Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09299


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Full Text
'
lili XXXTII ID1EI0 122
Pp tres mezes adiantados 5$000
Ptr tres mezes vencidos 6$000
-
TERCA FEIRA U DE IAI0 IB ISIf
Por asno adantado 19$J0OO
Porte franco para o subscriptor.
BttCARRBGADOS DA 8BSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Leraos Braga ; Gear o Sr. J. Jos
da Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
ttns Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AK'I'IUA DOS tiUKKKUS.
Olinda todos 01 das as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna Parahiba naa segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi as quarlas (eiras.
Cabo, Serlnh&em, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas eiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas IX minutos d
tarde.
9 La ora ss 8 horas e 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora 48 minutos da
tsrde.
24 La eheia as 3 horas 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Joao p. m. ; S. Banulfo m.
28 Terga. S. Germano b. t S. Priamo ro.
29 Quarla. S. Maxirniano b. ; S. Mximo a:
30 Quinta. ^ Festa do Corpo de Deus.
31 Sexta. S. Petronilla t. ; S. Lupeclno.
1 Sabbado. S. Firmo m.: S. Felinto.
2 Domingo. S. Erasmo b. m.; S. Marcelino m.
Auuie.ili.lAs UUS 1H1BUNAK& DA lAf J.TAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relaco: largas, quintas e sabbados aalO horas.
Pazeoda: largas, quintas a sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito da orphaos: tergas a sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas so meio
dia.
Segunda rara do ct1 : quartas e sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL'
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martlns Aires ; Rio de Janeiro, o SrV
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figieiroa da
i Faria.na sus lirraria praga da Independencia ns
16 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 24 de maio de 1861.
Officio ao corooel commanCante das armas.
m resposta ao officio de V. S. de 22 do correte,
sob n. 760, techo a dizer-lbe que o recruta Ma-
noel Josquim de Santa Ano*, a quero maodoi por
era liberdade por officio de 18 deste mez o filho
de Alexandrina Maria da Luz, conforme declarei
no final de meu citado officio.
Dito ao mesmo.-Sirva-se V. S. de indieir-me
seis officiaes do exercilo para serem comeados
presidente e vogaesdos conselhos de julgameoto
que vJo ser submettidos 03 soldados do corpo
de polica, Paulo Francisco de Araujo, Joo Pe-
reira|da Silva e Antonio Vicente Ferreira.
Dito ao raesmo.Declaro V. S. que o recru-
ta Manoel Carlos, criado de Jefferson Mirabeau
das Mercs Gordo, c de que trata o meu officio de
22 do correte, o que se alislou com o nome
de Manoel Jos de Sanl'Anaa, a quera V. S. man-
dar por em liberdade.
Dito ao commindaote superior do Brejo.De-
volvo V. S. o pret e relago em duplicata, que
vierarn juntos ao seu officio de 12 do correte,
dos venciraentos das pragas da guarda nacional
sob seu commaodo superior, quo cooduziram pre-
sos para responder ao jury nessa villa, afim de
passar-se os competentes recibos, declarando V.
S. qual a pessoa autorisada para receber a sua
importancia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em solugo ao que consulta V. S. em officio de
hootem datado, sob n. 193, teoho a dizer que
qualquer proprietario de lypographia pie ser
admittido a langar no lote das impressdes de tra-
ba Ihos das repartiges proviociaes que por officio
de 22 deste mez mandei por em arrematago,
urna vez que se sujeitos s multas que tenham de
ser previstas nos respectivos cootratos, e cuja
effectiva applicago muilo lbe recommendo, como
nica medida, que em tal caso se pode empregar
para acaute.ar os ioleressesda fazeuda publica.
Por esta occasio recommenco V. S. que, de
tas e canhes ; mas apezar disso, repetimos, no
presente momento predomina a corrente pa-
cifica.
O levantamiento na Herzegovina continua. l-
timamente se'fallava d'ura combate favoravel aos
Turcos ; hootem o telegrapho trouxe a noticia
d'uma nova derrota dos Turcos, e de se estender
cada vez mais a io9urrei;o.
Em todo o caso a Turqua est fazendo os
maiores esforgos para domar quanlo antes o le-
vantamento, e era breve Omer Pacha entrar fi-
nalmente na Herzegovina com torgas maiores.
Na esperanga de ver de novo fortificada por
Omer Pacha a sua posigo as frooteiras do nor-
te, a Porta Otiomana nao pensade neohum modo
de salisfazer a exigencia da Serbia de retirar des-
se paiz todas as tropas turcas. O ministro da Ser-
bia, Garaschanin, que tinha ido tratar dessa exi-
gencia em Constanlinopla, se acha anda na ca-
pital da Turqua, e nao pode conseguir urna de-
cisao definitiva.
A Porta hesita quanto pode, e nao se decidir
urna resposta definitiva antes de que Omer
Pacha tenha tomado posigo na Hezegovioa com
o seu exercilo. D'outro lado se falla de conces-
ses da Porta ao Hospedan) da Moldavia e da
Valichia, o principe Rusa. Como sabemos, esses
julga, a cmara dos senhores se decidir emfim a
ceder ao governo. Ao resto a actividade das c-
maras prussiaoasfoi ltimamente de pouco iote-
resse. A mais importante diseussio na cmara
dos depulados foi acerca da mogio sobre urna
lei de responsabilidade dos ministros.
A cmara recusou tornar inicitiava, discutin-
do um projecto de lei sabido do seu meto, e con-
tentou-se de passar ordem do dia, manifestan-
do sua esperangt que o governo apresenlasse
s cmaras na sna prxima sesso urna tei a esse
respeito. Houveram porm outros acontecimen-
tos que mereceram maior interesse do que os
fin-lamentares. Os nossos leitores se lembraro
talvez do processo Skieber em fias do anno pas-
sado, e das graves accusagdes que o procurador
da coroa nessa occasio tinha dirigido nao s-
provnciaes, vos tendea declarado que era preciso sorte dos que se acharem nestas circumstan-
manter as condig5es da uoio entre todos os paizes cas, concedendo-lhes urna indemnisago j que
do imperio. O meu dever de soberano que aceitei nao mais possivel fazer a converso.
solemnemente, me obrga a deffender com todas!
as minhas forgaa a consiituigo geral, outorgada
ao mesmo lempo que as leis fundamentaos, em
26 de fevereiro do corrente anno. como funda-
mento do imperio unido e indivisivel, e a impe-
dir enrgicamente qutlquer leso.
O discurso de sua migestade foi por differenles
vezes interrompido por vivas demonslragdes de
approvagio.
. a sesso do dia 2 de maio a cmara dos se-
nhores determhou um enderego de resposta
falla do throno, a cmara dos deputados lomou
igual resolucio, e dirigi ao mesmo lempo
umjoterpellago ao ministerio sobre a posigo
mente contra o accusado, o director da polica da Hungra. O governo se reservou a resposta.
Stieber, mas tambem coutra a polica de Berln e 1 Entretanto se sabe que esto pendentes nego-
sobretudo contra o seu chefe, o presidente de ciages cm os chefes do partido moderado na
polica bario de Zedlitz. Tambem se le mitrar-o 1 Hungra,e que a considerago d'essas negociacoes,
das primeiras consequencias desse processo, que | pendentes, sobre tudo o motivo porque a dieta
foram a suspensio de Stieber, assim como do da Hungra se decidi de nao concluir al agora a
procurador da coroa Schwank dos seus empregos1 verificagio das eleigdes dos seus membros, e a
e da retirada do ministro da justiga Simes, que addiar de semana para semana a sua verdadeira
por sso se tornou ioevitavel. O'bario de Ze-
dlitz, porm, se tinha conservado no seu posto,
dous principados formara cada um um estado par- e toda a consequencia das accusagdes contra elle
ticular por si, e os esforgos feilos em 1859 favor
d'uma unio dos mesmos, tiveram o resultado
provisorio de se ter tomado o principe Rusa para
principa com mura. Mas a Turqua n'aquelle lempo
recusou admiltir por isso quaesquer consequen-
cias respeito d'uma unio dos mesmos estados,
e sustentando este principio s confirmou a esco-
Iha do principe Rusa para Hospedaro da Moldavia
e da Valachia em dous firmaos separados, ne-
gando dessa raanera a coramunidadeda sua dig-
niiade de principe aos mesmos paizes. Agora
parece ser-se miis condescendeole em Constan-
linopla.
Como so quer saber a Turqua j approvou a
plena unio dos Principados Danubianos, porm
o que merece maior crdito a noticia, que diz
que a condescendencia da Turqua provisoriamen-
te se limitar mandar passar ao principe Kusa
um uui:o firman, confirmando a dupla eleigo.
dirigidas, foi urna ioquerigo disciplinar em se-
gredo, e nicamente para salvar as apparencias.
Esse procedimento causou muita indignago, e
na occasio da discusso do enderesso na cma-
ra dos deputados se lbe deu expresso por mel
de vilenlos ataques dirigidos contra o bario de
Zodlitz. O ministerio, e sobretudo o ministro
da respectiva repartigo, o conde de Scheverin,
oppoz a esses ataques a sua cooviccio pessoal da
integridade do presidente da polica de Berln.
Nada mais se fallou da ioquerigo disciplinar, e
o Sr. de Zedlitz continuou tranquilamente no
seu emprego. Entretanto essas accusagdes diri-
gidas pela impreosa contra o procedimento da
polica, e especialmente contra o seu presidente
acerca do emprego de fundos da municipalidade
de Berln pagos para certos fins da administra-
gao policial, comegavam a preoccupar a atlen-
go das autoridades municipaes, as quaes se de-
ora era dianle. fag, estipular nos contratos dessa e reConhecendo assim, se nao a uoio dos respec- cidiram de sujeitar essas accusagdes a um exame
,",T r?"i oblW0, de .darem -os T" livos Pizes- a uni0 da 8ua cota- provisorio. O resultado desse exame compromet-
pressores controlantes, prompta a impresso dos
trabalhos trinta dias depois que estes lhes forera
remettidos pelas repartiges proviociaes.
Dito ao mesmo.De conformidade com a sua
infurmago de 22 r"o correle, sob o. 191, dada
com referencia da contadoria dessa thesouraria
mande V. S. pagar smente a quantia de 35888,
que tem direito Mara Januana da Conceigo
Guimares para luguel da casa, a contar de 16
de margo at .. de abril deste anoo, em que func-
cionou a aula de instrucgo elementar do sexo
Xeminino de S. Pedro Man'yr de Olinda, que foi
regida interinamente pela supplicante.Corumu-
oicou-se ao director da instrucgo publica.
Dito ao consolho administrativo. Promova o
cooselho administrativo a compra dos artigos
constantes do pedido junto, os quaes sao precisos
para provimento dos armazeos do arsenal de guer-
ra, conforme solicita o respectivo director em of-
ficio n.138 e data de hootem. Officiou-se ao
inspector da thesourariade fazenda.
Dito ao director das obras militares.Cumpre
que Vmc, examinando o paleo interno do quar-
tel do 9o baialhu de iefantaria, onde estagnam
as aguas pluviae*, me aprsente o orgamento das
despezas a fazer-se com um cano de esgolo, que
d sabida s mesmas aguas. Communicou-se
ao coramandanle das armas.
Dito ao raesmo.Respondo ao officio de Vmc.
desta data dizendo-lhe que contrate com Carlos
Lniz Cambronne a collocago da lateina com ap-
parelhos no quartel das Cinco Pontas, urna vez
que offerece melhores meios e maior garanta pa-
ra a boa execugo daquella obra ; convindo que
se tenha era vista a quantia indicada no orga-
mento por elle spresentado, e a que se refere o
aviso da repartigo da guerra de 3 do corrente.
Dito ao director das obras publicas. Mande
Vmc. examinar com urgencia a ponte da Magda-
lena, e empreguc as medidas que julgar necessa-
rias, afim de que nao venha ella a soffrer ruina
com algara enchente que possa apparecer no rio
Caplbarbe.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Dr. Francisco de Araujo Barros, juiz
municipal ds 2a vara.S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, manda acensar receido o officio de
20 do corrente em quo V. S. communicou que
no dia 21 entrara no gozo da liceoga de 15 dias,
que lhe foi concedida por portara do dia ante-
rior. Fizeram-se asnecessarias commuoicagoes.
Dito ao Dr. Antonio Wilruvio Pinto Bandeira
e Accioly do Vasconcellos.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia manda aecusar recebi lo o
officio de 23 do corrente em que V. S. parlicipou
ter no dia antecedente e na qualidade de sup-
plente, assumido o exercicio do cargo de juiz mu-
nicipal da 2 vara, no impedimento do Dr. Fran-
cisco de Araujo Barros.Fizeram-se as necessa-
rias commuuicages.
DESPACHOS DO DIA 24 DE KA10 DI 1861.
ilequtrimtntos.
Azevedo & Mendes.laforme o Sr. capilo do
porto.
Antonio Jacintho Borges.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Clara Maria da Assumpgo Sampaio.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Galdioo Alves Barbosa.Informe o Sr. Dr. che-
fe de polica procedeodo as nesessarias averigua-
goes e propondo as medidas que entender con-
venientes.
Joaquim da Cunha Cavalcanti, vigario encom-
mendado.Sellado, volte.
Jos Candido de Souza Castro.Selle e volte.
Maria Januaria da Conceigio Guimares.Em
vista das informages da thesouraria provincial a
supplicante s tem direitu a quantia de 30888 cu-
jo pagamento ordenou-se nesta data.
Pedro Alexandrino Nunes.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Tiraoleio Peres de Albuquerque Maranho.
Iodeferido a vaisldas informages.
Quanto questo da Syria falla-se d'um enten-
dimento de repente realisado entre a Franga e a
IngUlerra oas basas priocipaes. Pelo momento
de novse cultiva de parte fraoceza com alguma
oslenlago a entente cordeale com a Inglaterra,
tendo-se comtudo sempre era vista a entente
cordeale com a Rus3a. O segredo dessa mudan-
ga parece ser que a Russia, oceupada mais ou
menos com os acontecimentos na Polonia e com
a emanoipagodos senos, que nao a livra de re-
celos de disturbios interiores, nao julga aioda
viuda a i>oca para, em alliaoga com a Franga,
tratar de promover na Turqua a catistrophe fi-
nal, e que a Franga por isso se v obrigada
adiar por ora o rompimenlo com a Inglaterra.
Houve, pois, como disseraoj, um entendimento
na questo syriaoa. a qual ameagava esse vompi-
menio, sendo o fim do dito enlendimenlo a or-
ganisago da Syria, a qual tornar superflua a
oceupago franceza, de sorte quo poder ella ees-
sar. Porm deve-se anda requerer da Turqua a
confirmago d'esse enleodimeoto, e leudo oblido
o mesmo, preciso fixar os detalhes, e assim
poderia muilo bem acontecer que al o dia 5 da
juoho, termo determinado pela ultima conven-
cao, as tropas francezas anda nao deixsram a
Syria. E' verdade que tambem ha quem nao se
fie no negocio, e queira prever atraz da alliaoga
franco-ioglezs pensamenlos oceultos. Se entre-
tanto a nossa supposigo se confirmar, que o mo-
tivo d'esse entendimento e sobretudo a impoten-
cia da Russia de fazer por ora causa commum
cora a Franga no Oriente nada restar Franga
se nao mostrar boa cara, e ao menos proviso-
riamente ceder s exigencias da Inglaterra quan-
to Syria.
Entretanto est por ora muito calado o nego-
cio da evacuago de Roma pelos Francezes. A
nova entente cordiale com a Inglaterra deixa po-
rm suppor que a Franca ceder mais cedo ou
mais tarde urgencia da Inglaterra, urna vez que
tambem o conde do Cavour nao perde nenhuma
occasio de reclamar em Pars a evacuago final;
entretanto segundo todas as apparencias, o impe-
rador Napoleo tem motivos fundados para adiar
a evacuago, ao menos al a concluso da pre-
sente sesso do corpo legislativo. O budget nao
se acha aioda votado peto mesmo, e como se
diz, na sua discusso a questo romana ser mo-
vida de novo. Por isso para nao se preparar no-
vas difficuldades na discusso de budget, a pol-
tica das Tulherias est temporisaudo por ora.
Essa temporisago offerece tambem el-rei
Francisco II a possibilidada de permanecer em
Roma, e de dirigir d'alli sempre novas tentati-
vas cootra o governo piemontez nos seus amigos
estados. Se el-rei Francisco II tivesse desen-
volvido tanta energa, como agora desenvolve
para recuperar o seu throno, na conservagao do
seu governo quando ainda eslava no seu poder,
mu provavelmeale residira ainda hoja na sua
capital de aples. A sua nova energa, porn,
actividade.
promet
leu muilo o bario de Zedlitz, e fez com que a
municipalidade resolveu unnimemente reque-
rer do ministro do interior, conde de Scheveriz,
de levar a causa do Sr. de Zedlitz aos tribuoaes.
A primeira condigo para urna inquirigio ju-
dicial, porm, a suspensio do presidente da
polica do seu emprego, e o conde de Scheveriz
hesita ainda de proceder seriamente contra um
protegido do partido feudal. O Sr. de Zedlitz
continua no exercicio das suas funeges, e os
amigos do ministro explicam essa tolerancia com
coosderages acerca da discusso da lei sobre
impostos de bensde raz na cmara dos senho-
res, dizendo que um procedimento qualquer con-
tra oSr.deZedlitz,irritara todo o partido feudal
da diti cmara, e poria em duvida a aceitagao das
mencionadas propostas respeito de impostos
sobre bens de raz ; mas que urna vez oblido a
resolugo da cmara dos senhores, o ministerio
procedera enrgicamente contra o bario de Ze-
dlitz. Seja como fr, a irritagao contra o minis-
terio se torna cada vez mais forte.
Era Vienna se abri em 28 de abril o novo con-
selho do imperio. Nao se achavam aioda com-
pletadas todas as eleiges, tendo-se realisado s-
mente as de 201 membros dos 343 membros de
que se deve compdr a cmara dos deputados do
conselho do imperio, e d'esses 201 membros
fallaram na abertura mais de 50, da maneira que
foi smente urna menora que no dia 28 de abril
se constiluio como cmara dos deputados. Se-
gundo a constituigo o imperador determina os
presidentes e vice-presidentes de ambas as c-
maras.
O principe Care Auersperg e o Dr. Steirs, bur-
gomestre de Troppan tomaram, o primeiro a pre-
sidencia da cmara dos senhores, e o segundo a
da cmara dos deputados.
Em Io de maio foi pronunciada a (alia do throno
pelo imperador pessoalmeote. E' a primeira vez,
que um imperador da Austria fallou dssa ma-
neira aos representantes dos povos austracos, e
j por isso, embora a sua importancia por outro
lado, essa falla do throno um documento que
merece 'a mais seria considerago.
Eis-aqui o resumo dssa falla no que offerece de
essencial.
Estou penetrado da conviegao que as insti-
tuiges liberaos e a igualdade dos direites para
todas as nagdes exercario urna influencia salutar
sobre a monarchia unida. A organisagio poltiga
se acha fundada sobre a independencia dos paizes
de cora compativel com a uoidade e a posigio do
imperio como potencia.
O emprego das formas constitucionaes expe-
rimentadas est sanecionado. As dietas sao um
facto coosummado ; esse ficto ter cada anno
urna confirmagio progressiva por meio das as-
sembleas regulares. As dietas faro as leis que
satisfagam as precises e os desejos dos povos. O
adiamento das dietas se acha motivado pelo facto
que o conselho do imperio deve por mo sua
nao teve agora consequencia alguma de impor- obra, a qual apezsr das divergencias polticas na-
latlCld. AnnBAa a AMlAaUalla.. _1. aY.--._a* ___.*_
As conjurages por elle inspiradas
cionaes e ecclesiasticas nio ficar sem solugao,
e apoiadas gragas ao espirito de equidade, de conciliago e
para tazer cahir o governo piemontez foram-des- de tolerancia reciproca. N'um estado em que cada
coberlas sempre antes de romperem, e o que al nacionalidade se acha protegida, ellas todas po-
agora se conseguio foram differenles pequeos derao desenvolver-sa e desencerrar juntamente
levanlameotos em differentes partes de aples, urna forca impossante, que inspirar a confianga
os quaes bem que conservera em alent as tro- ao interior, visto que ella repousa sobre a liber-
pas Piemontezas e as guardas nacionaes, mui ra- dade, e que far desapparecer todas as apprehen-
pidaraente sao suocadas, e infelizmente bem ses em frente do exterior, porque ella nao de
ireqiienleraente com grande effusjo de saogua O neohum modo de natureza aggressiva.
ataque sobre o Mincio continua a ser adiado. Tio
pouco a Austria do seu lado pensa pelo momento
em tomar all a o (Tensiva. Nao obstante ella se acha
obrigada a manter em p na Veneza um exercito
gigantesco: achara-se all presentemente nio
menos de 250 milhomens.
Na qoesto allema dinamarqueza a nica cou-
sa de novo que a Dinamarca mandou dar par-
le a dieta allemia. por va do seu plenipotencia-
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
HVHBBliO
S de maio de I8GI.
Os dias se seguem, mas elies nio se asseme-
Iham. Na nossa ultima mostramos asituago
preoecupada das mais serias apprehensdes de
guerra ; hoje o arco da paz se estende de novo
pelas nuvens do horizonte poltico
Como aconteceu esse repentino changement des
dcoriotions, realmente nao podemos dizer ; o
acto que o aspecto tao pacifico em geral co-
no possivel, vista d'uma posigo do mundo
com a presente. Mas o que tamben nio pode-
mos dizer quanto lempo isso durar. Talvez
n'uma das nossas prximas j teremos de relatar
urna nova mudanga, porque certo que as cir-
cunstancias por si nada pexderam do seu carae-
iez estirado, e s os homens polticos que diri-
gem os negocios tem pelo momento mais arden-
tes desejos de paz do que nunca. Ao mesmo
rio, das suas negociages com as cmaras do
llolstein da falla de resultado dessas negocia-
< Confiando na justiga da causa, e na pruden-
cia dos povos, pode-se esperar que a queslio da
representagio da Uogria daCroatia, daEslavonia,
e da Transylvania obter tambem no cooselho do
imperio urna solugo satisfactoria, e que a repre-
sentagio da monarchia se achara assim comple-
tada.
Podemos esperar a continuagio do gozo dos
beneficios da paz, porque a Europa sabe que
d'ella tem preciso. Este sentimento demasiado
universal para que as potencias nio tenham o de-
coes. Ao mesmo lempo a Dinamarca na respec- ver de affastar todo o perigo que podesse ameacar
uva declaragao pretende que de seu lado ludo beneficios lio preciosos.
tinha sido feflo para satisfazer, tanto as justas
exigencias do llolstein, como as decisoes da con-
federagio. e que o malogro das ditas discussoes
devia ser altribuido nicamente dieta de Itzehce.
Segundo a ordem dos negocios, a daelaragio da
Dinamarca foi entregue pela assemblea federal a
commissio executiva para relatar, ,e temos de
esperar o relalorio o parecer dessa commissio.
Nio se pode fixar o lempo en que teremos a so-
lugao ; mas se como geralmente se pensa, as
c A Austria se reconhece solidaria n'um tal
dever, e nutre a conviegio que o sentimento das
outras potencias o mesmo : por consequencia,
os trabalhos emprehendidos para fundar urna
nova poca de bem-estar geral nio sero por isso
se nio mais efficazes-
Os trabalhos que vos incumbem primeramen-
te sao : de restabelecer o equilibrio na economa
nacional, introduzlodo medidas proprias para as-
segurar a autonmica dos paizes da coroa.dos cir-
propostas exigirem o final cumprimento da exe- culos e das commonas, de diminuir a despeza do
cugio no Holstein, ja desde tanto tempo pen-
dente, decorrerio ainda algumas semanas antes
de serem decretadas essas propostas, e quando
finalmente houver a resolugo, e a execugo fi-
nalmente se dever realisar, o primeiro acto da
execugo de novoo aviso de um
exercito, de regularas relagoes entre o estadoe o
banco nacional, de estabelecer modifleagoes no
systema das conlribuiges e a dehberagio sobre
outros projectos de leis importantes.
< A nossa tarefa de ajudar a Austria a supe-
rar a crise a mais grave, qual ella se achu su-
e de novoo aviso de um novo termo
de tres semaoas para a Dinamarca. Por isso po- jeito at agora ; ooaWd~eveVVupera-a a'todo
aera correr aioda muita agua ao mar antes de prego.
vermos qualquer passo deciairo. | Os representantes do imperio me prestarlo o
Ante-hontem, Qnslmento, comegaram na ca- appoio tradicional, que nunca me fallou oas mais
mar aos senhores prussiana as discussoes sobre duras experiencias de parte das differentes nado-
as propostas acerca dos impostos de bens de nalidades, rivalisando na sua fieldade e nos aa-
nZ*.TU[XtmB0' atma"enlols e toda P"te "lz-.E,P5r':M.T5-|a concluidas com brevidade. orificios de toda a qualidade que implorara
como antes, e a Europa est4 tesada de baione- O resultado anda duvidoso. porm, segundo se c En vossos .entregos anadosds Aleta
ar*
:1
LONDRES
8 de maio de 1861.
Na manhaa de 4 do correte entrou em Sou-
thamptoo o paquete inglez Tyne com a mala do
Brasil, trazendo a seu bordo entre outros passa-
geiros de distiocgo o nosso Ilustre estadista o
conselhtiro Salles Torres Homem. S. Exc. foi
sera demora procurado pelo nosso vice-consul
era Soulhampton, que por ordem do nosso mi-
nistro nsta corte se pz dsposigo desse dis-
tinelo viajante ; mas, preferindo seguir immedia-
tamente para Londres, deixou a Sr. Torres Ho-
mem aquella cidade pelas onze horas desse dia,
chegando a esta capital duas horas depois.
Na estaco do camioho de ferro de Londres se
achava postada urna carruagem do mioistro do
Brasil, destinada a receber o illuslre viajante a
sua familia, afim'de conduzi-los ao hotel onde
deueriara hospedar-se.
Foi S. Exc. alojar-se em Edward's Hotel,
estabelecimento de primeira ordem, e onde se
acha com a decencia conveniente sua alta po-
sigo.
* O nome do Sr. Torres Homem assas eoohe-
cido ueste paiz, onde muita genta admirou a
sua administrarn quando recentemente aquelle
brasileiro aecupou a pasta da fazenda nos con-
selhos de s. M. o I. ; e agora que ser elle pos-
to em contacto com os grandes estadistas iugle-
zesPalmorston, Gladstone, e Russell, mais de
perto ser conhecido e apreciado por esses e ou-
tros individuos que s pela forma o conheciam.
O Sr. Torres Homem ter a honra de ser re-
cebdo pelo principe Alberto no palacio de S.
James por occasio da prxima recepgo ofOcial
que sua alteza ali dar em 15 do correnta por
commissio da rainhs. que por emquanto so tem
abatido de apparecer em publico.
Consta-me que S. Exc, depois de urna breve
viagem que vai fazer a Pars, regressar a esta
capital ende lenciona permanecer bastante tem-
po, flm de estudar de perto as iostituiges in-
glezas, das quaes ello profundo admirador.
Nesta occasio em que o parlamento britnico
se acha funcionando, encontrar o Sr. Torres Ho-
mem excellele ensejo para fazer acompanhar os
seus esludos da pratica que aquella assemblea
offerece cada dia em suas sessoes ; e nenhuma
duvida nos deve restar do grande a proveitamen-
to que dessas liges colher o nosso compatriota,
atteoto o seu raro talento e grande sbmma de
experiencia.
A mais importante noticia que do Brasil rece-
bemos pele Tyne, e que hoje appareceu publica-
da no Money Markefo Time, foi a relativa
suspensio da lei de 20 de agosto que decretou a
converso das aeges das nossas estrada de ferro
por fundos da nossa .divida interna de 6 0^0 ou
da externa de 4 1|2 Oi.
Esta medida, que parece ter sido provocada
pela pessima influencia que a execugo daquella
lei causara sobre o valor das nossas apolices de
6 0|0, nio produzio aqui a maior confianga, pa-
recendo ao publico ioglez que o governo impe-
rial vacilla nos expedientes que toma em rela-
go s empresas frreas braaileiras aqui coladas.
E' verdade que em lempo o publico deste paiz
queixava-se da existencia da medida dizendo que
o governo do Brasil levara em vista liberar-se
do juro de 7 0[0 dando ttulos de 6 0|0 internos
ou de 4 t|2 0[0 externos ; mas em ambos os ca-
sos oio menos verdade que ainda se esl por
acertar com o remedio que venha por um pon-
to ao discredito das nossas empresas frreas.
Na opioiio dos que se reputam melhoj conhe-
cedorss do espirito dos capitalistas ingleses, o
nico remedio para aquelle mal sera urna ex-
tenso da garanta do juro por parte do governo
imperial. Convindo porem ser justo, drei como
hade o governo imperial prestar-se fcilmente a
esse expediente, quando certo achar-se des-
gostoso com a admioistragio que tem levado a
cooatrucgo da liuha de Pernambuco ?
Na niinha humilde opiniio o governo imperial
nio deve prescindir de garantas, e estas difficil-
mente julgar elle talvez encontrar no pessoal
que compde a directora de Pernambuco, nio
pelo que respeita honestidade dos individuos,
mas pelo desaccordo em que elles tem constan-
temente estado com os agentes do governo im-
perial.
As outras duas linbas frreas aqui coladas nio
entram em queslio; mas nem por isso deixio
ellas de ser constantemente affectadas pelo mo
estado das aegoes da companhia de Pernam-
buco.
Conclua a empreza do Recife as suas obras, e
nesle meio tempo d ao governo imperial provas
de que com economa e acert executou seus
trabalhos, que entio ser sabio, poltico, e libe-
ral, extendor-lhe a garanta do juro que ella
agora reclama sem fundada razio.
O Times tambem publicou que o governo
do Brasil ordenara a entrega companhia do
Becife daa sommas que o mesmo governo rece-
bera dos accionistas que ltimamente haviam
convertido suas aegoes.
Esse expediente era forgoso tomar-se, porque
se achava fundado oa mais evidente justiga, visto
como o governo imperial pelo facto de substituir
os accionistas incorre as obrigages que a estes
imcumbia; e estou certo que essa medida cau-
sar aqui ama mui benfica influencia acerca da
hooestidade do nosso governo, alias posta em
duvida uestes ltimos tempos por alguus ioimi-
gos tesados nossos inleresses pelo discredito em
que tem cahido as nossas emprezas cotadas nes-
ta praga.
A companhia ficar pois habilitada a levaotar
esses fundos, e com elles poder continuar as
obras, de cujo andamento se comegava a des-
confiar.
A suspensao da converso das aeges ser
todava causa de algumas reclamagoes contra o
governo imperial por parte daquetles que em
tempo se haviam dirigido directora aqui pe-
diodo certificado para realisar a convenio, mas
que sen culpa alguna nio o haviam obtido por
negar-se a mesma directora a da-la em quanto
a governo nio eslivesse dispoito a entregar as
somatas que estiva restando.
V de instiga manifvtta que o governo alteada
nao
As acge de Pernambuco continuam a descon-
t de a de 1 1/4 ; e as de S. Paulo a dito de 1/4 a 11/2.
A noticia que aqui tem vogado de haver sido
descobert na linha da estrada da Bahia urna
mina de ouro nem por isso tem contribuido para
levantar os fundos dessa empreza do descont
em que esto.
Na ultima quinzena chegaram de varios portos
do norte do Brasil Inglaterra os seguinles
navios :
De Pernambuco Luisi (22 de abril) Falmouth;
do Ro-Grande Aracaty (26) Liverpool; do Pa-
ra Til-bit (26) Liverpool: da Parahiba Maria
Villa (26) Greenork.;-He Pernambuco Warrior
Queem (27) Clyde; do Rio-Grande Namcy e
Nora (29) Falmouth ; do Maranho Cranston
(1 de maio) Liverpool; e di Parahiba Si.
George (4) a QueeostavD.
De Inglaterra seguirn) no mesmo periodo para
o Brasil os seguiotes navios ;
De Liverpool Pope (25 de abril) para o Rio
Grande ; e de Falmouth Elisa Jenkins (30) para
Pernambuco.
No mercado de Liverpool o algodio do Brasil
tem conservado os seguiotes pregos :
O de Pernambuco tem sido colado de 8 d 1/4
a 8 d 3/4 ; o do Maranho a 8 d 1/2 a 9 d 5/8; e
o da Bahia a 8 d 3/4 a 9 d.
Este genero couserva-se com boa procura,
ostenta nio s a sua excelleole qualidade como
a diminuigo de imporlagio desse artigo dos
Estados-Unidos por motivo da guerra civil.
Cacao tem sido colado de 52 s. 63 s. per cwt,
"*~*
pagando 1 d. de direito por libra.
Caf de primeira qualidade de 60 s. 70 s.; se-
gunda de 54 s. 60 s., e terceira de 48 s. 53 s. 6 d.
per cwt, sujeito a terceira de direito por libra.
Pao Brasil 80 s. por tonelada, livre de direito,
havendo ltimamente soffrido urna baixa de pre-
go na razio do 5 s. por aquella medida.
Assucar de Pernambuco e da Parahiba branco
Cea colado de 26 s. 6 d. 34 s.; e mascavado de
19 s. 25 s. per cwt.
Dito branco da Bahia de 24 s. 6 d. 30 s- ; e
mascavado de 19 s. 6 d. 24 s.
E finalmente courus salgados do Rio Grande
tem obtido os seguinles pregos : 5 3/4 d. a 7 1/2
d. por libra ; ditos seceos 81/2 d. a 9 d.; e ditos
seceos salgados de 6 d. a 8 1/2 d.
Os nossos fundos de 5 o/O ficam a 100, e os de
4 1/2 O/o a 87 5/8. Os consolidados iuglezes 3
0/0 91 3/4 7/8 ; e a renda franceza de 3 O/o a 69
fr. 10 c. Portuguezes 3 o/O a 46 1/2. Mexicanos
3 o/O 23 3/8. Turcos 6 0/0 71 1/z. E Venezo-
lanos 3 o/O 19 3/4.
O Tyne despacnou em Soulhampton, trazidas
do Brasil e oulros pontos, & 104,000 em ouro e
prata.
S. M. a rainha regressou a ests capital ha pou-
cos dias; mas, depois de urna breve demora, se-
guio para Richmond, as visinhangas de Londres,
onde tenciona permanecer quinze dias, habitando
all White Lodge antiga residencia de seu filho o
principe de Galles. Essa augusta senhora ficou
consideravelmente sflectada pelo fallecimento de
sua augusta mii a duqueza de Kent; e por con-
selho dos mdicos que procura S. M. achar na
mudanga de localidades a serendade de que esl
carecendo o seu espirito abalado por aquelle suc-
cesso. De Richmond regressar a rainha a Lon-
dres, onde todava se demorara apenas alguns
dias, tencionando voltar para Osboroe e ahi per-
manecer at meado do mez prximo seguinte. a
ultima quinzena de junho M. receber |no pa-
lacio de S. James as corporagoes do estado e as
senhoras da corte, que tem manifestado a inten-
go de comparecerem para testemunharem a rai-
nha seus psames.
Este anno nio haver na corte, como obvio,
bailes nem concertos, o que alias era de costume
fazer-se em palacio em circumstancias ordina-
rias.
O parlamento britannico continua funecionando,
e nelle se acha ainda em discusso o orgamento
da fazenda. A opposigio o tem combatido forte-
mente na cmara dos commuos, sendo Mr. Dis-
raeli e Mr. Horsfall os veadores mais vehementes
contra quem Mr. Gladstone, ministro da fazenda,
tem tido de empeuhar a luta.
Mr. Dsraeli, antigo chanceller do Exchequer,
arguio Mr. Gladstone de haver figurado no orga-
mento da receita verbas ficticias, e combateu alm
disso a conservscao do actual direito sobro o as-
sucar e o cha, dclarando-se por urna reduegio
do imposto sobre esses artigos em quanto pro-
nunciou-so pela conservagao do actual direito so-
bre o papel.
Mr. Horsfall, que parlilhando as mesmas ideas
havia proposto urna emenda tendente a substituir
aboligio do imposto sobre o papel urna redue-
gio sobre o direito a que estio sujeitos o cha e o
assucar, vio com desgosto rejeitada a sua pro-
posta por um voto de 299 contra 281, depois de
urna louga diseussio em que lord Palmerston,
Dsraeli, Horsfall, Gladstone, Sr S. Northcote, e
Sir C. Lewis tomaram grande parte.
A opposigio esperava derrotar o ministerio nes-
ta queslio ; mas em resultado da diseussio, teve
ella de convencer-sede que a administragio Pal-
merslon-Gladstone conserva aioda popularidade
na casa dos commuos, e de que por conseguinte
seus esforgos para entrar no poder serio por em
quanto baldados.
Lord Palmerston acaba de spresentarna cma-
ra dos communs urna proposta em que pedio a
somma de 30,000 como dote para a princeza
Alice alm de urna anoaidade de j 6,000 que
sua alteza receber vitaliciamente. Essa medida
foi logo unanimente adoptada. O casamento de
sua alteza real com o principe Luiz de Hesse ter
lugar no prximo anno.
Ainda mais urna vez teve este primeiro minis-
tro de fallar do Brasil na cmara dos commuos
em um dos ltimos dias do mez psssado. Inter-
pelado por Sir H. Cairns acerca do estado dos
trabalhos da commissio mixta brasileira-ingleza
creada em virtude da coovengo de 1858, respon-
den lord Palmerston que por motivo de reclama-
goes injustas de nossa parle esses trabalhos ha-
viam sido suspensos ; mas que o governo ioglez
dera a esse respeito instrucges ao seu agento no
Rio, afim de ser o governo do Brasil posto ao fac-
to das ideas deste gabinete a respeito dessas diffi-
dades.
As noticias da Italia sao desta vez mais ani-
madoras pelo quo respeita a tranjuillidade
daquella Pennsula. De aples escrevem em
data dos fins do mea passado que o governo do
principe de Carignan lera conseguido reprimir
as provincias o elemento revolucionario que ex-
citado pelos pailidarios do rei Francisco II pro-
cure lsogar o paiz na mais completa anarchia.
A provincia da Barsalicala equasi toda a Calabria
se acha tranquilla, achando-ae todava a revolu-
g&o um pouco ainda em aegio do lado da frontei-
ra pontificia, donde recebem os revolucionarios!
soccorros diarios. Este estado de cousa lera
provocado, por parte das autoridades piemonte-
zas, vivas reclamagoes contra o governo pontifi-
cio a quem muito se altribue o apoio que a revo-
lugo est tendo em parle do reino-de aples.
O gabinete de Turin insta com o imperador Napo-
leo para que por sua influencia faga com que o
rei Francisco II deixe Roma, afim de assim cea-
erenue da excltac&o que ainda reina
em aples entre os partidarios dasse raonarcha,
esperanzosos da sua prxima volta ; mas segun-
do affirmam varias correspondencias bem informa-
das, o cardeal Antonelli lem declinado mesmo
tomar em considerago aquelle expediente. Nes-
le estado de cousas, os amigos da uoidade italia-
na apregoam que o imperador dos francezes nio
pode decentemente continuar a oceupar Roma,
pois serla isso deshonroso para a Franga que as-
sim vira a acobertar a mais infame da* intrigas ;
e contando com a retirada prxima das tropas
francezas, annuociam que por esse modo vai bre-
vemente ser resolvida a questo romana.
Entretanto a imprensa europea espalha que
no caso de entraren) em Roma os piemontezes
que o papa se coostituiria prisioneiro para assim
deixar essa questo aioda em suspenso; e que
passaria o governo espiritual da ebristandade para
1 as raaos do cardeal Wiseman, primaz de logia-
trra, que vira a governrr a igreja durante o im-
pedimento do pontfice, afim de por este meio
crear os mais serios embargos dos seus ioimigos.
No meio de todas estas difficuldades 6 claro que
a grande obra da organisago interna da Italia
esl ainda longo de estar completa, e Deus sabe
quando o estar.
O goveroo piemontez acaba de serautorisa-
do a contrair um empreslimo de quinhentos rai-
lhes de francos, que sero pro va vel mente desti-
nados para augmento das torgas, de mar e trra.
Garibaldi deixou Turin, de volta a Caprera, de-
pois de se haver reconciliado com Cialdin] e com
Cavour, promettendo-lhe este cuidar seriamente
da organisago militar da Italia.
As noticias dos Estados-Uoidos sao de um ca-
rcter desanimador. Na minha ullma carta an-
nuncira eu que urna expedigio sahira de New-
York com deslino ao sul da Unio, onde ia levar
reforgos ao forte Sumter. Com eeito para ahi
se dirigi a dita expedigio ; mas apenas eslava
ella vista que as bateras do Charlestoa abri-
rn) um vivo fogo contra o forte Sumter, obrigan-
do-o a entregar-se depois de quarenta horas de
combate, em que todava nao houve urna mora
de parte a parte. O major Aoderson e a guarni-
go rendida retiraram-se paro o norte.
Depois .da entrega do forte Sumter, o presidenta
Lincoln proclamou a guerra contra o sul, e ost
reunindo numerosas torgas em Washington. Essa
capital/ se acha tadavia ameagada pelosseccio-
nistas que em forga de seis mil eotraramj na
Virginia, marchando contra aquelle ponto que
pretendem oceupar. Nova-York e outros estados
do norte lem mandado forras para deffender Was-
hington. A Virginia e a Maryland separaram-se>
definitivamente do Norte.
LISBOA
13 de maio.
Verificaram-se as eleiges geraes para depula-
dos, sem se alterar a tranquillidade publica, ape-
sar do vivo empenho com que foram dispu-
tadas.
Contra o partido que apoia a poltica do gover-
no militara as mesmas parcialidades que se col-
ligaram as eleiges de 1858, a saber, o antigo
partido cabralista, os regeneradores, e rea-
listas.
O governo triumpbou, obtendo grande maio-
ria. Entretanto, haver uns trinta e tantos depu-
tados da opposigo, que, reunidos aos do ultra-
mar que sao quasi lodos de poltica opposta, for-
mam cerca de 50 votos contrarios aos ministe-
rios.
O resultado das eleiges as colonias vera mui-
to mais tarde, e at l, oceupam as suas cadeiras
os antigos representantes.
O governo canta hymnos de victoria pelos seus
orgos, emquanto por sua parte a opposigo nao
se mostra descontente com o des'echo da cogien-
da eleitoral.
fliro 6ien ou rira le dernier.
Hootem (domingo) reuni-se o conselho de mi-
nistros pra tratar da nomeagio de novos pares.
A morle de alguna membros da cmara alta oes-
tes ltimos tempos tem all deixado vacaturas
que preciso preeneher. Desde a minha ultima
carta fallecern) o viscoode da Granja, e D. Car-
los Mascarenhas, irmio do marquez de i'roa-
teira.
D.Carlos era ajudante de campo de el-rei0
coramandou 'a guarda municipal de Lisboa sob a
administragio do conde de Thomar. Teremos,
pois, brevemente urna (ornada, mas nio eslou
por ora habilitado a dizer-lhe quaes os individuos
que vio receber aquella distinegio. Creio porm,
que a lilteralura ser contemplada as pessoasde
Alexandre Herculano e Rabello da Silva.
A semana linda correu tempestuosa. O Tejo
revo'to com fortes rojada de sueste, fez algumas
victimas. O estado sanitario, continua satisfac-
torio.
Os negociantes da praga de Lisboa, abriram
urna subscripgio para um instituto de irmias de
candade, sujeito as autoridades civis e ecclesias-
ticas do paiz. Avulta j esta subscripgio, som-
mando at ao dia 11 do corrente 19:3009000 em
inscripges de 3 por ceoto, e 1 881 500 em di-
nheiro sonante.
A commissio eleits (em tratado de estabelecer
suecuraaes em todo o reino e as differentes pa-
rochias de Lisboa: E' de crer que o goveroo na
prxima sessio parlamentar renov a iniciativa
da proposta que apresentara para a creagio de
um iuslituto nacional de irmias de caridade, su-
jeito aos prelados diocesanos. Os donativos subs-
criptos iro acrescentar a respectiva dotagio, fi-
cando assim dotado o paii com os benficos es-
tabelecimentos de que carece nio sendo trans-
gredida a legislagao patria, como tem sido pelo
iuslituto actual, que recusa obediencia aos prela-
dos portuguezes.
Fallei-lhe na minha nltima, se me nio engao,
da celebre carta dirigid* pelo par do reino conde
de Thomar redaegio da independencia Belga,
sebre a questo das irmias de caridade. Esta
carta que aquella folba oio tem at agora pu-
blicado, foi inserta no Parlamento, jornal da Lis-
boa que advoga as ideas polticas do mesmo
conde, e que suspendeu ha oito dias a sua publi-
ca gao.
O resultado daquella primeira epstola, notavel
pela circumstancia aggravante de pertencer o sig-
natario della ao corpo diplomtico portuguez, e fa-
zer-se ali orna acusagio ao governo do paiz de que
era representante, deu motivo sua exonerago
de ministro plenipotenciario de Portugal junto &
corte do Bio de Janeiro, ainda que por urna for-
mula de cortezis se dix no decreto de sua de-
missio que o referido diplmala a sollicitara. O
conde acaba de publicar outra carta, na Revolu-
to de Setembro sobre o mesmo assumpto. Cor-
re com bastante prebabilidade que ser nomeado
para essa missio diplomtica, o actual ministro
dos negocios eclesistico e de justiga, o conse-
lheiro Alberto Antonio de Moraes Carvalho, pro-
fundo jurisconsulto e respeitavel carcter, bem
conhecido no imperio do Brasil, onde exerceu a
advogacia por largos annos, gosando ahi, segun-
do me consta, de grandes sympsjhias. Este ca-
va lheiro lem-se havMo nos conselhos da corda
com a toda imparcialidade e circumspecgo de>
modo que os seus maiores adversarios polticos
nio se atreven) a deprimi-lo no que toca sua
honestidade, i.nteireza e rectidao. Creio, amigo
redactor, que a escolha 4 acertada, o se vai pri-
var o gabinete de un de seus membros mais
prestadios, offerece aos nossos compatriotas ahi
residentes o em geral ao paiz, a Tintagen de se-


a>
r.
1AR10 DI fKaiiMlQGOi TRU FEU S8 DI MAK> 11 1M1,
1
I A
v !
desiotellgeucas internas, e nao poneos embara- ; recolhcu-se sala das conferencia, e i 2 horaa
gas exterior*?. { da madrugada do dia 27 voltou danto por prora-
Desde 1861 que nao lioha havido ama pugna dos ao reo os criraei de roubos da-s.a Orrapa-
eleitoral to calorosa, porque lambem desde essa
rem representados por um homem verdadera-
mente digno da exercer ene encargo, par seu
merecimento a qualidadea.
A opposicao lem feilo espalhar que as pasta da
justi^a, depoia deste despacho, ser confiada ao [poca se nao haviam'debatido pontos lo grates
procurador geral da fazenda Simas, intimo amigo de governago do estado. Nao obstante a exal-
do ministro da fazooda a los negocios estraugei-1 taco de nimos, e o deainquietimento de api-
ros. Paree coratudo nao ter fundamento esta ritoaj, o acto eleiloral correa plcidamente na
naAieta. O oerto que est prxima orna recem- 1158 circuios eu que e divide o reino. As aute-
posigo ministerial. ridades Ilzeram per toda a parte que podara,
A imprensa tem continaae* a encapar da de- mas preciso notar qoe nem lodas trabaltiam no
soissao de Latino Coelho 4o lugar (de confianca)! sentido puWDaraeoial.
eue exercia cerno directorio tana de Lisboa, e ] Peto, tres circuios desta cidadewhiram Jeitos
a que foi dada ao Dr. Jos Mara de Abren, que oe Srs Joaquim Ribeiro de Faria Gniawraes,
servia de director geral de vastruccao publica, en- Fraocisco de Oliven* Cnemigo, e Antonia Arres
cargo este para qae loi posterior meo le orneado de C*vi, todos tres goveruaraentaes. pri-
oDr. Jos Eduardo de Magalhaes Couliuho, lente meiro dos eleitos vonceu e seu competidor, que
da escola medico-cirergica de Lisboa. Asrecri
minacoes eleitoraea tem levantado as columnas
los peridico* os (agaches do estylo. Quem oee
le eleito depois de se ter incotutiodado e haver erceire,
perdido o seu lempo, sempresemquexa dos que
o supplantaram. E' (rucia da eitac.au e nao lem
faltado.
No dia 20 deste mez abrem-se as cmaras, c
con a sesea o nova, novos horisontes se pateatea-
ro aos polticos e aos partidos. O que vale
que todos esli esperanzados. O paiz agitou-se
edeu mais um documento irrecusavel de sua vic-
talidade, emquanto os nossos visiulios d'alra
Guadiana ora dizera receiar de.stas nossas pacifi-
cas raatiifeslages, ora uos descrevera como um
paiz morlo. Urnas veaes discorfem sobre a penca
significago europea de nossa autonoma, outras
caesrecem a prosperidade que resultara para a
Hespanha da roalisago do pensainento iberico-
annexiooiaia. Vo 14 eoteude-los
A prosa daquelles escriptores e os discursos de
alguus depulaJos castellanos dirigc-se toda a
requeslar-nos pela oxhibico de Tibulosos hori-
sontes, ou intimidar-nos pelas tenebrosas consi-
deraces que lhes suggcro o uosso isolament
poltico.
Es'.a mana ibrica o sonlio de todas as neites
fias marsf na do Manzanares. A imprensa de Ma-
drid l continua na sus tarefa, ao que a nossa tem
respondido com toda a dignidad*.
ElTociivameiile a siluaco econmica e finan-
ceira do paiz nao assustadera, e esi imito Ion -
ge de merecer as capciosas Mgeraedes oa nos-
sos vizinhos.
A receita publica v*i augmentaudo sensvel-
menle, em resultado das acertadas reformas adua-
naras a que se lem procedido por iniciativa do
Sr. Avila. O auno econmico lindo de 1859 a
1860 foi um daquelles em que a receita das alfan-
degas avultou mais. A reforma das pautas veio
tornar no anno actual aiuda mais nolavel esse re-
sultado.
A alfandega do Porto reodeu nos 10 mezes de
59 a 1860. 1,3z2:857J712, e nos 10 mezes decor-
ridos do actual de 1860 a 1861, 1,736: 40{>956,
faaven lo portadlo um excesso no actual anno eco-
nmico de 413.548*244.
A alfandega grande de Lisboa reodeu nos dez
mezes de julho a abril do anno econmico de
1859 a 1860. 2.081:306g351. e nos dez mezes do
dual. .I86.9759041, sendo porlaolo o excesso
le 105:6689693.
De modo que s nestas duas alfmdegas lis um
xcesso de rendimento de 519:216j937 nos dez
nie/.ts decorridos do actual anno econmico, com-
parado com l iguaes mezes do anno lindo, Elle
resultado, derido em grande parte boa flscali-
sacao feila as provincias do noile, nao menos
proveniente das reformas elTectuadas, e para islo
basta analysar a receita das alfandegas menores.
era o Sr. Arnaldo Gama, por {385 votos, se-
gundo, que era o candidato pelo cemmercio, nao
teveopposieeo, e foi pleito por 4>H> ?otes; -e -a-
terceire, que so lhe oppuuha o Sr. Antonio Ma-
ra de Fontes Pereira de Helio,obteve a maioria
de 188 votos O Sr. Fontes leve o desgosto de
nao sahir eleito por nenhum dos circuios do con-
tinente, mas espera que Tingue a sua candida-
tura por urna das ilhas do archipelago dos Acores.
Os amigos de Sr. Avila fizeram todos os estr-
eos possiveis para vencer a elei';o, a, a accre-
dilar a voz publica, destribuo-se bastante di-
nheiro. Em urna das assemblas do circulo por
onde o uiestro Sr. se prepunha, appareceu urna
lista que dizia voto por 45500 ris.
Em Villa Nora de Guia trenceram ostrons can-
didatos ministenaes. Um delles Sr. Jos Lu-
ciano de Castro, redactor do Jornal do Porto.
Em Braga vencen a opposicao. Os dous de-
putados eleitos perlencem ao partido, realista.
Em Cuimares, Peoafiel, e Paredes vencern
a eleiQo os quatro candidatos da opposicao.
Por Viaona sanio eleito o bem contiendo Vil -
terato o Sr. Antonio Pereira da Cunta. E* rea-
lista, e por consequencia pertence opposljo,
porque o partido legitimista, sempre oppo-
icao.
Na assembli geral dos portadores das actas
deste circulo, (Vianna), e depois do apuramenlo
geral. appareceu um excesso de 40 lisias sobre o
numero de descargas fetas nos respectivos ce-
dernos.; slo entraram na urna 40 listas a mais,
ou houve equivoco as descargas dos cadernos
da mesma descarga, pelo que estaeleljSo lera de
soffre irapugna^ao na cmara.
Em Aveiro foi a elei?3o muito disputada entre
os Srs, Joro Estevo e Manoel Firmino de Al-
meida, proprietario do jornal o Campeo das
Provincias. Venceu o primeiro, porem o se-
gundo sahio eleito por gueda.
Em Colmbra loi igualmente a eleicao muito
reuhida. D dous deputados. Um sahio gover-
oamenlal e outro da opprsicao, que o Sr. Jos
Mara de Abreu, que o governo, as vesperas
das eleices, demiltio de director geral da repar-
tilo de instruccao publica, junto ao ministerio
do reino. Este'facto hade levantar grande dis-
cusso na cmara.
No districlo de Coimbra influa muito as elei-
c.-s o partido clerical. Alguns parochos offere-
ceram o curioso espectculo de levarem urna o
povo conduzido com urna bandeirola, em que,
por baixo do nome do candidato, que eram to-
dos da opposicao, sa liaviva a sania religio.
Finalmente sendo os circuios eleitoraes, como
cima dissemos, 152 elegeram-se 118 deputados,
lendo de haver por tanto, nova eleicao em qus-
tro circuios.
0> deputados reeleilos, que apoiavam o gorer-
na cmara dissolvida, sao 56; e os deputa-
. no, _
tambera em progressno augmento, e o das qua- dos reeleilos, que pertenciam opposico na di-
tro alfandegas do Funchal, Ponta Delgada, Hurla i-, cmara sao 29. Foram, portanto, eleitos 62
e Angra, que nos dez mezes de julho de 1860 a deputados. que uo fizeram parle da cmara dis-
abnl de 1861 leem rendido 282.5993022, quando solvida, e urna grande parle destes a prmeira
?o c'n-.r-f"8 de 18?9 a 1860 renderam rs......>ez que vo ao parlameolo. Ha quem classifique
S4.j.bb()S/97,o queda um excesso de 38.932^225, assim os novos paes da patria :goveruameotaes
no actual anno. | 97 e da opposicao 51. O governo conseguio ga-
Lste resultado do rendimento das alfandegas, nhar grande maioria. Conserva-la-ha depois de
posto que assas importante, poderia aluem con- aberto o parlamento? Veremos.
J5idera-lo um symploma de desvaritajosa siluaco
do nosso commercio cora as pracas estrangeiras,
suppoudo-se que augmentando importai;o, a
exporlago teria diminuido.
Niio ha motivo para laes receios, porquanlo, os
direilos cobrados uas duas alfandegas do Porto e
Lisboa pelos gneros reexportados e exportados
pelas barras do Tejo e Douro, dao os seguinles
resollados:
Alfindega do Porlo :10 mez-s de julho a
abril <1o anno econmico de 1860 a 61 rs ....
64:9709120.
Nos 12 mezes do anno econmico de 1859 a
1860, 62:1878205; de sorle que s nos dez mezes
do actual uno econmico bata urna differenca de
2.783*215. 8
Alfandega grande de Lisboa : Dez mezes
do actual anno econmico de 1860 a 1861
43 682*233.
Nos 12 mezes do anno econmico de 1859 a
1860.41:879*018.
Isto c, os dez mezes apresentam j um exces-
so de 1:843*215 sobre todo o anno econmico
lindo.
Os recursos que ainja nos offerecem as nossas
possessoes ultramarinas sao anda urna boa ga-
ranta de prosperidade para o paiz.
Ajmuiissao nomeada pelo mioisffo da mari-
nhaillramar para propdr os meios mais effica-
zes de dar lodo o desenvolvimento possivel
cultura e exportarlo do algodo as provincias
da frica portugoeza e em geral as provincias
jliiamarinas, lem-se reunido militas vezes, os-
cupando-se deste importante assumpto com o
zelo que era de esperar das pessoas que della fa-
zem parte.
Estes irabalhos deverao servir de base a pro
'ectos de apreciavel alcance, que o Sr. Carlos
tent ministro daquella reparlico lenciona apre-
sentar em corles E' uma queslo grave, mas se
fr bem conduzida, nj ser impossivel attrahir
capilaes para um comraettmento desta ordem.
Osensaios que se tem feilo na provincia de Ao-
rs.
gola de cultura do algodo sao muito promette-
dores, ea traa Bietanha muito lucrara propor-
cionando os capilaes necessarios para fazer face
a uma empreza que livesse por fim desenvolver,
tioto naquella provincia, como oas oulras que
possuimos era frica, a cultura e a exportacao
flesse genero em grande escaU, sobre ludo era
presenja dos ltimos acontecimentos dos estados
da America do Norte.
Foi installada com toda a solemnidade a
grande coraraisso presidida por el-rei D. Fer-
nando, e que encarregada de colhgir, classifi-
car e remetler para Londres os productos da in-
dustria portugueza. que leem de figurar na futura
Exposico Universal de 1862.
sta commisso lem j comprado os seus Ira-
balhos e vai dirigir se aos represeotantos das di-
versas industrias, alim de lhe solicitar os respec-
tivos productos e aa informacoes necessarias,
para que se possa apreciar a importancia de cada
um dos objeclos que sero cunados expo-
sico.
Temos a consciencia de que a nossa industria
fabril, anda que distante do ambicionavel deseo-
volvimeuto, hade uiar com distiuego.
as precedeotes exposirjoes, apresenlou-se a
nossa industria honrosamente do que do teste-
munho as lisongeiras apreciacoes e lestemunhos
avoraveis que all foram obler os nossos iudus-
triaes.
Depois de publicada a lei de desamoriisa^ao
conheceu-se que por um equvoco de uma daa se-
cretarias das corles, havia alguns repetidos. A
opposicao sustenta que a lei nao 6 lei, e que se
lhe deve retirar a sanego, sendo preciso, con-
sequentemente, comegar como de novo na pr-
xima legislatura. Creio que ludo se aplanar, po-
rm pela promulgado de uma outn lei explica-
tiva daquella.
O reino da Italia ainda nao foi reconhecido pelo
governo portuguez, o que por ora ainda nao
censuravel.
Est causando euthusiasmo no tbeatro nor-
mal o drama de Mendes Leal, Marlim dt Frtilas.
O gymnasio resuscitou o Naufragio da fragata
iledusa do repertorio do aniigo Salitre.
L.
Porte U Je malo.
Ferio-se a grande batalha eleiloral para a qual
firegos e troyaoos se preparavam desde ha muito
lempo. A peleja foi rija, como nao poda deixar
de o ser, porque as torgas estavem organisadas,
e o campo completamente reconhecido.
Os partidos belligeraotes nao se pouparam a
sfercos para copseguirem o triumpho das suas^
respectivaa parcialidades: nao esqueeeram a
intriga, nao descuidaram o auboroo, nao olvida-
n?*,P^Ta- a1o?m qUCra,ai 'a,ar,a,1pa" ' ira por meto de aud.cosos e extremados feilos; direi0 fez um relator?* ao jury
asas resta aa berso oa vencedores aerio capaces rentes nrocenao *
de dar ao. n.goeio. publico, o rumo que todo. | euumerVudo": provas d. aecusaco.
E como fallamos em eleiges contaremos o se-
guidle curioso caso.
Na assembla eleiloral de Cedofeita, quando
a mesa estar para proceder contagem das lis-
tas para principiar o apurameuto dos votos, apre-
senlou-se-lhe um iodividuo, que perguotou se
aiuua viuha a lempo de volar. O presidente da
mesa, depois de verificar que o nome do recem-
chegado eslava na lista do recenseamenlo, res-
pondeu-lhe affirmativamente. O eleitor desejou
entao saber se a lei marcava a dimenso das lis-
tas, disseramlhe que nao, e incontinente lirou
da algiiieira do < asaco um rolo de papel acarto-
nado, que passou s maos do presidente. Este,
como era do seu dever, quetendo examinar se o
rolo conteria uns alguna papel, propunha-se a
desenrola-lo: porm o eleitor fez a reflexao de
que se a le autorisara a elle presidente o verifi-
car que cada um dos vetantes nao entregasse
mais do que uma lista, era tsmbem certo, que
a messna lei lhe impunha o dever de o fazer de
maneira porque nao fosse devassado o segredo
do voto. Houve uma pequea questo sobre o
modo de proceder a essa verificago, e a final
conveio-se em que o rolo de papel fosse colloca-
do sobre a mesa e desenrolado de maneira que
licasse o verso em braoce para cima, devendo
depois ser levantado a pequea altura para dei-
xar Ucar sobre a mesa alguna outro papel que por
ventura poiesse conter.
Effeovjinenl era s meia folha de papel que,
depois de dobrada, foi rccolhida na urna. A
curiosidade em saber o que viria escriplo nesla
meia folha de papel era grande' Todos que ba-
viam presenciado o fado se perdiara em milcon-
jecturas, al que o apuramenlo veio mostrar que
u referido papel condola um retrato, e por bai-
xo deste o nome de Antonio Mara de Fontes Pe-
reira de Mello! O voto foi cootado, como em
face da lei nao poda deixar de o ser, e como es-
ta determina que as lisias sejam queimadas de-
pois do apuramenlo, veniilou-se a questose o
retrato o deveria lambem ser,resolvendo-se a
final corlar o nome para ser queimado, e deixar
e retrato.
Os tribiinaes do paiz acabara de dar o seu ve-
ridictum a respeito de dous grandes criminosos
Joao Braudao e Jos do Telhado. Aquello e seus
sequazes, foi por muito lempo o terror da provin-
cia da Beira, e este capitaoeou quadrilhas de sal-
teadores uas comarcas de Peoafiel e Amarante O
primeiro acoberlava os seus crimes cora a polti-
ca, que, desgragadamente, est provado que mais
de um governo se utilisou dos seus semgos, para
Qos partidarios. O segundo um verdadeiro typo
de salteador, que bem poderia servir para prota-
gonista deum romance. A novella antiga tinha
muito que aproveilar no carcter deste salteador.
Ambos sao malvados e assassioos, porm um del-
les nao encontrou nos tribuoaes, como o leitorj
sabe, a punigo de que se loroava digno.
Estamos muito distantes do logar em que foi
julgado Joao Brando e seus co-ros, para poder-
mos avaliar com imparcialidade o que se passou
no tribunal. A poltica metieu-se no julgamento,
e d'ahi que provm a difficuldade. A imprensa
de Coimbra est dividida em dous campos,o da
defeza e o da aecusago ; uma e oulrase tem
tornado suspeitas pelos doestos e injurias que
mutuamente se ho jogado. O que certo que
Joao Brando foi absolv Jo pelo jury de Arganil,
e que nesse sentido fdra lavrada a sen tenca, con-
tra a qual o ministerio publico interpoz o recurso
de revista pelas nullidades que hara no processo.
O advogado dos reos impugoou o dito rocurso
com o fundamento de que a nullidadc dos pro-
cessos crimes nao poda ser fundada era inter-
prelages sublis da le, e fra dos casos jurdicos
em que esta a ordena explcitamente. O juiz ne-
gou o recurso requerido pelo ministerio publico,
e este interpoz aggrava de instrumento, mas com
o edeito suspensivo, que Igualmente foi combati-
do pelo adrogado dos reos. 0 juiz mandou tomar
o termo de aggiavo, mas sem suspenso da sol-
tura dos los, contra cuja decisaoo ministerio pu-
blico requereu tambera termo de aggravo com ef-
feito devolutivo.
O Jos do Telhado foi julgado no tribunal do
Marco Caoavezes, em audiencia que principiou s
10 horas do dia 25 do mez passado, e acaban s
3 horas da madrugada de da 27. Presidio ses-
ao do jury o Sr. juiz de direito Antonio Pereira
Ferraz ; era parte accoaadora o delegado do mi-
nisterio publico oSr. Heorique Cabral de Noro-
nha e Menezes, e defensor o Sr. Joaquina Marcel-
lino de Mattos.
O reo era aecusado por doze crimes de roubos,
procedendo assallo e arrombameoto, commetti-
dos de noite, mortes, ele na qualidade de chefe
de quadrilhas de salteadores.
Depois da leitura do processo, interrogatorio
o Sr. juiz de
acerca dos dife-
oCauIeg iren,es Proce8808 8b' que >erou a discussio,
e terminou
FIpouuu jury os qaatitos em numero deoi-
conjanciur. actual, toda cercada de grmf J tenia e seis. A. 6 feo ras di tarde do di. 6 o Jury
tillo, padre Albino de Unho, D. Ao deSeu-
za, morte d'ura sea cenipanheiro na, Ctaa des
Houros, organisacao d'uma quadrilha de saKea-
dores na comarca de Amarante, e tentativa de
evasao para fra do reino Mas psee*porte ; nao
dan lo por profaos todos scattfo era a pre-
rceditacao da morte do seu coropanheiro. A' vista
da deciao o jury o Sr. jufc oonderonou o reo ees
degredo peptuocm IrabnMM pblicos pan a
frica.
Js te forhade aegreaaeai s cadeias da R*>-
lago na arde do Ma 28HOsapailtaad pela forfa
e infanta* e errallaria Um jornal desta cidadapvUs inforaaageo fue
recebeu de pessoa que assistio ao julgamento es-
ta causa crime, a mais importante que se lem dis-
caitido-no tribunal da al a reo da aaarees, cscre-
ve o seguinle :
Nao sabemos se na applicacao da pena ha ve-
ra alguna brndura prejudicial pelos resultados
8n.es i segurenga publica, e menos conforme s
disposiffs do cdigo penal, nem mesmo se seria
muito lgica a respoata do jury tircumstancla
aggravanle da premeditago a respeito da morte
do cempanheiro do reo, depois de larem prova-
do o fasto da morte, que envolv ntcessamen-
le a premeditagaeque era coase<]uancia della
Cremos mesmo que sim, mas ha casos em que
o corsgo impera muito sobre a cabega e este era
delles. <* que porm tndubtrari, is qae to-
dos os que tomaram parle oeste tri.te drama so-
cial eslavam possuidos dos melhores desejos, e se
e*forgaam por cumprir o seu dever.
O Sr. Joaquim Marcellino de Mallos, advoga-
do do reo, sorprendeu completamente o audito-
rio pela habilidade e maestra com que defendeu
a peior de todas as causas. Nao tendo outra. ar-
mas para lutar contra o seu adversario alm das
que lhe fornecia o mu recoahecido talento, era-
pregou-as lo hbilmente que se a victoria nao
fosse absolutamente ivpnssivel, elle tu-la-hia
conseguido.Mas aiuda as.im conseguio mais do
que qualquer outro conseguira, porque se nao
pode dominar completamente a cabega d'um au-
ditorio Ilustrado e obrigar os jurados a esque-
cer-se dos dictamos da sua consciencia e dos seus
deveres para cora a sociedade, cujo desagravo
estava cargo delles, conseguio todava, pelo
poder da sua patarra e do seu talent, somente
dominar-lhe o coraco e obriga-lo a contemplar
enternecido u hornera infeliz que at ahi contem-
plara com o horror, que inspira uma fpra.
Por noticias de Cibo Verde sabe-se que tun-
deara no dia 5 de abril na ilha de S. Vicente, por
ser forgada arribar, a barca brasileita llar ina-
nia com 58 colonos, sem passaporles, .roceden-
les da ilha de S. Miguel, no archipelago dos Aco-
res. O navio llcou retido naquelle porto por t>r-
dem do governador geral, qua depois d mandar
psoceder aos competentes autos de investigagao,
que deveui constituir a base do processo, foi en-
tregue ao poder judicial.
A galera Saudade, que era o nico dos tres na-
vios, que fallava por i nado, dos que a grande
cheia do Douro em setembro do anno passado,
liiilia deixado em secco, foi laogada agua, com
feliz xito, no dia 27 do mez lindo. Esta galera,
que eslava segura as eompanhias de seguros
Garanta e Equidade, acaba de ser arrematada
peloSr. Francisco Adrio da [locha, por 12:000$.
O rendimento das sete alfaodegas da provincia
ajunlanno-lhe o imposto sobre pescado, multas,
e outros prefez no anno econmico do 18591860
a quanlia de 30:520*6*3.
0 Algarve pagou de conlribuigao predial no an-
no de 1860, .O8lgOU0. quaotia que reunida aos
iraposlosaddicionaes se pole calcular em quasi
69 contos. Pela nova lei tributaria pagar em
1861. pela decima de reparlig&o, 58:022*000.
Sommaodo a importancia de todas eslas fontes
do receita, pode-se dizer, sem erro, que esta pro-
vincia conlnbue com grandes verba, para as des-
pezas do estado.
Outras provincias pagara mais, rerdade, po-
rm s se considerar que o Algarve compre lien-
de uma superficie de 480 milhas quadradas, e que
sendo a populago do 136 mil almas, o que cor-
responde a 284 individuos por milha quadrada, a
cada um pertence a contribuigo, que pode cal-
cular-se superior que pagara muilas oolras Ier-
ras do reino.
Neste coojunclo de circunstancias, contina o
referido jornal, cujo artigo temos, em parte, se-
guido com pequeas vaneaules, dever o Algar-
ve continuar a desmerecer a atleugu dos gover-
nos ? Parece que um mo fado o persegue, por
que, sujeilo aos seus proprios recursos, lula com
as diffir.uldades que resultara da falta de comrau-
ncages. Desde os fins de dezembro de 18*9, em
que comecaram os primeirostribalhos na estrada
de Faro a Loul, al margo de 1860, speoas se li-
nham construido 30,965 metros de caminho.
Ninguem acreditara, quando comecaram os tra-
ba 1 los as estradas, que em dez annos apenas se
construiran) pouco mais de seis leguas de estra-
da I Tem-se consumido na referida provincia
prximamente 2O contos em obras publicas, en-
tretanto dous pequeos tangos de estradas sao a
nica wnijgem real que apparece.
O Transtagano, peridico que se publica na
cisade de Elvas, na provincia do Alenlejo. fallan-
do em um dos seus ltimos nmeros a respeito
do Algarve, diz que parece impossivel que uma
provincia com tantos recursos tenha chegado ao
estado de decadencia em que se acha ; sem en-
tradas por onde se possa fazer o transito cora-
modo, e sera que os seus rios se achem em es-
tado de por elles se navegar com segaranga, por
qae assuas barras, mais ou menos obstruidas,
apenas do acesso a navios de pequeo lote. A
provincia do Algarve esseocialmente pro lucio-
ra e commcrcial : com uma populago bstanle
desenvolvida, em relago ao Alentejo produz
muito mais do que consom.
O citado jornal referindo-se aos raappas de ex-
porlago pelos portos de villa Real de Santo An-
tonio, Tavira, Faro e Villa Nova de Porlimo, v
que durante o anno de 1859 foram despachados
para portos eslrangeiros productos no valor de
514:852$553 rs.. e para os naciooaes 372:688*337
o que ludo prefaz a importancia de 887:540*b9\
nao entrando em linha de conla os arligos expor-
tados pelas alfandegas de Alcoulim, Olho e La-
gos, porque nesse caso a cifra seria elevada, sem
erro de calculo, a mais de 900 cont i.
Os priocipaes gneros exportados (todos pro-
duzidos ns provincia) eseus valores sao :
Figo.......... 321:629*210
Corliga........ 115:478t400
Amendoa..... 62:583*100
Peixe......... 38:558*540
Cera.......... 30:790*000
Vinho........ 30:000*000
Alfarroba..... 16:351*000
Ovos.......... 10:004*000
Laranja...... 7:999*600
Ha quatro das que o Porto soffre completa in-
verneira. Comegou ao anoitecer do dia 8 por
uma furiosa trovoada acompanhada de grossas
torrentes de agua e saraivada. Antes debootem
choveu sem cessar lodo o dia, soprando forte-
mente o vento sul, que tornava difDcil o transito
em certos sitios da cidade* Era o dia da romaria
da Senhora da Hora, qae costuma ser muito coo-
corrida de romeiros, os quaes sao esperados na
Ramada Alta, ao cahir da tarde, por innmeros
espectadores da cidade, para desfructarem os fol-
gares com que aquelles recolhem aos seus pe-
nates.
Este anno o mo tempo contrariou a todos este
prazer.
Nao obstante, o tempo correr mo, a foz do rio
Douro conserva-se accessivel.
O brigue Amalia /, que havia chegado de Per-
nambuco no dia 8, pode cooierrar-se tundeado
fra da barra al ao dia 9em que entrou.
Na noite em que o dito brigue se conserrou
em frente da barra cabio-lbe a bordo uma faisca
elctrica que asjombou o piloto, fazendo-o cahir
sem sentidos e assustou, como natural, toda a
tripolago. O piloto est livre de perigo e o bri-
gue nao soffreu ararla.
Tambera tem havido grandes trovoada., cem
grossas churas, em algumas partes do reino. Os
jornaes de Coimbra dando conla da que estalra
no dia 22 do mez fiodo sobre alguna lugares
Q'aquelle districlo, dizem que causara grandes
prejuizos. Houre sitios em que a enchente es-
tragou as borlas, os b.tataea e as sementeira* de
milho, lerendo acudes, moinhos, castanbeiros e
outra. arvores pelo p e algumas casa, terreas.
A feira de caralgaduras e gados diversos que
annualmenle se faz em Villa Nova de Famalico,
a.... teguas deata cidade, lambem no presente
anno foi prejudicada pela chura. .Houre im-
mensa concurrencia de poro, porm as transac-
coes foram hmitadissimas.
De.pedagou-se na noite de 9 do corrate, pr-
ximo a barra de Villa do Conde, aonde havia
tundeada a oale Douradinho.t prc.a de Se tu-
nal. Morreram o oapito e quatro pessoa. da tri-
polago.
A baraa Douro, procedente da Baha com des-
tino ao Porto, arribou ha dia. a Vigo em conse-
quencia de avaria.
Cambios*:sobre Londres 90 d. 54 li8 a
54 3(8, Hamburgo90 d. 38. Am.terdam 90 d.
42 1 [4, Par. 1O0 d. 529, Madrid8 d. 935.
Abrir termo de carga :em 29 de abril a
barca IAmo, para o Para ; em 3 de sano a barca
S. Joao. para Baha.
Bartulas, ir Douro :esa % de abril a
barca Fiar da Villa do Conde, o Rio Grana* do
conde, de Griville, dos cnsules d'Auslria e da
Inglaterra, e das pessoa. do seu sequilo : risiton
as e os edificios publico., tornando a embarcar
d'ahi a pouco lempo. Devia sahlr no dia 2 para
Seviiha.
No da 29 de abril fizeram as provas de expe-
riencia da magnifica ponte laogada sobre o Ebro,
entre Tudela eTafafte. Essas provas foram com-
pletamente satisfactorias.
O caminho de terco de Tudela e PamploM.que
passou pela dita ponte, abrir-se-ha a explorago
dentro em pouco* las.
Um telegrarama de Paris, com data de 30 diz,
Sul em 75 dia.; em 2 de maio a baraa Flix, do q* o impeador felicitara, como acto pessoat, a
Rio de Janeiro s>or Lisboa em 70 dias : em o rainha Isabel, pelo
brigue Amalia I, le Pernambac ea. 45 di
Sahiram rm 27 (de abril barca Santa
Clara, para o Rio de Janeiro ; em 28 o brigue 5.
Manoel I, para Pernambuco; em 5. de maio a
narca tn&v aa Ma%a, lansacra para Pernambuco',
em 8 o brigue Esperanfa para a Babia.
Segundo o resisto diario da alfandega do Por-
to, o brigue S. Manoel! carregou as tnercadorias
seguinles '.
Arroz 2 saceos, bacalho 3 barricas e 3 eostaes,
carne de porco 1 caixo, cebo em pao 50 cai-
les, ceblas 2,000 resteas, farioha de trigo 300
barricas, fazendas diversas, 7 caixoes, ferragens
93 rolumes, folhas de louro 2 saceos, frucia 1
caixo, lonas 2 fardos, paios 3 latas, presuntos 1
caixo, peixe 1 caixo, pellos 3 fardos, presun-
tos 1 eaixo, pomada de cebo 24 caixoes, prata
em obra 1 dito, rendas de Hnho 1 dito, salpicffes
4 latas, tremogosS saceos, velas decebo 25 cai-
xos, vinho engarrafado 48 ditos, 1 caixo com
fitas de algodo eseda, 4 ditos com santuarios e
imagens, 1 caixa com livros impressos, 25 relu-
mes diversos.
O mesmo registro d 'carregado na barca Flor
da Maia o seguinte :
Azetonas 100 ancorelas, botes de osso 1 cai-
xo, capachos 2 fardos, camisas e coturnos de li-
nha 1 caixo, cestos de madeira 44. chapeos e
caixa., chumbo 200 barris, farellol5 saceos, fa-
rioha de trigo 102 ditos, ferragens 28 volumes,
lampreas de escabeche 1 caixo, peixe de esca-
beche 2 ditos, linha 6 ditos, ovos 4 barris, panno
de llnha 2 caitas, presuntos 18 barris, penle.s 1
caixo. rodas de arcos de pao 960, rolhas 1 sic-
co, velas de cebo 50 caixoes, vinho 1 pipa, 1
quarlo e 5 barris, dito engarrafado 92 caixoes, 1
capoeira com gallinhas, 1 caixo com sementes,
2 caixoes com arbustos.
roios.
augmento que rao ter o. seus
um
Chegou Madrid no dia 30 noite o Sr. Aira-
ras, cnsul de Hespanha em S. Domingos.
O Sr. Mini, embaxador de Hespanha em Paris,
Ore ltimamente uma demorada coufereucia com
o imperador.
Est prximo a chegar Madrid um ajudaole
deordensdo general Serrano, portador d ama
carta do general Sanlunna, ex-presideote da re-
publica de S. Domingos, para S. M. a rainha
Isabel.
O Sr. Pacheco, embaxador de Hespanha no
Mxico, e dalii expulso, como sabido, pedio a
sua demisso.
O Sr. Ferrer de Couto publicou um folheto com
o titulo de Reimcotporaco de S. Domingos em
Hespanha. Em poucas horas Qcou exhausta a pr-
meira edigo.
Acerca da annexago de S. Domingos, diz um
jornal da poltica do governo, e que se pode con-
siderar como declaragao simi-offlcial.
a Que o governo s depois de adquirir uma
prava solemne dos acontecimentosdessa ilha re-
sollareis, n3o da vonlade de um partido, mas do
rolo unnime de lodos os habitantes, que abri-
r os bragos para os seus amigos irmos de S.
Domingos, ficando no firme intento de os levan-
tar armados contra quantos atacarera o territorio
hespanhol.
Era official a noticia de que os Eslados-Uoilos
nao se opporo que a Hespanha aceite a anne-
xago do territorio da repblica dominicana.
Consta por uma re3posta do ministro dos ne-
gocio eslrangeiros anglo-araericano em 5 de
abril nota do Sr. Tassara, plenipotenciario hes-
panhol em Washington.
Chegararfi ao conhecimenlo do gabinete hespa-
Victoria ; propdem-se noramente, a um noro
contrato mediante condigoes mais vantajosas, se-
gundo ascoadiges que junio offerece a sua pe-
ligo. A commisso de obra, publicas.
E' lido approrado e julgado objeclo de delibe-
rago o mandado a impremir o seguinte :
Scolt Wilson C, negociantes d'aaU praca
requerem a concessao da un pre*itegio por es-
pago de dez naos, para por si, ou por uma com-
panhia estabelecerem nos rios e coala, o'esta
cidade a navegago por pequeos Tapora, que
servindo para o transporte de passeejeiros e mer-
caduras do. seus arrabaldes. e reboeagem de ca-
noas e alvarengas dentro do port, se prestem
igualmente a lew a trazer passagekos da bordo
dos grandes vapores que o demandare.
A commisso de obras publica?, coevaaercio in-
dustria e artes, a que foi reme indo oven reque-
rimeoto examinaodo-o com itengo, e conside-
rando qoe o pedido dos uppltcaote. nao preju-
dica direilos adquiridos, por lerceiros, menos na
parte que se refere a conduego te paseageiros
de bordo dos grande, vapores para a Ierra, por
ser direito de que goza a compaohia Vigilante :
considerando que o servico que os supplicaotes
se propoe a estabelecer rem a ser de grandes
vantagenspara os habitantes d'esla cidade eseus
suburbios, proporcionando-Ins meios de trans-
porte mais rpidos, commodos e agradareis os
que ora tem ; e ao mesmo, tempo concorrendo
para o engrandecimento, u'ella e aproveitamenlo
mais til das vias ftuviaes com que a natureza
io prdigamente dotou-a ;
Considerando, finalmente, que os supplicaotes
nenhuma subvengan pedem aos cofres pblicos,
nem outro qualqu*r axxllio que lhes possa trazer
gravamos, fazendo assim honrosa excepgo
quasi todo. o. qae lem creado emprezas de igual
natureza : E' de parecer que se adopte a seguin-
te resolugo :
Ari. 1 O presidente da provincia fica autori-
sado conceder Scott Wilson & C. o previlegia
para por s ou por uma compauhia estabelecerem
a navegago por pequeos barcos a vapor,nos rios
Capibaribe e Beberibe, com o fim de transportar
passageiros e mercaduras e rebocar canoas e al-
varengas ; podendo igual servigo estender-se a
baca do porto do Recife, respeitado. os direilos
adquiridos pelas compaobias pernambucana e Vi-
gilante.
Art 2o Dentro ao passo de 18 mezes depois da
assignatura do contrato, os concessionarios. sero
\

HESPANHA.
Lisboa. 13 de malo:
O governo hespaohol lomou a iniciativa de
tratado de commercio com a Husaia.
Sao importantes as noticias que circulara acer-
ca das negociages pendentes, porquanlo parece
que deltas devera promover, na Russia, o aug-
mento de consummo dos seguinles gneros de
produego hespaohola: vinho, azeite, resina e
fruclas seccasou em doce
Provavelmeote, as reduegoes obtidas nesse
gneros dever corresponder alguma reduego no
direito que actualmente pagam as alfandegas
hespaoholas alguns do. gneros de exportacao da
Russia, taea como : lioho, couros, cordas, ma-
deira. e talvez cereaes.
Nao ha cousa alguma decidida quanto termi-
nago da actual legislatura hespaohola. O gover-
no desejava que ficassem discutidos alguns dos
projeclos submettidos s cmaras especialmente o
que uiz respeito imprensa.
A prolongago da. sesses depender, por tan-
to da vontade o do numero de deputados que per-
manecerem em Madrid. Mullos querem volver
os seus domicilios provinciaes, de que se acham
ausentes ha mais de seis mezes.
Na sesso de 3 do correcle na cmara dos de-
putados, leu-se uma proposta para que acamara
manifeslasse ao governo a oecessidade de nao
conceder gragas, honras ou empregos aos depu-
tados, foi sustentada pelo Sr. Beldu. responde-
ram-lhe o ministro do reino e o presidente do
conselho, e ao cabo de alguma discusso 'foi re-
gentada por 106 rotos contri 43.
Consta que os dissideules da maioria provoca-
riam era breve uma discusso poltica acerca da
reforma constitucioaal.
Assegura-se que carece absolutamente de fun-
damento a noticia dada pela imprensa da opposi-
go de que o duque deTetuao offerecera aos pro-
gressiias que apoiam o gabinete fazer uma raodi-
ticago minislerial no seutido de uas ideas.
No dia 6 leu-se as cmaras o decreto que sus-
penda as sosses das corles.
O gabinete de Madrid parece vivamente amea-
ca Jo de uma criie.
Para serenar a tempestado que amaaga o go-
verno no senado, ha quem pense na suusliluigo
de tres dos ministros, os Srs. Negrete, Correr e
Caldern Colantes, entrando uos seus lugares os
Srs. Lafuenle, Gomes de la Sema e Lujan.
Segundo esta verso, permanece o Sr. Posada
Herrera, que segundo se colhe da imprensa
hespaohola, o espirito de discordia na igreja mi-
nisterial.
EmTauger asseguravo no dia Uas pessoas me-
Ibor informadas que eml9 do mez passado chega-
ria aquella praca uma caravana, composta de 40
muars e alguus camellos com cargas de dinhei-
ros para dar-se principiu entrega e cumprir-se
o ultimo convenio com a hespanha.
Sahio no da 25 de abril para Manilha a fragata
Luisita conduziudo 12 inissiouarios.
O movimenlo de alta nos fundos pblicos era
altribuido noticia de que no ministerio da fa-
zenda exista promplo para promulgar-se um de-
creto dimiouindo o juro dos capilaes confiados
caixa de depsitos.
Cousta que ogoveroo hespanhol conlratou em
Inglaterra o fornecimento de iriuta mil espingar-
das.
Segundo as partlcipages dos mdicos da real
cmara que sua alteza real a infanta D. Mara ja
Conceigo mosirava symploma de carcter ner-
voso, que sao frequentemenle precursores de af-
fego profunda de cerebro, e isto ao cabo de dous
dias de convalecenga regular.
O governo hespanhol.em consequencia do dej-
aparecimenlo de Londres do infaule D. Joo,
quereodo evitar oderramamenlo de saogue, tem
mandado vigiar as cosas de Hespanha, esperan-
do desta forma poder evitar um crime, bem como
o doloroso dever de ter que apresenlar um terri-
vel e memoravelexemplo.
Constdera-se improvavel toda e qualquer ten-
tativa carlista na Galiza ou em outras parles da
Hespanha, cm que muita gente tem fallado, e
tem por segura a represso instantnea, dado que
lo louco projeclo se pozesse em pratica. Nao
deve ser segredo para D. Joo de Bourbon e pa-
ra seus escassos partidarios a ordem severa qae
aquelle respeito lem sido dada a todas as autori-
dades superiores das provincias.
Assevera-se que o infante D. Joo regressou a
Londres, que o governo hespanhol sabia do itine-
nario da sus digresso.
Parece que o cnsul inglez e o cnsul francez
em S. Domingos, nao deixaram de ebrar com a
reserva devida, ao verem desembarcar uma forca
hespanhola acompanhada de 16 pegas de artilhe-
ia, para tomar posse do noro territorio a que a
Hespanrfa chama seu.
Apezar de um jornal de Hespanha annunciar
que a projectada conferencia entre os soberanos
de Franga e de Hespanha, se limitava a um en-
centro da rainha Isabel com a imperalriz Euge-
nia, sao n'oulro sentido as correspondencias de
Paris, que indicam Biarrilz como ponto aonde
sua megeslade constitucional ir conferenciar com
o imperador Napoleo 111, que ahi estar acom-
panhado de aua esposa.
Diz e que a ramha Chrstina, j deve ter che-
gado a Paris, dispoe-se a ir a Vichy, onde a lera
o melindre d. sua saude.
Tambem se diz que nao decorrer muilo tem-
po sem que o governo do sua magostado coesli-
tucioaal d rainha mee uma saliafaco levan-
tando o ostracismo que sobra ella pesa; parece
que esta noticia carece de fundamento, porque
nem o actual ministerio fez olfensa alguma a sua
mageatade a rainha me, nem para eala senhora
eslao fachadas as portas de Hespanha.
Consta quo os condes de Montemoliu institui-
r m seu herdeiro o conde de Trapani pela quao-
tia de seis centos mil escudos,
Fixou-ae definitiva mente o dia 30 do correte
mez para o regeeeso da corte de Madrid.
Suas mage.lades iro a Santander no vero pr-
jimo, tomar baohos do mar. O adiantamenio do
ealado de gravidez da rainha aeri a causa de an-
tecipar seu regresso a capital.
Chegou a Cdiz no dia 30 do mez passado a im-
peralriz d'Auslria. Os govefuadares civil e mili-
tar da provincia foram nesse dia a bordo do vapar
que tcaosporlou a imperalriz. Esta euhora nao
ceilQu os convites qne se lhe zaram, per que-
rer coaaarfar o acojhiUo.
.A* 3 4> Urde dase^atcou acompaunada do.
ficar sem effeilo o previlegio.
Art. 3* Revogid. as di.posigoes emeootrario.
Sala das commisses 27 de rnaio de 1861.
Luiz Felippe J. Cavalcanti.
O Sr. Luiz Felippe (ordem):Sr. presidente,
na sesso de sabbado quando se tralava de votar
os arligos do orcamento, os nobres deputados se
ho de recordar de que o art. 21 que concedia
urna grsiificago ao fiscal da illuminagao do gaz,
foi elle regeilado pela assembla, entretanto na
noticia que o Diario d figura este artigo como
leudo sido approvado : fui verificar na acta se ha-
via o mesmo engao, e d (acto ella estava de ac-
cordo com a noticia do Diario. Se na occasio
era que foi lida nao reclaraei, foi por que o Sr.
2." secretario leu era voz baixa, e me adunda
collocado um pouco dislaole delle, nao pude ou-
vir, nem dar por essa inexactido; pioponh
portanto que se faga a emenda conveniente na
acta, ou se use do meio que V Exc. julgar mais
conveniente....
O Sr. Figueirda (2o secretario) :J se emen-
dou a acta.
O Sr. Luiz Felippe :Muito bem.
ORDKM DO DIA.
Contina a discusso do orcamenlo provincia!.
Procede-se a votago do art. 29 que ficra em-
patado na sesso anterior.
E' approvado.
Contina a discusso do art. 31.
E' approvado, assim como a emenda que lhe
foi offerecida, e que eleva a 2$ o salario do sr-
venle da thesouraria provincial.
Sao igualmente approvados sem debate os se-
guinles arligos:
Art. 32. Com o consulado pro-
vincial :
S 1. Empregados..............
2. Capatazia do algodo.....
3. Expediente e asseio de
casa............................ .
38:580*000
3":96O*O0O
nnol os actos ofTkiaes dos pronunci.meutos feilos abrigados a comegar o servigo da oavegago, sob
a favor da Hespanha por todas as povoagoes e penna de "
personageos da ilha deS. Domingos.
Expedio-se uma circular ao corpo diplomtico
hespanhol acreditado junto das corles estrangei-
ras, manifestando que a Hespanha foi completa-
mente eslranha ao movimeulo de annexago que
houve eraS. Domingos, masque seria indecoroso
e indigno da nago hespauhela repudiar acuelles
de setrs filhos que desejarn vollar para a me pa-
tria, no caso em que nao haja duvda, acerca de
que tal desejo geral e espontaneo.
As tropas de S. Domingos j preslsram jura-
mento rainha de Hespanha, e forro a rao parte de
ora vanle do exercito hespanhol, sendo garan-
tidas as patentes aos ofliciaes. O general quo as
commandara foi o nico a protestar conlra a an-
nexago ; sahio da ilha em direcgo Jamai:a.
Nao ser perseguido, e concedem-lhe seis mezes
para mudar de opinio. O ex-presdente Santan-
na ser nomeado senador do reino e permanece-
r capilo-general de S. Domingos.
As tropas hespanholas enviadas pelo capito
general ilha de S. Domingo; linham desembar-
cado nesta no dia 7 de abril, acolhidas com o
mais frentico euthusiasmo de todas as classes da
sociedade.
Na mesma noilc improvisou-se uma illumina-
gao geral em S. Domingos O Sr. Rub'caba aes-
erabarcou em o dia 8 na capital e dirigio-se ao
palacio da presidencia para avistar-se com o ge-
neral Santanna. Instado vivamente accitou as
chaves da praca, sem prejuizo da resolugo do
governo de S. M. Calholica.
Tambem desembarcaran! forgas hespanholas
em Siman e em Puerto-Piala, igualmente com
jubilo.
O general Santanna linha concedido um indulto
geral em nome da rainha.
a annexago da ilha do S. Domingos Hespa-
nha tratada pela imprensa franceza de difieren-
te maneira. Os jornaes liberaes sao-lhe contra-
rios ; os perioeicos do governo nao a combatem.
nao se sabe se islo sufiicienle para se acreditar
que o governo fraucez consente na annexago, e
para indicar quaes foram as compensages por
meio das quaes a Hespanha oblete que lhe nao
impegam essa acquisico.
O que parece fra de duvda que o fado pra-
licado por Santanna nao espanlou em Pars pes-
soa alguma das que sabiara os motivos queobri-
garam Jurez a quebraras suas relaces com o
representante hespanhol no Mxico.
No dia 25 do crrante devero ter embarcado
nos diversos portos da pennsula os 1,500 lio-
mens, que sao mandado, de reforgo ao exercito
de Cuba.
Em virtude das ordens do governo hespanhol
devem sahir com urgencia para se encorporarem
oa esquadra reunida em Algociras, lodosos navios
de guerra que se achavam em dispocibilidade
nesta baha.
Esta esquadra a respeito da qu3l se lera feito
tantos commentarios puramente de manobras,
podendo naturalmente ser empregada pela gover-
no onde a julgar necessaria.
Reputa-se falso o que tambem se disse de ser
destinada Marrocos para coagtro governo deste
paiz a pagar a indemnisago de guerra ; os Mar-
roquinos ainda nao mostravam indicios de re-
cusa.
Os Hespanhes residentes no Mxico acham-se
u'uraa triste posigo, os que linham comprado le-
gtimamente bens do clero, esto despojados
delles.
O governo dominicano flzera ao da antiga me-
ropole par a reincorporago as seguinles pro-
postas:
Ia Que seja mautida a liberdade individual sem
que em tempo algum possa restabelecer-se a os-
tra vatura no territorio dominicano.
2a Que a repblica dominicana seja considera-
da como uma provincia de Hespanha, e desfruc-
te como tal iguaes direilos.
3a Que sejam aceilos os servigos do maior nu-
mero possivel dos individuos que os prestaram
importantes patria desle 1844, especialmente
no exercito, e que possim continuar a presta-Ios
a S. M. Calholica.
4a Que como uma das primeiras medidas man-
de S. M. amorlisar a moede papel actualmente
circulante na repblica.
5a Que reconhega como validos os actos do go-
verno, que successivamente regeram a repblica
dominicana desde a sua fundagoem 1844.
L.
Art. 33. Com as colleclorias e
agencias:
1. Promotores fiscaes, ven-
cendo cada um 3 do que ar-
recadar...........................
2. Collectores...............
3." Escrives.................
4. Agente do fumo, tabaco,
saoo. etc., vencendo 5 /0 do que
atrecadar ........................
5. Agente de lquidos espiri-
tuosos e vinagre..................
2:103*000
4i;643*090
2.313*000
6 877*000
4;785S0OO
4:070*000
2:5085000
20:553*000
CAPITULO XI.
Aposentadorias e jubilaces.
9:376gOO0
15:60lj000
lMOOfOOO
441*000
22:5605000
3:300*000
a acta da antecedente,
PERNAMBUCO.
ASSEHBLE LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
SESSO EM 27 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Yero-Cruz.
Ao meio dia feila a chamada, verifica-se haver
numero legal de Srs. Deputados.
Abre-se a sesso.
O Sr. 2. secretario l
que approvada.
O Sr. Io secretario d conla do seguinte :
EXPEDIENTE :
Um officio do deputado, Jos Joaquim do Reg
Barros, por se achar anojado deixa de compare-
cer na sesso por alguns dias. Mande-se deaa-
nojar.
Um requerimenlo de Roque Antunea Correa
Gomes, fiscal da freguezia da Varzea, pedindo
que seja o seu ordenado equiparado aos dos fis-
caes das freguezias do Poco e Afiogados. A
commisso do orgamento municipal.
Outro de Antonio Luiz doa Santos, negociante
matriculada o'esta cidade pedindo o previlegio
por 30 annos, para estabelecer uma linha de pe-
queos vapores apropriados a navegago dos rios
Capibaribe, e Beberibe, construidos de modo que
accomodando um numero de 80 100 passagei-
Art. 3i. Aposentados.
Art. 35. Jubilados.............
CAPITULO xn.
Divida provincial.
Art. 36. Resgale das apolices
emittidas em virtude da lei n. 354
Art. 37. Juros das mesmas apo-
lices .............................
Art. 38. dem das apolices emit-
tidas om virtude do art. 31 da lei
o. 488............................
Art. 39. dem das que em vir-
tude da mesma lei n. 488 e na
conformidade do art. 49 da pre-
sente lei se houver de emittir....
Art. 40. Divida resultante do
deGcit provavel do exercicio vi-
gente............................. 9
Eventuaes.
Art. 41. Despezas diversas ... 15:0005000
Ao l" do art. 33 foi offerecida a seguinte
emenda, que cora elle foi approvada.
Em vez de 3 por / diga-se 6 por /o-Nasci-
mento Portella.
Entra em discusso o seguinte :
Arl. 42. Para effectuar a despe-
za Oxida no titulo antecedente,
fica o presidento da provincia au-
torisado determinar a cobranca
dos imposlos designados nos
segrales, orgados em............
1." 90ris por. de assucar
exportado......................... 364:166S000
2. 20 res por caada de
agurdente e alcool dem........ 25:618^000
3." 7 % sobre a exporlago
do mel de furo................... 6:0005000
4. 8 /o sobre os couro. sal-
gados, verdes e seceos e sobre os
espichados, exportados........... 42:0005000
5." 2 % sobre a exporlago
do algodo....................... 15;5I6J000
6." 5 % sobre os mais gene-
ros exportados, salvo o caf...... 14:000^000
7. 20jf pela exporlago de ca-
da escravo, de conformidade com
o 7o art. 41 da lei n. 431....... 2:8005000
8. 200 ris por libra de ta-
baco fabricado. 1$200 por arroba
do nao fabricado, 3g000 por mi-
lheiro de charutos, 19500 por di-
to de cigarros, 800 ris por arro-
ba de sabao, 30 ris por caada
de bebidas espirituosas, com ex-
cepgo da genebra e dos licores
que pagaro 50 ris por caada
20 ris por caada de vinagre,
ficando isentos destes impostos as
fabricas da provincia............. 113:9009000
9. 20 por cento de aguarden-
te de produccao brasiteiracoosum-
mida na provincia, iicando prohi-
bida a arrematacao desle imposto
sobre o consumo da cidade do Re-
cito eseus arrabaldes............. 15:000|4MK>
10. 2f00 res por cabega de
gado vaceum consumido na pro-
vincia............................. 126:0009000
11. Decimaa dos predios ur-
ros.demandem lo smente onze polegadas d'agua
podendo navegar em qualquer mat. A com- teuM".!"..."7...."...7...!.'..!. 180:0009000
misso de obra, publicas, industria a arte.
Outro de Jernimo Joaquim Barboza, official
de iu.liga podindo que na lei do orgamento mu-
nicipal se consigne quota para ser pago pela ca
mar deUliuda da quaotia 180*050 rs. que a.mes-
ma lhe devedora e cusas de processo daca-
hidos jury da mesma cidade. A commisso de
orgamento municipal.
Outro de Joo ypolito de Meira Lima, arre-
matante da diversas obras publises, tendo con-
cluido o cantate da uonaarvacae da tirada da
\
S 12. Meisizaa de aseravos.... 54:0009000
5 13. Sallo de heraogaa, lega-
dos doacoes de quilquer espa-
cie, observando-ie a rospeito des-
tas tedas disposigoesem vigor so-
bro as berengas e legadosser
ralis ser vandis.................... 40:0009000
14. 2 por cento sobre os pre-
mios de loteras mataras da....
4OO#0O0 res...................... 2.000*00
15. 10 por eento de novoa a


*UWO Di HMmmfX TERCA RHU 19 DJK IIaIO 01 IMf:
Triho direitos pela aomeaeie e
aposentaOorfa dog empregados
provinciae* ......................
16. 4 por cento sobre a re
da das casas em qua se acharen
os estabelecia etilos de commercio
re da cidade do Reeife, as
prensas de algodo, typogrphias.
oeheiras, oarallarices de alu-
gUel, hoteis, botequine, casas de
P"l0 fabricas, excepto as ruraes
9 17. 8 por cento sobre a ren-
da das casas em que se acharem
consultorios mdicos e cirurgicos,
eartorios e queesquer eecrtpto-
nos nao compreheodidos no se-
guirte ..........................
18. 2 por cento subre a ren-
da das casas em que se acharem
na cidade do Recefe es estabole-
cimeutos de commercio em gros-
so e relalho, inclusive os arma-
aena de recolher e oa trapiches...
19 509000 reis por cada urna
casa de leiles erie bilhar........
20. l:OO0gC0O por cada ama
casa de operacoes bancarias com
emisso e cutros previlegioe, e
8O05OOO rcis por cada urna dita
seas laea privilegios..............
21. 300500!) reis por cada
urna dita sem emisso, bem como
per cada urna das compaohies a-
nooimas e agencias...............
22. 200)000 reis por cada
urna casa de cambio..............
23. 10 por cento sobra a ren-
da dos terrenos occupados com
planto docapim, no municipio
Recife............................
9 23. 320 res por sacca de al
godo oa capatszia................
25. 500 reis por tonelada das
alvarengas e canoas abarlas, em-
pregadas no trafego de carga e
descarga.........................
26 169000 reis por cada um
carro particular de qualro rodas
de eixo lixo, 10*000 rs. por dito
de duas rodas, 189000 reis por di-
to de aluguel de qualro rodas;
ltJOOO reis por dito de duas ro-
das, 269000reis porcada um m-
nibus, SOOO reis por cada carro-
sa e por cada um carro nao com-
prebendido as designacoes pre-
cedentes, exceptuados os vehcu-
los empregados no serrino agr-
cola...............................
27. 309OOO por cada um es-
cravo empregado no servido das
alvareogas e canoas abarlas de
que trata o 25; e lOfOOO reis
porcada um dito empregado no
servico das outras canoas, botes,
armazens e fabricis dentro da ci-
dade do Kecife e gaoho oas ras
da ruesma cidade................
28, Peiagio das poutes e es-
tradas, ele?aao ao duplo de que
se paga hoje.....................
29. Beos do evedto..........
30. emolumentos eaprehen-
soes da polica....................
31. Multas por infraccoes....
$ 32. Restituiros e reposisoes
33' Pro Judo da venda de g-
neros, utensia e prepnos provn-
ciaos..............................
31. Melade da divida anterior
ao Io de julhodel836............
35. Divida activa.............
36. Juros das quantias depo-
sitadas na caixa filial.............
Rendas com applicarao especial.
37. Producto do imposto es-
tabelecido pela lei 11. 350 para o
calcamenio da cidade do Recife..
38. 5 01O sobre as rendas dos
beos de raz, pertencentes s cor-
poraces de mo mora, exceptua-
das aquellas que mantm estabele-
cimentos de caridade, para soc-
corro dos hospitaes Pedro II e dos
Lazaros e|casa dos expostos da ci-
dade do;itucife....................
39. Producto das loteras do
gymnasio provincial,(para as obras
des te..............................
Renda extraordinaria tambem
especial.
40. Emisso de apolices, em
Tirlude do art. 31 da lei o. 488,
para as estradas do norte e do
Pao d'Alho, na conformidade do
art. 49 da presente lei............
41. Saldo do exercicio ante-
rior ...............................
3:0005000
2:000f000
3:0009000
43:OOOSOOO
5009000
1:5009000
3:3005000
4009000
3:2009000
8.8009000
5:000*000
6:0005000
8:0009000
60:000 JOOO
1:4005000
OOJOOO
2:700O0u
6:0005000
3:0009000
6OO9OOO
66:0009000
8:000JOOO
9.0009000
20:0005000
com applicaco
Eotretatite, esa jane're a"este- nelogo-com 1
primeira endiente arrombou, perdendo urna gran-
de parte da parede, e Qcou aquella villa sem
aquello elemento, indispensavel a sua prosperi-
dade, e por isao, que eu pego a casa que seja
benigna par com os habitante daquella villa,
cumpriodo assim um preceito das obras de mise-
ricordia.
(Voxes) dar de beber a quem lem sede ?
O Sr. Francisco Pedro:Dar de beber a quem
tem seJe.
74:0009000
9
Sao lijas apoiadas e entram em discusso as
seguinte emendas :
Additivo ao art. 42.Accrescente-se 509 sobre
cada casa de commercio que vender selins es-
trangeiros a retalho.Pereira do Lucena.
Ao 16accrescente-se ao Anal e as olarias.
R. de Almeida.
Ao 7 Em vez de 20 diga-se 509 Luiz
Felippe.
Ao 28 Supprimam-se as palavras eleva-
do ao duplo do que se paga.R. de Almeida.
Ao 19 Em lugar de 50 diga-se IOO9.
Francisco Pedro.
addilivos :
Matriculas e emolumentos do corso coromer-
cial estabelecidos polo respectivo regulamento.
Mello|Rego.
509 por cala urna casa em que se veuder per-
fumaras, chapeos e roupa nao fabricadas no paiz.
Souza Reis.Ignacio de Barros.
Substitutivo ao 27 15J por cada um escra-
vo empregado do servico das alvarengas e canoas
abortas de que trata o 25 e 59 por cada um dito
empregado no servico das outras canoas o botes,
de armazens e fabricas dentro da cidade do Re-
cite, e ganho oas ras da cidade. Mello Reg.
Ao 9Supprima-se as palavras ficando
prohibida at o tira.E. Pina.
Ao 12 Sobre a venda de cada escravo 309.
Theodoru.
Ao 27 Supprima-se o imposto de 10f so-
bre escravos empregados no servico de outros.
cor s, boles, armazens, fabricas e gaoho as ras.
Theodore da Silva.
Subsliiutiva do Sr. Theodoro Em vez de 30,
diga-se 20.Luiz Felippe.
.0 Sr. RuIIdo do Almeida faz ligeiras observa-
res em sustenlaco das emendas que oflerecen.
O Sr. Brilo combale a emenda que eleva o pe-
dsgo cobrado as pontes dos arrabaldes da cida-
de. assim como o 27 e a emenda que Ihe foi
offerecida, e que tratam do impost sobre os es-
cravos empregados 00 servico de alvJrengas, ca-
noas, etc. etc.
[Conlinu ar-ie-ha.)
Discurso do Sr. Francisco, Pedro na
sesso de 3 do crtente.
O Sr. Fraocisco Pedro :Sr. Presidente, ven-
do que adinera emendas ao artigo que se dis-
cute, e por conseguinle creio que nao passaram,
entrando aqui tive a honra de mandar a mesa,
talvez a de mais necessidade, e utili Jadc publica,
ped a palavri para expender algumas conside-
rarles no sentido de justifica-la.
Sr. presidente, o a$ude do Ouricury, predio
provincial, era da serventa publica daquella vil-
la, e j sendo-a quando mesmo prnpredade par-
ticular, arruinou-se, tanto que perdeu-se. E'
elle, Sr. presidente, to necessario aquella villa,
que nao poderla existir se continuasse em aban-
dono sem concertar-se, e presumo que a data de
sua coostruccao anterior daquelle poroado,por-
que s elle trara agua para abastecer aquella lo-
calidade na estago secca, visto como sao preci-
sas cacimbas esm escavacoes profundas, quando
elle secca para ter-se agua pelavel, sendo o con-
trario quando enche, que com maia (acilidade se
pode obte-la.
construido, todava j tendo atravessado bastantes
annos sem um reparo radical sua parede (ora ar-
ruioando-se, e dea lagar que no anno de 58 pas-
sasse nesta casa urna quota para esses reparos, e
depois creio que em 59 commuoicou-me o direc-
tor das obras publicas, que nao poda mandar
ali um eagenheico, por Uta da pessoal em sua
repartiese.
UaiSr. deputado;Acbava pouco?
O Sr. Francisco Pedro :Nao eei, assim m'o
disac. pedia-me, que eu uzease um eresmea-
4o meiodo a exteoco da parede, para autonaar
a elgoem daquella villa a encarregar-te dos re-
pares, o que ne pude azer, vendo que cooli-
onava a secca, e nao poda liar lugar o trabalho.
REVISTA DIARIA.
Um dosso assignante da comarca da Boa-Vista
quexa-se que s Ihe chegam s roaos os Diarios
da su assigfKrtnra com dou meze de demora ;
e que muilas vezes recebe os do mez posterior,
sem aquellesdo anterior terem chegado.
Nao sabemos a que ligar este facto, e que sa-
hindo um correio todas a quartas-feiraa deste
Cidade para aquella ponto, s all toque depeis de
dous mezes, sendo a distancia apenas de cento e
cincoenta e tres legoas.
Certo deste abuso, pedimos alguraa providen-
cia para sana-lo ao Sr. administrador.
Temos que desde que existe o systema do
impr, anda oenhum paizlembrou-se de cummi-
nar urna multa na razio trplice do imposto pela
(alta do respectivo pagamento no espaco deter-
minado leg'lmoBle. Todava, este phenomeoo
ou aberracao do direito de impr acba-se prati-
eado entre nos, relativamente ao imposto de 29
por cada eslabeleci ment de porta a berta, que
eoustitue um ramo da receitadas cmaras muni-
cipaes.
Desta aberracao indicada resulla que urna des-
tas casas, que deacuidou-se de pagar o referido
imposto em tempo, ha de faze-lo na dita propor-
co. isto em vez de 29 satisfaz a quantia de
6^000, acontecendo muilas vezes quo d-se isto
smenle pela differen^a de um dia ; ao passo que
as demais repartieses maodam fazer a cobraoca
porta dosestabelecimenlos, dando assim sciencia
ao cootribuinle, a quem poupam a aecumuheo
do debito.
E.nao ser isto exequivel para com as munici-
palidades?
Se o para ss outras repartieres, nao pode dei-
xar de s lo para com estas, mediante as condi-
ces daquellas.
Semelhante extorso, pois, nao pode e nem
deve subsistir.
E' ella nova e sui generis nos annaes das le-
gislacoes Oscaes ; e, pois, contamos que ser ba-
nida pelo corpo legislativo, reduzindo-a urna
multa razoavel e com a devida proporcao.
Por decreto de 3 do correle, houve por
bem Sua Mageslade o Imperador nomear a Ho-
racio de Gusmo Coelh} psra o lugar de almoxa-
rife do hospital militar desta provincia.
A boia que marcava a extremidade sul do
Baixo Inglcz, veio costa com as ventanas e
grosso marque tem feito estes dias.
Consta-nos, porm, que o Sr. capillo do porto
dra inimejfatameoleas previdencias, de accor-
do com o Sr. inspector do arsenal de matlnha, e
que se acha j no seu lugar, para o que se pres-
tou gratuitamente o vapor de reboque, que lautos
serviros ha prestado ao nosso porto.
Reassumio o Sr. Dr. Francisco da Araujo
Barros, o exercicio da segunda vara municipal.
Vorara rccolbidos casa de delencSo, nos
dias 24, 25 e 26 do correte, 8 hornese 2 om-
itieres, sendo 7 livres e 3 escravos, a saber : a
ordem do Dr. chele de polica 2, que sao Joa-
quim e Florinda, aquelle escravo de Jos Bar-
bosa, e esta de Jos Antonio Coimbra ; a ordem
do Dr. delegado do priraeiro districto 2, inclusive
o escravo Simo, pertencente ao coronel Jos
Francisco Chabi; a ordem do subdelegado do Re-
cife 2 ; a ordem do de S. Jos 1; e a ordem do
de Muribeca 3.
Passageiros do vapor ioglez Oncida, viudos
dos portos da Europa:
Commendidor Nabuco de Araujo, Thomaz
Nash, Roberto Samuel Eaton, David William
Bowmann, Jos Mendes, Jos Mendes da Cruz
Guimaraes, Vicenzo Calabrese, Antonio Flaminio,
Genoaro Marsecano, GaeUno Barbali, Raphaele
Flamineo.
Passageiro do palhabote nacional Santa
Crur, chegado do Rio Grande do Sul :
Mauoel dos Santos Pereira e Silva.
Passageiro do briguo inglez John Carley,
sahido para o Canal pelo Rio Grande do Norte :
Thomaz Vicente.
Passageiros do vapor nacional Jaguaribe,
viudo de MiCei e portos intermedios :
Dr. Francisco de Araujo Barros, Antonio Ca-
valcanli de Albuquerque, Antonio Joaquim Frei-
r, Mara Umbeliua de Oliveira e urna Qlha, Si-
man Leite Pereira, Pedro Casado de Vasceocellos
Lins, Dr. Joo Heorique Mafra, Joo Antonio de
Mello, Francisco de Paula Brrelo Chaves, Anto-
nio Loureoco Teixeira Marques, Gabriel Antonio
e um escravo, Dr. Francisco de Caldas Los e um
escravo, Bernardo Goncalvesde Mallos, e um es-
cravo remettido pelo baro de Jaragu. i
Passageiros da barca franceza Sphere, sabi-
da para o Havre :
Joo Baptista Horne, Antonio Francisco Flo-
res, Armaod Mnny.
Passageiros do brigue nacional iSeis Irmos.
sahido para o Rio de Janeiro :
Joaquim de Souza de Olivoira e um Glho, Bar-
bara Joaquina, e Jos Cassiano da Gouveia.
Matadouro publico.
Mataram-se no dia 25 do correte, para o
consumo desta cidade 110 rezes.
No dia 26 do mesmo 106.
No dia 27,100.
Appellante, Jos Dias da Silva e sua mulher i
appellade, Joaquina da Silva Moure.
dem.
Tendo-se averbado de suepeito oeste feite o Sr.
desembargadoc Suva Guimaraes, por ter sido juiz
do feito ni primeira instancia, o Sr. presidente
requisilou ao Exm. Sr. conselheiro presidente da
relecao a, omestjio de um juiz.
Appellante, Joo da Rocha Wenderley Lie;
appeado, Joo Baptista de Barro* Machado.
Do Sr. deeembargador Silv Guimaraes ao Sr.
desembargador Villares.
O Exm. Sr. presidente negou provimenlos aos
aggravos seguinles, vindos do jutzo especial do
commercio esta eidade:
Aggravante, Dr. Christovo Xavier Lopes ; ag-
gravado, Francisco Antonio da Silva.
Aggravaote, Jos Gonijalves Malveira e outros;
aggravados, Goes & Bastos.
E deu provimeoto aos aggravos seguales vin-
dos do juizo supra mencionad.
Aggravaote, Jos Soares Leite da Costa ; ag-
gravado, o juizo.
Aggravaote. Samuel Power Johnstou k C. ;
aggravado, o juizo.
MaMMUIi
Appellante, Jos Pereira de Lyra ; appettsdo,
Antonio Francisco Martina de Miranda.
Vista as partea.
E nada mais havendo a tratar, o Exm. Sr. pre-
sidente levanten a sesso.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
...... .1
A assembla provincial approvou hontem os
arls. 31 42 inclusive do ornamento provincial,
como do principio da sesso transcripta em outra
parle.
A ordem do dia a continuado da antecedente,
e mais o parecer da commisso especial de inque-
rito da casa de deten;o.
Dtzia-se 0a Paria que Francisco II sahiria de
Roma com desuno para a Baviera, e que para
esse flm se eatavana j fazeado os preparativos
para a viagem. Consta teaaeem que o conde
de liraramont foi fazer urna visita ao re Fran-
cisco II paca o convencer da necessidade de ser
mais prudente. de mostrar mais reserva a um
de que a proloagacao de sua permanencia na
cidade pontificia nao desse lugar a eomplica-
ces diplomticas com o Piemonte.
francisco II parece eo ter en peono em aban-
donar Boma,, por que
CHR0N1CA JUDltlARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 27DE MAIO
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
As 11 horas da manhaa, reunidos osSrs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos eSilveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Com informagao do Sr. desembargador fiscal,
os seguinles requerimenlos :
Um de Francisco Alves do Moraes Pires, ad-
mioistrador do armazem de deposito no Forte do
Mattos, pedndo patente e ser admiltido a assig-
nar o termo de fiel depositario. Salisfaca o pa-
recer fiscal.
Outrode Bernardo Pereira do Valle Porto, Joao
Ribeiro Lopes e Alfredo Henrique Garca, pedn-
do o registro do seu contrato social. Na forma
do parecer fiscal.
Outro de Almeida &Aodrade, pedndo o regis-
tro do seu contrato social. O mesmo despa-
cho.
Outro de Manoel Ferreira dos SantosCamtnha,
Alexandre Ferreira Caminha e Vicente Ferreira
dos Santos Caminha, pedindo rehabilitado da
sua Arma de Caminha & Filaos. Autoado pelo
ofikial Reg Rangel, volt.
Ouiro de Antonio Baptista Nogueira, pedindo
o registro do contrato de Pereira, Viohas & Sei-
xas, do CearNa forma do parecer fiscal.
Outro de James Ryder & Companhia, pedindo
o registro da nomeaco de seo caixeiro despa-
chante Jos Antonio Vieira de Souza.Como re-
quer.
Nada mais houve.
SESSO JDICIARIA EM 27 DE MAIO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
A* urna hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sesso, achando-se presentes
ea Srs deeembargadorea Villares e Silva Guima-
rie, e os Sr. aeputadoa Reg, Lemos, Bastos e
Silveira.
Lida, fui approvada a acta da sesso de 10 do
correle.
UtCAKENTOS.
Embargos remettidos:
Embargante, Jos unes de Oliveira ; embar-
gados, Joo L. Ferreira Ribeiro e Antonio Duarte
de Oliveira Reg.
Desprezaram-se os embargos.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos esua
mulher; embargado, fUia Emiliano Ramos.
Foram despiezados os embargos.
Embargante,Filippe Nery Alfonso Ferreira e ou-
tros heroVeius de Domingos Alfonso Ferreira ;
embargado, Jos Gabriel Pereira de Lyra.
Deeprezaram-ae os embargo.
r**BAE*.
Appellantes, Braga & Antunes ; appeado,
Henrique Gibson.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaraes.
O vapor Jaguaribe, entrado de Alagoas, trou-
xe-oos jornses com dattas : de Sergipe al 16 e
de Alagoas al 23 do correte.
Sergipe. Encerraram-se no dia 11 do correte
os trabalhos da assembla provincial, depois de
2 mezes e oilo dias de sesso.
Alagoas. L se no Diario do Commercio, acer-
ca do aereonauta Elias Bernardi, que por algum
tempo esteve enlre nos, e que secelebr3ou por
suas repetidas transferencias da ascencao :
Hootem (12) o Sr. Elias Bernardi, fez a sua
ascencao aerosttica conforme linha annunciido.
a Foi um magnifico espectculo. Durante o
espago decorrido, ainda ao alcance de olhos n),
fez diversas cvoluQes, com muila pericia ; oque
nos convenceu de que nao era primeira vez que
elle to ousadamenle se arriscara urna aseen-
cao.
a Resalta, porem, de ludo isto que se elle nao
realisou a ascencao na cidade do Recife, foi sem
dula devido ao mu lempo, e direcgaodos
rentos.
< 0 tempo estava um pouco sereno, e o vento
soprava do oriente para o occidente, e o co es-
lava earregado de nuvens negras, que ameaga-
vam chuva.
o Teve logar a as-'.enqao s cinco horas da lar-
de no largo dos Martyrios desta cidade.
a Ao signa] convencionado foi cortada a corda,
e subi o balo com grande rapidez urna altu-
ra era que cora difflculdade se divulgava o pe-
queo vulto do Sr. Elias Bernardi.
a Ja era altura asss elevada o balo paraceu
Qear quieto, e comecou entio descer e tomar
a direcgo da laga.
a Em pouco tempo desappareceu completa-
mente vista dos que na cidade o estavam ob-
servando ; o cahio em um sitio margem da la-
ga no lugar chamado Mutaoge na distancia do
um quarto de legua.
a Disse elle que em certa altura soffreu urna
sede decoradora.
a J nao um fado que precise de prova ; foi
portlos presenciada a asceogo, convencendo-
nos de que o Sr. Elias Bernardi nao um char-
lato.
a justo por tanto que o povo desta capital
favorega quera proporcionou-lhe um espectcu-
lo ioteiramente noro. o
Recebemos cartas e jornaes da Europa, de que
foi portador o vapor inglez Oneida, com as se-
guioles datas: Hjmburgo 5, Pars 7, Londres 8,
Hespanba 10. e Lisboa 13 do correte.
Cesiaram os embarazos trazidos causa da
uniflcsco da Italia pela desinlelligeneie que ha-
via entre Garibaldi, o conde de Cavour, e gene-
rsl Cialdlni. Esta reconciliago eftVcl 1011 -se a
instancias do* numerosos amigos e partidarios
de cada um delles, fszendo-se no parlamento
as convenientes declaragoes para que aquelle
acto de reconciliarlo fosse bem publico. Dz-se
que a influencia de Vctor Emmanuel, nofoi ex-
tranha a este acto. Todos os partidarios, da ii-
berJade e unidade italiana reconhecem a con-
veniencia de existir a melhor harmona entre
Garibaldi e Cialdini, por que o contrario seria
eslabelecer um conflicto permanente, entre o
exercito representado por Cialdini, e os volun-
tarios, a cuja frente se lem sempre achado Ga-
ribaldi.
O jornal a Italia ,de Turio publica a respeito
da reconciliacao de Cavour e Garibaldi urna nota
que parece ter um carcter mu ofncial. Diz
que o coode de Cavour pela approvagao que
tnha dado s apreciages da cmara das depu-
tados, nao pode ter contrahido compreaisso al-
gum, nem feito a Garibaldi qualquer coocesso
que estivesse em contradigo com a sua poltica,
e que eslivesso em opposigo, cora a votago
que tnha obtido. Termina dizendo que a a re-
conciliacao foi simplcsmente o resultado lgico
do patriotismo sincero do ministro e do general.
Ver outra cousa n'aquelle facto querer desco-
brir-lhe urna finura que nao lem, e rebaxar a
grandeza do acto que toda a Italia recebeu com
prazer.
Esta reconcilagao se sincera como todos a-
creditar aplana os maiores obstculos que o
presidente do conselho poderia encontrar no
Interior.
Livre d'cste embarago, o apoiado no voto de
confianga que a cmara acaba de Ihe dar, o
conde de Cavour poder seguir e desenvolver
livre e desaforadamente a poltica de paz a de
moderago que representa, e que deffendeu com
lenta coovicgo e talento na tribuna.
E' esta a situagao lisongeira que resultou dos
ltimos debates parlamentare, a este inciden-
te collocou o conde de Cavour da maoaira mais
vanlajosa o favor do interesse da causa italiana,
e dos interesses europeos.
Volteraos agora a medalha : no dia 27 de abril
tioha sido publicado em aples urna circular
do director geral da polica, prohibindo que os
guardas nacionae* se vistissom de uniforme,
quando nao estivessem de servigo, o que deu
lugar a que alguns individuos, vestidos com o
uniforme de guarda se dirigissem tumultuaria-
mente ao ministerio do interior, e penetrassem
no gabinete do direclor da polica proferiodo con-
tra elle ameagas inslitas. Estes masmos iuiivi-
duos fnvadiram depois a propria casa habitada
pelo director da polica sendo este all apupado
por ellos. Este tumulto que se atthbue a ma-
nejos resccionarios nao progredio, e urna pro-
ebrascao publicada logo depois deste acoole-
cimento pelo principe de Cergnso, e dirigida i
guarda nacioDal para a convidar a manter a or-
dem e respeito a lei, produzio o melhor effeito.
Os officiaes da guarda protestaran! pela im-
prensa em oome da instituicao contri os acou-
leoimentosdo dia27,declarando que continuaran)
" prestar o seu apoio o a deffender ogoverno. A
No meio de tudo isto a Polonia est militar-
mente occipada ; os polacos porm mostrara se
superiores a essas modadas de rigor, empregadas
contra as tentativas que fazem para conquistar a
sua liberdada.
Corra q boato de urna vasta conspirado que
involveria as tros quartas partes da Poloni. A
Prussia mestra-se inquieta eos consequencia da
grande agitago que coroega a manifestar-se no
gran-ducado de Posem Parece que em preseoga
destes perigos os gabinetes de Vieona e de Ber-
n esli resolvidos a esquecer suas antigs e se-
= -
._, approveitando os trium- .----------.....----------HUC^.
P os que a reaceio parece ter gaoho nos Abruz- | candaras dissdencias, relativamente Ailema-
reaoimar eom a sua presenta o nha, para poderem melhor combater os perigos
zelo dos seu partidarios.
Suppoe-se que se projectava algum movimen-
J auxiliado pela commisso reaccionaria de
Roma eda corte de Vieona, com o fim princi-
pal de crear no sul da Italia urna situagao. que
fosse distrohir as tropas italianas para d'estc
modo poder o general Benedeck obrar mais li-
vremenie, de um momento pata o outro as
margeos do P, em Mincio, ou mesmo no A-
dige.
A questo da soberana temporal do Papa deu
lugar oa Allemanha catholica a um incidente,
1ue. *m cl>ado a attengo de toda a Europa :
o abbade Doellinger, catholico erudito, e muito
competente, lente de historia eclesistica na
unirersidada de Munick. e autor de obras muito
apreciadas, sobre t\ historia da igreja, deu al-
gumas conferencias publicas sobie esta grave
questao. Nellas sustentou que o poder lempo-
ral do papa era mpossivel e que alm disso es-
lava em conlradicgio com a missao espiritual
dos pontfices. A impreosa europea lem-s oc-
cupado muito d'estis conferencias, e o Jornal
dos Debales conclue publicando as concluses
apreseutadas pelo abbade Doellinger.
Cartas particulares ds Roma confirmara o que
se tem dito sobre a parle activa que lem tomado
o partido reaccionario Bas desordens occorridas
as provincias napolitanas:
< E' de Roma, diz umadessas cartas, quepsr-
tem e sao dirigidas as conspiragoes. As tentati-
vas de conspirago esto em ac .ao continua. A-
genles de todas as qualldades esto sempre em
movimento, mandara missivas, do ordena secre-
tas ou expedem correspondencias.
Todos estes manejos sao conhecdos em Turim
que ameagaram as suts proviaclas da parte da
Polonia.
CooBrma-se a noticia da prxima partida de
urna esquadra ingleza para o Adritico. Consta
que Corlft chegaram reforgos considerareis.
N'aquelle paiz, assim como na Grecia, existe
gran le agitago. Espers-so urna maoifestago
uas IlhasJonicis que deve coincidir com um
movimento na Grecia, O governo ducal tem per-
dido muito o prestigio, e o exercito parece scr-
Ihe to hostil, que. por prevenga >, foi obrigado
a dissolver alguns regimeotos e a organisar bata-
Ihes,
Julga-se que o gobernador ioglez das lhas Jo-
nias j comegou a usar de rigor a respeito dos in-
dividuos presos era Zante a Cephalonia por occa-
sio do3 ltimos aconlecimentos. Parece que vo
ser julgados brevemente.
O* negocios do Orieute provocaram explcages
do governo ioglez no parlamento. Em Paris os
jornaes ministeraes pediram reserva para as no-
ticias contradictoras que circulan) a respeito da
Syria.
A Porta est de accordo com a Franga quanto
oceupago; as potencias aguardam a informa-
gao dos comraissarios europeus em Beyrouth.
A opinio geral e que logo teoham de sahir da
byna as tropas fraacezas, como foi determinado
no ultimo copgresso, s Acara aos chrislos o
recurso de emigraren para conservar as suas vi-
das, nao podeudo mesmo pensar em salvar os
seus beos.
iz-se que a Inglaterra vai auxiliar altivamen-
te a Turqua para restabelecer a sua auloridade
na Herzegowina. Esta resolugo do governo bri-
tanoico far com que a Austria pela sua parte
{ obre com mais rigor do lado da Hungra.
A annexago de S. Domingos Hespaoha nao
enderera-ae 200 barra d'assucar do Para.
Colamos :
Marco*.
~~ .. r. .. Banco.
Aaeucar da Baha em caias, braoco 18 1/222
mascavo 151/217172
D cm sacos dito 16 17I/
dePernarabucoemsacosbrancolO 1/223
J mascavo 16 171/2
Importagao d'assucar at fins d'abril.
18*1 17,000.000 libras.
1860 9,500.()O0
1859 15,000,000 a
1858 8,O0O.0OU .
Era ser em fins d'abril.
1861 9,500,000 libras.
1860 6,500.000
1859 6,500.000
1858 3.500,000
Tabaco.
_0 tabaco brasileiro continua


na
e o goveros presta-lhe a mais seria atteogo.
N'uma rumao do conselho de ministros do Pie-
monte, o general Fant, ministro da guerra, pro- anda um cous resolvida definitivamente como
poz, segundo se diz, que fosse oceupada viva se v das folhas hespanhobs, e das declarages
torga Terncina, Fraciononee outros pontos limi-1 do governo ioglez 110 parlamento. Parece que o
trophes doi Abruzzos inferiores. 1 governo hespanhol duvida aceitar essa annexago
Tambera se tratou da questo da proelamago ao menos o protectorado daquelles povos.
Eraquanto os habitantes de S. Domingos mani-
tranquilidade restabeleceu-ee lego.
forera presas muilas pessoas que se encontra-
ran) com o uniforme de guarda nacionai. Esta
revolu parece que ee oie limitou a aples, por
que as ultimas ootcias annunciam que as pro-
vincias rebentarara tambem moviraeotos, dos
partidarios de Fraocisco II, os quaes se dispu-
ohara a marchar sobre a eidade, julgando que
tioha triumphado a remogio.
Cata noticia eojncite com a de terem partido
de Civita-Vecchia qualro navios tripulados por
partidarios de Francisco II, com destino a a-
ples. O governo iialiano tnandou logo um na-
vio ao aeu eacefttro. a prov(9cia de Mapolea
entraram quinhentos facciosos proceilealesdo
estados romanos.
Foi proclamada a lei marcial aos Abrutz<
Gipiaoate e BatilicaU, em consequencia 4atJte sordens que all tioham rebeotado
Em Varaovn e Barita houv bstanles eaecu-
coes copi^aei. Os soldados inceaduram muiUa
casas { pite (Uo exuperau o aabitaotoeaue
se remioaram em bandos e repelliraoj um ata-
que dos piamoulezes.
O governo recis ver seus regmeatos aU
caaos pelo Uao dos ApoainQa,
di le marcial as provincias meridionaes, onde
os revolucionarios leem feilo as suas tentativas ;
mas assegura-se que o cont de Cavour se op-
poz a estas medidas, corapromettendo-se a insis-
tir junto
oceupar palas snas tropas aquella parte da froutei-
ra, atim de impedir o contrabando que por aquel
le lado se faz de armas e de pol-ora.
Consta :jue o governo pieraoulez tenciona era-
pregar os meios propicios para por termo in-
surr-ico promovida as provincias napolitanas.
Tera-se futo partir para all varios reforgos e al-
guns generaes, e parece que depois de fechadas
as caruaras, sahiro tambem um ou dous mem-
bros dogakinole.
Urna correspondencia de Turim diz que o mi-
nisterio traiouem conselho da questo da disso-
lugo do parlamento italiano logo depois de vo-
tada a ledo emprestimo.
Esta medida, que nao decrer que se adopte,
tem por Ira evitar a discusso da lei da adminis-
tragao regional, provinciooal e commercial, e a
do projecto de armamento geral. O governo
italiano nao querer desatleoder assim ao voto
da cmara e de seu paiz, pondo de parte urna
proposti, que o paiz parece ter aceitado porco-
nhecer a conveniencia de sua adopgao.
Segundo a Independencia Belga o conde do Vi-
mercati dirigise a Turim para all fazer conhe-
cer as con ligos, em virtud das quaea o impe-
rador d3s Francezes eslava eventualmenle dis-
posto a relirar as suas tropas de Roma ; sendo
ao mesmo lempo encarregado de submetter ao
gabinete deTurirn urna corabinago que vem cor-
lar completamente as difficuldades que lera exis-
tido, faria dar um passo coosderavel na questo.
Segundo a opinio do mesmo jornal, o impe-
rador consentira na substituigo das forgas fran-
cezas, mandadas para protecgo do papa, for
ropas italUoas, com tanto que o ttulo de aecu-
f agao learia o mesmo. Vctor Emmanuel deve-
ria obrigar se efectivamente a respeitar o terri-
torio actual, e a soberana do papa, a deten le-
los contra qualquer ataque e a nao mudar o ti-
tulo de sua oceupago, senao com o consenti-
mento do santo padre.
Todos os jornaes de Paris reproduzirara estas
informages, mas nao ousaram garantir a sua
exactido. Parece que o suramo pontfice nao
pprovar esta cenvengo, se ella real, porque,
pelo que teem publicado varios jornaes, parece
que sua saniidade, como papa providente, tomou
todas as medidas necessarios para garantir os di-
reitos da santa s ; attendeu a todas as eventua-
lidades : prevenio o caso do morte, deathrooa-
menlo, abdicago voluularia ou (orgada, e de ac-
cordo com quasi lodos os cardeaes, designou pa-
ra Ihe succeder provisoriamente na cadeira de
S. Pedro ao cardeal Wueman, que as margens
do Tamisa goveroarla a igreja catholica.
Alguns jornaes inglezes pretenden) que as re-
lages diplomticas entre a Franga e a corle de
Roma linham tido um resfriaraento notavet. Um
correspondente do Morning-l'ost diz que o go-
verno pontificio nao mandar o nuncio para Pa-
rs, e que o cardeal Antooelli resolver romper
as relages diplomticas eom a Franga.
Os jornaes ultramontanos francezes publicaram
urna carta do arcebiapo de Tours, em resposla
circular do ministro des cultos relativamente
legislacao franceza applicada ao clero. A Patrie,
referindo-se a esta publicago.diz que a etrla do
arcebispo urna dechrago franca de rebellio
contra as leis do paiz.
Derera veriucar-se as cmaras algumas inter-
pellages acerca do fofhelo do duque de Auraale,
deveodo o principe Napoleo proferir um dis-
curso, desafrontando-se das aecusages que so-
bre elle pesam.
O parlamento fraocez votou a lei relativa ao
recrulamento annual, fixando-o em cem mil ho-
mens. Para destruir as expressdes que tal de-
creto possa causar, o imperador icsolvou fazer
uma excuro s provincias.
Julga-se que o parlamento ser dissolvido, lo-
go que se lenham verificado as eleiges para os
conselhos geraes, e dizse que o governo decre-
tar, logo em seguida a evacuago de Koraa, e
dos oslados da carece u a conveniencia dss instituiges represen-
tativas com que ttmciona dolar o paiz, segundo a
sua propria declaraco.
O imperador d'Austria olhou cora alteoco pa-
ra o estado do paiz e mostrou pela adopgo de
certas medidas que quera dolar o imperio de
instituiges livres ; no enlanto todas as providen-
cias que lem tomado sao acaobadas o insigoifi-
cantes, e nio provarel que a opinio publica
se satisfaga por nao satisfacer tambem as neces-
sidades geraes.
Era quaolo os memores moderados da dieta
hngara empregavam grandes eeforgos para pre-
venir um conflicto entre aquella assembla e a
corte de Vienna, um incidente inesperado parece
afsstar toda a idea de accordo: o general Bene-
deck, em umi das proclamages que dirigi ao
exercito de seu commaodo, em que atacara os
adversarios da constituigio outhorgada em 16 de
fevereiro, coraprehendia entre oa seos adversa-
rios, o que elle chamara algum cobardes mmgna-
l*t' Eeta injuria, seguramente muito impruden-
te, foi combatida pela nobreza hngara. A pro-
elamago do general Bonedeck exasperou tanto
mais os espiraos em Pesth, por isae que foi re-
producida por ojuitas folhas de Vieona em que
se faziaq eomnenlarios de approvago ao acto
do geuerai, ora uanto a dnaam offensas aos
hngaros.
Dizii-s fue veia usa oaiatissao, nomeada
entre os magnates, intimar ao conde de Rech-
berg que iodieasse quem eram os que elle appgl-
lidara de cobardes. Parece que a ofBoUUdade
do exercito do comasnio do general Rukoerg
aaatffoira am protesto eea que adhera As idees
de eeu cora insertante, e em que declararan qne
suslenlariam o dito e o insulto.
Este meio de harmonisar as cousas nao d
corlo o maia proprio para se regolarem desletel-
ligencias quo de qualquer modo se suscitan.
0 ministro da Ruarla em Parts foi encarregado
peto ciar de agradecer eo imperador Napoleo a
S*to PVbUfttto no jhm*mr acerca do Polooie.
esta documento a Franga aie nega *a*uM
Isympathias peta Polonia, mas acooactha o seu
Ubiuate a qua teethasa cefiaoo na (aoeroal-
dade do imperador Alexandre,
festam assim os seus desejos, o Haitio parece que
tambem quer proclamar a sua annexugao. As ul-
timas noticias davam a entender queescolhiam a
Hespanha. mas a Franga quer para si aquelle re-
lalho. A Patrie assegura que, com o annunciado
governo inultos agentes francezes preparara a
annexacao daquella repblica ao imperio fraocez.
O governo porluguez gatihou as eleiges, veri-
ficando-se esUs sem alterago no socego pu-
blico.
Em consequencia da exonerago do conde do
Thomaz corra como certo que vira subslilui-lo
na corte do Rio de Janeiro o Sr. Alberto Antonio
de iioraes Carvalho, bem conhecido neste impe-
rio, e actual ministro da justiga em Portugal.
Fallava-se em coraposigo ministerial e estava
prxima a apparecer urna fornada de pares.
Prosegua a subscripgo promovida pela classe
commercial para o instituto porluguez de irraas
de caridade sujeito exclusivamente s autoridades
portuguezas.
No da 20 devia abrir-se as cortes-
Parece (ue votado o orgaraentoe algumas me-
didas mais urgentes seria encerrada a sesso.
A receita das alfandegas em resultado das re-
formas do Sr. Avila era cada vez mais satisfa-
toria.
Tratava-se do desenvolvimento era grande es-
cala da cultura do algodo oas colonias portugue-
zas, por iniciativa do Sr. Carlos Bento da Silva,
ministro do ultramar.
Sob os au3pici s de el-rei D. Fernando come-
garam-se os trabalhos da collecgo dos produc-
tos da industria do paiz que lem de figurar na
exposigo universal de Londres no anno futuro.
O estado sanitario era excellente. as colonias
nao havia novidade
As ultimas noticias dos Estados-Unidos da
America Selemplnonal raostram o estado lamen-
tavel da guerra civil uaquelle paiz. Os despachos
de Londres aonuncixm que os discidenles na sua
marcha sobre os estados do norte lera destruido,
poniese levado o incendio aosarsenaes e a mui-
tos edificios nolaveis.
Era Washington reeebiam-se a cada passo no-
ticias pouco satisfjtorias e receava-se que a ten-
tativa contra a capital sena auxiliada pelo estado
de Maiyland.
A lula mostra que ser decisiva entre os esta-
dos do norte pronunciaran) se unnimemente a
favor da Uaio ; os do sul contam'com recursos
para armar cem mil homens.
Communicados
sua boa posi-
gao venderara-se nos ltimos dias 500 pacotea
de tabaco velho a 7 3/4 schillngs. e 400 pacotes
da nova importagao a 6 3/8-7 3/4 schillings. Fi-
cara era ser cero de 900 pacole.
Colamos:
Tabaco superior 10 13 schillings.
1.a qualidade 7 3/4- 8 1/2
2.a e 3.a dita 6 1/2 7
Em rollos 8 10
O mercado de couros se conservo'! tranquillo,
sera mudanga dos pregos: os couros pezarto
conlinuam procurados.
Venderam-se 1375 couros do Maranho 7 i/i
schillings o cerca do 2,000 da Baha 7 1/8schil-
lings.
Em ser 20.000 de todas as quallades.
O cacao do Para procurado. Cerca de 1,00/Jr
sacas foram vendidas para exportago a 6 3/4
6 13/16 schillings. O cacao da Bihia nao mere-
ce aliengo.
Tapiocasera novdade.
O algodo rotlnua em favoravel posigo so-
bretudo depois da noticia do rompimento da
guerra civil nos Estados Unidos. Nao liverarn
lugar transaeges d'imporlancia porque os pos-
suidores esto cora grandes esperaoga?. Os pre-
gos do algodo Norte-Americano subram dte 1/
schillings por libra. Do algodo brasileiro s
exislom 10 balas do Maranho de qualidade fina
pelo qual se exige 10 schillings.
Ha grando falta de Jacaranda do Ro, ee que
chegar encontrar bous pregos.
Tu mez de abril parliram d'aqui 502 colonos
para oBrazil, senlo 226 para Santos, 77 para
Rio Grande do Sul, 103 para a colonia Blume-
nan, e 96 para a colonia de Dona Francisca.
MorimftBie no porto.
Naoio entrado no dia 26
Macei e portos intermedios24 horas, vapor na-
cional Jaguaribe, commandaote M. J. Lobato.
Navios sahidos no mesmo dia.
PenadoHiale nacional Bebeiibe. capito Bernar-
dino Jos Bandeira, carga varios gneros.
HavreBarca franceza Sphere, capito Kibes
carga assu?ar.
HamburgoBrigue prusiano Alby, capito A. F.
Petrorrsky, carga assucar.
Rio de JaneiroBrigue nacional Seis lrmot.
capito Belmiro B. de Souza, arga assucar.
Rio Grande do NorteVapor brasileiro Jaguari-
be, commandaote M. Lobato.
Navios entrados no dia 26.
Bahaescuna hollandeza lacoba Cnrislioa ca-
pito R. H. Lulw, carga parle ds que trouxe de
Trieste.
Portos da Europa18 dus, vapor inglez Ooeda
commanJante J. Bevis.
Rio Grande do Sul28 dias, palhabote nacional
Santa Cruz, de 101 toneladas, capito Jos
Victorino das Neves, equipa^era 8. carga 4550
arrobas de carne secca; a Caetint C. da C. Mu-
reir.
Falmouth53 das, brigue inglez Valid, de 230
toneladas, capito W. W. A. Sack, equipagem
10, carga trilhos de ferro; a ftothe Bidolac.
Navio sahido no mesmo dia
Canal pelo Rio Gran le do Norte brigue inglez
John Carley, cipitaoA. II m, em lastro.
Rio de Janeirobarca americana Elf, capilo>
S. Penckney, em lastro.
Lisboa barca porlugueza Gratido, capito
Antonio Pereira Borjes Pestaa, carga assucar.
Portos do sul vapor inglez Oneida, com-
roandanle J D. Bevis.
O&sercaro.
Sabio e fundeou no lamaro para acabar de
carregar a galera diuaraarqoeza Himalaya.
Fundeou no Umaro um brigye iuglez, mais
nao leve romraunicago com aterra.
O Constitucional de hoje proraette oceupar-se
com o promotor publico do Redfe. Seo con-
temporneo me quer cooferir a honra de discu-
tir-rae sb a responsabilidade ediclonal, aceito e
estimo a discusso.
Ao conlrario, terei o desprazer de guardar um
rigoroso siloocio sobre todos os factos, quanlos
possam ahi ser imaginados.
Tenho um grave deleito para o Constitucional;
e vem ser que nao sou qualquer espirito iodif-
ferente respeito dos negocios de raeu paiz. J
se v que nao posso agradar aos reformistas de
momento.
Recife, 27 de maio de 1861.
F. L. de Gusmao Lobo.
COMMEIlCloT^
ia,,aa",,,ial I m I I ""^"^mmmmmmmmmmmminiMM
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 25. 306:6319644
dem do dia 27.......17 779703
324:4149347
Declara s.
Correio.
Movimento da alfandeffa.
Volumes estrados cem fazendas.. 434
> > com gneros.
Volumes
a
sahidos
com
com
673
------1,107
fazendas.. 108
gneros: 167
------275
Descarregam hoje 28 de maio
Barca americanaAzelafarinha de trigo.
Brigue ioglezZiskfazendas.
Brigue ingtezNiutelusfazendas.
Barca inglezaCoosUncebacalho.
Barca americanaUniofarinha e papel.
Brigue inglezMilinabacalho.
Barca inglezaOlindabacalho.
Brigue ioglezClaucusdem.
Barca ing ezaNelhertonidem.
Brigue hamburguez Bones Agres gtrrafas e
farello.
Barca americana FaimeCrosshoss farinha de
trigo.
Brigue hamburguez Georgegenebra.
Patacho hamburguezAone Helene mercado-
riaa.
Brigue inglezSpecimentrilhos de ferro.
RmeetACdorias de reatadas Internas
geraes de Pernainbuco
Rendimento do dia 1 a 25.
dem lo da 27. .
22:8233568
827*550
23 651JI18
Consulado
Rendimento de dia 1 a 25.
dem do dia 27. .
provincial.
49:554*479
2;959976
52514>455
REVISTA COMMERCIAL.
Hamburgo 5 i* maio de 1861.
Importacao de caf at fias d'abril.
1861 29.l00.0f0 tiaras.
185 27,800,t
18W 12.O0ft.O0O *
Em ser em fias d'abril.
1861 14.0t0.000 libras.
tm ia.o|o,ow
1859 14.000.000 o
t658 18,000.000 e
Aseuoar.
Afirme posicio 4 mareado Inglez influio fa-
veravelmaalr sobre a aoseo, cjual se acha en
boa posigo.
Pela admiostraco du correio desta cidade se
faz publico para tos convenientes, que em virtu
de do disposto no art. 138 do regulamento geral
dos correios de 21 de dezembro de 1844, e art. 9>
do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851, so pro-
ceder a consumo das cartis existentes uesta a 1-
ministraQo pertencentes ao mez de maio de 1860,
nodia 3 de junho prximo, as 11 horas da ma-
nhaa, na porla do corrtio, e a respectiva lista se
acha desde j exposta aos interessados. Correio
de Pernarabuco28 de maio de 1861.O adminis-
trador, Domingos dos Passos slirsuJa.
Pela subdelegada do districto de Beberihe
se acha recolhido cadeia de Olinda o crioulo
Ismael, que diz ser escravo do acadmico Regi-
naldo Alves de Mella por estar fgido, o quai
comparecer nesta subdelegada para Ihe ser en-
tregue. Beberibe -26 de maio de 1861.
Antonio Flix dos Santcs,
Subdelegado.
Pica transferida, de ordem do Sr. inspector
da alfandega, a arcematago aununciada para o
dia 25 do correte, depois do meio dia, para o
da 29 do mesmo mez. de uma caixa cuntend
137 vidrinos com acido sulfrico pesando liqui-
do nao verificado 26 libras a 150 rs. por librs,
total 39$, 32 ditos com chlorolormo. pesando li-
quido nao verificado 4 1/2 libras, a 3S334 por li-
bra, total 15>003. e 38 ditos com ether-nitrico.
pesando liquido nao verificado 7 libras, a l;50O
por libra, total II320O.
Alfandega de Pernambuco 27 de maio de 1861.
Joaquim Albino de Gusmao.
4." escriplurario.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta dala se inscreveu no registre publico o contra-
to de sociedade celebrado em o 1.* de abril de
correte anoo por Jos Ribeiro de Brilo e Jos
Luiz Guaiaco, estabelecidos no Forte do Mattos
com prensa de algodo, sob a firma de Brilo e
Jos Luiz, da qual s poder usar o socio Josa
Luiz, e cora o capital de 4:000$ fornecidos era
partes iguaes por ambos; devendo dila socieda-
de durar por espado de 3 annos, contados do i."
de Janeiro deste anno.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 25 de maio de 1861.
Julio Guimaraes. Oflicisl-maior.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio d
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta data se inscreveu 00 registro publico o contra-
to de sociedade colUctiva para compra, venda,
commisso de mercaderas e commercio de ex-
portarlo, celebrado em Pars por Jos Mge, Fe-
lix Souvage e Marinho Bernel, estes domiciliados
nesta cidade, e aquello em Paris, e estabelecidos
nesta praga sob a fiema social de Flix Souvage
di C., da qual podero usar os socios Souvage &
Bernel ; devendo dita sociedade durar do 1. de
Janeiro do corrate anno al 16 de setembre de
1864, com o capital de 120,000 francos, forneci-
dos 45.000 pelo socio Souvage, 45,000 pelo so-
cio Mge, e 30,000 pel socio Bernel.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 25 de maio de 1861.
Julio Guimaraes OTicial-maior.
A arrematado de 63 volumes de barra
abatidos, vindos da ilba de S. Miguel, no pa-
tacho porluguez Limo, annuooiada para o di
4 do correte, depois de meio dia, tica transfe-
rida por ordem do Sr. inspector da alfandega
para o da 28 do meamo mez.
Alfaudega de Pernambuco 14 de maio ds
1861.
O terceiro escriplurarh,
Godpfredo Henriques de Miranda.
Por esta secretaria, avisa-ae aos Srs. pro-
fessores, e grofessoras, directores e directonsda
estabelecimentos particulares de inatruccao pri-
maria, esecundarle, abaixo mencionado), que os
eu mappas relativos ao primeiro trimestre do
do corrate sano, aiadt nio foram recolhido* a


C)
lAJttd fii PIAKaBUM. TERCA FEHU 58 M MAlO DE 18tl
esta repartigo; pelo que determina o Ulm. Sr.
Dr. director geral interino, que lhes seja marca-
do o praso de 15 dias a contar da data desta,
para apresentarem os referidos mappas, sob pena
de aeren) multados na forma do artigo 100 da
lei regulamentir o. 369 de 14 de maio- de 1855.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco, -27 de maio de 1861.
O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
Nomes a que se refere a relaco suppra.
Alexaodre Jos Gongalvaa de Minnda.
Angelo Francisco da Costa.
Bernardo Fernandes Vianna.
Este vo Xavier da Cuoha.
F. Francisco de Santa Candida.
Padro Joaquim Nunes de Oliveira.
Joaquim Barbosa Lima.
Jos Antonio Gongalves de Mello.
Jos Antonio Pereira da Silva.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Hanoel de Souza Cordeiro Simoes.
Manoel Flix Aires da Cruz.
Padre Thotnaz de Santa Marianna de Jess Ma-
galhes.
D.Antonia Maria da Rosa.
Alexandrioa Candida Goozaga da Rocha.
Amelia Etodia Lavenere.
Cooslanca Perpetua de Lacerda Machado.
Dina da Silva Coutinho.
Francisca Lina de Uliveira Santos.
Prancisca Xavier Carneiro da Cnnha.
Florinda Maria do Nascimento Barros.
Isabel Maria da Conceico.
Ignez Pereira Guimares.
s Joaquina DelQnade Mello.
Joanoa Emilia dn Brito.
Joaquina Louren?a da Conceigo Luna.
Joseiha Claudina Soares Villela.
Maria Marliniana de Campos e Oliveira.
Mafalda Augusta Pereira.
Maria Josephina Purcell,
Thomazia de Athahydee Albuquerque.
rsula Alejandrina de Barros.
rsula Amelia de Albuquerque Mello.
Cooselho de compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado, sob as condiccoes do
esiylo ja ha muito publicadas, manda o cunselho
fazer constar que isso ter lugar na sesso pr-
xima a 29 do correte mez em vista de propdstas
entreguas nesse dia at as 11 horas da manhaa,
acompanhadas das amostras dos objectos que
caiba no possivel apresetilarem-se.
Para os navios.
15 arrobas e 12 libras de plvora grossa e 50
vergonleas de pinbo de 4 a 8 polegadas de di-
metro.
Para o arsenal.
400 folhas de lixa de vidro e 12 pacotes de pa-
pelao baeta ou fellro.
Snla do conselho de compras navaes em 23 de
maio de 1861.O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Anjos.
Companhia fixa de cavallarla
Tendo de serem arrematados em hasta pu-
blica, no dia 30 do corrente, pelas 10 horas da
manhaa, dez cavtllos da mesrua companhia
julgados incapazes do servido do exercito, o
tenente commandante ioteiino" da referida com-
panhia convida as pessoas que interessam-se.
acharem-se no mesmo quartel no dia cima.
Quarlel da companhia de cavallaria no campo
das Princezas Si de maio de 1861.
Manoel Joaquim Machado.
COMPANHIA PERNaIBUCaIU
DE
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA-GERMANO.
Quarta-eira, 29 de maio de 1861.
12a RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir scena o sempre muito applaudido
drama em cinco actos eseis quadros, original
rancez,
MARA JOWW
MULHERDOPOVO
PERSONAGENS.
Bertrand, official de carpiuteiro Germano.
Ramy, ditu dito................ Raymundo.
Theobaldo, conde de Bussires. Vicente.
Appiani, medico.............. Nunes
O Dr. Barthel.................. Valle.
Guilherme, creado.............. 'feixeira.
Berlinguet, camponez.......... Santa Rosa.
Grosmenu, dito................ Campos.
Ura magistrado................ Leite.
Um enfermeiro................ Almeida.
Sophia, condessa de Bussires.. D. Carmela.
ManaJoanna .................. p. Manoela.
<;">arini...................... D. Jesuina.
a[8frida ..................... D.Julia Rosa.
c"lo,a.:....................... D.Anna Chaves
convidados, camponezes e soldados.
Terminar o espectculo com a graciosa co-
media em um acto, rnala de couplets,
POR CAUSA
DE
Navegacd costeira avapor
O vapor Periinunga, commandante Moura,
sahir para os portos do sul no dia 8 de iu-
nho as 4 horas da tarde. Recebe carga at
0 dia 7 ao meio dia. Eocommendas, passagei-
ros e dlnheiro a frete at o dia da sabida 1 o-
ra : escriplorio no Forte do Mattosn. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DB
Navegaco costeira a vapor,
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Acaracu.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do norte at o Actrac na
dia 7 de junho s 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao mel dia. Encommeadas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas : escrptoro no Forte do Mattos o. 1.
Rio de Janeiro
LEIUO
DB
Movis el predio.
Scxta-feira 31 Costa Carvalho, fara' leilo em leu ar-
boas commodos em separado para estes mazem na ra do Imperador o. 35, de
ltimos : a tratar com os consignata- varios escravo entre elles urna mulata
cios Arauaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novon. 6. 's-
Para o Ass e portos in-
termedios
Sabira' bremente a linda e
barca nacional IRIS a qual
passageiros e escravos tendo
veleira
recebe
muito
mu
no dia
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
a lancha aPlor do Rio Grande, mestre Antonio
Jos da Costa ; quem quizer carregar ou ir de
passagem, dirija-se a ra da Cadeta do Recife
loja do Sr. Joo da Cunha Magalhaes.
Para em direitura.
O patacho brasileiro Paulinos segu em pern-
ees dias, pode receber alguma carga miuda; tra-
ta-se com os consigoelarios Marques, Barros i C
varios escravos entre elles urna
de8 annos con habilidades,
cima as 11 horas em ponto.
LClUO.
Iloje as II horas do dia.
Leiloes.
LEILAO
DE
Firinlia de mandioca.
WLWSTT1S &VJUMM
O agente Hiplito autorisado pelo Sr.
I Manoel Alves Guerra, fara' leilao por
. conta e risco de quem pertencer do
At o dia 31 do corrente esperado dos portos; resto do carregamento de farinha do
do norte o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-* u _. ;i M t j j
le o capito de mar e guerra Gervazio Mancebo. ftr,Sue nocional Mana Roza, vindo de
o qual depois da demora do costume seguir pa- Santa Catbanna : terca-feira 28 do cor-
r*,ru'..L"hU1, rente ao meio dia em ponto, no arma-
Desde J recebem-se passageiros e engaja-sel j c e- .',, aiuia
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de- 'zem ae8 ar- rerreira S Moreira, na ra
ver ser ambareada no dia de sua chegada at as da Madre de Dos n. 4.
2 horas da tarde e encommendas, passageiros e !
dinheiro a frele at o dia da sahida as 3 horas :
agencia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azeve-
do & Mendes.
Para Paraiiiba
segu com brevidade o hiate nacional Santa Lu-
zia por j ter parle de seu carregamento : para I
o resto e passageiros, trala-se com Manoel Lopes
Machado na rus da Cadeia do Recife n. 56, ou 1
com o mestre Jos Francisco Maranho, ra da
Guia n. 33, primeiro andar. Adverte-se a todas
as pessoas que quizerem dar suas cargas que este
hiate se acha forrado de novo de cobre bem se-
guro e bom veleiro.
Para o Assu'.
LEILAO
DE
Urna taberna.
corrente.
por mandado
Quarta teira 29 do
Costa Carvalho far leilao por mandado do
cxm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
a 1 "ljbre'ldade hiale Camaragxbe, por querimento de Antonio da Silva Barbosa Ferro
'.*.??.? ,Seu carreameil?: P o da armacoe gneros da taberna do paleo do
UR&VSS^U1,^^%^WJB> Amante ch"es'''a{tde
Para o Aracaty e Assu'.
A barcada Maria Amelia, mestre Francisco;
Thomaz de Assis, pretende sahir at 28 do cor- i
renle: para o resto da carga trata-se com Pren-
le Vianna <& C.
Rio Grande do Sul
mpradores.
LEUAO
DE
Urna taberna.
Terca-feira 28 do correte.
pelo Rio de Janeiro Sveira & Mello farleilo por inlervencodo
segueat o (Ira do corrente mez o brigue naci- S^SttS&^iT^Jk'TS!L'U
nal Mana Thereza por se achar engej.da su. SJgSSSSl. $6 l0t* "
carga para ambos os portos: recebe escravos a
frete, e trata-se com Bailar & Qhveira. na ra
da Cadeia do Recite
bordo.
n. 12, ou com o capito a
MMUBI
Comecar s 7 X
. 9
horas:
Avisos maritimos.
(CDUPMIEtlli
DAS
Messageries imperiales.
Ait o dia Io de junho espera-se dos portos do
ul o vapor francez Guienne, commandante
tSnout, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeaui tocando em Sao Vicente e
Lisboa e com correspondencia para Gore (costa
Alrcaj, para passageiros, eoeommeodas etc., a
tratar *a agencia mi do Trapiche a i).
Consolado de Franca
LEILAO
Na chancellara do consolado francez, ra do
Trapiche, em presenta do Sr. cnsul de Franca
por conta e risco de quem pertencer o agente
Hyppolito vender era-leilao algumas obras de
ouro, por conta de urna heran;a de um subdito
francez : quarla-feira 29 do corrente ao meio dia
em ponto.
LSILJlB
Terca-feira 28 do corrente as
10 horas em ponto.
i SoulballMellor&C. fario leilo por interven-
cao do agente Pinto e por conta e risco de quem
pertencer, de diversas fazendas inglezas avaria-
i las, recebidas nos navios Queen, Minetitlan e
Oden. ltimamente chegados de Liverpool, no
pretende seguir com muit. brevidade o veleiro el ffifSuSfwL** ** "" """^
bem conhecido brigue nacional Damo, tem C"e D* 38-
PMLH
Maranho
segu por estes dias o palhabote Garibaldi,
tem a maior parte do carga prompta ; a tratar
com Tasso Irmaos.
IPJfi
o Rio de Janeiro
A veleira e bem conhecida barca nacional A-
melia pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento promplo ; para o res-
to que Ihe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Mendes no seu escriplorio ra
da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
parte de seu carregamento promplo : para o res-
to que lhe falla, tratase com os seus consigna-
tarios Azevpdo & Mendes no seu escriptorlo ra
da Cruz n. 1.
O
cha segu at o dia 10 de junho', j tem o seu
carregamento promplo ; ,e para passageiros, pa-
ra o que tem excellenles commodos, trata-se
com os seus consignatarios Joo do Reg Lima
& Irmo.
Para o Aracaty
Recebe carga e passageiros o hiate Exalacao,
tratar rnm dirim l.m'nA~ .. .... j_ *%...r ._
LEILAO
ILIIA DE S. MIGUEL. ----------- ^
pata-ho portuguez Limo, de primeira mar- Uarta-teira 29 O COrrentft
nono ule n Hi
i>/.
O agente Hyppolito far leilao por conta e risco
de quem pertencer de urna porejio de velas para
navio, na ra do Trapiche armazem n. 15 no
mencionado dia as 11 oras em ponto.
a tratar com Gurgel Irmos
Recife n. 28.
na ra da Cadeia do
Para Lisboa.
Sahe no dia 26 do corrente
a muito veleira e bem conhe-
cida barca
LEILO
Terca-feira 28 do corrente
O agente Hyppolito far leilo por conta e risco
de quem pertencer de urna grande porco de
rap, no seu escriplorio na ra da Cadeia d. 48,
primeiro andar, as 11 horas em ponto.
LEILAO
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
nmtm nm.
E esperado at o da 31 do corrente dos porto
do sul o vapor nacional Paran, commandante o
capito tenente Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezao, o qual depois da demora do costume se-
guir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-ie a
er embarcada no dia de sua chegada at as a
*oraa da tarde, encommendas, passageiros di-
nheiro a frete at odiada sahida as 3 horas-
SoTi T d" CfUl e8*"Ptorio "" Ave-
Segue raprelerlvelmente no dii 8 de junho i
?eleira e bem conhecida barca portugueza Sum-
Z?,la'J0t ter c'rga 08ja para o resto da carga e passa-
geiros, tra-a-se com os con
signatarios Carvalho, Noguei-
ra A C na ra do Vigario n
9, primeiro andar, ou com o
capito Borges Pesana.
Para o Aracaty.
J*2* Ar'y aeguir brevemeate o hiate
lam rfl1V fP"a C,rga e P"8"*^^ trata-se
eon Gurgel & Irmao, na ra da Cadeia o 82
Sr.
Rio de Janeiro
tm?.,coia .mai.,r D'e"dde o patacho nacional
social por ter j eogajado metade de aeu car-
regamento. e para o resto trata-se com seu con-
rtgnatano Manoel Alves Guerra, na ra do
i pic* n. 14, primeiro andar.
Terca-feira 28 do corrente
Em consequencia do despacho do Eim. :
r. juizdo commercio de 25 do corrente, o agen-
te Evaristo levar novamente a leilo a loja de
calQado da ra Nova n. 1, predio e dividas de
Francisco Antonio do Reg Mello, em razio de
proposlasque algnns pretendeotes oflereceram
ao mesmo Exm. Sr. joiz. tomando-se por base a
maior offerta ; ao meio dia em ponto do dia ci-
ma na mesma loja.
LEILAO
DE
RAYOS
Sexta-feira 31 do corrente.
Coita Carvalho fara' leilao no dia ci-
ma as 11 hora em ponto em seu ar-
mazam na ra do Imperador o. 35,
domoyeUpertencenteaniaua fallida
de Anton/o Joaquim Vidal e o obrado
Tra.!deumand<.\re sotao da ra
79.
O agente Camrgo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de um
cabriolet de 4 assentos, muito leve, no
seu armazem na ra do Vigario n. 10.
Na mesma occasio
vender' alguns movis corno seja guar-
da roupas, secretarias, mesas, cadeirat,
cabides e outros objectos que estarao
presente no acto do leilao.
Leilao
Quarta-feira 29 do corrente.
O agente Camargo fara' Jeilao da ta-
berna da ra Nova n. 50, a retalho ou
englobado, a dinheiro ou a prazo com
bas firmas : no mencionado da as 11
horas em ponto.
LEILAO
S.
Quinta-feira 6 de junho.
O agente Hyppolito autorisado pelo Sr. Anto-
nio Carlos Francisco da Silva e com autorisaco
da commisso de seus credores, far leilo dos
predios seguintes :
Um sitio no lugar do Salgadinho, com grande
casa de rivenda, todo cercado de limoeiro nati-
vo, cacimba, baixa para capim e grande quanti-
dade de arvores fructferas (mais de mil), sendo
o terreno foreiro a Santa Casi de Misericordia de
Olinda.
Metade de um predio de dous andares, e soto
de pedra e cal sito na ra da Senzsla Nova n. 13,
em chaos proprios.
Metade de um sitio de 3 andares na Liagueta,
frente para a ra do Trapiche n. 23, pedra e cal,
chaos proprios.
Um dito terreo, servindo de armazem presen-
temente, na ra da Senzala Velha n. 63, chaos
proprios, sendo effectuado o mencionado leilo
em seu escriplorio na ra da Cadeia n. 48, pri-
meiro andar, as 11 horas em ponto.
0 Srs. pretendeotes podero examinar os ttu-
los que se acham em poder do referido agente,
bem como os predios designados.
PELO A.GENTE
O referido agente far leilo por conta de
1"Jero pertencer, quarta-feirs 29 do corrente, aa
10 horas da manhaa, na porta do armazem do
Sr. Annes defronte da alfandega
DE
30caixascom massassortidas portuguezas.
UHLB
A 29 do corrente*
_ Francisco Severiano nabello & Filho faro lei-
lo por iotervenco do agente Oliveira, de 50
barris de quinto de ptimo vinho branco da mar-
ca B&F, ltimamente chegado a este porto, em
lotes a vontade dos compradores
Quarta-feira 29
do corrente s 11 horas da manhaa em ponto, no
trapiche alfandegado do baro do Livramento.
no Forte do Mallo?;
A 29 do corrate.
Rabe Schmettau & C. faro leilao por inter-
vengo do agente Oveira, do 199 caixas de tra-
ques da China com toque de avaria
Quarta-feira 29
do corrente ao meio dia, no armazem defronle do
do Sr. Guedes. na ra do Amorim. no Recife.
Avisos diversos.
Attenco.
de
|n.
Fugio do engenho Cumaru', no dia
14 de maio o moleque Amaro, de idade
15 para 16 annos, cor preta, rosto com
prido, pernas fiaas e ps apalhetados, o
qual suppoese estar na freguezia do
Cabo por ter ahi a mai, que se acha
em poder do rendeiro do engenho Ser-
rara, esse escravo do orphao Marcia-
no Goncalves da Rocha, do qual tutor
o abaixo assignado : assim pois roga'se
as autoridades e capitaes de campo que
o queiram aprehndelo e leva-lo o di
to engenho ou no Recife ao Sr. major
Luiz Jos Pereira Simoes, na ra do Li-
vramento n. 24, que sera' recompen-
sado.
Pedro Goncalves da Rocha.
Jaboato.
Ao maahecer do dia 21 fugio do en-
genho Cumaru' a escrava Antonia,
cnoula, altura regular, cor preta e sec-
ca do corpo, rosto seoco, olhos grandet,
beicos bastante grossos, sem dentes, e
os pes grossos e curtos e com bixos, as-
sim roga-se as autoridades e capitaes de
campo que a aprehendam e levem ao
dito engenho ao abaixo assignado ou
no Recite ao Sr. major Luiz Jos' Perei-
ra Simoes na ra do Livramento n. 24,
Imperial que era' recompensado.
Pedro Goncalves da Rocha.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITUHA.
Nao se tendo reunide em numero legal dos
senbores conselheiros no dia 87, sao de novo
convidados para que o facam em sesso extraor-
dinaria quinta-feira 30 do correte, pelas 9 ho-
ras da manhaa, na sala das sesses do mesmo
Gabinete.
Secretaria do conselho aos 27 de maio de 1861
Francisco Ignacio Ferreira.
1. secretario.
SHBHSBSBP.
O Dr. Manoel Buarque de Mace-*
do Lima, pungido de dr pelo
passamento de seu charo pae, a-
gradece a' todas as pessoas que se
dignaram accompanhar o cadver
aocemiterio publico, e pede-lhes
que ainda urna vez comparecam
amanhaa a's 8 horas no mesmo ce-
miterio para assittirem a' missa
do stimo dia, certos de que agra-
decer' do intimo d'alma, mais es-
se obsequio.
Arrenda se o engenho Ditoso, si-
to na freguezia de Serinhaem, moente e
corrente sendo d'agua, com boa casa de
purgar e de viven da, muito bom serca-
do, com todas scommodidades parasa-
frejar dous a tres mil paes, arrenda-se
por 7 annos nclusivel a safra que esta'
criande-se, tambem vende-se esta safra
de dous mil paes: os pretendentes po-
dem dirigir-se ao referido engenho a
tratar com Amertco Xavier Pereira de
Brito ou siesta praca no escriptorio do
Sr. commendador Joao Pinto de Lemos
Jnior.
Arrenda-se o engenho
Jardim muito perto da villa do
Pao d'Alho, e outro denomina-
do Pindoba sito na freguezia
de Tracutihem, ambos vau-
tajosos em suas produccoes e
por preco muito conveniente :
quem os pretender dirija-se
ao eagenho Carauba do termo
de Pao d'Alho, para tratar com
o proprietario do mesmo en-
genho. O mesmo proprieta-
rio vende as partes que tem
nos eugenhos Inhama, Ra-
mus e Cursahi, e peruiuta-se
por alguns predios na capital,
tornando o que fr de razo.
Precisase fallar ao Sr. Custodio
Jcse' da Silva, qne morn na Boa-Vista,
a negocio de seu interesse e como se ig-
nora para onde se mudou roga-se-lhe
queira declarar sua morada.
Os abaixo assignado vera parante ao respei-
tavel publico, por parte de Francisca Carlota do
Sacramento, surnmamente penhorados, agrade-
cera a todas as pessoas e amigos que o coadjuva-
ram para os ltimos suffragios feilos ao cadver
de seu mui prezado filho Drasiliano Vctor de Car-
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba do receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente a qual
por sua frescura e bondade se tem tornad'o esti-
mada e preferivel; assim como o Qno e cheirostf
oleo philocome. Estes e outros objectos que dita
loja receba de sua propria encommenda sao sem-
pre de primeira qualidade, e para que elles se
nSo confundam com os falsificados, que por ahi
ha, todos os frascos teem um rotulo dourado que
dizLoja d'Aguia Branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Precisa-so da quanlia de 6 8 contos de
ris pouco mais ou menos risco martimo para
pagar o saldo das despezas do concert da galera
dinamarqueza Uimalaya, capito R. G. Rendi-
xen, que arribou neste porto na sua visgem para
Coik. As pessoas a quem este negocio convier,
mandem suas propostas em cartas fechadas no
consulado de Dinamarca, ra do Trapiche n. 18,
al meio dia do dia 31 do corrente mez.
O abaixo assignado tem justo e contratado a
compra da taberna sita na ra do Imperador rr.
14 ao Sr. Jos Maria Jorge do Azevedo, livre e
desembarazada : quem se julgar com direito
mesma, queira reclamar no prazo de 3 dias. Re-
cife 27 de maio de 1861.
Manoel Barbosa Ribeiro.
Roga-se a pessoa que por acaso achasse urna
caria vinda de Lisboa pelo vapor Oneida para
Jos Joaquim de Lima Bairo, o favor de vir en-
Irega-la no escriplorio do mesmo, ra da Cruz n.
24, que se lhe ficar muito agradecido.
Joaquim da Silva, subdito portuguez, reti-
ri-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se um escravo mojo e robusto para
todo serrico, tanto de campo como de casa : a tra-
tar na ra da Conceico n. 25. na Boa-Vista.
Aluga-se um sitio com boa casa, na Capun-
ga: quem o pretender, dirija-se ruado Vigario
0 o
Na travessa da ra
das Cruzes n. 2. Io andar, conlinua-se a Ungir
cora toda a perfeico para qualquer cor, e o mais
barato possivel.
Vende-se por todo preco um car-
ro e boi : na ra da Cruz n. 21, con-
eitaria.
KP-Oh que
I pechincha, |
A 12J000 cadaum. @
i? Chapeos de seda brancos e de cores @
^ para senhora ; a 500 rs. o corado de S
^ seda de quadrinhos ; a 400 rs. o covado !
mimos de sinhazinha fazeoda propria ?
^ para vestidos de seohorss ; a 280 rs. o j
^ covado cassas organdys bonitos padroes :
na loja de Guimares & Villar ra do 9
fl? Crespo n. 17. lj
Escravos sem vi-
cios e habilidosos.
Tres elegantes escrvas de idade de 18 a 22
annos, sao recolhidas, 2 ditas de meia idade, 1
moleque pega de idade 20 annos, 1 escravo de
idade 38 annos, 1 mulato peca de idado 25 an-
nos : na ra do Aguas-Verdes n. 46.
Vendem-se cortes de casemirade c6r a 4$.
toalhas de linho para mesa a 2500 : na ra do
Queimado n. 47.
A 700 rs.
Pegas de franjas de seda com 10 varas pro-
prias psra vestidos e calcados : na ra do Quei-
mado n. 47.
Aba larga.
Na ra Direila n. 76, vendem se chapeos do
Chile de aba larga, chegados prximamente.
Aviso
aos proprietarios de predios,
Quem precisar deum hbil administrador para
qualquer obra, tanto nova como para concertar
por pequea ou grande que seja, o qual se obri-
ga a economisar mais do que o seu proprio do-
.....~- n. lant*> na cidade como nos arrabaldes, do que
valho, e com especialidadeao mu digno ajudan- tem bastante pratica : para informaco diriia-
tedacapatazia da alfandega, o Illm. Sr. Eusta- se a ra de Apollo n. 20. armazem de 'assucar
quio Zefenno da Silva Braga, que tanto se em-' deixando urna carta com as ioiciaes M A P S
penhou para este acto de caridade.
Amaro Jaouario Francisco de Paula.
Manoel Joaquim de Souza Viegas.
Aluga-se a parte de um sitio para familia
pequea, com casa terrea que teaha bastantes
commodos, no Mondego na frente ao sahir da ra
do Sebo : a tratar na ra da Imperatriz, loja nu-
mero 9.
O abaixo assignado faz publico que est pa-
ra relirar-se para fora da provincia no primeiro
paquete para o sul.
Manoel de Souza Guimares.
Bernardo Goucalves de Mattos faz sciente a
todos aqaelles com quem tem transaeces, que
durante a ausencia constitue por seus bastantes
procuradores, na cidade do Rio-Formoso aos Srs.
Antonio Francisco Martina e Francicco Goncal-
ves da Silva, residentes na mesma cidade.
_ Hoje depois da audiencia do juiz de orphos
vo pra;a as joias de ouro do inventario do
Chardon.
Fgida.
A mais de seis mezes ausentou-se um mole-
que de nome Serno, idade de 11 a 12 annos, M-
ralo, e bastante regrista*, quoixo fino e uro pouco
saliente, costuma s fallar com os olhos baixos e
ar de riso, diz que forro sempre que anda fora,
e nega o tiome, tera-se supposicao de ter sido se-
duzido para o.centro : quem delle liver noticia
ou pega-lo, pode enlender-se com o abaixo as-
signado na ra da Aurora n. 60, que ser pago
de seu trabalho.
Jos Joaquim do Reg Barros.
O abaixo assignado faz scieole ao respeita-
vel publico ecomespecialidade ao corpo de com-
mercio, que no Io do corrente vendeu aos Srs.
Jos Beroardino da Silva e Jos Marlins Ferreira
a sua taberna sita na Passagem da Magdalena,
lugar de Bemfica n. 33.
Domingos Jos Martins.
Ama de leite.
Precisa-se de urna boa ama de leite ; na ra
Nova n. 46, primeiro andar ; sendo do mato pa-
ga-se a quem se encarregar de busca-la
Frederick Payne Machelcan, sua familia e
tres filhos vo para Inglaterra.
Sociedade
\juiao Bendicen te Aos Co-
cheiros em Pernambuco.
Nao tendo sido possivel ha ver eleico no dia
18 do corrente. como se havia aonunciado, por
ter alguns seohores socios perturbado a ordem,
de novo convido aos ditos seohores para quarta-
feira 29 do correle, aa 10 horas da manhaa. O
8r. presidente recommenda toda a moderarlo
para nao se dar o que houve na supradito dia.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Cocheirosem Pernambuco 27 de maio de 1861.
Dmaso Miranda de Souia Couto.
1. secretario.
e onde se deve procurar.
Aos tabaquistas.
Lengos fios de cores escuras e fixas a imita-
gao dos de linho a 5 a duzia ; na ra -o Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
EiireijM
Cortes de meia casemira de urna scr, fazen-
da superior, pelo baratissimo prego de 2 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da boa f.
A12#000
a duzia de toalhas felpudas superiores ; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Balees
de mussulina para meninas a 3#000
Queimado n. 22, loja da boa f.
na ra do
.UM,
na ra
Precisa-ae de urna ama boa cosinheira:
do Crespo n. 1.
Elienne Chantre vai para fora do imperio,
levando em aua companhia Elisa Siegert, Theo-
dosie Mariana Siegert cora sua filha menor Maria.
25/3000.
D-se 25|nensaea pelo aluguel de uma preta
ou preto captivos, que faca todo o aervico de uma
casa de pouca familia .- dirija-M ao pateo do Li-
vramento n. SI, segundo andar.
Candieiros
Econmicos.
I Aviso geral.
E' chegado um riquissimo sortimento de can-
dieiros verdadelramente econmicos, sendo das
qualidades seguintes : para sala de jamar, sendo
de pendurar, de muito bonito gosto, ditos mais
abaixo do mesmo modelo, riquissimos para pen-
durar em psrede, com o augmento de reverbero
equivalente a 16 velas de espermaceie, nova in-
vengo, primeira vez vinda a este mercado, ser-
vem tambem para todos os seohores de engenho
que quizerem ter uma boa luz, ditos menores de
tres tamanhos, ditos para cozinha ou salas inte-
riores, todos por muito baratissimo preco, e mui-
to deverSo economisar os senhores que compra-
rem, foroecendo-se sempre todos os preparos
para os mesmos candieiros que forem comprados
nesta casi ; assim como se pode assegurar aos
assigoantes que nunca faltar gaz neste deposito
da ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Botinas de Melis.
Para lio mena a 12#.
Na loja do vapor, ra Nova n. 7.
Barato.
Vendem-se dous candieiros de bronze doura-
dos.de tres e duas luzes de gaz, para qualquer
estabelecimento, ou mesmo para sala por esta-
rem em bom estado : no pateo do Livramento o_
31, segundo andar.
Canoa.
Vende-se uma excellente canoa com capacida-
de para 450 feixes de capim : na ra do Cresoo
numero 1. ^
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico aos proprietarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, rae
os 30 das uteis para o pagamento bocea do
cofre do segundo semestre da decima do aono fi-
nanceiro de 1860 a 1861, se principiam a costar
do da 1." de junho viodouro, ficando sujeitos
multa de 3 0/0 os que pagarem depois de findo
os ditos 30 das.
Meta do consulado provincial de Pernambuco
II de maio de 1861.
Antonio Carneiro Machado Ros.


DIARIO DE fEINMBUCO. TER^i FEIRA 28 DE MaIO DE 861
(5)
Attenco.
Una pessoa que tem ensoado com (elii resul-
tado a fallar, escrevcr e Iraduzir as linguas ingle-
sa e franceza com exercicio de conversado mo-
cidade de ambos os sexos, tanto no Rio como na
Babia e aqui mesmo em Percambuco, ofTerece
de novo o seu preslimo aquellas pessoas que qui-
zerem-se applicar ero qulquer destes idiomas,
fiara o que devem intormar-se na ra da Cruz n.
52, ou na ra daCadeia Velha o. 6t.
Julio & Conrado conllnuam a receber
obras por medida a vontade de seos nu-
merosos freguezes e recebe.n toda obra
que nao ficara vontide do freguez, tem
sempre porco de flgurioos a escolher o
gosto e commodo das pessoas, debaixo
da direccao de seu mestre aUiiate que
j bem conhecida a sua tesoura, rece-
bem flgurioos por lodos os vapores.
CASA
Aluga-se um terceiro andar e soto, com
escolenles commodos e bastante fresco, no Lau-
ro do Recite, ra do Amorim o. 27 : quem o pre-
tender, dirija-se a mesma ra n. 46, que achara
com quem tratar.
DE
commisao de escravos.,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escri-
torio de commisslo de escravos, que se achara
estabelecido na ra larga do Rosario n. SO, e ah
da mesma maneira se contina a receber tscra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conla de seus seohores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com promp-
lido, aflm de que seus seohores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo eslabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servico ordinario de urna casa, e queira acompa-
nhar .a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeites de caneca, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tidao e pelo gosto de Paris, para o que recebe fl-
gurioos por todos os vapores que vem da Europa
Desej a-se saber quem o corres-
pondente do Snr. Dr. Joaquim Antonio
Alvet Ribeiro, residente na rrovncia#do
Cear : na livraria da praca da Indepen-
da n. 6 e 8.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largo da Penlia
O proprietario deste armazem par-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,'5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
tode caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharo o abaixo assigndo
sempre prompto sob condteoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras soconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padrees seguintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 5 com urna dita.
Rdxas de 50$.
Brancas de 500?.
Verdes de 500.
E mais : notas do banco da Bahia
de iOS r?- e 20$ rs. ditas da caixa
filial da dita de 20$ : na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
Wffffff"fffffffffWffffl
Aviso.
Guilherme Jorge da Molla previne a todos os
devedores da extincla firma de Leite & Molla,
que elle o especial liquidatario da dita firma,
assim como marca o prazo de 30 dus, a contar
deste, para que as pessoas que se acham deven-
do venliam pagar seus dbitos na ruado Impera-
dor a. 83, e Ondo o referido lempo sero publi-
cados seus nomes.
**@@ @f

@
i
Cdulas,
Trocam-se com mdico descontoas notas ge-
raes do thesouro, que se eslo recolhendo, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Babia e da caixa filial desta ultima cidade ;
na livraria, econmica, ao p do arco de Santo
Antonio*
Grande hotel em Londres,
% Golden Square.
F. A. de Oliveira & C, tendo tomado o esta-
belecimento de J. G. Oliveira, e havendo-o aug-
mentado e melhorado em todo o sentido, para
maior commodidade e satisfazlo dos hospedes,
asseguram aos seus amigos que venbam esta
capital, selle continuarlo a encontrar todo o ser-
vico e bons cilicios, no que prometiera esme-
rar-se.
Charles Laurenl,
.1 laiatc francez,
Ba da Gadeia do Recife numero 16,
tem a honra de prevenir o respeitavel publico
desta cidade, com especialidade os seus fregue-
zes, que acaba de receber da Europa um lindo t
variado sortimento de pannos para calcas, por
precos vantajosos. Approveita a occasio para
offerecer s senhoras seus servicos como prejara-
dor das capas agora muito em uso, e trages ee
amazonas. Sua casa disliogue-se pela prompti-
dao e barateza.
Attencao.
8 0 Dr. Joaquim da Silva Gusmo pode
ser procurado para o exercicio de sua
proflsso medica a qualquer hora do dia |fj
| ou da noite no largo do Csrmo n. 5, pri- *
S meiro andar: 8
jyg Vnvwjtw>rm wwm WBwrnn c ra-m c*uw su wmw jM
O Senhor
Ceatano Aureliano de Carvalho
a fabrica Sebastopol, a negocio
peito.
Couto, queira ir
que lhe diz res-
Convite.
*


Attenco e muita attencao.
Sodr & C. convida a todas as familias que
quizerem honrar com suas presentas a salla do
primeiro andar da ra Eslreita do Rozario n. 11
por cima do seu eslabelecimento a virem tomar
sorvete e outros gneros tendentes a coofeitoria
para o que tem com todo o aceio preparado com
rica mobilia, mesas de marmore e Iluminado
a gaz; advertiodo que serlo servidos com toda a
promptidao, e precos mdicos.
-@@ @@*@
Joo Correa de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume-
rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra-
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua
arte. 9
Dr. Debroy. dentista, successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar em Pernambuco no mez de abril ou al
junho.
LOTERA.
Acham-se a'venda osbilhetes e meios
da primeira parte da primeira lotera a
beneficio do collegio do Bom Conseibo
de Papacara na thesouraria das loteras
ra do Queimado n. 12, primeiro an-
dar, e as casas commissionadas do cos-
tume. O thesoureiro (bem a seu pe-
zar) toreado a nao designar ja o dia
impreterivel da extraccao, visto como
sua commissao tao insignificante como
, nao o abriga dos grandes prejuizos
conforme os que tem tido, e pois, logo
que tenha vendido boa parte annun-
ciara' o dia impreterivel, o qual sera'
tanto mais breve quanto mais breve lr
a compra dos bilhetes.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Sou&a.
Preca-se de um caixeiro de 16 iodos com
pratica de taberna e diligente, dando fiador de
su sondada; na ra das Cruzes n. 22.
Furtaram do engenho Santos Mendes, na co-
marca de azareth, do abaixo assigndo, ao ama-
nhecer do dia 25 de abril prximo passado, um
poltro castanho de bom corpo, bonito, com algu-
mas marcas de chicote na anca do lado direito,
proveniente da moagem de canas, com marca de
peitoral, j muito manco de roda por moer a tres
annos, tslvez tenha feilo a ultima muda, com fer-
ro oo quarto a maneira de um Q manuscripto pou-
co mais ou menos. Sem duvida foi furtado por
um individuo de nome Manoel Joaquim, simi-
branco ou pardo, cor delaraoja, de corpo e altu-
ra regular, pouca barba, ladino, l e escreve
bem, e conta, (oi cadete e deu baixa. anda aceia-
do ; o qual fra o anno passado da cidade do Re-
cite para o mencionado engenho trabalhar, depois
de pouco lempo passou-se d'ahi para o engenho
Oral, em Pao do Alho ; por ter elle pernoitado
com um pardo cheio do corpo, que ia em sua com-
panhia, no dia 24 de abril, em tenas do engenho
Timbosioho tambem do annunciante, em casa de
um morador, cujo engenho limitrophe daquel-
le era que furtou-se o animal; e terem ambos de-
aapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te quaodo furtaram o animal, e dizera que nest*
manhia passaram ambos em Pao do Alho, oode
quizeram trocar o poltro, indo um puxando o pol-
tro e outro montado em um cavallo pedrez ma-
gro. Consta que o Maooel Joaquim estivera
amansando o poltro em Olinda na estrada, e que
o poltro dera urna queda em um rapaz, alunado
do Df. Lobo, que eslava ajudando a amasa-lo.
O Maooel Joaquim tem prenles em Oliuda, po-
rrn antes de subir o anno passado a procurar
servico assislio no Recife na ra do Pires em um
dos cisebres que ha no paleo, onde se concertara
carrinhos de alfandega, em companhia do outro,
que foi preso no fim do anoo passado por suspei-
tas de ladro de cavallo, porra assim que foi sol-
lo mudou-se. O Manoel Joaquim costuma mu-
dar o nome, tanto assim que conhecido em
Olinda por Jos Francisco.
Roga-se s autoridados policiaes, c a qualquer
pessoa em particular a apprehenslo do dito ani-
mal, assim comoa priso dos individuos, e lvalo
no dito engenho ou no Recite, aos Srs. Maooel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laurentino Gomes da
Cunha Bellrlo.
Msicas e pianos.
J. LAUM0NN1ER, na rus da Imperalriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella colleccao de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se encontra em seu eslabelecimento
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certos e afina os meamos instrumentos em pouco
lempo e por precos commodos.
O Sr. Jlo Aotooio de Barros queira ter a
boodade de dirigir-se a repartidlo do correio,
aflm de salisfazer o importe do seguro que fez
para o Rio de Janeiro em 16 de abril ultimo.
Aluga-se o armazem n. 15 na ra da Cruz
por preco commodo : a tratar no segundo andar
do mesmo.
STAHL C.
IRETIUTIS T V DE S. M. 0 IMPERADOR.
g Roa da Imperalriz numero 14
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 9
Retratos em todos es- |
tyloa e tamangos.
g Pintura ao natural em
| oleo eaquareUa.
g Copias de daguerreo- |
| tyno e outros arte- |
| tactos. |
| Ajnbrotyuos. |
gPaisagens.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de bteria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de iiiprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
den tes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeiQo que as pessoas entendi-
g das lhe reconhecem. S#
o Tea agua e pos denufricios etc. a
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
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CONSULTORIO ESPECIAL
UOMEOPATHICO
DO
DR. CASAXOYA,
30--Rna das Crozes-30
K Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentospre-
tt parados em Paris (astinturas) por Cs-
5 tellan e Weber,por presos razoaveis.
|b Os elementos dehomeopaihia obra.re-
5 commendada intelligencia de qualquer ^
* pessoa. as
WVWcmi Wm irB% ele* Wi% CT1 W^W^tni w$%9&
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no esciiptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servido ten-
dente ao mesmo vapor.
Precisa-se em um engenho dis-
tante desta cidade 7 leguas e prximo a
estrada de ierro, de urna senhora para
ensinar a duas meninas grammattea na-
cional e francez, e se souber msica e
piano melhor sera' o estipendio: quem
quizer annuncie ou dirija-se a ra do
Imperador n. 73. primeiro andar.
Ensino particular.
O acadmico Henelo dos Santos da Fonsec,
Los, proes80r particular das linguas latina a
ranceza. autorisado pelo governo, tem aberto e
curso das ditas linguas na ra de Santa Rita no
15, primeiro andar.
licipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Nlanteiga ingiera perfeitaiaei&te flor a 800 r, a nbw, em bar-
rril se tari algum abalimento.
aUleiga IVaUeexa a mais nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Cll peTOla, \\ySOIi e pTet 08 melhores que ha neste genero a 2500, i$ e
1600 rs. a libra.
4|Uei|OS UameUgOS chegados oeste ultimo vapor de Europa 1*600 rs., em por-
cao se far algum abalimento.
"ei|0 SU1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
""'J piTaiiO os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se (ara algum abalimento;
liOllO lValieei a 9UU TS 0 caria0 elegantemente enteitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Boee da eaSea de gOaa em ealiScs com 3 1>2 libras vende-se a lcada um.
UOlaCuiatia lllglexa ma3 nova quehano mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3(000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
rYl&eiXaS IraneeiAS a 4gors. a Ubraen porfise far algum abatimonto.
nlmaWLelaCLa llapeTiaV 0 afamado Abreu, e de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas coro bolaeYiiaYias de soda
differentes qualidades.
ViHOeOiaie 0 mai8 superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
MLa^a de tomate em Utaa de t libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
| Ir eTaS SeCCaS em condesas de 8 libras por 3*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas franelas e ingtezas as mais D0Tas que ha por serem vin-
das em direilura a 800 rs. o frasco.
Wetta. maeaTTaO e taUaTini a 400 n. a libra e em caitas de urna ar-
roba por 8*.
Paiitos de dente Vixados em mo.hos com 20 macnhos Por 200 rs.
T. OlieiaVlO de VSDOa 0 ma8 n0TO que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
"VeSHHtO m*U0 novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
v-llOari^aS e palOS 0 qUe ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Bauua de poveo refinada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LiataS COro peiXe de pOSta preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peiie que ha em Portugal a 1*500 cada urna, assim como tem salmao e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras mullas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 1$ a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas francezas, iructt em calda, azeitonas
vende-se a 1*600 rs. cada urna com
a mais alva que pode haver no mercado vende-se a
baratas e outros muitos gneros que encontrarao tudo de suoerior qualidade.
Consultorio medicocirurgico
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHIC0
_ DO DOCTOR
. SABINO O.L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas as especies de febres,
febrts intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pre;os mais commodos pos-
si veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteirss sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabioo O. L.
Pinho, medico brasilero. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o co-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado oo
termo de Serinh.-m, moente e corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaeo para o mesmo sobrado, estiibaria rara
quatro animaes, otaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoetta a sesseota paes por tarefa com um
parol de cobre suficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos asseotamentos, lendo a casa suiclen-
te capacidade, urna destilaco completamente
montada contigua a ctsa de caldeira, com um
alambique de cobre de contiouidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de rinte e dous graos pelo
ariouietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraDjada. cora dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de eocaixameoto cora quatro balces, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
seozalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual or o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque do3 gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composlas de
barro moriqnipi e gomoso, com malas tambem a
roda do engenho de sufficienle Capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fszer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanlo de varzea como os ue
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com Ierras por abrir
de fcil esgolo cujo solo de massape. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861,
a Gndar-se em 1862, sendo avallada por peiitos,
assim como o preco dos pes. As condices e
tempo do arrendamento se combioar cora quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vascon. i-l.os
de Drummoud no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa, e dos Aiclos. de manhaa al 1 hora da
tarde.
Precisa-se de um trabalhador de mssseira
que saiba bem o oflicio de sua arte : a tralir na
padaria do pateo da Santa Cruz n. C.
3-R13A.HA. GL.OR1A CASA O \JN AO
Consulta por ambos os sistemas,
-s
Em consequencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimenlo nao se coufundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozara ;o proprietario tem tomado
a precaucao de inscrever o seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apresenlados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna conla assigoada pelo- Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Outro sim : acaba de receber de Franca grande porcao de lindura de acnito e belladona, re-
medios estes de summa imporUocia e cujas propriedades sao lo conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopalhas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur era linduras custarSo a 1* o vidro.
O proprietario deste eslabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieotes para receber alguos escravos de um e outro sexo doenles ou que precisem de alguma
operocao, affiangando que sero tratados com todo o disvelo e promptidao, como sabem todos
aquelles que i tem tldo escravos na casa do annunciante.
A siiuaco magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimenlo dos doenles.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciante devem procura-lode manhaa at 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharao em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lo6o Moscozo.
Atiendo.
Aluga-se
a tratar na
urna casa terrea na ra da Calcada
ra do Queimado n. 53.
Offeiece-ae um caixeiro com pratica de
qualquer negocio, ou para chapeos de sol, ou pa-
ra molhados, sabendo fallar francez, dando fia-
dora sua conducta : quem quizer, dirija-se a ra
Direita n. 95, para l se tratar.
Urna escrava.
Precisa-se comprar urna boa escrava que en-
gorme e saiba coser: na ra da Cadeia n. 57.
Precisa-sede um moco com pratica de mo-
lhados e capaz de lomar conta de urna taberna,
dando-se-lbe sociedade : a tratar na ra da ma-
triz da Boa-Vista n. 35, primeiro andar, ou na
ra do Nogueira taberna n. 1, das 5 as 8 horas
de noite.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono desle estabelecimenlo contina a for-
necer comidas para fra
A ultima moda de Pa-1
ris na loja do Lean- 5
dro, ra do Crespo
n. 8. g
Requissimos enfeites a imperalriz (para
cabeca de senhora) de diversos gostos, por
prego commodo, e grande sortimento de
arcos para balo a 200 ris a vara, os
quaes nao deixaro de os comprar logo
que os virem, e outros muitos artigos,
vindo pelo ultimo vapor da Europa.
K~"SI&<16fl!SlS 563*23KCfidficit
Ico Jos de Carvalho Uoraes e mais her-
deiros do casal, faz setente ao corpo do commer-
cio desta praca, que fizeram venda do estabeleci-
menlo de ferragens na ra do Queimado a Joo
Jos de Carvalho Moraes Jnior, ficando respon-
savel a liquilacio do activo e passUo do mesmo
estabelecimenlo at 15 de abril prximo passado.
Diogo & Fernandos successores de Sic p 1 i
ci Xavier da Fonseoa & C. (j fallecido), pedem
a todos os devedores daquella firma, e da firma
actual,- de virem pagar seus dbitos na ra do
Crespo d. 18, do contrario verao seus nomes pu-
blicados neste Diario.
COMPANHIA DA VIA FEI
Recife
0D
X
Os administradores da massa fallida do com-
merriante Miguel Gomes da Silva fazem publico
aos credores da dita massa, que por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz de direilo do commercio em
22 do corrente, foi marcado o dia 29 do mesmo
mez para a veritlcago e classicaco de crditos
da dita massa : por isso convidara a todos os ere- ra da Imperatriz :
dorea do precitado fallido pirante o dia 28 do do andar da mesma
corrente apresentarem seus crditos para dito
Qm, nos estabelecimentos dos administradores,
casas o. 16 da travessa da Madre de Dos, e n.
56 ra do Amorim.
Aluga-se um armazem na ra da Cruz n.
25. coiu sahida para a ra dos Taooeiros : a tra-
tar no [/aleo de S. Pedro a. 6.
Aluga-se loja da casa n. 86 da
a tratar no segn-
casa.
Por 25* aluga-se urna escrava que sabe en-
gommar, lavar, coser e de excellente conducta :
a tratar no armazem de Joaquim de Paula Lopes,
cscadinha 8a alfandega.
Precisa-se de urna ama que saiba engommar
e cozlnhar: oa ra Nora o. 33.
ao Sao Francisco.
(limitada.)
Pelo presente faz-se publico que pela resolu-
to da directora desla companhia, tomada nesta
data, tera-se feito urna ontra chamada de duas
libras sterlinas para cidaaccao. a qual chamada
ou prestaco dever ser paga at o dia 7 de maio
prximo futuro, no Rio de Janeiro em casados
Srs. Mau Mac Gregor & C, na Bahia dos Srs. S.
S. Daveoport & C, e em Pernambuco no escrip-
lorio da thesoiraria na mesma via ferrei. Pelo
presente fica tambem entendido que no caso de
nao sera dita chamada ou prestaco satisfeita no
dia marcado para o seu pagamento ou antes o
accionista que incorrer nesta falla, pagar juros
na razio de 5 |0 ao anuo sobre tal chamada ou
prestaco a contar deste dia aloque seja realisado
o pagamento desta chamada ou prestarlo dentro
de 3 mezes a contar do dito dia fizado para o em-
bolso da mesma, (carao as acedes que incorre-
rem em tal falta sujeitas a serem confiscadas se-
gundo as disposices dos estatutos a este res-
pello.
Por ordem dos directores
AssigndoB. H. Braman,
Superintendente.
Escriptorio da companhia 2 de abril de 1861.

fib Precisa-se na fabrica de rap da ra
do Mondego, de um feitor casado, prefe- *
V rindo-se um subdito porloguez. fp
#&* $*$$
Tendo a directora das obras militares de
mandar construir um chafara para abastecimeoto
de aguas ao hospital militar o quartel do Hospi-
cio, e 8 banbeiros, convida a quem desta obra se
quizer incumbir, a apreseolar suas propostas nos
dias 27, 28 e 29. das 9 horas da manhaa s 2 da
tarde, na respectiva reparlico,
Directora das obras militares 25 de maio do
1661.O escripturario,
Joo Monteiro de Aodrade Malvina.

GABINETE
Medico-cirurgico

Dr. Americo Alvares Guimares,
A' ra Nova n. 21,1- andar, pro- J
0\imo i entrada da Camboa do Carmo.S
Abi se o achara prompto acudir a 9
quaesquer chamados, quer para o curativo 9
de molestias conceroentes medicina ou a
cirurgia, quer para proceder a exames me- A
dico-legaes. m
As pessoas que por acaso o nao acharem m
devero ahi deixar bilhetes em que de- Z
claren os seus nomos, roa o numero de Z
cass, aflm de serem deridamenie satis- S
{citas. Z
Os indigentes enfermos sero igualmen- Z
te attendidos e medicados sem paga do m
menor honorario. Z
S
Ao commercio.
Lrea pessoa habilitada em escriptur cantil, tanlo em partidas JobeaJt como' simples,
propoese a tomar conla de algumas escripias : a
tratar na ra das Flores n. 9.
Offerece-se um rapaz de loa conducta,vin-
do do Aracaly, para criado de qualquer pessoa
decente : annuncie ou dirija-se a typograhia
Universal, ra do imperador n. 52.
Em praca publica do juizo de orphos des-
ta cidade e seu termo, que ha de ter lugar as
dia 28 do corrente mez, se ho de arrematar a
quem maior prego offerecer, os bens seguintes, a
saber :
Por arrendamento triennal, o engenho Brum,
com excluso da baixa de capim, e iocluso dos
edificios e bemfeitorias que tem uelle o casal do
finado Bernardo Antonio de Miranda, avaliadj a
renda annual do mesmo engeuho em 3:000^, e
em 420$ as dos referidos edificios e bemfeitorias,
que sao os que se seguem :
Urna casa de vivenda com estribara.
Um curral para gado com telhelro unido ca-
sa de purgar.
Um pequeo quarto onde houve padaria.
Outro contiguo a estes.
Outro quo servio de cocheira.
Outro em que assentava urna leoda de ferreiro.
Urna casa de respaldo.
Um lelheiro em seguimento casa de farinha.
A coberta da capella.
Oilo osas de taipa coberlas de ttlha, qualro
em bom tslado e outras tantas em mo estado ;
sendo que o arrendamento ha de ser feito cora as
seguintes condicoes :
Primeira, que durar por tres annos, a come-
?ar em malo do anno corrente de 1861, e a ren-
da ser paga animalmente no mez de maio de
cada um dos annos de 1862,1863 e 1S6, comp-
lindo ao rendeiro o direito de colher at maio de
1865 (em que dever entregar o engenho e suas
peroneas no mesmo estado em que lhe tiverera
sido entregues) a safra que houver fundado ao
ultimo anno do triennio do arrendamento.
Segunda, que na dita arremataban sero com-
prehendidos os beneficios e bemfeitorias cima
declaradas.
Terceira, que somente ser admetlido a lancar
na dita arrematado quem se houver habilitado
peranle o mesmo juizo de orphos a si e ao seu
fiador (que dever ser chao e abonado) com do-
cumentos que provem que um e outro nada de-
vem fazenda nacional e provincial, e que seo3
bens nao esto sujeitos fiaocas nem a hypolhe-
cas, qur convencionaes, qur legaes, epiiocipal-
mente para com a fazenda nacional ou provin-
cial, ou para com orphos.
Quarta, que o rendeiro nao poder fazer carvo
as matas do engenho, nem tirar deltas madeira
do qualidade alguma, nem mesmo estacas, indo
que seja para obras que pretenda fazer as Ierras
do mesmo engenho sem liccnca do mesmo juizo
de orphos com previo conhecimento da jusliga o
urgencia do fim, e qualidade dar obrss a fazor, e
da quantidade da madeira ou estacas para ellas
necessarias.
Quinta e ultima, que a arremataco nao pode-
r transferir o arrendamento durante o tempo
delle a qualquer outra pessoa.
Tambem se ho de arrematar na mesma praca
por venda um escravo de naco cora 40 annos de
idade, euma escrava de Angola de idade de 30
annos; assim como tambem varias obras de ouro
e algumas destas com brilhantcs, e outras com
diamantes, etc., cujos precos cunstam do escrip-
to em mo do poiteiro, sendo esta a ultima pra-
ca. Recife 24 de maio de 1861. Pela Sra. D.
Tbereza Carneiro Lins de Miranda,
Jos Rodrigues Selle.
O abaixo assigndo traspassa a posse que
tem em dez terrenos com 30 palmos do frente
e 170 de fundo, com frente para o rio Ca piba ribo
e traspagam-se muito em conta : quem os pre-
tender entenda-se com o mesmo abaixo assign-
do ua ra do Rosario larga n. 18.
Manoel Antonio de Jess.
Adsm Kihm retira-se para o sul.
Para estrangeiro.
Aluga-se o bello sitio com cssa moderna, o.
Soledade, oode morava ltimamente o Illm. Sr.
John Gatis : para ioformacoes, dirijam-se casa
o. 9, da Passagem da Magdalena ao p da ponte
pequea.



(>
Atten^ao ao bem negocio
Negoeiam-se dona escravo. pijas, um ptimo
carreiro. e outro ptimo canoeiro, e ambos tra-
balbara do campo e na cidade, sem vicie e nem
achaques, e o motivo da venda Dio desagradar
ao comprador ; na ra do Imperador n. 12, pri-
meiro andar.
Precisa-se de urna escrara para todoservi-
(0 de casa : na rus estreila do Rosario d. 5.
Chapas medicinaes.
O abaiio assignado taz publico que se acba eo-
carregado de mandar vir do Rio de Janeiro as
chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk tao co-
ntiendas pela sua efficacia em difierentes moles-
tias : as pessois que pretenderen), podero diri-
gir-se a ra do Quemado, botira n. 15. que
acharo urna explicarlo para applicago das ditas
chapas.Jos Alexandre Ribeiro.
Pncisa-se (aliar com o Sr. Franklim Vello-
so Gusmao Uchoa, morador na Escada : ua ra
estreita do Rosario n. 1.
Precisa-se de 5:1)008000 a premio, dndo-
se por jurante urna morada de casa bem edilio-
da. estando a dita propriedade Hvre e desemba-
razada : a tratarna ra de Aguas-Verdes a. 102.
Feiior.
Precisa-se de um homem portuRuez para fei-
lor com pratica ou sem ella, e d-se bom orde-
nado : no eogeDho M-'gao de Baixo da comarca
dcGoiaona, ou nesta praga a entender-se na ra
de Apollo.
uaio di VMftmco. n$* pura m i maio di mi.
ARMAZE
DE
ROPA PSITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO #1
Defronte do beceo da Congregado letreiro verde.
Compras.
Compra-se ou alugaVse n'uma das ras re-
tiradas dos bairrosde S. Jos ou da Boa-Vista,
nmn casa terrea com quintal e ccmmodos soffri-
veis; annunciem nesle Diario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 anuos, cabras ou negros Da ra dalmpe-
ratriz o. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro : na tua No-
va n. 22.
qu Jw-de^-^ deroop. WU de toda. ..
Sue tem un
asacas de panno preto. 40$, 35 e
e tambera se manda executar por medida, vonlede dos freauezes san
le tem um dos melbores professores. ">m* para
.asacas de panno preto. 40*, 35* e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30*00
Vjudas.
uval sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para ven-
der pelos diminutos pregos as stguintes fazcndas
todas era bom estado :
Caixas de agulhas francezas a 120 e 240 rs.
Ditas de alQnetes sonidos fraocezes a 80 rs.
Caixas de clcheles francezes a 40 rs.
Cartees de clcheles fraDcczes a 20 40, 60
e 80 rs.
Duzia de meies croas muito finas a 250O.
Dita de ditas a 2i|).
Linhas de carretel brancas e de cores a 300 rs.
Masso de grampas inuilo boas a 40 rs.
Thesouras finas para unhas a 400 rs.
Ditas para costura a 160 e 320 rs.
Varas de renda lisa sorlida a 60 e 80 rs.
Pares de sapatos de tranca de 1.1a a lg-O.
Ditos de ditos de dita de lgodao a 1$.
Pares de sapalinhos de lia para meninos a 200 rs.
Cartas do alfineles finos o grossos a 100 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 e 500 rs.
Frasco de oleo de macas9 a 100 rs.
Dito de macass perola a 200 rs
Frascos de bao ha rauito fina a 320 o 400 rs.
Ditos de extracto muito fino a 500 e 1.
Ditos com muito boa agua de Colonia a 2*000 e
2*500.
Ditos de Lavande ambriada a 600 rs.
Sabonetes muito finos a 160 rs.
Frascos de oleo Philocome a 1$.
Caixa de folha com phosphoros a 100 rs.
Palitots de dito e de cores, 35, 30*
25$000e -
Dito de casimira de cores, 22*000
155, 12$ e
Ditos de alp.ka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 90000
Ditos de alpaka de corea. 59 e
Ditos de dita preta, 9*, 7, 5 e
Ditos de brim de core, 5#, 49500,
Ditos de bramante de linho branco
6S000, 5*000 e '
Di'os de merino de cordio preto,
150000 e
C,,,V* iz*. oj, 9* e
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 5 e
Ditas de brim branco
5J000, 4*500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12a, 9$ a
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5*500, 5* e
e de cores.
20*000
9*000
11$000
8*000
3*500
3*500
39500
4J000
8*000
6S000
4*500
2*500
3S000
8*000
3*500
5*000
5*000
5*000
3*000
2*200
1J280
2*300
3*000
1*800
1*000
Ditos da setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6* e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7S0O0, 6*000 .
Dito, de brim e fustao braooo.
3*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodio, 1J6O0 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas de madapolo branco de
cores, 3*. S*50O, 2* e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
formas da ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de feltro, 6*, 55, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes
raacezes, 14* 12$, 11$ e 7*000
toiannhos de linho muito fino.
aovos feitios, da ultima moda S800
Ditos de algodo J500
Relogios de ouro, patentes horf-
sontaes, 100*. 90* 80* e 70*000
Ditos de prata galyani.ado., pa-
tente ho.ontaes, 40$ 30*000
obras de ouro, aderecos e meioa
aderecos, pulseiras. rozetas a
anneis
Toalhas de linho. duzia 12*000 10*000
Extractos, banhas,eosme-
tiqaes, e oros, de Ifobin
para lencas, e cabellos.
Naloja d'Ageia Branca se encontr as per-
fumara* cima do bem cooteeido fabricante Lu-
dio ; e bem assim unos extractos, banhat & &
de oulroe fabricantes lambem de fama como Coa-
driry, Piverct Emfim quem se quiaer prever de
boi perfomirii dirigir-se a ra do Queimado
o. 16 toja d'Aguia Branca.
Toalhas para raaos
na ru. do Queimado n. 22,na loja
6J a duiia
da Boa {*.
Extremadura
Vinho puro de uva
fabricado expressemeate para Jos Anto-
nio da Silva Jnior : vende-se a retalho
em casa de Antonio Lopes Braga, mar da
Cruz n. 36.
Atso as senhoras
Gama & Silva com loja de fazendas na ra da
Imperatriz n 60, vendem :
Modernissima seda lavrada cor de canna muito
incorpada, covado, 2*.
Dita branca para restido de noira, muito in-
corpada, covado, 2$400.
Dita encarnada adamascada para colchas ou
cortinas a 2*.
Tarlatanas muito Anas de todas as cores s
vara, 800 rs.
Relogios.
Vende-se em casa fe Mnston Pater 4 C.,
M doVigario n. 3 um bello sor limen lo de
relogios de ouro, patente ingle*, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamben
uma vanedade de bonitos irancelins para os
Guardanapos rara, mesa
loj?". boj"" 5 ra' d Queiffl-d0 D nfl
Attenco.
Rt.n'Jid0i.Tpl?,i6 B- 46' em casa R^on
Rooker & C, existe um bom sortimento de 11-
?.k .C0Ies,e *ranc" en> carreteU do melhor
aoncante de Inglaterra, a. quaes se vendem por
precos mu razoaveis. F
Caes do Ramos armazem
n 24.
7S&S2SL*amareHo'loaro piftb<>
ATI
o.nJ/ua d0?n'f> n- W, loja de Diogo & Fer-
nand... vendem-M a. seguinle. fazendasT por
barato prego gollinhas a 400 rs.. chitas largas
%?rl' ? C/8d0' toa,h" Dara r08l *00 rs.
^?V u a d? m.enn. P r!mh -'lm, m,u,dl.oho a 1*200 o corte, pecas de
S!?i",' Kde,-M,p,S0" com 8 l2 varas a 4S5O0,
fil de Imho liso .800 rs a vara, gr.vatinhas
; ESrJEf" de [ede P"a homem 800 rs.,
is de seda para homem a 1*. colUtes de vel-
fazonda.
Visitas de cores e pretas muito finas a *
S"ion1".' br8nCa9 de C0^eS, la7r eSluf,d' I Iu"o" flno,.",,.,UeB muita. eu
Dita, estopada, muito Unas. vara. 500 rs. ^ "-^^ Pr bsTa, pree"
Liazinhas de cores muito finas, vara, 360 rs.
Pegas de cambra de salpico muito fina a 4*500.
Dita, lisas muilo finas eom 10 varas 6*
Dila. com 8 1|2 varas 3*200.
Ditas coro 6 l|2 varas 2*500.
Chaly de seda chegado pelo ultimo vapor, co-
vado 1*.
Um grande sorlimento de tiras bordadas e en- !
tremeios *
EAU MINERALE
NATURAIXEDE VICHY
.?6P_AI.t a. boticafranceza ra da Cruz n.22
gaz.
O deposito dos phosphoros do gaz acaba de re-
ceber novo sortimento pelos ltimos navios, e
contim'n a estar muito supprido, vendeodo-se em
porces e a retalho por barato prego ; na traves-
S3 da Madre de Dos, armazem ns. 9 e 16 de Fer-
reira & Martins.
Luyas de pellica enfeiia-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeiladas, propriis para noiras, e contina a
vend-las pelo antigo e baralissimo prego de 5*000
o par: na dita lula de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
V
Amendoas confeitadas
al^a libra.
Propras para sortes de S. Joo
ven.le.se tanto em porces como a retalho nicamente no
armazemProgresso, Jargo da Penhan. 8. UQlcamete no
"TlITlpOOe 1^500. ~=n^ZTA~^ i"T
m arma- rO(9SSa 8 KllSSl Cl (JC
Lisboa.
PRIMAVERA
(16--RHadaCadeia do Recife-\
LOJA DE MIUDEZAS
DE
|Fonseca< Silva!
B Sabio inglez o melhor que ha no mer-
M cado de 200 a 800 rs., aljofares bonitog
*5j gostos a 600 rs., espelhos pequeos dou-
Erados a 800 rs. a duiia, apparelhos pa-
ra brlnqucdiis de enancas a 1*. 2J e 3g
rada um, escova. para unhas de 800 a
( 1# Cuda uma, .litas para denles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 1* a
-'-.., 1$500 ca>la urna, penles de tartaruga
^ virados a 5*. 6J, Tfi e 8* cada um, en- ,
S. feites de vidrillio a IgSOO cada um, bar-
g retes de dito a 1*200, froco de cores a i
200 rs. a peca, fitas de velludo com 10
varas a 800, tg e 1*200 a peca, csceocia
de sabo para tirar noloas s 1* o vidro,
pentes para alir cabellos a 1*400 a du-
zia, caixas de raiz sortidas a 1*400 a
duzia, cartas francezas finas a 3g a du-
zia, ditas portupuezas a 1*800, caivete,
para fructas a 4g a duzia, ricas caixas
com espelhos conlendo perfumaras pro-
prias para toilels de senhoras 6g e 8g
cada uma, bahuzinhos de ditos a 5*,
caixinhas de vidros com ditas a 2*500
cada uma, argolas douradas a 1*500 a
duzia, dados a 1*500 a bala, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com pennas de ago a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada uma, ditas pequeas
para cb a 2* a duzia e para sopa a
4*500. pentes de bfalos amarellos a
hy 4*500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
2J500 a duzia, botoes te madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, dilos de
osso a 320 rs.. ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phaalasia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabeca cha-
ta sorlidos a 120 rs, a carta e a 240 r..
o masso. piuceis para brba a 400 rs. a
duzia, tesouras em cuteira a 1* a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
uma, tranga de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
?hL? 8l par- dlloa pelucia a
1*000, apaielho de porcelana para duas
pessoas a 6*, jarros com pomada a 3fl
o par, escovas linas com espelhos para
cabellos a 1 cada uau, agua do Orien-
^nM8^"8/81 diu de eeloBoe a
2*h0 o 4, bengala, superiores de 1* a
1C800 cada uma, e mullos outro. arli-
gos que seria cofadonho enumera-lo,
os quaes se vendem por precos os mais
baratos do que em outra qualquer parle.
Falitos do gaz
Fraga & Cabral receberam uma porco de pa-
litos do gaz. e vende-se era conta : na- rua da
Madre de Dos n. 18.
Vende-se uma porfo de barris vasios em
bom estado, que forara de azeite doce e vinho
a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Alleiio
O abaixo assignado vende a armacao
eum peque no resto de calcado francez
da sua loja da rua larga do' Rosario n.
32, ja bem afreguezada, dando cora
bom abate, tanto em uma cousa como
em outia, afim de liquidar antes do fim
do mez correte : a tratar na mesma a
qualquer hora.
Joaquim Bei nardo dos Reis,
Lencas e toalhas de labyrinlhos ; venda
na rua da Cadeia do Recife n. 28, pnmeiro andar
Agua para tingir cabellos.il
Esta excellenle agua o a melhor sem 2>
duvida que tem apparecido no mercado, 8
por nao ter o Inconveniente de tornar os |
cabellos russos ou verdes e sim pretos 3
imitando aos naturat-s.contioua-se a veo-
der no estaqeleciraento de cabelleireiro
da rua do Queimado n. 6, primeiro andar
onde tambem e^contrarao sempre os'
reguezes a excellente agua imperial para
lavar os caballos, limptr as caspas e pre-
serva los da queda.
d.deira potas. da Russi; nova e
qualidade, assim como tambem
de superior
em
r
Ruada Senzala Nova n.42
Venda-se em casa de S. P. Jonhston &C.
sellinse silhes nglezes, eiadeeiros e tastieaei
bromeados, loan nglezes, fio devele, ehieoto
pas eerrw, eeioijerie,erreios pire carro de
u e dous avilo, reiogios de ouro peante
Agua balsmica para
tientes.
A. loja da agula branca avisa as diversas pes-
soas que haviara procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem utilisarde lo necessari agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita loia
ondesomente a encootraro. Quem tem usado
dessa agua sabe perf*lamente das virtudes della
e quem de novo comprar achara que duas tros
gotss delta em meiocopo d'agu. pura, e com ella
esfregando-ae os denles, e larando-se a bocea, os
alreja, lura-o!ida carie, fortifica as geogivas e
acaba o mo cheiro quaodo ha denles furados o
preco continua a ser 1* o frasquinho : na loia
da aguia branca, rua do Queimado o; 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
atas de saidioha, bolachinhas, doces ele. a
na rua do Queimado, loja da aguia
1* cada um
bseoca, o.
outra qualquer parte.
Krhye?deB1"se globo P andieiros do eaz
PBiBSIACIABARTHOLOME
^SSS****
Pilulas de Alieno.
Pilula. amoric.oas.
Vermfugo ingles.
Pilulas Holloway.
Ungento olloway.
Galanteras.
m hiV8 d'rguia B"nca receb" novamente
a iSSOue, caixinhas com cheirosas pastilhas oara
ana toja d Aguia Branca rua do Queimado n.
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
chegado o lindos cintos, tanto prelos com
eofeitesde continha, como dourados, e de lindas
fitas e firelas, o mai. fino que se pode encontrar
i8lo na loja Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 B*
DF.
Fazendas
N. 19 Rua do Queimado N. 19.
.Cobertas feitas.
Cobertas de chita, gosto a chineza, a 1*800.
Lences de linho.
iaaoo5e9 d*pBnno de linho fino Pel Pre5 ae
Cortes de casemira.
Finos cortes de ea3emira para caiga a 5*.
Chales.
Chales estampados pelo barato prego de 1*500.
Chita franceza.
Chita francea escura a 220 rs. o covado.
Cortes de riscado.
Cortes de riscado com 14 cavados a 2*.
A lgodao monstro.
com 8 palmos de largo a 600 rs. a vara.
Lencos para honvtn.
Lpeos brancos para algibeira a 1*600 e 2*100
a duzia. ditos para meninos e meninas com barra I
a lbUcs. cada um.
Toalhas de fustao.
Toalhas de fustao com 5/4 pelo baralo preco
de 500 rs. cada urna.
Esteiras da India,
4 e 5 palmos de largo para forro de sala e
SEDULAS
de \$ e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de uma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, rua da Cruzo
o. 1.
Fazenda econmica.
Liazinhas para vestido a 240 rs. o covado ou-
tr'ora de 800 rs. : Adriano M Castro, rus do
Crespo n. 20.
A 48460 a pepa.
Rua do Queimado n. 19.
Pegas de finas cambraias de salpicos a 4*400.
Acopara balao.
Cheou loja d'aguia de ouro, rua do Cabug
n. 1 B, o rauito desejedo ago para bailo; vnde-
se pelo diminuto prego de 200 rs. a vara ; a el-
que se acabe, pois s 03 ha'na loja
Calcado
grande sortimento.
45 Roa Direita 45
Qoal ser ajoten e rinda pernarobucdoa, rua
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar um. bolina de1 gesto? Qoal a
mi de familia, prudente e econmica ene lha
nao d preferencia pela qualidede preco 7 Qaal
o cavalheiro ou rapas do positivo, que nio qnei-
-e comprar por 8. 9 e 10, o calgado que em outra
parle nao vendido se nao por 10, 12 ou 11?
i tiendan ;
Senhoras.
Botinas com lago (Joh] e brilhantina.
com lago, de lustre (superfina).
com lago um pouco menor. .
sem lago superiores. .
sem lap> nmeros baixos. .
sem lago de eor......
Sapatos de lustre. ; .
Meninas.
Botinas com lago. .
5*500
9*500
5*000
5*000
4*500
4*000
1*000
4J400
4*000
3*500
sem lago.
para changas de 18 a 20.
Homem.
(Nante. lustre. ; .
(Paulen courodeporco inteirissas OSOOO
(ranien bezerro muito frescaes. 9S5O0
diversos fabricante, (lustre).
inglesa, inteirissas. .
ga.peada*. .
erova d'agua. .
Sapates.
Nantes, sola dupla.....:
uma sola.......
para menino 4$ e .
Meio borzeguine lustre.....
Sapaloes lustre.....
>



o


108000
9SO0O
9*000
8*500
8*500
Sapatos de tranca.
5*500
5*600
3*500
6*000
5*000
2*000
1*500
le, anles que se
cima.
Vende-se a barcaga oCaliope que se acha
tundeada no caes do Ramos, do lote de 50 caixas-
quem a pretender, dirija-se a rua da Moeda n.5*
segundo andar.
*$99$$ 933* asa*
9 Machinas de vapor. -wwwwg
Rodasd'agua.
9 Hoendas de canna.
9 Taixas.
Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhes.
# Alambiques de ferro,
dj Crivos, padroes etc.etc:
m Na fundigaode ferro de D. W. Bowman
# ruadoBrum passando o ehafar.
Armazem de fa-
zendas.
N. 19-Kna do Qneimado-JT. 19.
Cobertas de chita, gosto a chineza, 1*800.
Lenges de panno de linho fino a 1900
e 2ioS d6 cambraia P"a homem.duzia a 1*600
Dilos
160 rs.
para meninas e meninos com nome a
cama.
BLi
opesde Sena.'
Rua Nora n. 32.
Recebeu em direitura de Franga pelo
ultimo paquete bons objectos de modas
como pjam eofeitee de cabeca pa se-
nhora. pretos e de cores*
Chapeos de seda de cores para senho-
ra, ditos de palha da Italia, ditos de di-
tos a Ganbaldi, veos o tocados para os
mesmos. r
Fitas de seda de todas a. larguras e"
de difieren es cores o qualidades, ditas
decascarnlhas.
branco, dito de linho
Fil de seda
com salpico.
7_ Ramos de llores de laranja para noira.'"
Toquinhas para menino se baptisar de
diversas cores, meias sapatinbo para
os mesmos. v
m
Ricos vestidos de blonde com 2 satas
e 3 babados na pnmeira saia, ditos de
seda preto de 7 babados, e sintos
flvella para senhora.
com
, Heceoe-se Ugunnoa todo os meres e"
faz-se vestidos com muila parfeigao.man-
teleles cap... vealuarios para meninos
se bapusarem e ludo mais quanto ner-
lence ao toilet de ama senhora. P
Atteneao
jszz saja .n nsssr
r are de forno, engomma bem, tz docee. com a
faz latoynolho, com 26 annos-de leed tamben!
tem uma mulalinh* de 9 annos, qM i cesa e
fa labyrintho por ter um anua de escola, um
prelo bom eatirador com 30 annos de idade
um mulato bom offlcjal de pedreiro at de cor.
uiJa ; na rua da. Cruzes n. 18.
Farinha a 1:600 a
sacea,
(siendo -sedi fie renga nesle preco quaeicom-
dia do Ro de Janeiro : no largo da Aseembli
. 15,trepiche B.ro do Lirriinento. ^mmoin
Farello a 3,oeo ris
e cana a 240
trusa ir^^.tx^
NoYostoteiros
com fi\ieaa esmaltadas.
A loja d'aguia bc.uca recebe Umbam neta a.
JLar*lta4^ <* i-^eeeST.IS,,:
me pelo d*muu eaoge da 4*; aJMTwTdV
Ce branca, rna daQaaieeeeto n. le\ m
Paira luto.
Delicadas caixinhas para cos-
tura.
A loja d'aguia de ouro recebeu pelo ultimo na-
vio francez delicadas caixa. para costura com ri-
quissimas pegas de msica ; tambem recebeu
ricas gnnaldas para noivas, e muitos outros ob-
jectos, oque ludo se encontrar na loia 'guia
de ouro na rua do Cabug n. 1 B.
Vende-se era casa de Saundres Brothers & C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Hoskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Gurgcl & Perdido
Rua da Cadeia loja n. 23.
Completo sortimeoto de fazendas.
_i Receberam vestidos de blonde com
g manta, capellae sala de setim.
^, Sintos e Utas para enfeitar vestidos de
m cassmentos e enfeites modernos para ca-
bega.
u
Toalhas de fuslao.
Toalhas de fuslao com 5|4 pelo barato prego de
ouo rs., chales de merino estampados a 2*500.
Algodo monstro
a 600 rs.
Algodo com 8 palmos de largo a 600 rs. a
TfiTfla
Bramante de linho.
Bramante de linho a 1*100 e 2J300 a vara
Chita ano rs.
Chila franceza escura a 220 rs. o covado.
2i0 rs. o covado.
Cambraia de cor miudinha fina a 240 rs. o co-
vado.
Leite puro.
Luvas de Jouvin prego fixo a 2,500 rs.
Vestidos superior de seda de cor. ~~
Vestidos de cambraia branca bordados
e de pbanlasia moderno., lengos de labe-
ryotho.
Maoteletes, taimas, visitas de fil, ca-
pa. degorguro lisos e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
cores moreantique e fil de linho liso.
8
Saias balo de todas as qualidades
tamaoho para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora e de al-
godao para meninos de tudas as idadei.
Pentes de tartaruga dos mais acredi-
[ lados, fabricantes de 10* a 3*.
Tulceiras, legues e extrato de sndalo.
Casjas organdya, diamantina, luiubas,
chita* francesas e ioglezas.
Roupa feita.
Completo sortimento de eobrecasacas
paletols, caigas e colletes de casemira de
panno, dae-ae as amoslraa: Da rua da
.-,Ld?'.?-lo n- *3. d9 Gnel 4Perdiga. _
Serapntn & Irrao
con lpete uriveei na rtm lo Ca-
*^* 11,
participa m a todos o. ees freguesa a amigos
muito delicadas e mais em oda, eoelieulm ,
vender o mais em ala Beasivcl. uZmL
^S^fSS ZSlgSK
daixa lUudir por iaaitiituee aa aadam n
do obras por Tora deeta praga, dizento secem d
cesa dos meemas, au U,a Si!
peesoa elguma encaxregada da rendar jetea uas.
Na rua do Sebo n. 37, primeiro porlo de fer-
ro, vende-se leite tirado ao p do vacca. e mao-
da-se levar a quem tiver freguezia.
Nava fabrica
DE
Velas de carnauba.
Vendem-seem porces e a retalho velas de
carnauba de boa qualidade, e por prego commo-
do, o tambem se recebe eocommendas de fra
da cidade, que serao com brevidade satisfeitas
na rua da Imperatriz d. 47, segundo andar.
Delicadas
gravatiuhas de seda bordadas
para meninas e senhoras.
A loja d'aguia branca acaba de receber celo
vapor francez uma pequea porgo de mu boni-
tas e delicadas gravatiuhas de seda bordadas ul-
Umogosio.para meninase senhoras, e as'est
vendendo a 1*500 cada uma ; a ellas antes que
se acabem, pois sas ha na loj d'aguia branca,
rua do Queimado n. 16. '
Vende-so um carro de 4 rodas
coto arreio para 2 cavlos, proprio pa-
t-a familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucaren seus vestidos e netn que-
brarem seus balSes, para ver e exami-
nar na cochetra do Sr. Quinteiro na rua
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na rua do Vigario n. 10.
Uma casa.
7,adW" t^rea eom so-
iao na cidade do Aracaly, sendo na melhor rua
ee commetwo a tratar aaquelte eom esSn. Gur-
gal 4 Irmao, e nesta na sua doCabaga. loja
Attenco.
Vende.se ama padaria marte afreguezada e
bam montada, com tedaa o. aarteoees, todo eom
peaen uee, aa (reguazia da Be.-Viata, faz-te te.
do o negocio pelo dono ter de retirar-se para
tere : qaem a oteteodar, dirij.-se nesta llvraria
ne.6a*em carta fechad,, com isrnlrteo. L.T
A. para ser procurado.
Portuguezes de Lisboa finos ....
Frsncezes muito bem feitos. .
Alera disso um completo sorlimento do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro cordavio para
bolinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez. marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em brulo, sola, Do, taixas etc., ludo
em grande quantidi.de e por pregos inferiores aos
de outrem.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos
de muito lindas cores, pelo baralissimo prego d
55, ditos de merm liso muito finos a 4*. lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado
cortes de chita franceza com 11 covados a 2*500
o corte, cambraias brancas de 10* a pega, com
pequeo toque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de quatro andares na rua do Crespo d. 13 de Jo-
s Moreira Lopes. '
Nava cartitha.
Acaba de sabir dos prelos desta iypographia
uma nova edigao da cartilha ou compendio de
doutnna christa, a mais completa dequantas se
lem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga cartilha do abbade Salomende
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinbam ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis
e eclypses desde o crrante anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, do a esta edigao da carlilha uma
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livTsria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoia na
ruado Queimado n. 3.
Pecas de brelanha de rolo com 10 veras a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente moito fine a 3$,
**fj? e 6* a P6? *>U tapeda, com 10 varas
a 59 e 68 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 940, 260e280 rs. o cova-
do, riquissiraos chales de merino estanpado a
7 e 8#, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada- a 9# cada uro, ditos com
uma so palma, muito finos a 850, ditoslisos
com franjas dr seda a 5, l8B;o de cassas com
barrea 10Q, 120 el 60cada-um, meias muito
fina para senhora a 4t a duzia, ditas de boa
quahdadea3e3*>500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs
o covado, chilasesouras inglesas a 5*900 a*
pega, a al 60 rs. o oovada, brim branco de puro
linho a 1, 19200 a 1*600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantina
azul a 400rs. o covade, alpacas de diferentes
cores a 60 rs. o covado, easemiras pretas
fina, a 250, 39 3500 o covado, m5
preta e de salpicos a 800 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se fari patente ao compra
dor, e de todas se dro amostraa eom penhov"
o
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Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabug n 1 B
Zl&tititiV* ** P">P' encommonda.
aa lindas fitas de caacatfHha da Uodas coras pfo>
pnes para enfeite de vestida, que se vendem por
baratisaimo prego de 2*000 a peca.
- Vandam-ae oito oaaae tevreau
a at-
iJ^aLil** da p'lnu- nulo
eom (rente para a roa da Concordia, eom aa bam-
Wtorlas nella existentes : a tratar n nuca da
Independencia n. 82. v^ w



OUMO DI MlflUM tOCO. TEEg FEIR1 8 DI MAJO DI leWl.
V
A fun
Os baraleiros 4a foja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
la do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelioes de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sabidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e unas, enfeites de
diversas qualidades para caneca de se-
nhoras, esparthos de molas e maitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e auits ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar r Tr
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinh6iro
Levem dinheiro
Levem dinheiro. |1
^Vinhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bueellas.
Malvasia, em caxas de nma dnzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado o. 22, na loja di boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
preco de 2400 rs. a vara : aa ra do Oueimado
n. 22, aa loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 29500 ; na ra do Queimado n. 22,
aa loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohss estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1$: na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duas larguras a 2*600 a vara ; na roa do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha neste genero : na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 1 a libra, francesa a
700 rs., cha prelo a 1400, passas novas a 560.
concervas francezas e por,tuguezas a 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos nevos a 480, banha de porco reGnada
a 480 a libra, latas com peize de posta de diver-
sas qualidades a 13400, charutos suspiros a 45 a
caiza, toucioho de Santos a 240 a libra, vioho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1 a
IgoOO, rap Gasse da Bahii a 1$ o bote, cognac a
9$ a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 53500 a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra,
vinho de Lisbua a 60 a garrafa, ervilhas france-
sas e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
g@@@ 9-93S@
Julio Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca agite fia* cea 11/2
vera de largara propria para vestidos, pelo bars-
tissimo preco de 800 rs. a vare : aa ra do Quei-
mado a. 22, na loja da boa f.
.. Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linbe liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado a. 22, na
loja da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingie-
ra, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija : na ra de Queimado, loja d'a-
guia branca a. 16.
**
O preco convida f
Cortes de casemira do melhor que ha no
9 mercado a 45: na ra do Queimado loja 9
(B de Julio & Conrado. Qt
Sapatinhos de setim e
me i as de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebe u de sua propria
encommeoda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os tuaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 3*, [nesse genero nao
se pode dar mais petfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que scrvem de aojos as pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca a. 16.
h chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway A C de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrucces completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1SO00.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie

Tem exposlo a venda corles de casemi-
ra por 3$ e 4$, fazenda que sempre se
vendeu por 7* e 8*.
#@d&$d-$ 999999@
Luvas de torzal
com vidrho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de borateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilbo a 1* o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e noneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente no-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ta bertoi-jas, e mesmo as senhoras usam deites
quando teem de sahir, como para iheatro, baile,
etc., cusa cada caizinha 23, e barate pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveia: ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6*e a 8*, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Vende-se urna barcaca construida de aovo
no anoo passado : quem a pretender, dirija-se a
ra do Livramento, loja n. 8.
irados americanos
e grandes, chegados ltima-
mente.
Vendem-se arados e grades, americanos, do
melhor fabricante da America ; no caes do Ra-
mos, armazem de farinha de Henry Forster &
Companbia.
Farello de Monti-
vido
a 4 a sacca, muito fiao e gomado, igual i semea
de Lisboa, e o mais proprio para substanciar ani-
maos ; para acabar : no largo da Assembla n.
*l trapiche Bario do Livrameolo.
Protesto.
Tem de ir em praca na primeira audiencia do
juiz do cemmercio urna parle da casa da ra da
Senzala Yelhi n. 118, por execuQo de Joo de
Coule Alvos da Silva contra Domingos Jos Soa-
res, sem que seu proprietario fosse citado., pre-
vine-se que ninguem a remate, pois em juizo se
provax que o dito Soarea ni tem parte na dita
casa.
AVISO.
Precisa-se de um porluguez que saiba traba-
Ihar com urna carroca com boi: as Cinco Pon-
tas a. 71.
Vendem-se urna taberai em Olinda com
poucoafundos, propria para principiante, na ra
de S. Beato, esquina da travessa de S. Pedro :
a tratar na mesma, u ao Racife, mana Monda,
armazem c. 9.
Acraaci
ti
te.
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e ti lele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicles.
Ra do Trapiche n. 42.
SABA.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fura, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amoritn n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Charutos de Ilavana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
890O0 o cenlo, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus o. 12.
Loja das $ portas
EM
Em frente do Livrament
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. ocovado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguas a
200 rs. o covado, pecas de bretanha de rolo a 2fl,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho prelo com sal-
pico a lg00 a vara, luvas de torcal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Vende-se excellente farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a preco muito commodo : a fior-
do do patacho braseiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodio, ou no armazem
de Joo Ignacio de Avilla no Forte do Mattos.
Gua, danapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servido diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vende-se um bonito cavallo, no-
vo, muito ardigoe com todos os an-
dares, muito proprio para senhora
montar, por ser muito manso : na
ra da Imperatriz loja n. 82,
Machinas de vidro
pira ascender luz : vendem-se na ra da Impe-
ratriz loja de miudezas n. 82 ; assim como che-
gou ums grande porcao de bolas de zinco, es-
ponjas de platina e vidros para as mesmas.
Attenco.
a
Vende-se a loja de lou;a da ra do Raogel n.
28, a qual tendo poucos fundos, se acha bem sor-
tida, e est situada em um dos melnores lugarea:
ospreteodentes podem dirigir-se i mesma.
Vende-se um relogio horisoulal, um cor-
rentio para o mesmo, uns aderecos e um anne-
lao, ludo proprio para homem, e um jogo de
grammalicas francezas por Burgaio, o qual se
acha ao Passeio Publico, loja de urna porta so-
mente a. 5, que ahi se dir quem vende.
Em casa de N, O. Bieber
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Bordeaux em quartolas.
Dito Xerez.
Cognac em caias de 1 duzia.
Vinagre.
Lonas, brinzos e brins da Russia.
Cerneja eacosseza (Edioburgh Ale.)
Pedraade marmore branco para consolos e mesas.
Plvora em barris.
Enxofre em canudo.
Brilhantes
de todos os tamanhos: vendem-se em casa de
N. O. Bieber&C. successores, roa da Cruz o. 4.
Vende-se um formidavel terreno proprio
na ra Imperial, lado da sombra e da aar pe-
quena, com 318 palmos de (reate e mil e tantos
de fundo, alm de quinze bracas de marinha;
tem capacidade para ama boa olaria ou sitio,
ou mesmo para ser edificado especialmente
na. {rente da ra para o que Ja tem urna gran-
de csmboa para conducco dos materiaes; a
nao poder ser'Vendido no todo, retalrra-se, dan-
do-se-rhes fundos de accordo com as ruis pro-
je ciadas que tea ao futuro de a travesear o pre-
dito terrean : para este flm dirijam-se a roa da
Concordia n. 55.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem eom todo o sorti-
mentode r6upaa feitas, para cojo fim tem mon-
tado urna ofllcini de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meslre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; oor isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas eom especialidade os
lllms. Srs. ufficiaes tanto da armada como do
exerclto.
Faz-se fardas, farddes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanlo que tem os flgurinos que de
l vieran) ; alm dlsso faz-se mais casaquiahas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudaoles do esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou priia, tudo ao
goslo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem aa melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se fies responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, seguodo o systema d'ende
veio o meslre, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores vislo que nada perdem em es-
peri mentar.
E ^chincha.
cortes de riscado francez a 2$, covados do mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas Otas de grosdeoaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estrella .que as
torna mui mimosas a 800 e 15 a vara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinleiros para criancas, lacos
para cortiaados, fronhas e rauitas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abate : na ra
lo Queimido, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sor ti -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mata afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeicoa-
menlos, fszendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrileis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
sgg Aa^ *Wfc *MA *iSff. /*ffl?. *?BfT ^lifl. fSr^.i*atf\*ffi^3tf
\Uenclo,
No armazem da ra da Cruz n. 21, se
encontrar um bello sorlimento de pa-
pis ja com estalos para assortes de San-
to Antonio e S. Joo e amendoas das mui
ricas cores pira as mesmas sortes, e pa-
pis para enfeites de bolos tanto para pra-
los como para baodeijas tudo viado de
Paris pelo ultimo vapor francez e por
commodo preco
S&azAUBAatfnaauca misa '*> ama *! m/ ^mo rs
Vendem-se
velas de cera de carnauba de superior
qualidade, vindas do Aracaty : a tratar
com Jos Sa' Leitao Jnior.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa ecooomica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioridade de tal graxa j coohecida por quem
tem usado della, eser mais por aquelles que de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A's familias econmicas.
Na ra do Queimado n. 29, armazem de fazen-
das de J. J. de Gouveia, vendem-se lindos e finos
bareges de seda a 600 rs. o covado.
Arcos para saias a balo.
Vendem-se a 160 rs. a vara ; na raa do Quei-
mado o. 29, outr'ora 27.
a 240
carne de porco americana : aa ra do Imperador
ao bazar.
240 rs. the pound
of su peder salid english beef, in the basar per-
nsmbucano at ra do Imperador.
A4#000.
Chales lisos de merino de liodas cores; na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f,
Eerrageos e miudezas.
53Ra DireitasSil.
O proprietario do estabelecimento cima acaba
de rebeber um primoroso e rico sorlimento de
bandejas para S. Joo, que por sua barateza e
bem acabado goste, er nao ter rival nesta praca,
rico sorlimento de facas, garfas e colheres de to-
das as qualidades, e precos. meias finas, espin-
gardas, ferro da Suecla, camas de vento, e mui-
-tos outros gneros que por'sua baraten est dis-
posto a dar um a quem comprar outro.
Cera de carnauba,
ualidades superiores : no largo da Assembla n.
5. trapiche Barao o Limtaento.
f UNMCiO LOW-MOW,
*M Semalla Im n.42.
Rele estabelecimento contina haver um
complete sortimen to de moendas emeias moen
das para engeaho, machinas de vapor o tiza*
te ferro batido a coado, de todos oa tamanhos
pera dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, (em sempre no eu depo-
sito da rtta da Moeda n. 8 A, nm grande or-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo deposito en na ra do Trapiche
n. *.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
PalotoU de panno preto a 22), fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de corea, ditas de
bnm e de ganga, ditas de briro branco, paletots
de bramante a 4#, ditos de fusto de cores a 4|,
m a- e8lamenh a 4J, ditos de brim pardo a
3j loa de alpaea preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-
peraas a 200 rs. cada ama, collarinhos de linho
da uluma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do CaLug n. 1 B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
res o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Arados amencanosemachina-
para lavar roupa: em casa de S.P Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 16 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
ao pouc?.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos
bordados rom 2 e 3 baados a 5g : na
Queimado n. 22, na loja da boa f.
brancos
ra do
Peaes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas,eos esli vendendo a 18500: na loia
d aguia branca, ra ao juelmaao n.10
A 6000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Si! ra.
Sapatos de borra-
cha a 1#500!!!!
Sorlimento completo de todos os tamanhos
na loja do vapor, ra Nova a. 7.
REMEDIO INCOMPJaRAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que deile fizerarn tem seu nrpo e
membros inleiramente saos depois de havar em-
preado intilmente outros tratamenlos. Cada
| pessoa poder-se-ha convencer deesas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os das ha muitos annos ; e a
maior parte deltas sao lo sor prendentes que
admiran os mdicos mais celebres. Quanias
pessoas recobraram com este soberano remedio
e uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tee
deviam soffrer a amputacao I Deltas ha min-
eas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
tiraeoios, para se nao submeterem a essa ope-
ra$ao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticarem sua a firraa-
tiva.
Ninguem dasesperaria do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
ira lamento que necesstasse a natureza do mal,
cojo resultado seria provar inconlestavelmente.
-Qoe tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos searruintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enferadades da cutis
em geral.
Ditas de aaus.
Erupces scorbatieas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor na* extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
lachese.
Inflammac do figade.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna*
Sapuraces ptridas.
Haba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos,
inceras na bocea.
do ligado.
das arliculacoes.
Veas torcidas o* no-
dss as pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
garal de Loneta a. 244, Strand, a na loja
de ledo* M boticarios droguista e outras pes-
soas enea r regad as de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanhi.
Vende-se a 800 rs., oada boeetinha contm
boa instniecao eta portaguea para explicar
modo de facer aso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharaaoeatice, na ra de Groa n. 82, em
Pernambueo.
id
UPA FEITA ANDA I AIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitasj
aa
LOJA E ARMAZEM
DE 8
IGes k Basto!
Ra do Queimado |
u. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28,
805 e 35J>, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 25 e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18J, casa-
cas prttas muito bem feitas ede superior
panno a 28, 30J e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16
e 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
raaalOf, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10|
e 1S, dilaa de casemira decores a 7J, 8,
e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 58 a 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4J e 4J50O, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de corea a 4$50O e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fusto a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2J500 e 8, paletots pretos de merino de
eordo sacco e sobrecasaco a 71, 8 e 9,
colletes pretos para luto a 450O e 5,
cas pretas de merino a 450 e 5, pa-
11 etots de alpaca preta a 3500 e 4S, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4g, colletes de rel-
iado de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 55 e 5500,
calcas de casemira pretas e decores a 6,
6|500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas X
muito superior a|32 a duzia para acabar. S
Assim como temos urna officina de al B
f late onde mandamos executar todas as X
obras com brevidade.
t26ti62i6aGiai ffMSft5MEjfltt-3frgat
"*w" w avisv asjiv aws, VM awapw lannw aVllJV arauv 9*9
Agrande
Fabrica de tamancos da
ra Direita esquina da
travessa de S. Pedro
n. 16.
Est sorlida de um novo e riqnissimo sorlimen-
to de tamancos de todas aa qualidades, que se
vendo tanto a reulho como em pequeas e gran-
des porcees muito em conta, a eslacao propria
com urna pequea relribuicao, todos poderao an-
dar com os pes livres de humidade, pois to pre-
udicisl se torna a saude.
Sua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar conlas;
chapeos do Chille para homem e menino a 3500,
cortes de casemira de cores a 35500, pecas de ba-
ados largos e transparentes a 3, pecas de cam-
braialisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 avara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
2o, paletots do panno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 3-5500 a 7g, ditos de
brim de 3 a 5, calcas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, dilas de brim de cores e
brancas de 2500 a 5, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 5,
cortes de cassa de cores a 2, pecas de madapo-
lo fino a 19500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
para acabar
Apa ingleza
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Espelhos dourados.
Na loja d'aguia de ouro encontrarlo os aman-
tes do que bom riquissimos espelhos de diver-
sos tamanhos, com moldura dourada, assim co-
mo vidros para os mesmos : vende-se na dita lo-
ja, ra do Cabug n. 1 B.
Livro do mez marianc a i$.
Acaba de sahir dos prelos desta typograpbia
urna nova edico do mez mriano, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Penha,
seguida de varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceico, modo de visitar o lauspere-
nedo sanlissimo rosario ; vende-se unicamonto
a 1 da livraria ns. 6 e 8 da prac,a da Indepen-
dencia.
Para bailes e passeos.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12 .'
em casa de Julio & Conrado.
Sal do Ass.
Vende-se a bordo do hiate Camaragibes: a
tratar com o meatre a bordo, ou na ra do" Viga-
ro n. 5:
A variado.
Madapolo largo e fino com pequeo toque de
avaria a 3500 e 4, dito, muito fino a 5 a peca :
na ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
S Para a chuva.
Vende-se muito barate artigo* do gut-
ift ta-ooTcbe (Borracha) : na ra Nova nu-
mm, mero 49.
&#-##-#(
Cebo coado do
Rio Grande,
amito airo : do largo da Asssmbla n. 15, trapi-
ele tarta ao Lrvrameate,
Acaba dei
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimenlo de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
esles se vendem por precos rtuito modi-
ficados como de seu coslume.assiro como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casseos feitos pelos ltimos figurines a
26, 28, 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos preto a 16, 18$, 20 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padres a 14. 16, 18, 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 o a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, el2J, ditos
de sarja de seda a sobrecaeacados a 12,
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 15,
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10'
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha d
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fuslao a 350O, 4
e a 49500, ditos de fusto branco a 4
grande quanlidade de calcas de casemira
preta edecores a7, 8, 9e a 10,ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de ccre
I finas a 2$500, 3, 3jj500 e a 4, dilas de
I E?". br8n,co? ?"? a 450. 58. 5500 e a
i ditas de bnm lona a 5 e a 6fi. colletes
de gorgurao prelo e de cores a 5S e a 6
1 ditos de casemira de cor e pretos a 4S5U
: e a 5, ditos de fuslo branco e de brim
1 a 3 e a 3;500, diles de brim lona a g
ditos de meriu para lulo a 4 e a 450o'
calcas de merino para luto a 4J500 e a 5g'
capas de borracha a 9. Paia meninos
de todos os tamanhos : calcas de casemira
Mofee de cor a 5$, 6 e a 7, ditas dilas
de bnm a 2J, 3 e a 39500. paleols sar-
cos ae casemira preta a 6J e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7J, ditos de alpaca a 3,
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca urela a 5, booels
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cdco
babados lisos a 8 e a 12J, ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feilas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufaclurar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen-
das de goslo e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestrC que if
pela sua proroptido e perfeico nada dei- S
J xaa desejar. |2
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Calcas de ganga muito fina e bem feitas 3.
Ditas de meia casemira muilo finas 2{500.
Ditas de varias fazendas que nao desboto 2.
Colletes de velludo, gorgurao, setim, por pre-
cos que de barato admira 9
Calcas de casemira prela 9
Paletots de merino preto 7.
Ditos de ganga de quadrinhos 2.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
eom cabodecanna, pelo baratissimo prpco do 6
cada um : na ra do Queimado n. 22! loia da
boa f.
Candieiros
econmicos,
- Chegou um riquissimo sorlimento de csndiei-
ros econmicos a gaz idrogenio, os quaes esto
j muito approvados pelt sua verdadeira econo-
ma, sendo os mais baratos a 5$ cada um, e ou-
tros de muitas qualidades que devero agradar
com a vista do comprador, e lodos os mais pre-
paros para os mesmos : na ra Nova n. 20, loja
do Vanos.
Escravos, fgidos.
Fngio do engenho das Matas, comarca do
Cabo, no dia 19 de maio de 1861, um escravo de
nome Joo, crioulo, qoe representa ter 40 annos,
nao muito preto, de boa estatura, olhos grandes,
muito fallite, j foi preso duas vezes no Recife
trabalhando nos armazens de assucar como forro,
e levou urna peiga em um p: roga-se a todos
os capites de campo e a todas as autoridades, de
o apprehenderem e o Irazerem a este engenho, ou
entregarem na ra Nova, taberna do Sr. Jos
Peruandes Lima, que tanto em urna como em
outra parte sarao recompensados.
Aviso.
Contina a estar fgido o escravo do corone
Joo Francisco de Chaby, de nome Simo, criou-
lo. baixo, feio e magro, cabeca grande, denles
limados, ps pequeos, sapateiro e boleeiro,
toca violo e canta modinhas, consta estar de
dia na freguezia do bairro de Santo Antonio, e de
noile tarde passa para a Boa-Vista, onde dorme,
e de madrugada torna a voltar para onde diz que
est acoilado : quem prender o mencionado es-
cravo, leve-o a ra da Imperatriz o. 46, que ser
generosamente recompensado.
gratiicaco
Est fgido desde junho de 1856 o preto criou-
lo Manoel, que fazia parte da Iripolacao do brigue
Maria Luzia, tendo 29 a 30 annos de idade pouco
mais ou meos, hoje, e mais os seguintes sig-
oaes: rosto comprido e descarnado, cor fula,
cabello cercilhado, olhos um pouco grandes o
amortecidos, beicos grossos, sendo o beicu superior >
mais grosso, de sorle que encobre a falta que tem
de denles em cima, falla um pouco atrapalhado,
devido a falta de denles, pouca barba e rafa, usa va
bigodes; tem na ralo esquerda junto ao dedo
mnimo urna especie de ervo sahido, asnadegas
alguna coosa empinadas, com uro geito para o
lado no andar, cadeiras largas, cintura fina, ps
apalhetadas e largos, sabe o efficio de cozinheiro,
e costuroa embriagar-se. Foi escravo do Sr. Dr.
Jeronymo Vilella de Castro Tarares e do Sr. Dr.
Jos Cardozo Queiroz Fonseca, promotor publico
de Oliods, e depois do Sr. Albert Forster Damon,
constando ha pouco lempo ter sido visto no lo-
gar Qoart, distrcto da Parahiba, onde se acha
casado e com filhos, e iotitulando-se forro, e que
Manoel Domingues, ou Manoel Domiogues Mo-
reira, no lagar Laga Nova sao os que deste es-
cravo podem dar noticia : o abaixo assignado,
senhordo dito preto, gratificar com a supradita
quantia de 400 a quem o apprehender e entre-
gar no Recife a Antonio d Almeida Gomes, ra
de Trapiche n. 16, e na Parahiba, ao Sr. Jos de
Azevedo Silva, pagando-se todas as despezas que
com o mesmo preto se fizer. Pernamboco, 30 de
abril de 1*1.Jq*\m Lopt$ de Almtida.




(8)
DIARIO DiniRAMBUCO. .*, TERCA FEIRA *8 DI MUO DE lili.
Litteratura.
As obras do conde Montalemberl.
O conde Montalemberl vae publicar sois obras
polilicas. e acaba de communirar A un jornal al-
guns trechos por ello escolbidos Era possivel
predizer sera ser prophela que aquelles fragmen-
tos secnelliarica de prlogos seriam cousas de
pos'.os avancados. Nao leriamos direito algum do
nos inlromeitr nisso, bem cerlos alias de que a
guerra de prefacios entre campres Ilustres quo
leem o mesmo numero de voluntes publicar,
havia de ornecer os molos de terminar a conten-
a em proveito da gloria da verdade e do bem,
se o Sr. Montalemberl nao houvesse feilo digres-
soes contra s quaes parece-dos que leem o di-
reilo de reclamar a honra do clero fraocez e a
orthodoxia do seu ensino.
Coraecemos pelo proprio autor que remata o seu
edificio, diz elle, n'uma cidade apenas a primeira
pedra. O mrito principal quo elle reiindica pa-
rante a posteitdade, a uoidade e perseveranga de
sua carreira. Nos ousamos esperar, at affirma-
nio?, que as outras qualidades, coja enumerago
seguo-se, pertencem-lhe mais incontestavelmon-
te do quo aquella. Ello o Hvd. padre Lacordaire
forarn os lugar-lenentes daquclle grande e infe-
liz iogenho, que aps a revolugo de juHio adop-
tou a necessidade de urna allianga entre o catho-
licismo e a liberdade moderna. Se elle profes-
sasse esse systema com tanto esplendor como ex-
cesso, a mocidade dos acolytos nao era capaz de
realisar a desunio da qual liberlava-se o mes-
tre. A sua collaborago directa no i venir tor-
nou-os mais rigorosamente solidarios quanto &
condemnago. Ambos viram-se obrigados as-
sigoar a Encyclia Mirari vos, cuja omissao no
prologo causa a iniirago, e desde eato, a unida-
de de pensamento e de proceder, em sua reful-
gente carreira, fui felizmente partida sem espe-
ranza. Abandonaram elles o campo e a bandeira
do genio decahido, que nao quena collocar um de
sous pensamentus fuudamentaes entre asilluses
destruiJas.e procuraram o triumpho ni obedien-
cia egreia.
Consideremos agora a idea em si raesma : a ne-
cessidade de urna conciliago entre as immuta-
veis razoes da anliga religio, e o que ha de le-
gitimo as tendencias da sociedade nova. Diz o
autor que podero seguir em seus volumes as oti-
gens c as sortea diversas dessa idea. A menos
diversa o a menos original nao por certo a que
Ihe acaba de dar por partidarios os Srs. de la
Guronoire, Granier de Cassagnar, Billault, S.
A. I. o principe Napoleo o o Sr. Cavour. O Sr.
Montalemberl ha de exclamar que nao considera a
liberdade moderna como aquellas personagens.
Pouco importa. A idea nova, nascida pelos Gos
da restaurago, no sero de um pequeo grupo de
calholicos, a idea que contrariou as tradiges eos
hbitos dos antigos christos, a idea nova nao
descrimioar oque ha de legitimo as tendencias
da sociedade moderna; jaz ella nesta necessida-
de nova, mais que nova, de urna coociliaco entre
as verdades da antiga religio, e outras verdades
qu> uao faziam parte da antiga religio, de urna
allianca entre a liberdade tal qual o catholicismo
a comprehendia, e a liberdade tal qual a com-
prehende a sociedade moderna. Eis a idea que
assustou ento e depois todos os que tinham al-
guma idea da synlhesecatholica.
Com effeito, essa idea sappe que o calholo-
cismo nao tem a plenitude da lei, que nao com-
pleta a cirilisago de que autor, que pode haver
fra delle urna concepgo, um sentimeoto legiti-
mo, cuja sement nao possuia, ou cuja vegeta-
gao nao auxiliara, e essa idea, ousames dize-lo,
profundamente opposla tudo quaato se havia
prefessado respeito da soberana sciencia e vir-
tude da egreja. A egreja creu sempre que a deli-
nico da liberdade dada pelo autor: a plenitude
da vida robusta, pertencia a ella s6, e que sem
suas luzes, e seu calor, quando alguem fugia-lhes
voluntariamente, s-havia trevas, gelo e morle.
Vir dizer-Ihe pelos Qns da restaurado que os que
se retiraram della nao morreram, antes crearam
com suas fraquezas e esquecimoutos urna ordem
social e urna liberdade que a nica que tem um
alomo de legitimo, e que ella olrigada Qm
desalvar-se si o as almas, approximar-me
desse tomo e contrahir com elle urna allianca
essa idea devia parecer-lhe o prejuko mais au-
daz e a quimera mais itcomprehensivel; e tam-
beni a egreja coodemnou essa idea na Encyclica
de Gregorio XVI com um desdem que sorprende
quando se cuida nos ingenhos sublimes e nos ca-
racteres nobresquo a sustentavam, e que parece
mais que justa quando se considera a utopia em
81 mesma, e ptlo quo vale.
Na verdade, o Sr. Montalemberl retratou-se
lealmente, porm receiamos que o molde de seu
Stylo resinta-se ainda das ideas lauseuniaias.
a de permittir essa supposigo elle que lo no-
bremente confessa que se eDganou muilas vezes,
aiuda que nunca houvesse querido engaar a
quera quer que fosse. Considerou elle convenien-
temente a admiracao que o transporta, o escnda-
lo que o impressiona em preseoca daquelles que
dizem que guando a egreja esta salisfeita lodos
devem estar contentes? L que desconientameoto
queris entao que haja sobre a ierra quando a
egreja est salisfeita ? De tres cousas urna : Ou a
egreja nao conhece todos os padecimenlos, todas
as dores, todas as necessidades, todas as aspira-
FOLHETIH
OBATEDORDEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
Continuago.)
XIII
coes que atormentara a especie humana, e entao
como que as naedea foram dadas em heraoca
essa roae, cuja vista nao abraga todos os seus fl-
Ihos ? ou a egreja conhece esses padecimenlos,
essas dores, necessidade, aapirscoes universaes,
e nao tem meios, dictames, verdades, gragas ca-
pazos de abranda-lss; ou tamben guarda ella
seus thesouros no egoismo sera fazer uso delles,
e consent em doscangar salisfeila, saciada como
umsycophanta do Cesar, quaodo ha no mundo
um s individuo que tem o direito de nao eslar
tranquillo. A egreja nao sabe, nao quer, nao po-
de I Ah I que idea terieis da egreja se fusseis con-
sequentes I Mas felizmente nao o sois mais quan-
do suecumbis a esta tentagao tao grande no flm
de urna briihante carreira, a tentagao de contra-
dizer a definigo do hornera por Job: Nunquam
in eodem slatu permanet, flm de oppr A essa
suceesso do ideas flxs a unldade de pensamen-
to, a immutabilidade, que quasi um allributo di-
vino.
Dizo Sr. Montalemberl que essa iJa de con-
ciliago e allianca, que ao principio era partllha-
da por alguna calholicos dessiminados as as-
semblas e jornalismn, leve lagar sub o regime
parlamentar com urna forga ascendente, ainda
que sempre contestada. Somma elle os ecos da
tribuna, o numero de peligdes, os votos dos col-
legios eleitoraes como urna prova da multido
sempre progressiva dos partidarios de suas ideas.
Nao esquece elle deque nao s os homens mu-
dara, se nao tambera que as ideas modifleam-se
por sea turno ?
As ideas dos eleilores, dos peticionarios e jor-
nalitis calholicos, tinham talvez no flm do reina-
do de Luiz Phelippe a mesma insignia que no
comego, porm sua easencia nao era a mesma.
Na opinio quo as ceosurava, nao se Iralava
mais de saber se a egreja tinha necessidade de
urna allianca com o liberalismo sob o poni de
vista dogmtico; aceitavam os (actos consuma-
dos pelas revolugessnecessivas desde 89, e como
soffriam os encargos deltas, queriam tambem ler
parte nos lucros que lhes tinham sido arbitrados.
Ilavia-se-lhes permettido a liberdade de impren-
sa, a liberdade de ensino, a liberdade de asso-
cago ; e de fado existia no pensar delles urna
imprensa m, urna educago deleslavel e associa*-
goes impas. Desejavam elles debilita-las, cor-
rigi-las tanto quanlo possivel, oppondo-lhes jor-
naes calholicos, collegios christos, associa-
goes piedosas. Diziam aos legisladores que que-
riam orgaoisar os principios do 89. Ao menos
sejaes consecuentes comvosco mesmos : patere
legem quam ipse tulesti.
&' incontestavel quo houvessa calholicos exa-
gerados que, urna vez langados na repetigo dos
direitos que lhes conceda o que lhes eram re-
cusados pelo partido doutrincrio, tenham sido
desvairados pelo ardor do combate, pelo ruide
que faziam, pelo attractivo vencedor da vida pu-
blica ; possivel que na embriaguez da lula e
dos applausos, tenham elles ultrapassado os li-
mites impostos pelos sabios conselhos da Jincy-
clica e tenham abusado das palavras liberdade,
egualdade, direito commum tao facis de ajuntar
voz e ao gesto ; porm tamberu incontesta-
vel que os que os liam com sangue fri respeita-
vam dcilmente as liges da Encyclica, medila-
vam na queda do padre Lamennais, admiltiam o
uso da carta n'um sentido relativo, e Ihe recusa-
vam seu assenso n'um sentido absoluto. N'uma
palavra, altribuam elles a preponderancia das
liberdades polticas e religiosas a infelicidado dos
lempos que baviam produzido o livre exame, em
vez de considera-lo como um progresso da civi-
lisago.
Bem provaram que elles tinham razo o 2i de
fevereiro de 1848, coosequencia lgica do reina-
do de Luiz Phelippe, e o 2 de dezembro de 1851,
coosequencia nao menos lgica de 24 de feve-
reiro.
Mas, pergunta o Sr. Montalemberl, se o estado
dos espiritas calholicos era tal que vos o referis,
como oi possivel que durante esse grande coo-
flicto sobre a liberdade do ensino, o que durou
dez annos, em pleno dominio da publicidade mais
extensa, nenhum bispo, padre ou Del nao se de-
liberasse a advertir-me, ainda em segredo, que
eu ia longe de mais reclamando a liberdade egual
para lodos como um estado mais perfeito do que
o syslema pretencionista que al entao havia
prevalecido? A resposta fcil de achar, al sem
invocar o que o Ilustre autor chama sous ins-
linctos rebeldes e caprichosos, aos quaes attribue
provavelmeote a difficuldade de Ihe atarem o jui-
zo, ou se quer um lermo parlamentar no estylo
da fbula, a companhia da prudencia e pelos quaes
explica para si a ausencia de lolo appello or-
dem.
Com effeito, essa razio, qualquer que seja a
sua forga, nao tea sido sufflcieote para fazer
calar as vozes que tinham entao auloridade na
egreja, as quaes admiravam o defensor da causa
catholica, e tioham-lhe urna to viva affeicao.
Masdeviam ellas crcr at prova contraria, que
elle permaneca fiel a sua abjuragao, e que s de-
fenda a causa da liberdade comas restriegues
necessarias a orthodoxia. Na realidade, quem
poderla crer que alguem quizesse defender a
egreja por modo diverso do que ella quer ser de-
fendida ?
Ser, porm, muito exacto que nenbuma voz
se ergua na egreja para contradizer, ou so me-
nos, para advertir os calholicos liberaes no senti-
do menos vigoroso da palavra? Primeiramente
Masler Sharp e o seu conviva Mr. Wisemao di-
rigiam-se mutuas injurias quaodo o Batedor de
Estrada foi tomar assento junto a elles: preci-
so confessar que tratavam de urna queslo bem
irritante, capaz de excitar-Ibes todas as paixoes ;
pois discutiam sobre a probabilidade de alia ou
baixa no prego do taboado.
By God 1 exclamou master Sharp bateado no
hombro de Joaquim, supponho, meu charo, que
nao haveis de ter visto nunca um homem mais
teimosodoqueesle Wisemao I Como bebeu muito
whiskey, eocherga tudo por urna forma bem difi-
rete, e parece-lhe j que o prego do taboado rae
subir cenlo por cento.
Sois vos ao contraro que tendes bebido tres
vezes mais agurdente do que a rossa cabeca
capaz de supportar, e por uso estaos tao desar-
rezoado, acudiu immediatamente o armador.
Jaque fallasles de agurdente, Wiseman,
dizei-me a vossa opinio sobre o estado desse ge-
nero no mercado. Presumo que idea dizer que
ha de subir de prego I
Pelo contrario cieio antes que hade baixar.
Master Sharp acolheu esta resposta com um
grande suspiro, porque eslava ella de accordo
com o seu proprio pensamento ; e escapara-lbe
assim um excellenle motivo de altercago.
E vos, meu charo Joaquim, replicou elle es-
perando que o Batedor de Estrada o contrariasse,
que dizeis sobre o prego da agurdente : ir
mais ou meos ?
Hade subir espantosamente.
O negociante deu to violenta pancada com o
punho sobre a mesa que os copos estremeceram :
aCnal elle eslava satisfeitissimo.
Supponho que estses brincando, Joaquim!
Nao estou brincando, fallo serio.
Pois serio que acreditaes na alta da agur-
denle ?
To serio que boje mesmo comprei Irezentos
larris della.
Calculo j que sao tres mil piastras pelo
meaos que perdis ao negocio.
Dizei antes que lucrarei de dez viole mil
piastras.
Master Sharp mostrava-se to salisfeito que es-
teodeu os ps sobre a mesa, ao uso dos America-
nos, e reclioou-se todo em sua cadeira : eslava
no seu elemento; encetava urna discussSo, sobre
que contava com o triumpho.
Presumo que igooraes ama cousa, Joaquim,
coDlinuou elle n'um tora que iodicava ao mesmo
tempo prolecgo e modestia : e que Kennedy,
com a iotengao de produzir urna alta, atraves-
sou ha seis semanas toda a agurdente que havia
disponivel na praga.
Pois tanto melhor para mim I
Esperae um pouco, ainda nao disse tudo.
A iofelicidade permiltiu que esse bravo Kennedy,
precisando de dinheiro e nao podeodo por conse-
guate empalar o seu genero, se veja forgado a
desfazer-se delle por todo o prego.
E o que tem islo ?
O que tem islo ? Tem que esta venda vae
determinar ama baixa extraordinaria na agur-
dente. Na verdade, meu charo, presumo que
obrastes com urna leviaodadeimperdoavel : de-
vieis ter-me consultado antes. E agora queris re-
ceber um conselho de amigo ?
Com muito gosto, apezar de que seja o pri-
meiro que recebo na minha vida...
Tirae- vos o mais depressa possivel deste ne-
gocio : o partido mais sensato que tendes a
tomar.
E estaes certo disto ?
havia a voz da Encyclica que nunca se calara.
Era fcil nao ouvi-la, esquecer-se della, impe-
dir-lhe os ecos ; por um era impossivel impor-
Ihe silencio, assim como i cooscieocis. Urna
corlezia proverbial pedia talvez que se fallasse o
meos possivel, em preseoca dos, ex-redactores
do Avenir, daquelle laco que estrangulara to
promptameole os excessos daquelle jornal; po-
rm essas reservas as conversages ou as cor-
respondencias nada supprimiam, e mormenleno
resuscitavam oserros.
.Entretanlo, forgoso dize-lo, nem todos ti-
nham essa corlezia, e de facto tinham na im-
prensa os calholicos liberaes adversario* que ti-
nham o grande defeito de ser galljcanos, porm
que nao tinham culpa de nao sr^liberaes. O
redactor em chefe do Amigo da religio, o padre
Picot, nunca foi liberal ateo ultimo suspiro, pois
fouberoos que viera a s-lo depois de morrer.
Um ex-director geral dos estudos ecclesiasticos
superiores, auxiliados por um professor da So-
borna, encarregou-se de ataviar e desfargar o
amigo dos Srs. Trayssinons e Boyer em decidido
partidario do progresso e da civilisaco moder-
na, de sorle que se elle voltasse de alm tmulo
ser-lhe-hia to impossivel reconhecer-se em
suas memorias sobre o seculo XVIII como em
seu jornal.
Seria melhor para o piedoso anachorita ter ca-
bido as ruaos dos Druzzos. Emquanto, porm,
deu-Ihe a vida, liberdade para nao ser conlrafei-
lo, nuoca deixou de lutar contra as doutrioas do
Avenir, e oioguem iitoora quanlos prelados
adoptavam o sea modo de ver e animavam-lhe o
zelo na mesma poca. Monsenhor de Qulem
nao perdera urna occasio de protestar contra os
principios liberaes e sua iooculago no clero.
Quando elle morreu, nao levou para o tmulo os
ltimos vestigios das boas tradiges a esse res-
peito. Sobrevieram-lho alguns bispos que ha-
viam tomado parte oa condemoago collecliva
proouociada em Tolosa sob a presidencia do
monsenhor d'Astros contra um grande numero
de proposiges exlrahidas das publicagdes neo-
catlicas. Essacondemnsgo foi mandada para
Boma, e nao vollou, por que, segundo dizem,
oella se tinha infiltrado por sua vez o gallicanis-
mo, o direito consuetudinario e o cartesianismo.
O certo que ella ceosurava os principios do li-
beralismo que procurava-se fazer apparecer de
novo em ouiros trajes; e como nesse ponto es-
lava de accordo com a Encyclica, nada tioha que
recolar da reviso do tribunal supremo da egre-
ja. E' muito justo que aceitera pois essa con-
demnaco com o beneficio do inventario ; oo
deixaella de provar que sempre houve em Fran-
ga urna auloridade vigilante, qual assuslava a
inobservancia das regras de Gregorio XVI. As*
sirn. o silencio oao to completo como diz o
Sr. Montalemberl; e se quizesse laogar mo do
beneficio da prescripgo decennal, seria fcil ad-
duzir provas centra elle.
O apego aos antigos principios nao era menos
tenaz em os legitimistas. O autor aproveita a
occasio do prefacio para pedir desculpa a esse
partido em razo da violencia de linguagem de
que usou contra ello ha muito tempo. A anligui-
dade de suas opposlgdes um dos motivos que Ihe
fazem esperar congragar-se. O duravel accordo
de suas convieges acluaes tambem outro mo-
tivo. Descobrir o terceiro neste facto que a opi-
nio legitimista eslava longe, ha vinte annos, de
arvorar os principios de liberdade poltica e reli-
giosa que lhecoostituem hoje a forga e a honra.
Sobre este poni temos que fazer algumas obser-
vages anlecipadas. Ser muito exacto que urna
mudanga radical de principios poltico-religiosos,
se que leve lugar realmente, seja forga e honra
para a opinio legitimista ? Vimos o Sr. Monta-
lemberl reclamar como principal mrito de sua
existencia a perseveranga e uoidade. Se islo
um mrito para o Ilustre orador, como que o
contrario urna forga e urna honra para os seus
amigos viodouros?
Segundo a theoiia exposla no prologo, ha duas-
especies de fidelidade, delidade ao principe e Q-
delidade aos principios. A segunda, porm,
muito superior primeira. Como disse n'uma
circunstancia que, pelo que parece perigoso
lembrar.um graode orador eum homem de bem,
a moblidade dos oossos contemporneos des-
culpa fcilmente a fidelidade, as saudades, a de-
dicago a priocipes e a poderes decahidos, porm
nao comprehende aquelle que,nao estando preso
a nenhumadymnasttae a nenhum partido, affer-
ra-se uoicameote a ideas, a nstiluiges, causa
ideal que abragou desde a mocidade. Entretanto o
modo porque o Sr. Montalemberl enteode a fide-
lidade au principe era bem imagnado para ser
perdoado pela moblidade dos contemporneos.
Esse modo consiste em reservar para si o direito
de malquistar-secom elle duas ou tres vezes por
da e abracar a causa dos adversarios sem mudar
de bandeira. Honlem era elle justo e humano,
vos o estimareis. Hoje commelte umainiquida-
de, voso combateis ; hootem era elle perseguido,
estendestes-lhes a mo de protector; triumpha
hoje, abusa do triumpho, vos o abandooaes, cor-
ris para os vencidos por que o direito passou pa-
ra o lado delles. E aecusam-vos por terdes nyi-
dado. Que ignominia I Entretanto, os con-
temporneos teem commettido outras mais revol-
tantes; pois ainda ninguem provou que a fideli-
dade ao principe fosse compativel com tal mob-
lidade. Esse chass croiii permanente mais
que Aragonez, lembraria de looge a heresia dos
Beyardoi qae queriam que um. prirrttp* perdesie
oa direitos soberanos se commetiesee am peeeado
mortal. Apezar disso, a opinio legitimista nun-
ca comprehende a fidelidade como oSr. Monla-
lemberl, e nao vemos que forga e hoara ganharia
eiajMfcimitar a esse respeito o sea nevo alliado.
nao esquegamoi, porm, que ao pensar do au-
tor s ba urna fidelidade que vale apena e que
forma o homem de alma grande, a fidelidade que
se afTelca s ideas, as nstiluiges, causa ideal
da mocidade, e a ella sacrifica o mais. Se assim
, fazem um camprimenlo de mu gosto ao parti-
do legitimisla em se Ihe dizenndo que reconci-
liam-se com elle por que abandonou suas ideas e
principios, ha uns vinte annos, para adoplar a
causa ideal da mocidade do Sr. Montalemberl. Em
honra dessa opinio, que ella deve sempre aote-
pr sua forga, eremos que ha um grave errro de
fasto nesse modo de escrever a historia. Os di-
rectores do partido, que nio viam a mocidade ir
passando, poderam crer que as liberdade polticas
e religiosas lhes haviam de dar as vantagens de
serem de sua poea e que era miiter sacrificar-
me tudo o mais. Oradores que essa opinio for-
oeceu s duas assemblas, poderam desejar em-
bocar os palavres de liberdade que embriagara
labios de quem falla eos ouvdos de quem ouve.
O principal, porm, da opiaio nao pode mudar
ao envelhecer. o contrario da marcha da na-
tureza, o opposto do3 inslinctos do homem, se-
ria o contrasenso dos labios legitimistas, e de sua
razo de ser, e seriam provavelmente mui facis
de con verter aquellos que se deixaram seduzir pe-
la moda do liberalismo sem ioleresse por sua
gloria pessoal, se que os houve.
Seja o que fr, e para tornar (hese que sus-
tentamos contra o oosso Ilustre adversario,
manifest que a opinio legitimista e religiosa al
1844 nao comprehendia como ello os ioteresses do
catholicismo, e nao adoplava por modo algum a
idea concebida pelos fins da restaurago na ca-
bega de um Jpiter que oo deu luz urna Miner-
va. O protesto contra o catholicismo liberal lem
pois, sempre coexistido com os esforgos mais ou
menos assigoalados desse partido para obler a ap-
provago universal dos horneas de f. E era pre-
ciso isso ? Pode datar de trala anuos urna idea
creadora relativamente ao comportamento da
egreja, urna mudanga radical oo seu modo de en-
tender o progresso da religio e o adiamntenlo
da salvago das almas ? Ser to mogo n'uma
egreja to velha, nao ser coodemnar-se a si pro-
prio a entrar no mundo como um aborto e a sof-
frer a sorle desle ?
Sigamos, poim, a cadeia da Iradicgao. Era
1844 ainda havia bispos, padres, calholicos nu-
merosos aos quaes os principios de liberdade re-
ligiosa e poltica, gabados por elles mesmos, oo
agradavam oem prediziam cousa alguma de bom.
Dotis aooos depois. Po IX sobe ao ihrono
pootifical. Publica elle, como Gregorio XVI, a
Encyclica da alegre subida, e como Gregorio
XVI, o nao menos que Gregorio XVI, condemna
todas aquellas liberdades que se oppunham di-
rectamente ao metbodo segundo o qual a santa
s concebe a ordem social na repblica chris-
ta. Teve essa Encyclica meaos repercusso
que a de seu antecessor, porque a attengo pu-
blica eslava ento preoceupada naquella scene
grandiosa que fez transluzir em to pouco tempo
o contraste da generosidade de Po IX com a hy-
pocrisia dos liberaes italiano*, este iulgando-os-
calbolicos em summa, e aquelles pareceodo ape-
nas desejar urna certa panicipago na direego-
dos negocios civis. Entretanto nao pode o Sr.
Montalemberl pretextar causa de iguorancia da
Encyclica de 1846, pois eslava elle ento frente
da commisso calholica que fez apparecer o bo-
letim dos actos pontificaes, onde figura essa En-
cyclica em prtmeiro lugar.
Dez annos depois, veio a concordata austraca
dar urna saocgo-pratica aos principios anii-li-
beraes enunciados as cartas porttilicaes de 1832
e de 1846.
Supponhamos que ninguem se lembra mais
desses documentos, nos quaes certas pessois teem
realmente fallado o menos possivel. Eis urna
allocugo de Pi IX mui nova ;. vem datada de
18 de margo de 1861. Vai ella contradizer o
sentido dos Encyclinos anteriores ou, ao menos
altenua-lo ? Lea o Sr. Montalemberl sem pre-
vengo de animo, o que bem difflcil, como nos
o confessamos, oque diz o Papa a respeilo da
civlisagao moderna, dos principios do progresso
e da theoria liberal, e dir-nos-ha se o Papa er
como elle, na necessidade de urna allianga en-
tre as immulaveis verdades de urna anliga reli-
gio e a liberdade moderna, e se o Papa Ihe pa-
rece disposto a sanecionar defioitivamente a li-
berdade de todas as religies e a egual protec-
gao de estados lodo os culto.*.
Bem sabemos que pdem por essa allocugo
sob a presso das trapagas ou sublilezas dos jan-
senistas, e dar-lhe um seniido que ella nao lem.
Assii, porexemplo, tem chegado aos nossos ou-
vidos que os defensores do direito do consumo
oppem novidado da admisso dos inflis nos
cargos pblicos, a qual o Papa assigoala aos
revolucionarios italianos, a proteccao que esse
mesmo Paoa concede desde muito aos judeus e
protestantes, como se nao fosse possivel o tole-
rar, sem prover aos empregosl e q.ue os mesmos
acrescentam que o Pa-pa contenta-se com assig-
nalar um facto sem aprecia-lo. Elle, porm,
assigoala como um taco nao usado, e se era nao
usado existia eolo outro costume, um direito
r=
a*
{) Vide Diario u. 120
*
Master Sharp fez um movimeolo com a cabega,
e disse sem hesitar:
Affirmo que una.
Porm, oquedevo fazer ? Ah sim : veio-
me agora urna idea. Cedo-vos a minha compra,
Sharp.
O Americano retirou os ps de sobre a mesa, e
lomou urna attilude de reflexSo.
Beb demasiado durante esta tarde, como
acaba muijudiciosamente de observar o meu ami-
go Wisemao, e receio que abusis do meu estado
para illudir-me.
Obrigado 1 Retiro a minha proposta ; aup-
poode que eu nada disse.
Nada, nada : desculpae-me ; confio muito
de vos, Joaquim ; e de mais, oo estou to fra
de mim que oo possa discutir. Tratemos de en-
trar na queslo dos algarismos, e isto me restitui-
r o meu sangue trio. Abri o prego.
Dou-vos aminha agurdente com um lucro
de cinco mil piastras.
Nao vos comprehendo I Queris sem duvida
dlzer que consents n'um abatimeoto em meu fa-
vor de cinco mil piastras, oo islo ?
Nao absolutamente : pelo cootrario esta
somma que exijo de lucro para ceder-vos o mea
geoero.
O Americano apressou-se por de novo os ps
sobre a mesa : julgava-se o ludibrio de ama mvs-
ilficaco.
Eato, Sharp, recosaos? replicou Joaquim.
Advirto-vos que um ganho de cinco quioze
mil piastras que deixaes de realisar.
Sois muito divertido, meu charo senhor I
exclamou o Americano.
Oh 1 muito (divertido verdade 1 acres-
ceotou M. Wisemao.
O negociante e o armador enlregaram-se du-
rante alguos minutos urna eslrondosa hilarida-
de : nunca se tioham elles alegrado taoto.
Conhaceis M. Kennedy? perguutou o Bate-
dor de Estrada ao seu amphitryo depois que a
hilaridade deste se moderou am pouco.
Supponho que sim.
Que pensaes delle ?
Presumo que um homem de bem... nunca
realisa as suas compras seoo a dinheiro vista.
Sabis o que praticou ha seis semanas esse
Kennedy que ros pirece ser um homem da
bem ?
Nio ; nio sei.
Com o flm de ensilar o alcance a que pode-
ra chegar a sua espingarda, divirlu-se em atirar
sobre um Indio innoffeosvo, e que mui tranquil-
lamente se oceupava em lavrar um pedago de
trra nos arredores da cidade.
E um grande alirador esse Kennedy I Sou
capaz de apostar em como deu em ebeio no Indio.
E gaoharieis a aposta, porque elle o matou.
Tambem bastante divertido o meu charo
Kennedy I
Bastante divertido verdade 1 conflrmou
de oovo o armador.
As rizadas recomegaram. Emquaoto Sharp e
Wiseman davam assim largas sua alegra, es
Srs. d'Ambron e de Hallay trocavam entre si al-
gumas pbrases insignificantes, o primeiro na io-
tengao de nao abusar da posigo equivoca do seu
adversario, o segundo aflm de dissimular o seu
erabarago e a sua raiva : mas bom de pressa am-
bos se levantaran! como que estivessem de combi-
nago, e aproximiram-se do negociante e do ar-
mador. Era fcil cooceber-se que ambos tinham
desejode acabar com a especie de cooversago in-
tima em que estavam.
Supponho que Konedy, disse M. Sharp,
por muito destro que seja em manejar a sua ar-
ma, encontrara um mestre no Sr. marquez, se
quizesse com elle medir-se. J vos medisles com
Monsieur de Hallay, mea caro Joaquim ?
Aioda nao: mas isto nao me impede de
fazer jusliga extrema habilidade do Sr. marquez.
B j o vistes allrar?
Tambem nio----rigorosamente fallando....
A final de coatas, proseguio o negociante
dirigiodo-se ao marquez de Hallay, esse talento
que possuis vos poder servir de muito, se a
grande operago que meditaos s realisar. Pre-
sumo, senhor, que estses salisfeito com a feigo
que vae tomando o vosso negocio: falla va-se bo-
je na praga mui favoravelmente a esse respeito.
Supponho, meu caro Joaquim, que fareis parte
dessa expedigo?
De que expedigo fallaes, Sharp?
Da que premedita o senhor marquez.
Ignoro completamente quaes sao os pro-
jectos do senhor de Hallay.
Deveras I pois em S. Francisco nao se falla
de outra cousa. Presumo que se fizesseis parte
da empreza, Dick, eu talvez viesse i Bear com
urnas cem aeces. E' verdade que seria aventu-
rar o mea dioheiro, mas v lquem oo arris-
ca oo gaoha. E demais, depois da descoberta
das minas da California, em tudo se deve crer,
nada ha que nio seja possivel.
J Uve occasio de entreter vagamente o
Sr. Joaquim Dick com as mlnhas esperanzas:
mis nio era ainda occasio de explicar-me com
clareza. Se elle despja conhecer o motivo que
me conduzia Sonara, quando live a honra de
coohec-lo, eslou prompto a sitisfazer a sna cu-
riosidade.
Sou muito pouco curioso, senhor marquez :
entretanto se da vossa explicago pode resultar
algum negbcfo que ssja de lucro para mim, ouvi-
la-hei com attengo.
Al pode resallar urna fortuna para vos;
meu caro Joaquim; sim, senhorurna grande
fortuoa 1
O marquez esperou por ama
vendo que o Batedor de Estrada
silencioso contiouou:
O vasto departamento da Sonora possue elle
s mil vezes miis ouro do que toda a California 1
Quando os thesouros mergulbados na trra bri-
lharem aos raios do sol. operar-se-ha entio urna
revolugo social oo u ivarso, porque as fortunas
actuaea, alada as mais oollossaes, nio garaatiro
aoi leus ponuidore uern menso urna abajtinfa
contrario: E qeflJ foi'ajae Irouxe esses usos lio
differeoles dos osos da eirilisagio moderna, se-
nao a civilisago "calholica? Ora, o Papa oo
diz que, collocado entra a civlisagao moderna e
axivilitago calholica, cojos principios e actos
sao duas antipodas, nao pode fazer a eonciliago
que Ihe pedem, a allianga que ousaram dizer
necessaria, sem offender gravemente a consci-
encia? O Sr. Montalemberl queixava-se- ainda
na pouco por nao ter nunca ouvido, no mais
forte de seus transportes, da embriaguez e.dos
applausos. pblicos, o grito da mata I sahir di
D0.c" de seu! superiores. A allocugo de Pi
IX d ao seu prologo que foi publicdo em Paris
ao mesmo tempo que a palavra pontifical era
liorna, um ensejo providencial tal qual podiam
desejar os admiradores do seu talento e dos aer-
vigos por elle prestados.
Mas se elle livesse tentagdes de vollar -aos
commentarios forgados da allocugo de 18 de
margo e de procurar ahi tangentes, sem querer
discutir com elle textos e contextos pouco mais
ou menos traduzidos, pouco mais ou menos
comprehendidos, conlestar-vos-iamos com o to-
mar os documentos pontificaes em massa e ap-
pellar para a sua boa-f.
Paca o Papa era favor das liberdades moder-
nas tres bullas muito menos explcitas do que
foram as Eocyclicasde 1832, 1846 e a allocugo
de 1861 contra esse mesmo conjunclo de ideas,
ento, nao s os calholicos liberaes caolariam
victoria em altos brados, mas tambem suppli-
car-lhes-iamos por nossa vez que oos perdoas-
sem a antiguidade de novas discrepancias, os
pensimentos e as expresses que os affligiram,
salvo se o pesar de ver a santa s perder aquella
unldade e perseveranga de doutrioa que honra
o Sr. Montalemberl, para reolisar essa mudanga
de principios que enfraqueceriam a opinio le-
gitimista, salvo se esse pesar vos dsse a |
morte 1
Voltemos hypolheses menos chimeneas, e
fallemos ns honra do clero francez.
Segundo o Sr. Montalemberl, durante os dez
annos que precederam o reslabelecimeoto do im-
perio, nunca um bispo, um padre ou um fiel
lembrou-se de avisa-lo. ainda em segredo, de
que elle along de mais reclamando a liberdade
egual para todos. A attilude e a linguagem ob-
servada as pastoraes, assim como as profis-
ses doutoraes, as assemblas, assim como oa
imprensa, por todos os chefes e orgos do clero,
sem urna s excepgo, provavam at que ponto
as doutrinas de liberdade e de direito commum
pareciam unnimemente aceitas e recebidas pelos
calholicos de Franca.
Segundo ama brochura que appareceu escu-
dada em um nome mais autorisado anda, du-
rante os dez annos que se segurara ao restabe-
lecimento do imperio, o clero francez esqueceu,
abandooou, repudiou atacar os principio e o
agentes do catholicismo liberal.
Entretanto, era mister estar de accordo era
considerado de um corpo to respeitavel e to
atacado como o clero francez 1
O que gaohar ella se o represenlardes como
sujeiio um fluxo e reflaxo decenal, como quei-
mando no segundo- periodo o que adorara no pri-
meiro ? Por dez annos teria elle reclamado em
Paris e em Roma o accordo da religio com a
liberdade ; e em outros dez annos desaconseja-
ra as reformas que houvesse respeitosarnente
solicitado. Noiem-se aioda a circunstancias
aggravantes. Ter-se-ia empregado tudo para
impedir esse fatal transporte. Ter-se-ia lutado
contra elle pelos jornaes-, pela revistas e por
todos os meios quo mlnistram a fortuna, o ta-
lento e a pausa.
Nada teria sido fructfero : apenas resta algar
ui grito de desespero e cobrir a cabega 1
Nao, essa narrago nao pode ser a historia da
fgreja gallicana durante um quarto de seculo.
Essa versalilidade sem exemplo desde a fundago
de nossas egrejas nao far corar oa- nossos des-
cendentes. Apparencias mais que superficiaes
tero engaado a vista. Ha outra eplicago para
esse mysterio. Se s escola liberal oo pode obter
ha dez annos nenhuma popularidade entre os ca-
lholicos, porque, durante os dez aunos anterio-
res oo obteve ella o bom xito seo condigo de
que se gabava. Ponhamos de parte as questes
pessoas e esses louvores que sero bem facis de
metiera bulha hoje tanto mais quanlo o discer-
nimento dos nimos e a iavestigagao- dos coraces
-o exclusivo apamgio dos santos. Alias, pode
alguem resignar-se fcilmente a receber a primei-
ra pedra quando o brago paralytico da fuso pen-
sa ter o direito de lanca-la. Telum imbelle sine
mju Tecem sua causa em outra parte os-favores
da popularidade e a negagao absoluta de ascen-
dencia. Seatio o clero francez que cima de suas
necessidades havia urna grande queslo de prin-
cipios, a cujo respeito oo era licito enganat-se,
sob pena de merecer nao mais os dissabores de
urna decepgo, porm o aguilho da cooscieocia.
Tinha elle aceito com a Costa do 1830 a liberda-
de constilucional como a arma defensiva que a
Providencia Ihe offerecia durante aquella ephe-
men forma do goveroo. Quando, porm, vio
alta que Ihe queriam inspirar una eon/M-
ca absoluta na liberdade, na plenitude da ro-
busta vida da liberdaia, em vez 4a conflanea
relativa com que havia contado, encerrou-se das-
de logo na obediencia s prescripeoes das EncT-
rlicas com ama ooanlmidade que nada pode des-
truir e um transporte mui inaccessivel ia influen-
cias que l-lo-hiam dominado em qualquer outro
caso. Oquopodem desejar de mais coocludeola
em favor da verdade dogmtica, e de mais hon-
roso para o carcter do clero de oosso paiz ?
A perorago do prologo nao smenle sonora,
tambem pittoreta. Era suas perigrinages, vi-
sitou o autor a nossa cathedral de Charlres, e o
fez cora aquelle amor s creacoes da arte, o qual
oo tem egual seno em seu favor ao vandalismo.
No prtico septentrional nolou elle urna estatua
da liberdade, nobre e graciosa preduego da es-
culptura christa no seculo do seu apogeu. Essa
estatua fez mais do que eatisfazer-lhe as inclina-
ges eslheticas fornecea-lhe am arguareoto. Dahi
concluiu que a liberdade constitucional devia
servir sempre de escolta i religio, e que era boa
a idea nascida pelos Qos da restaurago. Mais
urna illuso que a reflexao deve reunir ao acervo
de illuses desfeitas! Em primeiro lugar se o
raciocinio valioso, como 6 que essa estatua do
dcimo terceiro seculo nao fez nascer essa eon-
ciliago entre as antigs verdades christas e as
liberdades modernas seno am a phantasia do 9r.
Montalemberl ? Quanlos homens nao passaram por
baixo desse prtico sem seiem de modo algum
irapressionados pelo valor iolrioseco eimperenivel
dos principios da civilisaco calholica? Quem
conhece melhor N. S. de Cbarlres do que o Sr.
bispo de Poniera; quem a considerou sob mais
defeilos; quem melhor gravoa-a no coraco ?
quem Ihe pertence mais, Taus tum tgo e i quem
pode ella pertencer mais do qae a elle ? Entre-
tanto, monsenhor Po expoz sobre as conquista
de 89 ideas diametralmente repostas s do oosso
autor.
A estatua da liberdade no prtico septentrional
nao pode, pois, servir de ligo e modelo aos ca-
lholicos liberaes, e se fosse animada pelos pri-
meiros alvores da aurora, nao dtmdamos que
ella qualificasse de abusos perante o Sr. bispo
de Poiters as interpretares que Ihe quer dar o
Sr. Montalemberl. Na realidade, que relago pode
haver entre urna estatua que representaba a li-
berdade que presidia a inauguraco da-oonstitai-
go do publicaoo na praga da Concordia em 1848?
Essas duas efligies podem ter o mesmo nome,
porm iodubitavelmente nao teem ellas o menor
parentesco espiritual. Sao dous homony do acaso,
eis tudo.
Um mestre imaginarlo de N. S. de Chartres-que
tivesso tido urna confiaega absoluta na liberdade
da imprensa, da tribuna dos cultos, era em pri-
meiro lugar um phenomeoo impossivel, e a sup-
por que elle houvesse existido com essas vistas-pro-
pheticas, sua estatua albigense seria ento destella
com as estatuas dosanto que ornavam o prtico
das cathedraes o foram seisseculos mais tarde,.e
o artista seria entregue inquisigio de Paris que
S. Luiz acaba va de fundar naquella cidade de
harmona com o Papa, ao mesmo tempo que a da
Tolosa. Talvez que um acadmico nao devess^
cahir to cedo em tal anacbrenismo. O contrasta
das pocas acaba de ser lembrado pelo Sr. Gui-
zot ao P. Laeordaire de um modo muito pouco
acadmico I
O Sr. Montalemberl falta-oos em o oome da
liberdade profundamente gravado na pedra do
prtico de Charlres em bellos caracteres do se-
cuto dcimo terceiro. Oppomos a sua opiaio ar-
cheologia sobre o valor desse nome o senlimen-
to e o proceder do successor de S. Hilario. Cou-
sinta elle que reunamos- a su* auloridade a do
Sr. bispo de Moulius, expressa em estylo latino,
mui digno da lembrar-lhe os- bellos caracteres
daquella lingoa ecclesaslica que chegra aoseu
apogeo ao mesmo tempo que a escultura christa.
O Sr. de Deux Brz, por occasio da destribui-
go dos Santos- leos, pronueciou urna notavel
homila sobre a realeza christa tal qual a com-
prehendiam no tempo da sagrago de S. Luiz e
de Nossa Seohora de Chartres. No decurso dessa
homila, por entre as citagoes dos S. S. P. P.,
por entre allusoes escriptura, ebega elle aos
novos systemas dos calholicos liberaes, e queixai
se delles nestes termos : Eis a razo porque,
repellindo esa utopia que alguns calholicos de
bda f, mas de urna f pouco instruida, enebeu
de louvores, isto completa independencia da
egreja do estado, independenoia que $t conver-
leria em chisma, dependemos- o goveroo tem-
poral e o Koverno espentual constituidos em urna
sociedade nica pela mutua sollicitude de ambos,
assim como vemos- no homem a alma velando
para o corpo, e os membros para a cabega. Po-
mos obrigados a traduzir para uso dos contem-
porneos, cuja enervada inslrucgo oo compre-
hende mais o latim e s vezes o fraocez. Eis o
texto. Qua de re, vanam hanc repelientes
quam nonulli boooe eliam sed por um erudito!
fidei, laudibus exollunt, omoimodam. temporalis
el spiritualis regiminis independenam, que in
schisma verteretur, ulrumque defeodimus ad al-
terius sollicitudiaem in una societate coaslitulum
slcut in uno homine animam pro corpore sollici-
lam videmus, el membra pro capite.
resposta; mas
conservava-se
modesta! Asistiremos nos a esse estranho e
carioso espectculo ? Igooro. Quaes quer que
sejaoi os recursos que possua a civilisago, qual-
quer que seja a energa deseovolvida pela febre
do ouro oaquelles que forem atacados dessa mo-
lestia inexoravel, os obstculos que se oppem
a urna explorago regular das minas da Sonora
sao to grandes e to numerosos, que o oosso
seculo provavelmente nao conaeguni venc-los
Todava permUlido aos corages eotrepidos
aos bragos valeotes comegar desde j oessa rica
colheita. Iostrucgoes exacta, positivas e itre-
cusaves medo a certeza da que urna assocago
de Europeos, bastante forte para oada ter que
receiar dos pelles vermelhas que acampara na-
(juellas solidoes. chegar fcilmente a reallsar
lucros immensos, que excedem a tudo quaoto
poderia soohar a imaginago mais exaltada. E,
essa assocago que procuro orgaoisar, sao esses
lucros que eu quero tentar.
Que pensaes das esperancas do senhor mar-
quez, meu caro Joaquim ? perguntou Master
Sharp com vivacidade. Como ninguem melhor
que vos conhece a Sonora, ligo urna importan-
cia extraordinaria vossa opinio. Calculo quo
nao tendo o menor inleresse em illudir-me dir-
me-heis a para verdade.
O Sr. marquez de Hallay, respondeu o Ba-
tedor de Estrada, vae muito alem da realidade oa
sua apreciago das riquezas que encerra a Sono-
ra ; mas em compensago parece-me que ainda
nao ligou toda a importancia sufDoieme era diffi-
culdades que eocootraria semelhanle expedigo.
Quantos homens cootaes levar era vossa compa-
nhia, Sr. marquez?
Duzentos pelo menos, trezentos quaodo
muito.
Pois bem I digo-vos que antes de seis sema-
nas o deserto contara ora seu seio duzentos ou
trezentos cadveres.
Sera isso bem triste para os accionistas I
exclamou master Sbarp com apparencia lamenta-
vel. Dick, agradeco-vos.
Tende paciencia, Sharp, ainda nao conclu.
L onde duzentos homens morreriam tome, dez
horneas smeate aeharam meios de viver I A
operago do Sr. marquez, deploravel sob a forma
de urna expedigo," poderia tornar-se excellenle
se fosse executada como urna simples tentativa
O cooselbo que me daes, Sr. Joaquim, que
eu e a minha gente nos deixemos massacrar pe-
los pelles-vermelhas ? perguntou o marquez.
Nao digo isto, senhor, respondeu tranquil-
lamente o Batedor de Estrada : smeate quero
dizer que, se as instrueges qae possuis sio to
precisas e irrecusaveis como pretendis, nao ten-
des necessidade de reunir trezentos aventureiros
para parlilharem e retalharem o vossa ganho. Se
sabis que n'aim lagar determinado existe urna
porgio grande de ouro, nada mais tendes fazer
do que por-vos aosiobo camioho, e l chegardes
o mais depressa possivel. Permitti-me porm
accresceotar que e mui possivel que vos leobam
engaado. Eslou longe, e muito looge de suspei-
tar da vossa veracidade, mas desconfi muito de
vossa credulidade. Quem vos assegura que a
pessoa, da qual houvestes essas instrueges to
Eositivas, nio abusou da vossa boa f, oao zom-
ou inteiramente da tos ? E esta supposigo
bem verosimil : porque cusa muito a crer que
um homem, possuidor de tao precioso segredo,
seja bastaote louco que ri coofla-l a ouridos es-
trechos 1
Meu chsro Joaquim, deviais ter sida neto-
ciiBte, ujterrompeu g, Shirp coa eatuatiumQ.
Nunca ouvi discutir um negocio com taoto acer-
t, palavra de honra. Calculo que nao ficarei com
urna s accao. Que diabo I com tanto jaizo nao
sei como fostes comprar hoje trezeolas pipas de
agurdente 1
Os compatriotas de Master Sharp nao julgavam
esse excellenle homem to ridiculo como o jul-
gariam os Europeos: pelo contrario gozava elle
entre os negociantes de S. Francisco de urna re-
putago de habilidade, que Ihe haviam grangea-
do tres quebras felizes, cujo resultado definitivo
fra constituir-Ihe urna perfeita e com moda exis-
tencia : era consultado sempre nos easos de em-
barazo. Na verdade um negociante que falli tres
vezes deve conhecer perfeilamente os negocios
difficeis e embarazosos, eevita-los por isso mes-
mo. Assim no commercio americano e bem difil-
cil adqairir-se confianga, quando aio se suspende
algumas vezes os pagameotos oos tratos commer-
ciaes I
Como flar-se em um homem que nunca passou
pelas borrascas da m fortuna ? Se a sorle o aban-
donar, o que ser delle nos das de amargura ?
Nao muito natural que perca a cabega? Sabe-
r elle, como o gigante da tabula, adquirir novas
torgas na sua queda, enovamente pular atoeu-
me de onde foi precipitado ?
Urea empreza desapprorada publicamente por
M. Sharp era logo mal aventurada ; perdis co-
coeota por cento do seu valor. Assim pois todas
essas considerarles se apresenlaram de chofre ao
espirito do marquez, quaodo ouvira a approva-
go com que o Americaoo acolbera as aasergdes
do Batedor de Bstrada, e ellas fizeram nelle ca-
lar a voz do orgulho. O inleresse superou mo-
mentneamente a violencia.
Sr. Joaquim, disse elle, apraz-me recoohe-
cer a justeza de vossas observagoee; sim, em um
caso ordinario a vossa critica seria irrefutavel ;
porm existe ama circunstancia que igoorae, e
que me faz ter toda a confianga as instrueges,
que me forneceram. Ha um momento em que o
homem mais vil e mais miseravel, aquelle mes-
mo que se tivesse mostrado perjuro aoseotimeo-
to da amuade, sordo i vos do recoohecimeoto,
pode fazer crer oa sua palavra : esse momeoto
aquelle em que, prestes a deixar o mundo, elle
laoga um olhar de piedade sobre as suas ambi-
ges e vaidades I... Na hora suprema da morle
leme-se e despreza-se a mentira I.., O segredo
que possuo me foi confiado por labios agoni-
santes.
O Batedor de Estrada encarou Aumente o seu
interlocutor. Com a tez pallida, com os olhos bri-
Ihanles de um fogo sioistro, com a mo meltida
por entre a abertura do collele, o marquez esla-
va immovel como urna estatua. Longe de mostrar
que receiava o exame de Joaquim, pareca ao
cootrario provoca-lo.
Havia um quer que fosse de ameacador na at-
tilude impassivel desses dous homens, mas enco-
berlo por tal maoaira qae s o conde d'Ambron
suspeitou a existencia de um drama mudo e in-
timo. Master Sharp reflectia as aovas expUcages
dadas pelo marquez. M. Wisemao com a cabeca
apoiada sobre oguardanapo dorms l somno sol-
lo, agitado todava por algum sooho, como pro-
vavam as seguintes palavras que de res em quan-
do escapavaro.-8e-lhe dos labios: < Oh 1 bem di-
vertido, verdade I -
Emfim o Batedor de Estrada rompeu o silen-
cio :
-* E' lio exiclo, marquez, qua admiro a ros-
sa bella audaaia, a estou quasi tentado i erar no
909 Uto da Toast empreza, cano i acto es-
[Continuar-se-ha.]
lardes agora mesmo- brincar, sero disto vos
aperceberdes, com o cabo do vosso punbal.
O mancebo retirou como por um movimento
involuntario, a mo debaixo do collele, e disse
com a voz perfeilamente calma :
Ento, queris fazer parte da minha peque-
a expedigo, Sr. Joaquim ?
Nio, marquez:. porm oo vades agora per-
suadir-vos de que me recuso por falta de con-
fianga. Sinto urna repugnancia iastinctiva bas-
tante forte por ludo o que se asseraelha aVsugei-
go, e acho-me por tal maoeira iocapaz de do-
brar-me qualquer disciplina, que nao me en-,
gajarei nunca para urna expedigo, onde nao ma
for permiltido-.obrar libremente. Entretanto cal-,
elo, como diz o nosso honrado amigo Shara
que se levardes effeito os- vossus designios, o-
eontrar-oos-hemos anda, em Sonora.
Assim o espero.
Melhor do que isao^... podis cootar-aamo
certo.
Eolio, Joaquim, o que dizeis ? Davo auno
inscrever-me para as aceces .' perguntou master
Sharp.
A este respeito repito-ros o que vsumesmo
dizieis ha pouco: Quem nao arrisca sao ga-
nha. >
E' justo. Presumo que subscreverei para
viole e cinco aegoes: ninguem sabe a que pode
acontecer. Ah l se fosseis vos, Joaquim, que es-
tivesseis 4 (rente dessa expedigo, supponho qua
arriscara melada da minha fortuna I....
Nao tiaheis razo para isto....
Oh se tioha I Nao ha um homem si qua
como vos, coohega taoto fundo os desertos da.
Sonora : al dizem que tendes. all amontoado
milhoesl.... Porm, passemos outra.cousa,:
contae-me, como e onde conkecestes o Se. mar-
quez ? Estara ji elle eamlnho, e dir-sa-hfa
nessas mysteriosas excursoes as parageos onde o
ouro, sem desconfiar do homem, dorme tran-
quilamente 4 luz do sos sobre o seu laito da
areia ?
Qae soohos sao esses que acordada estaes
ahi soohar I Sabei. de urna rea que o auro, essa
origem de todas as vilezas, a da maior psrte dos
crimes, foge i luz do sol, e se occulla as entra-
nhas da Ierra, como aa livesse tonsciencia de sai
missio fatal, e della se envargoohasse a se hor-
rorisasse I Foi na floresta de Santa Clara, isto ,
cento e tantas legoas da Guayosas, que o Sr.
marquez e eu dos coabacamoa.
Porm' presumo qua de enlio para c nio
estivestes juntos, porque o Sr. de Hallay oio ma
falln da rossa pessoa na sua rolla i S. Fran-
cisco.
E presums muito bem, mea charo Sharp. ;
depois de ter levado o Sr. marquez ao sea cami-
nho. deixei-o no rancho da Ventana, visinho
Guaymas, ha de isto andar por dous meaes. Da
eolio para c' hoje a primeira vez qae nos tor-
namos a ver.
Um grito de sorpreza que sahira dos labios do
conde d'Ambron attrahio sobre elle a attengo
do marquez de Hallay, de master Sharp, a do
Batedor da Estrada.
{Qontinuar'H-ka.)
riDV, TYT. DI M. F. DI PARIA,-18*1,
.
.-,


Full Text
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