Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09310


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Full Text
All XXXfil IUIU0 133
Por tres iiezesad.aatados S|000
Ptr tres aeies vestidos 6J000
TUCA FElBi II PE JDBHO SI ItCl
Prannoadiantadoi9|000
Parta franco para a snbscripttr.
BNCARRRGAD08 DA BDMCtIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima
Natal, o 9c. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maraohao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
Olinda todos os dias aa 9 1/1 horasItW
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Becerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem aa 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO 12 DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas 19 minutos da man.
15 Quarto crescento as 7 horas a 56 minutos 4a
maohia.
22 La cheia aoa 3 minutos da tarde.
30 Quarto minguanta aoa 21 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segando as 7 horas a 18 minutos da tarda.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. llargarida rainha da Escocia.
11 Terca. S. Barnab ap.; Ss. Flix e Fortnoato.
12 Quarta. S. Joao de S. Facundo ; S. Onofre.
13 Quinta. S. Antonio padroeiro da provincia.
14 Sexta, s. Bazilio Magno b. dout. da igreja.
15 Sabbado; S. Vito m. ; S. Lybia m
16 Domingo. S. Joio Francisco Regis.
AUUlttNlAS UUS TRIBUNaK 1>A CAPITAL.
Tribunal do aommereio : segundas quintas.
Relacao: largas, quintaa a aabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas!
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito do orphios: tergas e sextas aa 10 horas.
PrdUra r*" d* 'T*1: ter5" exU,, "o
Segunda Tara do eiral
hora da tarde:
quartas a aabbadoa a 1
ENCAR BE GADOS DA SUBSCR1PCAO DO C"!.
Alagoas, o Sr. Claudino Falao Dias;
Sr. Jos Martlns Airas;
Joao Pareira Martina.
Baha,
Bio da Janeiro, *>
EM PERNAMBUCO.
O proprieUrio do diario Manoel Fignelroa da
Faria,na aua lirraria praca da Indapendaneia 0.
16 a 8.
PARTE OFFICIAL.
LE N. 506.
Antonio Marcelioo Nunes Gongalves, presi-
dente da provincia de Peroambuco:
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decrelou, o eu
sanccionei a resolugio seguinte:
Ari. 1. Pica o presidente da provincia autori-
sado conceder a Joio Falque e a Antonio Ma-
chado Gomes da Silva, um previlegio exclusivo,
para por si, ou por meio de urna companhia, ea-
tabelecerem carros de praga nesta cidade e seus
suburbios.
Art. 2. O privilegio durar por espago de vlnte
anoos, em favor dos coocessionarios, seus herdei-
ros. e legtimos successores sob as seguintes con-
diges :
1.0 prego dos canos ser laxado no contra-
to pelo presidente da provincia, com audiencia
da cmara municipal, por hora e por curso.
2. Os coocessionarios se obrigaro a terem
carros de duas e quatro rodas, pucbaados por um e
dous cavallos, em numero de quareota pelo me-
nos, sendo os de duas rodas em numero duplo aos
de quatro.
3. Ser designado, conforme a conveniencia
publica, as estagoes as diversas freguezias da ci-
dade, onde devam ser postados, nao podendo ser
meos de duas em cada urna deltas.
4. Determinar-se-ha o permetro dentro do
rem pela taza estipulada.
5 O servigo comegar das seis horas da ma-
nhaa s nove da noite, e todos os dias, quer uleis
quer feriados, domingos e dias santos.
6. Os concessiooarios comegario o servigo di
empreza dentro do prazo de dous annos, sob pe-
na de cinco contos de ris de multa.
7. Os coocessionarios se obrigaro pelo ser-
vigo por todo o tempo do previlegio, sob pena de
multa de dez contos de ris pelo abandono, salvo
o caso de forga maior, ou causa attendivel, em
cuja hypothese a rescisio poder haver lugar pe-
la assmbla provincial.
8 Os concesionarios nao poderio vender ou
alhear o previlegio, sob pena de Qcar elle ex-
tiocto.
9. Os coocessionarios prestario urna anga
para garanta das multas.
10. Os coocessionarios serio obrigados a
augmentar o numero dos carros, i proporgio que
as necessldades publicas o exigirem.
Art. 3. O contrato ser celebrado com o pre-
sidente da provincia, que expedir os reglamen-
tos necessarios.
Art. 4." O praso de 20 annos, estipulado no
art. 2o, comegar da data da assignalura do con-
trato, g da explrago deste se contar o da du-
ragio do previlegio.
Art. 3. Ficam revogada* as leis ejJisoosicoes
em contrario.
Mando, por unto, a todas as autoridades,! quem
o conhecimeDlo e execugio da presente resolu-
to pertencer, que a cumpram e fagam cumprir
lio inteiramente como nella se coutem.
O secretario da provincia a faga, imprimir, pu-
blicar e correr.
Palacio do goveroo da provincia dePernambu-
-co, aos 29 dias do mez de mao de 1861, quadra-
gesimo da independencia e do imperio.
L. S.
Antonio Marcellino A'unes Gongalve.
Sellada e publicada a presonte resolugo nesta
secretaria do governo da provincia de Peroambu-
co, aos 29 de mao de 1861.Joao' Rodrigues
Chaves.
Registrada a fl 65 v dol. 5. de leis proviociaes.
Secretaria do governo de Peroambuco 31 de
mao de 1861...Rufino Jos Fernaodes de Fi-
gueiredo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9 de junho.
Oflicio ao Eira, presidente da Baha.Annuin-
do ao que pede o coronel commandante do 2o ba-
talhio de infantaria Luiz Jos Ferreira no reque-
rimento, que passo s mios de V. Exc. coberto
com copia da informagio do commandante das
armas datada de 6 deste mez, solicito de V. Exc.
a expedigio das convenientes ordens para que, a
contar dol0 de julho em diaote se abone a pres-
tigio de 409, que o mesmo coronel pretende con-
signar de seu sold nessa provincia, afim de ser
entregue a seu procurador. Commuoicou-se
thesouraria de fazenda e ao commandante das
armas.
Dito ao coronel commandante das armas.
Passo s mios de V. S. por copia, para seu co-
nheciraento, a nota dos artigos que se mandaram
foruecer companhia fiza de cavallnra desta pro-
vincia pelo arsenal de guerra da corte, como de-
clarou-me o Exm. Sr. ministro da guerra em avi-
so do Io de maio ultimo.
Dito ao mesmo.Para cumprimento do dispos-
to no aviso da repartilo da guerra, constante da
copia junte, queira V. S. mandar ajuntar ao in-
cluso requerimento a certidio dos assentamentos
do Io cadete Io sargento do2balalhio de infan-
taria Francisco Luiz de Magalhies Footoura.
Dito ao cnsul de Portugal.Respondo ao ofli-
cio, que em 24 de maio ultimo me dirigi o Sr
cnsul de Portugal nesta provincia, remetiendo-
Ihe a informago por copia inclusa em que o ins-
pector da thesonraria de fazenda declara ter-se
mandado ficar sem effeito a certidio n. 1707, em
vista da qoal exigi do mesmo Sr. cnsul, que
nao exerce proflssio commercial, a quantia de
113200 pelo imposto do seu escriptorio.
Approveito esta occasiao para reiterar ao mes-
mo Sr. cnsul os mens protestos de estima e con-
sideragio.
Dito ao captio do porlo, Fago apresentar
V. S., para ser inspeccionado, o recruta Jos Do-
mingues de Santa Anna. Communicou-so ao
cbefe de policia.
Dito ao coronel commandante superior interi-
no do Recife.Expega V. S. as suaa ordens para
que um dos corpos da guarda nacional sob seu
cornmando preste urna guarda de honra no dia
16 do corrente s 8 horas da manhia, afim de
acompanhar a imagem de Santo Antonio do arco
da ponte do Recife para a igreja do Divino Espi-
rito Santo, e assislir festividade daquelle santo ;
devendo a guarda dar as salvas do estylo, urna
rez que os festeiros foroecam o necessario cartu-
xame.
Dito ao commandante superior de Goianna.
Expega V. S. as suas ordens para que o batalbo
n. 12 de intentara da guarda nacional sob seu
commando superior preste ums guarda de honra
para assistir a festa de S. Benedicto, que deve ter
lugar na igreja de Nossa Senhora do Rosario de
Goisnna no dia 16 de julho prximo viodouro,
cem como acompanhar a procissio do mesmo
santo.
Dito ao commandente superior interino do Rio
Formoso. Deferindo o requerimento do capitio
secretario geral desse eommando Antonio Piohei-
ro da Palma, sobre que V. 8. informou em ofli-
cio de 2 de maio ultimo, o auloriao a mandar
passar-lhe a guia de que trata o art. 45 do decre-
to n. 1130 de 12 de margo de 1853.
Dito eo commandante do carpo de policia.
Pode V, S. fazer eogajar no corpo sob seu com-
mando, o paisano los Bernardino de Sena, a
que se refere o seu offlcio n. 251 de 7 do cor- Firmino Pesaos da Gama.Informe o Sr. ins-
ren'' Pector da thesouraria de fazenda.
uno ao inspector da thesouraria de fazenda. Germano Francisco de Oliveira.O snppcin-
nespondendo o offlcio que V. S. me dirigi em 4 te ser attendido se pela assembla legislativa
00 correle, sob numero 451, teobo a dizer que provincial Mr votado Jo crdito para a desoeza
as contas, a que se refere o citado offlcio. relali- respectiva. *
vas aos objectos vendidos por Jos Rodrigues da Henrique Augusto Millet__Remettido o Sr.
bilva Rocha e Jos Joaquim Pimentel Pereira ao inspector da thesouraria provincial para mandar
conseibo administrativo do arsenal de guerra para passar nao ha vendo conveniente,
a colonia militar de Pimenleirae, foram a infor- Henrique Augusto Millet.Informe o Sr. di-
mar a essa thesouraria por despacho de 6 de maio rector da repartigo das obras publicas,
ultimo, langedo no offlcio do mesmo conselho de Irmandade de S. Jos de Riba-Mar.Sellado
o daquelle mez, sob numero 39. rolte.
Dito ao mesmo.Em rista da conta junta Irmandade de S. Benedicto da igreja do Ro-
mnele V. S. pagara F. J. Germann, a quantia de serio.Dirija-se ao commandante superior da
89OOO res, em que importa o concorto feilo no guarda nacional do municipio de Goianna.
relqgio do palacio da presidencia. Jos Aires da Silva Guimaraes.Vide o des-
Dito ao inspector da thesouraria provincial;-A pacho n. 329 de 26 de abril ultimo.Requeira a
Eslevio dos Anjos da Porgiuncula mande pagar a quem competir.
quantia de 80J800 res, despendida com o sustento Joio Octariano Vieira.'Apreseule o suppli-
dos presos pobres da cadeia do Cabo no mez de cante a sua guia de passsgeb e patente ao com-
meio ultimo, segundo conste da coola, queme mandante superior da guarda nacional desta ca-
foi remedida pelo chafe de policia com offlcio de pilaI.
bontem, sob numero 509,Commuoicou-se ao Dr. Joao Ferreira da Silva.-J'asse portara
enere de policia. concedendo a licenga pedida sem Wdenado.
Dlt0 ao mesmo.Em vista do competente cer- Jos Rufino Barbosa da Silva.Nio tem lugar
tiucado mande V. S. pagar, quando for possivel, vista das ordens em vigor,
ao engeuheiro Henrique Augusto Millet, emprei- Manoel Joaquim Xavier Ribeiro.Passe por-
teiro dos concertos da ponte do Aojo, a qusotia taria removendo o supplicante para a cadeirs de
de 3049673 res, em que foram avalladas as obras ensino primario de Taquaritinga.
por elle executades antes da rescisio do seu con- Manoel de Freitas Nogueira.Ioforme o Sr.
trato, segundo consta de offlcios do director da Dr. chefe de polica.
repartigo das obres publicss de 7 de margo ul- Manoel Joaquim Xavier Ribeiro.__Passe por-
timoe5do correle, sob nmeros 58 e 142. taria concedendo um mez de licenga com renci-
Officiou-se ao director das obras publicas para meotos.
passar o certificado. Luiz Francisco de Oliveira.Informe a cama-
Dito ao mesmo.Recommendo a V. S. que, de ra municipal de Santa Maria da Boa-Vista,
conformidade enm o que me requisitou o chefe I Rosa Armelioda dos Prazeres.Informe o Sr.
de polica em offlcio de hoolem sob numero 509, Dr. chefe de policia.
mande pagar a Jos Elias de Oliveira a quantia
de 3:133$920 res, despendida no mes de maio
ultimo, com o sustento e curativo dos presos po-
bres da casa de Detengan, como se ve das contas
e documentos juntos.Gommunicou-se ao chefe
de policia.
Dito ao juiz mvnicipal de Santo Antio.Com o
seu offlcio de 21 de maio prximo fiado em res-
posts circular de 3 do mesmo mez, recebi a
relagio dos presos exigida por circular de 4 : mes
convera que, de conforraidade com as ordens em
vigor Ymc. nao involva com um mesmo offlcio
diversas materias.
Dito ao delegado da repartigo especial das Ier-
ras publicas. Habitu-me Vmc. a satisfazer o
aviso expedido pelo ministerio da agricultura,
eommercio e obras publicas em 21 de maio ul-
timo, exigindo informages relativas nao s ao re-
gistro das trras possuidas nesta provincia, e que
deve ser organisado em vista dos livros remulli-
dos pelos vigarios, como tambem eo registro ge-
ral a cargo dessa repartigo, e que tem sido at
hoje incompletas.
Ti/ilari*. O prsaid.ala A f.a.nvnnt. rnnfnr-
msndo-se com a proposta do Dr. chefe de poli-
ca, numero 506, de 6 do corrente, resolve crear
urna subdelegada de policia no termo de Gara-
nhuns, com a denominagio de Palmeiri, no lu-
gar deste oome, lendo por limites as do respec-
tivo districto de paz. RemetUu-se copia desta
portara ao chefe de policia.
Dite.O presidente da provincia, usando da at-
tribuigo que Ihe confere o artigo 7 da lei de 12
de agosto de 1834, resolve prorogar at o dia 12
do corrente mez, a presente sessio da assembla
legislativa provincial.Commuoicou-se thesou-
raria provincial e mesme assembla.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-so com a proposta do chefe de policia, de 5 do
corrente, sob numero 498, resolve nomear a Joa-
quim Caralcanti de Albuquerque para o cargo de
subdelegado do districto de Barreiros, primeiro
da freguezia do mesmo nome.Commuoicou-se
ao chefe de policia.
Dita.O presidente da provincie, atlendendo
ao que Ihe requereu o alteres do segundo bata-
Ihio de infantaria da guarda nacional do muni-
cipio do Recife, Caetano Lenidas da Gama Duar-
te, que foi considerado incapaz do servigo em
inspeegio desade, resolve conceder-Ihe passa-
gem pira a lista da reserva, ficaodo aggregedo
um dos respectivos corpos.Commuoicou-se ao
commandante superior do Recife.
Dita.O presidente da provincia, conforman -
do-se com s proposts do chefe de policia, nume-
ro 499, de 5 do corrente, resolve nomear autori-
dades policiaes do districto deMalhadinho, do
termo do Limoeiro, oscdadaos seguintes:
Subdelegado.
Jos Rufino de Mondonga.
Primeiro supplente.
Cosme Teixeira de Carvalho.
Segundo supplente.
Virginio de Medeiros Silva.
Communicou-se ao chefe de policia.
PERNAMBUCO,
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 8 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera Cruz, conti-
nuada pelo Sr. Machado Portella.
(Concluao.)
O Sr. Machado Portella : (Nao devolveub
seu discurso.)
OSr. Gitirana : (Nao derolveu o seu o dis-
curso.)
Encerrada a discussio, o projecto posto a
rotos e approrado, bem como todas as emen-
das da commissao e aquellas que
primir a parte do projecto que se re
ceragem dos escravos e presos pobres, sendo re-
geitada a do Sr. Gitirana.
Aa emendas ficam dependentes de nova rota-
gao na forma do regiment.
3." disous-ao do orgameoio provincial.
Sao (idas e apoiadas as emendas offerecidas
pela commissio especial (V. Diario de 8 do
corrente), e bem assim a seguinte No 4" do
do artigo 2o em lugar de 400*000 rs., uiga-e
6008000 rs.S. R.Cintra. Feoelon N\ Por-
tella. Souzs Reis.Luiz Filippe.J. de Bar-
ros.
_ Verificaodo-se nao haver casa, Qca a discus-
sio adiada, e depois de designar a ordem do
dia, o Sr. presideote levaola a sessio.
< Seguem as emendas que sio estas:
Ao projecto n....
-*-Ao /'* 4-deP das palavras e equitacio-
Sm to"!f ~* a Cadeira de desenho o mais
como no artigo. >
- Substitutivo do I do artigo...
i^T*f "PPrimidos os lugares de um enge-
S.[' deJhesu">'">.pagador, de agentes oi-
dores e de dous desenhistes. Os sjudantes de en-
genheiro accomularao o servigo de agentes paga-
dores, e seu numero flear reduzido a tres logo
que houver vage.
O governo regular o modo porque se deve
fornecer a Importancia precisa para pagamento
das obras publicas.
Ao final do artigo... acrescente-seo nume-
mero de guardes nio exceder de 16vencen do
cada um 459000 mensaes.
. Supprima-se o 5 do artigo que consigna a
idea da construegao de offlcioa na casa de deten-
gao.
Artigo substitutivo do artigo...
Fie approveda a prorogagio de prazo con-
cedida ao empreiteiro das estradas do norte e
de Po-d'Alho; deixam porm de ser as mais
alteragdes e declaragoes feitas pelo presidente
da prtvincia em 28 de setembro de 1860, salvo
se o impreiteiro convier as seguintes modiflca-
goes
t 11. O termo da estrada do norte compre-
heo&r a ponte sobre o rio Bu, se o presidente
da povincia, depois de mandar proceder aos es-
tudot precisos, coohecer que assim mais con-
venante.
2. O deposito, de que trata a coodigao de-
cimt-quarta do contrato, ser de valor duplo do
queahi determinado, devendo a condigio deci-
ma-oitava ser entendida de conformidade com
esta disposigio.
3.* O empreiteiro sement tora direito ao
pagamento das prestagoes correspondentes a ca-
da um dos langos que flzer, se estesesliverem na
contiauidade, comegando do ponto em que Ihe
curapria dar principio s estradas na forma da
condigio do contrato.
Ao projecto de orgamento:
Art. 4 1.Supprimam-se as palavrasin-
clusive o collaborador creado por portara de 15
de abril do corrente aono.
_Art. 5 4.Acrescente-se cujas ragas nao
serao preenchidas.
l-5009fJ0013 2_Em lu8"da2:,16*00. d6-"
Art. 14 1.Supprimam-se as palavrasna
conformidade do art. 49 desta lei e reduza-se a
quantia de 111:0009000 70:0009000.
No 2 do artigo 14.Em vez das palavras
"??.ros e conservagio at o flm, diga-se
. o nm, digs-se o se-
e aquellas que mandamsun- 8umle:jeparos n mm,..;. en n* ---
fere a car- unia DOnle 'orro, na ra da Aurora, prxima
fundigao de Starr, a quantia de 12:000j, impor -
tando ludo em 126:0009 reduza-se.
Supprima-se o 3o do art. 14.
Substitutivo do 4 do artigo 14.Com a
matriz de S. Jos na cidade do Recife...........
8 0009000.
Art. 17 1.Depois da palavra empregados,
diga-se,em lugar de33009.inclusive a grati-
caco com o cirurgiio12:340$.
Supprima-se o art. 20.
Art. 22. Em vez de 25:0009000, diga-se
20:0005000.
Art. 23. Em rez de 40:0009000, diga-se
30:0009000.
Art. 31, 3.Em rez de 3:234000, diga-se
2:0009000. ^^
a Art. 39.Supprima-se.
Ao art. 41acrescente-se o inclusive o que
se mandou pager ao Dr. Jos Filippe de Souza
Leio e aos herdeiros de Pedro Jos Carneiro
Monteiro, e eleve-se a verba a 17:3009.
Supprimam-se es emendes ao 3o do artigo
2o, ao artigo 14, menos a que consigna verba pa-
ra o agude de Ouricury, e os additiros ao arti-
go 20.
Ao 7o do artigo 42.Em rez de 209 dga-
le 309000.
Ao 13 do mesmo artigo, acrescente-se
lugmentando-se cinco por ceoto sobre a imposi-
sigo actual.
Ao 18.Depois da palarra recolher ,
acrescente-se e de deposito.
O 19 seja substituido da segninte forma :
5050OO por cada urna case de bilhar, de modas e
chapeos e roupa feita
As commisses encarregadas de reconside-
rar o projecto de orgamento com as emendas ro-
tadas em 2a discussio para o Um indicado pelo
depulado Souza Reis, tendo procedido ao mais
serio esludo ebegou ao seguinte resultado : (*)
Pelo orgamento orgaoisade pela respectiva
commissao, fizada a despeza como foi em 1220
contos de reis, e orga a receita em 1330, inclu-
sive a emissao de apolices do valor de 74 cootos,
havia um saldo de 110 contos sujeito a divida
que tinha de passar para o exercicio futuro, a
qual exceda ja a 70 contos ; entretanto pelas
emendas rotadas em 2 discussio se diminuio
na receita a quantia de 34 contos,e se augmen-
tou na despeza a de 66, o que, importando
diminuir-se a renda em 100 cootos d em re-
sultado reduzir-se o saldo previsto pela commis-
sao de fazenda a 10 contos.
a 1U contos, que sujeito ao pa-
gamento da divida passiva prevista tambem l<*j pela mesma commissao demonstra existir o de- em P*izes estrangeiros.
fleit de mais de60 cootos, e reunido isto ao a- 1 Ao 23 acrescente-se Continuando ser
crescimoda divida passiva verificado depois da 1 arrecadado por arrematagao.
apresentagio do projecto de orgamento, e que se
eleva, segundo consta de dados fornecidos pela
thesouraria, a queotia de 203 coatos, inclusi-
ve a divida de 133 cootos caixa filial, d era
resultado ser inevitarel o dficit de mais de 270
, contos, se fr adoptado o projecto tal qual foi
Dita.o presidente da provincia, altendendo volado em 2a discussio.
ao que requereu o juiz municipal edeorphios do
termo deSerinhaem, bacharel Gervasio Campello
Pires Ferreira, resolre conceder-lhe oito dias de
licenga com vencimentos.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que expz o director geral de iostruccao pu-
blica, em offlcio de 5 do correte, sob numero
187, resolve nomear a Thomaz Pedro de Aquino,
para reger interinamente, em quanto nao for pro-
vida, a cadeira de inslrucgo elementar da villa
do Ouricury, que se acha raga por fallecimeoto
Por tudo isto as commisses reunidas resol-
. reram:
: a 1 Diminuir a despeza de modo que a sua
; importancia nao exceda a 1072 cootos.
2." Lerar a receita importancia de 1278
, contos.
j 3." Acabar com a emissao de apolices auto-
risada pelo art. 34 da fei n. 488.
Dahi resaltara um saldo em dinheiro de 206
contos, com o qual fica habilitado o governo a
pagar quasi a totalidade da divida da provincia
do respectivo professor, percebendo a gratificacao qeleidire'o juro da estrada
273 contos.
annual de 500$.Fizeram-se as communicagoes
convenientes.
Expediente do secretario.
Do dia 8 de junho t 1861.
Offlcio ao Dr. chefe de policia. O Exm. Sr.
presidente da provincia manda communicar V.
S. em resposte ao seu offlcio numero 503 de 6 do
corrente, que expedio ordem para ser transporta-
do ao seu destino no vapor Jaguaribe, o crimi-
noso Antonio de Souza Monteiro, bem como para
serem postas hoje sua disposigio as quatro pra
Para alcancar este resu'.tudo, que, restabele-
cendo as finangasda provincia, restitue-lhe o seu
antigo crdito, as commisses reunidas langaram
mi dos seguales meios:
1.* Alteraram osystemade iaposigo ares-
peito de alguns impostos.
Crearam poucos impostos novos, que nio
oneram as classes pobres.
Restabeleceram alguns do orgamento rigen-
Supprima-se o 40.
f additiros100$ de cada corretor commer-
cial.
5O9OOO de cada corretor de escravos.
Meio por ceoto sobre o producto de cada lei-
lio, com excepgio dosjudiciaes, repartido igual-
mente entre o comprador e vendedor.
a Cinco por ceoto do valor das (langas crimes,
com excepgio das que hourerem de prestar os
senhores pelos seus escravos.
Supprima-se a emenda doSr. Gitirana, s
bre a coosignagio rotada para o theatro.
Diipoticu geraes.
1.a Fica prohibida a emissao do restante das
apolices autorisada pela lei numero 488, arti-
go 31.
c 2.a O presidente da provincia fica autorisado
ontender-ae com a direccio da companhia Per-
nambucana, para admittir dous aprendizesde pi-
lotagem em cada um dos seus vapores, indepen-
den te de estipendio algum.
3.a Fica o presidente da provincia autorisado
a conrencionar com o empreiteiro das estradas
do norte e Pao d'Alho a limitagio das obras de
modo que a importancia dellas no exercicio da
presente lei nio exceda a verba decretada no Io
do artigo 14 do mesmo.
4.a O presidente da provincia enlender-se-
ha com os presidentes das provincias, donde vie-
sen) approvagio d'asserobla, nao devia prevale-'
cer. que nao poda ter rida por si s e em con-
sequencis da sancglo que lbe dra o presidente ;
iee a posteriormente pela approvagio manifesta
aesia cesa, approvagio dada urna e mais vezes.
{ Apoiados.)
r.SL Pres.idente. Para mim sempre tive como f-
2do s^W Pr?9ideo'e nio eslava autori-
" ceieDbr.r T-ne?',,Da2aliIlha dreito P^"0 P>-
a mfnh/nniniir. 7, M"mede; foi eempre esta
a minba opimao ; elle, porm, ^ &. Mt iriuda
de leis com que se julgou autorisado, por re-
gagao nossa, dependente de nossa approvaco.
como entao se disse ; e n'estas circumslsncias
coraprehende-se que. desde que o contrato foi
efTectivamenle celebrado, desde que o presidente
submeltau o acto que praticra 1 approvegio da
casa e desde, fioalmente, que elle, depois de lon-
ga, profunda e renhida discussio, assenlou dever
votar fundos pare pagamento da empreza coolra-
leds, tpso fado concedeulhe a sua
Apoiados. ).
Senhor,
nao
approvagio
ges de policie, que V. S. requisiiou para escolta-' Pe1uen* alteragao para mais no quantum da
rem o referido criminoso. Expedio-se as or-joulro anclualmenle propostos.
te que havia sido suppnmido no projecto, e fize-'rem Presos P*ra. a casa de delengio, aflm de que
os cofres provinciaes sejam indemnisados das
despezas, que com a sustentagio e curativo delles
dens.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
transmittir V. S o incluso elmanak militar pa-
ra o correte anno, organisado na repartigo do
ajudeote general, em rirtude do artigo 51 do re-
gularaeoto approvado pelo decreto numero 2677
de 27 de outubro da 1860.
a 2." Diminuiram a despeza das obras publicas
se (izerem ; e igualmente prorideociar para que
e a dossoccorros de beneficencia, proveodo alo- os sentenciados deixem de ser alimentados cus-
da assim a alguns melboramentos msteriaes mais ,a ds P">"lcie.
urgentes, censervando com pequea alteragao os a 5-"
soccorros que a provincia lioeralmente cosluma
prestar, e finalmente respeitaram religiosamente
O contratos actualmente exsitentes.
3. Alteram o pessosl de algumas repartir
Dito ao primeiro secretario da assembla legis- ?5e.8' 8UPPnmiDdo lugares vagos ou desneces-
lativa proviocial.De ordem de S. Exc. o Sr. ore- i*"08' COQ8emndo.aiada sim metade do beue-
sidente da provincia, transmiti V. S., para ser *ue a ""Dlsa concedeu na sessio Das-
preseote assembla legislativa provincial, as
informages prestadas pelo inspector da theson-
raria acerca da arrematagio do imposto de 29500
rs. por cabega de gado vaceum, consumido na co-
marca da Boa-Vista, e bem assim copia do termo
do cootrato da mesma arrematagio, exigidos em
offlcio de V. S. do Ia da corrente.
Dito ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda traoamittir V. S. para conhe*
cimento da assembla legislativa provincial, a
portara desta data, pela qual resolveu prorogar
at o da 12 do corrente mez, a presante sessio
da mesma assembla.
Despachos do da V de junho.
Rtqur\mintos.
Carlos Jos Teixeira.Iofo;m o Sr. inspaclar
da thesouraria de fazenda.
sada classe dos empregados pblicos.
Coocluem portanto as commisses reunidas
por offerecerem para serem depostos sobre a me-
sa e lidosopportunamente os arligos additivos e
as emendas que abaixo vio consignados relativos
quer ao projecto de lei do orgamento, quer ao de
n. com a edopgio dos quaea sio de parecer que
se alcaacer o resultedo desojado.
Sala das commistes no pago da assembla
legislativa de Pernambuco, 7 de junho de 1861.
Dr. Symphronio Goutinho.Theodoro ai. F.
Pereira da Silva.Luiz Filippe.Dr. Neaciroen-
to Portella Joaquim de Souza Res:Gypriano
FenelonG. Akoforado.J)r. Pereira de Brito.
Manoel Goelho Cintra.
Na emenda do Sr. Martios Pereira ao ar-
tigo 54, aubatituam-se as palavras e neste sen-
tido, at o flm por estas outras ficando sus-
penso no exercicio da presente lei metado desse
augmento, e neste sentido augmentem-se as ver-
bas de despeza.
() Por ter sabido com alguna erro graves, re-
pelimos o presente parecer da commissio.
A Rtihcco.
Discurso do Sr. Theodoro da Silva, na
sessao de Io do corrente.
O Sr. TbeoJoro Silva : Sr. presidente, eu
direi pouco, porque muitas das consideragas,
que hara de fazer, j foram expostas pelo meu
nobre collega e amigo, que me preceden. Esto
de eccordo com esse Ilustre depulado acerca do
modo, por que elle v as cousas, mas nao do mo-
do absoluto, porque elle as v todas; minhas
opinioes harmooisara-ae com as dalle certos
respeitos, mas divergen) inicuamente em certos
pontos.
En, Sr. presidente, principio por divergir do
nobre depotado acerca da questao principal, por
elle suscitada, de estar ou nio valido o eoolrato
celebrado pelo presideote da provincia com o em-
preiteiro Mamada: divirio do nobre deputado,
porque-, em minha pinito, este contrato, que,
bem au ijue uua contratos bilate-
raes ou syoalegmaticos, como este de que se tra-
ta, a iei suprema o accordo ...
Um Sr. Deputado : Onde est o assenso ex-
presso ?
O Sr. Theodoro da Silva : Eu bem sei que
nos contratos bilaterees, como este de que se tra-
ta, a lei suprema o accordo, e o reciproco
consenso das parles contratantes ; isto urna ver-
dede por de mais comesinha ; mas, senhor, se o
presidente por si s nio tinha poder para effec-
tuar e imprimir execugio ao contrato, e se a as-
sembla, depois de exsmioar e coohecer o acto
que elle praticra, em cuja occasiao longos e
animados discursos foram proferidos em aecusa-
gio e em defesa do acto da presidencia ; propug-
nando una pela approvagio do contrato e outros
impugnando-a ; se a assembla, dizia eu, deli-
berou-se por lira votir fundos para o paga-
mento da empreza, manifestou ou nio, pergumo,
a sua vontade, o seu consenso, de modo bem
expresso, para que o contrato subsistisse? Por
ventura, se fosse vontade da casa desapprove-lo,
teria ella volado fundos paia semelhante em-
preza ?
Um Sr. deputado : Nio s para essa empre-
za, como pare a de Millet.
O Sr. Theodoro da Silva : E por que depois.
em annos subsequentes. tem esta cesa contiouado
sempre votar fundos, nio simplesmente para a
continuagio das estradas do norte e de Pao
d Alho, mas para a coolinuagio da empreza da
estreda do norte e de Pao d'Alho? A' que em-
preza, senao a de Mamede, refere-se a assem-
bla? Querem os oobres deputados manifesta-
S.iDals..cJaucSlS'\a9atWequT,*le:m'kV
sequente? Como quereriam os nobres deputados
quo melhor se manifestesse o consenso desta ca-
sa, do que uio seodo desapprovedo o contreto e
por tres vezes rotando-se fundos para a empre-
za ? Eu nio comprehendo manifestago mais ex-
pressa ; o contrario, s porque a assembla, se
bem que votasse fundos, nao declarou que Hcava
approvado o contrato, me parece sophisma.
Mas disse-se anda: o contrato nao foi sim-
plesmente Ilegal; o contrato, alm de nio ter a
approvegio deata casa, nio podia mesmo t-la
em caso algum, porque nullo em aua csseucia.
Senhores, urna verdade que contratos ut-
ios, bem como actos millos, nio pdem subsistir;
mas os nobres deputados e especialmente o meu
nobre collega, cujos coobecimentos juridisos sou
o primeiro respeitar, sabem que, pera garantir
i f dos contratos, e aos direilos oelles adquiri-
dos nao coovm nem se devem multiplicar e in-
ventar casos de nullidade, alm dos positivamen-
te fixados em lei expressa.
Pois bem : eu concedo que o presidente da
provincia na confeegio do contrato nio obser-
vaste alguma lei existente, nio consultasse os in-
teressesda provincia, nio procedesse com a ne-
cessaria circumspecgio ; mas, senhores, qual a
lei que impe semelhante nullidade, visto que
ella descoohecida ds outra parle contratante,
porque nao ha lei alguma que a imponha ? Que-
rer-se-ha reconhecer casos de nullidade,' em
materia de contratos, sem que estes casos esto-
jara Qxados em lei ? Mas, anda mesmo que hou-
vesse esta pretendida nullidade, como poderla
esta casa invoca-la, esta casa que approvou o
contrato, comoj demonstrei ?
Senhores, nio se supponha que eu vejo com
bons olhos o contrato Mamede ; nio : eu tenbo
dito por muitas vezes nesta casa que foi um acto
imprudente a sua cclebragio : e digo-o, porque
todos nos estamos rendo os embaragos Uoaocei-
ros com que a provincia luta e com que hade
lutar por algum tempo, embaragos em grande
parte devidos exlemporaneidade de semolhen-
te contrato ; mas se elle est approvado por
esta assembla, como est, nio digamos o con-
trario para illudirmo-nos a nos mesmos e illudir
aos outros.
Eis. senhores, a minha opinio respeito da
validado do cootrato. J v a casa que, pensan-
do eu assim, e sendo como bilateral o contra-
to, de que se trata, nio posio convir que, sem
mutuo accordo, sem expresso conseotimento de
ambas as partes contratantes, se imponha uma
della a obrigagio de acceilar as alterages, que
propoe a commissio.
Eu quizera, Sr. presidente, nao achir-me pre-
so a esta difculdade resulteote da natureze do
contrato celebrado com Mamede, para aceitar,
para rolar pelas medidas propostas pela com-
missio, as quaes os interesses da provincia sao
melhor considerados do que o foram pelas alte-
rages do ex-presideote da provincia : mes, sin lo
dize-lo, nio o posso fazer, porque eolendo que
nio nos licito obrigar o contratante a que faga
isto de preferencia quillo aem o consullarmos
previamente, sem obtermos o seu accordo, o aeu
consenso. E' esse cootrato um triste legado,
com que carregamos ; porm, por mais pesado
que elle seja, por mais onerosas que sejam suas
coasequencias, cumpre que a assembla nio se
esquega de que deve guardar a boa f, com que
sempre procede e com que dere proceder em to-
dos os seus actos. Procedimeoto contrario, seria
atteotatorio aos contratos bilateraes.
Mas, Sr. presidente, eu, que assim pens, eu,
que enteodo que o contrato ralido e por isso
mesmo nio posso acceitar as medidas proposlss
pela commissio, por isso que ellas teem de ser
impostas obrigatoriameote outra parte contra-
tante, tambem nao posso rolar pelaa alterages
feitas pelo presideote da proriocia, porque ellas,
oque j disse d'outra rez, sao inconveniente,
Dellas nio foram consultados os interesses da pro-
vincia....
Um Sr. Deputado : O que faz entao ?
O Sr. Theodoro da Silva : Bu voto para que
essas alterages nio sejam approradas ; deixo a
cousa como estara.
[ Cmsam-ae apartes 1
O Sr. Theodoro da Silva
deudo deste- modo, eu, propondo que as altera-
ges feitas pela preaidencia nio aejam approra-
das, sou conherente comigo mesmo; porque en-
teodo que essas alterages, que teem a mesma
natureza do contrato primitivo, que foi feito por
delegego d'eala casa, com dependencia de aua
approvagio, como j diaae, nao podendo subsis-
tir sem que sejam approradaa por esta casa, tan-
to que para isso foram aubmettidas ao seu co-
nhecimento; e, por outro lado, aeodo ellas in-
convenientes, por nao a* adaptaren, aos inters-
S,n8,ftda.P/.e8JdeDCa ; de modo a,8um de meu
voto para que sejam approvadas,
emenda* Depu,ado : ~ Eota,> presente urna
( Ha um outro parte )
O Sr. Theodoro da Silva : O que fica se
forera approvadas as alterages. a situagio em
que se acharara as cousas anteriormente ; e en-
2mZ, i*5 que el ntorliado pe 1 le
r'c '!"" COm en,P"iteiro o recebiraento
de apolices em pagamento das obras, que ello
lSDn,,s''Ul0ier de Pacedera novas
f..rf. ,emPne".t,r0 a,guns favor. I" inerf-
i. ?.0le ?1 '5e pedir n'e8,a O pode
22 e-"g,r d0 me9mo empreiteiro. como
compensegao de tees favores, o recebimento da
saePfeiCto8,nr l 22 8B -Da0 *+ "aS
se reno, nes slteregoes, de cuja spprove<-o se
r"80;" ; flm de. 1ue 88 goenusjmJi
'"."'" "" *" fiutiu,ia o yuuess^efii
satisfazer os seus compromissos.
Este meu alvitre me parece melhor do que o
proposto pela coraraissSo, que obrigatorio, como
, nio pode ser acceito e tolera o presidente de
fazerqualquer negociagio possivel e rasoavel.
Estas sao as minhas vistas e n'este sentido vou
offerecer urna emenda.
Nio ; en, proce-
Discursos dos Srs. Nascimento Portella,
e Oliveira Andrade, na sesso de 6
do correte.
O Sr. Nascimento Portella : Diz que por
** u,l que seja a navegegio vapor nos rios
Beberibe e Capiberibe e por mais necesssrio que
seje que essa navegagio se faga por meio de um
previlegio, nio se pode deixar de abrir a con-
correncia para que obteoha o previlegio aquello
que melhores condiges offerecer ( apoiedos >,
mormente quando se d ao presidente de provin-
cia urna autorisagio ampia e quando nao sio
apreciadas pela assembla as condiges especiaes
com que cada um dos peticionarios deseja fazer
o servigo da navegagio : nio corapreheode co-
mo e que se pretende que a assembla diga ao
presidente, cootrate-se com este individuo e nao
cora aquello ou com quera melhores condiges
ofTerega : os dous peticionarios nio sio os nicos
homens habilitados para tal empresa : nao ad-
mittir a coocorrencia ou sujeiiar a presidencia
imposigo des condiges que offeregio os peti-
cionarios, ou dar lugar que o presideote nio
use da aulorisagio _para_cpjiqfidie.tJ q1jr/tY;yftfgrl
a faculdade de apreciar as propostas de quantos
quizerem cbte-Io e conceder o previlegio a quem
fizero servigo da navegagio com mais vantagem
pera o publico ; nio d por tanto a assembla
carie de recommendagio pessoa alguma ; seja
os exemplos que tem dado em outras occasies,
e permita a concorrencia, (apoiados e nio apoia-
dos ) Conceder o previlegio soraeote Wilson
ou a Antonio Luiz dos Santos nio atlender aos
interesses da provincia, (apoiados) Observa fi-
oalmente que atiento o previlegio de que gosa a
companhia Vigilante nao se deve conceder o pre-
vilegio para a rebocagem das alvareogas etc. na
extensio que se pretende, isto dentro do por-
to de cidede, alm de que Ihe parece que a as-
sembla nao competente para conceder privi-
legios de navegagio dentro do porto vista do
8 do art. 10 do acto addicional e do systema de
legislago geral respeito do servigo dos portos.
O Sr. Nascimento Portella :Diz que o artigo
substitutivo, offerecido pela commissao,approrado
em segunda discussio, Ihe parecei nconvenien-
te, nio s porque oio respelta os diroitos adqui-
ridos pela companhia Vegilante, como quera o
projecto primitivo, como porque estabelece dous
privilegios dislinctosum para condugao de pas-
sageiros e outra para rebocagem de alvarengas etc
etc,alm oe que niodeixa liberdade o governo
da provincia para conceder o previlegio quem
mais vantagens offerecer : que para evitar estes in-
convenientes offerece o seguinte artigo subslitu-
tivo (l).
Ooserva fioalmente que, disposta como est
a assembla conceder previlegio pare aquellos
servigos, julga necessario que a coocesso seja
dada sob condiegio de ser pelo concesslonario
canalisedo o rio Beberibe et a povoagio do mes-
mo nome, como que se attender necessidade
de facilitar e commuoicegio entre a mesma po-
voagio e esta cidade, tanto mais quanto, segun-
do est informado, a canalisagao nao ser muito
despeodiosa ; e que assim julgou dever estabele-
cer este coodigao no artigo substitutivo, que of-
ferece o que espera saja approvado.
O Sr. Oliveira Andrade :Sr. presidente, tem
ta esta casa notado diversos projectos, conceden -
do prerilegios a certas e determinadas pessoas :
alguns dos quaes tenbo opposto meu voto simb-
lico ; nio posso, porm convir que passe mais
este, sem que claramente me pronuncie, expli-
cando-me para com a casa e a provincia.
Os prerilegios, senhores, sio quazi sempre
mais prejudiciaes, do que uleis ; por que impor-
tara urna limitagao a liberdade de industria ; to-
dos, porm, reconhecem e a propria constituigio
do imperio consagrou o principio de sua utili-
dade em alguna caaos. Assim o iodiriduo, que
coocebeu urna idea, que s elle capaz de por
em pratica, por ser propriedade sua e descoohe-
cida a outros, tem direito ao previlegio.
Entretanto o systema de protegi a industria
tem feito exteosiro esse principio a outros casos,
em os quaes se tem como necessaria sua appli-
cagio. Assim podendo haver em um paiz urna
industria, que ofTerega grandes vantagens e que
possa ser iniroduzda em outro; mas cuja iotro-
duegio dependa ae emprego de grandes capilaes ;
concede-se o previlegio a quem se encarregue
desta empreza.
Enteodo, porm, que esta concessio, firman-
do-se somonte no systema de protegi, nio au-
toriaa a exclusiojda concurrencia,em tal caso.
A caaa j rotou previlegios. excluindo o prin-
cipio He concurrencia; enlio alegava-se, que
aquelles, que pediio o previlegio estavam no fir-
me proposito de realisar a inirodugio da nova
industria ; mas que es interessados pela con-
currencia ao cootrario queriio inutilisar o pre-
vilegio : talvez assim fosse.
Hoje, porm, Sr. presidente nio subsiste a
mesma razo ; pois que r-se os proprios peti-
cionarios as ante-salas desta caaa. inleressan-
do-se por seus prerilegios. e pedindo a exclusio
da concurrencia ; quando ao mesmo bem se v
que outros pedem a concurrencia : d'ahi tiro a
conclusao seguinteque os peticionarios, pedin-
do exclusio da concurrencia, nio se mostrara
dispostos a fazer a provincia as conceases, que
os outros estio dispostos a fazer (apoiados e nao
apoiados).
(Ha um aparte).
O Sr. Oliveira Andrade :Eu considero os pre-
vilegios, em geral, como urna restriegao prejudi-
cial a liberdade da industria ; e no presente caso,
em que o previlegio importa como j disse.simples
protegi, excluindo a concorrencia, sera elle an-
da mais prejudicial a proriocia ; podendo alias
ser muito til.
O Sr. Souxa Reis:O governo nao obrigado
a aceitar todas es condiges, que Ihe imposerem.
O Sr. Nascimento Portella :Mas sio cartas
de reconmendacio.


-
"MI Ifl iBUflL
.
o.
R10 DI fERIMCO. TERC4 FEIRA O *>I JUNHO IB 1S1,
O Sr. Oliveira Andrade .OuenTC B'Wlf
occasio, olTereci urna emenda a um projecte,
que as disculia, porque Uva, neceseilei dizer, que
0 lujar Di era exercide pela escriveo Fuo, uo-
tou-ae, que nao ae devia nesta caaa Tazer questo
do aomes ; mu vejo agora, que do projecto em
discussao pedem-se favores para peasoas certas.
Eu nao linha. Sr. presdeme, o proposito de
faltar em tal queslio ; persaadia-me que oulro | pasmo. lia em qi
o fltessera ; e al esta va convencido de que pea- I Euzebio Bezerra Cavalcanli, Pernambuco, 40 an- Barros.
La casa ae tera pronunciado pela li- | nos, vuto, Boa-Vista ; gastro intente. N. 11.Ao 2* do art. 6
V Joa 1, que o preto Benedicto, eacravo de
Bailar & Oliveira, a ordem do da Boa-Vista 2.
HaTADOURO PBLICO.
Mataram-se oo dia 9 do currante, para o
consumo desta cidade 122 retes.
No dia 10 do mesmo136 ditaa.
MotlTALIDADE DO DIA '
Mortalidadb do da 9. N. 10 ,\o flosl do art. 5 z accresceole-
Bertoleza, Pernambuco, 9 mezes, Boa-Vista ; ea- se as palavrasque dever ser secutado deadeo
paamo. -lia em que ttrer novo coatrato. Levloo de
\J U.O.MJ W ** ..* .va. Bill
oa, que neala caaa ae tera prot
bordado de crdito, pela livre concurrencia, pe-
los principios liberaes em Oso, seriam aa ptiraei-
raa a pugoarem pela idea da livre concurrencia
neeae caso ; entretanto vejo que nao o Qzeram,
e mesmo me parecem inclinadas a reslrico :
persuado-me que ielo nao se conforma cora os
principios aqui emiltidos.
(Ha um aparte).
O Sr. Oliveira Andrade :Eu quiz apenas jus-
tificar mea voto, nao querendo mais da-lo sem
exolicaco ; e por isso contente-me com o que
lecho dito.
REVISTA 0lft.ft.l-
No dia 8 lerminou a defeza das theses apresen-
tadas pelo Sr; bacharel Antonio de Vasconcellos
Menezes de Druraraond Dar doulorar-se.
O resultado da votacao dos lentes, que sobre
as mesmas theses o arguiram, foi a approvaco
plena do referido candidato, a quem felicitamos
por essa conquista Iliteraria.
Nao tondO'Se realisqdo a rremataco do
rendimeoto dos chafarizes e bicas u'agua polavel
desta cidade no dia marcado, a ompauhia trans-
ferio esse acto para o dia 17 do corrole.
A excavaco de que hooiem tratamos, e cujo
reparo solicitamos da competente auloridade, Mon-
te rn mesmo comecou se a fazer o preciso re-
paro-
No domingo ultimo, por urna hora da ma-
tihaa. voltaudo do espectculo do Santa Isabel o
Sr. ihesuureiro dasloletias, appareceram--lhe em i
asa tres individuos pedindo-lhe que abnsse a
porta da sala, afleo de- ver que premio live'- ,""
oilhete dalles. O reerW--u"""c,r0. porm,
preven lo j .< uj i te a inleoco dos tres, longe
do cinouir a solicitaco, tomou urna arma, e com
lia ameac.ando-os, pde livrar-se dos laes fre-
guezes, que sofregos por conhecerem o eu pre-
mia, nem deiiavam amanhecer o da !
' para notar que do diaseguinte devia ler lu-
gar o pagamento dos premios da lotera, cora cujo
dinheiro conlaram os bons freguezes, a que allu-
tMmna
Alm desle fado, consta-nos que dera-se igual-
mente outra tentativa de roubo ua resideocia do
Sr. Frederico Chave, ra da Imperatriz.
Tal coincidencia, reprodcelo de tactos cri-
minosos desta ordem na cidade e nos seus su-
burbios, o serem elles pralicados por uiaisde um
individuo r.onjunctimeole e miudo, revelam a
existencia de alguroa compsuhia de lndres orga-
nisada para laes assallos a vida e bolsa dos c-
dados.
E pois, corre-nos o dever de solicitar medidas
nao tG repressivas, como tambera preventivas, da
parte das autoridades policiaes ; e contamos que
Sr. Dr. chefe do polica deseovolvendo a sua
actividal6, pora termo ao susto em que acha-se
a populacho, acabando com i nova sociedade do
tiro, que ahi assira se ostenta to audaciosa.
Por obra das oito horas da uoite do domin-
go suiciduu-se Amonio Jos da Rochs e Souza,
caixeiro da casa commercial Amorira & Irwos,
disparando em si proptio um tiro na parte direila
do rosto.
Ignoramos anda qual a causa que levou aquel-
le infeliz esse acto de desespero.
O suicida era portuguez de nacionalidade.
------- >w.~ y qw^., ._, auvi *>.
Gregorio, Pernambuco, 4 mexes, Santo Antonio ;
toase.
10
Uaooel, Pernambuco, 11 mezes
eclampsia.
Manoel, Pernambuco, 18 horas, eacravo, Boa-
Vista ; espasmo.
Luiza Maria da Cooceico, Pernambuco, 55 an-
ona, solteira, Recife ; hydrouisia.
Manool, Pernambuco, 5 dias, Recite; coovul-
sdes.
Paula,Pernambuco, 13 aBnos, solteira, Recife;
tubrculos polmonares.
Joanoa da Silva, Portugal, 54 annos, casada, Re-
cife ; gastro hepalite.
. Hontem o Exm. Sr. presidenle da provin-
cia vi8iiou a differentes reparticoes publicas, in-
clusive as thesouranas de fazenda e provincial, a
directora geral de instrueco publica, etc.
S. Exc. deraoron-se nellas por algum tempo,
duraute esse espaco tratou de inquerir sobre o
estado dellas, qual o stu movimento, e mais cir-
cunstancias especiaes a cada urna.
Informam-nos que no largo do arsenal de
ffifinha_ aos vjzintios com doscompassada vozeriaaila Fol-
ie ; e que esmurraram foriemeole a ara individuo
vizinho, que reclamara sobre a desconveniencia
daquelle proceder.
Sollcitaraos a altenco do respectivo subdele-
gado para aquelle ponto, atim de verificar o que
.nos informara, e providenciar como con vero, no
caso da cxaciido do fado.
De S Gabriel, provincia do Amazonas, re-
cebemos a seguinte leclaniago acerca do serv-
jo do rorreio :
Tenho, Sr. redactor, por vezes. lido rppeli-
das queixas de nao pequeo numero de assig-
nsntes do seu jornal, que honra o paiz e a qu-ro
o escreve, pela demora com quechegam seus nu-
zueros s mos desses mesmos assignantes, as-
sim como Unho igualmente lido a enrgica ini-
ciativa que Vmc. lem lomado em pro de queixts
Jao justas, ignorando porm se tem ou nao me-
Iborado esse mal.
Como esses, Sr. redactor, tambem veoho a
meu turno, apreseotar Vmc. as minhas razoes
da queixa. na qualidade do assignanle que sou de
seu jornal, nao pela demora com queme chega
3s unlm, porque, oslando eu quasi na linha U-
mitrophe do imperio com a repblica de Vene-
zuella. e cercado, por um e oulro lado, de mais
de cincoenta cachoeiras. cada qual mais tmida
privando por tal forma este canto da provincia d
majestoso Amazonas, das vaotagens lao vis>asda
-navegacao vapor; mas, pela falta de nmeros
com que chegam-me.
Nao sei se parte isto do pouco zelodos era-
pregados do correio na capital, ou se do oenhura
cora que se dedica o expresso militar da fronlei-
ra do Lucuhy, na couducgo de carias, corres-
pondencia oOlcial, jornaes e mesmo alguma
iicnmmenda que lhe conllada : um vordadei-
ro clamor contra tal expresso, ou coolra tal re-
fartijao ua capital.
<< Se Vmc. entender que deve dar luz este
artigo de minha caria, pode faze-lo, para isio o
autorizo. r
u ~a Diou de haver ho"lein sessao do conse-
Ilio dei juigamanio, que responde o 2o sareeoto
Miguel Gomes Correa, ni coosequencia de nao
tomparecerem os seguinles Srs. olRciaea :
Capitn Manoel da Cunha Wandorley Los.
Alteres Boaventura Lelo de Almeda.
Joao Raptista de Menezes.
Fuodeou hontem pelas 6 horas da larde no
lamarao, a galera americana Emtly Farnum cu-
ja noticia deraos honiem na nossa Revista '
Para conseguir esse desidertum, grandes es-
orcos leve de fazer o nosso vapor de reboques
Camaragibe. H
Para fazer urna idea ajus'tada da corrente
flagua, que predomioa oeste lempo em nossa
cosa era directo ao N. O., bastar dizerque
mais lempo gastou, o reboque de Po-Amarello
ale dar fundo no lamarao, do que em traze-lado
lugar do sinistro, quelle de Po-Amarello.
A hora avanzada em qun elles chegaram nao
podemos colher ouiraa informacOes acerca do es-
tado do navio, ele. E" mister, porm, que se re-
conhecira os innmeros servigos que a esta com-
pauhia tera prestado aquelle vapor.
Passageiros da barca portugueza Flor da
Maia, vindos do Porto .-Antonio Joaquim Fer-
reira, Simeo Ribeiro de Paula, Maria da Silva
Domingos oncalves, Jos de Asevelo l^.pes!
Antonio Joaquim Gongalves, Luiz Harlias Pello
Marcohno Gonjalves de Azvedo,Jos de*Souz
Santos, Boaventura Pereira Peana, J->s Francis-
co Mac.eira, Manoel Gomes Loureiro, Jos Gon-
calves Loureuco, Antonio Luiz Hartios, Manuel
Lipes Martlos, Jos Correa, Joaquim Antonio da
Co.la Ferreira, Francisco Goocalves Toroeira
Joaquim Antonio de Oliveira. Baltbazar Maria!
Iticardo Martins, Sebastio Luiz Marques. Ma-
noel Marques, Maria Moreira doa Santos. Jos
Comes da Silva. Benlo de Mengues, Jos Custo-
dio Loureiro e Antonio Felizardo Amorim.
Passageiros sabidos na barca portugueza
Sj/mpathia, para o Porto : Antonio Rodrigues
Vieira, Manoel dos Santos Pereira. Joaqoim da
Costa, Joaquim Jos Mendes, Joaquim Ferreira
Vleme e duas irraaas. Jos Moreira da Silva e
Aotonio Goncalves Ferreira.
Foram recolhiios casa de delencio no
da 7 do correte um bornes e urna mulher, ara-
os escravos: 1 a ordem do Dr. chefe de polica
la ordem do subdelegado do Kacie, i pedido
dos respectivos seuhores.
Foram recolhidos a mesma nos dias 8 e 9 do
lio mez7 homens. sendo 5 livres e 2 escravos.
abor: a ordem do Dr. chefe de polica 1, que
c. preto Severioo, escravo de O. Briles de Mo-
i 'a ?rtV?r- d^o da capital 1, a or-
dem tfo subdelegado do Recife 1, a ordem do de
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
ISESSAO EXTAORDINARIA DE 27 DE MAIO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Reg e Atbuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Barata, Dr. Heori-
ques da Silva, Mello e Cezario de Mello, fallan-
do sera causa participada os mais senbores, bre-
se a sesso, e lija e approvada a acta da an-
tecedente.
O Sr. Mello observou cmara que deixava de
assigoar o otDcio para a presidencia da provincia,
assim como a postura, que ella ae refere, sobra
as dioieoses do lijlo de alveoaria, porque,
seu ver, a cmara devia recoaaidevar materia,
visto que--f*o o.-a ae nao haver lratado.se as casas actualmen-
te em consiruccao, e que por ventura nao se po-
dessem concluir do praso marcado oa postura,
deviam, ou nao ser acabadas com o lijlo com
que priocipiaram.
A cmara nao julgou prudente as razoes do re-
ferido vereador, pois que as casas podiam ser
acabadas com o titulo da marca actual, ou mes-
mo com o dimensoes maiores; e o dito vereador
assigoou o officio.
Leu-se o seguinte
EXPEDIENTE.
Um cilicio do engenheiro cordeador, emittio-
do a soa opioio sobre consulta feila a esta c-
mara pelo fiscal da reguozia de Saoto Anlooio,
respeitoda obra que Jos Moreira Lopes preten-
de f izer oa casa de sua propriedade sita na ra
do Imperador, dizeodo ser verdade o que aflirma
o mesmo fiscal respeito deese edificio, que nao
estaas condicoes das posturas, sendo que as
adoicionaes de 13 de fevereiro do correo-
te anuo so permitiera as aguas furtidaa em
toda a largura das casas, que se edicarem ou
reediQcarem, e as existentes que estiverem as
condicoes das posturas.Adiado, a requerimento
do Sr. Borala.i
Oulro do inspector de saude publica, comrou-
oicaudo, atim de que mandasse a cmara recbel-
as multas, que no dia 24 do crrente flzera visita
sanitaria nos acougues desta freguezia, encon-
trando no da ra do Rangel n. 25 pfirtencenle a
Manoel de Souza lavares urna poreao de carne
verde em mo estado, que flzera iouiilisar, e DO
talho n. 6 do acongue grande, perleucenle a Ma-
noel Joaquim Duarte, outra poreao,-pezando 4
arrobas e 4 libras.Que se remeilesse por copia
aos scaes competentes, para procederem contra
os infractores na forma das posturas.
Outrodo solicitador, participando que, man-
dado do procurador desta cmara, requerera ole-
vsntamenlo do principal e cusas, que depositou
o bacharel Joaquim Fraocisco de Mirauda, visto
se achar ultimada a aegao, que contra elle mo-
va a mesma camars, fallando aioda prgarascus-
Us accresciiasno tribunal da relago. para o.que
fazia elle solicitador extrahir senltnca, se nees-
sario fosse.Inteirada.
defloiiivamebi"jlgada"a "infraccao de' "psturV
coraraelilJa por Joo Paulo de Souza. mas qu
liona duvida em fazer extrahir a sentenca para
demoligao do predio era que se deu a infraccao
por oao pertencer mais o mesmo predio aodito
infractor, e sim a oulra pessoa, que arrematou
quando os bens do referido Joo Paulo foram
vendidos em basta publica, em consequeDcia da
sua lallencia ; e que quanlo ao pagamento das
cusas, suppunha que nao tivesse elle com que
paga-las. por ler eulregue todos os bens aas ere-
dores para seu pagamento.Poslo em discussao
e nao sabendo a cmara qual linha sido a nalu-
reza da infracco.adiou o oflicio alquecoropare-
cesse o llscal de Santo Antonio, que fora quem
mpuzera a multa. H
Oulro do mesreo enviando, em cumprimenlo
da erdem que lhe ra expedida, a relagaodas
ansas da cmara que eslo em juizo.O Sr.
enriques da Silva examinou a relaco, e ne-
nhuma reflexo fazendo sobre ella, acamara fi-
cou inteirada.
Como o solicitador verbalmente deelarasse quo
as causas confiantes da relagao, eram aquellas de
que linha conhecimonto, mas, que lhe diziam
que nos cartoros havia processos parados, de
questoes aminas, a cmara o autorgou a dar bus-
ca nesses cartoros, aura de ver so descobria al-
gunsaulospara Ihes dar andamento.
Outro do mesmo, pedindo lhe maodassea c-
mara dar quaotia de cem mil rs. para paga-
ircnlo de costas judiciaes, j fc-tas e algumas
por fazer.Mandou-se dar.
Foi lido e approvado um parecer dacommis-
sao de edicaces. sendo de voto que se conce-
derse a Exma. marqueza do Recito a licenca que
pede para cercar o sitio da ra da Trempe n 1
visto que a certa nao chega ao alinhamenio d
ra. '
Foi lido, eficou adiado um requerimento de
Marcelino Jos Lopes, reclamando c-mlrs a me-
dida que a cmara tomara de ornear a bitola do
lijlo.
Despacharam-se as seguinles peticoesrde
Bento Jos Ramos de Oliveira,. Domingos Jos
Ribeiro Gouvin, Decio de Aquino Fonseca (2).
Francisco de Barros Cor.a Joaquim de Albu-
querque Mello. Joo Jos de Albuquerque, Joao
Francisco Bento. Joaquim de S Lopes Fernn-
sessao Goncalves, e levanlou-se a
rr^ Bn0el FeDrreira Accoli, secretario a subs-
crevi.-Barros Reg presideDte.-Cazario deMel-
iu-en aK*' di Sllva> Re8 B"u Almeida,
Reg o Albuquerque.
, em vez de SOflf,
diga-ae 300^000 de ordenado.Machado Portella.
c N. 12Ao i 1* do art. 32 accrescente sea-
do a postura contemplado na porcenlagern com e
Boa-Vista ; cathegoria de 3* escripiurario, aulorisado o pre-
sidente da piovincia a contemplar tambem os
guardas regulaodo a porcenlagern para cada um.
Dr. Naacimeuto Portella, Souza Res, Francis-
co Pedro, Siqueira Gavalcaoti, ur. Pereira de
Brillo. Ignacio Leo, RuQno de Almeida, Miran-
da, RrauKo.-SyinplrToino-Conlrttho.-Br.FigneiToa,'
Coelho Cintra, Salazar Moscozo.
c N. 13.No caee de passar a emenda di.com-
misso fique suspenso durante o exercicio da pr-
senle le ledo o augmento -concedido pela lei n.
483 sil. 34 aos empregados 4o consulado pro-
vincial, que liveretn porceotagem. RuQno de
Almeida.
Ao art. 4 arcrescente-se 273:695^000 ris.
Dr. Symphronio, Luiz Felippe, Coelho Cintra,
Theodoro da Silva, Peoelon, Britto, Ignacio de
Barros.
N. 15. Ao 3 art. 32 accrescente-sesen-
do 20000 iis de diaria ao servente dos dios utuis.
Reg Barros.
A ordem do dia a coalinuaco da antece-
dente.
dos jubilados e aposentados. RuQno ele Al-
meida.
N. 9.-Ao art. 2a 4o em lugar 4a 4MKM0
diga -se 00*000 inclusive a diaria 4o eerveat*.
Feoelon, Dr. Nasclmeuto Portella, Catiza lae,
Theodoro da Silva, Cintra,! Igoacio 4e lanae>".
N. 10 Ao final do art. 5 2 accrescente
sari incapaz 0 accultamoate promover e
peuhar-se pela aa* reforma.
. Maa o que wrdade, e oque 0 inastre refa-
tante irla peder contestar, r;0rqoo afinal coofes-
' *0'.^?!JBn8"d)e"rJsempenhos. E quan-
j^s^aiMsnn ouitupr-or... bastarla a carta
do Sr. teilao da (-unha, dirigida ao Sr. tenente-
corooel, cuja iegra ver abaixo leitor, para
provar as proposi?6es esse respeito emittidas
pelo Sr. Bolarmino.
A respeito do pedido do Illm. Sr. Dr. iuizde
direito ao Sr. tenente-coronel, diz aioda o Sr.
Lustosa,.nao direi palavra, porqoauto cada sei a
ele respeito.
Aqui o Ilustre refutante nem neg a nem afir-
ma ; mas, desde que nao provou o contrario as
provas subsiste, e o argumento est em p.
Ao coocluir devo confeasar ao Sr. Lustosa.com
folie, d-se urna boa peehincha a quem poder J080 Norberlodo Espirito Santo
conseenir i...ij. d___"
Coiiiiunieados.
Grande laboratorio a vapor de lav ageui
de roapa.
As grandes machinas que chagaram para o nos-
so laboratorio de lavagem de roupa tem sido exa-
mioadas por algumas pessoas entendidas, e estas
admirara a pereicao cora que sao feitas, e a im-
plicidade do processo, por ineio do qual se obtem
com a mxima rapidez, grande porco de roupa
ptimamente lavada.
Na occasio do desembarque, e do transporte
muias pessoas tiveram occasio de observar que
as machinas de laar, eram grandes cyliodros de
madeira, ocos e aera nada, que podesee contun-
dir a roupa : consistindo o proce980 apenas na a -
gitago da roupa suja em agua com bastante sa-
bo.
Desle modo deve ir desapparecendo o eceio,
que muita geote linha de que as machinas eslrs-
gassem a roupa : e tanta a convieco que temos
de que tal nao acontece, que nos nos presamos
a lavar o mais delicado e fino objecio, que ce ap-
ierna o e de proposito se tiver rompido, sea que
o rasgo se augmente com a lavagem : e 01 caso
contrario a pagar o objecto por um prego anilla-
do, que anlecipadamenle se tiver estipulado.
O machioisnio, que com enorme dispenao, <
insano trabalho vamos motilar, e com o qutl es-
peramos prestar relevantes servicos, tem mereci-
do elogios em toda a parle onde usado, porque
lavando perfeitamenle, tera de mais a superio-
qualidade de nao rasgir a roupa.
E o que estragar mais do que o rustico meio
empregado pelas nossas Isvadeiras?
Quera se nao surpreneode ao ver a pouca du-
rago que lem a roupa nesta ierra ? TN'ao vemos
constantemente todos os boles quebrados, e as
tou^s mais finas rasgadas depois de algumas la-
vagons ?
O processo al hoje usado, coosiste em bater a
roupa com ura pao sobro urna pedra, ou taboa, e
torce-la rudimenle at que se torne clara : o de
que nos vamos servir alveja a roupa agitando na
agua bem murada de sabo.
Quem hesitar um s momento em dar-nos a
preferencia ?
Nao embregamos na lavagem nenhura alkali,
nem substancia corrosiva : o inventor nos recom-
meud apenas o eraprego da agua e do sabo da
oais superior qualidade.
uuukAu.. laum.. ,,.. MUDIU raimar
le o lempo em que estudamos esle processo com
o emprego de pequeoas machioas, bem izem a
li"', qUCrf,,?emos.,e helara pelo momento da
abertura de oosso laboratorio ; por oo Mteme.
mais soffrer aa lavadeiraa que as fazem passar cor
um verdadeiro tormento.
A adheso um costume antigo. quaodo pro-
vado seu inconveniente impropria de serea io-
telligenles: assim esperamos que as familias se
coavencam da verdade, do que temos dito; e
que sera receio nos procuren, certas de que ja-
mis deixaremos desmerecer o concoito de que
procuramos cercar o nosso importante estabeleci-
mento. porque temos a cerieza de que o servico
ser sstisfaioriameule foilo.e que os freguezes se
n-ostraro sempre contentes.
I gitiar Ramos & C.
Recife, i de junho de 1861.
asioceridade e franqueza que me proprio' que '-"-o eariie 1-E como que
oenhuma parte lenho "" ^mmiinicado"o mou i,ue" D" que.?e chama "0SPill Portuguez de
nenhuma parte tenho jo jnmnxunicad^d'meu
amigo o Sr. Belarmino.'poB nao costumo fazer
aermoe eucommeodados ; e declaro que estou
muito disposlo a nao publicar nada acerca dos
nogocros de minha comarca, que nao esteja au-
tnticamente provado.
A peca absixo publicada provara plenamente a
verdade das minhas assergoes;
Queiram, pois, Srs. redactores, dar publicidade
a eslas linbas, escripias com toda a imparciili-
dade, em abono da verdade.
Recife 8 de junho de 1861.
Antonio Lopes da Silva Barros.
Eis o couto do Sr. Leitao da Cunha dirigido ao
sr. teen te- coronel Araqoa :
Illm. Sr. tenente-coronel Antonio da Silva e
Souza Araqua. O goveroo tem em vista montar
a guarda nacional desee municipio de modos ins-
pirar conlanca. (o Sr. tenente-coronel digno de
oceupar outros cargos mais importantes) e com
quanto reconhega que V. S. digno della, hade
fonv,r coaiifSo. que a sua idade avaocada, (que
Idsde ?50 annos para um serlanejo IJ e oa seus
mcommodo de saude. Ipretexlo adrede inventado)
nao lhe permittem desenvolver a acttvidade e
energa necessarias.
\. S. pode auxiliar as intan^Oes do governo
promoveodo ao mesmo tempo os seus interesses ;
neste caso deve, como dectara-me o Exm. Sr.
minislro da justica. requerer a sua reforma, que
nao me parece diflicii oblar no posto inmediata-
mente superior, isto no de coronel. Para este
flm V. S. instruir o seu requerimento com do-
cunentos, que pro vera o tempo de eervigos pres-
tados, a idade e as molestias que sufTre ; deven-
do V. S. rernetter-m-e ludo com bre.idaJe. (Que
empenho ? que osinuacoes 11)
Sou de V. S. muito silencioso. A. Leitao da
Cunha.
Recife 13d#outubro de 1860.
O Sr. tenente-coronel se digooe responder,que
asinformagoes dadas a S. Exc. a seu respeito
eram falsxs. e que lhe sobravam torgas e vigor
para exercer as funeces do seu cargo. E que nao
poda deixar de admirar o governo ler no anno
anterior se empenhado com S. 8. para tirar a sua
patente, e j notar-lhe lautos defeilos, defeilos
que ninguem os poder provar, etc. etc.
Publicagoes a pedido.
< conseguir
Aa orelhas de Joo Donato,
Do sabio Pereira as melenas,
O nariz de um tal Rabillo, ,
< Por ler as unhas pequeas I
Livre a humanidade d'este Oegello, ser re-
a mellido depois, para o museu zoolgico de
Londres, alim deaer estudada a sua especie.
Voc compadre, que um lauto lgico, diga-me,
o que querer dizer aquelle annuocio T...
Hontem foi que pode ler no Diario de
primeiro do corrente urna bemardice, sob o
o nome capcioso de Machado, que posto ao
pi de Braga e ambos juntos ao de Anacleto, po-
dero representar distintamente os tres ioimigos
d'almamundo-diabo e come 1E como que
Benelicencia.podia navegAr aam lempestaoes.ten-
do vo le me por timoneiro, o msis astucioso de
todos os demonios I... Quinta-feira soube eu que
o s-u here que lem assim una ares de Maxeppa
do Byron, adoecra de paixo 1 Ora a circums-
tancia realmente fatal, mas a fldeliJade da no-
ticia est na seguinte entrevista, que com elle
leve ha das um antigo discpulo.
Jfeare como val, est enfadado.
Voce lem hoje cara de doente ?
Veja l o que faz, nao deixe a gente,
Seno, c tira mdo atrapalhado 1
Espere... est com ar d'excommuugado I
Porque uo manda chamar signor regente I
Se morre um Portuguez loo entinante,
Quem depois flear gato pingado ?
Tome l um xarope de tilica,
E segure primeiro o seu nariz...
Seno, l vai Ierra a tal fulrica 1
Mas se o mal paixo como se diz,
Mande dar urna roda de tabica ;
N'esee tal abelhudo ponto e X 1
Veja l compadre, o que urna paixo para
um nomemde ouro 1? Misericordia !... Deus me
livre de ter palxoes porque se as livesse, era ca-
paz de arrebentar como urna bomba I Sem mais
apetitesou o seu
Compadre
Vale d'Olinda.
Juvino Lidio Ferreira Fooles.
J0S0 Baptista do Monte.
Jos Caetano de Sonta.
Joo Bernardo do Reg* -
Joo Rufino Ramos.
Jos Ignacio Soares da Silva.
Joaquim Francisco Bezerra.
Josu de Azevedo Sanios.
Jos Hermiuo de S e Souza.
Jos Tertuliano do S Fragoso.
Joaquim Theodoro Alvos Jnior.
Jos Pereira Vianna Jnior.
Jos Amonio de Oliveira.
Joaquim Cidronio de Souza Navarro.
Jos da Mata Monleiro.
Joo Moreira de Carvalho.
Joaquim Jos de Sanl'ADna.
Joaquim Jos Ta vares de Oliveira.
Jacintho Antonio da Silva Pessoa..
Jos Antonio Clemente Esteves Antunes*
Joo Paulo Muniz.
J0S0 Paulo de Almeida.
Joo Silvestre de Oliveira e Silva.
Jos Antonio Ferreira da Silva.
Joaquim Arseoio Cintra da Sirva.
Jos Gregorio de Noronha.
Joo Lopes Vianna.
Jos Canuto Romualdo da Silva.
Joaquim Lucas do Espirito-Santo.
Joo Francisco do Nasciraenlo.
Joaquim Candido dos Santos.
Jos Aparicio Gomes.
Joaquim Jos de Saot'Anna.
Jujino Camello Pessoa.
Joo Francisco da Silva.
Jos Msria Bittencourt.
Joo Francisco Regs da Luz.
Jos Marlios Saldanha.
Jos Botelho Piolo de Mesquita.
Jos Francisco de Paula Ramos.
Jos Antonio de Oliveira Jnior.
Jos Mana do L^go Braga.
Jos Joaquim de Oliveira Barros.
Jos da Silva Correa Collares,
Jesuioo Jos de Freitss.
Justiniano Augusto de Oliveira.
Joo Francisco de Jess.
Joao Francisco Pessoa de Vasconcellos.
Jos Peroandes Tavsres.
Joo Mauricio Wanderley.
: Joo Pereira Lagos Jnior.
Joo Olegario da Paz.
Justino Manoel da Conceijo.
Joo Jos Soares Jnior.
Jos Pedro Fernandos.
Joaquim Ignacio de Miranda.
Jos Mara Pavo de Carvalho.
Joo Jos Pacheco.
Jos Ribeiro de Souza.
Joo Lourenco dos Santos.
Joo Nepomuceno da Silva.
Joo Gregorio da Conceijo.
Joo Lopes de Castro.
Joo Pessoa da Gama.
Joo de C'rvalho Paes de Andradc.
Correspondencias.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se honiem : Io
com a approvaco das emendas oflerecidas em 3a
discussao ao projecto n. 51. sendo regeilaa a
que suppnmia a cadeira da msica, e a que es-
tendia aos presos pobres o pagamento da carce-
ragem.
Passaodo-se cootinuaco da 3" discussao do
orea ment provincial, sao approvados o projecto
e os additivos das commtsses, e mjis as emen-
das segrales ns. 9 15. sendo as ouiras regei-
ladas:
N. 1.A nao passar o artigo addilivo que
manda vigorar o 6o do art. 13 da le n. 488
da 17 de maio de 1860, accresseote-se ao art
14sendo 3 cootos de ris para o cemiterio da
freguezia do Cabo.Reg Barros.
9.Lr 2 d0 'i* ^-em lugar de....
2.420#000 ris uigs-se 1:0005000.-Reg Barros.
N. .Swpprima-se a emenda de suppresso
que foi ouerecida ao 5 do art.... fleando em
vigor a idea da consiiuccao de oficina na casa
de deteocao. augmenlando-se para isso o quan-
tiiativo que o goveroo erjteoder necessario para
reahsar a itfdaRegn Barro.
N. 4.-A0 4o do art. 33.-Em lugar de 5
7.. dfca.ae 3 /,. o mais como do ertigo.-
Rego Barros. e
. 5Ao 3 do art. 5o era tez de.....
1:MOj000, diga-se 600000 ris.-Rego Barro,'.
.i" ZVlig0 aaa'llT o t. 14-Fica em
vigor o g 6 do art. 13 da lei n. 488 de 17 de
mam de I860.-Rego Barros.
N. 7.-Emenaa ao % do art. 42.Aceres-
cente-aee es carros fnebres.Rufino de Al-
meida.
t N. 8.Fica approvado a distribuico dos 20
/.concedidos aos empregados provincial pelo art.
0* aa le d. 4?S8 fezendo-se porm dorante o
exercicio da presente lei um descont de 5 /.
sobre todos os venoioentos dos mesmos empre-
gados em btrer dos cofres iroblltos, com excepcao
Srs. redactores.Teodo lido em seu Diario dr
5 do correle um pequeo communicado assig-
nado do meu parete e amigo o Sr. Belarmino
Ferreira Padilha, e vendo hoje, tambem as co-
lumoas do seu jornal, urna refulaco ao referido
communicado, assigoada pelo Sr. Antonio Fer-
reir Luslosa. tambem mau amigo, sou toreado
a dizer duas palavras em favor daquelle amigo
por isso mesmo que se acha elle ausente e be!
longe desta capital.
E' pois com a maior iraparcialidade que entro
nesta queslo.
O meu amigo o Sr. Luslosa, foi pouco feliz em
sua refutaco, (e simo ser toreado demooslra-lo),
porque S. S. pretenleodo coulestar os tactos al-
legados pelo Sr. Relarmino, os oega e alrma ao
mesrrfo lempo,
Provamos esli assergo.
O Sr. Belarraino diz em sau communicado,que
algumas pessoas. asss interessadas. se tem em-
penhado com o Sr. leoeole-coronel Antonio da Sil-
va Souza Araqusu (do municipio de Cabrob) pa-
ra pedir a sua reforma, alim de que esse lu-
gar seja dado alguem, que tanto se tem empe-
nhado.
O Sr. Lustosa nega ter faavido taes eropenhos,
e a seu turno os afirme.
Dizer o Sr. Belarmino, diz o Sr. Lnslosa, que
fuem lem pedido aoSr. teueole coronel para
elle padir a sua reforma, o que ninguem pode
supporlar. (Eis a negativa).
Fui eu, diz em seguida o Ilustre refutante,
o portador de urna carta, que o Exm. Sr. Leitao
da Cunha. quaudo prosiden te desta provincia, di-
rigi ao Sr. leoeole-coronel Araquao, na qual
rA", "I" 'I?-0 Sr Jeoetile-coronel pedase a sua
reforma. (Eis a afflrmativa).
Confroniaodo, pois. estesdous Lechos do com-
muuicado do illustrerefutante, ve-se, que tenho
plenamente comprovado a minha asserco. isto
e. que o Sr. Lustosa affirma e nega ao mesmo
tempo.
Quaoto ao fado de lerem falsiQcado a firma
do sr. lenenle-corooel Araquan. e pedido a sua
reforma, de que falla o Sr. Belarraino e san
coramunicado declaro francamente que nada de
SS! i OODl,nuanao na minha apre-
ciagao d re que. anda aqui o Sr. Luslosa foi
pouco feliz, porque o meu amigo, negando esse
acto, e provocando ao Sr. Bel.rmioo apresen-
lar as prov.s, diz todava : mas isso ser um
irapossivel para o Sr. Bolarmino. porque nao
pode haver prov MBa0 de facloa que se de-
rain, i)
Oh I e raesrao o Ilustre refutante que nos
vera confesaar, que deram ae factos a reaoeito 1
O que quer dizer nao pode haver pronas seno
de faotoi-qn, H deram ? lo da falsiQcajao da-firma do Sr. Araauan aU
gado pelo Sr/elarmino. uma'rSde.' E se
nio e esta a verdadeira interpretaco. que ae de-
ve dar as palavras do illustre communicaote en-
tao perdoe-me o meu amigo o ler-me falnado
oeste momento as regrae da boa hermenutica.
Nao direi. e trem quero entrar mesmo nesla
rmer^UaSa'q^0 i,luslra muoicante seta
um dos que se interessam na reforma do distinclo
Sr. tenente-coronel Araquan, cora o Ara de ver
se recahe a nova noraeage (oo obstante a expres-
sa disposigo do artigo 43 da lei n. 602 de 1 de
flM1?. ^' i aV'S0 de 2* de etombro de
1856. que manda observar a ordem do accessa)
nesse alguem de que falla o Sr. BelarminT
a-nnST'!0' 'S"0 iBsla "o de crer que
seodo S. S. amigo do Sr. Uoente-caronel Ara-
quan, comoconfeasamesmoemseu communioado,
Breve resposla ao Apostata do Consti-
tucional n. 63.
Occupava-nos a mele o desenvolvimento dos
premios e j haviaroos escriplo algumas lionas,
quaodo nos veio s mos o Constitucional o. 63,
e nelle urna publicaco pedido assignada o
pstala 1
Na verdade que, se a expresso to lisongeira,
lao apropriada, to bem cabida do illustre oppo-
sicionisla oo revelasse o autor de to formosa
produeco, bastara certameute a apostasia dos
campos da lealdade, do decoro de si mesmo ; da
verdade e da juslica, para denuocia-to a todos,
juando insidiosamente aprsenla ante um publi-
co sensato e illustrado proposites desta ordem :
< D'ora avante ninguem ousar insultar o novo
instituto com o titulo deGabinete-e que en-
volve urna ironia, ura sarcasmo repeliente e urna
injuria indecorosa aos dignos e Ilustrados refor-
madores actuaes do Gabinete.
Ouem foi que. reaponda-ooi o Apostata assa-
cou injuria ao titulo de Gabinete, seoo vos mes-
mos ? Quem foi que, a nao ser o Apostata do jus-
to e do honesto, ousa confundir reformas ten-
denles ao esplendor, ao progreaao a a un.......i-
ue urna osiiiuico. com injurias que nfto exis-
ten), que jmaia turara proferidas mesmo ni dis-
cussao calorosa haviia oo seio do coosetho? En-
tretanio o novo Julio Apostata, balido e corrido
vergonhosameote no seio do conselho, vera pe-
rahte a iraprensa revolver as ciozas de um Ilus-
tre finado -Joo Vicente Martinadenomioando-o
de toeaana, pouco intelligente, porque o illustre
unado cuncebendo e pondo era pratica a obra do
bbineie, hoje nao se acha entre nos para apoiar
a idea do instituto, que a prosecuQo mais am-
pia do seu pensaraento immorlal.
Alm da injuria que de novo arremeca o cam-
peao iposala aos doutos reformadores, ao im-
mortal installador do .bioete, ] injuriando, j
calumniaodo intenedes puras e civilisadoras, o
novo Juiao Apostata revela urna parvoice lama-
una como urna apostasia.
Se a lei de progresso fosse a immutabilidade
como tristemente indica o Apostata, o que seria
das artes, das sciencias, das instiluices "philoso-
pnicas e sociaes? Quem contestou, em discussao
algnma. verdades deslas de primeira inluico ?
Mas o Apostata oescobre-s afioal as segrales
expresrts : Trata-se agora da compra de orna
ypographia para impresso de um jornalque
lento a oceupar-ao do movimento do instituto
a elogiar a sua directora e conselho, assim como
algum associado de particular eslima, e receber
eommunicados ou artigos de fundo dos socios de
mais perspicacia e inteligencia I
Esse trecho de aposlasias do Apostata do Cons-
titucional n. 63. um corpo de delicio mons-
truoso, inacreditavel se nao apparecesse as co-
lumnas de um Diario nolavel, porque revela olle:
1 um terror profundo da imprensa ; 2o, urna
raveja e odio intensos da actual directora 3o
urna injuria atroz injuslissima a caracteres'dis-
linclos ; e 4" oalmenle, urna certeza provada da
*ntet7encia e aplido do Apostata.
Eraquinto ao t-rror da imprensa, esl provado
pela publicago pedido do proprio Apostata
onde a insidia, a deslealdade e a adulteraco dos
factos sao paipaveis. A inveja e o odio, se depre-
nendem do que o Apostata oo trepida em revol-
ver crazas de um tmulo illustre. e de arremetter
contra reformadores cooscieociosos, doutos e pos-
suidos das mais civilissdoras ideas.
A injuria alroz a caracteres distinctos se v da
supposico clara e manifesta do Apostata, de que
eises caracteres facam o seu papel ignobil, e as-
sim lhe roubera lao apuradas honras. Finalmente
a certeza provada da inleltigencia e aplido do
Apostata, porque se o Apostata fosse intelligente
e apio, como se inculca, estando-lhe s ordens
as columnas do jornal do instituto podera favo-
recer-nos com alguns artigos de fundo de profun-
deza. estylo de meslre, etc.,etc.
A' vista porlanto do exposto, que pensem os
nomens hooestos e de senso, o que significa a ce-
lebre publicaco pedido do illuslrissimo e ex-
cellenlissimo Julio Apostata.
Um accionista.
Ao Illm. Sr. Dr. chefe de polica da ci-
dedo Recife.
Pelos factos que se davam no Arraial no anno
da oo. sobresabiodo delles o espaocamentosll
horas do da no PorluguezOzorio-Velho, de que
morreu, vendedor de pao da padsria do Mangui-
nno. e no da seguinte ia-se dando a mesma
cousa na minha escrava Margarida e no lerceiro
da loi dado com pao no meu escravo de menor
idade Jos, ludoeoto assim mandado obrar pe-
los Srs. Juvencio Correia Lima Wanderley e' seu
primo Joao Ivo Correia Lima Wanderley. mora-
dores no povoado do dito lugar e empregados na
cubranca das malas de Apipucos e Monteiro, por i', \------------- -""
arrendaroento a seu paito oSr. lente Joa- i oao Vie,ra ae Araujo.
; quim Correia Lima Wanderley. mais conhecido Jor8e Juvenal de Araujo Luna.
: por Quincas do Passarioho, cujo era morador' ? Ferreira de Oliveira Lima.
| era Seberibe. foi que me vi obrigado a por na 'oao da Silva Guimares.
Pagioa Avulsa do Diario de Pernambuco aquelle Joao Franc'sco Ramos,
espancamenio de Ozorio, sem comtudo dar os
noraes e era os verdadeiros signaos de taes per-
turbadores pblicos; surdiedo do que, o subde-
legado que etito era o Sr. major Maia. maodou
visloriar Ozono e logo fui avisado pelos meus
visinhos os Srs. Rufino Jos Feroandes de Fi-
gueredo, Damio Gouealves Rodrigues Franca e
Raphael dos Aojos Pereira, que ouvim dizer que
o Sr. teneule Passarinho e seu genro o Sr Fre-
derico Velloso da Siiveira diziamque se seu
duo filho sobrioho-cunhido, fossem processados
que ludo lerramaria cora o autor daquelle com-
municado, e de facto, posto que eu zombasse
assim foi ludo conforme eu refer no Diario de
Pernambuco numero 206 em setembro de
60, resultando o'ahi o realce do Sr. Juvencio
de entao tambem vira a ser inspector de quarlef-
rao do mesmo povoado, quaodo ja existia o Sr.
Amador de Araujo e o seu mencionado primo o
sr. Joao Ivo, sargento da guarda nacional da fre-
guezia donde eslava considerado guarda meu
Ulhs Pedro Jorge de Souza j estudante de 2 ma-
triculas no collegio das arles, preso por falta de
primeira revista pelo tal sargento.
A' vista, pois, de exeruplo proprio devo justa-
moma # m uoc a raeus lerceiros
paes os rs. irmSos alferes e inspector de quar-
tl *!.(",HeloB';,ll0r.rde B"rtos Wanderley e
Raymundo de Barros Wanderley. pelo meu com-
municado no Diario de Pernambuco n. 128 de 5
iZTeD^,KeI' ,car8 I6 V. S: oceupa,
esi maravilhado das luzes precisas para fazer
imperar a le, seguindo d'ahi a juslica que pre-
cisa um hornera, que posto medroso, comtudo
pela fartura que goza de ludo do mundo, pouco
ja aprecia o que de novo apparecer.tendo porm
nicamente por verdade a confessar que consi-
dera o gosto que os seus filhos mostrara ter ao
calor de pai. a cuja razo poderosa elle se tem
aprova.tado para tal lide da proteceo nica do
seo amigo o Sr. Manoel Figueiroa de Faria, sem
comtudo querer abusar, pois que demais nada
IM vera a pagar. Sou empregado publico e mo-
rador tora da cidade sem ontro recurso, andan-
do neste val vera at as 8 horas da noite.
Silio do Arraial 7 de junho de 1861.
Regosta carta de Juan de Bigo.
Compadre.Estimarei que esta o v encontrar
desfrutando urna perfeita sade acompanhado
de urna boa soturna de felicidades, e livre das
perseguices dos Bragas e Anacletos e mais toda
a oicnarta propria da estaco invernosa porque
passasaos. Parleclpo-lhe para aeu governo que a
sua cartioha muito me tem feito rir, especial-
mente, quando me falla da tal maotooturado
Hornera da Parahiba, por isso que:
lnexcelso compadre, eu o saudo I
Pela noticia de to grande invento ;
A Yod devo o bello pensamento,
Que me obriga a cntaro bolucudo l
Como a carta porm nao disse ludo,
E eu tenho de sahir no meu jumeoto :
Com mais vagar farei um supplemento,
Em metro sonoroso em tom agudo l
Tocando as moedas qu* a chaga
Bem sei que vou tocar na tribuneca :
Porm o que quer milord Braga ?
Nao -aboque um JunoV nesta rebeca,
Naod qualquer toslo com que se paga ?
Vamos ver qoal de nos fica carec 1
Agora, compadre vou dar-lhe a novidade asis
ropuo-a da mais enliga freguezia da culada. Ha
das paseando pala pracs do commercio, 11 entre
dlveraoa nnancios o seguate :
Para'qae bao morda, nao arranhe e nac es-
Francisco Jorge de Souza.
Lista dos cidados qualificados guardas
oacionaes, para o servico activo do
terceiro batalno da guarda nacio-
nal do municipio do Hecife no anuo
de 1861.
(Continuaco.)
Joo Leopoldo Gomes Villar.
Jos Polycarpo de Freitas Jnior:
Joao Antonio do Carvalho Menezes.
Joo Silverio de Souza.
Joo Manoel de Oliveira.
Joaquim Silverio de Souza Jnior.
Joo da Silva Santos.
Jeronymo Ribeiro de Souza.
Joo Baptista de Castro e Silva Jnior.
Jos Joaquim Ramos Ferreira.
Joo Francisco de Oliveira Jnior.
Jos Jacintho Ferreira.
Joo Pinto dos Santos.
Joo Feroandes Marinho.
Joo Miranda dos Santos Pinto.
Joo Aolonio da Silva,
Joaquim Francisco das Chavas
Joaquim Flix Machado.
Joaqnim Jos de Sant'Aona.
Joaquim Manoel da Silva.
Jos Joaquim Ferreira.
Joaquim Dias dos Santos.
Jos Euzebio Alves da Silva.
Jos Francisco da Costa Lobo.
Jos Joaquim Pereira.
Jos Rufino.
Jos Joaquim de Souza.
Jos Thomaz de Aguiar Jnior.
Jos Ferreira Lima.
Jos Antonio de Azevedo Sanios Jnior.
Jos Francisco Schefler.
Jos Constantino da Silva.
Jos Feroandes de Andrade.
Jos Aotouio de Barros Coelho.
Jos Bernardo da Malta.
Jos Clemente da Cunceico.
Jos Ferreira Jnior.
Juvencio de Almeida Pinto.
Julio Joo Firmo.
Jos Delfino da Silva Carvalho.
Joo da Silva Braga.
Joaquim Allipio da Silva Carvalho.
Jos Ernesto Vieira.
Juvioo Carlos da Silva.
Jos Luiz Pessoa. -
Joo Francisco de Souza.
Jos Antonio Gomes.
Joo Bernardo Ferreira de Araujo.
Joaquim dos Santos Freitas.
Jos Correa de S.
Jos Lopes Dias.
Joa Narcizo Leal de Barros.
Joo Aniceto.
Joao Carlos dos Santos.
Joao Folgacio Martins dos Santos.
Jos Augusto de Caldas Braodo.
Joaquim Jos de Azevedo Santos.
Joo Jos de Sant'Aona.
Justino Marlios de Almeida.
Jos Antonio Pinto de Medeira.
Jos Antonio Schefler.
Joaquim Auresto da Albuquerque Moura.
Joo Baptista do Nesclmeolo.
Jacintho de Barros Correa.
Joo Odn da Silva Ramos.
Joo Nunes de Azevedo.
Joo Ferreira da Silva Guimares.
Jos Francisco de Lima.
Jos da Silva Guimares.
Joaquim Anlooio Ramos.
Jfo de Souza.
Joaquim Thiago.
Jos Comes da Silva.
Joo Vicente Ferreira.
Joaquim Luiz dos Santos.
Jos Tavares Pacheco.
'Jos Mariano Das de Carvalho.
Jos LuizMacedoCavalcanii de Albuquerque.
Joo Pedro Soares.
Jos Francisco Gomes.
Jos Jaciotho da Costa Araujo.
Justino Antonio.
Joaquim Ricardo Raposo.
Joaquim Jos de Sant'Aona Io.
Joaquim Jos de Sant'Aona 2.
Joaquim Olegario de Barros.
Joaquim Anselmo da Molla.
Jonquim Jos Pacheco.
Joaquim Xavier da Maia.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
Joaquim Jos Tarares Jnior.
Jo.quim Alves Lima.
Joaquim Jos Thomaz.
Jos Miguel de Souza Magalhes.
Jos Miguel de Azevedo.
Jos Alexaodrino dos Santos.
Joao Lourenco dos Santos.
Joo Ferreira dos Santos.
Jos Francisco d Souza Magalhes.
Jos Soares Pimenlel.
Joaquim Jos de Lyra.
Jos Albino dos Santos.
Jos Fernandes Vianna.
Jos Manoel do Nascimento.
JoSo Silvino Bazilio.
Joo Monleiro de Andrade Malvina Jnior.
Jos Mariano de Barros Cavalcanli.
JoSo Bernardo Neivas de Figueiredo.
I Joo Francisco de Oliveira.
'Jos Francisco Diooizio lunior.
| Joaquim Pedro de Saot'Anna.
Jeremas Gome* d'Assumpco.
I Joaquim de Fieitas Leo do Amaral.
Joaquim Mauoel da Ressurreico.
Jos Nuoesda Assumpco
Joaquim Jos de Siqueira.
Joaquim des Aojos Barros Falcao.
Joo Antonio de Oliveira.
Jos Carlos de Oliveira.
Joo Nepomuceoo Flix da Costa.
Joo Augus;o Rodrigues Selle*
Joaquim Pereira Arai.tes Jnior.
Jos Igoacio Soares Leiio.
Joaquim Los da Costa Wanderley.
Jos Joo Baptista.
Jos Antonio de Lima.
Joaquim Francisco da Conceico.
Joaquim Tito da Silva.
Jos Feliciano Portella Jnior.
[Continuar-te-ha.)
COMMERCIO.
Alfandegra,
Rendimento do dia 1 a 8 .
dem do dia 10.....,
120:711*969
8:148*830
128:860*799
Hovhneuto ala alfandega,
Volumea entrados com fazendas.. K)i
> com gneros.. 431
Volumes sahidos com fazendas.. 91
* com gneros.. 105
535
196
BDescarregam hoje 11 de junho.
Barca mglezaGangestrilhos de ferro.
Bngue inglezAnligu-Pachtcarvo.
Brigue ioglezWillingtontrilhos de ferro.
Bngue agiez Valia irilbos de ferro.
Bngue portuguezS. Manoelsal.
Patacho amerioaooL. C. Waltmercadoriss.
Sumaca nacionalCarlotagneros do paiz.
Heccbedor-ia de rendas lulernas
fferaes de Pernambaeo.
Rendimento de dia 1 a 8 12:384760
dem do dia 10......; l:366j>538
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 9.
Baha5 dias, patacho nacional Singular, de
203 toneladas, capilao Aogelo Custodio da Cu-
nha, equipagem 11, carga 10800 arrobas de car-
ne ; a Amorim & Irmos.
Navio saludo no mesmo dia.
Rio de Janeiro Barca americana Fanne Crens-
ham, capito S. A. Meosoa, em lastro.
Navios entrados no dia 10.
Porto36 dias, barca portuguesa Flor da Mmia
de 242 toneladas, capito Aolonio Ribeiro Lo-
pes, equipagam-22, carga vinho.halstae emais
gneros ; a Manuel Joaquim Ramoae Silva.
/* YoT" u ^'"' br,gU8 Dl Melliosnte^
de 219 tonelladat, capito Heory Lemensor
Sene2, car8a b"*lho; Swa,iec
Lilerp?,'r36 *"! a,er* *&**> Bonitajatjm
tonellada, capiteu Williaoi O. Donnell, auui-
Ke^l'c"'** **"** 4* Ven a R"ron
Mceio4 horas, brigue americano Soathtrt




UMO 01 tMllMWqpt mi URRfci, IRA ll DJrWWtiQ Dft IMli
de 191 tonelades.capUSo Charles Soeger. eqil-
** -*** tancar e algodo ; a Heory
rorster 4 c
iYawio entrado no mamo dia.
PortoBMt portugtieza SympolAio. capito
Amonio Nogueira dos Sanio, carga assucar,
couroa e noel.
o. e. td a. o, w .- r r b Foros.
a ~ n S- < > B n a 5 5" Llhmosphtra O
v 8 M Oireccao. 4 M 4 03
31 "* 2 | InfnrtMt. g 1
5? S SS 2 S PaKrtnkeit. H M S O H ~> '5 O 5 2
2 S j3 I 8 *. i dntigrado. 2 c ?S t-g |
5 S 2 8 2 | Bygrometro.
_ 1 Cilierno hydr- o o o o l mtrica.
i M < -a. 3 S S 8 S g 1 Francas. OO O 00 00 ' m > 9 O M H =
S jS jS Jg g oo s s s Inglti.
, 4 ote nublada, com pequeos agoaceiros Ten-
t SSE fresco das 11 h. em diaote.
0SCILAQA5 DA MAB.
Freamaras6h. 6' d tarde, altura 7, p.
Baixamar as 11 b. 54' da manha, altura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinba, 10 de iu-
nho de 1861.
ftOHARO StEPPtE,
Io lente.
Editaes.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resoluto da junta da fa-
zenda, muida fazer publico, que a arrematado
das impreses dos balaucos, ornamentos e rota-
torio desta thesouraria, fot transferida para o dia
20 do corrate por uo se terera habilitado e nao
estaretn presentes no acto da arremataco as
pessoas que mau laram propoatas para o correio.
As pessoas quo se propozerem a mesina arre-
matarlo coniparecam na sala das sessoes da jun-
ta da fazenda, no dia cima mencionado, pelo
meio dia, competentemente habilitadas, adver-
tindo que a habililacao ter lugar no dia 13.
E para constar se maodou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 7 de junho de 1861.O secretario,
A. F. d'AnnuociacSo.
Dedara^-.
Por esta subdelegacia se faz publico, que se
acham depositados os cavallos seguintes: un
russo com a orelha cortada e outro russo pedrez,
que (orara remetlidos por Francisco Goncalves
Sirvina, era virtu le de os ter pegado dentro de
seu sitio, ignorando a quem pertencam, ouiro to-
mado a Antonio Jos do Carino, morador no Bar-
ro, tambem russo, outro ruzilho escuro tomado a
Francisco de Salles Curra de Queiroi, que se
acha occulto no mesmo lugar do Barro, cujo in-
diviiuo nao morador desle dislricto ; visto
chegar a meu coiiheciraenlo que ditos cavallos
ltimos sao furtidos, Qcando os individuos reco-
lhidos a delengo. Outro sim. tambem foi remet-
tido a este juizo, pelo portugue/. Manoel Fran-
cisco da Silva, duas cabras (bicho), magras, por
ter pegado-as na planta da seu catira, quera se
julgar com direito a urna e outra cousa, compa-
rece, que provando Ihe sero entregues.
Subdelegacia do Io districto da freguezia dos
Afogados, 6 de junho de 1861.
u suuUetegnUu,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Pela subdelegacia de polica da Cipunga
fiz-se putili o, que foram lomados um indivi-
duo na estrada da Punte d'Uchoa um sacco com
roupa e um eaixo cora alguus objecios, por sus-
peitas de que eram fuclados : quera se julgar
com direito aos mesmos objectos comprela
nesta subdelegada, que dando os signaes certos
lhe sarao entregues.
Subdelegacia de polica da Capunga, 10 de ju-
nho de 1861.O subdelegado supplenta, Manoe[
Gentil da Costa Alves.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz constar a inscrip-
to no competente livro do theor do papel de
sociedade na taberna da ra do Rosario da Boa-
Vista n. 56, firmado em 22 de abril prximo Ras-
sado, por Antonio Martios de Cirvalho Azevedo e
Daniel lavares Coelho, Portuguezes, domicilia-
dos nesia prara, soD a razao social de Azevedo &
Coelho, da qual usaro arabos, gyrando esta so-
ciedade com o capital de 3:700*830 fornecidos por
elles, por e3paco de 5 annos, contados de 31 de
dezembro de 1861.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 10 de junho de 1861.
Julio GuimaraesOIBciaUraaior.
Conaelho administrativo*
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumprimenlo ao art. 22
do regularaento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico, que (orara aceitas as propostas dos se-
uhores abaixo declarados.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Santos & Oliveira :
38 arrobas de cobre velho em differentes pe-
dacos a 260 rs. a Hora.
6 arrobas de acame de lalo, sendo 2 arrobas
do maisgrosso, e 4 do mais Qao, conforme as
amostras a 640 rs. a libra.
10 milheiros de uregos caixaes a 2g400 rs. o
milheiro.
Jos Joaquim Pimeotel Pereira :
20 cadiohos de n. 12 a 100 rs. cada numero.
Luiz Borges de Cerqueira :
5 arrobas de aUaiade fino a 6J000 cada ar-
roba.
Joo Jos da Silva :
lzgrosas de peanas de ac de n. 3 a 1#500 rs.
a grosa.
10 milheiros de taixas gran Jos de bomba a 300
rs. o milheiro.
20 milheiros de taitas pequeas da mesma
qualidade a 260 rs. o milheiro.
10 milheiros de brochas buidas para sapat-iro
a 850 rs. o milheiro.
24 canelas para pennas a 160 rs. cada urna.
20 garrafas de tinta preta a 400 rs. a garrafa.
Almeida & Pinto :
20duzias de taboas de pinho americano a 200
rs. o p.
5 duzias de ditas de 3/4 de grossura do mesmo
pinho a 24gOOO a duzla.
O conselho avisa aos mesmos vendedores que
devenn recolher os objecles comprados no dia 14
do correte, na secretaria do conselho, s 10 ho-
ras da manha.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 10 de
junho de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. cnefe de diviso, capitao do
porto se faz publico que qualquer estivador, que
como mestre tomar coota de alguma embarcado
para esiivar, nSo estando matriculado como tal,
ser preso e entregue a autoridade policial por
exercer urna profii>ao de que nao tem titulo, ou
reerutado para a armada, estando nesse caso.
Sosmestres matricalados cesta capitunia po-
dem tomar costa desse torneo, n* empaegt-
r pesaos alguma sem matricula, sob pena de
multa ou prisaonacasa d*detencao.
Tttlo os mesttes estivadee, come oeque se
empregafem nesse servfgo, tornemseu poder e
bem acondicionadas soas matricula* par seren
presentes s rondas da capitana. Provine final-
mente aos eslivadores que elles tem por capataz
o mestre estivador Angelo Roque, e sota-capataz
Silvetre|Jos Fernandos.
Capitana do porta de Pernambuco, 11 da ju-
nho de 1861.
Serviodo de secretario.
Jlo Nepomueeno Alves Maciel.
SOCHBDADE BAHG.4RI4-
Amof im, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomara saques sobre a* pracas do Rio
de Jaoeiro e Par.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
annofindo, va-se proceder dentro de
prazo de 4- mez.es a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da etnissac
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar
90 de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
O administrador da recebedoria de rendas
interoaa faz publico que no corrente mez tem de
ser pago, livre da multa de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo ao3 impos-
tas seguintes : decima addiciooal de man morta,
imposto de 20 0|0 sobre tojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 80$ sobre casas de movis,
roupa, caljjJo, etc., fabricados em paiz eslrao-
geiro ; e que depois de Ando o referido mez Se-
rio cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Pernambuco 1. de junho de
1861.Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
AUlma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda faser publico, que
no dia 13 do corrente, pelas 4 horas da tarde, na
sala de suas sessoes irao prega para ser arre-
matadas a quem mais der. as reodas da ilha do
Nogueira pelo tempo de tres annos a contar do
ldejulho do correte anno a 80 de junho de
1864. Os pretndanles devem comparecer no
lugar, dia e horas cima ditas, acompanhados de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretara da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 3 de junho de 1861.0 escrivo, F. A.
Cavalcanli Cousseiro.
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo, 'para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiutes :
Para provimento dos armazens do arsenal de
guerra.
5 arrobas dealvaiade.
8 esnivetes do boa qualtdade para pennas.
12 grosas de pennas de ac,o de boa qualidade.
20 cadinhos de o. 12.
20 garrafas de tinta preta.
38 arrobas de cobre velho.
6 arrobas de rame de lato sortido.
6 arrobas de esianho em verguinha.
10 milheiros de taxas de bomba.
20 ditos de ditos pequeos.
10 ditos de brochas de sapateiro batidas.
20 duzias de taboas de pinho americino.
5 duzias de ditas de dito de 3 ou 4 de grossura.
10 milheiros de pregos caixaes.
24 caetas de boa qualidade.
Paraos musios do 8o balalhao de infaotaria.
135 covados^le panno alvadio.
Quem quizer vender lies objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 10 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do srseaal de guerra. 3 de
junho de 1861.
Be ni o Jos Lamenha Lins,
Corooel presidente.
Francitco Joaquim Pereira Lobo,
Corooel vogal secretario interin*o
Consulado proviacial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprietarios dos predios urbanos das
IregUeZUS UeMa Ghtata o da doa A(e-^a, fue
os 30 das uieis para o pagamento bucea do
cofre do segundo semestre da decima do aano fi-
oanceiro de 1860 a 1861, se principiam a contar
do dia 1. de junho vindouro, ficando sujeitos
multa de 3 0/0 os que pagarem depois de findo
os ditos 30 dias.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Carneiro Machado Ros.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para fornecimento da casa da guarda e palacio
da presidencia.
150 libras de velas stearinas.
Para o fabrico de diversss obras.
555 botdes grandes de metal amarello lisos.
70 ditos ditos de dito bronzeado n. 10.
45 ditos pequeos de dito dito n. 10.
42 grosas de ditos prelos de osso.
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 quintaos de ferro em barra de 1 1/2 polle-
gada.
10 quintaes de dito quadrado de 5/8.
10 quintaes de dito de varanda.
2 arrobas de rame de ferro.
1 barril de verntz preto.
5 caadas de azeite de coco.
Para escriplura(o do arsenal de guerra.
1 livro em branco de bora papel com 200
folhas.
2 ditos em dito de dito com 100 ditas.
4 ditos em dito de dito com 20 ditas.
4 ditos em dito de dito com 30 ditas.
2 ditos era dito de dito com 120 ditas.
Quem quizer vender taes objecios, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 12do
correle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra, 5 da
juoho de 1861.
Benl Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
gemera na miseria e orphandtde, salvos de lio
violenta citastropoe. A aapplka que se faz ai
todos os cidades desta cldade, coas esacialid-
de ao corpo commereiat da prafca que- entretam
lo importantes rela?6eroarcaa*is com. a rep-
blica, me deixa persuadido de que lodos os s-
ohores te prestarlo a subscrever, cada um com
a sonma que possa para Qm to humanitario
imitando o que jae tem procedido.em ostras
provincias do imperio. Para o que pdese assig-
nar na atsociacao da praca do commercio, nesto
consulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambem em
qualquer ontr a parte em que o prora o va m os
amantes da humaniuade, e pedido desle con-
sulado. Mife 1 de junho de 1861.
^ Jos Joo de Amorim.
Companhia de Bekribe,
No dia 17 do correte pelas 12 horas
do dia tera' lugar novamenteno escrip-
torio da companhia ra do Gabuga' n.
16, a arremataco do rendimento dos
chafar izes e bicas por bairros ou totali-
dade e por espacode 1 a tres anno, sob
as bazes abaixo transcriptas e mais con-
diccoes patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparec.am com seus fiado-
res ou decaragao dos mesmos no men-
cionado dia de vendo ser as propostas por
escripto.
Bazes sobre as qnaes se deve lancar.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica do caes da al-
fa ndega...... 5:365$550
Dit da ra da Cruz. 6:883#537
Dito da ra do Brum. 3:751 $072
Dito do Forte do Mattos e
bica....... 2:898^8 iO
18:8980999
Bairro de Santo Antonio.
Chatar'doLrgodoCarmo. 8:74130
Ditodo largo do Paraizo. 6:986,0172
Dito do largo do Passeio
Publico......3:389^652
Dito da ra do Sol. 3:1760092
Dito da ra da Concordia. 3:1730993
25:2000039
Bairro da Boa-Vista.
Chafariz do caes do Capi-
baribe e bica do mesmo. 5:8170000
Dito da caixa d'agaa da ra
dos Pires......5:189^300
DitodapraQa da Boa-Vista 5:0400525
Dito do largo da Soledade. 7620775
16;8O906OO
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 8 de junho de 1861.O secietario.
Manoel Gentil da Costa Alves.
o Rio de Janeiro
1 polaca brasileira cKsperaoca segu com brev-
dade ; pede receber alguma cargaj e escraros a
Mete : irate~ae com os consignatarioa Marques,
Barro 4C, Uro,do Corp Santo n. 6.
Env. Sr. Dr. ju'z de 4irelto e interino do com-
mercio, a rerierimeoto do Sr. Francisco Alves
Monteire Juaior, far>leilo da armadlo, merca-
dorias e dividas do deposito da roa do Rangel n.
6, perteuceote a Jos Jaciotho Pacheco, ai 10
horas do dia cima no mesmo deposito.
!w:
COMPANHIA PERNAMBUCAIU
DB
Navega^jcosteiraavapw
'O-vapor Persinunga, commandante Moura.
segu viagem para os portos do sul no dia 20
do corrento as 4 horas da tarde. Recebe carga
aie o ata 19 o meio dia. Eocommenas, pas-
sageiros e dlnheiro a frete at o dia da sahida s
9 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
real mnw\h
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 14 do corrente esoera-se do sul o
vapor Oneia. ccmmandinle Bevig, o qual de-
pois da demora do costume seguir para Sou-
thampton locando nos portos de S. Vicente e
Lisboa, para passaa:ens etc., trata-se com os
agentes Adamson, Howie& C. na |rua do Tra-
picho Novo n. 42. Os emornlhos s se recebem
al duas horas antes de se fecharem as malas ou
urna hora pagando um ptaco alem do respec-
tivo frete.
COMPANBTA PEMAMBUCANA
DB
Xavegaoo costeira a vapor
Paraliiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu", Aracaty, Cea'a'.
Ovapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cetra no
fia 22 do corrente s 5 horas da tarde. Recebe
earga at o dia 21 ao meio dia. Encommendas,
passageiroe e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
THEATRO
DE
DE
II KM
Sexta-feira 14 do corrente.
Costa Carvalho far leilo oo dia cima s 11
horas em ponto em seu armazem na ra do Im-
perador n. 35, da casada ra dos Martyrios n....
com 3 quarlos, cosioha tora, quintal e aorto pa-
ra a roa do Caldeiroiro, para informacdes com o
mesmo agente que se acha sufflcientemente ha-
bilitado.
LEILO
DE
lima loja de militas,
NA
.fiua Direita n.^77.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma as 11 horas em ponto, das merca-
dorias, joiase movis da loja de miude-
zas, a dinheiro ou a prazo, advertiado
aos concurrentes que para acabar.
LEILAO
Saxta-feira 14 do corrate.
Costa Carvalho fara' leilSo no dia aci
ma ao meio diaem ponto emseu arma-
zem na ra do Imperador n. 35, do
sobrado de um andar e sotao na ra Im-
perial n.79, pertencente a massa falli-
da de Antonio Joaquim Vidal, recebe
propostas a prazo com garanta.
LEILAO
Pt.
10T1EII
Primeira parte da primera
lotera do Bom Conselho de
Papacaca.
hVrlm'108 ru.bried<> H abaixo ossigoaJo
sanirem as segointes sortea :
Bilhete inteiro.
Dito dito.
2 meios.
B'lhete inteiro.
Meto bilhete.
sortea sao
Obras publicas.
Ero cure primento das orden dogovemo da
provincia, tem de ser arrematada no dia 14 do
correte, a quem methores condices offerecer,
a barcada pertencente reparticio das obras pu-
blicas, ser vi n lo de base a essa arremataco a
quamii de 800$. offereclda pelo engenheiro Hen-
rique Augusto Milel: os preteodeotes devero
apresentar as suas propostas en carta fechada,
enderessada ao director das obras publicas, iato
at a 1 hora da (arde do dia cima iniicado. Pa-
ra eximinar, podero dirigirse ao administrador
daa obras da casa de detenco, junto a qual se
acha a dita barcada ancorada.
Secretaria das obras publicas 8 de junho de
1861,O secretario,
T. A. Ramos Zany.
Pela secretaria do governo se faz publico
que o Exm. Sr. presidente da> provincia di au-
diencia todos os dias uteis, do meio dia s 2 ho-
ras e roeia da larde, e al ti dess horas somen-
lo aos ehefes de reparticao e a servicp publico ;
e reeeb nes quintas-feiras e domingos a ooite
todas as pessoas que o procuraren).
Secretaria do governo de Pernambuco 8 de ju-
nho de 1861.Joo Rodrigues Chives.
Consulado da repblica
argentina.
Com a deploravel noticia da aoniqulaco di
cidade de Mendoza per causo de um terrfvel ter-
remoto (como notorio) que a redozio em poucos
minutes um mento de ruinas, debaixo das
quses (orara sepultados mais de dous tercos da
sus populagsu ; o abaixo firmado, consol da re-
publica nesta cidade, tem iniciado urna subs-
cripto con o fim de afliriK da desgrana os que
Santa Isabel.
EIY1PREZA-GERM&N0.
14*E 15* RECITAS DA ASSIGNATURA.
0liarla e qointa-feira, 12 e 13 de
.iHuhodelSOl.
Subir scena o magnifico mysterio em qualro
actos e mais dous quadros
64BRIEL E LISBEL
ou os
HIL4GRES DE SANTO AMOMO.
PERSONAGENS.
Fr. Antonio, 36 annos, PortH-
guz religioso................ Germano.
Grabiel, o anjo bom............ D. Manoela.
Lusbel, o anjo mo............. Nunes.
Ezellino, Sr. de Verona, general
do exercito do imperador da
Allemaoha Frederico II...... Valle.
Fr. Elias, geral da ordem dos
menores...................... Ray mundo.
Ignacio, leigo.................. Teixeira.
O cardeal, enviado por Gregorio
IX a visitar o convento dos
Francisca nos................. Leite.
O sacristao-mr, de Santa Ma-
ra de Padua................. Dito.
Pedro, leigo, seu aju Jante...... Campos.
Leonardo, rapaz do povo....... Vicente.
Marco-Aurelio, vendedor de co-
m-stives..................... Santa Rosa.
Ia sentioella.................... Almeida
2* dito.......................... N. N.
Berta, mai de Leonardo........ D. Jesuina.
M"ielha........................ D. Julia Gobert.
Clementina..................... D.Anna Chaves
Primeira mulherdcpovo...... D.Julia Rosa.
Segunda dita.................... D. Carmela.
Frades, guerreiros e soldados de Ezelino, co-
mitiva do cardeal, povo de Padua, etc., etc.
Io acto.Parte do claustro do convento de
Sania Mana em Padu*. prximo aportara,
muda para as enlranhas da Ierra.
2o acto.Acimpamecto e- tenda do general I
Ezcllioo parreira secca no fundo passa o
adige.
3 acto.A entrada da cidade de Padua, arma-
zem de comestiveis de Marco-Aurelio, ele.
4* acto.Urna celia no Heremitorio de Arcella.
muda para o interior da igreja de Espoleto, rica-
mente decorada.
Todo o sceoario foi de doto retocado, bem
como todo o vestuario e maisaccessorios.
Harmonas e coros dirigidos e eostiado pelo
hbil director e regente da orchestra o Sr. Colas.
Cemecar s 7 # horas;
Os bheles tanto do camarotes como de cade-
ras e geraes, serto vendidos para as duas recitas.
Ossenhores que flzeram encommendas, podem
desde j mandar busca-Ios ao escriptorio do
theatro.

COMPANHIA BRASILEIRA
DE
pApgfp i ufm
0 vapor Oyapock, commandante o capitac
lente Santa Barbara, esperado dos portos ce
Mil toe *;- ..-...4- n, a jv^rfio un
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga quo o vapor poder conJozir, a qual dever
ser embarcada no da de sua chegvta al as 2
horas da tarde, encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at o dia da sahida as 3 horas :
agenda ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do i Mendes.
i
Rio Grande do Sul
Pelo Rio de Janeiro
Segu em poucos dias o brigue nacional Ma-
a Thereza : quem no mesmo quizer ir de pas-
sagem, ou remellar estravos u frete, dirija-se ac
capito, ou a Bailar & Oliveira, na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
O agente Hyppolito fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de urna
porcao de gigos com champanhe, no
armazem doSr. Annes, ao meio dia em
ponto.
la do Imperador n. 7S
cilao
Ter^a-feira 41 do correte.
DOS
Movis, jotas e escravos
da majaa fullvJa doC-
queira* Pereira.
Anlunes aulorisado pelo Illm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requeiimenlo dos depo-
sitarios da massa fall'da de Siqueira & Pereira,
vender no lugar e da cima designado os ricos
e varalos movis pertencentes a dita massa,
coosistiodo em ricas mobilias de mogno e jaca-
randa com tamposde marmore, um rico piano,
urna secretarla de jscarand de apurado gnsto,
camas, aparadores, mesa elislici, lavatorios,
guarda louca, quadros, apparelhos de porcelana
para almo^o e jantar, lanternas, candelabros,
serpentinas, preparos de cosinha etc., ele, assim
como
Juias e escravos pecas.
As 11 horas em ponto.
1227 5:000
562 800}
767 4008
824 200
1508 100S
e outros de 40, 20 e 10. Estas
pagas na praca da Independencia n. 22 iunto'aa
relojoeiro aoode se acham a venda assim co-
mo as mais do costume os bilhets e meios de
primeira parte da primeira do Rosario de Mu-
rtoeca.aospregos j aoounciados. Outro sim o
mesmo abaixo assigoado corrobora os seus a'n-
ouncios, adverlindo ao publico em geral que
continua a ser o nico garantidorde bilhetes.
Santos Vieira,
O abaixo assignado fazfpublico que os es-
cravos Andr, pardo, idade 26 annos ; Benedicto
pardo, idade 19 annos; Maris, parda, idade 17
annos; Antonia, crionla. idade 27 aonos com
I cria de noroe Manoela. idade de 1 anno ; Jose-
PJ"; pa> idade 4 8DD08! francisco, crinlo,
idade 28 annos ; Manoel, crioulo, idade 28 an-
nos ; Flix, crio.ilo, idade 22 annos ; Rymondo
crioulo, Idade21 annos; e Ignacio, crioulo, ida-
de Barros Leite, acham-se hypothecados ao abaixo
assigna.Jo desde o dia 6 de fovereiro do corrente
""I- oor escriptura lavrada no cartorin do ta-
oeiliao Almeida, pela quanlia de 14:9676iO rs
e portanto nu.g.iem pode fazer transaeco al"u-
ma a respeito de taes escravos e tero o aba"?*
assignado privilegio em relaco aquelles escra-
vos sobre outro credor do mesmo Sr. Brros
teite, e protesta desde j contra qualquer tran-
saeco que por ventura s flz-r com os preditos,
eseravos, ero quantu nao fr pago da importan-
l Silvino Guilherme de Barros.
Quem levou do mnibus Boa-Vista por en-
gao, um embrulho com 2 pares de borzeguins
queira ter a boniade ae entregar no escriptorio'
do Sr. Claudio Oubeux.
Vende-se um piano de mesa inglez de boa
coaetrucc,ao e de rouito boas vozes e tambem em
muito bom estado : quem o pretendordirja-se ao
Campo Verde ra do Socego o. 24.
Hoje finda a audiencia do Sr. Dr. juiz de
orphaos se ha de arrematar as joias de ouro per-
tencentes ao tinado Chardoo.
9 frecisa-se de urna ama para comprar e gp
9 cosinhar para urna pessoa : no becco do &
>3 Padre n. 6, primeiro andar. g
# man
Terca-feira 11 do corrente.
DE
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ke-
loz, prelente spgnir com muila brevidade, tem
parte de seu carregamento promplo, para o resto
que lhe falta trata-se com os seus coosignalarios
Aievedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
avisos martimos.
(CWlIHJL
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 14 do corrente espera-se da Europa
e vapor trances Biam, commaudaete Aubry de
la No, o qual depois da demora do costume se-
guir para o Rio de Janeiro tocando na Babia,'
para passagens etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche o. 9.
Baha.
A escuna nacional tCarlota, capitao Luciano
Arres da Conceico, sabe para a Baha em. pon-
coa dias, para alguma carga que ainda pode re-
ceber trata-se com Francisco L. o. Azevedo, ra
da Madre de Dos n. 1,
COMPANHIA PERXAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Paraliba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor cjsguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Actrac no
dia 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio di. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Segu impreterivelmente no dia 8 de junho a
veleira e bem conhecida barca portugueza Sym-
pathia, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem commo-
do excellentes.
paja
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j eng*j*do metade de sea car-
regamento. e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Trar
piebe a. 14, primeiro andar.
-5
Na roa do Vigario numero 10.
O agente Gamargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de
urna porcao de vid ros sem limites con-
sistmdo em copos, clices, copinbos
brancos e de cores ao correr do maj*-
tello, no mencionado dia as 11 horas
em ponto em seu armazem na ra do
Vigario n 10.
LEILAO
Terca-feira 11 do correte ao
correr do martello
O agente Hyppolito autorisado pelo
Sr. Domingos Alves Matheus fara' leilo
de lOOcaixas de velas tearinas em lo-
tes a vontade dos Srs. comptadores no
armazem do Sr. Annes, as 1 i horas em
ponto do referido dia.
Os abaixo assignados rendeiros do enge-
nho Cumtieba, avisam ao qualquer oesso que o
pretenda comprar, ou permutar que nao effec-
tuenegocio algum sem que os oucaro, e se o
Qzer seja contando s recebeo dito engenho
depois que Jlirarera cinco safras que ainda Ihes
faltam, visto estar o proprietorio Fortunato Phi-
ladflpho Camello Pessoa de AlDuquerque na
posse do cinco letras passsdas como de igual,
quanlia quan lo devia ser de arrendaroeoto, sen-
do cada urna de um cont de res, e quem me-
lhurqu>zer saber dirija-se casa do Sr. Jos
Pinto da Costa morador nesta prara, travessa de
S. Pedro que se desengaar do que cima di-
zem. Declaram tambem que o mesmo proprie-
tario, ou quem suas propriedades vezes Qzer,
obrigjJoa Ihes pagarem qualquer beneficios que
zerem em sobredilo engenho, referindo-se ao
papel de trato por todos assignados. esuas teste-
munhas: para que chegue ao i-onhecimcnto do pu-
blico, fazem o presente, afim de que Ihes soja
mais fcil qualquer consequencia que possa ap-
PJSSLt.'SWijtfleP rflKF-prgunUr'o Sr. For-
tunato a urna pessoa, se morrrendo um dos dous
se desapparerer o trato, quando assim nao seja
que Kniiviria maos da forra bruta afim dos ex-
pellir. Os mesmo rendeiros fazem publico quo
nao tem um inimigo e que qualquer mal que
possa apparecer respoosavel o mesmo Sr. For-
tunato.
Cumbeba. 22 de maio de 1861.
Flix Jos de Albuouerque e Antonio Victori-
no de Azevedo.
Hoje, iluda a audiencia do Sr. Dr. juiz de
ausentes se ha de arrematar a parte do sobrado
da ra do Brum outi'ora n. 10 e huje n. 58, e o
eseravo Florencio, ludo pertencente ao ausento
Francisco Augusto da Costa Guimaraes.
jjJRua do Crespo u. 8, loja de J
4portas, admira a pe-
chiucha.
Laa para vestidos fazenda que >
outr'ora custava 8' 0 rs. o cova-
do vende-se a 2i0 rs., do-se ||
amostras com penhor.
3llww^^^-Ss3iSSI8^iSSi8i)iS51Ss
No pateo do Carino n. 1, ba para
vender 50 travs de louro de 35 a 40
palmos.
Leudes.
Quinta-feiral3 do correte.
O agente Evaristo autoriseda pelo despacho do
Avisos diverso*.
t>eramhucan
Hoje, f 1 do correte, s 7 horas de noite,
haver seaao extraordinaria do conselho di-
rector.
Secretaria da Associa^o Typographica Per-
nambucana 10 de junho de 1861.
3. Cesar,
Io secretario.
Joo Nepomueeno Vellozo de Azevedo faz
sciente ao respeitavel publico, que daisou da ser
caixeiro dos Srs. Raymtiodo Carlos Leile & Ir-
mo desde o dia 5 do corrente, aproveila a occa-
sio psra agradecer aos mesmos senhores o bom
trstamento que lhe despeosaram, confessando-se
eternamente grato. Recife 6 de junho de 1861.
Manoel Tavares da Silva faz publico que
achando-se na taberna do Sr. Joaquim Fernan-
dos Das, na Pass'gera da Magdalena, equerendo
este seuhor lanzar (ora de seu estabelectmeato a
um preto captivo e resistiodo elle, o anauncian-
le fes ver que era prohibid* and*rem escrivos
na ra (ora de horas sem bilhete de seo senho,
pele, que o referido eseravo deu-lhe urna osceta-
da, de que reaullou Bear feridu oa m e ees-
urna orelrta, por isao roga o annunciaeto ao Illm.
Sr. Dr. chee d polica se digne dar as provi-
dencias, por quaato nenhuma appareceu per
parte du autoridades do lagar.
3Roa e-treta do Rosario3
2 Francisco Pinto Ozorio continua a col-
j locar deotes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
9 cebe paga alguma sem que as obras nao
9 iqueui a vontade de seus donos, tem pos
^ e outras preparages as mais acreditadas
ja para conservagao da bocea.

uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia o Silva, tem para ven-
der pelos diminutos procos as seguintes fazeudas
todas era bom estado :
Caaos de agulhas franceses a 120 e 240 rs.
Ditas de alflnetes sonidos frsocezes a 80 rs.
Caixns de clchelas fraocezes a 40 rs.
Carles de clcheles franeczes a 20 40, 60
e80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2&50O.
Dita de ditas a 2q.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas muito boas a 40 rs.
Thesouras tinas para linhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa surtida a 60 e 80 rs.
Pares de sapalos de tranca de laa a 15410.
Ditos de ditos de dita de algodo a ljf.
Pares de saoalinhosde la para meninos a 200 rs.
Cartas de ai Teles Bnos o grossos a TOO rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs
Frascos de banha muito Qua a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muilo fino a 50O e If.
itos com muilo boa agua de Colonia a 29000 e
29600.
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Se bonetes multo finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philpcome a ll.
Caixa de olha eom phosphoros a 100 r.



---;g.ro,i..;,-. -';. ".-

w
DBO HtmkMBHQi *- TERQA fffllA II D JOHHO DE 1811
-
!
s
O antigo mestre da lingos inglea anda'
contina a dar lines particulares, pelo systetna
de Olendorff, actualmente adoptado em oa pri-
meiroa collegioa doa principaea capitaea da Eu-
ro : a grande vantagem para o discpulo incon-
testavel, pois que, priocipia logo a (aliar, escre-
ver, e iraduzir dita lingos.U annuociante pode
ser procurado at as 9 horas da msnhas na ra
da Gloria o. 83
tunen.
O abaixo asignado acha-se dirijiado urna casa
tro paleo do Carran. 6, onde con vid i a todos os
seus fregueses e domis pessoas, que gostaaa de
roupa barata pata virem ver neste lugar roupa
por medida por prego muilo commodo, e fiara is-
to paisa exper as obras e os pregos :
Casaca do rnelhor panno possivel s 3J.
dem de panno mais baixo a 308.
dem de panno mais baixo aioda a 289.
Sobrecasaca tambem de panno multo fino a 40$.
Ideas de panno mais baixo a 889.
dem de panno mais baixo ainda a 25.
Calca de brim brauco muilo fino por medida de
5 a 65500.
Palitos, caiga e collele de casemira de cor a 35$.
Colletea prelos de gerguro, colletea de cores
muita finos, palitos saceos de panno, palitos so-
brecasacadoa tambem de pnno, palitos aobreca-
sscados e saceos de alpaca, caigas pretas de case-
mira, do cor, etc. Tudo por prego muito comino-
de, que vista do freguez lodo o negocio se far.
Lauriano Jos de Barros.
Guimarftes & Luz.
Em consequeneia deestarem na liquidago do
fiado pedem a todos os seus devedores o obse-
quio de virem ou mandarem pagar seus dbitos
na mesma leja ende foram cootrahidoa ou na fal-
ta disso poderao pagar ao Sr. Manoel Carlos Mi,
a quem temos dado lodos o* podares para obrar
amigavel ou judicialmente caso seja necessario,
para os que quizerem pagar amigavelmente mar-
camos o preso de sessenta dias, eos que nao pa-
garen) at csse lempo nao se queixem do resul-
tado.
Quem perdeu um cordo de ouro, traga os
signaes, lugar e lempo em que foi perdido, a li-
naria n. 6 e 8 da prega da Independencia para
seren confrontados e entregues.
O abaixo assigoado teodo de ir ao Passo de
Camaragibe a tratar de seus negocios, deixa por
seus procuradores bastante os Srs. Hanoel Jos
de Parias, Joo Joaquim Alves e Moreira & Fer-
reira.
Speridiao Barbosa da Silva.
-J Roga-seao Sr. secretarlo da veneravel con-
frarra de Nossa Seohora do Livramonlo, se dig-
ne responder ao officio que a aquella contraria
foi dirigido, relativamente ao contrato que ella
fez, como fallecido Caetano ; visto que S. S. j
foi ffuiorisado em sesso da mesa regedora para
responder ao citado officio.
Aluga-se um armazem na roa da Cruz n.
29, tendo sabida para a ra dos Taooeiros, com
commodos safficientes para qualquer eslabeleci-
mento : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Na audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de or-
phaos que ha de ter lugar no dia 11 do correte
mez, hade continuar a arrematsgo do eogenho
Bruna por arrendamento, a qual foi inlerrompida
as audiencias de ultimo de maio prximo pas-
sado com as mesmas condicges com que foi
principiada.
O senhor
Aviso
Roga-se a todos os devedores da firma social
de Campos & Lima da loja de fazendas ao p do
arco de Santo Antonio, hoje pertencenle a firma
social_de Camargo 4 Silva teoham a bondade de
correte mez.d contrario pas'sar'ao* ponde.?go^
to de ver seus nomes por extenso nesta folha,
sem excepeo de slguem.
Collegio de|Bemfica.
Neste estabelecimento precisa-se de um cozi-
nheiro.
O advogado Antonio de Vasconcellos Me-
nezes de Drummond contina no exercicio de
sua profisso ; na ra do Imperador n. 43, prj-
meiro andar.
Aluga-se urna escrava, a qual cozinha sof-
frvelmente o diario de urna casa, lava nem tan-
to de varrela como de sabo, e faz todo o servi-
go ; a tratar na ra do Sebo n. 20.
Na ra larga do Rosario n. 1, primeiro an-
dar, copia-se admiravelmente msica or oreco
razoavel. v r \
Aviso religioso,
Avisa-se sos devotos do glorioso Santo Anto-
nio do convento dcsta cidade que a festa deste
Thaumaturgo Serfico foi transferida para o dia
24 do correte, dia que ser solemnisado com
toda a pompa possivel. Este aviso tem por fim
tambem convidar os mesmos devotos para a
assistencia das trezenas, que principiaro no dia
11 do correte, sendo no mesmo s 6 horas ds
manhaa levantada a bandeira. Convento de San-
to Antonio do Recife 8 de juoho de 1864.
Fr. Francisco de Sania Candida,
Presideole.
r ~~ .Osdrroinislradores da massa fallida de
Oarrido & Veig* rogam a lodos os senhores ere-
dores a spresentarem-lhes seus Mulos de crdito
"'*'< 8dias, levando-os I casa de D. P.
Wild & C aura de poderem proceder na forma
do an. 8o9 do Cod. do Com.
Roga-se ao Sr. Joaquim Francisco deAl-
buquerquSantiago de vir a ra dasCiuzes, ta-
Derna u. 41 A, para o negocio que o mesmo se-
nhor nao ignora.
Urna pessoa com bastante pralica de escrio-
turagao mercantil, offerece-se para fazer qual-
quer escripia por partidas dubradas: quem de
sea presumo quuer utilisar-se, dirija-se a ra do
i-aDuga o. o*
Pelo Paquete Oneida
sacca-se qualquer quaalia sobre Lisboa e Porto
no escripiorio de Carvalho, Nogueira & C, roa
do Vigario n. 9. *
Alugam-se os altos do predio da ra de A-
poilo n. 26, com capacidade para um grande col-
legio por -ter os commodos seguintes : no primei-
ro andjr 2 grandes salas. 1 quarto. 1 pequea
sala e 1 grande salao tendo neste, cano de des-
pejo ; no segundo andar 2 salas, 4 quartose ler-
raco : no lerceiro andar sala de jantar. 1 despen-
sa, 4 quartoa pequeos, grande cozinha, com ca-
no para despejo e esgolo de todas as aguas
muito .rejado por Ocar em quina e ser todo cr-
ndodejanellase portas no oito ;,quem o pre-
tender, pode dirigir- se a ra da Cadeia do Recife
n. o4, noaegundo andar.
O abaixo assignado pede desculpa aos seos
amigos ds folla que commelleu em nao despedir-
se pessoalmente de cada um, e oftVrece-ihes de
novo seus semgos na provincia da Parahiba, pois
segu no Jaguaribe hoje 7 de juoho.
Luiz de Albuquerque Martina Pereira.
No dia 18 de abril prximo passado, fugio
V-Ji flnho". Pla de nome Roza,
de nacao. levando vestido de cassa com palmas
azues, j desbot.do, panno da Costa, estatura"
guiar falla descangada, rosto redondo e inchado
5?ri9i?a lach*<** Por atar com principio
Ce fnaU.de : quem a aprehende-la pode leva-la
gra,PificaCr "" "" lB,PerI "" "' 5' Ue "'a
^.T SI' P/d? kiandrino Machado (em urna
carta vinda do Rio de Janeiro, oa ra da Sauda-
**Ct CICA Oa> ZI.
Um homem vindo ha poaco de Portugal
oLierece-ae para eoaioar em qualquer eogenho a
pnme.ras letras e a traduzir francez I tratar
a ra larga do Rosario, loja de louga.
. ~ Al"a-se o andar com sotio, na ra da Ca-
oulfl.r0MfC,-e n* proprio p,ra b0a"sm 80le>">
Jola S f-ono : q?ein P"ten ioja ao mesmo sobrado.
aaTnn^H^ti'V" a,Ug" UBI eSCrTI Coolo de
oa iuSd. rnn,d8Vrobu8to c tm rf"0 : tratar
na Juada ConceisSo n. 12.
Gaetauo Aureliano de Carva-
lho Gouto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
No dia 10 do correle, as 2 horas da larde,
em casa do Sr. Dr. juiz de paz do 2. districto
de Santo Antonio tem de ser arrematada ama
marqueza com assento de palhioha, 2 baoqui-
nhas, 2 cadeiras com assento de palhioha, e 1 la-
vatorio, tudo de amarello, por execugao de Ha-
noel do Amparo Caj & C. contra America Theo-
dora Braaileira.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Auro-
ra o. 10, com grandes commodos para familia,
forrada e bem acabada ; a tratar com Jos Igna-
cio Avilla, na roa Nova de Santa Rita o. 43.
Os administradores da massa fallida de Cas-
tro & Amorim, pelo presente convidam a todos
os senhores credores a apreseotar-lhesseus lta-
los de crdito, afim de poderem proceder como
determina o art. 859 do Cod. do Com., devendo
esta apreaentago ter lugar no prazo de 8 dias,
em casa dos administradores Vaz & Leal.
Denles artificiaos.
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro,
\]nieo deposito na botica de Ioa<|uim MaTtinbo
da Craz Crrela <& C, roa do Cabng n. U,
em Peroambuco.
H. Thermea (de Chalis) amigo pharmaceutico aprsenla hoje ama nova preparaco de ferro
com o nome de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao publico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lio
vanadas, mas o homem da sciencia comprsbeode a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade.
A formla um objeeto de muita importancia em therapeutica ; um progresso immenso
quando ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para.todoa os paladares e para todoa os temperamentos.
Das numerosas preparages de ferro at hoje coohecidas nenhuma rene lo bellas cualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seo sabor agradavel. rene o tomar-se em urna oe-
quenadose, o ser de urna promptae fcil diasolugio no estomago, de modo que completamente
aammilado ; e o nao produur por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipaco de
venlretao frequentementenrovocada pelas outras preparages ferroginosas.
Estas novas qaalidades emanada aluram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua cUnica, de incomparavel utilidade
qualquer formula que lhe d propredadeg laes que o pralico o possa prescrever sem receio. E' o
que cooseguio o pharmaceutico Thermea com a prepsrago do citro-lactato de ferro. Aaaim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparages ferruginosas, como o
allesta a pralica de muitos mdicos dislioclos que o tem eosaiado. Tem sido empregado como im-
menso proveito oas molestias de laogudez (chlorose palUdas cores; na debilidade subsequente as
hem?"h*gla?' BM hydroPesi*81ueaPparecem depoia das intermitentes na incontinencia : de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula, no rachiliamo, na purpura hemorrhaaica. oa
convalescencia das molestias graves, na chloro-aoenria das mulheres grvidas, em todos os casos
em que o zangue se acha empobrecido ou viciado pelas fadigas affecges chronicas, cachexia tuber-
culosas, caocrosa, syphililica, excessos venreos, onaniamo e uso proloogido das preparsgoes mer-
CUTAOS*
Estas enfermidades sendo mui frequeates e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de Jangar mao para as debelar, o aulhor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humamdade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
A viuva Jane, dentista, acliando-se restabele-
cida dos seus longos encommodos de sande,
continua a trsbalhar por sua arle e desde j of-
ferece ao respeitavel publico os seus servigos
com a perfeigo bem conhecida de seus numero-
sos freguezes, em sua residencia na ra de San-
ta Rita n. 61. nao recebendo paga algama de
qualquer trabalho teodente a sua arte, sem que
fiquem plenamente salisfeitos. E especialmente
das senhoras de quem a anouociante espera pro-
tecgo e preferencia, pela maior franqueza e
menos acanhamento que i mais natural terem
com o fino trato de urna pessoa de igual sexo,
mais delicado e consegnintemente preferivel a
urna senhora. A annuociante tambem vende
denles artificiaes avnlsos.
Precisa-se de um feitor para tomar conta
de uro sitio: no escriptorio da commandita, (ra-
ga do Corpo Santo.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
no DOUTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sitioo sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
fm.*jagmuittem, %>&%& p8fe
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o eogenho Jacir, situado no
termo de Serinh.-m, moenlee corrente.com ca-
aa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter oulra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estiibaria para
quatro animaes, olaria e sen respectivo forno.casa
de eogenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pespor tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
cuenta carros de canas, casa de caldeira com doua
completos sssentamentos, tendo a casa sufflcien-
te capacidade, urna destilagao completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de contiouidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
anoTietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil paes complelameote arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fdr o
verSo ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra ecal, e com ptimo madeiramento
sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo eogenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do eogenho,
lodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produegio de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro monquipi e gomoso, com malas tambem a
roda do eogenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fflrmister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de vsrzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
pama ; com um ptimo cercado para animaes. e
extraordinariamente grande e urna grande parle
caberla com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este eo-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1961.
a lindar-s em 1862. sendo avaliada por peritos
assim como o prego dos paes. As condiges
lempo doarrendameolo se combinar com quem
o prelendtr, que dever procurar seu propie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de urummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estrada* e que vai para a ponte de
arde"' Afflicl08- de ""h" l 1 hora da
CENTRO COMMERCIAL
15 RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
Chath?do?rRv?dlJ?flJaiiesr0 MrC?.Uda l-bri do.Sr*. Domingo, Alve.
? J h*a venJ?6-se em Prc8 mfn .veHrdade,ro3 charutos suspiros da Baha, manilha, havana, suissos e hamburgo por
menos do que em oulra qualquer parle. 5 *
y^flSL f UPerOreS de S. Dminos, de papel e palha de milho, de papel grosso,
sa&ftr-cisar10 "*"" ^0^0.00^00^0
^ifiofo* CharUtS end.*uPerbr com agarra, d.
Papel pardo nicot
hespanhol a 25000
vidaura.
aporal francaiS da8 mnufactaras impeiiaes de Franca, para cigarros e cachimbos.
LaCimbOS de geSSO a 6s50o groza faaenda superior e que se vendia a 10.
TZ ^de^rtebeke ZZH C'8"T "T^
chimbos, fazendo-se abatimento em pTrco5 "8 tttmanh8' 'P"a ci" ca-
labafchaI^
Cigarros de manilha dep,pe, hunco. P.rd0 a m miiheiro.
Machinas e papel para cigarros de maoha>
vfF-rl1? i fraDCeZ em n"S de Um" Hbrae dilosd8 meia libr fenda uperior.
Vasos de louca e Darro para labaco. rp6
aCHJm!0S e8la casa te"? empre sortimeoto espantoso de cachimbos de eesso louca ma.
de.ra, barro e os verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.8 C "*
venaem-se todas as azendas maisharttodoqqe em oulra qualquer part6
"^JfcfSj^jS^r** l0rnd0-" "" ^cluindo os charutos, quan-
Pr^Sa?e!am"Se encommend". eocaixotam-se e remettem-se .os seu* destinos com bre-
Dmadnteqs"e ficaexPsto tom um T"do sortiaonto de objeeto* proprios para os senhores fu-
metal a lg cada um, du-
para cigarros a 100 ra o livrinho de 150 folhas, assim como papel
a grosa do livrinho, sortinento de papel sans nom, sans titre, arroz, e
Attenco.
k' antiga loja do pialor e vidracelro, na ra
larga do Rosario n. 6, juoto so qaartel do corpo
de polica, troca-.e imagens de diversas eroca-
goes e t.maobos, oratorios, castigaes, palmas,
ludo prompto. dourado ou prateado, vid ros para
caixilhos, quadros, etc., tintas de todas as cores,
preparadas ou nao, e outros objectos tendente* a
pintura : trata-se de qualquer pintura de salas-
forro de papel, e esteirar o pavimento, tudo com
asseio e promptidio ; tambem se recebe encom-
mendas, obrigando-se a mandar fazer certa* o-
bras, pois o abaixo assigoado tem proporgoes pa -
ra esse fim, e bem coohecido pelos numerosos
freguezes, a quem lhes grato.
Luiz de Franca Souto.
Fugio do eogenho Serrara em Jaboatao, no
dia 5 do correte mez, o eacravo Pedro, crioulo,
de SO a 22 aonos de idade, cor fula, baixo, um
pouco grosso, rosto um pouco descarnado e pos
pequeos, carreiro, provavelmeole ter procu-
rado algum engenho, inculcando-ae de livre, oa
a estrada de ferro : quem o apprehender e lva-
lo ao eogenho aeima meociooado, recebar de
sea senhor, abaixo assigoado, urna boa gralifica-
go.Filippe de Souza Leo.
Antonio Pacheco retira-se para o Rio de
Janeiro.
Ama deleite.
Quem precisar de urna ama de leile, dirija-se
a ra do Caldeireiro n. 9.
Aluga-se por prego commodo o armazem
do sobrado n. 37, sito na ra do Imporador ; a
tratar no Uondego, casa do finado commendador
Luiz Gomes Ferreira.
Offerece-se urna mulher para acompanhar a
alguma senhora ou mesmo homem solteiro que
queira sahir para fora da provincia ou do impe-
rio ; na ra do Alecnm n. 33.
Desappareceu na sexta-eira 7 do correte,
de um sitio na Ponte de Uchoa, um bezerro ama-
rello j grande, e com pontas, o qual foi visto
no lugar da Tamarineira : roga-se a quem delle
souber ae sirva aoounciar por este Diario.ou dar
aviso em qualquer ama das duas tabernas do
mesmo lugar da Tamarineira, d'onde poder gra-
licar-se o achado.
Procura alugar-se urna casa terrea ou so-
brado com accommodago para 6. 7 e 8 estudao-
tes do interior da Parahiba e Rio Grande do or-,
sendo em qualquer ra principal do bairro da
Boa-Vista, e mesmo na ra Nova de Santo An-
tonio ; da-se fiador ao aluguel e damno culpa-
vel : quem tiver aonuncie.
Agoslinho Jos Soarea retirase para a
Bahia.
Aluga-se um armazem no caes do Ramos,
proprio para quem quizer eocher de agurdenle
ou outro qualquer negocio : a tratar na ra da
Praia n. 37.
Preclsa-se de urna ama para o servigo in-
terno e externo de urna casa de pouca familia ; na
ra da Imperatriz n. 60, loja.
Perante o juizo de orphos do termo de 0-
linda se ha de arrematar por venda, s 12 horas
do dis 13 do correle, porta da casa da resi-
dencia do respectivo juiz, urna escrava parda de
nome Joaquina, pertencenle aos herdeiros do fi-
nado Hanoel Soares Porto, por quem mais offere-
cer sobre o valor de 815.
Juizo dos feitos da fazenda.
No dia 13 do correte, depois da audiencia do
Illm. Dr. juiz dos feitos da fazeoda se vender
em praga urna casa terrea com 22 palmos de
frente e 59 de fundo, com 2 salas, urna na frente
e outra no fundo, com quintal em aborto, avalia-
da por 400, e pertencenle a irmandade de S. Be-
nedicto da cidade deOlinda, cuja casa sita oa
ra da Boa-llora da mesma cidade n. 20, e se
vende por execugao que promove a fazeoda pu-
blica contra a mesma irmandade. Recife 10 de
junho de 1861.O solicitador,
F. X. P. de Brito.
Vende-se assucar brauco a 120 rs. a libra,
e em porgo por menos prego do que em outra
qualquer parte : na ra do Fogo n. 20.
e o nego-
barato do^Kta^;.S*^di,iCta"e,l,e' "ttf0 pel qU>1 86P6de Tender
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
muito mais
A BOA F TRIUMPHA
DE
para
Antonio Bolelho do Amara] retira-se
a Luropa, tratar de sua saude.
Precisa-ae de um menino de 12.14 aonos,
portuguez, ou orasileiro que lenha alguma pra-
tica de venda, na ra Augusta n. 14.
A Sra. Albina de tal que a mais de tre*
mezes deuou fechada a casa que oceupava na
ra do Alecrim n. e consta existirem dentro al-
guns matea. Esta senhora reside hoje no Cabo
ou Escada, sendo ama do ir. Jorge de tal hes-
paohol. queira vir quanto antes entregar a chave
g*!JN ". 'gue 'eneldo evitando/
assim despezas judiciaea. '
nn7dl'?"'9 3:0WG a premio dando-se
SLZf0lbe? nm pred0 de """ "'<" "e e
.ff m*?raCdo, quem quaer dar aoniiocie
Jos de Jess Moreira <6 C.
N. 18-Ruado Rosaraio esquina das Larangeiras-N. 18
Os proprietarios deste estabelecimento avsam
?em v7nd?alfe0sSledmcTdo KT 8e c^,?0,n ""d* sortimento de gneros dos melhores que
Dita franceza muil0 boaa 7ao a libr.. ,......
Cha perola, hysson e preto. ^o. im>. tbo..
Doce de casca de goiaba era Cil5e9 d0 melhora m Ia 9 na boa f
Ameixas fraucezas m r a 1br8i s na boa f
Marmelada imperial d0 afamad0 Abreu ede nnlrn. f,h^.n(ao al ^ m
do afamado Abreu ede outro.fabricantes pelo prego de
Jm porgao se fara .batimento, s na boa f. v
por
Latas com bolachihna de soda <*
fhn Iflt "^ ouua a 1^500 muito nova, s na boa f.
\r A V0 "eltfr qU t8m Tind0 a este mercaa 900 r*. a libra, s na bo. f.
Massa de tomate a. ..
Dof P<5 H qU8 e'le mttui0 o800"' l'bra.
llL Pu^^ ^ melhore. fabricante, de
Passas muito novas 480.. 1bra, s na b9a f.
Conservas inglezas e francezaq onn
boa f. "UCCas a 800 ra. em porgo se faz abatimento, s na
Aletria, macarro e talharim .** *
Touciaho de Lisboa .""T' T ""''" '- *" ^
aa boa f. bom do mn* noTO que ha no cado a 320 r. a libra, a
RnhTS 6 PaS -"..I.. mc.d. ... w, rt ,t.
Gabriel e Lusbel
OU
Os Mi.agres de S. Antonio
Na loja n. 11 da ra da Cadeia do Recife a-
cnam-se venda por commodos pregos nio s
este magnifico drama como tambem os se-
guintes :
O Demonio Familiar.
29 ou Honra e Gloria.
O caixeiro honrado
ciante ladro.
Segredos do Futuro
ou
O mais completo divertimen-
to das familias
para as noites de Santo Antonio, S. Joao e S. Pe-
dro, conlendo, alem de muitas inleressantes per-
guntas e jocosas respostas sobre variadoa as-
sumptos, os eogragados disparates o sempre
querido padre nosso casameoleiro, um excelleote
artigo sobre o nariz, outro sobre as mogas e o
casamento, o thelegraho amatorio de um velho,
viagem a um toucadore urna escolhida collecgo
de charadas, tudo para maior regosijo daquelles
que nao desejam estar tristes no meio das patus-
cadas: A' venda, na loja n. 11 da ra da Cadeia
do Recife.
Trina.
Na ra do Oueimado n. 6 por baixo da boneca
vende-se trina do Porlo de boa qualidade, che-
gada ltimamente, a 420 rs. larga, a 200 rs. es-
trella, o colado
Vende-se urna mobilia de Jacaranda por
prego commodo ; quem pretender, dirija-se a
ra das Trincheiras n. 28, que achara com quem
Vende-se ou aluga-se a armago da loja da
ra Direita n. 48, a casa tem commodo para fa-
milia, ea armago propria para qualquer esta-
belecimento ; a tratar na mesma.
-" Vendem-se lionas de roriz em porgo e a
retalho, e por menos do que em outra qualquer
parte ; na ra da Cadeia do Recife d. 50. pri-
meiro andar. r
Vende-se um moleque crioulo de 18 annos
sem vicios nem achaques, apto para qualquer
servigo por ser muilo esperto ; em Olinda, ladei-
ra do Varadouro, casa terrea defronte de S. Se-
basliao.
Pergunta que tem res-
posta.
Com que um certo official do exercito, *a-
oendo que urna praga que seu cantarada sedu-
zio a uma cabnnha de ama casa onde estava so-
cegadamente, e nao d providencias? 11 Res-
Sonda.dapoi* nao se arrepenta como oque se
Hit 8 5. o*
Aos amantes do
festejo de Santo An-
tonio e S. Joao.
Jos Paulino da Silva identifica aos apaixonav
dos pelo divertimento e festejo de Santo Antonio
e S. Joo, que encontrario em sua fabrica de fa-
gos artificiaos da ra Imperial, todos os foso*
proprios para o mesmo festejo, e que nao sao pro-
hibido* pela* posturas muoicipae, como sejam
pistolas, balas e rojao, e tabocas para fabrico das
mesmas, fogos do ar, rodiohs, e massa; ea
quanto a qualidade dos fogos e mistos que se
venda em su. fabrica, nada tem dizer por ser
ja bem conhecido pelo publico su. superioridade
em relago as outr.s, e prometi vender mais
barato que em outra qualquer parle, assim como
recebe-se encommendas de fogos que nao sao
prohibidos.
Uarcolino 4 C. declarara que o Sr, Antonio
Arihur da Silva Guedes deixou de ser seu cai-
xeiro desde o dia 5 do correte.
Precisa-se de 500J a juros por tres mezes.
daodo-se por seguraoga uma casa desembaraca-
da, que rende mais de 40$ por mez: quem qui-
zer este negocio pode annunciar por este Diario.
Precisa-se de uma ama para casa de pe-
quena familia, paga-s. bem na ra do Hospi-
cio n. 62. r
-- Hootem 10 do correte, da ra Nova at a
ra de Apollo, sumio-se um negro com ama lata
de gaz e 16 libras de cera de Lisboa em velas de
libra ; pede-se a quem estes objectos forem affe-
recilos de os apprehender e levar ra de Apol-
lo, em casa de Joao do Reg Lima 4 Irmio, oa
mandar dizer, quo se lhe ficar obrigado, e se
recompensar generosamente.
Attenco.
O abaixo assignado pede encarecidamente ao
Sr. Francisco Jos da Silva Pereira, morador na
cidade de Goianna. que faga seguir para esta pra-
ga a precatoria que o abaixo assigoado lhe re-
metteu em oulubro do aono findo de 1860 e re-
cebeodo o mesmo Sr. cima (em 5 de novembro
do mesmo anno) de Eustaquio Constancio Rede-
vivo a quaotia de 50* para despezas com a mes-
ma, at o presente nao tem dadosolugo alguma
respeito ao cumprimento da dita precatoria *a-
bendo-se nesta praga que a mesma est em p'oder
da pessoa que devia ser intimada, abusando-se
assim das leis do paiz; mas isto ha de ter um, e
ae o Sr. Pereira nao dr quanto antes cumpri-
mento ao que acabo de expr, oeste caso passa-
r pelo desgosto de ser chamado juizo para pa-
gar os 509, e entregar a precatoria. e tambem se
declarar o nome da pessoa que devia ser inti-
mada afim das autoridades e o publico verera
como se cumprem as leis na cidade de Goianna
Recife 8 de junho de 1861.
Jos Dias da Silva.
O abaixo assigoado vende o engenho Japa-
randuba, sito na freguezia d'AguaPreta e distante
dO bragas da 4a estago da va terrea. Alm
desta vantagem. tem a de ser bom d'agus, de ex-
celleote produeco e do moer com a mesma agua
uma serrara e fabrica de farinha, preparada.com-
todos os uteosis: quem o pretender dirija-se ao
dito engenho, ou nesti praga ao Sr. Herculano
Deodato dos Santos.
Recife 2 de maio de 1861.
o M'*"81 Afrn" Perreira.
Sr. Jos Victorino de Paiva nao pode ven-
der a loja de fazendas sem se entender com N.
O. Rieber Si C, successores.
Antonio Caroeiro Piolo retira-se para fra
do imperio para tratar de sua saude, e deixa por
seu nico procurador encarregado de seu negocio
o Sr. Joaquim Francisco de Mello Santos.
Aluga-se o quarto andar com solo e mi-
rante do sobrado n. 38 da ra da Cideia do Re-
cife : a tratar no n. 40, da mesma, loja.
u Pecis-3o de 5:000# a premio sobre hypo-
theca de uma propnedade, que se acha livre e
desembargada : a tratar na ra das Aguas-Ver-
des n. 102.
Irmandade do Senhor Bom
Jess dos Aftlictos.
0 abaixo assigoado, thesoureiro da irmandade
do Senhor Bom Jess dos Aficios, erecta na
igreja de S. Jos de Riba-Mar, sob a direcgo
dos ppsr.dnri, faz soieoto aos mesarios da mes-
ma umaodade, que domingo 17 do correte de-
vora comparecer no coosistorio da mesma irman-
dade para se tratar de negocios de urgente ne-
cessidade a bem da irmandade. Recife 11 de iu-
nho de 1861.-0 thesoureiro, Ambrozio Gomes
de Azevedo.
i*Z T.heod1,aia Mariana Sieger. e Elisa Sugert
tendo de sahir para fra do imperio, deixampor
boza botante o Sr. Manoel Alves Bar-
Fugio do engenho Triumpho.na freguezia de
Sernhaem no da 9 de maio prximo passado c-
preto Joaquim conhecido all por Peroambuco.cu-
jossigoaes sao os seguintes : altura regular, sec-
co do corpo. cor preta. nariz afilado, alguns ca-
bellos brancos na cabega, as barbas do queixo in-
ferior compndas e quasi braocas, e as dos lados
rapadas; representa ter 50 annos de idade, mui-
to fallsnte, usa de tomar tabaco, j leve calor do
Dgado as maos e nos ps. do que restam-lhe as
marcas. Levou uraa trouxa de roupa com uma
1 ."?"' oulr I. P'letot preto, oulro-
d ** e b"cas e azues, lev.n-
^rM-?Pe-0*dre-pa,baD0,.- E' n,lural Joserto
sendo, j foi escravoa'uraa pessoa no Rio-For-
moso e nesta praga do fallecido Emetorio Maciel
da Silva, vendido ao Sr. Francisco I.ins Googal-
ves Chaves pelo Sr. Joo Patriota : quem o pe-
gar poder levar no mesmo eogenho cima ao
do s?ef,nha,i U i18 r-a da Moda' cm c"a
do Sr. Manoel Alves Ferreira, que ser bem re-
compemsado.
Compra-se uma escrava moga e que sai-
na cosinhare engommar bem : na ra do
Crespo n. 17 loja de Guimares Si Villar.
Vende-se uma mulata moga" prop
todo servigo de uma casa de familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 55.
Precisa-se de um caixeiro para uma taberna
na Victoria : a tra'ar na ra Direita padaria n. 84;
Precisa-se de uma ama que tenha bom lei-
te e sem cria : na ra de Hortas n. 70, sobrado.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes o. 9 e ptimo para escriptorio de advocacia :
quem pretender falle no mesmo sobrado.
que
Escravo fgido.
Do poder do abaixo assignado fugio no dia 2
do crreme ama escrava mulata de nome Valeni
lina, que representa ter 25 annos de idade, pouco
mais ou menos, cujos signaes sao os seguintes :
vesga dos olhos, estatura regalar, cabellos cara-
pinhos, levou vestido de chita escura e chale de
merm azul; tendo o abaixo assignado havido
esta escrava por divida na comarca do Limoeiro,
suppoe que procure essa direcco, ou a serra da
Fassira, onde natural: roga, portaoto, a todas
as autoridades poclaes e espitaos de campo a
appreheodam e a eolreguem ao abaixo assignado
nesta cidade do Recife, ra do Queimado n. 46
A, que gratificar generosamente.
A. Bezerra de M. Lira.
Vende-se a estribara com todos seus per-
tenece da cocheira collocada na casa n. 13 A da
ruada Paz, muito bem construida e forte, assim
como vendem-se separado os carros ; a tratar
eom o Sr. Manoel Alve* de Santiago, na cochei-
ra do porto das canoas o. 35.
Alfredo Perry. Jame* Hodgsoo, Joo Ward,
subditos ingleses, soguea para Europa.
A 42,ooo|
cada um. 2
Chapeo* de seda brancos e de cores
para senhora : na ra do Crespo n.
loja de Guimares 4 Villar.
17,
Perdeu-se no dia 9 do correte urna pul-
ceira de mosaico preto, desde a igreja do Espiri-
to Santo at a ra do Rangel n. 7 : quem a tiver
acnado pode dirigir-se ao primeiro andar da ca-
sa mencionada, que ser generosamente recom-
pensado.
O Sr. Felisberto Jernimo Coelho que mo-
rouoa ra da Imperatriz queira dirigir-se a esta
'ypographia que se precisa fallar.
O Sr. Pompilio Numa Pessoa tem ama car-
ta na ra Nov. n. 7.
O Sr. Joaquim Botelho Martin, queira an-
nunciar sua morada que se lhe precisa fallar.
Roga-se com urgencia a Illm.a cmara
municipal do Recife que a bem de seus munlci-
pes, ji que os marchantes nao merecem que
mande aterrar os curraes do intitulado maladou-
ro publico (que nao existe) iodepeodente de or-
gamentos. ogenheiros etc., visto que os bois es-
lo morrendo atolados na lama.
Um do doto.
vende-se uma cabra boa de leite e muilo
mansa : na ra das Florea officina de marcineiro
D. o.
Sortes para Santo
Antonio e Sao
Joo.
Acceilam-se encommendas de riqusimas tor-
tea, com amendoa e eaUlo, barato que admira :
na praga da Independencia n. 3.


" '
DURIO DI ffHBtfAlBDCO. TEft^k FEIR1 11 M JUNHO DI 1861.
(5)
r
ARMAZM
BE
ROUPA FEITA
Aviso.
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 BA DO QLEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sorlimento completo de roupa (eila de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que lem um dos melbores professores.
Casacas de paooo preto. 409, 359 e SOftOOO
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitots de dito decores, 359, 309,
258000 e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 12 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 118000
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 98000 89000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
48000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 59OOO e 48000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsas de casimira preta e de cores,
129.109. 99 68000
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
58000, 495OO e 2500
Ditas de ganga de cores 38000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 e 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 3*500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5*000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 6*000 5*000
Ditos de brim e (uslao branco,
3*500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 18600 e 18*80
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2*300
Ditas de peito de linho 68 e 3*000
Ditas de madapolao branco de
cores, 39,*>50O, 2* e 1*800
Camisas de meias 1 *O00
Chapeos pretos de massa.fraocezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69. 58, 49 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14*. 128, "S e 7*000
Collarinbos de linbo muito finos,
botos feitios, da ultima moda 9800
Ditos de algodao 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisadoi, pa-
tente hosontaes, 40$ 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas
anneis %
Toalhas de linho. duzia 129000 e 10*000
Campos & Lima, tendo completado todos os
meios brandos e concilla veis com seus devedores,
nao lhe possirel, a bem de seus interesses,
continuar a serem mais coodescendenles, porque
muilos tem completamente abusado ; porlaoto
lem autorisado o Sr. Antonio de Paria Brandao
Cordeiro para cobrar de todos amigavel ou judi-
cialmente : julgamos com este novo proceder nao
ofTender aos oostos devedores.
WOTfJlBffWfBW WW tjBV 9a KrTEW mmmru
Consultas medias.
Serio dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at is 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2. Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orglos da geraco e
do anus.
O ezame dos doentes ser feito na or-
dena de suss entradas, comec,ando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serao empreados em suaS consul-
ta jes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natoreta e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doeotes toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa colleccao de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
S5**6ftii &attS^-&l6Si6QI66Si61
HtK UIUW MR Hl VBWSV ITBv VVVaTiDWm iWH
Quem quizer alugar urna preta de
boa conducta, que cosinha e engomma
com toda perfeicao : dirija-se a ruada
Saudade casa de sotao de du?s janelias,
queachara'com quera tratar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston 4 C. ras da Senzalla Nova n. 52.
Aluga-se um moleque proprio para servico
de casa de familia, ou casa de pasto ; na ra do
Lirramento n. 22. lerceiro andar.
Na ra do Queimado n. 29 se dir quem
precisa de urna escrava aem vicios para o servico
de urna casa de mui pouca familia.
it Deseja-se arrendar om eogenho de boa pro-
ducto e que tenha escuvos e animaes suficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animies, ae convir ao senhorio rece-
ber em predioa nesta cidade, que poden render
de 3:000* a 4:000* : a quem convir anonncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador o. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o etercicio
da sua prossao de advogado, das 10 horas da
manha at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
la. promelte todo o zeloe promptido as tune-
ces do seu ministerio.
Joao Jos de Carvalho Moraes e mais ber-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta prsga, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragecs da ra do Queima-
do, a Joao Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo sssignado responsavel pela liquida -
gao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 da maio de 1861.
Joao Jos de Carvalho Moraes.
***?>* 90
ARMAZEM PROGRESSO
DE
o ai
>55?< 'o
rS
4
la rito daPenlia
O proprietario deste armazem par-
tieipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sorlimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte dellea
vindos porconla propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga inglcx*per rellnenteflor tmmt libra,, emb.
rril se far algum abalimento.
Hianteiga rancexa a m,ian0Tt que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
^^?1*' ^y8011 PTet os melhores que ha neste genero a 29500, 2| e
1*600 rs. a libra.
^jaeijOS aameilgOS cnegados neste ultimo vapor de Europa 1*600 rs., em por-
co se far algum abalimento.
5|ueiJO SUISSO receniemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
"*J'* V*^"'* os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inleiro se far algum abatimento.
H0M0 francez a 500 va.
r.
O
Q
o
e
a
o
o
a
. .Z
m 2
..2.5 -
B4I
. s
o 4 E 1
2 n B
) h. k. O
o carto elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este prego nicamente no Progresso.
Doee da CaSCa de gOiaba em d^es com 3 ll2 libras vende-se a l*cada um.
*"*^u 11111. lli^VCiW a mag nova qUenano mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3*000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
i\Hl.eiXaS irailCeZaS a 480rs ijbraem porgose far algum abalimento.
"VlarMzCiada mpetial d0 afamaa0 Abre, e de outros muilos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
lalas com bolacVvVaViaa de sodt.
differentes qualidades.
Cnoeolato
vende-se a 19600 rs. cada urna com
o mais superior que tem
Iliaca de tomate
libra.
Peras seccas
vindo a eate mercado a 900 rs. a libra,
em latas de 1 libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
jA agencia do va-
por de reboque.
' Acha-se eslabelecida no escriptorio da compa-
uhia Pcrnnm buc-inn no Porte do Mallos n. A, on-
de te recebem avisos para qualquer servio ten-
dente ao mesmo vapor.
ir ai ''i Tm nn *nTi ir mi^ ai-i atr an sm "f
llV3fVaWniV WalWWKWWVWWalW swrWrWBre~l
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte e enlloca
denles artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeirao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tena agua e pos dentifricios etc.
Aluga-se um lerceiro andar ; na ra Nova
n. 23. loja.
O 1., 2. e 3." tomos das biographias de
alguns poetas e ouiros homens illustres da pro-
vincia de Pernambuco, comas poesas e mu tos
documentos e ttulos inditos, e de grande inte-
reso e apreco, pelo commendador A. J. de Mello.
Em ruo do autor.
Deseja-se comprar urna escrava para servi-
co interno ; na ra da Imperatriz n. 18.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por Z$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento dt cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande slao da ra do Imperador
No grande slao da ra do Imperador
No grande a lao da ra do Imperador
No grande si lao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osbrn,o retratista america.
no tem recentsmenterecebido um gran-
de e variadosarlimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande f ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cadaum.as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Precisa-se de urna ama forra ou capitiva para
engommar, e para lodo o servido interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador o.
37 segundo andar.
Ayso.
| STAHL C. |
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
{ Roa da Imperatriz namero 14
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 0
| Retratos em lodos es-
tylos e tamhnAios.
| Pintara ao natural em |
S oleo eaquareUa.
Copias de daguerreo- 2
S ly?o outros arte- |
2 tactos. *
J A.mbrotynos,
Paisagens.
e0@ *S6SS
Precisase alugnr urna ama livre ou escra-
va para o servido interno de urna casa de fami-
lia ; na ra da Uoio n. 40.
Precisa-se alugar urna escrava pa*
ra o servico interno de casa de familia,
que saiba cosinhar e engommar. agra-
dando paga-se bem : na ra da Aurora
sobrado n. 58.
Aluga-se o andar com soto na ra da Ca-
deia do Recife n. 7, proprio para homem solleiro
ou escriptorio : quem o pretender dirija-se a loja
do mesmo sobrado.
Um homcm vindo ha pouco de Portugal,
offerecese para ensillar em qualquer engenho a
primeiraa ledras e a Iraduzir francez : a tralar na
ra larga do Rosario, loja de louca.
O Sr. Pedro AWandrino Machado tem urna
carta vinda do Rio de Janeiro: na ra da Sau-
dade casa n. 21.
E. A. Ryder, subdito britannico, vai para
Europa._____
Chapeo? de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeilamente boos a
19, corles de casemiras floas de cores a 4$, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Lirramento.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, algo frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nota edicao do mez maano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Peona,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicao, modo de visitar o lauspere-
nedo sanlissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da livraria ns. 6 e 8 da prata da Indepen-
dencia.
Ges & Basto.
Ra do Queimado d. 46.
Despacharam grande porco de duzias das me-
lhores camisas inglezas toda de linho pregas lar-
gas, que estao vendendo por barato preco como
costume para bem servir aos freguezes.
Em casa de N, O. Bieber
& C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaui em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerneja escosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Compras.
Compram-se moedas de ouro de 20&0G0 :
na ra Nova n. 23, loja.
Compra-se urna taberna no bairro da Boa-
Vista ou S. Antonio : quem tiver annuncie por
este Diario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 80 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ralrii p. 18 loja.
Vendas.
as mais novas que ha por serem vin-
em molhos com 20 macinhoa por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
Joao de Siqueira Ferrao scientiGca a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to deatas como de outras provincias que
mudou seu estabelecimento de fazendas
que Ui.ha na ra do Crespo n. 15 para a
ra do Queimado n. 10, onde continua a
ter um completo sortimento de fazendas
de todas as qualidades.
?-..>
em condenas de 8 libras por 3$500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas franeen. s e inglezas
das em direilura a 800 rs. o frasco.
iVletria, maearrao e talnarim 400 br.. em *,. de... .r-
roba por 8$.
Palitos de dente Usados
Toneinho de Lisboa
a arroba a 9$.
yieSttlO multo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
i^nonriQas e paios 0 que ha de DOm neste genero por ,erem muil0 n0T08,560 re#
n \J o i iO carpenter wilh Stseks for Ships-buildiug,
Bat*^*r?.*f.^da .......- IfeSjgg.sgaas^i
\ illa i onm tipWa A a nnata "e^w^^'w**B w^vBS wsVr eMr$>i vQRtt
iit3 vum Pcl*c *" fpuBM preparado da melhor maneira possivel das melho- Claudio Dubeux despedio o seu caixeiro
res qualidades de peixe que na em Portugal a 15500 cada urna, assim como tem salmo e Joaquim Marques Soares.
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas! Dr. Debroy, dentista, successor do Sr. Pau-
qualidadesdos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das miia acreditadas marcas, loGaignour, avisa ao respeitavel publico quoche-
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu- gara em Pernambuco no mez de abril ou al
trincado a i$ agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonas junho.
baratas e outros muitos leeros que enconlrarao tudo de suuerior qualidade. JttSIS^5l6-dlv9333l3-Siw$$!tt
CONSULTORIO ESPECIAL
UOMEOPATHICO
Precisa-se fallar ao Sr. Deodilo Camargo,
que morou no Campo-Verde, nesta lypographia.
Joseph Elias Machado Freir ruaster
carpeoter wiih Slseks
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores viga ros, delegsdos, subdelega-
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se ainda exis-
te e onde, o Dr. Jote' Coelbo de Olivei-
ra, illio do fallecido escrivo Coelho, en -
viem suas informacoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialG. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-se-ha toda a despeza que se izer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratificar-se-ha generosamente.
**ct!VBVVW wzrm VSl'Ww wWPmWWmwWi^fWiBw***
Atteoco. *
| Francisco Xavier Pereira de Brito, so- I
ifc licitador da fazenda geral, tendo exercido S
por espaco de 8 annos o'bffcio de solicita- g
dor de causas na cidade de Porto-Alegre, X
S adquirindo por isso urna grande pralica, 3
fk pretende aqui encarregar-sedo andamen-
A to de qualquer causa nos differentes jui-
|P zos, despachar escravos e tirar passapor-
g> tes ns polica, e promover cobranzas. E
g como tem na corle sua disposigo um
v habilitado procurador tambem se eocar-
JS rega de maadar agitar l o andamento de
& qualquer pretenco peranle as secrtta-
26 rias de estado e ihesouro, e de qualquer
|e causa que teoha de seguir por meio de
g recurso para o supremo conselho.
S Qualquer pessoa que se queira utilisar
g de seu presumo pode o procurar das 9
jk horas da manha at as 2 da tarde na ra 3|
5| das Triocheiras u. 13, e fora destas horas SJ
Ib na ra de S.Francisco, sobrado n. 72. w
a'tesis ftiecie-5i6'gi(M>ia-ai5*6ci6
Precisa-se alugar duas escravas para ven-
der na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. 27,
segondo andar.
Consultorio medicocirurgico
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que lem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
uenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inacrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forera apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar quetra ter maior certeza acompanhar urna coala assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tinctora de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos aur em tubos qur em tincturaa custarao a 19 o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodoa
6uffioieotes para receber alguna escravos de um e oulro aexo doentes ou que precisem de alguma
operaco, affiaocando que sero tratados com todo o disvelo o promptido, como sabetn todos
aquelles que i tem lldo escravos na casa do annunciaote.
A suaco magnifica da casa, a commodidadedoa banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manha al 11 horaa
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharao em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria o, 3 casa do Fundi.
Dr. Lobo Mocoxo.
DO
DB. CASANOVA,
30-Rua das Cruzes-30
Neste consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca-
tellan e Weber,por precoa razoaveis.
Os elementos dehomeopathiao bra.re-
commendada i intelligencia de qualquer
pessoa.
KaipKiMH-eiKKfieeie-fiKenaKi
Precisa-se alugar urna escrava pa-
ra o servico de urna casa de familia :
na ra da Gadeia do Recife n. -53, ter*
ceiro andar.
CONVITE.
AtteoQao e umita attenco.
Sodr& C. convidam a todas as familias que
quizerem honrar com suas presentas a sala do
primeiro andar da ra estreita do Rosario n. 11,
por cima do seu estabelecimaoto, a virem tomar
sorvete e outros gneros tenientes a confeitaria,
para que lem com todo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, ad*er-indo que serio servidas com toda a
promptido e presos mdicos.
Sebastio Lopes Ferreirs, Porlnguez, vai
ao Rio de Janeiro.
Fazenda econmica!
Laziuha para vestido a 240 rs. o covado, fa-
zenda outr'ora de 800 rs. ; Amorim &. Castro,
ra do Crespo n. 20.
Avariado.
Madapolao coqueiro com pequeo toque de
avaria a 30500 a peca: na ra do Queimado n.
17, a primeira loja passando a botica.
Cemento hespauliol,
Para saldar todo e qualquer objecto quebrado
como seja, niarflm, marmore, rnadreperola, por-
celana e outras qualidades de lou;a fina e ordi-
naria, prova d'aguae de calor, preco 10 o frasco -
na travessa da ra das Cruzes n. 4, e na ra da
Cadeia n. 15.
Bales de papel loABlonio e So
de seda coloridos
com letreiros de
differenles taa-
nnos proprios pa-
Joo, por prego
commodo.narua
da Cruz do Reci-
armazem nu-
Aviso.
Francisco Haciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da praca como do fora,
que tem de abrir novamente o seu estabeleci-
mento de colgado feito na provincia no 1.* de
julho prximo futuro, ns ra da Imperatriz, ou-
tr'ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
dos Ferrtiros, onde pretende vender muito em
conta, como de costume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e ganhar pouco.
Precisa-se alugar duas escravas para ven-
der na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. 23,
segundo andar.
Antonio Pacheco, retirase para o Rio de
Janeiro.
LOTERA.
Acha m -se a venda os bilhefes e meios
bilhetes da primeira parte da primeira
lotera a beneficio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario da freguezia de
Muribeca, na thesouraria das loteras
ruado Queimado n. 12, e casas com-
missionadas do costume.
O dia impreterivel da extraccao (era'
designado logo que se tenham vendido
boa parte dos bilhetes. As sor tes serao
pagas logo que sejam distribuidas as lis-
tas. O thesoureiro.
Antonio Jos' Rodrigues de Souza.
Barroca & Medeiros sacam para
Portugal.
D. Mara Vicencia de Paula e Cunba retira-
se para fora do imperio, levando em sua compa-
nhia tres filhos menores.
ra festejo de San- W mero 14.
Vendem se libras sterlinas : na
commandita largo do Corpo Santo.
Vende-se por preco commodo um
preto de boa condneta e ainda moco :
quem quizer compra lo dirija-se a ra
da Saudade casa de sotao de duas janel-
ias n. 15, que achara' com quem tralar.
Farelo.
No armazem n. 30 da ra da Madre
de Dos, confronte a botica ingleza, ha
muito bom farelo em s-ceos, chegado
ltimamente, para vender as porcoes
ou a retalho.
J.Praeger&C.
. em liquida cao.
Na ruada Cruz w. 11,
vendem,
25 quartolas vinho de Bor-
deaux de di'erentes quali-
dades.
Dito em caixas de 1 duzia.
Agua de Seiter, da Foute.
Vinho do Porto em caixas.
Dito Xerez em ditas.
Cognac fino [pal brandy.]
Sardinhas em 1(4 e 1[2 latas,
Presuntos de fiambre.
Champanha nova.
Chocolate francez.
Atiendo.
Vende-se om ptimo escravo bom carreiro,
cozinha o diario de urna caa, com bastante pra-
lica de criado por saber tratar muito bem de ca-
ballos e de arreios : na ra do Livramento o. 23,
terceiro andar.
DESTINO
DE
Jcs Dias Brandao.
5Ra da Lingueta- 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manleiga ingleza a 19 a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha prelo a 1 400, dss-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezas a
700 rs., aletria, talhaiim e maearrao a 400 rs. a
libra, toucinhq de Lisboa a320rs. a libra, banha
de porto refinada a 480 rs latas com peixo de
postas a 1&400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5#a- auzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6$80O a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to cm conta, vinho do Porto engarrafado Dno
(velho) 560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornava enfa-
dooho eos trt-5uc2.es [Ululivlro 3 vlsia.)
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba do receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Estes e outros objectos que dila
loja recebe de sua propria bncommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, c para que clies se
nao confundam com os falsificados, que por ahi
ha, todos os frascos, teem um rotulo dourado que
dizLoja d'Aguia Branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
9
Q
.
Liquidaeo
Ra do Queimado n i 0,
Loja de \ portas, vende-se:
Superiores chapeos para senhora
a 12,000.
Superiores cortes de fil bordado -
pira vestidos de senhoi a a l.S'c
15,000.
S Superiores cortes de seda preta
9 para vestidos de senhora a 40$
e 50,000.
I Superior velludo de todas as co- \
@ res o covado ,S'. <$
Na rus do Queimado n. 41, quina da Con-
gregarlo, vendem-se paletots de casemira, alpa-
ca e riscado, por todo prego para acabar, caigas
de casemira pretas e de cores, colletes de setim,
casemira e fusilo Bor metade do seu valor : ap-
proveitem antes que se acabem.
Para a clmva.
Vende-se muito barato arligos de gut- ?
la-perche (borracha) : na ra Nova nu- ^
mero 43. ;>,
9
s
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linbo de flores com
pequeos defeitos a 3$ a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para o servido diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioridade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado dola, eser mais por aquelles quo de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, cooser-
va-se por 3 e A aem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Eerragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joao, que por sua barateza e
bem acabado gosto, ere nao ter rival nesta praga,
rico sortimento de facas, garfos ecolheres de to-
das as qualidades, e precos. meias linas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ras
do Queimado n. 22, na loja da boa (.



()
DURIO D* ftHillltJCO. TBB?A FURA 11 J WWiO Dt 1*61.
A moda do
Porto.
Na grande fabrica de tamancos da ra Direita,
esquina da travpssa de S. Pedro n 16, ha conti-
nuamente sortimenlo de tamancos de todas aa
quaiidades, que se vende tanto a retalho como
em porces, por menos- do que em outra qual-
quer parte, asslm como tamancos de vaquetas
feiios a moda do Porto, para todos os tamaitos.
Fariiiha de mandioca, o me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no armazem de Fragoso Madro de Dos n. 18. defronte da guarda da al-
fa adega.
Cebo coado do
Rio Grande,
muito airo : no largo da Assembla n. 15. trapi-
che Baro do Livrameulo.
I Liquidaco
ftua do Queimado n
0. loja de 4 portas.
*p Vende-se as seguintes faznnd por J
(JS menos progodo que em outra qualquer $$
^5 parle, como sejam : f
9 Chitas rancezss cores fixas a 220 e 240 W
*S* Corles de cissa franceza a 20000 V
ji Cha ys de apurado gosto covadoa 500 955
rl Cami>raia de seda dito o corado a 440
^2? Mimos do co dito o corado a 400
&} Chales com palmas de seda a
m 18600 e 2*000
?* Camisiohas de cambraia bordada
& para baplisado a 50000
g'3 Ditas de dita para senhora e com
2 Roliinha a 3g50O
w Chitas inglezas cores fixas a 160
$g Eguio de puro linho a vara a 800
C". Cambraia 3a muito fina a pega a 58000
< Choles do merino bordado a 50000
# Ditos de dito liso a 30500 e 4$U00
^ Manas de setim lavrado para se-
nhora a 1$600
Meias para senbora a 3J, 30500 e 4C00
A: Chapeos de sol de seda para se-
jg nhoraa305OOe 4J0O0
w Guirdanapos adamascados a du-
^ zia a 2J500 e 30000
&g Toalhas de linho a duzia 50000
**|' Risr.adinhos de linho o covado a 160
0 Corles de brim de linho de cores
|U a 20500 e 2J800
5 Ditos de raeia casemira a 10380 e ljjfioo
<8 Panno azul fi-io :ovado a 10280 e 16()0
tJ3 Dito preto dito dito a 30500. 40 e 5JO00
2 Cortes de casemira preta a 55 e 6*000
w Cori s de dita de cores a 40 e 50000
% CoriPs de velludo para collete
a 1*600 e 20000
Dilos le gorgurao a lg600
Brim branco de linho trancado a 1/000 ;
Pileiots de brim de cor pardo a 3g >O0 |
Ditos de dilo lona a 4J500
&
Arado* americano te machina-
para lavar roupa:om caa de S.P. Jo
hnston & C. ra cUSenzala n.48.
Se* *
..Cortes de calcas a StM
Cortes de calcas da brioa Irangado '
V muito fino de punasimo linho, com seda O
M de listras a quadrinhos da cores fixas, m\
f pelo baratissimo prego de 30 cada corte :
W na roa do Cabug loja n. 8, da Burgos V
^ Poace de Leen. A

Largo do Carmo, quina da ra
de Hortas n. 2.
Vende-se macarrSo, aletria a talharim branco
a200 rs. a libra, dito amarillo a 400 rs., man-
teiga ingleza a 800 rs. a libra, dita franceza a
720 : na mesma casa compram-se jornaes a
30840 a arroba.
99 999
Em casa de Mills J
| Latham S ra da CadeiaS
1 n. 52, veade-sef
Champagne. sj
Vinlio Xerez e Porto engarrafado.
^ Dito de Lisboa branco e tinto em J
9 barris de 5*
Cerveja preta muito superior.
9 Manteiga ingleza dita.
Oleo de linliaca. #9
Azarcao.
Tintas preparadas a oleo.
Verdete de Paris. j
Dito composto.
Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
Linhas em novello.
Panno de algodao para saceos.
Ancoras e coi rentes de ferro.
. Um sortitnento de ferro inglez.
Agua ambreada
para banho do rosto e do


n
m

m^mm %mm
Brilhantes
de todos os lmannos : vendern-ae em asa de
N. O. Bieber i G. suceessores, ra da Cruz n. 4.
Venda-se ama armscao em bom estado e
envernisada, a tamban se traspasas a chave da
casa aondeella est collocade, por prego commo-
do ; na ra do Bangel n. 18, a tratar defronte,
sobrado novo n. 25.
Jt PR1MAVEIU
16-Raa d Cadeia do Recife-
LOJA DE MIUDEZAS
16'
DE
Ba do Crespo
loja ; _'.">, deJoaquim Ferreira de S, rendem-
ae para fechar conlas as seguintes fazendas por
precos muito baratos: pecas de cambraia lisa fi-
na a 3j. corles de casemira a 35500, pegas de
bab3Jus largos c muilo fions a 3*, seda de qui-
dros-miudns a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores esciras e claras a 20, cissas de cores bons
gustos a 20 o covado, organdys muito tinos a
500 rs., pocas de enlreineios bordados a 320 a
vara, gollinhas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 20, bramante de algodao com
9 palmos de largura a 10*230 a vara, sobrecasacas
de panno fino a 20 e 25g, paletots de panno e
casemira a 160 e 200, ditos de alpaca de 3/500 a [
70, dilos de brim de cores e brancas de 3 a 5,
calcas de casemira prela e de cores d 6 a 100, \
dita's de brim do cores o brancas de 2J500 3 50.
collates de casemira de cores, e setim preto a 50, j
caosis de fusto brancas o decores a 20, cortes
da cassa de cores a 20. cassaa protas a 500 rs. a
vara, camisas de rueia a 640, merino de cores
proprio para capis do senhora a 800 rs o cova-
do, assim como oulras muilas fazendas, tudo
muilo barato para acabar.
Vende se por todo
preco para aca-
bar.
Na ra do Queimado n. 41. loja da quina da
Cojgregacao. alero de muihs fazendas que admi-
ra pela baratez*, menciona-se as seguintes : cor-
tes de e<\i corii hahains com pequeo toque de
mofo a 20, ditos do boa seda com 18 covados a
6, lOe 120, seda de lodos os padroes, covado a
500 o 10, erosdenaples de cores muilo eocorpado
a lJ200o roado, dilo proto muilo superior com
pouco mofo a 1(500, lazinhas pira vestido a 320
o covado, corles de cambraia brdalos brancos e
de cores a 20800, cansas de lindos padrees a 160
e 200 rs. o covado, chitis francezas, lindos pa-
dr-s, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs.,
ditos astreitos, talas fixas a 160 rs. o covado, al-
paca di seda, delicados padres, a 400 rs. o co-
vado, cazaveques de cambraia muito fiaos a 60,
dilos de mussulina a lg, 160. cptililhoa de s*da a 6J, de retroz a 4J, ca
misinhaa de cambraia para senhora a 10, chapeos
de seda muito lindos para meninas e mninos a
60 e 40500, para senhora a 6fl, e omitas fazendas
qres vista se admira.
Armazn, de fazendas.
19 Ra do Queimado 19
COBEBTAS
de chita a chineza, pelo oreco de I58O0.
LENQOES
de panno de linho pelo barato preco de 10900.
TOALHAS
de fusto para mao, cada urna por500rs.
CALCINHAS BORDADAS
para meninas e meninos a 202OOcada par.
ALGODAO' MONSTRO
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Bramante de linho
com 10 palmos de largura a 20200 a vara.
Cortes de casemira.
Cortes de caiga de casemira de cor a 50.
Chita a 220 rs.
(."'lila franceza escura pelo preco de 220 rs.
Lengos, a duzia,
brancos e com sacadura de cor a 106(50 e 1$800
Chales a 2#500.
Chales do merino estampados a 20500.
Vende-s a dinheiro ou a prazo a loja de
miudezasda rus do Crespo n. 3 ; quem a pre-
tender, dtrija-se a mesma que achara com quem
tratar.
Enfdtes de flores para ca-
samentse bailes.
Chegoo para a loja d'aguia branca liados a de-
licados enfeites de flores finas, feitos com muito
gosto e a ultima moda, sao mui proprios para-es
senhoraa que vo a casameulos e bailes, e ser-
Inm '/"*luienle P" passeios. Os precos sao 80.
10 e 12. porm que aarecr o bom conhece-
r que sao baratos, e para Uso dirigir-se a ra
de Queimado, loja,d'aguia braoca e. 16.
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urr aroma ex-
celentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resillando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
Itdade dassenhoras : assim como para se deitar
o Agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
soltando alem de refrescar o tirar ou fazer desap- i
parecer esse h'lilo dessgradavel que quasi sem-
pre se tom pelo transpirar. Tambem tom a pre-
ciuMdada de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a barba, urna vez que a agua coro
que se lave o rosto lenha della composigao. Cus-
a o frasco 10, e quem aprecia o bom naodeixar
cerlamente de comprar dessa eslimavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado n. 16. nica parle onde se achara.
mmtmwzmm m vmw&mmM
fg Gurgl & Perdigo.
H Ra da Cadeia loja n. 23.
k RECEBE RAM vestidos superiores de
g| blonde cm mana, capeila, aia ae se-
a lim, ditos moderaos de seda de cor, di-
Jf tos prelos, ditos de phaotasia. ditos de
cambraia bordados, lindas lasiobas, -
I l, larlatana, sedas de quadriohos, gros-
Sdenaples, moreanlique, cassas, cambraia
d cores nrjtto superior, sintos. enfeites,
a novos manguitos, chapeos, manteletes.
O visitas, capas moderna de gorgurao e de
JK fil, pulcetras, leques e extractos de san-
9} dalo.
FaiisecadiSilva
Sabio inglez o melhor que ha no mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares bonito*,
gostos a 800 rs., eapelhos pequeos dou
rados a 800 rs. a duzia, apparelhos pa-
ra brloquedos de enancas a 10, 2J e 3g
cada um, aacovas para unhas de 800 a
10 Cuda urna, ditas para dentes de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 10 a
1$500 cada urna, pentes de tartaruga
^93 virados a 50, 60, ~$ o 8 cada um, en-
S feites de vidrilho a 1g800 cada um, bar-
^ retes de dito a 10200, froco de cores a
S 200 rs. a peca, fitas de velludo com 10
fe| varas a 800,1 e 10200 a peca, escencia
*>3 de sabo para tirar no loas s 10 o vidro,
^h pentes para atir cabellos a 10400 a du-
Mi zia, caixas de raz sortidas a 10400 a
>gj dozia, cartas francezas finas a 3|a du-
^sl zia, ditas portoguezas a 10800, caivetes
g| para fructas a 4J a duzia, ricas caixas
com espelhos coDleodo perfumarlas pro-
prias para toilets de seohoras a 6J e 8g
cada urna, babozinbos de dilos a 50,
caixinbas de vidros com ditas a 20500
cada urna, argolas douradas a 10500 a
duzia, dados a 10500 a bala, peales fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros cora pennas de ac a 800 rs. a du-
zia, colher.'s de metal prncipe para ti-
rar sopa a 2# cada urna, dilas pequeas
para cha a 20 a duzia a para sopa a
40500. pentes de bfalos amsrellos a
40500 a duzia e a 400 rs. cada uro, di-
los para bichos a 280 rs. cada um e a
20500 a duzia, botes de madreperola
para abertura 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 320 rs., ditos de loica bonitos
gostos a 240 rs., ditos de ihantasia a
400 rs. a duzia, alfineles de iabeca cha-
ta sortidos a 120 rs, a carta a a 240 rs.
o masso, pinceispara barba i 400 rs. a
duzia, teseuras em carteira a 10 a du-
zia, caixas finas para rap a 8)0 rs cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para hooem e se-
nhora a 1$ o par, dtto3 de pelucia a
10500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 60, jarros com pomada a 3j
o par, escovas Unas com espdhos para
cabellos a 1 cada urna, agua do Orien-
te a 1g280 a garrafa, dita decologoe a
20800 o 40, bengalas superiores de 10 a
1S800 cada urna, e muitos outros arti-
gos que seria enfadonho eoumea-los,
os quaes se ven Jera por precos o mais
baratos do que em oulra qualquer parte.
MreiiM
Cortas de meia casemira de urna soedr, fazen-
da superior, pelo baratissimo preco de 20 cada
um; na ruado Queimado n. 22 na loja da boa f.
A12J000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na roa
do Queimado n 22, na loja da boa f.
Extractos, banhas,cosme-
tiques, e ol^os, de Lubin
para 1 ricis, e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se encentra as per-
fumarias cima do bem conbecido fabricante Lu-
bin; a bem assim finos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Con-
dray, Piver &. Bmfimquem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loja d'Aguia Branca.
Relogios
Vende-se em casa de Johnston Pater d- C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimeoto de
relogios de ouro, patete inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
unaa variedade de bonitos trancens para os
mes saos.
Guardanapos r-ara mesa
a 3| rs. a duzia ; na ra do Queimado n. na
loja da boa f.
Chegaram ltimamente do Rio de Janeiro
alguos rolumes da bem escripia obra de Monse-
uhor Mu-ir Tovares sobre a revoluco de Per-
nambuco de 1817. Nao havendo aqui maisexem-
plares alguos, juigou-se til fazer ir dalli os
exemplares que restavara pela procura que mui-
tos faziam. Acha-se venda na livraria dos Srs.
Nogueira de Souza l C., ra do Crespo b. 2.
Cintos pretos e de
AaKacii%
na

V
V
mm^u low-iow
Roa da Sen zalla Nova n.42,
Neste estabelecimento contina a baver um
completo sortiment de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
ta forro ha ti a
para dito.
<>.Jo, a iodos ostamanhos
f^
Viohos engarrafados^.
Grande pecbincha.
PALETOTSSAC .OS de casemira ingle-
za a 100, ditos a 150. ditos de alpaca mais
|s fioa a 60, sobrecasaco de panno a 200,240
* e mutlo boas a 400. caigas de casemira a
90, botinas de Mell a 120 e ingleza a
J5 !O0, chapeos francezes a 80 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
Sem igual.
SAIAS balio muilo boas de lodo tama- *
M nho a 40, luvas de Jouvin de todas as S
cores e brancas presos Dxo 28500, sapa- l|
|g tos de tapete e de tranca a 10280. colchas ||
S grandes do damasco de la e seda a 60, t
de algumas deslas fazendas existe urna ll
pequea quantidade por isso as pessoas Z
quequiznrera com tempo dirijam-se a ra |
da Cadeia confronte ao becco largo loja m
o.23. H
Termo
Collares.
Laradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvaaia, em caixas de urna duzia da garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodao moustro
de duas larguras a 600 rs. a vara : ca ra do
Queimado n 22, na loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que haviam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de to necessarii agua
balsmica, que ella acaba de ebegar endita loja
ondesomente a encontraro. Quem tem usado
dessa aguasaba perfflamente das virludes della,
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotis della em meto copo d'agua pura, e com ella
estregando -se os dentes, e lavando-se a bocea, os
al veja, livra-os da carie, fortifica as gengivas, e
acaba o mo cheiro quando ha dentes furados : o
preco continua a ser 10 o frasquioho : na loia
da aguia branca, ra do Queimado o: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinha, bolachinhas, doces ele. a
10 cada um : na ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, n.
Farinha a 1:600 a
sacca,
Industria Pernambucana.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
onde se vender em grosso e
a retalho p r menos preco
que em qualquer outra parte
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em H;spanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vantagem sobre
outros de, nao cortar a roupa
pela grande quantidade de jbronzeados, lonas" ngles, flo doWa, ehieota
barrilha que neSSeS OUtrOS Ptr4Carro emomaria.arreios para carro da
COntem dU8 eav,,os rel8sd uro patenta
fazendo-se differenca neste preco a quem com-
prar de 100 saccas para cima,chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
n. 15,trapiche Barao do Lirramenlo.
Toalhas para raaos
a 63 a duzia : na ra do Queimado n. 22.na loia
da Bus f.
aa ia Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Joahston &C.
sellinse silbos nglezes, candaairos e castigas*
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
ebegado os lindos cintos, tanto pretos com
eofeitesi do conlinha, como dourados, e de lindas
fitas e li velas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Capelias Anas para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capelias de flores finas para as noivas, e aa
est vendendo a 60 e a 80, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Vende-se em casa de Saundres Brothers de C.
prarja do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Uoskell, por pTecos rom modos e tam-
bem trancellins e cadeias para os meamos de
excellente gostn.
Luvas despeluca enfeta-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo preco de50OOO
o par: na dila loia de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca rerebeu novamente
um bello sortimenlo de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros; e os est ven-
dendo baratamente a 2JO00, 30000. e 4ft000; as-
sim como caixtnhas redoodas com 6 frasquinhos
a 1&5OU0, caixinhas com ch-'irosas pastilhas para
derumar quartos gabinetes & & a 20000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
Vende-se una casa em Olinda, ns ruado
Coxo. com os soguillas commolTos : 2 salas de
frente, 4 quarlose sala de detraz: a tratar no
pateo do Carmo da mesma cidade, em casa de
Lourenco Guedes Alcoforado.
Vende-se a historia universal de Canl as
obras completas de Chateaubriand, e a historia
dosGerondinos por Lamartine, obras todas no-
vas; nesta typographia se dir quem vende.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varaa de largura, palo baratissimo
proco de 20400 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na loia da boa f.
Chales de merino
estampados a 20500; na ra do Queimado n. M,
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
yendem-sa*opariorea.fravatiaha estreitas de
aeda, nao so pretaa como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1J: na ra do Queimaao d. 22
loja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duaa larguras a 20600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha oeste genero : na ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. 50.
Baldes
de mussulina para meninas a 30000: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Caes do amos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello,
precos razeaveis.
e louro por
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
15,000
Ogigocom 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire: oa pracada
Independencia n.
EAU NINERALE
NATURAIXEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Am ii(loas confeitadas
a 1$ a libra.
Proprias para sortes de S. Joao
vende-se tanto em porces como a retalho nicamente no
armazem Progresso, iargo da Penha n. 8.
Fazendas baratas.
A 4jjj000.
Cortes de casemira decores, fazenda boa ; na
ra do Queimado n. 47.
A 2p00.
Toalhas de linho para mesa : na ra do Quei-
mado n. 47.
A 160 rs.
Pares de meias pretas de alodao para homem:
na ra do Queimado n. 47.
A 100 rs. o covado.
Chitas pretas em retalhos ; na ruadoQueima-
A1#280 o covado.
Grosdenaple preto, fazenda boa ; na ra do
Queimado o. 47.
A % o covado.
Setim maceo preto muito bom : na ra do
Queimado n. 47.
A 2,200 rs.
Corles de gorgurao de seda a de cores ; na ra
do Queimado o. 47.
A 4#600, 4^800 e 50200.
Pecas de madapolo bom : na ra do Queima-
do n. 47.
Para luto.
Cassa preta una com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; ns rea do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Calcado barato
Na loja n. 39 da prara da Independencia ven-
dem-ae por baratos oreos os s*guintes calcados;
Borzeguins para homem a S e 70.
Ditos para rapaz a 30.
Ditos para senhora a 2 e40.
Ditos para meoioa a 10.
Sapatos raaos e lustre para homem a 2, 3i e
40000.
Sai*toes de lustre para homem a 3g500.
Ditos de ditopara rapaz a30.
Sapatos de tranca a 18200.
Ditos de lustre para senbora a 600 rs.
Ditos de marroquim para crianca a 800 rs.
Sapatos de borracha a i$.
Assim como outros calcados que se veodero
por muito barato preco.
Nova sortimenlo
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
A loja d'aguia branca recaben proximameote-
um novo e lindo sortimenlo de cascarrilhas da
seda para enfeites da vestido, sendo da differeo-
tescores e larguras, e como sempre aa est ven-
dendo baratamente a 20. 3, 4 e 5 o peca, precoa
estes que em nenhuma oulra paite sa acham, a
s airo na ruado Queimado, loja d'aguia branca
namero 16.
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. Al.
Um grande e variado sortitnento de *
i roupag feitas, calcados e fazendas e todos 1
estes sa veodem por procos muito modi-
j Meados como de seu costume,assim como S
i sejam sobrveasacos de superiores pannos 1
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a j|
i 260,280, 300 e a 350, paletots dos mesroos
| pannos preto a 16g, 18, 200 e a 240,
. ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padres a 140, 16, 180.200 e 240,
| dilos saceos das mesmas casemiras de co-
i res a 90, 100,120 a a 140, ditos pretos pe-
lo dimiauto prego de 80, 100, el2J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 120,
ditos de merino de cordo a 120, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 150,
ditos de alpaca preta a 70, 80, 90 e a 100,
ditos saceos pr-tos a 40, ditos de oalha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3^500, 40
e a 40500, ditos de fusto branco a 40,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 70, 80, 90 e a 10, ditas
pardas a 30 e a 40, ditts de brim de cores
Anas a 2$500, 30, 30500 e a 4t. ditas de
brim brancos finas a 40500, 5g. 50500 e a
60, ditas de brim loas a 50 e a 6g. colletes
de gorgurao preto e de cor s a 5J e a 6J,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 50, ditos de fusto branco e de brim
a 30 e a 30500, dilos de brim lona a 4f.
dilos de merino para luto a 40 o a 40300,
caigas de merino para luto a 4J500 e a 5J,
capas de borracha a 90. Para meninos
| de lodosos lamanhos : caigas de casemira
i prefa e d cor a 5g, 60 e a 70, ditas ditas
| de brim a 2j, 30 e a 30500. paletots sac-
i eos de casemira preta a 6g e a 7, ditos
, de cor a 60 e a 7$, ditos de alpaca a 30,
I SObrecasarn* Ho panno proto a i 3 e a
i 14, ditos de alpaca reta a 50, bonets
para menino de lodas as quaiidades, ca-
misas para meninos de todos os lamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
I babadoslisosa80ea 12g. ditos de gorgu-
rao de cor e de las a 50 e a 60, ditos de a
brim a 30, ditos de cirnbraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras 3
fazendas e roupas feitas que deixam de ser meucioaadas pela sua grandequanti- tt
dade; assim como recebe-se toda e qual- 3
quer encommenda de roupas para se ||
mandar manufacturar o que para este fim 1
temos um completo sortimenlo de fazen- S
das de gosto e urna grande officina de al- S
raate dirigida por um hbil mestre que |
pela sua promplido e perfeicao nada dei- 5
xa a desejar. M
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E'chegado um riquissimo sortimenlo de can-
dieiros verdadeirameole econmicos, sendo das
quaiidades seguintes : para sala de jamar, sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, dilos mais
abaixodo roesmo modelo, riquissimos para pen-
durar em parede, com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermacete, nova in-
vengo, primeira vez vinda a este mercado ser-
vem tatobem para todos os senhorea de engenho
que quizerem ter urna boa luz, ditos menores de
tres lamanhos, dilos para cozinha ou salas inte-
riores, todos por muilo baratissimo prego, e mui-
to deverSo econoroisar os senhores que compra-
ren!, foroecendo se sempre todos os preparos
para os mesmos candieiros que forero comprados
nesta casa ; assim como se pode assegurar aos
assignantes que nunca faltar gaz neste depotito
da ra Nova n.20 loja do Vianna.
Vende-se um eacravo bonito, perfeito car-
reiro e serrador: para tratar, na ra do Impera-
dor n. 17, segundo andar.
Delicadas
gravatinhas de &eda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgo de mui boni-
tas e delicadaa gravatinhas de aeda bordadas, ul-
timo gosio, para meninas a seohorw, e as est
vendendo a 10500 cada una ; a ellas, antea que
se acabem, ovia s as ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Vndese um carro de 4 rodas
cora arreio para 2 cav .los, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus bJoes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna encllente casa terrea com so-
lio na cidade do Aracaty, sendo na melhor ra
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gar-
gel & irmo, e nesta oa ra do Cabug loja.
n. 11.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato de que em outra qual-
quer parte : na ra larga do Rosario, n. 34.
Vende-se urna porgo de barris Tastos: no
pateo de 3. Pedro, n 6.
Calcado
grande sortimento.
4H Ra Dienta 45
Qual ser a-joven e linda pernambucana, que
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Iha
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que oo quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calgado que em outra
psrte nao vendido se oo por 10, 12 ou 14?
sltendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (JolV) e brilbantina. 50500
com lago, de lustre (superfina). 50500
cora lago um pouco menor. 50000
aem lago superiores..... 50000
> sem lago nmeros baisos. 40508
> sem lago de cor....... 40000
Sapatoa de lustre. ; 10000
Meninas.
Botinas com lago. ...... 4(400
sem lago.........40000
o para criangas de 18 a 20. 30500
Homem.
(Nantes) lustre. ...... lOgOOO
(Fanienjcourode porco inteirissas 10JOOO
(Paoiea) bezerro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre). 9S000
inglezas inteirissas.....90000
gaspeadas.....80500
prova d'agua. 8j500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 50500
urna sola......... 50GO9
para menino 4$ e..... 30500
Meio borzeguins lustre....... 60000
Sspates lustre.......... 50000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa Anos.....20000
Francezes muilo bem fpilos.....10500
Alem disso um completo sortimenlo do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro corda vo para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, laixas etc., tudo
em grande quantidade e por precos ioferiores aos
de outrem.
Vende-se um estabelecimento de chapeos
na praga da Independencia; a praso ou a dinhei-
ro, como melhor convenciooar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e nome era carta feicha-
da na mesma Praga n. 6 e 8 a com ioicial F se
oo se declara no mesmo anuncio o dito esta-
belecimento porque existem pevedores pelo mallo
e pode prejudicar os ioteresses do dono do
mesmo.
A' loja armazena-
da de Pariz.
Ru3 da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-Vis-
ta, loja armazeoadi de 4 portas n. 56, recebeu
agora um bello sorlimento de fazendas baratas, a
saber : chitas novas s 160, 180 e 200 rs. o cova-
do,ditas largas francezas a 240. 260 e 280 o cova-
do. pegas de cambraia* brancas muito finas a
S#500, 3jg e 30500, atas de balo de 30 arcos pa-
ra senhoras e meninas a 3J500 e4#. cobertas de
chita modernas e novo Rosto a 10800, lenges de
panno de linho a 2$, filas de aigodo por diver-
sos pregos.
PotassadaRussiaeca.de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pndra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Cheguein ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete a palitots a 960 rs. o covado, cm-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 39,
*, 59, e63a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 a 80, ditos bordados com duss palmas, fa-
zenda muito delieada a 9 eada um, ditos tom
urna s palma, muito finos a 805OU, ditoslisos
com franjas dr seds s 59, leaeos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias amito
fioa para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade* 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, psra eoberta a 280 rs.
o covado, chitasesenras inglezas s 59900 a
pec,a, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 a 10600 a vara, dito prato
muito encorpado a 19500 avara, brilbantina
azul a 400 rs, o covade, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
fin-asa 2*600, 39 a 350O o covado, cambraia
preta e de salpicos s 500 rs. s vara, e outTs
uitas fazendas que sa far patente so coropr
dor, a da todas se darlo amostras coa tanbo
LIME TAI BU DE-
Drama em 5 actos
DO
Acha-se i venda m livraria dos Srs. Guima-
res & Oliveira, ra do Imperador n. 54.


DtllO DI HlftfcMlOCO. TB.r$A #14101 M 0|!f80i.
(*
aborto e descobertosr pequen! e grandes, de
ouro patente inglez, para homim sanhora de
vm dos melhores fabricantes de Liverpool, Tin
doi pelo u'iime paquete ingle : etn easa de
Sonthall Mellor d C.
f
feii
4 fama Iriumpha.
Os barateiros da luja
Encyclopedica
DE
Guimdres & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelioaa de pe-
ina e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, satas bordadaa de to-
das as qualidades e prego, chitas fran-
cesas muio bonitas e finaa, enfeites de
diversas qualidades para cabera de se-
nderas, espartilhos de molas e maitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para seohoras.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcadoMelie e muilbs ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Ven de m baratissimo
Vendem baratissimo.
Quera duvidar v ver
.Quem duvidar v ver
Quem duvidar v vSr.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
*%^WfBfWi W-J ^n t&w WWS^WWWfS^PwBWWSt
Aos tabaquistas.
Lencos fleos de cores escuras e flxas a imita-
50 dos de linho a>ji duzia ; ua rea do Qnei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muilo bons chapeos de sol de seda
comcabodecanna, pelo baratissimo preco de 6$
cada u1*1 na rt,m *** ftw^i.4. aa i__ j
boa f.
: na ra do Queimado o. 22," loja da
REMEDIO INC0IY1PARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu arpo e
memeros inteiramete saos depois de havr em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer deseas curas ma-
ravilhosas pela leiiura dosieriodicos, que lh'as
re ata m todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e persas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a araputaco 1 Dellas ha roi-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa foram curadas completamenie,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusSo de seu reco-
nhecimento declamara estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiya.
Ninguem desesperara do estado de saude ee
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo'o
tratamenio que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar ineonle6tawlmenle.
-Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos segrutntes easos.
bexiga
lnflaiuraaco da
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pe tos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuracdes ptridas.
Tinha, era qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulcsras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou
das as pernas
no-
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Coruduns.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anua.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inobacoes.
inflammagao do figado.
Vende-se este ungento no es tabalee i ment
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha centm
urna instrucoo em portuguez para explicar o
modo de fazar uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soura,
pharmacetuico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Pomada franceza a g
60 rs.
S na loja de fazendas da ra do Cabu-
g n. 8, de Burgos Ponce de Len, se es-
t veodeodo comeeliqne a 60 rs. cada
pao eicelleoW para alisar e lustrar ca-
bellos.
&9l&2*a#3 10518 0M$6vi3
Vendem-se cyliodros americanos para pa-
daria, novameote chegados, por presos commo-
dos ; a tratar na ra Direita o. 84.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabr,
Paletots de panno preto a 329, fazenda fina,
calcas de caaemira pretaa de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 4f, ditos de fusto de ceras a 4$,
ditos de estamenha a 45. ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e aobrecasaeos,
colletes de velludo pretos e de eeres, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
Sernas a 200 rs. cada orna, collarnhos dd linhe
a uliima moda, todas estas' fazendas ae vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
fas da machia al as 9 da noite.
Tarlatana.
Vende-se farlaUnabranca multo flaacom 11/2
vara de largura eropria paca vestidos, peTo bari-
tissimo proco dp 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, na loja da bea f.
Filo de linho superior.
Vende-aesuperior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Sapatinhos de setim e
meras de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encoramenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, oa auaes est vendendo
pelo baratissimo preco de &, (nesso genero nao
ae pode dar mais perfeitos),assim como outros de
perin Umbem bordados a I96OO e 20. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at, propriaa para os
meninose meninas que s. rvem de aojos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mala engrcado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegon o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. RadVay & C, de Ne'w-York Acham-s*
venda na ra da Imperalriz n. 13. Tambem che-
garam as iostruccoes completas para se usarem
estes remedios, cootendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
qviaes se vendem a 12O00.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno srmazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, oa ra do Amorrm n. 58; maasa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem (eito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Loja das g portas
EM
Ern frente do Livramente
Lavas de torra! a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
ra. o covado, ditos eslreitos com muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretaoha de rolo a 2J,
brimzinho dequadrinhosa 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a lj[400a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
mauhaa s 9 da noite.
PBARM\CM-B4RTH010ME0
Rna larga do Rosario d. 36
Rob l'Aflecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Taixas.
Na fundico da Aurora, em Santo Amaro,
aempre ha bom sortimeolo de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem seraore no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife o. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
viodo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aos senhores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Algodo da Bahia
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no eteriptorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muitu pro-
pris para saceos de engenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, indas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Le tao
Juaior.
' ^
Wt
Importante
iriso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado n. 89,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitaa, para cujo Um tem mon-
tado urna officint de al'aiate, estando enoarrewa-
do della um perfeito roeslm viodo de Lisboa, pa-
ra desempeonar toda e qualquer obra que ae Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com espeeialidade os
Iifms. Srs. olciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, lardees com superiores prepares
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
daraento todo completo conforme se osa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que d
l vieram ; alm disso (iz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, qaer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsta, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarzadorea e de qualquer juiz segundo o
estylede Coimbra aonde se fazem as melhores
contiendas at boje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de paeens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na roesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto AfBancando
que por tudo se Dea responsavel como seja boas
fazeadas, bem feito e bom corte, nSo se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perder em es-
perimentar.
E' pechincha.
cortes de riscado francez a 29, covados do mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 44.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmao recebe
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rt-
menlo das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h orados
com n ovo s
a perfe i coa-
meatos, fszeodo pespeoto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ma da Imperalriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberarn todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trobes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado eapressamente para as mesmas ma-
chinas.
Vende-se a taberna da ra do Rosario n.
54 da Ooa-Viata : queui pretender, Ulrlja-se a
meema.
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
ruadoCatug n 1B.
Vendem-se massinho da coral muito fino a 500
res o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Veadem-se palmatorias de lato para velas a
'400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16.
Atteiico
Fazendas e rou-l
pas feitas baratas
NA LOJA DE
|J48- Ra da ImppratrizS
Janto a padaria franceza.
Sortimento d paletots de alpaca preta
e de cora 3)500e 4, ditos pardos a 5$,
ditos de bro de edr a 3$500 e 4$, ditos
de ganga dnrdr a 38,800, ditos de brim
pardo a 39510 e 45, ditos de meia case-
mira saceos 1 5$500 e 69, ditos de alpaca
amarella a imitaejio de palha de seda a
49, ditos de bramante braocos a 3j5O0 e
4g, 49500, itos de casemira muito finos
saceos a 13>, ditos sobrecasaros a 159,
ditos com golla de velludo a 209, de al-
paca preta inperinr a 109, ditos de pao-
no preto a 29 e 249, colletes da fusto
branco a 2&*00, 39 e 385(10, ditos de gor-
guro de sida a 48500 e 5J. ditos de ca-
simira prela e d cor 5$, ditos de se-
tim preto a 49500 e 59, ditos de velludo
preto e de cor a 89, 99 e 108, calcas de
casemira preta e de cor a 4*500, ditas fi-
nas a 89,99 e 109, ditas de brim de di-
versas qualidades, ditas de ganga, ditas
gg de princeza preta, diversas qualidades de
* roupas para menino, camisas francezas a
** 19500. l80Oe 1%, ditas finas e de fusto
a 295OO, chapeos francezes de diversas
o qualidades e precos, ditos de sol de seda
J| a 69500 e 79. E outras muitas qualida-
des de fazendas e roupas feilas que seria
J, enfadonho mencionar.
!J5l8ft*ifS2iS CUS Sflfiflfi5*^5>8g?iggf
Mi BIBB nBJBJ iW* aMBI MN'SSWBBMVSNrawJt*
Luvas de torzal
com vidrilho a IjjOOO o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est veodeodo mui novas e bonitas
luvaa prelas de torcal com vidrilho a 9 o par ;
a ellaa, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Mtk FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitas!
RA
LOJA E ARMAZEM
DK
jGes k Basto!
NA
Una do Queimado
*. 4, trente amarella* i
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacaaprelas
de panno e de core muito fino a 28,
01 e 359, paletots dos meamos pannos
< 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos paonoa a 149, 169 a 18$, casa-
oaspretaamuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 80$ e 359. sobrecaaacaa de
asemira da core muilo finos a 159,16$
* 18$, ditos saceos das mesmaa casemi-
raa a 10$, 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para bomem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 4|500 e 5, ditos
branco sde seda para casamento a 5jj,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusilo a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
oordo sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
letots dealpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito lino col-
letas de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, cplletes da vel-
lido de crese pretos a 79 e 89, ronpa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, utos de
casemira saeco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobreeasacos a 5$ e 59500,
{ calcas de casemira pretas e decores a 69,
6$500 e 79. camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina deal-
f late onde mandamos executar todaa -as
obras com brevidade.
Wt w!BW ^SW ^BW iw IVWw ^^PwwWawWBwfw*^Bm**
Candieiros
econmicos

Ghegou um riquisslmo sortimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j muilo approvados peU sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada nm, e ou-
tros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paras para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vianns.
A 1:800 reis o corle
De meisseazemirasde quadrinhos.de novos pa-
droens decoresclaras e escuras na loja,da esqui-
na da ruado Livramento numero 2que voiiapa-
ra a ra do Padre
ARMAZEM PROGRESSISTA
36, ra das Cruzes de Santo Antonio, 36,
DUARTE ALMEIDA i SILVA
A variado.
Medapolo largo e fino com pequeo toque de
a varia a 39500 e 49, dito muito fino a 59 a pe;a :
na ra do Crespo o. 8, loja de 4 portas.
Vende-se ou arrendase um sitio no lugar
da Ibura, denominado Estiva de baiio, com boa
casa para morada de familia. Ierras de plaotago
e para eapim, arvores de fruclo, bastante o bom
pasto para gado : quem pretender, dirija-se a
prac.a da independencia ns. 23 e 25 para tratar.
Devoto Christao.
Este livriuho alem da doutrioa christa, modo
de ouvir misas, confessar-se, oragoes para viver
honestamente, tem as novenas para lodos os sao-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de San-
to Antonio, tudo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, muitas orages a Nossa Se-
nhora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: ven-
de-se nicamente na livraria ns. 6 e 8 da praea
da Independencia, a 800 rs. cada exemplar.
Farello de Monti-
vido
a 49asacca, muito fino e gomado, igual semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
raaes ; para acabar : no largo da Assembla n.
'gl trapiche Barao do Livramenlo.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46. em caaa de Roatron
Rooker & C, aziate um bom sortimento de II-
nhaa.de corea e brancaa em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
preces mui razoaveis.
Farinka
a 2,000 rs. sacca.
Chegada ltimamente do MaranhSo .- vende-se
no armazem da ra da Madre de Deus, n. 4.
Cera de carnauba,
rlieades sooorieres : o largo da Assembla n.
trapiche Bario 4o Uvresaeoto.
seu mano,
A. F, Duarle Almeida, soeio que foi do armazem progrjseo, faz scienle 809 seus freguezes qile tendo separado a sociedade que tinha com
io, acha-se de novo estabelecido com dous aceiados armazens de molhados, associado com o Sr. Joaquim Jos Gomes de Souza, e o Sr.
Paulo Ferreira da Silva; o piimeiro na razo de Duarle & Souza, t seguado na de Duarte Almeida & Silva: estes eslabe lecimentos oflerecem grandes
vanlagons ao publico, nao s na limpeza e asseio com que se acham moudos como em commodidade de preco, pois que para isso resolveram os
proprietartos mandarem vir parle de seus gneros em direilura, afin de terera sempre completo sortimento, como tambem poderem offereeer ao pu-
blico urna vantagem de menos 10 por cento do preco que possam comprar em outra qualquer parte, por isso desojando os proprielarios acreditaren!
seus eslatoleci meo tos lem deliberado garantirem toja e qualquer qualidade de gneros vendidos em seus armazens, e assim j poder ver o publico
que pode mandar suas eneoramndas, mesmo por pessoas poueo pratieas, em qualquer um deslesestabelecimentos, quesero tao bem servidos como
se viessem pessoalraente, na certeza de nunca acharem o contrario de nossos annuncios, e assim fun lados as vantagens que oflerecemos, pedimos a
todos os senhores da praga, senhores de engenho elavradores que mandem ao menos suas encommendas a* primeira vez, afim de experimantar, certos
de continuaren, pois que para isso nao pouparo os proprielarios forcas para bem servirem aquellas pessoas que frequentarem nossos estabelecimenlos ;
abaixo transcrevemos alguruas adiQoes de nossos prtcos, por onde ver o publico que vendemos baratissimo, attendendo as boas qualidades ds nossos
gneros.
MaNTEIGA INGLEZA especialmente escollhida a 800 rs. a libra e em barril a ?50 rs.
MAJNTEIGA FRAlNGEZA a melhor do mercado a 720 rs. a libra e a 700 rs. em barril e raeios.
CHA HYSSOjV E PRETO o melhor do mercada de 13>700 a 39000 e em poreao lera abalimento.
PRESUNTO FIAMBRE inslez e hamburguez a 900 r9. a libra e em poreao a 800 rs.
P REZUNTOS PORTGEZES vindos do Porto de casa particular a 560 rs. por libra e inleiro a 460 rs.
CHOURICOS em barril de 8 libras a 49500 e em libra .i 700 rs.
QUEIJOS DAS 1LHAS vindos a primeira vez ao nosso mercado a 700 rs. e inteiro a 600 rs. (esles queijos sao os da melhor qualidade que tem
vindo ao nosse mercado.
QUEIJOS FLAMENCOS vindos no ultimo paquete a 29800, Umbem tem grande poreao de 1*600 a 29000.
PASSAS em caixinhas de oilo libras, as melho es do mercado a 2*800 e a 500 rs. a libra.
ESPERMAGETE SUPERIOR sem svaria a 700 rs. e em caixa a 660 rs.
CONSERVAS FRAiNCKZAS IPsGLEZAS E PORTUGEZAS a 560 e 700 rs. e frasco. *
ERVILHAS PORTUGEZAS E FRANCEZAS a 800 rs. o fraseo:
LATAS COM ROLACHINH V DE SODA de diversas qualidades, a mais nova do mercado a 1450.
VINHO EM GARRAFAS; Duque do Porio, Porto fino, genuino, nctar, Carcavellos, Madeira secca eFeitoria de 1&20O a 1*300 a garrafa e a
13* a duzia.
VINHOS EM PIPA proprios para casa de pasto de 500 a 600 rs. a garrafa ede 39800 a 4*800 a caada.
FRASCOS COM FRUCTAS He todas as qualidades de Portugal de 1**00 a 2*000.
MARMELADA DOS MELHORES AUTORES DE LISBOA a 800 rs. a lata de libra e a 1*500 de duas libras.
LATAS COM GELEIA DE MARMELLO a 1*300 com duas libr.s.
LATAS COM PEIXE SAVEL e outras muitas qualidades, o mais bem arranjado que (em vindo a 19400.
CAFE' DO RIO o melhor que ha a 240 rs. a libra e a 280 rs. o lavado.
ARROZ DA INDIA E MARANHAO o melhor que se p le desejar a 8*100 por arroba e a 100 rs. a libra.
VINHO BORDEAUX de boa qualidade a 800 e 19 a garrafa ede 3*500 a I0000 a duzia.
CHARUTOS VCRDADE1ROS SUSPIROS e outras muius marcas de 29 a 39800 e a retalho suspiros 40 rs.
BANHA DE PORCO REFINADA a melhor que sapode encentrar ne*tegenero a 480rs. a libra e 460-em barril,
SER VEJAS D S MELHORES MARCAS a 500 rs. a garrafa e 59000 a duzia da branca.
VINAGRE PURO DE LISBOA a 240 rs. a garrafa e 19850 atesada.
CAIXOES COM DOCE DA CASCA DA GOlABA a 19 e em poreao a 900 rs.
AZEITE DOCE PURIFICADO a 800 rs. agarrafa e 99000 a eaixa cem 12 garrafas.
COGNAC a melhor qualidade que temos no mercado a 19000 a garrafa e 109000 a duzia.
QUEIJOS PR ATO os mais novos que ha no mareado a 650 rs. libra e ioteire a 600 rs.
Genebra DE HOLLANDA a 640 rs. o frasco 69800 a frasqueira cem 12 fraseos.
PALITOS LIXADOS para denles a 200 el*0 rs. o maco conlr29 maeinhos.
PALITOS FLOR para denles, os mais bem feilos que ha no mercado a 280 rs, o maco.
PALITOS DO GAZ a 3*000 a groza e 280 a duzia de eaixas.
AZEITONAS as mais novas e melhores que lem vindo ae mercado a 1*200 o barril.
TRAQUES sera avario, os melhores que vieram este anno a 79000 a caixa e 200 rs. a carta.
Alm des ganaros annunciados encontrar o publico um completo sonimento de tudo tendelo a molhados.
Sfti} VOTida.
Vende-se um sitio em Santa Anna, tendo boa
oasa com cinco queras, duaa salas, aala de jan-
lar, etc., etc., eslribacia para seis cavallus, qaar-
los para serenles, etc., baixa de capiro, excel-
lentes ructeres, cedmbcom boa agua para be-
ber, e tanque para baobo: os pretendeotes pe-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
da e hora, e para tratar, dirijam-se Saundera
urolbers & C, praca do Corpo Santo, n. 11.
vendem-se accoes das companhias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
a??!- a*/" Brolhe" & c P? do Corpo
E' de graca.
Ricas chapelioaa de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucif.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5| : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Enfeites de bom gosto po-
ra senhoras.
A loja d'aguia branca esl recen (emente pro-
vida de um completo sortimento de enfeiles de
bom gosto para senhoras, sendo os afomados e
delicados enfeiles de torzal com franjas e borlas,
outros tambem de torgal de seda enfeitados com
aljofares de cores e borlota ao lado, outros de
froco igualmente nfeilados com aljfar, e borlo-
las, todos elles de um apurado gosto e perfei-ao
os precos de 8& e 10 sao baratos vista "das
obres ; alm dr-stas qualidades ba outras para
3 e 4 : isso na ra do Queimado, loja d'aguia
utdCB D. r6.
Delicados chapeo-
zinhos para baptisados.
Na loja d'aguia branca se acha mui novos e
delicados cbapeozinhos pars baptisados obra
mui perfeito e bem enftitsda, sendo cada um em
sua bonita caixioha, e pelo baratissimo preco de
6*, ninguem deixar de os comprar : na loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Opiata ingleza para
dentes.
A loja d'aguia branca acabs de receber de sua
propria encommeoda a bem coohecida eprovei-
tosa opiata ingleza para dentes, cuja bondade
apreciada por todos qnantos della tem usado, e
ser mais por quem quizer conservar as gengivas
em perfeito estado, assim como a altura dos
dentes; cusa cada caixa 1&500, e por tal prego
so deixaro de comprar quando a nao acharem
mais na loja d'aguia branca, na ra do Queima-
do n. 16.
O constante bara-
teiro,
em seu armazem de fazendas, na ra Nova n.
42, vende-se superior madapolo largo com ava-
da a 5* a peca, loalhss de algodo alcoxoadas
para mos a 500 rs. cada urna.
S o constante ba-
rateiro,
em seu armazem de fazendas, na ra Nova n.
42, vendem-se nissimos vestidos de cambraias
brancas com 2 e 3 babadus. ricamente bordados,
para o diminuto preco de 7J cada um,
Vende-se urna escravinha preta de 8 aunos,
muilo linda, e esparta, com principios de costura,
ra da Penha n. 2.)
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16# ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000,
Chpeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes ae vendem pelo diminuto preco de 8S
cada um : na ra do Queimado n. 39, luja de 4
portas.
Eseraros fugitio

Fugio da casa do abaixo asaignado o escra-
yo por nome Thomaz, nagSo crioulo fllho do ser-
o de Uoxolho com os signaesseguintes, com os
dedos da mo direita aleijados, por ter sido ma-
chucado em urna maquina de padaria; bonita
figura teve bexigas a dous mezes, tem dentes ali-
mados pouco signal de barba representa ter 24 a
26 aunos de idade, julga se ter ido para o dito
lugar por all ter seus prenles, e por que j foi
visto o anno passado, quando fugio a primeira
vez, portaoto pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu senhor na ra dos Pescadores n. 1 e
3 padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jacintho de M. Rezende.
Fugio no dia 7 do crrente, do engenho
Caiar, levando um cavallo pedrez, o escravo de
nome Juvenal, crioulo, de idade de 24 annos,
pouco mais ou menos, rosto redondo, testa Rran-
de, pequeo buco e muito pequea pera ; de es-
tatura regular, olhos muito vivos, cOr p tes perfeitos, ps pequeos, muilo desembarazado
e falla correntemente. J servin em um vapor
de guerra Piroja, e no briguo Xin, como praga
d'aroiada e com o nome de Joo Francisco da
Silva Armona. Quem o pegar e o entregar na
casa de deiencao ao Sr. lenente-coronel Carneiro
Uonteiro, administrador daquella casa, ou a seu
senhor no dito engenho Caiar, ser generosa-
mente recompensado.
Recife, 8 de juoho de 1861.
Desappareceu do engenho Serrara, em Ja-
boato. no dia 5 do correte mez, o escravo Pe-
dro, crioulo, de 20 a 22 annos da idade, cor fula,
baixo, um pouco grosso, rosto um pouco descar-
nado e ps pequeos. E' carreiro, provavelmenle
ter procurado algum engenho ioculcando-se de
livre, ou a estrada de ferro : quem o quizer ap-
prehender e leva lo ao engenho cima mencio-
nado, receber de seu senhor abaixo assigoado
urna boa gratiDcaco.
Felippe de Souza Leo.
Attenco.
Acham-se fgidos os escravos seguinles : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Magalbes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passarpor livre porque falla bem e al troca
elgumaa palavras em francez, dedica-se vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domingues : Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
tost, natural de Iobamuns, o qual tendo sido de
um prenle do Sr. viaconde do Ir, foi aqui ven-
dido pelo Sr. deaerobargador Aodr Bastos de 0-
Iiveira : Joao, mulato, alto, tamaern com muitos
aigoaca de- bexiga do rosto, falto de dentes na
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para., moco, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, offieial de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito paixoaado, inculca-se por
bomem livre com o nome de Leopoloino : atar-
colino, cabra, natural da povoagao de Aftua-Ase-
da as immediaces de Papaca;a, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptiata de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garantame, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com UlU de dentes na frente, nsa
constan temen te de cioluracao de soldado atado
dotara ; quem appreliender oa ditos escravos ou
qualquer delles, e oa entregar a seu senbor, o
bailo assigoado, no engenho Ooua rmeos na
freguezia do Poco da Paoella, ou ao Sr. adminis-
trador da easa de deleocao,"no Recife, ser gra-
tificado de seu Irabalhocom sjenerosidade.
Jos Geaario de Mallo.
alll .


(8)
DIARIO 01 rURAHUGO. TKRg* FEIRA ll DI IUNHO ft lili
Litteratura.
Esboco de un tratado sobre a sobera-
na pontifical do Papa, pelo moose-
nhor L. A. A. Pavy, bispo de Argel.
Gragas os aconlecimentos, que so auccedem,
corro us golpes repetidos do raio era urna tem-
pestado ; este litro, publicado desde o mez de
margo de 1860, nada perdeu de sua actualidades
Elle tira mesmo desles aconlecimentos uma for-
ga nova, e os argumentos do autor illuminam-se
com os relmpagos da tempestado.
Uma rpida analyse desle substancial tratado,
que monsenhor l'avy d o nome de esboco,
convencer quelles, que lerera estas linhas.
I
O monsenhor bispo de Alger divide seu litro
em tres partes.
A primeira parte consagrada i uma historia
sucdnta da soberana temporal dos Papas desde
suas origens al nossos dias. O autor mostra-nos
Deus empreando oito scalos preparar essa
soberana pelos aconlecimentos, que sua mSo di-
rige, e que concorrem todos ao mesmo fm em
sua diversidade. Depois, quando o tacto dessa
soberana pontificia, cuja raiz, regada com o san-
guedos manyes, merguiha-se as catacumbas,
recebeu a trplice consagraco dos seculos, do
cooseotimento geral dos povos conquistados pe-
lo reconheciment, e da decadencia dos Cesares,
desde muito lempo oppressores ou impotentes,
corrompidos uu ridiculos ; dous grandes bomens,
dous Francezes, teem a gloria para sempre im-.
mortal de constituir iegslmente no direito euro-
peu essa soberana sobre bases, contra s quaes
dez seculos gastaram suas ambiges e suas cole-
ras.
A historia desles dez seculos dividida em
cinco captulos. O primeiro vae de I.eao III S.
Gregorio Vil (800 a 1076)
Neste periodo cuntam-se sessenta Papas; e
a edade mais triste e mais infeliz do papado,
nao s temporal, mas anda espiritual, por mais
que o tenham exagerado o que mar*ilhosos pon-
tfices eream-ao mui(o i cima das baixczas e ig-
nominias da poca. (P. 56.)
E' durante este periodo (960) que aos Carlovin-
gianos, cahidos baixo da impotencia, o papado
subsliiue para defensores da santa egreja os im-
peradores da Allemanha ; protecgo cheia de
perigos e lulas, e cuja lerobranga a egreja tem
certamente o direito de evocar contra aquellos,
que quizessem hoje fazer que sua pretendida fra-
queza soffresse novos protectores, mais ambicio-
sos e menos chrislos I
O segundo capitulo comeca no reinado de S.
Gregorio Vil em 1073, e acaba em 1305 com Cle-
mente V.
A' par do immorlal Hildebrando bastar-me-ha
indicar, para dar todo o lustre esta poca, essa
condessa Malhilde, que tsmbem soube compre-
hender ludo que os deslinos e o poder dessa pa-
tria italiana, que ella amava apaixonaJmenle,
tinham de inseparavel dos proprios destinos e
poder dos Papas.
Esle periodo tambero o das Cruzadas, de
Barba-roxa e de Froderico II, de Adriano IV, de
Ionocencio III e de Gregorio IX; nomos que
resumem todas as lulas, em que o sacerdocio foi
ao mesmo tempo to grande, t intrpido e to
recto em sua fraqueza, e o imperio to hypocnta
e to cruel em seu poder.
Pergunta-se se a instituir o do imperio do
occidente, to profundamente desviada de seu
'fim pelos Hohenstaufen, nao era definitivamente
condemnada aos olhos dos Papas e da christan-
dale? E' cerlo que o papado estsbeleceu o pro-
blema, e durante vinte quatro annos, partir
da morle de Frederico, nao lhe deu snccessor
com titulo imperial. Mas da natureza do papado
cootar muito cora o lempo, tirar de uma insti-
tuico ludo quaoto ella tem de seiva, e nao der-
ribar uma arvore, porque tem ramos morios, com
tanto que a raiz lhe pareca estar anda sa. O im-
perio allemo tinha dado deploraveis imperado-
res, principalmente na casa de Sonabe e na de
Francnnia ; masa casa de Saxe, despeito de al-
gumas iniquidades dos Othon, fizera verdadeiros
serviQos sede apostlica; e a lembraoca de
Carlos Magno pairara com um brilho immortal
sobre o proprio berco do imperio. Podiam renas-
cer, seno-Carlos Magnos e Pipios, ao menos
virtuosos imperadores como S. Henrique.
(P. 89 )
OarHuuvlu capltalv abuba iuiu a (jui-Jd UO 110-
garel, to cruelmente expiada por Philippe-o-
Bello e sua raga e pela elevaco ao imperio da
casa de Habsburgo.
O terceiro periodo vae de Clemente V Piulo
III (1305 a 1534); o do captiveiro de Babylo-
r.ia e das phanusias republicanas de Rieozi, do
schismi do occidente, o de uma serie de guerras
em rodado papado temporal, cujo titulo con-
testado, e de lempos lempos ameacado pelo
despotismo, pela violencia ou pela intriga.
Mas com o quarto periodo, que cometa em
Paulo III para acabar em Pi VI a legitlmidado
do poder pontificio nos estados romanos nao
mais contestada. Morto Paulo III, esle periodo se
deseovoke cora a calma uniformo de um gozo
pacifico c com a fecunda actirdade de um poder
eguaimenle seguro de si mesmo e dos seus
(l*. 116); sem que os aconlecimentos lao di-
versos e to graves, que enchem esses duzentos
e sess-nta annos tenham a alguma relago direc-
ta ou ao menos immediata com o proprio titulo da
soberana temporal. Os lempos vo mudar I Pi
VI, Pi VII, Pi IX, nomes gloriosos e tristes !
vao despertar todas as recordeges do Calvario :
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
este ultimo capitulo um verdadeiro Caminko
da Cruz. Has ae a dor ah abunda, nem por isso
lhe falla a tnageslade. (P. 120).
Nao resumirei como monsenhor Pavy os acon-
lecimentos desle ultimo periodo. Elles eslo pre-
sentes a todas as memorias: sua lembranga est
oo fundo de nosios temores e de nossas espe-
rances.
II
Depois desla excurso rpida e no entanto to
fecunda em ensinos, travez da historia do pa-
pado desde S. Pedro at Po IX, o senhor bispo
de Argel trata na segunda parte de seu livro da
legiiitnidade da soberana temporal dos vigarios
de Jess Chrislo.
Elle expe primeiro que tudo seus direilos
essa soberana : depois disto, tendo apartado de
todo o equivoco estes direilos o lendo-os posto
ao abrigo do toda a contestaco leal e seria,
examina ama por ama suas cdnsequencias.
Uma questo principal se appresenta.
Nao ha ver incompalibilidade no ponto de
vista chrislo entre o poder temporal eo poder
espiritual reunidos sobre a fronte de um hornero
s ?R-futadas as objeccdes da ignorancia e da
m f, monsenhor Pavy demonstra e apois no
testemunho dos seculos chrislos e das mais
Ilustres autoridades a razo o a harmona da
unio dos dous poderes na pessoa do vigario
Jesus-Chnslo.
Ella um brilho de mais para o pontificado :
ella uma garanta para a sua indepen-
dencia.
O papado temporal vem depois pela penna do
sabio bispo expor-nos seus ttulos historeos
soberana : elle nao o resultado da conquista ;
mas libremente escolhido na origem e aclamado
pelo recoohecimento des povos, que abandona-
ran seus senhores, e que s eoconlravam sal-
vago sombra delle, o papado rio os direilos,
que elle tioha do tempo e dos ser?icos presta-
dos, consagrados pela espada dos soberanos, cuja
gloria a mais pura de haverem-se ajoelhado
livremente peranie elle, como fllhos aos joeihos
de sua mae. A doago e a restiluiro se j un la-
vara assim eleico para acresceutar a corda,
peranie as quaes passaram os seculos prostan-
do-se.
Nunca se pude censurar ao papado mesmo
uma dessas conquistas, que to fcil chamar
justas quando sao bem succedidas. Nunca elle
cobrio com a benvola inlervenco da providen-
cia um successo feliz, que livesse acrescenUdo
um metro de trra aos seus dominios primiti-
vos. Ua oo mundo naro alguma que tivesse
deixado subsistir durante ouze seculos uma rep-
blica pequea como a de S. Marioho, sem cuidar
em adjudical-s si? Mas tal foi constantemen-
te o espirito de justiga do papado, que se elle
nunca deixou de defender a menor ptrcella de
seus estados, anda que scnente por protestos,
poupou sempre escrupulosamente a liberdade e
dos estados visinhos do suas posjesses. (P.
184.)
Nada pois mais legitimo do que essa sobera-
na temporal do papado; porm, posto este
principio, quaes sao as suas consequencias ?
Convm primeiro que tudo precisar bem a
natureza da questo, que hoje preoecupa osho-
mens, creles ou discrentes, amigos ou ini-
migos.
Por mais legitima que seja essa soberana
temporal, ella nao certamente um artigo de
f; mas, posto que nao seja um dogma, uma
cren;a certa admittida pela consciencia cathohea
e pela tradigo dos seculos: (p. 187) e princi-
palmente, nao um negocio de sacrista como
hoje se diz desdenhosamenle, como se a sacrista
fosse menos que o th^atro, que a Bolsa e tantos
outros lugares afamados em nossos dias; nao
uma queslo uliramonlana ; 6 uma quesio que
toca a f em seu principio tanto quanto possi-
vel ; uma queslo galhcana, vislo como a
Franga nella tomuu tanta parte ; muito mais,
uma questo de ordera universal, porque uma
queslo catbolica, e o calholicismo abrange o
mundo inteiro. (P. 189.)
Porm se todos os ttulos os mais augustos e
sagrados eslebelece assim a soberana tem-
poral dos papas, acontece que o direito natural
da soberana faz aeu dominio inviulavel, e que
nada contraro este direito, menos que nao
seja o odio toda a auloridade disfarcando-se
sob esta palavra revolucao.
Quanlo aos que visse-m uma razo para sua
disidencia na soborauia do poro invocado como
um principio, basla uma palavra para respon-
doi-iiirs IV fuc iioutium poder, quolquur quo
elle seja, podena persistir contra uma opposico
seroelhaoie que se faz aos estados da egreja. A
imnioral iheoria do fado contummado nao pode-
rla erguer-se altura de um principio, nem
crear direito contra um direito anterior: por
quaoto se o lempo e uma looga e pacifica posse
o consagrara, em un interesse de ordem e de
paz, que aqu nao se d. Finalmente, a necfssi-
dade para o poder d3 papa de ser um poder pa-
ternal, necessidado imposta todos os poderes
honestos,nao cria uma razo para o anniquila-
mento ou pretextos para o desmembramento
deste poler.
Iaviolavl no ponto de vista do direito natural,
o dominio pontificio o lembem em razo de
seu carcter religioso e dessa independencia do
pontfice, que a de nossas almas. Elle o
ainda no ponto de vista do direito publico euro-
pu e dos tratados que sao s expresso deste
direito e o consagrara. Podem acaso os papas
abdicar seu poder e despedagar com as ptoprias
mos a caria que o conslilue e que todos os se-
culos conrmaram succedeodo-se? Depositarios,
administradores, usufructuarios deste poder, que
i a nica garanta da liberdade da consciencia
humana, ellas s o racebem para transmitiil-o ;
e, por mais que facara e esperem aeus inimigos,
qualquer que seja a extremidade que ae vejara
os papas algura da reduzidos, palavra de Pi
Vil estar sempre sobre seas labios: onpossu-
mus, ion debemut, non volumus. Os poetas
rro disto, tentando um jogo de espirito coaira
estes protextos da consciencia ultrajada ; nem
por isso deixaro elles de subsistir, como as
margeos do ocano, que a escuna das vagas, ou
a colera de suas tempestades nao pode fran-
-quear.
Esles direitos, ou antes estes deveres do papado
constituem para as nages chriilas e para os
principes deveres correspondentes. A realeza
dos papas uma queslo de direito europu,
que serve de baso todas as soberanas : com-
pete por tanto s soberanas europis garantir
a integridade das possessoes do papado. Defeo-
de-io, defenderse tambera. Acresceniemos
Sue fot o papado quem fundn as monarchias na
uropa e que sagrou-lhes o bergo. como prova-
remos depois ; incumbe por tanto s monarchias
salvar sua mae. Salva la-ho ellas, ou s Deus
a salvara ? Pouco importa ao chrislo ; mas
importa muito s naces. (P. 244.)
Como os principes e as nages os catholicos
teem tambera deveres. A soberana temporal
do papa a sua: a independencia delle a inde-
pendencia desles; a liberdade d'aquelle a
liberdade destes. Os estados romanos sao o
patrimonio de sua Os direitos do papa sao
pois seus direitos.
Seus deveres Tsao os do respeilo, da dedi-
cacao e da confianca :respeilo pela cora real
do papa, respeito do coraco e da palavra;de-
dicado, que nada canea o que nao recua, nem
dame da affirmaco do direito, nem diante do
sacrificio ;confianca, que nada desanima ou
abate. Os inimigos da egreja trabalham em uma
bigorna, que j gastou muitos martellos, e
tonga seria a historia daquelles que a titira
quebrou.
Osnhor bispo de Argel consagra um capitulo
desla segunda parte de sua obra a examinar a
questo do papado temporal em suas relacoes
cora o equilibrio europeu e a independencia da
lialia. Nao reproduzuei este capitulo de alia po-
ltica ; hotem j o fizeram no senado, e hoje o
reproduzem no corpo legislativo ; lodos dos po-
demos escrev-lo com a f de calholico e o pa-
triotismo de cidado. Copiarei apenas ums pa-
gina do livro de monseuhor Pavy para resumir
seu pensamenlo :
Collocar em Roma, cidade esta que por suas
forgas nao poderia ser uma grande potencia, mas
para a qual gravitara todas as grandes recordares,
todos os votos e todas as ambices, collocar ahi
uma realeza exclusivamente secular, nao expr
o mundo moderno todos o despedacamentoa
do mundo antigo? De duas causas uma, ou os
res de Roma seriara reisiohos.queno poderiam
defender-ae contra as ardentescobicas das ouiras
nages ou dos outros principes, e ento Roma
nao cessaria de ser o ponto de mira de todos os
alajes, cada volta de bellitosas recrudescen-
cias a davastago amontoaria ninas que acaba-
ara por ser irremediaveis; o, tarde ou cedo,
seria uma serie de principios valorosos, que apro-
veilando da vantagem de sua aosico tentariam
uma outra vez a oppresso do Dundo. Nao era
esta a louca pretengo de Rienzi? E cr-se que
a ambigo dos Lombardos e a dos Hohens-
taufen tivesse acabado sem suas conquistas, des-
de que ella podesse fszer coroar se porum papa,
feito seu subddito, para nao dizer seu escravo ? Se
os descendentes dos Esclavonios pozessem uma
vez o p em Roma, aubjugado por sua espada,
quem se criria ao abrigo de suas hordas conquis-
tadoras ? E a Inglaterra III Nao. nao no capi-
tolio que dormera as aguias ; 'abi que ellas
partera para voar todas as extremidades da
trra.
Em lugar das aguias ponde a fiara coroada
da cruz; tudo permanece na ordem.... (P. 260.)
A questo particular das Romagnas faz objec-
lo do oitavo e ultimo capitulo desta segunda par-
te. Monsenhor Pavy applics-lhe os principios,
por elle precedentemente exposlos, procedeodo
por uma serie deinterrogages precisas o urgen-
tes, seguidas de resposlas, onde a verbosidade
anda par da lgica e augmenta a verdade.
III
Uma derradeira questo apresentava-se.
Entre nossos inimigos (porquanto todos os ini-
migos do papado sao tambera nossos], uns, ne-
gando a verdade, mas lgicos em sua colera e
francos em sua violencia, nao veem no papado,
espiritual ou temporal, mais do que um poder
usurpador injusto o tyranico, que importa apartar
o mais celo possivel. Nada temos a responder
taes bomens. Dezoito secuto de beneficios,'de
coragem e de honra sao para elles lettra morta ;
elles teem olhos que nao sabem le; a historia, e
ou vicios que nao ouvem a voz de sessenta gera-
ces, que aclamara no papado o poder protector
das almas, creador e salvador das sociedades mo-
dernas : nunca bao de elles ver a verdade ; esto
sordos para sempre sua palavra.
Outros, menos violentos, sao mais perigosos,
porque sao mais habis e por que t'azem sobre o
rosto a mascara do respeito. Sao esles, para os
quaes definitivamente o papado temporal acabou-
se. Sahido das catacumbas para reinar sobre o
mundo depois de hav-lo salvado, elle nao tem
mais do que retirar-se a Jerusalera para ahi erar
e chorar em 'paz junto de um lumilo vasio, ou
encerrar-se no Vaticaoo sob a guarda de um ca-
poral piemontez, e d'ahi prestar ouvido ao baru-
Iho da raultido das paixes e dos interesses hu-
manos, no meio doa quaes elle nao teria que com-
promraetter-se mais de ora em diante.
Certamente, o papado temporal tere sua razo
de ser ; a historia o textifica ; elle protegen o
berco das oages modernas, e negar seas servi-
dos e sua feliz influencia sera acrescentar a ig-
norancia. Mas boje que o mundo chegou i eda-
de de homem, escapa sua tutella ; deve-lhe
respeito, nao lhe deve mais obediencia ; e o que
prora que soou a hora para si de repousar na
conleroplacoe na supplica, como aria uro velho
das fadigas da vida no umbral do tumulo.' que
o seeptro do poder escapa por si mesmo de suas
debis mos ; elle perdeu o sentido do goveroo ;
nao compreheude mais as aspiragoes as mais le-
gitimas do cidado que soffre sua fraqueza ; e a
independencia da patria, que elle soube reivindi-
car e roanler nos mais feliz'es lempos de sua mo-
ndado, s enrootra hoje Delle um inimigo.
Nada por tanto mais natural e mais justo do
que ver os povos, cedendo essa necessdade de
serem Rovernados quo uma leda vida humana,
separarem-se do papado para pedirem a prolec-
go da espada de um rei valente e nobre.
Desligado, porm, dos lagos do poder temporal
em Roma, em Jerusalem, no meio nao sei de que
oasis deste mnndo, o papado lera somonte um
podermaior sobre as almas mais submissas, e
sua mo desembaragada do seeptro mais livre-
mente abengoar os povos libertados.
Eis o que ou vimos todos os dias, e em todos os
estylos.
Por mais legtimos, pois que sejam, em theoria
no ponto de vista religioso, poltico e social, os
direilos da s apostlica soberana temporal nao
seria entretanto verdade que ella est abaixo de
seus deveres e que infiel sua misso? Nao
seriam suas fallas, que alieoando-lhe a affeigo
dos povos, forneceram desculpas para sua remita
e pretextos para a sua separacao ?
O monsenhor bispo de Argel consagra a ter-
ceira e ultima parte de seu livro ao exame destas
gra*es e importanles queslea.
Um rpido olhar laogado sobro a historia lhe
permiti definir o carcter geral do papado tem-
poral, encarado na pessoa dos pontfices roma-
nos, e demonstrar que nunca soberano algum foi
por suas virtudes mais dignos da cora e do amor
de seus povos. Se o autor as considera depois
em suas relacoes com os outros poderes deste
mundo, lhe fcil, atravessando mesmo vode
passaro os campos vastos da historia, provar que
nenhura soberano, mais do que os papas, soube
unir a forga do direito cora ahabilidade da diplo-
macia, e a paciencia que sabe esperar com a cons-
ciencia que sabe querer.
Os direitos Jos povos menosprezados sempre
acharam nelles protectores : porm os direitos
nao menos sagrados dos principes, ou para me-
Ihor dizer, da auloridade, foram por elles defen-
didos com uma coragem igual ; e eis porque pro-
motores na idade-mdia das liberdades ameaga-
das pelos Cesares e tyrannos do tempo, elles
boje se inclinara a defender a auloridade compro-
mettida pelas crueldades e excessos da tyrannia
popular Se s vezes enganaram-se, nao teem
em definitiva a temer o juizo da imparcial his-
toria.
Se emfim alguem quizer lealmeole saber,
luz serena da historia e da verdade. a maoefra
porque elles souberam administrar particular-
mente o reino confiado ao seu poder, eis os re-
sultados, que em breve chega certamente : fo-
ram e ainda sSo bons reis,|prestando ouvidos e co-
rago todas as necessida les de seus povos, nao
recusando qualquer reforma legitima, que pede
essa dymnastia de desoito seculos do soberanos
sem posteridade, o tempo, que muda e transfor-
ma as ideas e os costuraos, os desejos e a espe-
ramos Pode a paixo negar estas cousas, qual-
quer que seja o nome que ella se d ou com que
se decore, ambigo ou odio, ignorancia ou char-
latanismo, poltica ou diplomacia ; mas quando
estiver acalmado o ardor de nossas lutas, quando
liver cahido o pode nossos desmorooamentos e
de nossas ruinas, a verdade que o Verbo do
Dos, far aos papas a jusli;a de que elles sem-
pre estiveram nos lempos difficieis na altura de
sua misso, ainda que nem sempre a dominaran),
e que sua paternidade, de que se tem pretendido
fazer-lhes carga como uma fraqueza, antes um
titulo de*maisao recoohecimento dos povos.
a O que os seculos fizeram esl bem feito,
(palavras de Napoteo 1) o nada mais verdade
do que dizer com Napoleo III na vespera de 10
dedezembro, pediodo suffragios a Fraaga catho-
lica : a que a soberana temporal do veoeravel
o clieru Ua careta uaihotka esta iutimanieuta 11-
gada ao brilho do calholicismo, bem como
a liberdado e independencia da Italia.
Tal em substancia o livro de monsenhor
Pavy.
Depois de haver-lhe resumido as ideas, de-
vo eu oceupar-me da forma que o autor
que lhe deu ? Certamente que o faria, se se
tratasse de um livro de alia ou media littera-
tura, escripto as horas de descaogo para encan-
tar as ociosidades de um leitor, ou conquistar os
suffragios de uma academia. Has parece-me
que temos outra cousa a fazer nestas horas de
lutas, do quo louvar phrases, gabar a ordem dos
periodos e a harmona das palavras, O soldado
dispertado em sua teoda pelo estrondo do ca-
nho, langa-se ao combate sem cuidar das parti-
cularidades de seu uniforme : basta que tenha
sua espada i em sua coragem e em seu valor
que esto as esperangas da victoria.
Victoria 1 esta palavra serve de concluso ao
livro de monsenhor Pavy : ser tambera a con-
cluso deste artigo. Nao temos nos com effeito
a f que d a coragem ? Nao temos todos os bts-
pos do mando por cheles e guias nestes rudos
XVIII
(Conlinuaco.)
Novo silencio, mais prolongado que o primeiro,
reinou entre os dous interlocutores : desta fez foi
anda o conde d'Ambron quem voltou conver-
sago.
Sr. Joaquim, deveis-me um ultimo esclare-
cimento.
A respeilo do que, Sr. conde?
A respeilo da vossa conducta com Antonia :
parece-me essa conducta bem difficil de conci-
liar-se com o cruel juramento que (uestes. An-
tonia joven, bella e sem defeza: como pode
acontecer que o vosso odio por todas as raulheres
sao tenha lambem recahido sobre ella?
t A pergunta que acabaea de dirigir-me. Sr.
d'Ambron, j eu tenho feito a mira mesmo mais
de cera vezes, sem poder nunca a ella responder 1
Antonia inspirou-me sempre tanta ternura que
me hei revoltado e indignado contra mim pro-
prio por ceder a esse sen timen lo : porm os es-
orgos para distrahir-me influencia que ella
exerce sobre mioha vontade s tm servido para
mais consolidar essa influencia incrivel e inex-
plicavel I Quantas vezes nao tenho eu desejado a
morte de Antonia I... e ao mesmo tempo cumpre
coofessar que, se tal acootecesse, o meu corago,
apezar deiosensiveleimpedernido que est, acha-
ra bastantes lagrimas para chora-la O senti-
rxento que me inclina a essa menina em nada se
parece com o amor; nelleno ha tormentas nem
violencia : pelo contrario quando me vejo a seu
lado sinto uma deliciosa traoquillidade, que me
faz quasi esquecer do paseado ; e sob a influen-
cia dessa doce fascinago chego at mesmo a so-
ohar no futuro, a crema poisib'lidade de ventu-
ra oeste mundo I E entretanto a semelhanca de
Antonia com Carmen, lateado em mim reviver
horriveis recordages, devera antes excitar as
minhas paixes, augmentar e activar o meu ardor
de vinganga. Quem sabe mesmo se nao a fatal,
a louca leoacidade da minba primeira e nica
paixao, que assim me arresta para ella ? Quando
a vej<>, parece-me que rejo Carmen em todo o es-
plendor da sua mocidade, candura e amor I E'
miaba fraqueza para eom Antonia que eu devo as
pnmeirasduvidas que me abalaram as convieces:
cheguei mesmo a interrogar-me se verdade
que eu suppunha nos extremos, nao estara aotes
collocada entre o bem e o mal; se existen real-
meote bomens que sejam-absolutos em perversi-
() Yide vurio a. 131.
dade ou em virlude ; se entregando-nos dis-
cripgo das oossas paixes vacillantes nao trope-
gamos a cada passo. julgando marchar direito para
um fim? Ha momentos em que, senliudo-me ir-
ritado e humiliado pelo imperio de Antonia, tenho
mentalmente evocado um vingador, e sonhado
com a sua queda : pois assim mesmo cousa ex-
traordinaria I se bouvesse um hornera que ou-
sasse levantara mo contra ella, eumata-lo-hia.
Repito-vos, nao isso amor, porque nao tenho
ciumes.
Chego agora um ponto que vos diz pessoal-
mente respeito. Vossa lealdade a toda a prova,
vosso carcter cavalleiroso,' a firmeza das vosias
convieces, ludo isto me faz admiltir que pode ha-
ver por acaso uma excepgo na perfidia humana, e
que vos constitus essa txcepgo. Acredilae-rae,
com prazer ver-vos-hia amado por Aalonia ; e
nao tena ciume de vos. Porque? Nao sei. Talvez
que a homenagem que tributo vossa virlude
nao me seja to preciosa seno porque me d a
prova da minha imparcialidade, e justifica os
raeus actos de vinganga. Agora, conde, rsta-
me fazer-ves uma supplica e uma recommenda-
cao : a supplica que nunca me fagaes qualquer
alluso ao que acabo de contar-vos, nem falle-
mos mais de Antonia; o meu orgulho pode sup-
porlar a humiliago de si proprio, mas nunca a
humiliacilo que venha de outrem. A recornmen-
dago quedeveis acautelar-vos do marquez de
Hallay. O passo que acaba de darMiss Mary offe-
rece serios motivos para teflexao : em tudo isto
Tejo um presagio de mu agouro. Acsuteiae-
vos, conde, acaulelae-vos, torno a dizer-vos.
Agradego muito o vosso ioteresse, Sr. fllt-
quim ; mas estou looge de panilhar das vosjvasiarrebatador,
suspeitas. A conducta de Mas Mary s prova
uma cousa, e que essa linda americana ama do
Sr. d'Hallay, e receia contra elle a sorte das ar-
mas.
Se vos falla perspicacia nesta circumstaccia,
ao menos, conde, nao vos podem laxar de vai-
doso...
Nao percebo I Explicae-vos.
E' intil. Tornemos ao marquez. Pensaes
que um tal nomem poleria sacrificar o seu orgu-
lho e amor proprio dedicago de uma mulher ?
Lembrae-vos da maneira porque o tratasies
como se fosse um miseravel criado 1 Nao, o or-
gulho do Sr. d'Hallay inmenso; a sua feroci-
dade, e notso que a palavra bem empregada, a
sua ferocidade real: e nunca elle hade esque-
cer a injuria que lhe fizestes. Ficae persuadido
de que para deixar miss Mary levar effeito a sua
humiliante e pacifica misso, preciso que elle
leoha a certeza de mais tarde exercer contra vos
uma vinganga estroodosa.
Embora I Faga elle o que quizer; tenho
confianca na boodade de Deus e na minha cora-
gem. Se me atacar, defender-me-hei.
E se elle tos provocar tsmbem por sua
vez?
Recusarei pedir-lhe satisfago ; porqoe nao
dero conceder a um assassino a honra e a egual-
dade de um duello.
Nao ha duvida que aim, mas coa a condi-
go de que possses dizer o nome da victima.
Ora, este nome pronunciado em outra parte que
combates ? Nio a egreja, nossa me, que de-
Temos defender, e nao o papa, nosso pae, que
nos chama a ella ? Nao temos por nos nossa
uniao, que faz nossa forga, e a divislo de nossos
inimigos, que faro de sua victoria de um da uma
derrota eterna ? Nio temos nos a propria palavra
de O*o) ?
Quanto a mim, refugiado em mioha humilde
f de chrislo como em um iovjotavel asylo.creio
no prximo triumpho da egreja romana e do pa-
pado. A prova longa, cruel; ser talvez mais
dolorosa aioda. Porm nem mesmo a morte
cruz, no cume do Calvario, nao perturba aquel-
es, que esto certos da resurrelgo.
Hkmu Villahd.
(Le Monde -S. Filho.)
0 Papa e o mando.
Estado la questo.
Parece que tudo se ha dito oestes ltimos lem-
pos a respeito da questo do papa.
Considerada sob o duplo ponto de vista da le-
gitimidade do poder temporal e da necessdade
desse poder para o completo exercicio da misso
espiritual, pareceu illuminar-se repentinamente
com as luzes mais Gxas e bnlhaotes.
Nada faltou aos defensores; nem sabedoria,
era genio, nem talento ao servigo das mais in-
timas coovieges.
Proyaram exbuberantemente que nenhum po-
der foi, e ser mais legitimo; que oeohum e
ser mais brando, mais paternal, raelhor em re-
laco principalmente com os mais imperiosas
necessidades da alma e do fim ultimo da vida
horaana.
Nao foi menos slidamente estabelecido que,
da existencia desse poder temporal depende, na
organisago actual das sociedades, a independen-
cia necessaria ao vigario de Jess Chisto para
o livre o fructfero desempeoho de urna misso
que se dirige continuadamente a todas as partes
da trra habitada.
Tomar hoje a penna era favor dessa grande
causa to perfeitamente defendida, poderia por-
tanto parecer muito intil epresumpgoso ao mes-
mo tempo, se ainda nao houvesse uma conside-
rarlo que, apezar de seu absoluto e por isso
mesmo, nao ser talvez intil lembrar ao mundo
nestes tempos de universal ignorancia das cou-
sas l de cima, e que, omnipotente por si mes-
ma nao carece, para ser convenientemente ex-
posta, seno dos mais simples recursos da f.
A apologa, parta d'oode partir, tem-se al
aqui uniformemente encerrado no nico fado do
calholicismo considerado como tendo que lular
com interesses oppostos aos seus.
Ora, nao sao os nicos individuos sujeitos pre-
sentemente ao poder espiritual da egreja universal
que esto hoje em discusso ; nao sao' nicamente
os duzentos milbes de catholicos actualmente
espalhados pela superficie da Ierra que esto in-
teressados nesia discusso: todo o genero hu-
mano. E para todo o genero humano nao ha nem
pode haver seno um desfecho favoravel, seno
um s mesmo ioteresse.
O Salvador, esperando pelos homeus havia
quarenta seculos, nao desceu afioal entre elles
para um numero qualquer, mas para todos.
Nao fundou sua egreja para o resgate de al-
guna, mas para o resgate de lodos.
A imperiosa lei da salvago por meio dessa
egreja nica e universal nao foi feita para uma
porgo da humanidade no tempo ou no espago,
mas para todo o homem vindo ou para vir a este
mundo.
Tudo quanlo tem relago com o chefe dessa
egreja divinamente instituido, com aquella que
a sua pedra fundamental, e sem o qual a egre-
ja deixaria de existir; tudo quaoto lem relago
com o papa importa, pois, tolos os homens
sem excepgo, importa a lodos n'um mesmo sen-
tido, e tanto mais forlemente quanto acham-se
mais affasiados do gremio da egreja, quanto mais
necessdade teem por consecuencia, para seus
eternos destinos, de ver a mo do papado esten-
der-lhes e apresentar-lhes as condigt-s e meios
de salvago.
Pouco importa que elles tenham ou nao cons-
ciencia dessa necessdade ; pouco importa que
conhegsm ou nao o papado ; que lhe sejam a fe i-
goados, inlifferenles ou fortes ainda at o mais
ceg phrenesi I pouco importa ; pois nem por
isso deixam de ter serrpre uma alma creada
semelhanca de Deus, porm alma impura, que
nio se pode rehabilitar sem os merecimenlos do
Reduoipior, e e Dasiaoie para que o papado seja
para elles, assim como para os crentes, o meio
iodispensavel da salvago, d-se com o papado
o mesmo que com o seu divino fundador, cujo
sangue foi derramado pela universal redempgo
dos Qlhos de Eva ; psrs seus algozes como para
seus discpulos ; para os Ju-leos deicidas como
para lodos us outros povos. Podemos, porm, ir
mais adiaote.
Semelhantemente, no mundo das almas, ao
sol do mundo material, nao elle smeme o
pharol destinado Iluminar para as indiligen-
cias o caminho da verdade revelada, tambera ,
e como tal, a condigo da vida que une as almas
ao corpo.
As nuvens diariamente formadas pela efer-
vescencia das paixes, ou que desde a era antiga
envolver ainda tantas regies, nada poderam
mudar oeste universal e duplo fim de sua misso.
Pois, se o sol material, ao mesmo lempo ori-
gem da luz e do calor, nao smenle feito para
o cgo ou para o que v ; para o infeliz que ve-
geta no meio dos neroeiros eternos de ceos cli-
mas, nem para as felizes populages que habitara
sob um co continuadamente sereno; para o
castigo. Dizei-me, senhor, conheceis o estabele-
cimento de Polka ?
Coohego : uma especie de associago, on-
de se joga, se bebe e se come. E' o maior esta-
belecimento de toda a cidade.
Justamente. Se quizerdei tomar o meu con-
selho, ido esta noite s olto horas aos sales da
Polka.
Essas reunios nao me agradam.
Neste caso ide passeiar ao Paci/ic-Stretl, e
quando me virdes passar, segui-me.
Mas nao posso saber para que ?
Joaquim Dick sorriu-se ; olhou para o conde, e
disse-lhe:
- Quando eu era mogo como vos, era tambero
assim como vos insoffrido. Crede-me, conde, a
paciencia a forga maior que ha sobre a trra.
Adeus : passarei s 8 horas da noite pelo Pacific
street com o meu amigo Lennox... ento iris?
Cora o vosso amigo Lennox I repetiu viva-
mente o mancebo. L eatarei.
XX
Haviam j duas horas que miss Mary, vestida
com um elegante trajo de Amazonas, se achava
assentada no gabinete prximo ao seu salo : ti-
nhi um livro aberlo sobre os joeihos, porm nao
lia. De vez em quando consultara com o olhar
inquieto os ponteiros do relogio ; depois abaixa-
va a vista para a pndula ver se esta prosegua
bem oas suas curtas e regulares oscillages : pa-
recia-lbe que os ponteiros adiantavara pouco.
Dizem que as mulheres em certas horas decisi-
vas tornam-se bonitas pela unici forga de sua
vontade : e de certo nunca miss Mary estivera
to linda como naquelle dia. 0 seu semblante
animado pela irritago ao mesmo
lempo cheia de encantos e de tormentos, que pro-
duzia o oslado de especlativa, conservara expres-
siva mobilidade capaz de desafiar o sinzel de Pra-
dier: a estatua tornara-se mulher I
Bem depressa sbita vermelbido colorio o ave-
ludado de suas facea : acabava de ouvir muito ao
looge, apezar dos rumores da ra, o trote de ca-
vallos em direcgo casa de masler Sharp.
0 amor lem sontidos apuradissimos e infalli*
veis; percebe sons que nao chegariam ao ouvido
ornis atiento, v alera dos limites a que pode
chegar a vista a mais penetrante !
Miss Mary nao se engaara ; minutos depois o
conde d'Ambron, seguido do seu pagem, parava
porta da ra.
Mea Deus 1 mormurou ella levando ambas
as mos ao corago para comprimir-lhe as palpi-
tares desordenadas : meu Deus! nao permutaos
que me atraigoe esta perturbago 1 Nunca na mi-
nha vida Uve tanta necessdade de calma e san-
gue fri como neste momento supremo, que vae
decidir do meu futuro: e entretanto nunca estive
to agitada, lio commovida, e to sem Torgas 1
O' vos, meo Deas, que conheceis a pureza das
miobas intenges, soccorrei-me oa minha fraque
za... sustentae a miaba coragem I
As pancadas dadas na porta da ra echoaram
at o coraco da joven. As Americanas poocas
vezes amara : quando se deixam tomar pela pai-
xo, pagara n'uma s hora todo o seu longo nas-
sado de indifferenga I
Misa Mary se tinha de antemo preparado para
malfeilor emfim que evita e foge I ana las, nem
para o homem cojo proceder nunca recelou a luz
meridiana : se tambera verdade que elle nao
poderia deixsr de existir sem acabar ludo que
lem vida neste mundo;assim, e despeito de
toda cegueira, de lodos os prejuizos, de todas as
repulsas do orgulho. o papado e ser at a con-
summago dos seculos nao s o divino foco des-
tinado lumiar toda a iDlelligencia humana no
caminho de Deus, seno tambera o peohor e a
condigo da propria existencia do genero hu-
mano.
Sim, desd e a primitiva lnstiluicao da egreja ;
desde o dia em que o Verbo Divino deixou a ier-
ra depois de haver estabelecido e feito conbecer
o apostlo filho de Sonas a pedra em que devia
repousar aquella egreja, a existencia do genero
humano est presa a do papado, depende da exis-
tencia do pipado, e s pode medir-se por elle.
Eis sera duvida uma verdade pouco apta para
ser abragada nestes lempos de ama rebollio
quasi universal das indiligencias contra seu
creador.
Mas assim como ninguem annquillaria o sol
fechando os olhos sua luz, assim tambera nao
aoniquitlar uma verdade, recusando prestar-lhe
ouvidos ou admilti-la.
E se verdade que o universo obra de um
Dos cujas leis provideociaes regen o mundo
das inlelligenciaa ou das almas assim como o dos
corpos;
Se verdade que a alma humnana, perdendo o
esiado primitivo, nao deve a possibilidade de
reconquistar a posigo anterior seno inlerven-
go visivel de um mediador divino, gozando da
vida humana;
Se verdade que a acgo mediadora do salva-
dor, perlencente por direito a toda a alma, nao
pode mais deixar de existir, e al a consurama-
go dos seculos, visivel e viva j lodes;
Se verdade em fim que a misso de perpe-
tuar sua acgo visivel e viva foi confiada pelo
Salvador egreja em geral e em particular aquelle
que ao mesmo tempo o seu chefe e a pedra
fundamental;
Tirado esse chefe, lirada essa pedra, eviden-
te que desabar o edicio da egreja ; que a aego
mediadora nao poder ser mais visivel e viva para
ninguem ; que nao poder ler mais neuhum effei-
to saudavel para as almas, e que o genero hu-
mauj tem desde ento chegado ao tempo desig-
nado pela Providencia para a sua exlincgo.
E cora effeito nos designios de Dos, toda a
alma humana fra originariamente destinada a
um estado de perfeila felicidade, o qual dependa
della conservar por uma simples submisso lei.
Mas, desde a queda, a submisso lei nao lhe
sulBcieole para alcaogar o fim ultimo ; ella na-
da pode sem o auxilio sempre conslaute da acgo
mediadora.
Donde segue-se que, se a igreja viva, a quem
foi confiada a misso de perpetuar essa acgo,
viesse a desapparecer por causa da suppresso d
pedra vxva, sobre a qual repousa, todo o lago
de misericordia ficaria dalli em dianle partido
entre o homem e seu Creador.
Dalli em dianle nasceria o homem n'uma im-
possibilidade radical de alcangar o fim designa-
do pela Providencia;
Dos s creara almas sua imagem e seme-
lhanca para entrega-las a viva condemnago ine-
vitavel;
O que constituira nos actos de Dos a mais
ioadmissi/el e medonha contradiego que pos-
sivel imaginar.
E como tal monstruosidade nao poderia ser
admiitida sem importar a negago de todas as
perfeiges de Dos, outra monstruosidade n&o
menos indignante que a primeira, segue-se que
desde o dia em que a suppresso definitiva da
acgo mediadora confiada por Dos igreja e a
seu chele pozer fim a possibilidade da salvago
polo resgate, nenhuma alma poderia mais ser
creada por Dos; nenhuma mulher poderia mais
conceber e dar luz, e a descendencia de Ado,
ou o genero humano, teria necessariamente che-
oao ao termo de sua existencia.
Todas estas proposicoes encadeiam-se, ligam-
ae entre si do modo mais intimo, mais iodisso-
luvel; e, para todo aquelle que verdadera-
mente calholico, nao deixam ellas a possibilidade
de nenhuma duvida a respeilo das importanles
funegoes destinadas ao Papa pela Providencia.
Mas, forgoso coofessa-lo tambera, toda a
ntelligencia, aioda entre os catholicos, est hoje
mais ou menos n'um caminho errado ; todos os
nimos teem mais ou menos sodado a presso
das ideas, das opinies, dos prejuizos engaa-
dores de nossa poca desastrosa. Entre nossa
razo enferma e a divina verdade, interpem-se
diariamente outros corpos que ella nao pode mais
atravessar sera refraego sem partir-se era todos
os sentidos ; tudo um obstculo para ella, tudo
a deslrahe ou a desvia do caminho recto. A cada
instante, uma palavra, um gracejo, uma objec-
go ainda a mais frtil, bastante para fazer-lhe
perder de vista ou tomar s avessas o facto mais
evidente.
*C* n I----------------- -------"----I-----------------* "------.*# a*>wa#va.ai4u una
nao era 9. Francisco, e por uma outra pessoa que receber o conde ; e, como um hbil general que
nao seja eu, coMliluirU uma calumnia, e nao um 1 alo despreza gircumstanc mais pequenina,
havia al esludado o modo de curopriraenta-lo :
infelizmente porm tal foi a comraogo, que del-
la seapoderou, que chegou a fazer mesmo uma
mesura pouco geitosa.
O conde nao reparou nesse embarago : eslava
elle bem longe de pensar oaimpresso que cau-
sava linda moga 1 Inclinou-se graciosamente
peranie ella, informou-se com perfeila indifferen-
ga e exquisita polidez do estado de sua saude,
dirigu-lhe um cumprimento banal sobre a boa
escolba, e o goslo do seu trajo, e scabou dizendo-
Ihe que estava inteiramenie s suas ordens.
Essas palavras de mera polidez, acompanhadas
de uma voz harmouiosa e grande habito do mun-
do, commoveram deliciosamente a miss Mary, e
derara-lhe mais alguma confianca.
Passados dez minutos a moga e o Sr. d'Ambron
atravessavam cavallo as ras de San-Fran-
cisco.
_ Tendes um destino certo para a vossa ex-
curso, miss Mary ? perguntou o conde.
A Americana ficou perturbada.
De certo, senhor, respondeu ella hesitan-
do ; sem isso nao teria ousado incommodar-vos,
nem abusara de vossa bondade. Meu pae pe-
diu-me que eu fosse at a.^. ... Misso.
Se me nao engaado, o que chamaes a
Misso uma aldeiasinha povoadaa algumas le-
guas de S. Francisco ?
E' isso mesmo, senhor.
Ento como vae (cando tarde podemos
apressar mais a andadura dos nossos carelios, se
assim o queris.
Pois nao 1 concordo.
Depoia de aodarem assim alguns minutos a jo-
ven Americana replicou:
Conde, tenho refiectido em que a Misso
muito longe : no caso de ser-vos iodifferente
guardemos a nossa excurso para outra vez, e
contenlemo-nos hoje com um passeio simples-
monte.
O Sr. d'Ambron inclinou-se em sigoal de as-
sentimento, e puxou a redea do cavallo. E' fcil
cooceber-se que, tendo o conde consentido nesse
passeio por mera condescendencia, lhe era in-
differenle estar mais ou menos tempo ao lado de
miss Mary.
Na verdade, conde, disse esta ultima depois
de curto silencio, estando acostumado as grecas
inimitaveis das Francezas deveis achar bem fasti-
diosa a companhia de nos outraa pobres selva-
gens Americanas 1
Esta grave censura, que nao merego, bem
injusta, miss Mary, especialmente na vossa boca.
Se vos nao coohecesse to civil, julgaria que
uma provocago que fazeia & minha galantera,
para depois zombardes de mim vosso sabor.
Permitti-me, porm, acrescentar que esse cum-
primento parece ser de vossa parte um movimen-
lo de orgulbo patritico...
Bngaoae-vos, Sr. d'Ambron, juro-ros que
fallei seria e muilo seriamente. Verdade que
era nada orejamos s Francezas: porque se a
natureza doton-as com o dora de agradar, recu-
sou-lhesporm, seguodo dizem,a propriedade de
amar. As vossas compatriotas nio teem mais
que um pensamenlo o de conquistar e merecer
por sep bom goslo a admiragao dos homens, e o
odio das oulras mulheres. Ora, esse proced-
mente pode ser mu i brilbante e Ilusorio na su-
perficie, mas no fundo bem triste, e bem amargo l
Empregar todas as faculdades e energa em lular
contra os estragos do tempo, em querer arredar a
velhice, em agarrar-se (ortemenle uma gerago
nova por quem se repudiado, ludo isto fazer
mu uso da ntelligencia que Dous nos deu I Di-
zem que as Francezas murrem moralmente no
dia era que recebem o seu ultimo b'eijo l Pobres
mulheres I Depois de ama existencia to mesqui-
nha, o prufundaraense agitada, privara-so da
tranquilhdade, do bello outomno que a Providen-
cia nos concede para preparar-nos ao repouso
eterno I Os seus corpos voltamao nada sem que
as suas almas tenham vivido 1 Repito, conde,
nada temes que invejar s nossas Francezas I
As mogas Americanas tem uma inclinago bem
pronunciada pelas discusses declamatorias : el-
las ingerem-se com a maior facilidade as ques-
tes as mais arduas e transcendentes da metha-
pbysic*. Assim pois o assumpto escolhido por
miss Mary nao causou admiraco ao conde d'Am-
bron : resigoou-se este a responder ao que elle
julgava ser o eco de urna leitora mal compre-
hendida ou mal escolhida.
Asseguro-vos, miss, que tornases uma idea
bastante falsa das minhas compatriotas. Da-fVi-
volidade, que lhes attrbuis, ellas s teem o lado
gracioso, isto o desejo mui natural de pare-
cerera amareis. O que muitos escriptores lhes
imputara como uma leviandade culpada, nao
mais do que a expresso de um tacto fino e ex-
quisito. As Francezas, Miss Mary, nao andam
apregoando publicameote os seus sentiraentos
ntimos, e era fazem tambera alarme das suas
dores: debaxo de um sorriso oceultam os seus
soffrimentos : sua organisago nervosa e delica-
da d uma apparencia de fesla, permitli-me as-
sim dizer, s lutaa terriveis que se veem toreadas
a sustentar I Se cabera aniquiladas pela violencia
de uma paixo irresistivel, ou acabruohadas sob
o peso de um amor desconhecido, assim mesmo
to nobre e tio valente a sua queda que al
luccumbirem de todo nao ha quem conhega a
realidade do golpe que as fez suecumbir. O re-
trato que ros fago das minhas compatriotas pa-
rece-se com o que fez John Bull em oulro tempo
dos vossos fidalgos: lacalos recebendo com ale-
gra pootaps sobre o cosudo, com as algibeiras
cheias de confeitos, frasquiohus de cheiro, e es-
pelhos pequeos, camiohando as ras a dansa-
remo minuete, e alimealando-se exclusivamente
de pernas de ra I
Miss Maryescutou o que diziao conde com ex-
trema atlengo e despeito, por que via assim
destruido de anlemo o thema que ella tinha pre-
parado.
Admiti, disse ella, que haja exagerago no
que contam a respeito das Francezas : todava
loegavel que o casamento, que para as Europeas
svoooko de liberdade e prazer, para nos sig-
nifica aboegago e dedicago. As vossas compa-
triotas aceilam um esposo, mas nao escolhem :
nio re m ua troca do seu nome seno a acquisigo
vda sua independencia, o fim de 'um constrangi-
mento ante-natural, de que desejam desembara-
car-sa o mais breve possivel e a todo o prego. En-
tre nos Americanas succede o contrario: emquaoto
somos solteiras goza.mos a liberdade a mais abso-
luta e llllmiada, escapamos aos prejuizos, e a
critica do mundo, s & nossa consciencia dere-
( Continuar-sc-ha.)
mos dar coolas de nossas aeges O casamento
para n3 a escravido, por que desde o dia em
que um homem se torna respoosavel pelos nos-
sos actos j nao nos pertencemos mais: temos
um senhor e a sociedade adquire os seus direilos
sobre nos. Deveis coovir, Sr. conde, que o amor
de uma americana deve ser mais seguro, e mais
agrada rol,do que a condescendencia de urna Fran-
ceza. Nos damos a prova da sinceridade de nos-
sa dedicago sujeitando-nos um sacrificio pe-
noso, ao passo que as vossas compatriotas reali-
sam siraplesmente um negocio vantajoso. Nos
aceitamos cadeias, ellas colhem flores.
Miss Mary, respondeu o Sr. d'Ambron sor-
riodo-se de novo, tendes com uma destreza mui
rara e profunda maledicencia, chamado a discus-
so para um terreno, a que eu me nao deixarei
arrastar, pois que roe podereis ahi armar alguma
emboscada, e baler-me vergonhosameote. De-
feodo as mulheres da Europa, mas nao offeodo
as do Novo Mondo; urnas e outras interpretara
de uma maneira difireme as suas qualidades e
virtudes. Em vez de comparar prefiro admirar:
este um meio mais commodo e mais prudente.
- Ainda ha pouco me aecusaveis de orgulho
patritico, Sr. d'Ambron. Neste ponto aceito a
aecusago ; e at mesmo confesso que as Ameri-
canas possuem em alio grao o espirito de nacio-
nalidade Mas recuso a egualdade, que queris
estabelecer, e se for preciso pleiteare!, como um
grave advogado, para provar-vos a nossa supe-
rioridade moral sobre as mulheres europeas.
Miss Mary concluio estas palavras affectaodo
uma alegra que nao entrara nem noa seus costu-
mes nem no seu temperamento.
Jogo de peior partido, miss Mary; pois ten-
des justamente escolhido para alvo dos ossos
ataques o nico ponto sobre que oo me seri
permiltido ceder! Adretti-vos que antes de ren-
der-me hei de esgotar todos os graos conhecides
da jurisdlcgo, inclusive o da corte de cassaco !
Muito bem ; aceito a luts.
Nesie caso, tendes a palavra, miss.
Conde, replicou a moga depois de curta he-
sitagao, para nao vos levar ao extremo mostrar-
me-hei pouco exigente. Ser bastante uma. sim-
ples coocesso da nossa parle.
Que concesao, miss ?
Concedei-me que as mulheres do Novo Mun-
do excedem as da Europa, ao menos em firmeza
e obstinago : que ellas teem Unta coherencia o
fixiade as suas ideas, quaoto as segundas ver-
sabilidade e inconstancia. CoQcedeado-m isto,
Oco sstiafeita.
_ Eoganae-vos. As Francezas com a sua ima-
ginago viva e ardeote receiam talvez a monto-
na regidez do caminho recto ; mas cae certa de
que a sua marcha, poraer desriada em graciosos
rodeios, e altas phanlasias de estrategia, nem por
isse deixa menos de ir tocar no m designado
antecipadamente pela razo e pelo corago.
Nao conheceis bem as mulheres da Ameri-
ca, Sr. d'Ambron. S ellas sao capases de leva-
rem a effeito os maiores prodigios de vontade I
( Continuarst-ha. ]
PTO*,-. TYP. DI M. I. D&IAJUA, -JSt,
V


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