Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09295


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Full Text
AIIO XIIT1I ID1E10 US
*&$>*z *
OIITA FHRA 23 DE IAIO DI lili
P amo adiaolado 19)000
Porte fraieo para o gabscriptor.
I
SNCARRIGi lDOS DA SBSCRIPCAO DO IfORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino dt Lima
Natal, o Sr. Antonio Marqaes da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, ile Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Ol?eir;
tas Ribeiro
Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
Guimara.es ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKlltMS O LUHHMUS.
OUnda todos os dias as 9 1/1 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Csruar, AUinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as guaras (eiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoto, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
EPHEMERIDES DO HEZ DE MAIO.
1 Qaarto minguanta as 5 horas IX minutos da
tarde.
9 Loa nova ss 8 horas e 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente s 1 hora e 48 minutos da
tarde.
2* La cheia as 3 horas 46 minutos da man.
31 Qaarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE. -
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manhaa) Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEN AMA.
SO Segunda. S. Bernardino de Sena f.
ti Ter$a. S. Marcos b. m.; S. Theopompo.
22 Qoarta. S. Rita de Casis vlav.; S. Quitea:
23 Quinta. S. Bazilio are. ; S. Deziderio b. m.
24 Sexta. Ss. Afra, Pelagia e Suzana mm.
25 Sabbado. S. Gregorio VII. p ; S. Mara Magd,
26 Domingo da S. Trindade. S. Felippe Nery f.
Auilib^UlAs UU3 IKlBUPiAha UA AF1J.AL.
Tribunal do commereio; segundas e quintas.
Relaco: torgas, quintaa e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintas e sabbados aa 10 horas.
Juizo do commereio : quartaa ao meto dia:
Dito de orphos: torgas e sextas aa 10 horaa.
Primeira rara do civel: tercas o sextasao meio
dia.
Segunda Tare do eivel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SU*"
Alagoas, o Sr. Clandino Falcio Das; Baha,
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sr'(
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeroa da
Faria.na sus Traria praga da Independencia ns
6e8.
i^E
PARTE OFFICIAL
LE N. 490.
Antonio Marcelino Nuoes Gongalves, presiden-
te da provincia de Pernambuco;
Fago sabe a todos os seus habitantes, que a
assembla le islali?a provincial sob proposta da
cmara muoi :ipal da villa do Limoeiro, decrelou
as segu otea posturas addiccionaes.
Artigo 1. A cmara municipal ter seu car-
go os cemiter os pblicos que julgir conveniente
fundar para ejnlerramento das pessoas que falle-
cerem em sen municipio.
Art. 2." Fica desigas lo o cemiterio publico
perlencenle a esta cmara aquello que por orden)
della foi fundado para interramento dos chole-
ncos
Art 3a. Logo que o cemiterio dosta villa e de
qualquer lugar do municipio estiver murado, Oca
prohibido qualquer enterraraento as igrejas ou
cemiterio delljss sob penua de vinte mil ris de
multa, contra! a pessoa eocarregala do enterro,
sachristao, thesoureiro, e oulra qualquer, pessoa
que admita o enterramiento, e nao tendo cora
que pagar a multa priso por cinco dias ficando
esta disposigao extensiva s capellss do munici-
pio em que houverem cemiterios construidos.
Art. 4. A cmara depois de conhecer que o
cemiterio est apto para os enterramentos, man-
dar pdr em execugo o artigo antecedente, avi-
sando ao respectivo parocho e mais pessoas que
julgar conveniente, aim de que mandar publi-
car poreditaes.
Art. 5." Pnr cada sepultura de adulto se pa-
gar dous mil res e de prvulo um mil reis fi-
cando isemplos desse onus os recoahecidamenle
pobres, e paria dito Um poder ter o administra-
dor um cove'iro.
Art. 6. A cmara mandar construir catacum-
bas, classiQcando-as dando o prego de cada clas-
se nao senlo menos de doze mil ris.
Art. 7.a A cmara municipal conceder, per-
petuamente ou temporariamente a irmandade e
particulares, locaes para construego de catacum-
bas, caroeiros, mausulos, por contratos feitos
directamente entro a cmara e o pretndeme,
nao sendo a a importancia do local menos de cem
mil reis para a municipalidade.
Art. 8.* A cmara mandar construir no cemi-
terio desta villa urna pequea capella que sirva
para nella celebrar-se o sacrificio.da missa.
Art. 9." Mandar tambem plantar no cemite-
rio arbustos e flores proprias, e tratar de sua
conservado.
Art. 10. Neohum cadver poder ser exhumado
as covas seoo dezoito mezes depois do dia do
cnlerramento,e das catacumbas dous aonos depois
sob pena de quioze mil ris de multa, ou tres
dias de priso, nao tendo o infractor com que
pagar.
Art. 11. O cemiterio desta vila ter um livro
om que se faga u assenlauenio de (udos os eo-
terros com declarago dos nornes, idades e qua-
lidades, estado, moradia, molestia, habito e se fui
encommendado e por quem.
Art. 12. O cemiterio ter um administrador
que perceber a gratifleaco annual de cento e
vinte mil res, e um ajudante que exercer as
funecoes de sachristao, tendo a sua guarda o li-
vro dos assentamentos, e pelo que perceber a
graiificacao annual de oitenta mil ris.
Art. 13. 0 administrador franquear a entrada
do cemiterio a todas as pessoas que se porlarem
com decencia e respeito, e negar no caso con-
trario.
Art. 14. Fica pertencendo receita municipal
todas as esraolas, donativos e impostos, que se
fizerem e pagarem ao cemiterio, assim como to-
das as despezas correro por sua conls.
Art. 15. O administrador far annualmente um
relatoro e dar conti cmara por um mappa
do numero dos cadveres, sepultados, os valores
pagos pelas sepulturas e catacumbas e nessa oc-
casio offerecer observarles que julgar necessa-
rias ao mesrao cemiterio.
Art. 16. Fica prohibido nesle municipio o no-
civo brinqueJo do entrudo : todo aquelle que
lancar aguas, lamas, fructas, etc. etc. soffrer a
mujta de dez mil ris, e nao tendo com que pa-
gar soffrer tres dias de priso.
Art. 17. Fica permiltilo nos dias de carnaval,
o uso de mascaras que nao sejam allusivas a pes-
soa alguma, era vestidos indecentemente, nem
entretenham conversacoes immoraes: sob pena
do artigo antecedente.
Art. 18. Fica igualmente prohibido nesle mu-
nicipio o fngo sollo, vulgarmente chamadobus-
cap sob pena da mesma multa.
Art. 19. Ficam revogadas as disposiges em
contrario as presentes posturas addieionaes.
Mando por tanto, a todas as autoridades a quem
o conhecimento o execugo da presente resoluco
pertencer, que a cumpram e facam cumprir to
nteiramente como nella se contera. O secre-
tario desta provincia a faja imprimir, publicar e
correr.
Palacio do governo de Pernambuco 22 de raaio
do 1861, quadragessimo da independencia e do
imperio.
L.8.J
Antonio Mareellino Mines Goncalves.
Sellada e publicada a presente resoluco nesla
secretaria do governo de Pernambuco aos 23 de
msio de 1861.Joao Rodrigues Chaves.
Registrada a fl. 52 do livro 5. de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 22 de
maio de 1861.Francisco de Lemos Duarte.
LE N. 491.
Antonio Mareellino Nuoes Goncalves, presi-
dente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a as-
semblea legislativa provincial, sobre proposta da
cmara municipal de Villa Bella, decrelou asse-
guintes posturas addieionaes.
Art. 1 A pescara no agudo publico da Villa'
Bella s poder ter lugar nos dias de quintas e
sextas-feiras de cada semana : pena de 10JJ000
de multa e de quatro dias de priso aos infrac-
tores.
Art. 2. Cada pescador pagar, para as despezas
da municipalidade, a quantia de 320 reis : os in-
fractores soffrero a mulla do artigo anlecedonte.
Art. 3. Fica prohibida a pescara com rede :
pena de 20*000 de multa e oito dias de priso
aos infractores.
Art. 4. As multas, deque fallim osartigos an-
tecedentes, sero duplicadas as reincidencias.
Mando por tanto, a todas as autoridades a quem
o coohecimento e execuco da presente resolu-
co pertencer, que a cumpram e facam cumprir
to inteiramente como nella se cootem. O se-
cretario desta provincia a faga imprimir publicar
correr.
Palacio do governo de Pernambuco. 22 de maio
de 1861, quadragessimo da independencia e do
imperio.
( L. S. )
Antonio Mareellino Nunet Goncalves.
Sellada e publicada a presenta resoluco nesla
secretaria do governo de Pernambuco, 22de maio
de 1861.Joflo Rodrigues Chaves.
Registrada a fl. 54 do livro 5. de leis provin-
ciaes.
Secretara do governo de Pernambuco, 22 de
maio do 1861.Francisco de Lemos Duarte.
Governo da provnola.
Expediente do dia 20 de maio de 1861.
OlDcio ao Exra. vice-presideote da Parahiba.
Communico V. Exc. que nesla data dei as con-
venientes ordens para que o arsenal de guerra
remeta para essa capital os objectos, que anda
faltam, para completar os que se mandou foroe-
cer por avisos do ministerio da guerra de 9 de
marco e 13 de abril ltimos ao corpo de guaroi-
co dessa provincia, os quaes conslam do officio
que por copia acompanhou o de V. Bxc. datado
de 16 do corrente, sob n. 2155, que fica assim
respondido. OOkiou-se nesle sentido ao direc-
tor do arsenal de guerra.
Dito ao Exm. presidente do Cear. Ficando
inteirado pelo seu ofBcio de 7 do corrente de ha-
ver V. Exe. prestado juramento e entrado no
exercicio do cargo de presidente dessa proviocia
no dia 6 deste mez; tonbo a salisfago de assegu-
rar V. Exc. que me achara sempre prompto s
cumprir as suas ordens, quer sejam a respeito do
serrco publico, quer ao particular de V. Exc.
Dito ao vice-presidenle da provincia do Para
Accusandu a recepgo do officio de V. Exc. de
4 do corrente, no qual me declara que na quali-
dade de 2* vice-presideote assumira naquella
data a adrainistraco dessa provincia, tenho a di-
zer V. Exc, que aqui me achara sempre dis-
posto a cumprir suas ordens, ou sejam relativas
ao servico publico, ou ao particular de V. Exc.
Dito ao cornmandante das armas. Sirva-se
V. S. de informar acerca do que pondera o direc-
tor do arsenal de guerra no incluso oficio, rela-
tivamento ao forneciraenlo de urna carrosa, urna
pips e um boi cumpanhia flxa de cavallaria
desta provincia.
Dito ao director da Faculdade de Direito.De-
volveodo V. S. os ornamentos, que acompanha-
ram o seu ofBcio de 8 do corrente, tenho a dizer-
lhe que se sao de urgente necessidade para a
conservado do edificio, era que funeciona essa
faculdade, os reparos de que trata o citado officio,
o autoriso a mandar contratar os mesmos reparos
pelo empreileiro, que por menos fizer, devendo
vir a respectiva conta aulhenticada por V. S.,
afim de ser paga directamente ao operario que os
executar.
Dito ao commandaote superior da guarda na-
cional do Rio Formoso.Devolvo V. S. a folha
e pret, que acompanharam o seu officio de 2 do
corrente, relativamente aos vencimeotos do des-
tacamento de guardas naciooaes desta cidade,
afim de que se satisfaga a exigencia do inspector
da thesouraria de fazenda contida em officio n.
402 de 17 deste mez, junto por copia.
Dito thesouraria de fazenda. Devolvendo a
conta, que acompanhou a sua informado de 17
do correte, sob o. 401, autoriso V. S. a man-
dar pagar ao commandante da extincta Ia com-
panhia de pedestres, Rosendo Montairo de Lima,
a quantia de 49, dispendida com o eoterramento
do cadver do soldado da mesma companhia, An-
tonio Jos de Moura, que illeceu na villa do Ou-
ricury, visto nao haver inconveniente uesse pa-
gamento, segundo consta da citada ioformaco.
Communicou-seao commandante das armas.
Dito ao mesmo. Autoriso V. S. a mandar
pagar o vencimeoto do major Jos Gomes de Al-
meida, conforme indica a coniadoria dessa the-
souraria na informacao, a que se refere a de V. S.
de 11 do correte, aob n. 367, visto continuar elle
doenle como declara o coronel commandante das
armas em seu officio do 1 doste mez n. 627.
Communicoii-se ao commandaote das armas.
Dito ao mesmo. Aos negociantes Andrade &
Reg mande V. S. pagar os vencimenlos, relati-
vos ao mez de abril ultimo, dos guardas oacio-
naes destacados na villa de Flores, urna vez que
estejam dos termos legaes, os ioclusor prets, que
roe foram remetlidos pelo respectivo comman-
dante superior com officio de 8 do corrente.
Communicou-se ao commandante superior res-
pectivo.
Mandou-se igualmente pagar ao alteres Manoel
Bezerra do Vasconcellos os vencimenlos da es-
colta de guardas naciooaes, que conduzio recrutas
do Bonito para esta capital.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta de
sua informacao de 18 do correte, sob n. 408,
nao ha inconveniente no pagamento da quantia
de 191500, em que, segundo a conta que devol-
o, importara os reparos feitos pelo marceneiro
Uethan no edificio, em que funeciona a Faculdade
de DireitOjdesta cidsde, autoriso V. S. a man-
dar effecluar esse pagamento. Communicou-se
ao director da Faculdade de Direito.
Dito ao inspector da theaourarii provincial.
Respondendo o officio que V. S. me dirigi em
17 do corrente, sob n. 178, teoho a dizer que ap-
provo a arrematarlo da renda por um triennio
das seguiotes casas, pertencentes ao patrimonio
dos orphos: sobrado de um andar n. 9, da ra
da Gluria, toja n. 1 da ra do Quelmado, sobrado
de dous andares n. 4, do largo do Paraizo, e ca-
sas terreas n. 8 da ra Velha, e n. 10, da de S.
Goocalo, sendo arrematante da 1* por um cont
e dous mil rissonuae-, Antonio Caroeiroda Cu-
nta, quo deu por fiadores Jos Carneiro da Cu-
nha e Sebastio Lopes Guimares ; da 2a Guima-
res & Luz pela quantia de 332$, e seodo fiador
Joaquim Jos da Costa Fajozes; da 3a Francisco
Borges Leal, affiancado por Manoel Buarque de
Macedo Lima e Manoel Antonio Ferreira e Al-
buquerque, e mediante a quantia de 902$ ; da 4a
Jos Maria Geraides, pela quantia de 204$, dando
por fiador a Feliciano Joaquim dos Santos ; e da
5a Marcelina Luiza de Carvalho Ferreira, por
1839, e apresentando por fiador Victorino Anto-
nio Martins.
Dito ao mesmo.Mande V. S., conforme indi-
ca em sua informado de 11 do correte, sob n.
171, indemnisar, logo que for possivel, o almo-
xarife do arsenal de guerra, como requisita o res-
pectivo director em officio de 15 de abril ultimo,
n. 100, da quantia de 948&480, em que, segundo
a conta junta, importara os objectos' fornecidos
pelo mesmo arsenal ao corpo de polica durante
o trimestre de Janeiro a margo deste anno.
Dito ao mesmo. Em vista da inclusa conta,
que me foi remedida pelo director geral interino
da instrueco publica com officio de 17 do cor-
rente, sob n. 163, mande V. S. pagar a quantia
de 1979080, em quo importam os objeetos forne-
cidos em virtude de autorisacao de presidencia
por Guimares & Oliveira ao Curso Commercial
Peroambucano.Communicou-se ao director ge-
ral da instrueco publica.
Dito ao mesmo.Inteirado do contedo de sua
ioformaco de 18 do correte, aob u. 182, recora-
mendo V. S. que, em vista do competente cer-
tificado, mande pagar ao engenheiro Milet, em-
preileiro do 14.a Unco di estrada do sul, a quan-
tia de 3:9839333, em que foram avalladas pelo di-
rector das obras publicas as obras eitas pelo
mesmo engenheiro, e o material por elle deposi-
tado depois da ultima prestaeo, que recebeu,
devendo esse pagamento ser feito em apolices,
conforme V. S. indica na citada ioformaco.
Ofliciou-se ao director das obras publicas para
mandar passar o certificado.
Dito ao conselho administrativo. Promova o
conselho administrativo a compra' das laboas e
mais objectos, constantes do. pedido junto, os
quaes se fazem precisos para provimento do al-
moxsrifado do arsenal de guerra, segundo consta
do officio do respeotivo director datado de 17 do
correte, sob o. 130. Communicou-se ao ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Yme. foraecer ao conselho admiaislrjvo desse
arsenal, conforme solieltou o respectivo presiden-
te em officio o. 40, de 10 deste mez, a prensa, de
que trata a sua ioformaco n. 134, de 17 do cor-
rente. Communicou-se ao conselho administra-
tivo e ao inspector da thesouraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, atten-
tendendo ao que requereu o bacharel Francisco
de Araujo Barros, juiz municipal da 2a vara da
termo do Recife, resolve conceder-lhe quinze
dias de licenca com ordensdo para tratar de sua
saude fora da cidade Fizeram-se as commuoi-
cacoes devidas.
Dita.O presidente da provincia attendendo
aoque lhe requereu Manoel Baptista Barbosa,
resolve cooceder .icenca para ir ao presidio de
Fernando, ns barca nacional Atrevida, levando
com sigo os gneros constantes da relaco juota,
assignada pelo secretario do governo, e podendo
era seu regresso transportar d'ali para esta capi-
tal alguns saceos de milho, ou feijo que porven-
tura comprar para si:
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereo Claudino Jos Corres, resolve
conceder-lhe licenca, nao s para ir ao presidio
de Fernando, levando em sua companhia sua mu-
Iher, mas tambem para embarcar na barca nacio-
nal Atrevida, cora destino aquello presidio, os
gneros constantes da relaco junta, assignada
pelo secretario do governo.
Dita.O Sr. gerente da companhia pernambu-
cana mande dar transporte para as Alagoas, era
lugar destinado pars psssageiro de estado ao Dr.
Francisco de A raujo Barros.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao juiz municipal do termo do Bonito,
bacharel Loureoco Jos de Figueiredo.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, manda aecusar re-
cebido o officio que V. S. lhe dirigi em 13 do
corrate, participando ter naquella dle entrado
no exercicio interino do cargo de juiz de direita
dessa comarca.Fizeram-se as communicacSos
precisas.
DESPACHOS DO DIA 20 DS MAIO D8 1861.
Requerimtnto.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Outro. Informe oSr. inspector da thesouraria
de fazenda.
Outro.Informe o Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.
Ignacio Alves da Cunta Souto-Maior.Nao
tem lugar em virtude da informacao.
Jos Antonio Correa.Pode seguir.
Manoel Goncalves Telles.Nao tem lugar.
Victorino Ferreira de Souza.Aprsente osup-
plicante o seu tutelado ao inspector do arsenal de
marioha para ser admittido na companhia de
aprendizes marinheiros, querendo.
reo lempo que recebi de Sua Santldade as mais
paternaes expressdes da sus benevolencia.
Depois de vos haver organisado e conduzido
aos perigos, no momento em que difficuldades
de toda a especie se levantaran] em face da pro-
pria existencia do vosso corpo, julguei poder pe-
dir para vs urna posicao que cstivesse mais em
relaco com o vosso glorioso titulo de volunta-
rios, e com a vpssa dedicaco, de que tantas ve-
zes tendes dado provas ; este procedimento da
minha parte nao foi considerado compalivel com
as minhas funecoes de official collocado vossa
frente, e d lugar minha partida.
Lembrae-vos mais do que nunca dos prin-
cipios de disciplioa que eu procureiincutir-vos.'
sede fiis ao santo padre, e dedicados -sua cau-
sa ; servi-o exclusivamente, seja qual for o vos-
so commandaote ; lembrae-vos ao mesmo lem-
po dos imprescripliveis deveres que vos impe o
vosso titulo de francezes. e nao esquegaes o que
sem cessar vos tenho repetido; a primeira virtu-
de do soldado a resignaco, e a verdadeira co-
ragem mostrasse mais oas provas diurnas da
vida militar do que no campo de batalba.
Nao vos pertence julgar por vos mesmos o
alcance dos servigos que podis ser chamados a
prestar permanecendo sob as bandeiras pontifi-
cias. No ioteresse da Santa S, nao menos do
que do vosso, tenho vivamente desejado poder
utilmente oceupar-me do futuro quo vos est re-
servado ; mas toreado precisamente por estes
motivos, a abandonar o vosso commando, nao
teoho feito cousa alguma para influenciar as vos-
sas delermioaces individuaos a este respeito,
mesmo quando urna parte mais ampia do livre
arbitrio pareca apresentar-ae em coosequencia
de manifestacoes que provinbam de posicao mais
elevada.
Affasto-me altivo da glora que tendes ad-
quirido, declarando com orgulho que vos vi cum-
prir tudo quanto se pode esperar dos mais va-
lentes corsedes ; assegurando-vos que protesta-
rei toda a minha vida contra as insinuaces men-
tirosas que se possam fazer aes vossos servigos.
c Roma, 17 de margo de 1861.
O tenente coronel
Viaconde de Becdelievre.
EXTERIOR.
A seguinte correspondencia foi a que teve lu-
gar entre o marquez d'Azeglio e lord John Rus-
sell a respeito do reconhecimento do reino da
Italia pela Inglaterra :
Mylord.
c O parlamento nacional acaba de votar, e 0
rei meu augusto soberano saoccionou a lei, em
virtude da qual S. M. Vctor Emmanuel II assu-
me, para si e para os seus successores, o titulo
de rei da Italia.
a A legalidade constitucional consagrou assim
a obra de justiga que entregou a Italia a si pro-
pra.
Desde esse dia, a Italia firma altamente em
face do mundo, a sua propria existencia.
c Proclama solemnemente o direito que lhe
pertence de ser livre e independente, direilo que
tem sustentado no compo da batalha e nos con-
selhos europeus.
A Inglaterra, que tira e deve a sua pros-
peridade da epplicago Q'estes mesmos princi-
pios que nos guiara, estou convencido de que
ver com favor, coostituir-se officialmente e fa-
zer-se conhecer na Europa, umi nacionalidade
pela qual o povo do Reino-Unido tem testimu-
nhsdo generosas sympathias.
Estou encarregado pelo governo do rei de
noticiar officialmente este acontecimento me-
mratela V. Exe. na sua qualidade de principal
secretario de estado dos negocios eslrangeiros de
S. S. M. a rainha do Reino-Unido da Gr-Breti-
nlia e Irlanda.
Este facto tem urna importancia que V. Exc.
apreciar fcilmente. A experiencia do pas-
sado permitle-me esperar que a communicaco
que tenho a honra de lhe fazer-lhe causar, as-
sim como aos seus collegas, a mesma satisfago
que eu tenho em lh'a dirigir.
Pego, etc.
Asrgnado) V. E. d'Azeglio.
Ministerio dos negocios eslrangeiros, 30 de
margo de 1861.
Senhor marquez.
Tive a honra de receber a vossa nota de 19,
na qual me informaos do que o parlamento na-
eoual votou, e o rei vosso augusto amo, saoc-
cionou urna lei em virtude da qual S. M. el-rei
Vctor Emmanuel assume para si e para seus
successores o titulo de rei da Italia.
Depois de haversubmeltido a vossa commu-
nicaco a S. M. a rainha, recebi ordem para vos
declarar que S. M., obrando segundo o princi-
pio de que a independencia das nacoes da Eu-
ropa deve ser respeitada, vos recebera como en-
viado do rei Vctor Emmanuel II. rei da Italia.
N'este sentido vo ser dadas ordens a sir
James Hudson, enviado extraordinario de S. M.
juoto da corte de Turin.
c Peco-vos, Sr. marquez, queiraes acceitar as
seguranzas da minha alta conaiderago.
Sou, etc.
(Assigoado) John Rustell. .
Lord John Russeil dirigiu no 1 de abril o
seguinte despacho asir James Hudson:
Trausmitio-vos a inclusa copia de urna no-
ta do marquez de Azeglio, aoouociando que o
parlamento nacional votou, e que o rei ssnecio-
nou urna lei, em virtude da qual S. M. Vctor
Emmanuel II assume para si e para seus suc-
cessores o titulo de re da Italia, e bem assim
copia da minha .resposta, declarando que a rai-
nha o receber como enviado de Vctor Emma-
nuel ll, rei da Italia.
Nao se exigiro de vos novas csrtas creden-
ciaes.
Sou, etc.
(Assigoado) Ruttell.*
O seguinte documento a ordem do dia publi-
cada pelo coronel Becdelievre deixando o cora-
mando do batalho de zuavos pontificios. Este
documento mostra aa causas que aquelle official
teve para dar a sua demisso.
Ordem do dia.
c Zuavos.No momento de me separar de
vos, quero era primeiro lugar agradecer-vos os
seutimentos que me tendes manifestado poroc-
casio da minha partida para Aoagni, e durante
os dias qne passei em Roma.
< Estas demonstragdes de sumpalhia sao cor-
tamente a mais lisongeira distineco que eu pos-
sa levar para Franga, e tireram o privilegio,
muilo precioso para mira, de ohegtrem ao mes-
Do jornal official de Copenhague, extrahimos
a circular do ministro dos negocios estrangueiros
de Dinamarca, relativamente queslo do exa-
me do orgamento pela dieta do Holstein.
< Copenhague, 22 de margo de 1861.
I Senhor.Deveis saber que alguns dias antes
da reunio dos Estados de Holstein, os repre-
sentantes das grandes potencias que nao sao ais
lemas, apresentaram urna instancia peraute o go-
verno d'el-rei para o convencer a adraitlir no-
Estados o orgamento dos negocios communs ree
lativo ao anno fioanceiro de 186162, no qu-
diz respeito ao Holstein, attendendo a que serie
a nica maoeira de evitar a execuco federal.
, Respondi-lhes que as propostas, em que eram
comprekeodidos os Estados, j estavam regula-
das pelo conselho de ministros, e apresentadas
ao rei para serem discutidas no dia immedialo
no conselho intimo de Estado, e que urna vez en-
trado o negocio nesta phase, eu nao poda fa-
zer-lhes conhecer officialmente o coolheudo do
paragrapho que Iratava do orgamento de 1S6I
62, em quanto S. M. tivesse tomado urna resolu-
co ; mas que eu me apressaria a communicar-
lhes as propostas logo que fossem approvadas
pelo rei.
i Como sabis, senhor, o paragrapho 13 in fi~
ne do projeclo, submetle aos Estados a patente
de 25 de setembro de 1859 que linha fizado a
parte do Holstein no orgamento dos negocios
commucs da execugo de 186162.
< Que se linha submeltido aos Estados esta
patente, e nao um novo projeclo de orgamento,
nada mais natural, porque de um lade as sotu-
rnas apresentadas naquella patente a cargo do
i ducado nao excedem o que e estrictamente ne-
cessario para satisfazer as despesas necesssrias,
e eslo em porporgo exacta com as pedidas ao
reino e ao ducado de Schleswig ; e do outro a
dignidade do rei nao permiltia que urna resolu-
co real publicada ha algum tenipo, fosse posta
de parte como nulla, conservando apenas o ca-
racter de urna proposla. Mas, alera disso, tra-
, ta-se nicamente de urna formula ; na realiada-
de os Estados acham-se as circunstancias de
discutir livremente a parte do Holstein no orga-
camento geral.
4 Pela patente de 25 de setembro que conti-
nha dilferentes captulos das receitas e despesas,
podiam os Estados pedir informages ao commis-
| sano do rei (ao qual se havia agregado para esse
Om um empregado superior do ministerio das
; Guaneas) a respeito dos seus artigo, e fazer en-
trar esta materia na discusso at ao dctalhe do
orgamento.
Fazende parte da proposta, a patente de 25
de setembro achava-se da futuro sugeita deli-
berago dos Estados to plenamente como quaes-
quer outras disposigoes do projeclo. Os Estados
podiam pois emeoda-lo e adoptal-o sua vonla-
de, anda que a este respeito nada de positivo se
tenha resolvido, julgo poder dizer-vos confiden-
cialmente, que, segundo minha opinio pessoal,
o governo de el-rei tem preferido renunciar a
quotaparle do Holstein em urna despesa com-
mum, e manter-se para este orgamento nos limi-
tes do orgamento nacional, do que expor-se a
urna execugo federal por um ioteresse propor-
cionalmente to pequeo.
Eis enhor, al que ponto o governo do rei
foi em face dos desejos manifestados pelas poten-
cias. Mo nao muilo difficil que se produzam
mal-entendidos, n'uma questo tqo complicada
como desgracadamenle se tem tornado a nossa,
e principalmente quando as potencias julgam de-
ver oceupar-se de um ponto, importante motivo
especial e delicado, e a julgar pelas palavras
proferidas ltimamente por lord Wodehouse
na cmara dos lords, o governo ioglez parece ter
coropreheadido o negocio como se o .orgamento
ainda estivesse sujeilo aos estatutos, emquanto
que o governo do rei fez a este respeito ttudr> o
que pote fazer submetlendo a patente de 25 de
setembro de 1859 sua deliberado.
c Confio muilo em que este mal-entendido se
nao propagar, e pego-vos, senhor, que procuris
explicar o ministro dos negocios eslrangeiros,
e aos vosso collegas o verdadeiro estado oas cou-
sas. Reaumindo, deve chamar a vossa attengao
para os pontos priocipaes que seguem :
1.a O orgamento dos negocios communs para
o anno fluanceiro de 1861-1862 no que diz res-
peito ao Holstein, nao ser submeltido aos Esta-
dos, porque j se fez isto pelo paragrapho 13 do
projeclo que submette s portara de 25 de setem-
bro a sua deliberago.
c 2. A deliberago relativa sobredila paten-
te poda embaragar lulo o que diz respeito ao
Holstein no orgamento.
a 3.a A deliberago a que sao admiltidos os
estados sobre a patente e to completo como as
demais partes da'proposta real.
c 4." Submetlendo a patente real de 25 de se-
tembro de 1859 aos Estados, o governo de el-rei
tomou nota de couciliaco mas como as poten-
cias declarara expressamente que esta differeoga
da parle do governo de el-rei nao creou por isso
um precedente que sera interpretado com pre-
juizo seu, no caso da-'nao estar de acord sobeo
um estado provisorio. ,
Tenho honr de ser, at
< C. Bat
Dos jornaes de Varsovia extrahimos e texto da
ordenago do conselho de admioistrago do rei-
no da Polonia que dissolveu a Associacao Agro-
nmica.
t Sendo a sociedade Agronmica do reino da
Polonia, nicamente formada com o fim de fa-
vorecer a agricultura, satisfaz as circunstan-
cias actuaes ao seu fim, em coosequencia da po-
sicao que tem lomado oestes ultimes tempos,
contraria aos seus estatutos ; o conselho de ad-
mini.slrago, por autorisago especial de S. M. I.
e R. ordena :
a Art. 1.a E'dissolvida a sociedade Agronmi-
ca estabelecida em virtude do ukase de 24 de no-
ve mbro de 1857.
t Art.* 2.* A commisso interna apresentar
aprovagao da autoridade superior um projeclo
para a organisago de comicios agriculss as di-
versas localidades do reino.
Art. 3. Os fundos da caixa da sociedade se-
rao depositados no banco de Polonia, e restitui-
dos a quem de direito pertencerem.
A commisso interna fica encarregada da
execugo da presente ordenanga que ser inserida
no Boletim das leis:
Seguem as assigoaturas do principe Gorst-
chacoff, governador ajudante de campo general,
do major-general Gacetoicz, encarregado das
fu negos de director geral presidente da com-
misso interna, e de /. Karnicki, secretario de
estado juoto do conselho administrativo.
Um despacho telegraphico do dia 18, d da
seguinte maoeira conta do discurso proferido por
lord Palmerstun em um banquete dado pelo lord
Maire aos membros do gabinete :
a Na banquete dado por lord Maire aos mi-
nistros, o duque de Soraerset, insisti na neces-
sidade quo havia para a Inglaterra, de manter
urna marinha poderosa, porque urna garanta
de paz.
Lord PalmersCon disse que a misso da In-
glaterra era procurar manter a paz do mundo
pela influencia que possue. A Inglaterra nao
tem ambigo, nem poltica agressiva ; mas a in-
fluencia que um paizexerce pelos seus conselhos,
depende da sua forga interna, porque de outra
maneira os seus conselhos pacficos seriam con-
siderados como filhos do receio da guerra.
a A siluago actual do mundo, accresceotou
lord Palraerston, tal, quo a Gra-Bretanha pode
utilmente exercer nella a sua influencia. Ha
questes pendentes no continente que poderiam
fornecer aos que desejam alterar a paz da Euro
pa inteira, pelo menos meia duzia de governos
respeitaveis. Mas nenhuma dessas questes dei-
xa de poder ser honrosamente regulada sem se
recorrer as armas ; o oobre lord mostrou espe-
rar que a sabedoria do governo, assim como dos
chefes de partido, ho de conseguir esta cooclu-
so feliz. Lord Palmerstoo espera pois que as
nuvensque cobrem alguns pontos do continente
e possam dissipar.
< Era todo o caso tenho a conflanga, diste o
primeiro'ministro, em que a gloriosa exaltago
da uoidade da Italia poder ser alcangada sem o
menor obstculo, e nao existe assumpto algura
pelo qual os votos e as sympathias da Inglaterra
se tenhtm manifestado mais vivamente.
a A Inglaterra ha de empregar a sua conflanga
na coDservago da paz para toda a Europa ; es-
pero tambem que o anno de 1861 ser um anno
de paz, e que aquelles que oestes ltimos tem-
pos teem procurado por em alarma a opinio
publica, prelendendo que a primavera e o esto
seriam agitados pelo ruido das armas, Acarara
desapontados, e nos permaneceremos em paz at
ao fim do anno.
O embaixador da Turqua, respondendo ao
briode feito aos representantes das potencias es-
trangeira8, disse que o corpo diplomtico se fir-
mara nicamente n'um ponto essencial, a saber:
o desejo sincero quo linha de ver por toda a par-
te prevalecer a moderaco, e de que o mundo es-
capasse aos males jde urna desordena geral. O
embaixador ottomano mostrou que esperava que
os acootecimentos realisassem felizmente este
desejo do corpo diplomtico.
[Jornal do Commereio de Lisboa.)
INTERIOR.
Parahyba.
Relatorio apresentado pelo Exm
Sr Dr. Luiz Antonio da Silva Na -
nes ao Exm, Sr baro de Maman-
guape, 1- vice-presidenle. na oe-
casiao de entregar lhe a admi-
nistrado da provincia*
[Continuaco do n. 108.)
OBRAS PUBLICAS.
J em diversos pontos desta exposigo, ea me-
dida que tratava de assumptos especiaos, men-
conava as obras que, no meu entender, devem
ser feitas.
Caes do Varadouro.
Tratando do commereio e navegagio, fallei a
V. Exc. na conveniencia de continuar-se a obra
do caes do Varadouro, que vai j em andamento
e cuja necessidade foi recoohecida pelos poderes
geraes do Estado, que para isso eonsignaram a
verba de trinta contos de ris, para o exercicio
de 1861 1862, comegando desde j a obra.
Quaref do corpo de guarnirlo, e fortaleza do
Cabedello.
Tratando das cousas militares e mesmo a pro-
posito do commereio e navegago, manifest! a
V. Exc. o meu pensamento acerca da fortaleza
do Cabedello, ioformando-o de tudo quanto ha
a esse respeito.
Disse tambem j a V. Exc. o que tem havido
a respeito do aquartelamento do corpo de guar-
nigo.
Uatrizes e Cemilerios.
Referindo-me ha pouco ao culto publico, men-
cionei as suas principaes necessidades entre as
quaes se contam importantes obras, como edifi-
cago, reconstruego e concluso de matrizes, e
cemiterios.
Alfandega.
De ha muito que se reconhece a necessidade
de se substituir por outro que melhor preencha
os Uos respectivos, o velho e acaobado edificio
da alfandega. O governo imperial ordenou a or-
ganisago da planta e orgamenlos necessarios,
trabalho de que se acha incumbido o capilo en-
genheiro, que deve enlender-se com o respecti-
vo inspector acerca da capacidade do novo edifi-
cio, accommodagOes precisas &. E' natural que
este empregado, desembaragado agora das afa-
nosas oceupages em que ltimamente se tem
achado envolvido, combine brevemente com
aquelle engenheiro nos meios de orgauisar os
trabalhos ordenados, concorrendo assim para que
V. Exc. possa dar comego a essa obra de grande
importancia para o commereio da provincia.
Pona de Sanhau.
Chamando a Ilustrada attenco de V. Ele. pa-
ra o longo officio que a respeito de obras publi-
cas e em solugo ao aviso do ministerio do im-
perio, de 5 de outubro do anno rindo dirig ao
Exm. ministro dessa repartigo em 28 de leve-
reiro ultimo, rogo a V. Exc. que me permita
:repeiir agora que ento ponderei ao governo
imperial acerca da ponte de Sanhau, que con-
sidero como a obra, na aeloalidade, mais urgen-
te e importante da provincia. Dase eu naquella
meu officio o aeguinta :
Resta-me fallar a V. Exc. n'uma obra provin-
cial cuja palpitante necessidade foi recoohecida
por S. M. o Imperador, e por V. Exc. mesmo,
quando aquelle augusto senhor se dignou visitar
esta provincia.
Conhecendo a mxima importancia que tem
aquella poste para toda a provincia, cujos pro-
ductos por ella passam para chegarem capital,
determiuou ento S. M. ao meu autecessor que
mandasse organisar o plano e proceder ao orga-
mento de urna nova ponte, devendo serem-lhe
remetlidos para a corle esses trabalhos.
< Deu aquelle funecionano as ordens precisas
ao engenheiro prussiaoo Carlos Bleess, ento em
servgo da provincia, o qual lhe apresentou com
os respectivos orgamenlos, urna plas para urna
ponte de ferro sobre pilares de pedra, e oulra
para urna de madeira. Era orgada a primeira
em 292:226>950 ris ; e a segunda em 75;555881
ris.
Esses plantas e orgamenlos foram pelo mes-
mo meu antecessor remetlidos a V. Exc. em offi-
cio de 27 de favereiro do anno passado.
Al esta data nenhuma deliberago me cons-
ta que toraaase o governo imperial; ecomo mais
e mais urge o tratar-se dessa importanlissima
obra, que ha dias ameagou desabar de todo e que,
ligeiramente reparada como inmediatamente o
foi, apenas consentir por alguns mezes o tran-
sito de animaes o viandantes, sendo impossivel
sem risco o transito de carros, que j prohib,__
ordenei que se orgaoisassem as necessarias plan-
tas e orgamenlos.
J teoho examinado esses trabalhos, e feito
o meu juizo, pelo que em breve cootraclarei por
empreilada a dita obra, soccorreodo-me do au-
xilio prestado pelo goveruo imperial, e que es-
pero continuar em maior escala nos futuros exer-
ciciospelo menos al a concluso de lo urgen-
te e mportaole construego, concluso que es-
pero tenha lugar at setembro do anno prximo
vindouro.
Prelro para essa obra o sysloma de emprei-
lada : 1 por que ser o meio mais proprio para
se obler a construego com a brevidade desejavel;
2" porque o empreileiro sujeita-sc e responsabilisa-
se pelo orgamento por elle mesmo confeccionado,
ou approvado, nao havendo assim rtceio de im-
portantes erros de calculo, e subsequente impre-
visto augmento no cusi da obra. Ambos esses
graves inconvenientes quasi que sao ineviiaveis
nessa especie de coostrueges quando feitas por
administrago.
Tanto mais me inclino a esses orgamentos
a que me retiro, quanto muito pequea differen-
ga fazem (para menos) do orgamento para a pon-
te de madeira apreseolado pelo hbil engenheiro
Carlos Bleess.
V. Exc. encontrar na secretaria todos os pa-
pis e diversos orgamentoa relativos a essa obra,
assim romo expendidas mais loriga e especifica-
damenie do que o fago aqui as razes que me
levaraoj a contracta-la da maoeira porque o fiz.
as condieges do contrato procurei eslabele-
cer todas as garantas possiveis para a durago e
solidez da obra, cuja cooservacao em perfeito
estado fica a cargo do empreileiro ainda oito me-
zes depois de feita a entrega.
Prestou elle fianza pela primeira prestaeo que
tem de receber, e a prestar pelas que for suc-
cessiva mente receben Jo, exonerado das primei-
ras urna vez que v satisfazendo as condieges do
contracto.
544 palmos de comprido que tem a ponte actual
ficam substituidos por 132 da nova, o que trar
a grande vantagem de muito menor despeza de
cooservacao, e de muilo maior faciltdade na subs-
tituigo ou reconstruego.
Tem a ponte actual 27 palmos de largura : a
nova dever ter 30.
O grande aterro de um e outro lado sobre que
asseotam as suas extremidades ser rodeado de
um muro coberto de um cordSo de cantara em
toda a sua exlenso.
O prego do contrato comprehendendo todas as
obras, de 71:150^000 ris pagos em quatro
prestages podendo para esse fim serem aprovei-
tados as consignages que annualmente concede
governo imperial proviocia para obras geraes
e auxilio s provinciaes. Desta sorte a provincia
far muito pequeo e talvez nennum sacrificio,
podendo applicar a outras obras urgentes e im-
portantes os recursos de que for possivel dispor.
Thesouro provincial.
Em Janeiro ultimo fez-rae o empreileiro dessa
obra entrega della. Antes de a receber, mandei
proceder a um exame por urna commisso com-
posta do finado capito de mar e guerra Francis-
co Vieira Leito, do capilo engenheiro Domin-
gos Jos Rodrigues, e do Dr. procurador fiscal
do thesouro provincial.
Divergirm os membros da commisso. En-
tenda o capito Rodrigues que a obra nao apre-
sentava as condieges de solidez e durago dese-
javeis.
Julgava pelo contrario o finado capito do por-
to que nao se poda dnvidar da seguraoga e so-
lidez delli:
O Dr procurador fiscal adoptou o parecer do
capito Rodrigues.
Foi entrelando accorde a commisso em ter o
empreileiro salisfeito as condieges do sea con-
tracto, fazeodo jastica sua boa f e honesli-
dade do seu proceder e intenges, e levando os
defeitos do edificio coota do terreno escolbido
para a construego, e dos termos vagos e pouco
explcitos em que se achava redigido o contrato.
Desde que nao havia duvida sobre a fiel execu-
go do contrato, e urna vez que nao se podiam
imputar ao empreileiro as fallas do mesmo con-
trato e dos planos respectivos,nao era possivel
deixar de mandar receber o edificio, satisfazen-
do pela sua parte o governo as condieges pecu-
niarias a que se obrigara*
Ordenei por tanto que fosse recebida a obra ;
e estou convencido que* a concluso do caes do
Varadouro, e o aterro progressivo e constante da
parle do solo que se acha entre a nova cooslruc-
ao e o mar, seguraram o terreno em qu,e esto
assenlados os alicerces, ficando assim plena-
mente garantido o edificio. E' pelo menos a opi-
nio de pessoas entendidas.
Cadeia Velha.
Tendo-me sido solicitado pelo Rvd. guardo
do convento de S. Francisco o despejo, por parta
da guarda nacional destacada, do mesmo con-
vento, onde se achava aquella forga aquartellada,
oceupando grande parle do edificio nao s os
guardas como suas familias, aggregados, etc. :
annui to justa requisigo, e, para ser apro-
veitado em aervigo publico um proprio provincial
que para nada serve, ordenei ao capito enge-
nheiro que procedesse ao orgamento dos reparos
precisos para que o edificio da cadeis velha ser-
visse de quartal guarda nacional destacada.
Jendo-me elle apreseolado o referido orgamen-
to, ordenei-lhe que dsse eomego obra.
Posto que seja proprio provincial, eotendo que
o beneficio que lhe fr feito pelos cofres geraes
ser compensado pelo nao pagamento de quarlel
guarda nacional destacada ;nem isso seria ar-
gumento para que nao se flzesse a obra, quando
os cofres geraes estavam constantemente pagan-
do reparos e concerlos feitos no edificio do con-
vento para o mesmo fim.
3r
*._



W Tff Pf IMT?
MARIO DI VEftliMBtXX). 6- QUISTA FEDU IS J MAK) M 1MI,

encerrado
->u w 31 dci correte,
em vista das disposicoes do decreto numero 41 de
20 de fevereiro de 18*0 inslrucces do thesouro
nei*M*f, d) d ft de ooveertre de 1843. Es-
t m Nquidagto Mu M esUctWdc arrecada-
ce>
BeUilrwe ezeealrrode 1860{es*Tciclo corren-
te do t] gt* 4961) Mtti receita arrecadada
,-**>*** no mesano esercici,......
fJtfcSWSS34.
**'"l*l de dezembro aUisao, ris.........
43:57f|514.
Co|.r.i4o a receita e despeza dos ultimo ex-
ercios teremos:
ReeeUa. IJaspeZ. :
410:370*906 36*770*800
404:6960139 385:656*0%
1858-1859
18591860
(Io semestre.)
18601861
180:1678848
Communicarei anda a V. Exc. o que coosla exis-
tir at 31 de Janeiro ultimo. Picar aisim conhe-
cendo melhor o estado dos cofres geraes :
1859-1860 em liquida-
fudfa. | Saldo em 31 deiem-
Ea ama provincia come esta etn qae a ewc- br di 18*0...........
CM abrasam peridicamente,? ah> a trazem com- _
sigo a ruina e a (orne sos habitantes do sertto, Anda ola se acha definitivamente
ale mxima importancia a consirucgio de eludes. esse exercicio. Deveri se-lo a
Alguma causa ji se tem feito n'esse sentido ; e
a ruiatia viagem ao atener da provincia, Uva
occasiao de ver obras eoffrlveis n'esse genero,
JBW panucas Como par tic ***.
Orecem de prompto repare pefi fue se afro
rratirera de todo alguus (Pases acwdes; eatte
irtfes o da tilla do Teixeira.
O estajo actual dos cofrea nao pemil te qtre se
ten grandes obras; oa*?, E*d. eomprenen-
deqoe indiepensavel trata* la cofteervigi d>s
xieientes, afim de se ote perderera as depeas
e sacrificios feites.
(Irada*
. Vas de communicagioestradas e pontea
so grande problema coja shcitr ne eondoiir
ao grio de grandeza a que nos chamara a ferli-
lidaJe e riqueza do nosso solo, a immcnsdade de
nosso territorio e de nossos rios, a magnificencia
deoossas florestas, a uberdade de nossos (am-
pos, a belleza e perfeicae de oossis inslitaiedes
polticas.
Com esses meios de prograsao, com boas e
promptas vias de#communicsgio nos vi rao os
reos da que tanta precisamos, e sari aprovei-
tadas tantaa da nessaa riquezas interiores que
ahi jazem por falta de transporte aos mercados.
V. Exc. me permittiri que encerr esta parte
41a presente eaposico traoacretendo tras do tre-
chas do riieu j citado ofiicio ao Exm. Sr. minis-
tro do imperio.
Cumpre-me porm, desde j declarar V.
Exc. que o primeiro projecio da aova estrada' de
Sanhau de que \oa tratar, do Sr. ex-presi-
*ente Henrique de Beaurvparre Ruhan, sendo de
lastimar na verdade, que nao tiresse podido
realisar essa obr*, a qoe o meo antecessor im-
aaediato nao pode attender, e nem cu por me
fallarem absolutamente os meios de a levar i
ffilo.
< Eilrada de Sanhau.
Depois da ponte deste nome, e das obras ji
referidas, devea principalmente eccupar a at-
"tencao do governo as estradas da provincia, es-
pecialmente a que da capital se dirige i I'ombal,
s'uma exteasao de cem leguas.
Emendo que se deven, comecar os roelho-
remeulos das estradas (quaudo nao potsam ellas
aer contratadas por seeges ou em grande ex-
tensio), a parte da capital ; e n'cssa idea orde-
nei que se organisassem a planta e orcamenlos
tSe uina peanena seegie de estrada, que, i partir
ato Varadouro, se dirija 4 ponte evitando o tra-
jelo penoso que boje eslao sujeitos os carros,
cargueirose viandantes que, ehegando de ra se
dirigem ao Varadonre, e"T|ue actualmeote sao
19:0429143
136:588*334
dagio. arrecadou-se.
1860-1861, idem. .
755*782
26:883^506
Saldes recolhidos
dezembro. .
era
27:639*288
62:621*657
Crditos especiaes..............
Indemnisaco ao exercicio de
1859..............................
Adianlamentos................
Exerclcios fiodos ..............
OperacSes de crdito...........
Receita a anonllar.............
1*53~I*I8
1:250*149
t47
Depositos
Desse saldo deve-se
deduzir.......
Despeza em Janeiro. .
90:2601945
734gi59
90:995J404
90:995*404
26:097*680
64:897*724
daste
ebrigados i subir parte alta da cidade, deseen-
do depeis para o porto. A estrada, quasi plana,
que eritasse os iocoBvenienles do transito ac-
tual por ldeiras seria um ferdadeiro beneficio.
Concluida essa obra, cootinuaria o melhota
ment da estrada al o Tirar, a'abi ao Inga',
Campia etc.Se nao fosae preferida a que vai
em direcjo ao frtil e populoso municipio de
Ara.
O maior rendimiento que iufallivelmeote
produziriain 4 provincia esses melhoraraentos
tlurneceriam os nSeios necessarios para a cons-
rueco das outras pon tes e estradas, que ligam
entre si e com a Capital as diversas localidades da
provincia.
i eleracao a trinta cootos de ris daconsig-
aago mrcala actualmente provincia para au-
xilio as suas obras seria um immenso beneficio
do governo imperial, beneficio de que em brete
se colheriam magnficos fruclos que compensa-
ran! qnalquer sacrificio.
ESTRADAS E PONT ES.
J mencionei entre as obras urgentes da pro-
incia, e a que se devem appliear os auxilios pro-
digaliados pelo governo imperial, a ponte de Sa-
nhau. e a estrada do mesmo nome como princi-
pio da grande arteria que dte communicar a ca-
pital com os principaes centros productores.
O estado em que se acham as sdadas em
feral mo, e nao merecem ellas tsse nome. Sao
caminhos aberles ou por terrenos pedregosos e
desiguaes, cuja roeagein mal feita e por onde o
transito difiicil e penoso, ou por terrenos pla-
nos, que alagam-se no interno com as ehuvas e
as endientes dos rios, o que torna o transito an-
da mais iraballiuso e difiicil por causa da lama e
da aui dos pocos e crregos.
Em 1859 foi a presidencia autorisada pela as-
eembla provincial para cootrahir um empresiimo
de duzcutos cootos de ris para eomeco #e urna
estrada de rodagem d'esta capital pira a tidade
de Ara, sendo garantido o juco al 9 par cenlo
ao anno.
Consta-me que o meu antecessor se dirigi
ao banqueiro baro de Man n'essa corle.
Atjrefado com muilos oulros negocios e Iran-
icces, oao pode esse capitalista aceitar o convi-
te que lhe foi feito.
O uoico recurso de que se poderia lancar
mo para realisar os bons desejos da assembia
provinci)l,seria]a organisaco de ama companhia
tjue se propuzesse a essa empreza ; mas sobre ser
asso de difiicil realisaco entre nos, mesmo em
provincias ricas e de primeira o'rdem, acresce que
as adunes circumstancias nao se preslam de ma-
neira alguma realisaco de quaesquer proieclos
zTesse sentido.
A febre das emprezas foi substituida pela
desconanca e retraeco dos capitaes, e estas Irou-
xerara comsigo o resultado quecoslumam produ-
cir a difiiculdade de se encoolrarem capitaes, aiu-
da para emprezas de garanta e de futuro cerlo.
c Tenso por tanto como j disse a V. Exc. que
por ora, o que convm ir applicando a maior
omina possivel de recursos ao inelhoramento,
aiuda que lento, progressito e seguro, da grauJe
arteria que parte da capital, tratando-se desdo
logo e ao mesmo lempo da conserraco de quan-
to se fdr f^zendo.
Quanijo a ponles, alm do que j pouderei
a. Exc. sobre a de Sanhau, ainda umaoutra e-
xislo que merece a atteogo dos poderes geraes :
c a de Gramame, distante desla cidade tres leguas
na estrada que liga esta protiocia de Pernam-
nuco,
A sua impoilancia grande, e s sua cons-
truc?ao nao demandar atultado dispendio.
De oulras menos importantes necessita a
provincia, como sejam duss em Mamaoguape
urna em Ara e outra em Alaga Nota.
FINANgAS.
Fatenda qeral.
Compoe-se o pessoal desta repartQo, do che-
le, do Dr. procurador fiscal e mais 17 eroprega-
flos. A excepea da turnada de conlas aos res-
ponsaveis, pode-se dizer que se acham em dia
s trabalhos respectivos, apezar de sorem em
grande numero, taados e pexados.
O seu pessoal tj em geral bom, e o seu chefe
por espirito de Justina devo declara-lotorna-se
xecomraeodavel pelo seu zelo, amor ao trabalho,
e honestidade.
Sob a accaoimmediala da thesouraria se acha
a alfandega, que esta mal accommodada no telho
edificio que oceupa a repartico. Camioba regu-
larmente, segundo informa o inspector da Ihesou-
i 01*19.
Tem provincia as 18 colleclorias geraes ae-
guintes :
Alhandra, Mamanguape, Pilar, loga, Campia,
rea, Alagoa Nota, Independencia, Bananeiras,
Cuil, S. Joo, Cabaceires. Teixeira, Pombal, Pa-
los, Catle do Rocha, Souza e Pituco.
A roceila geral do exercicio (iodo de 1859 a
1860 importa em ris 404:698*239.
A saber:
Importaco.........
Despacho martimo.
Exportado..........
Interior.............
Extraordinaria.....
Deposito............
Renla nao classiQ-
cada..................
Salda em 31
mez saber :
Em caixa......
Em mi de diversos
responsateis.....
35:959j98I
28:937*741
291:896*078
A renda da alfandega do Io 26 de Janeiro foi
de rs. 23:209*592.
FAZENDA PROVINCIAL.
Exercicio de 1859.
A receita liquidada do exercicio
de 1859 iraporlou em;.....
A' qualaddicinoada a importancia
do emprestimo eflectuado pela
csixa de agricultura......
O saldo de 1858 de........
O supprimento de.........
Feito pela thesouraria de tazenda,
e finalmente a demasa nos re-
colhiinentos eilos pela agencia
fiscal do Aracaiy e de algumas
colleclorias no valor......
29:965*000
21:105*976
15:634*530
53*047
25:044*320
2:705*300
170:918*682
65:993J039
13:569*141
15:779^351
2000*000
Motimentosde fun-
dos.
No exercicio........
Saldo do interior...-"
Thesouraria.........
Alfandega...........
Correio geral........
Cellectorias.........
A deapeza eletou-
..................
Movimento de fun-
dos...................
296:009*833
61:088*300
47:60010
108.688*406
125737*084
226:295*337
7:476*725
45.199*093
404 698*239
375:472*841
28.1839255
Sobe qusDtra total de rs
36l:65g631
A despeza iraporlou em 340:051*394, dando-se
um saldo de 21:603$237. que passou para o exer-
cicio de 1860, sendo porm insofflciente esse sal-
do para fazerace aos encargos que com elle pas-
saram para o novo exercicio.
A /'' liquida inferior a despeza em ris
45:155*316; o saldo de 1858 e o supprimento da
thesouraria de fazeuda Oo valor total de ris
36:740*506 nao bastaram para preenche-lo : foi
portento preciso recorrer-se a um emprestimo
tomado caixa de agricultura no talor de 29:965J.
Essa sororaa nao foi lomada de urna s vez ; re-
corria-se caixa de agricultura,
Cometa* al eiawicia sb os paiores ausp4-
cos : realiioa-te o que sa previa.
ArewiU qaasi qaa paro* m motada do *M;
e riao Bataneo mala di abarra na eaixa de Aati-
Wtura, reeorreu-te ao amprestiaie de pailic-
laras.
O commefidador Praoeiac* Altea de Sovia Or-
valho prestando-te Dais ama vez con teaeeapi-
|*es i protiocia e repetido com loatatel patrio-
ttsunr e esiuiercse a ijue yut ditng ;,mT w,-e
em occasioes idnticas tem feito, forneceu ris
10:000*000, depois is. 5:000*000, depois ainda rs
4.600j0(X).
Para redozir o valor sm sabidas, a evitar no-
tos emprestimos muito difficeis de obter ordenei
que aos embregados, cojos tencimentos estites-
sem divididos em ordenados e gratifleacoes se
suspendesae o pagamento destas; e que aos apo-
sentados aos que eelitessem no gozo de licenca
s ae fizessa eflectito o pagamento de metade dos
tencimentos.
tete essa protidencia eiecucoem julho ; mas
}4 em setewbro bm foi possivel effeetuar o paga-
mento daquella mesma parle que elles deriam
receber.
Assim, aquello saldo de ris 32:067*720 com
que se fechou o balanco provisorio, eslava ento
obngado a um debito muito wperior.
Ib spproximadamebte a cifra liquida desse de-
Reslo do em presumo feilopela
caixa de Agricultura do exercicio
de 1859...........................
Deducgio da renda de assucar
no exercicio de 1859 em fator da
mesma eaixv.............'.........
Emprestimo do commendador
Franciaco Aires de Souza Carra-
lbo.....................;.........4
Veoclmenlos atrazados.....'.'..'.'
Fornecimenlos e oulras despe-
za....................
:886tfM.6rtBti esta repartico dando-lhes o regulamen-
_______ lB.14e)l'di[oato em substituido doana-
ataMe'4 < d julho de 1837. Ficou a secre-
?U da seguinte pessoal: O secretario,
*(*>* Ci, 2 primeiros offlciaes, 1 arebi-
?Wt, segundos offlciaes, 4 amanuenses, 2 pra-
ticantee, 1 porleiro, 1 continuo. 1 correio. O por-
v '"ff ""da mobWo de palacio a re-
eaite m atm geraes urna gratMcac&o por n
BCaSBa1.
Wafe UnraraV a trabalhos da aeerataria can
* r'**T!^P fceja mais fcil oMar-a qualqaer
MelaiHlasaalu qae se exija, pasto que o arcW-
ono se aefca avada nop em que Mita para de-
salar queestiretse.
Oexpedionte feito com reguleridade e a tempe
a trabalhos sao beoa preparado*, e o registro se
ha quasi todo em dia, ten4*-aaeaaclaide o daa
protinciaes que eslava em atrazo desde
di prflsliTtocia
desde 85B.
Os em pregados eumprem satisfactoriamente os
se ira| deteres, sendo a repartteio dirigida oelo
ntelhgente bacharei Luiz de Albuquerqae Mar-
tina Pereira. '
Oannexo sobn. 20 mostra o quadrodosam-
Na ultima noitede thealro. algumas oessoas ij____. ...
i. r?g,rr,0 ctaatm d polii'*"wS5S! IS? ia,'txU^0,'r,ii.qM' pe, hci<>de
so delegado, que nao tinbam aisento, a bavia-se '.--2?_*f !n'** ? sessao o numarn
tendido maior numero de bilhetes do que aquel-
les que --------:--1
29 325SO00
16:445*970
19:6005000
54:725^019
Depsitos.........-.......'."
13:694*411
4:263g040
138:053*440
caixa de agricultura, quando a do .
exercicio se exhauria. E' por isso que se nota | do na compra i
na quantia tomada um excesso de 21:5508190, o vros e oulroi obiectos ne'cesarios
385656*096
qual com os 53*047 da demasa as entradas do
agente fiscal do Aracaly, e de algumas colleclo-
rias, conslituo o saldo de 21:6038237 oom que se
fecha o balanco.
Esse excesso nie pode reterter para a referida
caixa na occasiao do encerramento do exercicio,
porque nao obstante apparecer no balanco o sal-
do em sua totalidede, estar por arreradar a
maior parte, existindo em caixa somenle ris
8:236*326.
Tassando esse saldo para o exercicio de 1860,
passou com elle o encargo de pagar caixa de
agricultura os 29:965* do emprestimo. assim co-
rno o de encontrsr nss entradas, que livsaem de
fazer por conla de sua renda propria a agencia do
Aracety e as colleclorias, os 53*047 recolhidos de
mais em 1859.
Alm disso, uo pode lambem o exercicio de
1859 pagar caixa de agricultura a quantia de
16 445*970 provenienle dadeduegao de um i6rgo
eumquarto da renda do assucar, na forma do
d:sposto nasleis protinciaes os. 24 da 4 de junho
de 1854 e n. 7 de 31 de outubro de 1855, o que
augmenta o seu dficit e aggrava a sorte do exer-
cicio de 1860 que ficou assim obrigado :
Pelo emprestimo da caixa de
gricultura........................ 29:9658000
Pela deduccao da renda do as-
sucar era favor da mesma caixa.. 16:445*970
Pela demasa de entradas....... 53*017
Para fazer face a este debito havia alm do sal-
do ja mencionado, o valor de 32:067*720 em le-
tras vencidas em dezembro.
WMMiL"' feonido ao saldo elevase a........
73-585960 AindS a88'm res,aTa um deficil de
Se se excluir da totalidade do debito, a que per-
tence caixa de Agricultura e urna parte da im-
portancia dos depsitos, cejo credor proprio
ihesouro, Oca elle reduzido a 88:608*430.
Tem-sepago por conta dess* divida at 21 de
fevereiro ultimo 60:555*289, fleando assim redil-
sida anda a ris 28:053*141 para cojo pagamen-
to importa o inspector do thesouro haver receita
Vrfemr no ,emes,re ddicional. Se nao for
ella sufficiente para o pagamento de toda aquella
somma, pouco flear per solver.
Quanio divida de que credora s caixa de
Agricultura, permita V. Exc. que transcreva aqui
com as propnas palavras a acertada opiniio do
ur. inspector que pens merece ser adoptada.
O que constilue a caixa de Agricultura o
produelo da deduego de um quaito da renda
do assucar, arrecadado nesla provincia, e um
terco da arrecadada em Pernsmbuco, em vir-
tude das leis n. 24 de 4 de julho de 1854 e n. 7
de 31 de outubro de 1855. A primeira destas
i manda empregar o dinheiro assim adquir
de sementes, machinas, animaes,
para o me-
pregados da secretaria, com os necessarios escla-
recimentos.
CORREIO
Funcciooa regularmente sob a direccaode seu
nabil e xeloso admiaistrador.
O seu pessoal eampoe se do chefe respectivo
que ao mesmo lempo tbaaourairo, do aiudaate e
contador, do prnicante e porteiro e de dous car-
teioa.
O administrador propoe a nomes-ao de mais
um carteiro.
Existem 16 agencias do correio as cidadea de
Mamaoguape, Ara o SoBza. e as tillas de In-
dependencia, Pilar, Imji, Bananeiras, Campia,
Cuit Alaga Nota, Cabaceires, S. Joao, Patos.
Pombal, Catle do Rocha e Pianc.
.E ndispenaatel a creaeio de mais urna agen-
cia Da importante e populosa villa de Teixeira.
cujas comraunkacOes tem lugar por intermedio
aa agencia de Patos, o que inconveniente e mo-
roso.
Exietem para condcelo daa malas 8 estafetas.
K mu o diminuto esre numero Alm de te-
rem elles urna retribuicio muilo insignificante,
lio grande o peso das malas que sao obrigados a
conduzr is costas, qae s o pdem fazer com
grande morosidade, quando nio as deixam em
" ,,v.-----, i----- i- oo ueixain era pes Cas
caroinho, pela impossibilidade deas letarao fim, I Branco.
Sahidas.
21780
23890
27791
Total.
47964
53284
56769
exercicios o
Saldo recebido.
Dficit..........
46:464*017
21.603*237
24:860*781'
Nao houve diminuigio de receita no exercicio de
1859.
A causa de dficit foi portento o grande incre-
mento que tete a despeza, como se ve da seguin-
te demonstragio:
Dttpeza.
1856280 429*069
1857295:219*146
1858-277 707*077
1859-340:051*394
O termo medio nos tres primeiros exercicios
de 2844518764.
Com relagao a elle lemos no referido eiercicio
de 1859 p exsesso de 55:599*630 ; ero relaco,
porm ao aoterior (1858; o excesso sobre a avul-
tada somma de 62:344*317 !
Esse grande acrescimo de despeza foi principal-
mente motivado:
i."Pela elevago dos vencimenlos do pessoal
de todas ss repartigoes ;
2." Pela da despeza com o corpo policial;
3. Pelo acrescimo constante da verbapresos
e cadeias;
4 o Pelas grandes sommas dispendidas cora
desapropriages de predios, alargamenlo de
ras etc.
Essas ultimas despezas muito fizeram avullar
o dficit, e sem ellas a receita liquida teria sido
sulTiciente para todos os encargos do cofre e de-
xaria intacta parte do saldo de 1858 que, em vez
do um dficit, teria vindo augmentaros recursos
do exercicio de 1860, que coireu com lo grandes
difculdades|l
Exercicio de 1860.
Nio se achando ainda deQnilitamenle encerra-
do esse exercicio, nao podem agora os respecti-
vos algaasmos traduzir perfeitamente o estado da
receita e da despeza durante o mencionado exer-
cicio.
Eotretinlo, dos dados couhecidos resulta o se-
guinte :
A receita arrecadada importa
em ris...........................
A despeza em ris.............
ofTerecendo por tanto um saldo de
lis...............................
A arrecadaces leve lugar se-
gu oles cstages:
Thesouro.......................
Consulado......................
Agencia fiscal do Recite........
Agencia fiscal do Aracaly......
^jCollectotiaa....................
280:066*263
247:998*542
32:066*720
128:410*203
120453*315
22:1708797
6078894
8:424*053
280:('66*262
A despoza se efleclnou as seguales verbas :
Assembia provincial..........
Secretaria do governo..........
Iostruceo publics..............
Culto publico..................
Administrado da fazenda......
Forca policial..................
Sama Gasa de Misericordia....
Presos acadeia................
S.ude publica..................
Illummacao publica............
Aposentados e pensionistas....
Divida passiva inscripta........
Cemiterio publieo..............
Evenluaes e obras publicas....
Depsitos restituidos...........
18733*177
13.244*958
39:542*318
1:046*666
32:166*960
51:5968554
7:724*997
16:3108464
720|692
7:267*740
6:316*892
40*320
6994996
Ihoramenlo da sgricullura cutre ns. llanda
tambera crear nos suburbios da capital urna es-
cola de agricultura theorica e pratica, etc.
a At 1858 inclusive linha entrado pars esta
caixa a quantia de ris 40:5718684. Em 1839 de-
!? ffgjg.*** J ive occisiao de dizer a de rs.
IsS^.' e eai l86 d0 ris 1*: 71:437*oS!4.
S em aetembro de 1858 comeepu a presi-
dencia a appliear este dinheiro. Al fevereiro
de 1860, como est registrado no relatorio de 20
de margo, ttnha-se despendido a somma de....
10:3898617. De entao at hoje despondeu-se a
de 1:1898920, o que faz um total de........
11:579*687.
jardim botnico da capital, que est abandonado
e sendo posto em prega por arrendamiento nio
achou quera o quizesse arrendar; e no ensaio da
cultura do trigo, que nio leve resultado.
Ora, ainda quando tivesse sido bem succedido
o eroprego desle capital, forga reconhecer que ao
passo que muito sensivel o desfalque producido
pela deduego da receita provincial, a ulilidade
que dahi podesse resultar para a agricultura Se-
ria muilo remola; i vista dos facios poderia al
dizer duvidoao.
A primeira aecessidade da agricultura entre
os, a primeira condigo de seu progresso, que
deve sCcom a maior urgencia satisfeita, estra-
das. Privada das vias de transporte a ponto
de ser preciso em alguna lugares tirar dzs costas
dos animaes as saccas com algodao, que se diri-
gem capital, para passa-las i mao,de que
serve comprar sementes de especies novas e ad-
querir machinas que ficariam na capital, ou quan-
do muito poderiam ser transportadas para os es-
tabelecimenlos mais prximos?
Se a cultura do trigo prosperasse na Serra do
Teixeira, para onde nao foi possivel trans-
portar-so as duas ms compradas para a construc-
gao do primelro moinho, as quaes eslo encaiha-
das na cidade do Ass, protiocia do Rio Grande
do Norto, o que fariam os agricultores do trigo
que Ihes sobrasse? Se quizessem remetter para
os mercados martimos, elle ficaria ah, em razao
da despeza do transporte, mais earo do que o
Ingo estrangeiro. Conseguintemente a cultura
deste cereal ficaria reduzida as mesmas propor-
edes a que est reduzida a dos que ji se cultiva-
ran!. Semelhante resultado nao taleria a des-
pet feita com a sua inlroduccSo.
Pens pois que o legislador procedera com
acert se retogasse aquellas duas leis e abrisse
no orcamento urna verbapara as despezas indica-
das na de n. 24 de 4 de jnbo de 1854, passan-
do-se o saldo da caix**de agricultura, que ficaria
exlincta, para a caixa protincial que s deste
modo poderia liberta-ae do debito em que ac-
tualmente esl para com ella.
B.EPARTIQA DO THESOURO.
A ataacada idade e molestias do chefe de sec-
cao Jos Bento Meira de Vasconcellos e do por-
teiro da mesma reparligao nao consontiam que se
applicassem elles ao preenchimento de seus de-
teres, como seria mister. Eatandendo, porm
que nao sera de equidade exonera-los depois de
longos annos de servigo; e achaode-se ambos
em circumstancias de gosarem da aposentadoria
permiltida pelo novissimo regulamento do Io de
margo de 1860 approvado pela lei n. 15 de 11 de
agosto do aooo psssado, resolv aposeota-os, o
que Qz em fetereiro ultimo.
O estado critico das fioangas da provincia le-
vou-me a nao preencher essas vagas, Unto mais
que o servigo se flzera regularmente al entao
sem o auxilio desses empregados que i o nao
podiam prestar.
Represenlou-md o inspector do thesouro que.
sendo sojeito ao ponto o fiel do thesoureiro, com o
ordenado de 600*000 rs. anou.es, nao s era dif-
iicil enconlrar-se pessoa idnea que se quizesse
sujeitar a esse onus imposto a todos osemprega-
doda reparligao ; como que bacharei eolio
nomeado nao preetava o menor servigo. nem la
repaxtigio apezar de receber sempre os venci-
meotos, accrescendo que sesea occasiio se acha-
ta elle com asenlo na assembia provincial.
Propuoha o inspector ou dispensarse do ponto a
esse empregado, ou supprimir-se o lugar obri-
gaodo-se o thesoureiro a fazer-se substituir sua
custaeconcedendo-se-lbe por esse noto onus um
accrescimode gralitkagao.
Tenlo ao principio dispensado do ponto o refe-
rido fiel, eotendi depois que era maa convenien-
te o alviire proposto pelo Inspector, i ieaitacio do
que se pratica aa thesouraria de fazenda deata
?roT551 Arb,,rei <> thesoureiro o augmento
de 400*000 rei. na sus ratificacio, e oombU
aando aaaim a quantia de 200*000 reis e acaban-
do com a sinecura do fiel.
Tenciooata subsaeller o meu acto assembia
que doliberaria cerno enttndesse conveniente.
V. bxc. far o que julgar melhor.
OBJECTOS DIVERSOS.
Secretaria do governo.
Usando da aatorisaco que me foi concedida
nal ioi n mAl~ti.^I mi tuuceaiui commisaao por unanimidad
pela le n. 2 de 7 de julho do anno passado re- habilitado o referido Snaoi
como frequeotemente acontece. Parece a
conduegio As costas de aoimaes, ou per peque-
as distancias, com maior numero de estafetas
melhoraria muito esle importante ramo de ser-
? ICOa
n.rH0 m tet0 d0 correio no "o Prximo
pasuda oe 28978 entradas e 27791 sahidas. Com-
prado com os dous annos anteriores teremos o
seguinte:
Dttas. Entrada.
1858 26184
lf59 29394
1860 28978
Renden o correio nos tres ltimos
seguinte:
1857 a 1858......... 970*600
1858 a 1859......... 843*450
J859al860......... 1:112*020
Capitana do Porto.
Acha-se vago o lugar de capitn do porto, por
ter ultimameote fallecido o honrado e activo ca-
puao de mar e guerra Francisco Vieira Leitio
que o oceupava e que ha pouco regressara de
urna commissao barra de Mamanguape, de cuja
Planta fra incumbido, em cumprimento das or-
deos expedidas pelo ministerio da maana
EXECUQOES DS LEIS.
Ley n. 6 do Io de tetembro de 1859.
Nao foi anda possivel realisar o bello pega-
mento comido nesla lei. Por ella foi autorisada
a presidencia a organisar nesla cidade ama escola
de aprendizes artfices para osorphos desvalidos
e os tunos de pais pobres. A mesma razio que
tem impedido e retardado tantos oulros melhora-
menios urgentes tem feito adiar a poca desla
creacao de intuitiva ulilidade e contenieocia.
Desejo que V. Exc. possa dispor dos recursos
necessarios (e que completamente me faltarara]
para levar a realisagao essa bella ida,que j nio
e simples projecto em provincias muito mais atra-
sadas quo a Parahyba.
N. 9 de Io de selembro de 1859.
Como j expaz em oulro lugar, foi em parte e
em relagao d ponte de Sanhau executada esta
le que aulorisa a presidencia a contiactar ou
mandar fazer de novo essa e a ponte de Manda-
catu*
lf. 3 de 7 de julho de 1860.
Usando da autorisagio censignada nesla lei
ordenei a reimpressio das leis proviociaes que
s existiam em manuscripto. J existem relm-
\?L ISX&S .ae L1835 1836' ,837.
1BJ8 e 1839, tendo sido lambem tmpressa a le-
gislsgao do anno passado a que se acham anne-
xos os actos principaes do governo, cnia impres-
sao parecen conveniente.
Para se fazer mais econmicamente esse ser-
tico, ordenei que se expurgasse da collecgio de
leis dos annos atrasados aquellas que eslitessem
revogadas, sendo simpUsmente mencionadas e
apootfldo o seu objecto. Para a historia da legis-
igao provincial e para servir a quem se quizer
encarregar delta existem os aulogrsphos manus-
criptos e os registros respeetitos que para osse
um nao haveria inconveniente em franquear.
N. 19 de 17 de agotlo de 1860.
O estado actual a que se acham reduzidos os
coires provinciaes nao me cooseatio oceupar-me
com a realisagao das vistas da assembia provin-
cial utorisando a presidencia a subvencionar a
companhia pernambucana de vapores costeiros.
Entendo que um contrato pelo qual e a troco
da subveocao. se obrigasse a companhia a fazer
escalas nos portos de Mamanguape, da Baha da
Iratcao e talvez em algura dos do sul di provin-
cia, compensara amplamente os sacrificios que
tizesse o governo.
Entretanto, mesmo com sacrificio nio me foi
possivel leva-lo a effeito.
Fago tolos para que V. Exc. possa prestar es-
se sertigo ao commercio e produegio da pro-
vincia. '
Nao uze de algumas autorisacoes consignadas
em diversas leis pela razio j tantas vezes repro-
uuzda: falla de recursos pecuniarios.
CONCLUSAO.
Como V. Exc. t, poueos semgos prestei a
esta provineia. Alm da eonclusao do edificio
do ihesouro proviocial e do comego de urna obra
importante e para cujo flm o emprego sella dei-
xei intactos os 20:000*000 que para obras publi-
cas gerars e auxilio is protinciaes, foram con-
signados oo orcamento geral do imperio para o
correte exercicio, pouco mais flz que raerega
mengSo, apezar dos bons e ardentes desejos que
t. Exc. bem pode comprehender que me aoi-
mavam, tralaodo-se da primeira admioistrago
que me era eonfiada.
A quadra afllicliva o penosa que atratessei e
em que s difficuldades administrativas e polili-
cas se reuoiram as de urna situagao floanceira
deploravel, desculpar a olhos desprevenidos e
indulgenlea os meus muitos erros, para s alten-
der pureza de miohas ioteogoes.
Dos guarde a V. Exc. Ulm. e Exm. Sr. bsrao
do Mamanguape, digno Io vice-presidente desla
Luix Antonia, da Silva Nunes.
nunctas.-----------------TeraMa4a
roU.^eh,en.dH! ?*> "i" de M !-
tartas nnli"hel%# D0 di* **** +
SfairttPn,!.:enfi.cou W effecUvameBta U-
n .J.^ T.end,(1? T'o "os bilaetas da aa%is.
O amprez-no assigoou um lermo da mooaMMli-
da que esse abuso aao eaatnue, gracas a aaareja
daquella integra autoridade. ^ V
B.^"!,'di8 irfEue" Santo Antonio de
R*6+fe. 4 a 19 do corrate,
da Coneijo!0' fllh ",Ural F,,ortM MirU
Manoel, pardo, escrato de D. Glaadina Marra de
J6SUS*
Joao. sirai-brsnco, fllhci natural de Alexandtina
Oongalves Lessa. ^~
Luiz, branco, fiiho legitim do lente Prancls-
co Antonio de Almeida e Joaquina Mara de Al-
meida.
Lidia, parda, fllha de Rosalina Hara
Barros.
Firmina, criouls, escrata de
Brito Taborda.
Celesiino, pardo, escravo de Carolina da Silva
dflnto?.
*?!?' P"-?0' fitho 1'8'limo He Alexandre
Jos da silva e Carolina Thomazia Ribeiro.
Carlos, branco, exposlo, santos leos.
Alfredo, pardo, fiiho legitimo de Raymuodo
PeBa-forte e Rosalina Mara da Coocego:
Carolina, branca, fllha legitima do finado Fran-
cisco Gomes de Cartalho e Umbelina do Kego Ma-
chado, santo oleo.
Adelia, parda, fllha natural de Mara Filppa
da Concei-ao. vv
^^Joaooa, croula, escrata de Joo PeJro da Ro-
Id.liua-, branca, fllha legitima de Tiago Jos
dos Santos, e Thereza de Almejda Lima.
lESfSmT* fllh" lesfililB8 de Fr"cisco
uuane da Silva e Laurmda Mara da Silva.
Ernesto branco, lllho legitimo do Dr. Luiz Lo-
pes Casiello-Braoco e Igoacia Thereza Caslello
do Reg
Ignacio Luiz de
de Aona Honorata
PEBNIMBUCO.
n REVISTA DIARIA.
Hoje tem lugar na paroebia do Ssntissimo Sa-
cramento do Bairro da Boa-vista a formagio da
junta, que tem de funecionar durante os 5 dias
de'l846nadS D t,ig22 d* leide 19 de 8st0
Oa eleitores contocades para esse fim sao os
notamente eleitos, tisto que tendo sido approta-
da a eleigao primaria desle primeiro distrelo, ia
nao podem funecionar os da legislatura anterior
cejos poderes caducaram por esse laclo.
Acha-se nomeado para o commaodo interino
da fortaleza de Tamandar o raajor reformado Au-
tomo Joae de Oliteira Fragata.
_ T ? '""te reformado Francisco de Paula S
Peixolo foi nomeado interinamente para exercer
as fonegoesde ajudanle da fortaleza do Brum
Acha-M em exercicio da segunda tara mu-
nicipal Dr. Witrotio, quarto supplente da
mesma por impedimento do respectivo Dr. juiz
miAwipal e dos Mpplentes anteriores na oriem
numrica. u.
Mo exame de habilitacio ou de capaeidsde
para o magiatena-primario, a qoe ae subaaUau o
Sr. Dernno Jos da Cmara, julgou a respectiva
Francisca, parda, esersva
Carneiro da Cuoha.
Um fiiho de Bernardo Jos da Cunba.
Casamento.
Jo.quim Cyrilbo da Paixio com Emilia Fortu-
nata de Gusmio.
deMaTuss*' Ferreira Csmioha com Mara rsula
.*<&?' P"eira da SilTeira com Anna Mara
fla Silva Braga.
Antonio Francisco de Moura com Maria Isabel
de Oliveira Mello.
-."7 p,a9"8eiros do Tapor Iguarass sahido para
os portos do Norte :
Dr. Antonio Fernandes Trigo de Loureiro, Fr
Manoel de Santa Clara dos Anjos e 2 escravos,
ana Gerlrudes, Custodio Jos Alves Guimaries
Izidoro Comperlz e sua senhora, um escravo de
Jos Jacome Tasso, Vicente de Paula e sua se-
ohora, Francisco de Paula de Souza Leao e 1
cralo, Domingos Heoriques de Oliveira, capitia
Jos Bento Altares su, senhora e 4 filhos, Pedro
Lopes Rodrigues, Jes Baptista da Fonceca su*
senhora e 1 escrava, Loureugo Cavalcan'i da
Albuquerque Jnior 1 escravo e 1 criada, Carlos
Joaquina Pioheiro de Vasconcellos, Jjs Goncal-
ves Villaverde, Lulgardes Aurelaoa de Figuei-
redo, Antonio de Moura Rolim, Fabricio Gomes
medrosa sua senhora e 4 filhos e um criado An-
tonio Luiz Leite, Luiz Antonio Gomes Viaona
desertores Manoel Rodrigues Pereira, Manoel Alei-
xo e duas pragas, Francisco Rodrigues dos Santos
Paasageiros da barca portugueza Corea, sa-
bida para Lisboa: *
Ignacio Joaquim Dias Correia, sua senbora e 2
filhos menores.
Foram recolhidos a casa de detengio no dia
\ d este mez 6 homens, sendo 5 livres e 1 es-
cravo ; a ordera do Dr. chefe de polica 4 : a or-
den, do subdelegado dos Afogados 2. inclusive o
cnoulo Paulo, escravo de Miguel Nunes.
Matadouro publico.
Mataram-se oodia 22 do correte para o con-
sumo desta cidade 105 rezes.
MORTALIDADE DO DA 19.
Anna, Pernambuco, 1 /t mez, Boa-Vista ; desin-
Maria. Pernambuco, 4 mezes, Sanio Antonio:
nilaniaro.
Maria Olindina de Souza Pmentel, Pernambuco,
zi annos, soltcua. cidade de Olinda ; phtysca.
Aoaslacio, Pernambuco, 15 das, escravo. Re-
cite; espasmo
Francisco, frica, 50 annos, casado, escravo. Boa-
Vista ; estupor.
Maria, frica. 28 annos, solleira, escrata, Santo
: tubrculos, pulmonares.
20-
Jeao, Pernarabueo, 5 annos, Boa-Vista; febre
cerebral. '
Procopio, Pernambuco, 40 annos, solteiro. es-
crato, Recife; ttano.
Rufina Mara da Conceigio, Pernambuco, 38 an-
nos, solleira, Voa-Vista ; inflammagio nos li-
gados.
Felicidade, Pernambuco, 6 mozas, Santo Anto-
nio : calor de figado.
Francelina, Pernambuco, 1 anno, Recife: coque-
luche. *
Zeferino Manoel da Cos, Rio Formoso, 18 an-
nos, solleiro, Boa-Vista ; febre cerebral.
Jos. Alagas, 45 annos, solleiro, escrato, Boa-
Vista ; aneurisma.
21 +
Candido Francisco Rodrigues da Rocha Bastos,
Baha, 19 annos, solteiro, Boa-Visia ; tubrcu-
los pulmonar.
22 -
Leonardo, Pernambuco, 5 mezes, Boa-Vista :
contulsoes.
Agostioho Coelho Gongaltes, Portugal, 38annos
casado, Boa-Vista ; hernia estrangulada.
Jos Joaquim Corris, Papacaga, casado, 30 jo-
os, santo Antonio; gastro interite.
Manoel, Pernambuco, 1 hor, San-Jos : es-
pasmo.
Maria. Pernambuco, 22 dias, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Adelayde, Pernambuco, 8 mezes, Santo Antonio;
tosse-coqueluche.
COMPANHIA DE BEBER1BE.
Ilelatorto apreeentado na teseao de 16 do cor-
rente, pelo seu director o Dr.Jot Mamede Al-
tes Ferreira.
Srs accionistas da Companhia de Beberibe.
Cumpnndo o disposto no 6., do srt 28 dos
estatutos que regem esta companhia, eu veoho
dar-tos conta do estado de seus negocios, e de
ludo quanlo tem occorrido depois da tossa reu-
mao semestral em 21 do novembro prximo pas-
eado. r
Pela exposigio que foi fe i la em a reuoao ex-
traordinaria de 9 de abril, soubesseis das dutidas
em que se achava esta administragio sobre a ma-
neua por que detia proceder, em vista das di-
versas disposigoes da legislagio ltimamente pu-
blicada sobre as companhias e sociedades aoooy-
roas. e de aecrdo com 9 que foi deliberado era a
referida reunao, dirigi esta administragio ao
governo imperial um requermento solicitando
approvagao de seus estatutos para cootinua-o
de sua ocorporacio, se por ventura fosse esta
companhia considerada compreheodida n'aquel-
las disposigoes, de que parece estar iseota como
lot allegado no referido requermento, que unto
por copia vos aprsenlo.
Durante o semestre fiado nada oceorreu de
extraordinario as obras da companhia ; ex-
cepgiode pequeos estragos em torneiras. pro-
venientes do continuo uso : qua foram inmedia-
tamente reparados. -
Achaedo-se multo arruinada a ponte velba do
Recife, por onde pasas o eneanamento que
ta- agua ao bairro do Recife. e tendo de
ser brevemente interceptada a passagem do
eneanamento por aquelle lufar, para eae-
f"&* "nota poote, que vai all ser ons-
iruida ; forzoso quanto sales tr*lar-se dss
oras precisas, para evIUr, qae seja iolerrompido
o ferneermeoto d'agua i aqaella parle da cida-
de ; e para isso deris autorisar a idmistragao
para execaco de taes obras.
Tendo-vos decidido aa sessio de 21 de novem-
bro ultime, de qae ao arrematante da venda
o agua oos chafa rizas da freguexia de S. Jos,
se prerogasse por mala um anno o |respectivo
contrato e oom aa aaesmas condiges, em conse-
qaeneia do grande lugnaolo no prego da arre-
aatagao que baria feila aquelle arrematante ;
serias formalidades
conveniente.
Pelas mesase* razoes expedidas a parsaranh,*
pedente derN. Mt/7mltmH^V
xecugae vw, deliberagio levada nsqaella
52?a T^L^ *BfM m h(|M de Seato Aalonio. embera
seja essa obra de grande necessidade, atesmr>
urgeate ; o deixand* de reprodintr boje as ra-
zoes j apreeentades ao relaiorio de novembro
espero habilitis i nova administragio com a au-
nmtaeao conveniente.
Era quanto, porm, a vossa deliberagio sobre
o augmento do ordenado do escriptararie desla
companhia, deu a admnislragao a devida execu-
"L PV !sso 1ue W tersava ella sobre um
augmento de verba de orgameolo. que segundo
nunTT ,n0art- ,9 4- dos esl.lutos. eosan-
TAT.\!0:reuDii0- l"ade-'^
.dm?n Vriu.dt> de *" autorisigao dada a esta
onv eur"M P."i" C-D,raUr Com 'er "'
iS32SL**2?2& d8 un.chafsriieseni
arrebaldes desta cidade, teve esta administraran
llTnY0 E t*'*** da prorinca em
data de 23 de margo ultimo, urna proposta oara
construegao de um chsfsriz em Sanio Am.ro JS
o mesmo governo havia solicitado d. eomp.nm.'
!m ,".J. pr0p10S", teye ""nistragio somenle
la um. u,cro '5o de dez por cenlo ao
anno do capital empregado para esse flm, hivo
fniH Hpe" decon.se"*?ao e costeio. na confor-
midade de vossas mslrucges ; mas al o presen-
res eito Be,lM,BM >oluSao tem havidoseste
As obras do eneanamento d'agua para a nassa-
gem da Magdalena foram j eoncluidaa, e desde o
primeiro do corrente mez est sendo fornecUa
.",n"S PrPr,etaMos d'equella localidade que
assignaram o respectivo contrato. 4
Tenlo os moradores da Magadlena. Bemfica e
Remedios requerido ao presidente da provincia
para se eslabelecer um chafariz publico naqueile
mle"lde/'1" dmint"S*o informou que s!
T^SJtV" eu'' o cbfz pedido com
a condigio de ser este considerado no numero dos
m.,,BiVralViV'-.M 6." da lei provinei.1 u!
o 1; .fv4 de JHUlh ,de ,837' e P^rsBiuindo-
se companhia vender all agua i 40 rs. o balde
ri! r!u d-"> %l V d* lei Pr<"incial o. 448
de 16 de ms.ode 1860. vislo que squella locali-
dade scha-se fra dos limites da cidade, e nao
promelteum consumo sufficieote para pagamen-
to das despezas de costeio, cooservagio das
?,rrAAUr0V,0f Capi'al a ea,P"6ar-se na cons-
truegao dos chafanzes.
Durante o semesire findo apenas so cootratou o-
fornecimenlo 'agua a tres predios. 4 saber
para o sitio de Ignacio Luiz de Brite Taborda na"
ponte de Ucha 45 baldes diariamente : para a
fabrica do gaz nesla cidade 45 baldes diariamen-
te ; e para a casa da residencia de Joaquim de
Souza Miranda Couto na ra do Queimado, 15
baldes diariamente ; assim conla actualmente a
companhia 56 contratos com particulares cara
fornecimento d'agua, alm de 3 contratos para
eslabelecimenlos pblicos.
O estado financeiro da companhia bastante
sana alono, pois pelo balanco que hoje vos aore-
de &Mi",|e.oqoe em W de abril ex,8,ie "ld0
?J569i0t2' e Pr eposeguinte permiti
lazer o 26 dividendo na razao de 3,200 rs. por
aegao, ficaodo anda e saldo de 1338 840 rs
para o semestre corrente. '
Em virtude do disposto no art. 25 3." dos es-
tatutos, junto tos aprsenlo e orgameoto formu-
lado por esta administragio, para receita e des-
peza do presente semestre no qual vai considera-
do o 26 dividendo na razio de 3,200 rs. por ae-
gao, e deixa prever aioda um maior diviveudo
para o corrente semestre, se portentura nio hou-
verdiminuigao na receita, ou augmento na des-
peza.
As trsDsacgdes d'apolices desta companhia,
qne por algum lempo estiveram parausadas, fo-
ram ltimamente mais frequentes, tendo-se eflec-
tuado no semestre fiodo 21 transferencias sen-
do as ultimas a prego de 60.000 rs., d'onde sa
deve concluir que o orodito da companhia tem
augmentado.
Pela relagioquejuofo vos aprsenlo. v-se que
actualmente esta companhia compe-aede 234 ac-
c.onistas.das quaes 33 acham-se fra da provincia.
14 morara fra da cidade. 4 morreram ha pouc
lempo, 19 sao orphaos, 68 sao seohoras. e por
cooseguinte apenas restara nesla cidade 96, qoe
poienam comparecer is reunioes da companhia
e que representara 430 votos pela forma por qu
fgli0.d'8,,1,DloMM eegoes; d'onde se v qun-
to difiicil reunir em urna sessio o oumero de
tiutVos pre8eote8' como ex'6e o 'L 46 dos es-
Parece-nos senhores, ter-vos dito quanto bas-
ta para vos por a par dos negocios desta compa-
nhia, sendo que pelo exame dos livros, que se
acnam vossa disposgao, e que esli escriptu-
raaos em da, podareis obter todas as minuciosi-
dades, que desejardes respeitode qualqucr ne-
gocio. t
O nosso companheiro d'atrministragao o Sr.
commeodjdor Manoel Gongalves da Silva, que
desde a creagio desta companhia tem exercido o
lugar de caixa da mesma, prestando sempre rele-
tantes sertigos, como bem sabido por tos lo-
dos, declaron em a ultima reuoiio d'administra-
gao que nao poda mais continuar nesse encar-
go ; o que levo ao tosso conhecimento, obser-
vando-yos smente que sin falta seri bastan-
sensitel anota administragio.
Concluiudo pois aqui esse relatorio resta-me
smente agradecer-tos a honra que me flzestes
era me elegeres para esse lugar, que melhor se-
r preenchide por oulros ; e tendo Qndado mi-
nlia missao.dero assegurar-tos qae oio poupei
esrorcos para fazer o que eststa a meu alcance
em fator da companhia; no que fui sempre
coadjuvado pelos meus companheiros d'adminis-
racao, aos quaes aprotelando essa occasiao,
ibes tributo meus respeitos e gratidao.
Escriptorio da companhia de Beberibe. 10 de
maio de 1861.
O director,
Jos Mamede Alves Ferreira.
Ihms. Srs. accionistas da companhia do Bebe-
ribe.A commissao fiscal desta associagSo, tendo
examinado os livros e mais papis da respeclita
administragao, relalitos ao semesire prximo
findo, do 1" de notembro do anno passado 30
de abril do correte, achou toda a escripturagao
em da e cora perfeta clareza e aceio, mostrando
o saldo de35:694c042rs., que va sar ditidido
pelos accwoistas.
Teodo, portanto, a referida administragio, pres-
tado os seus relevantes sertigos de urna maneira
a mais satisfactoria, julga a mesma commissao
fiscal que estes lhe detem ser muito agrade-
cidos.
Escriplorio da companhia do Beberibe. 10 de
maiodel861.
Joo Gongaltes da Silta.
Bento Jos Fernandes Barros.
O caixa da companhia do Beberibe em conta cr-
reme com a mesma, correspondente ao segun-
do semestre do anno financeiro do Io de no-
vembro de 1860 30 de abril do corrente
anno.
Debito.
Saldo em caixa nesta
dl................ 34:769*447
Pelo que se recebeu
dosarremalantecdos
chafarizes e bicas,
neste semesire...... 37:503*996
dem dilo dos contra-
tos pblicos........
dem dito dito parti-
culares..............
1:831*800
1:236*309
75:341*552
Crdito.
Despendido nesle se-
mestre cem despe-
zas geraes..........
dem dito com o pa-
gamento de dividen-
dos atrazados......
dem dito com dilo do
25 dividendo......
Saldo em caixa que
passaao seguinte se-
n161".............. 35:694*012
5:6375210
4399100
33:571jj200
75:3419153



MJWU*

Oeeeripinrerio,
Martenae Jas Pepae.
Pernambueo, Io de maio de 1861.
' Diversos bataneo.
Pelo activo da companhia de Beberibe :
Caixa. Pelo dioheiro
eitatanta cesta data, 33:6119018
Emptexa do eecana-
fflento. Pelo valor
da mesan.......... 486:iWJ444
AOPUBtlU0 ,
Tendea cmara moaicieal dt>' Olinda autonaa-
do a sea aecrataras, eeaixa eiga.'do. dar ao
publico e a qaeaa conver es tsclaractoeotos ne-
essarios aserta da aau patriasoaio, abano aa-
eigoado faz a pubiieacie das aeguintes ;>ecas,co-
aao oella se conten *
Regulto de urna proviso rigia, pastad ao Dr
Jos Ignacio de Aroucha para fazer o tombo ios
btne dados a enmara. ]
Eu, ei-rai, taco saber ao* qae eata minha fio-1
OLiirri iciiA m tmmt > al
511:8609486
Bataneo diversos.
Pele paastro da companhia do Beberibe :
A' capital. Pelo valor
das 10.736 apoliceg
emiltidas a prec,o de
42* cada urna...... 450:9129000
A'21 dividendo. Pe-
lo que se resta a pa-
gar.................
A' 92 dividendo. Pe-
lo que se resta a pa-
gar ................
A'23* dividendo. Pelo
que se resta a pagar
A' 24* dividendo. Pe-
lo que se resta r pa-
gar................
A' 25 dividendo. Pe-
lo que se resta a pa-
g ................
A lucros e perdas.
Pelo bitango desla
conta .............. 69:260536
159000
159500
4239000
4509150
7849000
521:860486
Escriptorio da companhia
maio de 1861.
de Beberibe, 1 de
Demonstradlo da conta de lucros e perdas.
fle&iio.
Pelo excedente docus-
to da emprez* ao ca-
pital da companhia. 35:254^444
dem do dinheiro exis-
tente em caixa nes-
..ldll.............. 35:6949042
Abate-se o que sede-
ve de dividendos em
'ro.............. 1:6879950
.--------------34:006S092
69:2608536
Crdito.
Pela differenca do va-
lor do capital ao
custo da empreza.. 35:2549444
dem do que ca em
caixa pagos os divi-
dendos em atraze.. 34:006$092
69:260$536
O caixa,
Haooel Goojalves da Silva.
Orcamenlo da receita e despeza da companhia do
Beberibe para o 1 semestre do anno flnancei-
ro de 1861 1862, a saber :
Receita.
1861. Maio 1. Saldo
em caixa nesla data 35:6949042
Importancia da arre-
cadacao da laxa dos
chafarizes e bicas do
1* de maio i 31 de
oulubro prximo fu-
turo................ 37:5049000
dem dos contratos do
arsenaj de marinha,
dito de guerree ca-
sa de deten;o, em
6 mezes............. 1:7679000
dem dos ditos parti-
culares em 6 mezes. 1:3279000
dem dos ditos dos
proprietariosdaPas-
sagem da Magdale-
na em 6 mezes...... 3909000
vjsao viren, qoe leuda respailo ao que rae re-
preseotaraoi os afflcieea da cmara da capitana
de Pernambuco, sobre as duvidas, que se Ihe ol-
recerara aordem. que a sea requerimeoto man-
dei passar para o ouvidor oio Goedeade S.i fa-
zer tombo dea beni doados i diti cmara, a rea-
peito da difficuldade, que podia haver em apre-
sentaram os possuidores dos taes besa as ttulos ;
porque lograra as tercas das datas per se acharem
multas usurpadas, e nullaaseate feta as doagoes,
o que obrigaro ao dito ovidor iseotar-se da tal
diligencia, Bcando por esta causa sem execugo
a dita ordem, e aquello senado sem os reodi-
roenios, que poda ter se as trras realengas del-
tas nao andasaem usurpadas, pedlndo-me de no-
vo commeltes.se a tal diligencia ao ovidor geral
Jos Ignacio de Aroucha para o poder fazer de
todo por ser ministro capaz pelo seu proced -
ment, prestimo e independencia, e tendo a lu-
do considerado ao que rae respondan o procura-
dor de minha coroa a queso deu vista, hei por
bem que o dito ouvidor Jos Ignacio de Arou-
cha faga este tombo dos beos doados cmara
della, na forma que eslava encarregado ao ouvi-
dor Joto Guedes de S, com a declaraco que ta-
ra a demarcarlo dos limites, exeemar sem ap-
pellagSo nem aggravo suspensivos, sem prejuizo
da propriedade, e possedos que actualmente os
tem : porque a averiguacie das trra, que se
acharem dentro dos limites depende do juiz or-
dinario e plenario. no qual se ventilha a valida-
de, ou aullidade das atheacea.
Hei, oulroslm, por bem, que o dito ouvidor
Guedes assim o execute, com a declaraco, po-
rm, que se naopossa oceupar n'outra diligencia,
para que o tempo que estiver sem entrar na re-
lacao da Baha, e nesta forma maodo cumpra e
guarde esta proviso como uella se contera sem
duvida alguma, a qual valer como certa sem
embargo da ordenagao do livro segundo, titulo
qaarenta in contrario, e se passou por tres vias,
e se pagou de novo direito trinta ris, que se
carregaram ao thesoureiro Aleixo Rotuno de Per-
oir, a folhas noventa e quatro, cujo cooheci-
memlo iu forma se registrou no seguinte registro
a folbas oitenta verso.
Theotooio Pereira de Castro a fez, em Lisboa,
a 20 de fevereiro de 1709.
O secretario Andr Lopes de Laura a fez es-
crever.RE.P. Miguel Carlos.
ao procurador dsearaeta, panqu tendo que re-
querer contra os injustos possuidoree, que encu-
naos sem titulo valida, o dita .realengo, o faga na
lerma de direito, a orden;, porque me concedi-
da esta diligencia.
Olinda, de setambro 23 da 1710.Jtose Ignacio
d'Oreuw.
vUo n.1X d 15 de novembro de 1852.
lUss. lia. r. presldenn da previne* de
Pernambuco.
A* tuviese quei V. Btx. pnpaa nos seas oQ-
^y "l** ** -Bnapaswv maai'aaBm ^aa-
cas o*. 38 O de 32 de jmtio. 9 e 30 de
julho do crrante anno, sobres ataramento dos
tarrsoes da maviaba, pacificamente posauidoe os
iransfridas pelas particulares que os tem consi-
derado como sua propriedade, pauto que Iba es
eooferisser, j foram resolvimos pelo aviso de
31 da maio do anno passada, pelo qne a prefe-
rencia a favor do terreno na suppeeico de ser
propriedade particular, eitansivo Aquellas qne
os tiver arrendado ou aforado para arela- prefe-
ridos aos arrendatarios ou foreiros, aioda que ea-
tes tenham edificado ou de qualquer maneira a-
provaitado os mesaoa terrenos.
Quaete porc cama municipal de Olinda,
cumpre respeiUr-se a doigo feila no foral de
1537, pela regia provisto de 14 de jalrro de 1678,
doecio que sustentada peta disposicao do art.
51 14 da lei de 15 de oovembro de 1831, que
admiti a eooeeasoes leitas de marinha puia e
iseota da obrigacao do foro, como o fot a de que
ae trata apreseotada peta meama cmara.
3
.8

traa aoreseotada peta mesma raman. A aote cliuosa, vento vsriavel do SE rOodSD-
Palacio.do Bio da Janeiro em 15 de novembro ao ,0 amaohaceT para o terral.
i ia*.m f..x O.J.:____n.___
de 1852.Jos Rodrigues Torres.
Camitt da SUieir Bofpts Tavora Indgena.
COMMEBCIO,
NOVO BANCO
DI
PERNAMBUCO.
EM 21 DE M.iIO DE 1861.
O banco descorita na presente semaaa a 10 /
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 % at o
de 6 raeze, e toma dinheiro em contas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
. Al tandera.
Rendimento do 4i 1 a 21 .
dem do da 22.....
250 5119591
26:730^323
277:241*914
,iap:?^ K? S.Y: ,^.k rsz a? v-^SSSS.TSK:
40:9889000
Despeta.
Com o pagamento do
26 dividendo na ra-
zio de 39200 por
aeco............... 34-3559200
dem dito dos dividen-
do atrasadas...... 1:6879950
dem dito dos adminis-
tradores das obras
da companhia...... 1:2109000
dem dito do escrip-
. turario.............. 600SOOO
dem dito do aluguel
do escriptorio...... 2009000
dem dtudo armazem 1509000
dem dito das folhas
semaoaes dos con-
servadores do agudo
do Prata........... 6509000
dem dito de reparos
geraes.............. 20C0S0OO
dem dito da porcen-
tagem do caixa...... 712g957
76:682*042
41:5669107
S. E. O. Bs. 35:1155935
Escriptorio da companhia do Beberibe, 6 de
maio de 1861.
O director,
Jos Mamede Alves Ferreira.
, O caixa,
Manoel Gongalres da Silva.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Justino Pereira de Paria.
Jos Brando da Rocha.
Bartholomeu Francisco de Sooza.
Jos Pereira Vianna.
Luiz Antonio Vieira.
Bernardino Jos Monleiro.
Publicagoes a pedido.
Com a publicagoda parle junta da agencia dos
vapores, se responde ao communicado da Revista
Diaria de 21 do corrente ; acrescentando-se ape-
nas, que se recebeu no correio cartas al meia
hora depois do meiu dia.
Illm. Sr.O paquete brasileiro de vapor Oya-
pock chegado hoja dos portos do norte tem de se-
guir para os do sul amaoha s 3 horas da larde
que participa a V. S. para que se digne expedir as
suas ordens a Dm de ser fechada a mala s 11 ho-
ras da manha.
Deus guarde a V. S Agencia de Pernambuco,
aos 18 de maio de 1861.Illm. Sr. Domingos
dos Pasaos Miranda.
Os agentes, Azevedo 4 lende.
Eleico dejuizes, escrives, mordoraos,
qu hao de festejarem a gloriosa Sania
Cruz dos canoeiros do bairro do Recife
no anuo de 1861 a 1862.
Juiz por eleigao.
O Illm.* Sr. Ernesto Machado da Silva.
Juiza por eleico.
A Exm. Sr.* D. Isabel Torquata deAraujo Sal-
danha, consorte do Illm. Sr. Raimundo da Na-
tividade Saldanha.
Juiz por devogo.
O Illm." Sr. Joo Francisco de Souza.
Juiza por devoco.
A Exm/ Sr.* D. Amelia Olympia de Aimeida
Maigre Bastier, coosorte do Illm.0 Sr. Carlos
Augusto Maigre Rastier.
Escrivio por eleigio.
O Illm." Sr. Francisco Jos de Oliveira Rodrigues.
Escriv por eleico.
A Exm. Sr. D. Mara Ferreira de Dos Moreira,
consorte do Illm." Sr. Manoel Antoniajioreira.
Escrivo par devoro.
O Illm.0 Sr. Samuel Joaquim.de Lima.
Escriv por def ogo.
A Exm.* Sr. D. Thereza de Jess Sedrlm, con- visto a posee
sorte do Illa.* Sr. Beaedicta Jos Duart
Sedrim.
Mordomes.
O Illm." Sr. Aetooro Ferreira de Deo.
C IH.'9r. Francisco Gomes de Oliveira.
O Illm.* Sr. Innocencro Xavier Vianna.
OVHm.Sr Pedro Alexaadrtno Penetra Flores
O Illm.* Sr. Joe Satino Lisboa.
Pmr* Mnlont* M*ntl f Asrmmpfo,
Coadjutor pro parocho.
vidor geral Jos Ignacio de Aroucha faga tombo
dos beos doados acamara da capitauia de Per-
nambuco, na forma que eslava encarregado o ou-
vidor Joo Guedes do Si, com declararlo des li-
mites, execulari sem appellago nem aggravo,
e com as mais expressadis como oella se declara
que vai por tres vas para V. M. ver.
Terceira va.Por despacho do conselho ultra-
marino de 709.Graces.Manoel Lopes de Oli-
veira, chanceller-mr.
A folhas oitenta e sete do livro de leis e tom-
bos, que serve na chancellara mor do reino fiea
registrado este al vara.
Lisboa 7 do margo de 1709. Pagou quarenta
rij por proviso.Francisco da Nobrega de Aze-
vedo.
Pagou dez ris por ser va. Lisboa 7 de maio
de 1709.Jernimo Crrela deMoura.
Registrada a folhaa trezcnlos e ciocoenta e
nove verso, em o livro quarto das provisoes da
secretaria do conselho ultramarino.
Lisboa 14 de maio de 1709.Andr Lopes da
Lavra.
E nao se cootinha mais na dita proviso que eu
Manoel de Miranda de Aimeida, escrivo da c-
mara, registrei por ordem do senado, e me assig-
nei.Manoel de Miranda de Aimeida.
Sen/enea que deu o juiz lombador a favor do
patrimonio da cmara de Olinda.
Vistos estes autos e proviso de Sua Magesta-
de, foral, dado a esta cidade ecmara della pelo
donatario DuarteCoelho, em 2 de margo de 1537.
confirmado por Sua Magestade no anno 1678, li-
vros, que os ofllciaes da cmara apresentaram e
mais papis, queseachavam em alguns carlorios,
ttuloj que exhibiram alguns particulares neste
juizo, por virtude dos editaes postos. Vislorias
por mim feitas no termo desla cidade e Recife,
iestemunhas perguntadas, e como por ludo se
moslra ter dado o dito donatario aos officiaes da
cmara desla cidade, e povos della, as terrla de-
claradas no dito foral, cujos limites em algumas
partes se nao conhecem pelos noroes declarados
foral, nem dos ttulos, elivros apresentados, cla-
ramente delles constara, nem com clarezas del-
le depooham as teslemunhas, como sao a varzea
das Vaccas. o caminho que vai para Todos os San-
tos, nem d'onde fosse o passo do governador, a
rossa de Braz Peres, e Rodrigues Ayres, e Estei-
ro, cujos nomes se devera suppor mudados com
o curso dos anuos ; consta, porm, de outros
com clareza e distinego, assim pelas coofronta-
goes do foral, como pelo que depem as tesle-
munhas, e se alcaoca dos ttulos que se tem vis-
to, e posse, era que est a cmara desta cidade,
pelos aforamentos que os officiaes antigos e mo-
dernos della lea feito, depois de restaurada a
trra, e antes da invaso dos Ilollaodezes, con-
servando-so algumas datas na mo do alguns
possuidores, pelos livros do dito tempo se quei-
marem.
Portanto, declaro ser a varzea do Beberibe a
que hoje conserva o mesmo nome, e pega dos
arrabaldes desta cidade e olarias della at o dito
rio, correndo pelo p do engenho Velho, a que
chamam os fornos da cal, at entestar com os
oiteiros do sitio que foi de Pedro Camello, fiesn-
do a varzea do conselho para a banda do norte
do dito rio Beberibe : e outro se perlencerem a
cmara destacidade as varzea?, que com a aber-
tura do dito rio se desalagaran!, assim por esta-
rem na parte confrontada no foral, como tambem
por se encaminhar ao rio, que navegavel, nao
naturalmente, mas por trabalho de homens, co-
rno de facto proprio depo a testenwnhi Joo
Nunesde Frailas, e com este beneficio se desala-
garan), abrindo-se o rio sem licenga de Sua Ma-
geslade, termos, em que aliento aos direitos eaos
do foral do ditosenhor, haviam perlencer os des-
alagados como accessorio do dito rio, e cmara
perteocem por virtude do dito foral e doago, que
compreheudem o dito rio Beberibe: e outro se
declara seren os capins do conselho os sitios das
Salinas, que pagam foro cmara, e foram por
ella d*dos : e tambem comprehende-so dentro
dos limites do foral a povoago do Recife e bair-
ro de Santo Antonio, que as Iestemunhas decla-
n m sera il lia do Porto dos Navios, que est cer-
cada de mar, e ros de mar, a que os antigos
chamavara iiha de Marcos Andr, por lhe ser
dada.
Outro se declara, ser o rio dos Cedros, em que
o foral falla, o rio chamado hoje Capibaribe, quo
cerca a dita ilha pela banda do aul, e desagoa
pela primeira poete que vai para os Afogados,
por onde enlra a mar, que cerca a parle da dita
ilha.
Outro se declara ser o Rlbeiro do Val de Fon-
tea declarado no |foral o rio, que hoje se appelli-
da rio Tapado ; e como a povoago do Recife, e
ilha de Santo Antonio so achara cercados de ma-
r, e ros navegaveis, e naturalmente separadas,
termos em que conforme direito ao desnecea-
sarios marcos, por naturalmente estarem dividi-
dos os ditos logares.
Portanto, n&o procedo a mais demarcaco o*as
ditas partes, que iulgo comprehonderam-ae den-
tro des limites do mesmo foral, e principal inte-
resso delle, pelos nruitos edillrios que em urna e
outra parte se acham fundados ; e quanlo divi-
sao das bragas que o foral di pela Ierra dentro na
costa do mar at o rio Doce, que se chama Para-
tibe, por ora nao deliro, por oellas nao haver du-
vida, e na medico aue ae fizer das datas que ba
na dita parte, se far clareza necessaris, e tam-
ben na das Salina.
Outro, se julgo pertencerem cmara deata
cidade por devolutas a costa do mar desde o rio
Doce, correado para a banda do norte at e ter-
mo da villa de SS. Cosme e Damio de Igueraes,
vitto a posse a aiorameoioe, que de lempo me-
mojavel, ten taita a dita cmara na referida par-
le -. e assim msis as larras daa Corcnraoae, Janga-
da, Nazareth, Ros dos Algodoae* e ilha do To-
rera, de que a cmara est de posse peUa datas
que ao adiara aos livros delU, a por eata forma
hei por deferido a diviso dos limites, e o escri-
vo passe rol espaaooeeqee tea data paraapre-
sentarem seus ttulos i ver se etto conformes a
disaosis&o da lei, a a ir procadendo a que S. M
manda a a Htn A**i>*.. **^ _a _~..a^_~
Mov mes ni o da alfandega.
Volumes

sahidos
I
com gneros..
com fazendas..
cora gneros:
92
62
------154
61
258
319
*' caiimoraeasaowmaterra, e apparece
manda, e o dito eacrirao nautque asta semenca teste urna embarca gao.
Descarregam hoje 23 de maio.
Barca mglezaIraogenemercadorias.
Barea inglezaJohn Martinidem.
Barca americana Elf farinha de trigo.
Barca ingleza Travelleridem.
Brigue inglezNvuiehusmercadoris3.
Bngue inglesZiskmercadorias.
Bngue hamburguez George genebra e gar-
Brigue brasileiroDamoo resto.
Importa^ o.
Bngue inglez Nautus, vindo de Liverpool,
consignado a Southall Mellors & C, manifestla
0 seguinte :
54 fardse 38 cixas fazendas de algodo 100
ditas, agurdente de Franca. 15 ditas phosphoros,
10 barnsoleo de liohaga e 2 rolumes com amos-
tras ; aos consignatarios.
27 eaixas e 1 fardo lecido de algodo e de dito
e ina ; a James Crablree & C.
100 barris menteiga ; a N. O. Bieber & C.
A**" e 2 fard,C9 'ecido de algodo, loalhas
de dito, tapetes e lengos de seda ; a Augusto C<>-
zar de Abreu.
2 eaixas e urna bardes presuntos; a John Ca-
10 caitas e 1 fardo fazendas de algodo, ditas
de lioho, fio de algodo e miudezas ; Kalkmam
dt Trmos.
2 barricas cerveja ; a L. A. Siqueira.
1 caixa com urna pedra de amollar: a D. W.
Bowman & C.
1 caixa livros; a Ferreira [Matheus.
1 dita panno; a ordem.
233 caitas velaa 5 Joo Keller & C.
25 fardos e 40 eaixas Tazendas de algodo, 1
dita linha de carretel; a Heory Gibson.
57 eaixas e 47 fardos tecidot de algodo e co-
bertores de la ; a James Byder & C.
13 eaixas e 28 fardos fazenda de algodo de li-
nho, de dito o algodo pannos, etc.. 1 fardo man-
tas para selim, 15 barris oleo de liohaca, 27 ditos
erragens, 100 eaixas folhas de landres, 197 foga-
Le,r?s,c V,barnc* 8'elhas para os ditos ; Patn
Nash & C.
3 eaixas roupa frita ; a Johnaton Pater 4 C.
4 eixos e rodas, 33 trilhos de ferro, 5 bsrricas
pregos e pirafasos ; ao baro do Livraraento.
28 barricas cerveja, 57 fardos e 11 eaixas fa-
zendas de algodo; a Adamson llouwie & C.
300 barricas eerveja, 30 eaixas queijos, 7 ditas
e 48 fardos fazendas de algodo ; a C. J. Astley
ut C.
14 amarraa de ferro, 30 ancoras, 1 Caixa objec-
toa privados, 5 ditas e 22 fardos fazendas de al-
godo ; a Mills LathamA C.
208 barras de ferro ; a T. H. Harrisson.
199 fogareiros 1 barrica grellus para os ditos
1 caixa ferragen, 4 barricas dobradi^as, 2 caixai
sellos. 1 dita ere, 1 fardo lonas ; a Isidoro
Hettidejr j C.
2 fardos estopa de algodo ; a Rostron Rooker
& G.
2 caitas ferragens, 2 barricas vidros: a Frago-
so & Valle.
2 caitaa chapeos de sol; a Seve d canas biscoutos. 3 ditas e 13 fardos fazendas
de algodo ; a Arkwrighti C.
12 fardos e 2 caitas tecido de algodo ; a Bar-
roca & Medeiros.
Beccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 21. 20:288673 j
Idem do dia 22....... 346j883
20^6355618
Consalado provincial.
Rendimento do dial a 21. 45:068*58(5
dem do dia 22......1:4I4916
46.483J532
Moyimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Bio Grande do Norte9 das, hiaU nacional Flor
do Rio Grande do Norte, de 42 toneladas, ca-
pitao Antonio Jos da Costa, equipagem 5 car-
ga assucar, a Joo da Cunha Magalhes. '
Terra Nora 27 das, barca ingleza Olinda, de
253 toneladas, capito Roberto Harkoess, equi-
pagem 13, carga 2675 barricas eom bscalho a
Saunders Brelhers j C.
dem32 dias, barca ingleza Nelherton, de 250
toneladas, capito Heory Roper, equipagem 13
carga 2810 berrieas com bacalbo ; a Jame
Cr8Dtr6| q C
Anvers 4 dias, patacho dinamarquez Anne He-
lene, de 145 toneHadas, capiBo Karp, equipa-
gem 8,cargs fazendas, genebra, e mais genros;
Roth Bi< oulac. '
Rio de Janeiro18 dias, brigue francez de guer-
ra, Beaumanoir, commandante o capito de
fragata lio de Sanl. Andr.
1 laas sahidos no memo dia.
MaceiGalera ingleza Margarilh, capito Josep
Tregorink, com o mesmo lastro qae trouxe do
Rio de Janeiro, sospeudeu do lamaro.
Rio de JaneiroPatacho nacional Beberibe, capi-
to Manqel Jos v*feira, carga assucar.
Lisboa barda portogueza Corva, capito Rodrigo
Joaqaim jCarneiro, carga ttmar e meK
Portos do orte Vapor1 braaitew Imanas*,
cenrmandanteoS0 tente Joaquim Aire Po-
reira.
Obaervflfo.
Fundearijm no laroaro am patacHo brasileiro,
duee barea*, ama ingleza e ou4ra americana, dona.
brigues ua aaaevieaoa e outro inglea, na nao
"8 a
SS
-4 ~1
9 3
CitHtrna nydra-
metriea.
8
_8 "2
Francer.
/no ler.
OSClLAgAO DA MAR.
[reamaras 2 h. 18' da tarde, altura 6.4 p.
Baitamaras 8b.6* da manha, sitara 1,2 p.
de 1861 d arsen*1 de marinhs.22 de maio
RoaAwo Srirn,
1* lente.
Editaes.
O capito Jo Luiz Pereira Jnior, cavalheiro
da imperial ordem da Rosa, e juiz de paz do
lerceiro anno com exeroicio no primairo, do
primetro districto da fregaezia de Sanie Anto-
nio da cidade do Recife, etc.
Fago saber, que em virlude doveffloio da pre-
sidencia de 13 de maio do crrante anno. foi dis-
solvido, nos termos do 1* e 2 do aviso n. 2 de
5 de janeira de 1848, a junta de qualifit-co des-
ta freguezia que se achara funecionando com os
eleitores^da^legislatura passada, eujos poderes
eaducarat : e de cooformidade com a lei e offi-
co sopracilada, cenvoco os eleitores e sopplen-
tes da parochia deata freguezia de Santo Antanio,
que vao abaixe designsdos por seus nomes, para
que comparegam no dia 16 do mez dejuoho vin-
1 ro-"ocurP d 'gfeja matriz da dita parechia,
pelas 9 horas da manha, afim de que se orgaui-
se a junta de qualificagao que tem de rever a do
anno antecedente dos cidados que letu direito
de votar na eleigo de eleitores, juizes do paz o
vereadores da cmara municipal; fieando scientes
os referidos eleitores e supplentesabaixo declara-
dos, que soflrerao a multa de 40 a 60 se nao
compancerem, ou tendo comparecido deixarem
de assiguar a acta :
m Eleitores.
Os Sra. :
Antonio Augusto da Fonseca.
Joo da Cunha SoaresGuimares.
Adriano Xavier Pereira de Brito.
Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Joo Francisco Teixeira.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce do Len.
Csetano Pinto de Veras.
Francisco Antonio de Brito.
Luiz Cesario do Rege.
Augusto Caraeiro Monleiro da Silva Sanies.
Jos Flix de Brito Macedo.
Antonio Jos Alves Ferreira.
MsBoel Antonio Viegas.
Jos Francisco Caraeiro.
Joaquim Salvador Pessoa de Siqueira Cavalcanti.
rloriano Correia de Brilo.
Caetano Silverio da Silva.
Flix Francisco Souza MagalhSes.
Jora de Aquioo Fonseca.
Deodoro Ulpiano Coelho Coulinho.
Carolino Francisco de Lima Santos.
Joo Baptista do Reg.
Luiz Jos Pereira Simdes.
Pedro Antonio Cesar.
Francisco de Souza Reg Monleiro.
Claudino do Rege Liraa.
Severiaoo Jos de Moura.
Miguel Candida de Medeiros Pinto.
Joaqaim JUilito Alvea Lima.
Jes Antonio Piolo.
Sebastio Paes de Souza.
Innocencio Rodrigues de Miranda.
Francisco Jos Correia de Queiroga.
Manoel Antonio Pereira.
Paulino Jos Tarares de Lyra.
Lauriaoo Jos de Birros.
Jos da Fonseca e Silva.
Supplentes de eleitores.
Os Srs.:
Domingcs Affonso Nery Ferreira.
Ignacio Nery da Fonseca.
Antonio Rangel de Torras Bandeira.
Claudino Beuicio Machad.
Joaquim Antonio Caroeiro.
Francisco de Araujo Barros.
Juvioo Cuneiro Machado Ros.
Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
Sebastio Lopes Guimares.
Jos Luiz Pereira Jnior.
Ignacio Firmo Xavier.
Firmino Jos de Oliveira.
Antonio Bernardo Quinteiro.
Tristo de Alencar Araripe.
Ignacio Bento de Loyolla.
Angelo Henriques da Silva.
Jos Candido de Souza Castro.
Jos Joaquim de Moraes Sarment.
Ago8tinho Jos de Oliveira.
Antonio Joaquim de Mello.
Luiz Guncalves Agr Jnior.
Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Marcolino dos Santos Pinheiro.
Virgilio Jos da Motta.
Jos Firmo Xavier.
Bernardo Luiz Ferreira Cesar de Loureiro.
Mancel Jos Domingues Codeceira.
Joaquim Joa de Abreu Jnior.
Manoel Jos de Oliveir.
Bartholomeo Guedes de Mello.
Joaquim da Silva Reg.
Joo Luizde Carvalho.
Joo Lina Cavalcanti de Albuquerque.
Augusto Xavier de Souza Fonceca.
Bernardino de Souza Barros.
Francisco Jos do Sacramento e Silva.
E para constar mandei fzer este edital, affixa-
lo nos lugares mais pblicos desta freguezia e
publica-lo pela imprensa.
Recife em o 1. dislricto da freguezia de S
Antonio, 18 de maio de 1861.Eu Joaquim da
Silva Reg, escrivo que o ercrevi.
Josi Luiz Pereira Jnior.
O Dr. Bernsrdo Machado da Costa Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal da comarca
da cidade do Recife, por S. M. o Imperador,
que Deus guarde, etc.
Faeo-saber em virtude do art. 286 do cdigo do
proceaso criminal, qu
dia 29 de abril ultime,
do termo desla cidade,' inslalou se 06*dia 1 do
crranle e encerrou-se no dia 17, havendo sido
julgsdo nella 12 procesaos, contando 13 reos
presos
Foram assiduos osseohores jurados seguiotes
Aureliano Augusto de Oliveira.
Augusto Ruina da Aloaeida.
Antonio Camello Pessoa de Laeerda.
Antonio Francisco Lisboa Estoves.
Bemvindo Gurgel do Amaral.
Bruno Alvaro Barbosa da Silva.
Candido de Souza Miranda Couto.
Caetano Aureliano de Carvalho-Couto.
Francisco Campello Pires Ferreira.
Francisco Maia Cortes.
Felippa Duarte Pereira Jnior.
Flix Paes da Silva Pereira.
Guilherme Ferreira Pinto.
Henrique Msriins Saldanha.
Henrique Soarea da Andrad Brederodes.
Horacio de Gusmifo Coeflh;
Hermioo Eaydio de Figneiredo.
Joo Antonio da Silva Pereira.
Joo Cliaiaco Freir.
Joo Gongalves Pires Ferreira.
Joao Pessoa da- Gaaaa.
Joo Vaentvm Dtaa Vilella.
Joa-Aotoalo Moreira.
Jos Elias-de Olireir*.
Jos) Lopes de Olrvetra JuaiOr.
Joaquim Goncalvea Vieira Guimares.
Joaquim Ildefonso' da Motta Silveira.
Joaquim Joa 4a Cela rajo*.""-
Joaquim Jas Martina.
Joaquim de Sam'Anna Monleiro.
Luiz Malaneo Frasee.
Leolhgardo Aureliaao de Pitaaireda;
Manoel Antenas d AlbuqaeMue tktkJfi0'
Manoel Bento de Barros Waaderley,
Manoel Benie da Silva Megalhlrw.
Manoel Domingues da Silva Jnior:
M jooel Flodoardb M en des Lina.
Mancel Marques da Abreu Porto.
Mlgoal Pereira Geralde*.
Nicomedes Maria Freir.
Pedro Ortis de Camargo.
Paulo Tolentino da Nigromante.
Robioo Cesar Olinda Campello.
Sabino Jos de Aimeida.
Thomaz de Aimeida Antones.
Themaz Joa da Suva Gusmo.
tertuliaao Scipio da fonseca.
Umbelino Maximino de Carvalho.
Foram multados na quaolia de 320 cada nm
des Srs. :
Manoel loaqoim Baptista.
Manoel Jos da Costa Guimares.
Manoel de Mello Falco de Meoezes.
Manoel de Parias Guimares.
Foram multados em 3009000 cada um dos Srs.:
Jos Fernandos de Azevedo.
Joo do Reg Pacheco.
Joaquim Manoel Meodea da Silva.
Foram multados em 280000 eada um dos Srs.:
Manoel Osmundo da Cmara Pimentel.
Candido Joa dos Passos.
Jos Antonio da Bocha.
Antonio Nunes de Oliveira.
Antonio Jos de Oliveira Braga.
Foram finalmente relevados das multas ero
qee incorreram, os senhores jurados que apre-
sentaram escusas legitimas.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente que aera publicado pela
imprensa.
Becife 18 de maio de 1861.Eu Joaqaim Fran-
eisco de Paula Esteres Clemente, escrivo do jury
o sujjscrevi.
Bernardo Machado da Costa Doria.
De ordem do Illm. Sr. inspector da alfao-
dega se faz publico, que no dia 25 do correte se
ha de arrematar em basta publica, depois do
meio dia porta desla reparlige, de cooformi-
dade com a di8posic*Jo do art. 204 j 2o do regula-
mento, 1 caixa da marca C & G I n. 122, conten-
do agua forte L, por acrescimo ao manifest da
barca franceza Sphere. entrada em -7 do cr-
ranle, sendo a arremataeo livre de direilos ao
'rromatante
Alfandega de Pernambuco, 22 de maio de 1861.
O 4. escripturario,
Joaquim Albino de Gusmo.
Consulado provinciit
m!l*'0l***ll*?-C0H8,Ud0 Provincial e faz pu-
fcff rftarJoa a ^adieS uibanea d.a
Hdo segundo eenraetre da dcima d.W.
nanceiro d ibm io doX 1 dXk ^ J ,e P,,nciPW< a canta
Mea* do consulado proviacial A p.n-.v
21 de mai,? de.1861. '*CU1 *nWal)BC
Antonio araeiro Macha*, Rh-
,,e"i0 dmiu.airaii.ro. par. fornecimeata
JoKEa ***"*' ^ decP'-oa obTectot
Para prorimento dos armazens do srsenal do
... guerra.
10 duzas de taboas de louro de assoalho de I*
12 duzias de fclhaa de papel lixa.
6 duzias de lupia fino.
Para a capella do hospital militar.
1 panno preto parr esquife eom cruz.
rrPraS.,r ?:^v^TvapzT.
n. ti- """8 f C01*8""' roinistrativov.
aio^lSM* "StM de """.^to
Bento Josi Lamtnha Lint,
Coronel presidente.
Froncisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogai Secretario interinov
-- Por ordem do Sr. inspector da alfandega
se faz publico, que no dia 21 do corrente, depois
do meio dia, na porla da mesma rapartigo, de
conformidade com o disposto no 4. do art. 300
do regulamento e a requeriroento dos consigna-
tarios Carvalho, Nogueirs 4 C se levar hasta
publica para serem arrematados por quem mais
der 63 volubles de barris abatidos, vindos da ilha
de S. Miguel no patacho portuguez Lima, entrado
neste porto no dia 13 do corrente.
4.* secg da alfandega de Pernambuco 21 de
maio de 1861.O esoriptorio,
Joo Jos Pereira de Faria.
Aexandre Augusto de Frias Villar.offlcial da im-
perial ordem da Kosa.major coramadante inte-
rino do primeira batalho de artilharia da guar-
da nacional do municipio do Recife, e presi-
dente do couselho de qualifktgo da parochia
de S. Frei Pedro Gongalves. por Sua Magesta-
de Imperial, etc.
Paco saber a quem interessar possa, que de
conformidade com o disposto ne artigo 1 parte
2* do artigo 9 do decreto numero 1,130 de 12 de
marco de 1853, e artigo 8 das inatruc;es de 25
de outubro de 1850, se tem de reunir, na terceira
dominga de maio, o conselho de qualificagao pa-
ra reviso e qualificagao da guarda nacional da
referida parochia, no consistorio da igreja matriz
do Corpo Santo.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprexsa e aflixados nos logares designados na
lei. Cidade do Recie, 11 de maio de 1861.
O Illm. Sr. inspector da thesourari pro-
vincial, em curoprimento da resolugo da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no da 23
do corrente, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, o fornecimonto dos medicamentos e
u'.encilios para enfermara da casa de detence
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
do Io de julho prximo vindouro a 30 de juuho
de 1862.
As pessoasque se propozerem a esta arrrema-
tago, comparegam na sala dassesses da mesma
junta no dia arima declarado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, que ahi lhe sero
presentes o formulario e condices da arrema-
tago.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.O secretario, A.
F. da Aonuneiago.
Declara^ s.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EWPREZA-GERHAHO.
10* RECITA DA ASSIGXATURA.
Qninta-feira, 23 de maio de 86t
,Jii f 8C*na pe-' P^e'" ez neste iheatro
Sinaiefrancez? m,8n,QC0 dramS T 5 'CtS' 0,i"
Por esta subdelegacia se faz publico que se
acha recolhido casa de deteogo um preto de
nome Paulo, que foi preso por suspeita de estar
fgido, diz ser escravo de Miguel Nuoes ; assim
como existem depositados alguns cavallos que
foram apprehendidos como furtados, e tendo-se
j annunciado nao tem apparecido reclaraaco
alguma, e logo que seja concluido os dias da tai
sero reroetlidos autoridade competente para
serem arrematados portanto. quem se julgar
com direito ao preto e cavallos, comparega, que
provaodo legalmente, lhe sero entregues.
Subdelegacia do 1." dislricto da freguezia dos
Afogados 21 de maio de 1861 O subdelegado.
Jos Francisco Caroeiro Monleiro.
Conselho administrativo?
O conselho administrativo, para fornecimento
do srsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles:
Para o fabrico de diversas obras.
2,000 varas de brim.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fochada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manha do dia 24 do
crranle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo;
par fornecimento do arsenal de guerra, 3 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamtnha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Companhia do Beberibe.
O Sr. caixa da companhia Manoel
Gonralves da Silva acha-se autorisado
io a pa&ar- o 26 dividendo na razo de
il, que tendo convocado para o 3^(200 rs. por apolice, conforme foi de-
!d.eee: istafirVT/diVo^ aerado em asamblea geral dos Sr,
accionistas.
Escriptorio da companhia 17 de maio
de 1861.O secretario, Manoel Gentil
da Costa Aires.
SOCIEDADE BAKCWtt-
Amorim, Fragoso Santos
(fe Companhia
Sacara e lomara saques sobra as pracas do Rio
de Janeiro e Par.
jCaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
priinento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-se proceder dentro do
pree de 4 mezes a contar desta data, a
substituido das notas de 20*. da emisiSo
da mesma. caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 do mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joo de Barros.
ULTRIGE.
PERSONAGENS.
ET2S d,A.,."r*.*........ Germano.
Ue Bnves, juiz inquisidor...... Nunes
Raymundo de Brives........... Vicente.
Kaul de Brives................. Valle
Lalrade, negociante.........'..'. Thomaz.
0 Dr. Lemarchant.............. Raymundo.
DeBessires.................... Campos.
Jos, creado de Latrade........ Leite.
Um creado .................. Saota RoS8>
A Sra. Lalrade................. D. Julia Gobert.
Helena Lalrade. sua Qlha...... D. Meeoela.
{%arV HAJDer'................ D. Aona Cha ve*
A Sra. deSivry................ D. Joha Ro,^
A bra. de Corney.............. D. Carmela.
Urna creada.................... D. Jesuina.
Convidados, creados, msica,etc.
poca adualidade.
A empreza nao tendo por costuras tecer elo-
gios aos dramas que tem feito representar, nao
1 in Tn?!Udxde,"r de PreTenir o publico que
oulikaok lalvez urna das melhores compo-
sigoes modernas de autor francez, que possue em
seu repertorio.
O publico apreciador ojulgar com o bom gos-
lo, imparcialidade e justiga, que tanto o distin-
guen!.
Terminar o espectculo com a interessanto
comedia em um acto, rnala de couplets.
Os bheics de lotera.
Tomam parte os Srs. Raymundo, Vicente e D.
Carmela.
Comecar s 8 horas;
Atsos martimos.
Para o Peoedo.
Segu at o Gm da presente semana, o hiata
Bebente, por j ter seu carregamento quasi todo
a bordo: para o resto trata-se na ra do Vigario
n.5.
Para o Assu'.
Segu com brevidade o hiate Camaragibe, por
j ter parte da seu carregamento : para o reata
e pasf ageiro trata-se na ra do Vigario n. 5, com
Luiz Borges de Cerqueira
Para o Aracaty e Assu'.
A barcaca Maria Amelia, mestre Fraocisc
Thomaz de Assis, pretende sahir at 28 do cr-
rante : para o resto da carga trata-se com Pren-
te Vianna & C.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes Dglezes a vapor.
At o dia 28 do corrente mez espera-se da
Europa o vapor Ooeida, commandante Bevis.
o qual dep.-is da demora do coslume seguir pa-
ra o Rio de Janeiro tocando na Baha : para pas-
aagens ele,, dever-se-ha tratar com os agente
Adamson, Howie & C, rua do Trapiche Novo
n. 42.
Rio Grande do Sul
pelo Rio de Janeiro
segu al o fim do corrente mez o brigue nacio-
nal Maria Thereza por se achar eogejada sua
carga para ambos es portos: recebe escravos a
frote, e trata-se com Bailar 4 Qliveira, na ra
da Cadeia do Recite n. 12, ou com o capito a
bordo.
PiM
Maranho
segu por estes dias o peUrebote Geribaldi,
tem a maior parte do carga prompta ; a tratar
COD Tasso Irmaos.
ILHA DE S. MIGUEL.
O pata-ho portuguez Lima, de primeira mar-
cha segu ate o da 10 de junho, j tara o sea
carregamento prompio ; e para peasageiros, pa-
ra o qaa tea eicelleates commodoa. trala-aa
com oa seus consignatarios Joio do Reg Lima
& Irmio.
o Rio de Janeiro
A valeira a aaaa ee anacida barca nacioaal A
raelia pretenda eagoir eaa muila brevidade, tana
parte da seu carregamento prompto ; para o rea-
te que ihe falta, trala-ae eom oa aeoa consigna-
tarios Azevede St lleudes no seu escriptorio ra
da Cruz o,t.


/

w
ABH> M PtWOMDCO. QUISTA FElRi M M MAK> DE 186U

Para Lisboa.
Sahe no dia 26 do correte
a muito veleira^e bem conde-
cida barca
para o resto da carga e passa-
geiros, tra-a-se coui os con-
signatarios Carvalho, Noguei-
ra & C na ra do Vigario n.
9, primeiro andar, ou com o
capito Borges Pestaa.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Saeta add : para carga e passageiros trala-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia o. 82.
m&
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de seu car-
regaroento. e para o resto trala-se com seu con-
signatario Manoel Aires Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
Rio de Janeiro
Sahira* bremente a
barca nacional IRIS
linda e veleira
, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos cm separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novo n. 6.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir cftn muila brevidade o veleko e
bem conhecido brigue nacional Damo, tem
parte de seu carregameoto prom.pto: para o res- f'H'tlCUl tF
to que lhe falta, tratase com os seus consigna- uo caes do Cipibarlbe, casa n. 16,
taos Azevedo & Mendes no seu escriptorio ra pela ruada Imperatriz casa n 29.
da Cruz n. 1.
do vinho dos Sn. F. S. Rabello & filbo, i porta
la alfandega ou do armazem do Sr. Annes a-
come.
LEILAO
Sexta-feira 24 do corrente
haver leilao porta da eltandega de 63 Totu-
mes de barris abatidos, vindos da ilha de S.
Miguel.
LEILAO
No dia sexta-feira 24 do
corrente.
Evaristo de novo leva a leilao a leja de calcado
da ra Nova n. 1, predio e dividas perteticentes
a Francisco Antonio do Reg e Mello, sendo sob
propostis a dinheiro ou a prazo : ao meio dia em
ponto do dia cima na mesma loja.
LEILAO
DE
Farinha de mandioca.
O agente Hyppolito a uto risa do pelo
Sr. Hanoel A Ivs Guerra, fara' leilao
por conta e risco de quem pertencer do
resto do carregamento de farinha do
brigue nacional Maria Rosa, vindo
de Santa Cathanna : sexta-feira 24 do
corrente as 11 horas em ponto, no ar-
mazem dos Srs. Forren a & Moreira? na
ra da Madre de Oeos n. 4.
Urna escrava.
Treusa-se comprar urna boa escrava que en-
-gommeie saiba coser : na ra da Cadeia n. 57.
Offerece-se um bomem vindo pouco de
Portugal, para ensinar em qualqaer engenho a
ier, esciever e contar, grammalica portugueza e
e traducir francez, tambem toma con da ensa-
rta : a tratar na ra larga do Rosario n. 26.
ML&
Leilao
Aviso
Quinta feira 23 do corrente.
PELO AGENTE
Jb i J&JH uta
O referido agente autorisado pelo Sr. Joaquim
Alves Barbosa, que se relira para fora da praga
far leo no dia cima designado e pelas 10 ho-
ras da manhaa da
Officiua de marcineiria, mo-
vis e utencilios da casa
do dito senhor
entrada
com
Leiles.
LEILAO
Quinta-feira 23 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao no dia acis
ma as 11 horas em ponto no armazem
alfandegado dos SrT. Antunes Guimaraes
& C, no Forte do Mattos
i DE
16 fardos com jumo de superior qua-
lidade. /
112 caixas com tinta em massa.
No armazem alfandegado do Sr. ba-
rao do Livramento, o agente Hyppolito
vender' algumas barricas com farinha
de trigo: quinta-feira 23 as 11 horas
em ponto. Na mesma occasiao se ven-
der' urna grande porcao de caixas com
garrafas de vinho do Porto muito su-
perior.
LEILAO
A 23 do corrente.
O agente Oliveira far leilao por ordem de
Joo Baptista Horoer, .capilo da barca belga
Maria rhereza, e em presenga do lllm. Sr. coa-
snlda Blgica, precedidsa competente au'orisa-
CONSTANDO DE
mobilias de Jacaranda com lampos de marmore.
guarda roupas, commodas, mesas elsticas, apa-
radores, camas, marquezas e muitos objectos
proprios para casas particulares e outros para
offcina como bancos, tornos e diversidade de
ferrameolas,o que tudo ser vendido sera reser-
va de prego.
LEILAO
A 21 do corrate.
Francisco Severiano Rabello & Filho faro lei-
lao por intervengo do agente Oliveira, de 50
barris de quinto de ptimo vinho braceo da mar-
ca B&F, ltimamente chegado a este poitoem lo-
tes a vootade dos compradores
Sexta-feira 24
do corrente ss 11 horas da manha em potito,
no trapiche alfandegado do barao do Livramento,
no Forte do Mallos.
Avisos diversos.
2000ctaco gp 00trap fue*
jpctrnamhucAua
Domingo, 26 do corrente, s 10 horas da ma-
nhaa, haver sesso extraordinaria dO conselho
director.
Secretaria da Associaco Typographica Ptr-
nambucana 22 de maio de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
lotera.
Acham-se a'venda osbilhetes e meios
rao do Illr. Sr. inspector da alfandega, com da primeira parte da primeira lotera a
ZS^i^XVFS^^^l^Mo do collegiodo Bom Conselho
guro de Hmburgo nesta praga e por conta e ris-
co de quem pertencer de cerca 300 saceos de caf
no estado ero que seacha, sendo parte do carre-
gamento da dita barca, arribada por torca maior
a esto porto, onde (oi legalmente condemnada. '
Quinta-feira 23
do corrente ao meio dia em ponto, no armazem
alfandegado do baro do Livramento sito no
forte do Mallos.
Sexta-feira 24 do corrente.
Costa Ca valho fara' leilao por des-
pacho do E.\m. Sr. Dr. juiz especial do
commercio a requerimento dos curado-
res iscaes e depositarios da massa fallida
de Antonio Joaquim Vidal, de merca-
dorias, movis, escravos, dividas e urna
casa de um andar e sotao na ra Iinpe-
ial n. 79, no dia cima as 11 horas da
manha na ra Direita n. lt'3, e tam-
bem se recebera' propostas a prazo com
garantas.
LEILAO
DE
de Papacaca na thesouraria das loteras
ra do Queimado n. 12, primeiro an-
dar, e as casas coiamisionadas do cos-
tume. O thesoureiro (hem a seu pe-
zar) toreado a nao designar ja o dia
impreterivel da extraccao, visto como
sua commisso tao insignificante como
, nao o abriga dos grandes prejuizos
conforme os que tem tido, e pois, logo
que ten ha vendido boa parte annun-
ciara' o dia impreterivel, o qual sera'
tanto mais breve quanto mais breve lr
a compra dos hilhetes.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
LOTERA
Segunda parte da nona lotfiria
da matriz da Boa-Vista.
Nos felizes bilhetes vendidos com a chancella
abaixo assignado veoderam-se as seguintes
MOV
Sexta-feira 24 do correte.
Antunes far leilao em sea armazem na ra
do Imperador d. 75, de muitos movis para casa
de familia que seria eofadonho mencionar, assim
como vendeij na mesma occasiao um cabriolet
coi bom estado, as 11 horas em ponto.
CHAO.
A 2i do corrente.
agecUe Oliveira tari Wlio em lotes a von-
tade dos prebndenles, de 30 callas de 24 quei-
jos flamencos cada ama, da acreditada marca
O, chegidos,prximamente no melhor estado, e
mettidos a despacho na alfandega d'onde devem
sahir na vespera ou no dia do leilip, o qual ter
logar
Sexta-feira 24
do correle o meio dia ou logo que concluido
2155
275
2589
1359
1598
2121
122
e outros de 40#,
pagas /inclusive
5:000
800
400S
200
10(13
100
100
20 e
os 12
10.
por
Meio bilhete.
Bilhete iateiro.
Dito dito.
Meio bilhete.
Dito dito.
Bilhete inleiro.
Meio bilhete.
Estas sortes
cento geraes
sao
e 2
provinciaes) na praca da Independencia n. 22
junto ao relojoeiro aonde se acham a venda e
as mais lojas do costume os bilhetes e meios
da primeira parte da primeira lotera do Bom
Conselho de Papacaca, aos precos jaaonunciados.
Santos Vieira,
Pede-fe ao Sr. Cielano Theodoro da Silva
Villaca, queua ter a bondade de dirigir-se a ra
estrena do Rosario n. 41, segundo andar. das 7
s 9 horas da manha e das 3 em vante, aflm do
tratar de um negocio de seu ioleresse.
Precisa-se alagar urna ama, forra ou escra-
va, para casa de pequea familia, com tanto que
tenha boa conducta : na ra da Santa Cruz n. 52.
Por detras da ra da Concordia aioda ae
vendem dous terrenos de 80 palmos de frente e
170 de fundo, com frente para o rio Capibaribe,
e Iraspaca-se mnito em conta: quem pretender
algurn ou todos, pode entender-se com Manoel
Antonio de Jess, morador na ra dar-Rosario
Larga padaria o. 18.
O mesmo precisa de um ou dous ,capoeiroa
forroa ou captivos, par trabalhar em e/duegao
de tijoloi, pagos por mez ou por viagam.
Aluga-se o 2 andar do sobrado da ra das
Cruzes n. 35; a tratar na Praca da Indpeodeo-
cia d, 84. r- r
Aos irmos da irmandade do
Sahtissimo Sacramento dj
Recife.
Domingo|26 do corrente, pelas 11 horas da ma-
nha, n* consistorio da nossa igreja nutriz,
procederas-ha eleigo do juize mais mesarlos
que tem de reger a irmandade no anno compro-
missal rtie 1861 186-2, Jpara o que roga-se a to-
dos os irmos de comparecerem pootualmente a
essa obriiaco imposta pelo cap. 10 do compro-
misso.
Recife, 22 de maio de 1861.
O escrivao,
Lourecco Luiz das Neves.
O abaixo astigoado faz publico que se de-
sencamiol ou de sua carteira urna letra da quan-
tia de rs. 2:858S525, sacada pelo abaixo assigoa-
do em dato de 27 de abril do corrente anno,
seis mezesL e aceita por o major Antonio B. Cor-
deirodeG ismo, proprietario do engenbo Pur-
gatorio, e garantida por Serapbim Velho Pessoa
Bezerra Ci valcanli de Albuquerque, senhor do
engenho 1 atary.
Francisco de Miranda Leal Seve.
Alug -se urna casa terrea na ra da Cal-
cada ; a tratar na ra do Queimado n. 53.
Atteneo.
Quem precisar de ura moco portuguez de idade
de 14 a 15 annos, chegade de prximo, paracai-
xeiro de taberna ou de outro qualquer negocio,
dirija-sea ruada Praia, taberna n. 43.
Ensino particular.
O acadmico Menelo dos Santos da Fonseca
Lms, professor particular das lioguas latina e
franceza.Autorisado pelo governo, tem aberto o
curso das ditas linguas na na do Saota Rita n.
15, primeiro andar.
Na adroinistra;o do correio desta cidade
existe um ofHcio vindo do Rio de Janeiro para a
Exma. Sra. D. Hermelina Barata.
O Sr. Joo Antonio de Barros queira ter a
bondade de dirigir-se a repartijo do correio,
aQm de salisfazer o importe do seguro que fez
para o Rio de Jaoeiro em 16 de abril ultimo.
Jos Casemiro Gouveia retira-se para o Rio
de Janeiro.
Contina a estar fgida a escrava Clara, de
idade de 40 annos, crioula, cor fula, alta e secca,
nariz chato, ps e roaos magras, dedos compri-
dos, o furo da orelha esquerda um tanto grande,
cozinheira, doceira e engommadeira, a qual cos-
tuma iolitular-se por forra : quem a prender,
levando-a Soledade, sitio do abaixo assignado,
receber na mesma occasio da entrega a gratifi-
cado de lOOg. Jos Anto de Souza MagalhSes.
O Sr. Antonio Juvencio da Fonseca que re-
cebeu da secretaria do governo o requerimento
da gerente do recolhimento de Iguarass, des-
pachado em 12 de fevereiro do corrente anno,
queira vir entregar na livraria da praga da Inde-
pendencia os. 6 e 8, visto nao o ter feito at o
prsenle.
Aluga-se o armazem n. 15 na ra da Cruz
por prego commodo : a tratar no segundo andar
do mesmo.
Joaquim da Silva Moreira retira-se para o
Rio de Janeiro.
Hontem fugio o escravo Benedicto, criou-
lo, natural da ribeira de Jaguaribe, de idade de
30 annos, altura regular, corpulento, pouca bar-
ba, tem defeilo nominar, e marca de caustico na
barriga, nao pisa certo com o p direito e anda
um pouco cxo : quem o prender, levando So-
ledade, sitio do abaixo assignado, ser generosa-
mente gratificado.
Jos Anto de Souza Magalhes.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 25 do correnle lera lugar na igreja
do Paraizo, pelas 8 1 [2 horas da manha, a missa
solemne em honra da padroeira desta associaco,
conforme determina o art. 87 dos respectivos es-
tatuios. O Sr. director recommenda aos senho-
res socios effectivos que hajam de comparecer na
sala das aeasoes pelas 8 1)2 horas da manha,
afim de reunidos, seguirem para a mencionada
igreja assistirem, como Ihes cumpre, ao dilo
acto. Convida tambem aos senhorts socio's ho-
norarios para que se dignem abrilhantar com
suas presencas a nossa festa social.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 23 de maio de 1861.
Joo Francisco Marques.
1 secretario.
Msicas e pianos.
J. LAUMONN1ER, na ra da, Imperatriz n. 23,
acaba de receber pelo ultimo vapor da Europa
urna bella colleccao de msicas para piano e can-
to, dos melhores autores e muito escolhidas ;
igualmente se encontra em seu estabeleeimenlo
ptimos pianos ; assim como faz todos os con-
certos e aQna os mesmos instrumentos em pouco
lempo e por presos commodos.
O actual escrivao da irmandade df Senhor
Bom Jess das Portas, erecta na igreja da Madre
de Dos, convida a lodos os seus irmos a com-
parecerem domingo 26 do correte, pe'as 10 ho-
ras do dia, no consistorio da referida igreja, afim
de reunidos em mesa geral, deliberarem sobre
negocios tendentes mesma irmandade.
Joaquim Francisco da Silva Jnior.
Escrivao.
Precisa-se de 400 a juros por quatro me-
zes, pagando 3 0(0 ao mez, e dando em garaolia
um piano novo e as seguales obras deDallor:
Jurisprudence du royaume, 12 vols., Recueil pe-
riodique, 32 vols., desde 1825 al 1856, riquissi-
ma encadernaco; tambem se venden, sendo
que o piano novo e de excellentea vozes custou
800, e a obra esl no valor de 800$ : coovencio
nar-se-ha porm. Se taes garantas nao forem
suffleicntes. dar-se-ha dous escravos mocos, su-
jeitando um delles a retro, caso baja falla : a
quem convier, deixe carta nesta typographiacom
subscriptos RR. para ser procurado.
' Precisa-se de urna ama boa cozinheira e
que compre para dous mojos solteiros : na ra
do Crespo n. 18.
Precisa-se de urna ama ; na roa Nova nu-
mero 5.
Collegio de Bemflca.
Neste estabeleeimenlo precisa-se de duas en-
gommadeiras de ama coslureira.
O abaixo assignado comproa ao Sr. Manoel
Florencio Alves de Moraes a sua loja de fazeodaS
sila na ra do Queimado n. 4t ; se alguem se jul-
gar com direito a mesma, baja de reclamar oo
espato de 4 das, a conlar da prsenle dala. Re-
cife 20 de maio de 1861.
Jos Joaquim de Pinbo Mendonca.
Precisa-se alugar urna ama que saiba en-
gommar e cozinhar : a tratar na ra da Seuzalla
Velban. 112, segundo andar.
Precisa-se em um
ARMAZEM PROG
DE
Largo da Penlia
- en^ho 0 ProPetario deste armazem par-
tante desta cidade 7 leguas e prximo a Udpa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
estrada de ferro, de urna tenhora para um 8rande sorlimeuto de gneros os melhores que tem viodo a este mercado e por ser parte delles
ensinar a duas meninas grammatica na- i 5r po.rco.nU pro.pn8' ;ende- P< d<> q em ootra qualquer parte,
cionale francez. e se souber msica e i "tt*lga lUgle,* perteitamente Or ,
msica e
quem
piano maior sera' o estipendio : 8e far a,guin b'timenTo.
800 rs. a libra, e em bar-
?mnlZre7r drja'8e a JUa d' ^^^ ****** a mais nova que ha no mercado vende-se a 710 rs. a Ubra.
Imperador n. 3. prime.ro andar. C\k petoU, \\ySOB e ptetO
1600 rs. a libra.
^ Tomam-se saques para o Porto e
Lisboa e para o Rio de Janeiro : no es-
criptorio de Thomaz de Faria, ra do
Trapiche n. 40*
- Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peilavet corpo do commercio, seohores de en-
geuho, e mais pessoas, que Domingos Correia de
Rezende Reg deixou de fazer parte da (Irma que
gyrava sob a razo de Correia & Irmos, desde o
dia 20 do corrente, Qcando a cargo dos dous so-
cios Joaquim Correia de Rezende Reg, e Ber-
nardino Correia de Rezende Reg todo o activo
e passivo. Recife 21 de maio de 1861. Joa-
quim Correia de Rezende Reg.Domingos Cor-
reia de Rezende Reg. Bernardino Correia de
Rezende Reg.
Lava-se e engomma-se com toda a perfei-
co. e tambem cose-secom perfeico : no largo
da ribeira n. 17.
Esl para alugar-seo segundo audar do so-
brado da ra do Rosario da Boa-Vista, quasi no
pateo da Santa Cruz, em frente do sobrado de um
andar que deita a frente pira a igreja da San:a
tCruz, esquina : quera pretender, falle na taberna
do mesmo sobrado.
O abaixo assignado, vendo os relago dos
devederes de Antonio Joaduim Vidal e Estrella,
seu Dome com a somma de trinta e tantos mil
ris. e nada lhe devendo, antes pelo contrario Es-
trella lhe devedor, como devo constar pelas
coatas correles que este deve ter em seus livros,
e mesmo para evitar duvidas j foi outra conta
apreseotada ao Sr. Vidal e junto o Estrella que
lhe disse ser eu credor e nao devedor, mas aioda
apparoce onome na relaco das divias para en- 1
cher numero ; isto serve de governo a quem as
queira arrematar. Recife 22 de maio de 1861. I
Joo Baptista da Rocha.
Domingos Correia de Bezende Reg ?ai a
Europi. ]
Fngio do engenho das Matas, comarca do
Cabo, no dia 19 de maio de 1861, um escravo de
nome Joo, crioulo, que representa ter 40 annos, :
nao muito preto, de boa estatura, olhos grandes,
muilo fallite, j foi preso duas vezes no Recife
trabalhando nos armazeos de assucar como forro,
e levou urna peiga em um p : roga-se a todos
os capiles de campo e a todas as autoridades, de
o apprebeoderem e o irazerem a este engenho, ou
entregarem na ra Nova, taberna do Sr. Jos
Feruandes Lima, que tanto em urna como em
outra parte sarao recompensados.
Antdtiio Cabra!, subdito portuguez, retira
se para o Rio de Janeiro.
Quem precisar de urna ama de leile para
criar, vinda do mato, dirija-se a ra larga do Ro-
sario n. 32, a tratar na loja de miudezas, que
achara prompta s servir.
os melhores que ha neste genero a 2$500, 2J e
chegados neste ultimo vapor de Europa lj)r500 rs., em por-
recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 6*0 rs. a
a
Quevjos ftamengos
cao se far algum abatimento.
QueVjo sui&so
libra.
bo?au,?d.d!flM Doa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
Bollo francez a 500 rs.
, -^ cartao elegantemente enfeitados proprios para ml-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso. v^i>"^ F. mi
Moce da casca de soiana am ., -
- m w"w em calxoes com 3 li2 libras vende-se a lacada um.
lioiacLiinna nsleza
____ ^ a mais nova que ha no mercado, vende-se uaicamenta noar.
mazem progresso a 3$000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra. unicamenie no ar-
\meixus franeezas mtB a libraem por5ao.e far algum abaUment0>
nUaTmelada imperial A ^
Lisboa 800 rs. a libra. d ^^^ ^^ 6 aU' mU,t0S fabcDt" '
Latas com bolaeninVias de soda i
differentes qualid.des. *"** ,60 Cad' uni com
CYioeoiate n
* o mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
? Ubra. C em latas de 1 Ubra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
Peras scfcis
* -^^^a em condecas de 8 librag por 3;t500 a relalbo a 480 rs. a libra. '
Conservas franeezas e inglczas
das em direitura a 800 rs. o frasco.
Metria, maearrao e talharim
roba por 89.
Palitos de dente Uxados em molbos com M macinh08 por m r8
a arroba a* m"n0T<> que ha no mercado a 320 rs. a Ubra em barril
rresnnio mull0 D0T0 vende_se para acabar a 400 rs a libra>
... *^ que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
Banna de poreo refinada a
as mais novas que ha por serem vin-
a 400 rs. a libra e em caixas de urna ar-
480 rs.
_ mis alva que pode haver no mercado vende-se a
a libra e em barril a 400 rs.
_ L,atas com peixe de posta Dreparad0 da melhor maDeira possTel da8 Belh0.
res quaiidades de peixe que ha em Portugal a l500cada urna, assim como tem salmo e
lagusiinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muilas
qua.idadesdos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
nucado alga garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas franeezas, tructa em calda, azeiloaar
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de suoerior aualidade.
Precisa-se de um homem portuguez para feilor
com pralica ou sem ella, e d-se bom ordenado :
no engenho Mega de baiio da comarca de Goi-
anna, ou nesta praga a entender-se na ra do
Apollo.
Collares medicinaes anodinos.
Para as dores e facilitar a denticao e con-
tra os accessos, convuledes. febres, e ou-
tras enjermidades das enancas.
DO DR. JANNEI [INVENTOR).
O lllm. Sr. Burchell, Qlho successor e nico
proprietario em Londres do collar medicinal ano-
dino, tendo lido a honra de ser o nico que pre- I
parou e forneceu os collares que foram necessa-
rios para os augustos Olhos do S. M. Victoria,
raioha de Inglaterra, os quaes preservou a sua
joven familia de todas as duencas occasionadas
pela denticao, coocedeu-lhe o privilegio de ven-
Consultorio medicocirurgico
3-B13A.BA. oLOnW tA&K BO \3NJLO--B
Consulta por ambos os systemas,
Em consequencia da mudanqa para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleei-
menlo acaba de fazer urna reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabeleeimenlo nao se confundam com os de
nenhum outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
. a precau$ao de oscrevero seu nome em todos os rolulos, devendo ser considerados como falsifica-
dor este remedio chamado collar medicinal ano- dino. cujo previlegio resultado de um acto do Pr queira ter maior certeza acompanhar urna conta assignada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
parlamento feito no 23. anno do reinado de S. Pel marcado com eu nome.
M. Jorge III. | Outro sim : acaba de receber de Franca grande porejio de lindura de acnito e belladona, re-
t pai do lllm. Sr. Burchell teve a honra de me> estes de suman imporl.ncia e cujas propriedades sao lo conhecidas que os mesmos Srs.
foroecer por decreto especial assignado pelo lord medlC08 allopathas empregam-as constantemente.
de alta reputado Dr. P. Chamberlon no 1." de ; Os medicamentos avulsosqur era tubos qur em linduras cuslaro a 18 o vidro.
junho de 1792, a SS. MM. el-rei Jorge Ule a1 ProPrielario deste estabeleeimenlo annuocii a seus clientes e amigos que tem commodos
raioha Carlota os collares medicimes anodinos B*e* Para receber alguna escravos de um e outro sexo doentes ou que precisem de alguma
para uso dos meninos da casa real da Inglaterra, operacio, affiaocando que sero tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem lodos
durante o lempo da denticao. O Sr. Burcheli i "quelles que tem tido escravos na casa do annuncianle.
pai teve tambem a honra de ser previlegiado por
S. M. rei Guilherme IV, e defornecer estes col- ^ens para o promplo restabeleciment dos doentes.
lares medicinaes anodinos a todos os Glhos de S.'
M. tl-rei Osear da Suecia, e de S. A. R. o gro-
duque Leopoldo da Toscaoa, (preco fixo 8#.)
DEPOSITO GERAL, RA DO PARTO
NUMERO 119.
A siluacao magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
As pessoas que quizerem fallar com o annuncianle devem procura-lode manha al 11 horas
e de tarde das 5 em diante, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ,rua da Gloria n. 3 casa do Fuodo.
Dr. Lo6o Moscozo.
Rio de Janeiro.
Pedido,
Os encarregados da missa em S. Jos do Man-
guinho pedem encarecidamente as pessoas que
concorrem para este acto religioso, e que se
acham atrasalaacom as s >as mensalidades, ha-
jm de vfir se a podem pugar, para por esle meio
poder continuar a mesma missa.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITUJRA.
Por ordem do lllm. Sr- presidente do conselho
deliberativo do Gabinete Portuguez de Leitura
convido aos Illms. Sra. conselheires a reunirem-
se em sesso extraordinaria do mesmo, aegunda-
feira 27 do correte, pelas 5 lr2 horas da tarde
na sala das sesses do referido Gabinete, aQm d
discutirem o projecto de estatutos.
Secretaria do conselho aos 23 de maio de 1861
Francisco Ignacio Ferreira.
*1. secretarlo.
&SM,
e Jaca
vai
Precisa-se de urna ama que cozinhe
compras ; na jrua do Amorim n. 56.
Antonia Rodrigues Viaire, Portuguez,
para fora do imperio.
A pessoa que annunciou desejar comprar
urna casa com aoffriveis commodos em algumas
das ras dos bairros de S. Jos ou da Boa-Vista,
aervindo-lbe a casa n. 61, sita na travessa de
Joo Francisco da freguezia da Boa-Vista, dirja-
se a estrada do Chora-menino, caa n. 1, oue
achara com quem tratar.
~Pede-se a pessoa que por engao levou o re-
logio de ouro saboneta patente suisso,sendo a ma-
china de poolas com os seguioles signaes : caixa
lavrada, tendoxna lampa da dobra caixa,pelo lado
exterior a Arma de Adolpho & Rocha feita pon-
la de buril, com os dentes do rochedo quebrados,
que querendo dar corda soltava, leudo a mola do
rochedo estragada com marcas de picos da lima,
o qual previno a todos relojoeiros eslabelecidos
e partcula rea o obsequio de o prender, no caso
que sej oflerecido para concertar ou vender.
O actual escrivao da irmandade do SS. Sa-
cramento da freguezia de Santo Aolonio, convi-
da a lodos os irmos queiram comparecer no-dia
26 do correnle, as 11 horas, no consistorio da
referida igreja, aQm de se proceder a eleico da
nova mesa que tem de funecionar no anno de 1861
a 1862.F. da Silva Reg;
&&i3ai&fii&i& esS'sgs sieaiftsi
mvo3t7"aa>raV 9
AllCDcao,
Ani ndoas confeitadas
a !$> a libra.
Proprias para sortes de S. Joo
Vende-se tanto em porges como a retalho nicamente
armazem Progresso, largo da Penha n. 8.
no
No armazem da ra da Cruz n. 21, se
encontrar um bello sorlimento de pa-
pis ja com estelos para as sortes de San-
to Antonio e S. Joo e amendoas das mui
ricas cores para as mesmas sortes, e pa-
pis para enfeites de bolos tanto para pra-
loscomo para baodeijas ludo vindo de
Pars pelo ultimo vapor francez e por
commodo prego.
Vende-se urna fabrica de charutos na ra do
Ango n. 26, nolando-se que a armaQo serve
para outro qualquer estabeleeimenlo; quem pre-
tender, dirija-se a mesma fabrica.
Vendem-se
velas de cera de
carnauba de superior
qualidade, viudas do Aracaty : a tratar
com Jos Sa' Leitao Jnior.
Vende-se um bonito cavallo, no-
vo, muilo ardigo e com todos os an-
dares, muito proprio para senhora
montar, por ser muilo manso : na
ra da Imperatriz loja n. 82,
Machinas de vidro
para ascender luz : vendem-se na ra da Impe-
ratriz loja de miudezas n. 82 ; assim como che-
gou urna grande porcao de bolas de zinco, es-
ponjas de platina e rid/os para as mesmas.
ji
Manleiga ingleza flor
a 800 e720rs.,
franceza a 680, de tempero a 320, cha hysson a
2550, esperncete superior a 720 a libra no
largo do Paraizo. taberna da estrella n. 14.
A' familias econmicas.
Na roa do Queimado n. 29, armazem de fazen-
das de J. J. de Gouveia, vendem*ie liados e Qnos
bareges de seda a 600 rs. o covado.
Arcos para saias a balo.
Vendem-se a 160 rs. a vara ; na ra do Quei-
mado n. 29, oulr'ora 37.
a 240
carne de porco americana:
oo bazar.
na ra do Imperador
240 rs. the pound
of superior salid english beef, in lhe basar per-
nambucano al ra do Imperador.
Vende-se a taberna da ra do Codorniz d.
12 ; vende-se por seu dono ter de retirar-se para
a Europa : a tratar na mesma.
Vendem-se travs de fuado de superior
qualidade, sendo 6 de 40 palmos, 4 de 50 ditos :
a tratar na ra da Cadeia do Recife o. 44, loja de
ferragens, prego commodo.
Sapatos de borra-
chaa l#500!!
I Sorlimento completo de todos os tamanbos :
na loja do rapor, ra Nora n. 7.
Atteneo.
Na ra da Cadeia o...., vende-se um escriro
de 23 para 24 annos de idade, de bonita Qgura e
sem defeito algum, official de carapina e bom
tinoeiro : a tratar com Joo- Jos de Carvalho
Moraes.
Aradas americanos
e grandes, chegados ultima-
mente.
Vendem-se arados e grades, americano--, do
melhor fabricante da America ; no caes do Ra-
mos, armazem de farinha de Henry Forster &
Compaohis.
Vende-se urna crioulinha da idade de 12
annos, linda pega, com habilidades, garaole-se
moralidade, capaz de se preseotiir a urna Exma.:
os pretendentes podero ver na ra da Impera-
triz n. 5, onde achara com quem tratar.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem pira Tendera
eu armazem, na praca do Corpo Santn. 11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
chegados dosbem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood 4 Sons de Londres
muito nropriooara este cuma
~-.Dr..Debroy, dentista, successor do Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar em Peroambuco no,mez de abril ou al
junbo.
^

i


01AII0 DK REIMlBTJCQ. ~ QUISTA FURA 21 K MAIO 01 1861
W
Urna peooc que lee ensioado com (elii resul-
mo a fallar, escreveretraduzir aslingaasingle-
za e franceza com exerclcie de conversado mo-
cidade de ambos os sexos, tanto do Rio como na
Babia e aqu mesmo em Percambuco, offereee
de doto o seu preatimo aquellas pessoas que qui-
zerem-se applicar ent qualquer destes idiomas,
tara o que deven ioformsr-se oa ra da Cruz n.
2, ou oa ra da Cadeia Velha u. 61.
Aos Srs, cocheiros.
Em Santo 'Amaro ao p da fundtQao taberna de
Jos Jacintho de Carvalho se contrata urna fre-
guezia ou mais, conforme fr a porco de capim
qne tomar, com a condico de se botar na co-
cheira de quem este negocio quizer fazer, sendo
o capim da melhor qualidade.
Julio & Conrado conlinuam a receber
obras por medida a vootade de seus nu-
merosos ifreguezes e receben toda obra
que do (car a vontide do freguez, tem
sempre-porco de figulinos a escolher o
gosto e commodo das pessoas, debaixo
da direcCM de seu mestre alfaiate que
j bem conhecida a sua tesoura, rece-
bara figurinos Ipor todos os vapores.
Aluga-se urna sala com 2 quartos, na *ua
do Imperador quem pretender, dirija-se \y-
pographia do Constitucional.
Aluga-se ura terceiro andar e solo, com
*cellentes commodos e bastante fresco, no bair-
to do Recite, ra do Amorim n> 27 : quem o pre-
tender, dirija-se a mesma ra n. 46, que achara
com quem tratar. :
O abaipco assignado faz scienU aos seus de-
vedorea que; tenham a bondade de ir saldar seus
dbitos na taberna sita na raa da Imperatriz o.
al o dia 15 de junho, do contrario terao de
pagara um procurador judicialmente sem mais
demora.
Francisco Fernandes de Farias.
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se chava
estabelecidona ra larga do Rosario n. SO, e ah
da mesma msneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conla de seus senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmos sejam vendidos com promp-
tido; afim de que seus seohores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo eslabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos oa sexos, velbos e mogos.
Precisa-se de urna mulher que ae preste ao
servido ordinario de urna casa, e queira acompa-
nbar a urna familia provincia da1 Paralaba ; a
tratar na ra da Uniao n. 50.
Industria.
Sida-se qualquer peca de louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, seja qual for a qualida-
de do objecto : na ruado Livramento n. 31, loja
de calcado.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de cabera, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de t-atha de senhort, tudo com promp-
tidso e pelo goato deParis, para o que rec-be fi-
gurinos por todos os vapores que vem da Europa
Trocase
por moedo corrente as notas geraes
dos padrdes seguintes:
Brancas de 10 com urna figura.
Ditas de 58 com urna dita,
Rxas de 50g.
Rrancas de 500-5.
Verdes de 500$.
E'mais: notas do banco da Bahia
(te 10$ rs. e 20$ rs. ditas da caixa
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recife. armazem n. 27.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da,
ra do Arsgao d. 26, e ama mel-gua na ra do'
Caldeireiro d. 9 : a tratar na rus do Crespo o. 7,
loja de Guiosares & Lima.
Sem excepto.
Quem me avisa meu amigo .
JoSo Casemiro da Silva Machado avisa a seus
devedores que nao lhes vindo pagar at 20 do
corrente, o fara judicialmente, desta data em
diante.
Publicaces
do instituto
do Brasil.
Deieja-se saber queme ^' corres-
pondente do Snr. Dr. Joaquim Antonio
Alve Ribeiro, residente na provincia do
Cear : na livraria da piaca da Indepen-
da if. 6 e8.
O artista americano
O artista americano
O artista americano "
O artista americano
O a-rtista americano
Tita retratos por^3|
Tipa ratratos por 3$
Tijra retratos por 5
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Xendo recebido um sortimente de cai-
xijilias novas
Tendo redebido um sor ti ment de cai-
xinhas novas
Tondo rebebido um ortimeirto decai-
\indas novas
Xendo receido um ortimento de cai-
xindas novas
Tendo recebido nm sortimento de cai-
xinjhas novas
'Tendo recibido um sortimento decai-
.vindas novas
No grnale salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande 6alao da ra do&mperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usboni, o retratista america.
oto tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos ediraicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um graode ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#O00 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratices na arto
de retratar acharo o abaixo assignado
sempre pirompto sob eondieoes muito
razoaveis.
Os cavaldeirose senderas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinaren! os speeimens do -que
cima fica anunciado.
O Dr. Joaquim da Silva Cusmao pode
-ser procurado para o exercicio de sua
prcfissioinedica a qualquer hora do dia
8-Ou-da noite no largo do Carrao n. 5, pri-
meiro andar:
O Senhor
CeaAno Aureliano de Carvalho Coulo, queira ir
a fabrica Sebastopol, a negocio que lhe diz res-
peilo.
Cdulas,
Trocam-se com mdico descont as anotas ge-
raes do tbesouro, que se esto recorheodo, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro -e Bahia e da caixa filial desta ultima cidade ;
oa livraria, econmica, ao p do arco de Santo
Antonio.
Dentes arteficiaes.

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S^-Raa estreita do Rosario3
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a Francisco Pinto Ozono continua a col- _
locar dentes artificiaes tanto por meio de a
I molas como pela pressao do ar, nao re- *
9 cebe paga alguma sem que as obras nao @
@ fiquem a vontade de seus dono, tem pos a
e outraa preparares, as mais acreditadas 1
^ para conservasao da bocea. 2
Sorvetes.
Sodr & C. avisa ao respeilavel publico e com
particularidade aos senhores acadmicos que qui-
zerem honrar o seu eatabelecimento na ra Es-
treita do Rozario n. 11 a virem tomar sorvetes,
para o que estar prompto lodos os dias das seis
boras da tarde em diante advertindo que de do-
mingo (9, em diante harera tambem ao meio
di.)
Armand Pedro Luiz liaisy. subdito francez,
empregado na via-ferrea do Recife S. Francis-
co, vai Franca tratar de negocio de aeu parti-
cular inleresse.
Joaquim de Albuquerque e Mello embarca
para o Maranbio o orpho menor Joaquim para
casa do tio do mesmo oenor, Antonio Jos de
gp?a Mximo, residente en dita provincia.
A viuva Jane, dentista, achando-se restabele-
cida dos seus lengos encomroodos de saude vai
continuar a trabalhar por sua arle, e desde j of-
fereee ao respeitavel publico os seus servidos
a qual quer hora do dia, em sua residencia na ra
de Sania Rila n.01, com a perfeicio bem conhe-
cida dos seus numerosos freguezes ; nao rece-
bando paga alguna de qual quer trabalho tenden-
te a sua arte, em que ffquem plenamente satis-
feitos, E especialmente das senhoras, de quom
espera proteccao preferencia, pela franqueza e
menos a canhareento que devem ter com o trato
delicado de urna pessoa de igual sexo.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
aiba lavar, engommar e coziohar, para casa de
pouca familia.; a tratar na ra larga do Rosario
numero 30.
D-se a quantia de 500jg a juros sobre pe-
nhores de ouro ou prala ; na pra^a da Boa-Vista
n. 9, loja, se dir quem d.
Escripturaco
mercantil.
.Urna pessoa competentemente habilitada e em-
preada do comrnercio, deseja encarregar-se de
trabalhosde escripluragao mercantil, por qual-
quer das formas (siogella ou dobrada) lomindo
sobre si a responsabilidade de todo o trabalho
que lhe for confiado : para informacoes, na pra-
5 da Independencia o. 34,; onde ae poder dei-
xar carta fechada com as iniciaos T. H., ou suero
pretender, annuncie por este jornal.
Para quem servir
a carapmja.
Roga-ce a pessoa que nesta praca re-
cebe cartas vindas pelos paquetes da
Europa para fazer entrega a seus do-
nos e amigos que perca o costume de
abr-las antes de fazer entrega a seus do-
nos, do contrario podera' dar em re-
sultado algum prejuizo ao mesmo
senbor,
Atten^o.
Perdeu-se domingo "no convento de
S. Francisco por occasio da festa do
Espirito Santo, umanel de ouro tendo
urna pedra de brdbante, e ao redor
desta outras pedras menores : pede-se a
quem o aeduo ou a quem elle fr offe-
recido que tenda a bondade de dirigir-
se a ra do Crespo loja n. 20 B, que
sera' generosamente recompensado.
Aluga-se a loja da cas n. 86 da ra da Im-
peratriz ; a tratar no segundo andar da mesma.
Convite.
Attentjo e muita atten$o
Sodr & C. convida a todas as familias que
quizereru honrar com suas presencie a calla do
primeiro andar da ra Estreita do Rozario n. 11
por cima do seu estabelecimento a virem lomar
sorvete e outroi gneros tendentes a confeitoria
para o que tem com todo o aceio preparado com
rica mobiiia, meaaa de marmore e illumioado
a gaz; advertindo que serio servidos com toda a
promptido, e presos mdicos
. Precisa-se de ama ama para todo o servico :
a tratar oa roa das Larangeiras, primeiro andar
numero 14.
Atlen0o.
Deseja-se saber se ainda exisle nesta provincia
oa se j fallepido Jos Antonio de Souza Fiei-
tas, subdito portuRue/, para se fazer scieote a
pessoa de sua familia ; roga-se a quem delle sou-
ber, o favor de dar noticias no escritorio do F.
S. (tabello & Filho, que se lhe ficar agradecido.
Aluga-se a loja do sobrado n. 87, sito na
rus do Imperador : a tratar no Mondego, casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Precisa-se de urna boa cozinbejra. Ijvre ou
scrava ; no ra da Santa Cruz d. 60.
DICCIONARIO POPULAR
DB
MEDICINA H01E0PATHICA
Obrn ndispensavcl todas as
pessoas qne qnizerem corar Iio-
mcopathieamente,
CONTENI'O :
i definico clara dos termos de medicina: as
causas mais (requemes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se faxem conhecer : os me-
dicamentos que melhor lhes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora de dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolver melhor
saa aeco : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, facadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente ae que gras-
sam no Brasil, quir as pessoas livrts, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
lar mnlher durante a prenhtx, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
menbo, quir durante a infancia : os perigos
que eslo sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muilos outros arligos de
vital interesse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada inteli-
gencia das pessoas extrankas medicina, dos
orgos mais importantes, que enlram na com-
posicao do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel to-
dos os orgos internos, com a sua explicacio
phisiologica e outra mostrando as diferentes
regies abdomivaes. (A primeira colorida pa-
ra os senhores assiananles.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LIDGER0 HUBO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos hoaieopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brastleiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, cheles de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem cenhecer os prodigiosos effeilos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetar a publiracao visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
noves,-e entao resolveu mudar inteiramenle o
plano que havia concebido, e dar toda \ expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tato os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo detrazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a priocipi li-
aba organisado.
O Diccionario Popular da Medicina Homeopa-!
thica, como agora est composlo ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 8 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15$, fagos na occasio de assig-
nr. (Depois de impresso custar 25;.]
Acha-sc igualmente em Ta de pnblica-
cao a segunda edieco do
THSOUR HOMEOPATHICO
O
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo flisposicao da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demouse
Irativa da continuidade do tubo intestinal desd-
a bocea at o recto.
A assignstura de 8g pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso cuitar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assigoar urna e ou-
tra obra pagaro apenas SOfreo lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo NovoJ n. 6.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15 |
Frederic Gautier, oiwrgiio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca 8
dentes artificiaes, tudo cera a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entend- i
das lhe reconhecem. S
Tem agua e pos dentfricos etc.
.SfWfHHffffffHmffL.
Precise-se de urna preta escrava para o ser-
vico internoe externo de urna casa de pouca fa-
milia a tratar na ra da Cadeia do Recife n. 22,
primeiro andar.
STAHL C.
1 RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
| Roa da Imperatriz nomero 14 |
(Ontr'ora Aterro da Boa-Vista.) t$
1 Retratos em todos es- 2
tyioe e tam&nios.
| Pintura ao natural em |
| oleo eaqaarella. %
i Copias de daguerreo- %
| typo e outros arte-
% tactos. |
% \mbrotypos.
gP&isageus.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de latera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i t prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
Arma devem ser considerados
como um lafo armado a boa
f dos incautos.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
oecer comidas para fra.
ai-

Joao Corma de Carvaio,
faiate, participa aos seus nume-
$ rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encon.tra-
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua
arte.
CONSULTORIO ESPECIAl HOMEOPATHICO
DO DOUTOR
- SABINO 0. L. PINHD.
Ra de Santo Amaro (Mundo
* Novo) n,6.
.Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas,iftoletliat da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticat, todas as especies de febres,
feore* intermitientes e suas consequencias,
1 PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos nomeopatbicos pre-
parados sosi todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeilos. Unto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
sireis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todoa
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o Do-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinh.-m, moente e corrente.com ca-
sa de viveoda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municacao para o mesmo sobrado, estiibaria para
qualro animaes, olaria e seu respectivo Torno,casa
do engenho com urna moeoda que produz calda,
psra cincoenta a sessenta paes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assenlamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilacio coronletamonte
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suis
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil paes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com qualro balcdes, sna
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
surar, casa do fazer farinhacom um grande torno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de viveoda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual (dr o
verSo ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriqnipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar elenbas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
I extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1861,
a Andar-s em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As condicocs e
lempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu propie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vascoorellos
de Drummond ao sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de viveoda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Afllictos. de manha at 1 hora da
tarde.
I Atten cao. |
g Francisco Xavier Pereira de Brilo, so-
a| licitador da fazenda geral. tendo exercido 3
S por espaco de 8 aonoso officio de solicita- 3
Ji dor de causas na cidade de Porto-Alegre, ||
adquiriodo por isso urna grande pratica, J
pretende aqui encarregar-se do andamen- m
to de qualquer C3usa nos diferentes jui-S
zos, despachar escravos e tirar passapor- II
les na polica, e promover cobranzas. E
fe" como tem na corle sua disposio um
S habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
|| qualquer prelengo persnte as secrtta-
B ras de estado e thesouro, e de qualquer
af causa quelenha de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
|f Qualquer pessoa que se queira utilisar
* de seu presumo pode o procurar das 9
H horasda manhs at as 2 da tarde na ra
g das Tnncheiras u. 13. o fora destas horas
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72.
Vende-se
fannha da Ierra, 89CQ03 de alqoeire, medida ve-
Iba a 4J>, dita de Saota Cnlharina, alqueires de
bordo a 2*600 : na roa da Praia. arroaz*m de
carne secca e farinha, contiguo a ribeira do pei-
xe numero 34.
Avariado.
Finissirao e muito largo madapoln com pe-
queo defeito a 59 a pega; vende-se na ra No-
va ni 42, loja de Tertuliano Candido llamos & C.
Livro do mez marian a 1$.
Acabe de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edicao do mez mariano, segundo se
celebra no hospicio de Nussa Senhora da Penha,
seguida do varios cnticos, e da novena da Se-
nhora da Conceicao, modo de visitar o lauspere-
nedo sanlissimo rosario ; vende-se nicamente
a 19 da livraria ns. 6 e 8 da praja da Indepen-
dencia.
Lean, todos.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston 4C, ra da Senzalla Nova o. 52.
Ha para alugar-se ura bom terceiro andar
e soto com cosinha etc., etc., em urna das ras
do Recife : a tratar na ra da Cadeia n. 33, loja
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
no

DB. CVSWOVA,
30-Roa das Crozes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Cs-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathiaobra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
*M6flK5^-eie^Mfifiiie-9iMiefiKi
Aluga-se um primeiro andar sito na ra da
Cruz n. 29 : a tratar uo pateo de S. Pedro n. 6.
Furtaro do sitio da viuva do commendador
Gaudino Agoslinho de Barros, junto a capella de
S. Jos do Uanguinho, na noite de 13 do correo-
te, um cavallo de srlla, castanho, grande, com
urna estrella branca na testa, e signal tambem
branco redondo na taboa do pescoco do lado es-
querdo ; o cavallo esl carnudo, anda de baixo a
meio spero, e tendo a clina e cauda compridss,
"ichou-se de baixo de um arvoredo no sitio de-
frooie, cabellos do mesmo cavallo que cortaram
para o disfigurar : quem o levar ao mesmo sitio
ou der noticia delle, ser generosamente gratifi-
cado.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-ie estabelecida no eecnptorio da compa-
nhia Pernambucsna no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesmo vapor.
Joaquim Ferreira Valente, subdito portu-
guez, vai fazer urna viagem a Europa, levando
em sua companhia duas irraBa, o que faz pu-
PHcp em camprimento a le.
Sabbado 25 do corrente es-
pira oprazo que a viuva Dias
Pereira & C.marcaram a seus
devedores para que lhes fos-
sem pagar e como o nao que-
rem fazer j articipa-lhes que
de segund-feira 27emdiante
se proceder essas cobraucis
judicialmente sem excepeo
de pessoa, e para que nenhum
dos Srs. devedores se julguem
offeadido faz o presente para
que chegue ao conhecimento
de todos.
Pede-se aos Srs Francisco Jos do Amaral
e Jof Honorato de Medeiros. moradores fora
desta pra$a, que queiram dirigir-se a ra do Cres-
po, loja n. 8, ou declaro sua morada para serem
procurado.
Compras.

GABINETE
Medico-cirurgico
Alvares
#Dr. Americo Alvares Guimares,
A'ra Nova n. 21,1-andar, pro-
ximo i entrada da Camboa do Carmo.
MEIAS DE BORRACHA.
Compra-se um par de meias de borracha
que esleja em bom estado; na rna da Madre de
Deus n. 36 A.
Compra-se ou alusra-se n'uma das mas re-
lindas dos bairrosde S. Jos ou da Boa-Vista,
urna casa terrea com quintal e commodos soffri-
veis ; annunciem neste Diario.
~ Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalrone-
ratnz e. 12 loja. v
Para bailes e passeios.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12$ .'
em casa de Julio h. Conrado.
Attencao.
Vende-se urna grande casa terrea no lugar de-
nominado Caldeireiro da freguezia do Poco da
Paoella, cora 4 quartos, paredes dobradas, trras
proprias, com um grande quintal plantado de
novas e excellentes arvores fructferas: quem
pretender, dirija-se misma, que achara com
quem tratara qualquer har do dia.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para hornera e menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pecas de cam-
braia lisa fina a 3$, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cora-
do, chitas largas cores escaras claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padrdes novos a 500 rs. o rova.io,
pecas de entremeios tiordados finos a 1&500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1$280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletols do panno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, cal;asde casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de crese
brancas de 29500 a 59, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setirrijreto, tudo a 59,
cortes de cassa de cores a 29, pesas de madapo-
lao fino a 49500, assim como oulras muilas fa-
zendasque se venderlo por menos do seu valor
Dar acabar.
Cera de car-
na uba
da melhor que ba no mercado ; vende-se por Sg
a arroba ; no armazem do Moreira 4 Fepfeira,
ra da Madre de Dos n. 4.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY
Milhares de individuos de todas as nac,dcs
podan testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu <-rpo e
membros intetramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilbosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a amputarlo I Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
racio dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhec'iraento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
liva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Vendas.
Abi se o achara prompto acudir a
quaesquer chamados, quer para o curativo
de molestias concernentes medicina ou
% cirurgia, quer para proceder a exames me-
dico-legaes.
^ As pessoas que por acaso o nao acharem
g devero ahi deixar bilhetes em que de-
g, clarem os seus nones, ra e numero de
^ casa, afim de serem devidamente salis-
g hitas.
^ Os indigentes enfermos tero igualmen-
9 te attendidos e medicados sem paga do
^ menor honorario.
**# t$e3
Precisa-se comprar urna roseta de brilhan-
tes: a tratar na roa estreita do Rosario n. 4.
Antonio Cabral, subdito portugus, retira-se
para o Rio de Janeiro.
Despedida.
O coronel Trajino Cesar Burlamaque, tendo de
relirar-se para a ilha de Fernando de J^oronha,
para onde vai na qualidade de commandante in-
terino, e nao podando despeJir-se dos seus ami-
gos e pessoas com quem tem relacoea era conse-
quencia da rapidez deaua viagem, pede deiculpa
de o nao fazer e offereee alli seu presumo.
. Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
do Recife. proprin para escriplorio ou hornera
solteiro, ou de pouca familia : a tratar uo ar-
mazem do mesmo n. 31.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra d* Impera-
triz ii. 60.
Caigas de ganga muito fina o bem felfas 39.
Ditas de meia casemira muito finas 2J500.
" Ditas, de varias fazendas que nao desboto 29.
Collet"s de velludo, grgurao, setim, por pre-
cos que de barato admira 9
Calcas de casemira preta 9
Paletols de merino preto 79.
Ditos de ganga de quadrinhos 29.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioridade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles que de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Sal do Ass.
Vende-se a bordo do hiate Camaragibe : a
tratar com o meitre a bordo, on na ra do Viga-
rio n. 5.
Vende-se urna esersva em conta e bonita
figura, com idade de 30 annos, pouco mais ou
menos: na ra larga do Rosario o. 36, primeiro
andar.
Vende-se a taberna da ra estreita do Ro-
sario n. 40 : a tratar na mesma.
Vende-se urna mulata de Idade de 40 a 45
annos, ptima para lodo o servico do urna casa ;
nos Remedios, olarla de Msnoei Ignacio Avila.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammscao do figado.
Inflainmago da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
(Jicaras na bocea,
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Arroz.
Vende-se arroz das Alagoas por preco mullo
commodo : na travessa do arsenal de Kuerra nu-
mero 9.
Vende-se este ungento no estabolecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havanae Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada boeetinha conlm
urna instruccao em poriuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral era casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Caixas de tarta-
ruga.
Na loja da aguia de ouro ra
do Gabug n 1B
chegado at lindas caixas de tartaruga para
rap, que se vendem por baratisjimo preco de 3$,
aasim como de bfalo muilo finas a IjOOO, lf20U
na loja Aguia de Ouro, na ra do Cabug. '
Agua iogleza
de Lavander a mil ris o
frasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua inglesa de Lavander, superior a todaa as
outras, a lf o frasco : na loja d'aguia branca,
rus do Queimado n. 16.





()
BI1UO M fHWWOCQ, QIirrA FE1RA 13 M MjUO Ot 14*1,
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de recebar om doto
e grande sortimento de banhai, estrados, oleoa
para cabello, opiata, sabonetas, ec, etc., e con
liso a estimada banha, fluido napolitano, en bo-
nitos e grandes copos de vidre opaco coaa lampa
de metal. tesa banha per tua superioridad e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, j ba-
je bem coohecida e apreciada, e coolioa a ser
vendida a 2*500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
8 *.
Machimas de vapor.
% Rodas d'agua.
Moandas decanna.
Taixas.
^ Rodas dentadas.
Bronces e aguilhoes.
Alambiques de ferro.
$ Crivos, padrees etc./ate;
Naundicaode ferro de D. W. Bowman*
^ ra d o Brum passando o chafariz.

Vende-se pmi preta crioula, de idade de 24
a 25 annos, cozinha, lava, engomma bem, e faz
todo o servido de urna casa de familia : na ra
do Cabug o. 1 A.
Luvas de pellica enfeta-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as Qoas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propriss para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baralissimo preco de 5^000
o par: na dita lula de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
1
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
BI
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RA DO OUEIMADO 40!
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
n,K8lai,eJ^?enl0 ha ,empre uo 80rlBl> completo de roupj feita de todas
qualidades, e tambem se manda ezecular por medida, i vpntade dosfreguezes. par
que tem um dos melbores professores. iregueies, par
APRIMWERi
16-RHa da Cadeia do Recife--. 6<
LOJA DE MIUDEZAS
DE
|Fonseca(Silva.
Sabo inglezo melhor que ha do mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares bonitos
gostos a 600 rs., espelhos pequeos dou-
rados a 800 rs. a duzja, apparelhos pa-
ra brlnquedos de enancas a 1$, 2$ e 3g
cada um, eicovas para unhas de 800 a
1# eda urna, ditas para deoles de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 1$ a
1$500 cada urna, peales de tartaruga
virados a 5$, 69, Tg e 88 cada um, en-
feites de vidrilho a 1)?800 cada um, bar-
rees de dito a 1JJ200, froco de cores a i
200 rs. a peQa, fitas de velludo com 10 ,
varas a 800,1$ e 1*200 a pega, esceocia ;
de sabo para tirar noloas a 18 o vidro, i
(entes para at ^cabellos a 1*400 a du-
zia, caixas de raz sortijas a 1400 a
duzia, cartas francezas flnss a 3$ a du-
zia, ditas porluguezas a I38OO, caivetes
para fructas a 4$ a duzia, ricas caixas
com espelhos contendo perfumaras pro-
1 prias para toilets de senboras a 6g e 8g
i cada urna, bahuzinhos de ditos a &S,
I caixinhas de vidros com ditas a 2*500
cada urna, argolas douradas a 1*500 a
duzia, dados a l&OO a bala, pentes fi-
I nos para barba a 400 cada um, agulhei-
i ros com'pennasde ac a 800 rs. a du-
I zia, colheres de metal principe para ti-
| rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para cha a 2* a duzia e para sopa a
43500. pentes de bfalos amarellos a
5*500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
| tos para bichos a 280 rs. cada um e a
1 2*500 a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
o9so a 320 rs., ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phantasia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabega cha-
la sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pinceis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carleira a 1)} a du-
zia, caixas unas para rap a 800 rs cada
urna, tranga de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para homem e se-
nhora 1 1J o par, dito3 de pelucia a
1*500, aparelho do porcelaoa para duas
pessoas a 69, jarros cora pomada a 3g
o par, escovas linas com espelhos para
cabellos a 1 cada um, agua do Orien-
te a 1jj880 a garrafa, dita de cologoe a
2*^00 o 4*. bengalas superiores de 1J> a
I58OO cada urna, e muitos oulros arli-
gos qus seria enMonho enumera-los,
os quaes se vendem por precos os ruis
baratos do que em oulra quaquer parle.
casacas de panno preto. 40J, 35* e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30*00
Pautte de dito e de cores, 35, 30S
nS0OOe "* %o000
Dito de casimira de cores, 22*000
15, 12 e 93000
Ditos de alpaka preta golla da vel-
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9SOO0
Ditos de alpaka de cores. 59 e
Ditos de dita preta, 9, 7, 5 e
Ditos de brim de cores, 5|, 4S500,
Ditos de bramante de linho branco
OflOOO, 5000 e
Ditos de merino de cordo preto.
15*000 e y '
Calefls de casimira preta e de cores.
12. 10, 9 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 5 e
Ditas de brim branco e de cores
5S000, 4*500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res lisos e bordados, 12J, 9J e 8000
Uilos de casemira preta e de cores
lisos e bordados, 6. 5500, 5 e 3*500
8*000
3*500
3*500
3*500
4SOO0
8OO0
6SO00
4*500
2*500
3^000
as
peno.
5*000
5*000
5*000
3*000
2*206
i|280
2*300
3*000
1*800
19000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos dajjurgurao de seda pretos e
de cores, 7JO00, 6*000 e
Ditos da brim a fustao branco,
*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1 $600 e
Camisas de peito de fuslo branco
de cores. 2*500 e
Ditas de peito de linho 6g e
Ditas de madaoolao branco de
cores. 3, 25500, 2 e
Camisas de meiss
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,8*500e 7*000
Ditos de fellro, 6. 5$, 4 e t*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14*. 12$. 11$ e 7*000
Collannhos de linho muito finos,
ovos feitios. da ultima moda 9800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009. 909. 80 e 70*000 >%
Ditos de praia alvanisadoi, pa- |Ss
tente hosooteea, 40$ 30*000 s
obras deouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras. rozetas e
atinis e
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10000 *
Extractos, banhas, cosrae-
tiques, e leos, de Lubia
para lentas,e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca se encostra as per-
fumara! oaoia do be* coohecido fabricante Lo-
ma ; e bem esaim fines eitractos, banhai 4 4
de oulros fabricantes tambem de fama come Con-
drey, Piver &. Emfim quem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 loj d'Aguia Branca.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz tao procurado, bem como
um completo sortimente dos candieiros proprios
que se vender por muito baixos peemos : na ra
dalmperaUiz n.12, loja de Raymano Carlos
Lene 4 Irmao.
Toalhas para mos
a 6$ a duzia : na ra do Queimado n. 22, na loja
da Boa f.
EAU MINERAL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
CaloaJo barato na ra larga do Rosario r 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calc.do at o fim de marco, como preten -
tJXESS9 por menos-aflm de acabar mais
Extremadura
Vinho puro de uva
fabricado eipresssmente para Jos Anto-
nio da Silva Jnior : vende-se a retalho
em casa de Antonio Lopes Braga, ra da
Cruz n. 36.
Aviso as senboras
Gama 4 Silva com loja de fazendas na ra da
Imoeratrz o 60, vendem :
Modernissima seda lavrade cor de canna muito
incorpada, covado, 2.
Dita branca para vestido de noiva, maito in-
corpada, covado, 2$400.
Dita encarnada adamascada para colchas ou
cortinas a 2.
Tarlatanas muito finas de todas as cores a
vara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito fines a
Cambraias brancas e de cores, laror estufido
vara, 400 rs.
Ditas estampadas muito finas, vara, 500 rs.
Laaziohas de cores muilo finas, vara, 360 rs.
Pecas de cambria de salpico muito fina a 4*500.
Ditas lisas muilo finas com 10 varas 6*
Ditas com 8 1 \2 veras 3*200.
Ditae com 6 112 varas 2500.
Chaly de seda chegado pelo ultimo vapor, co-
vado 1*.
Um grande sorliuiento de liras bordadas e n-
tremelos
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, taulo pretos com
enfeites de conlinha, como dourados, e de lindas
fitas e fi telas, o mais fino que se pode encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 b'.
Relogios.
?Mfc-n emeaaa d Job rutn Pater 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello fortimento de
relogios de ouro, patenta ngle, de om dos mais
afamados fabricaates de Uwpool; Umbem
urna vanedade da bonitos irancelins para os
Chapeos de sol de seda a
MT!ue muit0 b0B *P>s de sol de seda
com cabo de canna, pele baratiaaim preco de 6
cada^um : na roa do Qwmad. n!V?, loja d
Ouardanapos para mesa
f 5*' k flu' ; M ro* d0 Queimado n, 82, na
loja da boa f.
Attenco.
Ma rna do Trapicha a. 46, ata eaaa da Rortron
nooker 4 o., asista um bom sortimento de M-
nhas de cores e brancas em eartetets do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes m vendem por
precos mu raxoaveis.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboaa de amarello, louro e pinbo
por precos razeaveis.
Casemiras
Vendem-se casimiras proprias para forrar car-
ros : na ruaTla Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa
Vista, loja n. 20.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esti-
mada e preferivel; assim como o fino e chei-
roso oleo philocome. Estes e outros objectos que
dita loja recebe a sua propria encommenda sao
sempre de nrimelra qualidade. e para que elles
se nao confundam os os falsificados que por abi
ha, todos os frascos leem um rotulo douradoque
diz loja de Aguia Brenca ra do Queimado n. 16.
Vendem se
figura, dosertao :
penal n. 37.
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
Qoal ser a joven e liada pernambucana, qua
nao procure animar este estabelecimento man-
dando comprar urna botina de gosto? Qual a
mal de familia, prudente e econmica que Ib*
nao d6 preferencia pela qealidade e prego ? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
-e comprar por 8. 9 e 10, o coleado qee esa outra
parte nio vendido se nao por 10, 12 on 1* f
Ueodasa ;
Senhoras
Botinas com \ com lago, de lastre (superfina).
com lago mu pouco menor. .
sem lago superiores. .
sam taco nmeros baizos. .
sem lage de eOr......
Sapatos da lastra. : .
Meninas.
Botinas com lago. ....
5*500
5300
5000
55000
45O0
48000
UrOOO
4$408
4*000
3*500
> sem laco.
o para criaogaa de 18 a -20.
Homem.
Nantesl lustre. : .
Fanlenjcourodeporco inteirissas 0S600
Fanlenj bezerro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre),
inglezas inteirissas. .
gaspeadas. .
prova d'agua.
Sapa toes.
Nantes, sola dupla.....;
urna sola...... .
para menino 4$ e .
Meio borzeguins lustre.....
Sapatoes lustre........
B




108000
9geoo
9*000
8*500
86500
5*500
5*609
3*500
6*000
5*000
Sapatos de tranca.
tres escravos bonita
a tratar na ra Im-
2*000
1*500
Para homem, senhora e menino.
Apolices
Vendem-se 82 apolices da divida pro-
vincial (I serie) : a tratar no escriptorio
da viuva Amorim 4 Ftlho, ra da Ca-
deia n. *5.
SEDULAS
de i$e 5#000.
Contioua-si> a troc'- sedulas de urna s figura
por meta-ln lo descont que eiige a thesouraria
desla provincia, e as colas das mais pracas do
imperio com o bate de 5 por cerno: no "escrip-
torio de Azevedo 4 Mendes, ra da Cruze
n. 1.
f
cbartos e Hescobartosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e seabora de
nm dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'limo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellor 4 C.
R a ada Senzala Nova n.42
Vende-se em ca3a de S. P. Jonhston 4 C.
sallinse silhSes nglezes, eandeeiros e castigas
broozeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emoniaria, arreios para carro da
u* e dous cvalos relogios de ouro
oglez.
paientt
DCP-Oh que;
S peehincha, I
gf A 120000. i
^r Chapeos de seda para senhora muito ^
5 bonitos para acabar veade-se por este 6
^ preco.
Z A 400 n. o covado.
^5? Mimos de sinhazinha fazeada prop*ia *
,? para vestidos de senhoras. &
# A 6^500 o corte. d
fh Cortes de cambraia braoeos com ba- *
n bados bordados. '
A 280 rs. o covado. i
Cambraias organdys padroes liodissi- I
^ji mus: na ra do Crespo n- 17.
Borzeguins de Nantes sola patenta a 8 e
Dilo de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezes prova d'agua
Bolas de bezerro
Borzeguins de lustre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespontados
Sapatoes de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com sallo
Ditos de dito sem salto paradarvsa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7,000
8.000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2,500
3,500
pilos de urna sola com salto
Ditos de urna sola sem salto
Borzeguins de lustre para rapazes a
Sapatoes para ditos a 3 e
Olios de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de setim branco para senhora
Ditos de duraque branco 0,,uno
Ditos de ditos de cores
Dilos de cores com gaspeas
Bitos de ditosa
Oitos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3,000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
2,500
2,500
3,000
Fleur d'harlebek e borba.
Recebeu-se o verdadeiro labaco fleur d'harlebek e o superior tabaco da horh,
asara- "?";aos amantes da superior fum8sa *>"* ** **?*%%
Recife n. 15, no
do Para
na ra da Cadeia do
em
Centro Commerciai
Pota a Riissia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
t adeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra quaquer parte.
A 200 rs. o covado
Vendem-se ricas e finas casas de cores, esco-
llados padroes : no armazem de fazendas de Joao
Jos de Gouveia, ra do Queimado n. 29 ou-
tr ora 27.
Attenco
Vendem se dous tou fadores de Jacaranda 18
cadeiras e 1 lavatorio, 6 quadros dourados com
eslampas, ludo em bom eslado e por mdico pro-
co; na ra da Cadeia do Recife, armazem 0. 63
confronte ao arco daConceicao.
GAZ.
Farello a 3,ooo ris
e cana a 240.
..triV'-VM6"0 8 3'000 riso "cc. "-
do Paraizo o. 16; ca pintada de amarello:
Pede-se a todos os asslgnsntes dos candieiros
econmicos que hajam de virsortir-se de gaz por
ler chegado grande porco no deposito da ra
Nova n. 20, do Vianna.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da aguia branca avisa as diversas pes-
soas que hauro procurado tal agua, e as gue de
novo se quizereoa ulilisar de lo necessarii agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita foja
ondesomente a encontrarao. Quem tem usado
nessa aguasaba peritamente das virtudes della
e quem de novo comprar achara que duas a tres
golis della em meio copo d'agua pura, e com ella
eairegando-se os dentes, e lavando-se a bocea os
aleja, livra-oa da carie, fortiflea as geogivas e
acaba o mo cheiro quando ha denles furados : o
preco continua a ser 1* o frasquinho : na loia
da aguia branca, ra do Queimado n: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir Jalas de sardioha. bolachinhas, doces etc. a
D?a5c i"ni fUa d Qaeia,,0 ll* d* au"
Aliento
O abaixo asignado vende a armacao
e um pequeo resto de calcado francez
da sua loja da ra larga do Rosario n.
32, ja bem afreguezada, dando coro
bom abate, tanto em urna cousa como
em outra, afim de liquidar antes do fim
do mez correte : a tratar na mesma a
quaquer hora.
Joaquim Bernardo dos Reis,
SThofBe Lopes de Sena.S
<
Ra Nova n. 32.
Recebeuemdireitura de Fran?a pelo
ultimo paquete bons objectos de modas
como sejam enfeites de cabeca para se-
nhora. pretos e de cores-
Ci?HPe0i de ?5da de core8 para senho-
?!."_4/,,*,dl Tos e ocados para os
mesmos.
Filas
M de seda de todas as largaras a'
tifsTrZ^8 5 dita.
ImI de seda
com salpico.
branco, dito de linho
Ramos de llores de lara
nja para noiva.
, T*>iui>uas para menino se baptisar de'
diversas core,. m.-, Mptli0 JJJ
iveraas cores, meias
os mesmos.
Ricos vestidos de blonde com 2 salas
e 3 babados oa primeira saia. ditos de
sed. prende 7 b.b.dos, e s ntos
fl'ella para senhora.
Recebe-se gunnos todos
com
teleles capas, vestuarios para meninos
se baptisarem e ludo mais quanto per- O
tence ao toilet de urna senhora. S
Galanteras.
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fer-
nandes, vendem-se as seguintes fazendas, por
barato preco gollinhas a 400 rs.. chitas largas
a ij rs. o covado, toalhas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, pona redonda, a & cor-
tes de brim miudioho a 1200 o corte, pecas de
Trai" ude,.salPico8 com 8 Ii2 varas a 4g500,
fildelmholisoa800rs a vara, gravatinhas a
jwu rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
neos de seda para homem a lifl, colletes de vel-
ludo muito fino a 63, e muitas outras fazendas
qu* se vende por barato preco.
Vende-se a metade do engenho &
Ara riba de baixo, situado na co-
marca do Cabo, urna
tante da estacao da
denominada Olinda.
legua dis-
via-ferr 1,
A respe ito
da fertilidade de seus terrenos e
das immensas vantagens que del'
le se pode colher, em attenco as
excellentes qualidades que o dis-
tinguen!, escusado dizer, por
ser urna propriedade muito co-
nliecida nessa provincia : os pre-
tenden tes dirijam-se a ra Au-
gusta, casa n 43, segundo an-
dar, que achara' com quem tra-
tar.
Portuguezes de Lisboa finos ....
Francezes muito bem fritos. .
AIem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco a do verdadeiro cordavo para
bolinas de homem ; multo couro de loslre, be-
zerro francez, marroquin, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc.. ludo
era grande quantidade e por precos inferiores aos
de outrem.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo preco de
5$. ditos de merm liso muito finos a 4&, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
corles de chila franceza com 11 covados a 2&500
o corte, cambraias brancas de 10 a peca, com
pequeo toque de mofo a 3 1 na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo n. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
5 kS?^
05 o as
2 o.
- Ce
g as oa S5
as 1 o i-i
s>
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C
praca do Corpo Sanio, relogios do afamado fa-
brtcaule Roskell, por precos commodos e tam-
bem tranceln e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
%
Gurgel & Perdigo
Ra da Cadeia loja n. 23.
Completo sortimento de fazendas.!
_i Receberam vestidos de blonde
A manta, capellaesaia de setim.
Sinios e filas para enfeitar vestidos de
casamentos e enfeites modernos para ca-
neca.
Luvas de Jouvin preco fixo a 2,500 rs.
H Vestidos superior de seda de cor
Armazem de fa
zendas.
N.19~Kaa do Queimade-S. 19.
Coberlas de chita, gosto a chineza,l800
Lences de panno de linho fino a 1900
e 2JWO03 de camb"ia para homem.duzia a 1^600
Ditos para meainas e meninos com nome a
loo r?,
Toalhas de fuslao.
Toalhas de fuslo com 5i4 pelo barato preco de
500 rs., chales de merino estampados a 2&30.
Algodo monstro
a 600 rs.
Algodo com 8 palmos de largo a 600 rs. a
Bramante de linho.
Bramante de linho a 1&100 e 2jf300a vara
Chita a 220 rs.
Chita franceza escura a 220 rs. o covado.
240 rs. o covado.
Cambraia de cor miudinha fina a 240 rs
vado.
o co-
Bales
Vestidos de cambraia branca bordados
e de phantasia modernos, lencos de labe-
ryntho.
Manteletes, taimas, visitas de fil, ca-
pas degorgurao lisos e bordados.
Sedaa de quadrinhes, grosdenaples de
cores moreantiqua e fil de linho liso.
Saias balo de tudas as qualidades
amarino para senhoras e meninas.

e
Camisas de linho para, senhora e de al-
goiao para meninos de todas as idades.
Peoles de tartaruga dos mais acredi-
lados fabricantes de 10)} a 3^.
Pulceiras, legues e exlrato de sndalo.
Cass organdys, diamantina, laasinhas
chitas francezas e inglezas.
um hiS, Jri""1, BSan? r 9Vl3ft.J ,! "'V,.b6B,M bahuzinhos com
LVl T",ho,d,clieirM; os asta" Tan-
deado baratamente a 2J000, 3000. e 4OoV as-
sim como cairinhaa t^^niom'*^^^--
i^^^^s^rrrisss^^m
Roupa feita.
Completo sortimento de sobrecasacas.
paletots,.calcas e colletes de caaemira de
8 Pwjoo, dio-se as amostras : oa ra da
g-?J>*La-lJ< D- M. de Gnrgel 4 Perdiga.. -
Serapliim & Irmao
con loja de ourlves na ra do C.
xsca a. 11,
participara a todos os seus fregueies
que por terem grande snnii
muito delicadas e mais
que por terem grande saetVn\a7te n 0S*
em moda.
f|as joias
vendar a mal. em coala psi7ei;" HT^'.
bihsam pelas qualidade* da ouro, pral
"ch-eir.s paHhafp.?:
dita
16.
loja d'Aguia Branca roa
tes, brilhaotes. etc., passando
do-as : os metdios previnem
deixe illudir per individuos que
a, diaroao-
contas guantin-
que ningvem se
aodam veoden-
n.) casa dos mesmos. pois nunca tiveram i
. passoa alguma encarregada da vender jeias
de musselina e madapolo.
Biscadinhos mullo finos largos proprios para
roupao. pelo barato prego de 280 rs. o covado.
Corles de rlscado francez com 14 covados a 23.
Vende-se urna escrava de idade de 18 an-
nos, muito robusta na ra do Vigario n. 29.
THAuTIS. -
Vendem-se travs de qualidade muito superio-
res, na estscio das Cinco -Ponas da estrada de
ferro: a tratar oeronle da mesma n. 144 com
Antonio Jos Pereira Ermida.
Graixa n. 97 a nica verdadeira
em barricas de 15 duzias : na casa de
James Crabtree&C, ra da Cruz nu-
mero 42.
Vende-se um carro de 4 rodas
com arreiopara 2 cavlos, proprio pa-
ra familia por ser bastante largo e net-
le poder sentar-se quatro senhoras^sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seus baldes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Leite puro. \
AUencOa
Ra Nova n. 4.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna noTa edicao da cartilha ou compendio de
doulrina chrisla, a mais completa dequanlas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
contioha a antiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acreacentando-se muitas
oraces que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudareis,
e eclypses desde o crrante anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou Calendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excelencia da
impresso, dao a esta edicao da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livrsria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, m susloja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escura infestada propria para cal-
5 colleta e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosio a 480, rs,
* vara, dita liza transparente muito fina a 39,
<, 5$, e 69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 65? a pega,chitas largas de modernos e
escollados padroes a 240, 260e280rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
7* a 8*, ditos bordados com duas palmas, fa-
zaada muito delicada a 9 eadauro, ditoscom
urna s palma, muito finos a 8500, ditoslisos
coi franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
fina psra senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitaseseuras inglezas a 5}900
pega, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilbantina
azul a 400 rs. b covade, alpacas de diaremos
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2500, 39 e 3500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e oulra*
sauitas fazendas que se far patente ao compra,
dor, a da todas se dario amostras con penfeor."
enae-se urna mulata moca
wm jo- bom leite. propria p^ra c^Ur men^
nos por ser maito limpa, e tem algumas habili-
Vendem-se muito boas ebras te alfaiale por
Daratiasimos preces a saber : casacas de panno
Bira anulo bom a 30$. sobrecasacas de dilo a 30
palelots da dito a SOfc ditos de alpaca preta e d
coree a 4, 6 e 8*. calcas de casemira de cores de Na loi d nmi! A*. A.._>
superior qoalidade a 7 e 9#, ditas pretas a 9 e 10! J gUia de OUrO,
ditas de brim branco te linho a 3 a 5, a otras
muitas obras que se vendem em conta Ka mes-
ma loja cima fazem-se obras a feilio por preco
commodo, e obra mulo bem feita, e com toda a
perleicio.
ra
Cascarrilba.
ja da aguia
do Cabug n '.
de chegar, de aua
as Blas de cascarrilh_
baratiasimo preco de 29000 a peca. P
B
w*u!^e^hegJ.ar' de 8ua Propria eacommenda.
,l)(>teai Blasi de cascarrilba de lindas cores pro-



---------------------------------_---------------------
--i
oum w rttsifti. u. dito rau ss t* mo di mu
fiS! i*^* *" "'aa* o tV venT
9fc9K*f6]
A Tana triufflpha.
Os barateiros d loja
Encyclopedica
DE
Guimardes A Villar.
Ruado Crespo numero 17.j
Recekem continuadamente da Europa
*dss, cambraias, lias, Chapelinas de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de baile.saias a balo de di-
versas qualidades, saiai bordadas de to-
das as qualidades e procos, chitas fran-
cesas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeoa de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que aio mencionamos,
todos propros para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, col lele, chapeos, cami-
sas, seroolas, meias, grbalas, lencos, so-
brecasacos. calcado Metie e muits ou-
tros objectos.
Venden baralissime
Vendem baralissimo
Vendem baralisaimo.
Quem duvidar v ver
Quemdutidar v rr
Quem duvidar v ff.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
Enfeites de grade. t]ss^iff^tgtt^
l'Anna,e ama dita naproeriedade Gamella: tm-
belo ae ?eodeaa os ese raro* Jaeiotho. Francisca
erioula, Prudencio, crioulo, Carlos, Anaaeciada,
Valentim, Damin, e Theedera. es quaeeaartaa-
caram ao casal de Sr. coronal Gaspar (le Mentas
Vaeeoncellos de Drummond, em etijo poder aia-
da se cham, e tocaram em partilhas a aanuo-
ciaole Marquesa do Recre, oom quem os prole a -
denles deferio traUr, na ra da Trompe, casa
numero 1.
Tarlatana.
Vende-se tarlataoa branca muito fina con 1 1/i
vara de largura propria para vestidos, pelo bar-
tissimo proco de 800 rs. a vara : na ra do Qaei-
mado n. 2-2, na loja da boa .
Fil de linho superior.
Vende-se superior fll de linho Uso muito fino
a 800 rs. a vera : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa -
Tinta azul que flea preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
,lul er**or-se, prota quando secca, a
500 rs. a botija : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
^ Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um encllente piano e
uns traites : na ra Imperial n. i.
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um noto sorli-
mento de las de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do 7y a libra, o que em ouira parte se na acha
sendo aasim fina : s na loja d'aguia branea, ra
do Queimado n. 16.
Farello a quatro
mil rs.
Vende-se superior farello chegado recont-
mente a 49 a saces ; no armazem de Francisco L.
O. Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Milho novo
&OT1XCIA
Bi
Viohos engarrafados
X3>
Termo
Bollares.
Lavradio.
lladeira.
Careavellos.
Arintho.
Bucellaa.
Malvasia, em caizas de urna duzia da garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algedo monstro
de duas larguras a 600 rs. a rara : na ra do
Quemado n. 22, na loja di boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
0? dLT"a9 de larurt* P* baratissimo
prega de 2400 rs. a vara : na ra do Oueimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*500 ; na ra do Queimado n. 22
na loja da boa f. '
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estrellas de
seaa, nao s pretas como de cores, pelo barats-
imo proco de 1$: na ra* do Queimado n. 22
loja da boa f. m'
Atoalhado de linho
eomduas larguras a 2600 a vara; na ruado
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha ncsle genero
cife, loja n. 50.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte :
u.DioiB. ingleza flor a 1 a libra, franceza a
UU rs., Cha preio a 15400, posos novas a 560
concervas frocezas e portuguesas a 700 rs.
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novoss 480, baaha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peize de posta de diver-
sas qualidades a IfctOO. charutos suspiros a 4$ a
caira, toucinho de Santos a 240 a libra, vioho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1 a
1$500, rap Gasse da Bahii ilo bote, cognac a
9$ a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5S500a duzia. cha hysson a 29500 a libra,
vioho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhaa france-
zas e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporcao.
fe
saccas grandes
Vende-se nicamente no armazem de Moreira
O preco convida 2
Cortes de easemira do melhor que ha no M
mercado a 4g: na ra do Queimado loja 2
de Julio A Coorado.
:
carnauba a mais superior
: na ra aa Cauea uu nc-
f
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
eneommeoda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os aunes est vendendo
pelo bsratissime preco de 3, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1600 e 2. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, propriaa para os
meninos e meninas que servem de amos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal lecido de borracha, o mais engraca'do
possivel: tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
h cliegou o promplo
alivio,
&-r.j;-v srxssse %sssr,
venda na ra dalmperatriz n. 12. TambeaTdie-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se no-
de procurar molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1*000 '" v'
VENDE SE EM CASA.
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellios, silhoes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta pra;a e oa de fura, que tem
exposto venda sabode sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito oaeu deposito develas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
8)000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azeredo, ra da Madre de Deus o. 12.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de tercal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas segaras, a 228
rs. o corado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o cavado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado', nefas de bretanha de rolo a 2$,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
sao chegados os lindos enfeites de velludo e vi- duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
drilho, ultima moda, que se veedem por 6&OO0. lados a 120 rs. eada um, seda preta de ramagem
* a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a l$400a vara, luvas de torgal muito finesa
800 rs. o par : a loja est aborta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Vende-se ezcellente farinha de Porto Ale-
gre, ensaccada, e a preco muito commodo: a hor-
do do patacho brasileiro Novo Lima, tundeado
defronte do trapiche do algodao. ou no armazem
de Joao Ignacio de Avilla, no Forte do Matios.
E' barato.
Sebolas em resteas a 800 rs. o cento, ditas sol-
tis a 640 rs,: na ra da Madre de Dos o. 18.
Julio Conrado.
Tem exposto a venda cortes de easemi-
ra por 3J e A$, fazenda que sempre se
vendeu por 7$ e "
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho algo par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branea recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cujos pos sato acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usara delles
quando teem de sabir, como para theatro, baile,
-te, custa cada caixinba 2g, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alera de serem mui
novos como sao, o que oa torna preferiveis : ven-
dem-se ns loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Os lindos enfeites
para cabeca,
s na loja da. aguia de ouro
n. 1B.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
aoha-se um grande armazem com todo o aorti-
manlo de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna oflicins de altaiate, eatando encarroa-
do delta um perfeito meslre rindo de Lisboa, pa-
ra desempernar toda e qualquer obro que se' Ibe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas coa especialidade aos
Illms. Srs. oQlciaes tanto >da armada como do
exercilo.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem treta-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os Bgurinos que de
14 vieram ; alm disso faz-se mais cassquiuhas
para montara-, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajndaotes de esta-
do raaiur e de cavallaria, quer seja siogelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsts, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadoros e de qualquer juiz segundo o
esiylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidss at hojo, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza boriadas ao mesmo gosto. Afflancando
que por tudo se flea responsavel como seja boas
fazeadas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometter, segundo o systema d'oode
veio o mestre. pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores fisto que nada perdem em es-
perimenUr.
E' pechincha.
cortes de riscado francez a 2, covados do mes-
mo a 180 rs. .- na ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branea vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdeoaples de lislras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita ^que as
torna mui mimosas a 800 e 1} a vara, procos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para crianzas, lacos
para cortinados, trechas e multas outrss cousas ;
comprando-se peca se far algum abale : na ra
'lo Queimido, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Carissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 hora dos
com novos
aperfeicoa-
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteia, lioha de todas aa cores tudo
fabricado expressamente para as raesmas ma-
chinas.
M1JDIC40 L0W-MW,
ftu 4a Smalla XtYii.lt r
este esubeleeimeQto contina < haver na
completo lrtiaento moendas meias moen-
das para engeiho, machinas da vapor taixas
la farro batido a toado, da lodos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Sil*a & C, ten senpre no seo depo-
sito da ma da Moeda a. 3 A, um grandeaor-
manlo da tachas e maendas para angenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no meimo deposito oa na na do Trapiche
n. 4. r
Loja das seis portas em
frente do Livramente.
Roupa feita para acabar,
Palelots de panno preto a 22?, fazeada fina,
calcas de easemira pretas e de cores, ditas de
brtm e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4,
ditosdeestameohaa48, ditos de brim pardo a
*, fllos de alpaca preta saceos e aobrecasacos, ]
coiletea de velludo pretos e de cores, ditos de I
gorgurao de seda, grvalas de linho as maia mo-,
pernas a 300 rs. cada urna, collariahos de linho {
da uluma moda, todas estas fazendas se vende i
barato para acabar; a loja esU aborta das 6 ho- |
ras da manhaa at as 9 da noite.
Farinha de
mandioca.
Veade-se por menos do aue em ontra qual-
STsSmhL"- '" Moreira 4 Ferreira.
ruV Madre de Dos n. 4.
lt
W11P1PEITA ANDA MAK BA1ATAS.
SORTIMENTO COMPLETO -'
[Fazendas e obras fcias.!
Acaba de
chegar _
ao novo armazem
m
DE
RA
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges & Basto]
Na
Paletots de easemira.
Vendem-se superiores paletots de easemira
de quadrinhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 4 cada um : na ra do Queimado n.
32, na loja da boa f.
Massinhos de coral
a 300 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ruadoCabugn 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
res o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lati para velas a
4U0 rs. cada urna : na ra do Queimado. loja da
aguia branca n. 16.
Arados americanosemachina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo proco de 16JJ cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao peucas. H
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
- Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5 : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, e os esli vendendo a lfi^1' ua 'Ja
-'- -- ..viiuaUO B. 10.
A 6#000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ruada
Imperatnt n. 60, loja de Gama 4 Silra.
Kua do Queimado
. 4, frente amare\\&.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
5* Pno< decores muito fino a 28
rLS 3^? P*leto dos mesmos pannos
a 20$, 22 e l4f, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18J, casa-
cas pretasmuitobem feiUs ede superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
'admira de core muito tibes a 15j, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de
"*5mi.r* flna P"M bomem a 8, 9, 101
e 12, ditas de easemira de cores a 7$, 8,
e 10, ditas de brim broncos muito
f'otM,' ? dil" de di,0 de coa a
3, 8500, 4 e 4500, ditas de meia ea-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
tetes pretos de easemira a 5 e 6, ditos
deditoa decores a 4$500 e 5, ditos
brancosda seda para casamento a 5,
ditos do 6, colletes de brim bronco e d
fusto a 3, 3J500 4. ditos de cores a
2500 e 8, paletots pretos de merino de
eordao aacco e sobrecasaco a 7#, 8 e 9
colletes pretos para luto a 49500 e 5,
cas pretas de merino a 4^500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
easemira sacco para os mesmos a 6500 e
I 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
* 33500, ditos sobreeasacoa a 5$ e 55500,
calcasde easemira pretas e decores a6,
6$500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camis'as inglezas pregas largas
muito superior at32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
taiate onde mandamos executar todas as
v braseos brevidade.
i grande
Fabrica de tamancos da
ruaDircita esquinada
travessa de S. Pedro
Est sorlida de um novo e riquissimo sorlimen-
to de tamancos de todas as qualidades, que se
vende tanto a retalho cerno em pequeas e gran-
des porcoes muito em conta, a eslaco propria
com urna pequea retribuicao, todos poder&o an-
dar com os pea livres de humidade, pois to pre
judicisl se torna a saude.
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande o variado sertimento de
roupas fetss, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precM aullo modi-
ncadoacomodeseucostume.sssim como
sejam sobreeasacoa de superiores pannos
LPSS",**" P?'0B u,1Un, figurinoa a
26, 28, 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos prolo a lff, 18$, 20 e a 24,
ditos de casrmira de cor roesclado e de
novos padroes a 14. 16, 18. 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras do-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diounuto preco de 8, 10, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrocaeacados a 1?
ditos de merino de eordao a 12, diins
de merino chines de apurado gosto a 15
ditos de alpaca prota a 7. 8, 9 e a 10
ditos saceos pretos a 4, ditos de paite*
seda fazenda muito fuperior a 4*500, di-
e a 4*500. ditos de fusile branco a 4
grande quaalidade de calcaa de casemif
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10 ditas
pardas 3 e a 4, ditas dbrlm dVcor"
finas a 2$500, 3. 3500 e a 4$. ditas de
"5 i!SSt!MS 4500- 5. 550O e a
6. ditas de brim lona a 5 e a 6$, colletes
de gorgurso prolo e de coros a 5$ e a 6S
di toa de easemira de cor e prelos a 4$500
a 3 es 35500, ditos de brim lona a 4S
ir!. n3t"D6APar o a 4 e a 4500.
calcasde merino paro luto a 4$50O e a 5$
capas de borracha a 9. Pa% meninos
de todos os tamanhos : calcas de rasemira
JIe[a.ed* 2r0" 5- 6 e 7, ditas oias
de brisa a 2|. 3 ea 3500. paletots sac-
eos oe easemira preti a 6$ e a 7. ditos
de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno prelo a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, booels
paro menino de todas as qualidades ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de gorgu-
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados^muitas outras
fazendas e roupas feitas qe deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este Dm
temos um completo sortimento de fazen- !
fas de gosto e urna grande officina de al- '
raate dirigida por um hbil mestre que i
pela sua promptido e perfeico nada dei- !
xa a desejar.
Escrayos fgidos.
Est fgido desde o mez de abril prximo
lindo, o moleque Diooizio, crioulo, de 16 annos
de idade, estatura pequea, corpo sooeo. cor nao
muito preta, um dos dente da frente quebrado,
testa larga e formando cantos na direccao das
fontes. boioos grandes e dobrados, bem fallante
e com grande desembaraco. expedito no andar
muito vivo e intelligente ; consta que elle tem
dito a algumas pessoas que forro, esuspeita-se
que como tal nao tenha sido admeltido so servi-
do de alguem : quem o pegar e levar a ra do
Camarao n. 5, nesta cidade, ser bem recom-
pentado.
Ayiso.
Contina a estar fgido o escravo do coronel
Joao Francisco de Chaby, de nomo Simo, criou-
o. nano, feo e magro, cabera grande, dentes
imaos. ps pequeos, sapateiro e boleeiro,
toca violao e cania modinhas, consta estar de
da na freguezia do bairro de Santo AntoDio.e de
noite tarde passa para a Boa-Vista, onde dorme,
e de madrugada loma a voltar para onde diz que
est acollado : quem pronder o mencionado es-
cravo, leve-o a ra da Imperatriz n. 46, que ser
generosamente recompensado.
Pechincha.
.
Vende-se urna por;o de ps de craveiros de
differentes qualidades, tanto grandes, como pe
quenos, e por muito barato proco : a tratar na
ra do Jardim n. 20.
C apellas fina* para no ivas.
A loja d'aguia branca receban novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6 e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Velas perfetas
a 680 rs.
Vendem-se velas de espermacete em caixa de
25 libras a 680 rs. a libra, a retalho a 720 : tu
travessa do patee do Paraizun. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
Fazenda econei&ica.
Lazinhas para vestido a 340 rs. o covado, ou-
tr'ora de 800 rs. : Adriano 4 CaaUo, ra do
Crespo n. 2.
Gua- danapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardaos pos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3 a duzia, ptimos pelo pro-
co e qualidade, para o servico diario de qnalquer
casa; na ra do Queimado, loja" d'aguia branca
numero 18.
Casa em Olinda para
vender,
Vende-se ma 1>oa casa de pedra e cal, assobra-
dada au kas.com 4 quartos.2 salas a 1 canina-
te ao lado, botnqaintsl com
na roa do'Amparo a. 45" a
Independencia ns. 19 e,21.
algum aa fructelrae,
traUr na praca da
Dos premios da 2." parte da 9.* lotera, concedida a beneficio da igreja
matriz da Boa Vistadesta cidade, extrahida em 22 de maio de 1861.
NS. PREMS.
1 5
5
9
12 -
13 '-
21 -
22 -
23
27
30
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5
P0iwmbnt:Typ. deM.F. de Fari tu1861.
m\ atl


W
DI AI10 DI PBRRAM6UG0. *- QUISTA FEIRA 2| DI MU O DE*Ml.
Litteratura.
Conferencias de Nossa Senhora de Pa-
rs, pelo R. Padre. Feiix.
Quarla.
Depois de ler considerado a cucagao quanlo a
sua bise, e mostrado as condiges que devera en-
trar na formago da intelligencia, considerei-a
quanto ao seu centro, e moslrei as cndilos
que devero entrar na formago do corsgo. A
existencia do menino etn lods as suas pitases se
revela como urna existencia de amor; do quero
sulla para a educado esta lei soberanaeosioar
asmar. A educago, considerada sob o ponto de
vista do corago, deve especialmente produzir
estes tres resultados : ligar a existencia de me-
nino por meio de aflaigoes profundas ludo o que
lhe rommunica: dilatar a" alma cono o proprio
corago, dando-lhe por esse meio hbitos de
msior expanso, sinceridade e transparencia:
Analmente tornar a existencia feliz, facilitndo-
le cora a consiencia da sua felicidade essa pros-
peridade da almato necessaria so desenvolvi-
menlo moral.
Ora, para produsir estes tres resultados, para
ligar, dilatar e beatificar assim a existencia de
urn menino, preparando nesse desenvolvimento
do coragao o desenvolvimento perfeito de todo o
seu sernao ha mais que um s segredo, sa-
ber: fizer da educago um ministerio de amor-
ser amado pelo menino, amando-o tambem.
Esse ministerio de amor, o mais que fra do lar
domestico podem desejar a patemidade e a ma-
ternidade para complemento da obra que co-
mecarara, s o christianismo, e o christianismo
o mais puro, capaz de crear em toda a sua per-
feigao : por que s elle sabe dispertar nos cora-
coes um amor para com os Qlho3 alheios, que
tem toda a forga paternal, a (oda a dogura ma-
ternal, que tem todas as ternuras da trra, e toda
a pureza do cu. Admiravel creagao, em que o
humano e o divino se coligan) e se conspirara
para formar o amor o ma3 digno e o mais capaz
de substituir junio aos meninos o corago de um
pae e de urna me.
O que vos tenho dito, senhores, acerca da mis-
sao e efficacidad desse amor na educago dos
vossos filhos aquillo mesmoque tenho colindo
do recordages que me esto serapre presentes ;
e nao ouso afirmar seno aquillo que leio no
meu corago. Deus me tioha de ha muito pre-
parado para esse apostolado ; pois que consa-
grara educago da infancia os mais bellos annos
da minha vida : foi quando-eu apreodi conhe-
cer e amar a infancia ; roinha alma tocou em sua
alma, meu corago approximnu-se do seu cora-
go. E' n'um ministerio obscuro que a dedica-
gao adquire sobre a formago do homem luzese
esclarecimeotos que debalde esperara das altas
regies da methaphysica.
Eu desejaria demorar-.me por mais lempo neste
assuropto que me causa um prazer indefinido :
porem como a educago toca em ludo o que diz
respeito ao homem, devo tambem com a minha
palavra tocar em tudo o que diz respeito edu-
cago. O horadji tem a sua base na intelligen-
cia, e o seu centro no corago ; mas o que ter
elle nos mais altos fastigios da vida humana para
domina-la e governa-la inteiramente ? Tem a
sua vontadeessa faculdade real que o domina,
assim romo elle domina aos outros seres da crea-
gao submellida ao seu imperio: por ella so-
bretodo que elle se torna um homem ; o ex. r-
cicio dessa potencia real que o prepara desde a
sua infancia para um dia empenhar condigna-
mente o sceptro da sua realeza, e mostrar-setal
quat Deus o fez e o quer: re da creagao, capaz
do dominar tudo, depois de ter aprendido do-
ainar-se si mesmo.
Na primeira conferencia vos demonstrei que a
educago decide do progresso dos povos. por que
ella determina o valor dos homens. Ora, o que
mais la* realgar o verdadeiro valor humano na
educago a formago da vontade do homem :
porquanto essa poteuci que faz com que elles
se destiogam entre si; ella que ihea imprime
um carcter e physionomia moraes; por elu
que so julgam uns aos outros e, se beni me pos-
so exprimir, quo pesam mutuamente as aeges
una dos outros.
E se por meio da vontade os homens pesara na
halauga dos juizos humanos as suas aeges mu-
tuas para conhecerem o peso do seu proprio va-
lor, tambem por meio della as pesam na balan-
Cd dua acoDtccimcntoo h..Bfte [>". Oonkooo.on,
o peso do seu proprio poder. Aquelle que ven-
ce famosas balalhas, aquelle que salva poderosos
imperios, aquelle que transtorna n'um s dia para
povos inteiros a face do presente e a3 perspecti-
vas do futuro, aquelle qu? produz grandes obras
immorlaes, ilusires creagestodos sao homens
que obram pela forga de sua vontade : e tambem
assim aquelles que de ordinario completan)
grandes desgracas e consumara grandes ruinas.
Niuguem capaz de calcular quanlas prosperida-
des ou infortunios, quantas grandezas ou deca-
denciaspodem vira humanidad da vontade de
um hornera. Nada por conseguinte importa tanto
na educago do homem como a formago da von-
tade, por que o valor e o poder do mesmo ho-
mem provra ordinariamente do valor e do poder
da sua vontade.
Ora, a formago da vontade humana pode re-
sumir-se n'uraa palavra, cujo enunciado sorpren-
der certamente aquelle3 de entre vos que
nunca era tal cousa reflectiram : esta palavra
a obediencia. A educago furma a intelligen-
cia ensiuando crer; forma o corago ensinando
amar; e forma a vontade ensioando obedecer.
Obedecer a lei soberana da vontade humana, e
a educago, desenvolvendo no homem essa lei,
aperfeiga a vontade e o progresso da vida do
mesmo homem. Ser esto o tssumplo da pre-
sente conferencia.
I
Antes de tudo, e para evitar duvidas que po-
dem fcilmente suscilar-se, convm que nos en-
tendamos sobre o sentido que eu ligo aqu esta
palavra obediencia. Da mesma forma que aau-
toridade, na sua essencia, nao urna potencia
puramente material, a obediencia, por seu lado
tambem, um objeclo de nalureza essencialmen-
te moral. Obedecer, no sentido litteral da pala-
vra, nlo quer dizer submettermo-nos por neces-
sidade un poder que nos subjug, quer dizer
inclinarmo-nos com liberdade perante o scepVo
de urna autoridade que reconhecemos. A obe-
diencia nao ama torca pequea que cede ao,
predominio de urna forga maiqr, nao a fraque-
za que se dobra s plantas do poder; urna von-
tade livre que se uno a urna vontade superior,
urna cooflssao voluntaria dessa superioridade que
domina, Analmente urna bomeoagem livre tri-
butada autoridade legitima, on recorfflecida
como tal por aquelle que a tributa. E, como to-
da a autoridade legitima partecipa da propria au-
toridade de Deus, pdese muito bem dizer que
todo o acto de obediencia verdadeira um acto
harmonioso pelo qual a vontade humana so volta
para o seu pelo real, isto para Deuscentro de
toda autoridade. A autoridade o dircilo da-
quelle que autor obedecer trabalhar pela
ordem, uniodo-selivremente ao seo autor.
Assim definida a obediencia, seguem-se dous
systemas de educago na familia, como dous sao
tambera os systemas de governo na sociedade :
isto a educago (a rebelliio, e a educago da
obediencia: a educago ante-christa e a edu-
cago enristra.
Passemos expor estes dous systemas que se
repellen) radicalmente.
O christianismo a escola divina ds obedien-
cia ; por que elle na sua essencia a autoridade
de Jess Christo constituida na huraanidade chris-
ta, e a submissao da humanidade christa au-
toridade de Jess Christo. A hierarchia essa
autoridade organisada na egreja, e a vida chris-
ta o reconhecimento pratico della, isto a
obediencia perpetua Deus em Jess Christo
Nosso Snhor: christo, pois, essencialraente
um ser obediente; livre servidor de Christo so-
beranoello sabe dizer qoaodo a hora vinda :
Mais vale obedecer Deus do que aos ho-
mens. Mas elle nunca diz: c Eu oo obede-
cerei por que se o dissesse abdicara a lei de
Christo para seguir a lei de satanaz.
_ V-se, pois, quo o trabalho decisivo da educa-
go christa submelter a vorrtade do menino
autoridade do Christo; porque a formago moral
do homem depende sobre tudo da formago da
sua vontade, pois que pela vontade que o ho-
mem decide do seu destino, pela vontade que
elle se inclina para o lado do bem ou do male
o lado do bem ludo aquillo que Jesus-Chrislo
ensina.
Eis-aqui por que a educago christa eroprega
toda a sua solicitude em fazer com que a vontade
do menino se incline perante a sua divina autori-
dade. Ella diz ao menino mostrando-lhe seu pae
e sua me : a Depois de Deus creador sao elles
os autores da tua vida : sao elles para ti a auto-
ridade consagrada por Jess Christo : deves obe-
decer-Ibes. Ella diz mostrando-lhe o sacer-
dote e o pontifico : Sao os representantes de
Jess Christo revelador, e de Jess Cdristo sal-
vador : a sua palavra exprime o pensamento, o
seu preceito, a vontadeTle Deus: deves obedecer-
Ins.Ella diz mostrando-lhe o magistrado, o
funcionario e o rei: Sao elles que empunham
a espada da justiga para bem da humanidade ; de
Christo Ihes vem a autoridade para defenderem
os leus direltos, para protegerem a tua patria :
deves tambem obedecer-lhes como a leus paes,
como ao sacerdote, cada um na esphera em que
exerce o seu dominio.
E' desla forma que a educago verdadeiramente
christa desenvolve no menino o instinclo da au-
toridade, e o amor da obediencia. E para come-
garessa obra generosa, ella nao espera que a ra-
zo chegue ao pleno desenvolvimento, comega-a
logo anles da aurora da vida moral. Sim, antes
mesmoque o menino possa conhecer e adorar
seu mesire, ella o tem j exercido anticipada-
mente para fazer tudo quanto este lhe ordena ; e
o primeiro uso racional que elle faz de sua von-
tade inclinar-se cora coohecimento de causa pe-
rante a autoridado que se lem habituado a obe-
decerantes mesmo de saber que lhe devia obe-
diencia.
Quem supporia nunca, senhores, que esse me-
thodo tao simples, to natural, to social, podes-
6o encontrar obstculos e contradiegoes ?Pois
assim lem acontecido. Peraute a razo de certos
homens ludo o que taz christianismo, tudo o
que a egreja manda um absurdo: e o prazer
que elles experftneotam em fazer mentir o chris-
tianismo, em contradizer a egreja, os impela iu-
variavelmente para o habito de mentirem na-
lureza, e de se conlradizerem asi proprios. An-
da ..< pvuiu una l'tltuuualuua tuiu u loevitavel
contradictor do verdadeiro christianismo e do
boui sensoRousseau-fundando soore a indepen-
dencia absoluta a educaco da vontade. Elle ou
35 rejeitsr, como um principio do decadencia, a
obediencia voluntaria urna autoridade consa-
grada pelo christianismo para servir de principio
educago, e para ser como tal praticada por lo-
dosos povos que nao teem abdicado a dignidade
humana. Elle quer no seu systema de educago
que o menino evite com pgual cuidado a obedien-
cia e o dominio. Ncm ro indar, nem obedecer
tal o ideal de educago proposta pelo sophista
para elevago do que elle chama mui estlida-
menteo homem da nalureza.
Ainda urna vez devo citar os seus trechos para
que se nao supponha que combalo phantasmas, e
que calumnio perante a sua posleridade ao pa-
triarcha do racionalismo moderno. Diz elle :
Ha duas especies de dependenciaa depen-
dencia dos homens e a dependencia das cousas.
A prirae reza. A dependencia das cousas, por isso mes-
mo que nao tem moralidade alguma, nao preju-
dica a liberdade do menino, e por tantonao en-
gendra vicios ; a dependencia dos homens, por
isso que desordenada, engendra todos os vicios.
Conservae o menino smente na dependencia
das cousas, e seguiris assim a ordem da nalureza
no progresso da educago. Nao opponhaes s
suas vonlades indiscretas obstculos physicos ou
puniges que nao nasgam dos seus proprios actos:
que elle venha sentir egualmenle sua liberda-
de as aeges proprias e tambem as vossas ae-
ges: que nao saiba oque obediencia quando
obra, nem o que autoiidade quando obram em
seu nome. As palavras mandar e obedecer sejam
FOLHETIM
o
OBATEDORDE ESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
" PRIMEIRA PARTE.
XI
proscriptas do seu diccionario, com maior forga
do que aa de dorar e obrigago : a ellas substi-
tuam as palavras {orea e necessidade.
Nunca lite ordenis cousa alguma, o quer que
seji.nada absolutamente : nem mesmo o deixeis
Imaginar que pretendis ter sobre ello alguma
autoridade: que somante conheca que fraco, e
que vos sois fortes. Joven instituidor, prego-vos
urna arte bem dilTicil, quo a arte de governar
sem preceilo, e de fazer ludo nada fazendo. a
Tal e systema de educago individual e so-
cial proclamado por um apostlo do progresso:
paradoxo insolente que se ousou apresentar pe-
rante a razo de no'ssos paes, e que revestido das
brilhantes figuras e adornos da rhetorica e litte-
ratura, passou algom lempo por ser urna inven-
gao de genio I Ah 1 senhoresquando pens em
que semelhaole theoria chegou merecer, ha uns
cem annos, os applau-os de tantos Iliteratos e
philosopbos, descobro no pasmo que actualmen-
te ella vos causa mais urna demonstrsgo do pro-
gresso que temos conseguido de enlo para c,
apezar das faltas e lacunas que ainda sentimos.
Hoje essa doutrina nao ousaria apreseotar-se pe-
rante vos com a face descoberla, na sua selvagom
rudeza ; mas tende cuidadoo espirito que della
sahiu passa ainda e se sent esvoagar no ar in-
fectado por sen sopro pestilencial: e mesmo no
systema de educagoa independencia tem echa-
do apostlos, a obediencia detractores.
Queris vos saber o que condemns para sem-
pre semelhante philusophia do homem e da edu-
cago ? Dir-vo-lo-hei em duas palavras smen-
te : essa philosophia mente s leis da existencia:
por nalureza radicalmente falsa, porque a obe-
diencia a lei soberana da vida humana, e o ho-
mem s pode elerar-se com a coodico de obe-
decer.
Poderia aqui lembrar-vos, senhores, que alm
do homem, existe na creagao urna obediencia
passiva dos seres materiaes um vontade crea-
dora, e que essa obediencia em relago sua na-
lureza a condigo da propria harmona, desen-
volvimento e progresso dos mesmos seres. Des-
de as alturas do Armamento at os abysmos da
Ierratodos elles attendem voz que os chama,
e todos elles responden) essa voz: Eis-nos aqu.
Nos impenelraveis roysterios do espaco.os astros
proseguem sua marcha em torno de suas rbitas
com urna exaclido, cujo prodigio nao tem sido
ainda totalmente descoberto pelos melhores ma-
lliemalicos : no ponto e hora que lhes sao mar-
cados pelo dedo divino, elles moslram-se aos
nossos olhossaudaodo o Creador : lodo o mun-
do sidreo, executando a vontade divina, forma
um concert refulgente de louvores loria de
Deus. Na trra, a vida circula por mil canses
profundos, onde nem mesmo o genio do homem
capaz de sogui-la para sorprender-lhe lodosos
seus mValerios: nesses movimentos continuos,
occullos e roysteriosos, s ha urna cousa que se
revela com um esplendor divino ao genio que
contempla a fidelidade da vida aos decretos
da Providencia. Por mais obscoros e remotos
que estes paregaro, a seiva divina nao s segu
sem desvos as veredas que lhe traga a natureza,
como tambem, quando a hora chegada, revest
a trra com a sua purpura de verdura, as arvores
com os seus pendes de flores ou com a sua co-
ra de fructas, e tudo mediante urna docilidade
que nunca sabe resistir s leis de Deus, mediante
urna simplicidade que nao se Ilude nos seus vo-
tos, que nao mente sua palavra.
Parem as arvores, as plantas, e os astros, to-
do o mundo material eemfim obedece vontade
de Deus sem o saber. Para dar um sentido mais
elevado esse concert de obediencias cegas e
passivas, fot preciso urna obediencia inteligente
e livre ; essa obediencia o homemo bomem
pontfice, meciador, e rei o homem que por
meio de sua livre submissao completa as barato
nias do mundo, e as bellezas da creagao.
Eis aqui porque o menino sent o instinclo de
urna obediencia livre urna autoridade reconhe-
cida poriolelligeocia: e ootae bem que esse ins-
tincto lhe vem logo primeira aurora do seu
pensamento. A autoridade moral, que delle exi-
ge a submissao de um subdito, apparece-lhe en-
lo envolvida nos priraeiros vislumbres da auro-
ra : mas assim mesmo a razo nascente conspira
j de accordo com o instincto para legitimar o
imperio, e consagrar a obediencia. Ao passo que
o corago fa-lo inclinar-ae de motu-proprio ao
sceplro de urna autoridade, que se personifica no
amor, a razo, proporgo que a luz penetra na
inteligencia, reconhece melbor nessa autoridade
o legitimidade do dominio e a magestade do di-
reilo : por isso que a conscienria do menino ao
desabrochar aprende loso obedecer essa auto-
ridade, que o primeiro instinclo do seu corago
e a primeira necessidade da sua vida.
O menino acha com effeilo na sua fraqueza e
impotencia nativa a revelago dessa lei que o pe-
le*u desse berS- To,3os TS- senhores, oas-
ningoem JC.3ao Para dominio, entretanto
sois vossa primSfra'eiSWiWnVHS1 BfflUfff, ornle
deveis ser senhores. Reis da creaco seolis
logo ao nascerdes o captiveiro das vossas neces-
sidades : e langados s portas do vosso imperio,
fracos e lacrimosos, se o amor nao vos tocasse
ento com o seu sceptro, nem mesmo poderieis
viver, pois a primeira lei da vida que para vos se
proclama ei-la : Ou morrer ou obedecer.
Essa necessidade de obedecer que a lei da
nossa educago, por que tambem a lei da nossa
vida,nao nos deixa quando nos deixam as neces-
sidades que trazem captiva nossa infancia. O
menino cresce ; sua razo se desenvolve ; seus
horisootes se alargam; seu imperio pouco pun-
co apparece seus olhos ; elle comega sentir
em suas mos o peso de seu sceplro, e sobre a
fronte'o peso da cora : v approximar-ss a ho-
ra do seu dominio ; finalmente tornar-se um ho-
mem. O instinclo da autoridade se disperla ;
extraordinaria necessidade de independencia se
descobre na sua alma: oure as vozes que lhe da-
mam de todos os abysmos do corago: dirum-
pamus vincula. Nata de obstculos, barreiras e
limites minha liberdade : calae-vos, meu pae;
emmudecei, mtnha^me ; que a lei, que a egreja,
que Deus me deixem livre e soberano no meu do-
minio ; nao mandem mais sobro mim pois eu nao
obedecerei; chegada a hora de governar-me
mim mesmo ; que se ataste, quo se retire tudo
aquillo que me serve de obstculo, que me es-'
cravisa, e qus pretende dominar-me, e dar-me .
ordena l
Eis aqui a nalureza humana fallando em um
adolescente de quinze annos, e nao pode haver
orna proclamagao mais estrondosa contra a lei de
obediencia na educago do homem, do que este
brado de independencia laneado prematnramente
pelo homem anda joven I O que vira ser d ssa
insofrego de jugo, desse ambicioso de dominio ?
Quera subruelter esse joven indepeudente?
uem poder conter esse rebelde? Quem refreia-
r essa natureza que quer correr precipitada a-
travs do mundo, como o ca vallo do Araba aira-
vz do deserto 1 A obediencia mas a obedi-
encia livre e voluntaria.
Quando o movimento espontaneo essume40
seu elaslerio ; quando a espbera da aclualidade
propria se eugrandece ; quando a vida supera-
bunda, o parece gritar de todos os lados : Fac
ntihi spaiium quando o men'no tem mais
necessidade de nao escapar lei da obediencia.
Nessa hora decisiva a livre acocilago de tima
autoridade, que o domine, toroa-se-lhe mais que
nunca proveilosa : verdade que elle j nao pos-
se todas as fraquezas da infancia, porem guar-
da em si todas as excitages Indas as tempestades
da adolescencia : guarda ero si urna incapacidade
de governar-se tanto mais fatal aoseu proprio de-
senvolvimento, quanto mais profunda a neces-
sidade que sent de repellir todo ogorerno que
nao vem de si mesmo. a infancia pelo menos
existo urna fraqueza passiva, que a submette
sem opposigo ao governo de outrem : o ado-
lescente, porem, faz consistir as suas aspirages
em repellir qualquer dominio ou realeza que o
governe : ainda que seja elle incapaz de gover-
nar-se si mesmo, todava toma a sgiWgo das
suas paixoes pelo movimento da forga, toma o
brado da sua independencia pela declarago dos
seus direilos.
Ob 1 enlo sobretudo que a obediencia se lhe
faz precisa obediencia mais livre, refiectida e
inteligente, nao para subjuga-lo, mas para de-
fende-lo ; nao para lirar-lhe vida o movimen-
to, mas para por limites aos seus caprichos ; nao
para condemna-lo urna eteri>idadeque oinu-
tilise, mas para poupar-lhe agitages que enfra-
quegam, fadigas que anoiquilera. E' ento que
a obediencia deve oppor-lhe de todos os lados as
suas barreiras, com receio de que o fogo.lavre,
ou os desregramentos de urna forga que nao sabe
conler-se, o precipitem no fundo de abysmos
insoodaveis.
Supponha-se queja tem passa Jo a flor da ado-
lescencia para dar lugar madureza da existen-
cia : supponha-se que o menino, o adolescente
j um homem : escapar elle desta vez lei da
obediencia que o envolve desde o bergo e o se-
gu na juveulude ? Nao, senhores. Oque o ho-
mem v ao redor de si quando chega assumlr
0 seu lugar, e s suas fuucges na humanidade,
nao um deserto, em que o hornera d* natureza
faz espraiar-se a sua selvtica liberdade ; o que
elle sent em torno de si um vasto tecido
de dependencias, em que nao poder mover-se
na ordem, nem marchar na harmona seno sob
a condiego de obedecer. Homem da nalureza,
oo queres ouvir fallar de autoridade, e nem de
obediencia ; deixa ento a sociedade, vae para o
deserto realisar ah as suas solides o sonho da
la independencia. Se porui quizeres viver na
sociedade, se nella quizeres conquistar com os
teus semelhantes a grandeza e a gloria de ho-
mem, prepara o teu corago para o amor, prepara
a tua vontade para a obediencia. Escolbe leu
prazer um lugar, e urna posigo na hierarchia
social qualquer que seja esse lugar sobre que
tenhas assentado a la vida qualquer q-ue seja
essa posigobaixa, media ou elevada, de sub-
dito, ministro- o-u reinao importa : deves som-
pre obedecer.
Olho para todos os graos da escala social, pro-
curo um homem que nao tenha necessidade de
obedecernao o encontr Em baixo, vejo a
populaos que obedece, e que por mais que faga
nunca deixar deobedecer, pas quando langa de
si a obediencia parece-se com um mar encapel-
lado aroeagando devorar a trra. cima das
massas populares vejo o militar, o magistrado, o
fuoccionario publicotodos obedecendo : vejo
aqucll-s, quem na sociedado se d o titulo de
chefes, superiores, mandantes, obedeeerera mais
do que mandam. Sim, lodos elles collocados
era posigoes de onde dominara os outros, e pa-
recomlo que nessss altas regies nao deveriam
respirar seno o ar livre da independencia,, todos
ellnseu lonho vislo curvados ordens, sub-
mettidos snjeigdes, que os trazem mais capti-
vos e mais sujeitos, do que esse povo que lhes
obedece e execula a sua vontade.
Ainda mais, senhores, aquelles que se acham
collocados no mais alto prestigio social, lendo
em su". njtiei o deslino dos lumens e o gover-
ooL,-toJusasesses devem tambem obedecer
rpjr^T t ov, kalt, uu acl> uorainio,
e marche tudo com ioalteravel harmona, eum-
pre que es toridade mais alta que elle, obedeca tambem a
urna justiga ioalteravel: cumpre que esse poder,
para ser obedecido dos homens, tenha urna ga-
ranta efficaz na sua fidelidade em obedecer ao
proprio Deus. Se faltarem essa lei do seu
deslino ha o de fatalmente cahir sob o peso do
seu imperio inevilavel ; ho de encontrar nos
homens e as cousas que lhes obedecen), urna
dimiouigao que forgosamenle supporlaro; e
no fundo de tudoessa forga de Deus, que nao
nos domina m=lhor do que quando se armado
poder dos acontecimentos, para fazer-se obe-
decer.
1 Tenho visto toda a sociedade, em que cada
qual chamado preencher suas fuucges e
oceupar urna posigo, mover-se qual immenso
mecanismo, onde de baixo para cima, do centro
para as espheras.a obediencia corresponde obe-
diencia ; pouco mais ou menos como as gran-
des obras da industria moderna cada pega obede-
ce na sua acgo urna outra pega, e s na per-
feigo da sua dependencia encontra a liber-
dade do seu movimento. Tenho vislo finalmen-
te a humanidade como urna hierarchia de sub-
misses, e como um concert de vontades, em
que lodo o homem chamado obedecerhoje,
amanha e sempre ; e na presenca desse espec-
tculo resplandeeente de luz e moralidade. nao
pode deixar de exclamar:A obediencia a lei
da vida, e por isso mesmo e ser sempre a
lei da educago.
O que pois, essa educago que pretende 11-
vrar o menino da lei da obediencia, quando a
sociedade em que se vae essa vida agitar, nao
em todas as suas estages e degros seno
perpetuidade e a universalidade da obediencia?
Voi bem o vedes urna educago radicalcen-
lo falsa, pjjis que prepara-nos para ura futuro
que nao o nosso futuro: educago da vida
egosta, nao da vida fraternal: educago que
prepara o homem para o deserto, nao para a so-
ciedade : educago que langa a existencia no
falso, precipita-a na contradiego, senu na rui-
na. O que far esse ser humano educado na in-
dependencia? Oque ser delle quando menino,
o que ser delle quando adolescente, o que ser
delle finalmente quando homem?
Meninopossue todos os defeltos, menos as
qualidsdesdos priraeiros annos da vida : nunca
conbeceu a disciplina da obediencia voluntaria :
fez a sua abdicago perante a autoridade. O
pao para elle seu bom amigo, o mestre seu bom
cantarada: manda sobre o pae, governa o
mestre. Ei-loesse mal educadoque faz tudo
o que quer vde-o, lera apenas dez annos; e
j escravo e despota ao mesmo lempo: escra-
vo de si mesmo, despota dos outros. A' todos
inflinge a lyranoia dos seus caprichos. E' arro-
f;anle, soberbo, insolente, provocador, irsscivel,
urioso ponto de suffocar-se. Se um dia che-
ga soffrer urna recusa, nao se [ole mais con-
ten eslorce-se, brame, bate torio e direito
em tudo o que lhe resiste, al mesmo na mate-
ria, porque a materia lhe nao obedece, lhe nao
faz a vontade. Em urna palavra, mu, feroz
julga-lo-ieis um selvagem.
Grosseiro e selvagem na infanciao que
quando adolescente ? Imaginas ura corcel cheio
de ardor e impeluosidade, saltando no prado,
livre e caplivo ao mesmo lempo entre as barrei-
ras que o protegen) contra o seu proprio ardor.
Impaciente do captiveiro arroja-se para diante,
qu-bra as prises, transpe os limitese ei-lo
que corre, que se precipita sem guia e sem freio
atravz dos espagos. Levado pela verligem da
sua nova indepeudeneia, perturba-se-lhe a ca-
bega, corre sem saber para onde ; alira-se de
encontr aos obstculos, lacera-se por eolre os
espinhos, precipitase nos barrancos l caees-
tafado, esbaforido, anniquilado talvez sem mais
liberdade para mover-se, Quz conquistar o es-
pago e a liberdade, o espago e a liberdade cons-
piraran) contra elle. Pois assim a jutentude
entregue s suas paxes, a juvenlude que nun-
ca conbeceu ou que rejeitou sempre o Ireio mo-
derador da obediencia e da autoridade. Domi-
nada pelo ardor, quiz escapar sua propria lei,
e perde-se desvairada nos seus movimenlos:
faliga-se n'uma agitago estril, n'uma impeluo-
sidade devorante ; e pois abate-se, cae lnguida,
anniquilada, se que nomorre desgostosa de si
e de todos, depois de ler esgotado ao sopro dos
desejos os tbesouros de inteligencia, de amor e
talvez de genio I
E se o adolescente sobrevive esses movi-
mento sem fim, essas agitages desregradas,
esses impelos desenfreiados, o que torna-se
quando chega eaade de um homem ?Tem
Iriota annos: a edade em quo as realidades
apparecem por debaixo das illuses que cahem.
E' ento sobretudo que elle sent com amargu-
ra o engao doloroso dessa educago que o creou
na independencia e para a independencia 1 Elle
hava dito : Quando chegar tunta annos, maa-
diret tambem por minha coola. E com effeilo
julgava que chegado edade da madureza s
devia mandar, entretanto a necessidade de obe-
decer o aperla por todos os lados. Esperava tu-
do dominar, e impr sobretudo; mas eis que
ludo o domina, e impe sobre elledir-se-ia
mesmo que tudo conspira para dar-lhe ordens,
se que nao conspira para carrega-lo de ca-
deias. Elle habituado independencia, irrila-se
necessidade de obedecer, de depender e de
submetter-se. Joven anda, j os seus hbitos
de independencia o faziam miseravelro que ,
pois, quaodo a suadependencias multiplicndo-
se com as suas relages, encargos e ambiges,
elle percebe que ludo lhe resiste, e senle-se,
conforme o pensamento de certo autor, como
que esmagado seSA o peso desse universo que
julgava mover sua vontade '.
A lava ardeote dos odios sociaes e da cobiga
fratricida queima-lhe o corago. Parece-lho
que a sociedade deve ser desfeita. reformada,
anniquilada, at que elle possa cevar a sua pai-
xo de dominio, o seu horror obediencia. E
se esse hornera, armado j pela educago contra
a sociedade, lem muita imagioago e pouco sen-
so commum, urna cabega arJenle e corago
mal formado; ae com islo tudo possue tambem
muito orgulho, e anda mais inveja, enlo, se-
uhorco, cen (jue seja preciso eu dizer-os, vos
comprohendeis fcilmente o que deve ser um
bomem assim. Sua educago, fundada sobre
a independencia^ menliu lei da existencia; e
elle mesmo conspirou com o seu perceptor para
violar a primeira lei dessa educago. E' um
homem mal educado; no cerebro borbulham-
Ihe ideas estravagantes ; lera o cocags perver-
tido ; nao sabe obedecer; digno finalmente de
ser um grantde revolucionario I Se o acaso o
elevamuiioalto.se pela forga dos acontecimen-
toavae longo, muito longe, a sua obra arran-
car as nages ao repouso, os povos obediencia ;
e proclamando a rebellio como o mais santo
dos deveres, deixa aps si abysmos aberlos, e
beira desses abysmos populaces agitadas, como
as vagas do mar tempestuoso prestes ultra-
pasar os seus limites, sb o risco de innundar
a ierra com um novo cataclysma 1
(Continuago.)
Como o digno negociante passasse somente a
vista pelas columnas dos annuncios que linham
por titulo entradas e sabidas de navios, vendas
e compras, cambios sualeitura nao durou mela
hora. Depois tirou do outro bolgo um pedago de
madeira branca e um caivete e poz-se escul-
pir o busto de Washington. Um movimento de-
masiadamente brusco, que fez dar um talho pro-
fundo no rosto do libertador dos Estados-Unidos,
fez mudar o pensamento de master Sharp ; do
dominio da arte voltou-se para o da industria : de
seu Washington mutilado, fez um mago de pali-
tos para dentes.
Quando um Americano nao tem um pu para
cortar, elle corta um movel; se est no mar, es-
traga as pavezadas do navio : na egreja, o ban-
co ; no senado, o pulpito I o signal particular
de sua nalureza. Ha urna pbyiiologla completa
nesta ubservago.
Feilos que fossera o palitos, Mr. Sharp teve um
momento de pezar: nao hava madeira : enle
oceupou-se de sua filha.
Misa Mary, lhe disse elle, estaes hoje triste.
O lijlo teria baixado esta manha.... Suppo-
nhn que sabis que hontem comprei seiscentos
millieiros razo de dez piastras.
Nao pens que o lijlo tenha baixado, se-
nhorl
Visto islo nao eslaes triste 1 Enlo enga-
nei-me.
O Americano, justiga se faga sua prudencia,
nao afflrma nunca urna cousa; elle suppoe que
sua sade. boa; elle presunte que seu nome
tal; e calcula, i vista de um relogio, que pode-
ria bem ser meio dia.
() Vide Diario a. 117. .....~"
IJeaumarchis, se me nao engao, era de opi-
nio que somente com a palavra goddamse falla-
va ingle/. ; o ioglez dos-Estados-Cuidos por
tanto tres vezes mais difJicil que o da metropole,
porque abrange tres palavras, supponho, calculo,
presumo.
Tranquillo sobre o estado moral de sua filha,
Mr. Sharp bocejou por muitas vezes ; depois, aca-
bado este novo passatempo, entrou de novo em
conversago por urna observago muito judiciosa ;
declamo que estando com muito apptite, nao se
desgastara ds jantar.
Esquecei-vos, senhor, que esperamos hoje
alguem.
Presumo que se os convidados tardam mais
dez minutos, eu uo esperarei mais por elles.
Muitas pancadas dadas urnas alraz das outras
que se ouviram, annunciaram a chegada de al-
guma pessoa eslranha.
Pouco depois, um creado introduziu a visita no
salo. O honrado Mr. Sharp se levantou, e indo
seu encontr deu-lhe um fogoso aperto de mo.
Urna tal recepgo de Mr. Sharp denolava o alto
gru de estima, menos que nao signifirasse que
elle tinha necessidade do visitador, ou mesmo
que esperasse engana-lo em alguma negocia-
da. Por fim, quaesquer que fossem as inteoges
secretas de Mr. Sharp, deve-se confessar que o
recem-chegado mereca bem, julgar pelas ap-
parencias, urna recepgo to lisoogeira.
Era um mogo de vinte e oito IrinU annos. A
nobreza cheia de simplicidade e naturalidado de
seu porte, a lhaneza que refleclia em seu sem-
blante, deviam forgosamenle recommendar o res-
peito e mover sympalhia de todos. Suas feiges
de excessiva pureza de linhas, paroceriara afe-
minadas se nao fosse a expresso de altiva auda-
cia que brilbava em seus olhos. Ainda que os ca-
bellos e a barba, que elle Irazia fnteira, fossem
louras, havia em toda a sua pessoa urca tal vita
lidade, se assim se pode dizer, que um estatuario
e mesmo um pintor desejariam por modelo do
homem em todo o seu esplendor de forga e bel-
leza.
De urna estatura que regulsva a media, elle ti-
nha todavia todos os signaes de urna temivcl for-
ga muscular; e comprebendia-se que a especie
de magrem de seu busto provinha smente dos
excessos de urna vida elegante e privada de exer-
ciclos violentos.
Na verdade, Sr. conde, disse o Americano,
eu presumo que estou encantado de vos ver 1 Nao
contava mais com vosco t
Enganses-vos, senhor, porque tinheis a
minha palavra.
O joven, depois do haver respondido francamen-
te vigorosa punhada do negociante, dirigiu-se
salvar Miss Mary.
O sor riso com que ella rece be u-o foi to doce,
to temo, que abalara qualquer homem : o vi-
sitador nao deu por elle.
Supponho, Sr. conde, quo estaes sempre de
perfeita sade e de bom humor, disse Mr. Sharp.
Perfeilamente, senhor, obrigado.
Os cidados dos Estados-Unidos lera urna fra-
queza extraordinaria pelos ttulos de nobreza ;
entretanto como elles nao podem usar delles, oo
deixam nunca do verificar bem os dos seus hos-
pedes : entretanto como os Americanos, fallar
a verdade, sao pessoas de bom senso, ha urna
cousa que elles pem cima da nobreza, o di-
nheiro.
O conde acabava de tomar logar ao lado de
Miss Mary, quando novas pancadas annunciaram
urna outra visita.
Eu supponho que o roarquez, disse Mr
Sharp : varaos jantar 1
Um momento depois a porta do salo abiia-se e
apresentava-se Mr. Henrique.
O bom negociante aperlou a mo do marquez,
como faz com a do conde, quebra-la ; depois
apresentaodo os dousjoveosum ao oulro :
Sr. conde de Ambrom, o marquez Henrique
de Hallay ; Sr. marquez de Hallay, o Sr. conde
de Ambrom.
Mrs. de Ambrom e de Hallay so compriments-
ram com urna ligeira incllnago de cabega : e de-
pois de urna pequea hesilago este ultimo adian-
lando-se para Mr. de Ambrom, e eslendendo-lbe
a mo:
A' f, charo conde, disse elle em fraocez,
que eu nao quiz interromper Mr. Sharp em
suas mageslosas tuneges de grande mestre de
ceremonias, para lhe dizer que sua apresentago
era intil porque somos amigos velhos I....
O conde recuou alguns passos, e comprimen-
lando Mr. Henrique, mas sem tomar a mo que
este lhe diriga:
Com effeilo, senhor, respondeu elle fra-
mente, conhego-vos muito de nome, e jpor ve-
zes me encootrei comvosco algures.
O conde voltou-se enlo para o marquez, e
dando-lhe um aperto de mo :
Estamos diante de urna senhora I conliouou
elle com a mesma aspereza ; julgo, pois, que seria
urna imprudencia formalisar-voa claramente por
causa de minha reserva.
O marquez de nallay sorriu ao mortal insulto
que acabava de ser-Irte feto. Todavia era evi-
dente pelo sinistro brilho de sens olhos grisalhos
que elle tambem obedecia s conveniencias, mas
que esperara urna completa e prompla Tipganc,a.
Com efleito, ao primeiro aspecto dsi cousa,
parece qne. sendo a vontade a faculdade de que-
rer, quanto msis o homem quizesse de seu motu-
propno, qusnto mais satisQzesse elle a sua von-
tade, tanto mais a vontade devia eograndecer-se'
tanto mais devia ella aperfeigoar-se por esse mes-
mo exercicio. A illusio natural do homem vido
de independencia, especialmente a seduego da
suajuventude consistem em fazer elle o que
quer, oo reconhecendo outra vontade superior
sua ; em dar si moamo a razo de tudo o que
faz ; em applicar cada acgo da sua vida esta
mxima de soberano : Eu assim pratiquei por
que quiz. o
E' nisto que o mancebo faz consistir ans gran-
deza ; tambem neste ponto que os. homens se
assemelham a meninos, fazendo urna gloria pue-
ril da sua independencia absoluta, qjieroodo man-
dar sempre, mas nunca obedecer. Fatrer o que
so quer, somente o que se quer, e nunca o que
se nao quer tal o segredo, de que elles usara,
aflm de crearem vontades poderosas, caracteres
enrgicos.
Escapa sua comprehenso o que ha de ver-
dadeiramente viril na submissao voluntaria de
sua vontade urna outra vontade superior: en-
tendem que obedececet urna fraqueza, urna es-
pecie de suicidio moral : chamam cadveres
aquelles que promeltem obedecer e cumprem a
proraessa al o herosmo : perinde ae cadver ;
profanando desle modo a Hoguagern dos santos,
e tomando n'um sentido contrario a celebre me-
taphora que exprimeo holocausto da vontade por
3 mesmo coosummado.
A verdade, senhores, se acha exactamente no
contrario de tudo isso. Nunca a vontade do ho.-
mem mais progressiva, nunca maior a si*a vi-
talidade, do que quando elle se submetle de seu
motu-proprio com intelligencia, amor e liberdade
urna vontade superior. Se aqui eslivessem esses
grandes apostlos da independencia, eu lhes-di-
ra : Sabei que nada ha que tenha (anta vida, ac-
tividade e feeundiddde, como esses cadveres-;
sabei que a vida, a perfego e a grandeza da von-
tade consistem na ua propria obediencia.
Desle modo o christianismo que to divinamen-
te interpreta a nalutezs, proclamando a obedien-
cia como a lei principal da vontade, mais divina-
mente ainda a interpreta proclamando a obedien- -
ca como lei da educago, n condigo do progres-
so da mesma natureza. Cousa admiravel I O
Christo cooslitue na humanidade o centro de toda
a autoridade divina e humana, e elle mesmo se
offerece como o typo e o ideal da obediencia : de
surte que,, por urna supposla contradiego, a obe-
diencia e a autoridade se encontrara e se unem no
roysterio da sua vida I Todas as manifestages
dessa vida sao actos de obediencia mais ainda que
actos de autoridade ; sobretudo em Nazareth
ella a norma de urna completa obediencia : ali
urna s expresso resume a sua historia de trinta
annos Eratsubditus illis Elle, o Creador obe-
decia sua crealura ; elle, o menino Deus, obe-
decia urna humilde mulher, um homem mais
humilde ainda, e essa obediencia era o progres-
so I Assim crescia em graga e sabedoria na pre-
senca de Deus, e dos homens (S. Le. 2, 52).
Quando subiu cruz para nella morrer obedecia
tambem : Faclia est obediens usque ad mortem,
morem autem cruexs (Phippe l) A exaltago
final da sua realeza nao foi mais que o comple-
mento de sua obediencia. E se essa realeza viu
dobrarem se os juelhos ante ella noeu, na Ierra
e no inferno ; se nesse trplice imperio tudo re-
conheceu o seu sceptro, a escriptur nos revela o
segredo desse progresso, que se eacaminhava
glorificago eterna : elle tinha obedecido I A hu-
manidade cahiu pele desobediencia de um homem,
a humaoidade reergueu-se pela desobediencia de
um Deus.
Para o homem, que verdadeiramente chrs-
to, e que procura nos passos de Jesu^-Christo o
caminho do progresso chnsto, tudo- so resume
nesta breve mxima : O hornero, da mesma for-
ma que o Christo, nao pode altingir toda a sua
grandeza e poder seno forga de obedecer, e a
sugeigo voluntaria de sua obediencia o prelu-
dio das glonlicacoes da sua verdadeira realeza.
Porm nem todos tpermiltido coraprehender o
sentido divino desta mxima, que tudo resume
no christianismo ; devo, pois, ainda neste ponto
sondar os myslerios da nossa nalureza, e mos-
trar-vos que o christianismo, fazendo depender
da obediencia o progresso do homem e o engran-
dec menio da sua vontade, neste assutnpto,
como o em qualquer outro, o interprete nfalli-
vel dessa natureza ; e que o segredo da glorifica-
eAo rio r.hrisin 0 er sempre o segredo da ele-
vago do homem.
O que podo a vontade humana luorir de urna
educago generosa e verdadeiramonte viril ? Tudo
nestas tres cousas: liberdade, rectido-e forca
liberdade que seja soberana, rectido ioflex'ivel,
for?a fecunda ; e cora estes attributos- rvatauu
ser complot*.
O primeiro altribulo da vontade humana ser
livre e verdadeiramente soberana, a fim de achar
nessa soberana livre sua dignidad real: tam-
bem esta a primeira condigo que produz a obe-
diencia. Aquelles que ignorara o verdadeiro se-
gredo das grandezas do homem, pensam que a
sobmisso por parte deste equivale urna abdica-
go, que a obediencia urna escravido, e que fi-
nalmente obedecer avihar-se. m nome da
digoidade do mesmo bomem protesto contra um
principio que mostra a degradagoda vontade sob
o titulo de liberdade.
O que mais caracterisa a educago formada por
meio da obediencia o facto de ser ella tam-
bem urna especie de liberlamento. Para o ho-
mem bem como para a sociedade, para o meniuo
bem como para o homem, s liberdade consiste na
ordem, e a ordem consiste na obediencia auto-
ridade legitima.
Assim, pois, a educago da independencia per-
verte a vontade humana, e, causando a degrada-
gao do homem, causa tambem o flagello da huma-
nidade. Resta agora mostrar directamente como
a educago da obediencia aperfeiga a vontade
humana, e causa o progresso da humanidade, Ira-
balhando para o progresso do homem.
11
Parece primeira visla urna contradico o di-
zer-se que a obediencia o aperfeigoameuto e a
grandeza da vontade humana.
Pois bem, conde, disse elle, nao alteremos
em nada o meu primeiro programma ; at o fim
da noite sejamos amigos.... mas amanha......
Como quizerdes, marquez, eusou um deve-
dor mui prompto pagar.
Sim eu sei bem I.... o que me d forga
para me conter.... do contrario aqui mesmo vos
assassinaria....
O conde teve um riso soberbo de Incredulida-
de : mas oo deu resposta. Sua conversa com o
roarquez tinha durado de mais, porque seus hos-
pedes nao entendiam o fraocez.
Mr. Sharp nenhuroa imporlaocia tinha dado
rpida, mas cortez pantomima dos dous jovens :
elle os linha visto apertarem-se mutuamente as
mos, erara compatriotas, sem duvidaj se co-
nheciam, tudo ia muito bem : mas o que o ne-
gociante nao tinha suspeitado, sua filha Mary
houvera adevinhado : os homens julgam talvez
com mais exaclido e seguranza a importancia de
um facto que as muflieres; porm estas tem um
tino maravilhoso e um tnslincto infallivel da sub-
tileza, que nos muitas vezes desconhecemos.
Urna mulher pratca mais fcilmente tima loucu-
ra que um desaso. A' respeito dos homeus o
contrario.
Eu presumo que tenho muita vontade de
jantar, disse Mr. Sharp : vamos ao locutorio.
Miss Mary indicou um logar seu lado ao Sr.
conde de Ambrom, e o marquez senlou-seao p
do escolente Sharp. Dous lalheres estavam de
volulos
Esperaes ainda outros convivas? pergunlou
o marquez.
_ Mais dous, pens que sim : um amigo que
nao falta nunca um convite, e um excntrico
genlleman com quem nunca se deve contar.
Ainda Mr. Sharp nao tinha acabado a phrase, e
j se ouviam porta furiosas maiteladas que es-
tremecern) a casa. Um homem, cuja testa eslava
banhada desuor, entrou na sala de jantar: era
o amigo ordinariamente to exacto, Mr. Wise-
man, armador americano.
Quatro horas menos um minuto, disso elle
puchando o relogio, adiaotei-me um minuto.
Eu presumo que vosso relogio est atraza-
do cinco minutos, respondeu Mr. Sharp, depois
de ama pequea pausa, porque a proposgo
queima roupa de Mr. Wisemao, tinha o sorpren-
dido : felizmente anda nao tiohamos comecado
anlar; vamos, mesa 1 O armador americano,
depois de ter sido apresentado aos dous jovens,
deu-se pressa em despejar no seu prato o que
contioham cinco ou seis pralos, e oceupou-se so-
menie. de atacar com (odas as torgas o formiJa-
(Continuar-se-ha.)
ERRATA.
O titulo do 2* artigo do numero de honren-,
deve ser assim lido=0//icio dirigido monserjior
Azeglia ministro da santa s em Paris, pelo car-
acal secretario de estado Antonelli', por ocaasiao
da publicacao da brochura =s Franca, Roma, e
Italia.
vel baluarte de carnes, peiies e legumes que es-
lava levantado era sua frente.
Um olhar de Miss Mary, que o marquez sorpren-
deu, dirigindo-se do conde elle, obrigou-o a
encelar conversa : receiava elle que seu silencio
provocasse suspeitas da parte da menina. Miss
Mary, comoj dissemos, tudo tinha suspeitado.
Vossa partida devia ter deixado um grande
vacuo nos sales de Paris, charo conde, disse elle.
E na verdade estou pensar que motiv vos fa-
ria vir California : mogo, rico, gozando de sump-
luoso8 e doces prazezes, preso em vossa patria
por cadeias de flores, deverieis ser o ultimo ho-
mem que eu imagoasso encontrar em S. Fran-
cisco I
O lugar que eu oceupava em Paris era lo
humilde, to obscuro, que minha ausencia nem
mesmo ter sido notada, marquez. Quanto ao
motivo que me fez atravessar os mares, muito
simples : estava aborrecido de mioba preguiga...
deu-me vontade de viajar..
Muito bem... Masescolher a California para
vossas peregrinages. o que eu nao compreheo-
do! .. Vem-se S. Francisco para ganhardinhei-
ro e nao para se distrahir I Emflm ficae certo
que estou maravilhado do nosso encontr.
Agradego-vos infinitamente : o meu prazer
egual. Meu Deus I Esta minha resolugo,como
muitas vezas acontece nos actos mais importan-
tes da vida, devida urna circumstanci bem
insigfinicaule.ao coohecimento que tinha em|Paris
de um Mexicano millionario, que habitando ha
muitos annos na California, fez urna descripglo
to pittoresca dos coslumes deste curioso piz,
que tive logo desejos de ir ahi procurar aven-
turas.
Enlo nao estaes s?
Como?
Vosso amigo Mexicano vos serve de cice-
rone.
De forma alguma I... Apezar de minhas ex-
curses, nao me tem sido possivel acha-lo... Mas
segundo pens, vos deveis conhecer o meu ami-
go Mexicano?
Eu ?..i Porque razio ?
Como se chamava esse Mexicano ?
O Sr. D. Ramn Romero.
Nao, eu nunca o vi: apenas ouvi mulas
veies fallar delle. oi o leo de um invern I...
Eu eslava fra de Paris esse lempo I... Este
D. Ramn, dhia-se, alirava ouro s raaos chelas,
enreitlgava todas as mulheres, fazia um escndalo
inaudito... Creio, se me nofalhs a memoria, quo
elle passava porum pouco de mgico... Attribuia-
ie-lbe maranlhoso effeiios magnticos 1.., as
por vida minha I parece-me que vos mesmo ti-
vestes algum negocio com este D. Ramn ?
Um ligeiro rubor acceodeu s faces do conde.
Mas verdade, sois vos mesmo... Lembro-
me agora... um duelo queima roupa com urna
s pistola carregada...
Vossa memoria nao vos engaa, senhor, dis-
se d'Ambrom com voz firme. D. Ramn tova co-
ntigo urna generoaidade sem par... A sorte favo-
receu-o, elle atiruu ao ar I.
Nao foi acgo de Adalgo, respondeu e mar-
quez filando seu interlocutor.
Ento porque ?
Porque em minha opinio da muito mu
gosto poupar um inimigo I obrigar um sen-
lmenlo do gratido um homem que desejaria
mullas vezes continuar a ser vqsso inimigut...
Nao dissimularei que, quanto mim, jamis acei-
tarei, nem farei egual favor I... Nao essa tam-
bem a vossa opinio, conde ?
Fago-vos justiga, marquez... sempre haveis
morlo vossos adversarios... Sim, parlilho, mo-
mentneamente, vossa opinio.
O armador americano que tinha conseguido de-
molir, ou melhor ainda engolir o baluarte, in-
trometteu-se ento na conversa :
Sabois qual o hoje na praca o prego de, se-
bo, Miss Mary?
Nao, senhor ?
Realmente ?
Ento o Americano voltou-se para o conde e
repetiu-lhe com toda a fieugma a mesma per-
gunta.
O coode d'Ambrom ia dar egual resposta qusn-
do a porta da sala de jantar abriu-se e appareceu
um homem vestido de ponto em brsnco
E' este o genlleman excenfneo de que ha
pouco fallastes ? pergunlou o armador ao bom
Sharp.
Eu calculo que elle mesmo I... Ah I bom
dia, meu charo I
Joaquim Dick I exclamou o marquez do *
Hallay com urna sorpreza que tocara estupe-
faego.
D. Ramn Romero I... disse com viveza o
conde levantando-se.
Elle 1 sempre elle I disse entre dontei Miss
Mary empallidecendo.
O Batedor de Estrada comprmenlou os
convivas a approximou-se do talber que eslava
desoecupado,
(Conlinnar-se-fta).
pkw.,-;typ. di m. f. di ijuua.- ibh,
I s\ ^Skvam va.

i ~rr
i i_


Full Text
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