Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09302


This item is only available as the following downloads:


Full Text


All XXIIII iieio m
Pr tresnes atontados 5$000
fw tres mtiti vencidos 6$000
H.**
!/-
SAMADO 1 BE JOMO DE Itfl
Por auno adiando i 9$000
Ptrte franco para t subscriptor.
'* 'S
NCARRBGADOS DA SCBSCRIPCA.0 DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. Ar de Lemos Braca; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Kamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKl'lDAS UUS UUttlttilUS.
. Olinda lodos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarau, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlao, Bezerros, Bonito, Carnar, AUinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qneira. Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fz as quartas (airas.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
I' Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feras.
(Todos oa correios partem as 10 horas da manhaa)
EPHE1IERIDES DO MKZ DE JUNHO.
8 La ora as 11 horas e 19 minutos da man.
15 Quarto crescenta as 7 horas e 56 minutos da
sabia.
22 La cheia aos 3 minutos da tarde.
36 Quarto miDguante aos 21 minutos da manba.
PREAMAR DESOJE.
Primeiro as 10 horas a 54 minutos ds manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
das da senara.
27 Segunda. S. Joao p. m. ; S. Banulfo m.
28 Terga. S. Germano b. ; S. Priamo m.
29 Quarta. s. Maximiane b. ; S. Mximo m.
30 Quista, cgj Festa do Corpo de Deus.
31 Sexta. S. Petronilla t. ; S. Lupecino.
1 Sabbado. S. Firmo m.; S. Felinto.
2 Domingo. S. Erasmo b. m.; S. Marcelino m.
AUU1B.N01A3 UUS IKlBUflAiU UA CAPllAL.
Tribunal do commercio; segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbsdos as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do vel: tercas a sextas ao meio
da.
Segunda vara do errl: quartas t sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGDOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL'
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia
Sr. Jos Martina Altea ; Rio ds Janeiro, o Sr'
Joo Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprieUrio do burio Manoel Plgnefre* Faria,na sus lirraria praca da Independencia as
16 a 8.
PHTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 28 de maio de 1861.
Offlcio ao coronel commandante das armas.
Sirva-se V. S. de mandar por em liberdade ore-
cruta Luiz Manoel Ouarte, visto ter sido liberto
por sua seohora, Clara Theodora da Fonseca, sob
condigo de servi-la durante sua vida.
Dito ao Dr. chefe de policia.Faga V. S. em-
barcar com urgencia oa barca Atrevida ; para o
presidio de Fernando, os sentenciados de justig
constantes da inclusa relacao ; enro de que, aca-
bo de mandar por a sua disposigo urna lancha
equipada para esse fim junto ao caes22 de oo-
vembro.Oflciou-se ao inspector do arsenal de
roarioha para fornecer a lancha de que se trata.
Dito ao commandante superior interino da
guarda nacional do Recite.Expega V. S. assuas
ordens para que o 5 batalhao de infantaria da
guarda nacional sob seucommando superior pres-
te urna guarda de honra, para acompanhar a ima-
gen! de Nossa Seohora, que tem desahirem pro-
cissao da igreja matriz de S. Lourengo da Malta,
no dia 81 do correte tarde.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
C< leu lando V. S. a despeza, que se poderi fazer
com a condueo para Tacaral de oito caixdes,
contendo fardamento para as pragas do corpo de
guarnigo desta provincia, sendo essa coudugo
feits em cao6a. da cidade do PenSdo at Piranhas
e em cavallo d'alli at o lugar de seu destioo,
mande entregar a quanlia provavel para taes des-
bezas ao alferes do mesmo corpo, Joaquim Jos
Luiz de Souza, que se acha eocarregado do trans-
porte dos referidos caixes, segundo consta do of-
iici do coronel commaodante das armas, datado
de hontem sob n. 777.Communicou-se ao co-
ronel commaodante das armas.
Dito ao mesmo.Em vista da inclusa conta em
duplcate, mande V. S. pagar aos agentes da il-
luminago a gaz desta capital a quantia de vinle
mil ris, despendida com os coocertos feitos na
illummago do quarlel do 10 batalhao de infan-
taria.
Dito ao commaodante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
commaodo o paisano Francisco Jos das Neves,
que, segundo consta do attestado junto ao seu of-
cicio datado de hontem, sob n. 236. fot elle jul-
gadjj apto para o servigo.
Dito ao juiz municipal da primeira vars.-Mande
vmc. p6r a disposigo do chefe de polica os sen-
tenciados que devem seguir hoje para o presidio
^ de Fernando na barca Atrevida.Commumcou-
se ao Dr. chefe de polica.
Dito ao director geral interino da instruego
publica.Coma inclusa copia da informago da
thesouraria proviocial de 20 deste mez, o parecer
fiscal a que ella se refere, e com que me confor-
mo, respondo consulta que fez Vmc, em oficio
de 2a de abril ultimo, sob o. 115.
Dito ao commandame do presidio de Fernando.
Fazendo seguir nesta data para esse presidio os
sentenciados constantes da relacao junt, enho
a dizer-lhe que opportunamenle sero enviadas
as guias dos que o sem ellas.
Relacao dos presos que seguem para o presidio
de Fernando a que se refere o offlcio supra.
Com guias.
1 Antonio Joaquim dos Santos.
2 Francisco Antonio de Campos.
3 Jos Francisco de Paula (ou Quirino.)
4 Joaquim Ramos.
5 Lourenco Cavalcanti de Albuquerque.
6 Manoel Firmino Ges de Oliveira.
7 Manoel Francisco Teixeira.
8 Mara da Purifcago Louieiro.
9 Valeriano Jos dos Santos.
u 10 Laurindo Jos de Oliveira.
11 Antonio Das do Nascimento.
12 Casimiro Marinho Espiodola.
13 Estevo Fefreir da Silva.
14 Filippe Gomes de Sant'Anna.
15 Jos Gomes do Nascimento.
16 Lucio Roberto Florencio do Espirito Santo.
17 Manoel Ramos da Silva.
18 Manoel Jos da Silva.
19 Amaro Jos.
20 Antonio Luiz de Souza.
21 Francisco Manoel da Costa.
22 Francisco Pereira de Assis.
23 Jos da Silva Ges.
24 Mara Francisca da Conceigo.
25 Mara Rita Nepomuceno.
26 Manoel Joaquim do Nascimento.
27 Manoel Vicente Ferreira da Hora.
28 Theotonio Bispo de Oliveira.
29 Vicente Ferreira de Franga.
3 Ztferino escravo de Joao Joaquim Gomes.
Sem guias.
31 Antonio de Jess Marinho Falco.
32 Guiherme Ribeiro da Cusa.
33 Joo Lourengo Gomes.
34 Joaquim Jos deAzevedo.
35 Joo Francisco da Silva.
36 Jos Soaresda Silva.
37 Manoel Antonio Carneiro.
, 38 Tiburtino Luiz de Siqueira.
39 Theodoro Francisco dos Santos.
40 Viconie Ferreira Gumes da Silva.
41 Ignacio Bezerra.
42 Joaquim Francisco Leandro.
43 Vicente escravo de Miguel Archanjo.
Portara.O presidente da provincta, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica de
18 do crreme, sob n 432, resol ve nomear sup-
plenies do delegado de polica do termo de Papa-
caca, os cidados seguinles :
1 Manoel Fetoza da Silva.
2 Joo Baptista Braga.
'" Miguel Alves Cavalcanti.
4o Manoel Pereira de Medeiros Bem.Communi-
cou-se ao Dr. chefe de policia.
Expediente do secretario do governo.
Officiu ao coronel commaodante das armas.
O Exm. Sr. presidente da proviocia manda de-
clarar a V. S. que o conselho administrativo par-
tecipou era oflicio de hontem haver efiectuado a
compra dos colxes e traveaseiros, requisitados
para o hospital militar.
DESPACHOS DO DA 28 DE MAIO DR 1861.
Requerimentot.
Clara Theodora da Fonseca.Ficam expedidas
as convenientes ordens para a soltura do recruta
de que trata a supplicaote.
Fielden Brothers.Dirijam-se a thesouraria de
fazenda.
Jos Idelfonso Rodrigues da Silva Dutra.
Expedio-se ordem no sentida que requer.
Joo da Silva Pinto.Apresente-se ao quarlel
do commando das armas.
* Alteres Pedro Thootonio de S Cavalcanti.Co-
mo requer.
de Sonza e Ribeiro da Luz ; da segunda nos Srs
Dantas, Furtado e Figueira de Mello: e da ter-
cena nos Srs. Barcollos, Jusliuiano Madureira e
Paes Brrelo.
Cnlinuou depois a discussJo do parecer sobre
a eleigao da provincia de Mato-Grosso. Oraram
oa Srs. Teixeira Jnior e Couto, (cando a discus-
so adiada.
Por aviso de 6 do crreme foi nomeado o Sr.
senador Joo Antonio de Miranda para substituir
o Sr. conselheiro de estado Souza e Mello na
commisso eocarregada da orgaoisago de um
projecto sobre tribuoaes militares, competencia'
dejurisdieges militares e processo perante tri-
bunaes militares, sendo os outros membros da
mesma commisso os Srs. general Santos Brre-
lo e viaconde de Uruguay.
Foram nomeados cavalleiros da ordem de S.
Benlo de Aviz o capito Eugenio Luiz Franco e o
Io cirurgio reformado da armada Luiz Antonio
Vieira.
Foi concedida a demisso que pedio o cirur-
gio Antonio Jos Sarment e Mello do lu-
gar de inspector de saude do porto de Santa
Catharina.
A ordem do dia da repartigo do ojuJante-ge-
neral publica em data de hontem a seguinte con-
cesso de antiguidade de servigo mlitar.
Ao Sr. brigadeiro Joo Propicio Menna Brre-
lo houve por bem S. M. o Imperador, tendo ou-
vido o conselho supremo militar, mandar que se
cont o lempo decorrido de 20 de margo de 1832,
dala do decreto de sua demisso do mesmo ser-
vigo, ateo 1" de maio do dito anno, em que ef-
fectivamecte deixou de servir, e o decorrido do
1 de margo de 1845, dia em que se declarou offi-
cialmentea pacificago da provincia do Rio Gran-
de do Sul. al 30 de setembro de 1846, data do
decreto que o transferio de coronel honorario, e
chefe de legio da guarda nacional para coronel
commaodante do 4o regiment de carallaria do
exercito, visto que durante este ultimo periodo
contiouou no commaodo em que se schava de
urna brigada na fronteira daquella provincia,afim
de prevenir qualquer reaeco consequente da
commogo porque a mesma'provincia acaba da
passar.
Constara da mesma ordem do dia as nomea-
ges seguales:
Do Sr. mejor do corpo de engenheiros Antonio
Pinto de Figueiredo Mendes Atitas, 1" ajudante
do director do arsenal de guerra da corte, para
exercer as funeces deste cargo durante a licen-
ga que obteve (ordem do dia n. 255) o actual di-
rector Sr. coronel Alexandre Manoel Albino de
Carvalho.
Do Sr. majordo mesmo corpo Juvencio Manoel
Cabral de Menezes, 3o ajudante do supracitado
director, para exercer tambem, e durante o mes-
no tempo as funeges do Io ajudante.
Do Sr. Io cirurgio do corpo de saude do
exercito Dr. Miguel Joaquim de Castro Masca re-
nas, para servir como 2o cirurgio do hospital
militar da provincia de Pernambuco.
Do Sr. 2o cirurgio do mesmo corpo Dr. Manoel
Alves da Costa Branchante, para servir na en-
fermara de aprendizes menores do arsenal de
guerra de Pernambuco.
Do Sr. 2o cirurgio do mesmo corpo Dr. An-
tonio Manoel de Medeiros, para servir na provin-
cia do Cear.
Do Sr 2o cirurgio do mesmo corpo Dr. Anto-
nio da Cruz Cordeiro, para servir na provincia
da Parahiba.
Do Sr. 2o cirurgio do mesmo corpo Dr. Fran-
cisco Antonio Feroandes Jnior, para servir na
provincia de Pernambuco.
Do Sr. capito reformado do exercito Francisco
de Paula Pimentel, para ser encarregado do re-
crutamento na corte, segundo propoz o Sr. chefe
de policia.
Do Sr. lente reformado do exercito Marlinho
Jos da Silva, para adjunto do arsenal de guerra
da corte.
12
Na cmara vitalicia foram hontem reconheci-
dos senadores os Srs. Drs. Firmino Rodrigues da
Silva e Joo Pedro Dias Vieira, seodo convida-
dos para prestar amaoha juramento e tomar
assento.
Passou depois, em 1" discusso, a resolugo
sobre a pretengo de Joaquim Jos Alves de Al-
buquerque. e entrou logo em 2a. O Sr. Peona re-
quereu que a este respailo fossera pedidas infor-
mages ; mas nao havendo casa, nao pode votar-
se este requerimento.
A ordem do dia de amanha a mesma dada.
A cmara dos deputados elegeu hontem em
primeiro lugar as commissoes de diplomacia, ma-
rrana e guerra e relago, recahindo a votagao da
primeira nos Srs. Sergio, Carneiro de Mendooga
e Fialho ; da segunda nos Srs. Reg Barros, Pe-
reira da Silva e Zacaras, e da terceira nos Srs. J.
de Ahncor, Pedreira e Cruz Machado.
Approvouem seguida, depois de orarem os
Srs. Silva Nunes, e J. de Alencar. o parecer so-
bre a eleigao de Mato-Grosso, sendo reconheci-
dos deputados osSr3. Joaquim Raymundode La-
mare e Antonio Correia do Couto. ,
Entrou depois em discusso o parecer sobre a
eleigao de Santa Catharina. Orou o Sr. Silveira
de Souza. fleando a discusso adiada.
Alves de Albuquerque, ficou empatada, e porisso
sujeita ora discusso.
Approvou-se depois em 1.a e 2.a discusso a
resolugo que manda reconbecer cidado brasilei-
ro a Jos Gongalves da Silva, tendo orado, o Sr.
Silveira da Molta.
Tratando-se em seguida da 1.a discusso da
resolugo que autoris o governo para mandar
pagar i Frederico Sawerbrouo, pastor protestan-
te de Nova-Friburgo, o ordenado correspondente
congrua que percebem os parochos do imperio,
nao passou um requerimento do Sr. Jobim para
que fosse ouvida a commisso de fazenda sobre
este assumpto, nem um additamento do Sr. Sil-
veira da Molta para que previamente se pedissem
informaces ao governo ; e, continuando o do-
bate, oraram os Srs. marquez de Olinda, Dantas
e Jobim ; mas nao se votou por nao haver casa, e
licou a discusso encerrada.
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
11 de maio de 1861.
Hontem nao houve sessao no senado por falta
de numero legal.
A cmara dos peputados elegeu hontem em
primeiro lugar as commissas de fazenda, insti-
ga civil e jusliga criminal, recahinda a votagao
da primeira nos Srs. Barbosa da Caoba, Gomes
Por decreto de 4 do corrente foram commu-
tadas :
Ao reo Miguel, escravo, em priso porpetua
com trabalho a pena de morte imposta pelo jury
do termo de Limoeiro, da provincia de Pernam-
buco ;
A o reo Joo dos Aojos, em gales perpetuas
a pena de morte a que foi coodemnado pelo ju-
ry do termo de Curvello, da provincia de Minas-
Geraes;
A0 reo escravo Ignacio, em gales perpetuas na
illia de Fernando, a pena de morte a que fdra
condemnado pelo jury do termo da Imperalriz,
na provincia das Alagas. '
Foi designada ao juiz de diroito Bernardo Ave-
lino Gavio Peixoto a comarca de Macap, na
provincia do Para, para nella servir.
Foi exonerado Luiz Francisco da Silva do car-
go de 3o supplente do subdelegado da freguezia
de S. Christovo, sobre proposta do ebefe de po-
lica. r
Pelo vapor de guerra inglez Plumper tive-
mos hontem noticias de Valparaso at ao 1 de
abril.
Das folhas que temos vista nada encontra-
mos de interesse.
No dia 30 de margo haviam principiado as
eleigoes. em que por parte do governo era can-
didato a presidencia da repblica o general D.
Manoel Buloes.
No dia 2 de abril deyia proceder-se apurago
das listas, e o Mercurio da vespera, ultima fo-
lba que recebemos, nada anticipa acerca do re-
sultado.
Por decreto de 4 do correle foi comeado o 2a
lente do corpo de engenheiros, bacharel Fran-
cisco Bello Valente Cordeiro, para o mprego de
slereometra da allandega do Para.
14
Prestaran hontem juramento e tomaram as-
sento no aenado os Srs. Drs. Firmino Rodrigues
Silva e Jao Pedro Dias Vieira.
Procedendo-se votagao, em 2.a discusso, da
resolugo relativa i pretengo de Joaquim Jos
Hontem nao houve sesso na cmara dos depu-
tados por falta de numero legal.
Por va do Rio-Grande do Sul recebemos fo-
lhas de Montevideo al 5 do correte, e de Bue-
nos -Ayres at 2.
As noticias sao de pouco interesse.
Em Montevideo o ministro do governo havia
apresenlado s cmaras o seu relatorioque, se-
gundo constava, nao sofTreria opposigo.
A questo relativa aos funeraes do subdito
Allemo Jacobsoo achava-se terminada amiga-
velmente, resalvando o governo os seus direitos
sem olfensa da auloridade espiritual do vigario
apostlico.
Havia tido lugar na capital a celobrago das
festividades nacionaes de 1 de maio. Depois das
solemnidades religiosas, a qoe assistiranvo pre-
sdeme da repblica, os ministros e as corpora-
goescivis militares, seguiram-se a revista de tro-
pas e as salvas do estylo. A' noite a cidade II-
luminou-se a giorno e o povo entregou-se aos
folguedos do costume. Completavam-se nesse
dia 32 annos que o governo provisorio composto
dos generaei Bondeau, e Gargon, e dos cidados
Muoz e Jiro, nico que anda existe, ceder o
lugar ao primeiro governo constitucional; e ou-
tros tantos annos que o Brasil reconhecera a in-
dependencia da provincia Ciaplatina, havida &
cuita da sua oceupago militar no tempo da guer-
ra da independencia das colonias hespanholas, e
cuja indemnisago em dinheiro a Hespanha de-
pois de te-la reconhecidoe ajustado nos congres-
sos das grandes potencias europeas, recusava sa-
tisfazer por pobre e exhausta. Portugal pagou-
se por suas proprias mos, como devia, das enor-
mes despezas que havia feito com a expulso de
artigo* e com a oceupago que sustentara, e apo-
derou-se da bellicosa Montevideo, que o Brasil
herdou para torna-la livre, mediante o reconhe-
cimento da divida e a sua eterna independencia.
A divida anda nao fot paga, maso Brasil tem
cumprido a sua palavra, concorreodo sempre e
sem olhar a sacrificios para a perfeita indepen-
dencia do Estado-Oriental.
Estas palavras acodem-nos ao blco da peona
em resposta s da Repblica, que, dando conta
das fesus de maio, aecusa o Brasil de argucias
diplomticas.
Tinha cahido em Pando (territorio oriental] um
forte temporal que, segundo as correspondencias
do lugar, se houvesse durado urna hora, teria
submergido e destruido inteiramenle a povoago.
Muitos edificios foram demolidos pelas aguas e
pelos reios. No mesmo dia precisamente, urna
copiosa chuva banhou a capial, cahiodo dous
raios durante a trovoada. os quaes felizmente nao
produziram estrago algum.
Tinha -se dado, chegada do paquete Sainlo-
ge em viagem deste porto para o de Bueoos-
Ayres, um tacto contra o qual a imprensa recla-
mava, recelando-se que dsse lugar algum con-
flicto entre o governo e a legago de Franca.
Esse tacto o seguinte, que resumimos'do ar-
tigo que a este respeito publica a Prenso Orten-
tal sob o ttuloUm abuso grave.
A' chegada do paquete fraucez, nao sendo pos-
sivel ao medico competente ir fszer a visita de
sanidad, foram dous outros mdicos em seu lu-
gar as 7thoras da noite.
Chegados falla com as precauces devidas
perguotaram ao commandante e ao medico do
vapor se trazia enfermos bordo, ou se havia
occorrido algum caso de enfermidade ou de
morte na viagem.
Tanto o commandante como o medico responde-
ram que nao, asseguraodo o perfeito estado de
saude em que se achavam todos os passageiros e
a tripolago.
Nao obstante, os mdicos da sanidade resolve-
rn! que o vapor ficasse em quarentena por essa
noite, fazendo-o tundear fra do porto, com o
proposito de, no dia seguinte, voltarera a inspec-
cionar com oais escrpulo a gente de bordo.
Voltaram effectivamente na manhaa seguinte,
e interrogados de novo o commandante e o me-
dico de bordo sobre o estado sanitario do navio,
estes asseguraram sob palavra de honra que nao
havia nenhum entermo.
Dada esta seguranga foi permittido ao navio
entrar no porto.
Poucas horas depois, apre3entou-se o medico
do vapor, acompauhado de secretario da legago
franceza na capitana do porto solicitando doem-
pregado de servigo permissao para desembarcar
um enfarmo, affirmaudo que a sua enfermidade
era apenas fraqueza.
Assim, sob a fda palavra do medico do va-
por, oi permittido ao passageiro desembarcar,
sendo conduzido logo para o hospital, onde ape-
nas chegou sobreveo-lhe um vomito e falleceu.
Diz ento a folha que citamos que ha oeste
procedimento um grave abuso, e o caso de urna
seria reclamago.
A Repblica transcreveu do E'co del Rio Ne-
gro, felba de Mercedes, um aviso em que se pre-
vine o publico do apparecimento de moedas-fal-
sas brasilelras de onze patacoes (as de20j>) sen-
do as falsitlcadas mais grossas que as legitimas e
o cuoho menos polido.
Havia fallecido quasi repentinamente o Sr An-
tonio Pan.
A America, jornal ltimamente publicado, no-
ticia que em S. Jos se recolhiam Armas para
comprar-se um lbum destinado ao Cura dessa
povoago em louvordo seu procedimeolo poroc-
cosio da questaoJacobsoo.
De Buenos-Ayres pouco ha a mencionar.
No dia 30 do mez passado havia-se aberto a
assembla legislativa. A menssgem do gover-
nador cemega dando conta da nao aceitago dos
deputados de Buenos-Ayres pelo congresso na-
cional, medida que acoima de inqualiQcavel e
eivada de vicios de nellidade.
E accrescenta : a gravidade deste assumpto
que arada se acha perdente far que o poder exe-
Cutivo se dirija opr unamente as cmaras de urna
maneira especial, dando-lhe conta mais largo de
todo o occorrido com os documentos respectivo
afim de habilitar a V. H. para ditardes urna re-
solugo a este respeito. se fdr necessario.
Entretanto o governo pode assegurar-vos
que nao abandonar a posigo em que se tem col-
locado em guarda da dignidade e dos direitos da
provincia contando com o vosso Ilustrado e po-
deroso apoio. Com a jnatiga que lhe assisle nesse
grave negocio, espera tranquillo as ulterioridades
que posiara sobrevir, continuando no entretanto
fiel coostituigo nacional que taramos e aos
pactos qua celebramos.
Fmalisa conmunicando que o governo geral
hajia autonsado ao da proviocia para conhecer
dpi assumploa de ordem local que possam sus-
citar-se entre as autoridades provinciaes e os
ageoles consulares.
Corra em BoenotvAyres que nao era certa a
modificagao do ministerio argentino que deram
as folhas da CoofederagSo, trazidaa pelo ultimo
paquete inglez. eque transcrevemos.
Do Chile recebemos o Mercurio de Valparaso,
que alcanga at 11 do mez passado.
Estavam concluidas as eleigoes dos membros
das duas cmaras que devem eleger o novo pre-
8V,eDtf- O pleito tinha corrido pacitlcamente,
obteDdo o triumpho o partido nacional.
Em virlude da insistencia do Sr. Vara em nao
aceitar a presidencia, o partido nacional resol-
vera offerecer a candidatura ao Sr. Prez, que ha-''
va aceitado.
A imprensa continuava a reclamar pela amuis-'
ta ampia dos emigrados.
Fallava-se na retirada do Sr. Varas da pasta do
governo e relagea exteriores.
A 4 de abril s 10 e meia horas da noite seo-
tio-se em Valparaso um ligeiro tremor de trra
que assuslon a cidade anda impreasionada com
o desapparecimeotode Mendoza.
Estas sao as noticias principaes. Das republ- i
cas do Equador nada ha de extraordinario a men-
cionar.
Do Per as datas alcangam at 26 de margo;!
continuavam as cousas no mesmo estado.
.
Entrou ante-hontem noite do Rio Grande do
Sul o vapor Protecco, conduzindoa maladequo
devia ser portador o Princeza de Joinville.
Este ultimo vapor, que, como j noticiamos,
satura para o Rio no dia 3 do corrente. teve de
retroceder em coosequeocia da grande avaria que i
sotTreu no casco ao galgar o banco da barra, e fl-
cara enclhado junto aos eslaleiros. de oode ha- I
va pouca esperanga de lira-lo em estado de po-
der continuar a prestar servigo.
Eis como o Commercial de 4 relata este impor-
tante sinistro :
Hontem. pelas 11 horas do dia, sahio o pa-
quete Princeza de Joinville, porm, estando o
mar picado, bateu segundo dizem. cinco vezes no
banco, sendo duas pancadas bastantemente fortes.;
Nao eslava ainda longe este navio da barra,
quando vira de bordo com bandeira colhida. O
susto se apossou de muitas pessoas desta cidade,
porque rumores j tinham corrido, antes delle i
sahir deste ancoradouro, que seu estado nos fun- i
dos nao era dos melhores, pois que fazia bastante '
agua ; e esta circumstancia fez crear serios re-
cetas sobre a salvagao do navio e risco das vidas I
que se achavam a bordo.
As aguas baixaram no banco e o vapor nao
pode entrar, aeguindo para o sul a acolher-se oa
baca que all faz, tendo a felicidade de o tempo
um tanto calmo o favorecer.
Principia a trabalhar o telegrapho com acti-
vidade ; d o Sr. Moutinho. agente da companhia
as ordens com toda a presteza ; seguio o reboca-
aor Protecco, porm na volta do canal encalha.
Ouerem-se dar outras providencias, infelizmeote
nao ha recurso, por que os dous ou tres vapores
surtos no porto, um esi em concert, e os dous
nao se acham preparados a seguir com promp-
tidao. r K
Pelas 41/2 horas da tarde chega o rebocador
Perseveranca conduzindo todos os passageiros,
malas, bagageus, etc., fleando a bordo nicamen-
te o commandante do mesmo vapor, Sr. Brito
que se portou no seu commando com todo osan-
gue trio, o commandante da pratictgem, o Sr.
Jos Pereira Pinto, e as guaroiges da mesma e
paquete.
As noticias dadas pelos passageiros sao bas-
tante aterradoras; consideram o navio perdido,
a agua que fazia era muita, e que j se approxi-
mavam as fornalhas, emQm que nu havia meios
de salvagao. O desembarquo dos passageiros e
bagagena neste porto torna-se urna confuso, aflm
de desembaragar o mais breve possivel o Perse-
veranca ; segu viagem este vapor, e encalha
tambem em frente ao actual arsenal.
Felizmente neste interim recebe-se o aviso te-
legraphicoO Princeza de Joinville vem entran-
do, o que causou grande satisfago.
o Temos relatado todo o occorrido e com o pra-
zer de nao regstrennos desgraga alguma em um
sraistro que poderia ter serias coosequencias e
encher de consternago e luto a muitas familias:
porem a Divina Providencia nos protegeu.
O paquete Princesa de Joinville encajhou
neste ancoradouro s6 horas da tarde.
o A's 8 horas da noite, depois de chegar o va-
por Princeza de Joinville, soubemos que o com-
mandante do dito vapor resolveu arribar para
dentro, por ter reconhecido a impossihilidade de
chegar a Santa Catharina. fazendo o vapor 5 ps
d'agua por hora. Esta resolugo foi tomada em
cooselho, assistindo os offlciaes do vapor, os pas-
sageiros, e ltimamente a praticagem da barra
teve a mesma opioio, declarando 03 machinis-
tas que, logo que augmentssse o mar, tinha de
augmentar consideravelmente a agua, invadira
as fornalhas, e, apagado o fogo, cessariam de
trabalhar sete bombas de esgotar, resultando dis-
so a infallibilidado de ir o vapor a pique.
O Protecco trouxe-nos datas de Porto-Alegro
at 30 de abril e do Rio Grande at 8 do cor-
rele.
A' carta que publicamos da primeira daquellas
cldades s temos de accrescentar as seguintes no-
ticias.
Tinham chegado da Europa em urna escuna
hanoveriaoa os cascos dos tres vapores encom-
mendados pela companhia Guahyba para a na-
vegaco do Rio Pardo, Taquary e S. Leopoldo.
No dia 15 do passado abriram-se as aulas da
escola militar, de que commandante o Sr. te-
nente-coronel Ernesto LassanceCunha.
A18 tere lugar perante a junta militar, presi-
dida pelo Sr. presidente da provincia, o julga-
mento do Sr. tenente-coronel Feliciano Jacintho
Dias, chefe do estado maior do commando supe-
rior de Santa Mara, aecusado de insubordinado
contra o seu respectivo chefe. O processo do con-
selho de disciplina foi annullado em parte por
irregularidades de que estiva cheio.
Grassava em Canguss urna doenga "epidmica
queapresentava todos os signaes caractersticos
da colerina, ma at ultima data nao tinha sido
mortfera.
L-se no Correio do Sul de 20 :
S. Exc. o Sr. presidente sabio hootem para
as bandas do Viamo, e parece que s regressa-
r amaoha noite.
Diz-se que o principal filo desta curta via-
gem visitar pessoalmente os trabalhos que por
ordem de S. Exc. esto em andamento, para ve-
rificar se o arreio do Sabo ser bastante copioso
para abastecer de agua potavel a cidade, de ma-
neira que pague a pena das despezss que seriara
mister para seu encanamento.
E' urna obra esta que o Sr. conselheiro Anlao
toma muito a peilo, e que o merece de faci, mas
mas que por aquello lado eremos que fruslar
completamente os boos desejos do Sr. conse-
lheiro.
a O Sr. general commandante das armas che-
gou hontem noite no vapor Cachoeira.
a Nao tiremos cartas nem neohuma noticia
directa, porm o regresso do Sr. general indica
que nao ha mais nada a temer por aquellas pa-
ragens
Antes assim mil vezes.
A mesma folha em 26 e 28 diz:
Escrevem-nos do Rio Pardo ter-se dado no
Passo Fundo um assassinato entre genro e sogro.
Pelo que nos dizem. aquello matou a este
com duas tremendas tacadas, e o motivo foram
duvidas por causa de um monjolo....
a Ora, agora como essas duvidas se deram
que nos nao explicara, porque o assassino surdo-
rouoo.
Dizera-nos da Urogaayane que meia legua
distante da villa fra assassinado o Sr. Florenti-
no Alves da Paixo, por um castelhano morador
as ras vizinhas
Nao nos dizem como ou por onde resultas-
se semelhante morte, nem como se baja dado o
eooflicto, porque o finado Florentino Alves era
um hornera bravo at ao arrojo, muito robusto e
desembarazado.
O assasslno evadio-se para alm do Qua-
raim logo depois do acontecimento. de maneira
que, quando acudi policia, tioha-se escapado.-
Reterem-oos um bem lamentavel caso, que ae
diz snecedido ao p do Mato Castelhano :
Urna mulher casada abandonara o marido
que mora pera as bandas do Passo Fundo ou Cruz
Alta, e viera dar comsigo no districto da Vacca-
na, termo de Santo Antonio da Patrulha.
o Um inspector de quarleiro prendeu-a, nao
sabemos se a requerimento da parte ou se espon-
tneamente, e logo aps entregou-a ao ultrajado
marido, que lhe viera no encalgo.
Conduzio-a este, e chegando s divisas do
municipio de Santo Antonio cora o do Passo Fud-
do quatro legoas longe da Laga Vermetha pou-
co mais ou menos, den aso sua vinganca, e de-
gollou brbaramente a misera.
a Ahi terminaram as informaces que temos ;
as da policia devem ser mais ampias, se, como
e de suppor, as autoridades da Lagda Ve'rmelha
houverem dado as providencias que esse funesto
evento reclama. >
Seguem na Uruguayanna as diligencias para
punigo dos barbaros homicidas do joven e infe-
liz Jes Alvos de Oliveira Coelho.
Tinha sido preso um ex-flel das capatazias da
alandega, cunhado de um dos iodigitados mata-
dores, e como elle outros cinco individuos, to-
dos suspeitos de terem coocorrido para aquella
morte.
A captura daquelle primeiro foi devida a urna
rigorosa busca, descobrindo-o afina! occullo n'um
forro falso, oode mal se houvera podido crer que'
podesse se conservar ura hornera.
Os principaes indiciados nao tinham sido
capturados ainda. e nem parece haver risco de
serem-o emquanlo ae achar na delegacia policial
o Sr. Codorniz que, segundo escrevem, tinha me-
do de bulir com elles.
Sao esses todava os dous sobre quem pesara
mais vehementes indicios de ser pessoalmeote os
assassinos.
Entretanto, dimittido o Sr. Codorniz, ainda
no dia 7 de abril exercia o emprego, gragas
ptima orgaoisago dos nossos correios.
Era todas as diligencias para a perseguigo
desse abomioavel crime, cabe urna parte espe-
cial ao Sr. inspector da alfaodega Sampaio, que
tem lomado a peito nao deixar impune esse atten-
tado horrivel.
Os pareles e amigos do desventurado Coelho
tem achado nelle o mais decidido apoio para re-
querer justiga.
Chegra ao Rio Grande, procedente de Monte-
video, o vapor Marquez de Cavias.
Vai continuar, diz o Diario, a sua antiga car-
reira para Porto-Alegre, por nao se ter consegui-
do a sua venda no Rio da Prata.
A Lei do Jaguaro d a seguiote nolicia.
Acaba de dar-se no districto doHerval um
facto filho do acaso, que custou a vida do profes-
sor publico daquelle districto, e um ferimento no
Sr. Joo Francisco Martins.
Ei-lo :
No dia 7 do corrente, das 6 para as 7 horas
da tarde, um soldado de policia daquella povoa-
go dirigio-se casa de negocio do Sr. Joo
Francisco Martins, a comprar alguns objectos, e
na occasio de irsalisfaze-los, teve de dar volta
em seu tirador para delle tirar o dinheiro, e a-
cootecendo cahir-lhe no chao urna das pistolas
que trazia, disparou : a bala varou a taboa do
mostrador, e fazendo recochete, foi em direcgo
do Sr. Joo Francisco Martins, que ficou ferido
em um brago. O Sr. proessor publico Jeronymo
Jos Rodrigues Chaves, que se schava sentado
por traz do Sr. Martins, foi mais infeliz, pois que
a bala, depois de atravessar o brago do Sr. Mar-
tios, foi-lhe direita ao rosto, o que deu em re-
sultado cabir logo sem vida.
Na mesma casa achavam-se varias pessoas,
que observavam lo fatal acontecimento, filho de'
um acaso.
O Sr. subdelegado daquelle districto dra
logo as providencias necessarias.
O soldado foi recolhido preso para o Arroio
Grande, onde se acha o seu regiment.
De Santa Catharina nao recebemos cartas nem
jornaes.
Tomaram hontem possedoscommandos :
Do brigue Maraoho, o Sr. capito tenente
Antonio Joaquim Ferreira Ramos;
Da corveta Imperial Marinheiro, o Sr. capito
tenente. Joaquim Rodrigues da Costa ;
Do vapor Beberibe. o Sr. capito de fragata
Francisco Cordeiro Torres e Alvim.
O Beberibe vai ser empregado em urna com-
misso scientiflea de grande importancia.
O brigue-barca Berenices deve sahir no dia
16 do corrente para urna commisso scientiflea,
de que em breve daremos noticia publicando as
respectivas instrueges.
Foi reformado no mesmo posto o Sr. primeiro
tenente Manoel Luiz da Silva Souto; e com o sol-
do por ioteiro, por contar mais de 20 annos de
servigo, o imperial marinheiro Constantino Ma-
noel.
Por decreto de 11 do corrente oi concedida a
demisso que pedio o Sr. segundo cirurgio Dr.
Francisco de Assis Negreiros Cistro.
Foi nomeado o almoxarife do hospital militar
de Pernambuco para escrivo das officinas do ar-
senal de marinha da mesma provincia, por troca
com Horacio de Gusmo Coelho.
do
deste o*rpo para a quinta companhia daqnelle.
Decreto de 8 de maio corrente.
Do Sr. capito do corpo da guarnigo da prov-
incia da Parahiba do Norte. Antonio Cabral de-
Mello Leoncio, pata asegunda companhia do eor-
Pk ? J0n*S*> o Maianho. Decreto de 22 d
aura undo.
rS?ar'fc!,iPa* d*corPde6mnicao doMa-
ranho Belarmino Correia da Silva Castanhola,
N^Vn^TV0^'0"18 d0 da Parahiba d
c Decret0 de 22 de ril Undo.
a *nente do crpo da guarnigo da pro-
vincia do Espirito Santo, Jos Ferreira deAzeve-
CadeDSrpa3u|ro COrPO(leBUara5(> ** pr0fin_
E a licenga concedida :
Ao Sr.-capito do segundo batalhao de arti-
Iharta a p. Albino Adolpho Barbosa de Almeida
seis meses com sold e etape. para tratar de su
saude nesta corte, oode se acha. ou em qualquer
outro lugar que mais lhe convenha.
-15
Entrou bootem de novo em 2.a discusso. no-
senado, a resolugo sobre a pretengo de Joa-
quim Jos Alves de Albuquerque, que cara em-
palada na sesso antecedente, e M approvado
um requerimenl0 de 8diaajento oBerecido pe,0.
Sr. Penna. afim de que se solicite informages
do governo sobre este assumpto.
Passaram em 3.a discusso duas resoluges au-
lonsaodoa concesso de cartas de naluralisaco
a diversos estrangeiros ; concedendo dous aouos
de licenga ao conselheiro Jos Carlos de Almeida
Arcas, e approvaodo a penso dada ao guarda
nacional Jos da Silva Guimares ; e em 1 e2 a
discusso as resoluges relativas ao pagamento
do pastor protestante Frederico Sawer Bronn e
approvando a aposentadoria do conselheiro An-
gelo Mooiz da Silva Ferraz.
Entrando depois em 1.a discusso a resolugo
approvaodo a aposentadoria do Dr. Luiz Ales
Leite de Oliveira Bello, oraram os Srs. Dantas
visconde de Maranguape, Souza Franco. Ferraz
viscoode de Jeqnitinhooha e Dias de Carvalho*.
O Sr. Souza Franco offereceu requerimento de
adiameoto, emquanto o governo nao mandasse
tetta a conta do vencimento que deve caber ao
aposentado ; mas nao havendo casa para votar-
se, ficou considerado prejudicado o adiamento
encerrada a 1.a discusso.
Cooliouou hootem na cmara dos deputados a
discusso do parecer sobre a eleigao da provincia
de Sota-Catharma. Oraram os Srs. Silveira de
Souza e Luz, ficando adiada a discusso
_.. 16
Foi hootem lido no senado, e mandado impri-
mir, o projecto de resposta filia do throno. e
ficou sobre a mesa um projecto de resolugo. of-
terecido pelo Sr- Dantas, sobre incompatibilida-
des dos senadores do imperio para o exereicio de
empregos amoviveis. Com a acta da sesso pu-
blicamos estes dous documentos.
Passaram em ." e2.a discusso, sem debate,
as resoluges da cmara dos deputados approvao-
do as aposentadorias coocedidas aos Srs. Luiz
Alves Leite de Oliveira Bello, Andr Cursino
Pinto Chtchorro da Gama, e Francisco Gongalves
Martins, e autorisando a concesso de cartas de
naturalisagao de cidado brasileiro aos subditos
portuguezes Antonio Jos de Azevedo. Manoel
da Costa Abreu, e Aotonio Jos da Cruz.
Entrando depois em 1.a discusso a resolugo
da mesma cmara que dispensa as leis de amor-
tisacao em favor de varias corporages religiosas
e de caridade, tanto di corte como de algumas
provincias, requereu o Sr. Jobim o adiamento-
afim de ser ouvida a commisso de fazenda so-
bre esta materia. Reconhecendo-3e porm que
j nao havia numero legal para volar-se, ficou
prejudicado o adiamento e encerrada a 1.a discos-*
sao da resolugo.
A cmara dos deputados elegeu hontem em
primeiro lugar as commissoes de cimaras muni-
cipaes, e assemblas provinciaes, e a de commer-
cio, industria e artes, recahindo a votagao da
primeira nos Srs. Nebias, Fernandes da Cunha. e-
Luiz Carlos ; da segunda nos Srs. Pedreira, Es-
peridiSo, e Junqueira ; e da terceira nos Srs.
Paulino de Souza, Sergio de Macedo, e Teixeira
Jnior.
Approvou em seguida, depois de orarem os
Srs. Costa Pinto, Furtado, e Fernandes da Cu-
nha, o parecer sobre a eleigao de Santa Cathari-
na, sendo reconhecidos deputados os Srs. Jesui-
no Lamego Costa e Francisco Carlos da Luz.
Entrou por fim era discusso o parecer sobre a
eleigao do Rio Grande do Norte. Orou o Sr. F.
Octaviano, ficando a discusso adiada.
17
Ho_otem nao houve sesso no senado nem na
cmara dos deputados por falta de numero legal.
Recebemos folhas e cartas de S. Paulo at 13
do corrente.
Nada havia occorrido de grande interesse na-
quella provincia.
A assembla provincial encerrou-se no dia S
sem ter votado as leis do orgamento municipal e
proviocial.
O Sr. conselheiro Antonio Jos Henriques de-
via entregar a administrago da provincia no dia
13 ao I." vice presidente, o Sr. conselheiro Ama-
ral Gurgel.
Da ordem do dia de hontem da repartigo
ajudante-general consta o seguinte:
As uomeages :
Do Sr. secundo cirurgio do corpo de saude,
Dr. Aotonio Francisco Leal, para Qcar no servigo
da guarnigo da corte ; sendo dispensado de se-
guir 'para a provincia de Matto Grosso, como
tora determinado na ordem do dia do exercito
n. 160.
Do Sr. doutor em medicina Antonio de Souza
Dantas, para segundo cirurgio do corpo de saude
do exercito. Decreto de 8 de maio corrente.
D j Sr. padre Luix de Souza Nogueira, para ca-
pello-alferes da repartigo ecclesiastica do exer-
cito. Decreto de 8 de maio sorrente.
A exonerago ;
Do Sr. tenente reformado do exercito Antonio
de Hollanda Cavalcanti, dos empregos que exer-
cia dequsrtel-meslre a agente da escola de tiro
do Campo Grande, come pedio.
As transferencias :
Dos Srs. capites do corpo de guarnigo de
Minas Geraes Raymundo Remigio de Mello, para
a quarta companhia do corpo de guarnigo do
Cear ; e Henrique Frederieo Benjamn Etur,
Foram nomeados :
Commendadores da ordem de S. Bento de
Aviz, o marecbal de campo Francisco Flix da
Fonseca Pereira Pinto, o chefe de esquadra Dio-
go Ignacio Tarares, e o chefe de diviso gradua-
do Jos Mara Ferreira ;
Cavalleiros da mesma ordem, os capites An-
tonio Jos da Costa, Antonio Eloy da Cunha o
Mello. Benedicto Marianno de Campos, Juo Pi-
nheiro Guedea, e Jos Lopes de Oliveira ;
Cavalleiros da ordem de Christo, Herculano
Eugenio de Sampaio, e os Revs. Domiciaoo Tei-
xeira de Campos, vigario collado da freguezia de
Queluz, e Jos Bonifacio Teixeira Campos, viga-
rio da freguezia de Suassuhy, ambos da provin-
cia de Minas.
Foram apresentados:
as cadeiras de cooegos da s de Marianna, os
dicono Fernando Marcellioo de Paula Pinhetro
e Joo Baptista Ferreira, os subdiacooos Jos
Ignacio de Faria Nogueira e Jos Amador dos
Santos;
O Revd. Antonio Jos de S Charem, na igre-
ja parochial do Senhor Bom Jezus de Sant'Anna
do Ribeiro dos Tocos;
O Revd. Jos Alve* da Cruz, na igreja paro-
chial de Nossa Senhorada Conceigo de Caraoe-
bs; r
O Revd. Antonio Joaquim da Silva Pato oa
igreja parochial de S. Sebastio do Alto, era Can-
lagallo;
O Revd. Antonio Domingues Valiengo, na igre-
ja parochial de S. Francisco de Paula de Cam-
pos ;
O Revd. Manoel Marques Monteiro, na igrej*
parochial de Nossa Senhora das Dores de Maca-
bu, todas na proviaola e bispado do Rio de Ja-
neiro ;
O Revd. Joo Pinto Carneiro, na igreja paro-
chial de Nossa Senhora do Rosario da Villa do
Espirito-Santo, na provincia do mesmo nome a
referido bispado;
Foi aceita a reouncia que fer o Revd. Antonio

.


m
m QBgai at
......

IA.RIO DI fE&lUUQQ^ SOBADO 1 0% JUMHO M 1M1,
Gomes Carneiro de canonicato. qu"oc;tf{)a na s
de M aria n na ; ,
Fot concedida a penao iti IHpOOO's D. Joa-
quina Ceetaoa da Ilotha Viuva Jos Joaquim da Rocha ;
Foi nomeado eni daVa de 15 do l*ftrwB<*> o rna-
jora corpo de engeuheiros Joio de Souza Mel-
lo e Alrin p.ara o lyjp0 direckgnae obra>.*J-
ve militares do it~*1 de n >rJer>. da corte,
d que foi na mesma data exonerado, roteo pe-
ira. c tunate-coronel do dito corpo Dr. Frau-
da Amoaio.Jlaposo, rcnUiunamio Me porem
mo tercelo em que se acha o cooselho naval.
*Nlo ministerio da marinha foi oomeada ama
commisso cranosla dosSf*. capito de mar e
gema Antosio Flix Correa de Mello, capito do
ocio da corte, Or. Jos Baotisia Liabas, audi-
tor ral da marinha, 1.a lente Sabino Eloy
Pessoa, secretario do onselho naal, eeemen-.
Jador Jos Joau da Cuaba Tclles, como proprie-
tario de navios, e Francisco Lopes Goiraares,
capito de navio do commercio ; afim de orga-
nizar uai projecto do cdigo disciplinar para a
tnarioha menanle nacin I.
18
O senado -approvou hontem em primeira dis-
cusso, sera debate, o parecer concedendo a i-
cenga pedida pelo Sr. senador Candido Baptista
Je Oliveira para ir Europa tratar de sua
naude.
Foi approvada en primeira discussao a reso-
lugo despensando as leis de amorrisaco a fa-
vor de diversas corporages religiosas e estabele-
cimentos pies da edrte e vanas provincias; e en-
trando lego em segunda discussao. oraram os
_Sr. Dantas, Peno*, Souza Hamos, Jobim e Dia
.de Carvalho, ficando adiada, a requerimenlo do
Sr. Peona, para irs commissoes oe fazeoda -e
legislaco.
Entrou depois em terceira discussao o projecto
notubinde a venda de escraves debarxo de pre-
gue e exposigu publica.
Tomaran) porte no debate os Srs. Silveira da
Mona e Carneiro de Campos, offerecendo o -pri-
aneiro destes $eniiores um aditamento para im-
pedir a separago as vendas dos conjures e
*eus Qlhos Nao havendo casa paca tuiar-se,
licou a disccsso encerrada.
A cmara dos deputados elege hontem em
rrimeirii lugar as commissoes de ios l cueca o pu-
blica, mu le publica, e a de eslalistica, cotonisa-
cao, caleehese e cmlisaco dos indios, recahindo
* votacao da primeira dos Srs. Cunta Figueiredo,
Silveira da Molla e Villela Tavares; da segunda
nos Srs firelas, Souza Meodes e Cyrillo ; e da
terceira uos Srs. Diogo Velho, Gasparino e
Fleury.
Approvou em seguida, depois de orar o Sr.
Bezerra Cav.lraoli, o parecer-sobre a eleico de
provincia do Rio-Grande do Norte, seno re-
conhecidos deputados os Srs. Amaro Carneiro
Bezerra Cavalcaoli e Gabriel Soares -Raposo da
acamara.
Entrou por fim em discussao o parecer sobre
a eleico do 4 districto da provincia do Rio de
Janeiro. Orou o S. Saldanha Maiiuho, ficando
duda a discussao.
t9
Hontem nao houve sesso no senado por falta
de numero legal.
Be S. Paule, Manoel Correa de Meaquita, para
o 6 balelMo de infamara ;
Do .oldao do 1 regiment do cavallaria II-
geira 4o*o Wenceslao Pe reir, para o 5* "beta-
Iho de infatitaria.
Remoces.Do Sr. capitao do corpo de enge-
uheiros Domingos Jos Rodrigues, da provincia
da l'arabyb. do Norte, ende ae cha em mo-
ai*ao, para esta corte ;
Do Sr.-f rurgtiio de corpo de aaiKle Dr. Jo-
a Augusto de Souaa Pitanga, de proviocM de
Mato-Gtusso para esta corte ;
Do Sr. capeli;iu-aleres d& repsrti;io eacleai-
a*tica do exerciio padre Francisco Rodrigues Ra-
malko, da provincia Jo Paran para esta corte.
Por decretos de 16 do cerreate (oras ue-
meados:
O Dr. Jos Ferraz de Oliveira, 2 cirurgtio do
oipooV. sauJe de armada ;
Jos Bernardioo Diqs Medrooho, para o lugar
de adjunto ao professor de desenlio da escola
de marinha;
Gldino deFreitas Btito, para o lugar de 2*
pharmaceutico do corpo de saude da armada:
Foram orneados por decretos de 18do cor-
rete :
Primerre scriptnrario do thesouro eaciontl,
o segundo dito Jos da OudIhi Valle ;
Segunde escriturarios, -os lerceiroe Christo-
vao Jos dos Santos Jnior, Joaqun Juato da
Silva. Jos Alves da Silv e Oliveira e Francisco
Anlouio de Lemos e Souza ;
Terceiros ditos, os quartos Nicolao Midosi, Au-
gusto de Oliveira Pinto, Jos Ferrcira Sampaio,
Vicente Mariano de Albuquerque Cav alean ti,
Juao Carvalho de Souza e Mello, Jos Ignacio
Ewerton de Almeida, Joo Fernandez Valdez e
Ignacio Vieira de Couto Soares.
-5 Por portarws ta mesma data foram no-
meados:
Quartos ditos, os praliranles Antonio Lopes
Peceguetro. Carlos ifiippolyto Ewerton de Al-
unv'.ja, Sebastiao da Rocba Fragoso, Apolioario
da Silva Torres, -Francisco Augusto de Almeida,
Leoncio Alves da Silva Penna e Pedro Soares de
Mello.
Praliranles, Antonio Carlos de Carvalho, An-
tonio Francisco da Nobrega, Caelano do Rosario
Maciel, Juaquim os de Souza e Almeida, (Es-
levao Jos de Souza Neiva, Laureolino Alves
famphiro e Joo Rodrigues Pereira da Cruz.
Por decretos da mesma dale -foiam no-
meados :
Chefe de secgao da thesouraria de fazenda da
provincia da Espirito-Santo, oofficial de mesma
thesouraiia.
Pnmeiro escripturario da alfandega das Ala-
goas, 0 2" dito Jos Candido Menteiro de Lima.
Foi aposentado na mesma data, no exmelo
lugar de guarda da 2a classe da alfandega da cor-
le, Antonio Gomes de Moura.
S2
O senado continuou hontem a occupjr-se com
a 1" oiscusso do projecto de resposta falla do
throno. O debate foi suscitado pelos Srs. Dantas,
Caneiro de Campos, Souza Franco, Manoel Feli-
zardo e 1). Manuel.
i
se
ti oaiin nTiii ni
rada por nao haver numero legal para se^ lo da mesma de nome Nicomedes Castro A
\^leTfinmento ^ a<,,amnl0 """erecido por -[.utoridade paHetot proceder iuvesligacoes e
le sennor. ImVsd prese diversos outros erapregados A-
Pelo p* da lioha do sul entrado hete re-
cebemos folhas de Montevideo at 16 He- cmate
e de Buenoe-Ayrea al 14.
As noticias to eflorece.*, la^r^.
Km Meate'tde. reunir-* no dia 5 deate tez
a Commieedo Pe
,epresee4o4a pelo
toque essiale
ministerio a le
OSr. Vel
cao da constitu
Mrwnie o dev
blla
A cmara dos deputaflos elegeu hontem em
pnmeiro lugar as commissoes de obras publicas
de agricultura, anuas e bosques, recahindo a
votacao da primeira nos Srs. Rodrigo Silva, C.
Wadureira e Bezerra Cavalcaoli ; u para a seguu-
H nos .Srs. Paula Fonseca, Augusto Chaves e
Tedro Moniz.
Omliouou depois a discussao do parecer sobre
o 4o districto da provincia do Rio de Janeiro.
Orou o Sr. Saldanha Marinho, .ficando adiada a
discussao.
20
Foram escolhidossenadores do imperio :
Pela provincia de Sergipe, o-Sr. barao de Ma-
Toim.
Pela provincia do Cear, o Sr. desembargador
Antonio Jos Machado.
Foi apresentado bispo de S. Paulo monsenhor
Sebasliao Piolo do Reg.
21 -
Comecou hontem no senado a primeira discus-
sao do projecto de resposta falla do throDo.
Oraram os Srs. Vasconcellos, Cansanso e D.
Manoel.
Terminou hontem na cmara dos deputados a
lei^o das comrois.des coro a de negocios ec-
lesisticos e a de exanie do thesouro. recahindo
i votacao desta nos Srs. Ribeire da Luz, Hon-
corvo e Bello, e daquella nos Srs. Villela Tava-
res, Siqueira Meodes e Pinto de Campos.
Continuou depois a discussao do parecer sobre
a eleo do 4 districto da provincia do Rio de
Jeneiro. Orou o Sr. Barbosa da Cunha, ficando
a discussao adiada.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discussao do parecer sobre o 4o distaicto da pro-
vincia do Rio de Janeiro. Orou o Sr. Barbosa
da Cunha, Ficando a discussao adiada.
Foi apresentado e lido o seguate projecto de
resposta falla do throno :
Sennor. A presenta de V. M. 'Imperial no
seio da representaco nacional para abrir pri-
meira sesso da actual legislatura, despertando as
esperangas da naco, fot saudada oom mmeoso
jubilo pela cmara dos deputados.
a Reodeodogrscas Divina Providencia, a c-
mara dos deputados coogratula-se com V. M. Im-
perial pelo estado de iraoqmllidade do imperio, e
nutre a profunda conviccao de que as provas de
bom senso e adhesao s insliiuicesoaciooaesque
tero dado os nosaos concidadaos nao sero jumis
desmentidas.
Oolorosa para a cmara dos deputados a
recordacao dos soffrimentos provenientes da mio-
gua da subsistencia sentida em alguos pontos do
imperio, e ruis religiosarrenle nosertao da pro-
vincia da Babia. Os soccorros, perm, com que
o governo de V. M. Imperial acudi aos povos
lagellados por essa calamidade, e os actos pelos
quaes se maoifestou enlao a caridade publica,
sero seropre recoroados como o teslemunho dos
senlimeutos elevados que aniuiam anacaoeo
governo de V. M. Imperial.
A Cmara dos deputados ouvio respeitosa-
mente de V. M. Imperial a declaraco de que em
.ente para lrUr da mocao
Vellae, indicando o direi-
- conniasio de chamar e
dos eje* da 4ataDi,iatMf|o.
u moceo na dispoei-
*mt* Cmmmisso Per-
*IPf* cufaprtm^io da*
leis conejeado pela da le fendamenlal do esta-
do, altribuindo nessa ocoeauo todos oe malee eaa
sados da repblica a nao se ter posto
*^w |'ivwifwA*VlIOlllllJrWi1I|,
as folhas que lemos vista nao encontramos
resultado final desta importante sesso.
Este fado porrm fooica que nao despido de
fundamento o boato que continuav* nroplaT-ee
de una inei(avel crise ministerial, ou pelo me-
nos da saluda do Sr, Azevedo da pasta de over-
no e retacos exterior**.
Na cmara dos deputados o Sr. Pagla havie
apresentado um projecto desannexando a Villa de
Rocha do departamento do Mildooado o elevan-
do-a categora de departamento especial.
3 goyerno havia igualmente lubmet'.idoi coo-
siderago das camaraa a creacAo de um registro
de estado civil dos habitante* que flearia a cargo
das juntas ecoeemieas administrativas dos depar-
tamentos (as nossaa-cameras municipeosl, onde
*e Dzefeemcom toda a ordera e reguUrid'ade para
produzir oa seus ffeitos todos os assentos relati-
vos aos nasciraentos, casamentos e ohitos.
A impreusa cootinea a reclamar pela lei de
arooysiia j sebmeltida a sala dos representantes
pelo governo ; taolo as folhas goveroistas oomo
opposiciooistas insistiam indislinctamente pela
soloco destaqueslo. A America pedia que ella
fosse decretada no dia nacional 25 de aiaio
A commissSo d6 fazenda do senado, encarrega-
da de dar o seu parecer sobre o projecto de refor-
mas da alfandega, ja saaccionado pela cmara dos
deputados, apresentou algumas pequenia inodi-
licarts oue punco alteram o alcance daquelle
projecto de lei, sobre o qual j (avernos occasio
de dizer algumas ligeicas palavras. Nesse parecer
encootraoios o seguidle tpico que interessa di-
rectamente ao imperio.
A commisso de fazenda estudou o projecto
de lei de alfandega que, iniciado pelo poder exe-
cutivo, foi saneciooado pela honrada cmara de
representantes com algumas alteracoes.
Possuidaa commisso das vaotagens que nos
Irar a diminuico de direitosba.-e do projecto__,
fez tambem nesse sentido de acrordo com o Sr!
ministro da fazenda algumas modiQcacoes que
cunsiderou iodisrteosaveis, sera que porro se pos-
sa dizer que ellas sejam de importancia, excep-
tuada urna nica sobre a qual discordaran] os seus
membros, relativa exportaco de gados pela
frooteira do Brasil, deque falla o art. 16 do pro-
jecto. r
A Repblica dando conta deste parecer diz
igualmente que o art. 16 citado, deu lugar a urna
viva discussao por nao haver conformidade de
ideas entre o ministro da fazenda e os membros
da comoiissae, nem sobre o modo de cobrar o di-
reilo. nem sobre a quantidade delles.
A respeito do p-rkneiro ponto accrescenta a
mesma folha que se chegre afinal a um accordo,
concordando-sc em que deve cobrar-se o direito
por cabeca de animal sem clsssificsco, deixan-
do-se est% para a tarifa de que trata o art. 32 do
projecto relativa aos productos de exportaco.
Quanto porm ao segundo ponto divide-se o pa-
recer, opinando um Jos membros em voto sepa-
rad que o direito stfja de quatro reaes, e a molo-
na da commisso de oito reaes (800 rs. de uossa
moeda).
A 11 do corrente tiveram lugar os funeraes do
ex-presidente da repblica Cabriel Pereira, de-
cretados pela assembli geral.
0 ministro de relaces exteriores havia apre-
sentado s cmaras o seu relatorio.
Com rclaco ao imperio lm-se nesss peca os
seguintes trechos :
Apezar da verdade destasconsidera;5es (con-
stderacoes relativas cordialidade que se devem
cultivar com as nacea estraogeiras em geral) nao
pode duvidar-se lo pouco da conveniencia e ne-
c.essidade recoohecida pelo presidente em sua
meosagem de nos ligarmosaos estados de origero
commum por muio de tratados qHe sirvam para
estrellar oa vnculos que devem unir-nos.
Entretanto mui poucas, quasi neohuma sao
Foram noroeados:
Desembargador d relaco de Pcrnambuco, o
juiz de direito Anselmo Francisco Peretti;
Juiz municipal e de orpha-os do termo de Ba-
lataes. na provincia de S. Paulo, o bacharel An-
tonio Rodrigues do Prado ;
Foram removidos a seu pedido:
O juiz de direito da capital da Parahiba do
IVorte, Francisco de Assis Pereira Rocha, para a
vara especial do commercio de Perusmbuco ;
O juiz municipal e de orphos Tilo di Silva
tachado, dos termos reunidos de Linhares, San-
za-Cruz e Nova Almeida, na provincia do Es-
pirito-Santo, para o de Itabayana, na de Ser-
ipe.
Foi concedida ao bacharel Innocencio Pinheiro
Cordeiro a deruisso que pedio do lugar de juiz
municipal e de orphos dos termos de Maca-
p e Marzago, na provincia do Para.
Foi designado o escrivode orphos dos termos
de Taparo e Cayr, da proviocia da Behia, Joo
Victorino da Co.Ua, para servir de escrivo de au-
*entes dos referidos termos.
Tiveram merc
Jos Manoel Machado de Araujo Jnior, da
serventa vitalicia do officio de escrivo des fei-
tos d fazenda de Sergipe ;
Jos Joaquim Cardoso de Figueiredo. da ser-
ventia vitalicia dos oUicios de primeiro tabel-
Jiao e escrivo do civel, crime, orphos, residuos
ecapelles da capital do Amazonas.
Foram romeados:
O tenente- coronel Leopoldino Lino de Faria,
pan chefe do eslado-maior do commaodo supe-
rior da guarda nacional da capital da provincia
O lenenle-corooel da antiga guarda nacional
ja provincia do Rio de Janeiro, Manoel Felis-
berlo Pereira da Silva, para ebefe do eetado-
maior da guarda-nacional de S. Fidelis, oa dita
provincia ;
Teve passagero nomesmo posto o roajor Fran-
cisco de Paula Pereira de Andrade do batalho
a. 12 da guarda nacional da provincia do Rio
le Janeiro para o de n. 20 da mesma guarda.
A ordem do dia n. 259 de 18 do corrente pu-
4>lica oseguiote :
NoiiHacoes.Do Sr. major do corpo de enge-
nbeiros Joo de Souza Mello e Alvim. pan exer-
cer o emprego de direclor das obras civis e mili-
tare* do arsenal de manoha da corte ;
Do Sr. capito do corpo de eslado-maior de 2
lasse Diogo Garrez Palha, para commaodar as
bateras da fortaleza de Santa-Cruz desta corte ;
Do Sr. alteres do 4" batalho de infaotar'ia,
Joao Luiz Cavalcante cha, para secretario do
meemo batalho ;
Do Sr- capetlo alteres da repartico eccleaias-
tica paire Luiz de Souza Nogueira, para ir ser-
vir na provincia do Paran ;
Dos Srs. padres Joao Luiz Xavier Brandan, Cas-
siano Conolano Colonia e Pi Joaquim Marques
pan capellaes-alferes da repartico ecclesiasUca
do exercito, devendo o ultimo flear servindo na
provincia de Goyaz, onde se acha-
Do Sr. Bernardo Olympid Paes de Souza, para
pbarmaceuuco do-corpo de saude do exor-
dio.
xonera.-_Do Sr. tenente-coronel do cor-
po de engenheiroe Francisco Antonio Raposo, do
emprego de director das obras civis e militares
do arsenal de marinha da curie, a pedido seu.
Aviso do ministerio da marinha de 4 de mai
trrenle ;
Do Sr. I* tenente do corpo de engenkeiros
Antonio da Cesta Barro* Velloso, do exercicio
de repetidor interino da Ia cadeira do 2o anno
da escola militar;
Transferencias Do Sr. tenente do segando
baulbo de infantera Luiz Marns de Carvalho,
-para o corpo de guarnirlo de Minas-Geraes ;
Do Sr. tenente do corpo de guaraico de Mines-
Geraes Jos Casiano da Silva, para o segundo
baislhao d in(,nlwi;
D Sr. 2" cadete da compeobia de caraUawa
i nossas relaces uiler,nacionaes, oeohuma altera- as relaces que raantemos com es | cao sobreveio, e confia que tgoverno de V. M. meio da* difliculdadea com que lutara quasi lodas
i Imperial proseguir no empenho de-cultivar es- as repblicas de lingua hespaohola.
sas relaces de accordo com os progressos da ci- i Apenas encontrareis nos annexos as notas
v ilisaco e interesses do Imperio. ; congratulatorias que o governo dirigi aos Argn-
Acredita a cmara dos deputados que na con-, Unos por motivo da uoio de Bueoos-Ayres ao
veucao consularcelebrada rom S. M.o Imperador resto da republica.
dos Fraucezes, cujas ralilica^es foram trocadas Nossas relaces cora o imperio do Brasil ten-
em 9 de margo ultimo, assim como a conven- dem a tornar-se" mais cordiaes cada dia e despi-
^V'8"'1 oalureza assiguada oesta corte era das, por um consentimento explcito, de lodas as
6 de Janeiro do anno correte, enlre o imperio Causas de irniago e desconfianza reciproca,
e a coofederacao suissa, tero sido resolvidas as As difliculdades suscitadas em razo do tra-
quesles que se suscitavaru acerca das aitribui- tauo de permuta esto aplainadas. O governo bra-
coes dos agentes destas potencias, doude nasciam sileiro, abandonando a idea da permuta, dirigio-
requentes conniclos com as i/utoridades territo- se ao da repblica para que se expecam as or-
rl8PS- dens convenientes afim de entrar na*posseres-
Compraz-so a cmara dos deputados de sa- pectiva dos terrenos que deviam permutar-se
ber que se concluir a negociado do tratado de O governo para melhor resolver pedio docu-
limiies e navega^o fluvial cora a republica de mritos sonre certo precedentes aos cheles poli-
Venezuella, cujas racliliMCoes foram trocadas em lieos do Salto e Taquaremb : nao se havendo po-
dl de julho do anno passado ; e espera que des- rm oblido por umerro os dados relativos ao de-
la importante nepociago resultem decididas van- parlamento de Taquaremb, tiveram de repetir-se
itagens para as duss naces e para o commercio as ordens. Nenbuma nova difficuldade a este res-
era geral. peilo pode mais apparecer.
o A cmara dos deputados concorrer quanto Encontrareis nao obstante nos annexos mui-
puder com o governo de V. M Imperial para ; tas notas da legaco brasileira que pareceriam ..
satiiazer a necessidade de melhorar o systema calculadas pelo desejo de manter vivas celtas pre- i meios desta nalu
administrativo das provincias e a posicao de seus veo?oes ; mas se reparardes as datas notrois a Os reo- nao
icav'am preses diversos outros erapregados do
armazem onde se havia dado o roubo.
Seb o Utofc de organieaco da /ronteira, diz
RepM&lica: ^uairo sio os projecto que com o
Om de organisara populaco e introduzir o espi-
tUo naci*M< na frooteira coft o Brasil se ten
aSresentajlo ultmamente na enmara de represen-
tantes':
1*. sabr esoolag publicas*e gratuitas, pelo Sr.
Diogo; 2, auloiiaando a venda das ierras de
Qtiaraim, pelo Sr. Alvarez; M, dando ao go-
verno autorlaaco pera que depois de ssedidas a
repblica possa destribuir as trras ds proprieda-
de publica enlre ss familias nscionaes para que
ss povoem denles de um praao peremptorio; 4*,
um projecto do-aansmo genero que o 8* em rels-
cae s propriedades publicas nos deparlamentos
d Salto, Taquaremb, <:erro Largo eHaldona.-
do, com o mesmo fim de evitar a extiuceo na
frooteira da nacionalidade Oriental. .
Havia fallecido o padre Miguel Ramos.
De Buenos-Ayres a noticia de mais importan-
cia a do pedido de demisso do ministro da fa-
zenda o Sr. Rieslrs. Oizia-ae que seria substitui-
do pelo Sr. Saavedra.
Corra igualmente o boato que o Sr. Buscben-
tal havia sido encarregado particularmente pelo
governo de Buenos-Ayres de promover com o
governo nacional um arranjo amigavel que po-
nha fim is differeoeas suscitadas pela nao acei-
tagao dos depuUdos portenhos.
Esta noticia nao nos parece ter fundamento.
Os trabalhos do poco arteziano hiam-se adan-
lando.
O commercio reclamara o coocerlo do molhe
da alfandega que se achara em misero estado.
O vapor Primei Argentino havia albaroado com
o Meneg soffrendo grandes avahas, o que dava
lugar a ama discussao um pouco crespa pela im-
prensa entre as compendias.
Do Pacana e das outras provincias da confede-
rarlo haviam noticias modernas em Buenos-
Ayres.
Na capital nada havia occorrido de notavel.
Em Entre llios a legislado provincial havia
saneciooado a aulorisa>;o dada ao gorernador da
provincia o Sr. general Urquiza, para crear um
banco de descoolos, depsitos e hypothecas com
emisso ; assim como para conlrahir um emprs-
tito centro ou fra da proviocia de um milho
de pesos em onr.as de ouro, para a fundacao do
mesmo banco
De Mendoza as noticias continuara a ser tris-
tes, como se v da carta seguinte que resume o
que ha mais notavel.
A oiigem ou causa principal do terremoto
de 20 de margo haver-so aberlo um vulco no
Cerro Bayo, distante quatro leguas da cidade om
linha recta ao oeste.
O facto est veriGcado, pois varias pessoas
foram fazer um recoohecimento levadas pelo fu-
mo e chammas que se vism de noite naquelle
rumo, assim como pelacioza e lava volcania que
cobrem urna grande exlenso de Ierras, iicando
conhecido que existe um volco em corobusto
ne Cerro Bayo.
Como is erupees do volco nao teem ces-
sado desde o da do terremoto, to pouco cessam
os tremores, nem cessaro omquauto durar i
combusto do volco.
Do Paraguay as noticias vo al 4 do corrente ;
o Semanario oceupa-se em um estirado artigo
da subscripeo feita em favor de Mendoza, e cuja
somma o governo acabava de remeller ao da
Coofederacao.
Do Pacifico as folhas de Montevideo do noti-
cias at 12 de abril, adiantando dous das s que
aqu linhamos.
A questo presidencial do Chile anda nao es-
tava decidida.
O presidente daquella Republica havia afioal
decretado a amnista tan desejada dos emigrados.
Ficavam efleclivamele terminadas as desaven-
gas entre o Per e a Republica do Equador, se-
gundo as parlicipagoes de seus respectivos go-
vernos ao corpo diplomtico.
Os dous candidatos mais fortes que se apre-
sentavam presideucia da Bolivia eram o gene-
ral Acha, apoiado pelo exercito. e o coronel
Morales apoiado por diversos departamentos.
A convenci desta Republica devia em breve
reunir-se : dizia-se que o ex-presidenie Linares,
que se acha fra, mandara upresenlar peranle
elli um manifest de aecusago contra os seus
amigos ministros.
Temos datas de Porto-Alegre at 15 e do Rio-
Grande at 18do rorrele.
Na caria do nosso correspondente da primeira
daquellas cidades acharo os leilorea narudu
minuciosamente as priocipaes occorreocias que
se deram na proviocia de S. Pedro depois da sa-
bida do vapor ProtecQao.
A Ordem em datas de 7 e 9 d as seguintes no-
ticias :
O Sr. Dr. juiz de direito da comarca de Rio-
Pardo, que felizmente est hojecom licenga, pas-
sou a junsdicgo ao Sr. teoenie-coronel Joaquim
Manuel da As.sumpgo Vianua, 3o aupplenie do
juiz municipal de Rio-Pardo. Este senhor se-
guio para a Cachoeira, atim de presidir a sesso
do jury dessa cidade que tiuha de julgar os as-
sassinos do infeliz Fontoura. Chegando squelle
tribunal, ao abrir as urnas que coutioham o no-
me dos cidados que deviam corapor o mesmo
jury e tambem a supplementar, vio com espanto
que ellas continham cdulas de duas hitlas e
duas cores differentes, islo azues e brancas l
Consta-nos que o Sr. teneote-corooel As-
sumpgo oQiciou logo a presidencia dando conta
do facto, e estigmatisando lo revoltaute proce-
dimenlo.
Nos nao commentamos esse escndalo : s
diremos que elle virgem nos annaea do jury
de uossa provincia, e quo nem as '
da ordem terceira Lope, o Sr. Antonio Goncalves,, fQrc. sufnrIpnl(, ,.. ,. .
vigario do culto da mesnja ordem. e*nis al-' iia^3i.T*" convenientemen-
gumaa pessoas. Grabas sua diljgeoels, repa- I &*S%!5ltuT^"'- V\tm t0"
rou-se o telhade hootem mesmo, paa evlUr forc. n,,^.^^ ^n,,na ,e faSSo'com
maior damno da chura ; mas nao ser talvez ^S-" ,PZ'*^08 ** pe"
com um cont de rt. que, so repare a ruin. quets^o'KKtes doscorpja firK'csm'USte!
soTreu o templo.
Dd Jaguaro notasen ao Otario do Rio-Gran-
de ter ali fallid* fiema commetcial SaJvsdor
Rubira 4 C
De Santa GathMM|, cujss Utaa alcancen s 20
ao conente, nadn Unos que noticiar.
_ 24
LontioHou hontem no senado a primeira dis-
cussao do projerto de reapoate lU do roo i -.'.i ^8 "P""'*" Pte da tabella
..Eallaram os Sr^ Ferro? Trrei Psnu.1 Jo-'! ^'aL".^ ***#* dediS-
tffllaram os Sra. Perras. Ferreiaa Peoua e Jo-
im, ficando a mesma ducusse encerrada por
nao haver casa.
cadencia pedido de cartuinase, bandnrsa al
o; que ss Sra. com mandan tes das armas e
mau auiondndns a quen compeUr deem pacte
sosalmente a esta secretarte, de estado de to-
oosos exerclcios que tiverem feilo os cornos da
,e*B*cl'T arriieso no mez anteesdent%,_
ciDcando o numero e a qnalidade desses ejerci-
cios, e fassndo scompmhar esss parte da tabella
lancia Oo.trf.dor ae alvo, do numero total do*
tiros, o dos flue aceriaram no mesmo alvo : fi-
nalmente, que os corpos da arma de cavallaria
lacio esses exercicios a p.
te adiada do ~parec"e7sobre aTeicaTdo Mundo I n,* ^"* mesmoi(Ex,n- ministro declarar,
districto da provincia do Cear. Desois al nr P conhecimento das autoridades competentes,
i que os engajaneotos das pragas de pret de cor-
pos estacionados em urnas provincias, para con-
A cmara dos deputados tratou hoalem da par-
rem os Srs J. de Alencar.EpamiBoodas, Zacha-
nas. Jaguaribe, Paranagp e Carvalho Reis, foi
approvada urna emenda do primeiro destes se-
iinores propondo que se dsse assento ao Sr. Ja-
guaribe.
Em seguida entrou em discussao o parecer so-
bre o quarto districto de Pernambuco. Depois
de algumas observages, offereceu o Sr. Pereira
tinuaeen servir em corpos existentes em outras,.
nao devero ler lugar sem autoiisago do gover-
no imperial, por isso que equivalen eges enga-
jamentos a transferencias de urnas para outras
provincia* das precie a quera se coucedem : o
que, segundo o art. IOS do regubmemo appro-
da Silva nm requerimento de adiamento.'que n : Inn" fe**rfl* n *>*" de 27 de lo
foi votado por nao haver numero leaal. 11. 5P Dassado da privativa compeien-
_________ 6 ca do mesmo governo.
Recebemos pelo Saintonge, entrado hontem I e dos portea do Rio da Prata. folhas que adiaotam D0 Sr f in.mH
poucos das s dalas trazidas pelo Apa alcancan- i **? % } lenjentd corpo de engeuheiros Gli-
do at 18 do correle as de MoVe.tdo at 16 %\n EudoX/.de Aim"* omm- Pa ajudan-
de Buenos-Ayres, e at 13 as do Paran', r e.Denhro. liscal *<> governo na estrada de
Nada importante km* occorrido'i^ ^Y^^mt^ .^^^T^^^-
as
Nada importante havia occorrido durante
pequeo nlervallo naquelles paizes.
Em Montevideo havia passado no senado o pa-
recer da commisso de fazenda sobre o projecto
da reforma da alfandega. com as alleragoes nelle
.presentadas ; devendo em consequeacia rollar
a cimara dos depotados para ser reconsiderado,
suppunha-se entretanto que a* alteragoes feitas
pelo senado nao seriam aceitas pela sa'la dos re-
presentantes, o quedara lugar fuso das duas
cmaras em assembls geral para a discussao e
volagao definitiva do referido projecto.
Sobre a sesso da commisso permanente re-
lativa a raogao do Sr. Vellasco em sustentagao
d doutnoa que j expendemos, nada adiantam
as folhas que temos avista.
A Prensa Oriental aprsenla seus temores de
que a lei da amnista anda nao enlre em discus-
sao as cmaras deste anno, apezar da recom-
mendacao da meosagem do presidente da rep-
blica e das uterpellagdes da imprensa dirigidas
assembla sobre a demora deste assumpto.
Faltando um mez apenas de legislatura, acre-
dttava-se iguslmente que teriam a mesma sorte
muitos outros projectos a que se ligava graode
importancia.
As folhas publicara um decreto datado de 10
do correte, pelo qual foi creada urna nova com-
misso encarregada da classiflcago das viuvas
de militares que nao se apresentiram em lempo
a reclamar os seus direitos perante commisso
nastZTK^de'oI^
estejam em algum paiz de Mermar q Anton^T.*9",50'*' d "S?^ ?rtue-
AfSubscripgao removida pelo governo oriental J reu TZnoUft3i' *""* '" C'U
em favor de Meodoza. e j remettida ao gover- Tratnii m i ,h Z\ a-
no argentino, elevou-se a 10 000 oesos de nr.ta ?ra.tou-se em seguida da 3/ discussao da re-
oucer^deo^SWlOdenosTrnoeda P i gISU"VsS ^'"h^'V W
Em Buenos-Ayres carainha-se cora-ps de nrS^rti.^n, '" bira de Munba
chumbo, segundo a phrase da Tribuna oara a a ? adiaroento para ser o projecto remeiti-
1 do commisso deconatiiuigo. e lomaram par-
te no debate que a este respeito se suscitou os
Srs. < isconde de Jequilinhonha, Souza Franco o
Miranda. VeriFicando-se, porm. nao haver nu-
mero para votar-se, Qcou prejudicado o adia-
mento. sendo em seguida encerrada a discussao
da resoluco.
gao do ministerio dos negocios da agricultura
j commercio e obras publicas.
Do Sr. alteres do batalho de deposito D. Faus-
tino Jos da Silveira, para secretario do mesmo
batalho,
E a exooerago do Sr. alteres do t regiment
de cavallaria ligeira Joaquim Jos de Oliveira
Lobo, do exercicio de ajudante d'ordens do cora-
mando das armas da provincia do Amazonas,
devendo recolher-se ao dito regiment.
25
O senado approvou hontem em 1/ discussao a
resposla falla do throno, assim como a resolu-
gao dispensando as leis de amortizaco a favor de
seminario episcopal da cidade de S. Paulo e de
diversas corporages religiosas ; e entrando logo
esta resolugo em 2." discu3so, venceu-se o
seu adiamento, depois de algumas observages
dos Srs. Candido Borges e Penna, para serern ou-
vidas as commissoes de fazeoda e legislago.
Entrando em 1.a discussao a resolugo dispen-
sando o capito Francisco do Reg Barros Falco
de um descont que no thesouro nacional se est
fazeodo no seu sold, foi rejeitada, lendo o Sr.
vuconde de Jequilinhonha orado contra.
Pasiaram em Ia e 2.a discussao as resoluces
approvando a aposentador'!, do Sr. baro de Coti-
gipe, e relativa penso concedida viura e fi-
lhas do coronel Francisco Vctor de Albuquerque
Mello ; e em 3.a discussao as resoluges sobre
pretenco do pastor protestante de Nova-Fribur-
go; aposeoladorias dos Srs. conselheiro Angelo
pocas de
maior effervescia e odiosidade se lancou mo de
eza para qualquertim.
puderam ser julgados, porque,
LKkTi rfeUfD^ninHri0|S A V^T? ***** com pr.zer que cada"dia gaoh, terreno a idea do segundo no. dTz^^o" pr^m^or^Tb^^VeTerT
c\uS.L t T.Ltt ,e.,f,aao __*___ >!> re" d";el10 e a oderasao que oeve ser sua insepar3- um orazo de 20 ou k L* J. ^TJ.fll"
cruiameulo e a justica militar, nao olvidar que vel compaoheira.
. nao olvidar que
a armada carece de urna lei de promogo mais A legaco brasileira acreditada junto do go-
confurme aoque exige o servico naval. verno da republica pareceu pretender que seus
Solicita pelo bem do paiz, a cmara dos de- nacionaes estejim iseutos das eventualidades a
putados far ludo que possivel fr para promo- que esto sujeitos em qualquer paiz novo todos
ver os meios de communicago, a acquisicSo de os horaens que vvem afastados da sociedade, e
Dragos ufis, o ensaio da agricultura, e quanto sem mais garantas s vezes do que as que elles
liver por fim alimentar esta principal fonte da : mesmos podem presiar-se.
A autoridade em taes casos nao s impo-
tente para impedir certos delictos, seno que en-
contr difliculdades al para castiga-los devida-
mente, alientas asiroperfeiges naluralissimas de
toda a sociedade nova que se est recem-organi-
sando.
nossa riqueza. Nao havendo cessado as causas
que teem determinado o decrescimeoto das ren-
das publicas, a cmara comprehende com V. M.
Imperial que a mais severa economa dos di-
nheiros pblicos indispensavel para o equili-
brio da receita com a despeza, e para manuten-
gao do crediio nacional.
Entretanlo o Brasil que nao lera tido por for-
<-.______i j j .... vwuiu u uiign uu: nao ihih iiuo uor ior-
nl.,PH r DecfSS,d8de da b"a admi- luna sua as nosss causas de airazo. o Brasil que
mESE tdH. ESE-' "TT df. deputados g?" de!de muils "* de urna paz inallera^el,
enrarrta.in. S e^a.0-t80r1ledaqMelles q o "4 a este respeito mais adianudo do que a
encarreeados de riisirihm- a <-. A.v-nH.,.<><. .. r,..,i.i, ,.a
encarregados de distribui-la, collocand-os a
par de sua elevada misso.
Da fiel observancia das leis e do desenvol-
do Brasil
dl.i. "" r.qUeZa pUb'Ca .cJerlameDle nuilo emdoze annosde7erma"nenl:u'nq^eria"egaco
republie
Nosso ex-ministro plenipotenciario na corte
' 'o Sr. Andrs Llamas) lamentava que
2-^-! a aT' a Prosper,dae o imperio, ao houvesse logrado conseguir o castigo >m
f,,Va = w P e' _* alvoAcoosianl dos es- s crime dos muitos de que tioham sido victimas
.HiLdlcaar_'?1 deputados, auxiliada pelo durante essa poca os cidados Orientaes resi-
pairiolismo dos Brazileiros. Legitima expressa
de voto nacional, a cmara prestar o seu leal
concuo ao gorerno de V. M. Imperial para
que a ordem constitucional se firme cada vez
mais com atisfago de lodos os grande interes-
ses ; e o Brazil.
denles no Brssil. Nos annexos encontrareis urna
extensa relaco de reclamaces pendentes, e essa
relaeao tem anda que completar-se com tactos
acontecidos posteriormente.
Convencendo-se os estadistas brasileiros, o
guiado pela sabedona de V. M. que creio queja se d, que nao devem exigir de
oZ ^ eminente ouX? / T r^? ** e0*' I ^ QUe Da Pdem dat nos- ^5ree' um
n.rfie. R a l l L desTlmado enle "mo"0 Pe/manenle de irritago e milquerenca.
iJandeirTf; MMIn VVH^EXT J C- A rMpeil das 0utrs n,6 nada d'2 'f'-
ello.-J. ||. Pereira da Sil*.. no que interesse. Apenas se v que a questo
. com a Franga e a Inglaterra relativa a prejuizos
rr decrete de .7 de correte foi nomeado di- de guerra nao deu um passo,achaudo-se as cuu-
sas no mesmo slatu quo.
A peiigo reclamando a revogago do. decreto
rector geral dos indios da provincia do Espirito-
Santo, o Sr. coronel Joo Nepomocerw Gomes
Bittenctiurt.
0 chefe de seceo da thesouraria do Espirito-
Santo nomeado por decreto de 18 do corrente
de que trata a Gaxetilha de hontem, o officia!
da mesma thesouraria Faustino Antonio Sepe-
-28
HoDtem nao houve sesso no senado por falta
de numero legal.
A caara dos depotados approrou hontem, de-
pois de orar o Sr. t. Octaviano, o parecer da com-
misso sobre a elelgo do 4a districto da provin-
cia do Rio de Janeiro, sendo reconhecidos depu-
dos os Srs Jos Joaquim de Lima e Silva Sobri-
nno Francisco de Salles Torres-Homem e conde
de Baependy.
Entrn depois em discussao o parecer sobre a
elcigae do 2 districto da provincia do Cear, oa
pane adiada em urna das leude* preparatoria a
respeito do teroeiro deputado peto meamo dis-
revogagao .
que prohibir a entrada dos jesutas no territorio
Oriental nao havia sido anda resohida. \Pren-
ta Oriental e o Pueblo combatem-a com todas
as torgas disculindo-a palavra por patarra ; a Re-
publica e a Constituico, porm, cussam reli-
giosa trava-sede novo na arena da imprensa.
O Salteno, jornal do Salto (territorio Oriental),
. aineale resPei. u.ue a peligo assigoada por
1,240 senhores que formam a maioria das assig-
naturas, e tira disto argumento contra a torga da
petico. Segundo e toridade competente em materia de religiao pela
facilidade com que as levam oa seus confesaores,
e pela coofianga que em geral depositan) pelles.
Deixamos o argumento apreciajio dos leijores,
fazeodo-lhes apenas notar que a questo hia-se
desencadeando dos seos verdadeiroa limite, e as-
umiodo um carcter improprio e offeosivo dos
bros do aexo femioino, cojo poder sobre as mas-
sas nao de certo pequeo em parte alguna do
mundo e sobretudo as resides do Prata.
Essa folba noticia igualmente um roubo que
:KhWl$0!.d.YlfB"V obf,t;,ac*". "o* s. fr* descoserlo oa affandegV'daq'udleTeparU-
SUMMe I. de Aleo*-, flcou discui,o eqcer- melo, dei.ppareceudo uem occMii o epprt-
prazo de 20 ou 30 das para juntar au proces-
so novas provas .
Tendo noticiado presidencia Francisco Paim
de Andrade e outros moradores de Nossa Senhora
da Vaccaria a descoberla de um caminho que
evita o perigosissimo passo do Rio das Anta, e
logo abaixo desle, indo sahir no campo dos Ilhos
em Cima da Serra, encarregou ella ao digno Sr.
capito Arruda de ir verificar a exaclido dessa*
informages. e se con vera abandonar o aoiigo
passo e empreheoder melhoraroentos no caminho
proposlo. A presidencia maodou igualmente
examinar qual a melhor direcgo que convm
dar a estrada que da Lagoa Verraelha, Vaccaria
e outras povoagoes segu para a capital, procu-
rando quanto seja possivel o valle doTaquary
al o poolo em que chegue a navegaco fraoc.
do mesmo.
a Estes melhoramentos sao de incontestavel
ultilidade para os differentes pontos a que se re-
feren), e a presidencia mandando-os esludar
mostra o inleresse que toma pela proviocia que
administra .
Sob o titulo Tormenta diz o Correio do Sul
de 1 .-
0 Jfau nao deve ter sido feliz na sua via-
gom hootem. Mal teria ellealcaogado as Pedras
Brancas quandocahio um tufo, que por momen-
tos sacudi a cidade como se quizesse-a arrancar
pelas bases.
O vendaval acabou suffocado por urna copiosa
chuva : porm de sbito, no meie do temporal
sem trovoada algums, desprendeu-se um raio,
que cahio sobre a igreja das Dores e que fez ali
coasideravel estrago.
Rasgou e lelo pela cumieira da capella-mr
arrebentando quasi todo o forro, e a base de urna
das columnas do aliar : correu ao nicho de Nossa
.-enhora das Dores, que fez em rail pedagoe, res-
peitaudo a imagen, que apenas leve o manto
queimado na orla inferior ; arremecou ao meio
da igreja o Santo Crucificado da banqueta, dei-
xando-o todava iotacto, apezar de haver quebra-
do a exlremidade de um dos bragos da cruz, e
amolgado um pouco o resplandor dourado ; en-
trou no sacrario, que despedegou como o nirho,
deixando a sagrada smbula achatada e quasi in-
forme, porm tambem intactas urna hostia e tres
partculas que se achavam dentro; denegri
quasi'de todo os frisos e douradosdo altar-rar
e nao obstante, deixou tambem inclume a ina-
gem do Senhor Bom-Jesus do Calvario que se
achava nelle.
Por baixo do altar de S. Jos esbroou o re-
boque em zig-zag en dous diversos lugares, Ta-
chando a parede al aoim. no arco, muito pr-
ximo i imagen do Santo, e queimando, ae bem
que pouco, a cortina que cobre o altar pela parte
de cima.
Foi tambem ao coro e esfaxiou-o sa diffe-
rentes lugares, estragando o orgio.
< No instante meamo de acontecer o desasir,
comparecern na igreja o reverendo parocho da
Ireguezia, o ,Sr. padre Piowi, o Sr. proredot
solugao das grandes questoos que mantera anda
em problema a uoio dos povos argentinos sob
o amparo de urna lei commum.
Na opioio anda da mesma folha. orgo semi-
offlcial do governo e interprete genuino do par-
tido localista da provincia, emqusnto nao chega a
resposla do governo nacional, nota do de Bue-
nos-Ayres, em que este Ihe pede que considere
o acto do roogresso que rechassou os deputados
porlenhes, a provincia nao poder definir a sua
situago. assumindo urna poltica decisiva.
Por outro lado, a linguagem dos orgos mais
fiis do general Urquiza, ae quem decididamente
depende a solugo dessas questoes. nada deixa
entrever de positivo sobre o seu resultado final.
Segundo uos, o goveroador de Entre-Ros espe-
ra pelos acontecimentos para decidir-se ; segun-
do outros, esta deciso est tomada, e qual-
quer que seja a face que apresentarem os suc-
cessos, Buenos-Ayres ser decididamente rechas-
ido do s.-io Sa confederarse
Esta ultima opioio nao se combina com os
esfercos que fez o mesmo general, quando pre-
sidente da republica Argentina, para torear Bue-
nos-Ayres a entrar na unio. emais, recor-
dar-se-hao os letores que as vesperas da as-
signatura do pacto de ti de novembro Buenos-
Ayres estere por pouco a resolver a sua separa-
gao da confederago, e dizia-se que por conse-
Iho dos mediadores.
A solugo portanto das questoes pendentes
nesse sentido, por parte do general Urquiza, pa-
rece, um absurdo. Como porem o absurdo solve
ordinariamente as grandes difficullades, pode
muito bem acontecer que isso se realise.
Aseamaras abertas no 1. deste mez coottnua-
vara funecionando.
Ainda nao havia sido nomeado o novo miois-
tro da fazenda em subslituico do Sr. Riostra.
O Sr. Gelly y Obbes, ministro da guerra, per-
corna a caupanha.
Das mais provincias aigentinas nada ha que
merega mengo. a nao ser urna certa agitago de
partidos na provincia de Cordova promovida pela
imprensa sobre o thema da desiotelligencia entre
o governo nacional e o de Buenos-Ayres.
Do Paraguay nao do as folhas que recebamos
noticias mais modernas do que as que noticiamos
a chegada do Apa.
Continuou hontem na cmara dos deputados a
discussao do parecer sobre a eleico do 4. dis-
tricto de Pernambuco, na parte adiada em urna
das sesses preparatorias. Oraram os Srs. Lei- '-
to da Cunha e Paes Brrelo, ficando a discussao
adiada.
PERNAMBUCO.
se-
Foi nomeado secretario da provincia de S. Pe-
dro o bacharel Jos Alexandrino Dias de Moura.
Foram nomeados : grao-cruz da ordem de S.
Rento de Aviz, os lenentes-generaes Francisco
Xavier Calmou da Silmon da Silva Cabral e Jos
Mana da Silva Bilteocourt; coramendador da
mesma ordem, o chefe de diviso Felippe Jos
Ferreira : cavalleiros da mesma ordem. o major
Jos Aotonio Maioarte, os capites Camillo de
Oliveira Mello. Leopoldo Augusto Ferreira e
francisco Carlos Bueno Deschamps.
Foi concedido o foro de moco fidalgo com er-
cicio na casa imperial aos offlciaes da armada
1 teoeote Pedro Ferreira de Oliveira e 2 l-
ente Antonio Ferreira de Oliveira.
Por decretos de 21 do corrente mez foram re-
movidos os enviados extraordinarios e ministros
plenipotenciarios :
O Sr. conselheiro Jos Mara do Amaral, da
Confederago Argentina para o Per.
0 Sr. Antonio Jos Lisboa, do Per para a Re-
publica Oriental do Uruguay.
Foram apresentados o Rev. Francisco Ferreira
Barbosa na igreja parochial de Antonio Pereira,
da proviocia de MinasGeraes e bispadode Ma-
rianna, e o Rev. Hygioo Ferreira Paulino na
igreja parochial de Congouhas do Campo, da
mesma provincia e bispado.
Foi concedida a pensio de 800000 rs. annuaes
a D. Mara Amalia de Azambuja Carvalbo de
Moraes, viuva do encarregado de negocios do
Brazil em Bruxellas Pedro Carvalho de Moraes.
L-se na ordem do dia da repartigo do aju-
dante-Keneral, em datada de hontem :
S. fcxc. o Sr. tenente-general marquez de
Caxias, presidente do conselho de ministros, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
guerra, determina e manda publicar, para que
tenha pontual execugo, que : a eslago das an-
tigs compaohias de pedestres nao deve conti-
nuar a *-lo como pertencentes aos corpos de
guarnicoe a outros em que ellas foram encor-
poradas, segundo consta a S. Exc. que em algu-
nas provincias se pratica ; derendo o quadro
da magmas compaohias. como exige a disciplina,
estar sempre no ponto em que se acbar o corpo
a que pertencerem, d'onde 'partirlo destacamen-
tos para aquellas estacoes, ou para as que o go-
verno julgar mais conveniente, os quaes deve-
ro ser rendidos peridicamente, tendo-se em
vista, para marcar a dursco de tal servico, as
conveniencias da disciplina militar, as distancias
dos ponto a guarnecer, e as diflkuldides da lo-
comogio da tropa que destaca.
a Determina outresim o meamo Exm. Sr. mi-
nistro que ss corsos do exercito faci semanal-
~td un txertioi geral; e quand'e nio boorer
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VIKCIL.
SESSO EM 29 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Machado Porlella.
( Concluso. )
t. tida, apoiada e enlra em discussao o
guinte requerimento :
Requeiro que pelos cauaes competentes se
pega a informago seguinie: se a ulirrai viagem
que o vapor Jaguaribe fez ao norte foi dos do
numero daquellas que custuma a fazer ordina-
riamente, ou se foi extraordinaria : na segunda
hypothese por ordem de quem ? P 29 de
mato de 1861 Reg Barros.
0 Sr .Marlins Pereira : S. presidente, tenha ,
duvida em volar pelo requerimenlo que acaba
de ser lido por que nao sei qujl o fim que iem
I era vistas o seu autor, Parece-m que a econo-
l ma do servico da companhia Pernambucana
competo a gerencia dessa companhia, competin-
do a assembla provincial verificar se a cempa-
nhia cumpre o seu contrato.
Se se. soubesse que a viagem feita ao Rio
Orandedo Norte pelo vapor Jaguaribe far com
que as duas viagens mensaes se nao realizem
bem, e seria conteniente a assembla tomar co-
nhecimento desse facto para na terceira discus-
sao do orgament provincial saber dirigir-se, e
poder diminuir ou suppriiiir a consigoaco que
cosiuma votar todos os aonos a favor dessa com-
panhia. E, se como sabido que essa viagem
feita pelo Jaguaribe nenhun prpjuizo trouxe a
provincia, neohum grvame aos cofres p-
blicos parece que esse requerimento apenas de-
monstra zelo excessivo pelos interesses da pro-
vincia
O Sr. Reg Barros : Nao ha nada de ex-
cessivo.
0 Sr. Martina Pereira......e que esta assem-
bla as vezes se oceupa de cousas desnecessa-
na deixando outras de inleresse. Sao estas as
observages que entend dever fazer para cha-
mar a discussao o autor do requerimenlo, con-
tra o qual voto.
0 Sr. Reg Barros : Enteode que o seu re-
querimenlo nao pode trazer mal algum a quem
quer que seja. apenas tem por fim esclarecer a
ssembla provincial a custa de quem foi feita
essa viagem do Jaguaribe, se a custa da provin-
cia se a dos acciooisas, porquanio conveni-
ente saber-se se a companhia est ou nao em
estado to lisoogeiro, que lhe permita dar
viagens extraordinarias alm das que tem poj
obrigagao a vista do seu contrato.
Nao tem nem desejos nem iniengo de roubar
o precioso lempo da casa, se fallou foi por ser
provocado, e por tanto dada essa explicigo
seota-se, deixando ao criterio da casa adoptar
ou nao o seu requerimento.
O Sr. Rufino de Almeida :Combate o reque-
rimento por entender que a assembla nao tem
procurago dos accionistas da companhia Per-
nambucana para velar os seus interesses, com-
petindo-lbe apenas o dever de tiscalisar se a
companhia cumpre ou nao ai obrigages do seu
contrato, isto ; se manda os seus vapores dar 4
viagens meosies, 2 ao sul e 2 ao norte, e man-
dar-lhe pagar a subvengio que lhe garantir, se
essas viagens le realisarem conforme a lellra do
contrato, que tem com a provincia.
Entende que a companhia depois de satisfazer
as viagens por que se obrigou, pode mandar os
seus vapores onde lhe conver, e poder, porcon-
seguintejulKa nao deve a assembla rotar pelo
requerimenlo em discussao e ao qual nega seu
voto.
Julga-se a materia discutida e o requerimento
apoiado. y
0 Sr. Oliveira Andrade :Sr. presidente, vou
ollerecer a casa um outro requerimento pedindo
tsmnem intormagea ao presidenta da proviaeie ;
verdade qne nae fago com s asneranga de que
nos venham essas iutormacoe, visto que a pou-
coe dias otrere nm requerimento com o mesmo
um, e a nfornages anda oso ritram, mas ao
menos en lendo que este o meie de chamar a
alteogo do Exm. Sr. presidenta e da provincia
inteira nao s para a especie em que teco como
para quaotos casos iguaes houverem.
0 ex-presidenle o Sr. Ambrozo Leilo da Cu-
nha sravalecendo-se da auiorjago que lhe dea
esta casa em anoos anteriores para reformar os
estatutos do collego dos orehao, mindou que o
patrimonio deste estabelecimeoto permasecesse


WHVD U MlaUtffTOO.
cargo da thesouraria provincial, e alli fossem
colhidas as suaa reodat. Esparei, senhores,
qa rinraala aili uni, negocio da Unta iaie-
resse da taola importancia riesse a esta casi
para ser apreciado....
Um Sr, Deputado ; B de facto ralo.
O Sr. Oliveira Aodrade Sa veio nao eotrou
para ordem do dia. a a loi porlaolo subjeitoa
discusso.
(Ha um aparte.)
O Sr. Oliveira Aodrade:Has, como dixia, Sr.
presidente, eu esperei que esse regulameato fos-
se remettido a casa, dado para a ordem do dia e
iospeccao e multa ** f* arsataatante por
infracco de qualquar daa.,obr|aeoes que por
essaregulame|fole4oreua*flUjs. t
, 3 Sempfeque se lir> elevar effeito
alguna obra, de valor exeeoV01 de 6.000* de
fis por marea, ecapreitaa ..> oo*rato seaje-
Ihaule s* abtira a c9coreoaia,;i.a*a "alisando
contrato algum para esse flm se n.io pelo menos
tres mezes depois de ser ella abertal
Vai a meta e apoia-se a seguinte euneuda;
As vagas qoe se derem de ajumante de ege-
oheiro, nao sero preenchidas. Oelhd Cintra.
Encerrada a discusso o artigo perorado
discutido ; o esperara lamben oessa occasio to-.i regentada emenda.
mar a patarra echamar aa vistas dos uossos no- j Art. 45. Pica derrogado o regulamento- d> 16'
bres collegas e da provincia para essa obra prima i de agosto de 1655 dado para a cas da detengo
desse presidente : mas urna vez que essa occa- e quaesquer disposicoes relativas administra-
siao nao se ofTereceu, e sei que o producto das cao e rgimen interno desle esiabelecimenlo de-
rendas do patrimonio do collegio dos orphos, conformidad coni os seguale* :
recolhido a thesouraria pronucisl, tem tido ou- 11' Ficamsupprimidos os lugares de guardas
tro destino, e com elle se tem paga daspas pro- e serventes da casa da detenco ; no servico da
vinciaes, segundo me informara o que nao podia, limpez e aceto das prisdea empregar o admi-
e nem devi succeder, se te en leo desse que essaa j nistrador os oondeoinadas priso com traba-
rendas deviam estar applicadas de modo que des- Ihos, de preferencia os escravos, e no de guarda
sem um lucro mais ou menos aventajado a esse
patrimonio por isso, pois eu pego que se exijam
do Exm. presidente da provincia as seguiote m-
formacoes. (LS.l
Vai a mesa, a lido, apoiado e entra em discus-
o seguale rejoerimento.
Requeiro que o Eim. presidente se peca in-
ormaco acercando seguinte :Se verdade, que
se tem feilo pagamentos para despena previ u-
ci aea, com o dinheiro perlencenla ao palnmonio
dos orphos ; depois que as vendas do mesmo pa-
trimonio foram mandadas recolher a thesouraria.
S. R.Oliveira Andrade.
Julga-se a materia discutida e posto a votos
o requerimento approrado.
UIIDKM 1)0 DIA.
Cootint a discusso do remenlo provincial.
O Sr. Pereira de Lucena : Usar da palavra
que acaba de.Ihe ser concedida para sustentar
daas emendas que foram offerecidas i conside-
rarlo da casa.
'arece-lhe que a cadeira de liogua e literatu-
ra nacional existente no Gymnasio 6 inteiramente
desnecessaria, urna superfluidade que nao deve
continuar. Se o estudo da liogua portugueza
que se deseja ver aprofundado pelos alumnos
daquelle es'.abelecimento, parce-lhe ser muito
sufficienle os estados da grammatica da lingua
nacional, que por dous annos consecutivos se
sujeila ali aos alumnos e as lices que depois re-
cebem na cadeira de relhorica" e potica. Acre-
dito que mais profundos coohecimentos da lin-
gua portugueza s no gabinete e sobre bons mo-
delos se poder fazer.
Nao pode concordar com o er>sino de historia
e geograptiia, como feiio no Gyainiaio. Julga
ser fatal upreodizagem desses dous ramos de
seieucia o seu ensino simultaneo. Necessaria-
mente, estudando-se historia de envolta com a
geographia, ha de acontecer que multas vezes a
cadea chronologici dos factos histricos seja in-
terrompida para poder-se acompauhar as liedes
de geographia, toroando-se assim imperfeilo o
estudo da historia.
Enteode que, supprimida a cadeira de liogua
e lilterattura nacional, conveniente mandar-se
o seu lente 1er na 2* cadeira de historia e geo-
graphia, assim Qcaria satisfeila a uecessidade de
um regular curso de historia.
Termina, declarando qoe convem a suppresso
do lugar de ecnomo do Gymnasio, reunindo-se
as funecoes desse empregado s do secretario, e
determinando-se que sejam servidas por um s
individes convmdo por muitas razdes, que enu-
mera seja encarregado de exerce-las o mesmo
empregado que hoje existe ali no carcter de se-
cretario.
O Sr. Maooel Porlella declara que sent nao
poder dar resposta immediata aos argumentos
que acabam de sor presentados pelo anteceden-
te orador em rtgo ao Gymnasio, visto que,
ten do apresentapo; um projecto sobre essa repar-
tirn, e teudo elle de entrar em discusso muito
1 breve, reserva-se para o'esse momento tratar
mais largamente da materia.
O Sr. Ignacio de Barros julga que muito se tem
dito sobre a materia, mas Ihe parece que de sor-
te alguma se tem destruido os argumentos que
provam nao ser prohibido admitiir-se na lei do
orcameoto certas disposicoes, que, com qoanlo
de carcter permanente, com ludo tem a maior
aiinidade com essa lei, e com a qual Dcam de per-
eito aecrdo.
Os dous ariigos do regiointo em que se fun-
dm para combaier o procjdi"""ilo da commis-
so de fizendo, incluindo certas disposicoes no
projecto de orgamenlo, nao pde-se prestar ao
pensamento absoluto que lbe do, antes, e s-
mente se pode acreditar que o pensamento do
legislador foi livrar a lei do ornamento dos en-
lerlos que continuamente se Ihe azuoi de mate-
rias inteiramente estranhas, e que al parecan)
de proposito reservadas para de sorpreza passa-
rem, nica maneira pela qual talvez podessem
ser approvadas.
Se fosse o pensamento do legislador prohibir
i admisso do orcamento de desposicoes perma-
nentes, teria prohibido expressimeote, e uo te-
ria usado do circunloquio:Nao podero ser
admittidas emendas com disposicoes permanen-
tes.Teria logo dito :Nao sero admittidas no
orpmeuto disposicoes permuentes.Elle que
?ssim nao fez oulras foram as suis vistas.
Ouerer-se acreditar, que existindo no projecto
de lei do orcameoto disposicoes iguaes, a que o
projecto em discusso contm, 5 vista do regi-
ment, Do podeesem ellas ser emendadas ;
suppor-se urna anomala, e querer-se acreditar
infallibilidide na rommisso do orcameoto, o que
seria bem estranho.
Enlende, que disoosicoes semelhaoles sao bem
cabidas uo orcamento, e para prova-lo allega pre-
.edentes da casa. Lembra que sendo a compa-
hia deiBeberibe pelo seu contrato obriga la a 'or-
ecer agua s repartieres publicas, por um arli-
{o do una lei do orcameoto se acbou com isso.
Sendo lambem prohibido admittirem-se ao gym-
rasio alumnos maiores de 12 annos, por igual
rneio se delenniiou, que por 3 annos se consen-
tiste ali na entrada de estud3nles maiores dessa
idade. Observa, ainda, que at no orcamento
geral do imperio se admittam medidas de carc-
ter permanentes urna vez que nao sejam exlra-
nhas a materia do mesmo orcamento, e tnto
assim, que lodos sabem ser por urna disposico
do orcameoto geral do imperiodo anno de 1833
que a proviuca gosa da cobranca de certos im-
postos.
Suppoe ter justificado o procedimeoto da
commissaoda qual fiz part, casa compele de-
cidir o que julgar conveniente.
O Sr. Gilirana: (Nao devolveu o seu dis-
curso.)
O Sr. Rufino de Almeida :Receiando a re-
geico do seu requerimento olferece urna emen-
da ao t. do artigo que s discute.
Reconhece que justos motivos de economa le-
varam a commisso de fazenda a propor no gym-
nasio a supresso de certos empregos. mas en-
tende que a economa nao deve ser lo severa
qu chegoe al a fallado muito necessario.
Sendo inconteslavel a necessidada no gymna-
sio das fuocces de um censor, sendo tambem
conveniente as de um esmoler, parece-llie muito
rasoavel e justo que reuoiudo-se essas diversas
attribuico^s, dellas se eocarregue um s indivi-
duo, ao qual por exemplo se denominar vice-
regedor.
E' este o seu modo de pensar, e se a casa en-
tender, que deve regeitar o requerimento que
apresaotou ao menos espera Ihe merecer ap-
provacao a emenda .que offerece.
Vai a mesa eapoia-se a seguinte emenda :
As funcce* do esmoler do Gymnasio sero
exercidas pelo censor que se denominar vice-
regodor, ticanoo assim supprimido aquelle
lugar.Rufino de Alnaeida.
Eucetra-se a discusiu.
0 Sr. Theodoro Silv, pede que a volaco do
requerimento do Sr. Rufino seja por parles :
'osla a votos a primeira parte do requerimento
que se refere ao arl. 43, approvsda, deixsude
por conseguidle de votar-se todo o art.
Sao regertidas as outras parles do requeri-
mento.
Art. 44 _Fica derogada a lei o. 286 de 17 de
rnaio de 1831 ium termos dos seguintes :
8 1 Picam supprimidos os lugares de ajudan-
tes de engenheiro :
2 O presidetite da provincia orgaoisar um
dos presos sero empregadas prac.as de forca
urbana lanas quaatas forem precisas, juizo do
chefe de polica.
2" E' prohibido qualquer empregado da
casa de detenco ser o fornecedor delta ; o for-
necimento da mesma casa sera feito por arreffla-
tace de tres em tres mezes perante a thesoura-
ria provincial e na forma ali estabelecida para s
arremtateles, obrigando-se'o arrematante Os-
calisaco do chefe d polica. O cirurgio da casa
de detenco inspeccionar todos os gneros ali-
menticios fornecidos para ella e reclamar do
chefe de polica as providencias que estiverem
seu alcance.
3o Os presos pobres o os escravos nao pa-
garo emolumentos alguns pela sua soltura e
esta lhes ser dada logo que for ordenada pela
autoridade competeute.
O Sr. Kufioo de Almeida, pede que se estabe-
leca a discusso de preferencia deque falla o re-
querimento, visto acnar-se submetttdo a delibe-
raco da casa o projecto do commisso que foi
examinar a casa de detenco, por essa que versa
sobre materia idntica.
O Sr. Presidente, declara nao ter cabimento o
que requer o oobre deputado.
0 Sr. Pereira Lucena, offerece com emenda
ao artigo o projecto apresenlado pela commisso
de inquerito da casa de detenco. .
Art. Io Ficam extioctos os lugares de ser-
ventes da casa de detenco.
Art. 2 O fornecimento de alimentaco aos
presos pobres ser feilo por arremalaso, na
forma do regularoento.
Art. 3. A tiscalisago diaria da dislriDuicao
das rages tica de ora em dianle cargo do me-
dico do estabelecimento, que pelo accrescimo
desse trabalho perceber urna graliQcago an-
ounal, que nao exceder da 4009000
Art 4 A classibxaco dos presos pobres fica
igualmente de ora em liante cargo do chTe de
polica.
Ari. 5o Fica o presidente da provincia auto-
risado a despender at a quantia de 10:0009900
' para a coo3truccao de duas oficiuas de trabalho
m commum dentro do estabelecimento.
Ari. 6 Fica o mesmo presidente autorisado
a rever o regulamento, e reforms-lo do sentido
que mais convenientemente fr.
Art. 7 Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Saladas commisses, 25 de raaio de 1861.
Ueorique Pereira de Lucena.
Luiz Felippe de Souza Leo.
Manuel Izidro de Miranda.
OSr. Martins Pereira : (Nao devolveu o seu
discurso.)
O Sr. Lucaou : (Nao devolveu o seu dis-
curso.)
O Sr. Nascimento Porlella : (Nao devolveu
o ieu discurso.)
Dada a hora, fica a discusso adiada.*
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e
levanta a sesso.
urna irmia de caridad. i pao oa por
Bureca.
Passageiros da tugot Oityenn* sal!
para Lisboa e Berdeaux ; Domingos Gorreja de
Reten do Reg, Veolura da Silva Boa-visU, Bar-
taatoaoeu Frucasoo de Seuu a sua irtsaa, Aa-
toini Lafleur, Jos Joaquim Miranda, sua mu-
llir e.seu lho, Laureutino Jos da Miranda,
Didier Emile, Jos Fermado de Almeida e seu
Odo.
Passageiros do vapor nacinl Crutro
do Sul sabido para o sul: Venceslao Ferreira
Braga, Joaquim da Silva, Jos Goncalve da Ho-
cha Braga, u escravo Raymundo. de Jos Fran-
cisco de Paula Ramos. Hylario Maia da Rocha,
M. Kilim, o escravos Henedito, e Joaaphi. de
Manuel Alves Guerra, Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva, Theophilo Olegario de Paria,
Fr. Maooel da Conceico Monte e criado, os es-
cravos Virisstmo, e Maximiano, de Antonio Jos
Leal Reis, os escravos Severo, Abraho, Manuel,
Maris e Th'ereza, de Silvion G- de Barros, D.
Seoborioba de Barros, os escravos Paula, Se-
meo, Marta, Domingos, Felippe e Benedicto,
de Augusto Ricardo do Reg, escravos Roque e
Margarida, de Adriano & Castro, ditos Joa-
quim. Maooel, Delfioo, Jose Joo, de Simo S.
Leite, ditos Felippe e Maooel. ditos Ivo e Ma-
ooel, de Guilherme Augusto Ricardo, dito Jorge,
de Ignacio Luiz de Brito Taborda, Manoel) de
Souza Guimares, Manoel Vicente Oliveira. Ln-
dovico Cezario de Oliveira e o escravo Luiz,
escravo de Antonio da Silva Terreira,dit>s Bene-
dicto, Jos, Mara, Francisco e Mara, de Fran-
cisco Mal nas Pereira da Costa, escravo Se veri-
no. de Guilherme Augusto Ricardo, Thophilo
Goncalves Fraoga, escravos Bernardo, Pruden-
cio, Manoel, Jos e Mequelioa, de varios. Dr.
Manoel Antonio Marques de Parias e sua senho-
ra, Dr. Marcolino Antonio da Silva Freir e 2
criados, 11 recruias para a mrinha.
Mohtalidaiif. no ola 29.
Antonio, Pernambuco, II dias, S; Jos, tosse
convulsa.
Antonio, Pernambuco, 5 annos, Recite, pul-
mouite aguda.
Amalia, Pernambuco, 5 annos Boa-Vista, gar-
rotilho.
Mara, Pernambuco, 2 dias, S.Jos, convul-
sos.
Loureogo da Cuoha Cavalcanti, Pernambuco,
25 annos, solteiro Recite hemopetese.
Mara, frica, 54 annos, solteira, Boa-Vista,
apoplexia cerebral.
30 i
Eugenia Maria do Espirito Santo, Aractv 90
annos, solteira, Boa-Vista, diarrhea. "^
Maooel Jos Patricio, Portugal, 62 annos,*lo>-
sado, Recife phtysico. ,, *
Luiza, Pernambuco, 45 anno3, solteira, Boa',Vis-
ta, queimadura-,
Maria Isidoria da Conceige, Pernambuco 88
annos, Santo Antonio, diarrhea.
Luiz Alfonso Casal, Portugal, 22 annos, soltei-
ro, Sanio Antonio, gastro intente.
Ijma de caridade Josioa Marie Loureoce So-
phie, 32 annos, solteira, Boa-Vista, phtysica
(Peroambuce.)
Luiz, Pernambuco, 2 mezes, Santo Antonio,
calor de ligado.
Julia, Pernambuco, 15 mezes, Santo Antonio,
tosse.
81
Maria, Pernambuco, 4 dias, Santo Antonio,
espasmo.
Raquel Felicia Goveia Pimentel, Parahiba, 28
annos, casada, Puco da Pauella, phtysica pul-
monar.
Pulcherio, Pernambuco, 28 annos, solteiro, es-
cravo, Recife, gaslro intente.
Felippa Maria de Sautiago, Pernambuco, 50
annos, viuva, S. Jos diarrhea.
Aona Joaquina, Goianna, 107 annos, viuva.
Boa-Vista, velhice.
Luiz, frica, 80 annos, solteiro escravo, Recife,
espasmo,
Matadolro publico.
Malaram-se no dia 30 do corrente, para o
consumo desta cidade 00 rezes.
No dia 31 do mesmo 81.
;<
Ubi!-
efe drioolicia teas dada. v'da .pro-
para 0pura dos indiciado*.
< E' um fete rerellantt,se (era \agKr do m0"
do, que foi referido.
, < E' urna cousequencia das crdens de P'iio
em as formalidades legaes,
t E' occasio de leeabrar aos Srs. inspeel'63
de quarteiro, que nao poOem fazer nem ordena
prises por crimes ffiangaveis, senio em flagras'
te delicie.
c A illegalidada da prisa ordenada polo ins-
pector deu lugar a este facto digno de severa
punico, >
O aereonauta Elias Bernardi fez. no dia 25.
a sua segunda ascenco, como se v do seguinte
trecho do jornal cima citada :
Fez a sua segunda ascenco o Sr. Elias Ber-
nardi, que foi como a primeira, coreada de feliz
successo.
a Parece incrivel que em um tal traio podesse
aquelle areonauts percorrer os ares, porque, alm
de ser contra todas asregras da arte a sua con-
feceo, nao dispe o artista dos apparelbas oe-
cessarios para produztr a ascenco.
a Maiores encomios, pois, merece o Sr. Ber-
nardi por ss ter condado a um balo to imper-
feilo, e por conseguir fu-t subir aos ares.
Tanta corsgem e lenta abnegagoda vida do-
vem ser recompensadas generosamente pelos ho-
mens amantes do bMIo, pelos espirilos protec-
tores do arrojo artstico.
Continu o Sr. Bernardi em sen designio,
que ser elogiado; e s esquecido-ou menoscaba-
do por entes ignora u tacos, que nao-sabem avahar
o custo de urna empreza, nem um genio empre-
bendedor.
a Honra ao mrito.
Segunda-feira,
cemprimentar o
Recita, 31 de raaio de 1861.
Sr. corwctor sem titulo.
Observador.
vos
REVISTA DIARIA-
Termioaram-se hontem os exercicios religiosos
do mez mariano, a que a nossa populago se de-
dica sempre com fervor.
Hoje comegam a correr os trinta dias uteis
marcados para a effecluago do pagamento boc-
ea do cofre do imposto da decima urbana, reati-
7,-.V "Rlipdo semestre do anno financeiro de
1860 a 186f.
Os cootribuintes que o nao salisfizerem nesse
prazo iocorrero na multa de 3 por ceolo.
Pela directora geral da insirueco publica
acha-se marcado o prazo de 30 dias para dentro
delle os individuos, que se dedicam ao magesle-
rio primario e secundario d'ambos os sexos, e
que ainda o nao teuham feito, solicitarem licen-
ca para esse fim, e lirarcm os respectivos ttu-
los, como estatu a lei regulameotar da insirue-
co publica.
Nesta comprehenso acham-se aquelles que
tendo sido multados por essa misso, foram to-
dava relevados da mulla pelos motivo produzi-
dos ; visto que este facto nao amplia-se ao pon-
to de isenla-los daquella situago e de dispnsa-
los do titulo compeleute. *
Vai procoder-se conselho de investigago,
afim de ser coohecid e verificada a causa origi-
naria de haver encalhado a escuna Lindoya nos
baixosde Maracajahu, na provincia do Rio Gran-
de do Norte.
O Exm. Sr. presidente tendo attengo ao re-
presentado pelo commandanle superior da guarda
nacional da comarca da Boavista, prorogou por
dous mezes o prazo legal marcado para a solici-
tacao das patentes da quedes offkiaes oomeados
para o batalho n. 47, pertencente ao referido
commando superior, por portara de 28 de feve-
reiro prximo passado.
Quinta-feira, no convento do Carrao desta
cidade, cantou a primeira missa o Rvd. Fr. Joo
da Eucaroago Mello.
Este carmelita era o ultimo dos novigos exis-
tentes na respectiva ordem.
O acto foi asss concorrido e celebrado com a
pompa religiosa propria de taes solemnidades,
orando nelle o Rvd. Fr. Joo da Assumpgo
Honra.
Chegaram este porto duas lanchas carre-
gadas com o capito e a tripolago de urna ga-
lera americana, que seguindo de New-York para
as Indias, naufragara no dia 27 do passado na al-
tura de tres'gros leste deste porto.
A referida galera, abrindo agua, submergio-se
com o carregameoto de carvo de pqdra e ferro,
se;u que fosse possivel salva-lo ; mas toda agen-
te foi ltvre da morte, nao tendo-se por isso de
lamentar victima alguma nesse sinislro.
Nao leve hontem lugar o conselho de jul-
gamento que deve responder o segundo sargen-
to Miguel Gomes Correia, por nao haverem com-
parecido os seguiutes Srs. officiaes do exercito :
Capito Manoel da Cunha Wanderley Litis.
Tenante Flix Justiniano de Albuquerque.
Alferes Joo Baptista de Menezes.
Boaventura Leilo de Almeida.
Foi adiada a sesso para segunda feira 3 de
junho.
Hoje (1 de junho). devem ter lugar a pri-
meira sesso. do conselho que vai ser submet-
tido o soldado Paulo Fracnisco de Araujo. Sao
membros do conselho :
Presidente.
Major A. de B. Albuquerque.
Auditor.
Dr. F. L. de Gusmo Lobo.
Vogaes.
Capito Manoel da Cunha Wanderley Lins.
Tenente Flix Jusiiniaoo de Albuquerque.
L. J. Ignacio dos Santos.
M. F. de Albuquerque.
<< Dr. Jos Joaquim de Souza.
Por decreto de 11 do correle, S. M. o im-
perador houve por bem conceder, ao primeiro
lente da armada Jos Avelino da Silva Jac-
ques, licenga para aceitar nomeaeao de caval-
leiro da LegiSo de Honra, com que foi agraciado
por S. M. o imperador dos Francezes.
Foram recolhido a casa de detenco nos
dias 29 e 30deste mez 13 bomeos, sendo 8 livrjs
e 5 escravos a saber: ordem do subdelegado
do Recife 3 ; ordem do de Santo Antonio 3 ; i
ordem do de S. Jos 1, que -o esesavo. Joao,
pertencente viuva Guimares ; ordem do da
Ptjgjjj DE PERNAMBUCO.
Por acto da presidencia de hontem, foi pro-
rogada a assembla provincial at o dia 7 do
correnle.
A aesnmbla provincial approvnu hontem : de-
pois de ourtr os Srs. Luiz Filippe e Souea Reis, o
art. 45 do orgamenlo provincial, com as emendas
que conserva os guardas, determina que o cirur-
Rio figealisar o fornecimento, c que a classifi-
caco dos presos Ocar a cargo chefe de polica e
das autoridades que ordeoarem as prisoes, e que
abre um crdito de 10:0009 para a consirucco
de officinas de trabalho ; sem debates os arls. TS*
48; e com pequeas observaedes dos Srs. Rufino
de Almeida, Ignacio de Barros e Nascimento Por-
lella o 47, sendo regeitadas diversas emeodas of-
ferecidas. Eutrando em discusso o 49, orou o
Sr. Nascimento Porlella, caudo a materia adia-
da pela hora.
A ordem do dia a continuar-So da antece-
dente.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARFF1UAS.
Montevideo 18 de rnaio de 1861.
cahbio.Inglaterra, 40 1/2 0. por p. corrente
(firme).
Franca, 80 1/2 e frs. enga.
Rio de Janeiro, 30$409.
Buenos-Ayres, 1/4 % de descont.
Sommam asopereges realisadas a essas co-
taces :
Sobre Inglaterra, 30 20,000 : e Franga, 350,000
francos, na maior parle a 81 frs
descostos.O banco Commercial d a 15 0/0 e1
loma a 9 0/0 ao aun*.
O banco Maui d a 15 Ojo e toma a 10 0(0 ao
anno.
fia praca 1 3/40/0 ao mez.
fuetes.Inglaterra, 40 sh. couros salgados, 70
sh. ditos seceos e 30 sb. os fardos com 5 0/0 de
capa, f
Havre, 40 frs. couros salgado, 80 frs. dito sec-
eos, e 40 frs. os fardos cora 1O0/0 de capa.
Estados-Unidos, 1/2 ct. por libra de couros
seceos, 1/4 Ct. pelos salgados, e 7 pas, os fardos
cora 5 O/O de capa.
Brasil, carne seeca 4 1/4a 5 rls. para o Rio do
Janeiro, 5 1/2 a 6 rls. para Babia, 6 1/2 a 7 rls.
para Pernambuco, e 3 1/2: pis. por pipa com 5 0/0
de capa.
BuenosAyres 16 de maio de 1861.
cambio.Sobre Inglaterra, 6 sh.
Franga 84 frs.
oescostos.Em moe la corrente toma o banco
a 6 0/0 e d a 8 0/o ao anno, e em metal toma a
11 0/o e d a 12 0/o ao anno.
Na praga regulam em moeda corrente a 1 1/2
0/o, e em metal 1 1/4 0/o ao mez.
Rio de Janeiro, 24 de maio de 1861.
Cambios.Londres, 26 >. d. a 90 dias, o 26 3/8
d. a 90 das, pelo- oaquele inglez.
Metaes Oncas da patria, 38.
Agges.Companhia da seguros Fidelidade, 1J>
de premio.
Effectuaram-se hoje saques sobre Londres pelo
paquete francez na importancia de j 50,000. na
quasi totalidade a 26 X d., havende urna pequea
transaego a 26 5i8 d.
Fecharam-se tambem S 8,000 pelo paquete
inglez de jnnho a 26 3(8 d.
O movimento do nosso mercado monetario no
periodo cima foi regular.
No dia II abrio-ae a 26 1)2 d. o-cambio sobre
Londres para o pa.jB.ete fraocz, i a esse algaris-
mo effectuaram-se at ao dia 17, em que entrou o
Guyenne, algumas operacoes regulares, alm de
menores a 26 5iSd.
Dessa data em diante flucluou o cambio entre
26 1 yl o 2G 3(3 d., predominando portn at hoje o
primeiro algarismo as transaegoes importantes
que se realisaram.
A laxa do descont nao foi alterada : eonser-
*a-o nos beos a 9 Ojo e na praga regularmente
a 10 o,,).
Cambio.Soaimam os saques fechados at ho-
je (24) ultima hora, para o paquete francez
Guyenne :
Sobre Londres e 480.000. na maior parle a 26
1i2 d. e o resto a 26 5|S e 26 3(S d.
Sobre Paria 800,000 francos, aos extremos de
360 a 363 rs.
Sobre Hsmburgo 150.000 m. b. i 375 e 680.
Sobre Lisboa o o Porto tegulou a tabella se-
guiote *
109 0/0.... a vista.
108 0/0.... a 30 dias.
107 0/0.... a 60
106 0/0.... a 90
Publicagoes a pedido.
Pharol de Sant'Anna
tv realmente para admirar a fsctlidade que ba
entre nos de escrever para o publico sem cinhe-
ci/ienlo das questoes, e maior parte das vezes,
no &tilulto apenas de offender a esta ou aquella
pessu.i, luruando-se mais aggravante a falta guan-
do a n5o couhecemos, e somos levados por infor-
ma edes mesquiohas e apaixooadas. Embora a
noticia que se d nao seja baseada em fictos ver-
dadeiros ou e*m dados certos, islo nada significa
com tanto qua a noticia apparer.a.
Lendo por acaso o Diaria e Pernambuco, de
25 defevereiro prximo passado, deparei na Re-
senta martima n. 56 escripia pelo Sr. B, A.
com a noticia de aehar-ae prompto o novo
pharol da ilba de Saol'Anns e de dever ser ac-
cesso no dia 15 do mesmo mez ; purera como
nesta reseoha se faga grande censura a consiruc-
co deste pharol, nio posso e nem devo, como
engenheiro encarregado de sua consirucco dei-
xar passar desapercibida esta censura lo injus-
ta e mal cabida, e que me nao fura dirigida se o
Sr. E. A. livessse lido a cautela ou prudeneia de
eoihcr informacoes esaclas, e nao de pessoas qm
nao s nunca foram ao pharol como tambem
nunca viram o plano da obra, parecendo que s1
linham por fim moleatar-me.
Entrando logo na materia ; direi ao Sr. E. A.
que folgo ler S. S. achado muito importante a
posigo que escolhi para a reediOcago do pha-
rol, e que esta posigo to discutida nao fosse
de seu desagrado : pois seria urna das cousas
que talvez me f*sse mais dlicil demonstrar esta
preferencia relaiivamenie a oulros pontos que fo-
ram sugeridos, urna postoa que r nunca veio
ou que pelos menos nunca examino* as paragaus
mais vrsinhos da ilha de Saut'Auna, como fez o
abalxo assinado. Seguudo as qv- dero a S. S.
que nio leve reeeio de adopta-las, declara que
a coostrucgo do actual pharol muito frgil,
que pra poucos jooos dever aproveilar, base-
ando-se para isso em qoe a torre quadrangular
e que alera disso te apenas oor aliceree urna
parede de 9-palmos-d* profuodidade sobre 8 de
largo, embora haja defeaixo dessa paredu, um eu-
gradsmento de madeira. A' esta noticia inex-
acta, respendere que o-aliceree primitivo (qiuaii-
do tencionava fazer um pharolete de noventa
palmos) era de 9 palmo de largo com 8 de pro-
fuodidade, mas- descancava este aliceree sobre
um engradamento, e" este urmava-se sobre
grossos paos prumo de palmos de dimetro en-
terrados a 20 palmos de orofuudidade. Ule- ; al
obter-se a nega.Desies paos prumo e do;
quaes depende toda a seguranga do edificio, nao
se lerabrou S. S, ou nao Ihe quizeram mandar!
dizer, e s S. S.,.que tanto falla em construegoes
boas e ms.seaodesse trabalho de examinar aubra
de consirucco de Demanet pagina 26 pagina 33
ou outras achina que este u meio mais proprio e
mais seguro para coostruccoes feilas em terrenos
arenosos, como o da ilh de Sant'Anna. Purera
o
para a qual nao tenho tempe, alten* as cons-
missoes do gomero de ase estoi incumbido.
Maranho, 20 de maree de 1861.
Frmneiteti Goem de Souza.
Io tenente do eerpo de engeoheiros.
[Oo Publieador Afaranhense.)
UMA LAGRIMA
sobre a campa do sepulehroi
pela cruel e lamentavel morte
de mea amigo prestiaoaio o
Ulna. Sr. uiajor Mauoel Buar-
que de Maeedo Lima, dedicada
a seu presad sslmo lllho o
lllm Sr. Dr. Manoel Ituarque
de Maeedo Lima.
Aquelle cuja misso sobre a trra ful
preeociuds pelos dictames das leis divinas
e humanas 'oou ao co para ir orar aos
ps do Altissimo e pedir lbe perdo para
poder gozar da bemaventuranca eterna.
J nao vive o meu presadsimo amigo o
lllm. Sr. Maooel Buarquo de Maeedo Li-
ma I Na mesma hora, em que, no in-
fausto dia 23 do mez de maio, quaudo o sol
crescia, suba a sua alma para a eternidade ;
preto de sanguenta mora pelos dissaberes
qjie passava na sua vida commercial, dei-
xou-se possuir de urna fraqueza por aclo
de loucura quiz deixar de existir. Su-
mio-se! I Sumio-se para sempre o pai
temo e cariohoso e o amigo jo-viarl e sin-
cero, o cidado prestante e carideso. o re-
fugio emlim de todos\jue buscavam leni-
tivos suas necesidades. O* morte I I
Morte cruel 1 Pata que roubaste am pao
que fazia as delicias de um charo tilho e
de irmos,que lano o idolatravam flT J'a-
ra qie roubaste aos amigos um amigo t
presliraoso e verdadeiro ft Para que* a"pV
gasle r fogo da vida de um curaca o gene-
roso e liberal que s desejava o amor da
patria e o bem publico ? !' Mas se a totia
dasepuichro baixou sobre o seu cadver,
a memoria de seu nome ser com saudade
conservada no corago de seu presadissiraa
filbo,. irmos e numerosos amigos, e no de
lodos aquellas que tiveram a fortuna de
iracta-lo. A morte de meu amigo Manoel
Buarqne de Maeedo Lima uv -ou com ef-
feito i- corago de sua familia e de saus
amigos um vacuo que nenhum-a' oulra afei-
co poder encher. Era na verdade pe-
queo sea peito par eonter a elevago e a
graodeza de su alma. Goze sua- alma an-
le o throeo-do SeubOr o assenlo que Ihe
grangearam suas preclaras virtudes juntas
com as preces do seu iuconsolave filho,
irnTose amigos que lhes choram do iniimo
d'alma.
A ierra Ihe se)a leve.
Por seu saudoso amigo
/. A. S. L.
Recife T" de junho de 1861.
Testemutiltt) de gralidao^
Seria faltar a uui rigoroso dever que me ioipoe
logo qm me resolva fazer o pharol com 120'; o reconhecimeoto se nao maniesUsse putilica-
palmos de iltua/ nao me ftei nos alicerces coro mete a minha gratido ao Iiim. Sr. Manoel An-
as dimenses que S, Sj d" pelo-que fliuo grau- Ionio Goncalves pelo grande inleresse que esi
de raacigo de oedra e cal de 8 palmos de prufun- honrado eavalheiro, cuja probtdade incoulesta-
didade com 49 de oomprimeoto e de largura. ; velmeute proverbial, tomou na minha caua, fa
Tal o alicoree do actual pbarcl-da ilha de San- /.endo apparecer a verdade e upi>laniaiido o em-
regulamento especial para o servigo da conserva- Boa Viet* 2, qoasso oaescravoa Lua e Ouerino
gao e para reparo das estradas e pontea feilo por
arreroatago. no qual obligue os arrematantes
terem diariamente emprestados nesse servico
pelo menos dous trabalhadores por cada mil bra-
gas de estrada e em que se faculte o director das
obras publicas suspender al um mez com perda
de veonmentos o engenheiro fiscalisador do ser-
vigo arrematado, qu (ar negligante m saa
este de Antonio dos Santos e aquaUe da um tai
Paivs>; a ordem do da- Capunga. % que sao oa
escravos SaveeiacM t Luiz, pertenoeavaa Ma-
noel Itidoro de Miranda Gusmao; a ordem do
do Pago 1 ; o analmente ordem do da Var-
amt
m Paasngeiraa do. vapor franca Guytmne- en-
trado cu pactas do sai: -.-ZUmo Hayder
Pelos vapores brasileiro Poran, e francez
Guyenne, entrados hontem dos portos do sul,
foram portadores de cartas ejoroaes com as se-
guintes datas : Rio 25, B.hia 27 e Alagas 29 do
corrente.
Rio de Janeiro. Por decreto do ministerio de
estrangeiros n. 2,787 foi promulgada a convengo
entre o Brasil ea Franga pira regular osdireitos,
privilegios e immunidades reciprocas dos cnsu-
les, vice-consules e chancilleres, bem como ss
fuocces e obrigacoes que ficam respectivamen-
te sujeitos nos dous paizes.
Fra nomeado secretario do Banco do Bra-
sil, o Sr. Manoel Marques de S, officiai-maior
da secretaria do mesmo banco*
Fallecer no dia 16, o Dr. Ernesto de Arau-
jo V'ianoa.
Bahia.Fallecer de urna febre typhica, o ca-
pito-teoenie da armada Joaquim Salom Ramos
de Azevedo
No dta 14 seguir tomar posse do seu bis-
pado.n Exm. Sr. Dispodo Rio Grande do Sul.
Terminara 15 o processo eleitoral no cu-
rato da Se, na capital, para juizes de paz, sahin-
do eleitos os Srs. :
Pantaleo Jos de Campos.
Jos Antonio de Lima.
Dr. Paulo J. Bernardes da Malta.
Ignacio Albarlo de Andrade o Oliveira.
L-se no Diario da Bahia :
a No dia 15 de margo ultimo foi assassinado no
distrito dos Curraes velhos do termo deCaetil,
Venancio Lopes deCarvalho, pai de familia e ci-
dado bem conceituado. A polica daquella lo-
calidade iovida todos os esforgos para descobrir
e prender os autores de to grave delicio, que
se suppoe commettido com o fim de se apodera-
rem dos b>ns da victima.
No dia 25 oo mesmo mez foi tambera assas-
sinado e roubado, no districto de S. Antonio da
Bsrra daquelle dito termo, Domingos Alves de
Carvalho. Acham-se presse processados como
indiciados autores do crime, Manoel Antonio Pe-
reira, o surdo-mudo Alberto Pereira Duarte e
Mari Paula da Conceico, em casa dos quaes en-
contraram-se objectos perlencenles ao assassi
nato.
Alagos.Na noite de 24 foi assassinado ca-
cetadas e facadas, Manoel Francisco dos Sanios,,
morador na ilha que fica em frente do pontal da
barra, sob pretexto de priso. O assassinato te-
ve lugar dentro d'agoa, quando o infeliz, per-
seguido por duas canoas, procuravafngir. Acbam-
se presos duas pesssoas como exeeotores de to
brbaro crime. A' esse respeito l-se no Diario
do Commercio .
A noticia que demos no da 25 sobre o as-
sassinato que leve lugar no canal do pontal da
Barra, temos a accresoenlar algumas oiTcumstan-
cias, que acompanharam o facto, segundo nos
referido.
Tendo Manoel Francisco dada algumas- pan-
cada esa elaudio de tal, que o aggreAra este
fui quetaar-se ao inspector de quarleit%o ds> iro-
. pichata) Barr*, Antonio Joaquta de Jess. Sa-
hio-inspector com algn* Hdiv|*ios pata caplu-
rar a-^aritoa, que nio tai acoBrtradn-em caaa por
sa haver evadido.
Ordaaou o inspector que atocuraasam ao de-
hnqueote, q fai encontrado a raedn no canal !
nesta occasio recebendo da esaota afumas nan-
eadas fot preso, e em seguida apanhelado i-
quando estova recolhido canoa.
., *^??,r?* prws insPe Jaa Paano
de nerVu Mraia, sdbrquem,.aLzemi, peza a maior
crimina-ldade.
Chegaram ao Rio de Janeiro, procedentes de
Pernambuco : S do correte, o vapor americano
Primeira, com 7 dias do viagem ; i 10, o brigue
Maria e Alfredo, com 16 ; 13, o patacho S. Joa-
neiro, con 15 ; 20, a barca Iris, com 12 ; e
21. o brigue Felicidade, com 15.
Sahiraro. com destino Pernambuco : 18,
o brigue tacifico e a polaca Esperanto ; 19, o
palhabote Ariso, e o patacho Paco; e -22, o
brigue Velos.
Chegaram Bahii, procedentes de Pernam-
buco : 15, o brigue Castro I, por haver desar-
vorado : 16, o palhabote Dous Amigo*, com 6
dias; e 17, o brigue dioamarquez Carolina,
com 6.
Saho com destino Pernambuco, a polaca
hespaobola Lince.
Correspondencias.
Srs. reacores.Mal ssbia o Observador que
a sua pobre correspondencia de hontem produzisse
effeito tal que o mesmo Observador Ocou pasma-
do... ameaca.s de todo o calibre se zeram ou-
vir, alroou-se os ares com palavras fortesde
dinheiro, de prestigio ede alta prolecgo, e o po-
bre Observador foi aineacado de combale forte no
paleo.
Pobre homem I o que o-Observador q.uer, que
v>, Sr. corrector sem titulo, vos ciojaes s vos-
sas obrigsgdes como poderdes, sem que nem vs,
nem vossos filhos queiram ser maia do que verda-
deramente sao.
Ha poneos dias vs blasona veis de que bota-
rieis urna prensa para vos vingardes dii codilho
que vos pregou as compras o Sr. Joaquim Sil -
verio de Souza, e os prnsanos de algodo hoje,
deooisda correspondencia, a futura prensa de
vosso rapaz; sim. Sr. corrector, ninguem vos
nega o direito de estabelecerdeso vosso rapaz, o
que o Observador nao quer, e hade eslrondosa-
mente clamar contra, sao as vossas araeagas, e
essa accuuiulaco de corrector e prensarlo, por-
que enxerga nella urna elaslieidade de poderes,
que mais larde at e proprio negociante, que vos
d o seu dinheiro para cumprirdes saas ordene,
nao lera a HberdaOe de saber a verdade, a qual
j- boje para elles talvez ebegue muito desfigu-
rada.
O Observador contina com gosto as suas po-
bres correspondencias, al que segundo a vossa
smesga o chamis responsabilidade, para pro-
var o que por ventura posaa haver eseripto.
Sr. corrector sem titulo, vos eris feliz no Fotle
de Mallos em quanto corrector, parque impunheis
vossas opinioea exageradas : mas hoje que qnei-
reis vanear, que queris pisar aos outros, e que
j se vos est, preparando prensa, para comprardes
algodau. Do pederis mais s-ln, porque mutalis
mulandis, o que v* flzestes de males ao* pren-
sarlos, ouiro qualquer que se aprsente no carc-
ter de comprador para os negociantes, voa (ara
tambem passar pelas torcas caudinas.
Cotifessai que a prensa vossa. porque no For-
te do Mallos todos vosounram gritar qjie havieis
de comprar algodo aos matulos, que haviis de
endireiler o negocio (para vossa algibeira), eque
nao temieis era co, nem terra^ aem prensarioa
e nam inglar.es.
Srs. negociantes, se grande mal para os pren-
isarios o Sr. Jas afonas d. dio ser corredor,
maior mal jera para vos ell* ser prensarlo.
ta Aona.
Parece-me que com um aliceree feito desta
forma, qualqner ainda o menos pralico em coos-
truccoes, reconhecerque a censirucgo nao
frgil como declara S S. por mal ioformado.
O conselho naval composto de distioctos offi-
ciaes de marinha e do nosso hbil engenheiro
Dr. Ricardo Jos Gomes Jardim, no exame que
fez dd plano do actual pharol, nao- leve nada
que dizer sobre a sua seguranca e eslabilidade,
entretanto S S. que nao tem esludos especiaes
e nem conhecimento do plauo da obra, eolende
fazer acre e mordaz censura que vem na sua re-
senta 1
Voila to'jjmrs comme oo orit l'histoire.
Repliqvei .ao conselho naval e me parece ter
demostrado na minha resposta, que os quatro
defeitos aponiados desappareceram, e que com
ella se conformou o dito conselho, pois o gover-
oo central decidi que seguisse com o plano por
roim apresenlado ; e para que o publico possa
ajuizar esti discusso iniparcial eu a publico
abaixo desta defesa, deixando de dar aqu ex-
plicsgoes sobre a forma quadrangular da torre,
porque constituindo islo um dos defeito indica-
dos pelo conselho fez parle da materia do meu
mencionado officio.
Passaodo outros pontos da resenha-martima
cumpre-me anda dizer a S. S. que o velho pha-
rol de Santa Anoa edificado em 1831. pelo nosso
hbil eugenheiro major Andr de Audrade Bra-
ga, era quadrangular, que o de Itaculumin tam-
bem quadrangular, entretanto arabos- foram
construidos no seculn XIX e nao cahio o primei-
ro senao depois de 29 anuos arrebatado pelas on-
das, e o segundo ainda se conserva firme e se-
guro at que o mar Ihe faca ler a mesma sorte.
Porque que o novo es ara condenoslo por S.
S. a vir dbaixo nicamente por ser quadrangu-
lar?!
S. S. declara que sabe tambem que ogoverno
imperial proporcionou todos os meios necesaa
ros para que a consirucco do phnrul livesaa a
maijr solidez possivel e duraco. Vejo por ah
que S. S. nada sab, pois se soubese que o pha-
rol acna-se parado por falta de dinheiro eque
esta grande torre de 120 palmos de altura cons-
truida em urna ilha batida continuadamente das
ventanas, est completamente isolada despida do
edificio que deve ser construido ao redor della,
am de nao servir para acommodagdesdos em-
pregados, como tambem de verdaaeiro contra-
forte, nao dir por cerloque o governo tem mi-
nistrado todos os meios para que a construego
fosse feita com. toda a seguranca. Que seguranga
pdc]ter urna torre alias feita com as-dimeoscesque
manda a arte de 120 palmos de altura quando
ella foi feita para ser amparada, e que por falla
de ordena ou dinheiro acha se romplelameot"
isolada ?1 Que novid-ade ser se ella vier abaixo
soffrendoa torca dessas grandes v*ntanias-que S.
S. declarr?! De qivem a culpa ? Ser ainoa por-
que o governo deu todos os meios para sua boa
consirucco ? Responda.
Finalmente Si S. termina sua interessante re-
senta declarando que conviulia que o governo
buste, o despeito, etc. Nao quero offender a sus
ceptiDilidade de alguem, pelo que deixo de en-
trar em minudencias. e s curo de dar ura so-
lemne teslemunho de miuha gralido, nao s s
esse honrado cidado que venho de fallar, comu
a muito erudita e illustrada corporaco da re-
laco de districto. cojo carcter iodubia-
velmente reconhecido ; ma-xime aos Exm. Srs.
deserabargadores Silva-Gome, Costa Molla; Lou-
rengo Santiago e iiraua, que, collocado na al-
tura de sua misso s tiveram per alvoa justi-
ga, cuiDpriodo religiosamente a lei; e de cerlo
a uo haver no primeiro aquella graude diligen-
cia e boa voulade, nasoida de urna sublime vir-
lude que Ihe natural, a caridade ; e no
outros o integral desempenho de seus sublimes
de veres, tendo somente diaute de si Deus e a
lei, eu estara ainda seb o culello de urna in-
justa pronuncia. Sena injusto- se deixaase uo ol-
vido o benemrito cidado e mui prestimosoami
go o Sr. Joo Vicente de Torres Bandeira : es-
te cidado distiocto, tambem muito devo, e eler-
naroenie ser-lhe-hei grato seus servicos. Quan-
do o paciente est revestido de innocencia, quan-
do elle tem sua conscienna tranquilla, o inuiu-
pho a cora de seus soiYrimentos.
Recife, 31 de maio de 1861.
Jos Gomes de Amoro.
IX e os galo>- pangados.
Bem feilo Ihe seja, Sr. Adelo, quena rnao-
dou Vmc. melter-se era frota sem oaedeira?
Agora l se avenha com !}&.que tem muita razo
em tomar-lhx cuntas remvindicando para si u>
direito,. que s elle julga ter de elogiar o rwsso
sublimado hroe.
Olhe, Sr. Anacleto, os- taes Chnramigas. ou,
gatus pingados, sao muilo ciosoe. nao conaentera
que estranhos meltam a mo oa sua sear. Ora.
Vmc. invocando e pedindo como- ceg lagrimas a
todo o munlo sem mesmo esquecer-se das gentes
do Campo Verde, descuidnos* de convidar o
gatos pingados, os quiesj vendo-se injustamen-
te excluidos de fzer coro com ss amaveis-como-
dres, tralaram de inventar as suas Aurnontlarins
inleucoes, e ei-los lodosehoiera, inventando
que Vmc. quera formar, algum diluvio capaz d
afogar as glorias do nosso sabio e querido doutor.
Fizesse como eu, Sr. Aiiadeto, que apenar da
ter, nao menos-do que Vmc.,' as caneltas dolo-
ridas^ nao quiz ostentar tamanha mtimidade..
para ao dispertar os ciumes do IX, que espera
ser nomeado secretario privado do noaao virtuoso
protector, de volla de sua misso k moi patria,
onde fdra, segundo se diz pela bocea pequea,
arranjar um sito emprego, que o enlloque em
posigo de melhor preleger os uossos- concida--
daos, que, como Vmc. di se acham sem repre-
sentante legitimo nesta trra. Oh I se- ohe ter a dita de ver o pn-metro portuguez do nossa
secuto colloca lo em posigo lo bnlhanle, ex-
clamare com todas s-minbas [oreasa{ora sim.
renasce a idade de ouro-! Teremos- um repre
seaiaue ilustrado, amavel. dcil e sobre m io>
muilo caridoso ; al Vmc, Sr. Anaclet, apedr
de nao ser c dos n-osso*, uao hade lic.ir sem re-
nmneracao. com lajilo que modeie asui dr pela,
sentida ausencia do nosso esculapio moderno^
mandasse examinar o pharol e que se a sua di- pejs Vrae., bem sabe, que o que elle mais apre-
recgo e napecgao- fosse confiada a um olTuial
de mariuha nada se teria a lamentar!!
Desejaria que o governo altendendo a sua re-
clamago mandasse urna commisso euminar o
meu trabalho, pela seguraoga que tenho de que
o seu parecer nao sen* contra elle, a menos que
naO achasse que o pharol em vez de ler sido \
construido sob a direcgo de um engenheiro, fos-
se confiado aos conhecimentos especiaes de um !
official da armada. Agora -que sei q.ne osol- <
ciaes de marinha sao os habilitados para cous-1
truccoes hidrulicas, e que livessera esludos!
especiaes a respeito. Para que urna eseola cen- '
tral e para que engenheiro, quando as obras \
mais oitceis e que demandara mais Jconheci-
mentos-podem ser desempenhadas pur olciaes
de marinha?!
Para que gastar-se tanto dinheiro com a ma-
Dulengo desta escola o do respectivo corpo
de engenheiro, quando a escola de marinha
su luciente ?1
Para que entregar o dique da ilha das Cobras
a um engenheiro ? Para q.ua o caes do Rio de
Janeiro foi entregue aum outro? Paraqueem-,
fim o pharol das Salinas- a muitas outras obras
importantes foram confiadas engenheiros,
quando deriam ser entregues officiaes de ma-
rinha ?!
Eis aqui como andam as nossas cousas Se-
ria conveniente que o governo aproveitando lo
feliz lembranga mandssse tambem invertendo as
prolissoes, que os engenheiros fossem servir a
bordo nos navios de guerra.
Sendo assim estou convencido que os ventos
nao zombaro da fragilidad do novo pharol e
nem ho de por as escuras e asapalpadelas.de
prumo na mao por entre os perigosos escolhos
que jazem vizinbos da ilha de Santa Anua, aos
navegantes que demaudarem a bahia de S.
Marcos.
Nn tenho a honra do conheeer a S. S., pago-,
Ihe me releve algumas espressoes que por ven-
tura me tenbamescapado, a que o possam fenr.
Sr. Joa fatuos, quera can muitas. pedras bala, tasto que rao nao dirijo contra" S. S., e sim coo-
alguma lbe d iva obac>; voa taod-vos ndo tra aquel! ana aera responsabilidades anima a
quando o* prauanrioa pas de familia bao chora- prestar-lhe-iuformages inexacus, julodo po-
,do.^ alg/i 4i aura a coAtraa. (dar ferir-me ; e mo dispensa da uaaa discuaaio
cia a modestia.
Assim, Sr. Anacleto. conserve-se no silencio i
ao assanho os galos pingado*, que sao mil ve-
tes peiores do que e Germano, raordein e arra
nliaro al esfolar.
Machado.
Praca do Recife 29 de
maia de 1861.
\s tres \ioras da l^rae
Cotaces oftaeiaes.
Accoes da caixa filial 50/ de premio.
Cambio sobre Londres 26 e 28 1,4 por 1jOX>
90 dias de vista.
Catnoio sobre Paris 38S rs. por franco 90 dias.
de vista.
Cambio sobre o Rio de Janeiro ifi 0)0 de des-
cont a 15 dias de vista.
Descont de letras10 e l 0)0 ao anno.
Frete de assucar para Liverpool-23 e 5 GiO por
tooelada.
Assucar mascavado bruto20000 por arroba.
Leal SoePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
^Ifandega,
Raadimooto do dia la 29. .
tdam do dia 31.....
3oi.007873
t7:03742
381:015310
Movimeoto da alffandeaxa.
Volunas estrados com fazandas.. 88
> com gneros..
Volumen: sabidos com faaandas..
a cota geotroa:
4i0
------ 728
4




Descarregam hoje 1.*de mio.
Barca ingleuNethertoocarvo.
Barca americanaUniaoo resio.
Barca ingieraImogeoefazendas.
Brigne inglezlaucusbacelhao.
Brigue hamburguez Georgemercaduras.
Brigue inglezMelinao reelo.
ftrrfae IngretWllliogtonirilhos de tetro.
BTigue inglez Valiairilho de ierro.
Bjrca americana Faime Crosshos tarioha de!
trifeo.
Barca americanaAzeliabacalhao.
Brigue hamburguez Buenos-Arres genebra
e vinagre. \
Brigue inglezNiutelusmercaduras.
ImportuyAo.
Vapor nacional Paran, procedente dos porios
do sul, manitestou o seguinle :
20 caizas psssas. 1 caixote com impressos ; a
Almeida Gomes Alvos & C.
1 caixo panno ; a Jos Antonio dos Santos.
1 caixote impressos : a J. Barboza de Mello.
1 caixo charutos ; Joao Keller &C.
50 rollos o 1 caixo fumo, 9caixas rap, 4 sac-
QO caf ; a ordem.
2 barris ; a Manoel Monteiro da Silra.
1 volume ; a Juveoal de Mello C.
1 dilo ; a Jos Alexandre Ribeiro.
t dito ; a Maia & lrmos.
1 dito ; a Ida Amada.
1 dito; a Antonio Lopes Pereira de Mello.
1 dilo ; a Manoel Ricardo da Costa Couto.
1 dito ,- a Domingos Alves de Brito.
1 dito ; a Francisco Lau de Almeida.
1 dito ; a Francisco Lbano Collares.
1 dilo ; a Jos Joao de Amorm.
1 dito ; a Manoel Gongalves da S'lra.
1 dilo : a Azevedo & Mendes.
1 dito ; a Pedro de Atay-le Lobo Moscoso.
1 dito ; a Fructuoso Vicente Vianna.
1 dilo ; a Anebl Jos Pereira de Albuquerque.
1 do ; a Luiz Duirte da Silva.
1 diio ; a Americo Piolo Brrelo.
t dito ; a Antonio Goncalves de Almeida.
Vapor nacional Cruzeiro'do Sul, procedente
des portos do norte, mamfesteu o seguinte :
48 amarrados com csixinhes de passas, a An-
tonio Lopes Rodrigues.
20 saceos arroz pilado ; a Francisco Alves de
Pinho.
14 rolles salsa parrilha a ; ordem.
-2 caixas com 880 chapeos de palha ; a Eduardo
A. Burle & C.
1 dita com 553 ditos do Chile ; a Palmeiro &
IBeltro.
1 encapotado ; a Marcoliao Doroellas Cmara.
-2 ditos ; ao capilo C. F. de G. Brito.
-2 drtos ; a Tisaet'frerus.
1 dito; a JosGuilherme Guimares.
1 caixote ; a Joao Vianna de Mello.
5 ditos; a J..e Baptista Vieira Ribeiro.
1 encapotado ; a David William
1 euibrulho ; a Domingos Alves Matheus.
1 dito ; a Amonio de Souza Raima.
1 diti ; ao Dr. Augusto Olimpio de Castro.
1 cito e2 barricas ; a Antonio Moreira Pootes.
'Ex por tafito
Do da 29 de maio.
Barca psrtugueza Sympalhia, para o Porto car-
'7egaram :
Barroca Medeiros, 326 saceos com 1,630 ar-
robas de assucar.
Bailar & Oliveira, 1,000 couros com 27,000
libras.
Galera fraeceza Ilaoul, para Marseille, carre-
garam :
Tisset freres, 500 saceos com 2,500 arrobas de
assucar.
Patacho inglez Emtlf, para Liverpool, carre-
garam :
JamesCrabtree & C, 150 saceos com863 arro-
bas e 13 libras de algodo.
. Soumall Mellors & C, 90 saceos com 515 arro-
bas e 23 libras de dito.
Barca ingleza Oneiia, para Liverpool, carre-
ja ram:
Sauoder Brothers &C, 1,680 saceos com 8,400
arrobas de assucar.
Becehedoria ale rendas internas
geraes de Pernamboeo.
Rendimento do da 1 a 29. 25:329j973
dem do dia 31.......2:3665054
tambem nao soffreu mudanca notavel; o negocio
era geral foi mu tranquillo e todas as transac-
coes m litnitaram a aupprir a precisoe do ur-
gente coosummo. Em consequencia das impor-
lautos entradas os nossoa depsitos se achata p-
timamente asaortidos por poder salisfazer qaal-
quer perguma.
Cal.0 negocio (oi tranquillo sem alteracao.
O resultado do leilo hollandez iofluio desfavo-
ravelmeote sobre os nimos e apezar da reduc -
gao del|4 scnilliDg nos precos das principies
qualidades, nao se tem manifestado por ora 'grar,.
de vootade para realisar, compras. Espera-s
entretanto que o negocio se animar tm breve
achando-se o mercado mui bem assortMo em
consequencia das cargas viadas das diversas
pflrt3.
ID* JRlo DE 181
?!,r",-rdovFe.rr '"des Vianna.
EslevaoXavierdaCuoni
&/"iC,fjC0 oe 8anU Candida.
Jnanuit 1Suim Nunes de Oliveira
Joaqun B.j.boj, Lima>
r.. Antonio Goncalves de Mello.
" Antonio Pereira da Silva.
i
MoviLuemodo porto.
Navio entrado no dia 30
Portos do norte-7 das e 12 horas vapor nacio-
nai Cruzeiro do Sul. commandante o capi-
to de mar e guerra G. Mancebo.
Nao bouvtram entradas.
Navios entrado no dia 31.
Portos do sul7 das e 14 horas, vapor nacio-
nal ^Paran, commandante capito tenente
Jos Leopoldo de Norooha Torrezao.
dem6 das vapor francez Guyenne.a com-
mandante Hypolito Enout.
New-York42 das, patacho americano L. C.
Wauo, de 173 tonelalas, capito Dubois.equi-
pagem 7. carga varios gneros; a ordem.
Navios sahido no mesmo dia s
Bordeaux e portos entermedios-vapor francez
Guyenne. commandante H. Enout.
Portos do sulvapor nacional Cruzeiro do Sul.
commandante o capito de mar e guerra G.
Mancebo.
co a o
Q.
-
Horas,
3 I
3
c
kthmozphera
en
-n
M
30
O
Direcgo.
so
C9
3
ao
MI

K>
Intensidadt.
Fahrenheit.
o
es
OO M

O

Ctntigrado.
o>
i
o>
8 I Hygrometro.
| Cisterna hydrs-
metrica.
o
-I
00
S3

I
>_ io
i Francez.
s
O
o
o
03
O
ts
I
Inglez.
27:6965027
"RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAES DE PEkNAMBUCO DO
MEZ DE MAIO, A SABER :
Foros do terrenos de marinha ..
Ladennos.......................
Siza dos bens de raiz.............
Decima addicional das corpora-
les de mao mora.............
TJireitos novos e velhos e de
chancellara...................,
Ditos de patentes dos officiaes da
guarda nacional................
Diurna de chancellara...........
matricula da Faculdade de Dimito.
Multa por infraeces do regula-
mento.'........*.................
Sello do papel fixo
Dito do proporcio.._,
Premio de depsitos pblicos....
Emolumentos.................
Imposto sobre lojas e casas de
descontos.....,......
Dito sobre casas de movis, rou-
pas, ele. fabricados em paiz es-
trangeiro............
Dito sobre barcos do interior. .
Taxa de escravos.........
obranca da divida activa ....
Indemnisacoes...........
. Receita eventual................
o
co
en
H
pa
<
>
S
> H
w
"*" SE
o P:
H

r-
c
c


pata ?eral.Cl"a TeDt S regUl" at as 2 h- e de-
OSCILACAfl DA HAR.
Preamar as 10 h. 18' da manha, altura 6 2o
Al,n,ar 4 b" 30' da larde 9|lu 2 4 p
de lHVat0r d arSenal de marioha' 31 de "o
Romano Stkpple,
^^__^_ Io tenente.
Editaes.
343g5G5
1809125
6193j>615
49S680
1:3I8J>445
789000
301566S
1539600
1749230
3:6749520
proporcional............. 10.8349088
1737
361g200
1:9809900
4409000
96g000
556000
7899364
1429720
11)000
27.-96027
Recebedoria de Pernambuco 31 de maio de
TOt,
O eserivao,
Manoel Antonio Simoes do AmaraL
Consalado provincial
^2fT* dJa l a 29- 56:2619636
.idea do da 31.......I:665j806
579279442
r,Evi)rMN1TLM),A,MESA ,)0 CONSULADO PRO-
A SABER MEZ E MA1 DE mi>
IDireilosde 90 rs. por do as-
sucar exportado.......
"Jilo Hite. alcooletc.........
>>ilode7Qlo Jo mel. ...'."
lOit 2 Olo idom do algodao expor-
tado ............r
Dito de 17 rs. por libra de couros
secaos, verdes e espichados.....
Jdem dem de 5 idem dos mais"
gneros exportados.
Canalada de 320 rs. por sacca de
aigodao exportado .......
Decima dos predios urbanos .
Sello de heraneas c legados. .'
" por cento de zneia siza de es-
cravoe.........
Escravos exportados..............
Emolumentos de polica.
10 por cento de novos e velhos di-
rctos dos empregados provin-
ciaes...........
Dito de 12 0|0 sobre lois reta-'
Iho, etc. ......."......
Imposto de 4 por ceuto sobre di-
versos estabelecimentos........
SOS rs sobre casas de modas,'
perfumaras, lojas de chapees'
etc............m......*tmm
Dito de 2 0[0 sobre os premios
maiores del:0009000..........
Multas por infraeces ".
Restituices o reposicoes ....'."
Imposto sobre carros, carrocas e
mnibus......................
Juros da decima......'..'.'.
Taxa de que trata o art. lil'da iei
n. 369. ......
1
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resoluco da junta da fazenl
da, manda fazer publico, que no dia 13 deiunho
prximo vindouro se ha de arrematar a qoem
mais der o mutamento dos pedagios das barreiras
seguiotes :
Magdalena por asno............... 6:1109000
^T ,-...... ............... 5:3508000
S5S2f"M ............- 3=8879000
mSSL^J ............... 3.450000
Motocoloab .... ............... 1:6058000
Tapacura... .... ............... 1-anfiSnno
Ponte dosCarvalhos ., ............ 6^50OO
Tacaruna... .... ............... S5i&m
Buary...... ; ............... 5509000
As arrematacoes sero feitas por tempo de 3
asaos, a contar do i de julho do correnle anno.
a 30 de junho de 1864.
As pessoas, que se proposerem a estas arrema-
tarles comparecam na sala das sessoes da mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia
competentemente habilitados.
E p?ra constar se maodou affixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 29 de maio de 1861. O secretario,
A. t.de Annuncxaao.
Alexandre Augusto de Frias Villar.official da im-
perial ordem da Rosa, majorcommadanle inte-
rino do pnmeiro batalho de arlilharia da guar-
da nacional do municipio do Recife, e presi-
dente do couselho de qualicaco da par-chis
de S. Fre Pedro Goocalves, porSua Magesta-
de Imperial, etc.
AFaC 0?' a quem interess possa, que de
conformidade com o disposto no artigo 1 parte
a!'t'?0,.9d0 decreto numero 1,130 de 12 de
?-"C. h 18AoetJrli0 8 das '"sirucces de 25
de outubro de 1850, se tem de reunir, na terceira
dominga_ de maio, o conselho de qualificaco pa-
ra revino e qualifleacio da guarda nacional da
referida parochia, no consistorio da igreia matriz
do Corpo Sauto. "*"""
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandel passar editaes que sero publicados pela
impreusa e allixados nos lugares designados na
le. Cidade do Recife, 11 de maio de 1861.
lllm. Sr inspector da thesouraria pro-
viDCtal, em cumprimento da resoluco da un-
ta de faada, manda fazer publico, que a arre-
malagao dos predios do patrimonio dos orphos
foi transferida para o dia 13 de junho prximo
p-bC" SlDiaHomaD0U alBxar P"-nto e
JSttMB? pro'iDCial dePer-
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciago.
,w:.?fllra Sr-.insPec'of d thesouraria pro-
vincial em cumprimento da ordem do Esa. Sr
presidente da provincia de 22 do corrente, mod
fazer publico, que no da 6 de junho prximo
viodouro perante a junta da mesma thesouraria!
rJ, amatar quem por menos flzer o
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
lacao comparecam na salla das sessoes da Junta
?LTi,eC}"*0 pel meiodia competen-
temeote habilitadas. k*:u
ir M?,r" C,a8t" se madou affixar o presente e
4638015 publicar pelo Diario. F"euie e
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 55 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiago.
* os Maria Hachado de Figueiredo.
Manoel de Souza Cordeiro Simoes.
Manoel Flix Alves da Cruz.
Padre Thomaz de Santa Marianna de JesvsMs-
galhes.
D. Antonia Maria da Rosa.
Alexandrina Candida Gonzaga da Rocha.
Amelia Elodia Lavenere.
Constanca Perpetua de Lacerda Machado.
> Dina da Silva Coutinho.
Francisca Lina de Oliveira Santos.
> Francisca Xavier Carneiro da Cunta.
o Florinda Maria do Nascimento Barros.
Isabel Hari da Cooceico.
ignez Pereira Guimares.
Joaquina Delna de Mello.
Joanoa Emilia d Brito.
Joaquina Lourenca da Conceigo Luna
Josepha Claudina Soares Villela.
Maria Martiniana de Campos e Oliveira
Mafalda Augusta Pereira.
Maria Josepbina Purcell,
Thomazia de Athahydee Albuquerque.
> rsula Alexandrina de Barros.
rsula Amelia de Albuquerque Mello.
Americo Netto de Mendon;a.
Antonio Caetano de Moraes Navarro.
Antonio de Padua Hnllanda Cavalcanti.
Elevo Xavier da Cunts.
Padre Francisco Peixoto Duarte.
Francisco Antonio Cesario de Azevedo.
Francisco Jaciotho Sampaio.
Jorge Doroellas Ribeiro Pessoa.
Padre Joao do Rogo Moura.
Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Joaquim Barbosa Lima.
Conego Joao Cbrisoslomo de Paiva Torres.
Manoel Fouseca de Medeiros.
D. Amelia Elodia Lavenere
D. Emilia fausta Mena da Costa.
D. Maria Josepbina Purcell.
D. rsula Alexandrina de Barre.
Faculdade de Direito.
De ordem do Exm. Sr. director interino, o em
so i cumpnmoto do art. 78 do reguiameoto comple-
mentar, faco publico que, ao bacharel Antonio
de Vasconcellos Menezea de Drummond fovm
marcados, para defender as theses que apresen-
tou, os das 7 o 8 de junho, devendo o mesmo ba-
charel comparecer nesta secretaria tres dias an-
tes do pnmeiro em que deve comecar a defesa
afirn de tirar o ponto da dissertaco, que ser da-
do as 8 horas da manha, e perante o lente mais
aniigo dos sorteados.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife
31 de maio de 1861.Q secretario,
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
O conselho de qualicaco da guarda na-
cional desta freguezia. faz constar aos cidados
guardas nacionaes, constantes da releco abaixo
que requereram perante este conselho, passagem
para a lista da reserva, que devero comparecer
no da 3 de junho prximo, as 10 horas do da
na sala de suas sessoes. para serem inspecciona-
dos, como dispe a respectiva lei.
Agostinho Eduardo Pina.
Antonio Nicolao do Reg Barros.
Francisco Antonio da Siiva Tenorio.
Francisco Eduardo Camello de Miranda.
Jayme Eneas Gomes da Silva.
Joaquim Gregorio dos Reis.
Joaquim Jos da Cooceico.
Joao Carneiro da Silva.
Joo Francisco Carneiro.
Jos Antonio Pereira.
Jos Candido de Souza Castro Jnior.
Marciano Martyr da Trindade.
Marcolino Jaciotho de Sant'Anna.
Manoel Jos dos Santos.
Manoel Marinho do Nascimento.
Miguel Goncalves da Luz.
Miguel Martina do Sacramento.
Quintino Pavo de Vasconcellos.
Rufino Paulino da Silva Seara.
Simode Souza Monteiro.
Tranquilino Candido da Silva Brasil.
Sala das sesses do conseibo de qualieaco da
guarda nacional da freguezia de Santo Antonio
do Recife 31 de maio de 1861.Joaquim da Cos-
ta Ribeiro, teoente vogal secretario.
10 fotoro coraparecerao os calafates e'ter-
uros, de 9 a 16 do mesmo mez os pesoaderea
e salivadora, de 17 a todos os mais indivi-
des empregados 00 trafico do porto e ros nare-
gaveis, e do dia 26 ao Qm do mez os que se em-
pregaa na pequea e grande cabotagem. Ando
esse prazo sero eliminados os que nao compa-
recerem e seos nomes publicados nos jornaes
como nao perteoceado mais a esta capitana, fl-
cando sugeitos ao recrutaniento e io nrvico da
guarda nacional.
C"P'tnia do porto de Pernambuco 21. 26. 27,
88, 30 e 31 de maio de 1861.Joo Nepomuceno
Alvea Haciel. servindo de secretario.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprietarios dos predios urbanos das
freguozas desta cidade e da dos Afogados, que
os d das uleis para o pagamento 4 bocea do
cofre do segundo semestre da decima do aono fi-
nanceiro de 1860 a 1861," se principiara a contar
do da 1. de junho vindouro, ficando sujeitos
osUditaosd33drs.',B qU P"gatem deP8 de flDd0
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Carneiro Machado Rios.
CAS POPULAR
so
MAJESTOSOSALO
Leiloes.
DO
Correio.
32:7i7jf123
2:0029650
3489285
9369591
3:4278030
4379275
3578760
6:5028793
1:4168162
3:3638440
2:303j000
209400
:6319360
9629020
OO9OOO
IOO9OOO
1579978
260477
229OOJ
2*083
Directora
da instrueco pu-
blica.
339000
Mesa do
de 1861.
579279442
consulado provincial 31 de maio
' O 2o escripturario,
Lhsses Cokles Cavalcanti de Mello.
Hamfciirgo 6 de maio de 1861.
NMduas semanas passaas a dojso mercado
Por esta secretaria, avisa-ae aos Sre nrn-
fessores, e professor.s, directores e directoras S
estabelecimentos particulares de iostrcSS Sri!
mana, e secundaria, abaixo menaionado? L\Z
aocZVT8 relatT esta repartido; pelo que determina o Illm Sr
Dr. director geral interino, que lhes seja marea-
do o praso de 15 dias a contar da data deita t
para apresentarem os referidos mappas, sob pena'
de serem multadoa na forma do artigo 100 22
le. regu amentar n. 369 de 14 de maio de 1855
^S^SLTSt "**" d6TeiD":
O secretario interino,
\ Salvador Henrique de Aliu^uerque.
.\omes a que se refere a relaco suoora-
Alexandre Jos Goncalve. de Mirn5 W
Angelo Franeisco Ja CosU.
0 r. .Anselmo Francisco Peretti, comraeudador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz especial do commercio desta cidade do
Recife, capital da provincia de Pernambuco e
seu termo, por Sua Magestade Imperial o Cons-
titucional o Sr. D. Pedao II, quem Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, o
detle noticia tiverem, que no dia 12 de junho do
correnle anno, se ha de arrematar por venda
quem mais der, em praca publica destejuizo, na
sala dos auditorios, os objeclos seguintes :
Usa cavallo inleiro, foveiro, avaliado por 80J ;
4 aderecos completos, avaliados por 1009: 24
meios ditos, avaliados a 8$ cada um, 1929; 1
dito de ouro com perolas, avaliado pjr 20S ; 3
ditos com perolas, avaliados a 4 cada um. 129:
14 pulceiras, avalladas a 8 cada urna, 1128000 ;
1 dita em caixa redonda, avalisda por I6S: 62
4oces do rosetas "Hadas a 39 cada um par,
1869 ; 82 pares de ditas, avalladas a 2*500 cada
S? 49' l lonelas- 'liadasa 39 rada urna.
33g ; 18 alflnetes de ouro liso, avaliado! a 3*000
cada uma 54; 4 ditos para retratos, avaliados
09. 029OOO; 4 ditos de dito para homtm, ava-
llados a 5S cada um. 20$; 4 cadeias curtas com
passadores para relogio, avalladas a 50*000 cada
uma, 2009; 1 volta de coral para pescoco, ava-
lada por 99; 6 pares de boles de abertura, ava-
llados a I95OO o par, 9; 1 par de ditos para
pitnos, avaliados a 59 cada um, 60; 6 ditos de
ditos de coral, avaliados a 19 cada un, 6$; 1
cruz de pedra granada e perolas, avaliada por
129 ; 6 anneis a 49 cada um, 249 ; 6 ditos ava-
SS?- Sr **; 58 ditos' '>. 29 cada um.
1169; 22sinetes para relogio, avaliados a 5gO00
cada um, 110; 19 flgas de coral por 309000 ; 1
dita com uma volta de cordo, avahada por 69
36 chaves para relogio, avahadas a 19500. 54 ;
dO grupos de enfeites para relogios, avaliados a
4g cada um, 120 ; 14 ligas de unicorne, avaha-
das por 69000; 2 pares de cornalinas encastra-
das, avahadas por 69 ; 4 cruzes esmaltadas, ava-
hadas por 49; 1 cagoleta em forma de livro,
avahada por 39; 1 bocetinha conleodo diversas
obras quebradas, avaliada por 28$ ; 17 pares de
brincos, avahados a 49 cada um par, 68*; 13
pares de ditos de coral, avahadas por 26 ; 2 pa-
res delarglas esmaltadas, avalladas por 2c; 3
ditos de ditas corladas, avahadas por 69 ; 2 ditas
de ditos de tilagran por 69 ; 1 faca, um garfo e
colher de prata, por 59; 1 par de esooras com
BUoitavas de peso, avaliada por 12J80O; 2 tran-
celins de dita, avahados por 89; 35 canudos,
avahadas a 320 rs.. 11*200; 43 ponteiras de
prata ; avahadas a 400 rs., 17S200; 15 agnlhei-
ros a I96OO, 24$; 6 pares de fivellas para sus-
pensorios, avahados por 159000 ; 18 fivellas para
colhetes a 640. Hg520: 1 resplandor de prata,
1 dito pequeo, uma bandeirinba para Menino
ueus, 5 colheres para calix,5 olbos de Santa Lu-
a, 3 cabecas de S. Joo, 16 dedaes dourados,
tundo de pedra, 4 ditos de prata, fundo de pedra,
ditos todos de prata e 6 anoais de diw. ava-
hado ludo por 268 : 250 oitavas de prata velba.
avahada por 3O9OOO.
Os quaes foram penhorados por execucao de
Mooseo & Vinassa, contra Joo Paulo de Souza
e nao bavendo langador que cubra o preco da
avaliacao ser a arrematacao feita pelo valor da
aojudicacao com o abatimeoloda lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaes que sero publicados pele
imprensa, e afflxados nos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de junho de 1861, 40" da inde-
pendencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
erivao, o subscrevi.
nseirno Francisco Ptretti,
Pela1 administragao do correio desta cidade se
faz publico para Qos convenientes, que em virtu-
de do disposto no art. 138 do reguiameoto geral
dos correios de 21 de dezembro de 1844, e art. 9
do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851, se pro-
ceder s consumo das cartas existentes nesta ad-
ministraco pertencentes ao mez de maio de 1860
no da 3 de junho prximo, as Id ras daco ma-
nha, na porta do correio, e a respectiva lista se
acha desde exposta aos interessados. Correio
de Pernambuco28 de maio 31086lntO adminis-
trador, Domingos dos Passos Mirandaer
Companhia do Beberibe.
O Sr. caixa da companhia Manoel
Goncalves da Silra acha-se autorisado
apagar o 26 dividendo na razSo de
30*200 rs. por apolice, conforme foi de-
liberado em assemble'a geral dos Srs.
accionistas.
Escriptorio da companhia 17 de maio
da 186l.O secretario, Manoel Gentil
da fjosta Al ves.
Collectoria provincial de 0-
linda.
Pelo presente se faz publico a quem convier,
que do primeiro de junho prximo vindouro
principiam-se a contar-se os 30 dias uteis para a
cobranga do 2o semestre do corrente anno flnan-
ceiro de 1860 61, da decima urbana a cargo da
mesma directora, e que fiodo esse prazo incorre-
ro na multa de 30 por cento os que deixarem
de pagar a referida decima.
Collectoria provincial de Olinda, 20 de maio de
1861.
O escrivo,
Joo Goncalves Rodrigues Franja.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomam saques sobro as pracas do Rio
de Janeiro e Para.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de'mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
S> arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a guarda da fortaleza do Brum.
1 laboratorio com baca e jarro.
1 jarra de barro.
1 copo de vidro.
1 bandeja pequea para o dito.
1 castical com manga.
Para a enfermara do hospital militar.
40 facas grandes de mesa.
40 garios dito de dita.
24 colheres dita de metal do principe.
12 bacias grandes de louca para rosto.
30 pratos de folha fuudos e rasos.
30 tigellas de folha.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 29 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do rsenal de guerra 2* de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
Directoria geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convier que o lllm. Sr. r.
director geral interino tem marcado o prazo do
30 dias, a contar da data deste, para que todos os
que se dedicam ao magisterio particular prima-
rio e secundario de ambos os sexos, que anda
nao o alzeram. haja de requerer a licenca de quo
''a a lei reglamentar n. 369 de 14 de maio de
185o, e de tirar os respectivos titulos ; compre-
hendendo-se nesse numero aquelles que tendo
sido multados foram absolvidos, visto como esse
acto, atleotas as razoes que allegaran), nao os
senta de solicitarem os mencionados titulos na
forma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou-se publicar o presente. _
Secretaria da instrueco publica de" Pernam-
buco 29 de maio de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Domingo, 2 de junho. |
O capUao B. G: Bendixen da galera dinamar-
queza Hlmalaya,:arribada a este porto com
agua aberta na sua recente viagem de ValDarau
zo para Cork com um carregamento de farinha da
trigo, far leilio por intervengo do agente Hyp-
politoda Silva com autorisaco da iospeccao da
ahandega e em presenta do Sr. cnsul da Dina-
Haverneste dia um grande baile com lunch J"."0".0?"8 e'000 "ecos de farinha de
e nos tntervallos das quadrilhas as Sras. Francis- lzo em bom eslado. Pra occorrer a
ca Setar e Januario Marcear, executaroemseus l desDeza fe,,a com os reparos da dita galera ; na
instrumentos lindas e variadas pecas de msicas m'ama occasiao sero vendidos alguos cabos
com que se toroar o baile mais variado e brilhan- !elnos Pertencentes ao dito navio : lerca-feira A
te. Ser maotida a boa ordem e harmona do eos- ?,c2'Jeal? l\,nora* em Pnt0 n armazem
turne e observadas as disposigoes do regulamenlo. j'?ugado d0 Sr> batao do Livramento caes
Entrada para damas gratis, cavalheiros 2$.
Grande baile e conceptos
musicaes nos magestosos
sales do caes de Apollo.
Divertimento extraordinario em bene-
ficio dos grandes melhoramentos que
se estao preparando para os bailes de
San-Joao.
Sabbado 1. de junho ter lugar oestes sales
um baile explendido, intermeiado de concertos
musicaes, pela banda de msica do 4o batalho
de arlilharia a p, augmentada com professores
de outras bandas militares.
As 9 horas comecar o baile, executando-se
uma excitante ouveriura, e seguindo-se difieren-
tes dancados pelos illustres concurrentes.
Nos intervallos, alem de outras pecas de muito
ment, o Sr Jos Dias Alves Branco, mestre da
msica do 4, executar no seu mgico ophclei-
de. uma brilhaote cavatina da opera Attila, sen-
do depoisdesempenhada outra da opera Lucrecia
Dorgia, ambas acompanhadas por todo o instru-
mental.
Para maior pompa, todos os professores esta-
rao uniformisados, sendo os concertos executados
no salo grande.
As quadrilhas, polkas, scholtz e valsas que se
locarera sero as da melhor escolha do hbil
professor o Sr. Branco, que as est cuidadosa-
mente ensaiando.
Os sales achar-se-ho ricamente adornados,
sobresahindo na hombreira da entrada para o sa-
lao grande um deslumbrante dstico em letiras
de fogo de differentes cores, e havendo entra-
da do baile um rico respesteiro de gosto mussul-
mano conforme o uso dos grandes sales de Cons-
tantinopla.
Estao feitos immensos convites s senhoras e
cavalleiros mais distinctos desta cidade, por isso
se espera que a concurrencia seja muito crescida
e aprazivel.
Uma mesa esplndidamente servida dos manja-
res mais delicados estar a disposico do publico
que por qualquer pega de que haja de servir-se
pagar apenas um preco ssss mdico,
Ser comprido religiosamente o reguiameoto
policial.
Entradas para homens 2g000, e para senhoras
gratis.
LEILAO
DE
Farinha de mandioca.
Terca-feira 4
PELO
do corrente.
AGENTE
O referido agente acha-se autorisado a vender
sem reserva de preco
5i6 saceos com farinha de mandioca recente-
mente desembarcadas, que se acham recolhida
no trapiche do Cuona. onde lera lugar o leilo
Pe'"10 hor da manha em um s ou em lotes
de 100 saceos a vontade dos compradores.
DE
Avisos martimos.
Para em direitura.
O patacho brasileiro Paulino segu em pou-
cos dias, pode recebr alguma carga miuda ; tra-
ta-se com os consignelarios Marques, Barros & C
Segu impreterivelmenlo no dia 8 de junho a
ve I eir e bem conhecida barca portugueza Sym-
palhia, por ter sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pora os quaes tem commo-
dos excellentes.
THEATRO
DE
Declaragoes.
.T Pel3*dnnistracao do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduiir
o vapor Paran para o portos do norte serlo
fechadas noj (l.j s 3 horas da tarte:
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de divislo capito do
porto se faz publico que sSo chamados'iodo, os
individuos matriculados nesta capitania a COm-
pareceremna mesma eom sua. matricula" J!
soaeana ordm seguinte : do dia 8 g Er
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Recita extraordinaria livre de as-
signatura.
Sabbado ldejuiho.
Representar-se-ha o muito applaudido drama
em 5 actos, original francez,
ULTRAGE.
Toma parte toda a companhia. O Sr. Ray-
dVSfitSS* LaUrde>e Sr- **
meTdtameimnm0.ctoP.eClaCU,0 Cm g"C0M 0"
EMA MILHER POR DUAS HORAS.
Comecar s 7 inorar:
o Ro de Janeiro
A veleira e bem conhecida barca nacional A-
meha pretende seguir com muita brevidade, tem
parle de seu carregamento prompto ; para o res-
to que Ihe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Mendes no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir com muita brevidade o velero e
bem conhecido brigue nacional Damo, tem
parte de seu carregamento prompto: para o res-
to que lhe falta, trata-se com. os seus consigna-
tarios Azevedo & Mendes no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalaco,
a tratar com Gurgel Irmos na roa da Cadea do
Recife n. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Saeta Anna : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadea n. 82.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por*ter j engajado metade de seu car-
regamento. e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Aires Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
Legtimos charu-
tos de Ha vana.
Sabbado 1- de junho.
O agente Hyppolto fara' leilo por conta e ris-
co de quem pertencer de uma porco de caixas
dos legtimos chirutos de Havana. as 11 horas
em ponto no seu escriptorio ra da Cadea n 48
primeiro andar. w
LEILO
Sabbado 1- de junho.
Silveira & Mello faro leilo por intervenco
do agente Costa Carvalho, da armacao e dividas
da taberna da ra Direita n. 31, em lotes a von-
tade dos compradores.
Qumta-feira 6 de junho.
O agente Hyppolito autorisadj pelo Sr. Anto-
nio Carlos Francisco da Silva e com autorisaco
predios seguintes : nao aoa
Um sitio no logar do Salgadinho, com grande
vnTSSTt ,0d CerC,d0 de HnoeirS wti!
ElJ a a,ba' bf"fXa pa,ra caPim e 8"de quanli-
dade de arvores fructferas (mais de mil) q"ende
o tarreno fore.ro a Santa Casa de Misericordia de
Metade de um predio de dous andares e soto
de pedra e cal sito na ra da Senzala Nova n 3
em chaos proprios.
Metade de um dilo de 3 andares na Lingueta
frente para a ruado Trapiche n. 23, pedra e ca*
chaos proprios.
Um dilo terreo, servindo de armazem nresen-
temante.naruadaSenzala Velha n. 63 chin*
propnos, sendo etTectuado o mencion.,,0 icio
em seu escriptorio na ra da Cadeia n. 45, p-
meiro andar, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendemos podero examinar os titu-1
los que se acham em poder do referido agente
bem como os predios designados.
Avisos diversos.
Aviso.
COMPANHIA PEItNAMBIJCANA
M
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinuioo, commandante Moura,
sahir para os portos do sul no dia 8 de iu-
nho as 4 horas da tarde. Recebe carga at
o da 7 ao meio dia. Encommendas, passagei-
ros e dioheiro a frele ateo dia da sahida 1 ho-
ra : escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
y
COMPANHIA PERNAMBUC\NA
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do aorta at o Acarac no
da 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio da. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete. at o dia da sabida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
Para o Assu'.
Segu com brevidade o hiate Camaragibe, por
j ter parte do seu carregamento : para o resto
e paatageira trata-se na roa do Vigario o. 5, com
Luiz Borges de Cerqueira.
Roga-se encarecidamente, a' todos -
senhores vigarios, delegsdos, subdelega,
dos, proprietarios de engenhos ou ou-
tras pessoas que souberem se ainda exis-
te e onde, o Dr. Jos Coelho de Olivei-
ra, ilho do fallecido escrivo Coelho, en-
viem suas informaQoes a' praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8 em carta fechada
com a inicialC. Esse senhor morou ha
dous ou tres annos no Cabo e na Escada.
Pagar-seha toda a despeza que se fizer
! com documentos relativos a' sua vida ou
morte, egratih'car-sehagenerosamente.
3 69 o ciaco p o g vap i t ex
{)cvnamfmcana
Domingo, 2 do correte, s 10 horas da ma-
nha, haver sesso ordinaria do conselho di-
rector.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana 31 de maio de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Aluga-se uma escrava crioula com 24 an-
nos de idade, cozinha, engomma, cose, ensaboa
e serve uma casa: quem a pretender, procure
na ra da Roda n. 23, para a ver e ajustar.
Fugio no dia 26 o preto Joao de Angola que
representa de 30 a 40 anoos de idade, corpo re-
gular, olhos papudos, e o melhor signal ter uns-
calombos na barba e por baixo do queixo. que por
essa causa anda semprecorn um lenco amarrado-
nos queixos. tem sido gaohadorde ra, e costu-
ma a embebedar-se : quem o pegar, leve ao seu
senhor D S. Campos, roa do Imperador n.28
Bartbolomeu Francisco de Souza tendo de
partir para Paris no vapor francez, e nao tendo
podido despedir-se de todos os seus amigos pela
brevidade de sua viagem, vem faze-lo pelo pre-
sente, offerecendo-lhes all o seu diminuto pres-
umo.
-- Em virtude da retirada de Sr. Joo Praeger
da firma J. Praeger & C, entrou a mesma em li-
quidacao desde hoje, efleaencarregado da mes-
ma o socio Sr. C. A. von der Linden.
Precisa-se
fallar eom o Sr. Jos Joaquim Ferreira de Souza
para o mesmo senhor se servir dar informacSes
acerca de certo negocio, podendo dirigir-se a es-
se Uro ra da Cruz n. 27, escriptorio.
No dia 4 de junho, depois da audiencia do
juizo da 1.'vara do clvel vai praca oa bens
movis que foram penhorados Alfonso Binet
por eiecoclo de Jos Francisco de Souza Lima.
- Cals Irmios mudaram sen armazem da ra
da Cruz o. 19, para a mesma ra o. 51.

J



II
DUW0MP11N
o.
a
s *
U B n O (! = -
B a-g S ~ 'S a
(6
p
O B ^3 2. MI a
ff r o
"O
j- B m

ST erg nn o
o-i6.^ M 2 B S
H'a ?! 5 8 ts-o
03 fcl p S
3be
a *- B Ja
er*B o
_ S 5 5 c
-o
S9

SJ.
sr >
f B
o
re
a o o
2 2 3
-.- g,
O 3
5 8 3.a
a : r
O
B
i:
o 5.
3
a u "
69 & P **
Si 5 5 o
* ,rSqg
3B?2.
g s o c <
n <*-o 2
5 S-o^g S
3 re t= c.
83 5 2 s
Ififl
ft> O P- -s
e 5
O. o-re
B *>
a i -g -o
3S5
W
O
E
3_
5
c
fia
ce
(6
3
B>
E
re
63
N
63
>ara escriptBBo I AL
M JUNHO M 1861.
()
De$eja-*e a lugar para escrip
urna sala ou todo prirneiro andar de
qualquer casa, que esteja situada em
alguma das ruas,seguintes t Passeio Pu-
blico,' do Imperador, pateo de Pedro
II e do Queimado : quem ti ver urna ca-
sa nessas circumstancias e quizer alu-
de roupa & vapor.
As ooreiras que exutiam oeste estabelecimen-
to, quando paralisaram o trabalhoa e que quize-
rem ser reintegradas nos seus respectivos luga-
u.. bajam de apresentar-se no prazo de 15
U. j f rea, najam de apresentar-se no prazo de la
tenha a bondade de deixar no es- da. Ando o qual ser o numero preenchido por
criptorio desta typographia seu nome e ?u_lrM_c^ue ,ee"> offerecido.
2 2.S-B
2 a g sL
- 2 5.
8-8S
i-lfg-i-
o a
a n 2
^B o
4RMAZEM PKOUKESSO
DE
largodaPeoha
O proprietario deste armazem par-
cipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimeuto e gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
?indos porconla propria, vende-os por menos do que em outra qualquer paite.
Maiiteiga i*gUo* petteltamente Hor. m".. libra,. em b.
rn! se tara algum abatimento.
C18* iraUCCZa a mas noya que ha no mercad0 yen(je.ge a 720 rs. a libra.
QUeiJOS aamengOS chegados nest* ultimo vapor de Europa 1600 rs., em por-
co se (ara algum abatimento.
^aClju SUIBSO recentemente cbegsdo e de superior qualidade vende-se a 6*0 rs. a
libra.
"aClJO praiO 03 melhoresque tem viudo a este mercado por serem muitorescaes e de
boa quilidadea 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
BOllO IranCeZ a 500 M. 0 cartao elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Hoce da casca de goiaba em calx5es com 3 ,l2 libr vende.se a iSeidt um-
liOlaCUiaUa lUgleXa a mais nova que ha no mercad0> vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 38000 a barrica e a retalho a 250 rs. a libra.
jvmeixas rancezas a 480 rs a Dra em por5ao se far algum ibatiment0#
^arif,^a5? imperial d0 afamad0 Abref e de outro, multo8 fabricante8
Lisboa a 800 rs. a libra.
"Latas com boYaeYaYia& de soda voH nn
.._ ... mm vende-se a 1^600 rs. cada urna com
differentea quahdads.
lk mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
y. eB1 ,ats 1 libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
Hura.
m ^vwa em condecas de 8 1brag por3^500 a retalho m fg Hbra
voi\seT\as trncelas e inslezas ..
A___ .. ,. ^^** as mais novas ue na gerem vin-
das em direitura a 800 rs. o frasco. *^
AletTia, macsTrao e lalhariin im rs lihr.. *
roba por 8. 4 "' llbr" e em calx" de /'-
Palitos de denle lixados
_, ^m.*^ uaquus em molhos com 20 a,acinh0g por 200 rg<
I oaciniio de Lisboa
a arroba 9S DV qU6 D mercado 320 a libra em barril
multo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
C nouTicas e natos .. >, k
a libra. qU nesle Kenero Por rem muil novos a 560 rs.
BauYia de porco reuada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peixe de nosta
22! i* m"ra8,lulDo doe "" ''cor francez de todas as qualid.des, azeite doce pu-
rificado a 1S agarrafa, notes a 320 rs. a libra, ervilhas francezas. truct. em calda azeitonas
baratas e outros muitos eneros que encontrarao ludo de suoerior qualidade "a8
a indicacao de sua residencia afira de
ser procurado.
O abaixo assignado declara ao corpo do
commercio desta proca e em geral, que teve des-
csminho urna letra oa quantia de 1:793$700 sac-
cada aqui pelo mesmo em 18 de margo do cor-
rente 11 mezes pagar ; cuja letra a haia
remettido sobre Dentar Barroso, negociantes
daquella praca, provenientes de drogss. Assim
pois declara que tem de saccar a 2.a via sobre
aquelles mesmos, e protesta sobre a pesoa que
se dignou apoderar-seda 1.a, lalvez com tina si-
nistros. Parabiba 16 de maio de 1861.
Antonio Tbomaz Garneiro da Cunba.
No dia 17 do correte desappareceu de A-
pipucos um cabrioba forro de nome Filismino,
de idade de 12 a 13 anuos, secco do corpo, ca-
bello meio corrido, rosto bozexudo, nariz arrebi-
lado, com o sigoal de um lalho ao lado de urna
das orelhas ; este cabrinha muito conhecido
em Apipucos, de onde natural, e iodo levaruma
trouza de roupa ao acude do mesmo lagar desap-
pareceu, e descoofla-se que se acha occulto com
fins sinistros : quem o pegar, leve-o ao engenho
Dous Irmo.o, que ser gratificado por Ignacio
Martins da Costa.
Precisa-se de um ama forro ou escravo
para todo o servido de urna casa lia : na ra larga do Rosario n. 30 ou 37.
0 abaixo assignado, testamenteiro de seu
fallecido pai o Sr. Joao Antonio de Souza, faz
sciente, que tendo o dito seu pai declarado em
testamento dever aos seguintes senhores, Jos
Mana da Costa Carvalho 190, Alvaro Fortunato
Jordo 90$. Joaquim Jos de Oliveira 192S885,
Manoel Jos de Souza 103$, Joao Loureoco 100S,
J. de Souza Campos 1009. Antonio Jos Rosado
150$. O mesmo abaixo assignado est prompto a
pagar os ditos senhores ou a seus legtimos ber-
deiros, em sua residencia na Baixa-Verde, logo
que se apreseotem competentemente habilitados.
Antonio Jos de Souza.
Cdulas.
Troca m-se com mdica descont as notas ge-
raes do thesouro que se esto recolhendo, e bem
assim de diversos bancos do Rio de Janeiro e
Bahia, e da caixa filial desta ultima cidade : na
Iivraria econmica ao p do arco de Santo An-
tonio.
Cera de carnauba
Na ra da Cadeia do Recife n. 7, vende-se ce-
ra de carnauba a mais limpa e superior que tem
vindo a este mercado, e por isso de muita nlili-
dade aos senhores fabricantes de velas, atteudedo
qualidade.
Vende-se a taberna da ra do Imperador
n. 2, com poucos fundos.
Devoto Christo.
Este livrioho alem da doutrina christa, modo
de ouvir missa, cinfessar-se, oracoee para viver
honestamente, tem as novenas para todos os sao-
tos e santas, inclusive a trezena e novena de San-
to Antonio, tudo quanto necessario para as fes-
tividades do Rosario, muitas oraces a Nossa Se-
nhora, modo de fazer a via-sacra, etc., etc.: ven-
de-se nicamente na livraria ns. 6 e 8 da praga
da Independencia, a 800 rs. cada exemplar.
Furtaram ha poucos das do ar-
mazem n. 06 da ra da Cadeia, urna
peca de panno azul, o qual panno tem
algum agodo misturado com a laa co-
mo se pode ver desiando-se e e'tran-
j cado como casemira : quem der noti-
cias exactas de dita peca no referido at-
I mazem sera generosamente recompcn-
:Sado
I. Se algum dos passageu os do vapor
'ingle' Oneida, foi em Londres en-
; carregado pelo Sr. Fredenco Youle de
; ser o portador de retratos que ao Dr.
j J. d'Aqumo Fonseca mandava seu filho,
dignar-se-ha de indicar o lugar em que
. pode ser procurado, afim de que e ef-
' ectue a entrega.
Attenco
Pecbincha sem igual.
No deposito do Tleodoro Christian-
navio de Hamburgo :
pro.,,,, V ... ... l"uc para retratos de dguuu rs-
?emnot- na6i0r8- ^ ^ Um'a8 Pe$$oa Ivirm.? "__.,, V*** conhecimentol praticos na artr
\:
a mais alva que pode haver no mercado vende-se a
Consultorio medicocirurgico
S-UVV B V &L.OIUA CASA no FUNAO~3
Consulta por ambos os systemas,
nk *'eeJ8 neohum oulro, v.sto o grande crdito oe q.w sempre gozaram e gozam ; o proprietario tomado
d Sa di,,lBscrfrvefr o>e em todos os roalos, devendo ser considerados como f.Wf-
doa todos aquilea que forem apresenUdos sem esta marca, e quando a pessoa que os Candar rom
Srr^o^roW;euen-e.8COa,P"har Um' C(>Qla ""to"1 ^ ^ofoWsaoTo'em6;?:
iMS^^Sai^i'116 r.Ceb*r d6 F-anQa graBde P^^o de tinctun de acnito e belladona, re-
n^^u^'J*"^ VJ em}a>ot ,ur e" tiaeturaecasUrio a 1 o vidro.
A situacao magnificada casa, a co.mmodid.dedos banhos salgadoi sao outras Untas vania-
gena para o prompto resta be aciment dos doentea. "gaaoa sao ouiras isnus vanta-
Aapessoas que quizerem fallar com o aonunciantedevem procura-In de manha at 11 hnr*.
ts,rr-Sir^e3b^Trx^'io ^"- ;r v..ohr
Dr. Lobo Motcoxo.
Hamburgo a 1,500 rs.
Dito melhor a 520 rs.
Xarope de vinagre a 500 rs.
Xerez a garrafa a 480 rs.
j Cognac em ditas a 530 rs.
I Charutos da trra a 2,000.
Ditos de Hamburgo a 5,000.
Ditos de Havana de 9 at 12,000.
Licores a duzia 8,000.
, Dito em garrafa a 680 rs.
I Genebra o frasco 1,000.
) Chapeos de marujo a 160 rs.
I Ditos de feltro 1,000.
; Tambera rifa-se um cavallo.
lrmandade das Almas do
Recife.
Por deliberando da mesa
regedora convido a todos os
irmoS das Almas para reu-
nir se hoje no consistorio da
irmandadeas A horas da tar-
de, para mesa geral.
Manoel Moreira Campos,
Escrivq interino.
Ra do
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brito, so-
licitador da fazenda geral. teodo exercido
por espaco de 8 aonos o orkio de solicita-
dor de causas na cidade de Parto-Alegre,
adquirindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de .qualquer causa nos differeoles jui-
zos, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobraocas. E
como tem na corte sua disposir'o um
habilitado procurador lambem se encar-
rega de maudar agitar l o andamento de
qualquer preteoco per.nte as secreta-
rias de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenha de seguir por meio de S
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar S
de seu prestio pode o procurar das 9 9
m horas da manha at as 2 da tarde na ra
g, das Triocheiras 13, e fora deslas horas J
H na ra de S. Francisco, sobrado n. 72. ||
Jos Goncalves da Rocha PraU, subdito
portuguez, retira-se para fora da provincia.
1:2008000.
Na ra Direita n. 3 se dir quem os d a juros
com segueran;a em proprledade nesla cidade.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad e Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
_ Permuta-se" por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode render de dous
a tres contos de ris, muito perto desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, visto seu proprietario ter necessidde de
ir para fra : a quem convier, annuncie.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,15$
Tira ratratos por 3^1
Tira retratos por 5
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
1 Vinh riwi~ c qmnr conhecimentos praticos ua
Bordear engarrafado em dmretratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condeses muito
razoaveis.
, Os cavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.vendem-
se por pre.cos baratissimos, para fechar coatas .-
chapeos do Chille para homem e menino a 3.M)0
tortea de casemira de cores a 3500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 3*. pecas de cam-
braia lisa fina a 3*. sedas de quadrinbos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do. chitas largas cores escuras claras a 240 rs.
cassas de corea de bous gostos a 210, organdys
muit fino e padres novos a 500 rs. o covado
pecas de entremeios bordados finos a 1$500 ba-
ado bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 040, manguitos de cambraia e fil 1 2 bra-
mante oe algodo com 9 palmos de largura a
1IW a vara, sobrecasacas Oe^psnno fine a 20 e
25J,paletots do panno e easemira de 16 a 20J
5JidH o P"2 pr^,0S e 3500 7S. tos de
brnn de a 5, calcas de casemira preta e de co-
res para lodos os precos, ditas de brim de cores e
brancaa de 2500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5
cortes de cassa de corea a 2, pecaa de madapo-
lao fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendaaque se veodero por menos do seu valor
para acabar.
Industria americana.
N. O. Bieber A C./successores,
ra da Cruz n. 4.
participam ao publico que oovamente receberam
urna grande collcco de artigos da industria
norte-americana, como sejam :
MACHINAS
para cortar capim, para descarogar milbo, para
moer milho e caf, para fazer farioha de milho
em finura iguala do trigo, para fazer bolachinha
de todas as qualidadeseni grandes porcoes, para
lavar roupa em 10 minutos, e para regar hortas,
jardim e baixos de capia, e decozer soceos, cou-
ro, etc., etc.
INSTRUMENTOS PARA AGRICULTURA.
Arados, cultivadores para limpar a trra, fac-
ces proprlas e expressamenle feitos para corlar
canoa, machados, machetes, enchadas, ps, as-
sim como urna immeosidade de ferragens finas
bombas, carros de mo.
CARB0S
elegantes eleves para douas o quatro pessoas,
com arreios para um e douscadallos ; neste ge-
nero possuem igualmente desenhos de todos as
modelos e gastos, com os presos marcados e acei-
tan) encommendas delles.
PARA USO DOMESTICO.
Obras de metaes principe prateado, em vista
igual prala, e que nao perdem a cor, sendo :
apparelhos para cha e caf, galheleiros, porta-li-
cores, bandejas, cestas para fructas, apparelhos
para fazer cha, ditos para' coziuhar ovos, etc.,
etc., etc.
Colheres do mesmo metal, faccas finas cabo de
msrfim, garfos. machinas par torrar caf.
Urna ioimensidade Je obras de folha de Plan-
dres envernisadas para toilete, ditas de madeira
necessarias para cozinha, taboas para lavar rou- I
pa sem estraga-la, ferros econmicos para en- |
gommar roupa. Costureiras, conessas e balaios
para guardar roupa, urna inGnidade de objecios
de phanUsia proprios para gabinete desenhoras.
_ Caixas com ferrameota fina. Brinquedos, car-
riohos para meninos. Chfala para dar appa-
rencia nova a mobilias.
Mappas geographicos de todas as partes do
mundo, e livros com a discripcio em inglez.
Quem tiver algum-a armaco, e esta esteja
em bom estado, querendo vender, appsrega ns
ra Imperial n. 64.
Daseja-se arreo lar um engenho de boa pro-
dcelo e que tenha escravos e animaes sufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e animaes, se convir ao senhorio rece-
ber em predios nesta cidade, que podem render
de 3:000$ a 4;000$ : a quem convir annuncie pa-
ra ser procurado.
O abaixo assignado pede ao seu procurador
o Sr. Manoel Serapio de Almeida Portes, que
mora no termo do Bonito, que inca o fjvorde vir
a esta pra;a enlender-se com o abaixo osiigoado
a respeito das cobraocas que Vmc. j tem feito
pelo sul desta provincia, de alguns senhores que
se acham devendo ao abaixo assignado, pois me
nao convera esta grande demora que Vmc. tem
tido, resultande ella em meu prejuizo, pois j
anda em 4 anuos que Vmc. preslou contas da
primeira cobranca que fez, e al esta data n3o
me deu mais noticia alguma das dividas deque
ainda se acha encarregado de cobrar. Espera
que Vmc. appareca nesla praca nestes 30dias, na.
Boa-Vista, travessa do Veras n. 13, para tratar-
mos a respeito da liquidaco deste negocio. Re-
cife 28 de maio de 1861.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa.
Escriptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Baodeira tem o seu
escriptorio na ra do Imperador o. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas da
manha at as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabalho forense nesta capital ou fora del-
la, e promelle todo o zeloe promplido as func-
hes do seu ministerio.
O abaixo assignado avisa a todos os seus
devedores que tem utorisado ao Sr. Joao de Sou-
za [tange! para receber dos mesmos senhores o
impoite de seus dbitos qur amigavel, ou judi-
cialmente, licando a escolha dos mesmos deve-
dores o meio. Recife 24 de maio de 1861.
JoaoCatanho de Hagalbes.
Pretende-se alugar um soto com jaoella
para a ra em urna casa capaz, porm que nao
exceda a 12g mensaes, isto no Recife ou bairro
de Santo Antonio ; quem tiver annuncie por este
jornal.
Precisa-se alugar urna casa terrea pequea
que nao exceda a 15$, no Recife ou bairro de
Santo Antonio ; quem tiver annuncie por este
jornal.
O abaixo assignado tendo sociedade na loja
de chapeos na praca da Independencia ns. 19 e
21, com Joo Bento Para, sob a firma Para &
Santos, declara ao respeitavel publico e especi-
almeute ao corpo de commercio, que pretende
dissolver amigavelmente a dita sociedade, e Pi-
cando a cargo do annunciante a rnesma loja por
sua coota, visto como j se eolendeu com os
nicos credores que sao os Srs. Caucanas & Du-
bourq. na quantia de 535&70O, e Cals & Irmo na
de 600$, Haranaga Hijo & C. na de 1:023$: quem
tiver contas ou direito ao pagamento de qualquer
debito, apresente-se at o Qm do correle mez,
alim de ser pago, urna vez que desta data em
dianle nao se responsabilisa por nenhum outro
pagamento, continuando a casa a gyrar sob a fir-
ma do annunciante do 1. de junho prximo fu-
turo em dianle. Recife 28 de maio de 1861.
Manoel Jos dos Santos.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazem sciente ao corpo de
commercio desta praca, que fizeram "venda do
eslabelecimento de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
co do activo e passivo do mesmo eslabeleci-
mento, al 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Traspassa-se o arrendamenlo do engenho
Giqui, freguezia da Escada, distante da estacan
deOlinda.3/4 de legoa, capaz de safrejar 3,000
pies de assucar ; assim como lambem se vende a
safra criada, urna parle do mesmo engenho, e as
obras que o rendeiro a 11 i fez com consenso dos
consenhores : a tratar no mesmo engenho com
Kerculaoo Ludgeio de Lemos, ou no Recife com
Jdo Ferreira da Silva, morador na ra Direita
numero 106.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra das Cruzes n. 35 : a tratar na praca da In-
dependencia n.34.
Thomaz Good, Henry Perrin, Henry Cor-
subditos ioglezes, seguem
Aluga-se
dousi sitios na ra da Mangabeira de n. 1 e 2 na
cidade de Olinda, sendo o primeiro um dos me-
mores sitios q-ie ha naquella cidade, rendoso em
razao dasmuilas frucias quequ.si todo aono tem
em muita quantidade, tem muitas mangabeiras,
maracujs, mangueiras, o que so so vendo que
se d valor, urna rica baixa de capim, terreno para
rocado, lenha era capoeira, forno para p.daria,
olaria com telheiros para fabricar telhas e lijlos
grossos, forno para lijlo grossso e outro para lou-
ca, tudo com os competentes telheiros, um bar-
reiro com barro muito bom para louca e lijlo
apenas falta fazer o esgolo d'agna, com bom so-
brado com 3 salas de frente, 8 quarlos, sala de
janUr. cozinha fra, com muilos outros comino-
dos, com estribara para cavallo e 3 lojas ; o se-
gundo pequeo mas coro muitas fructeiras : quera
pretender dirija se ra da Madre de Deus n. 5,
que se dir com quem deve tratar.
Compram-se 2 papagaios talladores, 2 sa-
guins, 3 periquitos; na ra de Apollo n. 8, ter-
ceiro andar.
EME
aguata
Compra-se urna carroca para um cavallo, em-
bora tenha algum uso, com Unto que esteja em
boro estado, e seja forte : na ra da Cadeia, oja
numero 41.
Francisco Ignacio Accioli deixou de ser cai-
xeiro de Domingos Jos da Cunha Lages desde
31 de maio.
Collegio Bom Conselho.
Precisa-se de urna ama secca, paga-se bem.
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO.
Roga-se a todos os socios queiram comparecer
a uraa rnunio extraordinaria segunda-fera, as
11 horas da manha, no lugar do coslurae, afim
de se tratar de negocios urgeotissimos para a
carreira social do mesmo instituto.
Secretaria do Instituto Pi e Lillerario ao ].*
de maio de 1861.
Joo B. de Siqueira Cavalcanti.
I. secertario interino.
Agua ambreada
para banho do rosto e do
corpo.
A loja d'aguia branca acaba de receber essa no-
va e apreciavel agua ambreada, de urc aroma e.<-
cellenlemenle agradavel. Ella serve acertada-
mente para se deitar algumas gotas n'agua pura
com que se banha o rosto, resultando disso que
refresca ecooserva o vigor da culis, com especia-
lidade dassenhoras ; assim como para se deilar
n Agua de banho, que o torna mui deleitavel. re-
sultando alem de refrescar o tirar ou fazer desap-
parecer esse'halito dessgradavel que quasi sem-
pre se tem pelo transpirar. Tambem tem a pre-
ciosidadede acalmar o ardor que deixa a navalha
quando 3e faz a barba, urna vez que a agua com
que se lave o rosio tenha della composico. Cus-
a o frasco 15, e quem aprecia o bom oo deixar
certamente de comprar dessa eslimavel agua am-
breada. isto na loja d'aguia branca, na ra do
Queimado o. 16, nica parle onde se achara.
Antonio Goncalves Ferreira, portuguez, re-
tira-se para Portugal.
Precisa-se de um bom amansador na pa-
daria da ra larga do Rosario n: 16.
Aluga-se urna sala com 3 quartos da pane
dedetrazdo sobrado n. 14 da ra do Queimado :
a tratar na mesma loja.
Na ra de Aguas-Verdes n. 26. precisa-se
de urna ama que saiba cozinhar e engoromar.
Precisa-se de urna ama para coziohar, en-
gommar, e mais arranjos tambem para sahir a
ra e comprar, para casa de urna pessoa tnica-
mente : no Recife, ra do3 Tanoeiros o. 5, se-
gundo andar.
. Despedida.
Ventura da Silva Boa-Vista, nao podendo des-
pedir-se pessoalmente de todos os seus amigos,
o faz pelo presente, e lhe offerece o seu diminu-
to presumo as cidades de Lisboa e Porto, onde
pretende demorarse por algum tempo.
Gurgel % Ra da Cadeia loja n. 23. k
RECEBERAM vestidos superiores de *
blonde com manta, capella, saia de se- *
tim, ditos modernos de seda de cor, d- ?
tos preos, ditos de phaolasia. ditos d 1%
cambraia bordados, lindas lssinhas, ti-
l, tarlatana, sedas de quadrinhos, gros- ff
K denaples, rooreanlique, cassas. cambraia J
d cores muito superior, sintos, enfeites, &
novos manguitos, chapeos, manteletes! |
visitas, capas moderna degorgurao e d V>
fil, pulceiras, leques e extractos de sar- S
dalo. .'v
Grande pechincha.
PALETOTS SAC .OS de casemira ingle-
za a 10U, ditos a 15#. ditos de alpaca mais
fina a 6, sobrecasaco de panno a 20* 249
e muiio boas a 40. caigas de casemira a
9$, botinas de Mell a 12$ e ingleza a a
10. chapeos francezes a 8J : na ra da
Cadeia loja n. 23.
3--Rua estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozono continua a col-
locar dentes artificiaos tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparaedes as mais acreditadas
para conservaco da bocea.
van. John Raymer,
para a Europa.
LOTERA.
rrecisa-ae de uro caixeiro que tenha pra
v
-------- ~ '-'tu i|uc icuua fran-
ca de taberna e que seja diligente e capaz de to-
mar conta de um balco sem ser preciso o pa-
trao esUr sempre presente : a tratar no largo da
Ribeira de S. Jos n. 1, esquina de Santa Rita
Aluga-se um sitio muilo perto da praca
com graude casa de vivenda, com bons arvore-
dos.com baixa de capim e terreno para planta-
jes : a tratar com Jos Higino de Miranda.
Hermano Neimeyer vai a Europa.
Precisa-se alugar urna cozinheira : na ra
da Aurora n. 80, segundo andar.
Bernardo Goncalves de Mallos vai a Europa
tratar de sua saude.
Desejs-se fallar com Sr. Manoel Filippe
Ferreira, morador em Itamarac : na ra da Praia
n. 10, a negocio de seu nteresse.
Precisa se de urna ama, que saiba engom-
mare cozinhar, o sirva para fazer as compras : a
tratar na ra Bella n. 23.
Precisa-se de urna a, forra u capitiVa para
eogomroar, e para todo o servico interno de
urna casa de familia : na ra do Imperador n.
37 segundo andar.
Precisk-ea de um pequeo que tenha pratica
de taberna na ra da Sensallj Velha n. 50 se
dir quem precisa, na mesma caza precisa-se
alugar um preto.
Germn Chevao, subdito francez,
pira fora do imperio.
Nao obstante ainda haver por vender
boa parte de bilhetes, o thesoureiro
querendo satisfazer o pedido dos Srs.
jugadores, declara que sabbado 8 de ju-
nho prximo, pelas 9 1 j2 horas da ma-
_ nhaa andarao impreterivelmente as ro-
@ i das da primeira parte da primeira lo-
^ teria a beneficio do collegio dePapacaca.
Sem igual.
SAIAS balo muilo boas de todo tama-
nao a 4, luvas de Jouvin de tonas as
cores e brancas piecos llxo 2g500, sapa-
tos de tapete e de tranca a 1280. colchas
grandes de damasco de" l e seda a 63, S
de algumas deslas tazeodas existe urna *
pequea quantidade por isso as pessoas ?
que quizerem com tempo dirijam-se a na P
da Cadeia confronte ao becco largo loja
- u. 23. M
Dos n. 1.2,
em grosso e
Acham-se a venda os bilhetes c meios
bilhetes na thesouraria das loteras rus
do Queimado n. 12, primeiro andar,
e as casas commistionadas do costume.
As sortes sero pagas a entrega das
listas.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
D. Alaria Bernardina da Con ce i-
cao Lima, julga ter pago s todos os cre-
dores de seu fallecido marido Antonio
Rodrigues Lima, porm si alguem ain-
da se julgar credoi do mesmo por qual-
quer titulo, ha a de ertlidfePBe com o
Kvmd. Sr. padre Leite Vtfet 5 dias.
- Na ra do Hospiciotesa n. 36,
precisa-se de urna ama de leite sem
filho.
Aluga-se a loja do sobrada n. 12 do pateo
do Terco, propria para qualquer est.belscimen-
to, nao s pela boa localidade como por ser bem
retira-selespacosa, acbando-se com armaco de taberna :
1 a tratar na ra da Praia n. 36.
Industria Pernambucana.
A fabrica Industria !?-
nambucana fez o deposito de
seu sabo no armazem de
Francisco L O. Azevedo, na
ra da Madre de
onde se vender
a retalho p*r menos preco
que em qualquer outra parte.
Este sabo fabricado pelo no-
vo processo ltimamente des-
coberO^fp Hespanha, onde
sempre se fabricou o melhor
sabo tem a vantagem sobre
outros de nao cortar a roupa
pela grande quantidade de
barrilha que nesses outros
conten.
Osfenhor
Gaetauo Aureliano de Carva-
lho Gouto, queira ir a fabrica
Sebastopool, a negocio que lhe
diz respeito.
Velas de cera de car-
nauba de superior qualidade, vindas do
Aracatv: a tratar com Jos Sa' Leitao
Jnior.
i


i
.1
()
MAM Om M6MAWH
4o comercio.
Unja passo habilitada era eseripturaco mer-
cantil, lauto em partida dobradas Como simples
propoe-se a tomar conla de algunas escripias : a
iratar oa ra das Flores d. 9.
A pessoa que annunciou querer arrendar
ora engenho de muito boa pToducco, procure ao
major Antonio da Silva Gusmo, que lem um pa-
ra arrendar nestas circumslancias : a Iratar em
ua casa, oa ra Imperial, de manhaa at as 9
oras, edii 9 at as 4 horas : no armazem que
fot da lluminacSo, na travessa do Carioca.
Arrenda se o engenho Ditoso, si-
to na freguezia deSerinhaem, moente e
corrente sendo d'agua, com boa casa de
purgar ede vivenda. muito bom serca-
do, com todas ascommodidades parasa-
fivjar dous a tres mil paes, arrendarse
por 7 annos inelusivel a safra que esta'
cnandc-se, tambera vende-se esta safra
de dous mil paes: os pretendentes po-
dem dirigirse ao referido engenho a
tratar com Amenco Xavier Pereira de
Brito ou nesta praca no escriptorio do
Sr. commendador Joao Pinto de Lemos
Jnior.
.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeir andar, (a-
zeas-se vestidos, manteletes, chapeos 5e seda
enfeites de cabeca, tambera se lavam e enfeitara
chapeos de pjlha de senhora, ludo com promp-
tido e pelo gosto de Paria, para o que recebe fi-
gurioos por todos es vaporea que vem da Europa
C.de Lahautiere, subdito raocet, retlra-ae
com sus familia para a Europa, levando em com-
panhia urna criada franceza.
4 PRJUA
;.*m

3
Convite.
Atten<;o e muita attenco.
Sodr & C. convida a todas as ramillas que
quizerem honrar com suss presencas a salla do
primeiro andar da ra Estreita do Rozario n. 11
por cima do seu eslabelecimento a virem lomar
sorvete e outros gneros tendentes a confeitoria
para o que tem com todo o aceio preparado com
rica mobilia, mesas de marmore e illumioado
a (*az; advertindo que sero servidos com toda a
promptido, e precos mdicos.
al-
nume-
Joao Correa de Carvalho,
^ faiate, participa aos seus nu
gt rosos freguezes e amigos que mu- $
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. ."i6 para a ra
g da Cadeia do Recife n. 38, pri- j
$$ meiro andar, aonde o encontra- \
rao prompto para desempenhar @
1^ analquer obra tendente a sua
t arte.
rrederick Payne Machelcan, sua mulher e
tres lhos vo para Inglaterra.
Sendo presentemente
Saotos Vieira ounicogarauti-
dordebtlhetes de Iberia, os
qaaes sao rubricados com tin-
ta de i ti prensa, os que nao
orem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como un laco armado a boa
f dos incautos.
Aluga-se um armazeo na
23, com sahida para-a ra dos fi
lar no ateo de S. Pedro n. 6.
Atteoco.
L'ma pessoa que tem ensioado com felia reeul-
tado a fallar, escrevere traduzir as linguas iogle-
za e franceza co3i exercicio de conversaco nio-
cidade de ambos os sexos, lano no Rio' como na
Bai.ia e aqoi mesmo em Percambuco,,offerece
te ovo o sea orestimo aquellas pessoas que qui-
zererr.-se applicar em quilquer desles idiomas,
para o que ;evem informar-se na rua da Cruz n.
52, ou na rua F. W. Nash subdito inglez retira-se para In-
glaterra e roga a quem tiver conta9 particulares
com elle que is aprsente nestes oito das.
Precisn-se de um homem que seja dispos-
to ao ser\iro para irabMhar emum sitio de ca-
piru, sendo casado melhor, pois lem casa para
a: o radia : na loja da rua do Passeio n.7.
Aluga-se a casa que foi do finada padre Ca-
p-.strano. na Capunga, Porto do Jacobioa, tendo
4 quartos, 2 salas, grande solo, quartos para
pretos, grande quintal mnraoo com arvoredos e
jardim : na rua da Gadeia do Recife n. 6i segun-
<;> andar.
Manoel dos Sanios Fereira e Silva segu
para Europa.
rua da Cruz n.
noeiros: a ira-
Luiz Vernet, subdito belga, retira-se para
tora da provincia.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do Mallos a. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servir.o ten-
dente ao mesmo vapor.
Ensino particular.
O acadmico Menelio dos Santos da Ponsec,
Los, professor particular das linguas latina a
franceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
curso das ditas linguas na rua de Santa Rita no
15, primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa n. 86 da
rua da Imperatriz : a tratar no segun-
do andar da mesma casa.
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas en tendi-
das lhe reconhecem.
fi Tea agua e pos dentifricios etc.


^f-3 Precisa-se na fabrica de rap da rua
..",,. do Uondego.de um feilor casado, prefe-
W rindo-se um subdita portuguez.
m
Msicas e pianos.
i. LAUMOIN'.NIER, na rua da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella collecco de msicas para piano e can-
te, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabelecimenlo
oaiimos pianos ; assim como faz lodos os con-
Ccrtos e alin.-i os mesiiios insirumentos em pouco
tempo e por prcos commoos.
Diogo & Fertiandes suci-essores de Sic pli-
co Xavifi? da Fonst-oa A C. (j fallecido), pedem
a todos os TJeveoies daquella firma, e da'firma
actual, de virem pagar seus dbitos oa rua do
C;cfjo d. 18, do contrario veroseus nomes pu-
blicados nesle Diario.
Julio & Conrado conlinuam a leceber gji
.. ubras por medida a vootade de seus nu- ^
%? merosos freguezes e recebej toda obra w
^ que nao car a vontade do freguez, tem a
p^empre porcao de iigurinos a escolher o
^*-T5osio e commodo das pessoas, debaixo ?1F
' ')^^r''cca':'ac seu nxesire alaiate que gi
' "^p>eni conbecida a sua tesoura, rece- J
bnm Qgunnofl por todos os vapores.
Aluga-se um t-rceiro andar e solo, com
expelientes c.immodos e bastante fresco, no bair-
ro do Recife, rua do Amorim n. 27: quem o pre-
teder, dirija-se a mesma rua o. 46, que achara
COJB cuem Iratar.
m
25^000.
D-se 25J) mensaes pelo aluguel de urna preta
ou pretocaplivos, que faca todo o servicode urna
casa de pouca familia .- dirija-se ao pateo do Li-
vramento o. 31, segundo andar.
A\iso
aos proprietarios de predios,
Quem precisar de um hbil administrador para
qualquer obra, tanto nova como para concertar,
por pequea ou grande que seja, o qual se obri-
ga a ecooomisar inais do que o seu proprio do-
no, lanto na cidade como nos arrabaldes, do Que
lem bastante pratica : para nformacao, dirja-
se a rua de Apollo o. 20, armazem de assu
deixando urna carta com as ioiciaes M. A. P. S.,
e onde se de"e procurar.
Chapas medicinaes.
O abaixo assignado faz publico que se acha en-
carregado d mandar vir do Rio de Janeiro as
chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk lao co-
nbecidas pela sua efficacia em differentes moles-
lias: as pessoas que prelenderem, poder.io diri-
gir-se a rua do Queimado, botica n. 15. que
achaio urna explicacao para applicaco das ditas
chapas.Jos Alexandre Ribeiro.
Feiior.
Precisa-se de um homem portuguez para fei-
lor cora pratica ou sem ella, e d-se bom orde-
nado : naeogenhu Mega de Baixo da comarca
de Goianoa, ou nesta praqa a enteoder-se na rua
de Apollo.
Compras.
Compram-se 3 ou 4 figuras de todo o car-
po, proprias para j*rdim : quem as quizer ven-
der, dirija-se a rua Nova, loja o. 8.
Compram-se jornaes para embrulho a 120
rs. a libra na rua larga do Rosario n. 35, depo-
sito de assucar.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na rua da Impe-
ratriz h. 12 loja.
|16-Rm da Cadeia de Recife16^
LOJA DE MIUDEZAS
jFonsecaSHva.l
Sabo inglez o melhor que ba ao mer-
cado de200aMO., aljofires booitog
I gostos a 600 rs., eapelbos pequeos dou-
rados a 800 rs. a duiia, apparelhoa pa-
i ra brlnquedos de crianzas a \$, 2j e 3|
cada um, eacavaa para unhas de 800 a
1$ Coda urna, ditas para denles de 400 a
500 ra., baadeijas pequeas de lj a
11J500 cada urna, peotea de lartaruza
Jiradoa a 5. 6#, ~$ e 8* eada um, a-
fetes de vidrilho a 1{|800 cadaum. bar-
retes da dito a 19200. frece de coree a
200 rs. a pe varaaa800,1Jelll20a paca, escancia '
de sabao para tirar nodos j1|o vidro
pontea para atw caballos a 1-5400 a du-
zia, caixas de raiz sorlidat a 19400 a
duza. cartas franceza* finas a 3g a do. i
zia, ditas portugoezas a 1&800, caivetes
para froctaa 4g a duzia, ricas caixas '
com eapelbos contendo perfumaras pro-
prias para toilels de seaboraaa 6$ e 8S
cada urna, bahuzinlios de ditos a bif
caixiohas de vid ros com ditas a 28300
cada unta, areola* duuradaa a 19500 a
duzia, dados a 1*500 a bala, pentes fi-
os para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ac a 800 rs. a du-
zia, colneres de metal principe para ti-
rar sopa a 2f cada urna, ditas pequeas
para cha a 2) a duzia e para sopa a
49500. pontes de bufalos amarellos a
49500 a duiia e a 400 ra. cada uro, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
2i}500 a duzia, botoes da madreperola
para abertura a 480 rs. a duiia, ditos de
osso a 320. rs.. ditos de louca bonitos
gostos a240.rs., ditos, de phaotasia a
400 rs. a duzia, alfiuetes de cabeca cha-
ta sorlidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso. pioceis para barba a 400 rs.
duzia, tesouras em carteira a 1) a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranga de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
?hK#Ii! ,1'0 p,r u,t 19500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 6fc jarros com pomada a 3g
o par, escovas unas com eapelbos para
cabellos a 1 cada urna, agua do Orien-
tealg 280 a garrafa, dita de cologoe a
29800 e 49, bengalas superiores de 19 a
19800 cada urna, e muilos outros arti-
go que seria eofadonho enumera-los,
os quaes se vendem por precos os mais j
baratos do que em oulra qualquer parle.
Altenfo
O abaixo asignado vende a armacao
jeum pequeo resto de calcado francez
da sua loja da rua larga do Rosario n.
132, ja bem afreguezada, dando com
bom abate, tanto em urna cousa como
em outta, afim de liquidar antes do fim
do mez corrente : a tratar na mesma a
qualquer hora.
Joaquim Bernardo dos Res,
A 1$, i&M e 1^500.
Chapeos desold panninho muito bem arma-
dos, imitando seda; na loja da rua do Livramen-
lo n. que rolla para oPadr.
gAgua para tiDgir cabeosTg
O Esta excelleote agua e a melhor sem j>
g duv!da que tem apparecido no mercado 25
g por nao ter o inconveniente de tornar os J*
cabellos russos ou rerdes e sim pretos 9
imitando aos oaturaes.coolioua-se a ven- Sf
der no estabelecimenlo de cabelleireiro 36
d rua do Queimado n. 6. primeiro andar, $
onde tambem eicootraro sempre os' *>
freguezes a excellente agua imperial para H
lavar os cabellos, Ijmpar as caspas e pre- 28
srvalos da queda. S
v^odas.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da agula branca avisa as diversas pes
soas que haviam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de lao necessarii agua
balsmica, que ella acaba de ehegar em dita loja
ondesomente a encontraran. Quem tem usado
dessa agua sabe perfectamente das virtudes della
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotas della em meiocopo d'agua pura, e com ella
esfregando-se os denles, e lavando-sp a bocea os
aleja, livra-os da carie, fortifica as gengivas e
acaba o mo cheiro quando ha denles furados o
prego continua a ser 1# o frasquinho : na lo'i
da aguia branca, rua do Queimado n. 16. |T
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardioha. bolachinhas, doces etc.
19 cada um : na rua do Queimado, loia da agu
bsanca, n. /.'
Farinha a 1:60
Coiteade meia cesemira de urna s cor, fzea-
da superior, pelo baratissimo preco de tacada
um : oa rua do Queimado o. 22. na loja da boa f.
A12#O00
a duzia de toaltwa felpados superiores ; na rua
do Queimado n 22, na loja da boa f.
Extractos) banhas.cosme-
tiqaes, eolios,deLubia
parlenle cabellos.
Na loja d'Ageia atranca se encontra as per-
fumaras cima do bem conhecido fabricante Lu-
bin ; e bem assim uno* exiraclot, banhas ^ &
deoutms fabricantes tambem de fama como Coh-
dray, Pirer <&. EmQmquem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-sa a rua do Queimado
n. 16 loja d'Aguia Branca.
elogios.
Vende-se era casa de Johuston Pater & C.,
roa doVIgario n. 3 um bello sortimento de
relogmsdeouro, patele ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Guardanapos rara mesa .
3f ts. a duzia ; na rua do Queimado n. fli, na
loja da boa f.
SEDULAS
de ifi e 5^000.
Continua-se a trocar sedulas da urna s figra
por melado do descont que exige a tbeaouraria
desta provincia, e as notas das mais Dragas do
imperio com o abate de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevado & Hendes, rua da Cruza
a. 1.
Fazeuda economica.
Lazinhas para vestido a 240 rs. o covado, ou-
tr'ora de 800 rs. : Adriano & Castro, rua do
Crespo n. 20.
Ciatos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
ebegado oe lindos cintos, tanto pretos com
eofeitesde continha, como dourados, e de lindas
fitas e G velas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, roa do Cabug-n. 1 b'
DE
Fazendas
NI 19 Ba do Queimado P. 19.
Gobertas feitas,
Cobertas de chila, gosto a chineza, a I98OO.
Lences de linho.
14o^?es -e p,BD0 de liobo &D0 Pel Pfe?o de
j 19*00.
Cortes de casemira.
Finos cortes de caaemira para caiga a 59.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de S500.
Chita franceza.
g Chita franceza escura a 220 rs. o covado.
Corte de riecado.
Cortes de riscado com 14 covados a 29.
Algodo monstro.
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos para hom**m.
Lencos brancos para algibeira a I96OO e 29400
a duzta, ditos para meninos e meninas com barra
a 160 rs. cada um.
Toalbas de fustao.
Toslhas de fusio com 5/4 pelo barato prego
de 50 rs. cada urna.
Esteiras da India,
de 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
A 440ftfefa.
Rua do Queinrarfii o. 19.
Pegas de finas cambraiaa de lpicos a 49400.
Baloes
de mussulina para menina 3*000 : na rua do
i"!'"^^22' l0J *****
fav M asninas de vapor.
Roaa^'agua.
Moendas decanna.
% Taixas.
9 RoaHre dentad as.
9 Bronzes e aguilhes.
% Alambiqaea de ferro.
% Criros, padres etc.'aAc:
S Nai fundigo de (errsj.de D. W. Bown
Siii-1T p"sand0 riz.
1
gaz.
:
:
cama.
Caes do Hames armazem
n 24.
Vendem-se tabeas de amarello, e loaro por
oregos razoaveis. ^
^caba de
ehegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
| roupas feitas, calgados fazendas e todos
. estes sa vendem por precos muito modi-
g ticados como de seu coslume,assim como
. sejam sobrecasacos de superiores pannos
lita 5?"^" Stlos ulimo orino a
, 209, V, J09 e a 359, palelots dos mesmos
\ pannos preto a 16$, 18J. 209 e a 24,
| ditos de casemira de cor mesclado e de
, novos padres a 149. 16. 189.209 e 243
; ditos saceos das mesmas casemiras de co-
| res a 9J9, 109.129 a 14. ditos prelos pe-
lo dimiouto prego de 89, 10, elzS, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129
i ditos de merm de cordao a 12}, ditos
; de merm chines de apurado gosto a 159.
1 dilos de alpaca preta a 7. 8, 99 e a 103
; ditos saceos pretos a 4. dilos de palba de
seda fazenda muito superior a 49500 di-
tos de bnm pardo e de fustao a 3500, 4
e a 49500, dito de fustao branco a 49
grande quaatidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 39 e a 4. dit,s de brlm de cores
unas a 2$500, 39. 3500 e a 4$. ditas de
bnm brancos finas a 49500. 5J. 59500 e a
69, ditas de bnm lona a 59 e a 6$. colletes
de gorgurao preto ede cores a 5$e a 6$
ditos de casemira de cor e pretos a 4B50
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 39500, ditos *e brim lona a 4*
ditos de merino para luto a 4 e a 49500
caigas de merino para luto a 4I50O e a 5'
capa de borracha a 9. Para meninos*
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ed. cor a 5$, 6 e a 7, ditas ditas
de bnm a 2j. 3 e a 3500. palelots sac-
eos oe casemira preta a 6| e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7g, ditos de alpaca a 39.
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonet
para memno de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios neos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cioco
babadoa Usos a 89 e a I2g. ditos de gorgu-
bnm a 39. ditos de cambraia ricamente
hnr.1.^ r- fc.yH. .,. ltas uulias .
lazendas e roupas feitas que deizam de <
ser mencionadas pela sua grande quaoli- J
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se I
mandar manufacturar e que para este fim '
temos um completo sortimento de fazen- l
das de gosto e urna grande offleina de al- *
faiate dirigida por um hbil meslre que !
pela sua promptido e perfeigao nada dei-1
xa a desejar. i
O deposito dos phospboros do gaz acaba de re-
ceber novo sortimento peles ltimos navios, e
contina a estar muito supprido, vendendo-se'em
porges e a relalho por barato.preco ; na tra*es-
sa da Madre de Daos, armazem ns. 9e 16 de Fer-
reira & Martios.
Luvas de pellica endita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
eofeitadas, proprias para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratissimo prego de 5*000
o par: na dita lola de Aguia Branca rua do Quei-
mado u. 16
Galanteras.
A- loja d'Aguia Branca recebeu novamente
um bello sortimento de bonitos babuzinhos com
9 e 12 Irasquinhos de ebeiros; e os est ven-
dendo baratamente a 28000, 39000, a 4fl000; as-
sim como caumhas redondas com 6 frasquinbta
a 185009, caixiohas com ebeiresas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & 4 a 2000 urna: na
dita loja d'Aguia Branca rua do Queimado n.
16.
Potea da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se
penal n. 191.
urna carroca nova : na rua Im-
Novos citeiros
com fivelas esmaltadas.
A loja d'sguia braoca recebeu tambem pelo va-
por francez novos cioteiros com bonitas filas e
fivelas esmaltadas, moldes inteirameote novse
agradaveis, e os est vendendo como seu coslu-
me pelo diminuto prego de 4; em dila loja d'a-
guia branca, rua do Queimado n. 16.
Para luto.
Cassa preta fina com salpicos ou flores bran-
cas a 500 rs. a vara ; na rua do Queimado n 22
loja da boa f. '
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo prego d
5$. dito de merm liso muito finos a 4. lindas
cassa organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 25500
o corte, cambraiae brancas de 10 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de qualro andares na rua do Crespo o. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
Nova carlilha.
Delicadas caixinhas para cos-
tura.
A loja d'aguia de ouro recebeu pelo ultimo na-
vio francez delicadas canas para costura com ri-
quissimas pecas de msica ; tambem recebeu
ricas grinaldas para noivas, e muilos outros ob-
jectos, o que tudo se encontrar na loja d'aguia
de ouro oa rua do Cabug n. 1 B.
*
Imm.
ende-se em casa de Saundres Brolhers i C.
do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
ute Roskell, por pregos commodos e tam-
trancellins e cadeias para os mesmos de
en le gosto.
sacca,
mi
ss
Acopara balo.
Chegou loja d'aguia de ouro. rua do Cabug
0. 1 B, o muito desejado ago para balao ; vnde-
se pelo diminuto prego de 200 rs. a vara; a el-
le, antes que se acabe, pois s os ha na loja
cima.
X
A ultima moda (k Pa-1
ris na loja do Lean- S
dio, rua do Crespo g
n. 8. aW'
Requissimos enfeiles a imperatriz (para
cabeca de senhora] de diversos gostos, por
prego comiuodo, e-graade sortimeoio de
arcos para balo a 200 ris a vara, os
quaes nao deixarao de os comprar logo
que os virem, e outros muitos arligos.
3t vjndo pelo ultimo vapor da Europa.
O abixo assi6n8du, dono da taberna da
{n:a da Bu3-vjsia n. 16 A^oga a lodos os
seu* devedoies eru geral, qu^mnhuu a bonda-
de de virem saldar suas co^^L o da 10 de
junho prximo viodouro; rsmhs que nao
vierem at esls data.si'rao pJblica?fos seus 00-
mts por e:te jornal e cobradas judicialraenle, e
para que depois nao se teuba-ei qaieixas, se Hkfi
avisa em lempo.
M. oa iogos d Silva Jnior.
Precisase comprar um par de rozetas. de
bullanles : a tratar na rua estreita do Rosario
o. 4.
Precita.se fallar ao 9r. Custodio
Jos da Silva, que morou na Bt)a-Vi>ta,
a negocio de ife interesse e como se g
ora para o^de- *ts mudou rogu/selhe.
queira declarar sua inorada.
Palitos do gaz
Fraga & Cabral receberam urna porgo de pa-
litos do Haz, e vende-se em conta : na rua da
Madre de Dos n. 18.
fazende-se diflerenga neste prego a JUke com-
prar de 100 saccas para cima.cbegaif ha poucos
das do Rio de Janeiro : no largo dAsaembla
o. 15,trapiche Barao do Lirramealo '
Toalhas para mos
a 68 a duzia : na rua do Queimado n. 22.na loja
da Boa f.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em cesado S. P. Joiihston- &C.
sellinse silbes nglezes, candeeiros e castigae
bronzeados, lonas nglezes, fio devela, chicote
Vende-se orna porgo de barris vasios em P'ra c>rros e mamaria, arreioa pera cerro d
bom esUdo, que foram de azeite doce e vinho
a tratar no paleo de S. Pedru n. ti.
ubi e dous eavalos relogios de ouro patenta
nglez.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza rua da Cruz n.2
inloas eonleitadas
^l$a libra.
Proprias para sortes de S. Jo
vende-se tanto em porcoes como a retalh nicamente ao
armazem Progresao, largo da Peona, n. 8.
X
GurgelPerdigo
Rua da Cadeia loja n. 25.
Coniplelo sortimento de fazendas,
1 Receberam vestidos de blondo com
S manta, capella e saia de setim.
Sintos e lilas para enfeitar vestidos de
casamentos e enfeites modernos para ca-
beca.
Luvas de Jouvin prego Qxo a 2,500 rs.
Vestidos superior de seda de cor.
Vestidos de camoraia branca bordados
e de phantasia modernos,lencos de labe-
ryntho.________
Manteletes, taimas, visitas de fil, ca-
pas da gorgurao lisos e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaptes do
cores moreaotiqu e fil de linho liso.
Saias balo de looas as qualidades
tamanho para senhoras e meatinas.
Camisas de linho para senhora e de al-
godao para meninos de todas as idades.
Peales de tartaruga dos mais acredi-
tados fabricantes de 10 a $.
Pulceiras, leques e extralo de sndalo.
Cassas organdys, diamaotina, lasinhas,
chitas francezas e ingleza.
mmmmmmmmmmmm
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E' chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente econmicos, sendo das
qualidades seguintes : para sala de jamar, sendo
de peodurar. de muito bonito gosio, ditos mais
abaixo do mesmo. modelo, riquissimo para pen-
durarem parede, com o augmeoto de reverbero
equivalente a 16 vela de espermaceie, nova in-
veogao, primeira vez vinda a este mercado ser-
vem tambem para todos os seohores de engenho
que quiierem ter urna boa luz. ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozinha ou salas inte-
riores, todos por muito baratissimo preco. e mui-
to deverao ecooomisar os senhore m. nmn.._
os senhores que compra-
ren), foroecendo-se sempre todos os prearos
para os mesmos candieiros que forem comprados
nesta .casa ; assim como se pode assegurar
assignantes que nunca fallar
aos
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicao da cartilh* ou compendio de
dou trina christa, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a anliga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas modaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
p#nt* /< i..ii.;.l. ua kuloaaiiu para, oa Bies-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, do a esta edicao da cartilha uma
preferencia asss importante: vende-se unica-
den0'6 Da llr,ria ns" 6 8 d*J?a da Indepen-
Ohegaem ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoja na
rua do Queimado d. 2.
Pe$as de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura ineslada propriapara cal-
5, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs,
avara, dita liza transparente muito fina a 3J,
4, 5, e63 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 5$ e 63 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 96Oe280 rs. o cova-
do, rirfuissimos chales de merino estanpado a
7 e 8, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 eada um, ditos cora
umas palma, muito finos a 850U, ditoslisas
com franjas dr seda a 5, lenco* de cassas com
barra a 100, 120 e 60 cada em, meias vito
fina para senhora a 4? a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 a 3*500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenbos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitasescuras inglesas a 59900 t
pe^a.e a 160 rs.o covado, Irim branco de puro
linho a 19, 1J>200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 18500 a vara, brilbantin
azul a 400rs. o covade, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras
da rua Nova p. 20, loja do TiatS De3le 6P3l 6n" 3 2!50*' -35 35M' covad<>' c.mbr.I
Barato.
Vendem-se dous candieiros de bronze doura-
dos, de tres e duas luzes de gaz. para qualquer
estabelecimenlo. ou mesmo para sala por esta-
rem.em bom estado : no pateo do Livramento n.
01, segundo andar.
.
Roupa feita.
jj. Completo sortimento de sobrecaacas,~g
H palelots, calcas e colletes de casemira de' f|
panno, do-se as amostras : oa rua da S
Cadeia loja o. 23.de Gurgel Perdiga*.
^^^a^oais-aesissigsiSw*ieg
Serapliioi & Iraao
con loja de oarives na rua do Ca-
bug a. 11,
parclpam a todos os seus fregnezea e amigo
que-por tetera grande sortimento denovssjoias
muito delicadas e mais era moda, continuara s
vendar o rnaia em costa possivel, e se responaa-
bilisara pelas qualidades do ouro. prata, diaman-
lee. briltiantw. etc., paseando contas garantin-
de-a; o me*mos previnem qne oirrguem se
deise illudirpor iodiviitaos que endam venden-
do obra por fura-desta praca, dizendo serem da
can do mesmos, pois nunca Uvera nem teem
peesoa alguma encarregada de vender joias suas.
Nova fabrica
DE
Velas de carnauba.
Vendem-se em porcoe e a relalho velas de
caroauba de boa qualidade, e por preco commo-
do, e tambem se recebe encommendas de fra
da cidade, que sero com tbrevidade satisfeitas
oa rua da Imperatriz n. 47, segundo andar.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez uma pequea porgo de raui boni-
tas e delicadas gravatinhas da seda bordadas ul-
timo goeo. para meeiaas senhoras. e as est
vendendo a 1j>500 cada uma ; a ellas, antes que
se acabem, pois s a ha na lojs d'aguia branca
rua do Queimado n. 16. '
Vend-se um carro de 4 roda
com arreio para 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
lepodersentar.se quatro senfaoraa tem
macbucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus bales, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na rua
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na roa, do Vigario n. 10.
Urna casa.
: Veode-se uma excelleote casa terrea com so-
plo na cidade do Aracaty, sendo na melhor rua
Be commereioa tratar naquella com osSrs. Gur-
gel & Irmao, e nesta na rua doOabuga loja
pretas
-i
prata e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
uitas fazendas que se far patente ao compra
dor, a t todas se da rio amostras cota penhor
Casearrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
doabugn 1 B
acaba de ehegar, de sua prosita encommenda,
as lindas, fitas de caicarrilb dVUndaa-corea pro-
prias para enfite de vestMo, que ao Tendea" por
birafaaimo prero dtplWa pegar.
*s-


MAKIO SHIdttM
- SABMWlMnaiIWOaMfflBl.
ir
>
s
4 fama iriurapna.
Os barateiros da loja
Encyelopedica
DE
Guimardes S Villar.
Ra do Crespo oumero 17.j
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
lha e de seda para seo horas, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, fanidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregoa, chitas trn-
celas muiio bonitas e finas, enfeilea de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, caigas, col le tes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos. ,
Vendesa baratissimo
Vende baratissimo
Veadem baralissinio.
Quera duvidar ver
Quera duvidar t ver
Quera duvidar v ver. ,
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
s&MBaiSflaifi-aMa ^aaMiftaaV'^r**
Viohos engarrafados
^
^j
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arinlho.
Bucellai.
Malvasia, em caitas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, prmeiro andar.
Algodo inoustro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 28, na loja da boa (.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
prego de &400 rs. a vara : na ra do Oueimado
n. 22, na loja da boa (.
Chales de merino
estampados a $500; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de lg : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa (.
Atoalhado de linho
com duas larguras a -25600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha nesle genero : na ra da Cadeia do Re-
cite, loj n. 50.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguite:
Manteiga ingleza flor a 1J a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 1#400, passas novas a 560.
coocervas fraocezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos oovos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualicla'fes a 15400, charutos Suspiros a 4$ m
caiza, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1-5 a
lg500, rap Gasse da Bahia a 1$ o bote, cognac a
9g a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 58500 a duzia. cha hysson a 2&500 a libra,
vinhe de Lisbua a 60 a garrafa, ervilhas rance-
zas e portuguezas s 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporcao.
Tarlatana.
Vende-ae larlataaa branca muito fina cok 1112
vara de largura aroeria para vestidos, pelo bin-
tiMirao preco o> 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, na leja da. boa .
Fi de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fioo
a 800 rs.-a vara : na coa do Queimado u. 22, na
loja da bpa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas coa a superior tinta ingle-
sa, azul ao escrever-se, e prela quando saces, a
500 rs. a botija : na ra do Queimado, loja d'a -
guia branca n. 16.
O preco convida
Cortes de cssemira do melhor aue ha no
i mercado a 4$: na ra do Queimado loja 4$
aja de Julio & Conrado. &
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de soa propria
encommeoda, delicados sapatinhos de aelim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendeado
pelo baratissimo preco de 3>, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeilos),assim como outros de
merino tambera bordados a I56OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que s-rvem de arijos oas pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de foninhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais eogracado
possivel : tudo taso na ra ra do Oueimado lo-
a da aguia branca n. 16.
J chegoD o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambera che-
garam as instrucgoes completas para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a IsOOO.
SARAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fora, que tem
exposlo venda sabaode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n.58 ; massa amarelia,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
ante
Aviso
Charutos de Havana
a 8,000
Julio Conrado.
@ Tem exposto a venda cortes de casemi-
ra por 3$ e 4$, fazenda que sempre se
A vendeu por 79 e 89. &
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonita
luvas pretas de torcal com vidrilho a 1$ o* par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16. ,
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-l
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, ujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
qujaTdo teem de sahir, como para theatro, baile,
etcT, custa cada caxinha 2$, e barato pela su-
perioridade da qualidade, elem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebau novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Aos tabaquistas.
Lencos finos de cores escuras e fixas a imita-
cao dos de linho a 53 a duzia ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Arados americanos
e grandes, chegados ltima-
mente.
Veodem-se arados e grades, americanos, do
melhor fabricante da America; no caes do Ra-
mos, armazem de farinha de Heury Forster &
Companhia.
Farelio de Monti-
vido
a 49asacca, muito fino e gomado, igual a semea
de Lisboa, e o maisproprio para substanciar ani-
maes ; para acabar : no largo da Asaembla a.
l trapiche Bario do Livramento.
Veodem-se urna laberm em Olinda com
poucosfundos, propria para principiante, na ra
de S. Benlo, esquina da iravessa do S. Pedro :
a tratar na mesma, cu no Recife, ra da Moeda,
armazem n. 9.
A 700 ra.
Pecas de franjas de seda com 10 varas pro-
prias para vestidos e calcados : na ra do Quei-
mado u. 47.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46, en casa de Rottron
Rooker & C, existe nm bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, aa quaes ie Tendeas por
preco* mui ruoaveis.
Superiores charutos de Havana,
88000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus o. 12.
Loja das 6 portes
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. ocovado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretaoha de rolo a 2$,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Vende-se excelleoto farinha do Porta Ale-
gre, eosaccada, e a prego muito commodo : a hor-
do do patacho brasileiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodo. ou no armazem
de Joo Ignacio de AvilU no Forte do Mallos.
Vende-se um bonito cavallo, no-
vo, muito ardigo e com lodos os an-
dares, muito proprio para seohora
montar, por ser muito manso : na
ra da Imperatriz loja n. 82,
Machinas de vidro
pira ascender luz : vendem-se na ra da Impe-
ratriz loja de miudezas o. 82 ; assim como che-
gou urna grande porco de bolas de zioco, es-
ponjas de platina e vidros*paSHs mesmas.
&<
Na loja e4 portas da ra do Quemado o. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, psracujo fim tem mon-
tado urna officin de al'aiate, estando enearraga-
do delta um perfeito mostr rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda equalquer obra que se Ihe
encommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as ppssoas com especialidade ios
IIIms. Srs. ufficiaes tanto da armada como do
exercilo.
Fazrse fardas, fardes com superiores preparo*
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
darafinto todo completo conforme se usaos Rio
de'Janeiro, tanto que tem os (gurinos que de
l vieran ; atm dasso faz-e mais caiaquiohas
ara montara, frdelas ou aquetas, bem como
rolletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maior e de cavallarla, quer seja sngalos ou
bordados a espequilha de ouro ou rala, tudo ao
s-osto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarzadores e de qualquer juiz segundo o
estyle de Coimbra aonde se fazem as melhores
couhecidas al boje, assim como tem muito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
tardamente de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-ae de fazer para meninos jaqoetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangaodo
que por tudo se Oca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois esptra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
E pechiocha.
cortes de riscade francez a 29, covados do mes-
mo a 180 rs. : na ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca veodem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
, zinhas roladas com urna franja estreita que as
vende-se por, torna mui mimosas a 800 e 19 a vara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas filas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criangas, lagos
para corliaados, fronhas e muilas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abate : na ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Raymuodo
Carlos Lee &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m elh orados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo penenlo igual pelos doos lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado eipressamente para as mesmas ma-
chinas.
K3-0lf
pechijicha.
i aa*
#* Ja*m ai*" rMciro WB vmm vmm a>D* &m^ MM *W
ittencao, I
Noarmazem da ra da Cruz n. 21, se
encontrar um bello sortimento de pa- Jg
peis ja com estalos para assortes de San- to Antonio e S. Joo e ameodoss das mui |
ricas cores para as mesmas sortes, e pa-
pis para enfeites de bolos tanto para pra-1
tos como para baodeijas tudo vindo de
Pars pelo ultimo vapor francez e por
jdo prego
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catuga n. 1 B.
Vendem-se maaainho de coral multo fino a 500
rea o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vetm~M P8lB>loris de lati para velas a
400 rs. cada ama : na ra do Queimado, leja da
aguia branca n. 16.
Arados americano se machina-
pata lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daenzala n.4>2.
E' de graca.
Rica chapelioas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucu.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Peues de gmos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu es bonitos.pen-
tea de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, e os esli vendendo a 10500 : aa loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
A 6#000.
Vandem-se chapaos de sol de seda : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Sil ra.
J. Falque partecipa seus
freguezes
e ao publico em geral, que tem no seu estabe-
lecimeuto um grande sorlimento de roupa feita
para homeos, meoiaos e meninas, chapeos do
castor brancos e pretos de ditTerentes qualidades,
ditos de palha escura para homens, ditos de pa-
lha e de seda para senhoras e meninas, abas
viradas, ricos vestidos para baptisado, chapeos,
toucas e sapatinhos para ditas, golas e mangui-
tos, ultima moda, ricos lengos de cambraia de
lioho bordados, jaquets, zonave de foslo e de
cambraia para senhoras, roupes de cassa bor-
dadas e de fuslo eofeitados, manteletes de
guipene, blond e grosdenaplos, taimas de dito,
o maior e mais completo sortimento de esparti-
lhos que se pode d-esejsr ; saias de 30 arcos e
outras 5$000 rs., colariohos inglezes modernos,
perfumaras finas, uniformes completos (caiga,
colete e palitos) 12# rs. cada um, palitos de
brim a l$300rs., ditos de lioho pardo a 3J00 rs.,
ditos brancos a 4(000 rs., e urna infioidade de
outros artigos que a vista dos pregos e qualida-
des todos nao de comprar : na ra do Crespo
n. 4.
' Vende-se silindros. americano para pada-
ria. novamente chegados, por pregos commodos:
a tratar na ra Direta n. 84.
Em casa de Mills, Latham & C, ra da Ca-
deia n. 52, vende-so :
Champanha.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
Dito de Lisboa branco e tinto em barris de 5.*
Cerveja preta muito superior.
Uanleiga ingleza superior.
Oleo de linhsga.
Azarco.
Titilas preparadas a oleo. .
Verde de Pars.
Dito composto.
Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
Vinhos em oovello.
Panno do algodo para sacco.
Ancoraa e correles de ferro e um sortimento
de ferro ioglez.
Ges k Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharam grande porcao de duzias das me-
lhores camisas inglezns toda de lioho pregas lar-
gas, que esto vendendo por barato prego como
costume pata bqm servir aos freguezes.
{ROCFA FlTA AINDAMIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IFazeodas e obras feilasJ
A
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Ra do Queimado
n. 46, trente amarelia.
Constantemente temosum grande e va-
nado sortimento de sobrecasacaa pretas
o!/'D, e de core muito fino a 28$,
AS .* Paletol dos mesmos pannos
a 20J, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16 18$. casa-
cas pratasmuito bem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira da core muito finos a 15, 16J
e 18J, ditos saceos daa mesmas casemi-
.rasalOJ, 12 e 14$. caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 101
e 12, ditas de casemira de cores a 7,6,
e 10, ditaa de brim brancos muito
fiBa a 58 e 6, ditas de ditos de cores a
3, 500, 4 e 4500, ditas de meia ea-
semira de ricas corea48 e 4$50O, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
da ditoa de corea a 48500 e 5, ditos
brancosde seda para casamento a 5
ditos da 6, col le tes de brim branco e d
fuslo a 3, 35500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
eerdo sacco e sobrecasaco a ~f, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 450 e 5,'
cas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 88, muito fino col-
lates de gorguro de seda de cores muito
boa fazanda a 3800 e 48. colletes da vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
; 7, ditoa de alpaca pretos saceos a 3 a
' 39500, ditos sobrecasacos a 5g e 5500,
caigas de casemira pretas e decores a 6,
6g500 e 7, camisas para menino a 20
t a duzia, camisas inglezas pregas largas
| muito superior a|32 a duzia para acabar.
i Assim como temos urna officina deal-
,faiate onde mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
Loja das seis portas em
frente do LivrameHio.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditoa de fuslo de eores a 4J,
ditos de estamenha a 48, ditos de brim pardo a
13, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
, colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
pemasa 200 rs. cada urna, collarinbos da linho
daulnmamoda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha al as 9 da noite.
Brilhantes
de todos os tamaobos: vendem-se em casa de
N. O. Bieberd; C. successores, ra da Cruz d. 4.
Bolachinha.
Bolachinha ingleza a 2800 a barrica, e em li-
bra a 160 rs., azeitede carrapsto a480 a garrafa,
em caada a 340O, epermcete a 720, fariDha
para escravos ou animaes a 100 rs. a cuia ; uo
largo do Paraizo, taberna da estrella n. 14.
Vende-se urna grande casa terrea no lugar
denominado Caldeireiro da freguezia do Pogo da
Panella. com 30 palmos de frente, 4 quartos, co-
zinba fora, quarto para eFcravo>, um grande
quintal plantado de novas e excellentes arvores
fructferas, urna grande cacimba com muito boa
agoa, assim como nutra casa de taipa com muito
commodos, urna estribara, sendo o terreno de
ambas proprio e unido, teodo o mesmo compri-
menlo : quem pretender, dirija-ae mesma, que
achara com quem tratar, a qualquer hora do dia.
Pateo do Paraizo
Vendem-se palitos de fogo a 1*000 o cento Je
masses, todos embrlhados, e tambem se vendo
a retalho.
Vende-se um sobrado de um an-
dar e solo e duas casas terreas : quem
as pretender dirija-se ao Rvm. Sr. pa-
dre Leite, que se acha autorkado para
effectuar dita venda.
Sapatos a 1,500!!!
de borracha, de todos os ta
Daanhos,
fazendo-se alguma differenga de urna duzia para
cima : na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
comcabodecaona, pelo baratissimo prego de C
cada um : na ra do Queimado n. 22, loia da
boa f.

A ljjOOO cadaum.
ts? Chpaos de seda brancos e de "Cores
^ para Senhora ; a 500 rs. -o covado de
^r>, seda de quadrinhos ; a 400. rs. o covado
-? mimos de siohazinha faeoda propria
|g^. para vestidos de senhoras ; a 280 rs. o
te covado cassas organdys bonitos padres :
na loja de Guimares & Villar ra do
Crespo n. t7. W
mmmmmm 9 to mmmmm
Vendem-se corles deicasemira de cor a 48.
toaihas de linho para mesa* a 29500: na ra do
Queimado n. 47.
Veodem-se tres casas na ra da Esperanca
do bairro da Boa-Vista n. 5, 35 e 37 : quem ci-
tas pretender, dirija-se ao caes do Rsmos n. 4.
Vende-se urna armago de urna taberna
com todos oe a^us pertences e resto de gneros :
em Olinda, largo do Ampare, loja do sobrado do
Porto.
Na ra do Crespo 18, loja de Diogo & Fer-
nandos, vendem-se as seguinles fazendas, por
barato prego '. gollinhas a 400 rs., chitas largas
a 220 rs. o covado, toaihas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, pona redonda, a 8, cor-
tes do brim mudioho a 1200 o corle, pecas de
cambraia de sal picos com 8 1(2 varas a
fil de linbo liso a 800 rs a vara, gra vatio ha"
200 rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
lengos de seda para homem a 1, colletes de vel-
ludo muite fino a 6, e muilas outras fazendas
que se vende por barato prego.
Charles Laureo!,
Alfaiate francez,
Ra da Cadeia do Recife numero 16,
tem a honra de prevenir o respeitavel publico
desta cidade, com especialidade. os seus fregue-
zes. que acaba de receber da Europa um lindo e
variado sortimento de pannos para calcas, por
pregos vaotajosos. Approveila a occasiao para
offerecer s senhoras seus semeos como prejara-
dor das capae agora muito em uso, e trages ee
amazonas. Sua casa dislingue-ae pela prompti-
do e barateza.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., lena serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande fer-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
;; Graxa econmica ;!
paraiustrar cal
Vende-se a superior graxa econo1
rilinhns de lou'ca a 640 e 800 rs. cad
priyridad tem*a%|ido'.della, e ser mais por aque*.
novo comprarem. Ella serve igualse
amaciar e conservar-o oouro, e economiza por-
que o lustro dado dom ella em um dia, VbriSer-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova'graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Candieiros
E^parlilhos
muito finos a ig'cada um : vende-se na ruaNo-
ra nV42.
tidos -
.brancos bordados com 2 e 3 babados a 8
um : vende-sarna ra Nova o. 42.
cada
a 240
carne de porco americana: na ra do Imperador
no bazar.
2^0 rs. the poimd
of superior saltd english beef, in the basar per-
nambucano al ra do Imperador.
A 4$000.
Chales lisos de merino de lindas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f,
Eerragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
receber um primoroso e rico' sortimento de
bandejas para S. Joo, que por sua barateza e
bem acabado gosto, er nao ter rival nesia praga,
rico sortimento de facas, gatfos e colheres de to-
das as qualidades. e pregos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
Cera de carnauba,
qualidades superiores : no lamo da Assembla n.
15. trapiche Baro do Livramento.
Vende-se urna porco de coqueiros muito
grandes e multo em conla para apurar dinheiro:
a tratar na ra do Vigario n. 21, loja.
Vende-se urna carteira de amarello de urna
s face, muito forte e com muitos repartimentos,
e segredo, por prego em conta; na ra Direita n.
83, casa terrea :
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linbo da flores com
pequeos defeitos a 3j a duzia, ptimos pelo pro-
econmicos.
Cbegou um riquisslmo sortimento de candiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes eslao
j muito approvados pela sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muilas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e todos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
Vende-se urna casa terrea sita na ra da
Esperanca do Caminho Nov n. 36 : a tratar na
taberna defroote n 41.
Vende-se urna armago de taberna no pa-
teo do Tergo o. 12 : a tratar na ra de Santa
Thereza n. 39, que achara com quem tratar.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados. para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16 ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000.
Chapeos de castor branco. fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8
na ra do Queimado
Escravos fugiaob.
cada um
portas.
cordadas muito bonitas
se na ra Nova fj. 42.
a 3# cada urna ; vende-
a 2000 a sacca :
do Imperador.
no Bazar Pernambucano na rui
a 800 r?. a libra, Gno e grosso : no Bazar Per-
nambucano, ra do Imperador.
Esperncete
a 700 rs.
Vende-se em caia a 700 rs., e em libra a 720
rs.; na ra das Cruzes n. 24, esquina da traves-
ea do Ouvidor.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamente bons a
19, cortes de casemiras Qnas de cores a 4, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramento.
Vende-se um preto de nacan, ptimo cozi-
nheiro,4anto pira esta cidade como para andar a
bordo ; a tratar na ra larga do Rosario d. 23.
Agua iflgleza
deLavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
oulras, a lj o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Espelhos dourados.
Na loja d'aguia de ouro encontraro os aman-
ts do que bom riquissimos espelhos de diver-
bos tamatahos, com moldura dourada, assim co-
mo vidros para os mesmos : vende-se na dita lo-
ja, ra do Cabug n. 1 B.
Livr do mez maane a 1$.
Acaba de sabir dos prelos desta tvpographia
urna nova edic'o do mea mariano, segundo se
celebra n* hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conoeigo, modo de visitar o lauspere-
ne do aantissimo rosario ; vende-se anicamente
a 9 da livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia'.
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 129 '
No dia 19 do correte desappareceu do en-
genho Soccorro. de Jaboato o escravo mula'.o,
de nomo Victorino, idade de vinte annos, sem
um dente na frente, gago, estatura regular, ca-
bellos carapiobos: quem o pegar, leve-o ao seu
senhor no dito eogeoho, que ser recompensado.
Fugio no dia 21 do correte mez, um es-
cravo du nome Luiz, eonhecide por Luiz Mon-
teiro, com os signaes seguinles: pardo bem
claro, com 20 a 22 annos de idade, bom cabello
e acham-se cortados, alto, secco do corpo, roslo
descarnado, naris afilado, denles perfeilos e li-
mados, bracos e pernas compridas, ps grandes,
anda descaigo e algumas rezes calcado. Nasceu
e foi creado oesta cidade, tem officio de pedrei-
ro, trabalha tambem no de funileiro, sabe bo-
lear, pintar, etc. etc., e tudo quanto faz core a
mao esquerda por ser canhoto. Levou vestido
caiga branca de brim. camisa de madapoln,
chapeo de feltro cor de chumbo : quam o pe-
garleve-o ra Imperial n. 64, ao seu senhor o
major Antonio da Silva Gusmo, que ser bem
gratificado.
Fngio do engenho das Malas, comarca do
Cabo, no oia 19 de maio de 1861, um escravo de
nome Joo, crioulo.que representa ter 40 annos,
nao muito preto, de boa estatura, olhos grandes,
muito fallante, j foi preso duas vezes no Recife
trabalhando nos armazens de assucar como forro,
e levou urna peiga em um p : roga-se a todos
os capitesde campo e a todas as autoridades, de
, o appreheoderem e o trazerem a este engenho, ou
n. 39, loja de 4! entregaren na ra Nova, taberna do Sr. Jos
Feruandes Lima, que tanto em urna como em
outra parte serio recompensados.
Attencao.
Acham-se fgidos os escravos seguinles : Con-
rado, crioulo, do Para, de bonita figura, que foi
escravo do Sr. Dr. Hagalhaes, que servio de che-
fe de polica daquella provincia, cujo escravo po-
de passar por livre porque falla bem e at troca
algumaa palavras em francez, dedica-se a vida
domar, e j servio de foguista no vapor Piraji,
com o nome de Jos Domiogues: Joo, cabra es-
curo, bastante alto, com marcas de bexiga no
rosto, natural de Iobamuos, oqual tendo sido de
um prente do Sr. visconde do Ico, foi aqui ven-
dido pelo Sr. desembargador Andr Bastos de O-
liveira : Joo, mulato, alio, tambero com muitos
signaes de bexiga no rosto, falto de denles na
frente, natural do Crato : Gaudencio, mulato
claro, natural do Para, moco, com pouca Darba.
de estatura regular, secco do corpo, e sem defei-
to algum, official de pedreiro, e locador de vio-
la, de que muito apaixonado, inculca-se por
homem livre com o nome de Leopoldino : Mar-
colino, cabra, natural da povoaco de Agua-Aze-
da as immediages de Papacara, que foi escra-
vo do Sr. Antonio Baplista de Mello Peixoto, sub-
delegado de Garanhuns, alto, grosso do corpo,
bem Jjarbado, com falta de denles oa frente, nsa
constantemente de cinturaco desoldado atado
cintura : quem apprehender os ditos escravos ou
qualquer delles, e os entregar a seu senhor, o
abaixo assignado, no engenho Dous Irmos na
freguezia do Pogo da Panella, ou ao Sr. adminis-
trador da casa de detengan, no Recife, acra gra-
tificado de seu trabalho com generosidade.
Jos Cesario de Mello.
em casa de Julio & Conrado.
tar no memo i^^W^^ioTm^\Sr^VSi^fA!^
D. 4. numero 16.
Chapeos de seda para senhora do
ultimo gosto, por pretjo muito com-
modo : na loja da aguia de ouro da ra
do Cabuga'.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
coohecida e apreciada banha transparente, a qual
por sua frescura bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o fino e cheiroso
oleo philocome. Estes o outros objectos que dita
loja receba de sua propria encommeoda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que cues se
oio confandam com os falsificados, que por ahi
ha, todos os frascos teem um rotulo dourado que
dizLoja d'Agaa Branca, raa do Queimado nu-
mero 16.
Vende-se ama escrava crioula da idade 20
annos, ponto mais ou menos, a qual cose, en-
gomis 9 cezinha : na roa de Apollo n. 37, ter-
ceiro andar.
Vende-se um escravo bom canoeiro, pro-
prio para todo o servigo, por preco muito com-
modo ,- a tratar na rae da Moeda n. 29.
Sai do Ass.
Vende-se a bordo do biate Camaratribe: a
tratar com, o meltre a bordo, ou na ra do Viga-
rio n. 5.
Avariado.
Madapolao largo e fino com pequeo toque de
avaria a 39500 e 49, dito muito fioo a 5-5 a pega :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Para a clima.
Vende-se mnite barato artigos de gui-
ta-perche (borracha) : na ra Nova nu-
mero 43.
Cebo eoado do
Rio Grande,
muito alvo : no largo da Assembla n. 15, trapi-
che Baro do Livramaato.
gratificacOe
Est fgido desde jonho de 1856 o preto crioo-
lo Manoel, que fazia parte da tripolago do brigue
Mari Lxizia, toado 29 a 30 annos de idade pouco
mais on menos, hoje, e mais os seguinles sig-
naes : rosto compndo e descarnado, cor fula,
cabello cercilhado, olhos um pouco grandes e
amortecidos, beigos grossos, sendo o beigo superior
mais grosso, de sorle que encobre a falta que tem
de denles em cima, falla um pouco atrapalhado,
devido a falta de dentes, pouca barba e rala, usa va'
bigodes; tem na mao esquerda junio ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, as nadegas
alguma cousa empinadas, com um geilo para o
lado no andar, cadeiras largas, cintura fina, p
apalbetadose largos, sabe o officio de cozinheiro,
e costuma em briaga r-se. Foi escravo do Sr. Dr.
Jeronymo Vilella de Csslro lavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico
de Olinda, e depois do Sr. Albert Forster Damon,
constando ha pooco lempo ter sido visto no lu-
gar Quail, districto da Paralaba, onde se acha
casado e com filhos, eiotilulando-sa forro, e quo
Manoel Domiogues, oa Manoel Domiogues Mo-
reira, no lugar Lagda Nova sao os que deale es-
cravo podern dar noticia : o abaixo assignado,
aenhordo dito preto, gratificar com a supradila
quantia de 4009 a quem o apprehender e entre-
gar no Recita a Antonio de Almeida Gomes, ra
de Trapiche n. 16, o na Parehibe, ao Sr. Jos do
Azevedo Silva, pagaado-se todas es despezas que
coas o mesmo preto se flzer. Peroambnco, 30 do
abril de 1861.Jo

p
X&lfO 01 W1HUIBDC0. M SABftUDQ 1 f*JORHO E lili.
Litteratura.
_____
Carta sobre a histeria de Franca diri-
gida ao principe NapoteU, pelo du-
que d'Aumale.
Principe. N'um discurso que acabaes de
pronunciar e que cotnoveu de diverso modo os
aulilores, no parlamento, e ai leilores, na in-
preosa, agvadecestes a Mr. Troploog e de Per-
sien y as ligos a'liisloria romana e d'historia de
Inglaterra, qu> elles houverem por bem dar ao
hosso paz, das quaes vos aproveilastes. Dese-
jo occrescenlar a essas lines algumas palavras
sobre a his'.oria de Franca.
Em quanlo o chefe da vossa dynastla ( sirvo-
me das suas proprias palavras j expirara em Haui
B'nni captiveiro de seis annos, a sus temeridade
eoalra as leis aa sua prairia, usava sem troperos
dos seus direitos de ci'ado, e criticara m-
mente nos jornaes o governo normal que tinha
comecado a atacar directamente.
A minha siiuacao bem differente, e nao re-
clamo semelhanie privilegio. Exiliado do meu
paiz sera ter violado lei alguma, sem ter mere-
cido esta sorle por crime algum, nao sou conhe-
cido da Franca sendo por t-r sido educado debai-
zo da sua bandeira e te-la fielmente servido at
ao di.i era que fui violentamente atfaslado da
patria. 2ste exilio porm fez-me perder o direi-
to mais natural, o raais sagrado de todos, o de
detTender minha familia publicamente ultrajada,
e, com ella, o passado da Franca ? A este ata-
que injurioso que um poder to forte eque vos
inspira tanta confianza, publicou, propagou, atli-
xou em todos os ngulos, ode a minha resposia
segui-lo e espalhar-se como elle, em conformi-
dade com as leis, no solo da minha patria ? Quero
experimenla-lo ; se ella*"nao satistizer os meus
votos, e se com despreso das mais simples noques
dajustiga e da honra suffocardesa minha vosem
Franga n'uma causa to legitima, ter ao meos
algum eco na Europa e ir em todos os paizes
ter direita ao corago dos Lmeos honestos.
Fallastes de escandalosas dissengoes intestinas
de que os Bourbons teem dado exemplo em todas
as partes.
Mas do que outro o ramo mais novo d'esta casa
parece ter excitado a vossa indignagio, e ae eu
acreditasse a primeira parte da sesso, no qua-
dro que esbogastes com grandes tragos, os princi-
pes d'Orleans formavam um grupo sombro des
tinado a tornar mais brilhante a pintura da unio
e das virtudes dos Napoleoes, pois j nao ha Bo-
naparies.
Se nos tivesses feito a honra de nos dar urna
definico um pouco mais clara o'aqulo a que
chamaeso novo direilo publico, nao sei se teria
concordado comvosco, mas nao tenho mais sau-
dades do que vos do antigo rgimen. Todava,
nao tenho o mesmo horror ao passado da Franca;
confesso que o tenho estudado sem que o meu
amor proprio nacional tao profundo como o vosso
ten ha soffrido muilo ; e encontr mesmo alguma
gloria nos aonaes d'esta antga raga, sob a egide
da qual um pequeo remo, composto de duas
ou tret provincias, se toroou esta grande nagao
de que bem conheceiso poder. Que, n'esta lon-
ga lista de principes possara aponlar mediocres e
mos ; que na historia d'esta mullido de ramos
disseminados por tantos thronos ha a notar faltas
raquezas, desvarios, talvez crimes; concordo
comvosco. As familias reaes, e al imperiaes,
sao se subtraera a lei commum da humenidsde I
A Procidencia nao repartiu seropre urna porgo
egual de vistude por aquelles a quem o seu nas-
ciment pode chamara reinar sobre os seus se-
mentantes. Tambem oshomens respeltados pelo
seu saber que queriam cooservar a forma monar-
chica, reservando-se os direitos dos poros, ti-
nham procurado urna garanta contra esta es-
pecie de acasos. Elles queriam ao mesmo lempo
assezurar as nagdes a estabilidade, a unidade, a
tradi:co, e garantir-Ihes o meio de dirigir o
sju proprio governo, de administrar os seus ne-
gocios, n'um palavra nao os deixar entregues
aos caprichos d'um homem. E' a origem do sys-
tema constitucional, que parece vira a estabele-
cer-se grabas a Deus, muilo breve em toda a
Europa, e que, por um triste lance de fortuna,
nao desapareceu,momentneamente assim o espe-
ro, do solo da Franca, senopara se espalhar pe-
lo resto do continente.
Essas disidencias que langacs ao rosto dos
Bourbons nao sao, segundo julgo, apaoagio ex-
clusivo delles; houve-as eguelmeute ein todas
as familias que reinaram muito tempo. Ligas-
tes-vos recenteraente urna das mais antigs e
das mais Ilustres casas da Europa. Abr a sua
historia: veris n'ella, ha duzentos.aonus, o che-
fe do ramo de Saboya-Carignam, aquelle mesmo
que hoje no throno, introduzindo estrangeiros na
sua patria para arrancar a regencia sua cunha-
da. Mais recentemenle anda, o avd de vossa
nobre e piedosa esposa nao passava por ter sido
sempre o subdito mais fiel do rei Carlos Flix. A
casa de Saboya nao por fsso urna das menos
distinctas e menos populares da Europa.
Se a vossa familia tinha oceupado por espaco
de dez seculos o primeiro throno do mundo/e
ciogido na cabega, por differenles circunstancias,
cnco ou seis coras estrangeiras; se, durante
urna lao longa carreira, a vida publica e particu-
lar de todos os seus descendentes tinha perlen-
cido a historia, e nos apparecia hoje pura de to-
da a mancha ; se ella contava to grandes res,
tantos capitaes, tantos guerreiros mortos no cam-
po da batalba, como a casa real de Franca (
ainda o seu verdadeiro e histrico nome), ento
talvez terieis o direito de vos mostrar severo.
Porque, nolae-o bem, nao podis mais julgar as
familias dos principes cea a aethoridade d'am
phifofopS republicano. Gozaes hoje d'uma al-
udi de privilegios que vos liram este direvto.
Apparecesles de repente senador, grao-cruz, ge-
neral de divisio e pticipe de saogue, nao pelo
vosso mrito, ainda eolio desconhecido, mas pe-
lo direilo do nascimente ; o voseo ando de ver
deve ter mudado copt a fortuna.
Ainda que possam dizer, j5 nao ha intrusos
nem no palacio real, nem as Tulherias, as ca-
sas soberanas, e vos tendes. assim o creio, a pre-
teng'o de fazerdes parte d'uma, nSo contera pe-
nao um intruso, o seu fundador. Este titulo,
porque um, a historia d-lo-ha ao obscuro se-
gundo lenle d'arlilharia que, qulnze annos de-
pois le ter deixado a escola de Brienne, colloea-
va sobre a sua cabega a corda de Carlos Magno.
Mas nao se um intruso, quando se tem afinado
o seu direito do propriedade em Slrasburgo e em
Boulonha, quando se tem passado sem transiego
do exilio para o poder, e quando se tem o nome
de Napoleo III. Fallaos hoje em termos mag-
nficos, do golpe de estado de 2 de dezembro,
Ninguem porm vos encontrn n'esse dia entre
os que correrara aos Campos Elyseos para se de-
dicar intrpidamente fortuna do novo dictador.
Vos tambem nao estaveis, verdade, no meio
dos representantes da nago, que proteslaram
contra o atropellamento das leis do paiz. Onde
estaveis pois? Acreditae-me, nao vos gabeis
muilo d'um zelo to tardo, e no vosso eolhusias-
mo 'retrospectivo nao avancis, em respeilo aos
vossos amigos de Italia, at eslabelecer entre esta
feliz conspirarlo e a empreza de Garibaldi, urna
compararan que nao seria talvez do gosto do pa-
triota de Caprera
Urna cousa me admira, que o dujue de Or-
leans, meu av, nao- livease merecido a vossa
sympathia, que vos sentastes, como elle, do lado
esquerdo d'uma assembla republicana. Ali pa-
ra, verdade, a analoga dos vossos destinos.
Impellido para um declive fatal, nao soube resis-
tir deplorareis cooselhos: expiou a sua Uta.
Sahiu da convenci nacional para subir ao cada-
falso, e vos nao descostes dos bancos da monta-
nha seno para entrar na sumptuosa habitaco
onde o duque d'Oileansnasceu.
Na primeira exploso da vossa lealdade mo-
narchica, quizesles envolver tambem os descen-
dentes no anathema que langastes ao avd. O
sienographo fez desapparecer este fragmento das
vossas imprecares, e nao tendo tido a salisfaco
de nos ouvir, nao sei os termos de que vos ser-
vales ; s conhego esta rhrase : os principes
d Orleans I Comprchendeis sem duvida sob eala
designago genrica 6 re Luiz Felippe, ao qual
na pureza das vossas opinides sobre o direito he-
reditario, nao queris conceder o carcter real.
Teudes ouvido argui-lo de ter combatido pela
Franga em 1792, e de ter valentemente conduzido
a sua divisa Valmy e Jeumapes? Ou jul-
gaes que fui muilo liberal sob a restaurago, e
que deu sabios cooselhos ao rei Carlos X? por-
que sabis que elle nunca conspirou. Pretendis
que elle devessa ter dirigido a revolugo de ju-
lho, a mais pura de todas as nossas revolucoes,
e recusado o Ihrono vago, onde o chamaram os'
representantes da nago? Quanlo seus filhos
argui-los, sem duvida' por nao terem mandado
metralhar a guarda nacional de Paris em 1848 ;
por terem preferido o exilio guerra, quando el-
les julgaram que a Franca poderia ter bem de-
pressa preciso do sange de seos filhos; e
quando, alm disso, todos os espirito habituados
ao brando movimento do governo livre estavam
afaslados ento destas duras mximas e destas
pralicas desapiedadas, que o espectculo corrup-
tor de tantas violencias felizes, fez depois desle
tempo penetrar em todo3 os corages I
Ah! quando peosaes na revolugo de fevereiro,
coneebo a vossa colera. Se esta rebenta-se,
mais larde,leria encontrado vosso pae na cmara'
dos pares manido de urna dotacao para vos dei-
xar. Tereis por acaso esquecido as tentativas do
re Jeronymo e as vossas, que tiveram bom re-
sultado, em 1837, e o favor que vos foi concedido
a ambos de entrar em Franga, d'onde a lei vos
bania, e o acolhimenlo cordeal que vos fuerara
em Saint-Cloud '? Mas, entre os alabardeiros que
enchem a ante-camara do imperador podereis
encontrar aquelle que vos iolroduzia no gabine-
te de Luiz Felippe quando llie fostes agradecer
os seus favores e solicitar-lUo novos.
Abri o Annuario Militar, percorrei a lista dos
generses deportados. Ah encontrareis o nome
doajodania de campo deste mesmo rei que, em
foi encarregado de receber em Paris a
1830,
FOLHETHI
OBATEDORDE ESTRADA
T-OB
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
XV
(Conlinuaco.)
J que assim queris, fallae, disse o Batedor
de Estrada ao conde d'Ambron ; temos ainda seis
horas por nossas. Duvido, porm, que as vossas
explicages possam ser de muita otilidade. Ides
j comparar-vos Calo I...
Deus me livre de tal fatuidade 1 Demais Ca-
to nao o here de minha predilecgo: ao con-
trario nao gostaria de toma-lo por modelo I O
que mais ambiciono oeste mundo nao chamar
sobre mim a admiraco publica por meio de gran-
dezas ; sim grangear a estima de todos pelas
qualidades que me. sao proprias. Na satisfago
da minha consciencia encontr urna forga, um or-
gulho e um prazer que buscara em vio exprimir-
vos. O peso de urna acgo mesmagar-me-hia ;
creio at que nao o poderia supportar. Oque
mais desejo depois da minha tranquillidade o
prazer... Sim, sou vido deprazeresl Eu Catio!
Estaes louco, Joaquira I Nao ha um mancebo em
Paris que lenha despejado o seu ouro com mais
prodigalidade e prazer do que eu. Tenho pisado
sobre os tapetes mais sumptuosos, teoho pene-
trado nos carnarios maisinvejados; porm nunca
ir.archei o slo de urna pobre e honesta choupana.
Se tenho sabido pagar o vicio magnficamente,
tenho tambem sabido respeitar ivirtude!... A
minha nobreza me causa orgulho porque a ella
se referem tongas tradicoes de coragem, lealdade
e polidez 1 Naquelle homem, que procura com to-
da a bravura e honeslidade vencer os obstculos
que se oppem sua elevago, eu vejo um egual
e um irroo, e por isso estendo-lhe a mo: po-
Tm naquelle, que, gozando por seu nasciraento
de um nome pomposo nos annaes da historia,
serve-se indignamente delle em proveito da sua
ambicio e do seu inieresse, eu vejo um renegado.
e por isso recuso-lhe os meus cumprimenlos!
Keste ponto sou de um orgulho inflexivel : e
por isso que tenho tido infelizmente tantos duel-
los. Devo, porm, accrescentar que o sangue
por mim derramado nesses encontros nao me tem
deixado o mais pequeo remorso. A justiria da
minha causa me pareca to evidente e incorites-
tavel, que taes combales roe embriagavam como
se estiesse nos antigos toroeios: porque a mi-
nha divisa foi sempre a honra Devieis ter ouvi-
do citar-se o mea nome maitas vezes como o de
um daellista : nao era um*. calumnia que me fa-
[) Vide Diario n. 124
rainha Hortensia e seu ilho, hoje vosso impera-
dor. O rei tinha violado a le permittindo a
vossa lia entrar em Franja, e o peior era, tioha-o
feito sem conhecimeoto dos ministros; segun-
do creio, o nico aclo inconstitucional que se Ihe
possa laucar em rosto. Mas ha oesla aventura
alguns promeoores que merecem ser-vos re-
feridos.
No da seguinte aquelle ero que o rei dos fran-
cezes tinha dado audiencia rainha Hortensia,
havia cooselho de ministros. Que ha de novo,
senhores? disse o re seotaodo-se.Urna noticia
muito grave, senhor, replicou o marechal Soult;
sei com toda certeza, pelas informages da gen-
darmeria.que a duqueza de Saint-Leu eseu Qlho
atravessaram o meio-dia da Franga. O rei
sorna.Senhor, disse ento Mr. Casimir Perier.
posso completar a narrativa que o marechal acaba
de vos fazer. Nao s a rainha Hortensia alra-
vessou o meio-dia da Franga, mas est em Pa-
rs ; V. M. recebeu-a hontem.Esto to bem
informado, meu caro ministro, replicou o rei,
que nao me daes tempo para vos informar de
nada.Mas eu, senhor, tenho alguma cousa
ainda a dizer-vos. A duqueza de Saint-Leu nao
vos apreseutou as desculpas de seu filno por ter
ziam, era apenas uro erro em que todos estavam I
Julgavam as miohas aeges sem conhecerem o
movel que as determinara I Foi essa reputago
immerecida que me levou a acceitar o combate
excepcional que naquelle tempo me propozesles
em Paris. A causa da nossa desavenga, como nao
tereis esquecido, foi o insulto que dirigales a urna
mulher, a quem eu considerava digna de todos
osrespeitos: mais tarde conheci o meu engao.
Agora, Joaquim. se desejaes penetrar no mais
intimo do meu corago, nao occullarei que, nao
obstante reconhecer a nuliidade da minha exis-
tencia, snto aqu dentro agitar-se uro sentimen-
to entre a ambigo e a inveja I Parece que tenho
em mim urna forgaa que devo dar expauso, urna
forga que me leva a ambicionar aventuras heroi-
cas I Foi essa aspirago, ao mesmo tempo inde-
terminada e vigorosa, que me conduziu i Califor-
nia. Pensei que neste terreno, onde tanta gente
vero em busca do ouro, deve haver um lugar para
quem s vero em busca da gloria I Quaes sao os
meus projectos? Igooro eu mesmo ; pois que nao
tonho ainda assentado em um s : mas antevejo
j um horisonle quesorri singularmente minha
actividade e aos meus sonhos Acabo de pateo-
tear-me a vossos olhos tal qual sou,ou pelo me-
nos tal qual me julgo. Podis continuar no vosso
interrogatorio, estou promplo a responder s vos-
sas novas perguntas.
O Batedor de Estrada ouvra o conde d'Ambron
com urna attengo queseapproxiroava benevo-
lencia, e que tocava quasi admirago.
Conde, disse-lhe depois de pequea pausa,
nao era o louco sublime, mas o sabio por excel-
encia que eu devera apellidar-vos: talvez te-
nhaes encarado a existencia sob o seu nico e
verdadeiro ponto de vista. Lastimar aquelles
que andam desvairados no caminho do bem, e
nao ter urna s traigo, um s crime de que r'e-
prehender-se a si proprio, o mesmo que collo-
car-se fra do alcance seno do infortunio, pelo
menos do desespero Com taes principios as de-
cepgocs podem ser penosas, mas deixam de ser
mortferas I
Joaquim Dick fez urna nova pausa: depois com
a voz surda, que mais se pareca a um solugo aba-
fado, replicn :
Mas para que vos tenhaes conservado fiel a
esses principios deveis nunca ter amado sincera
e loucamente 1... Nao... vos nunca amastesl...
Havia no accento melanclico com que Joaquim
pronunciou estas palavras a expresaio de urna
dr to profunda eincuravel, que o mancebo es-
tremeceu:
Joaquim, vos soreis 1
Nao... nao I... exclamou o Batedor de Es-
trada com forga : nem mesmo me dada essa
consolaco I Soffrer viver! E o meu corago
est morto... morto para o odio assim como para
a esperanza I
Paron de novo, e pissou a mo sobre a sua
fronte abrasada.
_ Deque serve revoltar-me contra a eviden-
cia I proseguiu elle. A dr pode mais que o or-
gulho I Sim... eusoffrol Soffro como nunca hou-
ve quero sufTresse tanto!...
O Batedor de Estrada levanlou-se, correu ija-
nella, abriu-a, e ahi conservou-M por alguns ins-
Gcado doerrte nja sua cmara ?EfTectivaBjn-
*.r!,u .***!'pNeto ?* i.. STiio
esta doentfl: tnesffla- hora ero que V. M. fece-
bia a mi. o filho eiavp em conferencia om os
pnncipaes chafes do partido repufflicano. com-
binava com elles no meio mais seguro de vos
derrubar do, Ihrono. Luiz Felippe nao fez caso
deste viso ; ma os preparativos de revolta con-
tinuaram.eo ministro, um pouco malaiuepen-
dente que aquelles que expem hoje lao clara-
mente s cmaras as intenges de vosso primo
tomou sobre si a iniciativa de fazer sahir a rainha
Hortensia e seu filho.
A' medida que eacrevo. as vossas queixas con-
tra asm d Orleans-, vo-me aecudindo a memo-
ria. Ha urna de voseas mximas de governo m-
xima eseencial, que Luiz Felippe. muito grato
vossa boa vohtade, deixou de applicar. Que
legimistas. dissestes vos ou republicanos exalta-
dosviodos de Inglaterra (esqueceles os orleanitas)
leolem fazer co> mil ou mil e quinhentos ho-
mens um desembarque as nossas coatas nos
os mandaremos fusilar. Ora, durante o gover-
no de juloo, houve urna incurso a Sirasburao e
um desembarque em Bolonha.o nao houve fusi-
lamenloal Grave falta sem duvida 1 Pois bem
estes Orleans sao tao incorrigiveis, que se tor-
nassem ao poder julgo que tornaram a ser to
clementes como no passado I Mas para os Bona.
partes, quando ae trata de fusilar, a sua nalavra
irrevogsvel. E, olhae principe, de todas as
promessas que vos e os vossos tendes feito, esta
e a nica, que couto cumprireis escrupulosa-
mente. r
Porque necessario coovirmos n'isto, o gover-
no actual, to feliz a tantos respeitos, tem menos
fortuna as suas promessas. Um nico homem
tioha prestado juramento conslituigo republi-
cana: porm foi-lbe preciso o golpe de 2 de
dezembro. Disseram o imperio a paz e ti-
vemos a guerra da Crimea e Lombarda. Em
1859, a Italia devia ser livre Al ao Adritico :
a Austria domina anda em Verona e em Vene-
za O poder temporal do papa devia ser respei-
tado, sabemos que o nio e os gra-duques es-
perara sempre a sua restaurago anuunciada pela
paz de Villa-Franca. Sei que difflcil proroet-
ter 9 que depois seno cumpre; conhego o papel
eomraodo que desempenbam alternativamente
segundo as necessidades da situago urna vez os
amigos parlides, outras mimfestages das diver-
sas vontades nacionaes, depois a polilica da In-
glaterra: etc.;que me seja permiltido afirmar
nicamente que. pelo facto das circumstancias a
execugao rigorosa das promessas feitas nao 'se
pode cootar no numero das virtudes da familia
Bonaparte: e aquelles a quem ellas forem feitas
que tenham bem cuidado com ellas.
Da philipica contra os Bourbons viestes cahir
no panegrico de Napoleo. Os Napoleoes I oo
dia seguinte ao processo Paterson este plural
sorprende-me um pouco. Estaraos ha muito lem-
po habituados apoihcose do grande imperador,
lodos temos lidio as Victorias e conquistas, assis-
tido s fuocges do circo, cantado as canges de
Beranger, escutada vidamente as narrages dos
actores obscuros ou Ilustres do tempo imperial ;
e esse governo de julho, do qual persegus com
tantos encarnigameuto a memoria e os represen-
tante, tornuu a elevar a estatua de vosso lio so-
bre a columna, recolbeu as auas cinzas nos Iova-
lidos, cobriu com a viva imagem das suas faga-
nhasas paredes do palacio de Versailhesl
Mas nao temis diminuir a estatura do seu pri-
meiro deus. querendo envolver a sua familia na
sua aureola ? purgue nos sabemos tambera o que
os contemporneos pensavamediziam dos irmos
do imperador, e. para nao abandonarlos os fac-
tos mais salientes, tendes esquecido que foi ne-
cessario tirar Luiz a corda da Hollaoda, Jos
o commando do exercito de Hespanha, Jerony-
mo o commando do exercito que coBduzia Rus-
sia ? Nao tendes um primo, Luiz Luciano, se me
nao engao, que na maior forga do bloqueiocon-
tinental, oasceu na Inglaterra ; onde seu pae es-
lava refugiado ? E Mural em 1814 ? Mas aqu
paro ; porque este ao menos linha conduzido cem
vezes os esquadroes victoria ; e alm disso con-
servo pelos vencidos e os mortos esse respeilo
que tost reclamaos para os felizes e os vivos.
Permitli-me que vo-lo digs, ha dois assumptos
que vos e os vossos amigos repets muilo a miudo:
os principios de 89 votos e os desastres de 1815.
Eu voltarei logo a estes principios, que me sao
caros : gosto menos de fallar de 1815.
Quando pens nos prodigiosos esforgos que fez
o genio de imperador para salvar a Frangs em
1814, a admirago e o patriotismo suffocam em
mim todo o reseotimento, e quando contemplo o
grande infortunio do captivo de Santa Helena,
nao ha lugar no meu corago seno para a dr e
para a sympathia. Mas quando explorares as cala-
midades da patria para fazerdes dolas urna arma
de partido, quando equiparaes a outrosos trata-
dos que deltas tem sido a coosequencia, somos
forgados a recordar aquelle com o qual as paixes
e as faltas infringirn) Franga urna humilhago
sem egual na nossa historia.
Nao gostaes de Luiz XIV, dzeis vos. por causa
do mal que fez Franga ; quesenlimento tendes,
pois por vosso,lio? Luiz XIV era. dizeis, uro or-
gulhoso despota, o seu reino, quando morreu,
eslava pobre de hornese dedinheiro ; mas eris
que a esle respeito Napoleo leve que invejar-
lhe? Se o grande rei quiz segurar a Filippe V a
heranga de Carlos II, o grande imperador quiz
crear os novos reis de Hespanha, de Hollaoda, de
aples e Westphalia.emprezas que noscustarara
lao caras como a guerra da successSo, e que nos
nao legaram seno pretendentes. Finalmente,
Luiz XIV deixou a grande monarchia austraca'
irremediavelmentedissolvida, e a Franga augmen-
tantes respirando o ar livie: quando voltou ao
seu lugar no semblante nao se lhe divisava indi-
cios da mais pequea commoco.
Deque fallavamos ha pouco? pergunlou
elle com ar irnico e distrahido. Ah sim...
fallavamos de amor I E' este um bello assumpio
que me causa agradaveis diitracces todas as ve-
zes que delle trato I Nao respondestes minha
pergunta, conde. Amastes alguma vez?
Se me tivesseis dirigido esta pergunta ha
dous mezei, dir-vos-hia nio: hoje respondo-
vos sim.
Ha dous mezesquer dizer antes da vossa es-
tada no rancho da Ventana?
Consent, Sr. Joaquim, observar-ros que a
vossa curiosidade vae alm das limites da nossa
conrengo, e disperta no meu espirito urna sus-
peita singularI...
^ A nussa convengao nao tem limites ; pro-
metlemo-nos mutuamente inteira e leal franque-
za : uso, pois, do meu direito como d'aqui a pou-
co usareis do vosso, se assim vos approuver. De-
sejaria que tivesseis a boodade de dizer-me que
suspeita essa que a minha pergunta dispertou
ao vosso espirito ?
Suspeito que amaes a Antonia, e que o ciu-
me foi o movel que vo3 fez procurar esta entre-
vista.
Pode ser, disse tranquilamente o Batedor
de Estrada quando chegar a vossa vez de inter-
rogar-me, ser-vos ha fcil esclarecer as vossas
duvidas. D'aqui at l, tende paciencia, haveis
de altender-me. Arrfaes a Antonia ; muito bem :
mas tendes bastante experiencia da vida para en-
tregarlos aos transportes de urna paixo sem
antes meditar no seu resultado. Dizei-me, por
consegumte qual o um que tendes em mira?
Juro-vos, Joaquim, que ainda nio pensei
em tal cousa : nem mesmo procurei em mim pe-
netrar para saber se esse amor, que julgaes um
facto consummado, antes um capricho de ima-
ginagao do que um desejo e urna necessidade real
do corago : nao me veiti ainda ao pensamento
se a presenga de Antonia destruir o brlhaute
prisma pelo qual vejo essa adoravel creatura : se
n ama palavra, a realidade corresponder is mi-
aas esperangasl...
Eotio te'ncionaes ver Antonia oulra vez.
Sim, mil vezes sim.
E se essa segunda experiencia lhe for des-
tavoravej, se ne a achardes aquillo que a ima-
gioagp vo-la representa, em sarama se nao a
julgardes digna do vosso amor, nao lhe concede-
ris algumas horas de galanteio?
Nao, Joaquim. Ou eu me nao expliquei
bem, ou ento nio me eotendestes, urna vez que
fazeis-me semelhante pergunta Sempre na mi-
nha vida sent pelas mulheres um culto verda-
deiro. e nem mesmo posso comprehender o des-
prezo syslematico do nosso secuto par com el-
las I Comparo um sorriso da Providencia a mu-
ther, que verdaderamente urna mulher no sen-
tido moral da palavra I -Mo e esposa, ella vela
junto ao nosso bergo, ella chora sobre o nosso
tmulo I Assim como nos somos vidos de pra-
leres, a mulher vida de dedicages: sacrificar
os seus gastos, incllnages e esperanzas felici-
dade daquell i quem ama, para ella a mais
tada com Plendret, Artois, Alsacia. Franche-con-
l Bousslon.
O imperador lafou a restaurago i Franga pri-
vad* das conquista** da repblica, solada em fa-
ce da Europa, coja orjranisago poltica e militar
tinha dirigido contra nos.
Ah I se o autor da concordata e o cdigo civil,
em lugar de se laogar em injustas emprezas, e
de a fazer um brinco dns povos e das leis tives-
se querido consagrar o seu genio a fundar a liber-
dade na patria ; se elle tivesse em perigo o po-
der da Franga, do qual soube fazer to terrivel uso
a exercer sobre o mundo urna influencia librale
benfica, terieis o direilo de invocar o exemplo e
os seus preceilos.
Mas quando nos fallaes dos seiscentos mil ho-
mens que estavam seropre promptos segui-lo,
obrigaes-noS a pergunlar-vos onde os conduziu'
e o que fez. Contae quatos deixou as planicies
de Castella e nos steppe da Russia.
J atravessastes as vossas viagens, a calgada
que conduz de Leipzig i Lindenau ? Imagioaes
porventura quantossoldados francezes morreram
a 19 de oulubro de 1813. nesse estreito caminho'
o nico por onde o exercito poda retirar? E'que
este mesmo orgulho, que tinha regeitado as pro-
postas de Diesda, nao admiilindo a possibilidade
de urna derrota, sufiocava ao mesmo lempo a-voz
do bom seoso e da humanidade, e o mais provi-
dente dos capitaes nao tinha feito langar sobre o
Elster algumas pootes, que teriam podido salvar
a vida a Buhares de Francezes.
Estaes sempre a fallar em 1815 ; mas fazeis-nos
lembrar que no regresso de Waterloo, o impera-
dor nao leve seno urna injuria para langar por
ultimo adeus a este exercito que acabara de fazer
prodigios :
< .... Urna batalha acabada, falsas medidas re-
paradas, maiores successos seguros para amanha,
ludo se perdeu n'um momento de terror pni-
co....
Pois bem, quando vosso to escrevia estas li-
nhas, sabia perfeilamenle que a victoria nao li-
nha estado um s instante, nao digo certa, mas
provavel ; sabia perfeilamenle que nao linha ha-
vido terror pnico, e que os nossos soldados com-
batan ainda quando j nao havia nenhuroa espe-
rance, nao de vencer, maa nicamente de re-
sistir.
Depois da grande atirada a respeito de 1815 in-
vocaes a autoridade do imperador, os seus actos
e as suas palavras em apoio das vossas opinies
acerca do poder temporal do paps e da questo
italiana ; e ainda que nao permiltis aos vossos
adversarios citar seno pegas ofciaes. misturaos
com os fragmentos de despachos dirigidos pelo
general Bonaparte ao directorio, ou pelo impera-
dor ao principe Eugenio, urna looga citago do
Memorial de Santa Helena. Anda nao tudo.
Mas pretendis provar que Napoleo poz o papa
em Savona, e um perfeilo em Roma, em respeilo
aos direiloa dos povos ? Elle tinha posto a cora
de ferro na cabega, e nao porlaolo ao reino de
Italia, mas ao imperio francez que elle reinou os
Estados da Santa S.
Nao era o mu governo do pontfice, mas a sua
pouca docilidade, o que o chocava. Escutae o que
elle escrevia seu irmo Jos 12 de marco de
1806:
Nao quero que a corle de Roma tenha ne-
nhum ministro junto das poteucias com que estou
em guerra ; nao a deixarei gozar da sua inde-
pendencia e da sua soberana seco por este pre-
go. (Memorias do rei Jos, II, 402).
Nao, vosso to nao tinha pelo papado essa
averso que lhe suppendes. Nao podis ter es-
quecido estas curiosas iostruegoes que em 1821 o
general Bretand trouxe de Sania Helena ao
mesao rei Jos Napoleo, noleitoda morte, ti-
nha insistido para que a sua familia se reslabele-
cesse em Roma e para que se apoderasse desta
cidade, e ligasse aos seus interesses urna theocra-
cia poderosa ; pois nao tardarla a ler um papa,
carJeaes, etc. [Memorias do rei Jos X, 264).
Alguns annos mais, e o voto de Napoleo ler-
se-bia cumprido ; um de vossos primos ter-se-
hia podido asseolar na cadeira de S. Pedro, que
provavelmente teria sido melhor defendida.
E aples 1 Fings acreditar que a existencia
deste reino data dos tratados de 1815 : Sao
estes tratados, afrmastes, disseram : Tu sers
Napolitano!.... Mas que erara depois do dcimo
segundo secuto os habitantes das Duas Sicilias ?
Que erara elles no tempo de Jos e de Mural? O
imperador, verdade, propoz alguma vez ao po-
ro destas bellas provincias o enviar deputados ao
corpo legislativo italiano, topouco lempo reuni-
do. Nao todava porque elle tivesse urna sym-
pathia muilo pronunciada pela autonoma deste
paiz.
a O reino de aples e-me necessario, escre-
via elle a seu irmo ; e sabis bem que este esta-
do vassallo forneceu homens, conlribuiges, al
dotages aos seus lugares tenentes e aos seus se-
nadores. Nao vos recordarei as recommendagoes
sanguinarias que se podem lr a cada pagina do
torooseguorjo daa Uemorias do rei Jos posto que
se trate aqui de documentos authenlicos, publica-
dos pelo vosso ajudante de campo, e nao de va-
gas calumnias, como o requinte de crueldade, que
exprobaes raiuha Carolina. Nao quero exage-
rar o alcance das citages que poderia fazer ; es-
tou convencido de que, procurando estimular a
energa de seu irmo, o imperador ultrapassava
o seu proprio pensamento, e eu nao posso acre-
ditar que entendesse realmente dever prescrever
tantos incendios, carnificinas e confiscages. Nao
desconhego menos o que os administradores fran-
cezes fizeram na Italia meridional, nem os tragos
profundos que a sua passagem ali deixou. Po-
rm, julgaodo o imperador pelos seus actos, pe-
los seus decretos e pelos seus despachos, nao pe-
las suas conversages posthumas de algum modo
sublime de suas ambigdes I E deseVpenha a mis-
so espinhoaa e mageslosa, que Deus lhe deu so-
bre 3 trra com urna alegra to anglica, que
da nossa parte crueldade duvidarjj^eus esfor-
gos corajosos^ A mulher sabe Wjfmao sem
oalsnlaglai^Bfte ser heroica na sua simplicidade I
Essa f/aqumn que o hornera no sen louco orgu-
lho ej(/como um signal de inferiondade, eu
pelojWyario encaro como um indicio da sua
superrorfdade. Deus quiz assim preservante das
nossas lutas esteris e insensatas: deu-nos um
brago forte e vigoroso para ferir e destruir ella
deu um corago generoso para amar e consolar.
Nos somos a forma, a mulher o sentimento.
Nao que eu nao tenha tambem durante a rainha
existencia soffrido um s golpe as rninhas llu-
ses ; pelo contrario, muitas vezes vi o que eu
julgava meu amor indignamente ultrajado ; mul-
las vezes os meus mais queridos sonhos se des-
vanecern] um triste despertar mas a causa
disso era somente dovida minha imprudencia.
A nossa educaran nos d urna inclinago deplo-
ravel para procurara felicidade as grandezas da
posigo, nos esplendores da fortuna. Em vez de
dirigir-nos mulher verdadeira, depomos as nos-
sas vaidosas adoragdes aos ps dessas creaturas
sem sexo, sem corago, que o estpido capricho
da moda faz ostentarem-se por um s dia I E
quem sabe se nao essa urna homeoagem, que
involuntaria e instipctivamenle prestamos vir-
tudenao ousando Iranspr o limiar pacifico das
habitacoes, em que no meio das doces alegras da
familia se expandemitranquillas e serenas essas
mocinhas tracas e innocentes, quem um s
olhar basta para enrubecer-lhes o semblante: mas
que, urna vez esposas.se tornam leoas valen tese
indomaveis, quando se trata de defender a honra
do homem, que Ihes deu o seu nome I Como quer
que seja, apezar das decepgoes da minha vida,
conservo sempre firme a conviego de que a mu-
lher, que nao traz sobre a fronte um stigroa infa-
mante, ha de por forga trazer urna cora de glo-
rias I
0 conde se tinha exprimido com tal enlhusias-
mo que dava um encanto e forga extraordinarios
s suas palavras. Joaquim Dick impassivel ac-
cendeu outro charuto.
Neste caso, coode, disse elle tranquillamen-
(e, nao estaes looge de desposar senhorita An-
tonia?
Esta pergunta nao admirou ao Sr. de Ara-
bron.
E' precisa minha natureza a felicidade sem
limites de um amor sincero, ou o arruido estre-
pitoso da gloria, respondeu elle depois de alguns
momentos de reflexo. Se no meu caminho en-
contrar o amor, que ambiciono, renunciare! glo-
ria de boa vontade.
Anda mesmo quando a pessoa, que vos of-
ferega esse amor, seja de tal condigo que a sua
allianga offusque o esplendor do vosso brazo ? '
Ainda urna vez, Joaquim: nao me tendes
compreheodido. Se Antonia corresponder is rni-
nhas esperangas, se corresponder idea que del-
ta fago, nio hesitarei um instante em offerecer-
lhe o mea nome: porque eu eotendo que a no-
breza deve exigir o sacrificio da honra, mas nun-
ca da felicidade.
mais ou menos exseta mate referidas, eston no
djeito de dizer que elle nao quera dar Italia
ero a liberdade, nem a unidade, nem mesmo a
independencia. Antes quero reeordar-me, peto
contrario, da influencia que o governo de julho
exerceu na Italia pela acgo pacifica do seu exem-
plo; antes quero recurdar-aeque, quando o thro-
node Lniz Filippe abateu repentinamente. a-
ples e Florenga tioham inslituiges conslitucio-
naes-.-que o erobaixador do rei dos Francezes,
que tinba a alma como elle tinha as feiges de
Dante, era o apoio de um poolifice liberal, ocon-
selheiro e o moderador da revolugo que germi-
nava em Roma ; e o estatuto piemontez. que vae
tornar-se a lei de toda a pennsula nao leve a ori-
gem na carta de 1830? Antes quero ainda recor-
dar-me de que, se este governo se afhstnu urna
vez deste principio de nao iotervengo fundado
por elle, e que o invocam hoje mais do que o ob-
servara, foi para occuoar Aocona e para por um
termo reaego que Asanguentava as Romaniaa.
Ah 1 perdi, ha ainda ama outra interveogao
a argir ao governo de julho ; por duas vezes fez
entrar o seu exercito na Blgica. E' verdade que
quando tomava a cidadella d'Antuerpia obrava de
accordo com toda a Europa, em virtude dessa
combinacio cora as grandes potencias, de que
nao fazeis caso quando vos mellis as emprezas,
masque invocaesdepois para sahirdes dos emba-
razos em que vos mettestes 1
_ Mas, estranho, principe, que no vosso discurso
tao cheio de allusdes nao fagaes nenhuroa fun-
dagodesse reino da Blgica ; dizeis-nns mesmo,
que os tratados de 1815 nao tioham sido modifi-
cados seno no pnuo das suas disposigdesfavora-
veis liberdade europea. Consideraveis, pois,
como urna roodificag.io to fuoesta destes trata-
dos, a substituigo de um estado neutro por este
reino dos Paizes-Baixos, especialmente creado em
affroota Franga, collocado como um bastio
ameagador diante da maisaberta das nossas fron-
teiras? Oo antes as inslituiges de que gosa a
Blgica vos tornam esle paiz lo odioso que con-
sideraveis a sua existencia como um perigo ou
como urna exprobago? Eu nao pretendo que a
Italia com su vasto e populoso territorio, deva
restringir-se ao papel modesto, ainda que cheio
de digoidade, que desempenhou a Blgica : po-
rm desejo cordealmente aos Italianos que sejara
to felizes, to bem governados como os Belgas,
6 que saibam por em pratica as suas novas insli-
tuiges com tanta sabedoria e successo. E quan-
do eu fago este voto, julgo tesmtemunhar aos nos-
sos visinbos de alm dos Alpes a minha profunda
sympathia.
A Franga nao deve querer mal a nenbum po-
vo : mas se ha urna na familia europea do qual
nao estejamos separados por precooceilo, por
odio, por antagonismo de interesses ; para o qual
sejamos attrahidos, pelo coulrario, por urna certa
conformidade de origem, de lingua, de religio,
de gosloe decosturoes, o povo italiano Que
elle seja pois livre e iodependente I que elle pro-
cure reunir, por um novo lago e o mais estreito,
as partes deste grande todo, separado ba quinze
seculos! Nao vejo como se lhe possa contestar
este direito comlanto que opere esse trabalho de
agglomerago sem lhe dar de algum modo o ca-
rcter de urna conquista e de urna tyrannia, com-
anlo que consiga eslabelecer a unio. a egualda-
de perfeita entre todas as fraeges de que elle
anda se compe ; comanlo emfim que tranquil-
lse as consciencias catholicas justamente assus-
tadas, e garanta a independencia real, efficaz do
chefe venerado da nossa egreja.
Gosto pouco. coofesso-o, dos meios empresa-
do? ha dezoilo mezes para chegar a este fim.
Acredito que se pode professar opinies liberaes
sem admirar todas as emprezas revolucionarias, e
tanto em poltica como em religio, nao aceito a
mxima que o fim justifica os meios. Con-
fesso tambem nao gosiar das expediges secreta-
mente animadas, publicamente censuradas e das
quaes se apressam depois a coLher os fructos ;
nem destas invasoes repentinas sem serem acom-
panhadas das formalidades salutares e protecto-
ras consagradas pelo direilo das gentes; nem des-
te encarnecimento contra uro rei mancebo, ao
qual se prepara a queda quando o vem enlrar na
via de reformas, e do qual se apressam a con-
summar a ruina quando o vem disposlo a de-
fender-te.
E sobretudo declaro que nio posso festejar e
bater as mos quando vejo o general piemontez
que vinha comprimentar o imperador Saboya,
de Chambery com a mo ainda queote do aperlo
do chefe de estado, para esmagar esse punhado
de Francezes autorisados por elle a defender os
oslados do papa.
E as victimas deste funesto choque que se ar-
ge terem combatido debaixo das ordens de um
general separado, diz-se, do governo do seu paiz\
E' necessario um grande sangue-trio aquelles que
empregam urna tal linguagem, para fingirem ig-
norar que Lamoricire, collocado sob a dupla sal-
vaguarda do seu mandato de representante, e de
urna vida integra, gloriosa, pura de (oda a man-
cha, foi tirado do seu leito urna noite ; que tras-
passado de dores, resultantes nao dos prazeres
das grandes cidades, mas de dezoito annos de
campanhas incessantes. teve os seus membros en-
cerrados n'ums destas estreitas sellas onde en-
cerram os condatgpados s gales quando os con-
duzem ao banho ; que lhe quebraran) a sua espa-
da ; que foi mettido n'uma prisio ; que da priso
passou para o exilio ; e que, sugeitando o seu
regresso patria ao prego da honra, o fizeram es-
tar em trra estraoha at que seu filho nico
morreu1 longe delle. Eis-aqui o que se'chama,
neste tempo de coofusio de mentira em que
estamos um general separado do sjoverno do
sea paiz I
Trataes os negocios com tanta eqajtdade e sln-
ceridsde como as pessoas, e dando rekvo s an-
parenciasdogoveroo parlamentar, vestes boas
| razes para* repellir as realidades. A primetra
1 necessidade de um governo que apparece ante
urna assembla livre ter urna polilica franca e
defende-la contra- a opinio de uns apoiando-se
lealmeote na opinio dos outros ; mas a vossa po-
ltica consisti at aqui em engaar todo o mun-
do, nao recusando promessas e esperangas a nin-
guem. Tendes duas caras e roostrae-as ambas
lodos os dias. Dizeis aos catholicos : Nao nos
Cenheceis? somos o governo que mandou a ex-
pedico a Roma, que manifestou ao papa as suas
syropiihias antes, durante, e depois da guerra ;
que sssignou a paz de Villa-franca, que reforgou
a guarnigu de Roma retirando o seu embaixador
de Turin, que foi o uuico que conservou os seus
navios ero Gaeta. Disiestes aos partidarios
exaltados da revolugo italiana : Porque descon-
faos de mim, e que vos faz a presenga das mi-
nhas tropas em Roma ? Esquecesles que consent
em ouiro tempo contra-vontade na expedigo de
Roma ; que escrevi a carta a Edgardo Ney; que a
paz de Villa-franca foi as miohas mos letra
morta ; que deixei ir aquelle que parti para Cas-
tellidardo; que retirei depois de tudo a minha
esquadra de Gaeta, e que nao ha hoje nem esta-
dos romanos, nem reino de aples ?
Finalmente, virando-vos para a Franga, e mos-
trando-lhe os dous partidos acariciados e engaa-
dos alternativamente, liraes da propria confuso
dos vossos actos assumptos de vaidade ; erigs es-
te co o Ciclo de contradieco em tyslena e dizeis :
Vede como mofara de "mira I Nao sou propria
moderarn era pessoa ? Nao tenho sabido cooser-
var um salutar equilibrio? Nao ressuscitei o jus-
to meio ? Casimir Perier est contente. E
para desempenhar um papel nesla comedia, la-
ce da Europa, que concedestes a palavra aos de-
putados de Franga I Melhor seria deixardes estar
em ierra os despojos da tribuna quebrada pela
mo dos vossos soldados ha dez annos 1
NSo neg a vossa furga ; siolo todo o peso a ar-
rogancia da vossa linguagem, e minha inquie-
Ugao pelo futuro do meu paiz ; mas sei a origem
e vos nunca seris capaz de a encobrir aos france-
zes. Fallaes voluntariamente do abatimeuto mi-
litar do nosso paiz durante os governos que se
succederam depois de 1815; mas 6 urna calumnia
que nao ignoraes. Encontrasies de p essas for-
tificages de Paris que lauta falla fizeram ao vos-
so to. Deus queira que nao tenhamos nunca pre-
ciso de as defender I
Encoolrastes planos, soldados, um exercito ex-
perimentado n'uma guerra vaniajosa para a civi-
lisago, puro de toda a injusliga e de todo o pe-
rigo para a Franga o para a Europa. Sei que
ainda nao visilastes essa Algeria cujos destinos
vos forana confiados por un momenio. Limitas-
tes-vos a expedir de Paris um certo numero de
decretos, e deixastes o cuidado de os executap a
um successor que lhe levou um anno a executa-
los depois de infructferos para sahir do cahos ;
de tal modo que foi necessario nada menos que a
mo do vencedor de Sebastopol para restabelecer
nesia colonia a ordem e a seguranga. Mas se nao
podesles lirar alguns dias as vossas oceupaces
parisienses para as consagrar i Franga do ultra-
mar, livestes ao menos a ioextimavel felicidade
de ver desembarcar as nossas legioes de frica
na Crimea ; se nao podesles segui-las at ao fiui
dos seus gloriosos trabalhos em Sebastopol, po-
desles ao menos ouvir contar as faganbas ellas
em Magenta e Solferino, retido nao longe dellas,
como explicastes, pelo cuidado de procurar o ma-
terial de guerra da duqueza de Parma.
Cortamente se o governo de julho commetteu
faltas, nao incluiram na lisia dellas o vlente
exercito que legou a Franga. e de que nunca pen-
sou apropriar-se para o voltar contra as leis.
urna honra que nao arrebatareis a este goveroo e
que nao se pode apagar com injurias. Elle falla-
va menos que vos dos principios de 1789, mas
pralicava-os mais ; nao fazia do seu apparalo urna
causa de perturbago e de anciedade para o mun-
do ; mas fazia de sua applicago urna foote de
ordem, de liberdade e de prosperidade para a
Franga. Nao prohiba aos representantes do paiz
nem a discusso circunstanciada do orgamento,
nem a acgo directa do parlamento sobre os mi-
nistros responsaveis; e nao a elle que fizeram
o insulto de considerar como um regresso o de-
creto de 24 de novembro. As suas leis mais rigo-
rosas era as de setembro, que serian) acceitas ho-
j orno a alloma e coojo urna graga ; mas nos
dias dos seus maiores perigos, e quando a vida do
seu chefe era pela decima vez ameagada, recuou
com repugnancia dianle da lei de seguranga ge-
ral. Talvez seja culpa do velho sangue francez
que corre as minhas veas; mas da mesma ma-
neira, principe, que os aeniabi de aples ex-
citara a vossa inaignaco e a vossa piedade, nao
posso pensar sem a mais viva dor, que, no mo-
mento ero que cscrevo, um francez pode ser ar-
rancado sem julgamento sua familia, aos seus
amigos, para morrer n'um captireiro longiquo I
Que digo eu, sem julgamento I em segredo que
se deve dizer. e sem que urna simples mengono
Momteur informe a todos que urna detiso admi-
nistrativa acaba de privar a patria de um cidado.
E chamaes a sto socegar os odios intestinos, e
pensar as feridas das nossas revolugoes I Ha nes-
la conduca tanta prevenco e tanla lealdade como
oa vossa polilica eslrangeira.
A' estas palavras o Batedor de Estrada se er-
gueu vivamente, e dirigiudo-se%nu oconde de
Arabron, lhe disse:
Sr. conde, quando entrei ainda ha pouco
em vossa casa recusastes estender-me a mo : ti-
nheis razo, senhor; vos sois um cavalheiro
toda a prova, e eu.... eu sou indigno da vossa
amizade I Ha dezoito aonos que nenhum senti-
mento humano me faz bater o corago I Pensei
que morrena sera ter um homem quem esti-
masse: a fatalidade nio quiz que assim fosse I
Devo talvez supportar neste mundo o castigo das
miohas fallas; eo respeito que me inspraos j
para mim o comego desse castigo 1 Nao me in-
lerrompaes.... Esta confisso me ao mesmo
tempo cruel e salutar : nao oceultarei que provo-
cando estas explicages, eu esperava encontrar-
vos outro homem mui difireme do que sois. En-
tretanto o meu arrependimento nio ainda com-
pleto : apenas vejo em vos urna excepgio dos ou-
tros meus semelhantes. Nao teoho remorsos,
mas j tenho duvidas duvidas, sim.... eu, Joa-
quim o Batedor de Kstrada duvido j I Sr.
conde de Ambron, cumprisles fielmente a vossa
promessa ; nada me oceultastes : seguirei o vosso
exemplo, a minha franqueza ser egual vossa.
Vou correr em vossa presenga o vu que oceulta
o meu passado. Ainda urna palavra. Promettei
dizer-me sem rebugo a vossa opinio meu res-
peito, quando me conhecerdes verdadeiramente.
Quanlo vossa discrigo 'seria urna oOeosa nao
contar com ella Desde hontem que me dsles
a vossa palavra de honra de nada revelar I....
Havia na roaoeira por que o Batedor de Estra-
da pronunciou essas phrases breves e amargas tal
accento de sinceridade e de dr, que o conde l-
eon vivamente impressiooado. Comprehendeu
logo quanlo devora soffrer esse homem de ordi-
nario to orgulhoso, to cruelmente zombador, e
dotado de urna independencia lo arrogante, an-
tes de resolver-se dar semelhante passo.
Joaquim, disse elle, se as vossas aegoes s
tem occasiooado a vossa desgrega peasoal nao po-
dem ser consideradas como crimes. Eu nao con-
demoo o homem que se arruina para saiisfazer
os seus gostos, se que esse homem nao (era mu-
lher nem filhos, se que sabe supportar nobre e
corajosamente a sua miseria. A felicidade to
rara e fugitiva ueste mundo, que nao se deve
querer mal aquelles que, estando quasi ao al-
cance della, a deixam escapar-se em prejuizodo
seu proprio futuro I A minha moral nada tem da
virtude spera e feroz de Calo I Concedo cada
um o direito de escutar s suas paixes e de obe-
decer-Ihes, urna vez que esta fraqneza nao pre-
judique ninguem mais, e nao d um golpe na
familia ou oa sociedade. Como vedes, nao sou um
juiz severo: podis fallar, pois, sem receio.
Joaquim Dick abanou a cabega lentamente.
Coodemnstes-me de antemo, replicn el-
le : porquaoto se tenho soffrido cruelmente, tam-
bem me tenho vingado sem piedade. Nio impor-
ta ; dei-vos a minha patarra, bel de cumpn-la.
Ouvi-me pois.
XVI
0 BalOdor de Estrada concentrou-se em si mes-
mo por alguns momentos; depois prosegua com
um tom de voz grave e montono :
[Continuarse-ha).
Coode. Dego-vos que continuis chamar-
me Joaquim Dick; nao fago este pedido porque
desconfi da vossa descripgo ; mas porque o meu
verdadeiro nome pertence historia, e eu nao le-
nho o direilo de exp-lo ao desprezo. A minha
familia, de quem sou, ou para melhor dizer. de
quem fui o derradeiro representante, porque to-
dos me julgam morto ha muilo tempo, oceupa
um dos logares mais gloriosos nos annaes hespa-
nhoes. O meu brazo remata n'uma corda de du-
que : sou grande da Hespanha de primeira clas-
se, e caballero cubierto. (1) ^
Sois duque e grande da Hespanha, Sr.Joa-
quim ? pergunlou o conde de Ambron com pro-
fundo pasmo.
Sim, conde. Se soubesseis porm quanlo as
vaidades humanas me parecen) hoje cousas pue-
ris, comprehenderieis que de forma alguma cedo
um mesquinho amor proprio revelando-ros a
minha classe e posigo: oecullar-vos esta cir-
cunstancia seria tornar obscura a minha narra-
gao. As posiges sociaes explicara muas vezes
cerios aelos melhor do que o taria a lgica das
paixes 1___
Com a edade de quatorze annos fiquei or-
pho. Minha me, fllha de um lord da cmara
alta, me ensnou a lingua ingleza, que eu fallar j
lo correctamente como o hespanhol. Depois da
sua roorte meu pae, amigo velho do re Jos, roe
mandou para Fraoga concluir ali os meus es-
tudos. Tinha eu nesse tempo treza annos.
Anda ignoro, e sem duvida ignorarei sem-
pre as intrigas ou motivos que se oppozeram
mioha volta immediata ao meu paiz, logo que a
morle do duque me tornou o chefe da familia : os
meus tutores eram pobres ; provavel que a mi-
nha ausencia Ihes fosse til e proveilosa.
Entrara nos meus dezenove annos quando
tornei ver o lindo cu da Hespanha. Esbogar-
vos o meu retrato nessa poca seria despertara
vossa incredulidade. Todos diziam que urna al-
ma ardente juntava eu urna razo cima da mi-
nha edade, e que as gragas pessoaes eicediam
anda mais s imminentes qualidades do espirito.
Eu era um verdadeiru prodigio. Se me exprimo
com tanta franqueza, tallando de mim mesmo,
porque o miseravel Batedor de Estrada de hoje
est longe de ser o mesmo homem que o joven
duque de oulr'ora. Quando pens n'aquillo que
era nesses lempos da minha vida, parece-meque
pens em um morto. Naquella poca tinha eu um
defeito terrivel: acreditava na btfde lodos os
homens, e no amor de todas as mulheres I A du-
vida nunca eotrou no mea espirito: a minha
ambigo nica era possuir urna amante e um
amigo. A fatalidade bem depressa satisfaz os
meus votos insensatos 1
( Contivuar-se-ha. )
(1) Os caballeros cubiertos sao fidalgos que go-
zara do direito e prerogaliva de se cooservarem
com a cabega coberta na presenga do rei.
PEBS.- TTP. DE M. f. DE PARIA -1861.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EOJ8DUJJJ_U4J7EN INGEST_TIME 2013-04-30T20:20:11Z PACKAGE AA00011611_09302
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES