Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09300


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Full Text
Ull XXITU I1E10 123
Pbr tres mezes ditntads 5$O0O
Por tres mezes vencidos 6J000
tf
man
QD1RT1 FEIB129 DE 1AIO DE lili
^sls^smUWsWiWkWKs^KmaWmam
Por amo adMUdo 19$0(M)
Porte franco para t subscriptor.
llAm
BNCARRBGADOS DA BURSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Uaranbo, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAttiiUA uus uunntlua.
OHnda todos os dias as 9 1/1 borai do da.
Ignarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cariara, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queir, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fui as quartas feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MKZ DE MAIO.
1 Qaarto minguante as 5 horas li minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas e 48 minatos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 minatos da
tarde.
2-J La cheia as 3 horas 48 minutos da man.
31 Qaarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minatos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SENARA.
27 Segunda. S. Joio p. m.; S. RannUo m.
28 Terca. S. Germano b. ; S. Priamo m.
29 Quarts. S. Haximiano b. ; S. Mximo m.
30 Quieta. ci Festa do Corpo de Deus.
31 Sexta. S. Petronilla t. c. S. Lupecino.
1 Ssbbado. S. Firmo m.: S. Felinto.
2 Domingo. S Erasmo b. m.; S. Marcelino m.
AUU1&N01AS UUS irUbUrtAh UA CAFl'i'AL.
Tribunal do commereio ; segundare quintas.
Relaco: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Joizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do eivel r quartas sabbados a 1
hora da tarde.
ENCARBEGADOS DA SUBSCRIPTO DO SU1
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias; Bahia,
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr'.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeroa de
Faria.na su* Imana praca da Independencia na
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 25 de mato de 1861.
Officio ao coronel commandaDte das armas.
Deferindo o requerimento do particular 2o sargen-
to do 2 batalho de infantaria, Gedeo de Souza
Yelho, sobre qu* V. S. informou era officio de 24
do correte, o autoriso, de cooformidade com o
regutamenlo de 28 de setembro de 1859, a man-
dar passar-lbe escosa do servico, aceitando em
seu lugar, o paisano Jos Camillo Pessoa, que j
servio no exercito.
Dito ao Dr. chele de polica.Devolvo V. S.
as quatro coritas da despeza feita com os presos
pobres da cadeia da Escada, nos mezes de setem-
bro a dezembro do anno passado, que veram com
o seu officio, n. 294, de 16 de abril ultimo, afim
de fazer-se a descriminaco constante do officio
do inspector da thesouraria provincial, o. 195, de
24 do correle, junto por copia.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.Para
que eu possa resolver acerca do que pondera V.
S. em seus officios de 22 do correte, sob os. 148
e 150, cumpre que me informe qual o numero de
africanos livres, que existem empreados as
obras do melhoramento do porto, e qual o sem-
ejo a que sao applicadas as africanas, declarando
se tambem deslas nao podem ser dadas as que so-
licita o provedor da Santa Cass de Misericordia.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
enromando os paisanos Papyro Alfonso Vianna e
Manoel Rodrigues de Almeida, a que se refere o
seu officio o. 233, desla data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da folha, que devolvo, e que me foi re-
mettida pelo commandante superior interino da
guarda nacional deste municipio com officio de 13
do correte, o. 51, mande V. S. pagar o aluguel
da casa que serve de secretaria do mesmo com-
isando superior, vencido nos mezes de fevereiro,
marc.o e abril deste auno, pois que, segundo cons-
ta de sua informacao de 23 do corrente, sob n.
420, nao ha incoovenienle nesse pagamento.
Communicou-se ao commandante superior do
Recife.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.-
Tendo em vista a sua informacao de hoje, sob o.
197, dada com referencia da cooladoria dessa
thesouraria. acerca do requerimento de Francisco
Duarte Coelho, autoriso a V. S. a mandar pagar
ao supplicante a quinta parte-dos vencimentos do
lugar de official-maior da secretaria da assembla
legislativa provincial, a contar do 1 de setembro
do anno prximo passado at 10 de abril ultimo,
tempo em que foi esse lugar por elle exercido in-
terinamente na quslidade de official da mesma
secretaria.
Dito ao mesmo.Anouindo- ao que me requi-
sitou ochefe de polica ex officio de 23 do cor-
rente, sob n. 454, recorumendo V. S. que man-
de pagar a Francisco Xavier Cavalcanti de Al-
meida, ou ao seu procurador, a quanlia de 155#,
em que importara as despezas feitasnos mezes de
fevereiro, marco e abril deste anno, com o sus-
tento dos presos pobres da cadeia de Santo An-
to, como se v das contas juntas.Communi-
cou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Respondendo o officio que V.
S. me dirigi hontem, sob n. 194, tenho a dizer
que approvo a arrematarlo do fornecimento, por
um anno, de medicamentos e utensis para a en-
fermara da casa de detengan, a qual foi feita por
Jos Caetano de Carvalho com o abate de dez por
cento nos precos dos respectivos formularios, e
sendo fiador Barlholomeu Francisco de Souzs.
Dito aojuiz de direitoda Ia vara. Como seu
officio de 23 do corrente, recebi as relaces nos
minaes dos reos presos nos termos desta cidade,
e da de Olinda : e recommeodo-lhe que exija a
dos reos presos no de lguarass, para me ser re-
mettido cora a possivel brevidade.
Dito aojuiz de direitoda Boa-Vista.-- Versan-
do a consulta que fez Vmc. em seu officio sob n.
7, de 7 deste mez, sobre casos especises, que po-
dem occorrer praticameate a apreciarlo e deci-
so desse juizo com recurso para ostribuoaes ju-
diciarios superiores, cumpre que Vmc. em obser-
vancia do aviso do ministerio da justicia, n. 70, de
7 de f-vereiro de 1856, os decida conforme os
principios de direito, fazendo a devida applicaco
da lei, e dando s partes os recursos, que legti-
mamente couberem de taes decises. ,
Dito ao director da admioistracao da compa-
nhia de Beberibe. Picando inteirato de que pela
assembla geral dos accionistas da companhia de
Beberibe, reunida no dia 16 deste mez, foram
eleitos os membros da administrarlo, que deve
funceionar no anno fioanceiro do 1 do corrente
ao ultimo de abril de 1862. e cujos nomes veem
mencionados no seu officio, datado de 22,
sendo Vmc. o director, eu me congratulo pelo
sincero desejo, que por seu intermedio, ma-
nifesta a nova administrarlo, de promover e coad-
yuvar qualquer melhoramento publico, que d'ella
posss depender.
Dito i cmara municipal de Ingazeira. Nao
tendo a cmara municipal de Ingazeira satisfeito
a requisico, queem officio de 2 do corrente Ihe
fiz, de remetter-me com urgencia urna copia da
acta da eleico de eleilores, a que ltimamente
se procedeu oessa freguezia, recommendo 4 pre-
dia cmara que faga effectiva a remessa da refe-
rida copia.
Iguaes s cmaras municipaes de Cabrob Vil-
la Bella e Tacarat.
Portara. O presidente da provincia tendo
vista a proposta apresentada pelo tenente-coro-
cel coa mandante do batalho n. 43 de infamara
da guarda nacional do municipio do Rio Formo-
so, sobre a qual ioformou respectivo comman-
dante superior em 20 de fevereiro ultimo, resolve
nomear officiaes do referido batalho os cidsdos
seguiotes.
5a companhia.
TenenteO alferes Firmino de Freitas Nogoeira.
6* companhia.
Capito0 tenente Manoel Germauo Rigueira
Pereira de Bastos.
AlferesO sargento Tertuliano Jos daSilra Pe-
gado.
Fez-se a respeito] ojeipediente preciso.
Dita.Para o cooselho de julgamenlo, a que
vai ser submettido o soldado da 4.a companhia
do corpo de policia, Joaquim de Barros Lima, e
em substituido do alferes do mesmo corpo Joa-
quim Barbosa dos Reis, Bomeio o Sr. alferes do
exercito Nelsoo Jaosen Muller.
Dita.Para o conselho de jalgamento, o que
vai ser submettido o soldado do corpo de |policia,
Paulo Francisco de Araujo, pelo (acto do incluso
processo, nomeio :
Presidente.
O Sr. major do mesmo corpo Alexandre de
Barros Albuquerque.
Auditor.
.0 Sr. promotor pubileo Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Vogaes.
Os Srs.:
Capito do exercito Manoel da Canha Wander-
ley Los.
Tooente do mesmo Flix Justician de Albu-
querque.
Tenente-secretario 4o corpo de policia Luiz
Jerooymo Ignacio doi Santos.
Dito quartel-mestre, Manoel Francisco de Al*
kuquerque.
Cirurgio, Jos Joaquim de Souza.
Dita.Para o cooselho de julgamento que vo
ser submettido os soldados do corpo de policia
Joo Pereira da Silva e Antonio Vicente Ferreira
pelo facto constante do incluso processo, no-
meio :
Presidente.
O Sr. major do mesmo corpo Alexandre de
Barros Albuquerque.
Auaitor.|
O Sr. promotor publico Dr: Francisco Leopol-
dioo de Gusmo Lobo :
Vogaes.
Os Srs. :
Capito do exercito Manoel da Cuoha Wander-
ley Lins.
Tenente do mesmo Flix Justiniano de Albu-
querque.
Dito Francisco Borges Leal.]
Dito quartel-mestre Manoel Francisco de Al-
buquerque.
Cirurgio Jos Joaquim de Souza.
Dita,No impedimento dos Srs. capito Jos
Pereira Telxeira e alferes Joo Francisco da Cu-
oha, designados, este para vogal, e aquello para
presidente do conselho de julgamento. a que vai
ser submettido o 2. sargento do mesmo corpo
de policia Miguel Gomes Correa, nomeio:
Presidente.
O Sr. capito do exercito Manoel da Cunha
Wanderley.
Vogal.
O Sr. tenente Flix Justiniano de Albuquer-
que.
Dita.0 Sr. gerente da Companhia Pernam-
bucana mande dar transporte para a Parahyba
no vapor Jaguaribe ao Dr. juiz de direito Pedro
Camello Pessoa, e um criado, em lugares desti-
nados para passageiros de estado.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante do corpo de policia.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
devolver V. S. o incluso processo do conselho
dejulgameoto, que foram submettidos os sol-
dados do corpo sob seu commando JosJUcardo
de Lima, Joaquim Bernardo Lotero, Manoel \c\-
toriano dos Santos e Joo Pereira do Silva, atim
de ser cumprida a seotenca nelle proferida que
condemnou o primeiro e sbsolveu os demais
reos.
DBSPACHOS 00 OA 25 DE MAIO DB 1861.
Requerimtntos.
Alexandre von Bally.Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Antonio Jos da Cunba. Informe o Sr. juiz
municipal.
Candido Jos da Costa Pereira.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Francisco Xavier Cavalcanti de Almeida.Sel-
le e volte.
Francisco Duarte Coelho.Dirija-se thesou-
raria provincial.
Francisco Jos Martins da Costa. Volte ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Francisca Joaquina da CoDCeico.Ioforme o
Sr. Dr. chefe de polica.
Gusmo & Azevedo. Indeferldo vista da
informacao.
Jos Henrique de Miranda.Como requer.
Bacharel Joaquim Googalves Lima.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Luzia Maria do Espirito Santo.Informe o Sr,
Dr. chefe de policia.
Manoel Goncalves Telles. Nao tem lugar o
que requer vista da informacao.
Manoel de Almeida Nobre.Informe o Sr. di-
rector geral da instrueco publica.
Manoel Antonio de Jess.Pode transferir pa-
gos os direitos.
Maria da PuriGcaco Loureiro.Informe o Sr.
Dr, chefe de policia.
Vicente Ferreira da Costa Monteiro.A'vista
da deficiencia dos cofres, ooquerendo o suppli-
caate receber pagamento em aplleos, agurde-
se para occasio opportuna.
tes prevenir da vossa chegada, Casimiro Perier
vioha annunciar-me a vossa passagem para Cor-
fu .
Quanto ao principe, nao s nao viu pessoa
dlgaina, mas cabio enfermo, e foi obrigado a re-
correr aos soccorros do doutor Balaocier, do qual
se pode anda invocar o testemunho. Alm d'isso,
os seus sentimenlos, n'aquella poca, eram to
pouco oppostos ao governo 'do rei Luiz Filippe,
que dirigi ao rei o pedido de servir como sim-
ples soldado no exercito francez. Nao existe essa
pretendida conferencia com os republicanos, que
Mr. Casimiro Perier talvez aotecipou junto do rei
Luiz Filippe para fazer decidir a sabida immedia-
ta da duqueza de Saint-Leu.
a E' verdade, como o pretende o autor da bro-
chura, que o imperador actual, quando eslava
isolado ou prisioneiro, fez tambem brochuras
cociendo allusdes pouco favoraveis ao goveroo
de ento, mas nunca atscou a pessoa do rei, nem
a de nenhum dos membros da sua familia. Esta,
reserva era talvez menos poltica ; mas era cor-
tamente mais nobre.
Aceitae, etc.
a Mocquard .
Pelas noticias de Vienna, parece que o impe-
rador se prope transigir com os hngaros, urna
vez que se mostrem rasoaveis as suas exigen-
cias. Eis os pontos mais culminantes, segundo
urna correspondencia de Pesth, do programma
da dieta da Hungra :
Pedir a unio territorial e poltica com a
Transilvanis, e a reincorporarlo da Wayvodia
servia.
Pedir a independencia da Hungra, sem re-
conhecer outra expresso da sua independencia
seno a noraeagao de um governo hngaro se-
parado e responsavel. A Hungra nao reconhe-
cer a chancellara ulica, estabelecida em con-
trario as leis de 1848, aceitando a pragmtica
sanco como ponto de partida, e recoohecendo
a sua validade como contrato bilateral.
A dieta procurar os meios propros para
gaYantir o pala contra o restabelecimenlo da po-
ltica inconstitucional, e nao reconhecer o rei
seno quando esteja de accordo com elle sobre
as condicoes do diploma de coroaco, e s depois
de haver prestado juramento.
A nacoregeitar cumpletameole toda a idea
de tomar parte no cooselho imperial.
A dieta proclamar o direito que teem todos
os povos de usar da liDgua nacional.
a A Hungra est disposta a aceitar urna parte
do encargo que Ihe resulta da divida publica do
imperio austraco.
chamasse a Ducado Meridional e que a parte
septentrional e dinamarqueza tomasse o nome
de Ducado Septentrional.
O rei sera membro da confederarlo germni-
ca na sua qualidade de duque de Holstein, e de
Schleswig do sul. Como o Holstein fas parle do
territorio da confederarlo germnica, a sobera-
na do Schleswig meridional seria restituida as-
aim como a soberana do Holstein, mas o Sch-
leswig septentrional ficaria ligado pela lei do
successo corda de Dinamarca, e a soberana
do ducado seria inseparavel da corda dinamar-
queza.
No caso de ser regeitado este ajuste. Lord Pal-
merston propoz que o ducado da Schleswig se
cooservasse inteiro e nao devidido : que conti-
nuasse a ser administrado como anteriormente,
mas com uma admioistracao commum para o
Schleswig e para o Holstein, e qu houvesse Es-
tados provincias em que os representantes dos
dous ducados tivessem assenlo na proporco da I
cifra da populaco.
Temos a salisfaco de saber que est em
mo um projecto desta naluresa, e diz-se que
sob estas bases proseguem as negociaces com '
probabilidades de xito.
de um grande concurso de povo ebrio C|0 do go,erno nBpo,itano no con>e?0 do 8M(>de
1860. As lices do passado, os acontecimeot09
da Italia septentrional,
de prazer
Seis navios dos Estados-Unidos appareceram
em frente da barra, mas por toda a pariese ou-
viam contra elles asmis vivas imprecarles, por-
que nao tinham feito cousa alguma a favor do
major Anderson, apezar dos signaesde soccorros
que se Ihes dirigirn).
Os soldados da ilha Morris, emquantodurou
o bombardeameoto. montavam as suas pecas de
artilharia depois de cada descarga que contra
elles se diriga do forte Sunler, emquanto se car-
regava de novo, fazendo ouvir tres gritos em hon-
ra do major Anderson, e dando assobios contra a
esquadra inactiva.
O coronel Lucas e o estado-maior do gover-
nador, voltando do forte Suoter, asseguram que
o major Anderson dissera que conservara melho-
res recordacoes do forte Moultric do que do forte
Sunler. S cinco hmeos ficaram feridos e um
gravemente. As charamas destruiram todo o for-
te. Os officiaes e soldados foram obrigado* a dei-
tarem-se no chao para nao ficarem suffocados as
casa-matas.
O numero dos soldados quedeffendiam o for-
te era pouco mais ou menos de setenta, auxilia-
dos por vinle e cinco operarios que tiorjam side
Se o projecto de Lord Palmerstron tivesse
sido adoptado ha treze anoos, a Dinamarca teria engajados para o semeo das pegas. As provisdes
evitado difficoldades e despesas, a Prussia maitas eslavam quasi exhaustas.
desconfianzas e odios, e a Europa nao se teria Maisum dia ou dous, e a fome faria com que
visto no meio das inquietaces que desta ques- os deffensores se reodessem. A entrada do forte
to se teem suscitado. eslava minada, e os officiaes, em consequencia do
I calor, foram avisados para tomarem precauces
O presidente dos Estados-Unidos, Lincoln, fez minuciosas, afim de se evitar uma ezploso. Um
publicar uma proclamaco chamando s armas navio da esquadra dos Estados-Unidos que esta-
75,000 homens para entrarem desde j em cam- ra, como se disse, ao largo da barra, foi exped-
panha, afim de retomarem os fortes e outras pro- do com baodeira
priedades adquiridas pelos separatistas.
Esta proclamado, que em seguida publica-
mos, coovocou tambem o congresso em sesso
extraordinaria, para o dia 4 de julho prximo.
PROCLAMAQO.
Altendendo a que a lei dos Estados-Uoidoi
tem sido, ha algum tempo, e agora mais do que
nunca, desconsiderada e abertamente ultrajada
nos estados da Carolioa do Sul, Georgia, Alaban-
na, Florida, Mississipi, Lusiana e Texas, por meio
de ligas muito poderosas para que possam ser
castigados por via ordinaria dos procesaos judi-
ciaes, ou pula simples aeco das faculdades de
que esto investidos os marchaes.
a Eu, Abraham Liocolo, presidente dos Esta-
dos-Unidos, em virtude dos poderes que me sao
concedidos pela constituico e leis. julgui con-
veniente chamar, e pela presente chamo, a mili-
cia de todos os estados da Unio, para se reuair
em numero de 75,000 homens, afim de por ter-
mo aquellas ligas e obrigar os seus autores fiel
parlamentar para a ilha Morris,
levando um despacho fechado do commandante
da esquadra em que pedia Ihe fosse permittido
tomar a seu bordo o major Anderson e as suas
tropas. A resposla ha de ser dada amaoha i
nove horas.
O Sicle publica o seguiote texto da carta do
principe Napoleo dirigida ao imperador por oc- execu'cao das leis.
- d'esta medida sero immediata-
EXTERIOR.
casio da brochura do duque de Autnate
Senhor.O duque de Aumale publicou uma
brochura em resposla a um discurso que eu pro-
fer no senado ha algumas semanas.
O escriptor viu um delicto contra as leis do
imperio e um attaque ao vosso governo. Inspi-
raudo-se s do direito commum, deferio aquella
publicaco sos tnbunaes.
Era o seu dever.
Procurei hontem o ministro do interior para
Ihe pedir que cortasse por uma medida excep-
cional, um situaco excopcional
Sou allacado no escripto do principe de Or-
leans ; para mim mais um motivo de insistir
com V. M. para suspender o processo.
Soffrear nao responder. Supplico-vos, se-
nho, que deixeis circular livremeote a resposla
do duque de Aumale, certo de que o patriotis-
mo da Franca julgar aquello pamphlelo como
merece s-lo, e o bom seoso do povo far justi-
ca a isso que se diz lico histrica, que nao
mais do que um manifest orleanisla.
Acceitae, senhor, a homenagem da profun-
da e respeitosa dedicaco com que sou
De V. M. muito dedicadissimo
Napoleo (Jeronymo).
Palais Royal, domingo 14 de abril de 1861.
Os detalhes
mente annunciados as autoridades por va da re-
partico de guerra.
Convido lodos os cidados leaes a favorecer
n uos o tiunuaus icaes a lavorecer, riram queorar os seus sabres s tiogi-los n
facilitar e auxiliar o esforco que faco para susten- gue do poo e um grito de reprovaco d
taro poder, a integridade e existencia da nossa ces irmas da Europa contra os autores
liman nininttql n nnnnt..>>4<.i4.% A*.~t*, ~n__ *.!..! __ -
unio nacional, e a perpetuidade deste goveroo
popular, procurando reslabelecer as cousas no seu
antigoestado, de que ha j lampse afTastaram.
Julgo conveniente especificar que a primeira
notificaco feita s torcas, ser provavelmente
para nos entregarem os fortes, pracas e proprie-
dadesque teem side arrebatadas Uaio, e no
seguimenlo do objecto indicado ha de empregar-
se o maior cuidado, para se evitar qualquer de-
Carta do general Garibaldi dirigida ao seu ami
go Hertzeo :
Meu charo Berlzen, em Londres.
Nao ha muito lempo que a palavra emanci-
pado dos servos na Ruasia foi saudada na Euro-
pa com admiraco e recoohecimealo. O princi-
pe iniciador desta grande obra collocou -se, s por
este faci, a par dos mais Ilustres bemfeitores
da humanidade. Hoje digo-o comsentimen-
to a obra da beneticencia ficou manchada com
o saogue derramado de um povo innocente. E
do dever daquelles, que applaudem o beneficio,
soltar um grito de maldico pela coosummaco
do mais detestavel dos crimes.
Que o vosso jornal, justamente apreciado
n'esse grande imperio, solt uma palavra de sym-
palhia da naciooalidade italiana infeliz e he-
roica Polonia orna palavra de gratido aos bra-
vos do exercito russo, que, como Popoff, prefe-
rirn! quebrar os seus sabres a tiogi-los ne san-
as na-
._ do in-
crivel morticinio.
14 de abril de 1861.
Jos Garibaldi.
Escrevem de Varsova Gazeta de Breslau :
Teem continuado as prses. Parece que o
governo est perfeitamente informado de tudo
quanto se passou n'esta cidade.
Foram presas multas pessoas das que tomaram
vastasao, destruicao ou alleragao na propriedade, uma posico hostil nos ltimos acontecimentos.
O papa protestou tambem contra o titulo de
Vctor Emmanuel.
Eis os termos em que est redigido esse docu-
mento official:
Um rei catholico, esqueceodo todo o princi-
pio de religio, menospresando todo o direito,
e calcando aos ps toda a lei, depois de haver
pouco a pouco despojado o chefe da egreja calbo-
lica da maior e mais preciosa parte das suas legi-
timas possesses, acaba de ter o titulo de rei da
Italia. D'eite modo, pe elle o sello oas sacri-
legas usurpacoes que j consumou, e que, segun-
do a declaraco fete pelo seu governo, se prope
completar a custa do patrimonio da santa s.
Anda que o padre santo j protestou solem-
nemente contra cada um dos attealsdos que tem
ido atlacsndo os seus dominios, julga-se no caso
de fazer hoje um protesto contra o acto de haver
tomado o dito rei um titulo, que o encaminha a
legitimar a iniquidade de tantos actos prece-
dentes.
Seria superfluo reiterar aqui asaotidade da
posse do patrimonio da egreja, e o direito do
summo pontiiice sobre esse patrimonio ; direito
tido como inconcusso em todos os tempos por
todos os governos, e em virtude do qual o padre
santo nao poder nunca reconhecer o titulo de
rei da Italia, que se arroga o monarcha da Sar-
denha, porque.se o fizer, ficam ultrajadas a Jus-
tina e sagrada propriedade da egreja.
E nao smente nao pode reconhecer este ti-
tulo, mas protesta da maneira mais absoluta e
formal contra semelhante usurpaco.
O cardeal secretario de estado abaixo assig-
nado, roga a V. Exc. que se digne levar ao co-
nhecimenlo do seu governo esta declaraco feita
em nome de S. S. e cuja absoluta procedencia
nao poder deixar de reconhecer, assim como
deve tambem estar seguro de queapoiando a pre-
sente determinarlo, coadjuvaria com o seu io-
Quxo para por termo ao estado anormal das coa-
sas, que ha tanto tempo, est afUgiodo a infeliz
pennsula.
Com este motivo, ele*.
Roma, 15 de abril de 1861.
Cardeal Anlomlli.
O Office Ilenter recebeu communicaco ds se-
guint'e correspondencia diplomtica, trocada en-
tre a Italia e a Suissa, adopeo pelo rei Vctor
Emmanuel de rei da Italia :
Berna, 23.
Para S. Exc. o presidente do conselho fe-
deral.
0 parlamento nacional italiano votou uma
lei, sanecionada depois por S. M. o re de Sar-
denha, em virtude da qual Vctor Emmanuel II
tomou para si e seus successores o titulo de re-
da Italia.
Esta deciso reconhece solemnemente e de
accordo com as formulas conslitucionaes, a or-
ganisaco de uma naco que ha de ser, para o
futuro, reconbecida como tal pela Europa.
A Italia, que possue as sympalhias dos po-
vos mais esclarecidos, loma actualmente posi-
o entre as potencias, com a cooQanca de se to-
mar um elemento addicional de garanta geral,
de ordem e de seguranca.
O abaixo assignado e ministro plenipotencia-
rio de S. M., compenelrando-se, segundo a or-
dem que recebeu do seu governo, da agradavel
misso de notificar este importante aconteci-
mento a S. Exc. M. Kunsel, presidente de conse-
lho federal, considera-so feliz de manifestar a
conanca que tem de que os sentimenlos do go-
verno do rei ho de encontrar bom acolhimen-
to no conselho federal.
Alm disso, os numerosos interesses cont-
inuos que unem os dous pazes na actualidade
e para o futuro encontrara uma garanta, para
essa cooauca, nos magnnimos sentimenlos do
poyo suisso que adhere to firmemente ao prin-
cipio de independencia, principio em que
veroo do rei est principalmente fundado.
O abaixo assignado, approveila esta occa-
sio, etc.
Joclean
Enviado extraordinario e ministro plenipoten-
ciario do rio Vctor Emmanuel na Suissa.
e bem assim qualquer disturbio a respeito dos ci-
dados pacficos em qualquer parte do paiz.
por isso que insto com todas as pessoas
que cumprem as ditas ligas para que se disper-
sen), e para que regressem pacificamente ao seus
lares respectivos, no prazo de viole dias desta
data.
Considerando tambem que a coodico actual
dos negocios pblicos aprsenla um caso verda-
deramente extraordinario, convoco pela presen-
te, e em virtude de poderes que me resultan) da
constituico, as duas cmaras do congresso. O
Assegura-se que o conde de Zamoiski rece-
beu ordem para abandonar Varsovia; todava
este boalo parece destituido de fundamento; o
conde tem permanecido sempre no campo da le-
galidade, tanto em publico como em particular,
aconselhando sempre a ordem e a tranquillidade
e dissuadindo as demonstrarles. Pretende-se
tambem que o governador, o general Panintin
recebeu a sua demisso. Esta noticia contra-
riada, porque acabamos de'ler as seguintes dis-
posices que elle publicou :
Considerando que o uso dos signaes distinc-
senadoe os representantes slo, por coosequen- tivos no vestuario ple contribuir para excitar
cia, convidados e reuoirem-se as suas respec- os espiritos, e tendo era vista prevenir osio-
livas cmaras, no dia 4 de julho prximo ao meio- convenientes que disso podem resultar, fies
dia, afim de examiosrem e resolveren), na sua sa- prohibido desde hoje usar de vestuarios extra-
beaoria, quaes as medidas que lhes parecem exi- ordinarios, ou signaes exteriores de luto,
gir a seguranca e o interesse publico. Assignsdo Panintin,
Em f do que asstgno a presente, e ordeno governador militar.
que nella sejam postos os sellos dos Estelos-' Quanto ao principe governador, nao ha quera
Huidos. >o veja. Diz-se que pessoas importantes, taes co-
ada na cidade de Washington, a 15 de abril mo o arcebispo Fual Kioski. e o banqueiro Kro-
. o os infortunios sureessi-
vos dos principe que se obstinavam a descoohe-
cer os sentimenlos generosos da naco. nao ti-
nham servido de cousa alguma. No entretanto o
povo agitava-se para encontrar o meio de mudar
a sua desgrasada sorte, na impossibllidade em
que se achava de se insurgir abertamente, alten-
dendo a que eslava completamente desarmado
era face de um exercito forte de mais de oitenta
mil bomeos, o qual, nolcriamente organisado nao
para a defeza, mas para a desgraca do paiz, es-
lava sempre prorapto a opprimi-lo, a vexa-lo e
a despoja-lo depois.
a Neste estado de cousas, o povo napolitano
limitou-se a oppor constantemente a forca da
inercia s provoeacoes continuas de um governo
astucioso, e a applaoar desta maneira o caminho
aos patriotas, que assim poderam chegar de Reg-
gio at aples sem encontrar o menor obstcu-
lo. Foi as3im que este povo cooperou activa-
mente por si proprio para a sua liberdade.
No dia 28 de junho repellia elle com uma
unanimidade e espontaneidade sem exemplo cer-
tasconcesses tardas que nao provioham da
uaio dos espiritos, nem da conrceo dos go-
veroantes, mas nicamente dos interesses pes-
soaes de uma dynastia que j nao quera porque
nao linha conQanca nelle; e o accordo e a es-
pontaneidade foram taes que tudo quanto acon-
teca em aples s onze horas da manhaa se
repeta ao mesmo tempo na fronteira mais ex-
trema e mais longiqua do reino, como se uma
faisca elctrica tivesse commuoicado espontnea-
mente um nico e mesmo sentimento a todo o
paiz.
O ministro mais influente daquella poca
condou-me que o governo de Francisco II linha
empregado naquellas circumstancias todos os
meios ao seu alcance para obter pelo menos a
adheso de uma nica communa s vantagens
que o seu soberano acabava de conceder aos
seus subditos, mas que todos estes esforcos ti-
nham licado sera resultado. A attitude do povo
tinha tomado proporcoes to imponentes, que
Francisco II leve a 29 um conselho de ministros,
no qual elle mesmo apreseotou as seguintes
questoes :
c 1.a Se devia abandonar definitivamente o
reino;
a 2.a Se devia refugiar-se fra ;
3.a Se devia prolongar a resistencia.
E decidiu-se que em presenc da attitude
unnime e enrgica tomada pelo povo, sera
intil qualquer resistencia, de maneira que, a
proporco que Garibaldi avan;ava de Reggio s
com alguus homens da sus comitiva, s preoecu-
pacao do governo do rei de aples, nao era
combater, mas poupar a capital a terrivel pres-
pecliva de uma lucta sanguinolenta.
finalmente necessario dizer toda a verda-
de. A dynastia dos Bourboos tinha perdido o
throno no dia em que Fernando II recusou coa-
correr para a guerra da independencia, e prefe-
riu sustentar um systema de goveroo, que o tor-
nava odioso a toda a naco, systema censurado
e condemnsdo pela Europa ioteira. Tal foi a
triste heranca que legou a seu filho, o qual, no
seu proprio interesse, deveria ter tido a sabedo-
ria de a repudiar, pelo menos no que se chama-
va tra/iieco de familia, na arte de goveroar o
paiz. Era lugar, pois, de aecusar de ambicoa
dynastia de Saboia, e de criminar o nico gover-
no verdadeirameote nacional que existia na Ita-
lia, nao deve attribuir aos oniros, mas s a si, as
desgragas causadas pela sua longa obslioaco.
t Seria um erro acreditar que os movimeotos
parciaes de reacro que se produziram durante
estes ltimos dias n'algumas provincias da Italia
meridional, proveer de um sentimento de de-
dicaco para com a antiga dynastia. O elemen-
to que ali domina qaasi exclusivamente, elemen-
to composto de soldados debandados ou com
baixas, mas invetrados anda nos principios, do
antigo exercito bourbonico, explica claramente
qual em substancia o veradetro e nico fautor.
Todos os napolitanos recordara as prfidas insi-
nuares que se faziam a essas tropas, quando-
estavam a ponto de partir para a Sicilia. To-
dos se lembram dos tristes dias de Palermo e de
Cari ai. Todos ouviram as queixas fetas pela
guarda real em aples, quando clamava alta-
mente de injusiiga, porque se Ihe nao concedan)
algumas horas de pilhagem. segundo a promes--
sa que, no seu entender, se Ihe tinha feito. E*
se forraos preservados de similhaote calamidade.
Abraho Lincoln.
Pelo presidente.
William H. Lewaxd,
Secretario d'estado.
do anno de N. S. de 1861, e 85 da independencia nemberg teem em vo sollicitado audiencias, dave-se nicamente coragem e ao vigor da
dos Estados-Unidos. | Nao se pode desconhecer em tudo isso a influen-
: cia do ajudante-general Croleff. Desde que elle
chegou, as cousas teem tomado outra face;
| d'um carcter enrgico, e valento. no verdadeiro
sentido da palavra.
_. ... .------------ I Na classe operara reina grande penuria. Nao
Dizem de Albania que o governador Morgan ib ; se faz negocio : os operarios nao teem trabalho ;
proceder um recrutamento de 25,000 homens, as fabricas fechara as suas exploraces. Para
para serem postos disposQo do governo fe- : procurar meios de fazer ganhar dinheiro s clas-
deral- Isea operaras, o governador geral ordenou a exe-
Urna caria particular do governador Curtim, da cucao de muitas obras grandes e fornecimentos
Pensylvama. dirigida a uma pessoa recoramenda-, custa do fisco ; determioou aos magistrados
velde New-York, dizque se podiam fazer chegar municipaes que comecassem immediatamente a
a Washington 100,000 Pensylvanianos, no espa-
O Comtitucionnel publica a seguiote carta, di-
rigida ao Times pelo secretario do gabinete par-
ticular do imperador Napoleo :
A brochura do duque de Aumale, que re-
produzistes no vosso jornal, merecera ama refu-
taco completa, porque contm muitos tactos er-
rneos, mas limilar-me-hei a rectificar um erro
grave, por isso que teode a dirigir um ataque ao
carcter do imperador. TraU-se da viagem da
duqueza de Saint-Leu a Franca, em 1831, com
seu filho o principe Luiz Napoleo, boje impera-
dor dos francezes.
c A brochara pretende que, dorante a perma-
nencia da duqueza de Saint-Leu em Paris, p prin-
cipe approveilou a occasio para entrar em rela-
ces com os ioimigos do governo. A narraco
da viagem da duqueza de Saiot-Leu,publicada por
ella em 1834, demonstra a falsidade d'esta as-
serco. Fez primeiro chamar o general Hou-
detot, ajudante de campo do rei Luiz Filippe, que
elle coohecia, afim de que prevenase o governo
da sua chegada ; porque, n'este posto se igaora-
va que Luiz Filippe, rindo, dzia a duquesa de
St-Leu, quando recebeu : c Quando oatim-.
Em resposla a esta nota o conselho federal
dirigiu o seguinte despacho ao seu ministro em
Turin:
Seubor.O commandante Jocteao, na sua no-
la de 23 de marco, ioformou-nos de que o par-
lamento nacional vo'ou uma lei, que tambera
recebeu a saneco do rei de Sardenha, segundo
a qual Vctor Emmanuel II tomn para si e seus
successores o titulo de rei da Italia.
Transmittindo-vos uma copia desta nota,
encarregamo-vos ao mesmo tenuio de agradecer
ao governo do rei Vctor Emmanuel aquella com-
municaco, e de manifestar a nossa salisfaco a
respeito dos sentimenlos de amisade nessa occa-
sio expressados pelo governo de 5. M. para com
a Suissa.
A Suissa, pela sua parte, nao deixar de fa-
zer lealmente lodos os seus esforcos para con-
servar e fortalecer, na nova situaco internacio-
nal, as relaces amigaveis que at agora teem
existido entre os dous pazes visinhos.
Recebis etc.
(Seguem as assignaturas dos membros do con-
selho federal).
0 Morninq Pon publica o seguinte :
Lord Palmerstron linha proposto que o da-
tado da Noialein fosse disidido em duas pactes,
efundo as nacionalidades allema e dinamar-
queza \ que a parle, meridiana! e allema, *e
(o de quareota e oito horas, se fossem requisi-
tados.
Temos presentes alguna despachos de Charles-
too, que do detalhes sobre o bombardeameoto
do forte Suoter ; a sua exiengo nao nos permu-
te publicar todos, e por isso nos limitamos ao se-
guinte, por nos parecer que o que offerece mais
interesse.
Charleston 13 de abril, noite.
O major Anderson rendou-se, depois de um
o go- porfiado combate, que comegou hontem pela ma-
nhaa, s qualro horas e meia, e que se prolongou
at uma menos cinco minutos da tarde.
A bandeira americana cedeu o lugar pal-
meira da Carolina do Sul. Durante o incendio
das coostrueces do forte, o general Beauregard
mandou offerecer auxilio ao major Anderson. An-
tes da chegada do emissario do general, tinha o
forte levantado a bandeira parlamentar.
Logo em seguida mandou o ex-governador
Maoning, o major Jopes, e o coronel Carlos Alis-
loo para redigirem os termos da capitulado,"que
sao textualmente os mesmos que se propozeram
em 11 do corrente.
a Diz-se nessa capitolaco que ao major sero
concedidas todas as faculdades posaiveis para ve-
rificar a retirada das suas (ropas com armase ba-
gagens para qualquer parte dos Estados-Unidos,
sus escolha.
O major Anderson declara no mesmo docu-
mento, que entrega a sua espada ao general Be-
auregard, que reconhece como representante do
governo da confederado do sul. Mas o general
Beuregard.teve a generosidade de nao aceitar esta
coodico, dizendo que nao consentira em receber
a espada de um to vajete official.
Acrescentou que o major Anderson tinha lu-
tado com uma energa que o tornava digno da
estima de todos os. verdadeiros Carotiaos.
c A physionamia da cidade, depois de se arvo-
rar a baodeira parlamentar, era de ama anima-
co que se nao pode desoreVer. A popula cao pa-
reis embriagada da urna alegra selugem. Ho-
mens A cavallo galoparan: por toda as roas pro-
clamando aquella importante noticia mullido
eathusiasmada,
A chegada dos officiaes do (orle foi saldada
na mu que atrvetavm cao fcourraj, gjUoa.
executar esses trabalhos,
mentos para elles.
requerendo os fornecl-
guarda nacional, secundada pelo bom seoso do
povo.
Nao quero ir mais adiaote, deixo Europa
imparcial o julgamenlo das asserces, e das ac-
cusaces arriscadas de homens* apaixooados e
injustos.
De Villamarina.
L-se as Nalionalitis:
A noticia que se tinha dado a respeito i\>
passaportes entregues pela dieta de Francfort
ao ministro residente de Vctor Manoel est con-
trariada. Os dous seguiotes despachos do conde
de Rechberg, do s por si lugar a um boata
que lemos a salisfaco de desmentir:
O marquez de Villa-Marina, antigo ministro
plenipotenciario em aples, dirigi a seguiote
carta ao jornal A Opinione :
Turin, 26 de abril de 1861.
Em presenca dos dous extractos de despa-
chos cooHdenciaes do conde de Rechberg dirigi-
dos dieta germnica, e que a Opinione repro-
duzio era dala de 24, e de algumas duvidas que
se suscitaran: quanto ao valor que se deve attri-
buir ao voto emitlido pelo suffragio universal em
aples e na Sicilia, recorro a vos, Sr. director,
com a con lia 05a de que tereis a bondade de ad-
mittir no vosso estimavel jornal ama pequea ex-
psito de alguns factos que me parece til e op-
portuoo fazer coohecer hoje com toda a verdade.
Para quem recusa admittir a verdadeira cau-
sa que tem affligido a Italia; para quem gosta
de desculpar a obsliaaco e a cegueira de eertoe
governos, que so esorcam por maoter uma or-
dem de cousas contrarias ao espirito da poca ;
certameote mais fcil qualiftcar a dynastia de
Saboya de coaquistadora ambiciosa, e, graeas a
uma lgica cheia de eloquencia, calumniar as
tendencias de diversas commoces qas teem tido
lugar urnas aps outras na pennsula. Mas, por
fortuna, pde-se responder hoje com urna lgica
de factos que de futuro perleocem historia e
que sao irrefutaveis para qualquer que ame a
verdade.
Nao fallarei das disposiedes extremamente
conttliadoras que tomei em aples, em conse-
quencia das ordena e das instrueces que tinha
recebido do meu soberano e do seu governo.
Nao fallarei da maneira honesta, franca e sin-
cera com que essas ordens e instrueces foram
cumprida por mim as relaces que Uve a honfa
de coQtrahir com a corte de aples, sem ler
nanea procurado sorprender a lealdtde de ou-
trem, mas, collocando a minha ao abrigo da cen-
sura e das intrigas dos inimigos e dos adversarios
constantes da Italia, oa quaes abundavam nos
conselhos desee rei, e as ioflueocias domesticas
que o cercavam. A historia dir mais tarde com
documentos authentieos o que o dever me obsigt
a callar agora.
todo nbem priseotemeato qaal era a pai-
Primeiro despacho confidencial, datado d 3 de
marco.
Reconhecer o titulo seria ssoceio-
ntr implcitamente as usurpacoes que esse- titu-
lo teode a consagrar ; seria dar um golpe no
systema poltico e territorial sombra do qual a
Europa gosa de uma longa paz.
a Quanto a nos, temos j em differentes occa->
sies protestado solemnemente contra os atia-
ques flagrantes feitos aos tratados pblicos pelo
governo piemontez, e temos lucrativamente de-
clarado que lodas as mudaocas de territorio ope-
radas na Italia com despreso dos lutados en vi-
gor, oo coostituem na nossa opito mais do .t
que um facto, e oo um direito.
J vos fiz saber que nao recoubecemos o-
titulo de rei da Italia, que ha opinio dos. le-
gisladores teode evidentemente a legitimar, para
o futuro usurpacoes consumadas e que anda a
podem ser.
Extracto de m segundo despacho cenfidcMial.
O coede de Rechberg chama d novo a at-
tenco a respeito da legaco sarda em Francfort.
Julga que a dieta nao pode continuar a acceitar
cartas credeociaes em nome do rei da Italia, e
que todas as difficuldades se afastariam se se
moslrasse ignoraras mudanzas occorridas.
Na sua opinio a dieta deveria declarar qu
se considerara como caducos os poderes do mi-
nistro do rei Vctor Emmanoet, porque Ihe nao pa-
rece possivel cootinuac as relaces ou estar era
comounicaco com um Estado que tomara um
nome contrario ao systema estabelecida pelos
tratados.
Nota. O despacho nao contm proposta al-
guma positiva a este respeito.
O conflicto que houre entre. Garibaldi e Cial-
dini est ultimado com as eipltcacea dadas entre
elles ; no entretanto nao. deixar de ter interese
bcso?" "orG,b*vl* e V* "te pu-
Genera',,
..Ll?*** eu oi ontt'ora vosso amigo e admi-
W19T W To'o$ feito miulans; hoje, serei a-


**U AS 5C J i!3T
MARIO M f laiAWWBpj QUAMl FURA 9* Di MAIO M 1M1.

n
El

&&$&!& PcRNAMBUCO
art. sobre falla de respaile para cem o rei, ede ,i ,r T""P.mf T w*l
III
conveniencia para o erercrlb, forte cmo estbu,
respeito destes dous p o ritos, na mioha cooscienri
ate saldado, e cidado da Italia.
Que** maneira d aa* vestir, eu conlinea-
rei usar delta ern^wfWo me nodisser qe ji
ni estou o'um pair livre, onde cada un pee
trajar orno entender.
A ordem qtre se diz ter eu da#o a coronel
Triootti unfa-cousa oova par nrit. Nao teajto
cooheciroeate d'oulras orde#r que nao sejau m
eoaaoatlas d ota sesmo, e* eews ovtteos forern
para acolher fraterBalesenie-owaodeooi italianos
Jo exerrito do norte, coaeueTflo todos soutwssem
que ess exercito vinaMrpeVa comba ter a-revolu-
cao personificada em Garibali. (Patarras de Mr.
Fariui a Napoteao 111.)
Como diputado, ergio nao ter exporto i c-
mara eeoio uma pequea parte dos males do mi-
nisterio para coro o exeretto meridional, e julgo
*er tido direito para isso.
O exercilo italiano ha de ver nassuas fileiras
va soldado mais quando se tratar de cembater
s ioinrigos da Italia, e iato nao ser urna cousa
-nova.
Tomai por calumnioso tudo quanto se me al-
tnboir que posea ferir o exercilo.
< No Volturno, eslavamos ao abra da victo-
ria mais excedente alcanzada na Italia meridio-
nal antes da vussa chegada : estacamos por cou-
aseaueucia loDge de nos encontrarmos em urna m
posico.
Segundo as miohas ioformices, o erercito
pplaudio as palavras cheias de liberdade e de
sioderagio de un soldado deputado, para quem
honra italiana tem sempre sido o culto da sua
?ida.
Alm disso, se alguem ae mostrar offender
pela mioha maoeira de proceder (digo-o s em
sneu mime e respondo pelas aonas palmas) es-
t>ero com tranquillidade que me venha pedir sa-
usfagao.
Tuno, 22 de abril.
C. Garibaldi.
assembla lewsiativa pro-
^^ uncial
HflOmAO EM JT DR MAIO DE 1861.
Pimiitittm do Sr. bardo it fero-Cru.
( Condawa. )
0 9R Perro Jnior:litar derolreu se* da-
dtsawa.]
9r. I. da Barro:/Tifo devolveu se dvrolKM ss
dis-
Cm seguida publicamos a circular com que mu-
tos nobres prussiaoos convidaram os seus amigos
para offerecer ao re Francisco II um presente de
honra :
Com o sentimenlo de ddr e de legitimo- orgu-
Iho que dere experimentar todo o coracio leal em
preaenca da catastrophe de Gaeta, dirigimo-nos
a os nossos iguaos na posicio, assim como a t-
alos os que partilham dos nossos sentimentos, na
firme conviegao de qoe o nosso projecto ha de
encontrar echo nos coraces cavalheiresco e
rectos.
A cidadnlla que o re Francisco II to glorio-
samente defendeu, nao era .- urna cidedella do
rei das Duas-Sicilias, era o baluarte da legitimi-
lade. Se osmonarchas legitimos da Europa nao
poderam evitar a queda desse baluarte que de-
fenda a inviolabilidad das suas cortas, nem es-
tender a mi aos heroicos campeos deste prin-
cipio, julgamos dever reconhecer a baodeira de-
eahida ; e quaoto mais profundamente se liver
desenvolvido em nos o sentimenlo de fldelidade
pelo nosso soberano, mais francamente deve-
los levantar a barreira da legitiraidade, em face
do prejuizo e da transgressio do rei que hoje
tnumpha na Italia para cahir amaoha sobre a
Alleroanlia.
Dirigimos poia com contianga a todos aquellos
que partilham da nossa maneira de ver, a proposta
deconfessar altamente, urna homenagem cavalhei-
resca ao real par das Duas-Sicilias, cuja cor nos
pertence lambem.
E come, nao pudendo tirar a espada se nao
quando dos for ordenado, podemos pelo menos e
devemos cobrir a causa boa e justa, da egy-de de
senlimenlos fiis, inabalaveis, entendemos que
nao podemos fazer brilhar melhor os nossos seu-
timenios para com o defensor das causas existen-
tes oa base dos principios mais sagrados, seno
ofTereceodo-lhe um defensor de honra, d ouro
on prala, segundo os recursos, e ornado de ale-
norias apropriadas situaco, objeelo que ser
para S. M. Francisco II um monumento ?tora-
douro da admiraco e da viva sympathia rom que
sua coragem heroica encheu os nossos coraces.
Convidamos portanto todos os que esto disposios
a lomar parte wfl homenagem, a dirigirem o
mais breve possivet as suas offertas voluntarias
aos que Ihes communjeam esie convite. A seu
teinpciaremos coala do resultado desla em-
presa.
(Seguem as assiguaturas.)
9r.
eaMtM)
O 9K Hheedoro Silva .-(IHo
diaeorao.)
O Sr. I. de Barro;(Mi derolvau
corso.)
Eocerra-sa diaaaase a-paat a- voto* acC-
approvadb com as emendas dos Srs. Theodoro
Silva, RuQoo de Almeida. Luis Felippe o Mello
Reg.
Art. 43. Pica derogad a lei n. 309 de H de
maio de 185 de coufoimidade com a segain-
tes :
1.a As foocces de censor e de esmoler da
Gyamasio provincial serio exercidas per m s
iodividou que ser vice-regedor e tere os vencl-
mentos que hoje percebe o censor, ficbda as-
sim suppriaidos aquelles dous lugares,
i," As fuDccoes de ecnomo a de secretario
do mesmo Gymnasio serao exercidas por um s in-
dividuo que se denominar commiasario, perce-
ber os vencimeotoa marcados para qualquer des
tes dous logares, qu* tambem ficam suoprimi-
dos. e prestar flanea na forma do art. 137 da re-
ferida lei n. 369.
3." Ficam supprimidos os lugares de repeti-
dores e a cadeira de desecho, e revesado o art.
122.
4. E' livre sos alumnos do Gymnasio pro-
vincial o estudo de qualquer das materias que
alise ensina. urna vez que se matricnUm em
lempo competente, revogado assim o art. 119,
bem como todas as diaposices que Ibedizem rea
peito.
5." Oa professores do Gymnasio deixaro de
perceber a respectiva graticacao quaodo suas
aubs forem frequentadas por menos da seis
alumnos.
6." O governo reiermar o regiment inter-
do do Gya uasio de conformidade com as dispo-
sices antecedentes.
Verificndole nao haver casa.
0 Sr. Presidente, designa a ordena do dia e le-
vanta a sesso.
servico da conservado das estradas, e qaat tem
sido pelo contrario urna tente iraareajt d' "
perdidos. A' isso agora me redro.
Sei qoe a verba da conservacae
nao pode deixarde ser cresdda ; pcrqana)
slo as estradas, queja temos em diversas partes
por loarm dietaawaa ; sei laamo que alia Bao
pde deitor de ser amaHadav paaaaj recuaiwi-
do que as obra puJIteas flea sempre tea* Mo
feitas com' ser*!? devidevde sed que, mut-
taa vezo pala sua iejperfei'ej, aec>o do ten*-
po. a ehuaa trasUo aaicHeo, fcilm
deteriorar;; asa lambes dar qaa par daaaa
eoasas, coiaawii amata par e augato da ve-
aa o modo parque aa faz aaaeeervaca das estra-
da Quem nao v por ahi em afgumas deas
estradas. > longo- d'etlaav paantace, roca tt-
naviat-s mesmo, perlencea*es conservadaires de
pretairo, por reatOra procurou conseguir d'elle
IM apsUiOilaaa em pagamento ? Nio era isso o
aasa^JbajerastBJjt>lei ? Has d'isso nao se cuidou;
I* Bpiyaawa margem ; e oas alteracoes o que
apSM^MMkyo positivamente foi que os pagamen-
tos se fkessem em dioheiro.
Nao posa, pea, Sr. presida* aiaw de ceo-
aajrar dMa> pesque essas ahafsfa foram {ai-
ras ; pa* apjMat, aa o preside ai esiava resolvida
4eotMedJas quedas favores ao impreileiro, devera
aproaaMHuge 4 accasio pan em trapa Ifl
pagaaent 0* SpaBcet.
mlkm
0 Sr. Theoar Silva :Eu ni algo qwe o
ipreileiro pe seu contrato tivesae o der da
receber apolicasem pgame* da abras ; asa
digo, que urna ve que se lh aatdtram fav-
res. que se Ihe alterou o contrato em sea benefl-
PiH>*eso da dnqaeza de Parma.
Nos, Mari Luiza de Bourbon, regente dos es-
tados de Parma, pelo duque Roberto I:
a Pelas nossas declaraces datadas de Saint-
Gll a 20 de junho de 1859, e de Zurich a 28 de
marco de 1860, protestamos contra a osarpaco
dos estados do nosso muito querido filho o duque
Roberto I, usurpaco commettida pelo goveroo de
S. M. el-rei de Sardenha, e que se qneria fazer
passar como provocada pela livre vota^o dos
povos.
Havendo-se essa osuipaco estendijo a qtiasi
toda a pennsula, tomou a rei de Sardeoha o ti-
tulo de rei da Italia.
Temoso dever de protestar, como protesta-
mos contra esse acto, que confirma todas as usur-
paces consummadas no curto espaco de dous an-
uos, em detrimento dos soberanos legitimes da
Juim, e que offeodeu de novo os direitos sobera-
nos de meu filho, principe italiano, appellando
desta maneira novamente para os sentimentos de
justics das potencias amigas, que -seguramente
nao podem ver com vistas indifferentes os repe-
tidos ultrajes feitos f dos tratados.
Palacio de Wategg, oa Suissa, 10 de abril de
1861.
Luiza.
-----------!
Em seguida publicamos o despacho de lord
John Russell, dirigido ao representante de In-
glaterra em Torin, sobre asannexages italianas;
este documento anda nao era conhecido :
Ministerio dos negocios estrangeiros, 21 de
Janeiro.
Senhar ministro.
Nao tomei nota de urna maneira oflicial dos
decretos que me teodes enviado, e que annexio-
nam, nao Sirdeuha, mas aos alados italiano.'.
aples, a Sicilia a Ombria e as Marcas. A vo-
taco por suflragio universal, que se veriQcou
nesses reinos e provincia, nio tem grande valor
para o governo de S. M. Estas vota;es nio sao
mais do que urna formalidade, em consequencia
de urna insurreicao popular, ou de urna invaso
afortunada, ou da celebracao de tratados, e oio
entra ali o exercicio independente da vontade da
nacao, em nome da qusl so dio.
Mas no caso de qu este acto formal dos re-
presentantes dos diversos estados italianos, que
se reuoiram no dia 18 de fevereiro, constituisse
estes estados em um s, debaixo da formula de
urna monarchia constitucional, apresentar-se-hia
urna nova queslao. Quando se annunriar a S. H.
a formacat) desse estado, de esperar que o go-
veroo de el-rei esteja disposto a demonstrar que
a nova monarchia foi constituida oa conformida-
de dos desejos do povo de Italia, e que ha de ter
todos os attributes de um governo que conserva
os meios de manter a ordem no interior, e asre-
laces do paz ede araisade no exterior.
a Asobrigacoes dos diversos estados da Euro-
pa; a validade dos tratados qu xam as cir-
cumstaocias territeriaes de cada um desses esta-
dos ; e o dever de proceder de urna maneira ami-
xavel com todos os visiohos com quem nio se
est em guerra; taes sao os vnculos que unem
streitamente as naces europeas, equeimpedem
as suspeilas, a desconflaoca e discordia que
prvam a paz da sua seguranza e dos seus gosos.
Hao sem motivo que taco estas observarles ge-
raes. Nio careco repetir o meu despacho de 31
de agosto; mas os sentimentos all manifestarlos
slo os meemos de qoe b governo de S. M. conti-
nua a estar animado
a Depois das agitces dos ltimos anroa, a
Europa tem direito a esperar que o reino da Ita-
lia nao seja um novo maoancial de disturbios e
de agitares. Podis 1er este despacho a con-
de de Cavour, e deixar-lhe urna copia, se elle o
desejar.
c 1. Russell.
[Jornal do Commereio de Lisboa.)
DIARIO DE PERNANIBUCO-
A assembla provincial orcupou-se hootem
com a discusso dos artigo 43 47 do orca-
mento provincial, otando o Srs. Naseimento
Tortlla, Ignacio de Barros, e Souza Reis, fl-
cando a materia adiada pela hora.
a orden 4o d*e 6 a coBtjnuacao da ante-
cedente. ^
SESSAO EM 23 DE MAIO DE 1861'
Presidencia do Sr. bario de Vera-Cruz.
Ao maio dia feita a chamada, verifica-se haver
numero legal de Srs. Oeputados.
Abre-se a sessao.
O Sr. Io secretario di conla do seguinte :
EXPEDIENTE :
Um requerimento, de Maooel Ferreira Xaviei.
esenvao da subdelegada, da cidad de Goian-
na, pediodo que se marque quota na lei do ore-
ndolo municipal para pagamento de costaque
Ihe Ideve a cmara daquella cidade.A' com-
missao de ornamento municipal.
E', lido julgado objecto de diliberaco, e man
dado a impremir o seguiote projecto :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buro, decreta :
Art. 1. Ficam concedidas duas lotera, de
cento e vinte cootos de ris para a conliouacao
das obras da igreja de Nossa Senhora das Neves,
no convento deS. Francisco de Olinda.
Art. 2. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Paco d'assembla 28 de maio de 1861. M.
Joaquim do Reg Barros.Joo Cavalcante, de
Albuquerque.Luiz Salasar Moscozo da Veiga
Pessoa.
[Coninuar-se-ha.)
ramete com o sea servico particular ?
Sei bem, confesa que iasa tem por causa o
syslema de concervaco por roeio de arremata-
Cao, o qual, peta falta de fiscafsacao, devidas s
longat distancias das estradas, induzo respecti-
vo arrematante procurar o sea proprio inte-
)
Casemiro Aires, Hespanha, 25 anaos, solteiro,
Boa-Vista ; ferida contusa.
Maooel, frica, 45 anuos, solteiro, escrava, Ra
ife; ttano.
Belarmino da Silva Barros, Portugal, 25 annos,
solteiro, Reeife; febre perniciosa.
Mvwiano, Pernamb, t mezea, Reeife; te*
A appellago cival ,
AE,l!SWM--' ppeU,d0-,oaquiB
AeSr. desembargaaor Costa Motta, os recursos
estradas, os auiet*.. em vez de se oceuparem da co, o governo devara aproveitar-aa daasa cir-
Cefras-, eeeupom-se quaet oaeluai euatataagi par eeter qne o- pagamente fosse fer
to em apolises, como nmilo convinha aos inte-
resases da provincia ; tanto mais quaoto, com isso
nao fazia mais o presidente do que cumprir a de-
Iiberagao desta casa, na parteen que delerminou
que por meio de apolieea fossefeilo o pagamento
das obras da empreza Mamede, como demonstre!
reste, pouco importando-se com o da fszeoda ; no principio d'eete discurso.
Discurso do deputado o Sr. Theodoro
da Silva, na sesso de 23 do cor-
rete.
O Sr. Theodoro da Silva :Sr. presidente, eu
nao tenho duvda de votar contra as emendas
offerecidas, s qunes se referi o nobre deputado,
merubro da commissao de ornamento.
Pens que, com quanto seja sabido qoe a pro-
vincia precisa de multas obras, de muitos melho-
ramcotos, que com quanto as necessidades publi-
cas sobretudo exijama feilura de estradas, j que
a provincia to pouco navegavel, todava oa ac-
lualidade, ero que os cofres pblicos, como todos
sabem, esto snjeitoa s consequencias de um
avultado dficit, nao possivel dar andamento
essas obras, promover a sua cooslruccao: pis
pelo contrario, o que a casa no meu entender
deve fazer e o far com criterio, quanto obras
publicas limitar o mais possivel a verba respec-
tiva.
E' por isso, Sr. presidente, que eu acompanho
Ilustre commissao no que respeita reduccao
d'ella. Nos annos passados, sabe a casa que bem
avultadas foram as quantias votadas para obras
publicas ; houve annos em que chegamos des-
unir 500 e 600 contos de ris para esse ramo do
servico publico, e, nao sei se o fizemos com mui
to acert ; ma3 hoje, que as circumstaocias de
provincia sao as que nos sabemos, cumpre-nos
reduzir essa verba, adoptando a proposta da com-
missao, e raesmo.se for possivel, reduzindo an-
da mais o seu quantum. Por conseguirte, voto
contra as emendas ; porque enteodo que indi-
cando ellas diversas obras dispendiosas, ser
mister augmentar a quota designada para obras
publicas, o que importar em avultadissima
quantia ; ou ento, se nao augmentarmos a quo-
ta, o resultado ser inutilisarmos o orgamento
na parle relativa s mesmas obras publicas ;
porque decretadas muitas obras, todas necessa-
rias, sem que haja quota suficiente para ellas, o
presidente escolher as que bem Ihe parecer, e
talvez que a escolha nio seja a mais acertada,
talvez que obras que devam ter andamento B-
quem esquectdas por amor de outras, acerca das
quaes se nao dm as mesmas razes de conve-
niencia e utilidade ; do que resultar ficar estra-
gado e intil o orgamento
Um Sr. deputado :Nio de esperar isso dos
presidentes.
O Sr. Theodoro da Silva :Infelizmente contra
o aparte do nobre deputado protestara os fados
Entretanto, Sr. presidente, eu nao posso deixar
de oppor-me urna verba de despeza proposta
pela commissao ; fallo da que se refere trian-
gulicio da provincia.
Quando a commissao de orgamento, levantan-
do um brado enrgico, chama a attenco da casa
para a necessidae que ha de que sejamos eco-
nmicos ; quando nesse proposito, alias muito
louvavel, nao duvida propor a supprsso mes-
mo de um pequeo augmento de vencimentos,
que tiveram os ompregados pblicos o anno pas-
sado ; quando pede a diminuigio do pessoai do
gymnasio e da casa de deteocao ; me parece
contradictorio, me parece incoherente, permilta
a commissao que Ih'o diga, que propunha ao
mesmo tempo que se proceda i iriangulagio da
provincia, de que oio ba urgente necessidade.
E anda que eu nio tuesse esta razao.de econo-
ma, que me forgasse pronunciar-me contra
esta verba de dejpeza, pelo menos Dulriria o re-
ceio, que efectivamente tenho, de que ella, que
apparece agora tio diminuta e modesta, nao ve-
nha ser avultadissima.
Consta-me.Srs, que em annos passados, quando
ainda era director da reparticao das obras publicas
oSr. Wauthier, iratou-se tambem de proceder
triangulare da provincia ; despezas se flzeram ;
od Brejo anda se observam vestiglos da exis-
tencia d'essas despezas. pois all est um torreio
erguido n'uma eminencia, para se proceder a cer-
tas observagoes ; tudo porm foi lempo e di-
uheiro perdido ; gastou-se muito e nem Irian-
gulagio da provincia, nem cousa alguraa.
Eu receio tambem que agora ajontega o mes-
mo ; e nio cempreheodo como que, quando
todos nos estamos dominados pelo desejo de eco-
nomisar os dinheiros publico* ; quando mesmo
ainda hojea assembla acaba de proceder de tnu-
ei que por este systema qiwsi i m possivel que
a cooservaco sa faga da modo conveniente;
mas por isa mesmo q.ua eu. fkzeode eataa ob-
servagoes,, teano por fia ver se por meio dettas
minbas humildes palavras consigo que se mude
de systema e seja a flscataagSo desse ramo do
servigo publico mais efficaz. R eis por que nao
duvido votar e pelo contrario aceito elouvo mes-
mo a commissao pelas medidas que respeito
consigna em seu projecto. Estas medidas, que
vm na parta final d'elle, teotou fazer com
que essa fiacalisago se lorue mais. regular e
efficaz.
Eu desejava tambem saber, Sr. presidente, ae
ha urgente necessidade, como prope a Ilustro
commissao de orgamento, de se substituir j e j \
a ponte sobre o rio Pirapama. Vejo, com effei-
to, do relatarlo do director da reparticao das
obras publicas que essa ponte ameaga ruina, se-
gundo elle diz ; e entretanto lembro-roe de ter
ouvido ha dias alguem dizer, se bem que de um
modo fugitivo, que esta ponte ainda nio est lio
arruiuada que precise de prompta substilui-
gio.
O Sr. Luiz Filippe : Parece estar perfeita.
0 Sr. Theodoro Silva : Se, pois, verdade,
como acaba de dizer-oos o nosso Ilustre colle-
ga, o Sr, Luiz Filippe, que asss mora oas im-
medlages de rio Pirapama, que aquella ponte
nio est em tal estado de ruina, que exija promp-
ta subsliluigo, para que, n'um anno, em que
cumpre nio sejam gastos os dinheiros pblicos
sem manifesta urgencia, tralarmos dessa subs-
tituido ? Ser smenle pelo mero luxo de quo
tendamos urna ponte de ferro na provincia 1 A
este respeito eu desejava ouvir a llustre com-
missao?
O Sr. Luiz Filippe : Note, que talvez nao
tenha anda 10 annos aquella ponte.
0 Sr. Theodoro Silva : infelizmente ste
aparte do nobre deputado ainda urna provado
que eu disse a pouco, isto que as obris pu-
blicas na provincia nao sao feitas com a precisa
solidez e perteigao que sao para desejar, o que
d em resultado o augmento do prego da con-
servagio e successivos reparos.
Mas, Sr. presidente, eu levaotei-me, lendo
por fim oceupar-me do I" do artigo 14, que
trata das estradas de Pod'Alho e do norte.
Sr. presidente, permitta-me a casa que eu,
em tragos muito rpido, faga a historia do que o
anoo passado se deu a respeito da empresa,
que se refere o diado Dizia-se que inevi-
tavelmente, teria de reciudir-se o contrato, des-
ta empresa, por que, hitando j n'aquella po-
cha'a provincia com os embaragos Unanceiros,
que desde ento pesio sobre ella, nao devia
deixar-se de fazer promplo pagamento s obras;
que fossem sendo concluidas, no entanto que
ellas nao podiara ser pagas, por que nio ham
dioheiro. A'respeito disso, quando aqui se fal-
la va na revisio do contrito, eu ponderei que,
se por ventura o empresario pedisse por si a
recitan, talvez ceoviesse concede-la ; mas qne
era caso neohum convinha que a recisio fosse
iniciada por esta casa ou pela governo, porque
por essa forma iramos anima-lo, dar-lhe moti-
vo a qoe viesse pedir indemnisages pelos capi-
taeserapregados em trabalhos preparatorios, ma-
chinas e mais objeclcs precisos execucao da
empresa contratada : e creio, do que anda hoje
estou persuadido, que nao me enganava. Mas
no meio disto levanta-se urna grande difflculda-
de, que era a dos recursos precisos para ir-se
fazendo poaipto pagamento das obras conclui-
das; e enlio assentou-se que o pagamento fos-
se fello em apolices. E' verdade que desde'logo
se disse que esta casa nio poda impor ao em-
preiteiro o recebimento de a plices em paga-
mento das obras, por isso que elle nao se haia
obrigado ser pago por essa forma e sim em di-
nheiro ; mas retorquio-se que, visto uecessitar
o empreiteiro de al'.erages ao seu contrato, se-
ria essa occasiio approprtada, para, conceden-
do taes alterages, propor-se a exigir-se em tro-
ca o pagamento por meio de apolices, A case
ha-de recordar-se de que essa medida foi aceita;
a idea do pagamento por apolices foi adoptada ;
e na lei do orgamento do anno passadj muito
positivamente vem determinado que o emprei-
teiro das estradas de Pao d'Alho e do norte seja
pago em apolices. Foi medida essa mui bem
calculada.
Mas, Sr. presidente, correram os lempos e o
presidente da provincia entendeu l n'um boro
dia, que convinha alterar o contratoMamede ;
e n'essas alieracoes quanto a mim nao foram
bem consultados os interesses da provincia ; nio
sealtendeu, sioto dize-lo, nem o espirito do
contrato, nem aquella salutar medida, consig
nada em lei lio expressa. as sobreditas alte-
racoes, que nao lenho agora mi,o que prende
logo a allengao de quem as le, o facto de te-
rem ellas sido aceitas pelo governo por mera e
exclusiva representarlo verbal do empreiteiro,
eslranha a seguinte forma per qne se expem a
governoatendendo, note-se bem, nao s in-
formacoes das repartirles respectivas, mas ao
pedido verbal do empreiteiro da obra, resolvo
fazer as alterages seguidles, etc. Deixando,
porm, de parte esta represenlagio verbal, que
servio de base s alteracoes : absleodo-me de
fazer commentarios, que estio ao alcance de to-
dos, sobre este pouco seguro modo de alterar
contratos, passarei oceupar-me d'elle porou-
tro lado. Dizia-se no contrato, como posso mos-
trar casa, se os meus nobres collegas o quise-
rem yereflear, que a estrada do norte deveria
terminar no ponto que o governo ltimamente
houvesse de designar, entre os engenhosAra-
ripe de baixo e B ; mas cumpre notar qu an-
tes de chegar um destes pontos extremos,
comprehendido dentro da linha, ao ponto deno-
minado B, ha difBculdades naturaes que, para
serem superadas, seria preciso que o empreitei-
ro gastasse maiores sommas. Nestas circums-
taocias, urgindo alias o interesse da provincia
que at aquella ponto extremo fosse levada, o
presidente resolveu o negocio, determinando
que a estrada terminasse no ponto intermedie
d'aquelles dous engenhos, o qual Sea quem
das ladeiras de liapissuma, evitando assim a
passagem de-tas ladeiras, urna das difculdades
que alladi, e.evitando tambem a passagem do
no B, aonde se devra enllocar urna ponte,
do que assim foi o empreiteiro desobrigado.
Eu, Sr. presidente, oio conbeco os lugares,
que me tenho referido ; essas pessoas que tem
conhecimento delles, como o Sr. Dr. Souza Rtis,
me asseverou que.se o ponto terminal da estrada
do norte fosse, nao a que ficou uxado pelas alte-
rages do contrato, maso ponto extremo denomi-
nado B, difculdades de certa ordem teria o im-
preileiro que vencer.
Alm d'este favor, porem, anda mais outro Ihe
foi feito, creio que o contrato devera findar-se
nao sei se em 1863 ou 1864___
0 Sr. Souza Reis :Tioha 6 anoas.
OSr. Theodoro Silva : Diz bem. Tioha o im-
preileiro seis annos para terminar as obras que
contratara: maso presideotedaprovincia, amplian-
do esse prazo, deu mais dous annos para a sua
coDclusao ; e assim livrou-o das multas, que
eslava sujeils, sa nao concluisse as obras deotro
( Ha ora aparte. )
O Sr. Theodoro Silvaf.0 qoe I dos houre fa-
vor com a prorogacao do prazo 1...
Pois te o impreileiro nao podia acabar as obras
dentro do prazo Uxado e nesse caso tinha de pagar
urna multa avultada, tioha de soffrer a encampa-
gao da obra....
O Sr. Bario da Vera Cruz : Porque ?
O Sr. Theodoro Silva :Em consequencia das
estipulages do seu contrato.
(Cruzam-sealguns apartes. )
_0 Sr. Theodoro Silva :Digo que esta ampla-
gao de prazo foi um favor, visto que o impreileiro
nao podendo concluir as obras no prazo mar-
cado....
O Sr. Bario da Vera Cruz:Dfi nm apartes.
O Sr. Theodoro Silva:Perdi; eu nao!quizera
que se impuzesse ao impreileiro a obrigagio de
receber apolices em pagamento e oem isso se po-
dia fazer, porque no seu contrato oio fora estipu-
lado esse modo de pagamento ; mas emendo que
o presidente nio conaultou os interesses da pro-
vincia ; quando, fazendo alterages ao contrato e
favores ao impreileiro, nio procurou obter em
troca desses favores, o pagamento das obras em
apolices, modificando assim o mesmo contrato.
Eu por taolo hei de votar para que taes alterages
oio sejam approvadas.
Um Sr. deputado:E' o mais que se pode fazer,
O Sr. Bario da Vera Cruz :Nao Ihe pagavam,
nem aioda Ihe pagam.
O Sr. Theodoro Silva : Tem recebido.
( Cruzam-se apartes )
0 Sr. Theodoro Silva :Creio que me nao fiz
comprehender ; e sera duvida por essa razio
que os nobres deputados me dio apartes em vez
de apoiarem o que digo. Comprehenda-se-me
bem.
Eu nio disse que o presidente podi impor ao
arrematante a obrigagio de receber apolices, sem
que isso fosse por mutuo accordo e modillcado o
contrato ; o contrario seria descoobecer a forga
dos contratos bilaleraes ; mas desde o momento,
em que o presidente entendeu dever fazer alte-
rages esse contrato, alterages favoraveis ao
impreileiro, devera, se tivesse consultado os in-
teresses da provincia, aproveilando-se da situagio
que ereava o impreileiro, de accordo com elle
imper-lhe, comocondigio sine qua o recobimon-
to das apolices. ( Apoiados. )
( Cruzam-se muitos apartes. } ,
O Sr. Toeodoro Silva :Eu estou bem persua-
dido, de que se o nobre deputado, meu Ilustre
collega, que me tero honrado cora os seus apar-
tes refere-se ao ( Sr. Barao da Vera Cruz ) fosse
entao presidente da provincia e tivesse de fazer as
alterages que me redro, tena pelo menos em-
pregado esorcos para ver se em troca dos favo-
res por mim mencionados obtioha alguma com-
pensagao para a provincia.
O Sr. Bario da Vera Cruz :Agradego o bom
eonceito que forma de mim, mas eu nunca me
supponho capaz de fazer melhor do que os ou-
tros.
O Sr. Theodoro Silva :E' mais urna prova de
sua modestia. Parece que este negocio fui tratado
e decidido com preeipilacio. ou, se nio digo bem,
foi decidido sem bons fundamentos ; e para isso
basta attender-se que u'ellesse leve etnristara
represenuco verbal de impreileiro.
Eu por tanto, levanlando-rae para fazer estas
coosideraces sobre o contrato Mamede. tire por
tim por a casa de swbre-aviso a respeito das suas
alterages, mostrar que deltas nao proveio van-
tagem alguma a provincia e para quo alguma pro-
videncia se deve tomar a respeito, como, por
exemplo, o que me parece acertado, nao sppru-
varmos as alterages de que tenho tratado, dei-
xando-se as cousas como estio, a lira de que se
obtenha que o pagamento das obras seja feito em
apolices, quando se tenha de proceder norae al-
terages.
( Ha um aparte. )
O Sr. Theodoro Silva :O que decididamente
me parece que as alterages, como forana feitae
nao podem ser aprovadas pela casa, sem manifesta
inconveniencia.
do provar esse desejo, retando mu dignamente .
pela regeigio de um avultado abale, que indevi- do praxo primittUo, em cujo caso seriara ellas en-
damenie se pedia ; nao comprehendo, dizia eu, campadas e feitas por administracao e sua cuita;
como as criticas circunstancias da provincia, encampagao, da qual, sejam quaes forem os casos
quando muitas suppressoes de despezas so pro- que d'ora em dintese deqj, esta dispensado o
poem. se queirs que aulorisemos urna despeza impreileiro, pela iotelligeocw fixada as pwditas
que alm ae nao ser urgente, talve renha ser alterages. contra o duposto em leiexoteasa
muito crescida. B, __ ,
proposia pea commissao. 0 prew(lenle AooUof)t ajetowatora a lei que
%br. presidente,pasteado nutro assumpto, nao fossem emittidas para pagamento das preataces
posso deixar de manifestar casa 400 me parece da empreza. que e tesara vancendo ; aa o ora-
Jilo ter Sido tallo at Jtojt oaareiiieDtesante o idete, que felaes csacewoes aToxaveu ao im-
REVISTA DIARIA-
Nio tendo-se realisado a arrematacio da renda
dos predios perteocentes ae patrimonio dos or-
phaos, foi ella transferida para o dia 13 do fu-
toro.
Foram comeados os seguintes senhores
para oliciaes do batalhao da guarda nacional
do Rio-Formoso. por meio de accesso :
Firmino de Freitas Nogueira, lente da 5a
" Leompanhia.
M a noel Gorma no Regueira Pereira de Bastos,
capitio da 6* companhia.
Tertuliano Jos da Silva Pegado, alfares da
mestra companhia
Pela directora geral da instruccio publica
acha-se marcado o praso de 15 dias, para a
apresentagio dos raappas relativos ao primeiro
trimestre do correte anno, aquelles professores
que tiverem deixado de cumprir esse disposto
na lei, incorrendo os que continuaren) nesse
omisdo na multa commioada pelo art. 100 da lei
. 369.
Apesar Jo que j dissemos sobre a veslo-
ra procedida nos sobrados da ra de Hortss de
os. 128 e 130, pelas ioformages que nos derara,
de novo nos enviara a seguinte noticia, qoe in-
cluimos aqui para despertar algura somno des-
conveniente, que pode comsigo arrastrar conse-
quencias funestas.
Expressando-nos desta forma, maotemo-nos
na 9upposicao de que as palavras que segaem
oio sejam filhas de m vontade, mas dictadas
pelo sentimenlo que ostensivamente revelam :
'Sr. Redactor da Revista Diaria.Pela se-
gunda vez recorremos a sua Revitta Diaria, bra-
daodo por prompta e efficaz providencia a res-
peito dos sobrados da ra de Hortas n. 128 e
130, que cada vez mais perigo otlerecem, e tra-
zem os vizmhos dos mencionados sobrados na
maior coosternigio a ponto de nao pregaren)
olhos, e verem-se at obrigados a dormir fra
de suas casas, visto que os referidos sobrados se
acham desaprumados com 16 pollegadas, sendo
alm disto as paredes dos mesmos singlas.
Ainda Da sexta-feira da semana passada
miidon-se d'alli ao meio-di em ponto urna fa-
milia que o tnha tomado por dias, emquanto
echasse outro, por ler-se aberlo urna Tachadura
em um oitao.Um ameacado pelo perigo.
Foram recolhidos casa de detengio no
dia 27 do correte 3 homens e I mulher, todos
livres, sendo 1 a ordem da Dr. chefe da polica
a 3 a ordem do subdelegado da Capuoga.
MOBTALIDADE DO DU 36.
Manoel Pereira, Pertiambuco, 46 annos, casado,
Boa-Vista; molestia interior.
Francisco, Peraambuco, 5 annos, 8. Jos ; ana-
zarca. .
27 -
Francisco das Chagas do Naseimento, Peroam-
buco. asado, 39 annos, Santo Antonio ; hy-
dropisia.
Rosa oe Lima Pereira Barbalho, Peroambueo,
48 annos, casada, Sanie Antonio ; ulcera no
ulero cancrosa.
Thereza da Sila Barros, Pernambnco, 25 amos,
solteira, Reeife ; febre maligna.
Antonio Francisco Dornellas, Pernambnco, 51
annos, casado. Boa-Vista ; febre perniciosa.
Josepha di Silva liarUns, Pernambuco, 38 an-
nos, casada, S. Jos; erysipella.
Gordoo May, Inglaterra, 35 annos, solteiro, Re-
eire ; febre. '
Mathildta Sidion des Santos Martyree; Feraam-
taco, 80 anos, eolleira, S. Jos; dyarrha.
Maaoel Pereira, Paroamboco, 46 annos, catado
isa-Vista; abestia interior.
asiriano Vctor Cervalho, Pefoambuce, II
es, aolteire. I, Jos; hydrooia.
Gertoedes, PeroMrtwco, 4 aanos, Kacife ; par-
IQuVli.
Aeajlii, Pernamtos, 2 meses, I ada: taav.I-
gr.
Mrtlaa. rernasaaa*, 9 meza, B o a-Vista ;
Wtarca.
Amelia, Peroambueo, 18 mezes, lecife, euue-
lucbe.
airoet, Pernarmouco, 9 ira. Boa-Vista; es-
pasmo.
Cosraa, Peroambueo, 2 hars, Boa-Vista; es-
pasmo.
Auna Rosa da Coaceicio, Peroambueo, 53 so-
dos, casada. Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Germano, frica, 48 annos, solteiro, S. Jos ;
congo?to cerebral, (escravo)
Hara, Peroambueo,2 mezes, escrava, Santo An-
tonio ; urna broochite.
Matadouro publico.
Maiaram-se no dia 28 do correte, para o
consumo desta cidade 94 rezes.
CHR0N1CAJUUICIARIA.
TIIIMIL DI RELACO.
SESSAO EM 28 DE MAIO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. C05SELUEIR0 ERMELIKO
DI LEO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourengo Santiago, Silva Go-
mes. Cosa Molla, e Guerra, procurador da co-
rda, e o Dr. juiz de direito Dominguesda Silva,
foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JULGAHENTOS.
0 recurso commercial adiado na sessao de 18 do
correte, em que
Becorrente, o juizo; recorrido,Castro & Amorim
Foi reformada a senleoga
RECURSO COMMERCIAL.
Recorrenle, o juizo ; recorrido. Firmo Can-
dido da Silva Jnior.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Motta, Lou-
rengo Santiago, e Gitirana.
Improcedente.
RECURSOS CRIME3.
Recrreme, o juizo; recorrido, Marcelino do
Reg Caluete.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa Motta,
Silveira' e Gitirana.
Improcedente.
Recorrente, o juizo; recorrido, Joo Mauricio
de Senna.
Relator oSr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Caetano
Santiago, Motta e Silva Gomes.
Improcedente.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Francisco de
Salles Correia de Queiroz.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Silveira e Silva Gomes.
Improcedente.
Recurrente, o juizo; recorrido, Patricio Jos
da Silva.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores CostaMotta,
Gitirana e o Dr. Domicgues da Silva.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Francisco Do-
mingues do Naseimento.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Costa Molla e Gitirana.
1 m proceden te.
Recrreme, o juizo ; recorrido, Antonio Bar-
bosa Marques.
Relator o Sr. desembargador Motta.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
Silva Gomes e Caetano Santiago.
Improcedente.
APPELLACES CRIMES.
Appellante, o juizo ; appellado, Thomaz Jos
de Aquino.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Jos
da Silva.
A novo jury.
Appellante, Sabino de Oliveira Freitas : ap-
pellado, o juizo.
Nullo o proeesso.
Appellante.-, Bento Jos Correia e oulros ; ap-
pellado, o juizo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Severino Cor-
reia de Ara ojo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Salvador Gon-
galves llespanhol.
A novo jury.
Appellaute, Antonio Flix Pereira Barbosa ; ap-
pellado, o juizo.
Reformada a pena da gales para prisio.
Appellante, o juizo ; appellado, Marcolioo Vil-
lela.
Annullou-se o proeesso.
Appellante, Lourengo Cavalcanti de Albuquer-
que ; appellado, o juizo.
A novo jury.
APPELLAQES CIVEIS.
Appellante, Joio Baplisteda Silva Mangninho ;
appellado, Caetano Gongalves Pereira da Cunha.
Reformada a sentenga.
Appellante, Jos Gengalves Malreira ; appel-
lado, 0. Anna Felicia da Conceigio.
Julgou-se deserta a appellagio.
Appellante, Joio Miguel Texeira Lima ; appel-
lado, Paulino da Silva Mindello.
Reformada a sentenga.
Foi negada a prorogagao do prazo para inven-
tario, que pedio D. Maria Francisca de Oliveira
Antunes.
DESIGXAgAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellages crimes:
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Ale-
xandre so Bomflm.
Appellante, o promotor ; appellado, Joio Lo-
pes de Freitas.
Appellante, e juizo ; appellado, Jacintho Ma-
noel da Ora Mendes.
Appellante. Luiz Goncalres Capueiro; appel-
lado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Januario'An-
tonio de Freitas.
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Joaquim
de Santa Anna.
Appellante, Henrique Pereira da Costa ; ap-
pellado, o juizo.
Appellanle, Custodio Jos Marinbo ; appella-
do, ojuizo.
Appellante, Jos Mximo Barreto ; appellado,
Amonio Quinoo de Souza.
A appellagio eivel:
Appellante, Manoel Jos de Amorim ; appel-
lado, Urbano Vicente Ferreira.
DlSTRlBUlQES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellages civejs :
Appellante, a fazenda ; appellado, Francisco
Ceaario de Mello.
0 recurso crime:
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Pedro Vidal de
Negreiros.
Ao Senhor desembargador Silveira, o recurso
crime:
Recorrenle, o juizo; recorrido, Isidoro Fer-
reira Barbosa.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os recorsos
crimes:
Recorrente, Antonio Ludgero da Silva Costa;
recorrido, a juizo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso crime :
Recorrente, o juizo; reeerride, Joio da Roeha
Lyra.
As appellages civei :
Appellanle. Antonio Carlos Figueira de Figeei-
redo ; appe.lado, Maooel Joaquim Buarte Gai-
maraea.
A Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
-,5y?rr*B?*.'.? Jnizo : recorrida, cmara mu-
A appwmct civel !
AWII-*. Aeienio Carlas Lelie; apeen,,..
D. Mana d Caris Ca vaina*.
Recmate, o juizo ; recirrido. Joaqun Diat
4a lira.
As t horas ?arrou-s t tessae.
Communieados.
Beforwa toral, fel*te4>
directa
IV
Coocluindo o artigo terceiro dissemosque
conferir direitos polticos aos iocapazes malar
a vida poltica da naci, e fazer um grave mal
a sociedade cenceder-se direitos tio valiosos
homens que nio pdem defend-Ios, e fazerem
delles um bom uso.
A razio desses assertos de fcil intuicie.
*ucceo* com os direilos polticos, o mesmo que
se d cra todo e qualquer poder poltico. Se o
poder poltico nio tem forga propria, as suas at-
Iribuigoes e direitos pdem ser contestados e usur-
pados : neste caso o poder poltico desapparece,
ou procura a sombra e proteegio de outro poder-
porra entao vivera urna vida de emprestimo, d
humiagio; quem verdaderamente vive o po-
der que o acolhe e protege. Assim por eaempl
se os deputados, para se fazerem eleger, s con-
tassem com o auxilio e intervengan do poder
ministerial, em vez dos seus proprios recursos,
seguir-se-hia, que o poder execulivo seria ao
mesnio lempo legislativo; porque taes deputa-
dos jamis poderiam levantar a voz contra quem
os protegen e lhes deu o lugar.
Ora para evitar a absoragao ou concentrar
dos poderes polticos, para que elles nao dege-
neren) em um despotismo collectivo. que o
ysteroa representativo e constitucional, oa se-
para, os constitue com forgas proprias, reaes e
capazes de exigirera a obediencia, ou de reis-
iirem qnem os perturbasse no circulo de suas
altnbuicoes.
Semejantemente, o mesmo succede com o po-
der eeitoral: menos que nio se queira esten-
der elle o mesmo priocipio da divisio e inde-
pendencia dos poderes polticos, que um dogma
no governo representativo: admitlir o principio
all, e recusa-lo aqui, urna incoDsequencia u-
concebivel.
A liberdsde, diz um grande publicista, vive
pelos direitos, os quaes nada valem, se nio sao
poderes, e poderes fortemeote coostiluidos. Se-
parar para um lado o direito, e para o outro o
poder, nao constituir governo ; mas sim tyran-
oia, ora sob o oome de despotismo, ora sob o
oome de revoluco. a
Patronos da eleicao iodireeta, escolhei, sois
despticos, ou revolucionarios? porque justa-
mente isso o que faz a vossa eleigio indirecta :
chamando os incapazes para loes dar o direito de
votar, e excluindo es capazes deste direito, ella
separa o direito do poder.
Mui diverso o proceder da eleigao directa
quando quer, que o direito de eleger s se;a con-
fiado quem pode e sabe eleger.
Cumpre, pois, para haver liberdade de vol,
que o corpo eleitoral seja independente, e essa
independencia s lera lugar, quando forem elei-
tores nicamente os capazes: quando poderem
ser eleitores aquelles, que j possuirem urna
certa somma de direitos, por elles exercidos, in-
dependentemente do governo e dos particulares.
Enio o direito poltico encontrar na pessoa de
cada eleitor oulros muitos direitos, que Ihe ser-
vem de auxilio, e apoio. Assim por exemplo:
os proprietarios, os capitalistas, os agricultores
de certa ordem, os mdicos, os ofBciaes de ma-
rinha e do exercilo, os hachareis, advogados, sa-
cerdotes etc.. etc., possuem, cada em, segun-
do a sua posigao social, e protissao, direitos e
direitos mui valiosos, que sao por elles exerci-
dos com toda a independencia do governo e dos
particulares. Ora se, alm dos direilos que j
possuem, a lei lhes der o direito politico de ele-
ger os representantes, o que succeder? Cada
um delles, habituado zelar e defender os di-
reilos de sua proQssao, zelar do mesmo modo
o direito poltico, que Ihe compete por lei; de-
fend-lo-ha coro o mesmo ardor de toda e qual-
quer violencia, cmo o faz quaodo sao atacados
os direitos de sua caihegoria social.
Eolio o direito politico, confiado taes m.ios
ter defensor e nao ser um direito isolado pas-
sageiro, s destinado eleger o deputado, como
quaai geralmente vai succedendo em alguma par-
te, onde se encontrara individuos, que nao ten-
do posigao, e neohum prestimo, apenas servem
ou para eleitor. ou para juiz de paz do primeiro
districto. Entao o direilo poltico nao ser um
direito solitario, pbantastico, filho legitimo do
capricho, ou da fraude, porem sim um direito
ligado muitos direilos importantes, que bnlham,
ou impem respeito aos individuos e ae gover-
no: oo foro, no pulpito, nos bancos, as pra-
CB3 de commereio, no magisterio, no exercilo.
na marinha, etc., etc.
Assim enlacado com as forgas vivas da socie-
dade, o direilo eleitoral deixar de aer suspenso
nos ares, e susceplivel de ser falsificado, como
succede entre nos, por nao repousar em bases
solidas e reaes.
A eleigio indirecta, perro, nao qoer om cor-
po eleitoral tal qual o exige a eleigao directa, tal
qual o reclama o systema do governo represen-
tativo. Ella nio quer um corpo eleitoral, forte,
numeroso e reumndo em si todos os eidados
capazes dos differeoles ramos da vida social.
Entretanto forgoeo dizer que se a eleigio in-
directa assim procede, nao o taz por simplicida-
de: bem sabe ella o que valeria um semeihaote
corpo eleitoral.
Com effeito, um corpo eleitoral, composto do
lodos os cidadaos, verdaderamente activos e in-
depeodentes, e que incluisse em seu seio todos
os cemmerciaoles, proprietarios, agricultores,
creadores de certa ordem, os sacerdotes, os advo-
gados, hachareis, mdicos, offlciaes militares e
de mar-oha etc., etc., que reuoissem as condi-
ges eleitoraes, teria pela sua importancia e po-
der, capaz de assustar algum ministerio, qua
s soubesse governar com cmaras unnimes e
maiorias artificiaes. Porm, por outro lado esse
corpo, verdadeira forga e oata da sociedade, ex-
premiria, em si, e por ai, a real maioria e mi-
nora do paiz: os deputados, que delle sahissem,
poderiam, cheios de um nobre orgulho, dizer:
Somos oe verdadeiros orgos da opinio publi-
ca, e liis representantes da uagao.
Por certo. que a eleigio indirecta nenhum
governo assusta; pelo contrario proporciona
muitos facis, e commodos arranjos. Especie de
animal hybrido. meio incapaz e meio capaz ou
antes mais incapaz do que capaz, verdadeira com-
al uoista, ella qoizera conferir lodos, sem dis-
tiocao de capacidade os mesmos direitos polti-
cos; e por isso chama a soberana ao maior nu-
mero ao exercicio dos mesmos direitos; mas de-
pois, pira oe meio do caminho, hesita, e reflec-
tado que a soberana do maior numero nio tem
a precisa capacidade para eleger o deputado, diz-
Ihe, (velhaca I) que oome eieilores afim de que
estes com pie tem a escolha do deputado!
E' assim que a eleigio indirecta consegue, sob
o especioso nome de votantes primarios, confe-
rido massa grosseira do paiz, arredar do cargo
eleitoral, as verdadeiras capacidades; e enerva o
direito politico mais importante, sem conceder
nenhum dos seus volantes, qaer primarios, quer
secundarios, o direilo pleno, efficaz e definitivo.
Ella aerve-se dos primeiras para desacreditar os
segundos; e destes para asiltar os primeiros, fa-
zendo sensivel a sua incapactdade.
Vejamos agora como a eleicao iodireeta pres-
ta-se melhor s transaeges e commodos arran-
jos de que filiamos. Na eleicae directa, os eleito-
res tem a sua razio de ser na capacidade e inde-
pendencia propria, exigida pela lei, prevada
peranle magistrados independentes; na eleicao
indirecta o corpo eleitoral um ser improvisado,
filho de circumstaocias momentneas e fortaitas :
a mudanga de um delegado, e meia duzia de ins-
pectores de qutrieirio, a presidencia da mesa por
este ou aqoelle individu, nm maeao da sedulas
arremessado na urna ou inlrodaiiso celta arte-
ramente, urna prisio, ama punhalada etc. eis
quanto basta para que o corpo eleitoral teja for-
mado naate ou naqvelVe sentido como, geralmen-
te succede, nesla infeliz provincia. E feito assim
o corpo eleitoral, asli feito e deputado ; a oppo-
sigio, se tem a maioria real, que espere para me-
lhor otcasiao, mpregke es mesmos aoaioi I
Ora muito mais faell a governo ou aos ma-
anea actuare pela ameaga, pela fraude e su-
borne sobre una muitido tmida, ignara, depon-


dente, em aoi generalidede, cono sio ts tientes
arimarios: mais fcil actuarem sobre um corpa
eleitoral pouco numeroso, ligado 4a circumiten-
ciaa de saa nomeecis, i inflaeneiaa que o crea-
ram, do que actuar sobre um orno eleitoral
man, e su* ola silbo de presase slguma,
aorem eitn 4a lei, que Iba comiere o direito pori-
**co peie peder e independencia de que goza.
Has te twdo depende do ooryo teUeral oa-
aroso, faca-se asa corso ; com tanto qoe teja
pea eleico indirecta ; nada de destruir t tirar
tratos aot notantes primarte!, que apreciara
tanto iim direito que o chama i interferir, em-
ora indirectamente, nos negocies do paiz Eis o
jos dieeo alguna apostlos a eleicao reckrects,
a saladores do rota primario, 4 ponto de teme-
rem urna revolese no pan, ae desapparecer um
ueito de que neto gozan os meamos votantes !
Entretanto pondo departe ase rnanhoso e fin-
gido zelo pelos direitos polticos des rotantes pri-
marios, cujo desapparecimeoie libertaria o paiz
de assassmatos, fraude* e sacrilegies, sempre im-
punes, sempre axorocsdos, estado verdadera-
mente assustador e que parece cooduzir o paiz 4
um abysmo, pondo de parte muito que, ease
reapeito, poderamo* dizer, consultando smente
a ooaaa conscieacia e es Cactos, diremos que um
corpo eleitoral numeroso e capaz nunca pJa sa-
fcir da eteiceo indirecta.
Siaa, s eleicao directa cabe fazer um corpo
eleitoral numeroso e ao raesmo lempo capaz ; um
corpo que aaiba o que faz, e faca o que qner; s
Ha ple fazer Com que a escolha dos epatados
nao seja obra de um pequeo numero ooeleilo-
res; >6 ella, proserevsodo as pequeas assem-
blas eleitoraes, imprime na eleicao a energa e
O movimento, que consumera a vida poltica na
soeiedade, dfodo ao depotado urna granJe parte
de sua torca moral; s ella emlim mata as pen-
dillias, 8ubs(iiuindo-aa por cabalas polticas oas
quaes os interesses e intrigas individuaos fogem
diante das grandes ideas e dos interesses ge-
raes.
Ora, parttodo do principioque convm sejam
asss numerosas as assembla s eleitoraes para
nao dominarero nellaa fcilmente as iodividuali-
des, demonstremos, com Guisot, que nao se pode
conseguir esse resultado por meio da eleicao in-
directa.
Duas hypotheses smeote se pdem dar, diz
elle: ou ascircumscripcoes territoriaes, em que
tem de formar-se a reunio incumbida de esco-
Iher os eleitores, sao muito pequeas, ou gran-
des : se muito pequeas, pedindo-se cada urna
um acanhadissimo numero de escolhas, dous elec-
tores por exemplo, mais que provavel sejam
elles bem inferiores.
As verdadeiras capacidades eleitoraes nao se
repartem com a mesma igualdade palos diversos
termos : este possue 20, 30. ate. aquella outro, e
destes o maior numera, possue poucas ou ne-
nhuma. Secada urna cireumecripeo incumbida
de dar o mesmo numero de eleitores, ou nme-
ros pouco differentes, grande violencia se faz s
realidades; porque mullas incapacidades serio
chamadas, ao passo que nao poucas capacidades
deixaro de o ser ; tendo-se por m urna assem-
bla eleitoral incapacissima de bem escolher os
representantes. Se porm coub6sse cada cir-
eumscnpco escolher um numero de eleilores,
proporcionado sua importancia, sua popula-
cao, s riquezas e llustrases, taesescolhas, sem-
pre que forem, em numero crescido, deixaro de
ser verdadeiras escolhas.
J notamos, que as escolhas sendo numero-
sas, perdem seu carcter : hatera listas de elei-
lores, formadas por influencia dos partidos, ou
do poder, adoptadas ou regeiladss sem discri-
c,ao ou liberlade. Os tactos coormam as previ-
soes da raza o.
a No segundo caso, se ascircumscripcoes cha-
madas 4 designar os eleitores sao de certa exteo-
sao, outra alternativa se da Ou pede-se cada
urna um pequeo numero de escolhas, e neste
caso malogra-se o m, sendo a assembla que
deve eleger o deputado muito pouco numerosa ;
ou grande numero de eleitores, e oeste caso te-
mos o segundo inconveniente j assigoalado.
Esgotem-se todas as combioaces possiveis,
que jamis nenhuma dar para a escolha dos de-
putados urna assembla aass numerosa, e toda-
ria formada com discernimento e liberdade. Es-
tes dous resultados mutuamente se excluem.
Entretanto nao este o nico deleito pratico
da eleicao indirecta, como mostrarenus no segura-
te artigo.
F *
**m mmwmm <- wuku ra*u ** m najo m m.
Publicages a pedido.
a un
sempre tem urna
Caria de loan de Bigo
compadre*
Maio 27 de 1861.
Compadre.Remetto-lhe o Diario de sexta-
feira passada e nelle ver Voc urna bernardice
assiguada pelo Sr. Anaclelo, a cujo nomecap-
cizo far a devida barretada !
O modo porque se exprime o tal melcatrfc,
para chegar-me passarinha, realmente im-
portante E tanto me cahitam no odio as suas
expressoes, que anda boje nao posso deixar de
me rlr : Ah! Ah Ah Ah! Ah!
Ora coilado.o pobre homem quer agora coosti-
iuir-se protector das raparigas do mundo, o que
lhe hei do fazer? Eu creio que ninguem
desempenhar aqwllepapel, com mais eacrupo-
losa e obrigante dignidade do que elle I
Foi donato de om convento, quanto basta I
A proposito vou ltmbr*r-lhe aquella historia
do mestre escola, acerca da garrulice do diladoj,
das tripeginhas, quando se quiz arvorar em pe-
dagogo do Hospital Porluguezde Beoeficeu-
cia I
Olhe compatUe, o mestre
prespicacia !....
A mira nunca me ha de esquecer o modo
porque elle disse que o Sr. Braga, (que o
mesmo Anacleto embora aisfarcado), era capaz
de chamar ao hospital a sua motson de campag-
e, e deixar assim Bear socios e doenles a ver
navios! E que tal I Em ? Isto que se chama
amor da patria, e tudo o mais sao historias I Ora,
que o Sr. Anaclelo, tem jns ronha naquelle
costado de que um coovanto de Jesutas, sso
atrmo eu, porque mais de urna vez tem procu-
rado encaixilhar o nariz, aonde o seu velho
compadre nao admilte gracas; mas que venha
lamben em pleno dia dar disfrucles de Sancho
Panga ? l sso que ooridade !
llontem recebi cartas de um amigo da Parahi-
ba que me diz oseguinie :
O ex-prfettdene do viceronsulado Portuguez
nesta cidade que fdra em lempo conhecido por
Joo Armador, cana de cortar-me os fios d'alma
com uros pomposa lico do cantochol a E
como nao ha de o mundo andar fura de seus
eixos, com taes desconchavos 1
Continuemos : Foi com a morte do vigario
Manoel Lourengo, que vi pela primeira vez a
niethamorpho.se das moedas mgicas, praticada,
por raaos larapias de cedo bicharouco, cujo no-
me Ibe direi logo, assoctado ignorancia de um
sobnnho tolo que desejava enriquecer !
Bravo I...... Bravissimo que hbil presti-
digitador I
Mas o Sr. Braga, minio o Sr. Anaclelo, tam-
tem entende da phisica, porm o que lhe nao
posso soffrer querer fazer-se thuriferario de
suas proprias facanhas, quando tem na sua vida
tantas e to boas gentilezas, l isso nao !
Emflm, viva a supplica do muir etcolaf Pie-
lade, piedade para o Sr. braga porque todos
assim podamos ser I....
Compadre, saiba se nao sabia, que o intelli-
genle e sabio galo pingado, ex-sorio d'antisade
as ttnhas, entrou j com uro par de favaa pre-
tas para se mandar tirar em cousa que faga tapar
as ventas, o busto do nosso bere ; nao s para
memoria eterna do seu nome, como pelo* rele-
vanisimos e aUi*onunes eervicoe prestados 4
permita que esta gloria to destnela, possa
servir de incentivo aos mais de sua raga, para
que aprendam a destinguir-se dando maior vulto
fama que longe atra !
EmGm como na presente oeoasiaa lhe nao
posso ser rnaia ealenso, teominendo-lhe cota
instancia os Con$tHucionatt de 6 e 16 do cor-
rente onde encontrar em dous pequeos ertigos
acerca do nosso Hgpital, a cqpva fiel das mise-
rias e insignificancias do sen passado adminis-
trador. Sei, compadre, que Voc tem commer-
cio de amisade com as 01 has da -Memoria, e
mesmo com o louro Apollo, e como vamos tratar
de uro grande assumpto, precise que nao
e esqueca da escolta de bodi sonetos I
Au rpvoir. eu^ompaslse.
i/*an de Bigo
4V morte da Illa Sr D. Anua
da Silva Lima, flismeoMa em
Se de malo de ISSO, oLTereei-
daaosalaeoasolavel esposo
o lllm. Sr. .fose Al ves Lima
saa Exb.' familia.
Pastou deita para melhor vida.
[Euphemiimo popular.)
Cable de todo o sol.Em breve a no ule
Dos ventos ha de ouvir o rijo acoute
Sobre estas loases murmurar fremente,
E a la ha de cobrir com o veo funreo
Toda a vasta exlensio do cemiterio,
Onfle e morto repousm eternamente.
Ooem me trouxe da morte ao lar sombro.
Por ver as cruzes e o cypreste esguio
Que a ponta o co para onde as almas vo,
E aqu me collocou entre estes trilhos
Ao ouvir o som carpido desses Dlhos
Que chamam sua mii, chorando em vo.
Ajeelham-se all junto 4 jazida...
Met Deus com quanta ddr a prece erguida
Dos seios d'alma solucande vm 1
E o echo reproduz esses lamentos
Com pavorosos, lgubres acceotos.
Que inda mais tristes vo soar alm !
Com as lagrimas dos lhos o pae mistura
O pronto de saudade e de ternura
Pela mais virtuosa e casta esposa.
Iva frvida oraco s'erguesua alma
Que a v no empirio, onde ella goza a palma
Dos eleitos de Dos, lo venturosa 1
Nao pude demorar-se o fatal corte...
Poz o sallo Dual a mo da morte
No livro em que o destino abrio-lhe a vida.
Fechou-se a flor de aprhnorados mimos,
Mss foi abrir sobre os sidreos cimos,
Mais chela de esplendor e mais garrida.
Dnrxou muita saudade sobre a trra 1
luda hoje o tmulo que seu corpo encerra
De lagrimas sinceras se humidece.
Choram estes a amiga carinhosa.
Aquellos sua mi terna, amorosa,
E este o consorte que jamis esquece.
Morrer to moca anda e era tanta vida !...
Meu Deus I com quanta dr a prece erguida
Dos seios d'alma solucando, sae 1
Na creoca das verdades infinitas
Banna estas almas que ahl'sto afdctas.
Consola os filhos e conforia o pae.
26 .le maio de 1861.
Eleicao djsjuizes, juzas, es-
erives, escrivas, que ho
de festejar a gloriosa San-
ta Anria na capelia de Nos-
sa Senhora dos Prazeres
de Guararapes, noannode
1862.
Juizes por eleicao.
Os Illms. Srs. :
Tenenie-coronel Joaquina Jos da Silveira.
Major Alexandre Augusto Fras Villar.
Juizes por devoco.
Os Illms. Srs. :
Capito Antonio Jos da Silva do Brasil
Capito Jos Francisco de S Leito.
Jos Ignacio de Avilla
Escrivaes por eleicao.
Os Illms. Srs.:
Capito Jos Gomes Leal.
Dr. Angelo Heoriques da Silva.
Antonio Alvos da Silva Porreira.
Escrivaes por devoco.
Os Illms. Srs.:
Joaquina Moreira de Uendooca.
Francisco Pereira dos Res.
Manoel Jos Simoes.
Juizas por eleicao.
As Illmas. Seas.:
D. M. Maria Igoacia Bricia, filha do lllm. Sr.
teaente-coronel Manoel Ignacio Bricio.
D. Mara dos Passos da Cruz Uesquita, fllha do
lllm. Sr. Antonio Botelbo Pinto de Hesquita.
Julzas por devor/So.
As Illmas. Sras.:
1). Candida niquelina Barroso, esposa do lllm.
Sr. Luiz Gomes Silvacto.
D. Mara Leopoldina de Gusmo Lobo, filha do
lllm. Sr. coronel Francisco Joaquina I'ereira
Lobo.
Escrivas por eleicao.
As Illmas. Sras. :
D. Guilhermina Moreira de Mendoaca.
D. Henriqueta Moreira de Mendon;a.
Escrivas por devoco.
As Illmas Sras. :
D. Paojpolina Ferreira Gomes, esposa do lllm.
Sr. tenente Jorge Vctor Ferreira Lopes.
D. Maria Iguana da Conceico.
Juiz e juiza perpetuos.
O lllm. Sr. Luiz Antonio Bezerra Mello.
A Illma. Sra. D. Auna Coelbo da Silva.
Mordomos.
Os Illms. Srs.:
Pedro Barrar.
Joaquim da Costa Ramos.
Gervasio Jos da Costa.
Teodoro Oresles.
Definidores:
Joo de Brito Correia.
Albioo de Jess Bandeira.
Procuradores:
Joaquim TheoQlo da Boa-Morte.
Rufino de Carvalho Brito de Oliveira.
Marcelliuo Barbosa da Ponceca.
Director:
Manoel da Paixo da Paz
Prazeres 9 de abril de 1861.
Eleigo dos juizes, juizas, es-
crivaes, escrivas, que ho
de festejar a gloriosa Santa
Anna, na capelia deNossa
Senhora dos Prazeres dos
Guararapes, no anno de
1862.
Juizes por eleicao.
Os Illms. Srs. :
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Joo Evangelista da Silva Borges.
Juizes por devoco.
Os Illms. Srs. :
Manoel Joaquim das Chagas.
Francisco Elias Ferreira.
Escrivaes por eleicao.
Os Illms. Srs. :
Rufino Coelho da Silva
Semio Ribeiro da Conceico.
Escrivaes por devoco.
Os Illms. Srs.:
Marcolino da Paixo.
Rufino Jos de Berros.
Juizas por eleicao.
As Illmas. Sras.:
D. Anna Maria Xavier.
0. Maria do Rozario de Lima.
Juizas por devoco.
As Illmas. Sras. :
D. Anna dos Santos Barros, filha do lllm. Sr.
Alexandre dos Santoa Barros.
D. Maria Urcula dos Prazeres.
Escraas por eleicao.
As Illmas. Sras. :
D. Justina Maria de Jess.
D. Simda Maria do Espirito-Santo.
Escrivas por oevojo.
As Illmas. Sras.:
D. Jeanoa Mara da Cooceicq.
D. Francisca Mari* da Conceico do Niscunenlo.
Definidores.
Joao de Brito Correia.
Albino de Jess Bandeira.
Procuradores.
Jmquim Theophilo da Boa-Morte.
Rufino de rito de Orive ira
Marcelino Barbo daFooceca.
. &*ector.
Manoel da Panno dafn.
fMrtet es, ^ fie mrll ^e tWl.
COMMBltCl*.
CJXA FILIAL
o
BANCO DO BRASIL.
EM 38 DE MAIO DE 186!.
A caiaa desconta letras a 10 %. sendo as de
seu aceite a 9 / toma saquee sobre a pisca do
?w Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de /,.
PatcMtt.
de ac e 1 peca
de
Jos
aVIfawdesa.
Rendimento do da 1 27. .
dem do dia 98. ... .
3344144347
20.3988360
344:8129713
Movlmento da alfaudexa,
voluntes entradoscomfasendas.. 157
com generas..
3*
5*6
Voluntes sabidos com fazendas..
a com gneros:
181
Descarregam hoje 29 de maio
Barca americana-Unio farinhs e outros g-
neros.
Barca inelezaImogenefazendas.
Barca ioglezaCoostancebacalho.
Brinue iogtezNniielusfazendas.
Bngue inglesZiskmercadorias.
Bngue ingtezJilioabacalho.
Barca ing'eaaNelberionidem.
Brigue inglesClaucusidem.
Barca americana-Azeliafaripha de trigo.
Barca americana FaimeCrosahoss familia de
trigo.
Brigue bamtwrguez Boaes Agres genebra,
garrafas e vioho.
Patacho hamburguezAnne Helene mercado-
has.
Barca ioglezaOlindabacalho.
Importa^ ao.
Brigue hamburguez Gtorg, viodo 4e Hambnrgo
consignado C. J. Aatley & C, manifestou o
seguinte :
10 toneladas osrvao de pedrs, 40 isboas, 250
Dirnoas, 500 garrafes a 1,000 caixaa genebra,
175 ditas velas, 2 ditas pecas de cosioha, 4 ditas
couro de lustre, 2 ditas panno de colxio, 1 dita
ganga, 7 ditas meias da algodSo, ditas lencos
de dito, 2 ditas fazenda para calca, 8 ditas dito
de algodo, 8 ditas dita de Moho, 3 tardos cassi-
netas, 4 caixaa chales de la, 1 embrulhos
amosirss; aos consignatarios.
7 caixas meias de algodo. 6 ditas corte de
calca, 3 ditas lencos de algodo, 1 dita guarda-
apos, 1 dita fazeuda de la, 3 ditas bezerios, 1
dita chocolate, 2 embrulhos amostras; D. P.
Wild .& C.
4 caixas franjas de algodo. 4 ditas meias de
dito, 1 dita fazenda de la, 2 ditas dita de seda, 1
diia e 1 emorulho amostras; a Linden Wild
& C
4 caixas fazendas de algodo, 1 dita vestidos
de dlo, 1 embrulho amostras; Schfnaitlim
2 caixas fazendas de algodo, 1 dita flanella, 2
ditas velas, 1 barrica tinta de copiar, 1 embrulho
amostras ; Joo Keller & C.
3 caixas leogos de algodo, 2 ditas couro de
lustre, 11 ditas garrafas e vidros diversos ; N.
O. Bieber & C.
l'caixa esponja,. 2 ditas garrafas; B. Fran-
cisco de Souza.
8 ditas dous pianos ; D. Alvos Mathous.
8 ditas dous ditos; Kalkmam Irmos.
3 ditas fazendas de algodo, 4 ditas palitos de
panno, caigas e meias, 1 dita mangas bordadas e
collerinhos, 1 dita sabo e charutos, 1 embrulho
amostras; Dammayer & C.
3 embrulhos papel, 1 baruca azul ultramar, 1
dila pedra lipis, 1 uita sabo medicinal. 8 latas
oleo de amendoa, 1 caixa drogas e pioceis;
ordem.
10 caixas agua de selles, 10 ditas dila de soda,
1.dila salame, I dila conserva, 1 dila peilo de
gaoco, 1 dita queijos, 11 barricas ignora-se;
G. Bussuett c< C.
i caixinha ignora-se ; D. Mettlor Kamp.
10 caixas espelhoa, 1 dita espoletas, 1 barrica
so ve I as; Brender a Brandis.
55 caixas couro e panno de couro, 1 dita cordas
de algodo, 1 dila miudezas, 1 uita charutos;
W. Komer.
12 caixas agua de sekes, 1 dita cha ratos, 1
erobrulAo ignora se ; L. A. Siqueira.
caixas pulimentos, 1 una couros envernisa-
dos; Manoel Joaquim Ramos e Silva.
10 caixas espelhos, 8 ditas cordas desrame,
10 ditas phosohoros; Vaz & Leal.
50 caixas velas; A. L. Rudrigues.
19a caixas traques, ltk) garratoes cevadinha,
100 ditos aag, 175 caixaa velas, 80 ditas phos-
pboros. 1 dila cha, 2 oitas bolacha, 1 dita estou-
jos, 6 ditas couro de lustre, 1 dita borseguins, 1
dita ostensorio de prata, 1 dita cruzes de ferro
e praia, 1 Jmrica aardinhas e anchovas. 4 ditas
tinta pera imprimir; Raue Schmellam
& C.
Brigue inglez Glaucas, vindo de Terra-Nova,
consignado James CrabUree & C, manifestu
0 seguiote :
8.800 barricas bacalho; eos mesmos.
Brigue inglez MeUna, vindo de Terra-Nova
consignado Jonston Paler & C, manifestou
seguinle :
2,163 harnease 132 meias ditas bacalho ; aos
mesmos.
Brigue inglez Specimen, vindo de Cardiff, con-
signado Rothe & Bidoulac, manifestou o
seguinle .
1,718.trilhos de ferro, 3,486 tamancos de dito,
640vo|umes materiaes para a estrada de ferro;
T. L. Uarrisson.
A barca ingleza Imogene, vinda de Liverpool
consignada a Johnslon Pater & C manifestou o
seguinle:
59 gigos, 11 barricas e 1 sexto louca, 40 fardos
e 14 caixas lecido de algodo ; a aunders Bro-
thers &C.
25 gigos e 1 sexto louca, 20 caixas vells, 50
barris manteiga, 35 caixas e 14 fardos tecido de
algodo e de linho ; a C. I. Astley & C.
11 caixas tecido de algodo ; a Kalkmann
& c.
64 fardos e 48 caixss tecido de algodo, de li-
nho e misturado, 70 gigos e 1 sexto louca, 50 bar-
"* manteiga, 1 caixa ferragem. 22 meiis dilas
cha, 1 dita vestuarios, 1 fardo 1 colcho: a Johns-
lon Pater & C.
2 caixas chapeos de sol de seda e ditos de el-
goJo ; a D. Wd & C.
1 caixa chapeos de sol de algodo : a A.,L. Ro-
drigues.
4 barricas e 1 caixa louca de botica, 2 barricas
pos de sapatos; a J Soun & C
35 fardse5caixss tecidos de algodo. 1 meta
dita cha ; a N. O. Bieber & C.
1 embrulho vestuario ; a H. C- elles.
2 caixas tecido de linho, 1 barrica ferragem ; a
Rabe Schamettau & C.
6 caixas tecidos de algodo. de linho, de la e
mixtos chapeos de sol de algodo e ditos de la:
a Joo Keller & C.
50 caixas cerveja.2 barricas barrilha, 21 ditas
e 8 caixas ferr'geos, 10 barricas soda caustica, 1
fardo refugo de algodo. 5 fardos fio, 248 foga-
reiros. 8,564 barras e"73 feixes de ferro, 2 caixas
feltro, 3 ditas phosphoros, 18 ditas linha de al-
godo, 5 fardos tecido de htroo, 1 barrica vidros
3 ditas torcidas de algodo, 17 dilas oleo de li-
nbec, 1 caixa relogios de ouro ; a S. P. Johns-
lon & C.
1 caixa collerinhos e punhos; a A. Cesar de
Abreu.
1 dita cerveja, 1 dita perfumaras, 1 conserva
1 dita molhos, 1 dita .tractos, 1 dita abnelos, l
dita camisas de linbo, de la e collerinhos; a
Hatliday & Megalhes.
23 fardos e 10 caixas tecido de algode, eroge-
las e (los de algodo ; a Adamsun Howie &C.
1 caixa ferragem ; a Mello Lobo C.
100 barricas cerveja, 1 caixa roupa de aso, 71
fardos e 39 caixas tecido de alaolo a Jaanri
Ryder & C. *^
27 fardos e 40 caixaa tecido .de algodo ; a Ja-
mes Crabtree & C. w a-
2 barricas pos de sapatos ; a B. Francisco de
tense.
1 embtnlho ac, 1 .barrica alvaisde. 1 ditas
oleo da linbaca. 100 dita Aarrilha.; sUaicoa
Roofcer & C.
Rbsrris manteiga, 6 (*r*ps a 3 caix.i tecido
de slgoaao, de la e lencos de cambraia; Seu-
thall Mellors & C. '
1 caixamiuaezaa; a W. I. Uadasy.
1 dila obrado borracha ', i
1 dita perfumara, punes
borraaba ; a C. Slarr 4 C-
2 caixas cha, 3 ditas ructoi; a Mapeel
GoocaUes sis Ponte.
1 dita ferragens., moiohos para caf e meias de
slgodao; a C. L. Cambmnoe.
4 fardos e 1 can. feotto de algodo, de linho
e casimiras ; a Arkwright 4 C.
4 barricas ferragens; a Roth 4 Bidoulac.
1 ferdoietido de linho ; a 8. 4 caixas tecido de la ; a Da mm a ver & Car-
newo.
3 caixas biscoitos, 1 dita presuntos;, 1 dita moa-
tarda ; a I. T. Lima.
3|dilas biscoitos; sT. l.Leite.
50 barris manteiga, 15 caixas tecido de algo-
do ; a Milla Laiham & C.
71 caicas s 10 fardos lecido de algodo e linha
de dito ; a Henry Gibaon.
25 barcia manteiga ; a F. G. Olivara.
60 toneladas carvo de pedra, 1 caixa tinta de
escrever, 1 embrulho camisas; a Scott Wilson
& C.
1 barrica ferragens, 1 caixa pelles de perga-
mmho ; a Parete Vianna & C.
15 caixas vioho, 3 ditas gomma*. 2 ditos molho,
4 ditas ssgu, 4 borricas azarco, 2 ditas secante,
20 ditas salitre, 2 ditas brax; a ordem de di-
versos.
50 barra manteiga ; a Krabbe Whatoly & C.
5 caixas phosphoros; a Ferreira & Martius.
1 caixa um aervico de cha ; a G. O. Mann.
1 embrulho ignorarse; a J.O. C. Uoyle.
1 ardoJoua. l cana chicotes. 7 ditas canias de
Inf ein : ta Halliday & C.
10 lardas, 44 caixas fazenda de afodo, da-
rhasco, chapeos de sol de algodo, chapeos para
senhora, livrol, bijouleria. etc.. 1 embrulho pan-
no de loa e dito de |oh.o ; a Paln Nash & C.
2 S'Ccos amostras ; a diversos.
O brigue inglez aWellington. vindo de Lon-
dres consignado a Rolhe & Bidoulac, manifes-
tou o seguiote :
100 barricas cerveja ; a Johnslon Pater & C.
500 bairis plvora ; a Adamson Howie & C.
400 ditos dita ; a S. P. Johostoo C.
25 caixas cbampanbe ; a Mills Lainam & C.
20 barris tipia ; a laiuorp Halliday & C.
3 caixas feltro ; a Chrlsliani & Irmos.
4 caixas cubre, 2 chapas de dno, 1 feixe ac, 5
ditos canos de ferro, 42 barras de ferro, 1 barril
limas, 2 ditos cerveja, 4 eaixaa vinho. 100 tone-
ladas carvo de podra ; a ordem de diversos.
4f barricas parafusos, fsrrolbos, fechaduras, ta-
chos, dobradicas, limas, serrotes, plainas, pes de
cabra, etc.. 15 caixas luidas de flandres; para a
estrada de ferro.
49 caixaa chaves de madeira, 1 dita urna bom-
ba, St poitos de madeira, 1 roda, 9,336 cadeicss
de ferro. 1 volume molduras. 2 feixes canos de
ferro, 548 pecas de ferro para ponte, 64 entumes
e 40 caixas gatos, trilhos. rollo de chumbo em
folha, ferrolhos, chaves, rame, feltro, travs,
trilhos, chapas, 26 feixes escadasde ferro; a Th :
II. Harrisson.
0 brigue hamburguez Buenos-Ayres, vindo
de Hamnurgo, consignado a Kalkmann Irmos,
maoifestou o seguiote:
22 caitas fazendas de algodo, de la, de linho
e de algodo e lindo, 1 pacole amostras ; a C. J.
Aatley & C.
3 caixas chapeos para senhora, camisas de al-
godo, capas de filo', enfeiles eoabega e outros
artigos, 1 lila salame ; a Chrisliani Irmos.
1 cana couros, 1 dita feudos em vidro, 1 dita
conservase bolo ; a Rase Schmeitau & C.
2 caixas edarutus ; a Burmester.
1 dita ditos ; a ordem.
1 dita conservas, 1 pecte letras em branco ; a
Joh Praeget.
2 ditas bdes ale madreperola ; a Brander a
Brandis. *
3 birricas farioha de centeio, 1 lata verdura
secca, 1 caia sal dechifre de veado; a M. Luz.
5 pipas vinagre; a N.O. Bieber,& C.
111 caixas vellas; a J. Keller &C.
3 barricas dedaes de lato; a Rothe & Bi-
doulac.
3 caixas perfumaras; a Mello Lobo & C.
11 caixas fazendas de algodo e brim de linho,
2 pecles amostras : a Schapheillio & C.
1 caixa relogios de sol, cachimbo de espuma do
mar e perlences ; a D. J. da Costa.
120 barricas e 12 caixas cerveja, 20 ditas agoa
de seltzs, 5 ditas argilla em obras, 800 garrafes
vasios, 59 ditos sag, 44 ditos oevadioha, 500 di-
tos vinagre, 200 barricas e 300 canas genebra,
100 ditas velas, 100 fardos papel, 7 ditos fumo,
100 saceos farello. 1 fardo um sof, 12 ditos ca-
deiras, 18 caixas papelo, 1 dito pregos, 1 dita
salame, 50. presuntos, 17 lastros de car vo de.ue-
Ura, 24 taboa.s, X caixas fio de Itabo, 1 dita sapa-
tos cd a rolos e gazelas, S ditas fazendas de Bor-
racha, 2 dilas arniacoes de beteias paca chapeos
de sol e coberturas de seda para os mesmos, 1
caixa eoeiles, ti ditas fazendas de algodo, de
la, de dita e algodo, brun de algodo e linho,
camisas, collerinhos e ceroulas de lindo, lencos,
paletos de la e de linho e algodo, etc. ; a Kal-
kmann Irmos & C.
3 caixas couros epveroisados, 1 dita buoecas,
2 ditas cei veja, 2 ditas ameixas, 2 ditas fructas
em conserva, 1 dita salame, 4 ditas lila ama-
relia, 1 dila penles e fio, 10 barris alvaiade, 3
canas perfumara, 7 dilas cbales.de la e franjas
de algodo, 1 dila e 1 pacole amostra ; a Licen
Wild &C.
6 caixas fazenda de ardosis, 2 ditas lapis, 6 di-
tas ospelhos com gaveta, 1 dita livros, 1 dita flo-
res artificiaos, 1 dila agulhas, 1 dita chaveras de
porcelena,4 ditas couros enverniaados, 10 fardos
papelo, 1 caixa dito pora chapeos, 2 ditas esco-
vas, 87 ditas fazendas de linho, de algodo. de
las e mixtas, lencos de seda, meias de algodo,
luvas e camisas de meis, etc., 3 pacotes amos-
tras ; a D. P. Wild & C.
A barca americana Union, vinda de Phila-
delphia, consignada a Matheus Auslein 4 C.,
manifestou o seguiote :
2,191 .barricas arinha de trigo, 150 barriqui-
nhas bolachinha, 100 saceos farello. 500 resmas
de papel de embrulho, 50 barris banha de porcos
20 ditos potassa, 2caixasdaguerreotypo,83dita,
algodo azul; aos consignatarios.
Exprtatelo.
Do da 25 de maio.
Barca portugueza Gratido, para Lisboa car-
regararo :
Carvalho Nngueira & C, 349 saceos com 1,745
arrobas de assurar.
Antonio da Silva Loyo, 50 saceos com 850 ar-
robaste dito.
Barca portugueza Sympsthia. para o Porto,
carregaram :
Balthar & Oliveira, 300 saceos com 1:500 arro-
bas de assucar e 15 barris com 540 medidas de
mel.
dem do dia 87.
Escuna iogleza Jenny Jouis. para o Canal,
carregaram :
Adamson Howie & C 1,000 saceos com 5.000
arrobas de assocer.
Galera fraoceza Raoul, para Marseille, car-
rega :
Tisset freres, 15.000 pon tas de boi e 1,500 sac-
eos com 7,500 arrobas de assucar.
Barca portugueza cSympathia. para o Porto,
carrega:
Joaquim Antonio Pinto Serodio Jnior, 6 bar-
ris com850 medidas de mel.
Becebeaoria de rendas internas
geraes de Pernambaeo
Rendimento do dia 1 a 87. 230518118
dem do dia 18. ...... B04205
24:455888
gem 11, carga carvo de pedra
son 4 C.
Nao houveram sahisas.
a Scott Will-
C0
Ck
m sa
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ih~-
B
8.
e
Je.
B
I
thnnpim
" s
I Oirtcgmo.
* i | Intensidad,.
-__Li____
.3
3
2
Fahrenheit.
Consulado provincial.
Rendimento :4o dial a 27. 52:514455
dem do dia "88.......8:115*959
54 630*414
Movimentodo porto.
Nmvws -entrado no dia 28.
Rio de Janeiro 86 das, patacho nacional Li-
ma i, de 166 toneladas, capito Joo Esleves
Carze, equipagem 12, carca 8,000 arrobas de
caros4 atestes.* Usaos.
Rio Graarde Oo 6rt M diai, atacas tasteoal
AaJssusasgSi, ate 841 Unatadas. caa*aae Asumi
l>eTt*eo da osa, etrateagem 12, carga f,D0O
arrobas de carne ; a A marta) Irmo.
QmotmaS7dias. paUCho itatieno JTselae, rte 5
toneladas, capuioPeaw Rashael sV^ao.ea^i-
gajiern 12. carga masaaa am*u gaseos; a
d*uado A. Jiurls C. Seguio para es iortos
dosul. ^^ ^
Cardiff ~m das, brigue ingles mhtma Pmcko. de
808 tSMtataa, cazaM WiUUm ***, sajuia^
o
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ka
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S2
| Ctntigrado.
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| Byfrometro.

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Cisterna hydra-
inetrica.
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Inglei.

:
p es
va H
P 1
Aooite nublada,
amanheceu.
vento ESE fresco e assim
0SC1LAQ*0 DA JUR.
Preamaras7h. 18" da maoha, altura 7, p.
Baixsmar as 1 h. 30' daiiarde, altura 1,4 p.
Observatorio doarsenal de marioha, 28 de maio
de 1861.
Boauno Stet-ple,
1 tenente.
Editaes.
Alexandre Augusto de Frias Villar.official da im-
perial ordem da Rosa, major commadante inte-
rino do primeiro batalhode artilharia da guar-
da nacional do municipio do Recife, e presi-
dente do conseibo de qualificaco ds parochia
de S. -Frei Penro Concalves, por Sua Magesta-
de Imperial, etc.
Paco saber a quem interessar possa, que de
conforroidade com o disposto no artigo Io parte
8* do artigo 9 do decrelo numero 1,130 de 12 de
marco de 1853. e artigo 8o das insirucces de 25
de outubro de 1850, se tem de reunir, na terceira
dominga de ma.io, o conselho de qualificaco pa-
ra revisu e qualiOca^ao da guarda nacional da
referida parochia, no consistorio da igreja matriz
do Corpo Sauto.
E para que ebegue ao conhecimentn de todos
manrlel passar editaes que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares designados na
lei. Cidade do Recife, 11 de maio de 1861.
O lllm. Sr inspector da tbesouraria pro-
vincial, em curo primelo da resoiugo da jun-
ta de fazenda, manda fazer publico, que a arre-
mataco dos predios do patrimonio dos orphos
foi transferida para o dia 13 de junho prximo
vindouro, tendu lugar as babililaces no dia 6
do mesmo mez.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 27 maio de 1861.
O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciaco.
0 lllm. Sr. inspector da thesoura'ria pro-
vincial em cumprimento da ordem doExm.Sr.
presidente da provincia de 22 do crrenle, manda
fazer publico, que no da 6 de junho prximo
vindouro pura ule a junta da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por monos fizar o
contrato das mpresses dos balaocos, ornamentos
e rea torio da inspectora com lodos os documen-
tos que o acompanham. correspondente ao anno
financeiro de 1801 a 1862, avaliado em......
1:1958000.
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
taco comparegam na salla das sessoes da junta
no dia cima declarado pelo meio da competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 55 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
0 Dr. Anselmo Pranciseo Perelti, commeodador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio desta ci-
dade do Recife capital da provincia de Pernam-
buco eseu termo, por Sua Magestade Imperial
e Constitucional o Sr. O. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Faco aaber aos que o presente edital viren: e
delle noticia tiverem, que no dia 12 de junho
correte se ha de arrematar por venda a quem
mais der, em prara publica desle juizo, na sala
dos auditorios, as objectos seguiotes :
4.aderecos completos, avallados por 1009;,24
meios ditos, avallados s 8j> cada um, 198p ; um.
dito de ouro com perolas, avaliado por 200; 3
ditos sem perolas, avallados a 4g cada um, 128 ;
14 pulseiras, 'avahadas a 8 cada un, 112; i
dita em caixa redonda, avallada por I69OOO ; *62
pares de rozetas, avalladas a 30 cada par, 186> ;
82_pares de dilas. avaliadas a 2500 cada par,
205 ; 11 lonetas, avaliadas a 3 cada um, 33 ;
18 altineles de ouro, lisos, avahados a 3g cada
um, 545 ; 4 ditos para retratos, avaliados a 32 ;
4 ditos de dito para homem, avaliados a 5 cada
um, 20<)00; 4 cadeias- curtas com passadures
para relogio, avalladas a 50J cada urna, 200 ;
1 volta de coral para Descoco, avaliada por 9;
6 pares de botos de-abertura, avaliados a 1500
o par, 9; um par de aitee de rubras e perolas,
avaliado por 20 ; 12 pares de ditos para punhos
avaiiados a 5 cada um par, 60; 6 ditos de di-
tos de coral, avaliadosa t cada um. 6$; i cruz
de pedra granada e perolas, avallada por 12;
6 aneis, avhanos a 4g cada um, 24>; 6 dilosj
avahados por 6$; 58 ditos, avaliados a 2 cada
umllvj; 22 ameles para relogio, avaliadosa
5 cada um 110 ; 19 figas de coral, avaliadas
por80: 1 dita com urna volta de cordo, ava-
hada por 6; 36 chaves para (elogio, avahadas a
1300 cada urna, 548 ; 30 grupos de enfeiles para
relogio, avaliados a 4 cada um grupo. 120; 4
figas de noicorne, avahadas por 6$ : 2 pares de
Curnalinas encsloadas, avahadas por 6 ; 4 cruzes
esmaltadas, avaliadas por 4500; 1 escoleta em
forma de livro, avahada por 3; 1 bocetmha con-
tendo diversas obras quebradas, avaliada por 28:
17 pares de brincos, avahados a 17 o par, 68 ;
13 pares de ditos de coral, avaliados por 26 ; 2
pares de argolas esmaltadas, avaliadas por 2 ;
3 ditos de ditas, cortadas, avahadas por 6; 2
ditos de ditas de Blsgran, avaliados por 6$; 1
faca, 1 garfo e colberde orata, avaliados por 5 ;
i par de esporas com 80 oilavas. avaliado por
1298C0; 2 traocelins de prata, avaliados por 8 ;
35 canudos, avahados a 326 cada um, 11200 ;
43 ponteiros de prata, avaliados a 400 rs., 17200 ;
15 agulheiros, avahados a lg600 cada um, 24;
6 pares de tlvelas para suspensorios, avahados
por 155320 : 18 fivelas para colhetes, avaliadas a
610 rs., 11580; 1 resplandor de prata, 1 dito
pequeo, 1 bandeirioha para Menino Deus, 5 co-
Iheres para clice, 5 nlbos de Santa Luzia, 3 ce-
Degas de S. Joo, 16 dedaes dourados, fundos de
pedrs. 4 ditos de prata fundos de pedra, 19 ditos
lodos de prata, e 6 anneis de dita, avallado tudo
por 26 ; 250 oilavsa de prata valsa, avahadas
por HUSO.
Os quaes forana penhoridos por exoctajao de
J osea tea Lucio Monsairo da Franca, ostia Joo
Paulo de Souza, e nao bavendo lanzador que cu-
bra o preco da .avaliacao, ser a arrema tacao fe tos
pelo valor da adjudicaco com o abatimeato
da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei pastar editaes que sero publicados pela
aprensa e affixados nos lugares do coslume.
Dado e paseado nesta cidade do Recife, sos 24
de maio de 1861.Eu Manoel Hara Rodrigues do
Nascimento, escrvu o snbscrevi.
instinto Francesa Pertlti.
?eeiara^ks.
sedera a consom dss cartas existentes nesta ad-
ministrar o pertenceotesaomezdeaaio-de'
no da 3 de juoho prxima, as Id fas daco
naa na porta do eorreio, e a respectiva lista se>
acha desde exposla aos interessades. Correia
de Pernambuco28 de maio 31086lntO adminis-
trador Domingos dos Paasos Mirandaer
Pela subdelegada do dislricio de Beberibe
se acba racol ido cadei. de Olinda o crisaS
i?ell .que d,z *" "o do acadmico Reei-
oeldo Aires de Mello por estar fgido, o auat
comparecer nesta aibdelegacta para lhe aerala
trege. Beberibe 26 de maio de 1861.
Antonio Flix dos Santos,
Subdelegado.
a "" ? '""fenda, de ordem do Sr. inspector
da alandega. a arremataeso annunciada para -
da 2a do correte, depoia do meio dia, para m
; Jdo niesnjo met de ,, aj ^^
l7 vidrinos com acido sulfrico pesando liqui-
do nao verificado 26 libras a 150 rs. por libra
total 39, 32 ditos com chloroermio. pesando-li-
quido nao veri/lcado 4 1/2 libras, a 3S334 por li-
Dra, total 1503. e38.diios com ether-naiiico
pesaado liquido nao verificado 7 libras, a la50>
por libra, total 11200. *^
Alfaodega de Pernambuco 37 de maio ds 1801-
Joaquim Albino de Gusmo.
4." escriturario.
Confiri de compras ntrfaes.
Tendo de ser promovida a compra do materias
da armada abano declarado, sobas coniccoes de
estylo ja ha muito publicadas, manda o cuoseib
fazer conslar que isso lera lugar na seaao pr-
xima a 29 do correte mez em vista de propdstas
en treguas nease dia al as 11 horas da manha,
acompanhadas das amostras dos objectes qua
caiDa no possivel apreseutarem-se.
Para os navios.
15 arrobas e 12 libras de plvora grossa o 5
vergonieas de piano de 4 a 8 polegadas de di-
metro.
Para o arsenal.
400 folhas de lisa de vidro e 12 pacotes de pa-
pelo baeta ou feliro.
Sala do conselho do compras navaes em 23 do
maio de 1861.O secretario, Alexandre Rodri-
gues- dos Aojos.
Coasel!>> tadiaaiateirati*o.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiec-
tos seguintes: '
Para a companbia de eavallaria de linha.
1 carroca.
1 boi.
Para os recruUs do 8 batslho de infantaria.
100 mantas de Isa.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta feehada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manna do dia 5 do
junho prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho
par fornecimento do arsenal
maio de 1861.
administrativo,
de guerra, 27 d
Correio.
Feas asaaissilMcio do ssiaeip desta citada se
Caz publico para Sas^onvasienies, qan em virtu-
de dm aisooato no srt. 108 o regutaaasan geral
dss ooireosdeai de ssaasabra sa 1844. m. t
do Oscret a. 785 de 15 de maio de 1851, se pra-
Benle Jos Lamen ha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Compayliia d Beberibe.
O Sr. qaixa da corapaoliia Manoel
Goncalves da Silva aha-se autorisado
a pagar o Zt> dividendo na raio de
5*{00 rs. por apolice, conforme foi de-
liberado em assembla geral dos Srs.
accionistas.
Escriptorioda companhia 17 de mato
de 186l.O secretario. Manoel Gentil
da Costa Aires.
Collectoria provincial de O-
linda.
Pelo preseute se faz publico a quem coavier,
que do primeiro de junho prximo vindouro
prlncipiam-se a coniar-se os 30 das uleis- para a
cobranza do 2o semestre do correte anno ftnan-
ceiro de 4860 61, da decima urbana a cargo ds
mesma directora, e que fiodo esse prazo incorre-
ro nt multa de 30 por cento os que denarea
de pagar a referida decima.
Colleetoria provincial de Olinda, 20 do msio da
1861.
O- escrivo,
Joiofioeoalves Rodrigues Franca.
Conselho mluiMtislrativo. ~
0 conselho administrativo, para foroecrtesto
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiotes :
Para pruvimerUo sos -arrnazens do arsenal de
guerra.
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 18
a 14 pollegadas de largura e 20 a 87 de compri-
mento.
18 duzias de folhas de papel lixa.
6 duzias de lapis finos.
Para a capelia do hospital militar.
1 panno preto para esquife com cruz.
Quem quizer vender taes objectos aprsense as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 29do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 22 de
maio de 1861.
Batato Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Fronctsco Joaquim Pereira Lobo.
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada da freguezia de Sent
Antonio foi appreheodido um presunto e urna
pequea porco de bacalho : quem for spu dono
compareca neste juizo, que provando pertencer-
Iheser entregue Villaca, subdelegado.
S0C1ED4DE BAMMtU.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Saeam e tomara saques sobra as pracas.do Rio
de Jaoeiro e Par.
Caixa lial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no a. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novetnbro do
anno fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emlssao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 186!.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho admimastrativo,
0 conselho administrativa, para fornecimento
do arsenal ae guerra, tem de comprar os objectos
seguales :
Para a guarda da fotateza do Erum.
i laboratorio com baca e jarro.
1 jarra de barro.
1 copo de vidro.
1 bandeja pequea para o dito.
1 easlical com manga.
Para a enfermara do hospital militar.
40 facas grandes de mesa.
40 garfos dito de dita.
24 colheres dita de metal do principe.
12 necias grandes deouca pera rosto.
90 pratos de folha fundos e rasos.
30 tigellas de folha.
Quem quizer vender taes objectos spreseater
as anas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 39 d
correte mez.
Sala das sasses do conseibo administrativa.
pera fsrnecimeato do arsenal de guerra, 24 d
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Partir lobo.
Coronel vogal secretario interino.
Pela adminislucao do eorreio esta cidade
sa faz puMree, que sea virtude da coavesco pos-
tal celebrada pelos governos brasileiro e fraatsax
sero expedidas matas para a turopa no dia 3f
socrrante mes, deeonformidade com oannus-
cio deste cerrero publicarlo no Diario de 89de Ja-
neiro proirmo ando As cartas sero recebidas at
8Horas antes da que Mr atareada para a sabida oos
rapores, e os jornaes tt 4 horas salni. Ocrreio


(O
ABIO DI fftfUUBOOQ. QfJiRTA tmLk 2 fi MAlO W H(l,
de Pernambuco, 4 de aiodel861.0 adminis-
trador, Domingos dos Pasaos Miranda.
* Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de diviso capillo do
porto se faz publico que sao chamados todos os
individuos matriculados nesta capitana, a com-
parecerem na mesan cora suas matriculas pes-
soaea na ordem seguin te : do dia 1 a 8 do mez
de junho futuro comparccerao os calafates e cor-
pinteiros, de*9 a 16 do mesmo mez os pescadores
eestiadore=, de 17 a 15 todos os mais indivi-
/ daos em pregados no trafico do porto e rios nave-
gareis, e do da 26 a o fin do mez os que seera-
pregam na pequea e -grande cabotagem, findo
esse prazoserao eliminados os que nao compe-
recerem e seus nomes publicados nos jornaes
como nao pertencendo mais a esta capitana, fi-
cando augeitos ao reerutamento e So servico da
guarda nacional.
Capitana do porto de Peroambuco 2i. 26.27,
28, 30 e 31 de maio de 4861.Joo Nepomuceno
Aires Mociel, servindo de secretario.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico sos.proprietarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos A togados, que
os 30 das uleis para o pagamento bocea do
cofre do segundo semestre da decima do ano li-
nanceiro de 1860 a 1861, se principiam a contar
do dia 1." de junho-vindouro, (cando sujeitos
multa de 3 0/0'os que pagarem depois de Ando
os ditos 30 das.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
21 de maio de 1861.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Tendo a directora das obras militares de
mandar construir um chafariz para abastecimeoto
de aguas ao hospital militar e quarlel do Hospi-
cio, e 8 baobeiros, convida a queiu desta obrase
quizer incumbir, a spreseotar suas propostas nos
dias 27, 28 e 29, das 9 horas da manha s 2 da
tarde, na respectiva repartirn,
Directora das obras militares 25 de maio de
1861.o escriplurario,
Joo Moateiro de Aodrade Malvina.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Quarta-feira, 29 de maio de 1861.
12a RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir ;cena o sempre muito applaudido
drama em cinco actos eseis quadros, original
francez,
MRIA J04WA
MULHERDOPOVO
OC A
I
PER.SONAGENS.
Bertrand, official de carpinteiro Germano.
Raroy, dito dito................ Raymundo.
Tbeobaldo, conde de Bussires. Vicente.
Appiani, medico.............. Nunes.
O Dr. Barthel.................. Valle.
Guilherme, creado.............. Teixeira.
Berlinguet, camponez.......... Santa Rosa.
Grosmenu, dito................ Campos.
lira magistrado................ Leite.
L'm enfermeiro................ Almeida.
Sopbia, condeasa de Bussires.. D. Carmela.
Mara Joanna .................. D. Manoela.
Calhanna...................... d. Jesuina.
Marganda ..................... D.Julia Rosa.
Carlota........................ D. Anua Chaves
Convidados, camponezes e soldados.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto, ornada de couplets,
POR CAJ8A
DE
Comeoar s 7 h horas:
Avisos martimos.
GOTffJUilliL
DAS _^j*-*~
lessageries imperiales.
At o dia Io de junho espera-se dos poitos do
6ul o vapor francez Guienne, commandaote
Enout, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeaiu tocando em Sao Vicente e
Lisboa e com correspondencia para Gore (costa
4'Africa), para passageiros, encommendas etc., a
'.ratar na agencia ra do Trapiche n. 9,
coiniraiA r ernambicana
DI
Navegacaotosteiraavapor
O vapor Pertinunga, com mandante Moura,
sahir para os portos do sul no dia 8 de iu-
nho as 4 horas da larde. Recebe carga at
o dia 7 ao meio dia. Eocommendas, passagei-
ros e dioheiroafrete ateo dia da sabida 1 ho-
ra : escripicrio no Forte do Mallosn. 1.
Sexta-feira 31
do corrente, as 10 horas da manha, no seu ar-
maren! ra da-Cruz do Recite.
LEILO
Sabbado 1* de junho.
Silveira A Mello faro leilo por ioiervenco
do agente Costa Carvalho, da armaoao e dividas
da taberna da ra Direila n. 31, em lotes a von-
tade dos compradores. _^
O agente Camargo ara' leilao na sex-
ta-feira 31 do corrente, Je urna por-
co de hacalhao da marca peixe, de-
fronte do armazem do Teixeira na es-
COMPAMI1A PERNAMBUCANA
cadinha.
DE
Navegando costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commaodante Lobato,
sahir para os porios do norte at o Ac-rac no
dia 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio da. Encommeadas, pas-
sageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escrptorio no Forte do Mattos o. 1.
C8MPANH.A BRASILEIfiA
LEILAO
DE
Urna taberna.
Quarta teira 29 do corrente.
' Costa Carvalho far leilao por mandado do
i Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
. querimento de Antonio da Silva Barbosa Ferro,
da armaco e gneros da taberna do paleo do
Terco da Henrique Amante Chaves, a vootade
dos compradores.
MffiOTS a fjupidi. Consulado de Franca
At o dia 31 do corrente esperado doa portos
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, cemmandan-
te o capilo de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra os portos do sul.
Desde j recebt>m-se passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver sw embarcada no dia de sua chegada at as
2 horas da tarde e eocommendas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da sahida as 3 horas :
agencia ra da Cruz n. 1, escrptorio de Azeve-
do & Mendea.
Para o Assu'.
Segu com brevidade o hiate Camaragibe, por
j ter parte de seu carregameoto : para o resto
e pastageiro trata-se na ra do Vigario n. 5, com
Luiz Borges de Cerqueira.
Para o Aracaty e Assu'.
A barcaca Mara Amelia, mestre Francisco
Thomaz de Assis, pretende sahir at 28 do cor-
rete : para o resto da carga trala-se com Paren-
te Vianna & C.
LEILAO
*
Rio Grande do Sul
pelo Rio de Janeiro
segu alo fim do corrente mez o brigue nacio-
nal Mara Thereza por se achar engajada sua
carga para ambos os portos: recebe escravos a
rete, e trata-se com Baltar & Qliveira, na ra
da Cadeia do Recite n. 12, ou com o capilo a
bordo. r
C0MPANH1A BRASILEA
o Rio de Janeiro
A veleira e bem conhecida barca nacional A-
melia pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto ; para o res-
to que Ihe falla, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Mendes no seu escrptorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir com muita brevidade o veleiro e
bem coohecido brigue nacional amo, tem
parte de seu carregamento prompto : para o res-
to que Ihe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo <& Mendes no seu escrptorio ra
da Cruz n. 1. |
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalago,
a tratar com Gurgel Irmos na ra da Cadeia do
Recife n. 28.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Aona : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 82.
Na chancellara do consulado francez, ra do
Trapiche, em presenca doSr. cnsul de Franca
por conla e risco de quem periencer o agente
Hyppolito vender em leilo algumas obras de
Ir/), por conta de urna herauca de um subdito
ancez.' quarla-feira 29 do corrente ao meio dia
o/to.
LEILAO
Quarla-feira 29 do corrente.
O agente Hyppolito far leilao por conta e risco
; de quem pertencer de urna porco de velas p'ara
j navio, na ra do Trapiche armazem, n. 15, no
mencionado dia as 11 horas em pooto. v
LEILO
DE r M '
Movis el prfdio.
Sexta-feira 31 do cojrente.
Costa Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma as 11 horas em ponto em seu ar-
mazam na ra do Imperador n. 35,
dos movis pertencentes a massa fallida
de Antonio Joaquim Vidal e o sobrado
de um andar sotao da ra Imperial
n. 79.
LEILAO
Leiloes.
pasta
DE
P.AOUEfS A tP?afL
E -esperado at o dia 31 do corrente dos portos
do sul o vapor nacional Paran, commaodante o
-capiae teneote Jos Leopoldo de Noronlia Tor-
rezo, o qual depois da demora do costume se-
guir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se a
carga que o vapor poder condtmr a qual dever
eer embarcada no dia de sua chegada at as 2
horas da larde, eocommendas, passageiros e di-
oheiro a frete at odiada sahida as 3 horas:
agencia r-ua da Cruz*. 1, escriplorio de Azeve-
oo .< Mendes.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de seu car-
regamento. e para 0 resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Aires Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
Scxtazfeira 31 fo corrente
Costa Carvalho fara' leilao em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 35, de
varios escravos entre elles urna mulata
de 18 annos com habilidades, no dia
cima as 11 horas em ponto.
UttfO.
Hoje as 11 horas do dia.
O agente Camargo fara' leilao por
j conta e risco de quem pertencer de um
cabriolet de 4 assentos, muito leve, no
seu armazem na ra do Vigario n. 10.
Na mesma occasio
> vender* alguns movis como seja guar-
da roupas, secretarias, mesas, cadeirat,
cabides e outros objectos que estarci
presente no acto do leilo.
LEILAO
Aegue impreterivelmente no dia 8 de junho a
veleira e bem conhecida barca portugueza Sym-
palhia, por ler sua carga engajada ; recebe ni-
camente passageiros, pira os quaes tem commo-
dos excelleote*.
Rio de Janeiro
Sahira'bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bom commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os cons g a ata-
dos Aranaga Hijo & C, ra do Trapi-
rhe Novo n. 6.
Para em direitura.
0 patacho brasileiro Paulino segu em pou-
cos dias, pode receber alguma carga miuda ; tra-
ta-se xom os consigoetarios Marques, Barros i C
1LHA DE S. MIGUEL.
O pata-ho nortuguez Lima, de primeira mar-
cha segu at o dia 10 de junho, j (em o sea
carregamento prompto ; e para passageiros, pa-
ra o que tem excellenles commodos, trala-se
com os_ seas onsignatarips Joao do Seg Lima
O Irmao.
DE
Legtimos charu-
tos de Ha vana.
Sabbado i- de junho.
O agente Hyppolito fara' leilo por conta e ris-
co de quem pertencer de urna porco de caixas
doslegi.moschirutos de Havana. as ti horas
em ponto no seu escriplorio ra da Cadeia n. 48
primeiro andar.
LEILAO
Hoje, as 11 horas em ponto
Braoder a Brandis 4 C fario leilo por inter-
vengo do agente Piulo, de 30 caixas com quei-
jos flamengo. e50queijo pratos, oa quaes se-
no vendidos sem reserva de pre^o, do dia e hora
cima menciooado.no armazem "dos Srs. Seixas
& Azevedo, traressa da Madre de Deo n. 46.
LEILO
A 31 do corrente.
,Bl^tot,a,m*yLC-' '*<>leilo par inter-
veocio do agente Oliveira. e conta e risco de
quem pertencer, de 8 fardos eoolendo bros e
hrinzSe araados algunas losas em bam es-
0 referido agente far leilo por conta de
quem pertencer, quarta-fejr 29 do corrente, as
10 horas da manha, na porta do armazem do
Sr. Annes defronte da alfandega
DE
30 caixas com raassas sortidas portuguezas.
A 29 do corrente.
Francisco Severiano nsbello & Filho faro lei-
lao por interveoco do ajete Oliveira, de 50
barra de quinto de ptimo vinho branco da mar-
ca B&F, ltimamente chegado a este porto, em
lotes a vontade dos compradores
Quarta-feira 29
do corrente s 11 horas da manha em ponto, no
trapiche alfandngado do baro do Livramento,
oa Forte do Mattos.
LEILAO
DE
AlitOS.
Quinta-feira 6 de junho.
O agente Hyppolito aotorisado pelo Sr. Aato-
dio Carlos Franeisco da-Silva e com aulorisacao
da commisso de seus credore, ar leilo dos
predios segaintes :
Um sitio no lagar do Salgadioho, com grande
casa de t venda, todo cercado de lioMtiro nati-
vo, cacimba, baixa para cap rae grande quanli-
dade de arvores fructferas (mais de mil), sendo
o terreno foreiro a Santa Casi deldisericordla de
Olinda.
Metade de tira predio de dous sedares, e soto
de pedra e cal sito na ra da Senesla Nova o. 13,
em chaos pioprios.
Metade de um dito de 3 andares na Liagueta,
frente para-a ruado Trapiche n. 23, pedra e cal,
cbos proprios.
Um dito terreo, servindo de armazem presen-
temante.-na ra da Senzala Velha n. 63, chaos
proprios sendo effectuado o mencionado leilo
em seu escrptorio na rus da Cadeia n. 48, pri-
meiro andar, as 11 horas em pooto.
Os Srs. pretendeotes podero examinar os ttu-
los que se acham em poder do referido agente,
bem como os predios designados.
Leilao
Quarta-feira 29 do corrente.
O agente Camargo fara' .leilo da ta-
berna da ra Nova n. 50, a retalbo ou
englobado, a dinheiro ou a prazo com
boas firmas : no mencionado da as i 1
horas em ponto.
A 29 do corrente.
Rabe Schmeltaa & C. faro leilo por inter-
vengo do agente Oliveira, do 199 caixas de tra-
ques da China com toque de avaria
Quarta-feira 29
do corrente ao meio dia. no armazem defronte do
do Sr. Guedes. na ra do Amorim. no Recife.
Avisos diversos.
Ama
9U0 ocUcao {Egfjograpuca
{Jetmamltucaua
Ouinta- feira, 30 do corratelas 10 horas da ma-
nha, haver sesso extraordinaria do conselho
director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucaoa 28 de maio de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
Precisa se fallar ao Sr. Custodio
Jcs da Silva, qne morou na Boa-Vista,
a negocio de seu interesse e como se ig-
nora para onde se mudOu roga>se-lhe
queira declarar sua morada.
Dr. Debroy, dentista, successordo Sr. Pau-
l Gaignour, avisa ao respeitavelpublicoquoche-
gar em Peroambuco no mez de abril ou al
junho.
Deseja-se alugar para escrptorio
urna sala ou todo primeiro andar de
qualquer casa, que esteja situada em
alguma das ras seguintes : Passeio Pu-
blico, do Imperadot, pateo de Pedro
II e do Queimado : quem tiver urna.ca-
sa nessas circumstancias e quizer alu-
ga-la tenha a bondade de deixar no es-
crptorio desta typographa seu nome e
a indicacao de sua residencia afim de
ser procurado.
No da 31 do corrente, linda a audiencia do
juiz municipal da Ia vara vo pra^a os bens
movis que foram penhorados a Mauoel Rodri-
gues das Neves por execuco que Ihe move Joo
Baptista Boaveolura Rodrigues de Almeida, es-
crivo Saraiva.
Precisa se de urna ama, que saiba engom-
mare cozinhar, e sirva para fazeras compras : a
tratar na ra Bella n. 23.
Os abaixo assignados fazem publico que des-
de 28 do correte deixou de ser seu caixeiro Jos
Pereira da Cruz.
Souza Guimaraes & Rocha.
Manoel dos Santos Pereira e Silva segu
para Europa.
F. W. Nash subdito inglez retira-se para In-
glaterra e roga a quem tiver contas particulares
com elle que as aprsente uestes oitodias.
Precisa-se de um homem que seja dispos-
to ao servico para Irabalbar em um sitio de ca-
pim, sendo casado melhor, pois tem casa para
moradia : na toja da ra do Passeio n.7.
O abaixo assignado responde ao Sr. direc-
tor, e Ia secretario da sociedade Uuio Beneti-
cente de Caixeiros em Pernambuco, vendo seu
annuncio no jornal de 28 do corrente mez, de n.
122 nao podendo deixr de responder por ter-se
transferido as eleices, porque o Io secretario
o director, quem loma todos os apartes que o
Sr. director deve responder, visto o Sr. director
ser um homem mudol combioaram-se ambos
dous para que nao tomasse assento os dous so-
cios, por que nao votavam, as suas chapas, fo-
ram que flzeram loda a opposico a assemblea
geral de sorle que desampararan! a mesa, para
que o mesnios uo tomassem assento, assim
como izeram loda a opposicjio para que nao fos-
se chamado um dos nossos socios honorarios
para formar a nossa mesa.
Recife, 28 de maio de 1861.
Um dos socios,
Joaquim Fernaodes da Rosa.
Aluga-ge a casa que foi do finada padre Ca-
pistrano. na Capunga, Porto do Jacobina, tendo
4 quarlos, 2 salas, grande solo, quartos para
pretos. grande quintal morado com arvoredos e
jardim : na ra da Cadeia do Recife n. 6* segun-
do andar.
Precisa-se de urna ama forra ou capitiva para
engommar, e para todo o servico interno de
urna casa de familia na ra do Imperador o.
27 segundo andar.
De ordem do Sr. juiz da irraandade da San-
ta Cruz dos Canoeiros do bairro do Recife convi-
do a todos os irmos da mesma irmandade, para
que compare;am no consistorio am de se pro-
ceder eleigo da dita irraandade, no dia 2 do
juoho pelas 9 horas da raaoha.
No dia 19 do corrente desappareceu do en-
genho Soccnrro. de Jaboato o escravo mulato,
de nome Victorioo, idade de viote annos, sem
um dente na frente, gago, estatura regular, ca-
bellos carapinhos : quem o pegar, leve-o ao seu
senhor no dito eageoho, que ser recompensado.
Veutura da Silva Boa-vista, durante sua
auzencia deixa por seus procuradores : Io o seu
mano Justino da Sila Boa-vista, 2o o seu tio,
o Sr. Francisco da Silva Bua-visla, e 3o, o Sr'.
Francisco Maximiaoo Ferreira.
Hermann Neimeyer vai a Europa.
Fugio no dia 21 do corrente mez, um es-
cravo do nome Luiz, conhecide por Luiz Mon-
teiro, com os signaes seguintes: pardo bem
claro, com 20 a 22 annos de idade, bom cabello
e acham-se cortados, alto, secco do corpo, roslo
descarnado, naris afilado, denles perfeitos e li-
mados, bracos e peroas compridas, ps grandes,
snda descalco e algumas vezes calcado. Nasceu
e foi creado oesta cidade, tem oflicio de pedrei-
ro, trabalha tambem no de fuoileiro, sabe bo-
lear, piotar, etc. etc., e ludo quanto faz conj a
mo esquerda por ser canhoto. Levou vestido
caiga branca de brim. camisa de madapolo,
chapeo de feltro cor de chumbo : quam o pe-
gar leve-o ra Imperial o. 64, ao seu senhor o
major Antonio da Silva Gusmo, que ser bem
gratificado.
O abaixo assi6nado, dono da taberna da
praca da Boa-vista o. 16 A, roga a lodos os
seus devedores em geral, que lenham a bonda-
de de virem saldar suas contas at o dia 10 de
junho prximo vindouro; e aquelles que nao
vierem at esta data.sero publicados os seus no-
mes.por este joma! e cobrados judicialmente, e
para que depois nao se tenham queixas, se Ihe
avpa em lempo.
Precisa-se comprar um par de rozetas de
timbantes : a tratar oa rus estreita do Rosario
a. 4.
Precisa-se de om caixeiro que tenha prati-
ca de taberna e que seja diligente e capaz de to-
mar conta de um baleo sem ser preciso opa-
trao estar sempre presente : tratar ao largada
Ribeira de S. Jos n. 1, esquina de Santa Rita
Aluga-se um sitio multo peno da praca
com grande casa de viveoda, com bons arvore-
dos, com baixa de capim e terreno para pLanta-
coes: a tratar com Jos Higioo de Miranda.
Na ra Bella o. 14, primeiro andar, precisa-
te de urna ama para casa de pouca familia, alia
duas pessoa's.
Quem tiver alguma armaco, e esta esteia
em bom estado, querendo vender, appareca na
raa Imperial n. 64.
Vende-se urna carroca nova: na ra Im-
perial n. 191.
a 'a Em pr*5* Dublic do juizo de orphios desta
cidade e seu termo, que ha de ter lugar no dia 31
ao correte mez se ho de arrematar a quem
maior prego offerecer os bens seguintes, a saber-
por arrendamento triennal, o eogeoho Brum
cora exclusao da baixa de capim e iocluso dos
ediflcios ebemfeitorias que tem oelle o casal do
finado Bernardo Antonio de Miraoda ; avaliado a
renda aonual do icesmo engenho em ris
3:000g000; e em 4208000 a dos referidos edificios
e bemfeilorias, que sao os gue se seguem :
1 casa de vivenda com estribara.
1 curral para gado com telheiro unido casa de
purgar.
1 pequeo quarto, onde houve padaria.
Outro contiguo a este.
Oulro que servio de cocheira.
Outro em que assentava urna leuda de fer-
reiro.
1 casa de respaldo.
1 telheiro em seguimento a casa de farinha.
A coberta da capella.
8 casas de taipa cobertas de tlha, 4 em bom es-
tado e outras tantas em mo estado ; sendo que o
arrendamento ha de ser feito com as seguintes
condicoes:
1.*Que durar por tres anoos, a comecw era
maiodoanno corrente de 1861, e a renda ser
paga annualmente do mez de maio de cada um
dos annos de 1862, 1863 e 1864. corapetindo ao
rendeiro o direlto decolher al maio de 1865 (em
que dever entregar o eugenho e seus pertences
no mesmo estado em que Ihe tiverem sido entre-
gues) a safra que houver fundado no ultimo anno
do triennio do arrendamento.
2,*~"Que Da diIa arromatago serio compre-
hendidos os edificios e bemfeilorias cima decla-
radas.
3-"Que somente ser admillido a langar na
dita arremataco quem se houver habilitado pe-
rante o mesmo juizo de orphos a si e ao seu Da-
dor (que dever ser chao e abonado) com docu-
mentos que provem que um e outro nada devem
fazenda nacional e provincial, e que seus bens
nao estao sujeitos a flangas. uem a hypothecas,
quer coovenciouaes. quer legaes. e principal-
mente para com as fazendas nacional e provincial
ou para com orphos.
?'Que o rendeiro nao poder fazer carvo
as matas do engenho, nem tirar dellas madeiras
de qualidade alguma, nem mesmo estacas, anda
que seja para obras, que pretenda fazer as tr-
ras do mesmo engenho sem licenca do mesmo
juizo de orphos com previo cooheciraento da
Mstica e urgencia do fim e qualidade das obras a
fazer e da quantidade da madeira, ou estacas para
ellas necessarias.
5.a e ultima.Que o arrematante nao poder
transferir o arrendamento durante o lempo delle
a qualquer outra pessoa.
Tambem se ho de arrematar na mesma praca,
por venda, um escravo de naco. com 40 annos
de idade ; e urna escrava de Angola, de idade 30
annos; assim como tambem varias obras de ouro,
e algumas destas com bnlhante e outras com dia-
mantes, etc., cujos pregos constam do escriplo em
mao do porteiro, sendo esta a ultima praga.
Recife, 24 de maiode 1861.Pela Sr." D.The-
reza Carneiro Lins de Miranda, Jos Rodrigues
Sette.
Deseja-se arrendar um eogenho de boa pro-
duego e que tenha escravos e aoimaes sufficien-
tes para o trafico ; tambem se comprar a safra,
escravos e aoimaes, se convir ao senhorio rece-
ber em predios oesta cidade, que podem render
de 3:000$ a 4.000# : a quem convir anonncie pa-
ra ser procurado.
O abaixo assignado pede ao seu procurador
o Sr. Manoel Serapio de Almeida Fortes, que
mora no lermo do Bonito, que faga o f>vor de vir
a esta praga enlender-se com o abaixo assignado
a respeito das cobrangas que Vmc. j tem feito
pelo sul desta provincia, de alguns senhores que
se acham deveodo ao abaixo assigoado, pois me
Bill convem esta grande demora que Vmc. tem
tido, resullaode ella em- raeu prejuizo, pois j
anda em 4 anoos que Vmc. prestou cootas da
primeira cobranza auo fez, e atd esta 'itata nao
me deu mais noticia alguma das dividas deque
anda se acha encarregado de cobrar. Espera
que Vmc. apparega oesta praga oestes 30 das, na
Boa-Vista, travesea do Veras n. 13, para tratar-
mos a respeilo da liquidago deste negocio. Re-
cife 28 de maio de 1861.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa.
Escrptorio de advocada.
O bacharel A. R. de Torres Baodeirs tem o seu
escriplorio na roa do Imperador n. 37, segundo
andar, onde pode ser procurado para o exercicio
da sua profisso de advogado, das 10 horas da
manha ale as 3 da tarde ; encarrega-se de qual-
quer trabilho forense nesta capital ou fora del-
la, e promette todo o zeloepromptido as func-
coes do seu ministerio.
O abaixo assigoado avisa a todos os seus
devedores que tem aulorisado ao Sr. Joo de Sou-
za Raogel para receber dos mesmos senhores o
importe de seus dbitos qur amigavel, ou judi-
cialmente, ficando a estolha dos mesmos deve-
dores o meio. Recifn 24 de maio de 1861.
JooCatanho de Magalhs.
Preteode-se alugar um soto com jaoella
para ama era urna casa capaz, porm que nao
exceda a 12g mensaes, isto no Recife ou bairro
de Santo Antonio ; quem tiver annuncie por este
jornal.
Precisa-se alunar urna casa terrea pequea
que nao exceda a 15$, no Recife ou bairro de
Santo Antenio ; quem tiver annuncie por este
jornal.
O abaixo assigoado tendo sociedade na loja
de chapeos na praga da Independencia os. 19 e
21, com Joo Benlo Para, sob a firma Para &
Santos, declara ao respeitavel publico e especi-
almente ao corpo de commercio, que pretende
dissolver amigavelmente a dita sociedade, e fi-
cando a cargo do annunciante a mesma loja por
sua conta, visto como j se enteodeu com os
nicoscredoresque sao os Srs. Caucaoas & Du-
bourq. na quantia de 535*700, e Cals & Irmo na
de 600g, Haraoags Hijo & C. na de 1:0233: quem
tiver contas ou direito ao pagameotode qualquer
debito, apreaente-se at o Ora do correte mez,
afim de ser pago, urna vez que desta data em
diante nao se respons3bilisa por nenhum outro
pagamento, continuando a casa a gyrar sob a fir-
ma do annunciante do 1. de junho prximo fu-
turo em diante. Recife 28 de maio de 1861.
Manoel Jos dos Santos.
Joo Jos de Carvalho Moraes e mais her-
deiros de seu casal fazeni sciente ao corpo de
commercio desta praga, que izeram venda do
estabelecimeoto de ferragens da ra do Queima-
do, a Joo Jos de Carvalho Moraes Filho, fican-
do o abaixo assignado respoosavel pela liquida-
go do activo e passivo do mesmo estabeleci-
meoto, at 15 de abril prximo passado. Recife
27 de maio de 1861.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Giqui, freguezia da Escada, distante da eatagao
de Olinda 3/4 de legoa, capaz de safrejar 3,000
pies de assucar; assim como tambem se vende a
safra criada, urna parle do mesmo engenho, e as
obras que o rendeiro all fez com coosenso dos
consenhores : a tratar no mesmo engenho cora
Herculaoo Ludgero de Lemos, ou no Recife cora
Joao Ferreira da Silva, morador na ra Direila
numero 106.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra das Cruzes n. 35 : a tratar na praca da In-
dependencia n.34.
_. Quem precisar de urna negrinha para ama,
dinja ae a ra do Hospicio n. 64.
Jos Gongalves da Rocha Prata, subdito
portuguez. retira-se para fora da provincia.
1:2005000.
Na ra Direila n. 3 se dir quem os di a juros
com segueranga em proprledade oesta cidade.
Chamamos a atlengo do fiscal do bairro do
Recife ou a quem pertencer, que existe um gran-
de deposito de numero de porcoa oa casa o. 27
em Pora de Portas, na ra do Pilar, e os fundos
da mesma casa para a ra do Pharol, e pelo
grande numero dos ditos bichos tem incommo-
dado a visiobanga, e resultando immadicias in-
suportavel.
Precisa-se alugar urna coiinheira: na raa
da Aurora o. 80, segundo andar.
Bernardo Gongalves de Mattos Tai a Europa
tratar de suasaude.
Deseja-se fallar com o Sr. Manoel Filippe
Ferreira, morador em Itamarac: na ra da Praia
n. 10, a negocio de seu interesse.
Cidade de Olinda.
O escrivo da irmandade do SS. Sacramento da
freguezia de S. Pedro Martyr de Olinda, convida
os seus charissimos irmos para eomparecerem
no consistorio da igreja de S. Pedro Apostlo,
quo serve de matriz, no dia 30 do corrente, pe-
las 2 horas da tarde, para acompanharmos a so-
lemnissima prooisso de Corpus Chrisli, para o
que tomos conviados pelo Rvm. Cabido.
No dia 31 do corrente, depois da audiencia
do Dr. juiz de orphos. tem de ser arrematada de
venda a casa terrea n. 36, sita na ra da Concei-
go da Boa-Vista, com 2 quarlos, 2 salas, cozi-
nha externa, quintaj e cacimba,em chj foreiro,
avahada em 2:000$, a qual perteoce aos herdei-
ros do finado Joaquim Gomes de Siqueira.
C. de Lahauliere, subdito francez, retira-se
com sua familia para a Europa, levando em com-
panhia urna criada franceza.
Perniuta-se por escravos ou predios nesta
cidade um grande sitio que pode render de dous
a tres cootos de ris, muito perto desta cidade ;
tambem se vender recebendo seu valor em fa-
zendas, visto seu proprielario ter necessidade de
ir para fra: a quem convier, annuncie.
Na madrugada de 28 do correte furtaram
do lugar da CuaDga, casa de Jos Aoasiacio de
Mendonga, um irancelim e urna medalha de ouro,
e i em cobre : quem der noticia na mesma casa
sera recompensado.
Compram-8e 3 ou 4 Gguras de todo o cor-
po, proprias para jardim : quem as quizer ven-
der, dirija-se a ra Nova, loja n. 8.
Comprara-se jornaes para embrulbo a 120
rs. a libra : na ra larga do Rosario n. 35, depo-
sito de assucar.
Em casa de Mills, Latham & C, ra da Ca-
deia n. 52, vende-se :
Champanha.
Vinho Xerez e Porto engarrafado.
Dito de Lisboa branco e tinto em barris de 5.*
Cerveja prcta muito superior.
, Manleiga iogleza superior.
Oleo de Uuhaga.
Azarco.
Tiulas preparadas a oleo.
Verde de Paris.
Dilo com posto.
Amarello dito.
Sulphato de ferro.
Pedra-hume.
Vinhos em oovello.
Paono do algodo para sacco.
Ancoras e correntes de ferro e um sortimento
de ferro inglez.
J. Falque partecipa seus
freguezes
e ao publico em geral, que tem no seu estabe-
lecimeuto um grande sortimento de roupa feita
para horneas, meninos e meninas, chapeos de
castor brancos e pretos de difTerentes qualidades,
ditos de palha escura para homens, ditos de pa-
lha e de seda para senhoras e meoinas. abas
viradas, ricos vestidos para baplisado, chapeos,
loucas e sapatiohos para ditas, golas e mangui-
tos, ultima moda, ricos lencos de cambraia de
lioho bordados, jaqueta, zonave de fustoede
cambraia para senhoras, roupes de cassa bor-
dados e de fuslo enfelados, manteletes de
guipene, blond e grosdenaplos, taimas de dito,
o maior. e.raais completo sortimento de esparti-
Ihos que se pode desejar ;. saias de 30 arcos o
outras 5g000 rs., colarinhos inglezes modernos,
perfumaras finas, uniformes completos (calca)
colele e palitos) al2j)rs. cada um, palitos de
brim a l500rs., ditos de lioho pardo a 3J00 rs.,
ditos brancos a 4J000 rs., e urna infinidade de
outros artigos que a vista dos pregos e qualida-
des todos ho de comprar : na ra do Crespo
o. 4.
Vende-se silindros americano para pada-
ria. novameote chegados, por pregos commodos:
a tratar na ra Direta n. 84.
Leite puro.
llavera todos os dias das 6 1/2 horas da ma-
nh em diante leite puro a 320 rs. a garrafa : na
ra d Vigario n. 15, primeiro andar.
Vende-se urna porco de coqueiros muito
grandes e multo em conla ova apurar dinheiro :
a tratar na ra do Rosario ai 21, loja.
Vende-se,urna carteirade amarello de urna
so face, muilofofle ecum mullos repartimentos,
e segredo, porpaaroem conta; na ra Direita n.
83, casa terrea :
Veodem-se tres casas na ra da Esperanca
do bairro da Boa-iala n. 5,35 e37 : quem el-
las pretender, dirija-se ao caes do Ramos n. 4.
Vende-se ulna armago de urna taberna
com todos oe seus pertences e resto de gneros :
em Olinda, largo do Amparo, loja do sobrado do
Porto.
Vende-se urna casa terrea sita na ra da
Esperanga do Caminho Nov n. 36 : a tratar na
taberna defronte n. 41.
Vende-se urna asaucio de taberna no pa-
todoTergo 12 f a tratar na ra de Santa
Thereza n. 39, que achara com quem tratar.
A16#000
Os mais ricos chapeos de velludo e de seda, ri-
camente enfeitados, para senhoras, pelo diminu-
to prego de 16JS ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja de 4 portas.
A 8#000.
Chapeos de castor branco, fazenda muito boa,
os quaes se vendem pelo diminuto prego de 8
cada um : na ra do Queimado n. 39, loja de 4
portas.
Farinha
a 28000 a sacca: no Bazar Pernambucano na ra
do Imperador.
Rap Borba
a 800 r3. a libra, fino e grosso : no Bazar Per-
nambucano, ra do Imperador.
Chapeos de sol
al,000rs.
Chapeos de sol de panno perfeitamenle bons a
1$, corles de casemiras Gnas de cores a 4$, fa-
zenda propria para o invern : na loja das seis
portas em frente do Livramento.
Vende-se urna escrava crioula de idade 20
unos, pouco mais ou menos, a qual cose, en-
gomma e cozinha : na ra de Apollo n. 37, ter-
ceiro andar.
Vende-se um escravo bom canoeiro, pro-
prio para todo o servigo, por prego muito com-
modo ; a tratar na ra da Moeda n. 29.
Vende-se um prelo de naci, ptimo cozi-
nheiro, tanto para esta cidade como para andar a
bordo ; a tratar na ra larga do Rosario n. 23.
Espermacete
a 700 rs.
Vende-se em caixa a 700 rs., e em libra a 720
rs.; na ra das Cruzes n. 24, esquina da traves-
sa do Oovidor.
Chapeos de seda para senbora do
ultimo gosto, por preco muito com-
modo : na loja da aguia de ouro da ra
do Cabuga*.
Gees k Basto.
Ra do Queimado n. 46.
Despacharam grande porco de duzias das me-
lhores camisas inglesas toda de lioho pregas lar-
gas, que esto vendendo por barato prego como
costume para bem servir tos freguezes.
Espartilbos
mailo finos a 4j cada um : vende-se na ra No-
va n. 42.
#


mmm
BUHO DE PERNA1BCO V QUARTa FEItU 29 M MAlO DI U61.
(*>
Atteo?o.
Fugio do eagenho Cumaru', no dia
14 de maio o moleque Amaro, de idade
lo para 16 annos, cor preta, rosto com-
prido, pernas finas e pes apalhetados, o
quai uppde-se estar na freguezia do
Cabo porter ahi a mai, que se a cha
em poder do rendeiro do engenho Ser-
rara, esse escravo do orphao Marcia-
no Goncalves da Rocha, do qul tutor
o abaixo assignado: assim pois roga-se
as autoridades e capitaes de campo que
o queiram aprehende-lo e leva-lo ao di-
to engenho ou no Recife ao Sr. major
Luiz Jos Pereira SimOes. na ra do Li-
vramento n. 24, que sera' recompen-
sado.
Pedro Goncalves da Rocha.
Jaboato.
Ao amanhecer do dia 21 fugio do en-
genho Cumaru' a escrava Antonia,
crioula, altura regular, cor preta e sec-
ca docorpo, rosto secco, olhos grande*,
beicos bastante grssos, sem dentes, e
os ps grossos e curtos e com bixos, as-
sim roga-se as autoridades e capitaes de
campo que a aprehendam e levem ao
dito engenho ao abaixo assignado ou
no Recite ao Sr. major Luiz Jos' Perei-
ra Simoes na ra do Livramento n. 24,
que sera' recompensado.
Pedro Goncalves da Rocha.
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escri-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido oa ra larga do Rosario d. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a receber *scra-
vos para serem vendidos por commisso, e por
conta de seus sen h o res, nao se pou pando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com promp-
lido, aQm deque seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre para vender escravos de
ambos os sexos, velbos c mogos.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servico ordinario de urna casa, e queira acompa-
ntiar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
Modista de Lisboa
Na roa das Cruies n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeites de cabeca, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo gosio de Paris, para o que recbe fi-
guriaos por todos os vapores que vem da Europa.
&&&tt&&i&*
ARMAZEM PROGRESSO
DE
8 largo da Penlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos fregueses assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
uro grande sorlimeuto de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
viudos por conta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manieigt taglet,* perfeUa.me.Ue to* ;,., ,ibri, e em bar.
rril se fari algum abatimento.
Manteiga ra acexa
Deseja-se saber quem o corres-
pondente do Snr. Dr. Joaquim Antonio
Alves Ribeiro, residente na provincia do
Cear : na livraria da praca da Indepen-
da n. 6 e 8.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por4'5^
Tira ratratos por jf
Tira retratos por 5
Tira retratos por 5.
Tira retratos por 5
Tendo recebido um sortimento de ce.i-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de eai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de-cai-
xinhas aovas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ruado Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista amertca.
no tem recenteraente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixatj qua.
dros, aparatos chmeos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
'Como tambem um grande fornecimen
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assignedo
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao con vida-
dos a visitar estes estabiecimentos, pa-
ra examiaarem os specimens do que
cima tica anunciado.
OSenhor
titano Aureauo de Carvalho Couto, queira ir
a fabrica Sebastopol, a negocio que Ihe diz res-
peito.
Convite.
AJttenco e muita alienlo.
Sodr & C censida a todas as familias que
quizerem honrar com suas presengas a salla do
primeiro andar da ruaslreita do Rozario n. ti
por cima do seu eetabelecimento a virem tomar
crvele e outros generes tendentes a coofeitoria
para o que tem com todo o aceio preparado com
rica roobilia, tfrcsas de marmore e Iluminado
a gaz; adverliodo que-sero servidos com toda a
promplido, e precos mdicos.
Joao Correa de Carvalho, al-
5 faiate, participa aos seus nume- J
S rosos fregueses e amigos que mu- $
dou a sua residencia da ra da *
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recife n. 58, pri- *
9 meiro andar, aonde o encontra- a
rao prompto para desempenhar
qualquer obra tendente a sua %
arte.

Prederick Payne Machetean, sua mulher e
tres filhoe vo para Inglaterra-
LOTERA.
Acham-se a'venda os bilhetes e meios
da primeira parte da primeira lotera a
beneficio do collegio do Bom Conseibo
de Papacara na thesouraria das loteras
ra do Queimado n. 12, primeiro an-
dar, e as casas commiwionadas do cos-
tume. O thesoureiro (bem a seu pe-
zar) forrado a nao designar ja o dia
impreterivel da extraccao, visto como
sua commisso tao insignificante como
, nao o abriga dos grandes prejuizos
conforme os que tem tido, e pois, logo
que ten ha vendido boa parte annun-
ciara' o dia impreterivel, o quat sera'
tanto mais breve quanto mais breve r
a compra dos bilhetes.
O thesoureiro.
Antonio Jote Rodrigues de Souza.
I Trocase i
por moeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes:
Branoas de 1$ com urna figura.
Ditas de 39 com urna dita.
Rxas de 50$.
Brancas de 5000.
Verdes de 5000.
E mais : notas do banco da Bahia
de 10$ r?. e 200 rs. ditas da cania
filial da dita de 200 : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
Grande hotel em Londres,
2 Goldera Square.
F. A. deOliveira & C. tendo tomado o esta-
belecimentode J. G. Oliveira, e havendo-o aug-
mentado e melhorado em todo o sentido, para
maior commodidade satisfaco dos hospedes,
asseguran aos seus amigos que veoham esta
capital, selle coolinuero a encontrar todo o ser-
vico e bons oQicios, no que prometiera esme-
rar-se.
Attenco.
'Furiaram do engenho Santos Mendes, na co-
marca de Nazareth, do abaixo assignado, ao ama-
nhecer do dia 25 de abril prximo passado, um
poltro castanho de bom corpo, bonito, com algu-
mas marcas de chicote na anca do lado direito,
proveniente da moagem de canas, com marca de
peitoral, j muito manco de roda por moer a tres
annos, talyez leona -eilo a ultima muda, com fer-
ro no quarlo a mancira de um Q manuscripto pou-
co mais ou menos. Sem duvida foi furtado por
um individuo de sume Hanoel Joaquim, sirai-
branco ou pardo, cor de laraoja, de corpo e altu-
ra regular, pouca barba, ladino, l e escreve
bem, e conta, fui-cadete e deu baixa. anda aceia-.
do ; o qual fora o auno passado da cidadedo Re-
cife para o mencionado engenho ira bal ha r, de pois
de pouco tempo passou-se d'shi para o engenho
Oral, ara Pi do Alho ; por ter elle peni cita do
comum pardo cheio do corpo, que ia em sua com-
pendia, no dia 24 de abril, em trras do engenho
Timbosinho tambera do annuociaote, em casa de
um morador, cujo engenho limitrophe daquel-
le em que uriou-so o animal; e terem ambos de-
sapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te qaando furtaram o animal, e dizem que oesta
manha passaram ambos em Pi do Alho, onde
quizeram trocar o poltro, indo um puxando o pol-
tra e outro montado em um cavallo pedrez ma-
gro. Consta que o Manoel Joaquim eslivera
amansando o poltro em Olioda na estrada, e que
o poltro dera urna queda em um rapaz, afiihado
do Dr. Lobo, que eslava ajudando a amansa-lo.
O Manoel Joaquim lem prenles em Olioda, po-
rm antes de subir o anno passado a procurar
servico assistio no Recife na ra do Pires em um
dos ewebres que ha no paleo, onde se concertara
carrinhos de alfandega, era compauhia do outro,
que foi preso no fim do anno passsdo por suspei-
las de ladro de cavallo, purera assim que foi sol-
lo mudou-se. O Manoel Joaquim cosluma mu-
dar o nome, tanto assim que coohecido em
Olinda por Jos Francisco.
Boga-se s auloridados policiaes, e a qualquer
pessoa em particular a appreheosco do uilo ani-
mal, assim comoa priso dos individuos, e leva-lo
no dito-engenho ou no Recife. aos 4>rs. Manoel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laureotioo Gomes da
Cuoha Beltro.
Msicas e pianos.
J. LAL'MONNIER, na rus da Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella-collecco de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se euconlra em seu estabeleciraenlo
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certos e atina os meamos instrumentos em pouco
tempo e por precos coramodos.
Aluga-ae o armazem n. 15 na rea da Cruz
por preco coramodo : a tratar no segundo andar
do mesmo.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz o.
29, com sabida para a ra dog Tanoeiros : a tra-
tar no Daleo do S. Pedro n.4>.
Attenco.
Um pessoa qt>e tem ensinadocom feliz resul-
tado a fallar, escrovere iraduzir aelioguasiogle-
za e fraoceza com oxercicio de conversaban i mo-
cidade de ambos oa sexos, lanto no Rio como na
Bahia o aqui mesmo em Percambuco, offereee
de aovo o seu prestimo aquellas pesoas que qui-
zerem-se applicar em quilquer desloe idiomas,
para o que devem informar-se na ra da Cruz o.
52, ou na ra da Cadeia Velba n. til.
<&
I STAHL C. 1
RETRATISTA DE S. H. 0 IMPERADOR.!
Rt* da Impera trie numero i 4
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) #
| Retratos em todos es- |
tylos e tamfc n\ios.
l Pintura ao natural em |
leo e aquarella. |
| Copias de dagaerreo-
| tyno e entras arte- |
S l'aetos. g
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a libra em porcao se far algum abatimento.
do afamado Abreu, e de outroa muitos fabricantes da
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilbetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i ti prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
gMsmn -mMmmfmmmsm
Dentista de Pars, i
15Ra Nova15
Frederic Geutier, eir-argiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artrfciaes, tudo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entend-
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falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
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N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos qua se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinh^-m, moeulee correnie.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, otaria e seu respectivo forno.rasa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoeuta a sesseota paes por tarefa com um
parol de cobre suficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de ceoto e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos ssentamentos, tendo a casa sufficien-
te -capacidade, urna deslilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de cootinuidade, com suis
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous gres pelo
ariouietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello :
casa de encaixamento com quatro balces, <:.a
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual r o
verSo ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramemo.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do eogenhc,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produccao de ca&a ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composias de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar elenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que r mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos taoto de vsrzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo* cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte-,
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1861,
findar-se em 1862, sendo avallada por peritos,
i*|jj Julio,(i Conrado continuam a receber
obras por medida a ventade de seus ou-
toda obra
serosos reguezes e recebeji .
que nao Acara vontade do freguez, lem
sempre porcao de figurioos a escolber o
gesto e commodo das pessoas, debaixo
da direceo de seu mestre alfaiate que
j bem coahecida a sua teaoura, rece-
ben! gunuos por lodos os vapores.
Aluga-se um erceiro andar e soto, com
excellentes commodos e bastante fresco, no bair-
ro do Recife, ra do Amorim n. 27: quem o pre-
tender, dirija-ee a mesma ra o. 46, que achara
com quem tratar.
O abaixo assignado taz sciente ao respeila-
vel publico e com eepecialidade ao corpo decom-
mercio, que no Io do corrente vendeu aos Srs.
Jos Beroardino da Silva e Jos Martina Ferreira
a aua taberna sita na Passagem da Magdalena,
lugar de Bemfica o. 33.
Domingos Jos Marlins.
Ama de leite.
Precisa-se de uma boa ama de leiie ; na ra
Nova d. 46, primeiro andar; ando do mato pa-
ga-se a quera te encarregar de busca-la
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estahelecida no escriptorio da compa-
-onia Pernambucana no-Forte do Mattos n. i., on-
de se recebem avisos para qualquer servido ten-
denle ao mesmo vapor.
Eosino particular.
O acadmico Menelo dos Santos da Fonsec,
Los, professor particular das linguas latina a
fraoceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
curso das ditas linguas na ra de Santa Rita no
15, primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa n. 86 da
ra da Imperatriz : a tratar no segan-
do andar da mesma casa.
Precisa-se de uma ama que saiba engommar
e cozinhar : na ra Nova n. 33.
Arrenda-se o engenho
Jardim muito pertoda villa do
Pao d'Alho, e outro denomina-
do Pindoba sito na freguezia
de Traeunhem, ambos vau-
tajosos em suas produc^es e
por preco muito conveniente :
quem os pretender dirija-se
ao engenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. O mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos engenhos Inhama, Ra-
mus e Cursahi, e permuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de razo.
Aloga-ae a parte de um sitio para familia
pequea, com casa terrea que teoha bastantes
commodos, no Moudego oa frente ao sahir da ra
do Sebo : a tratar oa ra da Imperalriz, loja nu-
mero 9. '
Consultorio medico cirurgico
3-K13A.ua GLORIA CASA RO VNiRO--3
Consulta por ambos os systemas,
Km consecuencia da mudanca para a sua Dova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer uma reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabeleciment nao se confundam com os (le
nenhum outro, visto o grande crdito de que-eempre gozaram e gozam ;o proprietario tem tomado
a precauco de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos a-quelles que forem apresentados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar uma conla assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de tinctura de acnito e belladona, re-
medios estes de sumraa imporUneia e cujas propriedades sao tao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em linduras cusa rao a 1JS o vidro.
O proprietario deste estabeleciraenlo aoouncia a seus clientes e amigos que tem commodos
siillicieutes para receber alguns escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
operacao, afiiancando que serao tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que ja tem tido escravos oa casa do annunciante.
A situaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vaota-
gens para o prompto restaoeleciment dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manha al 11 horas
e de tarde das 5 em dianle, e fora destas horas acharao em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria o. 3 casa do Fundo.
De 060 Moscozo.
Urna eserava.
Precisa-se comprar uma-boa escrava que en-
gomme e saiba coser: na ra da Cadeia n. 57.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimeoto contina a for-
oecer comidas para fra
1A ultima moda de Pa- i
COMPAMIADA Vil FRREA
OD
*
g
g
ris na loja do Lean-1
dro, ra do Crespo
n. 8. g
Requissimos enfeites a imperatriz (paca Wt
cabeca de senhora) de diversos gosto?, por .O
preco commodo, e.grande sortimento de 91
- arcos para bal&o a 00 ris a vara, os *
* quaes nao dentario de os comprar logo 1|
9 que os virera, e outros muitos arligos, 35
* vindo pelo ultimo vapor da Europa.
KSaS'Ma06516 56aiSa*Sf*65aiS
Jeo Jos de Carvalbo Moraes e mais her-
deiros do casal, faz sciente ao corpo do commer-
cio destanraca, que flzeram veoda do estabeleci-
meoto de ferragens na ra do Queimado a Joo
Jos de Carvalho Moraes Jnior, (cando respoo-
savel a liquidaco do activo e passivo do mesmo
estabelecimeolo at 15 de abril prximo paseado.
Diogo Jk Fernandos aneceasores de Sie pli-
cio Xavier da Fonseoa & C. (j fallecido), pedem
a todos oa devedores daquella firma, e da firma
actual, de virem pagar seus dbitos oa ra do
Crespo o. 18, do contrario vero seus nomes pu-
blicados nesle Diario.
Precisa-ae na fabrica de rap da ra
do Moodego, de um feitor casado, prefe-
rindo-se um subdito portoguez.
Roga-se a pessoa que por acaso achasse uma
carta vinda de Lisboa pelo vapor Oneida para
Jos Joaquim de Lima Balro, o favor de vir en-
trega-la no escriptorio do meamo, ra da Cruz o.
24, que ae lhe ficar muito agradecido.
O abaixo assignado faz publico que est pa-
ra retirar-se para fora da provincia no primeiro
paquete para o sul.
Manoel de Souza Goimares.
Bernardo Goucalves de Mattos faz sciente a
todos aquelles com quem tem transacedes, que
durante a ausencia cooslilue por seua bstanles
procuradores, na cidade do Bio-Forooso aoi Srs.
Antonio Francisco Martina e Francicco Goncal-
ves da Silva, residentes oa meima cidade.
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente faz-se publico que pela resolu-
co da directoria desta companhia, tomada nesta
data, tem-se feilo uma ontra chamada de duas
libras sterlinas para ida aeco. a qual chamada
oh prestacao dever ser paga al o dia 7 de maio
prximo futuro, no Jtio de Janeiro em casa dos
Srs.Mao Mac Gregor & C., na Bahia dos Srs. S.
S. Dav-eoport & C, e em Pernambuco no escrip-
torio da thesouraria oa mesma via frrea. Pelo
presente fica tambem entendido que no caso de
nao aera dita chamada ou prestacao sitisfeita no
dia marcado para o seu pagamento ou antes o
accionista que incorrer oesta falta, pagar juros
na razo de 5 | ao aooo sobre tal chamada ou
prestacao a contar deste dia at que seja realisado
o pagamento desta chamada ou prestacao dentro
de 3 mezes a contar do dito dia fizado para o em-
bolso da mesma, ficaro as accoes que incorre-
rem em tal falla sujeitaa a serem confiscadas se-
gundo as disposices dos estatutos a este res-
peilo.
Por ordem dos directores
Assignadofi. H. Braman,
Sooerintendente.
Escriptorio da companhia 2 de abril de 1861.
##$ @@ @@0J9
| GABINETE S
Medico-cirurgico S
D0 S
Dr. Americo Alvares Guimaraes,
A* roa Nova n. 2!, i-andar, pro-
t,ximo a entrada da Camboa do Carmo.2
# Ahi se o achara prompto acudir a |
% quaeaqoer chamados, quer para o curativo m
de molestias coneernentes medicina oa m
cirurgia, quer para proceder a exames me-
0 dico-legaes.
0 As pessoaa que por aeaso o nao acharem
g, devero ahi deixar bilhetes em que de-
clarem os seus nomes, roa e numero de
casi, afim de serem
faltas.
Oa indigentes enfermos sero
8 le attendidos e medicados sera
menor honorario.
##
assim como o preco dos pes. As coodices e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de MeDezes Vasconrellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no priaci-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Ilchoa.e dos Afllicios. de manha at 1 hora da
tarde.
Ao ronimereio.
Uma pesso habilitada em escripturacao mer-
cantil, taoto em partidas dobradas como* simples,
prope-se a tomar conta de algumas escripias a
tratar na ra das Flores n. 9.
Adam Kihm retira-se para o sul.
Para estrangeiro.
Aluga-se o bello sitio com casa moderna, n.
Soledade, onde morava ltimamente o Ilim. Sr.
John Gatis : para ioformaedes, dirijam-se casa
d. 9, da Passagem da Magdalena ao p da pona
pequea.
Precisa-se da quanlia de 6 8 contos de
res pouco mais ou aenos risco marilimo para
pagar o saldo das despezas do concert da galera
dinamarqueza Himalaya, capitao R. G Rendi-
xen, que arribou neste porto oa sua viagem para
Cork. As pessoas a quem este negocio convier,
mandem suas propostas em cartas fechadas no
consulado de Dinamarca, ra do Trapiche n. 18,
at meio-dia do dia 31 do crreme mez.
O abaixo assignado tem justo e contratado a
compra da taberna sita na ra do Imperador n.
14 ao Sr. Jos Maria Jorge do Azevedo, livre e
desembarazada : quem se julgar com direito
mesma, queira reclamar no prazo de 3 dias. Re-
cife 27 de maio de 1861.
Manoel Barbosa Ribeiro.
ODr. Manoel Buarque de Mace-
do Lima, pungido de dr pelo
pa$samento de seu charo pae, a-
gradece a' todas as pessoas que se
dignaram accompanhar o cadver
aocemiterio publico, e pede-lhes
que anda uma vez comparecam
hoje a's 8 horas no mesmo ce-
miterio para assistirem a' missa
do stimo dia, certos de que agra-
decer' do intimo d'alma, mais es-
se obsequio.
i
deridameote satis- j
igualmen- 5
Pega do Z
Arrenda-se o engenho Ditoso, si-
to na freguezia de Serinhem, moente e
crtente sendo d'agua, com boa casa de
purgar ede vivenda, muito bom serca-
do, com todas ascommodidades parasa-
frejar dous a tres mil paes, arrendase
por 7 annos inclusivel a safra que esta'
cnande-se, tambem vende-se esta safra
de dous mil paes: os pretendentes po-
dem dirigirse ao referido engenho a
tratar com Americo Xavier Pereira de
Brito ou nesta praija no escriptorio do
Sr. commendador Joao Pinto de Lemas
Jnior.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Nao s teodo reuoide em numero legal os
aeobores conselheiros no dia 27, sao de novo
convidados para que o facam em sesso extraor-
dinaria quiota-feira 30 do correoie. pelas 9 ho-
ratda manha, na sala das sesioes do meamo
' Secretaria do conaelho aos 27 de maio da 1861
^^ Francisco Ignacio Ferreira.
1 secretario.


()
&Mk.
na ra
K Precisa -se da urna ama boa cozinheira
do Creepo a. 1.
Elienne Cbanlre rai para fora do imperio,
levando em ana corapanhia Eliaa Siegart, Thee-
doeie Mariana Siejeert cem sua filba ataer Marta,
25600.
D-ae S5 ensaca pelo alugual da orna preta
cu prcto captivos, que faga todo o aeirigo de una
cata de pooca familia : dirije-aa ao pateo do Li-
rramento n. 31, aegundo andar.
Protesto.
Tem de ir em praga na primeira audiencia do
juiz do commercio urna parte da casa da ra da
Senzala Velhi n. 118, por execugao de Jlo de
Couto Alves da Silva contra Domingos Jos Soa-
res, sem que seu proprietaro fosse citado, pre-
vine-se que ninguem a remate, poia em julzo se
provac que o dito Soares nao tem parte na dita
casa.
AVISO.
Precisa-se de um portuguez que saina traba-
lhar com urna carroca eom boi: as Cinco Pon-
tas n. 71.
Aluga-se um sitio com boa casa, na Capun-
ga : quea o pretender, dirija-se ra do Vicario
n.3l.
Joaquim da Silta, subdito portuguez, reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Aviso
UMO DI tmWkmXXO. fJUARTA FEIRA I M MAJO DI i mi.
ROUPA FWPA
i
Joaquim Francisco dos Santos.
|# RA DO OHHADO 40i
Defronte do boceo da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha aempre um sortimento completo de ronpa feita de todas
qualidades, e tambem se manda eiecutar por medida, i Tontada dos traguetea. rr* 1
que tem um dos melbores professores. *m *
aos proprietarios de predios,
Quem precisar de um hbil administrador para
qualquer obra, tanto nova como para concertar,
por pequea ou grande que seja, o qual se ob'ri-
ga a economisar msis do que o seu proprio do-
no, tanto na cidade como nos arrabaldes, do que
tem bastante pratica: para inormaco, dirja-
se a ra de Apollo n. 20, armazem de assucar,
deixando urna carta com asioiciaes M. A. P. S.,
a onde se dee procurar.
Attencao ao bom negocio
Negociara-se dous escraros pegas, um ptimo
carreiro, e outro ptimo caooeiro, e ambos tra-
balhara no campo e na cidade, sem vicio e nem
achaques, e o motivo da venda nao desagradar
ao comprador: na ra do Imperador n. 12, pri-
meiro andar.
Precisa-se de urna escrava para todo serri-
co de casa : na ra eslreita do Rosario o. 5.
Chapas medicinaes.
O abaixo assignado faz publico que se acha en-
carregado de mandar vir do Rio de Janeiro as
chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk lio co-
ntiendas pela sua efiieacia em differentes moles-
tias : as pessosque pretenderen), podero diri-
gir-se a ra do Queimado, botica n. 15. que
acharo urna explicago para applieegao das ditas
chapas.Jos Alexandre Ribeiro.
l'n cisa-se fallar eom o Sr. Praoklim Vello-
so Gusmao Uchoa, morador na Escada : na ra
estreita do Rosario n. 1.
Precisa-se de 5:0009000 a premio, dndo-
se por garante urna morada de casa bem edifica-
da, estando a dita propriedade livre e desemba-
razada : a tratar na ra d Aguas-Verdes n. 102.
Feiior.
Precisa-se de um homem portuguez para fei-
tor com pratica ou sem ella, a d-se bom orde-
nado : no engenho M*ga de Baixo da comarca
de Goianna, ou nesta praga a entender-se na ra
de Apollo.
C ompras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro ; na ua No-
va a. 22.
Viudas.
MU
gaz.
O deposito dos phosphorosdo gaz acaba de re-
ceber novo sortimento pelos ltimos navios, e
contina a estar muitosupprido, vendendo-seem
porcoes e a relalho por barato prego ; na traver-
sa da Madre de Dos, armazem ns. 9 e 16 de Fer-
reira & Martina.
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as linas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propriss para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratsimo prego de 59000
o par: na dita Lola de Aguia Branca roa do Quei-
mado u. 16
Casacas de panno preto. 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 a 30900
Palitots de dito e de cores, 359, 309.
255000a 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e ojooo
Ditos de alpaka preta galla da val-
_.;* ., usooo
Ditos de meno-sitim pretos a de
core*. 9J000
Ditos de alpaka de cores. 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de briaj da corea, 5a, 49500
4S000e "-
Ditos de bramante da lioho branco
SWO, 5*600 a '
Dl\J"de merino de cordio preto,
I09OOO 6
Ca'"s ^e casimira preta e decores.
129,109, 9 e
Ditas de prtoceza e merino da cor-
dao pretos, 59 e
Di?irt? t>ITr^naeo e de COT.
5S000, 4500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de Telludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 128. 95 e 89000
Ditos de casemira preta e de cores
lisos e bordados. 69. 59500, 59 e 3*500
89000
39500
39500
39600
4|00
89600
650OO
49500
29500
35OOO
89OOO
59OOO
59OOO
39OOO
29908
15280
29308
39OOO
1*600
19000
Ditas de selim preto
Ditos de seda a selim branco, 69 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7JO00, 9000 e
Dito de brim a fusto branco.
39500 a
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, I56OO e
Camisas de peito de fusto branco
a de cores. 29500 a
Ditas da peito de linho 65 e
Ditas de madapolo branco o de
corea, 39, ajodO, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes
T^ror^,d"m"1"t,'taWM0e 79000
Di es de feltro, 69. 55. 49 V 2*000
Ditos de sol de sada, ingleses a ^^
francezes, 149. 125, 11J e 79OOO
Collannhos de linho muito fios
aovos feitios. da ultima moda ggno
Ditos de algedao KqJJ
Relogios de ouro, patentes hori- ^^
sontaes. IOO9. 909, 8O9 e 709000
Ditos de prala galvanisados, pa-
tente bosontaea, 40f 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderegos, pulseiras. rozetas a
anneis >
Toalhas de linho. duzia 129000 a 109000
EAU miNRAL
NATURALLEDE VICHY
.D?Pl1.t ?_* boticafranceza ra da Cruz n.22
OTiim
'Cortes de ala casemira de ama a cor, (azoa-
da superior, palo barata! m o prega de 29 cada
um: na ra do Queimada n. 22. na loja da boa f.
A12$000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; aa ras
da Queimada a. 22, na loja da boa f.
Extractos, banhas, cosme-
tiques, eokos, deLubin
para h nc>s, e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se encostra as per-
fumanae cima do bem conhecido fabricante Lu-
bin ; e bem aaaim finos extractos, aunas & &
de outros fabricantes tambem de fama como Con-
dray, Piver &. Bufia quem se quizer prever de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimada
n. 16 laja d'Aguia Branca.
Toalhas para mos
a tt a duzia : na ra do Queimado a. 22. Aa loia
da Boa f. ^^
Aviso s senhoras
Gama 4 SUts com loja de fazendas na rea da
Imperatriz n 60. Tendeen :
Modernissima seda tarrada cor de canna muito
incorpada, corado, 29.
Dita branca para vestido de noiva, maito in-
corpada, covado, 25400.
Dita encarnada adamascada para colchas
cortinas a 29.
Tarlatanas muito finas de todas
rara, 800 rs.
Visitas de cores e pretaa muito finas a 9
Cambraias brancas a de cores, lavor estufado
rara, 400 rs.
Ditas estampadas muito finas, vara, 500 rs.
Laazinhaa de cores muito Boas, vara, 360 ra.
Pegas decambria de salpico muito fina a 45500.
Ditaa lisas muito finas com 10 raras 69.
Ditas com 8 1|2 varas 39200.
Ditas com O i|2 varas29500.
Ghaly de seda chegado pele ultimo vapor, co-
rado 19.
Um grande sortimento de liras bardadas e n-
tremelos 9
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeitesde continha.como dourados, e de lindaa
Otas e fivelas, o mais fino que se pode encontrar
isto na loja Aguia de Ouro, ra de Cabug n. 1 b!
ou
as cores, a
4 PRIMAVER4
H--Rh;i da Cadeia lo Recife-16
LOJA DEMIUDEZAS
BE
JFonseca j Sabio inglez o melher que ha no mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares booitos
gostos a 600 rs., espelbospequeos dou-
rados a 800 rs. a duzia, apparelhos pa-
ra brlnqnedos de eriaagas a 19, 2J e 3S
cada uro, escovas para unhas de 800 a
1$ Cuda urna, ditas para denles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 19 a
1$500 cada urna, pentes de tartaruga
Tirados a 59, 69, ~5 e 89 cada um, en-
feites de vidrilho a 15800 cada um, bar-
rates de dito a 19200. froco de cores a
200 rs. a pega, fitas de reliado com 10
varas a 800,1 e 19200 a pega, esceocia
de sabo para tirar nodoas s 19 o vidro,
pentes para atir cabellos a 19400 a du-
zia, caixas de raz sorlidas a 19400 a
duzia, cartas francezas finas a 35 a du-
zia, ditas portuguezas a 1&8O0, caivetes
para fructas a 45 a duzia, ricas caixas
3) com espelhos contendo perfumaras pro-
" prias tiara toilets de senhoras a 65 e 85
cada urna, bahuzinhos de ditos a 69,
caixinfaas de -ridres oeen ditaa a 2|00,
cada urna, arglas douradas a 1J5O0 a
duzia, dados a 19500 a bala, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ago a 800 rs. a du-
zia, eolheres de metal principe.para ti-,
rar sopa a 2? cada urna, ditas pequeas.
para cha a 29 a duzia e para sopa a
43500. pentes de bfalos amarellos a
49500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e-a
295OO a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480'rs. a duzia, ditos de '
osso a 3z0 rs., ditos de laaga bonitos
gostos a240 rs., ditos de phantasia a'
400 rs. a duzia, Iflnetes de cabeea cha-1
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 ra.
o masso. piuceis para brba a 400 rs. a
duzia, tesouras em cartelra a 19 a du-'
[lia, caixas finas para rap a 800 rs cada
orna, tranca de caracol a 600 ra. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se- <
nhnra a lg o par, dito3 de peladiaXjj
19O0, aparelho de pUrcetana para-du as1
pessoas a 69. jarros com pomada a 35
o par, escovas tinas com asaaahoa para
cabellos,* a]B> asa ama, aajua to Orien-
te a I528O a garrafa, dita de cologne a,,
298OO e 49, bengalas superiores de 19 a ]
I58OO cada urna, e mullos outros aali-
os que seria enfadonho enumera-loa,,,
o* quaes se vendem per pregos es mais,t
baratos do que em outra qualquer parte.,'
Amendoas confcitadas
al^a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
vende-se tanto em porcoes como a retalho nicamente
araazem^gr^ojaj^o^aPenha n. 8.
Al^l^OOel^OO.
Chapeos de sol de panninho muito be arma-
dos imitando seda; na loja da ra do Lirramen -
lo n. 2, que rolla para o Padre.
Palitos do gaz
Fraga & Cabral recebenrm urna porcao de pa-
litos do gaz, e rende-se em conta
Madre de Dos n. 18.
na ra da
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
dadeira potassa da una, oo
Vende-se ama porcao de barris rasios em
bom estado, que foram de azeite doce e rinho
a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
Alleneao
O abaixo assignado vende a armacao
e um pequeo resto de calcado francez
da sua loja da ra larga do Rosario n.
32, ja bem afreguezada, dando com
bom abate, tanto em urna cousa como
em outta, afim de liquidar antes do fim
do mez corrente : a tratar na mesma a
qualquer hora.
Joaquim Bernardo dos Rei.
gAgua para tigir cabellos.!
Esia excellente agoa e a melbor sem
duvida que tem apparecido no mercado,
jf* por nao ter o inconveniente de tornar os
* cabellos russos ou verdea e sim pretos
^ imitando aos naturat-s.cootinua-se a Ten-
der no estabelecimento de cabetleireiro
da ra do Queimado o. 6, primeico andar,
onde tambem -eocoeiraro aempre os'
freguezes a excellente agua imperial para
lavar es cabellos, limpar as caspas e pie-
serra los da queda.
Agua balsmica para
denles.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que haviam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisar de lo nacessarii agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita Loja
ondesomente a encontrarlo. Qaem tem usado
dessa agua sabe perfeitamente das virtudes della,
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotis della em meio copo d'agua pura, e eom ella
esfregando-se os denles, e lavando-se a bocea, as
aleja, livra-os da carie, fortifica as.gepgirag, e
a o mo cheiro quaodo ha denles fuxados ': o
loja
prego continua a ser 19 o frasquinho :
da aguia branca, ra do Queimado o: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas
Vende-se 0nos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinas, bolachinhas, doces etc. a
>19 oada um : na ra do Queimado, Loja da ocuia
bsanca, n.
Farmiiiiad^OOa
hnmKXe'i,dein"8egl?bos Para ndielros do gaz,
PHARMACIABARTH0L0HE9
Roa larga do Rosario d. 36
Rob l'Affecleur.
Pilulas de Allexou.
Pilulaa araercanas.
VermlfuKo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloiray.
Galanteras.
m hiV* d'rguia Br8nca recebeu "oramente
T*2k~S++ Kbi'os bahuzinho^com
H..d k ,qu,nho de cbeiros; e os est ren-
dendo baratamente a 2J000. 39000, e 4000- as-
Lrn?'. 1 h *J0m che,r8as pastilhas para
SitTn .q -"?"" glloeles & & 29000 urna: al
dUa loja dAgwa Branca na do Queimado n.
STiioiB Lopes de Sena.!
Ra Novan. 32. ^:
Recebeu em direitura de Franga pelo W
ollimo paquete bons objectos de modas A
fe como sejam eofeites de cabega para se- a
Z ohora, pretos de corea-
Chapeos de seda ae cores para senho-
i-a, ditos de palfaa da Italia, ditos de di-
tos a Garibaldi, reos e tocados
aneamos.
para os
Fitas de seda de todas as larguras e"
de differentes cores e qualidades, ditas
decascarnllias.
Fil de seda branco, dito de linho
com salpico.
Ramos de tW-s pe laranja para noiva.
Toquinhas para menino se baptisar de
diversas cores, meias
os mesmos.
e sapatinbo para
Ricos vestidos de blonda com 2 saias
.e 3 babados na primeira sais, ditos de
da preto de 7 baados, e sintos com
nvella para senhot.
ReceDe-se Ugunaos todos os raezes e
faz-se vestidos com-muita perfeigo.man-
leleles, capas, vestuarios para meninos
se Haptisarem e lado mais quanto oer-
tence aotoilet de urna senhora.
^>cca,
faaendo-se differenga neste prego a quqm eonj-
S^.^'?l,0!!!^,?,9 l?m'ciH.cheBlailia peocos
das do Rio deJaneiro :ao largo da Aasembla
a. 15,traiche Barao do Livramenlo.
-^ende-se por todo preqonn car-
roeh'i : na ra da Cruz n."2it.con-
teitania.
toada Senzala No va n. 42
"Wea-at an en* S.P. JobsteatkC.
dnsa 9i!h6ai nglazas, ctulsairos,aaiHfi*as
WPzeados, lonas nglacas, fio derala,aaaak
J -doa Novosciteiros
eom fivelas esmaltadas.
A loja d'aguta branca receben tambem elo ra-
por fraooez noros cintekos coa bonitas fitas e
fivelas esmaltadas moldes inleh-amente noros e
gradarea, a os est rendendo cerno seu costu-
me pelo diminuto prego de 49; em dita loja d'a-
guia branca, ra do Queimado n. i. *
Paca luto,
CM?fi.p,e,*'Dt *" "^"W wt-Ooras ran-
eas a 500 rs. a ara ; na ra do Queimado a <&*
!lo>a da boa t. ^^ '
Baloes
de musMMaa pera meninas a 39900: aa roa de
Quaiawdo n. 2J, loja da boa V^
Canoa.
V^nde-w urna xcaUante canea r-rm sinarirta
de pam* faixe. a* can \ mw.S^SSS^
numero 1.
Fazendas.
N. 19 Ra do Queimado N. 19.
Cobertas feitas.
Cobertas de chita, goslo a chineza, al9800.
Lences de linho.
Lences de panno de linho fino pelo preco de
Cortes de casemira.
Finos corles de casemira para caiga a 59.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de 29500.
Chita franceza.
I. Chita franceza escura a 220 rs. O corado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 covados a 29.
Algodao monstro.
cem 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos para hom0m.
Lengos brancos para algibeira a 19600 e 2*400
a duzia. ditos para meninos e meninas com barra
a 160 rs. cada um.
Toalhas de fusto.
Toalhas de fusto com 5/4 pelo barato prego
de 500 rs. cada urna.
Esleirs da India,
de 4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
cama.
Delicadas caixinhas para cos-
tura.
A loja d'aguia de ouro recebeu pelo ultimo na-
vio francez delicadas caixas para costura com ri-
qusimas pegas de msica ; tambem recebeu
ricas grinaIdas para noivas, e muitos outros ob-
jeeios, o que ludo se encontrar na loja Q'aguia
de ouro na ra do Cabug o. 1 B.
Relogios.
?ande-se asi casa fe mhwioo Paier de C,
rus do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios da ouro, palente inglez, de um dos mais
a/amadas fanticaatM de Liverpool; tamben
au vanedade de bonitos trancelias para os
os.
Guardanapos rara mesa
1$ Eboff;"rua *Qaein,,d0 n- *Da
Attencao.
Marua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
nooKer & c, existe um bom sortimento de 11-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
ranneanie de Inglaterra, as quaes se rendem poi
pregos mu razoareia. '
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, loaro e piobo
par procos raneareis.
ATYlflCLla.
Na roa do Crespo n. 18, loja de Diogo &Fer-
nandes, vendem-se as seguirHes fazendas, par
barato prego golliohas a 490 rs., chitas tareas
a 20 rs. o corado, toalhas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, ponta redonda, a 89. cor-
tes de brim miudioho a 1200 o corte, pecas de
SiliE ude,.MlPicos com 8 raras a 48500,
fil de linho liso a 800 rs a rara, grarstinhas a
w rs. graratas de rede para homem a 800 rs.,
neos de seda para bomem a I9, colletes de vel-
ludo muito fino a 69, e muilas entras fazendas
que se vende por barato prega.
SEDULAS
de l#e 5*000".
Continua-se a trocar sdalas de ama s figura
por metade do descont que exige a tbesouraria
desta provincia, e as notas das mais praeas do
imperio cem o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azorado & Mondes, rira da Cruze
n. 1.
Fazenda econmica.
Lazinhas para vestido a 240 rs. o corado, ou-
tr ora de 800 rs. : Adriano M Castro, rus do
Crespo n. 20.
4 484Q0 a peca.
Ruado Queimado n. 19.
Pegas de finas cambraias de salpicos a 49400.
Ac para balao.
Chegou loja d'aguia de ouro, rua do Cabug
n. 1 B, o muito desejado ac para balo; rnde-
se pelo diminuto prego de 200 rs. a rara ; a el-
le, antes que se acabe, pois s os ha na loia
cima. '
Vende-se a barcaga Caliope que se acha
tundeada no caes do Ramos, do lote de 50 caixas-
quem a pretender, dirija-se a rua da Moeda n. 5*
segundo andar.
Calcado
grande sortimento.
45 Rua Direita 45
Qual ser a joven a linda pernanrbacaaa, que
nia procuro animar -esta estanelaetaeaio man-
dando eamnrar urna botina da goeter Qual
mi de familia, prudente e econmica que Iha
nao dfc preferencia pera qualidade e preco T Qual
o cara'.beiro ou rapaz do paaitrro, que nio quei-
e comprar por 8, 9 e 10, o calcado que em outra
parte nao rendido se nao por 10, 12 on 14 ?
Utendam ;
Senhoras.
Botines com lago (Jotr) e brilhantioa. 90509
> coa lago, de lustre (supernos). 90500
> cem lago um pouco menor. 5gO00
sem lago superiores..... 58000
aem taco Dameros estos. 49500
sem lago de adr........ 49000
Sapatos de lusine. ; I300O
Meninas.
Botinas cem lago. .
4J4O0
49000
S9500
sem lago.
para ensogas de 18 a 20.
Homem.
Nantes) lustre. .
Fuen) couro de porco inVeirissas OflOOO
Fanien) bezerro muito frescaes. 9K00
diversos fabricantes (lustre)
inglezas inteirissas. .
gaspeadas. .
prora d'agua. .
Sapa toes.
Nantes, sola dupla.....;
urna sola.......
para menino 4g e
Meio borzeguips lustre.....
Sapaloes lustre.....
10J090
9800O
9000
89500
89500
59500
59608
33500
690OO
59OOO
Sapatos de tranca.
29000
19500
JSMNlu&
Vende-se em casa de Saundres Brothers 4 C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
" -* wxm'w&mw} tea
Gurgel & Perdiglo
H Rua da Cadeia loja n. 23.
^Completo sortimento de fazendas.
<> Receberam resiidos de blonde
Q manta, capollaesaia desetim.
com
Sioiose titas para epfeitar vestidos de
cssamentos e eofeites modernos para ca-
Jiega.
Luras de Jourin prego fixo a 2,50 rs.
Vestidos superior de seda de cor.
9 Machinas derapor.
# Rodasd'agua.
(> Moendas de canna.
# Taixas.
9 Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhoes.
9 Alambiques de ferro.
9 Criros, padroes etc.'atc: Z
m Na fundigaode ferro de D. W. BowmanS
9 ruado Brumpassando o chafariz. aa
Candieiros
Econmicos.
Aviso geral.
E' chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdaderamente ecoLnmicos. sendo das
qualidades seguiotes : para sala de jamar, aendo
de pendurar. de muito bonito gosto, ditos mais
abaixo do mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar em parede. com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermacete, nova inJ
Teogao, primeira vez vinda a este mercado ser-
rem tambem para todos oa seohores de enieoho
que qu.zerem ter uma boa luz. ditos menores de
tres tnjannos, ditos para cozioha ou salas inte-
riores, todos por muito baratissimo prego, e mui-
to dererao economisar os seohores que compra-
ren!, foroecendo-se sempre .todos os prepares
para os mesmos candieiros que forem comprados
nesta casa ; assim como se pode assegurar aos
SlSSa^iS fdo8vr?an8n7.De8le ^
Botinas de Melis.
Para homem a 12^.
Na loja do vapor, rua Nora n. 7.
Barato.
Vendem-se dous candieiros de bronze doura-
dos, de tres e duas luzes de gaz, para qualquer
esiabelecimanto. ou mesmo para ala por eeta-
rem em bom estado : no pateo do Lirramenlo n.
o, segundo andar.
Nova fabrica
DE
Velas de carnauba.
Portugneies de Lisboa fiaos ....
Francezes multo bem Wtos. .
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco e do rerdadeiro cerda vio para
botinas de homem ; multo couro de lastre, be-
zerro francez, marroquim, raquetas, cauros pre-
parados e em broto, sola, fio, talxss etc., ludo
em grande qaantidade e por pregos Inferiores aos
de outrem.
Pechiocha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos
de muito lindas cores, pelo baratissimo prego d
55. ditos de merm liso muito finos a 49, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 corados a 29500
o corte, cambraias brancas de 109 a pega, com
pequeo toque de mofo a 89 ; na loja do sobrado
de qualro andares na rua do Crespo o. 13, de Jo-
s Horeira Lopes.
Nova cartilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da cartilha on compendio de
doutrina chrisia, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange todo quanto
contmha a antiga cartilha do sobada Salomonde
e padre meslre Ignacio, acrescentando-se muitas
orages que aquellas nao tinbam ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das (estas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anuo at o de 1903,
seguida da folhinha ou katendario para os mes-
mos annos. A bondade de papel e excellencia da
impressao, do a esta edigao da cartilha ama
preferencia assis importante: rende-se nica-
mente na lirraria ns. 6 a 8 da praga da Indepen-
Idencia.
Cheguem ao barato
O Pregnifa est queimando, am sualoja na
rua do Queimado n. S.
Pegas de brelanha de rolo eom 10 raras a
25, casemira escura infestada propria para cai-
fa, eo lleta e pa litote a 060 rs. o corado, cam-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 59, e 69 a pega, dita tapada, com 10 taras
a 59 4 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260 e 280 rs. o eova-
do, riquissimos chalas da marin estanpado a
7* e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eada um, ditos com
umas palma, muito finos a 850, ditoslisos
com franjas dr seda a 59, leBjoi de cassas com
barra a 100, 120 160 cada um, meias muito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para eoberta a 580 rs.
o corado, chitasesauras inglezas a 59900 a*
pega, a 160 rs. o corado, brim branco de puro
lilho a 19, 19200 e 1*600 a rara, dito preto
muito encorpado a 19500 a rar, bribantin
azul a 400 rs. o eo*ade, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, caeemiras pretas
finas a 29500, 39 a 39500 o corado, carokrai
prata e de salpicos a 500 rs. 1 vara, outras
multas fazendas que se far patente ao compra-
dor, a de todas se darip amostras com panbor.
Vestidos de cambraia branca bordados
e de phantasia modernos, lengps de labe-
rynthe.
Manteletes, taimas, risitas de fil, ca-
pas de gorgurao lisos e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaplns de
cores moreantjque e fil de lioho'liso.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanho para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora e de al-
,godao para meninas de tudas as i da des.
Peoies de tartaruga dos rnajs acredi-
tadas fabricantes de 109 a 89.
Pulcek-as, laqueseexiralo desndalo.
Cassas organdys, diaroaotia^laaajohM,
chitas francezas e inglezas.
Roupa feita.
Completo sartimento de sobrecasaeas,'
.paletots, calcas e colletes,de aaaemira de
: panno, do-se as amostras : na rua da
iiCadei iqja 0. 23de Gurgel^Perdgp.
Seraphitt & Irma
loja ale
na rua do Ca-
ourive*
hn$t U.JI,
participa a todos os aeus ireguesas e minos
que por tere grande sortimento de oras ioiTa'
mmto delicadas e mus em mi%.toawm-m
irf,!^!?*'8 B.0iu P081**. aponeaJ
^rt1 **"."** *> w^ I^,aHaman-l
ites, bnlbaotes, etc., paseando con tas giran tin-
'*!*;' ^* os prerem .fue ninguem ee
(tewe tlledir por indiriauee-nua\and.m
do obra por iara deata prega, iteado
icaaa doa meaaiea. pois bubas tivaram aem
ipessoa alguma encarregads de rendar joiof/
Vendem-se em porgoes e a retalho velas de
carnauba de boa qualidade, e por prego commo-
00. e tambem se recebe eocommeodas de fra
da cidade, que serio com brevidade salisfeitas :
oa rua da ImparatrU n. 47, segundo andar.
Delicadas
gravatinhas de seda bordadas
paraHM3inas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo
vapor francez urna pequea porgan de mui boni-
tas e delicadas gravatinhas de seda bordadas ul-
time gosto, para meninas e senhoras, e as est
rendendo a 19500 cada urna ; a ellas, antes que
ae acabem, poia as ha na loja d'aguia branca
rua do Queimado a. 16.
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreio para 2 cavilo, proprio pa-
ra familia por er bastante largo e nel-
lepodersentar.se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos nem que-
braren sews baldes, para ver e exami-
oar nacocheira do Sr. Quintetro na rua
Nova* pura tratar com o agente Vicen-
te Camargo na rua do Vigario n. 16.
Uma casa.
Vnede-ae urna aeellente casa terrea cem ao-
0 na cidade do Aracaty, sendo na melhor rua
de commercio a traUr oaquella com os Srs. Ger-
n 41 '0' -'* "" <1 Cabug loja
Attencao.
Vende-se uma padaria moflo afreguezada a
Ibera montada, com todoa oa pertences, ludo com
pouco uso, na ffeu*a da fiw-VteU, faz-se to-
ldo o negocio pelo dono ter de retirar-se para
da leca : quema pretender, dirija-se nesta lirraria
os.d e 8om carta fechada, tom ssiutetans L
A. pora ser procurado.
Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabug Ji-1 B
acaba de chegar. de ana propria enceameada.
as (indas flUs de cascarrilha di lindas careiaiU
pnea pata eafeUe de estide, <|ite se rendem or
baratiajumoprego de 1*000 a peca.
Vendem-se oito casas terrea mei-aaua si-
las na traressa da Palme, e ama casa em caldo
com frente para a anedaiConcordia, com aa bem-
lue^a^Tm1"^'^*"'


t
J-
*
DUUO DI P9UUMBVOL m QOAETA ITHUb t M IMdO M M61.
j-j-p
A fama triompha.
Os bmfeiros da toja
Encyclopedica
w
Gumares A Villar*
Ra do Crespo numero 17,
i Receto continuadamente 4a Europa
sedas, oambraias, lias, ebapelinas de pa-
Iha e de seda para seDhoras, mantelete!
pretoa ricamente Sordados, ditos de co-
res, adidas de baile,saias balo de di-
versas qualidades, sua* bordadas de to-
das as qualidades e presos, chitas fran-
eezas muito bonitas e finas, eofeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, esparUIhos de molas e muitos
outros objeetos que nao mencionamos,
todos proprios para seohoras.
Para hornees
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objeetos.
Vender baratissimo
Vendem baratissimo
Vende baratissimo.
Quem duvidar t ver
Quem duvidar t ver
Quem duvidar v ver.
Levem dioheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
m jies-sas mhihknhk
Viohos engarrafados
1
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcaveos.
Arintbo.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodao monstro
de duas larguras a 600 rs. a vara : na ra do
Qoeimado n. 22, na loja di boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
prego de 2400 rs. a vara : na ra do Oueimado
d. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*600 ; na ra de Queimado b. 22
na loja da boa f. '
Gravatinhas estreitas.
Jendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1J; na ra do Queimado n. 22.
toja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2J600 a vara ; na ruado
Queinfado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se eera de carnauba a mais superior
que na oeste enero : na ra da Cadeia do Re-
cite, loja o. 50.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte :
Manteiga ingleza flor a 1 a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 1400. passas novas a 560.
coacervas francezas e portugoezas a 700 rs. o
irasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480. banha de porco refitiada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a i400. charutos suspires a 4ff a
cana, toucinho de Santos a 240a libre, viobo do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1 a
lgoOO, rap Gesse da Kahii a il* o bote, cognac a
9g a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garr-
is.^ 5j0a duzia. ch hyssoa a 28500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezae a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
S Julio Conrado.
0 Tem exposto a venda cortes de casemi-
# ra por 38 e 4J. fazenda que sempre -se
m veodeu por 7 e 8*.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, rme no seu prepsito
de barateira, estveodendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1$ o par;
a ellas, antes que se ac be m : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca receben mui bonitas cai-
xinhas com lino pt. de arroz, e a competente bo-
neca, cujoe pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as seohoras usam delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., cusa cada caixioha 2$, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, oque os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca receban novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 68 e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado o. 16.
Vende-se urna barcaca construida de novo
no anoo passado : quem a' pretender, dirija-ae a
rus do Livramento, loja o. 8.
Arados americanos
e grandes, chegados ultima-
mente.
Vendem-ec arados e grades, americanos, do
raelhor fabricante da America; no caes do Ha-
mos, armazem de farinha de Henry Forster &
Compaohia.
Farello de Monti-
vido
a 4asacca, muito Abo e gomado, igual semea
de Lisboa, e o maispreprio pars substanciar ani-
maos ; para acabar : no largo da Asseablao.
'Si trapiche Bario do Livrameolo. ,
Veodem-se urna taberna em Olinda com
poucosfundos, propria para principiante, oa ra
de S. Beato, esquina da travessa de S. Pedro :
a tratar oa mesma, cu no Racie, ra da Mooda,
armazem o. 9.
A 700 r*.
Pegas de franjas de seda com 10 varas pro-
prias psra vestidos e calgados : oa ra do Quei-
mado o. 47.
Tarlatana.
Vende-se tarlataaa branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo ban-
tissimo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 29, na loja da toa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linbo liso muito fine
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Tinta azul que ftca preta
Veodem-se botijas com a superior tinta ingle-
".azul ao eaerever-se, e preta quando seeca, a
ww rs. a botija : na roa do Queimado, loja d'a-
faia branca n. 16.
<*
O preco convida
Cortes de casemira do melhor uue ha no
mercado a 4g: na ra do Queimado loja
de Julio & Conrado.
Sapatinhos de setim
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaagnia branca recebeu de sua propria
eocommeada, delicados sapatichos de setim. pri-
morosamente bordados, os ases est vendendo
pelo baratissimo preco de 3, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merm tamben bordados a 10600 e 2. Reeebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e memas que serven) do aojos as pro-
ciaades ; tem brancas, de listas, de florzinhss, e
o bocal tecido do borracha, o mais engranado
possivel : lodo isso na ra roa do Oueimado lo-
a da agoia branca o. 16.
Jchegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C, de New-York Acham-e
venda na ra da Imperatriz D. 12. Tambera che-
garam as instruegoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a UOOO.
VENDfi SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhdes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
(?
cmel*
i
HJNDICiQ IM-IHOW,
RulaSeir.IlKvau.41
Reata ostabeleeimento contina ahavsrum
completo sortiman l0 da moendas emaias moen-
das para engeaho, machinas da vapor a taixas
te farro batido a eoado, da todoi os umanos
para dito,
ft
tOUPA FEITA AINDAMIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
cabade
chegar
ao novo armazem
earro batido a eoado, de tedos osUmanbx B B1 IX _lrtmn DE
Tachas e moendas lfm^s e *" ^41 BAST0S 4 REG0
.tUd) c iuoeiiuds s BA n Na rna Novjl ln. Q
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
8J000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, i ra da Madre de Deus o. 12.
Loja das $ portas
EM
Em frente do Livramente
La*/is de tereai a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 226
rs. o corado, ditos eslreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de bretanha de rolo a 2$,
brimzinbe de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 O covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lencos de csea pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a lJ400a vara, luvas de tor$al muito finas a
800 rs. o par : a loja est aborta das 6 horas da
maoba s 9 da ooite.
Vende-se excellente farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a preco muito commodo : a hor-
do do patacho brasileiro oNovo Lima, fondeado
defronte de trapiche do algodao. ou no armazem
de Joao Ignacio de Avilla no Forte do Mattos.
Guardanapos de linho
muito barato.
Veodem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deeitos a 3j> a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para oservico diario de qualquer
casa oa ra do Queimado, loja d'aguia bracea
oumero 16.
Veode-semm bonito cavallo, o-
vo, muito ardigoe com todos os an-
dares, muile proprio para seobora
montar, por ser muito manso : na
ra da Imperatriz loja a. 82,
Machinas de vidro
pira ascender luz : vendem-se oa ra da Impe-
ratriz loja de miudezas n. 82 ; assim como che-
gou urna grande porco de bolas de zinco, es-
ponjas de platina e vidros para as mesmas.
Attenco.
Vende-se a loja de lou;a da ra do Rangel n.
28, a qual tendo poucos fundos, se acha bem sor-
tida, e est situada em um des melhores lugares :
ospreteodeotes podem dirigir-se mesma.
Vende-se um relogio horisoutal, um cor-
rento para o mesmo, uns aderecos e um aone-
lao, ludo proprio para homem, e um jogo de
grammaticas francezas por Burgain, o qual se
acha oo Passeio Publico, loja de urna porta so-
meote o. 5, que abi se dir quem veodeu
Importante
Atso
Na loja d4 portas da ra do Queimado a. 39,
aclia-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado ama effieina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fard5es com superiores preparos
e muito bem feitas, lambem trata-se fazer o tar-
damente todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso fiz-se mais easaquiobas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaotes de esta-
do maier e de cavallaria, quer seja sngalos oa
bordados a espeqoilha de ouro ou prits, tudo ao
gosto da Europa, tambera prepara-se becas para
desembanradores e de qualquer jaiz segundo o
estylode Colmbra aoode se fazem as melhores
eonhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
dseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
fraoceza bordadas ao mesmo gosto Affiancando
que por tudo se flca respoosavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'oode
veio o mestre, pois espra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimeotar.
E" pecbincba.
corles de riscado fraocez a 2$, covados do mes-
mo a 180 rs. ; oa ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas Atas de grosdeoaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita que as
torna mui mimosas a 800 e 1 a vara, preces
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que estio. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criancas, lagos
para cortiaados, fronhas e muitas outras couias
comprando-se peca se (ara algum abate : na ra
do Queimado, loja d'aguia branca o. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sor t-
menlo das me-
mores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeicoa-
mentos, fscendo pesponto igual pelos doas lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trobes em carriteis, linha de tedas
fabricado expressamente para as
chinas.
as cores
mesmas
tudo
ma-
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, nm grande sar-
ment de tachas e moendas para engenho, de
muito aeraditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raeemo deposito ou na rna do Trapiche
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para aeabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
caicaa de casemira pretas o de cores, ditas de
bnm e de ganga, ditas de brim branco. paletots
oei Drenante a 4, ditos de fusto de cores a 41,
Sr-* eflao?enh *S, ditos da brim pardo a
fi fe alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-)
pernas a 200 rs. cada urna, collariahos de linho Y
oa ulnma moda, todas estas fazendas ae vende
barate para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maohaa at aa 9 da ooite.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug n. 1B.
Veodem-se massinbo de coral muito fioo a 5011
res o masso.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, leja da
aguia branca o. 16.
Arados amencanosemachina-
par a lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senbora, pelo
baratissimo prego de 16 cada urna : oa ra do
Queimado n. 2S, oa loja da boa f : a ellas
sao poucis.
que
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
brancos
ra do
Atlcnco,
Aba larga.
do
Na ra Direita n. 76, vendem se chapaos
Chile de aba larga, chegados prximamente.
Aos tabaquistas.
Lencos fiaos de cores escuras e fixas a imita
ci dos da linho a j&a duzia; oa ra do Quei-
mado n. 22, os loja da boa f.
Oh quei
I pechincha.
A 120000 cadaum. $
Chapeos de seda brancos e de cores i
para seohora ; a 500 rs. o covado de i
seda de quadrinhos ; a 400 rs. o covado
mimos de sinhszinha fazenda propria "
para vestidos de senhorss ; a 280 rs. o $
covado cassas organdys booUos padroes : c
oa loja de Guimares & Villar ra do
Crespo o- 17. ti
No armazem da ra da Cruz o. 21, se
encontrar um bello sortimeolo de pa-
pis ja com estalos para assortes de San-
to Antonio e S. Joao e ameodoas das mui
ricascores psra as mesmas sortes, e pa-
pis para enfeites de bolos tanto para pra-
toscome oara baodeijas tudo viado de S
Paris pelo ultime vapor francez e por 3
commodo prego Su*
Vendem-se
velas de cera de carnauba de superior
qualidade, vindas do Aracaty : a tratar
com Jos Sa' Lettao Jnior.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Veade-se a superior graxa econmica em bar
nlinhos de looca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
periodade de*al graxa jconhecida por quem
tem usado della, eser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amanar e conservar Ocouro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-s por 3 e 4 sem oecessidade de oova graca :
aeha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
A's familias econmicas.
Na ra do Queimado n. 29, armazem de fazen-
das de i. i. de Gouvaia. vendem-ie lindos e fines
bareges de seda a 600 rs. o covado.
Arcos para saias a balo.
Veodem-se a 160 rs. a vara ; na ra do Ouei-
mado o. 2, outr'ora 27.
a 240
caroe de porco americana : oa ra do Imperador
oo bazar.
240 rs. the pouad
Veodem-se ricos cortes de vestidos
bordados com 2 e 3 babados a 5 : na
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
es de gomos volteados para segurar cabello de
meninas eos esti vendendo a 150O : na loia
d aguia branca, ra do Qoeimado n. 16
A 600Q.
Vandem-se chapeos de sol de seda : oa ra da
Imperatriz o. 60. loja de Gama 4 Silra.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY.
PI LULAS HOLLWOYA.
Este inestimavelespecifico, composto inteira,
mente de bervas nedicinaes, cao conten mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais teara infancia, e acompleicamais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
entecamente innocente em suas operagoese ef-
fetos ; pois busca a remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn:
recobrara saude e torgas, depois dehaver tenta-
do inultimentetodos os outros remedios.
As mais affiiclas nao devem entregar-se a des-
esperaco; facam um competente ensaio tosa
efficazes effeitos desta assombrosa modiciaa,
prestes reeuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em temar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidadee:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extenua-
co.
Debilidade oa falta de
forcas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
do barriga.
nos rins.
Dureza no ven tro.
En feraidades no ven tre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges & Basto!
^ua da Queimado
i 46, ftente amarella.
Constantemente temosumgrande eva-
d .""10 de ^"casacas pretas
an/! *\Z e d? COre8 muit0 fl0 28.
W. 22g e U$, ditos saceos pretos dos
mesmo. p.nnos a 14. 16 igj, casa-
cas prslas muito bem feitas e de superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
I"S"*. core nulto fibos a 15,16S
l. Hitos"ccos das mesmas casemi-
ras a tOf. 12 e US, caigas pretas de
Mi-ra para nomem a 8, 8, io#
e 12, ditas de casemira decores a 7 8
e 10, ditas de Drim brancos muit
fina a 5|e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de 5f
senara de ricas cores a AS e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
da ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
araocosde seda para casamento a 5
ditos da 6, colletes de brim brsnco e d
'"Jj0 03. 3500 e 4. ditos de cores a
2o0 e 3, paletotspretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para loto a 4J500 e 5'
gas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 3j500 e 4jB, dito
sobrecasaco a 6, 7 e 81, moito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 48. colletes da vel-
ludo de corea e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os nosmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
i caigas de casemira pretas e decores a 6,
6$500 o 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior ai32 a duzia par acabar.!
Assim eomo temos urna offlcioa de al-
faiate onde mandamos executar todas as!
obras com brevidade.
per-
Escravos sem vi-
cios e habilidosos.
Tres elegantes eseravas de idade de 18 a 22
annos, sao recolhidas, 2 ditas de meia idide, 1
moleque pega de idade 20 annos, 1 escravo de
idade 38 aooos, 1 mulato pega de idade 25 an-
nos : na ra de Aguas-Verdes n. 4*.
Veodem-se corles de casemira de cor a 4J,
toa.has de linbo para mesa a 2508 : na ra do
Queimado o. 47.
t
of superior saltd english beef, in the basar
nambueano at ra do Imperador
A 4#000.
Chales lisos de merino de lindas cores: na ra
do Oueimado n. 22, oa loja da boa f.
Eerragens e miudezas.
53Ra Direita53.
O propnetario do estabelecimento cima acaba
ae receoer um primoroso e rico sorlimeato de
baodejas para S. Joao. que por sus barateza e
bem acabado gosto. er nao ter rival oesia praca,
neo (ortimento de facas, garios e colheres de to-
das as qualidades. e pregos. meias fioas, espin-
gardas ferro da Suecda, camas de vento, e mui-
tos outros gneros que por sua barateza esti dig-
poeto a dar um a quem comprar outra.
Cera de carnauba,
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropasia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammages.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda as-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrueeao de ven tre.
Phtysiea oh consump-
pnlmonar.
Retengo deourina.
Rbeumatismo.
Symptomas secndanos.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Ve8ereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabeleeimento ge-
ral de Londres n. 224, cStrand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
ftul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as boeetinhas a 800 rs. cada
urna dolas, eontea orna instruegao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaeeutico, na rna da Cruz n. 22 em Per-
Dimbuco.
Banha transparente e
oleo philocome.
A Iota d*Aguia Branca acaba de reeaber a bom
conhecida e apreciada baoha transparente, a qual
por sua frescura o hondada ae tem toreado esti-
mada e preferivel; assim como o uno e cheiroso
oleo philocome; Estes e outros objeetos que dita
loja receba de sua propria encorameada sio sem-
pre de pnmeira qualidade, e para que alies se
nao confundam com os falsificados, que por abi
ha, lodos os frascos teem um rollo dourado que
dl?j d'Aguia Branca, raa do Queimado nu-
mero 16.
A grande
Fabrica de tamancos da
ra Direita esquinada
travessa de S- Pedro
n. 16.
Est sorlida de um novo e riquissimo sorlimen-
to de tamancos de todas as qualidades, que se
vende tanto a retalho como em pequeas e gran-
des porces muito em conta, a estago propria
com urna pequea retribuigo, todos poderao an-
dar com os pes livres de bumidade, pois tao pre-
ndicial se torna a saude.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas :
chapeos do Chille para homem e menino a 3500
cortes de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs
cassas de cores, de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padroes novos a 500 rs. o covado
pecas de eolremeios bordados finos a 1500 ba-
"a bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil 2, bra-
SSSa de "'S0*180 com 9 palmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25, paletots do panno e casemira de 16 a 20J
dita de alpaca pretos de 3500 a 7$. ditos d
bnm de 3 a 5. calgasde casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
braDcas de 2500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, dilos de setim preto, tudo a 5
cortes de cassa de cores a 2, pegas de madapo-
lao fioo a 48500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
para acabar
Agua Dgleza
deLavander a mil ris o
irasco.
Na ra Nova junto a Con-
cei$o dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimeoto de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes sa veodem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos fisurinos a
26, 28. 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos preto a 165,18J, 20 e a 24*
de casemira de cor mesclado e d
novos paoroes a 14. 16, 18. 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 10, 12 a a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chioez de apurado gosio a 15
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10'
ditos saceos pretos a 4, dilos de palha de
seda fazenda muito superior a 4500 di-
tos de brim pardo e de fusto a 3500 4
ea4500, ditos de fusto branco a'4
grande quaatidade de caigas de casemira
Sr,Ma..edeCe8"J8, 8' 9e 10. ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brtm de cores
linas a 2JM0 3, 3500 e a 4J. ditas de
bnm brancos finas a 4500. 5$. 5500 e a
6, ditas de bnm lona a 5 e a 6fi. colletes
de gorgurao preto e de cor*s a 5 e a 6
ditos de casemira de cor e pretos a 41500
e a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 35500, dilos de brim lona a 4?
dilos de merino para luto a 4 o a 4500
caigas de merm para lulo a 48500 e a 5s'
capas de borracha a 9. Pa,a meninos
de todos os tamanhos: caigas de casemira
de brim a 2j. 3 e a 3500. paletots sac-
ZV Vil"'Xeta,'6* a 7. ditos
de cor a 6 ea 7$, ditos dealpara a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, botoeis
para menino de todas as qualidades ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios neos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$,. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
bnm a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
lazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar m.-nufacturar e que para este fim
temos um completo sortimeolo de fazen- !
das de gosto e urna grande officina de al- '
faiate dirigida por um hbil mestre que |
pela sua promplido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
Vende-se na loja d'aguia branca a
agua iogleza de Lavander, superior
outras, a 1 o frasco : na
ra do Queimado n. 16.
verdadeira
a todas as
loja d'aguia branca,
Roupas feitas.
Gama triz n. 60.
Caigas de ganga muito fina e bem feitas 3.
Ditas de meia casemira muito fioas 25500.
Ditas de varias fazendas que nao desbolo 24.
Colletes de velludo, gorgurao, setim, por pre-
gos que de barato admira F
Caigas de cssemira preta
Paletots de merino preto 7.
Dilos de ganga de quadrinhos 2.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo de caona. pelo baratissimo prego de 6S
cada um : na ra do Queimado n. 22, loja ta
Candieiros
econmicos.
Chegou um riquissimo sortimento de csndiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
ja metto approvados pel sua verdadeira econo-
ma sendo os mais baratos a 5S cada nm. e ou-
ros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, todos os mais pre-
parospar3 os mesmos : na ra Nova n. 20, lois
do Vanos. *
Escrayos fgidos
Fogio do engenho das Matas, comarca do
Cabo, no dia 19 de maio de 1861, um escravo de
oome Joao. cnoulo, que representa ter 40 annos
nao muito preto, de boa estatura, olhos grandes
muito fallante, j foi preso duas vezes oo Recife
trabalhando nos armazens de assucar como forro
e levou urna peiga em um p: roga-se a todos
os capites de campo e a todas as autoridades de
o apprehenderem e o irazerem a este engenho,' ou
entregarem na ra Nova, taberna do Sr. Jos
eruandes Lima, que tanto em urna como em
outra parte sarao recompensados.
Fgida.
A mais de seis mezes ausentou-se um mole-
Espelhos dourados.
Na loja d'aguia de ouro encontrarlo os aman-
tes do que bom nquissimos espelhos de diver- que de oome Serino, idade de 11 a 12 aoi
sos tamanhos, com moldura dourada, assim co-l oulo, e bastante regrista, queixo fino e um pouco
T. r*Ka 2 me#snios : ende-se na dita lo- saliente, costuma s fallar com os olhos baixos e
|a, roa do Gabug n. 1 B. ar de riso, diz que forro sempre que anda fora,
JulVrO OO meZ manailC alS DeKa LOme Acaba de sabir dos prelos desta tvooeraohin ,UZ'd P1ra cJenlr0 : quem delle ,Ter notici>
urna nova edigo do mez merfano Sondo ^n^;10' Pd enlender-sa>>" aba*" -
seguida do varios caticos, e da novena da Se- iA. i. D
nhora da Conceigo, modo de visitar o lauspere^ I JS Jaqu,m do Reg0 Barros-
ne do santissimo rosario ; vende-se nicamente
a I da Imaria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia. r
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
.a matiz de 3 a 4 folbas e 2 saias a 12 .'
em casa de Julio & Conrado.
Sal do Ass.
Vende-se a borde do biate Camarseibe: a
Iratar cem o mestre a bordo, oo na roa do Viga-
rio n. 5.
A variado.
MadapoUo largo e fioo com pequeo toque de
avana a 3500 a 4, dito moito fioo a 9 a pega :
na roa do Crespo o. 8, loja do 4 portas.
\ Para a chova. I
t Vende-se muito barato artigos de gut-
la-perche (borracha) : na ra Nova ou- T
8 mero 48.
Cebo coado do
Ri*> Grande,
muito alvo : no largo da Assembla n. 15t trapi-
ebe Bario do Lmamento. "
gratifleacao.
Est fgido desde junho de 1856 o preto criou-
lo Manoel, que fazia parle da tripolago do brigue
Jfono Luzxa, tendo 29 a 30 aonos de idade pouco
mais oo menos, boje, e mai os seguintes sis-
I naes: rosto comprido e descarnado, cor fula
, cabello cercilhado, olhos um pouco grandes
amortecidos, beigos grossos, sendo o beigo superior
mais grosso. de sorte que eocobre a falta que tem
de denles em cima, falla um pouco atrapalhado,
devido a ralla de denles, pouca barba e rala, usava
Digodes; tem na mo esquerda junto ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, as nadegas
alguma cousa empinadas, com um geito pira o
lado do sodar, eadeiras largas, ciolura fioa, ps
apatbetados e largos, sabe o officio decozinheiro,
caaluma embriagar-ae. Foi escravo do Sr. Dr.
Jeronymo Vilella de Castro Tavares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico
de Olinda, a depois do Sr. Alberl Forster Damon,
ooostaodo ha pouco tempo ter sido visto no lu-
gar Qaait, districlo da Parahiba. oode se acha
casado e com filhos, eiotitulando-se forro, e quo
Manoel Domingues, ou Manoel Domingues Mo-
retra, oo lugar Laga Nova sao os que desle es-
cravo podem dar noticia : o abaixo assigoado
seohordo dito preto, gratificar com a supradita'
quantia de 400 a quem o appreheoder e entre-
gar ao Recite a Antonio de Almeida Gomes ra
de Trapiche n. 16, e na Parahiba, ao Sr. Josde
Azevedo Silva, pagaodo-se todas as despezas aue
Ck*i ^"2?. 9T M-flMr- Pernambuco, 30 de
abril de iMs.W#ae;im Lopts de Alnii.


(8)
A*IO DI PttHAMWICO. *~ QUIETA TUKk Ji*W M1I0 E 1811.
Y
Litterattira.
----------x--------_:
As obras lo conde de Monlalembert.
( Concluido.)
f) Sr. Montalembert havia dito aos escriptores
,k>gtimilas: Queriam perdoar-me os pen^amn-
, lus que os affligiram : creian- nos exclusivamen
pan correr apoz as casualidades da fortuna. Aco-
. la o que perder a ultima pega de cinco francos
segoia-a cora os olhos Da muda deaesperago fle
quem viste Ir arraslado pela crtente o mais
querido objeeto das iti affeiges.
A mateara eom que a educado e a experien-
cia eocolrem u paixee tira-te ali. A ambicio
que s atiende realisagao doa seos sonhos
tfourados, esl patente* a quem i quqr exami-
nar. A corogem' e- a fraqueaa, a geuerosidide
[dos pela necessidade imperiosa de sepa- a avareza, a cubica e a prodigalidade, a alegra
sem o valor que ella mereceste. Os padrinbos ] deu o recibo era aeu nome ? Bem v que este na-
de um duello sao os juizes da honra da seu prt- pe o comprometa,
legido. Este exude o caso, retira-se, aguarda al A mim ? Em que?
rar a cust catholics de toda a solidariedade
temporal Em ouira parto do prologo compa-
ra file .a.alliauc.-i de un goveruo qualquer com
a enreja om*- especie do sacrificio. Ver 0C\
tox\o cima que um grande bispo e um velho
chriaiio oso- tiisTrf"ram como elle a independen-
cia da egifj"'. Ver, se quizer, e nos o deseja.-
mos, que todas as familias que recrulram o pu-
nhadMe hroes e de marlyre cujo singue cor-
reu sob os muros de Loreti'o, nu pertencem
fracgo daquelles que pagaran, a sua reconcilia -
gao com o abandono do antigo direiio christo, e
que arvorararo os grandes principios de liberda-
e poltica e religiosa.
Convida o Sr. Monlalembert aos que foram
seus adversarios pan urna unio que s po Jera
assegurar a salvado 00 futuro. Aceitamos de
bom grado essa franqueza, bem convencidos de
que vossas forgas reunidas nao sao anda dema-
siadas para saNar o presente. Has qual pode
ser o terreno solido de um acord ? Nos Ihe
offerecemos o das pecas papes relativas a civi-
lisago moderna de 1789 1861. de Po VLal
Po IX. Parecem-nos precarias as alhancas que
teera por Qm propor a Ruma alguroas reformas.
Nos propomos reformarmo-nos segundo Roma,
por que esla a nica maoeira de andar sera-
pre de acord.
O Padre Julio Hprel.
[ Le Monde. II. Duperron ).
De Pars Madrid.
[Continuago do n. 118.)
XXII
Madrid, 15 de abril.
D. Tolmo fallou pouco lempo com os dous des-
conhecidos e vultou logo aoode eu e o conde de
S. Marino o eslavamos esperando. D. Julio fra
acompanhar casa as senhoras de Relia e ficrs
de reunirse comuosco no Casino del Principe,
que o Club, ou, para milhor dizer, o Gremio
le Madrid. Para ali nos dirigimos to Jos tres em
companhia de quslro ou cinco cavalheiros hes-
paohoes, que, como de uso, iam lambem pas-
sar da meia noile urna hora as magnificas sa-
las d'aquella numerosa assembla
O Casino de Madrid um estabelecimenlo co-
mo os de egual natureza em Paris, Londres e
Lisboa. Tem um gabinete de leilura, em que ha
lodosos peridicos nacionaes, outro para osjor-
naes estraogeiros, no qual se nao enconiram os
porluguezes, e um lerceiro para as revistas e pu-
blicares Iliterarias, onde a collecgo abundan-
te e bem escolhida. Para o lado opposto esto as
salas de conversado, dejogo, de Dilhar e de co-
mida. Os socios do Casino e os apresentados po-
dem janlar ali, e uoile acbam nao s os refres-
cos ordinarios e proprios da hora, mas lambem
ceia, se a desejarem.
da victoria e oabalimenlo da derrota, o orgulho
e a baixeza, o vicio e at o crime vo appare-
cendo m.fice dojogador, como os espectros dos
finados reis da Escossia na representarlo do
Macbelh.
Ali ha associacoes como no commercio : inte-
ressps que se protegem ou se combatem mutua-
mente como aa existencia ordinaria; clculos
de probabilidades como nos negocios importantes
do mundo ; triumpbos a que nao faltam paoe-
gyristas ecortezios; desgranas a que sobejam
desdea e dp.ipr.ezos; atlenges delicadas e
grosseriaa insupportavjis ; emim, ludo quanlo
se eoeoatra mais disfarcada e mait perigosamen-
le na carreira di vida.
No jogador hespaphol estas circumstanrias
requiolam. O carcter e temperamento dos
peninsulares franco e positivo no bem a no
mal. A meza de jogo em Hespanha pois,
mais instructiva do qoe em qualqu-r ouira na-
co. O bespanhol perde com aaogue fro e ga-
nha com prazer, porm sent vivamente as
emoges do jogo, e nao procura encobrir a agi-
tarlo eaociedade que o domioam.
O espectculo do Trinta e Quareota no Casino
de Madrid digno da altengo dos viajan-
tes. Anda com risco de se deixar tentar e de
perder alguos cenes de reales, vale pena ir ali
tomar liges praticas de physiotogia moral.
Quando chegamos ao Casino, D. Telmo pe-
dio-me e ao conde de S. Marino que o acom-
panhassemos ao gabinete das revistas, onde d
meia noile se nao encootra quasi pessoa algu-
ma. Com effeito. nao havia ali viva alma e D.
Telmo pode contar-nos o que passra com os
dous desconhecidos.
Eram os padrinhos do baro que Ihe tioham
vindo pedir satisfago do insulto feito por D.
Telmo na Fuente CastelhaDa. D. Telmo respon-
der que nem acceitava nem recusava, porque
taes negocios os resolvan) os padrinhos, e que
ia escolher os seus, que ainda nessa noite se
encontraran) com os do baro no Casino.
Os padrinhos do baro eram pessoas de consi-
deraco. Um era tio materno do joven ban-
queiro e tinba servido com disiiocco na guerra
de D. Carlos, cujo partidario fra. O outro,
mancebo da edade do baro e seu antigo com-
panheiro de collegio, perlencia a urna familia
respeitavel de Valencia e resida em Madrid,
onde todos o estimavam. D. Telmo fra, pols,
obrigado a usar para elles da maior deferencia,
comquaoto fosse iotenco sua recusar ao baro
a honra deum combate pessoal.
Agora reslava-lhe escolher padrinhos, ou, para
melbor dizer, convidar o segundo, pois que o pa-
rentesco eamizade do conde de S. Marino davam
a este joven cavalheiro o direilo de tomar o pri-
mero lugar neste negocio. D. Telmo leve a de-
licadeza de me convidar. Respondi-lhe que a
minha qualidade de estrangeiro, a parle que to-
mara na quesiao do casamento de Relia e al-
i mogo que acceilra do baro me impunham o de-
ludo isto com pequea dilTerenca, como i ver de nao acceder ao convite, e estas razoes to-
nas oulras capilaes da Europa. Ha, porm, urna
especialidade queso se observa no Casino de Ma-
drid. Logo que d meia noile, a ultima sala
occupada pelos apaixonados dos jogos de azar, e
ali se estabelece urna banca do Triota e Quaren-
ta. rujo? combates duram at ao amanhecer. A
afluencia de jugadores, o silencio e compostura
que observara e a qualidade elevada das pessoas
que tomam parle neste divertimento indicam com
evidencia quo diflicil seria acabar com este sor-
vedouro de fortunas, de honra, de reputago e de
sade, sem fechar inteiramente o estabeleci-
menlo.
Nao falta quem reprove os jogos de azar no
Casino, como ha quem vote contra os touros e
contra os fuzilamenlos, poira devo crer que es-
ta opioio a da minora, porque jogo. touros e
fuzilamenlos vo continuaido as occasies res-
pectivas, sem que as reclaroa;6*'S dos adversa-
rios desses tres elementos da civilisaQo hespa-
nhola perturbem a ordem publica.
Serapre rae pareccu que a mesa do jogo de azar
era urna especie do theatro anatmico, onde o
aprendiz de philosophia poda observar com ver-
dade o sOr moral do hornera, como as aulas de
anatoma se examina e esluda o ser physico em
todas as suas parles.
A edade e a experiencia conQrmaram em mim
esta idea. Hoje acho que o jogo revela melhor a
alma do que o escalpello faz coohecer o corpo.
Emquaoto o anatmico apenas suspeita as accoes
orgnicas e presume lodas as funeces da vida
animal, o espectador do jogo assisle aos pheoo-
menos physiologicos da vida moral e descobre,
um a um, todos os segredos da sciencia. A phy-
sionoroia e a allitude do jogador sao o maiselo-
qunte discurso {logos) cem que a natureza [phy-
sis) nos inicia no conheciraenlo moral do ho-
rnera.
Cuantas vezes em Madrid passei quartos e
quartos de hora na silenciosa conlemplaQo
daquella variada multido de jogadores I
A cubica do ouro apparecia-me na face de
um. A necessidade delle revelava-se as dis-
pusieres de outro. Ali algum esquecia o lenco
e a charut>'ira, quando mudava do lugar em que
fdra infeliz, com a mesma negligencia com que
talvez abandonava a familia e outros deveres
ram colbidas pelo senhorito de Lovera. Olle-
reci, todavia, o meu voto, em caso de duvida
entre os padrinhos, se os quatro concordassem
em acceilar a minha intervenco.
O conde de S. Marino lembrou o coronel D.
Jos de Aldra, que perleocera marioha hespa-
nhol e que servir na mesma fragata de ensino
coro D. Telmo. Como o coronel eslava no Casino,
S. Marino foi chama-lo. Veio logo ter comnosco
e acceitou a proposta de muito bom grado, de-
pois de ouvir com a maior altengo a historia
completa das gentilezas do baro junto da senho-
nta de Relia o de Mad. de Landsteio.
Aldra observou com razo que neste negocio
havia dous casos diflerenies: o de D. Telmo com
o baro, o qual era inteiramente do dominio dos
padrinhos, e o que dizia respeito senhorila de
Relia, que os padrinhos do baro podiam nao que-
rer discutir com quem nao estivesse aulorisado
para esse Qm por D. Julio ou por algum. prente
da condessa.
A observarlo era justa e mereca discutir-se,
porm D. Julio, que nesse momento chegava de
acompanhar as de Relia e andava procurando o
irmo, entrou no gabinete onde eslavamos reu-
nidos e cortnu todas as difficuldades, dizendo a
S. Marino ea Aldra que, se O. Telmo tivesse de
bater-se com o baro, os eocarregava de exigir
em seu nome, como noivo da senhorila de Relia,
urna satisfaco igual que o Sr. Nassot exiga de
seu irmo. Assim, os padrinhos de D. Telmo fi-
cavam com plenos poderes para tratar dos dous
negocios no sentido em que os de Lovera deseja-
vara que elles fossem dirigidos.
D. Telmo e D. Julio nao queriam conceder ao
baro a honra de um duello que o enoobrecesse
e Ihe expiesse as culpas. O seu penaamento era
deixa-lo sob o peso da responsabilidade dos ac-
tos que praticra e dar-lhe urna lico moral se-
vera, que em si propria e oas suas consequencias
prximas e remotas fosse mais pungente do que
urna correcgo corprea das que o mundo est
acostumado a classificar mais como disiiocco do
que como castigo.
Mas este desejo dos dous Loteras nao foi apre-
sentado como condiccao aos padrinhos, era elles
acceitariam o encargo com restneces. Foi urna
opinio exposta a dous amigos para que Ihe des-
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
deciao e obedece. Os preliminares de um oes-
arlo aW um procesio summario de honra, em que
as partes nao devem intervir e em qne o juizes
devem ter liberdade plena como Ihes cabe res-
ionsatoilidade completa. Quem mata, diz um au-
ur entendido na materia, nao sao as espadas,
nem as pistolas, cao os padrinhos.
S. Marino e Aldra foram procurar os padri-
nhos do baro. Encontrarara logo o mais mogo,
porem o tio do banqueiro eslava sentado meza
do,Trinta e Quareota. A gravidade do caso e a
qualidade das pessoas que figuravam neUe-pre-
valeceram sobre a paixo do jogo e obrigaram o
homem a abandonar, nao sera repugnancia visi-
vel, o campo verde da jogatina para tratar com
os padrinhos de D. Telmo de outro campo e de
outro combale nao menos perigoso.
Reunidos os quatro, procuraram onde confe-
renciassem livres de ouvidos curiosos, porm os
gabinetes de leitura j eslavam fechados por pas-
sar de duas horas; na primeira sala estavam
ainda varios lies e elegantes da corte, discutio-
do a voz do Fraachioi e a ausencia dell.i oa Sa-
rolla ; na segunda gntavtm poltica varios de-
putados e homens influentes ; as aalas de jogo
de vaza bavia muitas mezas em exercicio; no
buhar era numerosa a concorreocia.
O tio do bario, cujos olhos se volviam com
saudade para o lado do Trinta e Qoafenta, apro-
veilou o eosejo e adiou o negocio para a manha
do Oa seguinte. Os padrinhos de D. Tolmo, que
nao linham a iniciativa, concordaran! na propos-
ta e combinaran) todos reunirem-se em minha
casa s 11 da manha, porque era melhor con-
ferenciar em urna hospedara do que causar sus-
peas familia daquelle em casa de quem se
juntassem.
O antigo ollici.il carlista voltou logo bitalha
do Triota e Quareota e os outros vieram dar-me
parle da prxima reunio no meu aposento.
Agora, em quanto o tio do Sr. Nassot aggride
a baoca do Casino, e os outros recolhem a suas
casas, justo dizer ao leitor algumas particula-
ridades desta verdica historia, que nao puderam
ter cabimento no aeu respectivo lugar.
No dia seguinte quelle em que eu me apre-
sentara em casa da Peralta, foi o procurador dos
Loveras fallar com o barto de Nassot. Levava o
dinheiro para desempenhar as joias o o recibo
passado pelo banqueiro 4 Peralta. O leitor de
cerlo se lembra de que o procurador n.io era de
Madrid e que o baro o nao conhecia. Se j es-
queceu este ponto, eu teoho a hoora de lbe pe-
dir que se record agora delle.
O homem apreseotou-se, dizendo que era de
Barcellona, e como d'allivinham differentes pes-
soas a cada instante procurar o baro, fei admit-
tido sem difficuldade.
O Sr. baro nao me conhecedisse o pro-
curador, avistando o Sr. de Nassot.Eu sou de
Barcellona, porm vivo ha inuilos anuos em Ma-
drid.
De certo que me nao- parece te-lo visto, po-
rm sso nada vale, se eu posso ler occasio de
ser til a um compatriota.
0 Sr. bario como o senhor seu pai. Ape-
zar de andar sempre ausente da Catalunha, vi-
veu e morreu com oa sentimenlos de um verdi-
deiro calalo...
Ms em que posso euser-lhe agradavel?
inlerrompea o baro, em quem comegava s des-
pontar a suspeita de que nao fosse barcellooez
quem com tonuro accento failava o caslelhaoo.
Eu sou procurador da senhora Peralta, e
venho trazer-lhe odiuheiro das juias e recebe-
las.
O baro ficou desapootado. Julgra que nem
o duque de Rsela nem Peralta podiam desem-
penhar as joias, e esta crenca animava-o na sus-
tentaco da intriga que urdir. Nao apparecendo
seno as joias dadas por Julio seohorita de Rel-
ia e reconhecendo-as o Daumoot como feilas por
elle para a Peralta, nao era fcil provar que fos-
sem differentes. a asseveracao do Granadino
sera tratada de calumniosa e Giba da rivalidade
conhecida entre elle e o Daamont. Em quanto as
joias estivessem na mo do baro, D. Julio nao
poderia justificarse.
O Sr. de Nassot nao tinha inventado a plvora,
mas possuia em grao mu subido o instincto da
maldade, que em certas orgausacous como que
substitue a olelligencia e procede com igual ha-
bilid ide e aceito. Elle sabia que, para fazer acre-
ditar urna calumnia, basta que assente sobre um
faci verdadeiro, embora de pequea monta. O
mundo preguicoso e acceila com facilidade as
historias que lem visos de verdade, quanlo mais
as que leem algum ponto inconleslavel.
Ora cesta o ponto inconleslavel era a existen-
cia de um unuo collar, visto que a Peralta nao
poda presentar o seo. O baro va, pois, arrui-
nado pela base o edificio que tanto Ihe custra a
construir e eslava resolvido a nao entregar aa
joias sem combate e encaroicado.
A Sra. Peraltarcspoo'deu o barode cer-
to Ihe disse que as joias nao esto em meu poder.
Queira dizer-lhe que eu as vou buscar e que lo-
go ou amaoba terei o gosto de lh'as entregar
pessoalmenle. E' possivel que o meu amigo a
quemasdeiem penhor, nao esleja em Madrid.
E' ura homem que muitas vezes vai passar algu-
mas semanas a Sevilha.d'onde natural.
Mo isso, Sr. baro 1replicou com hu-
mildade fradesca o bom de procurador.Muito
Mo I Va I ha me Deus 1
Bem v que nao culpa minha. Eu nao ti-
nha o dinheiro....
Cousas da breca, Sr. baro 1 Mas para que
dos meus aentiraentos, que tero sempre de ami-
go leal e de criado dedicadisslmo.
.Baro it Nauot
Escripia, esla carta, em que a maldade n
moatrou mait arteira do que poda esperar-te ds
pouca agudeza do bario, tocou a campaioha e
ordeoou a um criado que a levaeae immediata-
mente ao palacio de Ralla. *
Diga ao porteiroacrescenlou o baroque
eu nao estou em casi para pessoa alguma.
nos acontecimentos dettes ltimos das e prepa-
rar-se para a nova direc^o que dra & intriga do
casamento. Ao cabo de looga meditado intil,
resolven-se a Ir passear Fuente Castelhana, on-
de ihe succedeu a triste aventura que o leitor co-
nhece e de cujas consequencias mo cumpre dar-
lbe noticia especificada.
Pobre baro De que te serve o titulo, a ri-
queza, o ar imperligaoo, a cor rotada e a ele-
gancia que procuras affectar? Al um rels pro-
curador de causas te leva de vencida I J Deas
te nao fez para conde de Relia nem para duquo
de Lialva 1 Ficars baro toda a la vida I Bam
sei que menos do que nao o ser! Tem pacien-
cia. Cada um sotfre o castigo que merece. Oteo
ser baro, e nao pequeo I
[Continuar -te-ha.)
Variedades.
POR
PAULO DUPLESSIS.
Oa rapazes nao nem teno imprudencia!.
0 senhor sea pai, que Deua tenha em gloria, nao
cahia em tal. Nao sabe o Sr. baro que um pe-
nhor um deposito e que dispdr delle fra das
condignos do contrato um abuso de confianza?
Oh 1 homom, eu nao quero, icar com as
joias. Deixe-me ver se o meu amigo est em
Madrid e em breve as irei levar senhora Peral-
ta. Entretanto, ella conserva o dinheiro como ga-
ranta e eu ainda valho o excesso do valor.
Essa boa, Sr. Baro lornou o procura-
dor sempre no mesmn lom seraphico.A sua pa-
lavra ouro. Mas eu teoho ordem de nao sahir
d'aqui sem as joias. Caprichos de mulheres En-
lo que quer ? Triste cousa ler de ganhar a sua
vida a servir os outros I
Pois olhe, hoje nao aa leva, porque eu nao
as teuho em casa.
Mas Sr. Baro, veja te as manda buacar a
casa do seu amigo de Sevilha. Talvez nao aeja
longe d'aqui A Sr.a Perilla e o duque ambos me
deram ordeos terminantes a este reapeito.
Essa insistencia oa verdade, singular e
at o (Tensiva. Cuida que eu sou capaz....
Pelo amor de Dos, Sr. Baro. Eu, que co-
oheci o senhor seu pai, que Dos baja, bem sei
com quem lido, mas eu sou mandado. E depois,
o Sr. Baro to imprudente.
Imprudente I Em que ?
Pois oo escreveu a Sr.a Peralta dizendo-
lhe que Ihe propon um contrato par Ihe com-
prar as joias I Isso que a fez desconfiar, e como
ella as lem em grande apreco....
E' verdade queeterevi. mas foirespondeu
o baro com visivel emb'raco, porque u meu
amigo de Sevilha as quera comprar e dva por
ellas preco muito superior ao que na realidade
valem. Mana de homem rico 1 Olhe que me au-
torisou a offerecer oito mil duros II Eu, por ami-
sade a Sr.a Peralta, que lbe tencionava fazer a
proposta da venda.
Pois veja o Sr. Baro- como o mundo. A
Sr.* Peralta conversou ludo iiso com o duquee as-
sentaram que era possivel que o Sr. Baro tivesse
ja disposto das joias. Esta snipposiqo foi a peior
que podiam fazer, porque me deram ordem de ir
queixar-me autoridade, presentando o seu re-
cibo e a sua carta ultima, da confronlago dos
quaes papis resulta que o Sr. Baro recebeu as
joias em penhor, que ja as nao lem e que prop'oe ,
a esse respeito um contrato de indemnisaSo. 0 i j*uUo" *** todos pertencem
abuso de confianga esl provado. fweo tinha \k reunid
Isso ama infamia 1 exclaptou o baro,
levantando-se, desesperado.E' o que se lucra
de fazer favores a gente dessa !
Tanto nao disse eu senhora, mas sempre
Ihe observei que o ar. Baro a tinba obsequiado,
arranjando^lhe o dinheiro, e qoe era iogralido
intentar por essa causa um processo deshonroso.
Sabe.o que me respondeu o duque ? Nem eu lh'5
quero eizer.
Diga, diga. Eu espero tudo d'essa caoalha.
Pois ja que o determina assim, direi que o
duque me replicou que empreatimo sobre penhor
ecom juro era favor do Monte de Piodade e que
deshonroso dispor cada um deque Ihe nao per-
lenco.
= Tratante I insolentes! ingratos I
O mundo assim, Sr. Baro. Por bem fazer
mal haver. Emfim, eu o que tinto ter de recor-
rer juslica. Pela memoria do seu honrado pai,
que Dos tenha |em bom lugar, livre-me d'esta
terrivel cenjunctura.
Mas se o homem oo est-em Madrid ?
Bem sabe, Sr. baro,cootinuou o procu-
rador, sera dar pela objeccao da ausencia dosup-
posto sevilhano que o juiz criminal nao seu
amigo e que um intimo do duque de Roseta.
Nao d gosto aos-seus inimigos- Fac,a por entre-
gar as joias hoje.
O bsro nao sabia adoptar urna resolugo. A
intriga de Reta exiga que elle conservasse as
joias, mas o processo com que o ameacavam,
pro-vando a existencia dos dous collares, destrua
do mesmo modo a calumnia com que elle impe-
dir o casamento de D. Julio e deshonrava-o.
Nesta perplexidade, a colera, o despeito, a am-
bicfio, a perlidi natural e o mdo nao menos
innato no seu animo assaltavam-o de todos os
lados O procurador insista sempre em termos
submissos, recordando a veoeravel memoria do
defuntu Nassot e lamentando ter de dirigir-se
justiQa.
O baro nao pede resistir mais rempo. Fingiu
escrever ao sevilhano e meia hora depois recebeu
o dinheiro e entregou as joias, que um criado
veio trazer com recado esludatlo, como se as ti-
vesse ido buscar fra de casa. O procurador res-
tiluiu o recibo do baro e despediu-se no mesmo
lom carinhoso e reverente com que dirigir a con-
versado a que o leitor esteve assistindo :
Mal o honrado procurador tioha voltado costas,
o baro pegou na penna e escreveu senhorila de
Relta a seguinte carta :
Minha senhora.
suMrairmdo-o9 astim a melle crines de qne
occasio, a odoaidade, e estae certo ae sem re-
ligiio, prnteiro que lude, e depon teti o deseo
voivimeoto do commercio, da industria-e das ar-
tes, impoesivel a crvriiaagao dos povos.
Desejaodo eos envar-stos sacerdotes que roe
irjslruam s as* vossos o sania religiio de Jetas
Chrrsto, nosso Divino Redemptor, trzestos este
respeito urna proposta ao actual ministro de S.
M. Fidelissima na repartir dos negocios da ros-
O barao desejava estar s. Prensava reflectir I rioha e ultramar, a qual foi logo attendida co-
O QUE VALE A PHRENELOS-IA.
Segundo urna nota assignada pelos Srs. Rous-
seau e Jacquart, e apresentada sociedade de
biologa de Pars, resolta um quid pro quo nota-
vel respeito de algumas Degas da collecgo phre-
nelogica de Gall, adquerida pelo museu de histo-
ria natural daquella capital.
Tres deitas pecas ofTerecem as circumslancias
seguintes: o n. 261 forma os dous terco supe-
riores da cara, e segundo o registro por Cali ou
por algnm de teus discpulos, pertence um m-
sico e serve para fazer yr atdeprestes que im-
primen* no crneo as circumvolug&es cerebraes :
o n. 27, que comprehende a abobada do crneo,
ailribue-se baroneza Frank, e destinada ma-
nifestar o grande desenvolvlmentn dos orgos da
circumspecco ; por ultimo r>. 353 forma os dous
tergos posteriores d'nma base do crneo, e diz-se
pertencer um assassino.
Agora bem, reunidos estes varios fragmentos,
mesma esbega.
ido outros factos an-
logos e preciso confessar que semelbanles des-
cobertas sao muito proposito para inspirar des-
conflanga pelas theorias phronelogicas, assentes
em observages lo viciosamente recolhidas.
UM ASSASSINO DE ONZE ANNOS.
Perante o tribunal criminal de Argel compare
ceu ura assassino de 11 aonos.
Este precoce criminoso era um pastor, que,
reunindo-se urna tarde, beira do mar, com urnas
meninas de 4 a 6 annos, accendeu urna fogueira,
e langou a ella urnas daquellas innocentes de 4
annos de edade, e a segurou sobre o fogo, ames-
gando aa oulras meninas com fazer-lhes o mes-
mo se tratassem de estorvar a sua iniqua aego.
Quando os paes da menina souberam do crime.
e acudiram desesperados em busea della, encon-
iraram-na, moribunda e sem poder pronunciar
mais que estas palavras : < Mama, o menino
mu queimou-me. > O pae desie menino mo
tioha sido justigado por assassino. O tribunal con-
demnou o ru, que para ser completamente cri-
minoso at quizara suicidar-se, quinze annos de
eocerrsmento n'ums casa de correego.
CURA NOTAVEL.
Na academia de sciencias de Franga deu-se
conta d'uma cura muito original. Om medico re-
fere que, estando era Manilha, um creado seu foi
picado por urna serpete das mais venenosas que
secoohecem naquellas ilbas: nao lendo o medi-
co mo nenhum lcali voltil, cauterisou a fe-
rida com urna braza, mas os estragos de eovene-
nameoto progrediam horrivelraeote. Ento o fa-
cultativo deu ao paciente urna garrafa de vinho
de coco ou alcool de 17 grus, que bebeu, cau-
sando-lbe inmediatamente embriaguez. As con-
sequencias do en*enenamente oessaram logo,
mas maoeira que a embriaguez se foi dissipan-
do, reappareceram aquellas, e o paciente lornou
beber, at que terceira garrafa Qcou comple-
tamente curado.
mo era de esperar do zelo patritico e illusirado
de S. Exc. ; e por isso cuidamos em vos mandar
quanto antes tres ecclesiaslicos qne vo estabele-
cer-se permanentemente em S. Salvador do Con-
go, e que na sua misso de paz evangel'saroes-
ses povos, e com a efcacia da palavra divina co-
Ihero ahi fructos preciosos de virtude e morali-
dade. Da vossa parte, nobre rei, esperamos que
fagaes estes venerandos apostlos da civiliiago
christa o mais cordeal aeulbimento, e que Ihes
oo negareis meio algum pira que a sua santa
misso seja fecunda em bons resultados. Com is-
to lucrareis vos e lucraro lambem muito os po-
vos que regeis, porque a religio a mais sega-
ra garanta dos imperantes o dos subditos.
Logo depois da Doasa chegada cidade de
Loanda ser-vos-hao entregues da nossa parte,
por um sacerdote deputado pomos, os objeclose
emblemas religiosos com que desejamos preseo-
tear-vos, e entretanto aceita seguranea da
considerago e estima em que temos a vossa pes-
soa e dos votos que fazemos pela vossa preepe-
ridade, e recebei a beogo que vos enva o vosso
pastor.Manoel, bispo de Angola e Congo.
Escripia na nossa residencia do Pmheiro Gran-
de, aos 2 das do raez de fevereiro de 1861.
SINOS DK SANTA CRUZ.
A mesa de Santa Cruz de Braga mandou fun-
dir em Lisboa, na fabrica dos Srs. Manoel Anto-
nio da Silva & Filhos, um carrilho de 10 sinos
aunados, que espera reeeber por estes das.
Segundo diz o ndependcnle, o priroeiro destes
sinos pese 86 arrebas e 3-f arralis, o segundo 60
arrobas e 28 arralis, o lerceiro 14 ditas e 24, b
quarlo 37 e 12, o quinto 27 e 10, o sexto 19 e
20, o stimo 16 e 6, o oitvo 13 e 29, o- nono 11
e 12, e o dcimo 8 e 6.
Estes sinos importam, oo comprehendendo a
despeza feita com a conduogo, na quantia de
3:762$, sendo o custo de cada arratel de metal
360 res.
Os sinos devem ser estreados por occasio da
festa di lBvengo da Santa Cruz.
POR CAUSA DAS TROCAS.
Fui preso em Barcellona um individuo de ex-
terior elegante, que andava por todos os cafs es-
camoteando as colheres de prata, que substiutia
por oulras de metal branco, das quaes ainda ti-
nha muitas quando o prenderam.
E' FORTE 1
0 conde de Monlalembert publicou um'olhe-
lo, em que dingindo-se ao- conde de Cavour,
diz:
Uigo-vos-sinceramente, e com mais pezar que
colera, sob um grande criminoso I Sois mais cri-
minoso do que Mazzini, que segu a sua profisso
deeonspirador e regecida, ao passo que vos nao
segus a vossa de homem de estado, de cidado
e de ministro. Sois mais criminoso do que Ga-
ribaldi, e nem a inimiside deste pode lehabili-
tar-vos. Garibtldi um pirata, nao um hypo-
crita : diz claramente- que o pontificado um can-
cro e que a Italia, tal como elle a sonha, deve ser
prolestsole, e nao diz, como vos, que pretenda
servir os ioteresses verdadeiros e maisduradou-
ros do cathoiicismo.
PRIMEIRA PARTE.
XIII
(Continuago.)
O conde ainda que procurasse sorrir-se, por-
que via todos os olhos xos sobre elle, nao pode
todavia oceultar a commogo extraordinaria, de
que se achava possuido, e que se trahia oa pil-
lidez mortal que Ihe cobris o rosto, na agitago
convulsa dos seus labios, e na expresso ao
msnao tempo vaga e ameacadora do seu olhar.
Mostrou principio querer pronunciar urna
phrase ; mas besilou logo, ou porque as pata-
rras que Ihe acoiiam ao pensamenlo Ihe pare-
cessem improprias para exprimir a sua idea, ou
porque receiasse trahir um segredo na grande
perlurbago em que se achava. Entretanto o
su silencio foi de curta durago : a hesitago
desappareceu bem depressa para dar lagar vio-
lencia que o domioava.
Conhecestes Antonia, senhor ? perguntou
elle ao marquez de Hallay com um tom arreba-
tado e imperioso, que exceda todas as conve-
niencias.
O marquez estremecen ; porem dominando lo-
go a colera e a sorpreza, que Ihe causavam a na-
tureza e o tom dessa pergunta, respondeu :
Sim, senhor, conheci a senhorila da Ven-
tana. E' urna linda e encantadora moga 1
Quanto tempo ros demorastes ali ?
Seis semanas.
Seis semanas ?
Sim, seis semanas. Parecis admirado 1
A senhorila agradou-me summamente.
, Antonia pois, oa foi vossa amante ?
Perdo, meu querido conde : o rosto inter-
rogatorio ultrapasas os limites da curiosidade a
mais iotima I Pego-ros permisto para nao
responder esta pergunta.
Entretanto haris de responder,' marquez.
Julgaes assim ? Nesse caso ser contra a
minha rontade ser preciso que me ebri-
guem......
Pois bem, seris obrigado !
Sim ? E quem se enearregari dessa misso
que, nao dero oceultar, ha de ser bastante.peri-
gosa e difflcil ?
Eu, marquez.
Que I ros, conde f Posso saber por que
eios ?
Usarei do meu direito.
Ah 1 Tendea direitot tobre Antonia ?
Nio; mas tenho-os sobre ros.
() Vide Diario a. 122
Sobre miro 1 Ora eis-aqui ama cousa que
me d vootade de dizer como este querido Wise-
man : o Oh 1 bem divertido na verdade 1 Di-
zei-me que direito esse que tendes sobre
mim ?
O direito que possue todo o homem honra-
do de fazer com que se expliquem os cobardes,
que calumniara as mulheres, e recusara bater-se
com os homens 1
Sr. conde !
Sr. marquez !
Os dous mancebos ergueram-se dos seus as-
senlos : o Baledor de Estrada collocou-se entre
elles.
Senhores, Ihes disse framente, umi s pa-
lavra bastar para que vos accommodeis : Anto-
nia nao ama nenhum de vos. Se apezar disto
persists na vossa polemica.eotendei-vos l como
derdes ; negocio que me nao pertence. Sou
Batedor de Estrada, e oo juiz conciliador. Po-
da e devia inlerpor-me ainda urna vez entre
ambos, mas os esforgos humanos sao insufficien-
les contra o destino. Vejo claramente que deve
haver entre vos sangue derramado ; porem rejo
egualmenle que eslaes n'uma casa, e sobre um
terreno neutro, debaixo do mesmo tecto que
abriga urna senhora : esquecer isto faltar to-
das as leis da honra e da hospilalidade....
Joaquim Dick ainda nao tinba acabado quando
o ruido de eslrondosos gritos e vozeria que par-
tiara da ra, veio cobrir-lhe a voz. Quasi ao
mesmo tempo ouviu-se em frente da casa de
Master Sharp assobios agudos, furiosas vocifera-
coes, gritos lamenlaveis.
Presumo que teve lugar algum trgico
acontecimento, disse o negociante dirigindo-se
para a porta : vamos ver o que ; talvez uo
assassmato I .... Isto ha de divertir-nos 1 ....
Mr. Wiseman Qcou s na sala de janlar, anda
dormindo, e repelindo de vez em quando o seu
montono eslribilho:
Oh sim 1 bem divertido, verdade 1
Quando Master Sharp, Joaquim, o marquez de
Hallay e o conde d'Ambron chegaram porta,
viram urna multido espantada e aterrada que
enlulbava a roa, e no meio dessa especie de re-
banho humano carroceiros que tocivam os aui-
maes todo o trote sem se embaragarem com os
accidentes inevitaveis, que deviam aer a conse-
quencia forgada da sua brutal imprudencia.
Pouco depois appareceram alguna homens pu-
xando urna bomba, soltando gritos de demonios,
e derribando lude o que se oppunha sua mar-
cha precipitada :'outros esfairapados allumia-
vam-os com archotes accesos, que laogaram so-
bre essa scena um claro sinistro. Pareca um
espectculo infernal 1
Supponho que um incendio 1 exclamou
Master Sharp com espanto. Tomara eu que o
vento nio sopre o fogo para o lado de minha
casa.
O negociante fez parar um menino que corra
alegre atraz dos bombeiros para o lugar do incen-
dio.
Onde o fogo, meu menino ? perguntou
elle. *
' No Mtrchant-Street. Deixae-me ir,senhor;
foi eu quem deu a noticia, quero rer tudo at o
fin.
A familia de Lovera, que nao poupa diligen-
cias era despezas para se apossar da fortuna de
Relti e de Lialva, mandou fazer outras joias
eguaes sque D. Julio Ihe deu. Sao destinadas
Peralta, que, no 6m de tudo, as acceitar como
reslituigo, muito contente de rehaver o que per-
der em um momento de colera.
a Previno-a desle manejo para que se nao dei-
xe illudir. Afllige-me v-la em riscos de ser
victima da ambigo e da avareza e hei-de fazer
tudo quanto estiver ao meu alcance para salva-la.
De viva voz Ihe explicarei esta manobra indigna.
Sei que faz justiga candura e sioceridade
CARTA DO REI DO CONGO.
O bispo fe Angola dirigiu ao re do Congo em
2 de fevereiro a seguinte carta ;
Ao Ilustre rei do Congo, D. Pedro, sade e paz
em o Senhor.
Temos grande prazer, nobre rei, em vos diri-
gir as nossas felicitages e parabens por vos
achardes de posse da capital de vossos estados, o
que ineoniestavelmenla de-vido ao valor das
tropas porluguezas, commaodadas pelo bravo ca-
pito-tenente Jos Bapiista de Andrade.
Deveis, pois, dar muitas gragas ao Deus dos
exercilos pelo brilhante feito d'armas do dia 16
de setembro do anno passado, com que o prover-
bial pundonor portuguez vingou os insultos feitos
vossa baodeira, festejando d'um modo to so-
lemne e conveniente o anniversario natalicio do
nosso augusto monarcha o Senhor D. Pedro V.
Procurae agora, charissimo irmo, em Jess
Chritto, reger os vossos subditos cpm jasliga e
equidade, e nunca vos esquegaes de que a bem
entendida clemencia urna das qualidades que
mais deve destinguir os que imperara sobre os
povos.
Acostumae os vossos subordinados ao trabalho,
O CASO E" SERIO.
Comquanto alguus jornaesdigsm que termina-
ra a quests entre o duque d'Aumale e o prin-
cipe Napoleo a Gazeta de Augsburgo diz que o
principe, considerando que general dedivisao,
reuniu ao Palacio-Royal um tribunal de hoora,
composto de cinco geoeraes, que, poruoanimi-
dade, declararam que o principe devia dirigir urna
provocago enrgica ao duque d'Aumale. Em
vista desta deciso, diz o citado peridico, ine-
vitavel o duello. Assegurava-se que o marquez
d'llallay e Mr. Ferr Plsaoi sao os padrinhos do
principe, e parece que partiram pira Londres
portadores do cartel do desao para o duque de
Aumale.
Presumo que hei de dar-vos um shilliog se
quizerdes responder s minhas perguntas.
O menino era americano; nao hesilou pois, e
Ueou.
Dae-me o schilling, disse elle : sempre
heide chegar tempo : o fugo durar pelo me-
nos at pela manha.
No ilerchant-Street 1 repetiu Master Sharp.
Neste caso nada posso receiar ; o vento fa>o-
ravel. Dizei-me, meu amiguioho, sabis a casa
om que se declarou o incendio ?
Ora se sei 1 pois se fui eu mesmo quem deu
o signal I O meu shilling
Esperae um pouco. De quem a casa ?
De Master Kennedy. By God 1 conlinuou
o menino sem dissimular o seu contentamento ;
que bonito espectculo 1 Todos csses armszens
extraordinarios cheios de pipas de agurdenle vo
produzir um incendio como nunca se viu em S.
Francisco I nao cootando que haremos do ter
agurdenle ioflammada por toda a cidade Hoje
nao Oca urna s pessoa que oo beba o seu grog...
O meu shilling, senhor ? .... Obrigado.
E o menino metleu a moeda de prata na algi-
beira do colete, e foi-se bom correr.
Que pensaes acerca da minha negociago
sobre a agurdente ? perguntou tranquillamente
o Batedor de Estrada Master Sharp. Nao ti
vestes razo em nao acreditar-me, e de recusar-
me um lucro de cinco mil piastras. Repito-vos
que assim perdestes occasio de ganhar dous mil
guineos pelo menos.
O negociante eslava abysmado.
Por acaso saberieis que esse successo ha-
via de ler lugar?
Obrigado 1 Enlo tomaes-mo por algum in-
cendiario ?
Nao, nio isto que eu quera dizer ; que-
ra s pergunlar-vos se suspeitaveis este si-
nistro.
O Batedor de Estrada poz-se rr.
Presumo, Joaquim, que nunca atinarei com
o motivo da vossa alegria I
E eu supponho; Master Sharp, que sendo
os Indios lo supersticiosos, como sao, bao de
naturalmente pensar que a desgraga succedida
Kennedy, to bom atirador e to homem de bem,
um castigo do seu Deus ou Mani por ter elle
experimentado o alcance da sua carabina nesse
pobre diabo que lavrara o seu campo tranquilla-
mente 1 ....
A chegada de Miss Mary poz termo i conver-
sarlo.
XIV
Posto qoe sorprendida pelos clamores da mul-
tido, posto que ignorasse_ ainda que o peri-
go nao ameagava a casa de seu pae, pois pre-
ciso saber qoe es incendios em S. Francisco pro-
pajram-se com mcrivel rapidez, todavia Miss Ma-
ry conservara essa apparencia placida e tran-
quilla, que Ihe merecer de Joaquim Dick o ap-
peltido de bella estatua.
Approximou-se de sen pae, e pergantou-lhe
com urna voz em que nio se trahia a menor com-
mogo :
Dero dar ordem aos criados para que mu-
dem de asa todas os trastea ?
Nio preciso, Mary : presumo que nio
corremos perigo.
Ento, senhor, se desejaes subir ao salo,
o cha est prompto para quando quizerdes.
Vou j, minha Mary, vou j 1 Nao gosto
nada de ser testemunha de um sinistro... E' ver-
dade que quando a desgraga nao nos toca directa-
mente experimentamos sempre nosso pezar
urna especie de alegra ao pensar que a ruiua
passa por perlo de nos sem ofTender-nos, nem
mesmo ao nosso viztnho I Kennedy um im-
bcil que ha de costar multo rehabilitar-se de
semelhanle desastre : sim, um imbcil, repilo,
um tolo que se julgava hbil negociante, por-
que a fortuna o protega I .... Duvido muito
que consiga renascer de sua scinzas I
Miss Mary, tendo respondido com um signal
affirmalivo edistrahido s observages pouco ca-
ridosas de seu excellente pae, approximou-se do
Batedor de Estrada.
Ento, Sr. Joaquim, Ihe perguntou ella r-
pidamente eem voz baixa, conseguistes apasiguar
a coolenda dos Srs.de Hallay e d'Ambron ? Re-
nunciaran! elles ao seu projecto de duello ?
Cumpri a promessa que vos fiz, e nao obs-
tante o conde e o marquez se haode bater ama-
nha.
O que dizeis, Joaquim 1 perguntou a moga
com agitago.
A verdade, miss Mary A prudencia huma-
na nada pode contra a forga do destino 1 Esl
sem duvida escripto l em cima que esses dous
mancebos se ho de encontrar face face com as
armas na mo.
Porm ros me tinheis assegurado de que
possuieis um meio para impedir esse duello......
E empreRuei esse meio com bom successo.
Mas ento. como isso?
Urna reconciliago se tinha effectuado entre
essas duas naturezasindomaveis, mas logo depois
rebentou novo choque, e nao tive geito senao dar-
me por rencido Nada posso contra o raio que
fulmina.
Miss Mary cooservou-se por alguns instantes
pensativa e silenciosa : depois diise com a voz
calma e resoluta :
O que a prudencia humana nio p&de fazer,
o amor o far.
Pode ser, miss Mary; tenho extrema con-
fianga na astucia e obstioago que empregam as
mulheres, quando querem que suaa paix&es su-
preos. Mas nao esquegaes que existe entre os
dous mancebos mais do que urna injuria, existe o
odio. Se nessa circumslancia elles apenas obede-
cessem aos prejuizos do pundonor, sera fcil
convenc-los com argumentos subtis, e parsdo-
xos pomposos: mas assim nao Os seus curagoes
rebentam de colera. Emfim, baja o que bourer,
declaro que Qearei completamente eslranho i lu-
do o que se seguir.
Em quanto o Baledor de Estrada assim fallara,
miss Mary observa-o com profunda altengo.
Sra. Joaquim, disse ella, parece-me poder
afirmar, sem receio de eoganar-me, que as vos-
sas ideas se operou ama mudaoga completa deba
pouco para c I
Qual esta mudanga, miis Mary?
Ignoro; maa estou certa de qoe ella existe.
O que ros faz pensar deste modo ?
A pouca presea, e direi melhor, a inquslifi-
carel frieza que mostraes agora etn impedir eue
AOS VITICULTORES.
Em Franga, segundo diz um jornal francez, es-
t se pondo em uso um noro aysiema de podar as
vinhas, inventado por Julio Guyol, o qual se as-
segura produz grandes resultados, tanto na quali-
dade como-na quantidade doa vinhos.
NOVA MACHINA DE DESTRUIQAO.
Entre as medidas de defeza adoptadas pela
Austria, falla-se em urna nova machina de-des-
truigo de que se far uso as cosas das posses-
ses- austracas e que obstar a que as embarca-
ges penetrem nos porlos.
Sao bombas ou minas carregadas de plvora e
construidas de maneira que nao penetre nellas a
agua.
Estas bombas collocadas no fundo do mar, nos
portos accessiveis aos navios de guerra inimigos,
communicaro entre si por meio-de um tio elc-
trico e faro exploso come natural por meio de
electricidade.
No ensaio que ltimamente se fez em Trieste,
o navio destinado prora desappareceu sem dei-
xar o menor signal de ter existido.
[Cotnmtrcio do Porto.)
duello, que tanto temor me causa ; dir-se-hia na
verdade que elle vos enche de alegria f Acaso
nao entra nleresse pessoal da vossa parte nessa
questo do conde e do marquez?
Ou porque esta pergunta o embaracasse, ou por-
que considerasse esta discusso sem fim ou iote-
resse, o Batedor de Estrada inclinou-se perante a
moga, e foi juntar se ao coude d'Ambron, quem
master Sharp procurava persuadir que nao devia
dirigir-se para o lugar do incendio.
A preseoga de Joaquim produziu mais effeito
sobre a vontade do conde do que toda a eloquen-
cia do negociante americano : elle promelteu-lhe
que nao se affastaria antes de tomar o cha ; e de-
pois passaodo o braco pelo do Batedor de Estrada,
arrastou-o para a ra.
Sr. Joaquim, desejava ardentementevr-me
s comvosco; tenho que pedir-vos urna explica-
cao da maior importancia.
Que explicago, conde ?
Conheceis a minha divisa, nao verdade ?
perguntou o conde d'Ambron depois de ter um
pouco hesitado.
Conhego: c a diviva de um louco, mas
urna bella divisa 1
Joaquim, cootinuou o mancebo com a voz
ao mesmo lempo grave ecoramovida, devo-vos a
rida. apertasles j a minha mo, e eu ros dei o
titulo de amigo, nao lambem verdade?
" Sim, verdade. E que mais ?
t- Em nome do meu repouso futuro, se eu
amaoba nao suecumbir, em nome da generosi-
dade de que tendes usado para comigo, finalmen-
toem nome da lealdade que transpira as vossas
menores aeges, apezar dos vossos accessos de
scepticismo, eu ros conjuro para que me tiris
de urna duvida, e me digaes a verdade I Foi por
vossa ordem que os armazens de Kennedy aca-
bara de aer presa das chammas?
Um silencio embaragoso durou alguns se-
gundos.
Doro ainda accrescentar, conlinuou o conde,
que se confiardes minba honra esse segredo,
elle morrer comigo qualquer que seja o numero
de horas, de das oa de annos, que me fr dado
ainda rirer sobre a trra.
E se com effeito tiresse eu sido o autor des-
sa catastrophe, em que poderia tal eonvicgo mo-
dificar asrelages que existe m entre nos ?
Eu seria sempre vosso devedor; estara
sempre prompto em qualquer tempo moslrar-
vos o meu recoohecimento, mas deixaria de ser
vosso amigo. Arriscara a minha vida sem hesi-
tar, comprometteria de boa rontade a minha for-
tuna para arrancar-vos um perigo serio ; porm
nunca mais a minha mo apenara a vossa.... Q-
cartamos separados por um crime 1
O Batedor de Estrada em vez de responder
poz-se i considerar o conde : tinba ao olhar tal
expresso de indisivel hondada, e de lerna bene-
volencia, que Mr. d'Ambron nio esperando mais
pela resposta, exclamou:
Oh I nio, Joaquim, r6a nio podis ser cul-
pado I As minhas saspeitas eram odiosas, insen-
satas.... Deveis, porm, concordar qne a com-
pra, que Ozestes, dat trezentat pipas de agur-
dente, aa vossas pretengdes exhorbilantes nesse
negocio, o ojal agora ros parecer detesta la vel,
apresentarni coincidencias, tao ineiplicsre'i e
singulares com o incendio dos armazens de Ken-
nedy, que oo eram fra de proposito as michas
duvidas respeilo 1
Eia o que a mocidade 1 disse plcidamente
Joaquim : excessiva e louca as suas aprecwcoes
e uos seus seatimentos 1 AilirmauJo ou negan-
do vista de um semblante que cora ou. que ti-
ca impassivei, nao comprehende oa vida-seno
aquellas aeges que esto bem patentes !...... Dis
sestes bem : eu oo fui o autor do incendio que
que causa a ruina de Kennedy; mas sabia que es-
se successo tea logar, e oo procure impedi-to.
Oh I j vos calaes? Nao ousaes proseguir aais
no vosso interrogatorio ? Ha pouco me conside-
rareis o mais generoso de todos os horneas, e
agora eslaes ponto de julgar-me urna fr sem
quaiiticaco !.... Senhor conde, queris tomar
um conseibo ? Ouvi: quando algum. dos vossos
semeihantes nao houver atacado a sociedade;
quando oo houver calcado aos ps- a lei, nunca
aniecipeis sobre elle um juizo irrevogavek 1......
Presiulo j que me ides objeclarque so eu oo
coocorri para o incendio quiz ao menos aprovei-
tar-me dos desastres que elle causa. Nao, Sr.
d'Ambron : dos lucros provenientes da renda da
mioba agurdenle nem urna s piastra tacar em
miuhas mos : o emprego desse dinheiro esl de
aotemo destinado urna acgo boa..... urna
reparaco....
Joaquim Dick parou, e poodo-so rir, prose-
guiu logo:
Bem vedes, meu charo conde, que satisfa-
zendo ao vosso desejo, e contando-vos toda a ver-
dade, deixei-vos mais pecplexo e incerto do que
estaris no principio de nossas explicaces : isto
acontece porque, para formar-se urna opinio
bem segura de alguem, trala-ae smenle de jul-
ga-lo por um acto isolado da sua vida, em ve&de
se procurar coohecer a sua existencia oteira.Esta
observago, que fago, prova a muila importancia
que eu ligo opinio reOectida e irrevogavel que
deveis fazer meu respeito : e notae que esta
maneira do me exprimir equivale um grande
cumprimento, porque alm de vos nao vejo uin-
guem quem possa dirigir a mesma linguagem.
Ora eeta 1 ja me tioha esquecido do que vos di-
zia lodos os oias quando eslavamos juntos em Pa-
rs : sois um louco sublime I....
Sr. Joaquim, disse o mancebo depois de ter
pastado algumas vezes a mo pela fronte, nao sei
explicar a confusio que causaste* em minhas
ideas. Nio abalees as minhas conviegesnao :
maia fatigaos horrivelmente a minha imaginagol
Procuro em vio oa natureza humana urna analo-
ga, um typo que se ros assemelhe, nio o encon-
tro, e vejo-me forgado eahir no dominio verti-
ginoso da pbaotaaia 1 Pego-voe que terminemos
aqui esta converaagao, qoe fui eu o primeiro
exigir da vossa bondade. Amanhaa, se Deus me
ajudar, e se como espero sahir vencedor no meu
duello com o marquez de Hallay, rogar-vos-hei
para que continuemos anda i e.ntreler-oos do
mesmo asiuropto. Daqui at l tenbo necessida-
de de tranquillidade e repouso I
(Continuar-u-ha,)
PMH.- TYP. DI M. I. DI FAMA -1811.


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