Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09307


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Full Text
Mrt
All IHTil IDMEIO 130
Por tres Mezes adiantados SJOOO
Por tres nezes vencidos 6$Q0O
SEITA rEIlllDB JIHO DI ItIL
Por auno adan tado \ 9 5 (H) 9
Parle fraicpara a snbserif tar.
BNCAHRBGADOS DA SDBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Brasa; Cear o Sr. J. Jos
d Oliveira; Maranbo, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaraes; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
i'AKl'iUAS Ua UiKH&US.
OUnda todos os das as 9 1/2 boras do dia.
Iguaraas, Goianna e Parahiba nai segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciraar, AUinho e
Garaohuns as tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazaroth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
i Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
I (Todos oicorreiospartem aa 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE JUNHO.
* }?* D0Ta ,a horas 19 in"o da man.
15 Quarto erescenteas7 horas e 56 minutos da
manhaa.
2? La eheia aos 3 minutos da tarde.
3G Quarto minguante aos 21 minutos da manhSa,
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segando as 3 horas e 42 minutos da tarde.
DIASDASEMAHA.
3 Segunda. S. Ofidio b.; S. Paula v. n>.
4 ..Terca, s. Francisco Carecilo; S. Quirino b.
5 Qoarta. S. Marciano m.; S. Bonifacio b. m.
6 Quinta. S. Norberto b. ; S. Paulina
7 Sexta. Santissimo Corage de Jess.
8 Sabbado. S. Salustiano ; S. Severiano b.
9 Domingo. Ss. Primo e Feliciano mm.
r. m.
AuuiMbiAa uva XsUttUftAha OA uaFIIAL., ENCABREGADOS
Tribunal do eommercio; segundas quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.1 j-
Pazenda: torgas, quintase sabbados as 10horas. *
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: trras e sextas ao meio
PARTE OFFICIAL.
dia.
Segunda vara do eivel:
hora da tarde:
quartas o sabbados a 1
DA SUBSCR1PCAO DO S^L
Alagoas, o- Sr. Glaudino Faleo Das; Baha,
Jos Martina Aires; Rio de Janeiro, o Sri
Joo Pereira Martina.
EM PEBNAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figielroa de
Faria.na w livraria prara da Independencia os
16 e 8.
LE N. 502.
Antonio Marcelino Nunes Gongalves, presi-
dente da provincia de Peroambueo :
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assemblea legislativa provincial decreou, e eu .
sanecionei a resolugo seguinte:
Artigo nico. O presidente dn provincia man- I
dar correr, de preferencia a quaesquer outras,
as seguintes loteras, sem prejuizo das concedidas '
ao Gymoasio Pernambucano, a saber : urna em I
heneado das obras da matriz da Boa Vista desta I
cidade ; outra em o das de S. Miguel de Barreiros;
outra das j concedidas em beneficio da matriz |
de TaquantiDga duas em o das obras da matriz
do Limoeiro, urna em o da matriz de Nazareth ;
duas das concedidas por lei provincial de 9 de
maio de 1842 ; em o das obras de S. Pedro Mar-
tyr da cidade do Olinda, urna das j concedidas
em o da matriz do Ouricury, todas concedidas
por le provincial em o da matriz de N. S. da
Escada, duas partes das concedidas por lei pro-
vidcisI em o das obras da matriz do Divino Es-
pirito Santo, de Pao d'Alho,
Dito ao meimo.Certo do eontedo de su
informacao de honiem, sob u. 445, dada acerca
do pagamento, que pede o tenente do 2o batalho
de infsntaria, Joo Adolpho de Souza Brrelo,
da gratificado, que lbe compete, na qualidade
de recrulador as treguesias de Santo Antonio e
S. Jos desta capital, por haver apreseotado
dous voluntarios Manoel Jos Gomes e Joaquim
Manoel da Ressurj-eigo, constantes da inclusa
relago, teoho a dizer que mande effectuar esse
pagamento, visto dar-se para o caso a razo que
fuodamentou as ordens da presidencia de 2 e 16
de maio ultimo, relativas a casos idnticos.
Communicou-se ao coronel commandaute das
armas.
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
sohcilou o secretario da directora do monte pi
dos servidores do estado em officio datado de 3
de maio ultimo recommendo a V S. que faca
arrecadar as annuidades do contribuale Dr. Joo
Capristaoo Bandeira de Mello Filho, lente subs-
tituto da faculdade de direito, admettido ma-
tricula do mesmo monte pi por despacho de 17
de abril deste anoo com a inscripeo de 2:0003000
res cujas quotas a razo de 25*000 por quar-
tel devem ser cobrados a contar do Io de jaoeiro
futuro em diantea quarteis adiantados nos termos
cional, cojos serrinos nao
crificio. *
correspondem ao sa-
. e urna parte em o
das obras da matriz de S. Lourenco da Matta. i ----------------.......
urna das concedidas por lei em o das obras da ', b a*CTel de *3 de margo de 1844.
matriz do Ex. outra em o das de Santo Antao n i0, ,D.sPec'or "Ia thesouraria provincial.
outra Analmente, das j concedidas em o da ir- Pe.V0,TO V. S. a relago que acompanhou asua
mandade de N. S. da Conceico de Caruar lnlorlD8Cao Je 28 ds maio ultimo sob n. 205, das
Ficam revogadas as disposices em contrario. I n?en?a,,tla(1e dos alumnos internos e meios peo-
Mando, portanlo, a todas as autoridades a quem f.lonl9lss( g"tuitos do Gymnasio provincial, rela-
o conhecimento e execugo da presente resolu- I Uvamenle.aus mezes de abril a junho deste an-
go pertencer, que a cumpram e facam curoprir' D0" f na imPorlanC'"a de 801*500 ris afim de que
o inleiramente como nella se contem mande pagar essa quantia, logo que for possivel.
Communicou-se ao director geral da
O secretario da provincia a faca, imprimir, pu-
blicar e correr.
Palacio do governo da provincia dePernambu-
co, aos29dias do mez de maio de 186l.quadra-
gesimo da independencia e do imperio.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves.
Sellada e publicada a presonte lei. nesia secre-
taria do governo da provincia de Peroambueo,
. os 29 de maio de 1861. Joo Rodrigues
Chaves.
Registrada a fl 62 do I. 5. de leis provinciaes.
secretaria do governo de Peroambueo 31 de
maio de 1861.Francisco de Lemos Duarte.
LEI N. 503.
Antonio Marcelino Nune Gongalves, presiden-
te da provincia de Pernambuco.
Faco saber a todos os seus habitantes que a
assemblea legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a resolugo seguate :
Artigo nico. Ficam supprimidos os primei-
ros officios de tabellio de notas e escrivo do ci-
vei do termo da cidade da Victoria, e o de tabel-
lio de notas da comarca de Pao d'Alho, subsis-
tiodo someote n'aquelle o de tabellio de notas e
escrivo do civel. que sio actualmente exercidos
por Belarmioo de Santos Bulco. e nesle o de
tabellio de notas, que tambem actualmente
exercido pelo escrivo do crime. e civel Francis-
co Antonio Brayoer de Souza Rangel: revogadas
as disposigoes em contrario.
Mando, por tanto, todas as autoridades a
quem o conhecimento e execuco da presente 're-
solugo pertencer, que a cumpram e facamcum-
pnr to integramente como nella se coolem.
O secretario desta provincia a faca imprimir
publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco aos 29 dias
do mez de maio de 1861, quadragesimo da inde-
pendencia e do imperio.
L. S.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a preseute lei nesa secre-
taria do governo de Pernambuco 29 de maio de
1861.Joo Rodrigues Chaves.
Registrada a 63 do 1. 5/ de leis provinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 31 de maio
de 1861.Francisco de Lemos Duarte.
Governo da provincia.
Expediente do dia 4 de junho de 1861.
Officio ao Eim. presidente do Para.Trans-
muto por copia V. Exc. a inclusa caixinha con-
tendo tubos espillares de pus vaccinieo.
Dito ao coronel
instruc-
cao publica.
Dito ao juiz de direito de Limoeiro.Remeti
a Vmc. copia do decreto de 4 do maib prximo
flodo peloqual Sua Magistade o Imperador hou-
ve por bem commular em priso perpetua com
trabalho a pena de morte, a que pelo jury desse
termo foi coodemnado o reo escravo Miguel aQm
de ter a divida execugo de conformidade com o
decreto 1458 de 14 de outubro de 1854.
Dito ao conselho administrativo.Autoriso ao
conselho administrativo a compra, para forneci-
mento do arsenal de guerra.dos objeclos mencio-
nados nos pedidos juntos sob ns. 39 a 41.Com-
municou-se ao inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Dito.Commuoico cmara municipal da ci-
dade de Nazareth que em aviso de 15 de maio
ultimo participou-rae o Exm. Sr. ministro do im-
perio ter sido approvado pela cmara dos depu-
tados a eleico primara das parochias, que com-
pem o 2o districto eleitoral desta provincia com
excepeo das parochias de Nossa Senhora do Ro-
zario de Goianna, Sao Lourenco de Tijucupapo e
Taaquaretinga, que ficaram adiados para serem
sujeitas ulterior em exame.
Dito a cmara municipal da villa de Sao Ben-
to.Cumpre que a cmara municipal da villa de
Sao Bento remella copia do termo da arremata-
gao, de que trata em seu officio de 22 de maio
ultimo a quo respondo afim de ser devidamente
apreciada e approvada por esta presidencia a re-
ferida arremataco.
Dito ao director das obras publicas.Mande
Vmc. examinar a ponlezinha do Chora Menino,
que, dizem achar-se damnificada, eazer os con-
certos que forem precisos.
Dito ao mesmo.Urna vez que o proorieUrio
Diogenes Francisco de Paula Malagueta por um
termo lavrado nessa reparlico, alem das coodi-
coes indicadas em sua informacao, sob n. 87, re-
lativamente conservaco de urna valla feita' em
seu sitio na povoago 'do Earro Vermelho, e de
ser essa valla conservada emquanto se fuer pre-
ciso, mande Vmc. passar o competente certifica-
do, um de que possa ello receber na thesouraria
provincial, para oque Qcam expedid as conve-
nientes ordens, os trezentos mil ris, em que, se-
gundo consta da citada ioformacao, foi avahado
o damno causado pela referida valla. Expedi-
ram-se neste sentido ordens ao inspector da the-
souraria provincial.
Dito ao mesmo.Chegando ao meu conheci-
mento que as ultimas chuvascausaram em diver-
sos pontos da estrada do norte, principalmente no
lugar denominadoMaricota alguns estragos e
ruinas, que devem ser promptamenle reparados.
attender a sttpplicante, nos termos de sua iofor-
macao de 31 de maio, sob n. 179.
Dr. Felippe Lopes Netto.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Tenente Jeo Adolpho' de Souza Brrelo.Di-
rija-se i thesouraria de fazenda.
Joaquim da Cunha Caralcanti.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Ramos de Vasconcellos.Passe portara
oomeando o supplicante para reger interina-
mente a cadeira de instruccao elementar de Asuas
500)o!erCebend0 gra,ific"ao anDual de...... mou tm aJ"dantM~de"or"d7nsr coferindo'
Manoel Sabino de Mello.Selle e volte.
Mariana Angelina Candida Senhorinha de Bar-
ros. Remedido ao Sr. director geral interino da
instrucgo publica, para attender aupplicante,
nosi termos de sua informacao de 31 de maio, sob
n. 178.
Paula Mara da Conceico.Prove a suppli-
cante o que allega.
INTERIOR.
Do mappi incluso ver V Exc. qual a guarda
nacional que se acba destacada e em que locali-
dades.
O corpo de polica se acha todo distribuido em
destacamento e presta bona servidos.
Est em execuco o regulamento que, appro-
vado pelo decreto numero 2,677 de 27 de outu-
bro de 1860, reformou a repartieso do ajudante
general do exercito, e aos assiatentes transfor-
.' aos pre-
sidentes das provincias, onde nao ha commaB-
dantes de armas especiaos, as funeces destes :
exerce com zelo e inteligencia o cargo de aju-
dante de ordens o mejor Francisco Gomes de
Frenas.
INSTRUCCAO PUBLICA.
Conhece V. Exc. perfeitamente as condiedes em
que se aeha este importante ramo do semeo pu-
blico ; sabe V. Exc. que esta a provincia que re-
lativamente maior sacrificio faz com a instruccao
primaria ; mas sinto dizer que sem resultado cor-
respondente ; a causa primordial est no pessoal
que, em geral, nao satisfaz as condices do pro-
fessorado, nem cumpre seus deveres. Nomeei
urna commisso composta dos Srs. director e
rice-director da instruc?o publica, Dr. Thomaz
do Bomflm Espindola, Dr. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior e Jos Alexandrino DiasdeMoura,
Dla prosperidade da provincia que anda mais i..r.n
urna vez vai ter a honra de ver testa de seos
negocios filho que tanto a honra, como V. Exc-
a quem Deus guarde.
a %ISlaria de 1861.Illm. e Exm.Sr. Dr. Roberto Calheiros
de Mello, Io vice-presidente desta provincia.
Pedro LeaoVelloso.
PERNAMBUCO.
ALAGOAS.
Relatario com que o Illm. e Exm. Sr.
commendador Pedro Leo Vellese|r*ime"esi4sMm^
entregou a presidencia da provincia; JSSiSSSSSi
ao iixm. 1 vice-presidente Dr. Ro- u.d0 e meinorameoto di
berlo Calheiros de Mello.
Illm. e Exm. Sr.Por decreto de 20 do o
passado Sua Magestade o Imperador houve por
bem cooceder-me a exonerado que pedi de pre-
sideote desta provincia, nomeando-me por carta
da mesma data para a do Maranho.
Passando a V. Exc, na forma da lei, a admi-
nistrado, cumpro com o dever prescripto no
aviso circular do ministerio do imperio de 11 de
margo de 1848, expondo a marcha dos negocios
da provincia durante o tempo que Uve a honra de
dirig los.
Serei muilo succinto, porque V.
extranho situago administrativa
ao coronel commandante das armas.
) por copia V. S., para que Ihe d ; determino Vmc. que mand quanto antes'exV-
minar essa estrada, e fazer-lhe os reparos neces-
sarios, flrn de evitar que a demora dessa provi-
mteira execuco, o aviso circular expedido pela
reparticao da guerra em 20 de maio ultimo, de-
termioando que as antigs compaohias de pedes-
tres nao continuem permanecer as estaces
que lhes estavam designadas quando tinham
aquella deoominaco, e sim nos pontos em que
se acharem os corpos, que passaram a perten-
cer, d onde partiro para aquellas estaces desta-
camentos, que devem ser rendidos peridica-
mente,
Dito ao mesmo.Respondo ao officio que V S
me dirigi, sob n.575. e data de 22 de abril do
annocorrente, remettendo-lhe por copia o aviso
de 15 de maio ultimo, no qual o Exm. Sr. minis-
tro da guerra declara que pode V. S. permittir
que v para a escola do tiro o official indicado
pelo commandante do 9. batalho de infamara.
Dito ao mesmo,Sirva-se de satisfazer as exi-
gencias constantes do aviso por copia expedido
pela reparlico da guerra de 17 de malo ultimo
com referencia ao incluso requerimento de Brau-
lio Jayme Muniz Cordeiro,
Dito ao capito do porto.Ioteirado pelo seu
officio de hontem datado, sob n. 96. de j achar-
se collocada na parte do sul do baixo do Ioglez a
boia nova em substiiuico da que desappareceu,
cumpre que V. S. louve em meu nome o desin-
teresse da companhia Vigilante prestando gratui-
tamente a barca de reboque para semelhanteser-
vigo.
Dito ao mesmo.Com a copia inclusa do offi-
cio que nesta data dirijo aos commandaotes su-
periores do liltoral do norte e sul desta provin-
cia, tenho respondido ao officio de V. S. de hon-
tem, sob n. 97, pedindo providencias para que
nao sejam alistados no servico da mesma guarda
nacional os individuos matriculados nessa capi-
tana, e que se dedicam vida do mar.Offi-
ciou-80 aos referidos commandaotes superiores
para providenciar nesse sentido.
Dito ao inspector do arsenal de marinba.
Mande V. S. per a galeota desta presidencia
disposicao de Exm. bispo do Para, que se espera
em um vapor de guerra procedente do sul. afim
de elle eflecluar o seu desembarque nesta ci-
dade.
Dito ao commandante do corpo de polica
Recommendo V. S. que d'ora em diente aos
processos instaurados contra pracas do corpo sob
seu commando porcrimes de desergo, e sempre
que for allegada a circunstancia aggravante de
haver o desertor levado comsigo pecas de farda-
meoto, se ajunte a declaraco expressa do tempo
em que asmesmas pegas foram distribuidas afim
de poder coobecer-se se ellas estavam bu nao
vencidas.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Aos negociantes Leal & Irmios, mande V. S.
pogar os vencimentos, relativos aos mezes d
margo e abril deste anoo, dos guardas nacionaes
destacados em Seriohem, orna vez que eatejam
nos termos lagaes os inclnsos prets que para
esss fim me foram remettidos pelo commandante
superior da comarca do Rio Formoso com officio
de 27 de maio ultimo. Communicou-se aa
commandante superior do Rio Formoso.
dencia veuha a causar maior dispendio aos co-
fres pblicos, apresenlando-me Vmc. opportuna-
menie a coma da despeza que para isto se hou-
ver feito.
Dito ao Rvm. vigario do Ex.Para que a des-
tnbuigo da fazenda destinada aos pobres desva-
lidos desse termo, e do que tralei em meu officio
de 22 de maio lindo, seja extensiva ao maior nu-
mero depessoas, que fr possivel, recommendo
Vmc. que se nao d mais de tres varas de pao
a cada pessoa, ou ainda menos, teodo-se em at-
tengo o sexo e idadedaquellas que o tiverem de
receber.Officiou-se nos mesmos termos ao de-
legado daquelle termo e ao presidente da respec-
tiva cmara.
Portara.O presidente da provincia attenden-
do ao que requereu Jos Ramos de Vasconcellos,
e leudo em vista a informacao do director geral
interino da instruccao publica datado do Io do
correte, sobn. 180, ouvido o conselho director,
resolve nomea-lopara reger interinamente a ca-
deira de insiruccao elementar de Aguas Bellas,
emquanto nao for provida, percebeodo a gratii-
engo anoual de WOfMO.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante da estacSo naval Lou-
renco da Silva Araujo Amazonas O Exm. Sr.
presidente da provincia manda aecusar receido
o officio n. 83, do Io do correte, em quo V. S
communicou-lhe ter assumido nesta data o com-
mando da estaco naval.Communicou-se ao ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declarando o promotor publico da comarca de
Goianna Dr. Joo Juvencio Ferreira de Aguiarem
officio de di de maio prximo Ando, que em 8, e
nao em 10, do mesmo mez entrara no gozo da
licenga de dous mezes, que obleve por portara de
11 e nao 13 de abril ultimo; assim ocommunico
a v. s., de ordem de S. Exc, o Sr. presidente da
provincia e em aditamento ao meu officio de 13
do citado mez de maio.Communicou-se tam-
bera thesouraria provincial e ao presidente da
relaco.
DisrACHOs no du 4 de juhho di 1861.
Requtrimtnlos.
Antonio Francisco da Costa.Junte os docu-
mentos a que allude.
Ain Fradel.Informe o Sr. inspector ds the-
souraria de fazenda.
Beato Jos Ramos de Olireira.Deferido de
conformidade com o parecer fiscal escripto mar-
gena.
Candido Jos da Costa Pereira.Pode seguir
Diogenes Francisco de Paula Malagueta.Diri-
ja-se thesouraria provincial.
Francisco Deodato Lins.Remettido ao Sr. di-
rector geral interino da instruccao, para attender
ao wpphcante nos termes de sua ioformago do
Io do correte, sob n. 181.
PMnktina Arsenia Barbota.RemelHdo ao Sr.
diiwtor geral torioo da instruccj pobltcav par
Exc. nao
da proviocia
que mu dignamente lem governado por diversas
vezes; sua esclarecida pratica dos negocios sup-
prir minhas faltas.
TRANQUILLIDADE PURLICA.
Grecas ao espirito de ordem da populago a
provincia continua tranquilla.
Os hbitos de paz e respeito autoridade to
arraigados se acham que nem os escarceos lerao-
tadosporoccasio da luta eleitoral os poderam
abalar.
E entretanto a contenda foi muito disputada,re-
nhidamente disputada, porque a todos a liberda-
de do voto foi garaotida.
Afora alguos pequeos tumultos as parochias
da capital, S. Luzia do Norte, Atalaia e Porto de
Pedras que serenaram sem derramamento de
sangue, por todas ss outras tudo foi em paz ;
para esse resultado infiuio a iodola pacifica da po-
pulago, as ideas de ordem de que, por occasi&o
da Iota, se mostraram, era geral,possuidos os che-
fes dos partidos, e a attitude que tomou a autori-
dade procurando inspirar confianga a todos :
attitude que teve poder para impor ainda
aquellos que mais desconfiados e injustos se mos-
traran).
Superior aos partidos e armado da lei para
mo oepor aos seus excessos, tudo empenhei,afim
de que a autoridade nao se desarreasse de sua
misso de protectora dosdireitos einteresses le-
gtimos : se nao attiogio-se ao ideal de porfeigo,
iocontestavel que muito conseguio-se, e o re-
sultado o pe bem luz ; neohum partido ficou
proscripto, neohum foi privado de fazer valer
seus meios de aego. s
SEGURANQA INDIVIDUAL.
Sabe V. Exc. o que se lem feito e conseguido
de cortos annos a esta parte, a respeito 4este im-
portaote ramo de servico publico, assim como
qual o seu estado actual que nao desanimador,
apezar das difficuldades com que se luta pe-
las circumstaocias especiaes do nosso paiz
para fazer effectivo o respeito aos direitos indi-
viduaos, principal apansgio das sociedades civi-
lisadas.
No correr do anoo passado commetteram-se na
provincia 133 crimes que, segundo sua nalureza,
se elassitieam assim:
Morte..........
Tentativa de morte......
Ferimenlos graves.......
Ferimenlos leves e offensas physicas
Moeda falsa.........
Roubo, ; .....
F'o...........
Estellionato.........
Damnos...........
Armas defezas.........
Injurias verbaes........
Rapto............
Estupro..........
Entrada em casa alheia ..... 1
Ajuntamentoillicito.......
Resistencia....... .
Tirada de presos........
POLICA E ADMINISTRAQAO DA JUTTICA.
Na direcgo da policia da provincia acha-se o
integro magistrado Dr. Jaime Carlos Leal que,
nomeado por decreto de 22 de novembro do aon
passado, tomou posse e entrou em exercicio em
22 de dezembro seguinte, substituindo ao nao
menos iutegro Dr. Pedro Camello Pessoa que do
governo imperial sollicitou e obteve sua exono-
raco.
Do quadro annexo ver V. Exc. qual a altera-
gao que houve no pessoal da policia durante mi-
nha adminislrago ; elle poe-me acoberto da ac-
cusagao de reactor.
Todas as comarcas da provincia se acham pro-
vidas de juizes de direito e promotores letrados ;
assim como todos os termos de juizes manicipaes
tendo sido nomeado por decreto de 13 de novem-
bro do a a do passado para Anadia o bacharel Se-
rapiao Eusebio de Assumpgo que prestou jura-
mento e tomou posse em datas de 4 e 10 de ja-
oeiro do anno vigente, e para o de Traip, cuja
junsdiegao foi separada do de Penedo por decreto
de 14 de novembro de 1860, o bacharel Eugenio
Augusto do Couto Belmont, que ainda nao tomou
posse, com a separago do termo do Traip flcou
provida urna necessidade de ha muito sentida em
razo da distancia em que ficava aquelle termo
do de Penedo, e entregue ao dominio de juizes
leigos. '
Sobre a conducta dos funecionarios de justics
encontrar V. Exc. as necessarias informagoes em
sua secretaria.
FORQA PUBLICA.
Existe na provincia um contingente do 8. ba-
talho de primeira linha, composto de um capi-
to, tenente e alteres e cincuenta e cinco pragas
de pret, forga que faz a guarnigo da capital,
juntamente com um destacamento da guarda na-
cional : V. Exc conhecer qae o servico feito
pela guarda oactonal pessimo, e que ha neces-
sidade urgente de augmento de forca de primeira
por diversa consideragoes asss vsliosas
ia
i
22
46
1
4
24
2
3
5
I
2
1
1
1
1
2
instruccao publica e indicar as reformas;
uito especialmente ao es-
_ desse ramo do servigo pu-
blico, que tanto interessa ao progresso da provin-
cia, tendo em vista a necessidade de formar mea-
tres e sujeita-los efficaz inspecgo ; quanto a
mim e ahi que est a soluco do problema.
Ha na provincia muitas cadeiras de instruccao
primara, cuja suppresso nao prejudicarla ao ser-
vigo e produziria ama boa economa dos diohei-
ros pblicos; a suprameucionada commisso acha-
se eocarregada de indicar as supprimiveis.
OBRAS PUBLICAS:
O estado critico das fioancas da provincia nao
tem permitlido o provimento do muilo que a pro-
vincia reclama nesle ramo do servigo publico.
Quando visitei a cidade do Penedo lostimei a
falta que sent aquella cidade de um cemiterio,
para o qual, entretanto, havia reunida urna por-
go de materiaes; no uito de provera essa
necessidade. abr u subscripgo que produzioa
quantia de 2:6759000, que foi entregue a urna
commisso, a qual mandei dar da thesouraria
provincial 1:0008000.
O prestante cidado o tenente-coronel Pedro
Vieira, quando estive em Malla -Grande, offere-
cu-se concluso do cemiterio. e ser indemni-
sado, quando o permittissem os recursos do cofre
provincial ; a obra esta coocluida.
SAUDEPUBLIGA.
Appareeendo s|febre amarella era Murici e villa
do Passo de Camaragibe, e sollicitando-me as
respectivas autoridades providencias para o tra-
tamento da gente pobre que falleca sem os soe-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 5 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz.
(Concluso.)
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda :
he passar a emenda do Sr. Luiz Felippe, depois
deAntonio Luiz dos Saniosdiga-seou quem
melhores condiges offerecer.-1)r. Nascimento
Portella.
Encerra-se a discusso. sendo approvada a emen-
da additiva ao Sr. Luiz Felippe e bem assim a do
Sr. N. Portella.
Segunda discusso das emendas offerecidas em
terceira ao projecto de orgamento municipal.
Encerra-se a discusso, sendo approvadas, as
emendas excepgo das que diminuem a porcen-
tagem do procurador da cmara do Recife e os
ordenados dos Aseses das freguezias suburbanas.
Terceira discusso do projecto n. 48, que man-
da restituir aos herdeiros de Pedro Jos Carneiro
Monteiro o que demais pagarara fazenda pro-
vincial do sello de heranga e ao Dr. J. Felippe
de Souza Leo a quantia porque arrematar como
bem do evento, um escravo que depois foi julga-
do liberto ; e bem assim, as custas dispendidas.
Pe-se a votos o projecto, por parles a reque-
rimento do Sr. Fenelon. eudo approvado em to-
das ellas.
Approi-dm-se sem debate as emendas offereci-
das em terceira discusso ao projecto n. 29 que
coucede privilegio a F. M. Duprat para encorpo-
rar urna companhia architectonica.
Primeira discusso do projecto n. 51, que con-
cede privilegio a J. de A. Pinto para manufactu-
rar o verdadeiro ail denominado indico.
O Sr. Pereira de Lucena :Desejo que os no-
bres signatarios do projecto deem as razoes, que
os demoraram a apresenta-lo, e que devem levar-
nos a adoptar a idea que elle consigna ; porque
me parece que es3a empreza nao est Da ordem
daquellas que merecem um privilegio. Se os no-
bres signatarios do projecto me convencerem da
Htilidade do privilegio, sem o qual essa empreza
nao possa ser realisada, e que para ella misler
o emprego de grandes capitaes, e que urna in-
dustria nova no paiz, ento prometto votar pelo
privilegio.
O Sr. Martios Pereira :Quem
ca^d0adde^a,DreCJ1?9a F* 2 EV^'S" '^^S^^^S^&SSSSi
caiidade o Dr. Joao Francisco Das Cabral e para nova no paiz? Nioguem.
a segunda o Dr. Joaquim Telesphoro Ferreira
Lopes Vianna.
COLLEGIODE EDUCANDOS.
A assemblea provincial nenhuma providencia
tomou sobre este estabelecimento, para cujo es-
tado chamo attengo de V. Exc.
A penuria do thesouro provincial, impossibili-
tando o costeio do estabelecimento, me obrigou
Na provincia de Pernambuco existe essa indus-
tria que faz objecto do projecto ?
O Sr. Pereira de Lucena :No paiz? O paiz
o Brasil e nao a provincia de Pernambuco.
O Sr. Martina Pereira:Nao existe em Per-
nambuco essa industria de que se trata ; foi en-
salada no tempo em que eramos colonos; um
pharmaceutico desta cidade intelligente o probo.
a conceder a despedida de alumnos que se acham vera sollicitar desta assemblea um privilegio oai
em condiges de virer por si. e de outros. que introduzir na proriucia es*a industria do ani
ra
contavamcom protecgo de seus prenles ; "fi- qual o mal qLe'ode'viTVoWnca'desTa con-
caram smente os desamparados ; entendo en- cesso ? r
tretanto que o estabelecimento nao deve ser ex- Um Sr. deputado ?-Por esse principio deviam-
tincto. mas sim melhorado. se conceder lodosos privilegios.
THESOURARIA DE FAZENDA GERAL, O Sr. Martios Pereira :-Precisa-se para essa
tata repartigao marchou sempre, e marcha re- industria de capitaes avultados
gularmente sob a direcgo de seu intelligente e O Sr. Pereira de Lucena :Isso'eu "norava
zeleso chefe Umbelino Guedes de Mello, cuja O Sr. Martios Pereira:-...... preciso para
coadjuvagao me confesso grato. que essa industria apparega e prospere, a intro-
CAPITANA DO PORTO. ; dugao de machinas, conhecimentos profeccionaes
uinge-a o capiUo-tenente Cypriano de Azeve- acquisigo de trras para o planto de herva qu
do Thompson, cuja inteligencia, honeslidade e d o ail, etc.; parecendo-me aue de toda a
dedicagao ao servigo publico, folgo de reconhe- utilidade o projecto, pelas vaotagens que offerece
cer nesle documento. ao progresso da provincia.
FAZENDA PROVINCIAL. O Sr. Pereira de Lucena :-A' vista disso
riada tem de tisongeiro o estado Rnanceiro da voto,
provincia, pelo que reclama elle seria atlenco.
eu
Quando em o primeiro de maio do anoo pas-
sado tomei conta da adminislrago, existia em
cofre a quantia de 1:6125048 reise havia urna di-
vida passiva de 74:-283#851 reia; encerrado o exer-
cicio verificou-se que a receita foi de 410:5589718
Encerra-se a discusso e posto a votos o pro-
jecto, approvado.
Dispensa-se o intersticio para ser considerado
o projecto na ordem do dia seguate.
Terceira discusso do projecto n. 30 que de-
ii direito percepgo da gratificago por
a despeza de 410:058*718 ; at boje acha-se li- mais de 12 annos, o professor jubilado da cadei-
quidada urna divida passiva de 41:364*384 reis ra de primeiras lettras do Rio Formoso Antonio
pertencente aquelle exercicio, cujo pagamento dos Santos Vital.
depende de resolugo da assemblea provincial e i Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda :
tem de sobrecarregar o exercicio vindouro. \ Sendo o mesmo favor concedido a todos os
No correle exercicio tem-se arrecade -. professores em igualdade de circumstaocias
Receita ordinaria......90:7578256 S. R.
Dita extraordinaria......19:7989004 .0 Sr. Tneodoro da Silva :-(No devolveu sen
1 discurso.'
linha
nao o ped ao governo imperial antes da eleigo
preparava-me para faze-to agora, expondo ao go-
verno a aoooveniencia da continuadlo dadespeza
que faz-so com os, destacamentos qaguarda mv-
110:5558260 Encerrada a discusso e posto a votos o projec-
: lo. regeitado, sendo, porro, approvado o art.
98:3169010 additivo offerecido na sesso anterior, bem como
6:5278255 emenda apresentada na presente discusso.
Eotra em segunda discusso o projecto n. 29,
que autorisa o governo a contratar com Manoel
Buarque de Macedo Lima, Claudio Dubeux, ou
com quem melhores condiges offerscer, o esta-
belecimento de trunos urbanos a partir de alguma
das ras desta cidade para o poroado Apipucos.
O Sr. Souza Reis justifica e manda mesa a
seguinte emenda que approvada:
Em lugar deou com quem melhores condi-
ces offerecerdiga-secom aquelle dos dous
E se despendido :
Despeza ordinaria .....
Dita extraordinaria......
104:8739265
Ha, entretanto, a solver j urna divida uo
pequea de ordenado a funecionarios pblicos.
Convicto deque o melhor servigo que actual-
mente se pode fazer a esta proviocia garantir a
boa arrecadago e fiscalisago de suas reodas,'
nomeei a urna commisso composta do inspector
da thesouraria provincial, do da geral e do ofli-
cial maior da secretaria para o fim de reverem a
legislago fiscal e regulamentos respectivos ; que melhores condiges offerecer!
de esperar dos conhecimentos praticos e zelo dos Encerrada a discusso o projecto approvado
membros da commisso, que esta ser desempe- e regeilada a emenda,
nhada satisfactoriamente. I Dispensa-se o intersticio para ser o projecto
Alem de outras medidas parecia-me coove-! incluido na ordem do dia.
niente concentrar a arrecadago de todos os im- Primeira discusso do projecto n. 34 que con-
postos n urna s reparlico, extinguindo a mesa cede urna lotera de 120 cornos para as obras da
de rendas ; talvez fosse mesmo conveniente reu- igreja de Nossa Senhora do Amparo de Goianna.
nir a essa reparlico arrecadadora a inspecgo do
algodo, icaudo no mesmo edificio, e sob a di-
recgo de um s chefe.
Os negociantes Silva Leo & C* Qzeram urna
proposta com o fim de cederem o edificio que
eslao concluiodo em Jaragu, para a inspecgo
dos algodes, deposito destes e consulado pro-
vincial ; a proposta est dependente do juizo do
inspector da thesouraria provincial a quem man-
dei ouvir a respeito; por mioha parte acho-a
ventajosa, e seno apressei a realisagio do con-
tracto, foi porque entend que dependa de au-
torisagao d'assembla provincial.
Tendo-se aposentado o cidado Guilhermo Jo-
s da Graga que servia o cargo de inspector da
thesouraria provincial, para substltui-lo nomeei
ao bacharel Mariano Joaquim- da Silva que vai
desempenhando seus deveras com iolelligeocia e
reconbecido zlo.
SECRBTARIA DO GOVERNO.
Esta repartico caminha regularmente sob a
direcgo do doutor Possidonio de Carvalho Mo-
reira, nomeado secretario por carta da 6 de maio
do anno passado, e que tomn posse em 20 de-
iunho. seguinte ; V. Exc coobecer que faco-lh*
justics consignando seu nome a par do reconhe-
clmento de sua intelligencia, zelo e lealdade a
toda prora.
Coocluindo. pego a V. Exc. que, descuidando
atmperfeigo deste trabalho, acceite meurolos.
E' approvado sem debate.
E' tambem approvado em segnuda discusso o
projecto n. 45.
Dispensa-se o intersticio para serem os pro-
vectos cima incluidos na ordem do dia.
O Sr. Braulio Correa e Figueira requerem se
declare na acta, que volaram a favor da preten-
go de Antonio dos Santos Vital.
Dada a hora,
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
SESSAO EM 6 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. baro do Vera-Grux.
Ao meio dia feita a chamada, verifica-se haver
numero legal de Srs. deputados.
Abro-se a sesso.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. 1 Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Bazilio Al ves de- Miranda
Varejo, pedindo que se lbe marque quota no
orgamento municipal para pagamento da quan-
tia de 46:000* que Ihe devedra a cmara mu-
nicipal desta cidade.A' commisso de orga-
mento municipal.
O Sr. Martios Pereira (ordem) jSr. presiden-
ta, em uma das sesses passadas Uve de oeu-
par-me do delegado de Caruar, os tactos que
eu ansio tema, e que denunciei a casa, s rea-
o delegado de Caruar'realisou all o
qu havia declarado nesta cidade, e acham-se
Pre80*A.ntonio Alves da Costa Couto e Manoel
Thom Alves de Couto, pessoas de considerago
e honrados moradores da fregoezia do Altinho
como suppostos criminosos 1 Me parece que
nessario faier chegar de novo ao conhecimento-
do txm. presidente da provincia o como procede,
em Caruar o alferes de policia, que exerce alli
as funegoes de delegado
Ha em Paoellas um cidado que se chama Ray-
mundo Candido dos Passos, com quem por moti-
vos eleitop.es essedelegsdo, quando alli eslivera
iravra urna discusso desagradavel, resollando
disto desavenga entre ambos. O alferes Miran-
da, hoje, como se sabe, delegado de Caruar.
qnerendo tomar vingaoga de Raymundo Candido
dos Passoi.e Bao podendo encontrar facto algum
criminoso praticado por Passos, encenlrou que
elle era desertor do corpo de policia, e realisou.
a priso desse homem viogando-se com a autori-
dade que Ihe foi confiada. Estou informado que
Passos nao desertor de polica. Nao consta
dos asseniamentos deste corpo que esse homem
esteja alli considerado como tal ; mas era pre-
ciso a Miranda urna vinganca sobre Passos, elle
consegui-a desse modo...
0 Sr. Fraocisco Pedro ;Passos est preso?!
E verdade que elle foi furriel do corpo de poli-
cia, mas pode ser que nao seja desertor. Eu co-
nheci-o muito e sempre o julgeei bom mogo.
O Sr. Martios Pereira :Afim de que esse pro-
cedimento do delegado de Caruar chegue ao
conhecimento do presidenta da provincia foi que
confeccionei o seguinte requerimento que vou
mandar a mesa (l).
Vai a mesa Iido apoiado e entra em discusso.
o seguinte requerimento '.
Requeiro que por intermedio do Exm. Sr.
presidente seja esta assemblea informada dos
motivos que deram lugar a priso de Raymundo
Candido dos Passos.S. R.Martina Pereira,
Julga-se a materia discutida e o requerimento
posto a votos verifica-se empate na votago poc
12 votos contra outros 12.
ORDEM DO DIA.
Continuago da 2* discusso de projecto n. 15
de 1860, que crea novos termos na provincia.
Continua a 2a discusso do art. 2."
O artigo regeitado sem debate.
Eotra em discusso o seguinte :
Art. 3." A comarca da Boa-Vista fica divi-
dida em duas. pertencendo a amiga os termos de
Boa-Vista e Ouricury, n a nova que se denomi-
nar comarca de Cabrob, os termos de Cabrob
e Ex.
O Sr. Drummond justifica e manda a mesa o
seguinte aditivo ;
Ficam desmembrados da comarca do Rr>
Formoso os termos de Barreiros e Agua-Preta
que formaro urna comarca sob o nome de Pal-
mares. S. R.Gaspar Drummond. Rufino de
Almeida.
Apoiado eotra em discusso.
O Sr. Gilirana offerece tambem o seguinte
aditivo ;
Em lugar das palavras da mesma repartico
diga-se provinciaes.- S. R.Gitirana.
Apoiado entra em discusso.
0 Sr. Gitirana sostena o additivo que mandn
ao projecto.
Julga-se a materia discutida e posto a votos 6
approvado o artigo do projecto com o additivo do>
Sr. Drummond, sendo regeitado o do Sr. Giti-
rana
OSr. Miranda pede dispensa do intersticio afim
de que o projecto entre para a ordem do dia da
seguinte sesso.
Assim se vence.
Eotra em 3a
anno.
E' lida, apoiada e entra
guinte emenda :
Fica erigido a comarca o termo do Bonito,
com seus limites, seodo para este fim desonera-
do da de Caruar.S. R. Gitirana. Siqueira
Cavalcanti. >
O Sr. Manoel Portella faz algumas considera-
goes sobre a materia.
JuUa-sea materia discutida e
projecto regeitado, ficando
prejudicada a emenda.
Entra em 3a discusso o projecto n. 23 deste
anno o qual absolve a Jos Theodoro Gomes dos
juros que Ihe foram contados por odevida de-
tengo do valor de urna lettra que elle foi aulo-
risado cobrar de Manoel Barbosa da Silva em
poca anterior da lei n. 514 de 28 de outubro de
de 18i8, nos termos da ordem do thesouro de
26 de fevereiro de 1849. e por forga da lei pro-
vincial n. 295 de 6 de maio de 1852.
O Sr. Reg Barros declara que nao pode votar
pelo projecto em discusso, nao s porque nao
conhece as razoes que militara a favor dessa
concesso, mas tambera porque nao sabe se as
assemblas proviociaea podem fazer concesses
da natureza dessa de que se trata.
Igualmente declara que elle nao assignou tal
projecto.
[Continuar-se-ha.)
Discurso pronunciado pelo Sr. depolado
Souza Reis na sesso de 28 do pas-
sado*
O Sr. Souza Reis :Sr. presidente, com quanto
o nobre collega que me precedeu houvesse dito
o quanto era bastante, seno para que neohum
escrpulo tivesse a casa em adoptar as medidas
que se discutem, ao menos para convence-la do-
direito com que agora as discutimos, como muito
competentemente apresentadas pela commisso
de fazeoda no projecto de orgamento, todava
corre-me o dever de dizer alguma cousa mais.
com o fim de tirar a casa qualquer duvida que
por ventura Ihe reste ainda, ja apreciando o que
disseram os oobres deputados que impugoarau
o projecto de orgamento nesta parte, e ja susten-
tando o trabalho da commisso, oflerecendo a
casa as razoes delle.
Dous foramosargumentos produzidos com o tira
de sustentar-se que no projecto de orgamento nao
se podem admittir|disposigoes permanentes, con-
cluindo-se dahi que do projecto era discusso se
devem destacar os artigos 43 a 47 ; bem, se
disse, tem e seu asseoto no acto addicional, e o
outro o tem no regiment da casa.
Quanto ao primeiro, se disse que, compeliodo
pelo acto addicional assemblea fazer o orca-
meoto annoal, a commisso eocarregada de for-
mular o respectivo projecto nao pode apreseotac
neste medida alguma que nio seja relativa a re-
ceita e despeza do anno para que i feito o orga-
mento ; quanto ao segundo foi dito que o re-
giment da casa nos addittlvos de 1852 expressa-
mente o prohiba que as leis de orgamento pro-
vincial se consignassem disposices que nao fos-
sem annuas.
Sr. presidente, seudo certo que i assemblea
pelofacto addicional compete fazer o orgamento
da despeza e receiti anoual da provincia, e que
pelo regiment da casa tal orgamento feito em,
vista do respectivo projecto que a commisso
competente offerece, nao meos certo que um
tal projecto deva con ter tambem todas as medi-
das tendentes a melhor arrecadago da receita e
a melhor destribuigo della na despeza ; medidas
estas que devem ter o cunho de permanencia
discusso o projecto n. 45 deste
em discusso a se-
posto a votos o
conseguintemento



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mi ? m t>~
URiO DI FEfilMUeOO. v. SEXTA F6IRA. 7 JM TONHO M lttl.
iBHi mu ...
porque sem Jato oifficil, se, nao impossivel seria I blo disposigao permaneete e nao diz reapei-
ter-se asa roeihor arrecadacao e destrrboigao, le a rrecadago.
par quarilo sement a experiencia pode e deve Em t856 dispo-sez na lev do orgamento rle).
acooeelhar reformas e iaoevagaes ;e coaseguio-j -Fita tambem o governo auterisado a dis-
temente, mesmo no acto addiciooal, encarada pensaras alumnos externos ou meio pensionistas
qu'sto por este lado, que o preeodaaaeoto 4* i de- Oymnatio da exigencia de idade de que trata
-
commiaae ensontra a sua jusliQcaceo.
E uaado bastante aio osse esta rciuba ar-
Kuaneolagao para oesla parte responder aos no-
tares deputados que impugnaran) o procedimeolo
da commissao, eu leria para convence-loa o (acto
constante praticado por etta casa, o (acto cons-
taste praticado por todas as aaaembleas provtn-
ciaes do paiz, o facto constante praticado pola
asseeatilea -geral, as quaes-todas sempre as dis-
posicaes genes do orgamenlo estabtlecem me-
dalas permanentes ao par de mwitas meramente
transitorias, sendo que algunas assembleas, as
distinguen) expressameote denominando-as mesmo
transitorias ou permanentes, segundo ellas sae.
OSr. Ruuoo de Almeida :Ser um abuso.
O Sr. Souza Reis :Um abuso I
' o verdadeiro meio de comprebender e de
exercer as suaa attribuiges.
Nao procede por lauto e argumento que se de-
duio do acto addicional.Vejamos agora se pro-
cede o que se dedozio do regiment da casa.
Sr. presidente, V. Exc. se ha de lembrar que,
sao obstante ser rauito sabido que no ornamento
provincial se nao deviara admittir disposiges
que nio fossem annexas pelo que diz reapeilo a
fixago da despeza e ao orgamenlo da receila, ou
que nao sendo annexas conlivessem medidas ten-
dentes a melhor regularisacao da dospeza e da re-
ceila, lodavia abusos so deram, e por tal forma,
abusos taes, e a que talvez se deva hoje o estar-
mos lutando com as diflculdades flnauceiaes com
que luamos ( apoiados, muito bom, ) que, como
um paradeiro elles, resoUeu esti asserablea
consignar expressamente nosso regiment aquillo
que todos diziam comprebender que era o aue
eslava as atiribuiges da assemblea na coofec-
co do orgamento aonual. Assim fui pois que
m 1852 (o o regiment da casa additado com
esta disposigao : (l)
as discusses da lei do orgamento provin-
cial bao sero admittidas emendas rom disposi-
joes que nao sejam anouas, excepgio das que
disserem respeito a arrecadacao e fiscalisacao das
rendas proviuciaes e das aulonsages concedidas
ao governo para t reforma das repartibles pu-
blicas e promulgaeios de regulamentos.
Entretanto abusos se davam ainda, como por
exemplode se consideraren) as simples approva-
ces de pareceres das commisses, como resolu-
coes detiailivas da assemblea, muas vezes a
respeito de abales, indemnisages, aogmeDlo de
ordeoados e outras concesses, para enxerta-las
-como emendas na lei do ornamento, (apoiadoi ; )
e para que inda por este meio se nao quizesse
inulilisar a salutar disposigao odditada ao regi-
ment da casa, e que eu acabei de 1er, outro ad-
ditivo fui ainda consignado oesse mesmo auno,
nos seguini.es termos : (l)
As resolucoes que iuvolverero disposiges
permanentes s podero ser presentadas segun-
do o disposlo do cap. 7o aits. 97, 100, 101 e 102
do mesmo regiment.
Taes sao, Sr. presidente, as disposices do re-
giment com que os nobres deputados a quem
respondo, argumentan) contra os arligos perma-
nentes do projecto que se disrute.
Entretanto, desde qua se v que os artigos
permanentes confeccionados-e olTerecidos pela'
commissao do projecto de orgamenlo, bem looge
decooterem unidades que possam comprooietier
o estado fioanceiro da provincia, teodem a me-
lhorar este mesmo estado, eslabelecendo regrss
para a melhor arrecadacao da renda, e pira sua
melhor applicago por meio de reformas em al-
gumas repartiges, e estabelecimentos, chega-se
concluso de que a commissao nao exorbitou
de suas attribuiges e -respeitou mesmo o i
auditivo do regiment, sendo que nao menos
respeiiou o 2", porque, sabendo como deve sa-
ber casa, que os arts. 97, 100, 101 e 102 a que
elle se refere, tratam do modo porque cada um
deputado pode propr qualquer urna resoluco,
sendo este o projecto de lei, a commissao de
fazenda e orgamenlo offereceu em um projecto
regular, como o de ornamento, as disposiges
permanentes que se quer destacar desse mesmo
projecto.
Poder-se-ha pois com razo contestar a com-
missao de fazenda e orcamenlo o direilo que li-
nha para offerecer a apreciago da casa taes me-
didas, e casa o direilo de disculi-las, para
adopla-las ou nao, se forem ou nao conveni-
entes ?!
h.' assim, Sr. presidente, que eu emendo ter
respondido ao uubre deputado (apuntando para o
Sr. Rufino de Almeida) de mulo a me parecer
que nenhuma duvida pode restar de que a com-
missao de fazenda e orgamento, obrou regular-
mente, de conformidade com o acto addicional e
com o regimentque delioe as nossas altri-
buiges.
O Sr. Ruano de Almeida : Nao entendo
assim.
O Sr. Souza Reis : Mas, Sr. presidente,
apreciando ainda os factos quesetem dado cons-
tantemente insta casa depois mesmo da adopeo
dos additivos do regiment, que eu vou demons-
trar que a verdadeira iotelligencia desies, a que
resulta de sua simples leilura, a que eu enun-
ciei j, e com a qual est de accoido o procedi-
meolo da commissao.
Esles auditivos sao de 1852, eu vou apootar a
casa as disposiooes permanentes consignadas em
todas as l"is de orcameDto provincial desde o
anno de 1853.Peco liceoca a casa para oceupar
a sua atleogo, leudo urna a urna essas dis-
posiges.
{Com um livro em que 10) :
Lei de orgamenlo provincial de 1853.
Ficam em vigor as disposices do regula-
mento ns. 156 de 28 de abril de 1842, menos oa
parte em diz respeito a desigoago de bens para
pagamento de sello de heranca etc.
O Sr. Rufino de Almeida : Nao diz respeito
a arrecadacao ?
O Sr. Souza Reis : E' urna disposigao per-
manente, mas que podia ser adoptada anda
mesmo por emenda por dizer respeiio a arreca-
dacao da receila, assim como as que dizem
respeito a reforma de reparlices, regulamentos
etc., porque urna e oulra cous esto ua excepgo
do Io additivo.
(Ha um aparte.)
Em 1854se dispz na lei do orgamenlo o
seguinte :
(L).
Os lugares creados pelo art. 320 desta lei
sero prvidos sem cuncurso, preferindo-se os
actuaes empregados, da ihesouraria e os cidados
que por se lerem oceupado em irabalhos desta
repartigo lenham dada provas de habili-
ta gao.
majs ainda (l).
Os 6% cedidos aos empregados proviuciaes pelu art.
45 da lei n. 320, sero dedusidos no acto da c-
branos deste imposto e antes do seu recolhimen-
to a competente estago e destribuidos pelos
ditos empregados da maneira segunte :
No municipio do Recite, dous para o juiz etc.
etc. etc.
Notai bem, senhores, que estas disposices
teodem a derogago de um regulamenlo "e a
levogago de urna lei, sendo que at a primeira
traa da creago de empregos e modo de pro-
ve-los, empregos creados pela mesma lei de or-
namento no art. 32.
O Sr. Kuiiuo de Almeida : Sao medidas de
arreradago.
O Sr. Souza Reis : Sao artigos estes de dis-
posigo permanente, sem duvida, e que nao
dizem resueno a arreeadago.
O Sr. M. Porlella : Se eu mandar urna
emenda a mesa pediudo a creagode urna cadei-
ra oo Gymnasio, pode ser admtltida ?
O Sr. Souza Reis : Nao......
O Sr. M. Porlella : Porque ?
O Sr. Souza Reis : Perdde-me
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Presidente : Alteoco!
palavra o Sr. Souza Reis.
O Sr. Souza Reis : V. Exc. perguntou-me
emenda creando urna cadeir no Gymnasio. Po-
de incoHteslavelmeote.
O Sr. M. Portella.Em entendo que nao a vis-
ta do regiment.
O Sr. Souza Reis.Est na excepeo expressa.
Um Sr. deputado.Mas isto nao reforma,
O Sr. Sonta Reis.Ento o que ?
(Ha um aparte.)
O Sr. Souza Reis.No orgamenlo provincial
e 1855 v-se o seguinie (l) :
O exame das cootas do tbeioureiro das rote-
rias ser feito {rt deshorasdo expediente da ihe-
ooririo provincial; para paga deste trabalbo se
deduzlr etc., etc., etc. >
o art. 129 da lei n. 369 durante tres annos etc.,
etc.
Gbamo alteogo do oobre director da iostruc-
Cio publica para esta disposigao, porque consli-
Mie ella urna alteragio na le da iortruegio pu-
blica.
<0 Sr. Oliveira :Nao permanente.
O Sr. Souza Reis .Nao e permaneote I E
eu digo ao oobre deputado que aio urna dis-
posigao aonua ; e tndo de vigeaar por trea
annos nao poderia ser admittida m urna lei de
orgamenlo, a proceder o argumento dos nobres
deputados que impugno o procedimentoda com-
missao.
O Sr. Oliveira :Foi trien sal.
0 Sr. Cintra :.que a lei de orgamenlo dtwe
tres annos !
(Ha outro aparte).
O Sr. Souza Reis :Em 1857 se dispot isto
d).
0 governo -mandar fazer por administrago
ou arrematego os reparos da matriz de Geianoa
ou entregar para este Om ao respectivo vigario
a quantia precisa e o producto das loteras que
Ibe forem concedidas, existentes na thesouraria,
sem carecer nada de (langa, e semelhaote ortica
ser extensiva aos vigarios de todas a matrizes
qui estiverem no mesmo ceso
E esta urna disposigao permanente, e alm
disto derogatoria das leis que regulam a materia
na thesouraria provincial pelas quaea c expres-
samente prohibido que alguem se encarregue de
qualqu6r obra, muito principalmente recebendo
dinheiros para isto, sem prestar Oanga.
Oispde mais a mesma lei(l) :
Ficam suprimidos os ordenados da adminis-
cao do collegio dos orphos.
E tambem disposigao permanente e que, bem
como aquella, nada tem com a arrecadagao.
Assim demonstrara eu anda que nos mais an-
nos se tem incluido oa lei de orgamenlo seme-
Ihmies disposices se livesse a rao as respecti-
vas collecces ; basta porm o que tenho expos-
to a casa para que ella se convenga de que o
faci cooslante justifica o procediment da com-
missao de fazeoda e orgamenlo, para que se con-
venga de que esta aseembla tem sancionado
seujpre o que a mesma commissao prope que
ella faga ainda este armo.
O Sr. Nascimento Porlella :S com os factos
narrados ?
O Sr. Souza Reis :Quer mais ainda ?
O Sr. Nascimeoto Porlella :Isto nao me sa-
tisfaz.
O Sr. Souza Reis iEslou por isto.
Urna obejecgo porm se nppe ainda Sr. pre-
sidente e que as derogages de leis, e de re-
gulamentos : as reformas e reparlices e esube-
lecimeDtos, sendo admissiveis como disposices
autorilalivas, nao obr< u a commissao regular-
mete estatuiodo-as sem este carcter I Oh I se-
nhores nos podemos aulorisar as reformas das
reparliges.edos seus regulamentos, e as nao po-
demos fazer ? Com vm tal modo de pensar ti-
I ra-se-nos um direilo, urna regala, cujo exerci-
j co se quer dar quem somente pode ter por oos-
sa autoriagao I Isto nao se compreheode !
[ (mullos apoiados).
O Sr. Rufino de Almeida :E' questo de for-
mula,^ nos nao podemos fazer isto.
O Sr. Souza Reis :Mas aioda se disse que
nos nao podemos nos ocupar com as reformas
das repartiges, dos estabeciincoios e de seus re-
gulamentos, e oem o devenios fazer purgue nao
temoso lempo deque precisamos para cuidar
de lo importantes negocios, sendo que o go-
verno o mais habilitado para faze-lo.
Sr. arosidenle, se isto exacto at cerlo ponto,
deixa dese-lo a certos respeitos.
E' verdade que o lempo nos falta para tratar
de assumptos muito importantes, como de que
ora nos oceupamos, e isto succede porque de or-
dinario aecumutamos trabalho para o um da ses-
so. mas sabe V. Exc. que o remedie para isto
est em nossas mos, e conseguiritemente tal ar-
gumente nesta parte nao procede. Quanto po-
lrn a ser o governo o mais habilitado para fa-
zer essas reformas direi que, parecendo ser as-
sim pelo contacto mais immediato em que elle
deve estar com as diversas repartiges e eslabe-
lecimeutos, devendo por isto coohecer melhor
as suas necessidades, o facto demonstra o con-
trario, porque as pessoas investidas do governo
da provincia se succedem lo continuadamente
de anno a anno, que nao tem os presidentes lem-
po as vezes nem ao menos para visitar urna s
dessas repartiges, um s deses estabelecimen-
tos I Isto urna verdade ncontesiavel. Ea vis-
ta disto nevemos nos deixar de fazer as reformas
precizas, e esperarnos que venha um presiden-
te a quem se d lempo para chegar a coohecer as
necessidades de taes reformas para no- las propor,
ou eileciua-las se o livermos aulorisado a fa-
ze-las '
(Ha um aparte.}
Nao quero aizer lito, mas acho ajan exprea-
io....
O Symphronio Coutinho : E1 aa pouco in-
feliz.
O Sr, Souza Reis:E' um peueo infeliz; jHt
bem o nobre deputado. Temo esmoter mais outras
fooccna, todas religiosas,
que meociooei.
As funeges do eensorain: aiHjln diaei-
plimr na alnasBoa, acompasas-loa, eje.
Ora, quem oo v qua a fnnanef destes den*
empregos sao sem duvida nuilo compaiiveia. e
que de ana aecumulage uaa s individnn.
nenhum inoooveoienle raanMa ? a aiuples leitn-
ra do S que consagra nata medio eon(mnUda
com a lei da instruego publica, onde taes attri-
buiges etto definidas, faz conhecer as razee
que leve a commissao para apresenla-las, sendo
ellas taes que oinguem-detxar de aceitar, per
que assim, oo smente se acaba com esse cor-
tejo de empregados core que oo lempo de certo.
administrador desta provincia se quiz dotar a,
diversas repartiges e OS estabelecimentos que
lhe coube crear ou reformar, como se faz urna
bem entendida economa.
Entre as funeces desses dous empregos ha
apenas duas, que sao a de celebrar a missa e de
coofessar os internos, que se distinguen) esaee-
cialmeote de todas as mais, porm desde que sao
ellascoohecidas se toma evidente que o vice-re-
gedor dever ser um sacerdote, cerno boje exige
a le que seja o esmoler.
A oulra disposigao do artigo conlida no V
refere-se aos lugares de ecnomo e secretario,
que a commissao propoz que sejam supprimidos,
sendo suas funeges exercidas por um commis-
sario, pelas mesmas razes e com os mesmes
fuDdameotos com que estabeleceu a emenda an-
tecedente.
O trabalho do ecnomo tal que talvez oelle
se oo oceupe diariamente mais que urna hora o
individuo que o exerce, sendo que o secretario por
sua parle tambem pouco tem que fazer, perquao-
to lodo o seu trabalho reduz-se a fazer a matri-
cula dos alumnos, escrever as actas e os ofBcios
do regedor.
Haver, Sr. presidente, iocompatibilidade na
accumulago de taes funeges em um s iodi-
viduo?
O Sr. Lucena :Nenhuma absolutamente.
O Sr. Souza Reis :Eu nao a vejo.
Um Sr. depotado :Eu so acho improprio o ti-
tulo de commissario.
O Sr. Suuza Res :E porque ?
Um Sr. Deputado:D-se-lhe oulro oome.
O Sr. Souza Reis : Sim ; pelo nome nao
perca.
Os commissarios fazem escripturago, e guar-
dam dinheiros com que fazem despezas, ou os do
para esle Om.Nao era conveniente que abolis-
simos um s deates empregos, mandando que ao
OSr, Seuta Reis:O gymnasio nao tem um
a* alumno que siga o curso nelle estabelecido.
De ordinario oa que estudam destioam-se as fa-
W*n esieacUln nidada* daMtMiio. ea deatiinaicio dos estu-
< oJMtMMM. pela qual somente dapois do es-
tatdo dn enri* disciplinas em urna certa ordena
a* pedam estnnr outras tem afugeniado os pre-
tanrlan*jn su* fraqueocia por sil forma que es-
te estanetacisaento ae vai tornando intil.
O Sr. M. Portella :Nesta paite carece de re-
forma, mas nao que o nobre depula iudica no
orajeco.
O Sr. Souza Reis:Eu ou vi, Sr. presidente, ao
proprio regedor deste estabetociuseolo, a quem se
oo pode negar todo o zelo e o melhor desejo
pal* prosperidad* do gymnasio, ouvi-lo digo, re-
coohecer comigo que era este um deleito da
iosttuigeo.
OSr. M. Porlella:Eu acabo' de confessa-lo.
Ua Sr. deputado;Nao dizem isto. \ Me parece, que com justiga nioie pode aecusar
0 Sr. Souaa Rtrls:Quantos alumnos temo a commissao, incumbida de examinar a convenir
gymanejo 1 enca de algumas medidas, propoatsa so projecto
Vm Srdaauted:Trinta e um. de lei do orgamenlo proviocial, com reaeo k
casa de detengo, de de nao haver eumprido o
seu dever. Despendendo de pouco lempo, visto
como achava-se em discusso, ou prestes
eotrar em discussao, o artigo do orgamento, qua
se referia aquella estabelecimento, balda aioda
de ostros recursos, da que uo poda langar asi o,
altelas as circumstancias, que acabei de referir,
claro, que a ooaaoisso, quando mesmo ai*
livesse eumprido exactamente com seus. deve-
res, quando mesmo nao tivesse correspondido
em todas os pontos a expectativa da casa, oo
devia merecer a censura, que lhe acaba da fo-
sar o nobre deputado pelo Bonito, porquanto, me
parece aioda, que todo aquelle que tiver lido com
alteogo e calmado parecer, que a commissao offe-
receu, hade se coo vencer, da que ella oo ae limi-
tou estudar e emitiir sua opioiao rnente so-
bre os pontos do orgamenlo, que autonsaram, ou
que deram lugar sua nomeacao, mas ainda foi
O Sr. Souza Reis:E o nobre deputado que muito alm, oceupando-ae de objectos alheios ao
acaba de confessa-lo, todava eoteode que a me- i plano que lhe fura tragado, e ludo isto pelo zelo
que lhe cumpria mostrar no desempeoho de urna
dida que a commissao prope nao o conve-
niente; e por que,senhores?....
Assim vou eu me oceupando de urna reforma,
tendo deixadoem camiouo a cadeira de desecho
e o ensino degymnastica, etc. I Em lim nao te-
nho remedio agora seno continuar.
Diz a commissao, (lj :
E' livreaae alumnos do gymnasio proviocial
o es tu do de qualquer das materias que ali se en-
sioam, urna vea que se matriculen! em lempo
competente, revogados assim, etc., etc.
Se o mal, Sr. presidente, est na obrigago de
applicar-se o alumno ao estudo de urna materia
depnis de ter frequenta.io certas cadeiras, guar-
dada assim urna ordem oo estudo das materias
que se eosinam no gymnasio at se completar os
7 annos do curso, se o mal este....
(Hs um aparte.)
O Sr. Souza Reis:lato confundir o que eu
disse, coDSiderando essa ordem no esludo como
causa da nao frequeocia da gymoasio, o que
um mal.com o mal que pode resultar do livre
estudo quaotoao aproveilameoto dosesludanles.
Sem duvida conveniente regularisar o esludo
em estabelecimentos desta ordem, mas nao deve
ser isto de maneira que lolha absolutamente o
livre estudo, muito principalmente desde que se
v que nisto est hoje o mal do gymnasio. e que
a continuar, nao se tirar delle as vantagens e
proveito que se devia esperar.
Um Sr. deputado :Aos externos livre o es-
tulo.
OSr. Souza Reis:E' verdade; mas sabe o
nobre deputado que quando se inslituio o gym-
nasio, se leve em vista principalmente o intrna-
lo, como urna necesstdade palpitante, e se o li-
vre esludo conveniente, se a disposigao cou-
nar-
commisso to hoorosa e lo ardua, e pelo inte-
resse que devia manifestar para com a sorte de
tantos individuos ligados um estabelecimento
de tanta importancia, como essede que me estou
oteupaudo.
Assim he que a commissao, podeodo se cir-
cumscrever somente aos tres pootos do orcameo-
lo, isto se couvioha ou oo a suppresso dos
guardas, e a dos serventes, e se o fornecimenlo
devia ser feito por administrago ou por arrerna-
lago, oo o fez.no entretanto, e procurou chamar
a alteogo da assemblea para objectos de outra
especie, que interessavjm mu de perto ordem e
economa do estabelecimento : assim que poden-
do deixar de entrar em delalhes, de dar as razes
pelas quaes se faz preciso aconservago dos guar-
das, (especificando as suas obrigaces) de exami-
nar o pessoal da secretaria, o numero dos livros, e
de apresentar medidas tendentes facilitar a ar-
remataco do foroecimeoto de alimentago, ele a
commissao tocou, nao obstante, em todos esses
pontos, appreciou-os sob varios aspectos, e apre-
senlou final, sua opinio respeito de cada
um.
Porlaoto, como que se censura a commissao,
por ter se excedido em zelo? A commissao, Sr.
presidente, nao foi oomeada. para proceder 'um
inquerito na casa de detengo respeito de todos
os ramos de servico daquelle estabelecimeoto,
(apoiados) a commissao, como j disse, foi no-
meada para emitiir lo somente o seu juizo ceres
desses tres pontos do orgamenlo que j mencionei.
Se ella tivesse de proceder I um exame sobre
todos os ramos de servicos do estabeleci-
mento de que se trata, enio outro sena o seu
parecer, por isso que o principio de justiga lhe
outro seaccumulassem as suas funeges, e enten- trsria tem concorrido para que nao abundem os ; imporia o dever de elogiar o que houvesse encoo
do mesmo que nao o devoraos fazer, porque se o interuos no estabelecimeoto, tal disposigao, ao '
i i i .,r (., '... laaai i J ------__:______ _.!_ ii .___________ a___________* _..lt..v. as* t
fizermos, iremos determinar o individuo que deve
licar no estabelecimento accumulaudo os dous
empregos, quando isto deve ser acto somente do
presidente da provincia. (Apoiados.)
O 3" dispe que Oquem supprimidos os luga-
res ae repetidores, e a cadeira de desenho, e re-
vogado o art. 122 da lei.
Ora, Sr. presideote, sendo os repetidores se-
gundo a lei, individuos que devem repetir aos
alumoos as explicages dos professores.
O Sr. M. Porlella :Tem mais ouiras funeges.
O Sr. Souza Reis:Exercem urna certa ins-
pecgo ; ha alguma cousa de disciplinar mesmo
as atlnbuiges dos repetidores sobre os alum-
nos...
Um Sr. Deputado :De pedaggico.
O Sr. Souza Reis:De pedaggico, diz bem o
nobre deputado.
Sao Sr. presidente, taes atlribuigesde tal im-
portancia que por isto mesmo que elles devera vi-
ver mais em contado com os alumnos do que os
propnos professores, devem ar de qualidades su-
periores talvez aa destes ; e se, como pens es-
tamos bem leoge aioda de ter no gymnasio um
pessoal ae professores como coovem e como pa-
ra, desejar, oode achariamos individuos devida-
mente aptos para aquelles lugares? Os rooelido-
res sao oulros taalos professores; estes, por as-
sim dizer, explicam as ligos para aquelles que as
transmitiera aos alumnos.
O Sr. M. Portella :Nao senhor.
O Sr. Souza Reis:Por assim dizer.
OSr. M. Portella:Nao admiti assim mes-
mo ; porque pelo regulamenlo os professores eo-
sinam directamente aos alumnos.
O Sr. Souza Reis:Sel disto, mas isto mesmo
nao exclue o que eu digo.
(Ha um aparte.)
O Sr, Souza Reis :Assim, Sr. presidente, c/eio
que laes lugares nao podem haver no nosso gym-
nasio e por isto julgou a commissao dever aboli-
los,
O Sr. M. Portella :Ainda nao foram prvidos
estes lugares; em lugar de supprimi-los talvez
fosse melhor dizer-se que nao fossem prvi-
dos.
, pode....
quem tem
Devemos somenie por taes consiaeragoes dei-
xar de apreciar as medidas que a commiss&o de
orgamento e fazenda se deu ao trabalho de con-
feccionar e offereceu a coosideragao da casa ?
Nao ser talvez impossivel esperar que medi-
das laes se tornera a procedermos como quer o
nobre deputado, e nao como quer a commissao ?
Eu, Sr. presidente, peDso que a casa deve ter
em muita coosideragao ludo quanto tenho dito
para que possa bem resolver ; e convencer-se-
na de que medidas de lano alcance como sao as
que prope a commissao devem ser devidameule
apreciadas.
O Sr Rufino de Almeida :J retirei a emen-
da e subslilui por outra. ,
O Sr. Souza Reis:E' justamente em viriude
dessa emenda que o oobre depuiado offereceu
por ultimo, e pea qual pretende que os arligos
de disposiges permanentes sejam destacados do
projecio, que eu assim fallo; talvez o nobre de-
putado se nao desse ao trabalho de examinar o
trabalho da commissao para apreciar as razes
cora que ella o fez.
0 Sr. Rufino de Almeida :E a commissao j
deu as razes?
O Sr. Souza Reis:E qual foi o nobre deputa-
do que se ergueu j nesta casa para pedi-las?
qual foi o que impugnou o trabalho da commis-
sao quanto as medidas que contm o artigo que
se discute?
Apenas, Sr. presidente, se tem discutido sobre
a forma, por ter a commissao presentado taes
medidas no projecto de orgamenlo ; e devia a
commissao, antes que fosse provocada a justifi-
ca-las, faze-lo?
Um Sr. deputado :O Sr. 1. secretario j tra-
tou disto.
O Sr. Souza Reis:O nobre Io secretario tra-
tou disto verdade, mas nao apreciou as medi-
das da commissao, e leve por fim apenas, como
elle proprio o disse, sustentar que taes medidas
eram eslranhas ao orgamento, declarando al por
ultimo que delle deviam ser destacadas ; nao po-
dia portanto a commissao somenie por isto dar
as razes do seu trabalho, mas apenas de te-lo
feito na lei de orgamento.
Eotretaoto, se a casa deseja ver justificadas as
emendas propoalas pela commissao, se o nobre
deputado (apontaodo para o Sr. Rufino de Almei-
da) eotende que, nao obstante ter levado a dis-
cussao para outro ponto, a commissao tem obri-
gago de justificar essas medidas, eu o salisfarei,
e a casa resolver se bem procedeu ou nao a'
commissao.
OSr. Rufino de Almeida d um aparte.
OSr. Souza Reis: Oh !.. O nobre deputado
diz que oo pode apreciar as razes com que pro-
cedeu a commissao porque ellas nao vem no pro-
jecto I E queria o nobre deputado que taes ra-
zes viessem no projecto?___
(Ha um aparte.)
Sim, pelo estudo que o nobre deputado devia
e lhe cumpria fazer para poder impugnar o tra-
balho da commissao.
Sr. presidente, o artigo que se discute trata
das reformas que a eomraisso entendeu dever
fazer no Gymnasio Provincial, e sua primeira dis-
posigao refere-se aos empregoa de censor e es-
moler, reduzindo-os a um s sob a denomioago
de vice-regedor.
A commissao, vendo que es funeges desses
dous empregos, como se aeham determinadas na
lei da instruego publica, se harmoaisam por tal
forma que nenhuma ineompatibilidade se d no
exercicio simultaneo, nao duvidou accumula-los
em um s individuo.
E na verdade : quaes sao as funeges do cen-
sor? Quaes sao as fuocgea do esmoler ?
As deste aio : celebrar a misia e calheclisar
os alumnos internos.
(Ha um aparte.)
Eu sei que cathechissr quer dizer doutrinar,
as a lei usa daquella exprsalo.....
O Sr. Souza Reis :E porque nao foram pr-
vidos ?
0 Sr. M. Portella :A casa em que funcciona
o gymnasio oo admitte por ora estes emprega-
dos, que pelo regulameoto devem morar do esla-
bel.-cimenlo ; tem havido mesmo dilliculdade em
achar um pessoal conveniente, mas disto nao se
segu que se supprimam os lugares.Nao se vo-
te quola, coocordo ; e quando o gymnasio esliver
em edificio conveniente nomear-se-ho esles em-
pregados.
O Sr. Souza Reis :As ideas do nobre deputa-
do esto em harmona com as que tenho enjilli-
do ; ambos convimos em que oo podemos ter
aioda repetidores ; que nao ha pessoal cooveoieo-
lo para isto, discordamos apenas em que, por is-
to quero eu a sua abolico, entretanto que-o no-
bre deputarh) quer apenas que se diga que nao
sejam taes lugares prvidos por ora.
Eu{digo ao nobre deputado, porque Do esta-
mos de accordo oisto, porque receio que a ma-
na de accommodar alunados, que faz at com
que apparegam empregos onde nao exislem, seja
causa de serem laes lunares prvidos. (Apoiados.j
Com que facilidade Sr. presidente nao se empre-
gar como repetidor um e mais individuos que
estariam bem longe al de ser discpulo?! Por
ludo isto enlendo que taes lugares se devem sup-
primir para quando podermos t-Ios crea-
rem-se.
(Ha um aparte.)
0 Sr, Souza Reis :Pois bem ; e quem nao v
que as medidas da commissao nao sao de mera
economa, mas lo bem de melhor regularisar o
gymnasip segundo o nosso actual?
Tambem prope a commissao a suppresso da
cadeira de desenho, e a revogagodoart. 122 que
maoda ter meslres de danga, msica, nalago,
equilago e gymnastica.
Sr. presideote. eu creio, que o gymnasio, como
nos devemos querer que seja, oo admitte o en-
sino de taes cousas....
(Nao apoiados.)
O Sr. Symphronio :Faz parte de urna educa-
cao liberal.
O Sr. Oliveira :Veja que alguus ensinos des-
tes sao pagos pelos alumoos.
O Sr. Souza Reis:Que ensinos?
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Souza Reis :O que eu vejo figuraren)
oo orgamento da thosouraria ordenados para to-
dos os professores de laes ensinos I
Eu pens, Sr. presideote, que por ora devemos
procurar lar um bom estabelecimeoto em que se
eosine bem as lingoas, a philosophia a rhetorica,
e rali id os preparatorios necessarios para a matri-
cula das diversas faculdades e escolas do impe-
rio.
O Sr. Symphrooio :Alguma cousa mais.
OSr. Souza Res:Bem, concedo; mas que
oeste mata entre o desenho, a gymnastica, a e-
quitagao...?!
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Souza Rala -Oh I senhores, porque ha-
vemos nos de aestruir dos tactos?) Para que nos
Iludimos ? I Eu quero contestar por ventura,
que o'um paiz bem organisedo o qua lem chega-
do a um grao elevado de civilisago...
0 Sr. Jl. Porlella :E Pernambuco nao estar
ueste caso I
(O Sr. Souza Reis .-Nio posao contestar qoo
o'um paiz bem organizado, a que tem chegado a
um grao elevado de civilisago e de illustragao.
passo que torna os internos de melhor coodigo
por esle lado do que os iolernos, contraria a pro-
pna instituigo.
O Sr. M. Portella:J coocordei com o nobre
deputado que convem remediar este mal, mas
nao pelo meio proposto.
O Sr. Souza Reis:Por outro lado parece que
o legislador eslabelecendo essa ordem no esludo
estem conlradicgo.
A melhor applicago o melhor aproveitamento
dosesludanles sem duvida o que juslilica tal
disposigao, entretanto xceptoaudo-se della os
externos parece que. essa melhor applicago, esse
melhor aproveitamento se quiz apenas para os
internos I
Onde est a harmona neslas disposiges ?
O Sr. Nascimeoto Portella :Isto claro
O Sr. Souza Reis :Eu desejo ouvir o nobre
deputado.
Ha, Sr. presidente, em taes disposiges con-
lradicgo que desorganisa o syslema.
Entretanto o nobre director da instruego pu-
blica me diz que o meio de remediar o mal que
apunto naoo que propoza commissao.E qual
ha de ser ? Se nao este, eu nao sei qual seja ;
lodavia acceitarei o que o nobre deputado apre-
seotar, urna vez que leuda ao mesmo Um que a
commissao leve em vista.
Como j disse Sr. Presidente, os aparles leva-
ram-me a apreciar urna reforma, das que pro-
poz a commissao, quando uinda nao tioba con-
cluido a apreciago de oulra; Continuando
pois a oceupar-me desta outra, direi que iosisto
as miabas ideas quanto a nao necessidade da
cadeira de desenho e do ensino da msica, dan-
ga, gymuaslica, equitaco e natago no gymoasio.
por coota da proviocia, peoso que a casa couvir
comigo oisto.
(Ha um aparte.)
_ O Sr. Souza Reis :No 5. prope a commis-
sao que os professores do gymoasio Do perce-
bam a gratificarlo quaudu oo tiverem seis
alumoos pelo meaos.
Nao podeodo a commissao firmar bem a sua
opioiao acerca da pouca frequeocia do gymna-
sio,oo j quaolo aos internos, porque, como
disse, a falta destes attribuo eu a ordem manda-
da guardar ali oos estudos, mas quanto aos ex-
ternos, e pdenlo succeder que seja isto devido
ao pouco zelo da parte dos professores, lembrou-
se daqutla medida corno um iocentivo para os
msanos professores.
O Sr. Nascimento Portella :E isto justo ?
Tem culpa os professores dessa falla de fie-
quricia ?
O Sr. M. Portella: Um lente de philoso-
phia tanto pode eosinar seis alumnos como
vinte.
O Sr. Souza Reis : Eu nao sei a que deva
atlribuir essa falta de frequeocia 1
O Sr. M. Portella :O nobre deputado ha pou-
co disse que era isto causado pelo plano dos colu-
dos nos 7 annos.
O Sr. Souza Reis :Isto quanto aos internos,
irado de bom, ainda que esse seu juizo podesse
desagradar este ou squelle.
Neste presupposto a commissao leria de con-
sigoar no seu parecer, que a escripturago dos
livros, quer dos autorisados pelo regulamenlo,
quer oo, fets cora muita limpeza^asseio, ees-
mero, e que por esse servigo o administrador me-
rece verdadeiros encomios, (ipoiados) enlo a
commissao dira, que todo o estabelecimeoto se
acha com muito asseio, com muita ordem.
O Sr. Symphronio :Muita ordem, nao apoia-
do. Asseado achei o estabelecimento, mas or-
dem nao lem nenhuma.
O Sr. Pereira de Lucena :0 estabelecimeoto
por si mesmo demonstra, que ha nelle muita or-
dem ; o asseio e ludo mais que se v all demons-
trara claramente, que a desordera nelle impos
sivel. Apoiados.)
A
que sao os que eslao sujeilos a esle plano ; mas
quaulo aos externos ?
O Sr. M. Portella :Porque tem o collegio das
artes onde se ensiuam os preparatorios exigidos
para a faculdade.
O Sr. Souza Res :Nao peoso assim.
O Sr. M. Portella :Pois os alumoos nao ho
e preferir estudar com os lentes que os tem de
exanimar, e sem pagar matricula ?
O Sr. Souza Reis ;Com bons lentescum-
pridores de seus deveres....
Sr. presidente, esta discussao pode tornar-se
desagradavel; seria preciso aprecironos a capa-
cidade de cada um dos lentes do Gymnasio, e o
modo por que elles procedem, e s Dos sabe
onde chegariaroos nos I
O Sr. Nascimento Porlella :Isto prova que
essa discussao nao cabe na lei do orgamento.
0 Sr. Souza Reis :Grande inconveniente !
De maneira que sendo em um projecto especial
nao podia tornar-se desagradavel ?
Sr. presidente, com urna tal medida teve a
commissao provocar o maior zelo da parle dos
professores do Gymoasio, o mais exacto cumpri-
mento dos seus deveres.
Um Sr. deputado:Nao foi a economa ?
O Sr. Souza Reis :Nao, seuhor. Peoso que
tenho dito este respeito quaolo bastante para
justificar o procedimeolo da cemmisso.
0 6." autorisa a reforma do regimeoto inter-
no do Gymnasio de conformidade com as altera-
ces propostas pela commissao.
Eis aqu Sr. presidente o que tanto Um dado
que fazer, e fallar e por amor do que se preten-
de que a commissao ferio o acto addicional e Do
respeitou o regiment da casa ; por amor do que
emlim se pretende que oo temos o direilo e a
regala de fazer aquillo que se reconhece que o
presidente da proviocia pode fizer sendo por nos
aulorisado1
Peoso ter demonstrado devidaraente que a
commissao procedeu regularmente propondo as
medidas que sediscutem, e que a assemblea usa
de um direilo apreciando a materia do artigo
em discussao, bem como aa que se acbam con-
signadas nos subsequenlea, coalendo lodos dispo-
siges permanentes, cabeodo-lhe julgar ae t&o
boas ou nao as medidas propoalas pela commis-
sao para approva-las ou reprova-las.
Dito isto, eu convido a casa para votar por es-
las medidas, como de recoohecida utilidade, en-
tretanto seja qual fr a deciso da casa, a com-
missao ser sempre contente, pela consclencia
que ten do que fez.
Desculpe-me a casa por ter tinto abusado de
um estabelecimento como a lei da instruego pu- sua paciencia (oo apoiados), agradeco lhe mes-
blica quer que seja o gynisasio, como os que tem' m0 tteUQo W que ouvio-me
as primeiras cidides da Europa, urna necessi-
de ; mas salamos oda neste caso ?
(Ha om aparte.)
O Sr. Souza Reis:B qual o facto ? Ignora-
se porventura que, tepdo a gymnasip j sais an-
noi de existencia, nao corresponde ao a de ua
creago ? N|o corresponde sua prcprU orga-
nisago f
Discurso do Sr. tapetado Pereira de
Luceaa, proferido aa sesso de 29
de maio proxino passado.
OSr. Pereira de Lucena ;rr Sr. presidenta, eu
abuaarei por pouco lempo da aUeucao da casa,
por isto mesmo que hora est ada otada.
O Sr. Symphronio : Isso um absurdo,
desordem pode iotroduzir-se em toda a parte.
O Sr. Pereira de Lucena :O que nao admiti
que o parecer da commiso sirva de passa-porte
para-langar-se invectivas, e azer-se allusesque
a commissao nao teve em vista fazer.
Um Sr. deputado :OSr. deputado oo invec-
tivou a commissao.
O Sr. Pereira de Lucena :Esta minha propo-
sigo urna resposta, que devo dar ao aparte,
que se deu, ha pouco, que a commissao leve
reservas, dando assim entender que os mera-
bros, que-a compunbam nao tiveram consciencia
dos seus deveres, nem coragem para arroslar os
compromettimentos...
O Sr. S. de Lacerda : Reserva nao falta de
conscieocia.
O Sr. Pereira de Lucena : .... calando cousas
que devia patenlear. Quando mesmo assim fos-
se, Sr. presideote, a commissao eslava em seu
direilo, visto como so foi oomeada para exami-
nar os tres pootos de que trata a lei do orga-
mento, e acerca dos quaes ella disse nido
quaolo devera dizer, e talvez mais do que devera
dizer, como se poder ver do parecer, que cer-
lameote mais digno de elogios do que de cen-
suras...
O Sr. Souza Reis : Fagamos-lhes um elogio.
O Sr. Pereira de Lacena : A commissao nao
pede elogios, oo os reclama.
O Sr. S. de Lacerda : Mas nao os recusa.
O Sr. Pereira de Lucena :Nao, sobretudo par-
lindo elles dos nobres deputados, que esto mui-
to no caso de apreciarem o resultado dos seus
trabalhos.
Mas, Sr. presideote, com isto que acabei de di-
zer, nu quero concluir, que a casa de detengo
seja um primor, seja um estabelecimento model-
lo de ordem e asseio, porque eolao seria a pro-
pria commissao estar em coolradico com o pa-
recer que deu.
A commissao recooheceu alguns abusos na casa
de detengo, algumas (alias mesmo, como disse, a-
cerca do modo porque feito o fornecimenlo da
allimentago dos presos pobres ; mas essis fallas,
que talvez possam ser desculpadas, por isso mes-
mo que a commissao as oo qualiflcou de graves,
provavelmenle se oo dariam, se por ventura o
fornecimenlo deixasse de ser feito como por
administrago, e se nao houvesse no regulameo-
to disposiges, que revestem ao administrador de
um poder discricionario. -
O nobre deputado quem, ha pouco, me re-
fer, censurou ainda a denominarn de guardas
chefes, que alguns empregados daquelle estabe-
lecimento tem.
Um Sr. deputado :0 regulamentonao a d.
OSr. Pereira de Lucena .O regulamento nao
a d, verdade, mas isto um facto to pequeo,
to insignificante, que nao merece as honras de
urna censura.
O Sr. Souza Reis : E' crear urna cathegoria
que oo existe.
Oulro Sr. deputado : Isso oo offende.
O Sr. Pereira de Lucena :a existencia des-
ses chefes conveniente, por isso que, cumprin-
do-lhes vigiar, se os seus companheiros cum-
prem ou nao com os seus deveres, sobre elles
/em pezar a maior respoosabilidade por
qualquer falla, que occorrer no servigo.
E de mais, na forga de guarnigo nao ha sar-
gentos, cabos, que dirigem o roodam os oulros
soldados ? Porque motivo, pois, se hade fazer
urna censura sobre urna cousa locommum e lo
insignificante ?
O Sr. Souza Res:Nao ha motivo.
O Sr. Pereira de Lucena :Disse ainda o nobre
deputado, que combinando a tabella do forneci-
menlo da alimentago dos presos pobres na l'a-
rahiba com a organisda na casa de detengo.....
0 Sr. Martina Pereira :Nao fallei na tabella da
detengo.
O Sr. Pereira de Lucena :Com a alimentago
dada alli, nao podia deixar de censurar o chefe
de policia pela sua incuria, pela sua falta de hu-
manidade para com os presos.
O Sr. Marlins Pereira :O nobre deputado ago-
ra quem o est censurando, eu nao disse isso.
0 Sr. Pereira de Luceoa :Nao disse isto ?
0 Sr. Marlins Pereira :Disse, se elle lomasse
ioteresse pelo servigo publico.
O Sr. Pereira de Lucena :Isso nao urna cen-
sura? Nao o que eu eslou dizendo?
O Sr. Marlins Pereira :Mas nao fallei em des-
humaoidade.
O Sr. Pereira de Lucena :Aonde est o facto
pelo qusl deva o chefe de polica ser censurado ?
Ser por nao ser foroecida maior porgao.de ali-
mento aos presos ? Sera por nao ser esta conve-
nientemente variada ? Mas, o que tara o chefe de
policia eom isto ? Ser ello por acaso o fornece-
dor ? Os factos que existen) sao lodos em abono
do chefe de policia, que por mais de tres ou qua-
iro vezes tem convidado oa particulares para
fazerem esse fornecimeqlo,. dando dentarla urna
prova de sollicitude pala sorte dos preio.
O Sr. S. de Lacerda :Todo mundo sabe que
este convite ioefBcaz.
O Sr. Spuaa Reis >-Ha omecedsx que agrade
detengo r
O Sr, Pereira, dn Lucena:Ene o chais, da
.polica que deve ser onosuradn sor iato ?
O Sr. S. de Lacerda :-Na a sutoridade su-
perior que est saoarregsda diito ?
O Sr. Pereirs de Luceoa :**-Qae tem o chefe de
polica com isso ? Pede elle porventura destruir
esses obcia que o nobre deputado figura, e que
Ulvez exislam realmente ? elle poder legisla-
tivo ?
Um Sr. desnude -.-Mas desecativa
la lhe competa evitar o* sanaos.
O Sr. Peretrs 4a Lucen* :Mas ha de lea bem
macular em lodo caso a lei que eaistir, e asdater-
minages do presideote que mandar que a forne-
cimenlo seja felo por sdmoialragao, a por lal pre-
go, e o chafe de polica san suanrior aa presi-
dente, nasa a assemblea proaiociai pata dar or-
dena em cooicsaio.
O Sr. S. da Laoerda:Eu sem preciso da re-
gulamento para isso, basta-me o cdigo do pro-
cesso. (Apoiados.)
OSr.Pereira d Lucena:A commissao disse,
em seu parecer, que nao couvioha que o forneci-
menlo fosse feito par adminisirago, que nao
convnha que fosse feito pelo ajudante do ealabe-
lecimaoo, e deu ss razes porque assim entendeu,
declarando igualmente que ooconvinha que a lis
calisacao da alimentago ficasse, como manda o
regulameoto, cargo do administrador, roas sim
cargo do medico. Perguolou o nobre deputado
a razo disto? Nao, e no entretanto eu direi a
razo porque o administrador nao a mais apto
para couhecer da qualidade des alimentos, mas
sim o medico, em viriude da sua prosso.
O Sr. Peona Jnior : uubre deputado com-
prehendeu que tinha sido desconfianza da com-
missao para com o administrador.
O Sr. Pereira de Luceoa :epois ha vera mes-
mo iocooveoieocia em ser elle o fiscal, visto como
sendo o fornecimenlo por administrago, o seu
ajudante que deve eubstitui-lo eos casos pres-
cnptos ne regulamenlo, poderia por despeit
crearo bstaculos e eolraves taes que o arrematante
nao podesse dar cumprimento s coodiges do
seu contrato.
Um Sr. deputado:E o chefe de policia o que
faria ah ?
O Sr. Pereira de Luceoa :Poriaolo nao foi por
que a commissao suppozesse que o administra-
dor auforia lucros ou vaotageos do fornecimenlo.
OSr. Marlins Pereira :O nobre deputado est
pondo aa cousas muito claras.
O Sr. Pereira de Lucena :Justamente, por-
que nao quero reservas, nem obscuridades em
cousas desta ordem, e desejo que o oobre depu-
tado enchergue tudo com o seu olbo de lyoce.
Tambem, Sr. presidente, constgnou a commis-
sao no seu parecer, que a classificago dos presos
pobres, de oraem dame, fosse feitapelo ebefo de
policia, e oo pelo adoiioislrador...
Um Sr. deputado :Logo, haviaalguma cousa.
O Sr Pereira de Lucena:... porque esta at-
tribuigo, por lei geral, privativa do chefe de po-
licia, e convnha que ella fosse restabelecida, a tira
de evitar alguns abusos ou melhor algumas fal-
tas porventura involuntarias que se lem alli dado*
Um Sr. deputado : Aioda bem que esofessa.
O Sr. Pereira de Luceoa:Eu refirirei urna
deltas. Um seohor de eogenho, da Escada, de
nome Joo Lopes e um seu filho* foram por al-
gum tempo foroececidos como pobres, e s dei-
xaram de o ser, depois que o administrador, sor-
prendendo a um prelo, escravo dos taes presos,
que cooduzia por ordem sua um grande sacco de
farioha para o seu eogeoho, fez della apprehen-
so, e do occorcido participou ao chefe do po-
licia. 9
O Sr. S. de Lacerda '.Como que se fornece
a um hornera, que oo est no caso de receber
esse foroecimeulo, e o administrador oo sabe ?
O Sr. Pereira de Luceoa :Porque o hornera
declarou, que era pobre e precisava de rago : isto.
foi o que disse o administrador, quem a com-
missao iuterrogou sobre esle facto.
(Ha um oulro aparte.)
O Sr. Pereira de Luceoa :Assim, pois, foi
para que esses abusos, ou essss faltas involunta-
rias, como se julgar mais acertado, oo conlinuas-
sem, reproduzir-se, que a commissao julgou do
seu dever propor. que essa classificago, como-
oulr'ora, ficasse cargo do chefe de polica.
Um Sr. deputado : E cargo de quem es-
tava ?
O Sr. Pereira de Lucena : Do administra-
dor.
Um Sr. deputado : Em viriude de que lei?
O Sr. Pereira de Lucena : Do regulamento.
(Cruzo-se aparles.)
O Sr. Pereira de Lucena : (para o Sr. Oliveira
Audrade).Oregulamentouma mistura de greios.
urna verdadeira extravagancia. O meu nobre colle-
ga deve saber, que a casa de deteogo.em viriude
do regulameoto, ora considerada como um esla-
belecimenlo geral, ora como um oslabelecimento
provincial.
Um Sr. deputado : E o chefe tambem nao se
pode engaar ?
O Sr. Pereira de Lucena : Nao ; ou pelo
menos nao se pode engaar tanto, quaolo o ad-
ministrador.
(Ha um aparte.)
Era todas as provincias essa classificago
feila pelo chefe de policia, em viriude de urna lei
geral; nao isto,pois, urna innovaco, que fez a
commissao,sempre existi isto.e por tanto se ella
ha-de ser feita pelo administrador, seja-a antes
pelo chefe de policia, que dispe de oulros
dados.
A commissao, Sr. presideote, eslraohou, que
adiara de 210 rs. que tem os presos livres.a pe-
oaschegasse para se Ihes fornecer a m alimeo-
tago, que elles actualmeote recebem, e decla-
rou que se admirava disto oas actuaes circums-
tancias. em que os gneros alimenticios se aeham
por baixos pregos ; convencida ainda desta ver-
dade ella repele o que disse em seu pa-
recer, islo que contina fazer votos para
qua urna alimentago melhor seja fornecida aos
presos. A almeotgo m, disse a commis-
sao, mas preciso compreender o seu peosa-
meoto, e ver em que sentido ella diz que lessa
aiimeulago m : ser por causa da m quali-
dade dos geoeros ? Nao, mais sim por causa da
sua invariabilidade.
(Crnzam-se muitos apartes.)
0 caf bom ; os nobres deputados nao me
deixam concluir o meu pensamento. E' m a
alimentago por causa da invariabilidade, isto
por oo haver em um s da do aooo mudaoga
alguma na alimentago.
0 Sr. S. de Lacerda : Deem-lhe agua de
cha.
(Cruzam-se apartes.)
OSr. Pereira de Luceoa : A agua de cha ou
de caf, o menos: por isto oo aecuso ea o for-
uecedor porque caf ou cha carregado, dizem os
mdicos que prejudicial sade.
(Risadas.)
Accuso-o pela carne salgada, qu constante-
mele foroecida, e que oo pode deixar de fazer
muito mal.
Um Sr. deputado: (para o Sr. Symphronio)
0 nibre deputado que medico deve dar sua
opioiao.
O Sr. SympbroDo ; Meio termo, nem agua,
nem carregado.
O Sr. Pereira da Luceoa : Por tanto, Sr.
presidente, avista destas rases....
0 Sr. Luiz]Pilippe: E em alguns pontos acom -
misso se refiriu ao que ouviu aos presos.
O Sr. Pereira de Lucena : E' verdade; nesse
pouco lempo deque poude dispor a commissao,
nao lhe fot posivel fazer um exame apurado, e
nem verificar a exactido de algumas declarages
eitas por alguna dos presos sobre a alimentago.
Um Sr. depulado : Rastava ir cozinha.
O Sr. Luiz Felippe : Ah vimos caf em
quantidade e de boa qualidade.
O Sr.Pereira de Luceoa : A farinha era so-
frivel, e a carne era mais que sofrivel.
Um Sr. deputado : *- Porem a comida era pes-
sima.
i O Sr. Pereira de Lacena : A alimentago
,ro Ror ser sempre a mesma, por ser invariavel-
menie a mesma.
Crazam-se apartes.)
E o nobre deputado (voltando-se pare o se-
nhor Souza Reis) adrailfe que possa haver co-
mida pior do Ique aquella que sempre a
mesma, principalmente tratande-se de carne
salgada durante 366 diaa consecutivos ? Isto
nio urna alimentago ssdia, isto urna ali-
meolago extraordinariamente nociva e prejudi-
cial a saude, e por coiiseguinte a oommiaso nao
podia deixar de classiflca-la, como pessima.
(Ha un aparte )
Al a commissao tem em seu apoio a opinio
do medico do estabelecimento, que diz que essa
alimentago tem sido cansada oreando numero
de molestias, com carcter pernicioso, que teem
aliapnarecido. Por conseguate querer-se dar
ao pensamento de ooamisaao, uaa eUsteetdade
ul, que ella aio leve sa vistas, justamente-o
qunaj> posso sdmiUir.
1 Um Sr. depaiado : -1IO0 precisa intsrpreta-



uftio m neskWKco. skt* fihi*v 7 m jdmho m mi.
55o, a piar que te pode imaginar, fot o que dis-
te a commissao
(Ha uro aparta.)
O Sr. Perere*le Lacena: Pe sentido em que
eu pouco disse. realmente a peior que se possa
imaginar, visto son me refero can salgada,
tea carne verde, por exeraplo, que pode sea
nooiwaaieale algum, prestar-ee i alimeotacio
constante, ssm resaltar d'ahi o mal, que resul-
tara impt eterivelaaenU da alimenticio salgada,
desde que nao se trata de Taa-la.
0 Sr. S. Lacerda : Eolio por isso someirte.
O Sr. Pereirs de Luceoa :Se sa dsae sempre
durante 365 das, cine verdeaos presos, s com-
missao nao dira que esta aliaaentaco era a peor
que se poda imaginar, porque a carne verde nao
tio prejudicial come o a salgada.
m Sr. Depurado ;A commissao mordeu e
aoprou. ,
O Sr. Luiz Filippe:A commissao nao mor-
iego.
O Sr. Pereira de Luceoa :Essa proposico do
nobre deputado carece de fundamento, porque a
commissao nao fez elogios para soprar.
O Sr. Souza Reta:Euifto mordeu aempre.
O Sr. Pereira de Lucen: A commissao a
primeira recouhecer que o administrador mere-
ce censuras, j o disse, mas nao censura da or-
dena dessas, que o nobre deputado qutz fazer.
(Ha um aparte.)
O Sr. Pereira de Lacena :E' verdade, que o
parecer nao contem um s elogio ao administra-
dor, por isso que a commissao nao fot examinar,
como j disse, todos os ramos do servido do esta-
belecimeato, e nem investigar qual tem sido o pro-
cedimento daquelle empregado ; mas isto nao
raze para se suppr, que o seu parecer seja um
passaporte para qualquer pessoa prevaleoer-se
delle, e poder libremente assacar ao administra-
dor fallas, que a commissao ao exibio. Repito o
que j disse, nao pens, como mimos, que a casa
e detencao pela sua actual administrado seja
um estabelecimeoto modello, nao; reconheco,
que all se do, s vezes, algumas, faltas que bem
pofliam nao se dar, e que ceocorrem de alguraa
sorte pera a justiBcarao da prevencao, que contra
ella existe...
Un Sr. Deputado :Agora morden sempre.
_ O Sr. Pereira de Lucena :.... mas que nao
sao taes, que possam inteiramente obscurecer a
ordem asseio e disciplina que n'ella reioam.
Um Sr. Deputa Jo:Agora soprou.
O Sr. Luiz Ftlipe :Os nobres depulados que-
riam que se elogiasse ou se censurasse s.
O Sr. Sou/.a Reis :Eu logo direi o que que-
ra.
O Sr. Luiz Filippe :Dissemos a verdade.
O Sr. Pereira de Lacena :Pizemos Justina.
A commissao nao podia apreseotar um traba -
Iho completo, perfeito, nao s porque isso seria
afastar-se do seu programma, seoo como por-
que nao Ihe reatara lempo para faze-lo.
O Sr. Syrophronio:Eu at elogio a commis-
sao por terse excedido, mas quizera que se tires-
se estornudo mais.
O Sr. Pereira de Lucens :Se a commissao po-
dease suppr, que haveria esta demoraos discus-
sao.que a assembla deixaria de funccioaar por al-
guna dias, ella por cerlo teria disposto de, mais
dous ou tres dias para emprega-los em eximes
mais minuciosos; mas a commissao na poda
prever isto.
(Ha um aparte.)
O Sr. Luiz Fitippo -Os nobres depulados. que-
riam um projecto regulamentar.
O Sr. Pereira de Lucena ;Isso seria upa tra-
balho, que demandara muito lempo e muiae ha-
bilitarles, que a commissao a primeira a reco-
nbecer que nao as possue. (Nao apoiado.).
OSr. Syraphronio :Reconheco muita Ilustra-
dlo e intelligencia nos mombros da commissao.
O Sr. Pereira de Lftcena:Muilo agradecido
pela minha parle.
Avista destas considerares, Sr. presidente, eu
asseato-me cooencido de que o nobre deputado
pelo circulo do Bonito foi um pouco injusto o*s
accusacoes que fez commissao, accusaca.es que
ella nao mereca, visto como apresemou um tra-
balho mais completo do que aquelle que se Me
exigi.
* ohegoaa 17 do mesnao abril, at fS de maic.
em que recebi o de 8 de abril, e veri Vmc qoe
psssei 96 dias sem receber noticias de Peroambu-
ce, assim oomo ee todos os seas assit-nao-
*es daqui deixaram de receber pela mesma
fraaa.
Desengaado de que nao me virio mais at
mos os Diarios de Pernambuco, que fallm-me
de os.- M 41 42 43 e 44, segando coramuDiqei-
Ihe na minha carta, que t;r a honra de dirigir-
Iheem data de 13 de abril do correte anno, pelo
Sr. Dr...... recia mo-os; assim, pois, Vmc. te-
nha a bondade de enviar-me outras da iguaee,
nmeros, para que eu nio fique com a mi ovia
eolleecao incompleta-, e, alm disto, privado de
saber o que vinha nelles.
Autonsado com o exemplo do estafeta qoe
chegou 23 de abril ultimo, aio trasendo um s
Diario de Pernambuco para os seus assignantes.
bem de crer qoe o que tem de chegar a 23, 24
ou 25 do actual mez (main), tambera nenhum
Diario traga, e assim s tenho esperance de re-
ceber Diarios de data de 23 Se abril ultimo em
diante, l para 16, 18 ou 20 de junho prximo
vindoero, pois que ate hoje s estou de posse do
Diario d 22 do mesmo abril, como j disse mais
aoima ; Vmc. nio admire-se de Ihe dizer que es-
pero pelo estafeta at 20 de junho, que muitas
veces j tem acontecido elle chegar aqui no da
20, partiodo da cidade do Natal ao primeiro do
mez.
Avista, pois.destas exactissimas ioformacoes,
rogo-lhe que Dio cesse de clamar por medidas,
que tendam a faierdeeappareoer semelhante aoo-
malia, a contiouar ter s de ser em prejuizo de
Vmc, porquanto algumas pessoas desejando as-
signar o Times Brasileiro, j o nio tem feito,
esperando ver melhormenle regularisada a re-
mesas dos mesmos Otarios.
At o momento de feichar esta carta, e entre-
ga-la ao Sr. capitio *'* portador da mesma, an-
da nao chegado o estafeta da cidsde do Natal;
espera-se por elle at depois da manhia ; nio sei
se irar Diarios de Pernambuco ; o que sei que
hoje ji frzem 31 dias que nio tenho noticias
d'ahi.
Por hoje basta, etc.
Por portara de 4 do correte foi nomeado,
para reger interinamente a cadeira de primeiras
letlras de Aguas-Bellas, o Sr. Jos Ramos de
Vasconcellos, com o vencimenlo annual de......
500*000.
Hontem, pelag 10 horas do dia, leve lugar
a visita meosal do Sr. Dr. chele de polica, em
a casa de delencio; consta-nos ouvira 27 pre-
sos, e compulsara os ssseotos, e todo o movi-
mento haido no mez passado, nio encontrando
a menor falta.
Forana recolhidos casa de detencao no da
5 do correle 8 homeos, lodos livres, sendo : 1
a ordem do Dr. chele de polica, 6 a ordem do
subdelegado do Recife, e 1 a ordem do de Boa-
Vista.
Mat.vdolr publico.
Malaram-se no dia 6 do correte, para o
consumo desta cidade 6 trezes.
MORTALIDADE DO DIA 5.
Maximiano, Peroamboco, 7 dias, Boa-Vista : t-
tano.
Antonio Jos Villas Boas, Portugal, 54 annos
solteiro, Boa-Vista ; hypelroQa do coracao.
Manoel Ramos (ignora-se a naturalidade) 40 sa-
nos, Boa-Vista; phtysica pulmonar.
Da 6
Anglica, frica, 65 annos, viuva, Boa-Visla ;
anasarca.
Joao, Pernambuco, 6o annos, solteiro, Santo An-
tonio ; dyarrhea.
Maria, frica. 50 annos, solteira, Boa-Vista, es-
crava; herisipella.
Joao Francisco do Nascimento, Sergipe, Daos,
solteiro, Boa-Vista: espasmo pulmonar.
Manoel, Goianna, 8 mezes, S. Jos |dyarrhea.
Aona Roza da Conceigio, Pernambuco, 18 annos,
solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
arre-
bicas
com-
ae Sr. teen te-coronel pedir a sua reforme ; oe-
trot finalmente pediode ao Bxo|. Sr. juiz de direi-
to para alca osar do Sr. teoenle-corenal eate fia-
ver tio ambicionado.
Ao concluir o seu communicado di* aind> :
qae todos ates seductores, vendo que nio po-
diam cooaecuir esta graga do Sr. teaeota-eoro-
nel, trataram de falsiliear sua firma, pe dio do a
sua reforma.
Ora, Sr. Belarmino, nio assim qua se procura
antizade, nio aetm que se adquire noane, muo
menos importancia os meios qae se em prega m
siointeirameote diferenles. Se S. S. continuar as-
sim, em vez de alcancar nomo, impartanea e
amizade do Sr. teneote-coronel, palo contrari,
vr-se-ha inteiramenie iselado, descoohecido e
desprezado mesmo, nio s pelo Sr. lenenie-coro-
nel, como tambem de lodo* os homeos sensatos,
porque s nossa suoiedads ais quer, e nem deae-
j ver em seu gremio homeos. que em vez de co-
operar pareo seu bem estar, palo coatrario pro-
curara a sua ruina.
Dizer o Sr. Belarmino, quealguem tem pedido
ao Sr. tenente-corooel para elle pedir a sua re-
forma, o que nio posso supportar. E se o Sr.
Belarmino quizer passar pelo dissabor do ser con-
trariado publicamente, por esta mesma pessoa,
que diz ter feito eate pedido ao Sr. tenente-coro-
oel, que declare o sea oome.
Dizer tambem, que honve quera pediese ami-
gos de S. Exc., aflm d'esie erdenar ao Sr. teneo-
te-coronel pedir sua reforma, outraquenio
tem qualificacfto.
Fui eu o portador de urna carta, que o Exra.
Sr. Lettio da Cunta, quaado presidente desta
provincia, dirigi ao Sr. teneaie-corooel Ara-
quan, na qual mandava qua o Sr. tenante-coro-
nel pedisse a ana reforma ; as porque S. Exc.
livesse mandado esta carta ao Sr. lenente-coro-
nel, segue-se qoe algoem se livesse empenhado
para este fim ?
Eu, Sr. Belarmino, sei perfeitaraente a torga
que tem esta palavra amisadepor tanto, sen-
do eu amigo do Sr. lente coronel nio era poa-
sivel, que tratasse oceultamente de exooera-lo de
um posto, que elle tanto presa ; foi este acto lodo
expoolaneo do Exm. Sr. Leitao da Cunta, nio
houve quem Dtermediaase nista, e para prova do
que digo appello para o lestemunho do Sr. Leitao
da Cunha, por isso permita qoe Ihe diga, que
anda neste ponto S. S. desviou-se do trilho da
verdade.
A respeito do pedido do Illm. Sr. Dr. juiz de di-
reito ao Sr. tenente-coronel nio direi palavra, por
que nada sei a este respeito ; porm quanlo a
falsificado da firma do Sr. tenente-coronel pe-
dindo a sua reforma, para em seu lugar ser apre-
sentado outro incapaz de exercer qualquer fuocgio
do que me oceuparei por mais um instante.
Tem e Sr. Belarmino um dom, que falta em
todos os homens sensatos,' e verdadeiroso da
invenco: eu quizera, que o Sr. Belarmino me
dissesse, quem foi este falsificador de firma, por
quem fra remellida esta petigao. e at mesmo
exigir de S Exc. o Sr. Leitio da Cunha, se fr
uossivel, um titulo pelo qual se prove que houve
falsificagio da firma do Sr. tenente-coronel, por
que desse modo faria um servigo a este senhor,
que por seu lado desagravaria seu nome e a jus-
tiga ; mas isso ser um tmpossi*el para o Sr. Be-
larmino, porque nio pode haver proras seno de
fados que se deram.
Sr. Belarmiao, quanlo se escreve para o publi-
co deve-se dizer ou a vanear sement a proposi-
ges que se podem provar, do cootrario o cora-
muaicante ter em resposta o desprezo publico e
o descrdito.
Nao direi tambem palavra a respeito da inca-
pacidade daquelle de quera S. S. falla em seu
communicado, por que nio sei a quem se refere
Recife 5 de junho de 1861.
Antonio Ferreira Luslosa.
Rendimearto do da
dem do 4ia $
5r62TK)39
24:350J356
82:9771895
Movlmouu da alfandeaja.
Velumea estrada*com rateadas..
> aera generoa.
Volumes
sabidos
com
com
fazendas..
gneros.
N
------263
85
624
709
Descarregam hoje* 7 de malo
Barca emericaoaAzelia(arinha e remos.
Barca loglazalaogenetarca earvo,
Brigue ngie-Valid-lrilhoa de ferro.
Brigue iDglezWilliogtoomercadorla./
Patache italianaEeliootlnlw e pasad,
Brigue hamburguez Johanes mercadorias.
Brgue nacionalVelozdiversos .gneros.
Pelsca nacional Esperaogaidem
Beoebeduria ala rranskaa internas
Uferaes de PernaanlMieo.
Reodimento do dia 1 a 5 6:004388
dem do dia 6 .......1:1789950
7i8833S
Con salado provincial.
Rendimento do dia 1 a 5 9 8O0$957
dem do dia 6.......4:524*348
do comiaerco
cia-
em exer
14:32530
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 6.
California95 dias galera americana General
Wiliams de 440 toneladas, capitao Fest.equipt-
28 pessoas, carga aseite de peiie ao cepilao. Veio
refrescar e segu para New Bedeford.
Liverpool39 dias brigue ioglez Grecian de
140 toneladas, capitao P. Le Gros. equipagetn 8
pessoas, carga fazenda e mais gneros; a Mills
Lalliam & C.
Ass16 dias, hiato nacional Videlae 36to-
neladas, capitio Francisco Flix Nogueira, equi-
pagem 6 pessoas, carga sal ; a C. C. da C. Mo-
reira.
Mocte-Vido16 dias, sumac bespanholla
rdela, de 112 toneladas, capitio Jayne Ferrer,
equipagem 10 pessoas. carga 2,500 quintaes de
carne ; a Amorim irmio.
Ri Grande duJSnllti dias, barca nacional
/fesUurcoo, da 183 toneladas, capitio Francisco
Gor/es de Oliveira, equipagem 11 pessoas, carga
10.73 arrobas de carne ; Marques Ramos, & C.
Po de Janeiro7 dias vapor aroericino de
guerra Seminle commaodante Tbonson.
Navios sahidos no mesmo dia.
RaceiBrigue inglez Melina, capitio Char-
mwood ; era lastro.
Bahabrigue inglez Goward, capitao Frede-
riik Bauuhe ; em lastro.
Rinde Janeirobarca americana Union, capi-
tio Wilham Xeard; em lastro.
Maraohaobrigue francez de guerra Beauma-
toea, esmmandante o capitio de fragata. Pin de
iaiot Andr.
co
REVISTA DIARIA.
Naquarta-feira pelo escurecar foi atacado o ca-
brinha Ado, perlencente ao Sr. desembargador
Villares, queia desta cidade para o sitio de mes-
mo Sr. desembargador.no Rosarinho,
O ladrio para tomar-lhe urna trouta, que o
referido cabrinha cooduza, atirou-lhe urna tacada
ao brago direito, da qual icou ferido de leve,
apezarde ser profunda a apercao.
De posse da trouxa, poz-s ao fresco seu
salvo...
Deu se comeco ao reparo que reclamamos
ser de conveniencia fazer-se na ponlezinha do
Chora-Menino.
Kolgaroos de consigna-lo, pois que assim at-
atlende-se a urna necessidade do transito pu-
blico.
Acha-se desigoado pela inspectora da the-
souraria de fazenda o dia 29 do futuro mez para
novocoecurso ao preenchimento dos lugares de
praiicante da no3sa alfandega.
As materias requeridas sao asmesmas que tem
at hoje tornado urna burla a .abertura desse
concurso ; e pois peosamo* qua anda desta vez
nao apparecero concurrentes, fundando 0 nosso
juizo as razoes que j expozemos sobre a ma-
teria.
_ A segunda sessao ordinaria da nossa muoi-
cipalidade no correte ano deve comegar na se-
gunda feira prxima, 10 do andante mez.
Amanbaa ter lugar, ao meio dia, a
matacao do rendimento dos chafarizes e
d'agua dos bairros desta cidade.
As propostas sao por escripto, devendo
parecer os respectivos licuantes no escriptorio da
companhia com seus Uadores ou declarago dos
mesmos em devida forma.
Anda ante-honiem oceupamo-oos do cor-
reio ej hoje voltamos sobre seus abusos !
Mas estes symbolisando as reparliges do cr-
relo a hydra, cujas cabegas reoasciam ao passo
que eram decepadas ; sendo elles successivos.nio
podemos calar-nos peraole sua produegao, que
nos impOe pelo contrario o dever de esligmatisa-
lapor todos os modos racionalmente posstveis.
E' isto o que ora procuramos fazer com a pu-
blicacao da carta, que segu e que nos escrevem
da cidade do Ass em dala de 23 de maio ul-
timo :
Tendo communicado a Vmc. em data dj 13 do
passado abril, que al esse dia anda nao tinha
ehegado o estafeta da cidade do Natal do Rio Grao-
de do Norle, devo hoje completar a minha infor-
rnago, dizeodo-lhe que tina'lraeote chegou a 17
do mesmo abril, trazendo justamente 17 das de
viagem Tantos gastara os vapores vindos de
Bordeaux, e Southarapton, Pernambuco, que
distam dahi mil e tantas leguas, trazendo noticias
de mais recente data da Europa do que eu recebo
de Pernambuco, por intermedio da cidade do Na-
tal, que to smente dista desta cidade do Ass
48 leguas ; nio obstante termos a dupla vantagem
de locar no porto da villa de Maco, que tica dis-
tante desta cidade smente 17 leguas, dous va-
pores meosalmenle da companhia Pernambuoe-
na de navegago costeira vapor; e no da cidade
do Natal, quatro ditos que aportam por mez, sen-
do dous da companhia cima referida, e dons
mais da companhia Braaileira de paquetes va-
por ; ora, tantas vanlagens reunidas nio val de
cousa alguma aos seus assizoiotes daqui.
Quando chegou o estafeta cima mencionado
faziam 41 dias que eu nao tinba noticias de Per-
nambuco, porque at o dia era que elle chegou
eu eslava s de posse do Otario de Pernambuco
n. 55 de 7 de margo ultimo; come Vmc. de 7
deste dito mez at 17 de abril, da em que recebi
o Diario den. 56de 8 do marco, que,encontrar
urna ioterrupgio de 41 dias i E" iosuportavel
urna semelhante demora, mesmo mortificante 1
< Proseguindo as minbas inforraer.es tenho
a dizer-Ihe que no dia 23 de abril do corrate an-
uo, chegou o estafeta da eidade do Natal, sem
trazer um so Diario de Pernambuco para os seus
aaeigoaoies, de sorte que estamos peiorando em
vez de melherarmes I
Daqui i pouco e assignante qae quizer rece-
ner oa Diarios deveri maadar um proprie cida-
de do Natal I doeoutrarja fique sujeilo so inqua-
liucavel deieixo, e capricho mal entendido da
atdministraco do corris de Rio Grande do Norto,
que assim urna potestide qae tasaos oa provin-
cia, um nevo poder qua est eoxertaado-se ao
Brasil.
A incorrigifcilidade, aa verdade, parece estar
innoculada nessa adminiatragio.
a Alada caotiao. A12 da meio actual, che-
gou o estafeta trazendo smeate DUriot da 8 at
22 do passado abril. Agora Vmc. lenha a boo-
dade4a contar de 6ds astil do careante amo,
data do ultimo Diario, qua recebi pelo sitafeta
DIARIO DE PERNAMBUCO-
A assembla provincial approvou hoolem : em
2a discussio o projecto n. 13 de 1860 que crea as
comarcas de Olinda, Cabrob e Palmares, e o n.
5 que concede um privilegio para o fabrico do
ail indico ; e em 3" dos ns. 12 e 23 e Gcou em-
palado o n. 49 e foi regeitado o n. 15.
A ordem do dia : continuagio da anteceden-
te, 3a do n. 13 de 186U e 51 do corrente anno.
Communicados.
Quando o dever me obriga a escrever sobre
certos objectos, quando, encarando para a sua
magnitude, reconheco a minha inopia de capaci-
dade, e entao invejo o taleoto de tantos sabios,
para os quaes a natureza foi tio prodiga. Porm,
mesmo assim, Iropegnodo aqui e cahindo acula,
direi algumas Batearas a respeito do santo mez
Marianoo, que celebrou-se na igreja da Santa
Cruz da Boa-Vista.
E'esle um dever que de justiga me impuz, de-
ver ainda maior, quando elle teode a afervorar
mais nos coraces dos fiis a pratica desse mez
dedicado ao culto de nossa excelsa padroeira, e
a tributar encomios bem merecidos a qatro dis-
tinctos senhores, quem devem os chrislaosque
concorreram igreja da Santj Cruz, durante esse
a.
a.
a
Horas.
Publicages a pedido.
mez abengoado os mananciaes de gragas que ob- Benl0 Rodriues da si
lU'arAm nnr nn na dnr>in *J*
Lista dos cid a daos qualilicados guardas
nacioiiaes, para 0 srvice activo do
terceiro balalliao da guarda naoo-
11 a I do municipio do Recife 110 amo
de 1861.
(Conlinuaco.)
Antonio Machado Gomes da Silva.
Antonio Estevas da Silva.
Adolpho Pereira Arantes,
Amonio Joaquim do Nascimento,
Antonio Cezar da Cruz.
Andr Avelino do Rosario.
Antonio de Silva Pereira.
Amonio Belchior de Caldas Brandio.
Amaro Franquelmo Barboza.
Arcelino Illumioalo de Hollanda Chacn.
Aoierico Vespuaio de Hollanda Chacn.
Bernardino de Vasconcellos.
Bernardo Monteiro da Silva Santos.
Bacelar JosTeixeira.
Beuto Fraocisco da Cunha.
Belarmino da Costa.
Bruno Jos de Saol'Anna.
Belarmino Travasso de Barros.
Bento Eleuterio de Souza Castro.
Baziliaoo Honorato de Barros.
Bernardo Jos Carneiro Monteiro.
Bernardino Capitulioo de Oliveira.
Bernardino dos Santos Jnior.
tiveram por tan pia devogio.
E na verdade, ainda sinlo o coragio pullular
pela satisfagio que tive, de ver quaoto foi since-
ramente louvada to boa e carinhosa Mai : trans-
porto-me ainda quando mentalmente contemplo
a explendida (esta que houve no ultimo da do
mez ; arrebato-me, finalmente, quando lembro-
me da edificantissiina procissao de innocentes
virgeos, que em triumpho percorreu diversas ras
com a imagem da Immaculada Mai do Re-
demptor.
Tudo isto devem os parnchianos da Boa-Vista
aos esforgos do padre mestre capellao do exercito
Rvm. Sr. Lourengo de Albuquerque Loyolla, e
aos Illms. Srs. Manoel da Silva Bastos, Zeferino
de Lima Cavalcanti e Benjamn Viraes Dutra, pe-
lo incansavel zelo que empregaram noexercicio
das funeges de que se encarregaram. O primei-
ro pela boa ordem que sempre conservou entre
ambos os sexos que afiluiram ao templo em gran-
de quantidade ; desterrando para fra do sanc-
tuario certas praticas abusivas, e quig escanda-
losas que se davam nos annos anteriores ; e pe-
las praticas fervorosas que em todas as madru-
gadps pregou em honra ds Mai de Deus, nio se
esqueceodo de nellas tambem profligar os vicios
de que tanto abunda a nossa sociedade, porm
sem langar mao das individualidades nao creando
assim descontentes ; finalmente, por ter cora-
prehendido perfeilamente a sua missao evangli-
ca, como sempre acontece quando se encarrega
de qualquer acto de seu ministerio ; e aos lti-
mos por terem satisfactoriamente desempenhado
a commissao de que foram eocarregados, para
por meio de esmolas obterem o necessario para
dar-se o culto externo que devemos lodos a lio
Excelsa Virgem.
Recabara, pois, o Rvm. padre-mestre Loyolla
e os lllms. Srs. Bastos, Lima Cavalcanli e Vtries
Dutra os meus sinceros e cordeaes parabens, por
terem bem desempenhado os seus deveres reli-
giosos : efago votos soberana raioha dos Aojos
que cada vez afervore e Ilumine mais ao digno
sacerdote de seu Divino Filho, para que aempre
desempenhe as obrigagoe3 de seu ministerio com
a unci verdaderamente evanglica, rom que
tanto edificou aos concurrentes do mez Mariaono
da Santa Cruz, e que derrame enchentes desuas
gragas sobre os Illms. Srs. Bastos, Lima Caval-
canti e Dutra, por terem louvavelmente preen-
chido a ardua missio que Ihes foi incumbida,
cncorrendo assim para que Ella tivesse to pom-
posos e solemnes cultos.
Recife, 4 de junho de 1861.
Um devoto.
va.
Correspondencias.
Bento Francisco das Chagas.
Belarmino Jos dos Aojos.
Bernardo Eleoterio da Silva.
Beruardino le Assis.
Bento Jos Machado.
Bernardino Lopes.
Braz Ramos Chaves.
Bernardino de Sena e Silva.
Beato Jos Dias da Silva.
Belarmino Fraocisco de Carvalho.
Bernardino Francisco de Sena.
Candido Jos de Oliveira.
Ceciliano Rodrigues do Passo.
Clemeote Jos Ferreira da Costa Jnior.
Candido Correa de S.
Candido Jos Bezerra,
Claudino Theodoro Mendes.
Cyrillo Jos Eliis.
Candido Maximiano deAlmeida.
CtIos de Paula Lopes.
Christiaoo de Souza Leal.
Cassiano Jos de S Pegado.
Carlos de Albuquerque Maranhio.
Christovao Santiago do Nascimento.
Claudino Marques Vianna.
' Carlos Ulyses Dubois.
Clorindo Bezerra Camboim.
Candido Bruno Santiago.
Cosme Jos das Nuvea.
Claudino Francisco de Souza.
Demetrio de Gusmio Coelho.
Domingos Antonio da Silva.
Domingos da Silva Ferreira Jnior.
Damiao Lopes Pereira Guimaries.
Diodalo Antonio Joaquim.
Domingos Ramos da Silva.
Diooizio Jos Pedro de Sant'Anna.
Domingos Francisco Regs.
Demetrio Hermillo da Costa.
Ezequiel Thomazde Araujo.
Epilanio Jos de Carvalho.
Eduardo Jos da Silva.
Evaristo Pedro Americo.
Elpidio Baptista de Alcntara.
Ezequiel Antonio dos Prazeres.
Eustaquio Clicerio da Penha Bispo.
Elpidio de Araujo Ferreira Jacobina.
Eduardo Bessone de Almeida:
Epifanio Ferreira Dias de Faria.
Estanislao Jos de Santa Anna.
Epifanio Jos Correa.
Euihimio Fabiao de Araujo Luna.
Elpidio Cardoso Rabello.
Ernesto Vieira de Araujo.
[Continuar-se-ha.)
5
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p:
0 Nlm. Sr. inspector da thesouraria da fa-
zenda desta provincia, eracumprimenlo da ordem
do thesoiKO, de 6 de raaio ultimo, manda fazer
publico, quesea aberto,. para o dia 29 de julho
prximo.seguinte, novo concurso para preenchi-
mento dos- lugares de praticanle de alfandega
desta mesma provincia, comegando os eximes
10 horas da maehia sobre as seguiotes malarias :
1.a grammalica da lingua verncula, leilura e
sscripta correcta e corrente ; 2 a theoria da es-
cripturagao mercantil por partidas simples e do-
bradas, e suas applicagoea ao commercio, e a ad-
minDlragao de fazenda : 3.a aritbmetica e suas
applicacoea ao commercio, com especialidade a
reduegio dos pesos e medidas nacionaes e es-
trangeiros, calculo de descont e juros simples e
compostos, theorias de cambios e suas applica-
goes ; 4 noges de algebra ; 5. traduegao cor-
recta das linguas iotileza e francez*. ou pelo me-
nos da ultima ; 6\* principio geraes, de geo-
graphia, de historia do Brasil e de estatistca com-
mercial.
Aquelles que preteoderem ser admitlidos ao
coocurso, deverao previamente provar, que leem
18 annos completos de idade, que eslao livres de
culpe e peoa, e que teem bom comporlamento.
Secretaria da thesouraria de fizeoda de Per-
nambuco, 4 de junho de 1861.Serviodo de ofH-
cial-maior, Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
O Dr. Hermogenes Scrates Tavarea de Vascon-
cellos, juiz municipal da primeira vara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S M. I.
e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem e
delle noticia tiverem, que por execugao de D.
Maria Carolina Pereira de Carvalho contra a viu-
va e filhos de Manoel Carneiro Leal, que corre
por este juizo, se procedeu a penhora na quantia
de 267)020 de principal e cusas contadas no ros- \
lo da sen tenca, e para as cusas que accrescerem,
a qual quantia se acha no deposito publico desta
cidade, perteocente aos executados ; e tendo de
ser dita quantia entregue exequente sao pelo
preseote citados os credores insertos dos execu-
tados para no prazo de 10 dias contados da sQ-
xagao e publicarlo do presente edilal coraparece-
rem nesie juizo, atim de allegarem a preferencia
que tiverem sobre a predila quantia, sob pena
de ser ella entregue a exequente.
Epara Que chegue a uolicia a todos, mandei
ptssar o presente, que ser affhado no lugar do
coslume mais publico e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 27 de maio de 1861.Eu Manoel
Joaquim Baptista, escrivio que o escrevi.
Hermogenes Scrates Tavares de Vasconcellos.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da resolugao da junta da fazen-
da, manda fazer publico, que no da 13 de junho
prximo viodouro se ha de arrematar a quem
mais der o arrendamiento dos pedagios das bar-
reiras seguintes :
Magdalena por anno........,...... 6:110S0O0
Giqui...... .... ............... 5:Hf000
Jaboatao.... .... ............... 3:8879000
Caxang----- .... ............... 3.430c00
Motocolomb ............... l:60Sg000
Tapacur. .. .... ............... 1:206-3000
Ponte dosCarvalhos ............... 9O5j>OO0
Tacaruna... ___ ............... 552*000
Biiry...... .... ............... 55000
As arrematagoes serio feitas por terapo de 3
annos, a contar do Io de julho do correte anno,
a 30 de junho de 1864.
As pessoas, que se proposerem a estas arrema
tages comparegam na sala das sessesda mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia,
competenlemente habilitados.
E prra constar se mandou atusar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 29 de maio de 1861.0 secretario,
A. F. de Annunciarao.
O lllm. Sr inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugao da jun-
ta de fazenda, manda fazer publico, que a arre-
matago dos predios do patrimonio dos urphaos
foi transferida para o dia 13 de junho prximo
vindouro, tendo lugar as habilitagoes no dia 6
do mesmo mez.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 maio de 1861.
O secretario.
Antonio Ferreira da Anounciaco.
A noitechuvosa, vento S fresco at as 2 h. 15,
e depois terral.
OSCII.Ar.AO DA HAR.
Preamar as 3 h. 6' da tarde, altura 7, p.
Baixamaras 8 h.54' da manhia, altura 1.2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 6 do ju-
nho de 1861.
Romano Stepple,
1 lente.
Edilaes.
Sr. redactorts.Fiquei um pouco sorprendido,
quando leodo o Diario de hoje, deparei com um
communicado assigoado pelo Sr. Belarmino Fer-
reira Padilba em que, querendo ofBciosamente,
ou per modo pouco digno do carcter da um ho-
rnero qua se presa, angariar a sympalhia do Sr.
tenente-coronel Antonio da Silva e Souza Ara-
quan, diz: que algumas pessoas tona tratado de
ver se por meios vis o traidores conseguem a re-
frase da sesmo 8r. teneote-coronel, urnas pe-
diodo ao Sr. Araquan para pedir ao Exm. Sr. pre-
sidente da provincia a sua reforma ; outros em-
penhando-se com algumas pessoas para pedirem
ao Exm. Sr. presidale urna caita em ano ordena
Heclaraco
*'S.
0 conselho de qualiucacao da freguezia de
Santo Antonio desta cidade, "tendo concluido os
trabalhoi de sua primeira rauniio, e tixa io na
porta da igreja matriz as dirTerentes relaces,
como dispe a lei, tem uesta data encerrado
suas sesses, e desiguado o dia 19 do correle
para de novo se reunir e proseguir nos trabalhos
da segunda reuoiio, ludo de cooformidade com
as leis em vigor. Sala das sesses do conselho
de qu3liGcagao da guarda nacional da freguezia
de Santo Antonio do Recife. 6 de junho de 1SG1.
Joaquim da Costa Ribeiro.Tene%te secretario.
0 Dr. Anselmo francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrisio e
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Recife, e seu termo capital da pro-
vincia de Pernair.buco por S. M. imperial e
constitucional o Senhor D. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tivyrem, que no dia cinco de julho
do corrente anno se hao de arrematar em praca
publica deste juizo por venda a quem mais der
os objectos e dividas seguintes, que foram pe-
ohorados a Joio Ignacio Soares de Avellar por
execugio, que a este moveu D. P. Wild &. C,
successores de Mouoseu & Vinnassa : um piano
de caranda avallado por treseolos mil res ;
um soph de amarello por tinta mil reis, orna
mesa redonda por dez mil reis, dous cousolos de
amarello por vinle mil reis, dose cadeiras de
dito por quarenta e oito mil reis ; dito ditas de
dito por viote e quatro mil res, urna cama fran-
cez a de dito por cineoenta muris, um lavatorio
por quatro mil reia, um guarda roupa de ma-
deira de pinho por vinle e cinco mil reis, urna
marqueza com a palha estragada por dez mil
reis, sete lettras na importancia de cinco eon-
tos novecentos trinta e oito mil quatrocentos
quarenta e dous reis, avahadas por dous con-
loa de reis, tres recibos de prestagao da fiagao
no valor de setenta mil reis, avallados por qua-
renta mil res, urna relagao de diversos devedo-
res na importancia de oito contos dozeutos viole
e dous mil cento e dous reis, avahado por dous i .
conios de reis. ma mesa de abas por dez mil !*"f/Jle?.?nl,.ee,l?.e"!? que **? '""
reis ; os objectos
matados oa falta
adiudicagio com
Correio.
Pela admioistragao do correio desta provincia
se faz publico qoe, araanhaa (8) as 2 horas da lar-
de em ponto serio fechada as malas que deve
conduziro vapor costeiro Pirsinunga, com des-
tino a Macei e portos intermedios.
Inspeccao do arsenal de marinha.
Faz-se publico que a commissao de peritos
deste arsenal examinando na forma determinada
no reglamento acorapanhando o decreto n.
1,324 de 5 do feveriro de 1854, o casco, machi-
na, caldeiras, apparelho, mastreago, velames,
amarras e ancoras do vapor Persinttaga, da cora-
paohia pernarabucana de navegagio costeira,
achou todos esses objectos em regular estado.
Iospeegao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 6 de junho de 1861.O inspector, Eli-
siario Antonio dos Santos.
Arseual de guerra.
Por ordem do lllm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra, se faz publico que nos termos do
aviso do ministerio da guerra, de 7 de marco de
1860, se tem de mandar manufacturar os seguin-
tes arligos:
Hospital militar.
12 camisas de flanellas.
80ditas de brirn.
60 caigas de brim.
9o bnialhio de infanlaria e diversos corpos.
80 sobrecasacas de panno verde.
100 calcas de dito paono.
550 camisas de algodaozinho
680 pares de polainas de panno preto.
546 moxilas de brim da Bussia.
250 caigas de brim.
8 saceos de algodaozinho.
90 ditos de brim.
A quem convier arrematar o fabrico de taes
artigos, comparec na ala da directora do mes-
mo arsenal, pelas 11 horas do dia 10 do correte,
com suas propostas em que declarera o menor
prego e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco, 6 de junho
de 1861.
O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Por esta subdelegada se faz publico, que se
acham depositados os cavados seguintes: um
russo com a orelha corlada e outro russo pedrez,
que foram remettidos por Francisco Gongalves
Sirvina, era virtude de os ter pegado dentro de
seu sitio, ignorando a quem perleogam, outro to-
mado a Aotooio Jos do Carmo. morador no Bar-
ro, tambem russo, outro ruzilho escuro tomado a
Franciico de Salles Correa de Queiroz, que se
acha oceulto no mesmo lugar do Barro, cujo in-
dividuo nio morador deste districto ; visto
anno fdo yai-ie proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituto das nota de 20$ da emiaaao
da mesma' caixa.
Caixa fial bo Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
francisco Joae de Barros.
O administrador da recebedoria de rendas
internas faz publico que no corrente mez tem de
ser pago, hvre da multa de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exercicib corrente, relativo aos impos-
te seguintes : dpcima-addictona! de mi morta
imposto de 20 0,0 sobre lojas. casas de consigo!
cao, dito especial de 8% sobre' casas de movis
ropa, calgado. etc., fabricados em paiz eslrao-
geiro ; e que depois de findo o referido mez sa-
rao cobrados conjuntamente cora a multa.
Reeebedoria de Pernambuco 1. de juohoda
1861.Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico, que
eolraram de mez no hospital Pedro II, o Sr. Dr.
Haooel Ferreira da Silva : na casa dos expostos a
Sr. teuenle coronel Antonio Carlos de Pinho Bor-
ges. e no hospital dos lazaros continua o Sr. Joio
Pinto de Lemos Jnior.
Secretaria da Santi Casa da Misericordia do
Recite, 4 de junho de 1861.O escrivio, F. A.
Ctraleanti Cousseiro.
Santa Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no da 13 do correle, pelas 4 horas da tarde, oa
sala do sas sesses irao praga para ser arre-
matadas a quera mais der, as rendas da lha do
Nogueira pelo lempo de tres annos a contar da
locxe*"!h" docorreole annos 30 de junho de
18bt. Os pretenderles devem comparecer no
lugar, da e horas cima ditas, acompanhados da
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 3 de junho de 1861. O escrivio, F. A.
Cavalcanti Cousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimeoto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguutes :
Para proviroento dos armazens do arsenal da
guerra
5 arrobas dealvaiade.
8 caivetes de boa quahdade para pennas.
12 grosas de pennas de ago de boa qualidade.
0 cadinhos de n. 12,
20 garrafas de lila prela.
38 arrobas de cobre velbo.
6 arrobas de rame de lalao sortido.
6 arrobas de estando em verguinha.
10 milheiros de laxas de bomba.
20 ditos de ditos pequeos.
10 ditos de brochas de sapateiro batidas.
20 duzias de laboas de pinho americano.
5 duzias de ditas de dito de 3 ou 4 de grossura.
10 milheiros de presos caixaes.
24 caetas de boa qualidade.
Paraos msicos do 8o batalhao de iofantaria.
135 corados de panno alvadio.
Quera quizer vender taes objectos aprsenla
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhia do dia 10 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra 3 de
junho de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interin-o
Consulado provincial. .
Pela mesa do coosulado provincial se faz pu-
blico aos propnetarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, que
os 30 dias uleis para o pagamento bocea do
cofre do segundo semestre da decima do aono fi-
nanceiro de 1860 a 1861, se principiara a contar
do dia 1." de junho viodouro, fleando sujeitos
multa dp 3 0/0 os que pagarem depois de nodo
os ditos 30 dus.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Caroeiro Machado Ros.
Companhia do Beberibe.
No dia 8 do corrente pelas 12 hora*
do dia tera' lugar no escriptorio da
companhia ra do Cabuga' n. 16, a ar-
rematacao do rendimento dos chafaii-
zes e bicas por bairros ou totalidade e
por espaco de 1 a tres annos, sob as
bazes abaixo transcriptas e mais con-
diccoes patentes no escriptorio ; os Srs.
licitantes comparecam com seus fiado-
res ou declaracao dos mesmos no men-
cionado dia devendo ser as propostas por
escripto.
Bazes sobre as quaes se deve lancar.
Bairro do Recife.
Chafariz e bica'do caes da al
fandega.....
Dito da ra da Cruz.
Dito da ra do Brum.
Dito do Forte do Mattos
bica......
COMMERCIO.
NOVO BANCO
PERNAMBUCO.
EM 4 DE JUNHO DE 18eM.
O banca desconta na presente samaos 10 "/.
ao anno al o prazo de 4 mezas e e 1 /, at o
de 6 mezes, etoma dioheiro em contascorrentes
iqui relacionados serio aire-
de licitantes pelo prego da
o respectivo a bat ment da
leC
E pisca que chegue ao conbeciraeuto dos li-
citantes, mandei passar editaes, que serio sol-
tados nos lugares do custume e publicados pela
mpreoss.
Dado e passado nesta cidade do Recile de
Pernambuco aos dezasete dias do mez de maio
de mil oitocentos sesseota e um, quadrageainto
da independencia e do imperio do Brasil.
Eu, Manoel de Carralho Paes de Andrade, es-
crivio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
A presente pra$a lera
lugar no dia 8 do corren-
te, na sala das audien-
cias, e (inda esta por or-
co^eoc^riaro' ^ *-**"-** > dem do 'Exm. Sr- l>r. luiz
ltimos sao furtidos, ficando os individuos reco-
lhidos a delencio. Outro sim, tambem foi remel-
llo a este juizo, pelo portuguez Manoel Fran-
cisco da Silva, duas cabras (bicho), magras, por
ter pegado-asna planta da seu capim, quem se
julgar com direito a urna e outra cousa, comp-
rela, que provaodo Ihe serio entregues.
Subdelegaba do 1 districto da freguezia dos
Afogados, 6 de junho de 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
SOCIEDADE BANGAH4.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Scame teoeessaques sobre as pracas o Rio
de Jee)Mrp e rara.
Caxa fiiial do banco do Brasil
em Pernambuco.
?or orden da directora e esa cum-
primento do disposto no an. % do de-
creto a. MU de 10 de novenbro da
5:565$550
6:8850537.
5:751^072
2:898^8iO
18:8980999
Baurode Santo Antonio.
Chafari dolrgo do Carmo. 8:4740150
Ditodo largo do Paraizo. 6:9860172
Dito do largo do Passeio
Publico......3:3890652
Dito da ra do Sol. 5:1760092
Dito da ra da Concordia. 3:1730993
25:2OO0O59i
Bairro da Boa-Vista.
Cbafariz do caes do Capi-
baribe e bica do mesmo. 5:8170000
Dito da caixa d'agua da ra
dos Pires......5:189030
Dito da praga da Boa-Vista. 5:0400325
Dito do largo da Soledade. 7620775>
16;8O906OO
Escriptorio da companhia do Beberi-
be 5 de junho de 1861.O secretario.
Manoel Gentil da Costa Al ves.
Goiselb* de compras na raes.
Tendo de promover-se a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, que isso ter lugar em sessio de 8
do corrente mez, mediante propostas em carta
fechadas entregues nesse dia s 11 horas da
manhia, acompanhadas das amostras dos ob-
jectos.
Para os navios e arsenal.
20 arrobas de grasa do Rio Grande, 40 libraa
de tanas de cobre e dO milheiros de dita de ferro
para bomba.
Para es navios.
3 arrobas de linba da barca grossa, 300 nava-
rras de marinheir e 4 arrobas de pregos de co-
bre para forro.
Par o arsenal.
30 meios de sola mgleza e l pacotes da papel
baeta oa fellro.
EfTectuandor-ae a compra sob as eoadiges de>
estylo ha sautio publicadas.
Sala de> conselbo de compras aavaes, em 5 da
junho de 1864.O secretario, Aleaodre Rodri-
gues ds Aojos-
Cnnamlla pilwlssIsHUvts.
O. teoseUie administrativo, para foruaciment
do. arsenal da guerra, tea deeasaprar os objac-
lee seguais:
tana foroeameato d caaa a guarda e palacio
da presidencia,
ISO. labra 4a velas jtaarioa.


(I
DLLfilO K PKCJULNKJCO. SEXTA FURA T # tWHBO DE tSl.
Para o fabrico de diversts obraa.
555 botoes grandes de metal marello lisos.
70 ditos ditos de dito bromeado n. 10.
45 ditos pequeos de dito dito o. 10.
42 grof as de ditos pretos de osso.
Para provimento dos rmateos do arsenal
de guerra.
20 quintaes de ferro en barra de 1 1/2 polle-
gada.
10 quintaes de dito quadrado de 5/8.
10 quintaes da dito oe varan Ja.
2 arrobas de rame de ferro.
1 barril de verniz prtto.
5 caadas de azeite de coco.
Para escripluracao do arsenal de guerra.
1 livro ero branco de bom papel om -200
folhas.
2 ditos em dito de dito com 100 ditas.
4 ditos em dito de dito com 20 ditas.
4 ditos em dito de dito com 30 ditas.
2 ditos em dito de dito com 120 ditas.
Quem quizer vender laes objecios, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
cooselho, s 10 horas da manba do dia 12 do
correte mez.
Sala das sesses do conseibo administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra, 5 dt
juoho de 1861.
Bente Jos Latnenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Consulado da repblica
argentina.
Com a deplorarel noticia da anniquillaco ds
cidade de Mendoza por causa deuin terrivel ter-
remoto (como notorio) que a reduzio em poucos
minutos um rponto de ruinas, debaixo das
quaesforam sepultados roais de dous tercos da
sua populacSo ; o abaixo firmado, cnsul da re-
publica nesta cidade, tem iniciado urna subs-
cripto com o Om de alliviar da desgraga os que
gemem na miseria e orphandade, salvos de to
violenta catastropbe. A supplica que se faz a
todos os cidades desta cidade, e com especialida-
de ao corpo commercial da praca que entretem
to importantes relacoes mercantis com a rep-
blica, me deixa persuadido de que todos os se-
nhores se prestaro a subscrever, cada um com
a somma que possa para fim to humanitario
imitando o que j se tem procedido em outras
provincias do imperio. Para o que pode se assig-
nar na associaco da praca do commercio, neste
consulado, ra da Cruz n. 3, e assim tambem em
qualquer outra parte em que o proroovam os
amantes da humanidade, e pedido desle con-
sulado. Recite 1 de junho de 1861.
Josi /oo de Amorim.
Por eeta subdelegada se faz publico, que
se acha recolhido na casa de detencdo o prelo
Vicente, por andar fgido, o qual diz ser escravo
de Mara Ferreira de Lima, moradora no enge-
Dhe Contra-assude : quem se julgar com direilo
ao dito compareca, que, provaodo, Ihe ser en-
tregue. Subdelegacia do Io dislricto dos Afoga-
dos, 6 de junho do 1861.
O subdelegado,
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
AMANHA
Sabbado 8 dejunlio.
15a RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir scena o magnifico drama em cinco
actos, do Sr. Bourgain,
iimua* iiJiiuiri & ni
DENOMINACO DOS ACTOS.
Io aclo.A cruz quebrada.
2 Urna flor no abysmo.
3.As falsas appareocias.
4.A cmara vermelha.
5."O somnmbulo.
PEBSONAGENS.
O infante D. Affooso............ Vicente.
Diogoda Silva.................. Germano.
Carlos, caiieiro de Diogo...... Valle.
O licenciado Tiburcio.......... Nunes.
Roberto, irmo de Carlos...... Leite.
Ocondede Odemira............ Campos.
Gorduxo, creado de Diogo...... Raymundo.
Antonio Conti.................. Almeida.
Lm magistrado................. Dito.
Um cabo de esquadra.......... Teixeira.
Clemencia, sobrinha de Diogo. D. Manoela.
A lia Vernica, aia de Clemen-
cia............................ D. Carmela.
Sequilo do infante, soldados e povo.
A aceo passa-se em Lisboa em 1656.
Terminar o espectculo coma graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
PAGAR 0 MAL Ol'E NAO FEZ-
Na qual o Sr. Germano far o papel depoeta.
Comecar s7 X horas;
Avisos martimos.
Segee impreterivelmente no dis 8e junho a
veleira e bem coohecida barca portuguesa Sym-
palhia, por ter sua carga eogajada ; recebe ni-
camente passagetros, pora a quaea tan com mo-
do* excellentes.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate cExalaco,
a tratar com Gurgel rmeos na ra da Cadeia do
Reclfe n. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiarte
Santa Aooa : para carga e passageiros trata-*e
com Gurgel & Irmao, na ra da Cadeia o. 82.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de sen car-
rega ment, e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primtiro andar.
COMPANHIA PERXAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
.Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandanto Lobato,
sahira para os portos do norte at o Acarac no
dia 7 de juoho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga al o dia 6 ao meio dta. Encommeadas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Cear.
Segu com muita brevidade o hiata Sobra-
lense, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
tano C. da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo
n. 23,
Rio Grande do Sul
Pelo Ro de Janeiro
Segu em poucos dias o brigue nacional Ma-
ra Thereza: quem no mesmo quizer ir de pas-
sagem, ou remetter escravos a frete, drija-se ao
capitao. ou a Baltar & Oliveira, na ra da Cadeia
do Recife n. 12.
o Rio de Janeiro
a polaca brasileira Esperance segu com brevf-
dade ; pode receber alguma carga e escravos a
frete : trala-se com os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo n. 6.
COMPANHIA PERNAMBICANA
DE
Navegaco costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao do Assu'. Aracaty, Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante If o reir,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte s 5 horas da tarde. Recebe
carga at o dia 21 ao meio dia. Eocommeodas,
passageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
.s 2 horas: escriptorio no Forte do MaUoa n. 1.
a
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
umt u & nfm
O vapor Oyapock, commandante o cspito
teoente Santa Barbara, esperado dos portos do
sul at o dia 1-t do correle o qual depois da
demora do cusidme seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-ae a
carga que o vapor poder conduzir, a qual dever
ser embarcada no dta de ana chegada ate aa 2
horas da tarde, ncommendas, passageiros e di-
nheiro a frete at odiada sabida as 3 horas:
agencia ra ds Cru o. i, escriptorio ale Azeve-
o 4 Meades.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
to:, pretende seguir com muita- brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto, para o resto
que Ihe falta trata-se com os seus consignatarios
Azevedo 4 Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
______Leiloes.
Consulado de Franca
LEILO
A requerimento dos Srs. Cals Irmao
e por autorisacao do Sr. cnsul de
Franca e em sua presenqa por conta e
risco de quem pertencer o agente Hyp-
polito fara' leilao de urna caixa com a
marca CF n. 1818 contendo 50 duzias
da pelles de carneiro amarroquinado
avariados a bordo do navio francez
Sphere, capitao Ribis, na sua ultima
viagem do Havre a este porto : sabbado
8 do corrente as 11 horas em ponto no
armazem dos mesmos genitores ra da
Cruz n.
LEILAO
DE
Sp a trac
Sabbado 8 do corrente.
Costa Carvilhofar leilao em seu armazem da
ra do Imperador n. 35, de alguos escravos sem
reserva de oreco, as 11 horas em ponto.
LEILO
Segunda-feira 10 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao por man-
dado do Exm. Sr. Dr. juiz do commer-
cio, a requerimento dos curadores fis-
caes e depositarios da massa fallida de
Antonio Joaquim Vidal, das mercadorias
da leja da ra Direita n. 105, avisando
aos concurrentes que sera' o ultimo lei-
lao que recebara' propostas at este
dia.
3 000CA; 0 &QpOQK&pUC&
Domingo, 9 do correte, a 10 horas da ma-
nna, haver sesso extraordinaria do couselho
director.
Secretaria da .ssociaco Ty.pographica Per-
nambucana 6 de junho 4e 1861.
J. Gbsr,
4 -secretario.
& O ba cha re Jos Joaquim de
f($ Moraes Navarro propoe-se a en-
9 *inar algn* preparatorios:
4} quem quizer utilisar-se de seu
3$ presumo dtrija-se a ra Formo-
ft sa n. 31.
'5? i
Lava-se e eagomina-se perfeitamenle na
rus Bella n. 45.
Dr. Debroy, dentista,'successor do Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gara em Pernambuco no mez de abril ou at
junho
Precisa-se de urna ama para cozioha e al-
guna engommado ; na ra Nova n. 16.
mtmsmmm tea MSSKa&oeK
SJoseph Elias Hachado Freir maslcr ik
carpenter with Stseks for Ships-buildiug, S
in ihe new Street of Hly Rita Where he g
can be fsund for all Works of his art. K
LOTERA.
Amanhaa sabbado 8 do corrente
mez as horas do costume andarao im-
preterivolmente as rodas da primeira
parte da primeira loteria do collegio de
Papacara.
Os bilhetes e meios bilhetes acham-se
a venda na thesouraria das loteras ra
do Queimado n. 12, primeiro andar, e
as casas commissionadas do costume.
As sortes serao pagas a entrega das
listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Soiea.
No collegio de N. S. do
Rom Conselho precisa-se de um %
cosinheiro e um criado para o $$
servico interno, preferindose
escravos. S
Attenijo.
A pessoa quena noite do dia 4do cor-
rente na ra de Santo Amaro pegou
urna paca, se tt?er consciencia e quizer
entrega-la dirija-se a mesma ra casa
n. 32, que alm de ser generosamente
gratificada se Ihe ficara' grato, ficando
porm certo que se sabe quem foi, por-
que esta va na taberua da ra Nova urna
pessoa que a vio ir pedir um sacco para
esse fim.
ttenco. |
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
- por espaco de 8 annos o offlcio de solicita- j
m dor de causas na cidade de Porto-Alegre, %
m adquirindo por isso urna gMnd* pralica, !
pretende aqui encarregar-e d to de qualquer causa nos differenles jui-
zos, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cohrancae. E
como tem na edrte sua disposic,o um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar li o andamento de
qualquer pretenco perante as secreta-
rias de estado e ihesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar 8
de seu prestio pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
das Triocheiras n. 13, e fora destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
raerte isi*,siiaw9i"si*iC5KJS
Pianos
Avisos diversos.
Flix Francisco de Souza Maga-
Ihes mudou sua residencia do sobrado
do largo do Carmo d 16, para o prin-
cipio da ra de Hortas sobrado novo de
um andar a. 30.
ao actual emprezario do Santa Isabel,
leve a scena as comedias-dramasDA-
MA DAS CAMELIASde Alexandre
Dunas filho, e FILHOSDO TRABALHO
de A. de Laccrda.
Um apreciador.
Saunders Brothers & C. tem para venderis
eu armazem, na pragado Corpo Santn. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimenU
ehegados des bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood 4 Sons da Londres a
muito proprio nara este clima
cobertos e descobertosr pequeas e grandes, da
ouro patente inglez, para hornera e senhera de
um dos raelhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete ingles : em casa da
Sonthall Mellor & C.
MADAMA NIVBRLET, lavadeira e engom-
mad eir franceza, se encarrega de qualquer tra-
balh o dessa especie, indo buscar e levar casa
das pessoasque a hoorarem com sua conanca:
na ra da Aurora n. 66.
-- LUIZ LERSTENNE, gravador em toda a
quahddede metaes, enesrrega-se de preparar:
emblemas abertos a buril ftaille doee), tanto
para ourivesaria como par lypographia, gravu-
ras para matrizes de typos etc etc.; igualmen-
te se incumbe de pinturas de casas, armas para
cnsules, assim como desonho sobre pedra para
lythographias; emsua officina, ra da Aurora
n. 66.
Precisa-se alugar duas escravas para ven-
der na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. 27,
egondo andar.
Aviso.
Francisco Maciel de Souza participa a seus nu-
merosos freguezes tanto da praga como de fora.
que tem de abrir novamente o seu estabeleci-
meoto de caiga do feito na provincia no !. de
julbo prximo futuro, ni ra da lmperatriz ou-
tr ora aterro da Boa-Vista, n. 38, ao p do becco
dos Ferreiros, onde pretenda vender muito em
conta, como de costume, para agradar aos fre-
guezes : vender muito e ganhar pouco.
Precisa-se alugar duas scravas para ven-
der na ra : a tratar na rna de Santa Rita n. 23.
segundo andar.
Precsa-so de urna ama de casa forra ou
escrava, e que seja perfeita engommadeira : na
ra do Imperador n. 71, segundo andar.
Quem precisar de um moleque bom eozi-
nheiro, dirija-se a loja da esquina da ra do
Crespo n. 8, que se aluga em conta.
Joaquim da Fonseca e Silva participa ao
respeitavel publico, e juntamente ao corpo do
commereio deata praca, ave deixou de ser cai-
xeiro da casa do Sr. Joi Moreira Lopes desde o
dia 3 do corrente.
Goncalo B. de Almeida Leite roga a todas
-as pessoas devedorae a eeo finado pai o patrio
Joaquim Rodriguea de Almeida a bondade de
saldarem seus dbitos at o lia 80 de junho cor-
rente i a dirigirem-se a ra do Pilar n. 115 para
cujo Qm, fiado este prazo o sirio cobrados ju-
4icia]aaent.
Avisos t
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores vigarios, delegados, subdelega-
dos, propietarios de eagenhos Vi ou-
tras pessoasque souberetn se anda exis-
te e onde, o Dr. Jos Coelho de Olivei-
ra, filho do fallecido escrivo Coelho, en-
viem suasioformacOes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
coma inicialC. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-6e-lia toda a despeza que e fizer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratificar-se-ha generosamente.
1

9


STAHL C. 8
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
| Ra da lmperatriz numero 14 S
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) @
i Retratos em todos es-
tyloa e tamangos. |
i Pintura ao natural em
i oleo e aquarella. |
| Copias de daguerreo- |
I typo e oatros arte- |
S factos. |
| \mbrotypos, |
{Paisageiis.
O senhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que Ihe
diz respeito.
Precisa-se de um feitor.para tomar conta
de um sitio: no escriptorio da commaudita, pra-
ca do Corpo Santo.
Qoem precisar de urna boa ama; de leite,
parida de pouces dies e sem filho. pode dirigir-
se a ra do Queimado n. 44, segundo andar, para
tratar.
Aluga-se urna sala com tres quarios, pro-
pna para escriptorio, ou para familia por ter boa
cozinha : na ra do Queimado, loja n. 14.
( Precisa-sede urna escrava para cosnhar
u ma casa eslraogeira na villa do Cabo, agradan-
do paga-se bem: a tratar na ra do Trapiche
Novo n. 18, escriptorio.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
corpo de commercio que tem contratado por
compra a taberna do Sr. Jos' Pedro Marques da
Silva sita na ra do Imperador n. 2, quem se
julgar com dreito a mesma reclame no prazo de
3 aias. Recife 5 de junho de 1861.
Antonio Jos Teixeira.
Na audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de or-
phos que ha de ter lugsr no da 7 do corrente
mez, ha de continuar a arrematadlo do engenho
Brum por arreodamento, a qul foi ioterrompida
as audiencias do ultimo de maio prximo pas-
sado com as mesmas condieces com que foi
principiada.
O abaixo assignado tem tratado com o Sr.
Antonio Jos Teixeira a sua taberna na ruado
Imperador n. 2, quem se julgar credor do mes-
mo aprsente suas conlas correntes no prazo de
3 dias do contrario ficarao sem effeilo e nao se
admittir reclaraacao alsuma depois deste prazo.
Becife 5 de junho de 1861.
Jos Pedro Marques da Silva.
Quem quizer alugar urna negra crioula e
muito moca propria para todo servico dirija-se
ao largo da ribeira de S. Jos n. 1, esquinada
Santa Hita.
Fortunata Candida subdita portugueza re-
tira-se para fora do imperio.
Cassino Militar
Pernambucano.
A directora scientiQca a todos os senhores
socios que no dia 15 do corrente ter lugar a
primeira partida. Previne-se a todos os socios
que apresentem suas propostas de convite at o
dia 10, na ra Nova o. 46, primeiro andar, tendo
em vista o numero de convidados e desigoaco
de sexo.
A directora roga todos os senhores convida-
dos que hajam de levar seus cartes para na en-
trada serem entregues, alim de nao sugerir du-
vida alguma ; outro sim pede aos senhores con-
vidados e socios que nao levem cnangas.
Recife 5 de junho de 1861.
Antonio Vilella de C. Tavares.
1." secretario.
Eltenne Chantre, tendo de sahir para fora
do imperio, roga a quem se julgar seu credor,
de apresentar sua conta nestas 48 horas, na ra
dos Guararapes n. 60, em Fora de Portas.
Ama.
Precisa-se de urna ama para o servico inferno
de urna casa, cuja familia composta de doal
pessoas : a tratar na ra estreita do Rozario so-
brade o. 43 primeiro andar.
Perante o lllm. Sr. juiz de paz da freguzia
de S. Jos tem de ir em praca, no dia 17 do cor-
rente, 1 sofe 4 cadeiras de amarello, cujos bens
fora m peo horados por execuco de Antonio Jos
Pereira Eroude contra Felippe Mara Besson J-
nior, por ser ultima praca.
Admiraco!
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro,
nico deposito na botica de Joaqnim Mar tinao
da Cruz Correia & C, rna do Cabug n. II,
em Pernambuco.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceulico aprsenla hoje urna nova preparaco de ferro
con o noroe de elixir de citro-lactato de ferro.
Parecer ao pblico um luxo empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas to
vaaadas, mas o homem da sciencia comprahende a necessidade e importancia de urna tal varie-
daoa.
A formula um objecto de muita importaocia em therapeulica ; um progresso immenso,
quaido ella, maniendo a esseocia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
idadis, para.todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparacoes de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene lio bellas qualida-
des cemo o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradavel, rene o tomar-se em urna pe-
quenadose, o ser de urna prompta e fcil dissolucSo no estomago, de modo que completamente
assimiado ; e o nao produzir por causa da lactina, que contem em sua composico, a constipaco de
ventre ao frequentemente provocada pelas outras prepan$es ferroginosas.
Islas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia da qual o medico se nao pode dispensar em sua clinica, de incomparavel ulilidade
qualquer formula aue Ihe d propriedades tacs que o ortico o possa prescrever sem receio. E' o
que :onseguio o pharmaceutico Thermes com a preparaco do citro-lactato de ferro. Assim este
reedeamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparacoes ferroginosas, como o
atteitaa pralica demuitos mdicos distinctos que o tem ensaiado. Tem "sido empregado como im-
merso proveito as molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debildade subsequenle as
henorrhagias, as hydropesiasqueapparecem depois das intermitentes na incontinencia : de urinas
pordebilidade, as perolas brancas, na escrphula, no rachitismo, na purpura hemorrhagica, na
convalescencia das molestias graves, na chloro-anenria das mulheres grvidas, em todos os casos
emque osaoguese acha empobrecido ou viciado pelasfadigas affeccoes chronicas, cacheiia tuber-
culosas, cancrosa.syphililica, excessos venreos, onanismo e uso prolongdo das preparsces mer-
CU'196S.
Estas enfermidades sendo mui frequentes e sendo o ferro a principal substancia de que o
medico tem de laogar mao para as debelar, o aulhor do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
do ferro.
CENTRO COMMERCIAL
1S Ruada Cadeia do Reeife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
Cha222 ?R0/e Jane.r Por conta da grande fabrica dos Srs. Domingos Alves
Machado & C, veode-se em porcao e a retalho, neste nico deposito, assim cemo superio-
res e verdadeiros charutos suspiros da Bshia. manilha, havana, suissos e hamburgo po
menos do que em outra qualquer parle.
LlgarrOS SUperiOreS de s. Domingos, de papel e palha de milho, de papel btosso,
de Mnho. de seda, arroa, pardo e hespaohoes sendo de superior tabaco do Rio de Janeiro
de Guimaraes & Coutinho.
B0CaeS 21B 1 l/y UUU
Papel pardO niCOt para cigarros a 100 rs. o livrinho de 150 folhas, assim como papel
hespanhol a JS000 a grosa do livrinho, sortimento de papel sans nom. sans titre arroz e
vidaura. '
Laporal IrancaiS M manufacturas imperiaes de Franca, para cigarros e cachimbos.
CaCDimbOS de geSSO a 6S500 a groza fazenda superior e que se venda a 10.
Tabaco do Rio de Janeiro pic-ad0 para cachimbos. cigarros, 1#000 a Ub da ffl.
bnca de Guimaraes & Coutinho.
1 abaCO tUrCO a u alibrae meia libra por 3$, para cigarros e cachimbos.
TabaCO fleUr de harlebeke em macos de diversos Um.nhos, par cigarros e ca-
chimbos, fazendo-se abatimento em porco.
TabaCO americano em jalas a 2#,em chapa a Calibra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 17 a 22, para cigarros e cachimbos.
ClgarrOS de manilha de papel branco e pardo a 153 o milheiro.
Machinas e papel para cigarros de manilha.
ttap rOlaO francez em ma^os de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarro para Ubco. np.
CaCnimbOS esta casa tem sempre sortimento espantoso de cachimbos de gesso. louca, ma-
deira, barro e os verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.
Vendem-Se todaS as fazendas mais barata do que em outra qualquer parte.
(jarante-Se todos os objectos vendidos tornando-ae a receber (incluindo os charutos) cuan-
do nao agradem ao comprador.
Apromptam-Se encommendas, encaixotam-se e remettem-se aos seus destinos com bre-
vidade.
Aieui elolrae fica exposto tem um variado sortimento de objectos proprioa para' os senhores fu-
Reoebem-se todos os artigos directamonte, motivo pelo qual se pode vender muito ma
barato do que em ontra qualquer parte.
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
Na ra Direita n. 99 vendem-se queijos muito
frescos 2)200, presunto muito novo 230 rs. a
libra, talharim a 320 rs. a libra, e oulroa muilos
gneros qne seria enfadonbo annunciar-se.
Carlos J. Justios, Thomaz Potts, Luiza Hal-
le e tres menores, inglezes seguem para a Eu-
ropa.
A marqueza do Recife sientifica e roga a to-
dos oa senhores proprietariosde casas desta praca
cujos solos pagam foro ao extincto vinculo da
hospital do Paraizo, que venham pagar os Toros
vencidos at julho de 1859, sendo que s dessa
data em diante que devem pagar aos diversos-
herdeiros com quem foram divididos ; igual pe-
dido faz aos senhores de engeuho que tambem
pagam foro que venham saldar os seus dbitos at
maio de 1860, dalas em que foram julgadas as
partilhas e sobparlilnas.
Vende-se no armazem da es-
trella, largo do Paraizo nu-
mero 14,
manteiga ingleza flor a 800, 720 e 610 rs em
barris a 600 rs., bolachinha ingleza a 2*800. e
em libra a 160 rs., espermaceti a 680 em caixa
e em libra a 720, queijos do vapor a 1JJ800 e"
1*700, trelo a 3g a sacca, palitos do gaz a 320 a
duza, arroz a 39 a arroba, e em libra a 100 rs.
loucinho de Lisboa a 99 a a.roba, e 320 a libra. *
Aviso.
Campos & Lima, tendo completado todos os
meios brandos e conciliaveis com seus devedores.
nao Ihe possivel, a bem de seus interesses'
continuar a serem mais condescendentes, porque
muitos tem completamente abusado ; portaoto
tem autorisado o Sr. Antooio de Faria Brandas
Cordeiro para cobrar de todos amigavel ou judi-
cialmente : julgamoscom este novo proceder bo
offender aos nossos devedores.
Precisa-se fallar ao Sr. Deodato Camargor
que morou no Campo-Verde, nesta lypographia.
Precisa-se de um rapaz de 14 a 16 annos de
idade para caixeiro de taberna, que prove sua boa
conduela, e que tenha alguma pralica ; no largo
da Santa Cruz n. 16.
Offerece-se urna ama para casa de familia,
e para o servico de portas a dentro : quem pre-
cisar, dirija-se a ra larga do Rosario, casa ter-
rea o. 9.
Rila Jeronima de Mendonca Pereira, viuva
do finado Marcelino Antooio Pereira, est proce-
deodo a inventario dos bens deixados por o mes-
mo finado pelo juizo de orphos desta cidade,
escrivo Brito ; e por isso pelo presente convida
aos credores de seu casal a virem justificar seus
crditos perante o mesmo juizo.
Adelaide Guilhermina dos Siotos, subdita
portugueza, retira-se para fora da provincia a
tratar de sua saude, deixando por seus bastantes
procuradores, em primeiro lugar o Sr. Antonio
Fernandes de Castro. Jos Flix de Almeida e
Antonio Celestino Alves da Cuoha.
Jos Victorino de Paiva participa ao respei-
tavel corpo de commercio, que veodeu ao Sr.
Joo de Siqueira Ferro o seu .estabelecimeuto
da ra do Cabug o. 2: quem com o mesmo li-
ver contas com ttulos vencidos, ou cootas de li-
vro, compareca no prazo do seis dias para tratar
de seu embolso.
Precisa-se por aluguel de um preto ou ho-
mem forro para o servico interno de casa de pou-
ca familia : a tratar na ra Nova n.51.
Seraphim Justino da Silva Peixoto vai ao
Para.
Ra da lmperatriz n. 4, taberna, precsa-s
de urna ama para cozinhar.
Aluga-se um terceiro andar ; na ra Nova
n. 23, loja.
Compram-se moedas de ouro de 2OJJIO00 :
na ra Nova n. 23, loja.
Vende-se a armaco da taberna da ra da
Praia n. 42, propria para qualquer principiante
por ser pequea e barata : a tratar em frente nu-
mero 35.
Vende-se ou aluga-se a armaco da loja
da ra Direita n. 48. tem commodo para familia,
e a armaco propria para qualquer estabeleci-
mento ; a tratar na mesma.
LUXO E VAI DA DE.
Drama em o actos
DO
Sr. Dr. Mcedo.
_Acha-se venda na livraria dos Srs. Guima-
res & Oliveira, ra do Imperador n. 54.
Contina a estar para se vender o engenho
Caramur na comarca do Cabo, e para se arren-
dar o engenho Santa Cruz na mesma comarca :
quem os pretender, dirija-se ao coronel Lme-
nos, que far todo negocio, al mesmo por per-
muta com ratas nesta praca.
O 1., 2. e 3. tomos das biographias de
alguns poptas e outros homeus Ilustres da pro-
vincia de Pernambuco, com as poesas e muitos
documentos e ttulos inditos, e de grande iote-
resse e aprego, pelo commeodador A. J. de Mello.
Em mo do autor.
Deseja-se comprar urna escrava para servi-
co interno ; na ra da lmperatriz n. 18.
Precisa-se alugar um sitio meia legoa dis-
tante desta cidade, com terreno para capim e al-
gurnas plantaeoes: quem o tiver diriji-se a ra
do Hospicio n.24.
Farinha
a 2,000 rs. sacca.
Chegada ltimamente do Maranho : vende-se
no armazem da ra da Madre de Deus, n. 4.
Hermenegildo da Costa, Brasileiro, segu
para fra da provincia.
Para o Exm. Sr. Dr. juiz espe-
cial do commercio interino
ver.
Consta-nos que um protector oceulto do Sr.
Clavinote e do seu irmo Pistolla aconselhra a
aquello dos seus protegidos para que mandasse
oizer este seu irmao que apparecesse ao publi-
co, porque o tribunal da relaco havia absolvido
a ambos os socios da casa fallida de Castro &
Amorim ; se assim provado est que tanto o
irmo do refugiado, como o celebre protector oc-
eulto sabe qual o armazem militar, onde se acha
encaixotada essa boa arma de fogo com apparen-
cias de bacamarte.
O sentxnella.
Compra-se urna taberna no bairro da Boa-
Vista ou S. Antonio: quem tiver annuncie por
este Diario.
Vendem-se acedes das compaohias Per-
nambucana e Vigilante de reboque: a tratar
com Saunders Brothers & C. praca do Corpo-
Santo, n. 11.
Sitio \enda.
Veode-se um sitio em Santa Anna, tendo boa-
casa com cinco quartos, duas salas, sala de jan-
tar, etc., etc., estribara para seis cavsllos, quar-
tos para serventes, etc.. baixa de capim, excel-
lentes ructeiras, cacimba com bea agua para be-
ber, e tanque para baoho: os pretendentes pe
dem ir examinar a dita casa e sitio em qualquer
dia e hora, e para tratar, dirijam-se Saunders
Brothers & C., praca do Corpo Santo, n. 11.
Vendem-se globos para candieiros, e bom-
bas de japi, mais barato do que em outra qual-
quer parte: na ra larga do Rosario, n. 34.
Vende-se urna porcao de barris vasios: no
pateo de S. Pedro, o 6.
Sapatosde borracha a 1#300:
na loja do vapor roa Nova b. 7.


DUUO 01 PEENAOCO. u. SEXTl FEIAA 7 BE JNHO BE 1161,

ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
PRUADO GUIADO 40!
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimeoto ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas n
qualidades, e tambera se manda execotar por medida, 4 vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casaca de panno preto, 4(X>, 35j) e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 3000
Palitots de dito e de cores, 359, 309,
S5S000 e 20000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 93000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99. 78. 59 e
Ditos de brim de cores, 59, 4$5O0,
4g000e
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e
Calsss de casimira preta e de cores,
i29.lO9.99e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5g000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9g e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados. 69, 59500, 59 e
99OOO
11S0U0
89000
39500
39500
39500
45000
89000
6g000
49500
2&500
3SO00
89000
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 69 e 59000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7J000,69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fustao branco,
35500 e 39OOO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, I56OO e lg280
Camisas de peito de fuato branco
e de cores. 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 33OOO
Ditas de madapolo braceo de
cores, 39. 2^500, 29 e 1$800
Camisas de meias I3OOO
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 10$,89500e 7000
Ditos de feltro, 69. 5g, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
(rancezes, 149,12$, US e 79000
Gollarinhos de linho muito finos,
botos feilios. da ultima moda 98OO
Ditos de algodo 950O
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009. 909, 8O9 e 709000
Ditos* de prala ^alvanisados, pa-
tente hosoutaes, 40g 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis g
Toalhas de linho. duzia 129OOO e IO9OOO
Furtaram ha pouco dia do ar-
maxem n. 56 da ra da Cadeia, urna
peca d panno azul, o qual panno tem
algum algodo misturado cora a iaa co-
mo se pode ver desfiando-se e*etran-
cado como casemira : quem der' noti-
cias exactas de dita peca no referidoai-
mazem sera* generosamente recompen-
sado'
% u\umiiMVRn fWWfBf VBfMMW*^
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
l. Molestias de olhos.
2.* Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
5 0 exame dos doentes ser feito na or-
den de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
1| Instrumentos chimicos,acsticos eop-
* lieos sero empreados em suas consol- .
tajes e proceder com todo rigor e pru- J
dencia para obter certeza, ou ao menos i
probabilidade sobre a sede, naturesa e 2
causa da molestia, e dahi deduzir o plano c
de tratamento que deve destrui-la ou |
curar. 9
Varios medicamentos sero tambem m
empregados gratuitamente, pela cer- 3
teza que tem de sua verdadeira qualidade, w
promptido em seus effeits, e a necessi- J?
dade du seu em prego urgen ts que se usar |
del les.
Praticar ahi mesmo. ou em casa dos *
doees toda e qualquer operario que S
julgar conveniente, para c restabeleci- 9
ment dos mesmos, para cujo fim se sena 2>
prvido de urna completa colleccao de
instrumentos indispensavel ao medico i
operador.
Massas de Lisboa, recentemente chegadas,
em caixas de urna arroba, sortidas : vende-se
pelo diminuto prego de 39, no armazem do Sr-
Annes, fronteiro a alandega.
Quem quizer alugar urna preta de
boa conducta, que cosinba e engomma
com toda perfeicao: dirija-se a ra da
Saudade casa de sotao de du&s janellas,
que achara'com quem tratar.
Msicas e pianos.
J. LAUMO^rtRc 9a ruda Iaperairiz n. 23,
asaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
MU1 colleccao de maeas para piano e can-
to, dos melhores autores a muito escolhidas;
igualmente se encontr em mu estabelecimeoto
ptimos pianos ; assim como faz todos os coo-
certos e afina os meamos instrumentos em pouco
lempo e por precos commodos.
Precisa-se de urna ama para urna casaes-
trangeira de pouca familia : na ra do Trapiche
n. 4, primeiro andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas da coser: em casad Samuel P.
Johiton 4C., roa da Senzalla Nova n. 52.
. Permuta-se por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode render de dous
a tres contos de ris, muito perto desta, cidade ;
tambem se vender recebendo seo valor em fa-
zendas, visto seu proprietario ter necessidade de
ir para tora: a quem coovier, annuncie.
ARMAZEM PR06RESS0
DE
D?.
Largo da Penha
O proprietario deste armazem par-
nmP0nrfe.n!(I!mf TS '"""^ assim como aos S. amigos do bom e barato que se acha com
!S/ l!I IBenl de genSros os melhorM 1 '* viodo a este marcado e por ser parte dellea
vindos porconta propna, vende-os por menos do que em outra qualquer parte
Mauteiga iaglea perfeitamente fio* a 800 libra em bar
mi se far algum abaiimento. 800 "" llbra' e em bar"
mais "ova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Ctk perola, nyson e preto lfc
19600 rs. a libra. **^*w 0s melhores que ha neste genero a 29500.2g e
J-T-- /.. 1 u.* 7 chegados neste ultimo vapor de Europa I96OO rs., em por-
5ao se far algum ababmento. K
Oocio su&so
" recentenftnte chegsdo e de superior qualidade vende-se a 649 rs. a
v V/V ~.0 melnoresque tem viodo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
B0\\0 franeeX a ^OO T8. 0 Cflrla0 elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Boee Aa casca de goiaba em caIx5es com, 1{2 lii)ra8 vende.8e a Weidi um
Boiacr iiYia, inslcza
& V^ a mais 00va ^ue n" n0 mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 33000 a barrica e a retalbo a 240 rs. a libra.
Ajacixas irancezas a 480rs- a ,ibraem por5aose {ar algum abaUment0#
Sf.J? l?WUl d0 f"nad0 Abreu- de '-^cantes de
Lisboa a 600 rs. a libra.
L&ias eom bolacbialias de Bod* veTlAB M tmtam
differentes qualidades. T-^" a im cadl um com
U 1AIC 0 maig superior que tem Tind0 a egte mercado a 900 rs. a libra.
libra *0,aa',0 em latas de 1 libra, a mals nova que ha no mercado a 900*s. a
1 era SeCCaS em condecas de 8 Ubru por 39500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas trncelas e insYezas m.{. .
das em direitura a 800 rs. o frasco. ma,S nTaS qU h" Pr serem m"
Vlctria, macarrao e talharim ano %,
_-i_ 0<1 400 rs. a libra e em caixas de ama ar-
roba por 8$.
Palitos de dente Uxados ,v
i^ emmolns com 20 macinhos por 200 rs.
X oncinno de LAsboa
w L "*w m novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
i arroba a y^.
irreSnniiO mull0 nOT0 Tende.se para acaDar a 400 rs. a libra.
^ e paios 0 que na de bom neste Renoro serem muito qotos
a libra.
Banba de porco rennada m ic
480 r,.. a Ubi e em barril a 400 rs ^ ** **' ^ *"" mer"d Tend9-se J
Latas com peixe de posta ran.r A A
_.- .... preparado da melhor maoeira possivel das melhe-
rea qualidades de peixequeb.em Portugal a 1500 cada urna, a8SBJ come tem salmeo%
laguBtinhaem latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras multas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, ch.mp.nhe das m.is acreditadas marca?
ri-. 1' mafrras1ulD0 d?"". ''cor francee de todas as qualidades, azeite doce pu-
nfleado a lg a garrafa, nozesa 320 rs. a libra, ervilh.s francezas, iruct. em calda, azeitonas
baratas e outros mullos eneros que encontraro tudo de sunerior qualidade.
&5M,
Na ra de Hortas n. 106, precisa-se de urna
ama para o servicc interno e externe de urna ca-
sa de pequea familia.
criado.
Precisa-sede um criado ; na ra do Queima-
do n. 28, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
coser e eogemmar: na ra do Imperador n. 83,
primeiro andar.
O Sr. Antonio de Parias Brando Cordeiro
deixou de ser cobrador da casa commercial Ide
Camargo& Silva.
:-5^'
Deseja-se arreo Jar um eogenho de boa pro-
ducQo e que tenha escravos e aoimaes suCBcien-
tes para o trafico; tambem se comprar a safra,
escravos e animies, se convir ao senhoro rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:0009 a 4:0009 : a quem convir anouocie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
Obacbarel A. R. de Torres Baodeira tem o'seo
escriptorio na ra do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua proQsso de advogado, das 10 horas da
manha at as 3 da tarde ; encarfega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
la, # promette lodo o zeloe promptido as func-
ces do seu ministerio.
*mm-wz?m sgSftaieMgsisaiss
A ultima moda de Pa-1
risnaloja do Lean-1
dro, ra do Crespo
n. 8.
o
Consultorio medicocirurgico
2~MJA.HA. GLOUIA CASA DO \3NDAO-3
Consulta por ambos os systemas,
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimeoto nao se confundam com os de
e,?. h0,T1 granfle CMdUo de q"e 8mpre 80Z e gozam ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, deveodo ser considerados como falsiQea-
nr aiZtT[ MqUe ,rem aPrefeol?d08 m esta marca, e quando a pesso. que os mandar com-
pra* queira ter maior certeza acompanhar urna coala assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em oa-
pel marcado com o seu nome. *
miliJli5r,^b'da re,ceberde ^granda porgode tincturi de acnito e belladona,re-
t^^ii^^mma importancia e cujas propriedades sao lo conheeidas que os mesmos Srs
medaos altopathas empregam-as consuntemente.
n'o?6,1?,01"'^' "uls08'lur en> lubosqur em linduras custaro a 19 o vidro.
. miLTJ!']!aile^rlabeIec'n,eDtl> Dn4ncia a aeus clientes e amigoe que tem commodos
ufficieoUwra receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de algum.
peraco affianCda que serao tr.Udos com todo o disvelo e promptido. como sabem todos
aquellos que i tem tidp escravos na casa do aaounciante. r\ '
A tuaann?a*n!2Cd,a ""'.' "nmodid.dedoa banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabeleci ment dos doentes. *"
,JX*V^&t^\'l'V> nnuintedevem procura-lode manha at 11 hora.
Dr. o i o Mosco zo.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabeleeida no escriptorio da compa-
nhia Peroambucaoa no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servqo ten-
dente ao mesmo vapor.
Ensino particular.
O acadmico Meoelo dos Santos da Fonsec,
Lms, prefessor particular das linguas latina a
: fraoceza. autorisado pelo governo, tem aberto-e
curso das ditas linguas na ra de Santa Rita no
15,rprimeiro andar.
gdft9ne^-9ieeiefiisai9-9i?aittf6&
Dentista de Pars, i
15Ra Nova15
Frederic Gautier.cirurgiao dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
i dentes artificiaos, tudo com a superiori-
* dade e perfeicao que as pessoas enteodi-
g das Ihereconhecem. S
t Tem agua e pos deatifricios etc.
Arrenda-se o engenho
^Jardim muito perto da villa do
; Pao d'Alho, e outro denomina-
i do Pindoba sito na freguezia
de Tracuuhem, ambos vau-
tajosos em suas produeces e
por prego muito conveniente:
quem os pretender dirija-se
jao eogenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. O mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos eDgenhos Inhama, Ra-
mus e Cursahi, e permuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de razo.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por"3#
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
tode caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheiros esenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima fica anunciado.
CONVITE.
- Attenco e muita attenco.
Sodr& (i-eonvidam a todas as familias que
quiterem honrar com suas presengas a sala do
pnmeiro andar da ra eslreita do Rosario n. 11
por cima do seu estabelecimanU, a virem lomar
sorvete e outros gneros tenientes a coofeitaria.
para que tem com lodp o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, adverando que sero servidas com toda a
promptido e precos mdicos.
13
S
n
SRequissimos enfeites a imperatriz (para
Scabeca de seohoraj de diversos gostos, por
preo commodo, e grande sortimento de
arcos para balo a 200 ris a vara, os
quaes nao deixaro de os comprar logo
j- que os virem, e outros muitos artigos,
H vindo pelo ultimo vapor da Europa. *
- Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem scieote ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimeoto de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assigndo reapoosavel pela liqulda-
co do activo_ e pasaivo do mesmo estabeleci-
meoto, at 15 de abril prximo passado
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho afanar.
Julio & Conrado continuam a receber
obras por medida a vootade de seus nu-
merosos freguezes e recebem toda obra
que nao Acara vootade do freguez, tem
sempre porcao de gurioos a escolher o
gostoe commodo'das pessoas, debaixo
A da direcgo de seu mestre alhiate que
j bem conhecida a sua tesoura, rece-
1 Dem gurioos por todos os vapore-.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
29, tendo sabida para a ra dos Tanoeiros com
commodos sufllciente para qualquer estabeleci-
meoto : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO
Recife
9
1-
m


9
Joo-de Siqueira Ferro scieDtiQca a
seus numerosos amigos e freguezes, tan-
to destas como de outras provincias que
mudouseu estabelecimeoto de fazeodas
que tlnha na ruado Crespo n. 15 para a
ra do Queimado o. 10, onde continua a
ter um completo sortimento de fazeodas
de todas as qualidades.
Na ra do Rangel a. 73 se precisa alugar
urna escrava para o servico Interno e externo de
urna casa de pouca familia: paga-se bem.
Leopoldo Albert, subdo Belga, relira-se
para fora da provincia.
Grande hotel em Londres,
2 Golden Square.
F. A. deOliveira & G., tendo tomado o esta-
belecimento de J. G. Oliveira, e havendo-o aug-
mentado e melhorado em todo o sentido, para
maior commodidade esatisfaco dos hospedes
asseguram aos seus amigos que venham esta'
capital, selle cootinuarao a encontrar lodo o ser-
vico e botas officios, no que promettem esme-
rar-se.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Frescodim, moente e correte, e que tem pro-
porcoes para safrejar mais de 2,000 pes annual,
ficando perto da estrada de ferro 3 le(?oas, e ten-
do boas obras. Arrenda-se com vinte e tantoe
captivos de enchada, bois e animaes de roda,
vendendo-se a safra criada: quem pretender
pode entender-sa com o Sr. Bruno Alvaro Bar-
bosa da Silva, no Recife ou com o abaixo assig-
ndo no engenho Cajabuee.
Manoel Barbosa da Silva.
Precisa-se de urna ama forra ou atliva para
engommar, e para todo o servico interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador n.
37 segundo aodar.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lr>*eria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i tprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
_ o abaixo assigndo, proprietario do enge-J
i nno frescondim, sito na freguezia de Agua-Pre-
ta, vendo no -Constitucional n. 58 um encn-
elo feito pelo actual rendeiro Manoel Barbosa da
Silva, declara, para esclatecimento dos que se
propozerem a tal negocio, que o actual rendeiro
s tem dous aonos de que pode fazer o traspasso
indicado em seu anouncio, por jase haver passa-
do os primeiros quatro annos dos seis, por que foi
arrendado o engenho.
Feliciano Joaquim dos Santos
Na roa da Imperatriz n. 74 se dir quem
d a quantia de 500 a premio com bypotheca
em bem de raz. *
Charles L. Horne, Inglez, segu para In-
glaiBrra,
Precisa-se de urna ama para cozinhar : na
ra da Lingoeta o. 6.
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de pouca familia : a tratar na ra das La-
raogeuas n. 1*.
LAVADRIRA-
rB," CJ"1JeU V6lna D- 35 Prec> e de
urna preta de idade e capaz, nicamente para la-
var, para urna casa de pouca familia.
Na ra da Cadeia Velha n. 35, preciaa-se
comprar urna preta de boas qualidades para tra-
tar de meninos.
Vctor Vervane, subdito Belga, retira-se
para fra da provincia.
Urna mosa aolieira offerece-se para ama
de urna casa de familia, para eogommar e fazer
algum servico interno : a tratar na ra da Guia
O. 21.
Jacietho Pereira Pinto
para a Europa.
Aluga-se um moleque de 10 annos muito
es porto e ado, o qual erre para comprar e
servir em casa de familia por 11 meosaes:
quem pretender dirija-se a casa n. 48, que achara
eom quem tratar. *
de Lima, retira-se
Joao Correa de Carvalho,
faiate, participa aos seus nume-
rosos freguezes e amigos que mu- @
dou a sua residencia da ra da 9
Madre de Dos n. 6 para a ra 9
da Cadeia do Recife n. 58, pri-
meiro andar, aonde o encontr-
rao prompto para desempenhar
| qualquer obra tendente a sua ?
9 arte-
Precisa-se de urna senhora de 50
annos pouco mais ou menos, que fosse
educada regularmente e tenha durante
sua vida portado-se bem, para fazer
companhia a urna senhora que tem po-
sicao: quem estiver nestas circumstan-
cia dirija-se por carta com as letras
X YZ, a livraria da praca da Indepen-
dencia.
Precisa-se alugar urna escrava pa-
ra o servico de urna casa de familia :
na ra da Cadeia do Recife n. 55, ter-
ceiro andar.
Aluga-se urna escrava para o servico interno
de urna casa, cozioha, engomma. cose : a tratar
no principio da estrada de Joo Feruandes Viei-
ra n. 36.
Quer-se alugar um sitio ou urna grande casa
com boos commodos, mas que tenha espacoso
quintal com fructeiras, com tanto que flque qua-
si dentro desta cidade : quem pois o ti ver para
alugar, dignar-se-ha entender na loja de fazeo-
das n. 8, com Burgos Ponce de Len.
CONSULTORIO ESPECIAL IIOMEOPATHICO
no notTOR
n SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPaTHICA .'
Verdadeiros medicamentos homeopatnicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falhveis em seus efleitos. tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos nos-
siveis. K
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o eogenho Jacir, situado no
termo de Serinhem, moeotee corrente.com ca-
sa devivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
munica^o para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olana e seu respectivo forno.rasa
de eogenho com urna moeuda que produz calda,
para cincoenta a sessenla pes por tarefa com un
parol de cobre sufRcientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilaco completamente
montada contigua a c?sa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdenle por dia de viole e dous graos pelo
enmetro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil paes completamente arranjada. com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com doos couxos tambem d* amarello
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva estufa e caiies para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu'
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque do3 geoeros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produccao de caaa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufficienle capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos for-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1S61,
a flndar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As condices e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar i seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa devivenda no prioci-
tio das duas estradas e que vai para a ponte de
choa.e dosAfllictos. de manha at 1 hora da
Urde.
10#000.
Gratines-s com esta quaotia a pessoa que le-
var ao hotel inglez um cao de cor vermelha e de
bom tamanho, est com o pello rapado do meio
do corpo para a cauda, tendo na estremidade del-
la um frooozioho do mesmo pello, acode pelo
nome de Turk., Protesta-se ootra quemotiver
e nao quizer restituir. Foi desapparecido 4 o
3 das.
DO
DR. CASAXOVA,
30-Itoa das Crnzes--30
Neste consultoriotem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (asiinturas) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathito bra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
AosSrs. caixeiros.
Um rapaz habilitado prope-se a ensioar aos
que se dedicara ao commercio, das 6 as 10 da
noite, a 1er, esetevere traduzir as linguas fran-
ceza e ingleza, grammatica e analyse da Iingua
portugueza.arithmelica, descontos, redcelo de
juros e medidas e cambios: quem de seu pres-
umo se quizer utilisar annuncie ou dirija-se a
ruado Cabug n. 3, segundo aadar, do meio dia
as 5 horas da tarde.
t- Precisa-se de 5:000$ a premio sobre hypo-
theca de urna propriedade que se acha livre e
desembarazada : a tratar na ra de Aguas Ver-
de n. 102.
A pessoa que bypothecou um moleque ao
reverendo Nicolao Teixeira, v levantar a bypo-
theca at o dia 5 deste correte mez, e do con-
trario nao se entregar mais por se ter vencido
o trato no dia 18 de malo prximo passado.
C ompras.
Compra-s urna carroca para um cavallo, em-
bora tenha algum uso, com taDto que eslej'a em
bom estado, e seja forte : na ra da Cadeia, loja
numero 41.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz B. 12 loja
Compra-s
urna escrava do cor preta, de idade de 20 a 30
annos, que seja sadia, sem molestia alguma e bo-
nita figura : quem tiver e quizer vender, dirija-
se a ra larga do Rosario, fabrica de cigarros o.
21, que achara com quem tratar:
Vendas.
Em casa de N0 0. Bieber
C. successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
V'inho Bordeaux em quartola9.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerneja escosseza (Edinburgh Ale.)
Pedras de marmore branco para consolos e mesas.
Plvora era barris.
Enxofre em canudo.
A moda do
Porto,
Na grande fabrica de tamancos da ra Direita
esquina da travessa de S. Pedro n 16, ha conti-
nuamente sortimento de tamancos de todas as
qualidades. que se vende tanto-a retalho como
em porcoes, por menos do que em outra qual-
quer parle, assim como tamancos do vaquetas
leitosamoda do Porto, para todos os lmannos.
Vendem-se rylindros americanos para pa-
dana.novameote chegados, por precos commo-
dos ; a tratar na ra Direita n. 84.
Farinha de mandioca, o me-
lhor que ha neste genero,
igual a de Muribeca.
E' muito barato vista da sua superior quali-
dade ; no arn.azem de Fragoso & Cabral. ra da
Madre de Dos n. 18. defronte da guarda da al-
fandega.
Vende-se por commodo prego
dous armazens na ladeira do Varadou-
ro na cidade da Parahiba : quem os pre-
tender entenda se com o Sr. coronel
Carvalho ou com Joaquim de Azevedo
Pereira nesta praca, que todo o negocio
se fara' afimde se ultimar a venda.
Champagne
imperial
do afamado autor Laronzire
em gigos de 15 garrafas) 9 in-
teiras e 6 meias) de 15$ cada
um : na praca dalndependen-
dencia n* 22.
Grande sortimento de fer-
ragens,
Ra Nova numero 6.
Fugoes de ferro com excedentes tornos, bacas
de lati grandes, camas de ferro, bombas de ia-
pi francezas, ditas americanas de novo modelo
que se afflanca a qualidade, facas de caba de ac.
botoes finos, facas entrefinas, ditas de marlm
mals finas de mesa e de sobre-mesa, ditas de
cabo preto, ditas de cabo de metal do principe
ditas de viado muito finas e entrefinas, espin-
gardas finas de 1 e 2 canos, colheres de metal do
principe de apurado gosto, bules e cafeleiras
colheres de terrina, fornos para ferreiro e grande
sortimento de ferro ; assim como se ofierece aos
Srs. sapateiros*bezerro francs de superior qua-
lidade e cooro de lustre e outras muitas cutile-
rias e rerragens por menos do que em outra par-
te : na loja de ferragens de Oreira 4 C.


m
anuo 01 mmaooo. ~ sexta rmu 7 ramo m imi.
DESTINO
DE
5
Jos Dias Brando.
Ra da Lingueta
5
O aovo deslioo torca gneros por menos de seu
valor: superior manteca ingleza a ljj a libra,
dita franceza a 700 rs.. cha preto a 1J400, pas-
sas a 560, conservas inglezas e portuguezaa a
700 rs., aletria, tilharim e macarro a 400 ra. a
libra, toucioho de Lisboa a 320 rs. a libra, banlia
de porco refinada a 480 rs latas rom peixe de
postas a 1&4C0, cerreja branca a 500 rs. a gar-
rafa e 5$ a duzia, dita preta a 600 rs. a garrafa e
6)800 a duzia, tanto em garrafas como em meias,
ervilhas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata,
specmacele de 4, 5 e 6 em libra por prego mui-
to em conta, vinho do Porto engarrafado fino
(velho) a 1*500 rs., vinho de Lisboa e Figueira a
560 rs. a garrafa, vinagra branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
meaciona-los, que do contrario se tornava eofa-
douho aos fregueses (Dinheiro vista.]
Al2#000
Botinas de tfelis para homem a 12JS; na loja
do vapor, ra Nova n. 7.
Vende-se farinha do Maranhio a 1*600 a
sacca : na ra do Codorniz d. 12 A.
Q-
Cortes de calens a Sf.l
Cortes de calcas de brim trancado "
Iflff muito uno de purissimo linho.com seda {
tft de listras e quadrinhos de cures Gxas, B
4 pelo baratissimo prego de 39 cada corte :
'? na ra do Cabug leja n. 8, da Burgos O
iS PoDce de Len. c

'@5
g&f
Vende-se um estabelecimento de chapeos
oa praga da Independencia; a praso ou a dinhei-
ro. como ruelhor convencionar-se, quem preten-
der detxe sua residencia e nome em carts feieha-
4t na mesma Praga n. 6 e 8 a com inicial F se
uo se declara no mesmo anouncio o dito esta-
belectmento porque existem pevedores pelo matto
o p<5de prejudicar os inleresses do dono do
mesmo.

ate

Liquidado
Rua do Queimado n|
| 10. loja de 4 portas. |
w Vende-se as seguioles fazendas por J
2S menos prego do que em outra qualquer |
535 parte, como, sejam : gft
2^ ChiCas francezss cores 6xas a 220 e 240 2
W Cortes de csssa frauceza a 2O00 Q
fj| Chaiys de apurado Rosto covado a 500 wb
i_ Cambraia de seda dito o covado a 440 i
* Mimos do co dito o covado a 400 *
$7 Chales com palmas de seda a *J/
#3 1S600 e 2J000 A
gn. Camlsinhas de cambraia bordada *
para bapiisado a 5JJO00 9
Ditas de dita para senhora e com ^
Sollinha a 3#500 2
Cintas inglezas cores Oas a 160 ^?
Eguiode puro linho a vara a 800
Cambraia lisa muito fina a pega a 5J00O fia
Chales de merino bordado a 5*000 ^r
Ditos de dito liso a 3*500 e 4SCO0 '$
Mantas de setim lavrado para se- &
nhora a K600 X

w
9
Meias para senhora a 38, 39500 e 4a000
Oit.s para meninas a 2$800 e 3gU00
Chapeos de sol de seda para se-
nhora a 35500e 4g000
Guardanapos adamascados a du-
zU a '5500 e 3^000
ToMhas de lioho a duzia 5$000
(liscadinbos de linho o covado a 160
C a 25500 e o$80o
Ditos de meiacasemira a 1*280 e lfOOO
L'anno azul fioo covado a 1ff280 e IjjGOO
Dito preto dito dito a 3*500, 4*e 5f000 |
Cortes dec.isemira preta a 59 e 65000
Cortes d dita de cores a 4 e 5^000 '
Cortes de velludo para cullete i
a 1600 e 25000
Ditos de gorguro a 1C6O0
Brim branco de lioho. trapeado a 1/000 '
Paletots de brim de cor pardo a 3g300
Ditos do dito lona a 4JJ500
Vasda-ae .mi carroca Um aeatwdi a te
Pe*a m fot feta da eacommenda e para ser puxada por
8 bou, propria pira qualquer negocio do entse-
nho ; naru 4o Passef, teja n. 7.
Vei*-ae casa U ous aneare, n. 66 da
ra das Agnaa-Verdes, exeellente predio, reedi-
Dcado completamente p deatro e par fora ha
cinco annoa, com oitoas dobradoi todo a do
predio, e quintal, cojos fundos vio ra de Hor.
tas para onde tem porto, e admilte que se edi-
fique qualquer casi com frente para esta ra
flcsndo-lhe anda quintal com cacimba maieiri
porque tem inteira e de boa agua; quem i
pretender, procure oa ra da Moeda o. 15 se-
gundo andar. *
Largo do Carmo, quina da ra
de Hortas n. 2.
. o^06""..,,C"!?* alelria e lfcarin branco
," 7? r,'.,,lta,1siiho 400 rs.. man-
leiga ingleza a 800 rs. a libra, dita frauceza a
Sin Da mf8m* casa compra-ae jornaes *
3j40 a arroba.

Em casa de Mills,*
Latham ra da Cadeiaj
n. 52, vende-sel
g Champagne.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
9 Dito de Lisboa branco e tinto em
barris de 5*
g Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de linbaca. J
? Azarcao. %
9 Tintas preparadas a oleo. *
9 Verdete de Paris.
? Dito composto.
9 Amarello dito. I
Sulphato de ferro.
g Pedra-hume.
Linhas em novello. i
Panno de algodao para saceos. *
g Ancoras e cor rentes de ferro.
m Um sortimento de ferro inelez
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
IfnQa,PreCla.Vel agua ambreada. de un aroma ex-
cellentemente agradavel. Ella serve acerada-
mente para se de.tar algumas gotas n'agua pura I
T.2."e bnha r0Sl01 "altando disso Pque
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
nW riaaShenK0raS : aSSm Con, Pa deitar
".i? a x ? que toroa mui leleitavel. re-
saltando alern de rerescar o tirar ou fazer desap-
parear esse hlito dessgradavel que quasi sem- '
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
n\T\* d? aCaLmar ''qe deixa a nav.lha
quando se faz a barba, urna vez que a agua com
ta^o'fra cnei0/0810 ,eDha ?- ~po.i?ao. Cus
rr?mon? %h 6 que,n aprecia bom nadeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
nfpinf'H810 5i loja d'a8uia branc*. "ruado
<}2S2mi22. parle 0Dde se har.
ummmtmim m mmmmK
Gurgei & Perdigo.
M Ra da Cadeia loja n. 23.
X RECEBERAM vestidos superiores de
$ bloode com manta, capella, saia de se-
A m, ditos moaernos de seda de edr di-
t tos prelos. ditos de phaotasia. dito'a da
g cambraia bordados, lindas laasinhas, fi-
m 'O. tarlalana, sedas de quadrinhos, gros-
1 denaples, moreanlique, cassas, cambraia
9 d. cores muito superior, sintos. enfeites,
|| novos manguitos, chapeos, manteletes.
t II*' capas moo>rna de gorguro e de
X fil, pulceiras. Jeques e extractos de san-
*2 dalo.
I6-Eia 4a Cadeia 4o Recife-U
LOJA DE 1I1DEZAS
V*
[FonsecadSilva.i
Sabio ingleso melhor que km no mar-
cado de SOO a 800 rs.. aljofares bonitos
gostos a 600 rs,, espelhos pequeos dou-
rados a 800 rs. a duzia, appareFhos pa-
ra brloquedos de orian^as a 1|, 2J e 3|
cada um, eicovaa pare unhaa de 800 a
15 Cada urna, ditas para dentes de 400 a
609 ra., bandeijas peqnenaa de 1M a
1S500 cada uma, peates de tartaruga
Tirados a 5*, 65,7J e 8 eada um, en-
feites de vidrilho a 1J8O0 cada um bar-
retes de dito a 100. froco de cores a
200 rs. a peca, fitas de Tallado com 10
Taras a 800,15 el200a peca, escancia
de sabao para tirar noioaa s 1} o vidro
peates para atar cabellos a 1&400 a du-
zia, caixas de raiz sortidas a 1JM00 a
duzia, cartas franeezas finas a 3$ a du-
zia, ditas portugaexaa a 1|800, caivetes
para fructas i4j 1 duzia, ricas caixas
com espelhos contendo perfumaras pro-
pnas para toilets de senhorag a 6| e 8fi
cada uma. bahuziohos de ditos a 59
caixiohaa de vidros com ditas a 250
cada uma, argolaa douradas a 1&5O0 a
duzia, dados a I95OO a bala, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com penoas da eco a 800 rs. a da- 1
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada uma, ditaa pequeas i
para cha a 2J 3 dazii e para sopa a
49500. peales de bnfalos amarellos a
4*500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
2j>500 a duzia, botoes de madraperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 30 rs., ditos de louga bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phaotasia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabeca cha-
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pineeis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carteira a 1| a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs cada
uma, tranga de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
?h=/^ '1" par d,t03 de Pelucia a
lj>500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 69. jarros com pomada a 35
o par, escovas finas com espelhos para
cabellse 1 cada uma, agua de Orien-*
tea 15 280 a garrafa, dita de cologne a
29800 e 4#, bengalas superiores de 1$ a
I98OO cada uma, e muitos outros arti-
gos que seria eofadonho enumera-los
os quaes se vendem por pregos os mai
baratos do qoe em oatra qualquer pirte
Cortea de meia casemira de uma so eflr, fazeo-
aupenor. pele baratissimo preco de 1} cada
uor: nana do Queimado a. 22. a laja da boa fe.
A 12^000
a dazia de talbas felpudas aupariaras
do Queimado n. 32, na loja da boa te.
na ra
Extractos, banhas,cosrae-
tiqaes, eolios,deLubin
para lencos, e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se encontra as per-
fumaras cima do bem coohecido fabricante Lu-
bio; ebem assim unos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Coa-
dray, Ptver &. Emfimquem se quizar prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 10 loja d Agoia Branca.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento da
relogios de ouro, patente inglez. de um dos mais
fabricantes de Liverpool; tambem
de bonitos trancelins para
os
na
AttlmUtlA
D
Grande pechincha.
PA^!T0TSSACl'0S d8 casemira ingle-
za a 10, ditos a 15. ditos de alpaca mais
nna a bj>, sobrecasaco de panno a 20 24
e muito boas a 40. calcas de casemira a
91.botinas de Mell a 12 e ingleza a
10. chapeos francezes a 8 : na ra da
Cadeia loja n. 23.
FUNDiao LOW-MOW,
Roa da Sen zalla Nova n.42,
Neste estabelecimento contina a bavtr um
completo sortimento da moendasemeias nioen-
das pora engenho, machinas da vapor e tiixas
te ferro batido e coado, da todos ostamanhos
para dito.
Vende-se uma grande casa terrea no lugar
denominado Caldeireiro da freguezia do Poco da
ranella. com 30 palmos de frente, 4 quartos co-
zinba fora, quarto para escravos, um grande
quintal plantado de novas e excellentes arvorea
fructferas, uma grande cacimba com muito boa
agoa. assim como outra casa de taina com muitos
commodos, uma estriban*, sendo o terreno de
ambas propno e unido, tendo o mesmo compri-
men'0 : qaem pretender, dirija-se mesma, que
achar com quem tratar, a qualquer hora do dia
afamados
uma variedade
nesatos.
Guardanapos rara mesa
a 3g rs. a duzia ; na ra do Queimado n ti
loja da boa .
Fazenda econmica.
Laztnhas para vestido a 240 rs. o covado, ou-
tr ora de 800 rs. : Adriano & Castro, rus do
Crespo o. 20.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
Utas e ti velas, o maia fino que se pode encontrar
uto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B !
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incarpa-
do, com duas varaa de largura, palo baratiaaimo
proco de 29400 rs. a vara : na roa do Oueimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
esiBmpadosi a 2*500 ; na ra do Queimado o. 22,
na loja da boa fe.
Gravatinhas estreitas.
Veadem-aaaMrioroa gravati.hM atraitaa de
sena, sao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1J: na ra de Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
omduaa larguras a 2S00 a vara; oa ruado
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que na naste genero : na ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. SO.
Baldes
de mussulina para meninas a 3000: aa ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
24.
de amarello, o louro por
n
Vendem-se taboas
precos razeaveis.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
DE
t^
Viohos eogarrafados^i
%mm?~<%
mt
filia do Crespo
i
loja q.25, deJoaquim Ferreira de S, .venjem-
se para fechar contas as seguintes fazendas por
precos muito baratos: pecas de cambraia lisa fi-
na a 3. cortes de casemira a 35500, pecas de
!>i>3dos largos e muito finos a 3*. seda de qua-
dro* miudos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escaras e claras a 240, cassas de cores bons
gi'tos a 240 o covado, organdys muito finos a
500 rs., pecas de ntremelos bordados a 320 a
vara, gollinhas bordadas a 640, manguitos de
csojbraiae (i! a 2, bramante de algodao com
9 palmos de largura a 1280 a vara, sobrecasacas
de panno fino n 20 e 25g, paletots de panno e
casemica a 16 e 20, ditos de alpaca de 3^500 a
7|. ditos de brim de cores e branevs de 3g a 5jj,
caicas de casemira preta e de cores d % a 10[
ditas de brim de cores e brancas de 2J500 a 5a!
clleles de casemira de cores, e setim preto a 5j
camisus de fuslo brancas o de cores a 2. corles
vara, camisas de meia a 640, merino de cores,
croprio para capss do senhora a 800 rs o cova- Onde Se
da._assim como outras muitas fazendas.
cuuilu barato para acabar.
Vende-se por todo
preco para aca-
bar.
Na ra do Queimado n. 41. loja da quina da
Coogregaco. alern de muitas fazendas que admi-
ra pela barateza, meociooa-se as seguintes : cor-
tes de sed com babados com pequeo toque de
mofo a 20, ditos de boa seda com 18 covados a
, te I2>, seda de todos os padres, covado a
500 e 1$, grosdenaples de cores muito encorpado
a IJ200 o covarto, dito preto muito superior com
pouco mofo a 1}500, lazinhas para vestido a 320
n covado. corles de cambraia bordados brancos e
<1 corea a 2&S00, cassas de lindos padres a 160
e 200 rs. o covado, chitas francezas. lindos pa-
dres, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs.,
ditos estreitos, tintas Gxas a 160 rs. o covado, al-
paca de seda, delicados padres, a 400 rs. o co-
vado, caaaveques de cambraia muito fios a 6,
ditos de mussulina a 10$, ditos de seda superior a
16>. eapotilnos de seda a 6fl, de retroz a 4$, ca-
misiahas de cambraia para senhora a 1, chapeos
qaeso vista se admira.
A 200 rs.
Gravatas de seda de cores; na ra do Queima-
a s$aoo.
Cortes de ec oara" cohetes pretos e de cores :
oa ruado Queimado o. 47.
. A U'200.
Chales ce iaa pretos : na ra do Queimado nu-
mero 47.
A 480 r. o covado.
Gatuna de cores pera calca ; na rna do Queime-
o a.47.
A 1^. 00.
Grvalas de setim pretas ; na ra do Queima-
Sem igual.
SAIAS balao muito boas de todo tama-
nao a 4, (uvas de Jouvin de todas as
cores e brancas precos fixo 2J500, sapa-
tos de tapete e de tranca a 1280. colchas
grandes de damasco de l e seda a 6,
de algumas deslas fazendas existe urna
pequea quanlidade por isso as pessoas
que quizerem com tempo dirijam-se a ra
da Cadeia confronte ao becco lareo
o. 23. 6
loja
m*&*&mim mm tm^mmiu
Industria Peroambucana.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
vender em grossoe
'a retalho p>r menos preco
que em qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
Dla grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem.
Termo
Collares.
Uvradio.
Medeira.
Garcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de uma duzia da garrafas:
aa ra do Vigario a. 19, primeiro andar.
Algodao monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, oa loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branes avisa as diversas pes-
soas que haviam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem ulilisar de to necessaria agua
balsmica, que ella acaba de ebegar em dita loja
onde somente a encontrarao. Quem tem usado
dessa agua saba perfeitamentedas virtudes della
e quem de aovo comprar achara que duas a tres
gotas delli em meio copo d'agua pura, e com ella
i esfregando-se pe denles, e lavando-ae a bocea, os
lalveja, livra-oa-da carie, fortifica as geogivas, e
acaba o mo cheiro quaodo ha dentes furados o
pre^o continua a ser 1* o frasquioho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado n; 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos1 caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha, bolachiohas, doces etc. a
1 cada um : na ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, n.
Farinha a 1:600 a
Fazendas
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
Cobertas feitas.
Cobertas de chita, gosto a chioeza, al800.
Lences de linho.
J-ences de panno de lioho Gno pelo prego de
1900.
Cortes de casemira.
Finos corles de caaemira para caiga a 5.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de 2500.
Chita franceza.
JLChita franceza escura a 220 rs. o covado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 covados a 2.
Algodao monstro,
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos para liomm.
Lencos brancos para algibeira a 1600 e 2S400
a duzia, ditos para meninos e meninas com barra
a 160 rs. cada um.
Toalha de fustao.
., T^h"s d* fu8,a coaa 5/4 pelo barato preco
de 500 rs. cada uma.
Esteiras da India,
de 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
cama.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca. cojos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras tisam delles
quaodo leem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2$, e barato pela su-
perioridad* da qualidade, alern de serem mui
novos como sao, o qim os toroa preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do a. 16.
sacca,
fazendo-se differenca oeste prego a quem com-
prar de 100 saceas para cima.chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
o. 15,trapiche Baro do Livramenlo.
Toalhas para mos
a 6J duzia : na ra do Queimado n. 22.na loia
da Boa f. .
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. JoahstoB 4C.
sellinse silhes nglezesj candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas ngle-zes, fio de vela, chicote
para carros, amontara, arreios para carro de
um a doui cvalos relogios da onro patente
nglez.
EAU MINERALE
NATRAIXEDE VICHY.
Deposito aa boticafranceza rae da Cruz n.22
^O^aS^^a^^
Amendoas confeitadas
al^a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se Unto em porcoes como a retalho nicamente no
armazem Progresso, largo da Peana n. 8.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebvu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Vende-se em casa de Saundres Brothers A C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gostn.
Luvas despeluca enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as linas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo preco de jfOOO
o par: oa dita lola de Aguia Branca ru do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 e t2 frasquinhos de che iros; e os est ven-
dendo baratamente a 2J000, 39000, e 4ft000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a l$50u9, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes 4 & a 20O0 uma: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
10.
Novos cinteiros
com fivelas esmaltadas.
A loja d'aguia branca recebeu tambem pelo va-
por francez novos cinteiros com bonitas Otas e
tirelas esmaltadas, moldes inteiramente novos e
agradaveia, e os est veodendo como seu costu-
me pelo diminuto prego de 4; em dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado a. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com lpicos ou flores
cas a 500 rs. a vara ; na s-ua do Queimado
loja da boa f.
Vende-se um jogo de grammaticas franoe-
zas, autor Burgain ; a tratar na ra da Madre de
Dos n. 6.
B4ST0S & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazeodas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
O 26, 28j>. 30j) e a 35a, paletots dos mesmos
Jf pannos preto a 16$, 18J. 20* e a 24
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padres a 14. 16, 18. 20 e 24,
9 ditos saceos das mesmas caaemiras de co-
I res a 9. 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
|| lo diraiouto prego de 8, 10, e I2g, ditos
f de sarja de seda a sobrecasacados a 12,
II ditos de merino de cordao a 12$, ditos
j de merino cbinez de apurado gosto a 15
II ditos de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10'
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 33500, 4
e a 4500, ditos de fusto branco a 4
grande quantidade de caigas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
S .as f 2$500, 3. 3500 e a 4$. ditas de
m brancos Anas a 4500, 55. 5500 e a
% b, ditas de brim lona a 5 e a 65. colletes
8 de gorguro preto e de cores a 5 e a 6g
ditos de casemira de cor e prelos a 4J500
H e a 5, ditos de fusto branco e de brim
B a 3 e a 3500, ditos da brim lona a 4S
ditos de merino para luto a 4 e a 45o"
caigas de merino para luto a 4J50O e a 5s'
capas de borracha a 9. para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
preta ed. cor a 5J. 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2j. 3 e a 3500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7J, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidade? ca-
misas para meninos de todos oa tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6. ditos de
prim a 3. ditos de cambraia ricamente
Dordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de I
ser mencionadas pela sua grande quanti- |
J-ade; assim como receoe-se toda e qual- I
quer encommenda de roupas para se 1
mandar manufacturar e que para este fim '
temos um completo sortimento de fazen- !
das de gosto e uma grande officina de al- j
faiate dirigida por um hbil mestre que i
pela sua promptidao e perfeicao nada dei- 2
xa a desejar.
Calcado
grande sortimento.
45RuaDkeita45
Qual sera a joven e linda pernambacana, qua
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar uma botina de gosto* Qual a
mi de familia, prudente e econmica que loe
nao dfi preferencia pela qualidade e prego ? Qoal
o cavalheire oa rapaz da positivo, que nio qnet-
'e comprar por 8. 9 e 10, o calgado qao em outra
parte nao vendido aa nao por 10, 12 ou 14?
atindaos ;
Senhoras.
Botinas com lago (Jolj] e brilhaotina. SffiOO
> com lago, de lustre (superfina). 59500
> com lago um pouco menor. 5$000
aem lago superiores.....5|000
> sem lago nmeros baizos. 4*500
sem lago de cor.......49008
Sapatos de lastre........lgOJO
Meninas.
Bonas com lago........4*400
sem lago.........4100,,
para criaogas de 18 a 20. 350Q
Homem.
(Nanteal lustre.......100000
(Fanlen)courode porco inteirissas 108000
9$500
98000
99000
89500
8500
5600
5fM0
MO
CMM
59OOO

1


*
(Fanlenj bezerro muito frescaes.
diversos fabricantes (lustre). ,
inglezas inteirissas. ....
gaapeadas. .
prova d'agua. ,
Sapates.
Naotes, sola dupla.....: .
uma sola.........
para menino *$ a '. '.
Meio borzeguins lustre......',
Sapates lustre.........,.",
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....29900
19500
Francezes muito bem feitos.
Alern disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro eordavio para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro fraocez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, tafxas etc.. ludo
em grande quantidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Na ra Direita n. 76, vende-se um cavallo
russo, bonita figura, andador debaixo a meio
pem carnudo, proprio para viagem ou carro, pois
ja fot experimentado em uma e outra cousa.
Fazendas baratas.
Na loja de tres portas da ra do Queimado n.
69, tem um completo sortimento de fazendas e
obras feitas de todas aa qualidades, que se vende
por todo o prego a para adquerir freguezia, saias
de balao e 33500, 30 arcos a 4, orgaody rice para
vestido a 600 ris a vara, cortes de chaly ma-
tisadocom 16 a 18 covados a 14$, chitas france-
zas matizadas a 320 ris o covado, chales de la
estampados muito fios a 69300, grvalas de seda
para homem a 500 ris ; e muitas mais fazendas
que so a vista do comprador se mostraro: quem
tiver um candieiro do gaz com duas ou tres lu-
zes, que tenba juntamente regulador, dirija-se a
mesma loja para ver se faz negocio: ra do Quei-
mado n. 69.
Potassa da Russia e cal de
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgen) em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, am sualoia na
ra do Queimado. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
5*. eollete a palitots a 960 ra. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
"vara, dita liza transparente muito fina a 39,
*, 59, e 65 a pega, dita tapada, coa 1 varas
"69 a 69 a pega, chitas largas de modernos e
emn nHananeiiNsenl libidospadroesa o, 26o828o rs. 0 Cova-
l'!inr! pau do, riquissimos chales da marin estanpado a
\jaUUlCll Ufc T e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
Econmicos.
bran-
n. 22.
Calcado barato
Na loja n. 39 da praga da Independencia v0-
deni-se por baratos pregos oa seguintes calcados-
Borzeguins para homem a 3 e 7.
Dito para rapaz a 3.
Ditos para aeahora a 2 e 4.
Ditos para menina a 19.
Sapatos rasos de lustra para homem a 2, 3$ e
Sapates de lustre para homam a 31500.
Ditos de dito para rapaz a 89.
Sapatos do trangaa 1|200.
Ditos de lustre para senhora a 600 rs.
Dttoa de marroquim para crlanca a 500 rs.
Sapatos de borracha a 1|.
Assim como outros calcados que se venderio I gel
por muito barato prego. -12711.
Aviso geral.
E" chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdadeirameote econmicos, sendo das
qualidades seguintes: para sala de jamar, sendo
de pendurar. de muito bonito gosto, ditos mais
abaixodo mesmo modelo; riquissimos para pen-
durar em parede. com o augmento de reverbero,
equivalente a 16 velas de espermacete, nova in-
vengao, pnmeira vez vinda a este mercado, ser-
vem tambem para todos os seohores de engenho
que quizerem ter uma boa luz. ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozinha ou salas inte-
riores, todos por muito baratissimo prego, e mui-
to deverao economisar os seohores que compra-
rem, foroecendo-se sempre todos os preparos
para os mesmos candieiros que forem comprados
oesta casa ; assim como se pode assegurar aos
assignantes que nunca fallar gaz neste deposito
da ra Nova o. 20 loja do Vianna. *"""
Veudem-se duas escravas crioulas. sendo
uma dolas coslureira e para todo servico do-
mestico, outra do servico de casa ; na roa do
Pilar n. 143.
Vende-se uma bonita mulata que sabe co-
ziohar e engommar : quem a pretender, dirja-
se a ra da Aurora n. 62, sobrado.
Na ra do Imperador n. 28, vendem-se e
alugam-se em pequeas e grandes porces supe-
riores bichas hamburguezas por preco'commodo.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez uma pequea porgo de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas ul-
timo gosio, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 19500 cada uma ; a ellas, antes que
se acabem pois sas ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16. ",
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e era que-
brarem seus baldes, para ver e exami-
nar nacocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario 10.
zanda muito delicada a 9 eada um, ditos com
uma s palma, muito finos a 8500, ditoslisos
com franjas dr seda a 59, leagos de cassas eom
barra a 100, 120 e 160 eada um, meias muito
fina psra senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitasescuras inglesas a 5900 ,
pega, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 a 1*600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilbantin
azul a 400rs. 0 covado, alpacas de difiranles
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas. 2*500 39. 350O o covado, cambraia
pr.ta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outrac
muitas fazendas que sa far patente ao cempr,
dor. a da todas sa dario amostras coa* penao
Uma casa.
Vende-se uma excedente casa terrea com so-
tto na cidade do Aracaty. sendo aa melhor ra
m I de commercio a tratar aaquella com oa Sra. Gor-
Irmo, e nesta na ra do Cabug loja
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Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabug n 1 B
!^Lf.,**?t' "1>w>PHaamfmaMnda.
aa Iiutes fitas de acauste. de lindas cores pro-
pna. p^a eanute de vaaTido. que se vaodem por
baratissimo prego da 2*000 a pega.


V
~W


OUIIO 3* HttlAMBCGO. SXTA FHEA 7 O JONBO DI 1M1.
(7
ISS1L
a 8,000
Vendem-se do armazem de Moreira AFerrei-
ti, ra da Madre de Deoa d. 4.
gMNWJK NHMMNM 4K*wa*K
iii
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.J
Uecebem conliDuadameote da Europa
sedas, cambraias, las, cbapelioas de pa-
lha e de seda para seohoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, lahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidadea. saiat bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e Anas, eofeitea de
diversas qualidades para cabeca de se-
uhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
lodos proprios para.senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos. calgado Melie e muitos ou-
tros objeclos.
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar vi ver.
Levem dinbeiro
Levem diuheiro
SC Levem dinheiro.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina cem 11/2
?ara de largura propria para vestidos, pelo ban<-
tissimo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei -
nado n. 22, na loja da boa f.
FiJodelinho superior.
Vende-superior fil de lnho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22. na
loja da boa fe.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas cora a superior tinta ingle-
za. azul ao escrever-se, e prela quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, leja d'a-
gwa branca n. 16.
O preco convida
Cortes de casemira do melbor que ha no
mercado a 4g: na ra do Queimado loja
de Julio Jr Coarado.
-
Aos tabaquistas.
Lencos fios de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 5 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito boos chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baralissimo prego de 6
cada um ; na ra do Queimado a. 22, loia da
boa f.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes, deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tero seu arpo e
membros i u tetra mente saos depois de havsr em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
Sapatinhos de setim
meias de seda paraba p-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encoramenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendendo
pelo baralissimo prego de 3, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merm tambera bordados a 1600 e 2$. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamaohos, tendo at, proprias para os
meninose meninas que srvem de arijos as pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mala eogragado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da guia branca n. 16.
Jfrchegoii o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway A C-, de New-York Acham-sa
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueges completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1.-000.
SABA.
Joaquina Francisco de Helio Santos avisa aos
seus fregueses desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travas3os Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castaoha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito eseu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigo.
Loja das (5 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. ocovado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2J,
brimzinho de quadriohosa 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, aleodo de
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma- I duas larguras a 640 a vara, lencos de cas" pin!
raviinosas pela leitura dos peridicos, que lh'as lados a l20 cada um, seda preta de ramagem
relatara todos os das ha muitos annos e a 'a-800 rs- cov,do- l de linho Pre' com sai-
Slt S: ao tt i-ib? S? ts^&ts'
admirara os mdicos mais celebres. Quantas manha s 9 da noite.
pessoas recobraran! com este soberano remedio Vende-se excellente farinha de Porlo Ale-
e uso de seus bragos e pernas, depois dedar I Rre- ensaccada, e a prego muito corumodo: a hor-
permanecido longo tempo nos hospitaes o tee do d0 pal8Cno brasileiro Novo Lima, tundeado
deviam soffrer a amputago I Dallas ha'mui- t^{^S^Uft\SX'mmm
cas quehavendo deixado esses. asylos de pade-
timeoios, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa ibram curadas compleUmente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiya.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algumtempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar i neo n test vel mente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
_ Mallos.
Vende-se uma negrinhadeH annos, muito
bonita e innocente, e bem principiada em habi-
lidades : na ra da Cadeia Velha n. 35, se dir
quem vende.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
firupces escorbticas.
Fistuias no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchagoes.
Ioflammacao do figado.
Inflammagao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculagoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
uma nstrucco em poriuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Pomada franceza a
60 rs. 8
S na loja de fazendas da ra do Cabu- 1|
g n. 8, de Burgos Ponce de Len, se es- &
l vendendo comeslique a 60 rs. cada If
8 pao excelleott para alijar e lustrar ca- ala
bellos. M
garanm; roa mmjmmxmn
Vende-se um carro com Boi no becco das
Boias n. 12.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 228, fazenda fina,
cargas de casemira prelaa e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditaa de brim braueo, paletots
de bramante a 4#, ditos de fuslo de cores a 4,
ditos de estamenha a 48, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca prela saccoa e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho aa mais mo-
pernaa a 200 rs. oada uma, collaribhoa da linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato naxa acabar; a laja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da aoite.
PHVRMCI\-B\RTHOLOMEe;
Una larga do Rosario 11. 36
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo iaglez.
Pilulas Hollowey.
Ungento Holloway.
Taixas.
Na fuodico da Aurora, em Santo Amaro,
sembr ha bom sortimento de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
viudo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aosseohores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Algodo da Bahia
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
feito o seu deposito no escriptorio de Marques,
Barros C. ; esta fazenda superior muito pro-
pria para saceos de engenho e roupas de es-
cravos.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
Avariado.
Madapolo largo e fino com pequeo toque de
avaria a 39500 e 49, dito muito fino a 59 a pega :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Vende-se uma armaco boa para qualquer
negocio com seus pertencs e alguns gneros, a
dinheiro ou a prazo : na ra Direita o. 31.
Devoto Christo.
Este livrinho alem da doutrina hrista, modo
de ouvir miasa, confessar-se, oraces para viver
honestamente, tem as novenas para todos os sao-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de San-
to Antonio, tudo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, multas orages a Nossa Se-
nbora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: ven-
de-se nicamente na livraria ns. 6 e 8 da praga
da Iudependencia, a 800 rs. cada exemplar.
Farello de Monti-
vido
a 4$asacca, muito fino e gomado, igual semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
maes ; para acabar : ao largo da Assemblan.
'1 trapiche Baro do Livramenlo.
Attenco.
Na na do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de II-
nhas de cores brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveia.
Na roa dos Trincheiras a. 29, ha para ven-
Jer-se uma machina de costara em muito bom
estado e por prego commodo.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado ?. 39,
acha-se um grande armazem com lodo o sorti-
mento de roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado uma officina de alfaiate, estando encarroa-
do della um perfeito meslre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que a Ibe
encorroeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as ppssoas com especialidade os
Illms. Srs. glliciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-ae fardas, fardoes cm superiores preparo
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
daraento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso fz-se mais casaquiobas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de cavallaria. quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou praia, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma 'casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangaodo
que por tudo se fica responaavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o meslre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores risto que nada perdem em es-
perimentar.
E pechincha.
cortes de riscado francez a 28, covados do mes-
mu a 180 rs. : na ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
ztnhas roladas com uma franja estreita que as
torna mui mimosas a 800 e 1 a vara, pregos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estada em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criangas, lagos
para cortiaados, fronhas e muitas outras cousas ;
comprando-se pegase far algum abate : na ra
ilo Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e lh ora dos
com n o vo s
a pe rf e i goa-
mentos, fszendo paspooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas aa cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Gabug n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reta o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendea-ae palmatorias de latao para vela* a
400 rs. cada uma : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Arados americano se machina-
pata larar roupa :em cas a de S.P. Jo
hnston 4 C. ra/iaSenzala n.42.
E' de graca.
%icas chapelinas de seda para senbora, pelo
baralissimo prego de 16 cada uma : na ra do
Queimado n. 22, Da loja da boa f : a ellas
sao poucas.
que
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. Asu-
perioridade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sera necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A 4#000. ,
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Eerragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O propnetario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joo. que por aua barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesia praga,
rico sortimento de facas, garios ecolheres de to-
das as qualidades. e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordado3com2e 3 babados a 58 : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Peafes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas.eos est vendendo a 18500: na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n.16.
Ges k Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharan) grande porco de duzias das me-
mores camisas inglezus toda de linho pregas lar-
gas, que esto vendendo por barato prego como
costume para bem servir aos freguezes.
s
ti*
HOPA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
azendaseobras feitas.!
Ha
LOJA
E ARMAZEM
DK
iGes k Bast
NA
Kua do Queimado
tt- 46, trente amarella.
i
Attenco
iFazendas e rou-|
pas feitas baratas
S Para a cima. S
Vende-se muito barato artigos de gal- w
^ ta-perche (borracha) : na.ra Nora nu- &
sg mero 43.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3$ a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
9
Liquidaco
|Rua do Queimado il 10.
e, Loja de 4 portas, vende-se:
Superiores chapeos para senhora
a 12,000.
Z Superiores cortes de fil bordado
@ p-\ra vestidos desenhoraalUe
9 15,000. 5
P Superiores cortes de seda preta 9
para vestidos de senhora a 40 \
e 50,000. S
J Superior velludo de todas as co- f
res o covado A.
NMIMMMIi #
Na ra do Queimado o. 41, quina da Con-
gregado, vendem-se paletots de casemira, alpa-
ca e riscado, por todo prego para acabar, caigas
de casemira pretas e de cores, colletes de setim,
casemira e fustio por metade do seu valor : ap-
proveitem antea que se acabem.
J{48- Ra da Imperatriz48g
Junto a padaria fraaceza. st
^ Sonimento de paletots de alpaca preta JJ
ai e de cor 3g300 e 4, ditos pardos a 58. H
*| ditos de brim de cor a 3g500 e 4#, ditos S
m de ganga de cor a 33800, ditos de brim 8
X pardo a 3J>5U0 e 45, ditoa de meia case-
* mira saceos a 5#500e O5, ditos de alpaca
12 amarella a imilaco de palha de sed* a
jjj 4, ditos de bramante brancos a 3t500 e
u 4g, 4$500, ditos de casemira muito finos
9 saceos a 13;}. ditos sobrecasacos a 15$,
ditos com gila de velludo a 20c, de al- .
paca preta superior a 10. ditos de pan- %
| no preto a 2-2$,e 24$, colletes de fusto g
branco a 2500, 89 e 3S50O, ditos de gor-
gurao de seda a 4J500 e 5J, ditos de ca- semira prela e de cor a 5J, ditos de se- 8
Um preto a 45O0 e 5*. ditos de velludo 2
preto e de cora 8, 9 e 108, calcas de
casemira preta e de cor a 4&30, ditas S
ns a 8, 9 e 10. ditas de brim de di-
m versas qualidades, ditas de ganga, ditas *
g de princeza prela, diversas qualidades de 9t
H roupas para menino, camisas francezas a
5, 19300. I98OO e 28, ditas Qnaa e de fusto X
^ a 2j00, chapeos francezes de diversas ff
qualidades e pregos, ditos de sol de seda S
a 6500 e7. E outras muilas qualida- ||
I des de fazendas e roupas feitas que seria O
jq eofadooho mencionar.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mai novas e bonitas
luvas pretas de lorgal com vidrilho a 1 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.

Julio Conrado.
Tem exposto a venda cortes de casemi-
ra por 3$ e 48, fazenda que sempre se
vendeu por 7 e 8.
ariiiha
a 2*000 a sacca
do Imperador.
no Bazar Pernambucano na ra
RapBorba
a 800 T3. a libra, fino e grosso : no Bazar Per-
nambucaoo, ra do Imperador.
Espermacete
a 700 rs.
Vende-se em caixa a 700 rs., e em libra a 720
rs.; na ra das Cruzes n. 24, esquina da traves-
sa do Ouvidor.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
cooheaida e apreciada banha transparente, a qual
por soa frescura e bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Estes ,e outros objectos que dita
loja recebe de sua propria eocommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para qae elles se
nao confundan! com os falsificados, que por ahi
ha, todos os frascos teem um rotlo dourado que
dizLoia d'Aguia Branca, raa do Queimado nu-
mero 16.
Palitos do gaz
Fraga & Cabral receberam uma porgao de pa-
litos do gaz, e veode-se em coala : na ra da
Madre de Dos n. 18.
Constantemente temos um grande e
"ado sortimento de sobrecasacas pretas
SafwS' ? Cores mu,l fiD0 2fe*.
. m mSt Pi1?.1018 dos mesmos pannos
20$, 22S e 24S, ditos saceos preos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 188, casa-
cas pretasmuito bem feitas ede superior
panno a 28, 30S e 35. sobrecasacas de
Sml' decore muito finos a 15, 168
e I85, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOJ, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10#
ol2''Jv1-!a*.aesemira decores a 78.8,
9 e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos decores a 4$500 e 5, ditos
branco sde seda para casamento a 5,
ditos da 6, colletes de brim branco e d
fusto a 3, 3500 e 4. dites de cores a
2500 e 3, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 1%, 8 e 9
colletes pretas para lulo a 450O e 5'
gas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 48, ditoa
sobrecasaco a6,7e 8$, muito fino col-
latas de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 48. colletes da veU
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
easemira sacco para os mesmos a 65500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 58 e 5500,
calcasde casemira pretas e decores a 6,
68500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas ioglezas pregas largas 1
muito superiora|32 aduziapara acabar. S
Assim como temos uma officina de al- *
" fjate onde mandamos executar ludas as 5
obras com brevidade.
mawwwwwBwswr 8imjHrVsvalwH
Candieiros
econmicos
Cbegou um riquissimo sortimento de candiei-
ros econmicos s gaz idrogenio, os quaes esto
j muito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muilas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16 ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000.
Chapeos de castor branco. fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 88
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no largo da Assembla n.
15. trapiche Baro do Livramenlo.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
1, cortes de casemiras finas de cores a 4, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramenlo.
Agua iogleza
deLavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Livro do mez marianc a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta lypographia
uma nova edigo do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceigo, modo de visitar o lauspere-
ne do sanlissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Ilr, p no"8/Dh0 Forma tn Ierras do anca-
nho Para da fregnezia de lpojuca. Snspailat
andar por aquellas freguezias, ou em procura al
quem der noticia certa, e da-se 50 a quem o
Creap" r. 2o" ** Adr" & C"^' '"" ^
nrlTn^!5 f,UgLd0 deSde. -dU 7 de ""'O ''me O
. a 35 annos, tem uma cicatriz na face di-
reita. barbado denles limados, pernas afana
cousa arqueada, foi escravo do Sr, Joo Jacli -
r.mh? def01'nd' e d0.Sr- eogenheiro Min?t
e tambem o foi do Sr. Joo de Oliveira CaLral
morador no Assu. Roga-se a qualquer pe.soa
que o pegar cu tiver noticia* do dito escravo e o
faga remelter a esta praga a seu senhor Guilber-
me Rodrigo Breckeofeld na ra das Cruzes n 36
que ser generosamente recompensado, bem eo-
I mose protesta por perdis e damnos, contra luem
de seus servigos se tiver utilisado, ou por uual-
quer forma azilar o dito escravo.
Na madrugada do dia 2 do corrente fuco Oo
casa do Illa. Sr. Dr. Collago, em Santo Amaro
onde se achava alugada, aescrava Filippa, criou-
la, idade 35 annos, ponco mais ou menos esta-
tura regular, rosto comprido, nariz grosso.'muiic
desfarcada no fallar, principalmente quando toma
a gums bebida, descoofia-se estar homisiada em
alguma casa por ter levado toda roupa : roga-so
as auiondades policiaes que a apprehendam e
levfm-na ao seu senhor Ionocencio da Cunba
Goianna Jnior, oa ra do Rangel n. 73, segun-
do andar, o qual protesta contra quem a tiver a-
coutada em casa com todo o rigor da lei.
Fugio no dia 2 do correte, s 9 horas da
noite, o escravo de nome Belarmino, com os sig-
naes seguirrtes: pardo claro, com 45 anuos de
idae, pouco mais ou menos, bom cabello e cor-
tado neste mesmo da nazareno, estatura resil-
lar, grosso do corpo, phisiouomia bastante car-
rancuda, olhos vermelhos, pouca barba, znaos o
ps grnssos, e em um dos pes tem um dedo alei-
jado proveniente de talho de machado anligo ell*
e natural do sertao. tem andado nesta praca ao
ganho porem jindo de poucos mezes do enae-
nho Alto de Joao Fernandes, ffeguezia de \gua--
FreU, aonde elle tem bastantes conhecimenins
assim como tambem para o Rio-Formoso e praia
do Carneiro e Gamella, o que se desconfia elle
ter-se dirigido para este ultimo lugar, levou al-
guma roupa sem ser de servico, e na cabera um
chapeo de feltro rxo, elle go'sla as vezes d glo-
sar e tambem de sambar : quem o apprebecoer
leve-o casa do abaixo assignado, na ra do Li-
vramenlo n. 22, terceiro andar, que ser "Pse-
rosamenie recompensado.
Quirino Juaquim de Barrsn.
Fugio da casa do abaixo assignado o escra-
vo por nome Tbomaz, naci crioulo iho do set-
aoi de Uoxotho com os signaes seguintes, com o:
dedos da mao direita aleijados, pur ter sido ma-
chucado em uma maquina de padaria; bonita
figura leve bexigas a dous mezes, tem denles li-
mados pouco signal de barba representa ter 24 u
26 annos de idade, julga-se ter ido para o diio
lugar por all ter seus prenles, e por que foi
visto o anno passado, quando fugio a primeira
vez, portanlo pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu senhor na ra dos Fescadores d. i e
3 padaria, quesera bem recompensado.
Joo Jacintho de M. Rezende.
Escravo fgido.
Fugio do abaixo assignado seu escravo Joaauim
africano, ceg do olho esquerdo, alio, e magro
cora signaes no rosto. Trajava caiga azul 6%-
misa de baeta encarnada, quando se evadi da
casa do dito Jos Pedro do Reg, a ra das Cru-
zes. Foi escravo do Sr. Antonio Ignacio do Re-
g Medeiros ; e costuma ganhar carregando as-
sucar. E' ladino, e presurae-se que vagueia pelo..
Cexang, ou Beberibe. Quera delle der no:icia
ou o levar a casa do Sr. Rogo, ra das Cru2e
n. 18, ou ra da Cruz n. 33 ser generosamen-
te recompensado. Protesia-se contra quem -he
der guarida.
Recife, 4 de junho de 1861.
Domingos Rodrigues de Andrade.
Escravo fgido*
Fugio do poder do abaixo assignado uma ss-
crava_ parda de nome Valentina, que repreea'.2
ter 25 annos, pouco mais ou menos, vesga dos
olhos, de estatura regular, levou vestido to chia
escura e chales azul de merino ; suppe o abai-
xo assignado ter ella ido para a villa do Limoeiro,
d'onde a houve por divida, ou para a serra da
Passira. d'oade c natural: roga, portaoto. o abai-
xo assignado, a todas as autoridades policiaes r
capites de campo o favor de a appreheoderem o
levarem ao mesmo abaixo assignado, na ra do
Queimado n. 46 A, que recompensar generosa-
mente. A. Bezerra M. Lira.
Fugio no dia 26 o preto Joo de Angola, qae
representa de 30 a 40 annos de idade, corpo re-
gular, olhos papudos, e o melhor signal ter uns
calombos na barba e por baixo do queixo, que per
essa causa anda sempre com um lenco amarrado
nos queixos, tem sido ganhadorde ra, e costu-
ma a embebedar-se : quem o pegar, leve ao seii
senhor D S. Campos, ra do Imperador n.28.
Attenco.
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de veslido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12 .'
em casa de Julio & Coorado.
Acham-se fgidos os escravos seguintes: Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Magalhes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem' e al troca
algumas palavras em francez, dedica-se a vid
domar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domingues: Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga nc
rosto, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prenle do Sr. viscoude do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de O-
liveira : Joo, mulato, alto, lambem com muitos
signaes de bexiga no rosto, falto de denles 113
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, moco, com pouca barba.
de estatura regular, secco do corpo, e sem deei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoacao de Agua-Aze -
da as immediagoes de Papaca ja, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garaohuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de denles na frente, nsa
constantemente de cinturaco desoldado atado i
cintura ; quem apprehender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assigoado, no engenho Dous Irmos na
freguezia doPogo da Panell3, ou ao Sr. adminis-
trador daca3a de detengo, no Recife, sera gra-
tificado do seu trabalho com generosidade.
Jos Cesario de Mello.
Cebo coado do
Rio Grande,
muito alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Baro do Livramenlo.
Brilhantes
de todas os tamaohos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, ra,da Cruz n. 4.
Vende-se urna armaco em bom estado e
envernisada, e tambem se traspassa a chave da
casa aonde ella est collocada, por prego commo-
do ; na roa do Rangel n. 18, a tratar defronte,
sobrado novo n. 25.
Escrayos fgidos.
Attengo ao pedido.
Pede-se as autoridades policiaes e a qualquer
particular a apprehengo do escravo Antonio, de
naci, que representa 32 annos, de boa figura,
muito ladino, e falla muito manso, bem preto e
barbado, com todos os denles e bem alvos, toma
tabaco e usa de um corniboque, levou chapeo
preto de feltro e roupa de seu uso, sendo algu-
mas camisas de madapolo fino. Este escravo
do Sr Manoel Cavalcanti de Mello, senhor do
engenho Roncador em Porto Calvo, e fugio desta
cidade no dia 24 de maio passado, onde eslava
preso por ser remettido a sea senhor por ter este
vencido ama demanda que trazia sobre dito es-
cravo com o finado Jos do Inojosa Varejo qae
esleve na poste do referido escravo cousa de tres
gratificaco.
Est fgido desde junho de 1856 o preto criou-
lo Manoel, que fazia parte da tripolago do brigue
Marxa Luzia, lendo 29 a 30 annos de idade pouco
mais ou menos, hoje, e mais os seguintes sig-
naes : rosto comprido e descarnado, cor tula,
cabello cercilhado, olhos um pouco grandes e
amortecidos.beigosgrossos.sendoo beigo superior
mais grosso, de sorle que encobre a falta que tem
de denles em cima, falla um pouco atrapalhado,
devido a falla de denles, pouca barba e rala, uaava'
bigodes lem na mo esquerda junio ao dedo
mnimo uma especie de ervo sahido, asnadegas
alguma cousa empinadas, com um geito para o
lado no andar, cadeiras largas, cintura fina, ps
apalhetados e largos, sabe o ofiicio de cozioheiro,
e costuma embriagar-se. Foi escravo do Sr. Dr.
Jeronymo Vilella de Castro Tavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Quairoz Fonseca, promotor publico
de Olinda, e depois do Sr. Alberl Forsler Damon,
constando ha ooaco tempo ler sido visto no lu-
gar Quail, districto da Parahiba. onde se acha
casado e com filhos, eintitulaodo-se forro, e que
Manoel Domingues, ou Manoel Domingues Mo-
reira, no lugar Laga Nova sao os. que deste es-
cravo podem dar noticia : o abaixo assigoado,
senhor do dito preto, gratificar com a supradita
quantia de 400 a quem o apprehender e entre-
gar no Recife a Antonio de Almeida Gomes, ra
de Trapiche n. 16, a na Parahiba, ao Sr. Jos de
Azevedo Silva, pagando-se todas as despezas quo
com o mesmo prelo se flzer. Pernambuco, 30 de
abril de 1861.Joaquim Lopes de Almtiim.


(8)
MARIO DI ItHUlBUCO: =* SEXTA FEIRA 7 DI ITJNHO DE lsf l.
Litteratura. -
O ultimo castello.
(Cooiinuagio.)
u duque, j erguido sobre os calcanharea, le-
Un !resmuogou o velho soldado ; eslava-
mos multas vezes mais encordoados que isso
durante a campanha da Russia, e o imperador
nao se ra.
Ea nao son o imperador, e ji >m disse que
nada era egosta como o prazer.... Ora eseu-
tai, oo rigor do invern, quando fsz fri de gelar
vtnln A --------- --------- -,-, -0v> uv tu < > uV, i|ubuuu ij* mu uo guiar
vaniou as espaduas com humor, esfre*ou os olhos o vinho nos copos, e o vento gome ao longo das
e aposlruphaudo o pobre lgaro de bigodes par- portas para fazer as abrir, bera como urna alma
dos.
Senhor Gedeo. diz-lhe elle bruscamente,
sabis urna cousa ?
Certamenie, senhor,arliculou este,sa-
l>er nma musa, sabe-las todas... porque sa-
ber que no'se sabe bem alguma d ellas___
Sabis que sois un imbcil?diz o duque
por toda a resposta e am de acabar
radoxos de Gedeao.
O seubor iu'o tem dito taolas vezes eestou
to cheio de confianza as palavras do senhor___
que....
Bem depois?
Que.... que.... '
Ments? acabou Juliano.
Eu senhor.
Vos, senhor Gedeo 1proseguio o duque
com humor;sim, ments quando coocor-
daes que sois un imbcil___; pensaes o contra-
rio e tendes razo....
O seohor muilo bom....
Nao sou bom I retrucou Juliano com um
tom picante,__sou justo....
Farei observar ao senhor que isto se pa-
rece
E eu, eu vos farei observar, senhor Gedeo,
que rae interrompeis sempre....; o que pensis
tal respeito ?
Gedeo enxugou seu comprido bigode pardo,
tomuu a posigo de um soldado perfilado e nao
responden.
Estaes surdo?perguotou Juliano.
Mudo! murmurou Gedeo poudo um dedo
na bocea para mostrar ao duque que elle nao fa-
zia mais do que conformar-se com suas ordeos.
Juliano nao pode deixar de rir-se um pouco.
Nao, cootinuou elle um instante depois,
que pena.....se o acaso cooduzio-me juoto da
um amigo, que tem bons charutos, e se as horas
passara rpidas no relogio, em quanto vemos
flamejiar a lenha no ogo, e ouvimos o fro so-,
prar na ra, e a fumaba de nossos havanas se
desenrola em torno de nossas cabecas, julgaes
vos por ventura que eu pens em meslre Cdelo
nao sois um imbcil; pelo contrario, tendes es-
pirito destresa, botn senso___ smente sois s
vezes de urna simplicidade incrivel; por que, com
mil diabos I nao ignoraes pens eu, que tenho o
somoo leve..; por que pois vos admiraes tanto
que o estrondo, que aqui fazem, me lenha acor-
nado?....
Nao me admiro, senhor___mas meu pe-
sar pensava que o carro que tomou pela ra de
Varennes poderia tambera lomar por qualquer
outra.... e por tanto nao perturbar o repouso do
senhor, que em represalia....
Nao teria perturbado o vosso !acabou o
duque. Muilo bem___ mas dizei-me, ludo is-
to em que pensaveis?
Oh! oh!respondeu Gedeao abanando a
cabera de urna raanoira loda particular pen-
sava ainda que me torno velho, que se o senhor
quuesse dormir mui tranquilamente pela ma-
nha sem temer importunos e barulhos de carros,
dependera de i....
Credes isso ?
De cario e apostara minha pobreza contra
a opulencia do senhor, meus cabellos pardos con -
tra seus cabellos negros, que bem se poderla
dormir um seeulo no castello de S. Thom, sem
que nenhum barulho viesse perturbar-nos a nao
-ser o da correte, que rola sob os baslies des-
mantellaaos ou da gaivota, que desprende as azas
e voa.
O castello de S. Thom! o castello de S.
Them repeli Juliano baleodo na testa.Com
os diabos tendes urnas ideas, Gedeo!........e
das melhores....... Vejamos, arribai um pouco
estas persianas........
Gedeo obedeceu, e desde logo um da som-
bro, duvidoso e triste espalhou-se no quarlo.
Ab!....... eu tiuha certeza disso,repeli
Juliano,chave........
Nao tanto......, mas chover.
Sem duvida, chover.....e muilo!.... E'
sempre assim nos dias que tenho projectos de
posseio......; ora, dizei-me, Gedeo, conheceis
urna cidade mais enfadonha do que Paris quando
chove ?......
Primeiro
Paria.
Que ha dez annos que a habitaes ?....
Certamenie menos que nao seja a modo
dos Auvergnais e dos cocheiros de carro, que
sauem de cor sua ra, da capella S. Dionisio
barreira do Inferno, e da avenida Beaujon
ponte de Aoierlitz........ mas isto, senhor, o
que chamaes conhecer Paris?......
Nao, ae certo e um prazer immen-
so,-um prazer egoisla....... mas qual o que
o nao ?E' um prazer immeoso, digo eu, estar
sentado em um elegante coup, puxado por fogo-
sos cavallos, de pescogo oo, de ventas abertas,
de p impaciente, esentir-se levado como sobre
osazas de urna nuvem pelo meio desse enxame
emporcalhado, molhado, salpicado, que salta o
patinha ua lama. Em vo a chuva bate as vi-
dracas do carro, ella torna a cahir impotente so-
bre acalcada escorregadia, onde a espera o p
li^eiro da Parisiense ; em vo o vento norte se
agita, elle nao causa eocommodo
guardachuvas e aos capotes.
Milito obrigndo, senhor! Esqueceis vosso
pobre Gedeo, que se resfria de companhia com
vosso cocheiro, em quanto vos vos couchegaes
cuidadosamente contra os coxins estufados e as
pelles de urso......
Nada! Ao contrario, vejo meslre Ge-
deo, com o nariz vermelho, com os bigodes
hmidos, como pescogoenterrado nos hombros,
e seu semblante massado faz-me rir.
FOL.HETIM
que ludo, senhor, nao conheco
com es pa-| que sopra seus dedos, bate com o p no chao,
' esconjura e maldiz-roe esperando em baixo ?..
Oh! nao !exclamou o ex-granadeiro da
guarda, porque pelasalvaco de sua alma folgo
de crer que se o senhor se dignasse lembrar-ae
de seu criado nesses momentos encantadores,
nao deixi-lo-hia tanto lempo dar-seaodiabo___
Ah! que Paris urna cidade deliciosa
quando chove ou venta I
O senhor dizia ha pouco diamelralmenle o
contrario.
Pensis vos que eu sei o que digo ?
Ceftameote !
Ah! nao, eu fallo ao acaso, pens da ines-
ma maneira ; algumas veees bom.........a
mais das vezes mu 1 Assim se passa a minha
'da...... e alm disso, aiioal de conlas, o in-
vern urna cousa amavel....... o inverso....
mas em setembro, quando ninguem pensa nisso;
quando nosso alfaiate ainda nao nos Irouxe
nossos vestidos quentes, quando os theatros nao
acabaram de despejar seus ursos....., quando as
aguas nao nos mandaran) nossos doeules......
absurdo, ridiculo...... e em Franga, Sr. Gedeo,
o ridiculo mata......
Louvado seja Deus, ento, nao tetemos
mais invern !........
E porque, perguoto-vos?....*..
Mas.... urna vez que o ridiculo mata....
Sois insupportavel com vossas reflexes!
diz o duque com um ar que elle esforeau-se por
tornar serio.
Depois de alguna momentos de silencio, em-
pregados nos diversos cuidados de seu toilette,
Juliano proseguiu suspirando :
Ainda se eu fosse castellao como foi meu
pae viva Deus bemdiria o cu pardaeenlo e
a Ierra hmida, porqne Cea bons caes de caga
ensinados, valentes corseis na estribara, urna boa
espingarda sobre a chamin; e s no niei.v das
florestas, em meu castello edificado sobre o flan-
co de um longo e morno rochedo, sooharia ape-
nas em veados e javalis, perdizesegallinholas...
Mas nao, estou encalcado i esta vida negligente
e preguigosa de Paris___
Encadado ; porque ?'
Nao sei.
E que cada essa ?
O habito, Gedeo, a peior da cadeas....
Um camaleo, que nos comprime sob-mil formas
e que nunca se canga.
Oh I oh na guarda imperial nos tambero
tinhamos hbitos respeito do vinho, da
mulheres e do tabaco, cerno diz a cango ; mas
o imperador passaodo pelas ftleiras, resmuogava
que nao gostava delles ; e no da seguinte, na pa-
rada da manha r N-a-d-a, supprimid*>.... a
companhia tiohar por principio- que querer i po-
der I
De fado, replicou Julin; tendes razo Ge-
deo e desta vez eu terei a ooragem de poder
o que quero.
Resta saber agora o que quero senhor! diz
Gedeo esfregando as mos.
Quero deixar Paris I
Deixar Pars, grande Deus!
Sim, quero renunciar este mundo falso,
esta vida que nao vida, mas sim um esqoeci-
mento da vida.
O senhor sooharia pois em fazer-se ere-
mita ?
Muito pelo contrario, nao quero rosis so-
ndar, Gedeo ; quero misiurar-me com a doras
e speras realidades da vida. I.onge de mim,
somoo do coraco, embriaguez da alma !
Vade retro, Satanaz! acrescentou o velho
soldado.
Vos julgaes gracejar, Gedeao, e eu vos dei
o direito de fai-lo comigo ; mas dizeis a verda-
de. Sim : Vade retro, Satanaz, porque Pars
ua verdade o demonio tentador dos coracoes, e
como elle nao pode afastar-se de mim, sou eu
que me afastarei delle.
Eisuma lioda resoluco !
Amaoha, Gedeo, nao mais larde queama-
nha partiremos....
Para a China, senhor, ou par Vichy?
Para o Ardeche, vosso paiz e meu, senhor
desengranado, e para S. Thom, que de mais
l.... ah 1 ah I isto admira-vos,. nao verdade?
julgaveis-nie incapaz de urna grande determina-
gao?....
Confesso, senhor, que isto produz-me o ef-
feito de urna descarga quenna roupa ; isto tra-
me a respiroco.
Ora bem Ide prevenir meu banqueiro. e
turis depois lodo o lempo para vos admirardes
vossa vootade................................
dirtf <
senao aos
II
Oilo dias depois um carro de posta, puxado por
tres vigorosos cavallos, descia j passo a ladeira
de S. Joo.
O lempo eslava claro e a estrada limpa ; mas
fazia um desses venios-norte furiosos e fros, de
que esta parte do Ardeche tem durante nove rae-
zes do anno o agradavel monopolio; e as-arvores
inclina vara-se todos os momentos da dir
da esquerda como para laudar aos vttje.es.
Vede, meslre Gedeio, diz ate proposito
o duque de Albigoac seu velho creado (porque
ji haveis de lar compreheadido que este carro da
posta s podia conter estas duas pessoas ). vede,
eis-me j eotre amigos, quaii em familia;....
parece-me que cada rosto que encontramos se
expande de prazer, que por loda a parta ha fas-
ta para celebrara volia do castellao!
Como na cantiga, replicou Gedeo :
At amaoha cantemos.
Cantemos este rifao:
Honra ao vinho especialmente,
Honra ao nosso castellao !....
Rides, senhor bello espirito?.... estaes pois
de tal modo falto de sensibilidade ede calor, que
nao podis comprehender os prazeres da alma e
as delicadezas de urna Koguagem que os expri-
me? Tendes vos lio pouca poesia no coraco,
ou se antes queris, lao pouca vida, que nenhnma
recordarlo de vossa mocidade nao sedesperta ao
aspecto destas monlauhas, destas arvores, destes
prados, que vos viran menino?... Vede essa
torre, que se deseaba acola baixo, sobre flan-
co desta rocha, e esta correnle que rola em oai-
xo, nao vos dizem nada ?.
Ah I seohor, murmurou o velho soldado
pensativo,ellos me dizem que as arvores que
hoja vejo oem sequr eram plantadas quando par-
t da aldeia, e que outras as substituiam ento.
que a agua que corre no Escoutaue nao tioha
ainda cahido do cu ; que o mais velho cao, o
mais velho cavallo, que eu posa* encontrar na
estribara ou na matilha nao linham ainda me ;
e que ninguem pode sorrir para mim. porque
ninguem me conhece. Sou um estrangerro neste
paz oude nasci,... e eis porque agora que aqui
estou, srnto mais tristeza do que prazer de aqui
haver tornado.
Juliano nao respondeu, mas como ell era bom,
sentiu-se compadecido de seu velho Gedwe ; e
urna especie de lagrima appareceu sobre a bor-
das de sua palpebros.
Eu era um egosta, pensou elle, regosijan-
do-me tanto. Devia eonientar-mo de saber que
OMoha volta fazia feliz es-, sem lembrar este po-
bre diabo que a sua s- encontra indiferentes.
Neste momento o carro de posta acaban de
chegar baixo- da ladeira, n o tres gordos csval-
loa, arreados com seus gigantescos e ardentes
peitoraes, decidiram-se partir & trote.
Por f minha, mis vamos bem Ifez obser-
var Juliano, guisa de cooversa, ou lalvez para
mudar de conversa.
Hum 1 retorquiu Gedeao; abanando a cabe-
ca,astea anmateos vo muito bem para ani-
malejes, que nao teem o habito ;.... mas eu co-
nnect earrocas de muleiros que no deixariam
atraz.
lisiaos em vossos dias aziagos, Gedeo 1 na-
da vos agrada.... nem sequr,. aposto, esta brisa
refrigerante que aceita o rosto e dilata os pul-
mes. v
Com mil diabos, seohor l chamis- brisa e
urna brisa refrigerante, um vento que dtvruba ca-
sas e desenraiza carvalhos duas vezes eentena-
'ios?..... Eu, confesso que nao vejo as cousas
com o mesmo olho, o se o seohor quizesse per-
miitir-me-que eu acabasse meu pensamento...
Acabae.
Dira que a volta do Sr. duqae nao-me pa-
rece produair a seosacao profunda que elte sup-
poe, e quo tenho bem medo que tantea itlusoes
nsonhas nao deem lugar em breve agrandes de-
eepcoes I
~ Entretanto, Gedeo,. vVque pertence a
wa de virmo-nos encerrar aqui para vivar mos
tranquillo.
E tranquillos podaremos aqui viver se o se-
nhor nao procura mais do que isto..
Do que isto do que isto I repetiu Julia-
no4 e tambem algumas outras- couzinhas, certa-
mente 1...
Gedeo saeodiu a caneca, e rc-inou entre os
dous interlocutores um asmenle de silencio, por
quo o carro atravessav emito o Eitoulayer.e as
enormes pedras que ello encontrara na correte
o raziara saltar horriveioaenie.
Ouvi-me F comineo* o-duque quando ebe-
garara outra naargem o os cavallos comecaram
a trotar pacificamente, ha- muito lempo que vive-
moa junlos.Godoo, ma tos me conheceis mal...,
e como fizestes as ultimas guerras do imperio
com meu pae-, e como sois mai um amigo do
queum criado, tempo-de ex-pticar-vos m
pouco meus projectos, sero meu carcter.
Juliano calou-se um quarlo de-minuto, como
se faz antes de todo imprtame oiecorso, e depois
cootinuou :
Aos dezesete annos tioha en-coocluido bem
ou mal o que se conveneionoi chamar oennes
etudes, e arada nao tinha donado Paris. Meu
pae resolveu fazer-me viajar e partimos para a
Hespanha, onde elle morreu dou mezes depois.
Vollei Pars para regularasr certas particula-
ridades de succes8So : mandaram-me d'aqut, de
S. Thom, amitos papis para assigoar, e depois
nunca mais deixei a oapal a noo ser para Baden-
Baden ou Vichy......o quene- deixa-la 1
E' que depois o senhor gosava de cem boas
mil libras de renda, renda que coostiiue um
bellissimo bocado de pao para um celibatario.
Per outra, Gedeo, que despeadi eem
mil francos por anno, eque ha-oilo annos que
isto dura
Total :: oitocenlos mil francos I
E hoje-pergunto -mim mesmo (antestar-
de do que nunca) se eu tinha realmente essaa
cem mil libras de renda que despendi ?
A melnor prova de que- e> senhor aa- tinha
que gastou-as !

OBATEDORDEESTRADA
POR
PALLO DUPLESSIS.
primeir/parte.
A fillia de master Sharp olhou admirada para o
gigante.
Com effeito, senhor, se algum dia vos ca-
sardes haveis de tornar a vossa mulher bem fe-
liz Aqui tendes seis libras sterlioas.
Desta vez Grandjean sahiu da sua roagestosa
dignidade : apoderou-se coa alguma vivacidade
do ouro que lhe aprsenla*a Miss Mary.
Passarei todos os dias por aqui durante duas
semanas: porm se lindo este tempo nao livec-
des ainda tomado urna resoluco, est entendido
que nao tereis o direilo de" reclamar estas seis
libras...
Est dito.
XVII
(Contiouaco.)
O canadiano poz-se a reflectir ; e disse depois
com urna voz que denotava a convieco mais sin-
cera e profunda ;
Porm, Miss, isso urna cousa que nunca se
viu!
Pensaes assim'{ pois dessa forma que pre-
tendo praticar a vosso respeito.
Deveras, Miss? Neste caso supponho estar
fallando com o senhor vosso pae.
Quanto queris por mez para acompanhar-
me, servir-me de guia, edefender-me no caso de
ser eu atacada?
Sessenta piastras, afora mesa e casa. Devo
tambem observar-vos quecostumo deitar-me ce-
do ; e que a minha carabina ha de ajudar-nos
muilo a encontrar o alimento preciso no caso de
percorrermos paizes um pouco desertos : quer
isto dizer que a plvora e o chumbo ser a vossa
custa.
Acceito. Onde estaes residndo ?
Eul em parte alguma.
Mas onde poderei encootrar-vos no caso de
precisar dos vossos servicos?
No caso de precisar dos meus servicos re-
petiu Grandjean pondo-se a rir ; e proseguiu lo-
go em voz alia, mas como que fallando comsigo
mesmo. Bem eslava eu certo de que nao me ha-
viam de pagar adiantado.
Em summa, Sr. Grandjean, replicou a moga,
em todo este negocio ha urna couss bem simples
e bem clara : decid ir-me-hei a fazer ou nao essa
viagem dentro de um prazo muito curio ; queieis
tomar o Irabalho de passar por nossa casa lodos
os dias?
Parece muito fcil e simples o que peds,
porm para mim muito custoso 1 A Miss nao
ignora que o tempo vale dinheiro para aquelles
que o nao possuem.
Tendes razio, Sr. Grsodjean ; estou encan-
tada de ouvir os vossos raciocinios: j vejo que
possuis um espirito sensato. Aqui tendes para
demoisar-vos das vossas visitas quotidisnas.
Miss Mary sacou da sua bolaioha urna nota im-
pressa, e o fe rece u ao can a dia no.
O que isto ?
Urna nota de trila piastras.
Grandjean fez urna magnifica continencia, mas
nao tomou a nota.
Recebei, senhor 1 iosistiu a moga.
Obrigado, Miss; nao goslo de dinheiro de
papel.
Nao tendes mais alguma cousa a dizer-me.
Miss?
Por hoje nao. At amanhaa 1
Al amanhaa !
Grandjean se levantou, cortejou como pode, e
sahiu da sala.
Por minha f, murmurou elle tomando a ca-
rabina que tinha deixado no corredor, fiz mal at
aqui em desprezar tanto as mulheres Ellas tam-
bem teem alguma cousa do bom I
por urna carabina, o meu vestidos de mendigo
por um gibo de couro, e atirei-me denodado e
quasi alegremente para o meio dos desertos Ti-
nham-me prevenido de que metade dos novos
mateiros succumbiam.aulesdo fim da sua custosa
apreodizagem, e ea. esperava por este modo ver-
me desembarazado bem depressa dos enfados da
vida I
Nao podis fazer una ideia, conde, do pe-
noso noviciado do homem que se dedica a essa
vida de nmades: pois apesar das privacoes e
perigos sem fim que eu devera sofirer achava um
certo prazer nessa espantosa existencia. Os pa-
decimentos do corpo supplantavam os padeci-
mentos da alma E depois havia um pensamen-
to que se surra singularmente minha misan,-
thropiaeste: deque ninguem mai se ioleres-
sava, ou para melhor dizer, ninguem mais finga
interessar-se por minha sorte I Sentia-me to
abandonad, to su, que momentos haviam em
que perguntava a mim mesmose com effieito
pertencia eu a familia humana !
Passaca-se quasi um anno desde que eu per-
corra os desertos, quando urna vez os meus com-
() Vide Diario n. 125
cara ainda na sala : com o colovello apoiado na
mesa, e sua linda cabeca deitada sobre a mo,
achava-se merguthada em suas meditages.
Foi um encontr feliz o deste homem, pen-
sava ella ; nao podia ser melhor! Quando fallei
ca morle de Antonia nem se quer pestanejou !...
Deus teslemunba de que se eu tivesse achado
oulro meio para impedir o duello doSr. rt'HalUv
e do conde, nem em tal cousa pensara l Porm
de outra forma nao possivel acalmar o amor
proprio irritado do marquez. Essa senhorita, por
mais encantadora que seja, nao merece o amor do
Sr. d'Ambron, porque nunca o saberia apreciar
nem comprehender I Oh meu adorado conde I
eu vos salvarei a vosao pezar 1
XVIII
Em quanto Miss Mary contratava condicional-
mente Grandjean para o seu servico, o Batedorde
Estrada prosegua na sua narraga. Logo depois
da sabida do Canadiano, de casa do Sr. d'Ambron
elle assim cootinuou:
Conde, se eu tivesse a intengo de captar a
vossa benevolencia nao teria exposto com tanta
rapidez como expuz a dupla decepgoque soffr,
em amor e amizade, e que deslruiu todas as illu-
ses da minha juventude : conlar-vos-hia asmi-
nbas entrevistas com Carmen, essas horas castas
e deliciosas, que elevavam os meus pensamentos
e sensages cima dos pensamantos e sensages
humanas; que me faziam entrever a ineffavel fe-
licidade de que s gozam os bemavenlurados no
cu Tet-vos-hia paienleado os thesouros dede-
dicago, de abnegago e tetnura que encerra o
meu coragio Se assim nao fiz, porque qoiz
deixar a calma ao vosso espirito, a imparcialidade
ao vosso juizo. Bastara s o episodio das humi-
lhagoes e miserias porque passei no Mxico para
dispertar a vossa piedade I Nao espero de vos se-
veridade, nem indulgencia ; somente quero que
digaes a verdade. Cootinuarei, pois, a minha
uarraco com a mesma rapidez.
c Chegando California, reuni-me como cega-
dor de lootras a urna companhia de aventuremos
americanos, Iroquei o meu basto de peregrino
Miss Mary depois da partida do Canadiano, fi-1 panheiros de aventuras atacaram urna tribu de
indios com quem estavam em paz por terem sus-
peilas de que eram elles possuidores de inmen-
sas riquezas. Esse ataque, ou antes, essa mor-
ticinio leve lugar por occasio de urna testa ex-
pressamenie improvisada para semelhante acto
da mais insigne malvadeza, e selvagem barbaria!
As consequencias de to odioso atientado foram
horriveis : fizeram passar por espantosas torturas
os pobres iodios que cabiam 'oridos em nosso
poder: porem nem um s de entre elles consea-
tio em resgatar a vida pelo prego de urna confis-
so: todos morreram com a cabega levantada, o
sorriso nos labios, a injuria e o desprezo na boca !
Indignado com esse procediment dos meus
companheiros pao pude mais conter-me, tomei
defeza das infelizes victimas da sua cobiga.
Me intendeis mal, Gedeo; coa um capi-
tal sim soffrivel, banqueiros complacentes e um
hbil correspondente aeha-se sempre mata di-
nheiro do que sequr___at que um dia se dis-
perta despojado, xpropriado....e s vezes cheio
de dividas 1....Assim desde ha muito tinba eu
resolvido saber com certeza em que estado se
achava o meu patrimonio, e esta a razio por
que realmente lomei o caminho do Ardeche I
Mas agora que est dado esle lindo trago nao vos
occultarei, Gedeo, que tenho alguns cuidados
relativamente ao que aqui nos aguarda...., e eis
porque pracuro criar-me illuses.
Ah o senhor ter passado mal a noite....
eis ludo !
Quanto ao ter passado mal a noite, cer-
to que passei, mas o motivo de miohas appre-
hensoes infelizmente um motivo serio no qual
minha insomnia nao entra de modo algum.
E este motivo, senhor ?....
E' a facilidade com que sempre me man-
daram dinheiro I
En, senhor, quando era mogo era a diffi-
culdade contraria que me preoecupava.
Por que, Gedeo ? .... por que o dinheiro
que tioheis era vosso, e por que cuidavam delle
com de urna eousa honestamente adquirida.
A prova disso que quando os patifes de
meus sobrinhos e primos sonberam polos papis
pblicos que meu passaporte tinha sido as-
signado para o outro mundo eque eu tinha aca-
bado na Beresin minha derradeira etape, apres-
saram-se a dividir entre si e a destribuir aquil-
lo> de que linham tomado to grande cuidado
como dizeis.
O que prova ainda isso ?.... qaw em quan-
to vivieis vossos sobrinhos vos amavam, e que
depois de vos amaram vosso bem ; em um e
oulro caso, elles raostraram-se guardas fiis de
vossos interesses. Mas ninguem cuida nos
meu, e lembrai-vo de urna cousa, Gedeo,
que asstm com s os mus pagadore compram
caro, assim tambem sos ladres pagara bem.
Ah desde que o senhor falla em prover-
bios !___
Er que isto verdad, Gedeio, e demais,
si misler coofessar-vos-ludo, esle invern, oo
baile da Opera, fui forremeule perseguido urna
noite....
Sou obrigado a dizer que ahi que babi-
tualmente se o .
Sois insupportavel cora vossas reflexes;
eu sei perfeitamente que na opera se perse-
guido ; ma dessa vez o fui por um masoara,
que nao se pareca com todo os mascaras-, por
um mascara, que coohecia toda minha vida dia
por dia e que deixando-me me disse:
Dou-te ainda este invern; ma previno-te que
acabas de devorar leu derradiro prado I
Senhor, sou de parecer que esse mascara
era um insolent : elle nao vos teria falUdo di-
versa meute se vos houvesse tomado por um....
Ora pois ioterrompeo Juliana, e jus-
tamente por que eu nao sou um....tlo, que fiz
a viagem de S. Thom. Pegovos que acreditis,
Gedeo, que ha muita distancia de mim um
homem arruinado. Deixei vender os prados, os
bosques e algumas das herdades.... verdade :
mas nunca permilti que tocassem oo castello,
oesse nobre castello cheio de lar rides, onde meus
avs sustentaran to gloriosas lulas, ha dez s-
cales 1.... resta-me o castello. e meu nico te-
mor oo poder sustentar habitando-o o brilho
e lustre com que j resplandesceu.
Ha dez seclos?
Como dizeis, Gedeo. Quaolo minha
propria existencia, comprehendeis que de ne-
nhuma sorte estou cuidadoso com ella, devendo
o castello dar-me urna renda sufficiente para
viver honrada m en le! o que me preocupa saber
qual'.ser a cifra provavel dessa bonrabilidade,
e se ella me permitiir receber rauilas vezes e
dignamente os senhores dos arredores.
Grande Dos !'seohor, exclamou Gedeo
com um ar consternado, por ventura de todos oe
baos-,.que vos deixou vosso nobre pae s vos
resta o castello do S-.~ Thom ?
Ce ra mente-----nao bastante ?
Bastante Santa Virgem, bastante Para
mim ou para o mestre-escola da aldeia, nao
digo- nada ; mas para vos, seubor duque,
justamente bastante para morrer de fome.
Juliano levantou-se um pouco e seu labio tre-
men. Entretanto, com urna voz calma ainda ello
conlinuou.
Vejamos, Gedeo, queris vos rir ?
Prouvera Deus que a occasio fosse para
isso o que eu tivesse desejo ; mais ah nao ha
nada de risivel.
Explicae-vosenlao, porque na vordade sois
enigmtico, e eu nao sou um esphinge.
O senhor permittir-me-ha que lhe per-
gunte siraplesmente se conhece o eastello de S-.
Thom ?
Conhego-o por ter visto um esboco delle no
lbum de minha me, e por t-lo habitado ira
alguns vinte annos.
Oh senhor, era eomo diz a cango :
Apenas ao sahir da infancia, e concebo que
vossas tembrangas sejam um pouco confusas
respeito do velho castello. Ora, senhor duque,
esse nobre mosteiro cheio de torrioes, onde vos-
sos avs sustentaram to gloriosas lulas ha dez
seculos, tenhod de dize-lo..
Acabae com mil diabos !
Pois bem !'..
Pois bem ?:.
Pois bem !.. ba quasi un quarto desaculo
que a communa o aluga a razo de ceoto e tri-
la francos por anno para sua escola mutua...
O duque d'Albigoac deu um salto tal sobro si
mesmo, qoe o estofado da almofada elasticou-se
e langoD-o de encontr aos sssentos oppostos,
que toroaram-o a langar sobre a almofada.
Mas eolio, exclamou elle desde que pode
ncar quieto, estou arruinado, roubado ?
Nao sel, Sr. duque ; smente quanto aos se-
nhores dos arredores, que contareis convidar
elles nao poderam deixar de ser o Sr. cura e o
Sr malre, ou o Sr.-meslre escola....
Ah proseguiu Juliano com um tom mais
calmo porm um tanto cmico, pois S. Tho-
m um verdadeiro castello de Udolphe ? s se
encontram ahi pegos e lagos Sabis que vosso
cura e vosso meslre escola me fazem muita von-
lade de voliar ?
9,^r- duque nao tem mais que ordenar___
mas/ oue o vinho est derramado, eomo diz a
cantiga....
Convm .bebe-lo ? !.. Tendes razio, Gedeo,
e veremos alm.disso se as cootas do senhor meu
intendente esli em regra, se nio podemos ar-
mar-lhe algum excedente processo Ab com
tres milhes de diabos ainda sou duque de Al-
bignace Sr. de S. Thom, e iotendo entrar ahi
como tal.
Felizmente, seohor, tomaes coragem 1 Nio
vos deixaes descorogoar como um recrula e como
diz acantiga :
Du haut des cieux, sa demeure derniere
Vot' colonel doil etre conten de vous
Sim, aim, Gedeao, meu pae flear satisfeito
comigo, e para comegar pretendo chegar no carro
de posta at a escadaria de podra do castello..
Ninguem vira receber-me, embora, mas ao me-
os provarei meu direito.
Gedeo arrsuhou as orelhas cem um ar meio
embaragado, meio iodifferente.
O que leudes ? perguniou Juliano, que re-
parou nisso.
Urna cousa, senhor 1
Vejamo-la.
At boje nao sei que um homem cavallo
podesse jamis subir ao castello, e duvido que
um carro de posta possa passar onde nao passa
ura cavallo.
Um diz Juliano,a cousa importan-
te, mas certo. Iremos por lano -p lomar
poss de nosso castello.
Assim, senhor, faremos valentemente o as-
salto.
_ Aqui, o carro aahio em urna planicie elevada,
d'onde se descobrla a aldeia de S. Thom e o ve-
lho castello que deve o oome. O panorama
era muito piltoresco para que a conversa, que ti-
nha precedido, nao parasse ahi ; assim aconte-
ceu : nao se fallou mais..........................
III
A aldeia de S. Thom est edificada, pde-
se chamar edificada.., quando edificada para 03
Romanos-?.. urna queslo que deixo ou-
tros o cuidado de resolver, a aldeia de S. Tho-
m, digo eu pois, est edificada ou emendo co-
mo quizerem sobre o flanco de um triste e spe-
ro rochedo. Eleva-se em amphithealro i direita
de urna correnle mui pacifica s mais das vezes,
porm s vezes furiosissima, que se chama o Es-
coulaye, e domina um valle verde e frtil, encai-
xilhado em urna dupla cadeia de montanhas.
Esta cadeia que forma o valle e que vae sempre
estreitando-se, ve magestosamente correr o-Rho-
dano a seus-ps.
Nao mais que urna parte de um quadro,. um
pedaco de um quadro, se quizerem, mas de
um effeito maravilboso, principalmente quando
por urna formosa manha o sol se eleva radian-
te e suberbo do seio das nevoas alpinas, e lan-
ga seu olhar purpureo da risonha campia do
Delpinado aos flancos rudes e selvageos dosan-
ligos volcos do Ardeohe. Quem visse o bravo
castello de S. Thom solitario sobre seu rochedo
diria que elle foi edificado ahi como em um lu-
gar de honra, para assistir lodos os dias esse
espectculo gratis, que lhe d a natureza, essa
eterna feiticeira.
Com effeito, de um lado se reunem uns sobre
os outros esses montes gigantescos e sombros,
cojos contornos phantaslicos turnara lo pilto-
resco esta parte do Ardeche, e por cima nao se
v mais nada do que o cu ; do oulro lado se de-
senrola tranquilamente esse pequeo valle de
que fallei mais cima, e que nao a fallar a
verdade mais do que o leito macio e florido de
sua senhoria /iscoutaye.
Depois de mil rodeios graciosos e coquetes,
essa coquetera custa cara aos proprietarios ri-
beirinbos o Escoutaye se langa amorosamen-
te ucs bragos do Rhodaao, que lhe faz algumas
rudes caricias como suas outras esposas, e de-
pois o abandona dentro em pouco para ir lambem
laogar-se nos bragos de um eompanheiro mais
imperioso e mais robusto, o Mediterrneo ?
Finalmente oeste lugar do rio, na embocadura
do Escoula$e e defronto de S. Thom, eleva-se
sobre a margem direita Viviera, com sua antiga
calhedral, seu hispido, seu immenso seminario e
seu castello, do qual s restam muralbas guarne-
cidas de baslies e urna lorriona quasi a desl-
oar ;e sobre a margem esquerda, urna modesta
mas formosa aldeia chamada Castello-Novo, sem
duvida porque anda hi se enconlram os restos
| de um velho castello___
A quem da aldeia esteude-se a immensa pla-
nicie do Delfinado, e alvaceota crista dos Alpes
forma o fundo do quadro. so!.... mas nao
bastante ?
Quantos pintores, ah se cangam mais para nos
darem menos!
Juliano que desenhava soffrivelnrente acbou es-
te pootu de vista encantador e faria passar o car-
ro para esboga-lo, se Gedeo nao lhe fizesse judi-
ciosamente observar, devendo habitar S. Thom
d'ahi em diante, elle teria todo o descango possi-
Vinte carabinas se ergueram contra mim : como
escapei a esse perigo ? Nem eu mesmo sei; foi
um verdadeiro e triste milagre Urna carabina
velha, urna libra de plvora, um punhado de
chumbo, o deserto na minha frente, eis quaes
foram os meus recursos I Quanto a minha posi-
go, nao era das menos arriscadas; pois tinha
em meu encalgo vinte bandidos que haviam ju-
rado a minha morle. Devo confessar que s
por um acaso mui feliz nao morri naquella occa-
sio !
No dia seguinte ao do assassinalo dos indios
enconlrei o ultimo pelle vermelba dessa tribu :
era um velho forte e corajoso; j nao chorava,
pensara na vinganga.
lrmo, me disse elle, fui hontem tesle-
munba dos teus exforgos generosos para salvar
os meus flhos. S tens de branco a cor, Deus
te deu o coraco de um indio l Queres ficar em
mioha companhia ? serei leu pae I
a Eu j nao acreditava em ninguem, mas nao
sei porque Uve conliaoja na patarra desse in-
feliz!
Sim, lbe respond; ficarei comtigo, e te
ajudarei a vingar-te.
a O indio sacudi a cabega em sigoal de du-
vida.
t-im E's Tlente, replicou elle, mas s ainda
muito mogo. Tenho visto j o tigre tornar-se
presa da raposa Nos dou nao seriamos bstan-
le fortes para punir os assassinos de meus filos ;
conheco porem um homem. que por si s vale
um exercito:: um homem. justo e bom para os
pelles vermelhas. Vamos- procura-lo. So elle
conceder-nos o seu apoio, nem um s do assas-
sinos brancos escapar ao castigo !
Posemo-nos logo a caminho. Eu. andava
to desgostoso da vida, lo in difieren te a ludo,
que nem mesmo lembrei-me de interrogar o in-
dio ; cootentei-me s em segui-lo.
a Depois de irez dias-de marcha, encontramos
o homem que procuravamos: e se o podemos en-
contrar, foi porque elle mesmo se nos apresen-
tou, pois esperava-no j. Esse homem era, e
ainda a creatura mais extraordinaria e mais .
rayateriosa que existe no mundo : oo ba em lo-
da a California urna pessoa que- nao o confiera
de nome, porque de vista poucos se podem g- j
bar de ter tido essa honra. J por cera vezes
lem circulado o boato da sua morle !
c Qual a edade desse homem. ou para me-
lhor dizer, desse phenomeno ? Ninguem sabe :
e lalvez elle mesma Ignote i Ha mais de quaren-
ta anuos que o seu nome resoa cm todo o deser-
to, e entretanto conserva no seu vigo todas as
faculdades corporaes da mocidade A sua agili-
dade excede muilo da panthera, a sua torga
do tigre, o seu olhar ao da aguia. Quanlo a sua
destreza nada ha a que possa coraparar-se: l
onde o olho nao pode alcaocar chega a bala da
sua carabina Dizem que elle americano por
oascenga: enganam-se, pois que elle nasceu de
paes ioglezes.
O phenomeno ouvio gravemente, e sem de-
monstrar o mais pequeo signal de horror, a la-
meoiavel catastrophe narrada pelo pelle verme-
lha.
Podes cootar commigo, lhe respondeu
elle. Oepois dirigiodo-me a palavra em moin-
glez, disse: queres ser dos nossos?
Sim, lhe respond.
Passado um mez j nao existia um s dos
trinta e tantos aventrenos quo haviam assassi-
nado a irib indgena.
c Adeus, me disse o nosso terrivel auxilia-
dor, se tiveres algum dia preciso de mfm,
achar-me-has sempre prompto a servir-te. Eu
me chamo Lennox.
O conde d'Ambron interrompeu a Joaquim
Dick.
Como! esse Lennox to popular, ede quem
se conla cousas lio maravilhosas, existe com ef-
feito? At agora tinha-o por urna personagem
de legenda.
Como vistes, acabo ainda ha pouco de ter
noticias delle. Continuo.
No ultimo combate que demos aos aventu-
remos americanos, o pelle vermelba foi ferido
levemente ; mas, ou porque a fadiga tivesse ag-
gravado a ferida, ou porque a apparencia exterior
da cbaga nao annunciasse os estragos interiores
produzidos pelo chumbo, succedeu que o infeliz
se achasse duas semanas depois reduzido a ulti-
ma extremidade.
c Filho, me disse elle antes de morrer,
existe presentemente um nar de aangue entre ti
e a tua raga. Quueste ser Indio ; jura-me que
val para ornar sea lbum conforme seu capricho j
e sua phanlasia. fc>
Desde esse momento o cerro de posta rodou
sem demora. A estrada encaixilhada em urna
sebe de grossas e vigorosas amoreiras era plana
como urna alea de jardn ; por urna inclinsco
mais regular que rpida ella deacia S. Thom
e os cavallos sentism-se perto da estribara o'
que a melhor das expllcaces. '
Cinco minutos depois o duque e mestre Gedeo
linham chegado.
D-se com S. Thom o mesmo que com todas
as antigs cidades do Ardeche e desta poca -
nao ha uma ra transilavel!___assim, es eege-
nbeiros de pantes e calgadas, que succederam aos
Romanos, foram forgados a crear por toda a parte
appendices de cidades e aldeias para nellas abrir
suas estradas.
O appendicede S. Tbom situado em uma es-
pecie de baixa na margem esquerda da correnle,
chama-se poticamente les Crottes.
Le* Crottes por tanto sio simplesmente tres eu
quatro grandes estalagens e algumas casas dis-
persas sobre a borda da estrada.
Quando o carro de posta parou todos os garotos
e garotas dos arredores, sem esquecer seus avs
primos e mais pareotella, correram toda a pres-
sa, por quanto a ebegada de um carro era um
pneooraeuo, e na poca em que havia una deli-
gencia. que ia tudos os domingos de Aubenas
Avignon, nio posso deixar de cootar que repica-
vam os sinos....; quando digo sino uma ex-
pressao potica de minha parle, por que sei que
S. Thom s possue uma egreja e um sino I
Juliano desceu do carro cora Gedeio, fez arrear
sai bagagem e entrou na eslalagem sem excitar a
mais ligeira commogio. a menor eorosidade___
tal pooto a atteogao publica eslava concentrada
sobre a berliuda de viagem e sobre ella s !!
Um! diz Juliano com um sorriso,esta
gente da mais baixa rale, sio verdadeiros vilesl
Vede, Gedeo, nao se agrupam mais em roda de
meu carro do que de mim ?
Para prova de que sao viles,respondeu o
velho soldado,o tacto que ao sao bonitos...;
quaoto rale, elles o sio egualmente, porqu
iodo o homem, que nio foi Russia, i, Italia, ao
Egyplo e Hespanha, e nao comeu cavallo morto
guisa de vacca escaldada, mais ou menos um
rale, e o senhor tem razio I Mas quanto ao
agrupameoto irreverente que assignalou a chega-
da do carro do seohor duque e a calma com que
o proprio senhor duque recebido___isto nada
lera deadmiravel: todos os homeos se parece...
de perto ou de longe; mas nem todos os carros!...
Por Den, Gedeo,retorquiu Juliano, es-
taes hoje profundo como um pogo.
Nao de sciencia, senhor !
Nao. por certo I artesiano !... muito mais
profundo !
Entretanto eram perto de tres horas e os nu-
merosos carreteiros que linham jamado as Crol- r
tesdispunbam-se a partir, depois de haverem de-
vorado quasi ludo quaoto bavia de frigideiras de
toucinho, queijos e lioguigas cosidas as estala-
gens do lugar.
Juliano com seu appetite de mancebo, que o
eoto das montanhas oo fizera mais do que ex-
citar, via-se em apertos por todos os lados.
As frigideiras de toucinho da manha estavam
comidas e as gallinhas ainda nao tinham posto
ovos para as da tarde ; e alm disto uma frigi-
deiri de toucinho era uma comida, que podesso
dobrar-se um paladar habituado cosinba dos
"reres-Provenoeaux ?
Nao sei, mas Gedeo cou perfeitamente satis-
feito.
Uma das prmeiras cousas que Juliano pediu ao
r o p sobre a soleira da eslalagem foi um
uarlo.
A esta la jad eir quem elle dirig:u-se olhou-o
com um ar espantado, porqua nao era uso darem
se tal despera os habituaes viajore.
Um quarto ?repetiu ella.
Sem duvida.
E para que, bom Jess!
Ora essa !.... o que se faz dos-quartos nes-
te paiz?
Dorme-senelles!
Pois bem proseguiu o joven duque apo-
quen tado. pera dormir que eu quero um quarto ,t
Oh se s issoretorquiu a dona da esla-
lagem, devia dize-lo, tranquillisee-vos meu
senhorsinbo, tereis uma cama.
A burqueza, esle o nome que dio no Arde-
che dona da casa,a burqueza.digo eu, s
fallava patois, e Juliano comprehendia pouco este
dialecto; assim, o dialogo prcmeltia tornar-se dos
mais interessantes, quando Gedeo inlerveio fe-
lizmente no debate, servio de interprete seu
amo, respeitavel estalajadeira das Crottes e
acabou por obler o quarto pedifo.
Este eslava- caiado de cal viva, da va para o cam-
po por uma jaoella de vares de ferro,, e conti-
nha seis camas, que quasi se tocavam.
O duque de Albigoac comprehendeu finalmente
que nao estava mais era Paris, e que na amavel
residencia que escolhera um quarlo de dormir era
um leito com lengoes de linho amarello, um tra-
vesseiro dem, duas cobertas e nada de cortinas
Ah !diz elle seu velho Gedeo, onde,
diabo I faz agente seu toilette neste paiz ?
Nao se o faz L respondeu esto seriamente.
Como, nao se faz?
Cortamente ao menos era assim no meu
tempo, e creio que isto nao mudou. A
Nao pois, um paiz civilisado o vosso S.
Thom ?
o que o senhor poder verificar facilmen-
te ; quanto ao toilette, os delicados, teem o rio :
elle corre para todos como diz o proverbio.
{Continuar-se-ka.)
sers sempre fiel a teus novos irmos. Assim o
jura? Muilo bem. Agora tenho um segredo a
confiar-te: presta-me toda a attence. Sabes
qual foi a causa da deslruigo de toda a mioha
tribu : os pelles brancas desconfiaran, que nos
possuiamos ouro, muilo ouro ; e elles tinham
razo. Apresso-me, porque sinto que vou j
morrer...Sou o ultimo descendente dos amigos
res ou cheles azleques deste paiz. Quando os
pelles brancas atravessaram os mares para rou-
barem nossas trras, e reduzirem-nos escravi-
do, meus avs oceultaram as suas riquezas, e
refugiaram-se nos desertos. A grandeza da mi-
Bhd tribu desappareceu, porem o ouro dos nos-
sos antepassados ficou: para nao-despertar a fe-
roz cobiga dos pelles brancas o segrsdo do azylo
em que param essas riquezas era coofiado pelo
chefe da tribu a seu filho mais velho nicamen-
te. Hoje que lu s o meu nico filho, a ti per-
tence lodo aquello ouro.
O Indio deu-me ento a indicagdes mais
minuciosas; depois, sentindo a morte approxi-
mar-se, disse :
Filho, que esse ouro te sirva para vingar
teus irmos 1 Quando fr chegada a tua vez de
deixar a trra, leva comtigo este segredo!
_ O Indio assim fallando por ventura nao de-
lirara, Sr. Joaquim ? perguntou o conde d'Am-
bron.
O Indio dizia a verdade, Sr. conde.
Assim, pois, esse Ihasouro dos anligos che-
fes ou reis azleques? ....
Eu o eocontrei, e me pertence hoje.
Longo silencio seguiu-se esta resposta do
Batedor de Estrada.
Com effeito, Sr. Joaquim, disse o conde afi-
na!, se eu nao vos julgasse incapaz de estardes
ahi contar-me contos de enanca, se nao tivesse
sido teslemunba em Paris das vossas escandalo-
sas despezas, crde-mo, supporia que vos diver-
ts cusa da minha credulidade 1 Esses descen-
dentes dos reis azleques reduzidos ao estado de
nmades, esse segredo transmittido de geracao
em geracao, esse thesouro occullo... sem duvida
milhes...
Sim, conde, milhes!
... tudo isso, permilti que vos diga, parece-
me muito um romance, e romance da escola
antiga !
Enlo, julgaes assim ? N'este caso irei ainda
mais longe. Dir-vos-hei que a Baixa e Alta Ca-
lifornia abundara de thesouros oceultos pelos in-
dgenas desde os primeiros lempos da conquista.
Concebo muilo bem que estas revelagea causem
um certo pasmo, vos sobretodo que uuoca vi-
vestes seno na Europa, isto n'um paiz portal
forma povoado que bem se pode dizer que cada
um dos seos habitantes se acha encerrado e mar-
cado no seu lugar proprio: assim mesmo ali se
descobrem ainda muitos thesouros. Por c as
cousts sao differentes. Os nossos immensos de-
sertos, que pissam annos e annos sem serem cal-
cados pelos ps de um homem, spresentara recur-
sos e uma segundada muito uteis ao receio e i
desconanga. No deserto nio ha bancos nem as-
sociaces industriaos. Os aventrenos america-
nos sao bravos, nao ha duvida alguma; porm
nao sabem haver-se com os agentes e notarios.
O Iadio, que yer-se-hi bstanle embaragado so-
bre o emprego dos seus fundos, para servir-me
da lioguagem da Europa, segu uma operago
mais fcil, cava um buraco na Ierra, e ali os de-
posita i bem sei que essa operaco, assaz primi-
tiva, pecca pelo lado unancefro ; pois que elle
assim nao pode ter lucros; mas tambem em eom-
pensago nao tem que receiar uma quebra. Ha
hoje na Europa muita gente necessilada, e que j
foi muito rica ; enlretanto, nao leria perdido suas
fortunas, se houvesse seguido n'este ponto os
usos dos selvageos. AccrescenUrei mais que
o lugar, em que dormem esses thesouros ha to
longo tempo, se acha indicado na maior parle
das antigs cartas geographicas I A ultima dellas,
organisada ba alguns annos, porordem do sena-
do mexicano, indica esse lugar com estas simples
palavras: Anticua residencio de los Aztecas.
Mas, como os sabios querm tudo julgar do seu
gabinete, acontece que se tenha ali commetiido
um erro crasso na adicagao. Vou proseguir na
minba historia.
A' vista das immensas riquezas que eu des-
cobria, principio nao me causou commoga
Esse ouro parecia-me graos de areia brilhantese
muteis. Pouco pouco se foi operando em mim
urna mudaoga singular; puz-me pensar na mi-
una fortuna: flquei agitado, inquieto e perturba-
do Nada quena, nada ambiclonava, nao tinha
quem me llgasse vida ordinaria dos horasns
entretanto experimenlava como que uma necessi-
dade imperiosa de utilisar-me dessas riquezas
de toroar-me poderoso. Mas para dianle as mi-
nhas aspiragoes tomaram uma forma, tornaram-se
n urna idea xa. Foi sem duvida porque perdi a
minha fortuna que Carmen trahiu os seus jura-
mentos : quiz saber se a desgraga que pesara so-
bre mim foi uma excepgo de regra, ou se foi an-
tes um aconiecimenlo lgico, fatal, inevitaveL
quiz saber se o ouro exerce sobre as mumeres uma
tascinagao irresistivel, que ellas coofundem eom
o amor. E demais eu precisava viogar-me. O
pensamento de que os homeos se julgam ama-
dos, e de que as mulheres fingem ama-Ios, cau-
sa-me verdadeiros accessos de furor. Eu quera
que lodo o mundo fosse desgranado. Este sen-
iimeuio porm nio tardou modificar-se nara
dar lugar um projecto. '
Se chegar i adquirir a certeza, pensava eu,
de qae as mulheres preferem realmente o ouro *
todos os senlimentos humanos, pode ser que
dando pouca importancia vida n'este mundo!
veona nao soffrer tanto Assim, pois. mos i
obra 1 Julgo que, excepgo da violencia e da
mentira, empregarei para com ella todas as se-
duegoes, todos os meios que a riqueza facilita.
Nao me deixarei enternecer nem pelos sorrisos,
pera pelos pretextos, nem pelas lagrimas: sere
implacavel, insensivel observador. farei expe-
riencias sobre as almas, como os mdicos costu-
mam fazer sobre os corpas I Mos obra (
< E n'eslas ialengoes part para a Europa.
(Continatar-ae-Aa.)
' ..... '' Pmmmmmi
Fim.- TTP. DI H. F. DI IkUk -1361.


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