Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09311


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Full Text
TW-

All XXXTII IUTO 134
Por tres aezes adiaataos $9660
Par tres mezes vencidos 68000
DIARIO

um i
GUAMA fEHA 12 DE JDHHO DE II
Poranaoadiantadai9S000
Parle fraica para subscriptor.
BNCARRRGADOS DA SBSCRIPCAO DO IfORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca*-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAUllDAS UUS MJKKKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do di.
Iguarats, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras. i
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho el
Garanhuns as lergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Kx as quartas (eiras.
Cabo, Serinhem, RioFormoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parten) as 10 horas da manhaa)
EPHEHERIDES DO HEZ DE JUNHO.
8 La nova as 11 horas 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas e 56 minutos da
manhaa.
|-22 La eheia aos 3 minutos da tarde.
i3C Quarto minguanta aos 21 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
[Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
[Segundo aa 8 horas e 6 minutos da tarde.
das da semama.
10 Segunda. S. Margarida rainha da Escocia..
11 Terca. S. Baruat ap.; Ss. Felii e Fortunato
12 Quarta. S. Joo de S. Facundo ; S. Onofre.
13 Quiota. s. Antonio f. padroeiro da provincia,
14 Sexta. S. Bazilia Magno b. dout. da igreja.
15 Sabbado. S. Vite m.; S. L|[bia m.
16 Domingo. S. Joo Francisco Regs.
AOlhAulAs l>u iHiBUNAEa UA CAPITAL
Tribunal do commercio; segundea quintas.
Relacao: torgas, quinta* aabbados aalO hora*.
Pareada: terca, quintase sabbados as 10horas.
Juiztj do commercto : quartas ao meto da.
Dito de orphos: terca e aextas as 10 horas.
Primeira vara do eivel: tercas e sextaaao meio
dia.
Segund vara do dvf: qaartis asbbados a 1
ora da tarde:
ENCARBEGADOS DA SBSCRIPCAO DO SUX
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Das; Babia,
Sr. Jos Hartlns Alves \ Rio de Janeiro, o 8r'(
Joao Pereira Martin.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Hanoel Figweirog de
Farrla.na na livraria praga da Independeeir n
16*8.
PARTE OFFICIaL
LE N. 509.
Antonio Marcelino Nunes Gongalves, presi-
dente da provincia de Peroambuco:
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou, e eu
saoccionei a resolugoseguiote :
Pode V. S. mandar dar baixa ao soldado
po sobseu commando, Evaristo Rodrigues da Pe-
nha, a quero se refere a sua informago datada de
hontem, sob numero 250.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti por copia V. S.. para os devidos as-
sentameotos, a inclusa filiaco dos tambores en-
j gajados no primeiro batalho de artilhara da
I guarda nacional deste municipio, Joaquim Ma-
Artigo 1." Quando pelo presidento da provin- ?el de Lim8 Plino Jacob do Espirito Santo,
i> fnr nmniiraii. n. i. H. i~:__'_:__:-i i r rancisco Amaro daSlva Neves eBelarroino
cia for reconhecida nos termos da lei provincial
n. 129 a utilidade da abertura ou melhoraraenlo
de um caminho que d servido a alguma pro-
priedade agrcola para villas, povoados, estradas
publicas e suas ramificages, ser elle declarado
provincial ou municipal, am de poder ter lugar
do cor-1 ceniencia haviam passado sera haver o numero
legal na occasio da votago.
O Sr. Io secretario:Nao exacto: tive a
honra de pertencer mesa durante toda a legis-
latura passada, e affirmo que nao sededeuse-
melhante facto.
O Sr. Oltooi:Nao digo o contrario, mas o
nobre deputado deve estar lembrado do que en-
to se disse; e para que s peitas nesta legislatura, para que os actos da c-
mara tenham a forca moral que deve ter (apoia-
o processo da desapropriaco do terreDO que oc- i "? venmentos do major do oilavo batalho
cupar, observando-se as l'eis e regulamentos em "8u.l'- Jos Gomes de Almeida, visto que
vigor. i Por motivos de molestia que tem deixado de
Art. 2." A abertura ou melhoramento de tal' se?uir para seu deslin. como declarou o coro-
caminho poder ser requerida pelo dono da pro- i cotnman?oe das armas, no olcio a que se
priedade a que elle prestar servido, o qual indi- i re5r.e a sua lnfornasa datada de 6 deste mez.
cara logo a lioha a seguir e a propriedade ou pro-! D,.,0,ao mesmo.-Visto que, segundo corista de
priedades a atravessar al encontrar a villa no- S-a 11DormaSao de hontem, sob numero 461, nao
vnaco, estrada publica, ou suas ramificaces. na. ha,cred" respectiva verba para ser paga
Art. 3." No caso de dever ter lugar a desapro- ""'Imente a_quantia de407j>500. que se est
priago dos terrenos porque houver de passar o
Antonio do Espirito Santo, que me foi remettido dos), e mesmo para meu governo, pego informa-
pelo respectivo commaodanle superior em oflicio i goes disposto a reclamar pela execugao fiel do re-
numero 65 de 7 do correte. Respondeu-se ao ] gimento ; parece-me que segundo elle, nao se
commsndante suporior cima referido, pode abrir a sessao, nao se pode votar objecto
Jilo ao mesmo.Cootinue V. S. mandar pa- algutn sem estar dentro da casa, sentados nos
bancos desta sala, melado e mais um da totalida-
de dos menbros da cmara, e oo contando-se os
que eslao as ante-salas, na secretaria ou na ca-
sa do porteiro. Desejava a leitura do regiment
nesta parte, para veriflear-se se a sessao se pode
abrir nao estando presente o numero legal de de-
putados.
O Sr. Io secrtarlo :Estavam na casa 65 Srs.
deputados.
O Sr. Ottoni:Aqui dentro da sala? Nao du-
camioho, o presidente da provincia a ordenar
depois de audiencia do proprietario dos mesmos
terrenos.
Art. 4. Nenhuma indemnisago ser devida
aos propietarios, que j tiverem servido cons-
tituida em suas trras, salvo odireito de prevale-
cer-se da disposigo do art. 8o desta lei.
Art. 5." Os que u3o tiverem servidlo consti-
tuida, e por ist i se oppozerem a abertura do ca-
minho sem previa iodemnisago, soffreroo a des-
apropriagao nos termos da lei n. 129.
Art. 6. Em tal caso a desapropriago ser
6ffectuada por parte do governo, e a inaemnisa- I
gao paga, metade pelos cofres proviociaes ou mu-
nicipaes, e a outra metade pelo proprietario ou
proprietario, que houverem requerido, sem que
da parte da sua propriedade, oceupada pelo ca-
minho, recebam iodemnisago alguma.
Art. 7." Se as trras forem possuidas porses-
rcariss e declararem os respectivos tilulos o onus
de publica servido, haver iudemoisago das
bemfeitorias somente.
Art. 8. Se d'um ponto psrs urna mesma villa,
povoado e estrada publica houverem diversos ca-
minhos poder a cmara municipal com audien-
cia dos proprietarios das trras por onde elles
passarem, ou a requerimento daquelles, consti-
tuir a servido por um, e eilioguir os outros.
Art. 9. A direegao oestes caminhos poder ser
mudada a requerimento do proprietario com as
formalidades do artigo antecedente, se para a
rnudanca concorrer ou interesse publico, ou me-
lhor aproveitamento de terrenos para a lavoura.
Art. lo.0 Ficam revogadas as leise disposigoes
em contrario.
Mando, portantb, a todas as autoridades,a quera
o conhecimeoto e execugao da presente resolu-
to pertencer, que a cumpram e fagam cumprir
lo inteirameote como nella se contera.
O secretario da provincia a faja, imprimir, pu-
blicar e correr.
Palacio do governo da provincia de Pernambu-
co, aos 29 dias do mez de maio de 1861, quadra-
gesimo da independencia e do imperio.
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves.
Sellada e publicada a presonte resolugo nesta
secretaria do governo da provincia de Peroambu-
co, aos 29 de maio de 1861.Joo Rodrigues
Chaves.
Registrada a fl 70 v do 1. 5. de leis proviociaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 2 de
junho de 1861.Rufino Jos Fernandes de Fi-
gueiredo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 7 de junho.
Officio ao Exm. Sr. presidente da provincia do
Rio Grande do Norte.Passo s mos de V. Exc,
por copia, o officio que me dirigi o commandan-
te do corpo de polica desta provincia, em 6 do
torrente, afim deque se digne de toma-lo em
considerago, providenciando para que seja a
caixa de fardameuto do mesmo corpo indeoini-
sada da quantia de 7$000, que se abonou ao sol-
dado de policia dessa provincia, Nicolao Dias de
Andrade.
Dito ao coronel commandante das armas.Ao
seu officio de hontem, sob numero 814, respondo
dizendo, que toda a forra que tem sabido desta
cidade, deve brevemente regressar ella, mas,
se nao obstante isso, V. S. julga indispensavel
que destaque a guarda nacional, para auxiliar a
tropa de linha no servigo da guarnico, sirva-se
de iodicar-me o numero de guardas "precisos para
esse fin.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar passar es-
cusa doservico ao segundo cadete primeiro sar-
gento do quarto batalho de artilharia a p, Tude
de Andrade Gomes, aceitando em substiluicao o
paisano Felioto Elysio de Carvalho, que o mes-
mo cadete offerece para Qnalisar o lempo de ser-
vigo que Ihe falta.
Dito ao Dr. chee de policia. Sirva-se V. S'
de mandar extrahir urna conta especificada das
despezas (eitas pelos cofres proviociaes com a
alimentago e curativo dos presos pobres de ou-
tras provincias, que tenham sido e aioda estejam
recolhidos casa de deteogo, am de que possa
esta presidencia solicitar a respectiva iodemni-
sago.
Dito ao coronel commandante superior interino
da guarda nacional do Recite.De conformidade
com o artigo 45 do decreto numero 1130 de 12 de
margo de 1853, mande V. S. passar a guia que
solicita o alferes da primeira companhia do oita-
vo batalho de infantaria ds guarda nacional des-
te municipio, Antonio Flix Bezerra,visto ter mu-
dado a sua residencia para a freguezia da Esca-
da, como informa V. S. em officio de hontem da-
tado, sob numero 67.
Na mesma conformidade mandou-se passar
guia ao capito do quinto batalho Joo Carneiro
Leito de Mello, que mudou-se para a comarca
de Goianna.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional de Garanhuns.Devolvo inclusas as rela-
ooes, folhas e prets dos vencimenlos dos officiaes
e pragas da guarda nacional sob seu commando
superior, em servigo na freguezia de Aguas-Bel-
las, como V. S. declarou em seu officio numero
35 de 27 de abril ultimo, afim de que faga sanar
os erros e faltas indicadas no parecer, junto por
copia, da contadoria de fazenda, explicando V. S.
de modo plausivel o motivo porque foiessa forga
commandada pordous officiaes deiileira em pr-
senla de todo o estado-maior do batalho a que
pertencia.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.A'
vista do que V. S. informou em seu officio nu-
mero 163 de 3 do correte, o autoriso fornecer
a capitana da provincia do Rio Grande do Norte,
como solicitou o respectivo Exm. presidente em
officio de 23 de maio ultimo, os objectot mencio-
nados oa relsgo junta por copia, os quaes devem
ser entregues ao agente fiscal daquelja provincia
Jos Joaquim de Lima.Commuoicou-se ao pre-
sidente daquella provincia e ao respectivo agen-
te, e providenciou-se sobre o transporte dos mes-
mos objectos.
Dito ao commandante do corpo de polica.
dever a Jos Pereira de Alcntara do O', pelos i vido que estivessem, como j disse, as ante-sa-
concertos por elle feilos oo telhado do quartel do I, na secretaria ou oa casa do porteiro, mas
dcimo batalho de infantaria, mande V. S. en- dentro desta sala, declaro que nao eslava metade
tregar a quantia de 263&270 rs., que ainda resta e mais um dos merabros da cmara ; eu e alguos
na respectiva verba, ficando o miis para ser pa- de meus nobres collegas contamos os que se acha-
go quando houver crdito. Commuoicou-se ao(vam presentes oeste recinto, e os que estavam
director das obras militares. ra julgo nSo podiam dar procurago para se
Dito ao inspector da thesouraria provincial. : volar por elles ; se se pode contar os que nao
Logo que for possivel mande V. S. pagar ao en- i esto neste recinto, mas se acham as suas im-
geoheiro Henrique Augusto Millet, como j se mediages, entao pde-se contar os que esto na
determinou, e por coma do que se Ihe est de- cidade do Rio de Janeiro. (Apoiados.)
ver, a quantia de 4:0503000, em oue importa a ( (Ha varios apartes )
terceira prestago das obras do 12 lango da es- Sr. presidente, esta questo importa a forga
Irada do sul. j moral das decises da casa ; pego portaeto a
Dito ao juiz de direito da Bja-Vista.Inteira- leitura do regiment na parte em que se marca
do do contedo do seu officio de 3 de maio pro- o numero de deputados necessario para as vo-
ximo lindo, tenho dizer em resposta, que em : tages.
23 daqueile mez mandei elevar ao numero de 50 O Sr. presidente :O que est estabelecide pelo
pragas, commandadas pelo capito Jos Joaquim regiment que nao haja votago sem que es-
de Barros, o destacamento de primeira linha exis- teja na casa meiade e mais um dos membros da
tente nesse termo, convindo que Vmc. active pe- j cmara, e todas as vezes que se verifica nao ha-
los meios ao seu alcance, as autoridades policiaes ver esse numero para se votar levanta-se a ses-
na perseguiglo dos criminosos, para o que se sao ; porm a respeito das actas o que achei es-
acham habilitadas com a forga necessaria ; e es- i tabelecido e sempre se tem seguido que nao
pero do seu zelo pelo servigo publico a maiorso- |haveodo reclamago sobre a acta d-se por ap-
lcitude de sua parte no cumprimento desta re- provada; portant'o, nao havendo reclamagoou
commendago. i emenda, nao ha votago, esta a pratica segui-
Dilo ao director do arsenal de guerra.No pr- ds e nao hei de altera-la.
meiro vapor da companhia Pernambucana, que O Sr. Barbosa da Cuoha (pela ordem):Sr.
seguir para o norte, remeta Vmc. ao corpo da presidente, o volumoso mago de papis que se
guarnigo do Cear, nao s os objectos que j se acha sobre a mesa em frente a V. Exc. cootem
acham promplos nesse arsenal para terem esse i as actas e mais documentos concernentes elei-
destino, segundo Vmc. declarou em seu officio,, gao do 4o districto da provincia do Rio de Ja-
n. 149, de 6 do correte, mas tambera os que se j neirc.
poderem apromplar at a sahida do mesmo va- Um Ilustrado deputado, representante pelo
por.Communicou-se ao presidente do Cear.
Porlaria.-0 presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereu o professor publico de
ditiricto da edrte, pedio a entrega desses doeu-
mentos, afim de proceder nelles a um estudo....
O Sr. presidente : Por ora o que est em dis-
loslrucgao elementar Manoel Joaquim Xavier Ri- i cusso a acta,
beiro, resolve remove-lo da cadeira da villa do O Sr. Barbosa da Cunha:A acta ? pois nao
Buique para a da freguezia de Taquarilinga. terraioou j este incidente? Bem ; vou dizer tara-
Feram-se as coramunicages do costume. bem alguma cousa a tal respeito, e depois V.
Dita.0 presidente da provincia, altendendo i Exc. me permitlir que prosiga no que pretenda
ao que requereu Manoel Joaquim Xayier Ribeiro, dizer.
professor publico removido para a cadeira da fre- I Sr. presidente, desde que tenho assento nesta
guezio de Taquaritioga, resolve conceder-Ihe ; casa, foi sempre estylo nao se sejeitar appro-
dous mezes de licenca com vencmentos a contar | vago da cmara a acta da sessao anterior seno
do dia 18 de maio ultimo em diante.Fizeram-se no caso de haver reclamaco desde que lida a
as convenientes communicagoes. acta nao se aprsenla quaquer Sr. deputado fa-
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira zeudo reclamago sobre ella, a acta d-se por
de paquetes a vapor maodem dar passagem de i approvada, iodependentemenle de votago.
convez para o Maranho, em um dos lugares des- Sendo isto assim, e tendo-se ha pouco lido a
i para passageiros de estado, no primeiro i acta, nao havendo contra ella reclamaco algu-
e passar para o norte, ao desvalido Jos j ma, a observago que foi apresentada pelo nobre
representante pela corte nao me parece justa.
(Ha um aparte.)
A pratica seguida abrir-se a sessao quando
ha na casa o numero legal, porm os deputados,
emquaoto nao ha materia de immedialo in-
vaporque
Bellarmino Gomes da Costa.
Expediente do secretario.
Do dia 8 de junho de 1861.
Officio ao juiz dos feilos da fazenda.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia, maoda remetter teresse, emquanto se d conta do expediente,
V. S. o incluso exemplar impresso do boletim. n. conservam-se na casa em diversos lugares; na
78, do expediente-do governo imperial, no mez ; occasio de alguma votago procede-sea actua-
da Janeiro ultimo:Reraelteram-se iguaes exem- gem, e quando o numero dos deputados que se
piares aos juizes de direito das primeira e segn- achara neste recinto oo de metade e mais um,
da varas desta capital, do Cabo, Santo Anto, o Sr. presidente manda chamar os que se acham
Nazareth, Goianna, Rio Formoso, Limoeiro, Bre- for do salo, afim de ter lugar a votago. E'
jo, Bonito, Flores, Boa-Vista o Garanhuns. i este o estylo, e nao o creio contrario ao regi-
' I ment.
Despachos do dia 8 de junho. Da mesma sorte quando se trata de offerecer,
ttequerimtntos. i na discusso de quaquer projecto de lei, urna
A Associago Popular de Soccorros Mutuos. emenda para que essa emenda seja sujeita a a-
Requeira ao governo imperial per'raisso para usar poiameuto, nao necessario qu6 a casa esteja
do distinclivo que allude. completa.
Dito da Associago Typographica.Requeira
ao governo imperial permisso para usar do dis-
tinctivo do que trata.
Candida Mara da ConceigoInforme o Sr.
Dr. chefe de policia.
Francisco Xavier Cavalcaoti de Almeids.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda:
Francisco das Chagas Carneiro.Informe o Sr.
commandante superior interino da guarda nacio-
nal do municipio desta capital.
A mesa regedora da irmandade de N. S. de
Olinda.Informe o Sr. thesoureiro das loteras.
Jacintho Teixeira de Macedo.Informe o Sr.
commandanle superior da guarda nacional de
Garanhuns.
Joaquim da Cunha Cavalcanti, vigario.Re-
queira a quem competir.
O administrador da capella do Sr. Bom Jess
dos Martyrios da cidade de Goianna.Informe
o Sr. thesoureiro das loterias.
Luiz Pedro das Neves.Informe o Sr: inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
Temoleo Peres de Albuquerque Maranho.
Remettido ao*Sr.commandante do corpo de po-!fundada.
Nao vejo, portanto, que seguindo-se a pratica
estabelecida uestes pontos, acamara perca a sua
forca moral como sem fundamento se acaba de
dizer; mas sempre que o nobre deputado apre-
sentar alguma reclamago justa sobre o numero
legal para quaquer votago bei de acompanha-
lo, para que se nao d semelhante falta.
Neste caso, porm, nao se aprsente esse ne-
cessidade; e nao vejo na reclamago mais que
a manifestago de um desejo de promover ques-
tes iouteis. (Nao apoiados; apoiados.)
O Sr. Silveira Lobo:Eolendo que cada um
de nos tem o direito de reclamar sobre o que jul-
gar conveniente.
O Sr. Barbosa da Cuoha :Nem eu contesto
esse direito aos nobres deputados : o que digo
que o nobre representante pela corte nao leve
razo para fazer esta reclamago___
O Sr. Otlooi:Mas oo podia entrar as mi-
nbasintenges.
OSr. Barbosa da Cunha:Nao meoecupei das
intengoes de oinguem, e respeito muito as do
nobre deputado; apenas declarei o que entendo
isto que a reclamago do nobre deputado io-
licia para mandar certificar.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
ACTA DE 4 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Camaragibe.
A'sll horas da manhaa. feita a chamada, ve-
rifica-se haver numero sufficiente de Srs. depu-
tados, e sberta a sessao as 11 horas e um
quarto.
O Sr. presidente convida aos Srs. deputados
que nao prestaram juramento na capella impe-
rial a virem mesa presta-lo.
Diversos Srs. deputados prestara juramento.
L-se e approva-se a acta da sessao do dia 2.
O Sr. Theophilo Ottoni:Pego a V. Exc Sr.
presidente, que mande 1er o artigo do regiment
que estatu ser necessaria metade e mais um dos
membros da cmara pata se deliberar a respeito
de quaquer assumpto; parece-me que a votago
da acta materia muito importante....
O Sr. presidente :Mas sobre a aci nao hou-
ve reclamago.
-0"Sr. Ottoni:Mas precjso que esteja a
maioria da casa presente para poder ser votada:
j se abriu a sessao sem estar na cmara o nu-
mero legal de deputados. Kecordo-me que na
legislatura pasuda houve reclamages muito se-
rias, porque se dizia que objectos da maior traos-
Como V. Exc, quando eu comecei a fallar, ob-
servou que o que eslava em discusso era so-
mente a acta, reservo-me para depois fazer al-
gumas coosiderages sobre o assumpto de que
desejava tratar.
O Sr. Ottoni:O meu protesto est feito; de-
claro alto e bom som que abriu-se a sessao sera
estar presente o numero legal de deputados.
O Sr.Io secretario:J disse que se achavam
na casa 65 deputados, conforme communicou-me
o respectivo em pregado.
O Sr. Ottoni:Neste momento nao pode affir-
mar que baja esse numero. Se houve em prin-
cipio, alguna j andaro tal vez a esta hora pela
rui do Ouvidor.
(Trocam-se mais apartes.)
O Sr. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministro da guerra, pedindo dia
e hora para a apresentago da proposta filando as
torgas de trra para o anno flnanceiro de 1862 a
1863.Marca-se o dia 6 urna hora da tarde.
Outro do ministro da marinha, pedindo dia e
hora para a apresentago da proposta fixando a
forga naval para o mesmo anno fioanceiro.
Marca-se o mesmo dia, hora e meia da tarde.
Outro do Sr. conselheiro Jos Mara da Silva
Paranhos, communicaodo que S. M. o Impera-
dor houve por bem, por decreto de 3 de margo
ultimo, oomea-lo ministro e secretario de estado
dos negocios da fazenda..Inteirada.
Outro do ministerio do imperio, participando
ter receido o officio desta cmara em que eom-
muoica ter sido aprovada a eleigo primaria para
a 11.a legislatura das parocuias que compoe o 3."
districto eleitoral da provincia de Pernambuco.
Inteirada.
Outro do mesmo ministerio, enviando o officio
em que o vigario capiluar da diocese de S. Pau-
lo pede dispensa da lei de amorhsagao e faculda-
de para que o seminario episcopal daquella pro-
vincia possa possuir beits de raiz.A' cemmis-
sao de fazenda.
Quatro reqirerimentos de Jos Soares Pinto,
Jos Patricio Pires, Joo Francisco da Costa e
Maooel Pinto Machado, pedindo o lugar de cr-
relo desta cmara.A* commisso de policia.
O Sr. Barbosa da Cunha (pela ordem):Sr.
presidente, pedi a palavra para continuar as
observaces que linha principiado e que inter-
rornpi, porque V. Exc. declarou que ainda nao
havia terminado o incidente suscitado a respeito
da acta.
Eu fallava sobre os documentos que ora se
achara sobre a mesa, concernentes eleico do
4." districto da provincia do Rio de Janeiro.
Tinha de entrega-Ios a um honrado deputado
representante pela corte que os havia pedido;
mas logo depois outros senhores tambera recia-
maram a entrega desses Mesmos documentos.
Parecia-me pois, Sr. presidente, conveniente
que, tendo esta questo de aer bastantemente de-'
batida, e desejando a commisso que ella leoha
urna discusso to ampia quanto for possivel, se
tomasse algum expediente para a discusso do
respectivo parecer, de uaneira que nao tenha
ella lugar seno daqui a trez ou quatro dias. i
Assim os nobres deputados, que manifestara
desejos de envolver-se aesse debate, tero tem-
po para estudar a questo, e compulsar os di-
versos documentos. Mas vista do desejo ma- I
Difestado por esses seshores, de estudar esses !
documentos, julgo conforme com os estylos se-
guidos em relagao a semelhante assumpto que
todos os papis concernentes eleigo do 4o dis-
tricto sejam conservados na secretaria desta c-
mara, ealli postos disposigo daquelles senho-
res que osquizerem estudar e tomarem as notas
de que piecisem. Con a adopgao deste expe-
diente, o exame e estado dos documentos pode
ser simultneamente feito por dous ou trez se-
nhores ao mesmo lempo: aproveita-se o lempo,
e nao ha questes de preferencia.
Se for deixada a cada um dos nobres deputa-
dos a faculdade de conduzir para casa e de ter
em seu poder os documentos a que me retiro,
tendo elles de passar das raaos de um para as de
outro que precisar de effectuar igual exame, mui-
tos dias tem de decorrer antes que a questo pos-
sa ser dada para a ordem do dia.
O Sr. F. Octaviano :Nos e os do nosso lado
reportamo-nos ao estudo do nobre deputado,
que pedio os papis para examinar, assim como
os Srs do lado do nobre deputado se reportara
ao estudo da commisso.
OSr. Barbosa da Cuoha :Eu somente desejo
chamar a attengo para o inconveniente que re-
sultar de serem os documentos retirados da se-
cretaria para sujeitarem-se ao estuJo particular
de quaquer dos nobres deputados. Esse incon-
veniente desapparece logo que quaquer dos hon-
rados membros que se interesse em examinar
taes papis o possa fazer na secretaria da casa.
Nao menos de quatro senhores declararan) que
queriam estudar os documentos ; ser justo que
sejam privados desse estudo pelo facto de serem
elles entregues a um Sr. deputado para exami-
na-los em sua casa ?
Estando na secretaria, podem ser examinados
por muitos ao mesmo tempo; pois, emquanto
um estudar a eleigo primaria, o outro exami-
nar as actas dos coegios ; emquaoto un exa-
minar a eleigo da Angra, o outro se oceupar
tcom a de S. Joo do Principe. Assim nao ficar
restriogido o exame de. um assumpto to impor-
tante, preencher-se-ho os desejos de todos sem
prejudicar-se a quem quer que seja.
Entretanto, V. Exc. pode lomar a deliberago
que Ihe parecer. Eu, fazendo estas reflexes te-
nho somente em vistas por-me i salvo de quaes-
quer reclamages que se fagam pelo facto de pre-
ferir um Sr. deputado a outro. Para mira tanto
direito tem a receber os documentos o nobre de-
putado que os reclamou em primeiro lugar, co-
mo os outros senhores que os raclamaram de-
pois. Se tosse possivel entrega-Ios ao mesmo
'empo 'dos, eu o teria feito; na impossibili-
dade de assim praticar, tomei o accordo de os
depositar sobre a mesa.
O Sr. presidente :Eu creio que o Sr. deputa-
do que levar os documentos para examina-los
nao os deixar em sua casa, no outro dia os res-
tituir. Nao ha inconveniente pois em que os
examine durante a noite, com tanto que no dia
seKumie vollem casa.
0 Sr. Nebias: At se podem distribuir os do-
cumentos conforme as questes.
0 r PresQ,f!0te :Assim adianta-se algum
trabalho, e aproveita-se tempo, porque estando
a secretaria fechada noite, nioguem poder vir
examina-los aqui.
O Sr. Saldanha Marinho (pela ordem):A'vis-
la do que acabo de ouvir a V. Exc, concluo que
concorda em que me sejam entregues os docu-
mentos.
Se alguem desejar ter conhecimento de qua-
quer dessas pegas, eu tomarei nota de suas tor-
gas e entregarei os papis cujo eiame se desejar.
Fui eu quem fez a reclamago de que fallou o
nobre deputado por S. Paulo.
O Sr. Barbosa da Cunha :V. Exc. foi o pri-
meiro.
O Sr. Saldanha Marinho:Eu primeramente
os reclameida mesa suppondo que estivessem na
secretaria, visto que j fdra dado o parecer ; mas
sabendo que alli oo tioham sido entregues, di-
rigi-me ao nobre relator da commisso quo se
prestou a mandar entrega-Ios hontem.
9 Sr. Barbosa da Cunha :E de facto os man-
dei para a secretaria, mas eslava fechada.
O Sr. Saldanha Marinho :O exame de tantos
e to importantes documentos nao sel como po-
deria ser feito na casa.
O Sr. Barbosa da Cunha :Eu deixei a deciso
ao arbitrio do Sr. deputado : fiz apenas ama ob-
servago.
0 Sr. Saldanha Marinho :Como nao possi-
vel proceder-se a um estudo serio de semelhati-
te materia seno em casa, eu pego permisso
para leva-Ios, obrigando-me a restitui-los na
segunda feira.
OSr. presidente :Os documenlos podem ser
entregues ao Sr. deputado : nao ha inconvenien-
te nisso, urna vez que nao os conserve em seu
poder por mais de 24 horas.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Eleigo da mesa.
Procede-se eleigo da mesa, e sahem eleitos
os senhores :
Presidente ( 65 cdulas. )
Visconde de Camaragibe, 58 votos.
Vice-presidente ( 63 cdulas. )
Joaquim Octavio Nebias, 56 votos.
1. secretario ( 64 cdulas. )
Anto Pereira Pinto, 59 votos.
2. secretario ( 68 cdulas. )
Francisco Januario da Gama Cerqueira, 59
votos.
3 secretario (67 cdulas. )
Ambrozio Leito da Cunha, 58 votos.
4. secretario ( 67 cdulas. )
Luiz Antonio Vieira da Silva, 50 votos.
Supplentes.
Aureliano Candido Tavares Bastos, Antonio
Epamioondas de Mello.
SEGUNDA PARTE DA OUDEM DO DIA.
Eletcode Ulnas Geraes (3 districto-. )
Eolra em discusso o parecer da quarta com-
misso de poderes sobre a eleigo do tereeiro
dulricto ds provincia de Minas Geraes.
O Sr. Presidente : O Sr. Ottoni pede par
ser admiltido na casa afim de poder tomar parte
nesta diseiwsa ; creio que tal permisso oo
pode deixarde ser concedida, porque o regimen-
t determtoa que seja concedida quelles de-
putados contra os quaes a commisso tenha- du-
vidas, por maioria de razo deve ser concedida
quelles respeito dos quaes a-commiso nao se
oppe. (Apoiados.
- O Sr. Cruz Machado (pela ordem): Sr. pre-
sidente, est impresso e dado para ordem do dia,
entre outros, o parecer da commisso de poderes
sobre a eleigo do tereeiro distriato da provincia
de Minas. O parecer to claro e concludente,.
que nao offerece dnvida alguma.
A cmara municipal da cidade da Campanba
cingindo-se leltra da lei, nao ioeluio na apura-
gao geral os votos de urna freguezia, tomados era
separado pelo collegio de Jacuhy sem motiv
seno, e expedio diploma ao tereeiro na ordem d
votago. A commisso reunindo esses votos, que
sao evidentemente validos, reconhece deputado
o candidato que com elles o tereeiro votado.
A questo liquida, e por isso resolvo-mo a
requerer que este parecer seja discutido e ap-
provado de preferencia a outros. Nao tenho em
vista prejudicar a alguem, porem que se appro-
veite o tempo approvando-se um parecer, sobre
0 qual nao se suscita duvida. estando presentes
na casa dous dos eleitos, e outro na cidade.
A urgencia approvada.
Elei{o de Minas Geraes ( 5. districto.)
Entra em discusso o parecer da quarta com-
misso de poderes sobre a eleigo do quinto dis-
tricto da provincia de Minas Geraes.
O Sr. Presidente: O parecer est era discus-
so ; a ultima concluso tem urna reserva quan-
to ao Sr. Bretas, mas eu creio que esta parle do
parecer est prejudicada (Apoiados.)
O Sr. Paulino de Souza faz alguraas observa-
ges fundamentando a emenda que aprsenla mo-
dificando a primeira concluso do parecer.
Vem mesa, lida, apoiada, e entra cobjuoc-
tamente em discusso a seguinte emenda :
Em lugar da primeira concluso, diga-se :
i., que nao seja apurado o voto tomado em
separado no collegio de Pouso-Alegre, e nullo o
diploma do respectivo eleitor da freguezia da
Borda da Mata.
2., que seja computado o voto que o colle-
gio de Jaguary tomou em separado do ultimo
eleitor da freguezia de Cambuhy, e approvado o
sen diploma por nao exceder do numero legal.
Paulino de Souza.
Posto a votos o parecer, approvado em todas
as suas concluses, juntamente com a emenda do
Sr. Paulioo, quanto primeira.
O Sr. presidente declara deputados pelo mes-
mo districto e provincia os Srs. Evaristo Ferrei-
ra da Veiga, Joaquim Delohino Ribeiro da Luz
e Agostinho Jos Ferreira Bretas.
Em seguida os dous primeiros senhores sao
recebidos com as formalidades do estylo, presto
juramento e tomo assento.
eleico de Afinas Geraes (3. districto.)
Entra era discuso o parecer da quarta com-
misso do poderes sobre a eleigo do tereeiro
districto de Minas Geraes.
O Sr. Correia de Oliveira: Sr. presidente,
na.sessao anterior o nobre deputado pela provin-
cia de Minas Geraes espraiou-se em largas eon-
siderages para mostrar que o parecer, dado pe-
la quaria commisso de poderes acerca do ter-
eeiro districto eleitoral da sua provincia, contera
apreciages desiguaes e injustas, contravenco
aos precedentes estabelecidos pela cmara ,' e
coolradicgo em relago esses mesmos prece-
dentes.
Antes de entrar no desenvolvimento de suas
proposiges o nobre deputado disse que o pare-
cer havia sido elaborado com muita rapidez, e
talvez no meio de divergencias entre os membros
da commisso. Houve com effeito na elaborago
do parecer, muita pressa, devida impaciencia
quo o nobre deputado mostrara. Em um dia o
nobre deputado me offerecia documentos para
examinar a respeito da sua eleigo, e no dia se-
guinte reclamava providencias de V. Exc, Sr.
presidente, para que o parecer fosse dado com
brevidade___
O Sr. C. Ottoni : Se me permitte duas pala-
vras___
O Sr. Correia de Oliveira : Pois nao ?
O Sr. C. Ottoni: V. Exc. foi quem se diri-
; gio a mira, em cooaequencia disto que Ihe of-
fereci os documentos.
O Sr. Correa de Oliveira : E' verdade, diri-
gt-ine a V. Exc. para conversar sobre alguns
| pontos que me pareciam duvidosos, e V. Exc.
: offereceu-me ento esses documentos; no dia se-
j guinte, porm, antes de apresentar-me na casa
|j V. Exc. reclamava contra a demora que bavia
1 na apresentago do parecer : v portanto V. Exc.
que eu digo bem que houve impaciencia de sua
parle. Quanto a divergencias, nao ; os mem-
bros da commisso foram accordes no parecer
que se leu.
0 Sr. Cruz Machado : Apoiado.
O Sr Correa de Oliveira Acharara pontos
duvidosos, e por causa da pressa que o nobre de-
putado exigia adiaram a questo relativa a esses
pontos para, quando a enmara estivesse consti-
tuida, serem sujeilos a um exame ulterior mais
maduro, dando logo seu parecer a respeito da
eleigo do nobre deputado e de seu collega de
districto o Sr. Dr. Lima Duarle, por nao se dar
duvida nenhuma, ou possibilidade de se annul-
lar sua eleigo.
Sr. presidente, o meu lira mostrar que sao
fundabas as duvidas presentadas pela commis-
so. A freguezia de Nossa Senhora das Dores
do Rio do Peixe offerece o seguiole vicio na or-
ganisago da mesa parochial; devendo o juiz de
paz convocar, por 3SO que a parochia nova, 8
individuos immediatos aelleem votos para repre-
sentarem as duas turmas de eleitores e supplen-
tes, havendo 5 individuos votados para juizes de
paz depois do nome do presidente da assembla
paroebial, este designou desses 5 individuos vo-
tados para juizes de paz depois do nome do pre-
sidente da assembla parochial, este designou
desses cinco individuos dous para a turma de elei-
tores, e tres para a turma de suppleotes, e com-
pletou a primeira turma com dous cidados que
cbamoa, tendo as qualidades exigidas para elei-
tor, e complelou a segunda com um cidado as
mesm.is condiges.
Disse o nobre deputado que isto urna illega-
lidade, e tanto basta para defender o procedi-
mento da commisso ; mas acccescentou que
esta illegalidade nao tem nenhuma importancia,
por isso que nao se provou que era consequeocia
ou effeito de ra intenco para se abafar a verda-
de da eleigo. Ora, isto que nao. est prova-
do de nenhum documento que fosse apreseotado
commisso.
O que acabo de dizer que succedeu na organi-
sago da mesa offereee a seguinte questo :
os dous individuos que foram eleitos, pelo mo-
do constante da acta, sao competentes para func-
cionar na mesa paroebial me parece que
nao.
Devo ditet ao nobre deputado qa o juiz de
paz de uma parcialidade, nao contaado com os
votos tkqoellesquedeviaa legitiminjente repre-
sentar a Ia turma, contando apenas com um vo-
to poda por si fazer passar para a 2" turma dous
indivldus adversos sua poltica, e substituin-
do-os por outros- de sua confianga. crear urna-
maioria llegilima para que sua parcialidade ti-
vesse o apoio da maioria da meso.
E urna bypothese que eu figuro.
Ora, se constantemente se d to grande im-
portancia questo da competencia do juiz de?
paz presidente da mesa, por que nao se ha de dar
tambera muita importaoeia competencia do
msanos? Me parece que os mesarius que nao
sao eleitos por quelles individuos, que a lei cha-
ma para dar o seu voto, nao se podem conside-
rar competentes, e por tanto v o nobre deputa-
do qme o caso merece* um-estudo serio, urna de-
sao mais refleelida.
O nobre deputado invocou- precedentes estabe-
lecidos pela casa para contrariar a opioio da
commisso ; mas nao foi muito feliz soecorren-
do-se a esse meio, porque oa-casos allegados pe-
lo o obre depotado nao tm o alcaoce que lhes at-
tribtM, oao sao idnticos.
O Sr. C- Ottoni: Nem eu disse que sao den-
neos*
O Sr. Correa de Oliveira : Ento o nobre
deputado- nao poda invocar os precedentes.
O nobre deputado fallou de duas freguezias de
cujas actas Dao consta va como foram orgaoisadas
as mesas parochiaes. Mas essas freguezias ti-
oham eleitores e supplentes : no silencio das ac-
tas, na ausencia de provas, era presuropgo mui-
to acceitavel que as mesas tives3em sido orgaoi-
sadas legalmeote pelos eleitores e supplentes das
mes mas freguezias.
E' muito diverso o caso que se d a respeito
da freguezia de Nossa Senhora das Dores do Rio
oo Peixe. Coro quaolo nao esteja provado das
actas e por nenhum documento que esse erro
podesse. abafar a verdade da eleigo, todava o
nobre deputado comprehende bem que a com-
misso. podeodo figurar hypothese era que um
procedimento dessa ordem abafasse a verdade do-
voto, se achasse em duvida.
O Sr. C. Ottoni : Concordo em que a duvi-
da mais grave do parecer.
O Sr. Correa oe Oliveira : Paseou o nobre
deputado a oceupar-se da freguezia de Santo An-
tonio de Parabybuoa. e disse que ia defender
urna freguezia conservadora, que era punida pelo
grande enme de nao ter acceitado um fardo que
se Ihe mandou da corle na ultima hora.
( Ha um aparte.)
Creio que o nobre deputado usou destas pala-
vras, tratando desta freguezia.
O Sr. C. Ottoni : A phrase nao foi essa.
O Sr. Correa de Oliveira : Eu tomei aponla-
mentos do que disse o nobre deputado. Nao com-
prehendt a insinuago que parece haver n'essas
palavras___
O Sr. C. Ottoni: Fallei to claro que nao fiz
nsinuago pessoa alguma da casa ; e o decla-
rei bem expressameote.
O Sr. Correa de Oliveira : Repito, nao com-
prehendo a msinuago que parece haver n'essas
palavras ; nao sei o facto a que o nebre deputado
se retere. Posso porm duer-lhe que a com-
misso quiz proceder com a maior imparcialiua-
de, acceitando allegages pro e contra ; e lodos
os pontos a respeito dos quaes essas allegaces
estabeleciam duvidas a commisso consignou'co-
mo duvidosos.
A respeito da freguezia de Santo Antonio do
Farahybuna, o nobre deputado invocoe preceden-
tes da casa, e disse: c O nico defeito desta fre-
guezia 'uroa falta de cdulas.
O Sr. C. Ottoni d um aparte.
O Sr. Correa de Oliveira : Devo declarar que,
consta das actas desta freguezia que, feila a se-
gunda chamada, nao se lavrou a acta respectiva
na igreja, mas fra delta ; que no dia seguioto
um mesano, o padre Furtado, se nao me engao,
exigi a leitura da acta ; que, tendo-se feito a
leitura, o padre, que tinha tomado nota dos indi-
viduos que tioham sido chamados, e dos que
comparecern!, e verificado que tioham sido 5i0.
notou que, contadas as cdulas, apparecia o ex-
cesso de 18; que outro individuo reclamar, di-
zendo que o mosario, no acto de tirar as cdula
de dentro da urna, demorava ali muito tempo a
mao para separar muitas listas que um mesmo-
involucro continha.
O Sr. C. Ottoni : E nao houve contra-oro-
testo ?
O Sr. Correa de Oliveira : O que consta da
acta que o padre allegou mais que, havendo
comparecido 558 votantes, ainda assim havia
urna differenga de 49 cdulas. Tambera consta,
da acta que outro individuo dissera que um dosr
mesarios demorava a mo dentro da urna, com r>
fim, como j observei, de tirar do mesmo invo-
lucro muitas cdulas que n'elle se conliobam.
Os precedentes ainda invocados n'esSe ponto-
pelo nobre deputado nao tm paridade com estes-
factos, que podem estabelecer a presumpgo bem
fundada de que houve subtrago das cdulas, pa-
ra que, quando apparecessem as muitas listasv
coudas era um s involucro, nao houvesse gran-
de differenga entro o numero das cdulas rece
bidas e o das que erara encontradas.
Parece-me, portanto, que a commisso consig
nou em seu parecer urna duvida bem fundada.
Nao acompanharei o nobre deputado em luda a
longa narrago que fez dos acontecimenlos da
villa de Ilajub. O que consta das actas e dos do-
cumentos que o nobre deputado forneceu o que
est mais ou menos declarado no parecer- E* em
resumo oseguBte:-
Tendo-se procedido eleigo, no dia 2 de Ja-
neiro foi roubada a urna, dando-se os factos la-
mentaveis referidos pelo nobre deputado.
Em vista desse acontecimento, o juiz de paz.
convocou novamenle a assembla paroebial para
o dia 20, de accordo com os mesarios.
O nobre deputado notou que a mesa nao podia
fazer essa convocago sem aulorisago do presi-
dente da provincia. Perdde, o nobre deputado-
engaoou-se n'esta parte; porque nenhuma lei
obrigava a mesa a fazen segunda convocago de
accordo com ordens da presidencia.
O Sr. C. Ottoni d un aparte.
O Sr. Correa de Oliveira : O que verdade
que a segunda eleigo correu pacifica e regu-
larmente.
O Sr. C. Ottoni : Paz dos tmulos.
O Sr. Correa de Oliveira : O nobre deputa~
do e seus amigos reclamara contra a segunda
eleigo, dizendo que se fez quando o povo se
achava aterrado; quando nao tuina liberdade de
comparecer para depositar o seu voto na urna ;
que a eleigo tinha sido vencida pelos liberaes.
D'ahi tirara a illago de que foram os cooserva-
pores os que roubaram a tima. Nao ha exactido
n'esta assergo.
O Sr. Lima Duarle : Est provado.
O Sr. Correa de Oliveira : Perdto o nobre
deputado) o que consta das actas que estavam
por apurar cem cdulas, que podiam destruir a
maioria de 76 votos que tioham os liberaes sobre
os conservadores.
Conseguintemente nlo havia urna eleigo feita.
por causa de cujo resultado se reeorresse ao ex-
pediente de roubar a urna.
O Sr. Ottoni:Sabiam que essas cdulas erara.
do partido liberal...
O Sr. Correia de Oliveira:Dos papis que o
nobre deputado fornecau consta que o partido
conservador esteva em m posicio na primeira
eleigo, porque, cao tendo sido chamados no dito


......... 'V, A,Vl,
uaio di tEaiAMico. qrta r/uRk, u di iunjio 11 mi.
**
lia os roceiros, qoe constituan) a for?allt Part" 1 Foi o que acontecen na cidad- do Parahybuna.
lo conservador, estos se relimara, e. os^iberae! O partido conservador e o lib ral quasi que se
tiveram toda a facilidade para- wncer, coa alna oatrebalerjfem oaquelie lug Biioria de occasiao. |be*puMMres do louvavel desejo de victoria, e
O Sr. Barbosa da Cunha :O parldo conserva- lancavam mi de todos os recursos para lcaocar
torera Itajub tem os tres quattos MjfSm- o triumpho ; mas tendo se,mprelem vista s lels da
""-> moralidade. porque felizmente, enhorca, na oro-
laeo,
O Sr. Crrela de Oliveira :Gu.i*ndo-se tanto
pete* loco meo los presentados pelo uebre depu-
tado como pelas propiiaa actas mostrou a com-
misso toda a iraparcialidade ; poia aceitn as
attagcoes do nobre deputado mus amigos,
qaaodo poda despretar lodos os Tactos que se de-
raap na priraeira eleico para considerar mu le-
gitima a segunda, que se fez com todas as forma-
lidades exigidas pela lei, e tonda o resultado na-
tural. A commisso, procedendo assim, mostrou
toda a boa f c justica. (Apenados.)
Resta a freguezia da Soledade de Itajubi.
O nobre deputado a respeito desla freguezia s
es o svtuinte reparo, qoe a comrnissSo relativa-
mente a ella aceitou os precedentes esiabelecidos
pela casa, lendo-os desprezado em relaco aos
dous primeiros pontos do parecer. Notou o no-
are deputado contradicho ua commisso poresse
motivo ; mas os precedentes invocados pelo no-
bre deputado nao o foram com a devida proce-
dencia ", os casos citadoa pelo nobre deputado nao
tem identidade com os casos mencionados no pa-
recer.
Portanto, infundada me parece esta ultima cen-
sura dirigida commisso.
Foi j demonstrado qoe as duvidas presenta-
das pela commisso leeru todo o fundaroento.
Acerca destas eleices davidosas Bao tenho opi-
rnao fetto : a commisso tambem nao a tem. Por
isso precoz que fosees eojeia a segundo exa-
e, a esludo mais acurado. Nao lenhu conse-
guioiecaeole neceseidade de acumpaahar o nobre
Reputado em quanto disse : tenho preenchido o
meu tiro. (Muito betn, muilo bem.J
O Sr. Lima Duarle ':Sr. presidente, eu agra-
leco a lie.oevoleo.cia que V. Etc. usou para com-
bosco, permillifldo que assisttsseoios discusso
las eleigoes du uosso dislricto.
Depois, Sr. presidente, das judtnosaa observa-
_,.-.., i.o.-=.i*=, uno JWUI..IVWI """"- uoflb as reguezias de que se cosapoe oirdistric-
Coesi teilas pelo meu Uluslrado collega de disirie- 4o. s notasse as pequeas e insignificantes al-
-----i- i *** w- wui^i uvu 'ioiq ao b^s wa
moralidade, porque felizmente, senhores, na pro-
viocia de Mwm oa partidos disputa su as e*ei-
coes, com todo vigor e enthustosroo, mas ambos
ellea 8f. presidente gloritm-se de vencer deoiro
dos limites do junto e de honesto (apoiadoa);
todos disputa m o triampho, mas o triumpho,
protegido pela lei (ociados) ; e se um ou
outro facto apparece em desabono do que da-
se, tem sido matar parto du vasas provocado
pela autoridade, que abasando da seu lugar
qoer forcar a maioria de ama eu outra freguezia
a sujeitar-se aos seus caprichos, mostrando dea-
te modo a influencia e valimento perante o go-
verno. e por isso cao recika diauu da qualquer
projecto por mais immoral qu seja.
Pleitearan) ambos os partidos as eleices aa
cidade do Parahybuna com igual intensidade, e
lacil e natural era do individuo encenagado de
lomar os nomes dos qua (altavam deisar de in-
cluir SO oa 40 ames tasto mais quanto nao
ha diflereoca na toman de numero de votos
obtidos pelos diversos individuos e o de listas re-
cebidas.
O protesto a que se refere o nobre deputado
por Pernambuco completamente refutado por
um cootraprolesto, em que mostra que as eleie-
coes alii correram muito regularmente ; e tanto
mais f e considerado nos merece ease coutra-
protesto quaoio elle de um memboe proemi-
nenve do partido tiberal, islo o artldo ven-
cido,
E demais Sr. presidente, nao consta da acta
que houvesse o menor sigpal ou vestigio de vio-
lencia contra a urna ; ludo iodica antea que boa-
ve grande disputa, mas observaado-se sempre
a lei,
Kao pos30, Sr. presidente, deixar de notar que
a illusire commisso depois de examinar lodosos
papis relativos is elei(es que se fizeram etn
todas as freguezias de que secompe o3"dislric-
to, da conscieuciosa aDlys sobre paracer da
commisso, eu perneo mais poderei duer do que
lie; nem exprimiRdo-ate uelhor, erei de repe-
tir mal aquillo que lao lgicamente foi por S. Exc.
ponderado.
_To regulares, Sr. presidente, carreram as elei-
5es, tanto primarias cuno secundarias em todas
aa freguezias de qae se coinpe e terceiro distric-
ii eieiloral de Minas, com excepeo dos que se
tueram na freguezia da villa do lia*ib, que eu
com razo me persuada que essas eleices seriam
recoohecidas e approvadas pela cmara sem con-
testarlo e mesi sem a menor discusso.
{Anotados j
Infelizmente., Sr. presidente, as cousas corren
ele um modo diverso:; e apezar do respeito e con-
aideracao que me merecem oatrabalhos formula-
dos pela Ilustre commisso, a quem foi affecta a
leico do terceiro dislricto, nao s pela llustra-
ao de cada um dos seus roe rubros, como pela
coovicco que leubo de que o nobres debutados
acham-se possuidos de verdadeiro espirito de
justica, eu nao posso deixar de fazer algumas con-
aideraces ap parecer da commisso, por enten-
der que em alguos pontos vai ella de encentro
aos principios de justica e equidaaie, e aos prece-
dentes ullimaucuie havides.
E o espinio de justica acta com tanta forca
tas das freguezias da Parahybuna a Rio do Pei-
xe e nada dissesse sobre a eleicio de Itajub.
_ O Sr. Correa de Oliveira :A commisso ree-
Tio-se a essa elejeoes.
O Sr. Lima Ouarte :A commisso limitou-sa
a dizer que se pretenda annuilr a eleico de-
Itajub, mas Bao emiltioopiaio sobre essas elei-
5oes, e nem sobre os documentos a elle relati-
os. e que lhe foram apresentados.
Nao quero com islo fazer a menor allusio i
commisso, porque, como dtsse. respailo suasin-
leocoes e eslou persuadido do elevado espirito de
justica de que se acba possuida, e nao attribuo
o procedimento da commisso o este reepeito,
seno presteza com que fui este parecer ela-
borado.
Porquaoto, se a commisso livasse procedido a
um acurado exame, estou certo que aa coicla-
soes do parecer seriam revalidando todas aa elei-
ces do 3o dislricto, com excepgo da freguezia
da villa de Itjjnb, e que se reconbecessem os
tres deputades por aquella dislricto como seus
legtimos e genuinos representantes.
Diz-se, porm, que os documentos existentes
sobre os acontecimenlos de Itajub se referen)
nicamente primeira eleico, e sao a se-
guenda.
Sr. presidente, quando se recoohecem as vvo-
carcter do delegado de polica da f1lla-taa>da
Itajub : sou amigo particular desa borne.
como tal nao quero que elle fique rnitaaVaa i
do como innocente em todos oa fadoa ja
veram lugar nessa noite.
O delegado de polica da Villa-Nova __
o Sr. teneola-coronel Manoel Jos Pereira
ior, uta daa hornees mais probase auis
tos qae tem o sal da provnola de Minas....
Um Sr. Deputado:Islo ninguem lhe nafa.
Outro Sr. Deputado:Has a politice fascina.
O Sr. Hibeiro de Luz:Era elie incapaz da
mandar proceder ao roubo da me, iocapse de
consentir no espancamento daa petaoas qua aai
estavam, especialmente do major Francisco Pe-
reira da Hagarhaa, seu amigo pesaoal; o dele-
gado de polica nao leve parte alguma nesae (ac-
to,: homeea inconsiderados do lugar, homeoa le-
vianos deram causs a esse contecimento, a que
o delegad toLettranhn, hem cama o subdelega-
do major Franctsco Jos Peretra, rnno duire___
Um Sr. Deputado:Esse nao era o subdele-
gado.
O Sr. Hibeiro da Luz:E' supplente do subde-
legado....
O inesmo Sr. Deputado:Mas o que estova
em exercicio nao esse.
O Sr. Kibeiro da Luz:O que estova em exer-
crcio era Jos Bento da Gama, que nao tem pa-
rentesco com o tenente-ceronel Manoel Jos Pe-
reira Jnior. Devo declarar casa, que a res-
peito dos negocios de Itajub nao tenho docu-
mento algum em meu poder; tenho infermaces
de pessoa muilo fidedigna, muito honrada que
mora nao muito distante desta villa.
Desde que ha eleices na freguezia de Villa-
Nova de Itajub, anda urna so ves o partido con-
servador perdeu a eleico; all as autoridades
policiaes, o chefe da guarda nacional sao oeste
partido.
Comecou-se alli a eleico de que se trata com
toda a regularidade, cota toda a ordem at que
no da 1 de Janeiro pessoas imprudentes do par-
tido lioeral (uo me retiro ao Sr. Dr. Domjciaoo,
nem ao Sr, major Magalhes dos quaes sou ami-
go, e at do ultimo parete) pessoas impruden-
tes, e inconsideradas encommendaram um jan-
tar para festejar o trumpbo do sea partido.
Nesse raesmo dia espalhou-se que a urna liuha
sido violada, que ceoto e tantas cdulas liohara
sido introducidas dentro delta. Ora, combine se
este fado com o de nuuca ter alli perdido a elei-
co o partido conservador; aiteoda-se que o
partido liberal sempre sabio vencido por urna
differenca de mais de 100 votes, e vex-se-ha que
aquello boato podia produzir sua impressao.
Eoto se licou sciento de que o outro partido
conlava com o triumpho; edevendo-se terminar
a eleico no dia seguinte, foi noite roubada a
urna, sendo espancadas pelos autores de seme-
lhanle attentado as pessoas que a guardavam, e
entre estas o major Magalhes.
O Sr. C. Oltooi:Por patriotas imprudentes,
como disse urna carta de Itajub para esta corte.
O Sr. Ribeiro da Luz :lima oulra circums-
taocia occorreu de que ne lembro agora. Alguna
liberaes de Itajub eslavtm em graode contacto
com os da freguezia de S. Caelano da Virgem
Grande, muilo prxima daquella ; aqu hoave a
tentativa de introduzir-se na urna trezentas ce-
dulas, e para este fim peitou-se um officiil de
justica que a vigiava, e que em vez de se deixar
corromper fui delatar ao subdelegado a proposta
que se lhe havia leilo.
fyi utiix un
-,vK.r- k ;4 v. v or- PreSiaenie, quando se recoohecem as vio-
!.. ? r* d"poladi0^ ,1"e se "m,t""n Pe- leocias praticadas contra cidados respeilaveis de
aada^r.-^ ""iH, ns'go.t.nie. e Itajeba cidados estimados e considerados, t.n-
Jgf? K "'? T 8 Died,da dM e'el" l0 Pe'^seu carcter, como pela sua fortuna e po-
coes, de sorte que podesse ao menos por em du- ^.. -i----------. _.__.._i_.__ -.l-
vida a validade do diploma do terceiro depatado
pelo meu dislricto.
Meus senhores, note a commisso ero primeiro
lugar que na freguezia de Dores do Rio do Peixe
foi a mesa parochial organisada com manifesta
inracco do art. 2 da lei de 23 de agosto de 1856,
islo que o primeiro juiz de paz oeveodo con-
vocar os seas immediaios em votos para forma-
(o da mesa, chamou indistinctamente tres cida-
dos, dous para representaren) a turma de elei-
tores e urna de supplentes.
Quero. Sr presidente,-estar de accordo coma
illustre commisso em que houvesse essa infrac-
co de lei, mas eu enteodo que a cmara dos Srs.
aeputados quando verirlca poderes deve, em ques-
les desla natureza. consiituir-se antes como um
tribunal de equidade, e n3o reslriugir-se lauto s
rearas de direito.
Eu adrniuina, e seria o primeiro a louvar os
exemplos da commisso, se este rigor se esten-
Oesse a lodis as eleices que se lem ventilado e
approvado uesia casa; porque, Sr. presidente,
ninguem mais do que eu deseja a restricta e fiel
ubuct'jiicio oo li mas desde que esse exemplo
da commisso, e esse rigor nao foram levados ao
ponto que devia ser, parece-me que essa falta,
que a illustre commisso diz ter occorrido em
Dores do Rio do Peixe, nao de natureza tal que
possa nullificar essa eleico, muilo priocipalmen-
. te nao se tendo dado ascircumstanciasdequeme
vou oceupar.
Sr. presidente, se a commisso tivesse provas.
ou conveniencia que o juiz de paz deixaodo d
convocar os immeoialosem votos para a organi-
saco da mesa tinha em visla dar triumpho a urna
ou outra parcialidade, ou proteger a qualquer dos
partidos, eu nada diria; mas, desde que nenhuma
pro va existe, desde que se sabe que nessa fregue-
zia ha urna s opinio poltica, desde qne o par-
tido que alli venceu o mesmo que constante-
mente tem aleancado a palma da victoria, e que
tanio os mmediaios em volos do juiz de paz como
os cidados para elle convocados para organisa-
cao da mesa sao lodos da mesma opinio...
O Sr. Correia de Oliveira :Ha partido con-
trario.
0 Sr. Lima Duarle :Permita o nobre deputa-
do que lhe diga que esta freguezia pertence ao
municipio em que resido, coobeco tanto o seu
territorio, como quasi todo o pessoal, e sei que o
partido contrario alli muilo diminuto, e tanto
tjue alli as eleices nao sao disputadas.
Porianto, nao haveade intenco formal da par-
te do juiz de paz para favorecer esta ou aquella
parcialidade, nem motivo algum por onde se pos-
ea suspeitar de seu procedimento, e nem mostra-
do oas actas reclamacoes ou protestos, claro
que a duvida notada pela commisso nao pode
invadir a eleico que se proiedeu em Dores do
Rio do Peixe.
Sr. presidente, nao sei se houvo muita parcia-
lidade para o caso verteote, mas nao fra de
proposito citar precedeutea do senado por occasio
da eleico que se proceden para eleitores espe-
ciaos na provincia de Minas e na de Sergipe.
Tanto em urna provincia como em outra havia
expirado o quatrieunio dos aotigos eleitores, e os
novoa inda nao se achaftam reconhecidos pelo
poder competente. Enlendeu o Sr. conselheiro
erreira Penna, ento presidente de Minas que
as mesas devio ser organisadas pelos aotigos
eleitores. visto que os novos anda nao se acharo
reconhecidos, e o Sr. Benevides, ento presiden-
te de Sergipe, enlendeu que as mesas fossem or-
ganisadas com os immediatos em votos dos juizes
de paz.
Foram, pois, feitaa estas peticoes por dous mo-
dos diversos ; e submetidas ao senado foram
approvadas, sem que o senado entendesse que
estavam as eleices viciadas, donde coocluo que
a nica eircumslaneia apoolada pela commisso
contra as eleices do Rio do Peixe ao sufflcieote
para se poder duvidar da aua validade e regula-
ridade.
Sr. presidente, o meu Ilustrado collega j de-
moostrou perfectamente que os motivos allegados
pela commisso para se considerar viciada a elei-
cao do juiz de fra da cidade do Parahybuna eraro
oteiramente insignificantes : e o Ilustrado depu-
tado por Pernambuco procurando responder-lhe
firmou-se no protesto inserido na acto per um
dos msanos.
w ?en?0eB .Bote a on"niao que sendo rece-
tadas 585 cdulas, e faltando lercoira chamada
78 votantes, vm a se notar urna falta de 49
listas.
Sr;nP>residente' meu ""llega provou que es-
sas m listas, ou cdulas que noto a commisso
se referam a votantes que deixavam de ser in-
cluidos na lista dos cidados que nao compare-
ceram eleico ; unto mais quanto a somma de
votos obtidos petos diversos individuos para elei-
tores coincido com o numero de votoa das cdu-
las que foram recebidsa.
E' preciso. Sr. presidentas, nao se tor assisti-
do a urna eleieo de depntados, precito igno-
rar-se oentboaiaamo quesa apodera dos partidos
em occasiea too solemnes e do trabalho daa
xoeaaa eleitoraea. para se julgarimpoesivel o dei-
*r-ee de mencionar oa lista doa cidadioa que
aitam am ou outro nome ; e sobretodo quando
v. lxe. sabe que em eleices primaras tomam-
e prtmeiramenie aponlamentos para no fim orga-
omt-t t pMir-se a impo aa actas.
sico, e que nenhum outro crime lenham seno
o de terem empregado os esforcos o meios ho-
nestos para darem triumpho ao seu partido ;
quando esto provados todos esses crimes e at-
tentados que ah se deram, e sobre os quaes me
consta ter o governo da proviocto expedido as
necessarias ordena para que fossem punidos seus
autores, e as autoridades envolvidas ...
0 Sr. Correa de Oliveira :O presidente da
provincia louvou o procedimento do delegado
que o nobre deputado lano aecusa.
0 Sr. Lima Duarle :Louvou '?
0 Sr. Correa de Oliveira :Consta dos pa-
pis.
O Sr. Lima Duarle :Faco to alto couceito
do espirito de justica do Sr. conselheiro Pires
da Multa, que al o prsenle nao tenho o menor
motivo de queixa de sua adminislracao.
0 Sr. Silveira Lobo :Nao coucordo com V.
Exc.
O Sr. Lima Duarte:dAministrago que pres-
tei apoio com os meus amigos na assembla pro-
viocial.
Portanto dundo muito que o Sr. Pires da Mol-
la, entrando no conhecimento dos acn leci roen-
tos de Itajub, nao mande proceder immediata-
te centra as autoridades que abusram do seu
lugar violentando a cidados pacficos e inermes.
O Sr. Correa de Oliveira :0 nobre deputado
nao condece c juiz de direito da comarca.
0 Sr. Lima Dulra :Nao o coubeep pessoal-
menie, formo porm a melbor opinio do seu
carcter, e o tenho em coota de um magistrado
probo e honesto; mas permitla-meque diga que
o juiz de direito reside distante de Itajub 20 le-
guas, e nao podia estar ao facto de ludo.
E reconheceu-se das indagaces que a respeito
se procedea que eram culpados os camaradas do
delegado de polica, e como taes forom pronun-
ciados.
Ora, sendo o delegado de polica pessoa im-
portante e interessado na eleico, como o prin-
cipal chefe do partido conservador do lugar, nao
eomprehendo como os seus camaradas fossem le-
vados a praticar actos de Unto escndalo sem que
elle os consemisse ou fosse delles participante.
Ao menos todos os indicios depoem contra elle.
O Sr. Correa de Oliveira .-Mas o que quer
concluir dahi?
0 Sr. Lima Dudra :0 que quero concluir
que tendo concorrido todas estas circumslaocias,
continuando a permanecer na villa urna forca ar-
mada, os seus habitantes sobre a triste impressao
do terror e da violencia, por ver cidados pacfi-
cos e respeitaveis espancados e feridos, e a coo-
tinuago das ameacas, nao podia haver liberda-
de na eleico, taoto mais quando nenhum cida-
dao do partido perseguido conrorreu a exercer o
direito de votar, e por conseguinte nao pode essa
segunda eleico ser a expresso livre e genuina
de Itajub, e ser approvada por esta cmara. Sr.
presidente, aioda nao estou reconhecido depata-
do, e por isso nao sei se posso mandar urna
emenda ao parecer da illustre commisso.
i? Sf" PresideD*e :0 nobre deputado s pode
fallar sobre a sua eleico as vezes que permute o
regiment, mas nao mandar emendas.
Um Sr. Deputado :J existe essa emenda.
0 Sr. Lima Dulra :Bem ; termino aqui as
poucas consideraces que tinha a fazer, pedindo
desculpa cmara pelo precioso tempo que lhe
roubei.
O Sr. C. Oltooi (pela ordem):Quando fallei
anle-hontem, terminei pedindo a V. Exc. lieen-
5 para mandar mesa urna emenda substitutiva
do parecer; mas o incideute que succedeu ao
causa de nao chegar mesa
de
meu discurso foi
essa emenda.
Nao sei se agora posso julgar-me no direito
maoda-ls....
O Sr. Presidente :Acho que nao, mas no-
bre deputado achara um amigo que a assigne.
d vSrr C' OUoni :Bem ujeilo-me deciso
(X emenda vai i mesa, assignada pelo Sr. F
Octaviarlo.)
Mas, cabendo-me a palavra pela ordem per-
guotoae V.-Exc. me permittir nao discutir
materia, mas explicar um facto, que, como foi
exposto casa pelo nobre relator da commisao
pode attrahir-me_a iroputaco de deslealdade.
0 Sr. Presidente: Mas o regiment nao per-
mitte a palavra nem mesmo a titulo de exnli-
cao. r
O Sr. C. OUoni .Sirva pois o meu pedido
protesto contra a insinuagao, a que responde
em tempo
0 Sr. Ribeiro da Luz:Sr. presidente, as ot
servaces feitas pelo meu Ilustrado collega, de-
putado por Minas-Geraes, a respeito da eleico
da Villa-Nova de Itajub, me obrigam a dizer
algumas palavras com o fim de protestar con
easaa meamas observeces que, como V. I*
abe, e toda a casa prsenciou, produziram
impressao relativamente ao comportamento das
autoridades daquella villa por occasio da eleico
primara.
0 nobre deputado declarou que os aconteci-
menlos desastrosos que ti veram lugar na noite de
S de Janeiro por oecasio da eleico primaria
partiram daa autoridades do lugar, que o delega-
do de polica teve urna grande parte nessesacon-
tocimenlos, e o subdelegado prente do delegado
tambem foi nelles connivente. Eu pens que o
Dobr depatado est mal informado quanio ao
de
erei
co-
ntra
Exc.
i roa
Este facto1 sabido imroeliataraente na villa de
Itajub, fez com que mais se fundamentasse a
crenca da vlolage da urna.
O Sr. C. Ottoni: Protesto contra a illaco.
O Sr. Ribeiro da Luz : Nao quero tirar illa
Qes ; digo smente que esta eircumslaneia fez
acreditar que tinha algum fundamento a crenca
que se estabeleceu, e que as pessoas que diri-
giam as tleiges em Itajub, em contacto com
as que dirigiram em S. Caetaoo. nao tthoam es-
crpulo efa ernpreger quaesquer meios para o
triumpho do seu partido.
O certo que o delegado de pocia nao teve
parle no arrombamepto da urna e no espanca-
mento dos que a guardavam. Attribuiram-lhe
connivencia nesses fados, porque um individuo
'que fra seu camarade teve parte nelles.
O Sr. C. Ottoni: E era anda seu cama-
rada ?
OSr. Ribeiro da Luz: Tinha sido esse in-
dividuo camarada do tenente-coronel Manoel
Jos Pereira Jnior; mas entre os mascarados
tambem se achava um hornero que fra camara-
* do major Magalhes. Se pelo facto de ter
da
sido um desses individuos camarada do delega-
do de polica se devesse concluir que o crime
iiira prniicado por ordem sua, que illaco se de-
ve tirar da circunstancia de ter sido outro dos
espancadores camarada do major Magalhes que
foi um dos offeodidos ? Nao se podera igual-
mente suppr que esse ultimo individuo fra
indigitado pelo mesmo major Magalhes? Mas
ninguem dir que elle mandaste o seu camarada
espaocar a si mesmo.
Esta cicumstancia se deu ; e se urna illaco
infundada, a outra tambem o .
(Ua alguna apartes.)
Depois de acontecidos estes fados do roubo da
urna e do espancamento dos qne a vigiavam,
reuni o juiz de paz a mesa parochial, e mar-
C3u-se o dia 26 de Janeiro para a eleico. Cen-
surou o uobre deputado que assim houvesse pro-
cedido a mesa, e observou que devia ter marca-
do o dia 25, porque dara tempo a que chegas-
sem providencias que partissem de Ouro Preto.
Mas noto que Itajub demora a 70 leguas da-
quella capital ; enos o major Magalhes como
o delegado de polica mandaran) participsepes do
occorrido para alli. Se providencias livessem
de ser dadas chegariam muito a (tempo.
9 Sr. C. Oltooi : Ento o presidente nao
quiz dar providencias i
O Sr. Ribeiro da Luz : Aquellas oceurreo-
cias nao produziram no espirito do presidente
tanta impressao como no do nobre deputado ; e
tanto foi assim, que conservou as autoridades
iocaes, e smente mandn um destacamento para
alii. K
Disse mais o nobre deputado que esse desta-
camento nao foi ordem do delegado de po-
lica___
0 Sr. C. Ottone : Assim constou.
O Sr. Ribeiro da Luz : .... porque o presi-
dente nao tinha confianca no delegado. O pre-
sidente nao maodou a forca s ordens do dele-
gado, nao porque nao depositosse nelle confian-
za, porque se assim fra te-lo-hia demittido,
mas sem duvida para que nao se dissesse por
parte da opinio liberal que o governo tomava
partido peios seus ioimigos armaodo-os de meios
para os coagir e perseguir.
O destacamento ficou s ordens do Dr. juiz de
direito residente em Jaguary, e que, sendo com-
pletamene extranho ao lugar, era o mais pro-
prio para o ler sua disposico.
Marcado o dia 20 para a nova eleico, o pro-
cesso aleitoral correu pacificamente.' E' verda-
de que nao concorreu o outro partido.
O Sr. C. Ottoni: Muito bem I
0 nao comparecimenlo de pessoas do partido
liberal nao 4 ama irregularidade que possa affec-
tar a eleico, e eu sinto que nao compareces-
sem, porque encontraran) toda a protec$o da
parte do delegado ; sinto mais que nao tivessem
algumas das providencias solicitadas do governo
noOuro-Preto, porque deixaria de existir pro-
texto algum para o nao comparecimeoto do lado
liberal, e o resultado da eleico seria o que tem
sido seropre. A meu ver procedeu muito em
tegn a mesa, marcando o dia 20 de Janeiro para
a elewao, porque baria o espaco neceseario para
se dar quaesquer providencia que fossem con-
venientes.
U,D* del'" era sem duvida a ida do juiz mu-
nicipal Dr. Joao Jos Rodrigues, que para allr
partiu, e voltoo do caminho desde que soube
das occorrencias que tinbam tide lugar
Presentemente cha-so elle funecioando em
Itajub, e a sua presenca foi sem duvida urna
acertada pro videncia do presidente de Minas.
Mais do que isso nao era preciso fazer. E ara
convencer ao nobre deputado meu Ilustrado
collega de que o delegado de polica e as pessoas
notaveis de It.jub sao mteiramente exlraohaa
aos acontecimenlos desastrosos da noite de 2 de
Janeiro, basta ponderar que, sendo liberal o Dr
Joao Jos Rodrigues, foi alli multo bem acolhi-
do pelo mesmo delegado e seus amigos, e aun
vive com elles as melhores retacos. '
O Sr. C. Ottoni : E um hornera como ease
Bao se aoimava a estar em Itajub em tempo de
O Sr. Ribeiro da Luz : Chegou a Itajub
quando os procesaos estavam concluidos, mas
tinha j all estado o juiz de direito da comarca,
Dase tambero o nobre depatado que o dele-
Jado de polica cercara-so de grande forca logo
epoia do roubo da urna; observo, porm, qae
promptos
at nldbpe contra a innocencia do
oetatngaao.
MW eatwaram as occorrencias de
a*,pessoas imprudentes aQelarem
aao aara invadir a casa do delegado e
f'WJnno, i esto lembranca nao foi levada
a afrailo, porque o honrado Sr. Dr. Domiciano
^atCoala Moxeira se oppoz a seaaelhante repre-
salia lonoa e imprudente.
O Sr. G. Ottoni: Cousa allegada, e nuuca
proveas* *-
OSr, Ribeiro da Luz : Coahocoodo-se que
tlnh havido tal intenco, diversas pessoas affei-
Qoadas ao delegado, entenderam qne deviam fi-
car em sua casa pera proteger a sua pessoa con-
tra qualquer offeoaa.
O Sr. C. Ottoai: Apenas acabada a eleico
dispersou-se a tropa.
O Sr. Ribeiro da Luz: O partido conserva-
dor sempre tem falto, etoieaeeem Itajub. e sem-
pre tem vencido sem que recerra ao uso da tor-
ca, porque est em grande maioria. En fallo
com toda a imparcialidade ; conheco aquella
loestidade, e digo que a nio ter havido viola-
cao da orna nao se sabe explicar como o partido
liberal podera vencer; porque os meios de que
dispuaha naqaella eleico eram os mesaros de
qae dispozera as anteriores.
Apreseatando estas brevas observares, Sr.
presidente, foi o meu fim nao deixar indefeso um
hornero de quem sou amigo, e que muita con-
slderaco me merece pela nebreza do sea carc-
ter, e pela rectido e honestidade com que sem-
pre tem precedido ; por isso doa por concluido
o que tinha de dizer.
Vem mesa, lida, apoiada e entra conjun-
tamente em discusso a seguate emenda :
Annulle-se a eleico primaria de Itajub, e
approiadaa as outras sejam reconhecidos depu-
lados o Dr. J. R. Lima Duarte, o conselheiro C.
B. Ottoni, e commendador M. P. Ferreira Lages.
F. Octaviaoo.
O Sr. Cruz Machado faz algumas observarles.
Vem mesa, lida, apoiada, e entra conjun-
tamente em discusso a seguinte emenda :
Que se recoobeca validos es diplomas dos
eleitores do Mar de Hespaaba, major Agostioho
Jos Prederico de Castro, e Antonio Ribeiro de
Avellar.Cruz Machado.
Vozes :Votoa.
O Sr. C. Ottoni :Eu nao me demoro, nao hei
de abusar da paciencia dos que me ouvem, mas
indispeosavel dizer duas palavras, especialmen-
te respeito do exordio do discurso do nobre re-
lator da commisso que ceosignou o facto da mi-
aba impaciencia peto reconhecimento do meu
diploma.
A mioha resposta, Sr. presidente, simples-
mente, que o nobre deputado est engaado, que
ninguem manifestei tal impaciencia. Em pri-
meiro lugar nao me dirig para tal Gm aos no-
bres membros da commisso : a 30 de abril o
honrado deputado fez o favor de procurar-me e
inlerrogar-me respeito de algumas duvidas, e
como me fallou em Itajub, disse-lhe ento,
tenho mais documentos alem dos que offereci
commisso, visto que V. Exc. me interroga, en-
tregar-lhe-hei todos esses papis, o que fiz sem
manifestar impadencia alguma.
No requeriinenlo de 1 de maio, que o nobre
deputado considerou prova de impaciencia, nao
pedi pressa nobre commisso, pedi simples-
mente que se dispensasse a leitura na casa aos
pareceres que oaquelle dia ficassem
para a discusso do da seguinte.
Nao era impaciencis, era o desejo de que a ca-
reara se installasse com o maior numero possivel
de membros. V portanto o nobre deputado que
se equivocou apreciando o meu requerimento.
Demais, se eu tivesse impaciencia, nao teria
feito o que fiz, nao teria enchido a ultima hora
da sesso anterior. A nobre commisso concluir
reconhecendo o diploma de dous deputados, e
adiando smeute a do Sr. Mariano Procopio Fer-
reira Lage : se eu eslivesse impaciente, votara
silenciosamente ; e o que disse ento podera
dize-lo agora. Mas nao, tive bastai.ie calma, bas-
tante paciencia para comprebender a deslealdade
que haveria em tal procedimento para cora o
meu collega, cujo diploma to legitimo, to li-
quido, to puro como o meu.
E quanto ao facto de ter-me sido mostrado pre-
viamente o parecer, lembrar-se-ha o nobre de-
putado que apeoas soube da separaca que se
projedava, declarei-lhe que me opporia ella
oesta tribuna.
Sr. presidente, a conhecimento das actas que
apenas comecamos examinar, cooQrma e ro-
bustece as opioiea que anle-hontem sustenlei.
V. Exc. sabe que nesse di, pedindo eu os pa-
pis mesa, anda alli nao eslavara ; pedindo-os
ao nobre relator da commisso, (ez-me o favor de
declarar que os havia mandado buscar, e promei-
teu couflar-m'os quando chegassem ; algum in-
conveniente obstou vinda desses papis, pois
que depois de duas horas, quando me coube a
palavra, aioda nao os tinha visto.
Um Sr. deputado d um aparte.
O Sr. C. Ottoni :Nao urna queixa, apenas
consigno o facto para justificir-me da ignorancia
em que eslava de circumslaocias to significativas
como as que, leudo os respectivos trechos das
actos, revelou a cisa um meu collega por Minas.
Sei agora que na freguezia do Rio do Peixe o
luiz de paz convidou os seus immediatos, na for-
ma da lei ; mas oa occasio da formaco da
mesa faltaramalguos d'elles : e foi sraenie para
preeochimento d'essas faltas que o juiz illeg3l
mente convocou a tres cidados : entretanto
ve-se da acta que a turma composta dos dous
supplentes dos juizes de paz, com os dous in-
trusos, elegeu unnimemente dous membros da
mesa ; logo esses dous intrusos nao viciaram,
nao influiram na formaco della, porque sem
elles o resultado seria o mesmo.
O Sr. Correa de Oliveira :Da acta nao se de-
duz isto.
O Sr.C. Ottoni :Eu entendo que sim, porque
ella diz pura esimplesraente que a primeira tur-
ma elegeu mesarios a F. e F. ; se nao fosse una -
nime a eleico, diria tendo tantos votos F. e tan-
tos F.
Alm disto na segunda turma eram tres sup-
plentes de juizes de paz legalmente convocados,
e um cidado convocado illegalmote, e da acta
se v que tambem nesta turma nao houve diver-
gencia para a eleico dos outros dous mesarios,
que seriam os mesmos sem intervenco do cida-
do chamado na ultima hora.
Quando fallei sem conhecimeato das actas ar-
gumente! com a falta de qualquer allegaco para
concluir que a pequea irregularidade commel-
tida fra sem coosequencia ; mas hoje o nobre
deputado pelo 6. dislricto de Minas demoos-
trou, como elle bem disse, mathemaiicamenle
que aquillo que se me augurara presumpcao ra-
zoavel fra completa realidade ; e assim todas
as duvidas se dissiparam acerca da parochia do
Rio, do Peixe.
Tambem respeito de Santo Antonio da Para-
hybuna a argumentado do nobre deputado foi
por ter S. Exc. lido as actas, muilo mais positiva
de que a minha. E' bem notavel que o propro
protesto que aecuseu a falta de 49 votantes re-
conhece explcitamente como causa presumivel
do facto a omissao de nomes no rol dos que
nao comparecern, omissao manlfestamenle in-
nocente.
S accresceotarei sobre este ponto que o no-
bre relator da commisso, prepondo-se mos-
trar que o parecer nao lera precedentes da casa,
esqueceu-se dos que citei das parochias da cor-
te, os quaes altamente condemnam a objeccao
posta quelle de que ora me oceupo.
Passarei agora a responder ao nobre deputado
pelo ." dislricto da mioha provincia, que me fez
a honra de oceupar-se com algumas proposices
minhas. Quero concordar com o nobre deputa-
do em quasi todo o que disse ; admltta-se que o
subdelegado, o delegado, o seu prente e o i.
substituto, todos conservadores de Itajub, todos
de perfeita harmona com a maioria da mesa,
nao foram quem mandou espancar os cidados
que guardavam a urna e rouba-la ; admitla-se,
e separemos da questae das eleicpea a do proco-
dimeoto dessas autoridades.
Entretanto o nobre deputado me fornece no-
vos argumentos para provar o escndalo daquillo
que ao com offenaa da decencia publica poder
alguem chamar eleico de Itajub.
Coofessa o nobre deputado em qua procedeu-
se primeira eleico na poca legal com toda a
regularidade, senda a maioria da mesa conserva-
dora ; eque no dia 1. da Janeiro correu a noti-
cia que o partido liberal tinha vencido.
Era esta a propesico mais importante em qoe
se baseava o eu argumento ; a eeat o nobre de-
putado defensor das autoridades do Itajub, com
franqueza queagradaco, coafirmou completamen-
te ; accresceotando que a imprudeueie o daa
maaifestocea de regesijo di opposico foi a causa
do desacato commettido coaira elle na matriz.
Igualmente concorda e nobre deputado qua
tambem conservadores julgaram perdida a elei-
co no da 2, mas qoe attrbuiram o facto a ia
troduceo fraudulento de cdulas na urna. Esta
coartada, alia nunca allegada officialmeote, nao
e arn, perde o nobre deputado. Por ende ia*!
Iroduziram as cdulas se ninguem allegoe viola-
cao da urna ? e como consummaram a fraude es-
tando as chaves da urna em mo dos mesarios em
completa harmona com todas as autoridades ?
sabido pois e confesaado por ambas as partea que
a eleico estara ginaa pelos liberaos, verificado
que a outrs parcialidade a innullou por um crlme
e peto coaeco e terror arrodoa os liberaes da
nova eleico, pode esta ser approvada ?
IUala> a___a_ r
JiV'i. "a,p?rod*JL'6""^ d ora-
qoe ebaolvea Jas Wdora>ome. dos juros qne
he foram contados por individa deienco de urna
bUt^giaaallaoi autorisado a eobrar ; e do oro-
jecto a. 52 qoe trata da reforma do Gymaasio
( CoiUmmr-se'ka)
M -.--i r---"-. k-viu>au j .. ^,u, us i uu correte isa creaaa una*
Nada prova tambem o facto allegado, que derei subdelegada de policiano lugar da PalmeirT
r provado, de terem OS conse.rva.lnroa nn/l termo de fiaranhnaa iniu l,m,/... .:_____ _.
jos provado, de terem os conservadores vencido
sempre em Itajub. Senhores, quem considera a
uta poltica que temos vivido desde o ministerio
AWt ii -T" 4 "" mao ae8Qe nmistorio Acna-se nomeado o Sr. Joaquia Cavakaeti
do tallecido marques de Paran, vida poltica que de Albuooerque para subdelegado do distrieto
neste momento nao me enmrreun do .n,;.. dn Rirrairn. <-nm.r<.. rf Ti;. E_____..
este momento nao me encarrego de apreciar
quem penaa na siiuaco em que se acba va m os
partidos nao pode admirar-so de que ninguem
mediase com exadido o terreno ganho entre a
populaco pelos principios liberaes, aem causam
sorpresa certas decepges por que passou em Ja-
neiro a opiolo opposta. ( Apoiados.)
Tambem o partido liberal da corte nao tinha
gy**..** OMeguir triumpho to extenso Teixeira de Carvalho e Virginio de Medeiros Sil-
Lomo O OBCfe. nao or CPPP-ip am minnri. m.I Va ftMmoir.- a -j^ -..-^i--..- ...
MMw^a^ias* uuuipii
como o obtuve, nao por crer-se em minora real,
mas porque o lado opposto dispunha de meios
que naoestavam ao nosso alcance.
Fri.i. .- a ?";". cm ouiro lugar damos o re torio apresen-
hngia-se ero doutnna a intervenco do gover- Jado pelo administrador da casa de detenrao ao
em eleices ; Intimava-se ao ministerio .. Sr. Dr. chefe de nolici.- .... ." T __s! "*
no em eleices ; Intimava-se ao ministerio q
seria exima horroroso contra a orden pubea na
auxiliar os seus alliados polticos, nao empregar
as torcas offiaes do paiz para dar a victoria aos
seus amigos.
O resultado obtido alm da expectoco na corte
e em outros pontos podia pois dar-se um milagro
ea Itajub.
O Sr. Veiga :-Eslabeleceu-se a crenca de que
a urna loi violad*. H
O Sr. C. Ottoni:E nao formularam tal qoeixa
nem em requerimento, nem em protesto, nem
ero qualquer outro p.pel official I Que peso pode
ter aerneUrante coarctada *
O Sr. Veiga :Faltavam cero cdulas para seren
apuradas ; sabia-se que tinhamsido iotroduzidas;
estavam frescas, eram novas, tinham ainda ara
no sobrescripto.
O Sr. C. Oltooi :Quem sabia disso ?
O Sr. Veiga ;Os mesarios o affirmaram.
O Sr. C Ottoni:Onde affirmaram ? que pro-
vas apresentaram ao nobre depatado ?
OSr. Veiga :Quando se apuraram as cdalas
eucontroo-se urna porco de outras que tinham
sido iotroduzidas na urna clandestinamente.
O Sr. C. Ottoni :E os mesarios coos rvadores
em maioria apuraram essas lisias fraudulentas,
nao consignaram em acta o abuso, nao protesta-
ran), e esperaram de bracos cruzados que de
noite o ccete corrigisse a fraude. Ora.... Perde
o nobre deputado....
Admiram-se de encontrar ara dentro das c-
dulas 1
O Sr. Veiga :No sobrescripto.
O Sr. C. Ottoni :E como nem isso allegaran)
os mesarios seoo depois do crime 1
iz-se mais que a segunda eleico se fez na paz
do Senhor ; mas como se confessa que o partido
liberal nao foi una, a coocluso a mesma.
O Sr. Ribeiro da Luz :Se se tivesse mandado
for;a e outras autoridades, o partido liberal con-
correna eleico. e o resoltado seria o mesmo.
O Sr. C. Olloni :Observe-se quedas proprias
palavras do nobre deputado se infere u facto da
abstenco do partido liberal, e a causa della,
coaeco e terror.
O Sr. Ribeiro da Luz :Eu sou o primeiro a
condemnar o procedimento que liveram.
O Sr. C. Oltooi :Sr. presidente, faltei um
pouco ao programma que me lioha imposto, de
nao tomar lempo casa ; terminarei.
Prescindindo das allegaces que vieram desti-
tuidas de toda a prova, os fados confessados de
parte a parle sao :
Elei<;o de 30 de dezembro, regulare legal.
CreoQa de ambos os partidos a 2 de Janeiro,
que estova ganho o pleito pelos liberaes.
Destruico violenta da urna pelos conservado-
res, eslentaco de forca, negaco de Justina aos
perseguidos, sua abstenco completa na* nova
eleico.
Isto posto, pergunto : tolera a moralidade pu-
blica que se premeie o crime approvaodo-se essa
segunda eleico ? Nao devo esperar da cmara
to iniqua deciso.
A discusso tica adiada pela hora.
Dala a ordem do dia, levanta-se a sesso as 3
horas e meia da tarde.
PERNAMBUCO.
ASSEBBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 10 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
Ao meio da eita a chamada, verifica-se haver
numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. Io Secretario declara nao haver expedi-
ente.
ORDEM DO DIA.
Entrara em ultima discusso as emendas ofle-
recidas em 3a discusso ao projecto o. 51 deste
anno que trata da reforma do Gyoauasio provin-
cial.
Sem debate eocerra-se a discusso e todas as
emendas sao approvaaas com excepeo das duas
seguintes;
Supprima-se todo o 3o do art. 2o do substi-
tutivo.
Ao art. 4o depois da palavraequitac,oac-
crescente-se:a cadeira de msica.
O projecto assim emendado defenitivamente
approvado.
Orcamento provincial.
Coutina a 3a discusso do orcamento provin-
cial com as emendas que lhe foram feitas pela
commisso especial reunida a de fazenda e orca-
mento.
Vo a mesa, sao lidas, apoiadas e entram em
discusso as seguintes emendas.
Ao final do art. 5* 2o accrescente-se as pa-
lavrasque dever ser contado desde o dia em
que terminou o contracto.Levino de Barros.
Ao i do art. 32accrescente-se.
Sendo o porteiro contemplado na porcentagerr
com a cathegoria de3escripturario, autoriza-
do o presidente da provincia a contemplar tam-
bem os guardas, regulando a porcentagem para
cada uro. Dr. Nascimento Portella, Souza Res,
Francisco Pedro, Siq/eira Cavalcanti, Dr. Pereira
de Brillo. J. Leo, Rufino de Almeida, Miran-
da,Braulio, Symphronio Coutinho, Penna Jnior,
Dr. Manoel de Figueiroa, Luiz Felippe, Coelho
Cintra, Salazar Moscoeo.
O Sr. Rufino de Almeida :(Nio devolveu seu
discurso )
Vo i mesa e apoiam-se as seguintes emendas:
(vide Diario de hootem.)
0 Sr. Oliveira Andrade :(Nao devolveu seu
discurso.)
O Sr. Reg Barros:(Nao devolveu seu dis-
curso.
Vo mesa e apoiam-se as seguintes emendas:
(vide o Diario dehjooiem.)
Encerrada a discusso, o projecto approvado,
bem como as emendas das commissdes, tendo as
demais lido o resultado jS publicado no Diario
de te rea-f eir.
Dada hora:
O Sr. presidente designa a ordem do dia le-
vanta a sesso.
REVISTA DIARIA.
Por portara de 7 do corrento foi creada
tormo de Garanhuas, cujea limites sao es i es-
mes do distrido de paz.
Acha-se nomeado o Sr. Joaquia Cavalcanti
de Barreiros, comarca do Rio-Formoso*
OSr-.Tnnmaz Pedro de Aquiao foi incum-
bido da regencia interina da cadeira de iostruc-
cao primaria de Ourioury, percebendo a grli-
caco anaual de 500JJ000.
Para (o distrido policial da Malbadiobe,
i0nA8oCa do l^deiro, foram nomeados os Sr!
afino de Mondones, subdelegado ; Cosme
segundo supplente do mesmo
va primeiro
subdelegado.
Em outro lugar damos o relatorio apresen-
SESSO EM 11 DE JUNHO.
Presidtncia do Sr. bario de Vera Cruz.
Ao meio dia feita a chamada, verifica-se haver
numero legal de senhores deputados.
Abre-se a sesso, l-se e approva-se a acta da
antecedente.
0 Sr. primeiro secretario declara nao haver ex-
pediente .
ORDEM DO DIA
E lido, e por ter assignado vencido o Sr- Giti-
rana fica addiado o seguinte parecer :
A commisso de orcamento municipal, a quem
foi presento o requerimento de Basilio Alvos de
Miranda Varejio, em que pede, qae se vote quota
para pagamento de ora debito resultante do liti-
gio que tecnia cmara municipal desla cidade,
de parecer que seja indeferida semelhanto pre-
tendo, em visto do fundamento das informacoes
ministradas pela jnesma cabsara por intermedio
de sea edrogado.
Sella daa coamisoes II de jnnhe de 1861.
Francisco Jos Martina Peona Jnior, Joeqaim
Fraacisco de Mallo Civaleanti, F. Gitirans, ven-
cido.
Sr. Dr. chefe de policia; assim c
municado ceres da OaaieisiraeSo das obras pu-
blicas ; e chamamos a attenco dos leitores para
urna e outra peca.
Os reparos feitos na pontezDha do Chora-
Menino, sobre os quaes at da presidencia par-
tiram ordens positivas, no sentido da respecti-
va execuco. o foram todava to perfunctoria-
roente que nao podemos deixar de notar desde
ja, para que nao seja reparada qualquer solicita-
fo de nossa parte dentro em pouco com o fim
de novo concert na mesma.
Este cifrou-e apenas na collocao de duas
travs em substituico outras que estavam
completamente podres, ao passo que l Acarara
ouiras j damnificadas de modo visivel, e oue
pouco devem durar. *
Igual deslino parece achar-se reservado s
mesmas duas oa tres novamente postas. Pre-
cendoj terem lido outra applicaco, nao nro-
mettem duraco.
Pequea como aquella ponte, parece que em
qualquer reparo, por leve que fosse. dever-se-ia
faze-lo completo, nao deixando-se logo margem
para um novo e prximo concert.
Na prxima Onda semana, a ainda oa an-
terior, com especialidade nos das de maior cha-
va, estove a Passagero, desde a ponte do Chora-
Menino at a Magdalena, em escurido, j por
falta de serem acendidos os comt>uator*s, j por-
que, quaodo o eram, a sua luz mortica revelava
o aperto do registro.
Sobre isto preciso que se providencie, a
mesmo que a gerencia da compaahla imprima
mais actividade e exacto cumprimeuto de deve-
res nos seus empregados, para nao reproduzi-
rem-se fados taes.
loformam-nos que em um recanto, que ti-
ca quasi em direceo do Cajueiro, d se um ad-
iando constante, sobre o qual conveniente
urna syodicancia policial.
A localidade deserta, onde apenas ba urnas
duas cazmhas arruinadas, o mixto dos habitua-
dos quelle recaoto, os pagodes alli feitos por
escravos, soldados e msicos de primeira linha
aconselham a indicada medida como meio d
prevenco de consequencias desagradaveis.
Nesse mesmo lugar existe, segundo no-lo in-
formara igualmente, urna casa velha desabar
cujas moradoras, reunidas escravos, boleeiros*
e alguna soldados, nao deixaui por seus actos de
cynismo as familias da vizinhanga approximar-se
s janellas de suas casas.
Bom seria tambem que se dosfizesse esse
templo onde sacrificase o pudor alheio cada
instante, porque o proprio acha-se suovertida na
crpula e na devassido.
Falleceu e hunlem foi dado sepultura o
cadver do Sr. cirurgio Manoel "Pereira Tei-
xeira.
O finado era um carcter distiocto, e aps si
deixa um nome honrado e que sempre recordar
um bom cidado, um pai desvelado, e um me-
dico que jamis omittio os deveres inherentes a
sua partida.
Decano da medicina nesta cidade, com raais
de cincoenta annos de clnica, estes dez aonos
ltimos de sua vida profissional applicou-os a
curar gratuitamente; e alm disto preslou im-
portantes servicos a provincia em varias crises
como pelo cholera, febre amarella, etc., etc.
sem levar por elles a menor recompensa pecu-
niaria. r
J contava urna idade maior de oitenta an-
nos, e depois de si va tres geraces, que a elle
deviam a existencia.
O caixeiro que suicidou-se, e de que hon-
em demos noticia, era da casa Amorim & Fi-
mos, estabelecidos na ra de Apollo.
Faz-se preciso alguma providencia, que
vede o fazer-se despejo no caes do Capibarioe,
como ora se pratica. Depois disto, apesar do
disposto oas posturas, a toda e qualquer hora
sao cooduzidos para alli os cubos, com iocom-
modo duplicado dos moradores daquellas pa-
ragens. r
Foi removido para a cadeira de inslrucco
elementar de Taquartinga, o professor Maniel
Joaqun Xavier Ribeiro.
Lista dos baptisados havidos na frezuezia
de Santo Antonio do Recite, de 19 do passado a
y do corrente :
Isabel, creoula, forra.
Gentil, creoulo, escravo de Henriqueta Perpetua -
Cavalcanti da Silva.
Jos, pardo, escravo de Joo Lins Cavalcanti de
Albuquerque.
Francolina, paria, filha legitima de Cosme Jo-
s Cypnsno e Francolina Mara da Con-
ceico.
Virginia, branca, filha legitima de Francisco Lu-
cio de Castro e Mara Arlinda de Castro. San-
tos leos.
Antonio, semi-branco, filho natural de Genoveva
Mara da Conceico.
Eugenio, creoulo, filho legitimo de Jos e Anna
Mara Joaquina, sendo quelle escravo do ca-
pito Silvioo Guilherme de Barros.
Romano, crioulo, escravo de Antonio Jos das
Chagas.
Capitulina, branca, filha legitima de Jos Flix
da Silva Lobato e Luiza de Franca a Silva.
Casamentes:
Francisco Xavier de S Leito com Rita Amalia
Baptista.
Francisco Fernandes de Faria com Mafalda Au-
gusta Pereira.
Manoel Francisco Leite com Anna Rosa das
Naves.
Antonio Jos Conrdo com Adelia Josephioa
Ferreira de Mira.
Eduardo Queenvrortt com Mara Venancia da
Conceico.
Passageiro da galera americana Emely
ramera : Booker.
MORTALlDADE DO DU 11.
Joaquim de Carvalho Paes de Andrade, Per-
nambuco, 25 aaoes, solteiro, Boa-vista ; diarr-
hea.
Anna, Pernambuco, 4 mezes, S. Jos ; inte-
nte. '
Jos, Peroamboco, 2 mezes, Recife; convul-
coes. *
Emilia, Pernambuco, 1 anno, S. Jos: gastro
intente.
Izabel Mara da Conceico, Pernambuco, 30
annos, viuva. Boa-vista; ioflamaco.
Antonio Vieira da Rocha, Portugal, 18 an-
nos, solteiro, Recife; suieaio.
Antonio, Pernambuco, 1 anno, Santo Antonio;
tosse.
Margarida Tbereza de Jess, Pernambuco, 55
annos, S. Jos, vluva; congesto cerebral.
Domingas, Pernambuco, 14 mezes,Recife.es-
crava; coqueluche.
Manoel Pereira Teixeira. Portugal, 76 annos
casado, Boa-vista; eryzipell gaogrenada.
CHRONiCAJUICURIA.
TBIBuHH. DI KLICIQ.
SESSO EM 11 DE JUNHO DE 186!.
raBsnraireA. no bx. n. consELHErao kmelino
DI LEO.
As 10 horas da manha, acbando-se presen-
tes os Srs. desembarrgadores Caetono Santiago,
Silveira, Silva Gomes, Lourenco Santiago, Cos-
to afeito, e Parettl, faltando os Srs. desembar-
gsdores Gitirana e Guerra, procarador da cora,
foi berta a sesso.
Passados os feitos e entregues o distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes


, w OUAJKCA fURatlg tt 4U*fiO O* fltf.
IULGAMKJTOS.
."*0' ^r- eembargeder SH-a Gomes.
.jf!ri?tM Sr9, **k*lWlt*e Metano
improcedente.
ieo,e',il* i^Wi "**. Anteoi da
Hocha e SU.
Relator o Sr. deaemtwrgader Molta.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Cietano Stolago. a Silveica.
Improcedente.
Recrrante, jubo ; recorrido, Antonio Gal-
omo Farreira Porto.
Relator Sr. desembargador Peratti.,
Sorteada* Srs desenaaargaderes Silvn Ge-
mes, Cactan Santiago o otta.
Improcedente
APfELLAQES CRINES.
An.a,eHante, o juizo ; appellado, Jaciatho Ma-
oael 4a Oca Meadea e outroa.
A novo jury.
Appellante. Luiz Gonzaga Capueiro; appel-
sado, o juizo.
Annullou-se o processo.
Appellante, o promotor ; apollado, Jote Mar-
ques Perreira.
Improcedente.
Appellante, o promotor ; appellado, Francisco
Iipj4ilai.
Appellante. Joaquim Jos de Mello ; appella-
dos. Benedicto e Paula.
Improcedente.
Appellante, o promotor; appellado, Antonio
Vctor de Si Brrelo.
A no>o jury.
DILIGENCIAS CHIMES.
.Com Tista ao Sr. desembargaaor promotor da
justica, as appellagoes crimes:
Appellante. ojuizo; appellado, Vicente Das
dos Santas.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim Teixeira.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ve-
nancio.
DILIGENCIAS C1VEIS.
Appellante, o bacharel Gaspar de MenezesVaa-
conceNoa de Druraniond ; apuellado, o tenenie-
coronel Francisco Aolonio Bandeira de Mello.
Mandou-se pagar a multa.
DESIGNACAO DE DA.
Assignou-se dia para julgameuto dasseguintes
-appellagoes crimes:
Appellanle, ojuizo; appellado, Ignacio Jos da
Silva.
Appellante. e juizo ; appellado, Francisco Pe-
dro Csvalcaoli Uchoa.
AppelUnte, o juizo ; appellado, Silvestre Fer-
reira de Mello.
Appellante, Andr Gomes de Mello ; appella-
do, o juizo.
Appellante, Manoel Procopio de Aquino ; ap-
pellado, o juizo.
As appellagoes civeis :
. ApeeJIante, Francisco Gemas da Silva Saraiva ;
ppellada, Luiza Thereza de Jess.
Appellante, o Exm. bispo ; appellado, Manoel
Pires refreir e outros.
DUTRIBOICOES.
Ao Sr- desembargador Caetano Santiago, as
recursos crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Fer-
aaadei Nunes.
As appellagoes crimes :
Appellwte, o juizo; appellado, Jos Anas-
lacio.
Appellante, o juizo ; appellada, Viclorina Ma-
na de Souza.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
exime:
Recrreme, o juizo ; recorrido, Manoel Gomes
da Mlveira.
As appellagoes crimes :
Appellante, ojuizo; appellado,JosAlexandre
de Vasconcellos.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Manoel
de Vasconcellos.
Appellanle, Manoel Joaquim da Silva ; appel-
lada, a juslU-a.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os recursos
rimes:
Recurrente, o juizo; recorrido, Antonio Fran-
cisco Cesar.
As appellares crimes :
Appellante, ojuizo ; appellado, Anionio Cy-
pnaoo. '
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio I.imoeiro.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Carlos de
Saboia.
As appellacoos-crimes :
Appellante, ojuizo ; appellados, Rufino e Jos
Buriiy, escravos.
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim Alves
da Rocha.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Florentino da
Silva Ramalho.
As appellacdes crimes :
Appellanle, o juizo ; appellados, Jos Burity e
Rufino, escravos.
Appellante, ojuizo ; appellade, Antonio Nunes
Pereira Bastos.
Ao Sr. desembargaaor Costa Molla, os recursos
crimes :
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Francisco de
Paula Reg Barros.
As appellacoes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio da
Costa Barros.
Appellante, o juizo ; appellado, Desiderio Ro-
drigues de Medelros.
Ao Sr. desembargador Peretti, os recursos
crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Fran-
cisco de Mello.
As appellacoes crimes :
Appellante, o juizo; appellada, Senhorlnha
Mara da Conceico.
Appellante, Manoel Romo dos Santos ; appel-
pellado, a juizo.
Ao Sr. desembargador Silveira, o aggravo de
petico :
Aggravante; Mara Joaquina Ursulina; ag-
gravado, ojuizo.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
Relatorio apresenUdo pelo administra-
dor da casa de detenco, ao Sr. Dr.
chefe de polica.
Illm. Sr.O perteito conhecimeoto que tem V.
S. deste eelabeleciment me dispensara de fazer
o prsenle relatorio se me nao fosse isto imposto
pelo 5o do art. 90 do respectivo regulamento :
cumprindo pois esse dever, imploro a benevolen-
cia de V. S. para as fallas que aqui deparar.
Continuando a tratar de differeutes materias
pela meama ordem que de outras vezes, prinel-
piarei pelo :
MATERIAL.
Edificio.
Tendo-se dado por concluido o raio dosul, para
elle foram transferidos no da 19 de outubro par-
te dos presos cuja condicao muito melhorvu, vis-
to que al ento muito aglomerados se achvam
do do norte.
Toda as disposiges do regulamento foram ob-
servadas na mudanca.
Com quaoto me tivesse sido entregue o raio do
sul como em estado de receber os presos, forcoso
declarar que se resseoteelle de alguns defeiios,
os quaes subsistem. apezar dos esforeos empre-
gados pelo Sr. Martineau digno director das obras
publicas.
Grande parte d'egu. que dos depsitos deve
lavar os tubos conductores, vai eacoar-se nos re-
gistros, tornando assim sobremaneira trabalhoso
o servico difficultado e aeeie, mm o qual nao
possivel que sejam observadas as eoodicoes hv-
giemcas no estabeleeimento. A agua precisa s
ceUulas da segunda o terceire classe deste rcio e
quasi sempre carregada 1 caneca por escrav'os
sentenciados, o que contrario vigilancia que
curopre njanter. -
O ralo 4o aorta precita arado de algumas mo-
Jicaces e cooeertos. ji por mim pedidos a T
. en mou offlcio de SI dejonho de IflfifJ modi-
eagooi o concert* qoe o Era. Sr. presidente da
provincia julgou convenientes, mas que entrean-
o eaeeiateoi.
MISSA.
Tere lugar no din 28 de eatubro aUimo, a pri-
r
ais
mewa miasa na eetaawleeieterito na
central do edificio para tal acto reserve, ,,
poder sflr observada da qualquer ponte dos raio.
O Exm. Sr. biapo diocesano viudo examinar lo-
cal da altar julgeu-o pouco proprio para n aon-
linuaco da celebragao daquelle sacrificio a me-
aos que ato ceja Upada a abertura que d eotn-
muoicacao para -raio de late..
Sendo a religio um meio poderoso de educa-
cao, e um conforto para os espirites atribulados,
pego a V. S. com instancia suas vistas sobre este
ponto.
ACEIO.
Este estabeleeimento ae conserva sempre em
estado de limpea e aceio, como V. S. Ion por
inmensas vezes observado.
ABASTECIMENTO D'AGA.
Devo anda insistir pelas modiBcagoes das tor-
nearas do raio do norte, como sempre o tenbo
feito em os meus anteriores relatnos.
ROUPA.
Nao tem sido satiateitas as constantes reciama-
c5ea de roupa qae tenho eilo para os presos,
como consta doa meus relatnos anteriores e de
represenlacoes a V. S. dirigidas. De novo pe;o
a V. S. toda a atlenco sobre este ebjocto, beai
como sobre o que pooderei relativamente aos dis-
tioctivos, que em suas vestimentas deven usar os
sentenciados, e mesmo os pronunciados.
ALIMENTACO.
A diaria de 240 rs. nao bastante para que se
possa dar alimeotacio sa e sufflelente. Abste-
nbo-me de entrama prova do que evidente ; e
apenas me retiro aos meus offlcioa de 29 de no-
vembro de 1857, 25 de Janeiro, 3 de agosto, 21
de outubro de 1859. e relatorlos de 31 de Janeiro
do mesmo anno, e 31 de Janeiro de 1860.
ENFERMARA.
A nica alteraco que ahi deu-se, fot somenle
ser accrescentada com mais duas cellulas ; quan-
to ao mais retlro-nie em ludo ao que disse em
meu anterior relatorio. pois subsiste ella no mes-
mo local, resente-se de falta de espajo, e de mais
coodiedes hygienicas.
Se nem sempre as dietas prescriptas pelo me-
dico sao satisfeitas com o melhor genero que se
encentra venda, porque para mais nao d a
diminuta quota para isso destinada. Pede a jus-
tica que declare que o cirurgio deste estabeleei-
mento o Sr. Francisco Jos da Silva, e o guirda
eofermeiro Joo Pinheiro de Calle, cumprem
satisfactoriamente seas deverea.
SECRETARIA.
Pelo mappa n. l,e pela propria inspecclo de
V. a., recoohece-se a nsufficiencia do esenvo e
tres guardaa para a eecripturaco deste estabele-
eimento. Em dia nao andana sempre a escrip-
Uira?ao deste estabeleeimento se nao se esforcas-
sem lies o mais possivel, e especialmente o guar-
da Joaquim Custodio de Oliveira.
Traoalha-se muilos das at a noite para conse-
guir esse resultado. Um guarda tea o mesqui-
nho vencimento de 1CO0 rs. diarios, e s por de-
Oicsfo se sujeita a to acurado trabalho. mo-
vimeuto crescente do estabeleeimento leva a pe-
u,rit v- s- creacao de dous amanuenses, que
melhor remunerados lenbam o deer de occorrer
em lempo as multiplicadas exigencias do aerrico.
Cumpro um dever declarando a V. S. que a maio-
na dos empregados cumprem com os seus deve-
res, com esyecialidade o sjudanle Jos Elias de
liveira.
MOVIMENTO DASPRISES.
Fica demonstrado pelo mappa n. 2 que scom-
panha este relatorio que no ultimo de"dezembro
de 1860 existiam neste estabeleeimento 402 pre-
sos, havendo subido o numero dos que eniraram
durante o ultimo anno a 2,889. No correr do
rntsmo anno seguiram para o presidio de Fernan-
do d9 seotenciaos ; tiveram destinos por diver-
sas autoridades 71; forsm remettidos para o exer-
cilo e armada 53 ; fjlleceram as enfermaras
oo; foram postosem liberdade pelo jury e accor-
daosda relaco 36; por alvars dediversis auto-
ridades 155; tiveram transferencia para prisoes
militares / ; para diUerentes provincias 21: leu-
do sabido analmente 2,067 presos de correceo.
Permita V. S. que renovando-lbe as observa-
coes do meu ultimo relatorio. diga que incom-
palivel com a natureza deste estabeleeimento, e
com a letira do aii. 1 de seu regulamento, a per-
manencia de sentenciados no edificio, nao s pelo
grvame qued'am resulta aos cofres provinciaes
como tambem pelo aflrouiamento que tal per-
manencia occasiona aos lacos de disciplina, que
a lodo custo couvm mauter. E' indispensavel
que urna medida seja tomada, no sentido de fazer
etfectiva a disposico do artigo a que alludo.
Tenho a satisfaco de declarar a V. S. que a
excepsao do pessimo comportamenlo dos senten-
ciados Francisco Correia Lima eThomaz Autonio
oe Gouvea, que deixou neste estabeleeimento
inste celebndade, nenhum mais preso deu moti-
vo de serias queixas.
Iam progredindo os benficos resultados da ap-
plicaQo dos presos ao trabalho, quando a promp-
UhcaQo do raio do sul, e a ioterrupcao das obras
do edificio, arrancou-lhes esse poderoso meio de
morigerarem-se, e que proporciooava-lhes ao
mesmo tempo o indispensavel para occorrerem s
suas necesstdades.
Em vista do que levo dilo, com mais razo sub-
metto esclarecida considerago de V. s. a mi-
nba lembranca sobre a creago de officinas, aon-
do o trabalho executado em maiores proporces
suavise a existencia desses infelizes, inculindo-
lheso seotimento do dever par do do amor i
oceupacao honesta.
Durante a oceupacao dos presos como serven-
tes as obras deste edificio por ordem do Exm.
conselheiro Sergio de Macedo at a conclusao do
raio do norte tem revertido em beneficio dos co-
fres pblicos, toraando-se por base de calculo o
jornal dos trabajadores na aclualdade, a quao-
tla de 24:360$800, como demonstra o mappa n. 3.
Pareceu-me a principio que a Santa Casa da
Misericordia desta cidade creando um lugar de
advogado para os presos pobres, conseguira o
Bfli humanitario de facilitar a eases infelizes o
aodameolo de seus processos, enganei-me: sem
receio de errar posso affirroar a V. S. que dentre
os mullos processos sem advogados, nao ha um
s que tenha tido andamento depois daquella
phllantropica creacao. Tenho dito por muitas ve-
zes que de necessdade palpitante que os pre-
sos pobres tenham um advogado com carcter
official, o qual assista a formago da culpa, que
e a chave do processo, que reqoeira habeas cor-
pus em favor dos que soffrerem priso injusta e
que procedam a muitas outras diligencias, sem'as
quaes soffrem o direilo e a innocencia de muitos
infelizes Peco a V. S. toda altengo sobre este
ponto alias importante.
No dia 8 de outubro do anno passado spresen-
tou-se neste estabeleeimento o Sr. Dr. juiz de di-
reilo em correceo Bernardo Machado da Costa
Doria, e examinando todos 03 ramos de servico
deste estabeleeimento. ouvindo a 347 presos, esse
digno magistrado ficou satisfeito, depois da mais
severa pesquisa, oquebem prova seu provimen-
to de 31 de outubro publicado em 6 de novem-
aro no Diario de Ptrnambuco que diz o se-
guinte:
A ordem, regularidade o aceio que observei na
casa de detenco recommendaai o zelo da adm-
nisiracio. a respeito da qual nao houve entro os
presos senao palavraa de gratido e reconheei-
mento. excepto a trea dos mais rebelles a disci-
plina e que ho sido infrigidos por castigos cor-
poraes.
Terminando, tenho a satisfaco de asseverar a
V. S. que muito tem diminuido o numero dos
traficantes e especuladores que a titulo de advo-
gados ou procaradores veoham a este estabele-
eimento estorquir os poneos vileos que possuem
eases infelizes, deixande os sempre indefesoa, e
o amargo dissabor de e^erein logrados) e
*ta resaludo devido mais restricta vlgi-
Dens guarde a V. S.Casa de detenco, 14 de
feTereirodelODl.-irijB. Sr.Dr.Tristio de Alen-
car Araripe, chefe de polica da provincia.
Asiiajondo.0 edmim.lraaf, Fhrttio Jos
Carnetro aTon(ir.
HUMERO 3.
.......1 j 1 >
CALCULO aproxinMido das; 4uu*iaf- cio do core proTinetal, depois da Miara expedida pelo presideote
delta provincia o Exm. Sr. conselheiro Sergio Teixeira de Macedo,
em 36 de tetembro de 1#W>, dando peraaisaao para quertrabalhassem
como serventes na obra do edificio da cata da detenco, aoi presos
nella detidos, que o administrador da raesma casa jugasse conTeoien*
te, e consentaneo com o serrico pubbico.
acosa m daos modia, am-saoaaojoca>, coma
dnrerta ter aido sempre, pois fra da cahdade
raHgioaa no ha contar com sacrifitios da urna
Btadso reaanecer qne d-eSprte de moeiaeio
por urna eonseqaeneia natural,acha-so poueo
desenvolvidoSempre e sempre o governose eo-
DATAS.
De -2S de setembro 31 de
zembro de 1851.........
Do 1 de Janeiro i 31 de de
zembro de 1857.............,
Do 1 de Janeiro 31 de de-
zembro de 1858.............
Do 1 de Janeiro 31 de de-
zembro de 1859...........
Do 1 de Janeiro
nao de 166a..
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6:480*000
6:480*000
3.-196S800
24 36*1800
Obnrvaco
,. De?e exi9tir no clr provincfal a qnantia nao menos de 1:500*000, de presos que tendo traba-
balhada como serventes tem deixado de recener seus pagamentos, uos por nao terem reclamado,
outros porhaverem fallecido, e su 13 familias se nao terem habilitado para receber o que Ihes per-
lencia etc.
Casa de detenco, 14 de levereiro de 1861.
____________________Assignado O administrador. Flortnciojos Carneiro Monteiro.
desse nome. Desejamos despertar hoje a meama
ManPafk mlllilamanl A AK a .. n.. .. A.
M. 1.
CASA DE DETENCO 1. DE JANEIRO
DE 1861.
Langamentos de entrada de presos.
oo| Ditos de sahidas dos mesmos.
|Officiosdirigidos diversas autoridades.
Ditos registrados em livro competente.
Portaras do Dr. chefe de polica, regia
tradas.
Mappas diarlos dirigidos ao Sr. Dr. chefe
de polica.
Ditos registrados.
Ditos dados nos das 10, 20 e u timo de ca-
da mez ao Dr. befe do polica.
(Ditos registrados.
Valles diarios de foroecimento dos presos
dados pelo administrador ao fornwwdor.
Ditos registrados.
Bilhetes feitos diariamente para entrada
dos visitantes.
Recibos dados conductores de presos.
Nomes dos presos remettidos para Fer-
nanda inscriptos em livro competente.
Notas de asseutameolos de presos pedidas
por diversas autoridades.
Ditas de ditos tiradas em occasio de seus
fallec mentos.
m
Filiaces tomadas por occasio de entra-
das de presos.
TOTALIDADE.
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Casa de detengo 14 de fevereiro de 1861.
O ajudante,
Jote Elia* de Oliveira.
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Para a armada.
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Por aeccordo da Relaco.
I Removidos para diversas
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to Por absolvico do jury.
Para Fernando.
,*. I Por airars de crimes diversos
g! I de diversas autoridades.
Apresentados diversas auto
ridartes.
M Para diversas provincias
Livres.
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Escravos.
S Por prisoes de correico.
Existiam no ultimo de dezem-
bro de 1860.
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Casa de deteaco 14 ae fevereiro de 1b61.~
O ajudante,
___________________Jote Elias de Oliveira.
DIARIO DE PEBMAMBUCQ.
A assemble provincia oceupoo-se hontem :
1. com a apuro vaca o das emendas offerecidas
em discuaso ao orcameoto provincial ; 2.,
com a dita do orejete n. 36 do correte anno.
A ordem do dia : conliouaco da antece-
dente, e redaeco de leis.
Hoie encerram-se os trabalho* da nossa as-
sembla legislativa, depois da dous mezes e dote
dios de exercicio.
da
R
Ea urna das nossas IleitiUat Diaru chama-
mos a aiiencao dos domos leuores para argo.
em que o Sr. Dr. Ramos expoz o aeu parecer
respeuo doa deveres, e de alguna dos legitimas
arenos dos mdicos verdadeinamesto digno
------- .v^vj.,,,^ uc,BftrcaK**t iixjt- ta taioaua
tieiicao relativamente i esperanca, ou antes de-
sejo. que o Sr. doutor msnifesla, de ver institu-
um sociedade medica oesta cidade.
Infelizmente verdsde ludo qusnto o Sr. Dr.
>amos affirma do pouco peso e consideraco,
m que a maior parte do nosso povo tem os pre-
cnitos dos mdicos, anda dos mais dignos de to
santo ministerio. Tambem nao menos certa a
nenhuma destineco quo o nosso povo faz em
geral entre o medico verdaderamente Ilustrado,
o tnieosfro ignorante, ou qualquer charlalo
udaz. e ganhador estupido.
Forcoso porm reeouhecer que as relaces
dos Srs. facultativos entre si, e em geral o seu
comportamenlo e dizeres acerca dos factos cu-
cos de seus collegas n3o sao para diminuir as
impresses, que a nossa geraco herdou das que
precedern) no qoe toca ao pessoal medico en-
tre nos desde os primeiros lempos da coloni-
saco.
Os velhos desta cidade anda viram, ou ouvi-
nro dizer 5 seus paes, que os facultativos, que
nhames em outro lempo eram, com honrosas e
raras excepges, os cirurgies assalariados pe-
los proprieiarios dos navios, que vinham de
Portugal, porque o governo os obrigava terem
bordo um facultativo durante a viagem.
Nao havendo em Portugal facultativo algum
digno desse nome, que aceitarse semelhaote em-
prego, que era muito mal retribuido, o governo,
para nao obstar navegaeo, foi obrigado tole-
rar que eraba rea ssem para esse misterbarbeiros
approvados na arte de sangrar.
Esees barbeiros chrismados entre nos de li-
cenciados ou doutores, ou Gcivam logo no Bra-
sil, ou vollavam para sa estabelecer n'um paiz,
onde achavam considera^o e lucros, que ja-
mis na sua trra poderiam aspirar.
Privados de toda e qualquer instrucQo, e hos-
pedes na difficil arte de curar, pode o leitor ejui-
aar o qu elles fariam.
D'esses fllhos espurios de Esculapio appeMava
o povo em suas afflicces para os bomens Ilus-
trados do paiz, os quaes, embora estranhos es-
tuios mdicos regulares, tiohim ao menos solida
nsiruccao, habito de meditar contrahido ns edu-
cacio sefuodaria, que a base de todos os co-
nhecimeotos humanoa. e por isso mesmo maior
probabilidade de bem observar, e de acertar, me-
lhor do que os illitteratus, broncos e audazas
barDeiros transformados om liceociadoa ou dou-
tores.
A' esse respeito as cousas melhoraram muito
neste ultimo sceulo. Ainda nao ha, porm, mu-
tos onos que falleceu de feOre amarella oesta
cidade o ultimo desses barbeiros, que ne tiuha
instruegio de especie alguma, nem outro titulo
mais do que o certificado de ter sido approvado
oa arte desaDgrar4 Nao obstante leve elle certa
clnica at a sua morte, e muito mais leria, so
das faculdades da Europa, e do imperio nao ti-
vesse affluido para esta cidade gradde numero de
verdadeiros mdicos.
Aquelles pseudo-medicos, conscios da sua ig-
norancia, e faltos d'aquella elevaco de senti-
mentos, que a instrucsfto costuma dar, desciam
ao inOmo da baixeza, e sujeilavam-se toda a
casta de humilhacoes, ou ellas proviessem dos
doeotes e suas familias, ou dos amigos da casa.
E assim foi que no espaco de muitos annos se
enrairou no animo do povo a pouca on nenhuma
considerado pela medicina, a descrenca em seus
ministros,e esse habito,que em nenhuma outra na-
ci se observa em semelhaote grao, de confiar a
side, e algumas vezes a vida peosoas estre-
nuas eos conhecimentos mdicos, e multas vezes
at toda e qualquer sciencia, todo e qualquer
conhecimento humano. *
Urna vez estabelecido um habito em qualquer
povo. nao em duas, ou tres geracoes que elle
se extirpa.
Se esse habito ainda se nao extinguiu de todo,
de si meamos ae queixem os Srs. facultativos!
pois, em verdade, se dessemos ouvidos ao que
ahi se ouve todos os das e por toda a parte, dir-
se-hia que nao fallece um s doenie, qu nao
seja victima da arte de curar. Ainda ha bem
poucos das se chamava barbeiro un? dos nos-
sos amigos, joven medico dos mais esperanzosos,
e isto em um diario, e instancias de um seu
collega mal resguardado pelo escudo transparen-
te da ulilidade publica, como o leitor poder ver
na nota infra ().
Em quanto o exercicio da medicina fr urna
industria particular, no lamentavel estado das
nossos coslumes, nao vemos remedio essa cau-
sa de desconsder*$o, nao vir elle da propria
classe medica.
Porque' que se nao ha de fazer respeito da
medicina, o que se faz para a administraco da
justica?
A sade, e a vida dos cidadSos valem menos
por ventura do que a minima das suas proprieda-
des? Para recuperar a sua dzenda tem o cidado
tres, ou quatro instancias, onde pode fazer valer
o seu direilo, e o estado deixa a sua sade, e a
sua vida entregue um processo industrial, em
que abundara as astucias de qualquer trafico
pouco digoo sem que o misero cidado tenha
para onde appelle da ignorancia ou da immora-
Iidade de um verdadeiro especulador indus-
trial.
Ouem 1er esses annunrios de drogas mais que
todas milagrosas, vendidas por mdicos e boti-
carios, esses elogios sempiternos, essas cousas
sempre felize. que abi sabem estampados todos
oa dias.diria que voltamos aos lempos do paraizo
e que j se nao morre.
As mulberes, e os pobres de espirito, qae sao
em maior numero do que se peosa, cahem nessas
citadas, mas o hornera de alguraa inielligeocis,
e da mais vulgar perspicacia, recoohece a erana-
dilha estendtda credujidade e ignorancia.
Se en nossos lampea nao posaivel que a
medicina torne ser, para (sua dignidde. como
j fot geralmente na aoliguidede e om certas
classe inlrtra. seja ao menos um. magistratura t^milto^9rTJL**Vt?'''*W'
Publica, e ae.be do um* ez essa.indusiri. me- r D5l'* f" l'J" ^*rh,aWh> D"a mt "f
dica, qua por sua natureza, e pelas qualidades Oo Z ^ Canea a inlerrancao.
quo deviam ornar todos qoantos aeiercao, se I n. .iM -... ,4m .. ..
torn^em verd.de a mais rJp.gnanled. todao..; cad^^ ^I.^a ".STiZSf
Na Ailemanha j exisla, ba baaiante lempo, o j ttaua terTrl- T..T de "'?* P*
germeD fle m. ^JSm med P.rja aoo^e K^^,.1^.^ ^^
o-* ww *.. uioajionituio uicutt(r< m oj na)uia
so para os casos de medicina legal e de hygiene
publica, havendo medicas de municipio, de dis-
inti, e de comarca com appellaco doa inferio-
res para oa superiores. Pecil seria redanir a
dioica mesma organisaco, a qual seria anlo-
ga A do servico medico dos exercitos.
Por esse modo passaria o exercicio da medicina
de industria privada magistratura publica, *u
por outra, da torpeza dignidad.
Com esse syslema nao veramos acumulados
todos os curaos para a conservaco da saude, ou
da vida dos cidado em um ou dona pontos da
provincia, porque s ahi ae pode ejercer com
maiores Ineros a industria medica, ficando o
resto da provincia', onde est a immensa maioria
da populaco sem poder recorrer aos mais sisa-
ifla a rv.*i>------------- ^---------asi -* ..
ji/. s. isa= tsBmVSSZ WSSB^SSSSBSZZ
oe em rigor ser aceita por ama naco como a nos-
sa, intelligenle, orgalhosa desoa liberdade e qu
para conquistar sua independencia fez to an-
des rasgos de herosmo. 8
E' preciso todava recoobeeer, -,ue mt9ato
nao temos feito em relaco industria e ao cooj-
mercio, que at hoje nao tem reeebido o desen-
olvimento que fra para desejar. Apenas de>
tfempos em lempos nos mostramos desejosoa de
empregar dossos esforeos em sacudir para longo-
de nos esse estado de infancia e inexperiencia em
ajoe temos vivido ot hoje.
E anda assim ns nossos ensaios tem sido in-
fructferos, e quasi nenhum progresso temos tido.
E' que o espirito de industrialismo, como dis-
se um hbil publicista ne engendre palpar des
curar.
Ali infallivel molestia grave, e at a morte
pelo mais simples ferimeoto de qualquer arteria;
pelo mais remediavel embaraco ao parto ; pela
falta da mais simples operario, que feita a lem-
po obstara conaequenciaa mortaes; por nao se
recoohecer tempo ama perniciosa molestia
mortal, em que dizem que a arte de curar osten-
ta as preciosas galas de lodo o seu podero.
Se fosse possivel hzer-se a estilstica dos
cidados, que fallecem cada anno por falta de
soccovros medies as comarcas da provincia,
estamos convencidos que ella fana horror, e
excedera murto os estragos que as epidemias
ordinarias fazeaa entre ns.
Lamenta-so cora razao a falta de bracos para
a nossa taveura, e deixam-se morrer innmeros
cidado por falla de soccorros mdicos, ao mes-
mo tempo que nenhuma providencia se loms
para obsisr que mais da terca parte das nossas
mulheres morram celibataria.
alas quea que se importa coro isso. As
quesloes deinteresse real do paiz poueo ou nada
airela ni os-interesseda milieia activa da politi-
ce, nem ellas estiraulam as paixdea dae facios,
e por isso nem era semelhanies eonsas se
peusa.
Concordamos com o illuslrade Sr. Dr. Ramos,
que seria poderoso meio para rehabilitar a dig-
nidaue mediea entra neo a instituico da socie-
dade por elle indicada, mas apezar de nao ser do
seu lempo, na ha de ignorar que j existi nesia
cidide urna dessas sociedades, que pelas suas
discussoes e publicares se ia tornando cade
vez mais til, coodjuvaodo tfficazaente as auto-
ridades, quaodo tinham de provi.Jencia res-
peito dehygieoe publica, e de medicina legal.
Cortamente urna sociedade medica servira
d'esteio com publica ulilidade i digoidade da
propria classe, assim como aos seus verdadeiro*
inieresses, e tambera seria o nico correctivo
efiicaz para aquello que por ventura offendesse
essa dignidde.
Que succedeu porm com a primeira socieda-
de? As mesmas eausas da desunio e falla de
espirito de classe, que o Sr. Dr. apona, obsla-
ram duraco da sociedade, e causaram a sua
dissoluQio.
Como porm o numero dos facultativos agora
muito maior, lalvez se podesse realisar o desejo
manifestado, e se com o auxilio e boa vontade
dos collegas seus amigos, o po.iesse levar
etteito, estamos que faria ooiavel bem ao paiz, e
digoidade da classe, que pertence.
Gommunica.ius.
(t) Officiou a autaridaae policial de S. Lou-
renco ao chefe de polica qae exista urna febre
de mo carcter oaqoelta freguezia. Informado
o Exm. presidente teata occarrencia, ordenou ao
inspector de sade publica qoe indieasse um me-
dico, que quizesse ir aquella regaezia, mas pela
diana estipulad pele governo geral para esses
esoa. 1 arteciptxi o inspector de aado, que por
aquella diana nenlMiaa sepreslava este servi-
co. ou be eolio o nosso amigo o Dr. Luciano
de Maraes Sarment, do que baaia oecorrido
eeto reepeitu. a off,rec*u-se ao goverBO. sem
^'Spa. deixaado ao seu ortKrio a ralbueo
do irabatho, e tempo perdido. Criminar este no-
bre fcoceiaieoto 00 pensar do autor daquelie
aaaauu zsUk a iazenda publica.
Administraco das obras publicas.
Dous principios absolutamente opposlos era
materia de obras publicas, lem sido objecto de es-
tudo. Alguns sustentaos que o estado deve ser
excluido de toda intervencao na exeougo dos cs-
rainhos de ferro, canses e pontes, que esses ins-
trumentos aperfeicoados de transporte, devidos o
progresso da arle e sciencia moderna, nao sao
como as estradas ordinarias, um elemento indis-
pensavel de circulaco. Dizem outros que os ca-
minhos de ferro, cauaes e ponas exercem urna
grande influencia sob prosperidadedo paiz, pa-
ra serem entregues industria privada como ob-
ject.i de especulaco.
Ambas estas solugoes eslabelecidas de um mo-
do to ampio e absoluto me parecem inaceitaveis.
Sem duvda, ludo quanio diz respeito s vas d
coromunicaQo de um paiz, que se retira sua
construeco ou reparacao essencialmeole de
ordem publica, e nao pode ser quanto explora-
Cao e trabalbos de primeira construeco, asseme-
lhado industria privada, livres em suas direc-
Qes. e podendo sem perigo vir ser um objecto
de especulaco.
A intervenco do estado, as emprezas desse
genero pode em regra admitlir cesso. Como e
com que eoodicoes o estado deve intervir ? Di-
rectamente por um acto exclusivo, ou indirecta-
mente por intermedio de agentes encarregados da
execucao, taes como as compauhias concesso-
narias ?
Qual ser, na verdade, o meio mais econmico,
maU seguro e mais prorapto para ehegar-se ao
tira desses esludos?
Tal questoque pretendo examinar. Esta
questo complexa pareee-rae que recebe solucoes
oppostassegundos lempose ascircumstjocias.
Na verdade, se recorremos ao que se tem es-
eripio esse respeito, veremos que oa pralica
nenhum desses principios tem sido aceitos exclu-
sivamente por paiz algum, e aos paizes mais
adiantados em obras publicas tem-se feito appli-
ca^oes ora de um, ora de outro. Na Inglaterra,
como nos Estados-Unidos, oode o espirito de as-
sociaco tem tido um desenvolvimenio satisfacto-
rio (gracas ao abandono do individualismo pelas
instituiges livres,) o governo tem sabio dirigir
os esforeos dos homens para os differentes (ios de
ulilidade publica.
Enirelanto quer na Inglaterra, quer nos Esta
dos-Unidos, esse principio de nao interveucao
tem preponderado. Sao exeraplos disto as es-
tradas da Escossia. os caminhos de ferro da Ir-
landa, para os quaes o parlamento inglez votou
avultados fundos.
Nos estados do norte da Europa, na Ailema-
nha, onde ha bem pouco tempo o governo com.-
cou os raelhoramentos materiaes, tem-se empre-
gado lambern um syslema mixto de execucao por
eompanhias, auxiliadas pela admiuistraco pu-
blica.
A solcitude da Saxonia, da Prussa e da Aus-
tria para o desenvolvimeuto das obras de ulilida-
de publica, manifestada pelas disposicoes
benvolas, as mais protectoras, em favor das eom-
panhias, como provara o regulamento prussiaoo
de 1837.
Alm dessas boas inlencoes, ha ainda o prin-
cipio das aceces directas, como provam as deci-
ses autorisadas pelo imperador da Austria. Fal-
lo da lei que aulorisa a construeco das princi-
paes lionas de estrada de ferro cusa do es-
tado.
Assim, pois, as doutrinas absolutas que apre-
sentam mutuamente, os partidarios e adversarios
dos dous sysleraas, noforem applicados em paiz
algum.
difficilna verdadeque um deseovolvimen-
to ccnsideravel de grandes obras, que exigem
enormes despezas, se exeeule em um paiz novo,
sem a intervenco directa, enrgica, permanente
da autoiidade publica, que gravada no coraco
da naco, sustentculo das necessidades eioteres-
ses de lodos, disp&e de grandes meios de ac-
co, por isso mesmo que ella encootra em si tor-
ga e recurso.Esta intervenco mais ou menos
importante,segundo as circumslancias e segundo
o paiz.
Mis o corlo que a doulrioa de liberdade ab-
soluta, Ilimitada, urna Jchimera, em vista dos
factos djquel.es que querem transformar os go-
vernos em arbitros supremos, em directores ni-
cos dos nossos inieresses, ero poasoidores e des-
tiibutdores exclusivos de todo o instrumento de
trabalho.
Para saber para que lado deve pender a balan-
ce entre o governo e as eompauuias consideradas
nnmrv inulrnmanlikii An i__k.rU.* A _..t**_. .
creado. E este um aperfeigoamento que as na-
ces adquirem, proporco queseus capitaesaug-
mentam.
Nessss circumslanciasdeve o governo espe-
rar que ese progresso se manifest por si mes-
mo ? Deve limitar-se nesse inlerim impedir a la-
ta eos conflictos individuaes e auxiliar igualmen-
te lodos, sem decidir como representante da as
sociaco geral, como o depositario de todas a
forjas do pair t Eu nao pens assim. Ser pru-
dente considerar a industria privada, como uta
instrumento freco o iuotrl e por consecuencia
dispeosar-se o seu concorso?
Nao certameote. O espirito de assoeisro
fraeo, veriade, mas existe ; esperemos com pV
ciencia p-loi seu actos ou por suas obras.
Vejamos um exemplo das eompanhias bem or-
ganizadas. O que vemos-em Franca, paiz gigan-
tesco em raelhoramentos materiaes I Os caoaes
de Briarede Saioi-Deoisde Saiot-Martin, 09
caminhos de ferro de Saiot-Etienne, de Versti-
les, de Sainl-Germain, de Strasbourg e muitos
outros eomecados fceo governo e acabados por
eompanhias.0 capital empregado nessas espe-
culacoe representava urna somma de trezentos
milhes.
Assim, pois, fie demonstrada a importancia o
vantagem que se pode encontrar as eompanhias.
Sem duvida os nossos ensaios feitos desde al-
guns annos nao tem sido bem succedidos.
Temos visto emprezas acoeitas pelo paiz, co-
mecadas com fervor, cahirem ou pedirem o auxi-
lio do governo.
Mas isio mostra nicamente que no nosso paiz.
ainda pouco effeito tem as grandes emprezas, as
eompanhias nao sao formadas de modo que pos-
sam emprehender por si. cootando sement com
os seus esforeos, certos trabalhos como os esmi-
nhos de ferro, caoaes. pontee etc. ele.
A causa dessa insufficieoeia na formago daa
eompanhias, sao numerosas- e me seria fcil
aprsenla las; ce-mtudo contentar-me-hei em enu-
merar algumas.
Sem o ensioo do passado, isto sem o conhe-
cimento das faltas que leern commeltido as ad-
ministracoes, as eompanhias, as cmaras, evi-
dente :
i* Que os trabalbos pblicos- nao encontrara.
em nosso paiz verdadeiras sympathtasi e at as
pessoas mais inleressadas nos negocios pblicos,
nao se v senoiodiflerenga, frieza e algumas ve-
zes manifestaces hostis, nao no cornee das em-
prezas, mas amante a sua execu(o..
Urna vez resolvidas as questes de interesa
geral, urna vez obiidas as coocesses. a boa von-
lade, os sacrificios que se podiam fazer no prin-
cipio, durante o estudo do projecto, durante 03
esludos preparatorios, desapparecem para dar lu-
gar uro sentimenlo menos nobre, isto um pu-
ro egosmo.As provincias nao esto menos
isenlas do que os individuos, desse sentimento.
visto que o pensamento de cada urna dellas de-
fender os seus proprios inieresses-.
D'ahi, mil desavengas, preteuces inadmissi-
veis, condicoes exageradas.
2." Os capitalistas que se podem associar da
maneira obter os capilaes precisos para exe-
cuQode novas obras, pecam pela falta de coo-
fianca nos resultados positivos dessas mesmas
obras,el es deixam-se apoderar de urna cerla.
ioquietaco e factlmeoia se intimidam.
Ainda nao se sabe quaoto valem, como produc-
to liquido, as estradas de ferro por exemplo ; pois>
que nao temos 00 nosso paiz um seVcamioho de
ferro importanteacabado;anda se nao tem
expsrimentado os grandes effeilos desses meios
de communicaQo, e porcooseguinte nao se poda
bem avahar os seus resultados.
Tudo incerto, a despeza de exploracao, a re-
ceila futura, a relaco de urna outra.E' im-
possivel e seria impru lente concluir, do quo so
passa as pequeas estradas de ferro como algu-
mas que j,tenros, para o que se poder obier ca-
rao resultado n^sses raesmos estados depois do
concluidos. As eoodicoes sao differentesas des-
pezas geraes, o movimeoto diario, o numero do
comboyos, tudo varia. Assim, pois, os capitalis-
tas empregando seuscapitaes nessas espeeulacems,
nao sabem o que tazem.
3. Era lira, ignoramos a importancia de nossas
torgas, desconfiamos de nos 'uesraos, nao ousa-
mos emprehender grandes emprezas, ellas nos
intimidan).
E' preciso que esses prejuizos desapparecem ;
tempo de fazerraos nossa educaco industrial ;
essa educaco se completar pouco pouco, com
a condiego de comegar desde j. Para que a in-
dustria se aperfeiede, faz-se preciso antea de tuda
que ella appareca.Longe de repulir, em prin-
cipio, o espirito das associagc.es, julgo ser neces-
sario aoima-lo e prepara-lo.
Nao preciso, porm, esgotsr muito suas forga
eseu valor.As eompanhias nao tem sido senao
pe^ueots (governos, oode a discordia se intruduz
com facilidade, oode se observara sentimento
desagradaveis de ciame iudividual e oode por
fim apparecem lulas sera provoito. E' preciso,
pois. que ellas pegam para intervir as obras
construir, que apreodam melhor se dirigir, i
examinar mais seriamente os contratos que as
obrigam, e finalmente comprehender bem o li-
mite de suas ambiges.
Nesses casos, porm, mister educar o paiz de
modo que se possa ouier urna boa organisaco
dessas eompanhias, imperfeitas hoje, e procuran-
do destruir os oDsiaculos que se oppem sua
completa formago. Mas, reconhecemos que se
ellas tem sido at hoje limitadas em seu deseo-
volvimento, tendem comtudo acompanhar o
paiz. O governo, pois, que o primeiro a inte-
ressar-se pelos nossos negocios, queira guiar e
auxilia-los em seus passos.
Assim, pois, esse lance de vista sobre os factos-
easituagooe meu paiz, me leva tirar as se-
guintes coocluses :
1." Assim como seria imprudente repellir a in-
tervengan do governo quaodo as eompanhias nao
apparecem para a execugo de taes obras uteia.
para o paiz, assim tambem seria inconveniente
impedir a aego da industria, logo que as eompa-
nhias seapresenlam e pedem concesses com
condigoes razoaveis.
2. Quaoto maior fr a importancia das obra
puolicas e menos desenvolvido o espirito de as-
sociago, tanto mais razio haverem se reeouhe-
cer que se deve recorrer acgo simultanea, e fa-
zer intervir a opioio publica, pois osesforgos in-
dividuaes e privados nao podem obrsr do mesmo-
modo em proporges convenientes.
Mas, como esse concurso & realisavel e possi-
vel 11a pratica ? Cora. destribuir as obras entre o
governo e as eompanhias ? Espero em outra oc-
casio procurar resolver estas questes.
O engonheiro Carneiro Monteiro.
Correspondencias.
Sr. redactarte. Leudo o interessante Diaria.
de Pemumbuco a. 61 de 14de margo desta anno.
depare! com urna correspondencia desla cidade,
em que seu autor, procurando explicara derro-
ta que solieran] os Drs. Machado, e Justino Do-
mingues da-Silva, lancou eobremun o odioso del-
ta, e atltvbuio-me factos par domis injuriosos.
Eu pedia, Srs. redactor** daamaecarar a este
misera-vel e desprezivel calumniador, com pou-
cas palavras, porm como desla modo eu s obti-
como instrumentos de trabalho. preciso antas ^t* ^*ol*,Ia porem como oeste modo eu so ob-
de tudocouauliar o genio particular do aoaao paiz D*l",,',ei<> resultado, ponqu ella fkave acocorado
tendo emeonsideragaoos fados de nossa historia 9*B'* c,|)' do naJl0>'. semque o publico o -
poiilica, seus progreaso, seus costemos e a fr- ''coaaecendo, para cuspir-lhe face to ana-
na de sua coosluuicao. carada, u'deixo de fazer presenlemenle.
Bale mesmo. raiseravel fz publicar em minaa
No Brasil, ondevpruuj trabalho iminente de
cenlralisagao, a sociedade ae personifica, se re-
sume e se euceroora as aduainistragdes ceattaesv
--------p---------'-^ v ^a runl WU* iMiuaa
provincia causa asmeUuate, e a que nao respon-
d paia o alimentar polmicas, visto que nao
fanan sais- do qjia saturar, o qu j4 era sabida


ro
otw* m nwuHoeo. vmxi miu ic m os i*,.
por todos ; o que porm acaba da acontecer me
faz mudar de propoailo, e deaejo por termo a essa
calumnia.
Sendo poja o meu fim que este correapoodeote
seja conhecido, o provoco, por meio deataa lianas,
jen xaminados os alicorees, aa paredes, e os
materiaes, por pesaoas habilitadas para isso, que
j nao acontecer as desgrscas que tam aconte-
cido.
tsua** rSas = 2,Si!a^V*rftWit
tido desde ji por um adulador, e misravel ca-
lumniador.
Pela publicado destas liabas, Srs. redactorea,
multo obrigaro etc.
Antonio Firmo Figutira de Saboia.
Sobral 22 de maio de 1861.
Sr. rededor:Do silencio de fados, que acar-
retam a desmoralisacao a sociedade provem gra-
ves consequeocias, que por isto, tendo esas vic*-
tima do que acaba de fazer o vigario Bacalfaau,
cojo nome senao perca, desse sacerdote sem lei,
se coslumes. sem moradade; desse sacerdo-
tei devasso, qe, acoberiado com a capa da reli-1
giao, oio se condoe de inocular a immoralidade !
e_ a prostituicao de costumes em auas ovelhas,
NO muAo que declare ao respeitavel publico, |
que tendo um fllho menor de 18 anuos que vivia pei0 eatado acluai da
honestamente em minha compaohia foi seduzido do rigoroso
pelo nypocrita Amonio Ignacio Correa, para rap-
ra trmamulherde mi conducta, j de tantos
porcao qne augmentar a diminuico do tijolo,
augmentar o sou valor.
Perguniaremos, tero de ser demolidas aa pa-
redes, que eatao em respaldo daa obras princi-
piadas, com o tijolo actualmente fabricado, e que
nao forem acabadas no prazo de 6 aaesea ? E o
tijolo comprado para essas obras, que por ventu-
ra seus dooos anda nao possaea acaba-las lio
prazo de 6 mezes, que devero fazer delie ? Certa-
mente aterrar o lamacal dealgumasruas e estra-
daa dos arrabaldea.
Sabe a Ilustre cmara municipal, que algumas
pessoas principiara suas casas, mas que de repen-
te nao as podem acabar, e .que vista do lucro
de seu trabalho que vao acabando.
Existe as otarias quantidade de lijlo, que no
prazo de 6 mezes, nao possivel vender, nao so
provincia, como por causs
invern, que tem privado a factura
das obras ; e o que ferio os proprielarios das ola-
naa Y Perder,
Brgue beapanholDespejadoidem.
Polaca hespanbolaEsmeraldaidem.
Jos
Barga portuguesa FUr_ia Mair^ ,ia40 ,ja
quim Renos
barril carne de
anoosde idrde. para com ella se casar; eu, avista D0% de ser v'endidn*\J~? I Mm m"
do procedimento publico e notono deesa mulher I SSS ^oT^U^^TJ'V^"' T
empenhei-me com o reverendo Bacal hau pon- i Sopan ido?dP too*,^"mf.?Pr?e,te>-se o ti-
do empedimentos par. que senao veriQcasse um J Tem o cdadio em 2? n^tS,8**. k
casamento que alem de clandestino, faria. como aba au"fas* r um? .."h P ***** ba" e le"
de faci, a desgraCa de meu fllho, promelteu-me i Lu feZ al ,?. l* *" P
fuelle desalmado sacerdote o fazer dito cas"! Mear o tiio^o nara .. i"".06' e *?* de f?~
mento; mas quid inde, se mediante cincuenta 8IDente d"nvanoste, ? .dnneD5ao
mil reis que Iba deu o mestno Correa, oo exi- Sr fiscal multa P~u iL^ contr'no enl"
too em fazer o contrario, concorrendo para um I obra TniiUaiS' ",n.c,(,eDC'8. demo ida
Sacramento diametralmente opposto s lei. o. M.^~-lJ,.?tl,!!,.do- *%** como "J1
Porto, consignada i Manoel
Silva, manifestou o seguiote
I caixo camisas e meias, 1
porco; i Luis de Soixza e Silva
4 caixoes linha e peotes, 2 f- .1^_- ,,*,,.r t
Jos Alaes da Silva Guimartr ** P8' S
80 caixoes vioho ; a Cunhr 1^ & c
60 rodasion arcos para mn l ^ Um_
telro. *^eiM 'Antutrto Ferr i re Men-
4iloa chapeos; /Awerim & Irmaosl
100 barra chumbo., X dito vinbo, 4 ditos vos
e 1 caixao botoes; 'd rdm.
uSSr."S!!S.dn*''! **" b"M> Francisco
Moreira Porto Br.rbosa.
5 barra vinho. J^qoim Porto Lo
drlgu" "*" 8: Aoloni LPes Ro"
II barricas 5 caiias fezrageoa S barris pre-
suntos e m.ms S30 saceos fardo; 100 ancoretas
azeilonaa, 100 barris chumbo. 483 rodas de arcos
para jnpa e barril. 100 barricas farinha de trigo e
4 melneiros de sal; ao consignatario.
Costa '* prMunl08; M'8uel Joaquim da
100 barricas farinha de trigo ; Bailar & Oli-
velra. **
verdaderamente o santiicarvm, se foase de
acord com os principios de moradade, religiao
jusiica 1 Giros ramios tactos, que provam
quanto enho de exudr sobre a conducta execra-
val do reverendo Bacalhau, deixo de narrar,
aguardando-me para oulra occasio. Entretanto,
para que os que lhe sao superiores nao coosiutam
por mais lempo, que a freguezia ande infeliz-
mente mal, e continu a ter o oais relaxado de
todos os pastores do culto religioso, rogo a Vmc,
a speaial merco de dar publictdade a estas li-
Bkas. Sua humilde serva a mi iofeliz
Joaquina Mari 4a Cenceigo.
Fazenda de liujucur, freguezia d'Alagoa de
.Baixo 28 de maio de 1861.
ata que | algum genero que Oque "podre, e que por isso
cause damno 4 salubridade publica, porexemplo,
bacalho, sardinhas, etc.
E tambera a dita postura -nao ir de encontr s
opras publicas geraese provinciaes em andamen-
to parece-nos que que sim, porque a lei egual
para toaos.
Bem, ou mal, diaasemos o nosso pensameoto,
quem quieerresponda, que nao soltaremos mais,
acrescentando nalmeiKe, que triste a eorte do
BrasiloKo irabalhador, para educar seus filhos, e
ver se toes pode deixar alguma cousa.
* *
Sr. feaelores. Qando n'um paiz coosti-
2 caixas pao de linbo, toalhas, palitos, e es-
; ; Carvalho Nogueira.
Francisco Ferreira
h
Empregado desde 1844 (17 annos) na repart-
?ao das obras publicas, onde tenho exercido o lu-
gar de eogenheiro e de ajudante de engenheiro.
jamis ptocurarei declinar de sobre mim a res-
tuciooal urna empresa morilisada se ereuo a al- r
tur. de su, misso denunciando ao paiz8os bu- I P^..'ifl'.^1?! facl?8 em qe_ell. ju.U-
sos da autoridade, ou esclareceudo a opiaio
com o deseovolvimeuto das quesles que cada i carreear A fait* h~J"hZTuJZ ""* -'"u
di. so suscitara, todos os homens sensatos pres- I "!S" .!U.?!.iM,?.'.,lor",0-
tam-lhe oapoio da sua adheso,
obreiros que'se empeoham deste modo no en-
-grandecimenlo do seu pal, pondo a sua peona
e a sua iolelligencia ao servido da causa nacio-
nal.
guando porm inhabeis pilotos, ou mal in-
tencionados obreiros se descarreiam do trilho
que a civilisaco Ibes tragara consenlindo em vir
ae raaos um instrumento de paz, e de verdade
urna arma agucada de odios e mentiras, lau-
cando a sizams, derramando a intriga no seio
de urna grande familia, a que chamaraoacao,
sopara realisarem os seus clculos de desmedida
ambico, ento o isulameoto e a aversio o
quesesenleem roda dessa imprensa ; quede
balde sppellar para a sanlidade de sua misso
esta j nao a pode valer.^E' isto o que observa-
mos entre nos, e o que melhor demonstrou o
Coiistiiuctona nestes ltimos das, ioseriudo era
suas columnas algumas denuncias cada qual mais
desarrasoada, e todas igualmente falsas, acerca
de tactos praticados no arsenal de guerra, dando
lugar a que j fossem destruidos pelo escrivo
d'aquelle mesmo arsenal.
Publicou aquelle jornal urna deauncia contra
a maneira.porque se procede as arremataces
no arsenal de guerra, esta denuncia, como j
dissemos foi evidentemente destruida pelo tes-
temunho do respectivo escrivo, no qual iovo-
caaa probidade do escripturario, o Sr. Serfico
que o nao deixaria mentir, e que de certo n
deve ser suspeito aos redactores do Constitucio-
nal. Mas nao foi isto bastante.
Em o n. 58 de 4 do correte no mesmo em
que publicaram aquelles redactores a reclaraa-
co que lhes diriga dito escrivo, deram lugar
em soas columnas sobre a mesraa epigraphe
deFados Diversosa urna outra denuncia que
de certo tem o mesmo grao de veracidade d'a-
quella que fazia o objeclo da reclamaco,
E' crivel que um simelhanle procedimen-
to qual o que attiibuem ao arrematante das cos-
turas podesse ter lugar sobre as vistas e inspec-
cao nao j do director, que alias o nico res-
poosavel, mas que se tem tornado odiosa aos
coostituciooaes, porm de todo o pessoal da re-
partido em cujo numero se achara pessoas oue
deveriam merecer toda f do Constitucional ?
Quem acredilaria na substituido da costura
pela colla Seria o processo de tal modo perfei-
to que deixasse vista a illuso dos pontos se-
guramente fiogidos para encobrir a colla, e a-
2er persusdir que esUvam verdadeiramente co-
zidos Esta denuncia cahe por um certo redi-
culo que a involve e faz crer antes um formida-
vei canard que fazia honra a algum jornal ame-
ricano. E que tal a fonte pura I Ainda nao sa-
tisfeito com os seus felizes inventos lancaram
mao da demisso do fiel do almoxarifada Meira
ra Lima, allribuindo-a a intrigas eleitoraes, ar-
gumento interminavel, que vera seropre repro-
duzco as columnas do Constitucional todas
asvpZesqUese acham em difliculdade pare ex-
plicar, algum acto do governo, ou que lhe faz
conta moralisa-los a seu geito.
Ha mezes. que o dito fiel abandonou o seu
cargo, empregando-se como effectivameote se
acha. na estrada de ferro dessa provincia desde
dezembro do anno fiodo, como se v da resposta
.da superintendencia da roesma estrada que a-
baixo va transcripta. Como, pois, avancar-se ao
que diz o Constitucional nos seusFados Di-
versos ?
Oulra mais importante do Consltucionof foi a
err.na que fez a respeito da nomeaco de Jos
Francisco Marinho para mestre da 4a classe do
arsenal de guerra. J nao se lembra o sabio
redactor que Marioho quando carcereiro da ca-
dea desla cidade. por occasio da revolla que
aqu teve logar, foi severamente reprehendido
por nao ter querido por a ferros os Srs. Manoel
Florencio Alves de Moraes, e general Abreu e
Lima, que felizmente ainda se acham vivos e
podem confirmar o que dizemos. E' esse o bo-
mera a respeito de quem tanto brsdou o Cons-
titucxonal, dizendo que um ourives nao pode
serlatoeiro! Eis um achado magnifico, que faz
honra aos redaclores do Constitucional dem-
crata. Agora seja-oo licito Umbem inventar
que um latoeiro que nunca poderia ser oUrives:
admiltem?
Como se pode deeconhecer o valor desimi-
Ihanies publiceoes. ao ponto de nao receja-
ren que a verdade por um movimento que lhe
e natural, procure sobrenadar ao erro e deste
raodo deemascarar ovil denunciante, queassim
joga com a credulidade, deste pobre povo I Srs
Kedactores do Coneliiucional nos sempre que-
remos crej que a vossa credulidade tambera
como a do povo comprometida nessas denun-
cias ; mas vde que acontinuarem, depois de
esclarecida a opioiio sobre ellas a vossa honra
4e jonalista se comprometiera, e a vossa masca-
ba cabir aos pedacos.
E' o que vos dls por ora o
Juslieeiro.
RECIPE i S. FRANCISCO.
failevay Lxmited.
tu c Pe'nambuco, 6dejunhode 186f.
iim.Sr.--Respoadendo a carta de V. S de
jioniem. cabe-me declarar-lbe que o Sr. Meira
J.ima enirou para o nico desla compaohia em
3 de dezembro ultimo.
L"\ ma'OM8escleameotos,se preciso trem,
B contar com o
D V. g. ltenlo venerador e criado
R. Austin,
Secretario.
mente me couber; mas tambem repellirei aecu-
sacoes com que injustamente me procuram sobre -
pflfregar faii.^ k--^;_i*--------*.
Tenho
- w ara: wsnjs
melhor do que eu conhece a sua historia.
bou o pnmeiro a confeasar que actualmente ea-
sa estrada, (a da Victoria), se acha em pessimo
estado, no lugar da v.rse. do engenho Soccorro,
o que tem levantado justos clamores dos viandan-
dantes, que desej.ndo encontrar urna bella es-
trada, mac-adamisada, encontrara buracos e ato-
leiros. que sao outros tantos precipicios. Mas para
que o publico lance a respoosabilidade quem
justamente tocar, farei em breves palavras o his-
toriado desse lugar.
Reconhecendo o estado de ruina em que se a-
chavam multas partes dos empedramentos dessa
estrada entre os marcos 6000 e 12000 bracas, em
2/ de agosto de 1859 apre*eutei directora um
orcamento dos reparos mais urgentes, isto .500
bracas de empedramentos repartidos por diversos
pontos. Uavendo alguma demora em se arre-
matar essa obra, fiz sentir ao Sr. director que ella
era insuQiciente, porque o invern deixra gran-
des estragos. Eotao recebi ordem para organisar
tres orcamentos de 500 bracas de empedramento
MkM h"1' paro 8e^,feilas eotre os marcos e
8000 bragas, 8 e 10O0O bracas, e 19 e 12000 bra-
Felizmente os dous orcamentos de 500 bracas
entre os marcos 8 e 10000; e 10 e 12000 bracas
foram arrematadas em fevereiro do anno passado
e executado, no prazo do contrato, pelo que bo-
je esses lugares eslo em ptimo estado, mas os
reparos entre os marcos 6 e 8000 bracas, taes de-
moras e duvidas suscitaram na secretaria do go-
verno e theuourana queso eml9delulho passa-
do foram arrematadas
O arrematante que devi. principiar essa obra
em o prazo dlo das e concluir em o de 4 me-
zes. desanimado por ver que seria pago em apo-
Uces perdeu toe parte do lempo, de modo
que tendo obtido urna prorogagao de dous mezes.
apenas fez 100 bragas de empedramento na ladei-
ra do Carangueijo, que tambem estaris hoje io-
iranailavef, se nao se tivessa felto esse empedra-
mento.
eo
1 caixo ementes
Bailar.
50 cunhetes velas de sebo
Mendes.
3 caixas macos de linha
Bairo.
200 saceos fardo, 1 dito rolhas, 2 caixoes ro-
zeiras de japo ; Semio Ribeiro Paula.
10 barris pregos, 2 cunhetes martelloa; Lima
Irmao & C.
Azevedo Pinto de Souza &
_.fA? 5S ,2V?; deLi!0o"nham,Ql6iga ,ng,eMi Upioca e ?inho
Eo omecimento, para a* obras a cargo do ar-
SeD8 o marinha Istivamente a cemento bran-
co de Bolonha, cal preta e branca, pedras de
ia e de cantara, biutas e tijolo de aire-
dHos-sem perolaa, avallado 4$ cada um. 19;
Upulseiraa. avalladas a 8 cada ums, 112; 1
drta em cana redonda, avallada por 16|00(F 62
pares de rozetas, avalUdas a 3j> cada par, 186;
82pares d8 dn... .v.liadas a 250oVda par
aOWi 11 lonetM, avaliadaa 3 cada um, 33;
" deouro. lisos, avahados a 3$ cada
18altineles
um, 54JJ; 4_ ditos pa'ra retrtoV.'avalUdos0? 32^
.w 0tJ^ ?"\hf"ne,D- "l"dos a 5 cada
m, zojuw, 4 cadeas curtas com passadores
para relogio. avahadas a 50$ cada urna, 200;
IVr*. / CKr.- P" vpe8coc. "'aliada por 9; cmeotos e
Sm ?.?'d.a5SrJ; ?uvD!nsd08 a ^ n'vi?8.'a
naria.
_ Em 19.
Por tempo de 12 mezes. fiados em junho do
anno prximo de 1862.
O aviamento do receitnario das enfermaras
de marrana e dos africanos livres, bem como os
servigos de barbeiro necessarios a estes estabele-
> foroecimento de ambulancias aos
e as ambulancias
Mico aos proprieUrids das pr*do urbanos das
os30diMuteis para o pagamento 4 bocea do
cofre do segundo semestre da decima do aono fl-
nanceiro d 18rJ0 1861, se principiam a coUr
do da 1. dejunho vindouro, ficaodo loirtfoa
zis&sszrque p,g,re,a depou finfl
2lMdrmoCS,8l Pr0T0Cal de Pera>n*-
Antonio Carnero Machado Riot.
Obras publicas.
Em cumprimento das ordena do governo- da
provincia, tem de ser arrematada no da 14 do
correte, a quem melhores eondiees offerecer
a barcaca pertencente reparco das obras pu-
blicas, servindo de base
S qoI" u.110; WOgM de coral, avalladas
pordo: i dita com urna volta de cordo, ava-
iiafanpor16* 36 chavea para iclogio, avahadas a
1JPW cada urna, 54S ; 30 grupos de enfeiles para
relogio, avaliados a 4 cada um grupo, 120; 4
ligas de uoicorne, avahadas por 6$ ; 2 pares de
cornalinas encastoadas, avahadas poro; 4 cruzes
esmaltadas, avahadas por 450O; 1 cagolela em
forma de hvro, avahada por 3; 1 bocetinha con-
tendo diversas obras quebradaa, avallada por 28:
17 pares de brincos, avaliados a 17 o par, 68a
13 pares de ditos de coral, avaliados por 26 2
parea de argolaa esmaltadas, avahadas por 2 :
d ditos de ditas, corladas, avahadas por 6 ; 2
ditos de ditas de filagran, avaliados
por 6;
faca, 1 garfo e coIherde pr'ata,' a'vTadospor 5'
sP0IiAa%e!P*raS,-CO, S00'1""- avahado por
1280O ; 2 trancelms de prala, avaliados por 8 ;
5 daos vinho ; Jos Das S. Guimares. 135 canudos, avaliados a 326 cada um 11200 :
i SnJt-Peo .de escabex6 Manoel Anto- 43 ponteiros de prata, avallados a 400 rs., 17a200:
15 agulheiros. avahados a 1S600 cada um, 24;'
Joaquim Monteiro b pares de fivelas para suspensorios, avaliados
presuntos; Domingue, Alves M.JSSSfr^?'^.^^^^^
,, _' P,e1ueno, 1 bandeirinha para Menino Deus, 5 co-
arcos do pao ; Jos da Silva Iheres para clice, 5 olhos de Santa Luzia 3 ca-
begas de S. Joo, 16 dedaes dourados, fundos de
pedra. 4 dilos de prata fundos de pedra, 19 ditos
lodos de prata, e 6 anneis de dita, avahado tudo
por" 30000 lam dC PraU Telh"' avaliadas
Os quaes foram penhorados por execuco de
2 Joaqun Lucio Honteiro da Franca, conlra Joo
nio Monteiro Santos.
1 dito dito, de dito;
Cruz.
6 barris
theus.
100 rodasde
Loio & C.
Exportac&o.
Dia 8 de junho.
cafre ou"0101"1 ReCf<' Pa" R d* P"t8'
Manoel Gongalves da Silva, 400 barricas com
o,65 arrobas e 21 libras de assucar.
em selembro
Rtiollfl ,10 .. ^aul de Sou". e nao havendo langador me cu-
r.rf g yautitul> P"ra L'erpool, car-1 bra Pffo da avaliago, ser a arrematago feita
Mills I atham* r tu* 5!^V** i djudicago com o abalimento
Milis Latbam & C, 800 saceos com 4,00 arro-Jda "
PurS*h!r* u i n EPa.quechegueaoconhecimento de todos,
. nespanhol Paco, para o Rio da Prata, 1 mandei passar editaes que sero publicados nel
r,!fiaKam '' r iu 1D,Prensa e Bxados nos lugares do costurae^
ouilherme Carvalho & C, 50 pipas com 9,200 *>"? e passado nesta cidade do Recfe, aos 28
- agurdente. ; de maio de I861.-Eu Manoel Mara Rodrigues do
Joiin Marlem, para Liverpool,', Nascimeolo, escrivo o subscrevi.
... Anselmo Francisco Perelti.
.i;/- Slueira.110 "os com 569 arrobas de a n, D
a|g da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
medidas de
Barca ingleza
carregou
Barca ingleza Anne.Scolt, para o Canal, car-
regaran] ;
James Ryder 4 C, 1,240 saceos eom 6,2000
arrobas de assucar.
Beccbedoria de randas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 10.
dem do dia 11. ,
A vista d'isso foi essa obra eocampada por por-
tara de 28 de fevereiro passado, e eu logo instei
aoSr. director por sua concluso, receiaodo o
qu aconteceu, isto que a varsea do Soccorro
no invern se tornara um lamacal.
Lutando com mil difliculdades paraobter a pe-
dra com um rigoroso inverno, e falta dedinbeiro,
pode fazer do pnmeiro de abril at hoje 120 e tan-
tas bragas, que eram mais necessarias, e cuja
taita tena interrompido o transito dos carros.
A vista do exposto o publico que forme o seu
juno. '
Alm disso sei que ha muilos lugares que pre-
cisara reparos, sao empedramentos de mais de
20 annos, que no invern eob o atiricio de to
pesados vehculos cooduzidos por estupidos con-
ductores searruinam espantosamente.
Se os cofres podessem comportar todos os re-
paros e as minhasreclamages fossem attendidas.
em lempo, por certo que outro seria o aspecto
dessa estrada. r
Em quanto a conservagao de que tanto se falla
longo sena tragar a sua historia. Basta dizerque
exige-se um impossivel, porque quem tem idea
desse trabalho dir se possivel conservar com
f^.m>enS, 4 mi1 bra5as de estrada, reparar d-
tenos d aotiga coostruego e concertar empedra-
mentos amigos que todos os das se arruinara.
Kepare-se essa estrada, esiabelega-se urna con-
servagao permanente suficiente, e nao hesita-
reiem responder ao publico pelo seu bom es-
Jaboalo, 7 de junho de 1861.
9 ajudante de engenheiro.
Feliciano Rodrigues da Silva.
Consulado
Rendlmento do dia 1 a
dem do dia 11. .
jntt especial do commercio desta cidade do
Kecife, capital da provincia de Pernambuco e
eu termo, por Sua Magestade Imperial e Cons-
titucional o Sr. D. Pedao II, quem Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
1-8nnR 6 n.llC,a tl?eren>, que no dia 12 de junho do
.... JJW correte anno, se ha de arrematar por veoda
lfcitaiam !LUien!i m,w!!M'eni P?a publica deste juizo. na
ia.4BdJ0i sala dos auditorioa, os objectos seguintes :
nrovlnotai i i .Ia CiVto meiro. foveiro, avahado por 808 ;
provincial JfWS? compelos, avahados por 100; 24
' iSffi? "fios ditos, avahados a 8g cada um, 1929;1
3.8033I5 dito de ouro com perolas, avahado por 20g; 3
' 97QfiriOT fl *?T Perolas. 'aliados a 4 cada um. 12;
f ]4 PurceUas, avahadas a 8 cada urna, llgoo
i dita em caixa redonda, avahada por 168: 62
fSfi! l/0SetM'a?aliailas a 3 cada umpar,
HSrjS P?Ief de.dit. Hadas a 2500 cada
ffi no* r ,onela*' 'Hadas a 3 cada urna.
Movimento do porto.
entrados no dia 11;
Navios
Londres__44
nem, de 1
equipsgem 27. carga ferro "carvao" dpedn''
a Henry Forster & C. Arribou a wte porto'
por ter encalhado na barra da Catuama ; seu
destino Madras.
Sydney 73 dias. galera Bgleza Calabar,
* 7 .eJad"' caPilaN. P.Semes, 2&**j *<" P" retratos, avaliados
a 8Jj, 32000; 4 ditos de dito para hornera, ava-
n..V S Cada um' 20Si 4 cadeias curl" com
nm' TtfESf Pra r,el$10' ""la,1 50000 cada
ama, 200; 1 volta de coral para pescogo, ava-
-----------------, de ,ada Por ? : 6 pares de boles de abertura ava-
SIrei'd"' caP} ao B"l"e. equipagem 17. I,ad 600 o par. 9; 1 par de dUoV para
carga laa; ao capitao. Veio refrescar e segu P.u.Dhos. 'Hados a 5 cada um, 60; 6 ditos de
Sv5 ?*: S 6 C0/al' "'"los al cadaum, 68; 1
165oLTnSHaS' alera '8 eza Tiptree, de g de pedra granada e perolas, avahada por
.ooo oneladas, capitao Fmel, equlpagem 60, ?.2* 6 anneis a 4 cada uro, 24; 6 ditos ava-
narfla0 Mpltt" Ve0 refre8C" e seue uS? ES' ?* '' M dito8 ay'idos, a 2 cada um,
para Londres. 116; 22 sineles para relosio. avaliaril somn
Navios sahidos no mesmo dia..
Baha Brgue inglez Mellecenl, capito H. La-
mensor, carga a mesma que trouxe de Terra-
flova. Suspendeu do lamaro.
ce
a.
B
Horas.
B
COOIEItIO.
kthmosphera
oa
H
P1
CA
n

3)
n
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Dirteco.


00

/ntentda.
Fahrenheit.
O)
00
o
IO
Centgrado.
g I Hygrometro.
-4
O
O
I Cisterna hydre-
metrica.
-
oo
SU
i Francex.
CAIXa filial
o
lo
-2 [Inglez.
para relogio, avaliados a 58000
, cada um, 110; 19 flgas de coral por 3000oTl
dita com urna volta de cordo. avahada por 6
Jb chaves para relogio, avaliadas a 1500, 54 :
| W grupos de enfeites para relogios. avaliados
4g cada um, 120 ; 14 ligas de unicoroe, avaha-
das por 6000; 2 pares de cornalinas encastoa-
das. avalladas por 6 ; 4 cruzes esmaltadas, ava-
hadas por 4; 1 cagolela em forma de livro
avahada por 3; 1 bocetinha contendo diversas
obras quebradas, avahada por 28$ ; 17 pares de
brincos, avahados a 4 cada um par, 68: 13
pares de ditos de coral, avaliadas por 26 apa-
res delarglas esmaltadas, avaliadas por'2a ; 3
ditos de ditas cortadas, avaliadas por 6; 2 ditas
de ditos de filagran por 6; 1 faca, um garfo e
I en .r de prala' Pr 5; 1 Pr de esporas com
-o i 81?,l7 de peso, avahada por 128800; 2 tran-
celms de dita avaliados por 8 ; 35 canudos,
avahadas a 320 rs.. 11200; 43 ponteiras
Em 22.
ror tempo de tres mezes, (indos
do correte anno.
*"' de rouP d JiUs enfermaras, com-
paohia de aprendizes artfices, e da maruja do
d.\ A de,u,arinna. bem como o foroecimento
das segrales pegas de fardamento :
rLI. h"" comPaDhia de aprendizes artfices,
de d.l0,UDIOrr,' di10 Pa"o servigo. lenco
dft -hP fardelade Panno azul, caiga de
dit, de bnm branco. dita de algodo aiul. blusa
lh b"DCO'.8acco' colchoe tr.vesseios de
linho. cheios de palha, Jeugos e fronhas de algo-
Stt?. aC' COlcha de al8dao cobertor
^RnnM."!?"^68 marinheirose aprendizes dilos.
Bonets de panno, camisa de bnm branco, dita
de algodao azul, caiga de brim branco, dita de al-
Sl rTl'}eT, de S6da Prel8 farda de Pa"oo
azul, caiga de dito, sapatos e sacco.
Para os fusileiros navaes.
Bonet de palla e chapa, caiga e farda de panno
azul, caiga e camisa do brim branco. gravata de
couro, sapatos e polainas de panno.
As propostas em cartas fechadas, mencionarao
osnomes dos fiadores, e nao podem referir-se a
mais de um contrato, que o respectivo subscripto
declarar qual seja para a necessaria separago
no acto do recebimento.
,.ni'8 d 4CoCDSellV! de comPr" oavaes, em 8 de
junho de 1861.O secretari
gues dos Anjos.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que na
J5,. T f01 .1Q8Cr'Pt0 "o registro publico o
contracto de sociedade celebrado em Liverpool
aos 22 de novembre de 1859, entre Roberto Sin-
glenurst Smior, Roberto Singlehurst Jnior. Ro-
berto Brocklehurst e Roberto Brovo, lodos do-
miciliados na dita cidade de Liverpool, e Ildefon-
so Jos de Abreu, domiciliado no Cear, e esta-
belecidos na mesma provincia sob a firma de
Singlehurst, Abreu & C. com casa de commis-
joes de mercadorias. fornecidas pelos socios de
Liverpool na importancia de 25,000 libras; de-
vendo dita sociedade durar por espago de 5 an-
nos, a contar do Io de julho de 1859.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 11 de junho de 1861.
n i JJulio Guimaies-Officisl-maior.
rea admioistrscao do correio se faz publi-
co que a agencia ltimamente creada na villa da
Lscada se acha de hoje em dianle em regular an-
damento, seudo expedidas as malas urna vez no
aia. as 8 horas da manha desta capital, e da Es-
cada a 1 hora da tarde [por agora) pelo vapor
aSume" orJ?lo.de Pernmbuco 12 d junho
de 1861.O official papelista,
Oliveira Lima.
Correio.
Pela adminislrago do correio desta cidade se
iaz publico que em virtude da convenco postal
celebrada pelos governos brasileiro e francez sa-
rao expedidas malas para a Europa no dia 15 do
correte mez, de conformidade com o annuncio
deste correio, publicado no Diario de 9 de feve-
reiro ultimo pelo vapor inglez. As cartas sero
recebidas at 2 horas antes da que for marcada
para a sabida, do vapor, e os jornaesat 4 horas
aS1S' .^"e'.0.de Pernambuco 11 dejunho de
ool.o administrador,
n i Domingos dos Passos Miranda.
rea subdelegada de polica da Capuoga
faz-se publico, que foram tomados um indivi-
duo na estrada da Ponte d'Uchda um sacco com
roupa e um caixo com alguns objectos, por sus-
peitas de que eram furtados
acha a dita barcaga ancorada.
iof?cre?ria das obt" Publicas
lool,o secretarlo,
T. A. Ramos Zany.
qual
8 de junho de
Consulado da repblica
argentina.
i*0/" deP,ort*l noticia da fanniquillago da
cidade de Mendoza por causa deum terrivel ter-
remoto (como notorio) que a reduzio em poucos
minutos um mooto de ruinas, debaixo das
quaes foram sepultados mais de dous tercos da
sua populago ; o abaixo firmado, cnsul da re-
publica nesla cidade, tem iniciado urna subs-
cripgaocomofimdealliviardadesgraga os que
aemem na miseria e orphandade, salvos de to
violenta catastrophe. A supplica que se faz
todos os cidades desta cidade, ecom especialida-
de ao corpo commercial da praca que entretem
lao importantes relagoes mercantis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que todos os se-
nhores se prestaro a subscrever, cada um com
a somma que possa para Om to humanitario
imitando o que j se tem procedido em outras
provincias do imperio. Para o que pode se assig-
nar na associsgao da praga do commercio, neate
consulado, ra da Cruz n. 3. e assim tambem em
|p Alexaodre Rodn- qualquer outra parle em que o promovam os
amantes da humanidade.e pedido deste con-
sulado. Recife 1 de junho de 1861.
Jos Joo de Amorim.
Gompanhia do Beberibe.
No dia 17 do corrente pela* 12 horas
do dia tera* lugar novauaenteno e*crip-
torio da companhia ra do Cabuga' n.
16, a arremata cao do rendimento dos
chafar zes e bicas por hairros ou totali-
dade e por espaQode 1 a tres annos, sob
as bazes abaixo transcriptas e mais con-
dicedes patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declaraco dos mesmos no men-
cionado dia de?endo ser as proposts por
escripto.
Bazes sobre as quaes se deve lanear.
Bairro do Recife.
Cha far z e bica do caes da al-
fandega. ,
Dito da ra da Cruz. .
Dito da ra do Brum.
Dito do Forte do Mattos
bica. .
5:3655&0
6:883$557
3:7510072
2:8980840
. quera se julgar
i aos mesmos objectos
o
B
H
55
DO
BANCO DO BRASIL.
EM 11 DE JUNHO DE 1861.
A cana desconta letras a 10 %. sendo as de
seu aceite a 9 /.. toma saques sobre a praca do
Rio de Janeiro, e recebe J'
dioheiro ao premio
NOVO BANCO
UE
PERNAMBUCO.
EM 11 DE JUNHO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 /
ao anno al o prazo de 4 mezes e i ir/ at
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correles
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
poder V. S.
Publicagoes a pedido.
convencionar.
Alfandexa*
Rendimento do dia 1 a 10. .
Uem do dia 11.....
1*8*605799
20:72S066
149:6^1865
fo?le 1ubI.ad8.! com aI8UDS nevoeiros ven-
TObE fresco das 11 b. em dianle.
OSCILAC.VO DA MAR.
Preamar as 6 h. 30' da manhaa, altura 6 D
Bauamar 0 42 da tarde, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 11 de ju-
nho de 1861. '
Romano Stbpple,
Io lente.
Editaes.
O Dr. Bernardo
Movimento da alfandeira.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Diremos algumas palavras sob a postura addi-
cioobI da cmara municipal desta cidade, publi-
cada oeste Diario de 10 do torrente mes, e que
arada tem de ser approvada.
Parece-nos que esta postora nao Armada em
justica, porque a lei sempre tem a presumpcSo de
serfeita para utilidade punlica, porm nesta pos-
tura nao descobrimos essa utilidade, como pas-
tamos a demonstrar.
Oue importa a dimenso e grossura do tijolo
Volumes

sabidos
com fazendas..
con gneros..
57
340
------397
67
516
Descarregam hoje 12 de junho.
Barca inglezaBonitacarvo.
Brgue mgiez-Valid-trihos de ierro.
Bngue .ioglezWilliDgton-tnlhos de ferro,
rigae oglezAntigu Pach tcarvao.
Barca inglezaGangesidem.
Barca portuguezaFlor da
relio.
583
Mai* farinha e fa-
p!!:0Kmeri1,D,0--L c- Watc-a:ercadori8.
charque P"b0la ~ Cbronro ~r carne de
Machado da Costa Doria, juiz de
direito da pnmeira vara criminal e substituto
da do commercio desta cidade do Recife e seu
norS M*?.r" 0f?Co de Pernabuco.
guardte.6 C-Sr-D-Pear011' ^ueDcus
i todos os credores docommerciante matriculado
Sebastiao Jos da Silva. esUbelecido com fabrica
dei caldeir.r.a e f.ndigo no roa Imperial n 118
* J*or, d. "Dhaa, na sala ios auditorios
cerno fora desuado por este juizo, afim de que
S!r,,!.tOd08- P0SM-9e 'acere, d.io:
ratona que ao mentissimo tribunal do commer-
cio impetren aquelle commerciante, de confor-
midad^ com o, arts. 899 e 900 do cdigo com-
n..P."!!-.q,,e ,0d0S ,enham enca, mandei
passar editaes, que sero af&iados nos lrM
do costume e publicado pela imprensa g
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
2nom,bu-VOSl0dia8do "> de junho de iS
10 da independencia e do imperio do Brasil
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade ea-
anvio o fiz escrever. uraue, es-
n n Bt"iard" Machado da Caita Doria.
ODr.ADselmo Francisco Perelti, commendador
da mpenal ordem da Rosa e da de Christo e
iu, df d.reS? e8Peal do commercio desta ci-
dade do ReiHfe capital da proviocia de Pernam-i
buco eseu tormo, por Sua Magestade Imperial'
e Constitucin al o Sr. D. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Fago saber aos
S3 rs f. "; "*; ponteiras de
| prata avalladas a 400 rs., 17JJ200 ; 15 agnlhei-
S j j ros a 18600. 24S; 6 pares de fivellas para sus-
S 3 Smi.*0."0"' arnlad.-s por i^000 ,8 fiy"as para
g o colhetes a 640, 11JJ520; 1 resplandor de prata
o gil dito pequeo, urna bandeirinba para Menino
g I Deus. 5 colheres para calix,5 olhos de Santa Lu-
5 : zi, i caberas de S. Joo, 16 dedaes dourados
S fundo de pedra 4 ditos de prata, fundo de pedral
? 12 ditos lodos de prata e 6 aooais de dita, va-
. j hado ludo Por 26S; 250 oitavas de prata velha
avahada por 3OJO00. '
I Os quaes foram penhorados por execuco de
, Monseo & Vinassa, cootra Joo Paulo de Souza
e nao havendo langador que cubra o preco da'
avallado ser a arrematado feita pelo valor da
adjudicacao com o abalimento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprensa, e affixado3 nos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de juoho de 1861, 40 da inde-
pendencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo. es-
crivo, o subscrevi. '
n ni c- Anselmo Francisco Ptretli.
u nim. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resolugo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que a arremataco
das impressoes dos balancos, orcamentos e rela-
torio desla ihesouraria, foi transferida para o dia
u do correte por nao se terem habilitado e nao
estarem presentes no acto da arremataco as
pessoas que mandaran propostas para o correio.
As pessoas que se propozerem a mesma arre-
mataco comparegam na sala das sesses da jun-
ta da fazenda, no dia cima mencionado pelo
mera da. competentemente habilitadas, adver-
tindo que a habilitado ter lugar no dia 13.
E para constar se maodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 7 de junho de 1861.-0 secretario,
A. r. d AonunciacSo.
Declarares.
Conselho de compras navaes.
Tendo-se de fuer sob as coodicoes j conhe-
cidas, em 15.19 e 2 do correte mez os con-
tritos abaixo declarados, manda o conselho con-
vidar os preleodentes apresentarem as suas
propostas nesses dias at s ll horas da ma-
nhaa.
Em 15.
Por 3 mezes. nodos em setembro prximo.
O foroecimento de vveres e outros objectos de
consumo, para os navios da armada e esubelaci-
mento de marioha, sendo arroz do Maranho
agurdente branca de 20 graos, azeite doce de*
Lisboa, assucar branco grosso, bacalho, bolacha
carne seeea. caf em grio, carnauba em velas'
carne verde c.ngica ou ilbo pilado, farinha d
ca. fejao, manteiga franceza. mate, pie
nesta subdelegada, que danVo"os7ignCa0esPcerretos
lhe sarao entregues.
Subdelegacia de polica da Capunga, 10 deju-
?PnmeH,8?.'T0.!ubdelead0 "3Eta. Manee.
Gentil da Costa Alves. '
Capitana do porto.
n*r1?Ie,m d0 rf;cnee de diTisa. capito do
porlo se faz publico que qualquer estivador.aue
como mestre tomar conta de alguma embarcaco
para estivar, nao estando matriculado como tal
ser preso e entregue a autoridade policial por
exercer urna profisso de que oo tem titulo, ou
recrutado para a armada, estando nesse caso,
soosmeslres malricalados nesta capitunia po-
dem tomar conta desse sorvico, enoempreRa-
rao pessoa alguma sem malricula. sob pena de
mulla ou priso na casa de detenjo.
Tamo os mestres estivadores, como os que se
empregarem nesse servigo, tero em seu poder e
oem acondicionadas suas matriculas para serem
presentes s rondas da capitana. Provine final-
mente aos estivadores que elles tem por capataz
o mestre eslivador Angelo Roque, e sota-capataz
Silvestre Jos Fernaodes. F
Capitanaido porto de Pernambuco, 11 de ju-
nho de 1861. '
_ Serviodo de secretario,
Joo Nepomuceno Alves Maciel.
SOCIEDADE BANCARIA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
deSja.uaeTroeepm.rm "^ WbM P"5" d R0
Caixa lllia do banco do Brasil
em Pernaubuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de
creton. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta date, a
substituico das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
O administrador da recebedoria de rendas
internas faz publico que oo corrente mez tem de
ser pago, livre da multa de 3 OjO o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo aos impos-
tos segralesi : decima addicional de mao mora,
imposto de 20 0|0 sobre lojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 80 sobre r**. a mn.:.
roupa, calcado, etc., fabricados
mez se- j
18:898^999
Bairro de Santo Antonio.
Chafariv dolargo do Carmo. 8:474^150
Dito do largo do Paraizo. 6:986#172
Dito do largo do Passeio
Publico......
Dito da ra do Sol. .
Dito da ra da Concordia.
5:589s652
5:1760092
5:175^995
25:2000059
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz do caes do Capi-
baribe e bica do mesmo. 5:8170000
Dito da caixa d'agua da ra
.do$pire......5:1890500
Dito da praqa da Boa-Vist. 5:0400525
Dito do largo da Soledade. 7620775
16;8O906OO
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 8 de junho de 161.O secretario.
Manoel Gentil da Costa Alves.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
14aE 15a RECITAS DA ASSIGNATURA.
Quarta e qointa-feira, 12 e 13 de
Junho de 1861.
Subir scena o magnifico mysterio em quatro
actos e mais dous quadros
GABRIELE LLSBEL
ouos
HILAGRES DE SANTO ANTONIO.
&&zs:.'tt^te'&^^.zEua-&
em paiz estrao-
geiro ; e que depois de Ando o referido a
rao cobrados conjuntamente com a multa.
4AieCeudor,^de Pernoibuco 1. de juoho de
1861.Manoel Carnero de Souza Laceria.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A lllma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no da 13 do corrente, pelas 4 boras da Urde, na
sala de suas sessoes iro praca para ser arre-
matadas a quem mais der. as rendas da ilha do
ogueira pelo tempo de tres annoa a contar do
qi j"A docorrote annoa 30 de junho de
1804. Os preleodentes devem comparecer no
lugar, dia e boras cima ditas, acompanhados de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 3 de juoho de 1861.O escrivo F A
Cavalcanli Cousaairo. '
PERSONAGENS.
1 Fr. Antonio, 36 annos, Portu-
guez religioso................
Grabiel, o anjo bom............
Lusbel, o aojo mo.............
Ezellino, Sr. de Varona, general
do exercto do imperador da
Allemanha Frederico II...... Valle.
Fr. Elias, geral da ordem dos
menores......................
Ignacio, leigo............'..'.'.'.'.
O cardeal, enviado por Gregorio
IX visitar conveoto dos
Francisca nos.................
O sacrislao-mr, de Santa Ma-
ra de Padua.................
Pedro, leigo, seu ajudante......
Leonardo, rapaz do povo....... Vicente"
Marco-Aurelio, vendedor de co-
mestives.....................
S3E?,ta....................
... _i/VV................
Germano.
D. Maaoela.
Nunes.
Raymundo.
Teixeira.
Leite.
Dito.
Campos.
Consulado provincial.
Pea mesa do consulado proTincial se fas pi-
Santa Rosa.
Almeida
N.N.
O. Jesuina.
D. Julia Gobert.
D. Anua Chaves
D. Julia Rosa.
D. Carmela.
Berta, mii de Leonardo..../...
Marietha...........
Clemeptina.....................
rnmeira mulher di. povo.......
Segunda dita..........
rrades, guerreiroe e soldados de Ezelioo. co-
mitiva do cardeal, povo de Padua, etc., etc.
o tu ~p,rto 0 claustro do convento de
baofaMana eos Padua, prximo aportara,--
muda para as eotranhaa da trra.
_. 2cto.Acampamento e tenda do general
LzelUno parreira secca no fundo passa o,
adige. r '
3 acto.A entrada da cidsda da Padua, ama-
zem de comesreis de Marco-Aurelio, etc.
rifife


OlAAId DI fIBMIBCCO. -w QUlRTA FEIRA 12 M JUNHO DI 1M1,
o
V
4* eeto.-Uma celia no Heremitorio de Arcella.
muda pera o interior da igreja da Espoleto, rica-
mente decorada.
Todo o acenario foi de doto retocado, bem
como lodo o vestuario e maia accessorios.
. HMiaonita e Cor08 dP nabil director e regente da orcheetra o Sr. Colas.
Cotoecar ia 7 tf horas;
Os bilhetes tanto do camarotes como de cadei-
ras e geraes, seo vendidos para as doas recitas.
Os senhores que flzeram encommendas, podem
esde j mandar busca-Ios ao asciptorio do
SMUS
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sab bit do, 15 dejunho.
O baile annunciado para o dia ( e que foi
transferido, ter lugar indubitavelmenie sabbado
15 do corrente (salvo se achuva for muita}. Serio
empregados os tneios possiveis para que o baile
neste dia seja sumptnoso, as damas serio brin-
dadas com importantes sortes de Santo Aotonio.
O gabinete apresentar novos e interessantes
quadros
'Ser mantida a boa ordem e harmona do eos-
turne e aereo mentidas as disposigoes do regu-
lamento que o Illm. Sr. Dr. chefe de polica se
dignou approvar.
Entradas para damas gratis, cavalleiros 2$.
Aysos martimos.
DAS
ilessageries imperiales.
At o dia 14 do corrente espera-se da Europ
o vapor fraocez Btarn, commaudante Aubry de
la No, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro locando na Baha,
para passagens etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche n. 9.
Baha.
A escuna nacional Carlota, capillo Luciano
Alvos da Conceirao, sabe para a Babia em pou-
cos dias, para alguma carga que ainda pode re-
ceber trata-se oom Francisco L. O. Azevedo, ra
da Madre de Dos n. 12.
IPMfi
o Rio de Janeiro
a polaca brasileira Esperance segu com brevf-
dade ; pode receber alguma carga e escravos a
rete : trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Gorpo Santo d. 6.
IfMtlMD,
Sem imprtelerivalente no dia 8 de junho a
veleira e bem conhecida.barca portuguesa. Sym-
pathia, por lar sua carga engajada ; recebe ni-
camente pasaageiroa, pora os quaes tem commo-
doi excelleutes.
Rio de Janeiro
segu com maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de sen car-
regamenlo. e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, preteni* seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamenlo prompto, para o resto
que lhe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
Leiloes.
LSIUl
Quinta-feira 13 do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo despacho do
Exm. Sr. Dr.ljuiz de direito e interino do com-
mercio, a requerimento do Sr. Francisco Alves
Monteiro Jnior, far lilo da armaco, merca-
dorias e dividas do deposito da ra do Rangel n.
6, perteucente a Jos Jaciutho Pacheco, aa 10
horas do dia cima no mesmo deposito.
LEILAO
R
COMPANHIA PERM1BUG1
DB
Navegado coseira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura.
segu viagem para os portos do sul no dia 20
do correnta as 4 horas da tarde. Recebe carga
al o dia 19 ao meio dia. Encommendas, pas-
sageiros e dloheiro a (rel at o dia da sabida s
9 horas: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
hWL\.
REAL ttVANIU
DE
Paquetes ioglezes a vapor.
At o dia 14 do corrente espera-se do sul o
vapor Oneida. commandante Bevis, o qual de-
pois da demora do costume seguir para Sou-
thamptoo tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa, para passagens etc., trata-se com os
agentes Adamson, Howie& C na [roa do Tra-
piche Novo o. 42. Os embrolhos s se recebem
at duas horas antes de se fechareal as malas ou
ma hora pagando urn pataco alem do respec-
tivo frota.
4By|k
CO&ffANHIA PERNAMBIICANA
DB
Navegacao coseira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do As$u'. Aracaty, Ceara'.
O vapor l6uarass, commandante Moreka,
sahir para os portos do norte at o Ceari no
dia 22 do corrente s 5 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Encommendas,
passageiros e dinbeiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Sexta-feira 14 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no dia cima s 11
horas em ponto em seu armazem na ra do Im-
perador n. 35, da casada ra dos Martyrios o....
com 3 quartos, cosinha Cora, quintal e portao pa-
ra a ra do Caldeireiro, para informares com o
mesmo agente que se acba suficientemente ha-
bilitado.
LEILAO
DE
Urna loja de niiudezas,
NA
.ua Direita n. 77.
Costa Carvalho fara* leilao no dia ci-
ma as 11 horas em ponto, das merca-
do! ias, joias e movis da loja de miude-
zas, a dinheiro ou a prazo, advertindo
aos concurrentes que para acabar.
LEILAO
Sexta-feira 14 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilo no dia aci
ma ao meio diaem ponto em seu arma-
zem na ra do Imperador n. 55, do
sobrado de um andar e sotao na ra Im-
perial n,79, pertncente a massa falli-
da de Antonio Joaquina Vidal, recebe
propostas a prazo com garanta.
LEILO
Sexta-feira 14 do corrente.
O agente Hyppolilo far leilao com autorisago
do Exm. Sr. Dr. uiz especial do commercio e a
requerimeoto dos administradores da massa fal-
lida deCaminha Irmos, das dividas pertencen-
tes a mesma massa, na importancia de 31:0003,
em o seu escriptorio ra da Cadeia n. 48. primei-
ro andar, as 11 horas em ponto do referido dia.
Os Srs. pretendentes podero examinar a re-
anlo das dividas no escriptorio do mesmo agente.
LEILAO
DE
Farinha de man-
dioca.
O agente Hyppolito far leilo por conta e
risco de quem pertencer de 200 saceos coro fa-
rinha de mandioca, quinta-feira 13 do corrente
s 11 horas em ponto no armazem dos Srs. Ma-
chado l Rodrigues, ra da Madre de Deus.
Palitos de phos-
phoros.
Estes palito* sao peritamente fabricados, nao
baveodo falha em neohum delles por occaaio de
risca-los, sao proprios para as casas de familia e
para qualquer estabelecimeoto que gaste muitos
pela qualidade e pelo prego milito diminuto que
qualquer pessoa pode compra-Ios e gastar por-
co por serem baratissimos: s se vegdem no pa-
leo do Panizo n. 25, a 10 ris cada um maco,
levando de SO a 60 palitos.
Para nao haver duvida.
Louis Puech, subdito francez, eslabelecido com
hotel na ra do Trapiche, freguezia de S. Fr. Pe-
dro Gongalves do Recife, declara aos seus ami-
gos, patricios e freguezes,que nao se entendem
com elle as quesloes ha vidas acerca de urna mu-
lata de nome- Viceocia, mas com seu irmo
Pedro Puecb, lambem subdito fraocez, proprie-
tariodo hotel, que outr'ora sechamou daBarra,
e se acba plantado no sobrado de tres andares da
esquina da mesma ra do Trapiche, a entrar pe-
lo lado do arsenal de marin.
Como se tem supposto que a prisio, que j
urna vez soffreu dito seu irmo Pedro, por causa
da mesma mulata Vicencia, sua escrava, fora po-
lo contrario toffrida pelo annunciaote, este, para
prevenir que continu aer victima de increpa-
res, por fores da identidade do cogoome, e de
genero de negocio ao de dito seu irmo, de tac-
tos, que em cousa alguma lbe dizem respeito, se
apressa em fazer a presente declarago, rogando
aos seus amigos, patricios e freguezes lhe resti-
tuam o honroso conceilo que Ibes tem merecido,
urna vez cortos de qire por forma alguma tem fal-
tado de elle corresponder.
Urna senhora d lices de piano, inglez e
francez por presos rasoaveis em casas particula-
res e tambem d lieces em casa d'ella, ra Es-
trena do Rosario n. 27.
Jos de Albuquerque Mello Loyola, avisa
as pessoa, que lem penhores em sua mo, de
os vir tirar no prazo de oito dias da dala deste do
contrario sero vendidos para seu pagamento.
Recife 10 de junho de 1861.
"Precisa-se em urna das povoaedes da co-
marca de Garanhuns, de um reverendo sacerdote
para exercer o cargo da magnificencia do seu ma-
gisterio, em urna capellana, que offereco grande
vantagem : trata-se na loja n. 20 da ra do Quei-
mado.
Vende-se urna casa com dous portoes, na
ra do Socego da Boa-Vista n. 20 : a tratar na
mesma, das 6 horas al s 9 da maona, e das 3
s 6 da tarde.
Vendem-se pombos de bonitas cores e de
boa raga; na ra do Seve ou Uoiao, casa n. 16,
visinha ao grande ediGcio que se est fazendo
para o gymnasio provincial : a fallar pela ma-
ntisa at aa 8 horas, e a tarde das 4 em dianle.
Vende-se um sellim com perlences, ludo
em bom uso, para montaa de menino ; na ra
Nova, casa da esquina n. 69, taberna.
Gneros de molhados
o mais barato que se pode
imaginar, no armazem da es-
trella, largo do Paraizo
n. 14.
Manteiga ingleza flor multo boa para bolo a
800 rs., 720 e 640 rs., para tempero a 320, fran-
ceza a 720, cha bom a 20600, caf do Rio a 240,
do Cear muito alvo a 280, qneijos a 10800 e
10600, chourigas a 600 rs., espermacete a 680 a
libra, em cuta 660 rs., passas em caixas de 8 li-
bras a 2^700, e em libra a 480, conserva ingleza
a 700 rs. o frasco, latas com bolachinhas carca-
nel, soda e oulras a 19400. viobo engarrafado a
800 rs., em pipa a 560, 480 e 400 rs., latas com
peixe sabel e outros a 10600 latas grandes, arroz
a 100 rs. a libra, loucinho de Lisboa a 320, cha-
rutos muito boos de 20 a 20800, cerveja marca
cobrinha a 49500 a duzi, a retalho s 430 a gar-
rafa, vinagre de Lisboa a 240, azeite doce a 720,
genebra de Hollaoda a 600 rs. o frasco, palitos
para denles a 240 e 200 rs. o masso, ditos do gaz
a 280 a duzia, a groza 20900, traques a 60500 a
caiza, a carta 180 rs., azeilonas a IjJOOO o barril,
trelo a 3J a sacca, ceboU em molbos a IgOOO o
cente, garrafoes de 14 garrafas a 10, sabo massa
a 200 rs. a libra, bolachinha ingleza a 20800 a
barrica.
Azeite de carrapato a 480 rs.
a garrafa,
em caada a 30400 ; no armazem da estrella,
largo do Paraizo n. 14.
Vende-se a 1$
gigos com 32 libras de batatas francesas ; na tra-
vessa da Madre de Dos n. 15.
Precisa-se de um amassador que saiba todo
o servico tendente a padaria ; na ra estrella do
Rosario n. 2, deposito.
A todos que| devem [no deposito da ra da
Santa Cruz n. 62, venham satisfazer seus dbitos
antes que sejam seu nomes publicados nesla
felfa*,
Offerece-se para caixeiro um moco brasilei-
ro que sabe bem ler, escrever e contar ; a tratar
na ra da Santa Cruz n. 62.
O Sr. teneote do batalho 18 de infantera
da guarda nacional da cidade de Nazareth Joa-
quim Cavalcanti de Albuquerque Mello Fillio,
queira comparecer na secretaria do commando
superior, paleo do Livramento a. 31.
Fumino Jos de Oliveira.
Secretario.
Atteneao dos senhores de
engenho.
O proprielario agricultor que precisar de um
bom administrador cesado com pooca familia, e
que tem bastante^ pratica desse ser?igo de enge-
nho, e al nao poe duvida a tratar com o pro-
prielario vista das forcas que liver o engenho e
a qualidade do terreno a fazer firme um centode
numero de calzas, cada urna de 50 arrobas, com
tanto que, o que exceder aera do administrador,
visio pi percebar ordenado algum: quem qui-
zer, dirija-tea praca da Independencia n. 6 e 8,
por carta, com as letras seguiotes, L. S. A., ou
annuacie pelo Diarlo para ser procurado.
Precisa-se de 2:0000 a premio, dando-se
por garanta um predio ; quem convier annuncie
para ser procurado.
Precisa-se de ama mulher para cozinhar e
comprar : a tratar na ra Nova n. 40.
IB Lava-se e engomma-se com perfeigo
0 aceio e por prego commodo : na ra do
0 Hospicio n. 64.
Ir
s
Attenco.
Para que nao se chamem
a ignorancia.
Viuva Dias Pereira & C, fa-
zem sciente aos seus devedo-
res que oSr. Candido da Costa
Dourado deixou de ser seu
procurador, e portanto nada
mais tem o dito Sr. Dourado
com os devedores da casa dos
mesmos assim fica de nenhum
efleito a procuraco que a elle
passamos.
LOTIRI1
Primeira parte da primeira
lotera do Bom Conselho de
Papacaca.
Nos bilhetes rubricados pelo abaizo assignado
Osenhor
sahiram as seguintes sortea
1227
562
767
824
1508
e outros de 400,
5:0000
8000
400g
2000
1003
Bilhete inteiro.
Dito dito.
2 meios.
Bilhete inteiro.
Meio bilhete.
a
CQMPANHIA BRASILEIRA
DE
9 ftpif es k mm
O vapor Oyapock, commandante o espito
tenente Santa Barbara, esperado doe portos do
sul ata) o dia 11 do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder conduzir. a qual ser embarcada no dia de sua chegada at as 2
boras da tarde, eneommeadas, passageiros e di-
nheiro a frete at o dia da sabida as 3 boras :
agencia ra da Cruz o. 1, escriptorio de, Azeve-
do & Mendes.
Aysos diyersos.
Industria.
Solda-se perfeitamente toda qualidade de iou-
ga fina ou "ordinaria, porcelana, vidro, barro e
pedra, garaotiodo-se a perfeigo e seguraoga
visto que o annunciante est munido dos uten-
cilios de sua profisso : na ra Direita n. 67,
casa terrea.
Traspsssa-se o arrenda ment do engenho
Frescondim muenle e corrente, e que tem pro-
porcoes para sfrjar mais de dous mil pes an-
nualmeote, Picando perto da estrada de ferro 8
leguas, e tendn boas obras. Arrenda-se com
vinte e tantos cativos de eochada, bois e ani-
maes de rods, vendeodo-se a safra creada ; quem
pretender pode eniendor-se com o Sr. Bruno
Alvaro Barbozs da Silva, no Recife. ou com o
abaizo assignado no engenho Cajabucii.
Manoel Barbozi da Silva.
Rio Grande do Sul
Pelo Rio de Janeiro
Segu em poneos dias o brigue nacional Ma-
na Thereza: quem no mesmo quizer ir de pas- i
sagem, ou remetter escravos a frete, di rija-se ao
capit&o. ou a Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
panto Antonio
Tendo-se de festejar o glorioso Santo
a Antonio do arco da poete do Becife, nos
' dias 15 e W do corrente, ojoiz e mais
eJP devotos pedem aos moradores da ra do
S Crespo, parailluminarem as verandas de
f suas easaa e guiroecerem-na com col-
w xas para maior brilhaotsmo e decencia
A do mesmo acto.
portu-
AUen Um mogo italiano offerece-se psra ser co-
sinheiro de urna casa de pouca familia trata-se
na ra da Lingueta o. 2.
Gompra-se urna casa terrea em qualquer
daa freguezia, Santo Aotonio, Boa-Vista e S.
Jos ; a tratar na ra do Sol n. 13.
S0C1EDADE
nio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente sciecliSco aos se-
nhores socios efieciivos, que sexts-feira 14 do
correle, s 6 horas da tarde, haver sessao da
assembla gersl para pioceder-se a eleigo do
novo conselho que tem de administrara socieda-
de no correte anuo de 1861 a 1862, para que
nao baja reclamages, declaro aos senhores so-
cios, que a assembls geral se considera reunida
com 26 membros, e com esse numero se proce-
der a eleigo; lembro mais a alguns dos senho-
res socios o cumprimenio do artigo 49 2. dos
estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos, 11 dejunho de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1." secretario.
Antonio Koreira da Silva, subdito
guez, vai Portugal.
Aoiouio Fumino Erazu, subdito bespaahol
retira-se para o Bio de Janeiro.
A pessoa que annuncion precisar da quan-
lia de 5000 a juros, dando por bypotheca urna
casa, pode dingir-se praga da Boa-Vista n.9
que se dir quem aceita este negocio.
Na ra estrella do Bosario o. 21, primeiro
andar, precisa-se de urna ama para todo servigo
de urna pessoa, paga-se bem.
Fugio no dia 8 do corrente, da padaria do
Sr. Antonio Fernandea da Silva Beiriz da ra do
Pires, oescraro crioulo de nome Silvestre, na-
tural do Haranbao, de idide que representa 20
anuos, magro e de cor bastante preta, levou ca-
misa azul e calca de algodo americano de lis-
tras : roga-se as autoridades policiaes e capites
de campo a apprehenso do dito escravo, e lva-
lo a referida padaria, ou aos seus senhores Fer-
reira & Martina, na travessa da Madre de Dos n.
16, que serio generosamente gratificados.
No consulado dos Paizes-Baixos existem
duas cartas de importancia para o subdito hol-
landez T. C. X. van deu Brink, que ltimamente
foi tranalbador na estrada de Ierro.
Preciea-se de urna ama para casa de pe-
quea familia ; a tratar na ra da Senzala Velba
n. 140, ou oa ra da Cadeia n. 45.
A pessoa que aonunciou querer comprar
j urna taberna no bairro de Santo Antonio ou Boa-
i Vista, dirija-ae a travesea da* Qruzes o. 14, pri-
meiro andar, que achara com quem tratar.
E* muito barato.
Ramos de floree finas proprlas para enfeites de
cabellos, para ornar Featido9, chapeos, etc.. etc.,
pelo diminuto prego de 10500 o ramoIII na
ra do Queimado n. 6, primeiro andar, cesa de
cabelleireiro.
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as = 3 -3 /> n < n
Tem-se para alugar um escravo crioulo de
20 anoos deidade, robusto e sem vicio : a tratar
na jua da-Conceigo n. 12,
Gumaraes& Luz.
Em consequencia de estarem na liquidsgao do
fiado pedem a todos os seus devedores o obse-
quio de vireo ou mandaren pagar seus dbitos
na mesma loja onde foram contrahidos ou na fal-
ta disso podero pagar ao Sr. Manoel Carlos Maia,
a quem temos dado todos os poderes para obrar
amigavel ou judicialmente caso seja necesario,
para os que quizerem pagar amigavelmente mar-
camos o praso de sessenla dias, eos que nao pa-
garem at esse lempo nao se queixem do resul-
tado.
Quem perdeu um cordo de ouro, traga os
sigoaes, lugar e lempo em que foi perdido, a li-
vraria n. 6 e 8 da praga da Independencia para
serem confrontados e entregues.
O abaixo assignado tendo de ir ao Passo de
Camaragibe a tratar de seus negocios, deixa por
seus procuradores bastete os Srs. Manoel Jos
do Parias, Joo Joaquim Alves e Moreira & Fer-
reira.
Speridiao Barbosa da Silva.
Roga-se ao Sr. secretario da veneravel con-
traria de Nossa Senhora do Livramento, se dig-
ne responder ao officio que a aquella contraria
foi dirigido, relativamente ao contrato que ella
fez, com o fallecido Caetano visto que S. S. j
foi autorisado em sessao da mesa regedora para
responder ao citado officio.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, tendo sahida para a ra dos Tanoeiros, com
commodos safficientes para qualquer estabeleci-
mento : a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
Aviso
Roga-se a todos os devedores da firma social
de Campos & Lima da loja de fazendas ao p do
arco de Santo Antonio, hoje perteucente a firma
social de Camargo & Silva tenham a bondade de
vir a mesma loja saldar suas conlas at o fim do
corrente mez.do contrario passaro pelo desgos-
lo de ver seus nomes por extenso nesta fulha,
sem excepgo de alguem.
Collegio de Bemfica.
Neste estabelecimento precisa-se de um cozi-
nheiro.
O advogado Antonio de Yascoocellos Me-
oezes de Drummond contina no exercicio de
sua profisso ; na ra do Imperador n. 43, pri-
meiro andar.
Na ra larga do Bosario n. 1, primeiro an-
dar, cooia-se admiravelmente musics por preco
razoavel.
Urna pessoa com bastante pratica de escrip-
turago mercantil, offerece-se para fazer qual-
quer escripia por partidas dobradas: quem de
seu preslimo quizer utilisar-se, dirija-se a ra do
Cabug n. 8.
Pelo Paquete Oneida
sacca-se qualquer qnanlia sobre Lisboa e Porto,
no escriptorio de Carvalho, Nogueira & C, ra
do Vigario n. 9.
Joo Xe'pomuceno Vellozo de Azevedo faz
sciente ao respeilavel publico, que deixou de ser
caixeiro dos Srs. Raymundo Carlos Leile Ir-
mo desde o dia 5 do corrente, aproveita a occa-
siao para agradecer aos mesmos senhores o bom
tratamento que lhe despeosaram, coofessando-se
eternamente grato. Becife 6 de junho de 1861.
Manoel lavares da Silva faz publico que
achando-se na taberna do Sr. Joaquim Feroan-
des Dias, na Passagem da Magdalena, e quereodo
este senhor Iangar fora de seu estabelecimento a
um preto captivo e resistlndo elle, o annuncian-
te fez ver que era prohibido andarem escravos
na ra fora de horas sem bilhete de seu senhor,
pelo que o referido escravo deu-lae urna caceta-
da, de que resoltou ficar ferido oa mo e em
urna orelba, porisso roga o annunciante ao Illm.
Sr. Dr. chefe de polica se digne dar ai provi-
dencias, por quaato nenbuma sppareceu por
parte das autoridades do logar.
200 e 100. Estas sortes sao
pagas na praga da Independencia n. 22 junto ao
relojoeiro aonde se acham a venda assim co-
mo as mais do costume os bilhetes e meios da
primeira parte da primeira do Rosario de Mu-
ribeca.aos pregos j aonunciados. Outro sira, o
mesmo abaixo assignado corrobora os seus an-
nuocios, advertindo ao publico em geral que
continua a ser o nico garaolidor de bilhetes.
Santos Vieira,
& Precisa-se de urna ama para comprar e $
tj( cosinhar para urna pessoa : no becco do $
Padre n. 6, primeiro andar. 0
Atteneao.
A' anliga loja do pintor e vidraceiro, na ra
larga do Rosario n. 6, junto ao quartel do corpo
de polica, troca-se imagens de diversas evoca-
ges e tamanhos, oratorios, caatigaes, palmas,
tudo prompio, dourado ou pra'.eado, vidros para
caixilhos, quadros, etc., tintas de todas as cores,
preparadas ou nao, e outros objectos tendentes a
pintura : trata-se de qualquer pintura de salas-
forro de papel, e esteirar o pavimento, tudo com
asseio e promptido ; tambem se recebe encom-
mendas, obrigando-se a mandar fazer certas o-
bras, pois o abaixo assignado tem proporcoes pa-
ra esse fim, e bem conhecido pelos numerosos
freguezes, a quem Ibes grato.
Luiz de Franca Souto.
Antonio Pacheco retira-se para o Rio de
Janeiro.
Ama deleite.
Quem precisar de urna ama de leile, dirija-se
a ra do Caldeireiro n. 9.
Aluga-se oor prego commodo o armazem
do sobrado n. 37, sito na ra do Imperador ; a
tratar no Mondego, casa do finado commeodador
Luiz Gomes Ferreira.
Offerece-se urna mulher para acompanhar a
alguma senhora ou mesmo homem solteiro que
queira sahir para fora da provincia ou do impe-
rio ; oa ra do Alecnm n. 33.
Desappareceu na sexta-feira 7 do corrente,
de um sitio na Ponte de Uchoa, um bezerro ama-
relio, j grande, e com pontas, o qual foi visto
no lugar da Tamarineira roga-se a quem delle
souber se sirva aonunciarpor este Diario, ou dar
aviso em qualquer urna das duas tabernas do
mesmo lugar da Tamarineira, d'onde podergra-
nticar-se o achado.
Aos amantes do
festejo de Santo An-
tonio e S. Joo.
Jos Paulino da Silva scientifica aos apaixona-
dos pelo diverlimento e festejo de Santo Aotonio
eS. Joo, que encoolraro em sua fabrica de fo-
gos artificiaes da ra Imperial, todos os fogos
proprios para o mesmo festejo, e que nao sao pro-
hibidos pelas posturas muoicipaes, como sejam,
pistolas, balase rojo, e tabocas para fabrico das
mesmas, fogos do ar, rodinhis, e massa ; em
quanto a qualidade dos fogos e mistos que se
vende em sua fabrica, nada lera a dizer por ser
j bem conhecido pelo publico sua superioridade
em relago as outros, e promette veoder mais
baralo que em outra qualquer parte, assim como
recebe-se encommendas de fogos que nao sao
prohibidos.
Marcelino & C. declaram que o Sr, Aotonio
Artbur da Silva Quedes deixou de ser seu cai-
xeiro desde o dia 5 do corrente.
Precisa-se de 500S a juros por tres mezes,
dando-se por seguranca urna casa desembarca-
da, que rende mais de 400 por mez: quem qui-
zer este negocio pode anounciar por este Diario.
Precisa-se de urna ama para casa de pe-
quena familia, paga-sa bem ; na ra do Hospi-
cio u. 62.
Caetauo Aureliauo de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
No dia 10 do corrente, ss 2 horas da tarde,
em casa do Sr. Dr. juiz de paz do 2." districto
de Santo Aotonio tem de ser arrematada urna
marqueza com assenlo de palhinha, 2 banqui-
nhas, 2 cadeiras com asseoto de palhinha, e 1 la-
vatorio, tudo de amarello, por execugo de Ma-
noel do Amparo Caj & C. contra America Theo-
dora Brasileira.
Denles artificiaes.
Hootem 10 do corrente, da ra Nova al a
ra de Apollo, suniio-se um negro com urna lats
de gaz e 16 libras de cera de Lisboa em velas de
libra ; pede-se a quem estes objectos forem affe-
reciJos de os apprehender e levar ra de Apol-
le, em casa de Joao do Reg- Lima & Irmo, ou
mandar dizer, quo se lhe ficar obrigado, e se
recompensar generosamente.
Atteneao.

O abaixo assignado pede encarecidamente ao
Sr. francisco Jos da Silva Pereira, morador na
cidade deGoianna. que faga seguir para esta pra-
ga a precaloria que o abaixo assignado lhe re-
metteu em outubro do aono fiodo de 1860, e re-
cebeodo o mesmo Sr. cima (em 5 de novembro
do mesmo aono) de Eustaquio Constancio Rede-
vivo a quantia de 500 para desperas com a mes-
ma, at o presente nao tem dado solugo alguma
respeito ao cumprimento da dita precaloria, sa-
bendo-se nesta praga que a mesma est em poder
da pessoa que devia ser intimada, abusando-se
assim dasleis do paiz; mas isto ha de ter fim, e
se o Sr. Pereira nao dr quanto antes cumpri-
mento ao que acabo de expr, oeste caso passa-
r pelo desgoslo de ser chamado juizo para pa-
gar os 500, e entregar a precatoria, e tambera se
declarar o nome da pessoa que devia ser inti-
mada am das auloridades c o publico verem
como se cumprem as leis na cidade de Goianna.
Reeife 8 de junho de 1861.
Jos Dias da Silva.
Aluga-se o quarto aodar com soio e mi-
rante do sobrado n. 38 da ra da Cidea do Re-
cife : a tratar no n. 40. da mesma, loja.
Precisa-se de 5:0000 a premio sobre hypo-
theca de urna propnedade, que se acha livre e
desembaragada : a tratar na ra das Aguas-Ver-
des n 102.
Theodosia Miriana Sieger, e Elisa Suger,
lendo de sahir para fora do imperio, deixam por
seu procurador bastante o Sr. Manoel Alves Bar-
boza.
Precisa-sede um caixeiro para urna taberna
na Victoria : a tratar na ra Direila padaria n. 84.
Precisa-se de urna ama que lenha bom lei-
le e sem cria : na ra de Hurlas n. 70, sobrado.
Aluga-se a loja do sobrado da ruadasCru-
zes n. 9 e ptimo para escriptorio de advoeacia :
quem pretender falle no mesmo sobrado.
A viuva Jane, dentista, achando-se restabele-
cida dos seus longos eocommodos de saude,
continua a trabalhar por sua arte e desde j o-
ferece ao respeilavel publico os seus servicos
com a perfeigo bem conhecida de seus numero-
sos freguezes, em sua residencia na ra de San-
ta Rila n. 61, nao recebendo paga alguma de
qualquer trabalho tendente a sua arte, sem que
tiquein plenamente salisfeitos. E especialmente
das senhoras de quem a annunciante espera pro-
tecgo e preferencia, pela maior franqueza e
menos acanhamento que mais natural terem
com o fino trato de urna pessoa de igual sexo,
mais delicado e consegintrnente preferivel a
urna senhora. A annunciante tambem vende
dentes artificiaes avolsos*
Precisa-se de um feitor para tomar conta
de um sitio : no escriptorio da commandita. pra-
ga do Corpo Santo.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1CO
DO DOUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febrts intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus efleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Stbino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguiotes palavras : Dr. Sabino O. L.
Ptnho, medico brasiieiro. Este emblema posio
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhim, moeote e correle, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estribarla para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenla a sessenla pes por tarefa com um
parol de cobre sufOcientemeote grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenla carros de canas, casa de caldeira com dous
completos asseotamenlos, lendo a casa sufficien-
te cepacidade, urna destilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de cootinuidade, com ; 1:1.5
respectivas garapeiras que produz urna pipa do
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
rello). com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinha com um grande torno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual for o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
lodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a prodcelo de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composias de
barro moriquipi e gomoso, com malas tambem a
roda do engenho de sufficiente capacidade para,
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanlo de vsrzea como os da
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com Ierras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta proviocia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1361,
a udar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As coodiges e
lempo do arrendamenlo se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
lario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Alteiicao.
O abaixo assignado acba-se dirijindo urna casa
no pateo do Carmo o. 6, onde coovid a todos os
seus freguezes e demais pessoas, que gostam de
roupa barata para virem ver neste lugar roupa
por medida por prego muito commodo, e para is-
to pa.'sa expor as obras e os pregos :
Casaca do melhor panno possivel a 350.
dem de panno mais baixo a 300.
dem de panno mais baixo ainda a 280.
Sobrecasaca tambem de panno muilo lino a 40$.
dem de panno mais baixo a 300.
dem de panno mais baixo ainda a 25ff.
Calca de brim braoco muilo fino por medida da
50a605OO.
Palitos, caiga e collete.de cssemira de cor a 350.
Golletes prelos de gorguro, colletes de cores
muito Qnos, palitos saceos de panno, palitos so-
brecasacados lambem de panno, palitos sobreca-
sacados e saceos de alpaca, caigas prelas de case-
mira, do cor, etc. Tudo por prego muito commo-
do, que vista do freguez todo o negocio se far.
Lauriano Jos de Barros.
O Sr. Pedro Alexandrino Machado tem orna
carta vinda do Rio de Janeiro, na ra da Sauda-
de, cesa n. 21.
Uchoa, e dos Afilelos, de manba al 1 hora da
tarde.
O bacharel Witruvio po-
de ser procurado na ra
Nova o. 23, sobrado da es-
quina que volta para a
camboa do Carmo.
*
i
i
Antonio Botelho do Amaral retira-se para
a Europa, a tratar de sua saude.
A Sra. Albina de tal que a mais de tres
mezes deixou fechada a casa que oceupava na
ra do Alecrim o. e consta existirem dentro al-
guns trastes. Eata senhora reside hoje 00 Cabo
ou Escada, sendo ama do Sr. Jorge le tal hes-
paohol. queira vir quanto antes entregar a chave
da referida casa e o aluguel vencido evitando
assim despezas judiciaes. *
Precisa-se 3:0000000 a premio dando-se
por bypotheca nm predio de maior valor livre e
desembalado, quem quizer dar annuncie por
este Diario.
O Sr. Felisbino Jernimo Coelho que mo-
rou na ra da Imperalriz queira dirgir-se a esta
typographia que se precisa fallar.
0Sr. PompilioNuma Pessoa tem urna car-
ta na ra Nova n. 7.
Alfredo Perry, James Hodgson, Joo Ward,
subditos inglezes, segueta* para Europa.
Roga-se com urgencia a Illm.* cmara
municipal do Recife que a bem de seus munlci-
pes, j que os marchantes nao merecis, que
mande aterrar os curraes do intitulado matadou-
Aluga-se o andar com soto, na ra de Ca- > ro publico (que nao existe) independente de or-
deiado Recife n. 7, proprio para homem solteiro i carnelos, engenheiros etc., visto que os bois es-
ou escriptorio : quem (
loja do omiso sobrado.
ou escriptorio : quem o pretender, dirija-te a 1 to morrendo atolados na lama.
que 1
Um do poro.


m
MMO DI RMUIBOCO. QM-A FHRA IIII JDfflO DI iM].
Aviso.
Acham-se a venda o bilhefes e meios
bilhetes da primeira parte da primeira
lotera a beneficio da igreja de Nona
Senhora do Rosario da freguezia de
Muribeca, na thesouraria das loteras
ruado Queimado n. 12, e casas com-
missionadas do costume.
O da impreterivel da extraccSo sera'
designado logo que se tenham vendido
boa parte dos bilhetes. As sortes sero
pagas logo que sejam distribuidas as lis-
tas- O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Rarroca & Medeiros sacara para
Portugal.
D. Naris Viceocia de Paula e Cunha retiri-
e paru fofa do imperio, levaodo em sus compa-
nhia tres filhos menores.
Antonio Pacheco, retira-se para o Rio de
Janeiro.
Precisa-se alagar duas escravas para ven-
der na ra : a tratar na ru de Santa Rita n. 27,
segando andar.
Aviso.
Campos <& Lima, lendo completado todos os
meios brandos e conciliaveis com seus devedores,
no lhe possivel, a bem de seus interessesj
continuar a serem mais condescendenles, porque
muucs tem completamente abusado ; portanto
tem aulorisado o Sr. Antonio de Faria Brando
tordeiro para cobrar de todos amigavel ou judi-
cialmente : julgamoscom este novo proceder nao
offender aos nossos devedores.
Quem quizer alugar urna preta de
boa conducta, que cosin'ia e engomma
com toda perfeicao : dirija-se a ra da
Saudade casa de sotao de duss janellas,
que adiara'com quem tratar.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se eslabelecida no escriptorio da compa-
nhi Pernambucioa no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebera avisos para qualquer servido le-
denle ao mesnio vapor.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15 8
Frederic Gautier.cirurgiaodentista, faz
todas as operacdes da sua arte e colloca II
dentes arlificiaes, ludo com a superior!-
dade e perfeicao que as pessoas entend- 3
das lhe reconhecem. 8
Te agua e pos dantifricios etc.
Z. e. tomos das biograpbias de "
alguns poetas e outros homens illustres da pro-
vincia de Peruambnco, comas poesas e muitos
documentos e tilulos inditos, e de grande inte-
rese e acrece, pelo commendador A. J. de Mello
Em mo do autor.
Deseja-se comprar urna escrava pata ser7j_
{o interno; na ruada Imperatriz n. 18
Francisco Maciel de Souza participa a seus nu-
merosos fregnezes tanto da praca cono de ors.
que tem de abrir novameote o seu estabeteci-
monto de calcado feilo na provincia no 1/de
julho prximo futuro, na ra da Imperatriz ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 88, ao p o beoco
dos Ferreiros, onde pretendo Tender muito em
conta, como de cosime, para agradar aoa fre-
guezea : vender muito e ganhar ponco.
Precisa-se alugar duas escravas para ven-
der na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. S3.
segundo andar.
Frecisa-se de urna ama forra on capitiva para
engommar, o para todo o aervico interno de
na casa de familia : na roa do Imperador n.
87 segundo andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas da coser: em casad o Samuel P.
lohton &<., ra da SenzallaNovan. 54.
Deseja-se-arrendar on engenho de boa pro-
duccao e que tenha escravos e animaos sufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animses, se convir ao senborio rece^
5erge^re^lS,e8ta cid8de> 1ue Pdeai render
oe :uuua a 4:0008 : a quem convir anouncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torrea Baodeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde podeaer procurado para o ezercicio
da sua proasao de advogado, das 10. loras da
manhaa at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer irabilho forense nesta capital ou fora del-
ta, o promette todo o zeloe.promptidao as func-
Soe8 do seu ministerio.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais ber-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizesam venda de
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do. a JoSo Jos de Carvalho Moraes Filho. fican-
do o abati assignado respoosavel pela liquida -
cao do activo e pasaivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo pasaado. Recife
27 da maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Arado* amerjeacosejaaaciuna-
paralaTarroupa^iiicwa deS.P. Jos
hnston & C. ra 9enzaJUm.4a.
Cortesde c^Isa Wm
Cortes da calcas de orn trancado ^T

caigas do brin ranead'
muiio fino de eurissimo unbo, com seda 0
m de liitraa e quadrinhos de cores fixaa A
^1 pelo haratisauo pxeco4e 3 cada corte :
V na ra do Cabug leja41. 8, de Burgos 9
9j Ponoe do Len. A
#* # A @9##
Largo do Carmo, quina da ra
de Hortas n. %
Vende-ss maearrao, alelria o lalharim braneo
a 0 rs. a libra, dito amarillo a 400 ra,. man-
tejga ingleza a 800 rs. a libra, dita franceza a
7TU : na mesma casa
3#840 a arroba.
comprara-se jornaes a
Brilhantes
do todot oa tamanhos: veodem-se em casa de
N. O. Bieber & C stieceseores, ra da Cruz n. 4.
Vende-se^ urna armario eab bom estado o
eovarniseda, o tamben se traapassa a chave .da
oasa sonde ella est collecada, 410T prece commo-
do na roa do Rangel n. a tratar detroote,
aobr*do novo n. 25.
LT-fi
*
#
m
m
m
Joao de Siquira Ferro scientifica a
seos numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudouseu estabeleriment de fazendas
que ttnha na ra do Crespo n. 15 para a
ra do Queimado n. 10, onde continua a
ler um completo sortimento de fazendas
de todas ss qualidades.
6S
STAHL C.
IRETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
Rna da Imperatriz numero 14
Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
I Retratos em toaos es-
tylos e lamentios.
I Pintura ao natural em
oleo e aquaretla.
| Copias de daguerreo- |
typo e outros arte-
factos.
\mbrotypos.
Paisagens.

Precisa-?e fallar ao~Sr. Deodato Camargo,
que morou no Campo-Verde, nesta typographia.
f ^mf&ws msm mxmmsaam
m Jos-ph Elias Machado Freir rnasler '
T carpenler with Stseks for Ships-buildiug
ff in tu* new Street of Hly Rita Wbere he'
fj cm be fsund for all Works of his art.
CONVITE.
AtteQQo e muitu attenco.
Sodr^ C. convidara a todas as fsmilias que
quizerem honrar com suas presencas a sala do
pnmeiro andar da ra estreita do Rosario n. 11,
por cima do seu estabelecimeuto, a virem tomar
sorrete e ou'.ros gneros tenientes a confeitaria,
par que tem com todo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz. advervindo que sero servidas com toda a
promptido e pregos mdicos.
| CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DR. CASAKOVA,
30Ra das Cruzes30
Neste coasultoriotem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados ^m Paris (astinturas) por Ca-
lillan e Weber, por precos razosveis.
Os elementos dehomeopalhiaobra.re-
commendaila intelligencia de qualquer
pessoa.
Preca-se alugar urna escrava pa-
ra o servico de urna casa de familia :
na ra da Cadeia do Recife n. 55. ter-
ceiro andar.
Procura alu^ar-se urna casa terrea ou so-
brado com accommodaco para 6. 7 e 8 estucan-
tes do interior da Parahiba e Rio Grande do Sor-,
sendo em qualquer ra principal do bairro da*
Bja-Vista, e mesmo na ra Nova de Santo An-
tonio ; da-se fiador ao aluguel e damno culpa-
vei : quem ver anouncie.
Agostinho Jos Soares retira se para a
libia.
~ Aluga-se ura armazem no caes do Ramos.
proprio para quem quizer encher de agurdente
ou (jutro qualquer negocio : a tratar na ra da
Praia n. 37.
Preclsa-se de urna ama para o servido in-
terno e externo de urna casa de pouca familia; na
ra da Imperatriz n. 60, loja.
ifuizo dos fritos da fazenda.
No dia 13 do correte, depois da audiencia do
illm. Dr. juiz dos feitos da fazenda se vender
em pracauma casa terrea com 22 palmos de
frente e 59 de fundo, com 2 salas, urna na freote
c o aira no fundo, com quintal em aberto, avalla-
da por 4002, e pertenceute a irmandade deS. Be-
nedicto da cilade de Olinda, cuja casa sita na
ra da Boa-Hora da mesma cidade n. 20, e se
vende por execucao que promeve a fazenda pu-
blica contra a mesma irmandade. Recife 10 de
junho de 1S61.O^oliciUdor,
F. X. P. de Brito.
O abaiio assignado vende o engenho Japa-
raoduba, sito na freguezia d'Agua Preta e distante
300 bracas da 4* estagio da via f-rrea. Alm
desta vaotagem, tero a de ser bom d'agus, de ex-
celente produc:ao e de moer com a mesma agua
urna serrara e fabrica de farinha, preparada* com
lodos os utensis: quem o pretender dirijt-se ao
flHo engenho. ou nesti praca ao Sr. Herculano
Reodato dos Santos.
Recife 2 de maio de 1861.
Miguel Alfonso Ferretea.
~ O Sr. Jos Victorino de Paiva nao pode ven-
?** de fazenda8 8em ao entender com N.1
O. Bieber & C.. saccessores.
Antonio Carneiro Pinto retira-se para fra
do imperio para tratar de aoa aaude. e deixa por
cu nico procoraioreocarregadodeseu negocio
o Sr. Joaquim ranoisco de Mello Santos.
Precisa-se alugar urna escrava pa~
ra o servico interno de casa de familia,
que saiba cosinhar e engommar. agra-
dando paga-se bem : na ra da Aurora
sobrado n. 58.
Aluga-se o andar com soto na ra da Ca-
deia do Recife n. 7. proprio para hornera solteiro
ou escriptorio : quem o pretender dirija-se a loja
ofTerece-se
do mesmo sobrado.
i bomcm vindo ha pouco de Portugal,
para eosinar em qualquer engenho a
primeira lettrag e a traduzir francez : a tratar na
ra larga do Rosario, loja de louga.
O Sr. Pedro Alexandrino Machado tem urna
carta vjoda do Rio de Janeiro: na ra da Sau-
dade casa n. 21.
E. A. Ryder, subdito
Europa.
britannico, vai para
C oipras.
Compram-se moedas de ouro de 20*000 '
na ra Nova n. 23, loja.
Compra-se urna taberna no bairro da Boa-
wsta ou S. Antonio: quem tiver annuncie
este Diario.
por
O Compra-se urna escrava moga e que sai-
& ba cosinhar e engommar bem : na ra do a
^ Crespo n. 17 loja de Guimares & Villar.
t,ompram-8e escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz b. 12 loja.
Vendas.
Fazenda econmica!
Laazinha para vestido a 240 rs. o covado, fa-
zenda outr'ora de 800 rs. ; Amorim & Castro,
ra do Crespo n. 20.
LUXO E YAIDiDiv
Drama em 5 actos
DO
Sr. Br. Macedo.
Acha-se venda na livraria dos Srs. Guima-
res & Ohveira, ra do Imperador n. 54.
Attenco.
*
Vende-se um ptimo escravo bom carreiro,
cozmha o diario de urna casa, com bastante pra-
tic de criado por saber tratar muito bem de ca-
vallos e de arreos : oa ra do Livramento n. 22
terceiro andar. '
Armazem de fazendas.
19 Ra do Queimado 19
. ,. COBERTAS
de chita a chineza, pelo oreco de 1800.
. LENQOES
de panno de linho pelo barato preco de 1S900
. TOALHAS
de fuslao para mao, cada urna por 500 rs
CALCINHAS BORDADAS
para meninas e meninos a 20100 cada par.
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Bramante de linho
com 10 palmoa.de largura a 2&200 a vara.
Cortes de casemira.
Cortes de calca de casemira de cor a SJ.
Cbita a 220 rs.
Chita franceza eseura pelo prego de 220 rs.
Lenqos, a duzia,
brancos e com sacadura de cor a 1*600 e 18800.
Chales a 2#500.
Chales de merino estampados a 29500.
Vende-s a dinheiro ou a prazo a loja do
miudezasda mi do Crespo n. 3 ; quem a pre-
tender, dirija-se a mesma que achara com quem
tratar. ,
Eafeites de fiares para ca-
samentse bailes.
Chegou para a loja d'aguia branca lindoa e de-
licados enfeiles de flores Anas, feitos. con mtito
goeto e a ultima modo, sao mui proprios panas
senhorasqe vao a casamentos e baiLes, aer-
vem igualmente para paaseios. Os precos s o 8$,
10 e 11, Borm quem apreciar o om caahece-
r que sao barato, e para isa ddrigit-se a ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
ra da Cadeia.
n. 52, vnde-seS
Champagne.
Vinho Xerez e Porto engarrafa do.
g Dito de Lisboa braneo e tinto em !
barris de 5* j
Cenreja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de linbaca.
Azarcao. #
Tintas preparadas a olt.
Verdete de Paris. @
Dito composto. W
Amarello dito. fj
Sulpliato de ferro. 9
Pedra-hume.
Liabas em novello.
Panno de algodao para saceos. 9
2 Ancoras e coi rentes de ferro,
Um sortimento de ferro inglez.
999999 999 dsssl
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavelagua ambreada. de on: aroma ex-
celentemente agradavel -Ella serve acertada-
mente para se deitar atgnnm gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
[fnsca e conserva o vigor da cutis, com especia-
naae dassenhoras ; assim orno para ae deitar
n agua de banho. que o torna mui deleilavel, ro- !
sultando alem de refrescar atirar ou fazer desap- 1
parecer esse1 hlito desagradavel que quasi sem- '
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
cosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
queso lave o rosto tenha della composicio. Cus-
a o frasco 1, e quero aprecia o bom naodeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada. isto na leja d'aguia branca, na ra do
Uueimado n. 16. nica parte onde se achara.
% Gurgel & Perdigo. S
J( Ra daadeia loja n. 23. f
RECERCRAM vestidos superiores de $
blondo com manta, capella, saia de se- f|
tim, ditos moderos de seda de cor, di- S
tos pretos, ditos de phantasia. ditos dn M
Scambraia bordados, lindas lasinhas, fl- S
16, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros- f|
Jt denaples, morenti d* cores muiio superior, sintos, enfeiles, 8
nevos manguitos, chapeos, mantelete. JB
visitas, capas moderna de gorguro e de O
fil, pulceiras, leques e extractos de sao- 32
dalo. II
4 nmwmi
-Rea da Cadeia do Recife16j
LOJA DE MIUDEZAS
DE
'enseca ( Sil va.i
Sabio inglez o melhor que ha no mer-
cado de 00 a 800 rs., aljofares bonitos
gostos a 600 rs., espetaos pequeosdou-
rados a 800 rs. a duzia, apparaibos pa-
ra brloquedoa de enancas a lj, 2$ e 3$
cada um, escovee para unha de 800 a
15 c-da urna, ditas para dentes de 400 a
DDO rs., bandeijas pequeas de 1 a
i#500 cada urna, peotes de tartaruga
virados a 5. 6. 1$ e 8 cada um, en- -
lejas de vidrilho a 1g800 cada um, bar-
vetea de dito a 1|200. froco de cores a
200 ra. peca, fitas de velludo com 10
varas a800,1$ e 1-3200 a peca, escencia
de sabo para tirar noloas s lj) o vidro,
peotes para atar cabellos a 1#400 a du-
zia. caixas de raiz sorlidas a 1$400 a
duzia, cartas fraocezas finas a 8g a du-
zia, ditas portuguezas a 1$800, caivetes
para fructas a 4g a duzia. ricas caixas
com espelhos oonlendo perfumarlas pro-
prias para toilets de senioras a 6$ e 8J
cada urna, bahuziohos de ditos ii 53,
caixinhas de vidros com ditas a 2500
| eada urna, argolas douradas a 1500 a
duzia, dados a 18300 n bala, peotes fi-
nos parva barba a 400 cada um, agulhei-
ros com penoas de eco a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para eh a 2$ a duzia e para sopa a
4&500. penles de bfalos amarellos a
4#J00aduzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada nm e a
2$500a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 8i0 rs., ditos de louga bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phantasia a
400 rs. a duzia, alfioetes de cabeca cha-
ta sonidos a 120 rs, a certa e a 240 rs.
o masse, pioceispara barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carleira til a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapates de tapete para bomem e se-
nhora a 1 o par, dito3 de pelucia a
1)5500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 6#, jarros com pomada a 3S
o par, escovas Unas com espelhos para
cabellos a 1 cada urna, agua do Orien-
te a IfftBO a garrafa, dita de cologne a
2$800 e 4*. bengalas superiores de 1 a
1C800 cada urna, e muitos outros arli-
gos que seria enfadonho enumera-los,
os quaes se vendem por pre;os os mais
baratos do que em outra qualquer parte.
imr:
Grande pecbincba.
.PALETOTSSAC ,0S de casemira ingle-
*za a 10. ditos a 15, ditos de alpaca mais
fina a 6. sobrecasaco de panno a 20j}. 24J
e muito boas a 40$. calcas de casemira a
9*. botinas de Meh a 14J e ingleza a
IOS. chapeos fraocezes a 8j : na ra da
Cadeia loja n. 23.
Sem igual.
SAIAS balio muito boas de todo tama- _
nho a 4J>, luvas de Jouu de todas as f
cores e brancas precos fixo 2$500, sapa- Jg
tos de tapete ede tranca a 10280, colchas l|
grandes de damasco de la e seda a 6, X
de algumas destas fazendas existe urna *
pequea quantidade por isso as pessoas S
que quizerem com tempo dirijam-se a ra l
da Cadeia confronte ao becco largo loja
MbMKSM MSSI9SI6SWaSK
ftama
Industria Peroamhucaoa.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
onde se vender em grosso e
ja retalho p>r menos preco
que em qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem. #
A' loja armazena-
da de Pariz.
Ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazeoadi de 4 portas n. 56, recebeu
agora uro bello sortimento de fazendas baratas a
satwr : chitas novas a 160, 180 e 200 rs. o cova-
do.ditas largas francezas a 240. 260 e 280 o coa-
2;J*S"S de C8mbraia brancas muito finas a
2S500, 3J e 39500. saias de balo de 30 arcos pa-
ra aenhoras e meninas a 3^00 4, cobertas de
cnila modernas e novo osto a 1|800, lences de
panno de linho a 2g, Gtas de aigodo por diver-
soa pregos.
Veode-se um estabelecimento de chapeos
na prarja Oa Independencia; a praso ou a dinhei-
ro, como melhor convencionar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e nome em caria feicha-
dj na mesma Praca n. 6 e 8 a com inicial F se
nao ae declara no mesmo annuncio o dito esta-
belecimento porque existem pevedores pelo matto
e pode prejudicar os inleresses do dono do
mesmo.
Aigodo monstro
de duas latgurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da agula branca avisa as diversas pes-
soas que haviara procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de lo necessarii agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita loja
onde somente a encontrarlo. Quem tem usado
dessa agua sab perfeitamente das virtudes della,
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gots della em meiocopo d'agua pura, e com ella
esfregando-se os dentes, e lavando-se a bocea, os
alveja, livra-os da carie, fortifica as gengivas, e
acaba o mo cheiro quando ha denles furados ': o
preco contioua a ser la o frasquinho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado o; 16.
Caivetes fixos
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha, bolachinhas, doces etc. a
10 cada um : va ra do Queimado, loja da aguia
baaoca, o.
Cortesjle meia casemira de orna 6 eflf, feaen-
a superior, pelo baratisaimo preco de 2$ cada
nm: na roa do Queimado n. 22, na loja da boa f.
A12#000
Extractos, baikas#cosme-
tiques, e leos, de Lubin
para lencos, e cabellos.
Na loja d'Ageia Braoea ae eneontra as per-
fumaras cima do bem coobecido fabricante Lu-
bin ; a bem assim finos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Coa-
dray, Piver &. Emfim quem se quizer prever de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loja d'Aguia Branca.
Relogios.
Vande-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
una variedade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Guardanapos i>ara mesa
a 3$ rs. a duzia ; na ra do Queimado n SU, na
loja da boa f.
Chegaram ltimamente do Rio de Janeiro
alguos rolumes da bem escripia obra de Monse-
onor Muoiz Tarares sobre a revolucao de Per-
n.mbuco de 1817. Nao havendo aqui maisexem-
plares alguns, julgou-ae til fazer vir dalli os
exemplares que reslavam pela procura que mui-
tos faziam. Acha-se venda na livraria dos Srs.
ISogueira de Souza & C, ra do Crespo n. 2.
Ciatos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1 B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeiles de continba, como dourados, e de lindas
litas e Dvelas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loia Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Capellas fina* para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6*e a 8, conforme -
Bramante superior.
Vende-se bramante de linjio bastante ama-
do, com duasvaras de largura, pelo barats^Bo
preco-de 29409 rs. a vara : na ra do Queimado
. 42. na loja da bea fe. """'
Chales de merino
eattmpados a 2*500 ; na ra de Queimado n. 2JL
na loja da boa f. ^
Gravatinhas estreitag.
Vendem-se superiores gravatiohis estraitas de
seda, tu e pretee aesM-de cores, pele baretis-
simo preco de 1J: na ra do Queimado n. 22
loja da boa f. '
' Atoalhado de linho
eom daaa larguras a 2600 a vara ; oa ra do
Queisaado n. *, na I ja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha paste f enere
cite, loja n. 50.
Caes do Ramos armazem
n 24.
de amarello, e louro por
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Re-
Vendem-se teboes
precos razeaveis.
psito de brateira
Queimado n. 16.
loja d'agua
o seu pro-
branca, ra do
SIMIO
Vende-se em casa de Saundres Brothers C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brieaute Roskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
escolente gosto.
Vende-se urna por$o de barris vastos; no
pateo de S. Pedro, n 6.
Candieiros
Econmicos.
geral.
Aviso
E* chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente econmicos, sendo das
qualidades seguinles : pees-seta -de jamar, sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abanto do mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar em parede, com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermacete, nova in-
vengao, primeira vez viuda a este mercado ser-
vem tambem para todos os senbores de engenho
que quizerem ter urna boa luz, ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozinha ou salas inte-
riores,-todos per muito baratissimo preco, e mui-
to deverao economisar os senhores que compra-
ren!, fornecendo-se sempre todos os proparos
para os mesmos candieiros que forera cempeados
nesta cass ; assim como se pode assegurar aos
assignantes que nunca faltar gaz neste deposito
da roa Nova n. 20 loja do Vianna.
Th *I* 5R Sk >,
Vende-se urna machina de costura
patente por barato preco : a tratar na ra
estreita do Rosario n. 12.
Luvas e pellica enfeita-
das para noivas.
acaba de receber pelo
A loja d'Aguia Branca
vapor francez.
Delicadas
gravatinhas de seda nordadas
para meninas e senhoras.
A loja d aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porejio de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a lj)500 cada urna ; a ellas, antes que
. as unas e bonitas luvas de pellica I ^f^SS^i"!> na lo d'fluia br"".
entenadas, propriss para noivas, e contina a | fUa do Que,nja1G
-, v-r..-_ ,... noivas, wu..uu.
vende-las pelo antigo e baratissimo preco de 500
o par: na dita lola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca
um bello sortimento
recebeu novameote
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
. tt*.^!K seus balOes, para ver. e exa'mi-
para abrir
Farinha a 1:600 a
sacca,
fazendo-se differenca neste preco a quem com-
prar de 100 saceas para cima.chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
o. 15,trapiche Baro do Livramento.
Toalhas para mos
a 63 a duzia : na ra do Queimado n. 22. na loia
da Boa f. J
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston <5C.
sellins e silhdes nglezes, candeeiros e castijaaj
bromeados, lonas nglezes, fio devala, chicote
para carros, montara, arreios para carro de
um dous cvalos relogios da ouro patenta
nglox.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n. Jl
Amendoas coneitadas
a 1$ a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
v^nde-se tanto em por^oe como a retalho unicameate
armazem Progresso, lar^o da Penha n. 8.
deudo baratsmente a 28000, 33000, e 4ft000; as-
91 t*J2 faitinhas redondas com 6 frasquinbos
a l|B0U9, caixinbas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 2000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
lo.
Avariado.
Madapolio coqueiro com pequeo toque de
arana a 3500 a pega: na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
Vende-se a historia universal de Cant, as
obras completas de Chateaubriand, e a historia
dosueroodinos por Lamartine, obras (odas no-
vas; nesta typographia se dir quem vende.
A 15,000!!
O sigo com 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire : na praca da
Independencia n. 22-
Fazendas baratas.
A 4$000.
Cortes de casemira de cores, fazenda boa ; na
ra do Queimado n. 47.
A 2/)500.
Toalhas de linho para mesa : na ra do Quei-
mado n. 47.
A 160 rs.
Pares de meias pretas de algodao para homem:
na ra do Queimado n. 47.
A 100 rs. o cpvado.
Chitas pretas em retalhos ; na ra do Queima-
A 1^280 ocovado.
fazenda boa
na ra do
na ra do
na ra
Grosdenaple preto,
Queimado n. 47.
A 2$ ocovado.
Setim maco preto muito bom :
Queimado n. 47.
A 2,200 rs.
Cortes de gorguro de seda a de cores
do Queimado n. 47.
A 4#600, 40800 e 5$200.
Pegas de madapolo bom : na ra do Queima-
do n. 47.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou florss bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Calcado barato
Na loja n. 39 da praca da Independencia ven-
dem-se por baratos oreos os seguinles calcados-
Borzegulos para homem a S e 7$.
Ditos para rapaz a 30.
Ditos para senhora a 2 e 4j.
Ditos para meoina a 19.
Sa patos rasos de lustre para homem a 2, 3$ e
49000.
SapatOes de lustre pera homem a 3J500.
Ditos de dito para rapsz a 39.
Sapatosde tranca a l|SO0.
Ditos de lustre para senhora a 600 rs.
Ditos de marroquim para crianca a 500 rs.
Sapatos de borracha a lf.
Assim como outros calcados que se veodero
por muito barato prego.
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recebeu prximamente
um novo e liado sortimento de cascarrilhas de
seda parra enfeites de vestido, sendo de difieren-
tes cores e largaras, e orno sempre es est ven -
dendo baratamente a S|, 8, 4 e 5J a peca, precos
estes que em nenbuma outra paste se echan, e
so sim oa na do Queimado, loja
' numero 16.
nar na coche!ra do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna easa.
Vende-se urna excellente casa terrea com so-
tao na cidade do Aracaty, sendo na melhor ra
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gur-
gel Si Irmao, e nesta na ra do Cabug loja
Farinha de mandioca, o me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato visla da sua superior quali-
dade ; no arnazem de Fragoso & Cabra!, ra da
Madre de Dos n. 18. defronte da guarda da al-
fandega.
Cebo coado do
Rio Grande,
muito alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Baro do Livramento.
Vende-se por todo
preco para aca-
bar.
Na ra do Queimado n. 41, loja da quina da
Congregarlo, alem de muitas fazendas que admi-
ra pela barateza, menciona-se as seguinles : cor-
tes de seda com babados com pequeo toque de
mofo a 20, ditos de boa seda com 18 covados a
6, 10 el2j, seda de todos os padrees, covado a
500 e 19, grosdenaples de cores muito encorpado
a 1J200 o covado, dito preto muito superior com
pouco mofo a 1J500, laazinhas para vestido a 320
o covado, corles de cambraia bardados brancos e
de cores a 2$800, cassas de lindos padroes a 160
e 200 rs. o corado, chitas francezas. lindos pa-
droes, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs.,
ditos estreitos, tintas fizas a 160 rs. e covado, al-
paca de seda, delicados padroes, a 400 rs. o co-
vado, cazaveques de cambraia muito finos a 6#,
ditos de mussulioa a 101J, ditos de seda superior a
169. capotilhoe de eada a 68, de retroz a 4g, ca-
misinhas de cambraia para senhora a lj, chapeos
de seda muito lindos para meninas e meninos a
69 e 49500, para senhora a 6J, e muitas fazendas
qnes vista se admira.
J.Praeger&C.
em liquidaco.
Na ruada Cruz n. 11,
vendem,
25 quartolas vinho de Bor-
deaux de differentes quali-
dades.
Dito em caixas de 1 duzia.
Agua de Selter, da Fonte.
Vinho do Porto em caixas.
Dito Xerez em ditas.
Cognac fino [pal brfcndy.]
Sardinhas em 1\& e Ij2 latas,
Presuntos de fiambre.
Chanpanha nva.
Chocolate francez.
Aos tabaquistas.
Ivsecoe fieos de cense acaras Una a imite-
d aguia branca co dos de lineo a 59 a auna ; na rea Qeei-
mado n. 2, n loja da boa f.
i


MMt 3ft MMAMIQCO fBABTDk fEWL II JWIO 01 KM.

I*
Chapeos de sol de? seda a
Yeadw-se multo bon* chapto* de sl de teda
com cebo decaan*. pelo baratiaaimo, prego d 63
cad* m :. oa rua do Queimado o, & leja da
lairanceza a
60 rs.
S na loja de {azeadaa da ru 4o Cabo-
g n. 8, do Burgo* Ponce de Leoo, se es-
t Temiendo oomeatiaoe a 60' rs. cada
pao exce lienta para alisar o lustrar ca-
bellos.
Vendem-se-cylindros americanos para pa-
daria, novamoote chegados, por procos cemmo-
dos ; a tratar na rua Direila o. 84.
Em casa de N0 O. Bieber
C. successores, ra
da Cruz il 4, vende-se
Vinho Berdeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brnzaos e bros da Russia.
Cerveja escosseza (Edioburgb Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos e masas.
Plvora ero bars.
Enxofre em canudo.
Tariatajia.
, Vende-se tarlatana branca muito fina.com lty2
?ara de largura propria para vestidos, polo bar-
tisaimo prego de 800. rs. a vara : oa ra do Quoi^
mado o, 22, oAloja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 ra. a vara : oa ra do Queimado o. 22, oa
loja da boa f.
Tinta azul que flca preta.
Vendem-se botijas com a aoperior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na na de Queimado, loja d'a-
guia branca n. 19.
o am S^plrar-oo^5^V?*~ !!S' SCSlSSlllOS At COF&l'
DESTINO
DE
Jcs Das Brandao.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1* a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 15400, as-
sas a 560, conservas inglezas e portuguesas a
700 rs., aletria, talhatim e macarro a 40b rs. a
libra, toucinho de Lisboa a 820 rs. a libra, baoha
de perco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 55 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por proco mui-
to em coota, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a I50OO rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. agar-
rafa, e outros mu tos gneros que escusado
meociona-los, que do contrario se tornara enfa-
donho aos freguezes. (Dmheiro vista.)
Banha trausparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
conbecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o Qno e-cheiroso
oleo philocome. Estes e outros objectos que dita
loja recebe de sua propria encommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elles se
Joaqulm Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Trovassos Jnior
A C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
casfanha, preto o outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, come as de
composico..
Vende-se ou aluga-se a armaco da loja da
roa Direila n. 48, a casa tem commodo para fa-
milia, ea armaco propria para qualquer esta-
belecimento ; a tratar oa mesma.
Vendem-se liohas de roriz em porcio e a
retalho, e por menos do que em outra qualquer]
parte ; na rua da Cadeia do Recite o. 50, pri-
meiro andar.
Veode-seum moleque croulo de 18 annos
sem vicios oem achaques, apto para qualquer
servico por ser muito esperto ; em Olinda, ladei-
ra do Varadouro, casa terrea defronle de S. Se-
bastiano.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
10, cortes de casemiras fioas de cores a 45, fa-
zeoda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramento.
Agua iogleza
deLavander a mil riso
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua iogleza de Lavaoder, superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
rua do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nota edicao do mez maano, segundo se
celebra do hospicio de Nossa Senhora da Peoha, I
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-'
ohore da Gooceicao, modo de visitar olauspere-
nedo santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 15 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Gees & Basto.
qaaiqee pe rte : na rua do Fbgo n. 20.
Gabriel
OU
O Milagres de S. Antonio
Na loja n. 11 da rua da Cadeia do Recita a-
cham-ee i venda por coramodos precos nao s
este magnifico drama como tambem os se-
guales :
O Demonio Familiar.
29 ou Hoara e Gloria.
O caixeiro honrado o nego-
ciante ladro.
Segredos do Futuro
ou
O mais completo divertimen-
to das familias
para as noitee de Saoto Antonio, S. Joo e S. Pe-
dro, contendo, alem domuitas interessaoles per-
guntas e jocosas rseoslas sobre variados as-
snmptos, os eogracados disparatea, o sempre
querido padre oossocasameoteiro, um excelUote
artigo sobren nariz, outro sobre as mogas e o
casamento, o Ihelegraho amatorio de um velho,
viagem a um touoadore urna escolhida collecco
de chandas, tudo para maior regesijo dequellee
que oo desejona estar tristes no meio das palus-
cades : A' venda, na loja n. 11 da rua da Cadeia
do Recite.
Trina.
Na rua do Queimado n. 6 por baixo da boneca,
vende-se trina do Porto de boa qualidade, che-
gvda ltimamente, a 420 rs. larga, a 200 rs. es-
trella, o ccvado
Vende-se urna mobilia de Jacaranda por
preco commodo ; quem pretender, dirija-se a
rua das Trincbeiras n. 28, que achara com quem
tratar.
Vende-se urna cabra boa de leite e muito
mansa : na rua das Flores oficina de marcineiro
n. 3.
Sortes para Saoto
Antonio e Sao
Joo.
Acceitam-se encommendasde riquissimas sor-
tea, com amendoae estalo, barato que admira :
oa praca da Independencia n. 39.
a500rs.
S na toja da guia de ouro,
rua do Cabug n- 1B.
Vudem-se matsinho de coral muito fino a 500
rea o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de latao para velas a
400 rs. cada nma : na rua do Queimado, loja da
aguia branca- n. 16.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 16 cada urna : na rua do
Queimado o. 28, na loja da boa f : a ellas que
sao poucas.
Cortes de vestidos bran-
ti*
MTk FE1TA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
M
[Fazendas e abras feitasj
a
eos bordados.
braneos
rua do
Vendem-se ricos cortes de vestidos
bordados com 2 e 3 habadoa a 58 : na
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca est" recen temente pro-
vida de um completo sortimeoto de enfeites de
boro gosto para senhoras, sendo os afamados e
delicados enfeites de torcal com franjas e borlas,
outros tambem de torcal de seda enfeitados com
aljofares de cores e bortota ao lado, outros do
froco igualmente enfeitados com aljfar, e borlo-
tas, todos elles de um aparado gosto e perfeicao,
os precos de 89 e 10$ sao baratos vista das
obras ; alm deslas qualidades ha outras para
3$ e 4$ : isso na rua do Queimado, loja d'aguia
branca d. 16.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados cbapeozinhos para baptisados obra
mui perfeitae bem entestada, sendo cada um em
sua bonita caiiinha, e pelo baratissimo prego de
6y, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16.
Rua do Queimado n. 46.
Despacharam graode porco de duzias das me-
nso confundam com os falsificados, que por ah llores camisas ioglezas toda de linho pregas lar- i
ha, todos os frascos teem um rotulo dourado que ? Ia6 e8lao "endeudo por barato prego como Pa] DS-
Hllua do Crespo n. 8, loja de
|l 4 portas, admira a pe-
chincha
Laa para vestidos fazenda que
I outr'ora cuita va 8<-0 rs. o cova-
H do vende-se a 240 rs., dao-se ]
2 amostras com penhor.
a^^.-siigfinei69iieeiNn en
No pateo do Carmo n. 1, ha para
vender 50 travs de louro de 35 a 40
dizLoja d'Aguia Branca, rua do Queimado nu-
mero 16.
s
s

Liquidaco
Rua do Oueimadon. 10.;
Loja de 4 portas, vende-se:
Superiores chapeos para senhora i
a 12,000. j
Superiores cortes de fil bordado <
pira vestidos de senhor a a 14#e i
15,000. <
Superiores cortes de seda preta (
para vestidos de senhora a 40$
e 50,000.
Superior velludo de todas as co-
res o covado #.
Na rus do Queimado n. 41, quina de Con-
gregarlo, vendem-s paletots de casemira, alpa-
ca e riscado, por todo prego para acabar, calcas
de casemira pretas e de cores, colletes de setim,
casemira e fustio por metade do seu valor: ap-
proveitem antes que se acabem.
S Para a chuva. i
Vende-se muito barato artigos de gut-
ta-perche (Dorracha) : na rua Nova nu-
mero 43.
-ns? tat *mr %.^ ^*f ^*^ t*' >*^ ^*- ^ *** tmt ^*^ T*r
Guardanapos de linho
muito barato.
Venflem-seguardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3) a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa; na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Graxa econmica
para lastrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
riliohos de louca a640 e 800 rs. carda um. A su-
perioridade de tal graxa j& coohecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles que de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na rua do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se por preco commodo um
preto de boa condneta e anda moco :
quem quizer compra-lo dirija-se a rua
da Saudade casa de sotao de duas jana-
las n. 15, que achara' com quem tratar.
Farelo.
No armazem n. 50 da rua da Madre
de Dos, confronte a botica inglesa, ha
muito bom farelo em saceos, chegado
ultimamante, para vender as porches
ou a retalho.
Cemente liespaiibl,
Para saldar todo e qualquer objecto quebrado
como seja, marm, marmore, madreperola, por-
celana e outras qualidades de louga fiaa e ordi-
naria, prova d'agua e de calor, preco 1$ o frasco '
oa travessa da rua das Cruzes n. 4, e oa rua da
Cadeia o. 11.
Bales de papel ^ to Antonio e Sao
de seda coloridos A ^ Joo, por prego
com letreiros de V commodo: na ru
differentes tama- W f~ Crui do Beci-
nhos proprios pa- n Wjto fe armazem nu-
ra festejo de San- r mero 14.
costume para bem servir aos freguezes.
Ferragcos e miiidezas.
53Rua Direita53.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joo, que por sua barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesia praga,
rico sortimento de facas, garfos e colheres de to-
das as qualidades, e pregos. meias fioas, espin-
garda, ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na rua
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vendem-se libras sterlinas : na
commandita largo do Gorpo Santo.
Taixas.
Na fundigo da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ba bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serupre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na rua da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
viodo a este mercado, e por isso de muita otili-
dade aos senhores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Algodao da Baha
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no eicriptorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muito pro-
pria, pan saceos de eogenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos' Sa' Leitao
Jnior.
A variado.
Madapolao largo e fino com pequeo toque de
avaria a 39500 e 49, dito muito fino a 9f a pega :
na rua do Crespo o. 8, loja de 4 portas.
Farello de Monti-
vido
a 4$asacca, muito fino e gomado, igual semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
maes ; para acabar : no largo da Assembla n.
'gt trapiche Bario do Livramento.
Attengo.
Ra rua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de 11-
nhas.de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, aa qaaea se vendem por
precos mui razoaveia.
Farinba
a 2,000 rs. sacea.
Chegada ltimamente do Karanho : vende-se
no armazem da roa da Madre de Deus, n. 4.
Cera te carnauba,
qsalidades seeeriores : no largo da As.smbla n.
15. trapiche Bario do Livramento.
E' pechincha.
I cortes de riscado francez a 29, covados do mes-
mo a 180 rs.; na rua do Queimado n. 44.
Vende-se a taberna da rua do
54 da Boa-Vista : quem pretender,
mesma.
Rosario n.
dirija-se a
A 12,oool
J eada um- !
a Chapeos de seda trancos e de cores >g
r para senhora : na rua do Crespo n. 17, *|
W loja de Guimares & Villar. *$?
Vende-se nma mulata moga propria para
todo servico de ama casa de familia : na rua da
Cadeia do Recife n. 55.
Vende-se a estribara com todos seos per-
lences da cocheira enllocada na casa n. 13 A da
rua da Paz, muito bem coostruids e forte, assim
como vendem-se separado os carros; a tratar
com o Sr. Manoel Alves de Santiago, na cochei-
ra do porto das canoas o. 35.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A leja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a 15 o par;
a ellas, antes que se acabem : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
LOJA E ARMAZEM
DE
es k Basto!
NA
Una do Queimado
: 46, trente amarella.
Constantemente temosumgrandeeva-
{ nado sortimento de aobrecaaacaapretas
- de panno e de cores muito fino a 260,
OJ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 205, 22f 24g, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149,169 188. casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28f, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira decore muito finos a 159,16g
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
raaalOf, IS9 e 14|, caigas pretas de
.casemirafina para homem a 89, 99, 10|
e 12, dilaa de casemira de cores a 7$,89,
Q9 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 69, ditas de ditos de cores a
39, 3950O, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a i$ e 4500, col-
letes prelos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 59, ditos
branco sde seda para casamento a 59,
ditos de 69, eoMetes debrimbranco e de
f usto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
, eordio aacco e sobrecasaco a 78,89 e 99,
colletei prelos para luto a 49500 e 59,
: gas pretas de merino a 4$500 e 59, pa-
1 etots dealpaca preta a 39500 e 4J, ditoa
sobrecasaco a 69,79 e 8f, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800e 48, colletes de vel-
lido de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e 169, ditos de
easemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
1.395OO, ditos sobrecasaco a 5g e 59500,
I caigas de casemira pretas e decores a 6
1 68500 e 79, camisas para menino a 209 '
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de at-
raate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Candieiros
econmicos.
Chegou um riquissimo sortimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j moito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muilas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na roa Nova n. 20, loja
do Vianna.
A 1:800 res o corle
De meisseazemiras de quadrinhos.de novos pa-
droens de cores ca ras e escuras na loja,da esqui-
na da rnado Livramento numero 2 que voltapa-
ra a rua do Padre.
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, rua das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DARTE ILMEIDA i SILVA
A. F, Duarte Almeida, socio que foi do armazem progresso, faz sciente aos seus freguezes que tendo separado a sociedade que tinha com
seu mano, acha-se de novo estabelecido cora dous aceiados arraazens de moldados, associado com o Sr. Joaqun) Jos Gomes de Souza, eo Sr.
Paulo Ferreir da Silva; o primeiro na razio de Duarte & Souza, e segundo na de Duarte Almeida & Silva: estes eslabelecimentos offerecem grandes
vantagens ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham montados como em commodidade de prego, pois que para isso resolvern! os
proprielarios mandaren) vir parte de seus gneros em direilura, afirade terern sempre completo sortimento, como tambem pdete ra offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do prego que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desejando os proprielarios acreditaren!
seus estabelecimentos tem deliberado garantirem toda e qualquer qualidade de gneros vendidos era seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas encommendas, mesmo por pessoas pouco praticas, em qualquer um destes estabelecimentos, que serao to bem servidos como
se viessem pessoalmente, na certeza de nunca acharen) o contrario de nossos annuncios, e assim fundados as vantagens que offerecemos, pedimos a
todos os senhores da praga, senhores de engenho e lavradores que mandem ao menos suas encommendas a' primeira vez, afm de experimentar, certos
de continuaren), pois que para isso nao pouparo os proprielarios torcas* para bem serv rem aquellas pessoas que frequentarern nossos estabelecimentos;
abaixo transcrevemos algumas adigdes de nossos prtgos* por onde veri o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MANTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e ora barri.1 a 750 rs.
MAJNTEIGA FRANCEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e meios.
CHA HYSSON E PRETO o melhor do mercada de 19700 a 39000 e em porco lera abatimento.
PRESUNTO FIAMBRE ingleze hamburguez a 900 rs. a libra e em porgo a 800 rs.
PREZUNTOS PORTUGUEZES viudos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e ioteiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 4500 e em libra a 700 rs.
0UEIJO5 DAS ILHAS vindos a primeira vez ao nosso mercado a 700 rs. e inteiro a 600 rs. (estes queijos sao os da melhor qualidade que tem
viudo ao nosse mercado.
QUEIJOS FLAMENGOS vindos no ultimo paquete a 29800, tambem tem grande porco de 1*600 a 29000.
PASSAS em eaixinhas de oito libras, as melhor es do mercado a 29800 e a 500 re. a libra.
ESPERMACETE SUPERIOR sem avaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRANCEZAS IISGLEZAS E PORTUGUEZAS a 560 e 700 re. e frasco.
ERVILHAS PORTUGUEZAS E FRANCEZAS a 800 re. o frasco:
LATAS COM BOLACHINHA DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque de Porto, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 19200 a 1#300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS de todas as qualidades de Portugal de 1*200 a 2*000.
M RMELA DA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1*500 de duas libras.
LATAS COM GELElA DE MARMCLLO a 19300 com duas libras.
LATAS COM PBIXE SAVEL e outras muitas qualidades, o mais bem arranjado que tem vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHO o melhor que sople desojar a 3*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa e de 8*500 a 10*000 a duzia.
CHARUTOS VERDADE1ROS SUSPIROS e outras muitas marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros a 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que se pede encontrar nele genero a 480 rs. a libra e 460 em barril,
SERVEJAS DAS MELHORES MARCAS a 500 re. agarrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 24 rs. a garrafa e 19850 a caada.
CAIXOES COM DOCK DA CASCA DA GOIABA a 19 e em porco a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa e99000 a caixa com 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PRATO oa mais novos que ha no mercado a 6 jO rs, a libra e inteiro a 600 rs
Genebra DE HOLLANDA a 640 ra. o fraseo e 69800 a frasqueira cora 12 frasco.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 e 160 rs. o maco com 20 macinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feitos que ha n mareado a 280 rs. o maco.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de caixas.
AZEITONAS as mais novas e melhorea que tea vindo ao mareado a 1*200 barril.
TRAQUES sem avaro, os memores que vieran) este anno a 79000 a caixa e 200 re. a caria.
Alm dos ganaros annunciados encontrar o publico um completo sortimento de tudo Mdente a molhades.
Sitio vtnda.
Vende-se um sitio em Santa Anna, tendo boa
casa com cinco cuartos, duas satis, sala de jsn-
taT, etc., ele, estribarla para sfscavsllos, quar-
Joe para serventes, etc., baixa da capim, excel-
entes fructeiras, cacimba com boa agua para be-
ber, e tanque para banho: os pretenderles po-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
da e hora, e para tratar, dirijam-se Sauodera
Brothers & C, praca do Corpo Santo, n. 11.
. Vendem-se accoes d?s companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Saunders Brothers & C, praca do Corpo
Santo, n. 11.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda a bem coohecida e proei-
tosa opiata ingleza para dentes. cuja bondade
apreciada ror todos quanlos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar asgeogivas
em perfeito estado, assim como a alvura dos
dentes; cusa cada caixa 1J500, e por tal preco
s deixaro de comprar qoando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na rua do Queima-
do n. 16.
O constante bara-
teiro,
em seu armazem de fazendas, na rua Nora n.
42, vende-se superior madapolao largo com ava-
ria i5)i peca, loalhsi de algoOo alcoxoadas
para maoa a 500 rs. cada urna.
S o constante ba-
rateiro,
em seu armazem de fazendas. na rua N0V3 u
42, vendem-se Unissimos vestidos de cambrai
brancas com 2 e 3 babados. ricamente bordados,
para o diminuto prego de 7$ cada um,
Vende-se urna escravinha preta de 8 annos,
muito linda, e esperta.com principios de costura.
rua da PeDha n.2,{
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16 ; na rua do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 800O.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8J
cada um : na rua do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Escravos fuscos.
Fugio da casa do abaixo signado o escra-
yo por nome Thomaz, oacao crioulo fllho do ser-
io de Moxotho com os signarsseguintes, com os
dedos da roao direila aleijados, por ter sido ma-
chucado em urna maquina de padaria; boDita
figura teve bexigas a dous mezes, tem dentes ali-
mados poucosignal de barba representa ter 24 1
26 annos de idade, julga-se ter ido para o dito
lagar por all ter seus pareles, e por que j foi
visto o anno passado, quando fugio a primeira
vez, portanto pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu senhor na rua dos Pescadores n. I e
3 padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jaciotho de M. Rezende.
Fugio do engenho Triumpbo.na freguezia de
Serinhem no dia 9 de maio prximo passado o
pretoiJoaquim conhecido alli por Pernambuco,cu-
jos sigoaes sao os seguiotes : altura regular, sec-
co do corpo, cor preta, nariz afilado, alguns ca-
bellos braocos na cabeca, as barbas do queixo in-
ferior compridas e quasi brancas, e as dos lados
rapadas ; representa ter 50 annos de idade, mui-
to fallante, usa de tomar tabaco, j teve calor de
ligado as mos e nos ps, do que restam-lhe aa
marcas. Levou urna trouxa de roupa com urna
caiga branca, outra azul, um paletot preto, outro
de riscadiobo, e camisas brancas e azues, levao-
do chapeo de palha novo. natural doserto
Serid, j foi escravoo'uma pessoa no Rio-For-
moso, e nesta praga do fallecido Emetorio Maciel
da Silva, vendido" ao Sr. Francisco Lios Goocal-
ves Chaves pelo Sr. Joo Patriota : quem o "pe-
gar poder levar no mesmo eogenho cima ao
dito seu senhor, ou na rua da Moda, era c;sa
do Sr. Manoel Alves Ferreira, que ser bem re-
compensado.
No dia 18 de abril prximo passado, fugio
da casa de sua senhora, a preta de nome Roza,
de nago, levando vestido de cassa com palmas
azues, j desbotado, panno da Costa, estatura re-
gular, falla descansada, rosto redoDdo e iochado,
pernas tambem incitadas por estar com principio
de frialdade: quem a aprehende-la pode leva-la
no principio da rua Imperial casa n. 5, que ser
gratificado.
Fugio do engenho Serrara em JaboaiSo, no
dia 5 do corrente mez, o escravo Pedro, crioulo,
de 20 a 22 aonos de idade, cor fula, baixo, um
pouco grosso, rosto um pouco descarnado e ps
pequeos, carreiro, provavelmente ter procu-
rado algum engenho, inculcaado-se de livre, ou
a estrada de ferro : quem o apprehender e lva-
lo ao engenho aeima mencionado, receber de
seu senhor, abaixo assignado, urna boa gratifica-
cao.Filippe de Souza Leo.
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado fugio no dia 2
do corrente urna escrava mulata de nome Valen:
tina, que representa ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos sigoaes sao os seguintes :
vesga dos olhos, estatura regular, cabellos cara-
pinhos, levou vestido de chita escura e chale de
merino azul; tendo o abaixo assignado havido
esta escrava por divida na comarca do Limoeiro,
suppe aue procure essa direccao, ou a serra da
Passira, onde natural : roga, portanto, a todas
as autoridades policiaes e cipitaes de campo a
apprebeodam e a eotreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, rua do Queimado n. 46
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Desappareceu do engenho Serrara, em Ja-
beado, no dia 5 do correnta mez, c escravo Pe-
dro, crioulo, de 20 a 22 annos de idade, cor fula,
baixo, um pouco grosso, rosto um pouco descar-
nado e ps pequeos. E' carreiro, provavelmente
ter procurado algum engenho ioculcando-se de
livre, ou estrada de ferro : quem o quizer ap-
prehender e leva lo ao engenho cima mencio-
nado, receber de seu senbor abaixo assignado
urna boa gratificago.
Felippe de Souza Leao.
Atteocao
Acbam-se fgidos os escravos seguintes : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Magalbes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de pasear por livre porque falla bem e al troca
algumas palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domingues : Joao, cabra es-
caro, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. vlsconde do Ico, foi aqni ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
sigoaes de bexiga no rosto, falto de dentes na
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mogo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, offlcial de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoago de Agua-Aze-
da as imtaediages de Papacara, que foi escra- "
to do Sr. Antonio Baptista da Mello Peixoto, sub-
delegado de Garanhuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta da dentes oa frente, nsa
constantemente de cinturaco desoldado atado i
cintura : quem appreheodr os ditos escravos ou
qualquer deiles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous Irmoa na
freguezia do Pogo da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detengo, no Recife, aera gra-
tificado de seu trabalho com generosidade.
Jos Cesario de Helio.
TT


(8)
DIARIO 01 tHRHAMBUCO. *- QUARTA FEIRA tt DI JTJNHO K 1861.
Litteratura.
A sociedade agrcola de Varsovia.
Desde as latas sanguinolentas da guerra da in-
dependencia que os homeos mais serios do Oc-
cidente viam diariamente converterem-se n'uma
piedade estril sfus sentimentos sympathicos pe-
la Polonia. Haviara-se tornado impossiveis os es-
frcos mo armada ; e se algumas tentativas
isotedas vinhatn tentar fazer ouvir aiuda Euro-
pa o (.rito oe angustia da Polonia avasssllada, es-
se grito .'ra inconliaente sulfocado pelos tres su-
premos argumentos da Russia no reinado de Ni-
colao, a confiscarlo, o exilio e a pena de morte.
A Polonia morrou, diziam alguns; al ella
curva a c*beca e resigoa-se ; a Polonia est sub-
jugada ; e por certo que havia apparencias que
davam razao esse modo de ver; mu diversa
era comtudo a attilude daquella nagao ; curvava
a cabega, verdade, nao para resigoar-se, mas
para reflectir. A Polonia comprebendra que ha-
via passado a hora do combate, que Deus nao
enva intilmente um poro to medoohos sof-
frimenlos, equeo meio de obler delie que des-
vie o clice, aceita-lo como urna expracao do
passado e aproveilar a ligo para o futuro.
Toda a nacao poloneza, como fcil de com-
prebender, nao leve simultneamente esta idea ;
pnmeiro germinou ella Da cabega de alguna, e
ahi creou raizes tanto mais fcilmente quanto por
um lado as ultimas tentativas mo armada, por
outra as perseguirles cada vez mais violentas,
absorviam a actividade de vencedores e vencidos.
Quem nao era agente superior ou subalterno do
imperador Nicolao, tpmava parle directa ou in-
directamente, nos esforcos da emigrago. Smen-
te alguns homeos, mais prudentes, mais conhe-
cedores do que constile a verdadeira torga, cora-
preheodendo que para ter o direito de pedir li-
berdade e a independencia, misler riaver-se
tornado digno della, emprehenderam modesta-
mente, pouco pouco, por meio de tentativas de
aperfeigoamento agrcola, um comeco do reforma
nacional. O conde Andr Zamoyski comegou em
1842 a publicaco dos Annaes da agricultura com
a Cullaborago de mais dezeseis proprietarios do
reino. Tinham por fim esses aanaes,como indica
o i,Lime, transmiltir aos proprietarios e aos cam-
ponezes urna sciencia agronmica, quasi desco-
nhecida n'um paiz esencialmente agrcola, po-
rm fallo de lodo o eosino tal respeito em qual-
quer gru que fosse. Essa publicago, ao princi-
pio trimestral, produziu algum elTeito, mas com-
tudo n'um circulo mui eslreilo, sem obler a po-
pularidade necessaria urna semelhaote obra pa-
ra produzir fructos.
Outra empreza, cujo autor era tambem o con-
de Andr Zamoyski, teve desde logo mais reper-
cusso: foi a fundago de urna compaohia de
barcos vapor no Vstula. A ulilidade pratica
dessa creago, alseu lado material improssiona-
ram mais os nimos do que a simples publicaco
de urna revista ; por mais iuteressanie que fosse.
Quaodo Alexandre II subiu ao throno, germi-
nara j no seu espirito a idea de transformar em
sena estados a sorle dos camponezes.
Essa lo importante questo dizia tambem
respeito Polonia, ainda que a posigo dos
camponezes fosse ahi muito diversa do que na
Russia. Nesse reino particularmente, tinham os
camponezes a posigo de rendeiros que pagavam
por meio de prestares o importe de seus arren-
dsmentos. Dous pontos separavam-nos ainda de
urna siiuacao ioteiramente independente. Pagar
os arrendameotos em dinheiro e poder adquerir
trras.
Compreheodondo que um dos meios mais effi-
cazes para restaurar a nacionalidade poloneza era
dar agricultura o maior eo mais desenvolvi-
meoto possivel, e que, para obl -lo, era mister
i'.illunJir pela nacao conhecimentos serios, sub-
melteu o Sr. Anlr Zamoyski a approvago do
imperador Alexandre o projecto de urna socieda-
de. Esse projecto foi adoptado, e sua execugo
autnrisada pelo imperador.
Seu fim era aperfeicoar entre proprietarios e
camponezes a sciencia agronmica, e fazer entrar
na mesma via de progresso as oulras industrias
que se prendera agricultura, e que sao as ni-
cas importantes n'um paiz essencialmenle agr-
cola.
Assim, fazer progredir a sciencia agronmica
e moralisar a populacho agrcola, proprietarios ou
camponezes, era faier entrar toda a industria na-!
cional e toda a populaco por consequencia n'uma
Tia de progresso, de grande exlenso, porm in-
allivel.
Dos membros da redacco dos Annaes da agri-
cultura fez o coode Andr o ncleo da nova as-
sociaco, e os dezeseis membros que a compu-
nham vieram ser os fundadores e formaram a
direcgo da nova sociedade agrcola.
Esse projecto achou logo adherentea, e corres-
ponda de tal sorle s necessidades da nacao, que
na primeira reunio goral que leve logar em fe-
vereiro de 1858, eram os membros em numero
de 1,500, os quaes por meio de urna cotisagao
annual de 100 dorios (da Polonia) por pessoa, ae-
rara desde logo um fuodo commum de 30 contos
de ris pouco mais ou menos.
Antes de examinar os resultados de urna ins-
lituigo, mister comprehender-lhe a orgaoisa-
go. A sociedade agrcola era dirigida por urna
commisso de dezeseis membros, e presidida pe-
lo conde Andr Zamoyski. Em todos os annos,
duas semanas de oito dias reuoiam lodos os mem-
bros, que, de 1500 no comeco. chegavara em 1859
ao numero de 2,600, em 1860 a 3,500, e hoje a i
4,600. A commisso nomeava um corresponden-i
t6 por districto (ha 73), e em lorno desses cor-
respondentes grupavam-se os membros da socie-j
dade que faziam parte da mesma divso territo-
rial ; tinham logar sesses mensaes em casa de |
cada correspondente ; aloi disso, cada ramo da
industria agrcola era objectu de um trabalho
confiado um! scelo. Ha.ia deUgagea garaea moa de presentar, comprehender
para as grandes assemblas, e del?ga$5es parti- *--
culares em cada districto.
A' par deties trabalho que eram a parle theo-
rica da questo, a parl pratica tinfia aen ampio
desenvolvimento todos os annos; ea diversos
pontos do reino, a sociedade orgaaisava comidos
agrcolas, exposicoes de productos, de gado car-
vallar e vaceum.
Logo no comeco houve grande difficuldade em
fazer com que os camponezes tomassem parte
nesses concursos, n'um paiz onde ludo quanto
extitava a cubica de um empregado ou de um
cosaco eslava mui exposto mudar de propie-
tario ; receiavam expr vista de todos o que
possuiam'de ootavel.
Comtudo, flzeram esquecor ponco pouco es-
ses temores os premios offerecidos, as recompen-
ses/as medalhas, e tornaram-se populares essas
reunies civilisadas. Tambem disiribuiam-ae re-
compensas pelos creados, pelos neiricolas que se
destinguiam por sus dedlcacao e probidade. As
medalhas foram urna das recompensas que pro-
duziram maior effeito entre os camponezes ; tor-
naram-se para elles urna especie de diploma de
iutelligencia e de trabalho que faziam gala em
mostrar. E' lalvez por essa razio, e pela impor-
tancia que Ihe davam, que o general Muchanow
quiz impedir a distribuico das medalhas. Feliz-
mente Alexandre II foi mais intelligente do que
seu representante de execravel memoria, a an-
nullou a prohibicao.
Em fim, diversas medalhas de ouro acorocoa-
vo a caridade e a inlelligencia dos proprieta-
rios ; a inlelligencia, recompensando as melho-
res culturas, as prudentes tentativas de melho-
ramento, e a caridade, lembraodo a creago e
maoutengodc asylos ou de hospitaes as aldeias
dependentes de suas propiedades.
A acgo da sociedade nao limitava-se a pro-
teger a industria agrcola em sua applicacao im-
mediata ; remootava-se s industrias que sao
seus agentes e corollarios : ferreiros, carpiolei-
ros de carros, etc. etc. Os mancebos que que-
ran) aprender laes oflkios eram mandados, com
recommendago da sociedade, para Varsovia e
at para fra do reino ; aquelles que queran)
estudar os aperfeicoamentos da agricultura e da
sciencia florestal eram mandados para os paizes
onde aquelles e esta haviam adquirido o maior
desenvolvimento, para o ducado de Posen, por
exemplo, sempre custa da sociedade, que an-
da reservava urna certa somma para os operarios
intelligentes que desejavam establecer oficinas
mais importantes.
Os que tinham dispo.sic.oes mais notaveis para
a agricultura propriameote dita, eram mandados,
segundo a especialidade que escolhiam, para di-
versas propiedades, onde estudavam pralica-
menle os difierentes ramos da sciencia agron-
mica.
Depois de haver aperfeicoado a agricultura e
as industrias que se lhe referem, era misler re-
mover um grande obstculo. Como em qualquer
parte, e lalvez mais do que em qualquer parte, o
camponez sedeutario na Polonia. Assim, ha-
via passado o commercio do graos para o poder
dos Judeos e de alguns estrangeiros.com grande
prejuizo dos proprietarios ou dos cultivadores
cujo lucro era quasi lodo absorvido. Essas casas,
em numero de sete, ceniraliso hoje pouco mais
ou menos todo o commercio agrcola em real
vaniagem de todos os productores. Ellas man-
dara o trigo pelo Vstula at Oanttig, e fazem adi-
antamenlos aos agricultores quando precisan).
Resta va ainda urna tarefa para moralisar as po-
pularles ruraes por meio da educaco. Aote-
punha-se, porm, urna barreira : a lei russa.
Ninguem pode estabelecer urna escola sem de-
pr antecipadamenle um capital cujo lucro repr-
senle as despezas aonuaes provaveis, ou sem hy-
pothecar somma egual de seus beos. Multas pes-
soas que conseolem pagar lodos os annos urna
certa quanlia, recuam diant de um deposito
vinte vezes mais consideravel, ou diante da obri-
gagao de onerar suas propriedades. Nrmente
quando depois de tal sacrilicio mister sugeita-
rem-se a um me3tre de escola escolhido pelo go-
verno, imbuido de suas idase doutrinas reli-
giosas.
A barreira era alta de mais para ser transpor-
ta : a sociedade volieou-a prudentemente. As
escolas sao prohibidas, porm nao os asylos,
creacao interinamente benecente. A sociedade
acorogoou a creacao de asylos, e como faltavam
mestres e mesiras, creou sociedade com o au-
xilio de urna commuoidade de irruios capuchos
urna especie de escola normal.
Como referindo-se indirectamente educago
da nacao, mister citar a crearlo de laboratorios
de physica e chimica, gabinetes de historia na-
tural e# geologa, fontes de instruegao para todos
os membros da sociedade, e finalmente a anne-
xo de mestres floresiaes, inigadores, emula-
dores de trras, classificadores, que lodos podiam
chamar quaodo quizessem melhorar suas pro-
priedades. N'uma palavra, a sociedade esfor-
gou-se para que, recorreodo-se a ella, todas as
necessidades da agricultura fossem plenamente
salisfeitas, e que todos os aperfeicoamentos se
ae facilidade de commuoicago, gracas a mesma
FOLHETIU
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
XX
(Continuando.)
Miss Mary fez urna pausa de alguos minutos
depois continuou com a voz mais firme :
Julgaes, Sr. d'Ambron. que seja possivel a
urna mulher vencer a indifferenga de um homem
a torga de paciencia, ternura e dedicago ?
Quem duvida, miss Mary Isto se v todos
os das.
Pois beai Jurae-me pela vossa palavra de
cavalleiro que j vistes urna s das vossas com-
patriotas esperar annos inteiros, com o sorriso
nos labiosea morte nocorago, por um simples
o'.hardo homem amado! sim. jurae-me isto, e
eu concordatei que as Europeas nos egualam em
perseveranga.
Nao gosto de exagerar, e muito menos de
mentir; anda se me tivesseis fallado de um anno.
o que j nao pouco, poderia recorrer minha
memoria : mas annos inteiros 1 seria preciso re-
montar aos lempos fabulosos em que os France-
zes nem mesmo eram aloda Gaulezes. Como es-
tou to certo da vossa sinceridade quanto da mi-
nha propria, alrevo-mea duvidar de que sejaes
vos tambem capaz de citar um exemplo desses
entre as vossas compatriotas.
Poderia citar-vos mil, Sr. conde. Aqu es-
tou eu que tomo a Deus por testemunha em como
a inditTerenca, a tibieza e o desprezo do homem,
que merecesse o*meu amor, nao seriam capazes
de enfraquecer a minha dedicago por esse ho-
mem.
E' o que vos parece, porque nunca amas-
tes. Se sonbesseis que horrivel demencia tras ao
cerebro um amor desprezado, nao pensarieis as-
sim!
_ e quem vos assegura, senhor, do que eu
nao tenba passado por laes tormentos?
Quem vs, miss Mary ?___
O mancebo ia continuar, sbito parou: urna
vaga suspeita, ainda menosum presentimento
confuso perturbou-lhe o espirito. A moga ficou
silenciosa por um momento.
O que pensarieis, disse ella afinal, da mu-
-w ...,.1...U..W mw wuwuuiio^atf, giauao a msala una, peiu vacuo n
organisago que explicamos, e que permiltia por sencia de factos, at no lempo do carnaval": foi
meio das delegagdes e dos correspondentes es- ella continuadamente augmentaudo : trahiam-a
palhar em vinte e qualro horas urna ionovago cada passo as cartas anonymas, as manitesta-
util, assim como conhecer urna necessidade ur- goes .requemes.
gente e satisfaz-la inmediatamente, e ter-seha Havia algum lempo que a nacao tinha os olhos
a explicago da popularidade da sociedade agri- filos na sociedade agrcola, e esperava com impa-
cola e do papel to importante que foi chamada ciencia pela poca das sesses aonuaes, afim de
a fazer uestes ltimos acontecimentos. colloca-la frAni itn mn>imonin
O que levou ao auge sua popularidade, foi o
modo franco e eoergico com que ella tomou
peito a causados camponezes e e inlelligencia
com que soube achar-lhe a solugo que fez ob-
jecto do ultimo voto da sesso de 1861. Antes
de examinar essa questo, misler, de harmona
com a obra material cujo desenvolvimento acaba-
(*) Yide Diario n. 132.
lher que lendo certeza da sua eterna coostancia,
que leudo constancia da pureza e immensidade
do seu amor, confessasse franca e lealmente esse
amor a aquelle que lh'o tivesse inspirado?
Pens, miss Mary, que preencheis s mil
maravilhas o vosso papel de advogada Affastae-
vos tanto da questo primordial, que desta sorle
nao saberemos daqui a pouco qual foi o ponto
de partida da oossa discusso !
Nao gracejis, Sr. d'Ambron, o caso so-
emne. Pergunto-ros o que pensarieis da mu-
lher que assim pralicasse?
Suppondo que ella se tivesse conservado
sempre casta e virtuosa ?
Sim, murmurou a moga com a voz abafada
e abaxando a cabeca, sim.... sempre casta___
Olharia para essa mulher com admirago...
E' certo, conde ? Vos a admirarieis?
Sim, miss Mary, admira-la-hia uro pouco :
mas havia de censura-la muito, e ainda mais
lastima-la 1..
Explicae-vos mais positivamente, senhor I
O conde d'Ambron revestiu-se de um ar serio
que nao tivera durante toda a conversaco.
Senhora, disseelle vagarosamente', as mo-
gas na Franga sao cercadas de urna aureola de
innocencia e candura, ante a qual se inclin todo
o homem de beni. Consideramos como dever
nosso tributar-lhes o respeito que- ellas mere-
cen), e como urna fraqueza e infamia perturbar-
les com brutaes revelages a casta tranquilli-
dade de suas consciencias. Bem sei que nos
Estados-Unidos se procede de oulra maneira
urna vez que se observe para com as mogas a
decencia as expresses permitttdo dizer-lhes
ludo. Pego-vos pois nao exijaes que eu desen-
volva todo o meu pensamento, porque yer-me-
hia forgado a desobedecer-vos.
Sr. conde, fago justiga aos vossos escrpu-
los, mas nao pos9o admitti-los. A nossa educa-
gocedo nos torna mulheres pelo corago e pela
razo E demais a pergunta que vos dirijo,
senhor, nao movida por urna curiosidade pue-
ril: um cooselho que solicito da vossa amiza-
de, e nada mais.
Neste caso respondo-vos como se fosseis
minha irma. Tendes urna paixo, anaes a al-
guera? Poistomae por confidentes das vossas
esperanzas e dos vossos padecimeotos em pn-
meiro lugar a Deus, e a vosso pae e a vossa me
depois delle.
Minha me j nao deste mundo; e meu
pae respondera que isso nao lhe pertence, ou
se me fizesse alguma recommendago, seria para
que eu me informasse exactamente da fortuna
daquelle que amo!
E Deus, miss Mary ?
Tenho orado a Deus com fervor, e quando
me levanto das mlnhas oragdes, sioto-me mais
firme na resolugo de coofessar o meu amor
aquelle que m'o inspirou 1
Suppooho, senhor, que antes de chegar a
esse ponto, que taxarei de extremo com vossa
permisso, ha muitos outros meios a temar. De
----------.-----,------..- o grandioso
da obra moral que consumou-s.
Depois de vinte e cinco annos de um rgimen
oppressor, foi para todos os cidados urna satis-
fago commum o poderem xplicar-se em publi-
co e livremente ; por certo que olo iam ellas oc-
cupar-se com as questes mais transcendentes
na ordem moral ; nao se haviam de resumir nes-
"sas reunies as id.sde religiJo.patna.instrucgo
superior ; porm discutindo gravemente o valor
deste ou daquelle seero, provando a superiori-
dade desle ou d'aquelle methodo de semeadura,
comprehendiam todos que traziam urna pedn-
nha para o edificio geral : que na reslaurago de
um paiz, nada indiferente, e que comegando-
se a conatruego pela base, chegar-sehia a re-
mata-la i torga de paciencia e prudencia.
Deus. que havia dado coragem aos Polonezes,
deu-lhes naquelle dia a paciencia que cem
vezes mais forte; gracas a elle, poderam soffrer
os ataques dos proprios amigos, que lhea censu-
ravam o somno apparente ; nada disseram para
nao comprometter a obra ; e prudentes e refleti-
dos comeesram por aperfeigoarem os outros. O
trabalho, dividido por meio de correspondentes e
delegages dentro em pouco absorveu todos os
nimos ; ociosidade da vida campestre succe-
deu urna actividade continua. Cada um tinha a
sua tarefa : um a estatistica, outros os estodos
floresiaes, esleexugamento das trras, aquella a
direcgo dos patronos dos aprendizes. Era mis-
ter fazer relatorios que devendo ser publicados,
exigio um trabalho serio e aprofundado. Nada
mais serio do que aquellas reunies que tinham
lugar s barbas das autoridades ruraes o que de-
mandava ainda mais digoidade mais reserva :
eram por certo reunies de homeos dedicados a
seu paiz, e que haviam comprehendido a magni-
lude do fim que queriam altingir por aquelles
meios to modestos apparentemente.
Era isso urna verdeira escola de prudencia, de
raciocinio, onde, lalvez aera o suspeitar, cada um
formava para si um papel mais elevado ; e oa
verdade, se um da, como deve-se esperar, urna
representaco nacional reunir aquelles homeos
laboriosos, tero aprendido, fallando em semen-
tes, em roteaduras, como se tratara grave e lu-
cidamente as quesles mais importantes.
Os resultados de todas essas sesses eram di-
vulgados em proveito de todos pela publicago
de um volume por mez dos nnaes da Agricul-
tura ; ah tratavam-se de todas as quesles : a
agronoma, e economa poltica, a siluago dos
rendeiros, eram alternadamente estudadas e sa-
biamente discutidas.
E' bom lembrsr como os membros da socie-
dade entendern) a iutelligencia do papel civili-
sador que eram chamados fazer. Suas reunies
nunca deixavam de ser serias, ainda afora os se-
nes, e nunca serviam de pretexto (como proraet-
tiam ) para banquetes e jogos de azar. As cou-
sas serias devem ser fetas seriamente.
Em 1860, recebeu um violento a sociedade
com a publicago de um rescripto imperial que,
cioso da preponderancia que ella adquirir, cioso
da prudencia que presidiu lodos os seus actos
(cousa que era para a Russia urna verdadeira de-
cepgao), quiz restringir-lhe consideravel mente os
meios de aego. Para esse fim, sob pretexto de
que ella ultrapassra seus poderes, retirou-se-
Ihe o que constitua a sua maior torca. As reu-
nies dos dstricios, os correspondentes que eram
o centro, os comicios, corridas de cavallo, etc.,
foram supprimidos por esse rescripto, que apenas
deixou subsistir a commisso central com duas
reunies anouas somenle.
Foi grande a indignago, maior at do que a
supposera o Sr. Muchanow, instigador ordinario
dessas medidas; o governo recuou, o rescripto
nao foi applicado.
Dessa tentativa mallograda originou-se para a
sociedade urna popularidade maior, que ella aug-
mentou ainda mandando estudar a questo dos
camponezes.
Obieve ella com difficuldade o direito de tratar
desse assumpto importante ; porm afinal o im-
perador concedeu.
Digamos desde j que n'essa questo, assim co-
mo em ludo que empreheodra, a sociedade agri
cola seguio sempre em linha recta sem hesitar;
nao parando no que sabia ser a opinio do impe-
rador, declarou, afora a deciso que subsitituia
definitivamente no reino o arrendameoto pagavel
em dinheiro ao systema de preslago, que havia
occasio de preparar um trabalho completo sobre
os trabalhos e os meios mais edicazes, para que
os camponezes chegassem ao direito e possibi-
lidade de adquirir Ierras. Foi proposto e devia
ser objecto de urna commisso ad hoc um syste-
ma de resgate por annuidades por meio de obri-
gages terntorraos.
Taes foram os resultados da deciso agron-
mica at 6 de abril em que um ukase velo dis-
solvfi-la immediatamente.
Qual foi, entretanto, seu papel nos ltimos
acontecimentos ? Mereceu ella justamente ser as-
sim anniqulada ?
Fallem os factos: a fermentago causada pela
entrevista em Varsovia dos tres soberanos com-
partiihadores da Polonia nao fez mais do que
u-.w,v..Uo, v. Hu. .uuua us auoiiei-;ua(neios se yoruniauores aa roioola nao lez m
tornassem facis e ficassem ao alcance de todos, augmentar al estes ltimos lempos. Traduzi-
Reuna-se a todos esses meios de ser til a gran- ra-se na presenga delles por urna sttitude som-
--------------- f-----------j _w..ww yrw wu**a ^*UUV JU1U-
bria, pelo vacuo nos theatros, pela completa au-
colloca-la frente do movimento.
Chegada essa poca, qual foi a attilude da so-
ciedade? A provocago.sem duvida, julgar pe-
lo ukase de Alexandre. Nao. Sua attitude
tranquilla, apesar dos gritos e dos cnticos do
povo que ora pelas victimas de Grochon ; tran-
quilla, apesar dos tiros de espingarda ; tran-
quilla, apesar da impopularidade que d'ahi lhe
ordinario o homem percebe com extraordinaria
(acilidade o interesse que urna mulher tem por
elle: em taes circunstancias o amor proprio
aguca-lhe muito a perspicacia a ponto de a-
ze-lo adntitlir s vezes por urna prova real um
indicio qualquer simples e vago.
Aquelle que oceupa todos os meus pensa-
mentos ignora o seu mrito proprio, e a modes-
tia nunca lhe deixar suspeitar a doce impresso
por elle produzida no meu corago:
Um sorriso incrdulo e um tanto escarnecedor
entr'abriu os labios do Sr.' d'Ambron. Miss Mary
fez parar o seu cavallo, e dirigiodo ao mancebo
um olhar teroo e deaembaragado, lhe disse com a
voz doce e harmooiosa :
Conde, sois vosa quem amo !
Havia na audaciosa confisso da joven Ameri-
cana urna paixo to verdadeira que o coode seu-
tiu-se commovido.
Pego-vos, senhor, que me escuteis sem in-
terromper-me, proseguio miss Mary com severa
exaltago; da minha conducta podis coohecer
que o amor, que me domina, nao um amor
vulgar: se assim fosse a minha franqueza seria
imperdoavel, seria urna ve/gooh e um remorso
para mim. Amo-vos, conde, nao por que sois jo-
ven, rico e elegante, mas porque possuis um es-
pirito magnnimo Nao o corpo que eu vejo
em vos, a alma I Nao vos pego esses cuidados
assiduos, era essas suaves expresses, que affa-
gam to deliciosamente a vaidade e a ternura das
mulheies: s vos pego que tenbaesf em mim,
e acreditis possuir neste mundo urna pobre
creatura que vos ioteiramente dedicada, que
rogar por vos sem cessar, exultar com as vos-
sas tlegnas, e julgar-se-ha muito venturosa se
algum da tiver occasio de sacrificar-se pela
vossa feheidade! Em urna palavra, conde, a
minha alma, que vosdou, a vossa alma tam-
bem que eu pego !....
O Sr. d'Ambron eslava summamente embara-
gado : comprehendia que em face de um senti-
mento por tal forma manifestado prolestages ba-
naes de amizade seriam indignas de um caval-
leiro.
Miss Mary, disse elle vendo que a moca es-
perava a sua resposta, estava to pouco prepara-
do para a honra que acabaes de fazer-me, que
temo realmente nao dar-lhe todo o aprego devi-
do. A vossa franqueza merece ser correspondi-
da com egual franqueza. Acceitando a dedicago,
que vos dignaes offerecer-me, eu nao seria leal;
porque se a minha razo e os meus olhos tribu-
tan) bomenagem vossa generosidade e vossa
belleza, o meu corago porm 6 indiflerente a
esse juizo I
Comprehendo-vos, Sr. conde.... Amaes a
outra mulher I Pois bem; esperarei....
0 tom era que a moga proounctou estas pala-
vras denotava to firme resolugo que o Sr.
d'Ambron julgou intil insistir.
Durante o resto do passeio os dous couserva-
ram-se serios e silenciosos.
Quaodo o conde despedio-se de miss] Mary
peder resultar. O presidente da sociedade, o
coode Andr Zamoyski, estava decidido perma-
necer rigorosamente na legalidade, e ali ficou e
n ella cooservou a sociedade que volava o liber-
tamento definitivo dos camponezes no proprio
nstame- em que o coronel Trepon mandava os
Csaseos carregarem o povo.
Aioda qnando as proprias fileiras da sociedade
foram feridas pelas balas, sua allitude continuou
a ser a mesma. Nao podendo mais delerem o
movimento irresistivelraeote provocado pelo mor-
ticinio, o conde Andr e a commisso cenital re-
gularara-o, sustiveram-o, deram-lhe aquella for-
ge e dignidade, cujos resultados foram vistos, e
tizeram com o consentimento, pedido do pro-
prio principe lugar lente. Emfim, soou a
hora de recompensar tanta coragem, paciencia,
dedicago, respeito lei, abnegago. O governo
russo decreta a dissolugo da sociedade agron-
mica. "
O que aera das obras comegadas? quem paga-
r a apsendizagem dos mancebos e cobrir as
despezas feitas com aperfeigoamentos pelos pro-
prietarios ? Sem duvida o governo, com a sua
sollicitude fraternal, ba de prover.
Traoquillisem-se, porm, os membros da so-
ciedade agronmica ; a obra comegada como
provaro seus immensos resultados, urna obra
abengoada por Deus, pois traz comsigo aquelle
sello de prudencia e energa moderada que a pro-
lecgo divina a nica que pode conceder; te-
nham esperanga na Providencia que s envia as
provages mais crueis aos que protege para tem-
perar-lhes as torgas, robustecer-lhes os nimos,
e langa-Ios para o alvo com tanto mais energa
quanto foram detidos por um obstculo passa-
geiro.
Urna peonada ple destruir urna sociedade,
porm ninguem deatroe do dia para a noite urna
acgo civilisadora organisada to prudentemente.
Ha de subsistir a obra coosummada, e a socie-
dade agrcola, renasga ou nao, restaurou a nacio-
nalidade poloneza com os quatro annos de tra-
balho intelligente e obstinado. A' ella a honra
do trabalho pacifico que faz as obras duradouras I
Se o futuro da Polonia, e um futuro talvez mui
prximo deve ser eosanguentado pelos mortici-
nios e pela perseguigo, Deus ha de julgar sobre
quem deve recahir a responsabilidade.
A. H. Vricnallt.
(, Le Monde. H. Duperron.}
A-Juqupza deKent.
A duqueza de Kent, me da rain ha Victoria, a
qual acaba de morrer em Londres com setenta e
cinco annos de edade, fra baptizada Maria Luiza
Vtclorta, princeza de Saxonia-Coburgo-Saalfeld ;
seu pae era o quinto duque desse titulo creado
em 1675 em favor de Joo Ernesto, stimo tilho
de Ernesto I, cognomioado o Pi. duque de Sa-
loma Gotha, descendentes do ramo primognito
da antiga casa de Saxonia, chamada romo ernes-
Uno.
E' sabido que a familia que actualmente reina
em Saxonia deve a origem a um ramo mais mogo
dessa casa, chamado ramo albertino.
Na poca do nascioento de Kent, 17 de agosto
de 1786, eram os duques de Saxonia Coburgo Sa-
alfeld mui pequeos soberanos allemes. Consta-
vara seus domioios dos principados de Saalfeld
de Coburgo e de urna parte do condado de Ilenne-
berg ; esse territorio apenas linha urna superficie
de 50 leguas quadradas e 80 mil habitantes. As
rendas do ducado chegam quando muito a 240
conlos, e o duquo conservava um corpo de tropas
de 200 homeos.
As cousas mudaram muito desde 1786. A ca-
sa de Saxonia Coburgo uma das mais poderosas
da Europa, e lalvez nao lenha ainda locado
meta de sua ambigo e grandeza.
Morreu em 1806 o duque de Saxonia Coburgo
Saalfeld, pae da princeza Victor.ia. Succedeu-
Ihe o filho primognito, e como este havia casa-
do era 1817 com a filha do duque de Saxonio Go-
tha que nao tinha herdeiro mascolino, tambem
succedeu a esse principe em 1826, e tomou o ti-
tulo de duque de Saxonia Coburgo e Gotha, que
iransmiltiu seus successores, e que tem seu
filho Ernesto II.
E' a seus numerosos casamentos, ora catholi-
cos, ora protestantes, que a casa de Saxonia Co-
burgo deve a brilhante posigo quo adquiriu no
mundo ; a primeira allianga importante, a que
produzio todos os outros, foi contrahida em 1816
pelo principe Leopoldo, hoje re dos Belgas ; esse
principe veio a ser esposo da princeza Carlota
Augusta, filha nica do principe regente da Ingla-
terra, ao depois George IV, e destinada a trazer
um da a cora de seus antepassados.
A princeza Carolina de Brunswick, to famosa
nos fastos judiciarios dos Ioglezes, era me da
princeza Carlota Augusta.
O casamento do principe Leopoldo de Saxonia
Coburgo Saalfeld foi para elle um bom lance da
fortuna, porm s odeveu si mesmo.
a Essa allianga, dizem as chronicas de ento,
nao tem a. mnima relaco com a poltica ; a es-
colha da princeza teve nicamente lugar por seu
gosto.
O principe Leopoldo fez-se notar em Lon-
dres ha uns dezoito mezes pelo garbo da pessoa,
e dignidade do porte. E' elle mui instruido, nao
s em a sciencia militar, seno tambem na eco-
noma poltica. At lhe attribuem diversos es-
cripto3 estimados. Seu exterior fez urna impres-
so favoravel no publico inglez.
O casamento da princeza Carlota com o principe
Leopoldo devia ter como resultado fazer passar a
cora da Ioglaterra para a casa de Saxonia Co-
burgo, porm tal designio mallogrou-se, em con-
sequencia da princeza que morreu sem fiihos no
fim do anno de 1817. Continuou-se logo a combi-
nago, e- eis como teve ella afinal um pleno bom
xito.
O principe Leopoldo de Saxonia Coburgo Saal-
feld era o irmo mais mogo da princeza Ftcorto.
porta da casa de master Sharp, a Americana cor-
respondeu com um sorriso tranquillo e fagueiro
ao cumprimeoto cerimonioso que elle lhe fez ; e
disse depois plcidamente com urna voz em que
nao se trahia a mais leve commocao :
Conde, esseguro-vos que cedo ou tarde ha-
veis de me amar I
O conde inclinou-se de novo sempre silencioso,
e por um movimento de impaciencia cravou com
forga as esporas nos flancos do seu cavallo, que
desappareceu a galope.
Apenas entrando em casa miss Mary passou
pela sala de jamar. Master Sharp com a cabega
vidamente inclinada sobre o seu prato cheio de
diversas iguarias, dispuoha-se a comer: fingi
nao reparar oa presenga de sua filha.
Betsy, disse a jovem Americana dirigindo-
se criada, preparae esta noite as minhas ma-
las: devo partir amaoha para urna viagem bas-
tante looga.
Master Sharp esteve quasi perguntando a sua
filha a causa dessa partida to repentina ; porm
a mistura singular de iguarias, que linha diante
de si, e que se elevava de seu prato a maneira
de pyramide, tanto absorvia-lhe a vista, o chei-
ro, e o paladar, que depois de curta exitaco, a
qual nao durou mais que um meio segund, sa-
crificou a curiosidade s suas oceupaces gastro-
nmicas.
XXI
O estabelecimento conhecido em S. Francisco
sob a denomioaco de Polka, j to uzada e des-
presada na Europa, presta servigos extraordina-
rios aos habitantes da capital da Alta California :
pois que Ihes permiti satisfazer, sem muito in-
commodo, todas as suas paixes dominantesa
intemperanga, a cobiga, e a violencia 1 Encon-
tra-se all grande numero de forAecedores de
agurdente e do wiskey, mesas de jogos de para-
da, e duellistas que um nunca acabar!
A Polka serve tambem de praga do commercio.
e em S. Francisco nao ha quem nao negocie. E'
ao balco com o copo na mo que se conclue all
a maior parte das trausaeces: as bebidas falsi-
ficadas se harmonlsam perfeilamento com a t
dos contractantes.
O gosto mais pronunciado que ainda hoje se
enconlra na Polka o da msica. O concert
all comeg pela manha, e prolonga-se at a
hora de fechar-se o estabelecimento. Os Ameri-
canos, justiga seja feita, sao profundos meloma-
niscos. E' verdade que coofundem fcilmente
urna melodia de Rossini com a aria de M. de
Marlborougb, e pouca importancia ligam i ca-
dencia e harmona ; porm isto nao os impede
de pasmarem ao som produzido por qualquer que
seja o instrumento de msica. Se um falso pu-
dor e fatal crgulho nao originassem nelles pre-
teoges msica verdadeira, se se abandonassem
francamente i tendencia natural do seu gosto
proprio, ha muito que teriam despresado os
grandes artistas europeos: buscariam divartir-se
poupjudo mais os cobres; porquanto bastara
Esta princeza, quando muito de dezatete annos
de edade. casara a 31 de dezembro de 1803 com o
principe Emilio Carlos Linange, descende de urna
auriga familia da Allemauha, nao reinante, po-
rm cujos chefes flgursvam ntreos antigoa prin-
cipes do imperio ; nssceu um filho desse casa-
mento em 12 de setembro de 1804. A princeza
de Linange ficou viuva em 1814.
Duranle o mez de junho de 1818, poucos me-
zes por consequencia depois da morte da prince-
za Carlota, Victoria ae Saxonia Coburgo Saalfeld,
princeza da Linange, casou com o duque de Kent,
quarto filho de el-rei George III.
Tal era ento a composigio da familia real da
Inglaterra que os Albos do duque de Kent de-
viam um dia herdar a cora.
O duque de Kent morreu 23 de Janeiro de
ISzO. deixando urna filha, actualmente a rainha
Victoria. A rainha Victoria, filha da duqueza de
Kent, sobrinha de Leopoldo de Saxonia Co-
burgo.
Mas Leopoldo de Saxonia Coburgo tambem tem
netos : sao os principes de Saxonia Coburgo e
Gotha, Ernesto II, duque reinante, e seu irmo
Alberto, ambos fiihos de Ernesto I. irmo mais
velho de Leopoldo e da duqueza de Kent. O pno-
cipe Alberto tem pouco mais ou menos a edade
da rainha Victoria.
Tambem elle se fizera notar em Londres pelo
garbo da pessoa e dignidade do porte ; ins-
truido e circumspecto ; seu trajar irreprehensi-
vel, a attilude reservada e decente ; tambem sou-
be impresionar favoravelruente o publico inglez ;
a joveo rainha o distinguiu entre um grande nu-
mero de pretendentes, e deu-lhe a preferencia.
Os consejhos da duqueza de Kent e de el-rei Leo-
poldo, nao deixaram de ter influencia na escolha
da rainha.
A 10 de fevereiro de 1840, Alberto de Saxonia
Coburgo e Gotha desposou Victoria, raiuha da
Inglaterra Nasceram desse casamento nove fi-
mos, quatro dos quaes sao principes. Depois da
morte da rainha Victoria, passar a cora da In-
glaterra para um descendente mais mogo da casa
allema de Saxonia Coburgo.
Quando o principe Alberto casou-se com a rai-
nha da Inglaterra, seu lio Leopoldo era ha nove
annos re dos Belgas, e ha oito annos que havia
desposado a filha mais velha de el-rei Luiz Fo-
lippe. da qual tinha ento dous fiihos. A cora
da Blgica pertence de hoje em diante a outro ra-
mo mais mogo da casa allema de Saxonia Co-
burgo.
Essa casa tambera reina era Portugal onde suc-
cedeu casa deBraganga. D. Maria, filha de D.
Pedro I, rainha de Portugal, desposou em 1836 a
Fernando, principe de Saxonia Coburgo, duque de
Saxonia, filho de outro irmo d'el-rei Leopoldo e
da duqueza de Kent. De seu casamento teve a
rainha D. Maria sete fiihos entre os quaes cinco
principes que trazem todos o titulo de Saxonia,
afim de nao esquecer sua origem.
Dizem que a casa de Saxonia Coburgo poderia
aguardar deslinos ainda mais elevados ; que existe
na Hespanha um parlioo hostil casa de Bour-
bon e pouco favoravel a Frsoca, o qual trabalha
com ardor para a reunio de toda a pennsula sob
o sceptro de um dos principes de Saxonia Co-
burgo de Lisboa. Dizem que esse partido teve
graude parle nos acontecimentos que durante o
mez de julho de 1854 tizeram perigar o throno da
rainha Isabel, e affirma-se que se poderia encon-
trar em cerlos archivos as provas escripias dessa
conspirago. Se isso verdade e se o partido de
que se traa vier um dia a dominar entre os nossos
visiohos, nao seria impossivel o ver a casa de
Saxonia Coburgo, to modesta ha cincoeota an-
nos, eque oceupava lo pequeo espago na Alle-
manha, reunir o reiuo da Hespanha s coroas da
Inglaterra, da Blgica e Portugal que ja possue
ou cuja posse lhe promeltida. A casa de Saxo-
nia Coburgo deve a sua iramensa felicidade du-
queza de Kent. cuja grande influencia foi hbil-
mente auxiliada por el-rei Leopoldo da Blgica.
O que digno de todo reparo que a casa de
Saxonia Coburgo chega a to elevada posigo
sem ruido, sem abalos, sem o menor auxilio ex-
tranho, sem que ajudassem-no grandes aconteci-
mentos. O que adquiri deve as qualidades soli-
das de dous membros seus, a sua acgo pessoal,
infaligavel perseveranga, a atienta previdencia'
grande arte de agradar eseduzir, ao cuidado de
nunca indisporou irritar a quem quer que fosse,
de nada fazer repentinamente. Foi por mei
aessas qualidades serias que a duqueza de Kent e
el-rei Leopoldo obtiveram por sua familia, em
pequeo numero de anuos, resultados inauditos,
e nos quaes apenas se pode crr quando se pensa
no ponto de partida.
O que tambem mister notar que nao se en-
conlra na historia da casa de Saxonia Coburgo
urna nica pagina brilhante. Essa casa nao pro-
duzio nem estadistas que houvessem oceupado
um lugar distincto na Europa, nem guerreiros,
que a tivessem agitada. Oque fez-se mais no-
tavel foi lalvez o priocipe Frederico Sorias de Co-
burgo que commandava em 1793 o exercito dos
colligados, com o qual tentou invadir a Franga.
Esse principe ganhou contra o general Dumouriez
a batalha de Nerwinde era 1793, e perdeu contra
o general Jourdan a de Fleurus em 1794- Todos
ainda esto lembrados de que seu nome toroou-
se por assim dizer o grito de guerra da contra re-
volugo. Esse principe morreu um Coburgo
Iraoqiiillamente e sera rumor no mesmo dia em
que Napoleo embarcava-se para a lha de Elba
afim decomegar aquelle episodio de sua historia
que devia terminar em Waterloo. Frederico So-
rias de Saxonia Coburgo era tio do irmo do pai
d'el-rei Leopoldo e da duqueza de Kenl.
armar os seus criados de guisos e pandeiros, e
faz-los depois pular de encontr as paredes.
Master Sharp depois de ter arrasado a sua py-
ramide, e bebido um enorme copo de de wiskey,
poz-se a camioho para a Polka. Nao lhe sahira'
do pensamento o interrogar sua filha, porm miss
Mary levantou-se da mesa anles delle, e nao era
multo do seu gosto subir escadas depois do jan-
tar: adiou pois as perguotas para mais larde,
dando um n em seu lengo como lembraoga de
que tioha a fallar com sua filha anles da partida
desta. Na pessoa de master Sharp o cuidado dos
negocios nao exclua o sentimenlo do corago :
era homem que sabia conciliar perfeitamente as
suas obrigages de negociante honrado, e de bom
pae de familia.
Quando o excelleote e digno commerciante en-
trou nos vatios saloes da Polka, encontrou all
urna reunio mais compacta e mais animada de
que era costume.
By god\ murmurou elle. Supponho que hoje
vae aqu haver alguma cousa de extraordinario !
Ah agora me lembro : justamente hoje que
o marquez d'Hallay deve expr as suas acedes ao
mercado. Essa empreza tem posto em revolugo
todo S. Francisco. Realmente nao concebo co-
mo cahi em subscrever para quiohentas aeges :
mas o que querem ? Miss Mary foi a causa dis-
so : tanto me pedio, lo bonitos raciocinios me
fez, apoiados lodos em immensos algarismos,
que acabou por dobrar-me s suas instancias e
aos seus clculos. Afinal de coatas nao posso
deixar de reconhecer que miss Mary possue mui-
to tino e perspicacia para negocio. E de mais
se a operaco nao tur bs, aioda nao pagueie
poderei reflectir melhor.
Master Sharp depois deste curto monologo
poz-se a passear em volla das mezas do jogo.
Olhou com ar piedoso .ira os seus compatriotas
que se atacavam mutuamente na anea, olhou
com menos benevolencia para os francezes en-
carnigados no lasquenele, e com olhar furioso
para os Hespaehes e Mexicanos completamente
absorvidos no monte.
Nao posso olhar para estes homens que per-
der asnaticamente o seu dinheiro, sem que da-
hi resulte algum proveito para mim ; sempre me
est pareceodo que elles me roubam. O jogo
urna estupida illuso, a menos que nao se en-
tenda a gente surraleiramenle com o socio que
d cartas, como fiz eu mu|tas vezes na minha
vida. Has enlo nao era isto jogar, era fazer
um negocio.
A m opinio que o digno master Sharp for-
mava dos jogadores do estabelecimento da Polka,
seria injusta ou motivada ? Nao sei: o caso e
que elles nao se tia va m ups dos outros, tanto
que iam lodos armados de pistolas e punhaes 1
Naquelle dia a orchestra ordinaria da Polka
nao podendo comparecer foi provisoriamente
substituida por duas sioetas e um tambor ; os
fregueses do estabelecimento longe de se quei-
xarem dessa innovacio, ao contrario applaudi-
ram muito a ideia ; acbaram-ua eogenhoM e
O funeral da duquesa de Kent tere lugar em
Londres no meio do um sentimento geral. Du-
rante aquello triste ceremonia, suspenderam-e
os negocios e fecharam-se as lojas. As honras
da ceremonia eram feitas pelo principe Alberto
esposo da rainha, acompanhado dos principes da
casa real da Inglaterra e de alguns principes da
casa de Orleans. Era ama reunio de familia
pois a duqueza de Kent era unida por lagos e
trenos e numerosos ao ramo mais moco da casa
de Bodrbon. Nao s el-rei Leppoldo, seu irmo
desposara a filha raais velha d'el-rei Luiz Filipp*
mais o duque de Nemurs viera a ser seu sobri-
nho casando-se cora a princeza Victoria de Co-
burgo, irm d'el-rei de Portugal, e a princeza
Clemeotina viera a ser sua sobrinha casando-se
com o principe Augusto, irmo do mesmo re. Os
restos mortaes da princeza fnram depositados na
capella de S. Georges, era Windsor, junto ao t-
mulo da princeza Carlota. Mas essa sepultura
provisoria ; esto construindo presentemente no
parque de Frograore um mausoleo para onde ser
transportada mais tarde a mi da rainha .Vic-
toria e definitivamente sepultada.
F. Cahcs.
( Le dournal des Debats.ll Duperron. }
0 Papa e o mondo.
Estado da questo.
(Concluso.)
Aotes pensa dar provas de forga, de capacida-
de, andando envolvido em todos os syslemas
contradictorios diariamente creados e cabados
pelo demonio da sciencia falsa. E desde ento
incapaz de chegar ao termo da porigrioago qu
lhe foi averiguado oeste mundo, aoriga-se de-
baixo do primeiro tecto em cujo exterior se lea
o nome de um pensador ou de sabio ; ahi farla-
se e embriaga-se com oque acha ; derla-se a-
dormece, como o soldado bandeado de um exer-
cito sem disciplina o sem chefe, para despertar
oas maos do eterno inlmigo ; e se assim pro-
cura ella a vantagem vergonhoss de evitar as
fadigas da marcha e os perigos do combate, fica
para sempre sem as honras o sem os lucros da
victoria.
Junto a urna razo assim transviada ou preve-
uida, a precedente exposigo e deve ser ne-
cessanamente seu valor, em quanto nao se
proceder com ella por meio de demonstraco
e reconsiderando a questo emjsua origem, quer
do lado de Deus, quer do lado do homem ou do
testemunho profano. E' o que queremos tentar
fazendo inlervlr na discusso s os calholicos
sem CUnvicgao, mais aioda lodos os discidentes
a qualquer fraego que pertengo, da ciencia'
falsa ou do schima, da herezia ou do paga-
nismo. v 6
Ha, comeffeito.novas diversas categoras, cora-
goesrazoaveis e sinceros, para os quaes ser bas-
tante fazer ouvir distinclsmenre a voz da verdade
para altenderem ao seu reclamo.
Dessa voz procuraremos ser o orgo para com
elles, apresentando-lhe.sob ums forma talvez um
pouco rida, porm a mais succinta possivel os
motivos que devem invencivelmente obrig-los
a crerno papel divino do papado, nico tes-
temunho da tradigo sagrada, e- na auloridade
dessa mesma tradico, em razo do unnime tes-
temunho do governo humano.
Para esse fim, apresentar-!hes-hemos primei-
ramente e seguindo a tradigo sagrada, a histo-
ria providencial do homem desde a creaco at
Jess Christo, e dahi al nos. e dessa mesma
historia dedusuemos a prova dos dssigoos de
Deus sobre o mundo pelo papado.
Ao depgis, por ser toda a auloridade em nos-
sos dias negada pela razo humana revolugo
e a tradigo primitiva, sobre as quaes repousa o
catholocismo, appellaremo3 summamente para o
unnime testemunho do genero humano afim de
estabelecer.
1. Aunidade de urna tradigo primitiva ori-
ginariamente idntica ao texto do Genisis hebreu*
2. A existencia, desse texto do Gnesis ante-
riormente disperso dos povos ;
3." A completa conformidade das crencas da-
quella pocha primitiva com o symbolo calho-
lico ;
4. Finalmente, annunciago do Redemptor
quarentaseculos antes desse successo.
Donde segue-se que o livro do Gnesis onde
vera consignado esse annuncio, evidentemente
divino, tem ume incontestavel e soberana auto-
riiade, quer como documento histrico, quer
como aviso de Deus.
Estabelecido esse ponto, appellaremos succes-
sivamente para os calholicos, afim da que ap-
pliquem pralicamente a verdade reconhecida, e
para os sabios e incrdulos, para os schismati-
cos, para os hereticos.para oslpagos, afim de que
ihe reconhego a incontestavel realidade ; ao
depois, com a luz dos factos adquiridos, langa-
remos urna vista d'olhos pelo que tem lugar pre-
sentemente.
H. d'An-selme.
\le Monde.H. Duperron.)
agradavol, e pediram a cootinuaco para o fu-
turo.
Sbito o ruido atordoante das conversages e
que couversages !dea lugar ao silenciosos
baoqueiros cessaram de virar as cartas, os apon-
tadores de fazer as suas paradas, e todos os olha-
res se viraram para a pon. O marquez de
flallay, acompanhado de alguns aventureiros
francezes, acabava de entrar no grande salo.
O mancebo estava um pouco mais pallido que
de ordinario: em cornpeosago nunca o seu
olhar tivera tanto brilbo, nunca o seu passo fra
mais firme e seguro, e o seu porte mais altivo I
Elle sabia que ia arriscar o seu futuro, e ao bom
ou mo successo daquella noiie dependa a rea-
lisago ou a ruina das auaa mais caras esperangas.
Comprebendia-se pelo ruido pesado do seu
passo no soalho que vioha com a iniengo bem.
formada, nao de solicitar suffragios, mas de im-
por a sua voniade, e prompto ov a levantar a
luva se alguem ousasse arremessar-lha, ou a
supportar victoriosamente todas as experiencias
por que o quizessem fazer passar.
A maneira com que o acolheram lhe foi muito
favoravel. Os Americanos gostam prodigiosa-
mente da impudencia, quando ella acorapanha-
da de urna coragem fra do commum. de urna
forga de msculos espantosa 1 Nao houve quem
nao lhe offerecesse a mo, e o convidasse para
tomar refrescos, isto agurdeme de trinta e
seis graos !
O marquez a todos apertou a mo, agradeceu e
retribuio muitas saudes que lhe flzeram, e poz-
se logo a fallar da sus espedigo Seora. Mas-
ter Sharp segua os movimentos do mogo cm
olhar aliento e observador.
Calculo, dizia elle, que o Sr. d'Hallay sup-
porla a bebida com muita bravura ; isto indi-
cio de um cerebro bem orgamsado. Sim ; mas
ha aqu urnas cem pessoas capazes de beber igua^
porgo de wiskey sem tambem eocooJmodarem-
se : ora entre essas cem pessoas nao ha urna s
a quem cu conttasse o meu dinheiro de livre
vontade, urna s a quem eu escolhesse- para che-
fe de empreza to melindrosa e arriscada 1 Pre-
sumo que miss Mary desta vez nao foi muito fi-
na. Subscrever quinhentas aeges, e a dez dol-
lars por acgo, isto cinco mil dollars por to-
das, muito... demasiado I Entretanto o quo
que hei de responder ao mirq-uez quando elle
exigir o cumprimento da minha promessa ? E
essa marquez que parece ser muito violento:
ora, que me importa 1 eu tambem o sou. Sim.
mas elle mais forte do que eu, e uza perfeita-
mente das armas de fogo. Supponho que se elle
fosse por ahi algum fracalho. eu acabava com
as nossas relages, e prohibia-lhe a entrada na
minha casa. O negocio grave, nao ha duvida l
(Coninuar-e-/aJ
PKBJi,- TYP. M H. f, DI FARU -18C1,


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