Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09305


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Full Text
lili XXITII IU1E10 128
Por tres nezes adiantados 5$OO0
fw tres mezes vencidos 6$000
OART FEIBA S DE JDMHO DI MI
PtraiMadiiitadti9|000
Perle fraiee para o snbscripUr.
B*CAB.BI6ADOS DA SUB8CUPCAO DO NQRTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexaodrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Sra ; Aracs-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
(fos Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAKl'lDAS UUS CUKKK1U&.
Olinda todos os das as 9 1/5 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sexlas-eiras.
S. Aoto, Bezerros, Bonito, Garaar, Altinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serinhem, Rio f ormoso. Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
{(Todososcorreiospartem as 10 horas da manha
EPHBMKRIDES DO MIZ DE JUNHO.
8 Lna ora as 11 horas 19 minutos da man.
15 Quarto crescente as 7 horas 86 minutos da
maoha.
22 La cheia aos 3 niatos da tarde.
3G Qnarto minguante aos 21 minutos da manaa.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas a 6 minutos da tarde.
DIASDASEMA1A.
3 Segunda. S. Ofidio b. S. Paula t. b.
4 Terga. S. Francisco Carecilo; S. Quirino b.
5 Quarts. S. Marciano m.; S. Bonifacio b. m.
6 Quinta. S. Norberto b. ; S. Paulina t. m.
7 Sexta. Santissimo Coracio de Jess.
8 8abbado. S. Salustiano ; S. Sereriano b.
9 Domingo. Ss. Primo e Feliciano mm.
IAUUiKNClAS UUS IsUBUNAKa UA CAPi'i'AlT
Tribunal do commereio; segundas o quintas.
Relago: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados ta 10 horas!
Juizo do commereio : quartas ao meio dia:
Dito de orbaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eiral: tercas sextasao meio
dia.
Segunda vara do eivel:
hora da tarde:
quartas sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SU-
Alagoas, o Sr. Claudino Falca Dias; Babia,
Bio do Janeiro, o Sr(
Sr. Jos Martina Aires ;
Joo Pereira Martina.
PARTE OFFICIAL.
EM PERNAMBLCO.
O propietario do diario Manoel Figaeiroa
Farla.na sus limria praca da Independencia
16 8.
Ja
BS
Ministerio do Imperio,
3.* seecHo. Rio de Janeiro Ministerio dos
negocios do imperio, em 13 de maio de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o impe-
rador o requerimiento qua ao governo imperial
dirigi o cidado Joo Camino, da parochia de
Santo Antonio nessa capital, pediodo qne se man-
de eliminar da lista de juizes de paz da mesma
parochia o cidado Lzaro Jos Jambeiro, por
sso que, sendo 2.* escriturario da thesouraria
de fazenda, nao pode elle, vista dos visos de
24 de abril de 1819, 18 de marco de 1850 e 7 de
agosto de 1860. exercer aquello cargo.
K de ordem do mesmo augusto senhor declaro
a V. Ex. para o fazer constar ao supplicante que,
segundo os avisos numero 234 de 16 de Janeiro
de 1841, ao qual se referen] os dous primeiros
supracilados, e os de numero 32 de 5 de margo
de 1847, o45 de 20 de margo de 1848, urna vez
que os empregados das thesourarias e roais re-
partiges da fazenda que sao eleitos juizes de paz
nao se escuso, nao se lhes pode impedir o en-
trar no exercicio desse cargo ; cumprindo s au-
toridades superiores da admioislrago da fazenda
dars previdencias que julgarem convenientes,
a bem do servido em que Qterein falta os mes-
mos empregados ; e porlanto nada ha que obste
so mencionado escripturario o exercer o cargo de
juiz de paz para que foi eleito; Qcaodo todava
sujeito s providencias que, ni formadas ordens
do thesouro, forera tomadas pela autoridade
competente, se por ventura do exercicio de tal
cargo resultar prejuizo ao servigo que desempe-
Bha naquella thesouraria.
Outrosim observo a V. Exc. que o ultimo dos
avisos citados pelo supplicante nao applicavel
ao caso feriente, visto referir-se incompatibi-
lidade do cargo de juiz de paz com o de escrivo
de urna collectoria de rendas. Deus guarde a V.
ExcJos Antonio Saraiva.Sr. presidente da
provincia da Baha.
(0 de agurdente ou
para os portos do ira-
3. seccao.Rio le Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 16 de maio de 1861.
Illm. e Exm. Sr.S M. o imperador, teolo-se
conformado por sua immediata resolugo de 16
de margo ultimo com o parecer da seceo dos
negocios do imperio do conselho de estado, exa-
rado em consulta de 22 de outubro do aono pas-
sado sobre as leis promulgadas pela asserabla
legislativa dessa provincia na sesso ordinaria do
uno de 1817; ha por bem mandar declarar a
V. Exc. que sao exorbitantes das attribuiges con-
feridas s asserablas provinciaes pelo acto addi-
conal constituigo poltica do imperio as se-
g'iintes disposiges do artigo Io da lei numero
39 de 29 de maio.
1o 12 Imposto de 10
espirito que se exportam
perio.
2o 14" Dito de 5 { na exportago de couro
em cabello de animal vaceum, cavallar e muar
para portos do imperio.
3o 15 Dito de 2% na exportago da sola e
couros preparados de qualquer maneira.
4 17 Dito sobre a madeira que fr expor-
tada. r
5o 19 Dito de 1508000 sobre cada escravo
que sahir da provincia.
6o 22 Dito de 1$000 por cabeca de gado
vaceum que do municipio de Lages'sahir para
outra provincia.
Semelhsntes disposiges sao verdadeiros im-
postos de exportaco, e como taes contrarias ao
qual prohibe que as asserablas provinciaes criem
imposlos que prejudiquem as imposicoes geraes
do Estado, alera de que o artigo 9o do mesmo
acto, cora referencia ao artigo 83 Ia da consti-
tuido inhibe as ditas assemblas de legislar so-
bre iotoresses geraes da nacao, eatre os quaes
nao pode deixar de ser comprehendido o com-
mereio de exportaco.
Attendendo ao xposlo o governo imperial re-
solve na forma do artigo 20 do referido acto, sub-
metler as disposices dos mencionados paragra-
phos consideragao da assembia geral legisla-
tiva, que resolver como entender em sua sabe-
dona. Deus guarde a V. Exc.-yos Antonio Sa-
rawa.Sr. presidente de Santa-Catharina.
Ministerio da fazenda.
CIRCULAR N. 33.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de
Janeiro, em 10 de maio de 1861.Jos Maria da
Silva Paranhos, presidente do tribunal do tha-
souro nacional, visto lerera-se suscitado duvidas
acerca da execugo do capitulo 6 titulo 4, do
regulamenlo do 19 de setembro de 1860, relati-
vo aos manifestos das lembircages procedentes
de portos estrangeiros, entendendose quenas
especicacoes que exige o numero 6 do mesmo
artigo a respeito de cad. um dos volumes quo
compuzerem cadaamarrado, ou vierem reuni-
dos em um s envoltorio, nao tem lugar a clau-
sula do numero 5, atonto quanto seja possivel,
declara aos Srs inspectores das thesourarias de
fazends, para seu conhecimento e para que o
fagam constar aos das alfaodegas, que esta clau-
sula deve ser subentendida no referido numero
6 quacto s iodividuacoes relativas a cada volu-
me componente do amarrado ou envoltorio ; e
outrosim que o regulamenlo, querendo conciliar
as facilidades do commereio com a necessaria
iiscalisacao, especicou no artigo 420 quaes sao
as formalidades essenciaes dos manifest?, ad-
rniltiodo, portanlo, que bona fide, e por moti-
vos atleadiveis, se omitta alguma das desigoa-
ces julgadas nao essenciaes.
E porque se tenha entrado lamber em duvida
pos portos estrangeiros, sobre a responsabilida-
de que compete aos commandantes dos navios no
caso em questo, declara igualmente aos raes-
mos Srs. inspectores que essa responsabilidade
est bem dettnida no artigo 436 do citado regu-
lamenlo.fos Maria da Silva Paranhos.
Ministerio da marinha.
Rio de Janeiro, em 7 de maio de 1861.Re-
mello a V. S. as inclusas instrucces, assigoadas
pelo cooselheiro director-geral desta secretaria
de estado, pelas quaes se deve regular ocom-
mandanie da corveta Berenice na commisso que
tem de cumprir, afim deque V. S. nestesentido,
e psra que a mencionada corveta saia quanto
antes, expeca as precisas ordens.
Outrosim, previno a V. S. de que nesta com-
misso devem seguir todos os guardas-marinhas
qne se achara nesta corte.
Deus guarde a V. S.Joaquim Jos Ignacio.
Sr. capito-tenente ajudante do encarregado
do quarlel-general da marinha.
Levantar, outrosim, o plano do ancoradouro
com as respectivas sondas, devendo o mesmo
plano conter a vista das ilhas em diversas posi -
ces, tanto do lado do oeste, como do de leste.
'2. Dos Abrolhos seguir para] Peroambuco,
aonde se demorar o lempo indispensavel para
refazer-se de aguada e mantlmento. Procurar
fazer esta viagem o mais prximo da costa que
Ihe seja possivel, sondando todos os diss ao
nascer e por do sol, ao meio-dia, e meia-noite,
e tendo todo o cuidado em qne esta faina seja
feita com a raaior exactiio, e segundo as pres-
cripcoes modernamente adoptadas em a nave-
gacSo, e aperfeicoadas pelo Sr. Maury.
3. De Peroambuco, depois de receber pratico. publicar e correr.
LEI N. 497.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves, presidente
da provincia de Peroambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembia legislativa provincial decreton e ea
saneciouei a lei seguinta :
Artigo nico. Fica annexo ao lugar de escri-
vo de orphios do termo de Olinda o de prove-
dora de residuos e capellas ; refogadas as dispo-
siges em contrario. Mando, por tanto, a todas
as autoridades, a quam o conhecimento da pre-
sente resolucao pertencer, que a cumprsm e fa-
ca m cumprir to i o tei ramete como n'ella se con-
tm. O secretario da provincia a faga imprimir,
seguir para a ilha de Fernando de Noronha,
para onde nao poder conduzir presos, nem go-
neros, ainda que isso lhe seja requisitado. Neste
trajelo sondar, alera das vezes marcadas no
artigo antecedente e pela forma nelle iodicada,
mas quatro vezes as seguintes horas, 9 da ma
Palacio do governo de Peroambuco aos 29 das
do mez de maio de 1861, quadragesmo da inde-
pendencia e do imperio.
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta
\iVA l^r'le, 9 d,a ^0,le e 3 da mfdr"8ada- secretara do governo da provincia de Pernambu-
4. A vista da corveta Beremce ao porto de Fer- Co aos 29 de m.i h iii i b.a.;-----
Instruccoes para a viagem da corveta Berenice,
e a que se refere o aviso nesta data dirigido
ao quartel-general da marinha.
O Sr. commandante da corveta Berenice, logo
que lhe f6r ordenado pelo quartel-general da
marioha, deixar o ancoradouro deste porto e
seguir na mesma corveta a cumprir as instruc-
coes seguiotes :
1 Dirigir-se-ha aos Abrolhos, aonde deter-
minar por observacoes chronometricas e luna-
res e pelas alturas meridianas o correspondentes
do sol, a f erdadeira posico do pharol, que ora
corneja a fonecionar em urna daquellas ilhas. general da" mariohiT
nando de Noronha tem por lim : 1", levantar o
plano do porto pela maneira determinada para
igual se.-vieo no dos Abrolhos ; 2a, indicar o lu-
gar do mesmo porto aonde, mediante alguma obra
hydraulica, quo nao seja de grande importancia,
se possa formar u xa docka de abrigo, que facilite
o desembarque ; 3a. indicar a posigo mais a-
propriada para o estabelecimento de um pharol.
5. Se as correnles nao forem to fortes, e os
ventos tao contrarios, que nao permutara con-
tornar a ilha pela parte do oeste para o norte,
procurar entrar em alguma das bahas com-
modas. que por aquello lado" teah'a a dita ilha e
que offerecem ancoradouro abrigado dos ventos
do quadrante.do Sueste, frequenles por taes para-
gens.e leveotar a planta daquellas em que tocar.
6." Dahi dirigir-se-ha ao baixo das Cabras,
denominadoRocasem urna carta levantada
pelo Io teoente Manoel Antooio Vilal de Olivei-
ra, rectificar esta carta, e reconhecer a possi-
blilade de construir-se em algumas das pedras
maores, ou aonde j consta existir uraa atalaja
de jmadeira conservada pela estago naval de
Pernambuco, um pharolete que possa ser avis-
tado na distancia de 10 milhas.
7.* Sahindo do baixo das Cibras, navegar a
demandar o cabo de S. Roque, lodo em vista
que, tanto desde Fernando at o baixo, como
deste a avistar o cabo de S. Roque, continuar
a sonda pela forma determinada no art. 3."
8. Do Cabo de S. Roque bordejar para bar-
lavento, devendo sondar, sempre que o possa
fazer com certeza e sera risco de perder muito
camioho. Se o vento fr larg) as prumadasse-
ro de duas em duas horas.
9,* Se houverem avadas a reparar, falta de
mantimentosou deaguada, dever de tudo prorap-
tiflcar-se era Pernambuco, onde de novo toca-
r para deixar o pratici, segaiado depois para o
porto de Jaragu ou Uacet.
10. Em Jaragu levantar a planta do porto
de Pajussra, indicando nella os diversos canaes
que ainla all existem e sua profundidade, e
mencionaodo quaes as obras que coovem fazer
para restituir a esto porto sin anliga importan-
cia eseguranga. Findo este trabjlho, regressat
a esta corte, passando vista dos Abrolhos pelo
lado de leste, na distancia conveniente, para re-
conhecer a torga de luz do pharol, o arco do
horizonte em que ella vzivel e a extenso em
que pode ser avistada de raeia enxarcia.
11. O servigo das sondas conlinuir de Per-
nambuco a Jaragu, e dahi para a corto, po-
ru, s quatro vezes por dia, cumprindo que a
taes fainas assistam lodosos guarda marinhas,
quando ellas tiverem lugar de dia, e smente
os que estiverem de quarto, quando tal traba-
Iho fdr feito de aoite.
12. De todas as sondas feitas as visgens for-
mar o Sr. commandante um mappa, no qual
deve vir tragada a linha em que ellas tiveram
lugar, indicando as respectivas latitudes, e lon-
gitudes.
13. Se na viagem de Pernambuco para o nor-
te os ventos reinantes forem taes que acooselhem
nao seguir pontualmeole a derrota marcada, fica
o Sr. commandante aulorisado a altera-la, com-
anlo que nao deixe de locar, embora em or-
dem differente, nos pontos que lhe sao designa-
dos as presentes instrueges.
14. O servigo do levautamento dos planos ser
executado pelos guardas-mariohas sob a direc-
go de um ofciil de patente e inspecge do Sr.
commandante.
15. Alm das observagdes ordenadas no art. Io
nao perder o Sr.commandante occasio para pra-
ticar, nao s aquellas indispenssveis direcgoda
sua derrota, com as lunares, as da determinago
da variagSo magntica, as da lalitude pela pas-
sagem das estrellas pelo meridiano, recommen-
dando-se-lhe muito as da loogilude por um s
observador. A reduego da derrota estimada
dere muito ocuparasua attongo ; sendo mui-
to conveniente que, achando-se em porto, se
fagam repetidas vezes observagdes da hora em
que se d o prearaar do novilunio e pleniunio,
afim de lxar o estabelecimento do porto, qu
ser comparado com o obtido pelos dados co-
nhecidos, para que no caso de haver algum
erro,seja elle rectificado.
16. Logo que a corveta chegar esta corte
dar o Sr. commandante ao quarlel-general da
marinha urna parte circunstanciada do cum-
priraento de sua commisso. Secrotaria de esta-
do dos negocios da marinha, em 7 de maio de
1861. Francisco Xavier Bomlempo.
AVISO DE 11 0E MAIO DE 1861.
U provindeneia afim de diminuir a despega que
se faz com carvo nos vapores do estado.
1." secgSo.Rio da Janeiro, em 11 de maio
de 1861.Sendo a despeza que se faz com o
carvo para as machinas dos vapores do estado
urna das que mais avultam na repartigo da ma-
rinha, e coovindo providenciar para que seme-
lhante despeza seja reduzida a menores propor-
ges, determina S. M. o Imperador o seguiote :
1. Quando o quartel-general ou os coraman-
dantes das estages navaes marcarem alguma
commisso aos navios movidos a vapor, tanto de
rodas como a hlice, declararo na ordem se a
commisso deve ser feits vela ou usando das
machinas.
2o O usa deslas ser nicamente permitlido
em commisses urgentes, cujo desempenho nao
exija de porto a porto maior numero de dias do
queos de combustivel que o navio receber.
E' lambem permittido no caso de perigo que
nao possa ser removido sem o emprego das ma-
chinas.
3. A' chegada ao porto dar o commandante
do navio urna parte em que declare quando e
porque motivo serviu-seds machina, e qual a
porco de combustivel gasta.
Esta parle ser remeltida das estages ao quar-
lel-general com as cpmpetentes informages, e
deste secretaria de estado dos negocios da ma-
rinha, para ahi serem apreciadas as razes que
forem produzidas pelos commandantea.
4.a O quartel-general e os commandantes das
estages modicaro estas ordens para aquellos
vapores cujas qualidades a vela sao reconheci-
damente ms, O que communico a V. s. para
sua .inteligencia e de vida execugo. '
de a V. S. =-Joaquim Jos lgnacio.-
tenente ajudante do encarregado
maio de 1861. Joo Rodrigues
fl. 58 do liv. 5* de leis provn-
ole, por decreto da 17 do mesmo mez, S. M. o
imperador houve por bem ooroear V. S. para
um lugar de desernbargador da relaco desta pro-
icia ; o que lhe communico para seu conheci-
n-iFlzer*m-se as outras communicaces.
Dito ao Dr. chefe de polica.Devolvo V. S.
a conta que acompanhou o sen officio de 14 de
argo ultimo, sob n. 396, da importancia dos alu-
gueis vencidos da casa que serve de quartel
secgao de pedestres da fregaezia de S. Fre Pedro
Googalves, afim do ser satisfeita a exigencia da
contadoria, constante da copia inclusa.
Dito ao iospeclor da thesouraria de fazenda.
Estando nos termo legaes a inclusa folha em
duplcala, que me foi remeltida pelo comman-
dante superior interino da comarca do Rio For-
moso com officio do 25 de maio ultimo, mande
V. S. pagar os veocimentos relativos aojmez de
marco deste aone, do segundo tenenle Luiz Fer-
nandes da Silva, commandante do destacamento
de guardas nacionaes d'aquella cidade, sendo
esse pagamento feito ao tenente Luiz Jeronymo
Ignacio dos Sanios, conforme requisita o mesmo
commandante superior communicou-se ao com-
mandante superior.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V.
| S., para sua iotelligencta, o aviso do ministerio
da marinha de 18 de maio ultimo declarando ter
sido approvada a deliberago que tomel de man-
Antonio Marcellino Nunes Goncalves, presidente dsr P'8ar sob minba responsabilidade os venci-
da provincia de Peroambuco. montos a que linham direito diversas pragas do
Fago saber a todos os seus habitantes qne a "'3le Porontoano, e previnindo-me de que a
assembia legislativa provincial decretou e en 80mma necessaria para esse Ora acha-se incluida
sanecionei a resolucao seguinte: i D0 augmento de crdito concedido por aviso do
Artigo nico. O presidente da provincia po- di* o'erior.
der aposentar os empregados da cmara muni- I D't0 *. n>csmo.Tendo em data de28 de maio
cipal desta cidade, observando as prescripges da ultimo inenmbido o Dr. Luciano de Moraes Sar-
lei n. 276 de 7 de abril de 1851; revogadas as ment de ir a freguezia de S. Lourengo da Mat-
disposiges era contrario. Mando, por tanto, a '* 0Ba todas as autoridades, a quera o conhecimento e feus ervigos mdicos s pessoas desvalidas d'al-
execugo da presente resolugo pertencer, que a '' 4ue forem accommettidas do mal, vencendo
cumpram e fagam cumprir to ioteiramente co- a Sifcagio diaria de 159000 rs. ; assim o com-
ino n'ella se contera. O secretario desta provin- "nico V. S. para aeu conhecimento e direc-
cia a faga imprimir, correr e publicar. Sao-
Palacio do governo de Peroambuco, 29 de maio Dil ao meamo.Pode V. S., conforme indica
de 1861, quadragesmo da independencia e do em 'ua informago de 31 de maio ultimo, sob n.
. 440, dado com referencia a da contadoria dessa
! thesouraria, mandar acreditar o ministerio da ma-
rinha e debitar o da agricultura, commereio e
obras publicas pela quantia somente de 79100,
despendida pelo arsenal ae marinha com a subs-
tituido de urna driga do mastro do telegrapho
co aos 29
Chaves.
Registrada s
ciaes.
Secretaria do governo de Peroambuco, aos 29
de maio de 1861. Francisco de Lemos Duarte.
N. 498.
exercicio da vara ao seu substituto, por achar-se
anojado pelo falleclmenlo de urna cunhada ; as-
sim lh o manda declarar. Fizeram-se as ne-
cessanas communicages.
Dio ao administrador do correio. S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda participar
v.b. para seu conhecimento que, segundo cons-
ta de eommunicago da secretaria de estado dos
negocios da agricultura, commereio. e obras pu-
blica, datado de 10 de maio findo, foi creada, por
portara de 8 daquelle mez, urna agencia de cor-
re na villa da Escada. Fizeram-se as outras
communicages.
Dito ao secretario da assembia legislativa pro-
vincial. S. Exc, o Sr. presidente da provincia,
manda transmlltir V. S., para o lim convenien-
te> inclusos authographos dos actos de ns.
492 e 509, promulgados pela assembia legislati-
va provincial na presente sesso, deixando do ir
os de ns 490, 491 e 508, por nao terem vindo
em duplicis.
Dito cmara municipal da villa do Buique.
5' i xc,'. Sr* P'esiJente da provincia, manda
declarar cmara municipal da villa do Buique
que, pelo seu officio de 12 de abril ultimo, Ocou
inteirado de haver a mesma cmara entrado no
exercicio de suas funeges.
DESPACHOS DO DIA Io DE JUNHO DE 1861.
Requerimento.
Joaquim Antonio Rodrigues. Dirija-se the-
souraria de fazenda.
imperio.
L. S.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a presente resolugo nesta
secretaria do governo de Peroambuco aos 29 de
maio de 1861. Joo Rodrigues Chaves.
Registradas as fl. 59 do liv 5o de leis provin- ." lor do collegio.
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 31 de
maio de 1861. Francisco de Lemos Duarte.
N. 499.
Antonio Marcellino Nunes Googalves, presidente
da provincia de Pernambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembia legislativa provincial decretou e eu
sanecionei a resolugo seguiote :
Art. Io Fca elevada cathegoria de villa a
povoigo de Nossa Seuhora do O' de Ipoiuca
Art. 2o
Dos guar-
Sr. capilo-
do quartel-
Devolvo para esse flm a conta em daplicata,
que acompanhou a saa citada informago.Com-
municot-se ao iospeclor do arsenal de marinha.
Dilo ao mesmo.Autoriso V. S., nos termos
de sus informago de 29 de maio ultimo, sob n.
438, dada com referencia da contadoria dessa
thesouraria, a mandar pagar ao mestre carpio-
leiro Joaquim Antonio Rodrigues, a quantia de
5:150J>000, em que importa a primeira prestago
do contrato por elle celebrado para a conslrucgo
a u*le* 2-e se- de8tina ae servigo da capitana
O termo da dita villa comprehender a aranho. visto como ja se acham em meio
os limites da freguezia, revogadas as disposiges s, !* m8sn> hiate, segundo consta do of-
em contrario. u,c, d0 ">pector do arsenal de marinha de 24
Mando, por tanto, a todas as autoridades, a "3.u,elle m n- 152
quem o conhecimento e execugo da presente re- l0 .ao niesmo.Transmiti V. S. para os
solugo pertencer, que a cumpram e fagam cum- 'onTenientes exames as inclusas copias das actas
prir lo inleiramente, como n'ella se contera. O CODSelno administrativo para fornecimento do
secretario da provincia a faga imprimir, publicar arsenaI de'guerra ; datadas de 27 e 29 da maio
e correr. r prximo Bndo.
Palacio do governo de Pernambuco aos 29 dias T Dit0 '? n*Pee'or da thesouraria provincial.
do mez de maio de 1861, quadragesmo da inde- Iransn"|, y. S. a relago dos deputados da
pendencia e do imperio.
PERNAMBUCO.
ssembla legislativa provincial, que comparece-
ram s sesses do mez de maio prximo findo.
Communicou-se ao secretario da mesma assem-
bia.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Ap-
provo a deliberago, que, segundo o seu officio
de 29 de maio ultimo, sob n. 157, tomou V. S.
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves.
Sellada e publicada a presente resolugo n'esta
secretaria do governo da provincia de Pernam-
buco aos 29 do maio de 1861. Joo Rodrigues
Chaves.
Registrada a fl. 59 v. do liv.?0 de leis provin- ? lornecer ao pratico mor urna boia eseus per-
ciaes. teiices para substituir a que marcava o ponto do
Secretaria do governo de Pernambuco, 31 de J, do ba|xo do inglez, e que fra pique, segun-
maio de 1861. -? Francisco de Lemos Duarte. d0 ">* 'forma o capito do porto em seu officio,
90, datado de 27 daquelle mez. Communi-
cou se ao capito do porto.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional da comarca da Boa-Vista.Devolvo V.
S. a proposta apresentada pelo commandante in-
terino do corpo de cavallaria, n. 3, do municipio
do Ourirury, que acompanhou o seu officio de 23
de fevereiro ultimo, afim de ser orgsnisada de
conformidade com o art. 48 da lei, n. 602, de 19
de setembro de 1850, e aviso de 24 de setembro
de 1856, que mandara observar a ordem do ac-
cesso.
Dilo ao director das obras militares.Approvo
os contratos que, segundo os seus officios de hon-
tem datados, sob ns. 44 e 45, celebrou Vmc com
Carlos Luiz Cambronne para a collocacao no
quartel das Cinco-Pontas dos apparelhos de la-
G o ver no da provincia.
Expediente do dia 1. de junho de 1861.
Officio ao Exm. presidente de Santa Catharina.
Accuso a recepgo do officio de V. Exc de 16
de maio prximo findo, cam dous exemplaresdo
relatorio que apresentou V. Exc. o 3o vice-
presidente Dr. Joo Jos de Andrade Pinto, na
occasio de passar s mos de V. Exc a sdmi-
nislrago dessa provincia.
Dilo ao mesmo.Accuso a recepgo do officio
de V. Exc. de 6 de maio prximo findo, com dnas
collecges das leis promulgadas nessa provincia
em o anno passado.
Dito ao Exm. presidente de Goyaz.Com o of-
exemola'reS da.cnllJcViTl r9Ceb d?S ,ri.Da obr" de al"a"a Pa isso preciso, ludo
S'SanU^Tl&^SJS!! Promu,8ad" Pe>a quantia de 2:265000 indicado no orgaraen-
i o anno passado. lo por elle presentado, e que se refere o aviso
da repartigo da guerra de 3 do maio ultimo, e
com Theodoro Rampck para a conslrucgo de
Dito ao Exm. presidento do Piauhy.Acensan-
do a recepgo do officio de V. Exc. de 13 de maio
ultimo, no qual me partecipa haver naquella da-
ta prestado juramento e tomado posse da admi-
ntstrago dessa provincia, tenho a aatisfago de
assegurar V. Exc quo serei fiel no cumprimen-
to de suas ordens, quer relativas ao servigo pu-
blico, quer ao particular de'V. Exc
Dilo ao Exm. presidente do Rio Graode do
Norte. Acensando a recepgo do officio de V.
Exc. de 18 de maio ultimo, no qual me commn-
nica haver no dia 17 daquelle mez entrado no
exercicio do cargo de presidente, dessa provincia
tenho a dizor V. Exc. que aqui me achara sem-
pre disposto a cumprir suas ordens, ou sejam re-
lativas ao servigo publico, ou ao particular de V.
Exc.
Dito ao Exm. presidente da Parahiba.Pican-
do mleirado pelo seu officio de 20 de maio ulli-
mo, de haver V. Exc. no dia 18 tomado posse da
um chafarize oito banheiros no quartel do Hos-
picio ehospital militar, tudo pela quantia de....
5:0309000, menos 4-3403 ris da orgada para essa
obra, e mediante as condiges constantes dos 2
j citados officios, que ficam assim respondidos.
Communicou-se ao inspector da thesouraria de
fazenda.
Dito ao curador dos africanos livres.Offlcian-
do nesta data ao inspector do arseoal de marinha
para mandar por a disposigao de Vmc o africano
livre Jacintho Antonio Elisiario da Costa, afim de
se lhe passar carta de emancipago, se estiver as
circumstancias de oble-la, como deterotioou o
Exm. Sr. ministro da marinha no aviso de 23 de
maio ultimo, constante da copia junta : assim o
communico Vmc pora seu conhecimento.
Officiou-se ao mesmo inspector.
)iio ao gerente da companhia pernambueana.
administrago dessa provincis, tenho a dizer A "m V. Exc que terei mulla satisfaga" em cumpri ~ ,-"gU,r P"" 8 PrtS de SeuS
suas ordens, qutr digam repeito ao
Uiao, quer ao particular de V. Exc.
Dito ao mesmo.Sendo-me communicado pe-
* ?ecielS5la de eslad0 d?8 "tocios da justiga em
I
data de 21 de malo prximo flodo.'que por de-
creto de 17 do mesmo mez, S. M. o Imperador
houye por bem remover, seu pedido, o juiz de
direito da comarca da capital dessa provincia
Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, para a va-
ra especial do commereio desls provincia, rogo
V. Exc. que se digne providenciar para que o
removido se aprsente o mais breve possivel na
sua nova comarca. Fizeram-se as outras com-
municages.
Dito ao coronel commandante das armas.__
Communico V. S., para seu conhecimento e
m de o fazer constar s partes interessads
que o Exm. Sr. presidente da Baha declarou- m
em officio de 17 de maio ultimo haver naquella
data expedido as necessarias ordens para que se- '
destinos os vapores Jaguaribe e Persinunga, nos
servigo pu- das indicados no seu officio de hontem.
Dito ao conselho de compras navaes. Auto-
riso o conselho de compras navaes a effectuar a
compra dos objectos de material da armada men-
cionados na relago e termos aonexos ao seu of-
ficio de 29 de maio ultimo, cumprindo que esse
conselho remeta thesouraria de fazenda copias
dos termos que assignarem os vendedores dos
ditos objectos. Communicou-se ao inspector
da thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo. Promova o conselho de com-
pras navaes, nos termos do regulamenlo de 20
de fevereiro de 1858, a acquisico dos objectos
do material mencionados na relago annexa ao
sea officio de 29 de maio ultimo, os quaes sao
precisos para provimeoto do almoxarifado de ma-
rinha. Communlcou-se ao inspector da thesou-
raria de fazenda.
Expediente do secretario do governo.
Dia 1 de junho de 1861.
didZ^1!!.e?Diilgn'50" que deeuiol- Officio ao inspector da thesouraria de fazen-
AolonTo de Ca^alhf. .u0V,npa .lene" Lulz d- ~ s- *. o Sr. presidente da proviocia,
ec FMeiSdo Lm laria df aeard 2 b,la,Ho de infaD" te' Priinel egundas vas das coolas de re-
Es q re1uereram e"e f- ruta e despeza do hospital militar desta guarni-
niin'.ft m o-, '.,,. Qo, relativas ao mez de abril ultimo, e bem as-
aobVl o ? r.V5!'7inLri"*' V' S-de ioform 8,n> "Pa d Pecer da Junta medica que as esa.
sobre o que pede no incluso requerimento Her-, minou.
CUDito" ip'Sr' dn25?.;rf. p- ..- o W.to. "> ** A1"ro B"balh Uch0 Cavalcan-
i d n'riir^.nT ? FraD?lsco Firetti.-CoM- te, juiz dos feitos da fazenda. S. Exc, o Sr.
^w^BAliTS^ d8^ladS fVP^^.'e da provincia, fleando inteirado pelo
negocios da justiga de 21 de mato prximo dudo,! seu officio de hontem de haver V. S. passado o
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 3 DE JUNHO DE 1861.
Presidencia do Sr. Joaquim Pires Machado
Portella.
(Conclusio.)
ORDEM DO DIA.
Orcamento provincial.
Continua a discusso do art. 59 e das emendas
que lhe foram offerecidas.
O Sr. Manoel Portella faz algumas considera-
goes respeito de manter-se a disposigao que au-
tonsa os crditos supplementares, cuja suppresso
prope commisso de crgamenlo.
O Sr. Ignacio de Barros sustenta a conveniencia
da medida proposta pela commisso de fazenda,
e combatida pelo antecedente orador.
0_Sr. Manoel Portella insiste em suas obser-
vagoes.
Vozes :Votos, votos.
Julga-se a materia discutida.
A requerimento do Sr.Iguacio de Barros, e de-
pois de ligeiras observages dos Srs. Manoel Por-
tella e Souza-Reis, retira-se da volago, afim de
entrar, quando se tralar do art. 54, a emenda
que diz respeito aos vinte por cento dos ompre-
gados pblicos.
O artigo posto votos approvado, assim como
a emenda que a eleva a porcentagem creada pela
le n. 364 a 1 por cento.
E' igualmente approvada a emenda que princi-
pia : Depois da palavrac anteriores, diga-se
fleando o presidente da provincia aulorisado
usar da disposigao do art. 16 da lei n. 473 de
18a9, inclusive o 2.
Todas as mais emendas sao regeiladas.
O Sr. RuQno de Almeida justifica e manda
mesa a segoinle emenda, que apoiada
Com a subvengo companhia dramtica pelo
seu contrato no prsenle anno. Runo de Al-
meida.
Vai mesa e apoiaro-se as seguiotes emendas
e artigo:
Additivo :
Fica em vigor a disposigao da lei anterior que
deu a gratillcagao do vinte por cento aos empre-
gados provinciaes.S. R. Martins Pereira.
O Sr. Ignacio de Barros r (Nao devolveu seu
discurso.)
OSr. Martios Pereira justifica a sua emenda.
t-ncerra-se a discusso.
.0 Sr. Ignacio de Barros requer a volago no-
minal sobre o art. v
Assim se vence.
Feita a chamada, votam a favor da emenda
substitutiva oj Srs. : Peona Jnior, J.Cavalcan-
i, Miranda, A. Leo, Pinna, M. Cavalcanti, Mel-
lo Reg, Lucena, N. Portella, I. Leo, Gaspar,
("tirana, Braulio, S. Cavalcanli. Margal, Figuei-
r6a. Olivara, Francisco Pedro, Oliveira Andrade,
H. de Almeida, Symphrooio e Martins Pereira-
contra votaram os Srs. : Cintra, Souza Res, L.
de Barros e Luiz Felidpe.
Art. 55. E" permittido pagar-se a meia siza dos
esersvos comprados em qualquer lempo anterior
adata da presente lei, indepeudente de revalida-
gao e multa, urna vez que os devedores actuaes
2t l?Ri0 fa5am dentro d0 exercicio de
18bl a 1862 ; os que nao o flzerem, flearo s-
pitos revalidago e multa em dobro, sendo um
lergo para o denunciante. A thesouraria far
annunciar por edital nos primeiros dez dias de
cada mez a prseme disposigao.
E' approvado.
Art. 56. O producto das loteras do theatro de
santa Isabel ser applicado como subsidio aoem-
prezario do mesmo theatro.
E' approvado.
Segunda discusso do orgamento provincial.
Vao mesa, apoiam-se e approvam-sa junta-
mente com o orgamento, as seguiotes emendas :
Ao 2o do art. 4o acrescente-se :
E a Manoel Fernandes Xavier a quantia de cen-
to e vinte mil ris de cusas vencidas. Mi-
randa.
Ao 2o do art. 6o acrescente-se :
Sendo um cont de ris com a factura da pon-
tena ra Bella.R. de Almeida__Gaspar Drum-
mond.
Ao art. 2o acrescente-se :
A* Jeronymo Joaquim Barbosa da Fooseca a
quantia de cento e oitenla mil ris que se lhe
est a deverde cusas.Miranda.
Encerrada a discusso, o artigo approvado
com as emendas.
Soapprovados successivaraenle lodosos arli-
gos do projecto com as emendas abaixo. e regei-
tado o 17.
Dous additivos, um do Sr. Martins Pereira de-
signando as verbas da despeza da cmara muni-
cipal de Caruar, e outro do Sr. Mello Reg ex-
plicando o art. 13 das cmaras de S. Bento e Bom
Conselho.
Ao art. 14, depois das palavras Cabo2:463j>
rs. diga-se 2:543* rs. seudo mais 100
rs. para o ordenado do secretario. Gilirana.
Ignacio Joaquim.Siqueira Cavalcanti.
Ao mesmo, depois da palavraVictoria acres-
cente-se :
Ea Flix Cavalcanti de Albuquerque a quantia
de 2009000, que lhe est a dever a cmara.Gi-
lirana.
Dispensa-se o intersticio.
Approvam-se sem debate em primeira discus-
so o projecto n. 30,~e em segunda o den, 48
deste anno.
Verillcando-se alo haver casa
O Sr. presidente levanta a sesso.
SESSO ORDINARIA EM 4 DE JUNBO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Machado Portella.
Ao meio dia feita a chamada, verifica-se haver
numero legal do Srs. deputados. *
Abre-se a sesso.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. i Secretario d conta do seguiste
_ EXPEDIENTE.
Requerimento de Jos de Mello Cezar de An-
orade, ex procurador da cmara de Olinda, pe-
dindosenomi de novo urna commisso
examinar suas conlas.A" commisso
ment municipal.
Dito de Joaquim de Almeida Pinto, pedindo
um previlegio por espago de 30 annos, para fa-
Diicar o verdadeiro ail denominado indico A*
commisso de industria e artes.
IContinuar-se-ha.)
para
de orga-

Discurso do Sr. depntado Nascimcnto
Portella, na sesso de 23 de pas-
sado.
O Sr. Nasciment Portella :Sr. presidente
julgo conveniente dizer algumas palavras em res-
posia a apreciagao, que o nobre deputado acaba
ae lazer. de conaiderages por mim apresentadas
era urna das sesses passadas respeito da es-
trada de ferro.
O nobre deputado posto que reeonhecesse que
nao tora ratona iolengo fazer a mais leve aecu-
sacao ao engenheiro fiscal do governo.....
O Sr. Souza Reis :-Sem duvida nenhuma."
O !sr. Nascimento Portella :....entendeu que
as poucas reflexeg que fiz sobre o contracto ce-
lebrado para a condugo dos gneros das Cinco
fontas para o mercado, podio dar lugar que
se entendesse haver de minha parte assenti-
mento ou desejo de dar forga ao que sobre esse
contracto se disse em comraunicados publicados
em um dos jornaes da cidade. Lembrando-rce
do que disse ento tenho neste momento convic-
gao de que de minhas palavras jamis pode tirar
semelhante illago. Respondendo um aparte,
que me foi dado na occasio era que eu dizia ter
o governo mandado fazer o contracto, e em que
se me perguntara se linha havido concurrencia
expuz francamente o que sabia sem entrar n
apreciagao da pre;rencia desta sobre aquella
proposta.
A respeito do contracto fiz apenas considera-
goes que me parece ainda subsistem. Anda hoja
enteudo que o contracto lem a grave lacuna da
nao determinar o numero de visgens ou tranpor-
tes que por dia deve fazer o contratador: essa
condiegao era indispensavel, mormente quando
nem ao menos o contracto estabelece que os ge-
eros sejo transportados no mesmo dia em que
chegarem s Cinco Pootas : desde que nem
aquella condiegao e nem esta daclarago se en-
contrara no contracto, e portinto fica ao arbitrio
do contractador fazer o transporte quando qui-
zer, demorando-o dous, tres e mais dias, cla-
ro que nao ser difcil ao contractador exercer in-
fluencia directa no mercado, retardando o trans-
porte dos gneros ou fazendo transporta-los de-
pois de reunidos em quanlidade que possa trazer
aquelle effaito.
Um Sr. Deputado:E-a onde esta a lberda-
de de dous do genero ?
O Sr. Nascimento Portella -Quando se faz
um contracto desta natureza nao se deve deixar
de attenderquenem sempre possivel e cora-
modo aos particulares, dous dos geoeros, fazer
o transporte destes por outro meio que nao seii
o contractador, mormente quando se deve espe-
rar que em consequencia da existencia do con-
tracto nao hija coocurrencia de carros que at
hoje se destiosram ao transporte das Cinco-Pon-
tas para o mercado, e por conseguinte lem os
proprietanos de ficar na contigencia j referida.
u nobre deputado, querendo fazer desaparecer
qualquer impresso que houvesse produzido a
asseverago por mim feita de ter sido o contrac-
to approvado uo mesmo dia em que foi celebra-
do e em que tioha de ser executado, disse que o
contrato eslava feito antes do dia da aprova-
gao e que esse da fra designado para ponto da
partida da durago do contracto e nao para sua
execugo. r
Nao duvido, Sr. presidente, que at hoje nao
tenha comegado a execugo do contracto, como
diz o nobre deputado : mais sei que no contra-
tracto se estipula positivamente que a execugo
devia comegar no 6 abril, dia em que foi celebra-
do e approvado. Certamente a durago do con-
tracto ea sua execuco sao cousas dislioctas,
mais certo que o dia 6 de abril foi estabelecido
nao scomo ponto de partido de lempo do con-
tracto, como para nelle comegar a execugo, isto
o transporte, como se v dos seguiote rticos
do contracto, (l). ^
E' igualmente certo que at o dia 20 de margo
nao se havia feito o contracto, pois o relatorio do
engenheiro fiscal dessa data diz ao governo que
ainda nao est celebrado o contracto*.
Assim Sr. presidente, servindo-me dos docu-
mentos sujeitos minha apreciagao, eu nao po- l
da deixar de fazer o reparo que fiz.
Occupando-me agora, Sr. presidente, da se-
gunda e ultima parte do discurso do nobre de-
putado, lamento que bavendo provocado urna dis-
cusso sobre os negocios da estrada de ferro,
desse lugar a que o nobre deputado to injusta-
mente houvesse feitas secusacesao governo pelo
modo porque tem procedido respeito da com-
panhia da estrada de ferro: lamento igualmente,
Sr, presidente,que o nobre deputado que o pri-
meiro reconhecer que a companhia ou a geren-
cia, e como o nobro deputado quer, ter procu-
rado illudir o governo, diga que o governo lam-
bem tem procurado illudir a companhia, quando
assim collocar ambos em igual posigo, domina-
dos dos mesmos sentimentos, do mesmo pro-
posito.
Quando outras considerages nao fossem bas-
tantes para destruir o juizo infundado,que o nobre
deputado forma do nosso governo, bastara cin-
gir-me urna correspondencia publicada pelo-
nosso engenheiro fiscal uo Rio de Janeiro, em
ressosla artigos publicados em um jornal da
Londres e transcriptos em um dos jornaes da
corte, nos quaes se fazia ao governo do Brasil
censuras da natureza daquellas que o nobre de-
putado acaba de fazer.
( Ha um aparte. J
O Sr. N. Portella : o Sr. Bu arque de Mace-
do apreciando esses artigos e respondendo-os
convenientemente diz o seguinte : (l.)
O Sr. Souza Reis : Isso nao tem nada com
o que eu disse: ahi acompanbo eu o enge-
nheiro. -
O Sr. N. Portella : Se o governo brasilei-
ro tem sido lio generoso com a companhia &
ponto de perdoar-lhe a mulla de seis mil cootos
de reis, em que elle havia incorrido, se o gover-
no garantio-lhe um emprestmo de 400 mil li-
bras slerlinas....
(Ha um aparte. ]
O Sr. N. Portella: .... como, Sr. presiden-
to, se pode dizer com fonda ment que o governo
lem procurado apeoas o seu interesse como ai
companhia tem procurado o seu ? ....
O nobre deputado, tratando desse emprestimo
disse que o governo havia infringido o conlrato-
que por essa occasio celebrara com compa-
nhia.
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tiiaio m terimico% fa* Cuarta feira i Di junho b itei.
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Pego licenga a assembli para 1er a resolugo
-4o governo aflm de ver-se ot tarac-a en ote es-
t concebida e poder-se aquilatar o seu Tuoda-
mento. 11.6.)
O Sr. Soasa Res : Te para 1er timbem
outra resolueo em sentido contrario-* .ra' '
O Sr. N. Porteila : E ser por esse acto pos-
terior do governo que ao pode diser -que o nvV-
mae foi fofuodtdo, inuslo ? Nio. E' certo
cjm depoit da resolueo do ex-miaiatro da tazan -
4a ntra foi dada elo icuul ministro em sectido
ooortrio, mas lambem eerto que a solugae das
Bjd6es qwe profer a autoridad* dminirtrtti-
a eco secante determinada pelo .principio da
joatict e sim pelas conveaieocias da occasio.
A nrtanetra resaUcao era fundada aa dispoti-
;Io de aa lei e dos estatutos da companhia
combinada cora am dos artigos do contrato cele-
brado poroecaaio do empreslimo, nao pode ser
preciada simpiesmerrte em face do contrato, co-
no o nobre deputado Xaz, mas em face d'aquel-
las disposices, que devem aer devidamente in-
derpretadas I a segunda foi fundada sem duvida
un conveniencias devidas as circumsia ocias es-
pecia es em que se achasse a companhia.
Um Sr. Deputado: Foi favor t___
O Sr. N. Porteila : Sim, e devido posicao
critica em que eslava a companhia. O nobre de-
putado, que leu estes papis, hawa de tereocon-
rado a exposigo que ao governo fez o engenhei-
ro fiscal sobre as ms circumslaocies em que se
cha a gerencia nesla provincia, dizendo que
segundo lho informava o superintendente, nao
vir pelo prximo paquete que ento se espera va,
remessa de fundos. Bao poderiam continuar as
obras da estrada.
Um Sr. Deputado : Isso nao pode justificar
o governo.
O Sr. N. Porteila ; Sabe-se que a prirneira
resolugo do geverno deu lugar que mullos dos
accionistas se julgassem dispensados de fazer
novas entradas, e que isso devia trszer a dimi-
nuirlo dos recargos ds companhia : assim era
conveniente que o governo deixsse de attender
As necessidades da companhia e fazer-lhe um fa-
vor?.... Foi mais um favor alem dos muitos
jue o governo tem feilo companhia. De faci,
devi lamente apre.iado pela commisso de-la as-
sembla no anno passado, de ter a companhia
luctado com as deDtel!igencias batidas por par-
te do empreiteiro nao resulta, como pretende o
sobre deputado que a companhia ou a gerencia
esteja livre de qualquercensura....
O Sr. Souza Res : A companhia, sem du-
vida.
O Sr. N. Porteila :. Embora, Sr. presidente,
tenharoos um engenheiro zeloso e o governo le-
na.* prestado ltimamente alleogo sos reclamos
do engenheiro, nao se pode dizer, como disse o
nobre deputado, que nos nao devemos occupar-
nos dos abusos que tem tido lugar.
Nao se pode desconhecer que os esforgos do
engenheiro e do governo sendo manifestados nes-
xa assembla deteui produzir melhores resulta-
dos : a impressao que lies ento causara no
animo dos agentes da companhia mijito maior
e mais proficua : os abusos aqui profligados e su-
jeilos apreciarlo do publico, efem ser mais
promplamente conseguidos e evitados. A assem-
bla assim concorre para que a compahia tasa
.com que seus ageules cumpram seus deveres ;
oceupando-se dos negocios da estrada que a
assembla atteoder aos legtimos iolerefses dos
cofres geraes e provinciaes. Qualquer que soja
juizo favo-avel que o nobre deputado faga do
superintendente ou de qualquer empregado da
companhia, nao pode ser por mim apreciado :
desde quo nesta assembla tenho fallado sobre a
estrada de ferro, nao ti ve anda occasio de fa-
zer rtsponsavel esto ou aquelle empregado pelos
abusos que se lera dado : menciono os factos e os
busos e nao entro na apreciadlo do carcter de
cjuem os pratica.
Tenho concluido.
Discurso pronunciado pelo Sr. depu-
tado Gitirana, na sesso de 29 do
"passado.
O Sr. Gitirana :Sr. presidente, lendo-se a
disposigo do regiment com attengo, salta aos
clhos e ra de toda a duvida, que na lei do
remenlo nao se pdem eslabelecer disposices
permanentes.
O Sr. Luiz Filippe :Nao to claro assim.
O Sr. Gitirana :Eu lratar*i desta questSo
per accidens nao s porque julgo-a suUlciente-
tnenle esclarecida......
Ura Sr. deputado:E decidida.
O Sr. Gitirana :......como porque de mais
a mais est decidida ; mas todava sobre ella
adaiissivel a discussao, porque semelhanlo dis-
cussao irjflue na approvag&o ou rejeigo que
possa ter a emenda apresenlada por um nosso
collega.
Por esta duplico considerago i vea casa, que
nao fra de termo, que tratando eu de fallar no
artigo do orgameoto que se ada em discussao
me oceupe por alguna instantes desta questo
que ora se diz questo de ordoro, ora se diz
questo sujeita a apreciago da casa.
Voto, Sr. presidente, pela emenda a que me
reliro, que pede e deslaqueo preseule artigo do
orgameuto para ser considerado um projeclo
especial, j porque quero com o meu voto ser co-
herente com os principios estabelecidos no regi-
ment da casa, j porque, recooheceodo a ne-
cessidade de urna materia to importante como a
que cunim esse artigo ser sufflcientemente dis-
cutida^ parece que roubaremos por demais o
tempol discussao do orgameoto, se quizermos
considera-la da maneira porque devemos; e
esta sem duvida foi a coosiderago mais forte
que teve em vista a assembla quando estabole-
ceu.que as discusses do orgamento provincial
nao fossem admitiidas emendas com disposi-
ces que nao fossem annuas. a excepgo das que
dissessera respeilo a arrecadago e flscalisago
das rendas provinciaes, e das autorisages con-
cedidas ao goveruo para a reforma das reparti-
eres publicas e promulgages de regulamenlos,
como diz o artigo Io da resoluco desta assem-
bla de 6 de abril de 1852, auuexa ao reai-
meolo.
Nem se diga, Sr. presidente, como disse o
nobre orador, queme precedeu, que esta dispo-
sicao refere-se tmente a emendas que forem a-
jpresenladas na discussao, concluiodo. porlauto
que no projecto de orgameoto pode a commisso
presentar todas as medidas que bem quizer, mes-
010 acerca dedisposiges permanentes; o nem se
diga islo porque logo no artigo immedialo dessa
mesnia resolugo se dizAs resoluges que in-
volverem disposiges permanentes s podero
ser apresentadas segundo o disposlo no capitulo
> artigos 96e97, 100,101 o 102 do mencionado
regiment, os quaes, como sabe a cas, se re-
lerem ao modo de apresentar projeclos espe-
Portanlo, da disposigo terminante destes ar-
tigos que consigoam a prohibico da apresenta-
ao de emendas ou resoluges, esl claro que
nema commisso, nem deputado algum pode na
discussao do orgamento apresenUr resoluges
com carcter permanente ; portanto, j vfi a ca-
sa que por esta coosiderago voto pela emenda
e voto lambem como disse, porque desejo que
projecto que acaba de ser apresentado oceuce
por algum lempo a alteocao da casa ; e se o dis-
cutirmos como disposigo do orgamento, pode-
mos de alguma sorte prejuoicar essa materia
visto que nos falla lempo para tanto. '
Mas, Sr. presidente, porque esta seja a minha
opiniao. a meu accordo nao sei se a assembla
em sua matona estar disposta a peosar commi-
go, a sustentar a emenda a que me reflro, para
que eu assim me possa guardar para urna outra
discussao que amanha tora necesariamente de
apparecer sobre este projecto, e por isto apres-
80-mo em dixer algumas palavras sobre urna
emenda que aendo aprosentada pelo meu dis-
Xincto collega que se assenta defronle de mim
(o orador refere-se ao Sr. Dr. Lucena) tambera
a suoscrevi: a emenda que se refere ao S 2 que
suppnme os lugares de secretario o ecnomo
um semprego com diversa elaseifleago.
Entendo, senhor presidente, que se sao valio-
sos motivos que apreseotou a nobre commisso
para auppnmir o lugar de ecnomo do gymnasio
consideracoe* qu uma repugnancia, ellas nao sao bastantes para'
que ao meamo lempo reconhecendo a commisso
a necessidade de um lugar de secretario, todava
euppnma-o para, refundindo esses dous lugares
u um s, crearse um terceiro com prejuizo do
actual serventuario. Repetirei em poucs pala-
bras o que dlspe aOm de me tornar mais claro
2,6 e 9a'10 1 coramissio recoobece a desne-
! i0 '?*" ^ eeonno do gymnasio visto
^t "* 8ua f>cgea podem multo bem ser in-i
Iffi imn ""' Prejuizo as fuoccoede qualquer
eutrp mpregado, a todava ellaTeconhece que o
lugar de secretario necesiario, mas que as lunc-
gesd6te ac pregado sao de ordem tal que per-
mlttem accumular as de ecnomo, poi que nlo
confecciono logo urna disposigo semelhaote
que contm a emenda e vai collocar na alterna-
tiva de ser ou nao contemplado ^no novo em-
prego o individuo que exerce essas funeges ja
recoomoeidaa pela wisao como neceas arias t
Eu nioaoi. aaohor presdante, aoodc possa oa-
coBtrar o kndamenU da ama aemelbante dspoei-
?So. Pergaoto a ac-bte camasiiato, que calpa
podo ter o actual secretario do gymnasio, de que
o logar de ecnomo merecca aer auppriraido, pa-
ra que elle lambem venha soffrer com esta sup-
preatio T
(Ha na aparte.)
So nio merece, se lo tea calpa neubama, se
o sea lugar necessario, para que a commisso
nao suppnme s o lugar de ecnomo?
O Sr, Soma Res:-Quem diz que as faocces
de ecnomo nao sio ueceasariaa f
O Sr. Gitirana :A commisso supprimindo o
seu lugar.
O Sr. Souza Res:Julgo as funecoes de ambos
necessarias, mas n'um sindividao.
O Sr. Gitirana :Logo, flqne esse fuoccionario
do lugar que e julga necessario exercendo n
funrgoes daquelle que pode ser suprimido,
Um Sr. Deputado :O governo que escolha,
O Sr. Gilirana :Existindo dovs empregados e
reconhecendo a commisso que as suas funeges
podem ser exercidas por um s, por qne razio
supprimeo lugar de secretario que necessario,
e nao se manda antes que elle aecumute as fune-
ges de ecnomo ctijo lugar julga-se dispeosavel
e as attribuicas podem ser pelo secretario exeer-
cidas ?
O Sr. Souza Reis :Vice-versa.
O Sr. Giiirana : Nio, porque me parece que
n'um eslabelecimenlo como o do gymnasio nio
se pode prescindir do lugar de secretario.
Um Sr. Deputado !Nem do de ecnomo.
O Sr. Gitirana :Has mais fcil que o secre-
tario exerga as funeges de eoonomo, do que este
as funeges daquelle.
Um Sr. Deputado : O que falta o Sub-
scripto.
OutroSr. Deputado:Se se trata de fazer mal,
oulra cousa.
O Sr. Gilirana : Bem r que eu ataco por ahi
a disposigo, porque se temos de offeoder aos in-
teresaos desle ou daquelle individuo, se bem que
eu nio deseje que nenhum seja offendido, emen-
do que devemos antes offender aquelle de Quera
nao temos necessidade.
Em todo o caso, Sr. presidente, concluo dizen-
do, que s votarei pela emenda que Uve a honra
subscrever sendo regulada a emenda, que me pa-
rece deve ser adoptada, a qual destaca do pro-
jecto de orgamento estas e outras medidas, para
serem apreciadas em projectos especlaes, tanto
mais quanto j hoje fui subraettido constdera-
go da casa um projecto sobre materia idntica
de que nos oceupamos.
n
a
4.
1 Leopoldo, Pernambuco, 6 mezes, Recie : (<
convulsa.
Candida, Pernambuco, 2 meses, Sanio Antonia ;
ferida na bocea.
Joo Ferreira da Silva, Portugal, 31 anaos, osse-
do, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares
Joaquina, Arrias, 10 annos. soltaira, '
Same Antonia joatapar.
Antonia |e da Cawha, PoroigaL 41 anoes. ea-
aado.Saato iadaoUs ; aqpaMte-eWoica.
Haria lanos da Coaceicia. Par atabaco, 1 ao-
nos. Santo Aataaio ; tuaofcatas palmensras.
Francisco, Peroasabaeo, 14 tjezet; Santo Anto-
nio ; ""
desembargador Caetano Sao-
Perelti,
REVISTA DIARIA-
Ainda o coireio 1
A reluctancia no abuso nao nos demover de
clamar pelo remedio ou coarctago delle.
De urna carta que recebemos de Cabrob, com
data de 12 do passado, extractamos o trecho que
segu, e que oflerecemos coosiderago da auto-
ndade competente :
Os correios andam muilo atrazados. Al es-
ta data, anda nao Uve Diarios do mez de abril.
Nao carece comento materia desta commu-
oicago.
Em dias da semana finda foi operado da ca-
tarata pelo Dr. S Pereira o capito Manoel Ren-
to Machado, proprietirio do eogenho Tanirema de
cima. r
Foram assislenles dessa operago, cujo traba-
Iho apenas abrangeu o espago de cinco minulos
os Srs. rs. Pereira do Carino, Symphronio Cou-
liuho e Pereira de Brito, tendo igualmente por
testemunhas alguns fllhos do referido capilio Ma-
chado ; o qual naquelle espago passou das irevas
a luz, vendo clara o distinctameute os objeclos
que se Ihe apresentavam, sem que houvesse to-
dava sentido a menor dr no decurso da ope-
rago. r
O operador, anles de dar coroeco aos respecti-
vos trabalhos, fez urna exposigo aos seus colle-
gas do que a pralic.ir, e justilicou especialmente
o seu diagnostico, tendo o prazer de ver na exe-
cugo confirmado tudo quanto avancara em
theona.
Damos hoje no lugar competente um com-
muntcado do Sr. Dr. Sabino a respeilo da febre
amarella e uelle indica o mesrao Sr. meios pre-
servativos desse flagello ; os quaes ha empregado
cora proficiencia.
Nao podemos deixar de recommendar esse re-
sultado da experiencia de S. S., mesrao porque
querendo elle habililar-se para afOrraar positiva-
menle a infallibilidado respectiva, offerece a dis-
inbuigso gratuita dos preservativos aquem quer
que seja, mediute a condigo de ser-lhe traos-
mitudo o conhecimento dos effeitos praticos da
applicsgodosmesmos.
E' este um servigo de que a sciencia e a huma-
nidad? devem colher Inicios vantajosos.
Foi incumbido de ir prestar seus servigos
mdicos na freguezia de S Lourengo da Malta,
onde grassa a febre amarella, o Dr. Luciano de
Moraes Sarment, por ponaria de 28 do pas-
sado.
Por aclo do governo impeiial datado de 8 de
maio ultimo, foi creada urna agencia do correio
na villa da Escada.
Coroegou a funecionar a nova cmara muni-
cipal da villa do Ruiqub a 12 do mez de abril pr-
ximo passado.
Foi contratada com Mr. Cambronne a col-
ocecao noquartel das Cinco Pootas dos appare-
Ihos da latrna e mais obras neressaras ella ;
assim como o foi lambem. com Theodoro Ramp a
construego de um chafara e oito banheiros no
quartel do Hospicio e no hospital militar. A pri-
meira obra foi contratada pela quantia dn orga-
mento, e a segunda com a differenga para menos
de 4^*403.
Foram recolhidos casa de delengo nos
J oe 2 do correnl 12 homens e 3 mulheres
sendo 8 livres e 7 escravos ; a ordera do Dr. che-
re de polica 2, que sao os escravos Manoel. pre-
to, do coronel Antonio Alves Vianoa, e Manoel
cabra, do desembargador Caetano Jos da Silva
Santiago ; a ordem do Dr. delegado da capital 4
inclusive Alberto, escravo do Manoel Francisco*
de Souza Pene, e Bomana, escrava de Germano
Francisco de liveira ; a ordera do subdelegado
do Reclfe 1 ; a ordem do de Santo Aolouio. que
6 o escravo Joo, da viuva Souza Leo ; a ordem
do de S. Jos 4, inclusive o escravo Pedro de
Francisco Mamede de Almeida ; a ordem do'dos
A/ondos 2. inclusive o africano Antonio, escra-
vo de Manoel Joaqun) Ferreira Eleves ; final-
mente a ordem do do Poco da Paoella 1
Passageiros do briguo nacional Veloz, vindo
do Rio de Janeiro : Jacintho Pereira Pinlo de
Lima, Manoel, escravo a entregar.
v7" Pa.ssa8eiros do brigue-escuna sueco Cari
xv, sabido para o Rio Grande do Norle.J. P.
Larson, Antonio Msdavi?.
n- Matadouro PUBLICO.
Mataram-se no da 4 do correte, para o
consumo desta cidade 103 rezes.
MORTALIDAOE DO DA Io.
Antonio, Pernambuo, % horas, Recife ; fraqueza
congenita. H
Pedro, Pernambuco, 10 mezes, Sanio Antonio :
losse.
Alexandre da Fonaec, frica, 40 annos, solteiro
S. Jos ; ascife. '
Joaquina Uaria Xavier Seixas, Pernambuco, 37
annos, casada,S. Jos; hydropesia.
Joeqiiim Francisco de Paula, Pernambuco, 35 an-
nos. solleiro, Santo Antonio ; phtysica jiul-
raonar. m
Dia 2.
Isabel. Pernambuco, 16 mezes. Sanio Antonio ;
catarhro pulmonar.
Francisco. Pernambuco, 6 mezes, Sanio Antonio ;
coovulsoes. '
Augusto, Pernambuco. 21 dias, S. Jos; ttano.
Anna Constancia Fraocisca Xavier, Ceax, 80an-
nos, viuva, Boa-Viala; gastro-interite.
Joao Alves de Lima, Pernambuco, 60 anuos, sel-
teiro, S. Jos; congesto pulmonar.
Primitiva Emilia Nepomuceno, Pernambuco, 15
anuos, Santo Antonio ; tubrculos pulmonares.
Dia 3.
Joao, Pernambuco, 3 annos, Recife ; coqueluohe.
Joaquim Meodea da Cuna* Azorado, Pernambu-
co, 66 annos. casado, Santo Antonio ; hesate-
ch romeo.
Daniel Carlez, Irlanda, 35 annos, solteiro, Boa-
Vista ; phtysica, pulmonar.
Joanna Pernambuco. 3 annos. Boa-Vista, escra-
va ; febre maligna..
CHRONICAJOOICIIRIA.
TfrrWmtt trfrm*tff}.
SESSO EM 4 DEJULHO DE 1861.
PRESIDENCIA DO III, SR. COR9BLHBIR0 BRMELIKO
DE LEO.
As lOlioras da manhaa, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourengo Santi-go, Silva Go-
mes. Costa Molta, a Peretii, faltando o Sr. des-
embargador Guerra, procurador da cora, foi
aberla a sessio. '
rasgados os feitos e entregues os distribui-
do.', procedeu-se aos seguintes
JULGAHENJOS.
RECURSOS OIHH.
Recorrenle, o juizo ; reeorrido, Theodoro Pla-
cida Pereira.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
Peretii e Molla.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Vicente Mar-
reira dos Santos.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa Molla,
Perelti e Gilirana.
Improcedente
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Pedro Vidal de
Negreiros.
Relator o Sr.
Uago.
Sorteados os Srs. desembargadores
Costa Motla e Gitirana.
Improcedente.
Recorrenle, u juizo ; recorrido, Manoel Fer-
reira de Souza.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Perelti, Gi-
tirana e Motta.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; reeorrido, Francisco Se-
baslio Paes Brrelo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados 09 Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Peretli e Lourenco Santiago.
Procedente.
Recorrenle, o juizo
cisco da Luz.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Sra. desembargadores PeretU,
Molta e Silva Gomes.
Improcedente.
Recurrente, o juizo; recorrido. Paulo Jos
Flix.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Cosa Molla e Gilirana.
Improcedente.
Recorrenle. o juizo ; recorrido, bacharel An-
tonio Jos de Alcovia.
Relator
Uago.
Sorteados os Srs.
Silveirare Perelti.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Ra y mundo A n
Ionio de Freitas.
Relator
Uago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Gilirana e Perelti.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo;
Lyra.
Relator o Sr. desembargador
[liago.
Sorteados os Srs.
Molta e Gitirana.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Constantino
Josa de Sania Anna.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Peretli,
Caelano Santiago e Gilirana.
Improcedente.
APPELLAQES CRINES.
Appellanle. o promotor ; appellado, Argemiro
Mondes da Cruz Gutmares.
A novo jury.
appellado, Jos Joaquim
recorrido, Manoel Fian-
o Sr. desembargador Lourenco San-
deserabargadores Gitirana,
; recorrido, Ra y mundo A n-
o Sr. desembargador Lourengo San-
usenibarga

recorrido, Joo da Rocha
Lourengo San-
desembargadores Feralti,
appellado, Antonio Fer-
appellado, Antonio da
appellado,
Appellanle, o juizo
de Sania Anna.
Improcedente.
Appellanle, o juizo
reir.
A covojury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Mar-
Has do Bomfim.
A novo jury.
Appellanle, o juizo
Molta Cavalcanli.
A novo jury,
Appellanle, Jos Mximo Brrelo
Antonio Quirioo de Souza.
Aunullou-se o processo.
DILIGENCIAS CRIHES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes ;
Appellanle, o promotor; appellado, Francisco
Vieira Doce.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Bernar-
dina Gomes.
Appellanle, o promotor; appellado, Joo Tei-
xeira Alves Pequeo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Jos
do Nascimento.
DESIGNACAO DS DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellages crimes:
Appellanle, o promotor ; appellado, Joaquim
Marinbo Torres.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joad Rodri-
gues de Moura.
Appellanle. Joaquim Jos de Mello ; appella-
dos, Benedicto e Paula.
As appellages civeis :
Appellanle, Joaquim da Silva Costa ; appella-
da, a fazeoda.
Appellanle, Manoel Francisco Vieira ; appel-
lado, Manoel Odorico Cavalcanli de Albuquer-
que.
Appellanle, a cmara municipal; appellados,
os herdeiros de Manoel Luiz da Veiga.
DISTIUBl'ir.ES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
recursos crimes :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Izidoro Jos
do Nascimento.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Custodio Jos
de Ouveira.
Ao Sr, desembargador Silveira, o recurso
enme:
Recorrenle, o jqiao ; recorrido, Jos Francisco
dos Sanios.
Ao Sr. desembargador Gitirana,
crimes:
Recorrenle,
da Oliveira.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrenle, o juiao ; recorrido, Simpudo Jos
Camello.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Manoel Jos
Gongalves.
Recorrenle, o juizo; recorrido, Francisco da
Costa Romeu.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, os recursos
crimes : '
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Mximo Fran-
cisco da Silva.
Recrtenle, o juizo ; rectrrido, Joto dt Mallo
Azedo.
Ao Sr. desembargador Peretli,
crimes :
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A aatf MaproviDcial approvon hontem : em
dtscossto projecto n. 50 deste tnno que re-
* tynnatio, com diversos additivos do Sr.
ti
os recursos
o juizo ; recorrido, Jos Martins
Ignacio de Barros; em t' ot nt. 45,47 e 49 do
Jrrenle aaee ; es 2* o n. 48 o o.80 com o a-
rate ItgVe: A gratificaba oe, reea-
Isesofe pablica de Santo Antonio, ser
* roaaa ala teosa parle do aeu ordenado, dtala o
lempa ana adqairia direito obla- la.MarcaL
Figuaroa. ; tas o n. 29 caen qoelro addiU-
vos do Sr. Sr. Souza Reis dando ases para o
contrato, e o orcasaenio municipal cosa as refor-
mas seguintes;
a o^ 5l- Qo*. 3.-Com a advocado, esa ves
e 300, diga-srlMj.Mello Kego.Miran i a.
a Addliivo ao 3. do art- i.Ordenados de-
vidna Francisdo. '* p------- ^----- rrip<,
naqnaltdsde de portelro do jury desta cidade, ve-
ricadeaellos pela cmara municipal.Salazar.
Moscoso.
Onde convier.Aulorisago concedida & c-
mara de Flores para cobrar dizimo de miungas
extensiva s cmaras de Villa-Bella e Ingazeira.
Marcal, Gitirana, Ffgueirda.
Ao J2. do art. 12.Em vez decom o aluguel
da casa que serve para as sesse 72#, diga--se.....
100g.Miranda.
Ao 2. do art. SLEm vez de 160, diga-io
100-Joao Cav.lcaotl. B
Onde convier.Fica o presidente da provin-
cia aulorisado contratar com Carlos Lniz Cam-
bronne, o estabelecimenlo de canos, que deem
esgoto is aguas cnidas dos lelos e pateos das
casas desta cidade, expedindo para este Dm os
regulamenlos necessarios. Figueirda, Giti-
rana.
Substitutiva do final do 3. do art. 2.
dem de 12 guardas fiscaei, ttcando o ordena-
do de cada um reduzido 500J, 6;000#.Luiz
Fehppe. >
Ao 3. do art. 8Os flseaes de Poco e Ane-
gados perceberfio 400 ra. de ordenado e 20UJ
de graticago.Luiz Felipe.
Ao I. de art. 5.Accrescenle se s pala-
vrascusas do processo o aeguinte : inclusive o
que deve-se ao escrivo do jury Manoel Joaquim
Bandeira de Mello.Oliveira Andrade.
Ao g 2. do arl. 2.A porcentsgem do procu-
rador tica reduzida a 3 por cento. Luiz Fe-
lippe.
a Ao 1. do art. 18.Depos da palavraca-
deaacresceate-see costeio dos dous lam-
pee-es da villa.160Braulio, Martins Pe-
reira.]
Subslilutiva da ultima parte do 6e do art.
2 Eveolaaes e dividas passivas 10:O00S.Luiz
Felippe.
. Dita da Ia parle do 6o do art. 2.Conli-
nuago das obras do matadouro publico, as qtaes
serao administradas pelo engenheiro da cmara.
18:000.Luiz Felippe.
Dita do Io do art. 5.Com a abertura de
una fonle, que possa foroecer agua potavel. e
era lugar commodo aos moradores da cidade,
500. Oliveira Andrade.
Dita do t do art. 5.Com o concert da
bica do Tanquinho, 180$.Oliveira Andrade.
Addliivo emenda dos Srs. Figueirda e Gi-
trana.Depoia da palavra contratar, dgase
com dependencia da approvaco da assembla.
Theodoro Silva.
Dilo mesnia.Em vez das palavrass
aguas cabidas dos lelos e pateos das casas desta
cidade, dgases aguas pluviaes cnidas as
ras e pateos das casas desta cidade.Souza
Reis. a
Additivo para onde convier.A cmara mu-
nicipal da villa do Pao d'Alho fica autorisada
despender com as limpeza das ras al a quantia
de 400 smente, e a applicar todas as sobras
de suas rendas exclusivamente na construego do
assougue publico da yiUa, cuja obra J leve
principio.Pina.
Dito para onde convier.A cmara munici-
pal da villa do Cabo autorisada despender,
com os objeclos designados nos seguintes 8 a
quantia de 3:671994 : m
1 ordenado do secretario........
2o graiificago do advogado......
3o porcentagero da procurador..
4o ordenado ao porteiro..........
5* com os Aseses.................
6o porcentagens aos ojudantes
do porteiro.................... 205000
expedieote e despezas miudas.
" 2* 'ury e e,e'oes................ soiooo
0 8 49* *8ua e lul p,ra a cadei...... 120000
10* custas de procesaos............ 300BOOO
11 dividas passivas dos annos
o 1Q, ""tenores..................... 1:4383860
s i eventuaes e assigoatura do
s tv Dario-~--:................. 8PS000
Id* obras municipaes............. 189^034
14cemlterio...................... SOOgOOO
S lo custas das aegoes intentadas
pela cmara.................. 60000
A ordem do dia : continuago da anlecedenle,
1 discussao dos projectos os. 13 e 52, 2" dos ns
4o, 47 e 49, 3a dos ns. 48, 30 e 50 do correte
anno.
o regulamento e reforma-lo no sentido que mais
conveniente Mr. Lucena.Luiz Felippe.Isi-
dro de Miranda.
a Depols das palavras d'ora em diante a cargo
do chefe de polica, diga-se em vista das de-
claragoes feitas pelas autoridades que effectua-
rem aa prises. Sousa Reis.
Ao art. 49 sebetilulivo, delxaaa de ser ae-
provadas as alieracea feitas pelo presidente da
provincia ao contrato Mamede Theodoro da
Silva.
Se passar a emenda do Sr. Theodoro, sog-
meate-se Salta sa este convier as seguales
dtaeoagoes ( segao-se a de projecto Souza
Art. 51 substitutivo, a directora da ios-
trnecao publica remetiera i thesouraria, no prin-
cipio de cada exercieio, ama tabella demonstra-
Uva do quantum deve ser pago a cada professor
pas dasneza de aluguel de casa, tinta, aguace
limpeza, addiecionada a gratificaco de cada um
delles. Fenelon.
Art. 53. Depois das palavras anteriores,
diga-se Ocando o presidente da provincia au-
lorisado a usar da disposigo do art. 16 da lei
n. 473 de 1859, exclusive o 2V Gitirana.
Art. 54 substitutivo Fica approvado o
augmento de vinte por cento nos ordenados dos
empregados provinciaes, concedido pelo governo
em virtude da aulorisaco que lhe foi dada pelo
art. 34 da lei do orgamento vigente n. 488 de 16
de maio de 1860, e n'este sentido augmenle-se
aa raspectivas consigoaces. Martina Pereira.
Addilvo s disposiges geraes. A porcen-
tegem creada pelo art. 44 da lei n. 364, fica ele-
" onl por ceDl. distribuida na forma do
art. 39 da lei n. 452 Rufino d'Almeida.
Dito. Fica extensiva ao 3" escripturario do
consulado provincial, Vicente Machado Freir Pe
reir da Silva a disposigo do arL 26 8 8 da lei
n. 488. Rufino d'Almeida.
Gouiiunicados.
Reforma eleitoral, Eleicao
directa
Mostramos no
V
precedente
os recursos
Recorrerte, ojao; recorrida, Manoel Soares
Brasil.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, baohartl Frai-
cisea Teixeira de S.
As % horas eocerrou-se a sastap.
As seguiotes emendas foram ofTerecidas em 2a
discussao do orgamento provincial :
. Ao art, 2. 3." Empregados da secretaria,
inclundo a quantia dos augmentos dos respecti-
vos empregados 5:810. S. R. Matlina Pe-
reira.
a Ao art. 3.o 2. Depois de diaria, diga-se
de 2JJ e nao de lg600.Mello Reg.
Ao arl. 5." Reduza a verba do 5 a 50a.
S. R.Dr. Figueiroa.
Ao art. 7. Depoia das palavras latim, diga-
sa vigorando as disposiges das leis anteriores.
Souza Reis.
. tn2arl ,0 2- Alu8uel de casa e expedien-
te 650S. S. R. Dr. Figueiroa. (Substitutivos)
Ao art. 14. Diga-se 3:000g com o concert
e reparos do agude do Ourieury, predio provin-
cial. S. R. Francisco Pedro.Gongalves Gui-
miries.Mello Reg.
Ao art. 14. Emenda ao 2. Com a casa da
cadea de Serinhem 2:000. S. R.Ignacio Joa-
quim de Souza Leo.
Ao 4. Depois das palavras cidade do Re-
cita aecresceDte-se, sendo 1:000 para a conti-
nuagao das obras do recolhimento do Santissimo
Coragao de Jess de Iguarass. S. R.Joo Ca-
valcanli. Salasar Moscoso.
Ao arl. 16. Depois das palavras forga poli-
cial, diga-se 200g. Souza Reis. Ignacio de
Cairos.
i Ao art. 20. Addilivos. 30 lampees de azei-
te para n cidade da Victoria. Luiz Felippe.
Ignacio Leo.Augusjo LaoDr. Nascimento
Porteila.
30 lampeos para illumioago da cidade do
Rio Pormoso.Ruino de Almeida.
20 pare Iguarass. Joao Cavalcanli.
20 lampees de azeite para a villa de Pao
d Alho. Pina.Augusto Leo.
30 para a cidade de Caruar. Martins Pe-
reira.
30 lampees para a cidade de Nazareth. Dr
Simphrooio Coulinho.Braulio.
. Ao art. 27. Em lugar de 3.000*. diga-se
4:0008 Ignacio de Barros.Pereira de Lucena.
Dr. Nascimento Porteila.Luiz Felippe.
a Ao art. 31. 8 3. Depois de inclusive!, di-
ga-te o salario de i$ por cada dia marcado pela
presidencia a um servente. Mello Reg.
Aoart. 33. 1." Em vea de tres por eento,
diga-se seis por cento. Dr. Nascimento Porteila.
Ao art. 42. ao 27. Supprima-se o imposto
de 10 sobre escravos empregados no servigo de
outras candas, boles, armazens, fabricas e ganho.
Theodoro da Silva.
Emenda subslilutiva a do Sr. Theodoro, em
vez de 80$. diga-te 20. Luit Felippe.
A o 8 28. Supprimam-se as palavras elevado
ao duplo do que se paga hoie. Rufino de Al-
meida.
additivo. Matriculas e emolumentos do
curso commercial estabelecidos pelo respectivo
regulamento. Mello Reg.
Ao art. 43. Requeiro que o art. 43 com lodos
os seus paragraphos saja separado do projecto
em discussao, para ser considerado eomo pro-
jecto especial. Rufino de Almeida.
c Ao art. 45. A fiscalisaco diaria da distri-
buigeo das rages Oca d'ora em dianle a cargo
do medico do estabelecimenlo, que pelo accres-
cisao desse trabalho perceber um gratificaco
annual, quo nao exceder de 400.
A elassifleago dos presos pobres Oca igual-
mente d ora em dianle a cargo do chefe de po-
lica. *^
Fies o presidente da provincia aulorisado a
despender at a quantia de WaOOeg para cons-
troccao de duas offleina de trabalho em eom-
mum dentro do estabelecimenlo.
a Mee o mesmo presidente aulorisado a rever
, artigo, que, pela
eleigao indirecta, era absolutamente irapossivel
lormar um corpo eleitoral, numeroso, e ao mes-
mo lempo capaz, fosse qual fuese o numero de
eleitores exigido por cada parochia, ou circuns-
cnpgao eleitoral.
Este ponto, que um dos vicios capitaes de
lao irracional systema, provamo-lo com aauto-
ridade irrecusavel de Guisot, cuja theoria e tem
sido confirma da pelapratica.sem a menor contra-
diegao; e por isso nada ha que mais concorra
para lalsear o systema representativo, e aviltar-
Ihe a essencia do que urna eleigo, sempre con-
deranada apreseular um corpo eleitoral incapaz
quer teja grande, quer pequeo o numero de
eleitoree, designado para cada urna freguezia.
hxige-se das parochias igual numero de ele-
wres P ha njustiga. e grande violencia reali-
dade das cousas; porque os cidados. dignos do
cargo eleitoral, nao estu repartidos, igualmente
pelas freguezias: urnas possuem muitas capaci-
dades eleiloraes, outras poucas, e outras ainda
menos.
Exige-sedecada votante primario urna extensa
lista de eleitores, 20, 30, 50 nomes ? nova im-
possibilidade; porque apenas elle poder coohe-
cer dous ou tres cidados capazes ; os outros
nomes serao suggeridos ou escriplos pelos agen-
tes do poder ou da opposigo : a escolha ser em
sua quasi lotalidade, m ; porque deixa de ser
acto de vontade e consciencia do votante elle
nao passar de portador ou escriptor, qando
muilo. de uma lisia composta de nomes des-
conheeidos.
Exige-so poucos nomes em cada lisia? outro
mal anda ; porque o votante compor a sua lista
com poucos nomes, 6 verdade, porm deixar de
incluir nellas muilos oulros, e lalvez os mais
dignos de serem lembrados.
Assim, pois, em qualquer bypothese.ha sempre
njustiga, excluso de nomes capazes, ou inclusao
de nomes incapazes; e quanto basla para que
a eleigao Dae seja verdadeira, e um corpo eleito-
ral, assim formado, nao represente a opiolo da
parochia, do circulo ou da provincia.
E nao isso o que constantemente observamos
255000 "am [ "S U'r8 circulos d provincia ? Ve-
Quanlos eleitores d o circulo da capital desta
importante provincia ? 394 eleitores, dcstribui-
dos por I res freguezias I
Pois bem, admitamos, como verdadeiro, o que
nao o admitamos que todos os 394 cidados
que sao eleitores sejam dignos do exercieio de
i um tao importante direito. como o de escolher.
os depulados; porm forgoso admillir-se tam-
bero, que no circulo desla capital ha segura-
mente :
Dusentos propietarios ruraes
ha mais de dusentos no circulo I
Ha lalvez, quatrocentos cidados, proprietarios
urbanos e capitalistas, desde o medianamente
vastada ale o mais rico, aos quaes, sem a maior
niquidade se nio poderia recusar o cargo elei-
toral, barateado alaos proletarios.
Ha oa classe importante dos negociantes de
grosao o pequeo trato, nao menos de dusentos
cidados dignos, d'entre os mais dignos, do
cargo eleitoral. 6 '
Ha na elesse. nao menos respeilavel dos de-
zembargsdores, lentes, juizes, advogados, mdi-
cos, professores e meslres igual se nao maior
uumero de cidados, capazes de, por sua illus-
trsgao e independencia, fazerem uma acertada
escoioa.
laivo de razao, que, as pequeas assemblas
eleitoraea, eos rog, 'odas as probabilidades es-
lao favor dos homens mediocres, e contra os
homens de talento emrito real? \!S0 reu]ia
da natureza daa cousas : em um numeroso corpo
eleiloral so as grandes qualidades do candidato
pdem prender a attengao; cem um peaueno
ajuoUmenio de eleitores aostam t aualidades
negativas do candidato ; all to podeat triosanjisr
u qualidades oaanenles; aqui as itces aartns
e iomesUcas. muiUt veza*. caoUoi a victoria
all precito que o candidato eateja A frente d
oainio ; aqui o candidato pode ooUr abaixo da
opinio e das dea* geraes, que destinam na cir-
culo por cade tas eleito.
Patronos da eleigo indirecta, totaai oa vosso3
viole ou triota mil votantes primarias, chamado
para conatitairem a votsa inauportaveloligarcbia
dos 394 eleitores e dai-nos, em compeosago, as
mil e qualreeeelea eu as duas 1 capacidades
eleitoraes, que existem disseminadas no circulo.
Asseguraaovo-lo que um e oulrot Qcarism sa-
Usfeilos: os volantes primarios ; por que sabem
que ueuhuui direito exereem. e tio meros nor-
ladorea de listas; quem exerce verdadeiramento
o direito poltico sao os* vossos 394 notaveis; e
ascapacidadea eleitoraes tambam cariam sat'is-
leitas, porque deixariam de ser privaJas de con-
curso directo e efiicaz para a escolha doa repre-
sentantes. r
Ah quando chegar o dia feliz em que nao sa
ordene mais ao povo, incapaz de fazer boas es-
coinas, que nao obstante isso. as faga; quando
chegar o da feliz em que os votantes primario
tmidos, aterrados, com os olhos Dios no sslda'l
de, que os pode recrutar, ou no punbal do assas-
sino que Ihes pode roubar a vida mesmo
dos templos do Deus
200*000
150:000
145SU00
s engenhos
Ha, talvez.mais de desentos artistas abastados
donos de valiosas officinas e fabricas.com a preci-
za Independencia para o exercieio do mesrao
direito.
Ha finalmente na classe respeilavel dos sacer-
dotes, dos ociaes militares e de marioha, e
empregados pblicos, nao menos de dusentos ou
iresentos cidados capazes.
Eis ahi mil e dusentos ou mil quantrocentos
cidados, capazes do cargo de eleitor. Nao da-
mos o numero como certo; consulte-se, porm, a
estatislica, os almanacks, e sobre tudo os livros
de receita da alfaodega, das duas Ihesourarias, e
do coosulado, que lalvez elles respondam por ura
maior numero.
O que fez a eleigao indirecta ? desherdou mil
e quatrocentos cidados dos mais capazes do
circulo, para conferir o direito de eleger os de-
pulados 394 eleitores, dos quaes o melhor, e o
mais capaz, lera tanta bondade e habiltaces
como qualquer daquelles -que foram ex-
cluidos.
Ora se uma verdade inconcussa que todo o
bom systema eleitoral deve ter por fim :
Io Que o maior numero possivel de proprieta-
rios concorra para a escolha do deputado, deci-
dindo a maiorii ;
2o Que todos os ioteresses sobre os quaes re-
pouzara as instituices sejam representados;
3o Que sejam chamados para o exercieio de to
importante direilo os cidados, que alm dos
outros requisitos eleitoraes, forem dislinctos por
sua educagao, moralidade, illuslrago e pratica
dos negocios.
Se j 880 uma Terdadei dizei-nos. patro-
nos da eleigo indirecta, o que representara
os vossos depulados de 394 eleitores. contra os
votos e opinio de 1,400 cidados, lo diguos
como o melhor da vossa lista eleitoral I f
E pois, forgoso recoohecer que o importante
circulo do Recife nao ple estar devidamente
representado pelo corpo dos vossos 394 no-
tavits.
Chamar um lo pequeo numero de cidados
para decidirem da represeniago do circulo, com
excluso da maioria dos mais capazes e dos mais
odependentes cidados, que habitam as fre-
guezias, que o compoem, nao um insulto ao
bom senso ?
Para qne uma to acanhada assembla eleito-
ral? se o seu fim nao assegurar otriumpho das
mediocridades contra os homens de talento so-
bre os quaes recahiriam os votos dos excluidos
nao sabemos qnal outro seja. '
Longe de nos desconhecer que, nio obstante o
processo irracional da eleigo indirecta, homens
notaveis e muilo dignos tem tido ingresao na
representacao ; sabemos bem, qne a Providencia
Divina vella sobre os homens, e nao permitte
que o imperio do mal aeja pleno e absoluto,
ainda mesmo sobre as mais desgragadas circuns-
tancias ; porm i certo tambem que muitos ho-
mens, destituidos do menor titulo, que os
recommende & attengo dos seus comprovincia-
nos, lograra, constantemente triumphos.em nossas
acanhadas assemblas eleitoraes, que nunca
conseguiriam te ellas fossem tio numerosas,
qusnto a boa ordem e a justica o permitUssem.
Sim; quem ba abi que possa negar, com algum
dentro
vivo, nao peserem mais
tragar com rpida mo uma looga lisia de nomes
desconhecidos ; quando elles nao poderem des-
herdar do direito poltico as verdadeiras capaci-
dades eleitoraes; quando estas, em vez dos tur-
bulentos comicios populares, forem chamadas
pela voz grave, sebera, imparcial da lei, aem.
distincgo de ideas polticas, para elegerem di-
rectamente os depulados, enlo haver eleigo
porque haver lambem justiga, verdade. e mo-
ralidade.
Nesse dia feliz o paiz ser represenlado ; e le-
ra passado o imperio das maiorias arti/iciaes
nesse da a maioria real, e a minora mandaro
lluslracoes, que verdaleiramente as representara
e raanifestem as suas ideas e aspirages. Ento
poderiamos felicitar o Brasil, como um grave pu-
blicista felicilou a Franga em uma situago per-
feitamente anloga, e dizer como elle:
Emfim foi destruida a oligarchia, tanto mais
destituida de brilho, quanto menos numerosa ;
oligarchia, cujos membros nao podiam invocar
em seu favor nem as grandes recordages dos
nobres da Franga e da Hespanha, nem as func-
goes positivas dos pares da Inglaterra, nem a
coosiderago dos patricios de Veneza e da
a Su;.s5a.|
Eleigo directa, vero, e vem logo; porque so
l poders arrancar o paiz do dominio exclusivo
das (acedes; s t poders operar a verdadeira
coociliago entre as familias brasileiras, concilia-
go oascida da natureza, e filha da justica e da
verdade, e nao proveniente dos artificios do po-
der, que, por si, nunca conseguir conciliar os
nimos seno para corromp-los, cada vez mais.
Eleigo directa vem, nao tardes, porque os
Peniaraoiicanos, mais do que todos precisara de
U; porque s t poders acabar com esse jogo
grosseiro, criminoso, supinamente immoral, e
atrozmente calumniador que divide, ha tantos
annos, a familia pernambucana em dous grupos
que se votam uma guerra de exterminio, sob os
nomes sedigos e j to profanados de liberdade e
ordem.
Vem, nao tardes ; porque s l poders pro-
var lodo o paiz que nao ha na piovincia essa
irrisoria diMiocgo de monarchislas constitucio-
nes, e representativos, e monarchijtas democro-
tat; vem, porque s t poders ver com bons
olhos, sahirem das mesmas urnas, e represen-
tando na mesma cmara a maioria real, e a mi-
nora da provincia, de um lado os Urbanos, os
Meodes da Cunha ou seus successores, e de ou-
tro os Regos Brros e Paes Brrelos e seus suc-
cessores ou vice-versa.
Eleigo directa, vem coograssar a familia per-
nambucana, que delinha em esteris luas; vem
escrever a historia da provincia desde 48 al hoje ;
porque s l a podes narrar cora imparcialidade.
O grupo que etl de cima nao pode, porque
parte aecusadora, e suspeita de odio, cuja vin-
ganga anda nao est saciada cora doze annos de
um dominio exclusivo. O grupo que esl de-
baixo nao pode ; porque lambem parle, e a
peiordellas, reo 1
Porm, em quanto nao chegares eleigo direc-
ta, teremos toda a paciencia, soffreremos com
resignago evanglica o principio deleteno que
nos'tem dominado at hoje, e que foi enuncia-
do, ha pouco, no parlamento do paiz, por um
ex-administrador desta provincia, to honrado
quanto corajosamente sincero. Esse principio
que vos por deraais coohecido, ei-lo:
No estado actual do paiz a intervenco do
governo e dos seus agentes as eleicoes, l'no s
un direilo, mas tambem um dever.
Em quanto nao chegas, contemplaremos com
dur o reinado impolenle, embora exclusivo, de
alguns comprovincianos no3so3, que, para oppri-
mirem os seus adversarios, vivem sempre atados
ao carro desparado de alguns ministros ; contem-
plaremos com magoa o reinado desses Esas, de
nova especie, que, para altingirem aos lins, nao
se pejam de vender o seu direilo de primogeni-
tura por algum prato de entilbas por algum
cosxnhado vermelhol E se essa vergonhosa
cessao fosse feia era proveilo dos Jacobs, ainda
bem; porque estes seotindo correr-lh.es pelas
veias o mesmo sangue. saberiam, quando fosse
preciso, defender a honra, os brios, as Iradic-
ges da casa paterna : mas ceder a primogenitu-
ra aos exlranhos, havendo lautos collateraes 1
Oh|l abjeceo I
Deliramos 1 nao ; apenas fazeraos poltica com
o coraco; com o senlimenlo, e a consciencia
deste sentimeuto : outros a fazem exclusivamen-
te com a cabera.
F**
Febre amarella.
O Sr. Manoel Joaquim Benicio Pinheiro em
um bem elaborado commnniaado publicado ao
Diario de Pernambuco de 30 de abril prximo
passado, com o fim de honrar-me por occasio
de have-lo curado da febre amarella, me suscitou
o desejo de dizer algumas palavras acerca dos
meios preservalivos, que ltimamente so tem
empregado com bom resultado na Nova Orleans,
e de referir alguns casos dessa lerrivel molestia,
que tem sido racentementa submeltidos minha
pratica.
A febre amarella nao nos tem abandonado, o
nem nos abandonar jamis, eraquanto continua-
ren! a exisr as causas de insalubridade, que se
notara em toda esta cidade, e que muilo depem
contra o nosso patriotismo. Essas causas sao em
geral fcilmente removiveis; e, para que ellas des-
apparegam, basta somente um pequeo esforgo
da possa vontade.
Ninguem dir quo as lamas, os monluros, os
despejos feitos as ras e nos caes pblicos, o-
immensa porcaria que vai pelos quinlaes, a
poeira, etc. ele. e alm de tudo isto os depsitos
as ras das immuodicies, provenientes da lim-
peza dos cannos da illumioago, donde se exhala
o cheiro infecto, com que ulUmamente se tem
refrescado o nosso olfacto, sejam causas difficeis
de remover.
E entretanto tudo islo existe para provar o
nosso deleixo, ou particularmente o deleixo das
nossas antoridades 1 E todos nos vemos isso seo;
nosimportarmos dos males immensos que d'alii
resultara 1 E quando alguma voz se levanta
para dispertar o patriotismo, que se acha afogado
no lodagal da indifferenga, nao ha ninguem
que a ouga. E' a voz que clama no deserte.
Actualmente trabalha a nossa assembla pro-
vincial, e de esperar que nao seja ella indiffe-
reote a sae estado de cousas, que envilece esta
capital aos olhos do eslraogeiro que a contempla,
e a torna incapaz de ser habitada por lodo hornea
que preza sua saude, e que deseja viver longo
lempo.
Aos agentes do poder cumpre empregar os
meios para que esta mansa populago habita uma
cidade aceiada a aalubre, como, melhor do que
nenhuma outra cidade do mundo, pode ser a ca-
pital de Pernambuco. E nos, os medicos.cum-
pre, emquanto as cousas vo continuando nessa
pessimismo. dirigir esta mesma populago na
melhor maneira de conservar a pouca saude,
que lhe dado ter, enainaudo-lhe a neutralisar ou
modificar a acgo deleteria das causas em cujo
meio vive.
Dentro todaa as molestias epidmicas de que
temos sido accommettidos, nenhuma tem-se os-


HUQOf QliRA MIRA Df JHRRO DI tM

imSflal50JlS?0*lr* e'i anecia preservartvM feonUaVla1'; mas 'cslo do
mullas mal* que ella ha falto, CMto de umita*
eaetaooieie-gwdae, medicas americanos
parecem que chegaram descubrir um mio po-
aerosameoio preventivo oo tarvo vegetal prepa-
**o pelo precessoa bomeopathiMi.
Em Afosa Oriaarw numero* exseriaaeias m
UB to* "I ll reapeito nesle ultimo* lempos,
as quaes confirma m do maior amero de casos a
Yirlude preservativa do corseo vegetal.
Teodo tido conhaciment desse facto, em o
anno passado, quaado estire aa Europa, tratei de
po-lo em pralica, logo qu aqu cheguei, mas nao
podiam as experiencias ser ao-merasas, visto que
lavraodo a febre amarella maior escala entre
os trabajadores e enpregadoe da estrada de tr-
ro, na Tilla da Escada. nao hara meio do (ater
adoptar por esta gente neohuma preacripgo, ou
coDselho dos medicas brssileiros, visto que elles
preferem deixarem-se morrer debaixd do trala-
nieoto irraciooal que Ibas prescreresn os eirnr-
gies inglezes, que sm neohum conbecimento
das circumstanciaa athmosphericas do pas, da
propria natureza da molestia, e da medicado quo
melhor Ihe convm, rao levando ludo garrafas
de cognac, e taca de caf, como observei em
urna visita, que Uve de fazer ao Sr. Gedf... To-
dava no pequeo circulo, em que tenho podido
repetir essas expeiieaciaj, tenho verificado, quan-
to tem sido poasivel, a efDcacia desse agente,
mas eu o teaho alternado oom argeoium-oiiri-
cum, e na verdade me parece que essas duas
substancias preenchero as vistas dos mdicos
homeopatbaj, o desidertum da seiencia, e o in-
teresas da aumaaijadr.
As pessoas submettidas s rainhas experiencias
tem sido serliuejas, viajantes das oulras provin-
cias, e pessoas que habitara casas onde existe
doeote de febre amarella ; at o presente nenhum
tem soffrido de semelhsnte mal. Eudesejo minio
habilitar-me para aBrmar positivamente a infal-
libilidade dos preservativos da febre aranella : e
por issoos offereco gratuitamente tanto aos em-
pregados da estrada de ferro, como s pessoas
curiosas dos lugares, onde por ventara reinar to
funesta molestia, com a simples o bera justa
condicao de me communicarem os resultados de
sua applicagao.
Recentemente tenho sido chamado a curar al-
guns doeoles de febre amarella', e nao tenho per-
dido nenhum, sendo as curas mui rpidas, o que
altribuo poderosa acgodos medicamentos pre-
parados as machinas de que uso, e a combina-
caodo acnito com a bryenia durante o periodo
da invasio ; e da bryonia com algum dos outros
medicamentos anlogos, segundo a exigencia do
caso, nos outros periodos. Eu sempre confiei
muito no poder da bryonia contra o vomito pre-
to, segundo se ter visto no meu Thesouro Ho-
meopathico, paginas 587, mas agora confio aioda
mais, tanto no segundo periodo, como no primei-
ro o terceiro ; o ponto que se saiba conhecer a
occasiao opportuna de emprega-la s, ou alter-
nada com outro medicamento, essa occasiao
nao se pode bem descrever ; cousa que depen-
de quasi que exclusivamente do olho pratico do
medico.
Tenho tambem sido chamado para ver alguns
moribundos tratados allopathicamenle, e todos
elles tem sido victimas nao tanto dos mdicos,
como dosystema, que seguera ; porque apresen-
tando-se muilas vezes symptomas de urna gastro
hepalile os allopathas sao forjados pelas leis the-
rapeulicas, que os regem, a empregarem as cmis-
ees sanguneas, principalmente a applicagao das
sanguexugas; mais tarde manifeslara-se os ver-
daderos symptomas da febre amarella, e dahi
mui raramente se escspa a morte. Ao menos to-
dos os moribundos que tenho observado, se acha-
vara crivadoa das picadas das sanguexugas, o que
parece provar o perigo do seu emprego.
Refenrei agora os casos de cura e os medica-
mentos que tenho empregado, principiando pelo
Sr. Benlcio Pinheiro :
1." o Sr. Booicio. Febre com pelle rida
congeslao na cabega, nauseas, vmitos prelos
amarellido dos olhos e da pelle, eurinas difceis
e ictricas, delirio constante, mesmo quando a
febre havia declinado, sobresalto dos tendes e
finalmente hemorrhagia nasal abundaolissima
durante 12 horas.Acnito e bryonia ; bryonia
e nux-vomica ; belladona e mercurio arsni-
co e china ; ipecacuanha ; sulfur. (Esteve a
decidir; e muito devendo medicina, deve igual
mente muito Sra D. Alexandrina, moradora na
ra do Hospicio n...., em cuja casa fui curado
fi a o e este o pnmeiro doente, que tenho medi-
cado, tendo por enfermeira a Sra. D. Alexandrina-
a sua candade, os seus desvellos e obediencia c-
ga aos preceitos do medico me tem inspirado tan-
ta confianca que quando a tenho por enfermeira
julgoquasi impossivel a perda do doente. Urna
boa enfermeira ou eofermeiro metade da cura.)
2. A espasa do Sr. Sioioes dos Santos, natu-
ral dos Estados-Unidos do Norte, recem-chega-
da, ra do Apollo. Febre amarella benigna.
Acnito, e depois bryonia ; sulfur.
3." Dm menino no collegio Bom-CoDselho.
Febre benigna.Acnito e bryonia ; sulfur.
4. O Sr. Tertuliano Can tido Ramos, logisia,
ra Nova n. 42.Febre amarella grave Acni-
to e bryonia ; rhus ; mercurio ; sulfur.
5. Un sobrinho do Sr. conego Pinto de Cara-
PJ3.Ftfbre amarella gravissima, com symplo-
ma gstricos e cerebraes. (Foi tratado a princi-
pio allopathicamente) firyontae acnito; bryo-
nia e arsnico ; belladona ; china ; ipecacua-
nha ; sulfur.
6. Philomena Houdon, franceza. Tendo vin-
do de Pars em minha companhia na qualidade
de ama de um meu filho. nao quiz de modo al-
gum tornaros preservativos, e nem abster-se de
fructos quaiquer que fosse o seu estado de ma-
turidade.
Foi accommettidade urna indigesto no dia 25
de abril, e era seguida desenvolveram-se todos
os symptomas atterradores da febre amarella,
que por cinco das Ihe pozeram a vida em perigo.
Pulsatilla ; bryonia; acnito e bryonia; bel-
ladona ; rhus; mercurio e china; sulfur.
7." Um mogo do Piauhy, estudante, tratado em
casa da Sra. L). Alexandrina, na ra do Hospicio.
Febre amarella com symptomas abdominaes.
Acnito e bryonia ; bryonia e nux-vomica ;
ipecacuanha ; china ; sulfur.
8. Urna filha do Sr. Dr. Maduro da Fonseca.
Febre amarella com vomito preto, (sendo tra-
tada allopathiiamente, recusava afinal os reme-
dios e pedio ella raesma a homeopathia, ao que
seu pai annuio, e cnsuliou -me acerca dos seus
soffrimeotos.)Bryonia e acnito; bryonia ; ar-
snico ; nux vmica ; sulfur.
9.a Fehppe, 8 aonos, sobrinho do Sr. Dr. Jos
sfi Albuquerque, ra da Concordia n. 37.
Febre amarella com symptomas cerebraes e
abdominaes graves Acnito e ftryonta ; carbo-
veget.; tulfur.
10. Carolina, alleraa, 18 annos, filha do Sr.
Remigio, com loja de trastes na ra da Impera-
triz o Coraecou asoffrerde febre com symp-
tomas gastro-hepalhicos ; poresse motivo, sem-
duvida, o seu medico assisteote recorreu ao em-
prego das bichas as respectivas regies; loman-
do a molestia mais graves proporcoes, recorreu
aos custicos; e finalmente em urna conferencia
de tres mdicos decidise que corra eminentes
perigo a vida da doeote. Nesle estado fni con-
saltado ; e do exs'me que proced, quando a vi-
sitei, reconheci a febre amarella em toda sua
gravidade. uvidei do bom resultado das appli-
eacoes homeopathicas em consequencia da emis-
sao sangunea feita oa regiao gastre-hepathico ;
e todavia enceteio tratamento por meio do ac-
nito e bryonia por asslm o exigir e estado do
pulso. No fim de 12 horas aou informado de que
a doeote nao apresentava dimiouicao da iniensi-
dade dos symptomas, e que alm disso eslava a
fallar maito; e esta symptoraa, que um dos
mais caractersticos de lachesia melndazio a em-
pregar esse medicamento; e cora effeilo, foi,
come se costuras dizer, agua na fervura. Pen-
cas horas depeis a doente apresentava um as-
pecto to_ ditTereote, que o proprio assistenle
vendo-a nao pdle deixar de dizer que continuas-
sem com a medicacao homeopaihica, pois que o
seu estado presente era muito melhor. Tomeu
alada slgumas dses de lacheis, e depois tomou
sulfur, naconvalescencia.
ll.'.uilherme, allemo. operario do dito Sr.
Remigio, chegado a* Brasil na seis mezes.Fe-
bre amarella benigna. Bryonia ; btllmiona ;
sulfur. Tave urna recabida^ tcurou-se coa oa
meamos remedios.
12. Mari, i asinos, filha do Sr. Antonio Tl-
burcio da Costa Monteiro, ra da Concordia o. 31.
-Febre amarella gravo com vomito preto.Ac-
nito e bryonia ; belladona, acnito s Aino.
Tomou depois o carcter intermitente, contra o
que tomou eutroa remedies.
Deseas obscrracas se deprakeade que a orye-
nio alba entra com o sea poderoso couUogetiM
na debelacoda fabro aonrolls, e que deve ser
empregada ou s, ou alternada eom acnito, ou
com outro medicamento, segunde a exigencia dos
symptomas.
arei gracas Des, se estas observares po-
derem ser uteis a todo que recorrem a homeo-
pathia.
Dr. Salino O. L. Pinho.
Casa de saade dos Drs. Bastos k Se ve.
A casa de saude os Dr. Raares A Soto va i
prestan o servicos de grande importancia, cerno
era de esperar de um estabaieciment de tal
natura montado em tima eidaie como a nossa,
ja tao populosa e lio balda de recursos para se
tratarem cortos doeoles.
ltimamente rom sido alti praticadas difceis
operacea e sempre cea feliz eiilo.
Mullos senhores de engenho nao arriscara mais
a rida de seus oscravos, trat*ndo-os no mato:
logo que a molestia nao cede aos primeiros meios
empregados, remettem os doentes para este es-
tabelecimento. e quaal sempre tem tido o prazer
de oa ver regressar em pouco tempo restabele-
cidoa.
Mas preciso que esta pensamento se gene-
ralise, para que pusaa subsistir um esiabeteci-
mento de tanta importancia, o quil encerrado
boje, causarla urna falta irreparavel.
Os dones e consignatarios dos navios deven
remetter para all os doentes de bordo, porque
em parte alguma elles serao mais bem tratados,
e com menos dispendio.
Os acadmicos, oaixeirot e pessoas que nao
tem familias, derem seguir o uso da Europa, e
procurarem eatabeleci meatos desta Batureza
quando estiverem doentes: o que sem duvida
melhor do que se tratarem em seus domicilios
sem neuhuns eommodos nem regalas.
Este eatabelecimeoto o nico que se acha
entre nos montado as devidas condieedes para
rece be r doentes de todas as cathegorias.
* o
Correspondencias.
Srs. redactores. Tendo sido publicada no
Constitucional de 31 de maio ultimo, sob a epi-
graphe Fados diversos urna denuncia contra
a maneira porque ae procede no arsenal de guer-
ra desta provincia as arrematagoes do fabrico de
fardamento, e maisobjectos precisos para o exer-
cito e hospital ; mas nao sendo exacta urna tal
denuncia, recorr quelle jornal com a reclama-
cao infra para mostrar a verdade, na supposigo
de que fosse logo publicada. Entretanto enga-
nei-me, porquaoto s hoje foi que leve lugar a
publicacao, e esta com algumas alteraces, como
melhor se poder ver combinaodo-se' que ora
faco no seu conceituado Diario com que pu-
blicuu o Constitucional.
Recita 4 de junho de 1861.
Manoel Polycarpo Uoreira de Azevedo.
Srs. redactores.No seu screditadojornal de ho-
je vem sob a epigraphe Fados Diversos o se-
grale :
Queixam-se-nos da maneira porque se pro-
cede a arrematadlo do arsenal de guerra da fac-
tura do fardameulo, e mais objeclos para o oxer-
cito e hospital ; e cooclue desejando que nao
seja exacta a denuncia que tiveram: por isso pas-
so a esclarecer os.fados e mostrar a verdade.
Pelo aviso do ministerio da guerra de 7 de mar-
co de 1860, foi mandado arrematar o fabrico de
todos os artigos de fardamento, hospital precisos
para o exercito ; o que effactivamente tem-se
pralicado no arsenal de guerra desta provincia,
procedendo o respectivo director oas arremata -
coescom a mais escrupulosa imparcialidade, pre-
ferirlo smenle a qaem por menos se prope a
fabricar ditos artigos, como tudo consta do livro
de termos por mim escripto na qualidade de es-
crivo que sou daquelle arsenal: e na miuha au-
sencia, pelo meucompanhelro o Sr. escripturarlo
Francisco Serfico de Assis Carralho, cidedo
honrado, cujo lestemunho invoco.
Alm doexposlo, acresce que as propostas sao
abertase hdas em presenta de todos os propo-
nentes: o dahi entregue o lango a quera por menos
se obnga a manufacturar, comoj cima Cea di-
to; d'onde se v que nao possivel dar-se a pre-
ferencia odiosa de que trata a referida denuncia.
E sobremodo lamentavel, que o espirito de
partido fascine o homem ao ponto de fallar com
um dos predicados mais nolaveis de sua vida a
verdade.
Creio, senhores redactores, terassim restabele-
cido a verdade, caprichosamente adulterada.
Recite 31 de maio de 1861.
ifonoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Srs. redactores.A virtude nao pode deixar
de ser perseguida pelo vicio, seu inimigo na-
laral.
Aquella, cuja educacao nao foi baseada nos
principios de urna moral sa e religiosa, e que
desde seus tenros annos comegou logo a ser nu-
trido com o leite pestfero dos vicios, e mo3 h-
bitos, praticados multas vezes pelos seus proge-
nitores, por cujo exemplo foi tambem modelando
a sua existencia crescente ; nao pode supporWr
e nem consentir adiante de si quilquer obstcu-
lo, que a sociedade Ihe queira oppor a contina-
gao de sua perversidade.
Daqui parle, que aquella, cujos fictos repre-
hensiveis fazem a triste historia de sua vida de-
prvala, conjura o odio mortal do magistrado
probo, que nao quer e nem deve paclaar com os
seus crimes: visto como a sua misso garantir
a honra, a vida e a propriedade dos cidados,
distnbuindo justiga imparcial, dando a cada um,
o que verdadeinraente sea.
Nao convindo, porm. a um tal ente a prsen-
os do magistrado, obitaculo iovencivel do pro-
gresso da maldade, elle procura por todos os
meios anda os mais infames e ignobeis, descon-
ceilua-lo e desmoralisa-lo, embora de balde, afim
de que consiga que ou pelo desgosto se retire,
ou timorato recue da noore carrea de puair o
enme.
Engana-se, porm, esse miseravel no seu pen-
samento reprorado pelo boa senso : porque a
consciencia juiz recto e severo das nossasaccoes
quando estas nao se transviam alem do justo e
honesto em vez de chamar o desanimo ao ma-
gistrado conscio de ai. antes o encoraja para ir
avante no progresso da represso, despresando
soberanamente esses tramas smente proprios
daquelles, que vergadoa sob o peso de seus cri-
mes sao sem cessar aecusados pela propria cons-
ciencia.
O cidado amigo da cirilisac&o do seu paiz
educido nos principios de urna moral sa, nao
pode deixar de apreciar em muito, e de tributar
o devido respeito ao magistrado, que faz barreirs
ao progresso dos crimes, puoiodo-os devidamen-
le ; innoculando assim pelo exemplo a moralida-
de nos nimos da populaco.
Aquello, porm, eivado de crimes, e que habi-
tuado nessa carreira j oto os pode praticar, co-
mo em algum lempo, livremente em vez de o
respeiter necessariamente o aborrece, anlevendo
o momento fatal, em qee sobre elle vibrar o bu-
me restilante da justiga.
O tribunal da relaco desta provincia acaba de
dar msis urna prora, alm de eulras, da consum-
mada illuslrago dos membroa que o cornpe
despresando pelo respeitavel accordSo urna de-
nuncia que all foi apreseotada contra o aa:iae
o probo juiz de direito da comarca de Pao d'Alh
o Dr. Manoel Teixeira de Abreu Peixoto, a qual
leve por fim desuoralisa-lo.
Nao se devia, pois, esperar contrario procedi-
mento de urna corporaco, a quero incumbe man
ter o equilibrio da Justina, sustentando impar-
cialmenle a digoidade, e o respeito de jure de-
vido ao magistrado probo, a quem o despeilo e
smente o despailo procurou desmoraHsar.
Este facto servir para ir cohioindo a afetteza
de levar-se peraate to respeitavel tribunal fu-
teis denuncias contra magistrados de recoohecida
honradez, e urdidas as ais das vezes por nao
quererem pacluarcom o crine, eu ostro quslouer
acto contrario a justica.
E se o superior Irikunal da relaco nie fr por
esta forma pondo um paradeiro a eaaes desabafos
particulares, e nao oascidos do amor de bem pu
Mico, onde iremos ter? 0de a indepeodeaeta e
respeito devido a magistratura honrada, que e-
seja a raoralidade do seu paii ?
Lou veres sejasa dados Uo conspicuo tribunal,
que rabeado muito bem cemprehender a soa alta
oHseao. aao couseole e oem consentir, que seja
vilipendiada a posteio milindrosa do magistrado
qu sabe honra-la.
Muito vos agradecer, senhores redactores,
a publicacao estas liona o roo consterne
lelter.
Sr*. redactores. Desapontado o Sr. corrector
sem titulo, Jos Martina do Rio como publica-
res do Obnrvador, ten dado por paos e por po-
dras, ora ditendo quo m prensa que lera de abrir
para todos ganharem dinheiro no Forte do
Mallos, ( momelo lucido }, o logo depois ( oa
exaltacto} qwe para com elle flngar-se do que
Ihe-ho feilo os prnsanos, quem seus delica-
dos filho brindara coa epitnetos condignos da
edaeacSo que tiveram.
Wlnguem o ealeode 9r. corrector; mas o eerte
6 que por lejas O vendas proeura o nosso here
justicar-se, ea face do que ha dito o corres-
pondente ; trabalho infructfero, porque o Obser-
vador estar com o Sr. corredor em toda a parto
para fulmina-lo.
Sr. corrector, os vossos semidea sem encom-
menda do Obitroador nao produziro o effeito que
tendea em vista: muito menos tero resultado
as smeaeas de vossos Qlhos, i.quem o Observa-
dor soberanamente despreza.
O Observador escolheu a imprensa, porque sa-
be que ella assax forte para ioutiltsar os tramas
dos malvados e hypocritas, e est bem certo de
que vos, Sr. corrector sam titulo, estaes abalado
em vossos fundamentos; vossa repulaco nao
bastante forte para affrontardes a opinilo pu-
blica.
Anda est Sr. corrector na lembranga de to-
dos, o que se disse ter havjdo entre o honrado
negociante inglez o Sr. Eduardo Fenton e vos :
as vossas bravatas foram ouvidas por todos do
Forte do Mattos, ento dzieis que comprarieis
alguem quer elle negociante qaizesse quer nao,
que tinheis a borra do commeodador,as vossas
ordena, assim como logo depois a mais' nojenta
bajulacio fra presenciada por alguem, e com-
menlada por outra pessoa que jS vos cenhecia
bem de perto.
Bem vos lembrais, Sr. corrector, dos modos
bruscos que tivestos para cora outro honrado ne-
gociante inglez o Sr. Thomaz Nash, e em casa dos
Srs. Southal Mellors& C, e logo depois o servi-
lismo, a mexeriquice, em que ros sois grande.
Bem vos lembrais, Sr. corrector, do que haveis
praticado contra os prensarlos, e em detrimento
de sua maior preciosidade, pois que fallis do seu
crdito.
Bem sabis emflm, Sr. corredor, quo tendea
mazellasalm das apontadaa.e que jamis pode-
r vingar o vosso plano de ostracismo contra os
prnsanos, a menos que a honrada classe dos
Srs. negociantes seja surda nao s nos seus inte-
resaos, como boa Justina que asstste aos prn-
sanos.
Apontai-nos, Sr. corrector, se poderdes, quaes
as riquezas que lera os prnsanos, e quaes osle-
gados daqu-Ues que tem fallecido, mesmo sem
exceptuar o vosso finado compadre e patro Joa-
quim Jos Ferreira. Algum prensario por acaso
pnocipiou com menos do que vos entrastes no
Forte do Mattos? Nao e nao I entretanto blaso-
nis de rico propretario, e dizeis que tendes di-
nheiro para affrontar a todo mundo, al mesmo
os vossos comitentes, e dos dizemos mais, at ao
vosso protector; e os prnsanos estao pobres
Sr. corrector, vos bem o sabis, para cumulo d
loucura estis aliando o cutello qu cedo vos deve
garrotear.
Nos vossos assomos de fo orgulho ou requin-
tada hypocrisia, vos inculcis homem de bem
homem de interesse para o neiccio, e at vos
proclamis um Aome.m fino I
Onde est pois a vossa finura ? estar ella em
pensardes que o negocio do algodo seja exclu-
sivamente para vos e para quem vos, Sr. ponti-
llce, muito compassivamentedeterminardes? Es-
tar em quererdes reformar o Forte do Mattos
dividiodo a entrada das saccas por prensas e to-
mando vos o maior quinl.o? Estar em v3 quo-
rerdes fazer primo e nico prensario de Pernam-
buco. ou finalmente nessas palavras fortes e in-
sultuosas que jroferistes no dia 15 do mez pas-
sado oa ra da Madre de Deus, que nao s cha-
maram a attenso das pessoas que passavam
nessa occasiao, como at dos Srs. empregados
do consulado provincial, o ainda a do Obser-
vador.
Ser neslisexquisiiices que vos julgais fino ?
Se assim pensis; sois certamente muito inno-
cente, Sr. corrector, e o Observador nao pode
deixar de lastimar-vos.
Sr. corrector, nao ha bem que sempre dure,
nem mal que so nao acabe. Vos com a vossa fi-
nura idea mal e se fordes pertinaz em nao coohe-
cer o que systematicamento estis praticando, o
Observador nao vos deixar nunca, e todas as
vossas acedes serio por elle devidaraenle cofo-
mentadas.
Sr. corrector, ser prensario bom ; ser correc-
tor, melhor ; mas prensario e corrector, isto
impossivel, e contra tal accumulago chamar
sempre
., O Observador.
Recife, 4 de junho de 1861.
Publicagoes a pedido.
O abaixo asiigoado declara ao Si.
Jos Francisco do Reg Barros em
resposta a gua correspondencia insecta
no Diario de hoje que tambem tem
urna patente de tenente ajudante da
guarda nacional do sexto batalliSo e de-
clara mais que tem 26 aunos de servi publico e tem recebido erimentos gra-
ve e leves no ejercicio de seu emprego,
que goza da estima de seus superiores e
que ltimamente deixa de responder as
injurias que Ihe foram dirigida! porque
a isto se oppSe a educaqao que ti ve aos
principios que profesio.
Jos Francisco Carneiro Monteiro.
Recife 4 de junho de 1861.
Ao publico.
J nao coovenieoUo silencio ; preciso que
eu falle, e que faca urna justa dedaraco, para
que nao parega inseosibilidade em mim o que
outr ora foi prudencia. E havendo eu de mos-
trar as logratiJoes, perfidias e infidelidades de
certas pessoas que querem competir a vontade
de muito prestimoso e honrado Sr. tooente-eo-
ronel Antonio da Silva e Souza Araquan, cora-
maadante do tratalhao n. 48 de iafanlaria da
guarda nacional desle municipio, ja indo um in-
censador por mais thauraaturgo pedir ao Sr. te-
nente-corooel Araquan para elle reformar-se
outro empeohando-se com quem se empech
com o presidente da provincia, para esse pedir
eua reforma ; outro finalmente pedio ao juiz de
direito desta comarca para fazer seus empenhos
com o refer Jo tenente-coroael, talo afim de ver
se era nomeado am homem incapaz de exercer
Ul cargo; e vendo todas esses seductores que
nada podiam conseguir com o Sr. teaeole-coro-
oel em aboegacae do seu posto, trstaram de fal-
sificar-lhe a Irma pedmdo su* reforsna, e pro-
pototam esse de quem ji fallei.
Umfal homem incapaz de exercer a direceo
de officiaes distiocto3 como ha no batalhao o
por isso torna-se irrisorio saa aomeaeso. '
^ u- ^ cfrni'w Ferreira Padilha.
Cabroba tO de maio de 1861.
A Illm. e Exm. Sr. D, Firmioa
Cavolcanti Paes de Mello Barre-
te pela sentidla anorte de sua
presada irma a Eim. Sr. D Fe-
Ilppa Cavaleanti de Albuajuerqne.
UM\ LAGRIMA.
E' captlvelro para o justo a vida.
A morte para o justo recompensa.
BOCAGK.
Morreste, come a nuvem matutina
Que a luz rdante se desfez do sol;
Oa ooaao a rasa de maohta qae abriodo
Da tarde pendea murena a j arrebol.
Morreste, como o riso de alegra
Nos labios atorra de infeliz qae chora ;
Bem como o aonho, que embalara a aoito
Ao triste qae o sonhou, taiaodo a aurora.
Morreste, qual morreo dooe esperanca
Que tinto embriagoa pobre poeta...
Ou como ao rouper d'alva a luz brilbante
De-nivea estrella, de gentil planeta.
Honesto, como a nota da harmona
Doorgao sagrado em mysticii louvores...
To, morreste, mulher, como s roorrem
No co os astros, obre a trra as flores.
jio. astro
3vve brillando,
e esposo,
ferao chorando.
M...
Has o incens da fiar, a lu
Tua almaaos S t
E leus fllhos, su* me, na
No ermo am qur ficain, vi
**>al4e4B61.
&n toa de agraM mit* ao aeu tri-
no eanigJNa ftfaocfa o ir: Inno-
cencio Antune de Parias Torres.
Quando na retiro em que vvo contemplo o
passado da vida infantil, assaltsm-me gralaa re-
oordaQoes do colleguismo, e contemplando as mt-
asirss ala veis a urbaaas de todos qoaotos juntas
frequeniavam preparatorios, nao me posso esco-
Sar d entre elles qualificar o Sr, Antunes de F.
Torres, como paronte prestimoso e sincero ami-
go. Sim, esse amigo sempre prompto a obsa-
quiar-me, nunca se enfada de preslar-me seus
obsequiosos servidos, quaesquer que sejam as oc-
casioes que se offerecam, e isto nio s se d com
elle, mas aioda com sua Exm.a consorte, cujas
maoeiras fagueiras e trato delicado a fazem ere -
dora de todos os encomios.
Poucos das ha que obtive um favor, encon-
trando o meu parale e amigo bastante contris -
tado com a duvidoa cuta d3 coqueluche que as-
saltava-lhe em um dos penhores da vida cobjo-
gal; assim mesmo se mostrou solicito em servir-
me com aquella promptidao que Ihe i recoohe-
cida.
E, pois, sendo justo que a tantos favores baja
urna recompensa, aeja esta a mais insignificante,
e desculptodo o ofrendar a sua modestia, per-
mita que assim Ihe manifest a mesma eterna
gralidao.
Sotidao 19 de maio.
M. S. V.
tro.
Cari XV, cspttioH. Norman ; em las-
Rio de Jaaeirobarca ingieza Traveiler, capitao
William G. Kandle ; ea lastro.
Canalbrigue inglez afsry Wineh, capitao Char-
las Stuart, carga otaos e couros.
Diverpoolpatacho inglez Emtlf, capitao Char-
les Aclaod, carga assuear e algodio.
COM HERCIO.
CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EH 4 DE JUNHO DE 1861.
A caixa descont letras a 10 %, sendo as de
seu aceite a 9 /, toma saques sobre a praga do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 /..*
aYItandegra.
Rendimento do da 1 a 3 .
dem do dia 4.....
23:8583037
13:244g88
37:102*625
Movlmento da alfaudesja.
Voluntes estrados com fazendas.. 173
> > com gneros.. 916
------1.089
Valomes saludos com fazendas.. 19
a com gneros.. 252
------271
Descarregam hoje 5 de maio
Barca ioglezaImogenefazendas.
Barca americana Azeliafarinha e ba:alho.
Brigue porluguezS. Manoel Imercadorias.
Brigue iaglezWillingtonmercadorias.
Patacho italianoEvelinovinho e drogas.
Barca americana Faime Crosshoss farinha de
trigo.
Pathabole nacionalArtista diversos gneros.
Brigue iogiez-ValilIrilhos de ferro.
Brigue hamburguezJohanes garrafes e ge-
nebra.
lmportacao.
Brigue inglez Antigua Packet. viudo da Cir-
diff, consignado a Scolt Wilson & C-, msoifestou
o seguate:
437 toneladas de csrvo de pe Ira; aos mesmos.
Brigue nacional Feloz, vindo do Rio de Janei-
ro, consignado a Joaquim Lopes de Carvalho &
C, maoifestou o seguinte :
65 pipas 41 meias e2i barris vinhos, 90 pipas
vasias, 200 meias barricas vasias, 1 caixa rap,
60 rolos e 40 latas fumo, 209 saceos caf ; a di-
versos.
Polaca nacional Esperanca, vinla do Rio de
Janeiro, consigoada a Joaquim Lopes de Carva-
lho Sl C maoifestou o seguinte :
24 pipas e 130 barra vinhos, 10 pipas vasias,
300 saceos farelo. 1 caixa papel, 250 saceos e 7
barricas caf, 100 ditas sebo ; a diversos.
Hule nacional So&ra/ense, vindo do Acarac,
manifestou o seguinte :
5S0 meios de so|a ; a Joo Jos de Carvalho
Maraes.
34 ditos dita ; a Manoel Lourenco Correa de
S.
150 ditos dita ; a L. A. Siqueira.
581 ditos dita ; a Jofto da Silva Pars.
1,213 ditos dia, 35 couros slgalos, 6 ssccos
goraraa, 4 barricas sebo; a Jos Rodrigues Fer-
reira.
386 meios desoa, 1 barril toueinho, 1 caixa
gomma ; a Manoel Goncalves da Silva.
75 meios de sola, 7 couros salgados ; a Antonio
Jos de Castro.
140 alqueires sal, 31 couros salgados, 1,885
meios sola ; a ordem.
11 saceos gomma, 4 couros salgados, 41 meios
de sola ; a Francisco Ferreira Gomes de Meuezes.
124 meios de sola, 20 altinados, 6 saceos cera
de oarnauba ; a Joo de Siqueira Ferro.
320 meios de sola, 1 couro salgado, 1 encapado
bezercos. 1 caixote queijos, 1 diio velas de car-
nauba, 1 barrica e 1 sacco firioha de mandioca ;
a Traiano Venato de Menezes.
3 saceos cera de cirnauba, 5 barricas sebo,
1.383 meios de sola, 43 couros salgados ; a Joo
Bouco & C
Exportac&o.
Dia Io de abril de 1861.
Barca franceza llauul, para Marseille, carre-
garam :
Tisset freres, 2,000 saceos com 10,000 arrobas
de assuear.
Brigue nacional Damo, para Montevideo, car-
regara m :
Carvalhe Nogucira & C, 200 barricas 1.240 ar-
robas 21 libras de assuear.
Patacho inglez Emily, para Liverpool, carre-
garam :
James Crabtree & C, 60 saceos 375 arrobas de
algudo.
Dia 3.
Barca iogleza Nelherton, para Liverpool, car-
regaram:
Johnston Pater & C, 2,600 saceos 13,000 arro-
bas de assuear.
Galera franceza Rauul, para Marseille, orre-
garam:
Tisset freres, 5,000 pontas de boi.
Barca portugueza Sympalhia, para o Porto,
carregaram :
Francisco Augusto da Costa GoncSlves, 500
coaros com 11,014 libras.
Baltar & Oliveira, 700 saceos com 3,500 arro-
bas de assuear.
Brigue nacional Damao. para Hontevilo, car-
regaram:
Carvalho Nogueira & C. 133 barrica3 1,046 ar-
robas 30 libras de assuear.
Ms)oea>odUrla de rendas Interna*
geraes de Peraambuco
Readimento do dia 1 s 3 2:681*966
dem d j dia 4.......2:229jl82
4:U348
Consolado provincial.
gendimento do dia 1 a 3 5 670#45O
dem do dia 4.......1:363>357
70:33S*07
ttovimento do porto.
Navios entrados no dia 4.
Rio da Janeiro15 das, polaca nacional fispe-
ranea, de 118 toneladas, capitao J. Zoferino do
Costa, equipagem S, earga vinho, caf e maia
gneros; a Harques-Barros & C. Um escravs
a estregar.
Rie de Janalro-ia das, brigua naciaaal raJos
de SOI toneladas, capitao Haaoel Ferreira Lei-
te. equipagen 10, cargete, vioho e mais ge-
neres ; a Asovedo Usados & c.
Cardiff56 das, barca iogleza Ganges, de 300 to-
neladas, capitao I. Williads, equipagam 11
oargaearvaada pedra Uilhas para ostrada
4a ferro ; a Kethe Bidoolac.
Navios taidos no mesmo dia.
Laaal pelo Rio Grande do Nurtebrigue escuna
9> ce a. a. m b . o. m _ 0 m B Horas.
2 I e B 2 a CD o er e lhmosphera O ce U n 9
55 v O V) M * 1 Oirtegdo. M 9 H O
* w O es o a m a i 1 1 Intintidadt. 2 "S
SI 55 8S 2 f 1 Fahrtnheit. H H W O M ! 5 2
00 en .8 lo 8 Centgrado. ? 8 5 c S
3 ^ i 2 s Hygrometro.
8 o O o i-o Cisterna hydrv-me trica. >
758,6 757.21 DI o lo % -4 O* "S Franctz. nglex. a > O m m H 39 O
30,07 30.02 co o o
,n.ADc1rCl8ra,al lh- e dP's de aguaceiros,
vento SSE regular ate ao amanhecer que ronlou
para o terral.
OSCItACAO Da mah.
Preamaras 1 h. 30' da tarde, altura 6,8 p.
B'"a>aras7h.l8' da manhia, altura 1 6 p.
Obaervatono do arsenal de marinha, 4 de ju-
nho de 1861.
Romano Stepple,
Io tenente.
Editaes.
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti, commeadajior
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz especial do commercio desta cidade'do
Recife de Pernambuco e seu termo por S. 11.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia liverera, que no dia 5 de junho do
corrento anno se hao de arrematar em praga pu-
blica deste juizo por ven la a quem mais der os
objeclos e dividas seguinles, que foram penho-
radas a Joo Ignacio Soares de Avellar por exe-
cucao que a este raovem D. P. Wild & C. suc-
cessores de Momseo 4 Vioas3a : 1 piano de Ja-
caranda avaliado por 200$, 1 sof de amarello
por 30), 1 mesa redonda por 10$, 2 conso.os de
amarello por 20, 12 cadeiras de dita por 43
8 ditas de dita por 243, 1 cama franceza de dito
por 50$,1 lavatorio por 49, 1 guarda roupa de
maleira de pinho por 25, 1 raarqueza com a
palha estragada por 10, 7 letras na importancia
de 5:938442 rs. avaliadas por 2 003a, 3 recibos
de prestaco da fiaQo no valor de 60J avaliados
por 40$, 1 relaQao de diversos devedores na im-
portancia de 8/2223102 rs. avahada por 2:000?
1 mesa de abas por 10, os objeclos e dividas
aqu relacionadas serao arrematadas oa falta de
licitantes pelo preco da adjudicago com o res-
pectivo abatimeoto da lei.
E para que chegue ao conheeimento dos lici-
tantes man lei passar editaes que sero afiliados
nos lugares do costume e publicados pela im-
prensa.
Dado e passado oesta cidade do Recite de Per-
nambuco aos i7 dias do mez de maio de 1861
40 da independencia e do imperio do Brasil___
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, escri-
vo o tii escrever.
Anselmo Francisco. Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, coTnmendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio, desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. Imperador, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverera, que no dia 5 do prximo
futuro mez de junho do corrente anno. se ha de
arrematar em praca publica deste juizo, fiada a
audiencia, o sitio e ierras no lugar dos Afictos
cora urna casa de 32 palmos de frenie e 64 de
fundo, com 5 quartos, cozinha fra, soto com a-
nella no oito, coeheira, estribara, cacimba e di-
versos arvoredos de frutas, avaliado en 4:0003
o qual vai praga por execucao de Vicente Men-
des Wanderley, contra Joo Felippe dos S'ntos
ecaso nao haja laocador que cubra o preco da'
avaliaco ser a arreraUagao feita pelo preco da
adjudicado com o abate da lei.
E para que o presente chegue ao canhecimenlo
de todos, ser publicado pela imprensa e affixado
na forma do estylo.
Recita 14 de maio do 1861.El Manoel Ma-
ra Rolrigues do Nascimento, escrivo o subs-
crev .
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commeoJador
da imperial ordem da Roza e da de Christo e
juiz especial do commercio desta cidade do Re-
cife de Pernambuco e seu termo por S M. I
quo Dos guarde etc.
Faco saber aos credores de Francisco Antonio
Correia Cardoso commerciante desta prica, ma-
triculado no meretissimo tribunal do commercio
socio commandalario e gerente da fuodifo d
melaes ordinarios e obras em grande, sita na ra
do Brnm, ns. 80, 82 e 84 desta cidade perlencen-
te a firma de Mesquita 4 Dulra, os quaes reque-
rerath moratoria ao meretissimo tribunal do com
raercio que pela presente sao chamados para
compareesrem perante este juizo na sala dos au-
ditorios as 10 horas da msoha do dia 5 de ju-
nho prximo futuro afim de observar-se, e dar-
se int'iro cumprimento ao disposlo no a'rt. 100
do coligo do commercio de conformidade com o
que dispoj o arl. 899 do mesmo cdigo.
E para que chegue ao conheeimento de todos
os credores do referido impetrante, raandei pas-
sar este edital que ser publicado na forma do
estylo.
Recife, 27 de maio de 1861.Eu Manoel Mara
Rodrigues do Nascimenio, escrivo, o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Hermogenes Scrates lavares de Vascon-
celos, juiz municipal da primeira vara nesta
cidade do Recife de Pernambuco, por S M. I
e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o prsenle edital virem e
delle noticia liverem, que por execugo de D.
Mara Carolina Pereira de Carvalho contra a vtu-
va e filhos de Manoel Carneiro Lal, que corre
por este juizo, se procedeu a penhora na quantia
de 267*020 de principal e cusas contadas no ros-
to da aeoieoga, e para as custas que accrescerem,
a qual quantia se acha no deposito publico desta
cidade, pertenceote aos executados; e tendo de
ser dita quantia entregue exequeute sao pelo
presente citados os credores in:ertos dos execu-
tados para no prazo de lo dias contados da afl-
xago e publicacao do presente edital comparece-
ris nesle juizo, atirn de allegarem a preferencia
que liverem sobre a predita quantia, sob pena
de ser ella entregue a exequente.
E para que chegue a noticia a todos, mandei
pissar o presente, que aera affixado no lugar do
costume mais publico e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 27 de maio de 1861.Eu Maaoel
Joaquim Baptista, escrivo que o escrevi.
Hermogenes Socralet Tavaret de Vasconcellot.
O Illm. Sr. inspector Oa theiouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 do cor-
rente por diante pagam-se os ordenados dos em-
pregados provinciaes, vencidos no mez de maio
prximo Iludo.
Secretaria da thesooraria provincial de Per-
aambuco 1." de junho Oa 1861O secretario,
Antonio Ferreira d'Auouooiacas.
O nira. Sr. inspector da thesouraria provincial,
ea eumprimento da resotaeio da imita da (azoa-
da, manda fazer publico, que nodia|3 Oeiuebo
retino vodouro se ha do arrematar a quam
mais dar o arrendameato das pedagioa das aar-
reiras seguilea :
Magdalena per aaqo............... 6:1101000
Giqui*......
JaboaUo....
Caxsnmt .
oioeSiomb .... ...............
apacor. .. ___ ,.......
Ponte dosCatralhos ....'.'.'.'.'.'.
Tacarona... .... ..........
BuJ7......- .... > ............
As arremataces serio feitas por tempo i
!D0i' '-cotar d0 ia de "io do corrente anoo.
a 30 de junho de 1861.
lA**03*0*3* que ae PrP09erem a estas arrema-
inm P .** **"* ocionedo pelo meio di,
competentemente habilitados. *
Jl'r* conlr 8 mandou afllxar o oresenta
e publicar pelo Diario. prsenla
Secretaria da thesouraria provincial, de Per-
nambuco 29 de maio dol8M.-0 secretario.
A. t. ae Annunciaco.
O Illm. Sr inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da reaolucao daon-
ta defazenda, manda fazer publico, que a arre-
matacao dos predios do patrimoaio dos orphos
foi traosfenda para o dia 13 de junho prximo-
vindouro, tendo lugar as habilitacoes no dia S
do mesmo mez.
E para constar se maadou afBxar o presente o
publicjr pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Fer-
nambuco, 27 maio de 1861.
O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciage.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em cumprimento da ordem do Exoi.St.
presidente da provincia de 22 do correte, manda
fazer publico, que no da 6 de junho prximo
vindouro perante a junta da mesma thesoureri.
se ha de arrematar a quem por menos fizer o
contrato das impressoes dos balaogos, orcameotos
e retaiono da inspectora com todos os documen-
ios que o acorapanham, correspondente ao anno-
TioSo 1861 a 1862, iriVlti0 em......
As pessoas que se propuzerem a esta arrema
tagaocomparegam na salla das sesses da junta
no dn cima declarado'pelo meio dia compelen-
lemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 55 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
- De ordem do Illm. Sr. inspector da alfaaw
dega se faz publico, quo no dia 5 do correte,
depon do meio da, se levar hasta publica
porta desta repartlco. urna caixa com a maa
i. JL,.n: ,,348> coolendo 288 pares de chi-
nellas de laa, com avaria de agoa salgada, no va-
lor de 200 rs o par, total 57j>600.'vinda do Ifavra
no navio francez Ville de Boulogne. entrad
no l de fevereireiro do corrente anno. abando-
d> aos direitos por Monteiro Lopes & C, sendo a
arrematacSo livre de direitos ao arrematante
Airandega de Pernambuco 3 de juoho de 1861.
O 1* escripturario,
^^^^^ Firmioo Jos de Oliveira.
Declara v 6*^ s.
??ui...... .. ............... 5.3*4oJoV.
* ........... 3:8871000
O administrador da recebedoria de rends
internas faz publico que no corrente mez tem do
ser pago, livre da mulla de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exercicio orrenie, relativo aos iropos-
tos seguintes : decima addicional de mo murta
imposto de 20 0[0 sobre lojas, casas de consigna-
gao, dito especial de 80J> sobre casas de movis
roupa, cagalo, etc., fabricados em paiz estran-
geiro ; e que depois de findo o referilo mez se-
rao cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Pernambuco 1." de juana da
1861.Manoel Carneiro de Souzs Lacerda.
Pela subdelegacia da Varzea acham-se tres
cavallos depositados, tendo as cores seguales i
russo, pedrez. e castaaho ; os dous primeiros fo-
ram aprehenlidos pelo fiscal desta freguezia den-
tro de lavouras de moradores deste lugar, e o ul-
timo tomado de um ladro, e pelo que parece o
cavallo deve ser de engenho. Acha-se mais a
roupa seguiote tomada a outro ladro : 4saias.
sendo 3 de madapolo e I de chita, 3 carnizas, 1
vestido e 1 chale, lulo de mulher : quera se jul-
gar com direito ao que coosis desle anuuocio,
apresente-se nesta subdelegacia com os docu-
mentos comprobatorios, para Ihe serem en-
tregues.
Directora geralda instruc$o>
publica.
Fago saber a qaam convier que o Illm. Sr. Dr.'
director geral interioo tem marcado o prazo da
30 das, a contar da data deste, para que todos os
que so dedicara ao magisterio particular prima-
rio e secundario de ambos os sexo?, que-aioda
nao o fizeram. haja de requerer a liceoga de quo
trata a le reglamentar n. 369 de 14.de maio da
18jj, ede tirar os respectivos ttulos ; compre-
hendendo-se nesse numero aquellos que leudo.
sido multados foram absDlvidos, visto como essa
acto, atientas as razoes que allegaram, nao o*
isenta de solicitarem os mencionados ttulos na
forma da lei citada.
E para que chegue ao conheeimento de lodos.
raaodou-se publicar o presente.
Secretara da instrueco publica de Pernam-
buco 29 de maio de 1891.
Salvador Henriquo de Albuquerque.
Secretario interino.
Sania Casa de Misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Rocie, raioda fazer publico, que
entraram de mez no hospital Pedro II, o Sr. Dr.
Manoel Ferreira da Silva : na casa dos expostos o"
Sr. tenenti coronel Antonio Carlos de Pinho Mol-
ges, e no hospital dos lazaros continua o Sr. Jo5o>
Pinto de Lemos Jnior.
Secretaria da Santi Casa da Misericordia da
Recif*, 4 de juaho de 1861.0 escrivo, F. A.
Ctvalcanti Cousseiro.
Santa Gasa de Misericordia do>
Recife.
A Illma. junta administrativa da Santa Casa da
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
no dia 13 do corrente, pelas horas da tarde, oa
sala de suas sesses irao praga para ser arre-
matadas a quem mais der. as rendas da lha do
Nogueira pelo lempo de tres anuos a contar de
ldejulho do corrente anno a 30 de junho de
1864. Os preiendenles devem comparecer no-
lugar, da e horas cima ditas, acompanhados da
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recifa, 3 de junho de 1861.O escrivo, F. A.
Cavaleanti Cousseiro.
Pela inspectora da alfandega se faz constar
aos interessados, que o leilo que leve principio
hoje ainda contina amarillas, alfsndega de Per-
nambuco 4 de juoho de 1861. O Io escripiurari
Firmiuo Jos de Oliveira.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectoa
seguales :
Para provmenlo dos armazens do arsenal do
guerra.
5 arrobas de alvaiade.
8 caaiveles do boa qualidade para peonas.
12 grosas de peanas de ajo de boa qualidade.
20 cadinhos de o. 12.
2U garrafas de lila preta.
38 arrobas de cobre velho.
6 arrobas de rame de lato aortido.
6 arrobas de estanto em verguiona.
10 milheiros de laxas de bomba.
20 ditos de ditos pegenos.
10 ditos de brocbaa de sapateiro batidas.
20 duzias de laboas de pinho americano.
5duziasde ditas de dito de 3ou 4 de grossura.
10 milheiros da pregos caixaes.
24 canelas de boa qaslidade.
Paraos msicos do 8a batalhao de infantera..
l35covados de panno alvadio.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em caria fechada na secretan*
do conselho, a 10 horas da manha do dia 10 do
carrelo mea.
Sala das sesses do coaaelbo administrativo.
para fornecimento do arsenal de guerra, 3 do
j auno de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Franauco Joaquim Poreira Lobo,
Coroael vogal secretaria nterin-a
Consulado proviacial.
Pela nota do consulado provincial so tai pu-


w
DLUUO M PIWUMOOO. u. QUiRTA fftkU 5 DC JHHO DE 1SU.
Mico aos proprietarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e di dos Afogados, que
os 30 dias uteis para o pagamento a bocea do
cofre do segando semestre da decima do aono fi-
aaoceiro de 1860 a 1861, se principiam a cootar
multa de S 0/0 os que pagarem depois de fiado
os ditos 30 dias.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
SI de maio de 1861.
Antonio Carneiro Machado Rios.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Quarta-feira, 5 de Junho de 1861.
13 RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir i scena o magnifico drama em cinco
actos, do Sr. Bourgain,
GASi MALDITA.
DENOM1NAQAO DOS ACTOS.
Io acto.A cruz quebrada.
2 Urna flor no abysmo.
3."As falsas appareocias.
4.A cmara vermelha.
5.O somnmbulo.
PERSONAGENS.
O infante D. Affooso............ Vicente.
Diogoda Silva.................. Germano.
Carlos, caixeiro de Diogo...... Valle.
O licenciado Tiburcio.......... Nunes.
Roberto, irmao de Carlos...... Leite.
Oconde de Odemira............ Campos.
Gorduxo, creado de Diogo...... Raymuado.
Antonio Conti.................. Alraeida.
Um magistrado................. Dito.
Um cabo de esquadra.......... Teixeira.
Clemencia, sobrinha de Diogo. D. Manoela.
A ta Vernica, aia de Clemen-
cia............................ D. Carmela.
Squito do infante, soldados e povo.
A accao passa-se em Lisboa em 1656.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
PAGAR 0 MAL QUE \A FEZ
Na qual o Sr. Germano far o papel depoeta.
Comecar s 7 X horas:
Aysos martimos.
Parem direitura.
O patacho brasileiro Paulino segu em pou-
cos dias, pode receber alguma carga miuda ; tra-
a-se com os consignetarios Marques, Rarros & C
Segu impreterivelmente no dia 8 de junho a
veleira e bem conhecida barca portugueza Sym-
\ palhia, por ter su a carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem comino-
dos exceentes.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalacao,
a tratar com Gurgel Irmos na ra da Cadeia do
Recife o. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 82.
Edgar J. Strioger, Oft leilao por iolervhgao
do agente Hyppolito, deduaa lanchas, cordotlha,
velas e mais objectos salvados do referido navio
naufragado a 200 milhas da costa, por conla e
risco de quera perteocer, com licenga do Sr. ins-
pector da alfandega em presenta do Sr. cnsul
dos estados-Unidos e com autorisagSo do mesmo :
quarta-feira 5 do correte s 11 horas em ponto,
uo trapiche da ponte da alfandega.
DE
Alguns escravos
Quinta-feira 6 do crvente.
Antunes vender em seu annazem na ra do
Imperador n. 75, alguns escravos como sejam
um negro muilo bom para servigo de campo, de
meiaidade, e urna negra eicellente quitandeira,
e mais alguns
Tambem vender
nma mulatioha de 15annos reeolhida e com al-
guma habilidade no referido dia as 11 horas em
ponto.
Consulado de Franca
LEILAO
A requerimeiito dos Srs. Cals Irmao
e por autorisacSo do Sr. cnsul de
Franca eem sua presen qa por conta e
risco de quem pertencer o agente Hyp-
polito fara' leilao de urna caixa com a
marca CF n. 1818 contendo 30 duzias
da pelles de carneiro amarroquinado
avariados a bordo do navio francez
Sphere, capitao Ribis, na sua ultima
viagem do Havre a este porto : sabbado
8 do corrente as 11 horas em ponto no
armazem dos raesmos senhores ra *da
Cruz n.
UHJB
Quarta-feira 6 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juizdo com-
mercioe a requerimento de Ferreira &
Martins, da armacao da taberna da ra
do Rangel pertencente a Antonio Bento
de Campos, as 11 horas em ponto.
LEILAO
m&
Rio de Janeiro
segu com, a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de seu car-
regamento. e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
COMPAHIA PERNAMBUCANA
Quinta-feira 6 do corrente,
Brander a Brandis &C, faro leilao por inter-
vengo do agente Pinto de 30 caixas com queijos
flamengos e 50 queijos pratos, os quaes sero
vendidos sem reserva de prego s 11 horas do
da cima mencionado no armazem do Sr. A-
ajes em frente da alfandega.
LEILAO
Quinta-feira
6 do
DE
corrente.
8 meia-aguas.
Antunes far leilao de 8 meia-aguas sitas na
ra da Assumpgao recenteraente acabadas, e por
todo o prego alcangado, em seu armazem na ra
do Imperador o. 75, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Navegaco costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Cesura' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
Unir para os portos do norte at o Acarac no
da 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga al o dia 6 ao meio dia. Eocommeadas, pas-
sageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
COMPANHIA mtUMBUCllU
DE
Navega^ao costeira a vapor
O vapor Persinunga. commandante Moura
unir para os portos do sul no dia 8 de u-
nho as 4 horas da tarde. Recebe carga at
o dia 7 ao meio dia. Eocommeadas, passagei-
ros e dinheiro a frete ateo dia da sahida t ho-
ra : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Cear.
Segu com muita brevidade o hiate Sobra-
lense, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
aoo C. da C. M. & Irmao, ao lado do Corpo Sanio
O. io,
Rio Grande do Sul
Pelo Rio de Janeiro
Segu em poucos dias o brigue nacional Ma-
na Tnereza: quem no mesmo quizer ir de pas-
sagem, ou remelter escravos a frete, dirija-se ao
capitao ou a Bailar flo Recife n. 12.
MU
o Rio de Janeiro
a barca brasileira Esperance tegua com brevi-
dade ; pode receber alguma carga e escravos a
lrete : trata-se com os consignatario* Marques
arros & C, largo do Corpo Santo n. 6. '
Leiloes.
LEILAO
James N. Wot>d capitio da galera americana
Quinta-feira 6 do corrente,
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma em seu armazem na ra do Impe-
rador n. 55, do sobrado de um andar
esotao da ra Imperial n. 79, perten-
cente a massa fallida de Antonio Joa-
quim Vidal, as 1 horas em ponto.
LEILAO
Quinta-feira 6 de junho.
O agente Hyppolito autorisado pelo Sr. Amo-
nio Carlos Francisco da Silva e com autorisacao
da commisso de seus credores, fa* leilao dos
predios seguintes :
Um sitio no lugar do Salgadinho, com grande
casa de vivenda, lodo cercado de limoeiro nati-
vo, cacimba, baixa para capim e grande quanti-
dade de arvores fructferas (mais de mil), sendo
o terreno foreiro a Santa Casa de Misericordia de
Olinda.
Metade de um predio de dou3 andares, e sotio
de pedra e cal sito na ra da Senzala Nova n. 13,
em chaos proprios.
Metade de umdito de 3 andares na Liagueta,
frente para a ra do Trapiche n. 23, pedra e cal,
chaos proprios.
Um dito terreo, servindo de armazem presen-
temente, na ra da Senzala Velba n. 63, chaos
proprios, sendo effectuado o mencionado leilao
em seu escriptorio na ra da Cadeia n. 48, pri-
meiro andar, as 11 horas em ponto.
Os Srs. preteodentes podero examinar os ttu-
los que se acham em poder do referido agente
bem como os predios designados.
LEILAO.
Hoje 5 do corrente
Seve Filhos & C. continuaro por interven-
ido do agente Oliveira, o seu leilao de fazendas
de l, algodo, li.iho e de seda as mais procu-
radas no mercado
Quarta-feira 5
do corrate slO horas da manha, no seu ar-
mazem ra da Cruz do Recife.
Avisos diversos.
Flix Francisco de Souza Maga-
Ihes mudou sua residencia do sobrado
do largo do Carmo d 16, para o prin-
cipio da ra de Hortas sobrado novo de
um andar n. 30.
Precisa-se de um forneiro para distanta des-
ta praca 8 legoas quem perlender dirija-se a ra
do Rosario n. 1 que achara com quem tratar.
"".***" e *Dgomma-e perfeitaoente na
na Baila u. 45.
Atteneao.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
Jos Dias Brandal).
5Ra da Linguela5
O novo destina torra ganaros por meos de seu
valor: superior manteiga iogleza a 1} a libra,
dita francesa a 700 rs.. cha preto a 18400, pss-
sas a 560, conservas inglezas a portuguesas a
700 rs., aletrla, talhaiim e macarrao a 400 rs. a
libra, toucnho de Lisboa a 320 rs. a libra, banha
de porco refinada a 480 ra latas com peixe de
postas a 19400, cerveja branca a 500 rs. a gar-
uma^rf aU"f' d.iU prela ? 8rraTa e
6H80O a duza, tanto em garrafas como em meias,
emitas francezas e portuguezis a 720 rs. a lata
spermacete de 4, 5 e 6 am libra por preco mul-
to em conta, vioho do Porto engarrafado fino
(velho) a 1*500 rs., vinho de Lisboa eFigueira a
560 rs. a garrafa, vinagre branco a 320 rs. a gar-
rafa, e outros muitos gneros que escusado
menciona-Ios, que do contrario se tornava enfa-
donho aos fregoezes. (Dinheiro vista.)
caicas a 3#.g
Cortes de caigas de brim trancado -
muito fino de purissimo linho, com seda &
de liitras e quadrinhos de cores fizas,
pelo baratissimo prego de 3 cada corle : W
na ra do Cabug loja n. 8, da Burgos W
Ponce de Len. M
Calcado barato
Na loja n. 39 da praca da Independencia ven-
aeru-se por baratos oregos os seguales calgados;
Borzegulns para homem a 3 e /{>.
Ditos para rapaz a 3#.
Ditos para senhora a 2 a 4$.
Ditos para menina a 15.
Sapatos rasos de lustre para homem a 2, 3$ e
Sapatoes de lustre para homem a 3500.
Ditos de dito para rapaz a 3J.
Sapatos de traogaa 1fi200.
Ditos de lustre para senhora a 600 rs.
Ditos de marroquim para crianga a 500 rs.
Sapatos de borracha a lf.
Assim como outros calgados que se vendero
por muito barato prego.
Vende-se farioha do Maranhi a 1JM500 a
sacca : oa ra do Codorniz u. 12 A.
Vende-se a casa de dous andares n. 66 da
ruadas Aguas-Verdes, excellente predio, reedi-
ficado completamente por dentro e por fora ha
cinco annos, rom oites dobrados todos s do
predio, e quintal, cujos fundos v&o ra de Hor-
tas para onde tem porlo, a admitte que se edi-
fique qualqner casa com frente para esta ra,
Ucando-lhe anda quintal com cacimba meieira,
porque a tem inteira e de boa agua ; quem a
pretender, procure na ra da Hoeda n. 15, se-
gundo andar.
A12#000.
Botinas de Melis para homem a 12 ; na loja
do vapor, ra Nova n. 7.
-lgodo da Bahia
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tem
felo o seu deposito no escriptorio de Marques,
Barros & C. ; esta fazenda superior muito pro-
prn para saceos de engenho a roupas da es-
cravos.
Taixas.
Na fundigao da Aurora, em Santo Amaro,
sempre ha bom sor tmenlo de taixas para enge-
nho, fabricadas com todo o cuidado.
Pomada francez a
60 rs.
S na loja de fazendas da ra do Cabu-
g n. 8, de Burgos Ponce de Len, se es-
t vendendo comestique a 60 rs. cada
pao excellentt para alisar e lustrar ca-
_ bellos.
^immm w&a aiesa#5*is3sS
Vende-se um carro com Boi no becco das
Boias n. 12.
Furtaram do engenho Santos alendes, na co-
marca de Nazareth, do abaixo assignado, ao ama-
nhecer do dia 25 de abril prximo paasado, um
poltro castaoho de bom corpo, bonito, com sigu-
anas marcas de chicote na anca do lado direito,
proveniente da moagem de canas, com marca de
peitoraj, j muito mango de roda por moer a tres
annos.'.t/lvez tenba feito a ultima muda, com fer-
ro oo quarto a maneira de um Q maouscripto pou-
co mais ou menos. Sem duvida foi furtado por
um individuo de nome Manoel Joaquim, simi-
braoco o,u pardo, cor de laraoja, de corpo e altu-
ra regular, posea barba, ladino, l e escreve
bem, e conta, foi cadete e deu baixa. anda aceia-
do ; o qual (ora o anno passado da cidade do Re-
cife para o mencionado eogenho trabalhar, depoia
da poaco lempo passou-se d'abi para o engeuho
Oral, em Pao do Alho ; por ter elle pernoitado
com um pardo cheio do corpo, que ia em sua com-
panhia, no dia 24 de abril, em trras do engenho
Timbosinho tambem do annunciante, em casa de
um morador, cujo engenho limitrophe daquel-
le emquefurtou-se o animal; e lerem arabos de-
sapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te quando furtaram o animal, a dizem que nesta
manha passaram ambos em Pao do Alho, onde
quizeram trocar o poltro, indo um puxando o pol-
tro e eulro montado em um cavallo pedrez ma-
gro. Consta que o Manoel Joaquim eslivera
amansando o poltro em Olinda na estrada, e que
o poltro dera ama queda em um rapaz, alunado
do Dr. Lobo, que eslava ajudando a amaaaa-lo.
O Manoel Joaquim lem parentes em Olinda, po-
rm antes de subir o anno passado a procurar
servigo assistio no Recife na ra do Pires em um
dos casebres que ha no paleo, onde se concertam
carrinhos de alfandega, em compauhia do outro,
que foi preso no lira do anno passado por suspei-
tas de lsdrio de cavallo, porm assim que foi sol-
t mudou-se. O Manoel. Joaquim cosluma mu-
dar o nome, tanto assim que conhecido em
Olinda per Jos Francisco.
Roga-se s autoridados policiaes, e a quslquer
pesioa em particular a apprehenso do dito ani-
mal, assim comoa priso dos individuos, eleva-lo
no dito engenho ou no Recife, aos Srs. Manoel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laurenlino Gomes da
Cunha Beltro.
Aluga-se um mulatinho de 17 annos de
idade : para ver e tratar na ra da Matriz da Boa
Vista n. 21.
Compra-s
urna escrava de cor preta, de idade de 20 a 30
annos, que seja sadia, sem molestia alguma e bo-
nita flgara : quem tiver e quizer vender, dirija-
se a ra larga do Rosario, fabrica de cigarros n.
21, que achara com quem tratar:
Os bilhetes da 32 lotera do Estado Sanita-
rio do Rio, pertenceotes sociedade Feliz, sao os
segl10n/Is :J!S bilhele de >2695 du melos de
ns.l208e.3196.-Alcaotara, 1.-secretario.
Na madiugada do dia 2 do corrente fugio da
casa do Illm. Sr. Dr. Collago, em Santo Amaro,
podase achava alugada, a escrava Filippa, criou-
a, idade 35 annos, ponco mais ou menos, esta-
tura regular, rosto comprido, nariz grosso, muilo
desfargada no fallar, principalmente quando toma
alguma bebida, desconfia-se estar homisiada em
alguma casa por ter levado toda roupa : roga-se
as aulortdades policises que a apprehendam e
levem-na ao seu senhor lonocencio da Cunha
Goianna Jnior, na ra do Rangel n. 73, segun-
do andar,
o qual protesta contra quem a tiver acoutada em
casa com todo o rigor da lei.
Fugio no dia 2 do corrente, s 9 horas da
noite, o escravo de nome Belarmino, com os sig-
naes seguintes: pardo claro, com 45 annos de
idade, pouco mais ou menos, bom cabello e cor-
tado nesle mesmo dia nazareno, estatura regu-
lar, grosso do corpo, phisiooomia bastante car-
rancuda, olhos vermelhos, pouca barba, mos e
pes grnssos, e em um dos ps tem um dedo alei-
jado proveniente de talho de machado antigo, elle
e natural do serto, lem andado nesta praga ao
ganho, porm viudo de poucos mezes do enge-
nho Alto de Joao Fernandes, fregeezia de Agua-
frelj, aonde elle tem bastantes conhecimenlos,
assim como tambera para o Rio-Formoso e praias
do Carneiro e Gamella, o que se desconfia elle
ter-se dirigido para este ultimo lugar, levou al-
guma roupa sem ser de servigo, e na cabega um
chapeo de feltro rxo, elle gosla as vezes de glo-
sar e tambem de sambar : quem o apprehender
leve-o casa do abaixo assignado, na ra do Li-
vramento n. 22, terceiro andar, que ser gene-
rosamente recompensado.
Quirioo Joaquim de Bsrrso.
Em casa de JVa O. Bieber
C. snecessores, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinjio Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caixas de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerveja escosseza (Edioburgh Ale.)
Pedrasde marmore branco paraconsolos e mesas.
Plvora m barris.
Enxofre em canudo.
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tesa para vendar am
e armazem, na praga do Corpo 8anton.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recentimantt
anegados deai bem conhecido a acreditadoafa-
Sl^S i B'oauwooi !.. Londraa a
anito propriocara este allana
Dr. Daaroy, dentista/successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao reapeitavel publico quoche-
gar am Pernambuco no mes de abril ou at
junho.
COflPAMIl.4 DA VIA FRREA
0D
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente faz-se publico que pela resolu-
to da directora desta companhia, tomada nesta
data, tem-se feito urna ontra chamada de duas
libras sterlinas para cada acgo, a qual chamada
ou prestsgo dever ser paga at o dia 7 de maio
prximo futuro, no Rio de Janeiro em casados
Srs. Mau Mac Gregor & C, na Bahia dos Srs. S.
S. Davenport & C, e em Pernambuco no escrip-
torio di thesouraria na mesma via frrea. Pelo
presente fica tambem entendido que no caso de
nao sera dita chamada ou preslago salisfeita no
dia marcado para o seu pagamento ou antes o
accionista que incorrer nesta falta, pagar juros
na razode 5i0ao anno sobre tal chamada ou
prestago a cootar destedia at que seja realisado
o pagamento desta chamada ou prestagao dentro
de 3 mezes a contar do dito dia fizado para o em-
bolso da mesma, ficario as aegoes que incorre-
rem em tal falla sujeitas a serem confiscadas se-
gundo as disposiges dos estatutos a este res-
pello.
Por ordem dos directores
AssignadoE. II. Bramah,
Suoerintendente.
Escriptorio da companhia 2 de abril de 1861.
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente scientifico aos se-
nhores socios effeclivos aue quarta-feira, 5 do
corrente, haver aesso extraordinaria da assem-
bla geral ; os senhores socios dignem-se de
comparecer as 6 horas da tarde no palacete do
caes de Apollo. Outro sim declaro aos senhores
socios, que o irmo thesoureiro contina rece-
ber as mensalidades, e espera que todos se po-
oham qailes para a eleicao do novo conselho.
Secretaria da sociedade Uoio Beneficente dos
Martimos, 3 de junho de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1. secretario.
Precisa-se de coatureiras para caigas e ca-
misas de algodo azul e brim liso, pagando-se a
160 rs. a pega ; na ra da Fenha n. 27.
Francisco de Oliveira
Coelho deixou de ser caixeiro
da casa de Pinto de Souza &
Bairo.
LAVADRIRA-
Na ruada Cadeia Velha n. 35 precisa se de
urna preta de idade e capaz, nicamente para la-
var, para urna casa de pouca familia.
Na ra da Cadeia Velha n. 35, precisa-se
comprar urna preta de boas qualidades para tra-
tar de meninos.
Justino Manoel Ramos, subdito portugus,
segu para os serloesdas provincias do norte.
Precisa-se alugar urna preta escrava para
casa de pouca familia, que saiba coziohar e fazer
as compras: quem tiver dirija-se a ra do Sol o.
29, taberna.
O abaixo assignado faz sciente a todas
aquellas pessoaa que tem penhores em sua mo,
o favor de os vir tirar no praso de oilo dias, a
contar da data desle, do contrario sero vendidos
para pagamento, e para nao se chamarem ao en-
gao, mandei fazer o presente annuncio em qne
me assigno. Recife, 3 de junho de 1861.
Jos Dias de Brito Guimarnes.
Jos Lulzde Almeida Martins, vai a Europa
tratar de sua saude.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva
para todo o servigo de urna casa de pouca fami-
lia : na ra do Aragao n. 12.
Aviso.
STAHL C. S
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
{ Roa da Imperjttrz numero U f
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 0
Retratos em todos es- S
tyloa e tamfcniios. g
g Pintura ao natural em $
S oleo e a^aareUa. |
Copias de uaguerreo- |
typo e outros arte- g
S faetos.
| \mbrotynos,
fPaisagens.
O senhor
Caetauo Aureliano de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Acha-se justa e contratada a compra da casa
terrea n. 6 da ra de Hortas, quem se achar por-
tanto com direito a opor-se venda da dita casa,
aviae por esta folha, ou dirija-se a ra da Praia
n. 36, no praso de tres dias, a contar da dala
deste, depois do qual uo ter lugar reclamago
alguma mais. Recife. 31 de maio de 1861.
Urna mo{3 solteira oflerece-se para ama
de urna casa de familia, para engommar e fazer
nlgum servigo interno : a tratar na ra da Guia
n. 2.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno de casa de familia, que saiba cozi-
nhar e engommar; agradaodo-se paga-se bem:
na ra da Aurora sobrado n. 58.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro
destes chegados a pouco, para taberna: na rna
Velha n. 33.
Traspassa-se o arrendameoto do eogenho
Fresco Jim, moente e correte, e que tem pro-
porges para safrejar mais de 2,000 pes aonual,
Picando perto da estrada de ferro 3 legoas, e ten-
do boas obras. Arrenda-se com viole e lanos
captivos de enchada, bois e animaes de roda,
vendendo-se a safra criada: quem pretender
pode entender-sa com o Sr. Bruno Alvaro Bar-
bosa da Silva, no Recife ou com o abaixo assig-
nado oo engenho Cajabuss.
Manoel Barbosa da Silva.
Antonio da Costa Reis e sua mulher Jacintha
Augusta, retira-se para Portugal, levando em
sua companhia dous filhos de menor idade.
Aviso.
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores vigarios, delegsdos, subdelega-
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se anda exis-
te e onde, o Dr. Jos Coelho de Olivei-
ra, filho do fallecido escrivo Coelho, en-
viera suas nformacoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialC. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Caboe na Escada.
Pagar-se-ha toda a despeza que se izer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratificar-se lia generosamente.
Adelaide Guilhermioa dos Santos, subdita
portugueza, retira-se para fra da provincia a
tratar de sua saude, deixando por seus bastantes
procuradores em primeiro lugar o Sr. Antonio
Fernandes de Castro, Jos Flix de Almeida e
Antonio Celestino Alves da Cunha.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
OSr. presidente do conselho deliberativo con-
vida novamente os senhores membros do mesmo
conselho, para se reunirem em sesso extraordi-
naria,para discusso do projecto de novos es-
tatutos,quinta-feira 6 do correMes 6 horas da
tarde.
Secretaria do conselho aos 3 de junho de 1861
Francisco Ignacio Ferreira.
1." secretario.
A pe?soa que hypothecou um moleque ao
reverendo Nicolao Teixeira, v levantar a bypo-
theca at o dia 5 desle crtente mez, e do con-
trario nao se entregar mais por se ter vencido
o trato no dia 18 de maio prximo passado.
- Antonio Jos da Cunha retira-se para a Eu-
ropa em coosequencia do seu estado grave de
molestia, no primeiro navio.
ELIXIR DE SALDE
Citrolactato de ferro.
Ijuvco deposito na botica de Joaquim Martiuuo
da Cruz Correia & G., ra do Cabug u. II,-
em Pernambuco.
H. Thermes (de Chalis) antigo pharmaceulica aprsenla hoje urna nova preparacio de ferro
com o nome de elixir de ctro-lactato de ferro. .
Parecer ao publico um luso empregar-se um mesmo medicamento debaixo de formulas lao
vanadas, mas o homem da sciencia compraheude a necessidade e importancia de urna tal varie-
dade
A formula um objecto de muita importaocia em therapeutica ; um progresso immenso
quanao ella, maniendo a essencia do medicamento, o torna agradavel, fcil e possivel para todas as
dades, para.todos os paladares e para todos os temperamentos.
Das numerosas preparages de ferro at hoje conhecidas nenhuma rene lo bellas aualida-
des como o elixir de citro lactato de ferro. A seu sabor agradad. Teune o toraar-se em um, oe_
quena dose, o ser de urna prompta e fcil dissolugo no estomago, de modo que completamente
assirailado ; e o nao produzr por causa da lactina, que contem em sua composicao, a constioaco de
ventre to frequeotemente provocada pelas outras preparages ferroginosas. KV
Estas novas qualidades em nada alteram a sciencia medicamentosas do ferro, que sendo urna
substancia, da qual o medico se nao pode dispensar em sua clinica, de incomparavel utilidjde
qualquer formula que lhe d propriedadeaUes que o pral.co o possa prescrever sem recelo. E* o
queconseguioopharmaceuticoThermescomaprepsragodo citro-laclato de ferro. Assim este
medicamento oceupa hoje o primeiro lugar entre as numerosas preparages ferroginosa Tome o
atiesta a pralica de muitos mdicos dislmctos que o tem ensaiado" Tem Wo emprendo como im
menso proveito as molestias de languidez (chlorose paludas cores; na debilidades subVe52?Dle
hemorragias, as hydropesiasqueapp.reeem depois das intermitentes na incontinencia^de urinas
por debilidade, as perolas brancas, na escrophula. no r.chitismo, na purpura hemorrhaica na
convalesceocia das molestias graves na chloro-anenria das mulhe'res grvidas em todo.Si c*asos
em que osanguese ach. empobrecido ou viciado pelas fadigas affeccoes chronicas, c.chexia tuo-
criaes*C JP *XC*U' TeMWM' <<>I uso prolongado das reparsgea mer-
Estas enfermidades sendo mui requeriese sendo o ferro a priacipal substancia de que o
medico tem de langar mao para as debelar, o author do citro-lactato de ferro merece louvores e o
reconhecimento da humanidade por ter descoberto urna formula pela qual se pode sem receio usar
Sociedade
ItaioBeneeeute dos Co-
cheiros em Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente fago saber que
proce-deu-se a eleigo da directora que tem oe
administrar a mesma socieiade desde 1861 a
1862, sahiram eleitosos seguintes senhores ;
Presidente.
Antonio Jos Ferreira ArreOnado.
Vice- presidente.
Damazo Miranda de Souza Coiato.
1." secretario.
Thomaz Lins de Soma.
2.* secretario.
Balbino Jos dos Santos.
Thesoureiro
Chrispim Rodrigues Barbosa.
1. procurador.
Aotooio Libaoio da Fonseca.
2." procurador.
Manoel Clemente dos Prazereo.
Orador.
Raimundo da Silva Gomes.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Locneiros em Pernambuco 4 de junho de 1861.
Damazo Miranda de Souza Couto.
1." secretario.
Cassino Militar
Pernambucano,
A directoria syentiGca a lodos os senhores
socios que no dia 15 do corrente lera tugara
primeira partida. Previne-se a lodos os socios
que apresentem suas propostas de convite at o
da 10, na ra Nova n. 46, primeiro andar, lendo
era visla o numero de convidados e desigoacao
de sexo. *
A directoria roga todos os senhores coovida-
dos que hajam de levar seus candes para na en-
trada serem entregues, aim de nao sugerir du-
vida alguma uutro sim pede aos senhores con-
vidados e socios que nao levem enancas.
Recife 5 de junho de 1861.
Antonio Vilella de C. Tavares.
1. secretario.
litlenne Chantre, leudo de sabir para fora
do imperio, roga a quem se julgar seu credor
de apresentar sua conta nestas 48 horas, na ru
dos Guararapes n. 60, em Fora de Portas.
Quem quizer alugar urna preta de
boa conducta, que cosinha e engommk
com toda perfeicao : dirija-se a ra da
Saudade casa de sotao de dus janellas,
que achara'com quera tratar.
O abaixo assignado como administrador dos
bens de sua mal Rila Mara da Conceigo, declara
para coohecimento du publico e especialmente
o da polica, que Luiz de Frang do Rosario, por
outra Luiz Jos dos Sanios, por anthooomasia
Caguincha, nao livre como propala ser; pois
nao tem carta de liberdade, sim escravo da re-
ferida cima, moradora na ra das Cinco Ponas
casa n. 92, e o abaixo assignado na ra Imperial
n. 174 oude tem aula particular de iostrueco pri-
maria. ^ r
Manoel Flix Alves da Cruz.
Leopoldo Albert, subdito Belga, retira-se
para fora da provincia.
Vctor Vervane, subdito Belga, retira-se
para lora da provincia.
Atteneao.
Rufino Antonio de Mello faz publico a quem
oteressar, que coroprou por despacho do Exm
juiz do commercio. a massa fallida de seu irmo'
Francisco Antonio do Reg Mello, constindo em
um predio oa ra Nova n. 1, dividas, mercado-
rias, movis, etc., etc.: e so alguem julga-se
com direito a contrariar a dita venda, apresen-
te-so no prazo de 3 dias. a contar desta data. Re-
cife 1." de junhe de 1861.
Fugio da casa do abaixo assignado o escra-
vo por nome Thomaz, oagSo crioulo filho ro ser-
to de Moxotho com os signaes seguintes, com os
dedos da mo direito aleijados, por ter sido ma-
chucado em urna maquina de padaria; bonita
figura teve bexigas a dous mezes, tem denles ala-
ruados pouco signal de barba representa ter 2]a
26 aunos de idade, julga-se ter ido para o dito
lugar por all ter seus prenles, e por que j foi
visto o aono passado, quando fugio a primeira
vez, portanto pede-se a quem o aprehender l-
valo ao seu senhor na ra dos Pescadores n. 1 g
3 padaria, que ser bem recompensado.
Joo Jaciolho de M. Rezende.
Escravo fgido.
Fugio do abaixo assignado seu escravo Joaquim,
africano, ceg do olho esquerdo, alio, e magro
com signaes no rosto. Trajava caiga azul e ca-
misa de baeta encarnada, quando se evadi da
casa do dito Jos Pedro do Reg, a ra das Cru-
zes. Foi escravo do Sr. Antonio Igoacio do Re-
g Medeiros ; e costuma gaohar carregaodo as-
sucar. E' ladino, e presume-se que vagueia pelo-
Cexarjg, ou Beberibe. Quem delle der noticia,
ou o levar a casa do Sr. Rogo, ra das Cruzes
n. 18, ou ra da Cruz n. 33 ser generosamen-
te recompensado. Protesta-se contra quem lhe
der guarida.
Recife, 4 de junho de 1861.
Domingos Rodrigues de Audrade.
Precisa-se de urna senhora de 50
annos pouco mais ou menos, que fosse
educada regularmente e tenha durante
sua vida portado-se bem, para fazer
companhia a urna senhora que tem po-
sicao: quem estiver nestas circunstan-
cia dirija-e por carta com as letras
X YZ, a livraria da praca da Indepen-
dencia.
Precisa-se alugar urna escrava pa-
ra o servico de urna casa de familia :
na ruada Cadeia do Recife n. 53, ter-
ceiro andar.
Francisco Jorge de Souza, morador em seu
sitio do arraial na freguezia do Pogo da Panella,
perguntaaos seus visinhos irmos, os Srs. alteres
da guarda nacional e inspector dequelle quartei
rao Manool Benlo de Barros Waoderley e Rai-
mundo de Barros Wanderley, se, contentes Bao
eslo, de aos annos que all moram, quasi sempre
os seus animaes cavallos, vaccas com cria, gar-
rotas, porcos e cabras distruirem as suas lavou-
ras e fructeiras, para de mais, al o cavallo que
lhe morreo, enterraren] dentro do dito seu sitio,
violentando para isso a derribagao da sua cerca,
que tanto lhe custa continuadamente andar fa-
zendo.
Aluga-se urna escrava para o servigo interno
de urna casa, cozioha, eogoroma, cose : a tratar
oo priacipio da estrala de Joo Fernandes Viei-
a n. 36.
Fugio no dia 2 do correle mez a mlnha
escrava crioula. de nome Cecilia, idade 40 annos,
lem um signal bem distincto por ter 6 dedos noo
ps, foi propriedade do Sr. Antonio de Carvalho
Soares Brando,.do engenho Comportas, fregue-
zia de Muribeca, ha pouco arrematada era leilao :
portanto roga -se as pessoas que a conhecem, o
mais autoridades policiaes, a sua apprehenso,
pela qual serio bem recompensados na ra do
Trapiche n. 12 F. Luiz Puech.
Quer-se alugar um sitio ou urna grande caso
com boos commodos, mas que tenha espacoso
quintal com fructeiras, com tanto que Oque qua-
si dentro desta cidade : quem pois o tiver par
alugar, dignar-se-ba entender na loja de fazen-
das n. 8, com Burgos Ponce de Len.
ML&
Na ra de Hortas n. 106, precisa-se de urna
ama para o servigo interno e externo de urna ca-
sa de pequea familia.
criado.
Precisa-se de um criado ; na ra do Queima-
do n. 38, primeiro andar.
Quem precisar de urna negrinha para ser-
vigo do casa de pouca familia ; dirija-se a ra do
Hospicio n. 64.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
coser e engommar : na ra do Imperador n. 83,
primeiro andar.
O Sr. Antonio de Parias Brandio Cordeiro
deixou de ser cobrador da casa commercial de
Camargo & Silva.


DIARIO Dfi PBNAMBCCO. *- QUA&TA FEIRA S M JUNHO DI 1861.
()
ARNIAZM
DE
ROUPA FSITA
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RUADO QUINADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
cualidades, e tambetn se manda eiecuiar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40#, 359 e 305000
Sobrecasaca de dito, 359 30|00
Palitots de dito e de cores, 359, 30},
25f000e 209000
Dito de casimir* de cores, 129000,
159. 129 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, ugooo
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9$000 8000
Ditos de alpaka de cores. 59 e 3^500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 30500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
48006 e 39500
Ditos derramante de linhe branco,
68000, 59000 e 48000
Ditos de merino de cordio -preto,
159000 e S9000
Calais de casimira preta e de cores,
129,109. 99 o J000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
i 'Ditas de brim branoo e de cores,
58000. 49500 e &600
; Ditas de ganga de ores 3$000
Golletes de velludo preto e 4e co-
res, lisos bordados, 129,9 e 9000
'Ditos de casemrra preta e de cores,
liaos e bordados, 69, 5950, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 69OOO e 59000
Ditos de brim e fnstao branco,
39500e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 18000 e lg280
Camisas de peilo de fusto branco
e decores. 29500 e 29300
Ditas de peito Oe linho 68 e 3{000
Ditas de madapolo branco e de
coree, 39, 2$500, 29 e 1^800
Camisas de meias 1{000
Chapeos pretos de massa.traocezes,
formas da ultima moda 108,89500 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes
francezes, 149, 128, H8 e 79000
Collarinbes de linbo muito finos,
a o vos feilios. da ultima moda JJ800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes beri-
sontees, 1009. 909, 809 e 709000
Ditos de prala galvaoisados, pa-
tente hoaonlaes, 408 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
. aderegos, pulseiras, tozetas e
aneis 8
Toathas de linho. duzia 129000 e 109000
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largo da Penlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa a os -seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
vtn grande sortimeoto de gneros es melhores que tem vindo a este mercado e-por ser parte delles
viudos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Maatga lugleza perfeitomente flor. ^ librai, em ar_
mi se far algum batimento.
Ilanieiga lra\VCea a HdtHn4M ha no merCado vende-se a 720 rs. a Ubra.
CMperoh, hyson e preto 0, melhore8 ha neste geaero agsoo ^
T9600 rs. a libra.
V^ieijOS liamcngOS cnega.d-os oeste ultimo vapor-de Europa I96OO rs., em po-
rac se far algum nbalimecto.
V**4JO SUASSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
^HtBljSJ yTHAO og melhores que tem viedo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se (ara algum abatimento.
BolVO iraiieeZ a 5H0 Y. 0 cartao elegantemente enfeitados .proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Doee 4la CaSCa de.gOiaba em callees com 3 liMibras vende-se a 19 cada um.
BOVaenillUa ngiea a mais nova quehano mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a39000 a barrica a retalho a 240 rs. a libra.
VlUfclXaS irancezaS 480 iibrt JiarSteada imperial d0 afamado Abreu, a deowtros muitos fabricantes de
Lisbde a 800 rs. a libra.
L.atas eom bolaeYkiakas desad* vendesa lfeoo r9cada uma com
difiranles qualidades.
VullOCOiaiie 0 maia 8uperior que tem vindo a este mercado a 90*ta. a libra.
9lla$a de tomate em latas de l libra, a mais nova que ha oo mercado a 900 rs.
tuca.
r eras seccas eB eond5,8 ^ libraspor3i500 a retaih0 a ^ ra a libra
Conservas franeezas e inglezas mas nova6 das em direitura a 800 rs. o frasco.
Aletria, maearrao e talnarim ,. libra e m ^ de ar.
roba por 8jJ.
-Falitos de dente lixados em molho, com M macinhoa m soo
Tonel ano de Lisboa
a arroba a 9$.
Ir'BeSlll&liO mano novo vende-se para actbar a 400 rs. a libra.
Cbonri^as e palas
a libra.
Banna de poreo retinada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Furtaram ha poucos da* do ar-
mazem n. 56 da ra da Cadeia, uma
peca de panno azul, o qual panno -tem
algum algodo misturado com a laa co-
mo se pode ver desda ndo-se e tran-
cado como casemira : quem der noti-
cias exactas de dita peca no referido ar-
mazem sera' generosamente recompen-
sado
t^a VXV wrngmTA% tm% WW wm WSIW. vm-w P^,* WWW
Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de Si Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde is 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2.a Molestias de coracio e de peito.
3." Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feto na or-
dena de surs entradas, comecando-se fo-
rera por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero em pregados em suas consul-
ta joes e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureta e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu em prego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doeotes toda e qualquer operario que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos taremos, para cujo fim se acha
prvido de uma completa colleeco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
Massas de Lisboa, recentemente chegadas,
em caixas de uma arroba, sortidas : vende-se
pelo-diminuto prego de 39, no armazem do Sr.
Annes, frooteiro a alfandega.
&*, O Dr. Manoel Buarque de Macedo Li- k
.*f raa est procedendo ao inventario dos j
? bens deiados por seu fallecido pae o w
S ~Sr. major Manoel Buarque de Macedo @
#Lim3, pelo juizo municipal da segunda g*
vara. Communicando-o, como Uie cum- *j
@ pre, aos Srs. credores do mesmo falle- QP
g% cido, os convida ao mesmo tempo para tfk
}^ que comparecam no dia 8 do correle, ..
^-- ao meio dia, no escriptorio ^da ra da 9
g Cedeia do Recife n.23. %
mmm^m &m mmm
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
[ enfeiles de cabera, tambem se lavam e enfeitam
'chapeosde palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo gasto de Pars, para o que recebe fl-
gurinos por todos os vapores que vem da Enropa.
Msicas e pianos.
i. LAUHOlfUlE*, na d* Iaperitrii n. 13,
acaba de receber pelo ultimo Vapor da Europa
uma-bella colleeco de msicas para piano acan-
to, dos melhores aotores e muito escolhidaa;
igualmente se epconlra em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os cot>-
certos e afina os meamos initrumentos em pouco
tempo e por precos commodos.
Avisa-se ao Sr. Joo Baptista Altes Mon-
teiro que venha tirar o que existe na mo do a-
baixo asignado no prazode ojio dia, e nSo o fa-
zendo perder todo o direito. Recife, S de ju-
oho de 1861.
Jos Joaquim da Costa Braga.
Precisa-se de uma ama para todo servico ;
a tratar na ra das Larangeiru n. 14, primeiro
andar.
Attenco.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida do esciiptorio dacompa-
chia Pernambucana.no Forte do Mattos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servir.3 tec-
I dente ao mesmo vapor.
En si no particular.
a O acadmico Menelo dos Santos da Fonsec,
! Lins, professor particular das linguas latina a
: fraoceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
; eursodas ditas linguas na ra de Santa Rita no
; 15,5primeiro andar.
oivfavflnf fBfnVfVVlDi WJBmWafwWmmtmm
Dentista de Pars, i
15Ra Nova15
o mais aovo que ha no mercado a 320 re. a libra m
* ;
barril i
o que ha de-bom neste genero por serem muito novos a i60 rs..
a mais al va que pode h ver no mercado vende-se a
Frederic Gautier, eirargo dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaes, tudo com a superio-
dade e perfeijo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Consultorio medieo-cirurgico
3-A\3AlDX GLORIA. CASA DO F\3ND\0~3
Consulta por ambos os systenias,
Em coosequeucia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
meoto acaba de fazer uma reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundara com os de
neohuta outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam > o proprietario tem tomado
a preeaueio de ioscrever o seu nome em- todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forera apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar uma coola assignada pelo Dr. Lobo Moaaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tioeturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao to coahecidas que os meamos Srs.
mdicos allopalhas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos qur era tubos qur em lindaras cuslaro a 1# o vidro.
O proprietario deste estabelecimento aonuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
syficieles para receber alguna escraros de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operac'}, afflaagaodo que ero tratados cora todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que tara tldo escraros oa ca do annunciante.
A situaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas tanta-
gens para o prompto restabeleciment .'tos doentes.
Aspeuoas que quizerem fallar com o anuuuciantedevem procura-lode manha atoll horas
e de tarde das S em diante, a fora deatas horas acbaro em casa pessoa com quem se podero en-
tsnder i ra da Gloria o. 3 casa do Fundad.
J>N oto Moteoxo.
19ig^^eiesiesi6et&feeieeie>9i3K
iSeomneixeAfT.osta Arrenda-se o engenho
tuaius .un pv&sk. rea qualidades de peixe que ha em Portugal a 1500 cada uma, assim como tem aalmo e! JarllD llltlllO periOQa Villa O
lagusnha em latas soeoores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas! Pao d'AlllO. 6 OlltrO denomina.
qualidades dos melheree fabricaotea de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas. I L D """ ucuuiuma-
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor fraocez de todas as qualidades, azeite doce pu- J O PllltlOBA SllO BQ. ifflNIfiZft
nficadoa \$ agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonaa j_ Tnn,. nUznm nmi
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de sunerior qualidade. ''^ 1 I ttt.ufilldcli, d til DOS Vdll
tajosos em suas produc^es e
por preco multo conveniente:
quem os pretender dirija-se
ao eogenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. O mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos ebgenhos Inhama, Ra-
mus e Cursahi, e permuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de razo.
Joo de Siqura Ferro scientica a
seas numerosos amigas e freguezes, tan-
to dettas como de oulras provincias que
mudou seu estabelecimento de fazendas
que tioha na ruado Crespo n. 15 para a
ra do Queimado n. 10, onde continua a
ter um completo sortimenlo de fazendas
de todas as qualidades.
Precisa-se de uma ama de leite : a tratar
na ra do Crespo loja o. 14.
Na ra do Rangel n. 73 se preciss alagar
uma eacrata para oservico interno externo de
utas (aso lie pouea. familia; paga-ss besa,
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espigo de 8 annos o offlcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por laso uma grande pralica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos diflerentes jul-
ios, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobranzas. B
como tem na corte sua disposi^o um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer prelenco perante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa quetenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
das Triocheiras u. 13, efora deslas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
WSSIG 5iS5l*?iS?iSi>B-ai35ifr5l6i3
Prectsa-se de uma ama para uma casa es-
trangeira de pouca familia : na ra do Trapiche
n. 4, primeiro andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad Samuel P.
Johston&C., ra da Senzalla Nova n. 52.
Permuta-se por escravos- ou predios oesta
cidade um grande sitio que pode render de dous
a tres conlos de ris, muito perlo desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, visto seu proprietario ter necessidade de
ir para fra : a quem convier, annuncie.
Industria americana.
N. O. Bieber A C, successores,
ruada Gruz n 4;
participara ao publico que novaraente receberam
uma grande colleeco de arligos da industria
norte-americana, coniosejam :
MACHINAS
para eortar capim, para descarogar milho, para
moer mitha e caf, para fazer farinha de milho
em Qoura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes porces, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baixos de capim, e de cozer soceos, cou-
ro, etc.. etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA;
Arados, cultivadores para limpar a Ierra, fac-
edes proprias e expressameole feilos para cortar
canna, machados, machetes, eochadas, p9, as-
sim como uma imrneosidade de ferragens finas,
bombas, carros de mo.
CARROS
elegantes eleves psra douas o quelro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuem igualmente desenho3" de todos as
modelos e gastos, com os presos marcados e acei-
tara eocommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe praleado, em vista
igual prala, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheteiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim. garfos, machinas para torrar caf.
Uma imrneosidade le obras de folha de Plan-
dres envernisadas para loilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, laboas
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en-
gommer roupa. Costureiras. coodessas e brlaios
para guardar roupa, uma infinidade de objectos
de phaulasia proprios para gabinete de senhoras.
Caixas com ferrameota fina. Brinquedo, car-
dnos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobiliss.
Mappas geographicos de todas as partes do
mundo, e livros com a discripcao em inglez.
Alugase
dous sitios na ra da Mangaboira de n. 1 e 2 na
cidade de Olioda, sendo o primeiro um dos me-
lhores sitios que ha osquella cidade, rendoso em
razo das muilas fructas quequasi todo anno tem
em muila quantidade, tem muilas mangabeiras,
maracujs, mangueiras, oque s se vendo qua
se d valor, urna rica baixa de capim, terreno para
rogado, leoha era capoeira, forno para padaria,
olaria com teibeiros para fabricar telhas e lijlos
grossos, forno para lijlo grossso e outro para lou-
?a, ludo com os competentes teibeiros, um bar-
reiro com barro muito bom para louga e lijlo
apenas falta fazer o esgolo d'agua, com bom so-
brado com 3 salas de frente, 8 quartos, sala de
jantar, cozinha fra, com muitos oulrcs commo-
dos, com estribara para cava los e 3 lojss ; o se -
gundo pequeo mas com muitas fructeiras: quem
pretender dirija se ra da Madre de Deus o. 5,
que se dir com quem deve tratar.
Os abaixo assigoados fazem sciente ao res-
peitavel corpo de commercio, que liissolveram
amigavelmente em 31 de maio prximo passado,
a sociedade que linham na loja de chapeos da
prsra da Independencia ns. 19 e21, que girav.i
sobre a firma do Para & Santos, Qcandoosocio
Santos responsavel pelo activo e passivo da dita
firma.
Recife 3 de junhode 1861.
Joo Bento Para.
Manoel Jos dos Santos.
CONVITE.
Attenco e muita attenco.
SodriSt U. convidara a todas as familias que
quizerem honrar com suas presentas a sala do
primeiro andar da ra estreita do Rosario n. 11,
estabeleciraaalo, a virera tornar
gneros tenientes a confeilaria,
par que tem com lodo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, advervindo que sero servidas cora toda a
promptido e presos mdicos.
para lavar rou- Por c,,ma do feu
sorvete e outros
Attenco.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos pot?3f
Tira ratratos por 3#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento '-de cai-
xinhas novas
Tendo-recebido um-sortim-ento de cai-
-xinhas novas
Tondo recebido um sortimenlo de cai-
xinlias novat
Tendo recebido um -sortimento de cai-
-xinhas novas
Tendo recebido um -sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um ortimento decai-
xtnhas novas ,
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande saluoda ra do Imperador
No grande salao da >rua do Imperador
No grande salao da r-ua do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande f ornecimen-
te-de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos 'praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicdes muito
razoa-veis.
Oseavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a -visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinaren! os specimens do que
cima ca anunciado.
Deseja-se arrenJar um eogenho de boa pro-
dueco e que teoha escravos e animaes suficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:000$ a 4:000$ : a quem convir annuncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador o. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas da
manha at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual- j
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
ta, e prometi todo o zelo e promptido as func-
roes do seu ministerio.
SE SiBdfi-ttB&aiaft tmgmmgamamgaaaaaM
gfWsI VBVVBV kVBV VUVWUWsrfBV wl**S2
A ultima moda dePa-|
risnaloja do Lean-1
dro, ra do Crespo
n. 8. %
Requissimos enfeites a imperatriz (para S
cabeca de senhora) de diversos gostos, por O
prego commodo, e grande sortimento de at
arcos para balo a 200 ris a vara, os *
quaes nao deixaro de os comprar logo II
que os virem, e outros muitos arligos, fi
vindo pelo ultimo vapor da Europa. *
tt 46 2i& i4fidd*2*eiSiatt
MrlnlrV > tPi3 STansTalVsniVvanrBvsjnvsM
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praga, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, Pican-
do o abaixo assigndo responsavel pela liquida-
gao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Pede-se ao Illm. Sr. director das obras pu-
blicas que mande com urgencia fazer os redaros
de que necessita a estrada de Cuararapes, visto
que a conservago nao pode reparar e nao se ha
de consrrvar sempre em 15o pessimo estado, isso
pedem alguns moradores de Muribeca que por
all Iraosilara lodos os dias.
2**ro*eSwaW c^N^^wiraVs^~95rc9VreWBvimc
CONSULTORIO ESPECIAL I
U0J1E0PATHIC0 U
DO DR. C.VSAXOVA,
30-Hua das Cruzes30 %
Neste consultorio tem sempre os mais 3K
novse acreditados medicamentos pre- r>
li parados em Paris (astinturas) por Ca- X
V tellan e Weber.por pregos razoaveis. v
m Os elementos dehomeopathia obra,re- *
5 commendada intelligenciade qualiuei ^
M pessoa. m
Alugase um terceiro andar e solao, com
excellentes commodos o bastante fresco, no bair-
ro do Recife, ra do Amorim n. 27 : quem o pre-
tender, dirija-se a mesma ra n. 46, que achara
com quem tratar.
O abaixo assi6oado, dono da taberna da
praga da Boa-vista o. 16 A, roga a todos os
seus devedores em geral, que lenliam a bonda-
de do virem saldar suas contas al o dia 10 de
junho prximo vindouro; e aqnelles que nao
vierem at esta data,sero publicados os seus no-
mes por este jornal e cobrados judicialmente, o
para que depois nao se tenham queixas, se lhe
avisa em tempo.
M. Domingos da Silva Jnior.
&A Julio & Conrado conliouam a receber <
t obras por medida a vootade de seus nu-
w merosos freguezes e rer.ebe.n toda obra
33 que nao ficara vontide do freguez, tem a
^ sempre porgo de figurinos a escolher o ^
Sy gostoe commodo das pessoas, debaixo W
A da direcgo de seu mestre alfsiate que .;'
J j bem conhecida a sua tesoura, rece- *i*
@ bem figurinos por todos os vapores.

Joao Correa de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume- !
rosos freguezes e amigos que mu- @
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra- a
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua !
arte. ^
m a e-Q9Q9%%mQ

i O?

3Raa estreita do Rosario~3
Francisco Pinto Uzorio continua a col- j
locar denles artificiaos tanto por meio de m
molas como pela presso do ar, nao re- m
cebe paga alguma sem que as obras nao
V flquem a vontade de seus donos, tem pos
^ e oulras preparagSes as mais acreditadas
^ para conservaco da bocea.
Precisa-se alugar ama cozinheira: na ra
da Aurora n. 80, segundo andar.
Precisa-se de uma ama forra ou capitiva para
eogommar, e para todo o servigo interno de
orna casa de familia : na roa do Imperador n.
37 segundo andar.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de lotera, $s
Arrenda se o engenho Oitoso, si-
to na freguezia de Serinhaem, moente e
corrente sendo d'agua, com boa casa de
purgar ede vivenda, muito bom serca-
do, com todas ascommodidades parasa-
frejar dous a tres mil paes, arrendase
por 7 annos inclusivel a safra que esta'
cnande-se, tambem vende-se esta safra
de dous mil pes: os pretendentes po-
dem dirigirse ao referido engenho a
tratar com Amenco Xavier Pereira de
Brito ou nesta praca no escriptorio do
Sr. commendador Joao Pinto de Lemos
Jnior.
LOTERA.
Nao obstante ainda haver por vender
boa parte de bilhetes, o thesoureiro
querendo satisfazer o pedido dos Srs.
jugadores, declara que sabbado 8 de ju-
nho prximo, pelas 9 Ij2 horas da ma-
nha andarao impreterivelmente as ro-
das da prt racira paite da pri me ira lo-
tera a beneficio do collegio dePapacaca.
Acham-se a venda os bilhetes e meios
bilhetes na thesouraria das loteras ra
do Queimado n. 12, primeiro andar,
e as casas commistionadas do costume.
As sortes serao pagas a entrega das
listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
No dia 10 de maio foi aprehendido umea-
brochinha de 8 .9 annos pouco mais ou menos,
o qual diz ser escraro do Sr. Jos da Costa, mo-
rado; na Estrada Nova : quem for seu legitimo
senhor ou alguem por elle dirija-se rua Impe-
rial n. 41, onde se dir em poder de quem se
acha.
Recife 10 de maio de 1861.
Pede-se pela segunda vez a um Rvm. sa-
cerdote que oceupa posigo na freguezia da Var-
zea, aueira quanto antes mandar pagar na ra
Direila n. 109 desta cidade a quantia de 92# que
devedor desde novembro do anno prximo pas-
sado, do contrario ser publico o motivo desta
divida, e se proceder na forma da lei.
Um pobre artista.
A pessoa que perdeu uma pulseirana noite
de 31 de malo, na igreja de Santa Cruz, pode ap-
parecer na ra do Rosario da Boa-Vista o. 36,
qoe dndoos sigoaes certos,ser-lhe-ha entregue!
CONSULTORIO ESPECIAL IIOHEOFATIilCO
OO 00LT0R
SABINO O.L.PINHO.
Kuade Santo Amaro (Muo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
ale meio da, acerca das seguintes molestas
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
leslias syphilicas, todas as especies de febres
febres intermitientes esuas consecuencias
quaes sao rubricados com to-! turTg^c"nu..co0fferec8eaDle f tica de escri|
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a suaj
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
-se para fazer qualquer
escripia por partidas dobradas : quem de seu
presumo quizer utillsar-se, dirija-se a ra do
Cabug n. 8.
Na ra das Triocheiras n. 29, ha umi pes-
aos que se eocarrega de fazer comidas para casas
particulares, constando de slmogo, jantar e ceia :
quem precisar, dirija-se a mesma para tratar,
que ficar bm servido, com as condices exi-
gidas.
consequencias.
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathieos pre-
parados som todas as cautelas necessaria" in-
falhveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos t/os-
siveis. v
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
VUthO, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse itnpreso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinh.-m, moente e corrente, cora ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municagao para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com uma moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pes por larefa com um"
parol de cobre sufHcientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suficien-
te capacidade, uma destilago completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique do cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz uma pipa da
agurdente por dia de viole e dous graos pelo
anoietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio], com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sn
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinha com um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habilar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
vero ; copeiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que eaporta den-
tro do mesmo eogenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
lodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produego de casia ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro monquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufftciente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos for-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de vuzea como os da
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo Cercado para animaes. a
extraordinariamente grande e uma grande parta
coberta com capim milhao. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra qoe existe fundada para a colheila de 1861,
a flndar-se em 186-2. sendo avaliada por potitos,
assim como o prego dos pes. As coudiges e
tempo do arrendamento se combioar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vascoocellos
de Drummood no sitio de sua residencia no Man-
gumho, queae acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
choa.e dosAfflictos, de manha at 1 hora da
tarde.


ff)
MillO-DB tlftaUMMOO. JUARIA FE A 5 M WflUO DI itoi
Ama

Precisa-se de urna ama oo livre oo escrava,
que saiba comprar e cotinhar para casa de fami-
lia : a tratar no Io andar do sobrado o. 1 da roa
do Arsgao.
O Sr. Julio Cesar da Silra Amara! tem ama
carta do norte, na livraria na. 6 08 da praca da
Independencia.
Na ru das Triocheiraa n.'S9. envernisa-se
e concertam-e obras de mareineiria.
O abaixo assignado declara ao corpo do
commercio desta praca, de Pernambuco e em
gcral, que leve descamioho ama leltra da quart-
tia de 1:793|J700 ris, aaccada aqu pelo mesmo
em 18 de marco do correte a 11 meros pagar ;
cuja letira a hara remedido sobre Danker &
Barroso, negociantes daqaella praca, provenien-
tes de drogas, Assira pois declara que tem de
s'accar a 2a via, sobre aquelles mesmos, e pro-
testa sobre a pessoa que se digoou apoderar-sa
da Ia, talvez com flm sinistro.
Parahyba, 16 de maio de 1861.
Antonio Thomaz Carvatho da Cenba.
A 2,000rs.
C ompras.
Grande pechincha para os se-
nhores alfaiates.
Fitas de sarja cor de cinza e de outras cores
proprias para debrum de palelots e colletes, com
30 varas a pega, pelo diminuto preco de 2S na
ra da Imperalrir. n. 48, junto a nadarla franceza.
Largo do Carmo, quina da ra
de Hortas n. 2.
.^!>*'n,^Kt?}0' lellU talharim fcrooce
aBOOra. a libra, dito amarillo a 400 re., man-
teiga inglea a 800 re. libra, dita franceza
7) : na mesma casa
38840 a arroba.
compram-se jomaos
Compra-se una carro? para um cavallo, em-
bora tenba algum uso, com tanto que eMeja em
Loro estado, e seja forte : na ra da Cadeia, loja
numero 41.
. Compram-se TI ou 4 figuras de todo o cor-
po, proprias para jardim : quom as quizer ven-
der, dirija-se a ra Nora, loja o. 8.
Compram-se joroaes para embrulho a 120
rs. a libra na ra larga do Rosario n. 35, depo-
sito de assucar.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratriz e. 12 loja.
Vendas.
Vende-se um eslabelecimento de chapeos
na praca da Independencia; a priso on a dinhei-
ro, como melhor convencionar-se, quem preten-
der deixe sua residencia e nome em carta feieha-
da na mesma Praga n. 6 e 8 a com inicial F se
nao te declara no mesmo anouncio o dito esla-
belecimento porque exislem pecadores pelo matto
e pode prejudicar os lnleresses do dono do
mesmo.
Liquidado
Ra do Queimado n.,
10. loja de 4 portas. '

*

m

Vende-se as seguiotes fazendas por *
t. menos prego do que em outra qualquer ^
tS parte, como sejam : x*
> Chitas fraocezas cores flxas a 220 e 240 2
%? Cortes de cissa franceza a 29000 0
$g Chalys de 3purado gosto covadoa 500 M
BL Cambraia de seda dito o covado a 440 ^.
*& Mimos do co dito o covado a 400 vS
tji Chales com palmas de seda a C3
m lg6O0e 2000 m
jji. Camisinhas de cambraia bordada
g para baptisado a 59000 O
Ditas de dita para senhora e com ;''.
>; golnha a 3J500 Z
*^ Chitas inglezas cores Gxas a 160 "
''} K-guiode puro linho a vara a 800 ^
i". Cambraia lisa muilo fina a pega a 58000 >j>.
Chales de merino bordado a 59000 W
Ditos de dito liso a 39500 e 4g0O0 W
Mantas de selim lavrado para se- gfe
nhora a lg600 Z
W Meias para senhora a 38, 3*500 e 4a000 W
W IHt'S para meninas a 2$8O0 e 3SCO0 U
fc Chapeos do sol de seda para se-
S nhoraa3S500e 4g000 5
w Guardanapos adamascados a du- %si
-;.- zia a 2J500 e 3000 fi
&, loolhas de linho a duzia 5SO00 *
2 Hiscadinhos de linho o covado a 160 9
tgp Corles de brim de linho de cores tk
B a 2*500 e 2J800 Z
r^ Dito de meiacasemira a 1*280 e 1*600 9
*S Psiuio azuluo covado a 1*280 e lg600 %&
$$ Dito preto dito dilo a 3*500, 4 e 58000 -A
4 Cortes de casemira preta a 5* e 6*000 ?x
W Cortss de dita da cores a 4* e 5*000 W
W Cortes de velludo para cullete -
m 1*600 e
"* Ditos de gorgurao a
vj> liri.o braoco de linho trangado a
$g. Palelots de brim de cor pardo a
,'.. Dilos de dito lona a
Emcasade MilK|
Latham < C,,f
i ra da Cadeiaf
n, 52, vende-sel
1 Champagne. *
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
i Dito de Lisboa branco e tinto em 2
barris de 5*
Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de linliaca.
AzarcSo.
Tintas preparadas a oleo.
Verdete de Paris.
Dito composto.
Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
Linhas em novello.
Panno de algodao para saceos.
Ancorase coirentes de ferro.
Um sortimento de ferro inglez.
HJMHII '
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
ja e apreciavel agua ambreada, deurt aroma ex-
cellentemenle agradavel. Ella ierre acertada-
22? P"a t" eilar a,um gotas n'agua para
com que se banha o rosto, resultando dlsso que
ES!!8*' e conserva o vigor da cutis, com especia-
2S!-fftS5,,rM : assim como P e deitar
o agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
liando alem de refrescar o tirar ou fazer desap- !

9
A PR1MAVER4
6~Ria da Cadeia do Retire--! 6j
LOJA, DE MIUDEZA5
FonsecacSilva.!
Sabio inglez o mtluer que ha no mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares beoitoi
gostos a 600 rs., espelnos pequeo* apu-
radas a 800 rs. a duzia, appsrelhos p>.
ra brlnquedos de criaDcas a 1*, 21 e 38
cada um, eicovas para unhas de 800 a
1 cada urna, din paira dentes de 400 a
500 rs., baodeijas pequeas de 1*
1J500 cada urna, peales de tartaruga
virados a 5J>, 9t,1$ e 89 cada nm, en-
feites de vidrilhe a 1J800 cada um, bar-
retes de dilo a l20O. Iroco de cores a
200 rs. a peca, fitas de velludo com 10
varas a 800, IJ e 19200 a pega, esceacia
de sabao pa/.a tirar noloas illo vidro
penies para otir cabellos > l4t)0 a du-
zia, caixaa de raiz sortidas a 1$400 a
duzia, cartas fraocezas finas a 3j| a du-
zia, ditas portuguezas a t9800, caivetes
para fructas a 45 a duzia, ricas caixas
com espelhos contendo perfumarlas pro-
prias para toilets de aenboris a 6i e 8S
cada urna, bahuznhos de ditos a 5$
csixlobas de vldros cem ditas a 2500
cada urna, argolas douradas a lJOO a
duzia, dados a 1JJ500 a bals, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com perrnas de ago a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2| cada urna, dilae pequeas
para cha a 2$ a duzia e para sopa a
4J500. peoles de bfalos amarellos a
49500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
-39500 a duzia, botes de madreperora
para abertura a 480 ra. a duzia, ditos de
osso a 3i0 rs., dilos de lonca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phantasia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabeca cha-
ta sortidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pioceis para barba a 400 rs.
duzia, tesouras em euteira a 19 a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
eo, sapatos de tapete >ara homem e se-
SSPIi a U o par, ditos de pelucia a
19500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 69, jarros com pomada a 3
o par, escovas tinas eom espelhos para
cabellos a 1 cada umi, agua doOrien-
giifttq a garrafa, dita de cologoe a
29800 e 49, bengalas superiores'de 19 a
1C800 cada ama, e muitos outros arti-
gos que seria nfadonho enumera-los,
os quaes se vendem por precos os mais
baratos do que em outra qualquer parle.
CorUe de meia casemira de urna scflr, fazen-
da superior, pelo baratlssimo preco de 29 cada
um: BatuadaQoeimadoo.aa. na loja da boa f
A 12^000
a dozia t toalhas felpudas auperio-es ; na ra
do QweuMdo n. 22, na loja da boa f.
Extractos, bahhas,cosme-
tiques, e leos, de Lubin
pafalrtici>s,eeai>ellos.
%&ii%ajk
Di
FlNDCiO iOW-IWW,
Roa da Seuzalla Nava n.42.
Neste estabelecimento contina a haver um
parecer esse hlito dessgradavel que quasi seirt- I
luJL?* Pel ,tra,sPir- Tambem tem a pre-
5uando^odLaC.abr"a: S^S^i^^ ^T^ ** *pendas eei.s moen-
quese lave o rosto leoha"e. compw cao Cus f", M***'^, achinas d. y.por e t.ixas
Na loja d'Ageia Branca se encontra as per-
fumaras cima do bem cooheeido fabricante Le-
Wd; e bem assira finos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Con-
dray. Piver &. Eajflm quem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loja d Aguia Branca.
Relogios.
Yeflde-se em casa de Jo bostn Pater &C,
n do Vigario n. 3 um bello sortimento de
raogiogdBOuro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos irancelias para as
mes saos.
Guardanapos rara mesa
a 3S rs. a duzia ; na ra do Queimado n 82, na
loja da boa f.
Fazeoda 43conomica.
Laazinhas para vestido a 240 rs. o covado, ou-
tr ora de 800 rs. : Adriano & Castro, rus do
Crespo n. 20.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeitesde conlinha, como dourados, e de lindas
Olas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loia Aguia do Ouro, ra do Gabug n. 1 B.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho~baianU incoroa-
n?^? d-anTar" de Ur8". iHo baratiaimo
ra, n.ffifd.v. r: n*"do o*"*
Chales de merino
S lKadda08bo.T; r* d Que", n M
Gravirtinhas estreitas.
J!t~? sa^tiOT- raratUbaa estreiUc de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratU-
!SV.SS: M ru"d0 Queima0 n-
Atoalhado de lioho
aomduaa larguras a 29600 a vara; na ruado
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-ae cera de
que ha ntste genero
cife, loja a. 50.
carnauba a maia superior
na ra da Cadeia do Re-
2^000
18600
1/000
3SJ00
48500
----------- vuiuposicao. Cus
i-ru-,C? I* G qU6ID aprecia bom naodeixar
hrl/n "f decomPrdessa estimavel agua am-
Oueim;^ t 'ja d'agUa branca' D rua o
Queimado n. 16, nica parte onde se achara.
% Gurgei & Perdigo.
]g Rua da Cadeia loja n. 23.
RECEBEaAM vestidos superiores de
blonda com mana, capella, saia de se-'
a im, ditos modernos de seda de cdr. di-
g tos pretos, ditos de phantasia. dites de
g cambraia bordados, lindas laasinhas, fi-
8m lo. larlalana, aedas de quadrinhos, gros-
denaples, moreanlique. cassas, cambraia
d. cores muilo superior, sdios, enfeites.
novos manguitos, chapeos, manteletes,
m, 's'tas. "pas moderna de gorgurao e :de
|| l, pulceiras, leques e extractos desan-
*s dalo.
e coado, de todos ostamanhos
te ferro batido
para dito.
Vende-se urna grande casa terrea no logar
denominado Caldeireiro da freguezia do Poco da
Panella com 30 palmos de frente. 4 quartos, co-
zinha fora, quarto para escravos, um grande
quintal plantado de novas e exoellentes arvores
irucliferas, urna grande cacimba com muito boa
agoa, assim como outra casa de taipa com muitos
commodos, urna estribaris, sendo o terreno de
ambas propno e unido, tendo e mesmo compri-
menlo : qaem pretender, dirija-se mesma, que
acnarfi com quem tratar, a qualquer hora do dia.
*^
Viohos eDgarrafados^
Grande pechindia.
PALETOTS SAC ;OS de casemira ingle-
za a 109, ditos a 159. ditos de alpaca mais
"na a 09, sobrecasaco de panno a 20 249
e muito boas a 409. caigas de casemira a
99. botinas de Meli a 1S e ingleza a
108. chapeos francezes a 89 : ni rua da
Cadeia loja n. 23.
m
>
Rua do Crespo
loja n.25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
P para fechar contas as seguintes fazendas por
precos muito baratos: pegas de cambraia lisa fi-
na a 3, cortes de casemira a 3&500, pecas de
babados largos e muito finos a 3*, seda de qua-
dros miudos a 800 rs. o covado, chitas largas de
cores escurase claras a 240, cissas da cores bons
go?tos a 240 o covado, o^andys muilo finos a
oOO rs., pecas de ntremelos bordados a 320 a
vara, gollinhas bordadas a 640, manguitos de
cambraia e fil a 2, brsmanie de algodao com
9 palmos de largura a lj>280 a vara, sobrecasacas
de panno lino a 20 e 25$, palelots de panno e
casemira a I69 e 209, ditos de alpaca de 3/500 a
73. dilos de brim de cores e brancas de 3g a 5g,
calcas de casemira preta e de cores de 6 a 10jj
dilus de brim de cores e brancas de 2J500 a 5!
colletes de casemira do cores, esetim preto a 59J
camisas de fuilao brancas o decores a 29. corles
di cassa de cores a 29. cassas pretas a 500 rs. a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capss de senhora a 800 rs o cova-
do, assim como outras muitas fazendas, ludo
muito barato para acabar.
Vende-se por todo
preco para aca-
bar.
Na rua do Queimado n. 41, loja da quina da
Coogregagao, alem de muitas fazendas que admi-
ra pela barateza, menciooa-se as seguintes : cor-
les de seda com babados cora pequeo loque de
mofo a 20, dilos de boa aeda cora 18 covados a
6, 10 e 12o, seda do lodos os padroes, covado a
500 e 19, grosdenaplea de cores muilo encorpado
a l#20 o covado, dito preto muito superior com
pouco mofo a 18500, laazinhas para vestido a 320
o covado. cortes de cambraia bordados brancos e
de coros a 298OO, cass-as de lindos padroes a 160
e 200 rs. o covado, chitis fraocezas. lindos pa-
droes, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs
dilos estrenos, tintas Qxas a 160 rs. o covado, al-
paca de seda, delicados padroes, a 400 rs. o co-
vado, cazaveques de cambraia muito finos a 6
ditos de mussulina a lOf. ditos de seda superior a
169, cipotilnos de aeda a 6g, de retro-z a 4B, ca-
misinhas de cambraia para seohora a 1, chapeos
de seda muilo lindos para meninas e menrooa a
69 e 49500, para seohora a 6JJ, e muitas fazendas
qne so a vista se admira.
A2O0rs.
Grvalas de seda de cores; na rua do Queima-
do n. 47.
A 2$200.
Cortes de seda para colletes pretos e de cores :
na rua do Queimado n. 47.
A 1*200.
Chales de laa pretos : na rua do Queimado nu-
mero 47.
A 480 rs. o covado.
Gangas de cores para calca ; na rua do Queima-
do n. 47.
A l|. 00.
Cravatas de selim pretas ; na rua do Quema-
do o 47.
Sem igual.
SAIAS balao muito boas de todo tama-
ito a 49, luvas de Jouvin de todas as
cores e brancas precos fixo 28500, sapa-
tos de tapete ede tranca-a I928O. colchas
> grandes do damasco de la e seda a 69,
m de algumas deslas fazendas existe orna
O pequea quanlidade por isso as pessoas
I quequizerem com tempodirijam-sea rua
da C0sdeia confronte ao becco largo loja
u. 23.
!
do
Industria Pernambncana.
A fabrica Industria Per-
nambucana fez o deposito de
seu sabao no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
rua da Madre de Dos n. 12,
onde se tender em grosso e
a retalho p >r menos prego
qne em qualquer outra parte.
Este sabao fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, ^onde
sempre se fabricou o melhor
sabao tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem.
Termo
Collares.
Lavradlo.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Ualvasia, em caixas de urna duzia da garrafas
na rua do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodao monstro
de duas larguras a 600 ra. a rara : na rua
Queimado n. 22, na loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que havlam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de lio oecessam agua
balsmica, que ella acaba de ebegar em dita loja
ondesomente a encontrarlo. Quem tem usado
dessaaguasaba perfeilamentedas virtudes delta,
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotwdella em meiocopo d'agua pura, e com ella
esfregando-se os dentes, e lavando-se a bocea os
alveja, hvra-os da carie, fortifica as geogiras, e
acaba o mo cheiro quando ha dentes furados o
preco continua a ser 19 o frasquinho : na loja
da aguia branca, rua do Queimado n: 16.
Caivetes fixos
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha, bolachinhas, doces etc. a
19 cada um : na rua do Queimado: loja da aguia
bsanca, n. ^
Farinha a 1:600 a
saeca,
fazendo-se diflerenca nesle preco a quem com-
prar de 100 saccas para ciate.cbegada ha poucos
das do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
n. 15,trapiche Bariro do Livramenlo.
Toalhas para -maos
a OJJ a duzia : na rua do Queimado n. 22. na loia
da Boa f.
ftua4a Seazafa Nova n.42
Vende-se em casad* S. P. Jonhston & C.
sellinoe silhes nglezes, oandeeiros e castigaos
bronzeados, lonas nglezes, fio debela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro do
dous cvalos relogios do ouro patenta
para abrir
Fazendas
N. 19 Rua do Queimado N. 19.
Cobertas feitas.
Cobertas de chita, gosto a chineza, al9800.
Lences de linho.
4Jr?5es -e panno de lioho fino Pel Pre5 de
Cortes de casemira.
Finos cortes de casemira para caiga a 59.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de 2&500.
Chita franceza.
SIChita franceza escura a 220 rs. o covado.
Cortes de rucado.
Cortes de riscado com 14 covados 29.
Algodao monstro.
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos.para homem.
LeDcos brancos paraalgibeira a 19600 o 2*400
a duzia, ditos para meninos e meninas com barra
a 160 rs. cada um.
Toalhas de fustao.
Toalhas de fustao com 5/4 pelo barato preco
de 500 rs. cada una.
Estdros da India,
d 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
cama.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com Qdo pos de arroz, e a competente bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando ieem de sahir, eomo para theatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2g, e barato pela su-
penoridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, rua do Queima-
do n. 16.
Capellas finas para ndivas.
A loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendeodo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, tub do
Queimado n. 16.
u
nglez.
EAU MINERALE
NATTJRALUEDE VJCBY.
??P?.*Al..a boticafranoeza rua da Cruz n.M
Aniendoas coeitadas
a libra.
Voade-seem casa de Saundres Brothers & C.
praja do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por precos commodos e tam-
em trancellins e cadeias para os mesmos de
exceden te gosto.
Luvas despeluca enfeta-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as Coas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propri para noivas, e contina a
vend-las pelo amigo e baraliesimo preco de 59000
o par: na dita loia de Aguia Branca rua do Ouei-
oaado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu notamente
um bello sortimento de bonitos bahuznhos com
9 e 12 frasquinhos de cheiros; e os est ven-,
dendo baratamente a 2S000, 39000, >e 4*000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
o l|50u0, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 2&000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca rua do Queimado n.
16.
Novos cinteiros
i
com fivelas esmaltadas.
A loja d'aguia branca recebeu tambem pelo va-
por francez novo* cinteiros com bonitas filas e
fivelas esmaltadas, moldes inteirameote -novose
agradaveis, e os es vendeodo como seu costu-
me pelo diminuto prego de 49; em dita loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16.
Para luto.
Caasa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a ara 7 -oa rua do Queimado n. 22
loja da boa f.
Vende-ae nnas carroga para um cavallo, em
bom estado ; na rua Nova n. fife.
Seraphn & Irmo
a
Proprias para sortes de S, Joo
vemle-se tanto em porcoes como a retalho uaicamenje
animara Progresso, aTgo da Penha n. 8.
com lea
risa do Ca-
no
vos
.11.
participara a todos os seus freguezes e amigos
que por terem grande s-ortimanto de novas joia
muito delicadas e nrais em mofla, catflhuram a
venaeT o mais em coota postivel, e se responsa-
biSoam pelas qualidadet do ooro, prata, diaman-
tea, brilbante, ote., paisando contas ganatta-
da-aa; os meamos previnom que oiasuom ae
deixe Iludir por individuos que ates veodon-
4e obras por losa 4osia praca., dezendo msosq 4a
casa dea moaaaoa, poia ouac* livwaoa aem leaaa
possoa alfuma oocarregada so roador jaiu uos.
Bales
de mussulina para menioas a 39000: na rua do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Caes do liamos armazem
n 24.
Veadem-se taboas de amarello, e louro oor
pregos razoaveis. v
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
t estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
1 tSnS*sS" V?9* u,mes Ogurinos a
zo, 209, 309 e a 358, palelots dos mesmos
pannos preto a 16f, 18J, 209 e a 24
ditos de caaemira de cdr mesclado e de
novos padrees a 149.169. I89,209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,129 oa 149. ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, IO9, elSfl,, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129
ditos de merino de cordo a 12#, ditos
de merm cbinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 79. 89, 9 e a IOS
ditos saceos pretosa 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 3j>500, 49
e a 49500, ditos de fustao branco a 49
grande quantidade de caigas de casemira
preta e de cores a 79. 89, 9 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditjs de brim de cores
finas a 2J500, 39. 39500 e a 4. ditas de
brim brancos finas a 49500. 5$, 59500 e a
b, ditas de brim lona a 59 e a 61J, colletes
de gorgurao preto e de cores a 55 e a 6g
ditos de casemira de cor e pretos a 4J500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4jJ
ditos de merino para luto a 49 e a 4950o"
caigas de merino para luto a 4J500 e a 5fi'
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os lmannos : caigas de casemira
prefa ede cor a5S. 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2j. 39 e a 39500. palelots sac-
eos de casemira prela a GS e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca- "
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feilos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de gordu-
ra" de cor e de la a 5 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cimbris ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assira como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e quo para este flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida po- um hbil meslre que
pela sua promptido e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
grande sortimento.
43 Rua Drei&
45
QaalsorA joven e linda pernamoocana, .
nao procure animar oslo eslabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto4 Qual a
mi de familia, prudente o econmica que lhe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qoal
o cavalheiro 00 rapaz do positivo, que nao quei-
'e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao 6 vendido se nao por 10, 12 ou 14?
alten dan ;
Senhoras.
Botinas com lago (Jolj} e" brilbantina.
com lago, de lustre (superfina).
com lago um pouco menor. .
sem lago superiores. .
sem lago nmeros baixos. .
sena laco de tOr......
Sapatoa de lustre. : ,
Meniuas.
Bolinas com lago. ....
59500
59500
59000
59000
49500
49000
19000


sem logo......
para criangas de 18 a 20.
Homem.
48400
4|000
39500







(Nantes
[Fanien
(Panien
lustre. ...... lOfOOO
couro de porco inteirissas 10J000
bezerro muito frescaes
diversos fabricantes (lustre). .
inglezas inteirissas. .
gaspeadas. .
prora d'agua. .
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: ,
> urna sola. .
para menioo 4g o '. '. ". ',
Meio borzeguins lustre......
Sapates lustre- ....
9C5O0
9SO0O
99OOO
89500
8J50O
59500
59600
39500
69000
59000
59OOO
19500
Candieiros
Econmicos.
Aviso geraL
E' chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros yerdadelramenle econmicos, sendo das
qualidades seguintes : para sala de jamar, sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abaixo do raesmo modelo, riquissimo, para pen-
durar em parede. com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermaceti nova ia-
vengao, pnmeira vez vinda a este mercado, ser-
vera lambem para todos os senhores de engenho
que quizerem ter urna boa luz. ditos menoes de
K. "*^0"' dU0S- pV" cozioha ou te-
nores, todos por muito baratissimo prego, e mui-
to deverao economisar os senhores que comora-
.6. JrDecend0 sempre todos os preparos
pare os mesmos candieiros que forem comprados
nesta casa ; assim como se pode assegurar aos
ffSSSXJSi t&SL*" dep08i,
Cemento hespanhol.
para oldar todo e qualquer objecto quebrado
comoseja, marfim, marmere, madreperola, por-
celana, e outraa qualidades de louga fina e or-
dinaria, prova d'agua e do calor, prego lfi o fras-
co ; na travessa da rua das Cruzes n. 4, loia de
calgado.
Delicadas
gravatinhas de sed* bordadas
para meninas senhoras.
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos ....
Francezes muito bem feitos. .
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro cordavio para
bolinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, Do, taixas etc., ludo
em grande quantidade e por precos inferiores aos
de outrem.
A 320 rs. o covado
Gorgurao de seda de quadros de lindos gostos
pelo baratissimo prego de 320 o covado, assim
como cambraia de cares, o covado por 240 rs. :
na loja da rua do Livramenlo n. 2, quo volta pa-
to o Padre : na mesma loja se dao amostras com
penhor.
Fazendas baratas.
Na loja de tres porlas da rua do Queimadon.
69, tem um completo sortimento de fazendas e
obras feitas de todas as qualidades, que se vende
por todo o prego 30 para adquerir freguezia, saias
de balao e 39500, 30 arcos a 49, organdrrico para
vestido a 600 ris a vara, cortes de chalar tua-
tisado com 16 a 18 covados a 14g, chitas fraoce-
zas matizadas a 320 ris o covado, chales de la
estampados muito finos a 69300, grvalas de seda
para hornera a 500 ris ; e muitas mais fazendas
que s a vista do comprador se mostraro: quem
tiver um candieiro do gazcm duas ou tres lu-
zes, que teoha juntamente regulador, dirija-se a
mesma loja para ver se faz negocio: rua do Quei-
mado n. 69.
Pota da Russia e cal de
Lisboa.
No bem cooheeido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, aasim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por pregos maia boratoa do que em
outra qualquer parte.
Cheguem ao barato
O Preguico est queimando, em sualoja na
rus do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo eom 10 varas a
*8, casemira escura infestada propriapara coi-
ca, colleta a palitots.a 960 rs. o covado. cm-
brala organdy de mui 10 bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3&,
4, 59, 69 a poco, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escollados padroes a 240, 260e280rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zeada muito delicada a 9 eadaum, ditos com
urna s palma, muito finos a 850, ditoslisos
com franjas dr seda a 59, leBeos de cassas com
barra a 1 oo, 120 e 160 cada um, meias muito
fina para ssnhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 89500 a dtraia, chitas fraa-
eezas de ricos deseamos, pora eoberu a 280 r$.
o covado, chitas escuras inglezas a 59900 ',
poga,s a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 18600 a Yara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, hrilhantin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difieren tes
c6res a 360 rs. o covado, easemiras pretas
finas a 28800, 39 31500 o covado, cambrai,
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, a outras
muitas fazendas que se far patente ao compra
dor, a de todas t dario amostras co peohor
A loia d'aguia branca acaba
francat urna peqaena porgo de
de
receber pelo
vapor francs urna peqoena porgo de mui boni-
taa e delicadas gravatinhas de seda bordadas ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as 'esl
vendendo a 19500 cada orna ; a ellas, aates que
se acabem, pois s6ae ha na loja d'aguia tranca
rua do Queimado n. 16.
Vende-se um carro de 4- rodas
cotn arreio para 2 cav-tlios, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
lepodersentar.se cruatro senhoras sem
machucaren seus vestidos e nem que-
brarem seus bal6e*. para ver e exami-
nar nacocheira do Sr. Quinteiro na rua
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na rua do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vonde-se urna excelleote casa terrea com so-
Uo acijada do Aracary. eado nasootfeorrua
o commercio a trata*aquella cesa m Sra. G.
gel & irmo, e nesta na rua do Gabug loja
Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, ma
do Cabug a-1 B
i-V1'?"?" aMtaiaoommmmsnda,
oa Imdas fita* de caaoanilfaa da Madeaxoceopro-
toas pora aojaste do voatiio. oate a* voadom aratissimo preco da 28000 a peca.




DUilO 31 m4MlCO. ^ QttdtTA BA f JBR|0 DMll.
GBM
Tarlatana.
Veade-ie tarlatana branca muito una con 11/2
?ara da largara propria para vestidos, pelo ban-
tissimo prego de 800 ra. a vara : na ra do Quei-
mado a. 2-2, aa loja da boa fe.
Fil de linho superior.
Vende-ae.uperior fil de linho liso muito uno
a 800 re. a Tara : na roa do Queimado o. 22 na
loja da boa f.
Vendem-se no armazem
la, roa da Madre de Dos d
a 8,000
dewomr. AFemi- Tinta azul que flca preta
:Ji. mmmm Vendem-se botija- con a superior tinta ingle-
f
i
4 rana riinnpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & ViUar.
Ra do Crespo numero 17.!
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelioas de pa-
ma e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cesas muito bonitas e Anas, eofeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nio mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitoa ou-
tros objectos.
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo
Veodem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduridar v ver
Quem duvidar v ver.
Leven) dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
Aos tabaquistas.
Lencos (loos de cores escuras e fixas a imita-
3o dos de linho a 5 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ni loja da boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo decanna, pelo baralissimo preco de 6a
cada ut"
boa f.
- superior tinta ingle
".azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
wu re. a botija ; na ra do Queimado. loja d'a-
guia branca n. 16.

O preco convida
6 Cortes de casemira do melhor que ha no
W mercado a 4$: na ra do Queimado loja
ff de Julio & Conrado.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A. loja da aguia branca recebeu de sna propria
encommenda, delicados sapalichos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1600 e 2. Recebeu
Igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninose meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal teeido de borracha, o mala eogrcado
possrvel : ludo isso na ra raa do Queimado lo-
a da guia branca n. 16.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os oulros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as ioslrucces completas para se usarem
estes remedios, centendo um indica onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a laOOO.
s
500 rs.
coral
Importante
I lis o
/%l
aos
um : na
ra do Queimado n. 22, loja da
REMEDIO INCOMPARAVEL
nagoes
deste remedio
as
annos; a a
tao sor prndenles que
celebres. Quantas
este soberano remedio
pernas, depois dedur
UNGENTO HOLLOWAY.
Mimares de individuos de todas as
podem tostemunhar as virtudes
inoomparavele provar era caso necesssrio, qu
pelo uso que delle fizerarn lem seu carpo e
membros tntetramente saos depois de havar em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh
relatara todos os dias ha muitos
maior parte dellas sao
admiram os mdicos mai
pessoas recobraran com
o uso de seus bracos e
permanecido longo temp nos'hos~pTts,Tte
deviam soffrer a amputaco 1 Dellas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararan estes resultados benfi-
cos dtante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ineontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
nos seguales casos.
Inflaramacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulares.
Veias torcidas ou
das as pernas
no-
Alporcas
Cambras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
-das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
era geral.
Dilas de anus.
Erupc,5es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengvas escaldadas.
Inchacoes.
InflamrnaQao do ligado.
Vende-se este ungento no estabeleciraento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocettnha contm
urna instruccao em portuguez para explicar o
modo de fazar uso desle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
uval sera segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Haia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos precos as seguintes fazendas
todas em bom estado :
Caixas de 'guias francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alflnetes sonidos francezes a 80 rs.
Caixas de eolebetes francezes a 40 rs.
Cartee de clcheles francezes a 20 40, 60
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muito finas a 2850O.
Dita de ditas a Uq.
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampaa muito boas a 40 rs.
Thesouras finas pera anhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa aorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapatos de tranca de laa a Ij40.
Ditos de ditos de dita de algodo a 1.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 rs.
Cartas de alflnetes finos o grossos a 100 r*
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 re.
Frasco de oleo de macass a 100 rs.
Dito de macass perota a 200 re.
Frascos de banha muito fina a 320 e 400 rs.
Ditos de extracto muflo fino a 50 e 1.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 29000 e
29500.
Ditos de Lavando ambriada a 600 rs.
Sabonetes muito fino 1 160 rs.
Frascos de oleo Philocame a 1$.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa .
seus freguezes desta praca e oade fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem do. Srs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. ocovado, ditos estreilos com muito bom pao-
2v.a 16 rs- covado, cassas de cores seguras a
ZOO rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2g
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de eassa pin-
onn a "" cada um* seda Preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a lS400a vara, luvas de torcal muito finas a
800 re. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Vende-se excellente farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a prego muito commodo: a hor-
do do patacho brasiieiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodo. ou no armazem
de Joao Ignacio de Avilla no Forte do Mallos.
Vendem-se corles de casemira de cor a 48,
toaihas de linho para mesa a 2500: na ra do
Queimado o. 47.
Vendem-se tres casas na ra da Esperance
do bairro da Boa-Vista n 5, 35 e 37 : quem el-
las pretender, dinja-se ao caes do Ramoso. 4.
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo &Fer-
nandes, vendem-se as seguintes fazendas. por
barato prego gollinhas a 400 rs., chitas largas
a 220 rs. o covado, toalhas para rosto a 400 rs
urna, chales de merino, ponta redonda, a 8, cor-
tes de bnm miudinho a 1200 o corte, pecas de
cambraia de salpicos com 8 li2 varas a 48500.
iilde linho liso a 800 rs avara, gravalinhas a
fX) rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
neos de seda para homem a 1$, colletes de vel-
ludo muito fino a 6*. e muitas outras fazondas
que se vende por barato prego.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento da tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no memo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife u. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
viudo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aossenheres fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Aguapara tiogir
I cabellos,
Esta excellente agua a melhor sem du-
vida que tem apparecido no mercado por
nao ter o inconveniente de tornar os ca-
* bellos russos ou verdes e sim pretos imi-
tando aosnaturaes, continua-se a vender
no estabeleciraento de cabelleireiro da
ra do Queimado n. 6, primeiro andar,
onde tambem encontraro sempre os fre-
guezes a excellente agua imperial para
lavar os cabellos, limpar as caspas e pre-
serva-los da queda.
eiea
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
echa-se um grande armazem com todo o sorti-
mantode roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado orna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre viudo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Itlms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
1S vieram ; alm disso fiz-se mais casaquiohas
para montaria, frdelas ou jaqueles, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsta, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembardores e de qualquer juiz segundo o
esiylode Coimbra aonde se fazem as melhores
eonhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
ar pelo gosto I franceta. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas s
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afflancaodo
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
da que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
E pechineha.
cortes de riscado francez a 2J>, covados do mes-
mo a 180 rs. .- na ra do Queimado o. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreila que as
torna mui mimosas a 800 e i a vara, precos
oaratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enleiles de chapeos, cinteiros para enancas, lacos
para cortiaados, fronhas e muitas outras cousas ;
bate : na ra
16.
Raym un do
Carlos Leite &
Irraao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto 8 o r t i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mala afa-
mados autores
melhorados
com n ovo s
a pe rtei coa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ra da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressameote para as mesmas ma-
chinas-
na loja da aguia de ouro^
ra do Cabuga n. 1B.
Vendem-se maisinho de coral muito fino a 500
res o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-s palmatorias de lato para velas a
Si. brC.ac.Un?'li;.Nnl, d0Qaeimad0' l0*da
Arados americanos e machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnton & C. ra daSenzala n.4<8.
E' de gra &'c..D- lQJa d> b0 f : 5
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
v
WtPA FEITA AINDAMIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feita&j
Ra
LOJA E ARMAZEM
Ges k Basto
8
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabsr,
ralr1eH!Sepa?U0 pre, 29#- lai^a fina,
tES*A casem,ra Pret decores, ditas de
bnm e de ganga, tas de brim branco ocletou
de bramante a 4 ditos de fustn de cores .4
Sun.ea,aB,eDhfl 8-4S' dilos de brim pardo a
ae%ae\aPp7eU87e%eoresbrf
fe;fasra,2d0e0Sresda; T"' AJta"l -
Sni1fm. is-cad ". collarinhos da liLho
brat ni d, ld88 e8ta fazend vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maDhaa at as 9 da noite.
brancos
ra do
,.-... vU.,,JUU3l HUUU09 e raimas oiu
comprando-se pecase far algum aba
do QiTeim-ido, loja d'aguia branca n.
Vendem-se ricos cortes de vestidos
bordados com 2 e 3 baados a 5 : na
Queimado n. 22, na loja da boa f"
Penes de gomos volteados
para meninas.
*JjN d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gosaos volteados para segurar cabello de
meninas e es esti vendendo a 1500 : na loja
d aguia branca, ra de Queimado d.16
C Vende-se urna negrinha de 14 annos, muito
bonita e innocente, e bem principiada em habi-
lidades : na ra da Cadeia Velha d. 35, se dir
quem vende.
i. Falque partecipa seus
freguezes
e ao publico em geral, que tem no seu estabe-
lecimeulo um grande sortimento de roupa feita
para nomeos, meninos e meninas, chapeos de
castor brancos e pretos de differentes qualidades
ditos de palha escura para homens, ditos de pa-
iha e de seda para senhoras e meninas, abas
viradas, ricos vestidos para baptisado, chapeos,
oucase sapatinhos para ditas, golas e msogui-
os, ultima moda, ricos lencos de cambraia de
linho bordados, jaqueta, ronave de fustao e de
cambraia para senhoras, roupes de cassa bor-
aaoos e de fustao enfeitados, manteletes de
guipene, blond e grosdenaplos, taimas de dito
o maior e mais completo sortimento de esparti-
lhos que se pode desejar ; saias de 30 arcos e
outras 5S00O rs., colarinhos inglezes modernos
perfumaras Bnas, uniformes completos (calca,
coleta e palitos) l2$rs. cada um, palitos de
brim a loOOrs., ditos de linho pardo a 3J00 rs.,
dos brancos a 400O rs., e urna infinidade de
oulros artigos que a vista dos precos e quslida-
des todos nao de comprar : na ra do Crespo
n. 4. r
NA
Hua do Queimado
* 4, freate amarella.
d ? n.HSn '.?,0 de obrecas prelas
30P S 6 df "re8 muit0 &L0 #.
f!frS .c Plfelot d" mesmos
20S,J2Je24S, ditos sa
a
pannos
.accos pretos dos
mesmo. pannos a 14. 16 18J, cas-
cas pratasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30S e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16$
618S, ditos saceos das mesmas casemi-
casemira fina para homem a 8, 9, 101
I* !,fn*aVd,eca8.emi" decore 7.8'
S*,afr5Sf- de brim brancos muito
ta*K&* 6.i' dla8--de dilos de c"e. a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas corea a 4f e 4500, col-
Itesprto de casemira a 5 e 6, ditos
de dito, decores a 4|500 e 5, ditos
brancosde seda para casamento a 5
ditos da 6. colletes de brim branco e d
L5S&? ao3*' 3*500 e ** ditos d'e core. .
aauoe 3, paletotspretosde merino de
ordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5'
cas prelas de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4L ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
let.s de gorguro desedadecoresmuito
boa fazanda a 3800 e 4J, colletes da vel-
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de core, a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 650O e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5g e 5500,
|i cairas de casemira pretas e decores a 6,
g 63500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
! muito superior a|32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamo. executar toda,
obras com brevidade.
Altenco
|Fazendas e rou-i
pas feitas baratas
NA LOJA DE
as
8

Devoto Christo.
Este livrinho alem da doutrina christSa, modo
de ouvir missa, confessar-se, orares para viver
honestamente, tem as novenas para todos os san-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de San-
to Antonio, tudo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, muitas oraces a Nossa Se-
nhora, modo de fazer a va-sacra, etc., etc.: ven-
de-se nicamente na livraria ns. 6 e 8 da praca
da Iudependencia, a 800 rs. cada exemplar.
Farello de Monti-
vido
a 4asacca, muito fino e gomado, igual a semea
de Lisboa, e o maisproprio pars substanciar ani-
maes ; para acabar : no largo da Assembla n.
'gl trapiche Bario do Livramenlo.
Attenco.
Ra raa do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento da li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, a. quaes te vendem por
preco. mui razoaveis.
Na ra do. Trincheiras n. 29, ha para ven-
der-se urna machina de costura em muito bom
estado e por pre$o commodo.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
nlinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioridade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles quo de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-s por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores : na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Eerragens e miudezas.
53fia Direita53.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. JoSo, que por su. barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesta praca,
rico sortimento de facas, garfos e colheres de to-
das as qualidades. e presos, meias finas, espin-
gardas, ferro-da Suecia, camas de vento, e mui-
tos oulros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3 a duzia, oplimos pelo pre-
go e qualidade, paraoservigo diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Sapatos a 1.500!!!
de borracha, de todos os ta
manilos,
fazendo-se alguma differenca de urna duzia para
cima : na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Vende-se silindros americano para pada-
na. novamente chegados, por precos commodos:
a tratar na ra Direla n. 84.
Ges & Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharamgrande por$5o de duzias das me-
lhores camisas inglezas toda de linho pregas lar-
gas, que estao vendendo por barato prego como
e costume para bem servir aos freguezes.
A boa f est quei-
mando.
Ra estreila do Rosario n. 18, esquina da ra
das Larangeirs, vende-se manteiga ingleza mul-
to boa a 800 e 640 rs., dita franceza a 720. vinho
muito bom a 560 e 480, Pigueira e Lisboa dos
melhores que ha, arroz a 100 rs. a libra, gomma
a loo rs. a libra, e alm disto tudo mais por me-
nos do que em outro qualquer estabelecimento.
So se encentra na boa f.
Na ra da Madre de Dos n 6, armazem
confronte ao consulado provincial, vendem-se os
seguintes gneros, por menos do que em outra
qualquer parte, por querer liquidir: farinha de
mandioca em bom estado de 2, 2500 e 3 a
sacca, arroz em casca, sacca 3J. ceblas, cento
oo rs., de muito superior qualidade, caf do Rio
de Janeiro a 4500 a arroba, charutos da Bahia
aeboaqiialidade.com pequeo toque de furo,
caita 1600, que vista da qualidade ninguem
Misara dei comprar, ditos suspiro, e cavalleiros
dos mais finos que ha no mercado, por preco
commodo. roilho muito novo, sacca com 132 li-
bras a 5, dito com 110 libras por 4500 a sacca,
gomma do Maranho om paneiros, arroba
BOU.
Candieiros
econmicos,
Chegou um riquissimo sortimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j muito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5g cada um, e ou-
tros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e lodos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16 ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 perlas.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa.
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 8S
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portfis.
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no largo da Assembla n.
15. trapiche Baro do Livramenlo.
Chapeos de sol
al,000rs.
J48- Rua da Imperatriz-48!
Junto a padaria franceza.
Sortimento de paletots de alpaca preta '
e de cor 3S500e 4, cilos pardos a 58,
ditos de Irim de cor a 3g500 e 4, diti s *
de ganga de tr a 3S800,' ditos de brim j
pardo a 3)600 e 48. ditos de meia case-
mira saceos a 58500 e 6, ditos de alpaca
amarella a imitae,o de palha de seda a
4, ditos de bramante brancos a 3t500 e
48, 4500, ditos de casemira muito tinos
saceos a 13, ditos sobrecasacos a 15
ditos com golla de velludo a 20, de al-
paca preta superior a 10, dilos de pan- X
no preto a 2-2 e 24, colletes de fustao S
branco a 25500, 3 e 38500, ditos de cor-
gurao de seda a 48500 e 5J. ditos de ca- 3
semira preta e de cor a 5J. ditos de se- fs
Um preto a 45O0 e 5, ditos de velludo 3g
preto e de cora 8, 9 e 108, calcas de casemira preta e'de cor a 4500, ditas fi- SX
ns a 8, 9 e 10, dilas de brim de di- O
versas qualidades, ditas de ganga, ditas 5
de princeza preta, diversas qualidades de I?
roupas para menino, camisas francezas a
1JJ300. 15800 e 28, dilas finas e de fustao g
a 2500, chapeos francezes de diversas 3S
qualidades e presos, ditos de sol de seda vj
a 6500 e7. E outras muitas qualida- If
desdo fazendas e roupas feitas que seria j
enfadonho mencionar. Je
ummmm m mmmmmm
Eseravos fgidos.
Escravo fgido*
Fugio do poder do abaixo assignado urna es-
crava_ parda de nome Valeotina, que representa
ter 25 annos, pouco mais ou menos, vesga dos
olhos, de estatura regular, levou vestido do chita
escura e chales azul de merino ; suppe o abai-
xo assignado ter ella ido para a villa do Limoeiro,
d onde a houve por divida, ou para a serra da
Passira, d'oade natural: roga, portanlo. o abai-
xo assignado, a todas as autoridades policines e
capitaes de campo o favor de a apprehenderem e
levarem ao mesmo abaixo assignado, na rua do
Queimado n. 46 A, que recompensar generosa-
mente.
por
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a 1 o par;
a ellas, antes que se acabem : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Julio Conrado.
Tem exposlo a venda cortes de casemi-
ra por 38, e 4$, fazenda que sempre se
aj venden por 7 e 8.

arinha
a 23000 a sacca:
do Imperador.
no Bazar Fernambucano na rua
Liquidaco f
|Rua do Queimado d. 10.|
Loja de 4 portas, vende-se: 1
Superiores chapeos para senhora
a 12,000.
Superiores cortes de fil bordado 2
9 pira vestidos de senhotaalije <
15,000. '
$ Superiores cortes de seda preta
para vestidos de senhora a 40*
e 50,000.
x Superior velludo de todas
res o covado H.
# #
Na rua do Queimado n. 41, quina da" Con-
gregario, vendem-.e paletots de casemira, alpa-
ca e rucado, por todo prego para acabar, caigas
de casemira pretas e de cores, colletes de setim,
casemira e fustao por melada do seu valor ; ap-
proveiUm antes que se acabem.
as co-

Rap Borba
a 800 rs. a libra, fino e groaso : ao Bazar Per-
nambucaoo, rua do Imperador.
Espermacete
a 700 rs.
Vende-se em caixa a 700 rs., e em libra a 720
rs.; na rua das Cruzes n. 24, esquina da traves-
sa do Ouvidor.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba do receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Este, e outro. objectos que dita
loja recebe de sua propria encommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elle, se
no coofundam com os falsificados, que por ahi
ha, todo, os frascos team um rotulo dourado que
dizLoia d'Aguia Branca, rua do Queimado nu-
mero 16.
Palitos de gaz
Fraga & Cabral receberam urna porco pa-
w 5 d, *;? yeQ|le-se em conta : na rua da
Madre de Dos n. 18.
Chapeos de sol de panno perfeilamente bons a
I, cortes de casemiras floas de cores a 4, fa-
zeuda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramenlo.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
rua do Queimado n. 16.
Livro do mez mariant a 1$.
Acaba de sahir dos prelos desta typographiu
urna nova edic.ao do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da ConceiQo, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. r
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12 .'
em casa de Julio & Coorado.
Sal do Ass.
Vende-se a bordo do hiale Camaragibe: a
tratar com o meitre a bordo, ou na rua do Vista-
no n. 5.
Avariado.
Madapoldo largo e fino cem pequeo toque de
avana a 3500 e 4, dito muito fino a 5 a peca :
na rua do Crespo o. 8, loja de 4 portas.
## mmmm mmmm
I Para a chova.
Vende-se muito barato artigo, de gut-
m la-perche (borracha) : na rua Nova nu- A
j mero 43.
Fugio no dia 26 o preto Joo de Angola, qje
representa de 30 a 40 annos de idade, corpo re-
gular.-olhos papudos, e o melhor signal ter us
i calombos na barba e por baixo do queixo, que p'-r
iessa causa anda sempre coro um leogo amarra Jo
nos queixos, lem sido ganhadorde rua, e costu-
ma a embebedar-se : quem o pegar, leve ao seu
senhor D S. Campos, rua do Imperador n.2S.
Attenco.
Acham-se fgidos os escravos seguintes : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Magalhies, que servio de che-
le de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e al troca
slgumas palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj j
com o nome de Jos Domingues : Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
ro3to, natural de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. visconde do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
signaes de bexiga no rosto, falto de denles na
frente, natural do Crato : Gaudencio. mulato
claro, natural do Par, mogo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, official de pedreiro, e tocador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoaco de Agua-Aze-
da as immediacoes de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixolo, sub-
delegado de Garaohuns, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falla de dentes na frente, nsa
constantemente de cinturago desoldado lado
cintura : quem apprehender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous Irmos na
freguezia do P050 da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detenjo, no Recife, ser gra-
tificado de seu trabalho com generosidade.
Jos Cesado de Mell
Cebo coado do
Rio Grande,
muito alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Bario do Lirramento.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracaty: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jrunior.
Vende-se urna porgao de barris vastos em
bom estado, que foram da azeile doce e vinh
a tratar no pateo de S. Pedro n, 0.
gratifica^Oe
Est fgido desde janho de 1856 o preto criou-
lo Manoel, aue fazia parte da tripolacao do brigue
Jfarta Luzia, tendo 29 a 30 annos de idade pouco
mais ou menos, hoje, e mais os seguintes sig-
naes : roslo comprido e descarnado, cor fula,
cabello cercilhado, olhos om pouco grandes e
amortecidos, beigos grossos, sendo o bei$o superior
mais grosso, de sorte que encobre a falta que tem
de dentes em cima, falla um pouco atrapalhado
devido a falla de dentes, pouca barba e rala, usav
bigodes; tem na mo esquerda junto ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, asnadegas
alguma cousa empinadas, com um geito para o
lado no andar, cadeiras largas, cintura fina, ps
apalhetadose largos, sabe o officio de cozinheiro,
e costuma embriagar-se. Foi escravo do Sr. Dr!
Jeronymo Vilella de CaslroTavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico
de Olind, e depois do Sr. Albert Forster Damon,
constando ha poseo tempo ter sido visto no lu-
gar Quail, districto da Parahiba, onde so acha
casado e com fllhos, e iolilulaodo-se forro, e que"
Manoel Domingues, ou Manoel Domingues Mo-
reira, no lugar Laga Nova sao os que desle es-
cravo podem dar noticia : o abaixo assignado,
senhor do dito preto, gratificar com a supradita
quantia de 400 a quem o apprehender e entre-
gar no Recife a Antonio de Almeida Gomes, rua
de Trapiche n. 16, e na Parahiba, ao Sr. Jos de
Azevedo Silva, pagando-se todas as despezas que
com o mesmo preto se flzer. Pernambuco, 30 de
abril de 1861.Joaquim Lotus de Almeida.


(8)
DIARIO DI PERHJLMBUCO. QUAKTA FKItU 5 DI JTJNHO DE ISll.
Litteratura.
Carta sobre a historia de Franca diri-
gida ao principe Napoleo, pelo du-
que 'd'Amoale.
(Conclusao.)
Sonhaes grandes transtornos oa Europa. Fajo
un vota pola Franca : que o meu paiz.saiado
estado a ; ie o poqem laucar*pelas emprezas que
nao Brprofoa rom ar.leclpajio ; que estando
ado no rgimen protector o uo facam
i-oidar com a livre troca ; que o nao fajara
r seo! transicjio da paz para a guerra, da
prosperidade para a ruina ; finalmente que o li-
vrem da paluscada, qualquer que seja a forma
sob a qual tenham occultado as consequencias fu-
turas. Quando a najao, quando cada Francez Ro-
zar da mesma seguranza, da mesma liberdade,
da mesma inviolabiiidade, eulio ter-ae-ba o di-
reito d'inscrever na nossa constituijo os princi-
pios do 89 desprendidos das utopias de 91, dos
criroes de 93, e da hypocrisia 'umaoatra poca.
Faro aqu ; urna dr intil junta do exilio
o fixar por muito lempo a vista nos perigos da
patria ; mas vos que trataes coro a arrogancia da
boa fortuna essas rajas antigs que (o ve roa rara
mito lempo urna nacao generosa e que alterna-
tivamente empellidos ou chamados a olla pelas
revolucoes, se tinham associado sua liberda-
de ; vos que gosaes do fruclo accumulado de tan-
tos trabalhos, de tanta sabedoria e de tanta glo-
rn, e que pondes o paiz lodos os das era perigo,
lese sabendo que se nao sahirdes do mu terreno
que pisaes nao aos Bourboos uem aos de Or-
leans a quem se teulia feilo era lempo algum urna
arguicao semelhanle ; a vos e ao3 vossos a quem
se poderla recambiar as palavras de vosso to ao
directorio: Que fizestes da Franca?
15 de marjo de 1861.
Uenrique d'Orleans.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.}
Lesa se.
(Conclusao.)
O autor eGUBrazde Turcarel e do Dabo
Coxo, niorreu em 1735. Nunca desmenta sua
altivez modestamente inflexivel. Nunca lison-
geou nem o rei Luiz XIV, nom o regente resis-
tm aos offerecinientos de Villars, que o quera
fazor o si'ii criado Iliterario; nuoca lisongeou Vol-
taire, o dictador de geoio, que succedeu me-
diocre dictadura de Luiz XIV ; nunca baixou a
cabera, nem queimou intenso perante esta du-
plicada potencia, to frequentemente incensada
por os mais altivos acadmicos e actores. E que
s?i eu ? soube conservara sua dignidade peran-
te as suas bellas enobres protectoras.
(Jai da a duqueza de Buillon o esperava com
urna numerosa comoanhia para assistirera lei-
tura de Turcarel. Um negocio importanto re-
tem Lesage, que chegou duas horas mais tarde.
Desculpou-se com a precisa poltica ; porm,
vendo uue recebiara suas desculpas com desdem,
aproxlmando-se a insolencia: Senhora, diz
elle etu tom baixo, e com todo o sangue fro, fiz-
vos e.perar_duas horas ; justo pois que vo las
res tita a : nao lerei a honra de vos ler a minha
peca. Dito isto sahiu. Em vo corrern) aps
elle, em vio lhe dirigirara mil palavras acaricia-
doras e lhe deram explicajoes as mais ama-
reis.
O seculo XVI teve entre seu3 grandes escrip-
tores. bastantes liaongeiros de seus esplendores
aparentes. Teve poucos observadores austeros
de sua vida intima, poucos, sobreludo, que refle-
tissem o espirito da verdadeira burguezia, emen-
do eu a que se nao deixa infeudar corle. L'
originalidade a grandeza de Lesage o ler sabido
ser o mais fino desles observadores; e a este
poni di vista os nossos hisioriadores deveriam,
parece, esludar mais intimamente suas obras, e
bem que sua estatua litteraria e>tej j sobre um
pedestal respeitavel, seriam justos, elovando-o
anda cima muilos degros.
Len Moniek.
(Journal pour tous.)
Conferencias de Nossa Senhora de Pa-
rs, pelo Kvd. padre Fclix,
Quinta.
Senhores.A honra maior do homem, o ca-
rcter mais authentico da sua virilidado o
aperfeijoamento da vontade, pois que esta cons-
titue a seu valor humano, e o son poder social.
Ora, o que aperfeQoa a voniade do homem a
obediencia quando menino; e na obrada sua
educajio a pratica generosa e constante desta
formula : aprender a obedecer. A independencia
a iei indeclinavel da vida humana ; s infancia,
a adolescencia, a edade madura sao submetlidas
ao seu imperio.
Eis-aqui porque a educaran da independencia
sonhada porum sophista urna edurajio radi-
olmente falsa, e por consequencia necessaria-
riiente aviliaote ; ao passo que a educajio da
obediencia, fiel lei da existencia, urna educa-
cao essencialmente progressiva ; porquanlo Irans-
inilte vontade estes tres caracteres que fazera a
sua grandeza e o seu poderlber Jado soberana,
Toclidao inflexivel, e forja fecunda que dispoe o
homem para as grandes concepcoes, o para os
grandes triumphos; porquanto ella a escola da
forra e o noviciado da autoridade ; porquanto es-
sa obediencia qu faz horaens valorosos, nao
urna obediencia brutalmente imposta infancia,
6 urna obediencia livre e real, condijio viva pela
qual a vontade coraprimindo-se, ainda que livre
tambero, para si promove urna expansio egual
sua corapressao, e prepara triumphos visiveis
proporcionados s suas lulas invisiveis.
Assim peis ensinar & crer para desenvolver a
intelligencia, ensinar amar para desenvolver o
corajio, ensinar obedecer para desenvolver a
vouiadetaes sioos tres elementos primitivos de
toda a educaran legitima.
A u destes ha ainda um quarlo elemento que
nao deveser esquecido na escola de urna genero-
sa educacao, elemento que se liga aos outros
tres, comquanto delles deslindoensinar res-
peiiar, afim de elevar-se a alma sua perfei-
cao.
O que o respeilo? O respeito, seguudo a re-
ligiao, o senlimenlo mais sublime da alma hu-
mana. Quando asuperioridade se patenlfia, quan-
do a magosta )e se aprsenla urna alma bastan-
te grande e elevada para reconhecer essa superin-
Tidade, e sentir essa raagestade, nasce-lhe urna
impressao quo tem necessidade de produzir-se
como urna homenagem tributada a semelhanle
grandeza que ella recunhece e que ella sent. A
autoridade, a grandeza collocando-so em presen-
ja da alma parece dizer-lhe no seu silencio : Eis-
ne aqu, reconheces-me? Ea alma responde
inclinando-se peranle grandeza : Sim ; eu vos
"reconheejo, e vos sado, e aquillo que experi-
mento vossa vista, cuja magestade me deslum-
hra, nao nada que se possa exprimir com as pa-
lavras decrenja, amor, obediencia, temor, ad-
mirajao ; o quer que seja que perfeitamente se
traduz com as palavrasvenerajio e respeito 1 O
respeito, como vides, nao 6 pois nem um acto
puro da intelligencia. nem urna simples comrao-
ro do corajio, sim um senlimenlo da al-
ma vista da grandeza presente, a grandeza
respondendo si propria, e patenteando-se com
o reconhecimeolo de si mesma.
O respeito assim comprehendido tem para pro-
duzir-se formas egraduajes differentes ; raa9 no
meio de todas essas graduaces e formas conser-
va-so sempre aquillo quo saber: urna im-
pressio moral da grandeza, um senlimenlo inti-
mo da superioridade reconhecida interiormente
com a necessidade generosa de atiesta-la exte-
riormenle por homenagens visiveis, que consli-
tuem o que se pode chamar, e o que realmente
se chamaculto do respeito.
Tal a noci essencial do respeito, tal a idea
que pretendo desenvolver neste discurso. Aquel-
lo que respeita so sent em face de urna mages-
tade qualquer: real ou imaginaria n grandeza
lhe apparece. Se illude-se suppondo-a onde ella
nao est, na falta da rcalidade presente honra a
imagem. Deposita as suas homenagens aos ps
da estatua, e se ella urna falsa represaolac.no,
nem por isso o respeilo se eleva menos propria
grandeza.
Nao sei se me explico claramente para que to-
dos me possam entender. E' essa urna daquellas
santas e sublimes cousas que melhor se senlem
do que se pode definir. E quando alguem chega
urna vez sentir na sua existencia esse golpe pro-
fundo e delicado que a presenja de urna mages-
tade qualquer produz n'ums alma bem nascida,
nao necessita pedir 4 palana a delioicao exacta
dp urna cousa, cujo myslerio vivo tem reconhe-
cido no mais intimo de si mesmo.
fcComo qUer que seja, continuando eu i indagar
com vosco no chrislianisoio o segredo do progres-
so do homem pelo progresso di sua educajio,
esforjar-me-hei para roostrar-vos como o chris-
lianismo produz o verdadeiro respeito na alma
dos menino; a como esse respeito por sua vez
tambem produz a verdadeira elerajao da alma.
Um homem destinct dl* nossos lempos pro-
niinciou um juwo quebbteve bstanle celebrlda-
de por partir do pensamento daquelle que o eroit-
tiu. Elle disse com muila razio, e iuslica impar-
cial : v
O catholicismo a escola maior de respeito
que ha no mundo, s
Pronunciadas por nos do alto da cadeira calho-
lica laes palavras pareceran) lio ordinarias, e lio
naluraes, que soriam apenas notadas n percebi-
das: mas vindo ellas de um homem secular li-
gado um outro principio religioso tiveram um
alcance que nio vos pode escapar. Tralarei de
justificar esse pemaroento, mostrando em todo o
seu brilho a verdade que elle exprime.
Porque razio o catholicismo urna escola, ea
maior escola que hade respeito? Porque elle
a verdadeira religiio, a maior que ba no mundo:
e a religiao quem mais transmute alma hu-
mana a impressao do respeo ; e o cathollrismo
quem mais faz ali penetrar a propria religiao,
e os respeitos que ella inspira nio s para com
Deus, como tambem para com tudo aquillo que, I
de perlo ou de longe, so lig i Deus.
A religiio e o respeito conservara entre si lio
profunda afllnidaJe. quo cnegados cerlo ponto
de elevajio confundem-se mutuamente. "pri-
meiro aelo que poe o homem em relapo com a
Divindade, ou o primeiro acto religioso a ado-
racio, isto o respeito elevado ao seu ultimo
grao.
E com efleito o que quer dizer adorajio ? Quer
dizer proslracao do homem perante a grandeza,
autoridade mais alta, de que pode a alma huma-
na ter o senlimenlo e a revelacao : quer dizer o
homem lendo cousciencia do seu nada a vista do
infinito, cuja magestade se descobre sua indi-
ligencia, e se faz sentir ao seu coraco : senli-
menlo mysteiioso, profundo, verdaderamente
religioso, que nio oulra cousa senio a approxi-
macao de Deus vindo tocar o fundo da alma hu-
mana, e da alma em seotindo o contacto dessa
magestade de Deus. Ora, est maDifesto que essa
adorajio, proslrajao, e seotimento do inliuito que
nos loca, nao 6 senio o respeito tal qual o temos
definido seotimento da grandeza reconhecida
e o respeito levado sua mais alta potencia.
O respeilo como que um cornejo de adora-
jao, e a adorajio a consummajo do respeilo :
o seotimento da grandeza que encerra todas as
outras, e que torna lodos os outros entes maisou
menos veneraveis, fazendo nelles transparecer
mais ou menos perfeita, maisou menos resplan-
decenles a imagem de si mesma. E' esse o prin-
cipio eterno e divino de lodos os respeitos.
Deste modo se manifesta semelhanle vinculo
sagrado que liga a religiao e o respeito, e os faz
remontar um e outro, e um pelo outro, sua
origem commum, isto ao infinito, para dahi
novamenle deacerem sob apparijcs diversas
humanidade quo se prosterna sempre perante
Deus, ainda mesmo quando parece prosteroar-se
perante o homem. Cumpre remontar al tpara
ter-se a razio completa do respeito devio s
cousas, sobreludo do respeito devido aos ho-
mens.
Deus s 6 o principio efficaz do respeilo que os
homens se devem uns aos outros; e todas s ve-
zes que o homem se despo perante os outros do
reflexo divino, nunca mais consegue conquistar
por si e para si mesmo respeitos que sejara sin-
ceros : a razio disto consiste em que o respeito,
bem defiuido, nio mais do que o reconheci-
mento sympathico das mais bellas e das maia
grandiosas imagens de Deus na creajio.
Quando o reflexo divino desapparece do sem-
blante dos homens, quando nelles a imagem de
Deus se obscurece, e as cousas se nio descobre
egualmente os vestigios dessa imagem, entio os
respeitos desapparecem tambem, pois nao ha ra-
zio para que fique o respeito quando deasppare-
ce a magestade ; e neste mundo s verdadeira ma-
gestade a propria imagem de Deus resplande-
cendo as suas crealuras.
Eis-aqui porque a religiao na humanidade a
mais sublime escola do respeito; pois que sendo
por sua propria natureza um commercio cfficaz
com o infinito, e prostrando as almas ante a pri-
meira de todas as magestades, faz descer sobre
ellas o respeilo, mostrando-lhes em ludo o que
(em direito s suas homenagens outras tantas re-
presentajesde Deus.
O maior trabalho e o mais profundo da educa-
cao religiosa incutir o respeito no animo dos
meninos, mostrando-lhes por luda a parte estam-
padas essas representajes e imageus de Deua,
nicas capares de desafiar os nossos respeitos
tornando-nos conscios da verdadeira grandeza.
E com que solicilude nao aponU ella ao menino
tudo aquillo que a expressao e a representajio
de Deus 1 Com que solicilude nio Ih'o moslra
em todas as cousas do univorso : nos esplendores
do cu e nos espectculos da trra, na immensi-
dade des mares e no ruido das tempestades, no
sopro das brisas e no perfume das flores, nafres-
cura da manliaa e no brilho dos das, na sereni-
dade das lardes e na magestade dasnoiles Ifi-
nalmente em tudo e por ludo ella faz fallar a voz
da creajio na alma do menino para mostrar-lhe
Deus, e descobrir-lhe as "suas maiores magnifi-
cas os raios da sua eterna grandeza : porquanto o
mundo inleiro urna pslavra e urna luzurna
palavra pronunciada pelo Verbo para alteslar o
seu poder, urna luz creada por elle mesmo para
palenlea-lo a toda a creatura.
Era summa, a educajio religiosa mostra ao me-
nino, segundo a expressio de Linneu, o Deus
eterno e lodo poderoso, passando na creajao,
e deixando aps cada um dos seus passos vesti-
gios do seu poder e da sua magestade ; e o me-
nino penetrado do um respeito religioso pode di-
zer com o grande naturalista : Deum ceternum
omnipoteatem transeunlem vidi ti obslupui. Essa
appa ricao, essa sombra de Deus, passando no uni-
verso peranle a alma do menino, ao mesmo
lempo para elle um ensiuo de religiio, e urna li-
jio de respeito.
Mas sobreludo no mundo moral que a educa-
jio religiosa patenta alma as representajes
de Deus mais magestosas, e provoca os seus res-
peitos mais profundos: porquanto o conduz de
esphera em esphera atravs do mundo vivo, no
qval Deus lem laucado de si os mais esplendidos
reflexos : e moslrando-lhe por toda a paitenos
homeua, as insliluijes, nss cousas, na socieda-
de, na religiio e na patria, superioridades que o
dominara, lhe diz: Meu filho, eis-aqui a repre-
sentajio de Deus, eis-aqui o vestigio de Deus,
eis-aqui a irradiajao de Deuscumpre respeilar
e o menino respeita cumpre inclinar-vos ente
essas cousas, e o menino se inclina : porque o
menino nio compreheude como se deva recusar
homenagem aquillo que a religiao nos aprsen-
labailando de lio alto para penetrar as almas,
e ahi excitar os nossos respeitos.
Vamos adianto; pois temos que. justificar, para
maior honra da nossa religiio, este dito de um
protestante : O catholicismo a maior escola
de respeito que ha no mundo.
Qualquer que possa ser a intenjaodessa phrase,
certo que a educajio inspirada pela religiio
chamadareligiio naturalnunca chega ao re-
sultado esperado, ou chega mu mediocremente.
Esssa religiio aprsenla aos paes, aos mestres e
aos proprios meninos, o serio inconveniente de
conservar.-se no estado de urna cousa abstracta e
ioelBcaz. Deus na verdade oceupa um espajo di-
minuto na alma daquelles em quem a religiio
inspirada simplesmente pela natureza, e depende
da razio ; e a educajio que se d sob a influen-
cia dessa religiio tem pouco ou nenhum poder
para engendrar o respeito, por que nao torna a
divindade tio presente e palpavel alma dos
meninos, sendo esta a razio do ser insufflciente
para produzir a consciencia profunda de Deus,
fonte primaria de todos os respeitos verdadeiros
que ennobrecem a alma humana.
E tambem essa razio que explica radicalmente
o poder iocomparavel do catholicismo para engen-
drar o respeito: pois o catholisclsmo de todas
as religides aquella que torna a divindade mais
presente e mais sensivel na humanidade, por-
quanto a commuuhio mais intima e mais com-
pleta da humanidade com o seu Deus, n'um
sentido mais elevado a religiao do Bmmanuel de
Deus com o homem, e do hornera com Deus. No
verdadeiro chrislianismo, nao smente um ves-
tigio, um reflexo, orna sombra da divindade que
a educajio patenta a alma do menino : a pro-
pria divindade com a sua magestade invlsivel mas
preseute, vindo collocar-se ante essa alma para
colher os seus respeitos".
. Em Belhlen, no Calvario, no altarDeus encar-
nado, Deus sacrificado, Deus Sacramentado
sempre Deus presente em Jess Cbrislo Nosso
Seobor : e por toda a parte ocathalicismo bradi
pela voz dos cnticos, 4*a ceremonial, e do tem-
plo : Aqui est Deus I Meninos, prostrae-vos,
prostremo-noa I Devels adorar o vosso Deus pre-
sente neste templo : deveii respeilar este templo
que encorra o vosso Deus I
Ninguem jamis poder comprehender o res-
peito que faz germinar no centro das gerajoes,
sobre ludo no corajio dos meninos educados no
verdadeiro chrislianismoo aspecto do templo
chrislao em que a magestade de Jesus-Christo pre-
sente se reflecte em toda urna mullidio pros-
Irada I
Esse senlimenlo da presenja de Deus, que o
menino catholico conhece no templo em que re-
side o Christo vivo, ainda mais conhece nos Sacra-
mentos e nos mysierios, em que Deus vm de
mais perlo tocar a sua alma, e penetrar na sua
vida. Neste mesmo lugar j se disse que a con-
flssio no ealholicitmo urna grande origem de
respeito. E realmentequem nao v o respeito,
que produz n'uma alma prostrada pela humilda-
de e arrependimenlo essa benjio do sacerdote,
que faz permanecer naqoelle que a receba a im-
pressio do seu Deus ? O menino, que tem co-
nhecimenloda roudanja que nelle se opea com
essa benjio, 6 pode lastimar urna cousa, e vem
a sero mal que acaba, de arrancar-lhe tantas
lagrimas e causar-lhe tanto arrependimenlo : e
quanJo se erguo dessa proslrajio voluntaria, que
o engrandece peranle os homens e perante Deus,
por toda grandeza legitima, por tola santa ma-
gestade, conhece esses respeitos transfigurados
que por si mesmos vio ao seu encontr.
Mas cumpre notar que a confisio nao a ni-
ca origem christaa do respeito na alma dos me-
ninos: tudo aquillo que no chrislianismo n poe
cm relajio intima e em commuohio efBcaz com
Jess Christoengrandece os seus respeitos a
proporjio que essa commuohio cresce e se en-
grandece tambem. Todos os Sacramentos, que
sao de urna uniio efBcaz com Jess Christo, tem
a sua parte relativa nessa creajio do respeito;
entretanto se queris saber quando se produz
maior e mais profunda impressao de respeito na
alma do menino, ouvi-ne:
Lembrae-voe, sim, lembrae-vos desse dia ra-
dioso entre todos os outros, dia em que a vossa
alma voltou de diante do aliar onde sentir o- pri-
meiro contacto de Deus ; lembrae-vos da sensa-
jio que entio experimentastes : que consciencia
de Jesus-Christo em vos 1 que respeito da sua
magestade I que adorajao da sua divindade I Os
cherubins suspensos no tabernculo em atlitude
de um recolhimento e respeito, que nio sio des-
te mundo, significan) apenas a representajio dos
respeitos iodisiveis que faziam vossa alma pros-
trar-see inclinar-se adorando a Deus nella pre-
sente como no seu tabernculo 1 Ah 1 Pode
aquello que nio comprerflnde o respeito para tu-
do o que grande e santo que n'alma do meoino
bem educado se desenvolve primeira consuma-
jio desse myslerio de Deus nella efectuado, nada
mais pode comprehender, e pois nada mais se
lhe devedizer: resta-lhe nicamente pedir Deus
que lhe ressuscite esse senlimenlo aoniquiladoJ,
da verdadeira grandeza, que perecea na escala
da irreligiio e da impiedade, que tambem por
excedencia escola da abjecjio e do desprezo I
Tal o grande e simples segredo de Jess
Christo para educaros meninos no respeito : elle
penetra no intimo da alma humana, e ahi faz re-
tumbar com a voz dos seus mysteries essa hymno
celeste do Emmanuel que celebra a presenja de
Deus no homem : elle ahi faz engrandecer o de-
seovolver-se o senlimenlo de Deus engrandecen-
do e desen vol vendo o seotimento da propria al-
ma : elle lhe d Analmente com a unejio do
amor e da suavidade a sagrajio da grandeza e a
honra do respeilo 1
Nio obstante, nao se limita a isso s6 a acjio
As educajio christia para engendrar o respeilo.
Assim como ella mostra em Jess Christo prsen-
le a magestade de Deus, assim tambem mostra
na egreja visivel a magestade de Jess Christo :
e essa magestade divina collocando-se na frente
da egreja para d'ahi espargir-se radiante sobre
as almas cobre-as com um reflexo ainda mais
suave. Mixto incomprehensivel de grandeza e
de amor, de forja e de suavidade essa mages-
tade quando nos rea directamente de Jess Chris-
to suscita era nos um respeito que muito se pa-
rece com o da pa'teruidade ; e quando~.oos vem
directamente da egreja provoca um respeilo que
se assemelha ao da materoidade respeito de
urna mi, porm de urna mi divina, em quem
a magestade faz realjar o amor, em quem o amor
modifica a magestade.
E' funejao especial da educajio catholica fazer
com que os meninos crescam no respeilo dessa
magestade suave, era quem o respeilo e o amor
lano se confunden), que nio se sabe qual dos
dous lera mais forga no carabao iin menino, onde
arabos produzera esse senlimenlo delicioso, que
urna graduajao do respeito, e que se chama
venerago. Quem procurar negar a profundi-
dade e a delicadeza infinita da accio da egreja
para engendrar as almas o respeito, ser capaz
tambem de negar o sol ao meio dia, e com isso
nio dar mais que urna prova da sua cegueira e
ignorancia.
Oh 1 Senhores esse culto do respeito que a
egreja produz fazeodo-se honrar o venerar a si
mesma nio na educajio christia urna vaga abs-
traern : essa veoerajio se dirige e se empiega
em pessoas augustas que representara o Christo,
e pateoteam em diversas medidas a magestade
que emana delle : e semelhante magestade do
Christo personificada nos homens desee do seio
de Deus ao mais intimo da alma dos meninos pe-
lo intermedio de dignidades hierarebicas consti-
tuidas expressamenle para loroarem no exterior,
como no interior, a Divindade palpavel alma
humana.
Quando, ao ruido das catastrophes que abalio
o ierra de todos os lados, o menino olhando.em
torno de si s descobre magestades que se aoi-
quilio, ou cahem de envolta com os desmorona-
menlos e ruinas que nunca mais se levantam ;
ahi est a educajio catholica para apontar-lhe
un mais alio cume da hierarchia christia una
magestade que parece elevar-se e engrandecer
no meio do seu abalimento, que parece subir so-
bre suas proprias ruinas como a um pedestal;
magestade tio elevada no mundo dos espiritos
quo os espiritos lhe tributao de todos pontos do
cu, por entre os despresos que buscam humlla-
la, urna venerajio que nio tem nem lera nunca
im; magestade que jamis se moslra tio realca-
da, tio celeste, tio divina, e por tanto lio veoe-
ravel, como quando os homens parecem Miar
sua defeza, e a trra de todos os lados parece
fugir sob seus ps : magestado tio respeitavel
ainda mesmo na hora em que tudo parece cons-
pirar afim de lirar-lhe o seu prestigio, que basta
dizer urna palavra, fazer um gesto para mover
povos e reis I pois perante essa magestade,
que no mundo dos espiritos se conserva sempre
universal e suprema,que nos fazemos prostrar-se
por meio do respeito e do amor a alma dos me-
ninos feliz por saudar essa iocomparavel gran-
deza com homenagens inexprimiveis.
Assim poie, quando fazendo voltarem-se para
o lado de Roma essas almas, que tem fome e que
lem sede de venerajio, nos Ihes mostramos de
longe esse anciao que l existe, no meio das tor-
mentas sociaes, mais forte e mais firme que um
rochedo no mel das vagas furiosas de um mar
embravecido, e lhes dizemos : Filhos, eis ali o
pae commum das almas eis ali o vigario de
Deus 1 oh 1 entio, senhores, essas almas so pros-
lio, porque ellas veem de longe a imagem mais
grandiosa de Deus na humanidade E esse
doctor da verdade, esse pae das almas, esse Vi-
ga ro de Christo, esse Rei do catholicismo, que
do alto da cadeira de Pedro, onde se assenla a
ums vinte seculos produz na Ierra a grande
escola do respeilo, escola iocomparavel em que
para ensinar os homens a respeilar se mostra a
mais sublime apparijio de Deus ; em quo para
praticar esse ensioo existem duzentos milhds de
almas, e o mundo inleiro para ouvi-lo maisou
menos I
Porm para completar a educajio do respeilo,
que deve ser quotidiaoa, ainda nio basta essa
grandeza, que de longe se conhece, mas cujo
semblante todo irradian'.o da imagem de Deus
nem todos leem a felicidade de cootemplar:
preciso que essa magestade de Deus se approxi-
me cada vez mais da alma dos meninos para me-
lhor toca-la por meio de personalidades visiveis
Eis aqui porque, abaiio do Pontfice supremo,
existem o bispo, o vigario, o sacerdote para po-
rm essaa almas em contacto immediato, e em
relajio visivel com a dignidade de Christo, e
nellas despertarem, nicamente com o ascen-
dente da autoridade moral, respeitos tanto mais
profundos quanlo mais alto elle se remontio,
ou dirlgindo-se a Deus, ou inclinando-se peran-
te o homem.
E' um facto de universal experiencia que o
menino bem educado acha no seu corajo, mes-
mo 3sm o querer, com o respeito de Jess (tuis-
iw V 2.7S V^rt0.,f : ""- n6,,e a d,g" IDal' eMa novimento de baix-o para cima, em ame que o
J!. J a *e? wii,"u>e ? consagrada, palavra essa elevago da alma humana es pe- He a
fw" ."" e** Bao que ? beDC. :."?? ""o cialmente o fruclo de costumes reSpeitosos. O 0.ii0
lhepassa pelo pensamento que humiliar-se des-
ta sorte possa ser para elle um aviltamento : ao
contrario quando lem respeitado o sacerdote, e
quando este o tem abenjoado, sent-se melhor
por haver venerado, seote-sc mais elevado por
se haver humiliado. A paternidad* e a mater-
nidade resentem-se tambem do beneficio dessas
homenagens tributadas ao sacerdocio : pois nunca
se senlem honrados por seus filhos com um amor
lio respeitos o' e com urna venerajio lio aflec-
tuosa, cony) quando elles tribulio aos represen-
tantes de Christo homenagens mais voluntarias,
o respeitos mais profundos I
Estaes vendo por consegunte, senhores, que
para f.izer-se sentir na alma do menino, e nella
engendrar difierenles formas de respeito cora urna
origem commum, a magestade de Deus ali se pa-
leles em duas espheras deslindas, mas unidas :
na ordem natural e na ordem sobrenatural Essas
dues commuoicajes da dignidade divina chegam
a enconlrar-se, e a mulliplicar-se urna pela ou-
lra mas duas dignidades humanas, quo estio era
contacto immedialo com a infancia dignidade
paterna e dignidade materna. Mesmo na ordem
natural, e timplesmente luz da razio, o pae e
a mi sio para a alma do menino representajes
da dignidade de Deus.
Deus a causa _e a dignidade primaria ; elles
pae e mi sao a causa e dignidade secun-
daria : logo o respeito que o menino tributa
Deusrecahe sobre seus paes para torna-Ios mais
veneraveis ainda ; e o respeilo que tributa direc-
tamente a seus paes remonta al a Deus. O que
torna porm a Divindade mais palpavel a meni-
no no seu pae e na sua mis a dignidade que
desee sobre elles da magestade de Jess Christo.
J augustos e veneraveis aos olhos de seus filhos,
os paes recebem de Jess Christo q>ue os consa-
gra ums venerabilidade de mais ; e assim como
dependem de Deus por Jess Christo, Pae do se-
cuto futuro, assim tambem dependen) de Jesus-
Christo pela egreja, mi divina da humanidade :
elles recebem dessa investidura duas vezes sa-
grada um acerescimo de dignidade que multi-
plica o respeito mulliplicando-se a si mesma.
E quando o pae e a mi delegara a um insti-
tuidor ou preceptor catholico, com a sua dignida-
de natural e sobrenatural, lodos os seus direitus
de ensinar e educar, grande o carcter de-dig-
nidade que vem ao preceptor dessa dupla (Tele-
gajio para obter do menino que educa respeitos
espontneos. E' o ponto de reuniio, e como que
o confluente em que essa duas derivajdes da
magestade de Deus veem unir-se passando por
Jess Christo e pela egreja. pelo corajio do pae
e pelo corajio da mi. Tal deve o preceptor
mostrar-se ao menino, tal deve elle considerar-
se a si proprio, quer luz da razio quer luz da-
t, reaijadas ambas pela dupla investidura do di-
reito humano edodmito divino, afim de impor
ao seu alumno esse respeito,que mesmo sem o exi-
gir, oblera pelo aseendente da grandeza que o
menino nelle reconhece.
Na verdade o que i que o menino v quando
encara para seu mestro ? V estampado na sua
fronte com o indicio do direilo do homemo in-
dicio do-direito de Deus. Cr env que Deus tem
dado egreja por meio de Jess Christo, que elle
adora, ogoveroode sua conscioocia ; e veneran-
do em um hornera parte dessa magistratura des-
oda do cu sobre a trra-, julga que da sua dig-
nidade reconhecer e honrar urna grandeza quo
at mesmo na fraqueza do homem aprsenla o
sello de Deus : ainda que essa fraqueza humana
se deixe ver claramente ella nio- o deixa sem
soccorro entregue i tentajio do desprezo ; porque
na luz que- transfigura o homem, o divino lhe
apparece ainda, e lhe facilita urna venerajio, no
fundo da qual se acha a propria Divindade.
Entretanto essa diguidade derivada, e se bem
me posso exprimir essa magestade empresta-
da nem sempre sufilciente para proteger no
menino o culto do respeito : preciso maia que
essa grandesa, que nao vem delle, tenha por na-
tural defeza>a dignidade pessoal.e essa magesta-
de propria que nasce do brilhantiamo de urna
grande virlude, e do prestigio de urna grande
santidade. Desta sorte nao basta que o preceptor
deixe de ser urna persooificajao do vicio, preci
so que seja urna personificajio da virlude, pre-
ciso que seja,.no ponto de vista do mrito pes-
soal, ma bella e rara personagem : ainda nio
quero quo elle seja do numero dos- que se cha-
mam vulgarmente virtuosos, nao-me contenta o
titulo de homem honesto ; quero que elle tenha
em si bstanle dignidade e virlude pessoal para
supportar com facilidade o peso- das grandezas
christias que lhe chegam por meio de Jess
Christo ; qjiero que elle seja um chrislao em lo-
do o sentido da palavra, um evangelho vivo, um
typo do verdadeiro chrislianismo. um oulro Chris-
to, n'uma palavra, afim de que a- alma do menino
sinla de alguma sorle em sua pessoa esse Christo
que elle representa, e cuja dignidade o orna. E -
assim que o catholicismo com a sua escola do res-
peilo aperfeija a obra prima edacajio. Elle croa
e instilue sautos cercados de urna aureola divina,
que nio escapa & infancia, e que mesmo aos mais
desapercebidos, deixa, com a imagem de Jesus-
Christo, um ideal de virtude, e-cora urna e oulra
cousa um senlimenlo de dignidade, que nao po-
dera mais perder.
Se alm de tudo isto o preceptor catholico. re-
ceben do cu urna vocajao que o faz dedicar-se
nio s pratica do dever, como tambera ao he-
rosmo da virlude ; se fez o juramento de bones-
liJade e desanudado ; se .grandeza que lhe vem
de sua delegajio, se dignidade que lhe vem da
sua virtude, accresce essa raagestade superior que
lhe vem da anejao divina e de um carcter sagra-
do ; se finalmente para poder desempeahar um
encargo de tanta dignidade, conserva n'uma al-
titudo firme e n'uma dojura inalioravel essa
magestade que garante todas as outras, o a pa-
ciencis, que certo autor denominou muito bem a
magestade da forja, oh entio ninguem pode
exprimir o que no menino produzir semelhanle
escola de respeilo dirigido porum mestre emtaes
circumstancias ; ninguem pode exprimir que lo-
cante venerajio, que respeitos sinceros suscitar
ella na alma candida e nobre do menino, que j
lioha recebado a primeira revelacao da grandeza
christia entre os brajos de urna mae, na pri-
meira palavra que lhe manifestou Jess-Cristo 1
E'assimqueo catholicismo justifica o elogio
que lhe foi dado. E' elle a waior escola do res-
peito que ha na Ierro, porque a religiio maior
e mais sublime, e que torna a Divindade mais pre-
sente e maissensivel alma humana. Osymplo-
ma mais triste que pode apresentar urna socieda-
de, o signal mais evidente da diminuijio do res-
peito entre os homens, a diminuijio do respei-
to religiao, especialmente ao calholicisrao, que
a religiio mais elevada e mais veueravel de to-
das. Quando o desprezo chega a tocar nessa re-
ligiio, que se eleva al a Deus, abala-se o res-
peilo na sua raiz primaria, e aniquilta-se por as-
sim dizer no seio de Deus, de onde baixa sobre
toda a grandeza era quera se reflecte a imagem
do mesmo Deus, e vae tambem rebaixsodo com
urna forja multiplicada em relajio altura, em
que se elle acha collocado, ludo aquillo que
grande. E neste caso nada mais ha que obtenha
respeitos legtimos, nem a realeza, nem a pater-
nidade, nem as leis, nem asinslituijoes, nem os
homens, e nem as cousas nada ; porque o des-
prezo de todas as grandezas, provindo do despre-
zo de Deus, rebaixa cada vez mais as almas e as
sociedades. Pois bem verdade, senhores, que
assim como o respeito nio se aprende senio na
escola da religiio, assim tambem as almas nio se
elevara senio na escola do respeito.
II
O calholicisrao lio efficaz para produzir o
respeilo na infancia, como o respeito efficaz para
bem elevar a mesma infancia. Cabe aqui obser-
varlos a philosophia desta palavra elevar, que
exprime o effeito mais geral, o o lado mais sa-
liente da educajio. Fazer a educajio humana
fazer o menino subir altura do homem ; e a
proporjio que o seu corposob o impulso natural
chega da mesma forma que a planta estatura
que Ihe marcada, a sua alma sob a influencia
da educajio deve subir, e subir sempre pela
intelligencia, pelo corajio, pela vontade, em urna
palavra por todas as suas potencias ; pois que
por esse lado do se ser que o homem procura o
que est cima delle, olba para o cu, e aspira ao
Infinito ; por isso que o homem, como vos ob-
servei ha alguna annos, se julga creado para es-
lender-se e dilatar-ae em um progresso, cojos
limites esl em si mesmo, mas cujo ideal est em
Deus.
A educa ja o, no seu melhor e mais generoso
sentido, um verdadeiro movimento de baixo
para cima ; uma.ascenjio progressiva do nosso
ser moral; finalmente, como melhor queum
discurso exprime a propria pjlavra, urna elevacao
da vida.
reSpeitosos
respeito descendo de Deus para a alma do meni-
no pelos raeios que j apontei como que a seiva
divina desse creseimento da vida moral, que
realja e faz florescer todas as potencias da alma
como os vijosos ramos de ama arvore, e que ele-
va a propria alma a toda a sua altura. Eis aqui
o que convm enlender-se, indagando no mesmo
menino o segredo da sua educajio, isto a Pro-
videncia trajando com o seu proprio dedo no seio
da natureza humana a lei de seu legitimo desen-
volviraento, e do seu verdadeiro progresso.
A melhor educajio para o desenvolvimenlo da
vida humana consiste em corresponder esta em
grao subido s suas mais legitimas necessidaJes.
J vimos que a obediencia e o anlor sio urna lei
da nossa eJucajio, porque temos necessidade de
obedecer, e de amar; e por isso que temos tam-
bem necessidade de respeilar o respeito 6 egual-
mente urna oulra lei da mesma educajio. E real-
mente o respeito a mais generosa necessidade
do homem, a quem a educajio nunca eleva tanto
como quanlo elle sabe satisfazer pleinmenle a
essa neceasldade
A necessidade de respeilar se torna sensivel
alma do menino logo que a razio sua primeira
luz descobre-lhe as alturas do mundo moral, da
mesma forma que o sol ao nascer Ilumina os ci-
mos do mundo physico. A' primeira apparijio
dessas grandezas immateriaes, que se lhe apre-
senlam em frente, o menino experimenta a ne-
cessidade simples e generosa de alte-lar a com-
mojio, que recebe, com o respeito que sua alma
lhe faz sentir como urna homenagem natural.
Semolhante necessidade que elle sent de tri-
butar homenagem a ludo o que lhe apparece
maior o mais elevado que elle mesmo um acto
do destino, urna voz da Providencia convidan-
do-o a elevar-se por esse meio. A proporjio
que descobre em cairo ente a apparijio dessa
grandeza, de que j posse o inslineto, a sua al-
ma anda joven sent m eslremecimento intimo
que lhe diz, appellando para as suas nobres ten-
dencias : Eis aqui a grandeza eis aqui o que
deves aer um da. E' que realmente esse senli-
menlo espontaneo da grandeza, que o commove,
para elle o indicio de umi vocajio : a vocajio
que todos nos temos para sermos grandes.
Se nio fossa esse destino, tal senlimenlo de
o obre origem ser-lhe-hia estranho : elle passaria
ante a grandeza moral sem ser por ella tocado,
sera mesmo della aperceber-se : nio teria nem o
olhar bastante alto para v-la, nem o corajio
bastante elevada para ama-la, nem a alma bas-
tante generosa para comprehende-la. Porm lo-
go aos seus primeiro das Deus lhe d um olhar,
um corajio, e urna alma assim r pois que lhe d
a vocajao para-marchar em busca dessa grandeza,
que elle prsenle na necessidade que solTre ; vo-
cajao de engran Jecer-se e elevar-se asi tambera,
como lodo o hc-mem se engrandece e se eleva por
seus proprios respeitos.
Com eleito, senhores, quando urna alma pura,
naturalmente dotada da faculdade de compre-
hender e sentir aquillo que lhe superior, recebe
a prova de urna magestade que lhe imprime esse
destino misterioso, que nella faz dispertar-se os
mais nobres iosiinctot e vibrar as fibras da alma
mais generosas, experimenta nio sei que altrac-
Rio irresislivel que a arrasta de baixo para cima,
e a incita a elevar-se essa grandeza, cuja vista
a arrebata e apaixona ao mesmo tempo ; e ella
diz: Vamos, subamos, toroemo-nos grande tam-
bem.
Tal effeito que produz o respeito sobre urna
alma joven e pura mais infallivel do que o effei-
to, que a influencia do sol produz sobre urna flor
vivificando- com a sua luz e calor. O sol nio
e-xerco somente sobre as plantas o poder de fa-
zo-las desabrochar,, exerce tambem o poder de
eleva-las, faze-las crescer, attrahindo-as pera si:
tal egualmente a acjio da grandeza sobre a al-
ma joven, quando c ella urna grandeza sensivel,
amada e sympalhica ; pois nio s se faz obser-
var, admirar e amar, como tambem se faz deso-
jar,aspirar e procurar ; nao s agrada, deleita e
regozija a alma que a contempla, e sent a fasci-
najio do seu olhar,. como a transporta, extasa e
enlevaxtasis sublime, transporte generoso,
que poe a alma fora de si mesma para eleva-la
bem alto, uoindo-a pela contemplajio, pelo-amor
e pela imitajio, grandeza que a excede
Cala grandeza que ella descobre toros-se-
Ihe tambem como urna apparijio parcial do infi-
nito, cuja imagem traz impressa no mais intimo
de si pela mi de Deus: e da mesma forma que
o artista que, comparan Jo a sua obra com o mo-
dela e achando-aimperfeils. procura melhora-la,
assim o menino respeitoso comparando-se s su-
perioridades, que selhe approximaro, experimen-
ta a necessidade invencivel de elevar-se para as-
semelhar-se-lhes.
Dizei-me, senhores, se encontrasseis sobre a
Ierra o maia sublime e o mais nobre typo da crea-
jio. e se fosse possivel transmittir a sus nobreza
e sublimidade paraos vossos filhos, qual de vos
nao desejaria vereflecluada essa transfigura jio
que dara ao menino a mais bella physionomia do
mundo inteiro f E se de vos dependesse effectua-
la nao s no semblante, mas tambem na alma do
menino, transportando para ali pela poder da
contemplajio o melhor de todosos typos, qual de
vos nao teria a ambijio mui natural a toda a pa-
lernidade de encontrar nosou filho, isto oa re-
produejao-de si mesmo, tudo o que ha de mais
bello, de mais elevado o de mais distinelo em to-
da a humanidade?
Ora, deve-se notir que essa direeso ascerjfiQ/
Pois,. senhores, isso que vos acabo de dizer nio
lera s o valor de um lypo, ou de urna compa-
rajao mais ou menos engonhosa: a sublime
realidade que se completa na educajio feita sob
as nobres influencias do respeito. Se mostrar-
des aos vossos filhos sempre tudo aquillo que
grande, e nunca aquillo que nio o se delles
obtiverdes respeito natural e sincero de tudo o
que lhe mostrardes, eis o que acontecer: a
grandeza o tocar, e o transformar a sua ima-
gem ; nelles veieis realisado o lypo de grandeza
o d8lncjio, isto tereis nelles hornees esoo-
dos: serio grandes, porque viram e respeilaram
a grandeza. Se nao possuirem a distinejio das
maneiras, que vem das longas tradiejoos da no-
breza na familia, possuirio o que vale mais,
urna alma grande, esenlimentos elevados ; e que
quasi sempre possuirio urna e outra cousa, por-
que quando a verdadeira distinejio se dimioue
nasgeraces quando os senlimc'ntos se aviltam,
nao se deve ir buscar oulra cousa~- que a edu-
cajio nio lhes iraprimiu bastante vivo e profun-
do o senlimenlo da grandes cousas, e essa no-
breza das almas que d o habito e o respeito, e
que prepara infallivelmeote bomens distinctos,
por que faz os corajdes nobres, e as almas ver-
daderamente elevadas.
Oh I como bello ver-se neste mundo os su-
blimes meninos criados na escola do aespeito 1
Elles nio leem necessidade de dizer aquellos que
os vem que sao homens do honra e bem edu-
cados: pois que as suas frontes trazem estam-
pado o sello visivel da grandeza que os faz sua
imagem. E como sao sublimes o pensamento,
o corajio, o sentimeoto, a vontade, a alma
desses meninos I Que graja na dignidade, que
modestia na grandeza! Tudo que se acha
elevado extasa, tudo que nobre as faz exaltar.
Urna grande virtude, urna dedicajio sublime, um
sacrificio heroico inunda suas almas de luz, seus
corajes de commocao, seus olhos de lagrimas,
lagrimas generosas que brilham em face de urna
gloria pura e desenteressada, como brilham as
golas de orvalho a um raio do sol
Pelo contrario o que baixo, infame, servil, e
degradante, muito embora seja applaudido pelo
universo e coroado de triumphos, excila-lhes
indignajoes corajosas e nobres commojoes. Dir-
se-hia que a dignidade lhes natural, tanto a
nobreza com que a suslentam, tanta a forja
com que a defendem I Sua distinjio nio urna
formula, convencionada, preparada com um ves-
tido que compoe ; natural e espontonea como a
flor na sua haste, e como o perfume na flot: nio
um artificio, urna expressio; nao urna
composijio do corpo, um reflexo da alma : fi-
nalmente nio a grandeza falsa que se aprsen-
la para ser visla, a verdadeira grandeza que se
descobre sem ser preciso que se mostr. E essa
raja de homens bem educados marcha e mar-
cha, sempre cora as frontes ornadas dessa corda
a que elles renderam suas primeiras homena-
gens: e assim,'sena mesmo procurar, ella de-
para no seu caminho com o que soube reco-
nhecer e respeilar nos outros: a venerabilida-
depois que forja de venerar os homens se
torna m veneraveis.
O menino, que obedece pde| prophetlsar de
antemo as suas victorias, porque a sua obe-
diencia o revesle da forja de vencer o do poder de
Iriumphar. O menino que respeita pode tam-
bera prophetisar a considerajo que o espera no
meio dos homens, porque o respeito o revesle
d% dignidade, e soca sobre iodo o seu ser como
ata irradiajao da grandeza. E te coma
todes leem recabido osla educajio do res-
peilo, que tudo engrandece veris mutpljcar-se
em qualquer parte existencias augustas e gran-
diosas. A graodeza tornar-se-ha popular, e qual-
quer najo para ter urna reputajo de' grande
nao precisar contar aewenfa milhdes de hemtns
defendidos por sessenta mil soldados; a grande-
za aahir das almas, e um povo numricamente
menor poder ler urna magestade que nio teem
essas sociedades gigantescas, a que procuran)
ora vio chamar grandes povos.
A educajio no respeito engrandece tanlo es po-
vos elevando as almas, quanlo a educajio do
desprezo avilla os horneas a as sociedades. Para
efiectuar-se esta ultima educajio, trita necet-
sario dizer-se ao menino mostrando-lhe a gran-
deza que passa : a Insulta e despresa-se por-
quanto para ensinar-se a despresar basta nao se
enslgoara respeitar. O menino nao pode ler-se
indierente ante as superioridades sociaes*, anta
as grandezas moraes*, e ante as venerabilidade*
religiosas, que passam s suas vistas: elles de-
vera formar em relajan a todas essas coosas urna
idea, um ju'zo, um setrtimenfo'senio as respei-
lar, ha de por forja despresa-las : e porque lhe
natural o inslineto da grandeza e indistinctivel,
acontece operar-se na sua alma ama rerolujio,
e se bem me posso exprimif-*um movimento em
contrario de sito a baixo que falsifica a sua eda-
cajio, e a sua existencia por corrseguinte. As
suas homenagens se dirigere ao que pequeo,
vil, edespresivel, e os seus1 dasprasoa recahem
sobre oque grande, sublime o venerare!. E'
isso no sentido mais legitimo e profundo, a revo-
lujio no homem, a degradajao morst qne cor-
rompe o homem j desde a infancia, para que
esle tambem por sus vez concorra afim de cor-
romper a sociedade. s
O menino que no decurso de sua- edbeaceno
aprende a respeilar, por esse mesmo fato se
torna desde enlo despresivel. As grande vir-
tudes, o mrito raro, a personalidade augusta,, as
instituijoes veneraveis s encootram despresos da
parte de urna alma j aviltada; pois que pro-
prio ds baixeza insultar a magestade.
Mas essa falta de respeito, que na iirfnci
supoe o cornejo da degradacio, reage sobre a al-
ma de urna maneira espantosa afim de avilta-lr
e degrada-la cada vez mais. Ao passo que > edu-
cacao do respeito, como- a mesma palavra indica,,
eleva o menino acostunaaodo-o a olhar para ci-
ma afim de contemplar o- que lhe est superior,
a educajio do despreso e- rebaixa acostumando-o
a olhar para baixo afim de mostrar-lhe n'uma
esphera inferior, ludo aquillo ojue maior e mais-
elevado do que elle.
Contemplae por um momento o menino creado'
na escola do desprezo : emquanto menino bom
educado, com as vista elevada, respeitares-
picite se eleva para o que cooteaapta ; aquello
olha para baixo -despicitdesprer hde, e des-
prezando se despenha de toda a altura das cousas
desprezadas, patenteando assim o indicio pro-
phetico doopprobrio que um dia manchar.
A' forja dejdesprezar u que santo, augusto o
verdadeiro, forja de desconhecer a dignidade,
e de desdenhar da grandeza, perde a inslineto*
generoso, e de dia em dia se avilti maia- com os
seus desprezos e desdens, e so rebaixa mais com
os seui insultos.
O despreso que lanja sobre todas aaeousas
recahe sobre elle mesmo como um esliga e un
anathema ; 16-se-o estampado em saa fronte; res-
pira-se nos seus gestos violentos, nos olhares
atrevidos, em toda a sua phisiooemia vergo*lio-
samente tranetomada. Ei-lo: elte se julga- gran-
de, porque despresa, superc,. porque insulta,
sublime porque desdeoha; e querendo lado-re-
baixa r, acaba rebaixando-se a si mesmo. O'des-
drezo das grandezas nelle precipite-e. i a degrada-
cao moral, o ei-loque toca barbaria : ei-lo
que um opprobrio para a civilisajio, um amos-
ca para a sociedade 1
Desta sorle, se no decurso de algumas gera-
joes somente os meninos chegam-a perder n'uma
educajio degradante o culto do-respeilo ;.se o
desprezo das grandes cousas, das iasliluijes san-
tas, e verdades augustas, se torna popular; so-
breludo se desnaturando as coasas, falsificando
as ideas e perverleuJo a linguagem, se aprsen-
la m elle as multides como os apestlos do pro-
gressooh !'eolio, senhores, nao um hornera
s que se avilla, a humanidade era pezo. Entio
os caracteres cahem por trra, os grandes tor-
nam-so raros oa scena, em que- se representa o
drama humano, o nivel da grandeza nacional
rebaixa-sa com o nivel da dignidade humana.
_ Nao-disse tudo 1 A propria seguranja das-so-
ciedades-e a estabilidde dos governos sio abala-
das com esse golpe do desprezqae fere esr-po-
yos e os homens. Bem depressa surgem os-raaos
itulinclos, que se achavam sepultados no fondo
das almas e das sociedades, fervem, agitam-se, e
procuram Iriumphar luz du dia com os seus in-
sultos e audacia, que vio locar ne cimo mais ele-
vado do mundo religioso e do mundo social^.e a
forja-moral da autoridade se quebranta, e caho
por Ierra com todo o prestigio de que o respeito
a rodeava.
E' entio que a forja material, se torna inauffi-
ciente para impedir a forja moral de aniquilar-
se : balalhe e mais balalhoesem vio protegem
as autoridades que o respeito- j nao- defende
mais : suas victorias apenas-sio espajmenlos da
sua decadencia; se ellas nao suecumbem hoje,
suecumbirio amanhia : porquanto se brajos for-
tes e poderosos, espadas defina tempera podem
um dia desfazer a conspira jio da forja, pelo con-
trario.nao- ha poder uo mundo que resisla cons-
pirajio universal do desprezo !
Assim, senhores, ensinar a respeilar com a
djgoidade humana e a grandeza social a salva-
cao da propria sociedade. Mas sobre quo deve
assentar a venerajio e o respeilo doe meninos, a
quem se educa? Dir-vosrhei em duas palavras:
sobreludo o que veneravel, isto -, sobre ludo
oqu) mais ou menos traz em si estampada a ra-
diosa imagem de Deus.
J mostrei como a respeito, que em D*s tem
sna origem infinita, desee por meio de Jesus-
Christo e da sua egreja. de grao em groy al che-
gar ao pae, mi, a ao preceptor,.que-devem e-
ducar o menino. Mas nio baslate- que o en-
carregado de eduear seja veneravel aos olhos do
educando, tambem necessario que elle exerci-
te a alma deste ultimo oo culto de todas asgraa-
dezas legitimas,, e solidarias dos mesmos respei-
tos ou desprezos: c preciso que o educando,3em
o pensar, multiplique na sua alma o respeito de
todas as grandezas pelo respeito. de cada urna
dellas, e o respeito de cada urna pelo respailo do
tolas.
Nio posso aqui enunciar quass sejam todas es*
sas grandezas que teem direito ao respeito dos
meninos; indicarei as tres catbegoriasque asen-
cerra todas; respeito. dos homens, respeito das.
iostituicoes, respeita dos principios ; e como cou^
sequencia dellesrsspeito de si mesmo.
Itespeilo dos horaens.A' medida que o zae,-
nino abre os seus olhos alm do reino domestico
para os largos horisootes da sociedade publica a
educajio deve moslrar-lhe, realjando-as perant
sua alma, todas as superioridades sociaes que e-
xigem os seus respeitos: sio ellas, alm do sa-
cerdocio e pontificado, as magistraturas, miais-
terios, legislaturas, governos e realezas, que em
si trazem urna parle da dupla magestada-da re-
ligiio e da patria.
Depois sio todas as superioridades iadividuaes,
que participara tambem de urna e deoutra real-
jando-se com o brilho de sua propria glora: os
grandes capities e hroes, os santo e bemfeito-
res da humanidade, as illustrajea legitimas, os
genios fiis a Deus. e dedicados aos homens, em
summa tudo o que na humanidade revesl'e-se
com urna santa dignidade e realeza sem roacuia
da pura e veneravel aureola da grandeza moral:
o homemo proprio homem,que urna mages-
tade, porque urna intalligeacia, urna liberdade,
urna almaa mais sublime imagem de Lxeus na
creajio.
Respeilo das instituijoes.Com o respeito dos
homons a educajio deve ensinar ao, meoino o
respeilo das iosliluijes. Fallo especialmente
dessas santas e veneraveis instituijoes, que re-
cebem da Providencia, do tempo ede seas bene-
ficios, urna grandeza em que nio lomos ouvidos
e que bom ou mo grado se impe aos nossos
respeitos: oshtuijoes de muilos seculos marca-
das com o sinete do amor e da magestade aue
com o genio do passado attesiando-se as suas o-
bras, patenteam s vistas dos contemporneos o
suor dos antepassados, oa vestigios do trabalho
ascicatrizes da lula, o sello dadedcajao, a con-
sagrajao da experiencia, o sutTragio dos seculos.
o reconhecimeolo dos povos, e as beojios das
gerajoes que floresceram sua sombra: alm de
tudo isto a bella e veneravel aureola de sua anti
guidade.
"[Continuar se ha).
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