Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09303


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Full Text

All IIXTII IDIE10 126
Por tres mezes adiaitados
Por tres mezes vencidos 6J000
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n m
:j*iM*i*<3 i. uiii.i
SEGUIDA FQRi 3 II JOEHO II IStT
BNCARRBGADOS DA 8UBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino di Lima ;
Natal, o Si. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranhio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimara.es ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS CUHKISl.
Olinda todos os dias as 9 1/1 horas do da.
Iguarau, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cariar, Altinho
Garanhuns as lercas-feiras.
jiiuuit o riu una t|uar.as tvirao.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras
EPHEMERIDES DO MIZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas 19 minutos da man.
to Quarto crescente as 7 horas e 56 minutos da
manhia.
Pr aduUdt 19|000
Porte fruet para sobseripUr.
RUI
iranhuns as tercas-feiras. "*,
Pao d'Albo, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes- ** \?* cheia aos 3 minutos da tarde,
queira, Ingazeira, Flores, Tilla-Bella, Boa-Vista, Va"0 minguanta aos 21 minutos da manhia.
Ouricury e Fx as quartas feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 30 minutos da manha.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. Primeiro aos 30 minutos da manha
(Todos oscorreiosparlem as 10 horaada manhaJiSegundo aos 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Ofidio b.; 9. Paula t. m.
4 Terca. S. Francisco Caracilo; S. Qoirino b.
5 Quarta. S. Marciano rn. ; S* Bonifacio b. m.
Quinta. S. Norborto b. ; S. Paulina v. m.
7 Sexta. Ssntfssimo Coragio de Jess.
8 Sabbado. S. Salustiano ; S. Sereriano b.
9 Demingo. Ss. Primo e Feliciano mm.
AUUI&NUIA uus
Tribunal do emmercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados ss 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Joizo do eommercio : quartas ao meto dia:
Dito de orphios: tercos e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel : tercas sextasao meio
dia.
Segunda Tara do eivel: quartas e sabbados
hora da Urde:
TKIBUNaB DA CAPITAL.
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SU*-
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Das; Baha
Sr. Jos Martina Aires; Rio dt Janeiro, o Sr
ioo Pereira Martina.
eio
Op
a 11 Paria,
16 o 8.
EM PERNAMBUCO.
proprieUrio do diario Manoel Figaeiroa de
,na sua livraria prega da Independencia ns
PARTE OFFICUL.
LE N 492.
Antonio Marcellioo Nunes Goncalves, presidente
da provincia de Per na m buco.
Fa;o saber a lodos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decrtou e en
sanccionei a resoluto seguinte :
Art. 1. Ficam concedidas quatro loteras de
cento e vinte contos cada urna, para a continua-
do das obras da casa do gymnasio provincial.
Ait. 2.a Ficam revogadas as disposices em
contrario. Mando portaoto todas as autorida-
des, quemo conbecimento e execuco da pr-
senle resolucao perleneer, que a cumpram e fa-
Sam cumprir too inleiramente como n'ella se
conirn. O secretario desta provincia a faja im-
primir, publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco, aos 28 de
maio de 1861, quadragesimo da independencia e
do imperio.
L. S.
Antonio Marctllino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a prsenle resolucao n'estc
secretaria do governo de Pernambuco aos 28 dias
de maio de 1861. Joo Rodrigues Chaves.
Registrada s f. 55 do L 5o de leis provinciaes.
Secretaria de (overoo de Pernambuco, 31 de
maio de 1831. Francisco de Lemos Duarte.
N. 493.
Antonio Marcellioo Nunes Goncalves, presidente
da provincia de Pernambuco.
Paco saber todos os seus habitantes que a
assembla legislativa provincial decrtou e eu
sanccionei a resolucao seguinte:
Art. 1. O producto das loteras concedidas
ao convento de Nossa Senhora do Carmo desta
cidade pelas leis provinciaes ns. 370 de 15 de
maio de 1855 e n. 402 de 6 de abril de 1857, de-
ver ser applicado, nio s para o concert do
convento, propriamenle dito, senao como para a
reedificaco das obras da igreja, parte integrante
do referido convento.
Art. 2. Ficam revogadas as leis e disposi-
ces em contrario.
Mando portanto a todas as autoridades, quem
o conhecimento da presente resolucao pertencer,
que a cumpram e facam cumprir to inteira-
mente como n'ella se contera. O secretario desta
provincia a faga imprimir, publicar e correr.
Palacio do governo de Pernambuco. 28 de maio
imperio.
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta
secretaria do governo de Pernambuco aos 28 das
de maio de 1861. Joo Rodrigues Chaves.
Registrada s f. 55 v. do liv. 5 de leis provin-
ciaes.
Secretaria do goveroo de Pernambuco, 31 de
maio de 1861. Francisco de Lemos Duarte.
N- 494.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves, presidente
da provincia de Pernambuco.
Fago saber todos os seus habitantes, que a
assembla legislativa provincial decrtou e eu
sanccionei a resolucao seguinte :
Art. 1. O medico do collegio dos orphaos de
Santa Therea ter de ordenado um cont e du-
zentos mil ris annualmente.
Art. 2." Nao ter direito qualquer gratifica-
cao por affluencia de trabalho, que Ibe sobreve-
nid no excrcicio de seu emprego.
Art. 3." Ficam revogadas as disposices em
-contrario. Mando, portanto, todas as autori-
dedes, quem o conhecimento e execuco da
presente resolucao pertencer, que a cumpram e
facam cumprir to inteiramente como n'ella se
contm. O secretario da provincia o faca impri-
mir, publicar e correr.
Palacio do goveroo de Pernambuco, 29 de maio
de 1861, quadragesimo da independencia e do
imperio-
L. S.
Antonio Marcellino Nunes Goncalves
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta
secretaria do goveroo de Pernambuco aos 29 de
maio de 1861. Joo Rodrigues Chaves.
Registrada s f. 56 do L. 5 de leis provinciaes.
Secretaria do governo de Peroambuco, 31 de
maio de 1861. Francisco de Lemos Duarte.
cumentos, que acorapanharam a sua informacio
de hontem, sob n. 202, tenho & dlzerque mande
pagar pessoa, que para isso se mostrar aulori-
sada, a quaotia de 154J000 rs., em que, segundo
o parecer da contidoria dessa thesouraria. Im-
porta o aluguel da casa e telheiro pertencentes
Vicente Ferreira Lima, e que serven) de cadeia e
de quartel na villa de Ingazeira, a coota de 5 de
novembro de 1858 at o ultimo de dezembro do
anno prximo pistado, na razio de seis mil
mensaes. -
Dito ao director do arsenal de guerra. Man-
de Vmc. apresentar ao director do hospital mili-
tar, como requisitou o commaodante das armas
em ofQcio de 28 do correte, um ofBcial de carpi-
na desse arsenal, afim de acertar as cabeceiras
das camas ltimamente ornacidts ao mesmo
hospital, e de outras ali existentes. Communi-
cou-se ao coronel commandante das armas.
Dito ao capao do porto. Fago apresentar
V. S., para serem inspeccionados, os recrutas de
marinba, Manoel dos Santos Neves, Joo Agos-
tinho de Mello e Luciano Jos da Costa. -Corn-
il) unicou-se ao chefe de polica.
Dito ao commaodante do corpo de polica.
que fique aem effeito a portara de 13 de abril ul-
timo, pela qual foram removidos, o 1 da cadei-
ra da freguezia do Poco da Panella para a da po-
voaco de Baixa-Verde, e o 2 desta para aquella
cadeira.Flzeram-se as necessarias commuoica-
ces.
Dita. O presidente da provincia, altendendo
ao que requeren o professor publico de instruc-
cio elementar da povosco de Biixa-Verde, Je-
ronymo Theotonio da Silva Loureiro, resolve con-
ceder-lbe 30 dias de licengs com ordenado, a
contar do dia 11 docorrente. Communicou-se
ao director getal da instruccio publica.
DESPACHOS DO DIA 29 DI KA 10 DI 1861.
Reguirimtntot.
Antonio.Ludgero da Silva Costa. Requeira i
assembla legislativa provincial.
Abaixo assigoados dos empregados da thesou-
raria de fazenda. Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Antonio Ludgero da Silva Costa. Informe o
Sr. juiz municipal da cidade da Victoria.
Antonio Ferreira Lobo.Informe o Sr. iospee-
.. Hw .VU.U.HMMHU.O ww wvifv uo futida. a.tvuiu lOIICIta LUUU. ir
Expeca V. S. as suss ordens, para que o cabo de tor da thesouraria provincial.
esquadra do corpo sob seu commando, Evaristo
Ferreira das Chagas, se aprsente ao commissa-
rio vaccinador desta provincia, afim de servir na
respectiva repartigao. Communicou-se aocom-
missario vaccinador.
Dito ao director geral da instrucgo publica.
Respondendo ao officio de Vmc. de 10 do corren-
te, sob n. 155, dizendo-lbe que para se poder au-
torsar a compra dos sapatos para os educandos
do collegio dos orphaos, e da roopa para os afri-
canos liv res ao servico do mesmo collegio, ne-
cessario que o respectivo director aprsente a coa-
la de sua importancia, ficando Vmc. inteirado de
que todas as mais requisices, a que allude o seu
citado officio, j foram satisfeitas.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do offi-
cio do inspector da thesouraria provincial, res-
pondo ao que Vmc. me dirigi em 6 do corrente,
sob n. 141, acerca do pagamento das mensalida-
des dos alumnos internos e meio pensionistas gra-
tuitos do gymnasio provincial, relativamente ao
trimestre decorrido do 1 de abril ao ultimo de
junho vindouro, como se v da conta que de-
volvo.
Dito ao commissario vaccinador provincial.
Remello Vmc. urna caixinha contendo tubos de
puz vaccinieo.
Dito cmara municipal do Recife.Respon-
dendo ao officio que a cmara municipal do Re-
cite dirigio-me em 6 do corrente, tenho a dizer
que, uo obstante as ponderaces que faz acerca
da disposico do art. 44 do contrato celebrado
com Carlos Luiz Cambrone para o servico da lim-
peza desta cidade, sendo, como recoohece a mes-
ma cmara, da natureza inteiramente municipal,
e por isso de sua competencia a materia, que tem
de ser regida pelo regulamento, de que se trata
Angelo Baptiata do Nascimenlo e Manoel Pe-
reira Lemot.Informe o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda.
Rento Jos Ramos de Oliveira. Satisfaga o
supplicante a exigencia da procuradoria fiscal, es-
cripta margem desta petigio.
Constancio da Silva NevesInforme o Sr. ca-
pito do porto.
Francisca Joaquina da Cooceic&o. Pode
seguir.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
Informe ao commandante superior da guarda na-
cional de Santo Anto.
Henrique Antonio Franciaco Dornellas.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Tenorio de Castro Gramma. Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Major Joaquim de Souza Leo.Informe o Sr.
director das obras publicas.
Jos Mara de Carvalho Jnior. Dirija-se
thesouraria provincial.
Jeronymo Theotonio da Silva Loureiro.Passe
portara na forma requerida.
Joo Francisco Xavier de Souza. Concedo 15
dias improrogaveis.
Jeronymo Theotonio da Silva Loureiro e Maxi-
mino Narciso Sobreira de Mello.Paste portara
na forma requerida.
Luiza Mara Ferreira.Informe o Sr. Dr. chefe
de polica.
Manoel Ferreira Vianna. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Manoel Antonio Camargo. Aprsente o sup-
plicante opportunamente a sua proposta ao coo-
selbo administrativo para ser attendido com as
formalidades legaes.
Monica Mara de Jess. Informe o Sr. Dr.
ue ser regios peio regulamento, ae que se trata a,uult nana ue jess. iniorme
no predito artigo, formule essa cmara com toda cnefe de policia.
a brevidade o projectode postura, que julgar maisl Manoel Joaquim do Reg e Albupu
conveniente para a execuco do mesmo cootralo. I Exhiba o supplicante a licenca da pi
Governo da pro viuda.
Expediente do dia 29 de maio dt 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
DeferiDdo o requerimento do particular 2o sar-
gento do 2o batalbo de iofantarla Gedeo de Sou-
za Velho, sobre que V. S. informou em officio
desta dais, o autoriso acceitar o paizaoo Alba-
no Pires Correa Gomes, que o supplicante offe-
Tece para Dnalisar o lempo do servico que lhe
ISllSa
Dito ao mesmo. Srva-se V. s. de mandar
por em liberdade o recruta Ludgero de Seona
Barbosa, que provou isenco legal. Communi-
cou-se ae chefe de policia e ao commandante su-
perior do Recite.
Dito ao conselheiro presidente da relacao.
Sirva-se V. S. de habilitar-me com a sua infor-
maco responder ao incluso officio n. 17, que
me devolver, do juiz de direito da comarca de
Santo Anto, datado de 2i deste mez.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.__
De conformidade com o que requisita o coronel
commandante das armas no officio por copia in-
cluso, mande V. S. adiantar ao almoxarife Tho-
maz Antonio Maciel Monteiro a quaotia de...
8003000, para occorrer ao pagamento das despe-
zas do hospital militar na primeira quinzenna do
mez de junho prximo vindouro. Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo. Transmiti V. S. os offi-
cos e papis, que se refere o aviso da repart-
cao da marinha de 12 de marco ultimo, cooslaote
da copia junta, afim de que mande processar,
dos termos da circular de 6 de agosto de 1847, as
dividas dos exercicios findos sobre que versam
esses documentos.
Dito ao inspector da thesouraria provincial___
Certo do conthedo de sua informaco de non-
tem, sob n. 200, tenho dizer que, nao lendo o
engennero Marlineau acceilado a nomeaco para
exercer interinamente as funecoes de agente fis-
cal da tluminacao gaz n'esta capital, durante
o impedimenlo do engenbeiro Francisco Raphael
de Mello Reg, foi em seu lugar designado o aju-
dante de engenheiros Josa, Mara de Carvalho,
1SVeTe V- S' mand Pg a quantia de
43J333 rs. que venceu desde 5 al o uRimo de
abril prximo Dndo, segundo consta do parecer
da contadoria dessa thesouraria, que se refere
a citada informaco.
Dito ao meamo. Respondendo ao officio de
13 de abril ultimo, sob n. 137, em que V. S.
consulta esta presidencia, por conta de quem
deve correr a differenca, que sedr, quando nao
orem suficientes para o sello dos bilhetes de
loteras os 3 nlO destinados para essa despeza,
tenho i dizer-lhe qne o thesoureiro das loteras
deve regular a dslribuifiao dos bilhetes de forma
que o sello que team elles de pagar nio excoda
os preditos 3 0|(j ; mas, se houver saldo de urna
lotera, poder este fazer face ae dficit que so
verificar em outrs.
Dito ao tneajqo, Restituindo V. S. os do-
, t r--------,.,-1 _.0~. ......^
conveniente para a execuco do msmo contrato,
devendo ter em vista, nao s a natureza do ser-
vico econdices estipuladas, como tambem as
commodiaades dos seus municipes. Outro tim,
informe tambem circumatanciadamente a cmara
municipal do Recite sobre o mais que solicita o
referido emprezario na representado, que inclu-
so devolvo.
Dito cmara municipal da cidade da Victo-
ria. Respondendo ao officio de 26 de marco ul-
timo, em que a cmara municipal da cidade da
Victoria consulta a esta presidencia como deve
proceder na substituido do vereador Joaquim de
Barros Correa de Queiroz, quedeclarou nao acei-
tar o cargo, para que fdra eleito, lendo-se apre-
sentado para prestar juramento o Io supplente,
Geraldo de Barros Coelho, depois de ter declara-
do que nao aceitava o cargo, e de se haver con-
vocado outro supplente para o substituir, tenho a
dizer mesma cmara que no disposto nos arti-
gos 19 e 20 da lei do Io de outubro de 1828, a-
char a soluco da duvids, que prope no seu ci-
tado officio.
Portara. O presidente da provincia, confor-
mando-so com a proposta apresentada pelo te-
nenle-coronel commandante do batalho n. 35 de
infantera da guarda nacional do municipio do
Brejo, acerca da qual informou o respectivo com-
mandante superior em data de 20 de novembro
do anno passado, resolve nomear officiaes do re-
ferido batalho, de conformidade com o artigo 48
da lei n. 602 de 19 de setembro de 1850, oscida-
dos seguintes:
1.a Companbia.
AlferesO sargenlo-ajudanle Antonio Magalhes
da Silva Porto.
3.a Companbia.
TenenteO alferes da mesma Pedro Felisberto
Pereira, ficando privado do posto o alferes Gon-
zalo de Barros e Silva, nomeado por portara
de 15 de feverairo de 1855 por nio ter solicita-
do patente no prazo legal.
5.a Qompanhia.
AlferesO sargento da mesma Isidoro Cavalcanti
de Albuquerque.
Communicou-se ao commandante superior res-
pectivo.
Dita. O presidente da provincia, conforman-
do-so com a proposta apresentada pelo comman-
dante da seceo de reserva n. 3, da guarda na-
cional do municipio' de Nazareth, acerca da qual
informou o respectivo commaodante superior em
officio n. 112 de 6 deste mez, resolve nomear of-
ficiaes da referida seceo os cidados seguintes;
1.a Companbia.
TenenteO aliares Aflonso de Albuquerque Ma-
ranho.
AlferesO Io sargento Joo Hypolilo Pereira de
Horaes.
Communicou-se ao respectivo commandante
superior.
Dita. O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta apresentada pelo comman-
dante da seceo da reserva n. 8 da guarda nacio-
nal do municipio do Brejo, acerca da qual infor-
mou o respectivo commandante superior em dala
de 6 de novembro do anno prximo passado, re-
solve nomear officiaes da referida seceo, na fot -
ma do artigo 48 da le n. 602 de 19 de setembro
de 1850, os cidados seguintes :
1.a Companbia.
TenenteO alferes da mesma companhia Alexan-
dre Fernandos de Magalnies Bastos.
2.a Companhia.
AlferesAntonio de Arauio Albuquerque, fican-
do privado do posto o alferes nomeado por por-
tara de 18 de fevereiro de 1859 Joo Nepomu-
ceno de Souza, por nio ter solicitado a respec-
tiva patente uo prazo legal.
Communicou-se ao respectivo commandante
superior.
Dita.O presidente di provincia, tendo em vis-
ta o que expz o coronel director do arsenal de
guerra em oficios datados de 16 de Janeiro ulti-
mo e 28 do corrente, resolve demiltir a Joaquim
de Paula Meira Lima do logar de fiel do almoxa-
rifado do mesmo arsenal, e, da conformidade com
. erque.
-jpplicante a licenca da presidencia
para tirar a madeira, de que trata.
Manoel Bezerra Cavalcanti de Albuquerque.
Informe o Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial.
Manoel Ignacio do Nascimenlo.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Manoel Valentina dos Santos.D-se passagem
de proa.
Saunders Brothers & Companhia.Informe o
Sr. director do arsenal de guerra.
Veridiana Mara Amelia Pode seguir.
Vicente Ferreira de Lima.Dirija-se thesou-
raria provincial.
Virgilio Coelho. Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
proposta do respectivo almoxarife, nomeia para
referido lugar o guarda do 4* armazem, Olym-
pio de Souza Galvao.Fizeram-se as necesaarias
enmmunicaces.
Dita. O presidente da provincia, altendendo
so que requereram os professores ds instruccio
elementar Maximino Narciso Sobreira de Mello e
Jeronymo Theotonio da Silva* Loroiro, resolve
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Pernambuco, na eidade do
Keeife, em 31 de maio de 1861.
ORDEM DO DIA N. 103.
O coronel commandante das armas em vista da
communicaco que lhe fez o Sr. major comman-
dante do corpo deguarnico desta provincia, em
officio datado de 13 deste mez, ao qual compa-
nhou o resultado dos exames praticos de que tra-
tara os arligos 28 e 29 do regulamento de 31 de
marco de 1851, publica para conhecimento da
guaroico, que no dia Io do corrente foram exa-
minados as seguintes especialidades :
1.a Nomenclatura das diferentes partes da ar-
ma, seu uso o especie.
2.a Manejo da respectiva arma e exercicio de
fogo.
3.a Escota de peloto e pootaria ao alvo.
4.a Manobras de batalho.
5.a Detalhe, escripluraQo e economa dos
corpos.
O Sr. tenente do mesmo corpo Joo Antonio
da Silva, sendo approvado plenamente na 2a, e
simplesmente na 4a e 5a.
O sargento quartel-mestre Francisco Leopoldo
da Silva Lisboa, e o Sr. 2o cadete Io sargento Sil-
vero da Costa Cyroe, approvados plenamente na
Ia e 2a, e simplesmente na 3a.
Outro sim, publica o mesmo commandante das
armas, que a 29 do correte o Sr. tenente-coro-
nel commaodante do 10 batalho de infantaria
engajou nos termos do-decreto o regulamento do
1 de maio de 1858, para servir por mais 6 an-
uos, o soldado da 7a companhia do mesmo bata-
lho Joaquim Antonio Roquete, que em iospec-
Co de aaude foi julgado apto para continuar no
servico do exercito.
O mesmo coronel commaodante desarmas de-
termina, que na manhia do dia 1 de junho vin-
douro se passe revista de mostra em seus respec-
tivos quarteis nos corpos movis e companhias
soladas desta guaroico, peta ordem seguinte :
s 6 horas a companhia de artfices; s 6 1/2 ao
2o batalho de infantaria ; s 7 a companhia fixa
de cavallaria ; 6s 7 1/2 ao 10 ; s 8 ao 9o, ambos
de infantaria ; e is 8 i/i ao 4o batalhio de arti-
lharia a p.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao.
Conforme.intonso Eneas Gustavo Galvao,
alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
1 de junho.
ORDEM DO DIA N. 104.
O coronel commandante das armas faz publico
Eara conhecimento da guaroico, que tendo-lhe
onlem participado o Sr. lenente-coronel com-
mandante do 10 batalho de infantera Joaquim
Rodrigues Coelho Kelly, ter passado o comman-
do do mesmo ao Sr. major do dito Joio da Castro
e Silva, em consequencia de ser elle transferido
para o corpo de guaroico do Amazonas, como
o declara a ordem do dia da secretaria de estado
dos negocios da guerra, sob n. 956, de 10 de
mato ultimo, [altana a um sagrado dever se dei-
xasse de louvar ao referido Sr. tenente-coronel
o telo, inteligencia e dedicaco com que sempre
!?- ? *"* funces, peta que
lhe d os devidos agradecisemos.
AsslgMdo./os Antonio da Fonieco Galvio.
Conformo- Antonio Eneas Gustavo Galvao.
Alteres ajudante de ordens interino de com-
mando.
i"'!."-. ,
INTERIOR.
RIO GRANDE DO NORTE.
. 1. seccio.Rio Grande do Norte 4 de feve-
reiro de 1861.Illm. e Exm. Sr.Com a infor-
m*c,ioiiojuizde paz do distrcto de Nova Cruz
passo as mos de V. Exc. a inclusa representa-
cao que a S. M. o Imperador, dirigem o juiz de
paz do distrcto de S. Bento e varios eleitores e
cidados relativamente i eleigo que se fez para
vareadores e juizes de paz no distrcto de Nova
Cruz. Abstendo-me de apreciar diversas asser-
coes dos representantes que nao se acham pro-
vadas, limitar-me-hei a declarar os dous motivos
que no meu humilde entender viciam a sobredi-
ta elelcio. A que se procedeu para vareadores
e juizes de paz em 1866 e a 7 de setembro ulti-
mo, bem como a de eleitores naquelle anno, leve
lugar no distrcto de Nova Cruz, que nunca foi
0 da matriz.
Verificando este abuso pouco antes da ultima
eleijao primaria, determinei que ella ae Uzease
no distrcto de Sio Bento, que considero o da
matriz pelos fundamentos constantes do meu of-
ficio junto por copla (sob n. 1) de 22 de dezembro
ultimo. A' vista delles e da resposta [copia n.
2) que prximamente recebi do Rvmd. bispo dio-
cesano, V. Exc. se convencer de que a eleico
de vereadores e juizea de paz para o presente
quadriennio foi fetta individsmento no distrcto!
de Nova Cruz e incompetentemente presidida
pelo respectivo juiz de paz. quando devia se-loj
pelo do distrcto de Sao Bento, que ja era sede
da parochia Sotes do anno de 1852, em que se
procedeu a eleico primara no segundo dos
mencionados districtos. Alm disto deu-se an-
da um outro facto que me cumpre referir.
O municipio de Sao Bento comprehende duas
parochias : a de Slo Bento, de que faz parte o
distrcto de Nova Cruz e a de Santa Rila. A elei-
co desta leve lugar no dia 7 de setembro do ao-
uo passado ; mas a da Nova Cruz, sendo suspen-
sa em seu cometo por deliberado da mesa,
quando apenas se lioham recebido algunas se-
dulas, que foram depois inulilisadas, a vei a
continuar quando j era conhecldo o resultado da
votaco da parochia de Santa Rita. Formando
os votos desta os da minora do municipio e cons-'
tituindo os de Sao Bento a maioria, cumpria no '.
caso indicado que a eleico de ambas as parochias '
tivessem lugar n'um mesmo dia, como j tantas
vezas tem decidido o governo imperial.
Submeltendo a consideraco de V. Exc. o que
fica ponderado meu parecer que sejam anul-
ladas as eleicoes de Sao Bento e Santa Rila, e
que se proceda a novas no mesmo dia em lodo
o municipio, tendo lugar a de Sao Bento na res-
pectiva matriz sob a presidencia do juiz de paz
do distrcto da mesma mstriz.
Dos guarde a V. ExcIilm. e Exm. Sr. con- \
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, minis-
ira e secretario de estado dos negocios do im-
perio.O presidente, Jos Bento da Cunha Fi-
gueiredo Jnior. 1
3." seceo.Rio de laneiro. Ministerio dos
negocios do imperio 3 de maio de 1861.Illm.'
e Exm. Sr.Foi prosete a S. M. o Imperador o
officio desta presidencia n. 208 de 4 de fevereiro
ultimo, transmittindo a representado que ao go-
verno imperial dirigem o 1' juiz de paz do dis-
trcto de Sao Bento e varios eleitores e supplen-
tes contra a eleico de vereadores e juizes de
paz que se procedeu na capella de Nova Cruz '
do municipio da villa de Sao Bento. Allegam os
representantes o seguinte:
1. Ter sido feita a elei;io em urna capella fi-
lial e nao na matriz.
2. Ter havido excesso de sedulas recebidas
sobre o numero de votantes que comparecern). I
3. Ter se empregado coaeco e violencia por1
parte do Dr. juiz de direito da comarca.
E o mesmo augusto senhor, tendo-se confor-
mado por sua immediata resolucao de 27 do
abril prximo lindo com o parecer da seccao dos
negocios do imperio do cooselho de estado exa-
rado em consulta de 13 de marco ultimo, ha por
bem mandar declarar o seguinte :
Que nao eslo proradas a 2a e 3a arguiedes o
que nio acontece com a Ia que se acha suficien-
temente demonstrada. A eleico foi celebrada
na capella de Nova Cruz, que nao a sede da
parochia, quando deveria se-lo na igreja matriz
da villa de Sao Bento visto j ter sido posta em
execuco a lei provincial n. 199 de 27 de junho
de 1849 que transferio a sede da parochia de
Santa Rila para a capella de Sao Bento. Alm de
semelhante irregularidade que sufficiente para
anullar a eleico, nao pode esta prevalecer vis-
ta do que expe a referida presidencia, isto que
a eleico depois de ter sido suspensa, veio a con-
tinuar quando j era conhecido o resultado da
vataco da parochia de Santa Rita, cojos votos
formam a minora dos do municipio, constituin-
do os da parochia de Sao Bento a maioria, caso
este em que cumpla que a eleico de ambas as
parochias tivesse lugar n'um mesmo dia, como
j tantas vezes tem decidido o governo imperial.
Altendendo ao exposto o goveroo imperial re-
solve, de aecordo com essa presidencia que se-
jam annulladas as eleicoes das parochias de Sao
Bento e de Santa Rita, e que se proceda a outra
de vereadores em todo o municipio, segundo a
doutrina do aviso n. 62 de 21 de fevereiro de 1853.
Dos guarde a V. Exc Jos Antonio Saraiva.
Sr. vice-presidenie da proviocia do Rio Gran-
de do Norte.Cumpra-se.Palacio do goveroo
do Rio Grande do Norte 17 de maio de 1861.
Cunha.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 31 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Joaauim Pires Machado
Portella.
Ao meio da feita a chamada, verfica-se haver
numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. 1 Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTEN
Um requerimento de Amaro Jos Lopes Couti-
nho, pedindo que as Ierras da antiga propredade
Pindoba de Flores, que comprebendem osenge-
nhos Parmaso e Moteaba, como a pequea pro-
predade Montes Claros do termo do Limoeiro, fi-
que pertencendo ao termo comarca de Naza-
reth.
O Sr. Livlno de Barros offereco- o seguinte re-
querimento, que depois de apoiado entra em dis-
cussae e approva-se sem dbalo.
Requeiro que pelas cmaras competentes so
pecsm as seguintes informaedes .-
1 So houve arrematacao de Imposto de 29900
da comarca da Boa-Vista.
2* Se houve concurrencia para esta srrema-
taco.
3* No caso de le* havido arrematacao, copia
do contrato.Livlno do-Barros.
ORDEM DO DiA,.
Cootiuuacio da discuti do orcamento pro-
vincial.
O Sr. Luis Fetipo : (Nio derolveu sen dis-
curso.)
O Sr. Souza Res : (Nao devolveu seu dis-r
curso.)
Vai a meza e apoia-se a seguiute emenda :
Depois das palavrasa cargo do chefe de poli-
ca diga-ae, e dasdeclaraces fetas pelas auto-
naaaes que flzerem as prisoes.Souza Res.
Eacerra-se a discusSo.
JSf 7nlM ,rti* 6 P'ovado com as se-
guintes modicacoes : regeitada a parte primeira
do g 1 que se refere aos guardas da casa de de-
tencao ; approvada a medida proposta pela com-
missao especial que commeteao cirurgiioda casa
de detengo a alimenticio dos prezos ; approva-
da a parte do trabalho da commisso especial
que consigna a quantia dedez contos de reis para
edificaco de officinas de trabalho na casa de de-
lepcao e a emenda ofTerecida pelo Sr. Souza Res
ltimamente, bem como a da -ommisso espe-
cisl que incumbe ao chefe de polica a classifica-
(ao dos prezos pobres.
Art- 46. O presidente da proviocia autorisa-
do reformai a thesouraria, o coosulado provin-
cial, e as collectdrias, de conformidade com os se-
guintes :
tg 1. A thesouraria e o consulado provincial
tero urna orgaoisaco tal que, simplificando o
trabalho, facilite o mais possivel a arrecadaco e
fiscalisaco das rendas e nao menos os despachos
dos contribuintes, principalmente no pagamento
dos impostos por exporlacSo.
2 Os vencimentos dos empregados serio
determinados do modo o mais equitativo, segn-
a cathegoria e trabalho de cada um. Na deter-
minaijao da porcentagem ter o presidente da
provincia altencao ao crescimento provavel da
renda annualmente, de modo que o quantum d'a-
quella seja na razio inversa deste augmento.
3. O empregado que por falla de exame ou
erro, concorrer para que seja ajuisado aquelle
contribuinte que mostrar nada dever, incorreri
em multa que ser descontada de seu ordenado.
4. Os regulameotos que-forem expedidos
em virtude desta autorisago, ficaro dependen-
tes de approvaco da assembla provincial.
E' aprovudo aem debate.
Arl. 47. O regulamento de 27 de abril de
1854 mandado observar na eitracao das loteras,
o a lei n. 428 de 13 de junho de 1857 ficam de-
rogados de conformidade com as disposices dos
seguintes:
l. A porcentagam do thesoureiro das lote-
ras ser regulada pelo valor de cada urna parle
dallas ; o presidente da provinria*marca-la-ba de
modo que nao seja maior de 8 por 0[o nem me-
nor de quatro, devendo ser ella tanto maior
quaoto menor for o valor de cada urna parte, fi-
cando assim alterado o valor do beneficio. Ne-
nhuma parte de lotera ter o valor menor de
130003000.
2. Os premios dos bilhetes das lolerus re-
colhidas aos cofres da thesouraria provincial,
prescrevero pelo molo porque prescrevem as di-
vidas passivas provinciaes, devendo os documen-
tos existentes na mesma thesouraria, pertencen-
tes aos mesmos premios, ser consumidos em jun-
ta depois de passados cinco aonos.
3.0 presidente da proviocia regular as
precedencias das loteras para a sua extraeco,
de modo que em cada mez sejam exlrahidas duas
parles das loteras concedidas para as obras do
Gymnasio provincial.
Va a meza e apoia-se a seguinte emenda :A
porcentagem do thesoureiro das loteras fica ele-
vada aele por cento, nao sendo cada parte me-
nor de vinte contos de reis.
O Sr. primeiro secretarlo, l urna portara da
presidencia, prorogando 1 presente sesso da as-
sembla proviocial at o dia 7 de junho prximo
vindouro.
O Sr. R. de Almeida pede explicacoes ceres do
artigo, as quaes lhes sio dadas pelos senhores Ig-
nacio de Barros e N. Portella.
Vo mesa e apoiam-se as seguintes emendas:
Em lugar de oito por cento diga-se seis por
cento.
Depois das palavras Gymnasioacrescente-
se, no caso de se proceder I extraeco de mais de
duas loteras em cada mez.
Eocerra-se a discussio e posto a votos o artigo
approvado, regeitadas todas as emendas.
Art. 48. Fica o governo da provincia auto-
risado entender-se com o governo geral, afim
de realisar o pagamento das quantias adiantadas
e que o forem pela fazenda por conta dos juros
addicionaes da estrada de ferro, por meio de an-
nuidades pagas de seis em seis mezes, na razio de
nove por cento ao anno, sendo sete de juros e
dous de amortisaco.
E' approvado sem debate.
Art. 49. As alteracdes do contrato para a
concluso das estradas do norte e do Pao do Alho
fetas em 28 de setembro da 1860, ficam approva-
das com as modificares constantes do3 se-
guintes :
a 1. O termo da estrada do norte comprehen-
der a ponte sobre o ro Bu.
2. O deposito de que trata a condico deci-
ma-quarta do contrato ser do valor duplo do que
ahi determinado, podendo ser feita em apolices
da provincia e devendo a condico decima-oilava
ser entendida de conformidade com esta condigo.
3. Os pagamentos serio feitos em moeda
legal do paiz, e em apolices emittidas na forma
do artigo 31 da lei n. 488, sendo 2 tercos em apo-
lices, e no prazp de dous mezes contados do re-
cebimento de cada um dos langos. Se a thesou-
raria nio effectuar o pagamento no tempo fizado,
pagar ao empreiteiro juros de 9 por cento ao
anno por toda a demora, ficando ao mesmo emprei-
teiro nesle caso o direito salvo de suspender as
obras, responsabilisando-se, porm, pela conser-
vaco das que anda nao tiverem sido recebidas
definitivamente.
Vai i mesa e apoia-se a seguinte emenda :
Supprima-se o artigo 49 eseus paragrapaos.
Eduardo Pioa.
O Sr. Nascimenlo Portella : (Nao devolveu o
seu discurso.
Verificaodo-se nio haver casa o Sr. presidente
designa a ordem do dia e levanta a sessio.
SESSO EM 1 DE JUNHO DE 1861.
Tresidencia do Sr. Machado Portella.
Ao meio da feita a chamada, verifica-so haver
numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessio.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr.' 1 secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE :
Uu officio do secretario da presidencia, remet
tendo copia da informaco ministrada pelo direc-
tor das obras publicas, acerca do ultimo lanco da
estrada provisoria deTsmandar oda navegabili-
dade dos canses de Ariquind e Mangabeira.A
qum fez a requisicio.
Outro do mesmo, remetiendo copia do officio
da cmara municipal do Buitjue. commisso
de posturas.
Um requerimento de Jos Policarpo de Freils,
pedindo a reparacio da injustiga que tem soffrl-
do no pagamento de seus ordenados, como pro-
fessor da cadeira de instruccio elementar do col-
legio das orphias. A commissio de legis-
laco.
Outro do Bernardo Jos Martina Pereira, tutor
do uno aseores, pedindo a absolvicio de urna di-
vida de 128|000 i fazenda publica, pala qual, na
qualidade. de herdeiros, esses menores so acham
obrigados.A commisso de orcamento prorin-
vincial. *
ORDEM DO DIA.
Entra em Ia discussio o projecto n. 50 leste
aono que reforma o gymnasio provincial, e ap-
prova-se sem dbate.
O Sr. Souza Reis requer a dispensa de inters-
ticio am do projecto ser dado para a ordem do
da da sessio seguinte.
Assim se vence.
Entra em 2 discussio o projecto n. 36 deste
anco, pelo qual se approvam diversos compro -
missos de vanas irmandades.
O Sr. Rufino de Almeida justifica o offerece
as seguintes emendas.
Aorescente-seE o da irmandade da Gloriosa
banta Ano* erecta na igreja da Santa CruzS. R.
Rufino de Almeida.
Artigo substitutivo ao art. 6 dos estatutos da
veneravel ordem terceira de S. Francisco. Os
irmaos msanos, e os que forem chamados pira
completaren! as mezas eleitoraes, e conjunctas
que se retiraren dellas sem licenca perdero
voto dado e o direito a serem votados, na eleico
que tiverem abandonado.S. R.Rufino de Al-
meida.
Emenda ao art. 5. dos estatutos da mesma
ordem 3a de S. Frsncsco. Elimine-se o final
do artigo das palavrase notando-seo livro ge-
ral essa falta em diante.S. R.Rufino de Al-
meida.
Apoiadas entram em discusso.
O Sr. Martina Pereira offerece o justifica a se-
guinte emenda.
Supprimam-se as palavraso da irmandade da
ordem terceira de S. Francisco desta cidade.
Ao arligo addltivo. Ficam igualmente appro-
vadas, as alteracoes feitas as disposices do
compromisso da ordem terceira do Glorioso Pa-
tnarcha S. Francisco dests cidade, com a se-
guinte alterscio :
Arligo substitutivo ao n. 6das alteracoes.
Os irmaos mesarios e os que forem chamados para
completaren! as mezas eleitoraes, e conjunctas
gg* relirarem sem licenca pagario a multa de
zJWOO rs. pela primeira vez, e dupb nas'tein-
cidencias ; salvo os ex-ministros. que nao oceu-
parem lugar especial, na formacio da mesa.--S.
R-Mariios Pereira.
Apoiada entra em discusso.
Julga-sea materia discutida, e posto a.votos o
projecto approvado. As emendas sao todas ap-
provadas, menos a que o Sr. Rufino de Almeida
oflereceu como substitutivo ao art. 6 dos estatu-
tos da ordem terceira de S. Francisco que ficou.
prejudicada em consequeucia de ser app/ovada a
do Sr. Martina Pereira.
Entra em primeira discusso e approvado
sem debate o projecto n. 89 deste anno, que au-
torisa ao presidente da provincia a contratar
com o Dr. Manoel Buarque de Macedo Lima,
audio Dubeaux, ou com quera melhores van-
tagans offereca, a collocaco de carris de ferro
denominadostrilhos urbanos partir de urna
das ras desta cidade at a povoaco de Apipu-
cos, concedendo para este fim um privilegio do
20 annos ao contratante.
(Continuar-te-ha.)
Discnrso do Sr. depotado Gaspar Drum-
mond, na sesso de 11 do passado.
Sr. presidente, conheco que vai longa a discus-
so do projecto de flxaco da orca policial ; dis-
tinctos oradores tem ocenpado a attenco da
casa, ja apreciando o prejecto era si, ja apreciando
os actos da administraco passada, e a maoeira
por que tem sido executado o programma da po-
ltica que dirige o paiz. Conheco-me anda como
o menos habilitado para fallar sobre laes pontos,
depois de tantas vozes eloquentes que tem sido
ouvidas ; a conviegao porem de que seguirei
o caminho da verdade, e assim merecerei a in-
dulgencia do V. Exc. e de meus collegas, fez
com que pozesse de parte esses escrpulos, e pe- -
disse a palavra.
Nao tenho o fofo orgulho de fazer um dis-
curso eloquente, e muito menos de convencer
a todos que me ouvirem, mas tenho a f ro-
busta de que mlnhas proposicoea tero o sello
da verdade, o que a provincia me far justica.
Sr. presidente, reconheco como urna verda'de in-
contestavel, que a forca policial nao. preeoche em
Peroambuco o fim para que foi creada. E' triste,
doloroso o que acabo de referir, mas um
verdade que osla na cousciencia de todos
e claramente se conclue dos relatorios dos presi-
dentes que tem administrado a provincia.
A forca policial,senhores nao, preeoche o fim
da sua creaco que a represso do crime, por
quanto compararem-se os relatorios das diffe-
rentes presidencias, desde o Sr. Taques al o
Sr. Ambrosio, veremos que em todas as pocas,
em que se tem augmentado a forca policialtem-
se tambem augmentado a tabella dos crimes.
Do relatorio do Sr. Taques consta que no anno
de 1857 se deram cedo e dezessete homicidios na
proviocia, entretanto a forca policial durante esta
administra;o se compunha de seis cenias pracas!I
Na administrado do Sr. Saraiva deram-se cin-
coenta e nove homicidios, e o corpo policial tnha
trezentas e duas pracas.
Um Sr. dopolado :Haviam 600 pracas na lei,
mss nio no quartel.
O Sr. Gaspar de Drummond :O Sr. Taques,
quando leu o seu relatorio nests casa, relatorio
que depois nos foi destrboido, disse, que fallara
um pequeo numero para preencher o fizo pela
lei e por consequencia nao tem razo o nobre de-
putado em dizer que esse numero eslava na lei
e nao no quartel.
Durante a administragao do Sr. Bario de Bom-
jardim tinha o corpo de policia trezentas e cin-
coenla e sete pragas,ederam-se sessenla e quatro
homicidios II
Na poca do Sr. Ambrosio o corpo de policia se
compunha de quatro centas e desanove pracas o
era oste o seu estado effeclivo, entretanto setenta
e cinco homicidios se deram na provincia du-
rante o anno !
Um Sr. deputado : Mas nio consta que fdra o
corpo policial quem commettera esses crimes.
O Sr; Gaspar de Drummood :Perdoa-me o -
nobre deputado, a concluso nio esta, e sim quo
quanto mais sio os meios concedidos so governo
da provincia para reprimir e obstar a perprela-
Co dos crimes, em maior escala elles apparecem. -
( Ha um aparte.)
O Sr. Gaspar de Drummood ;Se o nobre de-
putado nio quer que seja lgico, ao menos con-
venca-se que os fados provam a ssserco.
A pesar, Sr. presidente, de recoohecer tudo iato.
eu voto pelo projecto que fixa a forca policial
com a emenda do nobre deputado primeiro se-
cretario, o voto nicamente porque reconheco-
que necessario que a assembla provincial con-
signe urna forca que pelo menos em spparencia.
possa ostentar garantir a seguranca individual, er
o direito de propredade.
O Sr Rufino de Almeida d um aparte.
O Sr. Gaspar de Drummond : Voto pelo pro-
jecto assim emendado, por que havendo um gran- -
do dficit no orcamento'provincial, seria urna ca- -
lamidade sobearregar os cofres com urna dos- -
pezf excesslva e desoecessaria tanto mais tendo-
o governo da provincia tomado o ajvitre, do des-
tacar a guarda nacional, que paga pelos cofres-
ge raes.
Voto anda, Sr. presidente, pala orneado, quo
consigna urna gralificacioao promotor publico da
Recite, pelos serviso que presta como auditor do


MARIO DI f EBIMIIUCO. ~ SEGIWDA FEIaU 3 DI JCNHO DE 1M1.
^-j*
,I 0I3ICS HTIXI lili
principios da sciencia a inlengo ae
plenamente manifestada.
O principio de cxecugo urna,
testavel e te evidencia do corpo d
te diga que a circo instancia de aete
me de aauidsde considerado leves
de Modesto pede iofluir para
lentaltae V KsMsMo p
putadn tete, isa ye
guma pajeicn M o
rificaatoaiiaaMfci 3P sal
lisace ainteaxeWde manan
toccommym MmtnimimiiHuii
to e neo muso a* voritaatea* deBaqaaen'.e
O 3r. fetsfeo snete atopitiarte-ta be
cacas** a* tortee^ de**pa nace
etaas eirauaostanciae.
O Sr. Gaspar do Daand :yt(e
e oi depois de verificadas essas circumslancias
corpo de polica, servigos albeios s funcgoes do
seu cargo.
Se o governo geial, aKenddado' ao servigos
que prestara os juizes* da dh-ett orBo' auditor** HlcJak
de guerra, porque taes servido, sao oxtranhos
es sues funcgoes, lhes coucedo auil a*VnHiu
50, de justica equitativa que havendo idntica
raaea.a aescuiblea pwriotil practda da anteas
vidente, e a prora esli na demonstrago que fia
al que otJmero dos crimes se augmentara na
mesma propongo que ae augmentara a torga po-;
Sr. Naacimento }eriell :En. pego licenga
a obre depulado para dtr-llie u aparte,
Sr. Getpar de Drummond : Cura mullo
O Sr. Htwcimento I'ortella :*for^i de f856 a
*8S7 foi de eis oestes pregas, a-a 1857 a HB5S
forra nio foi da 00 mu*e SOtt-
Sr. Gespar de BrttandKind :teie o nobre
deputadoo relalorlo do Sfc Taque teraetne
nganei. Antes de entrar na diseussSo li todos
viram no comeco 4o meu discurso.
O Sr. Nascimento Porlella :Talvez fosse en-
cano na redaego 4o lelatorio
O Sr. Gaspar de Drummood ;'Disto nao aei.
Depois de ler justificado o meu roto acerca da
fitaco da torga policial, permitta-me V. Exc. ;que
avance algumas proposigoes, acerca da maneira
porque se dirigi na administraco da provincia
Sr. Ambrosio Leilo da Cunha'.
Slntn, senhor presidente, ter de faHar de um
hornera queja nao se acha en Pertoarntuico, ki-
lo ter de fallar de urna individualidade, qne ala-
da pouco quando se achava no poder contava
grande numero de amigos, e linha u-m grande-
circulo de admiradores ei semelhanca de Job se
cha completamente abandonad^ e nem se quer
ama s voz se faz ouvjr era seu favor nesta casi,
nem se quer um aruigu apparecequeo deiendalll
Cooheceado a triste posicao do Sr. Ambrozio,
eu serei breve e dirci nicamente algumas pala-
bras em cumprimeoto do honroso mandato que
me foi coutiado.
Sr. presidente, a poca em que o Sr.. Am-
brozio commetteu maiores desatino?, o domuus-
lrou a sua inepcia como administrador foi na
juadra eleiloral qu se acabou de pasear,
O tiobre depuado pelo 2 Oistricto inrrou os
factos criminosos, que se deraua na matriz da
Boa-Visia e disse que depois de urna lula por-
fiada e prolongada, o processo eleiloral foi in-
quinado de nullidades.
A casa ouvio o nobre depulade referir que um
homem houve que leve a audacia de nultifioar o
ultimo processo eleiloral dessa fr<'gueia, e que
esse houiem, que nao linha pedido entrar no re-
cinto, onde a mesa funecionava, smente pode
vencer a opposigo da senlinella, quando a auto-
ridade policial que all se achava, acoea para
que lhe fosse permittida a entrada, e que prati-
cou a fraude pelo lugar que essa uiesma auiori-
dade lhe deixou vago.
Se passaruios da freguezia da Boa-Visia para
a de Sanio Antonio o que vimos senhores? Aban-
donada pelo partido liberal a eleigo para evi-
tar o derra mmenlo de sangoe 1 A forra pebliea
dentro do templo dividida em daas alas, empe-
orara que os lioeraes exercessem o sagrada dvreito
de volar que lhes tamben) concedido pelo pacto
fundamental do Estado II
O apparato bellico demonstrava que, a furga
publiea esperava a voz, para o combate, e que
nao linha a dupla missao de garantir a ordem, e
livre exercicio de um direito sagrado.
O templo pirexia mais um campo de batalha
do que a casa do Senhorll onde deviam conver-
vir lodos os cidados brasileiros.
O Sr. Rufino de Almeida :Era o mesmo ap-
parato de 1856.
OSr. Gaspar de Urummond : Que reporta?
era a rcpioducco de um crime, um erro nao jus-
tifica oulro.
O Sr. Kuno de Almeida :E quem pedio esse
apparalo 1
O Sr. Gaspar de Urummond :Sinlo nao poder
acompanhar ao nobre depulado em seus apartes,
por nao residir nesta cidade, o que poim lhe
posso assegurar, que esse apparato bellico nao
foi pedido, nao foi procurado, e milito n.eoos foi
berr. do partido que est fra das posicoes ofD-
ciaes.
O Sr. Rufino de Almeida: A' esse respeilo
houve al um convenio em 1856.
O Sr Gaspar de Urummond :Como '? um con-
Tenio ?
O Sr. Rufino de Almeida :E al assignado per
siembros do partido liberal.
Um Sr. depulado:E' cousa nova; nunca souba
disso.
O Sr. Rufino de Almeida :Ora se soube 1
OSr. Gaspar de Urummond: Acabaram os
apartes, eu continuarei. Se passarmos a S. Jos
veremos, que o laottue pernambucano foi brba-
ramente derramado 11
O Sr. Rufino de Almeida : Como em Aguas-
Bellas?
O Sr. Gaspar de Drummood Quid inde ?
O Sr Rufino de Almeida:Tire o Sr. mesmo
a concluso.
O Sr. Gaspar de Urummond : A concluso,
Sr. deputado, que tanloem Aguas-Bellas como
em S. Jos praticaram-se factos altamente cri-
minosos, que a adminislrac3o da ptovirtcia os te-
ria evilado se nao fosse a sua intervengo inde-
bita no processo eleitoral, e por isso ella res-
ponsavel por esses factos. (Apoiados.] Qaer em
S. Jos, quer em Aguas-Dellas, quer pralicados
por um, quer por oulro partido poltico, sao ac-
tos horrorosos, altamente censuraveis, e que de-
vera merecer a nossa estigma e completa repro-
vacao.
a freguezia de S. Jos foi, senhores, o cada-
verde um cidadao, de ura pai de familia, o lu-
cro que se lirou dessa luta to porfiada, sendo que
o autor desse facto, segundo a opinio publica,
*ra um daquelles mais pronunciados membros do
parlido que oceupa as posiges officiaes, e que
se achava as boas gragas desse presidente 1 1
Ouvem-se apartes.
Um Sr. deputado :O resultado da eleicao nio
mostrou aso.
O Sr. Gaspar de Mendonca : O resultado da
eleicjjo podia ser lilho de oulras cousas. (Apoia-
Um Sr. deputado:Acredite o nobre depulade
qve no lempo da adtuinistraco do Sr. Taques, a
for^a era menor do aire se l ao lelalorio e eue
uotW1auDte novre engtno.
OSr. Gaaper fe ferwnmovd :O que dfsjM fot
baaeade no relatawi. Principiarei pelo tenlo
que repreaento.
Em Sartaboem, ti entrepte polida
proprietario hoMitoc a um veWMeiro tjf* U
rMObidad, Sr, ajor Ignacio *eBarr Wta-
';Wley.
f>Sr. Theodow^Apoiado.
O 9r. Souza Ria:Principia por elojr *p>~
O Sr. Gaspar de Drummond :Nao elogio, dou
a cada um trojre 6 fetr, e s fflaaetra par que nrr
. exprimo bao d lugar a que o nobre deputado dio, e o patronato exercido em todo este negocio.
aatac ta*
r s* ik, coi .(
r lo vavejo.
aaemeer do V.jbjn. o obsequio de responder ao
e% fei a easa de V. Rvm. cercada e i ordem
iM
tpi apresenlada a ordem que deu
ra
3o
co do estellionato o artificio fraudulento, e que o nobre depulado que faliou por ultimo dii
a di le renga existente entre elle e o crime de fur- a
r_ que (tosejara saber quaet si razoes porque no
no seguorlo lhe 1
to. que o primeiro o offendido o proprio en: a guando'uamo dTpsto"do^) olo'sobre I
fregar a Ua propriedade, e no segunoo mee consumo de agurdente, determinamos'a
lirada sem seu consentimento ; ninguem iguora. qj^ fq,,^ [^n ^ Recife, por "
que
que wuui r taijleucia
de bounn fet-eereatfo a
julguo que um um ignobil me dirige aesU de-
claracyao.
A polica do Rio Formoso a pouco lempo foi
entregue a wn reino militar, de quem por esta
razao nenhum juico posso avanc*r per que at
hoje se bem- ue lem fito taaaeem nao tem
males.
A polica de Barreiio foi entregue a um offl-
cial de policia, quem o Sr. Ambrosio acabava
de deraittir de delegado do Bonito declarando
em sua portara que por convir ao serviro publico,
e tal nouieac,ao foi feila quando Carreixoa eslava
conflagren, quando rhras pamalixaies trrtavam i
porfa no campo eteitoral, quando se gu^rreavaai
de morte, e finalmente, quando bavia quasi cer-
teza de derramainento 4e sangue !
U Sr. Souza Reis:Elle foi demittido do Boni-
to, e nomeado para Barreiroa porque e servido
publico o exiga.
Sr. Gaspar de Drummond :Gamo o servido
publico o poda exigir? se o Sr. Cuaegwtdes foi
deaiitdo do Bonito, por querer iniervir na elei-
cao, obstar a liberdde de voto, e perturbara or-
dem publica segando as expresadas do Sr. Am-
brosio, e so o termo do Barreiros se achava em
peiores ciicumalaacias quo Bonito, e s devia a
polica ser entregue a um crdadaocapaz de con-
-ter es excessos de ambas as parcialidades. Qual
a conveniencia publiea qne poda aotorsar se-
melhanle oomeaa? Coosta-me, Sr. presidente,
que para tal nomeaeo nao houve proposta do
chefe de polica, se o contrario ponen a verda-
de, permita-se-me que arrisque a proposteao-de
quo elle co rio com o Sr. Ambrosio e respon-
savel por todos os actos all platicados pelo seu
subordinado. *
Um Sr. deputado :O Sr. Ambrosio nao podia
noreea-lo sem proposta do chefe de polica.
(Apartes.)
O Sr. Gaspar do Drummond :Sr. presidente,
eu disse pouco que a pwtieia nio mereca os
incemios que se lhe tinha piodigalisado. Parece-
r, senhores, urna injustica avista do relatorio do
Sr. Ambrosio, porquarWo all se encontra que nao
linham apparecide fados sotareis ; qoem porm
esiiver a par do que se passou nesta cidade, uo
poder deixar de recoBhecer que esta parte do re-
latorio ioexacta, e mu justa a minlia asaerco.
Seohores, em o Io de dezembro do anuo (Indo,
as 5 horas e meia da tarde em ama das ras mais
publicas desta cidade, fei pelos agentes da polica
singular circunstancia de que esla tentativa a
homicidio era premeditada, as foi has publicas io-
digilavam os autores, e a victima linha pedido
garantas e providencies, nao s ao chefe de po-
lica, como lambem ao presidente da provincia,
declarndoos autores desse plano, e que j linha
-.rocurado. A polica, senhores, em vez de
Si lo
velar na seguranca de Cinabarro, em vez de pre-
venir que o crime se rnalasse, ficou completa-
mente inerte, o facto criminoso foi consumado !!
Modesto brbaramente espancado! e os prtnci-
paes autores deste crime passeiam impunes I !
O Sr. Rufino: Um est na cadeia.
OSr. Gaspar de Drummond:O miseravel, o
desgranadoo pequeoo agente materiall-
fim o que uo leve proteego.
O Sr. Rufino:Quem espancou o Modesto foi
um s individuo.
O Sr. Gaspar de Drummond:Quem mandou
espancar forao ageotes policiaes e quem espan-
coufoi um inspector de quartiro. emprestado
de polica.
OSr Rufino:Inspector nao, fttforme-se bem.
O Sr. Gaspar de DrummonJ:Foi um tal Bilo
ou Cara Vermelha.
O Sr. Rufino :Foi um homem que liavia pou-
cos dias sahido da cadeia acabando de cum-
prir senleuca.
O 3r. Symphronio:Espancou por curiosidade ?
Risadas.)
O Sr. Gaspar de Drummond :Ccnfiado no pre-
sidente da provincia. Reconheeo, senhores, que o
desabrimento da iaiprensa foi a origem do crime,
mas lambem reconheeo que a polieia nao devia
ficir inactiva e anles empregar os seos esforcos
para que o crime se nocensamasse por que. se-
nhores, a polica que previne mais digna, e pre-
enche melhor os seus deveres do que aquella que
smente pune.
Agora, senhores, perguntarei por que razao os
mananles desse delicio, aquelles que foram pre-
sos pelo nossi collega o Sr Lucena se acham
livres do crime.
O Sr. Rufino d um aparte.
O Sr. Gaspar de Drummond:__Isto smenle
demonstra proleccao.
OSr. Rufino.De quem?
O Sr. Gaspar de Drummond :De quem quer
que organisou o processo.
Eu li a nsrraijao de facto delictuoso, das cir-
cunstancias que o revestirn e era bea f pare-
ce-me que ninguem poder deixar de conrir que
houve urna verdadeira tentativa de homicidio.
Todos nos sabemos que para existir lentslira
de qualquer crime necessario o concurso daslres
circumslancias: manifestado da intencao, prin-
cipio de execugo, e nao raalsao por circums-
taoca alheia voulade do agente. Se, pois, no
fado Modesto se achavsm verificadas as tres cir-
cumslancias que refer. E' claro que nao podia
ler outra qualifkago que o de tentativa de ho-
micidio.
O Sr. Rufino:Eu peco ao nobre depulado que
obtenha os autos e os leia; as leslemunhas sao
insuspeitas.
O Sr. Gaspar de Drummond :E tanto sao exac-
tos os principios que avancei que aos presos
foi pelo chefe de polica dada a nota da culpa,
qualifleando o ciime como tentativa de homici-
dio, conheceodo por consequencia que se linham
verificadas todas as circumslancias exigidas pelo
legislador para semelhantequalificaco, e damais
senhores a simples applioago que Qzermos dos
principios da sciencia ao fado em queslo vere-
mos a certeza e verdadede minha proposico. Eu
descerei analyse das circumslancias oecessarias
aeve para a existencia da tentativa
que no facto Modesto Caoabarro ellas
existiam : Io manifestado da iotensao de malar
esta na publicidade que aotecipadamente os cri-
minosos deram ao seu acto ponto das folhas
publicas denunciarem-no ao paiz, e o offendido
pedir providencias ao chefe de polica para ga-
rantir sua existencia.
dos.)
Quero mesmo acreditar que o desanimo enlrou
as fileiras do partido ofcial e que so nao se ti-
vessedido esse desgranado [acontecment, tal-
vez a coragem desse perliJo fosso alera. O pre-
sidente da provincia recuou ante o aspecto de
ura cadver!! e o partido que mereca o seu
apoio, por que vio que a sua bandeira eslava liu-
ta no sangae pernambucano I!......
O Sr. Brilo :ApoiadissimO, muitobem.
O Sr Gaspar de Drummond :Sr. presidente,
tim administrador que se colloca nessa desgra-
nada posicao, quando alias devia ser o fiel da ba-
IsnQS, nao intervindo, directa nem indirectamen-
te no processo eleitoral. om administrador que
se atreve a impor candidatos, a guerrear justas
pretences, ura administrador que assm se des-
via do camiuho honesto e imparcial que deve i Dara i
trllhsr. ha fr.hido a conflar.c/de quera o no- mostrare ? "8 hf,Bc,d, e
tnetou e e somenle digno da mais 3evera censura
desta casa.
O Sr. Brito :Moilo bem.
O Sr. Gaspar de Drummond :O Sr. Ambrosio
Leitao da Cunha, entendeu, senhores. que os per-
nambucanos haviam renunciado os seuj foros e
que podia goveroar a provincia como sua fazen-
dade gado....
O Sr. Souza Res :Tsnto nao sabia eu.
O Sr. Gaspar de Drommond : Impoz candi-
datos, guerreen justas pretences, urna ver-
dade que esT na consciencia d todos, ninguem
de boa f a contesta e por isso deixarei de sus-
tenta-la.
llavera quem negu qne o Sr. Dr. Carvalho foi
candidato imposto pelo presidente da provincia
ao 2* circul e all guerreado 0 Sr. t. Aguiar.
O Sr. Gitirafia:Mas forrea confessar que o
8r. Ambrosio linha ordens acumprir
O Sr. Gaspar de Urummond : Ordens? de
quem?
O Sr. Giliran:Siro, ordens. '
(Oovem- se muilos apartes.)
O Sr. Gss-par de Drttmmond :Se verdade,
o que acredito pela f que o nobre deputado me
merece, to digno de censura o Sr. Ambrosio
como quem lhe deu taes ordens.
(Apartes.)
O Sr. Giilrana;En n8o d ceuso por impor
esse candidato para Golanna.
O Sr. Gaspar de Drummond :*- eu o censuro
por semelhanle acto, por que a sua adrpissio tj.da Iheoria dos criiainalta; para w'wMlur qJe
justiflcabllidade sCri uma'beffeita clatnidade.
I tonal o.]
8r. presidente, depois de erpor o Oleo JuO
obre a administradlo do Sr. Ambrosio Lellflo ds
tinha, pennittii-me alfida V. Exc. qne proflra o
tneo julid obre o cbefo fe polieia d pfovtocla.
. vAm* r ** Ete agora ha e le rJWdstrres,
O?1:?"*" de, Drummond : A polica da
Dfovtamdnaidiilb.fio acpmias desta easa,
nei $ Ha chefe de te* cocsidndo etiro e p-
O Sr. Rufino:Que folhas foram essas de que
faTIa T ^
O Sr. Gaspar de Drummond:O Liberal Per-
nambucano, e a gazeia que era publicada pelo
offendido.
O Sr. Rufino :O Liberal nao danunciou se
melhaute facto.
O Sr. Gaspar de Drummond :O li&raitrans-
creveu a denuncia.
O Sr. Rufino :Foi um pesquim que se publi-
ca nesta cidade sob o titulo do Barco dot Trafi-
cantes ; nao foram os jornaes da capital.
O Sr. Gaspar de Drummond :Considere co-
mo quizer essa folha, pouco importa; o quepo*
rem s op pode contestar que foi publicamen-
te denunciado ao paiz que se pretenda commelter
este prime que o chefe da polieia cruioii os
bragas e deiiou que o facto saconsummasse.
Senhor presidente, o aparte do nobre deputado
desearreou-me da discusso ; eu vou poim re-*
tomar o fio do meu discurso.
Aibda 6 manifestac da ioteoco de matar s#*
encontra no proprio facto delictuoso. Consta do
processo que Modesto sotlrera pancadas repeti-
das DO alto da cabeca, e isto suflcieule k faca
Senhores, a fatce de laes. fados.eu, com pezar o
digo, nao posso tfirara vol de adhesao e confi-
anza polica da- pcotimtia 0-naxn- taa pouco j*al
ge o seu chefedigno dos encomios que lhe fo-
ram prodigaiisad%s.
Um outru facto, senhor prndente, do maior
randada se du nesia cidade, e infelizmente
aquelle a quem a opinio-publica indigita come
autor passeia hojo livremente '' Quero fallar do
assassrnato do infeliz Alexandre Regiscom-
meilido na igveja dn Tergo. I
aii_ iei'h''rti, douf inflividufi ditfBvilavam so-
brnaTidBntiuvauue da um rercelro ~ appareceu ttfli
outroe llegi-rr-alonsnm pan'na discussode
palavras foram: as iiaS de falta t Regis assas-
sinado.
O chefe da polica, que devia inmediatamente
proceder centra, o sssassiho.de Regis, desagnavar
a suciedad* destcatida, com o assaasinato desle
cidadao, nada fez. Arranjo'u-so um simulacro de
processo e em resultad foi o criminosa des-
pronuociado em grao de recurso.
O Sr. Rufino :Por quem foi feilo o processo;
quem. foi o autor nelle r
Um Sr. Deputado :Como isto, simulacro
de processo ?
O Sr. Gaspar de Drummond :Simulacro, sim;
por que nao foram guardadas aa regras do direi-
to nem respeitada a le em um caso de tanta gra-
vidade.
OSr. Rufino :E poc xjia nao diz quem ins-
tauron o processo1?
O Sr. Gaspar Drummond: Nao sei; o que ae
parece consotaneo com a razao que o chafe
de polica, devia ser o formado! da culpa.
O Sr. Rufino : O nobre derutado sabe que
o processo foi instaurado por queixa ?
O Sr. Souza Reis : Accusacoea desta o dem
sao mesmo as que espero,
O Sr. Gaspar de Drummond : Diga o nobre
deputado o que quizer, defeoda o chefe de po-
lica por esse modo, e smenle sei applandido
pelo circulo que o acompaoha, mas para o pu-
blico que nos ouve, eque no* julga.a consequeu-
cla do facto demonstra a verdade do que disse.
O Sr. Rufino : Eu nao contesto, peco ao
nobre deputado smenle que diga quem fui ojuiz
processante, quem escolheu o juizo.
O Sr. Gaspar de Drummond : Senhores, eu
narro o facto tal qual se passou.
' Houve um assaasioato, o seu autor foi preso,
tres leatemunhas deposesam de vista,e o resalla-
do foi um despacho de nao pronuncia !!!
O Sr. Rufino, d um aparte.
O Sr. Gaspar de Drummond : Nem so menos
salvaram-se as appareocws, mandando-se o cri-
minoso livrar-se ante o tribunal do jury II
Admiitio-se aprova testemunbalem o processo
por pare do reo I!
O Sr. Penna : J disse que nao foi pro va
testemunhal,
O Sr. Gaspar de Drummond : Aauloridade
processante nao podia acceitar e menos apredar
um documento, constante de depoimeutos de
lestemunhas juradas.
Um Sr. Deputado : E como se pode com-
prenhender a liberdade da defeza ?
O Sr. Gaspar de Drummond : No tribunal do
jury, onde lem de ser apreciada. Nojuizo de
inslruccao, senhores, smenle se trata de saber
a existencia do crime e quem o autor, sem in-
vesligarera-se as causas que o motivaram c
justifican), euja apreciaco perlence ao jury.
Tara se chegar ao Om desejado, foram ouvi-
dos, sob juramento, dous respeilaveis ciJados..
os quaes deposeram que um individuo os bavia
procurado dizenda ser o aulor da morte deRegis,
e pedind-lhes a proteceo e a fuga. Keconhe-
co que esses dous cidadaos, sao dignos de toda
a f, maiores de toda a exceptan e nelles depo-
sito a mais subida confiaoja, mas quem me po-
der affirmar que da parle desse que se declara
assassino, fosse dito a verdade ?
Um Sr. Deputado : E essas pessoas dignas
de f e confunca se prestaram isso ?
O Sr. Gaspar de Drammcnd : Perdoe-me o
nobre deputado, acredito no que deposeram estas
pessoes, creio qua exactamente se passou o que
referirn), mas duvido do qua disse esse que
se declarou ou coofessou 'ser o assassino de
Regis.
Atlendam, senhores, que esse homem que
procurou a proteceo destes dous respeilaveis
cidadaos, era compadre daquelle que se achiva
prezo, e a quem a opinio publica sttriboia o
erime. Atteodam a facrlidade, com que aquella
individualidade se podia prestar esse drama,
proteecSo extraordinaria qua o verdadeiro
criminoso contav, a proteceo que podia prestar
a aquelle que por elle se sacrilicav, e digam-me
se nao possivel tar sido urna bella invenc,
que poda produzire produzio un effeo desoja-
da toda esta historia, que aquelle individuo
que se inculca como assassino de Regis cootou
aos deponentes? E estes depondo, filiaran: ao
juramento prestado? Nao, senhores, depunham
a verdade do que linhsm ouvido, mas nao do qne
so linha passado.
O Sr. Theodoro : Da-me lcenc.a para dar-lhe
um aparte ?
O Sr. Gaspar de Drummond : Com muilo
praser.
O Sr. Theodoro : Com presumpc.5es desla
ordem nao ha prova que resista.
O Sr. Gaspar de Drummond : Eu aprsenlo
ao nobre deputado um facto quasi idenlic", que
se passou nesta cidade.
Todos nos, senhores, temos noticia que foi
incendiado, um sobrado na Ba-vista perlencenle
ao fallecido Barbosa, quo sustentava um pleito
renhido com Villar. Das ou mezes depois do
incendio, ante um sacerdote, um individuo con-
fessou publicamente e hora da morte que elle
havia incendiado a casa de Barbosa mandado
de Villar; nao se passaramoito das.senhores.um
oulro em idntica occasio anle o finado vigario
Barreto, coofessou que fra o autor do incendio
por ordem de Barbosa.
[Ha um aparte) : E a vista disto que f, que
criterio podem merecer taes declararles ?
E se estes, na hora extrema, em que o ho-
mem s tem em vista Deus, procedern! desta for-
ana, levados por consideraces ignobrts, nio
podera ler accontecido, o icesmo acerca desse
que foi declarar-se assasaiao de Regs, quando
era publico o quanto estar elle ligado, e era
amigo do verdadeiro criminoso ?
B a vista dslo nao seria mais prudente que a
A que horas teve lugar? cercla, que horaa, como estellionato.
ve lutjan vtasajo, e uateante se V. Rvm. -
declaaaax yaa- par escripto, raer verbalmeata
ao Be chas da polieia, que hai consentido,
jo tteaaso lugar a noite. Parraitta-me
resposta.
Dia pjnaada V. Rvm. O mais haanUde
creado. felpar de Menezes Vaaaaocelloa de
Drummond.
Illra. Sr. Dt. aspar de Jfasaaaa Vaacoaaalias
de DrummorMkEm resposta ae queV. S. aaian
txige em sua carta supra.teate adiser-lhe que-a
urna hora da madrugada do da 13 do andante
__rwtt/fpwfTw na. povua.-
gao 'dV'Varzea pelq subdelegado Jos Correa
Leal; dendo-me que a diligencia era fefta poa
ordem do Dr. ch^fade polica, a qual apasir de
rieteiradas instancia* minhas nao me quz apre-
senlar.
Finalmente o varejo tare legar sduos e meia
batas da madrugada, e por mim nada foi dito ao
Dr. ebefe de polica, nem por escripto e nem
verbal,acerca da ultima parte da carta deV. S. -
Disponha serapre, Sr. Dr.,do pequeo prestimo
de quem prese ser de V. S. muilo respeitador
obrigado e criado.O vigario, Feliciano Pereira
Eis a declaracSo do proprio offendido II E
qual o fim porque se cercou esta casa ?
0- Sr. Ruioo : Elle disso que linha consen-
tid no varejo a aaite, para evitar a vergunha de
amaohecer a easa cercada.
O Sr. Gaspar de Drummond : Eis o contra-
rio, verba volant el scripla manent. E demais
eu juJgo o Sr. vigario Feliciano, cidadao mui
cireumspedo e respeilavel.e incapaz de dar in-
formaco's contradictorias. I
O Sr. Rufino :Fot as vrtude d'uma precato-
ria vinda de Alagoas, indicando quo na casa delle
se achava1 em criminoso de mora e o Sr. vigario
nao tinha isencao aigunM para que a sua casa
nao fosse varejada.
O Sr. Gaspar de Drummond :Sei disto. O of-
fendido dirigi-se i pulida investigando a causa
do cerco de sua casa, e soube que por urna de-
nuncia du chefe da polieia de Alagoas___
O Sr. Rufino :Prscateria reqmaando a pri-
sa do criminoso.
O Sr. Gaspar de Drummond :Por um ase-
sinato que se dizia haver-se commettido em Bar-
ra-Grande, e tambera se daa na tal denuncia que
o assassino se achata bomisiado em casa de um
cidadao respeitavel incapaz da pacluar com o
crime, um dos verdadeiro sustentculos da or-
den o Sr. tenente-coroeel Jos Antonio Lopes.
Disse se todo istoao passo que o assassino se
achava homisiado em casa de urna autordade po-
licial I (Sussurro as galenas) que ahi permane-
ceu por mais de oito diase a polica nada fez,
hoje nao pode negar 1!
Um Sr. Depatado:Quem foi esta autor-
dade ?
O Sr. Gaspar de Drummond :Uta subdelega-
do de polica.
O Sr. Nascimento Porlella :Em que lempo ?
OSr. Gaspar de Drummond:O anno pas-
sado.
Um Sr. Deputado:Ainda sub'elegado?
O Sr. Gaspar de Drummond :
(Ha um aparte).
O Sr. Gaspar da Drommond :Senhores, eu
nao esteu fazeodo o papel de promotor publico ;
nicamente dou as razes por nao posso prestar
o meu volde coaQauca ao chefe de polica,
nem aceitar como verdadesos elogios que lhe
foram Ceilos ; temos promotores em todas as co-
marcas, elles que denuociem e promovam para
que sejam punidas esses refractarios da le.
Sr. presidente, ainda se disse nesta casa que o
actual chefe de polica mandara varejar um en-
genho perlencenle um termo, por urna auto-
rdade de outro diverso, que este acto era mui
legal ajusto, e ainda com pezar o digo ouvi ao
meu distiucto collega dizer, que ainda se consi-
derando urna arbitrariedad*-, era urna arbitrarie-
dade necessaria conservago da ordem pu-
blica.
O Sr. Lucena:Eu appello para o nobre depu-
tado, para sua consciencia.
O Sr. Gaspar de Drummond :Senhores, coma
lei na rao creio que se nao pode sustentar seme-
lhanle tbeoria.
De que serviran) as divisoes dos termos, as no-
meaces de taes e taes autoridades, se o chefe do
polica (ivesse o direite de mandar quem quizes-
se exercer ttrbuices policiaes ?
O Sr. Lucena:Nao enlrei em questao de di-
reito.
O Sr. Gaspar de Drummond .Mas entraram os
oulros nobres deputados.
O Sr. Rufino:Eu enlrei na questao de di-
reito ?
OSr. Gaspar de Drommond:Disse que esta
ordena era firmada na jurisdicuo que em toda a
provincia tem o chefe de polica.
Senhores, nao confundamos jurisdico e com-
petencia. O chefe de polica tem jurisdico em
orna provincia, mas a sua competencia s appa-
rece quando elle se acha no lugar do delicio :
o que se acha estatuido na tei de 3 de dezembro
de 181. A jurisdico do chefe de polica, em os I concebera, (apoiados
termos (ora de sua resiJencia. puramente ad- <;ao do gozo.
ministraliva. Assim. pois, senhores, quando o
chefe de polieia ordena e manda qne urna aulo-
riaado policial entre em termo Iheio, e effectue
quatqeer ditigenda, exerce .um arbitrio, pralica
urna infraegao da lei, e smenle digoo de cen-
sura. (Apoiados; muilo bem).
Se a autoridade nao merece a con llanca do
chefe de polica, se nao capaz de cumprir zelo-
samenle seus deveres, o ebefe de polica lem es
meios de puni-la, j processsodo-a, j demittin-
do-a (apoiados), sem ser preciso autorisar e sauc-
cionar om arbitrio criminoso.
Sei que pouco podemos esperar deslas obser-
varles ; lodos nos sabemos quaes os males que
nos tem produzido as delegadas militares.
Um Sr. Deputado:Ainda pouco tlogiou o
delegado do Rio Formoso.
O Sr. Gaspar de Drummond :Perdo. Disse
que nao tinha feilo mal, nem bem.
Demonstre! nesta casa a llegalidade deaUs no-
meages, os males que nos tem resollado desta
infraego da lei, no entretanto, quaes os resulta-
dos das nossas observares, ou o que deviamos
esperar? que estas nomea&es desapparecessem,
q;ie esta pratica se exlinguisse, ou pelo monos
diminuisse ; o contrario porm sucoedeu.
O Sr. Nascimento Porlella :O nobre deputado
nao provou, emiltio sua opinio qua foi contes-
tada por oulros oradores.
O Sr. Gaspar de Drummond :Emitti esta opi-
nio e Uve o assenso do nobre depulado que est
defronte de mim.
O Sr. Pereira de Brito :E de toda a casa.
O Sr. Gaspar de Drummood :E da toda a casa,
com excepcao de um ou outro collega.
Um Sr. Deputado :Houve um proaunciameo-
to diverso.
O Sr. Gaspar de Drummond :Perdo; o pro-
nunciamiento foi favor da opinio que emitti;
creio que nesta questao smenle o nobre depu-
tado e o Sr. Mello Reg foram os nicos que se
apresenlaram como defensores de taes nomea-
senhores. que a alheiacao, para ser considerada
o, &JIMMMrio q
recido a circiimslaaMa aeeessaria Siete crite, e
que no segundo, ella o lucro que lira o ladrio
do seu acto, o qaa nio diversifica a natureza do
sen crime. QueSAx. senhores, estabelecer ama
ttearia diversa* txcoucabivel pela magnitude
do absurdo.
So entretanto asta explicarlo foi dada e man-
dada xecutar peto chefe de polica, a unta auto-
ridade em um processo, n'um caso idntico, a
ultima razao que apresentou no despacho de pro-
nuncia foi e segunde o parecer do Dr. chefe
de polieia pronuncio.
Um Senh deputado : Quem era ?
O Sr. Gaspar de Drummond: Urna autorida-
de policial.
O Sr. Rufino : Mas o chefe de polida deu
este parecer em caso especial ?
O Sr. Gaspar de Drummond :
emgeral.
O Sr. Rufino d um aparte.
O Sr. Gaspar de Drummond :
nobre depulado sabe que o chefe de polica nao
tem a atlribuidio de dar explicaces sobre a In-
terpretaco da le : alm de que esta interpre-
tado contraria aos principios da sciencia e ao
esp+rko e-a- mesmo rei.
O Sr. Rufino : Na opinio do nobre depu-
Deu o parecer
Perdoe-me: o
lado.
O Sr. Gaspar de Drummond : Na opinio dos
jurisconsultos ; nem eu me firmara em minha
opinio, pois a considero mui humilde e muito
fracs. (Nao apoiados.)
Senhores, dei as rases por que dava o meu
voto ao projecto de torca policial com a emen-
da do nobre primeiro secretario; demonslrei
quaes as rasdes por que negava o meu voto de
txn'.ianc;. e adheso poltica da provincia, e
uo podia approvar os actos da administragao
paseada. Conheco a necessiJade de encerrar-so
a discusso, e vou concluir.
Desvjarei, senhores, quo as minhas observa-
ces sejatn consideradas como hMhas do desejo
que nutro de fazer desaparecer os abusos que
refer ou que pelo meos elles so nao reprodu-
sam, e nao eivadas por circumslancias alheias
ao mndalo que me foi conferido. Desejarei
mesmo, seohores, poder aplaudir a polica da
provincia, pelos seus actos de justica, e fiel cum-
primento dos deveres. Reconheeo que urna
necessidade indoclinavel, que tonhamos polieia,
que a revistamos de toda a torga e garantas,
mas recoaheco tambera que a maneira porque
tem procedido nos colloca em peiores circums-
lancias do que se a nao tivessemos.
A V. Exc, senhor presidente, e aos meus col-
legas, peco desculpa por ter oceupado a sua at-
lenco por tanto tempo. (Vozes, muito bem,
muito bem.]
Discursos dosSrs. Ignacio de Barros
(2)eTlieooro Silva, na sessao de
27 do passado.
O Sr. I. de Barros Barreto : Sr. presidente,
a commisso de orcamento de que tenho a honra
Creio que sim. do fazer parle, apresenlando n'elle certas medi-
das um pouco diferentes daquellas consignadas
nos orcameotos passados, esperava que os no-
bres deputados impugnando alguns dos do
artigo da reila estabelecessera tambera discusso
sobre ellas.
O Sr. Oliveira Aodrade: Talvez anda o
faga.
O Sr. I. de R.irros Brrelo : Mas ia -se vo-
lar, se eu nao pedisse a palavra.
Avsla disio, Sr. presidente, sou obrigado a
cingir-me s mpugnacoes feilas pelos nobres
deputados que me precedern), e*por isso dei-
xarei de tocar em todas as mais disposiges que
poderiaro soffrer impagoaco msis sena, por
qumio pelo silencio da casa mo parece que ella
como que assinte em todas ellas.
O nobre deputslo que faliou em primeiro lu-
gar irapuguou a disposic.ao do que diz respeilo
s olarias o a disposigo do 28 que eleva ao
duplo o imposto da pedagio.
Quanto s olarias, Sr. presidente, o pensa-
menlo do commisso foi favorecer urna indus-
tria qae tanto concorre para a edificaco desta
cidade, considerando-as por este lado na mesma
classe das fabricas de qae traa o 16. As ola-
rias nao sao de cerlo simples estabelecimentos
de vender, sao lambem fabrieas, e tal foi a
ceosideracao que actuou no espirito da com-
misso paca nao sobcariega-las com imposto di-
verso do das fabricas.
O Sr. Souza Reis : O nobre deputado que
irapuguou essa idea inganou-se completa-
mente.
O Sr. I. de Barros Brrelo : Quanto ao pe-
dagio de pootes e estradas levanlou-se aqui urna
celeuma extraordinaria, dizendo-se que era urna
imposiguo que revolucionava ou pelo menos
onerava a agricultura da provincia gravemente.
O Sr. Lucena : Isso incontestavel.
O Sr. 1. de Barros Barreto : Sr. presidente,
o pedagio ura dos irapostos mais justos que se
cada um paga na propor-
apreciaco desta dsfeza fosee no tribunal do Qoes.
jury? Certamen, senhores, mais isto nao Entretanto, senhores, de que serviram as nos-
convioba, porque o assassino de Regis era um i sas observarles, e a maneira porque apreciamos
dos cabos da guerra da freguezia de S. Jos, o! esses actos da presidencia? Serviram para que
seu aggresor pretenda assassina-lo A pro-
P03co que avancei, senhores, firmada na opi-
nio do criminalista francs o Sr. Ghauveau qae
passo ler Em verdide a vonlado da matar se
presume se as tonda haviam sido feilas na ca-
< beca, se os golpes haviam sida repelidos, e se
r depois da perpetraba o o crime o culpado hou<
' 5M tomado a fuga.
rW'cdseguinle se no caio em questao os gol-
pes fof ira repetido, e Modesto cllreu panca-
das repetidas na cabeca, lgico que segundo ol
pode prestar bons servijos II
Um Sr. Depulade : E 8 fOr preciso repetir
a dose.
O Sr. Souza Reis : E de ludo talo o que
cooclue qne o ebefe de polieia o culpado ?
O Sr, Gaspar de Drummond : O que se con-
cluo que foi conculcada a lei, o crime ficou
impane, e a delinqueute habilitado rein-
cidir.
Senhor presidente, ainda um outro facto vou
presentar e que demonstra que a polica nao
cumpre os seus deveree, e muito menas respeila
a legislage do paiz,.
A casa do cidadao um asylo iuviolavel, diz a
constituidlo do imperio, aa aaite nao sa pode
entrar oella, sem seu Cosenlimento.
Foi cercada e varejada, senhores, eu a fregue-
zia da Vsrzee, eduaa hatea da maohea a easa
do respectivo vicario Feliciano Pereirado Lyra,
diwndp o subdelegado qua assialio a vatajo que
por ordem do chele de polica I
Um Sr. Depulado : Com ccn.enlimeHlo do
vigario.
O Sr. Gaspar de Drummoad : Perdoe-me o
nobre deputado, esteaaanado. |_
O Sr. Rufino j A' mim Oin que sim.
O Sr. Gaspar de Drummond sBu j previa a
defeza, e por isso vira munido de prova. Ei-la:
Ulna. Rrai. Sr. vinario da treguatia da Var-
gea.Sua casa 18 de abril de 1861. Quera
taes nomeagoes appareeessem em grande es-
cala !
(Ha um aparte).
O Sr. Gaspar de Urummond :Na minba co-
marca composta de ires termos existem dous de-
legados militares.
O Sr. Rufino :De toda a parle s se faz pedir
delegados militares.
O Sr. Gaspar de Drummond :Sr. presidente,
aiuda tenho ema oseervege lezer antes de
concluir o meu discurso.
Nos caso duvidoies da nossa legislaco, nos
casos em que a magistratura para se dirigir precisa
que a lei e explicada, o podar competente para
o fazer o poder execolrvo, delle que sepodem
o Mar ai expllcacea, deb que pede vir a nor-
ma pela qual a magistratura pode guiar-se ; no
entretanto e chefe de polica (ambem inter-
preta os artiges do cdigo penal, manda que
se sxecule desta ou daquella forma; O chefe de
polida oreeoou que qaando a ladrao a cagat-
los vendesie o furto, fuste pronunciada coma is-
lellionataho 11
Uaa 8r. Depulado :Islo celebre.
O Sr. Gaspar de Dtuearaend :nterretsoio
eMa que te nao pode coadunar eom ot pcfnatoio
de direito. Qualificarte estellirMoa toada pelo
ladrao feila do otjecto furlado, om absurdo lio
grande que nao se pode explicar I
Ninguem ignora, genattot, que o caracteriali-
0 Sr. Braulio : Mas goza-se tao pouco.
O Sr. I. de Barros Brrelo : Embora assim
eeja, os nobres deputados o5o podero contes-
tar a justiga desla imposigo. Resta-nos entre-
tanto sabermoe qual a necessidade della, e se
por ventura devenios ou nio servir-nos da
medida proposta que com eueito nao deixa de
ser um pouco onerosa, pelo menos primeira*
vista. Meus seuhores, hoje j temos segura-
mente cem mil bragas de estradas feilas.
O Sr. Soma Res : E dizem que nio tenns
estradas 1
O Sr. M. Porlella : E que precisara ser con-
servadas.
O Sr. I. de Barros Barreto : Nao temos s
necessidade de estradas, mas lambem de boas
estradas, e para que assim sejam, precisara de
ser conservadas.
O Sr. Rufino de Almeida: O pedagio que se
paga actualmente nao chega ?
O Sr. I. de Barros Barreto : A conservaco
indispensavet, tanto ou mais na opinio de
alguns engenheiros do que a propria feilura del-
las. Actualmente para se fazer face despeza
de conservaco gasta-se j a avullada soturna de
sessenta e tantos cootos de reis.
O Sr. Rufino de Almeida : Por que ?
O Sr. I. de Barros Barreto: Por que se gastam
sessenta e tantos contos de reis TI..
O Sr. Oliveira Pela pessima applicaco que
se ax della.
O Sr. I. de Barros Barreto : Nao duvido
que sejadealgum modo pessima a applicaco
que se faz, como o nobre deputado diz; nao du-
vido que a conservaco nao lenha sido regular,
nao tenha sido eomo devera se-lo, mas isso
nutra queslo. A commisso tanto entendeu
que o systema da actual conservago nao melhor,
quo oeste mesmo projecto indicou medidas ten-
dentes remediar este mal.
O 8r. Oliveira Andrade : Talvez para se
crear mais algum lugar de engenheiro alm dos
qaalro qae j existem.
O Sr. I. de Barres Barreto : E' indubitavel,
senhores, que sem conservago daqui a dias
deixariamos de ter estradas, e basta atleoder-
mos para o consideravel numero de brsgas de
estradas que j temos, psra vermos que nao se
pode despender urna qnantia insignificante com
sua conservago, embera, repito, eu coorenha
como nobre deputado qae o trabalho da conser-
vago nao seja feit hoje pelo melhor meio pos-
sivel.
Um Sr. daputado : Ras esse augmento do
pedagio redunda em desvantagem da agricultura.
O Sr. I. de Barres Barreto: Mas como re-
dunda em desvamageni da agricultura ?
O Sr. Pina : O augmento de um viatern traz
^ara o agricultor o tngmento de mil rts.
(Cruzam-se oulros muitcs apartes}.
O Sr. I. de Barros Brrelo : Mas senhores,
prescindamos de tudo isto, concedamos que seja
iadispensavel a qnantia de sessent contos de res
pert orna conservago bem feila ; pergunto ao.qual
ser mais justo, mais conveniente, mais de accor-
do eom o interesan poblico, que concorram para
Mas conservago, aquellos qne della vo gozar,
ou aquelles que nenhum interesse immediato
team nso ? Hoje ja se despender sessenta e
tantos cont de ris com a onservagio, se nao
for essa quantia pradnzida peto pedagio. sahir
sem duvida das outras imposiges, pesar sobre
contriburatea que ni fruem das vantagens quo
produz a conservado. Nio acto prtenlo razio
arremalago, a
apresentou diversos argumentos para em conclu-
ha appa- 0 justen taa q es arrematantes datase iaapaato
fiscalisam mais en seu proprio beneficio a arre-
cadaco dolle, de que os empreados do consula-
do em beneficio da fazenda.
Eu convaoho coa o nebro depatado qua cod>
afrailo os arrematantes do imposto bao de fazer
todo o possivel para exercerem a mais completa
exaego afim de tirarem dalla eansideraveis lu-
cros, moa dah poder inferir-se qua casa islo
ganha meia a fazenda do que te ae incumbir de
semelhanle arrecadago qualquer empregado
zeloso ?
I lia um aparte em Caror da. arcemalac do im-
posto )
O Sr. I. de Barros Barreto : Isto que resta
previr.
(Ha outro aparte].
aproveito-rae do apartado nobre deputado
que est a minba esquema e com elledireinesle
ponto que os factos lem pro vado e contrario.
Seohores, a commisso no que prope foi at
coherenleem consagrar urna medida j em voga
rta arrecadago de cortos imposlos aa cidade do-
Recife e seusuburbio*. Com eiioilo dentro des-
te permetro se fazem cobraogas de outros im-
posto semelhantes sem ser por meio de arrema-
lago. (Apoiados/,
li de mais, urna vez. senhores, que depositamos
conanga aas r^parUcoes de rrecadagao, eu
julgo qtia ho> hesitarmos devemos adoptar o
systema proposto para o imposto deque se trata,
por quanlo basta considerarmos que os lucros
dos arrematantes sero sera duvida superiores
porcentagem devida i taes repantigos, e que taes
lucros nao sao na* beuode da fazenda. J v
portanlo o nobre depulado que por principio ne-
nhum con vera que este imposto de viole por cen-
to sobre o consumo da agurdente seja feilo por
meio de arremalago.
O Sr. Penna autor : Qual o empregado
ntrenos que vai de taberna en taberna indagar
quem vende agurdente ?
O Sr. L. do Barros Barreto : E nao se vai de
casa era casa taber quanto Se paga de renda para
a arrecadago da dcima ?
OS*. Penna Jnior :Ahi Irata-se de um
facto conhecido, mas a respeilo da venda do
agurdenle, as tabernas negam seapre.
O Sr. Souza Res :Eo empregado conten-
tar-se-ha com islo ?
O Sr. Penna Jnior : Cootenta-se, porque-
no desee minuciosidades para indagar.
O Sr. I. de Barro Barrete : Sr. presidente,
sent me esperando que apparegam oulras impug-
nages s materias em discusso.
O Sr. Theodoro Silva : Sr. presidenta,
nao ser a importancia do artigo uo se discute,
por isso que elle, cencernindo receita da pro-
vincia, tem por objodo os impostos. que davem
ser langados sobre a populagio della, o que de
certo materia sempre grave : e a nao sor tam-
bera o silencio qu se nota na casa, a pouca aui-
magao quo tem havido nesta discusso ; lalvez
causada por motivos mui justicaveis, eu nao
lea pedido a palavra, para verse por essa mo-
do, manifestando aos Ilustres membros da com-
misso de orgaraenlo as duvidas qua tenho so-
bre alguraas verbs da receita, posso afiaal votar
de cooformidade com a proposia da mesma com-
misso.
Sr. presidente, V. Exe. lembrs-se que bem lar-
ga, bem animada e mesmo bem Ilustrada foi a
discusso banda nesta casa na sesso passada e
mesmo em anuos anteriores, respeilo do im-
posto, de que trata o t do artigo que se dis-
cute : retiro-me ao imposto de 90 rs. sobre a ar-
roba de assucar exportado. Disse-se enlo que
con viuha substituir -se a imposigo de tres por
cento, qne se cobrara por arroba desse genero,
pela de 90 rs.; mas nj encubro, seahores, que
desde enlo tenho duvidas respeito da conve-
niencia dessa subslituigo....
O Sr. N. Porlella ; Eu ainda hoje eotend3
que foi inconveniente.
O Sr. Theodoro Silva : Nao encubro que es-
sas minhas duvidas, nao s subsistem, como que
tem lomado mais corpo, em vista dos factos que
se lem dado com relago au imposto.
Diga-seo que se disser respeito da imposigo
proposta pela commisso, certo, no meu en-
tender, que ella desigual; circumslancia que
s por si baslaria para que a duvida se estabele-
cesse acerca da conveniencia de sua adopgo. O
nobre deputado sabe melhor do que eu....
O Sr. I. de Barreto Barreto : Nao apoiado.
O Sr. Theodoro Silva : ....que urna das
qualidades recouraeodaveis nos impostos a sua
igualdade ; mas uinguem dir com bons argu-
mentos que o imposto de que se trata e que
flxo, quer recaa no producto de maior valor,
quer recaa no producto de menor valor, lenha
o caracterstico da igualdade. O que ha mani-
fest des'gualdade, pagando o assucar mascava-
do o mesmo que o braoeo ; isso nao aconteca
quando o imposto recahia sobre a qualidade e
nao sobre a quantidade.
O Sr. Souza Reis d um aparte.
O Sr. Theodoro Silva : Eu responder! ao
nobre depulado.
Por conseguinle, esta consideragao s por si
era sufikieolepara que nao se volasse esse im-
posto, sem que se moslrasse muito limpo, mui
claramente a conveniencia delle.
Recordo-me de que a razo magna, por assim
dizer, que se deu o anuo passado para que a ca-
sa adopiasse esse imposto, foi a de influir ella
indirectamente para que a produeco melhnras-
se : nio isto verdade ? Esta foi urna das ra-
zes mais poderosas......
O Sr. Barros Barreto : Era um incentivo.
O Sr. Theodoro Silva: Justamente, um in-
centivo. E assim argumentava-se : que toda a
vez que o productor pagasse o mesmo imposto,
quer pelo assucar de inferior qualidade. quer pe-
lo de superior qualidade, a sua lendeucia, o seu
proprio interesse o levara a procurara beneficiar
o assucar, porque assim pagara elle proporcio-
nalraente menor imposto.
Sr. presidente, esta augmentagao na verdade,
nao deixaria de ser procedente, se se podesse pro-
var tambem, de modo nao deixar duvida, que a
incidencia do imposto langado sobre o assucar,
teria de reeahir sobre o agricultor; mas quem co-
nhece o estado anmalo do mercado do assucar
na provincia e no imperio quasi todo, nao pode
o priori e sem profunda investigago asseverar
que esse imposto recahir sobre o agricultor.
Peto contrario, quem conhece natureza dos im-
postos indirectos, como este de que se trata, v6
que pelos prindpios, que regulara a materia, que
a sua incidencia lende a reeahir, nao no produc-
tor, mas sim no consumidor. E neste ceso como
pode a imposigo influir para que se melhore a
produego ?
Seja porem, como for, recaa ou nao no con-
sumidor, recaa on nao no agricultor, me parece
que ainda mesmo quo elle tivesse de sahr da al-
gibeira do agricultor, nao teria em si a torga do
fomentar, ae aniaiar a industria.
Censta-me, Sr. presidente, que o effeito da al-
teragao deste imposto, de que me oceupo, com-
parado com a enliga imposigo de tres por cento,
dar em resultado a diminulgao de quarenta e um
cont duzeotos e sessenta e um mil res na res-
pectiva receita.
O Sr. Souza Reis : Pelo contrario d um
augmento.
O Sr. Barros Barreto : O nobre deputado tem
toda a razo, porque tenho para mim que se re-
fere certas pegas officiaes.
O Sr. Theodoro Silva : En nao tenho em
abono desta minha proposico, seno a opinio
quer olTicial, quer particularmente a mim com-
municada pelo inspector da theiouraria, isto
com referencia diminuigo da receita ; mas es-
sas informage, que nao deixam de ter valor e
quo nao possa deixar de considerar verdadeiras
al que se me prev qne nao procedem, aceito-
as, confiado no carcter publico de quem m'as
traosmittio.
O 8r. Souza Reis : Eu tenho as da alfan-
deg.
O Sr. Theodoro Silva : A' acreditar, pois,
nestas informagoes, direi que sa aquelle e o ef-
feito do imposto,diminuir a renda na importan-
cia de quarenta e um cont dtrteotes e sessenta
m nril reis, are prete, que feRo o calculo e
dividida easa quanfla peto nnmero total dos ea-
genbes da provincia, vera a dar em resultado o
beneficio, a economa do imposto a cada senhor
doeugeuho a quarenta mil reis. .
Eser essa insignificante economa incentivo-
fc*ae*ato par qee o productor trate de njelhonr
E.'hestas circumslancias, pergunto eurie o/ae-
o Dobtes derrotados em impugnaren) a paisa- to este, anda mesmo que o imposto tivesse de
om do arrifo em flicus8o. pezar inbre o agricultor, o que tivesse muilo


~
- _J_____

.., '': 'o.'.-'--.---- '

qua ^profeilari ello ao mesmo
du vid oso, era
agricultor T
*a5S.l.: aulev I"* o x*rs diputados
I*' "?*1" Proposifio por mim emillida, de
que10 Imposto leude diminuir & renda da pro-
mZ *Xa"io sua proras ; mas. ae o ftze-
*?'Jt 8.e ei*v*&<> <** no so mente que me opponho a imposicao de que
: ?rat; e sim tambem pela tua desigualdade,
^e ajoda mais, porgue i>5o posso convir, nem sei
aLi '** ptoW6 a n>0 *!aw'Bdo no agricultor, inflas para o nte-
inoramenloda produego do assucar.
Passo a fazer algunas considerares a respeito
o g 4. do artigo ea dwoussao, o qual se refere
os couros salgados. Esta imposicao como sabe
* casa, era apenas de dezesete reis por libra de
couro salgado. Nao duvido que nesta propor-
!0 ella se nao recmtisse da desigualdade, de que
ia pouco fnllei. refertndo-me ao imposto sobre o
assucar; porque couros desigualmente benefi-
ciados, do diversas qualidades, tenham de pagar
o mesmo imposto flxo ; e por cooseguiote nao
coovenho de cerlo que subsista semelhante im-
posicao. Mas nao me parece tsmbem acertada,
salvo engao, a substituido, que mais gravo-
sa ; porque semelhante medida talvez venha a
fazer com que a exportadlo do couro na provin-
cia diminu.
O imposto que era dozesete reis por libra de
couro, passa agora ser de oito por ceoto por
arroba dos mesmos couros exportados; e quem
cenhece a configuracae da provincia, quem co-
nhece a faciltlajo, e a conveniencia mesmo que
em muitos lugares cenlraes dell. se tea de fazer
a exportacao pelas provincias limirrophes, da Ala-
goas o Parahibs.onde csse imposto menor, po-
aor approvar. sen que todas as appiehensoes
sajara disipadas a substituirlo do imposto a que
me retiro ? Nao viam os nobres depuiados que
pela tacto da nuior impostrSo poderi d'ahi resul-
tar que a exporlago de couros dimiaua na pro-
vincia, tanto mais quanlo, como j disse, as
provincias limitrophes menor o respectivo im-
posto T
Que a mposijo proposta maior, nao ha du-
vida alguma ; e para isto basta comparar-se a
**1tsmm?wa*k.ji m jumo m mu
.?'ST' R,? :T* > *!* OB-rporcao deoutrWom ratac oo-braeo. seu Va- do qaaatai UmlH teao.oMMrio, oo
nado, cobra-ae fcilmente. lor menos de 70 or cenado valor dm.. aunare****. e.pouporao- oom essa
m
ganado, cobra-se fcilmente.
O Sr. Thoodoro Silva : Eu teobo noticia do
contrario.
O Sr. Souia Rea :O imposta recae sobre os
senhores. ;
O Sr. Thoro*ilva :-* aoucol
Eu, senho pteaideute,descubro qua com o im-
posto se que* tarre fazer eom que os escravos
existentes na cidade deisem de permanecer nella
e refluam para o serv||o agrcola; creio que o ea-
ta a sua razo ; mas aida aasim, e caso eu nao
tivesae aquellas precedente* motivos, votara
por elle se visee qua a a oidaJa j bavia bragoa
promptase apfopriatft para o servigo domestico,
de modo que a substituicao se fosse se operando
sem inconveniente.
(Ha um aparte.)
Mas lodos nos nao estamos aqu, nao temos
aqu nossas familias ?
O Sr. Souza Reis:Esperemos que nos veobam
esses bracos.
O Sr. Theodoro Silva : Entretanto, senhor
presidente, nao tonho duvida, confesso, de votar
pela primeira parte do imposto, que recae sobre
os pretos empregados as alvarongas
O Sr. Souza Reis :Nao sobre os pretos,
sobre os escravos ; preciso nao confundir.
O Sr. Theodoro Silva :Se o nobra deputado
preslasse attanco ao que tonto dito, veria que
nio confunda pretos com escravos ; oi apenas
um equivoco meu, que o nobre deputado debera
ler relevado con a saa extrema bondad*.
Has, dizia que nao ten lio duvida de votar pela
parte do paragrapho, que se refere aos escravos
empregados as alvareogas. Com effeito, nao te-
nho para oppAr-me esta imposicao as mesmas
razes com que oppuz-me outra ; nao so por-
que vejo que os escravos empregados as Iva-
rengas sao de pessoas mais favorecidas da fortuna
que aquellas de quem ba pouco fallei, o que (az
com que baja respectiva igualdad* no imposto ;
como porque recooheco a conveniencia que ha do
arredar-se do servigo martimo os escravos, aai
deque sa habilite para elle, como j se vae habi-
litando um pessoal livre. Estas duas razoes pen-
s que me pem coberlo de qualquer censura,
importancia em que a nobre commissao calcula que por ventura me podessera fazer decontradic-
PftftA imnncn rnm rir,lii-. nm .... f ,; ..i..^i_ j u*U .____ *.
----*-------- *" t V.M1W wiumiiaau tai( Uld
ewe imposto, com aquello em que foi calculado
anno passado. Se, porem, estas minhas reQexoes
nao procederem se a nobre commiss&o provar
que o imposto, por motivos especiaes. que alias
nao esli ao alcance, de ve ser elevado eu nao
terei duvida de acompsnha-lo na proposta por
ella offerecida considerago da casa.
Dous mil e quinhentos por cabega de gado vac-
cum consumido. Sr. presideole, a respeito des-
te imposto eu tenbo as minhas ideas mais flxas
do que acerca dos precedentes. V. Exc. sabe per-
faitamente, sabe-o tambem a casa, que os impos-
to*, tanto mais antigos sio, tanto mais annos de
exisiencia e de duragio contam, quanlo, por isso
mesmo que sao bem sceitos pela a populagao,
devem ser de preferencia conservados. Ora, a
reapeito deste imposto nao posso deixar de ob-
servar 5 casa que os fazendeiros.os creadoresesta-
vam ioteiratneoteacostumadosa paga-lo religio
smente I E' o dizimo o imposto, que se substi-
tuio pelo de dous mil e quioheotos; e os nobre*
deputados illustrados como sao, sabem perfeita-
menle da origem dos dizimos; saDem que elles,
na sua origem, que de remotissima antigaida-
de, foram instituidos e destinados como ofTrendas
a Deua, susteotacao do clero, do culto religioso
etc.
Ua Sr. Deputado :Mas nao era somente so-
bre o gado.
O Sr. Theodoro Silva:Por conseguinte, veem
os nobres deputados, que a populagSo do sertao,
gente pouco llustrada, mas de principios religio-
sos, prestava-se a pagar o imposto do dizimo do
gado, que se ligava a tradiges religiosas, sem o
menor constraogimento.
Um Sr. DeputaJo:Nem indagava para o que
O Sr. Theodoro Silva :Sabia-se que era o di-
zimo ; e essa nica razo nao deixava de influir
para que por via de regra fosse promptamente
pago.
O Sr. I. de Barros Brrelo:Es3a especio de
emoaimento...
O Sr. Theodoro Silva:Attenda-me o nobre
deputado sabe muilo bem, o que eu j disse
antes de chegar a esta argumentado, que
urna verdade econmica que larrlo mais anlios
sao os impostos, quanto mais fcilmente sao ac-
ceitos e cobrados.
OSr. I. de Barros Brrelo .-Admiti.
O Sr. Theo loro Silva :Bem ; se isto verda-
de e se alm disto se d mais a respeito do im-
posto em quesio a origem de que eu tenho falla-
do ; claro que se nao devia proceder sua subs-
tituigio sem razdes muilo valiosas.
Um Sr. Deputado A commissao nao inno-
vou.
O Sr. Theodoro Silva :Mas a commissao, con-
servando o que o anno passado se fez, substitua
o amigo imposto do dizimo pelo de dous mil e
quinhentos, que nao 6 aeccilo como aquelle.
Um Sr. Deputado Naturalmente ha de ler
lido a represeolago que os creadores dirigiram a
nssemblca.
O Sr. Theodoro Silva;Eu assevero casa,
nao com relagio a toda a provincia ; mas com
relago aos sertes, queconhego.que at os crea-
dores oo acceitam este imposto de dous rail e
quinhentos com a mesma satisfago com que ac-
celtavara o antigo imposto do dizimo.
Todava, pergunlo, ser possivel a substilaigo
pelos seus effeitos nanceiros? As precedentes
razoes nao prevaleceran certamenle, se a troca
do imposto trouxessa o efTeito benetico de aug-
mentar as rendas da provincia roas nos vemos
que ello produz justamente o elfeilo contrario,
por isso que dimioue as rendas publicas no valor
de quarenta contos de ris. E, pergunto eu, em
vista de todas estas preceJentes razoes, qual a
causa que justifica a censervaco desta substilui-
cSo, que nao tem razo por si, que inconvenien
te por lodos os lados que so encare ?Nao sei.
Eu, por tanto, visto como a respeito deste
imposto, tenho o meu juizo mais seguro, nao du-
vido offerecer urna emenda, restabelecendo a an-
tiga imposicao do dizimo.
Paragrapho 27 (10.)
Sr. presidente, estou resolvido votar contra a
ultima parte da imposigo de que trata este pa-
ragrapho.islo contra os dez mil res langados
SJbre cada escravo empregido no servigo de ca-
ndas, ganho de ra etc. Opponho-rae a este ira-
posto por duas razes ; a primeira, porque elle
desproporcioual, visto como vai recabir sobre as
pessoas de mediana fortuna, escapando delle os
que tem maiores bens. fortuna mais aventajada ;
<: a segunda pela diQiculdade pratica de sua exe-
cucao.
pponho-me pela primeira razio ; porque V*
Exc. sabe tambem como eu que somente empre-
gam escravos no servigo do ganho das ras, a-
quelles que nao tem lucros de cerla ordem, maio-
res recursos, (apoiadoa )
O Sr. Souza Reis :Ao contrario.
O Sr. Theodoro Silva:Diz o nobre deputado,
ao contrario]... Aonde vivmosnos? Pois nao'
sabemos lodos quem emprega escravos no servi-
go de ganho? Eu tenho contra a asseveraco do
nobre deputado a opinio dos Ilustres collegas,
que acabam de apoiar a minha proposigao, (a-
poiaJos.) Qoaes sao os homens ricos, que, pu-
dendo ler seus escravos oceupados em edlQcages
suas proprias, em servigos agrcola de seus en-
genhos, e em outros servigos seus, que por ven-
tura tenham, os vio oceupar no servigo de ganho
as ras, do qual os escravos enlregsra-se a em-
briaguez, adquirem molestias, gaslam-se e assim
vio consumindo a vida ?
O Sr. Souza Reis:Misericordia I
O Sr. Theodoro Silva :E, ueslas circumslan-
cias, que ser o eHeito do imposto? Nao resulta-
r o d'ahi que elle ir recalar sobre a gente, que,
com quanlo oo seja absolutamente destituida de
fortuna, nao a lem igual, porm muilo menor
que aquelles outros, de quem fallei e que alias
nao soffrero o imposto? Vc-se, pois, que elle
maoifestamente desproporcioual, o que bastava
para que nao fosse adoptado.
Mas, Sr. presidente, anda mesmo que eu nao
tlvesseesta razio, oppunha-me abertamoote ao
imposto, por causa das diQkuldades praticas de
sua arrecadagao ; difliculdaJes estas que jusli-
cariam a mintra opposigio, porque os nobres de-
putados sabem que urna das cousas que se de-
vem ter em vista na creago de impostos, a fa-
cilidade, o meio prompio e seguro da realisagio
de sua cobranga. Assim, imagine-se o imposto
langado sobre a populagao do Recife, e veja-se
que de atropello, de veame nio soflrerao os do-
no* dos escravos, na descrirainagio e flscallsago
daquellea que estiverem ou nao no servigo de ga-
nho.
O Sr. Souza Reis:Na Baha lie Cacil I
O Sr. Theodoro Silva^-Na Baha o que resul-
tou deste imposto ? Nao o sabe o nobre depu-
ado ?
lorio ; o apaoas hesito em votar pelo imposto tal
qual o propoe a commissao, ou pe emenda of-
ferecida, que lem por fim diminui-lo um pooco.
Agora pergooto oobre commissao per que
nio inclua como verba de receila, diminuta sim,
mas muito legal e j existente, a das folhas cor-
ridas, que nio forem impetragoes de ragas e
merefis ?
O Sr. Souza Reis :Sabe o trabalho queda
para rendar setenta e taotos mil ris ?
O Sr. Theodoro Silva:Bem : nio tenho du-
vida de concordar com a commissao, visto que o
trabalho nao compensado pelo resultado da im-
posigo, como se acaba de asseverar-me.
Tambem coDsullarei a commissao e ser isso o
que direi para Onalisar o meu discjrso, se coo-
sente, se acha razoavel que, em vez do imposto
de dous por ceato, que se colera da meia siza dos
escravos, se estabelega urna imposigo Uxa de
trila mil ris ?
OSr. Souza Res:Olhe a sua opinio quanlo
ao imposto do asssucar.
O Sr. Theodoro Silva :Mas dga-me o nobre
deputado, para que haja contradiego ou nao
precisa que os assumplos, en qoe'se.suppoe ha-
ver incoherencia, sejam semelhanles e inteira-
mente idnticos? E compara o nobre deputado
a imposigo sobre o assucar oom a da venda dos
escravos, acerca da qual se dio motivos espe-
ciaos, que autorisam a imposigo xa ?
(Ha um aparte )
O nobre deputado nao desconhece que bem
poucos sao os principios absolutos, mormenle i
respeito de impostos ; e por isso nao duvido abrir
urna excepgo respeito da venda dos escravos.
O nobre depulado sabe que especuladores, os
vendedores de escravos, que fazem sua vida desse
conimercio, sendo obrigados pagar a meia siza,
obrigam o pobre veodedor passar-lhes docu-
mentos falsos, dirainuindo o valer real da venda,
para assim defraudaren] a fa/enda, se, porm,
imposto fosse iixo, como evilar-se-hia a fraude ?
Eu nao me incumbo de apresentar a emenda ;
ae, porm, o que digo fr julgado razoavel e al-
guem a apresentar, voto por ella.
(Ha um aparte.)
Quem compra hoje escravos, excepgo de om
ou o otro senhor de engenho, sao esses especu-
ladores, que vivem de defraudar a fazenda e
consentiremos nisto? Nao convir por um freio
um diiue e essa fraude ?
Um Sr. Deputado :Se exacto.
O Sr. Theodoro Silva Eu croio que exacto;
os fados do-se quotidianameute.
Eram essas as consideragoes que liona i fazer :
a casa desculpe-me haver oceupado tanto tempo
a sua atlnogao.
O Sr. I. de Barros Brrelo :Agora sm, a dis-
cussovai tomando um certo carcter....
O Sr. I.uiz Felippe :Mais serio e grave.
O Sr. I. de Barros Brrelo: Justamente.
O nobre deputado que me precedeu, em seu
bem elaborado discurso, comegou por atacar o
impo3io de 90 ris por arroba de assacar expor-
tado, sobre o que o anno passado j aventou-se
aqu urna larga discusso ; depois tratou da im-
posigo dos couros salgados, da extinecao do di-
zimo do gado vaceum e cavallar, e por'ultimodo
12 respeito do imposto de escravos. Faroi por
acompanhar o nobre deputado em todos estes
pontos de sua impu'gnacio.
O nobre depulado atacou a imposigo de 90
ris por arroba de assucar, dizeodo am pfimeiro
lugar que ella era desigual, e depois quo tambem
pareca, que a commissao nao poda atliogir o
que leve em vista com o estabelecmenlo de se-
melhante imposto, visto que a incidencia do tri-
buto era completamente duvidosa, concluindo
d,ahi, que mesmo quando a commissao tivesse
razio na alteragio do imposto, as suas viatas nao
podenam ser attogidas, porque o incentivo para
o molhoramento do fabrico do assucar, que ella
tanto tioha em vistas, era insignilicantissimo, de
nenhum valor.
Em priraeiro lugar, Sr. presidente, contesto que
este imposto possa ser com eleilo, lachado de
desigual.
Quando se diz que urna imposigo desigual, o
que se lem em vista sobretudo, sao osindividuos
sobre quem tem ella de recahir, e nao de alguro
modo somente o genero sobre que se estabelece
a imposigo, como d-se na bypothese verteote :
de ce.lo, todos nos sabemos, que nao ha pro-
ductores exclusivamente de assucar branco, nem
proluctores exclusivamente de assucar roascava-
do, mas que o productor de um o de outro ;
lodos nos sabemos, que aquello que mais produz
o assucar mascavado nilo o faz porque seja isto
coagido pela nalureza ou circunstancias das cou-
sas, mas por via de regra somente pelo deleixo,
deleixo que tanlo tem em vista a commissao es-
ligmatisar, conservando o svstema adaptado o
anno passado, com o fim de estabelecer pelo me-
nos um incentivo para o aporfeigoamento de urna
das primeiras industrias da provincia.
O Sr. N. Portella:A quesio o lucro, e dei-
xemo-nos de querer fazer com que cada um rae-
Ihore de systema por meio de imposiges.
O Sr. I. de Barros Brrelo :J v por tanlo, a
casa, que nao se pode tachar este imposto de
desigual.
(Ha um aparte.)
O Sr. I. de Barros Brrelo : Mas o productor
de ambas as qualidades o mesmo.
O nobre depulado preconisa o imposto ad va-
loren e ao mesmo tempo reconhece que a pro-
duego do assucar branco mais difflcil: nao
assim ? A' vista disto, pergunto eu, ser justo,
que a maior somraa de trabalho ou que o maior
esforgo seja mais onerado que o menor, ombora
ambos os esforgos parlara do mesmo iudrduo?
Pelo imposto ad valorem o assucar branco, que
o que demanda mais esforgo, como o nobre de-
putado reconhece, nao pagar sempre mais do
que o maacavado, que o de mais fcil produc-
gao? So o assucar branco, por exemplo, valendo
5. P'ga 150 ris pela imposigo ad valorem e o
mascavado, valendo 38500 paga iOris, e se por
ventura o valor liquido do assucar branco em vir-
tudo do maior esforgo requerido em sua produc-
go, comparado cosji o valor liquido do mascava-
do nao esliver uessa razio de 150 para 105, mas
na razo de menos de 150 para 105 poder-se-ba
qualificar semelhante imposigo de justa como
primeira vista parece?
O nobre dtputado diz que em saa opinio o
imposto nao produz iucautvo alguru; entreunto
or meos do 70 por cento do alor Geste.
(Ha um aparto.)
O Sr. I. d Barros Brrelo :A causa Vi-
dente.
Sappoohamos que sob a influencia do imposto
ad valorem esteja o assucar branco por JOOO a o
imaseavado por 2100, teria aquella de pagar 90
*. por (f), e o mascavado 63 rs.; em tal hypo-
'these o exportador comprando por 3f o branco i
por Ibe convir exporta-lo por 3090; e compran-
do o mascavado por 2$\00 por He conir expor-
ta-lo por 25163; supponbamos agora que nesse
estado do mercado o imposto em vea de sar ad
Talorem o flxo d90rs., o que resurtir d'ahi ?
o exportador do branco que nessa hypolhese lera
de pagsr a mesma somma de 90 rs. comprar esse
assucar pela mesma quantia de 3# o exportador
do mascavado porm que nessa mesma hypotnese
figurada s pode exportar por 2>163 j nao com-
prar o aaicivado -por 2j)100 mas por #073 viato
ter da pagar de impasto 90 rs. em vei da 63 is.
Em ultimo resultado o que teremos? O valor do
mascavado em relagio ao branco ser menos de
70 0|o e isto sote-se bem na hypolhese figurada,
na qual oo trato dos mascavados inferiores ea
relago ao branco de primeira qualidade ; o im-
posto do mascavado emflm elevar-ae-ha mais
de 40 Oo do que era d'anles ; porquaolo 40 OO
de 63 rs. menos de 27 rs., que e a differenga
entre 90 rs. e 63 rs.
Esse augmento que naturalmente resulta do
systema de imposigo impugnado pelo nobre de-
putado e que acabo de demonstrar pode tornar-
se ainda mais considerare! como fcilmente v-
se, se maior for a dilTerenga entre os 90 rs. e o
imposto do 3 0(0 sopor exemplo estivesse o
assucar mascavado a 1J500, como ji tea estado,
este ultimo imposto seria de 45 rs. que a meta-
de de 90 rs.; o q%e quer dizer que nesta hypo-
lhese o imposto flxft de 90 rs. cento por cento
mais elevado que o outro. Ora, senhores, ama
imposigo destas que por aua nalureza pode tor-
nar-se cento por cont mais elevada que a pre-
conisada pelo meu nobre antagonista, peder ser
tachada de inculcas? de imignilicaoie ?!...
A eflicacia, o onus porm de semelhante impos-
to benfico. Elle caracterisa-se pelo estigma
que impriae as qualidades inferiores de qual-
quer mercadoria dada; e justamente por isto
que elle protege as qualidades superiores. O im-
posto Qxo de 90 rs. portanlo por sua nalureza
um incentivo para que produz-se assucar de
mais elevaJo prego e diminua-se a produego do
de qualidade inferior.
O nobre deputado nao tratou to somente da
desigualdade, da incidencia e da eflicacia do im-
posto, fallou tambem a respeito da fiacalisago e
dos mteresses da fazenda.
A tal respeito ver o nobre depulado que o im-
posto flxo de 90 rs. offerece mais garantas que o
imposto ad valoren).
OSr. Souza Reis :E nio se esquega dos in-
teresses do commercio.
O Sr. I. de Barros BrreloComo disso o anno
passado e repilo agora,o imposto ad valorem atar-
reta comsigo a contingencia nao s da quaotida-
de dos objectos sobre que recabo a imposigo,
como a contingencia dos valores da exporlaco.
O nobre deputado nao concebe isto logo primei
ra vista ? Entretanto o imposto flxo nao est de-
pendente seno da quanlidade do producto e ja-
mis de seus valores. Por este lado, paranlo,
bem patente que com o imposto fixo mais garan-
tidos icara os cofres.
Vejamos agora se com elT-ito cora semelhante
imposigo dar-se-ha esse desfalque de quarenta e
tantos contos de lis de que falla o Ilustre ins-
pector da theoararia e cora elle o nobre depu-
tado.
Todos os senhores bao de conrr que a diffe-
renga de arrecadagao entre os dous systeraas s
tem por base a differeuga do Valor medio dos as-
queares ; toda a ve* que esse valor fr inferiora
30SO0O ser evidente que o imposto llxo de 90 rs.
ser mais rendoso do qua o ad valorem sendo
3 porcento*
Eis-aqui um aponlxmento fornecido pela al-
fandega (l).
Nota do assucar exportado de julho de 1860
at margo de 1861, om milhio quatrocentas e
sessenta e nove mil e novecentas e quinze arro-
bas, no valor de quatro mil e sessenta e seis con-
tos scisoentos e seis mil ris.
Divid to e3se valor pelo numero de arrobas te-
lemos por prego medio da arroba 2JJ766 rs.
Ora o que ser mais, 90 rs. por arroba de as-
sucar ou 3 por cento, sendo o prego medio deste
25/66 rs. ?
(Ha um aparte.)
Sao cifras e por ellas ve-se que em vez de des-
falque, desde que p-ae em viger o imposto de
90 rs. at margo prximo passado ha um acresci-
mo de 10 contos e tanto favor de semelhante
imposto.
J v portanto o nobre
receios, assim como os do
thesouraria, sao iafundalos ; nao ha cousa al-
guma receiarpor este lado.
Sobre este ponto ainda direi, que quando o
anno passado Uve a honra de propr commis-
sao de orgamento esta alterago no imposto de 3
por cento, nao o fiz sem fundamento, tive o tra-
balho de examinar a arrecadagao de uns poucos
de annos, procurando saber nao s a quanlidade
dos productos exportados,como seus valores res-
pectivos, afim de determinar urna taeha que ga-
ra ntisso os cofres sem onerar a agricultura.
E' certo que se o prego do assucar continuasse
como eslava nos ltimos annos, poderia haver
algum desfalque na renda ; mas pregos taes
sao mais precarios que a media que tomei por
base.
Anda o imposto fixo tem mais urna vantagem
sobre o outro, por elle o commercio po se ao
abrigo das allerages das pautas somanaes do
consulado ; nao sao poucos us exemplos de re-
tardaren) os negociantes suas transaeges espe-
ra da pauta quando sendo iovariavi o imposto,
islo ne se d.
Da certo com o imposto fixo seja qual for o
prego do genero, j sabe o negociante quanto
tem de pagar de imposto e pode fazer os seus
clculos desassombradamente.
E' pois de vaotagem real o imposto de90rs.
nao s para a agricultura como para a arrecada-
gao, e finalmente para o commercio. (Apoia-
dos.) r
Passemos os couros.
A imposigo sobre os couros lendo urna certa
ligago com a de 2J500 e com o dizimo, tralarei
promiscuamente dellas.
O anno passado nos adoptamos o mesmo sys-
tema para os couros que tiohamos feito para o
assucar, isto creamos urna imposigo fixa com
o fim de protegermos, de favorecermos os couros
mais aperfeigoados ; nosso pensameoto foi este.
Entretanto vienios saber que |os couros sal-
gados verdes cavam extraordinariamente sobre-
cerrogados, de maneira que em relago aos cou-
ros salgados seceos, pagavam imposigo quasi
dobrada.
E' verdade que por este meio chegariamos ao
fim proposlo, isto favoreceramos o genero
mais beneficiado, as solas. A produego dessa
mercadoria porm est to longe de tomar vulto
que nao merece que por ella seonere tanto os
couros.
Eis porque em vez do imposto de 17 rs. por li-
bra adoptamos o de 8 por cento para os couros e
5 por cento para as solas.
Um Sr. Depulado :Mas nao excessiva essa
tacha?
O Sr. I. de Barros Brrelo:Assevero que nao,
vista do que nos informaram.
Quando a commfsso tratou de conservar a sup-
pressio do dizimo, a qual leve lugar em annos
anteriores, com effeito j sabia que os nossos
creadores de gado.descoohecendo seus verdadei-
ros interewes, o beneficio que resulta da sup-
presso desse imposto, o prelirlam aode2500
mas a commissao achou preferivel fazer o benefi-
cio quem o desconhece, i conservar o mal
quem tambem o nao conhece.
Um Sr. Depulado :O que aproveitam os cria-
dores ?
O Sr. I. de Barros Brrelo : Acabou-se com o
disimo que pesa va sobre lies.
O nobre depulado seguir a doutrina do nobre
inspectora tneaouraria, cuja illustrago entre-
tanto de todos bem eonheeida, o qul quando
se tcatava aqui da suppresso de slgura imposto,
lua* :por costme, por avuliada que fosse soa
somma, fazer della umasubdivU.ohom6opathica,
1 dizendo-nos : que importa islo afioal
suppreaao.
Da luppreesaodo dizimo resultando umbanofi-
co incootestavel para, o criadores, nao ser*one-
roso o imposto de 8 por cento sobre os coaros
anda quando produza ua pequeo accreseimo de
i 6C8I* *
O nobre deputado ainda disse sobre os couros -
que sendo seu imposto oas provincias Hmitroobes
inferior ao nosso de 8 por ceoto, era de recolar-
se que es**enero em vez do vir para-aqui, fosse
procurar a Parahiba ou Alagoas...
(Ha ua aparte.)
O Sr. I. de Barros Brrelo :Sei bem disto, mas
anda quando tal sed, isso compensado pea
difTereogadoimpostode que acabo de fallar,porque
como o oobres deputados sabem, a maior produ-"
gio de couros as proximidades da capital, e nao
con vea aos que com elles negociara fazer um con-
trobanio que Ihe ha de custar mais do que a dif-
ferenga do imposto.
O nobre depulado referindo-se ao S 27 disse.
que concordara com a primeira parte delle. mas
nao com a segunda ; nio s pela sua diffieuldade
pralica. como pela desigualdade do tributo, e por
um julga que semelhante tributo vai offenderao
meno3 favorecido
Quanto sdifBculdades da arrecadagao, creio
que se nao dario, porque semelhante imposto
nao e urna novidade, existe em prslica em varias
provinaas ; quanto desigualdade, nao posso
concordar tambem com o nobre deputado, por-
quanio cada um pagar na razo do escravos que
tiver. *^
Finalmente, um escravo podendo ganhar na ro-
da do anno duzenlos mil ris e.muflo mais, o
imposto equivaler a 5 por cento, quando muilo,
entretanto muitos outros cootribuinles soffrem
imposto muito maior.
Tenho expeolido os fundamentos ea que se
firmou11 commissao para proporos impostos im-
pugnados pelo nobre deputado,que me precedeu e
espero que apezar do seu bem elaborado discurso
a casa ver que a razo nao esl de seu lado.
Reformada a senteog*.
Recorrente, ojaau; recocrido, los Filippe
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadoresLourenco
Santiago, Molla e Silveif.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jooo Filippe
Santiago.
Relator o Sr. desembargador Silva Gpraes.
REVISTA DIARIA.
NSo s entre nos que, com fervor, se fes-
teja almmaculada Conceigo de Mara, em o
mez que tem de Andar, mas sim por roui-
tas partes, com especialidade onde existem os
misionarios capuchiohos, primeiros sempre em
implantarem tio salutar instituigio e que pri-
mam no culto a Mafia Saolissiraa. No Rio de
Janeiro, bem como aqui, o convento dos capu-
chiohos, foi concorrido extraordinariamente pe-
los fiis, durante o mez de maio, e nao cessa-
ram os cnticos e os louvorea eoloados com fer-
vor e enthusiasmo religioso. Urna carta d'ali
diz-nos :
_ c Domingo (22) houre urna grande coocurren-
cia, no convento dos capuchiohos, ao acto do
Santo Mez de Maria, sobresshiodo a modestia e o
fervor com que assenhoras entoavam suas pre-
ces. Assistio todo o acto o Exm. e Rvm. Sr.
bi3po do Rio Grande do Sul, dando a bengo pa-
pal no eucerramento. Foi um acto solemne e
que penetrara i alma como o balsamo espiritual
as chagas dos peccadores.
E' que o Filho, em louvor de Sua Santissima
Mai, o enva aos corages empedernidos, ralosd,o
Espirito Santo, para demove-los i langarem-se
aos ps da Senhora por exeellencia.
Eolro ns, alm do convento dos capnchinhos
houveram os actos do mez de Maria em os d
Carmo e S. Francisco, e as igrejas da Madre de
Dos e Santa Cruz, e em inulas casas particula-
res, sempre com fmore religiosidade.
Hoje procede-so ao consumo das cartas re-
lativas ao mez de maio do anno prximo passa-
do, que ainda existem na reparligao do correio,
e que nio foram reclamadas.
Tem comego o seto as 10 horas da manha, i
porta da mesma reparligao como cosiume.
No priraeiro deste mez teve comego o de-
corrimento dos trila das uteis marcados para a
efTectuagio do pagamento bocea do cofre do
imposto da decima urbana, relativo ao 28 semes-
tre do anno llnanceiro de 1860 a 1861, o perten-
cente a collectorii da cidade de Oliode.
No priraeiro mez prximo passado falle-
ceu repentinamente o professor publico do Ouri-
cury, Manoel Francisco de Souza Peixe.
Foi considerado sem effeito a permuta dos
prefessores de Baixa Verdo e do Pogo da Panel-
la, fleando cada um delles restabelecido era sua
primiliv* cadeica.
-- Escrevem-nos da coaarca de Garanhuns,
em 23 do posado :
t ltimamente as autoridades policiaes deste
termo teem effectuado algumas prisoas impor-
tantes:
Ea S. Bonto foi preso o celebre Vido, cri-
nuuoso sentenciado pelo jury de Buique 20 an-
deputado que os seus' nos de Pris5 com trabalhos e evadido da priaao
) illuslre inspector da "jaquelia villa em 1855: acha-se recolhido ca-
da desta villa.
Em Papacaga ou villa do Bom Conselho
Manoel Francisco dos Santos desfechou dous ti-
ros no azeodeiro Carlos da Cunta e foi logo
preso e remetlido para a cada desta villa i de-
clarou chamar-se Antonio Charuto o ser crimi-
noso muito conheci Jo aa comarca do Bonito.
a Um certo individuo cujo nome nao me oc-
corre nesle momealo, roabou ura correntio de
ouro ao Sr. Antonio Vctor de Barras, morador
na villa de S. Bento; dous das depois achava-
se ca(durado em Correte pelo subdelegado res-
pectivo o Sr. Salgado, sendo seguido em sua fu -
ga por avisos e requesiges do subdelegado de
S. Bento *o delegado desta villa e deste ao
subdelegado de Correal*.
Foi tambem preso um desertor de exejeito
pelo Sr. Salgado.
Acba-se presoem Papacaga Domingos Brre-
lo quesigo do Sr. Dr. chee de polica desta
proviocia : a polica daquella freguezia procura
effectuara priso de umtal Jos Gomes, de quera
se diz ter contrahido matrimonio em Papacaga
sendo casado em Nazarelh, desta provincia.
No dia 31 de do mee do maio prximo pas-
sado foram recochidos cass de delengo 6 ho-
mens, sendo 5 livres eum escravo, a'saber: a
ordem do Dr. cluf* de polica 3, a ordem do Dr.
delegado da capital 2, inclusive o pardo Luiz es-
cravo de Clara Tneodora Francisca, e a ordem
do subdelegado de S. Jos 1.
Passageiros do vapor Paran sahidos para
os portos do_ norte:Jos Meodes, Jos M. da
Cruz Guimares Cordeiro, sua senhora, dous me-
ninos menores; Miguel Jos Ferreira da Costa,
Joao Jos Das, Antonio Francisco de Moraes, Ma-
ria Francisca da Conceigo.
Mat.vdoluo publico.
Mataram-se no dia 1 do correte, para o
consumo desta cidade 107 rezes.
CHRONICA JUUICUHIA.
--ru,v M..V ,..-.*... ...vu.i'if Jiftuui, einioiaiiiu o cuuuiuia uizvnuo-no
saiba o nobre depulado o que soda actualmente :' para os conlribuinlos ?
ames desta impstelo a diflereuga eotre o prego Peooo diFercniemoute, motando nue auabiuar
do assucar branco e o do assucar mascavado os- que sei* a imposigo, urna guita d'la noce-
tava ni razaode 70 a 75 por cento, isto o, o**- do por Am tras eoequencia* de vulto
lor do mascavado oscillava ootro 70 a 75 par Supponbamos que com effeito sejaraM contos
cenio do valor do branco, uotando-se urna certa loque deixam de pagar nossos criados tolos os
tendencia para olevagao do mascavado; eotretau-|annos, muitiplteai esse, lo o que e nota hoja deoois do imposto ? o pre- cem anuos, eojwiderai os juros respetivos e com-
eo do assucar mascavado j nao guarda o joto-lpa>sioleYeioisquaAto#,iiii coutos as loria*
TIBIUL DA RELftgiO.
SESSAO EM 28 DE MAIO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELBBIRO EllMELINO
DELEAO.
s 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Slveira, Gitirana, Lourengo Sanli>go, Silva Go-
mes, Costa Molla, e Guerra, procurador da co-
rda, e o Dr. juiz. de dtreito Dominguesda Silva,
foi aberla a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos procedeu-se aos scguinles
JULGAUENTOS
RECURSOS CRIMES.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos Rodrigues
da Silva.
Relator o Sr. desembargador Slveira.
Sorteados -osSrs. deaembargadores Silva Go-
mes. Lourengo Santiago e Molta.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos do Al-
meida Bandeira.
Relatorofir. desemtjorgador Sllvoira.
Sorteados os 8rs. desembargadores Silva Go-
mes, lourengo Santiago e Molla.
Improcedente
Recorrente, ojuixo ; recorrida, Isidoro Fer-
reira Barbosa.
Relator o Sr desembargador Siivelra.
Sorteados os Srs. deserabargidorea Gitirana,
Costa Motta e Caelano Santiago.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Lopes
da Costa.
Relator o &.Uflaenxfrg*dor Gitiraraj.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Co-
imes, Lourengo Santiago. Silvois*.
Improcedeole. ,
Recorrente, Antonio Lwdgero da Silva Costa ;
irecorrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Gitiraao.
Sorteados os Srs doaombargadotts -Silva Go-
mes, Lourengo Santiago .#.-Molla.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira, Tm.iL'
OSta MnlU P I niirnn-.. C...l.. C,ttll3Sa0.
Coat* Molla e Lourengo Santiago.
Improcedente.
Recrranlo, o j'uizo ; recorrido, Joaquim Dias
da.Silva.
Relator o Sr. dosembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Molla, Lou-
rengo Santiago, o Gilirana.
Improcedente.
Recorrente, o izo ; recorrido, Joo Antonio
Pereira de Oliveira.
Relator o Sr. desembargador Molta.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourengo
Santiago, Gitirana e Silva Gomes.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; reeorrida, D. Margarida
Antonia da Conceigo.
Rolator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Lourengo Santiago e Silva Gomes.
Procedente.
AGGRAV DE PETigO.
Aggravante, Antonio Jos Mauricio ; aggrava-
do, o juizo. B
Relatero Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Laetano Santiago.
Negaram proviraenlo.
Agravantes, os herdeiros de Caelano Gongal-
'el 2feira da C',Dna 5 aggravado, o juizo.
ReWtor o Sr. desembargador Molta.
Sorteados os Srs. desembargadores Louren-
go Santiago, e Gilirana.
Deran proviraenlo.
APPELLACES CIVE1S.
Appellante, Jos Joaquim Theotonio de Mello ;
appellado, Anionio Loiz dos Santos.
Receberam-se os embargos.
Appellante, Domingos Alfonso Nery Ferreira ;
appcllada, a fazenda.
Reformada a senteoga.
Aafllante, o juizo ; appellada, Anna Maria
da Conceigo.
Conflrmouse a sentenga.
Appellanle, Jos Soares Tarla ; appellados,
os herdeiros de Joaquim Moreira dos Sanios.
Mandou-se averbar a dizima.
Appellante, o juizo ; appellado, Frederico
Chaves.
Confirmada a sentenga.
DESlGSACAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellacoes crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio da
Motta Cavalcenli.
Appellant, Jos Luiz Ferreira ;'appellado,
o juizo.
Appellante, o juizo; appellado. Joao Monteiro
da Silva.
Appellanle. Marcolino Rodrigues da Silva ; ap-
pellado, o joizo.
Appellanle, o promotor ; appellado, Antonio
Vctor de S Brrelo.
Appellaut-, o juizo; appellado, Wenceslao
Tellesde Oliveira.
Apoellante, o juizo ; appellado, Benedicto Go-
mes Sera.
As appellacoes civeis :
Appellanle, Joo Flix Nepomuceno ; appella-
do, Jos do Reg Lima.
Appellanle. Bita de Carvalho Paes de A-
orada ; appellados, o desembargador Figueira de
Melto e outros.
Appellante, Andr Freir do Prado ; appella-
do, Joao Soares Pereira.
DILIGENCIA3 CIVEIS.
Appellanle, o juuo ; appellado, Joaquim An-
tonio Rodrigues.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
cora :
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Co-
sario de Mello.
Mandou-se pagar a dizima na appellago civel:
Apppllante, Antonio Norberto de Souza Leal-
dade ; appellada, Senhoriuna Germano do Espi-
rito Santo.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
Thesouraria provincial.
DEMONSTRACAO DO SALDO EVI3TESTE KA
DO KXERCICIO DE 1860 A 1861, EM 31 DE
E 1861.
Saldo em 30 de abril p.
passado .... 21:6638511
Receita de 1 a 31 de maio 6i 980-5988
CAIXA
HAIO
Despeza idern
68-653^169
SaWo.....20:991$330
EXISTENTE NA CAIXA
EM 31 DE MAIO DE
DEatON-STRAgiO DO SALDO
ESPECIAL DOS ORPHAOS
1861.
Saldo om 30 de abril
p. passado .... 18:590695
Receitadel a 31 de maio 2:983j002
-------------- 21:573*697
Despeza dem .... 41653414
Fornecimento......
urs..........
Premios de titulse garants.
Despezas geraes.............
Caixa.............
Capital..
PASSt
7:766*485
26 884*865
2.-8406U
478:5l6j297
Rl#. 4.396:116J70S
vo.
Depsitos da d'irecco .' .'
Letras por dinheiro recebid'o
, juros .......
Contas correntes com juros
Fundo de reserva.
Titulos em caugao .
Banco da Baha S/C .' *
Banco da Babia N/C "
Knowles & Foster (de Londres) ",
Jos Antonio de Figueiredo J-
nior (Kio de Janeiro] .
Letras a pagar.....
Saques ......
Dividendos. ..'.'.'.'.
Descontos de nolis ..!.**
Juros da garanta de emisso '.
Premios do soques o remessas.
Descontos .
2,000:O0OS
1,485:991
)2O0O
127:1925133;
399:730*755
41:630*078
9:3l>5$280>
2:1038215
30:3073188
3:22*73l
49*154
l:5(X)c000)
8:9J5J99J
3:318*00(1
187*000
2.409JH82
22*500
200:190*494
Ris. 4,369:116*708
peiiionstravao do estado da 7HZT
Em moedas de our
Em notas do thesouro menores
de 10*000 .......
Em ditas de outros valores !
Era notas da caixa filial do Ban-
co do Brasil.....
Em notas do Novo Banco de Per-
nambuco. .
Prata e cobre .
33.1009000
3:741*000
344:350*000
65:280*000
31:330*00
715*297
Ris, 478^16*297
o-fi ,EnIss0 circulaj&o^
76 nolis do valor de 2003000 855:200T0f*
100*000 4.9.9IJ0S00O
50$000
4599
3220
124
741







a


20800J
lUgOO
161:000*000
l:4IO*QM
7:4t0f0M
Ris l,485:990S0CO
O guarda litros,
Francisco Joaquim Pereira Pixto.
DIARIO DE PERWAV1BUCQ.
A assembla provincial approvou sabbado em
l discussao os prnjectos ns. 39 e 50 do crreme
anno, em 2 a n. 36, rom tres emendas; e o of
Qamento provincial ^em seus arls. 50 51 e 52
seni debate; e 49, depois de orareni os Srs. Sou-
za neis, Theodoro o Ignacio de Barros, emenda-
do da seguinle forma-Nao sao approvadas as al-
teracoes feias no contralo-Mamedepelo pre-
sidente da provincia, salvo suieiando-seoem-
preiteiro a* condiedes prcposlas pela commissao
de orcamenlo. Fieou adiado pela hora o 53.
A ordem ao dia : cootinuago Ua anteceden-
-' 2"" ProjMio n. 50. 3 do n. 36. 1' dos ns.
4o e 47 deste auno e do n. 13 do anno passado.
Correspondencias.
Srs. redactores.Acato de ler no Consici'o-
naide hoje a grave imputagio, que me feita,
como delegado de polica d,a caraarca do Limoei-
ro ; e posto que o seu autor eateodesse dever
conservar o auonymo, todava atravez das inju-
rias que se me langa, eu vejo bem claramente a
mao perversa, que ha lempos a esta parle faz
piousso de calumniar-me.
Podra desde j por limpo a urdidura con
que pretendem manchar o meu carcter; mas
constando-me que se trata de urna queixa
deuuncia ao Exm. Sr. presidenta ; tenho resolvi-
do aguardar a Oecisao superior, para depois es-
clarecer o publico, o qual espero convencer da
negrura do trama dos meus inimigos.
Pe?o, pois, ao mesmo publico a suspeosSod
seu juizo, que eu nao relardarei o cumprimento
doempenho que agora contraio.
Recife, 2 de maio de 1861.
Jos Antonio Pestaa.
Publicacoes a pedido.
9802)988 I a
-------8964S499 Jiieiguo dosjuizes e maispcs-
Saldo
17:40Sj283
DEMOSSTRAQAO do saldo EXISTENTE NA caixa de
AMORTISAQAO DAS AP0L1CES E PAGAMENTO DO RES-
PECTIVO JURO EM 31 DE MAIO DE 1861.
Saldo em 30 de abril
p. passado .... 83*833
Receila de 1 a 31 de maio *
-------------------83>833
Despeza dem........ *
Saldo.
83J833
DEJIONSTRACO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DE
DEPOSITO EM 31 MAIO DE 1861.
Saldo em 30 de abril
p. passado .... 199:979*385
Receila de 1 a 31 de maio 1:007*500
---------------200:9863883
Dcspeza idem :.......175*3250
Saldo
DEMONSTRACO DO 8AL00
ESPECIAL DAS APOLICES -
1861.
Saldo em 30 de abril
. : .200:8123635
EXISTENTE NA CAIXA
EX 31 DE MAIO DE
p. passado
Receita de 1 a 31 de maio
Despeza idem.....
18:600*000
9
---------------18:600*000

soas que ho de festejar a
Senhora da Piedade, pa-
droeira do coiiveoto do ines-
mo nome, no anno de 1861.
Juizes.
Os Illms. Srs.:
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Francisco JosLeite.
Jos Thomazdos Santos.
Joaquim Texeira Bastos.
Juizo s
As Exm.s Sr.":
D. Francisca deBirros Lilis Brrelo, esposado
Illai. Sr. Lstevao Jos Paes Brrelo.
D. Anna Pastora de Jess.
D. Joanoa Maria do Espirito Santo.
A filha do lllm. Sr. Jos Tavares Eslima.
Escrives.
Os Illms. Srs.:
Jos Paz Rodrigues.
Virginio Fideles Ramos.
Manoel Tertuliano de Oliveira.
Escrivas.
As lllm.as Sr.":
D. Joaquina Maria da Conceigo, esposa do Illa.
Sr. Joao Thom de Jess.
D. Umbelioa Tertuliana de Jess.
D. Maria di Assurapgo da Santa Cruz.
Juizes protectores.
Os Illms. Srs.:
Coronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti.
Padre vigario Claudiuo Aolonio dos Santos Lira.
Fr. Norberto da Puri6cacaa
Fr. Joao da Assumpc.io
Saldo.....18:600*900
DEMONSTRACO DO SALDO EXISTENTE KA CAIXA ESPE-
CIAL DA *DIVIDA PUBLICA EM 31 DE MAIO DE
1861.
Saldo em 81 de abril
p. passado .... 11:2503000
Receita de 1 a 30 de abril *
---------1------12:250000
Despeza idem..........2:8 JOjjOOO
Saldo.....8:400*000
DEMONSTRACO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA ESPE-
CIAL do Ornamento das rcas desta cidade em
31 de maio dc 1861.
Saldo em 30 de abril
p. passado .... $
Receita de 1 a 31 de abril 26J170
-------.-----269170
Despeza idem.........
Saldo.
26*170
provincial
Paira.
ex-provincial
Honra.
ex-provincial Fr. Jorge de Santa Anna.
Locio.
secretario Fr. Candido de Santa Isabel Cu-
nta.
Delinidor Fr. Ernesto de Santa Anna Cu-
nta.
_ ... Procuradores.
Os Illms. Srs.:
Verissmo Rodrigues Pereira.
Amaro Jos da Cruz.
Francisco Jos da Cruz.
Convento do Carmo na praia da Piedade. 26 la
maio de 1861.
Fr. i7en NOVO BANCO DE PERNAMBCO.
Bataneo do Novo Banco de Per-
nambuco
em 31 de maio de 18431.
ACTIVO-
Apolices da divida publica ...... 573:800g000
Estrada do ferro de Pedro II...... 104:000*000 auaodega.
Estrada de ferro da Bahia........ 79:632*502 Rendiraeato do dia 1.....9:690*121
Depsitos......... 80:000*000 "---------------<
Acces depositadas ..... 3:570*000 Movlmento da affendeaja,
Joins depositadas...... 5:7355280 VoUimes airados com fazanda.. 387
Lettascaucionadas...... 5:580JJ000 > com gneros.. 345
COMMBgfcCIO.
Praca do Recife 31 de
maio de 1861.
iVs tres \\oras da larde.
Cu taces uf Ociaos.
Cambio sobre Londres 26 1/8 d. por 1*000
90 dias de vista.
Cambio sobro Lisboa 103 0[0 a 30 e 60 dias da
vista.
Cambio sobre o Rio de Janeiro 1[2 0t0 de des-
cont a 15 dias de vista.
Descont de letras10 0[0 ao anuo.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Aifandega.
Lettas descontadas.
Letras protestadas.
tem essa. .
Aluguel de- oasa .
2,970:370*637
49:317*540
2:998*200
1^90*000
com gneros.
Voluntes sahidos com fazendas.. 78
> com gneros; 59
738
137



w
DIARIO DI WRJUMCO. -SEGUNDA FKIRA 3 M JSHO DE HU
Descarregam hoje 3 de maio. i
Barca inglezaImogeoefazendas. '
Barca inglezaNethertoo earvo.
Brigue ingtezNauteluso resto.
Brigue inglezWilliogtonirithos de (erra.
Brigue iaglezValia Irilhos de ferro.
Barca americana Unioo reslo.
Barca americana Faime Crossboss fariaba de
trigo. *
Barca americanaAzeliabacalho.
Brigue hamburguez Georgemercadorias.
Brigue hamburguez Bueoos-Ayres dem.
Patacho italianoEvelinovinho. e drogas.
Importado.
Vapor inglez Oneida, precedente dos por tos da
Europa, maoifestou oseguinte :
15 caixas queijos: a Tasso & rmos.
8 ditas ditos ; a P. G. de Araujo.
S ditas ditos ; a Southall, llellurs & C.
2 ditas ditos, 2 barricas presuntos ; a M. Jos
Goncakes da Ponte, e 100 caixas batatas.
120 ditas batatal ; a Francisco Luiz de Olivei-
ra Azevedo.
1 dita licores ; a Augusto Oliveira.
10 ditas peixes, 5 ditas ervilhas, 3 ditas doces ;
a Marques B & C.
1 encapado cha, 1 caixa calgado; a E. Feuton.
1 barril vinho, 1 caixa dito em garrafas ; a
John Denomody.
1 caixa calcado, 1 dita perfumaras ; a L. A.
Siqueira.
1 dita rendas ; a I. Ernasiy.
3 ditas camisas, 2 ditas chapeos de sol, 2 volu-
mes amostras ; a Joo Keller & C.
1 caixa e 1 Totume chapeos de palha ; a Ara-
naga, Hijo & C.
1 caixa fazendas de seda, 1 embrulho amostras,
1 caixa urna bomba ; a Kostron, Rooker & C.
1 caixa fazenda de lioho ; a Schafheillim & C
2 ditas tecidos elsticos e fazeudas ; a D. P.
Wild & C
1 cesto bichas ; a D. A. Matheus.
1 tina ditas ; a Falque.
1 caixa modas ; a Vaz & Leal.
1 caixa saias ; a J. P. de Lemos.
1 dita litros e outros objectos de escriptorio ; a
Almeida, Gomes, Aires. & C.
1 caixa fazendas ; a Mello, Lobo & C.
2 ditas e 1 volume luvas e calcado ; a J. Pe-
reira Arantes.
2 caixas joias, 1 embrulho amostras; a Rabe
Schmeltau & C.
1 caixa fazeodas de la ; a Seve & Filhos &
Compaohia.
1 dita instrumentos astronmicos : a E. H.
Wyalt.
2 ditas chapeos de palha e ditos de sol, 3 ditas
manteletes, flores e miudezas; a Patn, Nash &
Compaohia.
2 caixas pedras ; a James Kirkham:
1 embrulho amostras; a Barroca & Medeiros.
1 caixa relas e cintos; a Kalkman & C.
1 dita de (landres camisas, papel e calcado, 1
dita fazendas : a S. P. Johnston & C.
1 caixa publicacoes ; a ordem.
1 dita instrumentos malhemalicos ; aPeneston.
1 volume amostras; a F. Souvage & C.
2 ditos ditas ; a Liudem Wild & C.
1 dito ditas ; a F. J. C. Leal.
1 embrulho ditas ; a Arltwright & C.
1 dito ditas ; a James Ryder &C.
1 dito Qgurinos, 1 dito amostras ; a Saunders,
Brothers & C.
1 dito roupa, 3 ditos amostras, 1 caixa comida
para vaccas ; a H. Gibson.
1 embrulho amostras ; a C. J. Ast'ey & C
1 dito ditas ; a Mills Lalham.
1 caixa roupa ; a M. Tobin.
1 dita retratos ; a Joo Joaquim de Souza
Lima.
1 dita calcado; a M. J. de Carvalho.
1 volume amostras; a James, Crablree&C.
1 dtto papis ; a C. L. Gambrone.
1 caixa peridicos ; a Alfred Ferry.
2 embrulhos amostras ; a Adamson, Howie &
Compaohia.
1 encapado livros ; a A. M. C. Soares.
Brigue inglez Valed, vinda de Bristol, consig-
nado a Rothe & Bidoulac, manifeslou o seguinte :
80 caixas chaves de madeira, 26 volumes loco-
motivos com pertences completos, 1,513 trilbos
de ferro ; aTh. H. Harrissoo.
Exportando.
Dia 31 de maio de 1861.
Barca ingleza Conslance, para Liverpool, car-
regara m :
Johnston Pater & C, 1,800 saceos com 9,000
arrobas de sssucar.
Beccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambaco.
Rendimento do dia 1.....1:5078626
Queijos- -
Sabio-----
Taboado de
Toucinho -
Vinagre -
Vinhos -
Velas -
Descont-
Consulado provincial.
-Rendimento do dial.....1:43~670
PRAA DO RECIFE
Io DE JIMIO Di; 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Os saques de que foi portador
0 vapor Guyenne, regularam de
26 a 26 1/8 e 26 1/4 d. por 1
rs. sobre Londres, sobre Pars
368 por f., o sobre Lisboa de
108 a ItO porcento de premio,
montando a 30,000 S, e so-
bre o Rio de Janeiro de 1/2 a
1 por cento de disconto.
Algodo O escolhido vendeu-se a 8$800
rs. por arroba, e o regular a
8g60O rs. O de Macei a 8S<00
rs., e o da Parahiba a 8a6U0
res.
Assucar----------O branco negocia-se de 3000
a 4{>O0O rs. por arroba, o so-
meaos de 28800 a 28900 rs.,
mascavado purgado de 2S409
a 2*500 rs., e o bruto de 1S900
a 2g000 rs. por arroba.
Agurdente Vendeu-se a 70j000 rs. a pipa.
Couros------------Os seceos salgados venderara-
se de 190 a 200 rs. por libra.
Arroz-----------O da India vendeu- se de 2600,
e o do Maranho de 2*700 a
2J80O rs. por arroba.
Azeitc doce-------O do Estreito vendeu-se a
28750 re., e o de Lisboa a 3tf
por galo.
Bacalho---------Em atacado rcgulou por 8*100
rs. a barrica, o a relalho de
7g a 9*0t'0 rs., fleaodo em ser
17,000 barricas.
Batatas---------As novas venderara-se a 3*100
por arroba.
Bolachinha------Venderrn-se a 2g8O0 rs. a bar-
riquinha.
Caf---------------Vendeu-se de 5*800 a 6*500 rs.
por arroba.
Carne secca------A de Rio Grande retalhou-se
de 2$400 a 3*300 rs., e a do
Rio da Prata de 2*000 a 2*600
rs., ficando em ser 105,800 ar-
robas da primeira, e 36,000
da segunda.
Cha---------------Vendeu-se a 2*200 rs. por libra
do llysson.
Chumbo--------O de muoicio vendeu-se de
22$ a 23* rs. por quintal.
Cerveja- dem de 3g500 a 5*000 rs. a
duzia de garrafas.
Farinha de trigo. Retalhou-se de 96$ a 28* rs.
por barrica de Richmond, e
Philadelphia, a 26* rs. a de
New-Orleans, e New-York,
32* rs. a de Trieste, eallj
rs. o sacco de 100 libras do
Cbili, cando em ser 8.300 bar-
ricas da primeira, 3,900 da se-
gunda, 2,700 da terceira, 2.700
da quarla, e 2,207 da quinta, e
1,500 saceos da ultima.
Far. de mandioca-Vendeu-se a 3* a sacra.
Feijo-----------Vendeu-se de 7* a 8*000 rs. a
sacca.
Genebra dem de 350 rs. por botija e 5*
a frasqueira.
Louga- A ingleza ordinaria vendeu-se
de 290 a 300por cento de pre-
mio sobre a factura.
Manteiga -' A franceza aeguio-se de 580 a
590 rs. por libra, e de 600 a
640 rs. da ingleza, Qcando em
deposito 850 harria entre am-
bas.
Mascas------------Venderam-se a 5*300 rs. por
arroba.
Oleo de hnhaga-Idem de 1J800 a 1*400 ris
_ o*gaUo.
aM8S.....Wn a 9J800|r. a caixa.
Fretes-
-------Os flamengos renderam-se de
1*200 a 2200 n.
- O amarello vendeu-se de 80 a
180 rs. a libra e o de Mediterr-
neo a S40 rs. a dita.
pinho-No ha.
- O de Lisboa vendeu-se a 9*000
r*. por arroba, e nao ha do de
Santos.
- O de Portugal vendeu-se de
110* a 125*000 a pipa.
O de Lisboa vendeu-se de 230*
a 2808 rs- a P'P*t e o de ou-
tros portos de 180*000 a 220*000
a dita.
- As de compnsico regularam
de 600 a 640 rs, a libra.
. O rebate de lettras regulou de
10 a 15 por cento ao anno, dis-
contando a caixa cerca de 350
contos a dez por cento.
- Para Liverpool : de assucar a
a 25, e do algodo a 5/8 por
libra.
O 111 m: Sr. inspector da thetoorsria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 3 do cor-
rente por diante pagam-se os ordenados dos em-
pregados provinciaes, vencidos no mez de maio
prximo dudo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambaco \. de juoho de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciago.
O Illa. Sr. inspector da theiourarii provincial,
em cumprimento da resoluco da unta da fazen-
da, manda fazer publico, que no dia 13 de juoho
prximo vindouro se ha de arrematar a quem
mais der o mutamenlo dos pedagioa das barreiras
seguiotes :
Magdalena por anno..........
Giqui...... > .... ..........
Jaboatao.... .... ..........
Caxangi.... .... >..........
Motocolomb .... ..........
Tapacirr... .... ..........
Ponte dos Carvalhos ..........
Tacaruna... .... ..........
Bujary...... ....
6:110*000
5:350$O00
3:887*000
3.450*000
1:6055000
1:206*000
905*000
552*000
550*000
Unidades. Valores*
cento
caada
a
>
9


Pauta os pregas dos gneros sujeitos direilos
de exportaco. Semana de 3 a 8 do mez de
junho de 1861.
Mercadorias.
Abanos.....
Agua rdente de.cana. .
dem restilada e do reino .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ......
Algodo em carogo .... arroba
dem em rama ou em la.
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. >
Assucar mascavado .... >
dem branco...... >
dem refinado......
Azeite de amendoim oujmon-
dobim........ caada
dem de edeo......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina........ >
Caf bom.....; ; >
dem escolha ou restolho >
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca ....
Carne secca charque. .
Carvo vegetal...... 9
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ...
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
dem verdes...... >
dem de cabrajeortidos um
dem de onca......
Doces seceos"...... libra
dem em geleia ou massa
dem em calda. .....
Espanadores grandes. um
dem pequeos ..... >
Esteiras para forro ou estiva de
navio ......:, cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho. >
dem em rolo bom >
dem ordinaro restolho...
Gomma ........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........ >
Lenhas e esteios..... um
Mel ou melaco...... caada
Hilho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........ molhos
Pontas ou chifres de vaccas e
novilhos....... cento
Pranchdes de amarello de
dous custados...... urna
dem louro....... >
Sabo........ libra
Salsa parrilha...... arroba
Sebo em rama...... >
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboas de amarello .... duzias
dem diversas......
Tapioca........ arroba
Travs......... urna
Unhas de boi...... cente
Vinagre........ caada
Alfandega de Pernambuco 1 de junho de 1861.
O primeiro conferente. Manoel Caldas Bar-
roto. O segundo conferente, Jos Thomaz de
Aguiar.
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 1 de
juneo de 1861. Paes de Andrade.
ConformeJoo Jos Pereira de Fare, ter-
ceiro escriturario.
1*000
560
$560
8390
8560
$600
28100
88600
700
800
100
38400
2*000
2*500
18600
1*000
48000
Sooo
78400
58500
300
360
200
400
38800
18600
250
400
2*500
48000
250
250
120
280
118000
1*000
500
500
48000
28000
20*000
18600
1S500
68000
18500
55000
168000
88000
125000
68000
3*000
258000
2g400
11*000
50g0OO
250
900
10*000
800
48000
182(0
200
5*000
16*000
88000
100
268000
55OOO
28800
104*500
70*000
3*200
10*000
8320
8280
Mo viraeno do porto.
Navios sahidos no dia 1.
Maranhohiate nacional Garibaldi.D capito
Custodio Jos Vianna, carga farinha de trigo e
mais gneros.
Glalgowpatacho inglez Jenny Jones, capito
John Popham, carga assucar.
Partos do nortevapor nacional Paran, cora-
mandante o capito tenente Jos Leopoldo de
N. Torrezo.
Nao houveram entradas.
OS OS O. Cl 1-* Q. 5$ a. -B Horas.
= V 53 i' o-Q SO kthmosphera O w co pj 35
* a CO en O Direcgao. 1 M H O
w * 99 ta 1 Intensidadt. 4 V. 0 s
0 ^3 00 2 Fahrenheit. H n so 0 K ta H 53 e
O 0 Es "ce Ctntigrado. ? c c
S S o s Hygrometro. 05
os o co *> t* K Cisterna hydr mtrica. - > 01
758, 757.2 co "10 10 en -^ Franeet. > so 0 K ta 1 so 0
30,05 30,02 -- 0 0 C1 ec inglez.
A noite clara at as 2 h. e depois de agoacei-
ceiros, vento S bonanca que rondou para o terral
ao amarillecer.
OSCILAfjAO da mar.
Preamaras 11 h. 6' da manha, altura 6 4 p
Baixamar as 5 b. 18' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 1 de ju-
nho de 1861. '
Romano Stepplb,
_______ Io tenente.
Editaes.
O administrador da recebedoria de rendas
internas faz publico que no correte mez tem de
ser pago, livre da multa de 3 0|0 o segundo se-
mestre do exercicio corrente, relativo aos impos-
tos seguintes : decima addicional de mo mora
imposto de 20 0|0 sobre lojas, casas de consigna-
cao, dito especial de 80* sobre casas de movis
roupa, calcado, etc., fabricados em paiz estran-
geiro / e que depois de Ando o referido mez se-
rio cobrados conjuntamente com a multa.
,oatC 0ti*, de Pernambuco 1. de junho de
JWI. Manoel Ca/neiro de Soma Lacerd.
an
----- _.............,. a,juwvyv
As arrematacoes serao feitas por lempo de 3
ioos, a contar do Io de julho do correle anno,
a 30 de junho de 1864.
As pessoas, que se proposerem a estas arrema-
tarles comparecam na sala das sessoes da mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia,
competentemente habilitados.
E prra constar se maudou affixar o presente
e publicar pelo Diario;
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 29 de maio de 1861. O secretario,
A. F. de Annunciaio.
. Olllm. Sr inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da jun-
ta de fazenda, manda fazer publico, que a arre-
mataco dos predios do patrimonio dos orphos
foi transferida para o dia 13 de junho prximo
vindouro, tendo lugar as habilitaces no dia 6
do mesmo mez.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. ,
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 maio de 1861.
O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciaio.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 22 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 6 de junho prximo
vindouro perantea junta da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a qnem por menos fizer o
contrato das impressoes dos balancos, ornamentos
e relatorio da inspectora com todos os documen-
tos que o acompanham, correspondente ao anno
unanceiro de 1861 a 1862, avaliado em......
1:4958000.
As pessoas que se propuzerem a esta arremj-
tacao comparecam na salla das sessoes da junta
no dia cima declarado pelo meio da competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 55 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
PERSONAGENS.
O infante D. Affonso............ Vicente.
Diogoda Silva.................. Germano.
Carlos, caixeiro de Diogo...... Valle.
O licenciado Tiburcio.......... Nunes.
Roberto, irmo de Carlos...... Leite.
O conde de Odemira............ Campos.
Gorduxo, creado de Diogo...... Raymundo.
Antonio Con ti.................. Almeida.
Um magistrado................. Dito.
Um cabo de esquadra.......... Teixeira.
Clemencia, sobrinha de Diogo. D. Manoela.
A lia Vernica, aia de Clemen-
cia............................ D. Carmela.
Squito do infante, saldados e povo.
A acjo passs-se em Lisboa em 1656.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto, ornada de msica,
PAGAR 0 MAL 011 KA FEZ
Na qual o Sr. Germano far o papel depoeta,
Comecari a 7 }i horas:
Avisos martimos.
Para em diroitura.
O patacho brasileiro Paulino segu em pou-
cos dias, pode receber alguma carga miada ; tra-
ta-se com os consignetarios Marques, Barros & C
Declarares.
Pela subdelegara da Varzea acham-se tres
cavallos depositados, tendo is cores seguintes :
russo, pedrez e castanho ; os dous primeiros fo-
ram aprehendidos pelo fiscal desta freguezia den-
tro de lavouras de moradores deste lugar, e o ul-
timo-tornado de no ladro, e pelo que parece o
cavallo deve ser de engenho. Acha-se mais a
roupa seguiote tomada a oulro ladro : 4 saias,
sendo 3 de madapolo e 1 de chita, 3 carnizas, 1
vestido e 1 chale, ludo de mulher: quem se jul-
gar com dlreito ao que consta deste annuncio,
apresente-se nesta subdelegacia com os docu-
mentos comprobatorios, para lhe serem en-
tregues.
Directora ge ral da instrueco
ica.
publi
Fago saber a quem convier que o Illm. Sr. Dr.
director geral interino tem marcado o prazo de
30 dias, a contar da data deste, para que todos os
que so dedicara ao magisterio particular prima-
rio e secundario de ambos os sexos, que anda
nao o fizeram, haja de requerer a licenca dequo
trata a lei regulamenlar n. 369 de 14 de maio de
1855, e de tirar os respectivos titulos ; compre-
hendendo-se nesse numero aquellos que tendo
sido multados foram absolvidos, visto como este
acto, atientas as razes que allegaran), nao os
isenta de solicitarem os mencionados titulos na
forma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou-se publicar o presente.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 29 de maio de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno indo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recite aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Correio.
Pela administrado do correio desta cidade se
faz publico para fios convenientes, que em virtu-
de do disposto no arl. 138 do regulameoto geral
dos correios de 21 de dezembrode 18447 e art. 9
do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851, se pro-
ceder a consumo das cartas existentes nesta ad-
minstraco pertencentes ao mez de maio de 1860,
no dia 3 de juoho prximo, as Id ras daco ma-
nha, na porta do correio, e a respectiva lista se
acha desde exposla aos interessados. Correio
de Pernambuco 28 de maio 31C861ntO adminis-
trador, Domingos dos Pasaos Hirandaer
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprietarios doa predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, que
os 30 dias uleis para o pagamento bocea do
cofre do segundo semestre da decima do anno fl-
nanceiro de 1860 a 1861, se principiara a contar
do dia 1." de juoho vindouro, ficando sujeitos i
multa de 3 0/0 os que pagarem depois de findo
os ditos 30 das.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Caroeiro Hachado Ros.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Qoarta-feira, 5 de Junho de 1861.
13* RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir sceoa o magnifico drama em cinco
actos, do Sr. Bourajaio,
CASI MALDITA.
DENOMINACAO DOS ACTOS.
Io acto.A cruz quebrada.
2.* Urna flor no abysmo.
3.As falsas apparencias.
4.A caara vermelhi.
5.0 somnmbulo.
Segu impreterivelmente no dia 8 de junho a
veleira e bem conhecida barca portugueza Sym-
pathia, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem commo-
dos excellentes.
IPMA
o Rio de Janeiro
A veleira e bem conhecida barca nacional cA-
melia pretende seguir com muitabrevidade, tem
parte de seu carregamento promplo ; para o res-
to que lhe falta, trala-se com os seua consigna-
tarios Azevedo & alendes no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir com milita brevidade o veleiro e
bem conhecido brigue nacional xDamo, tem
parte de seu carregamento prompto: para o res-
to que lhe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Hiendes no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalaco,
a tratar com Gurgel rmos na ra da Cadeia do
Recife n. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 82.
m&
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado melado de seu car-
regamento, e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
COMPANHIA PERMBICAM
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura,
sahir para os portos do sul no dia 8 de iu-
nho as 4 horas da tarde. Recebe carga at
o dia 7 ao meio dia. Encommendas, passagei-
ros e dlnheiro a frete at o dia da sabida 1 ho-
ra : escriptorio no Forte do Hattosn. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a yapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
-Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Acarac no
dia 7 de juoho as 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Hattos n. 1.
Leloes.
LEILO
James N. Wood capito da galera americana
Edgar J. Slringer, far leilo por inlervencao
do agente Hyppolito. deduas lanchas, cordoalha,
velas e mais objectos salvados do referido navio
naufragado a 200 milhas da costa, por conta e
risco de quem pertencer, com licenca do Sr. ins-
pector da alfandega em presenta do Sr. cnsul
dos estados-Unidos e com autorisaco do mesmo :
quarta-feira 5 do corrente s 11 horas em ponto,
no trapiche da ponte da alfandega.
LEILAO
A 4 do corrente.
Seve Filhos A C. faro leilo por intervenco
do agente Oliveira, do mais completo sortimento
de fazeodas de seda, la, linho e de algodo as
mais proprias deste mercado
Terca-feira 4
do corrente, as 10 horas da manha, no seu ar-
mazem, ra da Cruz do Recife, onde bem aco-
lher seus freguezes.
LEILAO
DE
Farinha de mandioca.
Terca-feira 4 do corrente.
PELO GEME
no trapiche do Cnnba, onde ier lugar o leilo
pelas 10 horas da manha em um s ou em lotes
de 100 saceos a vontade dos compradores.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Costa Carvalho far leilo, terca felra 4 do
corrente, da armaco e gneros da taberna da ra
Direita n. 31, em lotes a vontade dos compra-
dores, as 11 horas em ponto.
LEILAO
AttenQao.
Quinta-feira 6 do corrente,
Costa Carvalho fara' leilo no dia ci-
ma em seu armazem na ra do Impe-
rador n. 55, do sobrado de um andar
e sotao da ra Imperial n. 79, perten-
cente a massa fallida de Antonio Joa-
quim Vidal, as 11 horas em ponto.
Leilao
0 capito R. G: Bendlxen da galera dinamar-
queza Himalaya,'.arribada a este porto com
agua aberta na sua recente viagem de Valparai-
zo para Cork com um carregamento de farinha de
trigo, far leilo por intervenco do agente Hyp-
polito da Silva com autorisaco da iospec;o da
alfandega e em presenca do Sr. cnsul da Dina-
marca de cerca de 1,000 saceos de farinha de
trigo do Chili em bom estado, par occorrer a
despeza feita com os reparos da dita galera ; na
mesma occasio sero vendidos alguos cabos
velhos pertencentes ao dito navio : terca-feira 4
do corrente as 11 horas em ponto no armazem
alfandegado do Sr. baro do Livramento caes
d Apollo.
LEILAO
Quinta-feira 6 de junho.
0 agente Hyppolito aulorisado pelo Sr. Amo-
nio Carlos Francisco da Silva e com autorisaco
da commisso de seus credores, far leilo dos
predios seguintes:
Um sitio no logar do Salgadinho, com grande
casa de vivenda, todo cercado de limoeiro nati-
vo, cacimba, baixa para capim e grande quanti-
dade de arvores fructferas (mais de mil), sendo
o terreno foreiro a Santa Casa de Misericordia de
Olinda.
Metade de um predio de dous andares, e soto
de pedra e cal sito na ra da Senzsla Nova n. 13,
em chaos proprios.
Metade de um dito de 3 andares na Litigela,
frente para a ra do Trapiche n. 23, pedra e cal,
chaos proprios.
Um dito terreo, servindo de armazem presen-
temente, na ra da Senzala Velha n. 63, chaos
proprios, sendo effectuado o menciooado leilo
em seu escriptorio na ra da Cadeia n. 48, pri-
meiro andar, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendentes podero examinar os ttu-
los que se acham em poder do referido agente,
bem como os predios designados.
Avisos diversos.
Aviso.
Roga-se encarecidamente, a' todos os
senhores vigarios, delegsdos, subdelega-
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se ainda exis-
te e onde, o Dr. Jos' Coelho de Olivei-
ra, filho do fallecido escrivao Coelho, en-
viem suas informacoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialC. Esse senhor morn ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-se-ha toda a despeza que se fizer
com documentos relativos a' sua vida ou
morte, e gratificar-se ha generosamente.
Flix Francisco de Souza Maga-
Ihes mudou sua residencia do sobrado
do largo do Carmo n 16, para o prin-
cipio da ra de Horras sobrado novo de
um andar n. 50.
Aluga-se urna escrava crioula com 24 an-
nos de idade, cozinha, engomma, cose, ensaboa,
e serve urna casa : quera a pretender, procure
na ra da Roda n. 23, para a ver e ajustar.
Barlholomeu Francisco de Souza tendo de
partir para Pars no vapor francez, e nao tendo
podido despedir-se de lodos os seus amigos pela
brevidade de sua viagem, vem faze-lo pelo pre-
sente, offerecendo-lhes all o seu diminuto pres-
timo.
Emvirlude da retirada de Sr. Joo Praeger
da firma J. Praeger & C, entrou a mesma em li-
quidadlo desde hoje, e Oca encarregado da mes-
ma o socio Sr. C. A. von der Linden.
Msicas e pianos.
J. LAUMONN1ER, na rus da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella colleccao de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certos e afina os mesmos instrumentos em pouco
tempo e por procos commodos.
Avisa-se ao Sr. Joo Kantista Alves Mon-
leiro que venha tirar o que existe na mo do a-
baixo asignado no prazo de oito dia, e nao o fa-
zendo perder todo o direilo. Recife, 3 de ju-
nho de 1861.
Jos Joaquim da Costa Braga.
O Dr. Manoel Buarque de Hacedo Li-
ma est procedendo ao inventario dos
be os deixados por seu fallecido pae o
Sr. major Manoel Buarque de Macedo
Lima, pelo juizo municipal da segunda
vara. Communicsndo-o, como lhe cum-
pre, aos Srs. credores do mesmo falle-
cido, os convida ao mesmo tempo para
que comparecam no dia 8 do corrente,
ao meio dia, no escriptorio da ra da
Cadeia do Recife n. 23.
O referido agente acha-se autorisado a vender
sem reserva de preco
516 saceos com farinha de mandioca recente-
mente desembarcadas, que sa acham reeolfaidu
Massas de Lisboa, recentemente chegadas,
em caixas de urna arroba, sortidas : rende-se
pelo diminuto prego de 3#, no armazem do Sr.
Annes, fronteiro a alfandega.
No dia 4, fiada a audiencia do Sr. Dr. juiz
de ausentes, se ha de arrematar a parte do so-
brado da ra do Brum, ontr'ora n. 10 e hoje 58,
e o eacravo Florencio, tudo perteneente ao au-
sente Francisco Augusto ds Costa Guimaries.
Preciaa-ae de urna ama para todo aerric.0 ;
a tratar na ra das Larangelras n. 14. primeiro
andar.
Offerece-eo urna mulher para servir a nma
casa, a qual sabe cozinhar : na na das Calcadas
n. pff
Pede-so ao Illm. Sr. director das obras pu-
blicas que mande com urgencia fazer os reparos
de que necessila a estrada de Cuararapes, visto-
3ue a conservaco nao pode reparar e n se ha
e conservar sempre em iBo pessimo estado, isso
pedem alguna, moradores de Muribeca que pot
all transitam todos os dias.
A boa f est quei-
mando.
Rus estreita do Rosario n. 18, esquina da ra
das Larangeiras, vende-se manteiga ingleza mui-
to boa a 800 e 640 rs., dita fraoceza a 720, vinho
muito bom a 560 e 480, Bigueira e Lisboa dos
melhores que ha, arroz a 100 rs. a libra, gomma
a 100 rs. a libra, e alm disto tudo mais por me-
nos do que em outro qualquer estabelecimento.
S se encentra na boa f.
gaftattaKoe mema* ateiMie
Atteoco
JFazendas e rou-1
pas feitas baratas
NA LOJA DE
Paredes Porto.
|48- Ra da Imperatriz48j
Jonto a padaria fraoceza.
Sortimento de paletots de alpaca preta
e de cor a 3g500 e 4, ditos pardos a 5.
ditos de bnm de edr a 38500 e 4, ditos
de ganga de tr a 38800, ditos de brim
pardo a 3J50 e 4$, ditos de meia case-
mira saceos a 58500 e 6#, ditos de alpaca
amarella a imitaco de palha de seda a
4. ditos de bramante brancos a 3500 e
48, 4#500. ditos de casemira muito finos
saceos a 13, ditos sobrecasacos a 15,
ditos com golla de velludo a 20, de al-
paca preta superior a 10, ditos de pan-
no preto a 22 e 24, colletes de fuslo
branco a 2500, 3e 38500, ditos de gor-
guro de seda a 48500 e 58, ditos de ca-
semira preta e de cor 5g, ditos de se-
tim preto a 45O0 e 5, ditos de velludo
preto o de cora 8, 9 e lOf, caigas de
casemira preta e de cor a 4J50O, ditas fi-
nas a 8, 9 e 10, ditas de brim de di-
versas qualidades, ditas de ganga, ditas
de princeza preta, diversas qualidades de
roupas para menino, camisas francezas a
1500.1&800 e 28, ditas finas e de fuslo
a 2j00, chapeos fraocezes de diversas
qualidades e presos, ditos de sol de seda
a 6*500 e 7. E outras muitas qualida-
des de fazendas e roupas feitas que seria 25
eofadonho mencionar. X
Ss^akiSi6 Qlfi &aaadMi**iAw
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peitavel corpo de commercio, que dissolveram
amigavelmente em 31 de maio prximo passado,
a sociedade que lioham na loja de chapeos da*
prac.ada Independencia ns. 19 e21, que girava
sobre a firma de Para & Santos, Qcando o socio
Santos responsavel pelo activo e passivo da dita
firma.
Recife 3 de junho de 1861.
Jos Bento Para.
Manoel Jos dos Santos.
CONVITE.
Attenco e muita attenco.
Sodr& C. convidam a todas as familias que
quizerem honrar com suas presencas a sala do
primeiro andar da ra estreita do ltosario n. 11,
por cima do seu estabelecimento, a virem tomar
sorvele e outros gneros tenientes a confeitaria,
para que tem com todo o asseio preparada com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminada a
gaz, advervindo que sero servidas com toda a
promptido e precos mdicos.
No dia 10 de maio foi aprehendido um ca-
brochinha de 8 9 annos pouco mais ou menos,
o qual diz ser escravo do Sr. Jos da Cost, mo-
rador na Estrada Nova : quem for seu legitimo-
senhor ou alguem por elle dirija-se rua Impe-
rial n. 41, onde se dir em poder de quem se
acha.
Recife 10 de maio de 1861.
Terca-feira s 11 horas do dia, na audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos, vai praca
urna bonita escrava crioula de idade de 25 an-
nos, pela quantia de 1:0008000 : quem nellaqui-
zerlangar, comparece na sala da mesma audi-
encia.
Pede-se pela segunda vez a um Rvm. sa-
cerdote que oceupa posico na freguezia da Var-
zea, aueira quanto antes mandar pagar na ra
Direita n. 109 desta cidade a quantia de 92 que
devedor desde novembro do anno prximo pas-
sado, do contrario ser publico o motivo desta
divida, e se proceder na forma da lei.
Um pobre artista.
A pessoa que perdeu urna pulseira na noite
de 31 de malo, na igreja de Santa Cruz, pode ap-
parecer na ra do Rosario da Boa-Vista n. 36,
qne dando os signaes certos,ser-lhe-ha entregue.
Urna pessoa com bstanle pralica de escrip-
turago mercantil, offerece-sc para fazer qualquer
escripia por partidas dobradas : quem de seu
presumo quizer utilisar-se, dirija-se a ra do
Cabug n. 8.
Na ra da Madre de Dos n. 6, armazem
confronte ao consulado provincial, vendem-se os
seguintes gneros, por menos do que em outra
qualquer parle, por querer liquidar: farinha de
mandioca em bom estado de 2, 2500 e 3 a
sacca, arroz em casca, sacca 38, ceblas, cento
640 rs., de muito superior qualidade, caf do Rio
de Janeiro a 450O a arroba, charutos da Bahia
de boa qualidade, com pequeo toque de furo,
caixa 1600, que vista da qualidade ninguem
deixar de comprar, ditos suspiros e cavalleiros
dos mais finos que ha no mercado, por preco
commodo, milho muito novo, sacca com 132 li-
bras a 5, dito com 110 libras por 4S500 a sacca,
gomma do Maranho cm paneiros, arroba por
2S800.
Escriptorio commercial de
agencias,
No Rio de Janeiro, ra do
cano n. 71, 1/andar.
O abaixo assignados. tendo merecido a con-
fianza de alguns negociantes da praca do Rio do
Janeiro, estabeleceram um escriptorio commer-
cial de ageocias no primeiro andar da casan. 71
da ra do Cano com a denominado deSocieda-
de Brasiliense, e como possa ser de utiliJade
para algumas pessoas desta provincia e particu-
larmente para os senhores commerciantes, offe-
recem por isso os seus servigos na corte a todos
que se digoarem honradlos com a sua cooOsnca,
certos de que sero sempre servidos com o maior
zelo e promptido em os negocios que lhes en-
carregarem. Encarregam-se de despachar na-
vios e mercadorias, de tirar diplomas e titulo?
honorficos e de condecoraces, passaportes, fo-
lhas corridas, licenca, cobranzas, e de todo o
qualquer negocio relativo tanto cmara eccle-
siaslica, como s diversas repartieres publicas,
dispondo o escriptorio de habis advogados, des-
pachantes e mais agentes de coofianes. As pes-
soas que de seus servigos precisaren, devero
mandar as suas ordens ao indicado escriplorio,
designando nellas o correspondente com quem se
devera entender os abaixo assignados, os quaes
se presta m a dar qualquer informsco, caso nao
tenham correspondentes na corte.
Joo Maria Jacobina e Companhia..
Attenco.
Rufino Antonio de Mello faz publico a quem
interesaar. que comprou por despacho do Exm.
juiz do commercio, a massa fallida de seu irmo
Francisco Antonio do Reg Mello, consiitindo em
um predio na ra Nova n. 1, dividas, mercado-
rias, movis, etc., etc.: e so alguem julga-se
com dlreito a contrariar a dita venda, apresen-
te-se no prazo da 3 dias. a contar desta data. Re-
cua 1.a de junho de 1861.


DU1I0 DI I1NA180CO. ~ SEGUNDA FURA 3 M JUNHO 1 1961.
t-Sg-jf *>
Sf's.

5. & B
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sr o. t h
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Q. O
C5)
ARNAZBH PROGRESSO
DE
largo daPenlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos fregnezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que ten vindo a este mercado e por ser Darte delles
landos por cont propna, vende-oa por menos do que em outra qualquer parte.
^s 1"*??* **** 800 M. t-
mi se tara algum batimento.
lAteiga raneeia a maisnoTa que ha no mercado vende-se a fio rs. a Ubra.
ijjouu rs. a libra.
\jue J S nameilgOS Chegados neste ultimo vapor de Europa 1S600 rs., em por-
Sao se ar algum abatimento. *^
" ,.. S**8S< recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
"wp J r1* *.os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e da
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
HoUo franceZ a 500 M. 0 carla0 eiegantemente enfeitados proprios para mi-1
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso. i
B0Ce da CaSCa de gClaba em caIx5es com 3 |# Hbra, vende-se a lacada um.
X dtUlUUa lUglCZa a mas noya que ha 00 merCado, vende-se nicamente no ar- ,
mazem progresso a 39000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
A.mexas iran.eez.as a 480rg libraem porQaose far algum abaUmeDto.
^T^^S? PeTa^ do afamado Abreu, e de outros muito. abricant
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com boladnlias de soda
differentes qualidades.
COldlfJ 0 ma8 SUperior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
^bM *0,na^C em latas de 1 Ubra, a mais nova que ha no mercado
VCTaB SeCCaS em condecas de 8 libras por 3500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas francexftse ingVexas
das em direilura a 800 rs. o frasco.
WeUia, macarrao e tattuurim 400 libra, em caLx
reba por 8$.
Deseja-se lugar para escriptorio
urna tala ou todo primeiro andar de
qualqtier casa, que esteja situada em
alguma das ras seguintes : Passeio Pu-
blico, do Imperadot, pateo de Pedro
II e do Queimado : quem tiver urna ca-
sa nessas circumstancias e quizer alu-
gala tenha a bondade de dexar no es-
criptorio desta typographia seu nome e
a indicacao de sua residencia afm de
ser procurado.
No dia 17 do corrente desappareceu de A-
pipucos um cabrioha forro de nome Filismioo,
de idade de 12 a 13 annos, secco do corpo. ca-
bello meio corrido, rosto boxexudo, nariz arrebi-
lado, com o signal de um talho ao lado de urna
das orelhas ; este cabrinha muito conhecido
em Apipucos, de onde natural, e indo leraruma
trouza de roupa ao acude do mesmo lugar desap-
pareceu, e desconQa-se que se acha oceulto com
flns sinistros : quem o pegar, leve-o ao engenho
Dou8 Irmos, que ser gratificado por Ignacio
Martins da Costa.
Precisa-se de um ama forra ou escravo
para todo o servico de urna casa de pouca fami-
lia : na ra larga do Rosario n. 30 ou 37.
Furtaram ha poucos das do ar-
mazem n. 36 da ra da Cadeia, urna
peca de panno azul, o qual panno tem
algum algodo misturado com a la co-
mo se pode ver desfiando-se e tran-
cado como casemira : quem der noti-
cias exactas de dita peca no referido ai-
mazem sera' generosamente recompen-
sado.
Se algum dos passagciros do vapor
ingle Oneida, oi em Londres en-
carregado pelo Sr. Fredenco Youle de
ser o portador de retratos que ao Dr.
J. d'Aquino Fonseca mandava seu filho,
dignar-se-ha de indicar o lugar em que
pode ser procurado, afim de que te ef-
iectue a entrega.
lrmandade das Almas do
Recife.
Por deliberaco da mesa
regedora convido a todos os
irmos das Almas para reu-
nir se hoje no consistorio da
irmandadeas A horas da tar-
de, para mesa geral.
Manoel Moreira Campos,
Escrivo interino.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de cabeca, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, ludo com promp-
j tido e pelo gosto de Paris, para o que recebe fi-
gurioos por todos os vapores que vem da Europa.
Luiz Vernet, subdito belga, retira-se
fora da provincia.
para
vende-se a 1600 rs. cada urna com
JA agencia do va-
por de reboque.
Acha-se eslabelecida no esetiptorio da compa-
' nhia Pernambucsna no Forte do Mallos o. 1, on-
; de so recebem avisos para qualquer servido ten-
| dente ao mesmo vapor.
Ensino particular.
Palitos de dente lixades
O acadmico MeoelSo dos Santos da Fonsec,
Los, professor particular das lioguas latina a
as mais oras que ha por serem vin-1 franceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
curso das ditas lioguas na ra de Santa Rita no
115, primeiro andar.
Alugase loja da casa n. 86 da
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril i
Touemho de lsboa
a arroba a 9g.
rimilW mult0 n0T0 Ten(ie.8e para acaDar a 4oo rs. a Ubra.
... ^ paioa 0 que ba de DOm neste genero por serem muto nOTOS ", 56o rs. I
a iiora.
Banna de porco retinada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peix.e de iiosta....
.. .va a a r"~ preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe queba em Portugal a l500cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
hluuL"elhore f.>"ites de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a l agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas francezas. tructa em calda, azeitonai
_____oarataa e outros mutos gneros que encootraro tudo de superior qualidade.
ra da Emperatriz : a tratar no segan-
do andar da mesma casa.
^re^-9llttltttS3K9R9IHK8
a mais alva que pode hver no mercado vende-se
t
Consultorio medicocirurgico
Consulta por ambos os syslemas,
M.LB^5tTenciadaTdan?ap'r?.l,8uanOT.a re8idenci' Proprietario deste estabeleci-
aeoto acafia de tazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimeolo nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todo aquellei que forem aposentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arle e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeiQo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conta assigaada pelo Dr. Lobo
pe mareado com o seu nome.
Mosaozo e em pa-
Outro sim : acaba de receber de Franca grande norgo de tinctura de acnito e belladona re-
aaedioa ates e summa importancia e cujas propriedades sao lo conhecidas que os mesmos'srs
mdicos allopaloaa empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsos auc em tubos qur em linduras cuslarao a 1 o vidro.
O propnelano deste estabelecimenio annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
jfficieiiies para receber alguna escravoa de um e outro sexo doenles ou que precisem de alguma
operado, affiancando que serio tratados com todo o disvelo e promplidao, como sabem todos
aquelles que i tem lldo escravos na casa do annunciante.
A.*''gDi!c d,' ""'." ""noaidadedos banhos salgados sSo^oulras tantas vanU-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doeaus.
o a Aa pfMOaSfliu5qu|"rem a,Lar 5 "nuncianle de vem procura-lo de manhaa al 11 horas
tt^'&tTrf'^r^?^em cmpeM0> coa ** Pder'0 -
Dr, Lobo Moscoto.
25#000.
D-se 25$ mensaes pelo aluguel de urna preta
ou prelo captivos, que faca todo o servico de uma
casa de pouca familia : dirija-se ao pateo do Li-
vramento n. 31, segundo andar.
Aliso
aos proprietarios de predios,
Quem precisar de um hbil administrador para
qualquer obra, tanto nova como para concertar
por pequea ou grande que seja, o qual se obri-
ga a economisar mais do que o seu proprio do-
no, tanto na cidade como nos arrabaldes, do que
tem bastante pratica : para informacao,' dirija-
se a ra de Apollo n. 20. armazem de assucar,
deixando uma carta com as iniciaes M. A. P. S.
e onde se deve procurar.
Atteoco.
Uma pessoa que tem ensinado com felia resul-
tado a rallar, escrever e traduzir as linguaj ingle-
zae franceza com exercicio de conversaco mo-
cidade de ambos os sexos, tanto no Rio como na
Babia e aqui mesmo em Percambuco, offerece
de novo o seu presumo aquellas pessoas que qui-
zerem-se applicar em qualquer desles idiomas,
ara o que devem informar-ie na ra da Cruz n.
52, ou os ra da Cadeia Velha o. 6f.
Laboratorio de lavagem
^4j3 roupa a vapor.
As obreiras que exiatiam neste eatabelecimen-
to, quando paraliaaram os trabalhos e que quize-
rem ser reintegradas nos seus respectivos luga-
res, bajam de apresentar-se no prazo de 15
oas, oodo o qual ser o numero preeochido por
outras que se teem offerecido.
jMeiKsis m mena m&ftitfmm
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espago de 8 annos o offlcio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
dquirindo por isso uma grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andameib
lo de qualquer causa nos difTerentes jul-
zos, despachar escravos e tirar passspor-
tes na polica, e promover cobraocas. E
como tem na corte sua disposiQo um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretendo perante as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
de seu prestio pode o procurar das 9
oras da manha at as 2 da tarde na ra
das Triocheiras u. 13, e fora destas horas
na ra de S. Frantisco, sobrado n. 72.
Na ra Direita n. 3 se dir quem os d a juros
com segueranca em proprledade neata cidade.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston &C, ra da Senzalla Nova n. 52.
_ Permuta-se por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode reoder de dous
a tres contos de ris, muito perto desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, visto seu proprietario ter necessidide de
ir para fra : a quem convier, annuncie.
cai-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,'3^
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de (
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande saluo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Gomo tambem um grande ornecimen>
to de caixas para retratos de 3$000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinaren! os specimens do que
cima fica anunciado.
5Ra cstreita do Rosario3
. Francisco Pinto Ozorio continua a col- a
. locar dentes artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re- a
\ cebe paga alguma sem que as obras nao a
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
| e outras preparagoes as mais acreditadas
^ para conservaco da bocea.
tt@ @@ @@ @@
Precisa-se alugar uma cozinheira : na ra
da Aurora n. 80, segundo andar.
Precisa-se de uma ama forra ou capitiva para
eDgommar, e para lodo o servico interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador n.
37 segundo andar.
Precisa-se de um pequeo que tenha pratica
de taberna na ra da Seusalla Velha n. 50 se
dir quera precisa, na mesma caza precisa-se
alugar um preto.
Germn Chevan, subdito francez, retira-se
para fora do imperio.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i rjoprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
comcum laco armado a boa
f dos incautos.
Aloga-se um armazem na ra da Cruz n.
z, com aahida para a ra dos Taaoeiroa: a tra-
tar no pateo de S. Pedro n, 6.
Industria americana.
N. O. Bieber A C, successores,
ruada Cruz n. 4.
participara ao publico que novamenle receberam
uma grande colleccao de artigos da industria
norte-americana, comosejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarocar milbo, para
moer milbo e caf, para fazer farioha de milho
em Uoura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidades em grandes poredes, para
lavar rouoa em 10 minutos, e para regar norias,
jardim e baixos de capim, e decozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a Ierra, fac-
coes proprias e expressameote feitos para cortar
esnna, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como uma imroensidade de ferragens finas,
bembas, carros de mo.
CARROS
elegantes eleves para douas o qua tro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possusm igualmente desenhos de lodos as
modelos e gastos, com os precos marcados e ac'ei-
tam encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prsteado, em vista
igual prata, e que nao perdem a edr, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheleiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fruclas, apparelhos
para fazer cha, ditos para cozinhar ovos, etc.,
ele., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim, garios, machinas para torrar caf.
Uma itumensidade Je obras defolha de Flan-
dres envernisadas para toilele, dilas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou-
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en-
gommar roupa. Coilureiras. condessas e balaios
para guardar roupa, uma infinidade de objectos
de phaulasia proprios para gabinete desenhoras.
Caixas com ferrameota fioa. Brinquedo., car-
rinhos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Mappas geographicos de todas as parles do
mundo, e livros com a discrip;o em inglez.
-Deseja-se arrendar um engenho de boa pro-
ducto e que tenha escravos e animaes sufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:000$ a 4:000$ : a quem convir annuncie pa-
ra ser procurado.
Escriptorio de advocada.
O bjcharel A. R. de Torres Bandeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador o. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas da
manha al as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
ta, e prometle todo o zeloe promptido as func-
ces do seu ministerio.
O abaixo assigndo tendo sociedade na loja
de chapeos na praca da Independencia ns. 19 e
SI, com Joio Benio Para, sob a firma Para &
Santos, declara ao respeitavel publico e especi-
almente ao corpo de commercio, que pretende
dissolver amigavelmente a dita sociedade, e Pi-
cando a cargo do annunciante a mesma loja por
sua conta, visto como j se eotendeu com os
nicos credores que sao os Srs. Caucanas & Du-
bourq, na quanlia de 535A700, e Cals & Irmo na
de 600$, Har naga Hijo & C. na de 1:0230: quem
tiver contas ou direilo ao pagamento de qualquer
debito, a presen te-se at o Isa do corrente mez,
afim de ser pago, uma vez que desta dala em
diante nao se responsabilisa por nenhum outro
pagamento, continuando a casa a gyrar sob a fir-
ma do annunciante do 1. de junho prximo fu-
turo em dianle. Recife 28 de maio de 1861.
Manoel Jos dos Santos.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram venda do
estabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assigndo responsavel pela liquida-
cao do activo e passivo do mesmo estabeleci-
mento, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Giqui, freguezia da Escada, distante da esta^o
de01inda3/4 de legoa, capaz de safrejar 3,000
pacs de assucar ; assim como tambem se vende a
safra criada, uma parle do mesmo engenho, e as
obras que o rendeiro alli fez com consenso dos
cousenhores : a tratar no mesmo engenho com
Herculano Ludgero de Lemos, ou no Recife com
Joo Ferreira da Silva, morador na ra Direita
numero 106.
Alugase
dous sitios na ra da Mangabeira de n. 1 e 2 na
cidade de Olinda, sendo o primeiro um dos me-
lhores sitios que ha naqoella cidade, rendoso em
razao das muitas fruclas que quasi lodo anno tem
em muila quantidade, lem muitas mangabeiras,
maracujs, mangueiras, o que so so vendo que
se d valor, uma riel baixa de capim, terreno para
rocado, lenba era capoeira, torno para padaria,
olaria com telbeiros para fabricar telhas e lijlos
grossos, fornopara lijlo grossso e outro para lou-
ca, tudo com os competentes lelbeiros, um bar-
reiro com barro muito bom para louga e lijlo
apenas (alta fazer o esgoto d'agua, com bom so-
brado com 3 salas de frente, 8 quartos, sala de
jaotar, cozinha fra. com muilos outros commo-
dos, com estribara para cava los e 3 lojas ; o se-
gundo pequeo mas cora muitas fructeiras : quem
pretender dirija se ra da Madre de Deus n. 5,
que se dir com quem deve tratar.
Collegio Bom Conselho.
Precisa-se de uma ama secca, paga-se bem.
SOCIEDADE
INSTITU) PI E LITTERARIO.
Roga-se a tod03 os socios queiram comparecer
a uma reunio extraordinaria segunda-feira, as
11 horas da manha, no lugar do costume, afim
de se tratar de negocios urgeotissimos para a
carreira social do mesmo instituto.
Secretaria do Instituto Pi e Lillerario ao 1.*
de maio de 1861.
Joo B.dc SiqueiraCavalcanli.
1." secertario interino.
Aluga-se uma sala com 3
de detrado sobrado n. 14
a tratar na mesma loja.
Na ra de Aguas-Verdes n. 26, precisa-se
de uma ama que saiba cozinhar e engoramar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, en-
goramar, e mais arranjos tambem para sahir a
ra e comprar, para casa de uma pessoa nica-
mente : no Recife, ra dos Tanoeiros n. 5, se-
gundo andar.
Chapas medicinaes.
O abaixo assigndo faz publico que se acha en-
carregado de mandar vir do Rio de Janeiro as
chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk lo co-
nhecidas pela sua efficacia em differentes moles-
tias : as pessos que pretenderen), poderao diri-
gir-so a ra do Queimado, botica n. 15. que
acharao uma explicado para applicaQo das ditas
chapas.Jos Alexandre Ribeiro.
quartos da parte
da ra do Queimado :
Feiior.
Precisa-se de um homem portuguez para fei-
tor com pratica ou sem ella, e d-se bom orde-
nado : no engenho Mega de Baixo da comarca
de Goianna.ou nesta praija a entender-se na ra
de Apollo.
Aluga-se um terceiro andar e soto, com
excelleotes commodos o bastante fresco, no bair-
ro do Recife, ra do Amorim n. 27: quem o pre-
tender, dirija-se a mesma ra n. 46, que achara
; com quem tratar.
al-
* Joao Gorrea de Carvalho,
8 faiate, participa aos seus nume-
dj rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
@ Madre de Dos n. 36 para a ra
da Cadeia do Recife n. 58, pri-
% meiro andar, aonde o encontra-
| rao prompto para desempenhar
g qnalquer obra tendente a sua
arte.
Arrenda se o engenho Ditoso, si-
to na freguezia de Serinhaem, moente e
corrente sendo d'agua, com boa casa de
purgar ede vivenda, muito bom serca-
do, com todas ascommodidades para sa-
frejar dous a tres mil paes, arrendarse
por 7 annos inclusivel a safra que esta'
criande-se, tambem vende-se esta safra
de dous mil paes: os pretendentes po-
dem dirigir se ao referido engenho a
tratar com Amenco Xavier Pereira de
Brito ou nesta prac,a no escriptorio do
Sr. commendador Joao Pinto de Lemos
Jnior.
Thomaz Good,
tan, Jobn Raymer,
para a Europa.
Henry Perrin, Henry Cor-
subditos inglezes, seguem
LOTERA.
Nao obstante anda haver por vender
boa parte de bilhetes, o thesoureiro
querendo satisfazer o pedido dos Srs.
jogadores, declara que sabbado 8 de ju-
nho prximo, pelas 9 1 2 horas da ma-
nhaa andarao impreterivelmente as ro-
das da primeira parte da primeira lo-
tera a beneficio do collegio dePapacaqa.
Acham-se a venda os bilhetes e meios
bilhetes na thesouraria das loteras ra
do Queimado n. i2, primeiro andar,
e as casas commissionadas do costume.
As sortes sero pagas a entrega das
listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
D. Mara Bernardina da Concei-
(5o Lima, julga ter pago a todos os ere-
dores de seu fallecido marido Antonio
Rodrigues Lima, porem se alguem an-
da se julgar credoi do mesmo por qual-
quer titulo, baja de entender-se com o
Rvmd. Sr. padre Leite nestes 3 das.
Na ra do Hospicio casa n. 36,-
precisa-se de urna ama de leite sem
filho.
Aluga-se a loja do sobrado n. 12 do pateo
do Terjo, propria para qualquer estabelecimen-
to, nos pela boa localidade como por ser bem
espacosa, achando-se com armacio de taberna :
a tratar na ra da Praia n. 36.
Antonio Goncalves Ferreira, portuguez, re-
tira-se para Portugal.
Precisa-se de um bom amaasador ; na na-
darla da ra larga do Rosario n: 18.
A Precisa-se na fabrica de rap da ra $jk
S do Mondego, de um feitor casado, prefe-
9S rindo-se um subdito portuguez. ifg>
O abaixo assi6oado, dono da taberna da
praca da Boa-vista n. 16 J, roga a todos os
seus devedores em geral, que tenham a bonda-
de do virem saldar suas cootas al o dia 10 de
junho prximo vindouro; e aquelles que nao
vierem at esls data,sero publicados os seus no-
mes por este jornal e cobrados judicialmente, e
para que depois nao se tenham queixas, se lhe
avisa em lempo.
M. Domingos da Silva Jnior.
Sj Julio & Conrado continuam a receber Ja
-o* obras por medida a vontade de seus nu- 5
w morosos freguezes e recebej) toda obra w
3 que nao ficara vontade do freguez, tem g*
ax sempre porco de flgurrnos a escolher o S
W gosto e commodo das pessoas, debaixo 3*
fe da direcg&o de seu raeslre alfiate que a
2 j bem conhecida a sua tesoura, rece- 5
W bem Qgurioos por lodos os vapores. i'~'
@@@ mmmmm &s&
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOR
m SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas-
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
moestas das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pell, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, ia-
falliveis em seus effeitos, tanto em Untura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis. r
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acorapanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo eo
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posio
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levareis esse irr.presso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhjm, moente e corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribaria para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com uma moeoda que produz calda,
para cincoenta a sessenta paes por tarefa com um
parol de cobre sufDcientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cic-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamenlos, tendo a casa suficien-
te capacidade, uma destilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suss
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdenle por dia de vinle e dous graos peio
arioaietro_ de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pies completamente arraDjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vitenda ;
senzalla para, habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
vero ; copeiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras refun-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufflciente capacidade para
dar estacas para cercar elenhss para uso dos for-
no8 e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e uma grande parte
coberta com capim milhan. Com Ierras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1361,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condices e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar I seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acba a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a poote de
Uchoa, e dos Afluidos, de manha at 1 hora da
tarde.


'- '- -. -y:! 'ZB^f^T
()
MaRIO DI iKWUIlBax *DBDi UU JBttmoilMk
Attenca
0.
Furtaram do engenho Santos Meodei, n co-
marca de Nararelh, do abaixo assigoado, ao ima-
nhecer do dia 25 de abril prximo pastado, um
poHro castanho de bom corpo, b"nito, coro algu-
mss marcas de chicote na anca do lado direito,
proveniente da moagem de canas, com marca de
peitoraj, j muilo manco de roda por moer a tres
annos, talvez lenha feilo a ultima muda, com fer-
ro oo asarlo a maneira de um O manuscripto pou-
co mais ou menos. Sera duvida foi furlado por
um individuo de nome Manoel Joiquim, simi-
branco ou pardo, cor de laraoja, de corpo e altu-
ra regalar, pouea barba, ladino, l e escreve
bem, e conta, foi cadete e deu baixa. anda aceia-
do ; o qual fra o anno passado da cidade do Re-
cife para o mencionado eogenho trabalhar, depoia
de rouco lempo passou-se d'ahi para o engenho
Oral, em Pao do Alho ; por ter elle pernoitado
com um pardo cheio do corpo, que ia em sua com-
panhia, no dia 4 de abril, em ierras do engenho
Timbosinho tambem do annunciaole, em casa de
um morador, cujo engenho limilrophe daquel-
le en quefurtou se o animal; e lerem ambos de-
sapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te quaodo furtaram o animal, e dizero que nesta
manha passaram ambos era Pao do Alho, onde
quizeram trocar o poltro, indoum puxaodo o pol-
tro e oulro montado em um cavallo pedrez ma-
gro. Consta que o Manoel Joaquim eslirera
amansando o poltro em Olinda na estrada, e que
o poltro dera urna queda cm um rapaz, afiihado
do Dr. Lobo, que eslava ajudando a amansa-lo.
O Manoel Joaquim lem prenles em Olioda, po-
rm antes de subir o anno passado a procurar
servico assistio no Recite na ra do Pires em um
dos cisebres que ha no paleo, onde seconcertam
carrinhos de alfandega, em compauhia do outro,
que fui preso no lim do anno passado por suspei-
tasdeladro de cavallo, porm assim que foi sol-
lo uiudou-se. O Manoel Joaquim cosluma mu-
dar o nome, tanto assim que conhecido em
Olinda por Jos Francisco.
Rogarse s autoridados policiaes, o a qualquer
pessoa em particular a apprchensao do dito ani-
mal, assim comoa priso dos individuos, eleva-lo
no dito engenho ou no Recife, aos Srs. Manoel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laurenlino Gomes da
Cunha Rellrao,
Arrenda -se r^ni^ej^j^.a!^^i
Jardim niuito perto da ma do l
Pao d'Alho, e outro denomina-
do Pindoba sito na freguezia
de Tracunhenj, ambos vau-
tajosos em suas produc^es e
por prego milito conveniente:
quem os pretender dirjase
ao engenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. 0 mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos engenhos Inhama, Ra-
mus e Cursahi, e permuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de razo.
C ompras.

&

*@@@
m
@
m

i
te
STAHL C. 8
EIETR4TISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
Roa da Imperatriz numero \4 1
(Outr'ora Alerro da Roa-Vista.) g
nitratos em todos es-
I %j\ e tam^u\iosfl
| Pintura ao na tureAem |
oleo eaq^aaeeUa. g
Capias de daguerreo- |
ty$a e outtos arte- |
tactos. |
.\moirotypos,
fPaisagens.
tumm *#*###
Precisa-se comprar um par de rozlas de
bnlh soles : a tratar na ra estreita do Rosario
D. 4.
COASIJLTOIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO
no
DII. CASAKYA,
30--lloa as Cruzes30
Neste cousultoriolemsejpre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
b uarados em Pars (astinluras) por Ca-
3 tallan e Weber.por pregos razoaveis.
|g Os elementos dt-hotueopalhi obra.re-
.^j. 'onimendada inllli(encia de qualquer
II pessoa.
MSSWgB flBMBMB
-- Francisco Ignacio Arciolideizou de ser cai-
xeiro de Domingos Jos da Cunha Lages desde
i de maio.
Comprara-se 2 papagaios Talladores, 2 se-
guios, 3 periquitos; na ra de Apollo n. 8. ler-
ceiro andar.
um cavallo, em-
que esteja em
da Cadeia, loja
Compra-se urna carraca para
bora tenha algum uso, com tanto
boro estado, e seja forte : na ra
numero 41.
Compram-se 8 ou 4 figuras de todo o cor-
po, proprias para jardim : quom as quizer ven-
der, duija-se a ra Nova, loja n. 8. ^
Compram-se joroaes para embrulho a ISO
rs. a libra : na ra larga do Rosario n. 35, depo-
sito de assucar.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmoe-
ratriz e. 12 loja. ^
Yendas.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
A' PRIMVE1U
16-Rta da Cadeia da Hecife~i6
LOJA DE MIUDEZAS
[Fonseca< Silva .1
Sabio ingleso melhor que ha no mer-
"d. "MO .. jafars Lnito,
gostos a 600rs.,*apelhos pequeos dou-
rados 800 rs. a duaie, apparelboa pa-
ra brlnquedos de crianca a 1$, 21 e 31
cada um, escoras para unhas de 800 a
1* cada urna, ditas para denles de 400 a
i 21LJr, .bandy pequeas de la a
JK5O0 cada urna, peotes de tartaruga
I /TOdos a 5; 6#, 1% e 8 cada um, eu-
eites de vidrilhe a 1S800 cada um, bar-
retes de dito a 1#200. froeo de eores a
200 rs. a peca, filas de velludo com 10
varas a 800,1S e 19200. peca, esceocia
de sabao para tirar no loas s 19 o vidro
pames para attr cabellos a 1*400 a du-
zia, caixas de raiz sorlidas a 10400 a
duzia, cartas francesas finas a 3g a du-
zia, ditas portuguezas a 1*800, caivetes
para fructas a 4j a duzia, ricas caixas
com espelhog contendo perfumaras pro-
prias para toilets de senhoras a 63 e 83
cada urna, bahuziubos de ditos a 5
caixiohas de vidros com ditas a 2#50
cada urna, argolas douradas a 19500 a
duzia, dados a 1&500 a bala, peales fi-
aos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ac a 809 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sepa a 2 cada urna, ditas pequeas
?""ch a 2* duzia e para sopa a
4J500. peotes de bfalos amarellos a
4#500 a duzia a a 400 ra. cada um, di-
,0 Pr bichos a 280 rs. cada um e a
2J500 a duzia, boloes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 3Z0 rs., ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phantssia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabeca cha-
ta sortidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o maso, pioceis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em cuteira al) a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
9no a 1J o par, ditoa. de pelueia a
19500, aparelho de porcelans para duas
pessoas a 69, jarros com pomada a 3$
o par, escoves Unas com espelhos para
cabellos a 1 cada urna, agua do Orieo-
L^Si80 a garrafa, dita de cologne a
298OO e 49, bengalas superiores de 19 a
I98OO cada, urna, e muitos outros arti-
gos que seria eofadonho eoumera-los,
os quaes se vendem por precos os mais
baratos do que em oulra qualquer parte.
W4
S<3
rH
GW&CtA
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de ure aroma ex-
cellenlemente agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca e conserva o vigor da cutis, com especia-
lidade das senhoras ; assim como para se deitar
n'agua de banho, que o torne mui deleiUvel, re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse balilo dessgradavel que quasi sem- i
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre- J
ciosidade de acalmar o ardor que deixa a navalha
quando se faz a Uarbs, urna vez que a agua com I
aas para engenho, machinas da vapor e taixas
fu r*.i asa L.. ? ^ *
na
nmm Low-Mow,
Roa da Senzalla Naya n.42,
Neste estabeleciraento contina a baver um
HJ
;5-
sa-se
certamente de comprar dessa estimavel agua m-
breada, islo na loja d'aguia branca, na ra do
O'ieimado n. 16, nica parte onde se achara
Gurgel fe Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. 23.
RECEBERAM vestidos superiores de
bloode com manta, capella, saia de se-
lim, ditos modernos de seda de cor, di-
tos prelos, ditos de phantasia. dilos de
cambraia bordados, lindas lasinhas, fi-
l, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros- I
denaples, moreantique, cassas, cambraia <|
d cores muito superior, sintos, enfeiles, S
novos manguitos, chapeos, manteletes, g
visitas, capas moderna de gorgurao e de l
fil, pulceiras, leque3 e extractos de san- 31
dalo. 35
Grande pechinclia. ~S
PALETOTS SACOS de casemira ingle- &
a 109, ditos a 159, ditos de alpaca mais tjl
1 a Tina a 69, sobrecnsaco de panno a 209,249 3
2 I e muilo boas a 409. calcas de casemira a 0
9-i, botinas de Mell a 1*9 o ingleza a [fi
109, chapeos frsncezes a 8J : na ra da u>
Cadeia loja n. 23. &
te ferro batido
para dito,
coado, da todos ostamanhos
lallir com o Sr. Jos Joaquim Ferreira de Souza
para o mesmo senhor se servir dar inlbrmtcoes
acerca de certo negocio, podendo dirigir-se a es-
se lim rm i Cruz n. 27, escriptorio.
Cals Irmaos mudaram sou arojazem da ra
da Cruz n. 19, para a mesma ra n. 51.
CMPAMI.4 DI VIA FRREA
Recife
OD
Sem igual.
SA1AS balao muilo boas de todo tama-
ito a 49, luvas de Jiuvin de todas as
cores e brancas precos Cxo 28500, sapa-
tos de tapete e de lranc.a a I928O, colchas
grandes do damasco de la e seda a 69,
de algumas destas fazendas existe urna
pequea quanlidade por isso as pessoas
quequizerem com tempo dirijam-se a ra
da Cadeia confronte ao becco largo loja
loiluslria Peroambucana.
A fabrica Industria Per-
uanibucanafez o deposito de
seu sabao no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de Dos n. 12,
onde se \ender' em grosso e
a retalho p>r menos prego
ao Sao Francisco.
(limitada.)
Telo preseute faz-se publico que pela resolu-
cao da irectoria desta coropanhia, tomada nesta
data, lem-se feito urna entra chamada de duas
libras sterlinas para Cidaaccao. a quil chamada
ou prestarlo dever ser paga aleo dia 7 de maio
rroximo futuro, no Rio de Janeiro em casa dos
hrs. Mau Mac Gregor & C, na Baha dos Srs. S.
S. Davenport & C, e em Pernimbuco no escrip-
torio di Iheso.raria na mesma via frrea. PeloiQUC dU OUalaUer OllllM nartp
prsenle flea tambem entendido que no caso de pane.
nao sera dit3 chimada ou prestac.ao snlisfeita no
dia marcado para o seu pagamento ou antes o
accionista que incorrer nesta falta, pagar juros
na razode5|0ao anno sobre tal chamada ou
prestaco a contar desta dia at que seja realisado
o pagamento desta chamada ou prestaco dentro
de 3 mezes a contar do dito dia (izado para o em-
bolso da mesma, ficaro as aegoes que incorre-
rem em tal falla sujeitas a serem confiscadas se-
gundo as disposices dos estatutos a este res-
peiio.
Por ordera dos directores
asignadoB. H. Bramah,
Suoeriotendente.
Escriptorio da coropanhia 2 de abril de 1861.
%
rr'.:m

A ullinia moda de Pa-
rs na loja do Lean-
dro, ra do Crespo
n. 8.
Req.iissimos enfeite a imperatriz (para
cabeca de senhora) de diversos gostos, por
preco com modo, e grande sort ment de
arcos para balao a 200 ris a vara, os
quaes nio deixaro de os comprar logo
que os virem, e outros muitos arligos,
v indo pelo ultimo vap.or da Europa.
Este sabao fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
cobero em Hespanha, onde
sem pre se fabricou o melhor
sabao tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
contem.
Al&lpOOel^OO.
Chapeos deso de panninho muito bem arma-
nos, imitando seda; na loja da ruado Livramen-
io n. 2, que volla para o Padre.
Aguapara tiogir cabellos.
Esta excellente agua o a melhor sem aj
duvida que tem apparecido oo mercado, B
por nao ter o inconveniente de tornar os ]
cabellos russos ou verdes e sim pretos 2
imitando aos naturaes.continua-se a ven- ff
der no estabeleciraento de cabelleireiro
da ra do Queimado n. 6, primeiro andar,
onde tambem encontrarlo sempre os'
freguezes a excellente agua imperial para
lavar os cabellos, limpir as caspas e pre-
serva los da queda.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que haviajn procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de tao necessaru agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita loja
ondesomenle a encontraro. Quem tem usado
dessa agua sabe perff lamente das virtudes della
e quem de novo comprar achara que duas a tros
gotas della em meio copo d'agua pura, e com ella
esfregando -se os dentes, e lavando-se a bocea, os
alveja, livra-os da carie, fortifica as gengivas e
acaba o mo cheiro quando ha denles turados ': o
I prego coolioua a ser 19 o frasquioho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado o: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha, bolachinhas, doces etc. a
19 cada uro : na ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, n.
Farinha a 1:600 a
sacca,
fazendo-se differenca neste preco a quem com-
prar de 100 saccas para cima.chegada ba pencos
dias do Rio de Janeiro : no largo da Assembla
n 15,trapicho Baro do Livramento.
Toalhas para mos
na ra do Queimado n. 22,na loja
a 6j a duzia
da Boa f.
Ruada Senzala Nova n.42
Venda-se em casad* S. P. Jonhston &C
sellinse silhes nglezes, caadeeiros e casticaes
bronzeados, lonas ngletes, fio de vtla, chicots
para carros, emoniaria, arreios para carro da
um dous cvalos relogios da ouro
nglaz.
patenta
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Oseohor
Caetauo Aureliauo de Carva-
lho Couto, queira ir a fabrica
Sebastopo l,a negocio que Ihe
dizrespeito.
Ani ndoas coueitadas
al^a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em poreoes eomo a retalho nicamente
armazem Progresso, largo da Penha n. 8.
no
Cortes de meia casemira de urna scor, fazea-
d superior, pelo taralrasimo ^reoo de 59 cada
um: na ra do Queimado o. 32. na loja da boa f.
A 12^000
a dalia de toalhas felpudas mperio-es ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Ex^actos, banhas, cosme-
iiques, e olr*os, de Lubin
paral n^3s,e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se enconlra as per-
fumaras cima do bem conhecido fabricante Lu-
bio ; e bem assim finos extractos, banhas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Co-
dray, Piaer &. Emfiso quem se quizer prover de
boa.Re,rfuni"r" oi>r-a ra do Queimado
n. 16 loja d Aguia Branca.
Relogios,
Vende-se en casa de Johnston Pater A C.,
na do Vigario n. 3 um bello sor ti ment de
relogios de ouro, patente ingle, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambero
una variedade de bonitos trancetins para os
mesaros.
Guardanapos para mesa
a 35 rs. a duzia ; na ra do Queimado n fi, na
loja da boa f-
SEDULAS
de i#e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna *5 figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azorado Si Mendes, roa da Cruza
a. 1.
Fazenda econmica.
Laziohas para vestido a 240 rs. o covado, ou-
tr'ora de 800 re. : Adriano & Castro, rus do
Crespo n. 20.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto prelos com
enfeiles de continha, como dourados, e de lindas
filas e Gvelas, o mais Dno que se pode encontrar
islo na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B*
DE
Fazendas
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
Cobertas feitas.
Cuberas de chita, gesto a chineza, a 18800.
Lences de linho.
Lenges de panno de linho fino pelo prego de
Cortes de casemira.
Finos corles de caaemira para caiga a 5J>.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de 1*500.
Chita franceza.
Z. Chita franceza escura a 220 rs. o covado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 covados a 2?}.
Algodao monstro.
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos para hom<*m.
Lencos brancos para algibeira a lg600 e 2100
a duzia. dilos para meninos e meninas com barra
160rs. cada um.
Toalhas de fustn.
Toalhas de fustao com 5/4 pelo baralo preco
de 500 rs. cada urna.
Esttiras da India,
de 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
gaz.
O deposito dos phosphorosdo gaz acaba de re-
ceoer novo sortimento pelas ultimoa navios,
continua a estar muito supprl#o, veaaendo-wem
>r barato prego ; na travef-
armasem na. 9 a 16 de Fer-
- ------.,*** i'cirau, vcDTOUUo*m
porgoes eii retalho por barato prega ; na trav-
adre de Dos, armiiMim n. i .41^.0..
reir & Martina.
A 484001 peca.
Ra do Queimado n. 19.
Peeaa da finas cambraiaa ra salpicos a 4J4O0.
Bales
de mussulina para meninas a ajOOO : na ra do
Queimado o. 22, loja da boa f?
Caes do Hamos armazem
n 24.
Yendem-se taboas de amarello, e louro por
pregos razoaveis.
Acaba de
chegar
s -^
grande swtimeato.
45 RuaDireita 45
QualserS a javas e linda pernaabueana, que
as procure animar asta estaheleciaente man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
mai da fam'lia, prudente a econmica que Iba
nao d preferencia pela qualidade e prego ? Qual
o cavalheiro oa rapat do positiva, que nao quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calgado que em oulra
paite nao vendido ae nao por 10, 12 oa 141
altendam ;
Senhoras
Botinas com lago (JoU] e brilhantioa. 5500
> com laco, de lustre (superfina). 53500
com lago rrm poaco menor. SqQOO
aem lago superiores..... 59000
sem lago nmeros baixos.
sem lago da cor. .
Sapatos de lustre......
Meninas.
Botinss com lago......
sem lago......
para changas de 18 a 20.
Homem.
49600
43000
13000
48400
43000
33600
cama.
Delicadas caixinhas para cos-
tura.
A loja d'aguia de ouro recebeu pelo ultimo na-
vio francez delicadas cairas para costura com ri-
qusimas pecas de msica ; tambem recebeu
ricas grinaIdas para noivas, e muitos outros ob-
jeclos, oque ludo se encontrar na loja d'aguia
de ouro na ra do Cabug n. 1 B.
*
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
e licados como de seu costume.assiro como
. sejam sobrecasacos de superiores pannos
\ e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26)}, 283, 30# e a 359, paletots dos mesmo*
I pannos preto a 16fl, 18J, 203 e a 24
j ditos de casemira de edr mesclado e d
novos padroes a 143.16, I83,20j> e 243
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 93, 103,12j a a 143, dilos prelos pe-
lo diminuto prego de 83, 103, e 12g, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 123
\ ditos de merino de cordio a 12a, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 15
1 dilos de alpaca preta a 73, 83, 93 e a iS
ditos suecos prelos a 4, dilos de palha d
1 seda fazenda muilo superior a 43500, di-
, tos de brim pardo e de fuslo a 33500, 43
e a 435OO, ditos de fustao branco a 43
grande quantidade de caigas de casemira
; preta edecores a73, 83, 93e a 10,ditas
pardas a 33 e a 43. diUs de brlm de cores
unas aagoOO, 33. 33500 e a 4$, dilasde
brim brancos finas a 43500, 5$. 53500 e a
*>3. ditas de brim loni a 53 e a 6S. colletes
de gorgurao preto e de cores a 5fl e a 6g
ditos de casemira de cor e pretos a 4A500
e a 53, dilos de fusilo branco e de brim
a 33 e a 33500, dilos de brim lona a 4S
ditos de merino para luto a 43 o a 43Oo",
caigas de merino para luto a 4J500 e a 5S
capas de borracha a 93. Para meninos"
de tolos ostamanhos: caigas de casemira
prefa ed car a5S. 63 e a 73, ditas ditas
de brim a 2, 33 e a 33500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 6$ e a 73, ditos
de cor a 63 e a 75, dilos de alpaca a 33
sobrecasacos de panno prelo a 123 e
14, ditos de alpaca prelada 53, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os lmannos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas.de*5 a 8 annos.com cinco
babados lisos a 83 e a 12$. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 53 e a 63, ditos de
brim a 33, ditos de c.mbraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
tazendas e roupas feitas que deizam de
ser'mencionadas pela sua grande quantl- ]
dade; assim como recebe-se toda e qual- '
quer encommenda de roupas para se I
mandar manufacturar e que para este fim '
temos um completo sortimento de fazen- !
das de gosto e urna grande officina de al- '
faiate dirigida por um hbil meslre que !
pela sua proroptidao e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
>

a

fNantes lustre.......lOJOOO
(Fanien couro de porco inteirissas 10JO00
(Panien bezerro muito freseaes. 98500
diversos fabricantes (lustre). 9gO0O
inglezas inteirissas. .... 93OOO
gaspeadas. .... 83500
prova d'agua. 8500
Sapates.
Nantea, sola dupla.....: 53500
urna sola......... 53609
para menino 4g e..... 33500
Meio borzeguios lustre....... 63OOO
Sapates lustre.......... 53OOO
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa Onos.....23000
Frsncezes muito bem feitos.....13500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco edo verdadeirocordavao para
bolinas de homem ; muilo couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc., todo
em grande quanlidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Sua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.veodem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas :
chapeos do Chille para homem e menino a 33500
corteada casemira de cores a33500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 33, pegas de cam-
braia lisa fina a 33, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padroes novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordadas finos a 13500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 23, bra-
mante de algodao com 9 palmos de largura a
1J280 avara, sohrecaaacas de panno fino a 20 e
23$, paletots do panno e casemira de 16 a 20*,
dita de alpaca prelos de 33500 a 7f, ditos de
brim de 3 a 53, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 23500 a 53, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, ludo a 53,
cortes de cassa de cores a 23, pegas de madapo-
lo fino a 43500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do sen valor
oara acabar.
Potassa da Bussia e cal de

M
iM.
Vende-se em casa de Saundres Brothers A C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos comroodos e tam-
bem trancellins a cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas deapellicaenfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as Onas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baralissiroo prego de 53000
o par: oa dita lola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 a 12 frasquinhos de cheiros; e os est ven-
dando baratamente a 2J000, 33000, e 4ft000; as-
sim como caixinhas redondas com 6 frasquinhos
a 1J5OO0, caixinhas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a 23OOO urna: na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n.
16.
Novos citeiros
com fivelas esmaltadas.
A loja d'aguia branca recebeu tambem pelo va-
por francez novos ciDleiros com bonitas fitas e
livelas esmaltadas, moldes inteiramente novos e
agradaveis, e os esti veadendo como seu coslu-
me pelo diminuto prego de 43; em dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado a. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 22,
loja da boa (.
Venda-se um escravo bom canoeiro, pro-
prio para lodo o servigo, por prego muito com-
modo ; a tratar na ra da Hoeda n. 29.
Seraphim & Irmo
com loja de ourives na ra do Ca-
tanga a. 11,
participam a todos oa seu. frageles e amigos,
que por terem grande sortimento de novas joias
muito delicadas e mais em moda, conliouam a
vender a mais em conta possivel, e se responsa-
bilisam pelas qualidades do ouro, prata, diaman-
tes, brilhaotes, etc., passando contas gsrantin-
do-as: os mesmos prerinem que nioguem se
deixa itludir por individuos que andam venden-
do obras por fora desta praga, dizendo serem da
casa dos mesmos, pois nuacj veram nem teem
pessoa alguma encarregada de rendar jolas suas.
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E' chegado uro riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente econmicos, sendo das
qualidades seguinles : para sala de jantar. sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abaixodo mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar ero parada, com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermacete, nova in-
vengao, pnmeira vez vinda a este mercado ser-
vem tambem para todos os senhores de enenho
que quizerem ter urna boa luz. ditos menores de
r\Trllamah03' dllos. Pa" cozinha ou salas inte-
riores, todos por muito baralissiroo prego, e mui-
to deverfio economisar os senhores m, rnmr._
- os senhores que compra-
ren!, fornecendo-se sempre todos os prepares
para os mesmos candieiros que forero comprados
nesta casa ; assim como se pode assegurar aos
asslgoantes que nunca fallar gaz neste deposito
da roa Nova n. 20, loja do Vianna.
Barato.
Veniem-se dous candieiros de bronze doura-
dos de tres e duas luzes de gaz. para qualquer
estabeleciraento, ou.mesmo para sala por esta-
rem ero bom estado : no pateo do Livramento n.
al, segundo andar.
Nova fabrica
DE
Velas de carnauba.
Vendeta-se em porc.oes e a retalho velas de
carnauba de boa qualidade, e por prego comroo-
do, c tambem se recebe encommendas de fra
da cidade que serio com brevidade satisfeitas :
na ra da Imparatriz n. 47, segundo andar.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgao de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas, ul-
timo gosto, para meninas e senhoras, e as est
vendendo a 13500 cada urna ; a ellas, entes que
se acabem, pois s as ha na loja d'aguia branca
ra do Queimado n. 16. "ac,
Vend-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se qiratro senhoras sem
machucarem seus Yestidos e nem que-
brarem seus biles, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna casa.
Vende-se urna excrf'eote casa terrea com so-
0 na cidade do Aracely, senda na melhor ra
de commercio a tratar naquella com os Srs. Gor-
gel & irmio, e nesta na ra de Cabug loja
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgen em
pedra ; ludo por pregos mais baratos da que em
outra qualquer parte.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, na su a loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas
*$, casemira escara infestada propria para cal-
5, collete e palitots a 960 ra. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 4BO, rK
vara, dita liza transparente muito fina a 3*,
4*. 5!0, e 69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pe^a,chitas largas de modernos e
escolbidos padroes a 240, 260e280 rs. o ova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
Tf 89, ditos bordados coai duas palmas, fa-
renda muito delieada a 91 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8|500, drtoslisos
com franjas dr seda a 59, len;ot de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada nm, roeias Kuito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e J9500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desdnhos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitaseseuras ingieras a 5900
pega.e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantin
awl a 400 rs. o covade, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2500, 39 a 33509 o covado, cambraia
prata e de salpicos a 509 rs. a vara, a outras
muitas fazendas que n far patente ao compra
dor, a da todas sa dario amostras com penbor

S
a
09
fc*.
55

O
o

I
Casearrilha.
Ha loja da aguia de ouro, ra
do Cabug nl-B
acaba de chegar, de sua propria encommenda,
as lindas fitas de caecarrilha de lindas cores pro-
pnas para enfeite da vestido, que se vendem poc
berattsslmo prer^o de 23000 a peca.


Diiltfe.?t III4MU0> SBGigkU FEIR4, j* i| nmm Un.

{7
I i i'
4 fama Erinfflpha.
Os barateires da lja
Encyclopedica
N
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.;
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, Uu, chapelinas de pa-
tha e de seda para senhoras, manteletes,
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, uhidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e presos, chitas fran-
cezas muilo bonitas e finas, eofeites de
diversas qualidades para cabera de se-
nhoras, espartilhos de molas e amitos
outros objectos que nao mencionamos,
lodos proprios para senhoras.
Para, homens
paletots, cal-ag, celletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos,- so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem. baratissimo
Vendem baratissimo
Vendes* baratissimo.
Quem duvidar v ver
(Juera duvidar r ver
Quem duvidar vd ver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
$tt9fitS5i6&6- a^aa^sar.^aAag,5
^Yinhos engarrafados-^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintao.
Bucellaa.
Ualvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario o. 18, primeiro andar.
Algodo moristro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja dt boa (.
Bramante superior.
Vende-sa bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
preco de 29400 rs. a vara : na ra do Queimado
o. 22, na loja da boa (.
Chales de merino
estampados a 28500 ; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa fe.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohis estreitas de
seda, nao a preUs como de cores, pelo baratis-
simo preco de 1$: na ra do Queimado d. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duas larguras a 2ft600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha nesle genero : na ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. 50.
Vende-se na Lingoeta n. 5 o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 1 a libra, francesa a
700 rs., cha preto a 1*400, passas novas a 560,
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480, banha de porco retinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 10400, charutos suspiros a 4g a
caiza, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
Torio engarrafado, superiores marcas, de 19 a
1S500, rap Gasse da Bahii aljo bote, cognac a
9g a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 55500 a duzia. cha hyssou a 29500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas rance-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
| Julio ( Conrado, i
@ Tem exposlo a venda cortes de casemi- g
ra por 3$ e 4$, fazenda que sempre se
^ vendeu por 79 e 89. $j
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendando mui novas e bonitas
luras pretas de torcal com vidrilho a 19 o par ;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinbas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente no-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2g, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
noves como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, rea do Queima-
do n. 16.
Gapellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Aos tabaquistas.
Lencos fios de cores escuras e fizas a mita-
cao dos de linho a 59 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, ni loja da boa f.
irados americanos
e grandes, chegados ultima-
mente.
Vendem-se arados e grades, americanos, do
melhor fabricante da America ; do caes do Ra-
mos, armazem de farinha de Henry Forster &
Companhiv.
Farello de Monti-
vido
49 a saeea, enre fino e gomado, igual i semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
maes ; para acabar: no largo da Assembla n.
'Si trapiche Baro do Livramento.
Vendem-se urna taberna em Olinda com
poatos fundos, propria para principiante, na ra
de S. Beato, esquita da travessa de 8. Pedro :
a tratar a* mesan, ?u no Recife, ra da Moeda,
armazem a. 9.
A 700 rs.
Pecas-de franjas da seda com 10 varas pro-
ptias para vestidos e cateado* : na na do Quei-
mado n. 47.
Attenco.
' Ha roa do Trapiche n. 46, em casa da Hostron
Rooker & C, existe um bom sortimenlo de ll-
nhaa di cores e brancas em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se rendis por
pragna nj|j finar f\ ,
I ,
Taratana.
Vende-se larla tana branca mullo fina com 1/2
?ara de largura propria para vestidos, pelo bari-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, na loja da boa f.
Pil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso multo fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
". azul ao escrever-se, e preta quando aecca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
O prego convida f
Cortes de oaaemira do melhor que ha no SJ
9 mercado a 4$: aa< ra do Queimado loja #
ejp de Julio A Conrado. da
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
eacommeode, delicados sapa tinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 39, (nesse genero nao
se poda dar mais perreitos),aseim como outros de
merino tambem bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e benitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at, propinas para os
meninos e meninas que s< rvem de aojos as pro-
cisades; tem brancaa, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais eogracado
possivel : tudo isso na ra rae do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
h chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. Radway A C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperalriz n. 12. Tambem ehe-
garam as insiruccoes completas para se usaram
estes remedios, contando um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a lsOO.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
casteoba, preta e oulras qualidades por menor
preco que de oulras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
eomposicao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores ebarutos de Havana, vende-se por
89OOO o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus n. 12.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Lvramente
Lavas de tercal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos com muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de brelanha de rolo a 2J,
brimzinho de quadrinhos a ICO o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda prela de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico-a 154UO a vara, luvas de torcal muilo finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manbaa s 9 da noite.
Vende-se exeellenle farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a preco muito commodo : a hor-
do do patacho braaileiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodo, ou no armazem
de Joo Ignacio de Avilla no Forte do Mallos.
fi^Oh que
S pechincha,

Wi l
Impo
rante
Aliso
cores
A 12#000 cadaum.
Chapeos de seda brancos e de
para senhora ; a 500 rs. o covado de
seda de quadrinhos ; a 400 rs. o covado
mimos de sinhazinha fazenda propria
para vestidos de senhoras ; a 280 rs. o
covado cassas organdys bonitos padres :
na loja de Guimares & Villar ra do
Crespo n. 17.
25
Vendem-se cortes de casemira de cor a *$*,
toalhas de linho para mesa a 29500: na ra do
Queimado o. 47.
Vendem-se tres casas na ra da Esperance
do bairro da Boa-Vista d 5,35 e 37 : quem el-
las pretender, dirija-se ao caes do Ramoso. 4.
Tl
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fer-
nandes, vendem-se as seguintes fazendas, por
barato preco : gollinhas a 400 rs., chitas largas
a 220 rs. o covado, toalhas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, poola redonda, a 8$, cor-
les de brim miudioho a igttM o corte, pecas de
cambraia de salpicos eom 8 lr2 varas a 960,
fil de linho liso a 800 rs a vara, gravatinhas a
200 rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
lencos de seda para homem a lj>, colletes de vel-
ludo muito fino a 6#, e muitas outras fazendas
que se vende per barate prece.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serupre no seu depo-
sito da ras da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
a. 4.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
viudo a este mercado, e por isso de muita utili-
dade aossunhores fabeicaateade velas, alteudedo
a qualidade.
Vaade-se a taberna da xua do Imperador
n. 2, com poucos fundos.
Devoto Christo.
Este livrlnho alem da doutiina ebrista, modo
de ouvir missa, C3ofessar-se, oraces para viver
honestamente, tem as novenas para lodos os sao-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de San-
to Antonio, tudo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosano, multas oraces a Nossa Se-
nhora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: ven-
de-se nicamente na liviaria ns. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 800 rs. cada ejemplar.
A Chegou loja d'aguia de ouro, ra do Cabug
n. 1 B, o muito degejado ac para balo; vnde-
se pel diminuto pieco de 200 rs. a vaca; el-
le, antes que se acabe, pois s os ha na loja
.ACisBa.
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem coa todo o sorti-
meotode roupas feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encaxrega-
do deila um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra deseropenhar toda equalquer obra que so lhe
eocommende ; por isso.que faz um convite espe-
cial 1 todas as. pessoas com especiaiidade sos
films. Srs. officiaes tanto da armada como do
eiercito.
l'az-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
dameuta. tod.o completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os tigurinos que de
l vieram ; alem disso fiz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordadas a espequilha de ouro ou prita, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarzadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as corea proprios para
faldamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto a franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
franceza bordadas ao mesmo gosto. AfQancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometler, segundo o systema d'oode
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores Tisto que nada perdem em es-
perimentar.
E pechincha.
cortes de riscado fraocez a 2$, covados do mes-
mo a 180 rs. : na ra do Queima lo o. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e \$
a vara.
Na loja d'aguia brenca vendem-se mui bonitas
e largas filas de grosdenaples de lislras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita que as
torna mui mimosas a 800 e 1$ a vara, precos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas filas servem para
enfeites de chapeos, cinleiros para criaogas, lacos
para corliaados, froohas e muitas outras cousas ;
comprando-su pecase far algum abate : na ra
do Queimido, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Carissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
menlo das me-
lhores machi-
oas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeicoa-
mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rea da Imperalriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
'Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. Asu-
perioridade de tal graxa ji coohecida por quem
tem usado de lia, e ser mais por aquelles quo de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
vn-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Ferragens e niiudezas.
53Ra Direita53.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
de receber um primoroso e rico sortimento de
bandejas para S. Joo, que por sua barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesla praca,
rico sortimento de tacas, garios e colheres de to-
das as qualidades, e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
Vende-se urna carteira de amarello de urna
sface, muito forte ecum muitos repartimentos,
e segredo, por prego em conta ; na ra Direita n.
83, casa terrea :
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3$ a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, paraoservigo diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos A C., ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandeobarg Freres e
dos Sis. Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tea as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres.
Su Estpb.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha lea ii Loville
Chelean Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Qwteau LviUe.
Cognac esa barra qualidade fina.
Cogoac em eanas qualidade inemr.
Massinhos de coral
aSOOrs,
S na loja da aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1B.
Vendem-se massinho da coral muito fino a 50(1
ra o masso.
Palmatorias
d latao para velas a 400
ris.
VSaWapjiM palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado. ioia da
aguia branca n. 16.
Arados americano se machina-
para lavar roupa: emcasa.de S.P. Jos
bn*ton & C. ra daSenxala n.*2.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco da 16} cada urna: na ra do
Queimado n. 2^ na leja da boa f : a ellas que
sao poucas.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
brancos
ra do
Vendem-se ricos corles de vestidos
bordados coro 2 e 3 babados a 5 : na
aQueimado n. 22, na loja da boa f.
Peues de gomos volteados
para meninas.
A. loja d'aguia. branca recebeu os bonitos pau-
tes de gemos volteados para segurar cabello de
meninas, eos esli endeudo a 1$500 : na loja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
A. 6#000,
Vandem-se chapeos deso de seda : na ruada
Imperalriz n. 60, loja de Gama & Silra.
J. Falque partecipa seus
freguezes
e ao publico em geral, que tem no seu estabe-
lecimeuto um grande sortimento de roupa feita
para homens, meninos e meninas, chapeos de
castor brancos e pretos de differentes qualidades,
ditos de palha escura para homens, ditos de pa-
lha e de seda para senhoras e meninas, abas
viradas, ricos vestidos para baptisado, chapeos,
toucas e sapatinhos para ditas, golas e mangui-
tos, ultima moda, ricos lencos de cambraia de
linho bordados, jaqueta, zonave de fusto e de
cambraia para senhoras, roupes de cassa bor-
dados e de fusio enfeitados, manteletes de
guipene, blond e grosdenaplos, taimas de dito,
o maior e mais completo sortimenlo de esparti-
lhos que se pode desejar ; saias de 30 arcos e
outras 5$000 rs., colarinhos inglezes modernos,
perfumaras Bnas, uniformes completos (calca,
colele e palitos) 12# rs. cada um, palitos de
brim a 1#500 rs., ditos de linho pardo a 3S00 rs.,
ditos brancos a 4ftOOO rs., e urna inQnidade de
outros arligos que a vista dos precos e qualida-
des todos hao de comprar : na ra do Crespo
o. 4.
Vende-se silindros americano para pada-
ria. novamenle chegados, por precos commodos:
a tratar na ra Direta n. 84.
Em casa de Mills. Latham & C, ra da Ca-
deia n. 52, vende-se :
Ghampanha.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
Dito de Lisboa branco e tinto em barris de 5.*
Cerveja preta muito superior.
Manteiga ingleza superior.
Oleo de linhaca.
Azarco.
Tintas preparadas a oleo.
Verde de Paris.
Dito composto.
Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
Linhas em novello. _
Panno do algodo para sacco.
Ancoras e correles de ferro e um sortimento
de ferro inglez.
Gees & Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharan) grande porcao de duzias das me-
Ihorea camisas inglezas toda de linho pregas lar-
gas, que estao vendendo per barato preco como
costume para bem servir aos freguezes.
Espartilhos
muito finos a 4$ cada
va n. 42.
um : vende-se na ra No-
tidos
brancos bordados com 2 e 3 babados a 8$ cada
um : vende-se na ra Nova n. 42.
SiS
bordadas muito bonitas
se na ra Nova n. 42.
a 30 cada urna; vende-
Farinha
a 29OOO a sacca: ao Bazar Pernambucano na ra
do Imperador.
Rap Borba
a 800 rs. a libro, Ono e grosso
nambucano, ra do Imperador.
no Bazar Per-
Na "mesma
vender:
Sherry em barra.'
Madeira em barris,
casa h para
...
Espermacete
a700rs.
Vende-se em caiza a 700 rs., e em libra a 720
rs.; na ra das Cruzes n. 24, esquina da traves-
sa do Ouvidor.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de recebar a bem
conhecidae apreciada baafca Uanaparente, a qual
por sua frescura a bondade se tes* tornado esti-
mada a prefeiivel; aasian eesao o fino e cheiroso
olea philoooma. Estes a outros objectos que dita
loja receba de sua propria eneommenda sao sem-
pre it primeira qualidade, apara que siles se
na ota fundan com os falsificados, que par ni
ha, lados es frasees team um rotulo dsurado que
dizLoia d'Ageia Blanca, raa do Queimado nu-
mero 16.
Paulos do gaz
Fraga & Cabral raaeberam urna porcao de pa-
adrad* Beos f. 4$,
Velas de cera de car*
nauba de superior qualidade, viuda do
Amcatv; atttarcwojow 'Ste* hni&p
UMOX. .i na c
B,l Of.1
MH FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feitasJ
A
LOJA
E ARMAZEM
DE
IGes k Bast
i
01
NA
IVua do Queimado
i 46, frente amareUu.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
n/* e de core multo fino a 28g,
oUSe 359, paletots dos mesmos pannos
a zO|,Z25 e 245, ditos saceos pretos dos
meamos pannos a 14. 16 e 18$, casa-
cas prttasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30J e 35. sobrecasacas de
m/ra da core multo finos a 15, 16J
e I85, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOJ, 12 e 145, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10J
e 12, ditas de casemira de cores a 7, 8,
e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 55 e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemiraa 5 e 6, ditos
de ditoa de cores a 4J500 e 5, ditos
brancosde seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fusto a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
1 2S00 e 3, paletots pretos de merino de
eordio sacco e sobrecasaco a ~f, 8 e 9,
colletes pretos para lulo a 4500 e 5,
(as pretas de merino a 4&500 e 5, pa-
pelote de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muilo fino col-
letes de gorguro de sedade cores muito
boa fazenda a 3800 e 45. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a "J e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 a
i 3500, ditos sobrecasacos a 55 e 550O,
calcas de casemira pretas e decores a 6,
65500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
-y muito superior a|32 a duzia para acabar.
H Assim como temos urna officina de al
2 tlate onde mandamos executar todas as K
I obras com brevidade. fg
atlMSS6S63tt3tt SI6aKMfitt&&ieK
l*lVar>BlVVBnrYsn)V tl*sraWlBrlsWlallv|
Candieiros
econmicos.
Chegou um riquissimo sortimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j muito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nora n. 20, loja
do Vlanna.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to preco de 16 ; n ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000.
Chapeos de castor braoco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto preco de 8$
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no largo da Assembla n.
15. trapiche Baro do Livrameoto.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
1, cortes de casemiras finas de cores a 4, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frenle do Livramento.
Agua iogleza
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Espelhos dourados.
Na lojs d'aguia de ouro eocontraro os aman-
tes do que bom riquissimos espelhos de diver-
sos lmannos, com moldura dourada, assim co-
mo vidros para os mesmos : vende-se na dita lo-
ja, roa do Cabug n. 1 B.
Livro do mez mariane a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edico do mez mariano, segundo se
celebra n hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceico, modo de visitar o lauspere-
nedo sentissimo rosario ; vende-se nicamente
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
l$0O0 o cento de
tambem se vende
an-
Loja das seis portas em
frente 4o Livramento.
Roiipa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4,
ditos de estamenha a 4J, ditos de brim pardo a
d, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
peruas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
da ulnma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maoha at as 9 da noite.
Vende-se urna porcao de barris vasios em
bom estado, que foram de azeite doce e vinho -
a tratar no paleo deS. Pedro n. o'.
Brillantes
de todos os lmannos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber di C. successores, ra da Cruz n. 4.
Bolachinha
Bolachinha ingleza a 2800 a barrica, e em li-
bra a 160 rs., azeite de canapato a 480 a garrafa,
em caada a 3400. epermacete a 720, farinha
para escratos ou anlmaes a 100 rs. a cuia ; no
largo do Paraizo, tabeita da estrella n. 14.
Vende-se urna grande casa terrea no lugar
denominado Caldeireiro da freguezia do rogo da
Panella. com 30 palmos de frente, 4 quartos, co-
zinha fora, quarto para eseravo?, um grande
quintal plantado de novas e excellentes arvores
fructferas, urna grande cacimba com muito boa
agoa, assim como outra casa de taipa com muitos
commodos, urna fstribaria, sendo o terreno do
ambas proprio e unido, tendo o mesmo compri-
menlo : quem pretender, dirija-se mesma. que
achara com quem Iratar, a qualquer hora do dia.
Pateo do Paraizo
n 25.
Vendem-se palitos de fogo a
masses, todos embrulhados, e
a retalho.
Vende-se um sobrado de um
dar solao e duas casas terreas : quem
as pretender dirija-se ao Rvm. Sr. pa-
dre Leite, que se acha autorisado para
eiTectuar dita venda.
SapaU)sa 1.500!!!
de borracha, de todos os ta
luanhos,
fazendo-se alguma differenca de urna duzia para
cima : na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muilo bons chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baratissimo preco de 6
cada um : na ra do Queimado n. 2-2, loja da
boa f.
Eseravos fugioos.
No dia 19 do corrente desappareceu do en-
genho Soccorro, do Jaboalo o escravo mulato,
de nome Victorioo, idade de vinle annos, sem
um dente na frente, gago, estatura regular, ca-
bellos carapinbos: quem o pegar, leve-o ao seu
senhor no dito engenho, que ser recompensado.
Fugio no dia 21 do corrente mez, um es-
cravo du nome Luiz, conhecido por Luiz Mon-
teir, com os signaes seguintes: pardo bem
claro, com 20 a 22 annos de idade, bom cabello
e acham-se cortados, alio, secco do corpo, roslo
descarnado, naris afilado, denles perfeilos e li-
mados, bracos e pernas ompndas, ps grandes,
anda descalco e algumas vezes calcado. Nasceu
e foi creado nesla cidade, tem officio de pedrei-
ro, trabalh tambem no de funileiro, saba bo-
lear, pintar, etc. etc., e tudo quanto faz corc a
mo esquerda por ser canhoto. Levou vestido
calca branca de brim. camisa de madapolao,
chapeo de feltro cor de chumbo : qu*m o pe-
gar leve-o ra Imperial n. 64, ao seu senhor o
major Antonio da Suva Gusmo, que ser bem
gratificado.
Fugio no dia 26 o preto Joao de Angola, que
representa de 30 a 40 annos de idade, corpo re-
gular, olhos papudos, e o melhor signal ter uns
i calombos na barba e por baixo do queixo, que per
I essa causa anda sempre com um lenco amarrado
nes queixos, tem sido ganhadorde ra, e costu-
ma a embebedar-se : quem o pegar, leve ao seu
senhor D S. Campos, ra do Imperador n. 28.
Attenco.
Acham-se fgidos os eacravos seguintes : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravodo Sr. Dr. Magalhaes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e at troca
algumai palavras em francez, dedica-se a vida
do mar, e j servio de foguista no vapor Piraj,
com o nome de Jos Domingues : Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, natural de Inbamuns, o qual tendo sido de
um prente do Sr. visconde do I foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de 0-
liveira : Joo, mulato, alto, tambem com muitos
sigoacs de bexiga no rosto, falto de denles na
[.frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, moco, com pouca barba,
de estatura regular, secco do corpo, e sem delei-
to algum, oQicial de pedreiro, e locador de vio-
la, de que muito apaixooado, iuculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoaco de Anua-Aze-
da as immediaces de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garaohuos, alto, grosso do corpo,
bem barbado, com falta de denles na frente, nsa
constantemente de cinluraco desoldado alado
cintura ; quem appreliender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assigoado, no engenho Dous Irmaos na
fregoezia do Poco da Panelra, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de deteocao, no Uccife, ser gra-
tificado do seu trabalho com generosidade.
Jos Cesario de Mello.
Para bailes epasseos.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12.'
em casa de Julio & Conrado.
Sal do Ass.
Vende-se a borde do hiale Camaragrbe: a
tratar com o mestre a bordo, ou na ra do Viga-
rio n. 5.
Avariado.
Madapolao largo e Ano com pequeo toque de
avara a 38500 e 4, dito muito fino a 5 a peca :
na ra do Crespo a. 8, leja de 4 portas.
Para a chova.
Vende-se muito baralo arligos de gut-
ta-perche (borracha] : na ra Nova nu- l
0 aero 43.
Cebo coado do
Rio Grande,
mtta alvo : na largo da Aismbla a. 15, trapi-
ihe Bario o Lirraatato.
gratificado.
Esl fgido desde juoho de 1856 o prelo criou-
lo Manoel, que fazia parte da tripolagio do brigue
Hara Luzia, tendo 29 a 30 annos de idade pouco
mais ou menos, hoje, e mais os seguintes sig-
naes: rosto comprido e descarnado, edr fula,
cabello cercilhado, olhos um pouco grandes e
amortecidos, beijos grqssos, sendoo beico supeiior
mais grosso, de sorle que encobre a falta que tem
de denles em cima, falla um pooco atrapalhado,
devido a falta de dentes, pouca barba e rala, usava
bigodes; tem na mo esquerda junto ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, asnadegas
alguma cousa empinadas, com um geilo pjra o
lado no andar, cadeiras largas, cintura lina, ps
apalhetadose largos, sabe o officio de cozinheiro,
e costuraa embriag*r-se. Foi escravo do Sr. Dr.
Jeronymo Vilella de CagtroTavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico
de Olinda, e depois do Sr. Albert Forster Damero,
constando ha pooco lempo ter sido visto no lu-
gar Quait, distr'rcto da Parahiba, onde se acha
casado e com filhos, e intitulando-se forro, e que
Manoel Domingues; ou Manoel Domingues Mo-
reira, no logar Lagoa Nova sao os que dsle es-
cravo poden dar noticia : o abaixo asslgnado,
senhor do dito preto, gratificar com a supradlta
quantia do 400 a quem 0 apprehender e entre-
gar no Recife a Antonio de Almeida Gomes, na
de Trapiche o. 16, e na Parahiba, ao Sr. Josde
Azevedo Silva, pagand,o-$e todas as despezas que
com omesmo preto se. fizar. Pernainbucq, $) de
abril de i^9\.Joamim Lopes de mtida.




(8)
MIMO M rtMAMBUCO; ^GDHC fSIR D WllO E 1S.
i
Litteratura.
Consi'Jeraccs acerca do medica, e de
seus deveres e qaalidades.
(Continuago.) ,
De (odas as scieacias a mais bella, a mais til
(i que ensina a curar as numerosas doencas. que
aflligem a humauidade. por tanlo o ministerio do
medico sera duvida o mais nobre.
Asm o medico deve ser revestido de virtudes
e qualidades superiores.
Nevo elle ser um homem emioenlemenle estu-
dioso e observador.
A vastido da sciencia medica encarada, quer
nos variados ramos, que essencialmenle a cons-
tituera ; quer nos accessorios, que Ihe sao to in-
ti mmenle ligados, que delles se nio pode o m-
dico dispensar : a dillculdade, que ha de bem en-
tender-so o livro da natureza, remidameote en-
cerrado no homem, que faz o principal objec to de
seus estudos ; tornara a medicina urna sciencia
to ampia e lio difficil, que curta a existencia
humana para que qualquer possa bem assenho-
rear-8e da soturna de conheeimeotos, que lhe sao
precisos para ser nella eminente.
Assim o medico, que quizer bem satisfazer os
deveres de sua nobre proOsso deve consumir
sua existencia na observado dos doentes, e no
estudo dos lvros Iheoricos e pralicos dos escrip-
tores, cujos nomes fazem auloridade na scien-
cia.
O medico que assim proceder tanlo mais digno
de admiiarao e louvor, qusnlo rerlo que a
maior parte das vezes elle encontrar a recom-
pensa de tito penosos sacrificios s na salisfagao
intima do camprimento de seus deveres ; porque
o publico incompetente julz em questes de la-
man ha valia o julga quasi sempre sem justiga,
porquanlo a modestia acompanha o medico ver-
daderamente sabio, e contra elle dirigem os col-
legas ignorantes as censuras e epithetos que sua
ambicio pode produzr, receiosos deque venha a
ter urna eral aceitago, Qcando elles reduzidos a
viverem [na obscuridade em que deveriam per-
manecer vista de sua crassa ignorancia.
J se v, pois, que o mdico que consumir seus
das em irabalhos diversos daquelles, que lhe im-
pe a sciencia difficil e importante que deve cul-
tivar, pode ser um feliz curandeiro, que oblenha
casualmente prsperos resultados em algumas
Curas, mas elle nao ser jamis um medico emi-
nentemente sabio e disiincto; eo homem verda-
deramente pensador nao lhe deve confiar os pre-
ciosos dias de sua existencia, porque equivale a
ConCia-los ao acaso.
Em nenhum paiz se acham as cousas mais bem
dispostas para o Iriumpho da ignorancia sobre a
sabedoria em questes medicas do que no nosso.
Nos lugares aonde existem academias, as socie-
dades medicas o vordadeiro merecimento pode so-
bresahir e supplanlar o pedantismo. Ahi as mais
reuhidas discussdes dos pontos difficeis da scien-
cia ; o medico sabio emilte sua opinio, e os que
se acham as mesmas coodicoes o ouvem com
respeilo e admirado ; e o ignorante ou se retira
d'esies congressos; ou se osfrequenta representa
o triste papel de mudo, que lhes compele fazer,
porque ali os juizes sao competentes, e elle ento
deixa de ser o tallador das reunies dos parvos,
que nao o entendem.
Nos grandes hospitaes reunem-se os mdicos
distiucios em conferencia ; os pseudo-medicos
fogem com receio desercm interrogados; eo pu-
blico lera raaisou menos conhecimenlo destas oc-
currencias.
Purera entre nos as cousas sa passam de urna
nuneira bem diversa. Nio havendo academias,
ou sociedades medicas, confunde-se o homem
disiincto com o ignorante, porque elles jamis se
rounem perante um juiz competente ; e aquelle
menos fallador, comparecendo menos nos lugares
de publica palestra, geralmeute menos conhe-
eido que o ignorante, frequenlador animado desses
auditorios maldizentes, aonde elle procura enca-
teinhar sempre a conversago para o objecto de
sua profisso, em que elle diz ser admiravel pela
sua scieocia e pralica, e na qual a repulaco de
qualquer collega torpe, e vilmente aboca-
nuda,
O homem, que assim procede nem mesmo me-
rece o titulo de medico ; elle um vendedor de
receitas, e procura por este modo generalisar a
venda ; porque se elle fosse um digno sacerdote
da sublime sciencia, que deve cultivar, elle con-
sumira suas horas na consulla dos autores, e res-
petara o norne daquelles, que procurara firmar
seu crdito em meios mais dignos do que a ca-
lumnia c a maledicencia.
Pena que este torpe meio produza tintas ve-
zes prsperos resultados ; e que o publico nao en-
tregue esles charlaiaes ao desprezo, que merecem,
recooheeendo apenas o verdadeiro mrito como
illio da vocago, esludo e niedilago.
A par da vasla orudigo, que deve ornar o me-
dico, cumpre que marche sua moralidade. Se o
medico sem inslruegao um ente perigoso, nao
menos o sem moralidade ; porque se aquelle
pode por sua ignorancia sacrificar algumas vidas,
que um pratico erudilo poderia ter salvado; este
abusando dos recursos, que lhe sao facultados
pela pralica de sua profisso, pode levar a des-
honra ao seio das familias: e o sacrificio de hon-
ra nao inferior ao da propria vida.
Eu nao conheco pena sufficiente para o medico,
que se aproveita da franqueza e confianza, que
nelle deposita um honesto pae de familia,' para o
deshonrar.
Nenhuma profisso exige maior pureza de cos-
tures que a do medico. O poder que elle exer-
ce sobre o espirito de seus doentes loma suas fal-
tas imperdoaveis. O que se servir de sua ascen-
dencia para seduzir a innocencia, que lhe coofiou
seu destino, ou para perder a mulher, que oes-
colheu por amigo c consolador, ou para angarear
a vontade de um moribundo em seu beneficio
commetle um crime revestido de circunstancias
asmaisaggravantes que ser possa.
O maior talento, a mais ampia erudicao nao
podenam salvar o medico immoral de ser de lo-
dos abandonado.
Devendo o medico ser um homem eminente-
mente sabio e moral, deve tambera ser revestido
de grande paciencia.
era sempre a molestia se aprsenla claramen-
te aos olhos do pratico ; preciso lhe muilas ve-
zes urna observac,ao minuciosa, e mesmo faliganle
para
cp q
FOLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAIBUCO
RSEf HA MAftlflM
'.t>*ir o verdadeiro diagnostico, e o medi-
. -joenio ti ver a paciencia de examinar lodosos
orgaos, de enlenogar todas as funeces e de ettu-
dar todas as eircumstandas necessaras, formar
a maior parte das vexee nm juizo falso, e d'ahi a
consequencia quasi iubttferel de una prescripcao
errada.
Nao poucas vezes tambera qoando o medico
julga ter (riumphido de urna entermidade grave,
qualquer inciienle imprevisto, e inexperado vem
perturbar a marcha regular para urna prxima
coovalescenga, e o medico > perder-se um caso
importante no qual esperava ver sahir victoriosa
a sciencia.
Carece o medico de urna paciencia inexROlavel
pera soTrer alguns doentes e as pessoas que o
rodeam. Quantas vezes a molestia Iriumpha aos
recursos da sciencia, porque o doenle, ou os en-
carregados do tralamenlono enmprem fielmente
suas determinsces, e o respoosavel perante o
publico somenle o medico Quantas vezes o
medico substituido sem o saber por outro collega,
ou mesmo por algom charla loo, a julgando elle,
que seus remedios sao dados, elle v a molestia
zombar dos meios, de que elle contara Urar re-
sultado, e s depois lem conhecimento de que ou-
tro era o medico, que realmente Iralava do en-
fermo.
Este mal, que produz inconvenientes terriveis
na pralica da medicina," porque al concorre
para o alrazo da sciencia, nao se deveria dar ;
mas infelizmente ha mdicos, quT eiercem sua
profisso sem a devida dignidade, e a tudo se
prestam com tanto que obtenham bom resultado
pecuniario de sua clnica. Inqualificavel proce-
diraento de homens indignos de se ornarem com
o nobre titulo de medico II
Os pharmaceulicos poro s vezes em prova
da paciencia do medico com os medicamentos
mos, nao convenientemente preparados, eis ve-
zes falsificados.
As pharroacias, como lodos os estabelecimeo-
tos, que esli debaixo da vigilancia do inspector
de saude pnblica nSoso devidamente inspeccio-
nados, porque o governo assim o quer. (i)
Rio pode um s hornera, com um ordenado de
seiscentos mil reis cuidar de tantas cousas, pois
a faze-Io nao lhe restara lampo para mais nada.
Melhorser que o governo suprima este lugar,
emquaotooao comprehender sua importancia de
modo que remunerando devidamente os servicos
do cargo de um inspector de saude possa d'ali
exigir um trabalho conveniente.
Nao acho jundamento na lei, que prohibe ao
medico ter botica para o uso de seus doentes.
Parece-me que todos os idconvenienles seriara
compensados pela vanlagem.que leria o enfermo
de lomar os remedios prescriptos conveniente-
mente preparados; porque o medico zeloso de
sua reputaco teria o cuidado devido de inspec-
cionar bem seu estabelecimento ; porem sendo
as preparages therapeuticas feitas por pharma-
ceulicos, que nada tem com o crdito do medico, 1
podem a seu bel-prazer mandar o que quizerem,
com tanto que se assemelhe as propriedades
phisicas enm o que a receita exige, porque sabe
que o medico nao lem vagar para examinar e
subroetter suas preparages urna aoalyse mi-
nuciosa. *
Deste modo o medico o nico responsavel
pelo mo estado, que pode ter qualquer enfermi-
dade, e a familia, que nao observou fielmente as
ordena do medico; e o pharmacoutico, que nao
alterou as prescripces vivem tranquillos sem que
recebam a menor censura.
O publico revolta as vezes a paciencia do me-
dico. Quando este tem consciencia de ter tudo
empenhaao para salvar seu doente : quando jul-
ga pela conformaco das doutrinas dos melhores
pralicos, que sempre marcho em suas prescrip-
goes com o devido acert: quando em confereu-
ciai com seus collegas perante os encarregados do
enfermo, elle ouviu a approvago plena de seu
diagnostico e de sua Iherapeutica, com a decla-
rado at de que nada se poderia ter feilo de
mais, nem com mais propriede, cqueapezarde
tudo o caso se loroa infelizmente funesto ; qual-
quer por mais ignorante que seja se arvora de
juiz, e depois de urna analyse estpidamente fei-
ta, declara qne so nao fosse tal ou qual medica-
mento, o doente nao morreria, e esta nolieia se
generalisa, e o medico era remunerarlo de seus
cuidados, c de seus irabalhos, ouve a opinio pu-
blica apelida-lo de assassino.
Este inconveniente em grande parle alimen-
tado polos mdicos indignos, dos quaes j tenho
fallado. Estes homens ouvindo queixas injustas
contra um seu collega, nao as desfazem. antes
asi corroborara, porque julgam proficua a occa
siao de alargaren) o dominio de sua clnica; de-
corando que em casos idnticos elles nao em-
pregara os meios que foram prescriptos, por le-
rem conhecido que sao improficuos, e que com
o tratamenlo que elles costumam eropregar tem
salvado todos os que lem sido confiados seus
cuidados.
deste modo podem# elles grangear alguma
acceitaco ; mas nao avahara quo ignobil o
meio queempregam para abaterem a reputaco
de um collega, ganha com o trabalho e o estudo.
Bom seria que elles mudassem de systema ; que
guardassem sua sciencia para as reunies cora os
collegas ; lembraodo-se de que no momento, em
que elles desabonara a repulaco de um distinc-
lo medico, talvez alguem de bom senso lhes es-
leja dando o devido apreco: e quo triste nao o
papel que elles represenlam cm taes circuns-
tancias.
JoXo da Silva Ramos.
( Conlinuar-se-ha.)
A torre de Londres,
ni
Isabel, desde o dia de sua priso nesse carce-
ro circular, que j indicamos ao leitor, e se de-
nomina a Torre de Beffroi, esperava a morte to-
dos os dias.
Poda ver da janella a torre ensanguenlada,
onde Eduardo V e seu irmao. o duque de York,
(I) Longe de mira o pensamenlo de fazer a
mais leve censura ao digno inspector de saude
publica. Mlnhas queixas sao dirigidas apenas ao
governo, que bem moslra o nenhum cuidado, que
loma por um objecto de tamanhi importancia,
oomeando para cuidar delle um s homem,
com um ordenado to mesquinho.
0
LXV
Scmmario. O decreto do 1. de maio creando
urna escola de tiro bordo da fragata Consti-
tuxeao.
Depois de yr marchar lentamente, s apalpa-
dellas, com timidez a administrago da marinha,
como o innocente infante que mal sabe ainda fir-
mar os ps; depois de observa-la tambera dando
passos temerarios, quedas desastrosas, como o
mesmo infante, que podando apenas segurar-se,
julga-se j forte e firme, e se aventura andar
desprezando o apoio dos que se iateressam por
elle, d'aquelles em que at ha pouco se arrima-
ra, e para os quaes torna correr na hora do pe-
rigo, ou quando suecumbe Afarga do mal, cheg-
mos finalmente poca actual, em que ella se-
gu desassombrada, segura e tranquilla, sob a
direegao de quem sabe o esmioho, de quem co-
nliece o Cm que tem de ehegar, e sabe destruir
os e na baragos, quando os pode logo arredar.
O anno de 180 na ordena. chronologica dos
tempos dista pouco d'aquelle em que estamos ;
mas em facto de administraco da marinha que
abysma separa um do outro I
Passamos por urna revoluto completa ; porm
por urna revolugo moral, pacifica, que nao cus-
tou urna s ligrima, nao sacrificou urna s gotta
de saogue, e que entretanto produziu immensos
e incalculaveis beneficios ao estado, e particular-
mente marinha de guerra.
Tenha durajo o actual gabinete ; possa o Exm.
Sr. ministro da mariuha conservar por longo lem-
po a direcQo denossa ciaste, estar ainda nessa
directo quando aa floangas do paiz forom pros-
poras, e lhe permittirem desenvolver toda a sua
boa vontade, realisar suas excedentes ideas, e en-
to poderemos affoutamente exclamar que temos
urna marinha ; que nao ella una utopia, urna
mentira, orna illoso que estamos acariciando, e
a qnal sacrificamos improductivamente urna som-
ma importante ; porque a m vontade nos guiou,
os abusos se ergueram, a falla de coohecimentos
especiaes tudo justificavam I
Sabemos que nao agrada muilo esta nossa lin-
guagem : que se pretende que escure;amos a
verdade, eque nojulguemos opassado como de
vemos.
Mas nao possivel fazermos esta violencia
nossa peona, que nao se sujeita seno aos dicta-
mes de nossa consciencia, e nesla s encontra-
mos severidade para o julgamento que temos de
fazer.
Depois, o que convm ao paiz saber com
franqueza para onde caminhamos, o que temos
feilo; os erros que so ho comraettido, as ideas
que devemos por em pralica para chegarmos
um futuro mais brilhaote, eistosse poder con-
seguir usando do systema que adoptamos.
Tde ser que alguem se considere offeodido
envolvido em alguma expresso genrica que em-
pregarmos; porm nao temos ao menos a inteo-
clo de estigmatisar nioguem. Queremos o bem
do estado, o seu adiantamento, o progresso da
marinha ; e estes mesmos ministros que grande
mal lhe ho feilo, que blo entorpecido o seu
desenvolvimeoto, desgoslsdo a oTicialidade, dei-
xado apodrecer o material, descuidado emfim lu-
do, nenbuma culpa teem ; porque nao sabiam o
que faziam ; erraram sem consciencia disto;
eram primeiro que tudo homens polticos ; a po-
ltica em nossa trra absorve a applica^ao das
maiores intelligencias, rouba todo o lempo ao ho-
mem mais activo, e portanlo elles nao podiam se
applcar A administraco da marinha que era urna
cousa secundaria.
Assim, pois. nao de admirar que se hajam
feilo tres revolujes importantes na constrocelo
do material sem que nos teohamos apercebido ;
que a artllharia, e as armas de. mo teobam pas-
sado por transformarles quasi completas, que a
ho melamorphoseado, sem que isto sainamos se-
no pelos extractos dos jornaes; que os mais
simples rudimentos da organisa^o naval seiam
entre nos quasi desconhecidos, e que assim nos
apresentemos atrazados seguramente um seculo,
e que a6 possareos mostrar nos portos estrangei-
ros corvetas A vela, armadas com a jA velha ar-
tllharia A paixhans.
Que importa ao Brasil, diro alguns, que a In-
glaterra o a Franca, primeiro transformsssem to-
dos os seus navios de vela aproveita veis, em na-
vios A hlice, depois do se decidireet por esto sys-
tema ; que agora A sen tumo procuren) meia-
foram morios por tres aisasrinos, emquanto dor-
ma m o iotm/o da rnnoeeneia. Fra o to lis-
tas miseras victimas que havia ordenado esaa
mor te cruel. Dos cadveres de seus sbriohos
fez o duque de Gloeoeter o primeiro degrao do
throno, onde reinou com o nome de Ricardo III.
Isabel, vio, un* dia, abrir a porta do carete,
nao para cminhar ao patbulo, mas para ser mu-
dada de priso em priso, al que a pedido do
re de Heapanha, fui aulorisado por sua irraa a
residir no castalio real de Hstfield, guardada por
um 0 que as mais delicadas maneiras esconda a se-
vera raisso de que eslava encarregado.
Isabel era j protestante no intimo do seu pen-
srnoslo, mas por iniciativa propria ou conselho
do celebre e prudente Cecil, seu futuro ministro
equej era seu secretario, mandou construir
no castelloque lhe servia de homenaaem urna
capella do cullo calholico.
Na sua cmara se yia em urna das paredes um
cruciOxo de grandes dimenses.
Nao compridaa horas do captiveiro, diz um dos
seus biographoa, as mos da futura restauradora
do culto anglisano bordavam paramentos de alia-
MVderDeu3SI9"* "D,8 n,,8eBa d Vi'6em
Quando compareca na corte, obediente lei
tomava o seu lugar nosequi:o da rainha as es-
plendidas prociasoes do culto romano.
.a.. r1irk1p,SueCa' que lhe **"" nao para
seu filho Ene. respondeu que era a sua irma a
quera competa decidir o seu futuro
Assim curvada antea lei e a msgestade da
realeza, como Xisto V levanten a fronte ao su-
bir ao solio pontificio, Isabel, a quem foram bus-
car ao se retiro para lhe cingir a coroa. vaga
pola morte desuauma, tambera com ar sobe-
rano e altivo alravessou a capital do seu reino
no da em que de cincoenta forcas pendiam cin-
coenta victimas das dissences polticas e religio-
sas, e toi receber, como era coslume, a Torre de
Londres a investidura legal do" poder da rea-
Na formula diplomtica da notrcacao, feila
pelo governo de^ Isabel s cortes da Europa da
sua elevajao ao throno eslava traoado- plano do
futuro remado e dos seus mais extraordinarios
aconteci) enlos.
Isabel dizia nesses diplomas ter sido chamada
ao tbrono pelo direitodo naicimonto e consenli-
mento da Darao.
A thiara era nessa pocha um sceptro aleado
sobre a cabeca dos reis. O pontfice Paulo IV
comprehendendo a indemnisaco monarchica re-
sumida oas cuitas phrases que nos referimos
mandou responder A Isabel, recordando-lhe a ii-
legalidade do seu nascimento, e convidando-a a
submetter a legalidade dos aeus direitos ao arbi-
trio da curia. r-
As duvidas assim levantadas sobro a sua posi-
caci na sociedade, e a independencia da corfla que
liona posto na cabega, levararo-na, por conve-
niencia propria, a abragar a religio que se con-
ciliava com urna e outra cousa, e para a qual o
seu animo se ioclinava desde a infancia.
ro desla forma que a rival, que tanto a odiava,
lhe appareceu lego ante o throno, mal tiuha aca-
bado de lhe subir os degrus.
Se os seus direilos reaes fossem contestados,
beavam por esse acto confirmados os direitos de
Mana Stwart, que era calholica e neta da irma
de Hennque VIH, a qual. casada com Francisco
II, havia tomado o titulo de rainha de Inglaterra
por ordem de seu sogro, ligando no seu brazo as
armas ingleza, o escudo da Franca, e o da Es-
cossia.
Isabel foi cordada conforme o ritual do cullo
calholico, e sagrada 2 de Janeiro de 1559 pelo
bispo deCarlisle.
Poueos das depois, 25 deste mez, o parla-
mento se reuniu, e, realisando o pensamenlo da
rainha e dos seus ministros, votou os actos qne
restabeleceram a reforma.
Era virtde das resoluces parlamentares, Isa-
bel foi declarada chefe da egreja, os dizimos Qca-
ram-lhe pertencendo e novamente so proclama-
ra m as lols de Eduardo VI acerca do cullo.
Isabel, submiisa e condescender antes de ser
rainha, era de urna independencia indomavel so-
bre o throno.
Os direitos que nao tinhadeixado por em duvi-
da ante nenhuma corte da Europa, nem a ponti-
ficia, tambera os defendeu, nao diremos contra a
invaso, mas al contra as representacoes respei-
tosas das cmaras dos communs.
Quando, anles de votarem as providencias que
ficam mencionadas, lhe mostraran) a convenien-
cia que havia, para bem do seu povo, em cuidar
successo da cora, escolhendo um esposo digno
das suas emineules qualidades, respondeu :
Que nao era da competencia dos membros
da cmara dos communs inspirar no seu coraco
o amor, conforme fossem os seus votos ; qu o
seu dever, neste ponto, ora pedir e nao indicar,
obedecer e nao ordenar.
Entre os principes cuja mo recusou, depois de
ser rainha, deve ter especial menco o filho de
Carlos V, quo posteriormente foi rei de Hespi-
nha, e, por desgrana nossa, tambem rei de Por-
tugal.
Parece que a lembraoca desla recusa nao esque-
ceu a Philippe II, quando depois de operada na
Inglaterra a reforma religiosa, e rola a allianca
entre as duas coras, ordenou a sahida da ioven-
civel armada dos portos de Hespanha.
Esta esquadra, que levou cinco anuos a prepa-
rar, era a realisago deum plano ambicioso com-
binado durante 18 annos na mente do filho de
Carlos V.
Isabel viu quaoto pdee vale o espirito de ns-
cionalidade, quando a patria ameajada por
urna invaso estrangeira.
Eolre milhsres, um facto basta para mostrara
unanimidade com que a Gra-Bretanhi se houre
nesse lance solemne.
A desditosa Mara Stwart, aocslo de 19 annos
de captiveiro, tinhs abracado a cruz, expirado no
patbulo por ordem de Isabel.
Este crime, de que a posteridade nao absolveu
a memoria da rainha, a quem a Inglaterra deve a
mxima parte do seu engrandecimenlo, deixou
urna eterna nodoa de sangue sobre a cora de
Isabel.
Quando a rainha viu o leo de Hespanha amea-
cando tomar as garras essa corda, nao duvidou,
no supremo esforgo da defeza, no chamamento s
armas de que tanto careca, encarregaT lord Huoa-
morphosear estes em navios encouracados, e que
eslejam nosta vacillagao, nesla inconstancia, sem
saberem o que querem?
Que lhe importa que aquelles paizes, a Italia, a
Prussia o outras nagoes inventen), e experimen-
ten) com magnifico xito pegas raiadas ; Arms-
irongs, Withwort, Cavelli; que os EoQelds, Mi-
nies, etc., adquirara melhoramentos notaveis em
continuados ensaios?
Que os Americanos leoham os seus formida-
veis canhoes Dalghren, nos quaes muilo eoDuam,
lano que com elles armara seus navios?
Todas estas nagoes esto laucas ; gastam mi-
lhdes e milhes intilmente ; nos que temos
summo juizo; esperamos que ellas se decidam,
e ento compraremos mais barato algum arma-
meuto que ellas j tentiam abandonado, e que po-
de ento figurar em oosaos rasos de guerra.
Nao isto o que praticamoa constantemente?
Nao fosse a curiosidade de um Portugal, de um
Rocha Faria, e de outros officises que tem esta-
do na Europa, ou de alguns que ainda entre nos
se applicam, e esto ao par do progresso, os quaes
leem informado o nosso governo destas modifica-
goas e inventos, que elle ignorara todo; nada o
perturbana, nem incitara A dar accordo de si. A
poltica interna, as preoecupagoes do dia, as exi-
gencias do partido, a machina eleiloral. emfim
o oceupa bastante, e nos nao temos inimlgos
temer; estamos em paz com todo o mundo nao
precisamos, portanlo, nem de exercito, nem da
armada bem organisadi. As questes externas f-
cilmente se accommodam com algumas conces-
sesj as internas se resolvem perfeitamente com
este mesmo sxmulacro deforga, que entretanto o
orgimento parece indicar que vivo com torca.
Desafiamos A quem quer que seja que desmie-
la ou refule urna a de nosaaa assorges; que pro-
ve que nao estamos cheios de razo.
Examinemos agora se esta situeco nos con-
vm : se devemos estar desarmados. A merc do
estrangeiro se nossa dignidade nacional se po-
de accommodaT.com o pessimo systema de humi-
liacio. que um nosso illoslre e infeliz almiranto,
o bario o Rio da Prata, tanto profligava, e que
se e poda justificar no primeiro reioado pelas
eircumstancias precarias en que nos acharamos,
hoje nao lita razio de ser; porque estamos cons-
tituidos e fortes, o possuimos immensos recursos,
que so precisa de quem os saiba aproveitir.
Parece-nos que de um extrbtto A outro do im-
perio ninguom deixarA de protestar contra ello -
que nSo JwYerA um Brasilelro que nio lima as
dar de obter do llho da Maria Stwart, que reina-
va no throno da Escossia, o concurso do seuexer-
cilo.|
O rei da Escossia nao viu na mi que lbe es-
lendia Isabel a penna que havia asslgnado a sen-
tanga imqua da morte de sua mi, mas nica-
mente ua sceptro que a iovasio estrangeira, sem
dlreto, nem raso, quera perlir nessa mi que o
eropuohava pelo consenlimeuto deum povo. Pro-
hibiu, porlanto, aos seus vaseallos que auxilias-
sem os Hespanhes, eoffereceu a Isabel todas as
torgas do seu reino.
Essa esquadra famosa que sahiu do Tejo, de um
porto usurpado, nio pela forga, mas pelo artifi-
cio, afira de conquistar mais um reino para os
vastos dominios de Philippe II, fot destruida em
parte pela esquadra ingleza, e em parte pelos
ventos das tempestades, como se a justiga dos ho-
mens, defendendo a patria, se junlaSse justiga
de Deus, castigando o poder audaz do usur-
pador I
IV
Todos os historiadores sao concordes em tragar
o mais branle quadro da prosperidade da In-
glaterra durante o reiuado de Isabel.
A bolsa de Londres, esse mercado onde se co-
lara hoje, nio direi s os ttulos, mas o crdito
de todas as nagoes, foi estabelecida no governo de
Isabel em 1556 por Thomaz Gresbam.
Este abastado banqueiro, depois de ter dado a
idea do Royal Exchange, fez a primeira proposta
de emprestimo publico para recorrer s necessi-
dsdes do governo ingloz.
A industria fabril floreada a par do desenvol-
meoto da agricultura com os processos importa-
dos de Flaodres por cerca decem mil flameogos,
oa mxima parle exilados da sua patria e quasi
todos artistas.
Como estes Irabalhos, proprios da paz, nao es-
queciam as cousas da guerra, e a rainha ordena-
va a compra de muitoi fornecimentos de armas,
bem como a activa fabricacao da plvora e a (un-
digio dos canhes.
Ao passo qne a produego inteira crescia e se
aperleigoava, a Inglaterra la buscar no Oriente,
na Turqua e at na costa de Gui mercados que
dessem consumo aos seus productos. Era a po-
tencia commercial que se ergua, tendo por base
urna ilha fecunda, populosa, rica em multas mi-
nas de ferro ede carvao, e queameagava, guiada
pela mi de urna mulher, ehegar A posse dos do-
minios dos mares.
Emquanto Drake, Davis e Hawktns creavam a
marinha britanoica. a mo dessa mulher saudava
de urna das janellas do palacio de Greenwich o
iotrepido Forbisher e seus companheiros, que a 8
dejnnhode 1567 partiam na descoberta de ama
passagem para a India.
terca de trinla e tres anona depois, essa raes-
me rainha autorisava a assoeiaeio para o com-
mercio com as Indias Orientaes.
E' para sentir que tantos fados brilhantes le-
nham sido por vezes obscurecidos com a sombra
das forcas e o sangue das victimas, nao s da po-
ltica, mas da religio reformada.
Com o adiantar dos annos, Isabel deixou mais
livro impulso A intolerancia do seu coragao em
assumptos religiosos.
Um acio real aggravou as penas estatuidas pa-
ra esles crimes. E da 1580 a 159, segundo as-
severa V. Rosenwald, foram eseeutado cincoen-
ta padres, sendo outros tantos desterrados ; e de
1590 a 1603 foram 110 os catboticos que expira-
ram nocadafalso.
Isabel contiouou no throno a manter a sua
aversio ao casamento. Regeitoa quantos princi-
pes prelenderam a sua mi.
Ha urna pagina enigmtica na historia d'esta
rainha. E' a que pertence a coraco da mu-
lher.
A poltica e a administrago explicara ao pre-
sente os actos de seu reinado, que levaram a o-
glaterra ao auge da prosperidade e da grandeza.
O amor nao sabe explicar essa affeigo de Isabel
por um homem de inlelligencia mediocre,como
era Dudley, a quem estevo para dar a mi do
esposa, ou pelo conde de Essex de quem assignou-
a sentenga de morte.
Isabel, que argumentava com os sabios, que
venca os reis da Europa com a sua hbil diplo-
macia, que en um tempo em que poda gover-
narpelo despotismo domioava pela iolelligeucia,
achava satisfago na convivencia de um homem
sem o prestigio da glora, nem a fascioago do-
talento, como foi Dudley.
Carega pouco de me demorar ante esta figura
de Dudley, popularisada em um dos bellos ro-
mances oe Walter Scott, primorosamente tradu-
zido em portuguez pelo Sr. Rimalho, e que tem
por Ululo O caslello de Kenilworth .
Eu eslava em urna das maohaas felzes da mi-
nna vida, d essas que j nao vollam para roim,
no selecta livraria de um dos maiores homens de
estado d'esta trra, to rica em ministros para
estado e to pobre em homens que meregam
aquelle nome. Lia em um dos volumes do ce-
lebre romance que deixo referido.
Quando fomos para a mesa do almogo, mar-
chava a meu lado a figura de Dudley e da rainha
Isabel, porque sousujeilo a deixar-me seguir pe-
losphantasmas que os livro ou os fados me
deixam na imaginago.
Nao deve admirar que fallasse do favorito da
rainha de Inglaterra pela mesma razo que um
deputado, que tambem eslava presente, fallou das
emprezas relativas a sete memoriaes que Irazia
na algibeira.
Quando o representante da nago e dos me-
moriaes mencionou que n'aquella manha eram
nicamente sele os negocios que o tinham feilo
madrugar porta do ministro, este abriu os bre-
go?, como se o fra abracar, deu physionomia
um gesto supplicante e disse-lbe :
Sao sele os seus negocios.. Ora ainda bem ;
veremos se os decidimos todos, mas logo s 6 ho-
ras, na secretaria, depois da cmara. Tenho
modo do numero dos peccados mortaes quando
eslou emjejum. E com um bife no pralo, que
Dcava anle o deputado, deu fim ao dialogo das
pretengoes e principiou ao almogo.
Na conversarlo que se travou dei o contingen-
te do meu Dudley, para ver se me desembaraga-
va da sua lombraoga.
Entre duas chavenas de cha apresentei acad-
micamente a queslo de nao comprehender co-
mo urna mulher. intelligente e rainha, poda con-
vivercom um homem cuja mediocridade inlel-
ledual a historia nao pe em duvida.
faces srderem em ogo, quando se recordar dos
das aziagos porque j passamos; destas afTron-
tas inauditas quetivemosde curvar, e que ain-
da sao bem recentes.
Se estamos assim de accordo oestes dous pon-
tos essenciaes; nao podemos cortamente diver-
gir das consequenciss que delles se deduiem.
E' urna verdade inconcussa que, a primeira ne-
cessidade do Brasil a aoimago de sua agricul-
tura ecommercio, fonles priocipaes de nossas ri-
quezas; que, para se conseguir dar-lhes impul-
so, devemos multiplicar de esforgos para intro-
duzir no paiz a colonisago, para acredita-la no
estrangeiro, onde ella esti mal vista pelas ca-
lumnias de alguns especuladores, altamente col-
locados, que teem ioteresses neste negocio ; que
ser pouco todo o dioheiro que gastarmos em
estradas, canaes, e quaesquer melhoramentos oas
importantes vas naturaes de trausporte que pos-
suimos; mas tambem inoegavel que nao deve-
mos continuar A conservar nossas forlificaces
desmanteladas, nosso littoral sem prolecgo;
nossa marinha mercante entregue si mesma.
Nossas riquezas actuaes j desafiara s cubica
de rauitos povos, que invejam a feliz posicae de
nossa patria ; se ellas augmentaren) rpidamente,
como ludo parece progoostcar, maior ser esta
oveja ; e ainda que nao estejamos mais nos lem-
pos das conquistas ; devemos lembrar-nos que o
estamos no das anntxacoes; que ao norte confi-
namos com um vizinho poderoso, que tem sua
queda por este bello systema de determinar
fronteira* naturaes ; 9 quo a circumstanda de
estarmos ioteiramente desarmados mais animar
qualquer tentativa deasgradavel.
Ser preciso grandes somraas para por nosso
immenso littoral ao abrigo de qualquer insulto;
recoohecemos isto perfeitamente; maa poique
nio podemos altiogir o rraximo, nio devemos
cruzar os bragos e esperarmos com indifierenca
que os sucessos futuros nos venham despertar
Comege-se fazer alguma cohm. Reataure-se
a marinha que possuimos; todos os annos cons-
trumos alguns vaso ; armemos oa priocipaes de
nossos fortes ; lodos os annos appfique-se tam-
il f lst0 gu.nu tomm* 5 kente,
verdade, mas afinal.chegaremos A possuir urna
forga respeitavel, que affastar de nossat praias o
estrangeiro mal intencionado, que reconhecerA
que ludo tem perder na empieza que contra nos
orgsnlsar.
Nos pergunttrio taire;; mu que ten toda es-
Havia um maibematico A mesa e dase ano a
queslo se resolva por maio de urna equagao A
C, que n'eaie casa, era amor egual A ce-
g eir.
O argumento poda aer verdadeiro, mas datara
de Cupido, a mais relha creanga do mundo, que
nunca ninguem to aen&o em copia e como ao
acabasse dejogar a cabra cega, trazendo ainda a
venda nos obos.
O quarto conviva era um jornalista, que im-
pugoou a opinio desfavoravel que eu fazia do
conde de Leicester. Homem deslro no argumen-
tar bnneava com o sophisms oaconversagap-pa-
ra saber combater com elles os adversarios no ar-
tigo de fundo
O mathemalico podio a prova da asserco, que
lhe pareceu ousada.
O jornalista responieu :
Se atacara Dudley com a historia, 6 com
historia que defendo o mrito. Sei o que vale
u m parnphielo, egual a cem artigos de fundo,
e nao se escreve contra um homem publico se-
nao quando a penna que o combate sabe que elle
merece a honra de tomar com a sua queda urna
victoria para a opinio. Como nao conhego da
antiguidade parophleto libello mais violeoto do
que o Leicesler's Comon Weath, mesmo sem as
olas de Drake, entendo que Leicester fot mais
intelligente do que dzem cortos historiadores.
O ministro, slcangado os oculos testa, como
visse que lodos desejavamos ouvi-lo sobre o caso
meneando a cabega, iodicou que estava em op-
posigo, elle que era o pensamenlo de um mi-
nisterio I
Desculpem, maa vejo o caso de um outro
modo. Isabel, como rainha absoluta, aecumu-
laodo oemprego de Papa na egreja aoglicana,
linha muilo que fazer, apesar de ter um bom
Fooceca Telles no velbo Cecil a preparar-lhe os
negocios. Eu cito este respeitavel o zeloso em-
pregado para fallar em mim, porque vo ficar
admirados de ver entrar a miuha pessoa em
scena, proposito de Isabel e o conde de Leices-
ter, mas entro como parbola. Um ministro de
hoje, com o parlamento e as eleigoes porta,
talvez s n'esla parle tenha mais trabalho do que
a lha de Henrique VIII com a sea pasta dos ne-
gocios ecclesiasticos, sem mais appellago, nem
aggravo. Ora en, quando venho para a casa e
acabo de jaotar, pego sempre a Deus que me de-
pare, para jogar a minlia partida, um parceiro
que seja mea amigo e nada mais. Eslou que a
rainha Isabel era d'esta opinio.
Um criado, annunciado o ministro de Ingla-
terra, pz termo conrersago, porque o almogo
j linha acabado.
Sorrimos todos, porque, em verdade, o repre-
sentante britnico chegava a proposito-.
Sinto nio me ser possivel apreseotar ao leitor
o esta mesma agradavel companhia, osucessor
de Dudley oe amor de Isabel, o conde de Essex,
que ella amou, depois da morte do conde de Lei-
cester.
O conde de Essex linha 21 annos e Isabel 55.
Este caso pede menos commentarios do-que o
antecedente. E' o que veremos no capitulo se-
gttinle.
V.
A cabega mais orgvlhosa da Inglaterra cabio
decepada aos ps do- algez, dentro da Torre de
Londres, no dia da execugio quasi secrete do
contte de Essex.
Nioguem subir mas alto do que elle na esti-
ma da rainha e no favor do povo. A's influen-
cias palacianas juntou conde o louco embustas-
mo das turbas, que, em tempos menos illustra-
dos, se deixavam seduzir fcilmente pelas osten-
iaces da bravura e pelas pompas deslumbrantes-
da opulencia desmedida.
Depois da morte de Leicester, nio houve quem
se a gao de Isabel.
No amor, a mulber que ceda e nio a rainha.
As franquezas do coraco- dcata soberant, que-
foram (rjuias, at j na'edade em que o peso
dos annos devia estriar as paixoes, nao deixaram
nem urna s mancha, no lustre dessa corda, que
um homem nao susteria com mais honra e gloria-
no throoe da poderosa Inglaterra.
Quem se poder rir hoje, vendo artificialmente
rosada urna cara de meio seculo e dentro de um
estojo artstico o corpo que ja se devia inclinar
para a cov-a, quando se lembre de que urna rai-
nha de to elevada inlelligencia, com 60 annos
feitos, se moslrava ciosa da belleza alheia e nao
quera ceder a nutrem a palma da formosura I
Dos archivos diplomticos surgiu at a prova
desla Traqueza, que tanto dotes heroicos nao- ii-
zeram esquecer. (t)
Se a tradico e os documentos trouxeram at
aos nossos dias as memorias-da vaidade affrontaa-
do os annos, das tentagoes subjugando os conse-
lhos da razio, tambem a Torre de Londres- no
conservou, nos dous processode Essex e na sus
execugio e severo castigo com que, mesmo no
mundo, os altos potentados expiara os erro que
oas horas mais solitarias de recolhimento lhes
liogiram de rubor as faces envergonhadas-
Para Isabel, como vamos ver, essa expiagao le-
gue-a implacavel, al- quo voz dos seus conse-
lheiros, que lhe pedem nomeie successor ao thro-
no, ella conhece que a sepultura se abre para
repouso da cabega, que at ao ultimo e supremo
instante da vida soube, altiva susler a cora.
Corra o auno de 1599; o estado de Irlanda
dava serios cuidados A rainha Isabel e ao seu.go-
verno.
Urna vez, a eleigo da raiohs foi a mesma.nos
negocios pblicos que linha sido no afleclo do
coragao.
Essex foi nomeado seu lugar-lenenle com am-
pios poderes.
Os mais astutos o experimentados conselheiros,
como Raleigh, Cecil e lord Cobbam, nio se oppo-
zerarn a que este caminho brilhante fosse aberto
fogosa ambigo do novo favorito. Eram seus
inimtgos e viam que elle se ii arremossar a um
abysmo, pensando que se elevava aos triumphos
de um -.conquistador. O povo, que o vis mogo
e audaz, saudou-o com phrenetico appLauso,
quando o viu sahir de Loodres a> frente do exer-
cito e cercado por um cortejo brilhante e nume-
roso de Qdalgos, mogos como elle, que o seguiam
em busca dos perigos e da fama da gloria,
Essex foi infeliz na tentada empreza da paci-
ficaco da Irlanda.
A fortuna, que to graciosa se lhe mostrara nos
(1) Vido Murden e H. Walpole.
tas bellas cousas com a escolla de arlilharia em
que fallaes em vosso summario.
Tem, por sem duvida iolima relago. A crea-
gao da escola pralica de arlilharia revela bem cla-
ramente a inlengo do nosso ministro profisssio-
nal de nos fazer gauhar pelo estudo, pelo exerci-
cio constante a superioridado do tiro que distin-
gue os artilheiros inglezes; que os marioheiroi
francezes vo sabendo imitar; porque mu caro
aprendern) que a ella em grande parte deveram
os seus rivaes, hoje alliados as brilhantes victo-
rias, que entorpecern) e destruiram a sua ma-
rinha no lempo da revolugo e do primeiro im-
perio.
E difficil formar um bom artilheiro em Ierra :
isto depende de frequentes exercicios de fgo ao
alvo, em que elle obtenha urna lirmeza de olhar
singular; no mar as circunstancias desfavoraveis
que aprsenla este elemento para se fazer urna
boa pontsria lornam diflkilimo o apreodizado.
Um bom artilheiro do exercito bordo de um
navio nio presta para nada ; errar constante-
mente ; um bom artilheiro de bordo terna-se es-
colente em trra, como ainda ha pouco verifi-
cou-se no cerco memoravel de Sebastopol, em
que a marinha francesa forneceu algumas bateras
ao sitio, que fizeram terriveis estragos na praga,
como os generaos francezes commsndantes em
chee reconheceram; pelo que elogiaran! muilo os
servigos por ellas prestados segundo lfi-se na obra
Expedigo da Crimea, por Bazanconrt.
Por tanto, vamos agora principiar fazer o que
ha multo nos devera ter oceupado.
Pede aqui a justicia que declaremos nao ser no-
va esta creago entre nos. O Exm. senador Tosts,
quando ministro da marinha eslabeleceu urna ea-
cola de exercicios pralicos de arlilharia bordo de
urna fragata ou curvla de primeira classe em
completo armamento, o por decreto n. 713 de 18
de outubro de 1850 deu-lhe um regulamento, que
abunda de boas ideas, reproduzidas agora no de-
creto do Ia deste mez.
Consta-nos que o actual senbor ministro nao f-
ra entao estranho A esta deliberagio do Ilustre
magistrado, qne sempre conaideroo o Sr. chefe
Joaquim Jos Ignacio como um homem superior,
profundamente versado as cousss de sua profis-
so, pelo que approveitava as auas lotes.
Succedeu, porm, que a escola nio se montou
como se devia, o que passamos entio pela decep-
gio de v-la instituida apenas, sem ebegar 4 ser
estabelecida, "
la
palacios da corle, regia delle nos campos da ba-
talha. O seu caraclet indmito, aullado pajea
contrariedades que nao poda vencer, refiectU a
indignacae naa caria* qne mandava para Loo-
dres, tanto rainha como ao conselho privado
Confiado no amor, nio pensava na ausencia
nio se lemfcrava que Isabel nem ama s vez eos
muitos annos de rafeado, na altereatlva entre o
corago e o throno, se esquecera de que linha
na mo um sceptro que ella nao podie, nem sa-
bia abater.
Essex soube do descootentamento da rainha e
dos adoa em que se comegava a manifestar.
Confiando demasiadamente em si, deixoa o ex-
ercito, sem pedir licenga A soberana, e, sem
que o preceda a noticia da sua vinda, consegue,
ainda cobertojde poiera e com o peilo arfando de
cansago, ehegar ao quarto da rainha,
Ajoelha aos ps de Isabel, e, ao baijar a mi
real, julga ver nos olhos da mulber o perdo da
soberana.
llluso da vaidade I Sonho de um momento I
Quando, no mesmo dia, depois da hora do jan-
r, voltoo Essex a ver a Isabel, foi rainha e
Dan umnlher- luen 'he fallou.
Da bocea real recebeu ordem para se reeolher
preso ao seu quarto, devendo preparar-se para
dar conla de seu procedimenlo perante o con-
selho privado.
Essex respondeu ao eonsolho com submtesire e
socego de consciencia.
Findo o interrogaiorio, a rainha conllou a sua
guarda ao lord chancellar Egerton, devendo Bear
incommunicavel na priso, nao lhe sendo per-
mittido nem receber a visita de sua esposa.
Recolhido Torre de Londres, ahi passou ho-
ras de tanta angustia, vendo hura ilhado o seu
orgulho, que adoeceu a ponto de julgara sua vi-
da em perigo.
Memorias desse tempo relatara que a rainha
ordenara, com as lagrimas nos olbosja um dos
seus facultativos, o dontor Jemes, que fosse ver
o doente.
O discpulo de Esculapio ia nesla misso au-
xiliado pelas azas de Mercurio. Estava encarre-
gado de dizer ao doenle (da parte da rainha que
s. m. tena ido pessoalmente ve-lo.
Algumas dovidas se levantara na historia, nao
sobre qual foi mais efflcaz para e sbito restabe-
lecimeoio de Essex, se as receilas do doutor Ja-
mes, je o recado de que era portador: A historia
vai osis longe as duvidas, dragando a descon-
fiar da verdade da doenca.
Os rigores da priso do conde foram abrawda-
dos desde este faato. Sahio da Torre teode o
seu palacio por homenagem, e ahi passava o lem-
po lendo, tanto elle como sua esposa, que era- a
ulna de Walsiogbam.
Entregues ambos ao estudo das Ierras, esqw-
ciam o desfavor em que estavam na eorta.
Finalmeole, foi julgado uo conselho e, por
sentenga, privado de exercer as uocges de seu
memoro, as de conde marechal de Inglaterra e
de chefe superior da artilheria, devendo regres-
sar do tribunal ao seo palacio, afim d'ahi per-
manecer at que 9. M. houvesse por bem orde-
nsr o contrario sobre este artigo da sentenga ou
qualquer outro.
Foi notavel nesle processo um aclo de ingrali-
do da parte de um do homens mais celebres de
Inglaterra. Referiao-oos a Bacon, que, apesar
da respeitabilidade da fasailia a que pertencia e
da sua elevada inlelligencia, deveu a Easex o
primeiro lugar que leve na magistratura britan-
nica, da qual icou sendo depois urna das maio-
res illustrages.
Bacoo sustentou a aecusago contra o seu bem-
feitor por ordem regia, ma os termos em quo
fez a aecusago oo-absolveram perante a poste-
ridade o homem do acto do magistrado.
Existe mesmo urna ancdota histrica, provan-
do que a rainha procurou ensebo de recordar a
Bacon os favores que elle devia ao homem de
quem foi aecusador.
Isabel tinha incumbido este magistrado de es-
crever um relaiorio do processo do coodo para
ser patente nagio a justiga dos seus tribunaes.
Bacon descreveu com particular euidado a sub-
raisso respectiva com que o coode recoohecera
o? erros commettidos, o que nao era desfavora-
vel ao aecusado.
A rainha, ouvindo a leilura de relaiorio, sor-
rio no periodo que deixamos apontado e disse :
Bem se v qie nao esq*iece fcilmente a
amizade aoliga.
Bacon respondeu como se entendesse que a
rainha se referia estima em que linha tido o
conde.
Osioimigos do condo exageraran perante a
rainha a altivez do seu carcter e aeooselharam
que fosse demorada a revogago de alguns dos
artigos da sentenga-,
Esles conselhos foram seguido pela rainha,
nao obstante repugna re m ao seu-coragao. A el-
les se deveu, como veremos, o- crime que trou-
xe novamenle A Torre de Londres conde do
Essex e lhe entregou a c3bega-ao cutfedo algoz.
Convencido o conde de Essex deque estava
Boda a sua mis3o de favorito, resolveu ser cons-
pirador.
O seu palacio era frequeotado por muitos mi-
litares que lhe nao tinham retirado a- amizade e
pelos mais nomeados chefe dos puritanos. Em
quanto as predicas do puritanismo eram ouvidas
por urna assembla numerosa era.casa de Essex,
este nao esquecia de manter correspondencia se-
creta com os catholicos, que tambem quera ter
ao servigo, dos seus ambiciosos planos. Has
longe foi o intento audacioso do conde procuran-
do conciliar o favor do rei de Escossia, que era
o mais prximo, prente da rainha, aquelle que
se apontava como devenio ser herdeiro da co-
ra da Gram-Bretanha.
Ao proprio general que o subslituio no gover-
no da Irlanda communieou Essex o proposito ero.
que estava de provocar a deposicio da rainha.
A historia toma neste lgubre 'incidente o as-
pecto essencialmente dramtico. S nos pontos
capilaes a podemos seguir at assistirmos s duas
sceoas com. que se divide o ultimo aclo, o sup-
piicio de Essex e a morte da rainha.
Volteos s sceoas do primeiro acto.
Eslava formado um conselho- de descontentes,
que Essex insligava a secundarem os seus pla-
nos em cuja Iraga tinha grande parte Cufie seu
secretario e homem de carcter violento e ou-.
ando.
(Continxar-se-ha. )
Os ministros seguintes ou nao se lembraram
dola-, ou nao a quizaram. tomar sob sua prote;-
go ; porque nio lhes pertencia a paternidade, e
deste modo onze annos depois tudo se achava na,
mesma desgragada situagao que aquella utilissima
creago quera destruir.
Felizmente soou a bora propicia : o sc-ohor che-
le de esquadra ministro da marinha apenas subki
ao poder cuidou lego em dotar-nos com esta ex-
cellente e necessaris inslituigio, quepromelteos
mais brilhantes resultadoa ; porque a dirige um
bem elaborado regulamento, que nada deixa
desejar.
O Manual do artilheiro adoptado provisoria-
mente o do fallecido 1 lente Clememino Ma-
chado, que tanto se distingu em nossa esquadra
pelo seu amor ao estudo de arlilharia, especiali-
dade que consagrava a maior parte de seu tem-
po. Infelizmente a morte arrebatou-nos cedo es-
te prestimoso official, de quem deviamos esperar
os melhores servigos.
Logo, porm, que ficar impresso o compendie
orgaosado pelo Sr. Io lenle Henrique Bapiisla
actual director de arlilharia, que tambem usa
dos nossos officises de mais merecimento, e que
vae substituindo perfeitamente aquelle, per ella
se explicar ; porque est ao par dos progressos
realisados depois da publicagao do primeiro, que
hoje pode-se chamar velbo, emboradale de pou-
eos annos, como a obra de Douglas, e ouUas, que
nem ao menos suspeitsvam a revolugo qu em
lio breve ha viam de realisar as descobertaa mo-
dernas dos canhes rsiados.
Todas as mais disposigoes do regulamento sao
bem tomadas, e esparamos que a creago da es-
cola de tiro corresponder ioteiramente ts vistas
de seu instituidor, e aa esperangas dos officiaes
da armada, dolando nossa esquadra com o peas*!
que como hoje nao tem para os importantes car-
gos de chefes de praga, fiis de arlilharia. carra
gadores e escoteiros.
Assim nio s se diminulro consideravelmeo le
oa aioialros que occorrem. fraquentemenle 4 bor-
do, e que inutilisam homens improduetivassealf-
como a nossa marinha adquirir urna efficacia]
urna forga realmente notavel, e cntupla do que
que hoje tem, com o mesmo numero de raaos,
Babia 14 de malo,
.
*. 1.
"*03 m, M M, f, DI FARIA WM,


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