
e os delegados do procurador regio as suas co-
marcas;
4- Os juizes dos tribunaes de segunda ins-
tancia, eos procuradores regios junto elles
nos districtos administrativos em que estiver a'
sede da sua relaco. Nao se comprehendem nesta
excluso os juizes do tribunal commercial de se-
gunda instaocia, oem os Conselheiros do supre-
mo tribunal de justica ;
5. Os commaodaotes das divises militares
e os cheles de eslado-maior as propriss divises ;
o Os governadores geraes, e secretarios ge-
raes do governo do ultramar nos respectivos ao-
vemos. 8
TITULO III.
Da incompatibilidades e opcots.
Art. 13. E' iocoropaiirei o lugar de deputado :
1. Com qualquer emprego da casa real, es-
tando o empregado em yTectiro servico
2. Con o lugar de arrematante, director, cai-
xa geral, e principal gestor de qualquer contrito
de rendimentos dj estado, e com a de arrema-
tante e administrador de obras publicas;
3. Con o lugar oe director de quaesquer com-
panh.as ou sociedades, que recebam subsidio do
estado, ou administran algum de seus rendimen-
los ;
4. Com os lugares de overnsdor civiL ou se-
cretario geral;
5. Com o lugar de administrador do coneelao;
o. Com os lugfres de procurador regio pe-
ra n le as relagoe, seus respectivos aiudante3,
delegados e sub-delegedos;
7. Com oa lugares da delegados da ihesoaro,
lesoureiros pagadores, e eacriveea de fazenda ;
> Com os lugares de govaraadores-das pro-
vincias ultramarinas, resnactivos secretarios, e
escrives das juntas de faoaada ;
9. Com oa lugares da directores, esub-direc-
tores de alfaoaegaa;
ap-
As noticias de que foi portador o vapor Ouo-
pock, sao as mesmas que transcrcvemos no nos-
so ouraero de hontem, alm das quaes encon-
tramos mais as seguales:
Rio de Janeiro L-se 00 Correio Mer-
cantil :
Os accionistas da companhia do Amazonas
reuuiram se hootem em assembla geral. repre-
sentando 2.769 accoes, sob a presidencia do Sr
baro de Mao, para ouvirem lr o parecer da
commisso de exame de contas, que adiante
iraoscreveraos, e cujas cooclusOes unanimente
approvaram. elegendo enseguida a directora
que Iicou assim composta : *
Presidente, o Sr. baro de Mao;
Directores, os Srs. Joaquim da Fonseca
Guimsraese Alfredo Basto;
O parecer do theor seguinte :
Srs. accionistasA commisso que eleges-
tes em 11 do crreme para examinar as contas
da companhia al o fim do anno pjssado e dar
parecer sobre o projecto de oovos estatutos, que
vos oi apreseolado, vera hoje submeiter-vos o
resollado de seus trsbalhos e agradecer-vos a
contianga que lhe manifestastes conferiodo-lhe
tao honroso mandato.
No desempeaho de sua tarefa, procedeu a
commisso ao exame dos livros e mais documen-
tos da companhia, que sem a menor reserva lhe
foram franqueados, e folg de poder assegurar-
vosqueachou ludo em muito boa ordem, con-
ferindo exactamente o balango que vos foi pr-
seme com os satdos dos respectivos livros.
Verificou tamben a commisso que a loda
a despeza da companhia continua a presidir a
mais bem entendida economa, pois ao passo
que nao se desperdiga um real nada se poupa
do que essencial ao bom deserapenho do ser-
rigo e conservagao de um material valioso co-
mo o que possoimos ; esse um facto que mul-
to honra a administragao da compaohia # o ge-
rente que tao dignamente a coajuva.
a A reeeita da companhia. como tereis obser-
vado pelo relatorio da presidencia, attingio no
anno fiado um algarismo inteiraraente excep-
cional, resultando dahi urna sobra que faz avul-
tar o posso fuodo de reserva: tanto mais li-
soogeiro para nos Jesse incremento da reeeita
quanto denota elle o accelerado desenvolvimen-
lo do commereio e revelan simultneamente o
acreseimo das rendas publicas, fados esses bem
claramente demonstrados nos documentos
pensos ao mesmo relatorio.
Embora nao se possa contar com urna re-
eeita igual no anno correte, parece todava
cerlo que a empreza continuar a prosperar,
grecas aos elementos de riqueza que abuoim
as regies onde ella fuocciooa e ao tino da ad-
minisirago que saber sem duvida manter o de-
vido equilibrio enire a reeeita e a despeza.
Acerca das obras projectadas no porto do
Para, j a commisso de exame que nomeastes
no anno passado deu parecer sobre a sua ne-
cessidade, recommendando que fossem quanto
aules exeeutadas : concordando inteiraraente
cora essa opioio, e reconheceodo que o capital
origmal da compaohia nao comporta o dispen-
dio da avullada quantis em que importariam
essas obras e a remonta dos vapores, ealende
essa commisso que convra elevar o caoital
social a 2,000:000., como propoz o Sr. presi-
dente e se acha consignado no novo proieclo de
estatutos.
Nesse projecto preenchem-se as lacunas que
a experiencia ten denunciado nos estatutos
actuaes, e a connisso julga-o no caso de ser
por vos approvado.
01 A comnisso vio com prazer que a colonia
ltacoatira fdra arreodada, cessando assim os
prejuizos que a companhia soTria por essa verba,
sem que comtudo se desmontasse um eslabeleci-
meoto to til na sua localidade.
Congratulando-se com vosco pela face lison-
geira que apreseula esta associago, prop5e-vos
a commisso as seguintes concluses :
Io Que approveij as coulas techadas em 31
de dezembro de 1860 ;
2 Que autoriseisoSr. presdeme a impetrar
do goveroo imperial a approvago dos novos es-
tatutos ;
3o Que directora e particularmente ao seu
illuslre presideote o Exm. Sr. baro de Mau se
consagre um voto de reconhecimento pelo zelo
e dedicagao de que d sobeja prova a marcha
desta importante empreza.
Rio de Jaoeiro, 27 de maio de 1861.Jos
Mana do Amaral.-Jesuino Lamego Costa.Ber-
oardoCasimiro de Freitas.
Espirito Sonto.As ultimas noticias alcangam
a 291 do passado. No dia 19 teve lugar a aber-
tura da assembla provincial. A mesa da mesma
Ucou assim organisada :
Presidente, Dr. Jos Camillo Ferreira Rabello.
Vice-presidente, Dr. Jos de Mello e Carvalho.
1 Secretario, Jos Marcelino Pereira de Vas-
concellos.
2o Dito, Wenceslao da Costa Vidigal.
Bahia.Sob a rubrica Interior acha-se a mis-
slva do nosso correspondente, na qual vem nar-
rado o que alli occorreu. A' ella recorrero
oossos leitores.
Sergipe.Os jornaes tem a data de 30 do pas-
sado._ Chegou alli nesse.dia o Exm. Sr. Dr.
Joaquim Jacinlho de Mendonga, presidente ult-
mente nomeado, que tombu as redeas da admi-
nistragao no Io do corrente.
Foi oem recebida a escolha do Exm. Sr. baro
de Maroim, dizeodo-se ser candidato mais se-
guro para substitui-lo o Sr. Dr. Thomaz Airea
Jnior.
Alagas.No dia 6 do correte teve lugar a
abertura da assembla, sendo lido pelo Exm. Sr.
Dr. Alves de Souza Carvalha orelalorio do osl-
me, que daremos em outro numero.
L-se no Diario ao Commereio :
Communicam-nos do Pilar em data de 10 do
crreme :
a Tem entrado grande quantidade de algodio.
que tem gozado do prego de 7:000 7:100 ris* e
tambem lem entrado algum assucar, que tem
obtido o prego de 1:500 reja.
A necessidade de urna inipeceo de algodo
nesla cidade de primeira iniuicao ; e nem sao
desconhecidas as -vaniagens, que ha de auferir de
urna tal medida o commereio desta villa. >
D.nJo coola da festivitade do eocerrainento
do mes Mariano, diz o Diario das Alagos :
Ante-hoo.em (31) ndou-se a fesia deoomi-
oada mez Mariano, cuja missa foi cantada so-
lemnemente oesse dia por terminar o mes de
maio eordte de fazer (sexta fera). O aclo esteve
brilhaata e foi celebrado na igreja de Nossa Se-
uhora do Rosario pela madrugada. Orou ao
evaegelho Rev. Pedro Luis de Vasconcelos, que
por mais esta ves deu exuberantes proras de
seu talento oa tribuna sagrada.
Pelas 6 huras da manha sahio a procisso a
percerrer as mea da cidade, a qual estere des-
lumbradora e oelli alem do respeito que em to-
dos infunde a imagen da inmaculada Mi do
Verbo Divino; precedan ao andor' 22 meninas
tesidaade brsnco.com capellas deflores da mesma
cor a urna facha azal trsga la & tiracolor, 'das mos
seas innocentes cresluras, postas em deas alas,
satuam duas hnaissimas Atas q>e iam pren-
der-se ao pedestal da imagen de Nossa
1
i
v
10. Can o lsc*. eommandaae da estaeo oho
nso




- imkbO KHJUflHON 4M1.
m
Jktu-M um lacto estupendo e dgaoje ser
meiaenado Mpii; alo podrosnos 06 rigor
chupado d mitegre, moa de extraordinario
< Teode-te verolhido a orocisoio **t%% horas
do dia, foi o andor desosara do na egreja afina da
cantar-so a ladainha novle feaer-sa o ofts-
recimeoto. Acabado tudo fechou-se a egreja e
llcou imagem da ti&oem santissisu do mesmo
andor rodeado ffe 4 Wtlaa. Hoja {Ma manha
?ia-*a* coaa admiraeo pie parta des enfeihs ti-
nha ardido flcando illasa a madeira do aodor, e
oponas queimado 'pelo "BBto-OTBTaratTalrtra-
rla, que com est taita cao cahio dos bancos
cmbori sustentasse um peso grande, como o
da imagem, que tem oito palmos de altura, e
OSSsiCa.
Eiamioando-se, porm, todo o andor achou-
se um outro varal inteiramenle diluido, qae ao
oais pequeo contacto separou-se, e nao obs-
tante todo isso a Senhora do notario andn em
procisso pelas ras, recolheu-se e nada sueca-
du que se podesse lamentar.
Digam os sabios da escriptura,
Que aegredos sao es*es da natura.
NOTICIAS COMMERCUES E MARTIMAS.
Baha, 10 de jnnho de 1861.
Londres 60 e 90 ds. 26 1|2 e 26 5|8 d. p. 19
Paris o 355 a 360 rs. o tr.
Hamburgo 686 a 700 m b.
Lisboa a > 100 a 105'/,.
Dobloes hespanhoes 31 a 31 $500 esc.
da patria 30J500 a 31$000. dem.
Pecas de 6>100 elhas 169500 a 17$. id.
de 4 9j300 a 9&O0 idem.
Palacoes brasileiros 2JJ0O0.
> hespanhoes 29OOO.
mexicanos iJfSOO a lj960.
Entrou arribado o brigue Paoifico, com 15
dias de viagem, sendo seu destino Pernambuco.
Achara-ee carga para Ptrnamtiuco, a su-
maca Horlencia.
Coimunicados.
Breves palavras ao Apostata do Cons-
lilucional n. 67.
ii
O Apostata, chamado a falla pela nossi pri-
meira resposta, nao se tez esperar, suppondo a
-existencia o'uui adversario a qnem podesse dar
tima abordagem com toda a impunidade, tanto as-
sim que nao popou epigrammas. insultos e ca-
Ptaah'sarerooa dizendo ao Sr. ** que faz aui-[
to bem em 4r apedrisheadSHta coa a* o ras B-
blicas, e ioTocando em seu apoio a nutisjealidade,
valo ser a cmara municipal, toda eeaipoaU de
estraegetaaa. seai fllhos para ducar, seas ter lo-
teresae gnea na {Mil, a mi* pelo 'paix. Pobres
Braslleiros! I !
ca

10.
Rendimento do dta 1
dem do 41* 14. .
lumnias, e aquella amaneirado caretear dos cho-
carreiros das pracas publicas, quando Ibeacenam
com alguii bras'o ou titulo honorfico, ou quan-
do o abordan com aliiuns cobres para lhe vere.m
as momices e gesticulacaes oratorias. Se porem
o Apostata, da primeira vez teve o poder de dis-
trair-nos rio desenvolvmento da idea dos pre-
ayos, nova ciencia creada, pela perspicacia epro-
fundo engenho de algum Lapo Como elle : da
segunda vez as suas momices e gesticulacdes ia-
nos sendo fatal, para nos que rimos, rimos a nao
poder mais e para a humanidade porque philoso-
phavamos.
Curavamos dos destinos de certot entes na gran-
de comedia humana, e sorprehtndia-nos como a
Providencia fora prodiga cranle, a uns para mu-
girem como bois Ieiteiros, zurrareis como jumen-
tos, relincharen! como cavallos, ladrarem como
caes, grunhirem como porcos, uivarem como lo-
bos ; a)a outros entes, para coudemnados neste
inundo com nomes escolhidos como o de Aposta-
ta, renegado, histrio, morderem-se de inveja,
escumarem de ira raivarem de desesperarlo, gn-
tirem como po-sessos, blasphemarem de Dos e
dos homeos, quando nos eotregnram o Constitu-
cional, e nelie as novas apoilasias do celebre la-
pao Julio Apostata.
Ha poucos das o renegado dos foros lusitanos
o Apostata sem que cembatesse as nossas
ideas, sem que ao meos indicasse um erro, um
desvio, um mal, comidos em os novos estatutos
do Instituto Luterano Portuguez, ou em nossas
propnas ideas, cobrio conforme o seu inveterado
co-iume, a nos e ao conselho do gabinete, de
apodos e injurias ; hoje, o Apostata ou renegado
arrastando-se de noo como urna jararaca vem a
abordagem ( sendo feio como papaogu ) para dar-
se _a outro espectculo lastimuso, bem que o in-
feliz veoha coberto de aacco, a cabeca mettida na
cinza, arraslando a machina brutal e chapruda,
reduzidoo cogote atociohado pelos jejuos, con-
victo em appareocia o lilao choemeiro, anda
mais hypocnto e mordido pela raiva come Apos-
tata que, foi eaer !
Infeliz renegado I que culpa temos de la ma-
lograda candidatura, nao nos dirs ? Na reali-
dade o tino e a perspicacia do Apostata enloque-
cen-o de todo, porque o infeliz histrio se mos-
tra desapuntado, sem a eloqoeocia que lhe co-
nhecemos profundissima, e apenas depois das
coslumeiras ironas dirigidas a directora do ins-
tituto e a nos, coosumma a sua abordagem nestes
termos : Ora, senhor accionista, isto importa o
mesmo porque nos, o Apostata, estamos sem
razo, isto 6 doudos, doudos porque depois do
rosario de Ironas escripias no Constitucional n.
67, s encontramrs em nossa eminente e sabia ca-
beca o seguiule argumento. Adimirai, leitores
o portentoso chocarreiro, o qual falla assim :
Acabis de insultar cobardemente ao conse-
lho quando em vossa fnebre defeza o chamis
doulo I Dizei-nos urna cousa.... alguns dos roem-
bros de que elle secompe ter a presumpcao de
ser sabio, erudito, instruido....
O Apostata, como se v, devia : 1. provar
com priocipios em que consiste defeza fnebre, e
como nao fizesse, mugi ; 2., devia provar a
sua irona hypocrita, e como o nao Ozesse, zur-
rn ; 3.*, devia mostrar o fundamento da exprs-
alo douto, e como o nao fizesse, relinchou : 4.,
devia provar que no seio do conselho nao existe
iustruccio, e como calumniasse, ladrou ; 5., de-
via fundamentar as suas presumpees, e como o
nao fizesse, grunhio, uivou, e mord'eu.
Pobre infeliz Apostata I outro oflicio, meu hy-
pocrita ; largai o leme, entregai-o, como o fizeste,
ao cosmopolita, pedi-lhe de joelhos qne vos subs-
titua como o esl fazendo, do contrario, nao vos
damos muito lempo que atireis com o barco na
costa, e que assim nos venhais a dar o eocommo-
do de fazer-vos o necrologio de urna parte, e o
cosmopolita de oulra parte. Emflm, donfo Apos-
tata, vai a Penha coberto de cilicios para occul-
tar o lato chocarreiro, desmancha em jejuns o
cogote atoucinhado, escorre o abdomem rotundo
e proeminente, humilha-te, faze penitencia, quo
te prometamos nao obstante os apostasias hypo-
critas, perdoar-te em nome do Padre do Filho e
do Espirito Santo, Amen.
Um accionista.
Van tafeas qae resulta* do laboratorio
delavagem deroupa vapor, para
a etlleigbs, hoteise kaspilaes.
Tera roupa com promptidao e prfeijao lava-
da, para qualquer familia um objecto de grande
necessidade, e franjo domestico, de modo que
ninguem dte desprezar es servicos. que se dls-
poe prestar o laboratorio dalavegem de roupa
vapor : porm para os collegios-e hot-is, e mor-
meotc para os hospitaes, as vontagens sabresa-
hemdetil moda, que nentium deates ettabeleci-
menlos ^ude^ com razo, esquivar-se de man-
dar lavar ah saas roupas.
Os meninos nos collegios tem geralmente pon-
ca roupa por nao cuntir ter muita, visto o conti-
nuo crescimento que se opera em seo phisice ; e
elles devem andar sempre lino pos, nao s porqua
isto tecommendado em beoeGciode auasaude ;
mastambem para que se habituem desde crian-
cas a amar a limpeza, e nao possivel satisfazer
esta justa exigencia, demorndose as lavadeiraa
um e dous mezes no rio.
Oshoteis que quizerem merecer aceitacao ge-
ral, devem ter muita roopa, para as continuadas
necessidades que spparecero, e com a tavagem
rpida elles podem reduztr-se a menos de melade
sem que jamis sinlam falta.
Os hospitaes apode deve manter-se o maioras-
seio, porque um hospital devo ser um esttbeleci-
mento typo, no qual se observetn restrictamente
os beoeticos preceitus hygienicos, nao podem coo-
servar-se nestes cuuoicoes. sem qae se mude re-
pelidas vezes a roupa dos doentes, esem que es-
ta seja em continente lavada para evuar-se a ex-
halado de miasmas, que pdem concorrer para
a proloogacao das molestias existentes, e mesmo
para o desenvolvimeoto de outras.
Actualmente qualquer dos estabelecimentos
desta oatureza existente entre nos, tem rigorosa
necessidade de guardar por muitos das as roupas
sujas, porque as lavageossao demoradas: dahi
resulta urna poderosa causa de iosalubridade e
um estrago grande de roupa, pots qualquer cora-
prebende que a roupa dos doentes euopregnada de
materias diversas, deve mofar e promptamenie
corromper-se.
Acresce de mais a necessidade que ha de ter-
se ura grande deposito de roupa, que deve ser re-
formada de lempos lempos.
Esta nossa asserc,o est praticamente provada
pelo que se tem dado na casa de saude. Este esta-
belecimenlo que ura hospital em ponto peque-
no, autes de mandar lavrar suas roupas no pe-
queo laboratorio que montamos para ensaio, oc-
cupava tres lavadeiras, e s vezes senta falla de
roupa, e esta pouco lempo depois de feita eslava
estragada com nodoas de medicamentos, e de
mofo : depois que se utilisou de no?sos servicos,
poz de parte uims de metade da roupa que anda-
va em uso, e esta tem lido maior durago.
A' v'sta do exposto esperamos que os directo-
res dos collegios, os donos dos holeis e as admi-
nislraces dos hospitaes, se utilisem do laborato-
rio de lavagero de roupa, cerlos de que assim ou-
vem as exigencias de economa, e de hygiene.
Os que se quizerem alistar como freguezes pro-
crete fallar com o socio Aguiar na casa de ba-
nhos do pateo do Carmo.
185:00M659
taB33*907
lf540m
sa alfa
Volumea entrados coas fazendas.,
> coaa gneros
286
871
Volumea eahidos com fazendaa.. 78
com gneros.. 104
------177
Deacarregaa boje 1S de juoho.
Barca portagueza Flor da Maia mercado-
rias.
Barca ingleza Gangescarvio.
Barca inglesaBonitaoarvoo.
Brigue ioglez Valid irilho* de ferro.
Brigue ioglezWillingtonidem.
Brigue ingiezGrecianfazendas.
Brigue ingiezA ntigu-Pachtcarvio.
Polaca hespaohola Ghronometro carne de
charque.
Polaca hespanhola Indiaidem.
Polaca hespanholaDespajadaidem.
PolacajhespanbolaEsmeraldaidem.
Barca brasileiraIrresdiversos geueros.
Fxportafo
Do da 13 dt jnnho.
Barca ingleza tJoho Martin, para Liverpool,
carregaram :
James Ryder & C 188 saecos com 1,003 ar-
robas e 28 libras oe algodao.
Kalkmaoo Irmos & C, 4 saceos com 23 ar-
robas e (4 libras, de dito.
Johoaloo Paler & C-, 100 saceos com 456 ar-
robaa e 9 libras de dito..
Vapor.ingiez Oncids, para Londres carre-
garam :
Rabe Sehraattan & C-, 20 libras de prata em
barra.
Heccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernamhneo.
Rendimento do dia 1 a 13. 18 67832-22
dem do dia 14. ... 8539862
19:532908 f
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 13. 34 2559819
dem do dia 14.......2:4559351
36:711200
MoTimento do porto.
Navios entrados no dia 14.
Macei e portos entermedios em 30 horcasva-
por nacional Persinunga, commandsnte Ma-
noel ltodrigus dos Sanios Moura.
Portos do sul6dias. vopor nacional Qyapock,
commandante o Io lenle Pedro iypohto
Duarte.
Aoeio sabido no mesmo dia.
Rio de Janeiro brigue naciooal Maris There-
za, capito Jos Pereira da Silva Campos,
Carca assucar.
Rio Grande do Sulpatacho nacional Social,
"inoel Jacintho Teres; carga as-
Publicagoes a pedido.
No anniversario do passamento
de Jos da Silva Sara i va.
i nx i.vtaun v.
Offerecida a seos excellentes filhos
oslllms. Srs. Francisco
da Silva Saraira e Patricio Jos
da Silva Saraiva.
Dizemos algumas palavras a reepeito do com-
municado, correspondencia, ou cousa que melhor
?orne le'.lia, relativamente a postura addicional
da cmara municipal que marca o tamaito que
deve ter o lijollo de lvenaria grossa.
Nao eotraremoa na analysa dos votivos que te-
ve a cmara para fazer urna tal postara, porque
elles sao por demais coohecidos, bem como as
'vaotagens que devem resultar d'uma tal medida,
vantagens s contestadas por algum consciencioso
oleiro, que enteode que marcando a cmara a
grossura que devam ter as paredes, pooco se deve
importar com o lamaoho do lijollo ; isio que
se por exemplo a cmara ordenar que as paredes
dobradas devam ter de treze a quatorze polegadas
de grossura, e nao sendo para isto suflicieoie dous
trjollos, dos que actualmente se fabrica, o edi-
ficador ser obrigado a empregar tres qae excede
muito a grossura marcada, e com isto na lgica
do oleiro, nada perder o edificador, e sim o fa-
bricante do tijollo, nao assim ?
Diz mais o Sr. que o prazo de seis mezes
6 muito curio, por quinto alguem pode ter prin-
cipiado alguma casa, e nao poder acaba-la den-
tro do prazo marcado.
Com effeilo esta de arromba, e nao sabemos
como responde-la.
Mas.se a cmara attender a esta circumetancia,
c esperar que todis as obras comeesdas se aca-
bem, nao poder algum consciencioso oleiro prin-
cipiar agera alguma obta, com o nrme proposito
de nunca mais acabar, para desta forma ioutilisar
a medida? Taire*.
Nao sabemos se urna tal medida {ara nao
baixar o valor da edicaco, o que sabemos que
quando o tijollo era maior do qoe o actoalnwn-
i 13 o milheiro, e qae a i*o-
porcao que este prego foi augmentando, a ponto
de chegar a 30|, o tijollo foi dtminuiodo em la-
maoho de um Miodo'consideraval e al eataoda-
^.^f.^-rinr1*! **2?? e h^e4pw"colr^., eWiinente p.ralom'aMUe"
o quast tguaea aa amellas dao.tro lempo I fe, que teem a- felieldade d. b mmoolea* de
. A razo de urna tal diuinuice ao lasanho a
proporcao que crescia ea> prego ootto conhe-
cida.
r porqud a avartza aempre cresce ta razao do
lucros.
Nao morro inteiro o justo, o virtuoso,
Na memoria dos homeos vive e dura.
Bocaoe.
Ura anno se passou, aps o instante
Em quesumio-se & lista dos vvenles
O vosso caro pae.Ura anno Ando I
Ento abrio-se um tmulo, e p'ra sempre
Esse modelo de virtudes, raras
No seculo em que vamos, dissipou-se
Ao bafejo da morte. Quantss lagrimas
Vertestes vos, ao contempla-1'o exliocto,
Ao seniirdes no peito a dr intensa
Oa pungente saudade esmagadora I
Ioda parece que esse quadro lgubre
Volve ante os othos raousl Urna familia,
To respeilavel, tao feliz no mundo,
Vio n'um momento o seu illuslre chefe
Vergar ao peso de tenaz doenca,
E tombar d'uma vez o antigu tronco.
Deque procede, veneran u origem
De seu viver na trra. Mis que montam
Esse apparato fnebre que langa
Gem coustemaQo, que despedaza
Os coragesao sentiainto affeitos,
Essa luz mortuaria, esse reliro.
Esse total silencio, esses cyprestes,
Se alem da campa que recebe o justo
No extremo suspirar, oulra morada,
Lumioosa manso, cheia de encantos,
Deus lhe franquea, como doce premio
L no co onde esl, onde reside,
Tudo immerso na gloria que o cir-.-umda ? I
E' um decreto a morte, e a vida exilio :
Aps esta vem oulra que mais pura,
E n'ella s resotve-se o problema
D'este humano existir. Vos que perdestes
No vosso pae o mais fiel amigo,
Um bello exemplo geraco que passa,
Dae largas ao sentir, desaffogae-vos
No tributo do pranto copiosa,
Sobre essa lage fra que lhe cobre
As reliquias tuortaes, porm lembrae-vos
Qae elle foi descansar sombra augusta
to Omnipotente, e que sus alma goza
Ampios favores e ventura eterna
N'outro mundo raelhor, a'heio ios mal<>
D'este em que vamos, pobres peregrino,
Ouasi coerce de incgnitos myslerios 1
H->ntem lagrimas s, hoje consol,
E nada mais... A estancia dos tinados
E' o lugar das preces, o abrigo
Timbe i da esperanca ; e vos, lio firmes
N'esse amor sem igual que vos proprio
Para com vosso pae, n'esta homenagem
Vede do amigo a candila linguagem.
E' sempre doce a voz dos que levaotam
Seus cantos Suprema Dmndade;
E' sempre doce o hymno mavioso
Terna expreaaao de filial saudade.
Por um
capitao
sucar.
Rio Grande do Su! barca nacional
capito Virissimo Jos da Costa;
sucar.
Haytlescuna oldenburgueza Johann
to I. Gref ,- era lastro.
Asshiato nacional Camaragbe, captao Ma-
noel Virginio Justiniano Santos : carga diffe-
rentes geueros.
Norma,
carga as-
capt-
Si i eo a. "ib a. w i 1 a Horas.
B V B z B o-e 5 kthmosphera O w Ce H Se
f P3 en H v> t o Dirtcco. M H p
V w V W O fio A O 1 Intensidade. 1 ^ c
00 -4 00 3 Fahrenheil. 1 4 B O O o SE
se - .8 i j Centgrado. l I
co s ce -4 00 | ffyt/rometro. I
to o 05 o Cisterna hydr mtrica. a- V.
-4 S -4 9> i -4 c-i g o Trances. ______________ i Ingiez. m > O n H 3= O
8 CO o -4 -4 co o --.
A noite clara al 1 h. 30' e depois de aguacei-
ros, vento SE fresco at as 3 h. 40' e depois terral.
OSCILACAO DA HAR.
Preamaras 8 h. 54' da manha, altura 6,2 p.
Raixamar as 3 h. 6' da tarde, altura 1,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 14 de iu-
nho de 1861. '
Romano Stepple,
1 tenente.
Domerville de Oliveira Mello.
Euiebio de Passo.
o Firmio da Cuaha RHo.
Fructuoso Fraoeisco *iaH^ianna.
Flix da Gasta 1Mb aajai.
Padre Fraoeisco Joio de Azevedo.
Dr. Francisco Piolo Pessoa.
Prancico Xavier da Fonseca Gouiinho.
Guimares i Carueiro.
i Izidoro da Costa Roooa.
1 Joaquim AnMoio de Ma|haea GasUcK
I Joo Jos RoUhgues Meolfes.
Jvs Caetano de Carvalho.
Jos Gdncalves Beltro.
Jo Nunes de Paula, [i]
Miguel Joaquim da Costa.
Marcollno Evangelista ^a Palx&o.
Romualdo Alves de Oliveira.
Trajano da Costa. ,
TiDurtinn Birbosa Noguelra.
Tbomaz Teixeira Bastos.
Victsl Ferreira de tioraes Sarment.
Pela administrado do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de cooduzir
o vapor Oyapocks para os portos do norte, se-
rio fechadas hoje (15) s 8 horas da tarde.
Tribunal do cummereio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que oes-
te dala fica registrado o contrato de sociedade
feilo em 27 de marco do correnteanno por Jos
Joaquim Lopes de Almeida e Francisco Botelho
de Andrade, estabelecidos nesta cidade sob a fir-
ma de Almeida & Andrade, com o capital de
6:000 forneeido por ambos em partes iguaes, de-
vendo a mesma sociedade, que lem por flm a
compra e venda de madeiras, dorar por espaco
de dousanoos, a contar do 1." de abril do ano
prximo passado, quando teve comeco.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 14 de junho de 1861.
Julio Guimares.Officisl-maior.
Pela s.ubdeleg3Cia de Santo Antonio da ci-
dade do Recite foi apprehendido um preto, tarde
da noite, por desconflauQa de estar fgido, de no-
me Fausto, que disse ser escraro do Dr- Bran
do: qnem for seu legitimo dono, compareca
neste juizo para lhe ser entregue Villaga,
Subdelegado.
Conselho adininistratiVot
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos:
seguales :
Para o 9o batalho de infantaria de linha.
8 pecas de de fita encarnada com duas pollega-
dasde largura.
8 pecas de Uta branca com duas pollegadas de
largura.
Para o completo do fardsment do 8o batalho de
infantaria e diversos corpos.
135 varas de corda prelo de retroz.
40 botes grandes de metal prateado com o d.
8 dourado.
55 grosas de botes prelos de osso.
300 pares de clcheles prelos.
Para provimenlo dos armazens do arsenal de
guerra.
50 arrobas de plvora grossa.
100 ditas de dita fina.
Quera quizer vender tses objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretarie
do conselho, s 10 horas da manha do dia 21 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 14 de'
junho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Corooel presidente.
Francisso Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Rcpartico da polica.
Primeira seccin.Secretaria da polica de Per-
nambucn, 12 de juoho de 1861.
O Illra. Sr. Dr chefe de polica manda fazer
publico, para cunhecimeolo de quem possa per-
tencer, os officios seguintes, que lhe foram diri-
gidos pelo Dr. chefe de polica da provincia da
Parahiba, e pelo subdelegado do freguezia
Varzea.
Secretaria da polica da Parahibs, 25demaio
de 1861.
Illra. Sr.Tendo sido preso nesta provincia
o preto Antonio, que diz ser escravo de Joo !
Raplisla Mllanle?, morador nessa capital, de
cujo poder fugira ha nove mezes, como V. S. I
ver do interrogatorio junto, o commuoico a V.
S., para que se digne de o fazer constar ao meo-
donado senhor do dito escravo, afim de que o I
mande buscar pagando as despezas que com o '
mesmo se houver, feto.
Dos guardo V.S.Illm. Sr. Dr. chefe de '
polica de Pernambuco.O chefe de polica. Ha- ]
noel Jos da Silva Neiva.
a lllm. Sr. Reraetto presenQa de V. S o
individuo que diz chamar-se Jos Francisco dos i
Saotos, por andar vagando pela estrada nova do ]
Cachang, com um cavallopela mo, o qual fica
depositada neste juizo, e sendo este individuo
por mira interrogado, colligi de suas resposlas
que escravo.
Dos guarde a V. S. Subdelegada da fre-
guezia da Varzea, 12 de maio de 1861.Illm. Sr.
Dr. Trislo de Alencar Araripe, diguissimo chefe
de polica desta provincia.O subdelegado, Jos
Crrela Leal.
Dito da caiya d'agja da roa
d$ret. ..... 5:189*300
Ditodapraa da BoaViite* 5:0405525
dito do-tergoda Soledade. 762^775
1*;809$600
Escriptorio da companhUno Beberi-
be 8 de faribo de ,864.Oecretario.
Matioei entlt da Ctfta Atve.
Capitana do porto.
De Ordem do Sr. chefe de divisan; capito do
porto, chamado para comparecer at o dia 16
do corrent", n'esta opitania, e Sr. Francisco Jo- I
s de Sant'Auna, proprielaro do hiate Nossa Se-
' iAfa da Paz, que ha muito se acha oa dca
prxima esta capitana. Capitana do porto de
Pernambuco, 13 de juoho de 1861.
Servindo de secretario,
Jomo N. Alves Vbciel.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. ebefe i diviao, capillo do
porto se faz publico que qualquer estivador, que
como mestre lomar conta de alguma embarcaco
pira estlvar, nao estando matriculado como tal,
ser preso e entregue a autridade policial por
exercer urna proftasao de que nao lem titulo, ou
r*crutado para a armada,'estando nesse caso.
S os meslres matricaladps nesta,capitana po-
dem tomar conta desse 'lorvico, enoemprega-
rao pessoa alguma sem matricula, sob pena de
multa ou priso na casa de detenco.
Tanto os mestres estivadores, como osqoe se
empregarem nesse servco, tero em seo poder e
bem acondicionadss sua's matriculas para-serem
presentes s rondas da capitana. Previne final-
mente aos estivadores que elles tem por capataz
o mestre estivador Angelo Roque, e sota-ca.uataz
Silvestre Jos Fernandes.
Capitana do porto de Pernambuco, 11 de iu-
nhodel861.
Servindo de secretario,
Joo Nepomuceno AWes Maciel.
SOCIEDADE B.WC U.l\.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
pracas do Rio
Caixa liat do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
pr i ment do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 d 10 de novembro do
anno (indo, vai-se proceder dentro de
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20# da emissac
da mesma caixa.
Caiva filial no Recite aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joo de Barros.
O administrador da recebedoria de rends
internas faz publico que no correnle mez tem de
ser pago, livre da multa de 3 0(0 o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo aos impos-
tas seguintes : decima addicional de mo mora,
imposto de 20 0|0 sobre lojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 801 sobre casas de movis,
roupa, clcalo, etc., fabricados em paiz eslran-
geiro ; e que depois de lindo o referido mez se-
ro cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Pernambnco 1." de juoho de
1861 Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Por esla secreteria se faz publico que o
Illm. Sr. Dr. Joaquim Pires Machado Portella,
reassumio hoje as funccs de director geral.
Secretaria da iostrueco publica de Pernam-
3 j buco 13 de junho de 1861.O secretario interino
Salvador Henrique de Albuquerque.
Subdelegada de S. Jos.
Faz se publico que hontera noite fra encon-
trado perdido na ra Imperial o moleque Joa-
quina que diz ser escravo de Jos da Costa, mo-
rador na Estrada Nova : quem se julgar com di-
reito a elle dirija-se a subdelegacia de S. Jos.
Recite, 13 de junho de 1861.
versas variares e arias dp melhor goato, sendo
acompaahad aelo instrumental da sua mosies.
Tocar especialmente a grande BATALHA DE
O5C0W, A MlWORADA DO #NDE DE LIPPE.
O beneficiado, contando com a benevolencia do
poblo peroaalMswe*, espera toda suM>roaM-
cao; e desde je- con fama profundamente rooo-
nbeaido.
Gumprir-se-hs integralmente e regalanseato
do Dr. chefe de pericia.
- '
Avisos martimo.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano
Alves da GoBceicavwhe Pra a Bahia em pea-
eos das, para alguma orga que anda pode re-
eebertrata-e com Francisco L 0-. Azevedo, ra
da Madre de Dos n>. 14.
o Rio de Janeiro
a polaca brasileira Esperafica segu com brevf-
dade ; pode receber alguma carga e escravo a>
frete : trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & G., largo do Corpo Ssnto n. 6.
HUSMA
O patacho portuguez Mana esperado da
Baha a todos os-momentos, e seguir em poucos
dias ; pode anda receber alguma carga e passa-
geiros: trata se cora os coosigoatarios Marques.
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
COMPANHIA PEIWAUBICANA
Dg
Sacara e tomara saques sobra as
de Janeiro e Par.
iavegac cosleira avapor
O vapor Persinunga, commandante Moura.
segu viagem para os portos do sul no dia 2
do correnta as 4 horas da tarde. Recebe carga
at o dia l>ao meio da. Eocommendas, pas-
sageiros e dlnheiro a frele at dia da sabida s
9 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Recita extraordinaria livre de as-
extraordinaria
signatura.
Editaes.
Seguio para a Europa no paquete Oneida
no dia 13 do presente, o bem conhecdo e dis-
lincto commerciante desta praca o lilas. Sr.
Francisco Joo de Barros, acornpanhado de dous
de seus hlhinhos que vai por em usa collegio.
Ao aeparsr-noa dsta cavalleiro, sao pedemos
con ter a saudade que nutre nosso corceo pela
eperaco de um amigo qe digno dos mala al-
tos eatomios, ato ao petas brilhaoiei qualidades
fuo e sraornsm, cosbo pelas roaaeiras delicadas
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que a arremata-
co dos pedagios das pooles do Cachang e Bu-
jary, foi transferida para o dia 20 do correte.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 14 de junho de 1861.
0 secretario,
A. F. d'Annunciaco.
Antonio Bernardo Quioteiro, cavalleiro da impe-
rial ordem da Rosa, major commandante inte-
rino do 3 batalho de infantaria da guarda
nacional, e presiiente do conselho de quairi-
caco da parochia da Bos-Vista, por S. M. I.
etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
a quem possa inleressar, flae no dia 17 do cor-
rente, s 9 horas da manha, estar reunido o
referido conselho no consistorio da^igreja matriz,
como determina o art. 33 de decreto n. 722 de 25
de outubro de 1850. Qua'rtel do commaodo in-
terino do 3o batalho de infamara da guarda na-
cional do municipio do Recite, 14 de junho de
1861.
Antonio Bernardo Quioteiro,
major e commandante interino.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que a arrematado
das impresses dos batneos, ornamentos e rela-
torio desta thesouraria, foi transferida fiara o dia
20 do corrente por nao se terem habilitado e nao
estarem presentes no acto da arreaatacao as
pessoaa que mandaram proposlas psra o correio.
As pessoas que se propozerem a mesma arre-
matarlo comparecam na sala das sessoes da jun-
ta da fazenda, no dia cima mencionado, pelo
meio dia, competentemente habilitadas, adver-
tiodo que a habilitaco ter lugar no dia 13.
E para cooslar se maodou affltar o presenta e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 7 de jonho de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuociscao.
Sabbado 15 dejuitho.
Subir scena o magnifico myslerio em qualro
actos e mais dous quadros
GABRIEL E JSBEL
ou os
O ofliciai servindo de secretario, Jos Xavier
Faustino Ramos.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foraecimeotc
do srsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
8 duzias de taboas de amarello de assoalho de
15 a 18 pollegadas de largura.
6 duzias de ditas de dito de forro de 15 a 18
pollegadas.
6 serras bracaes pequeBas com 4 palmos de
comprimento.
Para o 2a batalho de infantaria.
4 panellas de ferro estanhadas para 50 pravas
cada urna.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as i
suas propostas em carta fechada, na secretaria do I percmm vn-v
conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do rtri3uAut!.!>.
correte mez. Anselmo, negociante.......... Raymtiodo.
Carlos, capito de cavallaria... Vicente.
COMPANHIA PErttAMBUCANA
DR
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Ass". Aracaty, Cea-a'.
O vapor Iguarass, commandante Moreirs,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 28 do correte s 5 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a Irete at o dia da sahida
as 2 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de seucar-
regamento. e para o resto Irata-se com sen coa-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, priraeiro andar.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
los, pretende seguir com muita bre*dade, tera
parte de seu crregamento prompto. para o resto
que lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo* Mendes, no. seu escriptorio ra dr
Cruz n. 1.
Leides.
MILAGRES DE SANTO ANTONIO.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
Sala das sessoes do conseibo administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra, 12 da
juoho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Companhia do Beberibe.
No dia 17 do corrente pelas 12 horas
do dia tera' lugar novamenteoo escrip-
torio da companhia ra do Cabuga' n.
16, a arremata cao do rendimento dos
chafaiizes e bicas por bairros ou totali-
dade e por esparo de 1 a tres annos, sob
as bazes abatxo transcriptas e mais con-
dicedes patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declaraco dos meamos no men-
cionado dia devendo ser as propostas por
escripto. x
Bazes sobre as qnacs se deve laucar.
Bairro do Recite.
Chafariz e bica do caes da al
fandega. ,
Dito da ra da Cruz. .
Dito da ra do firum.
Dito do Forte do Mattos
bica......
-jicer
perto. Receba, pois, a aaudaco daquellea que
he desejam urna prospera e feliz fiegom ao por-
lode seu destino.
B.
Declaracoes.
Correio geral.
Retaceo das cartas securas vindas do sal pelo
vapor Oyapock, e daa emientas na admioistra-
cao de correio desta cidade para 08 Sta. abano
declarados :
Aguiar 4 Pari.
Alrta 4 Lima. (2)
Antonio Joaqaim de Souza Paralie.
Antonio Jos ata Gosta Reg.
Barros 4 Silva.
Simplicio, creado.............. Teixeira.
Eugenia, sobrinha de Anselmo. D. Manoela.
Csodida, dita dita.............. D. Carmela.
Comecar s 7 ){ horas.
C4SS1N0 POPULAR
NO
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado, 15 de jnnho.
O baile annunciado para o dia Io e que foi
transferido, ter lugar indubitavelmente sabbado
15 do correle (saUo seachuva for muita). Serio
empregados os meios possiveis para que o baile
neste dia seja sumptooso, as damas serio brio-
' dadas enm importantes sortes de Santo Aotonio.
t;.'*fK#er,n: gabinete apresentar ovos e interessantes
O'OOOffOOU quadros
6:883$537 Ser mantida a boa ordem e harmona docos-
3:75J072 itUfne e aero mentidas as disposices do regu-
" j lamento" qne o Illa. Sr. Dr. chefe de polica se
dignou approvar.
2:898#810 i Entradas para damas gratis, cavalleiros 2$.
LEILAO
No da 17 do corrente.
Novamente vai a leilo o deposito n. 6 da ra
do Rangel, que ser vendido em lotes a vontade
dos compradores, em consequencia do proprie-
laro nao querer ceder a casa, por isso que diz
ter dado a chave a outro seu afeicoado. tudo ser
vendido a dinheiro no mesmo deposito, as 11
horas do dia cima.
LEILAO
DE
Urna luja de iiiimlezas.
Terc.a-feira 18 do corrente a
dinheiro ou a prazo.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma as 11 horas era ponto, na ra Di-
reita n. 77, das mercadoiias, joias e
movis da mesma loja, sem reserva de
preco
Leilao
18:8980999
Bairro de Santo Antonio.
Chaiari* dolargo do Carmo. 8:474^150
Dito do largo do Paraizo. 6:986#172
Dito do largo do Passeio
Publico......3:389,652
Dito da roa do Sol. 5:176^092
Dito da ra da Concordia. 5:l73]jf993
25:200$03
Uairroda Boa-Vhta.
Chafariz do caes do Capi-
e variado baile
No dia 18 do corrente.
Evaristo far leilo por auterisaco do Exm.
Sr. juii do commercio a requerimeoto dos de-
positarios da massa fallida de Machado & Souzs.
de um excelleole cavallo muito bom estradeiro o
bastante carnudo e por isso muito proprio dos
passeios da festa, para algum rapaz de bom gos-
lo. No mesmo dia cima na ra do Vigario nu-
mero t.
NOS
Salte do ces de Apollo.
Ssbbano 15 do correte ter lugar nestes salofes
um baile magnifico, em beneficio do eximio pro-
feseor o Sr. Jos Dias Alves Branco, mestre da
mostea dn A* batalhio de artilbsria a p.
Terca-feira 18 do correte as
11 lloras do dia.
NA
Ra do Vigario n, 10.
De um cairo e um cabriolet con to-
dos os arrelos, lanternas, bons, eixos,
sendo o carro um dos melhores que ha,
visto accommodar A senboras a gosto
com baldes sem amarrotar os seus ves-
tido, forgo, boas molas; cabriolet
m rios melhort sendo de duas rodas,
alto muito elegante, volt inteira, os
res estarao patentes no. mencionado
na agencia de Vicente Camargo na
roa do Vigariaia. 10. aonde jera' o dito
leilao.


m
LEiLAO
DUIIO DB PIWUWDCO. U. SiWADO 15 D* JOMO OK ntft.
Quarta-ftira 19 do correte.
Costa Carvalho fara* leilo no dia aci-
ma as i 1 horas ein pontp no leu arma-
zemna ra do Imperador n. 55, dos
movis pertencentes a massa fallida de
Antonio Joaquina Vidal.
, Na mesma occasio
vender' varios escravos sem reserva de
preco.
%nda-feira 17 do cor-
SAUDE
XMB3
Citrolactato de ferro
tuteo deposito ua botica do Joaquim TOartlnuo
*a Cruz Crrela fe C, ra do Cabng n. H,
Peruambueo.
o ti. "a?redcehac!;;j.ao0!?*apre8eDta hoje uma nova preparaa <*<>
Tarirtas^maT KhS Um luxo ePPre8-e om mesmo medicamentodebaiio de formulas
dad8; > < tencia comprabende a necesaidade e importancia de
rente.
Continuaco do leilo
MOVIS.
12o
un, tal vari-
CHARUTOS SUSPIROS
dentro Commercial.
a preparacea de ferro at hojecoohecidaa'nenhuma reuoe tao
-Uro lactato de ferro. A seu s a
qualida-
o tomar-se em uma pe-
Antunes continuar a vender em seu
2!?^.*. dln?Perador n. 73, por autorisaeo
cu na es.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e
prolongido das prepraces mer-
aendo o ferro a principal substancia
os depositarios di bri. .^ "dico tem de UwW~m^TXi, SS-SA !
^racAc t~I
que o
e o
usar
era vos.
As 11 horaa em
ponto.
Avisos diversos.
re
Jattencjio.
Constando a abaixo assignada que Columbo Pe-
ira de Moraes e sua mi a Sra. Francisca Joa-
quina da Conceicao preteodem dispr dos escra-
I^;J.UlertCl,0SetVnlnJe,nse,, poder- Pncenles
%Ja ,,de"eu loado muido o coronel Manoel:
Itltl f6 Mor"e8' P-e, Puente faz publico que i
pessoa algama transija com o mesmo Columbo e
sus mai a respeito de laes escravos, quer por !
compra, hypolheca. ou por outra qualquer ma-
neira ; porquanto a abaixo asignada pelo juizo
municipal de Olinda, escrivo Paria, move ques-
*" .f.?6/" d6SSeS escravos. e obfeve seotenca
mm r ir: tP Pre8ente protesta contrajo
mesmo Columbo e sua m3j por qualquer desea- I
minho que delles faga, e contra todos que com-
VaT^l' U Pr "i1" uqer maoeira negoca-
la8 m,TTa "'*" elliaea e escrives de paz. que se nao
presiem a passarem escriptura de natureza alu-
U acerca dos escravos que fazem o obiecto do
presente anounc.o sob as penas da lei
Recife 14 de junho de 1861.
_BntPs Spbsliana de Moraes.
CENTRO COMMERCIAL
uadaCadeiadoRecile 15
ARMAZEMDE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por?3/|
Tira ratratos por 3#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
[ Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesalao da ra do Imperador
A. W. Osbo
to ~ Precisa-se saber ndt.cia, do tenen-
teTbieos Yerhar von Otnflucht. que
entrou no ser.ico brasilero em Per-
na u, buco de 1824 para 1832: quem
delle poder dar noticias fara' o favor
de apparecer ou mandar dizer no con-
sulado de Dinamarca, ra do Trapiche
n. 18, pnmeiro andar.
No pateo do Carmo sobrado n.
7, pnmeiro andar, vende-se uma linda
negnnhadell a 12 annos de idade.
pela quantia de 1:400j.
~ F,* W-N"'> nio tendo podido despedir-se
pessoaimente de todos seus amigos o faz por
Mn.e?,e,0rDaI ?.fferec1o ao mesmo ?emPo
os seus fracoa prestimos.
rrh?ga,"!e caM ,erre.d ra da Soledade,
dZrtl leS """M'M. rsns quintal com
diversos arroredo., deixando-se flear um parrei-
LlnTS e -8,,Dhei 'odo de m.deira. con-
forme a conveocao que se flzer com o pretedeo-
ie quem quizer procure na mesma ran. 48
rrPflCa.CQ lima ._.____.
casa
Precisa-se uma
ama para c sertico de uma
ra d V'Sa,ri0 D-17' S(,Kuo naTufZ^rarSKi. 8^ "' """
(rele du commerce
DE
Jos Leopoldo Bourgard
Charutos do Rio de Janeiro
Machado & C. vende-se em porco a .uihA .?rand? fa5"Ca dosSrs- Doiogos Alves
res e verdldeiros charuto, sueros da Bm^V^T^' '**" fS "*
menos do que em outra qualquer parle na"na- 8U1SS0S e hmburgo por
Cigarros
Aneai Joaquina da Conceicao Teixeira
eseusOlhos Jos Pereira Teheira. M.ri"
de Jess Teixeira o Bernardina de Jess
LnZ"n?r Tgd0S d msis doloroso
senlimento agradecem a todoa os amigos
do seu sempre chorado marido e pai or-
rurguo Manoel Pereira Teixeira. que se
dignaram assistir o enterro do mesmo e de
nevo os convidam para no dia 17 do cor-
rente pelas 6 horas da manha assistirem
a missa e memento que de>e ter lugar na
convento de Nossa Senhora do Carmo e
nao nam.tr.zda Boa-Vista como peren-
gano fot publicado. K
superiores de
de linho. de seda, arroi. pardo
de iuimares & Coutioho.
Bocaes para charutos
f'h0nminKg0S, deJW1 e Pa,ha de milh. de papel osso.
e hespanhoes sendo de superior tabaco o Rio de Janeiro
zia 10^000.
Papel pardo nicot
fazenda superior com agarras de metal a 1 cada um, du-
m, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e vanado sortimento de caixas.qua.
aros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
U>mo tambem um grande fornecimen.
todecaixas para retratos de 3^(000 rs-
cada um, as pessoasque desejarem ad-
qnirir conhecircentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenboras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examioarem os specimens do que
cima ca anunciado.
Roa
Blandin ain,
do Trapiche Novo
n.
hJwlr2'n-ii' d,,s8hor <> manhaa at s
aver Brioches francaise com
10.
22.
s
doces francezes: "^ C8e C0,D ,e,,e-
Duas feridas
Uma na perna e ootra no peito do p.
Padecendo uma minha irma, ha mais de um
"rtdld,u,s fe[,das. um Perna e outra no
peito do p que Ihe motivavam muitos soflrimen-
."i.H ob,endo de remedio algum favoravel re-
So Sr SirSSn iPPJIC"Sa0 d" ChapaS medicin.es
tZUL'JiSm* lfk' COm efcriptnrio na ra do
Sit'mVnVbor0 "^ de ^ di achoa-se
.CAw dVir'ude d5 l'ao "t'l remedio, nao pos-
so deixar de dar o devido agradecimento ao seu
auior.
Ra Nova do Conde n. 130. Ro de Janeiro.
O escriptono de Ricardo Kirk se achara aberlo
hespanho! a W a ^XZ^^^^^^J^^.^^
cSSStS^^T^ T dde F"DC" p"a t-e *
Tabaeo do Rio de Jae ro T 7?' q"e "Tendi"'
brica de Guimaraes & Coutmho P,Cad P"ra CaCh,mb8 a ciarros a J000
nbS SiXSSSSS^por 3S'para c,garros e*-
Attenco.
Fugio do poder do abaixo assignado o escra-
e abatimento"em p'o^o".508 *> '""S* UmanhS'
Tabaco americano
para cigarros e ca-
em chumbo a 160.240 e 320 e
e latas a2. em chapa al a libra
e em macinhos embrulhados
r nome Joao de Castro, com os signaes sel Machinas e papel
- Pequeos, ps cambe- Rap ^^ ^
Ciffflrrnc (rIo m^ilVT" gf" d<> 17* a 22*' par* ciaos e cachimbos.
igarros de manilha depapel bMnco e pard0 a |5|. mhe.ro>
guiles : cacuodo. olhos pequeos, ps
tas andar vagaroso, levou camisa branca, cal
Sw!"?^*0 depalh'' ordD,,rio Petado de
rtxo, fugio ha peno de 1 mez, anda aqui mesmo
pela praca porque j foi encontrado : roa-Se
portan o aos Srs. capitaesde campo ou a quem
P f^.H"'i? C"9a da rua Nova n ectrau5.
rus das Flores que se gratiOcar.
para cigarros de manilha.
la
pe-
Vasos de loucAi em m85S de Um"Hbrae ditsde meia Iibr"fazeDda ,uperior-
C h h eb"ro Pm lab,co r8p-
v!L^ iouc8'ma-
GaranteTe "fa-- outra J^ parte.
do nao agTaem .o^JperCat0dorVenddOS t0rnand0"3e receber M* charutos) qu.n-
*"VSgK*M ?? APrS9ta,n-Se d- -caixotam-se e remettem-se aos seusdestinos com bre-
'wUT fiC" eXP0Sl t0m Um Tariad0 S0rtim9nt0 de elo. Proprios para os senhores fu-
2 t SaPat;s do tranga para homem
nhora a lg o par : em casa de
O Conrado.
e se-
Julio &
f'raocisco Jorge de Souza
Oe 1856, por vezes, e seguidas, tem pelo Diario
urle!nm*> nunciado vender, ou permu-
j r .- ~"lu<""> lamnem, porcao Brande
eneUCderhLde VBr? ^^"^ riacho Z,.
nenie de boa agua, terreno foreiro a quarenta e
res ::Z' feUl/el0S Pro,.dLSeifldo!
res. eass.m menudo, esaoccionado pela ultima
a, ministracao da Exma. Uada a Sra. D. Maria
5i ni i"80" deLacerda. Co ludo cons d"S
seus tllulos s papejg re c|i ."11
tanto.quizer fazer um dos negocios cima annu"
tie ou dinja-ae ao dito sitio, e mesmo no Recife
no i ranche do Ramos, das 9 horas do dia
***+wSZS&i^^ m0l, Pe' 'ual 8e p4e "' o mais
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
at
Manoel Alves I.essa
doloroso seniimento agradecB corJtalmeo-
am as-
na igreja
pungido do mais
" -o-adece corJle"
? loda'LBS Vssoa!> que se dignara
sistir o offii-io decorpo prsenle
de Sao Pedro Novo e levar a $eu
Jzigo o cadver de sua muito pre/aS e
nunca esqueeda consorte ; e aprove.ta a
occasiaopara pedir-ihes o novo favor de
assistiraia celebrado de uma miss, e
r?0', qUe pe,e seu P deve ter lugar ns mesma igreia df Ri
Pedro Novo s 5 hora* da m.ohTa do
17 do correte mez.
ia
A BOA FE TRIUMPHA
Attenco.
iJSESr&ss Pere*ira de Brit. -
1 r da fazenda geral. tendo exercido
por espaco de 8 annos o offlcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre.
adquinndo por isso uma grande pr.tica
pretende aqu encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differeotes jui-
o, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobrancas. E
M-, T Da crle sua d'sposis'ao um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
S 3Uer.PJe,en? peraDle as "teta-
ras de estado e thesouro. e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de S
recurso par. o supremo conselho
Uualquer pessoa que se queira utilisar
de seu prestioio pode o procurar da, 5 S
a rua rtl'p8 D'.13' 6 fora desl" oras j|
jj na rua de S. Francisco, sobrado n. 72
Precisa-se de um caixeiro portuguez de ifi
STndnCflB,HP"l.,Ca dllgeote P"" a taberna
e dando fiador de sua conducta ; a tratar na r,
sa da rua da Roda n. 54. a ca"
az iva f.or-da maohaa s 2 da -.
,.Z, AMPe!.soa que annonciou precisar de 500a a
.. LdaH-0 Pr e8uraD5 urna casa, annuncie
sua morada para ser procurada.
J. W. Nash nao leodo podido despedir-se
KS. he SrS aHmgS em ">nsequec a
m.5 P bre!Id"de de sua vi'agem o faz por
me.o deste jornal, offereceodo ao raeamo teoino
-e junLrdri86,?,50S m lDg'alerra' Recife'3
...7. N dia. ,era-feira 18 do correte, depoia da
audiencia do Dr. juiz de orphaos vai' praca de
vend8> a casa 36 sita na rua da Conceicao da Boa-
cia de iC:6?o5.abaie dd quin'a par,e na importan-
iT ?aulino Rodrigues de Oliveira, arrematan-
n.lmpi04l de 20 I0 sol> consummo da
gr, ,f ? .i0 munic'P'o do Cabo e Seriobem
de 1RM de JQlh0 de 186 a 30 de Junho
oe isbj, avisa a todos os rontribuintes que nao
paguem o dito imposto ao Sr. Antonio Paes de
saBuretosem que Ihe aprsente os ttulos le-
gaes. protestando o mesmo
execulivamente
Brrelo sem o
so "iififa?? ^ortn. f"2 o presente a'vi-
"J^iL'J5 de 'ur,no de 1861.
2 # C9999
____
i
Feitor
Precisa-se de um feitor para um sitio perto da
praca, que enlenda de horta eque saiba tratar de
gado : na ma dos Guararapes n. 28.
Esli para alugsr o terceiro e quarto andar
na ua do Trapiche n. 18, ou juntos ou separado -
a lanar no pnmeiro andar, escriptorio
n U Vaende;,e k^1 da ravessa das Cruaea
n- 4, a tratar na mesma.
se^iSe^"8 dC R'he &Bidou,. Tende-seo
Presuntos de Westphalis.
Agurdente em caixa de 1 duzia.
Tinta branca em latas.
Ta5 mDh,a de Pr,nieira q-Jlidade.
ludo muito em conta.
-na toereza do Rio, cuio bilheta rr. .u j
So emrNPS rd M^h0 d? A?b'W -2-
?: ~ S' d0 como ora testeonhido m-
os caixeiros da lo a ; pelo que rogo ao Sr Mal
Colleh,0nb,S?BI0 I6 maDdardi'o bilhele rua d^
toiiegio n. 61 ou mesma leja. Recife 13 de i
nho de 1861,-Antonio Ricardo do Reg JU"
P. ttle'^ico6: 'a ^sa "n" P7r,Pl0daqUreuaSo:s
mra0chP.rU8 quem tT" Al Umde !
ma achara eom quem tratar.
n77 Ant0D' J.oaqui Ferreira Gusmao. subdito
portuguez. retira-ae para a Bahia.
zinTa U8HUmaK-preta de meia 'dade que co-
- Ii eMbf:c"a8 Ci"=o-Pont.s n. 54
Joao Ferreira dos Santos Jnior tenrt ,7
.^,ad0vaS,d.?da8 da f da'de A?oB
Joaquim Vidal, compreheodidas as dividas auen
mesmo Vidal arrematou p.ra seu pag me^o de
LJS da^Cos,a Ferreira Eslre,la. tafi
seus devedores que tem dado procuracao bastan
iuim SSIS Vdl 6 80 !lt'St
quim Pinto de Barros, com poderes para recebe-
rem amigavel ou judicialmente. receDe-
a~c nbaixo a9,s'8ado deixou de ser caixeiro
do Sr. Pedro Alexandrioo da Costa llalh.do e
ao mesmo tempo vem agradecer-lhe o boa trata!
wSfVFJ: d6U dUraDle ove mezes e dez
nho dqe186L,eTe m ^ ^ Recife U de M"
Jos Maria d'Azevedo.
ihr -Va Prec,sar de oma ama de leile sem fi-
otI d mVt0> e fluei Pagar quem a
-I"; dKija"Se rua da Cadeia-Velha n. l!
segundo andar.
ni7,? bMX assi8ados fazem sciente ao res-
?! r**"* e P'^ipalmeole ao corpo do
commerco. qu* deixou de ser leu caixeiro o Sr
enT,%PaUr,"iO5arb0Sa de8de <>< "o
rente. Recife 14 de junho de 1861.
Guimaraes & Irmo.
Attenco.
.trLf l6 laberna d0 becco LarB<> o. 2, muito
afreguezada para a praca. e muito8 prop ia pa a
;.p..nte por ter poneos fundo?; PparaPtra-
Vende-seai^
gigos com 32 libias de btalas francezas
vessa da Madre de Dos n. 15.
na tra-
MM
DA
arrematante cobrar
de quem tenha pago ao referido
os competentes ttulos e para que
Consultas medicas.
da Cruz n. 53. desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre-
1." Molestias de olhos.
K Molestias de coraco e de peito.
do anus rga0S d" Beraao e
O exaae dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, coaeoaodo-se po-
ol Pr aquelle8 que soffrerem dos
Inslrumentos chimicos, acsticos e o
;sserao em pregados em suas mi
;oes e proceder com lodo
icosserao em pregados em suas consuf-
'* com lodo rigor e pru-
.ArtRj ni. mn________
probabilidade sobre
DE
Jos de Jess Moreira < C.
K. 18-Ruado Rosaraio esquina das Larangeiras-!\. 18
2i.PPr!?,:arios deste estabelecimento avisara
songos do bom e barato que se acha com
o por ser parte delles \
. e 'em outro qualquer es.a.
I P" -1* a me b0r ra.aoeira Possivel para o que avista far f.
cado o por wr paTto^ltoVnd"" 1^^*%%'. dS m-elhore? que
que-em oulro qualauer .hK. f dSKP,;o.prle,an08 e?lao resolvaos
____ a vender por menos do
servas!:s*:^r(n- v**bai
nodo mandados executivos contra todos os meS2 Dltft franceza
J geral. que nao teem querido
(iiialnipr aciaiioi.i_. .--------K'K"nu3 esiao resolvaos
.. .".Ta^r,;10 e se obr,g,raa se"r s-con
, Manteiga ingleza perfeitamente flor
boa i.
pelo preco de 900, 800, 640 rs. a libra
que por se-
rnos devedores
____ o---*. M^ lian ii
amigavelmente pagar, fiados talvez.
rera amigos nao o devam fazer; e para que 8e o
cbamem a igooc.ocia. faco o prsenle aVfgo?
0 arrematante,
Luiz Jos Marques,
jam-se .duas casas terreas, modernas e
bem edificadas, cm bastantes commodos e grao!
"raf^ri.:.ifiKS J65! lratarLatas com boachihna'dTs"oda
Precisa-ae de 4im menino de 14 16 anuos
a 2S560,2o e 1*600, s na boa f.
Alu;
nu muit boa a 720 rs. a libra, s na boa f.
Cna perola, hysson epreto
Doce de casca de eoiaba -m,.
Ameixas fraueeaa* .nTZ????"""'*"''"B>
Marmelada imperial I \,
a do afamado AhrA oh. ...___r-u-r____
o prego de 800 rs.
a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou
curar
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
leza que tem de sua verdadeiraqualidade
| promptidao em seus effeitos, e a neceas!-'
i dadedQ seu emprego urgente que se usar
h- C.ar ahi mes.mo' ou em casa dos i
doentes toda e qualquer operacio que
julgar convemente para o restabeleci- I
ment dos mesmos, para cujo fia se acha ',
prvido de uma complota collecco de
instrumentos indispensavel ao medico !
operador. |
STAHL C. I
RETRATISTA DE S.M. 0 IMPERADOR.!
Z Rua da Imperatpiz namerol I
9 (Ontr'ora Aterro da Boa-Vista.) %
Retratos em todos es- 3
I tylo e tamsnlios.
I Pintura ao natural em
* oleo eaqnareUa.
Copias de dagnerceo-
tyno e ontros arte-
| faetos.
S A.mbrotynos.
S F&isagens.
VICTORIA,
NA *
/?ua do Queimado n. 75,
Junto a loja de cera.
ouVr-l !,^a TendeD,-8e as seguioies miudezas e
ouiraamu fas por precoa barato, s para auem
comprar victoria sempre contar : q
r?en8,er0lchete8franceze8 mui'o bons a 40
. r8:. "/tao, e duzia a 400 rs.
grs .8ca.neoa8ia,U, b0ase T"rd8deras a 120
ta com 4 papis, e avulso a 40 rs. o
a 60
papel.
A?nUhh.e!a V"a enfiar veslid0 a 40 rs. uma.
rs m,Cl0H,a elnca"etel com 200 jardas
rs. um, e duzia a 640.
du'iiJ.6 20 Jard8S de A1auder a 900 rs.
Do838de.^dI?.X!m cart5. b e de cores a

rs. um carto.
Ditas de melada de peso verdadeiras
meiada.
Papis com cento
40 rs. o papel.
A1r08De.tecSar1ta.CabeCa ChaU 8rOM0s e finos ,2<>
Cordo
a 240 rs. a
e tantos alneles francezes a
Agencia dos fabricantes americanos
GrouverA Baker.
i uMach'oa^ de coser: em C8sa,l Samuel P.
Jonston & C. rua da Senzalla Nova n. 52.
mperial para vestido a 40 rs. a peca.
S falhaa
rs. um. e duzia a 2#.
para peonas a 20O
Caivetes finos deduas folhas
rs. uro, e duzia a 2#.
Laa de todas as cores para bordar a 6500
S:2r80UeO3b2O0O8debaleaparaall8ar
Ditos transparentes tambem bons a 360
Enfiadores de algodo a 60 rs. cada um.
S? C-La".b.r,nc" e de core8
160 200, 240. 280 o par.
unas brancas muito finas para senhora a 240
l0 o par.
Espelhos dourados para parede
drados a 3&500 cada um.
libra.
e 400 rs.
para homem a
280,
redondos e qua-
OfTerece-se uma ama para casa de pouca
familia, para o aervi5o interno ; a tratar na mes-
ma casa ateo da 22.
a libra em porcio" se far ^lZT^nlZ! ti Ulr8 fabrC,Dle8 pek
. ChopnlatP ~" a ,950 muit0 noya-8 na b .
V i*iro de taberna, que tenha alguma pra! m V d melhr que tem ?indo a e8t cercado a 900 rs a libra
lea : na rua da Senl, Nova n. 22. P MdSSa de tomate h. ik Da boa '
Doces de peceo qUe mda ",e mercado a" "a ,ibra-
Lisboa em lata, di ^^ST^^^A { ***< abricantes de
rassas muito novas S>a lih, A ,.'
/>_______ a *^ a libra, s na boa f.
C onservas inglezas e francezas a oo ri flm 5 .
aoa f. a 80 em Porco se faz abatimenlo, s na
Aletria, macarro e talhanm MAr. ,
Toucinho de Lisboa muil0 bom d" Bai8 nov"qoe ha'8 na boa -
aa boa I. m* bom do mau DOro 1u <> aereado a 320 rs. libra,
Pneianse
e urna ama de leile, preferindo-se eserava, pa-
-se bem : na rua do Quejmado n. 7, se tratar.
^Iiotiscli-Gennaoo.
^fail* Cheg!^ d0 R* Janero esta '"da
?nf^iB. dedicada e
coosagrada ao distancio artista o Sr. Germano
francisco de Oliveira. por seus amigos e admi- ChOUttCafi 4 Tlitil ,
L Co7.8; e "mp08fa d pofeM" d "" F. d" u 5 P d0 "Jorque ha no mercado a 560 rs
b, i m ^-"i *'5da ru* *. o '"- oanha de porco r6BDadl, "'s na boa f-
^eadeausicadoSr Dumonu Umento>-g na boa JJ*
Luvas deJouvin.
Na loja da Boa F, na rua do Queimado n. 22
^fui"" eDC0Qtrart< periores luVas de pe'
lica de Jouvm. tanto para homem como nr.
da meibor que ha no aereado a 480 rs. em porcao se far
s
aba-
C0NSULT0RI0 ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
DO
DB. CASAXOVA,
89 30-Roa das Crozes-30
Nesteconsultoriotemsempre es mais
novse acreditados medicamentospre-
B .P.aia"wmKPar8 (a8linturaa) porCa-
tejan e Weber.por precosrazoaveis.
Os elementos dehomeopatbiaobra re-
commendada intelligencia de qualo'aer
pessoa. ^
*5*^^-?ifiS6ftKie.ftji|e^g
Os abaixo assigr-
nho Cumbeba, avisam
Enfeites a
ribaldi.
raa ato ?-."reB-feL,e" a1G>ribaldi Pa senho-
MSM ?a S fiD!l0d0 palha Prm d sedas a
S^naloi*?; ,-1 "- dC Tidrilh0s a ISSOOcada
um na loja-da victoria *
mero 75.
rua do Oueimado nu-
J.para homem como par
via* d7Zeta reMbidas P' ^o os vapores
preco de zj&OOo par: na mencionada loja da Boa
F, ua roa do Oueimado n. 22.
que pode haver, a na boa f. an8aIado 9 1 e 1400, duque do Porto do melhor
e480
em ca-
Champagne dM ,
aaeite parificado a 900 rs.. nozea das S 2owa uft 1 MuT** ,S 1. aze.to.aa em ancoraa muito barataa^ni b^ f1 lm^?.f!*a Sr?'e !rvith" em calda-
denles. lh.Sf atado dmelbor que h? rlr0 '
*e eocootra na boa f.
oeste mercado, s
3-Roa estreita do Rosario-3
/J^"50 Pint0 zorio connua a col-
9 'ocar dentes artificiaea tanto por meio de
m 1k como P*la PresSo do ar, nao re-
v cene paga alguma sem que aa obras nao
nquem a vontade de seus donos, tem pos
5 ^""lrf Preparares as mais acreditadas 2
aj para conservado da bocea.
S# 8
tr^n.0,10010 Jo,s de Calibo Santiago vi a
fcnropa com sua familia, e durante sua ausencia
nr r^fa"egDad0 ,d 8eus "Wcioa o Illic. Sr.
Dr. Crpriauo Fenelon Guedes Alcoforado.
7i. nde."8*Degociar Prcade gado, sendo
garrotes^ novilhas e vaccas de leite, alguna es-
cravos, diversos utencilios de prata. duas casas
terreas, e o eanilal de 1,430 libras empregado nos
fundos consolidados de tres por canto, no banco
;5. 8H.,err/; p,ra ,ra,ar'Da rud Cf ".
seguudo andir. *
_ ao qualquer pessoa que o
pretenda comprar, ou permutar que nao efTec-
tuenegocio ajgum sem que os oucem, e se o
flzer seja contando s recebeo dito eogenbo
depoisque tirarem cinco safras queainda lhes
1 i '1Sn esl,ar Propietario Fortunato Phi-
adpb Ca-raell Pe88oa de Albuquerqoe na
Iposse de cinco letras passadas como de ieual
qnantn qoando devia ser de arrendamento sen-
do cada uma de um cont de reis. e quem me-
lhor quizer saber dirija-se casa do Sr Jos
Pinto da Cos, morador neaU praca, travessa de
S Pedro que se desengaar doVque cima di-
tarTo 0Dec,aram tan,b<" qe o aeaao propri-
hH-'u quH,n Suas Propriedades vezea fizer
obngadoa Ibes pagarea qualquer beneficios ene
fizerea ea wbredito engenho. referindo-se So
Papel de trato por todos assignados^aa teSt-
hT"h8:,>"" "?/? o conhecime^dou-
SINTOS
para senhora.
Sintoa muito bonitos para senhora a se p.h.
a'JL.-J10 "- P- seiDnb.oraa 1||S S."
na teja da victoria, rua da Qneimado nu-
uma
mero 75.
unco lazem o presente, aflrn de que lhea seia
buco, fazem
mais faci
rPesrn^rtLa*8m Cm0 ^'""m a
tnate'm.qU6 qUer dizer Prgunur o S6 For-
tnalo a ama pessoa, ae aorrrendo um dos dous
sedeeapdarecer o trato, quando.ssi. nao sejl
neMir Dfn"a aOt da for bruta-.flm de os ex-
nln t.m m?8n,.8 rendeiroa fazem publicoqoe
noL.n..Um,B,m,g0 que. ""I" al que.
posaa apparecer respooaavel o mesmo Sr. For-
Combeba, 22 de maio de 1861.
oo de Vze8vedde AHbUaUerqUe AD,onio ^ctori-
Preciaa-se fallar ao Sr. Deodato Camareo
que moren no Campo-Verde, nesta iTpptS:
Esfriadeiras
para agua.
Veudem-se esfriadeiras muito alva para agua a
*9 o par ; na rua do Queimado o. 75.
Gomma de araru-
ta muito aWa a'120'rs.
a libra
Vende-ae na rua das Cruzes o. 24. esauina U
travessa do Ouvidor. e8quina d*
I
;
d
Banco de Portugal.
Marques. Bsrros & C. autorisados pe-
tes agentes do banco de Portugal no
Rio de Janeiro, comprara saques sobre
aa praca* de Lisboa e Porto, de qual-
quer quantia. q
i
Z. 76?1?"8e Unl ??to de i<,,dW nnos. op-
Wcosmh^iropor 800|: na roa do Oueimado


X

DUIIO M tttlUWJCO. SABB1DO 15 ftl JUNHO N iMl.
()
rf
3050 c U^ao Eopogr Apfcica
iJcrnamhucana:
Domingo, 16 do correle, s 11 boraVda ma-
nha, em sesi&o extraordinaria da assembla ge-
ral, se tem de deliberar le deve ou nio cootinuar
a existir esta Associagio, como exigem a lei e
regulamentos que do ministerio da fazenda bai-
xaram o aoao pretrito, e assignar-se o respec-
tivo estatuto, aflm de, com a acta da sesso em
que isso se resolver, aerera submettidos a appro-
vaco do Exm. Sr. presidente da provincia.
O Sr. presidente effecttvo madda ponderar a
importancia desta sesso; e confia, no zeloe be-
nevolencia dos Srs. socios que a hora marcada
se achem na casa das sesses pata o indicado
flm.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana 12 de junho de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Industria.
Solda-se perfeitamente toda qualidade de lou-
ca fina ou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garaotindo-se a perfeigo e seguranca
visto que o annunciante est manido dos uten-
cilios de sus prosso : na ra Direita n. 57,
casa terrea.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Frescondim muente e correte, e que tem pro-
porgues para safrejar mais de dous mil pes an-
imalmente, cando perto da estrada de ferro 3
leguas, e tendo boas obras. Arrenda-se com
viote e tantos cativos de enchada, bois e ani-
maes de rods, vendendo-se a safra creada : quem
pretender pode entender-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barboza da Silva, no Recife. ou com o
abaixo assigoado do engenho Cajabug.
Maooel Barboza da Silva.
Alugam-se duas casas terreas, modernas e
bera edificadas, com bastantes commodos e gran-
des quintaes na roa da Palma : a tratar na ra
do Rosario n. 14, sobrado.
MADAMA. NIVBRLET, lavadeira e engom-
madeira franceza, se encanega de qualquer Ira-
balo* dessa especie, indo bascar e levar casa
das pessoas que a honrarem com sua confianza :
na ra da Aurora n. 66.
Acha-se justo e contratado o deposito da
ra da Linguela o. 6: quem seachar com direito
elle dirija-se ao mesmo no prazo de tres dis
a contar da data deste. Recife 13 de junbo de
1861.
A pessoa quem faltarem uos pranchdes
de louro, annuncie por este jornal.
LUIZ LERSTENNE, gravador em toda a
qualidade de metaos, encarrega-se de preparar:
emblemas aberlos a buril (taille doee), tanto
para ouiivesaria como para typographia, gravu-
ras para matrizesde typos ele, ele ; igualmen-
te se incumbe de pinturas de casas, armas para
cnsules, assim como desenho sobre pedra para
ljtographia ; em sua ufficina, ra da Aurora
D. 66.
Precisa-se de 6009 a premio sobre hypo-
theca de urna escrava moca ; qjiem pois quizer
dar essa quaolia, annuncie a sua morada para
ser procurado.
Joo Goncalves de Souza declara ao respei-
tavel publico que por haver outro do mesmo no-
me, d'ora em dUnte se issigoar Joo Googalves
de Souza Beiro.
Aluga-se um moleque proprio para servigo
de casa de familia, ou casa de pasto ; na ra do
Livramento n. 2i, lerceiro andar.
CONVITE.
Attengo e muita attenco.
Sodr& C. convidam a todas as familias que
quizerem honrar com suas presentas a sala do
primeiro andar da ra eslreita do Rosario n. 11,
por cima do seu estabelecimento, a virem tomar
sorvete e outros gneros tendentes a confeitaria.
para que lem com todo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, adyerrindo que sero servidas com toda a
promptido e pregos mdicos.
O abaixo assigoado vende o engenfio Japa-
randuba, sito na freguezia a'AguaPreta e distante
300 bragas da 4a estago da via farrea. Alm
desta vantagem. tem a de ser bom d'agua, de ex-
celleote produeco e de moer com a mesma agua
urna serrada e fabrica de farinha, preparadas com
lodos os utensis: quem o pretender dirija-se ao
dito engenho. ou oeats praga ao Sr. Herculano
Beoda (o dos Sanios.
Recife 2 de maio de 1861.
Miguel Alfonso Ferreira.
Carros fnebres no pateo
do Paraizon. 10.
Neste estabelecimanto ba carros das
ordens estabelecidas pelo regulamenlo
do cemiterio, multo bem ornados es-
pecialmente os de primeira ordem, por
ser coberto com panno de velludo pre-
to boidado e agaluado de ouro lino, o
mais rico que tem appareddo e ha nes-
ta cidade o que vrdadeiramente faz o
oqjecto de primeira ordem. Encarre-
ga se neste estabeleciment de qualquer
enterro grande ou pequeo, officios
etc., etc., com promptido e asseio for-
necendo todo o preciso sem encommodo
das partes. A qualquer hora do dia ou
da noite no mesmo estabelecimento ou
no mesmo pateo sobrado n. 18, ou ra
de S. Francisco por detraz do mesmo
estabeleci ment casa terrea n. 18.
LOTERA.
Sabbado 22 do corrente mpreteri-
velmente no lugar e horas do costume
era' extrahida a primeira parte da pri-
meira lotera em beneficio da igreja de
Nossa Senhora do Rosario da freguezia
de Muribeca. Acham se a venda os bi-
Ihetes e meios bilhetes na thesouraria
das loterias ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e casas commissionadas.
Logo que se dislribuam as listas serao
pagas as sor tes.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Preparam-se baodejas bem enfeiladas de
diversos gostos para, casamento, bailes e qual-
quer foocco, ou testas de igrejas,com*os melho-
res boliohos ; assim como bolos para os festejes
de S. Joo, de todas as qualidadea.: quem pre-
cisar, sendo o mais em conta do oosso mercado,
ou mesmo boliohos em lloras separadas, dirija-
se a ra da Peona n. 25, que se far o ajaste
com perfeico e asseio.
Precisa-se de 6:0009 a premio, dando-se
para seguraoca hypotheca em um engenho :
quem quizer annuncie por este Diario para pro-
curar-se.
Attengo dos senhores de
engenho.
0 propietario agricultor que precisar de um
bom administrador casado com pouca familia, e
que tem bastante 'praUca dease ser tico de enge-
nho. e al nio pe duvida a tratar com o pro-
pietario visls das forQas que tiver o eDgenbo e
a qualidade do terreno a fazer firme um cento de
numero de caitas, cada urna de 50 arrobas, com
tanto que, o que exceder ser do administrador,
viste lio percebar ordenado algum: quem qui-
zer, dinja-sea praca da Independencia ns. 6 e8,
por caria, com ss letras seguales, L. S. A., ou
aonuncie pelo Diarlo para ser procurado.
**-** ***
fj Lava-se e eogomma-se com perfeigo 0
% aceio e por prego commodo : na ra do 0
|a Hospicio o. 64.
** -mm
Guimaraesl Luz.
Em consequencia de estarem na liquidadlo do
fiado pedem a todos os seus devedores o obse-
quio de virem ou mandaren) pagar seus dbitos
na mesma loja onde foram cootrahidos ou na fal-
ta disso podero pagar ao Sr. Maooel Carlos Maia,
a quem temos dado todos os poderes para obrar
amigavel ou judicialmente caso seja necesssrio,
para os que quizerem pagar amigavelmenle mar-
camos o praso de sessenta dias. eos que nao pa-
garem al esse lempo nao se queixem do resul-
tado.
Joao Correa de Garvalho, al- O
3$ faiate, participa aos seus nume- $$
% rosos fregpezese amigos que mu- fr
t dou a sua residencia da ra da
@ Madre de D'-os n. 56 para a ra rg
:& da Cadeia do Recite n. 38, pri- $
flft meiro andar, aonde o encontra-
k rio prompto para desempenhar f|
qualquer obra tendente a sua ^
% arte. f
Offerece-se para caixeiro um moco brasilei-
ro que sabe bem ler, escrever e cdntar ; a tratar
na ra da Santa Cruz n. 62.
IflBWfWlBfiWWW Vn WWW BOWBBWWawiW
8 0 abaixo assigoado faz pubu.-.o que os g
escravos Andr, pardo, idade 26 annos; o
tf Benedicto, pardo, idade 19 annos ; Mara, >
1 parda, idade 17 annos ; Antonia, crioula,
idade 27 annos com 1 cria de nome Ma-
noela, idade de 1 anno; Josepha, parda,
2 idade 4 annos; Francisco, crioolo, idade
jP 28 annos ; Mauoel, crioulo, idade 28 an-
as nos; Flix, crioulo, idade22 annos; Ray-
9 mundo, crioulo, idade 21 annos; e Igna-
J co, crioulo, idade 30 annos, pertencen- jjjj
2 tes a Antonio Mximo de Barros Leite, 2
11 acham-se hypolhecados ao abaixo assigoa- if
i do desde o dia 6 de fevereiro do corrente
anno, por escriptura lavrada no cartoro S
do ubellio Almeida, pela quaolia de
14:967^640 rs., e portanto nioguem pode *
_ fazer transaeco algama a respeilo de taes Se
b escravos e tem o abaixo assigoado privi- af
2 legio em relago aquellos escravos sobre Z
Is outro (redor do mesmo Sr. Barros Leite, II
protesta desde j contra qualquer transac-
cao que por ventura se flzer ditos escravos, em quinto nao fdr pago ef
da importancia a que esto elle's sujeitos. f|
Recife 10 de jusnho de 1861.
Silvioo Guilherme de Barros.
Tff *iTi '&" "ITi ~at"rii" da@ "nf- lir*'*! "l* tt
Aos amantes do
festejo de Santo An-
tonio e S. Joo.
Jos Paulino da Silva scientifica aos apaixona-
dos pt-lo divertimenlo e festejo de Santo Antonio
e S. Joo, que eocootraro em sua fabrica de fo-
gos artificia es da ra Imperial, todos os fogos
proprios para o mesmo festejo, e que nao sao pro-
hibidos pelas posluras municipaes, coico sejam,
piallas, balase rojo, e tabocas para fabrico das
mesmts, fogos do ar, rodinhas, e massa; em
quanto a qualidade dos fogos e mistos que se
vende em sua fabrica, nada lem a dizer por ser
j bem conhecido pelo publico sua superioridade
em relaco as oulras, e promette vender mais
barato que em outra qualquer parle, assim como
recebe-se encommendas de fogos que nao sp
prohibidos.
Aluga-se o quarto andar com solo e mi-
raote do sobrado n. 38 da ra da Cadeia do Re-
cife : a tratar no o. 40, da mesma, toja.
Aluga-se por preco.commodo o armazem
do sobrado n. 37, sito na ra do Imporador ; a
tratar no Mondego, casa do finado commendador
Luiz Gomes Ferreira.
ARMAZEM PROGRESSO.
DE
ss Largo daPcuha
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos sene numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
am grande sormeuto de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte dalles
viudos por conta propria, vende-os por menos do que em outra qualqaer parte.
Nlantoig* taglina peTfeltamefctti flor, m .. Ubrat, em Dar.
rril se far algum abatimento.
^"LtalYteigfc iXflll.CCI.ft mais a0Ta que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Clft PCTOV, liySOII C pTCtO 0I melhores que ha neste genero a 2506, 2| e
10600 rs. a libra.
QUC JOS UaUlClllgOS hegados neste ultimo vapor de Europa 1&600 rs., em por-
q5o se far algum abatimento.
"^CiJO S18SO recentemente chegado e de saperior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
VHC1JO prftlO og meihores que tam vindo a este mercado por serem muito frescaes e da
boa qualidadea 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
BOWO ITftllCCZ ft OW Tal 0 carto elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
H0Ce dft CaSCa de goiftbft ein caIx5es com 3 ll2 UbrM vende-se a lacada um.
OlftCulH.Ha lUglClift a mas nova que na no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 39000 a barrica e a retalbo a 240 rs. a libra.
A.HlClXaS lTanCeZaS a 430 rg. a bra em porsao se far algum abatimento.
arUsVelada mpeTial d0 afamado Abre, e de outroa muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas eom bolacuiaVias de seda vende.S9 a l600 rf. caaa ums eom
differentes qnalidades.
ViHO 0 majs SUperior que tem ^jindo a este mercado a 900 rs. a libra.
!Wl.a3ft Oe VOmalC em iala8 de j bra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
Pera seccas
vin-
o mais novo que ha no mercado a 320 ra. a libra em barril
em condenas de 8 libras por 3$500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas francex s e iug\exas maig n0Ta8 que ha por ,erein
das em direitura a 800 rs. o frasco.
MetTa, maCanaO e t&\\iarHl 400 r8. libra e em caixas de nm. ar-
roba por 80.
PalltOS de deOtC llSadOS em moihos cora 20 macinhos por 200 rs.
Toueinho de l^vsboa
a arroba a 9$.
VTeSlllllO mH[t0 n0T0 Tende-se para acabar a 400 rs. a libra.
L.UOuYiC.aS e paiOS 0 que na de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
BaiiAva de porco Teaada a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LataS C01H peiXe de pOSta preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 1&500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champaohe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a ljfa garrafa, nozes a 320 rs. a libra, emlhas francezas, lructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos eneros que encontraro tudo de superior atfalidade.
mais alva que pode haver no mercado vende-se a
CONSULTORIO ESPECIAL H0IE0P4TBIC0
DO DOUTOa
SABINO O.L. PINHO.
Ra de santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
moletlias da mulhera,. malettiat das erian-
ceu, molestias da, pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticat, todas as especies de febres,
ftbru intermitientes e tuait conseqwnciat,
PHARMACIA ESPECIAL HOMBOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentoe homeopaibicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
si veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sibino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
r6dor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhm, moentee correte, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ler outra casa terrea contigua com com-
munica^o para o mesmo sobrado, estribara para
quatroanimaes, olana e seu respectivo torno,casa
de engenho com urna moeoda que prodoz calda,
para cincoenta a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para recber para mais de ceoto e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos asseotamenlos, tendo a casa suficien-
te capacidade, urna destilarlo completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidad?, com suis
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
ariooielro de Cartier, casa de purgar para rec-
ber mil pes completamente arranjada. com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos lambem de amarello :
casa de encaixamenlo com quatro balces, soa
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
socar, casa do fazer farinha com um grande (orno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinla casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fdr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramenlo
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de caaa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com malas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar elenhas para uso dos for-
008 e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parle
coberta com capim milhan. Com Ierras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arreoda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de ISG1,
a lindar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As coodicoes e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vascoorellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos AfDictos. de manba at 1 hora da
tarde.
Aviso.
francisco Maciel de Sonta participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da pra?a como de fors.
que tem de abrir novamente o sea estabeleci-
meulo de calgado feito na provincia no 1.* de
julho prximo futuro, ns ra da lmperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
dos Ferreiros, onbe pretende vender muito em
conta, como de costume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e gsnhar pouco.
Precisa-se de urna ama forra ou capitiva para
engoramar, e para lodo o servigo interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador n.
37 segundo andar.
l Onpras.
de ouro de 209000
Compram-se moedas
na ra Nova n. 23, loja.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da lmpe-
ratriz r. 12 loja.
Compra-se ama casa terrea em qualquer
das freguezias, Santo Antonio, Boa-Vista e S.
Jos ; a tratar na ra do Sol n. 13.
Compra-se urna mulatinha de 6 a 7 annos
de idade, bem alva e bonita : na ra Nova n. 14,
primeiro andar.
Vendas,
*- Brim braoco de linho muito fino a 10280 a
vara ; na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para ebras
de meninos a 200 rs. o covado ; na ruado Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Ra do Crespo
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se para fechar cootas as seguintes fazendas por
pregos muito baratos: pegas de cambraia lisa li-
na a 3#, cortes de casemira a 38500, pegas de
babados largos e muito finos a 3, seda de qua-
dros miudos a 800 rs. o covado, chas largas de
cores escuras e claras a 240, cassas de cores bons
costos a 240 o covado, organdys muito finos a
500 rs., pocas de ntremelos bordados a 320 a
vara, goliiohas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 2, bramante de algodo.com
9 palmos de largura a 1280 a vara, sobrecasacas
de panno fino a 20 e 25$. paletots de panno e
casemjra a 16 e 20, ditos de alpaca de 3/500 a
7. ditos de brim de cores e brancas de 3| a 5$,
caigas de casemira preta e de cores de 6 a 10,
ditas de brim de cores e brancas de 2$500 a 5,
cohetes de casemira de cores, esetim preto a 5,
camisas de usto brancas o decores a 2. cortes
de cassa de cores a 2, cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capss do senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muilas fazendas, tudo
muito barato para acabar.
9
i
S
5
l
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta paraba
camboa do Carmo.
Na ra estrena do Rosario n. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servigo
de ama pessoa, pegs-se bem.
No consulado dos Paizes-Baixos exislem
duas cartas de importancia para o subdito nol-
landez T. C. X. van den Brink, que ltimamente
foi trabalbador na estrada de trro.
Precisa-M de urna ama para casa de pe-
quea familia ; a tratar na roa da Senzala Velba
o. 140, ou na ra de Cadeia o. 45.
Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
dcelo e que tenha escravos e aoimaes suficien-
tes para o trafico; tambem se comprar a safra,
escravos e aoimaes, se convir ao senhorio rec-
ber em predios nesta cidade, que podem reoder
de 3:000 a 4:000 : a quem convir annuncie pa-
ra ser procurado.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem scieote ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, ficao-
do o abaixo assigoado responsavel pela liquida-
gao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriplorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do Mallos n. 1, ou-
de se recebem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesmo vapor.

seohor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Dentista de Pars
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tem agua e pos deniifricios etc.

-Ol.'.l'er tomos das biographias de
alguna poetas e outros homeus illustres da pro-
vincia de Pernambuco,#com as poesias e muitos
documentos e litnlos inditos, e d graode ioie-
resse e aprego, pelo commendador A. i. de Vello.
Em roo do autor.
Deseja-se comprar urna escrava para servi-
go interno; na ra da lmperatriz o. 18.
mt Joo de Siqueira Ferrao scientifica a
.seus numerosos amigos e freguezes, tan-
9 to deatae como de outras provincias que
mudouseu estabelecimento de fazendas
( que tinha na ruado Crespo n. 15 para a
ra do Queimado o. 10, onde continua a a
__ ler um completo sortimenio ie fazendas J
de todas as qualidades. Qp
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Carros fnebres.
Ra Novan. 63.
Agr, administrador deste estabelecimento,
grato ao publico e aos seus amigos pt>la centianga
e cooperago que secnpre tem recetado, nao tre-
pida em fazer tudo quanto esliver a seu alcance
para bem cumprir as suas obrigagoes, e conti-
nuar a merecer a mesma coadjuvago ; e como
aquillo que se v mais certo do que o que se
ouve, por isso convido aos que quizerem a vir
occularmente examinar para se convenceren). O
publico e seus amigos j perfeitamente sabem a
maneira sincera e pontual com que costuma sa-
tisfazer as obrigagoes a que se compromette.
Tem carros de todas as ordens, conforme o re-
gulameoto do cemiterio, assim como se encarre-
ga de todo quanto oecessario a qualquer en-
terro e officio aoniversario, e de stimos dias,
encarregando-se de mandar fazer e distribuir os
proprios convites, podendo ser procurado a qual-
quer hora do dia ou da noite no mesmo estabe-
lecimento.
^^^-&&&&-&&^

Attenco
Fazendas e ron-]
pas feitas baratas
NA LOJA DE
o-o >"g O
; a ~ O o o>
o-5 e -S.2^2 g-o 3
5 5 2 5 o tm
es -o
Aviso.
O arrematante da afergo do municipio do Re-
cife scientifica aos donos de estabelecimento e
vendedores de leite mel, azeite de carrapato,
milho, feijo etc., que no ultimo do corrente
mez finalisa-se o prazo das revisoes da mesma
afergo, assim como lembra-os que at esta da-
ta aioda nao aferiram. Recife, 13 de junho de
1861.O arrematante, Francisco Pedro Advio-
cula.
Aos Srs. carxeiros.
Um rapaz habilitado prope-s a en-
sinar aos que se dedicara ao commercio,
das 6 ss 10 horas da noite, a ler escre-
ver e tradozlr as lingual franceza e in-
gleza, grammatica e analise da liDgua
portugueza, arilhmetica,- juros, descon-
t, redcelo de pesos e medidas e cam-
bio : quem de sea presumo se quizer
Sutihsar dirija-se a ra do Gabug n. 8,
segando andar, do meio dia as 6 da lar-
de. Sujeite-se mesmo a ir tomar lic-
A ges em suas casas.
Mftlk
captiva para
Tergo n. 16
s
a
Precisa-se de urna ama forra ou
casa de pouca familia : no pateo do
oa ra Direila o. 101.
D-se 1:4009 juros com hypotheca em
casas terreas: no pateo da Tergo n. 19, se dir
quem d.
Quem se julgar que tem cuntas com a ga-
lera americana-^Emely Farmum, queira apre-
senta-las qtianlo antes em casa de Henry Forster
k C, ra do Trapiche n. 8.
O Sr. Parker Simesr capillo da galera jme<
ricana Emely Farmum, que segu desle porto
para Calcuta, entrada neste porto eom forga maior
depois de estar eooalhada na barra de Catnama,
precisa acerca de dez contos de ris, sobre risco
martimo para satisfazer as despezas necessarias
do dito navio, os preteodentes mandarlo as suas
propostas em Carla fechada ao consulado ameri-
cano na ra do Trapiche n. 8. quanto antes.
Galdino Ferreira da Silva declara adpublico
dto gerale com especialidade ao corpo do com-
mercio, que deixou de ser caixeiro dos Srs. Lopes
Irmos desde o dia H do corrente', approveitan-
do esta occasiao para agradecer aos meamos se-
nhores o bom tratamento que recebeu durante o
tempo qae estere em tua casa.
S52
ca
Si .1 -
aWWfffff-Hfmlflf THfffB
Irmandade do Sf. Bom Jess
das Chagas.
Tendo de haver lugar domingo 16 do corrente
a eleigo da mesa, que em viriude do compro-
misso, tem de substituir a actual na gerencia dos
negocios desta irmandade, por ordem da mesa
que termina, convido a todos os nossos charos
irmos a comparecerem no consistorio a irman-
dade, as 10 horas da manflas.
Consistorio da irmandade 13 de junho de 1861.
O escrivo interino,
Bemjamio do Carmo Lopes.
Vai praga de venda por execugao do te-
nenie-coronel Justino Pereira de Farias contra
Francisco de Oliveira Jnior & C, a armago do
deposito da casa terrea n. 14 do largo do lergo, 1
barril de vinagre, 6 garrafas de champanha, 37
libras de sabo com o abatimento da lei; no dia
15 do correte, pelo juizo municipal da segunda
vara, depois da audiencia do mesmo.
Aluga-se a loja de negocio n. 9, na ra Di-
reita : a tratar na ra alraz da matriz da Boa-
Vista o. 36.
..-Claudio Dubeux, proprietario das liobas de
omoibus scientifica a quem coovier que d'ora em
vanie, at1 ulterior deliberagao, s hiver um
omuibns para Jaboato duas vezes por semana,
parlindo do Recife as quartas e sabbados e rol-
lando de Jaboato oas quintas e segundas.
'
Escriptorio de advocada.
0 bacharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriplorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exerciejo
da sua prosso de advogado, das 10 horas ds*
manba at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer, trabalho forense nesta capital ou fora del-
la, e promette todo 6 zeloe promptido as fuoc-
coes do seu ministerio.
I48- Ra da lmperatriz 48j
H Junto a padaria franceza. 2
Eacootra-se nesle estabelecimento iim 0
I completo sortimento de roupas de diver- fK
sas qualidades como sejam : paletols de g
alpaca preta e de cores a 3$ e3#5CO, for- M
rdos a 4$ e 45500, ditos de gana* de edr 5
a 49. ditos de brim pardo a 3g60O e 45, di- ffi
8 tos de brim de cor a 35500 e 5, ditos <*
francezes a 35400, ditos meias casemiras S
X a 5$ e 59500, ditos de alpaca prea e de S
g cores francezes fazenda de 105 6J500, S
II ditos de palha de seda e laa a 3#500. di-
S tos de bramante a 49 ,e 39500, ditos de O
* casemira saceos a 13J, ditos sobrecasacos ft
K a 155, ditos francezes a 199. ditos de a- O
* paca preta francezes golla de velludo a |(S
JJ "5500 e 89, ditos de panno preto a 185, 2
H 209 e 229. caigas de brim de cor a 1$800. ff
i 2g500, 39500 o 49, ditas de casemira pre- "S
5 tas e de cores a 69. 7J500. 8$ e 109, ditas fS
Sde meia casemira a 49 e 35500, colleles S
de foslo branco e de cor a 2g500, 258OO M
l e 39, ditos de gorauro a 49 e 59, ditos S
IS de setim preto a 35500 e 49, ditos de ca- j%
S| semira preta e de cores a 49 e 59, ditos 4"
?S de velludo preto e de cores a 79.8J e 10?, ^
X completo sortimento de roupa para me- j|
** nio como sejam caigas, paletots, colle- 8
II tes. camisas a 13600, 15800 e2-5, defusto |
9 3 2500, fazendas superiores.chapeos para *"
m cabega fazenda superior a 69500, 8$500 e S
Z 109, ditos de sol para homem a 6(500, J*
jjjl ditos para senhora a 4$500 e 59, e outras me
a muitas qualidades de fazendas e roupas S
^ por pregos muito commodos. je
^ roupa por medida e para isio tem delibe- lecimento para executtr qualquer obra tt tendente a sua arte. S
Aos cavalleiros.
Acham-se venda os verdadeiros couros gran-
des e cabelludos, de bode, pretos e braocos, che-
gados ha dias da Europa ; na loja de selleiro,
ra larga do Rosario n. 28.
Vende-se a casa n. 66 da ra de Aguas-
Verdes, ha pouco reedificada por fora e por den-
tro, com oiles dobrados e quintal com porto
para a ra de Hortas, em cojo fundo pode ser edi-
Ocada urna casa, cando quintal para ambas om
cacimbi. etc. ; a fallar com o Lima, no Forte do
Mattos, que tem poderes de seu proprietario para
dita venda.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda por
prego commodo, tendo 1 duzia de cadeiras, 2-
coosolos, 1 banca de meio de sala, 1 sof, 2 ca-
deiras de brago, 1 de bitango, tendo 1 candela-
bro, 2 pares de lanternas, 2 vasos de flores Wm
redoma de vidro e alguns objectos para cima de
mesa, retratos de senhora, tantos em quadro co-
mo em caixa, retratos de catacumbas do cemite-
rio de Inglaterra ; vende-se tambera urna cama
de amarello com lastro de pala,mais meia duzia de
cadeiras americanas; quem quizer, dirija-se a
rna das Trincheiras n. 28, das 9 horas da ma-
nba em diante at ss 4 da tarde, que achara
com quem tratar,
Farinha a 1,600 rs.
a sacca.
Na ra do Codorniz, armazem n. 12 A.
Grande pecliiocha.
A 220, 240 e 260 rs.
i Chitas franceza* de muito bonitos padroes e
muilo bons pannos, pelo baratissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na ra do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
* Veode-se urna casa com dous andares e
solo, sito na ra das Aguas-Verdes n. 100 : a
tratar no piteo do Carmo o. 7, segundo andar.


()
UBI DI If fUtilflDOO. 8A1BADO T5 W JRHO DI llti.
;______________________i__________________________________________________________________ -^
Potssa da Russia e cal de
|isku
No bern conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vendar a var-
dadeira potassa da Rusaia, nova e de superior
qualidade, atsim como tambem cal virgem em
pedra ; lado por procos mais baratos do que em
eutrs qualquer parte.
9WVWWV llffBI pilDWrWfBf**
[Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na f ua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazeodas e todos
estes ss veodem por ptecos muito niedi-
cados como de seu coslume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feilos pelos ltimos figurinos a
26$, 289, 30$ e a35, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,185. 205 e 245,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 145.16$, 18.20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 a a 14, ditos pretos pe-
lo dimiauto prego de 8. tO, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecaeacados a 12,
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 45500, di-
|'tos de brim pardo e de fusto a 3500, 4
e a 45500, ditos de fusto branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 a a 4, ditjs de brlm de cores
nas a 2g500, 3, 3500 e a 4g, ditas de
brim brancos Anas a 4500, 55. 5500 e a
6. ditas de brim lona a 5 e a 65. colletes
1 de gorguro preto e de cores a 55 e a 65,
i ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
! a 3 e a 3500, ditos de brim lona a 45,
ditos de merino para luto a 4 e a 4500,
calcas de merino para luto a 45500 e a 55,
opas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
i preta ed cor a 5g, 6 e a 7, ditas ditas
de Orima 2j, 3 e a 3500. palelots sac-
eos ae casemira preta a 6g e a 7, ditos
de cor a 6 e a 75, ditos de alpaca a3,
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
149, dos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas asqualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 125. ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e multas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiale dirigida por um hbil meslre que
pela sua promplidao e perfeicao nada dei-
xa a desojar.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados
Aloja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os q.u*es est vendendo
i*>o baratissimo preco de 3. (nesse genero nao
s- pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambero bordados a 1600 e 2. Kecebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que S'Tvem de anjas as pro-
cisses; tero brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engrocado
possivel : ludo isso na ra ra do Oueimado lo-
3 da aguia branca n. 16.
Ra do Queimado n.
10. loja de 4 portas.
m
m
Calcado
graude sortimento.
45 Ra Direita 45
Qual ser a Joven e linda peTnamoucana, que
nao procure animar este estabeleciment man-
dando comprar ama botina de gosto? Qual
mi de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia pela qualidadee preco? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, qoe nao quef-
'e comprar por 8. 9 e 10, o calcado que em outr
parte nao vendido ae nao por 10, 12 ou 14?
atleodam ;
Senhoras.
Botinas com laco(Joly] e brilhantina. 5500
com lago, de lustre (superfina). 5500
> cora lago um pouco menor. 5000
sem lago superiores..... 5f000
> sem lago nmeros baixos. 4500
y sem lago de edr....... 48000
Sapatos de lustre........lJpOOO
Meninas.
Botinas...........45400
para criangas de 18 a 20. 0 39500
Home 111.
(Nantes) lustre....... lOgOOO
(Fanienjcourodeporco inteirissas 105000
(Fanlen) bererro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre). 9g0iO
inglezas inteirissas..... 9000
gaspeadas..... 8500
prova d'agua. 8J500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....; 5500
urna sola. ........ 5C00
para menino 4g e..... 35500
Sapates lustre.......... 5000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....Sj)000
Frsncezes muito bem feitos.....1500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo e do verdadeiro cordavo para botinas de ho-
rnero ; muito couro de lustre, bezerro fraocez,
marroquirn, vaquetas, couros preparados e em
bruto, sola fio, taixas etc., ludo em grande
quantidade e por pregos inferiores aos de outreni#
t
Arados americanosemachina-
ata lavar roupa: em casa deS.P Jos
nston & C. ra dif Se rzala n.4i.
@# #$ 9*mmm
Cortesde calesa 3#.g
Corte de calces de brim trancado
V muito fin de poriesimo linho, com seda
A de listras e quadrrnhos de cOres fixas
Z pelo baratissimo prego de 3 cada corte'
W na ra do Cabug loja n. 8, de Burgos
A Ponce de Len.
Attenco.
*
Vende-se um ptimo escravo bom carreiro
cozioha o diario de urai casa, com bastante pra-
4c de criado por saber tratar muito bem de ca-
vallos e de arreios : ne ra do Livramento n 22
terceiro andar. '


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Farelo.
No rmazem n. 30 da rna da Madre
de Dos, confronte a botica ingleza, ha
muito bom farelo em saceos, chegado
ultimamante, para vender as porcoes
ou a retalho.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem p*ra vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santn. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimenti
thegadoi dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood & Sons da Londres
muito propriooara este clima
Impo
rante
Aviso
Vende-se as seguintes fazendas por
menos prego do que em oulra qualquer
parte, como sejam :
Chitas rancezas cores fixas a 220 e 240
Corles de Cassa franceza a 2000
Chalys de apurado gosto covadoa 500
Camoraia de seda dito o corado a 440
Mimos do co dito o covado a 400
Chales com palmas de seda a
15600 e 2000
Camlsinhas de cambraia bordada
para bapUsado a 5000
Ditas de dita para senhora e com
goliinha a 3g50O
Chitas inglezas cores fixas a 160
Eguiode puro linho a vara a 800
Cambraia lisa muito Jia a pega a 58000
Chales de merino bordado a 5000
Ditos de dito liso a 35O0 e 40O0
Mantas de setim lavrado para se-
nhora a lg600
Meias para senhora a 35, 35O0 e 4a(J00
l)it-s para meninas a 258OO e 35UOO
Chapeos de sol de seda para se-
nhora a 3500e 4g000
Guardanapos adamascados a du-
zi a 2J500 e 3000
Toalhas de linho a duzia 000
Riscadiohos de linho o covado a 160
Cortes de brim de linho de cores
a 2500 e 2g800
Ditos de meia casemira a 1280 e 1600
Panno azul lino covado a 1280 e 1g600
Dito preto dito dito a 3500, 4 e 5S000
Cortes de casemira preta a 5 e 65OOO
Cortos de dita de cores a 4 e 5000
Corles de velludo para collete
a 1600 e 2O0O
Ditos de gorguro a lg600
Brim branco de lioho trangado a 1/000
Psletols de brim de cor pardo a 3gi00
Ditos de dito lona a 43C0
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabr,
Palelots de panno preto a 22, fatenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim de ganga, ditas de brim branco. palelots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4J,
ditosde eslamenlia a 45, ditos de brim pardo a
3, ditosde alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
peruas a 200 ra. cada urna, collarinhos de linho
da ultima moda, todas .estas fazendas se venda
barato para acabar; a loja esti aborta das 6 bo-
fas d msnha al as 9 da aoite.
Na loja de'4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de al'aiate, estando encarrea-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempeohartoda e qualquer obra que se' Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade ios
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os .Srs.. ajudantes de esta-
do maiore de cavallaria. quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prata,. tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarzadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
fonhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na roesma casa eu-
carrega-se de fazer para meninos jaqoetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos sanhores visto que nada perdem em es-
peri mentar.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me I hora dos
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszeodo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n
12. a qualquer hora. Tambem
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada. de un: aroma ex-
celentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar i ^
n agua de banho, que o torna mui deleitavel, re- (jS!
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-! ^
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem- j ;
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre- ^
cosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha |S
quando se faz a barba, urna vez que a agua cora "
que se lave o rosto tenha della composigo. Cus-
a o frasco 1, e quem aprecia o bom nodeixar
ceriamente de comprar dessa eslioiavel agua am-
breada. islo na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado o. 16, nica parte onde se achara.
Gurgel APerdigo.
|g Ra da Cadeia loja n. 23.
I RECEBERAM vestidos superiores de
5 blonde com manta, capella, saia de se-
to tim, ditos modernos de seda de cor, di-
tos pretos, ditos de phaotasia. ditos de
cambraia bordados, lindas lasinbas, fi-
S 'd, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros-
ffi denaples, moreantique. cassas, cambraia
% d cores multo superior, sintos. enfeites.
S novos manguitos, chapeos, manteletes.
9 visitas, capas moderna de gorguro e de
H fil, pulceiras, leques e extractos de san-
es dalo.
Grande pechincha.
PALETOTSSAC .OS de casemira ingle-
za a 10, ditos a 15. ditos de alpaca mais
Ona a 6, sobreeasco de panno a 20, 24
e muilo boas a 40. caigas de casemira a
9, bolinas de Mell a l e ingleza a
10, chapeos frsncezes a 8 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
Sem igual.
9 SAIAS balo muito boas de todo tama-
* nho a 4, luvas de Jouvin de todas as
2 cores e brancas pregos flxo 25500, sapa-
Jf tos de tapete e de tranga a 1280. colchas
X grandes de damasco de l e seda a 69,
j| de algumas destas fazendas existe urna
s> pequea quantidade por isso as pessoas
fg, quequizerem com tempo dirijam-se a ra
A da Cadeia confronte ao becco largo loja
$ n. 23. II
uval seto segundo.
Ns rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven- >-"-"*".
der pelos diminutos pregos as seguintes f.ienda8^'fMaa8U-asab' Perff,,amente das vlriudes
todas era bom estado
Caixas de agulhas
4 'PRIM4VER1
gl G-Rua da Cadeia do Recife--iG
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca | Sabo inglez o melhor que ha no mer-
I cado de 200 a 800 rs., aljofares bonitos
I gostos a 600 rs., espelhos pequeos dou-
rados a 800 rs. a duzia, apparelbos pa-
ra brinquedos de criangas a 1, 2| e 35
cada um, escovas para uohas de 800 a
1 cada urna, ditas para denles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 1 a
1S500 caja urna, penles de tartaruga
Tirados a 5, 6, Tg e 8 cada um, en-
feites de vidnlho a I58OO cada um, bar-
retes de dilo a l20, froco de cores a
200 rs. a pega, fitas de velludo com 10
varas a 800,15 e 1*200 a pega, esceocia
de sabo para tirar nodoas s 1 o vidro,
peotes para atsr cabellos a 1400 a du-
zia, caixas de raiz sortidas a 1400 a
duzia, cartas francezas finas a 35 a du-
zia, ditas portuguezas a 1800, caivetes
para fructas a 45 a duzia, ricas caixas
com espelhos contendo perfumarlas pro-
prias para toilets de senhoras a 65 e 85
cada urna, bahuzinhos de ditos a 5,
caixiohas de vidros com ditas a 2500
cada urna, argolas douradas a l5O0 a
duzia, dados a 1500 a bala, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ago a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para cha a 2 a duzia e para sopa a
45O0. pentes de bufalos amarellos a
45O0 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
25500 a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditosde
osso a 320 rs., ditos de louga bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phaniasia a
400 rs. a duzia, alneles de cabega cha-
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pinceispara barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carteira a 1 a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranga de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
nhora a 15 o par, dito3 de pelucia a
1500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 6, jarros com pomada a 35
o par, escovas linas com espelhos para
cabellos a 1 cada urna, agua do Orien-
te a 1 g280 a garrafa, dita de cologne a
2800 e 4, bengalas superiores de 1 a
I98OO cada urna, e muilos outros arti-
gos que seria enfadonho enumera-los,
os quaes se vendem por p/ecos os mais
baratos do que em outra qualquer parte.
.._. francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alfineles sonidos fraocezes a 80 rs.
Caixas de clcheles fraocezes a 40 rs.
Cartes de clcheles fraocezes a 20 40, 60
e 80 rs.
,. Duzia de meias croas muito finas a 2#500.
receberam todos i n'ta de ditas a 24q.
os preparos para as mesmos como aglhas.re-1 Liohas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
trozes em carriieis, linha de todas as cores tudo i Ma" de grampas muito boas a 40 rs
___'Th..<.. a__________.._!_____ um
fabricado
chinas.
expressamente para as mesmas ma-
Fazenda econmica!
Lazinha para vestido a 240 rs. o covado fa-
zenda outr'ora de 800 rs. ; Amorim & Castro
ra do Crespo n. 20. '
Armazem de fazendas.
19 Ra do Queimado 19
COBERTAS
de chita a chineza, pelo orego de l80O
LENCOES
de panno de linho pelo barato prego de l90O
TOALHAS '
de fuslo para mo. rada urna por500rs
CALCINHAS BORDADAS
para meninas e meninos a 2200cada par.
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Bramante de linho
comlO palmos de largura a 2200a vara.
Cortes de c isemira.
Cortes de caiga de casemira de cor a 5.
Chita a 220 rs.
Chita franceza escura pelo prego de 220 rs.
Lenqos, a duzia,
brancos e com sacadura de cor a 16C0 e 15800
Chales a 2#500.
Chales de merino estampados a 2500.
Eofeites de flores para ca-
samentas e bailes.
Chexou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licados enfeites de flores finas, feilos com moito
gesto e a ultima moda', sao mui proprios para as
senhoras que vio a casamentos e bailes, e ser-
vem igualmente para passeios. O preces sao 8,
10 e 12. porm quem apreciar o bote conhece-
r q>e sao baratos, e para isso dirigir-se a rue-
do Queimade, loja d'aguia branca n.16.
Thesouras Boas para unhas a 400 rs.
Oitas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sortida a 60 e 80 rs.
Pares de sapatos de tranga de laa a 15440.
Ditos de ditos de dita de algodao a 1.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alfineles finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 500 e 1.
Ditos com muito boa agua de Colonia a SSttOOO e
2500.
Ditos de Lavande amortada a 600 rs.
Sabonetes muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a 1.
Caixade folha com phosphoros a 100 rs. -
A' loja armazena-
da de Pa'riz.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazeoada de 4 portas n. 56, recebeu
agora uro bello sortimento de fazendas baratas a
saber : chitas novas s 160, 180 e 200 rs. o cov'a-
do.dilas largas-francezas a 240. 260 e 280 o cova-
do. pecas de cambraias brancas muito finas a
2g500, 3g e 3500. saias de bailo de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 3S500 e4, cobertas de
chita modernas e novo gosto a 1800, lenges de
panno de linho a 25, fitas de aigodo por diver-
sos pregos.
Vende-se um estabelecimenlo de chapeos
na praga da Independencia; a praso ou a dinhef-
ro, como melhor conveocionar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e nome em carta feicha-
da na mesma Praga n. 6 e 8 a com inicial F se
nao ae declara no mesmo annuncio o dito esta-
belecimenlo porque exislem pe^cdores pelo mallo
e pode prejudicar os interesses do dono do
mesmo.
Aigodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Agua balsmica para
tientes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que haiara procurado tal agua, e as que de
novo sequizerem utilisar de lao necessarh agua
balsmica, que ella acaba de chegar endita loja
ondesomerite a encootraro. Quem tem usado
.. perffiamente das virtudes della
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotas della em meiocopo d'agua pura, e com ella
esfregando.se os dentes, e lavando-se a bocea, os
alveja, livra-os da carie, fortifica as gengivas e
acaba o mo cheiro quando ha denles furados ': o
prego continua a ser 1 o frasquinho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado n; 16.
Caivetes fixos
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinha, bolachinhas, doces etc. a
1 cada um : na ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, o
Toalhas para raaos
a 65 a duzia : na ra do Queimado n. 22,na loia
da Boa f. '
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston 4C.
sellinse stlhes nglezes, candeeiros e castigaos
bromeados, lonas nglezes, fio devela, ohicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
im dous cvalos ralogios de ouro patenta
nglaz.
para abrir
EAU mNRL
NATRALLEDE VICHY
,9.8P..si.t. ?.* D0ilip.J'anceia da Cruz n.tl
Amendoas con eitadas
a !,$ a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em porpes como a retalho nicamente no
armazem Progresa*, largo da Penha n, 8.
sin
Cortes de meia cetemlr de rea sr, fazen-
da superior,-pelo'baratissime preco de t cada
om: na ra do Queimado n. 22 na leja da boa f.
A12#000
a duzia de toalhas felpadas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Extractos, banhas,cosnie-
tiques, e leos, de Lubin
para len$as,e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se eneootra as per-
fumarias cima do bem conhecido fabricante Lu-
bin ; e bem assim finos extractos, banbas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Con-
dray, Piver &. Bmfim quem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loja d'Aguia Branca,
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater C,
roa do Vi gario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna rariedade de bonitos traneelins para os
mesaos.
Guardanapos rara mesa
a 35 rs. a duzia ; na ra do Queimado n. fl2, na
loja da boa f.
Bramante superior. '
Vende-se bramante de linho bastante incoroa-
do. com duasraras de largura, peloiaratiaaimo
prego de 2400 rs. a rara : na toa do OueiMadn
n. 03, na loja da boa fe. vueuaado
Chales de merino
estampados a2500; na ra do Queimado n.4
na loja da boa f. '
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estrsitav de
seda, nao 16 pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de lf: na ra do Queimado a. 22
loja da boa f. '
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2*600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa .
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ba nesle genero
cife, loja n. 50.
carnauba a mais superior
: na ra da Cadeia do Re-
eobertos e descobartosr pequeos e grandes, ds
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'timo paquete inglez : em casa de
Sontball Hellor & C.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e Ovelas, o mais fino que se pode encontrar ;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 b!
Gapellas unas para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capailas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Vende-se em casa de Saandres Brothers C.
praga do Corpo Santo,, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos eommodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
escolente gostn.
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeiladas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo prego de5000
o par: na dita loia de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros ; e os est veo- !
deudo baratamente a 25000, 3000, e 4000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a 1 J50u6, caixiohas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos abineles & & a 2000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
lo.
A variado.
Madapolo coqueiro com pequeo toque de
avaria a 3500 a pega : na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
A 15,000
Ogigocom 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire: na pracada
Independencia n. 22-
Fazendas baratas.
A 4$000.
Cortes de casemira decores, fazenda boa ; na
ra do Queimado n. 47.
A 2$500.
Toalhas de linho para mesa : na ra do Quei-
mado n. 47.
A 160 rs.
Pares de meias pretas de algodao para homem:
na ra do Queimado n. 47.
A 100 rs. o covado,
Chitas pretas em retalhos ; na ruado Queima-
do n. 47.
A1#280 o covado.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se Uboas de amarello, e louro or
pregos razeaveis. H
mhikh tieaneiM oro***
lili
4 fama (rioaipha. I
Os barateiros da loja
Encyclopedica 1
DE
Guimares & Villar. 9
[ftua do Crespo numero 17.j
Becebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
Iha e oe seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, anidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, *spartilhos de molas* e muitos
outros objerlos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e m ai tos ou-
tros objectos.
Veodem baratissimo
Vendem baratissimo
Veodem baratissimo.
Quem duvidar v ver H
Ouem duvidar v ver 1
Quem duvidar vvr.
8Levem dinheiro
Levem dinheiro $
|H Levem dinheiro.
A 4,4#500 e 5#.
HCambraia lisa muito fina a 4 a pega com 81i2
varas, dita muilo superior a 55. dita tambem
muito floa com salpicos a 4j5O0; na ra do
Queimado n 22, na loja da boa f.
v.ende-se urna machina de costura
patente por barato prego : a tratar na ra
estrella do Rosario n. 12.

Grosdeoaple preto, fazenda boa ; na ra do
Queimado n. 47.
A 2$ ocovado.
Setim maco preto muito bom : na ra do
Queimado o. 47.
A 2,200 rs.
Cortes de gorguro de seda a de cores : na ra
do Queimado o. 47.
A 4600, 4^800 e 50200.
Pegas de madapolo bom : na ra do Queima-
do n. 47.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
Loja das % portas
EU
Em frente do Livramente
Lnvas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 226 tw*______ j t j
rs. o corado, ditos estreitoscom muito bom pan- ^,,t0 e,n CaiXaS del QUZa.
DO a 160 rs. o cavado, cassas de
-------------,------------ cores seguras a
x rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 24
bnmzinho de quadrinhos a 160 o corado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
uas largaras a 640 a vara, lencos da cassa pin-
laoj* 1*0 cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covido. fil de linho preto cota sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
800 re o par : a loja est* aberla daa 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca retobeo prximamente
um novo e lindo sortiaaewto de cascarrilhea de
seda para eofeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e larguras, e eodlo sempre as est ven
Asado baratamente a 29. 8,4 e 5} a pega, preces
estes que em nenhuma outra parte se acaam, e
s 8im n rna do Queimado, loja d'aguia branca
onumer 16.
@<
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
Oil
ir
A loia d aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 1500 cada urna ; a ellas, antes que
se acabem, pois so as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavillos, proprio pa-
ra familia por ser bast&nte largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sern
machucarem.seus vestidos e nem que-
brarem seus bales, para ver e exami-
nar na cochena do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellente casa terrea com so-
tao na cidado do Aracaly, sendo na melhor ra
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel 4 Irmo, e nesta na rea do Cabug loja
Farinha de mandioca, a me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato i vista da sua superior qoali-
dade ; no arn-azem de Fragoso & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18. defroote da guarda da al-
fandega.
E' muito barato.
Ramos de flores Boas proprias para enfeites de
cabellos, para ornar vestidos, chapeos, etc. etc.,
pelo diminuto preco de 1>500 o ramo!!! u
ra do Queimado n 6, primeiro andar, casa de
cabelleireiro
J.Praeger&C.
em liquidaco.
Na ra da Cruz n. 11,
vendem,
25 quartolas vinho de Bor-
deaux de differentes quali-
dades.
Agua de Selter* da Fonte.
Vinho do Porto em caixas.
Dito Xerez em ditas.
Cognac fino [pal brandy.]
Sardinhas em i\i e 1$ latas.
Presuntos de fiambre.
Champaha nova.
Chocolate francez.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de corea eacuraa e tese a iaita-
eflo des de Itabo a | a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, as loja da boa l.
Azeite de carra pato 480 rs.
a garrafa,
caada a 3,00 ; no armaiea da estrella,
largo do Paraso a. 14.'


OUUO D MUMMKOl SitfBADO 1 0 JONHO M iMl.9
.
Chapeo* de sol de Mda a6#.
Veadea-se muito bons chapeos de so! de seda
com cabo de caona, pelo baratissimo preco de 6
toa fe" '' "* '"* A variado.
MadapolJo largo e fino com pequeo toque de
arana a 3|300 e 49, dito muito fino a 51 a peca :
n* ra do Crespo o. 8. loja de A portas.
Attengo.
Ha ra do Trapiche n. 4, em casa de Rostroo
Kooker & 0., existe um bom sortimento de II-
f w de cores e Dranc wd carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoareia.
Farinba
a 2,000 re. sacca.
Chegada ltimamente do (laraahao ; vende-se
no armazem da ra da Madre de Deus, n. 4.
Tarlatana.
Vende- JerUtaaa branca asuito fina com 11/2
?aria de largura propria par* vestidos, pelo b*r-
lissjplo pr5o de 800 rs. a vara : na ra. do Quei-
mado n. 52, na loja da boa f.
Fideliotio superior.
Vende-se superior fil de linbo liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 2
loja da boa f. '
P
na
DESTINO
DE
Jos Das Brando.
5Ra da Lngueta-5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior roanteiga'ingleza a la a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a lJMOO, pas-
sasaooO, conservas ingieras e porluguezas a
00 rs., aletria.talhatim e macarcao a 400 rs. a
libra, loucinho de Lisboa a320rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 1400, cerreja branca a 500 rs. a gar-
fil^.5*? auzia diU pre" O rs. a garrafa e
oJWUU a duza, tanto em garrafas como em meias
ervilhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lata
spermacete de 4. 5 e 6 em libra por preco mui-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fioo
fvelho) a IjtfOO rs., vinbo de Lisboa eFigueira a
>60 rs. a garrafa, vinagre branco a 3S0 rs. a gar-
rafa, e oulroa muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
donho aos fregueies (Dinheiro vista.)
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente, a qual
per sua frescura e bondade se tm tornado esli-
mada e preferivel; assim como o Qno e cheiroso
oleo philocome. Estes e outros objectos que dita
loja recebe de sua propria encommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que efles se
nao confundan! com os falsificados, que por ahi
lia, todos os frascos teem um rotulo dourado que
dizLoja d'Aguia Branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
n
FUNDIDO LOW-IOW.
Raa da Seoialla Nova n.42.
Nesta astabelecimento contina ahaverum
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito,
*^*
Vinnos engarrafados^
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Grava econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
nlinhos de louca a 640 e 800 rs cada um. A su-
periondade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, eser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de aova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se um sellim com pertences, tudo
em bom uso, para montara de menino ; na ra
Nova, casa da esquina n. 69, taberna.
Vende-s a dinheiro ou a prazo a loja de
miudezasda ra do Crespo n. 3 ; quem a pre-
tender, dirija-se a mesma que achara cora quem
tratar.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto & venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno srmazem dosSrs. Travasaos Jnior
4 C.%na raa do Amorim n. 58; massa amarella,
caslaoha.'preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricat. I*o mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Vendem-se lionas de roriz em porco e a
retalbo, e por menos do que em outra qualquer
parte ; na ra da Cadeia do Recife n. 50, pri-
meiro andar.
Vendem-se dous carros novos. de conduzir
gneros da alfandega, os quaes sao muito bem
construidos e de volia inteira, proprios tambem
para conducho de assucar e outras raercadonas,
da estacao docaminho de ferro para onde se qui-
zer, com 1 ou 2 bois ; na ra da Imperatriz n.
zd, serrara.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
19, cortes de casimiras Anas de cores a 4y, fa-
zenda propria para o invern : na loja das' seis
portas em frente do Livramento.
Apa ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, alce frasco : na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sahir dos prelos desta tvpographia
urna nova edigao do mez meriano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Peoha
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicao, modo de visitar o lauspere-
nedo santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. r
Eerragens e niiudezas.
53Rua Direita53.
O propnetario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joao. que por sua barateza e
bem acabado gosto. er nao ter rival nesia praca,
rico sortimento de facas, garios e colheres de to-
das as qualidades, e pregos. meias fioas, espin-
gardas, ferro da Sueoia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se urna taberna nacidade de Olinda.
ra dos Quatro Canto, com poucos fundos, pro-
pria para um principame que qeeira principiar
sua vida ; quero pretender, dirija-se a meara*
taberna que todo negocio se far, visto seu dono
nao peder continuar por falta de saude, e sendo
peesoa do Recile que a pretenda, pode dirigir-ae
raa do Nogneira. taberna o. 49; s se flanes
que para fazer negocio naquelle lagar, urna das
primeira.
ileressante,
Urna mnlatioha de 8 annos .propria para pre-
sentiar orna menina, 1 escrava crioula, idade 20
annos, insigne eogommadeira, de figura nao vul-
gar, conducta compiehensivef, 1 muleca pega de
idade lannoa. 1 escrava de oago de 36 annos,
a melhor quilandeir, por 700$. 1 dita excellen-
te cozmheira, 2 escravos pegas de idade 20 an-
nos, 1 escravo de 40 annos, de hoa con-iucta,
muito robusto: todos estes escravos se do a
contento, e afianga-se suas vendas e os pregos
commodos ; na ra das Aguas-Verdes n 46, se
dir quem os vende e o motivo por que.
Sintos
Vendcm-se sintos com ricas fivelas para senho-
ra e menina a2g, tas e fivelas para cintos, ban-
dos de dina para marrafas a 600 rs. : na ra da
mperatriz, loja da boa f n. 74.
Isaac Esnaty, na ra do
Crespn. 16, 1- andar
tem para vender nma porcia de cuteltria de
charquear de ns. 5, 6. 7, 8. 10 e 12. ltimamen-
te vinda de Liverpool, sendo de muito boa quali-
dade e por pregos commodos a dinheiro a vista.
Trina.
Na ra do Queimado n. 6 por baixo da boneca,
vende-se trina do Porto de boa qualidade, che-
K>da ltimamente, a 420 rs. larga, a 200 rs. es-
lreita, o covado
gRua do Crespo n. 8, loja de
4 portas, admira a pe-j
chincha
Laa para vestidos fazenda que 1
outr'ora custava SliO rs. o cova- do vndese a 2i0 rs., dao-se M
amostras com penkor.
Mi1, iii..-.fe 9&&&>%&m3 sea
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
ouurs cada uro : na ra do Queimado, lja d'a-
guia branca n. 16.
Arcos para saias abalo.
Vendem-se a 160 rs. a vara ; oo armazem de
Pomada franceza
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
rua do Ca tugan. 1 B.
Vendem-se maaainho de coral asuito fino a 500
re e masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
.Jfe*r* Palmatorias de lati para velas a
Sa"WC-nd",Unmai6.MrUa Q> >* *
E' de graca.
aoepo,cr.D-2t'naiojad8bo'f: ^-fS
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
lift
MTk FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO !
DI i
[Fazendas e obras feilasj
A
LOJA
E ARMAZEM
DE
iGes k Basto
%
NA
Kua do Queimado
n- 46, frente amarella.
Conatantemente temos um grande e va-
cado sortimento de aobrecasacaapretas
de cores muito fino a 26$.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5J : na rua
na loja da boa f.
Queimado n. 22,
do{
s
i
i
a
60 rs
Taixas.
Na fundigo da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sortimento de taixas
nho, fabricadas com todo o cuidado.
para enge-
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serupre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. *.
Cera de carnauba
Na rua da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
vindo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aos seohores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Algodo da Baha
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no escriptorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muito pro-
pria para saceos de engenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
S na loja de fazendas da rua do Cabu- S
ga n. 8, de Burgos Ponce de Len, se es- S
t vendendo comesliqne a 60 rs. cada H
pao excellent para alisar e lustrar ca- t
bellos. i|
^mmi eme ^mm^amn
Gdes & Basto,
Rua do Queimado n. 46.
Recebeu ltimamente um completo sortimen-
to de luvas de pelica de Joovin, de diversas cores
e esto vendendo a 2) o par.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est recen (emente pr-
vida de um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcalcoro franjas e borlas
outros tambem de torcal de seda eofeitados com
aljofares de cores e borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, lodos elles de um apurado gosto e perfei-o
os pregos de 8 e 10 sao baratos vista *das
nPrasli al?m des,as quolidades ba outras para
J9 e 4JJ: isso na rua do Queimado, loja d'aKuia
branca n. 16. 6
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mu perfeita e bem eofeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo preco de
o, oiuguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16
A 12,oool
1 cada um. 2
^ Chapeos de seda brancos e de cores j
^ para senhora : na rua do Crespo n. 17 W
S? loja de Guimares & Villar. S
Gangas francezas muito fioas com padres
oscuros a 4S0 rs. o covado : na rua do Queima-
do n. 22, na loja da boa f.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs Radway & C, de New-York Acham-se
venda na rua da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueces completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se'oo-
de procurar a molestia que se deseia
quaes se vendem a lOOO.
curar, os
r,..-* oe -.uto. mynu iUU
a S & 9$fioia.i0* ">*<> pannos
20$, 22S e 24S, ditos saceos preto dos
mesmos pannos a 14$, 16 18$, casa-
cas pretaamuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casennra da core muito finos a 15, 16
t hSl.?accos das mesmas casemi-
r.a.lOg 12 ei4fi ca,c prel de
casemirafina para homem a 8, 9, 10#
e 12, ditas decasemira decores a 7}j,8,
e 10, ditas de nrim brancos mui
flaa a 5j e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4g e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
da ditos de corea a 4$500 e 5, ditos
branco sde seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes debritn branco e d
'***? 3*> 3,t500 e 4* dilos de core a
23500 e 3, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasacoa 7J, 8 e9
colletes pretos para lulo a 450O e 5'
cas pretaa de merino a 450 e 5, pa-
, I etots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 88, muito finocol-
lates de gorguro de sedade cores muito
boa fazenda a 3800 e 4g, colletes de vel-
| ledo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
l para menino sobre casaca de panno pre-
| tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de :
i casemira sacco para os mesmos a 6500 e <
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 j
13500, ditos sobrecasacoa a 5$ e 5500, I
! calcasde casemira pretas e decores a 6,
6500 e 7, camisas para menino a 20
i a duzia, camisas ingleza* pregas largas
| muito saperiora|32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina deal-
f late onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Bolachinha ingleza
a 160 rs. a libra.
Vende-se a 160re. a libre, 3*200 a barriquinae.
da mais nna que ha no mercado, aflang.ndo-ae
a boa qualidade, manteiga ingleza flor a 800 rs.
el pista e pain?o a 200 rs., nresonlu e loucinh.'
muito novo a 320. loucinho de Santos a 240 cer-
neja cobrinb. a 500 rs. a garrafa: na rua d
Ctuzes n.24, eCuin. da travessa do Ouvdor.
Sitio veuda.
,.Xe? Se "m ,ili0 em SaDla A*"". te"lo boa
casa e-om c.nco qn.r.os, duaa sal*s. sal. de j.nt
ar, etc.. etc., estribara para seis cavlos, ruar-
los para ser.enles, etc.. baixa de capim, excell
lentes frocteiras. cacimba com boa agua para be-
ber e tanque para baoho : os prelendenles po-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
da e hora e para tratar, dirijam-se Saundere
Brothers 4 C, praSa do Corpo Santo, o. 11.
Vendem-se tcqbes das companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
Santo U,lierS Brthets & C P"?" d0 CorP
Opiata ingleza para
denles.
A loja d'aguia branca acaba de reerber de sua
propria encoromenoa a bem conhecida e provei-
losa opiaia ingleza para denles, cuja londade
apr.ciada por todos quantos della tem usado e
ser mais por quem quizer conservar assenaives
emp.rf.ito estado, a**im como a altura des
denles; rusia cada c.ixa 1}SOO, e por lal breee
s d.ixaiao de ronprar quando a nao acharen
do'n" 16 J* 88U'a branca- na rua d0 Queima-
A16^000
Os mais ricos charcos de velludo e de seda ri-"
nT Hnd0- para 8eDhos. pelo dimiDu.
lo preco de 16 ; n, rua Queimado n. 39 le-
ja de 4 portas. '
A 8^000.
Chapees de caslor branco. fazenda muilo boa
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 81
cada um : na rua do Queimado n. 39, loja de 4
Attencflo.
Na loja de fazendas n. 38 da rua do Livramea-
to. em frente a torre desta igreja. esta-se
mando fazendas por todo o dinheiro:
tambem a rica armaco dessa loja.
- Vende-se urna preta de meia idade, qne co-
zinba e lava de sabao ; na rua das Cinco Ponas
numero 54.
Capellas.
19Rua do Queimado19
Ricas capellas de flores de laranja, pelo bara-
tissimo preco de 5$ cada urna.
quei-
vende-se
Escravos ugiofc
Lindos cabazes
de palhafina,oucestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se acharo mui lindos e fr^TnsTnalheaT^'V^ 6 UH\ '
-- Fugio no dia 28 de abril do correte anno,
| do engenho Floraricn, um escravo de nome Vi-
, cente, crioulo, nem baixo e oem alto, regular
bastante barbado, grosso e fornido do corpo!
1 olhos apitombados, tem falta de um dente na
quem coxila, com a cabeca para frente
mesmo para costura de senhoras, e cusUm 4 e 5, numens*' i!!,?!8. de '****' v,?wo maS
.. h.,..i..; t .;... a. L.-r.;.:. *lr?r 0" menos, levou com sigo um cavllo cardo
feitadas, propras para as meninas de escola,
da perfeigao e bom
vermelho de cangalha, e um camarda forro de
visinha ao grande edificio que se est fazendo
para o gymnasio provincial : a fallar pela ma-
nha at as 8 horas, e a tarde das 4 em diante.
ARMAZEM PROGRESSISTA
=VSSc
#'0
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
lu
DUARTE ALMEIDA & SILVA
:>"*:
ARMAZEM
vantagensao publico, nao s na limpeza e asseio com ana Ta^n^-^aSTJLrZ^^.?1? y WWhleeieilUil offereeam grandes
propr.etar.os mandaren vir parte de seus gneros era direilura, aOm de to*m*mZlu^lt P S' ? qU6 P"a 'SS reS0'veram 0S
bl.co urna vantage* de menos 10 por cento do nreco nJn ZZZ.! S^2^^ ^ *^ H*- offerecer ao pu-
BE
DE
[uim Francisco dos Santos.
40RIADOQIEIMD0401
Joaqi
^uloFerre.ra da Silva; o primeiro na razo de Duane&Souza, eaeguado nadi Dwrt Al-" qU' ,Me-Gome8 de Souza- e0 Sr-
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nest6 estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40#, 355 e 3;000
Sobrecasaca de dito, 358 e 3U$00
Palitots de dito e de corea, 35#, 30{>,
25S0OO e 20&000
Dito de casimira de cores, 229000,
ta, 12 e ajooo
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 950OO
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 9, 7$, 5{J e
Ditos de brim de cores, 5, 4*500,
4S000 e -..
Ditos de bramante de linho branco.
6S000, 59OOO e
Dius de merino de cordo preto.
159000e F *
Calsss de casimira preta e de corea,
29.109, 99 Q
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco
58000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 92 e
Ditos de casemira preta e de cores
lisos e bordados, 69,59500,59 e'
e de eores,
118000
89000
39500
39500
39500
4J0OO
89000
6C000
49500
29600
35000
Ditos de setim preto 59OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 e 50000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 75000,69OOO e 59OOO';
Dilos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, I56OO e I528O
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2300
Ditas de peito de linho 65 e 3oOOO
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 2$500, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OO
Chapees pretos de massa, francezea,
formaada ultima moda 105,89500e 7g000
Ditos de feltro, 69, 55, 49 e 49000
Ditos de sol de seda, inglezes e
ranceies, 149,125,115 7*000
Collarinhos de linbo muito finos
novos feitios, da ultima moda #800
Ditos de algodio 9500
Relogios de ouro, patentea horl-
sontaes, IOO9. 90, 80 e 7000O
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 405 309000
Obraa de ouro, aderemos- e meios
aderecos, palseiraa, rozetaa e
anneis
Toalhas de linho, doria 129000 a IO9OOO
aus estab^iraentos tero denhera/o^antirra E!2SZXL^T2*!&J!*> f *>**- f W**i -editaera
que pode mandar suas encoramendas, mesmo por pessoas nanea nraii! m nT,X ? T, armazens, e ass.m j poder ver o publico
se vi^ra pessoa.mente, na certeza ie nunca SffSnB'entSJSSfe 7JSTE2SZZ1 ^ "* ^ TS =
todos os senhores da praca, senhores de engenho e lavradores que msndem ao meno 'uas =JS^S *? '?*" T ~^ Pedimos
decontmuarem, poisque para isso nao pouparo os proprietarios forcas para inZSL^S?*/ pnme.ra vez, afim de exper.manur. certos
aba,o transcrevemosaIgumasadis5es de nossos preoS, Ppor onde ve? oPpub,ico ,^^3^^!!^^
^xStecVfrALS?7specia!,?Dl?esco,lhiJdaa 80rs SaSmSmo m d5merca ,aJ'2Vs"a,ibraea700rs-erab*"" eos.
53^^^^^- ^ "" 56 *por ,ibra e iD,eiro a 460 rs>
yUElJUj DAS ILHAS v.ndos a primeira vez ao nosso mercado a 700 rs. e nteiro a 600 rs.
vindo ao nosse mercado.
tASwl^V^0^ Vnfeu Ultim paquele a m00> tambera tem r>nd PS5o de 19600
5 SSf'rPi'f SF B^A oedvar^'nlia^ ^ nova do mer'cado a 1450.
que^o Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1200 a 1300 a garrafa e a
o que baratissimo vista
nsto de taes obras, as quaes se vendem em dita nm'^Ja^T^^u't^m":V" '.orro ae
loja d'aguia branca, rua'do Queimado n. 16. | ^Z^^ZS^o t^T^oT.
Vendem-se pombos de bonitas cores e de andr- lem os olhos brancos, os ps de reDolos
boa raca; na rua do Seve ou Unio, casa n. 16 i mslle't0.f. arquea muilo as peroas para traz e
tem de idade 22 annos. pouco mais ou menos:
paga-se generosamente a quem o pegar e leva-lo
no mesmo lugar, assim como se protesta contra
quem o tiver occullo.
Fugio da casa do abaixo signado o escra-
vo por nome Thomaz, nar.ao crioulo Qlho do ser-
ao de Moxolho com os signaesseguintes, com os
dedos da mao direita aleijados, por ter sido ma-
chucado em urna maquina de padaria; bonita
ligura leve bexigas a dous mezes, lera denles al*
mados pouco signal de barba representa ter 24 a
26 annos de idade, julgase ter ido para o dito
tugar por all ter seus prenles, e por que j fot
visto o anno passado, quando fugio a piimeira
vez, portento pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu seuhor na rua dos Pescadores n. 1 e
padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jariolho de M. Rezende.
_ Fugio do engenho Serrara em JaDoaiao, no
jan doJlorreDte mez, o escravo Pedro, crioulo.
de 20 a 2z annos de idade, cor fula, baixo, um
pouco grosso, rosto um pouco descarnndo e ps
pequeos, carreiro, provavelmente ter procu-
rado algum engenho, i-iculcaodo-se de Ime, ou
a estrada de ferro : quem o apprehender e lva-
lo ao engenho aeima mencionado, rec*ber de
seu senhor, abaixo assignado, urna boa gratifica-
cao.F.lippe de Souza Leo.
Escravo fogido.
Do poder do abaixo assignado fugio no dia 2
do correte urna escrava mulata de nome Valeni
lina, que reprsenla ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
fsga dos olhos. estatura regular, cabellos cara-
pinhos, levou vestido de chila escura e chale de
merm azul; tendo o abaixo assignado havido
esta escrava por divida na comarca do Limoeiro
uppoe aue procure essa direcgo, ou a serra d
Passira, onde natural : roga, portaoto, a todas
as autoridades poiiciaes e capites de campo a
appreheodam e a entreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, rua do Queimado n. 4S
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Fugio no dia 8 do corrente, da padaria do
Sr. Amonio Fernandes da Silva Beiriz de rua do
Pires, o escravo crioulo de nome Silvestre, na-
tural do Maranho. de idade que representa 20
annos. magro e de cor bastante preta, levou ca-
misa azul e caiga de algodo americano de lis-
tras : roga-se as autoridades policiaes e capitaes
de campo a apprehenso do dito escravo, e lva-
lo a referida padaria, ou aos seus senhores Fer-
reira & Martins, na travessa da Madre de Dos ?.
10, que sero generosamente gratificados.
Attenco.
(estes queijos sao os da melhor qualidade que tem
a 2060.
VINHO EM GARRAFAS; Du
139 a duzia.
kSHS^^'^^^^^ "a "tt d8 u"a ",,M0 d-du,s ,ib'as-
VP "-.......8500 a ,000 a duzia.
BANHA DE TOMO REFIADA "^ """^ ""^ ** '* 8 3*8
CHARUTOS
e a relalho suspiros a iO rs.
n ur. Aa P e" VINAGRE PiTRn nlrSSSa ??S a 5 ".' a ga:rhfa e 6?5000 a duiia d branci>-
SzmfnS?p5JnSASC4 DA G01^- a ,?> e em P"55o a 900 rs.
COGNAP .J r! D 80 rS< a g"raa 8 m a 12 8"af.
ODBOS PrIth 2 *"* ,emL0S M merCad a mQ a ,"fa a im a duzia.
GLehra np m 11 na" "^qU6"" D m"*d0 a 65 "' a Hbra e Dteiro a 600
PALITOS 11?*hnR A "J64 n' frasc0 m a fr*Iueira cora ,2 *"*<>*
palitos no rA7ra S^08 mais bem fei,w que ba no mercad0 a 28 ma-
fl/iViVc M ma'S B0Va8 e melbors qe tem'vindo ao mareado a l20O e barril.
ixuyuib sem avaiio, os menores que v.eram este anno a 7?W00 a caixa e 200 w. a carta. *
Aiem dos gneros annunctados encontrar o publico uta completo sortimento do todo ndente a morbados.
Acham-se fgidos os escravos seguintes: Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
estravo do Sr. Dr. Magalhes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e at troca
algumsa palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domiogues: Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga ne
rosto, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. vlsconde do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr deserabargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
signan de bexiga no rosto, falto de denles na
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mogo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoaQo de Agua-Aze-
da as immediaces de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Helio Peixoto, sub-
delegado de Garanhuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de dentes na frente, nsa
constantemente de cinturacao desoldado atado i
cintura ; quem apprehender os ditos escravos o
qualquer delles, e os entregar s seo seuhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous rmeos na
freguezis do Puco da Paoella, oo ao Sr. adminis-
trador da osea de detencao, no Recife, sera gra-
tificado de seu trabalho com generosidade.
Jos Cesarlo de Mello.


**
(8)
atll *itm

WAIiO 01 rEllUBBUCO. SABBADO 5 t* JMHO E 18fl.

Litteratura.
A'
LEGENDA f^
llearique du Bult.
V
Contiouagao.)
intelro ser o paiz do trabalho da elicidade
para tolos. Nossa palsvra de ordena e de uniao
ser : Gloria Deus! Quaoto ao successo, elle
est em vossas mos. n
Um tiro de pega estrondou. O telegrapho ele-
trico vibrou eos toda* ai direcge. Tima com-
panhta de carpinteros correu copa o roachdo em
punho tomar posse de um pequeo bosque.
v uuumuu.v": ; i queise eitendia ao p da collina oe Haatptgooo,
?LZeJIel . j r .. c au iuui u* uua fu Viro ID uUMl u boraada de franco f.Mam-se notar pelo br.lho Ue8 COBpanhiaMs de pedreiros. Urna secco do
<1i> eoiis u Antis flA catira hr Ktii a *.\mt\ itnrn .r r
de seus utensis de cobre brilhente como ouro.
Sua maita profunda preceda os. marcineiros, com
telegrapho foi por os oes conductores, destinados eseada.
comecaram o seo trabalho. Em breve viram-se
seus uniformes brilhaotes correr peto* vigjmeo-
toa de (erro, que se estabeleeiam olhos-vis-
tos. Pelos cuidados dos terraplenadores desenlia-
va-se um jarditn magnifico baixo do templo,
que comegava a reluzir ao sol. Os pedreiros
davam ultima de-mo 4 eseada.
Tropa* de mulheres (razian flores. Os reg-
mentos, cobertos de p, com as ferraraeotag. sojas,
com os rostos eiuporqlhados, vollaram do
trabalho e reuniara-se na praoicieperto da
/
por em comrounicaco os trabalhadores em-
seus uniformen escuros ornados de verde, cojo! pr dos com ^0 eXMCll0 ,. M ,8l0ll
eqmparaeutu singular attrah.a a alleucao. Cada JJ vjo ma muslca [renla .g^,^, ait
compaobia compunha-se de uma offletua com-, junl0 do m d balslha.
pie a. As lunumeraveis ferrameutas eram re- A re9slecla dM velhi8 pared>s foi^,,is lott
partidas por cada trabalhador, sem Higa, sem [ Q0 se suppUDna. Treg coropanhias de
erubarago. e do maneua a poderem ser reunidas pe0reiro9 tveram de ir aiudar os ouiros e activar
e disposlas em um instante. Estes dous regt- demol5ao. 0i pinnoJa de aur0 comegaran. a
menlos muito numerosos eram commaodados desaDar. mas por de ,rai dog IuurS batidos
por um gravador de reconhecido metilo que ti-1 eievavan).se oulras paredes. Tinha-se calculaao
nha sob suas ordens commandanles de batalboes que a8 pedras provenientes das deoiolices aer-
dislinctos. Elles formavam s por si uma bn-| verlam enlulhar as escavages e sublerra-
gda. Quasi lodos estes soldados veem das fio- neog do selho cttM]o e 0 eniaoto j ellas eata-
resias dos Vosgos, onde seus machados abaliam j TaDJ cheiase ascaligas eululbavam anda o lugar
pinbeiros gigantescos. Suas louras cabelleiras
desciam-lhes aos largos hombros.
Fallar dos trraplenadortis e de seu uniforme
escuro lembrar os servidos, que elles prestaran)
Das ultimas iuunJacoes. Por toda a parte sua
presenta parou os progressos do flsgello. Assim,
iespiram um respeito, cuja for^a augmentada
pela sua simplicidade e calma.
oude eria levaotar-se o templo. Oquefazer? A
menor demora ia decidir da sorte do da. Os
regimentos de pedreiros, ciosos da gloria reser-
vada aos serralheiros, nao viam sem prazer este
obstculo imprevisto.
O Sr. de La Crenelee conheceu que o successo
tornava-se duvidoso, e em um instante lomou
uma resolucao. O telegrapho fallou. Os alum-
Os ferreiros, trazeodo sobre as espaduas suas nos-engenheiros parliram galopo, trazendo or-
Testes negras e vermelhas, deixam ver aeua pe-, dem para construirse com as demolices do
tos cabelludos, seus msculos salientes. Liles C8Slen0 uma ,mmensa escadj que conduzisse do
brrndem pesados martellos e sao dispostos por caste|i0 a planicie.
compenhias ao redor das forjas.
Mas o que direi do prodigioso quadro ofTereci-
do pela segunda liuba, composta dos dous regi-
Um movimento geral comecou. Os regimentos
dos pedreiros volteando a collina direita e
esquerda nao tirdaram em coroar o lugar ataca-
menlos de serralheiros, do regimeuto dos pinto- > ao quando os ierrapleDadores vieram passo de
res, do regiment dos vidiaceiros. e do baialhao carga al8Car de frenle> A di?siao das carrocas
i0Je !f.^a.r9S PB Cm SU8S companhla8, com a msica na frente, correu trote para aju-
i dar a manobra dos terraplenadores. Estabelece-
' ram-se os ionios de cal, eos talhadores de pedra
de serventes?
O' lindo paiz do Meio-dia
gres flihos l esto as filoyas desses habis ser-
ralheiros, esses valeotes operarios, que soube-
ram conquistar tanta gloria as novas emprezas
da industria. Elles parecem ser verdadeiros de- I briram-se'd^gToria FevVnlaudo no "rneio do tra-
Qe" balho. as demolices, os planos da vasta esca-
' du. Um desles bravos mancebos foi ferido no
vieram pdr seus cizeis ao servico dos pedrei-
ros. Esta manobra execulada com ardor e pres-
teza foi magnifica. Os alumnos-engenheiros co-
li ii. Elles teem a barba comprida, semblante
trabalhador, inlelligente e meigo, e o brilhanle
trem de ferramentas, de que sao carregados, tor-
nuu-os a tropa mais popular. O dia seguate la
dar-lhes occasio para um novo triorapho.
Quanlo aos pintores, com seu uniforme branco
e sul, quanlo aos vidraceiros, com o seu asul
claro e cor de rosa, sabe-se de que sao elles ca-
pazes sob a direccao de seus intelligentes chefes.
Por que nao podem estes corpos ser submeitidos
uma disciplina semelhante doexercilol Atraz
de lodos est estabelecida a diviso das espin-
gardas de cada regiment, a secgio da gente de
carroca com uniformes asues vermelhos.
O esquadrao dos locomobis,essa nova inven-
Cao que prestou tantos serviros industria, idos-
tra-se em toda a sua belleza. Regoeija-le, ve-
li.o Homero, novas maquinas foram achadas para
novas guerras, e uma nova poesa vira celebrar
novas grandezas !
O esqoadro branco, edr de violeta e d'ouro
dos alumnosengeoheiros veio na frente do Sr.
de La Crenelee, que chegou acompaohado de
um estado maior de a~rchitectos e engerfheiros, e
seguido de um esquadro do telegrapho azul o
cor de perola. O Sr. de La Crenelee trazia o
uniforme de coronel-general dos serralheiros;
Salan o de coronel dos ferreiros; e mademoi-
selle de Hautpignoo trazia um toilette encan-
tador.
A' medida que o estado-maior passava em
frente de cada regiment, toca va a msica e os
trsbalhadores entoavam um canto de trabalho. O
Sr. de La Crenelee sabia usar de palavras lisoa-
gc-iras e amaveis para cada um de seus olBciaes
cobertos de feridas recebidas no trabalho, ecu- !
momento em que plantava a primeira esta-
ca. Mademoiselle de Hautpignon pregou com
suas proprias mos do peilo do joven uma deco-
rarlo bem merecida.
O velho caslello nao p6de resistir s bateras
elelricas, que como um raio fazia saltar as pedras
immensas. O lugar licou desempedido e todos
os pedreiros passaram-se para a conslruc:o da
eseada.
Eram oilo horas e meia da manhaa. A pri-
meira batalna estava ganha.
Operarios 1excamou o Sr. de La Creoelee,
eat concluida a obra de deslruico. A obra de
recoostrueco val comegar. Vos triumphareis
anda porque sois os primeiros soldados do mun-
do :os soldados da industria !
O peloto de impressores, que acompaobava o
estado-maior, foi encarregado de reproduzr es-
tas palavras, bem como um plano do momento,
que ia levantarse. Este momento devia ser es-
pacoso e ornado com pronsao; de um eslylo
I iiteirameute novo liuha elle a simplicidade dos
[monumentos aqligos, a delicadeza e a grandeza
I do esljio golhico e a graga do eslylo mourisco.
A seguoda linha do exercito cntrou em movi-
i ment. Os dous regimentos de serralheiros, com
! a msica na frente, deslaram diante do Sr de
i La Crenelee e marcharan! para o tr3balho. Os
ferreiros os seguiam cantando.
O dia depende de vos, meus filhos llie
diz o Sr. de La Crenelee.
Hurrahs responderam a estas palavras. E os
quatro regimentos tomaram posicoes sobre a
Collina.
Os terraplenadores poseram os trllhos do
jos pellos sustentavam numerosas decoracoes pe,iueno carainho de ferro, que ligava o campo
^".""A^"?!!!?.1".0..^!!6 aebatalha fuDdicao, e as locomotivas trouxe-
ram as immeosas pegas fundidas. Os lucpmobis
icdustriaes.
excrcito de mil cores resplandecendo na plaDi-
cie e animado de um grande amor por seu
chefe.
Depois da revista foram as tropas descancar em
quanlo os ofliciaes superiores formavam um con-
selho de trabalho, presidido pelo Sr. de La Cre-
iieiee. O plano era cheio de audacia e oe gran-
deza. Kodolpho o tinha concebido em um mo-
mento de enthusiasmo sob a iospirago de Uaria
e de Satn, e para a maior gloria de Deus.
Aos pnm-eiros claroes do dia todos estavam de
p. Cornetas e timbores reliniam pelo acam-
pamento. Os chefes do exercito vieram receber
as ultimas ordens,
Senhores,diz-lhesde La Crenelee,vamos
outra vez encontrar-nos diante da barbaria, da
ignorancia e da miseria,nossos encarnigaoos
nlmigos. Sempre os temos vencido ; peosai no
passado, e este dia ver um novo triumpho. A
ultima cidadella da preguica vai cabir. O valle
assobiaodo e gallopaodo vieram prestar aos guin-
dastes, que serviam para icar as pecas, o apoio
de sua forca conceulrada.
Os msicos tocavam sem inlerrupgo. Os
cantos dos trabalhadores ccnfundiaa-se com o
barulho dos martellos, com os assobios e eslron-
do das maquinas. O exercito inteiro trabalha-
va. a aegao estava empeuhada em toda a
linha.
O senhor de La Crenelee, cheio de calma, de
forca e. proposito, percorreu com seu estado-maior
os difTerenles pontos, onde sua prensenca era
mais neuessaria. Os ferreiros e serralheiros
irabalhavam com umrdor e enthusiasmo, de
qne nada i le dar urna idea. Dentru em pouco
as prirueiras columnas tendidas ergueram-se
mageslos3inente.
Era meio-dia. A' um signal do Sr. de La
Crenelee os vidraceiros, pintores c marcineiros
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
No flm de algumas horas estava o templo
concluido.
O exercito inmenso tendia fe na planicie o
sobre osdegrius da efeada gigantesca. O sol
poenteinundv a paisagem de luz e de ouro. O
sr. de La Crenelee, com todos os ofliciaes, res-
pliodecenie de bordaduras, subi ao templo que
pareca um lmpido diamante. Um bymno em
aegao de graca sahio de todas as boceas em um
choro gigantesco, acompauhado por todas as
msicas :
Gloria Deus t
E ao diabo, diz baixinho madama de
Hautpignon 4.Salan.
Madama,respondeu este,nao faz o diabo
parle de Deus, que ludo o que ?
O rosto de Salan estava radiante de forca e de
belleza. E eotretanlo elle eslava triste e uma
lagrima corria-lbe oosotbos quando olhara para
o cu.
A' noite um feslim delicioso reuna os princi-
pases autores desta obra esplendida. Tinha elle
lugar em honra de Mara, que com Sataa mais
contribuir para a reatisaco do magnifico teste-
muuho do amor de Deus, dado por esses opera-
rios felizes e trabalhadores,
Alguns momentos antes de comecar o feslim,
madamoiselle de Hautpignon notou na multido
dos uniformes um pobre mooge, anda joven,
vestido de burel, seu rosto trazia o c indo da
austeridade e do ascetismo; seus olhos expri-
miam a docura e a calma como os de Salan
exprimiam a forca e a aclividade. O monge pa-
reca triste e abatido.
Desoncae. meu bom frade,diz-lhe mada-
ma de Hautpignou com uma augelica docu-
ra. Vos nao trabalhaes, como parecis lo
infeliz? Comei, bebei, sede cootenle como
nos.
Todo este barulho,respondeu o frade,
fez-me sahir da solideo, onde passo meu lempo
a orar, a jejuar, a meditar sobre a boodade de
Deus. Prego aos homens o desprezo de si pro-
prio, que elles trabalhem para a salvarao de
suas almas e amem ao prximo como a si
mesmo.
Meu padre, retorquio docemente made-
moiselle de Haulpignoo, todos estes bravos
operarios, que se amam, trabalharam todo o dia
e glorificaran) ao Senhor; elles vao tomar um
santo alimento nao queris tomar parte nelle,
commuogar comoosco ?
Um tal convite nao poda recusar-se. O frade
tomou lugar mesa a direita de mademoiselle
de Hautpignon, entretanto que Satn sentava-se
esquerda.
Um monge !diz comsigo o diabo.
Salan 1pensou o frade.
Mademoiselle do Hautpignon tornou-se seduc-
tora.
Vos,dizia ella ao frade,vos sois a indi-
ligencia que ama, e Salan a forca que ama. Vos
dizeis aos homens : Amai-vos uns aos outros, e
pregaes o amor :Salan ensioa aos homens como
elles devem fazer para darem prova de seu amor,
comodevem dar uns aos oulros trabalho e felida-
de. Ambos vos fallaes do amor em nome de
Deus. Vos fallaes e obraes em seu nome.
O frade escutava essa mulher. que Ihe fallava
com tanta docura e sedueco. Elle a obedeca,
comia e bebia. A msica locava no festim.
Trabalho para vos fazer amar.dizia Maria
Salan : esmago-vos a cabera.Vos sois o espi-
rito, elle a materia,continuava ella dirigilo-
se ao frade.Ambos vos indes de Deus, ambos
vos o amaes. Nao se vive s de supplicas : e ne-
cessario o pao e os vestidos para cobrir-se. A
industria ah est. Nao ella acaso obra religio-
sa, ella, que tem por fim dar lodos os objeclos,
de que elles teem oecessidade? Nao ella a vi-*
vnicataoda materia, a qual sob as numerosas for-
mas, que loma, conta a gloria de Deus ? Vede o
que se passa uestes lugares. Mnhares de ho-
mens e de mulheres vivera mais felizes pelos re-
cursos, que SataD, o deus da materia, pd nos-
sa disposico, e lodos bons e feries amam-se e
elevara seus pensameutos para o autor de lodas
as cousas.
verdade,balbuciou o monge.
Estou certs que vos nao vos conheceis, do
contrario vos amanis. Nao vos amo eu, am-
bos? Elle glorioso,vos sois humilde. Vos
lentes vossas qualidades,elle tem a3 suas. Em
vossa tiumldade bonraes Deus; em seu orgu-
Iho elle o bemdiz eguatmente. Ambos vos cite
gaes ao mesmo fim ao mesmo tempo, por carai-
nhos difTerenles. Por que nao vos perdoaes mui-
tas iojarias? Porque nao vos approximaes, por
que dio eommuogees ambos?
Salsa .Irmi,o frade suspirava. v
Mara aprcsenlou-lhes em um pralo um pomo
partido em tres pedacos ; Satn e o frade toma-
ram cada um uma parte e Maris ficou com s ter-
ceira,
Elles comeram !
Eu sou a mulher culpada,diz mademoisel-
le de Hautpignon ao monge.Nso me perdoareis
vos por ter eu rauito soffrido com a miserU dos
habitantes deste valle? Tenbo amsdojtsnlo que a
bencao de Deui flesceu sobre mim e sobre elles.
Cada qual desles trabalhadores felizes e bons nao
pode acaso rsgatar-me de um peccado ? ludo'
quanlo tiz, foi feito em boa iotencao. Dei meu
amor em premio da felicidade dos outros. Minha
alegra seria maior aiuda se eu podesse forgar a
se amarem aquelles que at hoje se teem odiado.
E dizeodo estas palavras ella tomou a mo do
frade, e depois voltaodo-se para Salan .
E vos,lhe diz,nao amaes-me como eu
vos tenbo feito amar?
E tomou-lbe lambem a mo. E em sua mo
de roulhre o frade sperlava a mo do diabo.
% Santa mulber,diz o frada Mara,sou
Apenas um enviado de Deus, porm minha sup-
plica ir at elle, e iotercederet por Satn, que
muito tem soffrido, mas que muito tem amado.
Sim, ten no amado muito, excamou Satn,
esoTro muito I Vos nao me vedes tal comoeu
sou sou. O diabo ato um hornera, urna mu-
lher. Eu sou a Magdalena, que derramou o oleo
sobre os pos do salvador amado: teoho chorado
aos ps da cruz. Quando Jess deixou a"lerra,
Qquei s e tomei -rae homem ; estava triste, e mi-
nha alma aspirava ao amor, que se ausentara
Sim, eu sou mulher, sou a sciencia, a liberdade
que teodes martyriaado e anda hoje uma mu-
lher, sou a industria que ganhou a batalha. Sim,
eu sou a materia, a esposa do espirito : sem elle
nada sou ; sem mim. elle
subslancii e poder que tem o homem de cumprr
por si mesmo a sua lei: poder sublime que o pe
cima de toda a creaco (exceptoa anjos) e que
torna-o semelhante Deut. H realidade .foi o
homem felo sua imagem, afim de que um dia
posas ser semelhante ella : Eitocti perfeeli lieui
Pater] E' roiater notar que o poder de cumprr
por ai mesmo a lei nao o direito de infriogi-ls,
anda que no poder de cumpri-la esteja o deoo
cumpri-1.
Essa possibilidsde do mal nao como alguns
parecem crer, um complemento, um attributo de
nova liberdade. E' pelo contrario a fraqueza e
ausencia da mearas. Deus. que livre, pralica
o mal? A Santissima Virgem. nascida s*m pec-
cado. os anjos e os santos no cu praticam o mal ?
O'nisl urna imperfeicSo momentnea de nossa
liberdade, a sua fraqueza ou infancia ; a aguia
nao deixou anda a trra.
A perfeico da liberdade, o poder de cumprira
lei, est na permanencia do cumplimento da tnes-
ma lei. Neste mundo, o homem umacrianca ;
pede-Ihe seus cuidados e sua vigilancia... Deus
entrega a liberdade ao homem para conduzi-lo
gloria divina, para faze-lo alcancar um mrito
eterno. Por roeio dessa comraunicac.o da essen-
cia absoluta, o homem causa, o homem digno
do mrito, crea para si um titulo real sos olhos
do Infinito Quem ple vangloriar-se de repel-
lir a lei eterna do ser? Equem julga dar raostras
de independente recusando a lei que o ennobrece,
para entregar-se a lei que o envilece, que o faz
descer abaixo de si proprio, que o impeli para o
nada?
Isto modifica sensivelmente uma these cujo "la-
do vulgar apenas foi vislo pela nossa poca, falta
de methaphysic.a A liberdade concedida ao ho-
mem para faze-lo chegar ao cu um poder do
qual oinguem pode zumbar na trra, um poder
sagrado que ninguem pode ridicularisar chaman-
do-o Ilimitado; que nao possivel immolardei-
xando-o esmagsr com seu peso a multido das
E primeiro que ludo, Deu> nao deu ao homem
uma liberdade Ilimitada, cujo uso anoiquaria
justamente a roesma liberdade. Teve elle pelo
contrario o cuidado de por era toda a parte uma
barreira para rete-la na extremidade do abysrao :
em nosso corpo, a dr ; em nos3a aira, o re-
roorso ; na sociedade, a lei e a oecessidade. Dis-
poz todo para que o homem tornasse ao livre ar-
bitrio no movimento em que o absuso o fizesse
sabir delle. Ao depois, uma liberdade Ilimitada
no homem probana que elle porftilo ; si o fos-
sem mim, elle impotente. Nos s
triumpiiamns pela uniao cada dia maior de nossos vontades debis ou j entregues s paixes.
seres J Deus deve entretanto ver que eu sou o iris- *- **---
pirador de cousas grandes e boas : ao meooa elle
me reconhega por um de seus Olhos.
Satn prosegaiu invocando a multido :
Todos vos,diz elle, orae por mim I
E o surdo murmurio de uraa supplica immen-
sa estendeu-se por lodos os lugares. Os homens,
as machinas, os animaes, as plantas, os melaes,
a agua e o fogo oravam !
E o monge orava lambem !
Satn e o monge sahirara juntos, e subiram a
alta raontanha, que dominava o valle. A trra
estrem,ecia sob seus passos as estrellas os illu-
minavam.
Salan,dizia o monge,vossa obra boa :
vos semeastes o amor, vscolhereis o amor; mas
porque nao queris deixar esta Ierra ? Por que
nao desejaes ce'u ? Seriam vossas as legioes
de aojos que vos cncaDtiriam e amaram ; seriam
vossos os thesouros de amor que o cu eocsrra I
Homem,respondeu Salan,est escriplo:
Nao tentars. Porque me lentas?
Por que lambem vos amo e quero vossa fe-
licidade.
Homem, por que me lentffss O universo
inleiro sou eu em seu esplendor e Belleza. V m
nha immeosidade o adora Deus creador.
E Satn mostrou os asiros, que dangavam no
espago uma dansa mysteriosa e fascinadora. Os
perfumes exhalavam-se da trra, as arvores can-
tavam harmoniosament?. A natureza inlcira can-
tavs, escaldava-se e palpilava de amor.
Eu tambera sou digno de amor !exca-
mou o diabo Eu tambem sei amar, por quaoto
miuha obra ba, e eu nao descangarei.
Charles abeneck.
[Industrie el Comrnerce betges.S. Filho.)
Cia de todas aa liberdsdes. E equ, o homem
poasue um bem mais grato e mais venerado do
que a liberdade. porque eaae bem encerra nao s
todas ss liberdades, seno toda a egualdade pos-
sivel. Os que fazera da liberdade absoluta sus
nica thse, e quem oppem-a justico fami-
liar, aos direiios adquiridos, verdade, a le,
propria sociedade, do-nos uma triste copia 'de
sui ioielligencia O homem nao deve ser ataca-
do na alma, na familia, na fazenda, nos costa-
mes, nos direitos adquiridos, oem oa sociedade
que os garante todos ; pois ella quem o acolbe,
quem o lnstrue e respeila em todo o seu ser. O
estado da fazenda defende-lhe a pessoa contra a
violencia, a egreja defende-lhe a alma contra o
erro. Propenso ao mal, condemnado ao traba-
lho, sujeit s miserias e s paixes, v-se elle
exposto por todos os lados aos estallos da meo-
tca ; e deizaV-lhe a faculdade de communicar
seus erroa s muUidea sem experiencia, atten-
tar contra o mala sagrado direito do homem. Con-
ceder impreosa uma liberdade Ilimitada,
querer que o povo pertenga qualquer.
A liberdade nao consiste o'iaso. Ella nasce
com a nossa tima, parte integrante de todo o
homem, desenvolvere como elle, e por ahi
que se conheee a verdideira liberdade. Nao apa-
nagio nem pariilha do escriptor, o qual sempre
possivel comprar ou prendar, a Escravo, diz Boi-
a leau, de quem quer que o compra. A liber-
dade tem por guarda as aristocracias. Nos povos
christos abre-se ella para o homem com a vida,
seula-se em seu lar, acompanba-o a seu campo,
apparece com elle do seio da sociedade, florece
em suas virtudes e em seus costumes. Vela pa-
ra que oaoseja elle lesado em seus direitos, co-
mo homem ou como pae, como proprietario ou
como cidado para que nao se lhe tire, por
exemplo, a faculdade de tratar, de educar intei-
ramente seus filhos em sua f, de defender os
direitos aonexos seus bens, a sua ciJade, a sua
provincia, sob o irrisorio pretexto de lhe oflerece-
rem liberdade, cujo goso os litieratus sao os ni-
cos ter.
Em consciencia pda-se deixar o augusto en-
cargo de ensinar as noges alguns homens for-
mados pela rhelorica, e baldos justamente dos es-
tallos que exige a poltica? Doutor em theologia,
doutor em historia, doutor em moral, doutor em
economa poltica, doutor por consequeocia em
poltica Taes sao, no pensar de todo o homem
severo, os ttulos que se devem apresentar para
se obter do soberano o lemi'el privilegio de fal-
A liberdade moderna.
O espirito rege o homem ; deve reger a socie-
dade. Os novos desejos de uma liberdade abso-
luta da iraprensa partera de ura senlimento obs-
curo do maravilhoso papel da egreja. Um im-
raortal inslincto rediz aos povos modernos. O
homem s pode obedecer a Deus, eis a ordem mo-
ral que nos governa I A questo ds liberdade da
impreosa, longe de ter sido esgolada, anda est
no romero. Essa liberdade prende-se impor-
tante questo da nossa propria liberdade, da qual
enlretanio convm ler uma idea, agora que os ho-
mens fazem ludo para perde-la, e reunem os
maleriaesde um despotismo immenso.
A liberdade humana, que deoem muito mal e
que assim a toroam causa de males incalculaveis,
a faculdade de fazer o bem quando se lem a
possibilidade de fazer o mal. E' o ineffavel po-
der de obrar por si proprio, ser causa, e desde
entao responsavel. O hornera causa ; a liber-
dade o proprio homem. Mas de que o homem
pode escolhero mal nao segue-se de modo algum
que tenha o direito de o fazer, que seja isso,
como doa entender, uma dependencia da liber-
dade soberana.
O real que Deus impe a sua lei natureza,
e propde-na ao homem. 1" pois a liberdade em
se nao havia de receber oeste mundo a graga cora ; lar s nages Peds a hberdade de imprensa ;
a liberdade, afim de vir a su-lo. Seria tinalmeo-'"
te coosidera-lo bom e isenlo das consequencias
da queda, quando acha-se elle sobre a trra para
rehabilitar-se eaperfeigoar-se. Dessa idea tam-
bem deduzam a these de uma sociedade perfei-
ta, sem governo, quando ella apenas um vasto
systema de educaqo.
Para Gxar o uso e a extengo de nossa liberda-
de seria mister conhecer-lhe a essencia. O poder
de cumprir por si mesmo a lei, nao poda vir a
ser o poder de infringi-la e de volta-la contra si
propria.
A liberdade n3o existe par si, mas para o ho-
mem, para o seu bem, para a lei. E a quem per-
lence ella seno ao bem e a lei? D'aqui^-seat
onde ella chega e para ; onde deve ser Ilimitada,
e onde importa-lhe ser regrada e vigiada. Creada
para o bem, a liberdade nao poderia atnca-lo sera
destruir-se, sem ser o contrario da liberdade.
D'ahi as consequencias que a historia tem tirado :
liberdade illimitada para o bem, para a egreja,
por exemplo. porque ella a acgo de Deus sobre
o homem ; liberdade regrada para o individuo,
para a imprensa, por exemplo, porque ella a
acgo do hornera sobre outrem. (1).
Nao nos esquegaraos disto : a liberdade creada
para o mrito, circunscreve-se no terreno do m-
rito. Tudo quauto excede-o, perdido para o
homem e para a sociedade. Multipliquemos tan-
to quanto for possivel, relativamente a liberdade,
asoccasies de demerito, e portanto de enfraque-
cimento. E's o principio, eis o ponto Iluminado
d'onde c mister tirar discretamente a luz para o
mais; eis o busilis contemporneo. Ninguem
pede a inquisigo tal qual os principes a exerce-
ram na Hespanha, nem a licenea como ella se os-
tenta nos povus revolucionados. Pede-se o bem
na liberdade possivel: e esla these, uma vez de-
monstrada, harmonisana lodos os nimos sensa-
tos e de bro. Devem sempre apresentar a ques-
to da liberdade em sua reheo com o bem.
Nao ser ella regulada em toda a parte em
que possa prejudicar, quer si mesmo, quer
outrem ? Com uffeito, o homem nao s, e sua
liberdade anda limitad pela de seus seme-
lhantes. Evidentemente ha confusao I A justiga
que sem limites ; porque ella a observan-
ron
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
XXIII
(Continuago.)
A nao ser a confusao produzida pelo (im tr-
gico de Jenkins, provavelmeule a entrada de
Lennox nos sales da Polka nao passaria desaper-
cebida, como passou, dos numerosos freguezes
daquelle philanlropico eslabelecimento.
Deraais, se ha no mundo uma ctdade, onde
cada qual pode ostentar livremenle a sua perso-
nalidade, e suas excentricidades, sem attrabir
sebre si os olhares curiosos da multido, se-
guramente a cidade de S. Francisco I A popula-
gao da capital da Alta California compe-se de-
elementos to heterogneos, de tantas e diver-
sas nacionalidades, os interesses que nella se
agitam sao to poderosos, e domina todos os ce-
rebros uma aclividade to febril, que ali nin-
guem peosa em orcupar-se com o seu vizinho.
O que mais se receia em Sao Francisco, alm
dos incendios, ladroes e epidemias, encontrar-
se a gente com um importuno disposto a rou-
bar-lhe o tempo.
E' intil dizer que depois de sua morte Jen-
kins foi encarado com o lypo mais completo da
malvadeza : nao faltou quem nao lembrasse uma
infamia do seu passado : muilos eram at de
opinio que elle nao merecer a honra de suc-
cumbirem um duello, pois que nao p'assava de
um faciooroso que devra ter sido eoforcado a
muito tempo, etc., etc. Com a morte vo-se os
cortezos 1
Se a memoria do explorador de minas era as-
sim to ultrajada, ao contrario chuviam sobre
o marquez as mais vis adulagoes: cada qual
quera ser o primeiro a ter honra de aperiar-
lhe a me. Em gera'l os Americanos do norte
tributara profundo respeito aos homens de acgo
prompta e enrgica, e inclinam-se sempre pe-
tante ofacto coosnmado.
O Sr. d'Hallay, justiga lhe seja feits, pareca
mais aborrecido do que ufano com o seu tri-
umpho ; elle oo se batera para castigar a
grosseira insolencia de Jenkins, mas nicamente
para adquirir posigao no entender dos seus ac-
cionistas, iospirar-lhes conlbnca, e empregar a
soa victoria em proveito da expedigo que diri-
ga. Respondeu, pois, lacnica e ceremoniosa-
mente aos comprimentos que lhe dirigiam de
todos os lados, e apressou-se em trazar de novo
i discusso a projectada expedigo Sonora.
Tivesse O marquez proposto naquella noite a
conquista da Franga ou da Inglaterra, echara
immensos admiradores e adhereotes: em summa
era elle p leo do momento. Em parte algnma
a popularidade mais epnemera do que nos
Estados-Unidos, lambem era parte alguma se
manifest com maior enthusiasmo e violencia.
Aquello a quem o acaso, ou o capricho das po-
pulages faz resaltar luz da evidencia, esse
tem o direito e o poder de tudo pretender.
Quando o marquez detearolveu n'um eslylo
apaixonado todos os seus projectos e esperan-
{*) Vi Diaria u. 134.
gas, quando cora uma voz anhelante de cebigs
moslrou os thesouros incalculaveis escondidos
as areiss do deserto ; quando descreveu os pe-
rigos dessa empreza, e os meios cora que conta-
v* para sahir della victorioso, houve na grande
sala do estabeleciraenio da Polka um enthusias-
mo lo vivo que quasi se apprcximava ao de-
lirio.
A'final de cootas o negocio proposto pelo Sr.
d'Hallay era muito sufficiente pera.inflammar a
imaginae.iu do seu auditorio ; animava ss inti-
mas paixes dos Americanos, e olTerecia-lhes o
que mais poder tem para seduzi los, isto ou-
ro, aventuras, casos imprevistos e scenas vio-
lentas.
Someute master Sharp nao partilhava desse
enthusiasmo geral o pobre homem tinha a ap-
parencia bastante trisle 1 Arrependia-se de ter
vendido muito cedo as suas acedes, e cogitava
um mel de faze-las voltar ao par afim de poder
entrar novamenle no negocio sem despender di-
oheiro.
Apenas o marquez concluu j nao conlava
siraplesmenlc com accionistas, podia quasi con-
tar com um exercito : mais de duzentas pessoas
solicilavam a porfa a honra de servir sb suas
ordens 1 Lennox retirado com Joaquim Dick a
um canto obscuro dosalo observava com olhar
Qxo eirapassivel a aquelie que havia assassina-
do o seu amigo Evans.
Que peosas t dos projectos deste homem ?
perguntou-lhe Joaquim a meia voz.
Causara-me o,uito prazer.
E porque ?
Porque promettem minha carabiua nu-
merosas distraeges. Sabes que nunca quiz
atacar os pelles-brancas nos territorios em que
habitara depois da conquista, e que considero
como lhes pertencendo; mas tambem nunca
deixei impunes os que se bao atrevido a aggre-
dir as nossas solides. Querer juntar-te a nos?
Podemos contar cam leu auxilio?
Nao sei anda.
Pois nao o teu ouro que estes pelles
brancas querem roubar?
E' sim.
Ento nao pretendes impedi-los?
Lennox, queres que te confesse uma cou-
sa ? Cada vez mais me sinto desapegado as mi-
nhas riquezas. Ha momentos em que desejo
ver-me quasi reduzdo pobreza.
Eu o creio replicou o velho cagador sem
mostrar admirago. Mas por que tomas averso
ao teu ouro?
Por que elle qoem rae leva a meu pesar
a esta existencia cirilisada I
E' verdade, Joaquim, nunca pudo compre-
hender corno tu, ,que s um brago forte e um
valeote corago, coosentes em misturar-te mui-
tas vezescom esses rebanhos do ociosos que eo-
chem as ras das cidades !
O Batedor de Estrada sorrio-se tristemente.
Es muito ignorante das cousaa do mundo,
Lennox, para que te eu explique a razo da mi-
nha conducta : nao poderias comprehende-la!
Dizes bem, sou muito ignorante___
E por isso mesmo s bem feliz !
Houve entre os dous am alguna minutos ; foi o velho habitante do deser-
to que clitiouou :
V, Joaquim, v como todos estes pelles
brancas se humilham perante o homem que as-
sassioou o meu amigo Evans 1 Dir-se-hia ao ve-
los assim que elles o lemem e o adoram cerno a
um Deas 1
Dissestes a verdade : elles o temem !
E por que ?
Este aasoalho tinto de sangue responde a
tus perguota I disse Joaquim Dick apootando
para o lugar em que Jenkins cahira morto.
O pelle branca a quem esse marquez d'Hal-
lay matou linha a cabega perturbada pela agur-
denle. E dentis nao se segu que todos devem
tremer diante de um homem, s por que esse
homem obleve vantagem sobre um adversario
Cres que d'Hallay seja realmente bravo ?
Creio.
Bravo como o pelle vermelha que alado ao
poste das torturas entoa seu cntico de morte, e
insulta o seu inimigo, ao passo que o (erro ras-
ga-lhe a carne, e o fogo queima-lhe o corpo ?
Nao, assim nao : esse d'Hallay possue e
coragem dos da sua raga europea ; ardente du-
rante o combate fraco aps a lerrota. Os pel-
les'brancas nao temem a morle, mas receio os
soffrimentos I
Lennox conservou-se silencioso ; pareca re-
flectir. Sbito um sorriso singular contrahio-
Ihe os labios : Joaquim Dick encarou-o admira-
do ; a desesseis anoosque conhecia o velho ca-
gador, e era a primeira vez que vira um sorriso
nos seus labios.
Em que pensas, Lennox?
Em ir misturar-me com estes pelles brancas, e
representar tambem o meu papel entre elles,
Joaquim calou-se ; sabia que era ioutel dar-se
conselho a Lennox, pois que as resoluges do
velho cagador eram sempre irrevogaveis.
Com efTeito, Lennox sem esperar a replica do
Batedor de Estrada sahio do canto obscuro em
que se achava, e roarchou direito para o mar-
quez d'Hallay. A apparigo de to estranha per-
sonagem, nao obstante eslar-se vendo em S.
Francisco todos os dias personalidades e costu-
mes os oais bisarros, produzio logo geral curio-
sidade. Os Americanos e Europeos de todas as
nacesolharam-se admirados. Depois de terem
elles assistido representago de uma tragedia,
iriam assistir por ventura ao desenlace de um
alegre vaudeville ? Se Lennox correspoudesse a
esse juizo era com effeito uma noite cheiae com-
pleta I Todos se aproximaran^ do velho cagador:
este porem, sem duvidarde que a multido por
um accordo tcito e espontaneo o havia tomado
para o seu brinco, parou diaote do marquez, e
disse-lhe em mo inglez :
Ouviodo-voscom toda a altengo, em quan-
to ha pouco minifestaveis loucarxenie os vossos
segredos, cheguei a adquirir a conviego de que
a vossa leviandade iguala vossa ignorancia.
Nao me tnterrompaes....bem vedes que nao teo-
ciono fugir : tereis at tempo de sobra para res-
ponder-me a uma pergunta. J vistes com os
vossos olhos esse ouro que prometteis aquel
les que vos quizerem segir ? Nao. Eoto que
confianca queris que elles em vos deposi-
ten)?
As palavrai lentas a reflectidas de Lennox, a
natureza da pergunta que elle fazia ao marquez,
mudaram em um momento as disposiges dos as-
sistanles: os sorrisos se extinguirn), os sem-
blantes tornaram-se serios.
O Sr. d'Hallay, apegar da sua firmeza*pertur-
bou-se um pouco : todava o seu embarago foi
de curta duraco.
Quem sois? perguntou elle a Lennox affec-
taodo o maior desprezo.
Que vos importa quem eu sou.se oque vos
digo verdade ? Tendes por veotura vislo uma
s parcella desse ouro que prometteis to gene-
rosamente?
O marquez hesitpu.
Sim, respondeu elle a final, os meus olhos
viram, as minhas mos tocaram j nesse ouro.
Lennox sorrio-se pela segunda vez; depoi.
disse com a voz ao ultimo ponto tranquilla :
Os vossos labios proteriram agora uma men-
tira 1
A' este insulto inesperado o mancebo empal-
lideceu ; mas dominando logo a sua colera per-
guntou aos que o rodeavam :
Qual de Tos, senhores, conheee este velho
louco ?
Ninguem respondeu : todos comprehenderam
por inslincto que l.eoaox- nao era um homem
ordinario.
(1) Para u humera, para quem se engaa, am-
pia liberdade de escrever, pensar e obrar : para
a egreja, para quem Deus djiige, severa vigilan-
cia em todos os seus movirnenlos Eis a lgica
de nossa poca, ella nao poder deixar de colher
os respectivos fructos...
sem duvida, porque ides annuuciar verdades
particulares de que esta'es de posse ? Onde estao
os possuidores dessas verdades superiores ao
bom senso e tradiego?...
Ouereis tirar o homem das mos maternas da
egreja para o entregar lilleratos? E' uma singu-
lar prulisso desvairar o homem ou seduzi-lo.
Os pastores dos povos podem fechar os olhos
semelhanles iniquidades ? ...
O christianismo, era se afastando, nos deixa uas
trevas ; os homens, como que sonhaodo, repetem
palavras e pedem cousas, cujo sentido ignorara.
No movimento que derriba as nages catholicas
desde que o absolutismo substilue a acgo da
egreja ; na necessidade que por toda a parte re-
clama a liberdade da imprensa, manifesla-se este
instincto sagrado : que a lei do espirito deve rei-
nar en Ir os homens. Essa eofraquecida idea
do triumpho da ordem moral alimenta em nos
uma iraagem Ilusoria dos neos que perdemos ;
tanto deseja a luz o nosso coragao e recela a
forga que ameaga a consciencia, a "liberdade dos
Glhos de Deus!
No seio das nages christaas os homens pos-
suiram sempre direilos particulares e direitos
publico ; estes para a sociedade, aquelles para
o individuo. As vi-rdadeiras liberdades repousam
na familia, na propriedade, no municipio, na
provincia. Quando o estado substilue esses gra-
ves factos, nao ha mais liberdade para os povos.
Essas liberdades reaes formam-se com elles ; exi-
gen) ellas aristocracia para produzi-las e prote-
g-las. Um povo sem aristocracia pertence ao
despotismo. Essas mesmas aristocracias sao fun-
dadas em con liees mora,es e polticas que nin-
guem poder abalar sem destruir os povus e sua
propria constituico histrica.
A liberdade poltica tal qual a queran) em
nossos dias, destruiu a liberdade praiica ....
Nao della que provni para o poo a f, a jus-
tiga. e a paz, mas da solidez da lei. Pois bem !.
aquelles que pruduzem essas tres cousas, o sa-
cerdote, o juiz e o camponez, s cuidam na li-
berdade verfJadeira que da lei o triumpho, sem
cuidaren) no direito do homem que possue a f,
no uireilo do hornero que crea ura capital, no d)-
reilo do homem que crea uma familia, no direito
do homem que defende os inieresses de sua ci-
dade. Eis a liberdade pralica em que cuidam
primeiro que tudo!
(Extractos do Sr. Blanc de S. Boonet. J
( Le Monde. H. Duperron.)
A postura grave e reflectida dos assistentes
fez o marquez comprehender que nao devia des-
presar esse novo adversario, Sera receio de
perder ou compromelter a sua popularidade.
As vossas maneiras e vestuario, disse elle
a Lennox, me fazem suppor que ignoraes o al-
cance das vossas palavras. Sois talvcz um pobre
vagabundo 1 Nao importa : a arma que vejo en-
tre vos3as mos torna-vos perigoso qualquer
outro desacato que me facaes ; por que era fim
contra ura homem armado pode-se ter qualquer
procedimento. Vejamos : qual o Gm das vos-
sas perguntas ?
Nao comprehendo bem o que queris dizer-
me, respondeu Lennox sempre no mesmo tom ;
raas parece que me dirigistes um desafio I Se
assim andaes muito mal 1
Enio julgaes que fago mal em dirigir-vos
um desafio?
Julgo.
Qual a razo?
A razo que eu nao serei tSo asno que
rae deixe assassinsr como Evans.
A' esla resposta que dos expectadores s dous
podiam comprehenderJoaquim Dick e o Sr.
d'Ambrono marquez d'Hallay estremeceu : os
olhos injectaram-se-lbe de saogue, sbita palli-
dez cobrio-lhe o rosto.
Quem sois, misera vcl? perguntou elle com
uma voz que sibilava alravez dos denles serrados
pela colera.
J vos disse que isso pouco vos deve im-
portar. Chamam-me o homem justiceiro.
O marquez poz-se a rir com um riso irnico e
nervoso.
Todos os velhacos e impostores costumam
muito revestir-sede ttulos pomposos I O homem
justiceiro 1.... ab.... ah! Na verdade, o gra-
cejo bem lembrado O hornera justiceiro ha
de ter, por exemplo, se emboscado mais de urna
vez por delraz de uma arvore, ou no centro de
alguma mata, para fazer fogo sobre o viandante
perdido, e roubar-lhe o seu ouro I
E' verdade: tenho omitas vezes me occul-
lado por delraz de uma arvore para atirar no
meu inimigo, quando linha certeza de que elle
havia de passar ao alcance da minha carabina ;
mas nunca ronbei 1
A tranquilla simplicidade com que o velho ca-
gador confessava livremenle que derramara mui-
tas vezes o saugue humano tora das regras e dos
uzos do duello, produzio singular impresso na
multido : aquelles que a principio linham es-
perado divertir-se a sua cusa affastavam-se delle
com supersticioso ierro/. Que homem seria esse?
pergunlavam uns aos outros.
Desta sorte, replicou o marquez no meio
do silencio que reinava no salo da Polka, desta
sorte tendes assassinado multas vezes, mas nun-
ca vos batestes?
Enganae-vos : nunca assassinei.
E os infelizes a quem esperaveis tranquilla-
mente, e sem risco para vos?
Repito-vos que eram meus inimigos; se
elles podessem abaler-me como eu os abata,
t-lo-htam feito de certo I Prefiro atirar n'um
inimigo, sem expor-me, propor-lhe um com-
bate: e todo o homem sensato assim deve pen-
sar. Mas quando o combale o nico meio que
me resta para vingar-me, ento nao besitobe-
lo-me.
Vos vos balis ?
Sim-
Tomae sentido no que dizeis I
Porque?
__ Porque poderia vir-me o desejo de mostrar
que suis um cobarde vagabundo, e um infame
mentiroso I
Enganae-vos outra vez I Nao sou cobarde
nem mentiroso 1 respondeu Lennox sempre im-
perlurbavel, e como se nao tivesse consciencia
da injuria que lhe fora dirigida.
Por Des 1 excamou o marquez. A minha
paciencia vae-se esgotando ; e a minha cunosL-
dade se acha ao ultimo ponto excitada___ De-
sejava sempre ver....
O que ?
Se sois capaz de baler-vos.
E como o podereissaber?
Collocando-vos na necessidade ou de sal-
var-vos vergnuhosaraeote, ou de mostrara vossa
habilidade....
Nao posso aioda comprehender-vos !
O marquez d'Hallay tornava-se cada vez mais
paludo : os Fraucezes, que estavam habituados a
v-lo lodos os dias, e que com elle linham tal
ou qual intimidade, couheciam essa pallidez; e
sabiatn que era ella um presagio certo de gran-
des iras. Assim pois esperavam algum aclo de
violencia, e oo se engaaran).
Por um gesto mais rpido que o pensamento o
marquez ergueu o brago: horrivel detonaco
echoou no meio do silencio. Ura fio de saugue
jorrou da fronte de Leunux, e inundou-lhe o
rosto; mas o velho cagador nem se quer abalou-
se ; pareca um carvalho de seculos afrontando
os guipes vaos e baldados do machado de um
lenliador.
Todava o Sr. d'Hallay contou com a repre-
salia, e por isso recuou para por-se em defeza.
Agora estou que haveis de bater-vos 1
E porque agora mais do que antes ? disse
tranquilamente Lennox. Porque me feristes?
Como vedes a ferida nao fez l tanto mal: co-
mo se correodo eu tivesse dado com a testa de
encontr ao ramo de alguma arvore.
Pois que, desgragado, nem ao menos a
honra....
A honra I interrompeu Lennox, rindo-se
estrondosameute. o que nunca acconlecera em
das da sua vida. A honra dos pelles brancas nao
a mesma que a miuha 1 Quando chegar a hora
de nos tornar a ver, podis cootar que essa hora
ser a ultima da vossa vida !
O velho cagador ia relirar-se ; o marquez to-
moa-lhe a dlanteira.
Nao salareis daqui em quaoto nao me dis-
serdes quem sois.
Nao sahirei? E quem o hade impedir?
Eul
Lennox sollou um grito gullural, que gelou de
terror os assistentes : depois arremessando-se
com a impetuosidade do ligre sobre o seu adver-
sario, agarrou-o pela cintura, elevou-o no ar ci-
ma da cabega como se em suas mos elle pesasse
to pouco quanto um fraco menino, pareceu hesi-
tar por um momento, a final dep-lo brandamen-
te sobre o assoalho, e sahiu sem que ninguem,
se atrevesse a obstar-lhe a passagem, e nem
mesmo segui-lo.
Enlo, amigo, lhe disse o Batedor de Es-
trada, ests vendo quanto cusa a geole mistu-
rar-se com os pelles brancas quando nao se sabe
nem os seus costumes nem a sua linguagem? No
momento em que teu. sanguo correu Uve muito
trabalhu em cooter-me.... s o receio de contra-
riar-te me fazia Gcar immovel ; e depois eu sa-
bia que se quisesseis..
tueste bem em nao conlrariar-me, Joa-
quim. Obrigado Eu nao me queixo : pelo con-
trario coosidero-rae bem feliz : o meu odio re-
vi veu com este sangue, porque, posso ageracon-
feaaar-te, receiava muitas vezes ser injusto para
os pelles brancas : suppuoha que aquelles que
percorrem os nossos desertos eran apenas a re-
l das cidades. Nao darla a miobe noite do ho-
je porcem libras do melhor ouro inglez'.
Porque nao eamagaate contra a parede o
crneo desse marqo.ez.jd'Haliay ?
Eaqueces que teho vingar a morte de
Evans I Esse homem deve morrer duas vezes
pelo soffrimento uma por mim, ostra por
Evans..
Porm quem sabe se o encontrareis mais ?
Elle sabe que o teu ouro para no deserto :
estou muito certo d que l ir busca-lo !
Tens razo !
Adeus, Joaquim.
Adeus, Lennox. Nao tens alguma recom-
mendago a fazer-me ?
Lennox hesilon : por fim disse :
Desejo, Joaquim, que voltes agora mesmo
para essa reuoio, de onde sshimos, e digas
aquelles que me viram ferldosque eu me cha-
mo Lennox I
Sers obedecido.
Os dous amigos separararn-se.
Oh pensava o Batedor de Estrada voltando
para o eslabelecimento da Polki ; que mysteriosa
influencia exerce sobre nos o sangue da nossa
raga Lennox tem passado quasi sua vida in-
teira entre os pelles vermelhas. e nao obstante
anda nao se pode despir decerlos prejuizos no-
bres da sua verdadeira patria E' prova disto
a coramisso de que acaba de encarregar-me.
Diz que despresa os Europeos ; mas uo quer ser
por elles despresado., nao quer que duvidem da
sua coragem 1 Nao ser isto mesmo uma homena
gem tributada civilisago ?
E' impossivel descrever-se a commogo extra-
ordinaria que alguns minutos depois'produzio
nos sales da Polka a declarago de Joaquim
Dick. Todos aquelles que testemunharam essa
scena c que nessa noite tiveram a rara felicida-
de de ver Lennox, anda hoje fallara nisso, e
nunca mais o ho de esquecer.
Master Sharp era sem duvida alguma o mais
satisfeito, e o mais alegre de lodos : desOzera-se
das suas aeces com grande lucro, vendendo-as
antes que Lennox se tivesse declarado inimigo
do marquez d'Hallay 1 O honrado negociante
lastiraava soraenle nao ler lido tempo de conver-
sar cora o velho cagador, porque na sua opioio
ter-se-hia entendido maravillosamente com esse
hornera to popular e to celebre 1
Voltando para casa master Sharp eocontrou
miss Mary que o esperava no salo.
Presumo que nao vos deitastes anda, miss
Mary?
Desejava despedir-vos de vos esta noite,
porque como sabis parto muito cedo !
Master Sharp bateu na testa com ar alegre e
satisfeito.
Mi I estou muito contente com o me di-
zeis 1 excamou elle.
Porque, meu pae .'
Porque durante a reunio daPolka deitratos a
imaginago para ver se me lembrava da razo que
me fez atar um n no meu tengo, e nunca acer-
tei ; parecia-rae que houvora 'despresado ou es-
quecidp um negocio de importancia. Ora, esse
negocio justamente sobre a vossa visgem. Pa-
ra onde ides, miss Mary ?
Para Guaymas-
Ah 1 para Guaymas ? Calculo que nao dei-
Mreia de escrever-me logo que ali chegardes...
NoHarei a esse dever. senhor.
.. para dizer-me, prosegirtu master Sharp,
qual o prego do sebo e da farinh naquelle mer-
cado. Presumo que se pode fazer algum arran-
jo nestes dous arligos......Tendes sem duvida
preciso do dinheiro, miss Mary ? Aqui teodes a
chave do meu cofre. Desejo-vos feliz viagem.
Master Sharp, tendo-se despidido de sua Gl ha,
retirou-se para seu quarto. Nao caba em si de
contente. Uma nica nuvera perturbava um
i pouco a soa alegra : era o pensamento de que o
. seu amigo Wiseman oo assistira aos successos
j de que foca thealro o eslabelecimento da Polka.
Decididamente esse Sharp era o melhor dos ho-
mens, o mais dedicado dos amigos !
( Contitwar-se-ha.
PBN. TYP.DI M. P. Di TAMA 1361.
_j


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