Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09293


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Full Text
AIIO XXXT1I 101110*116
Por Ires mezes adiaitade* 5JJ000
Pr tres mezes yencidos 6J60
TERCA FEIRA 21 DE HAIO DE
PoraBBadiMtadfl9SeO0
Ptrte fraice para t sabserptar.
B.NCARRRGADOS DA BUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cetra o Sr. i. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FArU'ilAS US (iUttttblUS.
Olinda lodos os dias as 9 1/1 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundea e
leitas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garaohuns as tercas-reiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios psrtem aa 10 horas da manhaa]
EPHEMERIDES DO MIZ DE MAIO.
1 Quarto mingaante at 5 horas 12 minutos da
tarde.,
9 La ora as 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hors e 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. aa 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
DAS da SEMANA.
20 Segunda. S. Bernardioo de Sena f.
51 Tarta. S. Marcos b. m.; 8. Itieopompo.
22 Quera. S. Rita deCessia vlav.; S. Quileria:
23 Quinta. S. Bazilio are. ; S. Deziderio b. m.
24 Sexta. Ss. Afra, Pelagia e Suzana mm.
25 Sabbado. S. Gregorio VII. p ; S. Maria Magd
26 Domingo da S. Trindade.S. Pelippe Nery'f.
AUI&rtlilAS UU3 lKJ.BUftA.aa UA UAfllAL.
Tribunal do eommereio ; segundas e quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommereio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horsst
Primeira rara do civel: tercaa o sextas io meio
dia.
Segunda rara do cirel:
hora da tarde:
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA 8UBSCR1PCA0 DO SL^a
Aiagoas, o Sr. Claudine Paleo Dias Babia
Sr. Jos* M.rtta. Aire,; Rlo ds J.nelro, o S
oao Pereira Martina.
EM PERNAMBCO.
O proprietario do ui Manoel Figaeiroa do
Faria.na sus lvmia praga da Independencia na
16 a 8.
PARTE OFFICIAL
Goverao da provincia.
Expediente do dia 17 de maio de 1861.
Offlcio ao coronel commandante das armas.
Sirva-se, V. S. de mandar por em liberdade, dan-
do-lhe baixa se j estiver alistado, o rerruta
Francisco Nunes da Silva, visto aer trabalhidr
da estrada de ferro.
Dito ao mesmo Transmiti por copia V.
S., para seu coohecimento a execugo, o aviso
circular expedido pela repartirlo da guerra em
25 de abril ultimo, estabeleceodo o meio prati-
co para a execugao do disposto no artigo 15 do
regulamentoquebaixou com o decreto n. 2,171
do 1* de maio de 1858, relativamente a des-
tribuico de fardamentos aos recrutas apu-
rados. Officiou-se no mesmo sentido ao director
do arsenal de guerra e ao presidente do conse-
lho administrativo.
Dito ao capilo do porto.Ple V. S. dar o
conveniente destino ao recruta Wenceslao Jos
de Lima, que foi julgado apto para o servico da
armada, segundo consta do cilicio do comman-
dante da eatago naval que devolvo e a que veio
annexo o de V. S. de nonlen, que fica assim
respondido.
Dito ao conselho administrativo para forneci-
mento do arsenal de guerra.Promova o conse-
lho administrativo para fornecimento do arsenal
de guerra a compra de um panno preto de cruz
para esquife constante do pedido junto, e de que
carece o hospital militar, conforme solicita o
coronel commandante das armas em offlcio n.
720 de hcniem datado.Communicou-se ao ins-
pector da thesouraria de fazenda e ao comman-
dante das armas.
Diio ao commandante do. corpo de polica
A'vista do que informou V. S. em data de 16
do correte em offlcio n. 219, mande dar baixa
ao soldado do corpo sdb seu commando Candido
Oliodioda Trindade Mello.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da conta junta em duplcala, que
me foi remetlida pelo commandante das armas
cosa offlcio de 15 do correte sdb n. 709, mande
HkJLagara M,nelTavares Correa, a quantia
ae 2OJKW0 rs. em que importa o aluguel de oito
carrocas que conduziram o archivo da secretaria
do commando das armas da ra do Mondego pa-
ra a do Imperador.Communicou-se ao coronel
commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
iendo o alteres do corpo flxo do Paran, ora
nesia capital, Silvioo da Costa Borges, como se
ve do mi luso requerimeuto, pedido para consig-
nar de seu saldo nesta proviocia ao seu procu-
rador Candido de Albuquerque Maranho a quao-
Xi i de I20)000 rs. em preslaces de 20000 rs
mensaes, a contar de julho a dezembro deste an-
uo ; asiim o communico V. S. para seu conhe-
ciment e afim de que mande effecluar esse pa-
gamento nos devidos lempos cumpriodo que se
descienda disto ao inspector da thesouraria de
fazenda daquella provincia.
Dito ao mesmo.Ceno do contedo de sua
nformacao de 15 do ementa, sob n. 176 dada
acerca do requerimento do professor de desenho
do Gymnasio Provincial Joaquim Jos de Ca.va-
lho de Siqueira Varejo, tenho a dizer que man-
de V. S. pagar ao suplicante emquanto estiver
no goso dos tres mezes de licenga concedida pela
presidencia smenteo ordenado que lhe compe-
tir e nao a gratificago que s devida pelo
effectivo ejercicio.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. pintar enumerar conforme o novo modelo
238 cantis de madeira, do 9o batalho de infan-
tana, que sero enviados por esse arsenal por
parte do coronel commandante das armas.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dito ao director interino da Faculdad de Di-
reito.Concedo a autorisaco que V. S. pedio
em seu offlcio de 20 de abril ultimo, para man-
dar fazer duas estantes de que precisa a biblio-
ESUJE?*" Faculdode. mbas pela quantia de
4SUJKMX) rs. constante do orcamento que devolvo
devendo para isso seren entregues a pessoa qu
os fizer as madeiras velhas de que trata o mes-
mo orcamento.
Dito ao director das obras publicas.Ioteirado
do conieudo do seu offlcio de 13 do correte sdb
n. 122, tenho a dizer em resposta que deve
Vmc. considerar rescindido o ultimo contrato
teito com o engenheiro Mitller Rampa para se
era pregar no servico dessa repartigo depois de
sstisfeita a condico estipulada no mesmo con-
trato e de que trata o citada offico--Commu-
nicou-se ao inspector da thesouraria provin-
cial. r
Para o conselho que tem de jolgar o se-
gundo sargento do corpo de polica Miguel Go-
mes Correa pelo criroe de que trata o ineluso
processo de investigado, nomeio:
Presidente.
O capito Jos Pereira Teixeira.
Auditor.
OSr.Dr. promotor publico Francisco Loopol-
dino de Gusnio Lobo. **r
n Vogaes.
Os Srs. tenente de polica Luiz Jeronymo Ig-
nacio dos Santos. *
Cirurgio Jos Joaquim de Souza.
Atieres Joo Francisco da Cuoha.
Dito do exercito Joo Baptista de Heoezes.
Dito dito Boaventura Leitao de Almeida.
Offlciou-se ao commandante das armas para
dos dous ltimos no dia designado pelo com-
mandante de polica.
Porteris.-Os Srs. agentes da Coropanhia Bra-
sileira de Paquetes a Vapor mandem dar trans-
porte para a corte por conta do ministerio da
guerra no vapor Oyapock que se espera do norte,
o desertor do Io batalho de infamarla Antonio
Francisco dos Santos, que vai reunir-se quelle
batalho.Communicou-se ao commandante das
armas,
Offlcio ao juiz de direito interino do Rio-For-
tnoso.S. Ixc. o Sr. presidente da provincia
mana declarar V. S. que pelo seu offlcio de
6 do correte flcou inteirado de ter V. nomea-
do o bacharel Nirolo Reguelra Pinto de Souza
para exercer interinamente o cargo de promotor
publico dessa comarca no impedimento do ef-
ectivo.Fizeram-se as precisas communica-
Expediente do secretario do governo. .
Offlcio ao primeiro secretario da assembla.
Passo por copia as mios de V. S. para ser pre-
sente assembla legislativa provincial a nfor-
macao ministrada pelo FJxro. bispo diocesano
acerca do mcluso requerimento em que o vig.rio
2S. 8UreZ" d? na pede a t"ferfnci.
da sede de sua freguezia p.ra o povoado deoo-
%?Z2v'Zlt!!*lVZ* offlcio de V. S. de 17 de abril ultimo, sob n. 12.
que fica assim respondido.
Dito ao mesmo.-S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda transroittir V. s. para ser
presente a assembla legislativa provincial a n-
formacao ministrada pelo Exm. bispo diocesano
relativamente ao incluso requerinjenlo em que
s habitantes de Cruagy pedem a restaurado
da freguezia daquelle nome o qual acompaohou
o offlcio de V. S. de 17 do abril ullimo, sb n.
id, que tica assim respondido.
DESPACHOS DO DIA 17 DK KAIO DI 1861.
Rtquerimtntot.
Anna Maria da Conceicao e outros.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Os Africanos livres aervenluarioa do cellegio
dos orphaos de Santa Thereza de Olinda.Infor-
me o Sr. inspector do arsenal de marinha.
Antonia Maria da Conceicao.O filho da sup-
plicantej foi posto em liberdade.
Antonio Ferreir Lobo.Sellado rolle.
Carneiro & Irmao.Esperem por crdito.
Francisco Antonio da Rosa e Joaquim Mauri-
cio Goocalves Rosa.Os supplicantes nao sao
competentes para requererem o que consta des-
la petieo, por nao serem os possuidores do ter-
reno a que alludem.
Alferea Francisco Gomes da Luz Freir.Sa-
tisfaga o supplicante as disposices dos arls.
3* 34 do regulamento de 30 de Janeiro de
1854.
' Joaquim Jos de Carvalho de Siqueira Vsre-
jo. supplicante s lem direito a percepeo
do seu ordenado e nao a da gralicago que
devida pelo effectivo exercicio e nesle sentido
ficam expedidas as convenientes ordens.
Jos dos Prazeres do Espirito-Santo.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
Luiz Pedro das Neves.Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinha.
Manoel Peres Campello.Prove o supplicante
sua qualidade de dessionario para ser attendido.
Manoel Gjmes Corroa.Cxpediram-se as con-
venientes ordens.
Mara Joaquina da Conceicao.Ficam dadas
as convenientes ordens psra que o filho da sup-
plicante seja posto em liberdade.
Maria Antonio do Espirito-Santo.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Vicente Ferreira de Franga.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Victorino Ferreira da Costa Prove o que
allega.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de rernambaco, na cidade do
Re c i re, em 18 de malo de 18 61,
ORDEM DO DIAN. 100.
O coronel commandante das armas faz publi-
co, para conhecimento da guarnic,o e devido
effeilo, que hoje approvou o engajamento, que
em dais de 17 do correte contrabio no 9o bata-
lho de Infantaria, ao qual se acha addido, o sol-
dado colono Adelo dos Santos, para servir
por mais 6 annos, percebendo, alm dos venci-
J*2Xiqu? por lei lhe competirem, o premio de
40O3O00 ris, pago no sentido do decreto e re-
gulamento do Io de maio de 1858.
Assigoado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudaote de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Pars, S-l de abril de 1861.
Meu charo correspondente.A Polonia ter de
oceupar grande parte do assumpto da presente
carta. r
Anda urna nova questao veio desta vez jun-
tar-se a tantas outras, e bastante graves, que
causam serios receios a toda a Europa : pois que
a questao poloneza acaba de ser novamente sus-
citada ; e o Czar que nao tem querido atteoder
aos votos de um povo, que se lhe conserva anda
fiel, ter talvez de atlender seu pezar vori la-
de de urna naco sublevada : dizem que os lti-
mos acooteeimentos de Varsova, dos quaes falla-
remos, o tem aproximado alguma cousa do im-
perador Francisco Jos : de crer porta que as
potencias liberaos nada tenham a recelar dessa
allianga de urna causa que est prestes a cora-
prometter-se com urna outra causa j um pouco
comprometida.
Se a Russia, a Prussia. e a Austria se enten-
dessem entre si para resuscitar o phantasma de
urna nova santa allianca ter-se-hiam que ver
com a Fraoca, a Inglaterra, e a Italia, esta ultima
naco que anda honlem se ergueu, mas que
j conta multo com o seu futuro.
Comecemos pelo grave incidente que acaba de
despertar o sentimenlo da nacionalidade polone-
za, causando Europa urna viva commogo. a
sociodade agrcola, que o governo rusao dissol-
veu, declarando-a incompativel com a situaco,
cootava cerca de qualro annos de existencia, e
um grande desenvolvimiento na Polonia ; com-
punha-se da maior parte dos propietarios uni-
dos n'um espirito ao mesmo lempo liberal e na-
cional, que buscavam por meios brandos e pac-
ficos arrancar o paiz ao estado de aviltamenio,
que o haviam reduzido oitenta annos de lula, de
miserias e oppresso. Os filhos mais nobres da
Polonia, teDdo sua frente o conde Andr Za-
moiski, comprehenderam que a regenerado da
patria deua partir do seu proprio seio, e que era
lempo de crear nao urna vida negativa e consu-
mida em esteris agitaedes e lulas desiguaes.mas
urna vida activa e fecunda, sobretudo urna vida
pessoal. Ora, este um bem que se nao deve es-
perar do estrar.geiro : mas quando elle existe
nao faltara allia os que o defendsm. Foi essa
nova vida da Polonia que se apresentou Euro-
pa com toda a calma, energa e persistencia.
O conde Andr partindo deste principioque
sendo a Polonia essencialmente agrcola, nunca
poderia reerguera sua vida nacional senao por
meio do desenvolvimenlo da agricultura, fundou
desde 1842 o annuario agrcola, que preparou
por muto lempo entre os proprietarios os prin-
cipios da sociedade futuro, e obteve de Alexaodre
II, quando este subi ao Ihrono, autorisaco para
formar cssa sociedade.
Corresponda ella a necessidades to urgentes
que bem depressa leve um grande desenvolvi-
menlo, e contou 00 seu seio at 4.600 membros
todos propnelarios debens de raz, e perten-
centes as diversas partea do territorio polo-
nez. Alm disto leve mais alguos soccorros, e
aoimacoes : e por s tambem nao deixava de ani-
mar, destribuindo entre os camponezes os ins-
trumentos e as machinas que ae invenlavatn lo-
dos os das na Europa. Monlou offleinas para o
tabnco de instrumentos de lavoura : abri esco-
las onde se ensioava os diferentes methodos de
cultura ; espalhou a instruccao por entra o povo
desenvolven o eommereio com a creacao de gran-
des casas commissionadas: acabou com a famosa
questao doscampooezes fazendo-os proprietarios
immediatamente aob a condico de se deaobn-
garem elles por meio da amortiiagao.
Com aemelhanle impulso, tocando em todas as
qoestes menos naquellas que perteociara po-
ltica, fez que a vida nacional se reanimasse
promptamente, circulando por toda a parte abun-
dante e fecunda.
Parece que o Czar, olo lando comprehendido
a principio todo o alcance dessa instftuico por
elle autorisada na occasio de sua elavecao ao
ihrono, receiou ao depoli um perigo, que de sor-
le alguma dever assustar o seu espirito que
passava por ser muito liberal. Ao menos de
suppor que esse recelo luplrasse a aquellos que
obraram em seu nome. H
A prova disto um artigo publicado no Correio
de Vartovia. Para explicar a meJida imperial
o autor do artigo osforga-se por demonstrar que a
sociedade agrcola, depois de ter assumido paran-
te o paiz a posico e Importancia de urna repre-
sentacao nacional, dava a pensar que a agricul-
tura, e os seus interesaos, nao era mais do que
urna majcara.de que.se elle servia com habilida-
de para oecullar os seus seotimentos polticos,
dos quaes era urna coosequencia os ltimos acoo-
teeimentos : que pois vista disto devia-se en-
carar essa associaco como urna assembla le-
gislativa e deliberativa, a qual desde o momento
em que goza dos privilegios inherentes lacs as-
semblas, deve timbera acarretar com as respon-
sabilidades que lho sao proprias '. finalmente que
todo o governo reserva para si o direito de dissul-
ver urna assembla que nao est de accordo com
assuas opiniese poltica ; e foi usan 10 desse
direito que o governo russo fez dslsj|Bjsna socie-
dade agrcola. ~^^m*-
Alm de ludo o mais o acto de proceder-se a
essa dissolu'jo tendo se antecigjp^Mnente effectua-
; do urna concentradlo importante lie torgas mili-
tares, prova que foi ella da,pifie das autoridades
russas um acto premeditaste cujas consecuen-
cias eram previstas.
A* vista do quanto deixamos dito sobre os an-
tecedentes da sociedade agrcola concebe-ae f-
cilmente que a sua dissolugo nao poda deixar
de causar profunda commogo quer em Varsovia,
quer em toda a Polonia. Essa instituigo, por
causa dos grandes servigos que havia prestado
aos Pclonezes, era na opioio destes o ultimo
penhordasua nacionalidade: e eis a razo por-
que o acto, que a supprimio, parece-lhea pelas
circunstancias do momento um desmentido for-
mal dado s promessas. recentes da corte de S.
Tetersburgo.
Durante toda a manhaa do dia 7 de abril o
frontispicio do palacio em que a sociedade agr-
cola coslumava celebrar assuas sesses, se achou
decorado como o tmulo de um objecto querido
eujos restos mortaes acabassem do ser condados
ierra. O escudo de armas da Russia com a
aguia de dais cabegas trazendo sobre seu peito
a aguia branca da Polonia toi respeilado ; smen-
le dispozeram a decorago fnebre de modo que
Ocasse ioteiramente coberla a aguia da Russia, e
flcasse patente a todas as vistas a aguia da Po-
lonia. Por cima suspendern) urna imagem de
N. S. de Czenstokwa, e urna coroa de espinos
apachada no ceaiterio do tmulo de urna das
victimas de 27 de fevereiro. O presidente da so-
ciedade, conde Zamoyski, recommendou que
houvesse tranquillidade e paciencia, ea multido
se dispersou promettendo-lhe mostrarse resa-
nada. B
Pouco mais ou menos depois do meio dia novos
ajuntamentos se agglomeraram na praga do cas-
talio cantando hyranos ante urna imagem da vir-
gen) que alh existe. O prncipe da GurtshakoT
para l se dirigi frente do seu estado maior,
e iostou com o povo para que se ditpersasseper-
guntandO-Ihe o que deaejava. alunares de vozes
se ergueram ao mesmo lempo exclamando: a A
patria, o restabelecimento da sociedade agrcola,
um exercito polooezl Nao assim, repli-
cou o goveroador, que deveis manifestar os vos-
sos votos, se queris quelites sejam attendidos.
Pois bem, respooderam, promettei-oos que
os farei chegar presenga do imperador, o
A multido eogrossava sempre, e recusaba dis-
persar-so antes de se mandar retirar todas as*
tropas: o goveroador accedeu ; e a cidade pare-
ceu voltar ao seu socego habitual.
Na seguoda-feira seguinte houve lugar o fune-
ral de um Polooez chamado Stobnicki que esli-
vera desterrado na Sibera pela sua dedicago
causa nacional. Appresentaram-se bem 6.000
mil pessoas para acompanharem o funeral ao ce-
miterio; na volta essas 6,000 mil pessoas encon-
traram-se com outros grupos na praga doCastello
elles se nasturarsm entoando caoges e accla-
mages patriticas, conservando porem a atlilu-
de a mais completamente inoffensiva.
Neste tnterim |as tropas sahiram do caslello, e
foram poslar-se militarmente na praga tomando
todas as entradas. Um homem que perlencia ao
cortejo fnebre, e que trazia urna cruz na mo
teotou abrir passagem por entre os soldados de
cavallana alim de oirigir-se para igreja dos Ber-
nardinas na vizinhanga docastello: mas sendo
empurrado pelo povo, a cruz foi bater de encon-
tr ao cavallo de um dos soldados, e o homem
toi inmediatamente estrangulado. O povo per-
rompeu em grito de raiva: a ca val aria carregou
sobre elle, e l-lo recuar para o lado de infanta-
ra que o recebeu as ponas das bayonetas. O
numero de morios e feridos toi consideravel: a
multido auiz levar os morios, a tropa porm
dispuiou-ln'os no meio de urna confuso espan-
tosa. r
A maior parteadas victimas infelizes haviam fi-
cado em poder do fpovo, quando l para moia
noite um coronel acompmhado com grande es-
colta appresentou-se nos lugares em que se acha-
rara os cadveres depositados, e fez com que lhe
fossem entregues, prometiendo enterra-las com
todas as ceremonias exigidas. Nao houve reme-
dio seno ceder. No dia seguinte Varaovia ama-
nheceu oceupada militarmente em todos os pon-
tos, rondada por numerosas patrulhas. As sce-
as as mais sanguinolentas se reproduziram ain-
da : velhos, mulheres. e meninos perecern) vic-
timas iooffensivas da soldadesca funoza : grande
numero de feridos e presos toro conduiidus para
o Laatello e forlaiezas. As pessoas vestidas de
preto, ou que traziam sobre si indicios de luto,
soflreram os tratamentos os mais odiosos e bru-
tees ; os horrores dessa situaco prolongaram-se
por bastante lempo.
Quando foi dissolvida a sociedade agricola.tioha
ella ae reunido em Varaovia, sem que houvesse
loroecido o mais pequeo pretexto para todas
essas scenas. Na occasio em que rebeolaram os
accootecimentos de fevereiro anda ella celebrava
as suas sesses no proprio palacio do governo
no meio de tojas as agitages e receios regeih-
ra como inopporluna a proposigSo de urna aup-
plica ao Cezar, e vallara s auas deliDeracea.
conclumdo suas sesses com o voto quasi unni-
me dessa resolugao relativa condiego dos c.m-
ponezes que lio grande brdo oauaou em toda a
Europa. A sociedade era pois estranha aquel-
los acconteqmeotos : longo de augmentar a sua
populariaade buscando associar-se .s manifesta-
goes dos habitantes de Vareoria, ao coolrano
conservou urna attitude reservada, e restringi-
se cautelosamente ao circulo de suas altnbui-
coes.
Tal toi a sua attitude al o conflicto sanguino-
lento de 27 de fevereiro : o'ahi em diente ae lor-
nou ella medianeira para conservago da ordem
e da tranquillidade publica, impoodo silencio a
todos os ressentimentos, acalmando lodas as efer-
vescenoaa. Apoderou-ae das commoces da
populaga para dirig-las, e modera-las ao mesmo
lempo.
A vista de ludo isto muito aigoiQcaliro que
ae teoha escolhido o momento mesmo, em que
pela primeira vez depois de trinta annos o gover-
no russo fallava ao po*o polons de sua naciona-
lidade, para supprimir-se a nica nituuico na-
cional que elle vio, eque deixou nascer e desen-
volver-ae 00 dscurso desees trinta annos I Eia
pois demonstrado que urna para illuso o libe-
ralismo que se attnbue ao governo russo.
O boato daquellss acconlecimentos deploraveis
ecnoeram em toda a parte; 9 todos se iaterro-
I gara com espanto sobre quaes poderiam ter sido
; as consequencias de ludo isso para a populago
poloneza at aqu to moderada no desenvolvi-
miento, de auas conquistas Hberaes, na revindlca-
caodosseus.direilosl Todos ho finalmente coo-
deranado o crme que supprimio to odiosamen-
te oma tnstituigo ao ultimo ponto proveitosa.
?arsovta jaz mergulhda na dor : as offleinas,
escriplonos, theatrosludo se acha techado : os
em pregados polonezes de alta calhegoria se de-
mittiram. O principe, lugar tenente, recusa dar
audiencia s deputages: urna surda agitagoga-
nhaj as provincias, ese estende jnesmo at o
ducado de Posen e at a Gallicia. territorios po-
lonezes submettidos aos governos da Prussia e da
Austria, a auloridade conliua a prohibir todos
os signaes de luto; elles a affligem: ea seu
modo de entender as proprias lagrimas lhe paro-
cem sediciosas. y
Em resposta
jornaes cora o
I sociedade agrcola, ura'a sppiea dirsda 7o co-
, deZamoysk circulou em todos os districtos
cobertos de assignaturas. as regies governa-
mentaes os estatutos de 1832 Dcaram obstinada-
mente reduzidos ao estado de lettra murta: e
bem que nao possa continuar por muito lempo a
siimcao actual, todava nao se tem anda fallado
de applicar-se Polonia algum oulro
reclamado pelos successos
principios constitucionaes.Na assembla de Pra-10 v>a nnn. ..-
ga d.r.gio-se um convite. Francisco Jos o.ra S?: '?? fleL8TJ ",e.
_ rancisco Jos para
que tomasse elle a coroa da Bohemia.
A fermeolacao na Hungra conlinoa bastante
ia. Em Bode abrio-se a dieta com um dis-
curso do conde 4ppony, que toi muito applau-
Os Magyares se mostram decididos a repellir
enrgicamente as novas leis incompativeis com
as tendencias do paiz, e a substituir pela legis-
lago nacional aquella que lhes toi imposta por
urna administrago estraogeira.
Entretanto logo depois da falla da abertura
recebeu prompla e immediata execugo urna me-
dida tendente a transportar-se a sede da assem-
bla de Bude para Peslh: o que deu Qm crise
ministerial.
Por oulro lado os magnalas e liberaes se po-
zeram em estado de flagrante hostilidade.
1afllmUdUC?^TrI!.DC,d0 jnseid? dos! primeiros reVtema7h?m a^uma d'ispoafci" em
LU J.a!!.'?Sara.;d^s.0,uSao da i "P01" movimenio constitucional.
As sesses das dilTerenies dietis devero durar
pouco ; de nada mais se oceuparam seno de
censtituirem as suas depulagdes permanentes,
nomeago dos representantes ao conselho do im-
perio, e resposta s fallas de abertura.
O mo successo das eleiges em Veoeza tem
mais que tudo preoecupado a corte de Vienna :
o conselho dos ministros reuiio-se para tratar
fallado
rgimen
de 8 e de 9 de abril, desse assumpto, e suppe-VeTter elle voltado aos
J que se murmura aicda de conselho --=--
de estado, de cargos eminentes destinados a
polonezes, mas a concentrago das tropas para
all, que aioda tambera continua, sao um indi-
cio contrario a tudo isso. As negociares entre
o governo russo e os filhos do paiz eslo absolu-
tamente interrompidos.
Quanlo ao povo, nao tem desinimado ; conser-
tao viva f na saotidade da sua causa, que
antigos argumentos da poltica austraca.
1 O jornal allemo de Francfort annunciou lti-
mamente que no dia 13 de abril foram manda-
das para a Italia seismilhes de balas de artilha-
na. A Croacia procura ligar-se aos Magyares.
Quanto aos Serbas exprimiram altamente a des-
; confiauca que lhes inspira a ordem de celebra-
rem-se as sesses da Kuptschna de Carlowitz
portas fechadas; exprimirn) mais o voto formal
----------- __ sua
Evei^0^..?'.^.^0 V Pro!',nas asf"ais de Woi.odie "id"e'pendente"e res'tr'gidaT
HTZ. o 1, "xxtimentoa nao sao o effeilo territorio habitado pela raca
de urna exallagao ficticia '
serba : finalmente
_ e passageira, pois que tracaram sobre duas bandeiras estas palavras sig-
se acnam elles enraizados em todas as classes. -:---
A nacionalidade italiana parece ter j atravos-
sado os seus mos dias. O cerlo que para ella
se acha j consumado o mais difficil da sua
misso.
A coospirago preparada em aples pelo du-
que de Cajanello abortou completamente os ou-
tros movimentos reaccionarios quo se produzi-
ram no sul da Pennsula foram sendo pouco a
pouco acalmados, e sobre esse ponto o parla-
mento de Turin interpellages feilas no seu seio
adoptou muitas medidas n'um sentido bastante
favoravel poltica seguida pelo conde de Ca-
vour.
A 18 de abril Garibaldi fez a sua entrada na
cmara dos deputados, e a sesso desse da toi
urna das mais agitadas. Ricasoli iolerpellou o .
ministerio sobre os motivos que o fizeram dissol- liados.
ver o exercito meridional, e sobre as medidas
que tomara para substituir esse exercito.
des coostitucionaes iguaes
de lord Palmerston
nificativas. Liberd
as da Hungra.
O Morning-Post, orgo
assim se exprime:
A Prussia em vez de oceupar-se da nobre
missode unir n'um s corpo compacto os ele-
mentos da raga germnica, oceupa-se ao con-
trario era suscitar questes cora a Dinamarca
com o Qm de obter um augmento territorial, e
augmentar tambem a extenso das suas costas
martimas. Como as mames e mais sabias na-
goas deve porm ella evitar as vicissitudes pro-
venientes da guerra, e nunca esquecer que nao
poderia sustentar por tres semanas o chojue das
armas francazas, e que os vencidos sao obriga-
dos a sujeitarem-se a duras condiges, a me-
nos que sejam sustentados por poderosos al-
Essa questao do Holstein se complica : a dieta
de Ilzeko adoptou por unanimidade na sesso
perava-eeessa sesso com anciedade, por que se de 9 de abril M'propMicdes i
que um compromisso.concluido *--------"--
suppuuha que um compromisso.concluido entre
o governo e Garibaldi cooseguiria apartar da dis-
isao o azedume e o perigo de um conflicto se-
O compromisso era a torraago de um se-
rio.
timo corpo do exercito composto de voluntarios.
Lom effeilo um decreto real sancciooou esse
projecto de fundago de um corpo de voluntarios:
eis-aqui a substancia desse decreto : Os gene-
raes desse corpo reunidos em comaisso propor-
rao ao ministerio da guerra a formago dos qua-
dros que sero compostos nao s dos offlciaes ac- Inclaterm i.--ii___.. k
.vos, como tarabem dos do estado-ma.or, inte"- diago efficaz dlfficilmeDle chfa^ "*-
T-.r~., commissao
ae constituiso, declarando que alia nao devia
entrar no exame do orgamento com as condiges
impostas pela Dinamarca.
Finalmente toi encerrada a -sesso depois de
se haver votado unnimemente pela rejeico das
proposlas reaes, e de se ter convidado o respec-
tivo presidente a levar esse resultado ao conhe-
cimento da dieta germnica, collncando desta
forma a Allemanha na attitude de
ciar.
se prouun-
. postos
em disponibihdade al que sejam chamados s
armas. O engajamento dos voluntarios ser at
18 mezes : o saldo, gratiflcages e leis penaes se-
ro os mesraos do exercito.
A' 18 de abril depois de um discurso de Fanti,
ministro da guerra, Garibaldi tomou a palavra e
orou em termos to offensivos ao conde de Ca-
vour que suscitou urna verdadeira tempeslade.
Loro isto deu ao seu paiz um iriste espectculo e
commetteu urna grande falla. O bomem que ha
dez annos trabalha para a independencia do seu
paiz nao pode ser um homem de patriotismo sus-
ito. O general Bixio se levantou para fazer
chama ao servico 400
menta o seu effectivo, e
homens por batalho.
Somenle Frederico VII nao querendo pesso-
almente comprometter-se intenta fazer urna via-
gera ao sul da Europa, deixaodo a seu filho a
regencia.
Encotarara-se diversas negociages sobre o
commando dos contingentes federaes que os pe-
queos estados da Allemanha offerecem Prus-
sia. Muitos jornaes de Vienna prestara ao go-
verno austraco a idea de urna reforma federal
por meto da qual a confederago garantira as
possessoes nio confederadas da Prussia e da
Austria,
:ZS^ dVpaV-concii^ora's eVtas^uS potente a &e*osT
SX'tSgTptftZ*9 que (,que'quenos estad0* '""*- n'-*'i*m
. se bem que | commum. e teriara
Garibaldi entendeu que devia rectificar o seu pri- commum : dieta
quenos estados allempes formariam um exercito
urna representago tambem
.... ,..,. _,, 8eria maj9 acrescentada urna
EsM sesso porfim de contas toi favoravel ao ^SSSit'^ Pei8 ParlameD,0S dos di-
oeve ao seu pa.z o sacrifico dn* 0s coramissaios dos dous governos sccus.m
paiz o sacrificio dos seus rancores
pessoaes. No dia siguite discuti se sinda so-
bre a torga militar. Bixio insisti vivamente para
1ue, ercito fosse elevado a 300,000 homens.
A 20 o conde de Cavour vollou a discusso
para tratar resolutamente das questes polticas
e dar a Europa um penhor de paz e seguranca :
e f-lo com urna simplicidade e pureza que mu-
guen) pode contestar.
Declarou que o governo italiano j por diver-
sas vezes tinha feito sentir Europa que o seu
Um era completar o reino com a aoexago de Ro-
ma e de Veneza ; mas fuera tambem sentir que
a questao devera resolver-se pacificamente, e de
accordo cora a Franga : que o governo italiano
nao tomara a iniciativa de urna guerra para re-
haver a Venecia, pois nao convinha por prego al-
gum dar es*e pretexto para a torraago de urna
cohgacao contra a Italia. Depois deste discurso
a cmara deu ao conde de Cavour um voto de
conflanga formal e absoluto : toi declarado por
194 votos contra 77 que s ao governo competa
julgar das medidas necessarias para a defesa da
patria.
Garibaldi eCialdini trocaram entre
palavras amargas; felizmente
parlilham opinies divergentes," ambos s
extraordinario dedicados ao seu paiz ; e se no
parlamento se mostrara divididos.no campo da
bateta serao unidos perante o inimigo commum.
Todos esses meideotes do parlamento provam
bem que os italianos sibero resistir poderosas
seduegoes, e que seconservaro fiis ao primeiro
ministro quereclamou a sna independencia, e
Franga que por elladerramou o seusangue. De-
ve-se esperar que os resultados lo sabia e pro-
videncialmente obtidos nao sero compromelti-
dos por alguma imprudencia.
Em Roma parece que o statu quo se prolon-
gar difficilmente. A Independencia Belga avan-
gou j que estao a ponto de surgir novas diffl-
culdades entre a Franca e a Santa S : que Mon-
sieurde Grammont fixera vivaa- repreaentages
sobre as intrigas do rei de aples Francisco II,
tao esquecido dos deveres que lhe impe a hos-
pitalidade receida aob a proteceo da Franga.
O caso que a agitago na cidade eterna conti-
na na mesma : proclamacea patriticas, recu-
sas de sujeigo, disergo dos estudaotes ; e por
parte das populages tolos os meios de que po-
dara usar para exprimir a sua vonade immuta-
vpl de ser italiana.
As sesses das dietas provinciaes abriram-se
simultneamente em lodo o imperio da Austria.
As assemblas de Grate e de Salzburgo dtrigiram
votes de (eticitacao ao imperador, e igualmente
as da provintia de Vienna, depois do discurso
do goveroador, no qual este alludira unidade
do imperio. Um deputado propoz que ae agra-
decesse o soberano o ter posto em pratica os
si algumas
porm se ambos
ura ao ontro de haver tornado impossivel t
combinago com suas preteoges exageradas.
A poca actual propria para as reclamages
de independencia por parte dos povos protegi-
dos ou opprimidos, dous termos que neste sen-
tido teera o mesmo alcance. Depois da insur-
reigo da India assiste a Inglaterra a um movi-
meoto pacifico contra a sua soberana as linas
Jomas. Milbares de pessoas, tendo sua frente
o arcebigpo e a muoicipalidade, dirigirn)-se
residencia do cnsul da Greciaacclamaodo a
annexago. as ras como 00 seio do parla-
mento se deram algumas demoostrages, e o
povo das Sete-Uhas manifest abertamente o seu
desejo de escapar protecgo da Inglaterra.
As difficoldades do Oriente esto longe de se-
rem resolvidas; a crise fioanceira all toma
proporges desastrosas; o eommereio se acha
exhausto; o governo nio sabe como accodir a
tantos em baragos. Urna insurreigo im mensa se
organisa desde Save at o Mar-Negro: a revolta
ergue a cabega por toda a parle: as populages
da Bosnia, da Serbia, de Hergegovina protestara
com as armas em punho contra o despotismo da
Sublime Porta. Os Montenegrinos se apodera-
ran) de Spitza, urna das chaves da Turqua.
Surdas fermentages se agitam simultneamente
em todos os pontos do imperio otlomano, e a
Iranstormago vilenla da Peninsnla Italiana re-
percutir as gargantas do Balkan. E' 00 meio
de circumstaneias to ameacadoras para ella que
a Porta, gragas influencia da Franga e da In-
glaterra, decidio-ae a reunir u'uma s as admi-
nistrages separadas dos Principados Moldo-Va-
lachias, e a operar a centralisago do poder exe-
cutivo e legislativo o'uma s mo, com a coodi-
go de que tmente ser obrigada durante a vi-
da do principe Alexaodre Coutza.
Na Hespsnha ainda est o ministerio na or-
dem do da : elle tem de ae haver prximamen-
te com os descontentes da maioria collocada sdb
a influencia de Rio nosas. Este ullimo prepara-
se para pedir contas ao marechal U'Donnell das
velleidades e fraquozas da sua poltica modera-
tona deade o comee,o do seu programma.
Em face do grande movimento que se mani-
feata na Europa entende elle que se deve procla-
mar a necessidade de ama poltica mais frsnca.
Desse incidente julgamos que nada resultar
de immediatamente decisivo; porm provavel
que semelbante demonstrago, que desperta o
espirito liberal na Heapanha, acabe n'um a ve ca-
cao bem pronunciada para o velho systema de
cortes constituales.
No parlamento ingles o relalorio das financas
do reino faciliiou a Mr. Gladstone mais urna oe-
csstio de verdadeiro triumpho, e ao ministerio
Palmerston mais urna garanta de vttalidade.
Exista-pata o anuo de 1860 um dficit de S6
. anno um saldo de
receitas de perto & 2,000,000.
Na sesso de 15 de abril a leitura desse rota-
torio, que urt pouco longo, toi ouvida com a
escrupulosa attcngo que o povo ioalez coatuma
preaiar ao exame dos negocios pblicos, e afinal
provocou acclamages enthusiaaticas. O chan-
celler de Excheque foi na verdade bastante ha-
mi. pois que o ultimo exercicio ressentia-se de
ires causas de despezas extraordinarias: a guer-
ra com a China, umacolheita m, e os crditos
extraordinarios para armamentos.
Anda maia-depois da suppressio da laxa so-
Dre o papel, ser tambera possivel urna redueco
no tncoma tax, imposto este cuja abolico a
Inglaterra reclama lo ardenlemente.
Eis porque diramos que o relalorio de Mr.
oadstone toi mais urna garanta de vit.lidade
para o gabinete. A opioiio publica tem comple-
tamente adherido ao programma do chancellar
ao Kxcheque, e os adversarios do ministerio fi-
cam com as suas humiliages.
Alm disto lord Palmerston leve mais urna oc-
casio de algar a sua voz para lodo o paiz ; oc-
casio que lhe foi ministrada no banquete dado
pelo lord Maire no dia 18 All fez elle ouvir gra-
ves e importantes declarages que nao flearam
sem echo:
Milord e senhoresE' tal na poca prsen-
le o estado das cousas que a Inglaterra pode an-
da exercer sua influencia sobre os differenles pon-
tos do continente nao menos ltimamente do oue
em pocas anteriores. Existem questes penden-
tes que fornecenara motivos para urna meia du-
zia de guerras respeitave's aquelles que qui-
zessem pertubar a paz do mundo esperando dahi
tirar proveito. Entretanto todas essas quostes
podem ser conciliadas sem ser preciso langar-se
mao dis armas. A anidado dos estados italianos
se consummer sem obstculos : a Inglaterra tem
grande empenho em v-la conaummada. O anno
de 1861 ser lodo de paz.
Comiudo a opiaio publica na Inglaterra nao
tem descoberto oessas palavras um novo penhor
de paz, era se accommodado a essa poltica de
abalengo precooiaada pelo nobre lord : parece
que ella deseja ver a Inglaterra prestar alguma
cousa mais. que palavras, causa da liberdade a
independencia dos povos.
Nao terminaremos esta correspondencia sem
fallarmos da Franga.
' ura principio incontroversoque, se se pode
governar de looge, nao se pode todava adminis-
trar bem seno de perto. A conviego protunda
desta verdade levou Napoleo III, ha nove an-
nos. a dar o primeiro passo para a deceotralisa-
gao administrativa Depois do decreto de 25 de
margo de 1852 aos prefeitos foram, revestidos de
altribuiges que at eoto pertenciam aos minis-
tros ; a marcha dos negocios toi facilitada ; sua
instruccao implicada ; e em casos numerosos a
aegao prompla das autoridades locaes substituto
ao expediente demorado da admioistrago cen-
ral. A experiencia de nove annos demonstrou
que os inleresses dos administrados, e a rpida
solugao dos affazeres pblicos muito ganharam
em ser loralisados por assim dizer.
O Monitor de 14 de abril acaba de publicar um
"*** eva 'irtude do qual se prosegue naquella
obra ja encelada. Esse decreto que completa a
de 25 de margo de 1852 alarga o circulo das at-
trbulges dos prefeiloa, e Ins confere algumas
outras altribuiges ministeriaes. Concedendo eos
mesmos prefeitos novos direitos, e passando al-
gumas de suas atlribuiges secundarias pars os
subprefeitos, economisa-se lempo, expediente, e
formalidades que eram bstanlo onerosas aos ad-
ministrados.
O n-ivo decreto citado neste ponto de urna
grande importancia : supprime a remessa a Pa-
rs de papeladas inuteis, e certos memoriaes jus-
tificativos. 36.000 communas vero ao menos,
termioarem-se sua vista, e sem tardanca. cer-
tos negocioscomo, por exemplo, os de'fuoda-
goea ou reparages de monumentos, os quaes de-
pendan) de muitos ministerios. Os prefeitos ap-
provaram os planos e ornamentos para taes obras,,
e divdiram os fundos diaponiveis : s no caso de
empreslirao se recorrer ao conselho de estado.
Em resumo este um passo mais que ha decon-
duzr simplificago admistraliva, e ao desen-
volvimenlo mais activo e mais seguro dos nego-
cios pblicos.
Foi ltimamente solemoisada com uma festa
franco-alieroa a inaugurago da ponto langada
sobre o Rheno entre Siraburgo e Kehl para june-
gao dos camiohos do ferro de commuoicacao de
Bade com a Fraoga.
Sobre todo o irajecto do Rheno allemo nao-
existe mais que uma s ponte fizaa de Colo-
nia : entre Strasburgo e Kehl nao existia al o>
presente seno uma ponte de balis, que fcilmen-
te poderia supprimir-se ao primeiro rompimento
de relages que se desse entre os dous povos r-
beirinbos de grande ro. Foi s depois de capri-
chosas resistencias e negotiages quasi intermi-
naveis que a confederago germnica consenta
na construeco de uma ponte immudavel, cuja
proporges foram discutidas e delineadas em uma
conferencia internacional que houve em setem-
bro de 1857 em Strasburgo. A Allemanha exigi
que a nova ponte servisse exclusivamente para
os caminhos de ferro, e que houvesse da parte
de cada uma das margena do rioou franceza ou
allemauma especie de apparelho movel que
perraiitisse interceptar vontade toda a circula-
g.i. Com aemelhanle exigencia quiz materialisar
o seu pensamento de descoofianga e hospitali-
dade.
Entretanto a obra progredio com maravilbosa
rapidez: as immensas offlcinss quasi que uma
populago ioleira de operarios se oceupou nessa
empreza, uma das mais bellas que a industria
humana tem concebido e realisado ; empreza
grandiosa que no futuro deve ter uma influencia
das mais favoraveis s retacos commerciaes e
polticas da Fraoga e da Allemanha.
Essa ponte sobre o Rheno com posta de tres
espagos tizos e de dous movis: por meio de um
engeohoso machinismo basta o impulso de qua-
lro homens para mover essa massa enorme, e in-
lerromper momentneamente a passagem por
ella. No dia da inaugurago na presenga de uma
brilhanie assembla franco-allema se procedeu
a essa inleressante manobra da ponte movedica.
A tarde dease mesmo dia nos banquetes, que se
deram, foram trocadas palavras de uma viva e
mutua sympathia em que ae exprimi a esperan-
za que seria aquella a primeira e a ultima vez
que tal manobra se executsase.
Praza a Deua qua assim seja para maior felici-
dade dos povos europeos, que teem j em si bas-
tantes queales a resolver, sem ser preciso ocep-
parem-se mais com esse grande problema dos li-
mites do Rheno qua bs suscitado to numerosas,
e injuatas derconangas contra a Franga.
tr. Af.
PERNAMBCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO- '
Y1NC1AL.
SESSO EM 18 DE MAIO DE 1861.
Prtsncim doSr. Dr. Joaquim Portilla.
\ (Conolusio.)
ORDKMDODA.
nlra em 1* disousalo o projecto o. 82 desta
anuo, pelo qual se autorisi ao presidente da pro-


-
?incia a conceder Hanoel Loiz Coelho de Al-
meida un previlegio por MWf aira nantar
xtetii cidade mi fabrica de preparar asphallo pre-
so de cores.
Depois de orarem os Srs. Souza Reia, Manoel
Je Figueirda, Lucena e Peana HWIim'i e)re
cussao. eo projecto legetado.
Continua o 2* diiaeati adiada a orgineato
Art. 10, Cora bNicVi ^roHacial:
I. BibUolheeatio............. BMffJOO
i 2. Contara de li-ret, elaceel
da casa e expediente............... 2:4181000
' lida, apoiada e entra ata tioiwrto a taaiein-
te aienda:
Expediente e araeio 4a can (Mf. Manoel
Je Figueiti.
^ulga-se a materia discutida e o artigo, ap-
provado.
A emenda tambero apuro-rada
Entra era diacasso o seguale:
Art. II, Subveeco i coropa-
nhia Pemambucana de navegado
costeira, por forja das leis na. 303
* 359.,..,,,..,..,................. 40:000g000
E' ipprovado seto debate.
Entra era discussao o seguiote :
Art. 12. Jero addictonat da Ia
secco da estrada de ferro.......... 69752$0O0
O Sr. Nasclmeolo Porteila :(Nio devolveu seu
discurso.)
Dada a hora, verifica-se nao haver casa para ro-
tar, o Sr. Presidente letana a sesso, depois de
marcar a ordem do da.
-*i ,
IARK) DI VlRIiHBUCOi C- TER^A. FEBl ii DI MAK) II mi.
1 *
FIE1N1A0 EM 20 OE MA10 DE 1861.
Presidencia do Sr. Baro de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada9verifica-se te-
ren faltado os Srs. Joaquina Porteila, Penelon,
Peona, Theodoro, Cintra, Joio Cavalcanli, Miran-
da, Augusto Leo. Pina, Lucena, Guimaries, I.
de Barros, Luiz Ferippe, Lacerda, Drummood,
Braulio, Siqueira, Margal, Figueirda, Reg Bar-
ros, Coutinho.
Verificando-se nio haver numero legal
O Sr. Presidente declara nao harer sessao.
Dissolve-se a reuoiio.
REVISfrOURI*.
A instituido da nossa santa casa da Miseri-
cordia j Tai produzindo alguns (rucios, que della
sao proprios. e que por conseguate eratn de es
Iterar se dessem no desenvolvimento de coas func-
oes orgnicas.
Coro islo queremos fallar da impetracao de
ordem de habeas Corpus, que por ella foi a rela-
cao do districle requerida, para vares individuos
wiserareis, que jazern deudos na oadeia desta ci-
flade, e aosquaes foi assigoado o dia de hoje para
-a respectiva apreseutagao na sessio daquelle tri-
bunaT superior.
Esperamos que o zelo da referida iostituigao ca-
da vez ruis se inflamte, exercendo esse lado
ulular de seu Qm Com a miior extensao possi-
vel, de modo a livrar as victimas de um arbitrio
muitas vezes, oh a aligeirar os soffrimentosdo
delinquenle, que deve ser ponido legalmente e
aomarlyrieado oom urna prisu indefinida.
Na feslividade religiosa do Divino Espirito
Santo, celebrada no convento dos religiosos Fran-
ciscanos, fui orador da testa o pregador da ca-
pella imperial frei Joaquina do Espirito Santo ; e
lo Te Deum, o Rvm frei Santa Caodida.
A msica da orcheslra foi a do maestro Caldas,
a marcial do betatho de guarda nacional dessa
reguezia de Santo Antonio.
Ao finalisar os actos religiosos dislribuiram-se
sotlas de 600 rs. por pobre, em lugar de pies
Arnanhii estreida a segunda parte da 7a
lotera favor das obras da matriz da Boa-Vista,
oniecando os respectivos traba I nos as 9 1|4 ho-
aas da manha ao consistorio da igreja do Rosa-
rio deste baiiro.
Chegou ao nosso arsenal de marinha urna
bomba de apagar incendios, fabricada nos Esta-
dos-Unidos.
' de urna forma nova, e tem todos os melho-
ram*ntosque tem-se iotroduzido emsemelhantes
machinas ltimamente.
Occupa de 16 a 20 pessoas no manejo de doos
compridos bracos de raadeira parallelos a um
rossp tubo de ferro, que por um lado langa a
agua quo receben pelo oulro.
Tern Juas mangas de couro bastante extensas,
que facilitam a bomba tomar agua 400 ps de
distancia para deila-la a 60 pos de aliura. Estas
maneas enrolam-se fcilmente sobre o eixo de
um carro aproptiado ; o que aligeira o transporte
a bomba.
Vieram igualmente algumas eseadas maneiraa,
efardamenio para os operarios e o eogenheiro
que Irabalhar com a referida bomba.
Em sessio da assemblea provincial de 18
do correle foi nomeada pelo respectivo presi-
dente a commisso de inquarilo, que deve exa-
minar o estado da casa de delengio.
Compondo-se ella pela nomeaco primitiva dos
Sis. deputados Lucena, Luiz Felippe e Theodoro
da Sika, foi este ultimo senbor dispensado por
motivos que allegou para com o respectivo ad-
zuiniatrador, sendo em seguida comeado o Sr.
deputado Isidro de Miranda para fazer parte della.
Depois d'amanha, peraole a junta da fa-
.zenda provincial, lera lugar o processo de babili-
lajao dos concurrentes arremstaco dos predios
pertencenles ao patrimonio dos orphios.
Remettem-oos as seguales observares so-
bre a repartido do nosso correio, as quaea con-
signamos aqu em sua forma e em toda a inte-
n Jide de suas expresos, afim de ver se exe-
quial a medida proposta no intuito de remediar
o mal indicado, e se ella por seus effeitos equi-
vale a prolongigio do expediente daquella re-
perligio e nao promover a inercia antes.
Senhores redactores da Revista Uiana. No
.nosso infeliz paiz, parece que ludo vai as aves-
eas, devido talvez a f.lta de capricho era alguns
dus dossos fiincciooarios pblicos.
Como Vnc. nao ignora, os nossos vapores
irasileiros da arreira coslumam largar deste por-
to para os do sul, das 5 as 6 horas da tarde, aQm
de chegarem a Macei no dia immediato pela
manha; o como pois, Srs. redactores, que o
correio oesta cidade mandou fechar a mala do
Oyapock eo meio dia, dando isto lugar a que pes-
soas que tero mulla correspondencia para o sul
ao podesaem responderse naos metadede suas
cartas, e muitas pescas que chegaram depois da
ora, nao podessem mandar as suas, com grave
prejuizo nao so dos particulares, se nao da fa
zeuda publica, que perde esses portes, nica-
mente para commodidade das Srs. eropregados
do correio; e note-se que uo succedeu isto so
com o Oyapock, por lodos os vapores as malas
se fecbem a 1, 2 c 3 horas da tarde : nio seria
tnelhor para conciliar lodos os interesses que as
malas se fechaasem urna hora antes de largar o
vapor deste porto, pois oesee espaco a repartigao
do correio tem lempo maia que sufflcteole para
mandar as malas para bordo: se Vmc. achar
justa esta nossa reclamado, lhe pedimos o fa-
vor de a fazer publicar era seu bem cooceituado
Otario, pois com isso faz um grande servico aos
eeus rumorosos asignantes, e muito provavel
4Xo o occotriQo d as providencias que o caso
xige, remediando lo grande mal. 8ou de Vmc.
muito ltenlo venerador.
Um assignante.
t Sua casa, 19 de maiodel861.
Poram recolhidos i casa de aetenco nos
dias 17, 18 e 19 do crrente 21 homens e6mu-
Iberes, sendo 21 Jtvres e 6 escravos: ordem do
Dr. chefe de polica 7, inclusive os esi ratos Flo-
rencio e Bernardo, o prineiro da Jos Cavalcanli
o segundo de Isabel de Tal; erdem do Dr. de-
legado do i" diatrictoO, inclusive o Crioulo Joa-
quim, eacravs de Jos do Reg Pacheco, ordem
do subdelegado do Recito 7, inclusive os eacra-
vos Benedicto. Isidoro e Manoel, sendo o primei-
o de Joao Xavier da Silva, o seguodo do Jos
Cavalcanli, e o tereeiro de Henrique de Marees
Cara pello ordem de do S. Jooe 8 ; a ordem do
da Boa-Vista 1 ; 4 orden do da Caponga 2, e fl -
clmente ordem do juiz de pazde V dislricto
de Santo Antonio 1.
Passageiros do vapor Oyapoo*,1ildo para
s portes de tari:
Mara Berta de Espirite Santo, Mara Thereza
de Jess, 1 lente Francisco VileMa de Castro
Tavares, i2 cadete Joio Nunes de Aranjo Sodr,
alteres Silverio de Coate erges, Joao Marta, ca-
bo de esquadra JeaquiaB de Silva Pegado, Dr.
Joaquim doe latstas PaeeMbee 1 escroto, A. Jos
Fereira Pte, JoeoOBrpetlo, #n A.de A1mei-
da fi ota anea, 9 seranea do Manee! Igneeio do
Azevedo Gumares,8 aeraros de Francisco Ma-
*?"Pe" Cxnt, Maeoel Joaqoim de Souza,
nrh" v,v,o BMndio, Thanaa de Aquino
Olivei AMeoie fiise ffesnendea, a eneraros de
Simiao Sampaio Lee^dMot de Manoel Alve
Guerra^ Trajine feeee Linefirito, 1 escravo de
A. Jos Leal Re, Un Bernardioo de Coeta, n-
ditos de Silvino Guilherroe de Bairos. Dr. Ernei-
to Francisco de Lima Santos o 1 criado, Jos Lo-
pes de Cirvalhoda Cunha, sua senhora S Glhos e
t enerara, 4 escratee de Jaaquira de Siquetee
Frreo, ditos de Hlvine Guilherme de Barree,
Penriy da Silva TarrtJ, Dr. MtximianoFran-
cteee Ouarte 2 nrao, ertor A. Francisco
dea Sentee, Antonio Tcixein Lopes Gama.
QMAIU HCRICIFAL DO RECIPE.
SE8SAO BtTAORMriAlIA AOS 6 DE MARCO
otmi.
Presidencia do Sr. Dr, f7enrowe do Silw,
tonUneeda pees Sr, Cuervo do Mafl.
Presentes es Srs. Reg, Barata, Maia e Melle
faltando sen cavia participada os ruis senberes,
abre-so a sessao, e lida e approvada a acta da
antecedente. Foi lide o seguiote
EXPEDIENTE :
Um nfflcio do Exm. vico-presidente da provin-
cia, dizeado que, convindo ailender ao que solli-
cita Carlos Luiz Cambronne, emprezario do ser-
vido da limpeza da cidade, na representado qae
remettia sobro que versa a informadlo ministra-
da por esta cmara aos 14 de fevereiro ultimo,
e sendo o objecto de privativa altribnicio das c-
maras municpaes, pelo que dispde o 1." do
an. 36 da lei do 1* de outobro de 188S, recom-
mendava a cmara formulasse quiete antes um
projecto de posturas u'este sentido, e para a boa
execucio do art. 44 do contrato feito oom aquel le
emprezario, afim de ser submetlido ao couheci-
mento da assemblea legislativa provincial na pre-
sente sessao. Posto em disctase, a cmara re-
solveu se respondesse que ffa nao contestara
que o objecto fosse de sua comoetencia, mas
que, leodo aido o contrato celebrado pelo gover-
no da provincia, que, pelo art. 44 do metmo, se
obrigou a dar regulamento para a aua execugo,
espera va a cmara que fosse primeiro feito esse
irabalho, para enlao formular ella da maneira
que julgaise conveniente o projecto de posturaa.
Um aviso expedido pelo ministerio do imperio,
em data de 22 de fevereiro desle auno, coumu-
nicaudo que, por carta imperial de 20 do mesmo
mez, houve por bem S. M. o Imperador oomsar
o bacharel Antonio Marcelino Nunes Goocalves
para o cargo do presidente desta pruvincta, In-
teirada e maodou-se archivar.
Om officio do rice-presidente da provincia,
convidando a cmara a assistir so acto da pus-
se do Exm. presidente nomealo para esta pro-
vincia, bacharel Antonio Marcelino Nunes Gon-
calves, em o palacio do gove.no, no dia 29 de
abril ultimo, a 1 hora da Urde. Inleirada.
Outro do Exm. presidente oomeado, communi-
cando ler tomado posse da ndministracao desta
provincia no dia cima indicado. Inleirada, e
que se respondesse.
Godofredo Henrique de Miraada,"bacbereT
mogeoes Suoratee. Tararen de VistoBcdloa,
Igoacio Firmo Xavier. Dr. JeWMnen*c
remandes, leed Moreira Leen, Jos _
dos SanteeCeelbe. Jeo IMw ne Barree. Jos
Jacintke de Carvilho. Jen* Friednee Barro,
Jo o Bernardo de SiqueMn, lee Floread de
Oliveire e Sflve, Joaqun Jene di Santa Auna,
Ignacie de Si Lonee Farnnndes, lote Franetsco
Saratva dn Menezes, Laude Franca Rodrigue
Roma, Laiz Candido Femtt, Manen Fignetta
de Fule, Rite Mirla da Ceafticae, Vicente Al*
Hachado, e lenton-se seno.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, a subs-
crervi. Coairlo de Mello, jiTO-TJTfsTrjerite.Rejo.
Henrique da Silva.Reg Maia.Mello.Ba-
rata de Almeida.
m
Pal
Sr.
DIARIO OE PERNAWBUCO.
A assemblea provincial nao funecionou por fal-
ta de numero.
Conimunicados.
te
Como alguns amigos meussepersuadissem que
os communicadoB dados a estampa no Constitu-
cionalsobre a assemblea provincial sao de nossa
lavra. tendo esta crenca oiigcm na declaracao se-
guinte. que faz aquello communicante emseuul-
gnl
timo artigo
nada
de
pseudnimos : usaremos de
noje em diante das nossas verdadeiras iniciaes
F. V.-
Ultimas iniciaes tambera de nosso uome e com
as quaes costumamos assigoar os artigos lutera-
nos, que sahem de nossa penns, declaramos sob
palavra. que nada temos com esses artigos do
Constitucional, os quaes perlencem a oatru.
Recite 20 de maio de 1861.
Ferreira Hlela.
\o voltardo baile Cassiao Militar.
. Quantas duvilas I Quantos mysterios se espar-
gem em minha imigimco 1 Quantaa aensagdes,
e tao diversas, passo a passo se aglomerara em
meu lacerado peitel Quantas, emlira, e tumul-
tuosas ideas baralhadas, e promiscuamente,.se
arraigam, ejogam com a minha escaldada men-
te! Quantas I.... Has, eu paro, detenho os im-
pulsos de urna pena que se precipita, e que nao
visa o alvo onde deve estacar.
Volto de urna reuniio..... nao digo bem, de
um paraso; sim, que no paraiso habitamos ao-
jos, e eu venho de um edem de delicias onde
murmuravam archaojos; onde o orcheslri rumi-
Outro do mesmo, devolvendo conla que se Dava desenvolvendo hyranos. onde finalmente
r...;. .A^;_ *__._ _._ mC J_ ... finrlioda l.m nt.nnm -? I. ._______J
_ eicrava Guilhermina do Mgeoho Pen-
qnnnde fon or doui sollado de policio I!
(le a verdad, onfesse-o, mas a elne nio lei
nha. ^
Mao me achivi no engenho, e julguei que n
'. |uiz municipal, procedende ns> renjra, tive-
por um mandado, escripia not scrivo,
issignaJo por elle, ordenado a diligencia. Ora,
vunv Uu W omQaea le jneUea, eeeeeeleedes
de polica, os executoresdosraiodadoa jadiciaes,
disse eu ent&o que linham sido dous offlciaes de
justica I
Eoganei-me 0 acto do Sr. juix municipal foi
extrajudicial etn lagar de mandado om firman,
em to*ar de ofciaes d* justica soldados de po-
lica Perdi, Sr. Dr. Gerrazlo. perdao por ha-
rer-lhe feito mais justica, como magistrado, do
que merec.
O Sr. Dr. juiz municipal, querendo justificar o
8eu 'til0' 'xPtiD?iu"8 Nao faz muito tempo, que urna pessoa des-
tormo reservadamente me denunciou, que no
engenho Poolal existia a parda Guilhermina como
estrave, e que no entinto lioha obtid-o carta de
liberdade de seu primitivo e fallecido senbor o
padre Aleandre. que nesta villa morou por
muito tempo, e que at se dizia serpoi daquel-
la parda; (ningaem o disse se nio a propria
parda, nem este dito foi urna s vez repetido em
todos os interrogatorios feitos pelo mesmo Sr.
jaiz monjcipal !) affirmando-ie-me ni mesmi
occasiao, que o vigario effeclivo desta fregueiia
Demetrio Jacorce de Araujj fra quem paseara,
a pedido do padre Alejandre, que eittao eslava
muito doente de bexigas, a carta de liberdade de
Guilhermina ; bem como que existism as teste-
muohas, que a assignaram tendo pot ultimo
desaparecido dita carta, muito depois da raorle
dojpadre Alexandre, e Guilhermina reduzida
escravi*io.
Diz ainda mais o Sr. Dr. Gervizio, que vista
depta detju ja, tile nao poda deixar de inda-
d** ?el,,eTan|l e para isso mandou buscar a
minha escrava ; a qual, em sua presenca, flzera
taes declarscoes^aue a mandou depositar; e ao
mesmo tempf]f4R&d,'r a muitos Interrogatorios,
referi o officio desta cmara de 18 de abril ul-
timo, sob n. 22, afim de que, vista das razoes
allegadas pelo chefe de polica na informacao
constante da copia que remetlii, e que se re-
feria a do administrador da casa de detenco que
tambera enviava por copia, mandasse a 'cmara
pagar a quantia de duzeotos sesseota e cinco mil
letecentos e vinle ris, que, segundo a tuestes
conti, fora despendida com o fornecimento de
luz para as enfermaras daquelle estabelecimenlo,
a contar de 14 de outubro do aono passado at 9
de marco ultimo, deveodo a referida quanlia ser
entregue a Jos Elias de Oliveira, conforme re-
puisitou o chefe de polica. Mandou-se expe-
dir ordem ao procurador para pagar.
Outro do Dr. chefe de polica da provincia,
enviando o requeiimento de Antonio Jos Bitan-
court, a quem a cmara coocedeu licenga para
ter casa de jogo da bola, suppondo ler havido
engao em i. postaras de 31 de maio de 1854, prohibe o jogo
de parada de qualquer denominado, bem como
fazendo diversas consideracoes, pelas quaes en-
lenle que a cmara procedera bem, revogando o
referido artigo de postura. Resolveu-se que se
respondesse ao chefe, quanto primeira paite,
que a cmara se nao engaara quando coucedeu
a liecnca, pois que nao refuta jogo de parada o
jogo da bola, e antes o considera no mesmo caso
dojtilhar, onde o ganho nao casual, mas sim
devido certas regras quo lambem se guardam
ti'aquelle da bola, havendo tomado as palavras-
maior parada do que a quantia de 80 ris por ca-
da um jogadorque se bem no requerimenlu do
concessionario, como sendo aquella quanlia que
as casas de bilhar pagam os jogadores aos donos
dellas, e a que chamara barato,e quinto se-
gunda parlo, que posto ichasse a cmara judi-
ciosas razoes presentadas, lodsvia ia pensar so-
bre ellas, e posteriormente resolvera o que jal
gasse conveniente.
Compareceu o Sr. Cesario de Mello, e oceupou
a cadeira presidencial.
Outro officio do Dr. juiz de direilo do crime da
l1 vara, remetiendo urna ceriido das cusas que
ltimamente lhe foram cootadas, relativas aos
processo? julgados durante o anno passado, nos
quaes fora a cmara coudemnada a pagar-ltie as
mesmas custas, e pediado ordeoisse a cimera o
seu pagamento, bem como observando que anda
lhe nao haviaro sido pagas as cusas vencidas du-
rante o auno alrazado. Mandou-se expedir or-
dem ao procurador para pagar todas as cuitas
vencidas, e comoiunicar isto ao juiz de direito.
Outro do engenheiro cordeador, informando
que o alagadiQo de que trata em seu requerimeo-
to Joo Martins de Barros, proprietario de um si-
lio na ra Raal do bairro da Boa*Visla, Oca parte
em lugar deaigoado para prsca publica, e parle
nao, aendo esta ultima pertencenle a Antonio Fer-
reira da Costa Braga.Resolveu se que o enge-
nheiro orcasse a parte do 'terreno do alagadizo
que perlence a cmara fazer.
Outro do mesmo, lembrandoacamara, afim de
qne tomasse as provideocias quo julgasse neces-
sarias, que tendo sido encarregada a repartido
das obras publicas por ordem da presidencia da
provincia expedida o anno passado, do reparada
puntezinha da ra da Aurora sobre o canal que
vai ler ao cemiteno, acontece que nao uzease a
mesma reparlicao os concerlos necessarios acban-
do-se os respectivos paredescadi vez mais ar-
ruinados, tendo j cahido os muros que serviam
de parapoito. Adiado requermenlo do Sr.
Reg.
Oulro do mesmo, informando que a cordea^ao
dada oo requerimento de Manoel Antonio de Je-
ss, que pede para edificar urna casa no mgulo
formido pelo destorcemento do leste da ra pto-
jeclada ao oeste da ra da Concordia, est de ac-
cordo com a planta da cidade.Despachou-se no
sentido de poder o peticionario continuar com a
euiucacio.
Outro do mesmo informando sobre o requeri-
mento de Jos Francisco Barrote, que pede para
fazer na sua casa de sobrado de dous andares na
ra do Amorim o. 48. cornija com panpeito, lim-
par e rebocar a frente, e dar ergoto s aguas do
te.hado por meio de canos de cobre, collocados
na cornija, visto nao ser possivel fase-lo pelo in-
terior da parede, por aer esta feita de podra, di-
zendo o engenheiro ser Uto verdade.mas que tam-
bero era verdade que sendo a ra asss estrella,
os canos aisim collocados veriam a aer muito in-
tommodos as pessoas que per ella trausitassem.
Concedeu-se a licenca requerida coa a condico
de ser o cano collocado perpendicularmente pelo
Jado exterior da paiede.
Outio do fiscal de Santo Antonia informando
sobre a pelicao de Joo Francisco Serava de
Menezes, que com etleitoo peticionario nosuc-
cedera na officina de maretneiro que que houve
na casa da ra da Praia n. 32, onde tam actual-
uvecte o seu estabelecimento de carne secca, es-
tando por isso no caso de nao pagar o imposto
-a trazado que deve a mesma casa.De rio-se.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, nao se oppondo
a que Vicente Ferreira da Silva, levante como
preteole um telheiro no oitio de sua ct sa na es-
trada velha juoto da pequea ponte da Paseagem
da Magdalena, arredado da mesma estrada viole
pilmoi.Permiio-ie.
Outro do Asnal de S. Jos, cemrauoicando que
as mares aluna fizeramum rombo no baldo pa-
uelo estrado de ferro no ngulo onde princi-
pia e mura da estrada de maladoero, resultando
deeabero primeiro pilar do mismo mure com um
pedace desta, reine eela que deve ser de proaip-
t reparada.Manden- arden ao engenheiro,
para oom leda vigencia mandar iaaer o reparo
-eeefflciar ao jaiee de paz do 1 die-
trteto da reguezia do Poco para viren prolar
jaranete.
Deaptenatam-ee as perl?6>l de Antonio Luit
do Santos, Antonio Msrtles Lrsbos, Rento Bleu-
torio de Sonsa CNtm, Beato Jos di Costa, Do-
ondas de um vapor aromatisado, e excandescenle
enrolavam-se n'uma athmosphera impregnada de
ardores, onde ludo pareca iaebriar-me, onde se
me agurava descubrir nm poni de esperance a
fulgir corft vivo fulgor.oode como que deacurlioava
um co de venturas que me sorria cora um sorrir
sora paz, e aonde emfira julgava perceber um an-
joque descido do Olyrnpu com os braces abertos
me convidava a langar-rae nelles.
Nao passavao de visoes, era apenas o que a
minha phantasia arrebatada por essa roagii, le-
vada poressa efervescencia formava cerno umi
realidade apreseotando-me nuas essas suscepti-
bilidades.
Quem sou eu ? Um simples mortal, abandona-
do pelo imor, despresado pelos aojos, e carpin-
do dolorosamen.e a um canto do mundo urna
existencia pesada e enfadooha; carpindo, ohl e
sem achar quera m'a miteuell Quera era nessa
bella reuniio de fadas, nesse sanotuario de em-
briaguez, nesse asylo de felizes? Nada mais que
um ente tal como outros, que exista nesse sanc-
tuario, que bebia essa embriaguez, roas que nao
era feliz para habitar nesse asylo 1 Oh drl
As lagrimas ao traoscrever estas linhashume-
decem minhas palpebras, e desusando pelo meu
rosto tornara-se em fogo, e me abrasara as faces.
Feliz I E eu fui tao louco, tao insensato, que
pronunciei esta palavra I Eu, que nunca soube
decifrar a palavrafelicidade? que jamis pu-
de fruir, nem a existencia aeria dessa ventura,
nem mesmo divitei-i utn dia para uro da lhe
adorar, tal como a nevea de unta manha inver-
nosa so dissipa ante o ardor do sol insiaiUaneo,
apparecendo assim no meu longo perigrinar, ues-
te dolorido vegetar do corpo e da alma; eu a
procuro, eu a quero, mas ella nio ouve os meus
soos, ellesno soam bem a seus euvidos; e, as-
sim, nao a conheco, porque buscando-a ella de
mim foge, o foge espavorida.
No meio dessas bellas, desses alvos jssmins,
que crescendo s raargens das fontes Brasileiras,
amparados pelo mimoso e ailado lencol do co
Pernambucaoo conversara com as auras que li-
geiras e doces vem ao crepsculo lhes oar mil
sculos, lhes estender os labios, e difundir em
lomo delles um perfume suave o voluptuoso; no
meio desses anjos eu nao fazia mais que contem-
plar seus semblantes lisonhos e radianles, nao
fazia mais que mirar seus olhos que desferiam
centellus de um fogo irdente, nadi mais que
respirar quando via respirar urna leve ondulaco
de amor que se casava com esse sensivel irfar
qne significa vida.
E eu, agitado pelos vos de urna imagioicao
afogueada, pelos efluvios de urna paixo desco-
nhecida, e pelas effuses de urna alma sensitiva,
eu idealisava o meu futuro, o meu futuro que
com negras cores se pateoleava a meus olho. E
eu via essas fadas, nao me illudia : eu as va ;
sorria-me ao ve-las sorrir ; para va as expressoes
que escoavara de seus labios ; procurava escon-
der contigo, s comigo esse riso do co posto que
nao fosse para mim; inteniava reproduzir em
meus labios essas mesmas expressoes, isas elles
seceos eimmoveis, fleavam mudos a essa voz que
fendia o meu interior I
E nessas salas espacosas e quadradas, allumia-
das por myriades de brlhantes cores, deslisavam
as sylphides velozes o aereas, entrelacando es
bracos formosos e nevados, nos desses felizes,
desses que aspiram ventura, e que de faoto al-
cancam-na.
E eu, pobre infeliz ; eu desventurado, desde-
nhado, emfim trateado par mil martyrios, por mil
pensamentos loucos, por mii desgarradas ideas ;
eu, desgrasado, qoebrava os meus suspiros den-
tro d'alma, sopilava os meus ais que queriara rom-
per impetuosos, e nao fazia mais que ceder a
urna vontade imperiosa que all me delinha I ..
Eu via.ouvia, quera, meditara ; mas ah I Niu-
guem quo me ouvisse, nioguem que quizesse
meditar comigo, nlnguem emfim que lesse em
meu rosto os sigoses de ddr que traspissava a
alma que me enerrava o physico, e que me en-
torpeca o moral I Nao encontrei quem me con-
solasse, quem partilhasse minhas penas, quem
meus queixumes ouvisse.
O lisongeiro, que sabe queimar um torpe e vil
incens no iltir dis Venus era a Hendido ; e era
attendirJo o falsario que lhes prodigan engao-
sas caricias.
Ob 1 que digo 1 E ella acceitavam como reaes,
como puras essas phrases acedas de calumnias,
de mentiras I Os protestos desses coracoei per-
versos que imam i proterrii, 0 que vivem ni
infamia Horror!..................;,._
Mancebo ainda no desabrochar d prima""
de meus das como a flor que ainda o orvalho
nao despresa, que aioda a brizi nao deadenha ;
com ludo, despresade por essas fadas irchan-
joe; emOm, por tudo quanto de mata bello e
de mais divino jaz sobre a torra, neerivel i-
rer r I
E dido mar a existeocia quando ella lio
opprimida por deagostos ; quando nella se deaco-
bre como que um horisoote ccumulando nuveos
negras que annunciam tempesUde prometa a re-
bentar ? 1 I '
Oh I nao... nao f Morra embora, descance ao
senos sobre o leilo da ierra, oceulto era irla la-
pida um corpo que nao cessou de eoffrer, e vde
a urna maniao nais verdadeira urna alna aue
nio deixou de sentir.
Saio de um turbilhio da rumore e falsedades I
Entro na mansao de amore e verdades L.
s. c'
Correspondencias. -
Srs. /toartortfc--No Indipenente de Tdmon-
arare acara OeaaMr o na torrwpdeacia do Ss.
Dr Cemxio Cimpello Pirre Ferretr, juiz na-
nicipal de Seriohaem, Tefotando o que eu baria
dMo em oulra, publicadi neste Diario, no dta 11
o proiiao passado, oneiModo-me de umi rio-
>. ;* *>
UM
_ meu engenhoPonUl por
aafM nr. juiz municipal.
Bteizio dit que nao me responde,
nan menos me conhece ; e qne ape-
^M**' sitisfaco ao publico ; eu po-
7yloa conDejo perfeitamente ao Sr. Dr. Cer-
ni, vou ---------
te.
re
4a.
dea
a
tal
vel o seguiote : depois da morle do padre A-
lexandre, lembruu-se alguem de defraudar a -
Iha deiie padre do muito pouco, qae lhe podia
tocanBor sua mii, lembreu-se do tal ruscu-
nfto^edido ao escrivio, que foi quem o deu
*" "- Ro mu de Guilhermim, que o levou depoi ao
reiponder-lhe, e opualico que noa, laUn Paes, como ai. a nao danadre Al
___________ Pndtolve,-lo"t0 **"" ul"**r'0' ""
A historia paren cerr o, o rascwnk* foi lar A
m** Jos Pana da Sanu Aona. taive enn-
pliceeesse inmi: a cono o viga re Demetria
li"** !'istiao ** altimoa instante do padre
Alanandre. e feita a seu pedido alguns asoata-
meato, lembnnn- timben dedar-lh a na-
eraidde da tal carta, que elle nega por se
eaolembrarde mieeira abruma que ae trataase
em la preaenca de senelhanle alforria, muito
menos de haver elle esciipto tal carta de liber-
?St?*r- iu,z >'0*n1 pee avrar
rataMade a qae eu dissers, isto 6, que par
i'Mae* de Justica mandara ella arrancar
liana e
* por jTelp1n municipal de Barreros,
realmente pelfA Bt. chefe de policia. e con-
1
i -------------- rw" Jf Vlici UD |A/ll(ia, 13 tuu
clue oizendo qofjl pela leiiun desses inter
rogatorios como que se conhece] que Guilher-
mina obieve a carta de liberdade. de que se tra-
to. '
Depois prosegoe, referindo algumas frazes
deslocadas do dito de dous interrogados, quaa-
do altas sao sete, alm de outras iuformacoes
uiciaes ; e conclue pedindo-me que eu man-
dasse publicar todo esse apontado de inepcias,
de falsidades, de conlradicoes revoltantes, por
aennVe.d!rirn5l\0Sr^6^GerF,Ii.0t. ni' 'CU Si"?' O0a Procousa 'alguna conlra o meu
r.rP,? escriPt0S- como de"a, semelhantcs n- direilo. Semelhsnte prelencae s teria por ato
terroraiorios. rioiin.. .*... n. u..i-_ : __* _r_ ..
lerrogatorios.
Vamos agora apresentar a analyse dos tsesin-
terrog*iorios^dos olficios e outras diligencias por
parte da justica, assim como da resposta do Sr.
vigario Demetrio, tantas rezes invocado com o
que escrevera de seu punho a carta de liberdade
de Guilhermina. Comecemos pelo interrotato-
rio desta.
Com.eSa' a P*rda Guilhermina por dizer, que
era fllha do padre Alexandre (com o que nin-
guem mais disse nem mencionou), o qual a for-
rara antes de morrer. Ora bem, Guilhermina, fl-
lha da africana Bosa, representa ter, como cons-
ta do seu proprio interrogatorio de 20 s 23 noos
fia iriaiti. ~..-^J~ a. _. .. a. ^ -
deidad* ......m .-.----- ~ *"*""' uu uem euireanio cumpre SaDer,
lhe mina T ..nn-S" ".' Ro" ""^ ** 5?1" i" *s" DeM0M aloma vez m.netar
inermma. lora vendida na n moomn n.Hm iu c c .. ~_~.__.-
Ihermina. fdra veudida pelo mesmo padre Ale-
xandre t Roraualda Hara em 1823 (isto a 38
annos I) como consta do papel de venda appre-
seniado ao Sr. juiz municipal de Barreiros, ap-
penso aos ditos interrogatorios 1 Donde se con-
clue, que o interrogatorio de Guilhermioa e suas
declaracoes, longe de sercm dignas da menor
toncao. sao apenas a reproduco de urna farca
ridicula, de cuja conliuuaco o '
pal deveria ter pejo.
Perguotou o Sr. Dr. Gervazio a Guilhermina,
se me ha va dito dbzuma vez que era forra, e
por que nao havia fgido do engenho para vir
spreientar-so sote o leu juizo ; ao qne respon-
deu, que nunca me havia ditosemelhanle cousa,
por que mioha roulher o sabia (o que falso) ;
6 Dao,'inft* fgido, pir que esta va sempre no
irabalho, e nao sabia os camiohos I E' boro re-
gistrar a perguota do Sr. juiz municipal urna
escrava, (pois que o era, em quanto nao fosse
declarada livre) por que nao havia fgido da casi
de seu senhor I O que mais faria om abolicio-
S. S.; se pretenderam mesmo inclina-lo a al-
gum acto arbitrario; se foram exigentes, e nao
foram servidas ; porque do contrario suppor-se-
ha que o tentaram, e foram repellidas ; em cujo
caso eu me comprometi a provar o contrario.
Diga pois o Sr. Dr. Gervasio o que sabe a este
respeito.
. Creio que tenho respondido cabalmente ao 1-
Sr. juiz munici- lustnssimo Sr. Dr. Gervasio Cmapello Pires Fer-
reira, juiz municipal de Serinhiem ; e persua-
da-ae S. S. que, ipezar de me nio conhecer, nao
Ucar nunca sem reaposta.
Vicente hiende Wanderley.
Pois bem, seria possivel que o vigario Deme-
trio esqueceise um icio tao solemne e impor-
tante como urna carta de alforria, escripia pela
sua propria' mao, quando ae tomba dus nomes
de todas as pessoas. que nesses ltimos das as-
sistiram ao padre Alexandre 1 O Sr. Dr. Gerva-
zio est decerto sonhando.
Diz tambera o Sr. Dr. Gervizio, que nao cons-
ta do inventario de meu sogro o nome da escra-
va Guilhermina E que dunda I nem poda
constar, por qne me fora dada em sua vida como
adiantamenlo de legitirai ; sendo j minha
sern, nao poda entrar no inventario ; assim
como nao entraram outros escravoi, e urna sor-
te de torras ; mas entraram seus valores, se-
gundo os meus recibos,e os asientos do dito meu
sogro. Admira pois que seja um jurisconsulto
quem faca semelhaote reparo 1
O Sr. Dr. Gervasio, tratando de outras questes
pendentes acerca da liberdade de nais duaa ei-
cravas, que lambem vieran por heranca de mea
sogro, exclama :que fertilidad Ide quera 6r.
Dr. Gervasio? Sa urna allusao, nao poderla eu
letorqui-la con muito maia razio? Sim, mas nao
o farei eoio seodo pessoelmeote provocado.
Nao tralarei de Cipriana, cuja queatao pende
era juizo ; e o Sr. Dr. Gervasio sabe, que s tratei
da mloba escrava depois que ella me fra resti-
tuida ; e muilo menoa de Alexandre, cuja alfor-
ria, diz o Sr. Dr. Gervasio, que liquida. Mas, a
que vieram essas outras questes seno pin re-
volver ii ciuzas de meu sogro? Neste caso ad-
mira como aioda se atreve a inlitular-se, nao s
amigo, como grato a seus lilhos I E como aper-
tariim elle i mao de quem lhes cospe ai faces ?
O Sr. juiz municipal me ameaca com a espada
pendente sobre a cabeca de Damoclea ; porque
ainda espera obter documentos, e vir sobre a mi-
nha propnodade, como j veio da primeira vez I
Pois bem, do que nao ser capaz o Sr. Dr. Ger-
vasio, lio coohecido no termo de Seriohaem ?
Mais outra arbitrariedad* 1 e o que tem isso ? Nao
ponho em duvida um novo itieutodo; porra nio
o temo, e me achara o estaca'da para repoli-lo.
Pela justica, pela verdade ludo conseguir de
mim ; mas pela prepotencia, pelo arbitrio, pela
iraeici perde o seu lempo, eu Ih'o asseguro.
Insiste o Sr, Dr. Gervasio em que u publique
todos esses interrogatorios, que aenbun nal me
Janeiro, 23 de abril de 1861.Joaqun Pinto da
Canses.
Atiesto que durante o tempo que serv na
provincia de Pernambuco como chefe de policia
j re emnuito boa coosideneao os dous funecio-
narioi de que faz mencio a peticio supra pelo
jlMae ervigaeaaie prestaran reparcae JL ,
faarge : queenaapte que i autoridad pehcel do
jdistricio da reeidencia do coronel Manoel Pere,r
da Silva, con manda o le superior, reqnieitou anete
torca da guarde nacional para servico policial
leve-a. auxiliando o referido coronel as diligen-
cias da policia, que foram bem seceedidas. At-
iesto mais que o Dr. Joaqun Geaealves Lima
jais de dicen da cern re de Ficen, magistra-
do circunspecto, illuitrado e honesto, pele que
nos negocio de sua comarca sempre onvi ana
opioiio, e prettei inteira cnflanca s suas infor-
macea. E por ser rerdade dei o prsenle, de
mmha letra. Ble de Janeiro, 24 de abril de 181.
Agostinho LuLz da Gama.
Requerimeotos no mesmo senliio foram diri-
gidos aoa Srs. Dr. Anbrozio Leilo da Cuohi
conselhero B. A. de Higilhaoa Tiques o Dr. Po-
lycarpo Lopes de LeSo, que deram os seguales
ttestidos :
Atiesto que em todo o tempo de minha presi-
dencia na provincia de Pernambuco nao Uve mo-
tivo algum que me levasso a crer que os func-
cionarios a quem allude o supplicante deixassem
de cumprir exactamente seus deveres, e que des-
merecessem o bom conceito que delles aemoro
formei. Rio, 23 de abiil de 1861.A. Leilao da
Cunha.
Attesto que durante a minha adminitraco na
provincia de Pernambuco, tanto o comnaodanto
8uperiorMinoel Pereira da Silva, como o Dr. juiz
de direilo Joaqun Goncalres Lina, servram
com muilo zelu e probidade, merecendo por isso
o melhor conceito e muito conflaoca da minha
parte. Rio de Jineiro, 24 de abril de" 1861.
Benvenulo Augusto de Magslhaes Taques.
Atiesto, segundos minha lembranya, que ja-
mis ao meu conhecimeoto chegou facto algum
menos digno praticado pelo commandinle supe-
rior Manoel Pereira da Silva, ou pelo juiz de di-
reito Joaquira Goncalves Lima, quer como em-
pregado- publico, quer como simples cidado. Rio
24 de abril de 1861.Dr. Polycarpo Lope de
[Jornal do Gommercio do Rio}
casiigar-me na bolea, j que nio pode de outro
modo Pubiique-oe S. S., que quem cumpre
provar nzao di sua prepotencia ; mas eelou
corto de quj) o Sr. Dr. Gervasio nao commelter
semelhamepirvoice ; elle ser tudo quinto ie
quizer, menos parvo, isto nao. Quanto aoa docu-
mentos, de que S. S. so occupa, tenho-os todos
por cerlidao era devida forma para confrontar
com os que S. S. se atreveu a publicar.
OSr. Dr. Gervasio conclue, dizeodo que na mi-
nha familia ha pessoas, a quem muito reco-
nhecido ; mas que nio podem nem nunca pode-
rao ligar os bracos do juiz municipal do Seri-
Muito bem ; entretanto cumpre saber.
PublicaQes a pedido.
nisla dos Estados-Unidos .'
Manoel Roberto Soares, irmo do padre Ale-
xandre, e talvez o autor de toda essa enredada,
dizque a carta de liberdade da parda Guilher-
mina fra escripia pelo vigario Demetrio Jaco-
rae de Araujo a rogo de seu irmao ; masque j
naopodera aer atsitnada, por que o padre Ale-
xandre tinha asmaos muito incitadas I Pois
bem, agora o proprio Sr. vigario Demetrio
quem, reepondendo aos quisitos do Sr. juiz
municipal, diz que nio se records de ma-
neira alguma se o padre Alexandre liberlou a
parda Guilhermina, e muito menos que elle vi-
gario tivesse passado dita carta 1 I
Aqui tem pois por terta o Sr. juiz municipal
lode o artefacto da sua decantada philanlropia a
favor da liberdade da minha escrava 1 Dizem os
que fallara da tal alforria, que o vigario Deme-
trio escrevera a carta de liberdade ; o vigario diz
que nao redondamente. O proprio irmao do pi-
dre Alexandre diz que a caita nao fra assigna-
di ; em oulro interrogatorio se diz que carta
fra mal passada( o rascuoho de que fallaremos
depois.)
Joio Mauricio Wanderley, outro interrogado,
diz c-mo a escrava Rosa e mais tres filhos desta
perteuciam a Romualda Mara, e que licaram
por berenga sua lilha Francisca, casada com
Pedro Saturnino; e fra este quem legtimamente
vender ao Cadete do Rio Forraoso a parda Gui-
lhermina, ulna da dita escrava Rose. Veja por
lauto o Sr. Dr. Gervazio se com semelbanles in-
terrogatorios pode fazer obra que preste.
Aioda mais. diz Jos Paea de Santa Anna [ou-
lro interrogado), que tivera em seu poder, por
Ih a haver dado o mesm-t padre Alexandre, a
carta de liberdade di parda Guilhermina, paa-
sada pelo vigario Demetrio (o que falso como,
j vimos); e que depois a entregara a um eojeito,
cujo nome ignora, apedido do padrioho de urna
lilha do mesmo padre Alexandre I Que ridicula e
nauseabunda farca 1
Ao mesmo tempe declara o irmao do padae
Alexandre, que preti Rosa, mi De 'Guilher-
mina, fra quem dera ao dito Jos Paes nm ros-
cunho da tal carta do liberdade I Quem falla a
verdade ? Jos Paes, que diz haver recebido do
mesmo padre Aleandre. a carta de liberdade,
ou o irmo do padre que diz ser apenas um
rascunho (minuta, borro) dado pela propria
maide Guilhermina ? O que aio, Sr. Dr. Gerva-
zio, esaes interroga torios se nio urna historia da
carocoioha, com que S. S. ae embalou para des-
culpar a sua prepotencia ?
d.':;.4'iIs; asar srswra: skjs snjsrr." rife M
csr sra.1 .TfsH? *"- ssk rasa* ""'
Ihermina, que nio era sua eacreea ? E o Br l EL iJrcW,I*0 ? ffe,5io "i*0 oe"
Gervazio nio deacobre era W U? mS* S.n.P"""80*"* noedocanonteentalio trans-
da alg.ro,i. urna ar?. reditnU\^^E3Pi SPJ ."f.MI!a." BlDh" UBC" "t0'1* a
SaiTaina, en palma I ""'" e ,wr'l ? lado quioto tom dito e houver d dizer no futu-
Finilatenla. ande eeU tal carta ? Po tem dVmira* M0 '' *** V <&
appiresa a caito con toda* u tnadleenTiVS; Wtl m, ^^
^oT^\^ll!^^^^ Sid fto.aBw.lir.lirTeneiVd.pehcin da curte,
ui irVtre''^",*^,<*f',r<(>?*D*'> **** -rioiquim Pinto de Urano precini, a bem da
dlcial m ce.LI?^'JSZX** ***"! a~< ***. V V- Iw,* rranquez. que o ca-
renes abrir^nX i.^iIi,W,CW mt>oS Bto- *trfe,nnallgaa ataoUTCual a eonceito q"
leodo de mim o 8r iuiz manirU-ii?-.-^!?/^ *ieia m reraanrtuce, te mereceram o
pello PireT tJT ***+*"*> !- SESTlTg^Z* fle f"- "?
A erdada ... n| ^... BOe' **" da Silva, o Dr. Joaquim Gonc ves
w caria ae UDeroaon, a ejna o sien pawa- unto espera de V. Exc. toda a justica. lito da
O Sr. conego Piuto do Campos.
Sr. redactor.Aioda que desobedec ao preceilo
queseraeimpuzera deoalsr-mediani dasprovoca-
ces que me lera feito pelo Jornal doCommercio
o Sr. Dr. Briodo, todava sou toreado por esta
ultima vez, a dizer o menos que rae fr possivel.
i porque tenho cousas mus serias de que co-
gitar.
Se nio quizesse poupar minha provincia o
desgosto e a vergonha de urna luta inconvenien-
te enire mim e o Sr. BrandUo, se o estado que
oceupo no mundo me nao impozesse os mais san-
tos deveres, alm dos quaes nio posso ir sem
compromeiter a propria dignidsde e o carcter de
moderagio que me deve acompanhar ero todas as
siluaces, eu tomara a attitude a que me tem
chamado o Sr. Brandao, e desde logo lcaria bem
averiguado qual de os dous teria mais direilo
s heneaos ou maldicoes da sociedade, declarando
desde j que vivo muito e muilo satisfeilo cora o
juizo que o publico faz de nos ambos; e, para
que esse juizo se torne cada vez mais esclarecido,
compre que o Sr. Brandio sej explcito e claro
em suas alluses ; porque, se lomei o partido de
sollrer resignado suas injurias, nio estou na mes-
ma disposico quanto s calumnias. Fique en-
tendido. '
Eatou tambera resollido a nao continuar a de-
monstrar com tactos o que sao o bacharel Estevo
de Albuquerque Montenegro, nem Jos Antonio
rereira, nem outros que cooslituem o ncleo da
forca do Sr Brandio nos sertoes de Pernambuco.
O governo que mande saber do presidente e che-
fe de policia daquella provincia o que existe as
secretarias contra oschefes princlpaes da eleicao
u-E- Brandao- Qoererei ser confundido com a
exnibicao desses documentos e com o juizo
comparativo entre oe meus amigos e os do Sr.
Brandao.
E quanto ao juiz de direilo da Boa-Vista, nada
mais direi, nao s6"porque nio tenho entranhas de
fazer mal, como porque o Sr. Brandio, em lugar
de defende-lo, eemsou-o ; e por isto nio lhe
quero agravar a aorta, raliflcaodo o que disse
na minha nltima correspondencia.
E quinto aos negocias de Cabrob e referen-
cia que faz a um dos meas prestrnosos amigos
dam, Ihedirai que talvez muito breve elles sejam
discutidos por pessoas menos suspeitas do que
eu : enlao o puoltco fleer sabeodo como dizem
que proceden o Sr. Brandio com os liberaos de
salgueiro, especialmente com o chefe delles o
Sr. lente-coronel Jos Victorino, cujos filhos
lias mocos sisudos, l esli na cidade do Recif
duendo a todo e mundo o que se passou a tal
respeito.
E, quanto finalmente ios doos dietinctos e be-
nemritos amigos oe Srs. corooel Manoel Pereira
da Silva e Dr. Juaquim Goncalves Lima, repito o
que j disse na minha anterior publicacio ; nio
Sr. Brandao nem outro qualquer que tal
HARAXIIIO
9 de abril de 1861.
Breve juizo sobre a administraecto-
de Sr. Sllyeira de Souza.
Ha administracoes que, senda todas de ab-
negagio e sacrificios irapostos pela necessidade.
nio teem menos mrito aos olhos do apreciador
Ilustrado, que as administracoes que priman
pela pro moca o de melhoramenios que do logo
na vista, facilitada de ordinario pelos mcios que
encontrara sua disposigio ; antes o teem pela
ventura mais solido, porque o verdadeiro mrito
de qualquer administracio consiste em adaplar-se
convenientemente s circumslancias, sem o que
nao possivel que preeocha bem a sua misso.
A administracio do Sr. Joao Sitvera de Souza,
que teve comeco a 24 de setembro de 1859, e'flm
a 2* de margo do corrento anno, est justame'nle
nesse caso.
Quando chegou ao Maranhao, achou S. Exc. os
cofres pblicos exhaustos, e o creaito do thesouro
provincial abalado com o cresconte desequilibrio
entre a despeza e a receita, o qual ameagava um
dficit muito superior a cem contos de res, por
haver a renda decrescido, e ser por cooseguinle
inferior ios empenhos cootrahidos. Neste critico
estado de cousas, nao s era dever do governo
fazer a possivel reduccao as despezss decreta-
das, afim que nao avullisse o dficit, mas ainda
propor ao corpo legislativo provincial os meios
conducentes a resUbelecer o equilibrio entre a
receita e a despeza, pelo augmento daquella e
diminuigio desta.
Comprehendeu bem a administragao que aca-
bou, essa difficilsituago liuanceira, que lhe im-
punha a obrigago de exercer a mais severa eco-
noma na distribuigo dos diohetros pblicos, e
at de recorrer medidas administrativas extraor-
dinarias que cerceassem a despeza effectiva, ante
t responsabilidade das quaes nio recuou, porque
a xravidade do mal, que se antolbava imminente.
justificara a necessidade de loma-las.
Assim nio s cortou por muilas despezas auto-
risadas menos urgente, seja deixando de eileclua-
I las, seja suspeodendo a sua continuado, cumo
i tarabem, o que era mais arduo por entender com
] interesses individua, promoveu vigas em diver-
| sos empregos provinciies de ulilidide conleslavel
ou secundaria, accommodando os exonerados
; delles em oecasiao opporluna nos lugares das re-
partigoes geraes, para que tinhara habilitagoes, e
derxou de prover os vagos da mesma naiureza,
. sujeiando a suspensio provisoria do provimento
I de taes empregos definitiva deciso do corpo le-
I gislativo da provincia, que lhe approrou a resolu-
gao tomada.
As redueges na despeza nio baslavam para
occorrer ao dficit, que seria, apezar dellas, ain-
da de uos oitenta conlos ; era uecessario crear
renda por meio de imposlos, cuja iniciativa
sempre desagradavel pelos clamores que estes de-
ordinario excllam. A administragao, porcm, que
recebera a provincia oberada, e ameagada de urna
banca rota, nio hesitou tarabem diante da satis-
fagao desta necessidade, que lhe prescrevia urna
situagio desesperada ; e reunida a assemblea pro-
vincial, propoz imposiges com o fim de fazer
cessar o desequilibrio entre a receita e a despeza,
que sem novos recursos cada vez se tornara mais
grave. Estas foram aceitas e decretadas pela as-
semblea com algumas leves modificares, e o cr-
dito publico deixou de estremecer, porque come-
cou a haver probabilidade de poder o thesouro
fazer face aos eeus encargos.
Urna emprezi mil calculada, a do encanameoto
das aguas do Ail, em que a provincia linba em-
penhado um capital de sessenta conlos, afora o
oous da garanta de juros pagos desde seu come-
go, estiva a ponto de naufragar mingua de re-
cursos para poder ir adenle, sendo a obra muilo
mais dispendiosa do que a principio lora orgada.
A administragao do Sr. Silveita de Souza propoz
igualmente o auxilio de um empreslimo de qua-
renia conlos a essa empreza para a cooclusau da
obra, o qual foi decretado pela assemblea pro-
vincial, porque sem isso Ocarina nio s compro-
metidos os capilaes ds provinuii como os dos
particulares neila empregados, ou aeria despendi-
do em pura perda tudo quanto al enlao se ha-
via gasto.
Tanto a proposta das imposiges, como a da
auxilio prestado compaohia Ail, valerara-lhe
algumas censuras nos jornaes, mas infundadas e
injustas, porque nem foi ella que creou a deses-
perada situago fioaaceira, nem a mal calculada
empreza, queexigiam taes medidas. Assim lon-
ge de merecer censura, era pelo contrario digna
de louvor a administragao providente, que, sen
cruzar os bragos diaote de tantas difilculdaaes,
proputrha meios de remediar o mal que lomara
cada dia proporges maiores.
Servigos desta natureza, que exigen sacrificios
immediatos, nio sio de feito lo bem apreciados
pelo geni dos homens, como os da promogao da
alguns gabados melhorameotos que ae empreben-
dem muitas vezes sem calculo, e necesiilim de-
pois taes sacrificaos para a sua cabal realtsagao,
mas sio pela ventura mais reaes e meritorios,
porque sem elles deixariim de subsistir os melho-
ramentos preconisados, sendo cerlo que os maio-
res empenhos do oosso thesouro provlnbam dn
subveogoes, compras de ccoes, e garantas de
juro a empiezas diversas, que ceitsmenie nau-
fragaran! sem eisa animigio.
Logadepiia de hiver introduzido a ordem n
economa em nossas finaogaa, lev a mesma ad-
raioistragao de entrar en campanna de naiureza
diversa, porque accumularam-se como da pro-
posito para o seu tempo tres eleges suaceaaiva,
a de cmaras municpaes e juizes de paz a d
um senador por esta provine^ 6 a de depiladas
pela mema, que ae verificaran! apenas con io-
lervillo de nezes de ama a outra, a primeira ezn
7 de setombro^ a segunda en 25 de aoaenaro. e
a uiliraa em du de dezenbro do anno passado.
Uni ao eleicao basto muitas vezes para gaatar
urna administracio, un ministerio, quanto nais
trae urna depois a outra I No emtioto a admi-
nistragao passeda traveaaou por tres crine elei-
toraes, sem dar fundado nolivoa de queixa.sem
tneema aoffret a menor opposi gao, seoao per e-
cisiio da olimi, a dedopotado; o quedenoH-
tri o tino com que s soube haver no raeie de
tastos escolhos, e torna bem si lenle o sen n-
nlo.


w
MARIO DI
LMBO0. -* TEtiJeVttttA SI D* t DB IMl.

Liaaiundo-se unicsmenie ao emprego das me-
didas preventivas a de caattfla. para manler a
ordem e regularidad do precesso eleitoral em to-
das estas erizas de malor ou menor agitado,
em recorrer aoi meios repressivos, nao obstan-
te os tamultos por vezes occorridos na elegio de
epatadas, qaafoi disputada cea mello eoaarii-
^imeato na capitil, proceden ella coan accorde
prudencia nuoc* desmentidos, ascolhendo com
neWo escrpulo offlciaes pan eammaoder a
percialidades contendoras, collocaodo flscaea
Bal diversas paroebias que a intormassem com
verdade do que oecorria, e nlo prelicando om
s acto que podease ser com fundamente Miado
de contrari, i livre expreisio do voto do ci-
dadio;
Evitou a aaarebia naseleic&es de Gaxias, cha-
mando com a preseoaj do digno e flluatrado cha-
fe de paliara, a Si. Dr. AfWte Jos tetares de
Silva, as particularidades rivaes a um accordo
rasoavel. Pelo intermedio do mesmo ntegro
magistrado poz termo aos processos politteos mo-
vidos no Brejo a eleitores e juizes de paz pelos
jnizet municipal e de direito.
Mas a mesma isernpQao e criterio, c>m qu> se
houve na maauteocio da ordem e regolaridade
do processo eleitoral, alo permtltindo ezcessos a
? enhuma das parcialidades politicas, foi parte
para aitrahir-Ifte esia opposiQlo na eleico de
deputados porque tentando a parcialidada que se
chava em miooria, o emprego dmelos violen'
tos para vencer niConceico, como a provocarlo
de tumultos para obstar a que tomasse posse da
presidencia da mesa o juiz de paz Jos Carlee
Pereira de Castro, e vendo que Ihe nao era con-
sentido o recurso a taes matos, conspirou-se con-
tra o goveroo pelo fecto de que oioguem gosla
daJustica em cisa.
Tanto certo que o despeito de nao poder re-
correr a violencia para vencer, que pos a pena
na mi dessa opposicao, que em auaa censuras
relativas a eleico de deputados nao aprsente
ella urna s que fndala seja, sendo que e pe-
queo augmento de seto pracas com que se re-
forgou. a guarda da Cooceico.foi occaaiooado pe-
los tumultos de seus parciaes que derribaram a
mesa e quebrara m a urna, e que as baionetas de
que tanto falla em seusjornaes, nao obstaram a
que votassem todos estes parciaes, menos viole
que forara excluidos pela mesa daqueil* paro-
chia cim fundamento plausivel.
Por aqui exptica-se fcilmente nao s a oppn-
siQo incoherente, qee soTreu a administrado
p*ssada dos meamos que a tinham elogiado as
leicoes ae cmaras muaicipaea e de senador,
por providencias pouco mais ou meaos idnticas
s da eleico censurada, mas tambem o immo-
ral manejo das duplcalas e actas falsas em mais
de urna localidad?, o qual nio senio anda a
expressao da desmedida ambico, antes illuso
de querer vencer tido o cusi, recorrendo 4
fraude que nao eslava era poder do governo evi-
tar, como evitou a violencia entre as parciali-
dades.
A analyse que ha pouco fizemos neste jornal
dos Tactos da ultima eleicio, e das providencias
administrativas pelos meamos exigidas, nos dis-
pensa de entrar em promenores a tal respeilo ;
por isso limitamo-nos a-apontar nicamente as
suppostas causal desea opposicao, as quaes se po-
dem resomir em urna s, o tero governo cum-
prido com o seu dover, nao consentindo que fos-
se por qualquer forma perturbada a ordem do
procresso eleitoral
Tendo achado .a provincia oberada com gra-
ves empenhos, e devendo superar as difflculda-
des de tres crizes eleiioraes, nao podia a admi-
nislragio passada enteuder na promoco de me-
lhorameotos do qualquer ordem que toase, seja
por falla de meios para empreode-los, seja por
que negocios de diversa natureza absorriao to-
da a su.i silencio ; mas anda assim obteve da
assembla provincial osrecursoa indispensaveis
para que nao perecease a empreza do encana-
ment das aguas do Ail, realiaou o terraplna-
melo da bella prags dos Remedios, e fez nos
seus ltimos das o ventajoso contracto para a
illuroina de nossa capital a gaz hydrogenio.
_ Por contracto celebrado com os cidadaos ame-
ricanos Marcos Williams e Silvestre S. Battin,
a referida lluminaco lemde realisagio-seJJentro
de dous anno3, com duzeotos combustores, nu-
mero superior ao dos existentes, e por viole con-
tos de ris annuaes, ou pela mesma quanlia que
custaria a do gaz liquido, que Ihe muilo infe-
rior. E' um raelhoramenlo
econmico, quer si atienda
ca, quer a particular.
Poueas administrares teem tido a laclar com
tantas difli -ul lg-Jes ao mesmo lempo no curto es-
paco de anuo emeio,como a do Sr. SilveiradeSou-
za,e poueas teem adquirido tanta honra, como a
que cabe a delle pela superioridade.com que soube
vencer taes difficuldades. A nossa desesperada
situacio fioanceir* melborada, nao obstante a es-
cassez do* recursos provinclaes, e as tros crizes
eleitoraes atravessadas com grande dexteridade,
apezar da efervescencia das paixoes polticas
dos lados contendores, sao o verdadoiro crisol,
em queso apurou o mrito evidente dessa ad-
mistrago, que nada lica devendo em habliidade
s mais gabadas.
Embora era seu ultimo periodo erguesse con-
tra ella clamores infundados o despeito de pon-
eos, o que nao est em poder de urna boa d-
minislracao evitar, o seu toconteslavel merilo
nao deixa por isso de ser bem apreciado pelo
geral dos maraoheoses, que cercam de honras,
consideraces e respeitos ao presidente demilti-
do, que. quando no poler com tanto acert os
dirigi no meio de tempestades taes ; e expri-
mem-lhe assim a sua gratidao pelos servicos
prestados provincia, om circunstancias to
difficeis, como as que Gcam descriptas.
Pelos actos principaes dessa presidencia que
precisamos neste succiuto juizo era relaco s
suas diversas pocas, fcil inferir fora d'aqui
qual foi a capacidade administrativa que, para
dominar to embarazosa e complicada situacao,
desenvolveu o Sr. Or. Joo Silveira de Souza,
homem tio iltastrado como consciencioso e ho-
nesto ; pois os maranhenses que o apreciaram
de perto, nao ne:essitam de taes esclarecimen-
para farer-lhe completa juslica, e terem em me-
moria o seu bom e feliz governo, que apezar de
tantos bices, ningaem tirou 6 pao, opprirnio,
ou_prejudicou em seus direilos.
(Publicador Ifaran/Mne )
to vantajoso como
a illuminago publi-
Serinliaem 19 de abril 1861.
Lendo no Diario de Pernambuco de ti do cor-
rente urna correspondencia assignada pelo Sr.
Vicente Mendes Wanderley. em que trata de ir-
regular e arbitrario o prucedimenlo que ha pouco,
como juiz municipal deste termo, teve com a ti-
rada da parda Guilheruina do seu engeuho Pon-
tal, e que elle diz ser sua escrzva, nao posso dei-
xar passar desapercebidas as proposites nella
emillidas, nao com o desejo de responder ao Sr.
Vicente Mendes Wanderley a quem nem ao me-
nos conheco, e sim como urna salisfacio que devo
ao publico, que vista dos factos nos ha de jul-
gar imparcialmente.
Nao faz muito lempo, qoe nma pessoa deste
termo, reservadamente me denunciou, que no
eagenho Puntal exista a parda Guilhermina como
escrava, e que no entanlo tinha oblido carta de
liberdade de seu primitivo e fallecido senhor o
padre Alexandre, que nesta villa morou por mui-
to tompo, e que at se dizia ser pai daqaells par-
da ; afflrmando-se-me na mesma occasio, que o
vigario cffeetivo desla freguezia Demetrio Jaeome
de Araujo, fra quera passira a pedido do padre
Alexandre, que ento eslava muilo doenlo de be-
xigas, a caris de liberdade de Goilherraina, bem
como que exisliam as testemunhas que a assig-
naram ; tenda per ultimo desapparecida dit* car-
ta, muito depois da morte db padre Atoxan-
dre, e Gsahermina reduzida a cpndicio de es-
crava. *
Cumpra-me, portaoto, como juiz municipal
deste le mo, oao despreaar o aviso que me da-
vm. e mdagar pela verdade. Dit o Sr. Vicente
Mendes, que por dous efftciaes de juslica, mandei
arranear Guilhermina do sw engenho ; porm,
tato inexacto, porque por meto, b um offlcio diri-
gi-me ao admimttrador de se* eagenho, para me
ser apresentada Guilhermina, cama foi em eeui-
panhia de dous soldados.
Guilhermina chegando em mteha presenca. e
sendo interrogada, fe declarace taes a respai-
lo de sua librda depositada, e prosegu na investigaces necessa-
rias, para descobrlmento da verdade.
Precederani-se a muilos interrogatorios, i por
mim./ peto Br. itrt muaidpal de Barreir'oa. ei*
floalmeote pelo Dr. ctrefa de polica ; e da leit-
r defles- como que se conhece que Guilhermina
obleve a carta de liberdade da que se trato.
f.*a-se o- interrogatorio Sant'Auna, o qoaf rfht'que tere poY olrb lempo
em seu poder a carta de liberdade de Guilhermi-
na, depois da marte do padre Alexandre, e que
em cooanca a mandara tascar da freguezia de
Una, e nunca mais lira reetairem,
Lea-se miis sao depsimeoto, ai pirpttuam
rei mtmariam dado a requarimeoto do Depura-
dor de orptioe onde ht Pasa de Sant'Aall, taz
at ateta as actor aedea.
Lea****iaterro|ntorto 4a Mateel Roberto, ir-
ariro do ftlleeido padre Alexandre, a veja -ae
ue elle diz a respailo da carta da Itoerdede da
ailhiBiloa.
Meuoei Roberto dtclsroa qae atstotio o vigario
Demetrio Jaeome da Araojo, a p*di4e aW padre
Ales sadr, qnm nato estova para morra da ee-
xigas, pastar a carta de trkfrdad da Guilhermi-
na, tanda elle Manat Roberto assignado-a como
toatomaaka, e alera de dar os nomes das ouiras
lettomnnhas que tombem assignararo, declarou
qee viodo i esta villa no stimo dia depois da
marta daten irroao, dea a Rota, mil da Guilher-
mina, cinco pataedea para laucar a tarto de liber-
dade desta aas notas do tabelliio da eolio Josa
Tiburcio Valeriano de Noranha, boje snbstituido
pelo tabelliao R'gueira. Dito ltvro de notas nao
se acba no canorio, e nem se sabe qae flm
levos.
Deiio esto analyse de interrogatorias por mui-
to exteasa, a peco ao Sr. Vioenie Mendes Wan-
derley, que para o publico no julgar com mais
acorto, reqneira urna certido de lodos os docu-
mentos tendentes a liberdade de Guilhermina, a
a publique pelo mesmo jornal era que puolicou
sua correspondencia ; e devo dizer-ltte que lodos
estes documentos1 j foram remettidos por copia
ao Sr. Dr. chefe de polica do quem ji oblive rea-
posta, e em orgiael ao presidente da provincia
de quera estou a espera da resposia
Nio se lendo aebado a ceriidio do baptissdo
do Guilhermina, (eito nesta frognezia, e me sea-
do apresentada urna publica forma do papel de
veoda leil* pelo padre Alexandre, de Rosa mil
da Guilhermina, mandei levantar o deposito de
Guilhermina, e entrega-la ao administrador do
engeaho Pontal; nio porque o negocio da liber-
dade de Guilhermina esleja liquidado e esclare-
cido, mas tira porque eslou a espera de novos do
cumentos, para cora os que j existen), fazer de
tuda entrega ao curador geral de orphaos, que
requerer a favor da liberdade de Guilhermina o
que entender: sendo al este parecer que me
deu o Sr. Dr. chefe de polica em sua resposla;
o elm disto nio se tendo echado o assento do
baptisado de Guilhermina, nao se pode primei-
ra vista dizerque ella nasceu depois da mi ven-
dida, acrescento que nio muito natural presu-
mir-se que o padre Alexandre libeitasse Guilher-
mina, nao sendo esta sua escrava.
Ped ao Sr. Dr. chefe de polica que ioierro-
gasse ao Sr. Vicente Mendes Wanderley, e este
declarou qae recebeu Guilhermina, como adianta-
mento de legitima de seu fallecido sogro o cade-
te Francisco da Rocha Wsnderley; e que ella
entrou no inventario deste : no eotanto, padindo
ao juiz municipal de Rio Formoso urna ceriidio
de todos os escravos descriplos nos inventarlos
do fallecido sogro e sogra do Sr. Ticeute Mendes
Wanderdey, nio enejutrei um s uorae de Gui-
lhermina, a qual nem ao menos foi conferida
em nenhum dos dous inventarios, no entantj
que est viva, e no engenho Pontal do Sr. Vicen-
te Mendes, que para dar-me um desmentido deve
tambem publicar seu formal de parlilha, e expli-
car, como existindo Guilhermtoa, e Ihe tendo
sido dada por seu sogro como adiantameato de
legitima, nao entrou noinventsrio deste.
O meu procedimento s respeilo da questo de
Guilhermina, e o do Sr. Wanderley com sui cor-
respondencia, serio bem julgados pelo publico,
se o mesmo Sr. Wanderley digoar-se fazer as pu-
blicares que Ihe peco ; islo de lodos os do-
cumentos relativos a- liberdade de Gnilharmina,
bem como a de seu formal de parlilha. Nao ha
nada mais fcil, e at de grande interesse para S.
S. que se julga por mim'aggredido na sua pro-
priedade, e se S. S. assim nao proceder, faz mui-
to mal, porque tendo tomado iniciativa em pu-
blicar pela imprensa o qae eu nao quera deve
coocluir, para ver qual ser mais solemne, se a
sua ou a minha derrota.
Anda estava eu oceupado com as ndagages
a respeilo da liberdade de Guilhermina, quando
urna pessoa da cidade de Rio Formoso me commu-
nicou verbalmente que neste termo exista urna
infeliz eogeilada reduzida a escravidio, e deu-me
informaedes precisas.
Empreguei todos os meus esforcos para averi-
guar semelhanle negocio, e na verdade fui en-
contrar a infeliz engeitada Cypriaoa, com dous
filhos menores, no engeob S. Braz, como escra-
va do Sr. Joo Maooel da Batana Aeeioit, eoncu-
nhado do Sr: Vicente Mendes Wanderley, tendo
tocado a aquello, no inventario de sua fallecida
sogra raulher do fallecido cadete de Rio Formoso
Francisco da Rocha Wanderley.
Devo dizerao Sr. Vicente Mendes, que suppo-
oho nio haver um s de seus prenles deste ter-
mo, que ignore que Cypriana seja engeilads, co-
mo tal |bapiisada e creada publicamente, j no
engenho#Bastidas do teneote-coronel Joo Lopes
dos Santos e oulros, e j finalmente na cidade do
Rio Formoso, onde permaneceu alea idade de 12
a 14 annos, ate que por arle de meus peccados,
Maricas da Volla, em casa de quem foi ella en-
gaitada, a entregou a seu fallecido sogro o cadete
Francisco da Rocha Wanderley, por se dizer que
era fllha de um casal de escravos do seu mesmo
sogro, que naquelle tempo andavam fgidos!
Quania ferlilidade 1 Espanta.
Este dito vago reduzio a infeliz engeitada a du-
ra condicio de escrava, no enianto que Maricas
da Volts diz que Cypriana Ihe foi engeitada na
porta de sua casa a meia noite, nosapendo por
quem, assim como nunca vio os pais della 1 Pobre
Cypriana I
PeQs-me o Sr. Vicente Mendes por certido
todos os documentos a respeilo da engeilada Cy-
priana e os publique para o publico nos julgar.
Cypriana anda nio foi depositada, e pelo con-
trario confiei-a ao mesmo Sr. Joo Maooel, que
nao a quiz mandar mais para o servico, a vista de
tal descoberta : e no entonto o Sr. Vicente Men-
des, diz que ella j foi por mim arrancada do po-
der do seu concunhado. O Sr. Joio Maooel respon-
der melhor ao Sr. Vicente Mendes, quo sendo
fcil em fazor caslellos no ar, tambem pouco se
importa em v-los por Ierra.
Saib o Sr. Vicente Mendes, que depois da des-
coberta da engeilada Cypriana, j pessoalmente
me entend com seu concunhado o Sr. Joo Ma-
ooel, e este tambem j reio a minha casa.
As questes de Cypriana e seus Qlhos, bem co-
mo a de Guilhermina, sem ser tratadas em juzo
todava incorre hoje o Sr. Viceote Mendes Wan-
derley, na obrigacio de publicar nao s os docu-
mentos que exislem a respailo da liberdade de
Guilhermina como os de Cypriana, os quaes to-
dos S. S. me pode pedir por ceriidio. nao s por
que Guilhermina antes de ser considerada sua es-
crava, foi de seu sogro o fallecido cadete de Rio
Formoso, como por que Cypriana, antes de ser
cousiderada escrava de seu concunhado, o foi de
seu fallecido sogro.
Atienda mais o Sr. Vicente Mendes, sobre este
pedacinho que de muilo bom gosto, e com o
qoal S. S. se pode engasgar, se nao for engolido
com cuidado.
Ainla eu eslava cecupado com a questo da
engeitada Cypriana, quando Alexandra, escrava
ha muitos sobos de meu dislincto amigo o Sr
capiiio Francisco Luiz Wanderley, cunbado do
Sr. Vicente Mendes, procurou por intermedio de
sua mii a protecQo do Sr. lenle-coronel Jos
Venceslao AlTooso Rfgoeira Pereira de Bastos, e
apreaentou-lhe o original de sua carta de liber-
dade, com o registro oas costas eito no livro do
notas do tabelliao Rigueira desta villa | Correa-
se ao livro de notas, e no lugar indieado, achoo-
seo lsncemento da carta de liberdade de Ale-
ratidra 1
Euleodeu-se o Sr. lenenla-coronel Jos Ven-
ceslao com meu mui distincto amigo a Sr. cap-
too Francisco Luto Wandeiley, apresentou-lhe a
carta de liberdade de Itxaodra, a aquelle meu
amigo ficou estupefacto, e reconheeeu plenamen-
te que estava se ntiliatodo ow bus f dos servicos
de urna liberta, como se fra sua escrava, por
quanto a tinha recobido como heraoca de sua fal-
leciera mil, mulher de seu fallecido pavo adule
Francisco da Rocha Wanderley.
Devo dtter ao 9r. Vicente Meode, qua a mea
distinctoinsigo or. capilo Francisca Luiz Waa-
d>rley ja veio a minha casa, apresentou a origi-
nal da carta de liberdade da Alexandra, bem co-
mo son formal d parulhas, s me fallando saber
VS^rf9<>'jm^^oiAletmmmcm9a db
Mftcido caoefa tVtrmrsca da Rodm Wsntfetlet.
Infelizmente todas essas cousas se deram com
o falleeiav negro do Sr Vicenta Haades Wander-
toy,a^oatot*to-, porque da f.milia.do
w""rerte7 ,eia P"* o/saaasoa muilo re-
ronbeedo, mas que nao psdam, nata sanca po-
dero ligar os braco da jais muaieipal da Seat-
nnaem.
e aeuoaa poa atgama duvida a
de liberdade da Altxaodra, re-
Sao Sr. Vicente Mendes poa algama duvida a
rtspeitolt dtrto deUr
corra ao livro da natos
servio or asad do 1834
trari.
O mea distincto amigo o Sr. capillo Fraocisco
Luiz Wanderley, maodou immediatomeote qut
Alexandra entrasse no goto do sua liberdade, o
outrooio podia aero procedimento de um maco
probo o honrado como ideo amigo, qualidam
que rattue de sobra, a rtodohacidas por lodo
qao o tonhecem.
Afaaa responda-na Sr. ficante Menees f
Uto que se deu com Alexandra, nio podia ter-se
dado com Gailhermioa cta a dUTereaca do nio
te ter atildo a carta de liberdade desta, por nlo
se encastrar aa cartorio o livro de notas' em qae
foi ella toncada ?
Coocluo esperando qae o Sr. Viceote Manes
mando suWicar os documentos de que trato, bem
como peco desculpa deste meu proceder as pes-
soa da familia do Sr. Vicente Mendes, as quaes
por muitos ttulos sou grato o com especialidade
o meu distincto amigo o Sr. eapitio Francisco
Luiz Wanderley e a Exma. Sra. D. Francisca, se -
nbera do engenho Bocea da Malta
Fui aggredido e a defesa natural.
Sou, Sr. redactor,
Gtrvtnio Campillo Vire Ferreir.
Barreroa, 17 fio abril de 1861.
(Continuaco do n. 85.)
as duas antecedentes nio me occorreu com-
muuicar-lheo prazer que algens Cauacotlilrat
experimentaran) por nao ser o Dr. Avelioo o 1
juiz de paz do 1 districto, e sim o 4" ; por isso
que suppanbam que fora islo o efleilo de alguma
traoquiberuia, e que o Dr. Avelino despertndo-
se, abandonara o campo, do qual para o futuro
eliea ae epossariam : mas sio lio infelizas* que
assim nao succedeu, por quanto o Dr. Avelioo
sendo o 1 eleitor, e deveodo como tal ser mem-
bro do conselho municipal de recurso, nio quiz
mesmo aero Io juiz de paz, por que lalo este
de presidir a junta de quilificsQio fica impedido
da servir no conselho de recurso ; peto, que fo-
ram organisadas aschapas.de modo quo o resul-
tado fosao o que foi, e nenhum desgostf ou re-
saibo appareceu por isso, como era desejado.
Esta gente s sabe mentir, e nio tem geilo para
nada ; e nem mesmo socherga o #neSj|.#euJo.
E' muita inepcia I
A cmara municipal ainda p
remetter ao Exm. preside
eleices; consta porm que
honlem passra por doenje o,
deocia della ao major Santos
este a rena e se cumpra a
O subdelegado m
doeote ; e esl o pri
falto desuppl
que o motivo dessa
legado passado um
muuicipal, e este ti
de, visto como o cri _
Ihe imputavs, alm de se:
lia prisio antes de culpa formada, urna vez que
se nao dera flagrante delicio. E na verdade pren-
der um professor para recrula, s de um subde-
legado macho se podia esperar.
major de gaveta esl nocommanlo interino
do 45 e tem feiio bichas. Ha um ceno Munz,
administrador do engenho Muitas Cabras, a quem
elle por despeito proveniente de oao haver vo-
tado oos cassacos titiras pertegue encar-
nic idamente, e fluer a forca faz-lo destacar, e
j o mandn prender.
O mesmo major de gaveta diz a quem o traa
por capilo, ou mesmo por major, que tenenle-
coronel interino III E a um pobre diabo des-
tes que se entrega um bat.ilhao para commandar,
havendo outros mai antigos e mais habilitados 1
De tudo capaz a ignorancia do commaudante
superior, e do seu acolyto, o Sr. Santiago, que
Ihe passou iodevidamentea commaodaneia. A fur-
nia o Chic, que apenas acabou-se o processo
eleitoral, o chefe do 45 combinado com o rte-
te de
, por
__ilzem
r o de-
Dr.jui2
liberda-
amento que se
ticular, noadmit-
ntonio Francisco Lisboa Isttves.
oonfst Martin- Ssldanhi.
bino lote da Almeida.
toso Aareltono de Car valso Costo.
oCliBMtnVraira. *.
rrinotaco Campello Pires Ferreira.
Bermioo Egidio deFigueiredo.
Luthgardo Aureliano de Figueiredo.
Joaquim Jotd daCosto Faiozet Juuior.
Aolanto Camello Petaos deLacerdt.
Henlique Stared te Aodrtda Bredtrode.
Josd Antonia Mofeifi.
Joaqnim late Martim.
Joio Tessoa da Gama.
Caadido de Souza Miranda Cont.
Aureliano Aogosto de Otiveira.
Joaquim Jos da Costa Silva
Manoel Marques de Abreu Porto.
Joaquim de Sant'Ansa Monteiro.
Miguel Pereira Geraldes.
Guilherme Ferreira Pinto.
Lu MeltniQ Franco.
Joio Antonio da Silva Pereira.
Flix Paea da Silva Pereira.
Jos Elias de Oliveira.
Manoel Bento de Barros Wanderley.
Pedro Ortis de Csmargo.
Bruno Alvaro Barbosa da Silva.
Francisco Maia Crt-s
(Eslavam as firmas recoohecidas.)
Sr. redactores do Diario do Gra-Pari.Ten-
do hdo no seu Diario de hontem n 97 um ape-
dido e no de boje n. 98 oulro, tratando ambos de
urna ledra que veio recambiada de Inglaterra pelo
ultimo vapor Paran, e nio tendo eu tido parte
alguma em semelhanies publicaces, nio obstan-
te pertencer-me a letra de que tratam as mesmas,
e como dellas se possa fazer qualquer juizo me-
nos justo ou exaeto, por falsas interpretacoes,
vou expor os factos taea quaes se deram a res-
peilo. Ei los:
Em 24 de noembro do anno prximo pistado
tomei eu, como procurador da casa de Luiz An-
tonio Ilenriques & C. um saque casa dos Srs.
Gebr Kalkmano & C. desla praga, de S 335 a
cambio de S7 (que era o cambio correte nessa
"cc'#Rs8 60 dias de visla a favor do meu cons-
tllul"A"sobre os Srs. Chs. Macintosh & C. de
Londres, esta letra sendo para pagamento de um
saldo de cootas em Pernambuco, endossei Ses-
sa conformidade, e foi all negociada pelo endos-
satino Manoel Fraocisco Marques, o qual a en-
dossou a Ad. Honegger A C. de Pars, valor re-
cebido de Luiz Antonio de Siquelra, de Pernam-
buco. D'lli foi esta presentada aos Srs. Chs.
Macintosh & C. de Londres, os quaes a aceitaram
sem objec^ao alguma ; porm, no dia do venci-
mento nao foi paga, pelo simples motivo de eu
ter posto no endosso o sobre-nome do meu cons-
tituate em abreviatura como sempre tenho usa-
do. Vaio por consequencl a dita letra recam-
biada, protestada com todas as formalidades,
montando as suas despezss a um cont e tanto.
Apreseotei pois aqui a referida letra com todas
as despezas aos sachadores Srs. G. Kalkraaun
& C, julgando eu ter direito a ser por estes se-
nhores de ludo embolsado, porm elles me res-
ponderara que a irregularidad^ parta de mim e
quo por consequeocia nada pagavam, nem despe-
zas nem a importancia da mesma letra, que po-
deriam sim dar u-n oulro saque, siraplesmenle
da importancia da letra se eu lhes apresentasse
as tres viis da recambiada, o que me nio pos-
sivel por ter enviado a segunda.
Eis aqu, Srs. redactores, os factos sem core-
men tarios taes quaes se deram ; muito me obse-
quiaro em lhes dar publicidade. Sou com todo
o respeilo de Vmcs. aliento e venerador.
Para, 1 de maio de 1861.
A. D. Viaiina.
(Do Diarto do Gr3a-Par.)
Btrea frastasa Sph$rt, piro o Havre, eafrege-
rara ;
Tisset frere, 500 saceos com 2,509 arrobas de
asttear e 4,000 ponlta dt boi.
Reeebedorla da raadlas ioteraaa
gentes da Paramas
Readlmento do dia 1
dem lo dit SO. .
18.
18:0688060'
1:706|MI
19:7749591
-I Si'* iil n
Consolaaa arorlaetal.
THEATRO
DE
Rendimento do dit 1 a 18. .
dem do dia 20.....
39:790*595
3:398*852
43:189*447
Movitaento do porto.
Navio entrado no dia 19.
Liverpool35 dias, barca ingleza Imogene, de 335
toneladas, capilo William Williams, equipa-
geni 14, carga tafeadas r a Johnaton Pater & C.
/Tactos taStot no mesmo dia.
Paraescuos hamburgueza Genius, eapitio I.
Nisson; em lastro
Lisboa brigue portuguez Carmosina, capito
Qderino Francisco Gomes, carga assucar.
Porios do sul vapor riaciooal Of/apock, eom-
mandante o capilo-tenente Antonio Joaquim
de Saht Barbart.
Ifavia entrado no dia 20.
Ilamburgo57 dias brigue hsmburguez George,
de 148 toneladas, capilo I. I. Bteikea, equi-
pagem 9, earga fazendaa o outros gneros: i
C. Astley & C.
New -Orlean348 dias, barca ingleza Traneller,
de305 toneladas, eapitio Randles, equipagem
14,Carga 2849 barricas com farinha de trigo;
a Philippe Brothers & C.
Nio houveraai sahidas.
Obtertattt.
Fundeou no lamario uma galera ingleza mais
nio leve commaokacaocom a trra.
si ""eo
a o. 8
o.
B
Horas.
3

Erratas de
um a pedido publicado
hontem.
Em um communicado que leve publicidade
rido commandanle superior, fizera a proposta dos ^IZJ^L'TL^i^f,^]-0 *M*a#
oflici.es que faltara no batolho. e que o liberto JJStS 21L
Olvmnin IAu n.iu -------.- mA .ir,.= i 11 teao- Pel br- Joaquim
lympio fora nella contemplado como alferes I 11
Com efleilo, se assim o se o geverno, por me-
nos bem informado, nao regeitar essa proposta,
temos de ver boas cousas. Que infamia para o
45 11 1
Disseram-me quo o pato de goteira muda-se
para o engenho Agua Fra de loojuca ; oio sei
se ser verdade ; entretanto, melhor fOra que isto
tivesse acontecido antes de dezembro do anno
passado, porquo quando nada, nio teria Barreiros
o desprazerde ver um liberto proposto para ofli-
cial da guarda nacional I
Corre por aqui noticia de haver o Sr. Umbeli-
noGoncalves de Azevedo, morador em o districto
do Bonito, se suicidado, por via de en (orea men-
t, tendo sido obstado da prraeira vez,' e real-
sando dias depois o sen intento 1 Deixeu uma jo-
ven esposa, filhos o irmaas a quem servia de ar-
rimo 1 E' para lameotar lio triste um, pois era
digno de melhor sorte I
No dia 11 appareceu na cachoeira da Ilha, o
cadver de um homem que morrera efogado.
Nio consta que houvesse vistoria, e nem se sabe
que flm teve o dito cadver.
Tenho-me estendido mais do que me conce-
dido, e por isso piro aqui, reservando o resto
para oulra occasio.
Adeus ; recommende-me aos amigos, e espe-
cialmente ao lio Bernardo, a quem pego que es-
queca as mazellas do Bario de Pao Mond. iDiffi-
cilem rem postulasti.J
Sem mais ceremonia, sou o seu fiel leitor,
Cambeta.
Santo Amaro de Serinhem 15 de abril de 1861.
Na noite de ti do crreme, pelo inspector do
quarteirio da Boa-Vista, Jos Paos Brrelo, foi
cercada a casa da viuva D. Brites Mara Lios,
moradora no mesmo quarteirio, para serem re-
crutados seus dous filhos. Cusa a crer que um
inspector de quarteirio proceda como procedeu
aquolle.
Cercada a casa da viuva, foram (antas as pao-
cadas que Ihe deram na porta, Untos O insultos
que Ihe dirigiram, que ella, vendo-o momento
le Ihe derruoavam aporta.com quanto estivesse
s na occasio,em cornpanhia de uma tua escrava
e escravo, nio teve outro remedio senio abri-la,
e desabridamente entraram o inspector e sua gente
desenfreiada, e levaran) sen arrojo a ponto de va-
rejarem toda a casa da respeilavel viuva,que deu
gracas a Deus quando se vio livre de laes harpas.
Em que pocv estamos nos? Quando foi que se
vio um inspector de quarteirio varejar casas a
meia noite, e com tanto arrojo e insolencia, sem
oflicial de juslica, sera mandado ?
Quem se julgar garantido com desatinos desta
ordem, quando se pretenda a meia noite laucar-
se por trra a porta da casa de uma respeilavel
viuva, para recruiar-se, nio a dous Qlhos seus
e sim a um que Ihe serve de cornpanhia,
acompanba na velhice ?
Para recrula, niosabem os inspectores de San-
to Amaro e Boa-Vista, que naquelle quarteirio
eiistem muitos, como bem cinco irruios do mes-
mo inspector de Santo Amaro ? Nao sabem
neste mesmo lagar existem vadios sem
que s podem servir para o exercito 1
Nio ; deve soffrer a viuva, porque sendo velha,
e tendo naturalmente de viver pouco, pouca falla
lhe-poder fazer a cornpanhia do fil-ho I 1 I
Chamamos a attencao do Sr. delegado, para fa-
tu cora que senio repita lio grande desatino
e que a
que
conta, e
oaquira Apollinano Pereira de
Brito,em vez das palavrasconstamente inso-
lentemente*, do Exm. delegado da villa do Prin-
cipe, com menosprezo da lei, servicos presta-
dos a comarca?, 52 de Janeiro leiam-secons-
tante, e insolentemente, do mesmo delegado da
villa do Principe, com menospreso da lei, ser-n-
eos prestados comarca e 25 de Janeiro.
No principioas palsvras publiquem-se o
offirio do presidente e a informacao de chefe de
polica nada sigoificam por serem desnecessarias,
ellas na memo do autor ir*fflkvam que o oQi-
cio e informarlo deviam ser^Wnscripios em pr-
raeira lugar, o qoe nao aconteceu por equivoco
dos typographos.
kthmosphera
en
en
Direcco.
| Intensidad.

1 OS 00 ea Fahrcnhtit. H 9 m o
K2 aa "-a Centigfado. m H H 9 O
t ~1 -4 s 00 o Hygrometro.
o O 03 f - 1 i Cisterna hydro-metrica.
O'
"4
tn
00
i

IO 00
I
Francex.

O
til
Inglez.
58
II
r
Santa Isabel.
EWPREZA-GfRWAHO.
10* RECITA B.t^SSKrNATM.
Terca-feira 21 de mai*.
Sabir i scena pela primeira vez oeste theatro
o excellento e magnifico drama em 5 actos, ori-
ginal frsncez, '
ULTR&GE.
PERS0NAGEN9.
Jacq^uti d'Albert................ Germano.
Nunes.
Vrenlo.
Valle.
Thomaz.
Rayrrundo.
Campos.
Leite.
Santa Rosa.
D. Julia Gobert.
D. Manela.
D. Anna Chavas
D. Julia Rosa.
D. Carmela.
D. Jeeuina.
A ooite chuvosa, vento do quadrante do SE e
assim aroanhftceu.
OSl'.lI.\',\0 DA XAII.
PreamarasOh. 4-2' a tarde, altura 5,6 p.
Bainmar as 6 h. 30" da manhia, altura 1,7 p.
Observatorio do arsenal de marioha,QO de maio
de 18tM.
Romano Stepple,
Io tenente.
Edita es.
COMKBCIO.
aJfaadega.
Rendimento do da 1 a 18. 216:19*890
dem do dia 20.......206903786
236:8859676
Hovlmento da alfandesra.
Volumes entrados com fazendas..
> com getferos..
Volumes

sabidos

com
com
fazendas..
gneros:
92
329
------42!
Olllm. Sr. inspector ds thesouraria pro-
vincial, em cumpriraeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincto de 19 de junho p. p.,
manda fazer publico, que no dia 23 do corrale
se ha de arrematar perante a junta da fazeoda da
mesma thesouraria,-a quem por menos fuer, as
impresses dos trabalhos das repartiedes provin-
ciaes, a saber :
Thesouraria e repartieres que Ihe sao
subordinadas ...................... 1:4955000
Secretaria da assembla, dita do go-
verno, obras publicas, secretaria ge-
ral da instruccao publica, Gymnasio 2:800)000
As arrematacoes serio feitas por tempo de um
aooo, a contar do 1. de julbo prximo futuro a
30 de junho de 1862
Aspeseoas que se propozerera a estos arrema-
tacoes, comparecam na sala das sessdes da mes-
ma junta, no dia cima indicado, pelo meio dia,
com suas propostas em cartas fechadas.
E para constar se maodou afnxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de maio de 1861.0 secretario,
A. F. li'AnnuncisQio.
De Brives, juiz inquisidor......
Baymundo de Brives...........
Ral de Brive.................
Latrade, negociante............
O Dr. Lemarchant..............
De Bessires....................
Jos, creado de Latrade........
Um creado.....................
A Sra. Latrade.................
Helena Latrade, sua filha.....'.
Joinna a'Albert................
A Sra. de Sivry................
A Sra. de Corney..............
Uma creada....................
Convidados, creados, mueica.ec.
poca arlualidade.
A empreza nio lendo porrostume tecer elo-
gios aos dramas que tem feilo representar, na
ti?Sm,udo deixar de Prevenir ao publico qua
OMJLTRAGE talvez uma das melhores compo-
sicoes modernas de autor francez, qae possue eos
seu repertorio.
O publico apreciador ojulgari com o bom gos-
to, imparcialidade e juslica, que tanto o distin-
guen:.
Terminar o espectculo com a interessanlo
comedia em um acto, ornada de couplets.
Os bilhetes de lotera.
Tomam parle os Srs. Reyrauudo, Vicente e Dv
Carmela.
Comecari s 8 horas:
Aysos martimos..
BJ
90
158
248
contra a seguranca individual, sobretodo quando'Araujo.
Descarregam hoje 21 de maio.
Barca portuguezaGratidaomercadorias.
Barca inglezaJohn Martinidem.
Brigue inglezGowardidem.
Barca americana Elf farinha de trigo.
Brigue inglezZskbacalho.
Brigue brasileiroDamiodiversos gneros.
Importaeao.
Barca americana Elf vindo da Philadelphia,
consignada a llostron Booker & C, manifestou o
segunde:
2,300 barricas o 500 meias ditos farinha de
trigo.
Brigue inglez Ziska, vindo de Liverpool, con-
signado a Saunders Brothers & C, manifestou o
seguinte :
16 toneladas e 9 quinlaes carvao de podra ; a
Tasso Irmios.
36 caixas e 27 fardos lecidos de algodio ; a Hen-
ry Gibson.
2 caixas tecidos de algodio: a Schafheitlim
&C.
2 ditas biscoites ; a Manoel Jos Goncalves da
Fonle.
51 ditas e 42 fardos fazendas de algodio, 1
caixa roupa, 2ditase 2 volumes papel e encom-
mendas, 50 barris manteiga, 100 saceos arroz, 10
barris oleo de lnhara, 1 dito sulfato de ferro, 10
dilospedra-hume, l ditos azarcio, 19 ditos, 1
volunte o 1 caixa ferragens diversas: a Mills La-
Ihara &C.
11 fardos fazeoda de algodio; a N. O. Biober
&C.
5 caixas palitos de fogo; a Ferreira & Ma-
theus.
25 dita e 13 fardos tecidos de algodio ; a C.
J. Astley & C.
1 fardo tocido de algodio ; a Joio Keller & C.
3 caixas dito dilo ; a L. A. Siqueira.
1 dita chapeos de sol de alpaca ; a Ferreira &
elle se d contra uma velha e respeitavel viuva
prima de S. S. assim como, chamamos a attongo
do Sr. Dr. juiz de direito interino, que syadican-
do do tocto, respoasabilise a tao desabrido ins-
pector.
O Indignado,
(Indtpendtnle dt Tamandart.)
Nos abaixo assignados, membros da sessio do
jury que boje fot encerrada, tondo em grande
apreco as maneiras urbanas e delicadas do lus-
tre promotor da comarca, o Sr. Dr. Francisco Leo-
poldino de Gusmio Lobo, assim no exercicio de
seu cargo, como *m aun rtto^es particulares
com todos aquees que tem a felicidade de o com-
marcarem, vimos publicamente maoifeslar-lhe
Wsteraanho de nosso recoohecirtenlo.
Referindo-nos an mrito pesaoal do Sr. Dr. Gus-
mio Lobo, ermfessamos que a eloquencia e a- lo-
nja* toatataval do diattocto promotor, deixaa
traosnaaecar orna roatada enrgica nirdraompa
nbn de sua' miasio, qoe attrahe asympathia e ad-
ott todos.
a-? *?'.*' **". ttal(r * dento da jarj, cu^o raerecimanto- est cima da
todo o elogio, consagramos aqu om voto da alto
e veramair easanretacaa.
Recito, U da orna e 1861.
BemviBdr. Oucfti a> Aaaad.
Augusto Rufino de Almeida.
Thomaz Josa da Silva Gusmio,
50 barris manteiga ; a Johnston Palor & C.
48 ditos dita, 27 ditos cerveja, 1 fardo fazeoda
de lia, 32 diios e 9 caixas dita de algodie, 2 di-
tas obras de selleiro ; aos consignatarios.
1 cofre de ferro; a E. C. de Oliveira.
15 fardos fio da vela, 1 dito looa, 5 caixas fer-
ragens. 60 pecas de machinismo ; a S. r\ Johua-*
loa dt C.
3 caixas palitos de fogo; a Henrique 4 Aza-
vadoi
1 dita tinta ; a Adaanaaa Howia OS C.
1 dita collarinho; a Daaraayer 4 Cameiro.
31 tordos o 13caixas fasenda de algodio, 7 di-
tas trem de ceziaha, 4 ditas fecheduras e pvegos,
2 barris tinta, 10 ditos eslanho; a Patn Naah
& C.
5 cmxa chapos da sol, 2 ditas hzeadaa dn-al-
godio ; a. SauUtail Mollera & C
4 'ardo ton aa, a cofre de Ierre, 3 amas faino
da Vlandraa, 4 dalas cutio, 1 barrica entilarla, ti
ditos farragew ; a Iziaoro Haidojr 4 C.
Exporta 9*o.
Do dio 18 o maio.
Barea portugueza Corpa, para o rorlo, carrs-
gou:
Amorla Ftlbo-, 58 taceos com 250 arrobas de1
rtgwe- oortaguei Margarida, para Lisboa, car-
rogos:
Manoel Goncalvet da Silva, 21 roltot com flfj
I DOin da sola.
Deelaraces.
Rio Grande do Sul
pelo Rio de Janeiro
seRest o flm do crrante mez o brigue nacio-
nal Mara Thereza por se achar engajada ana-
carga para ambos es porlos i recebe escravos a
frele, e trata-se com Bailar & Qhveira, na ra
da Cadeia do Recite n. 12, ou com o capito a
bordo.
Pila
Maranho
segu por estes dias o palhabote Garibaldi>,
tem a maior parte do carga prompta ; a tratar
com Tasso Irmios.
Para Lisboa.
Sah no dia 26 do correte
a muito veleira e bem conhe-
cida barca
Por nio se ter reunido hoje (20) a cmara
municipal, fica traosferida para o dia 23 do cor-
rente a praca para a arrematado da obra do ater-
ro da estrada do matadouro, da Cabanga. Secre-
taria da cmara municipal do Recife 20 de maio
de 1861.O secretario,
Manoel Ferreira Accioli.
Correio.
A Sra. D. Custodia de Oliveira e Albuquerque,
queira mandar a reparlicio do correio receber
uma carta vinda da ilha deS. Miguel.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Pars o fabrico de diversas obras.
2.000 varas de brim.
Quera quizer vender taes objeelos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretarla do
conselho, is 10 horas da manbia do dia 24 do
correte mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra, 3 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaqnim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Cornpanhia do Beberibe.
O Sr. caixa da campanhia Manoel
Goncalves da Silva a cha-se autorisado
a pagar o 26 dividendo na razSo de
3$200rs. porapolice, conforme foi de-
liberado em assembla geral dos Srs.
accionistas.
Etcriptorio da cornpanhia. 17 de maio
de 186 i.O secretario, Manoel Gentil
da Costa Alves.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cun-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, va i se proceder dentro do
prazo de mezes a contar desta data, a
substituicao das notas-de 20$ da amistan
aa mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
! Francisco Joao de Barros.
SWMADE BAKC4RI4
Amorim, Fragoso Sanies
Cornpanhia
Sacam e loma* diques sobre as pracas do Rio
de Janeiro e Par,
para o resto da carga e passa
geiros, tra-a-se com os con
signatarios Carvalho, Noguei-
ra & C na ra do Vigario n.
9, primeiro andar, ou com o
capito Borges Pe9aBa.
Porto.
Segu at o dia 31 do correte a valeira e bem
mohecida barca portugueza aSympatbia, por ter
j engajada sua carga; recebe passageiros so-
mente, para o que tem commodos excedentes :
para tratar, com Bailar & Oliveira, na ra d
Cadeia do Recife n. 12.
Rio de Janeiro
sahe impretorivelmente no dia 23 do corrate a
brigue nacional Seis Irmios, recebe escravos a
frele ; a tratar cora Azevedo & Mendes, ou rana
o eapitio na praja,
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiat
Santa Anna : para earga e passageiros trato-aa
com Gurgel & Irmio, na ra da Cadeia n. 82.
ILHA DE S. MIGUEL.
O pata-ho portuguez Lima, de primeira mar-
cha segu at o dia 10 de junho, j tem o seu.
carregamento prompto ; e para passageiros, pa-
ra o que tem eicelleotes commodos, trata-s
com os seus consignatarios Joio do Reg Lima
& Irmio.
Rio de Janeiro
segn com meibr brevidad* o patoerio aacioaat
Social por ter js eagaja melado da leu ear-
regasaerjlo, e par o resto trata-se cew seu neo-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro aaflar.
fiffifi
o Rio de Janeiro
A veleira e bem conhecida barca nacional A-
nwna pretoade aegnir coa muita brevldade, tora
parle 4a se* earcagaatenlo prempto ; pan o rea-
to s.ue Ihe falta, lrta-se com oa sena consigas-
torios Azevedo & Mendes no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
wmik
Rio de Janeiro
Sabir*' amsente a linda e Yereira
barca nacional IRIS, a qual recebe



4-
DL1B10 Dft PlUlUaiCQO.
*
passageiros .travos tendo muito
bons commodos em separado para este
ltimos : a tratar comaos consignata-
cios Aranaga Hijo & C, ra do Trapi-
rheNovo*. 6.
Pa
Rio de Ja-
neiro
pretende seguir con muita brevidade o \ujloirq e
bem conhecido brigue nacional Daaaao, tem
parle de seu earregamenio pronplo: pera o rea-
to que lhe falta, trala-se com d> tjis consigna-
tarios Azevedo & lleudes no s^d> escriptorio ra
da Cruz n. 1,"
pacho do Ev. Sr. Dr. juiz especial do
commercio a requerimento dos curado*
res Gscaes, e depositarios da massa fallida
de Antonio Joaquim Vidal, de merca-
doria, movis, escravos, dividas e urna
casa de um andar e sotao na ra Impe-
rial n. 79, no dia cima as 11 horas da
manha na ra Direita n. 103, e tam-
bera se recebera' propostas a prazo com
garantas.
4 FEIBA SI M MAB> DE IHU
I
COMPANHIA PERNAMfiUCAKA
DE
Navegaco- costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande "do Norte,
Macao, Aracaty Geara' e Granja.
0 vapor Iguarass, commandanle Moreira,
sahir para os portos do norte at a Granj* no
dia 22 do Corrente mez s 5 boras da tarde. Re-
cebe cargaste o dia SI ao meto da. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sabida as 2 horas: escriptorio no Porte do Mat-
toa 1.
Leiloes.______
LEILAO
Quinta-feira 23 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao no dia acil
ma as 11 horas em ponto no armazem
alfandegado dos Srs. Antunes Guimaraes
& C., no Forte do Mattos
DE
16 fardos com fumo de superior qua-
lidade.
112 caixas com tinta em masa.
No armazem alfandegado do Sr. ba-
ro do Livramento, o agente Hyppolito
vender' algumas barricas com arinha
de trigo: quinta-leira 23 as lllioras
em ponto. Na mesma occasiao se ven-
der' urna grande porco de caixas com
garra fas de vinho do Porto muito su-
perior.
LEILAO
HOJE
Augusto C. de Abreu far leilao por interven-
cao do agente Pinto, do mais completo e variado
sortimento de miudezas e perfumaras inglezas,
francezas e Hernias : terca-f ira 21 do corrente
as 10 horas da manha em ponto, no seu arma-
zem ra da Cadeia a. 36.
LEILAO
A 23 do corrente.
O agente Oliveira far leilao por ordem de
Joao Baplista Horner, capilo da barca belga
Mara Thereza, e em presenca do Illm. Sr. cou-
snlda Blgica, precedida a competeote au'orisa-
co do Illm. Sr. inspector da alfandega, com
assistencia de um empregado desta reparligo
para o effeito nomeado e da do Sr. agente do se-
guro de llimburgo nesta praca e por conta e ris-
co de quem pertencer de cerca 300 saceos de caf
no estado aro que se acha, sendo parte do carre-
gamento da dita barca, arribada por forca maior
a este porto, onde foi legalmente condemnada
Quinta-feira 23
do corrente ac meio dia em ponto, no armazem
alfandegado do baro do Livramento sito no
Forte do Mallos.
que faz o agente Camargo de urna por*
cao de bacalnao marca peixe: terca-fei-
ra21 do corrente as 10 horas da ma-
nha, no armazem de Teixeira, na es-
cadinha.
LILAO
Terga-feira 21 do corrente as
11 horas em ponto.
DE
I CASA.
O agente Camargo fara' leilao de
urna casa terrea na ra de Hortas n. 6,
chaos prop ios, quintal murado, cacim-
ba, boas salas, bons quartos, os Srs pre,
tendentes podem dirigir se ao mesmo
agente para ver a escriptura e informa*
oes.
LEILAO
Quarta-feira 22 do corrente
as 11 horas em "ponto.
DE
Urna taberna.
Jos Francisco Ferreira fara' leilao da
sua taberna na ra Nova n. 50, por n-
ter veneno do agente Camargo. consis-
t ndo da armacao, balanca, genero*,
candiel ros de gaz, registro e outros r-
ticos que existem na mencionada taber
na : no mencionado dia as 11 horas em
ponto, a qual ira' a retalho ou englo-
bado a vontade dos compradores.
DE
DE
lima taberna.
Quartateira 22 do corrente.
Costa Carvalho far leSo por mandado .do
Ezm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
Juerimenlo de Antonio da Silva Barbosa Ferro,
a taberna ds pateo do Terco n. 28 da Henrique
Amante Chaves, no dia cima as 11 horas em
ponto a vontade dos compradores.
LEILAO.
A 22 do corrente.
Letelitor & C. faro leilao por^ntervenco do
agente Oliveira, do mais completo .sortimento de
ferragens e miudezas e de varias fazendas para
fechar contas
Quarta-feira 22
do correte, as 10 horas da manha, no seu ar-
mazem, na ra da Cadeia do Recife.
LEILAO
A 21 do corrente.
Francisco Severiano Rabello Filho faro lei-
lao por intervencao do agente Oliveira, de 50
barrs de qninto de ptimo vinho branco da mar-
ca B&F, ltimamente chegado a este poito
Terca-feira 21
do do correte ss 11 horas da manha em ponto,
no trapiche alfandegado do baro do Livramento,
no Forte do Mallos.
LEILAO
DE
3 vacas (urinas, 2 no-
villias e 1 cavallo.
Largo da Penha
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes aasim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha eom
um grande sortimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte dalles
vindos por conta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mameiga taglcaaperf eitameiUefloi lMBil Ubraf, embar_
rril far algum abatimenlo.
liaUteiga iraCeza mai8 n0T, fae ha no mercad0 vende-se a 7S0 rs. a libra
Clk perola, Yiyson e pteto 0I meUl0re, ^ h. neale genero a 2,500,2,
I96OO ra. a libra.
QUeijOS \\ameHgOS chegadot MU ultini0 rapor de Europa 1J600 ra., em por-
co se far algum abatimento.
Queijo suisso
libra.
" praMI og melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a .libra e inteiro se far algum abatimento.
BollO IVancei, a 500 M. 0 cartSo elegantemente eofeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso. -/ /
Doce da casca de guiaba em caIx6es jj 3 n21)bra8 Tende.8e a 1Jcada .
Bolac\*inlia inglea a-
mazem progressa a 33000 a barrica e a reyuno a 240 rs. a^ibra.
recenlemente chegado e de superior qualidade vende-se a 040 rs. a
! 4 i
i far algum abatimento.
ros muitos fabricantes do
em latas de 1 libra, a
mais
1|600 rs. cada urna com
do a 900 rs. a
libra.
que ha por serem vin-
As 10 horas em ponto.
O agente Pinto far leilao de 3 vaccas turinas
ltimamente chegadas, 2 novilhas e 1 cavallo
proprio para carro, as 11 horas do dia cima
mencionado, na praca do commercio em frente a
casa dos Srs. Sauudrs Brothers & C.
Leilao
Vmei&as francezas 480rg libra
Marmelada imperial d0 afamada
Lisbfia a 800 rs. a libra. -
Latas com bolacnauas de s
differentes quaaades.
V^UOCOlate 0 majg SUperior que tem vindo e,
Haca de tomate
libra. *
Peras SeCCaS ea COndecas de 8 libras por 3JS500
Conservas francezas e inglezas as
das em direitura a 800 rs. o frasco.
Wetria, macarrao e tainarim 400 '.. br.. em caixas de...
roba por 8j}. 4
Palitos de dente lixados
T oncinlio de Lisboa
a arroba a 9g.
fresnnto mull0 n0T0 Tende.se para acabar a 0q ts a libraj
Cnonrijas e paios
a libra.
Banna de porco rennada,
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LataS COm peixe de pOSta Dreparad0 da meihor maneira possivel dasmelho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras omitas
qualidades dos melhores fabricaoteadeSo Flix, champaohe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 1$ agarrafa, tiozesa 320 rs. a libra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de superior qualidade.
AUenco.
FurWram do engenho Santo* Mendes, na co-
marca de Nazareth, do abaixo assigoado, ao ama-
nhecer do i* 25 da abril proxim piasado, um
poltra caatanho de bom corpo, bonito, com algu-
nas marcas de chicote na anca do lado direito,
proveniente da moagem de canas, com marca de
peiloral, j muito maneo de roda por moer a tres
annos, talvez tenba feito a ultima moda, com ier-
ro oo quarlo a maneira de um Q manuscrtpto pou-
co mais ou menos. Sera duvida foi furtado sor
um individuo de nomo Manoel Joaquim, simi-
branco ou pardo, cor de laraoja, de corpo e altu-
ra regular, pouca barba, ladino, l e escreve
bem, e conta, foi cadete e deu baixa. anda aceia-
do ; o qual fdra o anno passadoda eidade do Re-
cife para o mencionado engenho trabalhar, depols
de pouco lempo passou-se d'abi para o engenho
Oral, em Pao do Alho ; por ler elle pernoitado
com um pardo cheio do corpo, que ia em sua com-
panhia, no dia 24 de abril, em trras do engenho
Timbosinho lambem do annunciaole, em casa de
um morador, cojo engenho limitrophe daquel-
le em quefurlon.se o animal; e terem ambos de-
aapparecido na madrugada do dia 25, justamen-
te quaodo furtaram o animal, e dizem que nesta
manha passaram ambos em Pao do Alho, onde
quizeram trocar o poltro, indo um puxando o pol-
tra e oulro montado em um cavallo pedrez ma-
gro. Consta que o Manoel Joaquim estivera
amansando o poltra em Olinda na estrada, e que
o poltra dera urna queda em um/apaz, afiihado
do Dr. Lobo, que eslava ajudando a 'amanaa-lo.
O Manoel Joaquim tem prenles em Olinda, po-
rm antes de subir o anno passado a procurar
servico assislio no Recife na ra do Pires em um
dos cssebres que ha no paleo, onde se concerlam
carrinhos de alfandega, em compauhia do outra,
que foi preso noflm do anno passsdo por suspei-
tas de ladreo de cavallo, porra assim que foi sol-
lo mudou-se. O Manoel Joaquim costuma mu-
dar o nome, tanto assim' que conhecido em
Olinda por Jos Francisco.
Roga-se s autoridados policiaes, o a qualquer
pessoa em particular a appreheoso do dito ani-
mal, assim comoa priso dos individuos, elvalo
no dito engenho ou no Recife, aos Srs. Manoel Ig-
nacio de Oliveira e Filho.Laureotino Gomes da
Cunh Beltro.
Para quem servir
a carapu Roga-se a pessoa que nesta praca re-
cebe cartas vindas pelos paquetes da
Europa para fazer entrega a seus do-
nse amigos que perca o costume de
abr-las antes de fazer entrega a seus do-
nos, do contraro podera' dar em re-
sultado algum prejuizo ao mesmo
senhor.
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
para acabar a 400 rs. a libra,
o que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
mais alva que pode haver no mercado vende-se a
Quinta-feira 23 do corrente.
PELO AGENTE
O referido agente autorisado pelo Sr. Joaquim
Ahes Barbosa, que se retira para fora da praca
far leilao no dia cima designado e pelas 10 ho-
ras da maohaa da
Officina de marcineiria, mo-
vis e utencilios da casa
particular do dito senhor
no caes do Opibarlbe, casa o. 16, com entrada
pela ra da Imperstriz casa n. 29.
CONSTANDO DE
mobiliss de Jacaranda com tampos de marmore.
guarda roupas, commodas, mesas elsticas, apa-
radores, camas, marquezas e muitos objedos
proprios para casas particulares e outros para
officina como bancos, tornos e diversidade de
ferramen(as,o que tudo ser vendido sem reser-
va de pre;o.
DE
Sexta-feira 24 do crtente.
Costa Caivalho fara' Jeilo por des-
Cerveja e conhac.
O agente Hyppolito autorisado pelos
Srs. RotheBidoulac, fara' leilao de 50
barricas com cerveja marca Bass e 50
caixas conhac, isto por conta e risco de
quem pertencer : terca feir 21 do cor-
rente as 11 horas em ponto no arma-
zem do Sr. Annes em frente da alfan-
dega.
Consultorio medicocirurgico
3-WuftlA. GLOMA. CA.SA DO \3NI*JL~3
Consulta por ambos os systenias,
*
Em consecuencia da mudanza para a sua nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de fazer urna reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
nenhum oulro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
! a precaucao de inscrevero seu nome em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apreseotados sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acompanhar urna coala assigoada pelo Dr. Lobo Hosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome.
Oulro sim : acaba de receber de Franca grande porco de tincturs de acnito e belladona, re-
medios estes de summa importancia e cujas propriedades sao tao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas empregam-as constantemente.
Os medicamentos avulsosqur em tubos qur em linduras custarao a ljj o vidro.
O proprietario deste estabelecimento annuncia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufficieutes para receber alguna escravos de um e oulro sexo doenles ou que precisem de alguma
operaco, afflaocando que serio tratados com todo o disvelo e promptido, como sabem todos
aquelles que j tem tldo escravos na casa do annuncisnte.
A situanao magnifica da casa, a commodidade dos banhos salgados sao outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doentes.
As pessoas que quizerem fallar com o annunciantedevem procura-lode manha al 11 horas
e de tarde das 5 em diaote, e fora destas horas acharo em casa pessoa com quem se podero en-
tender : ra da Gloria o. 3 casa do Fuodao.
Dr. Lobo Moicozo.
Fleur dharlebek e borba.
Recebeu-se o verdadeiro tabaco fleur d'harlebek e o superior tabaco de borba do Para em
chicotes, avisa-se aos amantes da superior fumaca para que venham muoir-se na ra da Cadeia do
Recife n. 15, no
Centro Cominercial.
Avisos diyersos.
Despdida.
O coronel Trajano Cesar Burlamaque, tendo de
retirar-se para a ilha de Fernando de Noronha,
para onde vai na qualidade de com mandante in-
terino, e nao podendo despedir-se dos seus ami-
gos e pessoas com quem tem relaces em conse-
quencia da rapidez desua viagem, pede desculpa
de o nao fazer e offtrece all seu presumo.
Aluga-se o primeiro andar da ra da Cruz
do Recife, proprio para escriptorio ou bornea
solteiro, ou de pouca familia : a tratar uo ar-
mazem do mesmo n. 31.
Attenco.
Hontem 20 do corrente, ao amanbecer, fugio a
escrava Pordencia, Babiana, estatura baixa, cheia
do corpo, o p dtreilo e peroa inchada, cor fula,
idade 23 annos, pouco mais ou menos, cosluma
trazer toncado na eabeca ao uso da lana, i> le-
vou orna irouxa. consistiodo em roupa della, des-
confa-se que est occulta em alguma casa : por-
tento rogase as autoridades policiaes e aoe Srs.
pedestres e capities de campo, aonde for encon-
trada, o favor de apprehender trazer na ra
larga do Rosario n. 13, primeiro andar, on na fa-
brica de cigarros n. 21, que serio generosamente
recompensado*.
Aos senhores cautelistas.
A peseoa que comprou o meio.Wlbete n. 61S
da segunda lotera da matriz da Boa-Vista, per-
deu-o, a faz publico para nio haver engao : se
eahir aigtMB premio, ser pago na roa largado
Rosarlo o. 89. segando andar.
Antonio Calrtrl, subdito portufu, retira-a*
para o Rio de Janeiro.
LOTERA.
Amanha 22 do crtente no consis-
torio da igreja do Rosario de Santo An
ionio, se extrahira' impreterivelmente
a segunda parte da nona loteria da ma-
triz da Boa-Vista. O resto dos bilhetes
e meios bilhetes acham-se a venda nos
lugares do costume. As sortes serao
pagas a entrega das listas.
O thesourero.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
*
Julio & Conrado cootinuam a receber
obras por medida a vontade de seus nu-
merosos freguezes e receben toda obra
que nao ficar a vontade do freguez, tem
sempre por;io de flgurinos a escolher o
goslo e com modo das pessoas, debati
da direcgSo de sea mestre alfsiate que
j bem conhecids a sua teaoara, rece-
bem flgurinos por todos os vapore*.
Existe na Ponte dos Carvalhos, em casa de
Mariano da Silva, capito de campo, um molequ*
de 12 annos de idade, com ferro ao pescoco e com
um signil de carne no peito, o qual nloquerdi-
zer quem seu sonhor, cujo senhor pode dlri-
gir-se ao annunciante,
Aluga-se urna sala con S quartos, na ra
do Imperador: quem pretender, dirija-se i ty-
pographia do Constitucional.
Aluga-se um terceiro andar e solio, com
excellentes cammodos e bastante fresco, no bale-
ro do Rece, ra do Amorras n. S7: quem pre-
tender, dirija-ae mesma ra n. 4(1, que achar
com quem tratar.
Aos Srs, cocheiros.
Em Santo Amaro ao p da fundlcio taberna de
Jos Jacinlho de Carvalho se contrata urna fre-
guezia ou mais, conforme fdr a porcio de capim
qoe tomar, com a condicio de se botar na co-
cheira de quem este negocio quizer fazer, sendo
o capim da melbor qualidade.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Aragio n. 26, e urna mei-agua na ra do
Caldeireiro o. 9 : a tratar na ra do Crespo o. 7,
loja de Guimaries & Silva.
Precisa-se de urna amaquesaiba engommar
e cozer; na ra Nora n. 33.
Aluga-se a loja da casa n. 86 da ra da Im-
peratriz ; a tratar no segundo andar da mesma.
Aluga-se urna crioula para urna casa de fa-
milia, sabe coser, engommar e cozinhar, e qual-
quer arranjo domestico : quem precisar, dirja-
se a ra do Negueira o. 19.
D-se a quantia de 500$ a juros sobre pe-
nhores de ouro ou prata ; na praca da Boa-Vista
o. 9, loja, se dir quem di.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
saiba lavar, engommar e cozinhar, para casa de
pouca familia ; a tratar na ra largado Rosario
numero 30.
Attenco.
Perdeu-se domingo no convento de
S. Francisco por occasiao da festa do*
Espirito Santo, um anel de ouro tendo
urna pedra de brilbante, e ao redor
desta outras pedras menores : pede-se a
quem o acbuo'ou a quem elle fr offe-
recidoque tenha a bondade de dirigir-
se a ra do Crespo loja n. SO B, que
sera'generosamente recompensado.
Compra-se um par do meiaa de borracha,
que esteja em bom estado; na rna da Madre de
Deua n. 36 A.
Thooi Lopes de Sena j
Ra Nova n. .32. j
9 Recebeu em direitura de Franca pelo *
$g$ ultimo paquete bons objectos de modas (
gBb como sejam enfeitesde cabera pira se- t
3g nhora. pretos e de cores-
Altencao
O abaixo assignado vende a artnacao
e um pequeo resto de calcado francez
a sua loja da rua'larga do Rosario n.
'2, ja bem afreguezada, dando com
bom abate, tanto em urna cousa como
em outra afim de liquidar antes do Gm
do mez Corrente : a tratar na .mesma a
qualquer hora.
Joaquim Bernardo dos Reis,
r* **
O prego convida' 2
Cortes de easemira do melhor qu ha no
8 mercado a 4$: na ra do Queimado loia S
de Julio A Conrado. S
8eS-S
Vende-se um excedente escravo moco, de
boa conduela, sem vicio* aera achaques de qua-
lidade alguma, e ptimo trabalhad ir do servico
de campo : a tratar na ra do Sebo n. 20.
_. Veodem-se ou arrendam'-se ss propriedades
nana Assu e Ferraz, urna parte no engenho Tra-
piche, urna dita no eogenho Agua-Fria, urna dita
no engenho Jaeir. urna dita no engenho San-
t Aona, e urna dita na propriedade Gamella: tam-
bera sa vnndem os escravos Jaciotho, Francisca
crioula, Prudeocio, crioulo, Carlos. Annunciada!
valentim, Danmna. eTheodora, os quaes nerten-
ceram ao casal do Sr. coronel Gaspar de Menezes
vasconcellos de Drummond, em cujo pode' an-
da se achara, e tocaram em partilhas a annun-
ciante Marqueza do Recife, com quera os preten-
deres devero tratar, na ra da Trempe. casa
numera 1.
Julio Conrado. S
#j> Tem exposto a venda cortes de-casemi- m
ra por 3g e 4g, fazenda que sempre se A
venden por 7 e 8#. S
Luvas de pellica enfeita-
das para noivas.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber pelo
vapor francez, as finas e bonitas luvas de pellica
enfeitadas, propriss para noivas, e contina a
vend-las pelo antigo e baratsimo preco de 5000
o par: na dita lola de Aguia Branca ra do Quei-
mado u. 16
Chapeos de seda de cores para senho-
ra, ditos de palba da Italia, ditos de di-
tos a Garibaldi, veos e tocados para os
rcesmos.
Fitas de seda de todas as larguras e
de differentes cores e qualidades, ditas
de cascarrillias.
Fil de seda branco, dito de linho
com salpico.
Ramos de flores de laraoja par noiva.
Toquinhas para menino se baptisar de
diversas cores, meias e sapatinho para
os mesmos.
Ricos vestidos de bloude com 2 saias
e 3 babados na primeira saia, ditos de
seda preto de 7 babados, e sintos com
fivella para snnhnra.
Recebe-se ti^unnos todos os raezes e
faz-se vestidos com muila perfeicao,man-
teletes, capas, vestuarios para meninos
se baptisarem e ludo mais quanto per-
tence ao toilet de urna senhora.
Vendemse tres escravos bonita
figura, dosertao : a tratar na ma Im-
perial n. 37.
Para bailes e passeos.
Ricos cortes de vestido de fil bordado
a matiz de 3 a 4 folhas e 2 saias a 12$ .'
em casa de Julio & Conrado.
Agua balsmica para
dentes.
A loja da agula branes avisa as diversas pes-
soas que haviam procurado tal agua, e as que de
novo se quizerem ulilisar de lo necessam agua
balsmica, que ella acaba de chegar em dita loja
onde somente a encontraro. Quera tem usado
dessa aguasaba perftitamente das virtudes della,
e quem de novo comprar achara que duas a tres
gotisdelli em meio copo d'agua pura, e com ella
esfregando-se os dentes, e lavando-se a bocea, os
alveja, livra-os da carie, fortifica as geogivas, e
acaba o mo cheiro quaodo ha denles furados*: o
preco continua a ser lf o frasquinho : na loja
da aguia branca, ra do Queimado o: 16.
Caivetes fixos para abrir
latas.
Vende-se finos caivetes fixos proprios para
abrir latas de sardinha, bolachinhas, doces ele. a
19 cada um : na ra do Queimado, loja da aguia
bsanca, n. 16:
|K^0h quei
! pechincha, i
A 12*000.
Chapeos de seda para senhora muito
bonitos para acabar vende-se por este
preco:
A 400 rs. o covado.
Mimos de sinhazinha fazenda propria
para vestidos de senhorss.
A 6^500 o corte.
Cortes de cambraia brancos com ba-
bados bordsdoa.
A 280 rs. o covado.
Cambraias organdys padres lindsi-
mos.
s
Attenco.
Vende-se urna grande casa terrea no lugar de-
nominado Caldeireiro da freguezia do Poco da
Panella, com 4 quartos, paredes dobradas, ierras
propnas, com um grande quintal plantado de
novas e excedente* arvores fructferas: quem
pretender, dirija-ae mesma, que achara eom
quem tratar a qualquer hora do dia.
Farello a3,oooris
e cana a 240.
Vende-se farello a S.OOOris o sacco, cana eo-
rafada a lio a garrafa, n* travessa do pari
Paraizo d. 16; casa pintada de amarello.
4 PRIMAVERi
|i6-Jea da Cadeia do Recife--16
LOJA DE MIUDEZAS
DE
FonsecalSilva.i
Sabo inglezo melhor que ha no mer-
cado de 200 a 800 rs., aljofares bonitos
gostos a 600 rs., espelhos pequeos dou-
railos a 800 rs. a duzia, apparelhos pa-
ra brlnquedos de crianzas a 19, 2J e 3g
cada um, escobas para unhas de 800 a
t# cada urna, ditas para dentes de 400 a
500 rs., bandeijas pequeas de 19 a
i$500 cada urna, pentes de tartaruga
virados a 5, 6jf, 1$ e 89 cada um, en-
feites de vidrilho a 1g800 cada um, bar-
retes de dito a 19200, froco de cores a
200 rs. a peca, filas de velludo com 10
varas a 800,1J e 1*200 a pega, escencia
de sabo para tirar noloas s 19 o vidro,
pentes para atir cabellos a 19400 a du-
zia, caixas de raiz sorlidas a 19400 a
duzia, cartas francezas finas a 3Ja du-
zia, ditas portuguezas a I98OO, caivetes
para fructas a 4$ a duzia, ricas caixas
com espelhos cootendo perfumaras pro-
prias para toilets de senhoras a 6fi e 88
cada urna, bahuzinhos de ditos a 59,
caixiohas de vidros com ditas a 29500
cada urna, argolas douradas a 15500 a
duzia, dados a 19500 a bala, pentes fi-
nos para barba a 400 cada um, agulhei-
ros com'pennas de ac a 800 rs. a du-
zia, colheres de metal principe para ti-
rar sopa a 2# cada urna, ditas pequeas
para cha a 29 a duzia e para sopa a
49500. ponles de bfalos amarellos a
49500 a duzia e a 400 rs. cada um, di-
tos para bichos a 280 rs. cada um e a
2$500 a duzia, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia, ditos de
osso a 320 rs., ditos de louca bonitos
gostos a 240 rs., ditos de phanlasia a
400 rs. a duzia, alfinetes de cabera cha-
ta sonidos a 120 rs, a carta e a 240 rs.
o masso, pinceis para barba a 400 rs. a
duzia, tesouras em carleira a 19 a du-
zia, caixas finas para rap a 800 rs. cada
urna, tranca de caracol a 600 rs. o mas-
so, sapatos de tapete para hornero e se-
nhora al{ o par, dito3 de pelucia a
19500, aparelho de porcelana para duas
pessoas a 69, jarros com pomada a 3$
o par, escovas Unas com espelhos para
cabellos a 19 cada urna, agua do Orien-
te a l$z80 a garrafa, dita de cologoe a
29800 e 49. bengalas superiores de 19 a
13800 cada urna, e muitos outros arti-
go s que seria enfadonho eoumera-los,
os quaes se vendem por presos os mais
baratos do que em outra qualquer parte.
- Galanteras.
A loja d'Aguia Branca recebeu novamenle
um bello sortimento de bonitos bahuzinhos com
9 e 12 frasquinho de cheiros; e os est veo-
dendo baratamente a 2J000, 39000, e 4 sim como caixinhas redoodas com 6 frasquinbos
a 1 50u0, caixiohas com cheirosas pastilhas para
defumar quartos gabinetes & & a *20O0 urna : na
dita loja d'Aguia Branca ra do Queimado n
16.
Banha transparente e
oleo philocome.
A loja d'Aguia Branca acaba de receber a bem
conhecida e apreciada banha transparente a qual
por sua frescura e bondade se tem tornado esli-
mada e prtferivel; assim como o fino e chei-
roso oleo philocome. Estes e outros objectos que
dita loja recebe' a sua propria eocommenda sao
sempre de primeira qualidade, e para que ellea
se nio confundam os os falsificados que por ah
ha, todos o* frascos leem um rotulo douradoque
diz loja de Aguia Branca ra do Queimado n. 16.
Extractos, banhas, cosme-
tiques, e leos, de Lubin
para lernas, e cabellos.
Na loja d'Ageia Branca ae enconlra as per-
fumaras cima do bem conhecido fabricante Lu-
bin ; e bem assim finos extractos, baohas & di
de outros fabricantes lambem de fama como Con-
dray, Piver &. Bmfim quem se quizer prover de
boa perfumara dirigir-se a ra do Queimado
n. 16 leja d'Aguia Branca.
Pianos
Sanadora Brother* A C. tem para vender *n
ea armazem, na praca do Corpo Sanie n. 11,
algn* pianos do ultimo goslo recentim*ni*
bogado 1 desden conhecido e acreditados fa-
ereante J Broadvrood 4 Sonado Londres *
asalte proprio para este Urna


-*-
m
DIAIIO OS WUv^IGO w TEBQA 1RA ii DE MaK) J>1 181
MnrhnT rlr me-
SCO
Urna pessoa que ten asmado coas elisreeu^
Ufo i fallar, eacrerer e traduzir U liaguas iogle-
za efranceza con exudlo de conversaco i mo-
cidade de ambos os sexos, (oto a%Bio como na
Baha e aqu mesmo em Percamboco, cfferece
de novo o seu preatimo aquellas pessoae que qui-
teram-se applicar em quilqner deetes idiomas,
Sara o que devem informer-se oa ra da Cruz o.
2, ou na ra da Cadeia Velha d. 61.
*& *#
1$ Der advocat Cicero Peregrino faehrt |
, fort seine Clientelzu bedienen, in
ODr. Mi|
trarufero a
Mi B). 43,
^^^^B* de Castro Mascarenhas
ira a ra iugusla,
onfe pode sor procurado a todas as
horas para o eiercicio de sua profissao.
aei- i
nem Comptoire Queimado Strasse n.
wo er laeglich ron Morgens 10 bis Nach-
mittags 3 Uhrza sprechen sein wird.
& advogar no seu escriptorio na ra do
r Queimado d. 2, primeiro"' andar, onde
pode ser procurado das 10 as 3 horas da
Urde* '
Ucero Peregrino, bachelor of laws, em
may be consulted on roatters affecting ^
his profession at bis cfflce, n. M roa do
Queimado 1 st. floor, daHy from 10 at 3
o'clock. .
Nfttt
a
L'. a vocal Cicero Peregrino continu a
exercer sa. profession, rum do Queimado,
26, 1." Uge, en Pon peut le trouver
lous les jours de dix & trois heures.
s
O abaixo assignado faz scjente aos seus de-
vedores que tenham a bondade de ir saldar seus
dbitos na taberna sita na roa da Imperatriz o.
4 at o dia 15 de junho, do contrario terio de
pagar a um procurador judicialmente sem mais
demora.
Francisco Fernandes de Parias.
DE
commksao de escravos,
pateo do Paraizo 6,
sobrado que fi fe fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
lorio de commissao de escravos, que se achara
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, abi
da mesma maneira'se contina a receber tscra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
costa de seussenhores, nio se poupando esforcos
para que of meamos aejam rendidos cora prorop-
tidao, aQm de que seussenhores nio soffram em-
tiate cora a venda delles. Neste mesmo estabe-
ecimento ha sem pro para vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
O abaixo assignado taz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar com a sua
confi anca.que elle lem estabeleci-
do o seu escriptorio.de advogado
arua tfcf Queimado d. 26, i.
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate' as 3 da tarde dos dias uteis.-
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
SMHiHiasf mmm mmwsu
Precisase de urna mulher que se preste ao
servigo ordinario de urna caaa, e quelra acompa-
nuar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
Industria.
Sida-se qualquer peca de louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, seja qual for a qualida-
de do objecto : na ra do Livramento n. 31, loia
de calcado.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de caneca, tambera se lavam e enfeilam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo goslo de Paria, para o que recbe 6-
guriaos por todos os vapores que vem da Eoropa
O artista americano
O artista americano
O artista a raer i cf no
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por^J
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sorttmento de cai-
x inhas novas
Tendo recebido um sorttmento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sorti ment decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Terfdo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A.. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas.qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Como tambera um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3j{|000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
empre prompto sob condicCes muito
razoaveis.
. Os cava I lie! ros esenhoras s3o convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra_ exarninarem os specimens do
cima fica anunciado.
que
Aloga-se um sitio com boa casa na Capun-
ga ; numero 31.
0 ODr. Joaquim da Silva Gusmo pode <|*
ser procurado para o exercicio de sua 3
profissao medica a qualquer hora do dia
ou da ooite no largo do Carroo n. 5. pri-
meiro andar:
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padrees segnintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 59 com urna dita.
Rxas de 50J.
Brancas de 500.
Verdes de 5009.
E mais : olas do banco da Bahia
de 105 rs. e 209 rs. ditas da caixa
filial da dita de 209 : na ra da Cruz
do bairro do Recife. armazem n. 27.
Cdulas,
Trocam-se com mdico descont as notas ge-
raes do thesouro, que se estao recolhendo, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Bahia e da caixa filial desta ultima cidade :
na livraria, econmica, ao p do arco de Santo
Antonio.
No armazem de Francisco Jos da Costa R-
beiro, no cWs do Ramos n. 4, precisa-se saber
de alguma senhora que se retire para a ilha de
a. Miguel no patacho Lima, para se lhe fazer um
oleresse a essa senhors : quem estiver nestas
pircrosla ocias, cima se lhe dir o trato do seu
interesse.
Dentes arteficiaes.
msmmmmmm
O Senhor
Ceatano Aureliaoo de Carvalho Couto, queira ir
a fabrica Sebastopol, a negocio que lhe diz res-
peito
I

3~Raa estreita do Ro8ario~3
5 Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar derrtes artificiaos tanto por meio de
P molas como pela presso do- ar, nio re-
m cebe paga alguma sem que as obras nao
0 nquem a vonude de seus donos, tea pos
fe outras prepara^es as mais acreditadas S
para eonservac&o da bocea.
* *
Quonj livor conUs contra a galeradiamar-
queza Himalaya. capitio B. G. Bendixen, far
O favor de as entregar oestes tres diaa. da data
de boje 30 de meio, no consulado da Dinamarca
roa do Trapiche o. 18, fleaodo cerlos que depoi
deste lempo nenbuma reclamacio ser aritandidja.
Aluira-ae o tereeiro e quarto andar com so-
lio e cozioha da ra do Trapiche o. 18, junto ou
em separado, se convier; tambera se poder ven-
der a mobilia e irom de Wffoba ; a fallir no e-
cripteo da mesas casa.
A viuva Jane, dentista, achando-se restable-
cida dos seus longos encommodos de saude vai
continuar a Irabalhar poraua arle, e desde i of
feroce ao reapeitavel publico os seus servicos
a qual quer hora do da. em sua residencia na ra
de Sania Rila n. 61, cora a perfeigo bem conhe-
cida dos seus numerosos freguezes ; nao rece-
beedo pega alguma de qual quer trabalho tenden-
te a sua arte, sem que ffquem plenamente satis-
fetos, E especialmente das seuhoras, de quem
espera proteegao e preferencia, pela franqueza e
menos a canhamento que devem ler com o Irato
delicado de urna pessoa de ignal sexo.
Jos Epifanio Duiaopor si e co-
mo procurador de mais herdeiros de
seu pai Francisco Antonio Duro, par
ticipam ao publico que ninguem faca
transaceao alguma acerca das casas n.
37 e 45 da ra da Cruz(outr'ora n. 18
e 22), ilha do Nogueira, fazendas de
gado, escravos e mais bens que foram
deJoseBentb Fernandes, e que estao
na individa posse da junta administrati-
va da Santa Casa da Misericordia do
Recife, de Flix da Cunba Teixeirs e
mais herdeiros de D. Antonia Felicia
de Amorim, pos que sobre ditos bens
teem os annunciantes accaoque cor-
re pela primeira vara do civelEscri-
vao Baptista.
Recife de Pernambuco 18 de
de 1861.
mato
Escriptura^o
mercantil.
Urna pessoa cora peten te mente habilitada e em-
pregada no commercio, deseja ncarregar-ae de
trabalhos da eacnpluracSo mercantil, por qual-
quer disformes (siogella ou dobrada) (ornando
sobre si a rospomabilidade de todo o trabalho
que lhe for confiado : para ioformacoes, na pra-
ca da Independencia o. 34, .onde se poder dei-
sar cartj fechada com as iniciaos T. H., ou quem
preleot, ao non ele por este-jornal.
Aluga-se
Calcada : a tratar na
Trapiche o.
0
procaraidjj
aidar,
para a Cambada
Sem x#|
Quem me
Joaoltaeeairo da tVr lm STWrta^
Dsej
pondente
N*:M
sH>- 6 e 8.
".
()
dovedores qo* nao lhes
corrente, o fari judicialmente,
a seus
pagar at K) do
desta data em
Pablicaces do iistitato
tlia da Brasil.
homeopa-
DICCIONARIO POPULAR
DI
MEDICINA U0ME0PATHIC4
Obra indispensavel todas as
pessoas que quicerem tarar ho-
meopa tilicamente,
CONTBSDO:
A de/inico clara dos termot de medicina : as
camas mais frequentes das molestias: os symp-
famas, porque sslas se faxetn conhecer : os me-
dicamentos que melhor lhes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora de dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a mantifa de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envenenamen-
tos, as mordeduras de oohras, facadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
tslias conhecidas, principalmente as que groe-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, quir
as escravos: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
. crianea reclama, quir logo depois do nasci-
menlo, quir durante a infancia :~oe perigos
que estao sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital inleresse ; bem como urna descripc&o con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli- \
gencia das pessoas exlranhas medicina., dos
orgaos mau.importantes, ojie entrara %a com-
posico ao corpo humano, etc., etc., com duas
estampa, urna mostrando qaanto ipossivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicaco
phisiologica e oulra mostrando as differentes
regies abdomivaes. [Aprimeira coloridapa-
ra os senhores assignantes.)
PELO D0UT0R
SABINO OLEGARIO LIDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina bomeopa-
Ihica urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pralica dos homeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Braaileiros, e
da micha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina'; e muito mais ani-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimenlo, capitaes de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa.fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular (al qual o havia feilo, aconleceu
que antea de incetar'a publicacac^visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e ento resolveu mudar inteiramenle o
plano que havia concebido, e dar toda a expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na scieocia, como os que o nao
sao, podessejn tirar delta o mximo proveilo pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Bomeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura l&J, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25;.]
Acka-se igualmente em via de pnblica-
co a segunda ediccao do
THESOURO HOMEOPATHICO
O
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em tudo superior pri-
meira. tanto no que diz respeilo disposico da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministraras dses, ao estudo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a liygien
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demouse
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desd-
a bocea at o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasio de as-
signar. (depois de impresso custar 12 pelo
menos.) r
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, que nao for acompanhada
ai respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ma de Santo A-
maro, [Mundo NovoJ n. 6.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cimrgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Ten agua e pos dentifrieios ele.
se saber queme p corres-
~nr. Dr. Joaquina Antonio
residente naf rorindHte
arja da praft dto Indepen
3
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Q. *
*
fifi f f jf jfff
rrecisa-se alugar duas pret*s para vender
rol: a tratar na roa de Santa Rita n. 27, se-
Mfhdo andar.
I
0
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, rus da Senzalla Nova n. 52.
Ha para alugar-se um bom lerceiro andar
e sotaocom cosioha ele, etc., emuma ds ras
do Kecife : a tratar na ra da Cadeia n. 33, loia
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DB. CASANOVA,
30-Rua das Cruzes~30
Nesteconsultoriotemsempe os mais
novos o acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por prejos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra.ro-
commendada intelligencia de qualouer
pessoa. '
1 STAHL C. I
RETRATISTA DE & M. 0 IMPERADOR.!
j| Ra da Imperatriz numero 14
% (Ontr'ora Aterro da Boa-Vista.)
| Retratos em tocios es- *
j tylos e tamangos.
! Pmturaao natural em $
I' oleo e aquareUa.
2 Coplas de dagueneo-
| typo e outros arte-
| faetos.
| xlmbrotypos.
|Paisagens.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bihetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Hotel Trovador,
ra larga do Ros^k> n. 44.
O dono deste estabelecimenlo contina a for-
necer comidas para fra
$-$ $*)
Joao Correa de Carvalho, al-
faiate, participa aos seus nume-
rosos fregueaes e amigos que mu- %
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encentra- S
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua !
arte.
*

Leiam todos.
Sabbado 25 do corrente es-
pira oprazo que a viuva Dias
Pereira A C.marcarara a seus
devedores para que lhes fos-
sem pagar e como o nao que-
rem fazer i articipa-lhes que
de segunda-feira 27 em diante
se proceder essas cobrancas
judicialmente sem excepeo
de pessoa, e para que nenhum
dos Srs. devedores se julguem
offendido faz o presente para
que chegue ao conhecimento
de todos.
o
una casa terna na' ru da
na do Queimado n, 53.
. ~ .^'"*"",d risoi da ra do
Scoft
A viuva e admioiitradores do casal
de Joao Tarares Cordeiro tendo por
duas vezes por este jornal pedido aos de-
vedores ao dito -casal para que saldai-
sem suas contas, tem pastado pelo dissa-
bor de nao serem attendidos, senao por
muito poucos e por isso com bastante
repugnancia se resolvern! a entregar
aoseu procurador o Sr. Miguel Jos de
Atmeida Pernambuco os ttulos de divi
da, afm de pelos meios competentes
promover a cobranca, o que previne
aos mesmos devedores para seu governo.
Recife 18 de mano de 1861.
CrZ ^'?Q,."*e.um P1" dr aito na roa da
C-PrS.V,rSe,r5Sgte0 ^'^
GABINETE
Medico-cirurgico
DO
Dr. Amerieo Alvares Guimares,?
A'ra Nova n. 21,1- andar, pro-
Eximo i entradada Camboa doCarmo.2
tm Ahi se o achar prompto acudir a a
quaesquer chamados, quer para a curativo Z
de molestias concernentes medicina ou *

cirurgia, quer para proceder a exames me-
ff dico-legaes.
aj As pessoas que por acaso o nao acharem
t$ detero ahi deixar bilbetes em que de-
claren os seus nomes, ra e numero de
0 casa, afim de serem deridamente satis-
f*ltas.
aj Oa indigentes enfermos serio igoalmen-
2 te attendidos e medicadoa sera paga do
a menor honorario. .
m
SSF^ww^flHS-^^rS
9 )
Grande hotel em Londres,
2 Golden Square.
F. A. de Olireira ti C, tendo tomado o eata-
belecimento de J. G. Oliveirs, e harendo-o aug-
menudo e mlhorado em todo o aejitido, para
maior commodidade e satisfago dos hospedes
assegaran aos seus amigos qaevenbam esta
capital, selle contlnoaro .encontrar todo oaer-
vico e bons officios, no qae promellem esme-
rar-se.
Aluga-se urna aerara para asa de^ouca
familia : na ra do Hospicio n.64. casa terrea.
."" .PrecM- omprir unja roseta de bridan-
tes : tratar na roa estrella do Rosario n. 4.
parTaBsro a r* ,W mftt' ***"'"
------------:---------- =
Furtaro do ailioda riura do coromendador
Gaudino Agosiiobo de Barros, junio caplla de
flripa do Mangoinho, na noite de 13 do coren-
ls**lo ae Sella, casteoho., grande, coa
orna esfl-ella branca na testa, e sigual tambem
braneo redondo na taboa do poscoco do lado *a-
IfstSdo ; caTallo eal carnudo, anda de baixoa
meio spero, e leudo a clina e cauda compridas,
nehou-se de baixo de um aroredo no sitio de-
fronte, cabellos do mesmo cavallo que cortaram
para* diaflgnrar : quem o lerar ao mesmo sitio
oa er noticia delle, seri generosenle gratifi-
cado.
Mukaattencao.
Acham-se para alugar as lojas de um
sobrado na ruada Aurora n. 44 : quem
as quizer dirija-se a essa mesma ra
casa n. 10. '
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escn'ptorio da compa-
nhia Pemambucina no Forte do Mallos d. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer ser vico ten-
denle ao mesmo vapor.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
00 DOL'TOR -
m SABINO O.LPINHO.
Kuade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Conaultas todos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARJUCM ESPECIAL HOMEOPaTICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalnicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa, in-
falhveis em seus effeilos. tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino s
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra delja sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos quo se pe-
do. As carleiras que nao lerarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jaciri, situado no
termo de Scrinlia.-m, moentee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
quatroenimaes, otaria e seu respectivo forno.rasa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pes por trela com um
parol de cobre sufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamenlos, tendo a casa suficien-
te capacidade, urna destilacao completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de conlinuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
arioeietro de Cariier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completameote arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com qualro balcdes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande torno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual for o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
lodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produccao de casa ; assim co-
mo tgdas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com malas tambem a
roda do engenho de suRlcienle capacidade para
dar estacas para cercar elenhas para uso doa tor-
nos e casa de caldeira. e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos lado de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de qualro a
cinco mil pies sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Esle en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que ttm esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1861,
a ndar-se em 1862. sendo avahada por peritos,
assim como o prego dos pes. As coodifes e
lempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar i seu proprie-
tano o coronel Gaspar de Meoezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acba a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Afflictos. de manhaa at 1 hora da
tarde.
Aluga-se urna casa com 4 quartos 2 salas,
copiar fora e cozioha, agua de Deber, bom quin-
la' cotn Iructeires, no principio da estrada dos
Afflictos ; a tratar nosilio do Chora-meninos.
Precisa-se de urna casa terrea ou um pri-
meiro, segundo ou tereeiro andar, nos bairros de
Santo Antonio. S. Jos ou Boa-Vista : na ra de
Horlas n. 90.
Tendo sido julgada as parliLhas dos bens
deixados pelo fallecido Francisco Jos Gomes de
Santa Rosa, no dia 10 do correle pelo Dr. juiz
de orphos desta cidade, em dita partilha foi dado
viuva inventarenlo D.Engracia do Amparo e
Sania Rosa as casas n. 20 da ra dos Prazeres,
e as de os. 13 e 15 na ra do Jasmim, para pa-
gamento das dividas do seu casal que se acham
justificadas em dito inventario : assim as pessoas
que quuerem comprar ditas casas, podem pro-
curar a dita inventarianle na mesma casa n. 20
da ra dos Prazeres, todss no bairro da Boa-
Vista.
Precisa-se de um caixeiro para taberna
com bastante pratica. e que d fiador a sua con-
ducta ; na ra das Cruzes n. 1.
Charles Laurent,
Ifaiatefrancez,
Ra da Cadeia do Recife numero 16,
tem a honra de prevenir o respeitavel publico
desla cidade, com eapecialidade os seus fregue-
zes. que acaba de receber da Europa um lindo e
vanado sortimento de pannos para calcas, por
precos vantajosos. Approveita a occasiSo para
otlerecer s senhoras seus servicos como prepara-
dor das capas agora muilo em uso, e trages ee
amazonas. Sua casa dislingue-se pela prompti-
do e baraleza.
. .Precisa-se ds urna preta escrava para o ser-
vico interno o externo de ama casa de pouca fa-
milia ; a tratar na ra da Ctdeia do Recife*n. 22,
primeiro andar.
Pulceira.
Perdeo-se ao sahir do theatro do Santa Izabel
ros da Florentina Pateo do Hospital, Matriz,
ra Larga do Rosario e Estreita do mesmo urna
pulceira de coral, quem a achou e quizer reat-
tuir dirija-se a ra Estreita do Rozarlo n. 4 lo-
ja de o or ves que seri recompensado.
Joaqoim Ferreira Valenle, subdito portu-
guez, vai fazer urna viagem a Europa, levando
em sua companha duas irmaai, o quo faz pu-
blico em cumprimento a le.
Convite,
Attenco e multa atteDcao.
Sodr & C. convida a todas as ramillas que
juizerem honrar com suas preaenc*s a salla do
-nraeiro andar da ra Estreita do Rozario n. 11
Por cima der sea eotabeleeinenio a virem tomar
sorvele e outros gneros tendentes a coofeiloria
?? Jl. ,a e0m Mo cei0 Preparado com
r.camob.lia mesas de marmore o Iluminado
JK^ia ftand0 promptldio, e presos mdicos.
Sorvetes.
Mendes,
da Silva Jnior vai ao Rio
Sodr 4 C. avisa ao respeitavel publico e com
particularidade aos senhores acadmicos que qui-
zerem honrar o seu estabelecimenlo na ra Es-
Ireit. do Rozario n. U ,trem iomar\or,e
para o que estar prompto todo os diaa das seis
horas da tarde em diante advertindo aue de do.
mingo (9, em diante havera tambem ao meio
Segu para Europa Joaqoim Jos
cidadio Brasileiro.
Jos Antonio
Grande do Norte.
Arroand Pedro Luiz Massy. subdito francez,
emprendo, na via-ferrea do Recife S. Francis-
co, vai Franca tratar de negocio de seu parti-
cular loteresse. r
Joaqoim de Alboquerque e Mello embarca
para o Haranbao o orpho menor Joaquim para
casa do lio do mesmo menor, Antonio Jos de
Souza Mximo, residente em dita provincia.
Precisa-se de urna ama para todo o aervico
a tratar na ra das Larangeiras, primeiro andar
numero 14.
Attenco.
Francisco Xavier Pereira de Brilo, so- K
lidiador da fazenda geral. teodo exprcido M
por espacode8annosoo(Ticiodesolicita- a
dor de causas na cidade de Porto-Alegre.
adquirindo por. isso uva grande pralica
pretende aqu encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa os differentes jui-
zos, despachar esersvos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobraocas E
como tem na corle sua disposico um
habilitado procurador tambem se encar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer prelengo peranle as secreta-
rias de estado e ihesouto, e de qualquer
causa que lenha de seguir por meio de 31
recurso para o supremo conselho. K
Qualquer pessoa que se queira utilisar tf
de seu presumo pode o procurar das 9
horas da manhaa at as 2 da tarde na ra
das Trincheiras n. 13. o fora deslas horas fi
na ra de S. Francisco, sobrado n. 72 m
pZa? ab!Si, "si*?ad0 comprou ao Sr. Manoel
Florencio Aires de Moraes a sua loja de fazendas
sita na ra do Queimado n. 41 ; se alguem s mi-
gar com direito a mesma, haja de reclamar no
SK 2e 4 -aV c.0tar da Psente data. Re-
cife 20 de maio de 1861.
Jos Joaquim de Pinho Mendonca.
Ua urna pessoa a bordo do patacho porlu-
guez Lima que deseja fallar ao Illm. Sr. Anto-
nio Vidal de Lameiro, e por nao saber onde re-
side, roga ao mesmo senhor tenha a boodade dei-
xar urna caita no correio para por ella ser procu-
rado, isto nao querendo Jer o ocommodo de ir
a bordo. "
Pede-so aos Srs. Francisco Jos do Amaral
e Jote Honorato de Medeiros. moradores fora
desta praga que queiram dirigir-se a ra do Cres-
po, loja n.8, ou declaro sua morada para serem
procurado. K
Arrenda-se a propriedade da ilha da Lame-
nha situado entre a barra de Seriohem e a Ga-
mella.com casa de vivenda, salloas.bastanles co-
queiros, e estenso terreno para todas as quali-
dades de planlagoes: na ra do Cabug, loja nu-
mero 19. *
Forte inlammacao do baco
loepellido pela gratido a mais sincera, e em
abono da pura verdade. vou gradecer ao Sr. Ri-
cardo Krk. ecriplorio ra do Parto n. 119 pelo
feliz curativo que acabo de receber por meio de
suas chapas medicinaos, fleando perfeilamente
bom em menos de 40 das, de urna foite inflam-
magao do bago, de que ha mnilo lempo padeca
oda qual eslava j desengaado de alcancar me-
iQOrfl?.
Aceite, pois, o mesmo senhor meus fracos elo-
gios, sendo ce rio que a lo precioso remedio de-
vo hoje a minhasiudo.
Joaqoim Caetano da Silva Campolina.
Queluz, provincia de Minas-Geraes.
Furto.
Furtaram na noite do dia 15 para 16 do corren-
te diversos objeclos de ouropertencentes ao abai-
xo assignado, sendo laes obras o seguinle : una
pu seira, qualro auoeloes. sendo um com pedra e
outro com urna mola, tendo dentro urna tranca
de cabellos, e dous lisos, um par de brincos feitos
no Porto, a mais outras obras, isto argolas e
rosetas : pede encarecidamente aos senhores ou-
nves o a toda e qualquer pessoa a quem for offe-
recido laes objectos o obequio de apprehende-
rem-nos e leva-Ios casa do mesmo
signado, na praia do Caldeireiro n.
qae sero recompensados.
Jos Manoel Ferreira Gumaraes.
Precisa-se de urna boa cozlnheira. livrc ou
escrava ; na ro3 Oa Santa Cruz n. 66.
' Precisa-se de urna ama de idade para cozi-
nnar efazer companha a urna pessoa: no Reci-
fe. ra dos Tafioeiros, sobrado de dous andares
no segundo se dir quem precisa. '
abaixo as-
24, taberna,
Compras.
Compram-se caibros servidos para andai-
mes ; a tratar na padaria da praca da Sania Cruz
numero 6.
Compra-se ou aluga-se n'uma das ras re-
liradas dos bairrosde S. Jos ou da Boa-Vista,
urna casa terrea com quintal e commodos soffri-
veis; annunciem oeste Diario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 aooos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz b. 12 loja.
Vendas.
Mobilia.
Urna pessoa que sane da cidade, vende urna
rica mobilia de Jacaranda; na ra nova de San-
ta Rita n. 47.
Vende-se
farinha da Ierra, saceos de alqueire, medida ve-
LV **!&-eSllBU Cs,harll>. alqueiresde
bordo a 2#600: na ra da Praia. armazem de
carne secca e farinha, contiguo a ribeira
xe numero 34.
do pei-
Attenco.
Deseja-se saber ae aiuda existe nesta provincia
ou se j fallecido Jos Antonio de Souza Fiel-
las, subdito porloauer, para se fazer srieale a
pessoa de saa familia : roga-se a quem delle son-
r V*.''"de dar noticias no escrlptorio da F.
S. Rabetlo & Filho, que se lhe ficar acradecid.
Aloga-se a loja do sobrado n. 37, silo na
X.iS**-,*4o,y tal*U? no MondSO. casa do
ttUesidd comaendador Luiz Gnmes FerriM.
Vende-se m moleque peca para pagem ; quem
o quizer comprar, dirija-se a ra do Cabug nu-
mero 8.
Avariado.
Finissimo e multo largo madepolio com pe-
queo deleito a 59 a pees ; vende-se oa ra No-
ra n. 42, loja de Tertuliano Caadido Hamos & C.
Livro do mez mariant al^.
Acaba de sabir des prefos desta lyoographia
urna nova edico do mez mariaao, segundo se
celebra no hospicio de Nossa Senhora da Peona
seguida nhora da Gonceiso, modo de visitar o lausuere-
nedo saolisaimo rosario ; vende-se nicamente
a lj da hvraria na. 6 e 8 da pra?a da Indepen-


.-'.-_,.~___--;;* ->.rz'z>r-s-i ~: "- -,--

()
Baoha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca soba de receber um doto
e grande sortimeato de banhas, eairactos, leos
para cabello, opiata, sabonetee. ec.etc., com
iso a estimada banfia, fluida napolitsia, em bo-
nitos e grandes copoi de vidro opaco cam lampa
de metal. Essa baoha por aua supefictidade
activos cheiros de rM e Dar de lar* aja, ja ho-
je bem coohecida e apreciada, e cootioa a Mr
vendida a 2 500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca a. 16.
f) Machinas de Tapor.
0 Rodasd'agua.
Moendas decanna.
t Taitas.
Rodas dentadas.
a} Broozes e aguilhoes.
ay Alambiques de ferro.
GriToi, padres etc.,'ate:
Nafundicaode ferro de D. W. Bowman
8 rua do Bruna passando o chafarle, i
1HB1MS
baratissimas
Na loja de fazendas que se est
liquidando
UVVBO CA.1TCG\N.&.
Burgos Ponce de
Loon, vendendo todas as fazendas existentes na
loja da ra do Csbug n. 8, por menos de seu
cusi, para pogamento dos credores da extiocla
firma le Almeida {Burgos, vendo com melho-
ria de razo por menos as miudezas por nao se-
ren ellas proprias de urna loja de fazendas :
Fitas de seda sarjada bam encornada de muito
bonitas cores para cintos, enfeites de chapeos
para senhora, lagos de cortinados e para cin
teiros de meninos de peito, que gerslmente se
Tende por ah a 29, rende agora a Tara a 800
rs. e a 13.
Sitas da Diezma qualidade estrellas a 160 rs.
a vara.
Franjas de teda pretas, como de cores a 260 rs.
caa Tara.
Bicos francezes de omito boa qualidade cada
pe?a a 1, IJiOO. 19600, 2, 3, 3jJ200 e muito
largos a 49, 4&500 e a 5J.
Ditos Je seda branco ou de blond para enfeites
de chapeos para senjiora como para vestidos
de ooivas a 240 rs. a vara.
Aberturas para camisas com punhos e colari-
nhos s 400 rs.
Ditas de espuiao de linho a 900 rs.
Sapatinhos bordados para baptisados de menino
de peito al]J280. ,
Bovets francezes para meninos a 2g5G0 e a 39,
ditos de marroquim dourado com plumas de
um lado a 49, ditos francezes de casemira para
homem a 19.
Enfeites de flores francezas bem ornadas para
cabera de senhora a 3JS, 49 e 5>.
Ditos pretos de vidrilho para cabera de senhora
e de meninas a 29 e a 29500.
Lwas de pellica de Jouvin para senhora a 800
rs. o par.
Dita- heneas finase encorpadas a 240 e a 300
rs. cada par e em duzia a 29500 e a 3$.
Toucas fraocezas bem feites de la para senhora
parida a 2J500 e para meninos de peito a 800
rs., ditas de fil de linho enfeitadas com bicos
francezes e fitas a \%.
Dusia de meias grossai do Porto pira homem a
ltG'K), 'litis de meias cruas para homem a
2j500 e a 3>, ditas de mpias finas e encorpa-
daslecidas de cores a 29500 e a' 39, ditas de
meias brancas para meninas muito finas a 4$
e tecidas de cores a 3$. ditas de meias bran-
cas para senhora a 2)500, i e o mais supe-
rior que s pole suppor a 59500, ditas de
meias pretas para senhora a 2$400 e a 4g, meias
pretas para senhora a 240 o par e a 400 r.,
d'tis pretas de laia para padres a 39 cada par,
d seda oreta para hooieni a 29560 e a 39 ca-
da par, ditas para seBhora a 29 e a 89 cala
par, ditas brancas para senhora a 29500 e a 4$
cada par.
Penles de tartaruga a imperatriz pelo baralissi-
sitno preco ae 8.
Caixos de flores francezes a 400 e a 1J500 cada
cairo.
Carlciras de mols para trazerchsruteiras o 1,600.
Grvalas de cassa pintada de cores seguras a
240 rs. cada urna, ditas de seda pretas e de
cores a 500, 640, 800, 19. 1,280 e 1,500 e ricas
mantas para grvalas a 3$.
Ciniures de borracha sem defeito algura para
segurar calcas, para homense meninos a 200 rs.
Chicotes para montara a 640 rs.
Bengalinhas a 700 rs.
Sabonetes francezes a 60 rs.
Ccme'tijues ou pomadas francezas para alisar
cabellos a 60 rs. cada pao.
Botoes de vidro preto lapidados para casareques
a 100 rs. a duzia.
1/ani/i/ias de Terdadeiro froco de seda para pes-
clo de senhoras e de meninas de ricas cores
a 1,500 cada urna
Bandoes para cabellos de senhoras e de meninas
a 800 rs.
Collarinhos de esguio para homem a 800 rs. e
sem ser de esguio a 400 rs.
Tiras de babados bordados para saias de senho-
ra, para calcinitas de meninos, para traves-
seiros e para muitos enfeites, de que as se-
nhoras se servem, sendo eslreitas e largas a
500, 640e a i- cada tira.
Toalhas de puro linho para rosto- ou para mos
a 800 rs. cada uma.
Boies com baoh:i fina de urso a 800 is., dito de
creme a 8U0 rs., ditos com pissarinhos a 909
rs., ditos dourados de diferentes modelos a
19 e a 1,280, frascos com leite virginal de Iris
para tirar sardas, espinhas etc., a 1,500, fras-
cos com agua de colonia a 300, 600, 700, 800,
19 e frascos grandes a 1,200, 1,400, 29 e a
2.500, agua de thesor para limpar denles a
610, espirilos e essencias finas a 500, 640, 800,
19, 1,200 e a 1,500, frascos om agua do Orien-
te a 1,204 e a 1,500, de athemense a 1.
Compraado-se perfumaras na importancia de
205 para cima, se abater aiada 20 portento dos
presos annunciadoi.
Vndese urna preta crioula, de idade de 24
a 25 annos, coziuha, lava, engomma bem, e faz
todo o servido de urna casa de familia : na ra
do Cabug n. 1 A.
DURIO DB tmUHMJC*. -. ^ PBB4 tf ff MAJO DI Ul
ARMAZEM
BE
ROUPA FSrFA
Joaquina Francisco dos Santos.
40RIIAD0QIJEIMAD040I
Defronte do boceo da Congregaco letreiro verde.
..{I*"!? *ubJecimei,t h" empr un sorlimento completo de roupa feita de todas as
*S i^L S tamTJn ""J*' ^ por medida, ventad dosfreguezes, para o
ue tem um dos melhores professores.
2a
sacas de panno preto. 409, 35| e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 80)00
Palitotsdeditoedecore, 359, 30*.
25f000e ^ ^ 203000
Dito de casimira de cores, 229000,
15, 12| e ajooo
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 950OO
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 5, 49500,
4S000 e
Ditos de bramante de linho branco.
6S000, 59000 e
Ditos de merino de cordio preto.
15*000 e
Calsas de casimira preta e decores.'
129.109. 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 59 e
Ditas de brim branco a de core.
53000, 49500 e
Ditas de ganga de fores
Colietes de velluso preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9f e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
ISOOO
89OOO
39500
39500
395OO
4S0O0
89000
65000
49500
29500
35OOQ
89OOO
39500
59OOO
5#000
59OOO
39OOO
29200
15280
29300
3000
1*900
I9OOO
Ditos de setim preto
Ditos de sede e setim branco, 69 e
Ditos de gurffurao de seda pretos e
de cores, 75OOO, 69OOO e '
Ditos de brim e fusto branco,
3*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, I56OO
Camisas de peito de fusilo branco
de cores, 2*500
Ditas de peito de linho 65 o
Ditas de madapolao branco o de
cores, 39,2*500. 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa,francezes,
formasda ultima moda 105,89500e 7000
Ditos de feltro, 69, 55, 4* e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14*. 125,115 e 7*000
Collarinhos de linho muito fiaos,
noTos feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodo 3500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 90. 80 e 70*000
Dito de prala galvanizos, pa-
tente bosontaes, 405 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
adereces, pulseiras, rozetas
anneis e
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10*000
EAU MINERAL
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n.22
Gai para caadieiros.
l faz tio procurado, bem como
um completo sortimnta dos caodieiros proptioa
3ue se T-endem por muito baixes precos : ua fu
a Imperatria 12. loja de Resmuado Cario
Leite&Irmo.
Toalhas para mos
* **! : ru do Queimado n. 22, na loia
da Boa f. ^
Vendo-se um cabriolet americano muito Ioto
e bom uso, com todo os arretos: na cocheira
do Sr. Andr Alberto Soares, defronte do arse-
nal de marioha.
Extremadura
Vinho puro de uva
fabricado ezpresaamente para Jos Anto-
nio da Silva Jnior : vende-se a retalho
em casa de Aolooio Lopes Braga, ra da
Cruz n. 39.
Calcado barato na ra larga do Rosario r 32.
O dono deste estabeleciment nao Ihe sendo possivel
acabar com todo o calcido at o fim de marco, como preten-
da, por issoresohe vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidacao.
Para homem, senhora e menino.
Aviso s senhoras
Gama & Silva com loja de fazendas na ra da
Imoeratriz a 60, Tendera :
Hodernissima seda tarrada cor de canna muito
iocorpada, corado, 2*.
Dita branca para resudo de noira. maito io-
corpada. covado, 254OO.
Dita encarnada adamascada para colchas on
cortinas a 2*.
Tarlatanas muito finas de todas as cores, a
rara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a 9
Cambraias brancas e de cores, lavor estufado
rara, 400 rs.
Ditas estampadas muito finas, vara, 500 rs.
Laaziohas de cores muito finas. Tara, 360 rs.
Pecas decambria de salpico muito fina a 4j500.
Dita* lisas muito finas com 10 raras 69.
Ditas com 8 1|2 raras 39200.
Ditas com 6 112 raras 29500.
Chaly de seda chegado pelo ultimo vapor co-
rado 19.
Um grande sorlimento de tiras bordadas e n-
tremelos 9
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabugan. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos cora
enfeites de continha, como dourados, e de lindas
fitas e fi velas, o mais Jno que se pode encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. 1 B
ORCAO.
Vende-se um orgao propri para capella de en -
genho ou qualquer oulra igreja : na ra Nora
numero 25.
Relogios.
Vende-se em can de Johnston Pater C.,
ro **> Vigario n- 8 va Mo ortimento de
relogios de ouro, patate inglex, do um do Mis
WMdoi fabricante de Liverpool; tambera
variedad* de bonitos traaeolin para o
mesmos.
Ceroulas francezas.
.iIS!il?f a! "^"f! eetoola trancadas de
Blgodioa 189 a duzia. ditas o Hnho muito finas
boaf! "" Qando n. bji da
Bonets.
Tendem-e superiores bonets da marroauira
para meninos, pelo mdico preco de 2$50r> cada
um : na raa do Queimado n. 22. na loia da
boa f. *
Chapeos de sol de seda a 6$.
Tendem-se muito boas chapeos de ol de seda
comcabodecaona, pelo baratltslmo preco de 69
cda um : na roa do Queimado n. 22, loia da
boa f. *
Guardanapos rara mesa
a 35 rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 2, na
loja da boa f.
Potassa.
Borzegnins de Nantes sola patente a 8 e 8,500
Dito de ditos sola fina a 7 e 8,000
Ditos ingle7.es prova d'agua 7,500
Botas de bezerro 7,000
Borzeguins de lustre a 6, 7 a 8^000
Ditos todos de duraque 6.000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespontados 8,000
Sapatdes de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto 3,000
Ditos de dito sem salto para daRsa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3.500
so^^o
l^rTfe
om salto
m salto
Ditos de uma sol
Ditos de una te
Borzegutna de lWre para 1
Sapatoes para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de sctiai branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspess
Bitos de dilosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
5.000
4,000
3,000
5.000
4,500
3,500
4,000
3,500
2.500
2,500
3.O0O
Cal de Lisboa.
Vende-se a mais noa cal rirgem de Lisboa em | Sa'r'ja e% eescoa duaaTsreu
pedra, por preco commorJo : na ra de Apollo,. havendo de cor de rosa arx
armazem de assucar de Manoel F. da Silva Tar- nita fazenda nara va-m, rf
roso.
Potassa da Rossia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da roa
da Cadeia do Becife n. 12, ha para Tender a ver-
dadeira potassa da Rossia, uovs e de superior
qualidade, assim como tambera cal rirgem em
pedra ; ludo por prer.os mais baratos do que em
outra qualquer parte.
A. 200 rs. o covado
Vendem-se ricas e Gnas casas de cores, esco-
llados padres : no armazem de fazendas de Joo
Jos de Gouveia, ra do Queimado n. 29, ou-
tr'ora 27..
Apolices
Vendem-se 82 apatices da divida pro-
vincial (Ia serie) : a tratar no escriptorio
da viuva Amorim & F1II10, rua da Ca-
deia n. *5.
SEDULAS
. del^!e5000.
Continua-se a trocar sedulas de uma s figura
por metade do descont que etige a thesurara
desla provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por canto: no escrip-
torio de Azorado & alendes, rua da Cruzo
n. 1.
Attenco
Venderu se dous lou -adores de Jacaranda, 18
cadeirss e 1 lavatorio, 6 quadros dourados com
estampas, ludo em bom estado e por mdico pre-
co ; na rua da Cadeia do Rente, armazem n. 63,
confronte ao arco da Conceieao.
Continua a II-
quidaco
DA LOJA DE FAZENDAS
DA
Rua do Cabug n. S.
A' dinheiro. ...
eobsrtos e descobertosr pequeos e grandes, ds
ouro patale ingtet, para homem a senhora de
un dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'iiao paqaete tagUi > am caaatda
Sonthall Msllor 4 C.
Ruada Seazala Ko va ft. 42
Venda-ae em casada S. P. Ioihs selllnse stlhdea af lacea, caadaeiro a castieae
bronzeados, lonas ngtoees, lio de vala^ehicot
pata carros, emoaiari,,arraio*par ca/ro, da
am dou cvales relofioa da ouio pat
ioglaz.
Burgos Ponce de
Len, tenda de acabar con esta estabeleci me uto
para de seu liquido pagar aos credores da mas-
sa da extiocla firma de Almeida & Burgo, ba
decididamente resollido a fosar urna Terdadeiro
oatifornia de todas as fazendas com arando aba-
tlment de seu cusa, sendo que d'entre ellas
anouncia as seguiotes :
Chapelinas de seda como de fil, com ricos en-
feites dan Jo-se para cada uma e> ao da fil
de seda a cuja compra deve muito conrir as
senhoras que quizerem fuxar sem muito gas-
tara 5,6,8,10,2e a 15.
Sahida de baile forradas at de seda a 6 e 10/,
'.Organdyi ou cambraiks muito loas de lindissi-
mos padres e bom gesto a 280 e 5oo rs. cada
colado;
iFnttao de muito bonitos padroea miudos para
Testidos de senhora a 400 rs. a covado.
picados escotuzu de corea fiss e d bom pan-
. rio para resiidos de senhora a ISO ra.. o aerado.
Gaze de seia pura, fazenda bem transparente
que multo realca de uma ao' cor. sendo edr da
rullZ'6!, "iSl'if e ver,de a 880 o corado.
Gurguraode seda de quadrinhos para restido
de senhora a 1 o corado.
ras, de uma s cor
, -marella e preta bo-
fazenda para restido de senhora a 1 5f0 o
covado.
Damasco de seda azul e cor de ros a 1,800 o
Casaveques finissimos e de ricos bordados nara
senhora a 155, como tambera os ha que se
?nos a ojp.
Manguitos com golliohas de fil a 2,500, 3 200
a o#5u0.
Camitinhat de cambraia para senhora a 1*
Chapeos de sol da seda de core para senhora e
para meninas a 3.
Chales de cambraia rxos a da outraacores a
600 rs.
Ditos de froco ou de reliado a 69.
Otos de Terdadeiro retroz de seda'com ricos bor-
dados a agulha de Hndissimas cores a 15
Ditos grandes de se4a de grosdeoaples de liodis-
simas cores e ricos padres a 24, ditos de me-
rino de diversas qualidades e difiranles goslos
a 6, 8,9,10,500 e a 12,500. *
Brim trancado fino de purissimo lioho e seda
com listras e quadros de cores sendo miudi-
nho de muito bom gosto para calcas, colietes
e palelots a 800 rs. o corado.
Brinzinho de linho para palelots e calcas para
*nf por MM' como Pa" roupas de meninos
a 200 rs. o covado.
Fttsao alchoado de riscadinhos para palelots a
caigas a 480 rs o corado.
Corles de colletee de fusto a 500 o a 600 rs
* ILd' ?/fa d? meia i *,880 e
d,200 e de casemira a 4, 5. 6, 7, e a 8*.
Cortes de calcas\prtlas de casemira a 7,500 e
Cortes de vestidos de grosdeoaples de seda para
rostidos de senhora com ricos babados borda-
dos collocados em seus grandes cartdes. Ten-
dera -86 os pretos a 55 e os de cores a f e
65J sendo que aquelles cortes que estfrerem
mofados serio vendidos por menos 20.
Corles de vestidos de seda phautasia a 24 cada
corte.
Tafet de sed, de cores a 500 rs. o corado.
Copas, casaveques ejaquelinhas de la para me-
ninas e meninos a 1.600, 2, 2.500.3$ e a 4.
taianhas de Cambraia para meninas de todo O
lamauho a 3 e a 4.
Chapeos pretos francezes muito finos nara ho-
mem a 8.
Ditos de pal ha escura para homem a Tambar-
Ditos de palha branca e de corea para artistas a
800 rs.
Ditos do Chyli'de preco de 5 at 14..
Selim preto de Maco a 2,500, 3,500 e a 4 500 o
covado. '
Velbutina preta e de coras a 640 ra. o corado
Seroulas a 10, 22 e a 25* a duzia.
tdtetols de alpaca preta a 4 e a 5S, de lia mes-
ciado a 5$, de alpaca setim coa golla de rel-
indo a 13. da peona fino a H|, de casemira
preta de 18 248-
Casaras de panno fino proto o d eores a 30 e
muitos outros objeclo que. em um annuucio
se nao pode tudo mencionar.
Vende-se a bem conheeidae acreditada potassa
do Rio da Janeiro, por menos preco do que am
oulra qualquer parte : no armazem da rua de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos 4 C.
Attenco.
Ma rua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sorlimento da II-
nhas de cores e brancas em carretela do melhor
fabricante de Inglaterra, aa quaes se renden) por
precos mui razoaveia.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Veodem-se taboas de amarello, louro e piobo
por precos razeareis.
Gasemiras
Vendem-se rase miras proprias para forrar car-
ros : na rua da Imperatriz, outi'ora aterro da Boa
Vista, loja o. 20.
Ni rui da Cruz n. 33, rende-se sebo do
Porto, reas de composico, cera de carnauba, e
compram-se escravos mocos, nao se duvidaodo
pagar bem*.
&inriiii(eAa
Na rua do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fer-
nandos, rendem-se as segointes fazendas, por
MWlp preco f golliohas a 400 rs.. chitas largas
a 220 rs. o corado, toalhas para rosto a 400 rs.
uma, chales de merino, ponta redonda, a 8, cor-
tes de brim miudinho a 1*200 o corte, 'pecas de
cambraia de sal picos com 8 Ij2 raras a 4S500,
fil de linho liso a 800 rs a rara, graratinbas a
200 rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
neos de seda para homem a 1*. colietes de rel-
ludo muito uno a 6, e muilas ootras fazondas
que se vende por barato prega.
Calcado
grande sorlimento.
45 Rua Direita 45
Qoal serla Joven e Hada pernambcana, que
nSo procura animar este estsbelecimento man-
dando comprar ama bolina de gasto? Qual a
mli da familia, prudente e econmica fue Iba
alo d preferencia pela qualidade e preco ? Qaal
o eavslbeiro o rapas do positivo, que nao quei-
e comprar por 8. 9 e 10. o calcado que em outra
parte nio 4 vendido se na



por 10, "12 oo 14?
itteodam; -
Senhoras
Botinas com laco (Joly) e briihaolina.
com lago, da lustre (superfina),
con laca am pouco menor. .
sem laco superiores. .
sem laeo nmeros baixos. .
sem laco da cor......
Sapatoa da lustre.......
Meninas.
Botina com laco.....
sem laco.......*,
a para enancas de 18 a 26. :
Homem.
o (Nanieal lustre. .;....
(Fanten) cauro de porco inteirissas OSOOO
> (Faaien) bezerro muito frescaes. 9S500
diversos fabricantes (lustre).
a inglesa inteirissas. .
gaapeadas. .
prova d'agua.
Sapatoes.
Nantes, sola dupla......
uma sola.......
para menino 4fc e .
Meio berzeguins lustre.
5*500
5*500
5*000
5*000
4500
48000
ljOOO
4J40O
4JJO00
3*500
lOfOOO
98000
99000
8500
8*500
5*500
5C00
3*500
69000
Uma canoa
Vende-se uma excelleote canoa quasi nova,
que carrega 450 feixes de capim: a tratar na loja
de fazendas ao p do arco de Santo Antonio.
Gnrgel 4 Perdigio
Rua da Cadeia loja n. 23.
gComplelo sorlimento de fazendas.!!
Receberam vestidos de blondo com
manta, capella e saia de setim.
Sintos e filas para enfeitar vestidos de
cassmentos e enfeites modernos para ca-
bera.
Luvas de^ouvio prego fixo a 2,500 rs.
Vestidos superior de seda de cor.
Vestaos de cambraia branca bordados
e de phautasia modernos, lencos de labe-
ryntho.
Manteletes, taimas, visitas de fil, ca-
pa degorguro lisos e bordados.
Sedas da quadrinhos, grosdeoaples de
cores moreaotique e fil de linho liso.
Saias balao de todas as qualidades e
tamaohopara senhoras e meninas
Camisas de linho para senhora e de al-
gojo para meninos de todas as idades.
Peales de tartaruga dos mais acredi-
tados fabricantes de 10* a 3*.
Pulceiras, legues e extralo de sndalo.
Cassas orgsodys, diamantina, lasinhas,
chitas francezas e inglesas.
Roupa feita.
8rt Comnet sormenlo do sobrecasacas,
H palelots, cateas e colietes de casemira da
panno, dSo-se as amostras : sa rua da
Cadeia loja n. 23, ae Gnrgel 4 Perdiga.
>uo (Huno ceaiga uo urna so cor sean cor ae .tar chegado gcande pe
l rosvefir. de curo enjajsdo,axlixuia, azul .Nora n. 20, do Tuina.
Podaba* a lodo os asalgnioies dos eaadtiiras
econmicos que hajam da t sortir-ae da mc por
lar chegado ptafr pof^ao no depesHo d* rua
Serapliim & Irmao
etn ftsjm de trarives na rua da Ca-
sa n. 11,
paftlelpim a toaba os seos fregoezes e amigos
que por taren grande sortiaralo da vea jolas
muito delicadas e mais em med, aeottauam a
'vendar o mais em conta possSvel/e se reponsa-
biluam pelas qualidade* do ouro, prata, diaman-
tes, bnlhanteav etc., asesando contaa gsraotin-
i?*.. l 3e*fl.,.P'f*i .u niaguam se
dMiariludlrnor Mdividaa que aada vaaderr- _____
2i2l*U '"J** im*L5.lofa m/tm^iSm-motm TfSm^JSL
caaa doa>mesmaai sois naan tlmrM rom i> ^.... _t _^._ .- ._,.. '.*M*vv
Vende-$e a metade doengenho
Arariba de baixo, toado na co-
marca do Cabo, uma legua dis-
tante da esta cao da v a-ferr i,
denominada Olinda. A repeito
da fertilidade de seu terrenos e
das immensas vantagens que del*
le se pode colher, em attenco as
excellentes qualidades que odit-
tinguem, esc usado dizer, por
ser uma propriedade muito co-
ndecida nessa provincia : os pre-
tendentes dirijam-se a rua Au-
gusta, casa n 43, segundo an-
dar, que achara' com quem tra-
A tar.
Villa do Cabo.
Carne verde.
Do da 13 do correte mez por diante se acha
estabelecido na mesma villa ora a?ibgiio que
vender carne todos os das mais barata que era
outro a^ougue, ex:eptuando os dias de sextas-
feras e domingos, lornando-se muito til este
estsbelecimento, aos habitantes da mesma co-
marca, de quera o ptoprietario espera grande
consump, prometiendo bem serri-los.
Armazem de fa-
zendas.
N-19-Raa do Queimado-!t. 19.
Cobertas de chita, goslo a chioeza,lg800.
Len;es de panno de linho fino a lj}900.
Lencos de cambraia para homem.duzia a 1#600
e 2.;oi).
Ditos para meninas e meninos com nome a
160 rs.
Toalhas de fusto.
Toalbas de fusto com 5(4 pelo barato preco de
500 rs., chales de merino eslampados a29500.
Algodo monstro
a 600 rs.
Algodo com 8 palmos de largo a 080 rs. a
vara.
Bramante de linho.
Bramante de linho a JJIOO e 2$300 a vara
Chita a 220-r*.
Chita franceza escura a 220 rs. o covado.
2*0 rs. o covado.
Cambraia de cor miudinha fina a 240 rs. o co-
vado.
Bales
de musselina e madapolao.
Riicadiohos muito finos largos proprios para
roupo, pelo barato prego de 280 rs. o covado.
Cortes de rscado francez com 14 covados a 2$.
Vende-se uma eacrava de idade de 18 an-
nos, muito robusta na rua de Vigario n. 29.
MATO.
Vendem-se travea de qualidade muito superio-
res, na eslsco das Cinco Ponas da estrada de
ferro: a tratar defronte da meama o. 144 com
Antonio Jos Pereira Ermida.
Vende-se uma olsria sita na travessa do
to-elnos n. 1, chao proprio, livree desembaraca-
: a tratar na rua dos Martyrios n. 36.
Leite poro
No pateo da Penda, defronte da igreia. a 280 rs
a garrafa, das 7 hora em dirnte.
itleocao.
Rua Nova n. 4.
Vendem-se maito boas obras de afnate por
baratiuimos proco aprabac : oaaaaa da panno
fino muflo bom a 30*. aabrecaaaaeada dita a Mh
palelots de dito a 20, ditos de alpaca preta a de
cores a 4, 6 e 8#, caica da daMmira de cores de
superior qualidade a 7 a 9*. ditaa pretas a 9 a 10,
ditas de brtra branco de linho a 3 eSf, e outraa
muilas obras faiH-vii caaadoa-masmaai pois nnan tisera* oro leen
pesaoa alguma encarregaaa da fandvr jelat Me.
commedo, a obra amito bem
perfeicao.
WU, a coa todas
Sapatoes lustre..........&P000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....23000
Frsocezea muito bem f-itos.....lj>500
Alem disso um completo sorlimento do legiti-
mo couro de porco edo verdadeirocordavo para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro fraocez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sol, Do, taitas etc.. tudo
em graode quanlidada e por precos inferiores aos
de outrem.
Pechineha
sem igual.
Superiores 'baleado merino estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo preco de
55, ditos de merino liso muito finos a 49, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covade,
cortes de chita franceza com 11 cavados a 2&500
o corte, cambraias brancas de 109 a peca, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de quatro andares na rua do Crespo n. 13, de lo-
s Horeira Lopes.
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
uma nova edi;So da eartilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a aotiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignaeio, aerescentando-se muilas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhioha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a esta edico da cartilha uma
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livrsria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.-
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sualoja na
ruado Queimado n. 2.
Pec,as de bretaaba de rolo com 10 varas a
S&, casemira escara infestada propria para cai-
ga, collete a palitots a 960 ra. o covado, cam-
braia orgsndy de muito bom gosto a 480, rs,
arara, dita liza transparente muito fina a 3!?,
**, 5i, e69a paja, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 340, 260e 280 rs. o cova-
do, riqaissimos chales de marin eslanpaao a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zanda maito delicada a 9) eada um, ditoscom
uma s palma, muito finos a 8*500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada om, meias muito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade 3 a S9500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, para coberta a 280 rs.
a covado, chitasesouras inglesas a 59900
peca, a 160 rs. o aovado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilbantin
azul a 400 rs. o eovada, alpacas de differents
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2500, 39 e 3*500 o covado, cambraia
prata e de salpicos a 500 rs. a vara, e ontras
uitas fazendas que so fari patente ao compra-
dor, a aa todas se darao amostras com penhor.
s
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ntfe-seuma mulata m^a^bo a k
om muito bom leite, propria para criar meai-
ae por ser maito limpa, e tem alguma habfli-
cade.
Casearrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabug a. 1B
^*.4* **. *? proaria aaoommeada,
da indas fita* da ctscarrilba da aradas cato pro-
fras par anfeile de vestido, ana** aeadam pac
oaratissimo proco da 2*000 a peca.


L-
DUUO Ot MM#UM>go. IMC& FZUU 11 M UO DI U41.
Efeites de grade.
mJS^f*& br*W *W WM bonito.
***** %&*$* 9*n enhow. SS V* *; ra do Queim.do, loja
d guia branca n. 16.
TF
4 fama triumpha.
Os baratciros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
[Ra do Crespo numero 17,
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretoaSMcamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de baile,saiss a balo de di-
versas qualidades, aaiaa bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e teas, enfeites de
diversas qualidades para caneca de se-
nhoras, spartilhos de molas e Bonitos
outros objectot que nio mencionamos,
todos proprios para seahora*.
Para horneas
paletots, calcas, colleles, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, graTatas, lencos, ao-
brecasacos. calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendeoa baratissimo
Vendem baratissimo.
Quena duvidar vi vf
Quem duTidar v ver
Quem duridar r ver.
Levem dinbeiro
Levem diuheiro
Levem diuheiro.
carnauba a mais superior
na ra da CideU do Re-
Viohos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintbo.
Bucellas.
Halvasia, em caixas de urna duzia da garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algedo monstro
de duas largurss a 600 rs. a rara : na ra do
Queimado n. 22, na leja ds boa T.
Bramante superior.
Vende-ae bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
preco de Z&400 rs. a vara : na ra do Oueimado
a. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2500 ; na ra do Queimado n. 28
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiohss estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de 1$; na ra do Queimado d. 22
loja da boa (6.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2J600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa (.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha nesle genero
cife, laja n. 50.
Grande e novo
sortimento de fazendas como
em Pars, eso se vende ba-
rato na loja armazenada de
4portasdarua da Impera-
trizn 56.
Ra ds lmperztriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, loja de 4 portas n. 56, vendem-se chitas
escuras e claras cores Oxas a 160,180 e 200 rs. o
covado. ditas francezas escuraa e claras a 240,
260 e 280 o covado, chales estampados a 2$600,'
pecas de cassa para corlioadoa a 2$500, fitas de
cambraias linas para vestidos a 2*500, 3$ e 3300,
pecas de entremeios e tiras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador se dir ; crinolina de cores, fazenda
muito larga para vestidos, que com poucos co-
rados se faz um vestido pela sua largura, prero
409 e 500 rs- o covado : cheguem freguezes.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor al} a libra, frenceza a
700 rs., cha prelo a 1$400, passas novas a 560,
concervas frtncezas e porluguezas a 700 rs. o
fraaro, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos notos a 480, banha de porco retinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1 JJtOO, charutos suspiros a 48 a
caixa, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcea, de lf a
lgOO, rap Gasse da Bahii a 19 o bote, cognac a
9$ a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 58500 a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra,
vinho de Liabua a 60 a garrafa, ervilbas trnce-
las e portuguetas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
Luvas de torcal
com vidrilhb a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendando mu novas e bonitas
luvaa pretas de torcal com vidrilbo a 19 o par;
a ellas, antea que ae acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e b o eca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos deurpz, e a competante no-
neca, cujos pos sao acsjflMuseote applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senrfcras usam dellea
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2g, e barato pela su-
periodade da qualidade, alen de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Os lindos enfeites
para cabeea,
s na loja da aguia de uro
n. 1B.
sao chegados os lindos enfeites de velludo e vi-
drilbo, ultima moda, que ae venden por 6&000.
Attenijao,
Vende-se um cabrlolet de doas rodas, perfec-
tamente acabado, assim como um meio caleche
anda em braneo : quem pretender, diriia-ae i
roa de Domingos Pires a. 30, que achara coa
quem tratar
Muita atiendo
Vande-eo urna caca siUada em boa roa nesta
eidade, recebendo-se o valor da mesma em fazen-
das ; a quem eoevter, deixe nesta typographia
eaaarecoa P. A. S. para ser procurado.
Calcas de brim.
Veadam-ae calcas de brim braneo Ino de li-
nbo a 59000 cada urna, ditas de dito de corea a
38500. ditas de ganga francaza escura a 39. ditas
de dita ama relia a 29500: na ra do Queimado
b. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores e-
curas.
Vendem -se superiores paletots de panno preto
de casemira do cores escuras, obra franceza,
dow forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tissimo prego de 209 cada um ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Ta ra tana.
Vende-se t arla tana branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo bara-
tissimo preco de 800 ra. a vara : na roo do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fito de linho superior.
Vende-seuperior fil de linbo liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Vende-se um piano inglez de mesa, de boa
coaslrucc.o, em bom estado : quem o pretender
dirija-se ao Campo-Verde, na ra do Socego nu-
mero 24.
Tinta azul que flea preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
xa. azul ao eacrever-ee, e preta quando aecca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano e
un trastes : na ra Imperial n. 1.
Queijos do vapor
a 1J800 e 1$500, esperma-
cete a 720 rs.,
o em caixa de 25 libras a 680 rs. ; no largo do
Paraizo, taberna da estrella n. 14.
La fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um novo eorti-
mento de lia de bonitaa e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a 79 a libra,o que em outra parte se nao acha
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Farello a quatro
mil rs.
Vende-se superior fardlo chegado recente-
mente a 49 a sacca ; no armazem de Francisco L.
O. Azevedo, na ra da Madre de Dos n. 12.
Na loja do leo deouro,
ra do Cabug n. 2 C,
Vendem-se ciatos domados muito rico para
senbora, pelo baratissimo preco de 49.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merm tambem bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal tecido de borracha, o mais engr.ca.io
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jehegou o prompto
alivio,
bem como es outros medicamentos dos celebres
Drs. Badvray 4 C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 18000.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Pechiocha.
Vende-ie urna porcao de pea do na vatros de
diferentes qualidades, Unto grandea, como pe
quena., e por muito barato preco : a tratar na
xua do Jardn n. 20.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus fregaezes desta praca e os de fra, que tem
ezposto venda sabao de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
a C, na roa do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
89000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da aladre de Deus o. 12.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Layas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras fraocezas, tintas seguras, a 220
ra. o covado, ditoa eatreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores segaras a
200 rs. o covado, pegas do bretanha de rolo a 2f,
brlmzinho de quadriohos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duaa larguras a 640 a vara, lencos do cassa pio-
lados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torcal muito finas a
800 re o par i loja est aborta das 6 horas da
manba s 9 da noite.
Attenco.
Acba-se venda na ra de S.Francisco n. 68,
sgundo andar, nma cabrinbade 20 annos, com
lodaa as habilidades, e com ama cria de 4 annos
Veaoe e exceUento isriaba de Porto Ale-
Sre.eiiMcada^^eceBUuo commodo: a hor-
o do paUcna kraaileiro cNovo Lima, tundeado
defronte do trapicha o* algodo. ou no --ra
do Jote Ignacio da AvilU, no Forte 4o M"<.
E' barato.
Soblas em reate* a 800 ra. o enta, ditas nol-,
tas a 640 is,: na rui da bUarc da UeoJ o. 18.
Importante
tVhO
Na loja do4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o aorti-
mento de roupa. feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna offleina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito mestra vindo de Lisboa, pa-
ra dosempenhar toda e qualquer obra que so Ihe
encommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. ufficiaes tanto da armada como do
ezercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparoa
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figuriaos que de
l vieram ; altn dissoiaz-se mais casequiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer aeja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prale, todo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
deserabarzadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at boje, assim como lem muito ricos
deseohos a matiz de todas aa cores proprias para
fardamento de pageos ou criados de libr que so
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiaocando
que por tudo se flea rcsponsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo ae falta no
dia que se prometter, sngundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
E pechiacha.
cortes de riscado francez a 29, colados do mes-
mo a 180 rs. : na ra do Queimado n. 44.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de lislras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita que as
torna mui mimosas a 800 e 1| a vara, precos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que estio. Essas filas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para enancas, lagos
para corliaados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se pecase (ara algum abale : na ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
doa mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a perfe i coa-
mentos, fszendo pespooto igual peloa dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrileis, linha de todas aa cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
'ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothars C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Grava econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioiidade de tal graxa j coohecida por quem
tem usado della, eser mais por aquelles que de
novo comprarem. Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-s por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa :
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Graixa n. 97 a nica verdadeira
em barricas de 15 duzias : na casa de
James Crabtree &C, ra da Cruz nu-
mero 42.
Vende-se um carro de rodas
com arreio para 2 cav-dlos, proprio pa-
ra familia por ser bast&nte largo e nel-
lepoderserrtar.se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
brarem seu* baldes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Nova e para tratar cora o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Charutos {flor de tabaco) de Ha-
vana. *
Chocolate f r ancez muito fino : chegou
pelo ultimo vapor em casa de J. Prae-
ger 4 C, ra da Cruz n. M.
Guatdanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapoadeliniw 4o flores com
peqneoosdeleitosa 39 a duzia, ptimos pelo pro-
o o qualidade, paracaervico diario de qualquer
casa; aa ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
vcraaciA
na
fiNDiao uw-wm.
RufaSeixlUlUvanU2.
Resto asubelecimento eentirra a ha ver um
completo sortimento da mocadas emeias moen-
* para angaDho, machinas da vapor Uixas
te forro batido o eoado, da todos os tamanhos
por* dito.
Tachas e moendas
Braga Sil? C., tem sempre no seu depo-
sito da rae da Moeda n. 3 A, nm grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no metme deposito ou na ra do Trapiche
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupafeita paraacabir,
Paletots de panno preto a flf, (azenda fina,
?ae de casemira pretas o de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim oranco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 49,
ditos de eslamenha a 45, ditos de brim pardo a
a, aitos de alpaca preta saceos e sobrecasaeoa,
eoneles de velludo pretos o de cores, ditos e,
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-l
yernas a 200 rs. cada urna, collarnhos de linho1
da ulnma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manbaa at as 9 da noite.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadriohos muito bem feitoa, proprios para o
Farinha de
mandioca,
'ele-ee por menos do aue em outra qual-
; no armazem de Moreira & Ferreira,
ra da Madre de Dees n. 4.
10BFA HITA AINDAMIS HABATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feitasj
na
LOJA
E ARMAZEM
DB
!Ges k Basto!
campo a 4 cada um
2S, na loja da boa f.
na ra do Queimado n.
Massinhos de coral
a S00 rs.
S aa loja da aguia de ouro,
ra do Catug n 1 B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
res o.masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
innendeQ1"se Palnjslorias de lati para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 10.
Arados americano se machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
E' de graca.
Ricas chspelinas de seda para senhora, pelo
baratisaimo preco de 169 cada urna : na ra do
Queimado n. 32, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos corles de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5$ : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meniuas.
A loja d'aguia branca recebeu oa bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, eos est vendendo a 1J500 : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n.16.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baralissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para homeme menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 3500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 3$, pecas de cam-
braia lisa fina a 3#, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de bous goslos a 240, organdys
muit fino e padrdea novos a 500 ra. o covado,
pecas de entremeios bordados finos a 1J500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinbas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2$, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, aobrecasacas de panno fino a 20 e
25$, paletots do panno e casemira de 16 a 20fi
dita de alpaca pretos de 350O a 7$, ditoa de
brim de 3 a 5$, calcasde casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditaa de brim de cores e
brancas de 20500 a 55. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5$,
cortes de cassa de corea a 2J, pecas de madapo-
13o fino a 4)500, assim como outras muitas fa-
zendaa que ae venderlo por menos do seu valor
Dar acabar.
A 6#000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na roa da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Calesa de ganga muito fina e benr feitas 3#.
Ditas de mtia casemira mnito finas 2(500.
Ditas de varias fazendas que nao de&bolao 29.
Colletes de velludo, gorgurao, setim, por pre-
ces que de barato admira y
Caigas de casemira preta 0
Paletots da merino preto 7.
Ditos de ganga de quadriohos 20.
Caixas de tarta-
ruga,
Na loja da aguia 4e ouro ra
do Cabug n 1B
chegado as lindas caixas de tartaruga paTa
rap, que se vendem por baratissimo preco de 3,
asa m como de bfalo muito finas a 1JJ000, lftoo'
na loja Aguia de Ooro, na roa do Cabug.
Capellas fina para noivas.
Aloja d'aguia branca receben novaa e delica-
dasapellas de flores unas para as noivas, e aa
est vendando a 6jte a 8, conforme o seu pro-
NA
ua do Queimado
a. 46, trente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
*IU'X2 e 24$. ditos saccoa pretos doa
mesmos pannos a 14. 16 e 18$. casa-
cae pretas muilo bem feitas e de superior
Panno a 28. 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 15 16J
e 18$ ditos saceos das mesmas caseroi-
ras a 10J, 12 e 14$, calcas pretas de
"" fln" P bomem a 8, 9, 101
L *,l'J" deCMemira decores a 7J.8,
e 10, ditas de brim brancos muito
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4g e 4*500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditoa de corea a 4|500 e 5, ditos
oraneosde seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim braneo e d
Lil? 'o3*' 8*500 e *' dilos de core*
z500 e 3, paletotspretos de merino de
corda o sacco e so breca saco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4500 e 5'
$as pretaa de merino a 4f>P0 e 5, pa-
I etots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditoa
sobrecasaco a6,7e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao desedade cores muito
boa fazenda a 38oo e 4$. colletes de vel-
lido de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
8 casemira sacco para os mesmos a 6500 e
73, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasaeoa a 5* e 5500,
calcasde casemira pretas e decores a 6,
| 6*500 e 7, camisas para menino a 20 '
i a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior ai32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
ala te onde mandamos executartodas as
obras com brevidsde.
Acaba de
chegar
ao hoyo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um sraode e variado sortimento de
roupas feitas, calcados a fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ncadoa como de seu costume.assiro como
sejam sobrfcaaacos de superiores pannos
le? ^?,i,M StLM u,UiD10 fiu,in08
26, 28, 30 e a 35, paletots dos mesa o*
pannos preto a 16J, 18J. 20 e a 24
ditos de casemira de cor mescl.do e de'
novos padroes a 14. 16, 18, 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 0, 12 e a 14. ditos pre.os pe-
lo diminuto prego de8, 10, e 12J, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 18
de merm de cordao a 12, ditos
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem testemnnhar as virtudes deste remedio
ineomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu mtfo
membros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo lempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a amputago I Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses. asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
rajo dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nbecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo n
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo enra.
O ungento he til, mais particu-
irmeute nos seguintes casos.
Inflammacao da bexiga
ditoa
de merino chinea de p'rado gos'o'a 1*5"
di os de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10
dilos saccoa pretos a 4. ditos de ralba de
seda fazenda muito superior a 45fi0 di-
,l&m pard0 e de fuslSo 3*5(J 4
e a 45t0, ditos de fusto braneo a'4a
granae quantidade de calcas de casemira'
? iJOj a4*- dUs d b" de ccrea
finas a2$500, 3. 3500 e a 4f. ditas de
"Su "-"i D8.' 4500' l. 550 e a
6. ditas de bnm lona a 5 e a 6. colleles
de gorgurao preto e de cor*s a 5i e a 6J
ditos de casemira de cor e pretos a 4Sb*
a 3 e a 3c5(J0, ditos de brim lona a 4
ditos de merm para lulo a 4 e a 4&500
calcas de merm paia luto a 4S500 e a 5'
capas de borracha a 9. Pa7a meninos
de todos os tamanhos : calcas de casen ira
?Ie" C d' S.' o" 5' 6 e 7> dl.s ?i as
de bnm a 2j. 3 e a 3500. palelols sac-
eos oe casemira rreU a 6f e a 7, ditos
h,.r, 3 6* 6 7' d108 de 'P" a 8
14, ditos de alpaca preta a 5. bonels
ZZXTD de,0das Mo.UdVa. ca! :
misas para meninos de todoa os tamanhos
eios neos vestidos de cambraia feitos
para menina, de 5 a 8 annos com inro
babados liso. 8 e a 12g. ditos de gorju-
brisa a 3. ditos de cambraia ricamente
fazend0,* SV" %*&**> Dluita8 "" '
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual- 1
quer encommenda de roupas para se !
mandar manufacturar e que par. este fim '
temos um completo sortimento de fazen-
^,JF-lV uma r,nde ffic>n d al-
faiate dirigid por um hbil mestre que
i>ela sua promptidao e perfeic.o nada dei-
xa a deaejar. *
Cera de car-
nauba
da melhor que ha no mercado ; vende-se' por 5
a arroba-no armazem de Moreira & Ferreira,
ra da Madre de Dos n. 4.
Milho aovo,
saccas grandes
Vndese nicamente no armazem de Moreira
& Ferreira, rna da Madre de Dos n. 4.
R.^.VfDd?'S.e um siti0 Da estrada de Joo de
Barros ; a tratar na ra da Madre de
loja de fazendat.
Dos n. 9,
hscraTos fgidos.
~ Fuino dia 24 de abril do corrente anno
o escravo Venssimo, de idade 30 annos, pouco
matsoumenos.com os signses seguinlcs ; tem
um signal no rosto junto aoolho esquerdo, falla
Jj! a".Dfufrenle na Pte inferior, tambem
marca de talho no rosto, olhos grandes, peitos
estufados, estatura e corpo regulares, pouca bar-
pa. e tem marca de azorraque as costas ; e por
isso pede-se as autoridades policiaes
de campo a captura do dito escravo.
na eidade de Goianna ao Sr. alferes J0J0
Bragana. e no Recife aos Srs. Leal
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Eefermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Friei-ras.
Gengivas escaldadas.
Inehaees.
Inflammacao do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuraces ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Casa cni Oliada para
Vende-ae urna boa cas. de pedr. e cal. assobra-
dada para trM.com 4 uarlos,S mI.s e 1 gabine-
te ao lado, bom quintal com lgum.< fructeiraa
na rua4o Amparo n. 45 : a tratar na prac* da
Independencia ni. a. piH" M
poao de b.r.teir.
Quemado n. 16.
loja d'agua branca, ra do
Velas perfeilas
a680rs.
Vemlem-se vela, de e.p.rra.cete em eari de
15 lras a 680 rs. libra, a retalho a 710: na
travejsa do pateo do raraizo n. 1-1, casa pin.
tada Se amarello.
Fazenda econmica.
Llizinhaspara vesUllo a 240 ti. o cotado, ou-
tr-or de 800 ra.; Adriano t ^eirro, w do
Crespo d.2.
Vejide-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em (oda a
America -do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boceiinha conten
urna nslruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmiceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Peroambuco.
A grande
Fabrica de tamancos da
ruaDireita esquinada
travessa de S. Fedro
n. 16.
Est sortida 4e um novo e riquiMimo .ortimen-
to de tamancos de todas ae qualidade., que se
?de tanto a retalho como em pequeas e gran-
de, potrees maito em renta, a alacio propria
com uma pequea retribuico, todas potarlo an-
dar com oa pee Urna a huaudada, pois lie pre-
judicial se torna a sawle.
e capiiaes
e entrega
) Alves
& Irmo. aue
serao generosamente recompensados.
Ausentou-se da casa do abaixo assigoado.
lavrador de engenho Ubaquinha. no dia 1 do
corrente, um seu escravo de oome Damio, com
os signaes seguiotes : mulato, 25 a 26 atnos de
idade testa larga e bem cantuda, pouca barba,
espadoaa1 largas, bragos e pernas grossas, bonita
gura, abaixa a vista quando falla, costuma mu-
dar o nome quando anda fgido. Este escravo
fpi comprado ha dous annos ao Sr. Bamualdo
Xavier de Carvalho. morador no termo da Esca-
da : roga-se *os senhores capites de campo e s
autoridades toda a diligencia para o app ehende-
rem, e leva-lo ao engenho cima que serao gene.-
rosamente recompensados.
Fugio da eidade de Macei ao amanbecer
do dia 10 de Janeiro do anno prximo passado,
um cabrado nome Anacleto, com os signaes se-
guintes :Bixo, grosso, pouca barba, cabellos
bem carapinhados. e um tanto arruivados, tem
um signal de espinha no nariz, e no pescoco a
cicatriz de um talho de faca, o dedo grande da
mo direita aleijado de um panarisso, ps gros-
sos e chatos, e quando anda achata os dedos, car-
rancudo, e quando falla com o superior olhan-
do para o chio, sendo de muita forca, e esperto
para todo o servigo, tanto de campo como de
montana, e de cor clara. Foi comprado na
Cruz de S. Miguel da provincia do Pernambuco,
ao Sr Joaquim Pinto da Silva, tem prenles na
eidade de Caruai de Pernambuco, para onde
tem viajado. Pertence hoje ao capitao Manoel
Pinto de Araujo, da villa de 8. Miguel : quem o
pegar e levar alli ou em Macei, ao Sr. Manoel
Jos Teixeira de Oliveira, sr bem recompensa-
do, assim como quera delle der noticia exacta,
dtzendo-se que assentara praca em um dos cor-
pos de linha Ce Pernambuco,
Boa gratificado.
Grsliflca-se generosamente a quem apprehen-
der e levar a seu senhor no engenho Pintos, fre-
gupzia de Jaboatao, ou a ra Augusta n. 3. o es-
cravn Trajano, crioulo, com 40 annos de idade.
PiuC0 m?" ou mea**> ,lt. aecco, cabellos gri-
salhos, bstanle barbado, e muita regrista. E*
carreiro, mestre de asaucar, costuma iotiiular-se
de livra, e tem, segundo consta, feito feira as
comarca, de Saoto Aolio e Po-d'Alho, refugian-
do-M ora na lugar denominado GaiMeeiras em
casa de-Joec/iim 4* tal, ora em trras do engenho
Goit em casa de um morador de nome Joao
Frauci.ee.
Bata fgido Aeade o mez de abril prximo
fiado,.o moleqoe Dionizo, crioulo, de 16 annos
de idade, estatura pequea, corpo aecco, cor nao
muito preta, um do. dente, d. frente quebrado,
les larga e formando canto, na direccao das
fontes, beicos grandea e obrados, bem fallante
e com grande desembaraco, expedito no andar
multo tro e tatanqpsate ; consta que elle lem
dito a .lgaaaae peesoea que ferro, e suspeita-se
que come tal nio tenha .ido admettido ao servi-
go de alguem : quem pegar, e levar a roa do
C.mai*on.15, nesta eidade, sera bem reeom-
peatada.


(8)
DIAIIO DI MRRAMBUCO. u. TJStC FBIKA M M MtO 1 1811.

Litteratura.
Eilinccao de familia.
iVove/fa.
O rosto de ge
Ires tribunos esl
^ulos da oficina
Phi* do nigos: esleve cooteaipla-lo
em sil. ncio por loDgo espago de lempo, ao de-
pois ci nto OTleguinle :
Eu tihha ido no locutorio do Sania Barbara pa-
ra ver uto ao.br.inho ibuu ; emqunnlo fallava-tue
ell- ds penitencias que loe havianiaiJo impos-
tas, vi entrar un mancebo alio e paltiJo, de uns
tiiiili mos. Sun phyaionomia era d'aquellas quo
nunca snheon da memoria: era mui louro: linha
as fetgoes soflrivelmente regulares, mas em ez-
tremo afeminadas : o olhos, circulado! de gran-
de pestaas negras com pupillas mui pequeas,
fixavam-se nsquelles para quem olhava de modo
incomraod-lo iuconlinento. Essas pupillas
eram cor de azeviche, o quasi sempre estavam
meio eocobcrlas pelas palpebras superiores ; dir-
se-hia o efleilo de um espasmo conlinuo. Esse
mancebo vinhj ver um amigo de ineu sobrinho,
e como os dous adolescentes trocaram patarras de
camaradagem, saudamo-nos de parte parte.
Eu, porm, tinha chegado tarde; ouviu-se o
rufar do timbor que annunciava o jantar ; levan-
tei-me, e al porta perseguiu-me o sobrinho
com lantis recemmeudagea relativas ao allivio
deseu captiveiro, que nao Uve por modo algum
occasio de lhe pcrguntar o oorae do notavel vi-
sitante.
D'ahi ha tres mezes, enconlrei esse mesmo
mancebo diante do prtico da egreja de Faverdi-
nes. ao sol do departamento do Cher.
Era (lembro-me pelo que me testa i contar )
alguns dias antes de 4 de abril.
Faverdines por certo o logar mais campes-
tre, solitario e mysterioso que se pode adiar em
Franca. Pelo silencio quo l reina, dir-se-hia ha-
bitado por urna populacho de troglodylas A egre-
ja est cubera de musgo desdo a base at a cu -
uiieira, e tem um sino do tamanho de um cha-
pu. Esteode-se na Trente um semi-circulo de
reir apenas alraves3ado por urna vereda da lar-
ura de palmo e meio. E' o carreiro dos liis.
umbram esse espago tres nogueiras, e o sol
para nelle penetrar, s arha o intersticio das fo-
Iras. Portraz dessas arvores, vem-se uns viute
casebres separados entre si por pequeas horlas
onde crescem confusamente ecom grande espan-
to da symetria, couves, alhos, rabies, feijes, or-
tigas, coiveiros, craveiros, gyrases, lilazes e mal-
vas. Chega-se esse lugar por um aUlho quao-
do nimio suficientemente largo para urna carre-
ta ; tambera ellecoberto de relva e cercado de
alguna casebres rodeados de sebes ; algumas no-
gueiras ahi conservam o fresco. A circulagao
puramente accidental. A agua 4a chuva cava re-
servslorios, encharca-se, amarellece, arro*ia-se
em socego nos carris e nos taludezinhos das cer-
cas : a violeta produzem abundancia a estamada
flurzinha de suave perfume. Colhi nm grande ra-
malhete dellas, ao sahir da egreja por esse ca-
minho.
O mancebo reconheceu-me como eu o reco-
nheci, sem admiracao. Isso agradou-me. Com-
primentou-me, ao depois pediu-me algumas vio-
letas do meu ramalhele, s quaes lhe ofTereci im-
mediatamente. A seosagio agradavel do perfume
augmeulou-lhe a tendencia das pupillas para se
occultarem debaixo das palpebras superiores; por
um instante desappareceram ellas de todo. Agra-
deceu-me cortezmente e perguntou-me se tinha
que fazer na sldeiota, ou se eu continuara a an-
dar pela floresta de Faverdines. Neste ultimo ca-
so olerecia-so para servir-me de guia ; aceilei'e
pozemo-nos andar, deixando alraz de nos a
egreja e os casebres.
A floresta de Faverdines revolvida em todos
os sentidos depois que descobriram matrizes de
ferro. Aqu vem-se montes de trra escarate,
acola excavagoes profundas, algures chocas de ra-
mos. A populacio inteira est occupada em er-
trair o mineral. Nao dissemos que ella era tro-
glodyla^? iroglodyta ou mineira a raesma cou-
sa. Que silencio, que distancia do mundo e do
seculo nesse logar d'oode entretanto sahom gra-
nulados os elementos mais audaciosns da indus-
tria e da civilisaco : o trilho e a caldeira.
Andavamos sempre, e as trras revolvidas dei-
xavam de apparecer, s se viam matas de corte e
arvores altas em mansa e pacifica posse do slo.
A' esse vigo florestal succederam por sua vez pe-
drs, ruinas, sem a menor folhagem. Sobre a eg-
glomeragio dos fragmentos apenas urna vegeta-
gao suja, entesada e transparente. Testemuohei
ao companheiro a minha adniiragio por causa
desse contraste.
Ah I disse elle, se fosse isto s ; note porm
que esto espago estril at nao offerece vestigios
dos vegetaes dos arredores; aqu s se acham
especies novas ou parasylas ; e realmente eu no-
lava que as plantas que ali cresciam fcaozioas e
caprichosas eram pela maior parte lilazes, cod-
eos, geranios tornados selvagens, coluteas, digi-
taes, velhos bosquetes de buxo, cntremeados de
muszo, de espinhos, de todos os hospedes da es-
terilidade.
Eis um espago por demais histrico, dsse-
me o cempauheiro. Esse comoro o resto de um
enlriocheiramento romano; diante do senhor es-
so espago quasi circular mais rido que os ou-
tros, um sanctuario druidico : aquellas pedras
acola, que apenas excedem as ultimas liadas dos
alicerce*, sao tudo o que resta de um castello
onde Carlos VII refugiou-se e defendeu-se por
alguns dias contra urna partida de Borguinhes.
Oh a que prego de esterilidade sem llm vendo a
historiados logares e aos homens a quimrica
vanlagem de urna celebridade mais ou menos
longa I
l'areceu-me doloroso o tora dessa exclamagio ;
iquei suramamente sorprezo, porm elle nao re-
parou nisso.
Nao er, disse-me, que mais particular-
Diente em certosdias do anoodevem sahir daqui
cmanages inapreciaveis : a transsudagio dos lo-
gares terriveis, e que o effeito dellas conservar
urna commogo indeflnivel para todos os que se
aviziuham?.... #
- Oh I respond, levar mui looge os sonhos
da imaginaco : pens que esses logares sao em
tudo regidos pelas lois da natureza absolutamen-
te como quaesquer outros ; sao os poetas, esses
Jisongeiros do espirito humano, que nos induzem
fazer urna tal illusio vista da solemnidade dos
actos da nossa especie.
Primeiramente, replicou o meu companhei-
ro, o que quer dizer concentrar-se na exclusiva
Circumscripgio das leia da natureza? Quando o
senhor evoca o pensamento dessas leis, nao pode
ter no espirito, como certoa materialistas, a nica
serie dos phenomenas palpaveis e que imprassio-
oam inmediatamente o noos sentidos ? Deu,
a alma, os mysteros mais Iranicedentes, si
desorden para nio serem coroprehendidos na*
leis da natureza T Quando fallei essas emana-
i goes, disse que eram sobrenaturaes ou simples-
mente inapreciaveis? a influencia histrica nao
poder ter ama desssi Ih? da natureza ?
Depois de um momelo de silencio, durante o
qual enlregava-me eu reflexio, acrescentou el-
i le coni urna voz cavernosa :
Eu tambem quiz repellir essa idea ; porm
i a mi do Infortunio pesa cruelmente sobre mini,
a implacavel tristeza foz um vacuo em torno de
minha existencia; peior que isso, a fatalidade
serviu-se O mim mesmo para fazer o vacuo em
torno de mime nao me foi possivel tratar dessa
idea de quimera. A ierra promeitida est desti-
nada a nao ser mais do que um slo de ciozas, o
campo de Roma hoje pestfero, porm melhor
que isto, melhor que esta sitio da rumas-
Elle estendia o brago para o logar que j 11-
nhamo deixado.
Os meamos phenomenos entre os herdeiros
de Domes celebres quorum magna pan fui.
Fui isto quem arrancou-me a ultima duvida.
A vegetago reapparecia vigosa e verde, e ou
voliavi-me para contemplar por um instante o
logar proposito do qual sobreviera aquella sin-
gular communicagao ; no mesmo instante vi meu
companheiro abaixar-se ao p de umi arvore, e
quando levantou-se trazia na mao um pintasilgo
novo, apenas prvido do primeiro frouxel; nao
podamos descobrir na arvore o oinho, sem duvi
da mui alto, d'oode o havia precipitado algum ac-
cidente.
=
' Chanro-tn DatrtM 1
............................................... I pagar,
sus, 5>im, esa tradigao de urna lerrivet democracia *
sao soria nivelada com toda a tradigdea celebres ;
a mesma delicadesa distiocta, a raesma vitalida-
de probleraatic em om neto da Dantos e em o
neto deste ou daquellenobre de numerosos avi
ruja esbea fuera o tribuoo eAir com um de
seus fxugfdos de lo'uro.
A reminiscencia musical apparecia entao clara
o perfeita :
Era a Variethesa perdida as longas dobras de
urna harmona fnebre.
Tornar a verme ? exclamou elle quando es
Uve perto da porta, o senhor nao me ha de lor
nar a ver. As existencias do genero da minha
devera /temer os anniversarios ; daqui ha pouco
ter lugar um. parece-mo que ser o ultimo.
Essa profeca realisou-se' perfeitamente. O
joven infeliz morreu no principio de abril. Quera
elle fallar sera duvida no quinto dia desse mez,
data da execujao de seu av.
. J. H. DimviER.
( Commerce et Indu$ne belget.H. Duperron ).
FOLUEIIM
ORIGINAL DO DIR10 DE PERNUMBUCO
Tome-o, disae-me o msncebo, misler que
tile viva.
E nao viveria com o senhor ?
Sim I., tem Vmc. Qlhos ?
Dous traquinosquo deixei com a mae mi
nha espera acol em baixo, em Sansyle-Potier.
Pois enlo isso mesmo ; o misero ser ir-
mo delles.. O senhor os tem I Eu j os tive.
Fez-me estremecer o accenio com que foram
pronunciadas essas palavras. Puz o passarinho
na bulgo de caga e calei-me.
Outras ruinas, senhor, continuou o mance-
bo ao cabo de um instante, moslrando-me por
entre os arvoredos o ngulo de um alto edificio
direita. Estas dizem-me respeilo ; eis o meu
sudario.
Devisei o que no interior da Fraga chamam um
solar.
Foi a qui, disse-me elle, que casei-me e
fui pie. E' extraordiuario, coufesse, o modo por
que se extinguen), em razio de causas ignuradas
pela sciencia, urna creatura joven, robusta, ebeia
de vidae eoimagao ao contacto de um esposo
fatal I Duas vezes mae, deu luz minha mulher
em primeiru lugar ura fllho vigoroso. Comludo
era a minha fortillcagao indicada uessa creanga
por urna perlurbago de equilibrio da qual mor-
reu : ao depois leve ella anda um tilhu, porm
dessa vez parcamente dolado com os dous ndis-
pensaveis sua cooservagao e deseovnlvimeoto :
os cabellos eram apenas coloridas, e a cor das
pupillas era lio indecisa que ninguem poderia
dizer se parlkipava do azul celeste dos olhos da
mi ou do prelo dos meus I
Seus olhos 1 fallam-me elles sem duvida na
impressaoque me haviam causado.
Nesse momento olnei para elle, as pupillas,
por urna dilatagao assusladora, de pequeas de
mais haviam-se tornado demasiadamente gran-
des, mais negras e vertiCjlraenle xos. Eviden-
temente via-se nisso o indicio de um systema
nervoso que nao eslava em relagao com as for-
mas ctTemioadas e que encurtavam o envoltorio
por demais franzino. Alm disso, as magiesdo
roslo tinham-se coberlo de uu arroxeado lvido
e de n.u agouro.
Sini, senhor, meu' segundo Glho tinha a ca-
bega branca como um velho. Morreu, e minha
mulher depois delle. Desde o primeiro- da de
minha unio at essa separagao, hivia ella per-
corrido todos os graos intermedios que separara
a alegra, a saude e a mocidade do extase ang-
lico que parte a allianga d'alma com o corpo.
Alravessaraos o pat-o relvoso da casa, pene-
tramos n'um sali fracaracnle allumiado e ene-
grecido, vi nelle urna senhora de urna certa edade
de cges austeras e cheias de urna tristeza gla-
cial, a qual eslava a correr. Comprimeulei essa
senhora, porm ella deitou-me apenas um olhar
indiffereote : ao meu companheiro pelo contrario
langou outro onde via-se urna inquieta sollic-
tude.
Minha sogra, disse elle, e passamos.
Entrei aps elle n'um pequeo sali oclogno
coberto de quadros, de objectos incoherentes, de
prateleiras cheias de Utos, tudo coberlo com a
poeira do respailo. Fui atirahido por um dos
quadros presos a parede por cima do cravo aberio
Recooheci que era o retrato da defunta, at an-
tes que o meu guia me houvesse dito : Ella I
Eu apostara, continuou elle, que o senhor
seu liria a qui algum cfToito pernicioso se a sua es-
tada deve ser longa. Os descendentes daquelles
que gastaram enormes recursos em procurada
celebridade sao destinados a offerecer a imagem
da insuficiencia orgnica e da extineco de fa-
milia e elles delxando-se ir fluctuando para esse
fim, exercem involuntariamente o vanpirismo
sobre quem quer que se approxime delles.
O que nesse enunciado me dlzia respeito, pa-
recia-me pueril, porm descobri um ponto ver-
dadero : que aquello hornera infeliz, erigindo
urna theoria para o seu infortunio, deixava-se ir
fluctuando para a sua extinegio.
Ultimo renov de algima familia antiga I
dizia eu comigo contemplando aquella debilidade
aristocrtica. Ah I a guilhotina de 93 respeitou
urna nica probabilidade de perpetuagio neasa
lioguagem histrica, para que, menos brutal, po-
rm mais segura, a le de esgotamentodas fami-
lias tire-a sem compaixao 1....Joven conde ou
bario descendente da feudali lade qual sobre-
vives, como te chamas ? perguntava euamim
mesmo.
Durante esse tempo, o capricho scismador e
doentio do meu bospedeiro Ozera-o sentar-se
diante do cravo no qual vagavam seus dedos em
successes de accordos tristes u'um rhythmo in-
determinado, e no meio daquelles compagos er-
rantes era quando rouito possivel descobrir al-
gumas reminiscencias e ura hymno : como fluc-
tuavo no vacuo os olhos do mancebo, reconhe-
ci que pelo pensamento eslava looge de mim e
que eu poda retirar-me.
Acredite o senhor que no momento de re-
tirar-me sinto urna viva sympalhia por Vmc.
disse-lhe eu estendendo-lhe a mi : levo eomigo
o mais vivo desejode o tornar a ver, senhor.. ?
A vista dessa suspensao interrogativa, rtspon-
deu-me simplesmeote:
A Especolaco. *
Anda nao ha muito era o commercio conside-
rado como urna occupsgo deshonrosa; ainda ha
pouco nao podia o nobre commerciar sem des-
douro. DeHhronaram essas prevengoes ridiculas
ideas mais sias, mais exactas, e neo ha hoje um
s hornera sensato que nao tenha o commercio
em consideragio.
Nao vi-mos, pois, defond-lo, sua causa est
ganha, porm o mesmo nao acontece respeito
da espoeulago. A especulagao vilipendiada e
execrada as tribunas polticas assim as cadei-
ras sagradas; nosso dever estudar os ataques
que lhe fazem, e rechaga los.
O que pois, a especulagao, em que contra-
ria ella a moral?
A especulagio o acto daquelle que, compran-
do sem ter vootade ou possibilidade de realisar
a compra, ou vendendo sem ter intengio ou
meios de operar a entrega, vende ou compra ni-
camente para se aproveitar das diflereocis de al-
ia od baixa que podem sobrevir dentro de um
certo espago.
Em que sio immoraes essas compras ou ven-
das ?
Responder-nos-hao de viole partes ao mesmo
tempo, bem o sabemos, que a operaco que aca-
bamos de expor um jogo, e que o jogo sem-
pre immoral.
Nos que nao nos contentamos somonte com
palavras ; nos, que antes de formarmos urna con-
vicgao. queremos provas e razdes, declaramos al-
to e bom som que, depois de termos estudado,
analysado essas especies de operseoes, nada en-
contramos de illicilo, de opposto as mais simples
noges do direito, da equidade, da saa moral.
Declaramos que querer que todaa as vendas ou
todas as compras do fundos pblicos S tenhara
lugar dinheiro vista, ou em troca de moeda
no momento da entrega, sob pretexto de que a
moral e a justiga tem interesse na realisagio me-
tlica do negocio, querer que respeilo de
mercaduras ninguem compre crdito para re-
vender ; querer limitar as trocas s que pode-
nam ter lugar diariamente entre o productor e o
consumidor.
Nio sabamos que tanta virtude estivesse alo-
jada as moedas de ouro e prata 1
Analysemos um negocio praso, e vejamos a
sua irnmoralidade
Comprei cerla possoa cem mil francos de fun-
dos pblicos, entregaveis d'aqui ha quinze das e
por urna cerla laxa. Tenho a Arme esperanza de
que, na poca da entrega, esta laxa ser maior,
isto os fundos que aquella pessoa tem de en-
tregar-me bao de valer mais do que o prego con-
vencionado entre ella e mim. Que me importa
que urna pessoa entregae-roe os cem mil francos
de fundos, ou que me d somente a diTerenca
entre o prego por nos conveocionado e o cambio
do dia?
Nada importa; pois, se eu tenho o dinheiro
preciso para lhe pagar os cem mil francos de fun-
dos, posso, reuniodo-os differenga, cujo impor-
te enirega-me aquella pessoa, fazer a sorruna que
me ha de comprar cem mil francos disto ou da-
quillo.
Se em vez de alta ha baixa, em que lhe fago
eu mal, se lhe pago mui simplesmeote a diffe-
renga entre o preco coovencionado e o cambio do
dia, em vez de receber os cem mil francoa de fun-
dos por mim c^fcrados? Nao tem aquella-'pes-
soa um mercaW sempre aberto oode, grecas
diderenga que lhe paguei, pode vender os seus
fundos sob condiges que a livrem de qulquer
perda ?
Que importa que o comprador nunca tivesse,
nem ainda podesse ter a somma necessaria para
pagar suas compras? Que importa que o vende-
dor nunca tivesse, nem ainda podesse ter a quan-
tidade de fundos que parece ter-se obrigado
entregar ?
O comprador sabe que o vendedor nao posse
os ttulos -que vende, assim como o vendedor sa-
be que o comprador nao lhe ha de entregar os
fundos que comprar ; porm ambos sabem que
no dia da liquidagao bao de ter capital suQicienle
para saldar a alta ou a baixa.
Onde est, pois, a immoralidade disso?
quera enganam? A' quem causa-se um prejuizo
ou damoo?
O mesmo seria dizer que ha immoralidade, re-
pitamo-lo. na compra que faz um negociante,
quaodo nio pode pagar vista e usa do crdito
que o vendedor quer lhe dar. Note-se com ef-
feito que o comprador de cem mil francos de
mercaduras pagavets em tres mezes, serve-se de
cem mil francos do vendeior por ooventa dias.
Se vendeu a mercadura por urna letra, reembol-
sa o vendedor com o dinheiro que este lhe havia
confiado ; apenas guarda a differenga, se vendeu
por mais, assim cuno ajunta o deti'cit, se vendeu
por menos. No commercio, assim como na es-
peculagio, s a differenga que o Um dos es-
forgos que se fazem ; o unicu resultado que se
quer obter.
S se infringe a equidade, a justiga, a morali-
dade, quando por um acto de espontanea vontade
faz algum mal outrem scieolemente.
Ora, perguntamo-lo com toda a instancia aos
poetas, assim como aos pregadores, aos jornalis-
tas, assim como aos legistas, quem que o
comprador ou o vendedor fazem mal no caso de
especulagio que nos figuramos?
Existe o mal e offerece a immoralidade, quan-
do esses negocios sao levados um tal grao de
exagerag&o, que nem o vendedor nem o com-
prador ou simplesmeote um delles nao tm re-
cursos sufficienies para fazer face s dilerencas
que podem ter lugar. O mal o mesmo que po-
de ser laucado em rosto ao commerciaote, que
LXIlI
suMMARio.ConsideragOes sobre os inconvenien-
tes que resultara da concessio do uso de farda,e
de dislinclivos militares paisanos estranhos
profissao do mar. Reflexoes sobre os decrolos
de 20 de abril ultimo.
E' tempo de pensarmos seriamente nos incon-
venientes que resultara da faculdade que temex-
ercido o governo de concedes o aso da farda, e
de disiinctvos militares paixaoos. Urna discus-
sio reflertida deste asv.implo tem por certo agora
sua oppoituoidade, e nos entendemos prestar um
til servigo provocando-a ; porque deltas resulta-
r convencerme os outros, o Acaraos conven-
cido.
Como se sabe, os uniformes militares foram
establecidos para disiingoirem aqueliea que se
consagran ao estado no rude servico das,armas.
Certas e determioadas modificages nelles indi-
cara a cathegoiia de cada um ; as honras, privi-
legios, iseoges e franquezas que compete esta
ou aquella classe.
Estas distioeges sao consTderadas em todos os
paizes do mundo, at no taeio das hordas selva-
gens, como o mais bello premio do valor, dos ser-
viqos prestados, e ciogem aquellos que asslcan-
cam de um prestigio iovejavel entre os seu, de
considersgao e estima publica muito hoorosa.
Sao ellas que originam t emulagio, senilmen-
te que disperta nobres intinctos, eincita as mais
admiriveis virtudes militares.
Infeliz da nago, cujos soldados e marioheiros
nio sentem a benfica influencia deste sen timen -
to produtido pela vontade de subir novospostosl
a ultima degradagao que pode chegar urna ar-
mada ou um exercito, e este estado ha de suc-
cumbir fogosamente conquista do estrsogeiio ;
perder seus brios sua nacionalidade I *
Se se concordar com essas premissas, deve-se
tambem concordar com a consequencia que dellas
se deriva, isto que para nio desconsiderar os
uniformes, para nao faze-los perder esta influen-
cia aos olhos do publico, se deve zela-los como
urna Vestal, nao profana-los, coocedendo-os
pessoas que oo pertencem marioha e ao exer-
cito.
Mas vamos ver como se procede entre nos, e
examinar egoalmente se seguimos oa axemplos
de outras naces, nesta importante materia.
Estamos em plena paz, interna e externa ha
bom par de annos ; nenhum servigo bnlhante
nem recommendavel ha apparecido neste decur-
so de tempo ; e entretanto quantas concesedes
desta natureza se tem feito ? Seo varias, e nao
coovm refer-las ; porque teamos do descer
personalidades, e affligir, talvez, alguns homens
quem nem de leve pretendemos iocommodar
quando fallamos em tbese geral, em beneficio pu-
blico.
E como expiieam-se vulgarmente estas conces-
ses ? Como favores que pagam servigos particu-
lares, servigos de eleigdes e outros, que nio po-
deriaro, nem deveriam legaltaente ser assim re-
conhecidos.
E' assim que repentinamente se aprenentam na
sociedde como prmeiros e segeoo tllenles da
armada sujaitos que nio leem os requestos da
lei. Os uniformes perdem su signifleigio ; sio
mentirosos; o coso de dizer-seque o habito Ho
fax o monge.
Entretanto peranle a sociedade tanto vale om
como outro; ninguem pdadestinguir o falso do
rerdadeiro oficial, e o desgosto produz na corporagio militar geral e im-
menso.
Com um milhio de difficuldades luamos para
ter o pessoal necessario na armada e no exercito;
entretanto se se considerar que no Brasil lodos
querem ter honras militares, e estas esli profu-
samente barateadas, parece que existe no rjaiz
grande vocagio para o servigo.
Assim nao como denuncia aqulla circams-
tanda que referimos Embora seja inconvenien-
te e perigoso o systema que temos seguido, com
todo nao nos importamos que se satisfagan as
velleidades militares das oossas influencias e.ei -
toraes com os postos da guarda nacional e com
as condecoragoes.
Respeilem-se, porm, os uniformes da mar nha
de guerra, e do exercito. Nao ae faga com que o
soldado e o marinheiro, o oficial e o inferior, e o
de pequea patente nao o encarem com odesiem,
sem dar-lhe aprego, nem considerao, visto ^ue o
achara espalhado por alheios classe.
O Exm Sr. conselheiro bario de Colegipesom-
prehendeu bellamente a necessidade que kavia
de lomar-se esta medida, quando ministro di roa-
rinha em 1856, e noregulameoto que baixoucom
o decreto o. 1,739 de 26 de margo do referid au-
no, reorgaoisando a cootadoria, estatuiu o art.
50que ficavam abolidas as grsduagoes milita-
res, concedidas aei empregados daquella repart-
ao pelo decreto n. 489 de 19 de dezenro de
346 ; mas S. Exc. nio complelou a sua obra,
tornando esta providencia genrica, com de
necessidade.
Temos boje a fortuna de poisuir um gebinete
illusirado, de que formara parte doua des.inctos
generosa, um do mar e outro de trra.
O elemento militar est nelle dignamente con-
siderado, e por tasto nio vm fra de proposito a
queatao que agora ventilamos, para se resvlrer o
mettwr.
Nio nos consta que en nenhum ootro tais,
nao ser em Portugal, de quem herdamas essa
pernrttosa pratica, so conceda o uso des unifor-
mes militares, como nos fizemos. Apooaj sabe-
compra e receba mercadorias que sabe nio poder
-'-~it, i vend-Us com perda.
mal o mesmo e nada mais.
$io venos que, sob pretexto dos
ios-que assim se podem commetter as ope-
UfMs diaria do commercio, a* leis, guarda e-
verss da virtude, tenbam prohibido lodo o com-
mercio crdito.
Por que razio, pois, sob pretextos que certo
individuos podem entregar-se desordenadas
operacoes preso, fra de toda a proporgio com
os seus teres, por que razio a lei prohibiu englo-
badamenle todas as transarges praso?
Por que razio a lei de 13 fructidor, anno III,
prohiba qualquer pessoa vender objectos de
furo e prata, gneros ou mercadorias, de que nio
fosse dono no momelo da venda, sob pena de
ser declralo agiota e sofTrer dous annos ae pri-
sio, exposigio publica com ura cailaz no peito
teodo escnplo a palavra : agiota, e cooflscagao
de todos os beos em proveilo da repblica?
Por que razio a lei de 18 veodimario, an-
i0^ V> renov es prohibigio e essa atroz pena-
lidade 7
Por que razio as leis de 28 ventoso, anno IX
e 27 prerial, auno X. repetem quasi nos mesmos
termos e asdisposiges legislativas?
Por que eolio a ignorancia dos fados e dos
principios econmicos era tal que pensavam es-
tabelecer precos commodos com um mximum,
assegurar a abundancia e a estabilidade dos va-
lores monetaes por meio da emissio Ilimitada
do papel moeda, garantir o abastecimeoto dos
mercado, perseguiodo-se absurdamente os sup-
postoa atravessadores e obrigar os metaea Qcar
em Franca, eslabelecendo-se a pena de morle
contra os exportadores.
' Vieram os fados econmicos mostrar conti-
nuadamente como eram. falsas as esperangas fun-
dadas na applicagiodessas leis: os fados econ-
micos mostram lodos os dias a impossibilidade
em que ver-se-ha a sociedade para supprlmir a
especulagio de um modo absoluto.
Nio ha urna s grande cidade coramercial,
quer em Fraoga, quer no eslrangeiro, onde a es-
peculagio nao esteja estabelecida par do com-.
mercio de trocas reaes, assim como o emprego
do dinheiro juro tem-seintroduzido por toda a
parte junto ao ganho realisado pelo commercio
ou pela cultura da trra.
E' mister que se resignem os admiradores do
passado, os adoradores da ignorancia e do pro-
gresso, a especulagio existe hoje em toda a par-
le ; se apenas reconhecida pela lei no estado
de New-York, est firmada em toda a parle pelo
uso.
Em Lilla especula-se com azeile, espiritos e
assucar;
No Havre eom algndio, assucar eeaf;
Era Ruio com espirites;
No mercado dos graos em Pars com farinhas ;
Em Lyio com sedas ;
Era Marselha com olos e graos ;
Era Montpellier com espiritos ;
Em Glascow com ferro fundido ;
Em Liverpool com algoddes ;
Era S. Petersburgo com sebo;
Em S. Francisco e em Sidney com p de ouro;
Em Londres com todas as mercadorias.
Enlo nio nada esse fado quo tem lugar
aqu e em nossas antipodas, em toda a parte on-
de ha um commercio activo ? Nio prova elle
toda a solidariedade que existe entre a especula-
gio e o commercio ?
Cremos nos que a especulagio o auxiliar, o
complemento indispensavel de um grande movi-
menlo de negocios, semelhante mola de urna
machina que por meio de suas rpidas evoluges
amortece o choque, impede os abalos, e imprime
urna marcha regular e sofreada ao roovimenlo
das trocas de vendas e compras, que muas ve-
zes sem isso Qcariam em eslagnagio com grande
prejuizo da fortuna publica.
A especulagio conserva o mercado aberto, ac-
cessivel todos os dias : pensaes que os vossos va-
lores gozariam da mesma consideragio no- publi-
co senio podessem ser venai-tos todos os das, a
cada hora a cada instante? Mas essa possibi-
lidade de roalisagio instantnea quem assegura
aos valores movis a preferencia de que gozam ;
supprimi a especulagao o a facilidade de realisa-
gio diminuir n'uma proporgio enorme.
Se se estudar allentamenle a aegio da especu-
lagio mercado dos efleitoe pblicos, reconhecer-
se-haque ella tem por fim im mediato repartir os
grandes movimentos de alga ou baixa n'um maior
espago de tempo, permtlle tancar mi de certos
meios, isto modera as quebras e acalraam as
repentinas variagdes que sem ella causariam tan-
tas ruinas e tantas cataslropbes.
_ Parece-nos. mui simples a razio dessa influen-
cia benfica ; permiltindo a especulagio a entrada
da bolga a um maior numero de capitalistas que,
medios ou pequeos, ha urna tal mulliplicidade
de transaeges, tantos gneros de operages a
prazo, vista, com premio oo sem elle, com de-
mora ou nio, que os choque se amortacem per-
correndo mais estages, encontrando- mais resis-
tencia a vencer.
Nao comprehendemos que os negocios a prazo
nio tenbam sido declarados legaes, que a especu-
lagio era fim nio fosse claramente permitlida des-
de o dia em que o governo fez appello para
todas as bolgas abrindo suas subscripges popu-
lares para emprestimos. Esse alargamenlo do
mercado parecia-nos o complemento necessariu,
lgico, indispensavel do esperdicio de titulo, da
baixa quasi infinita das fraeges de aegoes.
_ Mas, dizem por ahi, jugando sempre a especula-
gio sem ttulos s pode ella operar a baixa para
obrigar os possuidores a se desfazerem de seus
valores.
E de notar que no mercado dos grios fazem s
especulares em farinha a exportagio opposta;
aecusara-as de jogar sempre pela alta, e mui tas.
vezea a taes manejos que se altribue a caresta.
Sao mal fundadas arabas essas aecusagoes ; a
verdade que ha especuladores pela alta e pela
baixs, alias nio existira a especulagio, com o
trafego legal nio existira aenio houvesse um
vendedor e um comprador
Ha vemos de mostrar n'um prximo artigo como
a|especulagao nao improductiva, como affirma
certa gente.
L. H. BENARO.
(avenir Commercial de Anvers.H. Duperrou.)
Os cinco dias da redempeo.
I. Os ramos.II. O cenculo.III. O calvario.
IV. A cruz.V. O sepulcro.VI. A resurrei-
co.VII. A quem recorreremos?
I
A mullida o do povo, espalhada na sua paasa-
gem, estendia os vestidos e deitava ramos de ar-
mos que a Inglaterra, a Hollanda e a Franga os
permittem com certos destinctivos. aos ofiiciaes
da marioha mercante empregados as compa-
nhias de vapores subvencionadas pelo estado como
a das Indias, Royal-Hail et.
Devemos, portanto, proceder idnticamente ;
porque assim nos aconselham as conveniencias
publicas e o decor militar.
#
Depois de escripias as linhas.. que precedem,
entrou o vapor Oyapock do R'u de Janeiro, enos
jornaes depuramos com os decreto de 20 de abril
ultimo, que applaudimos vivamente ; porque sao
oriundos do mesmo pensamento que cima mani-
festamos, de que convem multipltcar-se em torno
da classe militar, as considersges e dislincges
de que ella pouco pouco ba sido despojada.com
evidente quebra da dignidadajiacional, que mui-
to ligada se acha dignidade e respeito de sua
forga armada, que representa no interior um ele-
mento deordem, urna garanta de indissolubiti-
dade das nossas instituigdes, e da integridade de
nosso imperio, pelo que nao agrada muilos, que
a desejam eofraquecer, deslustrar e desgosiar para
leva-la ou esposar ideas anarehicas, que por
merc de Dos tem sido sempre combatidas pela
marioha imperial, ou um abandono deploravel
das Qleiras, que lhes proporcionado meios de
mais fcilmente triumpharem ; e que no exterior
nio menos importancia tem ; porque contm os
vitinhos e estranhos nos limites razoaveis dos res
peitos quo oa puvos cinlisados mutuamente se
devem.
Havia urna tacana mui senvl na ordem de
S. Bento de Aviz. Assim como vioto nnos de
boas servigos militaras e o posto de capitio a.
vam direito docorociods cavalleiro, pareca na-
tural que os grua mais elevados d< ordtm fos-
sem conferidos pela mesma forma ; isto s pa-
tentes superiores ; com mais sanos da servico.
O decreto, pois, citado que estabeleceu esta
doulrina, veio sfttfoiazef urna necessidd,e palpi-
orespelo caminho. E elle, o Senhor do eu e
da trra, adiantava-ae.^wi de dogura, montado
na burra de Betpbag; entrara na cidade dos
prophelas, abengoando o povo e preparando-se
para cumprir o que kavia promettido.
Dia reiplaodeceote 1 orno deviam estremecer
ascollinasde Sio quando elle raiou I que cantos
de alegra eehoaram desde pela roanbaa as ras
e pragas Os fiis israelitas viam em fim o que
tanto havurn desejado ; os publcanos, lio indif-
/e" a cu" decu, subiam s arvores para
vero desejado das nage, para Ihesaudar a via-
da, e bradavam com os outros : Hosanna ao fllho
de David I
Por certo que havia na mullidio frontos altivas
que nio queriam curvar-se ; ouviam-se palavras
crueis, viam-se olhares araeagadores; porm es-
ses conservavam-se afastados: aquello dia lio
puro nio era o dia delles, afim de apparecer, es-
paravn pela hora que oo eatava looge, pela'ho-
ra que Salan Ibes prometiera.
O' meus irmios, o papado tambem leve seu
Iriumpbo ; as suas dores precedetam ramos lan-
gados a seus ps. Nio o esqoecestes, quando
voltando elle do exilio, enlrava na ddade pontifi-
cal com os labios e as mios cheias de perdi.
Que sollidtude enlo ao redor daquelle rei re-
conquistado pelo an or Como eram numerosos
os filhos e as filhas que assistiam a sua gloria,
quaodo elle voltava vencedor pacifico, e quando
os coraces, assim como os muros, abrism-se para
recebe-lo I
Tambem havia publcanos nessa mullidio. co-
races desarmados e convertidos. Santo Padre,
exclamavam elles, vos vencestes I a vos os ramos,
a vos as cor dos esses ttulos somos vossos, augusto repres-
la n te do rei do cu, entrae ; aentae-vos no vosso
throoo, em voisa cidade eterna, rei I
E su achavam-se sombros conspiradores nessa
mullidio commovida, oceultavam-se tambem,
como no dia triumphal do Salvador; evitavam os
olhares ; sabiam pordemais que bastante para oa
prfidos o saberem esperar, e que lhes baria de
chegar o seu dia.
II
E alguns dias depois do triumpho era a paa-
choa. Que cenculo aquelle aberto n'ums par-
le remota de Jerusalem, e que celeste mysterio
vae realisar-se naquelle rednlo? O Senhor est
sentado e os apostlos cercam-no. Abenga o
pi, dislribue, e diz estas palavras que repercu-
liram pelo mundo : eis o meu corpo e o meu sao-
gue que por vos ser dado. E nesse dia foi ins-
tituido o Divino Sacramento. E enlio naqwella
humilde sala appareceu urna luz mais forte do
que a que oasceu no primeiro dia ; entio pela
omnipotente palavra do Salvador houveum cors-
gao maior do que o do universo.
E a egreja receben a augusta heranga ; propa-
gou-a ; o altar catholico aedheu-a ; e o Pontfice
dos pontfices foi o guarda supremo do thesouro-
eterno.
Ah 1 depois de muitos seculos de fes, no dci-
mo sexto, appareceram filhos ingratos que arran-
caran! do tabernculo o Deus oceulto; despresa-
ram a pedras do aliar, e, levantando templo de
serlo a sua cadeira sem echo. Vinde, povos, di-
ziam elles, olhae para o centro desse santuario,
vosso Deus nunca esteve ah. Elle disse, que im-
porta ? A egreja cru nelle por quinze seculos,
que importa ? ella enganou-se ; s nos encon-
tramos a verdade sob as ruioas de nossa razio.
Iosensatos, onde est entao o vosso Deus, se
nao est aqui? No cu, dizeis. E eurespoo-
do-vos: o cu alto demai para a vossa vista
mortal. Se. como pensaes comnosco, meus ir-
mios, esse Deus desceu no dia abrasado, se habi-
tou entre nos, se alguns viram com seus olhos
sua gloria eheia de graga e de verdade, nio pode
elle ler deixado a trra e nos abandonar sosiohos
nesle deserto. Depois de haver consumado o seu
sacrificio sangrento, elle nao se oceultou de todo
em a nuvem celeste, perpetuou a sua adorada
presengs sto sacrificio na sangrento do altar.
E onde est o aliar principal senio em Roma,
na cadeira de Pedro? o quando querem arrancar,
para transplanlar talvez para oulra parle, a arvo-
re augusta dn papado, destruir a base temporal
onde os seculos fundaram o seu tbrono espiritual
nio ser com o pensamento de roubarem ao ta-
bernculo o seu immutavel guarda, deslruirem a
unidade, do dogma, consuma re m o schisma, pala-
vra sinistra e fatal, j sobejamenle repetida ; a
fazerem desapparecer da face do trra a obra ins-
tituida oo cenculo pelo Salvador do mundo, e
impedirem que saia das catacumbas o papado
para l eonduzido?
III
Cumpriram-se os mysterios da dr, a victima
est immolada, tudo esl coosumado ; a nature-
za ouvio a palavra suprema, ella perlurba-ae, o
ceu smanos, a trra treme, os-sepulcros abrem-
se, os tuertos apparecem na cidade consternado.
Choraram as ras e pragas de Jerusalem, diz o
prophela Jeremas. -
Ella ahi eslava, em p junto eruz, a mi de
Christo, por um ineOavel legado mao doachns-
laos Afilela, porm muda e fortificada pela gra-
ga, ellaconlemplava echorava ; comludo oo ex-
cesso de sua propria dr nio era como Rachel;
nao recusava ser consolada, pois que sem filho
moma por aquellos que lhe dava.
Ah ah I mi, virgem de amor, siotam os
vossos- filhos por sua vez os golpes que vos tras-
passam, cborem comnosco, padegam comnosco, e
vendo seu Salvador carregaodo o madeiro fatal,
subir ao Calvario, exdamem cheios de amor: eia'
morramos com elle.
Quanias lagrimas derramamos Senhor, no real
caminho de vossa cruz 1 Miseros peregrinos, de ge-
rago em geragio temos por vossos passos subi-
do pela va dolorosa ; e choravamos sob o nosso
fardo porque nos parecia longo o caminho do Gol-
gotba I
Mas nao s cada christio que padece dores ;
hoje calam-se as dores particulares em presenga
das dores da egreja. Hoje mais que nunca,
como outr'ora a mi do Salvador, a egreja esl
juota cruz e chura.
Chora, porque seus ioimigos melteram mios a
obra da iniquidade ; porque seu chefe augusto
carregou a cruz sangrenta, porque cahiu no ca-
minho, porque bebeu agua da torrente, e porque
muitos de seus discpulos renegaram-no em seu
infortunio I
Se anda nao dizem crucifige, dizem tollaur;
sim, seja elle deposto ; nio queremos que elle
reine sobre nos e oossos Qlhos I E agora que
lhe resta da realeza fundada por seculos? Ira-
qu ha pouco, dar-lhes crdito, nio lhe restar
mais do que urna cora de espinhos e um scep-
tro de caona. Ha muitos que de boa mente es-
carneceriam daquelle fragmento de purpura que
anda o cobre; mais de um inclinando-se, dir
Iba-hia talvez'*: rei dos romanos, quem
ferio ?
te
tante, e o ministerio actual prestou um escolen-
te servigo promulgando-o.
Egualmente ae acha em idntico caso o segun-
do decreto da mesma dala, concedendo o trata-
mento de senhoria aos ofiiciaes superiores do
exercito e armada, e o de excellencia aos ofiiciaes
generaes.
At agora desde o grumete at o capitao de
mar e guerra todos tiaham egual tratamento; um
vos merc simples competa, na miior pulidez
militar, uns e outros, o bem se v quanto deve-
ria sofTrer a disciplina com eate estado de cousas.
Todos os militares iofrngiam cada momento
a lei dos tratamentos, c davam aos seus superio-
res aquelies que hoje lhes tocara, nao obstante
repetidos avisos e ordens do governo para ae res-
peitar escrupulosamente aquella disposigio que
o costume diuturno, e o respeito dos.subordinadoa
tinha posto iteiramente em desaso.
Veio, pois, a lei actual mui i proposito para
sanecionar aquelle costume, que podia mais do
que o desojo e a vontade de obedecer lei de tra-
tamentos em questao.
Agora esto collocsdos os oficiaos militares na
csthegora que lhes compete em relagio aos func-
cionarios das outras classes; quem nao sio in-
feriores, e que todava lioham um tratamento su-
perior, e as duas corporagoea devem mais este
progreaso aoa iltualres generaes que hoja pteai-
dem apa seas destinos. ata--
Reparamos comludo que a tt***6* do decreto
em questao poda susaitar du-<,a5 conflictos,
quo eariameaie nio est r" peaamento do go-
verno imperial crear.
. t> com efleito o decreto que Convindo fizar
urna regra acerca do tratamento que devaos
entre iur os oficias* do exercito e armada,
se determina que na cortespondeocia etrato
rsdjma*entro es genero* e mais oficiaos do
exercito o armada etc.
Meu povo. Ibes du Ue, o que vos leoeo feite ?
Nao ou mais aquello a quem langaveis romos
queeu devie crer immorredouros T Nio sou mais
aquelle que vos Irazia a paz? nio quera eu reu-
nir-vos com,-M pinhos debati das azss mater-
nas paro tos livror das diadas do inimigo ?
i emquaato falla assim eorosigo, ouve dada
estas palavrsjBweis o homem. O que querela fa-
zer desse hornera, dizei Herode, Plalos, e Cai-
phaz?0 quefarefs daquelle que rsjls sacerdo-
te do quetfiCaiphaz; mais rei do que t Hero-
der; mais romano do que t Plalos Y
Nao, o pae dos christaos nao ha de succurnbir
aoeforgos dos ioimigos, Deus o protege, e elle
ba de ver dias melhores. Se, porm, succurnbir,
o que nao" ha de acontecer se acabar o seu sacri-
ficio, se a espada de dr deve traspassar-lhe mor-
talmente o coragio, se repousando a cabega aben-
goadodeve dizer tambem : todo est consumado,
egreja I t chorars, porm has deespersr, cen-
sada, pelo terceiro dia ; pois se leu pontfice se-
de morrer, seu pontificado immortal.
IV
Como foi que dous pedagos de madeira que os
amigos haviam erigido em patbulo, onde ata-
vam osescravos, con verter m-ae fiosymbolo do
que ba de mais augusto debaixo do sol 1
Porque Deus divinisou a cruz ; porque o ins-
trumento do supplicio dos escravos veio a ser un
throno sangrento donde o rei doscusresgatou o
mundo por elle creado; porque esse madeiro fi-
cou sendo o estandarte vencedor, ssjowore da
reraissao, o sceptro pelo qual reinara erris, a
esperanga nica e o bordio dos que soffrem.
A cruz, deseohada no ar em aa ultima lulas
do paganismo que expirava, proclamou que, ba-
ria deaapparecido o aotigo mundo assim cem a
antiga geragio ; ella fez um mundo novo, luzr
urna civilissgio nova, reanimou esta sociedade
perdida, iooculando-lhe as rms as gotas do
saogue theandrico; sim, o laborum convertido
em estandarte dos Consumidos disse ao univer-
so que a religiao do Christo, victoriosa com o
sangue de seus martyres, lera dali em diante
sua realeza legitima nesta trra de peregrinacio
onde fomos postos por um dia.
E deade enlo pozersm a cruz na fronte dos
res: ella sciotilla em seus diademas.
O' res christaos, arrancie esse symbolo quo
ha mais de quinze seculos britha era vossas fron-
tes ; ou entio assegurae tambem o diadema na
fronte daquelle de quem defende essa cruz que
vos realga as corda.
V
Elle foi sepultado; o corpo descangou no se-
pulcbro; e oceupaodo-se desde j na colheita
das almas, visita as as sombras muradas, livro
os santos que gemiam, e lhes mostram oeaminho
por onde nio podiaa ir senio depois delle. Dia
mysterioso, solemne e poderoso foi esse dia do
sepulchro I Aquelle homem que eslava acola,
iramovel sob as ataduras, aquelle morto diante
do qual todos os joelrms se curvam, acuelle a
quem obedecen) os muios, e que o Deus vi-
vo I Eis s razio por que durante essas horas de
vigilia fnebre est a egreja triste, ella chora,
porm suas lagrimas eorrem silenciosas r ella
est na expectativa, ella vigia com esperanga em
torno aaquelle tmulo que contm a eterna
vida.
Ha quem diga a respeito do papado : Prepara
o sudario, abii o sepulcro novo, descei elle ao t-
mulo. Havemos de sepulta-lo em seu passado*
em sua gloria, que nio existe mais ; bavemos de
embalsa re a-lo em seus relicarios, cavar-lhe he-
mes a sepultura em suas eathedraes de symbo-
lteos olbaes; ao depois cellaremos a pedra do t-
mulo e nio recearemos que torne a apparecer a
claridad do dia libertad pelo anjo.
Ealaes bem certos, vos que assim fallaes ? O
papado perecer! AcrediHes que a esr.reja se ba
de retirar da trra ? No instante emajulgardes
sepultada para sempre, em que pedirdea ao lu-
gar teoente de Cezar guardas para vigiarem em
torno do corpo, receiando que seja rnuoado, nes-
se mesmo instante ha de elle apparecer, e dir :
Pepea ses que eu-havia morrido, eis-me aqu.
Saio radiante do centro das ruinas que ttzestes;
o meu salvador lomou para si lodo o sacrificio ;
nao hei de morrer, nio serei sepultado. Minha
vida proloogar-se-ha por entre os seculos sem
soffrer- a provagio do tmulo.
VI
O que fizeste da victoria, morta 1 Soldado
de.Roma, disciplinados pelos chefes que haviam
conquistado o universo, o que li/.estes diquelle
morto que vos foi confiado e que era lio fcil
guardar? Como 1 Roubaram-no emquanto dor-
mieis! Elles viran, arracaram com estrepito a>
podra do tmulo, deixram o sudario na entrada
e levaramcomsigo o thesouro I Soldados roraa-
nos,. chegssles a tal ponto a esquecer temidamen-
te a-senha? Oh I tal nio se devia esperar de vos-
sa fama.
Nio, nao, Aquelle que ali eslava nio est mais,
porque nio quiz ; elle quebrou a pedra ;*sahiu
victorioso e sublime; e appareceu a sua mi,
a Magdalena, a seus dis ipulos; e amanhaa Lus-
cas e Cleophas hio de sentir o coragio abrasado,
quando elle Ibes explicar as escrituras ao cami-
nho Emmans.
Filhos de Jerusalem, por que choraos ? Aquel-
es a quem procuraos nio est mais aqui; reti-
rae esses perfumes ; ah I de nada servem os per-
fumes, Magdalena, para o seu corpo sagrado, de
nada servem os perfumes para lhes descaogar os
ps fatigados com as excurses evanglicas. Nao,
nada mais do que o aroma da virtude, que a pe-
nitencia, e oleo das meditages correado dos ma-
nanciaes do coragio i memoria do crucifi-
cado.
Egreja de Jess, erguei-vos, tomae vossos tra-
jes festivos ;Tpois o Senhor resussitou como ha-
via promettido.Senhor, diz urna alma fiel, en-
che-me de jubilo o vosso triumpho ; apeiar, po -
rm, de minha alegra, meu coragio est triste;
o mysterio do regosijo nio sem dor, urna nu-
vem assombreia o raio de ouro que se levanta so-
bre a egreja.E Christo respondeu-lbe : minha
lilha, tens medo? Nio sabes que sou eu quem
perco e quem rtsussito ? Nio sabes quo andei
sobre as ondas? Nao sabes que promelti estar
at ao fim, apezar dos escolhos e das tempesta-
des, na segura barca cujo leme dirige Pedro ?
h I essa barca de Pedro est agitada, se-lo-ha
sempre; porm sogobrsda, nunca I Entreg-te
a alegra, minha fitha, o despertar de teu salva-
dor I V, os ecos do Vaticano nio se perturba-
ran), porque l abengoa-se e espera-se. Chega
o instante em que nio ser mais o fragmento de-
purpura, porm o manto inteiro que ha de re-
vestir aquelle que reina em as sele colmasela,
eslremecem boje como em outr'ora, ante a mo
soberaos que d abengao de Deus cidade e ao
mundo.
(Continuor-$e-ha )
Pelos mais rigoroos principios da hermenutica
grammatical parece que o tratamento ora marca-
cadosdeve ser empregado entre ot ofieiBtt
entre si, na correspondenciae tracto recipro-
co,e nao geralmeote.
Mas estes ofiiciaes oceupam empregos, e sao in-
cumbidos de commissoes em que manteen rela-
ges coutinuas com autoridades judiases, admi-
nistrativas, e do iheajksejc.
Nio de crr que oTlluslrado governo actual
tivesse a idea de fazer essa distinegio, que julga-
raos deduzir-se da redaegio que deu aqueJle
decreto ; porque assim estabeleceria para urna
mesma autoridade dous tratamentos different^s
e designaos.
Pensamos at que nenhuma autoridad civil
commetler urna Lila de delicadeza de tal ordem,
recusando usar na sos correspondencia e trato
com os ofiiciaes do exercito e armada o trata-
mento que ora lhes concedido.
Mas basta nia ser isso obrigaterio para elles
para que" possaaa apparecer algumas excepgas
deploraveis, que orgioem serios conflictos e em-
baragos lamenta veis para o servigo.
Temos alguma pratica do mundo, haremos
apreciado bastantes vezes a possibilidade de se
apresenfarem Casos d naturoza daquelles que re-
celamos, e por isso que respeitosamente fazeasos
estas reflex&, catas coosidaragdes geraes que o
illuslrado governo imperial, e particularmente os
dous dlsiinctos generaes, ministros da guerra e
ra,rtD!l5 J*'?0 no11t,re5 i" lhes merecer,
valia nosso procedimento co-
mo paulado pelo interesse publico que tomamos
sempre para romo de nossa navegagio nos maree
dos o perigoaos da imprensa, de cujos esco-
lhos constantemente fugimos, com o prumo na
mi e cuidado na derrota.
Babia t* de maio.
. 4.
FHcV-m. DI tf. F. DI tkUk I8r


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