Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09304


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Full Text
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lili IIITII 101 El O 127
Por tres aezes adiantados 5S000
Por tres mezes vencidos 6$000
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TIRU FEHA 4 II JD1B0 DI ItCl
PoraBBtadiantadol9J000
Porte franco para o subscriptor.
{*
BNCARRBGAD03 DA SDBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braja; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares ; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FArUlDAS DOS UUHKKlUa.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-eiras.
S. Aolo, Bezerros, Bonito, Csraar, AUinho
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quarlas (eiras.
Cabo, Serlnh&em, RioFormoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras Natal qaintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha
KriiEMERIDES DO MIZ DE JUNHO.
8 La noTa as 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto crescente ss 7 horas 56 minutos da
manha.
2S La cheia aos 3 minutos da tarde.
3G Qaarto minguante aos 21 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minntos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS DA SIMARA.
3 Segunda. S. Ovidio b. ; S. Panla v. a.
4 Torga. S. Frsnciseo Caraciolo; S. Quirino b.
5 Quarta. S. Marciano m. ; S. Bonifacio b. m.
6 Quinta. S. Norberto b. ; S. Paulina t. m.
7 Sexta. Sartissiroo Coradlo de Jess.
8 Sabbado. S. Salustisno ; S. Sererano b.
9 Domingo, Ss. Primo e Feliciano mm.
AUDIENCIAS US TRIBUNaES l>A CAPITAL.
Tribunal do eommercio ; segundas quintas.
Relscao: tercas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas'
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eival: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do ti val: quartas sabbados a 1
ora da tarde:
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino FaleaoDias- RaM.
Sr Joa Martin. Aires; Rlo d. J.n.i'ro, o Sr'l
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Fifuelroa d.
Feriaba sus livraria praga da Independencia os
16 e 8.
PARTE 0FFIC1AL.
LE N. 493.
Antonio Marcellino Nunes Gongalves, presidente
da provincia de Pernambuco.
Fago saber a todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decrelou e eu
sancciouei a resoluto seguinte:
Artigo nico. O producto da lotera, concedi-
da aos religiosos franciscanos de Olinda, deve
ser applicado exclusivamente s obras da mesma
igreja, devendo ser assim entendido o 2 do
art. Io da lei n. 370 de 15 '.de maio de 1815; re-
rogadas as disposiges em contrario. Mando,
por Unto, a todas autoridades, a quera o conlie-
-cimento e execugo da presente resolugo per-
tencer que a cumpram e licam cumprir lo io-
4eiramente como n'ella se contera. O secretario
dente daquella provincia com offlcio de 20 do cor-
re i.te mee
Dito ao mesroo.Tendo presente sua informa-
gao de 28 do correte, sob o. 435 resolvi autori-
sa-lo a mandar pagar a Luiz Borges de Cerquei-
ra, conforme requisitou o inspector do arsenal de
I mariuha em offlcio de SO desio mez, n. 146,
aijuaotia de 1123000. em que segundo a conta,
j que devolvo,em duplcala importara as baodeiras,
I linha, e gallardetes fornecidos ao telegrapho da
I torre do collegio.
O que communico V. S. para seu conheci-
| ment e execuga.Communicou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
Dito ao mesmo.Transmiti 4 V: S. para o
(ira conveniente, o incluso aviso das lettras, ns.
77 e 78, na importancia de 94|O0O saccadas pela
thesouraria de rendas da provincia do Rio Gran-
de do Norte sobre easa, e a favor de Jos Joa-
quim de Lima, ou a sua ordem.Communieou-
da provincia a faga imprimir, publicare correr. qu,m i6 Um"' 2,1 a.8u! [dem.-Communieou-
Palacio do governo de Peroambuco aos 29 dias 8e,?0. Exm: **** <|o Rio Grande do Norte,
do mez de maio de 1861, qua iragesimo da inde- D a.0,D8Peclor d thesouraria provincial.
pendencia e do imperio
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a presente resolugo n'esla
inspecto
Aonuindo ao que me requisitou o director das
obras publica em offlcio junto por copia, datado
de 28 do corrente, sob n. 137, recommendo V.
S. que]mande entregar ao thesoureiro pagador
daquella rejartico es 6:6465300, que aioda fal-
..".~~ -,?-------------- r-.'"-v" "< aaqjieiia rejarticao es b:b4bs.i00, que anda fal-
am^L-VaTElS^iS^M^ P"8 con,e'et" q^otTpedida no proxi-
i maio de 1861. Joao Rodrigues | mo moz para as obrss por administrago a car-
Chaves.
Registrada s fl. 56 v. do liv. 5 de leis provin-
ciaes.
r~._ WH VVSHV y\j\ JJOIIIII3IIUV1IU a *>ui-
go da mesma reparligo.Communicou-se ao di-
rector das obras publicas.
Dito ao juiz municipal da l*"vara.Communi-
maSieo7e 1861 F^o^^'V1 de ; c.n7;.n,Vo'cbXde p^aVm? 0^ n. 473.
maio de 1861. Francisco de Lemos Duarle. de 29 do corrente. que deixaram de seguir para o
Aninni u.r.iinn Nl*.r<*>n. 1 -j presidio de Femando os sentenciados Antonio
SaaroHiri fSwSSSSS? *'' Pre9ldenle Dias do Nascimento. Casimiro Marinho Falco,
vJn S iS. C0# u k-. Ata" ,S e Theotooio Bispo de Oliveira, peloi
,.Lki/ ?f ? Saa .h,S,l,Bte Ia* a motivos constantes da copia inclusa h.ja Vmc
legislativa provincial decrelou e eu de declarar-me qual o destino que leve o ultimo
saoccionei a resolugo seguinte :
Art. 1 Fica transferida a sede da freguezia
de Una para o povoado denominado Proprie-
dade na mesma freguezia.
Art. 2o Esta transferencia ter lugar, quando
ali houver urna igreja que, com a decencia ne-
cessaria, se Dresle ao culto divino.
Art. 3 Ficam revogadas as disposiges em
Padre Francisco Virissimo Bandeira.Sellado,
rolte.
Francisco Pereira da Veiga. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Henriquela Mara do Nascimeoto. Nao tem
lugar.
Dr. Joao Ferreira da Silva.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Marcellino Santiago de Wasconcellos Leito de
Albuquerque. Informe o Sr. director geral da
iostruego publica, ouvindo o do collegio dos
orpho?.
Manoel Al ves Guerra. Informe o Sr. capito
do porto.
Msooel Antonio Camargo.Informe o coose-
Iho administrativo.
daquelles sentenciados.
Dito ao conselho de reviso da guarda nacio-
nal do Bonito.Dando solugo consulta, que
em 22 do corrente me foz o conselho de reviso
de qualiQcago da guarda nacional da freguezia
do Bonito, tenho a declarar-lhe que por argu-
i melo do aviso de 21 de agosto de 1851, o tacto
- de nao terem os moradores dos eogenhos Lin-
contrario. Mando, portanto, a todas as auton- da Flor- e Flor do Dia-sido qualicados votan-
cSSSrS: \ --' "MU sks KSSSrSWK 5532 ^t ?Prrrr
de 1861,
imperio
L. S.
Antonio Marcelino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a presente resolugo nesta
secretaria do governo de Pernambuco aos 29 de
maio de 1861. Joo Rodrigues Chaves.
Registradas as fl. 57 v. do livro 5 de leis pro-
vinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 31 de
maio de 1861. Francisco de Lemos Duarte.
Governo da provincia.
Expediente do dia 31 de maio de 1861.
Offlcio ao coronel commandante das armas.
Transmiti V. S. os autos de processo verbal
do conselho de guerra das pragas do exercito
mencionadas na relago Junta, aflra de que se-
jam cumpridas as sentengas proferidas pelo con-
selho supremo militar de justiga nos mesmospro-
cessos.
Relaco das pragas do exercito, de que trata o
o/ficio do Exm. Sr. presidente da provincia
desta dala.
Ruarlo batalho de artilharia a p.
SoldadoFrancisco Theodoro da Costa.
Segundo batalho de infantina
Antonio Jos do Nascimento.
Joo Jos da Cuaba.
Nono batalho de infantera
Luiz Jos de Sant'Anna.
Dcimo batalho de infanlaria.
Manoel dos Passos do Nacimento.
Pedro Jos de Lima.
Dito ao mesmo.Commuaicando-me o Exm.
Sr. presidente da Parahyba, em offlcio de 29 do
corrente, sob n. 2340. a viuda para esta provin-
no vapor Cruzeiro do Sul, do desertor do 1."
batalho de imtintara,, Jos Raymundo dos San-
tos, cuja guia aqui sjunto, assim o declaro V.
S. para seuconhecimento, e adra de que mande
recebar o referido desertor e dar-lbe o conve-
niente destino.Offlciou se aos agentes para a en-
trega do desertor e respoudeu-sea communicago
do Exm. presidente daquella provincia.
Dito ao mesmo.Envi V. S., para o flm
conveniente, a inclusa relagao das alteragoes oc-
oorridas no mez de abril ultimo com o alferes do


riucar pelos meios indicados no artigo 10 do de-
creto n. 1130, de 12 de margo de 1853, e outros
a seu alcance.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar dar baixa ao soldado do cor-
po sob seu commando, Manoel Ribeiro Paz, de
que trata a sua informago de 29 do corrente, sob
numero 239.
Dito aos agentes da companhia brasileira de
paquetes vapor.Devolvo Vmcs. as contas e
mais papis que acompanharam o seu offlcio de
20 do correle, acerca do pagamento das passa-
gens dos guardas de polica no vapor Paran,
visto nao haver credilo para essa despeza, eomo
declara o inspector da thesouraria de fazenda, no
offlcio junto por copia.
Portara..O presidente da provincia, usando
da attribuigo que lhe coofere o artigo 7 da lei de
12 de agosto de 1831, resolve prorogar at o dia
7 de junho prximo vindouro, a presente sesso
da assembla legislativa provincial. Remetteu-
se por copia assembla, e communicou-se ao
inspector da thesouraria provincial.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposla do chefe de polica, em 29
do corrente, sob numero 475, resolve conceder
ao tenente do exercito Antonio Cardoso Pereira
de Mello, a exooerago que pedio do cargo de
subdelegado de polica da freguezia de Aguas-
Bellas, termo do Buique. Communicou-se ao
chefe de polica, e ao coronel commandante das
armas.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vapor mandem dar trans-
porte para a corte, no vapor Cruzeiro do Sul,
por conta do ministerio da guerra, ao segundo
cirurgio do corpo de sade, Dr. Manoel Antonio
Marques de Paria e sua mulher.
Expediente do secretario do governo.
Da 31 de maio de 1861.
Offlcio ao capito do porto.O Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda aecusar receido o
: oflicio numero 94, que V. S. lhe dirigi em 29 do
correte, communicando o naufragio do brigue
inglez Edgar Stringer, em occasio que viajara
para a India.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
--------------------.om o eneres ao c -------.r ... n^ioi uo tatcuua.
1." batalho de infantaria Carlos Jos Vaz Nis, a I ." br' Presidente da provincia manda com-
. -----ia~... a. i municar V. S. que o Dr. Francisco Antonio de
Oliveira Ribeiro, juiz de direito da comarca do
Bonito, psrticipou em data de 15 desta mez, que
Inniln ma---- ____aa 1*
qual me foi Iraosmitlida pelo Exm. presidente do
I'iauhy.Communicou-se ao referido presidente.
pilo ao commandante da estago naval. So-
br'estji V. S. no assentamento de praga do re-
cruta Antonio Jos Moreira Jnior, at minha se-
gunda ordem.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Ten-
do considerago ao que allegaran) alguns proprie-
tanos e moradores na ra do Vigario, praga do
Corpo Santo, becco do Noranha, ra do Amorim,
e da Moeda do bairro do Recife, pedindo a cons-
truccao de urna rampa no caes, que ali se esta
edificando, e que fique em correspondencia i al-
gumas das mesmas ras, para maior commodi-
dade de seus habitantes, e veriQcando-se pelas
informages ministradas por V. S., e pelo enge-
nheiro eocarregado das obras do porto, que at-
ienta a grande distancia, intermedia as rampas
da Lingueta e Forte do Mallos, a edificagSo de
outra no ponto indicado e entre ellas sem du-
vida de grande proveito ao eommercio, determi-
no V. S. que contrate quanto antes a cons-
trac:o da rampa pedida no lugar designado na
planta, que devolvo ; suspendendo-se entretanto
a continuago da obra do caes naquelle mesmo
Lugar at que esse contrato merega a approro-
go desta presidencia.
Dito ao commandante superior de Ssnto An-
tao.Pode V. S. expedir suas ordena afim de
que os corpos da guarda nacional sob seu com-
mando superior se reunam para os exercirios e
""j8!" do estylo, conforme solicilou em offlcio
de 20 do corrente sob o. 35.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recommendo a V. S. que em vista da conta em
duplcala e portara junte, que me foram remet-
ttdas pelo gerente de companhia pernambucana
de navegagao costeira com offlcio de 29 do cor-
renle1Lmande p*8" 8 me1" gerentexa quauta
de 7698OOO, em que importam as passsgens da-
das, por conta do ministerio da guerra no vapor
/ojuan&e do Rio Grande do Norte para essa ca-
pital, ao 2.* cirurgio do exercio Dr. Manoel An-
tooio Marques de Paria, sua seohora e sua sozra
viuva.
Dito ao mesmo.Respondo ao offlcio que V
6. me dirigi, sob n. 346, e data do 1. dest
mez, remeltendo-lhe por copia o parecer do di-
rector de coostrugdes navaes e orgamento dos
reparos necessarios escuna Lindoya.
Dito ao meamo.Transmiti i V. S. para o
fim conveoiente a inclusa gola passada pela the-
SDuararia de fazenda da provincia de Santa Ca-
tharina so tenente reformado do exercito Fran-
cisco de Paula Si Peixoto, ora existente nests
capital e que me foi remettida pelo Exm. presi-
teodo-se encerrado em 11, os traballros da assem-
bla legislativa provincial de Sorgipe, deixava de
seguir para a sua comarca por doente, como mos-
trou com altestado medico.Commuoicou-se ao
conselheiro presidite da relagao.
Dito ao mesmo. O Eina. Sr. presidente da
provincia manda transmittir V. S. a inclusa or-
dem do thesouro nacional, sob numero 73, e bem
assim em offlcio da secretaria do ministerio di
fazenda, em 22 do correte, communicando a re-
messa de 100:0005000.
Dito ao commandante superior do Recife.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda com-
municara V. S-que por despacho desta data, e de
conformidade com a sua informago de 28 do cor-
rente, sob numero 59, mandou pasaar patente a
Alexandrino Alves de Amorim, alferes nomeado
para o setime batalho da guarda nacional deste
municipio.
Dito ao primeiro secretario da assembla le-
gislativa provincial.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda transmittir i assembla legis-
lativa provincial a inclusa copia do offlcio da c-
mara municipal do Buique, representando acerca
da necessidade de ser approvado o projecto de
posturas que remetleu essa assembla.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
proviocia, manda remeller por copia i V. S. pa-
ra ser presente i assembla legislativa provincial,
1 informago ministrada pelo director das obras
publicas acerca do ultimo lango da estrada pro-
visoria deTamandar, e da navegabilidade dos
canses de Ariquind e Mangabeira, aa quaes to-
ra rn exigidas por essa assembla em offlcio de
V. S., de 24 do corrente, sob numero 51, que Oca
assim respondido.
Dito ao juiz municipal da segunda vara, Dr.
Francisco de Araujo Barros.S. Exc. o Sr. pre-
sidenlp da provincia Dcando inteirado de haver
V. S., em 26 do corrente, reaasumido o exercicio
do seu cargo ; assim lh'o manda communicar em
resposta ao seu offlcio de 27 desle mez. Fize-
ram-se as necessarias communicagdea.
DESPACHOS DO DIA 31 DI SUIO DI 1861.
Requerimintot.
Alexandrino Jos Alves de Amorim.Passe D-
tente. r
Baltar 4 Oliveira. Informe o Sr. capito do
porto. p
Candido Francisco Lemos.lndeferido vista
da informago.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Baha.
26 de maio de 1861.
Depois do baile dado pelo Sr. Pass, que lhe
disse na minha ultima, o qual esteva magnifico ;
mas que faltou a concurrencia das senboras, que
apenas em numero de pouco mais de viole, se
dignaram hoora-lo, tem havido nesta capital algu-
mas outras funeges esplendidas, e entre ellas
merece menglo a partida deste mezdaSociedade
Recreiativa, que reuni 64 senhoras, vestidas com
gosto e simplicidade. e facultou urna bellissima
noite, que live a fortuna de gozar; porque fui con-
vidado pela Ilustre direego.
Esta sociedade trabalha perto de dez annos,
sem interrupgio, e conta cento e viole socios, qu
pagam urna mensalidade de cinco mil ris, e po-
dem frequentar a casa todos os dias para jogar o
bilhar, voltarte, etc. e tomar cha. Alm da par-
tida mensal, ha um grande baile no anoiversario,
smente no qual tem as senhoras plena liberdade'
de oslentarem todo o luxo que Ihes parecer.
O mez de maio tem sido nesta provincia um
perfeito veranito: a muito lempo que nochove,
oem apparecem ao menos os pirajas, lo cont-
inuos ouli'ora nesta trra ; as noites, principal-
mente sao deslumbrantes, aformoseadas pela mais
praleada la, que tem attrahido ao passeio pu-
blico urna grande concurrencia de povo, que all
se dislrahe gozando-a, e apreciando tambem a
excellenle msica militar, que nao tem faltado.
Este estabelecimento, sob a administrago do
distioclo medico bahiano, o Sr. Dr. Souto, vai
lendo grandes melhoramentos ; nao obstante os
pequeos recursos pecuniarios de que dispoe.
O theatro publico continua tambem atlrahir
a populago, porque tem levado 4 scena excelen-
tes dramas modernos, que muito nao agradado
pela sua composigo e detempenho.
a conhecida actriz, a Sra. D.Gabrella, que to
estimada foi nessa provincia, depois de urna Ion-
ga enfermidade, pode aQnal estrear, ainda traca
e soTreodo, e obteve um grande triampho, por-
que estas mesmas circunstancias concorreram
singularmente para que a illuso fosse completa,
e se confundisse a actriz perfeitamente com a he-
rona que representava
Esta infeliz senhora recebeu agora om profun-
do golpe, que talvez ella nao resista por muito
tempo, no lastimavel estado em que se acha. Sua
idolatrada filha, D. Ludovioa Monteiro, linda jo-
ven de 17 bobos, que j no palco havia conquis-
tado certa reputago de urna intelligencia vasta,
e de grande aptido scenica, e se tornara a pre-
dilecta do publico Babiano em poucas represen-
tages, foi arrebatada repeotinsmente pela mor-
te, de seus bragos carinhosos, sendo victima de
urna espinha no labio que arrebentou descuida-
damente, e se transformou em urna pstula ma-
ligna, que zombou dos esforgos da sciencia, dos
carinhos e cuidados incessantes de sua mi, de
seu esposo, de numerosos amigos, que a acompa-
nharam ao Campo Santo, extremamente sensibi-
lisados I
A distincta actriz foge no primeiro vapor do
theatro de suas dores, e segu para o Rio de Ja-
neiro, onde Deus permita que ella seja mais fe-
liz, e encootre coosolages.
Seus companheiros, em demoostrago do pezar
que os abalou tambem, deram no domiogo urna
representado em seu beneficio, em que levaram
scena, com todo o apparato militar que requer,
o applaudido drama Vinte e nove ou Honra e
Gloria.
Nao sao smente as artes que choram urna aen-
svel perda ; a igreja igualmente leve urna outra
irreparavel, que encheu esta cldade de conster-
nago.
A devogo do mez de Mara est nella, como
ah, profundamente arraigada, nao obstaote ser
conhecida poucos annos ; e nao s as casas
particulares, como em quasi todos os templos se
elevara todas as noites aos cos ferventes oracoes
4 Santissima Virgem. Porm entre elles sobre-
sane pela edificago de todos os seos actos, a
igreja maltiz de S. Pedro, cujo vigario, o ilus-
trado e virtuoso Sr. conego Fonseca Lima, io-
cansavel em promover o culto religioso e a edu-
cago moral e christa do rebanho que lhe foi
confiado.
Sendo centro de urna das mais ricas, populo-
sas e civilisadas freguezias da capital, numeroso
e escolbido era sempre o coocurso dos fiis, para
all attrahido pelos bellos sermdes que todas as
noites pregavam os melhores oradores da pro-
viocia, entre os quaes primeva o Rvd. benedictino
Fr. Arsenio da Natividade Moura, urna das glo-
rias de nossa tribuna sagrada.
Assistirara regularmente as ceremonias ateo
dia 14. nao s o vigario Fonseca Lima, como seus
iDseparaveis amigos, os Srs. bispos do Rio Gran-
de do Sul e do Para, que com sua presenga mais
brilhantismo davam s ceremonias que se cele-
braran}, eem que tomarem parte mais ou menos
activa, e um vivissimo interesse.
Mas, como partisae nesse dia para a corte no
paquete francei Cuienne o Sr. bispo do Rio Gran-
de do Sul, que se dirige para sua diocese, resol-
veu acompanha-lo o referido vigario, deixaodo
entregue sua freguezia aos cuidados e direego do
Sr. bispo do Para, que logo no domingo seguin-
te, antes da missa do da, fez ouvir sua palavra
inspirada explicando o cathecismo e o evangelho
do dia, como sempre pratica o dito vigario, com
grande vaotagem para a religio.
Pregava no sabbado 18 do corrente o Rvd. be-
nedictino com urna eloquencia e ardor que to-
dos pasmara e commovia; pois que exceda
eloquencia e animagao conhecida, que lhe havia
Grmado a reputago de um dos nossos maiores
oradores sagrados, quando percebeu-so que elle
profera cusi as ultimas palavras. embora se
tivesse deixado pouco antes arrebatar por um
grande enthusiasmo glorificando a Virgem. Todos
os olhares se voltaram para o pulpito, e se reco-
nheceu logo que algum iocommodo accommet-
tera o orador.
Com eUeto assim Wra : urna columna de ar o
ferio e o tornou logo paralylico do lado eaquer-
do. Senindo-seincommodado durante o sermo.
tratou de encurta-lo. mas entusiasmando-ae
anal, leve de repentinamente parar, e foi obri-
gado sentar-se na eicada do pulpito. Os fiis
de S. Pedro tinham ouvido o ultimo canto do
cysne do calvario, e ho de guardar religiosamen-
te a lembranga da ultima palavra por elle prufe-
nJi-fliiniiil^ eomo q8 iodicaodo-lhes para
onde devemos volver sempre nossas vistaa I
us pjdres correram rpidamente para soccor-
re-io, e ao primeiro que elle avistou disse :Que
felicidade, neu padre I
Referia-s* ao desejo militas vezes manifestado,
quer no pululo, quer particularmente, de mor-
rer ao servigi da Virgem.
Contara tambem que lhe tora encontrado em
roda do corpe o seu inseparavel cilicio, e que vi-
va ultimammle todo entregue jejuns e aos
sermes, enerando muitas vezes pregar dous
por da.
Depois daqielle ataque ainda cooservou por
cinco horas a alia e a razo; final apenas rea-
poodia com a tabega. Recebeu com intima devo-
go o Sacrameito de Extrema Une-gao, e anterior-
mente todas ai absolvigoes; s nao pode confes-
sar-se por caua do delirio que frequentemente
se apossava dele.
Falleceu s ) horas da manha do dia 21 em
seu mosteiro, >nde foi visitado e procurado por
um numero exraordinario de pessoar de todas
as coodiges e prarchias.que respeitavam e ama-
vara o Ilustre loado, que era om dos homens
mais eruditos di nossa proviocia*
Segundo uns apontamenlos biographicos pu-
blicados pelo Jtrnal da Bahia, e que julgo de
interesse traosetever : por que slo relativas
vida de um hauem, cujo nome nao podemos!
esquecar; por qie o de urna das nossas maio- '
res glorias na Hbuna sagrada, Fr. Arsenio da
Natividade Mouis. nasceu no dia 24 de margo'
de 1795. na en.o villa, hoje cidade de Santa
Luzia do Sabara na provincia de Minas Geraes ;
foi baptisado em" de abril' daquella anno ; en-
trou religioso da ordem de S. Beoto, no mostei- !
ro de S. Sebastim desta cidade, em 8 de selem- I
bro de 1812 : cim a continuago do lempo, em
1819. tendo a idide sufflciente, recebeu ordens
sacras na provina de S. Paulo, fazeodo depois,
na concluso doi seus estudos nesta provincia
(esludos phylosoihieos e theologicos) brilhantes
actos, pelo que neroceu ser elevado a posigo
de passante e de^oiibgo cathegoria de raes-
tre : na pocha da independencia (isto pela
oceupaco das forras lusitanas e seu encastel-
laraento nesta cidade em 1822) foi para o Rio de
Janeiro, onde lscionou phylosophia racional e
moral, e historie dos Phylosophos; e depois
Historia Sagrada t eccleslastica, nao acabando o
curso, por causa ios movimentos polticos que
reagiram sobre osclaustros, etc. Criada a nova
congregago benelictina, por bulla de SS. o Pa-
pa Leo XII em 7 le julho de 1827, no primeiro
capitulo geral, edebrado em 1829, foi o Rvm.
padre mestre Fr. Arsenio eleito secretario da
congregago, lugai que exerceu com honra o
dignidede durante o sexenio do Rvm. padre
mestre prior Fr. Jos de Santa Escolstica e
Oliveira (irmo do fallecido barode Moute San-
to) ; depois foi eleito prior deste mosteiro,e con-
correu muito oom o Rvm. padre mestre prega-
do- imperial e D. Abbade titular de S. Joo Gual-
terio, Fr. Jos de S. Bento Damasio para as
admissdesde novos religiosos.concedidas pela re-
solugo provincial da Babia n. 25 do aonode 1835;
duranta7 annos exerceuaquello delicado eimpor-
laute cargo al 1812, em que foi nomeado prega-
dor effectivo da capella imperial, procurando
at 1845 a sua conventualidade no mosteiro de
Nossa Senhora da Graga desta cidade; em 1845
tornou a lecciooar phylosophia racional e moral,
historia ecclesiastica e theologia dogmtica,
sendo ento um dos cinco definidores da con-
gregago ; em 1818 foi eleito cannicamente D.
abbade deste mosteiro e geral de toda congrega-
go, lugar para o qual foi reeleito em 1851.
Doua mezes depois, renuociou aquello cargo,
que o fazia o primeiro prelado e chefe da fa-
milia benedictina no Brasil, iodo no Ora do anno
(por nomeaco deS. Exm. Rvm. o Sr. arcebispo
da Bahia p. Romualdo) o. pequeo semina-
rio de S. Vicente de Paulo, em que servio de
reitor (sempre em decoro e proveito daquelle es-
tabelecimento e dos alumnos) at 1856, em que
regressou para seu mosteiro, sendo no ultimo
capitulo geral, celebrado em 3 de maio de 1860,
eleito visitador da congregago, em cujo posto
falleceu sem poder realisar a visita, como pro-
jectava.
Em 1838 a 1839 foi nomeado lente catedr-
tico de historia ecclesiastica, do seminario de
Santa Theresa, lugar que cabalmente preen-
chia.
Era de profundos e variados conheeimentos e
do muito robusta litteratura sagrada e profana,
Por causada reforma, intentada fazer na con-
gregago benedictina em 1833 1834 pelo in-
ternuncio apostlico Dr. Scipio Fernandos Fs-
brini, e Rvm. padre mestre Fr. Arsenio sus-
tentou urna grande polmica na im prensa sobre
as prerogativas e immunidades da ordem bene-
dictina, vencendo a causa por urna determina-
gao da assembla geral, que julgou Ilegitimas e
intempestivas as ordens d'aquelle internuncio.
Foi orador sagrado de palavra inextinguivel,
lgica cerrada, florida eloquencia, e grande il-
luslrago, ungida pelo balsamo evanglico e
espirito actico e mystico. Delle existem di-
versos sermes impressos, todos por occasioes
de grandes festejos, sobresahindo o.da promul-
gaco do dogma da Conceigo immaculada em
dezembro de 1856, e antes o da restaurago do
Papa (por seu regresso triumphante a Roma) em
julho de 1850] e o das exequias de S. Exc. Rvm,
o Sr. D. Romualdo em feverairo do corrente
anno.
Nao possivel to depressa esquecer esta per-
da immensa, de um lo grande vulte.
Os Mont Alvernes, Arsenios etc. sao rnui raros
na epocha actual e difficeis de serem substitus
os; mas consolador pensar-fe que elle tere-
urna morle gloriosa, urna morle invejavel, qual
a de um general no seu campo de batalha depois
de urna assignalada victoria, ou de um almiran-
te em seu catavenlo vendo desbaratados os ioi-
migos da patria.
E ainda nesle parallelo toda a vantagem resta
ao frade virtuoso e modesto ; ao general da f,
que no seu campo de batalha, nos ltimos mo-
melos, s contemplou destrogos da impiedade,
a aoiquilago dos ardis do demonio, o triumpho
da religio e da Virgem, alcangado pelas armas
suaves da persuago; e nao os restos mutilados
dos cadveres. A' seus ouvidos soavam os can-
ticos divinos, urna msica celeste e enebriante,
e Do oa gemidos prolongados e doridos das vic-
timas, que se estoicam na agonia. Este succes-
so fatal tem influido extraordinariamente no ani-
mo do publico que se costumava reunir na Igre-
ja de S. Pedro, e que o presencioa, no qual se
observa urna certa preoecupagao mialica, que
torna os actos mais imponentes, e, se possi-
vel, mais respeitaveis.
O digno Sr. bispo do Para tem preenchido a
falta d'aquelle insigne pregador em varias noites;
sua palavra cloquete, aempre animada de um
fogo sagrado ineatinguivel nos revella o padre
Lacordaire, Venlura e Flix, que foram seas
mestres na oratoria, e abalara com suas celebres
conferencias a melhor sociedade de Pariz.
Alera deatas duas mortes deplorareis, occorreu
tambem no dia 22 a da Exma. Sra. baronesa de
Maloim, que era geralmente estimada.
Tem apparecido ltimamente alguns casos de
Typhus nesta cidade, talvex provenientes do
firande calor que reina, a da deeompMigo das
inmundicias depositadas oas rallas, de esgto,
transformadas imprudentemente em receptculos
de toda a podrido de urna grande populago.
O estimado Sr. capito tenente Salom, ex-
commaodante de um dos vapores da companhia
brazileira, na qual ainda ltimamente occopava
um emprego superior, de que espontneamente
se exonerou para vir a eata provincia visitar um
corte.de madeirss que possuia em Santa Cruz, ten-
do chegado no vapor Cruzeiro do Sul no dia 10 do
corrente, foi poucos dias depois accomettido gra-
vemente por esta lerrivel enfermidade, e no dia
25 pela madrugada falleceu, deixando inconsola-
veis seus camaradese amigos, que nao o aban-
donaran! um s instante, e foram seus eofermei-
ros assiduos e dedicados, e principalmente os Srs.
capilaes-lenentes Loureiro e Bonifacio, Io* leoen-
tes Benicio e Lemos. Tres mdicos distinctos e
mu acreditados nesta capital, os Srs. conselhe-
ros Antunes e Magalhes, lentes da faculdade, e o,
Sr. Dr. Gordilbo desde o principio da molestia
que empregaram todos os recursos da sciencia pa-
ra salva-lo ; mas em balde.
No mesmo dia foi sepultado com todas as hon-
ra a devidas seu posto no Campo Saulo, tendo
previamente sido encommendado o corpo no ma-
gestoso templo da Piedade.
O finado deixou urna fortuna superior duzen-
tos contos, reconheceu um filho, qus ter de ser
seu nico herdeiro.
Tendo-se annulado as eleiges de juizes de paz
na freguezia da S, foram de novo feitas na se-
mana passada com toda a calma e regularidade,
e obtiveram maioria de votos na ordem em que
vo escriplos, os Srs. capito Pantaleo Jos de
Campos, capito Jos Antonio de Lima, Dr. Pau-
la Joaquim Bernades da Malta, a Ignacio Alberto
de Andrade e Oliveira.
Na escola de medicina comegou o concurso pa -
ra dous lugares vagos de oppositores da sessao
medica, no qual se acham inscriptos os Srs. Dr.
Joo Pedro da Cunha Valle, Joo Jos de Araujo
Lima e Joo Francisco dos Res.
Sao tres Joos disputarem dous lugares ; ve-
remos qual delles pula tora. Dizem-nos que o
ultimo tem levado a primazia sobre os outros.
Acha-se aberto tambem outro concurso para
um lugar de oppositorda sesso das scienciasac-
cessorias da mesma escola, e foi marcado um
prazo de seis mezes para a inseripc.au dos candi-
datos contar de 22 deste.
Deve-se recordar que na minha miasiva lhe no-
ticlei a demisso e aposentsdoria de varos em-
pregados do arsenal de marinha, logo aps a ins-
pecgo feita nesle estabelecimento publioo pelo
Exm. baro de Muritiba.
Ainda bem fresca eslava esta medida do go-
verno imperial que foi mui bem aceita, quando o
Interesse Publico, peridico de pequeo formato
que aqui se publica, denunciou tactos graves de
prevaricado praticados pelos empreados da re-
partigo do acHa ^
O Sr. conselheiro^ianoel Mara do Amaral,
inspector da thesouraria1 de fazenda, nao deixou
passar desaperceblda a dL^nria, ordenou um
nquerito, que tem revelado ser ella exacta, c que
naquella repartigo se delraudava o estado de
urna maneira singular.
Tera-se encontrado em quasi todos os estabe-
lecimeotos bancarios lettras selladas, sem esta-
rem entretanto registradas na reparligo, e a sotu-
rna por esta maneira desviada dos cofres pblicos
ja nao pequea.
Em qpnsequencia foram suspensos varios em-
pregados, que a presidencia mandou processar
pela proraotoria publica.
E mais urna vergonha para nossa provincia ;
mas es teja certo que nao s nella que isto se pra-
tica. Se o governo imperial proceder exames
eiospecgo em todas as repartiges publicas, em
muitas deltas encontrar faltas semelhantes, de-
leixo, irregularidade etc.
Mas a culpa do proprio governo. Como bem
disse o nosso poeta Magalhes, de cima nasce a
corrupgo dos povos. O funcionalismo publico
no Brasil est gaogrenado ; porque compe-se
de um exercito de parsitas, zgenles de que cer-
tos governos preeisam vr-se rodeados nos dias
de eleiges para sua seguraoga, e elles contando
com a impunidade, abusam de urna maneira ver-
gonzosa ; porque o tnaiorias i que governam.
Para se maoter este numeroso exercito ne-
cessario que os ordeoadoa aejam insignificantes ;
de modo que preciso que o empregado seja mui
honesto, mui probo para resistir tenlago de
augmenta-lo por meios igoobeis, que outros me-
nos escrupulosos empregaodo sem risco. A ne-
cessidade bate as ultimas hesitages, e ei-lo pre-
varicando tambem.
Desta sorte o servigo publico feito sem dedi-
cago alguma, padece constantemente ; as rendas
sao desfalcadas ; as despezas nao teem paradeiro,
e os impostos hio de por forga sobrecarregar as
populagdes, sem nunca conseguir equilibrar a re-
ceila com a despeza.
Nao sei onde iremos parar com este pessimo
systema. A nossa educago politica actual nos
leva grandes passos para um abysmo, para o
qual corremos com os olhos fechados, descuido-
sos, fiando-nos smente na ferlilidade e riquezas
que estagnamos, que transformamos em esterili-
zado e catastrophes.
Sou fantico neste caso pelo methodo inglez,
que consiste em ter om cada repartigo poucos
empregados, mas bem pagoa. Aquelle que pre-
varica, ou se descuida de seus deveres castiga-
do rigorosamente; porque a nago tem direito
i de exigir delle toda a sua probidade, dedicago,
e cuidados, visto que lhe d os meios de exclu-
sivamente pertencer-Ihe, sem ter que pensar em
outras cousas.
Nos. ao contrario, dividimos a importancia que
o estado consagra um servigo por urna mulli-
do de homens, que pouco teem que fazer na
repartigo, e esperara uns pelos outros. E* o
mesmo que succede em menor escala em urna
, casa de familia onde ha muitos creados. Uos
esperam pelos outros e nada se faz.
Seja entre nos, como na Inglaterra, s respon-
sabilidade exercida com excessiva severidade,
tornem-se brilhantes as posices, para que se
eDraisem os empregados ellas, se consagrem
inteiramente seus deveres, que se operar logo
urna transformado completa, e o pan ganhar
em extremo.
Coovm tambem acabar com este emprego ma-
na que se tem introduzido em nossos hbitos;
para isso deve-se crear novas industrias, novas
profisses; estabelecerem-se escolas de agri-
cultura, de veterinaria etc. em que se habilitem
os vapores para exercer a sua actividade util-
: menle, nao se Bando nicamente no governo,
que nao pode empregar todo o mundo.
Desviada a crranle que boje segu aquella
. direego para outros depsitos de hsbilitagdes,
| nao veremos naufragar tantas vocages, contra-
riar-se tantas- ioclinaces.
Muitos que hoje sao mos empregados do go-
' verno, poderiatn ser excedentes administradores
, de fazendas ruraes ou de cnago de gado, com
. maoifeato proveito delles e do estado.
Ser bom pensirmos muito neslas, em outras
necessidades publicas, e reformar com vigor e
, preateza certos costumes que esto iuveterados
; no paiz, e que sao um grande embaraco para o
seu desenvolvimento.
I Conhego a importancia que tem o sen antigo
. Diario em todo o norte do imperio, onde se
acha devidamente acreditado e ospalhado; poi
i isso nao hesito em manifestar estas ideas, que
embora nao sejam novas preeisam todavia ser
propagadas o mais possivel.
Talvez que levado pelo amor de meu paiz,
pelo desejo de v-lo prosperar, eu exceda as
raas em que se deve circunscrever om corres-
pondente, cuja principal tarefa aer noticioso,
metlendo-me a analysar a origem dos tactos qua
relato, e a caludar a sua influencia provavel na
sociedade.
Creio, porm, que procedendo assim corres-
pondo inteiramente s suas vistas quando me
encarregou deste importante Irabalho. que sinto
nao ter habilitares para torna-lo digno das co-
lumnas do Diario de Pernambuco, onde fizura
indevidsmente.
A companhia do gaz nesta ultima quiozena
tem imprimido mais alguma actividade suas
operagoes, e j comegam o servigo da inhuma-
gao dos cannos, tanto na cidade alta, como oa
Calgada.
E" de toda a conveniencia que ella proceda
com celerdade, para nao ficarmos totalmente as
escuras; porque a illumioago publica actual
est, creio que, adeviohando o seu fim. Parece
o moribundo quando a luz da vida est prestes
extioguir-se oelle.
Se eu fra o presidente da provincia a manda-
ra suppnmir talalmente, e taria com isso urna
grande economa, de que os cofres provinciaes
leem muita necessidade.
No estado que ella chegou antes nenhuma;
porque oenhum servigo presta.
28 de maio.
Como o Paran d tempo para adiantar mais
dous das esta correspondencia, approveito-o
para dizer-lhe que ante-hontem eppareceram
algumas churas, que j eram mui necessarias,
nao s na capital, como uo rabonea vo.
Contina a reinar abundancia dos gneros de
pnmeira necessidade, tanto do paiz como es-
trangeiros, e austenta-se por ora a barateza.
Notava-se escacez de fazendas de gosto no
mercado, e as senhoras queixavam-se summa-
mente por isto; mas nesta quiozena entraram
a guns navios fraocezes e inglezes carregados, a
ellas ficam mais satisfeilas ; assim como os em-
pregados da alfandega que eatavam mui desani-
mados com a quota diminuta que esperavam
receber.
Os rendimentos, porm, subiram, e j hoje
excedem tresenlos contos de ris.
Urna empreza gigantesca e de importancia
extraordinaria para esla proviocia, depende agora
para realisar se apenas de concesso do governo
imperial.
Apreseota-se urna companhia ingleza prompta
para fazer o camlnho de ferro para as lavras dia-
mantinas do Paraguass, sem subvengo alguma
do estado.
Esta estrada deve atravessar lodo o serlo que
ltimamente foi to horrivelmeole devastado
pelasecca, e por tanto pde-searaliar o benefi-
cio que ella deve produzir.
Ha estudos profundos respeito, e a compa-
nhia calcula seguros lucros sem auxilios dos
cofres publicas.
Ella fez imprimir folhetos, em que expoe as
suas vistas, e os mandou distribuir em grande
numero.
E' de suppor que a provincia oblenha esta
grande melhorameoto, que lhe dar om impulso
incalculavel, e talvez faga renascer a poca de
prosperidade de outr'ora.
As aeges das diversas caixas e bancos desta
provincia ficou cotadas aos seguintes pregos :
Banco da Bahia........ ao par.
Caixa filial.............
Dita econmica........
Dita commercial......
Dita de economas.....
Reserva mercantil.....
Sociedade eommercio. 30 % idem
Uoio commercial..... 40 / idem.
O Banco da Bahia e Caixa Filial desconlaram
na ultima semana 9 / ao anno, e receberam
dioheiro 4 6%.
Os cambios ficam 26 3/4 sabr Londres,
35a 360 ao franco sobre Pars, 106 110 %,
sobre Lisboa.
Sobre metaes houveram algumas transaeges,
vendendo-se pataces brasileiros de 2&001)
29100 ris, ditos hespanhoes pele mesmo valor,
ditos mericaoos 1&900 1960.
Acha-se a carga para essa provincia a escuna
Carlota, que deve seguir em breve.
Existem actualmente nesle porto 35 navios
estraogeiros.
Sem mais nada importante communicar-lha
agora, fecho presente.
*/ de premio.
30 35 /, de descont.
idem.
33 38
38 /. idem.
7o idem.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
. VllfCIAL.
SESSO EM 1 DE JUNHO DE 1861. /
Presidencia do Sr. Machado Portella.
(Concluso.)
O Sr. Souza Reis. (Nao devolveu seu dis-
curso.)
O Sr. Theodoro Silva :(Nao devolveu seu dis-
curso.)
O Sr. Ignacio de Barros :(Nao devolcea seu
discurso.)
Vo mesa e apoiam-se as seguintes emen-
das :
Deixam de ser approvadas as alteragoes feitas
pelo preaidente ao contrato Mamede.Theodoro
da Silva.
Se passar a emenda do Sr. Theodoro, accres-
cente-sesslvo-se se o empreiteiro convier as
seguintes disposiges (seguem-se as do projecto.)
Souza Reis.
Supprima-se o art. 49 e seus paragraphos.
Encerra-se a discusso e posto a votos o artigo
regeitado, sendo approvadas as emendas dos
Srs, Theodoro Silva e Souza Reis.
< Art. 50. O presidente da provincia autori-
sado 4 contratar o calcamento da cidade do Re-
cife por bracas quadradas, applicando este fim
as quantias votadas annualmenle e ss sobras da
receita.
O Sr. Reg Barros, pede explicares sobre o
artigo que lhe sao fornecidas pelo Sr. Souza
Reis.
A p pro va -se o artigo.
c Art. 51. A quaotia votada nesta lei para a-
luguel de casas movis e expediente das escolas
primariasser destribuida por todas ellas, tendo-
se attengo ao numero de alumnos que as fre-
quentam no correte exereieio a se addicionar a
quota assim distribuida a gratificago dos respec-
tivos professiooaes. O presidente da proviocia,
far a tabella desta distribaigo, nao excedeudo a
despeza com as escolas actuaos a verba consigna-
da para ella na presente lei.
O Sr. Nascimento Portella:(Nao devolveu seu
discurso.)
Val a mesa apoia-ae o seguinte artigo subs-
titutivo.
A repartigo das obras publicas remetiera the-
souraria no principio de cada exercicio urna tabel-
la demonstran do quanto deve aer pago a cada
professor por tiota, agua o limpeza, adiiciooado
gratificago de cada um professor.Fenelon.
Eocerra-se a discusso, sendo approvado o ar
ligo substitutivo.


*> m M o'glffll H i _________
MARIO M fW1AM1BOO. TERCA rURA, 4.M JUNHO 1 1*1,

A **<'"

Arl. 51. O presidente da provincia promove-
r a acquisicao das leis das iNMidit tf imaeiie
as remetiera 4 secretaria dsla assembla.
' approvado sem diaesnQo.
Art. 53. Ficam era vigor os artiges 50 e 52
da le n. 431 de 22 de jucho de 1857, e o artigo
34 da le q. 473 de 5 de oaio de 1839, e tevoga-
doaatttgf M desta, boa sko totea as raiuiv-
toriaacoes dadas na* ieia da sjrc
- **
a a
Sr. RuSbo de Almeid, justifica a manda
1a doua vgos addilieo is dianosic'sge-
O Sr. Reg farros, manda A mase a seguale
asneada :
Cem o cemiteri do axncif* aCaa*fMtt|000.
Keg Bario.
Veriica-se nao harercasa.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
SESSAO EM 3 DE JUNBO DE 1861.
Presidencia do Sr. Joaqun* Pires Machado
Portella.
Ao meio dia feita a chamada, verifica-se ha ver
numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessao.
Lid a a acta da anterior snprovada.
O Sr. 1 Secretario d conia do seguiote
EXPEDIENTE.
lio oflicio do secretario da presidencia, remet-
iendo os aulbographos das actas de os. 492a 509
deixando de vir os de ns. 490, 491 e508.A ar-
previatos ad 1 a 4 do art. antecedente ter- lu-
gr.por deliberacio da junta tomada cm escruti-
nio secrete por deus presentes, preredeudo proposta de qualquer um
detles, e discusso m sessao secreta, presente o
irmo aecusado. que para isto deve ser convidado
ptlo etcriaae asn aneando provoor,
lia a* deitar de cnejnmnar oeda* designarte,
vado ate aer 15 sHaadnpoiado-coavite, oatUn-
cdo o manato asestan, a di nm que lht lez
convite.
Vetada aianiaacioj aaaim se declarar aa a*
la. mencindo.e a causa, mas sao da quena
foi a propnata, c qual a diacuase; o noree #0 ir
c tTuir'o do mesmo, communicando *m resposts
o oflicio de hentem- remettido a thesouraria pro-
vincial, a resolucao dos senhores deputados, que
comparecern) as s;sses do mez de maio proxi-
ano lindo.A archivar.
[Conlinuar-te-ha.)
A sssembli legislativa de Peroambuco de-
creta :
Art. t. A irmandade da Misericordia inslnl-
lada na capital desta provincia, en virtude da lei
n. 450 de 12 de junho de 1858, lera sau cargo
-~s seguinles eslabelecimentos:
1. Hospital Pedro II.
2. Dito dos Lazaros.
3." Dito da Misericordia de Olioda.
4." Casa dos Exposlos.
S 5. Asylo de Mendicidade.
6." Collegio dos Orillaos.
7." Dito das Orphas.
5 8.* Quaesquer oulras em favor dos pobres e
enfermos desvalidos, que se crearem na cepita!
desta proviacia sob a inmediata influencia do
fasjiHi
Art. 2o A mesma irmandade denominar-se-
ha a Irmandada da Santa Cisa da Misericordia do
atedie teodo por padroeira Nossa Senhora do
Paraizo, em cuja reja foi erecta, sob o protec-
torado de Sua Mage-tade imperial o Sr. D. Pe-
dro Segundo, que o mesmo Senhor houve por
nem aceitar, e se regor pelas seguinles dispusi-
eres, que Ocaro consultando o seu compromisso
em substituirlo do que Ihe (oi dado pelo presi-
dente da provincia, em 27 de junho de 1860.
CAPITULO I.
Do fun da irmandade.
Art. 3o Seu tim a pralica de obras pias e
de caiidade em favor e soccorro dos pobres e en-
fermos desvalidos.
CAPITULO II.
Do numero, quahdad.es e admisso dos irmos.
Art: 4o O numero dos irmao* Ilimitado.
Estn no cato de ser admittidns como taes os que
reunirem as seguintes qualidades :
Io Ser catholico apostlico romano.
2o Ser morigerado.
3o Ser de notoria probidade.
4o Ter meios do decente subsistencia.
5o Ser maior de 21 annos.
Art. 5o A sua admisso ter lagar a requeri-
znenlo do candidato ou por proposla de qualquer
anembro da junts administrativa ; o provedor,
ra qualquer dos dous osos, designar a sessao
m que se deve votar a admisso ou nao do can-
didato, logo que fr apresenlado o requerimento
m junta, ou feita a proposta, de moda que at a
segunda sessao, depois da em que tiver sido feita
a proposta ouapresenlado e requerimeuto, tenha
lugar a volacao ; esta ser por escrutinio secreto,
, para que seja spprevada a prciencao ou a pro-
posta, ser preciso que por ella votem dous ter-
cos dos mera oros presentes.
A junta ter em vista as qualidades exigidas
por este compromisso para ser irmao, mas so-
mente discutir sobre a iJade ; podendo mesmo
exigir documento authentico que a prove.
Art. 6 Approvada a adrtiseao do candidato,
o provedor em seguida designar a sessao imme-
diata para que em suas ruaos preste juramento.
comparecendo o candidato, se lhe apresentar
e livro dos santos Evangelhos, e, pondo elle so-
bre o mesmo livro sua rao direita, dir em voz
intelligivel:
Juro servir n'esla irmandade conforme
o compromisso della.
Art. 7o Em livro competente, lavrar o escri-
vo o termo de entrada do irmo que assim liver
prestado juramento, fazendo n'elle expressa raen-
cao de seu oome, estado, idade, residencia e pro-
lissao, sendo assignado pelo mesmo irmo e pelo
thesoureiro. O oome deste irmo passar logo a
figurar na lista geral que harer em lugar patente
na sala das sesses.
CAPITULO III.
Das obrigaces dos irmos e seu dislinclivo
em corporaeo.
Art. 8o Os irmos sao obrigados :
Io A aeceitar e desempenhar bem e devida-
xneote as occopaces qe lhes forem dadas.
2o A acudir "com promplido ao chamado do
provedor ou da junta.
3o A comparecer na igreja da Santa Casa
nos dias em que a irmandade deve apresentar-se
cm corporaeo.
4* A pagar como joia de entrada, antes de
assignar o respectivo termo, a quantia de 25S0D0
se fr solteiro, e a de 35g, se fr casado. '
Art. 9o A irmandade se apresentar em cor-
porac,ao nos seguiolesaclos.:
Io I'esta da Padreira.
2o Exposicao do 8nhor na quinla feira san-
ta na igreja da Santa Casa.
>? 3o I'rocisso de enterro do Senhor.
4o Dita do Senhor dos Passos.
Dita do Senhor aos enfermos na freguezia de
Santo Antonio.
6o Dita de Corpus-Christi.
7o Memento ou ofBcio por alma de qualquer
dos seos membros fallecidos, celebrado anles do
seu enlerramento em qualqaer igreja n'esla capi-
tal, e fra desle caso, o que se celebrar na groia
da Santa Casa. '
O cadver dos irmos ser acompanhado ao
ceroiteno por quatro irmos designados pelo pro-
vedor. r r
4j 8o Execugo da pena de raorte n'esla capi-
- ~ Y 5ad!ver do secutado ser levado pela
irmandade igreja da Santa Casa, onde imme-
dtalamenle tesar o capello da irmandade o
mereento, seguiado-se o seu enterro cusa da
santa Casa, e como se o mesmo execuUdo fosse
irmao.
Arl. 10. Os irmos em corporaeo usarao de
lato preto, vesbodo casaca ; o capello far par-
le dai corporaeo, e esta se distinguir pela cruz
aleada, que sua frente deve trazer o mnrdomo
inais moco, trazando o provedor na mi urna va-
ra ; esta e a cruz eero de madeira prela.
_ CAPITULO IV.
Vas causas e do vMdo por que detem ter
. minados os irmos
4 a ,rmaos podem Mr Hmioidos M-
^as seguintes causas: ^
Io Seren de coadico tal que sirvan de nar-
,uLb,iao,.ou descrdito irmandade.
V.verem entregoea a vicias, lornando-se
desmoralisados.
3o Dizerem palavras injuriosas e de escn-
dalo em seto publico, a que asista a irmandade
eD2 ^P0"?80 x representada pela junta.
6 4 Desobedecerera a junta ou ao provedor
nao cumprindo o que Iheafr ordenado, sem le-
gitima causa que os escuse.
5* Lsncaram para si ou para outros mi bens
a Sania Casa que andarem a pregio.
6o Nao querereai dar conU do qne perteseer
& Santa Casa, achaodo-se a seu cargo ou sob saa
Suarda, eu d la coa dolo; ficarem alcanoadoa
em suas coalas para com a irmandade; delapi-
darcm aa rendas ou os bens da Sania Casa ; ou
procederem por qualquer modo contra os inters-
cas delta.
7. Seremcondemnados pelos crimes previstos
TOO. LVaM ?*' 215 253' 255' UT *>
juua ju de cod. coma., e ns leis do 7 da ao-
e 4, e a den. 5*2 dt 2 de julho de 1860.
Art. 12. A eliminacao em qualqaer dos casos |roes "tomadas com menor numero da mea broa,
e estes responsaveis por seua bens- pelaa prejui
zos que causarem Santa Casa con ailaa.
Art. 36. A sessao nao peder aer Inajnlada
quaoto nao for vencida a discusso, e.. ##r lato
durar o lempo preciso, nio excedendo^eoai
do de 4 horas, Ucand j addiada psra o dia se-
s sua re- aeguintt a iscuaaio que ni ifatUiteai
pa.
3. Exercer a superior administraco em to-
das.aetableciaaentos e negocios da SantaCa-
M, naando aaaeus ioteresses, velando pela ar-
tempo preciso, nio excedeodo-com- tu- Teadaco daa-auas reodas e das dividas activas,
visitando o inspeccionando os mesmos estabeleci-
ntoavssiaa da as necessiJadaa qaa ocasoexi-
eoaaajljsado s fa!t onasjaa,r*aeaaalando com urbaBisado oa que
ciMMM e sitMandendo at 10 dia*com parda
assai 1 o loa ee em pregados esaiesos em suas
ig*>M.daadt de ludo paisa a junta, na ana
pwcc *i*i!r* **"*** *aho3 pa4s sassaa natra que esta, resolvae que julgar
nada oeasa tempa.
Art. 37 daiaaei os ssawarea.da junta esa
lumoro-aMSltMBla a a hs*a designada, assent
afeo nrvxradar i raaceirsda-saaa, eos
saambroa aaa ladea della, saca dietiBcco
aaau asis eliminado deixar desde logoda>iiu- aados oa trtalo es dtr4 :
rar aa lista geral.
Art. 13. O presidente da provincia uasrbcer
ex-ofBcio ou por meio de denuncia assigosda das
causas especificadas nos 55 5 e 6 do ait. l.
Art. 14. O aecusado na forma do srt. antece-
dente ser ou*ido da ordem do presidente da pro-
vincia ; defeuder-se-ha 00 improxogavel prazo
de 20 dias, em vista da arguic.au quo se lhe fizer
e da propiia denuncia e documentos comprobato-
rios, se houvercm, respndanlo por escripto ; e
oeste caso, eu quaodo, ftndo o lempo marcado o
nao fa;a o aecusado ; julgar o presidente da pro-
vincia, depois de ouvir a junta.
Se o julgamento for contra o aecusado, ser elle
eliminado da irmandade, de ordem do mesmo
presidente expedida a junta, que na sua primeira
reuniio assim o cumplir, tazando consignar na
iftaEra (Ja mesma nrrtAm.
Arl. 15. No caso do 7 do art. 11, ser a tli-
minago ordenada palo provedor em junta, vis-
ta de documento authentico que prove a causa ali
previata.
Art. 16. Esa qualquer um das casos de que
tratara oaaits. antecedentes, o acensado tera o di-
reito do recorrer pera o presidente da provincia.
em qualquer lempo, qoaudo com documento au-
thentico puder provar a injusta eliminacao, e as-
sim julgando o presidente, mandar que a etiaii-
naco li.jue deneohum eQVito.oque a junta cura-
priri na sua primeira reunio, consignando a in-
tegra de lal ordem na acta de sua sessao.
CAPITULO V.
Da adminiHraeo da Santa Casa.
Art. 17. Competes sdmininraco da Santa Ca-
sa junta administrativa sob a inspeeco do pre-
sidente da provincia.
CAPITULO TI.
Da junta administrativa, sua nameagao, posse
e tubstituteo, ordem dos seus trabalhos e mo-
do de deliberar ; suas attribuices e de cada
utnde seus membros.
Art. 18. A jupia administrativa ser composla
de 20 membros, que sao : 1 provedor, 1 vice-pro-
vedor, 1 thesoureira, e 17 mordemos, tendo estes
por substitutos igual numero de irmos ; havt-r
porm mais mordomos e outros tantos substitu-
ios, se a junti assim julgar preciso e o presiden-
te da provincia, por proposla della, os,cre*r.
Art. 19. A junta eos substitutos dos mordomos
sero nomeados dlo presidente da provincia por
porlaria expedida junta em exercicio no t d
maio de 2 em 2 annos, escolhendo metale dos
rnembros dajunta a'entreos substi tu tos dos mor-
domos do biennioa nadar, e a oulrametade d'cn-
Ir os irmos que, pertencendo irmandade pel
mecos 6 raezes, mais convenientes lhe perece-
rn), segundo as altribuices que a cada um dos
membros della compele por este compromisso ;
os substitutos dos mordoraor sero escohidos de
entre os irmos neslas mesraos condicoes.
Art. 20. Nao obstante a regra do arl. antece-
dente, podeio presidente da provincia recondu-
ziralmetade dos membros da junta ; neste caso
porm ser esta preenchida por irmos que nao
sejam substitutos dos mordomos. Nao podem
servir ronjuntameata de membros da junta pai e
filho, irmo, cunhado emquanto durar o cu-
nhadio, lio e sobrinho.
Arl. 21. A'siin os mordomoscoroo os seus subs-
titutos sero classificados numricamente para se
regulara ordem da subatituico. A vagv de qual-
quer substituto ser logo preenchida,anm de que
baja sempreo numero marcado por este compro
oiisso.
Art 22. A junta em exercicio mandar levar co-
pia authemtica da portara para servir do titulo a
cads um dos nomeados,archivando-seo orignal.
Art. 23. Os irmos qu* ''vereguceilado a 00-
meayo enviaro os seus ^olas ao escrtvu do
Santa Casa al o Io de jiho ; excusando-se al-
gura ou alguns, e julgando o presidente da pro-
vincia attenavels os tnjflvos da excusa, nomeai
outros. O escrivo da Santa Casa far registrar
os ttulos dos que aceitaren! a. oa convidar em
oome do provedor a comparecer no dia Io de ju-
lho para lomar posse e entrar em exercicio ; ues-
te dia lhes entrgala seus ttulos depois de pres-
tado o juramento, cuja detlaraco far nelles.
Art. 24. No dia Io de julho do Io armo do bien-
nio e reuniro os membros da junta, aa 8 da
nianha, lano os que estiverem em exercicio,
como os nomesdos de novo, na sala para este acto
destinada ; os dous provedores tomaro asseuto
cabeceira da mesa, o provedor em exercicio a
direita e o novo esquerda, os mordomos em
exercicio no lado direilo da mesa e os noros na
esquerda.
Arl. 25. Assim reunidos uns e oulros, o pro-
vedor em exercicio
para a posse dos novos membros, deferir a no-
vo provedor o seguinle jurameuto :
Juio cumprir bem e fielmente os deveres de
provedor que me eao impostos pelo compro-
misso >
e depois ao vice-provedor e aos moTdoraos, cada
um por sua vez nos mesmos termos mutalis mu-
tan ais.
Art. 26. Prestado o juramento.o provedor ami-
go lera o relatorio em quo deve expor circums-
tanciadamente os successos occorriJos na Santa
Casa durante o biennio, e as medidas que foram
adoptadas para os melhoramentosdos differentes
ramos de sua administraco ; depois de lido o en-
tregar ao novo provedor. Este relatorio ser
registrado em livro proprio e depois archivado,
tirando-se delle copia para ser logo enviada a
presidenle da provincia.
Art, 27. Feita a leilura e entrega do relatorio,
levantar-se-ho todos; e oaotigo provedor, diri-
gindo-se solemnemente ao novo, lhe far enlrega
do compromisso da irmandade, arabos trocaro
os lugares, bem coceos mordomos.
Ait. 28. Lavrada Immediatamente pelo escri-
vie a acta da posse. na qual apenas se faimen-
$ao da leilura do relatorio, e de se terem pratica-
do as solemnidades recoramendadas nos arts. an-
lecedentes, ser assignada por todos os membros
presentes de urna e oulra junta, sendo em pri-
meiro lugar pelos novos, e em segundo peles an-
ttgos, mas em grupos distinctos, de modo que
elles possam extreraar-se primeira vista.
Depois de sssigoada a acta dir o novo prove-
dor : est concluida a sessao ; fleaudo assim
terminado o acto.
Art. 29. Se forem recooduzidos alguns dos
membros da junta, os nomeados de novo presla-
ro o juramento determinado no arl. 25,eseguir-
se-ha o processo da posse com a conveniente uto-
dificaco, servatis servandis.
Art. 30. Para o acto da posse nao preciso
que se rena o numero dos membros exigidos
para haver sessao da junta, vencando-se com o
numero que estiver presente,
Art. 3J. Logo que qualquer membro da junta
se ache impedido por motivo justo, dar parte ao
provedor. Se o impedimento for temporario e
ne exceder de 30 dias o provedor encarregar
um dos oulros membros das funeces do impedi-
do ; porem se o impedimento exceder de 30 dias,
se por morle, por sahida para fra da provincia,
por abandono do lugar por quinze dias, se der
excusa e for esta accit) pelo presidente da pro-
vincis, os membros respeilo dos quaes se der
qualquer ama destas oceurrencias, sero substi-
tuidos pelos seus substitutos.
Art 32. O provedor ser substituido pelo viee-
provodor este e o ihesoureiro pelos mordomos.
e estes pelos seus substitutos, guardada a ordem
numrica designada polo preaideote da provin-
Art. 33. Quandoalgum membro da nota en-
tender que nao deve conbnuar no exercicio de
seo Jugar, dirigir ao presidente da provincia a
soa representaco motivada, pedindo a dispensa
ou escusa. O presidente communiear. 4 junta a
sua resoluso, am de cumprir-se o disposto nos
ariigos antecedentes, quanlo 4 devida substitu-
Art. 34. A junta far sessao ordinaria aasaoiu-
tas fairas de cada semana, a hora convencionada
por ella no da de sua posse, e sendo aquello
da impedido, no segointe ; e extraordinaria quan.
do occorrer algum caso urgente, per convocacao
do provedor, ou reciaroacao de doua mambrosT
Arl. 85. Achando-se reunido o provedor ou
vce-provedor, thesoureiro e tres mordomos po-
derlo deliberar. Sao Bullas lodas s delibera-
aeiuitites, palsvras : abra-sa a seaaao ; e lerml-
se a aaaso.
Art. 38. Aberta a sesteo era liva acta ; d*a-
eutida approvada a aua radaeco.o prova clarar a mateiia que entra em discusso.manten-
"do*fiesta- a-onfeijia dando trpalavia atr-primeire
que a pedir, nao coosentindo que cada um filie
mais de duas vezas, a szendo observar a decen-
cia e a rivilidade entre os membros.
Art. 39. So algmu membro que estiver tora da
ordem nao quizer rallar a ella,o provedor relirar-
lhe-ha a palavra nao secalaudo, o farsahir da
salla, consultando pirmeirawenle os outros
membros e q*ando nao qaeiea tai membro su-
geitar-ie a esta ordem, le solar mesmo Pro-
vedor a sessao. A Junta deliberar ta seso se-
guinte se a este membro deve ser aplicada a dis-
posico do art. t ; e ee resolver pelt affirmativa
proceder-se-ha uos-tarmos-daasa-meaua dwpoi-
5o.
Art. 40. Tendo faltado sobre a materia os
membros que qulaerem, o Provedor a pora a vo-
lacao, eatioeleeer o ponto da queelo sobre que
deve rebahir a volacao, e annunciar o seu resul
lado,dando o seu voto em ultime logar; oque
a materia decidir o vencido.
Art. 41. Nanhura membro .pode 'otar em ne-
gocio de seu inlereste particular, aom dos seus
acceadeotes, irmos, cunhados, em]Uanto dure o
eunhaoio, lise sobriohos.
Art. 42 Asaetea da junta sero escripias (telo
escrivo por extenso, *m emendie, raspaduras,
borros, entreliohas, algarismos, Ireves ou cousa
que duvida faca.nellas declarar-se-hoas materiis
submeiudas a discusso.as proposta.aslndicacoes,
ea r^querimentos, as mo;oes e ai emendas qu
se offerecerero, por quem e qual discusso.
Art. 43. Nao se retroiado nurmro sufflciente
da memores pra haver sessao. > prevedor ou
o seu substituto mandar lavrar um termo cora
a declararlo dos nomes dos que ompareceram e
des que nao compareceram.
Arl. 4i. Quando os membros ca junta nao te-
nhain comparecido em duas sesaies seguidas em
numero sufficient para haver sessao, ou no ca-
so em que se nao rena o nunero sufficiente
para haver sessao que se Qzerprecisa pela ur-
gencia ou importancia da mate-Ka, o provedor
chamar logo tantos substituto! quactos forem
precisos para haver sessao. Os substitutos cha-
mados para servir neste easoiedero o lugar
aos efectivos lugo que estes seapresentem.
Art. 45. O presidente da pnrancia peder as-
sislir, quando queira, as sessesdas juntas, ten-
do assento 4 direita do provedor porem nao pre-
sidir, nem dirigir os trabalhs, nem assignar4
a acta ou eulro Qualquer doeunento, tendo lo-
mete voto consultivo. Ser rscebido e despe-
dido por urna commtsso de dms membros, no-
meados pelo provedor, porta da sala das ses-
ses.
Art. 46 Os empreados da Santa casa podo-
ro comparecer as sessoes pan requerer ou dar
informacoes acerca do que estiverem encarregi-
dos; este rom parec ment cbrgatorio sempre
que assim lhes for ordenado para objecto do ser-
vigo que lhe esteja affecto.
Art. 47. A junta exorcer as suas altribuices
deliberando, e deciidindo em seso por maoria
relativa de votos simblicos; 10 caso de empate
cabe ao provedor o voto de qalidade. salvos os
casos previstos nosarls. 5. e II, usando-se ues-
tes de espheras prclas e bratioas, sendo estas pa-
ra approvar. Compete a junjs:
I.-Administrar os bees quo constituem ou
vierem a constituir o pe tria nio da Santa Casa
e ter o overno econmico dalla.
g 2# Fiscalisar por meio ce urna commissao
nomeada denlre os seus memores se a arrecada-
cao das rendas se fea bem e cevidamente, e se
J e'lM despendidas conforme o orcamento.
3 Promover retvia^ica(e pelos meios
competentes de todos os bens do patrimonio, e a
arrecadaco dos valores a que este tenha dlreito.
4o Nomear a empreados que nao foram de
nooieacao do preaideote da provincia e dos re-
gentes dos eslabelecimentos: suspend-los de
urna tres mezes porerroeou faltas quo nao affec-
lem os interesses da Santa Casa, com perda dos
vencimentos e demitti-los quando lenham per-
dido a sua cooanca, corameitido erros ou fallas
em pr?juizo dos ioteresses da Santa Casa, ou
quando lenham sido deleixados em seus deveres.
5o Suspender at 30 diaa cera perda dos
vencimentos os empregados de nomeacodo pre-
sidente da provincia dando este parte mrae-
dialamenle ; cabendo ao empregado suspenso re-
curso para o mesmo presidente e a este resolver
nesl6 ou naquelle oaso o que lhe parecer justo.
, 6o Propor ao presidente da provincia os me-
bem como as obra novas que julgar precisas
offerecendo logo as plantas e oroamentos respec-
vos, a que devem mandar proceder o dar-Ihes
execuco depois de autorisadas.
7. Celebrar os contratos que se tornarem ne-
cessarios, sbmettende-os primeramente a appro-
vacao do presidente da prouincia, inclusive os de
afreudamentos dos bens de raiz e os de forne-
ctmenlos de gneros, vveres, materiaes para 0-
bras, etc., etc., por meio de arremaUcao, urna
vez que se tenha aberlo a concurrencia pelo
menos oito dias anles por annuncios no Diario. Em
lodosos contratos a junta estabelecer multas
pela inlracco, e rescisao immediita, ludo, ex-
pressa e claramente mencionado nos respectivos
termos, sendo redigido de molo a nao facilitar
duvidas, esbpulando-se alem disto ludo quanlo
nos termos do alvar de 22de dezembrode 1761
S6 estipula nos ceutralos feites com a fazenda e
mais a obrigago de conservar os predios, nos
contratos de arrendamenio destes.
8. Discutir e deliberar sobre o orcamento
anuual da receila a despeza, e verilicara exacli-
dao dos balariQos.
9. Propor ao presidente a venda dos escra-
vo8, bens de raiz ou quaesquer outros perteocen-
tes ao patrimonie da Santa Casa, para ser o seu
produto convertido em apohees da divida publi-
ca; fazer avaliar taes bens judicialroeute e reali-
sar a sua venda em hasta publica perantesi,
quando o presidente a auloFise. Em todo caso ne-
nhuma venda se julgar deffinitivanienle feita
sem approvacao do presidente da proviocia.quea
dar respeito dos bens da raiz, sempre que su
renda for maior que os juros das a plices, calcu-
lado sobre o raaior prego offerecido ,ou quando
seatharem em tsl estado de ruiua que par re-
para-los seja preciso eomprometler as rendas do
patnmooio em detrimento da maitutencao do res-
pectivo estabeleeituento.
10. Inventariar oa bensda Santa Casa, clas-
silicando-os de roc-do que elles se dislingam se-
gundo o eslabelecimento, cujo patrimonio cons-
tituir.
11. Calcular na ultima sessao de cada mez a
quantia precisa para ss despezaada Santa Casa no
mez seguinie, e autorisar o thesoureiro a recebe-
la no banco, em que estiverem os dinheiros da
mesma Saota Casa, sendo os cheques aisignados
pelo mesmo thesoureiro e rubricados oocorpo
pelo provedor.
8 12. Em casos omissos lomar as providencias
ou resoluces que entender convenientes aos io-
teresses da Santa Casa e ao melhor desempenho
das suas altribuices, submettendo-as aappro-
vaco do ptesidente da provincia antes da exe-
cuco.
Art. 48. A junta ministrar ao presidente da
provincia as informscoea que exagir, e cumprir
e far cumprir as suas delerminaces, represen-
tando ao mesmo quaodo ellis forem contrarias
as duposises expresis desle cempromiseo, das
leis gera^s e proviociaes.
Art. 49. A junta nao adoptar resoluco algu-
na contraria s dispesicessobredltas; e, se lo-
mar qualquer deliberaco contraria ios ioteresses
da Sania Casa, ser responsavel pelos bens da
sajis membros qu para isso concorrerem a in-
demnisaeac completa da Santa Case.
Ait. 50. Ao provedor compete:
.' Corresponder se oflkvalmente com o pre-
sidente da provincia e queeaquer autoridades,
r-como orgao qua-d da jucU e da.irmandade.
6 2. ExecuUr e fazer executar a dnsposicee
desta compromisso, ae todas as leis e regimen-
t relativos a adoiiaistraco da Santa Caa e seus
eaubelecimenus bem carne ae deliaeracas e
decisoes da junta, expediad ordena inatrucedi
dequadas a boa .execujo do quo fica dis-
4. Proferir despachos paraasetides. quando
aajam estas pedidas e para fazaa efleetivas asdes-
aataa de quntia devidas e conaigeadas no orna-
mento, e autorisar por meio de portaras as des-
pesas ordenadas pelo, presidente .di. nxojdpxia.
fra das verbas consignadas no do orcamento,
bem cerno quaesquer informacdes ou esclareci-
meuios a bem de uegocioi sobre que a junta te-
nha ou houver de deliberar.
5. Dirigir o expediente da secretaria em ge-
ral, para que ella a taca o mala cou.vtuieu.te, e
sem atrazo, e rubricar, numerar, abrir a encer-
rar os livros que tiverem de servir em todos os es-
labelecimentos e reparticoes da Santa Casa, po-
dendo.oo caso de afluencia de Irabalhos.darcom-
missdo pera isto, exarada nos meamos Hvros, a
qualquer membro da junta.
6. Visitar frequentomooto e atmaaooe da al-
moxarifado, dar lhes balance- e flsealisar os arti-
gos nos mesmos existentes; examinar o estado dos
prediose flsealisar as obras, providenciando
resp 'ito como julgar conveniente, dando coobe-
cimento de ludo a junti, que resolver como me-
lhor Iba parecer.
7. Deferir juramento e dar posse aos em-
pregados deoomeaco do presidente da provin-
cia e da junta.
; 8. Indicar a junta lado quaoto virque por
deliberaco della pode aer adoptado ou proposto
ao presidente da provincia para melhor adminis-
trarlo da Santa Casa, maior desenvolvimiento o
mais severa arrecidaeao dW rendimeolos do pa-
trimonio, com as razes em que fundar sua opi-
nlao.
9. Fazer o relatorio de qne trata o arl. 26.
10. Fazer na ultima sessao de cada mez a
destribuicodo servico mensal dos mordomos, e
exercer quaesquer oulras attribaices proprias
de seu cargo qtierestejam ou nao designadas ex-
pressamente neste compromisso.
Act. 51. Ae vice-provedor eompete :
nico. Substituir o provedor nos seus impedi-
mentos temporarios, assumiodo todas as suas al-
tribuices.
Ar. 52. Ao thesoureiro compete:
1. Receber todas as quantias -pertencentes a
Santa Casa, seja qual for a proveniencia deltas
recolhendo-as a um dos bancos da provincia em
coala crtenle, logo que a arrecadaco ou rece-
bimenlo chegar a quantia de400$reis. Em ca-
da urna sessao dar ello conta a junta das quan-
tiasrecebidase recolhidas ao banco, vista dos
respectivos livros e documentos que estarj sob
sua guarda.
2. Assignircom o escrivo o balanco mensal
do Ivto caixa.
Art. 54. Aos mordomos compete :
I." Ter sob seus cuidados os eslabelecimen-
tos da saota casa segundo a deslribuicao que- na
ultima sessao da junta, era cada mez, fizer o
prevedor, cumpriado e fazendo cumprir os re-
gimenlos respectivos, e sempre de ecoordo com
o provedor, com quem directamente se en ten-
dero e delle reclamaro ludo quaulo virera
que preciso fazer-se para molher reguUridade,
e maior economa dos mesmos estabelecimenlos.
8 2" Ter seu cargo a coneervaco das igre-
jase predios, inspeccionando -os de'3 em 3 me-
zes, e sempre que fr preciso para promover o
seu reparo ebom estado, bem como inspeccionar
as obras por arrematado ou oulro qualquer con-
trato, para que estas se facam na forma desle.
3. Visitar a casa de delenca e quaesquer
oulras prises em que lhes coosle haver presos
pobre:, em qujlquer oeasiao que lhes pareeer
e sempre era ompanhia do Dr. chefe de policii
as suas visitas mensaes, para promover o an-
damento de procesaos d'aqoelles mesmos presos,
e a sua soltura nos casos era que. tiverem lireit
a ella, bem como para examinaren] se elles sao
bem tratados, assim nc estado de saude, como
00 de molestia, representando as autoridades
com pe loo te a, sem pie que vir que preciso
para melhorar asorte delles
i." Inspeccionar os armnzons do almoxs-rifa-
do, exereendo a maior vigilancia para que haja
todo zelo na guarda e cooservaco dos srtisos
nelles ntralos.
5. Activar o advogado e o solicitador da san-
ta casa as causas desta e em qualquer Irabi-
lno que lhes fr confiado.
Art. 55. Os mordomos sao ebrigados a com-
parecer a todas as sesses da junta, e nellas
daro conta do resultado de suas visitas, exames
e inspecces, propondo o quanlo julgarem con-
veniente bem dos eslabelecimentos confiados
aos seus cuidados, un vez que nao lenham sido
satisfeitos por aqnelUs a quem o tivessem re-
clamado-. ,Os mordomos podero suspender at
3 dias cora perda de vencimentos os emprega-
dos omissos.
CAPITULO 7o
Da secretaria.
Art. 56. A secretaria encarregada de todo o
expediente, da correspondencia da junta admi-
nistrativa e do provedor, e da escripturaco e
contabilidsde da receila o despeza. E' directa-
mente sugaita ao provedor.
Ter um escrivo, dous officiaes, um amanu-
ense e um continuo, nomeades pela junta. Seu
traba I ho ser destribuido e dingido pelo escri-
vo, como chefe della.
Arl. 57. Ao escrivo cooipeie :
1. Ter a seu cargo e sob sua guarda e res-
pon8ibildade a salla das sesses, a secretaria e
o archivo.
E' absolntamente prohibido sahir do archi-
vo quaesquer livros ou papis, salvo o caso
de sua apresentaco em junta, em correicao, ao
juizje capellas, e ao presidente da provincia
sempre que fr ejigida, acompanhando-os o es-
crivo com oflicio do provedor, sendo a re-
cepo aecusada tambera officialraeute ; e o
mesmo se observar na restituico.
2.* Assistir as sesses da Junta ; ahi lr e
ministrar os papis que lhe forem pedidos, lo-
mar as notas competentes para as actas e lanci-
los em livro proprio.
3. Passar as certides e informaces orde-
nadas por despacho ou porlaria do provedor,
e informar verbalmente a este, qualquer mem-
oro da junta e a esta, sobre qualqaer cousa que
lhe tr exigido. -
4." Fazer com os officiaes e o amanuense a
escripturaco, e examinar se estes a fazera con-
venientemente, corrigindo as faltas, emendando
os erros que encontrar e dando parle ao prove-1
dor do que nao poder ser por elle providenciado;
e examinar todos os documentos, tanto da re-1
ceila como da despeza.'antes de serem laucados, I
compelinde-Ihe exclusivamente a escripturaco '
do livro caixa, 4 vtsla das notas dadas e assig-
nadas pelo thesoureiro, as ques dever con-
SeTSr em scu P^er Para sus resalve.
5." Por a nota de correte e de que ha cr-
dito votado, na* contas e documentos de despe-
za antes de submette-los ao despacho do prove-
dor, devendo para islo examinjr primeramente
as contas do crdito votado, e declarando mesmo
se ha anda alguma quantia para o pagamento
da despeza de que so tratar; e quando o nao fi-
zer ser responsavel pelo excesso do credilo que
houver.
6. Dar parte ao provedor da pontualidade,
falleocia ou fallec ment dos devedores; da expi-
raba dos contratos e de oulras quaesquer oc-
correncias que lhe constar, e sobre quo deve o
provedor ou a junta providenciar.
7- P"er publicar pelo Diario o balancete
mensal dado pelo thesoureiro, depois de apro-
vado, e um extralo das actas das sesses. Este
servi-o ser ajustado pelo provedor, e ser leva-
da a sua despesa a verba de expediente. Na con-
ta com que o dono da typogr.aphia pedir o seu
pagamento declarar elle as pegas publicadas, e o
dia, mez e anno e os na. do Diario em que o fez.
8." Organisar no devido lempo o orcamenlo
da loceita e despeza, o balanco e os dous qua-
dros da divida activa o passiva.
9o Cumprir ludo mais quanto lho for orde-
nado pelo provedor e pela juota e que por ven-
tura nio esteja comprehendido as obrigaces j4
designadas, sendo responsavel por seus bens pe-
los prejuizosque causar 4 Santa Casa ou ao the-
soureiro por erros ou engaos culposos que liver
eommetlido.
Art. 58. Em sen impedimento ou falla ser
oeserivittaubslitutdo pelo officral ou por oulra
qualqaer peisoa que a junta designar.
Art. 59. Aos officiaes compete :
8 1 Fazer com o escrivo e sb a inspeeco
deste a escripturaco, e assignar os conhect-
mentos para pagamento daa despezas.
8 2* Fazer qualquer oulro servico que lhes
fr ordenado pelo provedor ou pelo escrivo.
Art, 60. Em seu imnaaimento ou Jaita serio
os officiaes substituido pelo amaouaase e por
quem lr nomeado inlerioamenie pelo pro-
vedor, *
Art. 61. 0 amaaMaase auxiliar ea officiaes
em ledos os seus traba!no far ti'* o que
lhe 16r ordenada palo presader a palo eecii-
vao ; na sua falta ou impedimento servir
fr interinamente lomeada pelo prevedor.
Art. 62. Ao continuo compete :
81M Abrir e fecha* asparlas da casa ho-
ra em que deve comecar e lindar o trabalho da
secretaria e das sesses da junta.
' 2* Le va r au seu destino.- a coxrespondancia
e papis do expediente.
9 Cumprir as ordene do provedor e do es-
crivo.
CAPITULO VIII.
Da eteripturaeo.Organisaeo do orcamento
e do bataneo, prestacao das contas pirante- a
tunta e o juizo de capellas.
Arl.-63. A escripturaco ser feita por parti-
das dobradas por annos econmicos contados do
r*de julho ao ultimo do junho do seguiote an-
no; para islo.ter a secretara os seguintes li-
vros : diario, razo, caixa e os mais livros auxi-
liares que forera neces&arios.
Art. 64. Alm dos lvrosa que se refere o arti-
go antecedente, haverao mais os especlaes para
o tombo o inventario, receila c despeza de cada
estabelecimenlo, termos de contratos e de arre-
malaces. entradas dos irmos, registros, ac-
tas, juramentes dos empregados e outros ob-
jectos.
O livro das entradas dos irmos ser escriptu-
rado por forma tal que aoaixo de cada um ter-
mo haja espaco sufflciente para se lam;ar o dia,
mez e anne do fallecimenlo do irmo respectivo
nota'esta que ser laucada pelo escrivo o de vida -
mente datada logo que constar o fallecimenlo de
esda um irmo-, e ser rubricada pelo thesou-
reiro.
Art. 65. A reeeita da Santa Casa ser oreada e
a despezados seus diversos eslabelecimentos ti-
zada por meio de um orcamento anntial, orgauisa-
do ne mez de margo pelo escrivo sb a direceo
do thrsaureiro, que o aasignar com aqnelle, e
em vista das leis que eulorisam a despeza dos
referidos estabaieciraen tos e das rendas do pa-
trimonio nos tres ultimes annos. guardando-se
aelle a forma observada no orcamenlo da pro-
vincia no que lhe fr applicavel. Desle orea-
monto assim organizado se far quatro exempla-
res que sero apresenlados em junta na sua pii-
meira sessao do mez de abril de cada aono, e-lo-
go distribuidos pelos membros da juota para o
estudarem, nao podendo cada um rete-lo em seu
poder per miia de 48 horas.
Art. 66. Examinado o visto o orgaraenlo por
todos, ser dado para ordem dos trabalhos na
primeira sessao com eonheclmente previo dos
mesmos, softrer nma discusso somentc e ser
votado por partes, e do que se vencer se far 2
exemplares, dos ijuaes remetler-se ha, al o dia 5
do mez de maio, um ao presidente da pro-
vincia para approvar e o oulro ser archivado.
O preaideote da provincia poder fazer as al-
teraedes que julgar convenientes, comanlo que
as fica constar a junta dentro de quinze dias e
e que fr assim reaolvide mandar a junta cum-
prir na sua primeira sessao, ordenando que or-
gausado um exemplar do orcamenlo conforme
as alteraces feitas pelo presidente seja registra-
do no livro competente, archivando-se o ori-
ginal.
No caso de que o presidente nada resolva.deotro
de 13 dias, entender-se-ha que approva o orca-
menlo prepesto, e a respeilo se observar o que
fica disposto j para sua execuco.
Art. 67. Quaodo por causas imprevistas ou
por mera eventualidsde fr preciso azer-se des-
peza para que nao esteja votado fundo no orca-
mento ou exceder-ae o volado, a junta levar
islo ao eonheoimenlo do presidente da provin-
cia devidamenle fundamentado, e somenle com
autortsaco delle, ou sb a immediala respon-
sabilidade da mesma junta, far esta taes des-
pezas.
Arl. 63 Para a prestacao das coalas do the-
soureiro ser apresenlado em junta na sua pri-
meira sessao do mez de outubro o balanco do
anno econmico finio em quatro exemplares
com os quadros da divida activa e passiva, a re-
laca o dos legados o doages deixados dentro do
anno findo, e copia do inventario dos objeclos
existentes nosormazens do almoxinfado no Um
do mes nio anno, ludo organisado dentro do pri-
metro quartel doanno econmico seguiote pelo
esenvao sob a direceo do thesoureiro.
No balango e quadros da divida activa e pas-
siva se observar a mesma forma que em tae
pecas se observa na Ihesouraria provincial.
A relagao dos legados e das doajes declarar
o norae do doador, objecto e importancis da doa-
gao, e a data de sua recepeo. quando esla tenha
sido feita.
Art. 69. Logo que a junta-fr presento o bs-
auCo e as mais pecas de que trata o artiga an-
tecedente, o provedor as rubricar todas no alio
de cada urna das olbas, e a junta mandar re-
melter copia de cada urna ao presidente da pro-
vincia, e oomear urna coramisso composla de
mordomos para dentro de 15 dias verificar a
exactidao de ludo, com os livros e documentos
comprobatorios, moralisar os algarismos e expri-
mir em um relatorio o juizo que liver formado,
e dando o seu parecer na primeira sessao da
junta depois daqu'lle prazo, a juota discutir
o parecer e deliberar aprovaudo-o ou repro-
vando-o. v
Art. 70. O que for vencido pela junta ser le-
vado ao onhecimenlo do presidente da provincia
e do juizo de capellas, com o parecer da commis-
sao de exame e balaogo, forneceodo o thesou-
reiro ao dilo juiz lulo quanto elle exigir para jul-
gar ss cootas.
Art. 71. Sentenciados os autos de contas, o es-
crivo da Santa Casa, fazendo extrahir sentenga
que se archivar, depois de apresentada em junta,
far termo de encerrimento nos competeutes li-
vros. o qual ser assignado pela junta, dando ex-
officio quitaco ao thesoureiro, se nao liver sido
reconhecido algum alcance.
Art. 72. -6e pela liquidaco da conla Dcar al-
cancado o thesoureiro, ser avisado por oflicio
do provedor para dentro de 24 horas improroga-
veis entregar no banco a importancia do seu al-
cance.je quando deixe de o fazer, se exlrahir con-
ta correte do seu alcance e remetter-se-ha ao
advogado da Santa Crfla cora a copia da sen tenca
e eertido do escrivo de nao haver o dito the-
soureiro entrado com a importancia de tal alcan-
ce, afim de que promova a competente cobranca :
dando-se de ludo parle immeiatamente ao pre-
sidente da provincia.
CAPITULO IX.
Do patrimonio da Santa Casa e applicaco das
suas rendas.
Art. 73. Constituiro o patrimonio da Sania
Casa :
9 1. Os bens que formavam o patrimonio dos
eslabelecimentos de ciridade, os quo foram doa-
dos pelos herdeirus do msrquezdo Recife, as ren-
das de tratamento no hospital Pedro II, formando
o patrimonio do mesmo hospital, da casa dos ex-
poslos e do h.-pital dos Lazaros.
2. Os bens pertencenles Santa Casa da M-
zencordia de Olioda, formando o patrimonio do
hospital respectivo.
3. Os bens que fazera o patrimonio dos or-
phaos, formando o patrimonio dos collegios dos
orphos e das orphas.
4. O capital subscripto a favor do asylo de
mendicidade, formando o patrimonio desle.
5. As doaces, legados, esmolas, ou qual-
qaer dadiva feita a Santa Casa ou a qualquer um
dos seos eslabelecimentos actualmente a seu car-
go, e aos que para o futuro se lhes eocorporar
formando no prmeiro caso patrimooia da mesma'
Santa Casa ou de tolos os eslabelecimentos que
ella mantsm e vier a manter, e no segundo caso
do estabelecimenlo ou eslabelecimentos a cuio fa-
vor for.
h 1 ^* Pred'os e templos ocenpados hoje pelos
eslabelecimentos a seu cargo e os que vierem
elles a oceupar para o futuro, salvo o dominio
particular, bem como os movis existentes nelles,
alfatas e quaesquer objectos que representem va-
lores., formando patrimonie dos estabelecimenlos
a que hoje perlencem, ou vierem a pertencer.
Art. 74. Os rendimenlos dos patrimonios par-
cues serio appucadosdisliaetamenle a manuten-
Cao dos eslabelecimentos cujo patrimonio cona-
tilutam e ficam coaatituindo, devendo por lato
haver lanas contas quantos sao esses patrimo-
nios, as quaes alm deasas reodas deverio figu-
rar as dos bens a que se refere o & do artigo an-
tecedente na sua primeira hypothese, as quaes
a 1
m<
sei
e
I'
2o
V
4
5"
sero applicadis iiidisliocUmente ao estabeleci-
raeolo ou estabalacraiaatoa que precisarem.
Art. 75. Na execuco da diaposto nes 68 Q n M
.u!nd S ei7 ?e D0",,ta" es !
teced ^4^ ^o rau o artigo an-
A^PITAJL
Dw tmpregaim .ato duerma estaktUcimtntoe a
4*wgo da Sania Casa, s anas aUrihuictt
Art. 76 O traapitai Pedan U. a^navdTs .,,,.
teao collngi Qaa.erphaaaeraarasjidos porir-
nvea de caaMnda na formada contante celebrado
para este nm, saquees (Icario fazandape rte deste
compromisao.
Act. 77. Cada mea dos haenitae da Lasaras e
da Misericnrdia doOiiada fkar 4 cargo de um
regante nomaado nada junta, que 1 ha-marear os
vencimentos, com apprevecao do presidente da
provincia.
Art. 78. Alem doy empreadas de que tratam
os dous arligos antecedentes haver ao servico do
hospital Pedro 11 doas mdicos e um cirurgi
Perdor, e so servico de cada um dos outros es-
la bflecieaenloa um medico -quo neo poder ser
nenhum daquelles; sua nomeaco pertence ao
presidente da provincia que lhes marcar os ven-
cimentos.
Art. 79. Em quanlo o asylo de mendicidade
constituir apenas uma enfermara de invlidos
como ora coostitue. far elle parte do hospital
redro II. e acara a cargo dos empregados deste.
Art. 80. O collegio dos orphos ser confiada
um regente maior de-40.aonw, da reeoohecido
orahdade e inlelligeocia. um viee-regeute que
i sacerdote nasmesmas coodicoes do regente
accumelar as faneces de capello, um peda-
gogo, cora as mesraas qualidades, um professor
de instrucco elementar oulro de msica vocal
e instrumental, e um medico, nomeados todos
pelo presi lente da proviacia e com oa vencimen-
tos que este marcar, excepto o professor de ioe-
tfuccao elementar, a respeilo de quera se obser-
var ludo quanlo se acha disposto oa lei e regu-
lamentos em vigor sobre aa cadeiraa de instruc-
co elementar da provincia.
Arl. 81. A junta administrativa dar regiment
para todos os esUbelecimeotos a seu cargo
nelles crear 09 empregados que julgar precisos*
para eada um dos mesmos estabelecimeotos, alm
dos que ficatn declarados, mencionando os que
deve lia prever e os que devera ser prvidos
pelos respectivo* regentes; marcar-lhesrha os
veocimeulos, regular as altribuices de todos
inclusive os que sao de nomeaco do presidente
da provincia e os mordomos que lem de exercer
inspeeco nos diflerentes estabelecimenlos, e es-
tabelecer ag coudices em que, e o modo porquo
devem ser nelles admillidose tratados, bem como
devem nelles viver e cooservar-se os individuos
para quem foram laes eslabelecimentos institui-
dos, teodo aiienco para isto ainstituico de cada
um dtllea, sugeilo ludo a epprovaco de presi-
dente da provincia, que poder alterar os mesmos
regimentos nesta occasie, e, sob proposla da mes-
ma junta, em qualquer outra.
CAPITULO XI.
De oulros empregados da Santa Casasuas attri-
buice?.
Art. 82. Haver mais os seguintes empregados:
0 Um capello.
Um advogado.
Um solicitador judicial.
Dous procuradores.
Um almoxarife.
Todos estes empregados sero nomeados pela
junta que lhes marear os vencimentos.
Arl. 83. Ao capello compele :
Io Acompanhar a irmandade em corporaeo.
2o Assistir aos reos eondemnados a pena ul-
tima nos das era que devem ser auxiliados com
os soccorros da religio.
3'Ter a seu cargo e sob sua guarda e res-
pousabilidade a igreja de Nossa Senhora do Pa-
raizo e os objeclos nscesssrios ao culto; dizer na
niesma igreja ou em qualquer outra parte onde
fr determinado pela juota, missa nos domiegos e
das Sanios e celebrar as festividades e actos re-
ligiosos da Saota Casa.
4o Nomear pessoa idooea para sachristo
da igreja. A esle compete as obrigaces proprias
do emprego e os vencimentos qua. lhe marcar a
junta.
Art. 84. Ao advogado compete:
1 Defender as causas da Santa Casa, as
quaes eeja esta autora ou r.
S 2a Dar o seu parecer sobre qualquer materia
a respeilo da qual entenda a junta eo presidente
ds provincia dever ouvi lo, uma vez que seja so-
bre cousa que interesse a Santa Casa.
3 Acudir com promplido ao chamado da
junta quaodo a esta parees conveniente sua pre-
s*nca aos trabalhos das suas sesses, polen Jo
tomar parte na discusso, mas nao votar.
4 Apreseotar era junta de 6 em 6 mezes um
relatorio das causas da Santa Casa com declara-
cao do seu estado, motivos de seu oo andamen-
to, e mediJasque couvem adoptar a bem dellas.
Art. 85. Ao solicitador judicial compete.
1 Promover o aodamento das causas em que
a Sania Casa for parte, de commum accorJo com
o advogado.
2 Promover qualquer acto de interesse da
Santa Casa que dependa da intervenco de juiz
escrivo, labellio, ou quaesquer funecionarios
pblicos judiciaes e aJmioislrativos
3 Acudir com promplido ao chamado do
mordomo encarregado dos negocios que lhe com-
pele Iratar e promover, e do provedor ou do the-
soureiro, e cumprir o que lhe fr ordenado por
qualquer um delles, ouvindo o caso de duvida
ao advogado, e representando contra o que lhe
liver sido ordenado, quando o advogado nao
convier em tal.
Art. 86. Aos procuradores compete promover
a arrecadaco das reodas da Santa Casa logo que
o thesoureiro o ordenar ; prestarao llanca idnea,
e conlas semaoalmente ao thesoureiro que lhes
dar a competente quitaco.
Art. 87. Ao almoxarife compele.
1 Ter a seu cargo e sob sua guarda os ar-
mazens dos generse vveres que devem ser for-
necidos 4 todos os eslabelecimeulos da Santa Ca-
sa, desenvolvendo todo zelo na sua conservarlo.
u 2 Dar entrada e sahida aos mesmos gneros
e vveres em livros proprios.A entrada ser fei-
ta a vista da nota do vendedor, rubricada pelo
mordomo que estiver de mez na inspeeco do al-
moxarifado, ou pelo provedor, ou de ordem por
escripto de qualquer ura destes, e obriga o al-
moxarife a responsablidade pelos mesmos gene-
ros e viveros.A sahida ser feita em vista dos
pedidos dos regentes dos diflerentes estabeleci-
menlos, rubricados pelo mordomo que eeliverde
mez na inspeeco delles ou pele prevedor, ou de
ordem por escripto de qualquer um destes, e
desobriga o almoxarife da responsablidade dos
genoros e vveres que assim sahirea.
3 Cumplir as ordeos que lhe forem dadas
pelo provedor e pelo mordomo que estiver de
mez na inspeeco do almoxanfado.
Arl. 88. O almoxarife prestar flanea idnea
CAPITULO XII.
Disposices geraet.
Art. 89. No dia 15 de agoslo de cada aono se
far na igreja do Paraizo a feslividade da pa-
droeira da Santa Caaa com missa solemne e ser-
mo sem fogueles; no anno em que este dia for
til ser a feslividade trausferida para o domin-
go seguinle.
Arl. 90. lodosos empregos da Santa Casa sao
de conlianca, e nelles sero conservadas as pes-
soas nomeades em quanto bem servirem.
O presidente da provincia, a junta eos regentes
dos estabelecimenlos, na escolha das pessoas quo
devem exercer os meamos empregos, somante at-
teodero as qualidades proprias para os cargos que
ellas tem de oceupar, segundo funeces mar-
cadas nesie compromisso, e os que se marcarem
nos reglmenlos de cada um dos eslabelecimentos,
tendo principalmente em vista que ellas sejam
de reconhecida moralidade e probidade.
As nomeaces e damisaoes serio feitas por meio
deportara respeilo dos empregos que cabe ao
presidente da provincia e a junta prover: quanto
aos oulra nenhum titulo haver, sendo bastante
que oa regentes facam constar a juuta aa nomea-
ces que fizerem.
Art. 91. Sem prestar juramento de bem servir
oaa maos do provedor em junta, nenhum amora-
gado entrar em exercicio, excepto oade nomeaco
dos regentea; aqnelle porm que j estiverem
era exercicio anles da execuco deste compro-
misso servirte com o mesmo juramento.
Att. 92. Dos vencimentos que se marcar para
os em pregadas de nomeaco do presiden ta da
provincia a da junta, um terco ser considerado
gra tificaco que eUes perdero a beneficio do res-
pective estabelecimenlo sempre que por qual-
quer motivo deixarem de exercer o emprego. Os
empregados de nomeaco don regentes vencero
uma diaria.
Art. 93. O presidenta da provincia submetter
a apprcvacio da Assembla provincial os venci-
mentos que lhe compete marcar e os que lhe


mmmwmmim^jqmLnm+Mkmmimim
compete tpprover para cade u marea empregados.i rassageinwdn lie aeaionel Artista viodo
e. umi Tez^ppKn( pela astemfcli Ues veo
cimentaawl>tkrs4)oMMb seeSltei al-
terados, sendo jrer;ieo para felo qoe o mee ido pre-
en,af **S"' Pr erremmtdo a junta.
Art. 94. O Teaeimentos do empringados se-
ro pagos menttlmeaVe, avista de olhas proce*-
saens^elo escmo em Itc-roe proprioe, ende n-
sigoarao oa mesmo pregadas a f erbaa de pa-
gamento com oditoetcrivo, apreientaQdo altes-
tado da mordoma, a *.uea> competir a inspecgo
do respectivo estabelecimente, os entregados de
nomeagio do presidente da provincia e da juota,
qoeoio aea maia emeregedot regular! o ponto
qae deve remellar ao provedor uo Ia dia de cada
nez o regente de cata oa dos esta beleci roen ios,
o qual deuois de rubricado pelo mesmo provedor
ser entregue ao escrigo.
Oa empreados, quando doenles, justificando
as faltas com .elteslado da medie di estebeleci-
menie em que eervirera, pecoabero o ordenado ;
Ues entestados eerfio dados gratuitamente ; oa
que nao juslftearem anas (alta* por este modo
perdero o ordenado a beneficio do respectivo
estabelecimeoto.
Art. 99. Nenhum empregado po lera obter li-
eenga antes de baver entrado en) eileckivo ejer-
cicio ; a licensa nunca era por maia de ura mez
com ordenado, e de tres seo lie dentro de ctda
anno economice ; sera concedida pelo presidente
da prorincia, pela unta o a pelos regentes dos
eatabelecimenlos, segundo orsua neroeage.
Art. 96. O presidente da provincia sob propos-
ta da junta, poder crear o suprimir erapregos,
ama vez que nao sejam da ordam daquellea que
lbo compete prover ; e poder lambem alterar as
suas funcgoes, dependente ludo de epprovago
da assembla provincial; e respailo dos era-
pregos cuja oomeaco Ibe compete ou deva com-
petir prever, pela- categora natureza das suas
funcgoes, propor elle a assembli provincial a
sua creacao, auppresso ou altereco de funcgoes
quando julgar conteniente, ouiiodo sempre pre-
viamente a junta, ou quando esta o proponba.
Art. 97. E' licito aoa irraos da Santa Casa oc-
eupar os empregos lucrativos della, mas nem
podero fazer parle da juola quando os eierce-
rero, nem paca elles sero nomeados os membros
da mesma junta emquanto o forera.
Art. 98. Os irmos da Sania Casa terso aepul
tura gratis dada pela mes na Santa Casa ; os que
forera casados a tero tambera para suas mulhe-
res, salvo se como solleirosou ia&taUadores tive-
rera pago so me ule a joia de 258; ser-lbes-ha
porm permeltido prefazer a de 369 Pca goza-
rem suas mulhsres do beneficio da sepultura.
Art.. 99. Nenhum membro d* junta poder ser
fiador nos contratos que houver com a Santa Ca-
sa, qualquer que seja a sua natureca ; nem entrar
m .transaccao alguma em que seja nteressida a
mesma Santa Casa, por si, por procurador ou por
intorpnsta peaaoa, scb pena de nulli.lade e resci-
so do contrato ou traosacgo ; nem utiser-se
de beos movis, semoventes e de raz, pertencen-
tes a Santa Casa, sob pena de pagar urna multa
arbitrada pelo presidente da provincia, e incor-
rer maia as penas que forera de direito, se-
gundo as circumstancias.
Art. 100. O processo e a liquidacao dos docu-
mentos da despeza ser oicial, nao sendo para
isto necessano requerimento das partes, evitan-
do-se quanto for possivel s depeodenciaa que
costumam haver em taes operaces. A nenhum
membro da jnota ou empregado da Santa Casa
permitiido fazer o officio de procurador das
partes.
Art. 101. Logo que so deixar de fazer em dia
o pagamento das letras aceitas era favor da Santa
Casa, ou de qualquer quaotia que lbe for devida,
poder o thesoureiro autorisar a sua cobranga aos
procuradores, e se estes a nao cooseguirem fazer
dentro de 15 das, o thesoureiro far constar a
junta e esta ordenar a cobranga judicial.
Art. 102. As autoridades a quem competir
abertura dos testamentos, tomaro a sen cargo o
dever de comrauoiear a junta officialmente qual-
quer disposico delles em beneficio da Santa Ca-
sa, logo que os mandar cumprir.
Art. 103. No flm de cada anno econmico o
provedorcom o e?crivo examinar o inventario
geral de todos os bens da Santa Casa, proceden-
do a inspecgo e conferencia dos movis, uten-
cilios, alfaias e maisobjectos perlencentes a mes-
ma Santa Casa, designando os que devem ter
Consumo para descarga de quem competir. Oxea-
do os valores respectivos i todos osobjectos que
declarar depreciados, mal avahados e por ava-
har, chamaudo para isto peritos, se o julgar pre-
ciso
Art. 104. Haver un cofre para a guarda dos
objectos de ouro e puta e outras preciosidades
que lizerem parte do patrimonio, bem como dos
ttulos de crdito e outros de semelhanle impor-
tancia. Este cofre ser de ferro e lera duas cha-
ves, das quaesler urna o provedor e a oulra o
thesoureiro, e ambos sero oa nicos responsa-
veis por tudo quanto for guardado nelle.
Art. 105. Ura terco das despezas feilas com a
secretaria da Santa Casa correr por conta das
rendas do patrimonio dos coliegios dos orphos
e das oiphaas
Art. 106. O presidente da provincia dar mi-
nuciosa conta assembla provincial do movi-
rnenlo econmico e administrativo da Santa Casa
de Misericordia, no seurelato'io annual, propon-
do o quinto vir que precias paca que esta ios
tituigo preencha o seu flm.
Art. 107. Ficam revogadas todas as leis e re-
gulamentos anteriores relativos aos diversos ea-
tabelecimenlos que Ocam a cargo da Santa Casa
de Misericordia e o compromisso dado para a
mesn Santa Casa, por occasio de sua installa-
co, bem como quaeaquer dispostces que con-
trarias sejam as do presente compromisso.
Pago da assembla legislativa de Pernambuco,
22 de maio de 1861.
Joaquim de Souzu feis.
do Rio de Janeiro, Gabriel I. de- Cirvalho Por-
tella e Joo Manoel da Rocha.
Matadouko rwBiico.
Matarm-to no dia 2 da .coarente, para
consumo desta eidade 110 rezes.
No dia 3 do mesmo 113.
m
w
PUMO DE PBMMBUC0-
A asssembla provincial approvou hontem os
arta. 53 a 56 do orcamento provincial, em segun-
da discuss.ie, bem como o orgamento municipal,
sendo regeitado o art. 17; e em primeira os *ro-
jeclos ns. 30 e 48 do correte anno.
A ordem do dia : continuado da anteceden-
te, segunda dos prejeetos ns. 30 e 48 e lereeira
dos orcamentos muuicipal e provincial.
Por occssio da vottgo do art 51 do orga-
mento provincial, que suspenda, dorante o cor-
rete exercicio, os 20 por cenlp dos emprea-
dos provinciaes, o Sr. Ignacio de Barros requeren
votago nominal, vencido o que, procedeu-se
chamada e deu o resultado seguate :
A' favor da suspeoso os Srs. Cintra, Ignacio
de Barros, Luiz Pelippe e Couza Res
A' favor da contiouacSo ( addilivo do Sr. Mar-
tina Pereira ) os Srs. Peona Jnior, Pereira de
Brito, Joo Cavalcaot, Miranda, Pina, Mello Ca-
valcanti, Salazar, Mello Reg, Lucena, Nascimeti-
lo Portella; Ignacio Joaquim, Drurnond, Gitira-
na Braulio Siqueira Cavalcanti, Margal, Figuei-
rda, Oliveira, Francisco Pedro, Oliveira Andrade,
Symphronio, Martina Pereira, Rufino de Almeida
e Augusto Leao.
REVISTA DIARIA-
por easen-
Sabbado ultimo, pelss 11 horas da manha,
no convento do Carmo, recebeu agua baptis-
raal o innocente Antonio, de idade de 18 a 20
a*nos.
Admira que em seu paiz calholico
ca se dem (actos desta ordem I
A proposito, dizem-nos que para a freguezia
de S. Jos ha alguem que so costuma baplisar
os filhos de dez auoos para cima ;e que cohe-
rente com esta praxe caridosa, tem ainda paga
urna fl I lia de oilo anuos, que acha-se bastante
doentel
Para isto nao ba classilcago.
Por portara de 29 do passado oi demittido,
sobre proposta do director do arsenal de guerra,
o fiel do almoxarifado do mesmo arsenal Joa-
quim de Paula Meira Lima.
Para este lugar foi nomeado, por parlara da
mesma dala, Olympio de Souzi Galvo.
Acha-se no commando interino do 10 ba-
talho de infantaria o respectivo mejor Joo de
Castro e Silva, visto ter sid transferido paca o
corpo da guarnigo do Amazonas o Sr. tenenle
coronel Joaquim Rodrigues Coelho Kelly.
Poi dispensado, por haver pedido, do luga,
de subdelegado de Aguas Bellas o tenenle Aoto-
cio Cardozo Pereira de Mello.
A damniQcago da pontezinha do Chora
Menino acha-se bastante adianlad^. Urna das
respectivas travs est perfeitameste podre, e
partida de manelrs a poder occasionar algum si-
nistro sendo pasa atnirar que j/ o nao tenba
feilo.
J de oulra vez tratamos dessa estado, solici-
tando a substituigo daquellas travs;; de novo o
fazemos agora, e reclamamos mesmo a execugo
desse reparo, visto que o transito de carros por
all grande.
Hontem pela madrugada foi sorprendida a
hebitagao do reverendissimo padre Gamillo, e
-roubada por ditferentes individuos mascarsdos,
que all se apresentaram como trazando urna car-
ta do mesmo padre, a quem davam como mori-
bundo fora da eidade, onde elle se achava.
Com isto podero conseguir ser-Ibes berta a
porta aquellas deshoras, seguindose enlo o
complemento do seu audacioao roubo, forgaodo
criada a indi.car-lhes os mo-reis em que suppu-
nham haver dinheiro, violentando estes, etc., ele.
Ef o que sobre o facto ouvim.oa algumas pes-
soas, mas.nao podemos aCflrmar todos essespro-
menores come effectivameute existentes.
Seodo vedado o brinqutdo de gallos a bri-
gar pelas floaturaa, qye nos parece nao aerem
restrictas s.mente a esta ciasdt, importa que
-cesse ease folgoedo uo Puco da PamUs, onde
te ni elle graude voga, sera hacer
com eabarfos legas.
Alm da tmmoralidade em si, tem elUo.ift-J
conveniente de dar occasio rixas, que pdem
ter coDSequeocia bem fuaesLas.
p Sr. fieal, a.quem parece psetaocer a pre-
videncia, tfgae-aade alVaodii ao.qu-Osa dito.
Seja bem vindo o autor das observages apre-
senladas Associago Commercial desta eidade
acerca da conveniencia de se activar a cultura do
algodio,e bem vindos sero todos os cidados,
que, como elle, tomarem peilo o ioterewe real
do paiz.
Os votos, que o Ilustrado e modesto autor faz
para que suas palavras dispertem verdadoiro amor
pela prosperidade da provincia, acharara echo so-
noro era nosso corago.
Dedicados raais especialmente aos interesses e
necessidades do commercio, sempre advogamqs,a
causa da ordem, donde quer que lhe viessem os
ataques, porque sera ella, nao ha commercio, nem
prosperidade pblica possivel, e sempre fran-
queamos as columnas do nosso Otario aos eseno-
tos, que leodiam .so bem do commercio e da agri
cultura.
Concordamos tolalmenle.com o Ilustre corres-
pondente, que nao com eternas e infructferas
questoes de partidos, nem com leis bancadas e
flscaes, que se ha de converter em ouro o nosso
papel moeda. Para qualquer hornera que nao ab-
jurou o uso da sua razo, patente e de pura
inluigo, queso o augmento da produego nos
poder fazer esso bem, e todos os mais de que
precisamos.
Faz pena, faz d ver consumirem-se tantas nT
telligencias era miseraveis questezinhas de par
lidos, sera que nQ milicia activa da poltica ap-
parega quem erga a sua voz indicando meios ef-
Ucazes para augmentar as forras productivas do
paiz, ou para melhor aproveitar as poucas que
existem, e pelo modo porque ve iodo as nussas
couses, dir-se-hia que estamos destinados i vir
um dia, em que nao teohamos para nos vestir e
nos alimentar oulra cousa maia do que uiscus-
soes acerca dos direitos do hornera e o cidado,
acompanhadas por leis bancanas e scaes.
Na questo do augmento da cultura doalgodo
appella o nosso correspondente para o ioteresse
e actividade individual dos nossos faiendeiros,
mostrando-lhes com a clareza dos algarismos, que
em razo de ter ido o consumo deste genero *m
progresso sempre aseenJente as fabricas da Eu-
ropa, e vista da guerra civil dos Estados-Uni-
dos, cujo effeiio inevitavel, ali, como por toda a
parte, deve ser a disninuigo da produego, nao
podem deixar de lucrar os que sederem cultu-
ra do algodo. Sao esaas consideragea de ineon-
testavel verdade, e bem capases de activar no
animo dos fazendeiros inteligentes.
l'orga confessar, porm, que a difficuldade e
a caresta dos transportes foi, e a priooipal cau-
sa da diminuigo desta cultura na prosioeia, e
que essa nao ha esforgo individual que a possa
vencer.
Esforgo colleclivo dos cidados para voncer
difiieuldades naturaos cousa que por agora, e
talvez por muito lempo nao devenios esperar. A
raja latina, de que descendemos pela maior par-
te, privada pelos imperadores romanos dos seus
governos municipaes, e de toda e qualquer ini-
ciativa individual ou collectiva, parece qiw licou
at hoje incapaz de esforcos comrauos para o
bem coramum, nao seren iniciados, promovi-
dos e execulados pelos governos, on por sua or-
dena. Foi isso. como todos sabem, o que mais fa-
clitou aos barbaros a conquista do imperio.
Todos queremos que o governo faga tudo,
mesmo aquillo de que depende a serte da nossa
familia, e a nossa prosperidade individual, e que
nos pederamos fazer, se fossemos capazes de nos
asociar- com os outros cidados, que estao em
idnticas circumstancias para superar es ditlkul-
dadesque obstara nossa prosperidade. O espiri-
to de a&iociagu o espirito da liberdade ulil,
mas dessa estamos ainda bem longe.
Eram sem duvida censideracoes desla ordem
queacluavam no animo do Ilustrado correspon-
denle, quando em seu interessante commumeado
acooselha o planto do algodo mais particular-
mente nos terrenos pouco distantes, ou mais pr-
ximos da estrada de ferro.
E' certo que mu i los dos agricultores, que hoje
eslo sesseola e oilenta leguas do nosso mer-
cado, se aeharo, relativamente conduego do
algodo trila e quaronla leguas, assim que
o caminho de ferro efiegar ao rio Una, e ento as
despezas di conduego pouco excedero mela-
do do que sao hoje.
Submettemos porm ao Ilustrado correspon-
dente, e benfica Associago de que faz paite,
uma idea, que ha muilo nos preoecupa, e que s
por intermedio dessa associago, e pela boa von-
tade de seus dignes membros, se poderia levar
effeto.
Ntnguem ignora que o valle do rio de S. Fran-
cisco d o milhor algodo do Brasil, e. que as
Ierras pertencem pela maior parte gente po-
bre, e que por estarem incultas, pouco ou quasi
nada valem.
Todos sabemos tambera, que chegada a sitada
de ferro ao lio Una, d'ahi ao lugar do o de S.
Francisco, oudedeve terminar cima da caoheei-
ra de Paulo Allooso, so reatam setenta leguas, e
que as duas tercas partes desse espago o terre-
no duro e plano, bastando asseolar os trilhos
com mu pouco trabalho, e dispendio para a
estrada fkar prora pa.
As viole e tantas leguas eos que a construego
da estrada de ferro oo to fcil, nao apresen-
lain difiieuldades superiores sque se vencer.ira
para chegar ao rio Una, s quaesera verdade nao.
foram grandes, nem seriara vencidas com tanto,
diapeudio, se tivesse havido alguma economa
dos diuheiros da companhia.
la horneo) ; foi eoiio que Iba dase : este hvmem
tem fflais garanta do que o lenhor, que sendo
capilao de .polica, arpanha nada pode ser, a
queeu sempre seria capito da gixarda. nacional.
Conservsqdo-sa at esse ponto o raeu escrav.o
ainda preso, dzende-me elle que o justificaste,
e que o remedio para assim nao acontecer era eu
queixar-roe ao bitpo : vista de tal exprasso
ei vio mo modo, o tcatei com* elle mereca ; re-
tiroa-ae, porlaoto, deixando o escravo, por co-
nhecer o mal que lioha felto, e conlinmndo #
dizer asneiras prop/ias da pessoa- Peuco mais
ou meos em ditlsncia de cem passos valtou-se
pTra mira, e dsse qut daria uma parte ao ebefe
de polica, ao que lhe respond que tambera o fa-
ria. Porem, leudo esse senhor etpalhado de que
eu tioh) maltratado ao Exm. presidente da pro-
vincia, e ao Ulm. Sr. Dr. ebefe de polica, mui-
lo prerarel que assim procedesse pera n>elhor
Iriumphar, dando parte nesaesentido ; e sa assim
acontecen, posso dizer que um infame, e indig-
no de eingir uma banda de oicial, ainda que de
coraroiiso ; porque em um lugar la.) publico, e
que.se ochavara paca raais de viole pessoas, nao
haver uma s, que diga, se durante a nossa po-
lmica ge pronuociou nomes to respeitosos
seoao como j disse. que em sua retirada dissera
que daria parle de mira ao chefe de polica, e que
lbe ce,tpondi que tambera o havia fazer. Assim
como o mosmo senhor tem espalhado que rece-
bera ordem do film. Sr. Dr. chafe de polica para
prender-me, e que -dape*.sou>me dessa prisSo :
duvidei, e duvidaret da t4 or,dam, por ter inleira
conviego de que, o Illm. Sr. Dr. Araripe nao
pratica desses actos, ainda mesmo que teoha o
Sr. Mooieiro lhe dito tudo quanto por ah espa-
lh?. porgue deve conhecer doa enredos e da p-
sela. Para que o Sr. Monteiro oo recruta com
justiga, o uao prende os reos de polica, que at
tem tido ordena do Sr. Dr.-chefe de polica para
os prender, eo oo faz ? Para que se oceupa
quando vera recrutar no 2* distrcto s de pren-
der escrivos, evadindo olaiias, pisando lijlos e
prenden Jo escravos que pella dormem ? quando
no 2o disiricio existem os melhorea recrutas. mas
porque elles as acharo coberlos com o veo da
dawT diurno t^VMiwl'^^^'vfiiha Prolec5a P'm deiiemog isso e vamos adi-
como se costuma fazer pan tu jo em Inglaterra,
e levar i elTeito o planto da algado em ambas
as margene doria S. Prancisco. Por esse modo
leriam cm muito pouco lempo a quantidade e a
qualidade de algodo da que precisamos, e liber-
tarais a sua patria da vassallagem a dependan-
ca teal.ett que est, dea, Esladfis-Uaidos, por
causa do -algodo.
Nenhujmioulro pti| do gloibo, qu pfnd.uza,bam
alfadle, *^ue o posea producir m a^antriade
I Ilimitada, exista tao perto de Inglaterra, e se
I esse producto coco ta imperfecta cultura j tao
boro, que nao seria elle, sa desde o principio se
escohessem as boas (ementes, e sa fotse culti-
vado idneamente.
Chamamos a seria eUengo do illtjllre corres-
pondente, e da seus dignos socios para estas con -
sideragoes ; ave por ventura Ihes parecerem, cojeo
nos, fundadas em razo, niaguem poderia con-
tribuir para lhes dar realidad?, como Associa-
go Commercial.
Nao ha grande manufactura de locidos de algo-
do na Europa, com a qual algum dos membros
da Associago nao tenha relayes, e mesmo inte-
resses comrauos. Os grandes capitalistas propne-
tarioa deasas manufacturas dariam grande peso es
suas observages, e aos seus conselhos, e ne-
nhuma dilBculdade lhes offerecia a realisagao
deste projocto par raeio de urna associago,
A Ilustre Atsociago Commercial farja o maior
servigo, que hoje se pode fazer esta provincia,
e estamos persuadidos que poderiara contar com
a coadjuvagao do nosso ministro em Londres, e
da Exm. presidente aqu. Nao haveria Pernam-
bucano amante do seu paiz, que uo abeugoass
(o beoecente associagq.
A noite clara, vaoto S booanga at as 2 h. 15'
que-comegoa a lenal.
Osc*.gA5 a| h*k.
Preamar as Oh. el' da tarda, altarai,6 p.
Baixamar as 6 h. 30' da naanha, altara 2, p.
Observatorio do arsenal de marioha, 3 de iu-
nhodetWl.
Romano Stt,mt,
l9 tenenle.
Correspondencias.
W'l i '
Um voto e gratido.
Srs. redactores.Os dgaos representantes da
provincia acabam na actual legislatura de alten-
der a grande differenga e deaigualdade, que se
Editaes.
Admiltidos estes fados, cuja verifacagao fcil,
claro est que as oitenta leguas do valle, em
que o rio de S. Francisco fcilmente navega-
vel, tomando trila ou quareata leguas para jo
interior das tetras de cada lado, se toria uma su -
perflcioimmeosa, o dobro da superficie de Por-
tugal, quasi de graga, e d'oode a Europa, e es-
pecialmente a Inglaterra, poderiam tirar todo o,
algodo, de que precisam as suas industrias.
A conduego desse algodo pelo .rio, e pelos
trilhos com vapor, ou cavados, setia amais-ece-
nomici, e a mais rpida possivel, e. eaae lempo
j o nosso porto fmalaieute aperfeicoado poderia
receber esse producto em navios de alta Iota-
gao.
Por outro lado a Inglaterra est verdadeate-
raeule depandeotedos caprichos dos Estados-Lui-
dos por causo do algodh. e nioguem ignora que
nao londo fallado serias desavengas, e mesmo mo-
tivos de guerra eulre estas. nagoes, a sobarba
Gra-Bretaoha tem abaixado a caBega, e tolera-
do njuslicas, nooor falta de Jorga relativa, nem
por-falta de digo id a de nacional, mas to omento
porque urna guerra com os Estados -Unidas eq*i-
valeria para ella freetetn aetn pao, emquaoto a
guerra duraste, pata ais de quatro znilhoea-do
seoa haettantet.
Sa ha cauta oe que eslajamos convencaos,
que os inteceaaet dasla provincia, e aaneceasida-
Uet, a maia bean entendida previdencia dos fabi-
canles europaus tem nlareste fmmutn. e
quem sata-sa grau^ts para -asabas a star ira nata. qateaU o.
Se a groadas nanotnetaretras iaglazea, qei
laaa asiniam Mttitaaeasarary de^.Da^wtfatUaaiJ
cuja materia prima o algodo, esiivesraa. o-;
ata>.ttaa, oa^anenot daataa .verdades, fcil lhes-
ar. e.cMMt>aitea pottest raptndtoso, pati ate]
OMoa, e ait tkoa, atmar unta oaaotiego,
a civel, sendo este cora disiribuigo em lado para
o de orphos,. praticando a justiga, que era para
esperat-se de to Ilustrada represenlagio.
Sim. seohores redactores, por todos sabido.
2ue rnenle o carlorio dos orphos per si suf-
ciente c pelo mallo para a subsistencia de um
serrentoario, que nao gastando tudo quanto lhe
rende, pode al accumular dinheiro ; e mxime
tendo annexos o tabetlionalo e o civel: quando
pelo contrario o escrivao do civel vive ns miseria
nao lucrando mesmo para o alimento de sua fa-
milia, e tanto isto verdade., que os proprios
juizes lameotam a deaigualdade que occasiona a
miseria dos escrives do civel pelos termos do
malo. Para remediar, pos, essa desporpergo
foi, que a nossa muito digna assembla legislati-
va provincial por um acto de reconhecid* jus-
tiga excluio do carlorio dos orphos, o civel e
laDellionatp.
Esta providencia era por certo reclamada pelas
leis divinase humanas ; porque era triste ver-se
em uma mesma villa, em uma mesma eidade um
escrivao mergulhado na miseria aem o pao para
seus filhos, e nutro nadando para assim dizer na
opulencia edescaogaodo em leito de rosas; tudo
por causa da palavra disiribuigo, que as vezes
mgica, visto nao haver distribuidor, que tenha
resnonsabilidade peranle a correigeo, e aer a dis-
tribuico feita pelos Srs. juizes, que (honra seja
feita muitos] leem consciencia de si na disiri-
buigo ; outros, porm, havero que tenham pre-
dilecco pelo carlorio dos orphos.
O que lucra um escrivao do civel do mallo em
uma acgo em que trabalha um anno e mais, de-
pois de contada ? Dez a viole mil rete. E- se esse
lucro tica no bolso do advoxado, como nos tem
acontecido ? Peior ainda. U-m cartorio do civel
do mello abrager uma quatia parte das ques-
toes, que tem qualquer carlorio da capital ? Nao
seriamente.
No carlorio de orphos inventarios ha, que so-
brexceden! na coulagem as cusas de seis aeges
civeis.
E o que acontece ao escrivao do civel no matto
ae nao vi ver na miseria, tomando dinheiro a seus
amigos para manler sua familia? Ntfdeverei
confessar ao publico, e agradecer eternamente a
JBstfca, que acabo de receber da illustrada assem-
bla legislativa provincial, proporcionando-me os
meios de poder crear cinco filhos, sem offender
interesses alheios, porque o escrivao de orphos
est bem aquinhoado :' Cortamente queaim.
Naquella respeitavel assembla se achira juizee
e promotores que bem compenetrados das ver-
dades que venho de expor, nao hesitaro em
prestar o seu consciencioso voto para eaoccionar
um acto de tanta justiga, e que s poder ser
murmurado pelo egosmo ; e praza a Deus que
elle se estenda todos os termos da provincia
igualando a todos os cartorioso rendimiento equi-
valente ao nomo mgico de cartorio dos or-
phos.
Epara provar ainda mais, quanto vale um car-
lorio de orphos do matto aos escrives, que ou
s aquelles que nao querem tomar posigo, ou
esbangem sem cunta os seus lucros, nao lem che-
gado a coronel, capito, condecorado e propie-
tario.
Ser porventura isto smente pelo nomees-
crivao de orphos? Nao ; e sim pelo lucro que
dsh resulla, e que quem o percebe, faz della boa
applicago.
Vemos nesla eidade, que aquelles, que leem
servido o emprego de escrives do civel, lem aca-
bado na miseria, e deixado na mesma suas fa-
milias. E porque I Pela deficiencia dos lucros
desse emprego, que nem ao menos lhes chegava
para alimento, quaolo mais para lhes deixar
meios de subsistencia.
Seohores redatores, nao me expresso assim
com ambigo e desejo de offender aos raeus com-
panheir<'S, e sim pelo que comigo se tem passa-
do durante qualro apnos incompletos que sou es-
crivao.
Durante esle lempo lenho feilo tres inventa-
rlos civeis, que nada augmentan); porque em
lodos os inventarios quasi sempre ha orphos ;
e assim mesmo haveodo sempre urna grande des-
proporgo, que me lenho referido.
Comquanio alguem oo gpttasse de um to
grande e palpitante acto dejusliga comigo prali-
cado; todava sempre serei o mesmo qur na
minha vida publica, qur particular para prorap-
tamente servir; porque nao vivo do ioteresse, e
sou bem conheeido para nao valer-me de qual-
quer empregp que oceupe; e por isso me acho
com cinco filhos, pobre da mesma socte que
quando cheguei esla eidade.
Finalmente, senhores redactores, nao foi o es-
pirito de proiecgo, que iuluzio a muilo digna
representagao provincial, mas airo a justiga, que
me assistia. para supprirair um dos lugares de
escrivao do civel e tabellio desta eidade ; e rae-
nos devera merecer o epitheio depatotaque
deu a um acto de tanta justiga oP. V.do Cons-
titucional o. 46 de 20 do mez con ente. A malo
dicencia, porm, o despeitoe a paixo, offuscan-
do-lhe as ideas, nao consentirn), que confessas-
se a verdade, islo a justiga do acto a mau fa-
vor praticado.
Ura dever sagrado, e nao o flm de procurar
proiecgo me impellio a tragar estas toscas linfas!,
para render.a devida bomenagem e eterno agra-
deciraento sos dignos represen!antas da provin-
cia por este acto de clamorosa justica.
Muito ves ogradatarei. senhores redactores, a
publicago desta minha exppsigo.
Bellarmino do Santos Bolco.
ante.
O Sr. Monteiro tem perguntado e diversas pes-
soas te eu sou doudo e bebido, felizmeote nao
lera achico quem lhe affirme u enhorna das cou-
sas que elle'me quer emprestar, a nao seros
meus mezquinos inirnigos, verdade que do na
muito tent ouvido dizer seroSr. Monteiro dou-
do ; assim como se diz pelos Allegados que este
senhor enrhuga todos os diasoma botija dege-
uebra, e assim, nao me admiro seno do effeto
pro lusido pela mesma geuebra no oulro dia de -
manha, ou talvez como estivesse em diligencia
nao hpuveue pausa naquella opile, ou emendar
urna cora a outra, e ajudado.de sua malcreago,
aliado de as fazer, sem que tivesse sido nunca re-
pellido, eit o motivo de tantas insolencias.
Queira, Srs. redactores, inserir estas linhas em
seu cooceituado jornal am de publico conhecer
daquelle senhor, quo lano se inculca, de que
ebrigado lhe ficar
Jos Francisco do Reg Barros.
Recite 3 de juoho de 1861.
Srs. redictores.Somos informados que alguos
monopolistas pretenden) eflecluar uma socie la-
de, intorpeceodo o livre commercio da carne sec-
ca, obrigaado os donosde navios a smente ven-
derem partidas de mais de cem arrobas, assim
como duerr. que tem havido grandes reonioes
sem lieenga da polica e em contrario ao artigo
85, do cdigo criminal. Ser isto verdade ?
O sentinetla.
COMME1CIO
Francisca Xavier Carneiroda Caona.
Fio rinda Mara do Natcimeoto B
O Illas. Sr. iotpector da tbesoursria pro-
vincial manda tazar publico, que do dia 3 do cor-
renta por diante pagam-se os ordenados dos em-
preados provinciaes, vencidos no mez de maio
prximo ndo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco \. de juoho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da reaolugo da juola da fazeo-
da, manda fater publico, que no dia 13 dejunho
prximo vindouro se ha de arrematar a quem
mais der o mutamento dos pedagios das barreiras
aeguiotea :
Magdalena por anno............... 6:1108000
Giqui...... .... ............... 5:35<>$000
Jtboatao.... > .... ............... 3887$000
Caxang-----a .... ............... 3.450fi000
Motocolomb .... ............... 1:6058000
Tapacur... .... ............... I06000
Ponte dos Carvalhos ............... 9058000
Tacarupa,.. .... ............... 554*000
Bujary...... .... > ............... 5O000
As arrematages sero feilas por tempo de 3
annos. acontar do Io de julho-do correle anno,
a 30 de junho de 1861.
As pessoas, que se proposerem a estas arrema-
tages comparegam na sala das sesses da mesma
junta no di-a cima mencionado pelo meio dia,
competeoletnente habilitados.
E para constar se mandou affixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 29 de maio de 1861. O secretario,
A. /'. de Annunciafo.
.0 Illm. Sr iuspeclor da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugo da jun-
ta defazenda, manda fazer publico, que a arre-
matago dos predios do patrimonio dos orphos
foi transferida para o dia 13 de junho prximo
vindouro, tendo lugar as habilitaces no dia 6
do mesmo mez.
E para constar so mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 maio de 1861.
O secretario.
Antonio Ferreira da Aonuncago.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial ero cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 22 do corrente, manda
fazer publico, que no da 6 de junho prximo
vindouro peraotea junta da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por monos fizer o
contrato das impressoes dos balangos, orgameolos
e relatorio da inspectora com todos os documen-
tos que o acompanham, correspondente ao anno
Qnaoceiro de 186P a 1862, avaliado em......
1:495*000.
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
laco comparegam na salla das sesses da juota
no dia cima declarado pelo meio dia competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 55 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciagio.
Iaabel Mara da ConecrtcSo. '
Ignez Pereira Guimares.
Joaquina Delflnade Mello.
Joanoa Emilia de prito.
Maquina Loureng da Conceice Luna.
Josetht Claudio* Soares Villela.
* S*r? *l*lnana de Campas e Oliveira.
Mafalda Augusta Pereira.
Mara Josepbina Purcell,
Thomazia de Athahydee AlbuquerauB.
rsula. Alexandrina da Barros. *
rsula Amelia de Albuqurque Mello.
Arponeo Helio de Mendooga.
Antonio Caetaoo 3e Moraes Navarro
Antonio de Padua Hollanda CavaJcan.
EstevSo Xavier da Cunha.
Padre Francisco Peixoto Duarta.
Francisco Antonio Cetario da Azevedo.
Francisco Jacinlho Sampaio.
Jorge Doroellas Ribeiro Pessoa.
Padre Joo do Rogo Moura.
Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Joaquim Barbosa Lima.
Conego Joo Chrisosfomo de Paiva Torres.
Manoel Fonseca de Medeiros.
D. Amelia Elodia Lavenere
D. Emilia Fansta Mena da Costa.
D. Mara Josepbina Purcell.
D. rsula Alexandrina'de Barros.
Declara cea.
-^Uandesa.
Rendlmento do dia J .
dem do dia 3
9:690*1 SI
14167*916
23 8589037
Hovlmenlo da alfande^a.
Volumes eatrados com fazendas..
a > com gneros.
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros:
176
158
331
58
319
------377
Descarragam hoje 4 de maio
Biroa americanaAzeliamercaderas.
Barca americana Faime Crossho3s facinha de
trigo.
Barca ioBlezaImogene fazendas.
Brigue inglezWilliugtonmercadoriat.
Bfigue iogtei Validtrilhos de ferro.
Patacho italianoEveliuovinbo e drogas.
Brigue hambutguez Georgeo rcslo.
l'alhabote nacionalArtista diversos gneros.
Recebe doria de residas la lerna ti
geraes de Pernambuco
Reodimento da dia 1
dem do dia 3
Consalado
Rendlmento do dia 1 .
dem do dia 3 .
1:507*626
1:1749140
2:68(9966
provincial.
.... 1:4379670
.... 4:2349780
5 6709450
ttovimmtodo porto.
Srs. redactores,fio, manha de terga-fera 518
domes de aaio prximo passado, foi recr-utado
sahiodo o potlo da casa em que mero no lugar
dos Remedias, um rnuu escravo, e este reclaman-
do aer raeu eteravo, e contar mando mait algumas
pessoas que bem o cooneoiam, nao foi aUaodido,
e indo logo ao meu conhecnento, cheguev ja-
nellt, e diste para coovos soldados : carneradas,
o preso mea escravo; e sem nenhuma allengo
darem, seguiram com elle aoa empurres ;
vitLa de tal procediraeeto sahi ao ponao, e enlo
diste : que forra a esta de rearmar, agarrando-
do-se os sor a vos, e seaa atieago dara-m acs seus
aenhoiet, leva-te para a priso, privando-se as-
sim .o duettede propriedade, lotojendo-aa dea ser-
vtfoa da* atiesaos eaaraaes, faeendo-ae aaarm os
MM Mnbom darem putos para adqoitir;
nesse nlerm, arrojou-me u*a cavalloiro oaeu
cavalle, (uiioso como ujn ligre, e gritando : nao
sbe qortsasjau oaiiada lqa> cprana .atoo o pu-
nho r>* aaaaa-e tochawdo-a ;-ao <*, a nao co-
nrracer eu bem das valentas e esbarradas do Sr.
aafiwe de neltcia Jos Prancisco Ctrneiro Bon-
^aif, ae cevto ter'w ote peeto xofrec; matcoQ-
twuaaae ceev as ratinhas reclamagoes ura pouco
raals asarado, sato mais s(tender a nad, aquel-
la tokoifricoaseusoldado-. prand^m ei-
Navios entrados no dia 2.
Ro de Janeiro14 das, patacho hespanbol c Pa-
co de 139 tooeladas, capito Dom Ginea
Vila, equipagem 11, em lastro ; a Guilherme
Carvetho & C.
Baha4 das, barca nacional Mariana, de 245
toneladas, capilao Jos Francisco Praga, equi-
pagem 44, carga 10,800 arrobas de carne ; a
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Rio de Janeiro13 das, hiate nacional i Artis-
ta, de 258 toneladas, capito Joaquim Jos
Alves, equipagem 12, carga farello, caf e
mais gneros : a Uartholomeu Lourengo.
Rio de Janeiro8 dias, barca americana < Con-
rrad de 347 toneladas, capilao W. H. Salrs-
bury, equipagem 12, carga caf ; a Rostron
Rooker & C. Veio refreacar e seguio para
Philadelpha.
Navio sahido no mesmo dia
BabiaPatacho dinaraarquez aAana Cieleoe.ca-
pito D. Rarp, car,ga parte da que trouxe An-
vors.
A'oco entrados no dia 3.
Acarac20 dias, hiate nacional Sobralense ,
de 97 toneladas, capito Francisco Jos da Sil-
va Ralis, equipagem 7,'carga sola e mais g-
neros; a C. C. da Costa Moreira.
Liverpool pela ParahibaBarca ingleza a Olin-
da capito Rebert Marines, carga assucar.
Navios sahidos no mesmo dia.
demBarca inglesa aGonstance, capito J. Jar-
vis ; em lastro.
OosertMco.
Apparece s oorW uro brigue brsileiio e uma
barca ingleza.
O Dr. Anselmo Francisco Peretl, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do commercio Desta ei-
dade do Recifo e seu termo, por S. M. o Im-
perador, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que a presente carta-de editas
virera e d-lla noticia liverem em como Prxedes
da Silva Gusmo me dirigi a peligo do theor
seguinle :
Illm. Sr. Dr. juiz de direito especial do com-
mercio.Prxedes da Silva Gusmo quer fazer
citar a Francisco de Oliveira Jnior & C para ve-
rem assignar os 10 dias da lei as suas 4 letras
juntas que se acham vencidas, e allegaren) e pro-
varem ot embargos que liverem, sendo afinal
condemoados na quantia de 735*700, reato da im-
portancia das mesuiaa leiras. Requer, pois, a V.
Exc. se digne de o mandar citar para a primeira
audiencia tendo lugar a mesmo cilago por edi-
les visto eslarem ausentes em lugar incerlo como
se provou no juizo de paz, segundo o documento
junto. Pede a V. Exc. seja servido assim deferir
E R. M.Fonseca.
E mais se nao contioha em dita peligo, a qual
sendo-me apresentada nella del o despacho do
theor seguiote ;
Distribuida, como requer. Recife 7 de maio de
1861.-A. F. Peretl.
Em tempo : a carta de edtos deve ser passada
com o prazo de 30 dias. Era ul supra.A. F. Pe-
retti.
E mais se nao conlioha em dito despacho por
torga do qual fora a mrsma peligo distribuida
ao escrivao desle juizo Manoel de Carvalho Paes
de Andrade, que fez passar a presente caria de
edtos coro o prazo d 30 dias, pelo theor da qual
chamo, cito e hei por citados aos supplicados
Francisco de Oliveira Juaior, para que dentro do
referido prazo comparegam nesle juizo para o fim
de allegarem sua defeza sobre o expeodido na
peligo cima transcripta aob pena de proseguir
a causa seus termos a sua revelia : pelo que toda
e qualquer pessoa, prente, amigo ou conheeido
do referido supplicado o poder fazer sciente do
que cima tica dilo.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
mandei passar editaes que sero affixados nos lu-
gares do coslume e publicados pela imprensa.
Dado e pa*sado nesla eidade do Recife, aos 17
de maio de 1861, 40 da independencia e do im-
perio do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivao o fiz escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
De ordem do Ulm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico, que no dia 5 do corrente,
depoisde meio dia, se levar hasta publica,
porta desla reparilgae, uma caixa com a marca
M L X C, n: 1,348, comeado 288 pares de chi-
nellas -de la, com arara de agoa salgada, no va-
lor de 200 rs. o par, total 579600. viuda do Havre,
no navio francez Ville de Boulogne, entrado
no 1 de fevereireiro do correle anno, abando-
da aos direitos por Monteiro Lopes & C., sendo a
arrematago livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 3 dejunho de 1861.
O 1* escripturario,
Firmioo Jos de Oliveira.
Correio geral.
Relacao das cartas seguras existentes na adrai-
nistrago do correio desta eidade para os senho-
res abaixo declarados :
Alves & Lima.
Antonio Brrelo Gutrim de Almeida.
Balbioo Jos de Andrade.
Domervillo de Oliveira Mello.
Eozebio Tasso.
Francisco da Fonseca Figueiredo.
Francisco Joo de Azevedo.
Ida Amada.
Dr. Joo Paulo Monleiro de Andrade.
Jos Luiz da Costa Rocha.
Jos Nunes de Paula.
Luiz Francisco Teixeira.
Marcelino Evangelista Pivo.
Maooel de Barros Brrelo.
Nelson Jansem Meller.
Romualdo Alves de Oliveira.
Trajaoo da Costa.
YilUcj & Irmo.
Con se Ib o administrativo.
O conselho administrativo, para focnecimento>
do arsenal de guerra, lem de comprar osobjectos
seguiutes :
Para proviraento dos armazens do arsenal da
guerra.
5 arrobas de alvaiade.
8 caivetes de boa quahdade para peonas.
12 grosas de pennas de ago de boa qualidade.
20 cadiuhos de n. 12.
20 garrafas de tinta preta.
38 arrobas de eobre velho.
6 arrobas-de rame de Itto sortido.
6 arrobas de esianho em verguinha.
10 milheiros de laxas de bomba.
20 ditos de ditos pequeos.
10 ditos de brochas de sapateiro batidas.
20 duzias de tabeas de pinho americano.
5 duzias de ditas de dilo de 3 ou 4 de grossurs.
10 milheiros de pregos caixaes.
24 caetas de boa qualidade.
Paraos msicos do 8" balalho de infantaria.
l35covadoa de panno alvadio.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas proposiis em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 10 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para forneciraento do arsenal de guerra, 3 de
junho de 1861.
z?ento Jos Lamen ha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pica transferido de ordem do Sr. inspector,
para amaoha 4 do corrente ao meio dia, o leilo
annuncia'io para hoje. Alfandega de Pernam-
buco, 3 de junho de 1861.
O Io escripturario,
Firmioo Jos de Oliveira.
o a

Cttama #tr#<-
ra*r*s-
.- ,P. .
Directora
I
da iostrueco pu-
blica.
Por esta secretaria, avisa-te aas Srs. pro-
fesares, e professoras, directores e directoras de
estabeleciraenlos particulares de instruegao pri-
maria, e secundaria, abaixo mencionados, que os
seus mappas relativos ao primeiro trimestre do
do correle anno, aiada oo foram recolhrdos a
esla -cepaetteo; pala que determina o Illm. Sr.
Dr. director geral interino, que lhes seja macea-
do o praso de 15 dias a contar da dala desta,
paca apreseutarem os referidos mappas, sob pena
de seren multados oa farma do artiga 100 da
Lei regUmentir u. 369 de 14 de naio da 1855.
Secretaria da iaatrucoao publica de Pernam-
buco, 27 de maio de 1861.
O secretario interino,
Spltfior alenrtjuf. de itot^aar^tie.
Nomes a que se refere a relago auppra.
Alexandre Jos Gongalves de Miranda.
Angelo Francisco da Cosas.
Bernardo Baanaades Viaoaa.
Eatevao Xaviac da Cuuha.
F. Francisco de Santa ,Gaadida.
Padto Jeaqun Nenes doOlivetea.
Joaquim. Barbosa Liara.
Joto Antonio GoaceUet 4*.AnMalo Pereira .da Silva.
Jos-Maca- Machado de Ftgweiredo.
Manoel de Souta Cordeiro Simet.
Maooel Flix AUe da Crea.
PadreT^iamaa df SaaAa eUrraaaa-deJe*i Me-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e lomam saques sobre as pragas do Rio
de Janeiro e Para.
O administrador da recebedoria de rendas,
internas faz publico que no corrente mez tem de
ser pago, livre da multa de 3 OO o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo aos impos-
tes seguinies : decima addiciooal de mo mora.,
imposto de 20 0(0 sobre lijas, casas de consigna-
cao, dilo especial de 809 sobre casas de movis,
roupa, cagalo, etc., fabricados em paiz estran-
S'iro ; e que depois de findo o referido mez se-
ro cobrados conjuntamente com a multa.
Recebedoria de Pernambuco 1. de junho de
1861 Maooel Carneiro de Souza Lacerda.
Pela subdelegada da Varzea acham-se tres;
cavados depositados, tendo as cores seguintes :
russo, pedrez e caslanho ; oa dous primeiros fo-
ram aprehendidos pelo fiscal desta freguezia den-
tro de lavouras de moradores desle lugar, e o ul-
timo tomado de um ladro, e pelo que pareee o
cavallo deve ser de eogenbo. Acha-se maia a
roupa seguinle tomada a oulro ladro : 4saias.
sendo 3 de madapolo e 1 de chita, 3 carnizas, t
vestido e 1 chale, ludo de molher: quem se jul-
gar com direilo ao que consta deste anuuncio,
apresente-ee nesla subdelegacia com os docu-
mentos comprobatorios, para lhe serem en-
tregues.
Directora geral da instruccao
publica.
Fago saber a quem convier que o Illm. Sr. Dr.
director geral interino lem marcado o prazo da
30 dias, a contar da data deste, para que todos os
que so dedicara ao magisterio particular prima-
rio e secundario de ambos os sexos, que ainda
nao o fizeram. haja de requerer a lieenga de quo
trata a lei legulamentar n. 369 de 14 de maio da
1855, e de tirar os respectivos ttulos ; compre
hendendo-se nesse numero aquelles que tendo
sido multados foram absolvidas, visto como esse
acto, aiteotas as razes que allegaran), nao os
isenta de solicitaren) os mencionados ttulos na
forma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou-se publicare presente.
Secretaria da instruegao publica de Pernam-
buco 29 de maio de 1861.
Salvador Henrique da Albuqurque.
Secretario interino.
D,Aol**i* M*cm 4eeaa.
AUtoana* Canda ooaa, da lacas.
* .Anafe aUadw JUeaMara.
Consta**-.Perpetua de Laoera. Meneado,
a Dio d**ila Caalaaha-
FraocUca lio* U Oiifeira Santos. -
Caixa filial do Lauco do Brasil
em Pernambuco.
Per ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
auno fiado, vai-se proceder dentro da
prazo de 4 mezei a contar desta data, a
substituicae das notas de 29$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Franciica Joo de Barro. -
Coiwiladoproviocial.
Pela mesa do consolado provincial te fas pu-
blico aos proprietarina doa predios urbanos das
freRuecias deata eidade e da dos A fugados, que
os 30 dan* H*is para o^ajameno awnca do
do da 1.a de junho vindouro, fleando sujeitos
multa de 3 0/0 os que pagaran dejoia da findo
*%* doT>,t8t0 pr9Tlw*1 fle fr*mliiiaa
Antonio Carnalro Hachado Rioa.


tw
Mtt M HAMMttm. U. VBBQl fH M )inno m 19#1.
THEATRO
DE
Santa Isabel
EMPREZA-GERMANO.
Qoarta-feira, 5 de Junho de 1861.
13 RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir & scena o magnifico
actos, do Sr. Bourgaio,
drama em cinco
CASI MALDITA.
DENOMINADO DOS ACTOS.
Io acto.A cruz quebrada.
S.Urna flor no abysmo.
3.As falsas appareocias.
4.A cmara vermelha.
5.O somnmbulo.
PERSONAGENS.
O infante D. AlTooso............ Vicente.
Diogoda Silva.................. Germano.
Carlos, caixeiro de Diogo...... Valle.
O licenciado Tiburcio.......... Nunes.
Roberto, irmao de Carlos...... Leite.
O conde de Odemlra............ Campos.
Gorduxo, creado de Diogo...... Rayraundo.
Antonio Conti.................. Almeida.
Um magistrado................ Dilo.
Um cabo de esquadra.......... Teixeira.
Clemencia, sobrinh. de Diogo. D. Manoela.
A tia Vernica, aia deClemen-
"........................ D. Carmela.
bequito do infante, soldados e povo.
A acc.au passs-se em Lisboa em 1656.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
PAGAR 0 SAL OLE VIO FEZ
Na qual o Sr. Germano far o papel depoeta.
Comecar s 7 X horas;
DE
Farinha de mandioca.
Terca-feira 4 do correte.
PELO AGENTE
_____ _a
O referido agente acha-se. autorisado a Tender
sem reserva de prego
5*6 saceos com farioha de mandioca recente-
mente desembarcadas, que se acham recolhidas
no trapiche do Cunha, onde ter lugar o leilao
pelas 10 horas da manha em um s ou em lotes
de 100 saceos a vontade dos compradores.
LEILAO
Quinta-feira 6 d
DE
8 meia-aguas.
Antunes far leilao de 8 meia-aguas sitas aa
ra da Assumpgo racentemente acabadas, e por
todo o preco alcanzado, em seu armazem na rus
do Imperador o. 75, as 11 horas em ponto.
LEILAO
corrente.
Avisos martimos.
Parcm direitura.
O patacho brasileiro Paulino segu em pou-
cos das, pode receber alguma carga miuda ; tra-
ta-se com os consigoelarios Marques, Barros & C
Segu impreterivelmente no dia 8 de juoho a
veleira e bem conhecida barca portugueza Syrn-
palhia, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem comino-
dos excedentes.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalaelo.
a tratar com Gurgel Irmos na ra da Cadeia do
Recife d. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
rnmrn^V ?"- C"ga 8 PassaerOS traU-e
com urgel Quinta-feira 6 do corrente,
Costa Carvallio fara' leilao no dia ci-
ma em seu armazem na ra do Impe-
rador n. 55, do sobrado de um andar
esotao da ra Imperial n. 79, perten-
cente a massa fallida de Antonio Joa-
quina Vidal, as 11 horas em ponto.
O abalxo asignado declara ao corpo do
commercio de.ta pra?a, de Pern.mbuco e em
geral, que lev descaminho urna lettra da quan-
ti. de.1:793f700 res, s.ccada aqui "elo mesmo
em 18 de margo do corrente 11 mese, pagar :
cuja lettra a havia remettido sobre Denker &
Barroso, negociantes daquella pr.ga, provfenten-
tes de drogas, Assim pois declara que tem de
aaccar a 2* via, sobre aquelles fflesmos, e pro-
testa sobre a pessoa que se dignou apoderar-sa
da 1, uivei com flm sinistro.
Parahyba, 10 de malo de 1861.
Antonio Thomaz CarTalho da Cunha -
Os derotos do mez Mariano, cuios hyinnos
se entoaram, este anno, no convento de S Fran-
cisco desta cidade, agradecem cordialmeote ve-
neravel irm.nd.de do Divino Espirito Santo
erecta do respectivo convento, o especial obse-
quio com que se dignou assistir a festividade do
ultimo da dos louvores Mai de Deas; pelo aue
In os serao eternamente gratos.
Recife, 3 de junho de 1861.
Chamamos .ttencao do flseal do bairro do
Recite ou a quem pertencer que existe um gran-
de deposito de numero de porcos na casa n 27
em Foras de Portas na roa do Pilar os fundos da
mesma casa para a ra do Pharol, e pelo grande
numero dos ditos bichos tem encommodsdo i
Tizinnanca, e resultando immudicias insuportavel.
Ama
Leilao
HM
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade. o patacho nacional
Social por ter j engajado melade de seu car-
regamento e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primero andar.
O capito B. G: Beodixcn da galera dinamar-
queza Himalaya, arribada a este porto com
agua aberta na sua recente viagem de Valparai-
zo para Cork com um carregamento de farinha de
trigo, far leilao por intervengo do agente Hyp-
polito da Silva com autorisacao da iospeccio da
alfandega e em presenca do Sr. cnsul da Dina-
marca de cerca de 1,000 saceos de farinha de
trigo do Chili em bom estado, par occorrer a
despeza feita com os reparos da dita galera : na
mesma occasio serao vendidos alguna cabos
yelhos perteocentcs ao dito navio : terca-feira 4
do correte as 11 horas em ponto no armazem
a fandegado do Sr. baro do Livramento caes
d Apollo.
Precisa-se de urna ama ou livre ou escrava
que saina comprar e cozinhar para casa de farai-
o Ara D0 tai" d sobfado n- d ra
Aluga-se um preta psra todo servico de
urna casa, menos engommar: quem precisar di.
quemValar" ^ Ran6el 1(>%ue achara com
. Hoje depois da audiencia do IUm. Sr Dr
juiz municipal da i vara, tem de ser arrematados
porquera mais der os beos segutnles: uma es-
crava de naco cora idade de 50 snnos, meia co-
iwV 6 uCa5!r" de garanda. Peohorada a
l-rancisca Magdalena, por execucio de D. Maa
Libania Monteiro, escrivao Saraiva.
A^.?'iciaa~/0 de um Pe1ueno paia caixeiro
Velha he3|ad8 p0UC0' P"a ul: "
B.TrTI"pa8S,"se 'andamento do engenho
Frescodim, moente e corrente. e que tero oro-
porcoes para safrejar mais de 2,000 pies animal,
ficando perto da estrada de ferro 3 legoss. e ten-
do boas obras. Arrenda-se com viste e tantos
captivos de anchada, boiseanimaes de roda,
vendendo-se a safra criada: quera pretender
pode entender-se com o Sr. Bruno Alvaro Bar-
bosa da Silva, no Recife ou com o abaixo assig-
nado no engenho Cajabuss.
Manoel Barbosa da Silva,
a Z A1Dt0D, da Cos,a Reis e sua mulier Jaciotha
Augusta, relira-se para Portugal, levando
sua companhia dous llhos de menor idade.
OE
sasisiaisisa.
a 8,000
A 320 rs. o covado
Gorgurao de seda de quadros de lindos gostos.
?nLn"alK8,m0pre0 de 3M o covado. assim
como cambraia de cores, o covado por 240 rs
na loja da ra do Livramento n. que volla o-
p'euho?. : m6l,na ,0ja dSo ani08lr co
Fazendas baratas.
Na loja de tres portas da ra do Queimado n
69, tem um completo sortimento de fazendas e
nnrai8dn,laS de t0da8 as 1el que se vende
vesUdo a firKi'.30 ,rC0' a 1*' 0r*andy ric0 P-
vestiao a 600 ris a vara, cortea de chalv roa-
zas matizadas a 320 ris o covado, chales de la
S!L .* me-m. \m ri ; e mui,"S mai8 fa"odas
que s a vista do comprador se mostrero : quem
dver um candieiro do gazcom duas ou tres lu-
mf^8i en Junlamet'l9 regulador, dirlja-se a
Sadoo 69 Pa" TGr "e f,Z DeKC0: rua d0 Quei-
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
Lenta Emancipaco dos Captivos.
.DA.or,i*7 do Sr- >ce-preefdente se (ai publi-
co aos aenhorea soclos,-que contina a decorrer
n,!; ,m" ,d0 p-r,I de M dias <> foi decretado
para a realisa?ao do grande debito de mensalida-
que osmesmos socios se acham a dever e
natfo ellC8e f8r eIeclV0 pena d" !-
.Amlsma 80cierdad(,. a hem da verdade, pede
f f, r,ncMS kuc? Coelho- ociUrio do pa!
lcete da rua da Praia, que naja por esta folha
declarar quantos mezes lhe Ocou a mesma socie-
dade a dever-Ihe de eluguel da casa, durante o
tempo em que a mesma all funecionou assim
como, em que tempo sna merc perduou a mes-
ma sociedade a paga de alugueis que se lhe de-
vesse, visto que oles intrigsnles e infames se
tem prevalecido do nome de sua merc para ri-
diculansar a sociedade, a menos que nao Seja
vossa merc o calumniador, o que muito du-
vidamos.
Secretaria da Associagao de Soccorros Mutuos
i Emancipajo des Captivos 3 de juohe
9
em
Aviso
LEILAO
COMPANHTA PERNAMBUC\NA
DE
Navegado costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato
unir para os portos do norte at o Acaracu n
da 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o da 6 ao mel dia. Encommeadas oas-
sageiros e dinheiro a frele at o dia da sahida
as horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
C0.WASBIA PERMMBUaiU
n
IMavegac costeira a vapor
10S.
Quinta-feira 6 de junho.
O agente Hyppolito autorisado pelo Sr. Anto-
nio Carlos Francisco da Silva e com autorisacao
da commissao de seus credores, fa-r leilao dos
predios seguintes :
Um sitio no lugar do Salgadioho, com grande
casa de tivenda. todo cercado de limoeiro nati-
vo, cacimba, baixa para capim e grande quaoli-
dade de arvores fructferas (mais de mil), sendo
o terreno foreiro a Santa Casx de Misericordia de
Olmda.
Melade de um predio de dous andares, e sotan
de podra e cal silo na rua da Seozsla Nova n. 13
em chaos proprios. '
Metade de um dilo de 3 andares na Linguete
frente para a rua do Trapiche n. 23, pedra e cal'
cbaos proprios. *
Um dito terreo, servindo de armazem presen-
temante. na rua da Senzala Velha n. 63, chaos
proprios, sendo effectuado o mencionado leilao
em seu escriptorio na rus da Cadeia n. 48 pri-
meiro andar, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendentes poderlo examinar os ttu-
los que se acham em poder do referido
bem como os predios designado.
O vapor Persinunoa, commandante
sahir para os portos do sul no dia
nho as 4 horas da tarde. Recebe
?. L'hi 8 mei dia- Encommendas, "pasVag-
ros e dinheiro a frete ateo dia da sahida 1 ho-
ra : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Moura,
8 de iu-
carga at
agente,
tersan Va. e conT,,ralada a compra da casa
i.ni Va F.ua de Hor,a8- uem flchar por-
tanlo com direito a opor-se venda da dita cisa,
avie por esta folha, ou dirija-se a tua da Prai
n b, no praso de tres das, a contar da data
deste. depois do qual nao lera lugar reclamaco
alguma mais. Recife. 31 de maio de 1861.
Uma moya solteira offerece-se para ama
oe uma casa de familia, para engommar e fazer
algum servico interno : a tratar na rua da Guia
_ Precisa-se alugar uma escrava para o ser-
vico interno de casa de familia, que saiba cozi-
nhar e engommar; agradando-se paga-se bem
na rua da Aurora sobrado n.58.
Justino Manoel Raaos, subdito portuguez,
segu para os sertoesdas provincias do norte.
.7 *recisa-s.e 'llar com o Sr. Ignacio da Sil-
va sobre negocio todo do seu interesse na Rua
uireita n. 21 2o andar.
..17/reci8a"8? alugar uma Prela escrava para
casa de pouca familu. que saiba cozinhar e fazer
as compras: quem liver dirija-se a rua do Sol n.
*, taberna.
A pessoa que perdeu uma quantia Jo di-
nheiro, dirija-se a rua do Queimado n. 4, 2o an-
dar, que dando os sigoaes lhe ser entregue.
O abaixo assignado faz sciente a todas
aquellas pessoas que tem peohores em sna-mao
o lavor de os vir tirar no praso de oito dias, a
contar da dala deste, do contrario serio vendidos
para pagamento, e para nao se chamarem ao en-
gao, mandei fazer o presente annuncio em qne
meassigoo. Recie, 3 de juoho de 1861.
Jos Dias de Brito Guimares.
Jos Luizde Almeida Martios, vaia Europa
tratar de sua aaude.
Precisa-se de um homem forro ou captivo
para lodo o servido de urna casa de pouca fami-
lia : na rua do Arago n. 12.
Liquidaco
Rua do Queimado 11 iO.
Loja de 4 portas, vende-se:
Superiores chapeos para senhora
a 12,000.
Superiores cortes de fil bordado
pira vestidos de senhora alije
15,000. *
Superiores cortes de seda preta
9 para vestidos de senhora a iOfl !
e 50,000. 2
e Superior velludo de todas as co-'
res o. covado M.
SvS9 @@9@ai
Francisco de Oliveira
C oelho deixou de ser caixeiro
da casa de Pinto de Souza &
Bairo.
e
Avisos diversos.
Aviso.
Leiles.
LE LO
FrfMp' N,^ood ca,pilao da 8aIa americana
^n.8DOn-ln0ge,rn,flr llaopor DlervenQao
do agente Hyppolito. de duas lanchas, cordoalha
veas e mais objeclos salvados do referido navio
naufragado a 200 milhas da costa, por conta e
risco de quera pertencer. com licenga do Sr. ins-
pector da alfandega em presenta do Sr. cnsul
dos Miados- Unidos e com autorisacao do mesmo :
V'Vfi"-5 d0 corr1Dte 11 horas em ponto,
no trapiche da ponte da alfandega.
LEILAO
A i do corrente.
Seve Filhos 4 C. faro leilao por intervenco
mais propnas deste mercliao a|g s
Terca-feira
do corrente, as 10 horas da man
mazem, rua da Cruz do Recife.
Jnera seus freguezei.
a, no seu ar-
de bem aco-
DE
Uma taberna.
Costa Carralho
Wreita n 11 '??? e8eD da taberna da ru

i"{ J.eiia' 'arca-feira 4 do
a
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores vigarios, delegsdos, subdelega-
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se anda exis
te e onde, o Dr. Jos Coelho de Olivei-
ra, filho do fallecido escrivao Coelho, en
viem suas nformacoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialC. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-seha toda a despeza que se fizer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratiGcar-se ha generosamente.
Flix Francisco de Souza Maga-
Ihaes mudou sua residencia do sobrado
do largo do Carran 16, para o prin-
cipio da rua de Hortas sobrado novo de
um andar n. 30.
Aluga-se uma escrava crioula com 24 an-
nosde idade, coznha. engomma, cose, ensaboa
e serve urna casa : quem a pretender procure
na rua da Roda n. 23. para a ver e ajusta?.
Emvirlude da retirada de Sr. Joo Praeger
h2Sa! PHr,T? & C- en,rou a m,,8ma em li-
quidaco desde hoje. e fie. encarregado da mes-
ma o socio Sr. C. A. voo der Linden
wo da 4, Onda a audiencia do Sr. Dr iuiz
de ausentes, se ha de arrematar a parte do 'so-
brado da rudo Brum, ontr'ora n. 10 e hoie 58
L0n,ea8Cpra0Fl0re.nc0' lud0 Pertencenteao au-
sente Francisco Augusto da Costa Guimares.
Adelaide Guilhermioa dos Santos, subdita
portugueza. relira-se para fra da provincia a
o/oenvann. SaUde'-deit8nd' Por eos bastantes
procuradores em pnmeiro lugar o Sr. Antonio
GABINETE PORTUGUEZ
DE
M LEITLBA.
O Sr. presidente do conselho deliberativo con-
' """* 9 horee membros do mesrn^
conselho, para se reunirem em sesso ordinaria
n.uau'8rCUS8ai>.d0 Wi*"0 de n>" !.?;
quinta- e.ra 61 do correte as 6 horas da tarde
Secretaria do conaelho aos 8 de juoho de 1861
Francieco Ignacio Ferreira.
v._. 1 secretario.
nafrar. nf'/.V11 *ub?,ecin>e'> de chapeos
?n P,S fl" **,eiadneu; a prwo ou a dinhei.
dar E melhor.f<""en<:iooar-se, que. pr"?.
der deue sua residencio e nome em rta feiaha-
d na meama Praca n. 6 o 8 a com inidal
nao te declara no mesmo anouncio o dito
Joo de Siqueira Ferro scienlica a
seus numerosos amigse fxeguezs, tan-
to destas como de outras provincias que
mudou seu estabelecimentOj^faJveodas
que Un ha na rua do Crespo n?T5 para a
rua do Queimado n. 10, onde continua a
ter um completo sortimento de Uzeadas
de todas as qualidades.
de
Precisa-se de uma ama de leite: a tratar
na rua do Crespo loja o. 14.
Na rua do Raogel n. 73 se precisa alugar
uma escrava para o servico interne,*-externo de
uma casa de pouca familia: paga-se bem.
. ~~ Aluga-se um mulalioho de 17 annos de
VisU n P2ia ?r 6 tral" Da IUa d" **'"* da Boa
Confraria de Nossa Se-
nhora do Livramento.
O abaixo assigoado, autorisado pela mesa, con-
vida a todos os irmos da mesma coofraria a
comparecerem no consistorio da mesma, boje 4
d.o correte, pelas 6 horas da tarde, afira de reu-
nidos era mesa geral, se tratar de negocios de
aiguma importancia. Secretaria da confraria de
1861" Senhora do Livramento, 4 de junho de
_ O secretario,
Domingos Jos Ribeire Goivin.
LAVADURA-
Na rua da Cadeia Velha n. 35 precisa se u
uma prla de idade e paz. unic.P.nte".r. l"
var, para uma casa de pouca familia
Na rua da Cadeia Velha n. 35," precisa-se
SOCIEDADE
nio Beneflcente
DOS
D d MARTIMOS.
corrente, haver sesso extr.ordina i. da issera-
bla geral os senborea socios dignem-w
comparecer as 6 horas da tarde no palacete dn
csde Apollo. Outro sim declaro os sSorl.
ZZ'S rir thes"iro contin, rece-
ber as mensalidades, e espera que lodos se n
nham quites para a eleic, do no\o conselho P
Secretaria da sociedade Uniao Beoeficeoie'do.
Martimos, 3 de junho de 1861. utenie "8
Jos Sabino Lisboa.
1."
EmcasadeMilIsJ
Latham rua da Cadeiaf
n, 52, vende-sel
Champagne.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
Dito de Lisboa branco e tinto em !
barris de 5*
Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza dita.
Oleo de linhaca.
Azarcao.
Tintas preparadas a oleo.
Verdete de Pars.
Dito coraposto. 5
Amarello dito. 9
Sulphato de ferro. %
Pedra-hume. %
Ltnlias em novello. j
Panno de algodao para saceos.
Ancoi-as e coi rentes de ferro.
Um sortimento de ferro inglez.
Lscnptorio commercial de
agencias,
i\o Rio de Janeiro, rua do
canon. 71, 1.-andar.
fi.nA HaVSS,gDad0S- ,end0 merecido a con-
nanc, de a guns negociantes da praca do Rio de
iaiedfia.enaeleCera,n- um iPtorlo comraer-
ds ra dfr. D Pr!.meir0 andar da D- 71
de Braamni0 C-m a denominSSo de-Socieda-
de Brasiliense, e como possa ser de utililade
lP.rm.*,?UIB" PeS80a8 desla Provincia epart cu-
r SS8enl'0res commerciantes, ffe-
nna? 5S S8 3,8eUS Serv"O 08 Crte 8 lodos
que se digoarem honra-Ios com a sua cooflanra
z"oeS orqmUe,S;-ra0 Serapre ""idos cofma o
E**!l em os oe8cios ^ue 'he
de 1861.
Galdino Jos Peres Campello,
Io secretario.
Ba do Crespo
loja n.25, deJoaquim Ferreira de S, vendem-
se para fechar cootas as seguiotes fazendas por
precos muito baratos : pecas de cambraia lisa fl-
?V.. *' .corles de casen>'ra a 3J500. pecas de
babados largos e muito finos a 3*, seda do qua-
dros m.udos a 800 rs. o covado, chitas largas de
%XLT* e Clara a 24' C188as de cores bons
gostos a 240 o covado. organdys muito finos a
ow rs., pegas de enlremeios Cordados a 320 a
vara gollinhas bordadas a 640, manguitos de
?^fckefll0.ll, bramante de algodao cora
9 palmos de largura a 1&280 a vara, sobrecasacas
de panno fino a 20 e 25J, palelots de panno e
casem.ra a 16 e 20. ditos de alpaca de 3/500 a
79, ditos de bnm de cores e branes de 3S a 5fl
ca gas de casemira preta e de coros de 6a 10'
ditas de bnm de cores e brancas de 2J500 s 5a
colletes de casemira de cores, e setim preto a 5'
camisas de fuslao brancas o de cores a 2 cortes
de cassa de cores a 2. cassas pretas a 500 rs a
vara, camisas de meia a 640, merino de cores
proprio para capas de senhora a 800 rs. o cova-
do, assim como outras muitas fazendas. tudo
muito barato para acabar.
Vende-se por todo
preco para aca-
bar.
Na rua do Queimado n. 41, loja da quina da
Congregado, alera de muitas fazendas que admi-
ra pela barateza. menciona-se as seguiotes : cor-
f" S C?m baaba com Pe(I"eno 'que de
r /n 8 S?' dil0S.de b0a 8eda com 18 covados a
b, 10 e 128, seda de todos os padres. covado a
ili?' 8rosdenaplea de cores muito encorpado
alS200o covado dito preto muito superior com
pouco mofo a 18500, lazinhss para vestido a 320
covado, cortes de cambraia bordados brancos e
de cores a 2800 cassas de lindos padroes MIJO
e 200 rs. o covado chitas francezas. lindos pa-
droes, escuros e claros, covado a 220 e 240 rs
ditos estreitos, tintas Oxas a 160 rs. o covado al-
paca de seda, delicados padroes, a 400 rs. o co-
vado cazaveques de cambraia muito finos a 6
ditos de raussulina a 10$. ditos de seda superior a
16. capolilhos de soda a 6g. de retroz a 4fi
misinhas de cambraia para senhora a 1, chap
A 2,000rs.
Grande pechincha para os se-
nhores alfaiates.
Pitas de sarja cor da cinza e de outras cores
propnas para debrum do palelots o colletes. coS
30 varas a peca, pelo diminuto preco de 2 ,
rua da Imper.triz n.48.junt0 a ptdtTlt tnwu
bom e^rnaTuarv^n K C"a"'
Liquidaco i
Ruado Queimado n.
^ 0. loja de 4 portas.
s
240
2000
500
440
400
2000
5000
5000 2
4J0O0 m
Sm^n.de"8e *? w8u>Qles fazendas p
i n?r?e rPC0<, qU9 em ou,ra 1usliuer
| parte, como sejam :
. Chitas francezss cores Qxas a 220 e
! X? i" C88a fanceza a
P thalys de apurado gosto covado a
h Cambraia de seda dito o covado a
' Mimos do co dito o covado a
P Chales com palmas de seda a
b 1JJ600 e
I Camlsiohas de cambraia bordada
! para baplisado a
J Ditas de dita para senhora e com
S gollinha a 3B500
' Chitas inglezas corea fizas a 160
Efguiao de puro linho a vara a 800
, Cambraia lisa muito fina a pega a 5J00O
. Chales de merm bordado a
? Ditos de dito liso a 3500 e
| Mantas de setim lavrado para se-
* nhora a IflfifWi
ni?a.Snpara 8e,hora a 3- 3500 e 49000
DiUs para meninas a 2J800 e 3S0OO
| Chapeos de sol de seda para se-
nhoraa3500e r 4aooo
' Guardanapos adamascados a du-
I zia a 2J500 e
f Toalhas de linho a duzia
Riscadinhos de linho o covado a
orlSLS.bra de linho de "res
I a 2500 e
Ditos de meia casemira a 1280 e
ranoo azul fino covado a1280 e
Dito preto dito dito a 3500, 4 e
Cortes de casemira preta a 5 e
Cortea de dita de cores a 43 e
.'tiiinfl VeUud para collel
a lbO0 e
Ditos de gorgurao a
Bnm branco de lioho tranCado a
Paletots de bnm de cor pardo a
Ditos de dito lona a
3{000
5000
160
2J800
1600
18600
5S000 i
68000 .
5000 !
2000
lfi600
1/000
3g00
igjOO
de seda muito lindos
ca-
peos
- para meninas e meninos a
25 f j?*00-' P8" SeJnh0ra a 6^- e ffiuitas f"endas
qne s vista se admira.
A 200 rs.
*.Gi* de 8eda de cores na rua d0 Queima-
A 2^200.
n.C,rieHdn8eda ^ara C?ileles Pretos e d cores :
na rua do Queimado o. 47.
A 10200.
mero'1!? de 1S* PrCl0S : a rua d0 Queimad(' n-
A 480 rs. o covado.
doGn "i?" de CreS P" CaIsa *" na rUa do A ffOO.
doGna47." de8elim prelas i na rua d Queima-
Precisa-se de
ho^ii/.6^8'*8 Uma Be8r"h.4 annos. muUo
l.dadP, .CeD h' S m Pcipiadaemhabi-
q"" dV- ^ CSdeia Velha D- 35' 88 d'r
. urna ama para uma casa es-
trangeira de pouca familia : n.Prua do Trapiche
pnmeiro andar.
n. 4,
fj Agua para Ungir
cabellos,
Esta excelleote agua a melhor sem du-
rida que tem apparecido no mercado por
hn ,nc0D7enie"e de toroar os ca-
bellos russos ou verdes e sim pretos imi-
tando aos paturaes, cootioua-se a vender
" ta_Del5iinento de cabelleireiro da
do ..Uheim,d D- 6' primeiro andar.
onde tarabem encontrarlo sempre os fre-
gueses a excelleote agua imperial para
Largo do Carmo, quina da rua
de Hortas n. %
a2f5nrdse"aS8.irCai;H0' a'etra e ,a-lh3rim braDC
rs. a libra, dito aman lio
teiga ingleza a 805rs."-^ adirfra-n-ceTaaD
3i?40 Z\rZT "" C0,DPram-" jotaes a
a7.~* rua dosJrincheir" n. 29, ha para ven-
sia'do .U^rmachia de c".em muito bom
esiado e por prego commodo.
KreTacaorv^(!, f I riScain nV?;'Z Palel0ts de "semira, alpa-
do *! P ,odo Pre? P"a acabar, calcas
*****.*** e de cores, colletes de setim.
casemira e fuslao por metade do seu valor :
proveitem antea que se acabem.
ap-
MEDICO E
DO DR. CHABLE
ESSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
DAS ENFERMIDADES SEZAES,
PLUS DE
COPAHU
carregarem. Eocarregam-so de
) mercadories, de
en-
desnachar ni-
h'nUnn%mercafor*8'de rar diplomas e ttulos
honorficos e de condecoracoes, p.ssaporle T
lhas corridas. 1 cen5.s, cobranzas, e? do todo e
sqias ?cUaer eg0C,5 r!!8,ivo lato cmara ecc?e-
S""0 s diversas reparllC6es publicas
dispondo o escriptorio de habis advogados de3-*
ZsZl3LTS agCn?es de conQaoca A Pes-
raand^r .. 6 86US 8JerVlcos Procisarem. deverao
Snnd iV rd0DS ao indicad0 eicriploric*
devem pt.n.1 cPrrMPoodentecom quem se
aevem entender os abaixo assignados os adua
Snffi1,? d" rllUer "#"238 cas2UnoS
lennam correspondentes na corte.
Joo Maria Jacobina eCompanhia.
Attenco. v
in5,pfi,AnlODOdeMello*faz Pb'co a quem
"s"'ue c?roP Por despacho do Exm
Prani. commerc.'o. a massa fallida de seu irmao
um n^5?Anlonio Reg0 Mell- consitindo em
ria\Pm^i.arU,aN07,a D- l> divida8. cercado
P c^rar^r VA SR? %%
Escravo fgido-
fugio do poder '
C i (ralo de ferro Chablc
Xarope mui preferivel ao
Copah'ba e as Cube-
ba, cura inmediatamen-
te qualquier purgacao .
relaxaco e debilidade, e igualmente fluxos
flores brancas das mulberes. tajeeo.o de
Chfale. Esta injeccao benigna emprega-se mes-
mo lempo do xarope de citrato de ferro, uma vez
de raanb, e uma vez de Urde durante tres dias-
ella segura a cura. '
PARA O TRATAENTO E PRMFTO CURATIVO
DN TODAS AS AFFECCOES CUTNEAS, VIRUS
E ALTERACOES 1)0 SJIGBE.
n.-purnti, o de san-uc.
Xarope vegetal sem mer-
curio, o nico condecido
e approvado para curar
con promptidao e radi-
, uuflulas, herpes, sarna, ro-
mxOs, acrimonia e alteraccVs viciosas do -
(fue, virus, e qualqiifr affeco venrea u-
nhoMi mmoriM. Tom4o-te dous por semana sc-
uindo otratamento depurativo.-pd'a,-
i.hei-pciiea. De um ffeito maravilhoso as af-
lecoes cutneas e comixoes.
DEPURATIF
do SAIVG
clmente iinpigens,
o p s=stt:rjMa~At-**
a, n. 36.
Sipop du
JARABE DO FORGET.
. peito, irritacAes nervosas e- insomnoleocias: uma colberada
U eireito deste excelente xarooe satisfaz ao mesmo
affecces dos bronebios,
fetpoTd'oenVe'o8 medico3. Sm*s- y excelente xarope
O n. 86.
e ca-
160 rs a poca
O abaixo
F so
esta-
secretario.
Precisa-se de costureiras para calcas
misas de algodao azul e brim liso. P.g,5ndo-Se
na rua da teoha ^B'M0.. Se a
aisigoado deixou de ser caixeiro
4oSr M.guel Baptista da Costa dertoodu}
de juoho de 1861. e a mesmo agradece o bom
tratamento e estima que leve em sua casa
Luu Verisaimo de Queiroz
- Na rua das Triocheirasn. ha un oa
soa qae se oncarrega do fn,r comidas para Caoa
particuUrea, constando de almoco, jamar ceia
quemi preeis.r. d!rija-se ajnesma
aue ficar bem servido, com
-gidas.
ttXBTS&ff&Z
do abaixo assignado uma es-
fer25..denme VaIeD,na' *ue "prese".
SS .' .POUCO ma'8 ou *"><><*. esga dos
olhos. deeststura regular, levou vestido do chita
escur. o ch.les azul de merino ; suppoe o aba
1?M%?" ,er e"a id0 Para a villa do Limoei o'
assira d-o.Ua7/0r.d,da' 0U Para >*< "'
Jassira, d onde natural: roga, portanto o abai
an-?JSnHd0' lodaa -"'oridades SdaeS e
cap.taes de campo o favor de a apprehenderem e
- A peasoa que bypothecou um moleque ao
thoca at o da deste correlo mez. e do con-
ELIXIR DE SAUDE
Citrolactato de ferro,
da Ci-ni Coneia & C, *ua do Cabag n. ,
w m v eHI pe*nambaco.
com o noraereei,ir%?c|ato'-aa0clgto ff^""" 'Pre8eQla hje UB,a D0" *<***<> d* 'erro,
jariadas!^ SSft 3S ^^^^^^^^^ J^J
deb.Pa n 1l0d8 S Pal8d,re8 e P"' 2 O ; ad,el' aC,, P0S8,Tel P"ra tod"
de. com o S: Koe5etor ?"/ T^=""h *
quena dose. o ser do uma p 2*gS* ",eu.8abor radarel. rene o tomar-
asimilado ; e o nao produzir ? causa daartin*0 D e,t,0(na*0- de mo1 ** i
Tentre to frequenlemente promed. Del s r.V 5-^.". f?*01^0'
bellas qualida-
se em uma pe-
o completamento
a constip.(o de
par. tratar,
as condiQoes exi-
oesmo.
N rua das Triocheiras n. 99. enverai.. .a
econcort.m-se obr.s de m.roineira M
-- O Sr. Julio Cesar da Silva Amaral tm n
l"t", e.Qo,r!!" Pr se" ter vencido
- Antonio Jos da Cunha retira-se par. .
ropa em oensequencia do
molestia, no primeiro navio.
Cemento liespanhol.
celan., e outras qualidades de louc. flo e or-
dinaria prova d'agua e do ealor. prego 1$%]",.
c!o. tr"eM*dIHCruMD. ^TiJ'e
Estas novas qa"lid" substaoci. d. qu.lo medico se nao ood di.- sc,enc,a n,edl.camentos.s do ferro, que sendo uma
qualquer formula aue lhe d pro^ried.?^ de comp'.?.v.l ulilid.de
^econsegiiiooph.rmaceuticoTher^s^ ^eceio. E1 o
Ea-|medicamenlooccuoahol ri^~--~"BfJ5^ n"s"Pd.I,ro-,ac,a de ferro. Assim este
-nsequencia do seu^r'^e^l.^^
SlS^^
empregido como im-
-----dade subs
iniermiterrtes na incontinencia
^AlWlaa<,e, Das Perolas branc y -Ai
convaleaooociad.s molestias graves, na chloro-aneurt. *llk
de orinas
na purpura hemorrhaaice, na
mulberes grvidas, em todos os esos
renerem nk, .'g8S affec.oe chrooioas, cacbexia tuber-
-euriaes. Quereos, onanismo e uso prolongtdo das prep.rsfide. mer-
Estas enfermid.des sendo mni freaueatM .*** r
medico tem de l.acar ssao para as debelad ',!,,.*Sd-, fe,rro a P,rinciP' ubslancl. de que o
'.aecimenlodaWmdade %mtetotri?V9 e."0 *Veee ,00,or'
do ferro. r wodwio ana formula pela qual se pod sem recelo usar


DURlO Bt >BBLNA*BDCO. TEBCl MfU, 4 >E 4UNHQ Di>lMl,<
(>
ARMAZEM
DE
Joaqui
ROUPA FEITA
DE
lim Francisco dos Santos.
I40RIADOIMMAD0401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde: 2
Neste eslabelecimento ha sempre um sorlimenlo completo de roupa feila de todas as *
qualidades, e tambem e manda execuiar por medida, I vontade dos freguezes, para o
que lem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
Palitots de dito e decores, 359, 309,
25$000e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 9#000
Ditos de alpafca preta golla de vel-
ludo, 118000
Ditos de merio-sltim preles e de
cores, S00O 89000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 7. 59 e 39300
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
'i 3000 e 39500
Ditos de bramante da linho branco,
OJOOO. 59000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
I59OOO e 89000
Calsas de casimira preta e decores,
129,109,99 e egooo
Ditas de princeca e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
53000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de cores 38000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ &90O0
Ditos de casemira preta e de coTes,
lisos e bordados, 9, 59500, 5? e 39500
59000
59000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos da gurguro de seda pretos e
de cores, 78000,69000 e
Ditos de brim tusto branco,
39500 e
' Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, 18600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, S5500 e
Ditas de peito de linho 68 o
Ditas de madapolio branco a de
cores, 39. 255U0, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa.francezes,
formas da ultima moda 108.89SOO e
Ditos de feltro, 69. 58, 49 e
Ditos de sol de seda, ingieres e
francezes, 149, 128,118 e
Collarinhos de linho muito finos,
aovos feities, da ultima moda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaos, t009, 909,300 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hoaootaes, 408 909006
Obras de ouro, aderecos e meios
, aderecos, putseiras, rozetas
aunis
Toalhas de linho, duzia 129000
ARMZE1H PROGRESSO
DE
Furtaram ha pouco da* do ar-
mazem n. 38 da ra da Cadeia, ama
pe alguna algodao misturado com a laa c-
mo le pode ver desfiando-se e e traty
cado como casemira : quena-der^ noti-
cias exactas de dita peca no referido ai-
mazem sera* generosamente recompen-
sado
Se algum dos passagen os do vapor
ingle Oneida, oi em Londres en-
carregado pelo Sr. Frederico Youle de
ser o portador de retratos que ao Dr.
J. d'Aqumo Fonseca mandava seu fillio,
dignar-se-ha de indicar o lugar em que
pode ser procurado, afim de que te ef-
tectue a entrega.
mosf WBVimrlra WTWflW ^nw^^^wVw
Consultas medicas.
Sero dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S& Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2.* Molestias de corago e de peito.
3." Molestias dos orgaos de. geraco e
do anos.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de su js entradas, comeesndo-se po-
retn por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serao eo-, pregados em suas consol-
ta~es e proceder com todo rigor e pru- j
dencia para obter certeza, ou ao menos S
probabilidade sobre a sede, naluresa e {
causa da molestia, e dahi deduzir o plano <
de tratameate que deve deslrui-la ou !
curar. '
'Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer- ]
teza que tem de sua verdadeiraquaTidade, i
promptido em seus effeitos, e a necessi- '
dade do se m prego urgente que se usar
delles.
Pratioar ahi mesmo, ou em asa dos
doentes toda e qualquer operario que
julgar conveniente para c restabeleci-
raedto dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa oollecgao de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
Wassas de Lisboa, recentemento chegadis,
'em calas de urna arroba, sortidas : vende-se
pelo diminuto preco de 39, no armazem do Sr-
Aunes, fronteiro a elfandega.
epianos.
i. L\UH0NN1ER, na rus da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella cotleccao-de msicas para pianoecan-
to, dos melhores autores e multo escolhidas;
igualmente se encontra em seu eslabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz lodos os con-
certos e afina os mesmos instrumentos em pouco
lempo e por precos commodos.
Avisa-se ao Sr. Joo Bapllsta Alves Hon-
leiro que venha tirar o que existe na mao do a-
baizo asignado no prazo de oito diai, e nao o a-
zeodo perder todo o direilo. Recite, 3 de ju-
nho d 1861.
Jos Joaquina da Costa Braga.
Precisa-se de urna ama para todo servico ;
a tratar na ra das Larangelras n. 14, primeiro
andar.
Industria americana.
Aluga se
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espaco de 8 annos o cilicio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pralica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differenles jul-
ios, despachar escravos e tirar passapor-
tea na policia, e promover cobranzas. E
como tem na corte sua disposico um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretenco pernote as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo cooselho.
Qualquer peesoa que se qutira ulilisar
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manha at as 2 da tarde na ra
das TriDcheiras u. 13, o fora deslas horas
jj na ra de S. Francisco, sobrado n. 72. i|
M*i65i6 Si656!84i(S3*i-A*6?65G*l
1f9% CCDV SFfTIV a>n IBV nm* <-/m W OV BUTr Wmt^ w tWK
l:200jJ0OO.
Na ra Direita n. S so dir quem os d a juros
com segueranca em proprledade nesta ctdade.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad o Samuel P.
JohstoD & C., ra da Senzalla Nova n. 52.
Permuta-se por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode render de dous
a tres conloo de ris, muito porto desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, visto seu proprietario ter necessidade de
ir para (Ora : a quem convier, annuncie.
Largo da IV ha
O proprietario deste armazem par-
"Xicipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se aeha com
vm grande sortimeuto do gneros os melfaores que tem viodo a este mercado e por ser parte delles
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mftntg* inglea peTteitanente flor. m M.. libra,, em bar.
rril se far algum abatimento.
9ll.8m4.eiga IraUCexa a mais noTa qtte na 00 merca(i0 Tendo-se a 720 rs. o'libra.
Cll pCTOla, Vi y SO e "DTetO 09 minores que ha neste genero a 29500,1% e
19600 rs. a libra.
V^dj08 HBlMOUgOS chegados nesta ulmo vapor de Europa 19600 rs., em por-
co se far algum abatimento.
Queijo suisso
O Dr. Maooel Buerque de Macedo Li-
ma est procedendo ao inventario dos
bens deixados por seu fallecido pae o '
Sr. msjor Xanoel ftaarque de Macedo j
Lima, pelo joizo municipal da segwnda
vara. Commuoicsndo-o, como Uie com-
pre, aos Srs. credores do mesmo falle-
cido, os convida ao mesmo lempo para
que comparegam no dia 8 do correle,
ao meie dia, no escriptorio da ra da
Cadeia do Recife o. 23.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andac, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeites de cabeca, tambem se lavam eenfeitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo gosto de Pars, para 9 que recebe fi-
gulinos por todos os vapores que vem da Europa.
libra.
recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
yUolJO prntrO og melhoresqe tem vindo a este mercado por serem muito frescaea e de
boa qualidade a- 640 rs. a libra e isteiro se far algum abatimento.
UOllO raOCeZ. ti atID T8. 0 cartio elegantemente eofeilados proprios para mi-
mo, vende-se per este preco nicamente no Progresso.
MOeC da Csea Ae gOiaba em caIx5es com 3 lj2 iDra8 vende-se a l*cada um.
DOlHvL 1UUU. luglCfin a aiajg nova que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 35000 a barrica oa retalho a 240 rs. a libra.
&n&eixas traneezas
do afamado Ahreu, e de outrea muitos fabricantes da
vende-se a 18500 rs. cada urna com
em latas do 1 libra, a mais nova que ha eo mercado a 000 rs
a 480 rs. a libra em porcao se far algum abatimento.
TOarmeiada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
La tas comboYae\a\ias de o differenles qualidades.
'^''^***, o mxis superior que tem vindo a este mercado a 900rs. a libra.
'Maca de tomate
libra.
rCTaO SeCCaS m condecas de-8 libras por 3&500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas rancei*se inglezas
das em direilura 300 rs. o frasco.
Metria, macarrao e tatharim m,s libra e m caiI d ama ar.
roba por 89.
Palito* de dente lixados
Touclnlio de Lisboa
, a arroba a 9$-
* reailllliO mu[t0 novo vende-se paracabar a 40 rs. a libra. ', \
iluonrijas e paios 0 que ha4<1 bom neste gftMro pof 4erem muito n0TOS.c 550.
a libra. |
Hannade poreo retinada .masalTa 480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
.atas com peixc de posta Dreparad0 da .^ maMira p098iTOl dMmeih0.j
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 1^500 cada urna, asskn como em salmo e
laguatinha em latas menotee a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas .
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Feliz, champaahe das mais acreditadas marcas,
cer veja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite dooe pu- '
rficado a 1-g a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas (rancezas, iructa em calda, azeitonas
baratas e cairos muitos gneros que encontraro tudo de suoerior qualidade.
. a A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se eslabelecida no escriptorio da compa-
as mais novas que ha por serem vin-, nhia Pernambucana nc Forte do Mattos n.i^ on-
de se recebem avisos pora qualquer servico 4en-
_ dente ao mesmo vapor.
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o maHs novo que ha ao mercado a 320 rs. a libra-em barril
, ^ ww %*.-* ^.~ -w O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por3J
Tira ratratos por o#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um ortimerjrro de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um-sortiment de cai-
xinlias novas
Tondo receido um -sortimonto decai-
xinhas novas
Yendo recebido um ortimesto de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um -sortimeuto decai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xidbas novas
Nograndcalaodarua do Imperador
No ffraude-salao da ra do Imperador
No grande salaodo ra do Imperador
No grande alao da ra do Imperador-
No grande salaodc ra do Imperador
No grande alao da ra do Imperador
A. W. Okborn, o retratista america.
a tem recentemente de e variado sortimeoto de careas, qua.
dros, aparatos chimaos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande f omecimen-
to de caixas.para retratos de 5#000 rs-
cada.um, as pessoasque desejarem ad-
qnirir conheccentos praticos ca arte
de retratar acha rao o abaixo assjgndo
sempre prompto sob eondicoes muito
razo ave t s
O acadmico Henela dos Santos 4a Fonsec, n '., ,
Lms, prefessor particular das linguaa* latina a US eavalheirosesenhoras saoconvida-
franceza. aulorisado pelo 4;overno, tem aberto e dos a .visitar estes estabeltcimentos, pa-
AtirSA dao dtuaUMnitao n >! A i\ Cania If i t i nn
N. O Bieber A C, successore,
ra da Gsnz n. 4.
parlicvpam ao publico que oovamente receberam
urna grande collecco de artigos da industria
norte-americana, comosejam :
MACHINAS
pars corlar caplm, pira descarogir milho, para
moer milho e caf, para fazer farioha de milho
em linura igual a do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes poredes, para
lavar roupa em 10 minutos, e pars regar hortas,
jardim e baiios de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
Qes proprias e expressaroenle feitos para cortar
esnna, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como urna immensidade de ferrsgens finas,
bombas, carros de mao. .
CARROS
elegantes e levas psra douas o quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos : neste ge-
nero possuem igualmente desenos de todos as
modelos e gastos, com os precos marcados e acei-
tare encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prsteado, em vista
igual prala, que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheleiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
ele, etc.
Colheres do mesmo metal, laceas finas cabo de
marfim, garlos, machinas para torrar caf.
Urna imrnensidade de obras de folha de Flan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou- ;
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en- j
gommar roupa. Costureiras. cooaessas e balaios
para guardar roupa, urna infioidade de objectos
de phaulasia proprios para gabinete de senrioras.
Caixas com ferrameota fiua. Brinquedo.', car-
riohos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Mappas geogrsphicos de todas as partes do
mundo, e livros com a discripeo em inglez.
Deseja-se arrendar um eogeoho de boa pro-
duccao e que tenha escravos e animaos suQicien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animies, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:00 a 4.000$ : a quem convir anouncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador o. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o eiercicio
da sua proissao de advogado, das 10 horas da
mantea at as 3da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
la, e promette to.do o zeloe promptido as func-
coes do seu ministerio.
abaixo assigoado tendo sociedade na loja
do chapeos na prs;a da Independencia ns. 19 e
21, com Joo Bento Para, sob a firma Para &
Santos, declara ao respeitavel publico e especi-
almente ao corpo de commercio, que pretende
dissolver amigavelmente a dita sociedade, e fi-
cando a cargo do annuociante a mesma loja por j
sua cunta, visto como j se eolendeu com os |
nicos credores que sao os Srs. Caucanas & Du-
bourq. na quanlia de 535)700, e Cals & Irmo na
de 6008, Haranaga Hijo & C. na de 1:023a : quem
tiver contas ou direilo ao pagamento de qualquer
debito, apresente-se at o Qm do correle mez,
am de ser pago, urna vez que desta data em
dianle oao se responsabilisa por nenhum outro
pagamento, continuando a casa a eyrar sob a fir-
ma doannuncianle do 1." de junho prximo fu-
turo em dianle. Recife 28 de maio de 1861.
Maooel Jos dos Santos.
Joo Jos de Carvalbo Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta prarn, que fizersm venda do
eslabelecimento de ferrageos da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
doo abaixo sssignado responsavel pela liquida-
do do activo e passivo do mesmo eslabeleci-
mento, ale 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
(##-
Joao Correa de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume- J
rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 6 para a ra
da Cadeia do Recife n. 58, pri- J
meiro andar, aonde o encontra- g
rao prompto para desempenhar 9
qnalquer obra tendente a sua jg
^ arte. g|
9999+& @-*S@
dous sitios na ra da Mangabeira de o. 1 e 2 na
cidade de Olinda, sond o primeiro um dos me-
mores sitios q razo das muias fructas que quasi lodo anno tem
em muita quaotidade, tem oioiUs mangabeira,
maracujs, mangueiras, o que s so vendo que
seda valor, urna rica baixa de capim, terreno para
robado, lenha em capoeira, forno para padaria,
otaria com lelbeiros para fabricar lelhas e lijlos
grossos, forno para lijlo grossso e outro para lou-
ca, ludo com os competentes telheiros, um bar
reiro com barro muito bom para louga e lijlo
apenas falta fazer o esgoto o'agua, com bom so-
brado com 3 salas de frente, 8 quartos, sala de
jaolar. coziohi fra, com muitos oulros commo-
dos, com estribara para cavallos e 3 lojas ; o se-
gundo pequeo mas com muitas fructeiras : quem
pretender dirija se ra da Madre de Deus n. 5,
que se dir com quem deve tratar.
Collegio Bom Con seibo.
Precisa-se de uma ama seces, psga-se bem.
Os abaixo assigoados fazem sciente ao res-
peitavel corpo de commercio, que dissolveram
amigavelmente em 31 de maio prximo passado,
a sociedade que lioham na loja de chapeos da
praca da Independencia ns. 19 e21, que girava
sobre a firma de Para & Sanios, candoosocio
Santos responsavel pelo activo e passivo da dita
firma.
Recife 3 de junbode 1861.
Joo Bento Para.
Manoel Jos dos Santos.
CONVITE.
Attengo e muita aUengio*
SodriS C. convidam a todas as familias q quizerem honrar com suas presentas a sala do
primeiro andar da ra estreita do Rosario n. II,
por cima do seu estabelecimouto, a virem lomar
sorvete e outros gneros ten lentos a confeitaria,
par que lem com todo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas do marmore e Iluminada a
gaz, adrerviodo que sero servidas com toda a
promptido e precos mdicos.
Attenco.
Pede-se ao Illm. Sr. director das obras pu-
blicas que mande com urgencia fazer os reparos
de que necessita a estrada de Cuararapes, visto
que a conservarlo nao pode reparar e nao se ha
de conservar sempre em t8o pessimo estado, isso
pedem alguns moradores de Muribeci que por
all transilam todos os dias.
Aluga-se uma sala com 3 quartos da parte
dedelrazdo sobrado n. 14 da ra do Queimado :
a tratar na mesma loja.
Na ra de Aguas-Verdes n. 26, precisa-se
de uma ama que saiba cozinhar e eogommar.
Feitor.
Precisa-se de um homem portuguez para fei-
tor com pratica ou sem ella, e d-se bom orde-
nado : no eogenho Mega de Baixo da comarca
do Goianna, ou nesta praga a enlender-se na ra
de Apollo.
Aluga-se um terceiro andar e soto, com
excellentes commodos e bastante fresco, no bair-
ro do Recife, ra do Amorim n. 27 : quem o pre-
tender, dirija-se a mesma ra n. 46, que achara
com quem tratar.
O abaixo ass6nado, dono da taberna da
pra;a da Boa-vista o. 16 A, roga a lodos os
seus devedores em geral, que leoham a bonda-
de de virem saldar suas contas al o dia 10 de
junho prximo viodouro; e aquelles que nao
rierem at esta data.scro publicados os seus no-
mes por este jornal e cobrados judicialmente, e
para que depois nao se tenham queixas, se lhe
avisa em tempo.
M. Domingos da Silva Jnior.
@


Ensino particular.
I mwwm
Julio & Conrado continuam a receber S
obras por medida a vootade de seus nu- ^
merosos freguezes e recebem toda obra S&-
que nao Qcara vontade do freguez, tem s
sempre porco de figurinos a escolher o S
gosto e commodo das pessoas, debaixo "&?
da direcQo de seu raesire alf^iate que A
j bem conhecida a sua tesoura, rece- J
bem figurinos por todos os vapores. *.,.
CONSULTORIO ESPECIAL I10HE0PATI1IC0
DO DOUTOR
SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiotes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
Arrenda se o engenho Ditoso, si- **, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
, c i e i i leslias syphtlicas, todas as especies de febres.
tO na freguezia de Serinhaem, moente e febrei intermitientes e suas consequencias,
correntesendo d'agua, com boa casa de' pharmacia especial homeopathica.
purgar ede vivenda. muito bom serca-1 r,^^^^Z^111,0^ homeoPathicos P;e-
K I parados som todas as cautelas necessarias, in-
do, com todas ascommodidades parasa- falliveis em seus etTeitos, tanto em tintura, como
frejar dous a tres mil pues, arrenda -se em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
por 7 annos inclusivel a safra que esta'i s,vNmsB 0s mediesmentos do Dr. Sabino sao
criandc-se, tambem vende-se esta safra { nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
de dous mil paes : os pretendentes po- ^u| forem i6ta. della sa0 falsas-
i- i r Todas as carteiras sao acompanhadas de um
dem dirigirse ao referido engenliO a impresso com um emblema em relevo, tendo ao
tratar com Ame rico Xavier Pereira de j redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. I.
Brito ou nesta praca no escriptorio do fj00.0. medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
As carteiras que nao levarem esse impresso
Consultorio medico-cirurgico
3-.mt3A.IIA. GLORIA GASA DO VViXD A0--3
Consalta per ambos os syslemas,
Em cooseaoeacia da mudjoQa para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
meato acaba de lazer uma reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu eetsbelecimeoto nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que semere gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a preeaucao de ioscrevero seu norae em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar eom-
prar queira ter maior certeza acompaakar uma conla assignada pelo Dr. Lobo Hosaozo e em pa-
pel mareado com o sea nomo.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tinclurs de acnito e belladona, re-
Biedios sttes de summa imporUucia e cujas propritdades sao fio coobecidas que os mesmos Srs.
mdicos aRopalhas erapregam-as constantemente.
Os medicamentos svlsos qur em tubos'qur em linduras cuslario a 10 o vidro,
O proprietario deste satabelecimento aonuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieotes para reeeber alguns escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operaco, allangando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que tem tldo escravos na casa do annunciante.
A siiuaco magnificad* casa, a cqmmodidada dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para b prompto restabelftcinjento dos doentes.
A pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procur-lo de manha at 11 horas
de tardo das 5 em diante, e fora destas horas achara-sm casa pessoa co*0 quem se poderio en-
seadsr: ra da Gloria o, 3 casi do Fuodo.
Dr, Lobo Maicoso,
curso das ditas linguas na ra de Sania Rita no
15, primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa n. 86 da
ra da Imperatriz : a tratar no segan-
do andar da.mesma casa.
g* *a. *wltWL*4**>tfrr*t* ^a^Miao.Mg
Dentista de Pars-
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaes, Ludo com a superiori-
dade e perfe$o que as pessoas entendi-
das lhe recoohecem.
Tea agua* pos dentifricios etc.
Aviso
aos proprietarios de predios,
Quem precisar de um hbil administrador,para
qualquer obra, tanto nova como para concertar,
por pequea ou grande que seja, o qual se obri-
ga a eeonomisar mais do que o seu proprio do-
no, tanto na cidade como nos arrabaldes, do que
lem bastante pratica: psra informaco, dirija-
se a ra de Apollo n. SO, armazem de assucar,
deixando uma carta com as iuiciaes 11. A. P. S.,
e onde se deve procurar.
Attenco.
Urna pessoa que tem ensinado com elia resul-
tado a fallar, escreyere traduzir aslinguasingle-
za e franceza com exercicio de conversarn mo-
cidade de ambos os sexos, tanto no Rio como na
Babia e aqui mesmo em Percambuco, offerece
de novo o seu prestimo aquellas pessoas que qui-
zerem-se applicar em qu*]quer desles idiomas,
Etrato que devem informar-te na ra da CfUS o.
>> og na ra as Cadeia Yelha n. Cf.
ra exammarem es specinaens do
cima lca anunciado.
que
praca
Sr. commendador Joao Pinto de Lemos de.
Jnior.
Antonio Goncalves Ferreira, portuguez, re-
tira-se para Portugal.
Precisa-se de um bom amassador na pa-
daria da ra larga do Rosario n; 16.
LOTERA.
assim marcado, embora tenham na lampa o ne-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhm, moente e corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ler outra casa lerrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno,casa
de eogeoho com uma moeoda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre sufficienlemente grande, com
Na obstante anda haver por vender ( picadeiros para receber para mais de cento e cin-
. nurto Aa UHKot,, ,. ;__ coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
r>Rua cstreila do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- $
H locar denles artificiaes tanto por meio de m
molas como pela pressao do a'r, nao re- 4$
9 cebe paga alguma sem que as obras nao
0 fiques a voniade de aeus donos, tem pos
9 e outras preparares as mais acreditadas
39 para conservaeao da bocea,
$09 0999 999 99999999
Precisa-se alugar uma cozLoheira : na ra
da Auroran. 80, segundo andar.
-Precisa-se de uma ama forra ou capitiva para
eogommar, e para todo o servico interno de
uma casa de familia t na ra do imperador n.
37 segundo andar. .
Sendo presentettente
Santos Vieira o nico garahti-
dordebfthetes de ljteri
quaes sao rubricado
ta de iiiprensa, os
forem vendidos
firma devem ser co
como um laco armad
f dos incautos.
boa parte de bilhetes, o thesoureiro
querendo satisfazer o pedido dos Srs.
jogadores, declara que sabbado 8 de ju-
nho proiimo, pelas 9 ]|2 horas da ma-
nha andarao impreterivelmente as ro-
das da primeira parte da primeira lo-
tera abeneGcio do collegio de Papa caca.
Acham-se a venda os bilhetes e meios
bilhetes na thesouraria das loteras ra
do Queimado n. 12, primeiro andar, i aut-ar, casa ro fazer farinbacom umrgrande forno
e as casas commistionadas do costume, i e completo aviamento; grande armazem para de-
As Sfites serao pagas a entrega da8 P08llo.1e gneros por baixo da cas. de vivenda
listas.
' O thesoureiro.
Antonio Jos'Rodrigues de Souza.
No dia 10 de maio foi aprehendido um ca-
brochinha de 8 9 annos pouco mais ou menos,
o qual diz ser escravo do Sr. Jos da Costa, mo-
rador aa Estrada Nova : quem for seu legitimo
senfeer ou alguem por elle dirija-se a ra Impe-
rial d. 41, onde se dir em poder de quem se
acha.
Recife 10 de maio de 1861.
Tercs-feira s ti horas do dia, na audieo-
ciadollm. Sr. Or. juiz do orpbos, vai praca
uma bonita eterava crioula de idade de 25 an-
nos, pela quantia de 1:UU$000 : quem nella qui-
zar lanzar, compareca na sala da mesma audi-
euua^^^^^^^^r -
Peds-ae pela segunda vez a um Rvm. sa-
eerdole que oceupa posigo na freguezia da Var-
zea, queira quanto antea mandar pagar na ra
Direita o. 109 desia cidade a quantia de 92$ que
detedor desde novembro do anao prximo pas-
0 ser publico o motivo desta
a da lei.
rana noite
^aode ap-
?tfo. 36,
a.'-!he-ha entregue.
pratica de escrip-
otil, offerece-so para fazer qualquer
por partidas dobradas : qusm de seu
restimo qiir UlUir-se, diriia-s a ra do
Caboga n, 8.
completos assentamenlos, leudo a casa sufScien-
te capacidade, uma destilacao completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cubre de contioutdade, cora suas
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pe'.o
ariometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques pars deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, s~a
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
seozalla para habitar trinla casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual for o
verso ; copeiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os parliJus sao a roda do engenho
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desojar para a produejao de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composlas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do eogenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar elenhas para uso dos tor-
nos o casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr misler fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; cora um ptimo aereado para animaes, e
extraordi ariamente grande e uma grande parte
coberta com caplm arithan. Com trras por abrir
d( otFeujo solo de massap. Este en-
cmente um dos de primeira escala
provincia. Arrenda-se vendendo a
|fudada para a tolheita de 1861,
Bfc64, sendo avallada por peritos,
aesiof como o preco dos pes. As condi^es e
tempo do arrendameote se combioar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o-coronel Gaspar de Meoezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha- a casa de vivenda no princi-
pie das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos AflQictos. de maohaal 1 hora da
Urde.
**


<>
HUMO D^WffUAilBCOO. lUta?* FK1IL 4 M JBSMO-DImi.
Itartaram do engenho Santos Mendes, na co-
tnareadeNazareth, do abaixo assignado, ao ama-
ahecer 4o dia 25 do abril prxima paseado, un
poltro caslanho de bom corpo, b-jnilo, com algu-
nas mareas de chicle Da anca dotado direito,
proveniente da moagem do canas, com marca de
apaitoral, } muilo manco de roda por moer a tree
ortos, talvez (enha feito a ultima muda, com fer-
ro ooquarto a maneiade un Q manuscripto pou-
co oais ou menos. Sera durida foi furtado por
aa individuo de notne Manoel Joaquim, simi-
faranco oa pardo, cor delaraoja, de corpo e alta-
va regular, pouca barba, ladino, l e escrece
dem, econta, foi cadete e deu baia. anda aceia-
<;fe para o mencionado eogenho Irabalhsr, depois
de pouco lempo passou-se d'ahi para o eogenbo
Oral, era Pao do Albo ; por ler elle pernoitudo
com um pardo cheio do corpo, que ia em saa com-
oanhia, no dia 24 de abril, em trras do engenho
Timbosioho tambera do annunciaate, em casa de
coi morador, cojo engenho limitropho daquel-
te emquefurtoa-se o animal; e terem ambos de-
sapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te quando urtaram o animal, e dizem que nesta
nanha passaram ambos era Pao do Alho, onde
tro e outro montado em um cavallo pedrez ma-
.gro. Consta que o Manoel Joaquim estivera
amansando o poltro em Olinda na estrada, e que
<} poltro dera urna queda cm um rapaz, aiiihado
do Dr. Lobo, quo estar ajudando a amansa-lo.
O Uaooel Joaquim lem prenles era Olinda, po-
rm antes de subir o anno passado a procurar
secvigo assistio no Recite na ra do Pires em um
dos oseares que ha no paleo, onde se concertara
azaritnhos de alfandega, em compauhia do outro,
que foi preso no fim do aano passado por suspei-
as de ladro de cavallo, porra assira que foi sol-
t mudou -se. O Manoel Joaquim costuma mu-
dar o neme, tanto assim que conhecido em
Olinda por Jos Francisco.
Roga-se s autoridados policiaes, o a qualquer
pessoa em particular a apprehenso do-dito ani-
da!, assim comoa priao dos individuos, e lvalo
codito engenho ou no Recite,sos Srs. Manoel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laurentino Gomes da
Cuolia Bellrao.
* #*a @ @ @@
Arrenda-se o eagftiho(f^
Jardn, muitoperto da Tilla do
Pao d'Alho; e outro denomina-
do Pidoba sito na freguezia
de Tracuuhem, ambos ven-
tajosos em suas produeces e
por prego muito conveniente:
quem os pretender dirija-se
ao eogenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. O mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos eogenhos Inhama, Ra-
ra us e 6'ursahi, e permuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de raz&o.
Francisco Ignacio Arcioli deizou de aer cai-
xeiro de Domingos Jos da Cunha Lagea desde
31 de maio.
Compras.
Compram-se 2 papagaios talladores, 2 sa-
guins, 3 periquitos; na rus de Apollo n. 8, ler-
ceiro andar.
SM1D
s
1 STAHL C. |
SlETRATISTA DE S. M. O IMPERADOR.!
J Ra da 1 ni peral riz n muero 14
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 9
I Retratos em todos es-
J tyl-ib e tanmnlios.
Pintura ao natural em |
J, oleo eaquarella. |
2 Copias de daguerreo
typo e outros arte-
Celos.
| iVmbrotypos. |
JJ Paisa^ens.
@g@s 98@
Offerece-se urna mulher para servir a urna
casa, a qual sabe coziohar : na ra das Calcadas
a. 21.
CONSULTORIO ESPECIAL
UOHEOPATIHCO
DO
DR. CASAIVOYA,
30Ra das Cruzes30
S Ueste consultoriotem sempre os mais
chivos e acreditados medicamentospre-
mt grados em Paris (aslinturas) por Ca-
X tellan e Weber.por precos razoayeis.
J Os elementos dehomeopalhia obra.re-
5 cammendada intelligencia de qualquer
Je pessoa.
recisa-se
i'jllatcem o Sr. Jos Joaquim Ferreira de Souza
511ra o mesmo senhor se servir dar infbrmacSes
acerca de cerlo negocio, podendo dirigir-se a es-
fim ra da Cruz n. 27, escriptorio.
Cals Irms mudaram seu armazem da ra
e! Cruz n. 19, para a mesma ra n. 51.
:\.&
--J^av-JJk*A
COHPAAHIA DA VIA FRREA
Recife
0D
ao Sao Francisco.
(limitada.)
Corapra-se urna carroca para um carado, em-
bora tenha algnm uso, com tanto que estoja em
bom estado, e seja forte : na ra da Cadeia, loja
numero 41.
Compram-se 3 ou 4 figuras do todo o cor-
po, proprias para jardim : quom aa quizer ven-
der, dirija-se a ra Nova, loja o. 8.
Compram-se joraaes para embrolho a ISO
rs. a libra : oa ra larga do Rosario n. 33, depo-
sito de assucar.
Compram-se escravos do sexo masculino de
11 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz s. 12 loja.
Vendas.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de uc aroma ex-
cedentemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resaltando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lizado dassenhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torna mui deloitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap- j
parecer esse balito desagradavel que quasi sem- \
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
A PRIHAVfi
I6--Ria da Cadeia da Recife-163
LOJA DK M1UDEZAS
FonsecactSilTa
Sana o inglej* melhor qua ha .ao raer-.i
.cado da 200 a 800 rs., aljofares boaitoa |
gostos a 600 rs., espelhos pequenoadou- i
rada* a 800 rs. a duzia, apparalhos pa-
ra brloquedos de enancas a 1J, 2f e 3
cada uaa, eicovaa para ufthaa de 800 a
1# c-da urna, ditas para denles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de l$.a
.14500 cada urna, pontea de tartaruga
vtrades a 5f, #, 7J-e 89-eada um, en-
feites de rtdiUba a lg80O cada um, bar-
rates da dito a aaOO, froco da cores a
200 rs. a peca, Blas da velludo com 10
varas a 800,1J e 1)200 a peca, esceocia
de sabio para tirar noloas a 1J> o idro,
peotes para atir cabellos a 1)400 a du-
zia, caias da rsiz sortidas a 1)400 a
duzia, cartas francezas fioas a 3J a da-
lla, ditas portognezas a 1>800, caivetes
par a fructas a 4$ a duzia, ricas cairas
C0SS espelhos contando perfumaras pro-
prias para toilets de senboras a 65 e 8g
cada urna, bahnzinboa de ditos a 5,
caixinhas.de vidros com ditas a 2)300
cada urna, argolas dooradas a 1)500 a
duzia, dados a 1)500 a bala, pontee fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros cora pennasde ac a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe pira ti-
rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para cha a 2) a duzia e para sopa a
49300. ponles de bfalos amarellos a
4)500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
2#500 a duzia, botos da anadraperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 320 rs., ditos, de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos da p ha o la si a a
400. rs. a duzia, alfinetea de cabeca cha- ,
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pioc&is para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em cirteira a 1) a du-
zia, caixaa finas paca rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 000 rs. o mas-
so, sapatos de tapate para hornera e se
nhora a 1$ o par, ditos de peluda a
1)500, apacelao de porcelana para duas
pessoas a 6), jarros com pomada a 3$'
O par, eacovaa Unas com espelhos para
cabellos a I cada urna, agua de Orien-
te a 1 g80 a garrafa, dita de cologne a
2)800 e 4), bengalas superiores de 1) a
19800 cada urna, e muitos outros arti-
gas que seria enfadonho enumera-los,
os quaes se vendara por precos os mais
baratos do que em outra qualquer parte.
Cortas de meia casemira de urna stfir, faieo-
da superior, pelo-barstissiteo pre?o de t)aada
un.: do roa dotoeiaaaaa n. 22, na loja da boaf.
A12L$MQ
a Minia aitoarbars (alaodas superares j na ra
do Queimado n, 22, a loja da boa i.
Extractos, banhas^cosnie-
tiqjaes, eolleos.dtLubiQ
pa*a l^n^s,e cabellos.
Wa loja dlAgera Branca se encontr as aer-
umanas cima do beau caafaeoido fabricante Lu-
bin; e bem aaaira finos extractos, banhas & &
de antros fabricantes lambem de fama como Coa-
dray, Pivar &. Boafim quem -se quiaer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
o. 16 loja d'Aguia Branca.
JLfiOgQ&.
A^eiiA
mmitu lo w-ihw,
Ra da Seazalla Nova n.42,
Nesta astsbelecimento contio* a haver um
ciosidadede acalmar ardor que deixa a navaiha completo sorti ment de moendas emeias moen-
2n.ue faz B b>"?'um7,n que a f40a J?0ID 'das Pr engenho, machinas da vapor e taixas
que se lave o rosto tenha della composicao. Cus- te farro b..j0____j. j. ._*._ L..l_^
ta o frasco 1), e quem aprecia o bom oaodeixar
certamente de comprar dessa estimavel agua am-
breada, isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado o. 16, nica parte onde se achara.
Gurgel & Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. 23.
RECEBERAM vestidos superiores de
bloode com manta, capella, saia de se-
lim, ditos modernos de seda de cor, di-
tos p/eto?, dilos de phaotasia. ditos da
cambraia bordados, lindas lasinhas, fi-
l, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros-
denaples, moreantique, cassas. cambraia
d* corea ramio superior, sinios, entalles,
noyos manguitos, chapeos, manteletes,
visitas, capas moderna de gorgurlo e de
fil, pulceiras, leques e extractos desn-
dalo.
Grande pechmclia.
PALETOTS SACOS de casemira iagle-
za a 10), dilos a 15). dilos de alpaca mais
fina a 6), sobrecasseo de panno a20), 24)
e muilo boas a 40), calcas de casemira a
99, botinas de Mell a 1?) e ingleza a
10), chapeos francezes a 89 : na ra Oa
Cadeia loja n. 23.
Sem igual.
SALAS balo muito boas de todo tama-
ito a 4), luvas de Jouvin de todas as
cores e brancas precos Oxo 2S500, sapa-
tos de pete ede tranca a 1)280, colchas
grandes do damasco de la e seda a 6),
de algumas destas fazeodas existe urna
pequea quantidade por isso as pessoas
que quizerem com tempo dirijam-se a ra '
n da Cadeia confronte ao becco largo loja
u. 23^^
3lftS3iSSiG5i3 ftiS 'SUS'QSiftStH
Telo presente faz-ge publico que pela resolu-
ta da directora deata companbia, tomada nesta
titras sterlinas para cdaaccSo, a qusl chamada
-prximo futuro, no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Man Mac Gregor & C, aa Baha dos Srs. S.
S. Oavenport C.,e em Pernambuco no aserio- rai
lorio dj thesoiraria na mesma via ferres. PeloS"**- ^clctlUU
frasate fica tambem entendido que no caso de
lio ser a dita chimada ou prestacao sslisfeita no
^ia marcado para o sou pagamento ou antes o
.aooaista que incorrer nesta falta, pagaia juros
ta razo de 5 "i, ao anuo sebre tal chamada ou
sreslaco a cootar deste dia at que seja realissdo
a pagamento desla chamada ou prestacao dentro
de 3 mezes a contar do dito dia fizado para o em-
&oso da mesma, ficaru as aeces que incorre-
xm em tai falta sujeitas a serem confiscadas se-
iguade as disposi;oes dos estatutos a este res-
Per ordem dos directores
Assignadoe. //. Braman,
Suoerinlendenle.
Escriplorio da compauhia 2 de abril de 1861.
A ultima moda de Pa-
risaaloja do Lean-
dro, rea do Crespo
n. *.
Requissimos enfeites a imperatriz (para
cabeca de senhora) de diversos gostos. por
preco commodo, e glande surwmaato de
arcos pata balo a 200 ruis a vara, os.
quaes nao deixara da-.os comprafriogo
que os virem, eaaitras muiaa argoa.
viudo pelo ultimo **aar datJbr.ofuu
Industria Peroambucana.
A fabrica Industria Per-
oambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
onde se vender em grosso e
p ir menos preco
queem qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
coberto em Hespa'nha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vautagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem.
e coado, da todos ostamanhos
para dito,
Vende-se urna grande casa terrea do lugar
denominado Caldeireiro da freguezia do Poco da
Paoella. com 30 palmos de frente, 4 quartos, co-
zinha fora, quarto para eseravos, um grande
quintal plantado de novas e exeellenies arvorea
fructferas, urna grande cacimba com muito boa
agoa, assim como outra casa de taipa com muitos
com modos, urna estribara, sendo o terreno de
ambas proprio e unido, teodo o mesmo compri-
mento : quem pretender, dirija-se mesma, que
achara com quem tratar, a qualquer hora do dia.
^Viohos engarrafados*^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carca vellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia da garrafas:
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja di boa f.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da agula branca avisa as diversas pes-
soas que haviam procurado tal agaa, e as que de
novo se quizerem utilisar de lo neeesaarii agua
balsmica, que ella acaba de chegar era dita loja
ondesomenle a encoolrarao. Quera tem usado
dessa agua sab perfelamente das virtudes della,
e quem de novo comprar achara qaa duas a tres
gotis della em meiocopo d'agua pura, e com ella
esfregando-se os dente, e lavando-se a bocea, es
alveja, ltvra-os da carie, fortifica as geogivas, e
aeaba o mo cheiro quaudo ha dentes turados : o
prego continua a ser I) o frasquinho : na loja
da aguia branca, raa do Queimado n: 16.
Vande-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 oa bello wrtMBento da
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
a variedade de bonitos traaceiim para os
mes-ao*.
Guardanapos rara mesa
3f rs. a duzia ; na ra do Queimade n. 32, na
loja. da boa f.
Fazenda econmica.
Laaziohas para vestido a 240 rs. o covado, ou-
tr'sra da 800 rs. : Adriano & Castro, rui do
Crespo o. 20.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1^B
ehegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
Otas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Bramante superior.
Vande-se bramante de lina baalaata inooapa-
a, com duas varas de largan. Ma bafataasimo
Bra? de 2*400 rs. a vara : naaM da-feeftade
a. 22, na loja da bea f.
Chales de merm
estampados a 5500; na ra do Queimado n. 11,
na loja da boa f. .
Gravj&irihas estreitas.
Vendem-ae saatarioraa gravattabae estraitas de
seda, nao so pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1J: na ra do Queimado n. 2,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 28600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na laja da bea (.
(era de carnauba.
Vade-ee cera de carnauba a mais aaperiar
que ha naale genero : na ra da Cadeia do Re-
cua, loja n. 50.
Baloes
da mussulina para meninas a 3JSO0O: aa rna do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Fazendas
6
Caivetes
fiKos para
latas.
abrir
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha, bolachinhas, doces ele. a
19 cada um : oa ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, n.
Farinha a 1:
sacca,
a
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
Cobertas fe i tas.
Cobertas de chita, gosto a chioeza, a 1)800.
Lences de linho.
Lences de panno de linho fino pelo preco de
l^vOO.
Cortes de casemira.
Finos corles de casemira para caiga a 50.
Chales.
Chales estampados pelo barato preco de 29500.
Chita franceza.
.Cala francesa escura a 220 rs. o covado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 covados a 29.
Algodao monstro.
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lenros para hoinm.
Lencos brancos para algibeira a I96OO e 29400
a duzia, ditos para meninos e meninas com barra
a 160 rs. cada um.
Toalhas de fustao.
Toslhaa de fusio com 5/4 pelo barato preco
de 500 rs. cada urna.
Esteiras da India,
de 4 e 5-palmos de largo para forro de sala e
cama.
Bonitas caixiohas com pos de
arrobe boneea.
Aloja d'aguia branca receb*u mui benitas cai-
xjnhaa com fia o pos.de arroz, e a competente no-
neca, cojos pos saoaoarladamentoapplieados pa-
ra bertoejas, e meaaao as senhoras usam-delles
quando team de sahir, como para theatro, baile,
etc., cusa cada caixinha 2J, e barato pela su-
perioridad da qualidade, alem de serem mui
qovos como sao, o qaa os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'sguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Capelln finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebtu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
WHM&.
fazendo-se differenca oeste preco a quem com-
prar de 100 saccas para cima.chegada ha poueos
das do Rio de Janeiro : no largo da Asaembla
n 15,trapiche Baro do Livramelo.
Toalhas para maos
a 6J duzia : aa raa do Queimado n. 22, na loja
da Boa (.
Ku ada Senza I a Nova n.42
Venda-se em casa da S. P. Jonhston & C.
sellins e silhes nglezes, oaodeelros e caaticae
bronzeados, lonas nglaws, fio davala, chicote
para carros, e momaria, a rraios para carro d
um a 4ous aavalos relogias da auro paienii
Blax,.
Vendem-se taboas de amarello, e loare por
precas razeaveis.
>wi^wiPvliv' iWsll sWVNs'Nwn
Acaba de|}
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
cei^o dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feilas, calcados e fazendas e todos
estes 38 veodem por precos muito modi-
ficados como de seu costume,assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casa eos feitoa pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 o a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a lfig, 18|, 209 e a 249,
ditos de casemira de edr mesclade e de
novos pa ditos saceos das mesmas oasemiras de co-
res a 9, 10, 139 a a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 109, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 99 e a 109,
ditos saceos pretosa 4, ditos de palba de <
seda fazenda muilo superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustn a 39500, 4
e a 49500, ditos de fusio branco a 4,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 8, 9e a 10, ditas
parda a 3 e a 4, ditas de brim de cores
Anas a 2$500, 3, 39500 e a 4$. ditas de
brim brancos fioas a 4500, 5$, 59500 e a
6, ditas de brim lns a 5 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de coras a 5$ e a 6J,
ditos de casemira de cor e pretos a 4g500
e a 5, ditos de fusio branco e de brim
a 3 e a 39500, ditos de brim lona a 4$,
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
caigas de merino para luto a 4500 e a 5$,
cipas de borracha a 9. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ed*> cor a 5$, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2j. 3 e a 39500. paletots sac-
eos ue casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 ea 7$, dilos de alpaca a 3.
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca creta a 59, bonels
para menino, de todas asqualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios reos vestidos de cambraia feitos
Sara meninas de 5 a 8 annos com cinco
abados lisos a 8 e a 12$, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 59 e a 6, ditos de
brim a3, ditos de cimbraia ricamente
bordados para baptizados,e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e urna gran4e officina de al-
faiate dirigida por um hbil mostr que
pela sua promplidao e perfeico nada dei- ,
xa a desojar. i
grande sorlimento.
i> Ra Direito 45
Qual ser .a joven e rinda pernaajsjsucana, que
nao procure animar asta eslabeleciasento man-
dando comprar urna botioa de gosea? Qual a
mi de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
9 comprar por 8, 9 e 10, o calgado que am outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14?
itteo dam ;
Senhoras.
Botinas cam leeo (Jolj) e brbantioa. 59500
> com Ufo, da lustra (superfina). 550O
> com lago um pouco menor. 50000
sem lago superiores..... 59000
sem lago nmeros baixos. 4600
sem lago de cor....... 4|80O
Sapatos da lastre. 1|90Q
Meninas.
Bolinas com lago........4J400
aem lago.........4*000
para enancas de 18 a 20. 3#600
Homem.
Caetauo Am rellano de Carva-
ilio Couto, que ira ir a fabrica
Sebastopol, a uegocio que lhe
z respeito.
vende-se tanto era
armazem Progresso, largo da
S. Joo
feo nicamente

M'
-jTJt
Vende-se em casa de Saundres Brothers dt G
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricante Koskell, por precas cora modos e tam-
bem trance! I i os e oadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas despeluca enfeila-
tas para noivas.
Aloja d'Aguia Branca acaba,de receber pelo
vapor francez, as fioas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propriss para noiraa, e contina a
vend-las pele antigo e barotirsirao pre^o de 50000
o par: oa dita lola de Aguia Branca ruado.Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sorlimento de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinhos de cheires; a oa est ven-
dendo barata mente a 2$000, 39000, e 4ft000; as-
sim como raixinhas redondas com 6 frasquinhos
a l$50o6, caixiahss coro ebeirosas paslilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 2000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
Nv^seiiteiros
cora- iv elas esmaltadas.
A loja d'aguia branca receben.tambem pelo va-
por francez notos cinleiros com benitas filas 9
fivelas esmaltadas, moldes inleiramente novos e
agradaveis, e os e*ti vendando como seu costu-
me pelo diminuto prego de 4; em dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. 16.
Para luto.
Caasa,preta fina com salpieos ou florea bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ruado Queimadio a. 2$,
loja da boa la.
Venae-ise um asaravo bom caooeire, asar
ario paralado o ser vigo, por preco muito com-
modo ; a tratar sai ra.da Meada n. 99.
Seraphim k Irmo
com loja de qsariwes na ra do Ca-
fcnaj H.
parlicipaai a todas asneas freguezas a amigos,
que por terem grande sorlimento de novas joias
muito delicadas o mais em tnoda,,conliriuam a
veft(Mu-,paia.m cmU.BPMUfti.. rHp,onaa-
bilisaaa elts^^da^eadn,nato*rU. diaman-
tes, hr}UWlM..atcr...lp*s8ando conlas uaniio-
d0-fti os mej03 nrevipem *p.e atngue aa
dajxe.tftodjr or inivtduasjtua n.da,yaAdenr
d*-iP por.fora.desta.praca, jxan4o seram di
csa4^amo|KWi.j>UMi wm waima
obaa algumj mcarra^ada da vandnr joja suia.

a (Nantes lustre. .:.... lOfOOO
(Fanten couro de porco inteirissas 108000
> (Fanieo bezerro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre). 9J00O
inglezas inteirissas.....99000
> gaspeadas.....8560
preva d'agua. 8500
Sapates.
Nantes, sola dupla.....: 59500
> urna sola.........59COO
i para menino 4$ e.....39500
Ueio borzeguins lustre.......69000
Sapates lustre..........59OOO
Sapatos de tranca.
Pertuguezes de Lisboa finos.....29000
Francezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completa sorlimento do legiti-
mo couro de porco e do verdsdeiro cordao para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroqoiaa, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc., ludo
em grande quantidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
la do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de Si, vendem-
se por pregos baratissiraos, para fechar contas ;
chapaos do Chille para homem e menino a 3500,
corteada casemira de cores a39500, pegas de ba-
bados larga** transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escoras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdy 3
muit fino e padroes novos a 500 pegas de eotremeios bordados finos a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1g280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25, paletots do panno e casemira- de 16 a 20g,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 59, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5,
cortes de cassa de cores a 2, pegas de madapo-
lo fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos-do seu valor
oara acabar.
Pota da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tado por pregos mais baratos do qua-em
outra qualquer parte.
Gheguem ao barato
O Preguiga asta queimando, m sualoja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de hretanha de rolo com 10 varas a
38, casemira escura infestada propria para cal-
ca, colleta a palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente mnito fina a 39,
*, 5JS, e69 a pe$a, dita tapada, com 10 vara
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos a
aseolbidospadroesa 340, 260e280rs. o cova-
do, riquissimos chales da marin estanpado 1
7 a 8, ditos bordados con tinas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 cada um, ditos com
umas palma, muito finos a 8*600, ditoslisos
com franjas dr seda a 59, leos de cassas. com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias mnito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desanos, para eoberta a 380 rs.
eovado, chitas-oscuras inglezas a 5900 a
peca, a a 160 rs. o eovado, brim branco de pnro
linho a 19, 19900 a 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilbantin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diferentes
cores a 360 rs. o covado, easemiras pratas
finas-a 29500, 39a-39500 o eovado, cambraia
preta a de salpieos a 500 rs. a vara, a outras
muitas fazendas que se far patente ao compra
dor, o de todas se dario amostras coas penbor
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E'ehegado um riquissimo sorlimento de esn-
dtetros verdaderamente econmicos, sendo das
qualldades seguinles : para sala de jamar, aendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abaixo do mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar era parede, com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermaceie, nova in-
vengo, primeira vez vinda a este mercado, ser-
vem tambem para todos oa senhores de engenho
que quizerem ter urna boa luz, ditos menores de
tres tamanhos, dilos para cozinha ou salas inte-
riores, todos por muito baratissimo prego, e mui-
to deverSo economisar os senhores que compra-
rem, foroecendo-se sempre todos os preparos
para os mesmos candieiros que forem comprados
oesla casa ; assim como se pode assegurar aos
assigoantes que nunca faltar' gaz neste deposito
da ra Nova u.2, laja do Viaona.
Nova fabrica
DE
Velas de carnauba.
Vendem-se em porcoes e a retalho velas de
carnauba de boa qualidade, e por prego commo-
do, o tambem se recebe encommendas de fra
da cidade, que aerio com brevidade satisfeitas :
na ra da Imparalriz n. 47, segundo andar.
Delicadas
gravatiataas de seda bordadas
paca meniuas e senhora*.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapo/iraocez urna pequea porjo da mui boni-
tas e delicada* gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antea que
se acabem, pois sas-ha na loja d'aguia branca,
ra do Queimado a. 16.
Vndese uto carro de 4 roda
coqa arreio para 2 carillos, proprio pa-
ra familia por aer bastante largo e nel-
le poder sentarse quatro senhoras sem
macbucarem aeus vestidos e nem que-
braren! seus baloes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nora e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vlgajrio o,. 10.
Vina casa.
Vaode-sa urna excellente casa terrea com so-.
Uo,oa.fQidada. do-Araesiy-. aaado o* malha^ua acabe da -+-fir lT alia laanaiaa ara
aa liadas. Otea d*acamlba d*.ltn
pnaa- paraenieUe de v*atida,fluaa-'
baratissimo prego de 99000 a pega.
dacommarcioA lr44M-n*flaea,com,oaSaa. Car-,
gol O Irmio, e nesta oa ra do Cabug loja
o. 11.
Cascarrha.
Na loja-da aguia de ou>, ra
do Cabugu, 13
aaaaaa*


_; *

mu* a*,wiuMiBk. WKL.wm**Mk*mmmi.
i faa triimpba.
Osbarateiros daloja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.|
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinaa da pa-
ma e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sabidas de baile,saios a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e preces, chitas fran-
ceras multo bonitas e. finas, ajrfeitea de
diversas qualidades paca, caneca de se-
nhoras, espartilhos de malas e muitos
outros objectos que nao mancieoamo*.
todos propnoa para senhoras.
Para horneas
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, colgado Melie e muits ou-
tros objectos.
Veudeu baralissimo
Venden baratusimo
Venden baralissimo.
_ Quera duvidar v ver
Uuem duvidar va ver
Quera duvidar vvr.
Levan dinheiro
Levem diuheiro
S Levem dinheiro.
Aos tabaquistas.
Lencos fleos de cores escuras e Oas a imita-
cao dos de lioho a 5 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ns loja da boa .
Arados americanos
e grandes, chegados ultima-
mente.
Vendem-8o arados e grades, americanos, do
naelnor fabricante da America; ne caes do Ra-
mos, armazem de farinha de Henry Forater &
dompanhia.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muitoboos chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baralissimo prego de 6a
cada um : na ra do Queimado o. 22, loja da
boa fe. '
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milbares de individuos de todas as nacSes
podern lestemunhar as virtudes deste remedio
mcomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizerarn lem seu arpo e!
membros inteiramente saos depois de hafar em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer
Taiiatana.;
Veade-se tiratana branca muftV fina com i 1/a
ere.de hrrgaraprnsciai para veelk, pela hwt-
liaaim preco de 800 rs. avara : na-raa do Quei-
mado u. 22, na loja da boa *
Fiio.de linho superior.
Vende-aeaupstor fil de linho liso mu i to fine
a 800 rs. a vara : ni ra do Queimado n. 2S. na
loja da boa f. *
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior Unta ingle-
". azul ao escrever-se, e preta quande secca, a
^w rs.a botija : na ra do Queimado, loja dfa-
K"i branca n. 16.
O preco convida 2
preco convida
Cortes de casemir do melbor que ha no
mercado a 4$: na ra do Queimado loja,
de Julio A Coorado.
2
Sapatinhos de setim
metas de seda para bap-
tizados.
A leja da aguia branca recebeu de sua propria
eaeommeada, delicados sapatichos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaea est vendando
pelo baralissimo prego de 3. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos).asaim como outros de
merino tambera bordados a 1*600 e 2. Reeefeeu
igualmente mu unas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que s. r*m da tejas na* pto-
cissoes; lem brancaa. de listas, de floriinhu. e
o bocal tecido de borracha, o mals engracado
possivel : tudo isso na ra roa do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
J chegoii o prompto
alivio 9
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C, de New-Yerk Acham-se
venda na ra dalmperalriz n. 12. Tambera che-
garam as ioslrucQdes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se venem a 14000.
Importante
SABAO.
Joaquina Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reeifeno armazem dosSrs. Travaaaos Jnior
a. c, na rna do Amorim n. 58; massa amarella
castanha. preta e ootras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
iem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Loja das $ portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras fraocezas. Untas seguras, a 220
rs. o covado, ditos eslreitoscom muilo bom pan-
a C0Tn. C"S" de cores seguas a
zoo rs. o covado, pegas de brelanha de rolo a 2*
brimzinho de quadrinhosa 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado alendan rfo
relatara todos os das ha muitos anuos e a!,.800 rs- c". n' maior parte deltas sao tao sor prndenles que !8qo~ ?a Ta.ra*lu os mdicos raais celebres. Quantas
este soberano remedio
pernas, depois dedur
admirara
pessoas recobraram com
o uso de seus bragos e
permanecido longo temp nos Ke?pitaes, o tee
deviam soffrer a amputago Dallas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
tiraentos, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso desse precioso remedio. AI-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar esle re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais par (ten-
ue aos seajruintes easos.
Inflammaco da bexiga
rs o par : a loja est aberta das
manhas 9 da noite.
6 horas da
Alporcas
Catmbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incbages.
Inflammagao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadora de mosquitos.
Pulmdes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuragdes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculagoes.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Vende-se excellenle farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a prego muilo commodo : a hor-
do do patacho brasileiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodo. ou no armazem
de Joao Ignacio de Avilla nn pria h ar..
no Forte do Mallos.
BO-0h
m\
pechincha. I
A 12^000 cadaum.
Chapeos de seda branco e de cores @
para senhora ; a 500 rs. o covado de tA
seda de quadrinhos ; a 400 rs. o covade ^
mimos de sinhazinha (azenda propria ^
para vestidos de seohorss ; a 80 r>. o O
covado cassas orgindys bonitos padrea : fe
na loja de Guimares & Villar ra do W
Crespo n. 17. $g
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Landres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha contm
urna nsiruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55. loja de miudezas
de Jos de Azevedo Haia e Silva, tem para ven-
der polos diminntos pregos as seguiutes fazendas
todas em bom estado :
Caixas de guias franeezaa a 120 e 240 rs.
Ditas de al&oetes sorlidos fraocezes a 80 rs.
Caixas de clcheles fraocezes a 40 rs.
Cartees de clcheles raneezes a 20 40, 60
e 80 rs.
Duzia de meias cruas muilo finas a 2*500.
Dita de ditas a 2%
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas muilo boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Yaras de renda lisa lorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapatos de tranga de laa a 1 440
Ditos de ditos de dita de algodo a ljj.
Pares de sapatinhos de la para meninos a 200 r*
Cartas de alQaetes finos o grossos a 160 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 r.
Frasco de oleo de macasta a 100 rs.
Dito de macass parola a 200 rs
Frascos de banha muilo fina a 320 e 400 rs.
Dilos de extracto muilo fino a 500 e t#.
Ditos com muito boa agua de Colonia' a 2#000 e
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Sabonetes muito finos a 160 rs.
Frasees de oteo Philocome a 1#.
WWr*w I91BS OOB poOSpOOTOS ff 100 r
Vendem-se cortes de casemirade cor a 4fi
toalhas de linho para mesa a 2500: na ra do
Queimado n. 47.
. Vendem-se tres casas na ra da Esperanca
do bairro da Boa-Vista n 5, 35 e 37 : quem el-
las pretender, dirija-se ao caes do Ramos n. 4
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fer-
nandas, vendem-se as seguinles fazeodas, por
barato prego gollinhas a 400 rs., chitas largas
a 220 rs. o covado, toalhas para rosto a 400 rs
urna, ehalesde merino, pona redonda, a 8, cor-
tes de brim miudinho a 1&200 o corte, pegas de
carabraia de salpicos com 8 li2 varas a 4S500.
0ldelinbolisoa800rs avara, gravatinhas a
jWU rs., grvalas de rede para hornera a 800 rs.
engos de seda para hornera a 1}, colletes de vel-
ludo muito Uno a 6J, e mullas outras fazondaa
que se vende por barato prego.
Tachas e mocadas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e raoendas para enganho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. *.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recite n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
vindo a esle mercado, e por isso de muita utili-
dade aos senhores fabricantes de velas, atteudedo
a qualidade.
Vende-se a taberna da ra do Imperador
n. 2, com poucos fundos.
Devoto Christo.
Este livrinho alem da doulrina chrislia, modo
de ouvir missa, C3ttfesar.ae oragoes para viver
honestamente, lem as novenas para todos os san-
tos e santas, inclusive a trezeoa e novena de San-
to Antonio, ludo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, muilaa orages a ossa Se-
nnora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: vn-
dese nicamente na Hvraria ns. 6 e 8 da praga
da Iudependencia, a 800 rs. cada exampiar.
Farello de Moati-
vido
a 4 a sacca, muilo fino e gomado, igual semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar aoi-
maes ; 6 para acabar : no largo da Assembla n.
'gl trapiche Bario do Livrameoto.
Attenoo.
Na i na do Trapiche n. 46, em casa de Roatron
Rpolwr & C, xiate um bom aortiaento de U-
nhaa de coras e ranees tm carreteis do melbor
abncanU delnftaterta, aa quaes M vendem por
prtcoa mu razoeveii.
Na toja de4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se mea grande-armazem- com todo o sorti-
mento de roups toiUs, peraeojo fia tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarroa-
do delta um perfeito mestre rindo de Lisboa pa-
ra desempernar toda e qualquer obra que se' Ihe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial todas as pessoas cem especialidade ios
Illms. Srs. officaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores prearos
e muito bem feilas, iambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que lem os figurinos que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montana, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maior e de cavallaria. quer seja singelos ou
bordados a espequilha deonro ou prsta, tudo ao
gesto da Europa, tambera prepara-se becas para
eesembargadores e de qualquer juiz segundo o
esiylode Coimbra a onde se fazem at melhores
conhecida8 at hojo, assim como lem muito ricos
desenhos a matiz de todas as corea proprios para
fardamenio de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
tranceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
joa por tudo se Dea rasponeavel como seja boas
feadas. bem feito e bom corte, nao se falta no
dra que se prometter, segundo o syslema d'onde
vio o mestre. pois espera a honrosa risita dos
digoos senhores visto que nada perdem em es-
penmentar.
E pechincha.
corles de riscado francez a 2, covados do mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 44.
Fitas de gresdeoaples
em perfeito estado a 800 e 1
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdeoaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja eatreita que as
torna mu mimosas a 800 e 1 a vara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado- em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criangas, lagos
para corleados, fronhas e rauitas outras cousas
comprndose pega se far algum abate : na ra
no ueimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irma o rece be-
ram pela bar-
ca Glarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto so rti-
men to das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mals afa-
mados autores
me 1 h o ra dos
com dotoi
aperfeigoa-
mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na r ja da Imperatiiz n.
II, a qualquer hora. Tambera receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas re-
trozes em carrileis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Massinho&de coral
a S00 rs.
So na loja da aguia de oupo,
ra do obliga n. 1 B.
,. Dd*IB'"*e BBn"o de eoral muito fino a 500
res o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
iftft d*"fMP*,"aonlM de latao para velas a
S*b'l!,i6.M,,u doQueod*' 'i-d-
Arado i americano a e machina-
para lavarroupa: em caaa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSeasala n.42.
E' de graca. j
bali'.!:^!P*Hn"J *?- Mda par* ""hora, pelo
Out!d2qPo5oda,1-6 : "afila
?o Sucas. ** l0,a da b' : ellM 'ue
Cortf s de vestidos bran-
cos bordados.
iWH mu ANDA MAIS BAMATAS.I
SORTIMENTO COMPLETO
Fazeodas e obras feiasj
Loja ks seis portas em
freoe do Livranieiilo,
Roupa feita para acabar,
b, L Ja c"eDnr* Pfe e de cores,
bnme de ganga, dias de brim "
fina,
ditas de*
Bk
i
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Bast
I
NA
Vendem-se ricos
bordados com 2 e 3
cortes de vestidos brancos
. babados a 5g : na ra do
Queimado n. S2, na loia da boa f*
Craxa econmica
para lustrar eal^ados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
nlinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. A su-
periondade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado delia, e ser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca receben os bonitos pa-
es de gomos volteados para segurar cabello de
meninas e os et4 rendendo a 1J500 : na loja
a aguia branca, ra do Queimado h 16
A 6^000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ruada
Imperatriz o. 60. loja de Gama & Sil,.
J. Falque partecipa seus
freguezes
e ao publico em geral, que tem no seu estabe-
lecimento um grande sorlimento de roupa feita
para horaeos, meninos e meninas, chapeos de
castor brancos e pretos de difieren tee qualidades,
mos de palba escura para homens, ditos de pa-
ma e de seda para senhoras e meninas, abas
viradas, ricos vestidos para baptisado, chceos,
oucase sapaUohos para ditas, golas e nungui-
loa. ultima moda, ricos lencos de cambra i a de
nono bordados, jaqueta, zonave de fustao e de
camuraia para senhoras. roupea de cassa bor-
aados e de fusto enfeilados, manteletes de
guipene, blond e grosdenaplos, taimas de dito
pmaior e mais completo sorlimento de eeparli-
.8 quxet!,erpf,de de8ei" 5 "' oe 30 ros e
outras i 5S000 rs., colarinhos inglezes modernos
perfumaras Boas, uniformes completos (cuica!
ee ?p-?x,8) l2rs. cada um, palitos d
brim a lo00 rs., dilos de linho pardo a 300 rs.
ditos brancos a 4*000 rs.. e urna infinidade de
outros artigos que a vista dos pregos e qualida-
des lodos bao de comprar : na ra do Crespo
Vende-ee silindros americano para pada-
na. novamente chegados, por pregos commodos:
a IraUr na ra Direta n. 84.
^ua do Queimado
* 46, frente amareVla.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas relas
26,
a
paDnos
*?Jaao e de cores muito fino
>S, 2S e US, ditos saceos pretos dos
mesmo. pannos a 14. 16 e 18J, casa-
ca pratas muito bem feitas e de superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
easemira de core muito linos a 15. 16S
lmfhm\l*ccot resmas casemi-
ca,ei?5'fl1S e li*> ca'58S Pas de
tm 1-ranna Para homem a 8, 9. 10#
1 in*,S,-.ecasemira decores a 7.8,
e 10, ditas de brim brancos uito
tai%a ?* dlas de dilos de ces a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ea-
semira de ricas cores a 4$ e 4500, col-
teles pretos de easemira a 5 e 6, dilos
da ditos decores a 4J500 e 5, ditos
seda para casamento a 5,
-..-. uogauga, unas de brim braneo mUn,i,
dfm.rHIname a **> dilos d uallo d Tc'ores i
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa
mu-
de liKhr?
se vesee-
ras da m.nh. at W 9 a SS* das 6 *-
Brilhantes
^K^sSccesT^da^^.t
xw&eemm mmm mmtmm
- econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de
acha-se venda na ra do
guia branca n. 16.
nova gra:
Queimado, loja d'a-
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22. na loja da boa f.
Ferragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O propnetario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joao, que por sus baraleza e
bem acabado gosto. er nao ter rival nesia praga.
rico sorlimento de lacas, garras e colheres de lo-
das as qualidades, e pregos. meias finas, espin-
gardas ferro da Suecia, camas de vento, e mui-
los outros gneros que por sua baraleza esl dis-
posto a dar um a quera comprar oulro.
A 700 rs.
legas de franjas de seda com 10 varas pro-
prias para vestidos e calgados : na ra do Quei-
mado n. 47.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendemfseguardanapos de linho de llores com
pequeos defeitos a 3 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Viuho de Bordeaux.
Em casa' de Kalkmaan Irmos & C, ra da
Cruz n. 10 encontrarse o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenbarg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C., era Bordeaux.
lem as seguntes qualidades:
De Brandenburtr frres.
Su Esiph.
St. Julien.
Margan*.
La ros.'
Cha tea ti Loville
Chlean Mrgame.
De Oldekop A Mareilhac
St. Julien. *
St. Julien Mdee. *
Chatau Loville.
Cognac era barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vener:
Ges k Basto.
Ra do Queimado n. 4*3.
Deapacharam grande porcao de duzias das me-
lhores camisas inglezas toda de linho pregas lar-
gas, que estao vendendo por barato prego como
costume para bem servir aos freguezes.
A boa f est quei-
mando.
Ra estreita do Rosario n. 18, esquina da ra
das Larangeins. vende-se manleiga ingleza mui-
lo boa a 800 e 640 rs., dita franceza a 720, vinho
muito bom a 560 e 480, tigueira e Lisboa dos
"iS?res que ha' arroz a 10<>rs. a libra, gomma
a 100 rs. a libra, e alm disto tudo mais por me-
nos do que em oulro qualquar estabelecimento.
SO se encentra na boa J.
Na ra da Madre de Dos n 6, armazem
confronte ao consulado provincial, veodem-seos
seguintes gneros, por menos do que em outra
qualquer parte, por querer liquidar: farinha de
mandioca em bom estado de 2, 2500 e 3 a
sacca, arroz em casca, sacca 3$, ceblas, cento
MU rs., de muito superior qualidade, caf do Rio
de Janeiro a 450O a arroba, charutos da Bahia
oe ooa qualidade, com pequeo toque de furo
cana 1600, que vista da qualidade ninguem
Odiar dei comprar, ditos suspires e cavalleiros
dos mais finos que ha no mercado, por prego
commodo, milho muito novo, sacca com 132 li-
bras a 5, dito com 110 libras por 4500 a sacca,
2*800* d MaraDhao em Paoeiros, arroba
por
Luvas de torzal
com vidrilho a 1J000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas preUs de torgal com vidrilho a 1 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
brancos de
ditos da ea.eollete's de brim branco ede
iViSr? "o3*1 3500 e 4' ail<>s de cores a
S500 e 3, paletotspretos de merino de
cordaosacco e sobrecasacoa 7|, 8 e9
colletes pretos para lulo a 4500 e5'
gas pretal de merino a 4500 e 5 pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 85, muilo fino col-
latas de gorgurao desedade cores muito
boa fazenda a 3800 e 4S. colletes de vel-
lado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
easemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3J500, ditos sobrecasacos a 5g e 5500,
caigas de easemira pretas e decores a 6'
6g500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior al32 a duzia par acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos ezecutar todas as
obras com brevidade.
SMSsittteaissia Candieiros
econmicos.
Chegou um riquisslmo sorlimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes eslo
ja_ muito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5g cada um, e ou-
tros de muilas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vlanna. '
A16#000
Os raais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeilados. para senhoras, pelo diminu-
to prego da 16 ; ni ra do Queimado n. 39. lo-
ja de 4 port38.
A 8^000
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas. '
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no largo da Assembla n.
lo. trapiche Baro do Livrameoto.
Chapeos de sol
al,000rs.
Altenco
ffFazendas e rou-1
pas feitas baratas
H
NA LOJA DE
g48- Ra da Iuippratriz-48]
S Junto a padaria franceza.
Sorlimento de paletols de alpaca preti
e de cora 3S00e 4, ditos pardos a 58.
ditos de brim de cor a 3X500 e 4. diis
de ganga de cor a 3S800, dilos de brim
pardo a 3500 e 4$, ditos de meia case-
mira saceos a 5S500 e 6, ditos de alpaca
amarella a imitacao de palha de seda a
4, ditos de bramante brancos a 3:500 c-
> 4$, 4500, ditos de easemira muito finos
K saceos a 13, ditos sobrecasaros a 15
A ditos com gila de velludo a 20, de al-
paca preta superior a 10. ditos de pan-
no preto a 22 e 24, colletes de fustao
branco a 25O0, 3; e 3$500, dilos de gor-
gurao de seda a 48500 e 5J. ditos de ea-
semira preta e de cor a 5$, dilos de se-
tim preto a45O0 e 5, ditos de velludo
prelo e de cora 8, 9 e lOg, calcas de
easemira preta e de cor a 4*500, di'tas fi-
nas a 8, 9 e 10, ditas de brim de di-
versas qualidades, dil8S de ganga, ditas B
de princeza preta, diversas qualidades de 2
roupns para menino, camisas fraocezas a sK
1500, l800e 2g, ditas finas e de fustao Z
a 200, chapeos fraocezes de divers*s sg
qualidades e pregos, dilos de sol de seda S
aGj500e7. E outras muilas qualida- *
desde fazendas e roupas feitas que seria S
eofadooho mencionar. fe
mi&msmws cu* mmwsmsm
Sapatos a i ,500!!!
de borracha, de todos os t-
njannos,
fazendo-se alguma dHTerenga de urna duzia pa'a
cima : na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Ksera^os fagidos.
Julio Conrado.
Tem exposto a venda cortes
9 ra por 3J e 4$, fazenda que
% vendeu por 7 e 8.
de casemi-
sempre se

arinha
a 2J0O0 a sacca : no Bazar Pernambucano na ra
do Imperador.
RapBorba
Chapeos de sol de panno perfeitamenle bons a
1, cortes de casemiras fitas de cores a 4, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livrameoto.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Livro do naez marianc a 1$.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicao do mez marieno. segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha
seugu a de ri08 canlic8, e da novena da Se-
nhora da Conceigo, modo de visitar o lauspere-
ne do santissimo rosario ; vende-se unicamonlo
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Fugio no dia 26 o prelo Joio de Angola, que
representa de 30 a 40 anuos de idade, corp re-
gular, olhoa papudos, e o melhor sigoal ter ons
calombos na barba e por baixo do qucixo, que por
essa causa anda semprecom um leogo amarrado
nosqueixos, lem sido gaehadorde ru, e costu-
ras a embebe*ar-se : qaem o pegar, leve ao seu
senhor D S. Campos, ra do Imperador n.28.
Attenco.
a 800 rs. a libra, fino e grosso
nambucaoo, ra do Imperador.
no Bazar Per-
Espermacete
a 700 rs.
Vende-se em caia .700 ra.,. em libra a 720
rs.; na ra das Cruzeg n. 24, esquina da traves-
ea do Ouvidor.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de veceber a bem
conhecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua'frescura e bondade se tem tonatfe-esti-
mada e preferivel; assim cerno o fino e ebeiroeo
oleo philocome. Estes e outros objectoa que dita
loja recebe de sua propria Bcommeoda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elles se
nao confundan com os falsiflcades, que por ahi
ha, todos os frascos teem um retolo dourado que
dizLoja d'Aguia Branea, ra do Queimado nu-
mero 16.
Palitos do gaz
Sberry em barra.
I Matar em btrris,
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
4 folhas e 2 saias a 18 .'
a maliz de 3 a
em casa de Julio & Coorado.
Sal do Ass.
Vende-ae a bordo do Male Camaragibe : a
tratar com o meatxe a bordo, ou na ra do Viga-
no d. o.
A variado.
Madapolao largo e fino cora pequeo toque de
aria-a 3*500 e 4, dito muito fino a 5.-
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 porlas
I Para a chuva. i
Acham-se fgidos os escravos seguinles : Con-
rado, criouln, do Para, de bonita figura, que fo-
escravodo Sr. Dr. Magalhaes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passarpor livre porque falla bem e at troca
algumss palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Pirai5
com o nomo de Jos Domiogues : Joao, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, nalural.de Inhamuns, o qual tendo sido de
um prenle do Sr. visconde.do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargado'r Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, Iambem com muitos
sigoats de bexiga no rosto, fallo de dentes Da
frente, natural do Ereto : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, mogo, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, official de pedreiro, e locador de vio-
la, de que muilo apaixonado, inculca-se por
homem livre cora o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoago de Agua-Aze-
da as immediages de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixolo, sub-
delegado de Garaohuns, alio, grosso do corpo,
bem barbado, com falla de dentes na frente, es
constantemente de cinluragao desoldado itado i
ciolura ; quem apprehender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a seu senbor, r>
abaixo assignado, no eogeoho Dous Irmos na
freguezia do Pogo da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da easa de detengio, no Kecife, ser gra-
tificado do seu trabalhocom geoerosidade.
Jos Cesado de Mello.
gratifleaco
Est fgido desde junho de 1856 o preto crioo-
lo Manoel, que fezia parle da tiipolagao do briguo
Vende-se muito barato argos de gut-
la-percbe (borracha) : na ra Nova nu-
mero 43.
u J/*'* C*hral """am urna porgio da pa-
litos do gaz. e vende-se em cinta : na ra da
Madre de Deo n. 18.
iria-a 3J5O0 e 4, dito muito fino a 5 a "pega : j Maria Luzia, londo 29 a 30 annos de idade poueo
mais ou menos, hoje, e mais os seguinles sig-
"es: rosto comprido e descarnado, cftr fula
cabello cercilhado, olhos um pouco grandes e
amortecidos, beigos grossos, sondo o beigo superior
mais grosso, de sorte que encobre a falta que tero
de deoles em cima, falla um pouco alrapelhado,
devido a falta de dentes, pouca barba e rala, usav
bigodes; tem na mo esquerda junto ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, asnadegas-
alguma cousa empinadas, com um geito psre r>
lado no andar, cadeiras largas, cintura fina, ps
apalhetados e largos, sabe o officio de cozinbei.ro,
e columa embriagar-se. Foi escravo do Sr. Dr..
Jeronyroo Vilella de CiiUoTavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico-
de Olioda, e depois do Sr. Albert Forsler Damon,
constando ha pouco tempo ter sido visto no lu-
gar Quail, diariclo da Parahiba, onde se echa
casado e com filhos, e inlitulaodo-se forro, e que-
Manoel Domiogues, ou Manoel Domiogues l)o-
reira. no lugar LagOa Nova sao os que deste es-
cravo podem dar noticia : o abaixo assignado,
senhor do dito preto, gratificar com a upraditc
quanlia de 4009a quem o apprehender e entre-
gar no Recite a Antonio da Almeida Gomes rua-
do Trapiche n. 16, e na Parahiba, ao Sr. Jos de
Azevedo Silva, pagando-se todas es despeaas que
Wm. onudo preto se fizar. Pernambuco, 30 de-
abjiLOe Infii Wangiaim. Lotutdt Almtida.

Cebo coado do
Rio Grande,
multo alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Bario do Livramenlo.
-Velas de cera de car-
Mtabadeaupmor quadade, vindasdo
Aracaty: a tratar com Jos Sa' Lertao
Joior.
Veade-ae urna porgo de barris vuios era
bom eelado, que foram de axeite doce e vinho :
a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.


(8)
MARIO DE PERRAtmiCO.; = TEigA FURA 4 01 JffHO DE 1861:
Litteraiura.
Consi-Jeraccs acerca do medico, e de
seis deveres e qialidades.
(Contiouago.)
Alm da paciencia deve o medico revislir seus
actos daquella pruieocia, que o predieado do
hornera verdaderamente pensador.
No deve com seos doenles us;r de meios
exiremos, se nao em casos extremos inexlremti
extrema ero delerminar-se sem ser (irmado
em um razo siiFTiciente, rorquo em objeclo de
lana importancia, como seja a sanie? e a vida
de seus semelhaotes, nada pode disculpar urna
determinado leviana.
Em qu 1 ilo a optoio acerca do prognostico,:
elle a deve pronunciar sempre com a devida r*e- j
serva, por quanlo se ha repulages ganhas com a
confirmago casual de um prognostico, quaotas
se tem arruinado com um juizo precipitado.
A grandeza d'alms do medico est evidente-
mente provada pela aboegco completi de si
proprio, e de seus interesses em beneficio de
seus doenles.
Em urna epidemia, que pela vez primeira se
maoifesla em quilquer lugar a coragem do
medico superior a do mais distemido guerrei-
ro : este no campo de batalha v o inimigo com
quem tem de combatter; mede-lhedevidameote
as forras; vfi lusir em sua espada a do sea con-
tendor; mas o medico percorre os pontos por
onde a epidemia vae assolaodo, empenhado sem-
pre em salvar os acommeltidos: e que coragem
nao a delle, que pode ser ferido sem o perceber,
porque muitas vezes nao conhece o inimigo, que
o acommelle sem que elle o siuta.
Depositario dos segredos das familias ; senhor
da reputarlo dos que oellc confiaran), nao me-
rece desculpa o medico, que deixaodo de ser
discreto, v por fraqueza ou leviandade publicar
cousas que deverio existir sempre oceultas.
A infeliz victima da seduego, o pae ou o ma-
rido, que lbe imploraram soccorro e segredo,
saberu que a honra impe ao medico o dever de
ser discreto at com o risco de sua liberdade e
vida.
IS'cnhuma virlude abrilhanta mais o sacerdocio
do medico, do que acaridade.
A humanidade e a importancia de suas func-
Qoes, prescrevem ao medico o dever de escular
as suplicas da pobreza.
E ha satisfago maiscompleti do que aquella
que se exprimenla ao enchugar-se as lagrimas
dos desgranados .'
Ha maior felicidade que reunir em torno de
nos os testemunbos de venerago e de amor? A
beneficencia traz comsigo sua recompensa.
Vicq-d'Azyr recommenda a beneficencia aos
mdicos com sua costumada eloquencia. A
belleza das funeges do medico brilha menos nos
palacios aonde os motivos de iut-resse appareote
ou real nao deixam lugar aos da humanidade,
do que na acanhada choupaoa do pobre.As
victimas da miseria, da doeoca, e ds morte ahi
reunidas, e confundidas apresentam um quadro
cruel eterrivel; ahi que o homem pule soc-
correr seu semelhante sem a presenga de teste -
munhas; ahi que se comprasem a geoerosida-
de, a verdadeira beneficencia, e a terna piedade:
ahi que tem-se sempre lagrimas a enchugar, e
infortunios a lamentar.
A verdade desta assergo se acha resumida-
mente expendida nesle axioma de Pichler
lmmensum nobis aptril medicina campum ad
exercendum in prximos amorem.
Seja pois o medico caritativo como lhe recom-
menda o sublime sacerdocio que exerce, que elle
ser o primeiro benifeit >r da humanidade, e nos
actos de caridade que praticar, achara a mais
plena recompensa dos penosos trabalhos de sua
clnica.
Nada ha mais injusto do que aecusacao de
irreligioso, que geralmeote se faz ao medico.
lana est inter Dttm,religionem,et medicum
connexio, ut sine eo, et religione nulus
exaclus mediis esse queat dizia Broesiche.
A anatomia por si mesma urna demonstrado
da existencia de Deus. A relago admiravel, que
ha entre a estructura de todas as parles do corpo
humano; a sabia disposico dos ossos, e dos
msculos; a distribuido das veas e arterias, o
todas as maravilhaa de nossa organisago sao
provas bem convincentes da existencia de um
Deus.
E se o anatmico esludando a organisago do
corpo sem vida, toreado a admittir a preexis-
tencia de um principio verdaderamente intelli-
genle e sabio : o que nao ser do phisiologista
quaodo interroga as admiraveis funeges destes
orgos ?
O seguinle verso de Voltaire mostra a necessi-
dade, que tem 03 phisiologistas de na explicado
de muitos phenomenos vitaes, langarem mo da
sabedoria de um ente supremo.
Demandez a Sylva par quel secret mvrtire
Ce paiti, cet aliment dam mon corpa digr,
Se transforme en un lait doucemenl prepar;
Commeot loujours filtre dan* des route* certa iuea
En longs ruisscaui de pourpre, il court enfler mesveines
A mon eorps languisaol donne un pouvoir nouveau,
Fait palpiter mon cceur, el penser mon cerveau ;
II leve au ciel les veux, il 'incline, il i'crie :
Demandez le i ce Dieu qui noui donna la vie.
Se alguna mdicos se tem apresentado como
alheos elles sao em pequeo numero, e nunca
mereceram o grao de distiogo daquelles, que
votaram profundo desprezo ao atheismo : e sua
discrenga nao firmada nos principios da
sciencia.
Medicus sit chrislianus era o primeiro derer
que Huffmaiin impunha a medico.
E' impossivel ao qualquer homem da arte,
conhecer a estructura do mais simples de nossos
FOLHETIM
OBATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
org os, sera que immediatamente se convenga da
existencia de ou ser supremo.
As ciencias medicas, longe de nos levarem a
depreciadlo da religiao conduzem directamente a
conhec6r-lhe a verdade: nada nos eschptos pu-
blicados pelas sociedades de medicina, ou as
preleges proferidas naa faouldadei condusem ao
atheismo.
Quando o medico lera perdido a esperanza da
salvar o doenle, elle deve empregar todos os muios
de tornar-lhe a morte suave : e sem procurar es-
tabelecer o socego de espirito ; sem recorrer s
sublimes consolarles do christianismo, elle nao
poder conseguir de seu doente o esperar sera
medo o terrivel golpe, que o vae ferir: e c-mse-
guindo ste socego d'alma, elle talvez consiga sal-
var urna vida, que sem elU infallivelmeite se
perdera.
Hyppocrales coosiderava o verdadeiro mdico
philosopho com um temi-deus. A sabedoria, e a
medicina lem estrellas connexes: o que a pri-
meira ensioa, a segunda pralica. Desinteresse,
mudersgo, dogura, modestia, bondade, honra,
ameoidade, decencia, gravidade, justa apreci*go,
coragem, conviego intima da existencia de um
ser supremo : laes sao os deveres, e as virtudes
do medico. Esta sabedoria que o inspira, conti-
na o velho de Cos, assignalaia principalmen-
te no conheciraento da Diviodadc, para o qual el-
le incesantemente se dirige. Observando os di-
versos phenomenos vitaes, os mdicos sao obri-
gados cada passo reconhecer sua omnipoten-
cia : elles nao podem atlribuirasna arte um po-
der soberano, porque muitas vezes re onherero
sua impotencia. E' Divindale que elles devera
altribuir os successos. Eis como a medicina con-
duz sabedoria. Aquelles mesmos que nao creem
na Providencia, nao a podem desconhecer, quan-
do examina as mudanzas operadas no corpo doen
te, pela influencia salutar dos medicamentos, da
mo, ou dos meios hygienicos.
Eis em resumo as qualidades, que devem or-
nar o medco, que sabe comprehender, e per em
pratica os sublimes deveres, que lhe impe o sa-
grado sacerdocio, de que elle se acha revestido :
e o que ha no mundo de mais elevado, de mata
digno, de mais nobre e brilhanle do que a mis-
sao, que impde ao homem o dever de cuidar da
sade, e da vida de seus semelhantes ? Quem po-
de ser mais merecedor dos ttulos de grandeza, e
das honras da immorlalidade do que o mdico,
que sabe bem avallar e cumprir seus deveres?
Infelizmente, porm, entre nos, a nobre mis-
sao do medico 'com injustiga avallada. Todos
se considerara habilitados julgar os actos do
medico : o negociante, o barbeiro, o logists, o
agricultor, a mulher, e finalmente todo e qual-
quer individuo por mais ignorante quo seja, mes-
mo n'aquelles objoclos, em que deviam tar ins-
truego, se apresentam analysar o tratamento
proscripto por um medico, fallando sempre-com
tanta convicio, que intil seria o maior esforgo
da scieocia, e da lgica para os fazer callar : mes-
mo porque sua crassa ignorancia os torna nimia-
mente atrevidos 111
Assim para estes homens, nenhuma distinego
existe entre o medico instruido e virtuoso, e o
charlato ou homem ignorante, que faz da arte
de curar um meio de mera especularan. Poucos
casos se do de um resultado funesto em que o
medico nao seja taxado do assassioo ; ora porque
mandou sangrar : ora porque deu purgantes ou
vomitorios, ou porque empregou o sulfato de
quinino: ora porque teimuu em nao querer dar
o prompto allivio, uu as pilulas de Hollow.iy, ou
porque sendo allopalha, nao quiz que o doente
tomasse homeopalhia, dada por um amigo do
doenle, que se diz ser mais hbil homeopa-
tha, que os mdicos que professim esta dou-
trina.
Assim o medico sabio e virtuoso, que emprega
seus dias em beneficiar a humanidade enferma,
prestando-se aos misteres de seu sacerdocio com
a dignidade que elle exige, o que em outras par-
les o urnaria de brilhaules ttulos, c eutre nos
confundido com o charlato ignorante, posto de
parle para se admittir o tallador estupido, que es-
pecula cora sua profisso.
Estas cousas servem de desgostar o hornero,
que ama a sciencia pela sciencia, e pelos benefi-
cios, que delta pode licar em proveito da huma-
nidade ; o de diminuir o gosto pelo esludo, e o
zelo pelos doenles, porque se elle nao tiver gran-
de resignarlo e coragem, em breve elle procura-
r seguir o caminho mais fcil para obler urna
reputarlo, e seguir em ludo os passos d'aquel-
les que a tem ganho : e com este abandooo per-
de o doente, e perde a sciencia.
Esta otlensa feita pela aociedade, que tanto de-
ve ao medico, porqae este quando fiel cumpridor
de suas obrigagoes se sacrifica por ella, so poda-
ra ser combatida ou ao menos attenuada, se os
mdicos se reunissem era urna associago, aonde
se discutissem os pontos importantes da sciencia,
onde os actos de sua vida clnica fossem devida-
mente analysados, e donde sahissom publicadas
noges rudimentares de medicina, que servissem
de instruir nossa populago to ignorante, e to
crente em mil prejuizos.
Oala que um dia o corpo medico desta cidade,
que tem alguns membros dislinctos, se convenga
da verdade do que tica dito, e se rena em urna
associago, porque a sciencia muito lucrara, e
lutando-se em corporago contra o charlatanismo
e a ignorancia, em pouco lempo elle ganharia a
importancia de que merecedor pela sublimida-
de de sua scieocia, 6 pela nobreza de sua profis-
sao.
Recite, 26 de maio de 1861.
Judo da Silva Ramos.
nha suas ordena canto e viole bardes, cata-, Um s pedido do conde liona chegado eos ou-
os favores do povo. Decidirn que a revolta se
devia apoderar do palacio real e da Torre. Os
successos correrara de modo que foi a Torre que
se apodaron dos loucos e vaidosos conjurados.
No plano o con le reservara para si a gloria de
humilhara raioha. Era elle que devia entrar no
palacio pelo lado do Tamisa em quanto as portas
estivessern.guardadas por oulros conjurados.
Essex e o seu squito ao chegarem presenga
da rainha pediriam a S. M. para desterrar da
corte os seus inimigos, ohrigando-a a reunir um
parlamento para depois se formar um novo pla-
no de administradlo.
Algumas damas da corte, que oulr'ora Essex
tioha despresidn, forara as pnmeiras que leva-
rara ao.conhecimenlo da soberaoa os syrnplomas
da conspracao que se preparava.
O conde as conversages com os conjurados,
tanto no seu palacio como no palacio de Drury,
onde se reuna o conselho dos descontentes, nao
respeitava na rainha as fraquezas da mulher.
Muitas pessoas lhe ouvrram dizer que Isabel
ora velha e repugnante, e que o espirito como o
corpo se lhe inolioava para a trra.
A rainha vingou a mulher.
Por sua ordem um dos Ddalgos de sua confian-
za foi ao palacio de Essex'com o pretexto dever
o conde, mas levando a miaso secreta de ob-
servar o que ahi se passara.
Dias depois desta visita o conde recebeu ordem
para se apresontar no conselho que eslava reu-
nido no palacio do lor I thesoureiro. Julgando a
conspirado descoborta reuni os seus cumplices
e em quanto ostavim discutindo um homem des-
conhecido veio annunciar aos conjurados que
podiam conlar cora a ac;o popular.
Essex mandou pedir descolpa ao conselho de
nao comparecer por estar doente, e rmoo, com
os seus collegas, a resolugo de lavar a efleito a
revolta no dia immediato.
Os mais dedicados amigos de Esse foram por
elle avisados de que os conselheiros de Isabel
tinham decidido que o doviam mandar matar.
O resultado desta noticia, que se fazia correr
uuicamente em certas regidas, foi que, ao araa-
nhecer do dia designado, mais de trezentos lidal-
gos estavam ao lado 4o conde que se mostrava
artificiosamente indeciso acerca de qaal devia
ser o seu procediroeoto.
Um dos coojurados avisara a corte de instante
a instante do que se passava no palacio de Essex.
O magistrado de Londres tioha recebido or-
dem de ter prompta a milicia para operar pri-
meira ordem.
O lord chanceller, o lord chele da jusilla e
mais dous altos dignatarios foram mandados pela
rainha para saberem a causa da reunio extraor-
dinaria de li talgos e povo que se observara as
avenidas do palacio do conde.
se secreta a sua esecuco. Desengaada Isabel
qus nenhum outro lhe seria dirigido, e deferindo
esse, soltou da regia mao a fatal santenca, e
desde esse momento para sempre o sorriso fugiu
dos seus labios, ficaodo-lhe a dor grevada no
rosto, como a imagen de urna saudade, que s
a consumpgo do tmulo dereria desfazer.
A senteoga foi executada.
llouve um especlador. Na torre se v anda
boje, como recordajo sinislra, a janella d'onde
-Me asslslio ao supplicio de Essex.
Esse espectador foi Raleigh, nm rival ambicio-
so do mando e da influencia, cujo odio ferri*
sinda no coracao ao ver 6 ctelo que decepava a
cabega do homem a quem invej&ra a influencia.
Isabel nao se tinha engaado nos seus presan.
tmenlos. No auge da sua insimulo para Es-
sex, tinha dado ao conde um annel, como penhor
de urna recordado que devia ser superior in-
constancia dos successos 9 da fortuna. Se um
dis fosse ferido pela desgrana, a raioha, ao re-
ceber esse annel, nao seria seno mulher.
Annos depois di morte de Essex, umasenhora
da corle, a coodessa de Nolhingbarn, estando
perigosameole enferma, declirou que, para raor-
rer sem remorsos, era misler que a rainha viesse
ouvir da sua boca a revelago de umsegredo.
Isabel veio ao p do leilo da moribuola e ah i,
a sos cora ella, ouvio a terrivel revelago.
VIL
Essox tioha confiado o annel i coodessa de
Nolhingham para ser por ella apresentado rai-
nha, em seu nome, como a supplica humille do
perdSo, rinda do fundo de um carcere at aos
degraus do throno, de que tinha estado, oulr'ora.
to pertoquem distava apenas alguns passos do
patbulo I
O marido da coodessa, que era inimigo decla-
rado de Essex, oo permittio a sua mulher de-
sempenhar a misso de que tinha sido encarre-
gid j pelo eocarcerado da Torre de Londres, cu-
ja vida estava cootada apenas por algumas horas.
Foi este o segredo horrivel que, depois de ler
atormentado pormuto tempo a vida da condes-
Nenhum dos conjurados largou as armas voz lne 8ahio do labios, quaodo o sello da mor-
1 te eslava prximo a encerral-os psra sempre.
A rainha, ouvindo a fatal confidencia, eslava
fulminada de horror. Na mo d'aquella mulher,
que se debata com a morte diaote dos seus olhos,
via luzir o annel, o talismn que deria salvar
Essex do patbulo, e que, nesse tremendo mo-
mento, era para Isabel como o ctelo que havia
corlado a cabega do harnero que mais amara.
A sua razo, lio segura, que nun;ase turbava
as alturas do throno, raciilou, e, rencida pelo
furor, nao lhe concedeu forgas para responder
com o perdo s supplicas da moribunJa I
A coodessa, nao podeodo fallar, apenas no
movmento dos labios exprima o reraorso que
lbe aggravava a ultima agona. Os braos, sem
forge, mal podiam acompanhar o ultimo gesto
d'aquella rosto cadavrico.
Isabel, recuando para porta, com oolhar
sempre incendiado em ira e Oto-nos olhos,, quasi
sem vida, da coodessa, apenas desemtwragou es-
tas palavras d'entre as imprecages que se lhe
revolviara na mente :
A torre de Londres.
(Concluso.)
A esse conselho commuuicou
o conde que ti-
destes regios emissarios e prenderam-nos em
urna das salas ; depois do que, Essex, com a
espada em punho e seguido pelos seos, foi bra-
dando as ras da cidade que o queran) matar,
dizendo, ao roesmo tempo, que era fiel rainha.
O povo foi iodifferente a estes brados. Se elle
assim tivesse sido sempre para com todos os ci-
rios revolucionarios, muito saogue se teria pou-
pado na Europa.
O conde, perseguido pela milicia da cidade,
achaodo as ras obstruidas difrlcilmente e acora-
panhado de meia duzia de conjurados, regressou
ao palacio, onde foi obrigado a enlregar-se
discrigo aos soldados da raioha.
Isabel, durante o tumulto, permaneceu com o
maior socego de animo e dando plena prova da
sua coragem. Ordeoou o prompto julgameoto
dos criminosos.
Um jury composto de vinte e cinco pares de
Inglaterra coodemoou Essex morte.
O conde foi altivo ao ourir a senlenga
Bacoo mais urna vez provou que a iogratdo
devia manchar o brilho da sua gloria. Nao sen-
do j advogado da cora, falln no julgamento
do conde, perseguindo assim j perlo do cada-
falso o homem que fora seu amigo e protector.
Na priso da Torre onde Essex esperava o ins-
tante em que o viessem buscar para o supplicio
abateu a vida Je que o perder, e coolam que,
humilde e arrependido, desejava a vida e pedia
conforto para esperal-a religiao, de que pouco
se tinha lembrado oa quadra brilhanle da sua
existencia.
O conde nao conlava anda 34 annos.
A rainha, com cerca do dobro daldade. nao
padeca no palacio real menos do que elle no
carcere da Torre de Londres. Foi terrivel a luc-
ia entre a cona e o corago.
As lagrimas de Isabel carneara sobre a aenten-
ga fatal antes de a assignar como rainha de In-
glaterra. Ella senlia o impeto da vingauca que-
rer moderar-se ante a possibilidade do arrepen-
dimenlo do criminoso. De hora a hora, de ins-
tante a instante, esperava um pedido de per-
do...Interrogando os que a cercavam, todos lhe
apresentavam Essex embriagado pelo orgulho e
afrontando a morte com a maior irreverencia
pela pessoa da soberana.
Era o contrario do que se passava. Mas que
importa mentir aos coitezaos, quando se vin-
gam ?
Duas vezes mandou Isabel sustar a ordem da
execugo, depois do assignada a senlenga. Um
segredo, que era s della, que se esconda no
mais intimo do corago, e que a historia revelou
mais tarde, lhe dizia que esse brado de perdo
que tanto lhe tardara j tioha sido proferido do
fundo do carcere' pelo homem que ella hara
amado.
Iho, estando reunido, envin, em termos res-
peilosos, o obiaceller, almirante e secretario de
Balado prevenga da rainha para saber qeaes
eram as inten^des desta Ilustre princezs acerca
da successio o throno que la deixar vago. Res-
ponden com rez enfraquecida, mis em termos
Nesle lempo, a litteraiura hespanbola era a
dilecta da burguezia fraaceza, que tere sempre a
mana de aderar em excesso urna litteraiura es-
tranhs, desprezando apropria. Leaege, por ins-
tigado do abbade de Lyanoe, imitou diversas
obras dramatieasde D. Francesco, de Roas e
de Lopes le Vega, besa como nm reaance 'de
bem percepti veis, que, tendo sabido manter na costumes asss mediocre. Por todos estes traba-
mo do rainha o sceptro dos reis, seus anteces-
sores, quera ser substituida por um re 00 thro-
no de Inglaterra.
Cecil pedio que a explicarlo fosse mais arapla.
Isabel redarguio, fazeado uro supremo esforgo :
O successor que vos indico o meu mais
prximo parete, o rei de Escossii.
Eram as ultimas palavras da rainha; foram
firmes e decididas, nao obstante a sombra da
morte estar j a cobrir-lhe o rosto.
Faltavam as ultimas palavras da mulher, e
foram ouvidas pela corte, que assislia a esla l-
gubre scena.
Como o arcebispo de Gaoterbury, logo qne foi
designado o successor da cora, comegou exhor-
tando Isabel para volver os seos olhos a Deus,
aquello corago, ferido pelos desengaos dos l-
timos instantes da illuso a que chamim vida,
traduzio nestas palavras o sentimento que lhe
imprima o derradeiro alent:
tenia unir-se para sempre a
A minha alma
Deus 1
E nunca mais os seus labios proferirn) nem
urna palarra sequer 1 Algumas horas depois que
se ouviram aa que Acara citadas, e a historia nos
conservou at hoje, Isabel morreu, tendo vivido
setenta annos e reinado quarenta e cinco.
Em cerca de meio seculo, as paixoes da mu-
lher foram vencidas pelos deveres da raioha,
com eicepro dos dez diae que precederam a sua
morte. No ultimo dia da existencia, anda a rai-
nha tere forga para ser superior mulher. A
posteridade foi justa para este acto heroico.
S. J. Bibeiro de SV.
[Commercio do Porto.)
Deus pode perdoar-le...eu nao posso l
Cerrando a porta dessa cmara onde ouvira to
funesto segredo, a raioba seotto fugr de si a
forga para rirer.
O saogue de Essex cahira eomo fogo sobre o
seu corago e queimara, nos-a esperaoga, mas
a f as cousas da vida. O esejo da motte era
o nico que dava conforto a Isabel: esse desejo
era resoluto, violento, iroplacavel, como fora
sempre a expresso de qualquer intento dessa
rainha.
Para nao trahir com palavras o que segura-
mente julgava fraqueza da sua alma, ninguem
lhe ouvio, depois da terrivel scena em que falla-
mos, seoo alguns gemidos com que a dor ven-
ca a sua firmo resolugo.
Dez das e dez noites passou Isabel nessa afilc-
liva situago deitada sobre um tapte e repou-
sando apenas a cabega e parte do corpe as al-
mofadas, que as suas damas amparavam. Re-
cusou constantemente os soccorros da medicina e
nao foi possivel convencel-a de que lhe era con-
veniente deitar-se na cama.
Ao dcimo dia de to dolorosa prorago, pa-
decida com a mais admiravel coragem, o conse-
PR1MEIRA PARTE.
XVI
(Continuago.)
c Na minha volla, prose'guiu o Batedor de Es-
trada, encontrei n'oma prima, que havia deixado
ainda menina, a moga mais bella e adoravel que
a imagioago pode sonhar, o lypo mais perfeito
da belleza ideal: toroei-me loucamente apaixo-
nado. Ella chamava-se Carmen.
Nao poderei tragar-roa o seu retrato, porque
esta urna tarefa que excede as minhas forgas:
domis, basta que lenhaes visto Antonia para fa-
zer de Carmen urna idea completa: pois nunca vi
parecenga mais exacta, fortuita, e extraordinaria I
Revest Antonia das sedueges que o uso do mun-
do costuma dar, e lereis Carmen tal qual era
quando ea contara apenas rite annos, quando
eu nao riria seno para ella I Hoje mesmo, qoe
cruel e implacarel experiencia tem anoiquilado
todas as minhas hlusoes, nao posso deixar de coo-
fessarjamis lo bella alma animou um corpo
mais adorarel I Cada dia, cada hora, cada minu-
to eu descobria nella urna ora perfeigo: de
sorte que o meu amor tornou-se n'uma verdadei-
ra idolatra. Se Carmen houresso morrido na-
quelle tempoOh I e porqae antes nao morreu I
eu nao lhe teria sobrerirido ; matar-me-hia
tambem!
A minha boa estrella, que lo bem me servi-
r no amor, nao foi mais mesquioha na felicida-
de. Encontrei dous joveps e perteilos cavallei-
ros, que me eram dedicados,.promptos sempre a
applaudirem os meus successos, e a partilharem
da minha m sorte. Julgava-me o homem mais
feliz do mondo, e muitas vezes desejara que urna
pequea contrariedade riesse anuriar o meu eu
azul: espanlara-me tanta fortuna.
< Passaram-se assim com a rapidez de um dia
dous annos os mais bellos da minha rida. Senhor
das minhas aeces, nao tendo a quem consultar,
nao tendo a quem dar conta deltas, pedi e oblire
a mao da minha querida Carmen. O nosso casa-
mento foi marcado pela sua familia para d'ahi a
dous mezes.
c Nesse intetim, o acaso fez-me ter conheci-
mento com alguns caralleiros que, descontentes
da sua posigao na corte, oceupavam-se activa-
mente de politice. Fallaram-me de honra, de
patria, e eu nao os quiz attender: mas quando
(*) Yide Diario n. 124
me Qzeram entrever n'um futuro prximo bri-
lhanle gloria a conquistar, gloria que devia re-
flectir tambera sobre Carmen, preslei ouvidos s
suas propostas. Logo depois forga de se dirigi-
rem aos meus generosos sentimentos acabaram
por exaltar a minha indignaco, e fazer-me crer
que da satisfago das suas queixas pessoae, da
real8ago das suasambiges, dependiam o futu-
ro e a prosperidadeda Hespanha. Eu era joven,
ardente, ousado, e temerario : loroei-me os suas
mos prfidas um instrumento precioso. Podiam
na acgo conlar com o meu brago, e sacrificar-
me depois no caso de urna derrota. Tinha eu
tolas as qualidades que procurara os avenlureiros
encontrar naquellesque em prega m para a eleva-
gao da sua fortuna I Fizeram-me, pois, cons-
pirar.
a Carmen, urna justiga que lhe devo (azer,
percebu logo a mudanga que em mira se havia
operado depois que me deixra arrestar a essas
deploraveis intrigas : tanto instou coraigo que
afinal todo lhe confessei sob a t do juramento.
Suppuha fazer ae amor um sacrificio daquillo
quo eu julgava ser a mioha honra I Oh I j lo
mogo desempenhava um papel to burlesco na
comedia da vida I
c A' revelago que lhe fiz, dero ainda confes-
sar, Carmen moslrou-se muito commovida, cho-
rou. Eu ignorara ento que aa mulheres costu-
mam enfeitar-se com as suas lagrimas, da mesma
forma por que se enfeilam com as suas perolas
ou diamantes. Estire quasi a abandonar os meus
projectos: presenta o lago que me estendiam,
entreria a metade do abysmo que se abria seb os
meus ps I Masai de mim IO que est es-
cripto no cu se hade cumprir na trra I esta
urna rerdade que nio cessei nunca de repetir, e
cuja experiencia cruel tanto me custou 1 Os nos-
sos destinos devem forgosamente seguir o seu an-
damento.
Depois de me ter convencido da ternura e
sensibilidade do seu corceo, Carmen quiz mais
provar-me o herosmo da sua alma. Disse-me
que eu deria ser escrsro dos meus juramentos, e
da gloria do meu nome : com quanto lasiimasse
o rer-me assim compromettido n'uma misso as-
saz perigosa, todaria nao procurara della arre-
dar-me, para que eu nao tiresse em tempo al-
gum o direito de pedir-lhe conta da mioha hon-
ra. Em summa empregou essas patarras casle-
lbanaa lo magnificas que translornam o corago
da mocidade, e produzem um sorriso de piedade
nos labios dos reinos I Eu havia tocado ao en-
thusiasmo 1 Carmen parecia-me tima crealura
incomparavel 1 Fez-me jurar qne eu lhe preve-
nida quando fosse chegada a hora do combate,
porque ella quera associar-se aos meas perigos
pelas sopplicaa e soflmenlo: prometti-lbe ludo.
Nao ros descreverei, conde, o triste espect-
culo dessas lulas que durante tantos annos en-
sanguentaram oslo da Hespanha I Tenhopres-
ea em concluir a minha narrago. Basta dizer-
vos qne urna semana depois eu penelrava meia
noite na cmara de Carmen, sallando pela janel-
la. Era a veapera do dia em que devia entrar no
combate,
Lesage.
Somos levados talvez a crer que o seculo XVII
leve sobre a dignidade.bu mana ideas muito dif-
erentes das nossas; talrez aquelles dos seus es-
criptos. que descoohaceram as santas exigencias,
foram da nossa parte o objeclo de urna indul-
gencia algum tanto gratuita e excessira.Justi-
Dcam-se depressa de todas as suas genuflexoes,
dizendo : as mximas e os costumes do seculo as-
sim o exigiam 1
Mas, dizei-mede que mximas e costumes se
falla T Feoelon nao tinha, em materia de lisonja,
as mesmas mximas de Mr. de Noailles.oem mes-
mo de Bossueto. A cidade, a verdadeira cidade,
a burguezia media nao linba os mesmos hbitos,
que a corte. O horisonte moral da pequea aris-
tocracia provincial, era tambem curto, mas bem
mais puro, que o da brilhanle nobreza de Versail-
les. Assim em despeito de alguns prejuizos,
que entac-pesavam sobre todas as classes, e so-
bre todas a almas, cada individuo leve sempre
de escolher direeges moraes muito oppostas, e
perfeitameote responsavel perante a historia, da
conducta honrosa ou"toaixs, qoe seguio.
A estes panegyristas oxcessivos, que sempre
desconheciam urna verdade evidente, e que to-
depressa imaginaram que no seculo XVII um
poeta era mora I mente obrigado, por o prejuizo-
geral, a viver de migalhas huuvlhaotesda corte,
da financa ou de qualquer grande senhor, op-
ponhamos mui smplesmente a biographia de
Lesage.
Alain Rene Lesage, nasceu era Vannes, a 8 de
maio de 1669. Seu pai era ao>ogado, notario e
escrivo da corte real de Rhuys, mas pobre, ape-
zar do triplicado modo de rida, como quasi todos
os burguezes daquelle seculo. Alm disso, a
pouca fortuna que deixou ao futuro escritor,
ainda menino, se dissipou entre as mos dos tn-
lores, vidos ou ineptos, e foi obrigado, durante
muitos annos, a trabalhar como humilde caixei-
rn, dos escriptoros de um tratante bretio. E"
desde ento, provavelmente, que comegou a co-
nhecer os costumes, que para o futuro deveri
descrever em Turcaret, com urna finara to enr-
gica.
Parece que produziraro em sua alma, generosa
e delicada, urna impresso das mais desagraveis,
porque o acharaos, em 1692, em Paris, ttodo
' bruscamente deixade seu emprego, e em urna
posigao bastante precaria. Nao contara ainda
com a penna, nem no seu rao titulo deadvogado
no parlamento ; comtudo. a pobreza pecuniaria
nao o impedio o regeitar a mo e fortuna de urna
tenhora de posigao elevada, para esposar urna
menina, dolada de mais espirito, corago e vir-
tudes, que de riqueza.
Na mesma poca, o poderoso marechal de Vil-
lars, manifeslou a inteoco de o ligar,isto ,de lhe
dar em sua casa um lugar entre o seu gato e o seu
esmoler. Sabe-se que a maior parte dos escriplores
do seculo XVII aeeitavam com prazer estas poai-
siges hu mil han tes, e que nos ricos palacios da
aristocracia haviam auccedido aos astrlogos as-
sim como estes aos Irues. Lesage recusou com
urna poltica inveocivel os offerecimentos- de
Villar, e, em vez de oceupar esta posigao,. prefe-
rio ser um modesto e laborioso traductor
Ihosde segunda ordem, o laborioso escriptor nao
acuda s s oecessidades de sua familia, oblinha
tambem a vantagem de* entrar pouco a pouco
nele caminho de imitages erigioaes, no fim
do qual devia achar seus cheles d'obr, e gloria.
Em 1707, tndo j 40 annos, publicon o Diabo
Coxo. A' primeira vista, o Diabo Coxo, pareca
urna simples 'mitago de um curioso livro da
Valer de Gueveira, // Diavulo Cojelo ; mas len-
do-se cora attengo, que difforenga entre o livro
hespanhol, e o francez I O primeiro nao mais
qoe urna satyra delicamente envolvida com o
veo do maravilhoso ; o segundo, debalxo do mes-
mo involucro, deixa rer todas as fraudes, hypo-
crizias, tartnfficesdomostlcsse nao domesticas de
urna poca em que ellas reioaram, e gorer-
naram.
A ancdota contempornea, a illuso floa e
delicada, se misturara da maneira a mais gracio-
sa critica das eternas estravagancias da nossa
especie. O mal superabunda um pouco nesta
viva galera de pequeos quadros, tomados sobre
os factos ; mas sente-se qae vista por quem se
affligia, e que esta pintura, que sempre sorri,
contempornea das lagrimas de Vaubao, e de
Fenelon sobre as miserias disfargadas do dilatado
reino.
E' urna eousa capital, talvez a nica para
um espirito escolhido, o ter achado urna vea
verdadeira. Lesage, alfim, achou a sua. Ao
Diabo Coxo succedeu logo Turcaret, pega immor-
tal, como Tartu/fo, ainda que de um genio infe-
rior, porque o frueto luterano nao s d'uma in-
teligencia bem dotada, mas da indignago a
mais virtuosa, e a mais enrgicamente concen-
trada. Todos aquelles que tem lido o Disimoreal,
de Vaubao, e os ensaios lo notaveis de Bois-
guillibert, sabem os abusos monstruosos do sys-
tema financeiro de Luiz XIV, e as concussoes,
que permittiaaos tratantes. Lesage, que os ti-
nha visto de perto, lembrou-sc de os signalar.as-
sim como as estravagancias, vergonhosas e ridi-
culas, que a isso se.seguem.
A audacia era grande.O proprio Vaaban, an-
da que defendido pelo rei, por seus servigos,
nao ousava atacar estes formidaveis finanreiros,'
eno por traozena, na sombra, tomando mil pre-
cauges. Olitterato burguez foi mais atrevido
que o marechal, o que mediocremente me ad-
mira.
< Que noitemeu Deus I Nunca bouvedr hu-
mana que se exprimiese com termos mais admi-
raveis I Carmen estava sublime no seu deses-
pero, estava deslumbrante de belleza I Que boa
cmica sera I Mas, nao: ella pareca sincera
naquella occasio ; acreditara de veras 00 seu
infortunio. Era ainda tao joven I
Joaquim Dick fez urna pausa, e deixando cahlr
a cabega entre as mos, assim se conservou por
alguns instantesimmovel como urna estatua. O
Sr. d'Ambron considerava-o com o olhar enter-
necido, e respeitava o seu silencio.
Oh I Essa noite est presente no meu pen-
samento como se datasse de hontem I proseguiu
elle afinal erguendo a cabega. A sua recordago
me abraza o sangue me causa transportes taes de
furor que me fazem receiarpela minha razol Ohl
a vida urna comedia em que cada um preenche
como pode o papel mais spropriado ao seu carc-
ter : eu represeotei o papel de amaole apsixona-
do em rez de escolher o de um louco divertido I
' realmente para affligir, nao achaes ?
A rossa alegra me assusta, Sr. Joaquim.
Nao receiaes qne a narrago por vos emprehen-
didaesteja cima das voasas forgas?
A mioha alegra, conde, seria antes mon-
tona que assustadra, respondeu o Batedor de
Estrada, porque ha dezoito aonos que dura. Obri-
gado pela rossa benerola solicitude. Esla narra-
go com effeito pode faligar-me por momentos,
mas espero readquirir logo o meu sangue Trio.
Ha taos annos que estou habituado s oceultar
asminbas commogoes, que ellas devem manifes-
tar-se com urna forga e violencia desuzadas quan-
do trato de dar-Ibes expanso. Vou continuar.
c Deveis conhecer perfeitameote a scena de
Romeu e Julieta : isto rre dispensa de repartir-
ros as loucas exclamagea e promessas reciprocas
que fizeraos, eu e Carmen, at o momento em que
o canto dos passaros nosreio advertir de que era
chegada a hora da partida.
c Carmen I lhe dase entre lagrimas e suspi-
ros : en tinha naquella noite em um momento de
delirio roubado ao cu um anjo para fazer delle
mioha mulher sobre a trra 1Carmen, nunca
esquecaes, baja o que houver, de que sois d'ora
avante a duqueza de ***. Em quanlo forraos vi-
ros nao baja poder no mundo que nos separe 1
t intil accresceotar qne ella jurou-me eter-
na fidelidade j Cnto representara por instinc-
lo o seu papel admiravelmente I
Du,aa horas depois ouvia-se as roas o es-
trondo dos tiros e o tlnir das espadas : no fim do
dia eu estava encerrado n'uma priso. Os aven-
lureiros que me haviam arremessado para a fren-
te, tendo porm o cuidado de se oo exporem,
procuraran) tirar algum proveito de sua submis-
so. A eonjurago abortara completamente.
c Passei tres semanas no segredo, sem rer,
sem fallar a pessoa alguma ; Onilmente os meus
dous amigos obtireram o consentimento de pe-
netrar al a mioha priso. Que lagrimas I que
abragos 1 A entrevista era das mais Incautes. O
mea primeiro cuidado foi informar-me de Car-
meo. Seabe que se achara entregue mais riva
dr: pedia 9 morte o. lodos 05 instantes. Os seus
Depois de haver escriplo sua comedia foi le-la
de circulo em circulo, com grande prazer da
uns, e grande escndalo de outros. Pois que I
exclamavam estes, nao aoarchico atacar ao ul-
timo ponto, por alguns pequeos furto, pessoas
que teem entrada na corte, e que gozara muitas
vezes a conversaran muito augusta do mnto au-
gusto moRarcba ? Nao contentes de actuar so-
bre a opinio por estes emissarios, os tratantes
intrigaram-o igualmente com as actrizesr cujo
luxoe favor), elle estipendia vara.
De pois, como se nao fosse sufficientes- 89
boas linguas de uns, e as bellas de outros, diri-
giram-se e Lesage,offreceodo-ihe 100,000 fran-
cos, como indemnisacao de retirar sua pega. Le-
sage era pobre ; mas regeitou seu oflerecimeolo
com desprezo. Deetarou-se ento de todo a guer-
ra. A banda leatou o ultimo esforgo ; as deosaa
thealraes pozetam-se.era campanha com lodoso
seus meios de seduego ; espalhou-se a ondas o
dioheiro ; as ameagas de avisos de priso circula-
ran), e em urna bella man-haa os actores declara-
ran) ao pobre autor qae- nao se representara a
sua pega Ficou Lesage iodignado, mas nao ater-
rado. Reuni seus amigos, seus protectores, que
o eram tambem de moral publica, e que havia
mesmo encontrado era- volts- de madame Main-
tenon. Ento urna aplcate meada de intriga
feminnas e masculinas, venaese desinteressadas,
honestas e deshonestas, se encadeou junto da
Monseigneur, que, muito embaragado, nao sa-
bendo o que Qzesse, aoabeu, cousa extraordina-
ria, por tomar o bom partido, e em virtude do
urna ordem desle principe, datada de 15 de ou-
tubro de 1708, o chefe d'obr repreieotou-se a.
1* de fevereiro de t706\ E' intil dizer o succes-
so que leve I Nao so- o publico applauiio cor
enthusiasmo indescriplivel a viva e a espirituosa
critica dos seus expoliadores ; mas os proprios es.
poliadores, ao mesmo tempo lo exactamente
descriptos, e to ridiculamente odiosos, qnize-
ram regeoerar-se, para uo mais se assomelhare[n
sua imagem viogadora, e se apressarara a ad_
quir novos vicios 1
GilBraz seguio Turcaret alguns annos-depois.
fil Draz, o romance satyiico, o romanea hist-
rico por excedencia, em que toda urna sociedade,
tomada- sobre o facto, floa toda stereotypada, sob
os olhos da posteridade, com sua nobreza, seus
Qnanceiros, seus comraerciantes, seus fra'des-.seus
doulores, seus aventureiros, suas intrigas, seus
escandaios de toda a natoceza.
Esto romanee nao s am chefe do obra,
um symploma dos lempos. Atiesta que no ro-
mero do seculo XVIII a burgueaia parisiense
ainda em reformar a velha ordem social, sabia
quaotas fraquezas. vergoohozas miserias, tristes
desorden, sej occuliavara sobre a symetria so-
lemne de suas esplendidas apparencias I
pareles a custo podiam cont-la ; quera correr
al junto de mim, seu amante, seu marido : pois
nao s confesaava altamente a aua fraqueza, mas
tambem della se gloriava !
t Podis, fazer urna idea dos meus traosportes !
Os meus amigos prometlertm-me que eu nao lar-
dara a ser solt, pois coolavam tirar-me desse
mo passo a cusa de iocessantes e iofatigaveis
solicilagoes. No caso porm de que as suas ea-
perangas se nao realisassem, haviam j prepara-
do os meios da minha evaso ; de qualquer ma-
neira eu ira bem depressa reuoir-me a Carmen.
Prerendo j a mioha prxima fuga confiei de um
desses amigos lo dedicados urna procuraco em
termos que lhe permettia liquidar toda a'minha
fortuna.
Que bellos sonbos formei depois qne elles
sahiram I O que tenha a receiar? Nada abso-
lutamente. Que desgraga poderla accontecer-me?
O exilio ? Mas Carmen amava-me, era minha mu-
lher, e devia pois seguir-me. Um amante apai-
xonado de vinte annos de edade nao tem patria :
sua patria o corago da mulher quem ama I
No dia, que se seguiu a esse em que lo de-
liciosas commogoes fizeram palpitar o meu cora-
go, comparec perante o tribunal. Ignoro o que
me perguntaram e o que respond: ria no meu
julgamento urna formalidade fastidiosa : o seu
resultado foi a minha deporlago momentnea
para Ha vana. O tribunal, tomando em conside-
rarlo a minha mocidade e inexperiencia, se mos-
trou clemente para commigo : ouri essa senlen-
ga dislrahidaniente. Nao me hariam por ventu-
ra promettido os meios de evadir-me ?
Se vos contasse as terrireis e pungentes an-
gustias poique passei, um mez inleiro seria pou-
co I E depois nao ha quem possa contar soffrl-
menlos de desoito annos 1
Os meios de evaso que eu esperara foram
frustrados : enviaram-me prisioneiro para a Ha-
rana. A minha crenga robusta na amisade aju-
don-me durante muitos mezes a supportar esse
cootratempo : esperara a cada momento rer che-
garo termo dos 'meus infortunios I Um golpe
terrivel porm reiu aniquilaras minhas esperan-
gas, e rasgar por urna rez o ru que oceultara
humanidade 1 Aprejidi a co-
em um s minuto, mas esse
porm tal era o mea estado de fraqueza que nao
foi possivel aproveitar-me logo delle. Vi-me
forgado a demorar-me mais seis mezes em Ha -
vana. Um s peosamento me fazia supportar a
vida era a vinganga I Quando voltei Hespanha
Carmen j nao exista : sbita molestia & preser-
vara do perjurio ; por quanto nao tinha ainda
casado. Quanlo ao seu noivo morrera em urna
das refrenas numerosas que se davara ento to-
dos os das entre os christioos e os carlistas.
a A existeocis tornara-se-me pesada e sem in-
teresse : pensei no suicidio I Por que nao suc-
cumbi aesss vertiginosa tentacao '. Poriue razo
nao consumei essa fraqueza? Eu mesmo nao
sei I Talvez fosse a iodomarel energa da mi-
nha forte natureza que se reroltasse contra essa
idea de destruirlo l
Nao poda mais supportar a residencia na
Hespanha : resolv expatriar-ae. Lem brand-
me das graodes propriedades que a minha familia
possuira antigamente no Mxico, roltei os olhos
para esse psiz : mudei de nome, e embarquei-
me para Vera-Cruz. Ali encontrei um dos an-
tigos rendeiros de meu pae : esse homem quase
fizera millionario apropriaodo-se das riquezas
que o duque lhe tinha confiado, quando se rira
obrigado a fugr por occasio de serem expelli-
dos os Hespanhoes, recusou-me um lugar de ca-
xeiro nos seus escriptoros, e offereceu-me al-
gumas piastras como a um mendigo 1
Contiuar-st-ha.)
aos meus olhos a
nhecer os homens
minuto foi um seculo de dor I
a Duas cartas me rieram s mos ao mesmo
tempo. A primeira era do proprio punho de
Carmen : annunciava-me em poneas linhas o seu
prximo casamento com um dos meus dous ami-
gos. A segunda era de um prente afaslado :
contava-me que o miseravel a quem eu havia
dado a iprocurago tioha liquidado, jogado, e
perdido a minha fortuna. O que eu ainti 4 le-
tora da carta de Carmen nao ha expressoes que
possam narrar : cahi por Ierra como fulminado I
Quando tornei a mim hariam decorridosete
semanas. O goreroador geral, em ootro tempo
amigo de meu pae, me fuera transportar para o
seu palacio, e velara i cabeceira do meu leito.
A minha conralescenga posson por um milagro.
A morte (alta muitas rezes quando dere rir i
Nao tardou a me ser concedido o perdo ;
Este ultimo golpe, este supremo desengao,
em lugar de acabrunhar-me, fizeram pelo con-
trario renascer toda a minha coragem 1 Acaba-
ra dse apresentar aos meus olhos um caminho
a seguir, um projecto a realisar: tinha que to-
mar urna desforra contra a humanidade I Jurel,
e at o presente tenho cumprido o meu juramen-
to, de nao rer nos homens mais que instrumen-
tos da minha rontade. inimigos a combater, cul-
pados a castigar 1 Todaria se naquelle tempo
houresse um homem que me tiresse generosa-
mente estendido a mo, eu teria abandonado a
minha resolugo 1 Havia no fundo do meu co-
rago urna especie de benevolencia, e generosi-
dade iocriveis 1 Foi preciso que eu passasse pe-
las decepgoes as mais dolorosas, soffresso as mais
duras privages da miseria, para que chegasse a
ser o qoe hoje sou !
Depois de ter em rao batido todas as por-
tas do Mxico, depois de ler aupportado as an-
gustias da fome, e as humiliages da pobreza eu,
grande da Hespanha, eu, que tinha um nome dos
mais Ilustres de toda a Europa, part a p e ao
acaso, com o baslo em urna das mos, entregan-
do 4 misericordia de Deus o prorer s minhas
oecessidades I A hospilalidade no Mxico, tallo
nao dascidades mas dos serios, raras re-
zos falta ao riandante, e ata mesmo ao vagabun-
do I Nio morri de fome : eis ludo.
finalmente depois de seis mezes de pere-
grioages ao acaso cheguei California. A for-
tuna ia finalmente sorrir-me 1 mas ah I era mui- j
to tardo I .A desgraga tinha fortemente pesado
sobre-mtm para que no coragio me ficasse outro
sentimento qae oo fosse o odio 1 O mea oimi- ]
nho estava tragado: desde ento Bao ae desviei
delle um s momento.
Joaquim Dick fez urna pequen* pausa : olha-
va flxamente para o seu interlocutor.
Ento, conde, replicou elle, o que pensao*
da minha mocidade ? Achaes qoe haveriam mui-
tos homens que resistissem a laes provas ?
A vossa entrada nos camiobos da vidakSr.
Joaquim, foi realmente bem terrivel : mas. por
que a fatalidade se coospirou contra vos nao se
segu que a humanidade inleira merega a rossa
averso e o vosso despreso.
Nesle caso, ros em meu lugar terieis curva-,
do humildemente a cabega, terieis sollado o mal
com paciencia ? Mas, conde, nao podis respon-
der a esta perguota : nunca conkecestes o.qua
a miseria I
O Batedor Estrada ia continuar a sua mw.ac.ao
quando urna vigorosa pancada soou na pwta d&
ra, e annunciou a vinda de algum.
O conde poz-se a sorrir.
Os hbitos e os costumes, disse elle,, naudio
com os climas. Se estivessemos em Paris o nar-
quez d'Hallay nao me enviara to depressa os
seus padriohos : e quem sabetalvez ver.ha elle
mesmo em pessoa. So assim for, Sr. Joaquim.
pero-vos que oo vos inlromeitaes na discussao ;
por que tomando partido contra o Sr. de Hallay
em minha casa farieis que ficassemos dous con-
tra um, e seria isto falrir a todas as teis da honra.
A honra para mim urna palavra sem sen-
tido I Nao importa : ealar-me-hoi para fazer-
vos o gosto. Previno-vos porm de qu*. se o
marquez exigir urna reparago por meio das ar-
mas, deixarei cahir no vosso dialogo uaa pala-.
rra urna s I..
Que palana, Sr. Joaquim ?
A palavra assassino a e assegoro-ve&qua
resultar urna de duas ; ou o Sr. d'Hallay arre-
messar-se-ha sobre aira como um tigre, ou cur-
rar a cabega humildemente....
O Batedor de Estrada mal tiuha acabado quaa-
do ouriu-se um passo pesado na sala que prece-
da a aquella em que os doas conrersavam : e
quasi logo arranharam porta.
E' o meu criado, disse^ o mancebo : e ele-
vando a ros, accrescentou Eolrae,
criado entre abriu um dos baleles da porta
O que hadenoro, Pedro ?
Um estraogeiro deseja fallar ao Sr. Joaquim
E esse estraogeiro nio disse o seu nome ?
Nao, senbor ?
O Sr. d'Ambron consultou com o olhar ao Ba-
tedor de Estrada.
Fazei-o entrar, disse elle ao criado a um
slgnal affirmatiro de Joaquim.
Alguns segundos depois a porta se abria e dar
entrada na saleta ao canadiano Grand-Jean, ves-
tido com os seus hbitos de rtagem, e trazendo
na mo sua carabina.
( Conftnitar-M-An.)
FIllV- TTP. DI M. f. DI FAMA 1841.


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