Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09308


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Full Text
lili IIITII ID1E10 131
/ Por tres raes dia otados SflOOO
Por tres mezes vencidos 6$000
DIARIO

SABBADO l M JUMO DI ItIL
PorannodMUdol9$000
Porte franco pon o snbscriptor.
na
(CARREGADOS DA BUB8CUPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexaodrino dt Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braca; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FARfiUAa UUa vufttttlus.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarassu, Goianna e Parahiba as segundea e]
eitas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho el
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores,Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi oas quartas (eiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa
EPIIEMERIDES DO MKZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas e 56 mioutos da
manhaa.
22 La eheia aoa 3 minato* da tarde.
36 Quarto minguante aos 21 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manhs.
Segando as 4 horas e 30 minutos da tarde.
das da sehaha.
3 Segunda. S. Oridio b.; S. Paula t. m.
4 Terca. S. Franciseo Caraciolo; S. Quirno b.
5 Quarta. S. Marciano mt; S. Bonifacio b. m.
6 Quinta. S. Norberto b. ; S. Paulina v. m.
7 Sexta. Santissimo Corsco de Jess.
8 Sabbado. S. Salustiano ; S. Sereriano b.
9 Domingo. Ss. Primo e Feliciano mm.
.AUUlKftUlA UUS RIBUNaK DA CAPITAL,
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO sul
Alagoaa, o Sr. Claudino Faleo Dias; Babia
Sr. Jos M.rtins Aires ; Rio d Jantiro, o 8rV, -
Joao Pereira Martina.
Tribunal do eommereio: segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommereio : quartas ao meio dia.
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercas e sextas ao meio
*" O proprietario do diario Manoel Figneiroa de
Segunda rara do cirel: quartas e sabbados a l|Farla,na aua lirraria praca da Independencia am
ora da tarde: |6 e 8.
EM PERNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da marlnha.
DKCRETO K. 2.790 DO Ia DE MAIO DE 1861.
tfmm estabelecer urna escola ortica de arti-
Iharia e mais armas de fogo e brancas, usadas
no servigo da armada.
Hei por bem que se estabelera urna escola
pratica de artilharia e mais armas de fogo e
brancas, usadas no servico da armada ; e se ob-
serre ni dita escola o regulamento que com este
baia, assignado pelo chefe de esquadra Joaquim
Jos Ignacio, do meu conselho, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da marnha, que
assim o tenha entendido e faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em o 1 de maio
de 1861, 40 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Joaquim
Jos Ignacio.
REGULAMENTO PARA A ESCOLA PRATICA
DE ARTILHARIA E MAIS ARMAS DE FOGO
E BRANCAS, USADAS NO SERVIDO A AR-
MADA.
CAPITULO I.
Do navio escola e seu pessoal.
Art. 1. Eslabelecer-se-ha no porto do Rio de
Janeiro, a bordo da fragata Consliluico ou de
algum dos maiores navios da armada que tenha
batera corrida, urna escola pratica de artilharia,
que ter por tira principal crear artilheiros com
as necessarias habilitaces para poderem desem-
penhar a bordo dos navios da armada os impor-
tantes cargos de chefes de peca, fiis de artilha-
ria, carregadores, e escoteiros.
Art. 2. O navio-escola ser amarrado em an-
cora Jouro proprio para poder atirar ao alvo, sem
perigo das embarcacoes que transitam na baha
desle porto.
Art. 3." O mesmo navio estar armado com
artilharia de diversos systemas e calibres, para
nia-nejo e pratica do tiro de todas as bocas de fo-
go em uso na mariohi, e adquirir por experien-
cias successiras um conhecimento exacto de seus
efeitos
Art. 4. A artilharia ser montada em carretas
dos diversos modelos conhecidos, aQm de poder-
se definitivamente adoptar nos navios da armada
aquelle que a experiencia mostrar reunir maior
numero de condiges favoraveis, taes como Sim-
plicidade, solidez, facilidade, e presteza nos mo-
vimentos.
Art. 5.* Alm do obuz de montanha de cali-
ir 12 do armamento da lancha da fragata, de-
rer havera bordo mais ttez com os competentes
reparos de campanha, para exercitar as pracas
da escola no manejo especial destas bocas de fogo.
Art. 6. Para o mesmo flm haver tambem a
bordo da fragata armas brancas e de fogo porta-
teis, de todos os systemas adoptados na nannha.
Art. 7. O commaodante da estaco naval do
Rio de Janeiro ser o director da escola, e o
commaodante do navio-escola o seu ajudante
oeste servico.
Art. 8." O pessoal da escola constar, alm do
director e seu ajudante :
De um official da armada com o titulo depro-
fessor pratico de artilharia ;
De um sargento e de 50 pracas, no mximo,
do corpo de imperiaes marioheiros, batalho na-
ral, edo corpo da armada.
Art. 9. O professor nao pertencer lotago
do navio-escola, Dem ter a bordo outras obri-
gaces alm das concernentes ao eosioo que lhe
incumbido.
Seus veocimentos sero os de commandante de
-corveta em effeclivo servico.
Art. 10. O sargento dever ser escolhido d'en-
tre os mais intelligentes e morigerados dos cor-
pos de marinha, e perceber, alm dos veoci-
mentos de embarcado, urna gratificaco de 400
rs. diarios
Art. 11. As pracas da escola derero pelo
menos saber ler e escrever. Estas pracas nao
perlencero lotacao do navio-escola, e de ne-
nhum servico serio incumbidas alm do da lim-
peza do proprio alojamento e do arranjo da arti-
lharia e perteoces da escola.
Sob pretexto algum deverio ser distrahidas dos
exercicios ou outros quaesquer servaos relatiros
a sua aprendizagem.
Art. 12. O director ter por dever:
S 1- Exercer superior inspecgo sobre a exe-
cuco dos programmas doensino e prescripces
do presente regulamento;
2. Propdr secretaria de estado, por inter-
medio do quartel general da marinha, as medi-
das que julgar uteis ao progresso e disciplina da
escola;
3." Autorisar com a sua rubrica as guias de
pedidos dos objectos necessarios ao ensino e ser-
rico da escola ;
4.a Informar de trez em trez mezes sobre a
conducta, assiduidade, e habilitaces do pro-
fessor ;
5 5. Apresentar aonualmente um minucioso
relatorio em que, alm do occorrido durante o
aono, se mostr quaes as alteraces e melbora-
mentos que devem ser atlendidos, tanto no pes-
soal como no material da escola sobre materias
de ensino, disciplina, regulamento, economa,
etc.; a este relatorio acompanhar ama relaco
das pravas approvadas, e um mappa de todos os
exercicios e experiencias executadas ;
Art. 13. Sao deveres do ajudante :
1." Recebere transmittir as ordens do direc-
tor em ludo que for concernente ao servico d
estabelecimeoto;
Velar na disciplina, ordem. polica da
escola, e propdr ao director Proridencias que
julgar necessarias para o *om desempenho destas
ubrigaces; *
3. Asigp" os pedidos de plvora, muni-
ces, e o"s artigos necessarios, e fiscalisar o
seu empego e dispendio ;
g -i" Receber e transmittir ao director todas
.s partes e reclamaces que lhe forem feitas pelo
professor e pracas da escola;
5." Coadjurar ao director no desempenho de
suas attribuices, e subslitui-lo em seus impe-
dimentos.
Art. 14. O professor ser escolhido d'entre os
olSeiaes da armada que renoam a coobecimentos
especiaes nma longa pratica de artilharia naral.
O professor ter por derer :
1. Promover por todos os meios ao seu al-
cance e dirigir a instruego das pracas da escola;
2." Requisiiar as armas, munices, iostru-
mantos, e mais objectos necessarios ao ensino;
3. Calibrar a artilharia e projeclis, reriOcar
a qualidade dos objectos de que trata o paragra-
pho anterior, cuidar da sua cooserracao, arru-
marlo, e boa guarda dos paies e depsitos, e
autorisar a despeza da plvora e munices de
guerra ;
4." Apresentar ao ajudante, logo depois dos
exercicios, urna nota nao s6 da polrora e muni-
ces de guerra despendidas como dos objectos
que carecsm ser concertados;
5. Exercer, durante o ensino ou exercicio,
urna fiscalisagio inmediata sobre as pracas da
escola, e participar diariamente ao ajudante tpdo
o morimento e alteraces occorridas as mesmas
PJ9
6." Manter, durante as liges e exercicios, o
mainr silencio e disciplina, tomando nota das
pracas que se mostraren, attentas e applicadas ;
7. Dar os dados necessarios para a organi-
saco do relatorio e mappa de que trata o 5.
do art. 12 desle regulamento;
8. Notar em lirro proprio, rubricado pelo
director, as punzes impostas durante o anno as
pracas da escola, seu aproveitsmento, applica-
Cao, conducta e frequencia : este llvro ser apre-
seotado no acto do exame commisso exami-
nadora.
Art. 15. Sao obrigaces do sargento : '
1. Organisarno principio de cada anDO ama
relaco das pracas matriculadas, fazer a chamada
em acto de formatura, tomar o ponto antes de
comecar qualquer trabalho, e apresentar ao pro-
fessor os nomes dos que faltarem e os motivos
que a isso deram causa ;
2. Assistir a todas as ligues e exercicios,
observar e fazer cumprir suidamente as ordens
e inslruccoes que lhe forem dadas pelo profes-
sor;
3. Tomar nota da quantidade da polrora e
munices de guerra despendidas nos exercicios ;
4. Manter a disciplina entre as pracas da es-
cola, e policiar os alojamentos, conserrando nel-
les o maior asseio, ordem e regularidade ;
5. Cuidar na limpeza, cooserracao e arran-
jo de todo o material de guerra, e encarregar-se
do archivo da escola.
CAPITO II.
Da insrueco.
Art. 16. A insiruccao das pracas da escola ser
inleiramente pratica e compreheoder :
1.* Noces elementares de arithmetica ;
2. Priocipios do geometra pratica;
3. Nomenclatura das boceas de fogo, das car-
retas, projectis, palameota, restidura, e outros
accessorios usados na artilharia naral ;
4." Exercicio de artilharia em geral em batera
ou rodizio, empregaodo-se tanto o methodo de
carregar ordinario como o simultaneo ;
5. Exercicio do obuz de desembarque, monta-
do em reparo de campanha ;
6." Exercicio e manejo das armas de fogo por-
tateis em uso na marinha, e nomenclatura das
pecas de que ellas se compem ;
7." Noces sobre o tiro de taes armas, com es-
pecialidade das carabinas modernas e pistolas re-
petidoras ;
8.a Exercicio do morteiro, methodo de lancar
as granadas de mo e de dirigir os foguetes in-
cendiarios, exercicio de sabr:
9..Conhecimento pratico dos priocipios de ba-
lstica ;
10. Methodo de achar o vivo de urna bocea de
fogo, e determinar o seu ngulo de mira ;
11. Uso das alcas e macas de mira, methodo
pratico de gradua-las e colloca-las as boceas de
fego;
12. Noces sobre a trajectoria, ponto em brao-
co, ngulo de projeceo, augulo de qu ja e de
tiro;
13. Determinagaa por methodos praticos das
distancias;
14. Explicares sobre o emprego opportuno
das differenles cargas de plvora e projectis em
uso na artilharia naval.
15. Observares praticas sobre a execuco do
tiro e todos os detalhes sobre as pontarias e cir-
cunstancias que as possam modificar em um com-
bate ;
16. Consideraces sobre os pontos do navio
inimigo que se devem de preferencia bater, e so-
bre a escolha do momento mais faroravel de fa-
zer fogo, atlendendo nao s ao estado do mar,
balangos e arfaduras, como posigao do inimigo ;
17. Observaces sobre a influencia que tem nos
desvos dos projectis tanto a direegao, mais ou
menos obliqua, do eixo da bocea de fogo, como
as arfaduras, a torga, e a direccao do vento ;
18. Modo de reparar durante* o combate qual-
quer arara que se d nos accessorios de arti-
lharia ;
19. Dereres dos chefes de peca, carregadores,
e mais serventes, tanto nos casos ordinarios como
durante o excercio, combale, incendio e aborda-
gem;
20. Arrumaco do paiol da plvora e despen-
sas de artilharia. cautelas e precauces a tomar
no momento do transporte da polrora e artificios
de guerra ;
21. Cooserracao da artilharia, projectis, e mais
petrechos de guerra, cooserracao e limpeza das
armas braBcas e de fogo portateis, maoeira de as
montar e desmontar;
22. Determinagao dos meios praticos do rento
e calibre das balas, classiflcagao das boceas de
fogo, reconhecimenlos e vericagao dos defeitos
prorenientes do servico, uso das agulhas e ins-
trumentos de artilharia;
23. Diferentes methodos de atracar a artilharia
a bordo, tanto em batera como em rodizio ;
24. Embarcar e desembarcar artilharia e car-
retame;
25. Lancar ao mar a artilharia e precauces
que se devem tomar nesta operaco ;
26. Conhecimento dos toques e signaes usados
as differentes fainas.
Art. 17. Para o ensino de artilharia se adopta-
r o Manual do Artilheiro do 1 tenente Henri-
que Antonio Baptista, que ser distribuido s
pracas da escola logo que seja impre**o ; e era-
quanto o nao fdr, o do 1 teneot* Clementino
Placido de Miranda Machado ; o para o das ar-
mas de fogo portateis, a parte pratica smenle do
curso sobre s mesmas armas por Panol (tradc-
elo do coronel loto Mariaono de Mallos).
A^. 18. O professor, acompanhado das pracas
da escola, far annualmente um cruzeiro dequa-
reota a cincoeuta dias em navio mixto, nao s
para exercita-las na pratica do tiro no mar e em
tudo o mais que nao possa ser feito dentro do
porto, como para se obter um conhecimento
exacto dos alcances das boceas de fogo com di-
versas elevages : estes exercicios devero ser
feitos na baha Formosa, ou outro qualquer lu-
gar que seja proprio para tal servico, dirigiodo-
se os tiros contra alvos fluctuaDtes ou collocados
em trra convenientemente.
O navio sahir deste porto por todo o mez de
ontubro, e estar de regresso, o mais tarde, at
ao dia 15 de dezembro.
CAPITULO III.
Do exame, classificaro, e outras disposicott.
Art. 19. Nos prmeiros dias de Janeiro de cada
anno o quartel general da marnha mandar apre-
sentar ao director da escola as pracas que nelle
derero ser admittidas.
Art. 20. O assentamento destas pracas ser fei-
to pelo escriro do oario-escola, em lirro espe-
cial, rubricado pelo director, com a denomioacio
delirro de matricula.
Art. 21. A escola principiar a funecionar logo
que as pracas se acharem matriculadas, e conti-
nuar sem interrupeo at ao dia 15 de dezem-
bro de cada anno, em que se dar principio aos
exames para a classicago das pracas.
Art. 22. Esta classicago ser de chefe de pe-
ca e fiel de artilharia para os que forem plena-
mente approrados, e de carregador e escoteiro
para os que obtiverem approvago simples.
Art. 23. Os exames rersaro sobre a pratica
das materias especificadas no art. 16 do capitulo
2 deste regulamento, e sero prestados na pro-
senga do director e ajudante, sendo examinado-
res o professor e um official da armada nomeado
para este flm pelo ministro da marinha.
Art. 14. A commisso examinadora decidir
em acto continuo das habilitaces das pracas exa-
minadas, e o resultado dos exames ser lido pelo
sargento nfrente da escola.
Art. 25. Concluidos os ex a mes, o director re-
metiera ao quartel-general da marinha urna re-
. ..H.M Hw Mw..,.. -0<.u^.^i u W.UHII. uu,u ig- iPM,nbiu pe, Z VZ DE 20 DE ABR? DE 1861
lagSo das pragas approvadas. com declaragao dos Marca o ordenado do promotor publico do co-
corposaqueperteocerem. mweam i. t.i.i n r *".,/*. ? ,.
corpos a que pertencerem.
Art. 26. As pracas approvadas passarao a per-
tencer companhia ou compaohias de artilhei-
ros que se organisarem, e tantos maiores raota-
gens emseus rencimentos, em harmona com as
disposiges do regulamento do corpo de impe
riaes msrnheiros, e os distinctiros -
denles.
Art. 17. Destas companhias sahirlo para em-
barque os chefes de peca, carregadores, fiis de
artilharia e escoteiros ; derendo as lotages dos
navios fazer-se menguo do numero que taes pra-
gas Oca competindo a cada um, e nao podendo
este numero ser preenchido com outras que nao
sejam estas, logo que as haja em numero suf-
fl cien te.
Art.*28. As pracas que tirerem obtido a clas-
sifleago de chefes de peca e fiis de artilharia
nao podero exercer estas funegoes a bordo dos
navios da armada, em quanto nao se habilitaren:
nos trabalhos de laboratorio indispensareis ao
servigo de bordo, como sejam cortar cartuxos pa-
ra a artilharia e encartuxar os mesmos, tratar a
plvora averiada, fazer tacos, pyramides, e car-
tuxos de mosquelaria.
Art. 29. Para adquirrem os conhecimentos
de que trata o artigo antecedente, as referidas
pracas devero, depois tfe classiOcadas, frequeo-
tar por espago de dous mezes o laboratorio pyro-
technico da marinha.
Art. 30. Aa pragas reprovadas que tiverem
bom comportameoto, podero continuar na es-
cola por mais um anno, findo o qual, se nao se
mnslrarem habilitadas por novo exame, voltaro
para os respectivos corpos na mesma classe que
tioham, quando delles sahiram.
Art. 31. As prscas que, por motivos justifica-
dos, deixarem de fazer exame em tempo compe-
tente, podero ser a elle admittidas em qualquer
occaso, precedendo ordem da secretara de es-
tado.
Art. 32. O programma da distrbuico do
tempo para as materias do ensino, exercicios, e
todo o mais servico interno da escola, ser orga-
nisado pelo director, de intelligencia com o aju-
dante e professor, e submetlido approvaco do
ministro da mariohs.
Art. 33. Todas as munices de guerra, instru-
mentos, etc., de que carecer a escola para seu
regular andamento, sero fornecidos pelas ac-
ces competentes, e carregsdos em receita ao
commissario do navio escola.
Art. ;i. Os compendios, papel, e outros arti-
gos do expediente sero distribuidos gratuita-
mente s pracas da escola.
Art. 35. Ficam revogados o decreto n. 613 de
21 de agosto de 1851 e todas as disposiges em
contrario do presente regulamento.
Palacio do Rio de Jaoeiro, em primeiro de
maio de 1861. Joaquim Jos Ignacio.
AVISO DO 1 DE MAIO DE 1861.
Concede uniformes militares aos commandantes
e pilotos paisanos dos navios das companhias
Brasileira de Paquetes a vapor e de Navega-
So e Commercio do Alto-Amazonas: declara
quaes esses uniformes, e os torna extensivos a
todas as pessoas a quem lem sido e fr conce-
dido o uso da farda de official da armada.
3a seceo. Ministerio dos negocios da mari-
nha. Rio de Janeiro, em 1.a de maio de 1861.
Tendo chegado ao alto conhecimento de S. M.
o Imperador varios requerimentos de individuos
paisanos, uns empregados como commandantes
e pilotos nos vapores das companhias Brasileira
de Paquetes e de Navegaco e Commercio do Al-
to-Amazonas, e outros em diversos lugares da
repartico de marinha, pedindo o uso da farda
de official da armada ; e considerando o mesmo
augusto seohor quanto conreniente que taes
individuos tenham um uniforme que, indicando
carcter mais elevaao as funegoes dos empre-
gos, lhes d por isso mais forra para sustentar a
disciplina que misler conserrar em embarca-
coes que gosam do privilegio de navios de guerra,
facilitaodo-lhes tambem as relacoes que por ven-
tura precisem ter nos portos estraogeiros para
onde naregam, ha por bem determinar o se-
guirte :
1.a Fica concedido aos individuos paisanos
que serrirem nos navios das compaohias Brasi-
leira de Paquetes a Vapor e de Navegaco e Com-
mercio do Alto-Amazonas, que assim o requere-
rem, o uso do uniforme de Ia tenente aos com-
mandantes e de 2 tenente aos pilotos, durante
somente lempo em que estiverem ao servico
de taes companhias;
2 O uniforme ser cm tudo igual ao dos offi-
ciaes da armada, com a differenga de serem a
farda ou sobrecasaca e booet avivados de ama-
relio ;
3a O mesmo uniforme fica pertencendo a to-
dos os individuos a quem se tenha ou fr para
Ministerio da just'ca.
DECRETO H. 2,792 DE 20 DE ABRI1 DE 1861.
maroa de Santa Cruz, creada na provincia
do tspxrxto Santo.
Hei por bem decretar o seguinte:
Artigo nico. O promotor publico da comarca
de Santa Cruz, ltimamente creada na provincia
do Espirito-Santo, vencer o ordenado annuat
correapon- de 600*000.
Francisco de Paula de Negreiros Sayo Loba-
to, do meu conselho, ministro e secretario de es-
tado dos negocios da justiga, assim o tenha en-
tendido e faca executar.
Plto do Rio de Janeiro, aos 20 de abril de
1861, 40* da independencia e do imperio. Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Francisco de
Paua de Negreiros Sayo Lobato.
LE N. 504.
Antonio Marcelino Nunes GoncaVres, presi-
dente da prorincia de Pernambuco:
Fago saber a todos os seus habitantes que a
atisembla legislativa provincial decretou, e eu
sancciooei a resolugao seguinte:
Art, 1. Ficam creados em todos os termos da
provincia dous lugares de partidores, um dos
quaes accumular as funegoes de destribuidor,
nos termos em que houver destnbuigo, e o ou-
tro as de contador, salro o direito adquirido pe-
los setuaes propretarios.
Art. 2.a Fica o extioclos os lugares de tabel-
lies as freguezias de S. Lourenco da Malla, e
S. Amaro de Jaboatao, por fallecimento dxts ac-
tuaos serrentuarios.
Art. 3.a Ficam rerogadas as disposiges em
contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, quem
o conhecimento e execuco da presente resolu-
to pertencer, que a cumpram e fagam cumprir
to inleiramente como nella se contem.
O secretario da prorincia a faca, imprimir, pu-
bliear e correr.
Palacio do gorerno da prorincia de Pernambu-
co, aos 29 dias do mez de maio de 1861, quadra-
gesimo da independencia e do imperio.
x*. o.
Antonio Marcellino Nunes Goncalvet.
Sellada e publicada a presente resoluc'o nesta
secretaria do gorerno da provincia de Pernambu-
co, aos 29 de maio de 1861.Joo Rodrigues
Chaves.
Registrada a fl 64 do 1. 5. de leis proriociaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de
maio de 1861...Rufino Jos Fernandes de Fi-
gueiredo.
LE N. 505.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves, presiden-
te da provincia de Pernambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a resolugao seguinte :
Artigo nico. O producto das cinco loteras,
concedidas irmandade do Divino Espirito Santo
erecta na igreja dos extinctos Jesutas desta cida-
de, e bem assim o de todas as loteras, concedi-
das a irmandades, ser exclusivamente spplicado
s obras das respectivas igrejas, derendo ser as-
sim entendida a lei n. 393, de 1.a de julbo de
1856 : rerogadas as disposiges em contrario.
Mando, por tanto, todas as autoridades, a
quem o conhecimento e execuco da presente re-
soluco pertencer, que a cumpram e facam cum-
prir to inleiramente como nella se contem.
O secretario desta provincia a faga imprimir
publicar e correr.
Palacio do gorerno de Pernambuco aos 29 dias
do mez de maio de 1861, quadragesimo da inde-
pendencia e do imperio.
L. S.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a preseute resolugao nesta
secretaria do gorerno de Pernambuco 29 de
maio de 1861.Joo Rodrigues Cbares.
Registrada a fl 65 do 1. 5.a de leis prorinciaes.
Secretaria do gorerno de Pernambuco 29 de
maio de 1861.Rufino Jos Fernandes de Fi-
gueiredo.
futuro concedido o uso da farda de officida
armada.
O que communico V. s.
genca.
Deus guarde a V. S. Joaquim Jos Ignacio.
Sr. capito-tenente, ajudante do encarregado
do quartel-general da marinha.
2a Seceo. Ministerio dos negocios da mari-
nha. Rio de Janeiro, em 3 de maio de 1861.
Sendo conreniente que haja a maior economa e,
Dscahsaco no emprego des dinheiros pblicos,
recommende V. S. a todos os commandantes das
estaces e navios sollos da armada que tenham o
maior cuidado em que as guias que fizerem de
pedidos para o foroecimento dos mesmos navios
nao venham incluidos seoo aqoelles objectos in-
dispeusaveis para as commisses que tiverem de
cumprir, embora as tabellas marquem maiores
fornecimentos; e faca sentir aos mesmos com-
mandantes que o goveroo imperial, na aprecia-
ga o futura dos ser vicos de cada um delles, ter
muilo em vista aquelle que desempenhar as suas
commisses pela maoeira a mais econmica
Iembraodo-lhes V. S. ao mesmo tempo a execu-
Co das nrdeos por di versas rezes expedidas para
semelhante fim.
Deus guarde a V. S. Joaquim Jos Ignacio.
Sr. capito-tenente, ajudante do encarregado
do quartel-general da marinha.
2 secao. Circular. Ministerio dos nego-
cios da marinha. Rio de Janeiro, em 3 de maio
de 1861. Sendo conveniente que haja a maior
economa e fiscalisagao no dispendio dos dinhei-
ros pblicos, recommendo a V. S. que empregue
toda a diligencia, aflm deque a despeza que cor-
re por essa repartico. seja cuidadosamente fisca-
lisada, nao se fazendo seno o que fdr esaencial-
mente iodispensarel, e excedendo em caso al-
gum os crditos rotados.
Foresta occasio obserro a V. S.que o gorer-
no imperial, na apreciago dos servigo? dos che-
fes das repartiges e seus subordinados, ter
muito em conla aquellos que se distinguirem ns
execuco desta ordem, da qual depende em gran-
de parte o melhoramento das financas do paiz.
' Deus guarde a V. S. Joaquim Jos Ignacio.
Sr. capillo do porto da prorineU do Para.
Na mesma conforaidade aos mais espitaos da
portos.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia S de junho.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Tendo a as-
sembla legislativa provincial deliberado que
fosse V. Exc. ourido sobre o compromisso da
santa casa da misericordia impresso no jornal in-
cluso em 8ubstiluico ao que foi dado mesma
santa casa em 27 de junho do anno passado,
aprsenlo V. Exc. para que se digne approra-
lo na parte religiosa, como solicita a mesma as-
sembla.
Ditoao coronel commandante desarmas.De-
ferindo o requerimento do msico do 2.a bata-
lho de infamara Domingos Jos dos Santos, so-
bre que V. S informou em officio de 3 do corren-
te, o autoriso a mandar passar-lhe escusa do ser-
rico, aceitando em seu lugar o paisano tambem
msico Jos Flix da Trindade, visto estar este
para sua intelli- Da9 circumstaocias de poder substituir o suppli-
cante.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. S. por
copia para a derida execuco o aviso de 21 de
maio ultimo em que o Exm. ministro da guerra
declara que, para maior uniformidade dos corpos
de guarnigo pertencentes arma decavallaria,
conrm que as respectivas cavalgaduras usem de
schabraiks nos dias solemnes de festa nacional.
Remetteu-se tambem copia deste aviso ao direc-
tor do arsenal de guerra.
Ditoao mesmo.De cooformidsde com o aviso
da repartico da guerra de 11 de maio ultimo,
constante da copia junta, sirva-se V. S. de expe-
dir ordem para ser paga pela caixa de economas
licitas do 2.a batalho de iofantaria a quanlia de
2505 importancia de urna carroga comprada pelo
conselho administrativo para foroecimento de
agua ao mesmo batalho. Commuoicou-se
thesouraria de fazenda e ao supradito conselho.
Dito ao capito do porto.Remetto incluso por
copia o aviso expedido pela repartico da marinha
em 23 de maio ultimo, do qual consta ler sido
demittido do lugar de ajudante da capitana do
porto desta prorincia o 1.a tenente Jos Arelino
da Silra Jacques, a flm de que V. S. nao s Ib
faca constar a demisso, mas tambem lhe ordene
que se recolha quaolo antes corte, propondo
V. S. outro official para o dito lugar.-Commu-
oicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmuto por copia V. S. para ter execuco os
inclusos exemplares do ariso da repartico de
marinha de 27 de marco ultimo e da tabella
que elle se refere Ciando o numero e jornaes dos
serventes dos almoxarifados de marinha do im-
perio.Remetteu-se tambem copia thesouraria
de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Em rista da conta junta mande V. S. pagar
Martinbo de Olireira Borges a quantia de 4829
em que importara os objectos por elle fornecidos
ao palacio desta presidencia, e constantes da re-
ferida conta.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia V. S.
para sea conhecimento e derida execuco na
parte que lhe toca, o ariso de 16 de maio ultimo
em que o Exm. Sr. ministro da marinha commu-
nicou ter augmentado com a quantia de reis...
59:791|901, distribuida pelas rerbas descriptas
no mesmo aviso,.o crdito aberto para as despe-
ras d'aquelle ministerio nesta prorincia no cor-
rente exercicio.
Dito ao inspector da thesouraria prorlncial.
Autoriso V. S. mandar augmentar, de con-
formidade com a sua informaco de hontem, sob
n. 224,,a diaria que ora percebem os Africanos
nvres empregados no servico do collegio dos or-
phaos de Santa Thereza em Olioda.-Communi-
con-se ao inspector do arsenal de marinha, e ao
director geral da iosirucgo publica.
Dito cmara municipal do Buique.Respoo-
dendo o officio que me dirigi a cmara munici-
pal da rilla do Buique em 13 de abril ultimo so-
bre a necessidade de alterar-se a linha do cr-
relo de Flores, tenho a declarar-lhe que convm
aguardar a solucao do que propoz ao director
geral dos correios na corte o administrador do
desta capital, como consta do officio junio por
copia. r
Dito ao director dis obras militares.Con-
trate Vmc. com os gerentes da companhia de
lluminago gaz o encanamento da mesma il-
lumioaco para o quartel da companhia Qxa de
carallaria no Campo das Priocezas, nao exceden-
do a respectira despeza da quantia mencionada
no orcamento que se referi seu officio de 4
de abril ultimo.Commuoicou-se thesouraria
de fazenda.
Dito ao engenheiro Willlam Martineau.Trans-
miti Vmc. as qualro inclusas propostas para
a conatrueco da ora ponte do Recife, afim de
que interponha o seu parecer acerca dellas.
Portara.No impedimento do tenente do cor-
po de polica, Luiz Ignacio Jeronymo dos Santos,
rogal nomeado para o conselho de julgamento
que ra ser submetlido o segundo sargento Mi-
guel Gomes Correia, nomeio o tenente do mesmo
corpo Francisco Borges Leal.Fizeram-se as ne-
cessarias communicares.
Dita. O preaidente da prorincia, conforman-
do-so com a proposta do director geral interino
da mstrucco publica, de 31 de maio ultimo, ou-
rido o conselho director, resolre nomear o major
Caelano Correia de Amorim, delegado Hilera rio
da freguezia de Nossa Seohora da Gloria de Goi-
t.Commuoicou-se ao director geral da instruc-
gao publica.
Dita.O presidente da prorincia, attendendo
ao que lhe requereram os negociantes Bailar &
Oliveira, consignatarios do brigue nacional Maria
Thereza, resolve conceder permisso para Jos
Pereira da Silva Campos poder matricular-se, in-
dependentemente de apresenlico de carta de
piloto, como capito do mesmo brigue, na via-
gem que est destinado para o Rio Grande do
Sul, com escala pelo Rio de Janeiro, derendo,
porm, o mesmo capito assignar termo na capi-
tana do porto, pelo qual se obrigue exhibir a
predita caria para outra qualquer viagem.
Dita.O presidente da prorincia, attendendo
ao que lhe requereu o negociante Manoel Aires
Guerra, consignatario do patacho nacional Social,
resolre conceder permisso para Manoel Jacinlho
Tere matricular-se independentemente de apre-
seotac,o de carta de piloto, como capito do
mesmo patacho, na viagem que est destinado
para o Rio de Jaoeiro, devendo, porm, o mesmo
capito assignar termo na capitana do porto, pe-
lo qual se obrigue exhibir a predita carta para
outra qualquer viagem.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vapor maodem dar trans-
porte para o Cear, por conta do ministerio da
guerra, no vapor que se espera do sol, ao segun-
do cirurgio do corpo de sade do exercito. Dr.
Antonio Manoel de Medeiros, que, na forma
das ordens imperiaes, vai servir naquella pro-
vincia.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vapor maodem dar trans-
porte para a provincia do Para, por coota do mi-
nisterio da guerra, no vapor que se espera do sul,
ao tenente-coronel Joaquim Rodrigues Coelho
Kelly, e capito Joo Evangelista Nery da Fon-
seca, que, ns forma das ordens imperiaes, vo
servir na provincia do Amazonas, lerando o pri-
meiro sua mulher e urna filha com 22 annos de
idade.
Dita.O senhor gerente da companhia Pernam-
bucana de navegaco costeira, mande dar passa-
gem de estado para a provincia do Cear, no va-
por Jaguaribe, ao reverendo Francisco Pedro da
Silva Nolasco.
Expediente do secretario.
Do dia 4 de j unho dt 1861.
Officio ao coronel commaodante das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda trans-
mittir V. S., pare, de conformidade com as or-
dens imperiaes, serem destribuidos pelos com-
mandantes dos corpos e companhias fu de ca-
vallaria e de artfices, e pelo auditor de guerra
oito exemplares do relatorio apresentado este
anno pelo Exm. Sr. mioistro da guerra a assem-
bla geral legislativa.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. presideote da provincia manda co co-
municar V. S. que em 3 do crreme eotrou
Horacio de Gusmo Coelho no exercicio do em-
prego de almoxarife do hospital militar, como
participou o corooel commaodante das armas em
officio d'aquella data.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da
provincia manda commuoicar V. S. que em o
1.a deste mez coocedeu o director do hospital
militar a demisso que solicitou Francisco Anto-
nio da Silra, do lugar de ajudante do porteiro
d'aquelle estabelecimenio ; o que constou de of-
ficio do coronel commandante das armas datado
de 3 do correte.
Dito ao mesmo.Sua Exc, o Sr. presidente
da prorincia, manda tradsmittir V. S. as duas
inclusas ordens do thesouro, sob ns. 71 e 76,
bem como um officio da secretaria de estado dos
negocios da fazenda datado de 22 de maio ul-
timo.
Dito ao mesmo.O Exm Sr. presideote da
prorincia manda transmittir V. S. os dous in-
clusos exemplares dos relatnos apresentados
assembla geral legisla ti va pelos Exms. Srs. minis-
tros do imperio, agricultura, commercio e obras
publicas.
Dito ao Sr. Gervasio Campello Pires Ferreira,
juiz municipal de Serinhaem.Sua Exc, o Sr.
presidente da prorincia, fleando inteirado de ha-
ver V. S. em 27 de maio prximo findo assnmi-
do o exercicio da rara do juiz de direito da co-
marca do Rio Formoso, no impedimento do 1.a
substituto, assim o manda declarar V. S. em
res posta ao seu officio d'aquella dala.Fizeram-
se as communicages conrenienles.
Dito ao Sr. Jos Wenceslao Affonso Rigueira
Pereira de Bastos, chefe de estado maior da
guarda nacional do Rio Formoso.Sua Exc, o
Sr. presidente da prorincia, fiesndo inteirado de
ha ver V. S. em 17 de maio prximo findo en-
trado interinamente no exercicio do cargo de
commaodante superior da guarda nacional dessa
comarca, assim o manda declarar V. S., em
reaposta ao seo officio daquella data.
Dito ao commandante do corpo de pelicia.0
Exm. Sr. presidente da prorincia manda trans-
mittir V. S. os procesaos feitos s pracas do
corpo sob seu commando, mencionados na rela-
co junta, afim de serem cumpridas as aenteness
proferidas pela junta de julgamento em ditos pro-
cestos.
Relaco daa praeaa do corpo de polica a que
se refere o officio suppra.
Soldados.
Manoel Antonio dos Passos,
Manoel Victoriano da Silra.
Celerino Marques das Chagas.
Marcolino Pires Campello.
Jos Francisco Vieira.
Genuioo Francisco Nunes.
Jos Justino.
Claudino Antonio.
Francisco Ribeiro Jac.
Damilo Jos da Silra.
DESPACHOS DO DIA 5 DE MAIO DI 1861.
Requerimentos.
Africanos hrres de collegio dos orphos.Nes- -
* ini S" exPede or,lem para ser elerada a diaria
400 ris, seudo 280 ris, para sustento e cu-
rativo e 120 ris para serem entregues aos sud-
plicantes. r
Antooio Candido de Nogueira.Concedo a li-
cenca requerida.
Belarmino Aires de Aroucha.Selle e rolle.
Domingas Maria da Conceico.Habilite-se a
supplicante para a prxima arremataco da casa,
em que mora, e que ter lugar no' dia 13 do
corrente.
Donara Mara da Conceico.Sellado rolle.
Bacharel Francisco Antooio Pessoa de Bsrros
Passe.
Firmino da Cunha Reg.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Gervasio Campello Pires Ferreira.Passe por-
tara concedendo a licenga pedida com renci-
mentos.
Herculana Maria da Conceico.Requeira ao
governo imperial.
Igoacio do Nascimento Goncalves da Luz.In-
forme o Sr. commandante superior da guarda
nacional deste municipio.
Frei Joo Baptista do Espirito Santo.Infor-
me o Sr. thesoureiro das loteras.
Jos Elias Machado Freir.Sellado rolle.
Martinho de Olireira Borges.Dirija-se the-
souraria de fazeoda.
Manoel Joaquim do Reg.Informe o Sr. ca-
pito do Porto.
Manoel Igoacio do Nascimento.Sellado rolle.
Capito Pedro Eufrasio da Silra.Requeira
cmara municipal de Cabrob.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
ACTA DE 10 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abael.
A'sll horas da manhaa feita a chimada acha-
ram-se preseotes 28 Srs. senadores, fallando com
causa os Srs. baro de S. Lourenco, Vasconcel-
os, e Vianna; e sem ella os Srs. baro de Au-
tooina, baro de Muritiba, baro de Cotigibe,
barao de Pirapama, Candido Borges. Sonza Quei-
roz, Paula Albuquerque, Paula Pessoa, Almeida
e Albuquerque, Cansanso de Sinimb, Pirnenta
Bueno, Silveira da Motta, Fernandes Torres,
Fonseca, marquez de branles, visconde de Al-
buquerque, risconde da Boa-Vista, visconde de
Jequitiohonha, visconde de Itaborahy, visconde .
de Maraoguape, e visconde de Suassuoa.
_ O Sr. presidente declara nao poder haver ses- -
sao por falta de numero para formar casa: con-
vida os Srs. senadores presentes prra trabalha-
reni as commisses ; e d para ordem do dia
da seguinte sesso :
Alm das materias j designadas:
l*e 2a discusso das proposiges da cmara
dos deputados :
1* approvando a aposentadoria concedida no
lugar de desembargador com o ordenado de___
1:238* ao juiz de direito conselheiro Aogelo Mu- -
niz da Silva Ferraz.
2a, approvando a aposentadoria concedida ao
juiz de direito Luiz Alves Leile de Olireira Bello,,
com as honras de desembargador, e com o orde-
nado que lhe competir, aegundo o tempo de ser-
rico que fr coatado.
3\ approvando a aposentadoria concedida ao
juiz dos feitos da fazenda da provincia da Bahia
Andr Cursino Pinto Chichono da Gama, com o
ordenado de dezembargador.
4a, approraodo a aposentadoria concedida ao
desembargador Francisco Goncalves Martins,
com as honras de ministro do supremo tribunal
de justiga e ordenado correspondente ao tempo.
que tirer servido.
SESSO DE 11 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abaeti.
A's 11 horas da manhaa o Sr. presideote abre a
sesso estando presentes 30 Srs. senadores, faltan-
do com participaco os Srs. baro de S. Lourenco.
Vasconcellose Vianna; e sem ella os Srs. Mu-
niz, Cunha Vascoocellos, Diniz, Baro de Anto-
nina, baro de Cotigipe, Souza Queiroz, Paula
Albuquerque, Paula Pessoa, Almeida e Albuquer-
que, Cansanso de Sinimb,Pimenta Bueno,Silvei-
ra da Motta, Fernandes, Torres, Fonseca, Nabuco,
Teixeira de Souza, marquez de Olinda, visconde
da Boa-Vista, vinconde de Jequitinhooha, vis-
conde de Maranguape, a visconde de Suassuna..
Lidas as actas de 8 e 10 do corrente mez sao
approvadas.
O Sr. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Un aviso do ministerio dos negocios da fazen-
da remetiendo um dos aulographos do decreto
da assembla geral oreando a receita e fixaodo da
despeza geral do imperio para o exercicio de
1861 a 1862, no qual decreto S. M. o Imperador
consente.Fica o senado inteirado, e manda-se
commuoicar cmara dos deputados.
Um officio do 1 secretario da mesma cmara t
partecipaodo barerem sido sanecionados nao s a
resolugao da assembla geral que manda conli- -
nuar em rigor o decreto o. 67 de 13 de setembro
de 1852, que marca o subsidio dos deputados,..
como tambem o decreto da mesma assembla
geral que prohibe as loteras e rifas.Fica o se-
nado inteirado.
Um officio do bacharel Jos Antonio de Maga--
lhaes Castro offerecendo um exemplar impres-
so do seu projecto de cdigo do processo crimi-
nal militar.
O Sr. presideote declara que recebida a of-
ferta na forma do estylo.
Vem mesa o seguiote requerimento :
Reqoeiro que seja remetlido o projeto do Sr-
Magalhea Castro s commisses de marinha a
guerra e de legislagao, para darem sobre elle o
seu parecer.Jacobina.
E' apoiado e por flm regeitado.
Um requerimento de Adriano Augusto Bruce
Barradas, secretario da relaco do Maranhao,
pedindo alguma providencia em ordem a que se-
ja pago dos ordenados que se lhe derem.A"
commisso de fazenda.
0 Sr. 2a secretario fax a leitnra do contrato ce-
lebrado para a publicago.dos trabalhos do sena-
do no Corrtio Mercantil, e igualmente dos se-
guintes pareceres:
Com a carta imperial que notneon senador
do imperio o Sr. Joo Pedro Dias Vieira para oc-
cupar a cadeira que flcou razia pelo fallecimento
do Sr. baro de Pindar, foram presentes com-
misso de coostituigao as actas dos collegios elei-
toraes, a da apuraco geral dos rotos, e-a lista


m
-

_
____
MAMO DI lEfilMGO. ttBBADO 8 OB JCNHO M 1*1.
' '' '
trplice resultante da eleico a que ltimamente
6 procedeu oa provincia do Maranha.
Foram timbera presente saeta* da eievceO
primaria feilas as paroebioa da S. Beata do Pe-
rizes, de S. Francisco Xavier de Monca, de S.
Sebastiio da Vargem-Grande, par u tutm u-
uullado as que tiveram lugar em 1959.
Aletea papis que aUsatam a existencia do
processo eleitor 1. acompanharam offlcios do
presidente da provincia e do ministro do impe-
rio e duas consullas da seccao respectiva do coo-
selho de estado concernentes a eleico.
Nao (oram remeitidas commisso as acias da
orgaoisaco dos cellegios, de Gaixias, Pastos
Boas Carolina dos quaes s -vieran as da veta-
fo e apuracao de rolos; taliaoi m duas do
collegio da Chapada, que todava foi presente i
cmara municipal da capital da provincia porque
entrou na apuracao geral.
Da euma detses documentos se colhe que a
eleicSo foi regular e que alista triplica o pro-
ducto genuino delta. As duvidas que occorre-
ram sao de pequea importancia e as deciaoes
della nenbuma influencia exercero na eleicao.
Todava a commisso nao se julgadispensdaa d
exp-las ao senado.
No collegio de Canias nao foi contado o vo-
to do eleitor da Trsideila, Jos Machado Lebre,
por nao estar qualidcado, diz a acta. Nao lendo
haviao nova eleicao primaria nesta freguezia, e
estando portanto j approvado pelo senado esse
eleitor. nao apparece a razio de ser agora ha-
vido por nao qualiticado. O aeu voto nev ser
junto aos oulros, e nao altera a lista trplice.
No mesmo collegio houve protesto e contra-
protesto a respeito do voto de um supplente de
Santa Anna de Burily qae os protestantes enten-
dan] dever ser tomado em separado. O colle-
gio decidi justamente que o voto fosse tomado
porque no-protesto havia manifest erro..
0 collegio de S. Rento verificou os poderes
dos novos eleiloresda freguezia deste nomeeda
de S Francisco Xavier de Monean, e os admiti
a votar primeiramenle em separado, mais depois
ajuntou seu votos aos dos oulros eleitores, ha-
ve das actas da el-icn primaria destas freguezias
Cnforma-se cora oopioiio do collegio approvao-
de os eleitores de S. liento, e desconcert com o
mesmo para declarar allos os de Moaco pelo
defeito suDslancial de se ter feito em um s dia
a segunda e lerceira chamadas. Esta circums-
porm nao altera alista trplice, como ada nle
se ver.
Em Itapicur-mirim o collegio nao veriGcou
OS poderes dos novos eleitores de S. Sebaslio da
Vargen-Graode, mas admiltto-se a votar em se-
parado.
a A commisso eoleode que os votos destes
eleitores de*em ser levados em conta porque a
eleico primaria foi
tlfci
301 votos
283 >
219 *
17
176
a eleicao.
* oceu-
Jaose............
Ola* "Vieira........
VMaoi............
Najo..............
"Belfort.............
c Portanto, sendo regular
pendo um lugar na lista trplice o Sr. Jaso Pe-
dro DtesVieira, que mereceu a escolha do po-
der moderador, a commisso de parecer i 1,
que a eleico seja approvada ; 2, que sejadav
clarado senador do imperio o Sr. Joao PefHj
Das Vieira, e convidado a tomar anete Mata
casa, conforme o regiment.
Paco do senado, 10 de maio de 1861.Vis-
conde de Sapucahy. Mrquez de Oltada.Vis-
conde da Uruguay, a
Foram por orden do senado rcoeltldoa
commisso de coosliisico, os papis relativos
eleico de um senador a que ltimamente se pro-
cedeu na provincia de Minas Gerae. eea conse-
quencia do fallecinjento do Sr. conseiheiro Luiz
Ahtooio Barbosa, que fra comeado pa ra substi-
tuir ao Sr. senador Vergueiro, e nao chegou a. lo-
mar assento nesta casa.
Com elles foi tambem remettida a caria im-
perial que nomeou sanador do imperio a Sr.
Fumino Rodrigues Silva, contemplado oa lista
trplice resultante da dita eleico.
A commisso exaniinou esses papis, e achou
que a eleico se fez com legalidade. Os eleitores
que oella figuraran) j tinham sido reeoohecides
como legtimos pelo seoado, sendo esta a lerceira
vez que tiveram exercicio na legislatura para que
foram creados, a qual tove seu leruM>eu2 do cor-
rente maio.
a Raras vezes sio apresentadas m nessas c-
maras legislativas eleicee to eecoimedai. Fo-
rero guardadas todas as formalidades da lei. e nao
occorreu nenhum accidente que perturbis* a
ordem, ou trompase o maior indicio de violen-
cia uu fraude. Isto nao obstante, a commisso
lem para si que deve pslentear ao senado as oc-
correocias que se deraro, embocado nenhum lo-
mo ; e sao as seguintes :
No collegio de Arax (4* districto eleitoraJ)
foi lomado em separado o voto do urasuppletile
por se dnvidar se o etaitor a quero, substituto es-
tava ausente da provincia, ou tinha voltado a
ella.
No de Pacarat (7o dislricio) foram tambem
apartados, os votos de dous eleitores da freguezia
de Burily, porque nao havia Ululo de sua eleicao.
Nao Irouxeraru diplomas, oem a cmara munici-
pal tinha remelltao o livru da eleico.
O mesmo Sr. S? secretario faz a agotte
requerimento :
Requeiro que se peca ao governo copia do
regulamento e das ultimas instruccooa pOr ev> tambes niomaam taia ingerencia pessoal n'osoe-
dadas sobre a praticagem da barra do Rio-Grasa* prtoo t> aaaa, seno aquelles que contribula-
do Sul. aaaapa ra-ae deapezas do estado, e porque Fran-
Paco do senado, 1S de maio de 1461.'
Fica asaltado poe-lsr-ae pedido a palavra.
ORDEM DO DIA.
Contina a discusaio sd diada-na essao antec-
deme da propoeicio da cmara dos deputados
aulorisando o governo para aposentar com o or-
denado correspondente aos vencimentos qoe
percebe o ciruegiao Joaqun Jos Al ves de Al*
buquerque. encorregado do enfermara d mari-
na* da pro-iaaia de Peroesxssco.
Discutida a satera o poalo a votos a proposi-
Cioflca empatada, e oSr. preatdeote declara que
entrar novamente em discusso oa primeira
nSima familia niagsem manda, oinguem impe
raftae, ou da ocdawe, seno aquelles que pagan
a* dsessia* do asa, e austentam a familia, asaim
Entra em 1* discusso e psssa para a 2*. o
desla para 3a, a proposico da mesma cmara
mandado roconheeer cono cidado hrasileiro a
Jos Guncaltes da Silva.
Segue-se a 1* discusso da proposico da refe-
rida canora, autorizando o governo a mandar
pagar a Frederico Saneen Broa o ordeuado cor-
respondente congrua que percebem os parocbos
do imperio.
Veem mesa os seguintes requerimentos :
Requeiro que seja esta preteucao reraetiida
commisso do tazeos* para dar sobre, ella o seu
parecer.
*-Rta, 13de maio de 1861.Jobim.
Accrcsceate-se. sobre iufornace que pre-
vimente sepeJiram ao goveraocS, R.5itV
veira da Molla, a
E' apuiado e pur fina rejeitado.
Proseguiodo al" discusso da dita resoloco,
e verifican Jo se nao ha ver caaa, a Sr. presidente
declara encerrada-; e d para orlem do dia : em
primeiro lugar a coatinuacao da 2a discusso da
resol uco autorisaudo o governo para aposentar
a Joaquim Jos Alves de Albuquerque, a- qual
licuu empalada na, votacao, e en.sexuado, a
volaco da resoluco, cuja discusso fleuu en-
cerrada, autorisaudo o governo a mandar pagar
a Frederico Ssuer Broon, o ordenado correspeo-
dente congrua que p*rcebem os patuchos do
imperio ; a 3* discusso daa seguintes reaola-
ces : I*, autorisaudo o governo para cuiceder
ao parocho Pedro Pieraotooio douo aonos de
licenca com os veneimenlos da respectiva con-
] gra, e dous aonos de licenca com todos os ven-
cimentos ao conselheiro procurador fiscal do
ihesouro Jos*Carlos de Almeida Aras pira tra-
Estes votos assim separados, que nao exce-
den a tres, nao influem no resultado final, ou re-
cahem sobre os mesnios nones que fernan a tar de sua saude onde Ihe coavier; 2*. autori-
lista trplice, ou nada aproveiUn aos i ame-: san do o governo para passar carta de natura It-
saej de cidado brasileiro aos subditos portu-
dalos.
No collegio de Jaguary (5 districto) foi d-.
mitlido a votar Manoel Ferreira de Carnalho, j
regular, como u atleslo as
actas respectivas. O accrescentamenio nao altera reconhecido pelo senado cmoe7eilor dVparocaia
a lista.
A commisso declara que na ausencia 'das
actas do collegio da Chapada servio para os seus
clculos a volaco constante do oflicio do presi-
dente da provincia, extrahida das mesmas actas
que Ihe furam remetidas.
Declara mais que a apuracao geral nao se fez
na da 25 de Janeiro, termo do prazo legal dos
tiO dias, mas smenle em 8 de fevereiro, porque,
faltando a acta do collegio da Carolina, o pres-
deme, fundado na doutrina do aviso o. 28 de 9
de fevereiro de 18 das.
lt >leva observar que a eleico foi feita em
nevembro de 1880 nos cellegios creados pelo de-
creto de 23 de agosto de 1856. expedido para exe-
cuco da resolucode 19 de selembro de 1855. e
nao nos que ce devio designar em cumprimenlo
da lei novissima de 18 de agosto de 1860 e de-
cretos do poder execulivo de 21 e 25 do dito mez
e.aviso circular de 24.
A commisso pede venia ao senado para
trasladar o que a este respeito diz a secc.ao dos
negocios do imperio do conselho de estado na
consulta de 26 de marco, junta a estes papis, de
conformidade com as informacoes ministradas
pela secrtaria de estado respectiva.
< O presideote ds provincia fez saber scama-
ras muuicipaes que o* eleitores que ttnbam de
proceder s esta eleicao devio reunir-se nos
raes-nos collegios em que se reunirn no anuo
de 1859 para eleicao idntica, visto que foram
eleitos antes do decreto n. 2,621 de 22 de agos-
u lo de 1860, e para ellas, en virlude da dispo-
sico qu-. ento regulavam, foram designados
os respectivos cellegios, que deven subsistir
euquanlo duraren os seas poderes, oo lhes
seodo porisso applicavel o sobcedilo decreto;
e coniinuiiicou esta. de.|ibera<;ao aoguverno im-
perial por ofcio de 26 de oulubro.
En resposla a egle ofcio o governo deca
rou por aviso de 19 de nevembro que noap-
e provava a deliberago, pois que o ser a eleico
dos eleitores anterior creacao dos collegios
eleiloraesdo referido decreto nao era razo pa-
ra que elles deixassem de volar nesses colle-
gios ; e que nesu conformidade expedisse o
<- presidente suas ordeos.
Foi o aviso recebido em 6 de dezembro, se-
gundo consta do udlcioque o presidente diri-
gio ao governo em 10 do dtto mez, procuran
do jusiicar e sustentar sua opioio, e expon-
do a impossibilidade de cumprr a ordem por
estar feita a eleico.
< A seccao, passando pelos argumentos com
que u presidente pretende defender o sen ac-
to, deduzidos da poca em que fui feita a elei-
cao dos eleitores por preceito de outra lei qu
u euto vjgora.va, e da em que se maudou fazer
i- esta eleo de senador (6 de agosto) antes de
promulgada a le oovissirna (18 do dito mez),
porque taes argumentos nao lbe parecen pro-
cedeiilea, tem para si que bastar attender ao
nais conledo na exposico do presidente, on-
de se t que em razo do lempo e das distan-
cias nao era posstvel expedir as ordens neces-
saries relativamente alteraco do determina-
do anteriormenle, e dar nesta paite execuco
lei novissima, para concluir em favor da va-
<> lidade da eleicao.
En verdade a execuco da nova lei exiga
antes de ludo que fossen designados pelo pre-
Bidente os collegios e approvados pelo gover-
no. E cunquaolo aquella se apresiasse eni
desigoa-los por portara de 15 de selembro, a
appruvacao de 26 de oulubro, recebida na
a provincia en 6 de novembro, teodosido a elei-
c cao marcada para 25 deste nez. E posto que,
segundo a opioio do presidente, devessen
servir os antigs col.egios, j eslava a eleigo
coocluida quando constou ao mesmo presiden-
le em 6 de dezenbro que sua opinio nao lora
aceita pelo governo.
Resumiodu, designado eslava o da da elei-
cao e marcados os coilegios en que ella de-
via ser feita, contorne a lei vigente ao lenpo
da desiguaco, segundo o entender do pcesi-
<( denle da provincia. Desapprovada esta intel-
ligencia pelo governo inperial, j nao havia
lempo de se daren os pasaos indispensaveis
t para a execuco da nova lei, oem de se desig-
uar outro da para a eleico, pela distancia de
muilos lugares e difculdades de cummuoi-
cacao.
Foi portanto feita a eleico por tima lei do
Estado que devia vigorar, emquanto a posle-
riorque a modificou nao poda ter execuco em
consecuencia das circunstancias declaradas.
- Por onde a seccao enfeude que por este la-
do nao ha vicio na eleico.
A commisso de coosiituieio da mesma
opioio.
Alista trplice apresenteda pela cmara mu-
nicipal da capital do Maranho, do conformida-
de com apuracao que fez, segundo a
que a lei Ihe coolere, a seguinle :
O coronel Jamen Pereira.... 311
Dr. JoePedro Dias Vieira.. 282
DesembargadorJosMariaui. 234 >
Seguem :
Dr. Fabio AlexandrinoCarvalho Res 180 votos
Commtndador J. J. T. Vieira Belfort.. 172
Dr. Candido kVeodes de Almeida-...... 166 o
Ser a mesma, s com a differenca do nume-
ro de votos, sendo reformada segundo as cooclu-
soes deste parecer, isto ;
Deduzidos os votos dos eleitores de fooeo,
cuja eleico ae aiuulla, e accreicentados os da
Vargem-Grande qua foram tomados en separa-
do deven ser somroados :
Coronel laosoa..
Dias Vieira.......
Mariani.......**i
Fatuoat...........
Belfort............
a Esta verdadeira lista
opiaio da commisso.
* Mas, se houver escrpulo [que a commisso
nao Usa por confianc* ao .presideote e na .camA-
xa.apurajjQra),en adniltir o. collegio da Chapa-
da por etiv presoote a acta respectiva, era ae-
i yijio oukos ooef%uri da lt.
guezes Manoel ce Souza Silva Serodio e outros ;
3% autorisaudo o governo a mandar passar carta
_ do naturaliseco de cidado brasileiro a Joo
do Campo Mislico, do municipio de Pouso-Ale- Carlos de ohvetra Soares e outros, cero o pera-
gre, o qual se tinha mudada para o teiritorio dea- cer da commisso de uegocies ecelesiasticos ; 4a,
te collegio. approvando a peosw aaoual de 200$ concedida
A commisso, con quanlo julgue meaos regu- ao guarda nacional da 2* cooipanbia do Io bata-
lar esta deliberacSo, pofque( segundo as decises lho d do Rovetno, este eleitor devia volar no collegio
de Touso-Alegre, onde com razo fui havido por
fallo, todava nada nais observar, visto cono
esse nico voto ne/ihuna alteraco faz na lista
offerecida.
Nao so reuni o collegio da villa do Prata (4
districto), porque, sendo odia 27 doijaueiro o
marcado para a eleicao, al 31 do mesmo mez
nao tiohan sido recebnlas all as ordens do pre-
sideote da provincia para a convocacao dos elei-
tores, como elle informa en ofilciu de 16 de mar-
co. Mas, sendo 21 eleitores deste collegio, sua
volaco, qualquer que fosse,nao poda alterar a
lisia trplice, nem anda a ordem em que se
acban os quatro nais volados, que y a seguate :
Dr. Finuioo Rodrigues Silva___88S votos.
Theophilo Benedicto Ottoni.... 858
Dr. Luiz Carlos da Fonseca.... 765
Antonia Candido Crtu Maebado. 710 d
Assim que, seodo a eleico regular, e acban-
do-se na lista trplice, al en primeiro lugar, o
Sr. Dr. Firnino Rodrigues Silva, que mereceu a
escolha do poder moderador, a cummisso de
parecer : Io, que seja a eleico approvada ; qne
se declare seoador do imperio o Sr. Frnino Ro-
drigues Silva, e seja convidado a tonar asseolo
ra casa, en coofornidade do regiment.
Paco do senado 10 de roaio de 1861. VU-
conde de Sapucahy. Mrquez de Uluida. Vit-
conde de Uruguay.
Eolran en discusso cada um por sua vez, e
sao ambos approvados.
O Sr. Presidente declara ento senadores do im-
perio os Srs. Firnino Rodrigues Silva, o Joo
Pedro Dtas Vieira, e que se lhes vai olliciar con-
vidando-os para viren tomar assentu no se-
uado.
O mesmo Sr. 2o secretario l mais um parecer
da comnisso de narinha e guerra offureceudo.
um projecta substitutivo da proposico da caa-
ra.dos deputados sobre promocoes dos officiaes
da armada.
Vai a imprimir no jornal que puWka os traba-
Ibos do senado.
Conparece oSr. narquez de Olinda.
ORDEM DO DIA.
Submettida volaco, por ter flcado encerrada
na sesso antecedente em primeira discusso, a
proposico da cmara dos deputados que aulorisa
o governo para aposentar com o ordenado corres-
pondente aos veneimenlos que percebe o eocar-
regado da enfermara da marmita de Pernambu-
co Joaquim Jos Alves de Albuquerque, pasea a
mesma proposigo para a segunda discusso, na
qual entra logo.
O Sr. Dantas offerece o seguinle requerimento :
Requeiro que fique adiada a discusso da pre-
senta resoluco.al que se peca aoguverno a se-
guidlo informadlo : Se a dispusicao do art. 3" do
decreto do poder executivo de 23 de Janeiro do
crreme auno regula sement a uonjeacao dos
inspectores e anudantes -do servigo sanitario dos
porlos, de sua dala em diante, ou se ter efleito
retroactivo para nao continuaren os enpregados
que sen tiiulus acadenicos foram Doeados an-
tes do referido decreto.
Salva a redaeco.Paco do senado, 11 de maio
de 1861. Dantas.
Tendo o Sx. presidente declarado que duvi.la-
va offerecer ao apoiamealo este requerimento, o
Sr. Dantas o relira.
VeriGcando-se oo havercass, o Sr. presidente
declara adiada a discusso, e d para ordem do
dia a nesna j designada.
Leraula-se a sesso neia hora depois do neio
dia.
Goyaz Jos da-Silva Guimares, e as mais mate-
rias dadas.
Levauta-se a sesso una hora e un quarto
da tarde.
UURIQ QE PERf.Aiy.8UCQ.
Por portara da presidencia,, de hootem, foi
prorogada de novo al 12 do correle, a assen-
bla provincial.
En outra parte vae a sesso de honten da as-
^sembla provincial.; para esta remllenos o
leilor.
A orden do dia de boje : contiouaco da an-
tecedente.
faculdade
votos*
309
286
votos.
>

18*
176
trplice, segundos
SESSO EM 13 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. visconde de Abael.
A's 11 horas da nanha, o Sr. presidente abre
a sesso, estando presentes 30 Srs. senadores.
Lida a acta da anterior approvada.
Achaodo-se na ante-camara os Srs. senadores
Firmino Rodrigues Silva e Joo Pedro Dias Vi-J
eir, sao sorteados para a depuiago que os deve
receber os Srs: Pimenta Bueno, visconde de Ma-
ranguape e visconde do-Uruguay ; e, sendo in-
troduzdos com as formalidades de estylo, prestam
juramento e tomam assento no senado.
O Sr. 1 Secretario d conta do seguate
EXPEDIENTE.
Um ofcio dos ministro dos negocios da mari-
nea, remetiendo un exenplarda proposia fixan-
do as forcas navans para o anno nanceiro de
1862 1863. A' commisso de narinha e
guerra.
Outro do ministro dos negocios da fazenda,
remetiendo o nappa n. 630 das operares occor-
ridas duraue o mez de abril prximo lindo da
assignatura e substituido du papel moeda.A'
commisso de fazenda.
Um requerimento de Castro Paes & C, pedio-
do a copcessao de oito loteras para a fabrica de
vidros eslabelecida neata corte.A' commisso a
que est aflecto este negpcio.
O Sr. 2o secretario l o seguinle parecer :
O Sr. senador Candido Baplista de Oliveira
fez presente ao senado que se acha em estado de
nao poder tomar parte nos seus trabalbos na
presente sesso, em consequencia de urna seria
enfermidade que as vezes padece, e se agrava de
dia em dia e por isso jolicita do mesmo senado a
permissao de Ir tratar de sua saude na Encopa,
para oode Ihe acooselam os professores que
parta quanto antes.
A. commisso de constituico de parecer
que a licenca seja concedida, venceodo o mesmo
Sr. seoador o respectivo subsidio, a exomplo do
que com outros se tem. platicado em casos seme-
Ibaoles, e v'sto, que.a sua falta no sanado pra-
vm de causa cuja remocoo nao depende de sua.
oaUdp, e.qjjfl en todo, o casa o.piivaria de
comparecer.
Paco do senado, 1 Sida-maio de 1861. Vis-
co nie ie Sapucahy.FmcoV dt Uruguay. .
He forma clcitoral, Eleifao
directa.
VI
Terminamos o precedente artigo, citando algu-
nas disposicoes di ultima lei.franceza, que regen
a eleico directa, censuara e limitada ; nao, cono
ditsaaios, porque, ella nosparecesse spplieavel ao
nosso estado social, mas por ter sido a Frauca,
onde primeiro esta forma eleiior.il tinha sido
adoptada, e nais claramente deQaida, e tambem
nn intuito de facilitar aos neasos leilores o pode-
ren julgar por si mesaos o espirito e a iutencao
dessas leis.
Sem duvida a maior parte, dos leilores ho da
ter achado. Como nos, essa legislacflo demasiada-
mente restrictiva as condices, que habililavam
us cidado para o eleiturado.
_ Nao existen, porm, defeitos em lei alguma,
lio pensada, como foi a lei eleiloral em Franca,
que nao tenhan en factos nocivos anteriormente
consunmados a razo efficieole da sua exis-
tencia.
Para julgar com juslica essas lcis compre re-
portar-nos s pocas, en que foran promulga-
das, e ah encontraremos a- causa promotora, a
explicaco natural dessas restriegues, que nos pa-
recem hoje, e que seriam realmente, em nosso
entender, demasiadas.
A le de 1817 era anda mais restrictiva do que
a de 1831, cojos princifiaee artigas traduzimos no
precedente artigo. Porque foi que as cmaras
francezas compostas quast exclusivamente, de ho-
njens eminentes as sciencias, as armas, na in-
dustria, no commercio, en toda a qualidade de
servcos prestados Franca, e alguus mesmo to-
do o mundo civilisado-,. adoptaram leis, que hoje
nos parecen lo severas oas condices, que re-
queren pata conferir di re toa o eleitoralo ?
A razo disso ei-la ah est bem palele nos
factos occorridos quando se proroulgsva a lei de
1817, os quaes deram origen) urna opinio pu-
blica ninianeote reactora, e toroavam odiosos e
al abominados em muilos departamentos os ho-
rneas do voto universal, os republicanos e os bo-
nspartistas.
A Franca acbava-se ento humillada, como
nunca eslivera nos quatorze seculos da sua nacio-
naHqjde; estremeca de horror ao ver urna oceu-
paco militar estraogeira de grande parte de suas
provincias; paga va milhares de roundes decon-
tribuices de guerra ; nao havia familia, que nao
tivesse perdido alguno-de seus membros no cada-
falso, ou nos campos de batalba ; para os traba-
Ihos da lavoura e da iedustria restavam apenas
velhos e meninos, porque os adultos tioham aca-
bado na conouada anarchia da repblica, ou as
inundas, e pela maior parte desnecessarias bala-
lbas do imperio ; a falta de bracos, e a oceupa-
i.-ao militar gerovam a fome, ou pelo menos a
excessiva caresta dos vveres em lodo o reino ;
os pas de familia nao podiam casar suas Ulnas,
cono lhes dictavan a razo e o ioteresse da sua
descendencia, porque nao havia adultos que po-
dessem ser verdadeiros esposos, o era forcoso es-
colhe-los entre velhos e neuinos; os nedicos j
prophetisavan que esses casanentos nicos ento
possiveis haviam de fazer Regenerar a raga fran-
ceza, e a prophecia. realisou-se na geiaco se-
guinte, e aioda se esto sentindo seus efleil09,
porque a estatura media dos Francezes abaixou
duas pollegadas das que tinha em 1790, e aiuda
hoje nao possivel achar soldados sufBcientes
com a altura exigida por lei. e o .governo obli-
gado prescindir dessa estatura legal em grande
parte do exercito. Eram estas as grandes felici-
dades que a repblica e o imperio liaban deixa-
do Franca com o seu voto universal, todas as
calamidades, que poden atormentar un povo, at
a degenerado da raga nacional I
Raro era o canto da Franca, oode se nao anal-
dicoassen os autores de tantas calamidades, e a
plebe, qae em toda a parle plebe, e en parte
nenhuna deixa do ter exitadores, nunifeslava o
seu furor pelos padecimeotos reaes de que era
victima, e o horror que. lhes iospiravam os parti-
distas da repblica o do imperio, espencando e
assassioando os que enconlrava no interior dos
departamentos sem a protecc,ao da forca pu-
blica
Os homens Ilustrados e verdaderamente libe-
raes, que desejavam versanecionados os grandes
resultados sociaes do nobre movimento humani-
tario de 1788, que sempre haviam lamentado as
al-ocidades desnecessarias da repblica, e as ca-
lamidades produzidas pela louca ambioo.do im-
perio, sabisro perfetamente que o voto universal
(ora a causa primaria de todas aquellas desgranas,
e s achavam remedio para ellas se nao reprodu-
zirem na reslriccao dodireito de votar, e per isso
o conferirn exclusivamente prop.nedade, pa-
recendo-lhes que era ella a maior garanta da cr-
dem publica e da roaliliperdade polilica que al
f lli.DjiottLexiatire.emFranca, apejar do. voto.un-
versal e das muitas coaslituises. que ella pxo-
duzira.
ca eitava naqueile lempo scffrendo as funestas
caasequencias do voto universal, a receiava ludo
quanlo paaaise parecer-se com lio malfico voto,
elevou o aaoso eleiloral urna quota, que des-
viaase Uasanhcs perigos.
0 principio qua so o censo dava direilo ao elei-
tarado, foi absoluto na lei de 1817. A lei de 1831
coniervou esse principio, mas como as calamida-
des causadas pelo voto universal j eolio se acha-
vana em parte sanadas, fez urna excepeo em fa-
vor dos membros a correspondentes do instituto,
des officiaes reformados e dos mdicos emprega-
dos nos eslabelecimentos de caridade.
Eataaveavcepcoos paroeei-nos-bem insigoiflcan-
tes nos, qne estamos habituados ver o direito
de volar, eiercido por quanto bpede se acha em
siado de se mover. Nao julgue, porm, o leitor,
que essas lio limitadas, e quasi insignificantes
excepces regra geral fossem adoptadas sem
violenta opposico dos que eram de parecer que
se conservasse intacto, e absoluto o principio da
igoaldade de tributos para a igualdade de direitos
eleitoraes
A' estas, e outras excepces, em que iam appa-
recendo tendencias para o voto universal, sem-
pre se oppoz o grande ministro, de celebridade
inferiora sen mrito., o honrado liberal Casimiro
Priet; coja vida tambem se consumi e se exlin-
guio, como a do nosso marquez do Paran, Da
represso das sedices, e em lulas de leis-elei-
toraes.
Poucos homens de estado tomos coobecido mais
parecido do que estes dous primeiros. ministros
de duas naces'lo distantes urna da outra pelo
espaco, e por multas oulras razes, e oo pode-
mos resistir lentaco da expor ao leilor os fun-
damentos deste nosso dito, embora assim nos
desviemos um tanto poralguna minutos do nosso
principal assumpto.
Casimiro Prier era negociante do proverbial
ausleridado en seus negocios bancarios. O mar-
quez de Paran era juiz de inteireza inconcussa
na dealribuico da justica. Casimiro Prier era
tramen da intelligeucia'superior, e de urna forca
de yontade, que nais de urna vez espaotou, e
subjugou as cmaras francezas. O narquez de
Paran linba extraordinaria rapidez depercepcao,
o tamarilla forca de vontade, que os obstculos,
que enconlrava ao que elle julgava conveniente
ao estado, o Itvavan urna exaltarn nervosa,
quasi mrbida, e mesmo nais de una vez o fue-
ran adoecer. Ambos governaram entenpos de
sedices, o consumirn parle do lempo das suas
admioistraces reprimir- e vencer revoltas.
Anbos passaram entre os eruditos por mediocres
oradores, een verdade neohun delles tinha ras-
gos de elocueo, nem mesaio ulevac.o de.estylo ;
se porm en seus discursos se nao enconlrava o
sublime do eloquencia, va-ge em todos elles a
inienco proficua da> utilidade publica, e a previ-
sao de verdadeiros homens de estado, que ante-
vendo 0S8UCC6SSOS polticos, SO esfon;a vara en
poupir grandes desgracaa a geracoes futuras das
nacoes, cuja ireccao goveroativa Ibes eslava con-
fiada.
Ambos fueran nodificacoes as leis eleitoraes,
que existan as respectivas nacoes. Ambos en-
contraran resistencias obstinadas. A! Perter ap-
presentavatn essa resistencia os chamados pro-
gressisiae, que queran introduzir na nova lei o
germen do voto universal, isto o germen da
anarchia,ou do desootisno, cono elle prophetisa*
va, e como se real9ou efectivamente em 1848.
O marquez de Paran ira rou lula renhida con as
influencias, que nao queiian ablicar en favor do
ben publico. Ambos conseguirn parle de seus
intentos, as ambos coniumiram a forca vital
u'esse lidar intenso contra a obstmago das se-
dices, e das ressteoslas parlamentara. Ambos
conlrahiran molestias mortaes as violentas agi-
lacoes do governo, e ambos morreram, sendo
aioda prineiros ministros. Ambos foram acom-
panhados ao tmulo por tudo quanto havia de
honesto e Ilustrado em Paria, e no Rio do Ja-
neiro.
Por esta resenha comparativa das qualidades
destes dous honens d'esladj, da ideutidade de
circunstancias, en que sa adiaran, e dos obs-
tculos, que se oppozeran seus bous designios
governalivos, e al pela semelhanca das causas,
qae os levaran ao tmulo, poder inferir o lei-
lor, que alguma idze n<> sststij para alirmar,
que nao couheciamos dous ministros mais pare-
sdos. Se a Franca, liberal ten con- justa razo
orgulho d'este seu primeiro ministro, conserve-
mos tambem grata memoria do nosso grande es-
tadista, que nos quiz dar realidade da represen-
tado nacional, e a verdade da constituico, edo
governo representativo, por meio de urna lei ana-
loga em principios que referendou o ministro
francez.
Manifestamente as leis eleitoraes censuaras
francezas sao inapplicaveisao nosso estado social.
Qual dos nossos polticos se resignara ser de-
potado sem subsidio algum ? E fura dt-sses on-
de bomens habilitados para as importantes func-
Ces de legisladores ?
Esta s consideraco basta para mostrar que
as legislarles das nacoes, quedo era ultimo re-
sultado serem gratuitas as uncgOes legislativas
oo pndero ser adoptadas no Brasil, e por isso
conhecido o principio da le franceza.escusado se
ra oceupar-oos com as leis, que impem o mes-
mo preceito en oulras nacoes.
O mesmo, porm, oo succede con a lei, que
actual nenie rege en Portugal a eleico directa
censilaria, e linitada. E' esta a ultima lei elei-
loral promulgada na Europa, e seus autores pa-
recen ter aproveitado os nais recentes Irabalhos
praticos. e especulativos respeito de legislaco
eleiloral directa, e ceositaria.
Emendemos lamben que ella s lei, de cujas
estipulacoes naior nunero se tornara applica-
vel, mulalit mutandis, s nossas circunstan-
cias.
E* extensa, quasi um cdigo, as tenha pa-
ciencia o leitor. A questo, que enclanos
, en nosso pensar a nais vital para o Brasil
ns actualidade. A riqueza da nossa provincia,
de que pouco ou nada se trata, suas forcas
productoras nao pode augmentar, e oceupan-
do-se lodos com poltica, e eleicoes, ninguen in-
dica ao menos o meio pratico de augmeotor essas
forcas, ou de aproveitar melhor as poucas que
temos. C'jm a tranquiliidade real e douradonra
da provincia ninguen conta en q-jaoto os in-
fluentes dos acttiaes partidos, ou de fraeces de
partido poderen laucar nao da arma da exclu-
so, que lhes ministra a eleico indirecta. Todos
teos filhos, e raro o nosso leilor, que nao ten
que perder ; excitar paixes partidarias tarafa
fcil a qualquer joroalista.que se derige a secta-
rios predisposlos, as nos que s querenos con-
vencer, e fazer nudar do crencas errneas, pre-
csanos que os nossos leilores se deen ao tra-
balho de meditar, e de estudar. Nao queremos
que nos acrediten pela nossa palavra, porque as-
sim nao teriam intima convicQao pessoal, e nu
ficariam, como nos, algemado pela consciencia
crenca na eleico directa, como neio de salvacio
publica.
O velho Portugal tambera lutou contra os ma-
les inherentes, e por toda a parte inseparaveis da
na Hadada eleico indirecta. Ben poucas elei-
coes deste genero bastaran para convencer os
honens d'eslado, e todos os cidados honestos,
que por senelhsnte nethodo eleiloral,nunca ha-
veria socego publico, nem verdadeira representa-
cao nacional.
Debalde a cata constitucional exiga no vo-
tante prinaira a renda de duzentos mil ris para
ter direilo ao eleiturado. As faccoes, que tinham
todas a carta na bocea, e nen urna verdadera-
mente no coiaco. aocullavam de sua propria
autoridade o preceito constitucional, e afirman-
do que nao havia cidado, que nao tivesse essa
renda, converteram o voto previdentemente con-
dicional da cuta em voto universal contrario
letra, e ao espirito da carta.
Quaes sejam os effeitos d'esse voto universal
j nos vimos durante o seu reinado em Franca.
Felizmente ninguen quena em Portugal, como
estaos persuadidos que ninguen quer no Brasil,
to funestos effeitos. Fcil se tornou por isso a
reforma da carta, sendo,. como era, manifest a
impossibilidade de sa/en execulados seus precei-
tos no que diiia respeito delerminaco do cen-
so que dava direilo ao eleitorado primario, e
resultando da nao execucio de to sabios pre-
ceitus, nao haver realmente representado nacio-
nal, mas representantes de faccoes diversas, que
geralmente ante-pnnham seus uleresses ao bem
publico.
Um s fado, bastar par* mostrar al onde ia
ji em.Portugal ero.to pouco lempo a malfica
iufiuencia do voto universal. Nunca a le, nem
as autoridades consentirn no uso de redes var-
dessa prohibico. A rede varredora traz do fun-
do de rio as (emeas, que esto pondo, e oa pei-
xes recem-oascldos, destrue os ovos, e acaba, em
pouco tempo com o peixe doe ros.
Os pescadores, em quem os agentes eleitoraes
declararan provada a renda exigida pela carta,
ram acbados aptos para o eleilorado, e vendo
lea com o bom soaso pratico d'aquella pobre
gente, qua toda aquella especulado eleiloral da
irra redandavo em proveilo exclusivo dos
agemieo-eleiloraes, e de seus patronos, entende-
rn) nem contra tona verdadeiros inleresses,
mea em m eniendoram, que tambem elles de-
viam ter um quiobaozinho no banquete eleito-
Hb
mpozeram, pois.aos agealesdas faccoes, como
coodicflo de seus votos primarios, a permissao
de pescar no Tejo com redes varredoras. Que
que una faeco nao concede para obter eleitores
favoraveis seos inleresses ? Concluio-se o ner-
oado, e o que mais executou-se. Nao obstan-
te ter sido novaneoto prohibido senelhaote no-
do de pescar, que tio funesto se tornou po-
breza de Lisboa, cujo principal alenlo era esse
peixe, nunca mais o Tejo foi abundante de peixo,
cono era d'anies, e o historiador ronaoo ol
podia dizer hoje com a verdade, que disse, ha
mais de dous mil annos, piscse, Olytsippo.
Em verdade este voto irracional parece funes-
to at organisacao animal. Em Franca dete-
riorou a raca nacional, dininuindo a estatura dos
hmeos : no Tejo ia dando cabo da raca dos
peixes.
Foi por este, e outros factos mais graves, e
anlogos, aos que se do entre nos, que se pro-
raulgou a lei, cujo texto principiaremos publi-
car no prximo artiga.
PERNAMBUCQ,
ASSEHBLU LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 6 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. barode Ver a-Cruz.
(Conclusio.)
Depois de bieves reflexes do Sr. Souza Reis,
encerra-sea discusso e posto a votos o projecto
approvado.
Approva-so sem debate em terceira discusso
o projecto n. 12 deste anno, que determina que
os professores avalsos que foram chamados para
servir no gymoasiu, recebara gratificaco de
exercicio a que ten direilo os professores daqnel-
le eslabelecimenlo.
Terceira discusso do projecto n. 49. que con-
cede previlegio a Scotl Wilson e Antonio l.uiz dos
Saotos, ao prineiro para eslabelecer barcas a va-
por que reboquen as canoas e alvarengas enpre-
gadas na descarga e carga dos navios, ao segun-
do para o eslabelecinemo de barcas a vapor para
transporte de nercadorias e passageiros us ros
Beberibe e Capibaribe.
0 Sr. Naectmenio Pottella :Nao devolveu o
seu discurso.)
Vai a nesa e apoia-se o seguinle artigo substi-
tutivo.
Pica o presidente da provincia auturisado a
conceder Scott Wilson &C. ou a Antonio Luiz
dos Santos, ou aqun melhores condices offe-
recer o previlegio por 20 aonos para por si nu
por una conpanhia estabeleceren a oavegaco
por pequeas barcas a vapor nos ros Capibaribe
e Beberibe. con o fin de transportar passageiros
e nercadorias, e rebocar candas e alvarengas en
toda extenso nao conpreheudida no previlegio
da conpanhia Vigilante.
Dentro do prazo de 18 nezes, depois da assig-
natura do coutrato o coocessionario ser dbriga-
do a comecar o servio, sob pena de ficarsem ef-
feito o previlegio.
0 presidente da provincia no contrato que ce-
lebrar com o coocessionario obrigar a estabele-
cer a canalisaco do rio Beberibe at a povoaco
do mesno oone.Dr. Nascineolo Portella.
O Sr. Luiz Filippe:(Nao devolveu seu dis-
curso.)
Lfiem-se apoiam-se as seguintes enendas :
Supprina-se a emenda dsSr. Nascimento Por-
tilla apresenlada oa segunda discusso.Luiz
Filippe.
Os concessiooarios nao podero vender o pre-
vilegio, sob peo de car elle exlncto.Ignacio
Leao.
O Sr. Nascineolo Portella :(Nao devolveu seu
discurso./
Vai a nesa e apoia-se a seguinto enenda :
Se nao passar a emeoda do Sr. Portella, dga-
seou com quem melhores condices offerecer.
Fenelon.
O Sr. Oliveira Andrade:(Nao devolveu seu
discurso.)
O Sr. Souza Reis:(Nao devolveu seu dis-
curse.
O Sr. Fenelon, combate as ideas do preceden-
te orador.
Cooserva-se a discusso, e posta a votos os ar-
gos substitutivos fica empatado oa volaco, e con-
seguintemenle adiado o projecto na forma do
regiment.
Approva-se sem debate na segunda discusso o
projecto n. 51 deste anno, que consigna previle-
gio por trila annos ao pharmaceuiico Pinto pa-
ra o fabrico do ail, con a enenda que reduz o
praso do previlegio a quinze annos.
Dada a hora, o Sr. presidente designa a orden
do dia e levanta a sesso.
DwidiPBe, pois., e,Prnc^. que auluLcono redora* para pescar JW/Iejo._ E'obvia a razo
SESSO EM 7 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. baro de Vera Cruz.
Ao meio da feita a chamada, verifica-se haver
nunero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. Io Secjetariodcouta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario ds presidencia, remet-
iendo copia das informacoes ministradas pelo
inspector da theeouraiia.A quem fez a requisi-
Co.
Outro do mesmo remetiendo as informacoes
exigidas.A quen fez a requisico.
ORDEM DO DA.
Entra en terceira discusso o projecto o. 51
deste anno, que concede ao pbarnaceutico Joa-
qun de Almeida Floto, un previlegio por 15 an-
nos, para o fabrico exclusivo do ail denominado
indico.
E' approvado sem debate.
Entra en segunda discusso o projecto n. 34
deste anno, nU concede una lotera para as o-
bras da igrej de Nossa Senhora do Anparo de
ouona.
Sao lidas e appoiadas as seguintes emendas:
Depois da palavraGoiannaaccrescente-se
duas para as obras da igrej^ de Nossa Senhora
das Naves do convenio de S. Francisco de Olin-
da, urna para as obras da igreja de S. Goucal
desta cidade, una para as obras do ceniterio do
Poco da Panella, e duas para a Associaco de
Soccorros Mutuos e lenta emaocipaco de Cati-
vos. S. R.Dr Figueirdd, Martios Pereira, Brau-
lio, lluino d'Almeida, Mello Reg, Francisco
Pedro.
Approvada.
E nais duas de ItO-.OOOJOOO ris para comer.j
da matriz da freguezia de Panellas.S. R.Gi-
lirana,
Approvada.
Depois das palavrasGoiannaaccrescente-se
una de cento e vinte contos de ris para a ma-
triz de Nossa Senhora da Glora do Goil.S. R.
Eduardo Pina.
Approvada.
E nais duas de 60 contos de ris cada urna pa-
ra o comaco da freguezia de Una.S. R.Luiz
Filipp.
O Sr Luiz Filippe: A poucos dias, Sr. pre-
sidente) a assembla votou un projecto transfe-
rido a sede da fregaezia de Una do lugar en qua
se acba para o lugar denominado Propriedade,
fazendo depender essa transferencia da construc-
cao de urna matriz naquella localidade. A fre-
guezia por mais piedosa que seja, lalvez nao te-
nha pronptanenle recursos para a edifleaco e
promptiicaco deesa natriz, e por conseguirte
os beneficios que desejanes obter com essa trans-
ferencia fican adiados, e eu conprehendeado is-
to, animo-me a pedir casa a approvaco dessas
loteras, que tem por-fin coadjuvar os habitantes
daquella freguaaia na conseceo deseo fin tio jus-
to e piedeso.
O Sr. Souza Reis ( pela ordem): pode per-
missao pera ^presentar o parecer da comnisso
especial encarregada de examinar o projecto de
orcamento provigcial:
L-se e approvado sem debate o parecer se-
guinle :
As coBMaistoee eocarregadaa do reconside-
rar o projecto do orcamenlo com as enendas vo-
ladas em 2* discusso para e flm.indicado polo.
Sr. depntado Souza Reis. tendo procedido ao mais
seno estudo, ebegou ao seguinle resultado :
t Peta orcamanio organiaaOA pela respectiva
commisso, fizada a despeza como foi em 1220
cantos de ris, e oreada a receita em 1330, inclu-
sive a eroisso de apolices do valor de 74 cootos
havia um saldo da 110 conios sujeito a divido qua
tinha de passar para o exercicio futuro, a qual
exceda j a 70 conloa; entretanto pelas emendas
votadas en 2* discusso se diminuta na receita a
quanlia de 34 contos, e se augmentan na despe-
za a de 66, o que, importando dimiotiir-se o
reoda em 100 conloa d em resultado reduzir-ae
o saldo previsto pela comnisso de fazenda a 10-
contos, que sujeito ao pagamento da divida paa-
siva prevista lamben pela mesma commisso de-
monstra existir o dficit de nais de 60 conloe, e
reunido isto ao acrescino da dividaepassiva veri-
ficada depois da apxoaoniacio do projecto do or-
Canento, e que se eleva, segando consta de da-
dos foroecidos pela thesouraria, a quanlia de 203
coatos, inclusivo s divida de 138 cantos caira
filial, d en resultado ser ineriavet o deflcil de
mais de 270 contos, se fr adoptado o projecto tal
qual foi volado em 2* discusaao.
Por ludo isto as commisses reunidas resol-
vern :
1 Diminuir a despeza de modo que a sua
importancia nao exceda a 1074contos.
2. Levar a receita a imporUncia de 1278 '
contos.
3. Acabar com a enisso de apolices auto-
risada peta art. 31 da lei n. 488.
Dabi resultar un saldo em dinheiro de 206
contos, com o qual fica habilitado o governo a
pagar quasi a toUlidade da divida da provincia
que, exclusive o juro da estrada de ferro, sobe a
273 con(o9.
Tara alcancar esto resultado, que, restabele-
cendo as (aucas da provincia, restilue-lhe o seu
antigo credtj, as commisses reunidas lanearam-
no dos seguales meios <
l. Alieraram o systema de iraposico a res-
peito de alguna imposto.
a Crearam poucos impostos novos, que oo
oneram as classes pobres.
a Restabeleceram alguna do ornamento vigen-
te que havia sido supprimido no projecto, e fize-
rsn pequeoa alteraco para nais no quantun de
oulros actualnente propestos.
a 2. Diminuirn a despeza das obras publicas
e a dos soccorros de beneficencia, provendo ainda
assin a alguns melhoranentos nateriaes nais
urgentes, conservando com pequea alteraco os-
soccorres que a provincia liberalneote costuma
prestar, e lioalnente respeilaran religiosanente
os contratos actualmente existentes.
3. Alteraran o pessoal de algunas retarti-
Ces, suppriroiodo lugares vagos ou desoecessa-
rios, conservando aioda assin netade do benefi-
cio que a assenbla concedeu na sesso passada
clas.se dos empreados pblicos.
Concluem portanto as commisses reunidas
por offerecerem para serem expostos sobre a ne-
sa e lidos oportunamente os arligos addilivos e
e as nendas que abaixo v3o assignados relativos
quer ao projecto de lei de orcamento, quer ao de
n. comaadopro dos quaes sao de parecer que
se alcanc*r o resultado desejado.
Sala das commisses do paco da assenbla
legislativa de Paroanbuco, 7 de junho de 1861.
Dr. Syraphronio Coutiohu. Theodoro M. F.
Pereira da Silva.Luiz Filippe.Dr. Nascimento
Portella. Joaqun de Souza Reis. Cyprfano
Fenelon G. Alcoforado. Dr. Pereira de Brito.
Manuel Coelh Cintra.
Seguem as enendas que sao estas :
Ao art 4depois das palavras e equtaeo
acrescente-see a cadeira de desenhoo mais
como no artigo.
Substitutivo do 1 do art.
Fican supprinidos os lugares de um enge-
nheiro, de thesoureiro pagador, de agentes paga-
doras ededousdesennistas. Os ajudantes de en-
genheiro accumularo o ser vico de agentes pa-
gadores, e seu numero ficar reduzido a tres logo
que houver vaga.
O governo regular o nodo porque se deve
fornecer a importancia precisa para paganento
das obras publicas.
Ao final do artigo acrescente-se0 nunero
de guardas nao exceder de 16 venceodo cada
un 458 meosaee.
Supprina-se o 5 do artigo que consigna a
idea da construeco de officiaes na casa de de-
lenco.
Artigo substitutivo do artigo.
Fica approvada a prorogicao de prazo con-
cedido ao enpreiteiro das estradas do norte e de
Po-d'Albo, deixsm porm de seras nais alte-
rarles e declarace* feilas pelo presidente da
proviocia en 28 de selembro de 1860, salvo se o
empreileiro convier as seguintes nodificacoes:
a ,1. O temo da estrada do norle conpre-
hener a ponte sobre o rio B, se o presidente
da provincia depois de mandar proceder aos es-
ludos precisos conhecer que assin mais conve-
niente.
2.* O deposito de que trata a condieao de-
cina-quarta do contrato ser de valor duplo do
que ahi determinad-., devendo a coedico de-
cina-oitava ser entendida de conformidade com
esta disposieo.
3. 0 empreileiro smente ter direilo ao
pagamento das prestaces correspondentes a ca-
da un dos laDcos que Ozer se estes esliveren na
cootinuidade, conecaodo do ponto em que Ihe
cunpria dar principio as estradas na frna da
condieao do contrato.
Art. 4 1.Supprimara-se as palavrasin-
clusive o colaborador creado por portara de 15
do corrate anno.
a Art. 5 4.Acrescente-se ir cojas vagas nao
sero preeorhid>s.
taatSm 2"~Em lug" de 2Am' diga"80
Art. 14 1.Supprinan-se as palavrasna
confornidade do art. 49 desta lei e reduza-se a
quanlia de 111:000* 70:000$.
No 2 do art. 14.Em vez das palavras re-
paros e conservacao al o fin, diea-se o seguin-
le :reparos e conservaco 60:000, e com una
ponte de ferro, na ra da Aurora, prxima fuo-
dico de Starr. a quanlia de 12:000, inportando
tudo en 126:000 e oeste sentido augnente-se
a verba.
Supprina-se o 3 do art. 14.
Substitutivo do 4 do art. 14. Com a ma-
triz de S. Jos, na cidade do Recife 8:000J.
Art 17 1.Depois da palavra enpregados,
diga-se, em lugar de3:300, inclusive a grati-
ficaco con o cirurgio12:340S.
Supprina-se o art. 20.
Ari. 22.En vea de 25:0008000, diga-so
20:000. 6
A- 23. Em vez da 40:C000O0, diga-so
o0:00$.
Art. 31, 3.-En vez de 3:234*000, diga-se
2:000.
a Art. 39.Supprima-se.
Ao art. 41acrescente-se inclusive o qne
ae nandou pagar" ao Dr. Felippe de Souza Leao o
os herdeiros de Pedro Jos CarneiroMonleiro, e
el*e_se a verba a 17:300g.
* i'mam~se 8S enBeDaa8 d 3* do art. 2o
ao art. 14. iii.nos a que consigna verba para o
acude de Ouncury ^.s addilivos aoar. 20.
309000. "U 42*~,"n ex de %* d,a-S8
- Ao 13 do mesmo art.Acremente-se, aug-
meorando-se 5 por cont sobre a impongo ac-
tual.
Ao 18. Depois das palavras recolhe.,
aerescerue-see de deposito.
c O 19 seja substituido da seguinle forma :
50 por cada una casa de buhar, de nodas e ta-
jas em que so veoderem chapeos e roupa feita em
paizes eslrangeiros.
Ao 23. Acrescenle-se, continuando ser
arreeadado por arremataco.
a Supprina-se o art. 40.
auditivos100 do cada corrector com-
nercial.
50$ de cada corrector de escravos.
1/1 por cento sobro o producto do cada lei
lo, comexcepcio dos judiciaos, repartido igual-
meole entre o comprador e vendedor.
5 por cento do valor das flancos criases, com
excepeo das que houveren do prestar os senho-
res pelos seus escravos.
Supprima-se a emeoda.do Sr. Gitirana, se-
bee a coosignaco votada para o thealro.
ispotieoee aeraos.
la Fica prohibida a enisso do restante das
apolices autarisada pela lei n. 488, artigo31.
2 O presidente da provincia fica autorisa-
do eateoder-ae coa a direceo da Comeanbia
Peraanbueana para admiltir dous apreadizes do
pilolagen em cada um das seus vaporas, mde-
pendeoie do estioendre algum
a 3* Fica o presideote da provioeia autorisado a
coaveoctaner coa o empreileiro dasoalradaaoo
norte e Pao d/Aibo. aa limafio dos obras de
modo qut a impettooxia delta* ao exareieta do


n
*v
aiBftk^4* JttfHO uw mi.
*m
mM presente lei nao*xceda a verba decretada no !9
a ^(**a**t* pro*B'enten(r-se-ha
com a presi deatos tas provincras, d'oade ie-
rem presos pira a casa de detengio, aflm de que
os cofre provinciaes sejam iademotsadoi das
esperas, qne coa e susteatacJo e curativo del-
tas-aeiozeram ; e igualmente providenciar para
queosaeoteaciadosdeixem.de ser alimentado
k ousUida provincia.
t 5 Na emenda do Sr. Marlios Pereira ao art.
54substituam-se as palavrase oeste sentido
t o Qmpor estas ouirasQcando suspenso
no exereicio da prsenle lei metade desse aug-
neolo, e oeste sentido augmentem-se as verbas
-de despeza.
Entra novaraente em discussio o requeri-
mento do Se. Martina Pereira empalado na vo-
ltee* da anterior sessio.
Entrara em discussio a emenda e projeto so-
bre o privilegio coocedido a Soott 'Wilson e C,
-que fleou empatado na sessio anterior.
Depois de breves reflexoes entre os Srs. Souza
liis, N. Portella e Rufino, regeitada a emenda
do Sr. N. Portella e appruva-se. a do Sr. Luiz
Felippe que sapprime a do Sr. Porlellu apresen-
tada em segunla discussio, bam como, a do
Sr. S. Leio offerecida em terceira.
E' spprovado em terceira discussio o prqjecto
"> n. 13 do aono passado, que crea urna nova co-
marca desraembrada^da do Recite.
Entrando em terceiri discussio .o projecto n.
39 que concede privilegio ao Dr. M. Buarque de
Macado Lima para o estabelecimento de carros
urbanos, approvado. sendo rejeitado urna e-
mendi olTerecida pelo Sr. Souza Res.
Hegeita-ae a emenda offerecida em tercoira
discussio ao projecto n. 3 que autoras o go-
Terno a conceder gratificaco professora apo-
sentada da freguezia de Santo Amonio.
8* discussio do vrojecto n. 36 que approva
diversos compromissos.
Verifica-se nio haver casa.
O Sr. 1 sacretario 16 nmi portara da presi-
dencia prorogando al ao dia 12 do Crrente a
presento sesso da assembla provincial.
Levautou-se a sesso.
Uto isto orne tnaoo ese vai fWer, o
regulamento prescreve em uro de seus artioer
que a alimentado desea claese de presos se taca
por aemelhante meio. A commissio teve alguna
dados pelos qoees eonheceu que at hoje nSo fot
aattsfeite tu ceodicco de lei, mas sea tar po-<
dido profundamente coetiecer todos Os motivos]
qu tem dado lugar a-oio leOuraprir nesw parte
o aagutamefllo, coqteoieu-te em propor a a0p-
eeo de setnsthaote medida qae theaeretettJr'toda
i exequibilidade, qual nao sendo isa puteada
torna desnecessaria a sua susterfracio.
que meo nisto, me poteee. 8r. presidente,
quodevo dimr que swpponhb q-ae i altmantacio
dos presos pobres oa casa da detenceo nio tara
sido feta do modo que seria para desejar-se. A
commissio observou alguma difTerenva na quan-
lidade das races em relelo tabella que exa-
roioou-e para que semelhante fado nao so repro-
duza em prejuizo dos preso, que ella propde
aue a fiscalisaeio da alimeotacao nao soda qua-
lidate dos geoeros alimentares, mas principal-
mente da distribuicao das raides e das comedo-
nes seja eila pelo medico do eslabeleeimeoto. A
razSo disto clara. Actualmente o fornecedor
o ajudante ; e sendo elle o incumbido da alimn-
lacio, e ao mosaoo lempo o flseOl de seos proprios
actos, ou podeodo-o aer, mormente as ausen-
cias do administrador, que podem -ser legitimas,
e claro que nao devemos estar sO a merc do sen
zelo e probidade, e devemos tomar medidas e
cautellaa para que elle nio possa abusar (apoia-
dos.)
11 a um aparte.)
Sr.
Discurso pronunciado pelo Si*, deputado
Luiz Filippe na sesso de 31 do pas-
sado*
O Sr. Luiz Filippe:Foram, Sr. presidente,
tio fracas as irapugnacoes que soffreu o trabalho
a esta casa apresentado pela comaiissio que ella
nomeou para dar o seu parecer sobre as saodiQ-
cages qae a filustre ooroasisro de orcamento
propde no regulameoto da casa de Detengio, sao
tio pouco importantes os pontos de discordancia
que existem entre as opiaioes i este respailo ex-
pendidas pela commissio oas conclusoes do seu
parecer, e as que os nobres deputados que se tem
oceupado da materia tem emitlido, que en me
julgaria dispensado de filiar em defeza do nosso
trabalbo,-se sao quizesse dar os nobres deputa-
dos urna prora de aiffereocia s suas pessoas.
Algumas das censuras dos nobres deputados se
referem forma do parecer, e outros sua mate-
ria, porem pens que todas sao pouco fundadas,
e. de tio pequeo alcance pratico, que em nada
influirio para abalar o cooceilo a.que a commis-
sio julga ter direito.
E' assim, Sr. presidente, que alguns dos honra-
doi membros impugnara o parecer por julga-lo
deficiente, outros por ter ido alem do que cumpria
fazer-se ; uos pensara que a commissio excedeu-
se, oairos que ella Ucoua quem do que devia ter
feito 1 3 es te sentido, o nobre primeiro secreta-
rio, na exposicio que fez de theorias que tem
sido expendidas e argumentadas por distioctos
escriptores, que se tem oceupado das casas de pri-
sio e do melhor systema a seguir-se, pareceu-me
ter querido fazer a commissio urna increparlo,
por oio ter apresentado um trabalbo....
O Sr. Manoel Purteila :tu tratei de justificar
a commissio flessas aecusages que Ibe fizeratn...
O Sr. Souza Reis d um aparte.
O Sr. Luiz Filippe :Estimo esta declarar-o ;
aioda bem que o nobre primeiro secretario fez
justiga, commissio, o, como acaba de declarar,
limilou-se airigir-lhe algumas observacees. A
que elle, porem, apresentou com referencia ao
artigo Io do regulameoto que suppe nio ter a
commissio sttendido, por nio ter, creioeu, apre-
sentado algoma idea no sentido de descrimina-
rem-se os sentenciados dos detentos, como pa-
rece ser o pensamento do referido artigo, nio tem
fundamento, pois, do parecer se v que este as-
sumpto nio Ine escapou, tanto assim, que, com o
iim de allviar o thesouro provincial da despeza
que a conservagao ou permanencia dos sentencia-
dos na casi de Delengao Ihe acarreta, ella pro-
pe que ae pega aoa poderes geraes que tomem a
seu cargo as despezas desse eslabeleeimeoto.
O Sr. Manoel Portella di um aparte.
O Sr. Luiz Filippe : E nem outra cousa pode-
rla ella fazer, eitendendo-se i qne nio leudo a
cauial outra casa de prisio civil, necessariaraente
n'ella devem estar contundidos os simplesmente
detentos com os sentenciados. Me parece, por
taoio, que nao teve rato'o meu cobre amigo no
seu reparo.
O Sr. Manoel Portella :E nio censura.
O Sr. Luiz fritlipe : Igualmente infundada
urna censura que commissio fez um outro 1
lustre membro, dizeodo, qne visto ella ae ter ex-
cedido do sau programla, lhe campria ter pro-
posto um systema de prises para ser adoptado
n'aquetle estabelecimento.
Alem do nio ser semelhante materia de sua in-
cumbencia, por exlranha ao seu programla, de
que a commissio apenas se desviou tratando de
objecto que tinha curo elle perfeila aonexio ; ac-
cresce, que, mesrao dada a competencia intelec-
tual de seus memoros, que pela minha parte re-
conheco oio ter, nio se devia esperar rasoavel-
mente, que em qualro ou seis dias que a com-
missio dispoz, tivesse podido dar sua opiniio
sobre os diversos pontos de que foi especialmente
encarregada, e formular um |trabalho proveiloso
sobre um problema de tal transcendencia, que
at hoje eotre nos oio teve solugao definitiva.
Tambem pareceu-me que alguem quiz incul-
car, ou iosinuar que na exposigio de suas obser-
va cues a commissio nio fura a mais conscien-
ciosa, nao estivera sempre animada dos dezejos
de acertar e de dizer a verdade, porque se disse,
que no relatorio ella ora soprava, ora morda. Se
soprar quer dizer elogiar o que merece elogios e
morder, ceosurar o que deve ser reprovado ; se
soprar quer dizer apresentar o bom sob sua ver-
dadeira face ; e morder, apreseotar o mo de mo-
do a ser coodemnado, a commissio soprou e mor-
deu ( apotados. ) tuteado, porem. senhores, que
em lugar de urna censura os nobres deputados
deviam serjustos com a commissio descobriodo
ahi mesmo provas de sua imparcialidade, visto
como, ella nio se propoz a elogiar ou censurar
systematicamente ninguem limitando se nica-
mente* referir.com toda a verdade, o quejulgou
poder ioteressar a causa publica ( apoiados )
O nobre primeiro secretario pareceu querer im-
pugaar urna das conclusoes do parecer, o em que
a commissao propoem que aclassiQcagio dos pre-
sos, de pobres, ou nio seja commeltida exclusi-
vamente ao chele de polica
O Sr. Manoel Portella di um aparte,
O Sr. Luiz Filippe:Ainda a este respeito folgo
de ver que nio existe entre nos divergencia aen-
sivel
O Sr. Manoel Portella :A idea boa, mas deve
ser ampliada.
O Sr. Luiz Filippe :Na idea proposta pela
commissio est compreheodido o peosamento do
nobre primeiro secretario. A commissio propondo
esta medida, espera e suppe que a autoridade
que remetter o preso communique ao chafe de
polica qual a sua coodiegio, ae pobre e care-
cedor da aiiraeotagio dada pela provincia, ou se
possue meios para se susleotsr....
( Ha um aparte.)
O Sr. Luiz Filippe :chete de policia deve-
se dirigir ou por urna declaraco da autoridade
que procedeu a prisio, doclaraceo que deve
acomoaoharo preso, ( ouvem-se apartes ) ou ua
falta desea declaragao, lomar aa medidas que jul-
gar convenientes. ( Cootiouam oa apartes. ) Elle
regular isto de modo que Ibe parecer mais acer-
tado.
Se os nobres depntados porem quizerem com-
plicar o pensamento da commissao a essa respai-
lo, declare que oto aeharo em mim obstculo, a
creio que nenhum dos outros membros da com-
cnissao ae oppori.
Aioda teobo o prszer d ver que a medida tai-
vez a mais importante que a commissio prope
pata ser adoptada, nio foi impugnada pelo oobra
coltega. Quero raferir-aaa s isposiges co-
udas no projecto do orcamento que a commissio
tranostaotou para o seu parecer, o qaal cooiif oa
que o fornecimento da alimentario aos presos
pobres se taca-fot arrematacee.
Luiz Felippe :Mas eu vou atm do que
quer o nobre deputado que me d o aparte, desejo
que fique a Gscalisagio da alimeotagio nem mes-
mo icreo do administrador.
Um Sr. deputado: Pelo regulsmeoto ji ella
incumbida tambem ao medico do estabeleci-
mento.
O Sr. Luiz Felippe :Perdoe-me o nobre de-
putado, parece que nio di a verdadeira interpre-
tado disposigao do regulameoto que tem por
si a pralica constante e Dvariavel.
(lia um aparte).
O Sr. Luiz Felippe : O regulameoto, neste
ponto, s impe ao facultativo a obrigagio de
examinar a qualidade da alimentagao, tanto as-
sim, que s falla em vveres, e examinar vveres,
nao certameUte, ver era que qaantidade elles
sao destruidos, nem fot Oscalisar sua distri-
buirlo. A commissao qoerque esta fuocgao seja
exercitada pelo medico, porque quer evitar que
um fornecedor arrematante possa em qualquer
tempo queixar-se dos empregados internos do
estabelecimento, e attribuir-lnes, como j tem
feito, proposito deliberado e calculado de crear-
Ihe tropecos e embaragos com o tim de tornar im-
possivel esse servigo por outra pessoa que nio o
ajudante do administrador.
Sem acreditar ou asseverar que taes allegagSes
sejam fundadas, nio deixa de ser certo que ellas
mais de urna vez tem chegado aos oovidos dos
membros da commissao, e por isso ella enteodeu
que prestava com a sua lembranga, um servigo aos
cofres proviociaes, facilitando a concurrencia ar-
remstagio do fornecimento, e ao mesmo lempo
empregados do estabelecimento pondo-os
de increpages que suppomos iofun-
aos
coberto
dadas.
O nobre deputado, meu amigo, ainda se pro-
nunciou a aboligae des serventes. Nesta parte,
(e talvez seja o ponto principal da divergencia'
entre nos), eu tambera pens que o nobre depu-
tado oio lem razio. Pelo regolameuto provin-
cial, e mesmo pelo regulameoto geral de 31 de
Janeiro, aos presos pobres incumbe fazer a lim-
peza da casi dedeteocau a que se chama taxina.
Isto o que se faz u estabelecimenlo de que
tratamos e que se deduz ao seguiste: os presos
varrerem as clulas e os corredores, ajuntarea
em tinas o lixo e levarem-oas a cabega at ao
Ces, He ende o lancam ao rio. Os serveotes nio
fazem mais do queacompaohar ou vigiar os pre-
sos, e tal servigo nio merece a despeza de 11 a
149 por dia, lauto mais quaoto, pode mnito bem
ser executaao pelos guardas que estiverem em
descango....
O Sr. Luceoa ; E at pelos soldados que es-
tiverem de guarda oa casa de detengio.
O Sr.Luiz Filippe ...porque como observa-
mos all e nosinformaram. os guardas trabalham
por eseala, e mullas vezes descangam 24 horas ;
portaoto parece que lhes pode dar mais esse ser-
vigo que quando muilo lhes augmentar o tra-
balbo na razio de duas horas por dia.
Demais, do portio de sahida para o caes lia
urna distancia "tio pequea, que da guarda que
nelle estiver pode destacir-ae um ou dous solda-
dos para a vigilancia deases presos. Conaequeole-
mente vejo que nao sio fundados os motivos qae
o nobre aepuiado tem para nao adoptar a tneaida
que a commissio especial de aocordo coa com-
missio de orcamento propoem.
Um dos pootos, Sr. presidente, em que a com-
missao na opioiio de alguns Srs. deputados, se
excedern do seu programla, foi a proposla da
creagio de olliciuas para o trabalho dos presos ;
mas esla idea lem lio immediala relagao com a
al'mentagao dos presos, podeodo e devendo con-
correr tio poderosamente para que ella deixe de
pesar lio forlemeule sobre os cofres provinciaes,
seja como demoostrou-o a commissio em seu re-
latorio, que ella nao se considerou dispensad* de
apresenla-la assembla, apadriohada com as
razes expendidas oo dito relatorio, e que oio
repilo para nao ser mais enfadonho. A assem-
bla a apreciar como entender.
Sr. presidente, eu nio concluir], sem daqui
mesmo pedir ao Ezm. Sr. presidente da provincia
que lance suas vistas sobre a casa de detengio,
e veja que all estio sendo alimentados i custa
dos miguados cofres de Peroambuco dezenas e
dezeoas de presos, que sao remettidos por oulras
provincias, e cujas despezas deviam eorrer pelos
respectivos cofres.....
O Sr. Souza Reis : E correm.
O Sr. Luiz Filippe: Tjsndo sido informado!
do contrario, quesemelhanto cobranga nio se fem
feito effectiva.
(Ha um aparte).
Um Sr. deputado '. E nem consta da secreta-
ria do gotean que se teoba exigido essa paga.
(Ouvem-se outroa apartes).
O Sr. Luiz Filippe : Dando este passo, S.
Exc. ,no meu eolender, nos prestar grande ser-
vigo. Outro ponto tambem merece as vistas de
S. Exc. e o seguiote. Na casa de detengio estio
agglomerados muitos sentenciados, e creio que
aquella nio o lugar mais proprio em que ellea
cumpram suas seoiengas ; temos a ilha de Fer-
nando de Noronha, que um presidio militar,
declinado expressamente para esse lm, e que of-
ferece todas as garantas de seguraoga, por con-
seguinte me parece que para all poderio ser re
metiidos todos esses presos aOra de l cumprirem
suas sentengas, aliviando os cofres provinciaes da
despeza que elles fazem com a sua alimeniagio :
isto seria nao s urna medida de economa, mas
tambera desalubridade, porquaulo as actuaes ce-
lulas nio podem comportar o numero de presos
que nellaa existem sem prejuizo da aalubridade
daquelle estabelecimento. Quando all fui ob-
servei que algumas cootinham de 10a 13 presos,
e ninguem deixar de convir, que essa agglome-
ragio de pessoas em um pequeo espaco, dam-
nosa a saude.
Quando, pois, esta providencia oio fosse acon-
sejada, e reclamada pela economa, seria urna
exigencia da salubridade.
Sio estes, Sr. presidente, os pontos ero que me
pareceu oecessario tocar, nio metendo oceupado
especialmente do discurso do nobre deputado que
eocetou este debate, porque a elle j responden,
melhor do que eu o podena fazer, o meu illuslre
collega do commissio.
Como talvez as impugoages ao parecer nio se-
jam smente ao que tem sido apresentado, pos-
sivel que anda tenha de oceupar a atteocao da
casa, e considerare! enlio alguma proposigio des
nobres deputados, que por ventura me tenha es-
capado.
nos d*alli,he deinfalHveteoBte trwrer orna cort-
tiouagao da Briso, qae jl ha muilo que existe no
commerefe ; -ponqu, em veda d generooln-.
guem pode pegar e- qae feve,' e o negociante fi-
car sem meios de solver ieos compromissos
enHH mtXSEl 4*itio, que fctODde-
WlTBRt vlafae coafbfflolcagio enlfe d'cn
t e o litoral, aspaos*-sje mol fcil era de con-
seguir all sse melhoramenlo ; pois que a natu-
teza preaispda condlges para a comcogio
desee Om cosa om pequeoo dispendio, que "serta
todava o mis productivo que se pode ima-
ginar.
- Acha-se j em exereicio do commeodo da
estagio naval osla provincia O Sr. capito de
fragata Lourencoda Silva Araujo Amazonas.
Encerrou O conselho de qualiQcago da
guarda nacional desta pvrechia de Santo Aeto
.oio os trabalhos de aoa primeira sesso, e fez
affixar as differeotea relaces portas da igreja
matriz, onde fuoccionou.
Deve o mesmo conselho rennir-se no dia 19,
afim de proseguirnos trabalhos da segunda sos-
sao, como estatuido pela lei.
Foi demittido de ajudante da capitana do
por lo desta provincia o Sr. 1 teen te da ar-
mada Joa Avelino da Silva Jaequos, que dore
recolber-se edrte.
O major Caetano Correa de Araorim foi
nomeado delegado Iliterario da freguezia da
Gloria de Goit.
Eotrou em exereicio de almoxarife do hos-
pital militar no dia 3 do correte, o Sr. Horacio
de Gusmao Coelho.
Foi desonersdo de ajudante do porteiro do
hospital militar o Sr. Francisco Antonio da Silva,
por pedi-lo.
Em cormequencia do impedimento do l-
ente Luiz Jernnymo Ignacio dosSaotos, foi de-
signado o teneote Francisco Borges Leal para
servir de vogal no conselho de julgamenlo do
2o sargento Miguel Gomes Cjrra, pertencente
ao corpo policial.
Foram recolhidos casa de detencao no
dia 7 do correte 11 homens, sendo 10 lvres e
1 escravo, a saber: i ordem do Dr. ebefe de po-
lica 5, ordem do subdelegado dos Affogados
6, inclusive o crioolo Vicente, escravo de Maris
Ferrara de Lima.
Passsgeiros do vapor iaguaribe, sabido pa-
ra os portos do Norte :
Padre Francisco Pedro da Silva Nolasco e 1
criado. Dr. Pedro Camello Pessoa eleriado, Dr.
Luiz de Atbuquerque Martins Persira e sua
senhora, urna irmia e orna criada, Fre Beolo e
um escravo, Manoel Antonio Pires, Luiz de
Franga Uongalves. Antonio Jos de Souza
e um escravo, Jos de Azevedo e Silva,
Joio Baptisla Magalhies, Primo Pacheco Bor-
ges, Aotooio de Souza Cruz, Francisco An-
tonio de Oliveira Cabral, Dr. Francisco Lucas de
Souza Rangel, Jos Antonio da Silva Jnior,
Francisco Jos Gomes, Pedro Fernandes da Sil-
va, Jos Felicio Fernandes da Silva, Benedicto
Bruno, Aotooio da Silva Goiaona, Jos Flix do
Reg, Francisco Flix "do Reg, Americo Ves-
pucio de Saldanha Aeursio.
Passageiros do hiate nacional Sonta Luz,
sahido para Parabiba :
Jos Antonio Correia, Manoel E. Pereira do
Lago, e Maooel Jos da Silva.
Matadouro publico.
Malsraoi-se no dia 7 do correte, para o
consumo desta cidade 87 rezes.
embargados, TastoMulos, curadores Asead
da massaalltdade'NdaWACompanhia.
dem.
Embargantes, James Crabtree & Compsrrti* ;
tbargado, Braga 4 Autuoes
dem.
Appellanto. Augusto Muniz Machado ; appel-
rado. Andr de Abreu Porto.
dem.
AppeHerHe. Jas Dias da Silva e saa naulber ;
apoetrado, Joaquim d Silva Hourao.
nor. deserobargador Silva todairaes ao Sr.'
desembargador Motta.
D1L1GERCIAS.
Appellante, Joio Piulo de Lemoa Jnior; ap-
pellada, O. Aona de Souza e Silva.
Vala as parles.
Appellante, Manoel da Silva Pasaos, pela Arma
de-Nooaea & Passos; appeilados, Tasso dr Irmios
curadores da massa fallida de Novaes &C.
Vista as partes.
Appellante, o coronel Gaspar da Vascoocello
MeRezesde Druanmand; appeilados, os herdelros
de Joio Henriqaes da Silva.
Vista as partes.
Appellante, Antonio n Silva Rocha ; appella-
do. Antonio Gongalves de Azevedo.
Mandou-ae aier as partea sobre oa embargos.
E nada maishaveodo a tratar, o Exm. Sr. pre-
" 'evantou a sessio.
sidenle

Correspondencias.
CHROMICA JUICilRIfl.
REVISTA DIARIA.
Temos noticias da cidade do Ico, que chegam
em sua ultima data 20 do passado.
Depoia da agiiagio eleiloral, volveu ludo ao
estado normal de urna localidade do centro, que
loan urna vida propriaaaoote placida, toado
aquella parte da provincia do Oar.
O invern est em Qns, e ha sido o mais abun-
dante possivel, resultando disto grande fartura ;
mas o fundo negro desse agradavel quadro a
ausencia de numerario daquelle mercado, a qual
famauha que nio s ha paralysado. como
tambem entorpecido as trsnsacges commer-
ciaes.
O gado vaceura e cavallar est a pretos baixos,
e osfgeneros do sertao oto tem vs4o"r, porque
oio ha dloheiro, nem quera os compre.
Esti situagio, tote verdadeiro apeno, diteto-
TRIBNAL 00 COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 6 DE JUNHO
DETS61.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
As II horas da manhia, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto. Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Da secretaria de estado dos negocios da justiga,
nm exemplar do boletim do expelieole do go-
verno.
Do meritissimo tribunal do commercio da cor-
te do imperio, um oflicio de 22 de maio ultimo,
acnmpanhaodo urna relagio dos comroerciaoles
matriculados no mesmo, durante o mez de abril.
Accuse-se a recepgao e archive-se
Do meritissimo tribunal do commercio da pro-
vincia da Bahia, um officio de 124 de maio flodo,
acensando o recebimento do que foi-lhe dirigido
de parte deste tribunal em 13 do mesmo mez.
Foram presentes as cotagoes officiaes dos pre-
gosjeorrentes da praca, relativas s semanas fin-
ias.Archive-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Jos Martins do Rio J-
nior, pedindo ser admiltldo a assignar termo de
fiel depositario, como administrador dos arma-
zens nmeros t e 14 da ra da Lapa, no Recite.
Vista aoSr. desembargador fiscal.
Outro de Bailar k Oliveira, que tendo compra-
do a barca TAerezo /, pedem qua se faga na carta
de registro que apresentam, as competentes auno -
tagoes.O mesmo despacho.
Outro de Sebastiio Jos da Silva, pedindo mo-
ratoria.Nomeam os credores Barroca & Medei-
ros e Feidel Pinto & Companhia, para verifica-
rera o balango apresentado, devendo ser remet-
lida a p -lirio ao juizo especial do commercio
para proceder na forma dos arlgos 899 e 900 do
cdigo do commercio.
Oetro de Francisco Alves de Moraes Pires, sa-
tisfazeado o despacho de 27 de maio ultimo.
Como requer.
Outro de Robert Singlehurst e outros, satisf-i-
zendo o despacho de 23 de maio ultimo.Regis-
tre-se.
Outro de Antonio Martins do Carmo Azevedo
e Daniel lavares Coelho, visto pelo senhor des-
embargador fiscal, pedindo o registro do seu con-
trato social.Registre-se.
Outro de Epiphanio de Souza e Agostioho Fer-
rara Jnior, tambem visto, pedindo registrar
seu contrato social Registre-se.
Outro de Maria Florn la de Castro Carneo, por
seu procurador, pedindo ser desooerada da res-
poosabilidade das cartas de registro da tarca Re-
cife, qae vendeu a Manoel Gongalves da Silva, e
que j foi exibida, e do brigue Sagitario, que
apreseota, o qual perdeu-se em Macelo.Na for-
ma do parecer fiscal.
Outro de Antonio Carlos Colim, pedindo por
certidio a matricula do commerciante Jos Joa-
quim Dias Fernandes. e a da nomeagao do sup-
licante, de guarda-livros do mesmo commer-
ciante.Como requer.
Outro do mesmo, pedindo o registro de sua
nomeagao de guarda-livros de Jos Joaquim Das
Fernandes.Gimo requer.
Sendo conclusos os autos de rehabilitacao de
Caminha & Filhos.O tribunal conoedeu.
Outro de B. Pereira do Valle Porto, Joio Ri-
beiro Lopes e Alfredo Henrique Garda, declaran-
do terem satisfeito o despacho do tribunal de 27
de maio ultimo. Ajunte o procurador Lopes a
carta de ordens que o autorisou a assignar o con-
trato social.
Outro de A. Caors e Manoel Airas Birbosa,
pediodo o registro de seu contrato social.Satis-
faga o parecer fiscal.
Nada mais houva.
SESSO JUDICIAR1A EM 6 DE JUNHO.
PRES1DBHC1A DO EXM. 8R. D8SEBAR6AD0R
SOUZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
A' meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sesso, achaodo-se presentes
os Srs desembargadores Villares, Silva Guiroa-
riea e Motu e deputados Reg, Lemos, Bastos 8
Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sessio de 27 do
passado. ,
0 Exm. Sr. conselheiro presidente da relago
oBiciou em dala de 4 do corrate, commuoican-
do achar-ae nomeado o Sr. desembargador Mot-
ta, para tomar parte oo julgamenlo de urna ap-
pellagio em que se tverboa suspetto o Sr. desem-
bargador Silva Guimaraes.
Jl'LG AMENTOS.
Embargantes, Braga & Antunes ; embargado,
Henrique Gibson.
Desprezaram-se os embargos.
Embargan!., Joio da Rocha Wanderley Lia* ;
embargado, Joio Baptisla de Barros Machado.
Foram desprezados os embargos.
PASSAOKNS.
Embargantes, Axeredo & Mendes ; embargado,
Antonio Jos Arantes.
Do f. desembargador Silva Guimaraes ao Sr.
desembargador Villares.
Emldtgadle, *fancisco Jos da SiWa Matieira ;
Sr$. redactoresO sentiraento de gralidio.de
que me acho animado, exige-me aprsente emj
publico e declaro solemnemente o meu reconhe-
ciraenlo ao Illm. Sr. Dr. Manoel Francisco Tei-
xeira, pelo modo philantropico e obsequioso com
que se digoou tratar-me fem a gravissima moles-
tia de que fui ltimamente accommeitido.
Urna variedade de padeciroento, cada qoal mais
doloroso, comourna grande infl.imm -gao no ros-
to, proveniente de urna espioha de mo carcter,
que me sobreveio oo lado direito da testa,urnas
gommas sobre as cusidlas do mesmo lado,urna
pungente dor no osso amalico direito,urna dor
agudissima na regiio dos rins,e finalmente um
volumeso lumor no quadril direito,molestias
estasque se succederam gradualmente urna
outra na ordem cima descripta, e me delveram
na cama por mais de qualro mezes, e foram pelas
acertadas applicages doSr. Dr. Teixeira efllcaz-
roente combatidas, acbando-se hoje restabeleci-
do auem oio esperava senao a morte, para a
qsl estava j preparado com todos os conforto
da religiio.
Depois de Deus, devu a vida ao Sr. Dr. Tei-
xeira, que nada olvidou para que nao Qcasse ao
desamparo da viavez e orphaDdade urna familia
necessitada, e que o pobre artista continuasse a
gozar da existencia, orabora roesquinha, mas di-
losa, do pai de familia honesto.
Mas, Srs. redactores, o meu reconhecimeolo
sobe de ponto ainda, pela consideragio Oe nao
ter querido o Sr. Dr. Teixeirao medico dos
pobres da freguezia de Sio Pedro Gongalves__
querido receber paga alguma do seu lio assiduo
trabalho, nem de mim. nem da Associagao Po-
pular de Soccorros Mutuos, a qae pertenco, e da
qual elle mu digno membro honorario !
Acges da ordem desta tornara a pessoa que as
pratica respeitavel e querida dos entes mais in-
differentee, e ainda muito alm daquelles que
lio numerosa e frequentemeote experimentara
o effeitos de aua recoohecida boodade de co-
ragio.
Digoem-se pois, Srs. redactores, de publicar
estas linhas, por meio das quaes, e na deficien-
cia de outro alvitre menos grave, ouso offender a
rogo se
da mais
gratidio.
e 3Vfrdtosi cidhbsdmro,'B'ftelWat de'fer*
tegeolpsrapeutes ; aTh. H. Harfisdo.
85 toneladas de carvflo de pedra f a Ordem.
Brigue americano /,. C. \faattt, vindodelfew-
York, consignado r P^crieco & Mende, nego-
ciantes uo-Cear, malifestou o seguinte :
t Carldbs a 9 fardes f.zend de algodio dnKx-
tas, 15 VoHimes veslidos de diversas Tazndas, 17
ditos taptese bahuzinhos, 6 cartasfazendds para
chapeo de sol, 5 ditas seYhns, 9 ditas oladtfos, 1
. dila uniformes, 16 diUa tabaco. 34 ditas chapeos,
15 ditas calgado, 2 ditas escavas, 7 ditas colherei.
1 Torume relogios e correles. 57 calxs relogios
'dlve'rsos, 9 ditas espelhot e retratos, 6 ditas af-
maces, 25 ditas sabio, 1 vlume drogas, 2 ditos
formas, f dito plataforma, 1 caixs galotas, 14 di-
tas e 5 votumes perfumaras sortidas, 52 volumes
[saceos rasios. 10 ditos cultivadores, pa de ferro
tetc, 3 caisas pistolas, 1 dita serrss. 3 ditas cute-
terias, 9 dha mercearas, 35 ditas conchas de
balanga, 24 pedrea de amollar, 6 caitas eom di-
tas, 1 fardo e 4 calas mercadorias diversas, 1
dita rodas, 1 dita afladores, 37 ditas e 2 volnmes
smollidores. SI caifas canJieros. 21 ditas e 3
barricas machirrismo, 10ditas e 9 calas ferra-
gens, 1 dita instrumentos de msica. 2ditas bo-
toes, 2 ditas objecto de medicina, 2 ditas livros,
83 ditas mobilia, 16- barricas lamernos, '1 dita
faacete?, 1 caita fio, 23 vo'umes verniz. tinta e
oleo, 216 panellas1 de ferro. 72 formas de dito, 433
remos, 16 barricas e 2 cnixas objectos de metal,
122 ditas e 30 volumes armagoes de ferro, can-
dieiros, chamlos, globos, azeite. carros, canga9
e Correles para toois, bracos de balanga etc.: aos
mesmos.
Hiate nacional Fideta-, rindo de Maco. con-
signado a Maooel Leao d Catiro, mamfeslou o
seguinte
140 alqueires de saj, 400 courohos de cabra,
47 couros salgado, 3 arrobas e 7 libras de peone
de emma ; ordem de diversos.
Barca naciooal /restaurando, vioda do Rio
Grande do Sul, consignada a Francisco Joaquim
da Rocha Pinto, manifestou o seguinte:
10,973 arrobas de charque, 116 ditas de sebo
em pies, 201 1|2 ditas de dito em graxa, 45 cou-
ros rcenos ; a ordem.
E para constar se mandn afflxar o presento e?
publicar peto Otario. v 'w
Secretaria da theaourarie, nrovioeiar do Fer-
Ti^Lt^trde *->"**-
O IHm. 8r. inspector da thesooratt provincial
em cumprimeoto da resoU6ao da pota d.W
da, manda fazer publico, que no dia 13deint.n
prximo vhidonro de ha4de,rremMT^
man der o arrendamento dos peJagio atteha.
reirs seguiotfea : "t"
Magdalena por anno..............
Giqui...... .... > ...............
Jaboatao.... .,.. y...........
Caxang.... .... ..,".'.".".*.'*.**..*
Motocolomb .... o...............
Tapacur... .... ..,............
Ponte dos Carvalhos ...............
Tacaruna... .... ..........\\\,M
Bujary...... .... .........'.'.'...'.
As arrematages serio feiis por tempo de 3
anno. a contar do 1" de jutbo do correte aneo
a 30 de junho de 1864. *
As pessoas, que se propoaerem a estas arrema-
tages comparegam na sala das sessoes da raesma
junta oo dii cima mencionado pelo meio dia
competentemente habilitados. *
E para constar se manden afiliar o presento
e publicar pelo Diario.
Secretaria a tbesourria provincial de Per-
oambuco 29 de maio de 18*1.-0 secretarlo.
A, t. ge Annuaciojao.
6;T10|00O
5:S50friJO
3:887*000
3.43
a
la
905pU0O
551*000
5509000
Oeeiani'^fs.

modestia do Sr. Dr. Teixeira ; a quem
protestos
profuada
sirva coraludo de acceitar os
respeitosa estima e da mais
que sinceramente ibe tributa.
Recife, 31 de maio de 1861.
Casimiro Antonio de Souza.
Publicares a pedido.
Eleiijo dos juizes e mais de-
votos que no vindouro an-
rio de 1862 tero de festejar
o mez Marianao na igreja
do glorioso S. Miguel A
chanj > na freguezia dos A*
logados
Juiz por eleigio.
lllm. Sr. major Antonio Bernardo Qinteiro.
Juiza por eleigio.
Exm. Sra. D. Jaciotha Claudioa de Almeida
Possas.
Juiz por devogao.
Illm. Sr. Jos Pinto Magalhies.
Juiza por devogio.
Exma.Sra. D. Candida Mequelina Barroso.
Escrivao por eleigio.
Rvm. padre Leonardo Joo Grego.
Escrivia por eleicio.
Exma. Sra. D. Adelia Josepbnj lltrs.
/ Escrivao por devogio.
Illm. Sr. capitao Antonio Gongalves de Moraes.
Escrivia por devogio.
Exma. Sra. D. Csndida, consorte do Illm. Sr.
Francisco Luiz dos Santoa.
Juizes protectores.
Os Illms. senhores:
Teneote Maooel Gouveia de Souza.
Alteres Eazebio Napoleio de Siqueira.
Francisco Simes da Silva Mafra.
Joio Jos de Albuquerque.
Joio Machado Magalhies.
Eduardo Marcolino Ferreira.
Rvm. padre Luiz de Araujo Barbosa.
Juizas protectoras.
As Exmas. senhoras :
U. Anna Urgulioa do Carmo Grillo.
D. Mana Coelho da Silva.
D. Mara, consorte do Illm. Sr. Iguacio Ferrei-
ra da Costa.
D. Anna Joaquina da Conceigio Possas.
D. Thereza, consorte .do Illm. Sr. Bemjamln
Franklin da Cunha Torreio.
D. Gmlherroina Flora Lagos.
D. Joaqiina Emilia de Oliveira Souza.
Thesoureiro.
Illm. Sr. Candido Theoionio da Cmara San-
tiago.
Procurador geral.
Illm. Sr. Manoel Domingues Possas.
Procaradores.
Os Illms. senhores :
Manoel Jos Soares.
Thom Pereira Lagos.
Joio Luiz Ferreira.
Angelo Esleves da Porciuocula.
Padre Luiz de Araujo Barbosa,
Pro-parocho.
Exportbalo.
Dia 5 de junbo.
Brigue brasileko Dous Amigos, para o Rio
da Prata, carregaram :
Bastos Lemos. 550 barricas e 200 meias com
5,419 arrobas e 4 libras de assucar e 80 pipas com
14740 medidas de agurdente.
Barca franceza Ral, para Marseille, carre-
garam :
Tisset freres. 100 saceos com 500 arrobas de as-
sucar, 86 couros espichado com 2084 libras, 6
paos de sicupira, e 2 distados de amarello.
Bares portugueze Syrapaihia, para o Porto,
carregaram :
Francisco Augusto da Costa Gongalves, 50 bar-
ricas com 124 arrobas e 2 libras de assucar, e 500
couros salgados com 14500 libras.
Ballhar & Oliveira, 50 couros salgados com 1200
libras
Brigue nacional Daraio, para Montevideo,
carregaram :
Carvalho Nogueira&C. 224 barricas e 50 meias
com 2008 arrobas de assucar.
Oa 6.
Jtarea portugoeza SympalhiaD, para Lisboa e
Perto, carregaram :
Maooel Ignacio de Oliveira, 100 saceos cora 50
arrobas de assucar.
Jos da Silva Loyo Jnior, 14 barricas cora 44
arrobas e 8 libras de assucar e 19 couros salga-
dos com 496 libras.
Azevedo i Mendes, 4 barricas com 16 arrobas e
24 libras de assucar.
Palmeira & Beltrio, 3 barricas com 14 arrobas
e 22 horas de assucar.
Ballhar & Oliveira, 6 barricas com 25 arrobas
e6 libras de assucar.
Manoel Ferreira Leite, 1 barrica com 4 arrobas
e 21 libras de assucar
Brigue brasileiro Damao, para Montevideo,
carregaram :
Carvalho Nogueira & C 100 barricas com 790
arrobas e 12 libras de assucar.
Barca iogleza ajobo Martin, para Liverpool,
carregaram :
James Ryder & C, 1700 saceos com 8500 arro-
bas de assucar.
Barca ingleza Imogene, para Liverpool, car-
regaram :
James Ryder f C, 800 saceos com 4000 arro-
bas de assucar.
Patacho hespanhol aPaco, para o Rio da Prata,
carregaram :
Guilherme Carvalho & C, 50 pipas com 9200
medidas de cachaga.
Heeebedoria de rendas Internas
geraes de Pernamnneo.
Rendimento do dia 1 a 6 7:183*338
dem do dia 7.......2:249*106
9:432*444
Consulado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 7 .
provincial.
14:325*300
2:273*052
16:598*357
Mo vimento do porto.
Aat-ios entrados no dia 7.
Bahia4 dias, escuna nacional Carlota, de 155
toneladas, capitio Jos Rodrigues Moreira,
equipagem 9. carga fumo, charutos e mais g-
neros; a Francisco Antonio de Oliveira Aze-
vedo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parahiba Hiile nacional Santa Luzia, capitao
Manoel Caelano de Araujo, carga varios g-
neros.
Portos do norte Vapor nacional Jaguaribe,
commandanle Manoel Joaquim Lobato.
te
a.
I
-
B
Horas.
COMMERCIO.
AJfandega*
Rendimento do dia 1 a 6 ,
dem do dia 7 .... ,
89:977*395
9:5918437
99568*831
Movlmeoto da alfondefra.
Volumes entrados com fazendas..
* > oa gneros.
Volumes
sahidos
>
eom
com
fazendas..
genero*..
22
57
------ 79
92
289
381
Desdatredata hoje 8 te malo
Barca ingleza-Gangestrilhos e carvo.
Brigue ioglezWilliogtonmercaduras.
Brigue hamburguezJohaoes mercaduras.
Brigue dgiez-Validtrilhos de ferro.
Patacho italineEvelinao resto.
Barta inglezaImogeneferro e carvo.
Brigue naciooalVelozdiversos gneros.
Folsca nacionalEsperangaidem
Patacho nacionalSobralenseidea.
napdNriaeao.
Barca ingleza 6eMes, inda de Cardif, eeosig-
nada a lothe & Bidoulac, manifestou o se-
grate :
26 tonelada*. 5 quiataes, 2 arrobas e 10 li-j
bra de trilo*d* ferro, H toada**, 16 qMataes
9
a-
I
kthmosphero\
%3 V W B P3 | Oirecco. 4 n H O
w 5 O. O o Intensidad*.
*. O 3 ti Fahrenheit. n m o
i- 00 w en en J Centgrado. H 9) O

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Francez.
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Anoitechuvosa, ventoS SE fresco e assim ama-
nheceu.
OSCILAgAO DA HAR.
Preamaras 3 h. 64' da tarde, altura 7,2 p.
Baiamar as 9 h. 41* da manhia, altura 1.2 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 7 de iu-
nhodel861. *
R0KAN0 Steppib,
Io tenente.
*#^t*aa*^*^aM^^^___^
Arsenal de perra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra.se faz publico que nos termos do>
avno do ministerio da guerra, de 7de marco de
wjw. se tem de mandar manufacturar ossekoin-
les artigos :
Hoepial militar.
12 camisas de flanellas.
80 ditas de brim.
60 calcas de brim.
I> balalhio de infantera e diversos corpos.
mi oDrecasacas de panno verde.
100 caigas de dito panno.
55 camisas de algodaozinho
680 pares de polainas de panno preto.
546 raoxilas de brim da Russia.
250 calcas de brim.
8 sancos de al|zodiozinho.
90 ditos de brim.
A quem coovier arrematar o fabrico de taes
arlgos, compareca na ala da directora do mes-
mo arsenal, pelas 1.1 horas do dia 10 do correte
coro suas propostas em qae deolarera o meoor
prego e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Peroambuco, 6 de junho
de 1861. *
O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Por esta subdelegada se faz publico, que se.
acham depositados os cavallos seguintes: um*
russo com a orelha corlada e ouiro russo pedrez
que foram remetlidos por Francisco Goncalves
Slrvina, em vutude de os ler pegado dentro da
seu sitio, ignorando a quem pertencam. entro to-
mado a Antonio Jos do Carmo, morador no Bar-
ro, tambem russo, outro ruzilho esotro tomado a
Francisco oe Salles Correa de Qoeiroz, que se
acha oceulto no mesroo lugar do Barro, cujo in-
dividuo nio morador deste dislricto ; vistu
chegar a meu conhecimento que ditos cavallos
ltimos sao furtidos. ficando os individuos reco-
lhidos a detengio. Outro sim, tambero foi reroet-
ti lo a este juzo. pelo portuguez Manoel Fran-
cisco da Silva, duas cabras (bicho), magras, por
ler pegado-asna planta daseucapim. quem se
julgar com direito a urna e outra cousa, compa-
rece, que provando lhe serio entregues.
Subdelegada do Io dislricto da freguezia dos
Afogados, 6 de junho de 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
sociedade Mam
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomara saques sobre as pracas do Rio
de Janeiro e Par.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Peroambuco.
Por ordem da directora e em cum-
plimento do diipotto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
annofindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da misma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861 .-O secretario da directoria
francisco Joao de Barros.
O administrador da recebedoria de rendas
internas faz publico que oo correte mez lem de
ser pago, livre da multa de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exereicio correte, relativo aos impos-
tos seguintes : decima addicional de mo mora
imposto de20 0|0 sobre lojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 80J sobre casas de movis
roupa, clcalo, etc.. fabricados em paiz estran-
geiro ; e que depois de Godo o referido mez se-
rao cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Peroambuco 1. de juoho do
1861.Manoel Caroeiro de Souza Lacerda.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
Alllroa. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Becife manda fazer. pnblico. qua
no dia 13 do correte, pelas 4 horas da tarde, na
sala de suas sessoes irio i praqa para ser arre-
matadas a quem mais der, as reodas da ilha do
Nogueira pelo lempo de tres annos a contar do
I" de jullio do correte anno a 30 de junho de
1864. Os pretendenles devem comparecer no
lugar, da e horas cima ditas, acompanhados de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 3 de junho de 1861.O escrivio, F. A.
Cavalcanti Coussetro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiutes :
Para provimento dos armazeos do srsenal do
guerra
5 arrobas de alvaiade.
8 caivetes de boa qualidade para peonas.
12 grosas de pennas de ajo de boa qualidade.
20 cadinhos den. 12.
20 garrafas de tinta prela.
38 arrobas de cobre velho.
6 arrobas de rame de lati sortido.
6 arrobas de estanto em verguinha.
10 milheiros de laxas de bomba.
20 ditos de ditos pequeos.
10 ditos de brochas de sapateiro batidas.
20 duzias de taboas de pinho americano.
5 duzias de ditas de dito de 3 ou 4 de grossora.
10 milheiros de presos caixaes.
24 canelas de boa qualidade.
Paraos msicos do 8o batalhio de iafantaraa.
135 corados de panno alvadio.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhia do dia 10 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para foroecimento do arsenal de guerra. 3 do
junho de 1861.
Vento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario lotera'
Editaes.
i i .

Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprietaros dos predios urbanos das
fregaerias desta cidade e da dos Afogados, que
os 30 dias uleis para o pagamento bocea do>
cofre do segando semestre da decima do aono ft-
naneeiro de t860 a 1861, se principiara a contar
O da 1.* de junho vindoor. ficando sujeitos
O Mo. 9r. fispeeter de thesouraria provincial
em cumprimento da resolacio da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, qae a arrematacao -
das impressoes dos balaricos, orcameotoa e rea- multa de 3 6/0 o que pagaron depois do fado-
torio desta theaourarta, foi transferida para o dia O* ditos 30 das.
20 do correte por nio se terem habilitado e nao
estarem presentas no acto da arremataco as
pessoas que maadaram propostas para o correio.
As essoas que se propozerem a mesma arr*-
maUtio comparegam na sala das sanees da jun-
ta da fazenda, no dia cima mencionado, pelo
aaeio dia, coraipetentenfente habilitadaa, a dr af-
ilado que a. habilitado ler& lugar no dia 13.
Mesa do consulado provincial de Peroambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Caroeiro Machado Ros.
CMRpanhia de Bebente.
fio da 8 a corrate pelas 12 hora


(>
^ ^
[^v
- DUIO M fUUBMOQ, ~ SABBADO Bfi WHO DE 1M1.
i
tera* lugar no escriptorio da
companhia ra doCabuga' n. 16, a ar-
rematarlo do rendimento dos cnafai i-
zes e bicas por bairros ou totalidade e
por espado de 1 a tres annos, ob as
bazes abaixo transcriptas e mais con-
dcc8es patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declaradlo dos tnesmos no men-
cionado dia devendo ser as propostas por
escripto.
Bazes sobre as quites se a>ve Janear.
Bairro do Recife.
Cbafar z e bica do caes da al -
fandega......5:3650550
Dito da ra da Cruz. 6:8830537
Dito da ra do Brum. 3:7510072
Dito do Forte do Mattos e
bica. ...... 2:8980840
18:8980999
Baiiro de Santo Antonio.
Chafari? dohrgo do Carmo. 8:4740150
Ditodo largo do Paraizo. .
Dito do largo do Passeio
Publico......
Dito da ra do Sol. .
Dito da ra da Concordia.
ao dito compare^, que, provindrj, lbe ser en-
tregue. Subdelegada do t districto dos Afoga-
do, 6 de juoho de 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Cousulado k repblica
argenna. f

?iqutlla
6:9860172
3:3890652
3:1760092
3:1730995
25:2000039
Bairro da Boa* Vista.
Chaiariz do caes do Cap-
baribe e bica do mesmo. 5:8170000
Dito da caixa d'agua da ra
dos Pires. ... 5:189*300
Dito da praca da Boa-Vista. 5:0400525
Dito do largo da Soledade. 7620775
16;8O906OO
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 5 de junbo de 1861.O secretario.
M a noel Gentil da Costa Alves.
CoDselho de compras navaes.
Tendo de promover-se a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, que isso lera lugar ero sesso de 8
do correle mez, medanle propostas em caitas
fechadas entregues nesse dia s 11 horas da
manha, acompanhadas das amostras dos ob
jeclos.
Para os navios e arsenal.
20 arrobas de graxa do Rio Grande. 40 libras
de taixas de cobre e 20 milheiros de dita de ferro
para bomba.
Para os navios.
3 arrobas de linha de barca grossa, 300 nava-
Ibas de mariuheiro e 4 arrobas de pregos de co-
bre para forro.
Para o arsenal.
30 meios de sola iogleza e 12 pacotes de papel
baeta ou feltro.
Effectuando-se a compra sob as condices do
eslylo ha muilo publicadas.
Sala do conselho de compras navaes, em 5 de
junbo de 1861.O secretario, Alexindre Rodri-
gues dos Aojos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para fornecimento d casa da guarda e palacio
da presidencia.
150 libras de velas steirinas.
Para o fabrico de diversis obras.
555 bolej grandes de metal amarello lisos.
70 ditos ditos de dilo bronzeado n. 10.
45 ditos pequeos de dilo dilo n. 10.
42 grosas de ditos pretos de osso.
Para provimenlo dos armazens do arsenal
de guerra.
20 quintaes de ferro em barra de 1 1/2 polle-
gada.
10 quintaes de dilo quadrado de 5/8.
10 quintaes de dilo de varaoda.
2 arrobas de rame de ferro.
1 barril de veroiz preto.
5 caadas de azeite de coco.
Para escripturaco do arsenal de guerra.
1 livro em branco de bom papel com 200
folhas.
2 ditos em dito de dito com 100 ditas.
4 ditos em dito de dilo com 20 ditas.
4 ditos em dilo de dito com 30 ditas.
2 ditos em dilo de dilo com 120 ditas.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manba do dia 12 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
par foroecimenlo do arsenal de guerra, 5 de
juoho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel togal secretario interino.
Com deploravel noticia da anoiqulllacao di
cidade de Mendoza por causa de um terrivel ter-
remoto (como notorio) que a redzo em poucos
minutos um moolao de ruinas, debaixo das
quae foram sepultados mais de dous tercos da
sua populaco ; o abnxo firmado, cnsul da re-
pblica nesia cidade, tem iniciado urna subs-
cripto com o fim de alviar da desgraca os que
gemem na miseria e orpbandade, salvos de lao
violenta catastrophe. A supplica que se faz a
todos os cidades desla cidade, e com especiilida-
de ao corpo commercial da praca que entretem
to importantes reboces mercao'tis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que todos os se-
nhores se preslaro a subscrever, cada um com
a somma que possa para fim tio humanitario
imitando o que jase tem procedido em outras
provincias do imperio. Para o que pdese assig-
nar na associagao da praga do commercio, nesto
coDsulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambera em
qualquer outra parte em que o promovam os
amantes da humanidade. e pedido deste con-
sulado. Recife 1 de juriho de 1861.
Josi Joao de Amorim.
THEATRO
Segu impreterlvelmente no dii 8 de juoho a
veleira e bein coohecida barca porluguezi Sym-
patkim, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem commo-
doi exeellentes.
, Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalaclea,
a tratar com Gurgel Irmos na rna da Cadeia do
Recife n. 28.
Para o Aracaty?-
Para o Aracaty seguir brevemente o Mate
Santa Ansa : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia o 82.
raja
Ro de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter ji engajado metade de seu car-
regamento, e para o resto trata-se com seu con-
signatario Hanoel Aires Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
LEILAO
. O agente Hyppolito fara' leilo pof
conta e risco de quem pertencer ao
correr do maiteo de 5 caixas com sa-
pato de diferentes qualidades para ho-
rneas, senhoras ^e menino*: no arma-
zem dos Srs. Cals Irmos, ra da Cruz
o... ao meio dia em ponto.
Avisos diversos.
Flix Francisco de Souza Maga-
Ihes mudou sua residencia do sobrado
do largo do Carmo n 16, para o prin-
cipio da ra de Hortas sobrado novo de
um andar n. 30.
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
MMCa>jrK3
Sabbado 8 dejuiho.
13 RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir scena o magnifico
actos, do Sr. Bourgain,
drama em cinco
Directora da instrueco pu-
blica.
Fago saber a quem convier, que o Illm. Sr. Dr
: Z]?e!ilor 8eral >nerino lem marcado o prazo de
O das, a coDlar da data desle, para que todos os
que se dedicara ao magisterio particular primario
e secundario de ambos os sexos que anda nao o
nzeram, hajam de requerer a liceoca de que tra-
ta a le reglamentar n. 369 de 14 de maio de
lboa, e de tirar os respectivos lituios ; compre-
heuaendo-se oesse oumero aquellos, que tendo
sido multados, foram al-solvidos ; visto como es-
iLT T? as r"5es 1ue llegaram, nao os
9v^*Iea os ^clonados ttulos na
forma da le citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandou-se publicar o preseote.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco,29de maio de 1861.
O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque
Obras publicas.
Em cumprimemo das ordens dogoverno da
provincia, lem de ser arrematada no dia 14 do
correte, a quem melhores condicoes offerecer
a barcaga pertencente reparticao das obras pu-
blicas, servindo de base a essa arremataco a
quauua de 800. olTerecida pelo engenheiro Hen-
rique Augusto Milet-- os preteodentes devero
apresenlar as suas propostas em caria fechada
enderessada ao director das obras publicas, isto"
aie a i hora da tarde do dia cima indicado. Pa-
ra examinar, podero dirigir-se ao administrador
oas obras da casa de deteocio, junto a qual se
-acna a dita barcaga ancorada.
-iBBieCref"- das obras Public" 8 de junho de
-1861,-0 secretarlo,
T. A. Ramos Zauy.
Pela secretaria do governo se faz publico
que o Exm. Sr. presidente da proyocia d au-
diencia todos ostias uteis, do meio dia s 2 ho-
ras e meia da tarde, e alm destas horas someo-
te aos ebefes de reparticao e a servigo publico ;
e recebe as quiotas-eiras e domingos a noit
todas as pessoas que o procurarem.
Secretaria do goveroo de Peroambuco 8 de ju-
cho de 1861.-Joao Rodrigues Chaves.
Tribunal ate eoramereio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
*a data se insereveu do registro publico o contra-
to de sociedade feito em 3 de abril do correte
-auno por Epiphanio de Souza Leo e Agostinho
ferreira Juoior domiciliados e estabelecidos
nesta cidade com cocheira de carros de aluguel.
sob a flrma de Souza Leo & C, com o capitai
e 5:000 oraecidos por ambos em partes iguaes,
tievead0 dita soeiedade durar por espago de tres
annos, cootados da data do contrato.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
bambuco 7 de juoho de 1861.
Julio Guimares. Officisl-maior.
.*'or esta subdelegada se faz publico, que
v vicerue, por dar fgido, o qual diz ser eac/aro
h r pBrf" da Lima, moradora no ehe-
nne Vootra-asB(ie qaein ie ju)gtr eom d.re,0
DENOMINAgO DOS ACTOS.
Io acto.A cruz quebrada.
2 Urna flor no abysmo.
3.As falsas appareocias.
4.A cmara vermelba.
5.O somnmbulo.
PERSONAGENS.
0 infante D. Affonso............ Vicente.
Diogo da Silva.................. Germauo.
Carlos, caixeiro de Diogo...... Valle.
O licenciado Tiburcio.......... Nuoes.
Roberto, irmode Carlos...... Leite.
O conde de Odemtra............ Campos.
Gorduxo, creado de Diogo...... Raymundo.
Antonio Conti.................. Almeida.
Um magistrado................. Dito.
Um cabo de esquadra.......... Teixeira.
Clemencia, sobrinha de Diogo. D. Manoela.
A ta Vernica, aia de Ciernen -
c,a............................ D. Carmela.
Squito do infante, soldados e povo.
A acgo passa-se em Lisboa em 1656.
Terminar o espectculo coma graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
P.iMB 0 MAL QUE Mil FEZ-
Na qual o Sr. Germano far o papel depoeta
Comegar s 7 X horas;
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegacao costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
OTapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahira para os portos do norte al o Aarac no
da 7 de juoho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga al o dia 6 ao meio dia. Eocommeedas pas-
sageiros e dinheiro a frete ai o dia da sahida
as 2 hora: eacriptorio no Forte do Mattos o. 1
1 STAHL C.
RETRATISTA DE S. 1.0 IHfERADOR.
s
9
Cear.
Segu com muita brevidade o hiata Sobra-
lense, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
taQO C. da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo
n. 23,
Rio Grande do Sol
Pelo Rio de Janeiro
Segu em poucos dias o brigue nacional Ma-
na Thereza: quem no mesmo quizer ir de pas-
sagem, ou remetter escravos a frete, dirija-se ao
capitao ou a Bailar & Olireira, na ra da Cadeia
do Recife d. 12.

Ra da Imperatriz numero \\ S
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) %
3 Retratos em todos es- $
tyloff e tamaitos. $
| Pintara ao natural em |
| oleo e a<|uarella.' $
5 Coplas de dagnerreo- %
tyno e ontros arte- J
S faetos.
2 \mbrotypos.
S Faisagens.
Pede-ie ao Sr. Luiz Francisco de Moraes
pnmeiro andar, para lbe ser entregue urna carta'
de importancia.
O abaixo assigoado como administrador dos
beos de sua mi Rila Hara da Conceicao, de-
jara para conhecimento do publico e especial-
mente o da polica que Luiz deFranga do Rosa-
no por outra Lniz Jos dos Saotos porantono-
mazu Caguincha nao lUre como propala ser,
52 J 0lom ^'^ de >>"". e sim escrito
Pon..'ldau c,n,a oradora na ra das Coco
ria? t7iM* \.,bmo ,M8B">o na ra Impe-
rin rim u e em ,ula P"icu'" de instruc-
vao primaria.
Manoel Flix Altes da Cruz.
LOTERA.
HOJE, no lugar e as horas do cos-
tume.andarao as rodas da primeira par-
te da primeira lotera do collegio do
Bom Conselho de Papacara.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Osenhor
Caetauo Aureliano de Carva-
iho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Denles artiliciaes.
rrecisa-se alugar urna ama lire ou escra-
ta para o servico interno de urna casa de fami-
lia ; na ra da Unio o. 40.
Sebastio Lopes Ferreirs, Portuguez,
ao Rio de Janeiro.
vai
A viutaJae, dentista, achando-se restbale
cida dos seus longos encommodos de
continua a trsbalhar por sua arle e desde j of-
ferece ao respeitatel publico os seus serviros
coma perfeisiobem coohecida de seus numero-
sos freguezes, em sua residencia na ra de San-
ta Rita dX61. nao recebendo paga algnma de
qualquer trabalho tendente a sua arte, sem que
fiquem plenamente satisfeitos. E especialmente
das senhoras de quem a annunciante espera pro-
teccao e preferenci*, pela maior franqueza e
menos acanhamento que mais natural terem
com o fino trato de urna pessoa de igual sexo,
mais delicado e conseguintemtnte preferivel a
urna senhora. A annunciante tambem vende
dentes artiliciaes avulsos.
Precisa-se de um feitor para tomar conta
de um sitio: no escriptorio da commandita, pra-
ca do Corpo Santo.
,.7 Anu*,-e a loJdo sobrado da ra da Auro-
ra n. o, com grandes commodos para familia
forrada e bem acabada ; tratar com Jos Igna-
cio Avilla, qs rU| Non de Santa Riu D. 43.
i.""i,* admD8tra,dores da massa fallida de Cas-
tro & Amorim, pelo presente contidam a lodo
?no8HfiDh0r5- cre(1aore8 a apresentar-lhes seus tita-
Ios de crdito, aflm de poderem proceder como
t?** *!* + *** do Com.. detendo
!mVpresent(,sao ter ,u8ar no Pra^o de 8 di
em casa dos admioislradores Vaz & Leal *
s administradores da masa
Garrido <& Veig rogitn a todos os senbom ere-
fallida de
ruQore rrp
r:iprn;,rerlhe,ieui ,iioi* "A
WildTr fd,M,leTaDd0-8 aca de D. P.
'& 2"cc. JSSSproceder na forB'
Roga-se ao Sr. Joaquim Francisco dn Al
beUrqn.eruqU2tSrlag de 5 a SSSfit:
nhonranUo4igBor.Para DegC, W ""
Urna pessoa com bastante pratica de escrin-
turacao mercantil, offerece-se par. fazer quM-
quer escripia por partidas dobradas: quem de
SbSa qUUer utilisar-8e. rijt-se ra do
Claudio Dubeux despedio o seu caixeiro
Joaquim Marques Soares. caueiro
i.T.*kyj' moleque proprio para servico
de casa de familia, ou casa de pasto ; na ra dn
Livraroento o. 22. terceiro andar.
Na ra do Oueimado n. 29 se dir ouem
precisa de urna escrava sem ticios pira o servico
de urna casa de mui pouca familia. osetvSo
T No AiaJ correote, ss 2 horas da tarde
emcasadoSr.Dr. juiz de paz do 2. disS
saude, de Santo Antonio tem de ser arrematada
marqueza com assento
urna
ELIXIR DE SAI DE
Rio de Janeiro
O teleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretende seguir com muila brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto, para o resto
que lhe falta trata-se com os seus consignatarios
AzetedoA Mendes, no seu escriptorio ruada
Cruz n. 1. r
Leudes.
Grande e extraor-
dinario baile.
Hoje nos sales do caes de
Apollo.
Dado por Antonio Teixeira dos Santos, o qial
tem feito um grande convite de damas e cavallei-
ros. Os sales acbam-se na conformidade docos-
tume com toda s pompa e brilhantismo. O mestre
da msica o Sr. Branco. tem escolhido do seu
repertorio riquissimas quadrilhas, valsas e scholtz,
sendo neste dia a msica augmentada, espe-
rando o annunciante grande concurrencia do
respeitavel publico. Ser cumprido fielmente
o regulamenlo do Sr. Dr. chefe de polica.
Entradas para homens2gOOO.
E senhora gratis.
Avisos martimos.
o Rio de Janeiro
a polaca brasileira Esperance segu com brevf-
dade ; pode receber alguma carga e escravos a
frete : trata-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
Rabia.
A escuoa nacional Carlota, capito Luciano
Alves da Conceicao. sahe para a Baha em pou-
cos dias, para alguma carga que anda pode re-
ceber trata-se com Francisca L. O. Azevedo ra
da Madre de Dos n. 12.
4ii
*/ *w/iky
COMPANfllA PERY4J1BICAY4
Consulado de Franca
LEILAO
A requerimento dos Srs. Cals Irmao
e por auiorisacao do Sr. cnsul de
Franca e em sua presen qa por conta e
risco de quem pertencer o agente Hyp-
polito fara' leilao de urna caixa com a
marca CF n. 1818 contendo 50 duzias
da pelles de carneiro amarroquinado
avariados a bordo do navio francez
Sphere, capito Ribis, na sua ultima
viagem, do Havre a este porto : sabbado
8 do corrente as 11 horas em ponto no
armazem dos mesmos senhores ra da
Cruz n.
ir^
Citrolactato de ferro
Vuico deposito na botica de 1 oa^uim Martinuo
da Cruz Correia A C, TUa do Cabag a. H,
em Peniambaeo.
de formulas to
urna tal vari-
com o SUirinffi^0l".0caft2SraM apre8enU h0a uma nova ie"<*0 de fe".
nri.aJ^'mr< t publS um luxo emPreS"-se um mesmo medicamento debaixo
vanadas, mas ohomem da sciencia compraheode a necessidade e importancia de
ouanm^.u^mn? "? 0beCt0 d? ^Uila imPrlaDa em therapeuica ; um progresso immenso.
?dd. nlr.' ,maD eDd 1 !f"eDCIa d0 med'ento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idades, para.todos os paladares e para todos os temperamentos.
des comn 7?irrH??.i,,rT?fe^ d,e ferro 'l hJe BhecidM nenhuma rene lao bellas qualida-
8 !M!id.!d5".?l?,"ad*.a,l.r,B a aciencia medicamentosas do ferro, que
!*.SflJnltd.c.0,se_Dd0. P.od.e d8Pe"8a' em
EtZ!3&ES5tt^^t& P-reter sem ,
LEILAO
sendo uma
iocomparavel ulilidade
M^fl^i^Z^T09^1^-1^' enlre" ""> Preparacoes ferroginosas, como o
S VSSS Ln 0S..medlC(s d'8">ctos que o tem ens.i.do. Tem sido empregsdo como im
^Z^S^^^^^lUtmM^,m*Mi4u cote*) na debilidade subsequente^s
SS! "" hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de orinas
VrSSSS^SiSSlS.^T' naeic1r0phula'norachitismo' na PUfPura hemorrhaaica. na
II molestias grates, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
alosas u.*c^8.VChr.ei,,p0br9Cd0 U ?Cad0 P^a8fad88affeccoes chron'icasT cicn.x.. iuber'
^^.""osa.syphihUca, exceasos venreos, onanismo e uso proloog.do das preparacoes mer-
cunaes.
Estas enormidades sendo mui frequentes e sendo o ferro
Dioilirn lo~ J -------------- ...^-v-.oa d scuuuuiflIU a prOCpal
^SSSASiJSK -*?,*! as debelar- do citro-lactato de ferro merece loutores e o
preparacoes mer
substancia de que o
reco^nhecmentoda humanidade por ter des'coberto uma formula pela qual sepode sem" recelo"
usar
IT^"o" a?" a8emo de P'IWnhi. 2 banqui-
Pelo Paquete Ooeida
sacca-se qualquer quanlia sobre Lisboa e Porta
2rvrgr,,rPioT9deCarValb0 N8ueira&C., ra
nni "n1U4fm"Se 8 52f d0 predi0 da rua de A-
pollo n. 26, com capacidade para um grande col-
rlglJeraT 8 7mSm se8uies : no primei-
ro andar .2 grandes salas. 1 quarto, 1 aWeni
sala e 1 grande s.lo, tendo neste. cano de des-
pejo ; no segundo andar 2 salas, 4 quartose tr-
rico : no terceiro andar sala de anUr' 1 despenl
nn n.q patlueno8> 8rande cozioba, com ca-
no para despejo e esgoto de todas as aguas
mu.to .rejado por flear em quina e ser todo cr-
ido de janellas e portas no oilo ; quem o pre-
tender pode dirigir- se a rua da Cadeia do Recife
o. 64, no segundo audar.
anX?abV^a8S8nadopededesculPa 'os seus
amigos da falta que commetteu em nao despedir-
se pessoalmente de cada um. e off-rece-ihes de
LD?8eu8,8erv'0S na Pro'u da Parahiba, pois
segu no Jaguaribe hoje 7 de junho.
Luiz de Albuquerque Hartins Pereira.
7 do corrente. do engenho
escravo de
pouco mais ou menos, rosto redondo", lesto'mn*
de pequeo buco e muilo pequea pera ; de es-
ta ura regular, olhos muilo vivos, cor ateta, den-
I f.P>!rfe"08' Pes Pequeos, muilo desembarazado
J servio em um vapor
Mar, levando um cavallo pedrez o
nome Juvenal, crioulo, de idade de
e talla correntemente.
DB
Navegacao costeira a vapoi
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor 4lguarass, commandante Horeira,
sahir para os poitos do norte al o Cear no
dia 22 do corrente s 5 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommendas
passageiros e dinheiro a frete al o dia da sahid
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
O tapor Oyapock, commandante o capito
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
sul at o dia li do corrente o qual depois da
demora do cosame seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-ae a
carga que o tipor poder conducir, a qual deter
ser embarcada no dia de sua chegida at as 3
horas da Urde, eocommendas, pMSMfoiros e di-
nheiro a frete at odiada sabida as 3 horas;
STSmIjS-' Cn""' J' eKriVtor* i9 *-1
Sabbado 8 do corrente.
Costa Cartilhofar leilo em seu armazem da
rua do Imperador n. 35, de alguns escraros sem
reserta de preco, as 11 oras em ponto.
LEILO
Segunda-feira 10 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao por man-
dado do Exm. Sr. Dr. juiz do commer-
cio, a lequenmento dos curadores fis-
caes e depositarios da massa fallida de
Antonio Joaquim Vidal, das rqercadorias
da leja da rua Direita n. 103, avisando
aos concurrentes que sera' o ultimo lei-
lao e que recebera' propostas at este
dia.
la do Imperador n. 73,
Leilao
Terca-feira 10 do corrente.
DOS
Movis, joias e escravos
da massa fallida de Si-
queira a Pereira.
Antunes autorisado pelo Illm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqueira & Pereira
tender no lugar e dia cima designado os ricos
e taados motis pertencentes i dita missa
consislindo em ricas mobiliis de mogDo e Jaca-
randa com tampoide marmore, um rico piano
ma secretarla de Jacaranda de apurado gosto'
camas, aparadores, mesa elstica, litalorios'
guarda lauca, quadros, ipparelhos de porcelana'
para almoco e jantar, laolemas, candelabros
serpentinas, prepares de cosiuha etc., etc. attim
como
Joias e escravos pecas.
As 11 horas em ponto.
CENTRO (MHERCIAL
15 Rua da Cadeia do Recifc 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
Charutos do Rio de Janeiro ,, ,, ^ ,..
suissos e hamburgo por
de superior tabaco do Rio de Janeiro
fazeoda superior com agarras de metal
res e verdadeiros charutos suspiros da Baha, manilha, havana
menos do que em outra qualquer parte.
Cgadreliun,o. SSkSSjti ?2S2 *JW -??! de ^.- --Wl 5rosso.
de Guimares & Coutioho.
Bocaes para charutos
ial&OO. UWa 'iena superior com agarras de metal a 1 cada um, du-
hlE^??oSS0t P"a e" 00 rs. o vrinho de 150 folhas, assim como papel
hespanhol a 2000 a grosa do litr.nho, sortimento de papel sans num, sans titre7arrez.P e
Caporal fraiQCaiS das manufacturas imperiaes de Franca, para cigarros e cachimbos.
Lacnimoos de gesso 6S5oo, gr0H faienda 8uperior e que 8e veadia a m
TabS t^Lt Sir1,0 ^ > >- -
TabaCO tUrCO 5 .] aeiiUbra por 3S. para cigarros e cachimbos.
Tab5SS^^ cigarros e ca-
?fc5S3a^^
ClgarrOS de manilha de pape, brinco pardo a 15 o milheiro.
Machinas e papel para dgarros de manilha
ap rOlaO franCez em macos de uma libra e ditos de meia libra fazenda
VaSOS de lOUCa e barro para Ubaco rap.
deh? hfn fn' SS2S 8empre sortiment(J espantoso de cachimbos de
deira. barro e os verdadeiros e sempre apreciareis cachimbos de espuma.
Vendem-Se tOdaS as fazendas mais barato do queem outra qualquer parte.
^!^^^S&rMM l0rnand0-e r6Ceber |nC,Und0 Ch"u^ --
Apr^Petam"Se encoa,,aen,18. encaixotam-se e remettem-se aos seus destino, coa bre-
maotes"6 flcaexp08t0 tem um Taria< ortimento de objectos propiios para os senhores fu-
barato t^^Ss%^S^,n^mm,l9t aoti' pelqnal ^ "*Tender n,uit0
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
de guerra plraja, e no brigue Xino. como praca
t'*" 6 2." nome de Jao Francisco da
cnLA'TT"- QMX pe8ar e o entregar na
iin'ifi detencao ao Sr. tenente-coronel Carneiro
Monteiro. administrador daquella casa, ou a seu-
senhor no dito engenho Caiar, ser generosa-
mente recompensado.
Rf cife, 8 de juoho de 1861.
Veode-so um escravo bonito, perfeito car-
r0n.%r8edgundoPa.rnV.7.l,r' Da rU'd "*-
Novo sortimento
de cascarrilhas de seda para
enfeites de vestido.
.,^i0ja d'a8uja braca recebeu prximamente
um novo e lindo sortimento de cascarrilhas de
seda para enfeites de vestido, sendo de oifferen-
tes cores e larguras, e como sempre as est ten-
dendo baratamente a 2. 3. 4 e 5$ a peca, precos
estes que em nenhuma outra parte se acham e
nume0ron6Ua,1OQUema<,0, loj' d'a8"ia branca
Chegaram ltimamente do Ro de Janeiro
alguns 7olumes da bem escripia obra de Monse-
nhor Muou Tavares sobre a retoluco de Per-
nambuco de 1817. Nao hatendo aqui maisexem-
plares alguns. julgou-se til fazer tir dalli os
exemplares que restavam pela procura que mul-
los faziam. Acha-se venda na litraria dos Srs.
>ogueira de souza & C, rua do Crespo o. 2.
Fazendas baratas.
A 4$000.
Cortes de casemira decores, fazenda boa na
rua do Queimado o. 47.
A2$500.
Toalhas de linho para mesa .
mado n. 47.
A 160 rs.
Pares de meiaspretas de algodao para homem-
na rua do Queimado o. 47.
A 100 rs. o corado.
Chitas prelas em retalhos ; na ruado Queima-
do n. 47.
A1#280 o covado.
Grosdenaple preto, fazeoda boa ; na rua do
Queimado d. 47.
A2^o covado.
Setim maco preto muito bom : na rna do
Queimado n. 47.
na rua do Quei-
A 2,200 rs.
a de cores
Corles de gorguro de seda
do Queimado n. 47.
A 40600, 40800
Pecas de madapolo bom :
do n. 47.
na rua
e 50200.
na rua do Queima-
supenor.
gesso, louc.8, ma-
Attenco.
Vende-se um ptimo escravo bom carreiro
coznha o diario de uma casa, com bastante pra-
tica de criado por saber tratar muito bem de ca-
tallos e de arreios : na rua do Livramento n 22
terceiro andar.
Vende-se ou arrenda-se um sitio no lugar
da Ibura, denominado Estita de baixo. com o
casa para morada de familia, ierras de plantaco
e para capim, artores de fruclo. bastante e bom
pasto para gado : quem pretender, dirija-se a
pra^a da Independencia ns. 23 e 25 para tratar.
Vende-se uma casa em Olinda, na ruado
Coxo, com os seguintes commodos : 2 salas de
freote, 4 quarto e sala de detraz : a tratar no
paleo do Carmo da mesma cidade, em casa de
Loureoco Guedes Alcoforado.
Vende-se a historia universal de Conde, as
obras completas de Chateaubriand, e a historia
dos Gerondinos por Lamartine, obras todas no-
vas, nesta typographia se dir quem teode.
A 1S.000
O igo com 15 garrafas (9
inteiras e 6 meias) da muito
acreditada champagne do afa-
mado Laronzire : na praca da
Independencia n. 22.


-.' >
WAJO 01 PBRNAMBDCO. SABBADO 8 M JUNHO DE 1861.
T
ROUPA F1ITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RLA DO OUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa (eita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, Tonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35* e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30$00
Palitots de dito e de cores, 359, 309,
25$000 e 209000
Dito de casimira de cores, 22$000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11sooo
Ditos de raerin-sltim pretos e de
cores, 98000 89OOO
Ditos de alpaka da cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 5 e 3$50O
Ditos de brim decores, 59, 49500,
48000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 59OOO e 48000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 1 89OOO
Calsss de casimira preta e de cores,
I29.IO9. 99 e 68000
Ditas de princesa e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
58000, 49500 e 2500
Ditas de ganga de cores 3S000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 98 e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados. 69. 59500, 59 e 3?500
Ditos de setim preto 59O00
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59OO
Ditos de gurgurio de salla pretos e
de cores, 78000,69OOO e 59000
Ditos de brim e fustao branco,
39500 e 39OOO
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodao, 18600 e 18280
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 39OOO
Ditas de madapolo branco de
cores, 39, 25500, 29 e I98OO
Camisas de meiaa I5OOO
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,8$50e 70000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14$, 12$, 11$ e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
sovos feitips, da ultima moda 98OO
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, 1009. 909, 80$ e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hoaontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
a n neis 8
Toalhas de linho. duzia 129000 e 109000
Furtaram ha poucos dia do ar-
mazem a. 36 da ra da Cadeia, urna
peca de panno azul-, o qual panno tem
alguna algodao misturado cora a laa co-
no se pode ver de fiando -se e tran-
cado como casemira : quem der noti-
cias exactas de dita peca no referido ai -
mazem sera' generosamente recompen-
sado
i^mwwmw wtawasm uwv uuv vuiv vuiv
Consultas medicas.
Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde is 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
l. Molestias de olhos.
2.* Molestias de corago e de peito.
3. Molestias dos orgos da gerago e
do anus.
SO exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
B olhos.
I| Instrumentos chimicos,acsticos e op-
* ticos sero empregados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, oa ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
I dade do seu em prego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operacao que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecco de I
instrumentos indispensavel ao medico 3
operador. fE
j Massas de Lisboa, recentemeote chegadas,
. em caixas de urna arroba, sortidas : vende-se
. pelo diminuto prego de 39, no armazem do Sr.
' Annes, fronteiro a alfandega.
Quem quizer alugar urna preta de
boa conducta, que cosinha e engomma
1 com toda perfeicao: dirija-se a ra da
Saudade casa de sotao de duas janellas,
que achara' com quem tratar.
1
()
Msicas e pianos.
J. LAUMONN1ER, ni ra *a Imperalriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella collecco de msicas para piano e can-
to, dbs melhores autores e muito escolhidas;
igualmente se encontr em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz lodos os con-
cert e afina os mesmos instrumentos em pouco
lempo e por precos eommodos.
Precisa-se de urna ama pera urna casa es-
trangeira de pouca familia : na ra do Trapiche
d. 4. primeiro andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston di C., ra da Senzalla Nova n. 52.
. Pmttta-ae por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode reoder de dous
a tres conlos de ris, muito perto desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, Listo seu proprielario ter necessidade de
ir para fia : a quem convier, anouncie.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
iargodaPenlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
grande sortimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
viudos porconu propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mantelga Ingleza petteltementeflor ,m,.., ,,,. mtat.
rnl se far algum abatimento.
^3 iraneexa a mai8 n0Ta que ha no mercad0 vende-se a 720 rs. a un.
1J?1*1?^ liy80,l Pm melb0rM <" h' neSte "' 29500. 28e
19600 rs. a libra. 9
\|UeijOS HailiengOS cnegedos oeste ultimo vapor de Europa 19600 rs., em por-
cao se far algum batimento.
^ ,-M decentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs.
libra.
"** J y ****** os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abaijmeuto.
'BOWO frl&eeZ a 500 T8. 0 cartSo elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se .por este prego nicamente no Progresso.
Hoce da casca Ac -golaba m cail5es com 3 ll2 ,ibr Tende.se a cadi um>
1-M-gl-CfcS* a mas DOva que j,a n0 mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 39000 a barrica e a retalbo a 240 rs. a libra.
A-Hieixas Yrancezas a 480fs liDra em por5a08e far algum abaiment0#
aTl i? ****& d0 a(ama(l0 Abreu> e de outro, muil08 fabricante, ,
Lisboa a 800 rs. a libra.
L.atas com bolacialias de soda ,, .^n
.._ ^ ww vende-se a 18600 rs. cada urna com
diiferenies qualidades.
* o mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
liacja de tomate en latasde, libraj a mals nova ha no mercad0 900w
libra.
**ftft fSPI?tf*ASI
m. v,v >^^^9 effi condeas de 8 libras por 395OO a retalho a 460 rs. a libra.
Conservas trancez s e insieras ,B... .
. .. ^w"^m 1S mals D0Tas que ha por serem nn_
das em direilura a 00 rs. o frasco.
Aletria, macar rao e talnarim
roba por 89. **" MfclU*r*1U 400 rs. a hbra e em cana, de ama -
Falitos de dente lixados em molhos com M maciDh09 por 200rt>
Toueinno de l^isboa
w L ^*oww 0 malg no,0 que ha D0 mercao, 32e rt a ljbra b ^
a arroba a 9$.
*rresnnio mali< D0V0 vende_se para acabar a 400 rs a iibra>
* !** 0 ,jue ha de bom nesle j5enero por erem muit0 no,os a ^gQ rs>
Banna de porco refinada .,;,.
480 rs. a librY e em barril a 400 Vs """'" qU6 Pde *"" metMdo 'eBd-se '
i,atas eom peixe de posta Dreparad0 da melhor maDeira Mivel da8melho.
res qualidades de pate que baem Portugal a 19500 cada urna, assim como tem salmao e
lagusUoha em latas menores a 900 rs.. verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champaohe da mais acreditadas marcas
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce m-
nticado alga garrafa, nozes a 320 re. a libra, ervilhas francezas. lrueta em calda, azeitcaa*
baratas e outros muitos gneros que encontraro ludo de suoerior qualidade.
Deseja-se arreoar um engenho de boa pro-
ducto e que teoha escrivo: e animaes sufficien-
tea para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animies, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:0009 a 4.*0009 a quem coovir anouncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
bacharel A. R. de Torres Baodeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exerccio
da sua proflsso de advogado, das 10 horas da
manha at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer irabilho forense nesta capital ou fora del-
la, e prometi lodo o zeloe promptido as func-
coes do seu mipisterio.
Joo Jos de Carvalho Horaes e mais her-
deiros de seu casal fazem scieote ao corpo de
commercio des.ta praca, que zetam venda do
estabelecimento de ferragens da na do Queima-
do, a Joao Jos de Camino Uoraes Filho, fican-
do o abaixo assignado respopsavel pela liquida-
gao do activo e pasaivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Becife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraei.
3 esociaco Eepogvapfitca
Jpcvnamhucaaa
Domingo, 9 do correte, s 10 horas da ma-
nha, haver sesso extraordinaria do couselno
director.
Secretaria da Associago Typographica Ptr-
oambucaoa 6 de junho de 181.
J. Cesar.
Io secretario.
Aviso.
Campos di Lima, lendo completado todos os
meiosi brandos e concilla veis com seus devedores,
nao lhe possivel, a bem de seus interesses,
continuar a serem mais condescendentes, porque
amitos tem completamente abusado ; portanto
tem autorisado o Sr. Antonio de Paria Brando
Cordeiro para cobrar de todos imigavel ou judi-
cialmente : julgamoscom este novo proceder nao
offender aos oossos devedores.
&
Consultorio medicoeirurgico
*A-UV:\D.\ GLOK1VCVSV DO T13iDiVO--d
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanga para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mealo acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que lem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de oscrevero seu nome em todos os rotulas, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aqelles que forern apresentados sem esta marca, o quando a pessoa que os mandar eom-
prar queira ter maior certeza aeempanhar urna coala assigaada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em oa-
pel marcado com o seu nome. K
Outro sim : acaba de receber de Franga grande porgo de tincin de acnito e belladona re,
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to couhecidas que os mesmos 'sra
mdicos allopalhas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur em tubos qur em linduras eustaro a 19 o vidro.
O proprietario deste| esubelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem eommodos
suficientes para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisen) de alguma
operagao, afflaocaodo que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como aabem todos
aquellos que i tem tido escravos oa casa do anounciante.
A aituaco magnifica da casa, a commodidade dos baahos salgado* sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabeleciment dos doeotes.
Ai pewoii qua quizerem fallar com o anonadante davem proeura-lo de manha al 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se poderao en-
lodar : roa da Glona d. 3 caa do Faodo. H kw<
_^ Dr. Lobo Moscozo.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estahelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no -Ferie do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servigo ten-
dente ao mesmo vapor.
Ensino particular.
O acadmico Meoelo dos Santos da Fonsec,
Lins, professor particular das linguas latina a
franceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
curso das ditas linguas na ra de Santa Rita no
15,Tprimeiro andar.
%^if. a.-, jv* _-Mfr jnaa^a* a*.- m* m*. fca^.ytf
j*Bwvaai vsivrti.T5visw mssvvsvm
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirargiaodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e oolloca
den tes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeigao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tea agua e pos dentifricios etc.
Jos Victorino de Paiva participa ao respei-
tavel coroo de commercio, que vendeu ao Sr.
' Joo de Siqueira Ferro o seu estabelecimento
da ra do Cabug n. 2: quem com o mesmo ti-
j ver conlas com ttulos vencidos, ou contas de li-
I vro, comparega no prazo do seis dias para tratar
de seu embolso.
Precisa-se por aluguel de um preto ou ho-
. mem forro para o aervigo interno de casa de pou-
; ca familia : a tratar na ra Nova o. 51.
Seraphim Justino da Silva Peixolo vai ao
i Para.
Ra da Imperalriz o. 4, taberna, precisa-se
de urna ama para cozinhar.
Aluga-se um terceiro andar ; na ra Nova
, n. 23. loja.
! O l., 2. e 3. lomos das biographias de
i alguns poetas e outros homens Ilustres da pro-
|. vincia de Penaarabuco, com as poesas e mullos
documentos e ttulos inditos, e de grande iote-
; resse e aprego, pelo commendador A. J. de Mello-
t Em mo do autor.
Deseja-se comprar urna escrava para servi-
| go interno ; na ra da Imperalriz n, 18.
Hermenegildo da Costa, Brasileiro, segu
[ para fra da provincia.
ioo de Siqueira Ferro scientifica a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudoiiseu estabelecimento de fazendas
que tirina na ra do Crespo n. 15 para a
ra doQueimado n. 10, onde cootinua a
ter um completo sortimento de fazendas
de todas as qualidades.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por o#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendorecebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendorecebidoum sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recen temen te recebido um gran,
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arle
de retratar acbarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoavei*.
Os cavallieiros esenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Grande hotel em Londres,
2 Goldea Square.
F. A. de Oliveira ii C., tendo tomado o esta-
belecimento de J. G. Oliveira, e haveodo-o aug-
mentado -e roelhorado em todo o sentido, para
maior commodidade esatisfago dos hospedes,
asseguran aos seus amigos que venbam esta
capital, Belle cootlnuaro a encontrar iodo o ser-
vigo e bons officios, no que promettem esme-
ra r-se.
Traspssa-se o arreadamento do engenho
Frescodim, moente e correte, e que tem pro-
porges para safrejar mais de 2,000 pes anoaal,
ficando perto da estrada de ferro 3 legoas, e ten-
do boas obras. Arrenda-se com vinte e tantos
captivos de eochada, bois e animaes de roda,
vendendo-se a safra riada: quem pretender
pode entender-63 com o Sr- Bruno Alvaro Bar-
bosa da Silva, no Recife ou com o abaixo assig-
nado no engenho Cajahuss.
Haooel Barbosa da Silva.
Precisa-se de urna ama forra ou capitiva para
engommar, e para lodo e servigo interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador o.
37 segundo andar.
O abaixo assignado, proprietario do enge-
nho Frescondim, sito na fregaezia de Agua-Pre-
ta, vendo no .Constitucional n. 58 um annun-
cio feito pelo actual reodeiro Uanoel Barbosa da
Silva, declara, para esclarecimento dos que se
propozerem a tal negocio, que o actual reodeiro
so lem dous anuos de que pode fazer o traspasso
indicado em seu anouncio, por j se haver passa-
do os primeiros quatro annos dos seis, por que foi
arrendado o engenho.
Feliciano Joaquim dos Santos
Precisa-se de urna ama para todo servigo de
casa de pouca familia : a tratar na ra das La-
rangeias n. 14.
LAVADRIRA-
Na ra da Cadeia Velha n. 35 precisa se de
urna preta de idadee capaz, nicamente para la-
var, para urna casa de pouca familia.
Na ra da Cadeia Velha n. 35, precisa-se
comprar urna preta de boas qualidades para tra-
tar de meninos.
Charles L. Home, Ioglez, segu para In-
glaterra,
. Joao Correa de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume-
rosos freguezes e amigos que mu- @
dou a sua residencia da ra da f
Madre de Dos n. 6 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra- g
rao prompto para desempenhar @
qnalquer obra tendente a sua
arte.
ese @-sseeeeeeeee
Precua-se alugar urna escrava pa-
ra o trrico de urna casa de familia :
na ruada Cadeia do Recife n. 53, ter-
ceiro andar.
Ama.
Na ra do Rangel n. 73 se precisa alugar
urna escrava para o servigo interno e externo de
urna casa de pouca familia: paga-se bem.
Precisa-se fallar ao Sr. Oeodato Camargo
que morou no Campo-Verde, nesta typograpbia!
Precisa-se du um rapaz de 14 a 16 aonos d
idade paraeaixeirode taberna, que prove sua boa
cooducta, e que teoha alguma pralica ; no largo
da Santa Cruz o. 16.
Offerece-se urna ama para casa de familia,
e para o aervigo de portas a dentro : quem pre-
cisar, dirija-se a ra larga do Rosario, casa ter-
r68 n y.
R* Jeronima de Mendooca Pereira, vio va
do uado Marcelino Antonio Pereira, est proce-
deodo a inventario dos bens deixados por o mes-
mo .finado pelo juizo de orphos desta cidade.
escnvaoBrilo ; e por isso pelo prsenle convida
aos credores de seu casal a virem justificar seus
crditos perante o mesmo uizo.
Carlos J. Juslios, Thomat Polis, Luiza Hal-
le e tres meooraa, inglezes sequen) para a Eu-
ropa,
CONVITE.
Attengo e murta attenco.
Sodr C. convidam a todas as familias que
quizerem honrar com suas presengas a sala do
primeiro andar da ra estreita do Rosario o. 11,
por cima do seu estabelecimonto, a virem tomar
sorvete e outros gneros tenientes a confeitaria,
para que tem com lodo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, advervindo que serao servidas com toda a
promptido e pregos mdicos.
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parados em Paris (astinturas) por Ca- 8
tellan e Weber.por pregos razosveis. 9
Os elementos dehomeopalhisobra.re- |i
commendada intelligencia de qualquer ?5
|P pessoa. *
Aos Srs. caixeiros.
Um rapaz habilitado prope-se a ensinar aos
que se dedicam ao commercio, das 6 as 10 da
noile, a ler, escrevere traduzir as linguas fran-
ceza e ingleza, grammatica e analyse da lingua
portugueza, aritbmetica, descont*, reduego de
juros e medidas e cambios: quem de seu pres-
umo se quizer utilisar anouncie ou dinja-se a
ra do Cabug n. 3, segundo aidar, do meio dia
s 5 horas da tarde.
CONSULTORIO ESPECIAL H09E0PATH1C0
DO DOCTOR
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotes molestias :
moUitio* dos mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphUUicas, todas as especies de febres,
febret intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais eommodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr Sttino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos I
que o forem fra delta sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr.
Precisa-se de urna ama para o servigo interno
de urna casa, cuja familia composta de duas
pessoas : a tratar na ra estreita do Rozarlo, so-
brado n. 43 primeiro andar.
Perante o Illm. Sr. juiz de paz da freguezia
de S. Jos tem de ir em praga, no dia 17 do cor-
rente. 1 sof e 4 cadeiras de amarello, cujos bens
foram penborados porexecugo de Antonio Jos
Pereira Crnude contra Felippe Mara Bessoo J-
nior, por ser ultima praga.
A marqueza do Recife sientifica e roga a to-
dos os senhores proprietariosde casas desta praca
cujos solos pagam foro ao extincto vnculo oV
hospital do Paraizo, que venham pagar os foros
vencidos al julho de 1859, sendo que s dessa
data em dianle que deveiu pagar aos diversos
herdeiros com quem foram divididos ; igual pe-
dido faz aos senhores de engeuho que tambem
pagam foro que venham saldar os seus dbitos ai
maio de 1860, datas em que foram lulgadas as
partilbas e sobparlilhas.
Attenco. |
Francisco Xavier Pereira de Brito, so- O
lidiador da fazenda geral. tendo exercido j
por espago de 8 aonos o officio de solicita- *
dor de causas ua cidade de Porto-Alegre, 1
adquirindo por isso urna grande pratica, g
pretende aqu encarregar-sedo andamen- 1|
to de qualquer causa nos dilerenles jui- g
zos, despachar escravos e tirar passapor- If
les na polica, e promover cobrancas. E 55
como lem n corte sua disposigo um X
habilitado procurador tambem se encar- ja
rega de maudar agitar l o andamento de jjt
qualquer pretengo perante as serrtta- *
as de estado e thesouro, e de qualquer $
causa que teoha de seguir por meio de jf/
recurso para o supremo conselho. <0
Qualquer pessoa que se queira utilisar S
de seu presumo pode o procurar das 9 9
i horas da manha at as 2 da tarde na ra JE
X das Triccheiras u. 13, e fora destas horas |
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72 1|
A\iso.
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores vigarios, delegsdos, subdelega-
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se anda exis-
te e onde, o Dr. Jos Coelho de Olivei-
ra, filho do fallecido escrivo Coelho, en-
viem suas nformacoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialC. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-seha toda a despeza que se izer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratificar-se ha generosamente.
O bacharel Jos Joaquim de
Mora es Navarro propoe-se a en-
sinar alguns preparatorios :
quem quizer utilisar se de seu
prestimo dirija-se a ra Formo-
sa n. 51.
&
eogomma-se perfeitamenle na
Lava-se e
ra Bella n. 45.
Dr. Debroy. dentista,'successor do Sr. Pau-
loGaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar em Peruambuco no mez de abril ou at
junho.
Precisa-se de urna ama para cozinha e al-
gum engommado; na ra Novan. 16.

carpenter wilh Stseks for Ships-buildiug,
n lhe new Street of Hly Rita Where he <*>
can be fsund for all Works of his art. II
xmsmmass smm mmmmu
Precisa-se alugar duas escravas para veo-
der na ra : a tratar na ra de Sania Rita n. 27
egondo andar. ~ '
as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pmho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe- ?&iM'5iftJ* w^a. iMA<-'aMc
sim^srL^6 s 'rarem e p i & isTaS KSoTSPSSPS
assim marcado, embora tenham na lampe o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhjm, moente e corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes eommo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olana e seu respectivo forno.rasa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenla a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos asseotamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilago completamente
montada contigua a casa dp caldeira, com um .
alambique de cobre de conliouidade, com suasjj Prox'n:o futuro, ni ra da Imperalriz, ou-
respectivas garapeiras que produz urna pipa de |ltora aterr0 da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo aos F6"*'8. ude pretende vender muito em
arioaietro de Cartier, casa de purgar para rece- Iconla. como de costume, para agradar aos fre-
ber mil pes completamente arranjada. com dous j6uezes : vender muito e ganhar pouco.
tanques pare deposito de mel (de madeira de ama-I Precisa-se alugar duas escravas para ven-
rello). com dous couxos tambem de amarello ; der na^ra : a tratar oa ra de Santa Rita n. 23,
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da praga como de fon,
que tem de abrir novamenle o seu estabeleci-
mento de calgado feito na provincia no 1.* de
de Lima, retira-se
Jacielho Pereira Pinto
para a Europa.
Aluga-se um moleque de 10 annos muito
esporto e sadio, o qual serva para comprar e
servir em casa de familia por 11$ meosaes :
quem pretender dirija-se a casa n. 48, que achara
com quem tratar.
Precisa-se de 5:000J a premio sobre hypo-
theca de urna propriedade que se acha ivre e
desembarazada : a tratar oa ra de Aguas Ver-
de o. 102.
A pessoa que hypothecou nm moleque ao
reverendo Nicolao Teixeira, v levantar a bypo-
theca at o dia 5 deste correte mez, e do con-
trario nao ce entregar mais por se ter vencido
o trato no dia .18 de malo prximo paseado.
O abaixo assigaado tem tratado com o Sr.
Antonio Jos Teixeira a sua taberna oa ra do
Imperador n. 2, quem se julgar credor do mes-
mo aprsente suas cootas corrents do prazo de
3 dias do contrario ficaro sem effeito e oo se
admittir reclamago alguma depois deste prazo.
Recife 5 de junho de 1861.
Jos Pedro Marques da Silva.
Quem quizer alugar urna negra crioula e
muito moca propria para lodo aervigo dirija-se
ao largo da ribeira de S. Jos a. 1, esquina de
Santa Rite.
Quem precisar de urna boa ama de leite,
parida de poucos dias e sera filho, pode dirigir-
se a roa do Queioado n. 44, segundo andar, para I e nao qoizer restituir,
tratar. ,r 5 dias.
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
surar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armezem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todes es obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produego de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado pare animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1861,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As coodigdes e
lempo do arreodameato se combinar com quem
o pretender, que dever procurar aeu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vaeconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Afilelos, de manha at 1 hora da
Urde.
10#000.
Gratifica-se com esta quaotia a pessoa que le-
var ao hotel ioglez um cao de cor vermelha e de
bom lamanho, est com o pello rapado do meio
do corpo para a cauda, tendo na estremidade del-
la um frocozinho do mesmo pello, acode pelo
nome de Turk. Protesla-se contra qoem o liver,
Foi desapparecido i 4 ou
segundo andar.
Precisa-se de urna ama de casa forra ou
escrava. e que seja perfeila eogommadeira : Da
ra do Imperador n. 71, segundo andar.
Quem.precisar de um moleque bom cozi-
nheiro, dirija-se a loja da esquina da ra do
Crespo n. 8, que se aluga em conla.
Joaquim da Fooseca e Silva participa ao
respeitavel publico, e juntamente ao corpo do
commercio desta praga, que deixou de ser cai-
xeiro da casa do Sr. Jos Moreira Lopes desde o
dia 3 do correte.
Gongalo R. de-Almeids Leite roga a todas
as pessoas devedoras a seu finado pai o patro
Joaquim Rodrigues de Almeida a bondade de
saldarem seus dbitos at o dia 30 de junho cor-
renle : a dirigirem-se a ra do Pilar n. 115 psra
cujo flm, e Ondo este prazo o sero cobrados ju-
dicialmente.
No collegio de N. S. do
Bom Conselho precisa-se de um
cosinheiro e um criado para o ^
servico interno, preferndo se 3
escravos. s>
Aluga-se urna sala com tres quartos, pro-
pria para escriptorio, ou para familia por ter boa
cozinha : na ra do Queimado, loja n. 14.
Precisa-sede urna escrava para cosinhar
u'ma casa estrangeira na villa do Cabo, agradan-
do paga-se bem : a Iratar na ra do Trapiche
Novo n. 18, escriptorio.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
corpo de commercio que tem contratado por
compra a taberna do Sr. Jos Pedro Marques da
Silva sita oa ra do Imperador u. 2. quem se
julgar com direilo a mesma reclame no prazo de
3 dias. Recife 5 de junho de 1861.
Antonio Jos Teixeira.
Na audiencia do Illm. Sr. Dr. juz de or-
phos que ha de ter lugar no da 7 do crreme
mez, ha de continuar a arrematado do engenho
Brom por arrendamento, a qual foi ioterrompida
oas audieociaa do ultimo de maio prximo pas-
eado com as mrsmas condieges com que foi
principiada.


-I I
w
MIMO
?------MBBABO 8f0RHO 91 *4i.
Attengao.
A pessoa que na ooite do dia 4 do cor-
rate na ra. de Santo Amaro pegou
ana paca, se ttrer conscieucia e quizer
entrega-la dirija-se a mesma ra casa
d 32, que alem de ser generosamente
gratificada se Ihe ficara' grato, fcando
porm certo que se sabe quem foi; por-
gue esta va na taberna da ra Nova urna
pessoa que a vio ir pedir um sacco para
essefim.
Fortunata Candida subdita portuguesa re-
tira-se para tora do imperio.
Compras.
Compram-se moedas de ouro de SOFOCO "
na ra Nova n. 23, toja.
Compra-se una taberna no bairro da Boa-
Vista ou S. Antonio: quem tiver annuncie por
\3sle Mario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
ti a SO aonos, cabras ou negros na ra da Impe-
rareis n. 12 loja.
Vende-se on afaga-se a armaco 4a 1oja
da na Direita o. 46. tem commodo para familia,
e a armacSo propria para qualquer estebeleci-
meoto ; a tratar na oiesma.
< **
Cortes de calesa 3&>
Cortas de calcas de brioa trancado **
V muito fino de purissimo linho, com seda 0
m de listras e quadrinhos de cores xaa m
^ pelo baratissimo prego de 39 caa corte : :
na ra do Cabug loja n. 8, da Burgos 9
m Posee de Len. m
Largo do Carmo, quina da na
de Hortas n. 2.
lfi-Ria da Cieia do Recife-
16
LOADElTDDEZas
tm
Vende-sa macarrlo, aletria e talhsrim branco
a 200 rs. a hbra.,dlto aman lio a 400 rs.. mao-
toiga ingleza a 800 rs. a libra, dita franceza a
'20 : na mesma casa
38840 a arroba.
compram-se jornaes a
Vendas.
Contioa a estar para se vender o engenho
(Garaaiur. na comarca do Cabo, e par se arren-
dar o eogenho Santa Cruz na mesma comarca:
quem o pretender, dirija-se ao coronel Larae-
oh, que far todo negocie, at mesmo por per-
muta com ratas nesta praga.
Vende-se no armazem da es-
trella, largo do Paraizo nu-
mero 14,
oanteiga ingleza flor a 800, 7S0 e 640 rs., em
barris a 600 rs., bolacfeinha ingleza a 29800. e
im libra a 160 rs., espermacete a 680 em calza,
m libra a 720, queijos do vapor a I58OO e
15700, trelo a 3$ a sacca, palitos do gaz a 320 a
duna, arroz a 39 a arroba, e era libra a 100 rs.,
oucioho de Lisboa a 99 a arroba, e 320 a libra.
Admirado!
Na ra Direita n. 99 vendera-se queijos muito
frascos 25200, presunto muito novo 230 rs. a
titira, talhrim a 320 rs. a libra, eoutros muitos
gneros qne seria enfadonho annunciar-se.
Liquidado
IfRiia do Queimado d.2
Era casa de Mills,|
Latham ra da Cadeiaj
n. 52, vende-sel
m
m
4B
bar.
Na ra do Queimado n. 41, loja da quina da
Cocgregagao, alem de muitas fazeodas que admi-
ta pela baratea, menciona-ae as seguintos : cor-
tes de sida com babados com pequeo toque de
moto a 20, ditos de boa seda com 18 covados a
". 10e IJ3, seda de todos os padres, covado a
500 e 19, grosdenaples de cores muito encurpado
4 1(200 o covado, dito preto muito superior com
wuco mofo a 18500, lazinhss para vestido a 320
J-* cores a 298OO, cassas de lindos padroes a 160
43 200 rs. o covado, chitjs francezas. lindos pa-
tWs, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs.,
4itos estreitos, tintas fizas a 160 rs. o corado, al-
baca de seda, delicados padres, a 400 rs. o co-
vado, cazaveques de cambraia muito finos a 69,
titos de mussulina a 10$. ditos de seda superior a
46jj, eapotilhos de suda a 6$, de retroz a 4J, ca-
isiohas de cambraia para senhora a 15, cnapeos
49 e 45500, para senhora a 6S, e martas fazeodas
ajee so a vista se admira.
A200rs.
Grvalas de seda de cores; na ra do Queima-
4o o. 47.
A 2400.
Cortes de sede para aleles preto e de coree :
om ra do Queimado o. 47.
A lJiOO.
Chales de laa pretos : na ra do Queimado nu-
mera 47.
A 480 rs. o covado-.
Caneas de cores pira calca ; na ra do Queiaea-
4s*Jf.
A i#.0O.
vralas desetim preto ; na rus do Queima-
oa 47.

10. loja de 4 portas.
Vende-se as seguiotes fazendas por J
4& menos prego do que em outra qualquer 9
g parte, como sejam : Bj
? Chitas francezas cores xas a 220 e 240 2
? Cortes de cassa franceza a 2*000 *%>
rjfe Chalys de apurado eosto covado a 500 &3
Cambraia de seda dito o corado a 440 **
Mimos do co dito o covado a 400
4? Chales com palmas de soda a j
ft 13600 e 29000 m
L Camisinhas de cambraia bordada
W para baplisado a 59000 W
4J Ditas de dita para senhora e com ft
.A, golnha a 3(500
Chitis inglezas cores fizas a 160
$ E-guio de puro linho a vara a 800
j>$ Cambraia lisa muito fina a peca a 5S00O te
Chales de merino bordado a 59OOO g
Ditos de dito liso a 39300 e 4f000 #
Mantas de setim lavrado para se- ftft
nhora a 1J600 X
Meias para senhora a 3J, 3J(500 e 4aC00 2
Dil-s para meninas a 2J800 e SfMO
Chapeos de sol de seda para se- f
0 hora a 3*500 e 4g000 W
Guardanapos adamascados a du- t/.-
da a 2c5(H) e 39000 %
Tonlhas de linho a duzia 59OOO j
Riscadinhos de linho o curado a 160 9
Corles de brim de linho de cores -*$
a 23500 e 2g800 m.
Ditos de meiacasemira a 19280 e I96OO 1
Panno azul fioo corado a 13280 e 1J600 V
Dito preto dito dito a 39500, 4 e 5f0D0 6
Cortes decasemira prela a 59 e 68000 2
Cort.'S de dita de cores a 49 e 59000 9
Cortes de velludo para collete &
a I96OO e 2000 S
Ditos de gorguro a 1JJ600 J
Brim branco de linho trancado a 1/000 ^
Paletots de brim de cor pardo a 91-100 fl|
Ditos de dito lona a 4J500
Ba do Crespo
j* o. 25, de JoaquirnTerreira de S, vendem-
ae para fechar cootas as seguiotes fazendas por
oteaos muito baratos: pecas de cambraia lisa fi-
na a 3, cortes de casemira a 395O0, pecas de
babados largos e muito finos a 3-*, seda de qua-
4cos anudo a 800 rs. o corado, chitas largas de
cores escoras e claras a 240, cassas de cores bons
Kistos a 240 o corado, organdys muito finos a
500 rs., i>ecss de ntremelos bordados a 320 a
.ara. gollinhas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e l a 23, bramante de algodao com
3 palmos de largura a 19280 a rara, sobrecasacas
d panno fino a 20 e 25$, paletots de panno e
"semita a I69 e 209. ditos de alpaca de 3/500 a
79, ditos de brim de cores e brancas de 3g a 5g,
calcas de casemira prela e de cores de 6 a IO9,
ditas de brim de cores o brancas de 2J500 3 59.
salletes de casemira de cores, e setim preto a 59,
camisas de fusto brancas o decores a 29. cortes
le cassa de cores a 29. cassas pretas a 500 rs. a
vaca, camisas de meia a 640, merino de cores
ocoprio para capas do senhora a 800 rs o cova-
do, assim como outras muitas fazendas, ludo
muito barato para acabar.
Vndese por todo
preco para ac-
Champagne.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
Dito de Lisboa branco e tinto em
barris de 5*
Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de linbaca.
Azarcao.
Tintas preparadas a oleo.
Verdete de Pars.
g Dito composto.
@ Amarello dito.
Sulphato de ierro.
5 Pedra-hume.
9 Linhas em novello.
Panno de algodao para saceos.
5 Ancoras e cotrentes de ferro.
Um sortimento de ferro inglez.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada. de un: aroma ex-
celentemente agradavel Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se bauha o rosto. resolUndo disso que
u a Ch e C0D?erv* "Kf da cutis, com especia-
lidade dassenhoras ; assim como para se deitar
D agua de banho. que o torna mui deleiUvel. re-
suiando alein de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse hlito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambera tem a pre-
cosidade de acalmar o ardor que deiza a navalha
quando se faz a barba, nma rez que a agua com
que se lave o rosto teoha della composico. Cus-
a o frasco 19. e quem aprecia o bo'm nodeizar
ceriamente de comprar dessa estimare! agua am-
breada. uto na loja d'aguia branca, na ra do
^Za2.i6' Unica *ar,e onde "har.
Gurgei A Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. 23.
BECEBERAM vestidos superiores de
blonde com manta, capella, saia de se-
tim, ditos moderaos de seda de cor di-
tos pretos. ditos de phaotasia. dito's de
a cambraia bordados, lindas laasinhas. fi-
S "o. tarlatana, sedas de quadrinhos, gros-
tf denaples. moreantique. cassas. cambraia
i d* cores mullo superior, sintos. enfeites
|| noros manguitos, chapeos, manteletes.
i* l\T"S' cap8s mod,!rns d8 gorgurao e de
K fil, pulceiras, toques e extractos de san-
tt dalo.
iFoDsecadSilva.
Sabo inglez o melher que ha no mer-
cado de 200 $00 ra., aljofares bonitos
gostos a 600 rg., eapelhos pequeos don-
rados a 800 ra. a duzia, apparethos pa-
ra brlDquedos de criaacas a 19, 2 e 3fi
|daum, mcovm para unbas de 800 a
19 c-da urna, ditas para denles de 400 a
5ZL"M.baBdel" Plenas de 19 a
1$500cda urna, penles de tartaruga
virados 5|. 6. 7J e 89 cada um, en-
feites de vidnlhe a 1 $800 cada um br-
reles de dito a 1*200. froco de aeres a
200 rs. a peca, filas de velludo cn 10
varas a 800,1g e 19200 a pe?a, esceocia
de sabao para tirar nodoes s 19 o ridro,
peales para atsr cabellos a I9400 a du-
zia. cauas de raz so rudas a 1*400 a
duzia. cartas (ranceaa fiaas 3J a du-
na, ditas portuaneta* I98OO. caivetes
ara fructas a 4g a dwna, ricas cairas !
( cora apeaos cootenda Mrfumarus pro-
pnaa para toilets de sanhoras a 6J e 8S
cada ama, bahozinbos de titea a 59,
I caixiohas de ridros com ditas a 29500
cada urna, rgolaa douradas a 1&500 a
duzia, dados a 19500 a bala, peales fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros coa penoasde ac a 800 rs. a du-
zia, colheres de meta'l principe para ti-
rar sopa a 2? cada ama, ditas pequeas
para cha a 29 a duzia e para sopa a
49500. penles de bfalos amarellus a
4500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
29500 a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia. ditos de
osso a 310 rs.. ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phaotasia a
400 rs. a duzia, alQoetes de caneca cha-
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso. pioceis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carteira a 19 a du-
zia. caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapalos de tapete para homem e se-
"*2 1S Par, ditos de pelucia a
19500, apa re ho de porcelana para ditas
pessoas a 69, jarros com pomada a 3S
o par, escovas tinas com espelhos para
cabellos a 1 cada ums, agua do Orieo-
^enrl^'w8""/*' dUa >>gnea
zffwu e 49, bengalas superiores de 19 a
19800 cada urna, e muitos outros arti-
gos que seria enfadonho enumera-los.
os quaes se vendem por precos os^nai
baratos do que em outra qualquer parte
aiH3&
Cortos de meia casemira de nma se cor, fazen-
l superior, peto baratissimo pre$o de 29 cada
: m roa do Quemado n. 22. na loja da boa f.
A 12^000
a dimane tealhss felpees suparia-es ; na na
o Queimado n. .22, na toja 4a boa fe.
Extractos, banhas,cosnae-
tiques, e oleas, de Lubin
para lencas,e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se encootra as per-
fumarias cima do bem coohecido fabricante Lu-
mn; e bem assim finos extractos, banhas & S
de outros fabricantes tambera de fama como Coa-
ray, Piver &. Bmfim quem se quizer proer de
boa perfumaria dirigir-se a na do Queimado
n. 16 toja d Aguia Branca.
Reogos
?ende-ss em casa de Johnston Pater & C.,
rus do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
tuu variedade de bonitos trancelins para os
mesaaos.
Guardanapos rara mesa
a 35 ra. a duzia ; na ra do Queimado a. i, na
toja da boa f.
Vende-se urna carroga bem acabada e que
pega em qualquer peso que se queira arrumar, e
foi1 tena de encommeoda, e para ser puxada por
)is, propria para qualquer negocio de ense-
na.ra dolPasseio, loja n. 7.
nho
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
efeitesde continha, como dourados, e de lindas
fitas e tirelas, o mais Ono que se pode encontrar
isto na loia Agoia de Ouro. ra do Cabug n. 1 b! '
Bramante superior.
Vende-se bramante de I abe hantoarta sml.
wco de 29400 rs. a vara : a a roa de Ouemado
22, na loia da boa f.
Chales de merino ,
r'd'bee5005 "* "'" d QaeMd0 *
GraTtinhas estreitas.
M?ntt?TmVton* w"i** tratos de
rf' A9fmM como de core,> Pel> baratas-
Atoalhado de linho
c-mduaa larguras a 29660 a vara ; oa roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
(Jera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha naste genero : na ra da Cadeia do Re-
nte, loja n. 50.
Balees
Queimado n. 22, loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
24.
de amarello, a louro por
n
Vendem-se taboas
precos raieaveis.
Atafcft^IiV
Da
Grande pechinclia.
PALETOTS SAC .OS de casemira ingle-
za a 109, ditos a 159. ditos de alpaca mais
tina a 69, sobrecasaco de panno a 209 249
e muito boas a 409. caigas de casemira a
99, botinas de Mell a 1?9 e ingleza a
109. chapeos francezes a 89 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
S Sem igual.
X SAIAS balao muito boas de todo tama- 5
* nho a 4, toras de Jouvin de todas as M
X cores e brancas pregos fixo 2J500, sapa- !
tos de tapete ede tranca a I928O. colchas ||
ra grandes de damasco de la e seda a 69, 5
H de algumas destas fazendas existe urna' M
i pequea quantidade por isso as pessoas A
JE que quizerem com tempo dirijam-se a ra 1
o da Cadeia confronte ao becco lareo loia 5
o. 23.
aguise* $*5*e fefene^S
INDICIO LOWDfOW,
Ra da Senzalla Nova n.42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortimento da moendas-emeias moen-
das para engenho, machinas ds vapor e taixas
te ferro batido e coado, da todos ostamanhos
para dito,
Vende-se uraa grande casa terrea no lugar
denominado Caldeireiro da freguzia do Poco da
1 anella. com 30 palmos de frente. 4 quartos, co-
zinba fora, qaarto para escravos. um grande
quintal plantado de oras e excelleotes arrores
rucliferas, urna grande
Fazendas,
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
Cobertas feitas.
Cobertas de chita, gesto a chineza, a I98OO.
Lences de linho.
J-enQes de panno de linho fino peto preco de
19900.
Cortes de casemira.
Finos cortes de casemira para calca a 59.
males.
Chales estampados pelo barato prego de 29500.
Chita franceza.
Chita franceza escura a 220 rs. o covado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 covados a 29.
Algodao monstro.
agoa, assim como out
ada cacimba com muito boa 'com 8 palmos de largo a 600
Ira casa de taina com muilos 1 1
10a
commodos, urna estribara, sendo o terreno de
ambas proprio e unido, tendo o mesmo compri-
men to : quem pretender, dirija-se mesma. que
achara com quem tratar, a qualquer hora do dia
rs*
Vinhos engarrafados*
Industria Pernambucana.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
onde se vender em grosso e
a retalho pu* menos preco
que em qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem. a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
eontem.
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Garcarellos.
Arintho.
Bncellas.
Halvasia, em caixas de urna duzia da garrafas :
na ra do Vigario n. 19. primeiro andar.
Algodao monstro
de duas larguras a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na toja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que hariam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de to necessaria agua
balsmica, que ella acaba de chegar endita toja
onde somente a encontraro. Quem tem usado
dessa agua sabe perff itamente das virtudes della,
e quem de novo comprar acbar que duas a tres
gotas della em meio copo d'agua pura, e com ella
eslregando-se os denles, e larando-se a bocea, os
alreja, lirra-08 da carie, fortifica as gaogiras, e
acaba o mo cheiro quando ha dentes turados : o
preco continua a ser 19 o frasquinho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado n: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinba, bolachinhas, doces etc. a
19 cada um : na ra do Queimado, loia da aguia
bsanca, n.
Farinha a 1:600 a
sacca,
fazendo-sa difirenos neste pre$o a quem com-
prar de 100 saccas para cima.chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
a. 15,trapiche Baro do Livramealo.
Toalhas para mos
a 6j duzia : na ra do Queimado a. 22.na loja
da Boa f.
Ruada Senzala Novan.42
Venda-se em casada S. P. Joans ton & C.
sellinse silhes nglezes, candeeiros a easticsas
bronzeados, lonas nglezes, fio de vala, chicots
para carros, e monuria, arreios para carro da
am a dous cvalos relogios da ouro patenta
nglaz.
rs. a rara.
EAU MINERALE
NATURAIXE DE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n.22
A ni ndoas conf eitadas
a !$ a libra.
Proprias para sorbes de 5. loao
vende-se tanto em porjoes como a retaEho unicameiite
armazem 'rogresso, largo da Penha a. 8.
Lencos para homm.
LeDeos brancos para algiaeira a I96OO e 2400
a duzia. ditos para meninos e meninas com barra
a 160rs. cada-uro.
Toallas de fustao.
Toalhas de fustao com 5/4 peto barato preco
de 500 rs. cada urna. *
Esteiras da India,
de 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
cama.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejss, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahlr.como para theatro, baile,
etc., custa cada caixinba 25, e barato pela su-
perioridad* da qualidade, alem de serem mui
noros como sao, o que os torna preferiris : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Oueima-
do n. 16.
Gapellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca receb.u novas e delica-
das capellas de flores nas para as noiras, e as
est rendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira toja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Acaba de
chegar
ao rovo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazeodas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume.assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,185. 209 e a 249
ditos de casemira de cor mesclado e de
noros padroes a 149.169. I89. 209 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,12J> e a I49, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89. 109, el2$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a I29
ditos de merino de cordo a 12$, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159
ditos de alpaca preta a 79. 80, 99 e a 10'
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha d
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500. 49
e a 49500, ditos de fusio branco a 49,
grande quaotidade de calcas de casemira'
preta e to cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49. diUs de brim de cores
unas a 25500, 39. 3500 e a 45. ditas de
brim brancos finas a 49500, 55. 59500 e a
9. ditas de brim tona a 59 e a 65. colletes
de gorgurao preto e de coras a 55 e a 65,
ditos de casemira da cor a pretos a 4550
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45
ditos de merio para lulo a 49 a a 49500'
caigas de merino para luto a 45500 e a 55*
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
nafa eda cor a 55. 69 e a 79. ditas ditas
de brim a 2J. 39 e a 39500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, ditos de alpaca a 39
sobrecasacos de panno preto a 129 e
14, ditos de alpaca preta a 59. bonets
para menino de todas asqualidadea, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos restidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 125. ditos de gorgu-
La0 de 2T ede l 59 e a 69. ditos de
Dnm a 39, ditos de c*mbraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommeoda de roupas para se !
mandar manufacturar e qu para este fim '
temos um completo sortimento de fazen- i
das de gosto e urna grande officina de al- '
faiate dirigida por um hbil mestre que I
pela sua promprido e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
grande sortimento.
45 ftoa Direita 45
Qeal aera a joven e linda pernamtucaoa, que
nao procure animar este eatabelecimeato man-
dando comprar urna botina de gosto? Qau a
mi de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qaal
9 cavalheiro ou rapaz do positiro, que nao quei-
-e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao vendido so nao por 10. 12 en 14 ?
atteodaaa ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joljl e brilbenlk.
com lago, de lustre (superfkaa).
com lago um pouco menor. .
sem lago superiores. .
> aem lago nmeros baizos. .
> sem lago de eftr......
Sapatos de lustre. .....
Meninas.
Botinas com lago.....
59560
59500
59000
sjjoeo
seo
49000
19000
40400
49000
aaaoe
m lago......
para cnaogas de 18 a 20.
Homem.
(Nantes) lustra. .
(Fantonjcourodeporco inteirissas 10SOOO
(Panien) bezerro muito frescaes. 98590
diversos fabricantes (lustre),
inglezas ialeirissas.
gaspeadas. .
prava 'agua. .
Sapates.
Nantes, sola dupla.....:
urna sola.....
para menino *5 e .
Meio borzeguios lustre.....
Sapates lustre. ....
o



10J000
98000
99000
69500
89500
59500
59600
30500
69000
59000
29OOO
t500
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos ....
Francezes muito bem fritos. .
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco edo rerdadeiro cordado para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro fraocez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc.. tudo
em grande quantidade e por precos inferiores aos
de outrem.
Na ra Direita n. 76, rende-ae um cavallo
russo. bonita figura, andador debaixo a meio
fem carnudo, proprio para rjagem ou carro,pois
ja foi experimentado em urna e outra cousa.
Vende-se um estabelecimento de chapeos
na praga da Independencia; a praso oa a dirrbei-
ro, como melhor oonrencionar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e oome em carta feicha-
da na mesma Praga o. 6cS.com inicial F se
nao ae declara no mesmo annuncio o dito esta-
belecimento porque existem peredorespelo matto
e pode prejudicar os interesses do dono do
mesmo.
Vendem-se_ globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer pane : na ra larga do Rosario, n.34.
Vnde-se urna porcao oe barrisvasios: no.
pateo de S. Pedro, n 6.
Sapatos de borraeka a i $500 :
na loja do vapor ra Nova n.7.
Potassa da Russia e cal de
Bj|
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Koskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
escolente gosto.
Luvas despeluca enfeita-
das para noivas.
Aloja d'Aguia Branca acaba de reeeber pelo
rapor francez, as finas e bonitas turas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo aotigo e baratissimo prego de 59000
o par: oa dita tola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu eramente
um bello sortimento de bonitos babuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros; e os esl ven-
dendo baratamente a 25000, 39000, e 4000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 fraaquinhos
a I35OUO, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & i a 29000 urna: na
dita toja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
Novoscinteiros
com fivelas esmaltadas.
A toja d'aguia braaca recebeu tambem pelo va-
por fraocez noros cioteiros coa bonitas fitas e
relas esmaltadas, moldes inteiramente noros e
agradaveis, e os est vendendo como sea costu-
ras pelo diminuto prego de 49; era dita toja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Para loto.
Cassa preta fina com sal picos ou flores brac-
os ra do Queimado n. 22,
jogo de grammaticas france-
a tratar na roa da Madre de
eaa a 500 rs. a vara
loja da boa f.
Vtrnde-ae um
zas, autor Burgain
Dos n. 6.
Calcado barato
Na loja n. 39 da praga da Independencia ven-
dem-se por baratos oregos os seguinlee calcados;
Borzeguins para homem a 3 e 79.
Ditos para rapaz a 39.
Ditos para senhora a 2 e 49.
Ditos para menina a 19.
Sapalos rasos de lustro para bornea a 2, 3S e
Sapa Uto* de lustre para homam a 35&0O.
Ditos de,dito para rapaz a 39.
Sapalos to tranoa a 18200.
Ditos de lustre para senhora a 600 rs.
Ditos de marroquim para crianga a 500 rs.
Sapalos deborracha a i$.
Assim como out/os calcados que sa veodero
por muito barato preco.
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E' chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente econmicos, sendo das
quahdades seguintes : para sala de jamar, sendo
de pendurar. de muito bonito gosto, ditos mais
abaixodo mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar era parede. com o augmento de rererbero
equiralente a 16 reas de espermacele, ora in-
vengao, pnmeira vez rinda a este mercado ser-
vem tambera para todos os senhores de eneenho
que quizerem ter urna boa luz. ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozioha ou salas inte-
riores, todos per muito baratissimo prego, e mui-
to deverao economisar os senhores que compra-
ren!, foroecendo-se sempre todos os preparos
para os mesmos candieiros que forem comprados
nesta casa ; assinr como se pode assegurar aos
assigoantes que nunca fallar gaz neste deposito
da ra Nova n.20 toja do Vianna.
Vendem-se duas escravas crionlas, sendo
urna dellas costureira e para todo servigo do-
mestico, outra do serrir.o de casa ; na roa do
Pilar n. 143
Vende-se urna bonita mulata que sabe co-
zinhar e engommar : quem a pretender, dirija-
se a roa da Aurora o. 62, sobrado.
Na ra do Imperador n. 28, vendem-se e
alugam-se em pequeas e grandes porgoes supe-
riores bichas hamburguezas por prego commodo.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vaporfraooez ama pequea porcao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as esti
vendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antea que
se acabem. pois so as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16. '
Vepde-se um carro de 4- rodas
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nl-
le poder sentar-se quatro senhoras em
maefaucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus bales, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Qu'mteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Ca margo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excellente casa terrea com ao-
Uo na cidade ao Araraly. sendo na melhor ra
de coamercio a tratar naquella com os Se*. Car.
gel & Irmo, nesta na roa do Cabug loja
o. 11.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recito n. 12, ba para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade. assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Cheguem ao barato
O Preguiga ost queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira oscura infestada propria para al-
ta collete a palitots a D60 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 3JP,
49, 59, e69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 a 8f, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 89500, ditoslisos
cosa franjas dr seda a 59, lengos de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias muito
fina para senhora 49 a duzia, ditas de boa
qualidade 3o 89500 a dnzia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, para eoberta a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 59900 i
pega, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho 19, 19290 19600 vr, dito p*,0
muito encorpdo a 19500 vara, brilbantin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diferentes
edres a 360 rs. o covado, casemiras preus
finas a 29500, 39 39500 o eov.do, embr,i
prata 11 de salpico? ,500 rs. a var, ontrs
unas fazendas qua se far patente ao eompr
dor, a da todas sa dario amostras coa oonho
LliXO G V4IDAM
Drama em 5 acto*
no
Sr# Ut*. MaeeAo.
_ Acha-se venda a livraria dos Sea. Gaiaut-
raes dtOliveira, ra. do Imperador a. 54.
t


DlkMO 31 YMAMMJCfe SAMADO**
M11S81.
a 8,000
Veedem-se do armazem de Moreira AFerrei-
r, roa da Madr de Dos n. 4.
wmw&K tmm^am mnkmsx
ii
4 (ana triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DI
Guimardes Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelioas depa-
Iha e de seda para senhsras, manteletes
pretos rica meo te bordados, ditos de co-
res, anidas de baile,saias a balo de di-
versas qoslidades, satas bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas frao-
cezas muo bonitas e linas, enfeilea de
diversas qualidades para eabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
lodos proprios para senhora.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, serouUs, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos. calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver f
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
** rtnw vmrm vcv WWW WWWWWW WWWWBWJK
Aos tabaquistas.
Lencos unos de cores escuras e fixas a imita-
cao dos de linho a 50 a duzia ; na ru do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se mnito bons chapees de sol de seda
com cabo de canoa, pelo baratissimo prego de 69
cada um : na ra do Queimado u. 22, loja da
boa f.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem tostemunhar as virtudes deste remedio
iucomparavel a provar era caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu arpo e
membros inteiramente sios depois de havar era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatan, todos os das ha muitos annos; e a
maior parte deilas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernee, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospiues, o lee i
deviam soffrer a amputaco 1 Dallas ha mui-
cas quehaveodo deixado esses. asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
raco dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren: sua a firma-
tiya.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante eonfianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/3
vara da Urges a pavona para veetidee, pelo bui-
tieoimo preco de S0O ra. a vara: na ra de Qaei-
mado d. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-sesuperior fil-de linho riso muito fio
a 800 ra. a vara : aa ra do Otaeitrodo n. 22. a
loja da boa fe.
Tinta azul que fca preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
zj. tul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na raa do Queimado, loja d'a-
faia branca n. 16.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca receben os bonitos pan-
tea de gomos volteados para segorar cabello de
meninas,eos estl vendendo a lg.500 : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado a. 16
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3j>, (nesee genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambera bordados a I96OO e 2&. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; Mn brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : tado isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegoo o prompto
alivio,
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de eabeca.
das costas.
dos membros.
Enfer mida des da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
In chaces.
Inflammacao do figado.
Inflainmacio da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna.
SupuracSes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernas
Vende-se este ungento no estabeleeimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Veude-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna inslruceao em portugus para explicar o
modo 4e fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaeautieo, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambueo.
Pomada franeeza a
6a rs.
So n loja'de fazendas da ra do Cabu-
t n. 8, de Burgos Ponce de Len, ee es-
tavendendo comestiqae a 60 rs. cada
p excsllenta para alisar e lustrar ca-
bellos.
Veiden-se cylmdros americanos para pa-
daria, notamente chegados, por precos commo-
dos ; a ata- na ra Direita n. 84.
Loja das seis portas en
frente do Livramenlo.
Eoupa feita para acabar,
PaMots de panno preto a 22, fazenda fina,
calca de caseoira pretas e de cores, ditas de
brmade-ganga, ditas de brim brauco, paletots
da bnmante a 49, ditos da fostao de cores a 4f,
3, ditos de alaaea preta saceos e sobrecasaeos,
cotietes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorpirvo de seda, grvalas de linho as mais mo-
perias a 200 rs. cada urna, collarinbos da linho
da aliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manhi ateas 9 da aoite.
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C, de New-York Acham-s
venda na ra da Imperalriz n. 12. Tambera che-
garam as instruccoes completas para se usaren
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
da procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1*000.
SABA.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aes
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades por rooor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Loja das 6 portes
EM
Em frente do Livramente
Levas d torcal a 800 rs, a par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 228
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores segaras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2J,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 18400 a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Vende-se excellente farinha de Porto Ale-
I gre, eosaccada, e a prego muito commodo : a hor-
do do patacho brasileiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodo. ou no armazem
de Joo Ignacio de Avilla no Forte do Mallos.
Vende-se urna oegrinhadel4 annos, muito
bonita e innocente, e bem principiada em habi-
lidades : na ra da Cadeia Velba n. 35, se dir
quem vende.
PH\H.UMBMTH0LOIE0
Raa larga do Rosario n. 36
Rob l'Affecteur.
Filulas de Allexoo.
Pilulas americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
Taixas.
Na fundigo da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sorlimento de taizas para eoge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no metmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na raa da Cadeia do Recite a. 7, veade-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
vindo a este mercado, e por isso de muita ulili
dade aossenhores fabricantes de velas, alteudedo
a qualidade.
Algodo da Baha
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no escriptorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muito pro-
prii para saceos de engenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Lettao
Jnior.
Avadado.
Madapolo largo e fino com pequeo toque de
avaria a 39500 e 40, dito muito fino a 5 a pega :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Vende-se.urna armaco boa para qualquer
negocio com seus perteoces e alguna gneros, a
dinheiro ou a prazo : na ra Direita n. 31.
Devoto Christo.
Este livrinho alem da doutrioa christa, modo
de euvir missa, canfessar-se, orages para- viver
honestamente, tem as novenas para todos os sao-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de-San-
to Antonio, ludo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, multas oragoes a Nossa Sa-
nhora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: ven-
de-so nicamente na livraria ns. 6 e 8 da praga
da Independencia, a 800 rs. cada exemplar.
Farello de Monti-
vido
a 4#asacca, muito fino e gomado, igual 6 semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
maea; para acabar: no largo da Assembla n.
'Si trapiche Bario do Livramenlo.
Attenco.
Ra roa do Trapiche o. 46, em casa de Roetron
Rooker & C, existe um bom aortimento de li-
nbas de cores e brancas em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoavoia.
Na roa dos Trincbeiraar n. 29, ha para veo-
Jer-sa urna machina de costura em muito boa
estado e por preco commodo.
Importante
Atso
Na loja d;4 portea da raa do Queimado n. 39,
aeha-se um grande armazem com todo o sorti-
mentode raspas (pitas, para cujo fim tem mon-
tado urna offlein de alfaiate, estando enrarrega-
do delta um perfeito mestre vindo de Lisboa, po-
ra desempenhar toda e qualquer obra qne se Ihe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pesadas com especialidade os
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos cem superiores preparas
e muito bem feitas, tamben trata-se fazer o (ar-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiabas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de oaro ou prslt, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
condecidas at bojo, assim como tem mnito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franeeza. Na roesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
franeeza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
qae por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimenlar.
E pechiDcha.
cortes de riscado francez a 28, covados do mes-
mo a 180 rs. .- na ra do Queimado o. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estrella que as
torna mui mimosas a 800 e 1$ a vara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeiles de chapeos, cinteiros para criangas, lagos
para cortinados, froohas e muitas outras cousas ;
comprando-se pega se far algum abate : na ra
do Queimido, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarssavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melborados
com noves
aperfeigoa-
mentoa, fazendo paspento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulbas, re-
trobes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. A su-
periuridade de tal graxa j coohecida por quem
tem usado delta, eser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Eerragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O propnelario do estabeleeimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joo, que por sus barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesia praga,
rico sorlimento de-facas, garlos ecolheres de to-
das as qualidades. e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar oulro.
mmmmmmm mmmm mmmm
I Para a chiva. S
Vende-se muito barato artigos e gut- si?
p ta-perche (borracha) : na ra Nova nu- g$
jsa mero 43. Z
Giuk danapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deleitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, paraoservigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Liquidaco |
|Rua do Queimadon. I0.|
Loja de 4 portas, vende-se: 2
Superiores chapeos para senhora
J a 12,000.
^ Superiores cortes de fil bordado 2
pira vestidos desenhor.aalMe m
2 15,000.
f Superiores cortes de seda preta \
para vestidos de senhora a 40$ S
e 50,000. S
^ Superior velludo de todas as co- \
res o covado /f. S
Na rus do Queimado n. M, quina do Con-
gregado, vendem-se paletots decasemira, alpa-
ca e riscado, por todo prego para acabar, caigas
decasemira pretas e de cores, colletes de aetim,
casemira e fusilo por matado do sou valor :* ap-
proveilem antas queie aoabem.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Cabuga n. 1B.
Vendem-se massiaho de coral muito fino a 500
reia o masao.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendea-ae palmatorias de latao para velas a
400 rs. cada urna : na roa do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
, E' de graca.
Ricaa chapellnas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucat. '
Cortts de vestidos bron-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortea de vestidos brancos
bordados coro 2 e 3 babados a 58 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da "boa f.
(ies k Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharan: graode porgo de duzias das me-
lhores camisas inglezas teda de linho pregas lar-
gas, qae esto vendendo por barato prege come
coslume para bem servir aes freguezes.
wmsmmtm Fazendas e eras feitas.! Fal'inha
Attenco
Fazendas e roir-j
| pas feitas baratas
NA LOJA. DE
S48
- Ra da Imperatriz48]
JBHto a padaria franeeza.
Sortimento de paletots de alpaca preta
e de cor a 3J500 e 4, ditos pardos a 5$.
ditos de brim de edr a 3S500 e 4$, ditos
de Ranga de edr a 3J800, ditos de brim
pardo a 395110 e 4, ditos de meia case-
mira saceos a 5g500 e 6^, ditos de alpaca
amarella a imilscao de palha de seda a
4, ditos de bramante brancos a 3{500 e
4g, 49500, ditos de casemira muito finos
saceos a 139, ditos sobrecasaeos a 159,
ditos com golla de velludo a 200, de al-
paca preta superior a 10j>. ditos de pan-
no preto a 22 e 2*, colletes de fusto
branco a S8500, 3u e 3$50O. ditos de gor-
gorao de seda a 4J500 e 5j, ditos de ca-
semira preta e de cor a 5]J. ditos de se-
tim preto a 4509 e 58. ditos de velludo
preto e de cor a 8*. 9 e 10f, calcas de
casemira preta ede cor a 4*500, ditas fi-
nas a 89,9$ e 109, ditas de brim de di-
versas qualidades, ditas de ganga, ditas
de prioceza preta, diversas qualidades de
roupas para menino, camisas francezas a
19500.198OO e 25, ditas finas e de fusilo
a 295OO, chapeos francezes de diversas
qualidades e pregos. ditos de sol de seda
a 69500 e79. E outras muitas qualida-
des de fazendas e roupas feitas que seria
iO enfadonho mencionar.
mvmmiwim sis msmvammm
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que se acabem : na rna do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Em casa de N0 O. Bieber
C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edinburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
DESTINO
DE
Jos Dias Brandlo.
5Ra da Lingueta 5
O novo destino torra gneros por menos de seu
valor: superior manteiga ingleza a 19 a libra,
dita franeeza a 700 rs.. cha preto a 19400, pas-
sss a 560, conservas inglezas e porluguezaa a
700 rs., aletria, talharim e macarrao a 400 ra. a
libra, toucinho de Lisboa a320rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 rs latas com peixe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 59 a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
698OO a duzia, tanto em garrafas como em meias,
emlhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
spermacete de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a I95OO rs-, vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-los, que do contrario se tornare enfa-
donho aoa freguezea. (Dinheiro vista.)
Banha transparente e
eleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba'de receber a bem
coohecida e apreciada banha transparente, a qual
per sua frescura e bondade setem tomado esti-
mada e prefervel;. aacim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Estes e outros objectos que dita
loja receba de sua propria encommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elles se
Eio confundan com os falsificados, que por ahi
a, todos os frascos teem um rotulo dourado que
dizLoja d'Aguia Branca, ra do Queimado mi-
smo 16.
Sitio venda.
tOUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
I Veade-se um sitie em Santa Ana, tendo Kte
I casa com cinco quartos, duas salas, sala de jad-
iar, etc., etc., estribara para seis cavsllos quar-
tos para serventes, etc.. baixa de capim, exced-
ientes ructeiras, cacimba com bea agua para be-
ber, e tanque para banho: os pretndeme 00-
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualoaer
da e hora e para tratar, dirijam-se Saanders
Brothers d C, praga do Corpo Santo, a. 11.
a
LOJA E ARMAZEM
DB
IGes k Basto!
Na
nua do Queimado
I n. 46, Trente amarella.
Constantemente temosumgrandeeva-
nado sortimento de sobrecasacaspretas
e panno e de cores muito fino a 2*9,
8S e 359, paletots dos mesaos pannos
a 20$, i-% e a4g, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 a 18J, casa-
cas pretasmuito bem feitas ede superior
panno a S89, 30S e 359. sobrecasacas de
casemira de core mullo finos a 159,16J
e 18g, ditos saceos daa mesmas casemi-
rasalOI, 129 e 14$. calcas pretaa de
casemira fina para homem a 8, 9, 101
e 12, ditas decasemira decores a 7J.89,
9 e 109, ditaa de brim brancoa muito
fina a 5J e 65, ditaa de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricas corea a 4f e 4fSM, col-
letea pretos de casemira a 59 e 69, ditos
da ditos de cores a 48500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 3, 39500 e 49. ditos de corea a
2^500 e 39, paletotspretos de merino de
eordo aacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 9,
colletes pretos para lulo a 48500 e 59,
gas pretaa de merm a 49500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6, 79 e 8$, muito finocol-
latas de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 45, colletes de vel-
lado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 a 16, ditos de
casemira sarco para os mesmos a 69500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 30 e
395OO, di tos sobrecasaeos a &f e 59500,
le calcas de casemira pretas e decores a 69,
** 6(500 e 79, camisas para menino a 209
Ib a duzia, camisas inglezas presas largas
2 muito superior a|32jj a duzia pan acabar.
I Assim como temos urna officina de al
aa. f ala te onde mandamos executar todas aa
H obras com brevidade.
Candieiros
econmicos.
Cbegou um riquisslmo sorlimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j muito approvados pe* sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5g cada um, e ou-
tros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16 ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000.
Chapeos de castor branco. fazenda muito boa
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 88
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no larjro da Assembla n.
15. trapiche Baro do Livramenlo.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
19. cortes de casemiras Qoas de cores a 49, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramenlo.
Apa ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
roa do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta tvpographia
urna nova edico do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Peoha
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicn, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Cebo coado do
Rio Grande,
mnito alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Baro do Livramenlo.
Brilhantes
de todos os tamanhos : vendem-se em casa de
N. O. Bieber C. successores, ra da Cruz n. 4.
Vende-se urna armaco em bom estado e
enverniaada, e tambem se traspasas a chave da
casa aonde ella est collocada, por preco commo-
do ; na rna do Bangel n. 18, a tratar defronte,
sobrado novo n. 25.
A moda do
a 2,000 rs. sacca.
Chegada ltimamente do Haranho .- veode-s
no armazem da ra da Aladre de Deus, d. 4.
Vende-se a armaco da taberna da ra it
Praia n. 42. propria para qualquer principian!*
por ser pequea e barata : a tratar em frente aa-
mero 35.
Vendem-se aeces dss coropanhias Per-
nambueana e Vigilante de reboque: a tratar
com Sannders Brothers & C, prara do Corpa
,anto, n. 11.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
onro patate inglez, para homem e senhora d*
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'limo paquete inglez : em casa a
Sontball Mellor & C.
Arado americano Je machina-
pata lavar roupa: em casa de S.P Jo
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Grande sortimento de fer-
ngens,
Ra Nova numero 6.
Fugoes de ferro com excelentes fornos, baca
de latao grandes, camas de ferro, bombas de j-
pi francezas, ditas americanas de novo modero
que se affianca a qualidade, facas de cabe de ace
botoes finos, facas entrefinas, ditas de marfim
mais finas de mesa e do sobre-mesa, dilas de
cabo preto, ditas de cabo de metal do principe
ditas de viado muito finas e entrefinas, espin-
gardas finas de 1 e 2 canos, cclheres de meia) o>
pnneipe de apurado gosto, bules e cafrleiras
colheres de terrina, fornos para ferreiro e grande*
sorlimento de ferro ; assim como se oDerece aos
Srs. sapaleiros bezerro (rancez de superior qoa-
hdtde e couro de lustre e outras muitas culile-
nas e Terragens por menos do que em outra par-
te : na loja de ferragens de Oliveira & C.
Eseravos fugioos.
Porto,
Na grande fabrica de t a mancos da ra'Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n 16, ha conti-
nuamente sortimento de tamancos de todas as
qualidades, que se vende tanto a retalho como
em porces, por menos do que em outra qual-
?[uer parte, assim como tamancos de vaquetas
eitos a moda do Porto, para todos os tamanhos.
Farinha-de mandioca, o me-
lhor que ha roste genero,
igual a de Muribeea.
E' multo barato vista da sua superior quali-
dade ; no armazem de Fragoso & Cabral, ra da
Madre de Dos n. 18, defroole da guarda da al-
fandega.
Attenco ao pedido.
Pede-se as autoridades policiaes e a qualquer
particular a apprehenco do escravo Antonio, oV
naco, que representa 32 annos, de boa figura,
muito ladino, e falla muito manso, bem preto e
barbado, com lodos os dentes e bem alvos, loma
tabaco e usa de um corniboque, levou chapeo
preto de feltro e roupa de seu uso, sendo algu-
mas camisas de maaapolo fino. Este escravo e
do Sr Manoel Cavalcanti de Mello, senhor dr>
engenho Roncador em Porto Calvo, e fugio desta
cidade no dia 24 de maio passado, onde eslavo
preso por ser remettido a seu senhor por ter este
vencido urna demanda que trazia sobre dito es-
cravo com o finado Jos de Ioojosa Varejo que
esleve na posse do referido escravo cousa de tres
annos no engenho Fortaleza em trras do enge-
nho Para da fregoezia de Ipojuca. Suspeita-st
andar por aquellas freguezias, ou em procura de
alguma pessoa para o comprar. Gralifica-se a
quem der noticia certa, e da-se 50S a quem o
trouxer loja dos Srs. Adriano & Castro, roa do
Crespo n. 20.
Est fgido desde o dia 7 de maio ultimo o
preto crioulo de nome Luiz, estatura baixa, idadn
de 30 a 35 annos, tem urna cicatriz na face di-
reita, barbado, dentes limades, pernas alguma
cousa arqueadas, foi escravo do Sr, Joo Jacin-
tho Pavo de Olinda, e do Sr. engenheiro Miiie!
e tambem o foi do Sr. Joo de Oliveira Cabral
morador no Ass. Roga-se a qualquer pessoa'
que o pegar ou tiver noticias do dito escravo, e o
faca remetter a esta pracs a seu senhor Guilher-
me Rodrigo Brerkeofeld na ra das Cruzes n. 36,
que ser generosamente recompensado, bem co-
mo se protesta por perdas e damnos, contra qoerc
de seus servicos se tier utilisado, ou por sual-
quer forma azilar o ito escravo
Fugio da casa do abaixo assignado o escra-
vo por nome Thomaz, naco crioulo filho do ser-
io de Moxotho com os signaesseguintes, com os
dedos da mo direita aleijados, por ter sido ma-
chucado em urna maquina de padaria; bonita
figura leve bexigas a dous mezes, tem denles ali-
mados pouco signal de barba representa ter 24 &
26 aunos de idade, julga-se ter ido para o dito
lugar por all ter seus prenles, e por que j foi
visto o aono passado, quando fugio a primeira
vez, portanto pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu senhor na ra dos Pescadores o. e
3 padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jacintho de M. Rezende.
Escravo fgido*
Fugio do poder do abaixo assignado urna es-
crava_ parda de nome Valentina, que representa
ter 25 annos, pouco mais ou menos, vesga dos
olhos, de estatura regular, levou vestido do cbila
escura e chales azul d merino ; suppe o abai-
xo assignado ter ella ido para a villa do Limoeiro,
d'onde a houve por divida, ou para a serra da
Passira, d'onde natural: roga, portanto. o abai-
xo assignado, a todas aa autoridades policiaes e
capites de campo o favor de a apprehenderem o
levarem ao mesmo abaixo assignado, na ra do
Queimado n. 46 A, que recompensar generosa-
mente. A. Bezerra M. Lira.
Fugio no dia 26 o preto Joo de Angola, que
representa de 30 a 40 annos de idade, corpo re-
gular, olhos papudos, e o melhor signal ler una
calombos na barba e por baixo do queixo, que por
essa causa anda sempre com um lenco amarrado-
nos queixos, lem sido ganhador de ra, e costu-
ma a embebedar-se : quem o pegar, leve ao sea
senhor D S. Campos, ra do Imperador n. 28_
Attenco.
Acham-se fgidos os escravos seguinles : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Or. Magalhes, que servio de cha-
fe de polica daquella provinria, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e at troca
algumaa palavras em francez, dedica-se a vid
do mar, e j servio de foguista no vapor Pirsjv
com o nome de Jos Domiogues: Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no-
rosto, natural de Inbamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. visconde do Ico, foi aqu ven-
dido peloSr deserobargador Andr Bastos de O-
liveira : Joo, mulato, alte, tambem com muito
sigoats de bexiga no rosto, fallo de dentes n-
frente, natural do Crato : Gaudencio, mualo
claro, natural do Para, moco, com pooca barba.
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que mnito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoaco de Agua-Aae-
da as immediecee de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptiata de Mello Peitoto, sub-
delegado de Garantaos, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falu de denles na frente, nsa
constantemente de cinturacio de soldado atado V
cintura : quem apprenender os ditos escravos ou
qualquer driles, e os entregar a sea senhor,
abaixo assignado, no engenho Dous Irmos aa>
freguezia do Poco da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da caso de delence, no Recite, sera gra-
tificado de seu trabslho com generosidade.
Jas Geea-rio de Melle.


<)
DIARIO DI fMRAMBUCO. SABBADO DI HJNHO E 1841.
Litteratura.
0 ultimo castello.
ni
(Cootinuagao.}
Pois bem! Gedeo, mudaremos ludo Uto, ao
menos oo que disser respeito nossa casa ; que-
ro iutroduzir uo meio desta oiobada de selragens
todo o luxo refinado, todo o conlorlavel e toda a
elegancia fashionable da vida parisiense I
Diloisto, Juliano poz-se a devorar um pao de
chocolate, que encontrn no fundo de de urna de
suas .tlgibeiras. depuis abriu mjbs mala, e (em
guerra como a guerra) comecou philosophica-
mente seu toilette.
Por volia das cinco horas elle estara prompto
e deseen i grande salla de jantar, que era ao
oiesroo lempo a cosinha da estslagem. Se elle se
tivesse vestido em seu quarto de dormir da ra
de Varennes, seu traje nao seria mais irrepre-
hensivel ; deve-se acrescenlar que elle nao leria
sido de um gosto melhor.
Nada havia que censurar; era a elegancia per-
ieil* de um verdadeiro gentil-homem I
O nico e grandissiroo erro, que commettra
Juliano, tora de preparar-se para ir correr pelas
pedras e pelo p como se tivesse de ir visitar al-
guma marqueza do faubourg S Germano ; porm
quem irreprehensivel nesle mundo ? Alm dis-
so, o joven duque leve menos tempo om notar
em sua falta, do que Uvera em commette-Ia, por
que urna das primeiras cousas que fez sua hospe-
eira foi applicaras maos, de urna limpeza mais
que duvidosa, sobre as mangas de sua casaca, re-
petindo com admirago como no Postilln de
Lonjumeau :
Ah I como elle formoso, como bello 1
Depois ella acresceniou modo de estribilho :
Cerlamenle o sol nao mais lindo do que
elle 1
Isto era dizer muito, mesmo em patois.
Depois que a hospedeira enxugou bem as maos
ras mangas da casaca de Juliano, veio por sua
vez um cao esfregar-se na iocensuravel caiga do
dandy, c finalmente quando nosso hroe, atraves-
sandn com pe pouco hbil a correte do Escou-
taye sobre grossas pedras musgosas e escorrega-
dicas, que iodicam o vu, Qcou todo molhado,
jurou, mas um pouco larde, que nao cahirla
n'outra!...
Do Escoutaye para chegar ao castello partem
muitos caminbos, semelbaoies escadas; e como
lodos elles se assemelham no ponto de vista da
difficuldade asceociooal, o duque de Albigoac lo-
mou o primeiro, e devo dizer em homenagem
verdade que sahiu-se bem, e que depois de urna
marcha de dez minutos, to desagradavel quo
fatigante, elle achava-se j em presenga do cas-
tello de seus paes.
Mas neohum archeiro apresenlou-se as rau-
lalhas, nenhum som de corneta resoou nos ares,
Bem a a ponte levadiga seabaixou... por urna ra-
zio muisimples, e que nao havia nem ponte,
nem corneta, nem archeiro depois de alguma cou-
sa como seis ou oito seculos.
Apenas um rosto entugado, coroado de cabel-
los grisalhos e ornado de um emplasto no olho,
xuoslrou-se em urna das janellas da casa mais vi-
sioha do castello.
Esta casa, arrimada contra urna torrioha, da
qual linham feito um bombal, era a mais formosa
da aldeia, o que nao quer dizer que fosse muito
bonita.
Minlia ama, perguotou Juliano, tereis a
bondade de dizer-me onde o castello?
Primeiro que ludo, respondeu o rosto enru-
lado enfronbando-se, nao sou ama ; depois, meu
bomsenhor, se queris mofar de mim, acharis
com quem fallar Acaso nao ve Jes o cas-
tello >
Por Deus, retorquio Gedeo, se o vemos...,
nao o vemos, e o senhor duque desejava saber...
Ah I o seohor o Sr. Leduc 1 (1) diz a ve-
lha, sem duvida o novo agente do cadastro : a-
quelle, cujo til lio vem escola ha quinze
das? Ah I bem I geolil o vosso herdeiro, acon-
selho-vos que vos gibis disso ; um menino que
nao tem mais educago que Azorl... Assim, o
nieslre escola nao o quer mais:... depois entrar e
lera-lo ; oinguem chorar por isso I
Senhora, ha um quiproquo.
Un quipro... que?
Quo I
Nao sei !
Um engao, quero eu dizer.
Felizmente, fallae pois francez, se enten-
der.
Nao tenho, Deuslouvado I diz Juliano, es-
pecie alguma de filho, nem aqui, nem algures,...
e pergunto simplesmente pelo casi... ; perdo,
pela casa do duque d'Albignac.
Do defunto Sr. general ?
Sim..., do defunto Sr. general, duque d'Al-
bigoac...
E' aqui.
Abri pois enlo, porque eu sou seu filho e
esta casa uie penence.
O tosi enrugado fez urna careta, relirou-se da
janella, e perto de um quarlo de hora depois tor-
nou a apparecer porta da casa.
(1] Nao podendo rcproduzir na traduego o
qni pro quo, formado pelas palavras le Duc e le-
auc, que se leem no original.
(N. do Trad.)
IOLIIETIJ1
OBATEDORDEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
Ah I velha I gastastes moito lempo 1 res-
mungou Gedeao.
Ah 1 mancebo I retorquio a velha dirigindo-
ae este ultimo, tendes aulla preasa ?... entre-
tanto nada baria que apparocesse. para vos ao
menos.
Fallaea vossa vontade ; mu te li veste*
almogado em Aabenas como nos, e ae como nos
irouxesses o estomago guisa do chioellos... se-
riis menos m.
Depois que a velha fez Juliano e Gedeao atra-
vessarem urna mullido de corredores mais som-
bros e tortuosos uns do que os outros, parou em
urna antiga sala, que pareca servir ao mesmo
lenipo.de salla de jantar e de cosinha, como suc-
cede na mor parte das casas do Ardeche.
Muilas porlas abriam para esta sala, e Juliano
nolou urna enlreoutras com um postigo de ferro,
atraz do qual brilhavam dous olhos ardentes como
fogo, dous olhos de mulher I pensou elle.
Na chamio crepitava um grande foge, junto ao
qual assava-se um pato dos mais appelitosos, e o
aparador, situado junto, eslava abundantemente
fornecido de carnes frias, de costhadas e fruclos.
Agora, diz lentamente a velha dirigiodo-se
Juliano, eis-vos entrado, mas se queris sahir
lempo anda.
Com os diabos eis urna proposigo engri-
fada diz Juliano; pensaes vos que eu sou um
menino, e que deixei Parts para voltar sem ter
conseguido o lim de mioha viagem ?
E principalmente, acresceotou Gedeao. sem
ter provado o vinho do proprietano e a cosinha
natal?
Assim, queris ficar ? repeli a velha por
uoica resposta.
Cerlamenle, se estou na reaildade em casa
do duque d'Albignac, fleo I
Estaes em casa do duque d'Albignac, Aca-
ris sempre ?
Ah I anda ?
Vede que a terceira vez que pergunlo.
Vede que a centesima, e que respond:
sm... sira... sim I
Bom replicou a velba.
Neste momento Juliano ootou que ella trocava
um olhar rpido com os dous olhos occaltos de-
traz do postigo.
Oh oh I pensou elle, o que isto?.. Ha-
veria por ventura mysterio sob estas velhss pa-
redes ? Cerlamente seria isto muito encantador
e minha estrella teria finalmente me guiado
bem....
IV
O duque d'Albignac apressado a lomar posse
de seu novo castello, quiz logo visitar-lhe os me-
nores recaotos.
Foi cousa de um momento.
A velha conduzio urna especie de plata-for-
ma, cercada de um muro moderno muito espes-
so e de quasi dez ps de altura, depois disse-lhe
com um sorriso fingido e fazeodo-lhe urna pro-
funda reverencia.
Senhor estaes em vossa casa I
Juliano vollou-se com tenco de informara
velha de que nao gostava de gracejos, purera ella
tinha desapparecido e com ella Gedeo.
Bom I pensou o jovea duque, ter meu bra-
vo Fgaro aproveitado da ausencia do cerbero pa-
ra iotrometler-se na cosinha, eir dizer urna pa-
lavra um certo pato que vira ao entrar___Mas
se o cerbero tiver rollado seu posto, pobre de
meu fgaro 1
E passando urna outra ordera de ideas, o du-
que poz-se a examinar a plata-forma onde se
achava.
Era ella hexagona e realmente bem cercada de
excedentes muralhas, que elevavam-se pique e
dominavam um abysmo de ceolo ecincoenta me-
tros pouco mais ou menos, como pftde certifi-
car-se olhando pela uoica brecha praticada do la-
do de leste.
Ora, por essa brecha, como por todas as bre-
chas possiveis, nao se via senao em freote e para
baixo ; mas Juliano j sabia o que pensar relati-
vamente posicao do castello, e esse cinto de al-
tas muralhas pareceu-lhe um luxo intil.
Ouem seria assaz louco, diz elle comsigo,
para tentar tal salto perigoso ?___E depois, se
fosse em lempo de guerra, se se tratasse de fazer
prisioneiros posse anda.... : mas hoje em
plena e feliz paz ? um absurdo extremo, di-
nheiro mal empregado, e amanha sem falta, por
Deus I terei a honra de pedir coalas ao seohor
meu intendente I
Como bem se v, Juliano obrava como senhor ;
elle dizia : parei Uto, parei aquillo, o traga va
j em sua cabegs um plano inleiro de reformas.
Para acabarmos com a plata-forma direi que
ella era dominada pela torrinha, de que fallei
mais cima, e que a herva crescia entre os lage-
dos do pavimento.
Em um dos ngulos e meio encoberlo pela
muralha eslava urna pedra inmutar cheia de nu-
merosas inscripgees latinas, que Juliano do pro-
curan decifrar.
Entretanto elle tinha lodos os preparatorios I
O vento comegra a soprar, e Juliano pode ou -
vir dislinctamenle soar dez horas no relogio da
cathedral de Viviers.
Oh oh 1 pensou elle, sao horas de tratar
de jantar, e estou curioso por saber como se
jama em minha casa.
Diio isto, voltou-se sobre os calcanhares e to-
mou a porta pela qual entrara na plata-forma.
PRIMEIRA PARTE.
XVIII
(Contiouaco.)
A minha primeira viagem Europa confir-
mou-me mais que nunca na opiuiao que eu ha-
via formado das m ulheres. Por toda a parte trium-
phou a influencia do meu ouro! Aquellas, que
nao o recebiam, amavarr-me porque sabiam que
eu era rico, ou como se diz no eslylo doamor
civilisador, por que eu era um partido magnifico!
Por mais, porm que procorasse engolpbar-me
no turbilhao dos prazeres, a lembranga daqueda
a quem eu amara to loucameole perseguia-me
sempre sem piedade : sualmagemadorada vinha
mesmo no meio das orgias gelar-me o riso nos
labios I Pouco a pouco fui tendo saudades da
vida o deserto, at que finalmente voltei Cali-
fornia. O olvido, que as dissipagdes nao me po-
deram proporcionar, procurei encontrar oas fa-
digas. Todos igooravam aqui as riquezas que eu
possuia : Dz-me portinto Batedor de Estrada.
.... Desde eotao comecou para mim nova exis-
tencia. Adiado grande parte das tribus ind-
genas, dispondo por meio do meu ouro de todos
os aventureiros de que tinha preciso, tornei, tor-
net-me em poucos annos seohor absoluto do de-
serto. Eotromeltia-me com febril aclividade em
todas as intrigas, emprezas e combates ; buscara
as fortes commoges do perigo e da violencia, da
mesma forma que um viandante morlo sede
busca urna fonte em que a sacie. Quaolos crimes,
que sem mim teriam ficado impunes, nao foram
seguidos de um castigo mysterioso e terrivel I
Que mais vos direi, conde? Esse papel de
providencia, que eu representara, pareceu-me
ainal fastidioso. Resolv tornar Franga. Essa
segunda viagem em nada differiu da primeira :
obtive os meimos resultados na mioha experien-
cia. O ouro coolinuava a ter sempre a mesma
fatal influencia I De ento para c abracei urna
existencia dupla. Despendo immensas riquezas
na Europa, onde lodos me conhecem por millio-
nario : e quaodo a mioha saciedade chega ao seu
apogeo, volto a curar-me della no deserto. Aqu
pelo meos so me conhecem pela miaba reputa-
cao de Batedor de Estrada ; aqui nao sou perse-
guido pelos corlezos e parsitas. Alguna po-
bres Indios se mostram at muito contentes quan-
do me vem bater i porta das suas choupanas :
offerecem-me os seos cachimbos, do-me agur-
dente a beber, e chamam-me seu irmo. urna
boa gente I Mato-se algum tanto entre ai, maa
pelo menos possuem tal espirito de dignidade e
independencia, que os toroa bem superiores aoa
Europeus. Quanto a suas mulheres, lenho-as
em muila estima: sao verdadeiras machinas ;
nunca fallam de sentimento a
A' medida que Joaquim Dick se se aproximara
(*) Yide Diario n. 125
Esta porta nao abra maia para urna eseaala,
maa simplesmente para um quarto calado e mo-
bilhado com orna aimplicidade das mais rus-
ticas.
Urna cama, duas cadeira* de palhinha, nm
mi lavatorio, um armario, urna meza do pao
branco, e depois, mala nada 1
Enganei-me com a porta, dit comsigo Ju-
liano aem mesmo se dar lempo de examinar os
lugares.
E poz-se a procurar outra porta, que nao achou.
Vinte vezes fez elle a volta da plata-forma ; vio-
le vetes interrogou todos os muros___ nada de
sabida I preso como em ama ratoeira 1 ....
. E' um pouco forte 1 resmuogou elle ento,
e muito mysterioso...: E se for um gracejo....
ouv8, aenhorea engracados I ( alteoa a voz /
de muito mo gosto... ; nao se graceja assim an-
tes do jantar; isso so permitlldo na sobremeza,
antes do charuto I
Nada de resposta I
De repeolo Juliano passou do mi humor i
colera, e com o p bateu enrgicamente sobre o
soslho ; maa os pequeos saltos de suas Dotas
eoveroisadas apenas amassaram levemente o ta-
pete esleodido pelo chao ; e notou que o quo lo-
mara por um soslho nao era mais do que um so-
lido e espesso pavimento.
Ah com mil diabos 1 exclamou finalmen-
te o joven duque, onde pois esteu eu aqui? ....
E maquioalmeote olhou ao redor de si, e oo-
tou logo urna ceia magra, tristemente installada
na mesa de pao branco.
* Pao de centeio I diz elle, urna quartinha
d'agua e um ruim guisado de carneiro com
batatas cerlamente comida de um carce-
reiro I
Mas olhando com attenco para o quarto. Ju-
liano vio em um canto duas mallas de viagem,
que lhe perleociam, e descobrio com grande es-
panto seu um rollo de papel sellado, amarrado
com urna Ota cor de roza, tendo em cima um hi
Ihete escrpto lapis, cooleado estas simples pa-
lavras :
e Eslaes preso.... lde I
Como I preso ? exclamou elle tora de si, e
porque ?
Mas como ludo ao redor conserrou-se silen-
cioso, elle decidio-se o abrir o rolo de papel sel-
lado, repetindo sempre :
Porque ?......porque ? ....
O porque, que parece que obtiveram contra
elle entrica, ordem de prxso e todas as agrada-
reis cousas que se seguem.
Vejamos, diz Juliano comsigo esfregando
os olhos, teoho um sooho mo. Hootem ceei
trufas.... fez-me iodigesto___tenho pesadel-
lo....
Depois caminhando pelo quarto, acresceotou :
_ Com os diabos I nao.... eu nao durmo ;
nao estou em Ctichy I
Seuiou-se n'uma das duas mscadeiras de pa-
lha e pz-se com a cabeca entre as maos.
Depois de um momento de reflexo, cooti-
ouou :
Eslarei eu realmente em Clichy?
Elle levantou-se, subi i plata-forma e appli-
cou o olho contra a nica brecha, de que fallei.
No fundo do valle o Rhodaoo rolava magesto-
samente suas ondas praleadas pela la, e a ooite
trazia em suas azas o sussurrar dos arbustos que
a correte vergava.
Pelo inferno I contiouou Juliano, isto nao
um sooho, mas tambem nao Clichy I___eaiou
perfeitameote acordado e estou em S. Thom I
resta saber o que significa esta priso.... ser
urna myaticago ou um lago ?
Assim peosaodo, Juliano ootou que o luar j
de ha muito tinha substituido o crepsculo, e
que seu estomago, longe de dobrar-se s cir-
cunstancias, reclamara imperiosamente o exer-
cicio de suas funeges.
Decidio-se pois a aceoder a pequea candeia,
com que o lioha obsequiado a munitlceocia de
seu hospede, e i claridade cor de saogwe de boi
que ella espargio uo quarlo approximou-se da
mesa e examinou mais atleotamenle o triste fes-
lim que ella conlioha.
O pao era to duro que bem poda servir de
pedra e figurar com vanlagem em um monumen-
to da antiguidade ; o guisado tinha estriado e
fedia azedo : so a agua pareca fresca.
Diabo de regallo 1 resmungou Juliano fazendo
urna careta.
Entretanto ia comecar corajosamente, a Inste
cela, quando seu capole, aoltaodo-se do prego,
que eslava pendurado, fez ouvir calando um pe-
queo barulho secco e metallico.
flum I diz elle, que isso I meu capote ?
Ah cerlamenle, ser muito feliz por erem
lido a poltica de m'o nao roubarem I .... Se co-
mo creio as noiles aqui sao fras e as Cuberas
ms, elle prestar-me-ha mais de um serrigo.
E Juliano carregou seu capole, e ajuniando-o
occorreu-lhe a idea de ver se per acaso anda
restara em sua cabana de viagem, algumas gol-
las do excedente macn, que ah deilra na ves-
pera.
Esta cabaga mui elegantemente coberta de se-
da fina eslava em um grande buico lateral do ca-
pote.
Oh pensou Juliano, como vos afrontarei
ao menos por hoje, senbores da agua fresca, se
por uma felicidade providencial minha garrafa
bao foi completamente esvasiada I
E agarrou a cabaga com urna mo agitada.
Oh I milagre do milagres 1 ella eslava cheia
ao fim da sua narrago, as palavras toroavam-se
breves, e motejadoras : finalmente parou.
E agora, Sr. Joaquim, disse-lhe o conde
d'Ambroo, conseguisles esquecer Carmen por
urna vez ?
Carmen Nem pens mais nella 1 Tenho
encontrado depois tantas outras que se lhe asse-
melham 1
O Batedor de Estrada deu esta resposta com
um tom desembarazado ; porm quasi ao mesmo
tempo as lagrimas brotaram-lhe dos olhos.
De que serve mentir? murmurou elle. Car-
meo, essa ingrata, que anoiquiloQ o meu futuro,
que me flzera mo e cruel de bom que Deus me
havia feito, eu aioda amo, como nunca a amei nos
das da mioha mocidade I Amo-a ainda tanto
que agora mesmo estire a ponto de tornar-me
cioso por ouvir-vos pronunciar o seu nome ; tan-
to, que diante de vosum homemnao posso
conter as minhas lagrimas, nem dissimular a mi-
nha vergoohosa fraqueza I Oh I quem me lvra-
r da sua recordago 1.... Esquece-la___nao
posso, e sinto que nunca o podereil....
Depois que Joaquim Dick terminara a sua nar-
rago o conde d'Ambroo conserva va um ar de frie-
za que lhe nao era habitual : pensava em que o
Batedor de Estrada nao lbe dissera urna so pala-
vra a respeito de Antooia, cuja parecenga com
Carmen era to extraordinaria ; e esse silencio
fornecia-lhe materia para graves reflexes.
Dispunha-se j a locar francamente nesse pon-
to delicado, quando algumas pancadas porta da
ra annunciaram a chegada de aovo hospede.
Pouco depois miss Mary eotrava oa sala. Os dous
levantaram-se, e a cumprimeotaram.
Nao vos incommodeis, seoborse, disse ella
sem aceitar a cadeira que o Sr. d'Ambroo lhe ot-
ferecia. Teoho poucas palavras a dizer. Ficae,
Sr. Joaquim, pego-vos por favor.
A moga fez urna pequea pausa ; depois ac-
cresceotou dirigiodo-se ao conde :
O marquez de Hallay disse-me honlem
ooite, depois que vos retirasles, que Uvera com-
vosco urna pendencia ; mas que [(emendo fosse
mal ioterprelada esaa allercago pela boa socieda-
de de S. Francisco, ficar-me-bia muito agradeci-
do se eu me preslasse a vir pessoalmente apre-
seolar-vos as suas desculpas. E esta ama com-
misso que venho desempenbar com muilo pra-
zer, e confio de vossa generosidade, senhor con-
de que esse negocio ser esquecido, e nao ter
mais coosequeocias desagradareis.
Os dous olbaram-se mutuamente : o Sr. d'Am*
bron nao podia occultar o seu pasmo, Joaquim
Dick aorria-se sem dissimulago.
Confesso-vos, miss Mary. que eslava longe
de pensar oa hoora, e no prazerde receber a vos-
sa visita, e muito meos nessa mensagem de que
quizestes incumbir-vos. Se o senhor marquez ae
declarasse aalisfeito, pouco me importa, nego-
cio que lbe diz respeito; pois que foi elle quem
de mim exigi urna satisfagao. Permitli-me po-
rm esiraohar, no ponto de vala da regulardade
e conveniencias, que vos fosse escolher para inter-
mediaria entre nos. Quanto a vos, senhora, ten-
de a bondade de receber as minhas desculpas
pelo incommodo de que son causa,ainda que in-
voluntariamente.
A moga fez ama pequea mesura, e diriga-ae
para a porta : o conde acompanboa-a al ali.
Seohor, lhe diste ella ao chegar i ra, te-
abo boje oecessidade de um earalleiro que me
acompaohe a urna excursio que tenciuno fazer
aoa arredores de S. Francisco, e cont comrosco.
Estou ialeiramente ii Tosas rdeos.
Obrigada, seohor. Espero-vos s duas ho-
ras. Sahiremos & cavallo.
Quaodo o mancebo vollou para a sala encon-
trn Joaquim Dick com o chapu oa mo em ac-
go de retirar-se.
Pois j, Sr. Joaquim ?
J, conde. Teoho
feiticeiro.
de acodir ao chamado do
XIX
e cheia at a bocea.... que boa cabacinba II ...
Juliano abragnu-a com prazer ; mas de subiio
urna idea fra como o gelo lhe atravessou o espi-
rito.
E' aioda urna mystiflcago I peosou elle,
homenssem corago I___te-la-bao eochido d'a-
gua para cauaarem-me om falso prazer e zomba-
rem de mioha decepgio.
Entretanto desarrolbou a cabaga ; era de certo
cheiro de tato 1 elle arriscou-se a leva-la aos
labios Era mais que nunca vinho.
Nada faz coragem como um primeiro successo,
e Juliano loroou a metter a mo na algibeira de
seu capole para ver se por urna seguoda felici-
dade providencial elle teria esquecido algumas
provises de viagem.
Oh milagro mais sorprendedor que o primei-
ro 1 o bolso Dlerrogado respondeu com ama
ceia completa, fechada em bocetos, que Juliano
estiva bem certo de nao ter ahi mettido.
Em qualquer outra circumslaocia elle ter-ae-
hia admirado muito ; porem aentia agora bastan-
te fome para pensar no que isto tioha ao menos
de eogragado ; e demais, djsse elle comsigo, que
urna vez que eslava preso teria todo o descaogo
de approveitar mais tarde de sua vida sem oceu-
pago para procurar explicar este mysterio, se
mysterio realmente havia.
Em consecuencia, poz-se corajosamente me-
za e ceiou com o melhor apetite possivel, sem
se inquietar com alguma oulra cousa, maa oo
sem lodavia rir-ae em detrimento O'aquelles que
quizeram austeota-loessedia a pao secco e mo
carneiro guisado.
Seuhoros da agua clara I diz elle alegre-
mente esvasiaodo a cabaga e fazendo estallar a
liogua no ceu da bocea, guisa do apreciador,
bebo a saude de vossas graciosas senhorias___
Apenas tioha elle acabado de fazer a saude,
quando abre-se urna porta como por eocaolo e
apparece um carcereiro.
Um verdadeiro carcereiro, de certo, e tal como
Juliano ounca v(ra semelhantes to mal vestidos,
to mal encarados, no theatro da opera cmica 1
Sua excedencia ac bou de ceiar ? pergun-
toa o cerbero sem tirar o bonet de la.
Juliano reclioou-se em sua cadeira, e brincan-
do agradavelmeote com sua toalha de grosso li-
nho.como se fosse um lenco da mais Una cam-
braia :
Sua Exc, diz elle com urna encantadora inso-
lencia, oo quer que a chamem excedencia:
mas quer queseseja paludo com ella ; e quando
vos bouverdes descoberto, seohor, ella veri o
que tos deve responder.
O carcereiro tirou seu bonet com humor e pro-
segu em um tom desigual:
Respondei ou oo...., como quizerdes :
mim incumbe tirar a mesa e previoir-vos qoe
mademoiselle vai subir.
Mademoiselle ? interrompeu JuliaDo, que
mademoiselle essa ?
N8o sei retorquio o carcereiro levantando
os hombros, mademoiselle....
A' estas patarras desappareceu como tinha en-
trado, e a porta lornou-se de novo Inrisirel, de
tal modo era ella praticada com arte na espessu-
ra da parede.
Mas um leve barulho fez-se ouvir em breve,
a porta lornou a abrir-se, e o carcereiro entrou
precedido desta vez de urna mulher.
Juliano leriotou-see inclinou se com essa gra-
ga eaquisita, que nao perteoce ainda, digam o
que disserem, seno a verdadeira aristocracia, e
aos verdadeiros gro-seohores.
A demoiselle aonuociada, mui grotescamente
vestida de um roupo de ramageos vermelhas,
fez urna iosipida cortezia, e disse ao carcereiro,
com um aceoto proveo gal mui pronunciado:
Deixai-uos sos, Stanislo, cooQo na honra
de meu primo ; alera de que se eu precisar de
vos, chamarei.
O* carcereiro fez a mais linda cortezia e sabio
recuando.
Tinha ello estado na corte ? o que ignoro ;
mas sem duvida sua ama linha-lhe ensinado as
mane-iras urbanas.
Esta demoiselle ere sna moga de perto de de-
zoilo annos quem podia-se dar afloitameote
trinta,. gragas seu vestido ainda moda do im-
perio, com adjunego das celebres mangas largas
em cima tanto em roga ha viole e ctoco annos,
e sea punteado, verdadeira coofuso de todas
83 escolas.
Se o quarto de Juliano estivesse mais conve-
nientemente illumioado,. elle teria podido ver
que do meio dessa ridicula coofuso crguia-se
urna cabeca regular e linda ; mas o quarto esla-
va sombro, e alem disto em Pars tem-se coo-
veociooado que urna mulher que nao sabe ataviar-
se nao pode ser formosa,
Assim o duque d'Albignac nao reparou nem
nos lindos olhos preles, nem nos alvos denles
de peroba, nem nos magnficos cabellos-; vio
apena um todo ridiculo, um vestido estupido,
corddes de ouro, capases de poder amarrar um
batel, e flores arliciaes, que urna ama de me-
ntos n3o teria querido !
E bastou-lhe isso : a demoiselle estar jul-
gada I
Entretanto, bem reaolvido a viogar-se o me-
lhor possivel da m sorte que lhe coubera> o du-
que d'Aloigoac redobrou de graciosidades e boas
maoeiras atim de esmagar a pobre moca com o
peso do sua supeiioriddde.
Apreseotou-lhe por tanto mui ceremoniosa-
mente urna cadeira, fez-lhe signal que ;; seulas-
lente e obstinou-se
se, inclinou-se mui profuoda
a ficar em p.
Pego-vos, perdi, mademoiselle, diz elle
sorrindo-se, se tos recebo lio mal ; porem nio
culpa mioha.
Sei disso, man primo, responden esta com
o mesmo arenlo alegre, e com maneiras preten-
ciosas das mais provocantes ; mas antes de tudo,
permitti que vos perguDte se ficastes aalisfeito com
vossa ceia.
Com minha ceia ? repeli Juliano, mas,
sim mui satisfeito.
Eotao, meu primo, se permittis, trataremos
de negocios___
De muito boa vontade, mioha prima, res-
poodeu Juliano, tanto mais que je bastante lar-
de, e tenho muito desejo de nio dormir aqui.
Entretanto aqui que dormiris, mea pri-
mo, i meos que.....mas, pego-ros, procedimos
por ordem.
Ora boa 1 como que ignorei tanto lem-
po que tioha urna prima to eocaotadora em S.
Thom ?
Juliano disse estas palavras coma maior poli-
dez que possivel : mas urna mulher ordinaria
oo ae deixaria levar por essa polidez.
Isto meu primo, conteotou-se de respon-
der a interlocutnra de Juliano, como que a es-
quecestes to depressa ?
Cerlamente, mioha prima ; por urna razio
muito simples, que eu nunca a coobeci !
Um rubor aubito, seguido de urna palfidez mo-
mentnea, passou pela fronte da moga, foi algu-
ma cousa como o iodicio de urna grande dor, e
Juliano o notou sem procurar explica-lo.
Com effeito, esse vestido de ramageos e essas
luvas de seda amarella eram accaso susceptiveis
de urna dor ou de um prazer qualquer ? podiam
elles oceupar-se de outra cousa que nao fosse a
morte de urna gallioha e outras cousas taes ?
Ento, a ncontatforo prima appressou-se a
destruir o iodicio favoravel que poderia tirar des-
te ocidente o duque d'Albignac, couliauaodo
com um tom fleugmalico e indifferente :
Por ultimo, isto nada vem ao caso.
E' pois decididamente de um negocio que se
traa ? *
Mas.... sim de um negocio serio, de
um oegocio de dinheiro, sem o que, estaramos
nos ambos aqui juntos ?
Diabo I pensou Juliano, se o dinheiro tem
de tomar alguma parte Da partida, minhas cartas
se embaralham.
Meu primo, continaou a moga tirando do
bolso urna grande carteira cheia de bolor, eu me
chamo Dioah-Margarida Champiot....
Tres lindos nomes I diz Juliano.
Achaes ?
Sim, o ultimo principalmente.
Sois muito bom.
Houve urna pausa. No fim de cinco minutos
pouco mais ou menos, Juliano se decidi a per-
gunlar ;
Depois, mioha-prima ?
Depois o que ?
Ora essa I___dopois ?
Ah I justo Eu vos dizia, meu pri-
mo, que me chamo Dinah Champiot, porque mi-
nha mt se chamara Dinah___
E o senhor vosso pai chamava-se Cham-
piot ?
Como dizeis....
Aposta-lo-hia.
Conhecestes meu pai, meu primo ?
Creio oo ter lido essa honra....
E' pena elle gostava muito dos nobres,....
e vos sois nobre, nao verdade ?
Juliano inclinou-se afrmalivamente ; Dioah
conliouou:
Elle era judeu e mordome, mas emfitn nao
era altivo 1
Ah I elle era ? ....
Sim, meu primo....
Ento, comprehendo perfeitameote....
O que ?
O o aresto, a priso, o consronoimen-
to corpreo e o mais.... oh I mioha prima, Dem
se vC que apprendestes em boa escola 1
Creio ao contrario, meu primo, que nada
comprehendeisde tudo isto, e se queris permit-
tirque eu vos explique....
Eu vos rogo.....terei o maior prazer___
Meu Deus, meu primo, nao sei se isso vos
far realmente o maior prazer; porem emflm vou
explicar-vos tudo.
Depois de muitas ceremonias e vista da so-
licitacao de sua prima, Juliano acabou por con-
sentir em sentar-se. Ella comecou uestes ter-
mos :
Quando eu era menina....
O duque nao pode reprimir um sorriso.
Os ardentes raios do sol em pino espargiam-se
por sobre e montanha do Telegrapho, quando
Joaquim Dick chegou ao lugar da entrevista de-
signado por Lennox.
Nao teve tempo de esperar, porque o homem
exiranho, cuja existencia xcilou por tanto lem-
po, e aioda hoje excita a curiosidade das popu-
lages da California, levaotou-se de cima de um
monto de pedras, oode se achava sentado^ e
veio-lhe logo ao encootro.
A vestimenta de Lennox era a mais extrava-
gante possivel; compunha-se somonte de pedes
de gamo. Urna especie de corpioho de um feitio
tora de todas as modas contiendas e usadas, e
que conseryava o meio termo entre a casaca e a
sobre, descia-lhe um pouco abaixo do quadril:
alias polainas seguras por passadores de couro
cobriam-lho as nervosas peroas : urna capa pre-
sa ao hombro esquerdo, da qual trazia elle urna
das extremidades enrolada no braco direito, da-
va-lhe a appareocia um pouco theatral, que era
ainda mais augmentada por urna peona de aguia
pregada oo chapen de feltro, uoica pega do seu
vestuario que oo era de pello de gamo.
Seria bem difficil fixar a edade desse eote ex-
cepcional, e assignar-lhe urna raga ou naciona-
lidade, poia que a sna tez tisoada pelo sol, as ru-
gas profuodas, e o brilho dos seus olhos presla-
vam-se summameole i supposigoes e commen-
tarios.
Do lado esquerdo peodia-lhe urna cabag cheia
de plvora, e na mo direita tinha elle a sua ca-
rabina.
Bom dia, Joaquim: recebeste a minha men-
sagem?
A minha preseoga aqui deve dizer-te que
sim. Teos preciso de mim ?
Tenho.
O que queres ? ouro?
Lennox bateu na esbaga que lhe servia de pol-
vorioho, e que produziu um som metallico.
Obrigado: como vs, o que nio me falta.
Desejo de ti somente, urna simples informagio.
Sabes o que feito de Eraos?
Sei.
Lennox pareceu hesitar.
Joaquim Dick eiperou que elle fallaase: mas
rendo que o velbo cagador continuara silencioso,
decidiu-se elle dirigir-lhe a patarra.
Teos t muita affeigo i Evans ?
Estou habituado v-lo. Fui sea immigo
no espago de dez annos, e nuoc coasegui mta-
lo. Duas vezes afravessei-lhe o corpo com urna
bala, duas vezes elle curou-se dessa ferida terri-
vel. Compreheodi dahi que Deus quera que eu
fosse seu amigo ; e por tanto reconciliamo-nos.
Desde ento encoolramo-Doa mido no deser-
to : oio procuro esses encootros, mas elles cau-
sam-me prazer. Eraos fornece-me a plvora de
que preciso, e conta-me as iniquidades dos pel-
las brancas. Dize-me: elle morreu, nio as-
sim ?
Sim, morreu.
Eu o desconfiara, porque li rio seis mezei
que nao o rajo I
Lennox fez urna pequea pausa ; depois com
voz fteugmatica continuou :
Todos morrem, excepto eu I A minha me-
moria est povoada de tmulos I.... Obrigado,
Joaquim : at outra vista.
Queres j retirar-te?
Para que demorar-me mais aqui? Casa-
me tedio a approximaco dos pedes brancas. Sei
j o que quera saber.'Volta para o logar de on-
de vieste. Sers lude hoje em diante quem me
ha de fornecer plvora.
Mais urna palavra, Lennox.
Dize.
Nao desejas saber qual foi o generle mor-
te de Evans ?
Para que ? Salvo se preciso vinga-lo.
Sim, preciso.
Ento elle foi assassioado?
E assassinado-com um tiro de carabina.
Por algum ioimigo ?
NSo ; por um traidor.
Neste caso tens razo : devo vioga-lo. Go-
nhecfts o assassino ?
E aioda mais que isto ; recebi as ultimas
confidencias, e o derradeiro suspiro de Evans.
Lennox nao mostrou sorpreza, curiosidade, ou
commogo ; contentou-se com assentar-se de no-
vo sobre o monto de pedras. O Batedor de Es-
trada proseguiu :
Evans mereceu o fim trgico, que teve :
porqaanto flngiodo ser meu amigo, coospirava
contra mim quando foi assassioado.
Evans nao podia ser bomem de bem, por-
que tinha a pede branca; mas, repito, estara
habituado v-lo; nao o esquecerei mais___
Esta coofisso na bocea de Lennox que, acos-
tumado inteiramente vida selvagem, julgar-se-
hia deshonrado se deixasse trahir-se em seu sem-
blante o menor signal de seosibilidade, denotava
cerlamente urna ddr profunda.
Evans era cobigoso, proseguiu'.Joaquim Dick
aem poupar a memoria do defunto, e foi isto que
o perdeu. Elle nao igoorava que eu possuo mui-
to ouro, e ha bastante tempo que o persegua o
pensamento de apropriar-se das minhas rique-
zas....
E' verdade I muitas vezes me interrogou so-
bre o logar oode oceultas o leu ouro.
Mas esse logar t lambem ignoras.
Eogaoas-le; coohego-o, respondeu sempre
com o mesmo sangue fro o velho cagador.
A' esta declararlo Joaquim Dick ficou impas-
sirel.
Assim pois, foste t quem foroeceu Evans
os esclarecimeolos que o cooduziram i sua
perda?
Nio fui eu, porque o leu ouro te perteoce
legtimamente : foi-te legado por aeu verdadeiro
dono, e t o empregaste muitas vezes em ajudar
os pedes vermelhas defenaerem-se contra os
peiles brancas. No deserto tem sido queimada
muita plvora comprada por ti. Escuta-me poia.
Nao ha um so homem no muodo, por mais se-
guro que esteja de si mesmo, que possa respon-
der pela verdade que escapar-lbe-ha dos labioa
em um sooho; e en repouzei e dormi muitas ve-
zes ao lado de Eraos.
Obrigado p"or esta declaragio, Lenoox : ella
poupa-me um crime I
Que crime ?
Se en tivesse a prova da tua indisericao,
apunhalar-te-hia.
E eslavas oe leu direito. Prosegue.
Nio ousando aventurar-sa s a essa em
preza perigosa, Eraos, ssociou-se a am iulre-
TranquiHaai-vos, continaou Dioah, minha
nirragio nio ser muita longa... Quaodo eu
era menina, parece que en era muito gentil...
aapanta-vos ? *
Ao contrario, minha prima.
A' ponto qee todos ama va m-me, i comecar
pelo velho general d'Albigoac, que fazia-me sem-
pre saltar sobre seos joelhos, e que um da dis-
se meu pai.
Sr. Champiot, esta menina lio coquet-
te, que quero faze-la mioha fllha, casando-a
com o meu pequeo I
Dinah proouociou estas ultimas palavras com
urna voz um tanto agitada : mas Juliano nao re-
parou, e ella proseguio :
Justamente, meu primo, isto lisoogeava a
vaidade de meu pai, respeito do que vos disse
ha pouco de seo amor pelos ttulos ; e elle re-
plicou ao general :
. Apertai esta mi, meu cuchado, est
eIl...... negocio d'ouro, roas negocio con-
cluido ?
Negocio concluido respondeu o gene-
ral pondo a mi na de mea pai.
Perdi, iotorrompeu Juliano, dissestes en-
nhado ?
Oh 1 sim I o general tinha desposado urna
Champiot.:. ; era as Champiot que tioham fortu-
na... ; e quando meu paesobe que eu devia des-
pozar-vos, deu-me um bom dote, que contestes
antecipadamente... comprebeodeis, meu primo?
Juliano nao respondeu, porm roordeu o labio
a deitsr sangue, o que provava que elle comeca-
va acompreheoder.
Eu, continuou Dinah, com um tom cada vez
mais secco, julgava que isso vicha a dar no mes-
mo, com tanto que acabasseis por desposar-me,
e que eu vinha a ser duqueza ; porquanto anda
reslava-me de minha me um asas bom pedago
de pao ; e todas as vezes que o ioteodente do
castello me dizia :
a Demoiselle Dinah, o Sr. Juliano precisa de
dinheiro.
Eu responda :
Ora essa I mandae-o... mediante um recibo
em termos..., porque em negocios oo se deve
ouoca obrar levianamente. E o bom homem man-
dara as sommas pedidas. Mas eis que um dia
disseram-me :
O Sr. Juliano est a deixar Pars ; elle quer
regular suas contas.
E eu penaava :
Bom I elle vem desposar-mo !... Mas na-
da disso I... Escrevem-me de Pars :
:: Vosso primo tem aqui urna amizade, e elle
a rae casar-se,... com urna demoiselle que est
a oo collegio em Bolooha.
E' falso, respoodeu Juliano com humor.
Um segundo rubor, seguido segguido egual-
mente de pallidez, passou ainda pela fronte de
Dioah ; mas desta vez nem se quer o duque olha-
;a para a donzeda.
Eolo, proseguiu Dinah, eu disse com-
migo :
c Isso outra cousa, e eu nao posso per-
mitlir...
E porque? perguntou vivamente Juliano
seu pezar.
Porque eu quero ser doqueza, e....
Acabemos com isso, demoiselle, interrom-
peu Juliano mui framente ; taes confidencias sao
inuleis daqui em diante, a unir cousa que me
importa saber o que contaes fazer ?...
Cont..., vir ser vossa mulher..., ou reter-
vos preso at que me reembolsis os quatrocentes
mil francos, que vos adiantei.
Reter-me prisiooeiro no castello de meu
pae ? isto nao serio, mademoiselle, ede mais,
como poderia eu dever-vos qnalrocenlos mil
francos ?
[Continuar -se- ha.)
Variedades.
pido companheiro : e para occultar as suspeitas
que a sua partida poderia despertar, pois eslava
elle certo de que eu havia adriohado os seus
projectos, foi encontrar-secom esse companhei-
ro oa floresta de Santa Clara Um miseravel la-
dio seris chamado Traga-Mescal devia servir de
guia a este ultimo.
Eocontrei o cadver desse Traga-Mescal oa
floresta de Santa Clara : a ferida me deu a co-
nhecer a mo que vjbrsra o golpe. E depois ?
. O Europeu, a quem Evans se havia asso-
ciado, refleclio sem duvida que um Ihesouro re-
partido perde muito do seu valor. Quaodo E-
vans se foi a elle reunir disparou-lhe um tiro
pelas costas.
O velho cagador poz-se a rir.
O que promove assim o leu riso, Lennox 1
Estava agora pensando n'uma singularida-
de 1 Quando dous pedes brancas eocontram
algum Ihesouro, sempre um delles assassina o
oulro Qual foi a ultima palavra de Eraos ?
O leu nome.
Um estremecimento pouco perceptivel, e que
oo escapou ao Batedor de Estrada, enrugou a
fronte de Lennox.
Havia o seu fundo bom no corago desse
Evans, disse elle com um tom glacial. Como se
chama o homem que o assassiaou?
Heorique d'Haday,
Onde reside?
Em S. Francisco.
Quera v-lo : podes mostrar-m'o ?
Sem duvida, urna vez que queiras descer
at l embaixo.
O velho cagador franzio o sobr'olho : isto di-
zia que nao lhe agradara muilo a proposla. Foi
o primeiro sigoal de commogo que dera desde
o comego da conversago.
O contacto de um pede branca me odio-
so, replicou elle. Foi honlem preciso que eu -
zesse um apello forga da mioha vontade para
decidir-me a percorrer os arrebaldes de S. Fran-
cisco na esperanga de encontrar-te. Ha bem
cincoenta annos que os meus ps nao piso nes-
sa eidade. Nao importa, irei.
Quando?
Hoje mesmo. Tu me acompanhars ?
Seja I oode te beide encontrar ?
L embaixo, ao p da monlaaha.
Os dous interlocutores saudaram-se reciproca-
mente, e se parara m-se tomando cada um diver-
sa directo. Joaquim Dick descia a mootanha
quaodo percebeu o conde d'Ambroo que vinha
ao aeu eocontro.
Talvez seja urna iodiscripg&o a mioha pre-
senga neste lugar, disse o conde ; se assim es-
tou prompto a retirar-me. Nao pude reaistir ao
desejo de ver o famoso Lenoox. Desde o mo-
mento em que me advertales da vossa conferen-
cia com ello despertou-se-me grande curiosidade;
porm a mioha inlengio era nao aproximar-me
de vos ambos.
Lennox j partiu ; mas se tio grande o
desejo que tendea de conhece-lo, hoje mesmo
ficareis satisfeito : pois que o veris esta tarde, 6
o veris em aegio, se me nio engao.
Joaquim e o conde camiobaram por alguna
instantes ao lado um do outro sem trocarem urna
s palavra entre si. Finalmente foi o onde
quem rompeu o silencio.
Sr. Joaquim, disse elle, a chegada im-
prevista de Miss Mary, e a vossa conferencia com
Lennox inlerromperam a nossa conversago, que
vos pedirei permissio para continuar. Muilos
pootos ficaram obscuros e iocomprehemireis.
UM MILITAR VERDADEIRO.
Durante os ltimos acon-tecimentos de Varsovia
o teoeDte-coronel Reuter recebeu ordem para
atacar o povo. Este offlcial, julgando urna cruel-
dadeaacar o povo indefezo, mas sabendo tam-
bem que nao podia desobedecer a ordem superior
resolveu sahir do transe em que se via, suicidan-
do-se com um tiro de pistola.
[Comntercio do Porto.)
Prefera deixar para outra vez a contina-
cao de tal assumplo ; porque estaes ainda sob a
primeira impressoda minha historia ; e receio
que a reflexo nao tenha sufficientemente ama-
durecido o juizo que deveis fazer a meu res-
peito.
Esse juizo, a que parecis ligar muita im-
portancia, nao poderei formular em quanto nao
me derdes certos esclarecimentos que me fal-
lam....
Fallae pois.
Declaro-ros em primeiro lugar em muilo
alto e bom som que nao reconhego a ninguem o
direito de arrogar-se o papel da Providencia :
isto usurpar os previlegios de Deus e da socie-
dad. Todava se eram puras e boas as vossas
intengoes, e S6 a vista da triste anarchia que
reina, e reinava naquelle tempo em maior es-
cala, julgastes derer obrar em beneficio da sil-
vago de lodos, oo vos poderei ceosurar nem
condemnar ; mas, bem entendido, com a coo-
dtcgo someotede que ounca cedestes voz das
paixoes, nem obedecestes a vosso ioteresse pes-
soal Dissestes que vos havieis intremettido em
todas as violencias, compates, e intrigas do de-
serto : esta declarago de muito laconismo, e
de um grande alcance. Dizei-me porem se der-
ramantes o sangue humano expoodo-vos a peri-
gos menores que os perigos em que incorre-
ram os infelizes que cahiram sob vossas balas,
ou sob vossos ctelos
Devieisser mais franco na vossa pergenia,
conde. O que queris saber ae eu soi una
espadachim ou um assassino, oo isto ? Pois
oo sou nem urna nem outra cousa. Sou um ho-
mem que-, teodo adquirido por alto prego o di-
reito de nao crer em cousa alguma, apenas v
nos seus semelhantes pessoes loditiereates, ioi-
migos, ou obstculos; os iodifferentesdespre-
so ; os ioimigosdestruo I Todas aa vezes que
o meu inleresse peasoal ou as miaba* pandes
teem sido prejudicados hei me tornad* inexora-
vel. Nuoca recuei perante os perigos, quaes-
quer que fossem : tambem nuoca me desarma-
rain a fraqueza do meu iolmigo, e a certeza da
impunidade. O que pego, conde, nio que
pezeis urna por urna aa aeges da miaba vida ;
sim que me declaris se oa vossa opioii o ho-
mem, que ouoca fsltou a sua palavra, gao a nin-
guem iranio, e que tem sido ao coonaria trata-
do e eoganado por todo o muodo, culpado por
se haver viogado?
Sim, mil vezes Sr. Joaquim i exclamou
o conde com um accenlo de cooricto ipaizo-
nada.
E vos estenderieis a mo a eise btmem ?
A resposta de conde nao ae fez esterar.
Nio, disse elle com a voz ao mesmo tempo
firme e commorida.
Agradego a voaaa franqueza, replicou Ha-
mente o Batedor de Estrada, mas sem colira,
nem zombara. A bora do que vos chamareis
a mioha cbnversao, e do que eu deoomioira
simpleameote urna mudangs, ainda nio soou, e.
provavelmente nunca aoari ; por que a vasa
opinio, que para mim devia aer de graede
peso,-Tjeixou-me o espirito tranquillo, e o con-
gio indifferente l
(Cottmor-ae-A.)
PI1M,- TTf. DI U DI FA*l*\ -18W.


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