Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09312


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Full Text
Allf IXXTII IDIEIO 135
Por tres mezes adiantados 5$000
Pop tres mezes vencidos 6JJ000

ti *
QD1ITA FEIRA 13 M JBBHO DI Itil
Por anno adiantado 19)000
Porte "franco para o subscriptor.

\
BtICARRBGADOS DA SCBSC9IPCA0 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AKI'IDAS DOS CUKrtKlOS.
Olinda todos os dias as 9 1/8 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as aegundaa
sexias-feiras.
S. Anto, Bzerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartaa feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uds, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO HEZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas 19 minutos di man.
15 Quarto crescente as 7 horas a 56 minutos da
maoha.
22 La eheia aos 3 minutos da tarde.
3C Quarto minguanle aoa 21 minutos da manba.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 8 horas a 30 minutos da manhia.
Segundo aa 8 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. lfargarida rainha da Escocia.
11 Terca. S. Bernab ap.; Ss. Flix e Porluoato
12 Quarta. S. Joo de S. Facundo ; S. Onofre.
13 Qmril. S. Antonio f. padroeiro da provincia,
14 Sexta. S. Bazilio Magno b. dout. da igreja.
15 Sabbado. S. Vito m.; S. Lybia m
16 Domingo, s. Joio Francisco Regs.
AUDIENCIAS U IKiBUNAta DA JAF1TAL.
Tribunal do eommercio: segundas a quintas.
Relago: tercas, quintas sabbados aalO horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas a sextiaao meio
dia.
Segunda Tara do eirel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO S^L
Alagoas, o Sr. Claudino Palcao Dias ; Babia,
Sr. Jos Hartlns Aires ; Rio da Janeiro, o Sr*
Joo Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
iFaria.na aua litraria praga da Independencia na
6 a 8.
PARTE 0FFICIAL.
G0YERX0 DA PROVINCIA.
Expediente do dia 10 de junho.
Ofllcio ao coronel commandante das armas.
Queira V. S. ordenar ao commandante da forta-
leza do Brum que nao coosinta sabir do porto
desta cidade embarcagoea nscioDaes, de qual-
quer armago e lotago, sem que lhe seja epre-
sentada portara desta presidencia aulorisando a
sahida, como se pralica com os navios estran-
geiros.Communicou-se ao capito do porto e
a Ihesouraria de fazenda para o fazer constar ao
da alfaadega.
Dito ao mesmo.Em resposta ao officio de V.
S. de 8 do correle, sob n. 840, tenho a dizer-
Ihe que em data de 22 de maio ultimo dirigi-me
ao Exro. presidente do Maraoho para o fim de
verificar se Antonio Fragoso da Paz realmente
desertor do extincto batalhao Provisorio, visto
haver probibilidade de o ser, conforme V. S.
declarou-me em officio n. 712 de 15 do mez
passado.
Cumpre, portinlo, aguardar a informago da-
quella presidencia, afim de deliberar-s sobre o
destioo do mesmo desertor.
Dito ao chefa de polica.Devolvendo o offi-
cio do commandante iolerino do 2o bitalhao da
guarda nacional desta municipio, que acoropa-
nhou o de V. S., n. 507, de 6 do corrente, rela-
tivamente ao guarda Cosme de Torres Bandeira,
tenho a dizer-lhe que para ser tomada em con-
siderado semelhante requisigo faz-se preciso que
ella seja feita por intermedio do respectivo com-
mandante superior.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. a conta em
duplicis da despeza feita com o curativo dos
presos pobres da cadeia de Goianna, nos mezes
de Janeiro jutiho do anno passado, que acom-
panhou o seu officio o. 309, de 18 de abril ulti-
mo, afim de ser reformada, eliminando-se della
a despeza feita cornos presos nominalroente in-
dicados na informago da contadoria da Ihesou-
raria provincial, junta por copia, os quaes nao
eram pobre*, pois nao furara sustentados como
taes.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia.Respondo ao officio de V. S. de 5 do cor-
rente dizendo-lhe que nesta dala expego ordem
ao inspector do arsenal de marinha para man-
dar apresentar V. S. dous Africanos e duas
Africanas livres para se empregarem no servigo
do hospital Pedro II..Expedio-se a ordem.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Transmiti por copia V. S., para seu conheci-
raento, o aviso que em 16 de maio ultimo me
dirigi o Exoj. Sr. ministro do imperio appro-
vando as despezas feitas nesta provincia pelo cr-
dito de so estado sanitario declarando o que se deve ob-
servar por occasio de autorisar-se despezas de
semelhante natureza.
Dito ao mesmo.Estando nos lerraos legaes a
folha e pret juntos em duplcala, mande V. S.
pagar ao lenle LuizJeronymo Ignacio dos San-
tos, conforme requisitou o commandante supe-
rior interino da comarca do Rio-Formoso em
officio de 4 do corrente, os vencimenlos relativos
ao mez de mato ultimo, do destacamento de
guardas cactonaes daquella cidade. Com-
municou-se ao commandanta superior respec-
tivo.
Dito ao mesmo.Pode V. S., conforme indica
a contadoria dessa ihesouraria, no parecer a que
se refere sua informago de 8 do corrente, sob
n. 469, mandar entregar ao alteres Joaquim Jo-
s Luiz de Sonza. a quantia de i JUDO ris, para
as despezas coma conduego de doze caixes
que se deslinam comarca de Tacarat, con-
tando artigos de fardamento para o corpo de
guarnigo desta provincia.Communicou-se ao
commandante das armas.
Dito ao inspector da ihesouraria provincial.
Restiluo V. S. ascontas que acompanharam a
sua inlormacao -> 7 do correte, sob n. 232, re-
lativas s despezas feitas com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia de Tacarat, a contar de 19
de setembro al o ultimo de novembro do anno
prximo passado, Afim de que a quantia de
116$600 res, em que imporlam as mencionadas
contas, seja crepitada na de 350JOO0, que rece-
beu nessa ihesouraria o thesoureiro da reparti-
co da polica, Joaquim Gilseoo de Mosquita pa-
ra o sustento dos mesmos presos, conforme V.
S. indica na citada nforraago.Communicou-
se ao chefede polica.
Dito ao director das obras militares.Cumpre
que Vmc. formule, e envie-me com brevidade,
um orgamenlo da despeza a fazer-se com a
substituido pela illumioago a gsz, das luzes de
azeite existentes na fortaleza do Brum.
Dito ao director geral interino da inslrucgo
publica.Respondendo o officio de Vmc. datado
de 27 de abril ultimo, sob o. 127, acompanhado
de outro do director do collegio dos orphaos, te-
nho a dizer-lbe que pode Vmc. aulortsa-lo a
mandar comprar na Inglaterra as trinla camas
de ferro indicadas no officio do mesmo director
remetiendo opportunamente a conta para ser sa-
tisfeita.Communicou-se ao iospeclor da Ihe-
souraria provincial.
Dito ao director das obras publicas.Certo do
conteudo do officio que Vmc. roe dirigi no 1 do
corrente, sob n. 139, o autoriso a mandar cons-
truir urna nova ponie provisoria sobre o rio Pira-
pama, em substituirlo que fui levada ltima-
mente pela enchente do mesmo rio; podeodo
para esse fim despender a quantia de 924-*iOOO
rcis, constante do orgamenlo que acompanhou a
citado officio.Communicou-se ao inspector da
thesourarta provincial.
Dito ao bacharel Antonio Joaquim Buarque de
Nazareth, juiz municipal e de orphaos do termo
de Santo Aoto.Por btso, expedido pelo mi-
nisterio da justiga, em 14 de maio lindo, foi de-
clarado que Sua Mageslade o Imperador dignou-
se approvar a deliberago, que tomou esta pre-
sidencia, de mandar que, em vista da disposi-
go do art. 14 da le de 3 de dezembro de 1841,
t depois de lindo o seu quadriennio do juiz mu-
nicipal desse termo, poderia Vmc. passar a exer-
cer as funeges do mesmo cargo no termo de
Magdas, para o qual foi nomeado por decreto de
1 de margo ultimo o que lhe commuoico para
sua inteligencia.Communicou-se ao inspector
da Ihesouraria de fazenda.
Dito ao empreiteiro Jos Mamede Alves Fer-
reira.-Respondenao o seu officio de 13 de mar-
(0 ultimo, leoho a dizer que, cooforme prope
o director da reparligo das obras publicas em
su i informago junta por copia de 11 de abril pr-
ximo lindo, e sol n. 9, deve Vmc. dar na es-
trada do Pao d'Alho Nazareth. no fim da des-
cida do monte Tirapu ao chegar a vanea da
Esperang, o declinio de 5, 8 /. como vai des-
cripto na linha azul tragada no perfil longitudi-
nal da planta, que devolvo, e que neate sentido
foi appiovada.Communicou-se ao director das
obras publicas.
Portara.O presidente da" provincia atienden-
do a que Francisco Xavier da Fonceca Coutiuho,
tenenie do 2o b'talhio de infaotaria da guarda
nacional do municipio desta capital foi em ios-
pecgo de saude julgado incapaz do servigo acti-
vo da mesma guarda nacional, e ao que a rea-
peito informou o respectivo jcommaodaute supe-
rior interino em officio, n. 63, de 7 deate mez
resolta manda-lo passar para a reserta, ficando <
aggregado a um dos respectivos corpos, de cou-
forreidade com o disposto no art. 69 da lei, n.
602, de 19 de setembro de 1850.Communicou-
se ao commandante superior do Recife.
Dita.Oa Srs. agentes da companhia brasilei- Igualmente so acham no melhor andamento as
ra de paquetes a vapor maodem dar urna passa-
gem de proa para o Rio de Janeiro, no Io vapor
que para all seguir, ao indio Manoel Valentn)
dos Santos, em lugar destinado para passagefro
de Estado.
Expediente do secretario.
Do dia 10 de junho de 1861.
na certeza, que no 5 de junho as tropas france-
zas finalmente, e realmente evacuaro a Syria.
Os navios de tranporle necessarios j partiram
de Touloo.
negociacoes entre aa grandes potencias respeito
da reorganisago da Syria, e j se conaeguio um
enlendimento nos pontos principaea.
O Lbano receber um governo christo espe-
cial, debaixodo governador geral da Syria, seodo
o governador escolhido d'uma familia christa
natural do Lbano. Nao menos por certo pasaa
Officio ao capito do porto S. Exc o Sr. pre- "ma Pimpla pacifica solugao na Herzegovina.
sidente da provincia, manda declarar a V. S.
que pela leilura do seu officio de 8 do corrente
sob n. 101, cou inteirado de haver V. S. da-
do sem demora as providencias a seu alcance
para o salvamento de urna galera ioglezs, que,
seR'indo o seu citado officio, encalhara em fren-
te da Ilha de Itamarac.
Dito ao Dr. Alvaro .Barbalho Uchoa Cavalcanti,
juiz dos feitos da fazenda.S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, ficando inteirado de haver
V. S. em 8 do correte reassumido as funeges
do seu cargo; assim lh'o manda declarar em res-
posta ao seu officio daquella data.Fizeram-se
as communicacoes do costume.
Despachos do dia lO de janho.
Requerimentos:
Antonio Henrique de Miranda, almoxarifa do
arsenal de marinha.Passe portara concedendo
dous mezes de liceng com vencimenlos, deven-
do o supplicante ser substituido pelo seu fiel, e
sob sua responsabilidade.
Belarmino Alves d'Aroucha.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazeoda.
Henrique Antonio Francisco Doruellas.J es-
ta prvido o lunar a que alinde.
Jos Affonso de Azevedo Cimpos Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Elias Machado Freir.Informe a cmara
municipal da cidade.
Pedro Paulo dos Santos.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Omer Pascha acaba de partir com effeilo de
Constantinopla para a Herzegovina, rr unido das
devidas instrueges e com um exercito escolhido
de trinta mil homeos, sendo acompanhado de
urna commisso de plenipotenciarios das grandes
potencias, para apoiar e vigiar a misso de paci-
Qcago do general Turco.
Os insurgentes se acham ainda debaixo de ar-
mas, e tem sido em seu. favor alguos pequeos
combates ; mas dado mesmo o caso, que Omer
Pascha e a commisso europea nao conseguissem
supprimir o levanlamento, ao menos, debaixo das
roilavam a paragrapbar a falla do throno. Na ca- 4 i|i oin
mar dos deputados 48 membros se abstiveram 0[0 a 84.
da yotago final ao todo s votaram 127 repre-3 0|0 de 4748.
sentantes ao mesmo lempo que todoocooselho paohees 3 0tfj 51 1i8. Turcos"6 0ln rl85) 55 3i
impeno conta segundo a coustituigo 343 E Mexicanos 3 q\0 a 225i8. ow^loao' l*
Russos 5 0|0_ a_102 Ij4. Hs- | r0 Palmersloo.
do
membros
Na Pruaaia a cmara dos seohores se decidi
finalmente a acceitar aa propostss do governo
acerca dos impostos sobre bensderaiz. O re-
ceto de urna nova ereacao de pares do reino, foi
sem duvda o principal motivo que determinou
Do Brasil para loglalera tiveram lugar as se-
guintes procedencias durante a ultima quinzena.
Da Parahibj Ro'.hsay (9) a Queenstawn : de
nesta questo o mioiste-
Este porm contina com maio
ria na cmara ; e pde-se com certeza assegurar
que Mr. Glodstone far passar sem discrepancia,
o seu plauo Qoanceiro para o anno corrente.
Pelo que respeita s quesles de poltica ex-
terior em que a Inglaterra interessada, lord
a maior parte da maioria (120 contra 80 e tantos Boustead (15) a Liverpool ; da Parahiba Isa-
votos) que o governo obteve; a abrir mo da bella and Ann (15) a Liverpool ; do Para Nn-
resistencia at agora feita como tanta tenacida.de.! reide(16) s Liverpool; da Parahiba Saint Goor-
A vista porm do escndalos policiaes em Ber- ge d'Aveiro (16) a Liverpool ; de Macei Cte-
Im, desvanece completamente a importancia da "
victoria poltica que o governo finalmente alcance
sobre a cmara dos seohores.
Tambem depois das graves aecusages dirigi-
das pela municipalidade de Berlim contra a po-
lica, o ministro do reino, conde de Schuverim,
anda nao se podia decidir a dar urna satisfago
opinio publica lo irritada, suspendendo dos
seus empregos os priocipaes aecusados. Entre-
j tanto a inquirigo pendente contra dous policiaes
Macei Polly (12) a Oueenstown de Parrmm. V\"n"~ 7,"" *"6'*c" luirressauo, ion
buco Str.tton (13) F.Trn0ulh de Peina mbS EuMe leTe"U.m,,meDle occasiao de f
coDelphin (15 .^Liverpool! do arh.o Ed I .T, ^Vr^ da,8luacao L/fiT
Um P.r.MK. fiTllT a' F>.0["a- Insistiodo sobre a necessidade da
jriores. peranle o tribunal municipal houvo a Mary Aon (171~ para Pernambco e de Liver-
1 pool M. A. Gann (22) para Pernanibuco.
As noticias da India ingleza annunciam ainda
a continagoda falta de chuvas naquelle paiz, e
especialmente no dslricto de Delhi, oode csse
circunstancias dadas lhe Qca
qualquer meio da propagacao. Temos pois, que luz depoimntos, que obrigavam o tribunal a pro-
depois de haver o Oriente dado nos ltimos tem- ceder contra um daquelles priocipaes aecusados,
pos o principal motivo para os receios de guerra, o coronel da policia Patzke. Agora nSo se poda'
as cousas se mudaram de repente, e de certo : mais evitar a sua suspeosao do emprego, a qual
nao engao se se procura o ultimo motivo para' leve lugar, devendo seguir a priso do Patzke,
isso em S. Pelersburgo ou melhor dito em Var-! quando resultou que o mesmo, d6pois da pri-
ovia. I meira interrogago tioha achado melhor pr-se
Os acontecimentos em Varsovs, fizeram com em fgida. Mas o telegrapbo andou mais de-
que o gabinete russo se lembrasse, que a Polonia pressa do que o fugitivo, e apenas publicada a
sempre a Polonia, e que o fogo ali arde anda noticia da fuga, chegou da cidade de Jstad na
debaixo das cinzas. j Suecia a noticia, que o Patzke ali tioha aopare-
A. isso accresse a execuglo da emancipago dos cido com passaporle falso e fra preso pelas au-
paisaoos que teve por coosequencia urna profun- toridides
lia (17) a Liverpool ; de Pernambco Louisj
16) a Greenock ; do Rio Grande do Norte Nora
(17) a Grawesend : da Bahia Belle (19) a Gra-
vesend ; do Rio Grande Amanda (21) a Fal-
mouth ; e de Pernambco Nora Creine (22) a
Ciydo.
De Inglaterra para o Brasil seguiram os se-
guioles navios nolmesmo periodo. De Porlalod
John Bull (13) para o Rio Grande : de Liver-
pool Colina (17) para Pernambco : de Jersey
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernambco, na cidade do
Recife, em lO de junho de 1M6I
ORDEM DO DA N. 1Q7.
O coronel commandante das armas publica
para sciencia da guarnigo o resultado da ins-
pecgo de saude procedida no dia 5 do corrente,
pela commisso militar nos Srs. officiaes e pra-
gas de pret dos corpos abaixo mencionados ;
2 batalhao de infantaria.
AnspegadaAntonio Jos Nunes. Allega soffrer
de epilepsia. Deve ser recolhido ao hospital
para ser observado.
SoldadoSeraphim Ignacio Pereira. Palpitages
nervosas do corago. Curavel. Deve ser reco-
lhido ao hospital para ser observado.
9 batalhao de infaotaria.
TenenteHenrique Eduardo da Costa Gama. Ce-
phalagia dependente de sofftimento hemorrhoy-
dal. Curavel em 3 mezes.
10 batalhao de infantaria.
2o cadete Io sargentoTude de Andrade Gomes.
Molestia nenhuma. Capaz de todo servigo do
exercito.
SoldadoBenedicto Manoel de Souza e Cruz.
minimalismo curavel. Deve ser recolhido ao
hospital para tratar-se.
SoldadoManoel do Nascimeolo Alves. Palpita-
ges ervos is do corago. Curavel Deve ser
recolhido ao hospital para ser observado.
2o cadeteCaetano Bessone de Assis Campos.
Asthma iocuravel. Incapaz do seivigo activo.
Esta praga est no quartel.
Os Srs. commandanles de corpos fagam reco-
lher ao hospital, todas as pragas que neste caso
opinou a mesma commisso e enviem a este com-
mando as cerlides de assentamentos dos que
foram julgados incapazes do servigo activo.
Outro sm, que se apreseutou neste commando
vindo da proviucia do Piauhy, o Sr. alteres do
10" batalhao de infantaria Domingos Pereira da
Silva, leaodo reunido ae seu respectivo corpo.
Finalmente faz publico que approvou o engaja-
mento que na data de 8 do corrente contrahio o
Io sargento da 6a companhia do 10" batalhao de
infantaria Sebastio I.ou renco Pereira de Carva-
lho para servir mais 6 aonos, percebendo as van-
tageos marcadas no regulamento anoexo so de-
creto n. 2171 do 1' de maio de 1858.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.monto Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
11
ORDEM DO DIA N. 108.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para sciencia da guarnigo, que approvou o
eogajamento que a 8 do corrente contrahio o
soldado da 8a companhia do 9" batalhao de in-
fantaria Maooel do Nascimento para servir maia
6 aonos, com o premio marcado no regulamento
aonexo ao decreto n. 2171 do 1 de maio de
1858.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Ccnforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
da irritago dos espiritos, e n'uma e oulra parte
foi seguida por sceoas tumultuosas.
A vista dessas circunstancias o gabinete de S.
Pe-tresburgo nao pode deixar de ponderar o peri-
ko de envolvimentos simultneamente no exte-
rior. >
As difficnldsdes ainda requerem de mais as
suas torgas e por isso leria urna grande ousadia,
eogaja-las ao mesmo tempo para fim da poltica
exterior. Essa ponderago determioou ao prin-
cipe de Gortschakoff a adiar por ora o procedi-
mento j ha mais tempo convencionado com a
Franca contra o Lomera doenle no Bosphero. o
dessa maneira cou tambem provisoriamente pa-
rausada a aclividade da Franga, a qual sem a
cooperaco da Russia nao pode pensar em desa-
fiar o resto da Europa no Oriente. Quando ou
nao, foram obrigados retirada em Pars, e a
ceder s exclamage* urgentes da Inglaterra, es-
pecialmente 5 respeiio da evacuago da Syria.
Entretanto a siluago na Italia sempre a an-
tign.
Os francezes oceupam ainda Roma ; el-rei
Francisco II continua a residir ali, e por elle ani-
mados os bourbooistas em aples fazem ainda
todos os eslorcos contra o governo piemontez,
porem sem poder obter resultardo qualquer, ao
mesmo tempo que o conde de Cavour, preoecu-
pado das dilficuldades da consolidago ioterior
da unio, nao pode por ora pensar de attacar o
Mincio, e mover a questo Venesiana. To pou-
co a Austrta se acba na pozigo de tomar a incia-
liva para ama guerra com a Italia.
E assim como no Mincio, a siluago a mes-
ma no Cider. O tempo se passou desde nossa
ultima, sem que a Dieta Germnica livesse adi-
antado pelo mnimo passo a questo Allema-
Dinamarqueza.
As respectivas commissdes da Dieta ainda nao
Tres dias depois o coronel Patzke j se acha-
ra na priso da capital da Prusai. Um empre-
ado inferior lhe tioha procurado o passaporle
falso, roas ao mesmo tempo so veioa saber que o
presidente da policia de Zedlitz, depois de ence-
lada a inquirigo, linha concedido ao Patzke urna
licenga por alguos dias.
A sensago que todos esses acontecimentos'
causavam foi immensa, como bem se ple ima- {
gioar. Ainda poneos das antes da sua fuga e
priso, o conde de Schuverin linha declarado
que o corouel Patzke era um hornero de honra
e agora o mesmo se achava na priso aecusado
como fraudador e falsario. E apezar do evidente
fevorecimeolo queobaro Zelitz, prestou ao co-
ronel Patzke para a sua fuga, dando-lhe a dita
licenga, o conde de Schuverin conserva o presi-
dente de policia no seu emprego, motivo porque
a imprensa com tanto maior impetuosidade re-
clama a remogo do conde de Schuverin do mi-
nisterio.
Na Hesse eleitoral tiveram lugar as novas elei-
coes, em consequencia dissolugo das cmaras no
fim do anno passado. Foram reeleilos todos os
membros da cmara dissolvi'da, e segundo todis
as apparencias o governo nao encontrar na no-
na dieta era mesmo os sete votos que lhe per-
tenciam na dieta dissolrida.
Nos dias 13 al 18 se achou reunida em Hei-
delberg urna assemblea das cmaras do eommer-
cio de todos os estados da Allemanha, para tra-
tar dos meios para favorecer os iateresses geraes
do eommercio. Acharam-se representadas 83
corporagoescommerciaes da Allemanha, e entre
ellas as de todas aa 'pragas notaveis como Ham-
burgo, Berln, Colonia, Breslau, Bremen, Leip-
zig, Trieste Vienoa, Praga, Lubeck, Aix-la-Cha-
pelle, Slettin, Magdeburgo. etc etc., e o grao-
duque de Bada as fez receber esaudar pelo seu
cootratempo tem causado urna fome geral. O go-
verno aqu tem provilenciado a esse respeito.
Sua Magestade a rainha deixou Londres no dia
18 do corrente, indo para Osborne na ilha de
Wight, onde permanecer alguns dias. Ah de-
ver ter chegado hoje o re Leopoldo que como
annualmente costuroa fazer, vera visitar sua au-
gusta sobrinha, demoraodo-se porm desta vez
apenas dez dias, quando em outras occisioes
menos tristes que esta pelo fallecimento recente
da duqueza de Hent tinha por costume el-rei per-
manecer em Londres ao menos uti mez. Sua
Magesljde belga guardar incgnito, e por con-
seguinte nao receber o corpo diplomtico nem
os ministros da coroa.
A raioha linha ltimamente passado algurn
tempo em Richmond, onde foi habitar While
Lodge, antiga residencia do joven principo de
Galles. O estado de oppresso em que ainda se
acba esta augusta senhora pela recente perda de
sua illustre me tem determinado, por consolho
dos mdicos, a especie de vida errante em que
tem andado a familia real oestes ltimos lempos,
pareceodo medicina que as9im distrahida
de '
men
e da Polonia.
i evacuago do territorio lurco pelas tropas trance -
j zas no prazo marcado pela convengo de Par,
, disse aquelle ministro que o governo francez es-
Java determinado cumprir ae eslipulagoes da
j mencionada convengo. E com effeito, segundo
: anuunciam as correspondencias de Paris, parti-
! ram j de Touloo muilos traosportes com desli-
I no Syria afim de receberem as tropas francezas
i que atli eslao e que devem evacuar esse territo-
rio no da 5 do prximo mez.
No senado francez o governo declarou-se nesse
sentido, dizendo que o imperador apoleo tor-
mava muito peito mostrar Europa o desiote-
resse com que se conduz na questo da Syria ;
I mas ao mesmo lempo o ministerio fransez no>
dissimulou que a repetigo de novas scenas como
as do Libano e de Dimasco occorridas no anno
passado levara a Franga novamonte oceupar
, aquella territorio.
Entretanto este expediento de evacuar a Syria.
adoptado pelo imperador apoleo, tem produ-
zido a grande vanlagem de traoquiiisar a Ingla-
terra, quem desta vez o sjberaoo da Franga
quiz fazer a vonlade.
Mas ica ainda a abertura do islhmo de Suez,
; por urna Companhia Franceza para inquietar a
i Gra-Bretanha.
Lord Woodehouse disse ltimamente na c-
mara dos lords que se esses trabalhos (drem avan-
I te o governo inglez nao deixar de alcangar da
. Sublime Porta as garantas necessarias contra
| um exclusivo dominio pela Franga de um ca-
minhj que to do perto conluz India ingleza t
A sempre pendente questo de Veneza parece
oceupar ainda a attengo da diplomacia, e se-
gundo deu a perceber o referido ministro dos ne-
gocios estrangeiros da Gri-Bretsuha esl essa
difficuldade hoje mais prxima de una soluco
pacifica.
A iroprensa europea tem espalhadoquo se tra-
ta de ceder Austria a Bosnia, a Herzegovina,
e mesmo a Croacia Turca em compensaco da
receouo a meoicio a qw assim .strahida do- cesdo de Veneza que o Imperador Francisco Jos
lL hUJ ", l* reslabelecer.se completa- fazia 3 favor Qa g,,, e v con) Su!
anIfl .LTlh a e" qUe Ca.h,- prlC,pe C0D' i bli,Ee P"l Austria lhe pagara duzentos mi-
XS%.!.JM .?r.nC,P08 n,8empr0 aCmpa' lh5es d0 fraocos dosqu.lro ceios mil que reTe-
rh.^ de,ra,Dh3-, ,, beria ooreid'Itali. anda a titulo de indemnisa-
J%? a...(iSL.?^ULt"nan!e18 pnDC,pe LuiZ 00 pela cesso daquella provincia italiana. Pre-
referirn] sobre a ultima declarago da Dioamar- ministro do eommercio o Sr. Weitzel.
ce acerca doa resultados das negociacoes com as
cmaras do Uolstein, e nao se sabe al gora
quando isso lera lugar. |
O cumprimeulo final da execugo federal con- '
Ira a Dinamarca nao se deve por isso esperar
com tanta brevidade, e tem-se razan para suppor
que a Dinamarca anda no ultimo momento, por
meio de novas concesses ainda mesmo nao com-
Londres.
de Hesse, que esl j contratado a casar com a
princeza deAlice, como dei disso noticia pa mi-
nha ultima caria. Sua alteza sereoissima vem
demorar-se em Inglaterra alguro lempo ; roas a
celebragao do seu consorcio nao lera lugar anle3
do mez de abril do anno prximo futuro.
Esse succe9SO, bem com a abertura da grande
exposigao industrial internacional que lera lu-
gar em Londres em maio desse mesmo anno, vira
sem duvida produzir nesta capital um brilhante
effeito, chamando para aqu um enorme concurso
de estraugeiros como succedeu por occasio da
igualmente notavel exposigao de 1851.
A prxima exposigao universal ter lugar na
mesma grandiosa escala da
quena provir
lende a mesma imprensa que este plano nao tem
enco-if-a !o difficuldade algums por parte do ga-
binete de Turim, que muito folgiria resolver a
questo de Veneza por meio de urna transacg5o>
i pecuniaria sem importar-se com a acquisigo ter-
, ritorial que a Austria alcangasse do imperio Tur-
, co, este quigdesejoso e anhelante de por aquel-
' la somma liviar-se de provincias que hoje so
acham ero aberla revolla alm da vanlagem da
. Cazer entrar ero seu magro thesouro a somroa de>
; duzentos milhes de fraocos capaz de restabele-
Ker por alguro modo o equilibrio financeiro do
I imperio ottomano; mas a Inglaterra e a Franga
se mostrara oppostas, segundo affirma a mesma
territorial era
as difficuldades
23 de maio de 1861.
Becebemos hontem nesta capital noticias do
Brasil vindas pelo paquete de Bordeaux, chegado
a esse porto no dia 20 do correle com tres dias
pletameote satisfactorias, data occasio para no- de viagem de Lisboa, d'onde nos enviara elle
vas negociages, que de novo adiaram a execugo urna mensagem telagraphica, annuociando ter
e Dos sabe ot quando. Tambem julguvam por sido completado no Rio de Janeiro o ministerio
bem em Copenhague fazer parar por ora os arma- Cexias com os distinctosnomes dos Srs. Manoel
melos emprehendidos com tanto zelo durante Felzardo, Saniva, S e Albuquerque. Esta no-
algum lempo, e demtlir urna parle dos licencia- ticia foi a mais importante que aqu publicaram
dos chamados. | alguroas folhas nao bavendo todava passado por
_.**??!* ?.ftwttfr entretanto nao tem felto "A OrSrXnha olha na actualidade com seria
S?rt-a5-.8JOSV ? C0Dseodo 'mPeno- ltetelo para o florescente imperio americano,
11 o SStt c?m. D* momento ds, 8Ua ricana do Norte. Al hoje a Inglaterra importa-
mS. 1? ,!P- deri 8D'be pe88r D Uma i va 8nde parte, ou a quasi totalidade do algo-
v.nPU .. P9 S"0*r Va 8 Hu"8r,f- nem a dio com que faz trabalhar suas fabricas de Man-
iho ?ina i,nc,'nad .pa/alkd,,pular ocon- ebester dos Estados-Unidos ; mas agora que em
?!nun...^P -. m fBlharamas n0T." consequencia da guerra civil e do blqueio dos
respeito, e quanto a Huogna, I porlo8Ho 8ul n^poder continuar a prover-se
dalli com aquello material, volta seriamente sua
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
HAMBURGO
SO de malo de 1861.
As esperanzas de paz, que expuzemos na nos-
sa ultima, se coosolidanm cada vez mais de en-
to a esta parte. Como parece temos diante nos
um vero pacifico na Europa, e se aguerra civil
nos Estados-Unidos nao devesse exercer os seus
effeitos, por muitos lados perniciosos, sobre o
eommercio europeo, nos nos acharia-mos pelo
momento mui confortable.
E' verdade que sabemos perfeitameote, que es-
tamos vivendo sobre um volco, e que esse rol-
cao, apezar das momentneas pacificas esperan-
gas, a cada instante poder romper a coberla fi-
na, que de nos separa aa suas chammas devora-
doras.
Tendo porm vivido j desde anuos sobre esse
volcao, e pasjado por diversas erupges, de que
escapamos soffrivelmeBte o habito embotou o
nosso sentimeoto de perigo quasi totalmente, e faz
que nao nos inquietamos at que a aclividade
do fogo subterraueu ae torne immediatamente
perceptivel aos oossos sentidos. Sobreludo acti-
vas se mostram as bolsas glorificando a presente
corrente pacifica, por cambios elevados de todos
os eTeiios, e to forte o saoguioiamo do me-
mento, que nao se faz muito caso da coofuso
americana sustentan )o-se sempre a esperanga de
uma prompta pacifica solugao. Nao se quer cui-
dados para nao amargar o prazerdas esperangas
de paz que se abriram na Europa pelo prximo
futuro. At mesmo oa cambios doa papeia aus-
tracos soflreram ltimamente uma elevacao pro-
porciooalmente estraordioaria, apezar de que as
circumatanciaa na Austria nenhum motivo deram
para isso ; tudo conta da paz europea assegu-
rada por alguna mezes.
At esperancas de paz e apoiao principalmente
tentativas essse
desde que a segunda cmara da dieta de Peslhe
comegou a sua aclividade poltica no dia 13 de
maio, se perdeu toda a esperanga de uma condes-
cendencia deste lado. A mesma cmara come-
gou por discutir a posico da Hungra para com a
nova constituigo geral austraca de 26 de feve-
reiro ultimo, e logo no primeiro dia o partido
moderado, por intermedio do seu celebre chefe
francisco Desk apreseutou o seu programma,
que fez desapparecer toda e qualquer esperanga
de uma coneiliago sob base da constituigo de
fevereiro.
Francisco Deak oxigiojeomo, conditio sine qua
non de toda a discusso entre a Austria e a Hun-
gra, a plena restituico das leis de 1878; ao mes-
mo lempo que de nenhum modo oceultou, que a
Hungra nunca entenderla renunciar a sua pleoa
independencia como estado, e tornar-se uma
provincia austraca. Isso como dissemos foi a
deelarago lo partido moderado, e do partido
radical a Austria tem de esperar ainda menos. A
respectiva discusso era Pesth nao se acha anda
terminada, mas j hoje nao existe duvida algu-
ma, que as propostas de Deak vio ser acceitas
com grande maioria.
Essas propostas tem por fim dirigir um ende-
rego ao imperador, como rei da Hungra, formu-
lando no mesmo' as exigencias do paize decla-
rando que a corda nao se decidase adherir, a
dicta se echara incapaz de se oceupar com os
negocios.
Ainda temos de fallar de uma triste oceur-
rencia.
J em 8 de maio a dieta da Hungria deve-
ria ter entrado em aclividade : no principio da
sesso a cmara recebeu a triste noticia que na
noite passada, o conde Ladislao Telecki, o chefe
do partido radical da dieta, havia espontnea-
mente posto termo a sua vida. Em consequencia
dessa noticia abaladora a dieta se adiou at o dia
13 de maio.
Anda reina grande obscuridade sobre os mo-
tivos especiaes desse suicidio, O que ae sabe
que o conde Telecki soffria i desde aonoade
uma dolorosa e- inconsolavel doenga no baixo
ventre, e que ltimamente deu stgoaea de me-
lancola e de desgosto da vida.
Entretanto o consetho do imperio em Vieoua se
oceupou em ambas as cmaras com os endere-
ces de resposta falla do throoo.
A cmara dos seohores discuti em sesso con-
fidencial eapreaentou o aeu enderego em 10 de
maio ao imperador; a cmara doa deputados,
que tambem realisou o seu enderego em uma
nica sesso apresentou o mesmo em 13 do 1
occasiao para aquiconcorrerem com a Gra-Bre
tanha.
O governo inglez j se dirigi officialmento
aos* diversos governos estrangeiros, convidndo-
os a concorrerem a esse grande acto de civilisa-
go moderna ; e segundo me consta tero rece-
bido de todos elles resposts affirmativa, havendo
j alguos delles nomeado os commissarios que
de iotelligencia com os da Gra-Bretanha deve-
ro promover essa grande obra. Os paizes que
co assim eogran-
ropa. De modo
que parece nSo ser e3ta ainda a solugao que de-
ver ter a quesio de Veneza, visto como os ga-
bioetes de Paris e Londres se opporo a nica
j iransacgo era que o imperador Francisco Jos
considerara a sua dignada salva, isto cedendo
o territorio do Veneza por outro desmembrado
da nacionalidade Turca.
Em Londres e em Paris a opinio unnime)
acerca da solugao que deve ter o conflicto ainda
pendente entre
tem noroeado comroissarios ao-a Franga, B-l- I Y 7'L"Z^r tm "ir^ h/^8 qU8 aq"el"
Vem a proposito fallar da quesio de Rom
igualmente ainda pendente.
presidente da commisso para os trabalhos da
exposigao por parte de Portugal.
A grande obra do edificio destnalo ess ex-
posigao teve j comego, sendo langado os alicor-
ees em Kensington Gore, a pequea distancia do
lugar em que em 1851 fdra construido o palacio
da exposigao.
As proporgoes do edificio sero desta vez mais
ampias, sendo todava as sommas requeridas
para a cooslrucgo delle as mesmas que se des-
pendern: em 1861.
O montante das assigoaluras sobe j quatro
cenias mil libras esterlinas, esperando-se que
exceda meio milho esterlino.
altengo para o Brasil e outros pontos, donde es-
pera fazer viressa materia prima. E, assim que
a associjc commereial de Liverpool est dis-
posta a fazer acquiaiges de terrenos no Brasil ou
em oulra parte, onde o algodo possa ser culti-
vado com vanlagem.
Coosta-me mesmo que ha pouco tempo um
certo Mr. Baseley, membro da cmara dos com-
muns e perlencente aquella associago, se diri-
gir ao nosso representante nesta corte rogando-
lhe que interviesse junto do governo imperial
para que este auxiltasse o desenvolvimento da
culturi do algodo no norte do Brasil. E' de pre-
sumir que eata solicitaco fosse levada ao conhe-
cimenlo do governo imperial, o qual nao deixar
de lhe prealar a atlengo que parecer convenien-
te, podendo-se quasi aQingar que tomar as pro-
videncias quecondnzam realisago de um fim
to proveitoso. Nao se diga que a vanlagem
para o Brasil seria apenas temporaria e limitada
duragoda guerra civil, porque sabido, alm
do crdito que neste mercado tem o nosso algo-
do, que a Inglaterra deseja libertar-se de uma
vez para sempre da subroiaso em que tem esta-
do para com os Estados-Unidos em relago ac-
quisigo desse artigo.
Assim, pois, fagamos votos porque o Brasil
compreheodendo o seu interesse promova a da
da associago de Liverpool'
0 algodo do Maraoho fica colado a 8 3|4 d
e o de Pernambco a81|2da9d. O pedido
fem-se conservado firme, em razo da dirainuigo
que tem havido na importancia desse artigo dos
Estados -Uoidos.
Os nossoa principaes gneros venda neste
mercado se acham pelos seguintes precos : cacao
(l d de direito por Ib.) 5263 per cwt ; caf de
primeira qualidade 60 s 7C a, segunda dita 54 a
60 s ; ordinario 48 s 53 d per cwt. Pao Brasil
80 a por tonelada. Assucarde Pernambco e da
Parahiba braoco 26 s 30 s 6d per cwt ; masca-
vadol9 8 25. Assucsr branco da Bahia 24s
30 a ; maacavado 19 s 6 d24 8. E couros sal-
gadosa5 3i4d a 7 1|2d ; seceos 8 U2 d a 9 d : e
seceos salgados 6 d a 8 l[2d.
Aa acedes da estrada de ferro de Pernambco
Qcam a descont de4 1(2 a j 4: as da
Bahia ao de S 2 li8 a S 1 7i8; e as de S. Paulo
a 26 1 5(8 3t8.
O descont no banco de Inglaterra se acha a
6 0*0 sobre fundos ioglezes do governo : e nos
bancos de Lombard Strel a 6 1(2 0[0 sobre letraa
de primeira ordem.
Os consolidados ioglezes de 3 rjlO tem sido co-
O banco d'Inglalerra garanti aos contratadores
das obras o pagamento das despezas totaes, de
modo que essas obras se faro com a maior ra-
pidez e sem embirago algum. Emfim de oulubro
prximo o palacio estar completamente coberto,
am de comegar receber os objectos ioglezes l seo,'r P *JU9te de ser. Roma. "cupada P" uma
jr'em exoosicSo : os obiectes ex- 8uarn,?a" piemonleza igual franceza, compro-
A Italia continua a clamar pela evacuago da
cidade Eterna, vendo nesse successo o desolace
daquella difficuldade; mas o imperador apo-
leo, seguindo seus planos quaesquer que elles
sejam, conserva sempre em Roma suas tropas
sem imporlar-se com as reclamsges mesmo do
habitantes da cidade Eterna.
Alguns jornaes tem espalhado que ltimamen-
te fra entregue ao embaixador francez all un
memorial assignado por mais de dez mil Boma-
nos, em que pediam a retirada da guarnigo fran-
ceza ao imperador apoleo ; mas este vai poc
diante com suas vistas, e parece que tem deter-
minado conservar ao menos por mais seis mezes
as suas tropas naquelle poni.
Corre o boato de que brevemente a Franga re-
conhecer o reino de Italia e de que ento con-
que se destinarem exposigao ; os objectes ex
postos pelas nagoes estrangeiras devero entrar
depois d'aquelles, mas de modo que em meado
de fevereiro prximo todos elles estejaro collora-
dos, oo sendo-lhes concedida entrada no edifi-
cio depois desse prazo. Os exponentes estran-
geiros, que tiverem de fazer quaesquer remes-
sas, devero entender-se com os commissarios
da raioha por intermedio dos commissarios de
seus respectivos paizes, fazendo e pedido al
agosto prximo. Nenhuma despeza lero elles
a fazer com a exposigao desses objectos no edi-
ficio da Exposigao ; mas as que se flzerem com o
meitendo-se o rei d'Italia a garanta do papa o
territorio que este ainda possue: esle plano,
alias extravagante, tem ltimamente estado era
discusso na imprensa, com o fim lalvez de in-
dagar a tendencia do espirito publico. Nenhuma
duvida ha que encontrar elle grande opposigo
por parte da curia romana, que contra isso pro-
testara como tem f-ito acerca de ludo que se op-
pe aos seus direitos divinos.
A Polonia parece adormecida depois do ultimo
abalo porque passou, gemendo sob o peso colos-
sal da Russia que a opprime com suas formida-
transporte desse artigos al all correram por | Teis for?8S- Lord John Russell, fallanlo ha dias
maio! I tados % 91 7(8 e 91 "Os 3 Dio francezes a 69 fr.
Ambos os enderego na parte essencial se li- 30 c. Os 5 QiO brasileiros de 98100 ; e os
cuota dos seus denos. A commisso Regia-Bri-
laoica nao se responsabilisa pelos sinislros que
possara occorrer, com quanto prometa empre-
gar loda a diligencia para a boa conservago e
guarda dos objectos exoostos. A abertura da Ex-
posigao Universal de Londres ter lugar no dia
primeiro de maio do anno prximo futuro.
O governo imperial foi convidado, como todos
os governos estrangeiros, eoocorrer essa reu-
nio ; e nenhuma divida teoho de que acolhe-
rismos com enthusiasmo um pedido, que nos
permitlir de expor na Europa os ricos produc-
tos que possuimos. Assim, pois, fago votos para
que o Brasil cuide seriamente deste ensejo favo-
savel nossa industria e agricultura, nomeaodo
sem demora a commisso que de*er oceupar-
se dos trabalhos conducentes um fim lo im-
portante.
O parlamento britannico acha-se novamente
era ferias de alguos das por occasio das testas
do Espirito Santo ; s no da 27 do correte de-
ver recomegar seus trabalhos. O orgamenlo da
fazenda tem continuado em discusso oa cmara
dos communs, havendo Mr. GLadetooe consegui-
do um voto favoravel respeito da abolico do
direito sobre o papel. A opi'osigo, capitaneada
por Mr. Disraeli, propozera conforme j informei
na minha antecedente uma relucgjo nos direitos
sobre o cha e o assucsr em substiluigo da abol-
gao do Paper Duty ; mas a cmara, conside-
rando a influencia benfica que sobre a liberdade
do eommercio trazia a deaapparigo daquelle
imposto sobre os manuacriptos, impressos, e pa-
pel, optou por esle expediente quereodo antes
conservar o direito sobre o cha e o assucar, ar-
tigos estes que devana ser reputados de mero lu-
na cmara dos communs acerca dos ltimos suc-
cessos polticos daquelle infeliz paiz, declarou.
que a Inglaterra sympalhisava deveras com *
causa nacional desse povo, mas que oo dissimu-
Uva a impossibilidade de prestar-lhe qualquer
apoio.
J em uma de minhas correspondencias eu ha-
via indicado que esta seria provavelmente a di
recgo que o gabinete de S. James dara sua.
poltica em relago a causa da Polonia.
As noticias dos Estados-Unidos chegtm at 8
do correte. Nessa data Washington conlinuavat
ameagada de urna invaso pelas tropas do sul ;
roas o presidente Lincoln se achava com forgas
bastantes para resistir ao inimigo, havendo feito
fortificar a capital. Essa autondade suprema ha-
via decretado o blqueio dos portos do sul e bre-
vemente o fara effectvo. por meio de uma forto
esquadra.
O presidente Davis por sua parte decretara o
corso coolra as provincias suj-itas Unio Bal-
liroore se achava ainda naquella data no poder
da populaga ; mas seria brevemente oceupada
pelas forgas federaos.
Sua Magestade Britannica publicou ha dias
ma proclamago, lembraodo a seus subditos os
deveres de neutralidade que Ihes assistem na ac-
tual luta entre o norte e o sul da Unio, e corn-
minando penas contra aquelles que trensgredin-
do-os se alistarcm no servigo de qualquer dos
belligerantes.
LISBOA
28 de maio de 1861.
Abriu-se o parlamento com as solemnidades
officiaes do estylo ao dia 20 do corrente.


f*>
MARIO DI tERliMIUCO. QUINT4 fEllU |3 M JUNHO 1M1.
O discurso pronunciado pelo chefe de estado T
o aeguinle:
Dignos pares do reino eseuhoiea deputados
da nagao portngueza : Depoia da breve inter-
rupcao dos Irabalhos parlamenlares, sie de novo
chamados os corpos legislativos a occupar-se des
negocios da governacio publica, para os quaes
constucionalmento se torna necessario o seu
concurso. B com a maior satisfac.Ro que em mo-
mento tio solemne me encontr no meio de vos.
Com todas as potencias nossas alliadas con-
tinanos felizmente a manter as melhores reta-
cos de amizade.
Houve completa tranqullidade no acto elei-
toral a que ltimamente se procedeu. E' mais
una prova de que a naci est amadurecida pa-
ta o eiercicio das mais importantes de suas pre-
rogativas polticas.
O desenvoltimenlo da viarao publica conti-
na a merecer seria alinelo do meu governo.
Um empreslimo importante, celebrado em con-
dieoes vantajosas com capitalistas nacionaes, pro-
poicionar recursos a este ramo do servido publi-
eo, para a regularisajao do qual pelo ministro
respectivo vossero presentes as necessarias pro-
videncias.
m Tem de ser chamada a vossa U.-ncao para a
conveniente resoluco de algunas proposlas, an-
tecedentemente apresenladas, cuja iniciativa se-
r renovada pelo meu governo.
O progres3o do rendimeuto do? impostos in-
directos bastante satisfactorio e iudica a rpida
tendencia para o restabeleciiuento do equilibrio
entre a receila e a despeza do estado. Pelo meu
ministro da fazenda vos serlo aposentadas algu-
nas medidas com o Qm de modificar no sentido
do bom senso do servido e da conveniencia dos
contribuinles, algumas das disposiges legislati-
vas, que a experiencia tem mostrado carecerem
de urna tal modificado.
As aossas provincias ultramarinas, mais do
que nunca, reclaman) a solicilude dos poderes do
salado. O desenvolviraento do commercio e da
agricultura d'aquellas regies de tanto maior
importancia, quanto certo que os gneros da
prodcelo do seu solo pode em breve offerecer
subsidios valiosos i industria nacional e estran-
geira. Pelo ministro competente vos sero apre-
senladas as convenientes proposlas sobre o as-
ampio.
Pelos diversos mintenos vos ser dado ci-
nhecimento das providencias jue as necessidades
publicas reclaman) com maior urgencia. Espero
ato rosso ?elo e intelligencia a mais decidida coo-
peracao para o engrandecimenlo do paiz a que
nos ufanamos de pertencer.
Est aberla a sessio.
Cumprida, pois, esta formalidade constitucio-
nal, resta aos corpos coilegisladores aproveitar o
lempo em cousas uteis, em vez Je o malbarata-
rem as pugnas esteris do puzillato partidario.
Como Iba liuha em lempo aonunciado fez-se
urnaJornada de pares. Esta medida, segundo as
coossoes da pruprii impreusa da opposico, era
urgentemente reclamada por Gregns e Trvanos.
Em lodos os campos da poltica liberal se reco-
nhecia que, predominando naquella casa do par-
lamento os herdeiros so do titulo, sobre os pares
Ilustrados, leudo havido mullas perdas. na par-
te mais inlelligente. e sendo era extremo limita-
do o numero dos pares que eoslumam assislir s
sess^s, erara muilas vrzes, com grave prejuizo
publico, paralysado o deido andamento dos ne-
gocios mais importantes.
Outros pa^savam por aquelle ramo do poder le-
gislativo, como por urna simples chancellara,
sera o necessario debate. Alem disso as scenas
violentas que se observaram naquella casa n'uma
das ultimas sesscs da legislatura preterila, as
tendencias ultra-reaccionarias da maioria daquella
assembla, ludo aconselhava a adoprio de seme-
lhaute medida, iulciramente prevista pelo cdi-
go fundamental e aa altribuicoes do poder mo-
derador.
A listados cavalleiroselevados ullimamenle ao
panato, por cartas regias de 17 do corrente, co-
mo se segu:
AlexaoJrc Herculano.
Manoel da Silva Barro?.
Mauoel Antonio Vellez Caldeira.
Antonio Jos d'Avila.
Jlo de Souza Pinto de Magalhaes.
Marino Miguel Franzini.
Jos Mara Baldez.
Jos da Cosa de Souza Piulo Baslo.
Antonio de Azcvedo Mello e Carvalho.
Bario de Villa Nova de Fojcu
Francisco Jos da Costa Lobo.
Joaquina Fi-lippe de Loure.
Jos Augusto Draaucamp.
Jos Joaquim dos Reis e Vascoucelles.
JosLoureoco da Luz.
Vse, pois, desta liria que as nomeacoes ga-
Jardoaram a sciencia, as leltras, a probidade e fir-
meza de carcter, e os serricea longamenle pres-
tados causa liberal.
Passos Mauoel, o bario de V. N. de Fozcd.
(Francisco Antonio de Campos) Antonio Jos
d'Avila, Mello e Carvalho, Piuto de Magalhaes,
Soure, e Franzini, teem sido ministros da cora
egozamdas honras de ministros honorarios. Ale-
jandre Herculano, o nosso primeiro historiador,
Baldzy, actual comrasodaute geral de artilharia e
anligo lente da uuiversidade, Lourenco da Lu,
presidente da diieccao do banco de Porlugal e di-
rector da escola medico-cirurgica de Lisboa nao
eraru menos dignos de lio elevada dislincc:o.
Cosa Lobo e Piulo Basto, Reis e Vasconcellos o
Vellez Caldeira, eram amigos deputados e igual-
governador da provincia de S. Thom e Principe
A trasladarlo deve ter lugar amanhan.
Amorte roubou tambem ao paiz oulro cidadlo
prestante, o viscondede Albougia (Antonio Alui-
zio Cerviz de Alhongia), que toi ministro da
marinba e ultramar na admioislraclo Saldaoha-
Fontes.
No dia 33 do corrente manifestou-se um furia-
so incendio do palacio velho da juda, onda ae
achara eslabelecido o asylo dos orphios, da febre
amarella. Dere-s* aos corajosos estorbos da tor-
ga militar aquartellada em Belem.a aa guarnicoes
de alguna navios de guerra, dirigidas e animadas
por S. A. o Sr. infante D. Luiz, terem sido sal-
vas ss 400 ciimcaa asyladas.
O predio ficou reduzido cinzas ; nao ha toda-
va a lamentar nenhuma desgrana. O fogo oi ca-
sual e pegou n'um deposito de carvio junto sco-
sinhas
El-rei D. Pedro V coacorrau ao lugar da linii
tro, e permittio bondosamente que os aiylados
fossem provisoriamente hospedados no real paco
da Ajada. *
A direccio posteriormente remellen para as
suas familias mullas dellaa, subdividindo estas
emquanto nao se reedifique o palacio que srdeu.
Consta que S. M. a Imperatriz do Brasil lencio-
na contribuir com as despezas necessarias para
esta reedificaco.
As benficas directoras do asylo recorreram i
candade publica, e no Jornal do Commercio foi
tambem aberla urna subscripcio para o messao
nm.
O aayio era dirigido por irruas de ciridade.'
Continua a imprensa a occupar-se da questio
do lazzarismo francez, exlrauhando ao governo
que leudo marcado na portara da 5 de marco
ultimo o prazo, de 40 das para que asroslas de
candade, abandonassem as suasacluaes residen-
cias, ou se conformasseminteiramente com o que
diapem as leis do reino, anda boje, que sao
passados tantos dias sobre os que marcava aquel-
le documento ofDcial, nao teoba resolvido a
questio.
O que me consta, que tendo entrado este as-
sumpio n'um caminho diplomtico, ce acham aa
negociagea n'um estado satisfactoria, salvndo-
se com a resolugo a que se chegou : a digoidade
do paiz, o respeito legislacao patria, e ao mes-
mo lempo a continuadlo das boas relacoes em
que esl o nosso governo com o de Franca.
Restam, porra, a resolver alguos pontos de
ordem muito secundaria, e que uaiuralroente ae
chegar amigavelmente ao desenlace desejado.
Fez o governo bem ou mal, guardando silencio at
hoje sobre islo ? Andou de leve quando marcou
um prazoquenao seria observado ? Creio que no
parlamento, logo que seja constituida a Cmara
dcutiiiivaroeole, o goveroo se explicar como
deve, ou por um acio espontaneo, ou convidado
para sso.
Sendo um negocio diplomtico, parece que o
bom caminho nao seria comprornetter-lhe o bom
xito com urna intemcesliva publicidade.
Outro motivo de censura contra o gabinete por-
luguez lem sido o nao haver anda recouhecido
OfBcialmente o reino da Italia. Estando este as-
sumpto intimamente ligado com a questio da
temporalidade do summo pontfice, e devendo
esta ser submeltida um coogresso de nacesca-
tholicas, o que ludo faz crer, nao me parece que
seja para eslraohar que o governo de Portugal
em vez de aolecipar o sen voto nesia queslio, se
mantenha n'uma prudente reserva, como a Blgi-
ca, a Franja e o Brasil, Hiedes bem calholicas
tambem. Porque seria Porlugal daa primeiras
ou a primeira naci calholca que reconhecesse o
novo reino da llslia ? Porquo o bey Tunes e o
imperader de Marrocos j procederam aquelle re-
couherimenlo ? Porque a Inglaterra o fez ? A
Inglaterra urna cacao protstame.
Parece que o nosso governo fra convidado pe-
la Hespanha para unir-se Baviera e Austria, a-
fim de interceder para coro as grandes potencias,
aim de que fosse conservado o governo temporal
ao papa.
O nosso governo, segundo ouvi, nlo snnuo a
este convie. o que foi bem receido pelo gabine
te francez.
Em todo o caso esta prudente expectativa, se
aliendermos a que nao somos urna potencia de
primeira ordem, revela muito tacto poltico da
parte do ministerio, e nao mereca que o andas-
sei malquistando com o paiz, ora com a aecu-
sicao de ultramontano, ora de scismalieo.
Eston que se nlo fechar o parlamento sem que
' governo tenha-lhe dado conta de lodo o seu
Esl demiilido|de commissario rete'o thoatro
normal o Sr. D. Antonio da Cosa lanza de Ma-
cado, da casa de Mesquitella ; aera apame-a pa-
ra aquella lugar o Dr. Abrancbes autor do Capti-
vo de Fez.
Est publicado o segundo roame da-rorslo do
Romance de urna tenhora de Alexandro Dumts
com a filha q;o, do primeiro matrimonio, ficara
aquella aeuhora.
No dia 13 partirm todos pelo rio Douro abai-
xo, aooospaaooitos pelo juiz de direito de Villa
No** 'eto* o Sr. Aragio Mascarenhas, e de
Pelas 11 horas da manhaa chegaram ao peri-
nik ~' "'-- o, "i mwi .-- t iivros ua mannaa coegaram ao peri-
Ulho. E editor 9. G. Lopes, que ha pouco puaii- goaisaimo ponto denominado o Cachlo lendo ts
cou a Ca* U*>, e Rei* Mundo etc. aguas do rio g-.nr.ado algum volume em conse
Annuocia-se para ahir brevemente a los um quencia das churas dos dias anteriores que ti-
volume de pequeas nov-llas escnptaa por Julio Buam causado urna corrente espantosa. Ao
procedimenlo oestes gravissimos negocios.
J foi acordada a fusao dos dous franco U-
Cezar Machado, roame que lava por titulo Can-
Ios ao L*r. A julgarmos pato intoraaae qua des-
pertara a leitura do soa romance. A vida tmUr-
6a, e pala avidez com que sao lidos os seus fo-
Ihetins, publicados ua Opxniao e no Reooluco
deStiemiro.o recente trabalho de Julio Cezar Ha-
chado, deve agradar muito.
Continua lendo aqu grande renda de rolumes
a Bibliolheca Ftcakida, publicada por Jk. Cmz-
ricna.
Aa memorias authenticat de Garibaldi por
Garmtlio LynadUr, a Manan Leicant do abbade
Prevost, e a Vida aos otate anntu da Alexandra
Oumas fllho, ludo obras shida a fume nesta
elegante bibliotheoa, teem obiido um grande xi-
to, agora que se acham vertidas em portogoez,
xito que j o linham alcaagado escrlpios no ori-
ginal francez.
A 'ama de lys, tambem de Alexmdre Dumai
lho, o volme que este mes anda dere ser
publicado, segurndo-se-llie depois a Antonina.
Os theatrns nao teem aoreseotarjo oilimima-.
to cousa aovo, o par* t#o oer vetw, aW teem
ido desenterrar da p de soua archivos, esses dra-
mas arripilantes, onde as nwrtes sao s dtseuas e
os euveoemaaienUj sem cont, ostentando em
loias ossaa comparacoea o seu priacipal papel, a
typo do traidor, deliciasdoa con corroo tes ao Uiea-
tro ha vinte annos.
O gyranagio reawQOU a Fragata Mednza, e
com ella l vai chamando a concorroncia do pu-
blio, que, no eotaolo, nao lo avulUdo, que
possa dar lucro empreza, ou anda mesmo ha-
bita-la a lazer f.ice s despezas, que fez para
por apreco em scent.
No tiieairo de D. Marii II, rorivem o tero
Negro do Leoa Gozlau, e a Tereuxe de Carlee,
sendo ostra tradcelo do censor dramtico Er-
oerts Bieater.
Dias antes liona sido representado com grande
applauso o drama Martim de Fretto, original
do Sr. Jos da Silva Mondes Leal Jnior. Este
drama est aserilo n'uma linguagem apuradsi-
ma, e mereceu bem os applausos que o publico
Ine dispeusou.
Espere-se anda no verlo urna compsnhia de
Larguella, viuda do Cadix, e que vai representar
no iheatro de S. Garlos.
Tem feito durante tolo o mez um invern
rigoroso : mudaram-se as estacos, ou para me-
lhor dizer, o invern parece ter assambarcado lo-
do o armo : ha quatro dias que choe constante-
mente, mas uo entonto ainda nao me consta que
os labradores se lenham queixado do tempo, o
que c para admirar.
J cooae;aram as obras para o monumeoto a
Camoes, que deve estar concluida dentro em tres
annos, lendo sido a obra adjudicada ao escriptor
Vctor Bastos.
Tem causado grande desgoslo o fim trgico
do bario de Forrester afogado no Douro no dia 12
do corrente no sitio Cacble. O honrado e queri-
do coruroerciaule porluense, vlnha do Regoa com
o conde d'Azambuja e alguos criadaa pelo rio
abaixo, quando ao chegar ao sitio indicado, o bar-
co voliou-ae e todos es passageiros toram ao rio,
nao sendo posaivel salvar neta o Sr. bario, um
criado e urna criada. At agora, em que lhe es-
crevo, anda nlo tinba apparocido seuo o cada-
ver da criada.
O Sr. bario era hornera de idade provecta, mas
muilo querido e estimado no paiz, pelos ser ricos
que presfra ao nosso commercio.
L.
transpdr este ponto, o barco em' que vinhauf.
abri o eil-os a debater-se com a furia daa
aguas.
O Sr.Torreg sggarrou-se a um barril com azeile
o assim boiou por alguns minutos ata que con-
seguio salvar-se.
O conde de Atasnbuja segaron sua espora,
nadiodo sempre at que Toram igualmente sal-
vos, bem como a Sea. D. Antonia.
O 9r. bario de Forrester, nadando sempre,
eslava j prximo da Ierra, quando desgraciada-
jante recebeu urna pancada na cabega, com um
fragmento do barco, que o fez victima do
naufragio. Morreram tambem o creado e a
creada.
A mortedo Sr. bario de Forrester gera'.men-
te sentida, porque sendo estrangeiro tinha um
coracao verdadeuaaeole portuguez imava esta
erra com a predilecclo do mais extremado de
eus ulhos.Quando nio houvessem oulras pro-
ras,come as ha e muitas,bwtavam para o
attestaras suas importantes, valiosas e aprimo-
radas cartas geograptricBS do paiz do Douro e do
seu no.
Para que o leilor possa fazer idea do siiio em
que leve luear o naufragio, e do enthusissmo
com que o llustre estraDgeiro fallara do Douro,
pruturamos a collecclo de cartas que elle escre-
ici 1.I1L.1.. tr:_______ _. k ...
. i V-------1------. '61' ieoi.iro anniversano da res!
mente merecedores do paralo pelos precedentes | no 1u de dezembro de 1640
ioo poruense, e Banco commercial, industria e
agrcola do l'orto.
Sabbado passado deviam-se ter reunido as as-
semblasgeraes de cada um desies bancos para
Ihes ser submeltida a respectiva proposta para a
usoe base, com que deve ser feta, sendo de
esp-rar que o resultado seja a sua plena appro-
vacao. "
O espirito patritico e anli-iberico, vai-se de-
senvolvenao prjporcao que a impreosa do v-
sinrro reino, enihusiasmada com a aonexsclo de
S. Domingos aquella monarchia nos fazquotidia-
nas suasorias sobre o thema di misso das duas
nacionalidades.
O povo portuguez quer provar aos nossos in-
quietos visinhos que a opioiao publica em Portu-
gal nao acceila aquellas ideas, uem espera van-
tagens da perda da nossa autonoma.
No Porlo preparam-so grandes fealejos para ce-
ebrar o anniversario da restauradlo de Portugal
de sua vida publica. Effeclivamente a opposico,
censurando medida em relacao a opporiunida-
de, nao tinha que dizer com referencia aos mere,
cimenlos individuaes dos escolhidos. Sobre a
opporluoidade todava iuconleslavel que ao po-
der moderador compete primeiro que tudo resta-
Jiclecer o equilibrio dos poderes, o que nlo exis-
tira (canto a cmara dos pares em autagonismo
com a cmara dos deputados.
Nesta sabido que o governo ficou ero conside-
ravel maioria ; o que logo na primeira votarlo a
que ali se procedeu, o era que a opposico fez
lista sus, se manifcsiou, oblando o mais votado
da opposicio 24 votos, em quanto o menos votado
dos oiinisleriaes leve 62. Trata-se anda da ve-
Ticaclo de poderes, trabalhaodo a cmara como
junta preparatoria.
Dz-se que os Sis. Alexandre Herculano, Pinlo
de Magalhaes nao acceitaram a nomeacao de
pares.
Nao lendo comegado ainda os debales do parla-
mento sobre assumptos ponderosos, o que serve
de ihema s discussoes jornalisticss a nomea-
cao dos pares, e o resultado do segundo escruti-
nio eleitoral, em que sahiu eleito deputado por
Lisboa (circulo 115) o Sr. Fontes Pereira de Mello,
com auxilio des realistas daquelle bairro.
Ficam vagos alguos lugares de deputsdo por
Lisboa, e leremos terceira eleiglo.
Os governadores querem propor pelo circulo
117 (onde fOra eleito o novo par do reino Vellez
Caldeira) o Sr. Casal liibeiro, amigo ministro da
fazenda, e sem duvida alguraa, um dos homens
ais ooiaveis do paiz. Anda se conserva fra
delle, e ha poucos dias foi para Inglaterra, aphon-
do-se completamente reslabelecido dos padeci-
mentos que o tiuham determinado a eroprchender
algumas viagens.
Deu-se hontem sepultura o disliuclo eserip-
tor portuguez Francisco Hara Boroalio, capillo
teornte da armada. Tinha 40 annos de idade e
sucumbi a urna phlysica do larynge. Deixa
nuitos escrptos que estabeleceram a sua bem
merecida repulagao.
As priocip-.es obras de Bordallo que eslo im-
pressas, sao as seguiutes : aRei ou Impostor,
drama origioal representado em 1847; Trila
annos de peregrinaclo, impresso em Maco ;
L'm passeio de 7.000 leguas, romance ; Euge-
nio, novella martima, publicada no Rio de Ja-
neiro em 1846 ; Viagem rodado Lisboa, um
rolurae ; A nao de viagem, novella publicada
na Vertir Populare de 1850 1851 ; tQuadros
Martimos, publicados no Panorama em 1854 ;
Viagem na frica e na America, idem ; D.
Sebasliao o Desojado, lenda nacional em nove
captulos ; Navegadores porlugueze3, Navegado-
res estrangeiros, Igooto Deo ; Viagem Piclo-
resca roda do mundo ; O Voador, publica-
dos no Panorama do anno do 1855.
fiBordallo foi redaelor da Distracco instructiva,
publicada em 184*. e escreveu mullos arligos em
prosa e verso, luteranos e polticos, na lllustra-
go. Imprenta e Lei, Patria, Rei e ordem, e acba-
ra-se actualmente oceupado na continuarlo dos
trabalhos typographicos comecados pelo fallecido
Jos Joaqmm Lupes de Lima, relativos s pos-
seates portuguezas no ultramar. A impresslo
do primeiro volume j se achara muito adian-
tida.
Dous das antes de fallecer, assignara as cartas
ce convite para a trasiadaco para o cemiterio
dos Frazeres dos reatos morUes docapitao leuen-
preparam-se iguaes
le Francisco Antonio Corris, que fallecer sendo I bmo.
Em Braga e em Coimbra,
festejos.
Em Lisboa comejam a orgauisar-se commisses
para iguai Om.
Em varios outros pontos do reino tambem se
esl tratando de preparar os meios desolemnisar
aquelle glorioso anniversario.
E' a domonslraglo mais cabal que se pode dar
em desmentido aos boatos que a imprensa hts-
panhola lem feito correr sobre as suppostas ad-
hesoes que dizem ler neste paiz o ponsamento da
aunexaQo.
Oxai que nestas demonslraces o nosso povo
continu a manifestar a candura e bom senso que
lem mostrado em muitas oulras occasies.
O vapor D. Pedro da compaohia Unido mer-
cantil que navega para os porlos da frica occi-
dental, soffreu um incendio parcial quando fuo-
deava na lha de S. Vicente no dia 9 deste mez.
Ardeu a carga da coberU avahada em 15 contos
de ris.
O incendio foi causado pela coofijgragao de
tres volumes com fosphoros, carregados pelo ne-
gociante desta prsco Siqueira Lopes. Diz-so que
o carregador nao manifestara a qualidado do ge-
nero, e que a companhia de seguros exige urna
indemnisaglo igual ao valor das avarias. Pres-
tou valiosos servigos o vapor D. Pedro a iripu-
laqho e commaodanle do Exlremadure que de
volla do Brasil, nncorava mesma hora naquelle
porto. '
Sabio a 18 desle mez a fragata D. Fernando pa-
raboa e Mocambique. Leva no con vez o vapor de
ferroZamfcezio, destinado! navegado fluvial das
nossas possessdes na frica orienla'l. Transporta
duas companhias de tropa, urna pira Mocambique
oulra para Damlo.
Tivemos noticias de Angola muilo satisfactorias
e bem propriag para encher do orgolho o povo
porluguez. O compwdore da esquadra america-
na da eslacao em Loaoaa, exigi do gobernador
geral da provincia Calheiroa, que lhe restituase
um individuo da sua tripularlo que fra preeo
pelas autoridades portuguezas. por te* espaocaOo
um subdito porluguez, deixando-o muito maltra-
tado-
O goveruador recusou-se a lio inslita exigen-
cia. O americano insisti, ameacando que ira
forja tirar o boroem da cadeia. 0 goveruador en-
lao fez por tudo a postos, e dispoz-se para o que
viesse a succeder, lomando com a maior energa,
todas as disposigoes bellicas de que poude laocar
ralo.
O americano observando esta altitode, retiren
com os cinco navios de aua eaquadrilha, e nao
consta quo toroasse a a aparecer all. Este fado
enlhusiasmou consideravelmeote os habitantes
da provincia, e produzio o melhor effeito em Por-
tugal. E' assim que se ganba prestigio e autori-
dado.
O goveroador Calheiros fez por sua deliberaco
e coragem, reviver naquellas parageoa aa tradic-
(es de que tinto se honrara ainda boje os portu-
guezas.
Os joroaUstas do Porto lem celebrado varias
reuoioes para oiscutirem o pcojecto de lei qne o
Sr. Jos Luciano de Castro um dos redactores do
Joraal do Porto, e agora eleito deputado aecor
les, leociODs apresenlar sobre a liberdade de im-
preosa.
A actriz Emilia das Neres, partir para Pa-i
ris dentro em pouco, d'oode ra, com licenca do
goveroo esludar a arte que cutera com tanto eo-
Porto, S de maio.
As corles geraes extraordinarias da nacao
foram abertas, como eslava decretado, no dia 20
do corrente.
Os novos eletos do povo 6ao chamados a
decidir graves e importantes questes de gover-
oiqho publica, porm eremos que pouco impr-
tame ser a presento sessao om medidas legisla-
tivas, j porque os irabalhos parlamentares, pelo
aiaolado da estaco, se nio poderlos longar por
muilo tempo. e j porque prevemos que conti-
nuar o mesmo syslema de gastar sesses e
sesses em longos e a esteris debales de poltica
partidaria.
Se assim acontecer para pouco mais chegar o
tempo do que para discutir a verdode dos diplo-
mas,para a discusso da resposla ao discurso
da corda,e para algumas iotorpellacoes, as
quacs insignificantes incideotes, sao", muitas
vezes, aproveitados para embarazar o andamento
regular dos Irabalhos da cmara.
Consigam-so os fina, e nao imporlem os
meios; eis a divisa que, desgraciadamente,
teem tomado qussi todas as opposicoes parla-
mentares, e como consequencia destas opposi-
coes systemaiicse e facciosas apparecem as
maiorias doceis e brandas aos caprichos des
ministerios.
Era quanto o poder foro airo das ambicoes, e
as cadeiras do parlamente forera consideradas
uoicamenio como degus para subir a esse po-
der, oa iritetesses vitaes da naci hlo de ser
sempre soioposlos pelas conveniencias dos
partidos.
O remedio deste mal, est na boa escolha de
deputados, mas em quanto a uroa nao fdr com-
pletamente livre das influencias nefastas que a
rodeiam, e o voto tao espontaneo e ceosciencioso,
romo era misier que o fosse, para se obler urna
gen uioa represen taca o nacional, o syslema par-
lamentar nlo passar de orna fieco do governo
representativo.
Apesar da agitadlo partidaria da quadra que
vamos atravessaodo, para cuja agitacao tem
concorrido um conjuncto de circumslancias poli-
ticas que poucas vezes se reunem, o socegu pu-
blico nao ha sido alterado.
E para mais carregar o horisonte poltico desM
poca, a impreosa dos nossos visinhos hespa-
ohoes tem-ae pronunciado decididamente, uestes
ltimos lempos, em favor da annexaco de
iortugal Hespaoha. Reservaremos urna parte
da 8eguiote correspondencia para tratar deste
assumpto.
O ultimo paquelo do Brasil tronxe noticias do
Rio de Janeiro a respeito da colonisacao porlu-
gueza, de faaer arrepiar os cabellos !
Os jornaes e as correspondencias particulares
e dos peridicos cootam oousas, que a serem
verdadeiras, grande e grave responsabilidades
pesa sobre o oonsul-geral de Portugal nesse im-
perio.
Ainda m.smo que se tonharn por muito exag-
geradas as aecusaces feitaa aoSr.harao deMoreira,
ha no fundo de todas ellas uns cerloa visos de
verdade que nao pdeos ser peetaa em duvida.
A imprensa portugueza aoanime em pedir
ao governo, qoe maode averiguar o grao de ve-
racidade das oriminaces feitaa ao funccionario,
que derendo ser o prolector nato dos seus com-
patriotas, se lem tornado cumplice nos agios
de que elles leem sido victimas.
A opioiio publica esl tao fortemeote pronun-
ciada conira o Sr. barao de Moroira, que nos
parece que o governo nao poder deixar de
substHui-lo no consolado geral de Portuaal na
cdne do Brasil. "^
Vingaram as tentativas, em qoe andarn em-
pentadas algumas daa prinoipaos influencias da
paoca do Porto, pata a fusao dos doua novos
bancos Uoiao Porluense, e Commereial, Iodus-
'n8Agrcola, deque demos noticia nacerla
de 26 do mez passado.
A desejado fuoao eilectuou-se no dia 19 do
crreme, por uoanimidade dos subscriptores dos
ditos projectados bancos, reunidos separada-
mente em assemblas geraes. conforme o aceordo
Jas duas respectivas commisses, quo haviam
sido Humeadas para esse fim.
O novo eslabelecimento monetario denomi-
nar-so haBanco Uniao. O seu lando ser de
5:000 contos, sendo a primeira eorritsao da 2:000
cornos. O Uoio Porluense entrar eom 1:M0
ceios, e o Commercial, Industrial e Asnela
com 800.
Um terrivel e lotoose soeces) aconteoeu no
dia 12 do correle no rio Douro, no eitio de-
nominado o Cachlo. Foi a merte do benemrito
e prestante commarctanto britnico o Sr. bario
de Forrester (Jos James Forrester) e a do dous
familiares da casa Ferreirinhs.
O Sr. barao de Forrester nata silo convidado
peto Sr. Francisco Jos da Silva Torres, espoxo
da Sra. O. Antonia Adelaide Ferreiro, para ir
passar algum tempo i quinta do Vesuvio aonde
taaabom se achaaa o ooade do A zambua (Illa 9 do
ninan ifa Intil nu aun.. .- 1._____._
au o inlitulouViagem ao Douroe, da deci-
ma, fazemos o seguinto extracto :
O Cachlo da Baleira o sitio mais romntico
e importante de tole o rio Douro.
* Al 1791 um enorme rochedo que aqu fazia
Cachao, impoasibilitava a navegacao direita por
toda s exleocao do rio.
Eolio, Toa era um lugar importante por ser
ocesaoade se descarregavam os gneros que
linham de ir por trra para cima do cachao, ou
se carregavam os que vinham da raa e embarca-
vam psra baixo.
O rio esl actualmente lio sceo que as
raizes deste outrVra forraidavel rochedo, se
veem a meio palmo abaixo u'agua os buracos
das brocas, dos trabalhos do secuto passado,
quando a dez palmos maja sama e outros lautos
mais abaixo, o poc,o lem de 40 a 50 palmos de
profuodidade.
No fragao i esiuerda, por baixo de urna
corda imperial, v-se a inscripcoo seguate :
< Imperando D. Mara I jase demoli o famoso
rochedo que fazeodo aqu um cachao ioaccessi-
re, impossibilitava a navegagio desde o seu
principio e dos seculos. Durou a obra desde
1760 al 1792. o
Ainda ha poucos annos desappareceram urna
espada e bandeira quo aqu existan!. O insigue
gelogo portuguez Dr. J. Pinto Rebello, (que
levo dse expalriar, por noachar meios 00 seu
paizj descreve este sitio do Douro nos seguntes
termos :
E'precisamente neste ponto, onde outr'era
existi a cataracla que se oppunha navegacao
superior do rio, que termina o paiz vinhateiro
propriamente duo.E' pois a quinta da Val-
leira, que ultima a demarcarlo da companhia
geral (das Viuhas do Alto Douro) encostada ao
grande penhssco de granito por onde o Douro
se precipita n'uma looga e estrella fenda.
O canal do Cachlo pripriameote chamado,tem
de coropnmento 400 Oragaa, contando do ribeiro
de Campelreaai o caes da Baleira. As margens
sao rochas vivas,que nao lem menos de 1500 pal-
mos de altura. Abundam aqu pombos bravos, e
as corujas fazem enloaro seu grito melancbolico
por todo o sitio.
tenciona levar cmara dos deputados, de que
membro, sobre a reforma da legislacao regula-
dora da impreosa.
Resolveu-se que o processo a seguir para 00
primes propriamente ditos abusos de liberdade de
imprensa fosse sempre o de querella com nter-
*enlo de jury ; e quo para os crimes de difama-
cao particular fosse o processo correcional. Em
quanto responssbilidade decidio-se que no pri-
meiro caso coubeaae sempre ao .editor, e no se-
gundo, soso editor quando o autor nio for co-
nhecido.
A sociedade portugueza Madrepora, do Rio de
Janeiro, tomou 200 assignaturas do Jornal da As-
?"af00 Industrial Porluense com a coodicio de
150 serem dadas aos operarios do Porto que nao
esuverem as circunstancias de poder assignar o
dito jornal, devendo as 50 restantes ser remedi-
das 1 sociedade subscriptora para lhe dir idn-
tico destino.
A referida sociedade ja lambem lnha assignado
ama porgao de exemplares do jornal poltico o
Conimbricense. qne sao destribuidos por algumas
das associacoes operaras do paiz.
O Archivo Pilloresco, jornal de inslrucco ere-
creio, e adornado de bellas gravuras em madeira,
que se publica em Lisboa, e que pela nitidez da
Impresslo pode competir com as melbores pu-
blicares eslraogeiras do seu genero, igualmen-
te remeltido em rolumes annuaes, por conta da
mesma sociedade, a um cerlo numero de escolas
de inslrucco primaria para se darem, como pre-
mios, aos alumnos que mais se liverem distin-
guido no estudo.
O Sr. Gamillo Casiello Branco, ea Sr.'D. Anna
Augusta Placida, que ha lempos demes nolic3
echarem-se presos as cadeias da Relaco por
uns malfadados amores, nio oblveram provimen-
to no recurso da revista que interpozeram do ac-
cordao que os pronunciou. Tem de responder
em sessao do jury. Ha de ser curioso o iulita-
mento.
O Sr. Caraillo Castello Branco, em attencao
sua deloriorada saude, obteve licenga para pas-
aear ao ar livre duas horas por da. O talentoso
esenptor, e sem duvida o primeiro romancista
porluguez, no seu genero, tem ullimamenle sof-
frido alguns padeciuientos pulmonares, e inlam-
magio nos olhos.
O conselho de saude publica do reino, em edi-
tal de 22 do correte, fez saber que sio conside-
rados suspoitos de febre amarell as procedencias
do Maraohao e as de Pernambuco, continuando
infeccionados o Rio de Janeiro e Baha, e suspelo
o Para.
oPnb0J.ne]roe,a 2t b"M *-^- P
Entraram 00 Douro:om 14 de maio a
barca Douro da Baha, por Vigo, em 70 dias;
-era 18 a galera Cxdade de Belem, do Maranbio
por Lisboa, em 50 dias. arannao,
Sahiram :em 12 de maio a galera Buraaa
para o Rio de Janeiro ;em 15 a barca AUtmua'
para o Rio Grande do Sul;em 19 a galera CaV-
tro i para o Rio de Janeiro;em 20 o osla-
dlo aYorcMa. para Porlo Alegre, poto Ro Gran-
flo; em 23 a barca 0/ieiro, para o Bio do Ja-
neiro. r **
Hespanha.
Lisboa 28 de maio.
Um escripior distincto hespaohol, o Sr. D in-
genio Garca Ruiz, publicou um livro muito bem
pensado e bem t-cripto, acerca do socialismo,
communismo e democracia. Alguns captulos fo-
ram autecipadameole publicados no jornal El-
Pueblo.
O livro foi publicado, como diz o Discusin,
depois de inlinitos passos, que misier dar para
exprimir o pensamenlo naquella trra, (sao pala-
vras dojornal hespaohol) classlco das peas fiscaes
e da censura.
Assim mesmo, alguns exemplares, mandados
para urna povoaco prxima de Madrid, foram
confiscados o o portador preso, tudo a ordem do
respectivo alcaide.
O baoce#de Hespanha compren fra do reino
tu raiihoes de reales de ouro em barra. J che-
garam Madrid barras no valor de 30 railhes. e
as reslanles derem chegar no fim de junho.
Surgi no parlamento brilannico um incidente
relativo Hespanha.
Sir Roberto Peel apresentou umi mocao para
que o governo inglez oiervenha a favor dos pro-
testantes.
Lord Palmerston prometleu empregar os seos
bons ollcios perante o gabinete de Madrid para
ver so possivel retornar leis que ofleodem ao
mesmo lempo a humaoidade eo bom senso. Sio
palavrasdo ministro ioglez.
No da 13 do corrente s (res horas da tarde
houve beia raao em Aranjuez, pelo plausivel mo-
tivo do anniversario de S. M. o rei, e que uessa
occasiao receberara SS. MM. as felicitaces pelo
restabelecimeoto de saude da sereoissima ufana
sua (liba.
1 Um dos jornaes de Hespanha, que o governo de
S. M. nao Unha resolvido sobre a questio de edr-
, tes, e que as probabilidades sio pela reuofio do
Depois que acabou a empreza lyrica ficou o actual conflresro
^S'!!!^ regu.aresynos theatros. ZSTOfflii ".'.. ou aSTSS
pois que este anoo nao houve companhia porlu
gueza de declamadlo, porque os artistas que
acompanham resolverara. e parece-nos que bem,
ir para o theadro de S. Geraldo, em Braga, onde
arranjarara urna boaassignalura, e eslao colheo-
do bastantes lucros. Realmente urna vergonha,
que na segunda cidude do reino nao haja urna
companhia dramtica nacional. Ha tres ou quatro
annos que o theatro porluguez se acha n'um es-
tado de abalimento deploravel, do qual s muito
larde se poder levantar. Urna companhia dra-
mtica ambulaole, chegada ullimamenle da pro-
vincia, composta em geral de tilhos illegitimos da
arle, foi installar-se no theatro Baquet, oodo tem
dado alguns espectculos com dramas amigos,
quesao horriveimenle deserapenhados Os prin-
cipes actores sao sectarios da escola amiga com
todos os seus erros e exageraces. Escolheram a
tragedia e o meio drama, que o drama moderno,
pela sua siogellesa e nalurahdade, banio comple-
tamente do theatro.
N'esie mesaio theatro lem dado alguns con-
a Nao sendo esta a primeira uom mesmo a
vigessima primeira vez que tenho visitado estes
sitios nio me osqueci que urna pinga do meu
bom vioho do duque do Porlo, do marquez de
Pombal, ou antes de D. Mario I (por ella ser a
senhora do Cachlo) misturado com a deliciosa
agua da bella tole que nasce na casinha da
Ermidaacompanhada com uva petisco tendo
para sobre mesa as bellas vistas naturaes, havia
de saber bem ; aqu descancei n'um gozo perfei-
lo esquecendo-me de amigos e iuimigos, dos
hlhos, prenlos, negocios e cuidados; entregue 00
novo mundo creado na minha tmaginacio
admiracao da natureza e della ao Creador de
ludo, o
Mal pensarla eolio o incansavel gelogo
admirador 00 Douro. qne prximo ao local en!
que a sua imaginario creara um novo mundo,
enlregando-se a coolemplagio da natureza,
della ao Creador, esquecendo amigos e ioimigos ;
lilhos, prenles e tudo ;msl pensara, repeti-
mos, que as aguas qoe banhara esse paiz lio seu
predilecto o havaru de arrebatar desle muodo
era que enlao vivs, para esse oulro que irnagi-
nava ; e que, ainda mais, o caudaloso Douro
eao contente era o ter privado da vida, esconde-
ra para todo o sempre o seu cadver,assober-
bando-ee de possui-lo! Triste coinciden-
cla.................. 0 Douro ainda nio arrojou
aa suas margens os restos mortaes do bario de
Forrester.
Esio perdidas lodas as esperances de os
encontrar.
A cmara municipal do Pezo da Regoa reuni
em seasio extraordinaria para commemorar um
aclo especial a perda do Sr. bario de Forrester,
e paieotear, por esta forma, o quanto o paiz vi-
nhateiro do Douro lhe devia.
Diz-se que intengao da cmara mandar copia
da referida acta ao representante da Gria-Breta-
nha em Lisboa, e a familia do fallecido.
Urna pedra que cabio de um dos rochedos do
Cachao, por occasiio da ultima e grande euchen-
to do no Douro, e que obstrue o canal, tem sido
a causado uns quinze naufragios nestesilio
No dia em que se deu osmisiro do barco em
que vinha a familia Ferreirinha tinha-se dado,
poucas horas antes, um outro, e j depois se
perderam mais duas, sahando-se os tripu-
lantes. F
0 Sr. Jos Alvo Balsemao j se acha exerceo-
do o cargo de director da alfaodega do Porto
para que lioha sido nomeado no anoo ullima-
menle findo, em coosequeocia do Sr. Jos Duarte
Nazareth^ que eslava interinamente com a direc-
loria d'aquella casa fiscal, nio querer aceitar a
efiVctividade do mesmo cargo que, por mais de
urna vez, lhe fra ofierecida. Ser director da al-
fanlega do Porto depois da administrarlo zelosa
e desvelada do Sr. Nazareth dilcil e arduo
encargo, todava o Sr. Balsemao rene honra-
dez e iritelliericia, provadas na sua tonga carreira
de vida publica, a aclfvidade e energa proprias
para se desempenhar Ra misso que lhe fra com-
mellida.
Os rendimenlos da alfandega do Porto foram por
muilos suoos defraudados. Nio era s o contra-
bando que cerceava a aua receila, a porta falsa,
essa porta mysterioss por onde de noite se hiam
esgueiraodo asfazeadas, e alguns outros modos
engenhosos de sublrahir ao despacho oulras mer-
cadorias constiluiam um syslema de iludir o
fisco, que bem poda servir para formar urna se-
gunda parle Arle de Roubar do padre Antonio
Vieira.
Desde que a porta falsa deixou de funecionar, e
depois que em junho do auno passado foi estabe-
lecida urna flsealisacio activa e enrgica as pro-
vincias do Minho, Beira e Traz os Montes, os ren-
dimentos da casa fiscal tiveram augmento prodi-
gioso como se v da seguinto compararlo .
Reudimento de julho ^de 1860 a
abro de 1861........-........... 1.736.405956
Kenliraemo em igual periodo de
I859.a1860..................... 1,322:892S606
p...- .a. DifTerenca 413:5131,350
Este saldo a favor de 1860 1861. postoque se
Dao eT" a"ribuir nicamente boa administra-
cao do Sr. Nazaretb, com ludo certo que ella
coocorreu efRcazmente para o resultado que vi-
mos de mencionar.
0 Sr. Nazareih ja deixou o Porto. Quando es-
!Si'l".b?rMl,40 V"p0r t""-88*" ''"n P uaoiuramaqi
Lisboa, toi-lhe entregue por commUsiooados do do a situado da itmnhl\aiTr^r
commercio tama manifestago asslgnada por ceniu "-- ^ "tonar,
e tantos commerciantes, na qual se Ibe agradeca
a roaneira porque p mesmo senhor soubera coo-
cilaro ioteresse da fazenda com o interesse do
commercio, removendo muito dos estorvos que os
tegulamentoa fiscaes offerecem expedicJo dos
negocios commerdaes.
Os redactores dos jornaes que se publicara
------- j~laa-wv mo WO yVUIHdUJ Q()
' Porto ti vera a oltimamente algumas reunies em
casa do 9r. Jos Luciano de CaaJro, diaiiucto ad-
7i fufado eJornaHsto, pir, d>,rem su, opioUo
marooez do LouM) qao osou ama paisaioljcerca de um projecto de lei, o,o 0 dito souhor
de S Noronha, e Celestino ; o primeiro violinista
e o segundo barylono, quetem sido muito coo-
corridos, porque o publico porluense sabe apre-
1 ciar o verdadeiro mrito.
O barylono Celisteno tem feito parte de algumas
;dascompanhiaslyricas do Iheatro de S. Carlos,
I era Lisboa onde o seu elevado talento eilislico
1 ldo na devida conta pelos dilectanti, que o lem
applauddo sempre com enthusiasmo.
E' o nico artista no seu genero, que possui-
mos. A sua voz volumos* e muilo agradare!, e
cauta com mimo e correnlo.
O artista S Noronha, ja conhecilo no Brasil,
um dos melhores violinistas que tem vindo a
esta cidade. Toca com lanta poesa e senlimento,
tira uns sons tao mgicos e suaves do seu ius-
trumento, que impossivel deixar de spplaudi-
lo. Noronha arrebatau os espectadores com as
harmonas da sua rabeca I Ji ouvimos tocar, ha
alguns annos, no theatro de S. Jlo o violinista
Sivori, discpulo do grande Paganiri ; mas Noro-
nha nio lhe inferior em merecimento As pal-
mas que tem colhido nos diflerentes iheatros da
Europa, em que tem locado, sao urna prova evi-
dente do que deixamos dito.
lambem deram um concert no lliealro Ba-
quet os dous irmios Croners. lira toca clarinete
e outro flauta. Ambos sio artistas de elevado me-
recimento e foram enthusiasticamente applaudi-
dos. O clarinetista o melhor, segundo a opi-
oiao das pessoas entendidas dos que tem to-
cado no Porto.
Anda-se organisando urna assignalura para
urna companhia hespanhola de zarzuella, que ac-
tualmente est representando no theatro principal
da Corunha, e que tenciona vir dar no theatro de
S. Jlo, com certo numero de representacoes.
Promelte apresenlar era scena zarzuellas ainda
vislas no palco porluense. O prego da assignalura
elevado de raas, e, por isso, de presumir que
nio chegue a eflectuar-se a sua vioda a esta ci-
dade, porque ha pouco quem queira assignar por
laes precos, alem J'isso a poca nao propria
para iheatro, em consequencia do muilo calor que
ja vai havendo.
No theatro de S. Jlo deram o seu primeiro
espectculo os artistas de Vecchy. Erba, e made-
moiseles Hortense e Romilda. Foram applaudi-
dos. Mademoiseles Horleose e Romilda danzara
bem mas nao sao superiores nenhuma das pri-
meiras bailarinas que aqu leem estado.
Trata-se de dar alguns espectculos de opera
cmica poiluueza, no Iheatro Baquet, em que
tomarlo parte o bsrytono Celestino e a Sra. Ga-
briella Ser ensaiador e regente da orcheslra
o violinista Francisco de S Noronha. A primei-
ra opera que subir scena, se a emprssa vio-
gar, serO Domin Preo-de Auber, que j
se represeniou com applauso no Iheatro ds ra
dos Condes, em Lisboa, em 1840.
Estado do mercado dos gneros abaixo re-
lacionados no periodo decorrido de 25 de abril
a 24 do corrente :
Assucor.Vieram do Rio de Janeiro, na bar-
ca Flix, 33 caitas 10 barricas ;da Baha, ua
barca Douro, 48 caixas,' 93 barricas e 5 frixes;
de Pernambuco, no Amalia Io, 4094 .saceos
o 65 barricas ; do Maranhio na cidade de Belem,
485 saceos e 20 barricas;directamente de In-
glaterra 219 saceos, o por Lisboa 310 ditos.
As vendas miasi que se limilaram ao do Bra-
sil por ser de qualidade superior ao vindo de In-
glaterra.
O mercado conservou-se animado. Da partida
que veio de Pemambuco no Amalia V foi ven-
dido mais de metade.
Branco de Paroerobuoo 2#150 a 25700, masca-
vado 1*700 a l$9O0 ;-braaoo da Baha 1S900 a
28100, mascavado 1&600 a 1800;-.branoo do
Maranhio 2100 a 2jj6O0, mascavado 49550 a
1800 ;do Rio de Janeiro 1950 a 29050.
Algodao.A entrada mais importante foi a de
1505 sacras do Maranhio, que regulou de 160 a
165, e o da Amorica de 130 a 150, a cujos pre-
cos se conserva firme.
itouardene de cana.De Pernambuco vieran)
9 garraes e 4 barra, e do Rio 7 garrafea, etc
Prego "3OOO a 89OOO ris o almude, para do
Brasil; e 69OOO ris para a portuguesa, das ilhas.
Nao ba da do Paraiy, ou laraogioba, muilo pro-
curada.
Couros.Importar.im-se, do Rio Grande do
Sul 12680 ;de Pernambuco 673 ;do Maranhio
614;e da Babia 1085. O deposito avullado
e o morcado conserva-se em apalhia.
Chifres.Vierara do Rio Grande do Sul 7500
a 69000 o cento, pequeos, 28850 a 3f8O0
Jfetoco.-Regula de 3<>50 a 3*500 o almude.
us gneros que coslumamos mencionar, e que
nao toram aqu incluidoa, conservas no merca-
1 a situacao da reaeoha aniei
Cambios.Sobre Londres 90 d. 54 /4 a 54
,L,:,, mbuf8 3 m. 48 t/8 ; Amstordam. idem
42 1/2; Pars 109 d. 528; Madrid 8 d. 935.
DnZa*i*Peca, Pwlugueass da 8fOUO 8*010 ,
88060; ongashespanholas 149900 a 159100; ditas
eleigoes geraes, o gabinete levara a ellas a idea
de couciliacio que symbolisa, e buicaria sua tor-
ca no apoto legitimo das opinioes conslilu-
conaes.s
As sesses das cortes comecario novamente em
outubro. Afirraa-se que o actual coogresso nio
ser dissolvido.
Na junta geral dos accionistas do crdito movel
hespauhol, celebrada em 15 do corrento sob a
presidencia do Sr. Osoa, ieu-se urna memoria cu-
jas particularidades mais inleressantes s obras
do camiuho do norte ; a urna exposicio apresen-
lada pela sociedade ao corpo municipal de Ma-
drid, pedmdo que se prorogasse oconlraiocom
o mesmo sob as bases de um abalimento no pro-
co da lluminacio, lauto publica como para o
particulares ; e acquiaicio de terrenos em Fu-
ente Castellaoo, cujo valor deve augmentar, pon-
do-se era execucio o projecto de esleoder at
citada onte o passeio do Piado.
O dividendo que se approvou para repartir foi
de qualro por cenio, com seis por cento de uro
1 lana a Hot nn. 1. I_______._____.
ae sa Noronha, e Celestino ; o primeiro violinista rinniai.a H waiwannaiaaaaw
49500; palanas brastoiras, velhas, 930 a 950;
ditas, novas, 880 a 900.
Abrirn lermo da oaraa :em 11 de nato
a barca Flix, e a galera V-Ula de Left,, para o
Rio de Jaueiro ; e a barca atorte pan a k
Groado do Sal;ojo SO o bngoo Amoiaol0 para
cionislas.
Foram reeleilos por unanimidade os membros
do conselho administrativo, os Srs. Emilio Perei-
re, Viv, e Delessert.
Sio continuas as negociagoes entre o ministro
dos negocios estrangeiros de Madrid e o Sr. Toro,
representante da republicajde Venusuela, com o
uro de resolver as difficuldades levantadas entre
as boas relacoes era que eslavara os povos.
A chegada Madrid no dia 13. do Sr. Lafuente,
novo enviado extraordinario do Mxico, para in-
dicar que tambem por este lado a Hespanha po-
der rosotver urna questio diplomtica, que se
apresenlava com bastante gravidade.
A corle antecipou de alguns dias o seu regres-
so Madrid de Aranjuez, ondeestava ha tempo.
Coma o boato que D. Joio de Bourbon, essa
especie de pretndeme encantado coroade Hes-
panha. esta iocognilo em Turlm.
As noiicias Acerca das prximas colhetas em
Hespanha sio altamente satisfactorias, porquan-
to a nella temperatura que se goza favoreces
prodcelo do trigo, azeite e vioho.
Trata-se de esiabelecer em Segovia um banco
agrcola, cujo projecto foi concebido pelo gover-
nador civil, lendo um capital de sessenta mil
duros.
A rain ha Christina, que acaba de vender por
um milho de francos a sua casa de campo de
Malmaisoo. prxima de Paris, ao imperador Napo-
leao, passar todo o verlo era Francs.
De real ordem acaba de dispor se que as torcas
navaes que se reunem na baha de Algeciras, sob
o coramando do chefe de esquadra Pinzn, seja
denominada esquadra de instruegio.
No dia 19 do corrente tinha sahido para Alge-
ciras bordo dj) vapor Vasco o Sr. Hernndez
Pinzn, chefe da esquadra de evoluces. Nessa
larde embarcararn para Tetuao 900 a 1,000
homens.
Julga-se possivel que o Sr.D. Fernando de
bouza, ministro plenipotenciario de Hespanhaem
Constantiuopla, fosse substituir interinamente o
sr. marquez de Miraflore, na missio de Roma.
Todas as industrias de Calalunha e todos os
productos do seu territorio serio represntalos
na exposicao que ha de cel"brar-se em Portugal,
e que para esse efTeito trabalha em Barcelona a
commissio nomeada para receber a Lisboa lodos
os objectos perfeilaraente acondicionados.
C'.ntinuava em Caceres a queslio relativa ao
caminho de ferro que dever coramunicar aquel-
la provincia cora as Castellaa e com Fortugal.
Dous projecios se apresentaram e discute-se
qual ser o mais vantajoso.
Em conselho de ministros, presidido no dia 12
desie mez pela rainha de Hespauha, se tomou a
resoluto definitiva de incorporar S. Domingos
na monarchia hespanhola, devendo o primeiro
correio que parte para as Anlilbas levar todas as
instruccoes e ordens relativas a esta importante
resoluco, precedida da oceupacio das tropas
hespanholas.
No da immediato sahia para Algeciras o gene-
ral Pinzn, e, segundo os jornaes do governo,
para tomar o coramando da esquadra destinada
ao servico das possessoes hespanholas. e a qual
conforme dizem os raesmos jornaes, vai ser re-
forcada ou j o ter sido a esta hora com mais
duas fragatas.
O governo hespanhol vai dirigir urna nota s
cortes da Foropa acerca da incorporacio de S.
Domingos. A ex-republica ser goveroada pela
legislacao bespaobola que rege em Cuba e Porto
nlCOo
Desmente-se o boato que tinha circulado da
demissao do S. Pastor Dias, ministro do S. M.
C. em Lisboa, e .crescenla que ser possirel que
o llustre diplmate aproveite esto verlo a licen-
Qa, que j obteve, para fszcr uso de banhos as
provincias do norte.
**>' eni quanto, o governo superior da parte
.da lha de S. Domingos ser cooliado ao capillo
general de Cuba de quem Oca dependente o offl-
cial superior que esleve frente dos povos no-
vamente aonexados Hespanha.
Estas resoluces nlo devem agradar muito a
Ssntanoa que devia ler mirado mais alto, fazeo-
do Uemular, a bandeira hespanhola no territorio
de S. Domingos.
Publcaram-ae os diplomas sobre a aonexsclo
da ex-republica de S. Domingos monarchia hes-
panhola.
Eutende-se que o roto lirre e manifestado na
mais seguranca certos actos po-
3*r=2*S!m^ Sr j~3= rsa
urna fundo co
lilicoa do que os decretos. "E* possirel que' as
maoifesiaces dos habitantes de S. Domingos le-
udara a mesma torga moral de urna volacao re-
gulada pato sulragio universal.
As duvdas sobre estes pontos serfam extem-
porneas. Ha mait una facto consumado.
O diploma que o confirma, incorpore o territo-
rio que formara a repblica de S. Domingos oa
monarchia hespanhola ; aatorisa o capillo gene-
ral da uha de Cuba, afim de providenciar, em
virtudo das instrucc3es que recebe do gorerno,
s execusso desle decwlo, e promelte que
---------- w*anw aa tunco, tautuuu
decreto, como dos acloa sobsequenies que lhe
devarn dar execusso.
Segundo declarou lord Woudeheose, nm dos
mamaros do gabinete inglez, om umo dosrecen-
1 toe seecoes da camera alia, a goveroo hespaohol
' asoegurou que nao era do seo intento permittivo


MARIO DI MHUlUOCO. ~ QWTA FEIRA 13 M5 JUfirHO D M0t.
W
estabeleeimenlo da eicravalura era S. Domingos.
loniinaa governando S. Domingos, por no-
mego da raioha de Hespanha, o geoeral San-
.f ."S? ** oo gobernador ge-
neral da lha de Cuba.
No dia 19 do crrenle mez apparecou um de-
creto acceitaodo a iuoorporaco da repblica do-
tlT*0* *m mon"chia heapanhola. compa-
t '* ae un> relatoiio demonstraiivo da espon-
tanetdade dos votos dos povos dessa repblica, e
3 miras decorosas a nao de ambicio que lera-
rama Hespanha ao acolhimento dos desejos to
explicativos quanio sioceros de seus irmos da-
quella parte da America. O capito general da
Una da Cuba Qcar revestido, pelo m'srao decre-
to de ampios poderes para resolver, sem prejui-
so da definitiva e ot'cessuia approvacao das cor-
tes, em lado o que for da competencia oo parla-
aaeoto, as muitas a importantes questdes com-
pteendidas na reverlo daquella autiga colonia
nal patria. O actual capito geoeral de Cuba
D. Francisco -Serrana, e aer encarregado de lo-
mar posse dos territorios da ilha doS. Domingos,
e adoptar as providencias interinas mais conve-
nientes.
Els o decreto :Presidencia
ministros.a Atlendendo s
do conselho de
rasdes que meex-
poz o meu conselho de ministros; acolnendo
com toda a effuso da minha alma os votos do
povo dominicano, de cuja adheso e lealdade
tenho recebido tantas piovas, hei por bem de-
crelar o seguinte :Artigo i. O territorio quo
constitua a repblica dominicana ca reincor-
porado na monarchia.Art. 2. O capito gene-
ral goveroador da ilha de Cuba, conforme as
ostruccoes do meu governo, diciar as dsposi-
goes opporlunas para a execusso deste decreto.
Art. 3. O meu governo dr eonta s cortes
oo preseote decreto e das medidas adoptadas pa-
ra o seu cumpriraento.
Dado em Araujuez aos 19 de maio de 1861.
Rubricado pela real mo.O presidente do con-
selho de ministros, Leopoldo O'Dunoell.
A Europa chama a aitengo sobre as circuns-
tancias de que, apezar de pouco lisongeira si-
tuadlo dos negocios na Europa, os fundos pbli-
cos hespanhots sustenlam-se u'um prego a que
nunca linha subido a sua divida cjnsolidada do
juro de trez por C'nlo ; designando que tanta a
conllanca que as aterradoras noticias espalhadas
pelos opposicionistas quanto ao estado da ques-
to com Marrocos nao produsirara mais dos que
a balxa de alguna cntimos no papel do estado.
Em Parz dizia-se que o imperador acompa-
ar a imperatriz sua espoza no caso de que se
verifique a entrevista com S. M. a rinha catho-
llca neste vero ; e in iicava-se como local des-
ta entrevista ou o palacio que a imperatriz Eu-
genia tem em Arteaga na Biscaia, ou a cidade
de S. Sebastio dos Pyrinus Alguns jornaes
de Madrid duvidam que chegue a realisar-se o
ncontro.
Altribue-sejao governo hespanhol a ntengao
de que na primavera prxima, em vez de 24 era-
barcages de guerra que s reunem hoje as cos-
tas de frica, e que smenle montam 240 pegas,
hija urna esquadra de 12 fragatas de hlice com
600 bocas de fogj-, e com urna forca trplice da
que hoje conta.
Em Granada, na ra de Elvira, foi descoberta
urna fabiica de moeda falss. Eslo presas aspes-
8oas que habitavam no predio.
Circulara na Catalunhs muitas moedas falsas de
100 e 80 reales.
O governo marroquino j escreveu ao de Ma-
drid, mostrando a impossilidade em que est de
saiisfazer a somma devida ; prope pagar metade
e pede espers pelo resto.
Um dos jornaes de Madrid sustentara que, no
caso de Marrocos nao curaprir todas aseslipula-
coes do tratado de paz, a Hespanha deve obter
garantas para o seu futuro cumprimento, lo
efficazes mas menos dispendiosos do que a occu-
paco de Tetuo.
Carlas desta praga descrevem os preparativos
de guerra que ahi se faziara, e urna dellas ter-
mina participando, ultima hora, que a esqua-
dra estacionada em Algeciras navegar na direc-
go do estreiio.
Corre o boato era Madrid de que Muley Abas,
projecta urna viagem Hespanha.
Esta noticia dimioue a probabilidade de urna
guerra, se os marroquinos uo cumprirem as con-
digoes do tratado a que se obrigaram. Entre-
tanto, augmentam as forgas hespanholas en
frica.
Alguns jornaes as3egurara que a Hespanha in-
siste na troca de Tetuo por Mogador ou Rabal,
como garanta das condicoes do tratado que os
Marrcqoinos anda nao curppriram.
Mais doas fragatas se vo incorporar esqua-
dra hespanhola, que se orgaoisa em Algeciras,
com certo aspecto impooeote.
Existe bastaute actividade lano no arsenal de
Carraca como no de Cadix.
Foi demitlido o bach que era considerado co-
mo inimigo dos hespanhes.
Muley-Abas chegou Tnger, onde tambom
estava o Sr. Ginzooe, commanoanle das Torga
navaes de Hespanha, reunidas em Algeciras. Es-
te oflicial superior, na data das ultimas noticias,
estava conferenciando como encarregado dos ne-
gocios da H'spanha.
L-se na Correspoudencia :
Hoje (12) nada de novo se sabe d'Africa. m
as nossas possesses desfrocla-se tranquilidad
e nao ha temor de que eja interrumpida. O go-
verno marroquino tem prompta mais de metade
da indemnisago de guerra para entrega-la
Hespanha ; mas, as noticias de Tnger fazerr. des-
confiar cada vez mais de que possa chegar a reu-
nir e entregar juntos os noventa milhoes, diz-se
alli que em coropensago oUerece dar novas ga-
rantas materiaes. Da forma que se estas infor-
magdes sao certas, como eremos, o governo ter
escolher entre esperar algum lempo pela co-
branga ou empenhar-se nova guerra. Se til
nao acreditamos que um hespanli il haja que nao
prefira a demora na percepgode alguns milhes,
a ter de travar, quaodo j nao questo de hon-
ra, nova lula que s pedera agradar aos invejo-
sos da nossa crescenle preponderancia, aos ioi-
migos da Hespanha.
O Monitor Hespanhol persuade-se de qne o go-
verno provavelmen'e tenciona receber quanto
antes todas assommas que o imperador de Mar-
rocos tem disponiveis para entregar, e em segui-
da obter novas e melhores garantas ao paga-
mente do resto, como a de oceupar um porto no
Ocano.
Alguns jornaes acooselham o governo que nao
faga guerra a Marrocos. que receba o dinheiro
que Ihe der n'um breve prazo, e que pelo restan*
tante exija territorios, porexemplo. exija Tnger,
Larache, Rabal-Sal, Mogador, quanto poder, e
terminando esta questo quanto antes
As ultimas noticias vindas por Londres a res-
peito da ilha de S. Domingo, dizem que o regi-
ment que estava guarnecendo Puerto Plata e
que aprincipio ae nao mostrava fevoravel an-
nexago, mudou de pensar.
Cumpre saber que em trra eslo cinco mil
homens de tropa hespaobola, e na baha de S.
Domingos sete.navios de guarrada mesma na-
go.
Consta que na provincia de Libo, pertencente
aparte de S. Domingos, annexada Hespanha,
tinha havido ama sublevago contra a Hespanha,
tendo sido arreada a bandeira hespanhola.
Foi roubada a thesouraria da provincia de Va-
lhadolide.
Oa ladrdes levaram 70 mil reales
Em Sevilha teem alguns individuos por cuno-
sidade e industria andado a cobrar as contribui-
goes, ji se v que nao por conta do estado, mas
por conta propria.
Algumas pessoas bem informadas asseguram
que a Hespanha cuida em substituir o recebi-
mento do sil Jo que lhedevem os Marroquinos,
por um do ponto de Marrocos. E' bilha de leite
por biha de azeile.
O goveroador de Oviedo nao dea liceoca para
urna sernala qne desejavam ofTerecer ao 8r.
Olozaga os muitos liberaes daquella trra.
O sello que sao obrigados a pagar os peridi-
cos em Hespanha, rendeu em abril cerca de tres
conloa de ris.
No dia 21 do corrente mez colebrou-se na igre-
ja de S. Paschoal, de Aranjua, urna solemne
funego religiosa em aegao de gragas pelo rerta-
belecimento da saude da serenissima aenhora in-
fanta D. H-ria da Conceigo.
No mesrao dia XI, o representante do re da
Italia Victor Emmanuel, o barao de Tecco, leve
urna conferencia em Aranjuez com o ministro
dos negocios estrangeiros.
As noticias de Hesparju do dia 24, tratando dos
beatos da crise ministerial dizem que sena cousa
preeeptivel urna crise parcial no dia immediato
ao de urna derrota que um ministro soffresaa no
parlamento ; porem, nao coaoprehende que ten-
do-se achado lodos oa ministros completamente
accordes as mais graves questdes polticas se
trate de eliminar doas ou tres. Se se pretenda
tima, mulanga de pessoas e nao de carreira pol-
tica, essa crise e easa moditlcagSo seriara esta-
ris, pois que incomprehensivel modificar o ga-
binete com os mesmoselementos que lhe pres-
taran! constantemente apoio.
Assevera-se que era cousa decidida qu as cor-
lea nao toro a rao a reunirse seno para coraecar
nova legislatura ; e acresceota que o senado te-
r de nomear oulra commisso que d o seu pa-
recer sobro a le dos governos prorinciaes.
Dizem de Pars que o principe Napoleo em-
prehender brevemente urna viagem bordo do
seu yichal, e que o imperador decidi que o
principe nao v s cosas da Italia e visite nica-
mente as de Hespanha e Portugal.
Pelo governo provincial de Madrid, annun-
ciou-se que Sua Mageslado a raioha calholica
resoWeu voltar i Madrid com a real familia no
dia 25 do corrente.
Decidi tambem Sua Magestade escrever as
regias cartas do estylo todoa oa prelados da
monarchia, avisando-os do que tinha entrado
em o nono ra-zde gravidez, afm de queae dem
gragas Deus por este beneficio.
Nao merece crdito a noticia que deu um jor-
nal hespanhol, de que Sua Magestade a rainha
Christna se havia encarregado de urna rnisso
ceofidencial para applanar as difficuldades pen-
dentes entre as cortes de Franga e de Roma.
Diz a Hespanha que na aclualidade se tratam
negociages com o governo de Marrocos para que
indemnise a monarchia hespanhola com um por-
to no Ocano em vez de o fazer em especio me-
tlica.
Era occasio opporlunssima (contini o mes-
mo jornal) para que se nos permitta erigir no ca-
bo Espariel o pharol que reclama a seguranga da
navegago pelo Estreo ; todas as nagoes no-lo
agndeceram, e nossa seria a honra da iniciativa
o de o ter realisado.
L.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VWCWL.
SESSO EMll DEJUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. barao de Vera-Cruz.
( ConcHSo. )
ORDEM DO DIA.
Eutram em ultima discusso as emendas offe-
recidas ao orgamento provincial.
O Sr. Gitirana inierpella a commisso do fazen -
da am de saber se o contrato feito com o actual
emprezario do Santa Isabel ser ou nao respei-
tado.
Vozes :Votos, votos.
O Sr. Gitirana depois de varias consideragoes
tendentes a provar que o contrato feito com o ac-
tual emprezario do thealrode Santa Isabel deve
ser respeitados como foram todos os outros con-
tratos feitos com a provincia, termina pronunci-
ando-se mui calorosamente contra a reducglo dos
10 por cento quo se pretende fazer nos emprega-
dos provincias.
Encerrada a discusso sao as emendas postas
votos e approvadas, bem como o projecto deflni-
tivament.
O Sr. Penna Jnior requer se declare na acta
que votou contra a emenda que reduz o ordena-
do dos empregados provinciaes.
Entra em terceira discusso e aporovado sera
debate com diversas emendas, o projecto que ap-
prova diversos compromissos de irmandades.
Entra em terceira discusso o projecto n. 33,
verifica-se nao, haver casa, pelo que,
OSr. Presidente desigua a orlem do dia e le-
vada a sesso.
A receita da via farrea no tac da mareo
prximo paaaado preduzio a quanlia de tai
26:^219851 em lodos oa rasaos'ae com peen a
referida receita.
Foi hontem inaugurado o servido da agen-
cia do corruio da illa da Escadn, ltimamente
creada pelo governo imperial.
As malas sao expedidas diariamente, seado a
desta cidade solas & horas da manha, e a da-
quella villa a urna hora da tarde, por intermedio
do vapor terrestre.
Em consequencia de resolugo da capilanii
do porto, s polem iucumbir-se do eslitado de
qualquer embarcago os estivadores que estire-
rem matriculados n'aquella capitana, aob pena
de seren os contraventores punidos por exer-
cerem profissio de que nao tem titulo legal
Alera disto, pela mesma resolugo os mestres
matriculados podem eocarragar-se de taes obras,
correodo-lhes a obrigagio de nao admillir ao
respectivo servigo seno individuos igualmente
matriculados, com comminago do priso oa
multa.
Em lugar competente damos urna corres-
pondencia do Sr. Gauyaco, na qual o mesrao Sr.
parece querer imputar urna enexaclido i nossa
revista commcrcial; mas do enunciado da mes-
ma correspondencia, e da restriego que em se-
guida faz o referido Sr. Guayaco, ver-ae-ha que
nao pode caber I nossa revista commereial a pe-
cha de inexacta quanto ao prego do alaodao.
Confessado, como o all que a qualidade re-
gular obteve o oftVreeimenlo de 85600 rs., e o
superior o de 9#0t) rs., obvio que nio fomos
inflis verdade do tnonmento semanal do pre-
go do algo iao, sendo o mais exposto pelo Sr
Gaayaco circumslancias particulares i si.
Psssageiros do vapor fraacez Bearn viudos
de Berdeaux e portos entermedios para esta pro-
vincia. Dr. Bernardo Duarta Brandao, Grife-
ro Paes do Amaral, e 190 para os portos do
sul.
Passageiros do vapor trance* Bearn que se-
guem para os portos do sul. Dr. Nabuco de
Araujo, coronel Justino Nones de Sentse, Dr.
Joaquim Pires Goocalvesda Silva, irania da ca-
ridaue Josephina, Joaquim Arcenio Cintra da
Silva, Eduardo Pellew Wilson Jnior.
Foram recolhidos casada detentnos
das 10 e 11 do corrente, 5 homens e 2 muthe-
res ; livres 5, escravosS; a ordem do Dr. chele
de polica 3, a ordem do Dr. delegado di capital
1, a ordem do subdelegado de Santo Antonio
I, que o crioulo Lniz. ascravo de Angelo Cus-
todio dos Santos, e a ordem do da Boa-vista 2.
inclusive o pardo Felippe, escravo de Manoel
Antonio Gongalves.
Mohtalidaob do da 12.
Jos Corroa Dornetlas, Ponta de Pedra, 23
annoi, S. Jos ; ttano traumtico.
Manoel, Pernambuco, lOdias, Recife ; coo-
vulges.
Anna Joaquina Monleiro, Pernambuco, 70 an-
uos, vuva ; inlerile chronica.
Adelaida Guilhermina dos Santos, Portugal
26 annos, solteira ; interite.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Hontem encerraram-se os trabalhos da nossa
assembla provincial. Em oulra parte vai trans-
cripta a sesso desse dia.
SESS.iO EM 12 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. bardo de Vera Cruz.
O Sr. Io Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do secretario da presidencia, remet-
iendo as informagoes ministradas pelo Exm. bis-
po diocesano, acerca do compromisso da santa
casa de misericordia.Inleirada.
ORDEM DO DIA.
Solidas o approvadas as redaegns dos se-
gnintes projedos de n. 13 de 1S60 e 25, 30, 36,
39 e 53 deste anno, assi n como a das posturas
da cmara deOlinda.
Entra em discusso um parecer da commisso
de cmaras muaicipaes adiado da sesso an-
terior.
O Sr. Gitirana eflorece-Ihe a seguinte emenda :
Ae final:E' de partcer que o presidenta da
orovincia fique autors3do a enlenier-se com a
cmara municipal desta ciJadc e Basilio Alves
Varejo, afim de chegar a um accordo do que
for deido a est..S. R Gitirana.
Julga-se a miteria discutida e o parecer assim
emendado aprovado.
O Sr. presidente declara que tendo de nomear
urna corarrisso para ir spresentar a sanego di-
versos projectos de lei, nomeia para compo-la
aos Sr?. Francisco Pedro, Gongalves Guimares
e Reg Barros. Estes senhoressahem da sala, e
o Sr. presidente suspende a sosso at que a
commisso tenha voltadode palacio.
A's duas horas rollando* a commisso, c seu
relator, communica que S. Exc. o Sr. prestdent
da provincia declara qua tomara na devida con-
siperaco a lei aprsenla la sua sanego.
L-se a acia da presente sesso, eappro-
vada.
O Sr presdeule, declarou encerrados os tra-
balhos da presente legislatura.
REVISTA DIARIA-
Hontem encerrou-se a sesso da nossa assem-
bla provincial.
Segunda feira terminou o prazo de quatro
mezes designado na forma da lei, para a inscrip-
cao e proc-sso de habililago de npposilores
cadeira de lingua ingleza do cnllegio das artes.
Acham-se inscriptos os hachareis Hermillo Du-
perron e Jaciulho Pereira do Reg.
Por acto do governo de 11 do corrente, foi
resolvido que nenhuma embarcago nacional,
qualquer que seja a sua lotagao, possa sahir des-
te porto sem portara da presidencia para esse
fin, semelhantemente ao que d-se para com os
oavios eslrangeiros.
Neste sentido, pois, acham-se expedidas as
convenientes ordens, para que nao seja contra-
vindo aquello resolvido.
O estado em que acha-se o isthmo de Olnda,
no poni conhecido por passag-m, reclama por
serias providencias, para acaulelar um futuro
pouco lisoogeiro.
Ahi, pouco distante do forte do Buraco, em Ji-
recgo norte, falta apenas urna braga pars ser
completo o arrombaraento dessa cinta de trra
pelo lado da mar pequea, cinta que todava j
lavada pelas vagas Oo mar grande com adian-
lamento da ruina notada.
Completada ella, qual a consequencia que leu-
de resultar, nao deve ser ignorada ; e por isso
cumpre que alguna medida proveja sobre tal
emergencia, como esperamo-lo da parte do go-
verno.
A Cruz do Patrio de que nos oceupamos
por mais de urna vez. esl a desmoronar-se por
instantes, como no lo informam agora.
As reclamages feilas pelo Sr. capito do porto
nao tendo solugo do hoje ecte resultado, ao
passo que foi formulado um orgamento da des-
peza com os respectivos reparos o qual foi ap-
provado, e em seguida aulorisada a mesma des-
peza pelo governo, se bem nos recordamos.
Todava, lalvez seja inda lempo de precaver
aquello desmorooamenlo que realisado mais
urna tradiegio nossa alirada ao olvido ou sepul-
tada oo lelhes ; e assim, bem poder-se-ha man-
dar proceder a um exame para veriteagao do re-
ferido estado e a consequente determinago a
respeito.
A festividade religiosa do padroeiro da pro-
vincia, que se cosluma celebrar no convento de
S. Francisca, foi transferida para o da 24, tendo
eomegado no dia II ai respectivas trezeoai.
A do arco, porem, deve ter lugar no dia 16, o
domingo prximamente posterior ni lettra do
breve que redttzio os dias santificados, sendo a
imagem do miraculoso S. Antonio condazida
d'alli. palas 8 horas da manha, para a igreja
do Espirito Santo, onde a funego religiosa deve
effecluar-se com e brilho que inspira a verda-
deira derogan.
O Exm. Sr. presidente da provincia j expedio
as coa venientes ordens para ama guarda dos cor-
pos da guarda nacional (azer as honras militares
do acto.
O vapor francez Bearn, vindo hontem dos por-
tos da Europa, trouxe-nos cartas e jornaes cora
as datas segointes: H*mburgo 20, Londres 23,
Pars 23, Porto 26, Hespanha e Lisboa 28 do pas-
sado. Eis o que colhemos delles:
A siluago poltica da Italia vai-se consolidan-
do. A reaego foi reprimida em todas as provin-
cias, s existe ainda na fronteira romana um ban-
do em Monticolli, que depois de ter commetlido
algans assassinatos se preparava para marchar
sobre Fandi. Este bando purera foi disperso por
urna companhia de granadeiros.
O reino das Duas Sieiliss vai ser militarmente
oceupado. Esta medida foi adoptada pelo gover-
no italiano para sustentar as provincias napoli-
tanas o principio da unidade. Para poder dispr
de tropa para as provincias napolitanas, decidi
o governo desguarnecer a fronteira veneziaoa,
nao querendo tomara offensiva contra a Austria.
O conde de Cavour disse que o governo francez
declarara que a Austria nao pense em aggresso
algumi, e que no caso desta se verificar coolra
todas as probabilidades, a Italia teria a seu lado a
Franga para repellir essa aggresto.
O Morning Post confirma de novo a noticia do
prximo reconhecimeoto da Italia pelo governo
francez.
A Presst d a entender que as informagoes do
jornal inglez sao exactas, acrescentando que a
Franga, adoptando esta medida proceder de
urna maneira lgica e natural, em presenga de
sin atiitude poltica na Europa.
m correspondente de Pars adianla mais a es-
te respeito. Diz que partir de Pars um correio
para partecipar ao conde de Cavour quaes as
condigoes com que n imperador consente no re-
conhecimenio do novo reino da Italia : Entre
Napoleo e Viclor Emmanuel ser assignado um
tratado era que este ultimo recoohega a sobera-
na temporal do Papa.'na arca que actualmente
est sendo dominada pelo santo padre. Obrigan-
do-se Vctor Emmanuel, neste convenio respei-
tar a soberana temporal do papa, assim estabe-
lecida, e a nao deixar atacar pelo3 voluntarios a
parle que ella comprehende, o imperador Napo-
leo deve concluir com sua sanlidade um tratado
fundado as seguintes bases :
1.a A Franga garantir ao padre Santo a posse!
do territorio de-S. Pedro contra qualquer ataque '
do Piemonte e dos garibaldinos.
2. O imperador deixar em Roma, seis mil
homens durante um prazo determinado, mas a
retirada desles deve vericar-se logo que o papa
organise o seu exercilo.
3.a O papa reconhecer o novo reino da Ita-
lia, e abandonar as Romanias e as legages.
Nao se pode garantir que exista tal convenio,
mas o que certo que se a Franga anda nao
reconheceu formalmente o reino da Italia, en-
tretanto as relagea diplomticas entre os dous
gabinetes sao as mais aroigaveis.
A Franga tem cedido Sardenha mais de cen-
to e sessenta mil espingardas, e vinto pecas de
arlilharii raiadas.
A polica romana nao conseguio evitar que em
Roma se assijnasse urna petigo solicitando a
reunio ao reino da Italia. Esta petigo foi entre-
gue ao embuxador de Fraoga o conde deram-
mont e continha mais de dez mil assignaluras.
O suffragio universal nao seria alli agora rouil
difflcil, e poder-se-hia antever o resultado da vo-
tagSo se por acaso fosse coosultada a urna.
No parlamento inglez tambem se tem tratado
da questo romana.
O governo sendo interpellado a respeito da
eracuagiode Roma respo&deu que, na qualidade
de protestante, se abstioha de iotorvir ou envol-
ver-se em um negocio to delicado come a se-
parago dos dous poderes, espiritual e temporal.
Diz-ae porm que a Inglaterra insta quanlo pode
com a Franga para que tenha lugar a evacuago,
por isso que sem ella, nenhuma garanta existe
para que se verifique a transformado poltica da
Italia.
Deve apparecer brevemente a historia da cam-
panha de Garibaldi na Sicilia e no reino de a-
ples, escripia pelo general hngaro Turr, com-
panheiro d'armas do beroe da Italia.
Espera-se que seja urna deseripcao authentica
exacta de tolos os feitos d'armas praticados
naquella companhia, nao s por ter sido o gene-
ral Turr lestemunha ocular, mas porque o proprio
Garibaldi Ihe deve fornecer as notas que tinha to-
mado, assim como os relatorios que os comman-
dantes das differentes divisoes litiham enviad ao
general em rhete da divisas.
A obra divide-se en tres partes: a prieaeira
comprehende o embarque dos mil em Genova
at tomada de Palermo; a 2* deve tratar da
marcha do exercilo de Palermo at Messira ; ea
3a da tomada de Reggio, das balaUtas sobra o
Vallurno at chegada de Victor Emmanuel ao
Vneto.
A obra apparecer ao mesmo lempo em talia-
no, francez, inglez e altemo.
As diversas questoes que se suscitis uoi do-
minios austracos, espera-se que seiam resolv-
das, no conselho do imperio que ja coraegou a
funecionar.
A Patrie declara que as circumslancias m-
poeni ao imperador Francisco Jos o de ver de
adoptar urna poltica decisiva.
A Cazata Austraca occopande-se do asm
assumpto diz que a siiuigio da Italia te torna
cada vez mais inlolerarel:
Nos, acreseeiila aquella tolha, ae podemos
permanecer por mais tempe de braca cruzados,
nesta angustiosa expectativa ; nae pedemos, sm
vintagem de qualidade ligua, conawsakmeoer-
quantia que empregsmo na naantilaagie do
noaso exercilo ; torna-se-no finalmente ropos-
sival continuar a facilitar grandes sommas para
os soldados de usa principe eslrangeiro, cojos
eaforco* seriara por agora imitis.
_ Acha-se constituida em Veoezi ama commis-
so militar eocarregada de defeza da provincia.
Esta commisso depois de proceder ios conve-
niente eximes e esludos, propdz em urna memo-
ria que dirigi para Vienn, que Padua e Rovigo
foisem transformados em pragas fortes.
A siiuigo militar da proviocia reneaiana sof-
freu urna completa modificagio, depois da inva-
sao das Marcas e di Ombra,, segundo diz aquel-
la memoria.
Acrescenia ainda a memoria que se a linha do
Mincio se acha slidamente defendida, nao snc-
cede o mesmo linha do P, que est iberia oa
parte inferior do rio ; reaultiudo daqui que oqua-
drilatero pode ser atacado por aquella lado por
um exercilo queavangaria sobre Veneza. A br-
macao das duas novas pragas fortes, muda a i-
tuagao militar do paiz tornando a linha do P
tao forte como a do Mincio. porque apoia ento a
sua defeza ua quatro pragas de Mantua, Legua-
no, Padua e Rovigo. Estas quatro pragas flcam
sendo o ponto de apoio ds linha do P, assim co-
mo as pragas de Peachier Verona. Mantua e Le-
guano, conatituem a defeza da linha do Mincio.
Cooclue.-se destas disposigoes que a Austria
fez tolos os sacrificios para conservar Veneza, e
qne nao est disposta s entrar em qualquer trao-
saegao. Entretanto diz-se que a Franga e a In-
gtaterra pensara em propor Austria e Tor-
qui, urna corabinagao pela qual a Austria cede-
ra Venen a Victor Emmanu-I, recebendo alm
de urna indemnisago pecuniaria de duzenlos mi-
lhoes, urna compensacio territorial era que se
comprehende a Bosnia, a Herzegowioa e a Croa-
cia tuca. Segundo esta combinacio as tres pro-
vincias seriara cedidas pelo aullo, mediante urna
indemnisago de duzenlos milhoes, que o reino da
Italia tambem pagar.
Nose pode afRangar a veracidade destas ne-
gociages, mas a maior parte da imprensa euro-
pea applaude esta solugo que julga satisfactoria
para arabas as partes por isso que ao passo que a
Austria receberia ama compens.igo conveniente,
os povos de que se trata, actualmente sujeito ao
imperio ottomano tem tantos desejos de ser tur-
cos, como 03 venecianos desejam ser austra-
cos.
A siluago da Hungra nao tem melhorado O
governo austraco em cooselhos de ministros re-
solveu que se a mensagem aprsenla Ja por Mr.
Deck consegui3se ser approvada pela diela de
Pestb, se empregaria um ultimo esfurgo para se
chegar a urna transaegao com os hngaros, tendo
lugar a dissolugo da dieta, se essa traasaego se
nao podesse verificar.
Consta que a dieta spprovou com enthusiasroo
a proposta, sendo as emendas que se Ihe flzeram
no sentido da nao transaegao.
Suiridou-se o conde de Teleki; ignoram-se os
motivos que levaram este patriota a attentar con-
tra os seus dias ; dizia-se porm que foi motiva-
do pela desesperago que senta de n3o poder
curaprir com os seus recentes compromisos
com o imperador compromissos quo o obriga-
ram a nao tramar do -ituro coBlra a Austria.
O conde de Teleki contara 51 annos ; seu pai,
que, perlencia primeira nobroza, oceupou o im-
portante cargo de presidente da associago hn-
gara. O funeral de conde de Teleki deu lugar a
urna manifestage pacifica. Concorreram a elle
milhares de hngaros.
E' definitivo o rompimento das negoeiagoes en-
tre a Prussia e a Austria a respeito da reforma da
organisagao da forgas federaes, entretanto a
Prussia nao duvidoa proseguir na eieeugo des-
sas reformas. Gomo primeira manifestaco do
seu pensamento apresentou na dieta urna pro-
posta, relativamente ao com mando do exercilo fe-
deral, em que se estabelece que oo caso dtsduas
grandes potencias allemas, ou urna dellas se
achtr envolvida em urna guerra com todos os
seus exercitos conjuoctaraente cora as outras for-
gas militare da confederago Germanice, deixa-
rara de estar era rigor os artigo da constituigo
militar feleral, no que diz respeito ao chefe'da
confederago; e que linaria dependente de um
accordo futuro o justes sob comman lo em che-
fe e diriso das torgas reunida, ficando a resolu-
go deste negocio ae livre arbitrio dos governos
di Prussia e da Austria, e dependente anomea-
co da sanego da dieta. O projecto foi depois da
sua leitura mandado commisso dos negocios
militares; presum-se que encontrar grande op-
poaigo da parle dos soberanos que sao membros
da diela, e que se achara mais intimamente liga-
dos com os interesses da Austria.
Do mesmo modo q.ue acontecen na Polonia e
na Finlandia, bouve tambem na Estonia um mo-
vimenlo autonmico. Chegaram a S. Petersbur-
go peliges redamando para aquella provincia os
beneficios de urna admiaistrago separada.
Dizia-se era Copenhague que o governo dina-
marquez comegava a confiar n'uma solugo paci-
fica ua questo da Holslein. As ultimas noticias
declarara que se deram ordens para suspender os
armamentos e licencear 600 homens do contin-
gente de martnha.
Lord John Rossell sendo Interpellado na enma-
ra dos communs a respeito da questo de Dina-
marca, disse que o governo eslava era communi-
cago com es difiranles governos da Europa e
esperava que sechegssse a um accordo para qus
de una ou oulra parle se polesse presentar urna
proposta aceitavel, porque nada havia segura-
mente mais perigoso do que usaa lula entre a
Allemaoha e a Dinamarca, cujos resollados se nao
podiam prever.
0 negocio da abertura do canal de Suez provo-
cou tambem explicages na cmara dos lords. O
sub secretario de estado dissa que a abertura
daquelle canal era urna empreza materialmente
impossivel; que a Porta nao liana feito a su
concesso, oque bavia grandes objecces aapre-
seu'.ar a urna companhia que ebegasse a possuir
urna parte do territorio egypcio.
Nao obstante esta doclaragao os trabalhos eslo
em activa execugo, mas segundo se v da lio-
guagem do estadista ingles, o governo reserva a
sua opposigo para quando a obra esliver ulti-
mada
Nos circuios polticos da Pars tem causado
sensago, a noticia de que no corpo legislativo se
comees a organisar urna forte opposigo. Nasrc-
gifies officiaes pensa-se seriamente na siluago
que pode resu'tar de semelhante evolugo parla-
mentar, Diz-se que o governo recorrer a urna
dissolu;o, roas assegura-se tambem que a opi-
mo dos prefeilos nao favoravel ao resultado de
urna nova eleic.no.
Diz um correspondente de Paris que o impera-
dor Napoleo em presenga da attftude da Prussia,
Austria e Russia parece resolvido a fazer conces-
soes Inglaterra. O imperador reuni um con-
seibo damarechaes e almirantes para decidir-se
na Cocbinchina, a Franga se deria contentar com
a pesse de Saigou e Turan, ou se o seu exercilo
deve marchar sobre Hu, que a capital. Diz -se
que o conselho se pronunciara por unanimidade
no sentido affirmaliro, e que se mandaram or-
dens expressas ao general Montaeban para que
com o seu exercilo se dirigiste da China a Sai-
gon, e tomassa o commando superior da expe-
digo, afim de marchar sob a capital tomando
posse de todo o paiz.
Depoia de dadas as ordens neste sentido offere-
ceram-se circumslancias, qne se afflrma que o
imperador ordenara de novo ao general Monlau-
ban que nao nurchasse sobre Hu, e que suspen-
derse as operages se por ventura tivessem sido
por elle j emprehendi las.
de principio se propooha'm favorecer o estabele- de Purnnmhnm ----- _
cimento de um governo mixto, nao esto |.n,e. ?^^^?&^ P' nS
debati de certas condigoes de adoptar esta nova
solugo,
Chegow a Beyrouth urna deputago de chefes
metuaij, que parece ae tennam reunido e por
uoanimidade tlnham votado o reslaoelecimento
da antiga confederago dos povos do Libaoo.com
um s ebefe, e coestitugo que sssegure os direi-
tos de todas a religioes. Os metualis formam
urna das tres ragas particulares do Libino.
Druzzos e os Ansarielis adherirra tambem a este
projecto, de modo que se pode dizer que toda a
montanha est conforme na questo da un lade
do governo, a cuja frente figura um chefe chistan.
Consta tambem das mesma cartas qqe o chef
da carallaria indgena de Galilea, annuncira
Franga que poda contar com a sua completa coo-
perago aos chriatos daquella paite da Syria.
No parlamento inglez lord Brougham perguntou
ao governo se a cesso de S. Domingos Hespa-
nha tinha merecido a approvsgo da Inglaterra
e da Fraoga, e tiobam tomado as precauges n-
cessarias pora impedir a escravido hespanhola.
Esta ultima parte foi tocada pelo lord com certa
acrimonia, dan lo a entender que roceia que a es-
cravalura teoni um novo impulso, e mostrando
que a Hespanha nao proceder sua aboligao.
O subsecretario de estado responden ento que
o governo hespanhol ainda nao linha lomado re-
solugo alguma definitiva a repeilo da cesso de
S. Domingos, mas accrescentou que sendo de
procurar
bons ef-
-,-- tomam a
ariua tarefa de, por meio da imprensa, dirigir a
opmio publica acerca das eleigde indirecta
antes de eeojura-las. investigar se ellas sao boas
ou roas era.si mesma, e sen 1o boas,
descobrir as causas que embargara seus'
feitos, afim de remove-la.
Eleitor directo.Foi justamente o que flzeram
e esiao fazendo a redaego do Diario de Pernam-
11 buco e o communlcante F. Em urna serie de ar-
tigo*, j publcalos, provaram que o systema das
eleigoes indirectas era mo era si mesrao. irra-
cional e contrario natureza do governo repre-
sentativo; e na pratlca de funestas e assustado-
ra consequencia.-
Votante primario.Admittido
o principio da>
represenlagao da nago por meio de deputados e
senadores eleitos; nao ser necessario que na
eleigo Intervenha grande numero do cidados
para que a repiesentago se nao afaste muiloda
realilsde?
Eleitor directo.Sira, por certo ; porm pre-
ciso attender para esse grande numero de cida-
daos. Todos sao cidadus, quer sejarn capases.
quer incapazes. V le, porm, que se trata d
um dircito poltico, que s deve ser confiado aos
capazes de exerce-lo. Os votos nu se medem
pelo numero dos volant-s ; mas sim pela inde-
pendencia e sciencU dos que os do.
Votante primario.Convenho, e sou o primer
ro em confesar e reconhecer quanto incon-
voP o?nq.UaernnCh"0 TfM- ">" ^f"* pel P" i VJe*ienle 1U a multidAo, 7' accessivcl a e-
Iaco8e Sa A Darf rege,Ur. Te &C!0 e ao ^rebalamenlo eleja directamente M
aue om.qJin..q h*?l i" escravalu/'' dl"e deputados e senadora. Porm nao ser a elei-
qut o governo hespanhol tinha assegurado ao go-
verno inglez qne nao linha tengo de perroittir a
introducgo da escravatura era S. Domingos.
Pouco depois appareceu na Gazela de Madrid
o decreto reincorporando Hespanha a ilha de
S. Domingos. Este documento vera precedido de
urna exposigo dirigida rainha em que se ex-
poera os fundamentos da cesso. A publtcago
desie documento importa a aceitagu do governo
hespanhol ; mais um facto coosuraa iu que mais
tarde ser aceilo e recoohecilo pelas potencias.
A iraprensa de Madrid lisoogea-se rom esta nova
acquisigo e procura mostrar que o Hespanha nao
deixar de dar &. Domingos a conveniente or-
ganisagao adminsirativa com o mesmo interesse
que Iheinspiram as outras provincias.
O presidente da repblica do Hait proteslou
contra a annexago da parle hespanhola de S.
Domingos aotiga metropole. O resultado deste
protesto poder ser a reiocorporaco da repbli-
ca do II lili Franga.
Era Lisboa abrirara-se ss*crlcs no da 20 de
maio. Cootinuavam os boas relages com todas
as potencias estrangeiras.
Fez-se urna tornada de 15 pare3, que foi bem
recebida pelo merecimento dos agraciados e op-
portunidade da nomeago.
O asylo dos orphos da Aju la iocendiou-se,
salvando-se. porm todas as criangas.
Fallecerara o escriplor portugus Fraocisco
Mara BorJallo, muito conhecido ueste imperio,
e o viseonde da Athouguia.
Afogou-se no Dou-o no dia 12 o baro de For-
rester.
J coraegarara as obras para o monumento
Cfmes. -
A c'iuvas eram continuadas e o estado sanita-
rio excellento.
Os
sera a elei-
gao indirecta e por graos a que mais convm para
concillara boa escolha dos representantes com o
suffragio do maior numero?
Eleitor directo.Sois conservador e ordeiro, o
dais tanta importanoii ao grande numero e mul-
tido A multidu. o gr.'ode numero, a forga bru-
ta, o s-ilTragi.i universal, sao arma ternves as
maos dos desordeiros, e amtiiciosos, quer para
conquistarera o poder, iuer para mauterem-se
nelie eonlra a razie e a justiga. A historia ahi
esta para ensinar lodos que a multdo urna
arma poderosa para deraolir o destruir o direi-
lo ; porm nao para funda-lo, ou reconhece-lo
as pessoas que devom possui-lo.
Isto posu. dizei-me, nao sois cootraditorio
quando aflirmaisjue a raulti lo e o grande nu-
mero sao incapazes de eleger directamente o
deputados e senadores, o todava os chamis parj
eleger os eleitores. Urna de duas; se a inulli-
dn nao capaz de eleger os deputados, tambem
nao o para tlger os eleitores ; c se pode esco-
lher estes, pode escolher aquelles.
Porm bem dilcil formar, c.m zeros urna
somma quai vimos jogar somentu cora as unidades e de-
zenas.
Votanle primario.Nio posso contrariar-vos
neste pouto ; porm concordai que a eleigo in-
directa ou por graos i que mais convm para
conciliar a boa escolha dosd-putadis__cora o
suffragio du grande numero dos cidados.
Eleitor directo.E esta I seunpre o grande nu-
mero, sempro o suffragio do maior numero de ci-
da lusl Eu j vos disse, que nada leulio que ver
com as cifras. Ench^i duas folhas de papel de
HolUnda somente com grandes parccllas de seros,
soramai. eo resultado Jf$9.
Portanlo so no vo-^so primeiro grao ha cida-
dos capazes de eleger os deputados, venham
elles uotr-se aos outros c-ipaze desta escolha :
nada de complicagoos cscusadas e prejudiciaes.
Volante primario. Mas observai que com a
eleigo indirecta se conseguira duas vantagens :
a primeira, inspirar urca grande parte da na-
go o interesse pela causa publica, quando se
trata de eleger os que devem curar do interesse
ger.il; e a segunda corrigir os de feitos que tra-
ria a eleigo directa pela mullido dos votantes.
Se as turbas sao suscepticeis de seduccao, ser
sso um bice que por meio da eleigo indi-
recta se possa chegar uros ba escolha, urna
rosque os eleitores do segundo grao, sendo de
erarchia superior, nao parlecipam dos vicios doy
mullidlo.
Eleitor dire.-to Ah 1 meu amigo, lgica eso-
bretudo consciencial Pois qun 1 confessais que a
mullido dos votantes primarios, as turbas sao
sasceptireis de corrupeo, e entretanto dizes que
nao isso razo para que nao possam sahir da ur-
jornaes republicanos de N-w-York, mos-
tram qual o esladu da Uuio Americana.
Os abolicionistas trabalnara activamente pars
levar ao cabo ssias idea, e procurara por lo-
dos os meio precipitar os aconlecirueoios.
Os estados de Maryland e elawarre comecam
inclinar si para a Unio. Em tolo o norte
geral o enthusiasmo e syrapathias favor do go-
verno de Washington. Os de Maryland pozerara
toda a sua milicia asrdeos do geoeral Scoth, e
os bancos de Boston offereceram ao presdeme
tres milhoes e meio de duliars. Os legisladores
de quasi todos os estados do oeste, votaram con-
sidera veis recursos destinados occorrer j des-
pezas da guerra.
A assembla de Alboni poz disposigo do go-
verno triula mil voluntarios e tres milhoes de
dollars. A junta do commercio eos presidentes
dos diversos bancos eslo todos de accordo era
prestar o seu auxilio a Mr. Lincoln. Em um
meeting unionista que all 'ouve ltimamente
foram adoptadas medidas econmicas atlra de se | nas u3 eleiicres do segundo grao, de jenrehia
promover urna subscripgo voluntaria nacional :sup*"or, e que no parlecipam dos vicios da
para susteotagao das familias dos voluntarios que : mullido I
lomara parte na guerra. i E"plicai-me es e rnysterio, mais incomprehen-
Os confeleradosdo sul approximam-se da ca- S7el Q,> pital e na dala das ultima noticias telegraphi-1 crao em um leito lamoso possa correr pura at
cas j seis mil insurgentes se achanam nas un-
mediagoes de Washingtou, os principaes edificios
di capital tinham sido pos los em estado de defe-
za pelus federaes ; espera'a-secomtudo o ataque
cada momeato.
Ea Btitimore a populago possuiose de ter-
ror, eem Texas eram extraordinarios os prepara-
tivos deguerra. Os federaes nao se .limitara aos
meio de defeza, procurara destruir todos os ele-
mentos de que plem hogar mo os confedera-
agua, sem que partecipo da immuodicie do canal
por onde passa Nao eslais vendo ah as aguas
do nosso Eeberibe, to lmpidas, lo claras, em
sua nascenca, correndo por um leito de braoca
areia, toldarera-se e engrossarera apenas tocara,
no lamacenlo e escuro pantano de Olindal Por-
tanto nada do que dizeis #erio : chamar as tur-
bas viciadas, para produzirem eleitores, deje-
rarchia superior, e extremes do9 vicios dos seus
progenitores, urna impossibilidade I Qual o>
dos do sul, para destruir os lagos amigos da uniao nlnj Tie na" recebe com a geraco os vicios o
americana. j definios paternos ? !
A energa do governo de Lincoln coraecava Porm o que ha mnis almiravel. o papel que
produzir bom eff-ilo ; a rpida reunio de vo- assigosia essa mullido viciada, s turbasa
luntarios em Washington tinha feito alterar o de corrigir os defeitos que traria a eleico direc-
plaoo dosconfelerados do sul. Estes fados e ou-! ta dos representanlcs da naco pela mullido dos
tras providencias do novo presidente reslabole- volantes I
ciara a pouco e pouco a conflanga. Ora chamar as turbas, a multilo viciada, para
Lord John Russell declarou no parlamento corrigir os deteitos da muilido dos volantes,
que o governo inglez estava disposto reconhe-1 '**' a,g. csnacWadet eleiloraes, nao ser um
cor odireito dos estados confederados em passar despropsito, igual ao daquelle que qu'uesse que
Assegura-se tambem que o exercilo foi manda*
de regressar a Fraoga, mas ignora-se estas ordens
foram recebidas pelo general a lempo de suspen-
der a sua marcha. Esta circumstancia consi-
derada romo urna concesso feila pela Fraoga ao
governo inglez.
A Franga tambem ceder oa questo da Syria,
fazendo retirar no prazo estabetecido no ultimo
convenio (5 de junho) as tropas expedicionarias
quo permanecem naquella parle do Oriente.
Cartas de Beyrouth apresenlam o aspecto di
Syria cora ss cores mui sinhrtras, do a entender
que a retirada aas tropas francesas ser o sigua!
de no*os missaerea.
Um despacho de Constantinopla publicado pe-
la Patrie diz que a Porta tinha resolvido mandar
para a Slyria um corpo de cito mil homens e 40
pegas de campanha, afim de refercar o exercilo
d Tuad-Pach.
O ultimo projecto da commisso europea ten-
da separago completados Druzzos e Msroni-
laa, destinando-a* arcada um desses povos um
lerrito io especial; mas este projecto foi rajeita-
do porque as potencias julgavam impossivel a sua
realisacio.
A sublime Porta proeo eolio que a Lbano
fossem eslabelecidos governos disiiuctos segundo
as sitas aneas. Nenie caso os chriatos teriatn
um gorerne oleo-. Parece que as potencias quo
cartas de marca. Esta declaragao causou sensa-
go era Inglaterra, opezar do se afiirmur que os
navios apresados sero julgados por ura tribunal
de presos regursrraente constituido.
Tendo-sa sabido em Inglaterra que os corsa-
rios do sul pretendan) apoderar-so do ouro da
California frealo em Aspinwall com deslino
New-York, deram-se logo ordens para que esses
(retes ossem transferidos para Londres, onde se
verificaran) era seguida, seguros na razo de um
milho eslerlino. .
O3 Americanos nao recooheceram os novos
principios do direilo martimo inscriptos na de-
claragao de Paris, e agora coraegam reconhecer
os incSnvenientes. Mas o que ha de raais nota-
vel, que a America do Norte que reg-iiara os
principios do congresso de Pars, denuncia os
corsarios como piratas, em quanto que a Ingla-
terra que os adoptou reconhccc as cartas de
marca.
O principio da concesso das carias de corso
est bannido entre quasi todas as potencias ;
mas nao este o ponto. As cartas de marca s
pdeni ser concedidas por um governo constitui-
do ; os confederados do Brasil no eslo reconhe -
cidos, e o presidente Davis nao est revestido do
poder supremo.
A confederago do sul de que elle c chefe fez
serapre parte dos Estados-Unidos. Apezar destas
e d'oulras consideragoes Mr. Davis passou as suas
cartas de marca e os navios confederados come-
cam fazer uso dellas.
Navios sahidos do porto de Lisboa para os por-
to do Brasil :
Maio 14. Hunsa, barca lubequeza, para o Rio
de Janeiro,
dem 19. Catedonia, barca brasileira, para a
Bahia.
dem 24. Constante, brigue portuguez, para
Pernambuco.
dem, idem, Flor de Vez, barca portugueza,
para o Para.
Navios entrados no porto de Lisboa viudos dos
portos do Brasil ;
Maio 16. Exlremadure, vapor paquete francez
do Rio de Janeiro, da Bahia, de Pernambuco.
dem 26. Tanuga, barca portugueza, do Rio de
Janeiro.
Maio 28. Principe Americano, brigue brasileiro
da Bahia.
Communicados.
Reforma eleitoral, Eleigo
direetsv
VI
A idea da eleigo directa j nao entre ni
um utopia : est na consciencia e ni opinio de
todos os que nao sio indifTerentes aos negocio
do paiz, e bem pouros existen, que nao lenham
urna palavra de condemnago para o actual sys-
tema eleitoral, qne ludo tem abalado, o corrom-
pido, pereceado conduzir 4 passos agigantados, o
paiz um abysmo O se,uiole dialogo entre ua
votante primario e outro, amigo da eleigo directa,
urna prora de qne o-tatal systema eleiloral j
I bem pouco Ilude, com a sua estudsda bypo-
crisisdo rofo concedido ao maior numero :
Volante primario.Nao tendea razo no que
dizeis : porque- os rticos da redaego do Diario
os cegos guiassem os que lera vista, os ignoran-
tes aos sabios! Que um corpo eleitoral nume-
roso e escnlhido pela lei, vos assusta, e nao vos
assusiam as turbas viciadas, antes as chamis
para corrigir os defeitos de um corpo, que pelas
suastfQuah lades e numero, nao pode ser corrom-
pido por ninguera !
Volante primario. Mas nao redes que ha
grande vanlagem era inspirar urna grande par-
le da nago o interesse pela causa publica, quan-
do se trata de eleger os que devem curar do in-
teresse geral?
Eleitor directo.Sim; ha grande vanlagem em
nleressar lodos os cidados capazes ni escolha
dos deputados, c nieto que a eleigo directa
leva a palma sobre a indirecta. Quanto aos in-
capazes nao ha interesse algum em adrailii-los
eleico, pelo contrario ha tola a vanlagem ea
exclui-los delta.
Votante primario.Nao ha tal: vede o que sa
passa neste circulo, e por elle ajuizai dos ou-
tros : supponde que haja em todas as freguezias
vinte mil votantes primarios. Que vanlagem
haveria em excluidlos da eleigo, para somente
seren chamadas duas mil capacidades eleilo-
raes, que possam existir no circulo? Que bello
patriotismo! excluir vinte mil cidados, pars
monopolisar odireito oleitoral em dous mil! K
dizei-vos liberal 1
Eleitor directo.Eu ainda vos nao disse, sa
era ou nao lioeral; al porque sinlo assim come
que urna inclinago para o corcundisrao___po-
rm concedo-vos de barato que seja liberal. Em>
que a eleigo directa prejudica a verdadeira e jus-
ta liberdade?
Votante primario.Pois nao excluir dezoilo
mil patricios vossos da escolha dos deputados,
para s admillir os vossos dous mil privilegia-
dos! Que raedonha aristocracia I
Eleitor directo.Que bem entendida demo-
cracia Que medo vos fazem dous mil eleitores
legtimos, urna vez que elles sejam as verdadei-
ras capacidades do circulo? Elles (arlara maiores
bens, mais acertadas escolhas, e apreciaran
com a maior aliencao todos os interesses do cir-
culo.
Votante primario. Impossivel! neste ponto
estou sobre ura rochedu! vinte mil olhos ven-
do menos do que dous mil I absurdo 1
Eleitor directo.Nao comparis os vinte mil
olhos dos vossos votantes primarios com os dou
mil olhos das capacidades eleiloraes: e ainda
ssm eu vos digo que mais vem dous mil
olhos saos c limos, do que vUe mil olhos c-
gos, cheio da nevoa e de cataratas ;porm a
questo assim est deslocada.
Vetante primario.Estdeslocada, porque na
podis convencer-me ; era preciso que eu adrait-
lisse que todos os olhos dos vinte mil volantes
primarias tivessem oevoas e cataratas I
Eleitor dretlo.Eu vo-lo mostrarei; porm
primeiramente digo-vos que a questo est des-
tocada, porque a comparagto nao deve ser feita
entre os vossos vinte mil votantes, e as duas mil
capacidades eleiloraes do cirouio ; porm simr
entre estas os vossos 394 eleitores de erarchia
superior I Dizei-me agora quaes pdem ver
mais, os vossos 394 eleitores de erarchia supe-
rior, ou is aun mil capacidades eleiloraes do
circulo, conteni os mais islincios cidados da-
lodos os ramos e interesses da vida social ? I
Votante primarlo.Sim; mas chamar para
escolher 3 dopulado geraes e nove provinciaes


t*
01B10 DI PEWUBMCO. QUINTA FB& 18 Dfi JSHO DE 1861.
dous mil eleilorea I que desorden, que confuso
nao hareria em lio grande mullidao de eleito-
re! Nao sabis que mullidao e desordera sao sy-
oonimos I
Eleilor directo.Oh I a mullidao, e urna pe-
quena mullidao de escolhidos pela lei j causa
desordem Ha pouco me accusaves de inimigo
da liberdade, por querer excluir os rassos del-
eito mil rotantes primarios ; agora j achais que
un corpo eleitoral numeroso, e composto s-
menle das capacidades do circulo produz a des-
ordeno p. auarchia 1 Que contradicco I
Volante primario. Quil contradicho 1 a con-
tradiccao o sim e o nao sobreda mesma cousa.
Mas nos queremos cousas diversas. Eu quero
n corpo eleitoral, pouco numeroso
goslo de panella meda por muitos
res um corpo eleitoral numeroso
Has.
Nao vedes que partimos de principios difieren-
tes? Eu sou wonarchista-aristocrala, e vos mo-
porque nao
e vos qoe-
para cerios
que elle o seja a cusa da grande classe dos agri-
cultores e fazendeiros.
Votante primario.Exageraes 1 O qne. dez ou
viole por cenlo do ordeoado do empregado pu-
blico T
Eleitor directo.O que um por cento maia
sobre o assucar e o gado ?
Volante primario.Esl bom : eu sou justo; e
por isso respeilo ao trabalho do agricultor, res-
peito ao trabalho do empregado publico I
Eleitor directo.Sim ; respeilo todo traba-
lho, toda propriedade, lodo suor I
Votante primario Pois bem, nao se tire o pro-
ducto do suor alheio, mas corte-se por todas as
despezas superfinas. Esse corpo de polica."., pri-
meiro que tudo, comece-se por elle, e pague elle
o deQdt.
Eleitor directo.Gomo ? nao tos entendo.
Votaue primario.Nao necessario quo o cor-
po de polica leona tantas pracas : bem pode ser
reduzido melado ou um terco deltas. E de
*iarcn\sla-democrata ; eu sou ordeiro e conser- mais parece-me que quanto maior o corpo de
rador; e vos liberal e desordeiro.
Eleilor directo.rondo de parte a grande dis-
inecao de mouarchistas.dizei-me verdaderamen-
te, porque nao queris que o corpo eleitoral do
circulo soja coaposlo de todas as capacidades
polica, maior o numero doscrimes 1 Alm dis-
to preciso altender-se s pocas. Em lempo de
elelc,es, e quando ha necessidade de garantir a
liberdade do voto, bem ; nesle caso toda a forca
policial e de linha pouca; porm passada
leitoraes, e 15o fomente dos vessos 394 eleito- | quadra eleitoral, que preciso" ha de'tamanha
res de jerarchia superior, l'orventura as oulras torga ? Para os caso3 ordinarios, ahi esl a guar-
capaciaades, eotre as quaes se contara tantos da nacional, que pode ser aquarlelada.
negociantes, agricultores, propietarios, capita-
listas, desemDargadore3, lente?, junes, sacerdo-
tes, officiaes militares, mdicos, advogaaos,
artistas, etc., serao homens de inferior je-
rarchia ?
Votante primarioNada de iolriga, por mi-
nha rez vos digo lgica e consciencia Agora
dizei-me: o que quer o corpo eleitoral? esco-
llier os deputados. Eoto nao vedes que os in-
ieresses sero mais curados e attendidos por
um corpo eleitoral pouco oumeroto, cpaz de
ser dirigido por ama s iiia, por urna s ca-
becal Nao mais fcil conciliar 394 eleitores
do que dous mil? Dous mil eleitores que ca-
llos! e que deputados sahiriam dessa Babel I
Eleitor directo.Dizei antes que ordem, que
liarmouia, nao resultara de uto corpo eleitoral
numeroso, e incapaz de curvar-se qualquer
influencia, hostil aos legtimos inleresses do
circulo 1 Diaei antes que deputados bons e ba
ratos, nao sahiriam de um to respeitivel corpo
leitoral 1
Volante primario.Eleico direcla, corpo elei-
taral numeroso, ergo deputados bons e baratos :
eleicSo indirecta, corpo eleitoral pequeo, ergo
deputados mos e caros Que lgica I Ali 1 Fre
Oerundiol Ride-vos, agora da distraerlo de mo-
carchislas aristcratas e demcratas 1
Eleilor directo.Urna cousa pode causar riso,
a outra nao. Ouvi a demonstraco ; ella nao
scientiQca, porque nao. sou hornera de Ultras,
nao possa seivir-me dos termos da sciencia ;
porm verdadeira, e Deus fez a verdado para
todos os que a amam, e buscara com pureza de
oraco. O corpo eleitoral urna associacao,
ternura Qm como qualquer outra: o oflicio do
eleilor fazer deputado, como o oflicio do sa-
pateiro fazer sapatos.
Eleilor directo.Logo pague a guarda nacional
o dficit I
Votante primario.Nao; nao a guarda na-
cional quem paga ; quera vem pagar sao oseo-
tres geraes, e que nos importa isso I
Eleitor direclo.Quanto vos eoganaes I o co-
fre eral s paga cada soldado da guarda na-
cional destacada, cinco lustdes. Entretanto os
soldados di guarda nacional sao artistas, e mui-
tos. pais de familia, cujos salarios diarios mon-
tara dous e tres mil ris. e os nao vencem du-
rante o nquartelameoto. E achais justo que a
polica seja diminuida com prejuizo da ordem e
irn iiiilhdaco publica, e que a guarda nacional
seja aquartelada, aura de pagar-se um dficit,
proveniente de contratos, de que nenhum lucro
auferiro os guardas nacionies I
Votante primario. Eu nao pensava nisto !
Eleitor directo.Pois tudo isso que aqu vos
figuro, pode succeder em um paiz ou provincia,
ouJe todas as classes productoras nao tiverem re-
presentantes, que tutelem seus inleresses. Meu
amigo, os inleresses sao como os homens : nao
ha hornera que possa viver e aperfeicoar-se, se
nao era sociedade e pela sociedade; e todava o
maior inimigo do homem o mesmo homem e
os seus semelhantes: assim tambera a natureza
vinculou eslreilamenle todas as industrias, todos
os inleresses, nenhum pode conservar-se cusa
dos oulros, e lodos precisara do concurso geral
para o seu mximo desenvolviraenlo; e nao obs-
tante isso, todos elles se alraicoam, se nao en-
contrara oulros inleresses, vigilantes e promp-
tos coater os iuleresses mal entendidos e in-
justos.
Ora j podis ver que s a eleico directa cha-
mando todas as classes, naa pessoas dos seus
mais distinctos merabros, poder dar urna repre-
Senhoru Redaclort i Lendo o ten Diario
n: 100 do r de maio prximo passado, deparei
com urna serie de calumnias, com que sem duvi-
da, alguem acobertando-se sob o norae de ala-
noel Ferreira da Silva Ba, homem analphabelo
e que vive era quasi habitual embriaguez, pre-
tende manchar a minha repuiacao, talrez porque
lhe (alte oulro meio de desformar-te de algum
obstculo, que por meu intermedio tenha encon-
trado contra os seua damoados planos de intrigar
algum js familias honestas desta comarca do Li-
moeiro, lodispondo-as contra as autoridades le-
gitima mente constituidas: econhecendo eu que
um tal aventureiro o queqaer palha para roer,
e os meus afazeres agriculas nao me deixindo
lempo para entrar em discussoes jornalisticas,
improprias do meu genio: to smente para dar
urna satisfazlo ao respeitavel publico, e para que
algumas pessoas, que nao me conbecem de per-
to, nao lirera do meu silencio alguma illago, que
me desabone, pela preaente provoco e desalo ao
mou antagonista, para que, ou acobertado com o
mesmo norae do seu instrumento Ba, ou por si,
prove competentemente todas as invectivas de
sua referida correspondencia ; alias Picar lido
por um vil calumniador, e como tal entregue ao
despreso que merece a sua peona viperina.
Queiro senhores redactores dar publicidade
a estas lianas com que muito obrigaro do seu
respeitador.
Limoeiro, Ia de junho de 1861.
Jos Francisco de Arruda.
':~ -)" "k'' ujius uisiuiutus meraiiros, pouera oar urna repre-
Dai o privilegio de fazer sapatos ou de vender j sentacao protectora de todas as industrias, dando
cariie a um pequeo numero de homens, e todos cada urna os seus proprios representantes,
nos seremos victima de um monopolio lerrirel: Votante primario.Eslou couvencido pelo que
ai-vos do que succedeu cora as carnes acabaes de dizer c vejo bem que a eleito indi-
recta urna erabagadela. -
Eleitor directo.E urna iojustica e immorali-
dade revoltantes.
industria
allcuder
sbi&s e
verdes.
Votante primario. verdade : carne m, e
quarenta e cincoenla patacas 1
Eleitor directo.Pois o mesmo succede com o
orpo eleitoral pequeodai-lhe o privilegio de
azer os deputados sera admitlir a concurrencia
effectiva das outras capacidades eleiloraes, e os
produetjs do eleitor necessanamento sero mos
e caros, salvas honrosas excepcoes.
Votante primarioO suma nao procede, Ta-
zer deputado sor alguma industria?
Eleilor directo.Ol se urna
muito nobre, muito elevada, basta
para o iin do deputado; fazer leis
justas!
O corpo dos deputados, sahiodo do corpo elei-
toral um producto de extremo valor, llavera
honras, subsidios que paguem urna depulaco,que
dote o paiz e a provincia com boas leis?
Votante primario.Bem, nesle sentido concor-
do : e nao ha privilegios, honras e subsidios, que
possam pagar um bom deputado.
Eleilor directo.Logo ha deputados bons, e ba-
Tatos, assim como es ha mos e caros.
Votante primario.Porm s a eleico directa
pode produzir bons deputados que saibam fazer
leis justas e sabias, concillando todos os inleres-
ses sociaes ?
Eleitor directo.S ella o pode fazer, porque
na eleicao directa concorrem lodas as capacida-
des eleiloraes, sem dislincjo de ideas polticas e
profissoes ; e por isso os eleitores das diflerentes
classes sociaes e prossdes, por si, ou transigi-
do com os outros, podem escolber livremente os
mais dignos cidados, para represeutarem seus
inleresses: assim o commercio, as letiras, in-
dustrias e arles etc., podero ter bons represen-
tantes.
Votante primario.Eleitores, transigindo im-
moralidade I Se os agricultores, criadores, tive-
Tem por si a maioria, vencam os agricultores e
criadores 1
Eleitor directo.Nao ; a sociedade nao se com-
poem smenle de agricultores e criadores : ha
muitos outros productores, cujos inleresses de-
vem ser defendidos, e harmonisados com os da-
quelles, afira de haver usliga e proteceo igual
para todos.
Votante primario.Nao discord disto ; porm
a minha opinio que vengara os que tiverem
maioria: se os agricultores tiverem-a, vengara
elles; o de mais os representantes de uns inte-
ja. aocoramercio, industrias, rlesete; nelium '
Eluitor primario.Nenhum
Correspondencias.
Srs. Redactores, Vendo na revista semanal
dos pregos correntes, publicados no Diario de
10 do correte, que o algodo se tioha vendido
de 8g9O0 a 9$000 rs. o superior, e o regalar de
8>6u0 a 8J750 rs., julguei do meu dever como
gerente de urna prensa, apesar de reconhecer a
minha insuflicieuca, rir patentear ao respeita-
vel publico, que apesar de me ter visto obrigado
por alguem a pagar o algodo, queme toi en-
tregue durante a semana ultima, por 89900 e
Jj>000 rs cora tudo nao rae toi possivel obter
mais de 8}600 a 8g800 rs.; acrescendo que teodo
eu urna partida de 93 saccas todas de Page.
Piance Cimar, e offerecendo-a ao Sr. Jos
Mar'ins do Rio. comprador dos Srs. negociantes.
esteSr. respondeu-me que as nao queria se
nao por 8JJ800 rs. as superiores e as regulares
por 8J60O rs. ; curaprindo entretanto notar que
nesta partida havia anda menos de urna terca
parte desta ultima qualidade.
E' verdade, Srs. redactores, que entrando
no dia 7 dez saccas com algodo de Pesqueira,
recommendadas por carta para serem vendidas
ao Sr. Manoel Antonio Ribeiro (rrensario) hou-
ve quem por ellas offerecesse 9#000 rs,, e essa
pessoa toi o Sr. Joo dos Santos Nuoes Lima,
qne presenlemeule tambera se achara com-
prando algumas saccas para um Sr. "negociante ;
mas apparecendo alguma censura sobre tal pro-
cedimento, o mesmo Sr. Santos entregou ditas
saccas ao Sr. Ribeiro, obrigando se a compra-
las pelos mesmos 9#000 rs., apesar de serem re-
gulares, em razo de j o ter oflerecido aos seus
consumidores.
Lis pois. Srs. Redactores, o que tinhamos a
dizer, afim de esclarecer o publico a respeilo do
prego, porque se veodeu o algodo na semana
ultima, e igualmente para dar urna pequea
idea da condigo a que se acham reduzidos, os
que sao conhecidos como prnsanos no Forte do
Mallos.
Recife, 11 de junho de 1861.
Jos Lu: Guayaco.
---------- e porque nao sa-
bis quanto sao egostas os interesses: supponde
urna cmara s composla de agricultores, e que
naja um dficit!...
Volante primario.Posso admitlir a primeira
hypothese ; porm quanto segunda, nao. Dfi-
cit, s ha onde se negocia I
Eleitor directo.era as thesourarias, nem as
cmaras negociara ; e todava podera apparecer
os dficit. Um contrato valioso, promessas de
avultados juros, para animar certos contratos, po-
den) da noile para o dia desarranjar o bom estado
dos cofres pblicos ; por tanto que repugnancia
na em admitlir, smente por hypothese, a exis-
tencia de um dficit 1
Votante primario.Pois bem, assim admiti ;
porm o que conclus o'ahi? Quem dere, e nao
teru para pagar, pele emprestado, e paga.
Eleilor directo.O emprestimo um triste re-
curso, anda quando seja possivel, serapre um
mal, igual, se nao maior, ao que se quer curar.
Volante primario.Ha ainda dous meios : a di-
minuigo das despezas e novos tributos, ou aug-
mento dos existentes.
Eleitor directo.Sem diminuir as despezas ou
impr mais; porm que despezas, se as que exis-
tem equivalen necessilades renes? esobre
quera laucar novos impostos? sobren agricultu-
ra, a criagao, augmentando os direitos do assu-
car, o dizirno !
Votante primario.Direitos sobre o assucar,
dizimo 1 imprudentes seriara os que consenlissem
no grvame das duas mais importantes industrias
do paiz I Se ha dficit, pagua quera o causou ;
porm nada de onerar os agricultores o fazendei-
ros E de mais ha tantas despezas, que podem di-
minuir, tantas inlustrias improductivas, e sobre
stas pezem os impostos. Diminuam-se os orde-
nados dos empregados pblicos, augmentem-se
os impostos sobre as lojas, diminua-se o corpo
de polica, e j se ter dinheiro pan cobrir o de-
licit.
Eleitor direclo.Pareceme que sois agricultor
ou criador 1
Votante primario.Nem urna, e nem outra cou-
sa : sou amigo das duas industrias pnneipaes do
paiz.
Eleitor directoMas o ser empregado publico
nao urna industria, posto que deflohada, e per-
eeguida.
Votante primario.Galante industria que a
do empregado publico ; onde a sua produego ?
me est parecendo que sois empregado publico.
Eleitor directo.E' verdade : infelizmente o
sou, e teria em se-lo muita honra, se nao hou-
veasera homens, que pensassem como ros. Sim,
sou empregado publico, porm o ordenado, que
ganho o fructo do suor do meu rosto, e das mi-
nhas fadigas e vigilias ; o meu ordeoado a mi-
sha viia que se vai gastando lodos os dias, em
servijo do paiz, troco de urna mesquioha ren-
da, que mal chega para satisfazer as mais urgen-
tes necessidades da minha familia, sem poder le-
gar um poqneno futuro aos meas fllhos. Como,
pois, queris que o dficit seja pago cusa dos
pobre empegados pblicos, quan jo aSo qnereii
Somos informados que a Ordem do dia 5 do
correte traz um artigo em defeza da tal socie-
dade dos carnes secca da ra da Praia ; dizem os
correspondentes da Ordem que foi com justa razo
que os carnes secca fizeram esta sociedade para
iraporera os donos dos navios que nao podetiam
vender menos de 100 arrobas de carne, por cau-
sa dos seus freguezes de fiado, que deixaram de
pagar a elles carnes seca o iam comprar carne a
bordo.
Que bella defeza I Nao veem os corresponden-
tes da Ordem, que n5o possivel, que por causa
do meia duzia de homens, olTra urna populago
inteira l Sira, dizemos urna populagointeira por-
que a carne vendida 3 bordo em pequeas parti-
das faz abastecer o mercado : esta prohibigo de
veuder-se aDordo carne em pequeas partidas,
nos faz crer que as denuncias dadas na mesma
Ordem a respeilo das casas de negocio, que ven-
den] carne secca tora da ra da Praia, que sao
ninas dessa mesma sociedade.
O mesmo acreditamos a respeilo das secusa-
goas mal entendidas toitasaos respectivos fiscaes.
Porvenlura, Srs. correspondentes da Ordem, tero
Vmcs. cabal conhecimenlo das posturas da res-
pectiva cmara, a este respeilo? Cremosqueno
e como aecusaes os respectivos fiscaes de negli-
gentes ?
Admira que os Srs. correspondentes da Ordem
nao saibam, que no Rio de Janeiro e Bahia a
carne secca se vende em diflerentes ras, segun-
do estamos informados.
E>t demonstrado que o armazem do Sr. Gon-
calo Alves Tavares, na ra da Praia : purera
como Bca na esquina do lado do sul. e por con-
seguinte pertence a freguezia de S. Jos, bradam
os correspondentes da Ordem, porque nao o
armazem na freguezia de Santo Antonio, e como
isso nao ha de ser assim, quando os correspon-
dentes da Ordem nos do a entender que a re-
rnogo dos armszens de carne secca da ra do
Imperador, oulr'ora ra do Collegio, para a ra
da Praia, toi por ser a carne secca nociva I Que
modo de interpretar as cousas?
Srs. redactores da Ordem, nos interpretamos
de outro modo, entendemos que esta remocao toi
motivada por sera ra do Imperador urna ra de
primeira ordem, e a ra da Praia mais particular,
porque se fosse por ser a carne secca nociva, en-
to vriamos os carnes secca paludos, e seriara
em poucos annos anniquillados: porm o con-
trario, porque nos remos os bem robustos, e co-
rados, e alguns to relhos que j esto com as
juntas enferrujadas.
Mas, Sis. redactores, para que nos estarraos
cangando ; os Srs. correspondentes da Ordem sa-
bem de ludo isto, porm um interesse particular
os faz viver com osolhos as treras.
Queiram, Srs. redactores, publicar essas hu-
mildes lionas, e desculparem as faltas que nellas
encontraren), pois nao tomos educados para es-
crever para o publico, porm como estamos de
senliMlls, e nao sabemos quando seremos ren-
didos; iremos desta guaiila obserraudo tudo
quanto tor relativo a esta sociedade.
O stnlintlla.
Navios entrados no dia 11.
Bordeaux e portos intermedios 17 dias, rapor
francez Bearn, de 1173 toneladas, commandan-
le A de la No, equipagem 121, carga difle-
rentes gneros ; a Tisset freres & C.
Milbeurne48 dias, galera ingleza Donald, de!
2600 toneladas, capito Price, equipagem 85,;
carga la e mais gneros ; ao mesmo capito,
tem a bordo 500 passsgeiros. Veio refrescar e
segu para Liverpool.
Navio sahido no mesmo dia.
Portos do sul Vapor francez Bearn, comman-
dante A. de la No.
Obserrago.
Botdeja no lamaro a crrela nacional Bere-
nice.
Passou para o norte a barca iogleza Norval.
COMMERCIO.
Alfaudega.
Rendimento do dia 1 a 11. 1496524865
dem do dia 12.......23 3291538
172:9829403
Movlmento da alfandegga,
Volumes entrados com [aseadas.. 257
> com gneros.
Volumes sabidos com fazendas..
com gneros..
643
------900
9i
676
770
Descarregam hoje 13 de junho.
Bsrca inglezaBonitacarro.
Brigue inglezAntigu-Pachtcarro.
Barca ioglezaGangescarro e trilhos.
Brigue iogiezVali4 trilhos de ferro.
Brigue inglezWillingtohtrilhos de ferro.
Barca portuguesaFlor da Maia mercadu-
ras.
Polaca hespaobolaChronomelrocarne.
Brigue hespanholDespejadoidem.
Polaca hespanholaEsmeraldaidem.
Polaca hespanholaIndiaidem.
Importaf&o.
0 brigue inglez Crecan,> rindo de Lirerpool,
consignado a Mills Lalham & C, manifeston o
seguinte :
105 fardos e 107 caixas tecidos de algodo, 7
ditas dito de lioho, i dita dito de palha, 2 ditas
dito de algodo e la, 16 ditas liohas, 1 dita da-
masco, 1 dita lengos de cambraia, 1 dita tinta de
escrever, 1 dita utensilios de escriptorio; a Mills
Lalham & G.
100 caixas reas, 1 dita tapetes, 1 dita lecido
de algodo, 2 ditas coberturas de dito; a Joo
Keller & C.
25 barris salitre, 4 ditos, 2 caixas e 1 sacco
utensilios de botica ; a Joo Souo & C.
3 caixas fundos de cobre, 3 barricas estanho ;
a Brander a Brandis.
24 fardos e 21 caixas fazendas de algodo; a
James Crabtree & C.
10 caixas biscoitos, 5 ditas fazonda de lioho, 12
ditas e 28 fardos ditas de algodo ; a Adaroson
Howie & C.
70gigos e 1 barrica louca, 10 caixas phospho-
ros : a Southall Mellors &~C.
206 caixas folhas de metaes e (landres, 1 barril
pregos ; a C. J. Astley & C.
50 barris manteiga ; a ordem.
40 toneladas carvo de podra, 7 fardos lecido
de la, 5 caixas phosphoros, 10 barris oleo de 11-
nbaga ; a Saunders Brothers & C.
5 caixs fio de sapateiro, 5 barricas forragens, 1
dita parafusos de pao, 15 chapas de fogo, 1 bar-
rica lampos para as mesmas, 5 folies grandes, 1
caixa ditos pequeos ; a Isidoro Halliday & C.
3 caixas mludezas, 1 dita fl'aoellas, 1 dita cha-
peos de sol, 3 ditas fazenda de linho, 1 barrica
vidros; a L. A. Siqueira.
1 sacco amostras; a dirersos.
O hiate nacional Singular. rindo do Rio
Grande do Sul, consignado a Jos Joo da Costa
Telles, manifestou o seguinte:
10,800 arrobas de carne de charque, 424 ditas
de graxa em bexigas, 82 1/2 ditas de sebo em
pes; a ordem.
A galera iogleza Bonita, rinda de Lirerpool,
consignada a Rostron Rooker & C, manifestou o
seguinte:
462 toneladas carvo de pedra ; aos mesmos.
Exporiuyi.
Dia 11 de junho.
Barca ingleza John Martin, para Liverpool,
carregaram :
Kalmann Irmos & C, 102 saceos com 561 ar-
robas e 25 libras de algodo. -
C. J. Astley & C, 50 saceos com 264 arrobas e
21 libras de dito.
Patacho hespanhol Pago, para o Rio da Pra-
ia, carregaram :
GuilhermeGarralho & C, 50 pipas com 9,200
medidas de caxag, 50 barricas e 50 meias ditas
com 633 arrobas e 29 libras de assucar.
Barca nacional Recife, para o Rio da Prata,
carrega :
Manoel Gongalves da Silva, 400 barricas com
3,188 arrobas e 18 libras de assucar.
Patacho italiano Evelina, para Genova, car-
regaram :
Viura Moreira & Filhos, 1,000 saceos com 5
mil arrobas de assucar.
Brigue portuguez S. Manoel I, para o Porto,
carrega :
Antonio Lopes Braga, 3 barriqunhas com 13
arrobas e 2 libras de assucar.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernamhuco.
Rendimento do dia 1 a 11. 15:4639309
dem do dia 12....... 1:0439513
16:506j819
Consalado provincial.
Rendimento do di la 11. 27.965J197
dem do dia 12.......3:820*640
31:78&837
Mot intento do porto.
9 M -o. o. to a ca) a, s> B Horas.
^ V 55 s 3 e a m kthmosphera 0
e irtecao. 4 M H O SO
W V s w CA O Intensidad*. EL I
35 S -4 Pahrenhcit. H ta a 0 0 te "* o S |3
_S S i3 A C '.| K> Centgrado. II I
os o at ~* s> si -4 3 Hygrometro.
0 0 O Cisterna hydre-metrica.
r* -4 jg 8 2 00 S O M Praneei. 5 0 0
8 8 8 s r * -5 00 8 Inglei.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumpnmento da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que a arrematado
das impressoes dos balancos, orcamentos e rela-
torio desta thesouraria, toi transferida para o dia
20 do correte por nao se terera habilitado e nao
estarem presentes no acto da arremataco as
pessoas que mandaram proposlas para o correio.
As pessoas que se propozerem a mesma arre-
matado comparecam na sala das sessoes da jun-
da fazenda, no da cima mencionado, pelo
_eio dia, competentemente habilitadas, adver-
ando que a habilitado lera lugar no dia 13.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 7 de junho de 1861.O secretario,
. F. d'Annunciacao.
A noile nublada, com alguns nevoeiros ren-
to SE fresco das 11 h. em diaole.
OSCILADO 0 HAR.
Preamar as 7 h. 18' da manha, altura 6 6 p.
Baixamar al h. 30 da tarde, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 12 de ju-
nho de 1861.
Rokaho STIPPLK,
1* tentte.
Declarares.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de fazer. sob as coodicoes j conhe-
cdas, em 15,19 e 22 do correle mez, os con-
tratos abaixo declarados, manda o conselho con-
vidar os pretenderles apresentarem as suas
propostas nesses dias at s 11 horas da ma-
nha.
Em 15.
Por 3 mezes, flndos em setembro prximo.
O tornecimento de viveros e outros objeclos do
consumo, para os navios da armada e estibeleci-
mentos de marinha, sendo arroz do Haranho,
agurdente branca de 20 graos, azeite doce de
Lisboa, assucar branco groaso, bacalho, bolacha,
carne secca, caf em grao, carnauba em reas,
carne verde, cangica ou milho pilado, farioha de
mandioca, feijo, manteiga franceza, mate, pao,
sabo, toucinho de Lisboa, reas stearinas e vi-
nagre de Lisboa.
o tornecimento de dietas para os doentes das
enfermaras de marinha, e dos africanos, bem
como dos narios, composlas de araruta, aletria,
assucar branco refinado, bolachinha, ceradinha,
cha, gallinhas, manteiga ingleza, tapioca e rioho
de Lisboi. -___.
Eo tornecimento, para as obras a cargo do ar-
senal de marinba, relativamente a cemento bran-
co de Bolonha, cal preta e branca, pedras de
alrenaria e de cantara, brutas e lijlo de alve-
naria.
Em 19.
Por tempo de 12 mezes, lindos em junho do
anno prximo de 1862.
O aviamento do receituario das enfermaras
de marinha e dos africanos lirres, bem como os
servicosde barbeiro necessarios a estes estabele-
cimentos e o tornecimento de ambulancias aos
navios, constando o receituario e as ambulancias
dos formularios que existem francos na secretaria
deste conselho, para serem ristos por quem an-
tes queira consulta-Ios, e os serrigos de barbei-
ro, do corte de cabellos, sangra, barbeamento,
applicagao de bicha e rentosas (fornecendo-as
o contratante] raspamento de cabega e tiramen-
to de denles.
Em 22.
Por tempo de tres mezes, findos em setembro
do correte anno.
A laragem de roupa das ditas enfermaras, com-
panhia de aprendizes artfices, e da maruja do
arsenal de marinha, bem como o tornecimento
das seguintes pegas de fardamento :
Para a dita companhia de aprendizes artfices.
Bonet do uniforme, dito para o servigo, lenco
de seda preta, frdela de panno azul, caiga de
dita de brim branco, dita de algodo azul, blusa
do mesmo algodo, sapatos, camisas de algodo-
zioho branco, sacco. colcho e travesseiros de
linho. cheios de palha, leucos e ronhss de algo-
daoznho branco, colcha de algodo e cobertor
de la.
Para os imperiaes marioheiros e aprendizes ditos.
Bonets de panno, camisa de brim branco, dita
de algodo azul, caiga de brim branco, dita de al-
godo azul, leogo de seda preta, farda de panno
azul, caiga de dito, sapatos e sacco.
Para os fusileiros navaes.
Bonet de palla e chapa, caiga e farda de panno
azul, caiga e camisa do brim branco, grarata de
couro, sapatos e polainas de panno.
As propostas, em cartas fechadas, mencionaro
osnomes dos Dadores, e nao podem referir-se a
mais de um contrato, que o respectivo subscripto
declarar qual seja para a necessaria separago
no acto do recebimento.
Sala do conselho de compras naraes, era 8 d
junho de 1861.0 secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Anjos.
Companhia do Beberibe.
No dia 1*7 do corrente pelas 12 horas
do dia tera' lugar novamenteno escrip-
torio da companhia ra do Cabuga' n.
16, a arremata cao do rendimento dos
chafai izes e bicas por bairros ou totali-
dade e por espacode 1 a tres annos, sob
as bazes abaixo transcriptas e mais con-
diccoes patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com 'eus liado
res ou deca racao dos mesmos no men-
cionado dia devendo ser as propostas por
escripto.
Bazes sobre as quaes se deve lancar.
Bairro do Recife.
Chafarz e bica do caes da al -
fandega. 5:365^550
Dito da ra da Cruz. 6:883^537
Dito da ra do Brum. 3:751 #072
Dito do Forte do Mattos e
bica. ...... 2:898#8 iO
18:898#999
Bairro de Santo Antonio.
Chatam dohrgo do Carmo. 8:474^130
Ditodo largo do Paraizo. 6:9860172
Dito do largo do Passeio
Publico......3:389#652
Dito da ra do Sol. 3:176#092
Dito da ra da Concordia. 3:173#993
multa de 3 0/0 os que pagaren depois de Ando
os ditos 30 das.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Carneiro Hachado Rios.
Consulado da repblica
argentina.
Com a deplorarel noticia da 'anniquillaco da
cidade de Mendoza por causa deum tcrrirel ter-
remoto (como notorio) que a reduzio em poucos
minutos um moolo de ruinas, debaixo das
quaes forana sepultados mais de dous ierc.es da
sua populago ; o abaixo firmado, cnsul da re-
publica nesta cidade, tem iniciado urna subs-'
cripgo com o lim de alliviar da desgraga os que
8emem na miseria e orphandade, salvos de lia I
violenta citastrophe. A supplica que se faz a "
todos os cidades desta cidade, ecom especialida- 1
de ao corpo commercial da prsga qua entrelem 1
to importantes relages mercantis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que todos os se-
nhores se prestaro a subscrerer, cada um com
a somma que possa para fin lo humanitario
imitando o que jase tem procedido em outras
provincias do imperio. Para o que pode se assig-
oar na associago da praga do commercio, nesto
consulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambem em
qualquer outra parte em que o promovam os
amantes da humanidade, e pedido deste con-
sulado. Recife 1 de juuho de 1861.
Jos Iodo de Amorim.
Correio.
Pela administrago do correio desta cidade se
faz publico que em virtude da convengo postal
celebrada pelos goveroos brasileiro e francez se-
ro expedidas malas para a Europa no dia 15 do
corrente mez, de conformidade com o annuncio
deste correjo, publicado no Diario de 9 da feve-
reiro ultimo peto vapor inglez. As cartas serao
recebidas at 2 horas antes da que for marcada
para a sabida do vapor, e os jornaes at 4 horas
antes. Correio de Pernambuco 11 de junho de
1861.O administrador,
Domingos dos Passos Mirand.
Inspecco do arsenal de marinlia.
Faz-se publico que a commisso de peritos
examina nao, na forma determinada-no regula-
mento acompanhando o decreto n. 1324 de 5 de
ferereiro de 1854, o casco, machina, caldeiras,
apparelho, mastreago, relame, amarras e anco-
ras do rapor de reboque denominado Camaragi-
be, da companhia rigilante, achou ludo em esta-
do regular.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 12 de junho de 1861.O inspector,
Elisiario Antonio dos Santos.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de diviso, capito-do
porto, chamado para comparecer at o dia 16
do correlo, n'esta capitana, o Sr. Francisco Jo-
s de Sant'Auna, proprietario do hialeAfossa Se-
nkora da Paz, que ha muito se acha na dca
prxima esta capitana. Capitana do porto de
Permmbuco, 13 de junho de 1861.
Servindo de secretario,
Joo N. Alves Maciel.
O Sr. lente do batalho 18 de infaolaria
da guarda nacional da cidade de Nazareth Joa-
quina Cavalcaoti de Albuquerque Mello Filho,
queira comparecer na secretaria do commando
superior, pateo do Livramento n.3l.
Fumino Jos de Oliveira.
Secretario.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. ebefe de diviso, capito do
porto se faz publico que qualquer estivador, que
como mestre tomar conta de alguma embarcaco
para estirar, nao estando matriculado como tal,
ser preso e entregue a autoridade policial por
exercer urna profisso de que nao tem titulo, ou
ncrutado para a armada, estando nesse caso.
S os mestres raalricalados nesta capilunia po-
j dem tomar conta desse sorvico, e nao emprega-
ro pessoa alguma sem matricula, sob pena de
multa ou priso na casa de delengo.
Tanto os mestres eslivadores, como os que se
empregarem nesse servigo, tero em seu poder e
: bem acondicionadas suas matriculas para serem
presentes s rondas da capitana. Previne final-
1 mente aos eslivadores quo elles tera por capataz
o mestre estivador Angelo Roque, e sota-capataz
Silvestre Jos Fernandos.
Capitana do porto de Pernambuco, 11 de iu-
nho de 1861.
Servindo de secretario,
Joo Nepomuceno Alves Maciel.
CAS POPULAR
K0
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado, 15 de junho.
O baile annunciado para o dia Io e qne foi
transferido, ter lugar indubitarelmenle sabbado
15 do corrente (salvo se achuva for muita). Sero
empregados os meios possireis para que o baile
neste dia seja sumptuoso, as damas sero brin-
dadas com importantes sorles de Santo Antonio.
O gabinete apresentar novos e interessanles
quadros
Ser manlda a boa ordem e harmona do cos-
tume e sero manlidas as disposigdes do regu-
lamenlo que o lllm. Sr. Dr. chefe de polica se
dignou approvar.
Entradas para damas gratis, cavalleiros -2$.
e variado baile
NOS
Saldes do caes de Apollo.
Sabbano 15 do correte ter lugar oestes saloes
um baile maguifico, em beneficio do eximio pro-
fessor o Sr. Jos Dias Alves Branco, meslre da
msica do 4o batalho de artilharia a p.
Nos intervalos dasquadrilhas, scholtz e walsas,
executar o beneficiado era seu instrumento di-
versas variagoes e arias do melhor goslo, sendo
acompaohado pelo instrumental da sua msica.
Tocar especialmente a grande BATALHA. DE
MOSCOW, A ALVORADA DO CONDE DE LIPPE
ETC.
O beneficiado, contando com a benevolencia do
publico pernambucano, espera toda sua protec-
go, e desde jase confessa profundamente reco-
nhecido.
Cumprir-se-ha integralmente o regulamento
do Dr. chefe de polica;
Avisos martimos.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capito Luciano
Alves da Conceigo, sahe para a Bahia em pou-
cos dias, para alguma carga que ainda pode re-
ceber Irata-se com Francisco L. O. Azeredo, ra
da Madre de Dos n. 12.
MA
o Rio de Janeiro
a polaca brasileira Esperance segu com brevf-
dade ; pode receber alguma carga e escraros a
frete : trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
10uTAMUA FERNAtlBlCAM
DB
25:200^039
v\ Bairro da Boa-Vista.
Cha tai z do caes do Capi-
baribe e bica do mesmo. 5:817#000
Dito da caixa d'agua da ra
dos Pires......5:189*300
Dito da praqa da Boa-Vista. 5:040^525
Dito do largo da Soledade. 762^775
sociedade mam-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobre as pracas do Rio
de Janeiro e Para.
Caixa tliai do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
priment do disposto no ari. 4 do de
jereton. 2685 de 10 de novembro do
jannofindo, vai-se proceder dentro do
| prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissac
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directorio
francisco Joao de Barros.
O administrador da recebedoria de rendas
internas faz publico que no corrente mez tem de
ser pago, lvre da multa de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo ao3 rapos-
tos seguintes : decima addicional de mo morta,
imposto de 20 0|0 sobre lojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 80& sobre casas de movis,
roupa, calcado, etc., fabricados em paiz eslran-
geiro ; e que depois de findo o referido mez se-
ro cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Pernambuco 1. de juuho de
1861.Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A lllma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 13 do corrente, pelas 4 horas da tarde, na
sala de suas sesses iro praca para ser arre-
matadas a quem mais der, as reodas da ilha do
Nogueira pelo tempo de tres annos a contar do
Io de julho do corrente anno a 30 de junho de
1861. Os prelendenles devem comparecer no
lugar, dia e horas cima ditas, acompanhados de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 3 de junho de 1861.O escrivo, F. A.
Cavalcaoti Cousseiro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
15.a RECITA DA ASSIGNATURA
E 2.a DAS VENDIDAS.
Navegar^ costeira a vapor
O rapor Persinunga, commandante Moura,
segu viagem para os portos do sul no dia 20
do correnta as 4 horas da tarde. Recebe carga
at o dia 19 ao meio dia. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sabida s
9 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
16;8O906OO
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 8 de junho de 1861.O secretario.
Manoel Gentil da Costa Alves.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado prorincial se faz pu-
blico aos propietarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, que
os 30 dias uteis para o pagamento bocea do
cofre do segundo semestre da dscima do anno fl-
nanceiro de 1860 a 1861, se principiara a contar
do dia !. de junho Tindonro, flecado injeitosi
rE
Quinta-feira, 13 de Jlioho de 1861.
Subir scena o magnifico myslerio em quatro
actos e mais dous quadros
GABRIEL E LISBEL
ou os
MUGRES DE SANTO ANTONIO.
Comegar s 7 X hori;
REAL COMPAMHA
DE
Paquetes Dglezes a vapor.
Al o da 14 do coirente esoera-se do sul o
vapor Oneida. commandante Bevis, o qul de-
pois da demora do costme seguir para Sou-
thampton tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa, para passagens etc., trata-se cora os
agentes Adamson, llovrie & C, na ra do Tra-
piche Novo n. 42. Os embrolhos s se recebem
al duas horas antes de se fecharem as malas ou
urna hora pagando um pataco alem do respec-
tiro frete.
COMPAMHA PERNAMUAM
DB
Navegacaocosteiraavapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Cea^a'.
O rapor Iguarass, commandante Moreira,
salar para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correle s 5 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas,
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQtMfm & umtt*
O rapor Oyapock, commandante o capito
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
sul al o dia IV do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o rapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada at as 2
horas da tarde, eocommendas, passageiros e di-
nheiro a frete ata o dia da sahida as 3 horas :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azere-
do & Mendes.
Rio Grande do Sul
Pelo Rio de Janeiro
. Segu em poucos dias o brigue nacional Ma-
ra Thereza : quem no mesmo quier ir de pas-
tagem, ou remetter escraros a frete, dirija-so ao
capilao, ou a Bailar & Olireira, na ra da Cadeia
de Recife n. 12.
Segu imprelerivelmenle no dia 8 de junho a
releira e bem conhecida barca portugueza Sym-
L


DUA10 DE ffBRNMMUCO. QUNIA FEIRA 13 DE JUMiO DE ItOl
(*)
pathia, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiro pora os quaes lem comino-
doi oxcelentes.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado melado de seu car-
regamento. e para o resto Irata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
AttenQo dos* senhores de
eugenho.
O proprietaiio agricultor que precisar de um
bom administrador casado com pouca familia, e
que tem bastante pralica desse semcc de euge-
nho, e al Dio pde duvidd a tratar com o pro-
prietsrio vista das (oreas qu liver o eogenho e
a qualidade do terreno a fazer Arme ura cento de
numero de caixas, cada urna de 50 arrobas, com
tanto que, o que exceder, ser do administrador,
fisto nao percebar ordenado slgum : quera qui-
zer, dirija-se a pra;a da Independencia ns. 6 e 8,
por carta, com as letras seguiotes, L. S. A., ou
annuocie pelo Diario para ser procurado.
Precisa-se de 2:000$ a premio, dando-se
por garanta um predio ; quem convier annuncie
para ser procurado.
Precisa-se de urna mulher para cozlnhar e
comprar : a tratar na ra Nova o. 40.
Rio de Janeiro
O releiro e bom conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretende seguir com muila brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto, para o resto
quelite (alta trala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Leiies.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
Lava-se e engomma-se com perfaigo
aceio e por prego commodo : na ra do
Hospicio o. 64
largo daPenha
O proprietario deste armazem par-
Quinta-feira 13 do corrate.
O agente Evaristo autorisado pelo despacho do
Exm. Sr. Dr.Jjuiz de direilo e interino do com-
raercio, a requerimenlo do Sr. Francisco Alves
lionteiro Jnior, far leilo da armaco, merca-
dorias e dividas do deposito da raa do Rangel n.
6, perteucente a Jos Jacintho Pacheco, as 10
horas do da cima no mesmo deposito.
LEILO
Sexta-feira 14 do correte.
Costa Carvalho (ara leilo no dia cima s 11
horas em ponto em seu armazem na ra do Im-
perador n. 35,-da casada ra dos Martyriosn....
com 3 quartos, cosioha (ora, quintal e porto pa-
ra a ra do Caldeireiro, para informacoes como
mesmo agente que se acha sufficientemente ha-
bilitado.
LEILO
DE
Urna loja de miudezas,
NA
Raa. Direita n. 77.
Quinta-feira 13 do corrente.
Costa Carvalho ara' leilo no dia ci-
ma as 11 horas em ponto, das merca-
doiias, joias e movis da loja de miude-
zas, a dinheiro ou a prazo, advertindo
aos concurrentes que para acabar.
LEILO
Sexta-feira 14= do corrente.
Costa Carvalho fara' leilo no dia aci
ma ao meio diaem ponto emseu arma-
zem na ra do Imperador n. 55, do
sobrado de um andar e sotao na ra Im-
perial n,79, pertencente a massa falli-
da de Antonio Joaquim Vidal, recebe
propostas a prazo com garanta.
LEILO
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Hyppolilo (ara leilo com autorisaco
do Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a
requerimeoto dos administradores da massa (al-
uda de Caminha rmeos, das dividas pertencen-
tes a mesma massa, na importancia de 31:0009,
em o seu escriptorio ra da Cadeia n. 48,_ primei-
ro andar, as 11 horas era ponto do re(erido dia.
O3 Srs. pretendentes podero examinar a re-
lago das dividas no escriptorio do mesmo agente.
LEILO
DE
Farinha de man-
dioca.
O agente Hyppolilo (ara leilo por conla e
risco de quem pertencer de 200 saceos com (a-
linba de mandioca, quinta-feira 13 do corrente
s 11 horas em ponto no armazem dos Srs. Ma-
chado i Rodrigues, ra da Madre de Deus.
Avisos diversos.
Domingo, 16 do corrente, s 11 horas da ma-
nhan, em sesso extraordinaria da assembla ge-
ral, se tem de deliberar se deve ou nao continuar
a existir esta Associago, como exigem a lei e
regulamentos que do ministerio da (azenda bai-
xaram o armo pretrito, e assigoar-se o respec-
tivo estatuto, aQm de, com a acta da sesso em
que isso se resolver, seren submeltidos a appro-
vago do Exm. Sr. presidente da provincia.
O Sr. presidente effeclivo m'adda ponderar a
importancia deata sesso, e confia no zelo e be-
nevolencia dos Srs. socios que a hora marcada
se schem na casa das sesses pata o indicado
u.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana 12 de junho de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Industria.
Solda-se perfectamente toda qualidade de lou-
ga fina ou ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garau lindo -se a perfaigo e seguranza
visto que o annunciante est munfdo dos uten-
cilios de sua profisso : na ra Direita n. 57,
casa teirea.
Traspisaa-ae o arrendamento do engenho
Frescondim muenle e correte, e que lem pro-
porches para sarejar mai: de dous mil pes an -
aualmenle, Qcando perlo da estrada de (erro 3
leguas, e teodo boas obras. Arrenda-se com
vinte e tantos cativos de enchada, bois e ani-
maes de roda, vendondo-se a safra creada : quem
pretender pode entendor-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barboza da Silva, no Recite, ou com o
abaixo assignado no eogenho Cajabuc.ii.
Haooel Barboza da Silva.
Alugam-se duas casas terreas, modernas e
bem edificadas, com bastantes commodos e graa-
des quiolaes na ra da Palma : a. tratar na ra
do Rosario o. 14, sobrado.
Attenco.
Para que nao se chamem
a ignorancia.
Viuva Dias Pereira & C, fa-
zem sciente aos seus devedo-
res que oSr. Candido da Costa
Dourado deixou de ser seu
procurador, e portanto nada
mais tem o dito Sr. Dourado
com os devedores da casa dos
mesmos assim fica de nenhum
effeito a procuraco que a elle
passamos.
Umasenhnra d ligues de piano, inglez e
francez por pregos rasoaveis em casas particula-
res e larobem d licges em casa d'ella, ra Es-
treila do Rosario n. 27.
Jos de Albuqucrque Mello Loyola, avisa
as pessoas, que lem penhores em sua mo, de
os vir tirar no prazo de oito dias da dala desle do
contrario sero vendidos para seu pagamento.
Recife 10 de junho de 1861.
Guimares & Luz.
Era consequencia de estarem na liquidago do
fiado pedera a lodos os seus devedores o obse-
quio de virern ou mandaren) pagar seus dbitos
na mesma loja onde foram cootrahidos ou na fal-
ta disso podero pagar ao Sr. Hanoel Carlos llaia,
a quem temos dado lodosos poderes para obrar
amigavelou judicialmente caso seja necesssrio,
para os que quizerem pagar amigavelmenle mar-
camos o praso de sessenta dias. eos que nao pa-
garen) al esse lempo nao se queixem do resul-
tado.
LOTIR14
Primeira parte da prime ira
lotera do Bom Conselho de
Papacaca.
Nos bilheles rubricados pelo abiixo sssigoado
sahiram as seguintes surtes :
1227 5:000* Bilhete inteiro.
562 800 Dito dito.
767 400g 2 meios.
824 2009 Bilhete inteiro.
1508 1008 Meio bilhete.
e oulros de 40*, 20 e 10*. Estas sortea sao
pagas na praga da Independencia n. 22 junto ao
relojoeiro aonde se achara a venda assim co-
mo as mais do coslurne os bilheUs e meios da
primeira parte da primeira do Rosario de Mu-
ribeca,aos pregos j annunciados. Outro sira.o iuip,a0g MM numerosos Ireguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
S 1 nao um grande *<"limeulo de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte dellea
ifhins indos porconta propria, vende-oa por menos do que em outra qualquer parte.
Niauteiga tagleza perfectamente lor goo UbM>, tm Dar.
rril se (ara algum abatimento.
^l\aUtClga railCftXa ma,9 n0Ta que na no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Ca petla, liyson e preto
1A600 rs. a libra.
VlaftljOS uaiH^1lgOS chegados oeste ultimo vapor de Europa i 19600 rs., em por-
co se (ara algum abaUmento.
^jaeij SH1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
A'anliga loja do pintor e vidraceiro, na ra \na*ii Ttrfktft
larga do Rosario n. 6, junio ao quaitel do corpo i ^e wJ' |w*w 0s melhores que tem vindo a este mercado por serem muito (rescaes e de
de polica, iroca-se imagens de diversas evoca- : boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se (ara algum abatimento;
ces e taannos, oratorios, castigaes, palmus, Oftift fnnna7 a ^AAm
MW11 llwlivc* tw t 0 Carto elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
nuncios, advertindo ao publico em
continua a ser o nico garantidor de bilheles.
Santos Vieira,

comprar e
becco do 0
Precisa-se de urna ama para
cosiohar para urna pessoa : no
$j) Padre o. 6, primeiro andar.
Pedido.
Pede-se ao Sr. Germano Francisco deOliveira,
digno eraprezario da companhia dramtica nesta
fi', obsequ><> de levar scena no sabbado
(10) o mysterio Gabriel Lnsbel ou os milagrea de
bo o Anionio, com a comedia os monges de
aeniiinana, pelo que muito obrigado lhe ficaro
Os seus apologistas.
treparara-se bandejas bem entenadas de
diversos gostos para casamenl03, bailes e qual-
quei luucgao, ou (estas de igrtjas.com os melho-
res Doiinhus ; assim como bolos para os (estejea
de b. Joo, de todas as qualidades: quem pre-
cisar, sendo o mais em conta do oosso mercado,
ou me3mo bolinhos ero libras separadas, dirija-
se a ra da Penha n. 25, que se (ara o ajusto
cora pereigo e asseio.
os melhores que ha oeste genero a 2?500, 2$ e
Atteoco.
ludo prompto, dourado ou prateado, vidros para
caixilhos, quadros, etc., tintas de todas as cores.
preparadas ou nao, e outros objectos ledenles a.nn(>a piniura : Irata-se de qualquer pintura de salas- UOCC UA CI&SU& HC gViaUA
A\iso
Roga-se a todos os devedores da firma social
de Campos & Lima da loja de fazendas ao pe do
arco de Santo Antonio, hoje pertencente a firma
social de Camargo & Silva tenbam a bondade de
vir a mesma loja saldar suas contas al o fim do
corrente mez.do contrario passaro pelo desgos-
em calxdes com 3 I[2 libras vende-se a lacada um.
(orro de papel, e esleirar o' pavimento, ludo com nA\aAn\ia iMrlaYiA
asseio e promptido ; tambera se recebe encom- i Mw-v.uiitii. &u.{TO&& a mais n0Ta que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mendas, obrigaodo-se a mandar (azer certas o-,- mazem progresso a 39000 a barrica e aretalho a 240 rs. a libra.
bras, pois o aoaixo assignado tem proporgoes pa- a .__ prft_.__-
ra esse fim, e bem conhecido pelos numerosos \ mTOlMMn llHUCCLas a 430 rg_ a iDra em porgao se (ara algum abatimento.
ireguezes, a quem Ihes grato.^ ^^ MaTiaelada impetiaV
Antonio Pacheco relira-se para o Rio de Lisboa a 800 rs. a libra.
Quem precisar de urna ama de leile,
a ra do Caldeireiro o. 9.
Aluga-se nor prego commodo o armazem
do afamado Abreu, e de outros mullos fabricantes da
: Latas eom boYacYaYias de aod
differentes qualidades.
j v^UOCOVaifi 0 maj8 superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
uporador; a] "**?* ^ tmatC em latas de 1 libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs.
tratar no Mondego, casa do finado commendador .' libra.
Peras seeeas
com
AtteneSo ]
iF^zendas e rou-|
pas feitas baratas
NA LOIA DE
Luiz Gomes Ferreira.
Offerece-se urna mulher para acompanhar a
alguna seubora ou mesmo hornera solteiro que
quena sahir para (ora da provincia ou do impe-
rio ; na ra do Alecrim n. 33.
Desappareceu na sexta-eira 7 do corrente,
de um sitio na Ponte de Uchoa, um bezerro ama-
relio j grande, e com ponas, o qual (oi visto
no lugar da Tamarineira : roga-se a quem delle
souber se sirva annunciar por este Diario, ou dar
aviso em qualquer urna das duas tabernas do
mesmo lugar da Tamarineira, d'onde poder gra-
tificarse o achado.
Aos amantes do
festejo de Santo An-
tonio e S. Joo.
Jos Paulino da Silva scienlifica aos apaixona-
dos pelo divertimenlo e (estejo de Sinio Antonio
e S. Joo, que cncootraro em sua abrica de fa-
gos artificiies da ra Imperial, todos os fagos
proprios para o mesmo festejo, e que nao sao pro-
i hibidos pelas posturas muoicipaes, como sejara,
pistolas, balas e rojo, e tabocas para fabrico das
mesnus, fagos do ar, rodinhts, e massa; em
lo de ver seus nomes por extenso nesta falha, 2u"t0 qualidade. dos ogos e mistos que se
sem
excepgo de alguem.
em condegas de 8 libras por 3#500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas (ranelas e ingVezas mai8 novas que ha POr serem v.n-
das em direilura a 800 rs. o (rasco.
WeiTa, maeaTrao e taVYiatVm a m r8 a bra e em caixa8 d6 uma ar.
roba por 8}.
Palitos de dente Virados em mcih09 com ^ macinhos por mo.
X OUeillilO de LlSDOa 0 ,,{, n0TO que ha no mvcado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
"TeSlIlltO mun0 noTO Tende-se para acabar a 400 rs. a libra.
*- llOITl^aS e pai08 0 que na de,bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
IIanua de pOtCO TeuUada a maiS aiTa que p0de haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 ra.
LiataS Com. pClXe de pOSta preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 cada uma, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de oulras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor (rancez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 1$ a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas (rancezas, tructa em calda, azeitoaas
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo tudo de superior aualidade.
|Santo Antonio |
3| Tendo-se do festejar o glorioso Santo
gjg, Antonio do arco da ponte do Recife, nos 2 dias 15 e 16 do correle, o juiz o mais JJ
9 devutospedem aos moradores da ra do g|
g^ Crespo, para llumioarem as verandas do pg*
Jf suas casas e guaruecerem-na com col- ^V
^ xas para maior brilhanttsmo e decencii r?
t do mesmo acto. @
mmmBB mmm^m %WBzm
Offerece-se para caixeiro um mogo brasilei-
ro que sabe bem ler, escrever e contar ; a tratar
na ra da Santa Cruz o. 62.
i Joao Correia de Carvalho, al- tt
^ faiate, participa aos seus nume- ^
% rosos freguezese amigos que mu- '','
\ dou a sua residencia da ra da i}\
I Madre de Dos n. 36 para a ra (gp
I da Cadeia do Recife n. 58, pri- S
I meiro andar, aonde o encontra- A
I rao prompto para desempenhar A
I qualquer obra tendente a "sua A
i arte. {
AA@ @@
vende em sua fabrica, nada lem a dizer por ser
j bem conhecido pelo publico suasuperioridade
em relago as nutras, e promello vender mais
barato que em outra qualquer parle, assim como
recchc-se encommendas de fagos que nao sao
prohibidos.
Marcelino & C. declaiam que o Sr, Antonio
Artbur da Silva Guedes deixou de ser seu cai-
xeiro desde o dia 5 do frrenle.
Precisase de 500J} a juros por tres mezes,
dando-se por seguranza uma casa desembaraza-
da, que rende mais de -40-5 por mez: quem qui-
zer este negocio pode annunciar por este Diario.
Precisa-se de uma ama para casa de pe-
quena familia, paga-sa bem ; na ra do Hospi-
cio n. 62.
Hontem 10 do correte, da ra Nova al a
ra de Apollo, sumio-se um negro com uma lats ,
de gaz e 16 libras de cera de Lisboa em velas de (
libra ; pede-se a quem estes objectos (orem sffe-'
recilos de os apprehender o levar ra de Apol-'
lo, em casa de Joao do Reg Lima & Irrao, ou
mandar dizer, quo se lhe flear obrigado, e se
recompensar generosamente.
Attenco.
* 1
O abaixo assignado pede encarecidamente ao ,
Sr. Francisco Jos da Silva Pereira, morador na
cidade de Goianna. que faga seguir para esta pra-
ga a precatoria que o abaixo assignado lhe re-
melteu em oulubro do anno lindo de 1860, e re-
cebendo o mesmo Sr. cima (em 5 de novembro
do mesmo anno) de Eustaquio Constancio Rede- j
vivo a quanlia de 50$ para despezas com a mes-
ma, at o presente nao tem dado solugo alguma u8S\mo"oreHcode 5fl
peito ao curaprimentu da dita precatoria, sa- n hiTo i
Muito interessante,
Urna mnlatioha de 8 anuos .propria para pre-
sentar ama menina, 1 escrava crioula, idade 20
annos, insigne engommadeira, de figura nao vul-
gar, conduela comprehensivo!, 1 muleca pega de
idade 15snno3, 1 escrava de nagao de 36 annos,
a melhor quilandira, por 700$, 1 dita excellen-
te cozinheira, 2 escravos pegas de idade 20 an-
nos, 1 escravo de 40 annos, de hoa conducta,
muito robusto; todos estes escravos se do a
contento, e afianga-se suas vendas e os pregos
commodos : na ra das Aguas-Verdes n 46, se
dir quem os vende e o motivo por que.
Attenco.
Na loja de fazendas n. 38 da ra do Livramen-
to, era (rente a torre desta igreja, esta-se quei-
mando fazendas por todo o dinheiro: vende-se
tambera a fica armago dessa loja.
* Vende-se uma preta de meia idade, qne co-
zinh# e lava de sabo ; na ra das Cinco Pontas
numero 54.
Capellas.
resp
Unio Beneicente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente sciecliGco aos se-
nhores socios efieciivos, que sexla-feira 14 do
correle, s 6 horas da tarde, haver sesso da
assembla gorsl para pioceder-se a eleigo do
novo conselho que tem de administrara socioda-
de no corrente anno de 1861 a 1862, para que
nohaja reclsmages, declaro aos senhores so-
cios, que a assembls "geral se considera reunida
com 26 membros, e com esse numero se proce-
der aeleigo; lembro mais a alguos dos senho-
res socios o cumprimento do artigo 49 2. dos
estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficeale dos
Martimos, 11 de junho de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1. secretario.
gag69Kdittietf& ais ttesisdissies
8 0 abaixo assignado taz puDUc.o que os <
escravos Andi, pardo, idade26 annos;
j Benedicto, pardo, idade 19 annos ; Mara, ^
i parda, idade 17 aooos ; Antonia, crioula, 3>
idade 27 annos com 1 cria de nome Ma- SI
noela,idade de 1 anno; Josepha, parda, O
|E idade 4 annos; Francisco, crioulo, idade S
J* 28 annos; Manoel, crioulo, idade 28 an- **
m nos; Flix, crioulo, idade22 annos ; Ray- ||
5 mundo, crioulo,*idade 21 aunos; e lgna- 5
1 ci, crioulo, idade 30 annos. pertenoen- 1
tes a Antonio Mximo de Barros Leile, 2
acham-se hypolbecados ao abaixo assigoa- II
1 do desde o oia 6 de fovereiro do corrente
anno, por escriplura lavrada no cartorio &
do Ubellio Almeids, pela quanlia de *P
li;967jj640 rs., e portanto nioguem pode ||
a (azer traosaego alguma a respeito de taes SE
i escravos e tem o abaixo assignado pri'i- |E
2 legio em relago aquelles escravos sobre 2
outro credor do mesmo Sr. Barros Leite, me
protesta desde j contra qualquer transac-
I gao que por ventura se Uzer com os pre- 91
ditos escravos, em qunlo nao fr pago a
9| da-importancia a que esto elles sujeitos. ||
m Recite 10 de jusnho de 1861.
Silvino Guilherme de Barros, os
iVtalni wWm *W mmfW mo.^ r*15% WtUm VliiWt lwfBfPfc
Ges k Basto.
Ra do QueimaJo n. 46.
Receben ltimamente um completo sortimen-
to de luvas de pelica de Jouvio, de diversas cores
e esto vendeado a 29 o par,
19Ra do Queimado19
Rieis capellas de flores de laranja, pelo bara-
cada uma.
Os abaixo assignados scienlifleam ao res-
especitlidade ao corpo
12 do corrente dissol-
. sociedade que tinhara na
quanto antes cumpn-: { b rua Imperial n. W4 a quai gy_
ment ao que acabo de expdr neste caso passa- g0D Qrma de Ermda & Uedeiros. ficando
r pelo desgosto de ser chamado juizo para pa-: Ermjdl enC8rregado d0 acli,0 e passivo
gar os o05. e entregar a precatoria e lamben se d fftrido e3labelecimento.-Antonio Jos Pe-
declarar o nome da pessoa que dem ser inti- i E ,d FraDC8C0 Anloaio d3 Hedeiros.
mada afim das autoridades e o publico verem
como se cumprem as leis na cidade de Goianna.
Recite 8 de junho de 1861.
Jos Dias da Silva.
A'uga- se o quarlo andar com soto e mi-
rante do sobrado n. 38 da rua da Cideia do Re-
cife : a Iratar no n. 40, da mesma, loja.
Theodosia Miriana Sieger. e Elisa Suger,
tendo de sahir pava (ora do imperio, deixam por
seu procurador bislante o Sr. Manoel Alves Bar-
boza.
Precisa-se de um caixeiro para uma taberna
na Victoria : a tratar na rua Direita padaria n. 84.
Precisa se de uma ama que tenha bom lei-
te e sem cria : na rua de Hurtas n. 70, sobrado.
Aluga-se a loja do sobrado da ruadasCru-
zes n. 9 e ptimo para escriptorio de advocada :
quem pretender falle no mesmo sobrado.
O Sr. Pedro Alexandrino Hachado lem uma
carta vinda do Rio de Janeiro, na rua da Sauda-
de, casa n. 21.
Aluga-se o andar com soto, na rua da Ca-
deia do Recife n. 7, propro para hornera solteiro
ou escriptorio : quem o pretender, dirija-se a
loja do mesmo sobrado.

i
i
i
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na rua
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do (armo.
1
O Sr. Felisbino Jernimo Coelbo que mo-
rou na rua da Imperatria djueira dirgir-se a esta
typographia que se precisa fallar.
O Sr. PompilioNuma Pessoa tea umacar-
I tana rua Nova n. 7.
Alredo Ferry, James Hodgson, Joo Ward,
subditos inglezes, segueta para Europa.
Roga-se com urgencia a Illro." cmara
municipal do Recite que a bem de seus munlci-
pes, j que os marchantes nao merecem, que
mande aterrar os curraos do intitulado maladou-
T3 publico [que nao existe) iodependente de or-
namentos, eogenheiros ele, visto que os bois es-
lo morrendo alelados ni lama.
Umxdd*povo.
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Hoje as 10 horas da manha, na sala do colle-
gio das artes, proceder-se-ha a eleico dos mem-
bros que devem reger a esta sociedade. Pede-se
aos senhores socips que coraparegam.
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario aos 12
de junho de 1861.
1. secretario interino,
J. Baplista.
Isaac Esnaty, na raa do
Crespn. 16, 1* andar
tem para vender nma porgo de culelaria de
charquear de ns. 5, 6, 7, 8.10 e 12, ltimamen-
te vinda de Liverpool, sendo de muito boa quali-
dade e por pregos commodos a dinheiro a vista.
MADAMA NIVBRLET, lavadeira e engom-
madeira franceza, se encarrega de qualquer tra-
balho dessa especie, indo bascar e levar casa
das pessoas que a honraiem com sua confitnga :
na rua da Aurora n. 66.
Acha-se justo e contratado o deposito da
rua da Lingueta n. 6: quem se achar com direito
elle dirija-se ao mesmo no prazo de tres dias
a contar da dala deste. Recife 13 de junho de
1861.
A pessoa quem (altarera uns pranchoes
de louro, annuncie por este jornal.
LUIZ LERSTENNE, gravador em toda a
qualidade de metaos, encarrega-se de preparar:
emblemas abertos a buril (taille doee), tanto
para ouiivesaria como para typographia, gravu-
ras para matrizetde typos ele, etc.; igualmen-
te se incumbe de pinturas de casas, armas psra
cnsules, assim como desenho sobre pedra para
lylographia ; em sua offleina, rua da Aurora
n.66.
LOTERA.
_Sabbado 22 do corrente mpreteri-
velmente no lugar e horas do costume
sera' extrahida a primeira parte da pri-
meira lotera em beneicio da igreja de
Nossa Senhora do Rosario da freguezia
de Muribeca. Achara se a venda os bi-
Ihetes e meios bilhetes na thesouraria
das loteras rua do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e casas coramissionacias
Logo que se disf ribuam as listas serao
pagas as sortes.
O tbesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Carros fnebres no pateo
do Paraizon. 10.
Neste estabelecimanto ha carros das
ordens estabelecidas pelo regulamenlo
do cemiterio, muito bem ornados es-
pecialmente os de primeira ordem, por
ser coberto com panno de velludo pre-
to boidado e agaluado de ouro lino, o
mais rico que tem apparecido e ha nes-
ta cidade o que verdaderamente faz o
oqjecto de primeira ordem. Encarre-
ga se neste estabeleciment de qualquer
enterro grande ou pequeo, officios
etc., etc., com promptido e asseio for-
necendo todo o preciso sem encom modo
das partes. A qualquer hora do dia ou
da noiteno mesmo estabeleciment ou
no mesmo pateo sobrado n. 18, ou rua
de S. Francisco por detraz do mesmo
esta beleci ment casa terrea n. 18.
Sintos.
Vendcm-se sintos com ricas fivelas para senho-
ra o menina aSg, filas e ivelas para cintos, ban-
dos de dina para marrafas a 600 rs. : na rua da
mperatriz, loja da boa f O. 74.
Brim branco de linho muito fino a 1*280 a
Lindos cabazes
de palha lina, ou cestinhas
para meninas de es-
cola.
Na loja d'aguia branca se achara mui lindos e
delicados cabazes de palha fina, ou cestinhas en-
(eitadas, propras para as meninas de escola, ou
mesmo para costura de senhoras, e custam 4 e 5#,
o que baratissirao vista da perfeigo e bom
gosto de taes obras, as quaes se vendem em dita
loja d'aguia branca, raa do Queimado n. 16.
Coraes lapidados
a 500 rs. o masso.
Vendem-se massinhos de coraes lapidados a
500 rs. cada um : na rua do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Arcos para saias abalo.
Vendem-se a 160 rs. a vara ; no armazem de
fazendas de J. J. de Gouveia, rua do Oueimado
n. 29, outr'ora 27.
Precisa-se de 600* a premio sobre bypo-
theca de urna escrava moga ; quem pois quizer
dar essa quanlia, annuncie a sua morada para
ser procurado.
Joo Goncalves de Souza declara ao respei-
tavel publico que por haver outro do mesmo no-
me, d'ora em diante se signar Joo Gongalves
de Souza Beiro.
Aluga-se um moleque proprio para servigo
de casa de familia, ou casa de pisto ; na rua do
Livramenlo n. 22, lerceiro andar.
UM CHUMBE1RO (glombier) (rancez, lti-
mamente chegado i esta cidade, offerece-se pa-
ra tudo quanto 6 de sua arte; encarrega-se igual-
mente das obras em zinco, cobre,
I PORTO 1
S-48- Rua da Imperatriz48
1 Junto a padaria franecza.
Eocootra-se nesle estabelecimento um Jj
l completo sortimeolo de roupas de diver- ?
Esas qualidades como sejara : pa'elols de
alpaca preta e de cores a 3& e3$500, for-
rados a 4& e 43500, ditos de ganga de cor *
i a 4#. ditos de brim pardo a 3g60O e 4$, di- j
(tos de brim de cor a 3j5O c i?, ditos <
francezes a 38400, ditos meias casemiras
| a 5 e 5j500, ditos de alpaca preta n de i
cores francezes fazenda de 10$ a 6J500, i
I ditos de palha de seda e 13a a 3$50D, di- :
| tos do bramante a 40 .e 39500, ditos de
1 casemira sacos al3g, ditos sobrecasacos !
? a 15}, ditos francezes a 199. ditos de el-
I paca prela francezes golla de velludo a
5 7j>500 e 8.3, ditos de panno preto a 1 >-:.
I 209 e 229, caigas de brim de cor a I$8u0,
i 2$00, 39500 o 49. ditas de casemira pre-
| tas e de cores a 69, 7#5O0, &j e 109, uitas
Sde meia casemira a 49 e 39500, colleles-
de (uslo branco e do cor a 2500, ;800 g
Se 39, dilos de gorguro a 49 e 5?, ditos \g
de setirn preto a 39500 e 49, ditos de ca- g>
senara preta e de cores a -o e 59, ditos ^
de velludo preto e de cores a 79, 8$ o 109, 1
completo sortimento de roupa para me- gt
nlno como sejam calcas, paletots, rolle-
tes, camisas a 1$6i," t38U0e29.de fustao H
a29500, fazendas superiores.chapeos para 15
cabega fazenda superior a 63f>00, 8$5(l0 e |2
J 109, dilos do sol para hooieui a bsuO, {^
H ditos para senhora a 4$50 e 59, e oulras
muitas qualidades de fazendas e roupas yj
H por pregos muito commodos. :;.
tm Recebem-se algumas encommendas de ?
H roupa por medida e para isto lem delibe- (S
$ rado a ter um conlra-mestre no esUbe- |
S lecimeuto para executar qualquer obra S
| tendente a sua arte. B
mm^im^s m apoaiatiiBaiaetaS
Precisa-se de 6:0003 a premio, undo-so
para seguranga hypotheca em um engenho:
quem quizer annuncie por este Diario pura pro-
curar-se.
A pessoa que annunciou precisar de 5003 a
juros, dando por seguranga uma casa, annuncie
sua morada para ser procurado.
Anlooio Jo- de Carvalho Santiago vai a
Europa com sua familia, e durante sua ausencia
deiza eocarrejudo de seus negocus o Ule-, Sr.
Dr. Cypriano l'enelon Guedes Alcofarado.
Pretende-se negociar porco de gado, seudo
garrotes, novilhas e vaccas de leile, alguns es-
cravos, diversos utencilios de prata, duas casas
terreas, e o capital de 1,430 libras empregadii nos
fundos consolidados de tres por cento, uo baLco
de Ioglterra ; para Iralar, na rua da Cruz n. 43,
seguudo andar.
Precisa-se de um menino de 14 a 16 annos
para caixeiro de taberna, que tenha lgurua pra-
tica : na rua da Senzala Nova n. 22.
Aos caYalleiros.
Acham-se venda os verdadeiros rouros gran-
des e cabelludos, de bode, pretos e trancos, che-
gados ha dias da Europa ; na loja de sel'.eiro,
rua larga do Rosario n. -28.
Vende-se a casa n. 66 da rua de Aguas-
Verdes, hapouco reedificada por fura e por den-
tro, com oites dobrados e quintil cora porlo
para a rua de Borlas, em cojo fundo pode ser edi-
ficada urca casa, li< ando quintal psra ambas com
cacimb). etc. ; a fallar rom o Lima, no Foile do
Mallos, que tem poderes de seu proprielaiio para
dita venda.
Vendem-se dous carros novos de cooduzir
gneros da alfandega, os quaes sao muito bem
construidos e de volta inteira, proprios tambem
para conduego de assucar e oulras mercadorias,
da eslagao do caminho de ferro para onde se qui-
zer.com 1 ou 2 bois ; na rua da Imperatriz D.
23, serrara.
Vende-so uma mobilia de Jacaranda por
preco commodo, tenrio 1 duzia de cadeiras, 2
consolos, 1 banca de meio de sala, 1 sof, 2 ca-
dtiras de brago. 1 de balaceo, tendo 1 candela-
bro, 2 pares de lanlernas, 2 vasos de flores com
redoma de vidro e alguns objectos para cima de
mesa, retratos de senhora, tantos em quadro co-
mo em caixa, retratos de catacumbas do cemite-
rio de Inglaterra ; vende-se tambera uma cama
de amarello com lastro de pala,ruis meiaduzia de
cadeiras americanas; quem quizer, dirija-so a
rua das Triocheiras n. 28, das 9 horas da ma-
nha em diante al as 4 da larde, que achara
com quem tratar,
Offerece-se urna ama para casa de pouca
familia, pata o servigo interno ; a Iratar na mes-
ma casa at o dia 22.
Farinha a 1,600 rs.
a sacca.
Na rua do Codorniz, armazem n. 12 A.
Vende-se uma taberna na cidade de Oliuda,
rua dos Quatro Cantos, com poucos fundos, pro-
pria para um principiaute que queira principiar
sua vida ; quem a pretender, dirija-se. a mesma
taberna que todo negocio se far, visto seu dono
nao poder continuar por (alta de saule, c s Jo
pessoa do Reciie que a pretenda, pode dirigii-se
rua do Nogueira, taberna n. 49 ; s se afianga
que para (azer negocio naquelle lugar, uma das
pnmeiras.
Grande pecliincha.
A 220, 240 e 260 rs.
Chitas (rancezas de muito bonitos padres e
muito boas pannos, pelo baralissimo prego de
220, 240 e 260 rs. o covado ; na rua do Queima-
do n. 22, na loja da boa (.
A A$t 4#500 e 5#.
Cambraia lisa muito fina a 43 a pega com 8 I ["2
varas, dita muito superior a 5$, dita tambera
muito fina com salpicos a 49500; na rua do
Queimado n t, na loja da boa (.
Gangas (rancezas muito finas cora padres
escuros.a 480 rs. o covado : na rua do Queima-
., folhas de (erro .
vara ; na raa do Queimado n. 22, loja da boa (. e (landres, assim como toda a especie de coocer- do n. 22. na loja da boa f.
Riscadinhos de linho proprios para obras '
de meninos a 200 ra. o covado ; na rua do Quei-
mado a. 22, loja da boa fe.
tos e sidas de objectos de cozinha, e arreios del Compra-se uma mulalinha de 6 a 7 ancos
cavallos de carro : a dirigir-se rua das Cruzeslde idade, bem alva e bonita : na rua Nova n. 14,
d. 1], loja, que se dir. 'primeiro andar.


m
AURIO DI MIAIIBCO. QlffTA IRA 18 M JUHHO DI 1861.
Usenhor
#S*etauo Aureliano de Carva-
iCouto, queira ir a fabrica
Aviso.
francisco Maciel de Sonta participa a seus nu-
merosos freguezes tamo da praca como de fora,
que tero de abrir notamente o seu estabeleci-
mento de cagalo feito na provincia do 1.* de
julbo prximo futuro, d.i ra da lmperalriz, ou-
Se&astopool, a negocio eme lhe j X?0T* alerr0 da *-vista, n. 38, ao P do beo
,_ ., n {dos Fermros, onde pretende vender muito en>
crespeito.
Jma pessoa com bastante pratica de escrip-
.._;* mercantil, offerece-se para fazer qual-
.-**<: escripia por partidas dobradas: quem de
i c..prAGiima quizer utilisar-8e, dirija-se a ra do
Antonio Moreira da Silva, subdito porlu-
Js*'.-jl, v-ai Portugal.
Amonio Fumino Erazu, subdito hespaohol,
ks-w para o Rio de Janeiro.
Hara estrella do Rosario n. 21, primeiro
tt-M.proc.isa-se de urna ama para todo servico
ttk'sin a pessoa, paga-se bem.
No consulado dos Paizes-Raixos exislem
4i vs cavias de importancia para o subdito hol-
kw<"tT. C. X. van deu Briok, que ullioianieulo
fa. rsbalbidor na estrada de trro.
recisa-se de urna ama para casa de pe-
*** k. "-O.u na ruadaCadeia n. 45.
- A pnssoa que snnunciou querer comprar
:r-w '.vberna nobaitro de Santo Aotonio ou Boa
, dirija-so a travessa das Cruzes o. 14, pri-
nssace ndar, que achara com quem tratar.
Aviso.
Ccipos Lima, lendo completado todos os
ir* brandos e conciliaveis com seus devedores,
jo? Ike possivel, a bem de seus interesses,
rapM:or a sarem mais condescendentes, porque
Miiv-? tem completamente abusado ; portanto
Uta auiorisado o Sr. Aotonio de Paria Brando
Brtiiru para cobrar de tolos amigavel ou judi-
aawita : julgamos com este novo proceder uo
f-^Pecer aos nossos devedores.
Quem quizer alugar urna preta de
fcw. c auducta, que cosinha e engomma
t*fr--oda perfeicao: dirija-se a ra da
ade casa de sotao de dttPS janellas,
^c-adiara'com quem tratar
.v a -
agencia do va-
por de reboque.
Jtoha-ae estabelecida no escriptorio dacompa-
L-ernambucana no Forte do Mattos n. 1, on-
recebem avisos para qualquer servico le-
ateaste io rripsmo vapor.
1 mmm-mmwm wwbmb
coota, como de costme, para agradar aos fre-
guezee : vender muito e ganhar poaco.
;Precisa-se de urna ama forra ou capiliva para
engommar, e para todo o servico interno de
orna casa de familia : na roa do Imperador n.
37 segundo andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver& Baker.
Machinas de coser : em casad Samuel P.
Jobston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Deseja-se arreo lar um engenho de boa pro-
dcelo e que tenha esenvos e animaos sufflcien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animies, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:000$ a 4:000$ : a quem convir anonade pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira tem O seu
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua proQssao de advogado, das 10 horas da
maoha al as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabilho forense nesta capital ou fora del-
la, e promette todo o zeloe promptido as unc-
coes do seu ministerio.
Jlo Jos de Carvalho Horaes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que flzeram venda do
estab-lecimento de fer-ragns da ra do Queima-
do, a Jlo Jos de Carvalho Moraes Filho, can-
dp o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
cao do activo e passivo do mesmo eslabelecf-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Horaes.
Arados americano*e.machina-
Eia lavarrouparemeasa deS.P. Jos
ston dr C. ra daSenzala n.42.
Cortesde calcas a 3#.J
Cortes de caigas do brim trancado "
9 mniio> uno do pariseimo linho, com seda
Efe de listras quadrinhos de carea fitas, A
S pelo bsratiMuno prego de 39 cada corte: 5
w na ra do Cabngi loja n. 8, de Burgos 9
JRl Ponce de Len. d&
Atten Vends-se um ptimo eecravo bom carrelro,
cozinha o diario de ama caaa, com bastante pra-
tica de criado por saber tratar muito bem de ca-
vados e de arreios : na roa do Livrament n. 52,
terceiro andar.

|EmcasadeMiIIs,8
| Latham < C,,
S ra da Cadeial
Farelo.
No armazem n. 30 da ra da Madre
de Dos, confronte a botica ingiera, ha
muito bom farelo em siccos, chegado
ultimamante, para vender as porc5es
ou a retalho.
Baloes de papel
de seda coloridos
com lelreiros da
n. 52, vende-seS
9 Champagne.
? y^Xfr^ e Porto engarrafado. '
@
r-
d Pars.
15 -Ra Nova15
Froderic Gautier, cirurgiaodentista, faz
2*s crias as operacoes ra sua arte e colloca
3 ^T,tcs artificiaes, tudo com a superiori-
^i* to e perfeijo que as pessoas entendi-
J| Tcti agua e pos dentifricios ele.
O 1., 2. e 3. lomos das hiographias de *U.
- pena potas e outros homens Ilustres da pro-
>#Bcia'M'Peraambneo, comas poesas e muitos
- nonios e tulos inditos, e de grande inte-
nesce, a apreco, pelo commendador A. J. de Mello.
-lo do autor.
Reseja-se comprar una escrava para serfi-
nterrio; na ruada lmperalriz n. 18.
Joo de Siqu^ira Ferrao scientifica a fo
:?*, seus numerosos amigos e freguezes, tan- jS
i. ,fl de-tas como de outras provincirts que x1^
joj uidou seu estabelecimento de fazendas
[ao tii.ha na ra do Oesuo n. 15 i>ara a ~as"'
rea do Queimtdo n. 10. onde coolinu a a
Ler um completo soriimento de fizendas 9
.'o todas as qualidadus.
Precisa-se fallar ao Sr. Deodat) Cnmargn,
moran ro Carr.po-Vcrde, nesta typographia.
5&^i95i^ 9S*3 CKrS3Kr{
'W Jo>pph Elias Uaohado Freir rnaster
-5 earpenter wiih Slseks for Ships-buildiug,
'iS r- lnfl nPW Street of Ifly Rita Where he
ib be fsuni for nll Works of his art.
i
1
9
STAHL C. I
RETRATISTA DE S. 91. 0 IMPERADOR.
Roa da Imperatriz numero 1 \ g
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) %
SUetratos em tolos es- 2
tylos e tamnii^os. %
| Pintura ao na tamil em %
% oleo e aqnarella.
i Capias de dagneneo- %
tyno e ontros arte- |
lacios. f
\mbrotypos.

Precisa-se em urna das povoacoes da co-
marca de Garanhuns, do um reverendo sacerdote
para exercero cargo da magnificencia do seu ma-
gisterio, em urna capellana, que offereco graode
vantagem : trata-se na loja n. 20 da ra do Ouei-
mado.
Para nao haver duvida.
Louis Puech, subdito francez, estabelecido com
hotel na ra do Traoiche, fregue/ia de S. Fr Pe-
dro Gongalves do Becife, declara aos seus ami-
gos, patricios e freguezes,que nao se entendem
com elle as queslea havidas acerca de urna mu-
lata de nomeVicencia,mas cora seu irmo
ledro Puech, tambem subdito francez, proprie-
tario do hotel, que outr'ora sechamou daBarra,
ese acha planudo no so"bralo do tres andares da
esquina da mesma ra do Trapiche, entrar pe-
lo lado do arsenal de marioha.
Como se tem supposto que a prisao, que j
urna vez soffreu dito seu irmao Pedro, por causa
da mesma mulata Vicencia, sua escrava, fora po-
lo contrario aoffnda pelo anounciaote, este, para
prevenir que continu ser victima de iocrepa-
**S I "e!' pof fur?3 da ideDldade do cognome, e de
A,i.'rWift.8 '*'*w HM WSslRenero de negocio ao do dito seu irmo, de fac-
tos, que em cousa alguma lhe dizem respeito, se
apressa em fazer a presente declarado, rogando
aos seus amigos, patricios e fregueze3 lhe resli-
lusui o honroso con.eito quelhes tem merecido,
urna vez cerlos de que por fdrma alguma tem fal-
tado de elle corresponder. %
Precisa-se de um amassador que saiba todo
o servido tendente a padaria ; na ra estreita do
Rosario n. 2, deposito.
A todos que devem no deposito da ra da
CONVITE.
fcteiiQao e umita atteuco.
S = JiS: C. conviJim a todas as fjmilias que
em honrar com suas pres-ncas a sala do
ro andar da ra estreita do Rosario n. 11,
sima ilo seu estabelecimoulo, a virem lomar
.e e oiilro gneros tenientes a confeitaria.

&
I
Dito de Lisboa branco e tinto em
barris de 5*
Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de Iinbaca.
Azarcao.
Tintas preparadas a oleo.
Verdete de Pars.
Dito composto.
@ Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
A Linhas em novello.
J Panno de algodao para saceos.
9 Ancoras e coi rentes de ferro.
Um sortimento de ferro inglez.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber esaa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
2*f*f5" e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade dassenhoraa ; assim como para se deitar
o agua de banho, que o torna mui deleiUvel, re-
sultando alem de rereacar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito desagradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem lera a pre-
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha '
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosto tenha della composiejio. Cus-
la o frasco 19, e quem aprecia o bom oaodeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16. nica parle onde se achara.
difieren tes tama-
nbos proprios pa-
ra festejo de San-
to Antonio e SSo
Joo, por preco
commodo: narua
da Cruz do Reci-
armazem nu-
mero 14.
Gurgei & Pfdlgo.
S Ra da Cadeia loja n. 23.
BECEBERAH vestidos superiores de
blondo com manta, capella, saia de se-
tim, ditos modernos de seda de edr, di-
tos prelos, ditos de phaotasia. ditos de
cambraia bordados, lindas liasinbas, fi-
l., tari*tana, sedas de quadrinhos, gros-
denaples, moreantiqne, cassas, cambraia
d* cores muito superior, sintos, enfeites,
novos manguitos, chapeos, manteletes,
visitas, capas moderna de orguro e de
fil, pulceiras, leques e extractos de sn-
dalo.
Grande pechincia.
PALETOTSSAC .OS de casemira ingle-
za a 109, ditos a 15. ditos de alpaca mais
una a 6&, sobrerasaco de panno a 20#, 21^
e muito boas a 40$. calcas de casemira a
9*. botinas de Meh a H$ o ingleza a
10-5, chapeos francezes a 8# : na ra da
Cadeia loja n. 23.
.1
C ompras.
de ouro do 20&OGO
Compram-se moedas
na ra Nova n. 23, loja.
Compra-se urna taberna no bairro da Boa-
Vista ou S. Antonio : quem liver annuncie or
este Diario. r
i* Compra-se urna escrava moga e que sai-
9 bacosinhare engommar bem : na ra do d)
? Crespo n. 17 loja de Guimaraes & Villar, m
@K-S.vS3@@ @&&999&&
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na roa da Impe-
ratriz p. 12 loja.
Compra-se urna casa terrea em qualquer
das freguezia3, Santo Antonio, Boa-Vista e S
Jos ; a tratar na ra do Sol n. 13.
Vexidas.
gara que tem com todo, o asseio preparada com Santa Cruz n. 62, venham aati.fam aeoYdahits
.-semita, mesas de marmore e Iluminada a antes que sejam seu, ornea JbicSdoa eSa
ici dver?indo que serao servidas com toda a! folha. j-uuucauos ne=ta
'jp.ido e prfgos mdicos.
CONSULTORIO ESPECIAL
H031E0PATHIC0
DO
R. CASiWOVA, S
30~Rua das Cruzes30 %
9 Keslf;COns'Jlloriotemsempre os mais 3
w iv.vos e icreditados medicamentos pre- 9
f recados em Paris (aslinturas) por Ca- M
t- -'.lan e Weber.por pregos razoaveis. *B
Os elementos dehomeopathiaobra.re- a?
j^ 'ctEmenrlada intelliger.cia de qualquer ir
4H pessoa. M
Precisa-se alugar urna escrava pa-
rn, c servico de urna casa de familia :
uada Cadeia do Recife n. 53, ter-
aare andar.
Agostinho Jos Soares retira so para a
Ma.
Aluga-se um armazem no caes do Ramos,
Tsreprio para quem quizer encher de agurdente
Mttte qualquer negocio : a tratar na ra da
(MU n. 37.
Precisa-se de urna ama para o 3ervico in-
lraoe externo de urna casa de pouca familia ; na
ir; c ta lmperalriz n. 60, loja.
Jttizo dos feitos da fazenda.
di* 13 do correte, depois da audiencia do
ti m. Dr. juiz dos feitos da fazenda se vender
.-i pra?a una casa terrea com 22 palmos de
Mralo o o9 de fundo, com 2 salas, urna na frente
t5Str no fundo, com quintal em aborto, avalia-
4fa j>or400a, e pertenceulea irmandade de S. Be-
i..cllcte da cMade deOlinda, cuja casa sita na
m da Boa Hora da mesma cidade n. 20, ese
*f*T.ee por execur;ao que promove a fazenda pu-
lo cs contra a mesma irmandade. Recife 10 de
j*ct>o de 1861.O solicitador,
F. X. P. de Brito.
O abaixo assignado vende o engenho Japa-
r-wndwba, sito na freguezi* a'Agua Preta e distante
_W) brabas da 4* estago da via f-rrea. Alm
InirTl vantagem.tem a de ser bum d'agus, de x-
isUente produeco e do moer com a mesma agua
mwa -serrara e fabrica de fariuha, preparadas com
tlos os utensis: quem o pretender dirija-se ao
rlfl ngwtho. ou nests praga ao Sr. IJerculano
:*^*o) dos Santos.
*cifrt 2 de maio de 1861.
Miguel Afl'onso Ferreira.
- O Sr. Jos Victorino de Paiva nio pode ven-
4*ra1oja de fazendas sem se entender com N.
!5 Biobr& C. successores.
Antonio Carneire Pinto retira-ae para fra
*Sjoiiverio para tratar de sua saude, e deixa por
--oe oieo procura 1or encarregado de seu negocio
Se Joaquim.Franrisco de Helio Santos.
Pelo Paquete Oneila
H*eoa-se qualquer qmaiia sobre Lisboa e Porta,
Hjc-oscnptortol de Carvalho, Nogueira & C, ra
aeV "J. igario n. 9.
Sem igual.
SAIAS balo muito boas de lodo tama-
nho a 49, luvas de Jouvio de todas as
cores e brancas procos fixo 2J50. sapa-
tos de tapete ede traoca a 1280, colchas
grandes de damasco de la e seda a 64
de algumas destas fazendas existe urna
pequea quanlidade por isso as pessoas
que quizerem com teropo dirijam-se a ra
da Cadeia confronte a becco largo loia
n. 23.
4 PRIM4VER4
[16-Raa da Cadeia do Recife-16
LOJA DE M1UDEZAS
DE
Fonseca< Silva!
Sabo inglez o melhor que ha no mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares bonitos
gostos a 600 rs., espelhos pequeos dou-
rados a 800 rs. a duzia, apparelhos pa-
ra brioquodos de criancas a 1J>, 2J e 3g
cada um, escoras para unhas de 800 a
1$ Cuda urna, ditas para denles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de I9 a
lg500 cada urna, pentes de tartaruga
7irados a 5. 63. 7g e 89 cada um, en-
feites de vidnlho a t$800 cada um, bar-
retes de dito a lj>-20, froco de cores a
200 rs. a pega, Gtas de velludo com 10
varas a 800, t el 0200 peca, escencia
de sabao para lirar no toas i 1$ o vidro,
pentes para atir cabellos a 10400 a du-
zia, caixas de raiz sortijas a 10100 a
duzia, cartas francezas finas a 3$ a du-
zia, ditas portuguezas a 10800, caivetes
para fructas a 4$ a duzia, ricas caixas
com espelhos contendo perfumaras pro-
prias para toilels de senboras a 6$ e 8$
cada urna, bahuzinhos de ditos a 50.
caixinhas de vidros com ditas a 20500
cada urna, argolas douradas a 10500 a
duzia, dados a 10500 1 bala, pentes fi-
os para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ac a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para cha a 20 a duzia e para sopa a
49500. pentes de bfalos amarellos a
40500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
20500 a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos do
osso a 320 rs., ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phaotasia a
400 rs. a duzia, alune tes de cabeca cha-
ta sortidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pinceis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em curteira a 10 a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para hornera e se-
nhora a 1J o par, dito3 de pelucia a f*".t
10500, aparelho de porcelam para duas
pessoas a 60, jarros com pomada a 3g
o par, escovas linas com espelhos para
cabellos a 19 cada urna, agua do Orien-
te a 1jJ280 a garrafa, dita de cologne a
20800 e40, bengalas superiores de 10 a
I98OO cada urna, e muitos outros arli-
gos que seria eofadonho enuraera-los,
os quaes se vendem por presos os mais
baratos do que em outra qualquer parle.
Cortes de moia casemira de ama so cor, fazen-
da superior, pelo baratissimo pre$o de 20 cada
um: na ra do Queimado n. 22 na loja da boa f.
A12J000
a duzia de toalhas felpudas superiores
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
a ra
Bramante superior.
Vende-ae bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratisaimo
proco de 20400 rs. a vara : na ra do Oueimado
n. 22, na loia da boa (.
Chalis de merino
estampados a 20500; na na do Queimado n, 2!
na loja da boa f. '
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao so pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 15: na roa do Queimado n. 22
loja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duas larguras a 20600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Re-
Fazenda econmica!
Laazinha para vestido a 240 rs. o covado, fa-
zenda oulr ora de 800 rs. ; Amorim & Castro
ra do Crespo n. 20.
Armazem de fazendas.
19 Ra do Queimado 19
COBEBTAS
de chita a chineza, pelo oreco de 10800.
LENCOES
de panno de linho pelo barato preco de 19900
TOALHAS '
de fustao para mo. rada urna porSOOrs
CALC1NHAS BORDADAS
para meninas e meninos a 20200 cada par.
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largura a 20200a vara.
Cortes de osemira.
Corles de calca de casemira de cor a 50.
Chita a 220 rs.
Chita franceza escura pelo preco de 220 rs.
Lencos, a duzia,
brancos e com sacadura de cor a 10600 e 1S80O
Chales a 2#500.
Chales de merino estampados a 20600.
Eufrates de flores para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindos e de-
licado enfeites de flores Boas, feitos com muito
goto e a ultima moda, sao mui proprios para as
senhoras que vio a easameotos e bailes, e ser-
vem igualmente para pasaeios. Os arecos aao 80,
10 e tt porm quem apreciar o bom conhece-
r que sao baratos, e para isso dirigir-se a ra
do Qoeimado, loja d'aguia branca n. 16.
Industria Pernambucana.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos, n. 12,
onde se vender em grossoe
a retalho p >r menos preco
que em qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem.
A' loja armazena-
da de Pariz.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja arraazeoadj de 4 portas n 56, recebeu
agora uro bello sortimento de fazendas baratas a
saber : chitas novas 3 160, 180 e 200 rs. o cov'a -
do.diUs largas francezas a 240. 260 e 280 o cola-
do, pecas de carobraias brancas muito unas o
2g50O, 3g e 30500, saias de balao de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 3J500 c 43, cobertas de
chita modernas e oco gosto a 1J800, lences de
panno de linho a 2$, Qtas de aigodo por diver-
sos precos.
Veode-se um estabelecimento de chapeos
na prara da Independencia; a praso ou a dinhei-
ro, como melhor convencionar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e nome em carta feicha-
da na mesma Praca n. 6 e 8 a com inicial F se
nao se declara no mesmo annuncio o dito esta-
belecimento porque exislem pevedores pelo mallo
e pode prejudicar os interesses do dono do
mesmo.
Aigodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22,na loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da agula branca avisa as diversas pes-
soas que hatiam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de lo necessarii agua
balsmica, que ella acaba de chegar endita loja
ondesomenle a encootrarao. Quera tem usado
dessaaguasaba pertilamenledas virtudes della
e quem de novo comprar achar que duas a tres
gol* delta em meioeopo d'agua pura, e com ella
esfregando se os dentes. e lavndose a bocea, os
alveja, livra-08 da carie, fortifica as gengivas, e
acaba o mo cheiro quando ha denles furados ': o
prego continua a ser 10 o frasquinho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado n: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinha, bolachinhas, doces etc. a
10 cada um : na ra do Queimado, loia da aguia
bsanca, n
Toalhas para mos
a S 1 duzia : na ra do Queimado n. 22,na loia
da Boa f.
Ruada Senzala Nova n.42
Venda-se em casada S. P. Jonhston 4 C.
seinse silbos nglezes, candeeiros e cas tija es
bronceados, lonas nglezes, fio devala, chicote
para carros, emomaria, arraios para carro da
tus a dous cvalos relogios de ouro pstente
nglas.
EAU MINERALE
NATURAIXEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.tt
Amendoas conieitadas
aljfa libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em porcoes como a retalho unicameate
armazem Pro^resso, largo da Penha n. 8.
Extractos, banhas,cosme-
tiques, e leos, de Lubin
para lencos,e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se enconlra as per-
fumarias cima do bem conhecido fabricante Lu-
bin ; e bem assim finos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Con-
dray, Piver &. Emfim quem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loja d'Aguia Branca.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paier 4 C.,
ra do Vigario n. 3 ura bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade de bonitos trancelis para os
mesaos.
Guardanapos rara mesa
a 35 rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Chegaram ltimamente do Bio de Janeiro
alguns rolumes da bem escripia obra de Monso-
Mr Muniz lavares sobre a revolugio de Per-
nambuco de 1817. Nao havendo aqui mais exem-
plares alguns, julgou-se til fazer ir dalli os
exemplares que resUvara pela procura que mui-
tes raziam. Acha-se venda na Imana dos Srs.
Nogueira de Souza & C, ra do Crespo n. 2.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto prelos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e fivelas, o mais fino que se p'ode encontrar ;
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Gapellas Unas para noivas.
A loja d'aguia branca receb#u novas e delica-
lascapellas de flores finos para as noivas e as
est vendendo a 60e a 80, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
SIA
iUvlU,
Vende-se era casa de Saundres Brothers C.
pra$a do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Roskell, por precos comraodos e tam-
bem trancellins cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Lavas dp nplli.-a Pnfoita I.,A loJa d'"gui*braDCa acaba ?e receber "*l0
uu,a!' UC in 111 .d CIllCI la i vapor francez urna pequea porQao de mui boni-
IQC rinfr, rv.*7rto I J dcadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
UaS para IlOlVaS. limo K8,. Pr8 meninase senhoras, e as est
Aloja d'Aguia Branca acaba de receber pelo L'-abem* ut h." tt& ""3 qU6
Vende-se um carro de
Vende-se cera de
que ha naste genero
cife, loja n. 50.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, a louro por
precos razeaveis.
Vende-se urna porreo do barris vasios: no
pateo de S. Pedro, n 6.
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E'chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente econmicos, sendo das
qualidades seguintes : para sala de jantar. sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abaixo do mesmo modelo, riqusimos para oen-
durarem parede. com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermacete, nova in-
vengan, primeira vez vinJa a este mercado ser-
vem tambem para todos os senhores de engenho
que quizerem ter urna boa luz, ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozinha ou salas inte-
riores, todos per muito baratissimo preco, e mui-
to deverao economisar us senhores que cotnpra-
rem, fomecendo-se sempre todos os prearos
para os mesmos candieiros que forera comfjfados
nesta casa ; assim como se pode assogorar aos
assignantes que nunca fallar gaz oeste deposito
da ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Vende-se urna machina de costura
patente por barato preco : a tratar na ra
estreita do Bosario n. 12.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
vende-las pelo antigo e baratissimo prego de 5?j00
o par: na dita loia de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavdlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senboras sem
novamenie ', machucarem seus vestidos e nem que-
, ie9?rm!tnVe ub-ilos bahuzinhos com i brarem seus baldes, para ver e exami-
e \ rrasquinhos de cheiros; e os est ven-l u j o n
deudo baratamente a 2JO00, 3;000, e 4ft000; as- Inar na ccneira do ar. (Jutnteiro na ra
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca
um bello soriimento
recebeu
.22? raix,nhas re-iondas com 6 frasquinbos i Nova e para tratar com o agente Vicen-
Urna casa.
dita
16.
loja d Aguia Branca ru* do Queimado d.
Avariado.
Madapolao coqueiro com pequeo loque de
avana a 3^500 a pego ; na ra do Queimado n.
17, a pnmeira loja passando a botica.
Vende-se urna casa com dous portes, na
Vende-se urna excellenle casa terrea com so-
lio na cidade do Aracaly, sendo na melhor ra
de commercio a tratar oaquella com os Srs. Gur-
gei & Irmao, e nesta na ra do Cabug loja
ra do Socego da Boa-Vista n.oVa" tratar Fannha de Illa 11(1 OCa, O me-
mesrna, das 6 horas at s 9 da manhaa, e das 3
s 6 da tarde.
A 15,000!!
Ogigocom 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagae do afa-
mado Laronzire: na pragada
Independencia h. 22
Fazendas baratas.
A 40000.
Cortes de casemira de cores, fazenda boa : na
ra do Queimado n. 47.
A 20500.
Toalhas de linho para mesa : na ra do Quei-
mado n. 47.
A 160 rs.
Pares de meias pretas de algodao para hornera:
na ra do Queimado n. 47.
A 100 rs. o covado.
Chitas pretas em retalhos ; na ra do Queima-
do n. 47.
A1J280 o covado.
Grosdenaple preto, fazenda boa ; na ra do
Queimado o. 47.
A %$ ocovado.
Setim maco preto muito bom : na ra do
Queimado n. 47.
A 2,200 rs.
Cortes de gorgurao de seda a de cores ; na ra
do Queimado o. 47.
A 40600, 40800 e 50200.
Pecas de madapolao bom : na rna do Queima-
do n. 47.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22
loja da boa f. '
Calcado barato
Na loja n. 39 da praca da Independencia ven-
dem-se por baratos oregos os seguintes calcados-
Borzegufns para horneo a 3 e 7)1.
Ditos para rapaz a 3$.
Ditos para senhora a 2 e ijl.
Ditos para menina a 1$.
Jpalos rasos de lustre para homem a l, 3J e
Sapatoes de lustre para homem a 3J50O.
Ditos de dito para rapaz a 3j>.
Sapatos de tranca a 1J200.
Ditos de lustre para senhora a 600 rs.
Dito de marroquim para crianca a 500 rs.
Sapatos de borracha a 1J.
Aaaim como outros calcados que se venderlo
por muito barato preco.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'agiva branca recebeu prximamente
um novo lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes corea e larguras, e como sempre as est ven-
dendo baratamente a t, 3, 4 5J a peca, precos
ates jas em neohuma outra paite so achara, e
so aim na roa do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16. '
Ihor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no arnvazem de Fragoso & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18, defronte da guarda da al-
fandega.
Palitos de phos-
phores.
Estes palitos sio peritamente fabricados, nao
havendo filha em nenhum delles poroccasiao de
risca-los, sao proprios para as casas de familia e
para quatquer estabelecimento que gaste muitos
pela qualidade e pelo prego muito diminuto que
qualquer pessoa pode compra-Ios e gastar por-
cao porseroro baratissimos: s se vendem no pa-
teo do Paraizo n. 23, a 10 ris cada um maco
levando de 50 a 60 palitos.
E' muito barato.
Bamos de flores fioas proprias para enfeites de
cabellos, para ornar vestidos, chapeos, etc. etc.,
pelo dimiuuto preco de 1&500 o ramo 111 na
ra do Queimado n. 6, primeiro andar, casado
cabelleireiro
J.Praeger&C.
em lquidaco.
Na ruada Cruz *. 11,
vendem,
25 quartolas vinho de Bor-
deaux de differentes quali-
dades.
Ditoem caixas del duzia.
Agua de Selter, da Fonte.
Vinho do Porto em caixas.
Dito Xerez em ditas.
Cognae fino [pal brandy.]
Sardinhas em 1(4 e 1(2 latas,
Presuntos de fiambre.
Cha rapan ha nova.
Chocolate francez.
Aos tabaquistas.
Lencos fios de cores escuraa e fixaa a imita-
cao dos de linho a 5* a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 42, na loja da boa f. .
Azeite de car rapa to a 480 rs.
a garrafa,
em eanada a 3*400 : ao armazem da estrella
largo de Paraizo n. 14.
Vende-se a \$
gigos com 31 libras de batatas francezas ; na tra-
vessa da Madre de Dos n. 15.
Vende-se ama armacio em bom estado e
enverntaada, e tambem se traspatta achare da
casa aondeella est collecada, por pre^o commo-
do na ra do Rangel n. 18, a tratar de fronte,
sobrado novo n.^25.
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DU110 DI ffHMklC0. QU1KTA FEIR 13 DI JUNHO DI 1161.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Yendem-se muito boas chapeos de sol de seda
wenadicaoni, pelo baratiaeimo prego de 69
****** : na ra do Qaeimado o. 22, loja da
boa re.
A variado.
Madapojao largo e fino com pequeo loque de
ararla a 3500 e 49, dito muito fino a 5 a pega :
oa ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Attenc&o.
Ha ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Reoker 4 C, existo um bom sortimento de II-
nhas do cores e brancas em carreteis do tnelhor
fabricante de Inglaterra, as quaes te Tendero poi
procos mui razoaveii.
Familia
a 2,000 rs. sacca.
Chegada ltimamente do Maranho : veode-se
no armazem da ra da Madre de Deus, n. 4.
DESTINO
DE
J(s Dias Brandao.
5Ra da Linguela 5
O noTo deelioo torra gneros por menos de seu
valer: superior manteiga ingleza a 11 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 18400, pas-
8as a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhaiim e macarro a 400 rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 320 rs. a libra, baoha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
posUs a 1jj40O, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
69800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervhas francezas e portuguezas a 720 rs. a lala,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em canta, vioho do Porto engarrafado fino
(vellio) 1^500 rs vioho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outrns muilos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes (Diahero vista.)
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba do receber a bem
Conhecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esli-
mada e preferivel; assim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Estes e outros objeclos que dita
loja recebe de sua propria encommeuda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elles se
nao confundan) com os falsificados, que por ah
ha, todos os frascos teera um rotulo domado que
dizLoja d'Aguia Branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
e@ @@@ @s@
Liquidaco |
fRua do Queiinadon lO.g
Loja de 4 portas, ven de-so : *
Superiores chapeos para senhora
a 12,000. |
Superiores cortes de fil bordado *
pira vestidos de senhoi a a lj'e
15,000.
Superiores cortes de seda preta \
9 para vestidos de senhora a 40$
e 50,000.
? Superior velludo de todas as co-
g res o covado #.
@@ @@S@83 @@@@8
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioridade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles que de
novo compraren]. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se um sellim com pertences, tudo
em bom uso, para m alaria de menino; na ra
Nova, casa da esquina n. 69, taberna.
Vende-s a dinheiro ou a prazo a loja de
miudezasda ra do Crespo n. 3 ; quem a pre-
tender, dirija-se a mesma que achara cora quem
tratar.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muUo fina com 11/2
?ara de largura propna para vestidos, pele bara-
tsimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta prac.a e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, oa roa do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades per menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como aa de
composico.
Vendem-se linhas de roriz em porgao e a
retalbo, e por menos do que em outra qualquer
parte ; na na da Cadeia do Recite n. 50, pri-
meiro andar.
Vende-se um raoleque crioulo de 18 annos
sem vicios nem achaques, apto para qualquer
servico por ser muito esperto ; em Olinda, ladei-
ra do Varadouro, casa terrea defronle de S. Se-
baslio.
Chapeos de sol
al,000rs. .
Chapeos de sol de panno perfectamente bous a
19, cortes de casemiras fioas de cores a 4$, fa-
zeuda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramento.
Agua ingleza
deLavander a mil riso
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
i
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nota edijo do mez marisno, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceigo, modo de visitar olauspere-
ne do sanlissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da lirraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ferragcns e miudezas.
53Rua Direita53.
O propnetario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joo, que por sua barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesia praca,
rico sortimento de facas, garios e colheres de to-
das as qualidades, e pregos, meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento,' e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
poslo a dar um a quem comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Taixas.
Na fundigao da Aurora, em Santo Amaro,
senipre ha bom sortimento de taixas para enge-
ho, fabricadas com lodo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serupre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
raento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
vindo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aos senhores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Algodao da Bahia
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no escriplorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muito pro-
pria para saceos de engenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
i Jnior.
Gabriel e Lusbel
ou
Os Milagres de S. Antonio
Na loja n. 11 da roa da Cadeia do Recife a-
cham-se venda por com modos presos nao a
este magnifico drama coaao tambero os se-
guimos :
O Demoio Familiar.
29 ou Honra e Gloria.
O caixeiro honrado e o nego-
ciante ladro.
Segredos do Futuro
ou
O mais completo divertimen-
to das familias
para as noites de Santo Antonio, S. Joo e S. Pe-
dro, contendo, alem de multas interessantrs per-
guntas e jocosas re apostas sobre variados as-
sumptos, os engranados disparates o sempre
querido padr.oosso casamenteiro, um excellente
artigo sobre o nariz, outro sobre as mocas e o
casamento, o thelegraho amatorio de um velho.
viagem a um toucadoro urna escelhida colleccao
de charadas, ludo para maior regosijo daquelles
que nao desejam estar tristes no meto das palus-
cadas: A' venda, na loja n. 11 da ra da Cadeia
do Recife.
Trina.
Na ra do Queimado n. 6 por baixo da boneca,
vende-se trina do Porto de boa qualidade, che-
gida ullimamentp, a 420 rs. larga, a 200 rs. es-
trella, o colado
Vende-se urna cabra boa de leite e muito
mansa : na ra das Flores officina de marcineiro
n. 3.
Sortes para Santo
Antonio e Sao
Joo.
g
Acceilam-se encommendasde riquissimassor-
tes, comamendoae estalo, barato que admira :
na praca da Independencia n. 39.
JRua do Crespo n. 8, loja de
4 p >rtas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
outr'ora custava 8i<0rs. o cova-
do vende se a 2S-0 rs., do-se j
amostras com penhor. fi
H8K9K n -f&mw&'mmm asa
No pateo do Carino n. 1, ha para
vender 50 travs de louro de 35 a 40
palmos.
ff Pomada franceza a $
60 rs
S na loja de fazeodas da ra do Gabu-
g n. 8, de Burgos Ponce de Len, se es-
t vendendo comeslique a 60 rs. cada
pao excellenta para alisar e lustrar ca-
bellos.
E pechincha.
corles de riscado francez a 2J, covados do- mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 44.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da a guia de ouro,
ra do Cabug n. 1B.
Vendem-se massinho da coral muito fino a 50(1
reia o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de latao para Telas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 18.
E' de graca.
Rica chapelinas de seda para senhera, pelo
baratissimo prego da 16*9 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortts de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos i
bordados com2 e 3 babados a 5f : na ra do!
Qaeimado n. 22, na loja da boa f.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
Aloja d'aguia branca est recen (emente pro-
vida d um completo sortimento de enfeites de
bom gosto para enhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcalcom franjas e borlas,
outros tambera de torca) de seda enfeitados com
aljofares de cores o borlote ao lado, outros de
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borl-
las, todos elles de um apurado gosto e perfeijo,
os presos de 89 e 109 sao byatos vista das
obras ; alm destas qualidades ha outras para
39 e 49 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados chapeozinhos para baptisados obra
mui perfeita e bem enfeitada, sendo cada um em
sua bonita caixinha, e pelo baratissimo prego de
69, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
A 12,ooo!
cada um. ;
Chapeos de seda brancos e de cores .
para senhora : na ra do Crespo n. 17,
loja de Guimares & Villar. I
Vende-se nma mulata moga propria para
todo servico de urna casa de familia : ua ra da
Cadeia do Recife n. 55.
Vende-se a estribarla com lodos seus per-
tences da cocheira enllocada na casa n. 13 A da
ruada Paz, muito bem construida e forte, assim
como vendem-se separado os carros ; a tratar
com o Sr. Manoel Alves de Santiago, na cochei-
ra do porto das canoas n. 35.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas prelas de torzal com vidrilho a 19 o par ;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, toja d'aguia branca n. 16.
tOUrA FEITA ANDA MAIS BARATAS.,
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazeodas e obras feilas.
LOJA E ARMAZEM
DB
Ges k Basto!
NA
Hua do Queimado |
a. 46, frente amarella. I
Constantemente temosumgrande e va-
riado sortimento de sobrecasacas prelas
de panno e de cores muito fino t 5b;
305 e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20S.2JI e 248, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149,169 e 18$. casa-
cas pratasmuitebem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
cisemira de core multo finos a 15. 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 108, 129 e 148, calcas pretas de
casemirafina para homem a 89, 99, 10|
e 12, ditaa de casemira de corea a 7$, 89,
99 e 109, ditaa de brim brancos muito
fina a 58 a 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
da ditos decores a 48500 e 59, ditos
brancosde seda para casamento a 59,
ditos da 69, cotletes de brim branco e de
f usto a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
$a3 pretaa de merino a 49500 e 59, pa-
l etots de alpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 88, muito fino col-
latas de gorguro de seda de cores muito
M boa fazanda a 39800 e 48. colletes da vel-
I Indo de crese pretos a 79 e 89, roupa
B para menino sobre casaca depanno pre-
tos e de corea a 149.159 e K>9> ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
8 79, ditos de alpaca prelos saceos a 39 e
3$500,ditos sobrecasacoa a 5$ e 59500,
calcasde casemirapretas edecores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 209
2 a duzia, camisas inglezas pregas largas ||
' muito superior a(329 a duzia para acabar. 2*
Assim como temos urna officina de al
faiateondemandamos executar todas as g
obras com brevidade. ^j
Candieiros
econmicos
Chegou um riquissimo sortimento de candiei-
ros econmicos a gz idrogenio, os quaes eslo
j muito approvados peln sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muilas quahlades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paro* para os mesmos : na ra Nora n. 20, loja
do Vanos.
Vendem-se pombos de bonitas cores e de
boa raga ; na ra do Seve ou Unio, casa n. 16,
visinha ao grande edificio que se esl fazendo
para o gymnasio provincial ; a fallar pela ma-
nha al'as 8 horas, e a tarde das 4 em diante.
Gneros de moldados-
o mais barato que se potie-
imaginar, no armazem da es-
trella, largo do Paraiz$>
n. 14.
afanteiga ingleza flor muito boa para >> .4-y.
8 ceza a 720, cha bom a 29600, caf do Ra-.- 3*i?.
do Cear muito alvo a 280, queijos a lg>/
llutiU, rhouricas a 600 rs., espermaceti a flft
libra, em cixa 660 rs., paisas em caisas d S-
tras a 2700, e em libra a 480, consera i**7t*
a 700 rs. o Irasco, latas com bolarhinha r x*>-
nel.soda c oulras a 19400. vinbo engarrafado.
800 r3 em pipa a 560, 480 e 400 rs.. leas- rstn
peixe sabel e outros a &600 latas graud-s-, >3-u
a 100 rs. a libra, toucinho de Lisboa a 323, car-
rillos rcuito bnns de 29 a 29800. cerv-ja aaaWi
cobrinha a 49500 a duzia, a realho a Abt 3 rn.--
rafa, vinagre de Lisboa a 240, azeite doce "!TE,
genebra de Hollai da a 600 rs. o frasro, ?'.t*-i
para denles a 240 e 200 rs o masso, ditos- -v ,v,
a 280 a duzia, a groza 29900, traques a 0J>:i**'x
caixa, a carta 180 rs., szeitonas a 1g000 o barvi\
farelo a 3g a sacca, cebla era moihos a IJIeJi *
rente, garrafes de 14 garrafas a 19, sabdini...*?.
a 200 rs. a libra, bolacbinha ingleza a z>i:*-
barrica.
Sitio veda.
Vende-so um sitio em Santa Anna, tesCs >ita
casa com cinco quarlos, duas salta, Sla Ot jana-
lar, le., etc., estribara para seis cavalii^., i jul-
ios para serventes, etc., baixa de capia, e:w.-
lentes frurteirss, cacimba com boa agua pa;a. ;.-
bi-r, e lar que para baDho : os pretenden;?: ji
dem ir examinar a dita casa e sitio >m qut'utr
Oa e hora, e para tratar, diiijam-se '.'.'.ir.i
Brothers & C, prega do Corpo Santo, i"...
Venoero-se ercoea dss cempanhia Vr*-
nambucana e Vigilante de reboque: laadur
com Sauuders Brothers & C, praca d
Santo, n. II.
n
1*
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
^*WkW$$CW(W*W*W(W*^
DUARTE ALMEIDA l SILVA
L> <> ,e}X6/
v><.
T*VJa7**V!
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos. |
(40 RU4 DO QUEIMADO 401
Defroote do boceo da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as
qualidades, e lambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno prelo, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitotsde dito ede cores, 359, 309.
25$000 e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 9 9000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, SOOO
Ditos de merio-sitim pretos e da
cores, 9j000
Ditos de alpaka da cores. 58 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59
Ditos de brim de cores, 5|, 49500,
fOOtt
Ditos de bramante da linho brinco,
65OOO, 59000 e
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e
Galsas de casimira preta de cores,
129.10. 99 e
Ditas de princeza 0 merino da cor-
dao pretos, 59
Ditas de t>rim branco a da cores,
5S000, 49500 e
Ditas de ganga de corea
Colletes de reliado preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ a
Ditos de casemira preta e de cores,
liaoa a bordados, 69, 59500, 59 e
89000
39500
355OO
39500
4S000
89000
6J000
49500
29500
3S000
89000
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59000
Dilos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 69000 e 59000
Ditos de brim e fualao branco,
395OO e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1J6U0 e 18280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6g e 3&000
Ditas de madapolao branco a da
cores, 39, 2^500, 29 e 19800
Camisas de meias 1(000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,85500 e 79000
Ditos de fel tro, 69, 55, 49 e 29000
Ditos de sol da seda, inglezes a
francezes, 149, 125, H5 e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 98OO
Ditos de algodio 500
Relagios de ouro, patentes horl-
aontaea, IOO9. 90, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente boaontaes, 405 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetaa e
anneis $
Toalhas de linho. duzia 129000 e 109O00
A. F, Duarte Almeitla, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seas freguezes que tendo separado a sociedade que tinha com
seu mano, acha-se de novo eslabelecido com dous eceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreir da Silva; o piirneiro na razo de Duarle & Souza, e seguido na de Duarte Almeida & Silva: eles eslabelecimenlos ofierecem grandes
vanlagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prec/>, pois que para isso resolveram os
propietarios mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afim de terem sempre completo sortimento, como.tambero poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por canto do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os propietarios acredilarera
seus estabslecimentos tem deliberado garatuirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommenias, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um desleseslabelecimentos, queserao to bem servidos como
se viessem pessoalraente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fun lados as vanlagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praga, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afim de experimanlar, cerios
decontinuarem, pois que para isso nao pouparo os propietarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabeleciraenlos;
abaixo transcrevemos algumas adigoes de nossos. prados, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MaNTEIGA INGLEZ4 especialmente escollhida a 800 rs. a libra e ara barril a ?50 rs.
M AJNTEIGA FRA^CEZA a melhor do mercado a 740 rs. a libra e a 700 rg. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 1J5700 a 3000 e em poro ter abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE inglez e hamburguez a 900 rs. a libra e em porcao a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZeS vndos do Pono de casa particular a 560 rs. por libra e inteiro a 460 rs.
CHOTJRIQOS em barril de 8 libras a 49500 e era libra a 700 ra.
QUEIJOS DAS 1LHAS vindos a primeira vez ao nosso mercado a 700 rs. e inteiro a 600 rs. (estes queijos sao os da melhor qualidade que tem
vindo ao nosse mercado.
QUEIJOS FLAMENGOS vindos no ultimo paquete a 29800, tambera tem grande porcao de 19600 a 29000.
PaSSAS em caixinhas de oito libras, as moltures do mercado a 29800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sera avaria a 700 rs. a em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAJNCI-ZAS INGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 rs. e frasco.
ERV1LHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o frasco:
LATAS COM BOLACRTNHA DE SODA de diversas qualidades, a nais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duqoede Porto, Porto fino, genuino, nctar,- Carca vellos, Madeira secca eFeitoria de l#20O a 19300 a garrafa e a
139 a duzia.
YINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa e de 3)9800 a 49800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades da Portugal i* 19*00 a 29000.
M RMELA DA DOS MELHOR ES AUTORES DE LISBOA a 800 re. a lata de libra e a 19500 de duis libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 1*300 cora duas libras.
LATAS COM PEIXE SAYEL e outras multas qualidades, o mais Lera arranjado quo tem vindo a 19400. -
C a FE' DO RIO o melhor que ha 240 rs. a liara e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANUAO o melhar que se pele desejsr a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 < 19 a garrafa o de 89500 a 109000 a duzia.
CHARUTOS VCRDADEIROS SUSPIROS e oulras muitas marcas de 29 a 39800 a retalbo suspiros a 40 rs.
BANH A DE PORCO REFINADA a melhor que se pode encontrar r* u genero a 480 rs. a libra o 460 n barril.
SERVEJ AS D' S MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e &9000 t duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19950 a caada.
CAlXOEs COM DOCE DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porcao a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. a garrafa e 99000 a misa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO os mais novos que ha no mercado a 630 rs. a libra e inteiro a 600 rs.
Genebra DE 110 LLANDA a 640 rs. o frasco a 69800 a fresqueara oa 12 Irascos.
PALITOS L1XADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco cora 26 maoinbos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha n mercado a 280 rs. o majo.
r ALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 28(> a duzia de caixas.
AZtJTONAS as mais novas e melbores que tem viaio o aaraada 19200 a barril.
TRAQUES sem avarie, os melbores que vieran este mo a 7#000 a cria o 200 rs. a carta.
AMm dos gneros annunciados encontrar o publico un complexo sortimento de todo tendente a molhados.
Opiata ingleza par
de ntes.
A loja d'aguia branca acaba de reefber di :
propria enromnenoa a bem conherida epr:xi-
losa opiata ingliza para denles, cuja bmfaa afi
aprtciada por loaos quantos della tem assa? -
ser ruis por quem quizer conservar cg?:il';
em perfeito estado, assim como a altara
denles; cusa cada cma 1J(500, e por lal >.-
s deixaio de ron j..rar quando a nao acirab*
mais na loja d'aguia branca, na rua do ftnaiTTi
do n. 16.
A16$000
Os mais ricos chapeos de velludo e de soto,
camente efeitados. para senhoras, pelo lo prego de I69 ; na rua do Queimado n. 3%, > -
ja de 4 portas.
A 8#000
Chapeos de castor branco, fazenda muii 10 .
os quaes se venaem pelo diminuto prego u<> *$.
cada um : na rua do Queimado n. 39, luja i; ..
portas.
------------------------------"I III.MMIMMI ll.l !
Es<:ra>o^ ugn:u.
Fugio (la casa do abaixo signado o f era
vo por nome Thomaz, naco crioulo iihi &ijy-
o de Hoxolho com os signaesseguinie, esa ...<
dedos da mao direita aleijados, por ler sido chucado em urna maquina de padaria; boMkw
figura leve bexigas a dous mezes, tem deni? ar-
mados pouco signal de barba representa >*?::.:-.
26 aunos de idade, julga se ler ido para o j m*
lugar por all ler seus prenles, e por que }S ^.:
visto o aono passado, quando fugio a pii.'i.r-:
vez, portanlo pede-se a quem o aprehi-nd.'.
valo ao seu seuhor na rua dos Pescadores 2. .' m
3 padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jacmtho de M. Rezandi
Fugiodo engenho T:iumpho, na fregu:.!
Serinhem no dia 9 de maio prximo passeda*
prelo Joaquim couheci'lo all por Pernambuio x* > -
jos s'gnaes sao os seguinles : altura regula.-, M 1
co do coipo, (r preta, nariz afilado, a'sur.a ao
bellos brancos na cabeQa, as barbas do qu-ir
ferior compridas e quasi brancas, e as 005 :
rapadas; representa ler 5l) annos de idade, m*.-
to fallsnte, usa de tomar tabaco, j leve calt.-St-
figi-io usa ii;.'. s o us i.., do que restam-lha je-
marcas. Levou urna trouxa de roupa com ansc--
Cslga branca, outra azul, um paletol preto,
de rlscadinlio, e camisas brancas eazue*, i- t.-
do chapeo de palha r/ovo. E' natural do Bi B
Serid, j foi escravou'uma pessoa no Bu
moso, e nesta pragado fallecido Eoielnno "
da Silva, vendido ao Sr. Francisco l.ins riinmH
ves Chaves pelo Sr. Juo Patriota : quem o pe-
gar poder levar no mesmo engenho acira2 ai"
dilo seu senhor, ou na *ua da Modi, em mr
do Sr. Manoel Alves Ferretra, que ser beai aa
compemaado.
Fugio do engenho Serrara em JaboatSc, .>,
dia 5 do correte mez, o escravo Pedro, crioul,,
de 20 a 28 aunus oe idade, cor fula, baixo, az<
pouco gros-o, rosto um pouco desranido 0 f
pequeos, c carreiro, provavelmenle tff pi
rado algum engenho, inculcando-se de livre
a estrada de ferro : quem o apprehender e Ist.--
Io ao engenho cima mencionado, ree-b^r. taa
seu senhor, abaixo assitcnado, urna boa gratifio-
Qo Filippe de Souza Leo.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado fugio no di.:'
do correle urna escrava muala de nome Vaip^-
lina, que representa ter 25 annos de idade. poqj<
mais ou menos, cojos signaes sao os S*gUMka>:
vesga dos olhos, estatura regular. cobeliusrra-
pinhus, levou vestido de chita estura e chais <.>-
merino azul ; tendo o abaixo assignado huirte
esta escrava por divida na comarca do l.imosii
auppe aue procure essa direceo, ou a serra A-
Passira, onde natural ; roga, portanlo, a totK-
as autoridades poiiciaes c capites de rampa r
apprehendam e a enlreguem ao abaixo assijjs >
nesta cidado do Recife, rua do Queimado a. fc-
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Fugio no dia 8 do correnle, d padaria o
Sr. Antonio Fernaadea da Silva t.-i'i/ oa n:;. i.-.
l'ires. o es.-raro crioulo de nome Silvesire, na-
tural do Maranho, de idade que represen
annos, uugro ede cor bastante preta, levou ea>-
misa azul e ca1c.a de algodao americano ae Ht>
tras : roga-se as autoridades policises e capis;*
de campo a apprehenso do dito escravo, n lva-
lo a reieri la padaria, ou aos seus senhores *;
reir & Marlios, na Iravessa da Madre de Dos n,
16, que sero generosamento gratificados.
Attencao.
Acham-se fgidos os escravos seguinles: Cos.-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que fc.
escravo do Sr. Dr. Magalhies, que servio de c!i& -
fe de policia daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e at ira?:-
algumaa palavras em francez, dedica-se a vid-,
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraji,
com o nome de Jos Domingues : Juo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga
rosto, nalural de Inbamuns, o qual tendo si 1 c-
um prenle do Sr. visconde do li, foi aqui vmi--
dido peloSr desembargador Aodr Bastos de 0~
liveira : Joo, mulato, alto, lambem com muitej-
signaes de bexiga no rosto, falto de dente no
frente, natural do Crato : Gaudencio, muate
claro, natural do Para, mogo, com pouca baibe.
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito spaixonado, inmlca-sepor
bomem livre com o nome de Leopoloino : Mar-
colino, cabra, natural da oovoa;o de Agua-Aza-
da as immediaQdes de Papara;a, que foi esers-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garanhuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de dentes na frente, naa.
constantemente de cioturaco desoldado 'lado V
cintura ; quem apprehender os ditos escravo oa
qualquer deltes, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assignado, do engenho Dous Irmaos di
frpguezia do P;o da Psnella, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detengo, do Recife, ser gra-
tificado de seu trabalhocom generosidade.
Jos Cesario de Mello.


w <
(8)
DIARIO DI PERHAMBUCO. QUISTA FEIRA 18 01 JUNHO DE 1861.
Liiieratura.
LEGENDA
A' Henrique du Bult.
. I
Sda a corneta no fundo dos bosques ; a caga
corre nos valles profundos e aperlados, sobre os
verdes pradns, que atraressa un regalo rumore-
jaote ; sobre as colliruis, que deixam ver-lhe os
descarnados ossos, e os pardacenlos rochedos
juntos das vastas florestas de pioheiros, sob os
quaes estende-se iim tapete avermelhado de fo-
llias seccas.-Os valles e regos se cruzam, as mon-
tanhas ajunlsm as montanhas, as florestas con-
tinuam as florestas, e o barulho da caca que ga-
lopa faz fugirem as aves de rapia, nicos habi-
tantes destespaizes selvagens.
Ij.ii gamo vem beber em urna fonte; depois,
de repente ergue a cabega espantado. Curvam-
se-lhe as pernas, e de um sallo o animal foge
com modo. Para qualquer lado que o homem se
voltf, nenliiHiii casa, nenhum homem. Tudo c
selvagero, abandonado, ludo silemio. De dia,
s a caga do marquez do llautpigoon perturba a
calma da paisegem ; 6 tioite. o diabo,quem po-
deria duvida-lo?.... os camponezes o viram,
vem lgubremente perseguir as almas, que vol-
teiam sobre as mollas da floresta.
O veado posto em aperlo, o hallali sa, eos
caladores regressam aos castellos. Os caes fati-
gados e arrestando a lingua, camiuhom para jun-
to de seus cralos. Esses bons senhores de Haut-
pignon, de la Crenele, do Flaqueviile, com o
chicote na nao, o empavesados em lindos vesti-
dos de um vermtlho brilhanle, seguem a cabeca
de mademoiselle de Haulpignon, que some-ie
debaixo do oito ou novo volantes de rendas. Ao
lado dola pavona-se a viscoodessa de Flaque-
viile agitando seu chapelinho deso cor de rosa.
Mademoiselle de Flaqueviile urna loura, que
uo dizcousa alguma, porque nada tem dizer;
niademoisello de Hautpignun urna irigueirlnha
de olhos vivos, que se cala, porque convm ca-
Inr-se, ou antes, conversar cora madenioiselle de
Flaqueviile.
Os senhores cavallo, alguns passos atraz, fal-
lam gravemenle do general Larooricire.
Os caes estao mudos I
Sr. conde de la Crenele 1 diz rnademoi-
selle de Haulpignon.
Um mancebo de barbas immensas, de bigodes
retorcidos, picou o cavallo e em um segundo che-
gnu ao p 'aquella, que o chamara.
O que queris, linda marqueza ? diz elle.
Conde, responden ella, liulvis me promet-
tdo distraiQoes o eu me enfado horrivel-
mente !....
E um hocejo, mal dissimulado por urna peque-
a mao bem enluvada, contrahiu-lhe o lindo
rosto.
Nao comprchenJis acaso, mademoiselle,
os bellezas deste paiz monlaohoso? Estes picos
que despedacara a nuvero, estas florestas chelas
e silencio e de sombra, estes terdes valles es-
maltados de mil llores sera cessar renascentes,
tudo islo nao vos encanta? Nao ouvis o suave
canto dos passaros, o murmurio das cscalas eos
gemidos das cornetas queixosas ?
Sira, sira, inlerrompeu a raarqu?za, e
vossos vestidos vermelhos, que esvoagam por ci-
ma de vossos corscis fogosos, e vossas barbas
louras, que se agitara ao capricho do vento da
tarde----Eu vejo, finio, ouco tudo islo, e longe
de ser levada melancola, ao amor, estou tris-
te e dormira do hom grado.
Deus meu I como commum esta mulher,
pensou a.viscoodessa de Flaqueviile ; ella
comprometi sua origem.
O que posso eu fazerpara agradar-vos?....
Vos me desesperaes,diz o conde.
Separaram-se; o senhor conde de la Crenele
dirigiu-.se para seu caslello de la Crenele, e o
resto da sociedade fugiu para Haulpignon, dous
anligos mostciros empuleirados em allaneiros
rechodos, cercados de pinhciros bravos. Quatro
Tenas paredes varillantes, eis um ; lr<>s torri-
nhas radiadas, eis o outro. Com as ameias cahi-
das destes castellos feudaes alguns misersveis!
camponezes edificaram suas pobres cabanas. Nos '
arredores, nem cidade, tieru oldeia. Os dous mos-
teiros, urna legua de distancia um do outro,
ornan por si s* o valle, e seus vasssllos Dreos
e tristea sao os nicos habitantes deste lgubre
logar.
O'seculo XIX I quem te reconheceria nestas
soli-Jes, nesles desertes I
Haulpignon nao tem capella ; la Crenele tem
u;r:a meio irruineda. Ocnpellao um abbade ve- j
Iho, de familia nobro e anliga. Sua ignorancia o !
fez relirar-se esle canino obscuro, onde 30 me- j
nos tem, urna compensarlo para si, a teli-i
cidnde de habitar o caslello e administra os bens'
da eondessa viuva de'la Crenele, pobre idiota de
92 anuos.
O abbade que muilo de bora grado far-se-hia
chamar o Sr. prior, o confidente do conde dla
Crenele durante os seis mezes do anno, que es-
te ultimo passa em suas trras para ecouomisar o
FOLHETI1I
dinheiro das loucuraa do prximo invern. Pobre
Bodolpho 1 ser o ultimo bolao do ultimo rebento
do ultimo glho do ultimo ramo da grande faroi-
fia dos famosos $ires da Crenele, e nao ter mais
que alguos bilhetes de acedes de caminho de
ferro I
Tendo voltado da caca o conde janlou e man-
dn chamar seu cnpellio na pcasoa doSr. abba-
de de Treteceeur.
Abbade, diz elle, vedes o, homem mais
embarazado da Franca e de Navarra.
E como, Sr. conde? respondeu o abbade
limpando seas oculos com seu lenco de seda, e
applicando-os ao nariz, depois de haver chegado
alguns cabellos sobre as rugas de sua fronte.
Como? ouvi I Amo mademoiselle de Haul-
pignon.
O abbade levantou os bracos paran cu.
Ella me nao ama e nao quer desposar-me,
e seu pae jurou deixar-lhe a liberdade de esco-
Iher seu esposo.
Os bracos cahem.
E' preciso que ella me ame I
Movimento simultaneo nos bracos e as per-
nas.
Vos me ioterrompeis cada momento,
lmmobilidade completa.
Sim. estou lencamente apaixonado pela lin-
dade Haulpignon. Nao recuarei diante-de sacri-
fico algum para ser por ella amado. Mas ella
que me foge. O que devo fazer? Abbade, abba-
de, dae-me um conselho.
_0 abbade eslava mais vermelbo que um carna-
rio. Elle Dxou seus oculos.
Um conselho eu.... Sr. conde___pen-
s.... muilo grave___mademoiselle de Haul-
pignon urna mulher,___o Sr. de Haulpig-
non.... um homem.... E' muilo grave....
Eu,.. pobre vigario de Deus..... exabrupto,..
nao posso..... muilo grave.... men filho___
Sr. conde E' meu parecer....
Socegae, charo abbade, bem sabis que ma-
demoiselle nao tem poesa alguma.....mnsem-
Om seduziu-me. Compreheodeis islo?
Estremecimento dos oculos do abbade, elles
descero at o meio do nariz, o que obriga-o ti-
ra-Ios, liropa-los com seu lengo de seda e
torna-Ios por de novo.
Ah eu nao (he agrado,cootinuou o con-
de, porm ella agrada-mo. Tenho feito mais de
vinte declarages: apenas parece que me escu-
ta No dia em quo me Convierdes, tera-ma el-
la respondido, veremos Tenho tentado todos
os meios para triumphar della. Estou no lim e o
diabo rae carregue....
Parae. Sr. conde, exclamou o abbade, nao
fallis delle I
De quem?
Delle, daquelle quo acabacs de nomear I
nao sabis que elle frequenta estas montanhas,
estes valles, e que alguns passos do caslello o
lugar maldito, onde apparece aos seus amigos?
Ah I abbade, brutaa ludo isso. Tanto o
creio que me dara ello para desposar a Mara,
para ser amado por ella como o amo.
Sr. conde, pela vida do Todo-Poderoso, cuja
voz permitlir-me-heis fazer aqui ouvir, nesta
grave conjuclura existe o espirito maligno, e sem
a protecgo do cu que affastar de vs roaderaoi-
relle de Haulpignon, essa serpete tentadora.
elle infestar este caslello. Nao o vedes como
nos lempos passsdos procurir seduzir-vos de-
baixo da forma d'uma mulher? E' necessario pin-
tar-vos essa mulher?
Por favor, abbade, ides achar-lhe chifres e
rabo. Ora, eu desejra que mademoiselle de
Haulpignon fosse o diabo, eu me dara ella :
ella j lomou-me a alma. Um conselho, abbade,
um conselho, disso que se trata.
Fugi do paiz, Sr. conde, fugi de Salan I
E de suas pompas, nao ?
O abbade persignou-so e se reiirou. Estava
poni de ler urna apoplexia.
O Sr. de la Crenele eslava realmente apaixo-
nado, e assim sentia-se levado poesa, ao mys-
licismo. Olhou pela vidraga a paisagem acciden-
tada, mysleriosa, cheia de graga, que se estendia
diaule delle, e que o primeiro quarlo da la illu-
minava pittorescamente. Pensou ea mademoi-
selle de Haulpignon e repelidos suspiros escapa-
ram-lhe do peito oppriraido.
.0 que fazer? peosou elle, o que fazer? M-
gicos e feiticeiras do passado, porque nao exists
mais? Oade estao vossos phiitros, vossos talis-
mans ?
Pateceu lhe que corriam no valle sombras in-
decisas. Elle esiremeceu a seu jeor.
Ah se Salan quizesse lomar minha alma
enfadada e dar-me o amor de Maria I...
Rodolpho era um espirito avenlureiro; elle
lornou a chamar o abbade.
Abbade, lhe diz elle, como se evoca Sa-
lan ?
Sr. conde infeliz 1 respondeu-lhe o nedio
homem cahindo de joelhos.
Cuidado, abbade, ides quebrar vossos ocu-
los.
Rodolpho sahiu do castello e caminhou para o
campo. Agitado por mil pensamentos de amor in-
lerrou-se na floresta. Depois de meia hora de
caminho achou-se em urna clareira ; um immea-
so rochedo pardacento, Iluminado pela la, er-
guia-se cima de urna lagazinha, onde as arve-
re*.circBmvizinha rocavam a extramidade lie
eus ramos. O erescenle da la cortado sinistra-
mente pelas ponas dos pioheiros desapparecia
por momentos. O silencio era quebrado de lem-
pos lempos pelo coachar de algum sapo melan-
clico. Rodolpho sentiu-lhe faater o corceo. Seo-
lado em um tronco d'arvore, pensou em eu amor
infeliz.
Salan -ou Deus, murmurou elle, vlnde
em meu soccorro I
Apenas este peosamento alravessou-lhe o es-
pirito, duas sombras negra sahiram das profun-
dezas da floresta. Dous canos de espingarda, ro-
luzindo ao clarad da la, abaixaram-se
elle.
OBATEOORDE ESTRADA
POR
PAULO DL'PLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
XX
(Conlinuago.)
Eslava master Sharp no melhor das suas re-
il-xoes quando foi inlerrompido pela voz de al-
guemquo o cumprimeotava.
Oh I sois vos, wiy dear Jenkios 1 disse ello
no lora o mais amavel. Presumo que passaes
bem de sade: ha lauto lempo que nao vos
vejo 1 Ento como vao os vossos negocios? A
quadra tem sido favorovel ?
Ao contrario nunca foi peior: como me ve-
des aqu, estou sem um penny.
O semblante do digno master Sharp, que se ia
abrindo n'um sorriso, tomou logo urna expresso
carrancuda c altiva.
Sim ? disse elle framente voltando as costas
ao seu dear Jenkins.
O explorador de minas Jenkins era um Ame-
ricano de pura raca : assim nao lhe causou adml-
rac&O, e nem se formalisou pela rpida mudanca
que a sua declarago molivou as raaneiras do
seu interlocutor: elle eslava cerlo de que faria
outro tanto no caso de master Sharp. Esta mes-
ma convic$ao fez com que se mostrasse surpre-
hendido vendo 0 negociante voltar atraz, edtri-
gir-lhe 3 palavra cora o sorriso nos labios.
Calculo, dear Jenkins, que poderieis agora
indemnisar-vos dsquillo que perdesles : a qua-
dra das melhores. Conversemos. Queris to-
mar antes um copo de gin, wiskey, ou agur-
dente?
Tomarei qualquer dessas cousas.
Bem ; vou mandar vir de todas tres. Pre-
sumo, dearest Jenkins, conlinuou o bom master
Sharp logo quechegaram ao balco, que deveis
j ter ouvido fallar da bella expedigao que pro-
jectava o marquez d'Hallay ?
A expedigao da Sonora ? supponho que
sim....
Queris saber urna cousa, amigo Jenkins?
Se vos tivesseis adiantado a esse marquez de Hal-
lay, seriis cem vezes mats bem succedido que
elle : por que em lim nos Americanos prefer-
riamos confiar o nosso dinheiro a um compa-
triota antes do que a um estrangeiro. E depois
o vosso passado vos teria ajudado coosideravel-
mentd : estaes habituado s viagens ; sois afou-
lo, valente, e robusto como um Hercules; gran-
de atirador como o sao todos os Kentuckianos 1
As acedes de urna associscao vossa snbiriam im-
mediaiamente. Na verdade que desgraga nao
ter-vos passado pela ideia semelhaote exped-
gao I que desgraga, meo amigo I
para
Um passo mais e estaes raorto Quem sois
vos 7 disseram-lhe.
Que vos importa?
Em nome da le, respondei I
Em nome da le, relorquiu Rodolpho, em
nome da le, eu sou o conde de la Crenele.'
Ah perdao, Sr. conde ; tomos vossos guar-
das, que velamos os ladioes de caga com os gen-
darmes. Esses misersveis qussl espancam a mu-
lher de Joo Yroui porque bem os tinha viato
com seus lagos.
O conde regressou tristemente so caslello ; mil
ideas phaotasiicas surgiam-lhe no cerebro Cha-
mou seus domsticos e fmulos da herdade e en-
tregou cada um, um archole :
A' sala 'armas I exclamou elle.
Em um raio abandonado do caslello eslendia-
se urna deasas grandes salas, oode se erguem ar-
maduras de todas as formas,- immoveis ao longo
das paredes cdbertas de tapecerias desboladas,
as quaes personagens extranhamente vestidos
perseguem as paisagens as mais impossiveis os
mais singulares animaes. Um p secular disi-
mula um pouco os sombros rostos dos senhores
do caslello. O vento entra pelas vastas cbamios
guarnecidas ainda de seus caes gigantescos, e fu-
ge assobiando tristemente pelas janellas mal jun-
tas. Os raios caprichosos da la cahem aollre
largas espadas, sobre adagas de denles de serra,
que apparecemno meio da sombra espessa.
O conde passeiou silenciosamente por entre
seus criados que tremiam de medo. Procurava
comprehendtr essas pocas to differenles, e era
com diOiculdade que elle podia ler os nomes e
altos feitos de seus poderosos avs, cujos rostos
austeros pareciam-lhe dos mais desagradaveis.
Foi obrigado a confessar que o prsenle lhe pare-
ca mais que o passado.
A criadagem espantada mal podis sustentar os
arcboles. Os pobres bomeos se conchegavam uns
aos oulros. Quaodo chegaram extremidade da
galera, o que camiohava pa freole vollou convul-
sivamente a chave que rangeu na fechadura. Urna
porta abriu-se com fracasso e deixou ver um ca-
valleiro armado dos ps cabega e lodo de ne-
gro.
A porta ao abrir-se tnha apagado a mor parte
das luzes. tinha derribado o primeiro domestico
que derribara os outros; um clarao duvidoso il-
luminava sioistramente esta confuso.
Eram um armario de fechadura de molas e um
manequin vestido ; foi difflcil 10 conde fazer le-
vantar seus vassalloi.
Emflm, era ama linda poca, diz elle com-
slo. ida se maoifeslava larga e bella. Sa-
bia-se como se podia conquistar a dama de seus
pensamentos, e agora... o que fazer?... menos
que nao stja fazer-se soldado do papa?!...
Messire Rodolpho eslava como um louco. Man-
dou sellar um cavallo e tres quartos d'hora de-
pois eslava junio do caslello de Haulpignon. Urna
luz bnlhava ainda na janella da lorriuha da es-
querda.
E* no quarlo della diz o conde comsigo.
O seculo dos trovadores porque passaste. por-
que nao posso eu cantar debaixo de suas janel-
las 'gura solo ou romancero, ou balada, ou ron-
d, ou queixumes, ou...?
Depois de alguns momentos de reflexao elle
convenceu-se que nao podendo chamar ou can-
tar, sob pena de dispertar todos, s lhe restava
r-se embora.
Do sbito occorreu-lhe urna idea. E porque nao
poderei assim, diz elle comsigo, agradar tai-
vez esta mulher, quem nada pode seduzir ?
lanto elle fez com os ps e com as mos agar-
rando-so era, quo guarneca o muro, que
chegnn Klf: a jniit-ll ,ln sua bolla. Iloio.. ~. .i
draga : elle eslava na mais viva anxiedade. A
marqueza apppareceu e eslava quasi a dar um
grito de susto, quando conheceu o conde.
Ella abri a janella sorriodo e estendeu a mo
ao pobre apaixooado.
Entrae, diz ella, estou sozinha.
O lom da marqueza era tao calmo, to simples,
to pouco amoroso, que o conde desesperado oo
sabia mais o que dissesse, era o que flzesse
Elle contemplava com dr seus vestidos branque-
jados pelo gesso, seus bigoJes destorcidos, suas
caigas rotas. A eondessa ao ve-lo nao pode dei-
xar de sorrir.
Ah I meu pobre conde, execessivamente
romntico o que acabaes de fazer, mas realmen-
te nao estaes assim seductor.
(*) Vide Diario n. 133.
Master Sharp nao recitou lodo este discurso
deum s folego: um copo de licor servia-lhe
de ponto a cada urna das 3uas phrases. Quanlo
a Jenkins comos fazia escutar beba dous copos
em vez de um.
O negociante fez urna pausa em suas duplas
funegoes de orador e bebedor : depois, nudando
de tom, conlinuou como se esliresse fallando
comsigo mesmo :
Mas nao nao melhor que fosse as-
sim mesmo Esse marquez um homem ex-
traordinariamente temivel I Pobre Jenkins I ....
Calculo que nem pesara umaooga....
O bom negociante, pronunciando estas palavras
innitilligiveis, tinha os olhos rasos de lagrimas, e
ajulgar-se pela sua lgubre phisionomia, dir-
se-hia que era um pae chorando a morle do seu
filho O explorador Jenkins olhava-o com pas-
mo entremeiado de colera.
Que diabo estaes ah a resmungar, master
Sharp? exclamou este. Explicae-vos melhor
Ficae sabeodo que com as vossas reticencias daes
a entender que se o tal Francez quizesse me re-
duziria a nada 1 Entretanto supponho-vos inca-
paz de semelhante opinio I
Master Sharp deixou escapar como nica res-
posta um profundo suspiro.
Fallae, master Sharp, dizei alguma cousa !
replicou o explorador de minas com violencia
qual o vosso peosamento ?
Pens, amigo Jenkins, que se o marquez
abandonasse esse negocio, nos vos acclamaria-
mos com muilo prazer em lugar delle: pens
mais porm nao ; essa verdade vos causara
desgosto : prefirocalar-me....
Com os diados I Comegaes a agitar-roe os
ervos, master Sharp Que verdade essa que
me desgostaria ? Dizei, que estou ouvindo. Ura
raio me parta so com o vosso silencio nao me
estaes causando dasejos de pedir-vos urna sa-
lisfago....
Oh I sim, Jenkins, umasatisfago a raim...
cousa que pedirieis sem receio : porm se fos-
se ....
A quem ? com mil furias....
Ora aqui est Molestaes-vos sem razio.
Islo mo. By God! Se nao tivessmos am-
bos nos tratado de negocios tantas vezes, ese me
fosseis absolutamente indifferente, j eu teria
respondido desde principio pergunta que me
fazeis.
O inferno me devore se....
Jenkins, sois vos mesmo quem me ls;a a
ultima extremidade 1
Tanto peior psra tos Poi sabei que se o Sr.
d'Hallay tivesse conhecimento de oossa conver-
sago, se suspeitasse que sois um competidor
pengoso para elle, ver-vos-heis bem depressa
conslrangido a sahir de S. Francisco.
Eu I sahir de S. Francisco ? E por que ?
Para fugir colera do Sr. marquez.
Jenkins deu sobre o balco lamanho murro
que seria capaz de derribar um boi.
Supponho, master Sharp, que ignoraos que
eu j matei quatro horaens....
De certo, ignorava al aqui : todava isto
nada prova. Muilaa vezes o cagador que tem a-
balido mil cabritos moutezes nao se salva de um
urso eofezado. Presumo que oo tendea a pre-
tendo de fazer frente ao marquez....
Pois presums muito mal.
Que Ousarieis tanto ?
Haris de ver I
Marqueza, respondeu Rodolpho, eu vos
amo, lendepiedadede mim 1 amae-me I
Na) verdade islo nao me possivel. Nao
posso dizer-vos que me degradaes; mentira mas
nio vos amo.
Mas por que me nao amaes .'
Devo eu amar-vos por que vos apraz amar-
me ? Nao, nao vejo- em vos o carcter que de-
sejava ver no homem, que heide amar. Nao me
couheeeis bem, con4e. Certamenle sou de boa
nobreza, ao que parece, mas tenho gostos extra-
vagantes amo a actividade, o trabalho, a ordem ;
nao amo vossa insipidez, vossas tristezas, vossa
poesa de mu gvsio. Nesles campos que vos
agradara por que sao tristes e desabitados,vede
que carcter o meu, eu desejra a vida e o
morimenlo. Era lugar de vossos castellos, ve-
lhos cochicholos, que cahem em ruina, desojara
casas limpas, confortareis, em urna pequea ci-
dade cheia de actividade e de trabalho. Antes
quizera habitar urna fabrica do que Haulpignon.
Em vez da pobreza e igoorancia, que affligem
vossos infelizes vassallos, eu desejra ver saude
e felicidade para trabalhadores intelligeotes. Se-
nhores, era lugar d6 serdes proprietarios de urna
aldeia de fabricantes, sede soberanos, pelo mere-
cimenio, de urna tribu de artislas. Ora, lou-
cura minha fallar-vos assim. Meu pae e vos nada
podem, elle, por conviego e por indifferenga,
vos, porque amareis bem depressa urna mulher
que nao ser lo caprichosa.
Marqueza..
Adeus, meu charo conde, muito ebrigada
pela vossa boa visita. Tomae de novo o cami-
nho que escolhestes, o caminho dos meninos de
esco'a. Quem sabe se por elle nao cooseauerieis
o vosso Qm com outra mulher ? Desculpar-
me-heis se nao vos conduzo. Ide, nao somos
feitos um para o outro.
O conde tomou-lhe a mo e beijou.
Adeus, pobre apaixonado, perdoo-vos esta
ultima loucura, uo perdoarei outra 1
II
Rodolpho, entrando em sua casa, comegou a
fazer todos os raciocinios possiveis para persua-
diese de esquecer esta mulher. E' intil dizer
que segundo o cosiume dos apaixonados eil a
maldisse muitas vezes. Nao o conseguio. Ella
lhe apparecia mais linda, mais seductora que
nunca. Eotao comegou a esconjurar e deu-se
do mais intimo do rorago ao diabo e a todas as
divindades infernaes de todos os paizes, de tods
as religies, de lodos os lempos, e isto, em todas
as linguasdo mundo.
Era meia-noute menos alguns miuutos.
Um criado eotrou.
O Sr. baro Bertram de Teuffel pergunta
seo-Sr. conde pode racebe-lo.
A' tal hora ? quem esse homem ?
E' um senhor muito bem vestido. Chegou
cavallo e disse que o Sr. conde o mandn cha-
mar.
Estou curioso.., diz o conde, mandae en-
trar.
O Sr. de Teuffel appareceu. Era ura formoso
varo de trinta trinta e duus annos, moreno,
alto, e trazia coradislincgo um traje de phantasia
do mais elegante corle ; tinha a lez assaz pallida
ea barba inleira. Seus olhos cheios de expres-
so e de calor pestanejavam de inteligencia.
Sr. conde, diz elle, desculpar-me-heis
de nao ler corrido ao vosso primeiro convite :
mas eslava oceupado a rever as cootas das finan-
gas pontificias, e foi-me impossivel abandonar
um trabalho to difficil.
Mas quem sois vos, senhor ? retorquio o
conde.
Na verdade, a pergunta admira-me.
E por que ?
_ Nao evocastes Salan, o diabo, demonio ?..
nao sei todos os formosos nomes que me desles.
Pois bem eu sou Satn, o diabo, eis-me uiui!
Senhor, deixeraos desse gracejo.
Quereries pr-me na necessidade de engulr
alguns carves accesos para vos convencer ?
Creiu-vos muilo espirituoso para vos deixardes
impressionar por urna dessas peloticas, que a
eleclcicidade, o magnetismo, ou Fioberto Houdio
faiem todos os das.
Mas....
Homem de pouca f Acreditareis final
que cu sou odiabo ?
Sanlan baleu com o dedo sobre a mesa. Dous
diabinhos sahiram logo della dangando.
Vede I sabis melhor do que eu que esta
mesa nao tem duplo fundo.
A ura signal ae sitan os diabtnhos ciesap-
pareceram ; depois appareceram do novo trazen-
do, um, urna caixa de charutos, e o oulro, urna
garrafa de ponche e copos.
O conde eslava em um estado difficil dedes-
crever.
Tomae e bebei, lhe diz Satn, os cha-
rulos sao de Havana e o ponche ura velho kirsch
da floresta negra. Perraillireis que eu faga des-
tes dous pequeos senhores dous casticaes, que
guardareis em lembraga mioha. Tome-os en-
tre os dedos.
O conde obedeceu. Os diabinhos tremiam. A'
um olnar de Satn elles tornaram-se ramoveis,
e Rodolpho sentio o corpo toroar-se-lhe fri.
Sao de bronze ; podis depo-los, diz Santan.
Elle nao menlia. 10 diabo foi delar-se e dormiu como o mala
_ simples dos mortaes.
Deixerao-nosdestas parvoices, proseguio |
elle,e conversemos mais seriamente. Vindes I Meia hora tinha apenas decorrido, quaodo o
de rasa de Mademoiselle de Haulpigoon.. pas-j abbade, que escutra por delraz da porta toda a
sastes pela janella.... conversa dos dous personagens, fallava n'estes
Master Sharp tomou o explorador de minas
pelo brago.
Jenkins, meu charo Jenkins, lhe disse elle,
pego-vos que moderis os vossos transportes :
traoquillisae-vos. Calculo que nunca me con-
solara se vos succedesse alguma desgraga ; por
que em Gm sera isso, ainda que indirecta e
bem involuntariamente, por minha nica causa.
Como poderia eu presumir que vos revoltasseis
contra a superioridade incontestavel do marquez,
e que ousasseis a elle comparar-vos ? Coufes-
so entretanto que se levasseis vantagem ao Sr.
d'Hallay, a vosia fortuna estara feita : porm
urna cousa impossivel, um sonrio insensato !
Ainda bem que estaes mais tranquillo, cedis
finalmente a evidencia, escutaes a voz da razio.
Jenkins, fago urna saude vossa prudencia I....
Farei urna, duas, cem saudes ; tantas quan-
las quizerdes.... mas....
Mas o que ?
Uaveis de ver !
Os dous despejaram os copo3 cheios de gin ;
depois passaram do gin agurdente, da agur-
dente ao wishey, e do wi$hey vollaram outra
vez ao gin. A cada saude que faziam Jenkins
langava ao marquez um olhar ameagador: mas;
ter Sharp em estado de perfeita conlricgo ele-
vava os olhos ao co ; o digno homem mo'stra-
va-se extraordinariamente contente por ter a-
brandado a colera do fogoso companheiro.
Feita a ultima saude os dous americanos se
separaram.
By God I murmurou mas'er Sharp, este
Jenkios ura patife bem divertido, e ura perfei-
to beberro .... Presumo que d'aqui a pouco
hei de saber at que ponto devo contar com o va-
lor das minhas accoes. Em todo o caso nao pos-
so fazer mo negocio : porque urna de duas, ou
ellas subirao muilo boje mesmo, ou enlo ama-
nha nao se fallar mais da expedigo da So-
nora,...
O negociante entregue a esses pensamentos
agradaveis, que lodos resumir n'um dilema to
animador.uo perda de nata o seujroiu caro Jen-
kins. Notou que elle depois de ler brutalmente
aberlos coloveladas urna passagem por ntreos
grupos toi collocar-se bem em frente do marquez
d Hallay.
Vos sois o Sr. d'Hallay ? rerguntoa com
voz imperiosa.
O mancebo compreheodeu logo que ia haver
alguma provocago, e que da maneira porque se
elle porlasse depeodera o bom ou o mo resul-
tado da sua empreza. Cruzou pois os bracos, e
olhando rizamente para o explorador de minas
respondeu-lhe n'um lom secco :
Sou eu mesmo o marquez d'Hallay. O
que pretendis de mim ?
Fazer-vos urna pergunta.
Fallae, senhor, disse b marquez com extre-
ma polidez.
Sabis o que quer dizer m. Know No-
thing f
Estas duas patarras indicara por si mes-
mas um homem que nada sabe.
Enganai-vos. Os Know Nothing to puros
e yerdadeiros Americanos de si j bastante fortes
e instruidos para poderem passarsem o concurso
interesseiro dos estrangeiros. Know Nothing
sao bons cidados que querera preservar o nosso
bello paiz da invaso dos vagabundos e aventu-
reiros, que a Europa recusa conservar e nuirr
no seu seio : avenlarelroa que Teem buscar en-
Senhor..
termos 4 dous pequeos campooezes :
Meus amigos. Dos vos escolheu paracom-
voT^anUr 'm bMera' ^ q,'e ^"'u *M "n" mig0 oesempenhardes a mais sania das miaioM
D?el 2 nnhaV. nn,' qU6 na toho Pelle Satn, o diabo. ei-lo dormindo em um mSt
nLm rJ .^ h". fld,inC8S. urna cauda e chifres. | col. Vamos, escoojurando-o, faz-lo entrar
.Pa. a d,Xd1Ler ,qoelIe' >uem cha" no ei0 'erra, d'onde nunca sahe i nao se? or
e.s d_,.8..T5ze,Jl,b.r' esP'rUo ro*u. mfll'Uno. nossos peccados. por
E' na verdade o diabo ? pergootou um
dos pequeos camponios ; que certeza teoes
disso ?
Vi o.
Entio eu quero.
Eu nao quero, diz o outro, d'ahi s
nos pode resultar mal. Fiquemos socegados
deixemos o homem dormir. '
Deus da materia. Reflcti um pouco. Jess Chris- '
to, que muito pouco se importa com os homens,
pode guardar sua capa vermelha e sua capa azul,
mas eu, que sempre estou no meio de vos, pre-
ciso seguir a moda e a sigo. Se m tivesse apre-
sentado em vossa casa com meu traje de Roberto
do Diabo, ler-me-hieis mandado assassinar pe- '
los gendarmas, ou ao menos nao me terieis re-
eebido. Mas, vejamos, para que me mandas-
tes chamar ?
_ Para que? diz Rodolpho : mas, se|sois o
diabo, deveis sabe-lo.
Os homens sao todos os roesmos, Todos ,
elles pensarn que Deus e o diabo estao sempre i Meu pae nos disse que nos nao importasse-
oceupados de si pessoal, completa e umeamen- mos com o que oo nos diz respelto Nao rruern
te. Sei que estivestes em casa de mademoiselle I l ir-- ,0- !uer0
IHIl I r\ rrnnn Cn A i-numan I lialii J.
Se nao vens, eu direi leu pae, que teMa-
r pancada.
de Haulpignon ; sei de vossas impaciencias de
ha urna hora. Mas vossos desejos podem mudar
mesmo no momento era que vos fallo. Meu po-
der sobre o passado, sobre o presente e sobre o
futuro grande ; mas -rae impossivel fazer so-
sinho alguma cousa : preciso do concurso de
vossa vontade. Intendamo-nos primeiro aue
ludo.
ro que ella me ame como eu a amo. Tudo sa'cri
Dcarei para isso.
l ir.
, T .0ue 1 Pe te-hei dinhoiro, leras quatro sidos s para ti.
E' o mesmo, ah nao o conhecemos.
O abbade acabou de convencer o menino en-
Iregando-lhe o dinheiro promeltido.
Parliram todos tres em silencio O abbade pa-
Amo a mademoiselle de Haulpignon e que- "mentado, cora o hissopo em urna mo com
que ella me ame como eu a amo. Tudn ziara um comprido crucifixo, a caldeirioha e o
vro de missa. Penetraran] furtivamente no
- -v '" jroutrorm lurtivamenle no
Muito bem ; dais-me vossa alma. Nao se qur'o onde o diabo dorma o somno do iusto
recorre mim a nao ser nos ltimos apuros. Nao
temis, oo tenho algum engrimanco negro e
vermelho a vos fazer assignar ; nao seris quei-
roado, nem fulminado, eu vo-lo garanto. E'-me
impossivel impedir-vos de morrer : mas nada
farei paraapressar vossa morte. Pelo contrario.
Tocae, Sr. conde, nao vos queiraareis.
E Satn estendeu a mo ao conde que a aper-
tou com efluso. Ello senta por Salan nao sei
que sympalhia secreta.
Eu sou o diabo, proseguiu o Sr. de Teuf-
fell; mas o diabo nao o que vos pensaes. Nao
sou mais rei cem soberano ; nao sou mais do
que uma razao social (como Alexandre Domas).
A vontade de Deus rae condemna ficar eterna-
mente n'eslc globo, do qual sou o monarcha cons-
Hlm.CIna.1, Por1ue1mu3Jsu,b,dilus extorquiram-me ueu ue,
uma carti. A vontade de Deus obriea-vos esual- ^ j v^^m nao me
mente vir fazer ..'esta trra uma oradif mais i l^ea> de eterno. Antes de condemnar-
ou menos longa. At aqui nao cessamos de es-
No mesmo momento o hissope inundou Salan
de agua benta. os meninos entoaram o responso-
no e o abbade exclamou : Vade retro, Satans !
Salan despertando sobresaltado espirrou mui-
tas vezes.
Oue mu gracejo esto? diz elle.
Os meninos fugiram quanto antes. O abbada
ficou immovel, eslava aterrado, e as pernas lhe
recusavam qualquer servigo.
Ah ah Sr. capello, conlinuou Satn,
comprehendo agora. E' assim que penetraes de
noite, como um ladro, no quarlo daquelles,
quem nao conheceis sob pretexto de exorcismo?
Mas bem deveis saber que taes gracejos nao me
me, de reprovar-me, melhor farieis em exami-
nar-me e julgar-me. Vejamos I Sou eu to feio
como queris dizer? Bem !
Salan levanton o dedo para o ar em sgnal do
ordem, e o Sr. de Treflecceur achou-se n como
sua mao. S os oculos lhe tnham icade sobre
o nariz.
Duas diabiohas muito bonilss apresentaram ao
abbade um grande espelho.
Vede, Sr. cura, confessae que sois feissimo,
mais feio do que o diabo, e que apesar de vossos
oculos nioguem seduzreis.
Em um instante o espelho desappareceu, e o
abbade achou-se vestido.
Na verdade, abbade, sinto tomar conheci-
mento comvosco lo brutalmente, mas nao sou
eu a causa. Sem odio, nao assim ? Acceitao
islo para lembranga da entrevista com o malig-
no : um excellente par de oculos, que vos des-
cangar e raelhorar a vista: Tomae, charo ami-
go, e crSde que o diabo vos ioteiramente dedi-
cado.
O abbade rclirou-se levando os dlos oculos e
murmurando :
Amen amen !
Na ordem desla scena a grande cruz, laagada
por Ierra, jazia tristemente. Salan apaohou o
colloccu-a em lugar conveniente.
Pobre Christo diz elle, tus paixo s
durou um dia. a minha dura ha dezoito seculos
Creio que este abbade do diabo fez-me constipar!
O abbade entrara em seu quarlo, com a cabega
em fogo. sera saber mais com que santo se pe-
. gasse. Empregara elle seus oculos infernaes?
> manhaa dir-vos-hei o que deveis Joga-Ios frj era seu dever; porm eram lo bo-
nitos, to finos, os vidros pareciam ser to bons,
to puros !
lar era guerra, vossos semelhantes e eu ; mas
isto loucura, porque nos habitamos uma mes-
ma casa. Fiz cora o proprielario um alugamento
eterno; vos s tendes um alugamento de tres,
seis, nove, conforme elle quer. Por que razao
querer fazer intilmente despejar seu visinho?
lnlendarno-nos; ponhamos a casa em estado,
como diz Alexandre Weil, ponhamo la linda!
commoda, emfim tal como o proprietario quere-
rla habita-la. Nao posso fazer tudo szinho n'es-
te mundo ; carego de socios: Eis-vos feito o meu,
ser-vos-ha de misler trabalhar. Lucrareis como
eu ; tudo quanto quero. Os poetas, meu charo
conde, disseram que eu tinha morrido, porque
nao tenho mais os ps aduncos. Se soubesseis
quanto eu me enojava em minha desptica auto-
cracia do negro Trtaro 1 Parecia-me que eu era
um prncpezinho allemo; depois de ler tido
cora meus ministros entrevistas de Varsovii mui
inuleis, fiz um socialismo diablico. Longe de
dssimiilar-vcs por mais lempo os thesouros que
me arrancaveia aos bocados, eu vo-los dei em
massa. Venda geral dos bens do diabo I vossas
locomotivas gastara raaos cheiasos meus dep-
sitos de carvo, destinados ;limentago do fogo
eterno ; o ferro, que eu reservava para os inslru-
raenlos de tortura, fez-se machiua em vossas
raaos ; e a granza que empregava na pintura de
nossas caudas serve de tintura para as caigas de
vossos soldados. O diabo se fez homem... e bem
veles que ello palrador como qualquer fran-
cez. Ora, eslaes apaixooado, e nao querem es-
cutar o vosso amor___e por que?
Que sei eu, respondeu o conde, Made-
moiselle de Hautpiguou falla de trabalho. de ac-
tividade ; lera desejos impossiveis, quer que o
negro seja branca, que o desorto seja uma cida-
de, este caslello uma fabrica, este [valle um pdz
ind ustrioso, e muita3 outras cousas impossiveis!
Peste diz Satn, eis uma mulherzi-
nha que lem em ludo as nossas ideas, feliz de
mim, se lhe podesse dar um marido como ella
deseja. Ella vos amar, conde, nao vos d isso
cuidado. Dae-me esta noite hospilalidado no cas-
lello e -
fazer.
Contae com meu reconhecimento.
J que tenho vossa alma, tenho vosso re-
conhecimento.
tre nos aquillo que lhes falla na sua patria con-
siderago e fortuna !
Convenho senhor: mas a que vem islo ?
perguntou o Sr. d'Hallay com a rnesma polidez.
A que vem isto, perguntaes vos ? Ouvi :
presumo que as justas exigencias dos Jtnow No-
thxng nao devem nicamente rejajr-se polti-
ca, mas tambera industria I ,.., presumo que
enlre nos existem raui'as pejaflas capazes para
quo repulamos cora indigoaejre desprezo os va-
gabundos estrangeiros que- animam a ridicula
pretengode prem-se tedia de nossas erapre-
zas! ___
Perdao, senhor, ignoraes sem duvida uma
cousa ; e que este longo e bello discurso que
livestes o Irabalho de recitar-me, sem que eu
vo-lo encommendasse, urna alluso directa
minha posigao, porquanlo sou eslrangeiro e oc-
cupo-mc actualmente em organisar uma expedi-
go, de que sorei chefe. Quero persuadir-me
de que ignoraveis esta circumslancias ; alias nao
terieis fallado com to pouca delicadeza como 11-
zestes.
Enganai-vos senhor ; sabia-o perfeita-
mente.
Ncsle caso uma injuria que me dirigs ?
Jenkins levou a mo a algibeira da sua casaca
preta ( os Americanos de qualquer condiego
quesejam andam sempre de casaca prela) e re-
cuando vivamente alguns passos, exclamou com
um tom provocador >
Sim uma iojuria.
- Fallando francamente, creio que nao tendes
razao, disse o marquez com o mesmo sangue
fri e tranquilla polidez que empregra desde o
comego da conversagSo.
De todos os lados levanlou-se um sussurro es-
pontaneo e desapprovador. Os frequentadores
da Polka mal podiam crer o que viam : pois ter-
se-Mam elles to grosseiramente Iludido a res-
peito desse Sr. d'Hallay, peraote quem haviam
tremido tanto ? O leao acaso nao seria mais do
que ura simples crdeiro? Em um momelo as
aeges que se conservavam estacionaras, baixa-
ram trio.a por cento.
Quanto aos Francezes lestemunhas desta scena
bizarra esperavam o resultado com mais impa-
ciencia do que ioquietago : elles contavam j
com uma vinganga estrondosa. D'ahi a pouco ao
sussurro seguio-se um profundo silencio : o Sr.
d'Hallay ia fallar.
Senhores, disse elle tranquillamente, a dif-
ficil moderago, de que acaba de dar provas, tem
um fim : e tirar a este Know-Nothing todo o
pretexto de servir-seda sua pistola.... porque
no seu estado de agitagio to incontestavel que
poderia ferr a algum de vos quanto certo que
em mim nao ha va de acertar. Peco aos senho-
res que se acbam prximos a minha pessoa que
se affastem um pouco.
Mal linba o Sr. d'Hallay concluido a sua phra-
se, e j em torno de si fazia-se um grande es-
pago.
Agora, proseguio elle com os bragos cruza-
dos sobre o peito edirgindo-se a Jenkins, ago-
ra, senhor, podis atirar ao vosso gosto. Previ-
no-vos porem de aue, nio podendo eu sem ex-
por-me ao ridiculo semr-vos eternamente de
alvo, se dos dous primeiros tiros nao acertardes,
ver-me-hei na necessidade de esmagar-vos com
um murro. Nao vos aproaseis, ajustai bem a ar-
ma, porque torno a dizer-ros se me deixardes
viro, matar-vos-hei eu I '
O explorador de minas hesilou : o olhar firme
e tranquillo, o modo impassivel, e o soberano
desprezo do marquez causavam-lhe receios.
As aeges suturara a dez por cento.
Senhor disse Jenkins Gnalmente, estaes so-
bre as miohas inteugoes : oo quero assasrnar-
vos.
E' intil este escrpulo : tendes a minha
permissio I Vamos, atirai___
As aeges subiram mais cinco por cento ; j
eslavao a quinze por cenlo cima de par. O dig-
no master Sharp nao julgou anda o momento
propicio para desazer-se das suas : esperou
mais 1 ....
Oh murmurou elle ; quizera que Wise-
man aqui estivesse havia de divertir-se muito 1
Era realmente um excellenle homem, ura bom
corago esse Sr. Sharp I
A resposta de Jenkius tinha causado certo des-
contentamente aos freguezes da Polka : receia-
ram por momentos ficasse sem resultado algum
esse incidente que lo bem comegara, prometien-
do urna bella representago dramtica. Bem de-
pressa foram arrancados aos seus temores pela
voz do marquez d'Hallay, que disse ao seu ad-
versario :
Deveis comprehender, que se eu fui to cor-
tez e paciente para comvosco. era porque eslava
cerlo de matar-vos. Tolera-se tudo de um ho-
mem que lem apenas alguns minutos de vida. A
nossa discuss.io nao pode ser inlerrempida no
ponto a que chegou. Prefers um duello regular
ao meio de ataque que eu julguei dever cooce-
der-vos : v que seja 1 coosinto em ludo mas
com a condiego de que esse duello lera lugar
aqui mesmo, e immediatamente. Nao vos co-
nhego, e pois nao sei se smaoha poderei uncon-
trar-vos.
Aceito, senhor.
Viva Jenkins bradaram os espectadores
americanos.
Viva o marquez d'Hallay I exclamarim os
estrangeiros.
As accoes Qcaram oulra vez estacionarias.
Tinha bem vontade do mandar por um rapaz
chamar o meu amigo Wiseman, murmurou mas-
ter Sharp : porem calculo que elle nao querer
depois pagar o portador, que o for chamar; e
portanto melhor nao mandar.
XXII
O enlhusiasmo e contenlamento dos freguezes
do estabelecimeotoda Polka chegaram ao cumu-
lo I Com effeito, ossa duello improvisado, e que,
segundo lodas as probabilidadel, devia ser um
combate excepcional, promeltia agradaveis peri-
pecias, e offerecia um diverttmento gratuito.
O pezar que ao bom Sharp causa va o pensa-
mento de que o seu amigo Wiseman nao assisti-
ria a tal espectculo, desperlou-lhe urna ideia:
sahio do canto onde eslava, e arremessou-se de-
nodadamente para enlre os dous adversarios.
Sdohores, lhes disse elle com modo affjvel
que se harmonisava perfeitamente con a bonda-
de do seu corago, pego liceoga para apresenlar
uma indicago.
A mor parle dos Americanos buscam vidamen-
te occasio de se mostrarem em publico : e quao-
do lhes cabe tanta f'licidade, revestem-se logo
de ama gravidade extraordinaria, affectam ares
de senador, e uzam da linguagem parlamentar.
Ninguem pois admirou-se de que master Sharp
tivesse uma indicago a apresenlar.
Fallae, Sharp, disse-lhe Jeokins.
( Continuar se-ha.
O Sr. d'Hallay deu o seu coosentimento fazen-
do com a cabega um sgnal quasi imperceplivel.
Honrados senhores, replicou o negociante
com uma voz de estertor, presumo que vossa
muma intengo que s um de vos fique em cam-
po I Ambos comprehendeis perfeitamente a im-
portmeia da misso de que vos encarregastes por
fontade propria, para que vos arrisquis a faltar
aos deveres dessa misso : cada um de vos se
deve a gloria do seu paiz Senhores, sao apenas
sete horas e um quarto, hora do crepsculo :
calculo que o vosso combate nao poderia ser
muito cooscencioso e muilo serio vista da cla-
ridade bastante duvidosa que reina po salo;
nao poderieis desenvolver assim as vossas raras
qualidades, nem mostrar dignamente a vossa co-
ragem. Em uma palavra eotregar-vos-hieis io-
teiramente s vicissitudes do acaso. Proponho
por lanto um adiamenlo.
Eslrondosos clamores e imprecages terriveis
parliram de lodos os cantos da sala.
Master Sharp levou a mo esquerda ao peito,
estendeu magestosameole o brago direito para a
mullida o. Essa atiitude foi de um grande effei-
to : o silencio restabeleceu-se logo.
Senhores, bradou elle com uma firmeza
magestosa, oo cederei a iotimidago, nem s
ameagas: sou cidado de um paiz livre j nada
me impedir de exprimir cora liberdade o meu
peosamento.
Esse movimento oratorio, ossa nobre e cora-
josa declarago impressionaram a mullidao, e
produziram grande effeito! Alguns vivas tmidos
se elevaram das diversas parles do salo. Mais
de uma duzia de assisleoles se pz a enloar o
cntico patritico de Yankee doodlt. Master Sharp,
depois de ter agradecido, assim conlinuou :
_ Muito honrados senhores, a minha indica-
go em nada muda o sentido da questo. Pego
simplesmente que o combate seja adiado para as
oito horas. A coragem recoonecida dos dous
campeos faz que dessa demora nao venba pre-
juiso para a curiosidade, e accresceotarei, para
o inleresse que lhes testemuohaes Presumo
que at aqui nao houve ainda em S. Francisco
um duello regular ao clarao dos archotes: um
espectculo este que os dous hoorados contendo-
res sao dignos de offerecer-nos. e i que nos por
nossa parte somos tambera dignos de assistir 1...
Esta peroracao valeu ao eloquente negociante
immensos vivas e bravos. Burra for Sharp!
Sharp for ever I Jenkins bateu violentamente
com o p no soalho ; todava um olhar significa-
tivo que elle lancpu para o lado, oode se ven-
dan) as bebidas, moslrava que aflnal de contas
o adiameoto nao lhe era to penivel como elle
procurava fazer crer. Quanto ao marquez de
Hallay, ficou impassivel e silencioso; podia-se
porem colligir da passageira e sbita vermelhi-
do que lhe assomou s faces que essa maneira
de figurar em scena, e a perspectiva de tornar-
se objedo de curiosidade lhe causavam muila
raivi e ama vergonha real.
(ConlinHar-e-/Ki.J
PS&N, TV?. DI M. F. DI FARIA 1861.


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