Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09292


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Full Text
AIIO XXXTil IDUIO 118
Por tres mezes adiantados 5$O00
Por tres mezes yeneidos 6$000
SEGUIDA FE1BA 20 DI MA10 DI ItlI
Per asno adiantado 19$00 O
Parle fraaco para subscriptor.
rEnnnm
BKCARREGADOS DA SDBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino dt Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
7, o Sr. A, da Lemoa Braga; Cear o Sr. J. Jos
de 01 i reir; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'AKUUAS UU3 L.UHH&1US.
Olinda todoso diaa as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Ooianna e Parahiba as segundas a
sextas-feirss.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as tercaa-feiraa.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
uricury e Fi as quartas feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MKZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas 14 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas e 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 mioutoa da
tarde.
|24 La cbeia as 3 horas o 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minlos da man
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Bernardino de Sena f.
|21 Terga. S. Marcos b. m.; S. Theopompo. *
"3 Quarta. S. Bita de Cassia vlnv.; s. Quitea:
3 Quinta. S. Bazilio are. ; S. Deziderio b. m.
[24 Sexta. Ss. Afra, Pelagia e Suzana mm.
Sabbado. S. Gregorio VII. p ; S. Maria Hagd
26 Domingo da S. Trindade. S. Felippe Nery f.
AUUl&ftUlAS UUO lKilIJf Tribunal do commereio; segundas e quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Pazenda ; tercia, quintas e sabbados ss 10 horas.
Juizo do commereio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primea Tsra do ctoI : tercas a sextas so meio
da. m 0
Segunda Tara do civel: quartas sabbados 11
hora da tarde;
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SO1**'
Alagoas, o Sr. Clandino Falco Das Babia
Sr. Jos Martina Alvae; Rio de Janeiro,, o 8rf
Joao Pereira Martini.
EM PERNAMBUCO.
O proprieUrio do sumo Manoel Figielroa d
Faria,na ana livraria prega da Independencia n
,6 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 16 de maio di 1861.
Officio ao Eto. presidente do Piauhy.Envo
por copia V. Exc, para o m conveniente, o
termo de eocaixolamento dos arligos de arma-
mento e equiparaento que pelo arsenal de guer-
ra dsta provincia foram rerneltidos para o Mara-
nho, uo vapor Cruzeiro do Sul, com destioo ao
meio batalhao dessa.
Dito ao coronel commandante das armas.
Respondendo ao officio de V. S., n. 6 i4. de 4 do
correte, tenho dizer-lhe que restando do cr-
dito volado para obras militares, segundo infor-
ma-me o Sr inspector da Ihesonraria de fazenda
em officio, n. 392, de hontem datado, quantia in-
sufQcieote para a despeza 4 fazer-se cora a coo-
cluso dos reparos precisos ao quartel do 2. ba-
talhao de iofantaria, e reclamados pelo respectivo
commandante, cumpre queseaguarde o prximo
Tindouro exercicio, a lira de ser opportunamente
attendida a requiaigo daquelle commandante.
Dito ao mesmo. Para que se posaa au-
terisar o pagamento da quantia de 135200
res., importancia de sois das de elape abo-
nada pelo altores Francisco do Reg Barros
cinco pracas do 9. batalhao de iofanla-
ria, que cooduziram presos da comarca de Ta-
carais para esta capital, cumpre que elle apr-
sente para issoura pret nominal em duplcala,
conforme exige a thesouraria de fazenda no final
da iuformago junta por copia.
Dito ao meimo.Mande V. S. sobr'eslir, at
segunia ordem. o asseotaraento de praca do re-
cruta Aatooio Jos Moreira Jnior, remedido
pelo chefe de polieia em dias do mez de abril
prximo Hado.
Dito ao mesmo.Ao seu officio de 10 do cor-
rate, sobn 679, respondo dizendo quepo le V.
S. autorisar o director do hospital militar des-
pender a quautia de 6i mensaes com o aluguel
de dous quarlos ou pequeas casas, no Mooleiro
margem do rio Capibaribe. para nellasse obri-
garem as Africanas lirres alliempregadas na la-
vagem das roupas d'aquelle eslabeiecimento.
Communicou-se ao inspector da thesouraria de
fazenda.
Dilo ao mesmo.Respondo ao officio de V.
S. de 2 do correte, sob n. 635, dizendo-lhe que
concedo ao oscrivo interino do hospital militar
Leonel Raphael de Moraes e Silra prorogago
per uro mez do prazo, que lhe ra concedido
para a apresentago de seu titulo de effeclivida-
de n'aquelle emprego.Communicou-se a the-
souraria de fazenda.
Dito ao chefe de polica.Declarando o direc-
tor das obras publicas que j se acha prompta a
guarita que se deslina cadeia de Nazareth, nao
ple ella ser feita n'aquella cidade como V. S.
solicita em seu officio de 4 do correte, sob o.
371, que fica assim respondido.
Dilo ao mesmo.Para ser tomada era conside-
raga a materia do seu officio n. 389 de 11 do
correte, faz-se necessario que V. S. indique
com urgencia qual o molhor meio desatisfazer a
requiaigo do delegado do Exu', declarando a
quantidade de fazenda que julgar necessaria para
ser distribuida pelos desvalidos.
Dito ao capito do porto.Se foi julgado inca-
paz para o servico da armada por soffrer de epi-
lepsia, segundo declara o commaodante da esta-
go naval, no officio que devolvo, e a que veio
annexo o de V. S. de hontem datado, sob n, 86,
o recruta Francisco Antonio de Albuquerque que
pode V. S. manda-lopdr em liberdade.
Dito ao conselho administrativo.Promova o
conselho administrativo a compra de 2,000 varas
de brim braoco, constantes do pedido juoto, as
quaes sao precisas ao almoxarifado do arsenal
de guerra, conforme solicitou o respectivo direc-
tor ero officio de hontem datado, sob n. 127.
Communicou-se ao inspector da thesouraria do
fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. pagar ao porteiro da faculdade de
direito a quantia de 30,000 rs., despendida com
a abertura de urna porta e levantamento de um
muro no edifico da mesraa faculdade, visto
constar do officio do respectivo director de 10
daste mez, que se refere a sua informado de
4, que tora essa quantia adiantada pelo mesmo
porteiro ao empreileiro d'aquellts obras ; corlo
de que acabo de recommeodar ao director da fa-
culdade a expedirlo de suas ordeos, para que em
casos semelhaniesseja o pagamento feto directa-
mente as pesadas, cora quem se contratar algum
servico, de conformidade com a sua citada iufor-
mago.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. os docu-
mentos que se refere a sua ioformaco de 13
do corrente, sob n. 378, afim de que mande pa-
gar ao director da colonia militar de Pimenteiras,
ou sua ordem, a quantia de 14.000 rs., em
gue, segundo o exame, que se proceden nessa
thesouraria, importa o aluguel de dous cavallos,
que conduzram em agosto do anno prximo pas-
eado frdamenos para as pravas da mesma co-
lonia.
Pode V. S., nos termos de sua ioformaco de
hontem, sob o. 391, mandar adianlar ao 2.ci-
rurg'o do corpode sade do exercito, Dr, Ame-
rico Alvares Guimares, os tres mezes de sold
que pedio, para lhe serem descontados pela 5.a
parte do que fr vencendo, visto ter elle sido
promovido esse posto por decreto de 2 de de-
zembro do anno prximo passado.Communi-
oou-se ao coronel commandante das armas.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. S. em
duplcala ascontas e relaces, que me fdram da-
das pelo conselho administrativo para foroeci-
mento do arsenal de guerra, relativas aos objec-
toa comprados para a colonia militar de Pimen-
teiras e entregues ao 2. sargento Felisberto de
Marinho Lizardo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar ao len-
te recrutador nas freguezlas de S. Jos desla ci-
dade, Joo Adolpho de Souza Brrelo, a gratifi-
carlo, aquetera direito, por ter apreaentado os
voluntarios constados da relaco junta, que, se-
gando consta das informarles que cobrem a
mesma relago, foram aproveitados como ido-
neos para o servigo do exercito, visto subsist-
rem para o caso os fundamentos da minha or-
dem de 2 do correte mez, que mandou effectuar
idntico pagamento ao teoente Manoel de Aze-
vedo do Nascimento, como pondera V. S. no fi-
nal de sua informarlo, aob n. 393, de hontem
datada.Lommunicou-se ao coronel comman-
dante desarmas.
1)ito ao mesmo. Estando nos termos legaes
os inclusos documentos que me foram remellidos
pelo commandante superior da comarca do Brejo
com o officio de 7 do corrente, mande V. S. pa-
gar a Simplicio Jos de Mello os vencimentos re-
lativos ao mez de abril ultimo, de 17 guardas
nacionaes que se acham addidoa ao destacamento
daquella provincia. Communicou-se ao com-
maodante superior do Brejo.
Dito ao mesmo.Ficando inleirado do conle-
do de sua informado de 13 do correle, aob nu-
mero 374, dada acerca do pagamento que pede o
gerente da companhla Vigilante, na importancia
de 8895000, proveniente do reboque dado pelo
vapor daquella companhia de 181 batelej com
areia extrabida do porto pela barca de escavago,
tenho a dtzer em resposta que essa despeza dev
ser considerada como comprehendidt na autori-
saco que deu a presidencis para serem pagos
sob sua responsabilidsde as que forem relativas
a operarios e maleriaes iodispensaveia s obras
do melhoramento do porto desta cidado, e por
isso cumpre que V. S. mande effectuar esse pa-
gamento.Communicou-se ao gerente da com-
panhia Pernambucana.
Diti ao mesmo.Communico V. S. para seu
conhecimento e direceo, que em officio de 7 do
corrente, sob numero 132, participou-me o ins-
pector do arsenal de raarinha, haver por necessi-
dades do servico prvido interinamente, em data
do 1 deate mez, os lugarea vagos de mestre e
e contra-mestre da offteina decarapinas daquelle
arsenal, nomeando para ellos a Pedro Jos de
Fre tas e Manoel Antonio da l'urifkago
Dito ao inspector da thesouraria provincial
Cerle do contedo de sua ioformaco de hontem
sob numero 175, tenho a dizet que mande adian-
lar ao director do collegio dos orphaos de santa
Thereza em Olinda a quantia de 519200 reis por
elle pedida para a compra de urna arroba de cera
para provimento da capella do mesmo collegio.
Communicou-se ao director geral da ioslrucgo
publica.
Dito ao mesmo.Mande V. S. entregar ao the-
soureiro pagador da repartico das obras publi-
cas, conforme requisilou o respectivo director em
officio de hontem, sob n. 126. a quantia de 50g000
reis para pagamento de urna guarita que se man-
dou fazer por aquella repartico para a cadeia de
Nazareth.Communicou-se ao director das obras
publicas.
Dito ao director de arsenal de guerra.Mande
Vmc. contratar com o fretador da barca Atrevida
o transporte para o presidio de Fernando, dos
sentenciados Laurindo Jos de Oliveira e outroa
constantes da incluza relac.no por copia.
Dito ao juiz de direito de Garaohuns.Informe
Vmc. sobre o incluso requerimento por copia, em
que Liberato Tiburtino de Miranda Maciel pede
ser remellido para o termo do Buique, atim de
responder ao jury, e providenciar logo para que
este se rena com a brevidade que for possivel.
Dito aojuit municipal da primeira vara.A
vista do que ponderou o chefe de polica em offi-
cio, n. 410, de 15 do corrente, junto por copia,
com referencia ao prezo Laurindo Jos de Olivei-
ra, mande Vmc. passar a este a respectiva guia,
afim de seguir n'eates dias para o presidio de Fer-
nando com os sentenciados, a que se refere o meu
officio de 13 do corrente, e os que esse juizo ti ver
com o mesmo deslino na barca Atrevida sendo-
me as guias remettidas com a precisa antece-
dencia.
Dito ao curador dos africanos livresCommu-
nico a Vmc. para seu conhecimento, que, segun-
do.consta de officio do inspector do arsenal de
marinha de hontem datado, sob n. 140, se acha
auzente d'aquella repartico, desde 12 do corren-
te, o africano livre Joo III por ter sido preso em
consecuencia de ferimentos que tizera na africana
Porcina, ao servijo da casa dos expostos.
Dito ao director das obras publicas.Concedo
a autorisaco, que Vmc. pedio em seus officios
de 3 e 15 do correte, sob ns. 112 e 125, para
mandar fazer os concertos urgentes deque pre-
cisara as ponles de Santo Amaro, Tacaruna e Ar-
rumbados ; podendo dispender com taes concer-
tos al a quantia de 879J300, em que foram orga-
dos, sendo 319} com os da primeira, 3709 com
os da segunda e 1905300 com os da lerceira.
Communicou-se thesouraria provincial.
Dito ao inspector de saude do porto.Commu-
nicando-me o Dr. chefe de polieia em officio de
hontem datado, sob n. 408, que, segundo lhe par-
ticipara o delegado do districto de S. Lourenjo,
se tem manifestado all epidmicamente a febre
amaretla, haja Vmc. de indicar-me um medico,
que possa aeguir para all, aOm de tratar das pes-
soas disvalidas accommettidas do mal.
Dito ao director geral da instrueco publica.
Inteirado do comeado do seu olficio de 11 do cor-
rele, sob n. 156, tenho a dizer-lhe em resposta,
que devendo o prrjfessor, deque trata o citado
officio, no caso de querer usar do recurso, que lhe
concede o art. 95 da lei provincial n. 369 de 14
de maio de 1855 requere-lo por intermedio dessa
directora, ser ento conveniente a remesas do
respectivo processo e da ioformaco com que Vmc.
o dever fazer acompanbar.
Dito ao mesmo.Designo os professores padre
Miguel Vieira de Barros Harrees e Geminiano Joa-
qun) de Miranda para fazerem parle da com-
raiarSo de exame, de que trata o officio de Vmc,
sob n. 158, que fica assim respondido.
Portara. O presidente da provincia, usando
da aulorisacao que Iho confere o art. 1 da lei
provincial n. 57 de 5 de maio de 1859, e tendo
era vista o officio que lbe dirigi o engenheiro da
repartirlo das obras publicas, Pedro de Alcn-
tara dos Guimares P.eixoto em 30 de abril ulti-
mo, e bem assim a ioformaco da thesouraria
proviocial de 11 do corrente, sob n. 170, resolve
conceder ao mesmo engenheiro dous annos de li-
cenca sem vencimentos psra ir a Europa estudar
pralicamente diversos ramos de engenharia.
Dita. O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica n. 401
de 14 do corrente, resolve conceder ao lente
Jos Cunegundes da Silva a exoneraco que pe-
dio do cargo de delegado de polieia do termo de
Barreros.Fizeram-se as communicagOe.
Foi tambera concedida a exoneraco pedida por
Antonio Germano Alves da Silva do cargo de sub-
delegado do districlo de Barreiros.
Dita.O presidente da provincia, resolve con-
ceder ao bacharel Ayres de Albuquerque Gama a
exoneraco, que pedio, do cargo de promotor pu-
blico da comarca do Rio Formoso, e nomeia para
o meamo cargo o bacharel Paulo Martina de Al-
meida. Fizeram-se as necessarias communica-
coes.
Dita. O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polieia. n. 397
de 14 do corrente, resolve nomear o capito Be-
nedicto H .rtencio de Siqneira Campos para o car-
go de subdelegado de polica do dislricto de Flo-
res, 1* da freguezia do meamo nome.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Nomearam-se tambem para Io e2 supplentea
do delegado de polica do termo de S. Benlo co-
marca de Garanhuns, os eidados capito Fran-
cisco Rodrigues Valenga e Francisco Alves Maciel.
Communicou-se ao chefe de polieia.
Dita.O presidente da provincia, conforman*
do-se com a proposta do chefo de polieia n: 399
de 14 do corrente, resolve demittir a bem do ser-
WS publico a Joo Joaquim da Silva Limeira do
cargo de subdelegado de polica do districto d
Caruar, Io da freguezia do mesmo nome.Com-
municou-se ao Dr. chefe de polica.
DitaO Sr. gerente da Companhia Pernambu-
cana mande dar urna pasaagtm de estado para a
provincia do Cear no vapor Iguaras i Jos de
Lima Penante.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem deS. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, transmiti V. S. as duas inclusas ordena
do thesouro nacional ns. 65 A e 68
Dito ao mesmo. De ordem deS. Exc. o Sr.
presidente da provincia salisfaca a reqaistcao con-
lld? no Anal de seu officio de 14 do corrente, sob
n. 381, remetiendo a* icluaa copia do termo de
contrato Jeito com Horace Grewu & C. para a
cooatruccao de urna ponte sobre o rio Capibaribe
ateo theatro de Santa Isabel e a ra da Aurora.
Dito ao secretaflo da issembla provincial. -
S. Bxc, o Sr. prealdeute da prc-viucla m*Qd traos-
mittir V. s. para ser presente 4 assembla le-
gislativa provincial a inclusa informago minis-
trada pela cmara municipal do Recite cerca dos
requerimentos dos guardas flseaes da mesma c-
mara, o qual acompanhou o officio de V. S. de 11
.do correte, sob n. 25.
DESPACHOS 00 DU 16 DE XIA10 01 1861.
Requerimentot.
Dr. Americo Alvares Guimares. Drija-se
thesouraria de fazenda.
Bacharel Ayres de Albuquerque Gama.Passe
portara, concedendo a exoneraco pedida.
Augusto Cesar Couaseiro de Mattos. Aguarde
o supplicante augmento de crdito.
Francisco de Paula de Araujo Barros. Passe
portara.
Joaquim I.Sendo o supplicante pago pela re-
partico da polica nao tem lugar o que requer.
Joao Hypolito de Meir Lima. Remettido ao
Sr. director das obras publicas para deferir como
fr justo.
Jos Joaquim de Santa Anna. O supplicante
nao provou isenco legal.
Joao.Jos Pereira.Expedio-se ordem no sen-
tido que requer.
Manoel de Souza Tavares.Dirija-se thesou-
raria de fazenda.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
- SESSAO EM 17 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Bardo de Vera-Cruz.
(Coocluao.)
O Sr. Francisco Pedro ( pela ordem ) : Sr.
presidente, pedi a patarra para dar o motivo por
que confeccionei o projeclo, que hoje spresentei,
dividindo a freguezia de S. Maria da Bda-Vista,
engindo em matriz a capella de S. Maria Raioha
dos Aojos da Pelrolina. Essa medida de multa
utilidade publica, eos documentos que tenho em
mos, alm de approvar, mostram tambem que
eslo de accordo os habitantes daquellas locali-
dades, como bem o proprio parocho que offerece
um documento, pedindoseja dividida sua fregue-
zia ; visto como ella por de mais extensa, tor-
nando-so hastante diflicil o cura-la. Eu, porm,
aguardo-me para a discosso do projecto.
O Sr. Siqueira Cavalcanto oblm a palavri pa-
ra justificar um requerimento que dseja mandar
mesa, aflm de que se verifique a verdade das
aecusseoes feitas pelo Sr. deputado Brltto em um
de seus passados discursos, e em relaco ao sub-
delegado de Alagda de Baixo Gustavo Alves
de Siqueira ; assim como o que foi dito pela Sr.
deputado Lucena relativamente ao delegado de
Cimbres, mas, como o Sr. Dr. Brilto declara
que nao se referi ao subdelegado Gustavo Al-
ves do Siqueira, quem nem ao menos conhece,
e o Sr. Lucena declara tambem que fra mal in-
formado, deixa de offerecer e sustentar o reque-
rimento que havia confeccianado.
O Sr. Oliveira Andrade offerece consideraco
da casa o seguinte requerimento :
Requeiro que se pecara ao Exm. presidente
da provincia as seguintes intormacoes: 1.
quantos professores tem actualmente e gymnasio
pernambucano. 2., quantos teem estado no
exercicio de suas funeces. 3., que numero de
alumnos frequentam cada urna das cadeiras.
4._, se todos os professores, mesmo aquellos que
nao teem tido alumnos, perceberam e continuam
a perceber seus ordenados. 5., quaes os alum-
nos internos e pobres, que sao ali sustentados
pelos cofres provinciaes e filhos de quem. 6.,
quanlos internos e externos frequentam o mesmo
gymnasio. 7., se este numero lem apreseotado
difTerenja nos tres ltimos annos, e se para mais
ou para menos.
Apoiada entra em discusso e approvada
sera debate.
Entra em 2a discusso o projeclo n. 29 desle
anno.
Artigo nico. Fica o presidente da provincia
autorisado conceder i Francisco Mara Duprat
ubi privilegio por 40 anno?, para a sociedade que
elle encorporar, com o Om de edilicar predios
rsticos e urbanos; fazendo, por essa occasio,
um contrato, depois de ouvida a cmara munici-
pal e a repartico das obras publicas. Ficam
revogadas as disposices em contrario.
O Sr. Portella pronuncia-se contra o projecto,
e pede explicages sobre elle aos deputados que
o assignaram.
Vaj mesa e lida, apoiada e entra em dis-
cusso a seguinte emenda:
Depois daspalavras obras publicas, accres-
cente-se: sem prejuizo das edilicaQdes, que
qualquer particular queira fazer por sua conla.
Souza Reis.
O Sr. Manoel de Fgueiroa responde ao prece-
dente orador, justificando o projecto em dis-
cusso.
Julga-se a materia discutida.
O projecto posto votle approvado, bem co-
mo a emenda.
O Sr. Manoel de Figueirda, pede a dispensa do
intersticio afim de que entre na ordem do dia da
seguinte seaso.
Assim se vence.
Primeira discusso do n. 36 desto anno, que
approva diferentes compromissos.
E' approvado sem debate.
E' tambem dispensado o intersticio deste pro-
jeclo a requerimento do Sr. Goocalves Guima-
res.
Terceira discusso do projeclo n. 30, que ap-
prova a tabella publicada pelo governo para co-
branca de emolumentos na secretaria do governo.
E approvado sem debate.
Entra em segunda discusso o projecto n. 23
deste anno.
O Sr. Reg Barros :(Pela ordem.) Sr. presi-
dente, levantei-me para fazer urna reciamaco.
Veja que este projecto foi impresso com a mi-
nha assignatura, entretanto eu o nao assignei.
m n dpulad0 :.-Fui e"o typographico; is-
so Mello Reg e nao Reg Barros.
O Sr. Reg Barros :-Bem ; nao quiz deixar de
tazer esta declaraco.
Eocerra-se a discusso, e posto i votos o pro-
jecto approvado. r
Continua a discusso adiada da sesso anterior
sobre o art. 7o do ornamento provincial.
Vai mesa e apoia-ae a seguinte emenda :
Depois da palavra atim diga-sevigorando
as disposices das leis anteriores.Souza Reis
E approvado o artigo com a emenda.
i Art. 8. Com as escolas primaras :
8 1. Professores e adjnnctos... 70:337*000
* 2. Aluguel de casas, movis e
expediente........... .............. 11:800*800
Occupa acadeira da presidencia o Sr. Io se-
cretario.
ds0cuSrso.2"qUm POrtelU : (N d6r0,Te ,6
da ioslruc?ao publica ecabou de encelar esta dis-
cusso. eu desejava saber se de lei, ou ae ha
S-EL,10*"- u ^'S*0 e* contrario ao
regularaento da instrueco publica, que autorisa
o presidente da prtwiBca a remorr o. S"
res. Em segundo lugar tambem desejava que o
nobre deputado me dissease o que ha relativa-
mente a, unja denuncia pela qual (oi suspenso o
professor-do Cabo, a respeito do que pedi euin-
lormagao, que at o prsenle nao recebi.
ro tao sement para fazer esta pequens inter-
pellacao que me levantei.
O Sr. Joaquim Portella : (Nao dvolven seu
uisctirsOa 1
Encerrada a discusso e posto votos a mesa,
approvado.
Art. 9. Com a associaco dos
rl'sl".............................. 1:0008000
E approvado sem debate.
a Art. 10. Com a bibliolheca provincial : .
1. Bibliothecario............... 900J000
2. Compra delivros, aluguel da
casa e expediente................... 2:420000
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda subs-
titutiva ao 2 do art. 10 :
Aluguel da casa e expediente 650J.-S. R.-
Figueira.
VeriQca-se nao haver casa.
O Sr. Presidente nomea para a commisso de
iniuerito, que tem de examinar a casa de deten-
cao os Srs. Lucena, Luiz Felippe e Theodoro
Silva.
O Sr. Theodoro Silva, pede dispensa da com-
misso, allegando motivos desaffeigo para com
o administrador dessa repartico.
O Sr. Presidente, declara acceitar a escusa pe-
dida pelo nobre deputado, e designa para subsli-
tui-lo o Sr. I. de Miranda.
O Sr. Luiz Felippe, tambem pede dispensa da
commisso, declarando que o faz por ser amigo
desae cidado.
O Sr. Presidente, declara acquiescer ao pedido
do honrado membro, porque o considera mais
amigo da verdade.
Sao tambem designados para a commisso que
tem de levar alguns actos legislativos aaancco,
os Srs Siqueira Cavalcanti, Joo Cavalcanti e Sa-
lazar Hoscoso.
Designada a ordem do dia
O Sr. Presidente levanta a sesso.
SESSAO EM 18 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Dr. Joaquim Portella.
Ao meio dia, feita a chamada, veriflea-se harer
numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
O Sr. 2 secretario l a acta da antecedente que
approvada.
O Sr. 1 secretario menciona o seguinte :
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia, remet-
iendo a informago do Exm. hispo diocesano,
relativamente a restauraco da freguezia de
Cruangy.A' commisso de estatislica.
m requerimento de Antonio Ludgero da Sil-
va Costa, tabellio e escrivo privativo de or-
phaos, ausentes, capellas e residuos, civel, com-
mereio e crime do termo de Santo Anto, pedin-
do a desannexago do civel e crime do seu carto-
rio.A' commisso de legialago.
E'Iido julgado objecto de deliberarlo emen-
dado'imprimir para entrama ordem dos traba-
Ihos o seguinte projecto offerecido pela commis-
so de orcamento municipal :
A assembla legislativa provincial de Per-
buco, decreta :
Art. 1.* Fica o presidente da provincia au-
lorsado a contratar com Carlos Louis Cambroo-
ne o eslabeiecimento de canos que deem esgolo
a aguas cnidas dos ledos e pateos das casas
desla cidade, expediodo para eale Qm os regula-
menloa necesiarios.
Art. 2. Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Sala das commiesdes, 17 da maio de 1861.
Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti. Fran-
cisco Jos Martins Penna Jnior.
Sao igualmente lidos, e recebem a mesma di-
receo os seguintes projectos:
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, resolve:
a Art. 1.a Fica transferida a sede da freguezia
de Nossa Senhora do Desierro de Itamb para a
igreja de Santo Antonio da povoaco de Pedras
de Fogo.
Art. 2. Ficam revogadas as disposices em
contrario.Dr. Symphronio Cesar Coulinho.
A assembla legislativa provincial de Per-
narabuco, decreta:
Art. nico. Fica o presidente di provincia
aulorisado a remover os professores pblicos,
quando as conveniencias do enaino assim o exi-
gir. Revogadas as disposices em contrario.
Pago da assembla provincial, 18 de maio de
1861Francisco Jos Fernandes Gitrana.
Parecer n. 58 da commisso de obras publicas,
commereio e industria.
O Dr. Manoel Buarque de Hacedo Lima, requer
a assembla a concesso de um privegio por 30
aooos, afim de estabeleccr e manlero servico de
transporte e conduego de gneros e passageiros,
a partir da ra do Imperador desta cidade at os
Apipucos, por meio de trilhosde ferro geralmen-
te denominadostrilhos urbanos.
O requerente se comprometi mais a esteuder,
passados 10 annos igual beneficio outras loca-
lidades no circuito de duas leguas desta cidade,
mediante a construeges de ramaes que os liguem
entre si, vindo terminar na llnha primitiva ; e
usando do direito de desappropriago, quando
fr indespensavel, para acqisigo dos terrenos
necessarios a conveniente direcgo e perfeico da
Iinha de carriz.
Claudio Dubeaux solicita, por outrolado, pri-
vilegio anlogo, por 20 annos e para uso dos seus
mnibus, a partir de urna das ras desta cidade
at os Apipucos, obrigando-se a regularisar a par-
tida dos ditos mnibus em horas certas e deter-
minadas, pelo prego flxo e inalteravel de mil
ris porcada um passageiro, exigiodo em com-
pensado deste onus a isengo dos impostos pro-
vinciaes.
Dftpoisde haver examinado attentamente ana-
tureza das duas pretengos idnticas na sua es-
sencia e ambas tendentes ao mesmo firo, com a
differeoga de urna deltas (a do Dr. Buarque Lima)
prometter, (iodos os 10 primeiros annoa do pri-
vilegio da linha de Apipucos, fazer construir ra-
maes, que partiodo de um dos extremos dessa
linha, voter aos arrabaldes desta cidade na dis-
tancia de duas leguas; a commisso peosa que a
preferencia dever ser dada i aquello dos peti-
cionarios, que melhores vsntagens e mais segu-
ras garantas de boa execugo offerecer.
A commisso eotende que as propostas sao de
grande utilidade publica, e funda a sua opinio
nas considerares seguintes:
1.a Que maito importa ao progressivo aug-
mento desta cidade a empresa projectada, que
facilitando em extremo o transporte dos gneros
de consumo otario e assegnraudu a rpida e com-
moda circulagio dos passageiros, economisar
lempo e dioheiro incurlando as distancias.
2. Que sendo a forga motora animal, para car-
ros que rodam em earriz de ferro mutto mais ef-
flcaz, podem taes carros cooduzir e transportar
sextuplicada carga, resultando dahi qae as rele-
gos commerciaes com o nosaoa arrebaldes se am-
pliaro e e loruaro quaai tio commodas e r-
pidas, eomo da urna ra a outra desta cidade
actualmente. E', alm disto, corto que inoume
ras e tncalculaveis sao as consequenclas que po
dem decorrer do tamanho melhoramento, que
servir para desenvolver a industria, generaliaar
o bem estar* e acorocoar a proaperidade publica
pelas redueles operadas no prego, aeguranga e
celeridade dos transportes.
E por ctue ( hecessario que baja todo o cuid-
io-
do e vigilancia ns construego das obras, afim de
evitar que sejam illudidas as vantagens que da
empresa podem vir; e dependendoa regularida-
de do servico, a solidez e elegancia da obra do
modo por que houver de ser celebrado o respec-
tivo contrato pelo presidente da provincia, julga
a commisso da sua obrigago estabelecer as ba-
ses en que tal contrato deve assentar ; pelo que
propoem que se adopte a seguinte resoluco :
FTrSr1 Pr0T,nl de Pernambuco resolve.
. Art. 1. Fica o presidente de provincia auto-
nsado a contratar com o Dr. Manoel Buarque de
Maceao Lima, Claudio Dubeux. ou com quem me-
irior vantagens offerega a collocago de carriz de
ierro denominados trilhos urbanos a partir
de urna das ras desta cidade at a povoaco de
Apipucos, concedendo para este Qm um privile-
gio de 20 annos ao contratante.
Art. 2. Depois de examinados e approvadosos
planos e orgamenlos das obras por urna commis-
so de engenheiros e de ouvir a cmara munici-
i es'a,ci(lade. o marcar o praso improroga-
veide 11 mezes para o comogo das mesmas:
sob pena de 2 contos de ris de multa.
Art 3. O contratante gosar do favor da lei
provincial n. 140 de 2 de maio de 1814 para as
desapropriages que forem necessarias.
. Al{- 4. O privilegio principiar a contar-se
desde o dia em que for franqueado o tranaito da
liona, qml dever ficar prompta no espago de
z annos, a contar do dia em que for obrigado pelo
contralo, sob pena de pagar urna multa de qua-
tro contos de ris.
Art. 5. Oa carriz devero ser assentados de
modo que nao hajam escavages ou sierros su-
periores ao leito natural da estrada, podendo se
lhe convier nivelar toda a largura da mesma.
Art. 6." Durante o lempo do privilegio o con-
tratante ser obrigado.
1. A conservar toda linha em bom estado.
2.a A reparar duas vezes por anno (pele me-
nos) a escavago dos ps dos animaos, e esgotar
as agoas estagoadas entre os trilhos.
Art. 7. O governo poder contratar a conser-
vagao ereparago di estrada por onde transita-
ren) os trilhos, mediante urna inderanisago a
qual nao exceder ao producto do pedagio.
1: Marcar em periodos certos e determina-
dos o valor dos transportes de gneros e passa-
geiros, da accordo com o contratante.
2." Nomear um engenheiro fiscal, marcndo-
me atlribuiges.
Art. 8. Ficam genios dos impostos munici-
paes o provinciaes, os carros e outros vehculos
quese ompregarem na linha, sem que possam ir
alm dos limites dos trilhos.
Art. 9. O presidente da provincia fica auloii-
sado a conceder com iguaes condiges, privile-
gio pelo mesmo lempo, para outros pontos dos
arrebaldes desta cidade.
Art. 10. Ficam revogadas todas as disposices
em contrario.
Sala las commisses da assembla, 17 de maio
de 1861. Manoel Colho Cintra. Joo Caval-
canti de Albuquerque.
A commisso de legislago a cojo conhecimen-
to foisubmettido o requerimento de Francisco de
Paula e Silva, Io escripturario do consulado pro-
vincial, pedindo que na sua aposenladoria, qusn-
do elle a pretenda, se contera perto de oilo annos
de servigos prestados na qualidade de colleclor
das decimas que foi nesta provincia, sendo assim
entendida a seu respeito a lei n.276 de 7 de abril
de 185t,prelengo que elle fundamenta cornos
seguintes argumentos: Io, que quando exercia
elle este cargo, as rendas provinciaes e geraes se
achavam confundidas ; 2, que igual graga fra
letla por esta assembla, ao collectorde Olinda,
francisco das Chagas Salgueiro; e altendeodo
que a pretengo do supplicante, aiuda quando
podesse ser attendida por esta assembla pelo
direito que tem de interpretar as suas leis, lende
a derogago da lei n. 276 de 1851, sem ter por
fundamento a utilidade publica, e nem o respeito
do direito de alguem, ao passo que eslsbeleceria
urna excepgo contraria a razo da mesma lei e o
lim visado por esta assembla, sendo como cer-
to que a collectoria das dcimas era repartigo
geral, e a citada lei provincial nao quer que na
aposenladoria se contera servicos prestados nas
repartices geraes: attendendo"que esta mesma
distribuigo sendo feita pelos poderes geraes
quanto a aposenladoria dos empregados geraes d
direito ao peticionario a pedir que ae contem os
seus servigos como colleclor das dcimas na apo-
senladoria que poder ser-Iba concedida ainda
pelo governo geral se por maia algum tempo ser-
vir elle al6um emprego geral, vindo assim a ca-
hir-se no absurdo de que com os servigos presta-
dos em um e emprego se adquira direito a duas
aposentadorias; attendendo finalmente que o ex-
collector de Olinda foi aposentado em virlude da
le n. 261 de 28 de junho de 1850 e na conformi-
dade da lei n. 82 de 4 de msio de 1840, nao sen-
do portento a graga concedida este a mesma
que pretende o peticionario, sendo que tal graga
consisti apenas na concesso da aposenladoria,
nao sendo os colleclores empregados de ordena-
do, pelo que se mandou depois regular a apo-
sentadora pela porcentagem por elle vencida no
auno que preceden a effecliva aposenladoria, no
que sem duvida proceden a assembla cora o
mesmo espirito com que depois pela le o. 486 do
anno passado mandou que na aposenladoria dos
empregados do consulado provincial se excluisse
tambem parte da porcentagem, regulada esta
pelo anno anterior ao em que for concedida a
aposentadera, entende que nenhum dos argu-
mentos com que o peticionario fundamenta sua
pretengo procedente, que nao lhe aasiste di-
reito, e poristo deve esta assembla indelerirsua
petigo. -
Sala das commisses, 4 de maio de 1861.__
Souza Reis.Dr. Nascimento Portella.
O abaixo assigoado diverge do parecer, que
acerca da pretengo de Francisco de Paula e Sil-
va, 1 escripturario do consulado provincial, de-
ram os dous dignos membros da commisso de
legislago pelas razes seguintes:
1. Porque tendo sido o peticionario nomeado
para o lugar de colleclor das decimas em 1830.
poca em que eram cumulativamente arrecadadis
e fiscilisadas as rendas geraes e provinciaes, os
servigos por espago de quasi oito, que naquelle
lugar prestou, at o anno de 1838 em que ae criou
a collectoria geral de rendas provinciaes, jamis
podem ser qualilicades de puramente geraes.
2.a Porque tanto os servigos prestados pelo pe-
ticionarlo naquelle emprego, parecem ter sido
de natureza provincial, que apenas foi descrimi-
nada aarrecadago geral da provincial pela cria-
gao em 1838 da collectoria de rendas internas
provinci.o, u qnniida.ip de empreado pro-
vincial foi confirmada com a nomeago que lhe
foi feita para servir em dita collectoria de rendas
internas, no mesmo anno de 1838, como ludo se
TV8 docua,eillos com I08 iostruio sua petigo.
3. Finalmente, porque vendo-se do exposto
que o peticionario servio no arrecadagao de ren-
das como colleclor, v-se igualmente que sos
pretengo approxima-se da graga que esta asam-
blea coocedeu ao ex-collector de Olinda Francis-
co das Chagas Salgueiro, na parte em quo man-
do qae ossem levados em linha de canta na
aposentadora os aergos prestados como col-
lector.
Por taes consideragdes o abaixo assigoado de
parecer que esta assembla adopte seguinte r
aoluco: ^
A assembla legislativa provincial decf.'la ;
Art. 1. O presidente da provincia fica aulori-
sado a atteader em sua aposenladoria, quando a
requera. 7 annos e 5 mezes de servigos que
presin Francisco de Paula e Silva, actual 1 es-
cripturario do consulado proviocial, como empre-
gado da extincta collectoria de decimas.
Art, 2." Ficam revogadas as disposices em,
contrario. *
Sala dascommiases,18 de maio de 1861.
; RFrancisco Jos Martina Penna Jnior.
K lida e approvada a redaego do projecto o.
ol desle anno.
( Continuar-te-ha. )
Discurso do[Sr. deputado Oliveira An-
drade, na sesso de 13 do corrente.
O Sr. Oliveira Andrade:Senhor presidente.
, eu devo casa urna explcagocom relago a um
tacto por mira trazido a discusso, quando tratei.
do projecto que uta a forga policial.
Avancei aqui proposiges. em soccorro da
quaes precizei citar alguna tactos : entre outros
tive- de referir um conflicto, que no fim do anno da
18^9 se deu entre o juiz municipal de Pao d'Alho
e oaubdelegado deAlaga do Carro em Nazareth.
Parecera talvez a alguem que eu tivesse por fim
censurar s aquella juiz ; mas devo dizer que nao
foi este meu fim. Nao considero culpado aquello
juiz, por haver na qualidade de delegado de po-
lica cumpndo urna ordem do chefe de polica:
eo meu entender o nico responsavel foi a auto-
ndade superior, que ordenou a deligencia.
A casa sabe, que me refiro deligencia que a
chefe de polica mandara fazer pelo delegado do
Pao do Alho com o fim de prender um individuo
no termo de Nazareth ; e por conseguinte em dis-
triclo alheio e de outra comarca.
O Sr. Rufino de Almeida :Pego a palavra.
O Sr. Oliveira Andrade:Quero por este modo
salvar de qualquer roa ioterpretago o delegado
e juiz municipal Francisco Teixeira de S. Esti-
vo um anuo em Pao do Albo, esempre enrontrei
nesse magistrado ioteireza probidade e energa;
se hoje tem elle procedido por outro modo, o que
duvido, nao tenho sciencia dos tactos, para poder
examinar, se ellelhes fazem carga.
O Sr. Pina :O que entretanto verdade.
O Sr. Oliveira Andrade : Nao posso apreciar
aqu sem ulterior procedimento.
Ha poca em que l estire, elle achava-se su-
perior as censuras queja aqui lbe foram feitas.
Lreio ate que o nobre collega que o censurou,
nao o quiz incluir na regra que creou para a to-
talidade das autoridades policiaes d'ali, qualifi-
cando-as de cmplices em furtos de cavallos ;
creio, repito, que meu nobre collega nao preten-
deu leferir-se esse magistrado.
O Sr. Rufino de Almeida : Pode dzer-me o
nobre deputado, em que poca se deu o conflicto
entre as autoridades de Pao do Alho e Nazareth ?
a ?& 0,i?eira Andrade :Foi no fim do anno
del&>9/ pois que mezes depois, quando j em
Nazareth instaure o processo ;,talvez em junho.
Permitla-me ainda a casa, que acrescenle al-
gumas considerages ao que j disse, motivando
meu voto. Nao considero refutados os argumen-
tos, que produzi, apezar da intelligencia superior
do nobre deputado que os combateu. Pretenden
elle mostrar, que s havia zelo no procedimento
do chefe de polica, em relago aquillo mesmo,
que havia eu censurado: parece-me porm,quo
nao o conseguio. Elle nao mostrou, que o caso-
era extraordinario e nem que havia absoluta ne-
cessidade de fazer-se essa diligencia, pelo modo
que se fez. Referi-me ainda outros fados, suc-
cedidos nesia capital, e poderia anda apresentar
e apreciar, entre outros, facloa relativos s auto-
ridades policiaes de Golanna, durante a poca
eleiloral; mas nao o quiz e nem o quero fazer
minuciosamente ; porque nao desejo entrar em
questoes polticas.
Ouvi defeoder-se o chefe de polica, preten-
dendo-se, que nada linha elle com a nomeago
dos inspectores de quarleiro e com o que fa-
ziam ; porem oroio, que de boa f ninguem con-
testar, que as autoridades inferiores (ae assim se>
pode chamar inspectores) commetteodo desman-
dos e continuando a merecer a confianga de seus
superiores evita ou livra, que sobre elles recaa.
respoosabilidade(apoiado): deve o chefe de po-
lica indagar do como cumprem seus deveres os
empregados ioferiores; do contrario dar-se-hia
o deleixo.
O Sr. G. Guimares:Apoiado.
O Sr. Oliveira Andrade:Eu poieria censurar
mesmo a polica, partiodo do fado do augmento
progressivo do crime ; mas nao o quiz ; e, satis-
fetocom oqus tenho dito, sento-me, na persua-
so de que nao serei mais obrigado a fallar sobra
essa materia.
Discursos pronunciados pelo Srs. depu-
tados Nascimento Portella e Souza
Reis na sesso de 15 do corrente.
O Sr. Nascimento Portella :Sr. presidente, o
silencio que vejo ser manlido poreata assembla.
quando se trata talvez do sua lei mais importan-
te, a que respeita as finangas da provincia, ma
obriga a fallar neste momento, esperando ser a-
compaohado pelos nobres deputados, que sem du-
vida tero feito estudo e confrontages do projec-
lo de lei-Jo orgamenlo apresenlada pela nobro com-
miaao.
Me pirece, Sr. presidente, que tendo a com-
misso confeccionado o seu projeclo tomando cer-
tos pontos como bases indiapensaveis para os de-
talhes, a apreciago desses detalhes nao pode ser
bem feita, sem que se proceda i investigago
dos fundamentos, ou das bases de que se servio a
commisso. Assim, o demonstra urna ou outra
emenda quese tem apreaentado ao primeiro ar-
tigo e que procura consignar qootas para o pa-
gamento dos empregados provinciaes na confor-
midade do augmento que tiveram em aeus orde-
nados, isto dos 20 por ceoto, que Ibes foram.
consignados em urna das leis anteriores. Como
proceder-se a votago, sem que indaguemos pre-
viamente, se ha conveniencia, se ha necessidado
mesmo, de que tiremos aos empregados publico
provinciaes os 20 por cento, que Ibes foram con-
cedidoa ?
m Sr. deputado :Isso urna injustiga cla-
moroso.
O Sr. Rufino de Almeida :Nio esl em dis-
cusaao ease artigo.
O Sr. Nascimento Portella:O nobre deputado.
diz, que nao est em discusso esse artigo, mas,
cortamente porque nao atienden ao modo por-
que comecei a fallar. Eu disse e repito ; tratamos
de votar verbas especiaos, que a commisso con-
sigoou ; mas a commisso nessa consignigo par-
lio de um ponto, teve base que nos caoe apreciar
bem, para que a assembla depois nao teoha det
rorgosamente pratlcar injustigas adoptando a suhs>
tttuiga da quota e por conseguinte augmentando
i ordenados, ao passo que, diminuir outros
lao guardando aquella iguatda.de que fora para
deaejar. Astim, seohores, tralando-se presente-
mente da secretaria da assembla, ja temos urna
emenda do Sr. Martins Pereira que faz elevar a
quota na. tazo do ordenado que tinham os em-
pr55J!f" com augmento dos 20 por cento.
> Sr.' Martins Pereira ;E comprometto-me a
presentar emendas a todas as verbas.
O Sr. Nascimento Porlella :Assim tero do ap-
parecer emendas no mesmo sentido e a assem-
bla pode approvar urna e nao approvar outras a
d aqu, vir forgosamento a praticar urna injuslija




____________
t
*
IARK) DI rtftliMOGQi SEfiUNDA FU11 20 DI MAIO 1 1M1,
"#
attender o principio geral que Ha ja orna
es reconhtceu e de que a totea ntaintasiii jul-
gou dever prescindir.
OSr. Rufino de AlrueWe sEstea ipiei cem-
aiisaio nao diminuto os 20 por cento.
O Sr. Nascimento Portilla : Eaton, evo a
-coaamitsao fez essa diminuido, e nem podia dei-
xar de tazar, desde qet tateodea, eae era no
atete de equilibrar t ittnita cara a. deste.
Afea dieta, Sr. iioaltabt. tu ande te teas tn-
rilo acata casa por roaos de oto tez a tata-
teea da aa officite pra elle se tara, chaguado
a ettencio a aaserablea, aifiwt qae anuo o
< a% aereciagio da cada oom destaa *er-
jespeciaes, contrista qaa exameaaoaemoa oaao
. o alado das taaaaaa ate Bttntawta ; a a
nebra commissao taiga* tata feo tsettestia qae
ao quiz deixar de tetar algamas raflortoo que
recedom ao projecto en aeus detathes___
O Sr. Souza Rea : E que beta polam dtspen-
aar a commissao do drizar oms nada.
O Sr. Nascimento PorteHa :Sr. presidente, a
atoare com aisso recoanecea a existencia deam
ttailxil, recoahaceu que a divida publica prrvin-
atisl, tara ido eso aro augmento proaressrfaa ex-
eessivo e diz: ( 14 )
E' assim Sr. presidente, ae a nobre coBMiiasio
examinando os dados oroecidos pela thasouraria
asrariocUl a confrontando a receita pro avel cora
a despeza certa, ebega ao resultado do que a di-
vida provincial monta a 566 coolos de res.
A nobre commissio julgou dever estabeleeer
Horas imposiges, para que a renda provincial
posta ftzer tace despeza ; mas preciso era mi-
saba opiaiie, primeiro que (todo, que examine-
mos, se essaa novas imposiges. que a sobro com-
aatosao adoptar, em seos resultados podem cor-
- responder ao catelo que ella fez.
a, Sr. presidente, dissoe repito, nao podemos
atrae as epreciagao dos detalhes, tea) apreciar-
aaas primeiro que ludo os pontos de partida da
nobre commissao, e justamente no fim de pro-
jecto que a aobre commisio comignou as basas
de que se servio para eate lira -; o assim, entre os
littereates verbas de receita, a cowa.issao cen-
sigoou no 25 do artigo 42, o seguale : (le)
Ora, Sr. presides!*, nao sei quaea os dados de
Que se servio a nobre commisao para entender,
que o producto Oeste imposto da 300000 por ac-
era voem pregado em alvarenga e canoas, e o im-
posto de tOauOO sobro os eneraros empregados no
arrice de ganho pelas ras da cidade, posea dar
apenas a insignificante quantia de 8 cautos de
reis.
O Sr. Pereira de Lacena :Isto monta a mais
ala 60 contos de reis.
OSr. Nascimento I'ortella :Para que este im-
posto adoptado pela commissao podesse dar ni-
camente o producto de 8 coutos de reis, era ne-
cessario, que a commisao eatendesse, que ha-
iara apenas empreados nease serrino 800escra-
es
( Ha um aparte. )
O Sr. Nascimento Portella :Mas por ventura,
ser apenas o aumero de 800 escravos, que ues-
ta capital e em prega em tal servigo ?
O Sr. Souza Reis :Talvez oem chegue a isso.
O Sr. Nascimento Portella :E' justamente
isto que desejo, que a nobre commissao nos ex-
plique, porquo parece-me. que muilo crescido
o numero dos eseraros que se em prega m nesses
aervicos ; talvez oio seja menor de 2 a 3 mil es-
cravos. ( Apoiados. )
O Sr. Souza Reis :Aonde rai busca-Ios ?
O Sr. Nascimento Portella :Eu qnero presu-
mir isto ; nao sei quaea as bases que teve a nobre
commissao parachegar a esse resultado, nao sei
mesmose recorren a matricula dos escravos exis-
tentes oa cidade........
O Sr. Souza Reis : Olho que nao fio esses
que te sujeittm ao novo imposto.
OSr. Nascimento Portella : Sei; mas to-
mando por base esse numero que podia a com-
missao achar o daquelles escravos que devem
star sujeoa ao imposfo que prope fater um
calculo mais fundado do que me parecd o apr-
senla.lo : desejo que a commissao nos d essas
inforraages.
O Sr. Souza Reis : Em lempo competente.
O Sr. Nascimento Portella : Por ouiro lado,
Sr. presidente, vejo-me liada forjado a fazer
mais algumas coosideracoes a respeito de dispo-
aiedes que se eocootram proposlas ueste projecto
que, me parece, nao si harmonisaram com a
natureza do projecto de ornamento. Assim, a
nobre commissao comecaodo pelo Gymoasio
Fernimburaoo, passando repartido das tarea
publicas e dahi segualo casi de detengo e
nao ihe escapando a thesouraria provincial a
-consulado...
lar; assim cada um de n poderi lorroer a tas
epiuiao para em occasiio competente adoptar ai
bases propostas pela nobro comrflsslo, o ana alias
faimos desdo j adoptando as deteines. Crelo,
que assim alo tetemos um trabolho improfi-
Emfioj coma em todo o esto aa terceira diacus-
aao taraa Va apusasau amaaaaa, melhor sari
danacaaassauoa rakaibar a emendar o tra-
ites, ^
r. Lata firijajs,. f achar ttelhor, aa
osa laweaaaaat oaesataata.
*. Tatdmo 4 Sra.- Oasti que a ama
atasaSdat.
Sr. Saasa Reis;Sr. aresidaata, a casa ssbs
* *>aatUncia s*a oa trabaIhoo quaaWla-
amttaoi11 commitsaa da areameate e lataada,
a casa ssba Umbeai, qaa nao era su seas vida
dos mais habilitados para Tazer parte dcsta com-
m tssio. (N3o apoiadosj a casa sabe, que o projec-
to de oicameato que se discute foi confeccionado
por raim e pelo mea nobre collega a Sr. Ignacio
de Barros Barretto, leudo deisado de funeciouar
o terceiro membro da commisao, que bem pou-
cas vezes tem comparecido ai aesses deste anno,
e sabe Analmente que esse meo nobra collega,
que commigo confeccionou o projecto, por doen-
te tem deixado de comparecer: d'ahi, a eanclu-
sio de que eu me acho s para suiteatauoT par-
te da commissao o projecto em dseusfaV7que foi
j atacado por am dislioclo collega, de intJlligeo-
cia vigorosa...
O Sr. Nascimento Portella:Oh 1 seohor 1
O Sr. Soasa Reis:E cuja patarra autorisa-
da. Todava Sr. presidente, eu nao posso rfcuar
ante considerscoes rouito valiosas pelas %aes
devo dar a racao do trabalho da commissao.*
Eu, Sr. presidente, tare a honra de dize em
aparte a essa aobre collega que boje encetou a
discossao, qua a cemmissao bem podia ser dis-
pensada de mais dizer, porque bavia feito urna
exposicao de principios que preceden 10 projecto,
que tere a honra de apresentar ; mas, tal cou-
siderecio e respeito que deto casa, tal mea-
mo a coosidera^ao que devo a esse sobre depu-
tado, que nao podia deixar de tomar 1 palavra e
salisfaze-lo, porque conesso, peaso que a casa
deve ser previamente orientada das bases, dos
fundamentos com que a cemmissao detalhou o
projecto que teve a honra de offerecer a sua con-
siderado.
Sr. presidente, deu lugar a interpellaeo desse
nobre colleiie, a Qxacao de despeza com es orde-
nados des empregados de secretaria desta casa, e
entao disse elle, preciso que saibamos o fun-
damento que tere a commissao para suspender a
coosignacao feila por esta casa o anno passado,
dando 20 por cento sobre os ordenados dos era-
pregados provinciaes, para que continuar essa
consignugao a respeito de uos continua tambem a
respeito de outros, e nao fazermos urna injustas,
dando a uns e nao a outros.epois o nobre de-
putado descendo a outros trabalhos de commis-
sao, ties como os que ella percorre em relacao
casa de detencao.ao gymnaaio.repartifao de obras
publicas etc., nos disse que era preciso, confron-
tando ludo isto no que diz respeito a desperas,
com as verbas de novos impostos e aReracoes d
outros, conhecer se teve ou nao a commissao ra-
zio quando restringirlo de urna parte e alargan-
do de outra, affirme, que someute assim poder-
se-ba equilibrar a receita com a despeza.
Sr. presidente, que as flnancas da provincia
esto bem longe do que esta casa deve desejar, e
fora de toda a duvida. A commissvi reconht-
ceu isto. e tendo chegado ao resultado de que
entre o dficit propriatrenle dito pelo que diz res-
peito as despezas autorisadas por le. confronta
dos com a receita, entre o dficit e a divida re-
sultante da letra em favor da caixa filial e de a-
diantamentos feitos pela fazenda geral, teria de
dar-se a mesma differenca de mais de 600 conlos
para menos em relaco recelta, a commissao
atlendendo a isto, procurou fazer todas as reduc-
coea que lhes pireceram posslveis, nma vez que
nao ficasse a admioistracao embancada nos seus
actos tendentes ao bem a provincia.
Assim, Sr. presidente, a commissao langa suas
'utas para o gymnasio. para a repartico das 0-
bras publicas e para a casa de deleo^ao que con-
tera hoje um pessoal, ao que parece commissao
muito excedente aquelle que lhe estrictamente
necessario. Assir, no gymnsaio a commissao fez
desapparecer osempregos de ecnomo, esmoller,
secretario e de censor, nao Sr. presi lente, por-
que a commissao reconhecesse que as funeces
destes empreadossejamdesnecessariasaoestabe-
leciraento
222t!l2^**,,il0 quem *1atl* 1U8 CPo Baacdiato Horteosio de Siqueira Ca.
Sr. f 1 .-Nem costuras atarees-se a | arefotaiada atsaaBa denominado.
. mas porque todas ellas podem ser ex-
0 ercidas por 2 individuos apenas e para isto creou
2 Ligares com substituido daqultes 4, e assim a
r.; ^"-ReS : -F*1""Bl. ah,m<> < commissao economisou os ordenados dos outros
dous empregados. ge a commissao visse Sr. pre-
O Sr. Nascimento Portella : ... propor alte-
r*oe$ nos regulameulos dos respectivos eslabo-
lecimeotos, e nao respeitou as Ieis que as crea-
'am : ejsto me parece inadmissiv*el em face das
disposiroes de nosso regiment ; que nao per-
xnitte que taes materias pessam ser consignadas
-em urna lei aonua.
O Sr. Oltveira : Oregiment expresso a
esse respeito.
O Sr. Nascimento Portella: O regiment
diz. que nao so admiltir&o as leia de orea ment
disposicoes que nao orem annuae, e a nao con-
sidero, que seja annua a alterado que se posea
tazer no rgimen dequalquer estabelacimento.
Como se ha de apreciarem um projecto de orga-
mento, se conveniente que o secretario ou o
ecnomo do gyranatio exercan taes e taes fune-
ces, que os proUssores deixens da perceber
gratiticacao quando liverem meos de 6 alum-
noa, etc. etc. ?
Pode ser (e eu creio) que a nobre commissao
tenha muito boas razoes para assim proceder,
mag sena conveoionte, na miaba opinio, que
nouvesse apreaentado projecto* especiaos para
que a assemblee rosolvesse o que mais acertado
ntendesse e mais conforme s conveniencias
publicas e aos ioleresses dos eofres provinciaes
Pelas reduccoes que 1 nobre commissao fez
aos ordenados dos empregados de que tenho
tratado e no pessoal d*s diversas reparticoes,
diaiaue sem duvida alguma a despeza, e pela
creago de novas imposiges e augmento de al-
uns impostos j existentes, como por exemplo
odj podagio das estradas, augmenta a receita'
mas nos nao podemos, pelo que disse apreciar
nem at que ponto chega racetta, nem at
que ponto chega a despeza.
Eu. Sr. presidente, nao posso sempre que fal-
to em projecto de lei de orcameoto, deixar de
lamentar, que infelizmente os presidentes da
provincia nao teoham tomado o derido interes-
es, quo fra para desejir, pelas financas da pro-
vincia. Quando, Sr. presidente, se aprecia o
estado financeiro da provincia, o primeiro peo-
sament qua assalta a cada am de nos, a re-
cor.lagao de actos impensados da administrs-
< 9........
O Sr. presidente : Adrirto ao nobre depu-
tido, que em quaoto eu eslirer n'esta cadeira,
nao consinto mais discussao politica ; basta o
camento, censurar ahi oque l^e parecer, mas no
campo da politica, nao, nem pode rir ao caso.
O Sr. Nascimento Portella : Perdoe-me V.
xc ; eu nao trato de poltica, faco apenas a re-
cordado de um facto....
O Sr. presidente: t' justamente o que nao
pode ser. por que as recordaces nao esto na
ordem do oa, nem em discussv.
O Sr. Nascimento Portella: Na minha opi-
siiao. e ereio que nados nobres deputados, esse
procedimento de ama das admrnistraces passa-
das deve ser considerado como urna das causas
de m situicao em que nos achamos collocados
a respeito dos negocios flaanceiros da provincia.
lApoiados.J
O Sr. presidente : Chamo s attencao do no-
re depuUdo para a disesssao do orcamemo.
(Crnzam-se alguna apartes.J
O Sr. Nascimento Portella : Sr. presidenta,
espero que cada um dos meas nobres collegas s
compeoetrar da coaveoieoca de nio roubar-
tnos o nosso lempo precioso com discusses po-
lticas, limitar-me-hel por tanto a apreciar o
proeedimeoto da administracio a* respeito de
cada um do objecfos de que nos oeeupsmo*.
(Ha a m aparta.)
Eu repito ainda.
. Sr. presidente, que por me-
sidente, que as economas que podia fazer no'o'r-
cameoto, erara apenas desta ordem e que ellas
nao se elevariam, por certo que nao procedera
deste modo, porque pouco aproveltaria com re-
lacao ao quo tete em vista ; mag se restringindo
as despezas as diversas verba3 por este lado el-
la poude chegar ao resultado de ecoaomisar par-
to de 191 contos de ris, inclusive os 21 por cento
concedidos pela lei do anno passado aos empre-
gados, e que a commissao enlendeu dever sus-
pender no exercicio prximo vindouro, parece
que o sea alvilre deve merecer a approvaco da
casa.
Poi bem doloroso para a commissao Sr. presi-
dente, dar este ultimo passo ; foi bem doloroso,
eorjue apenas liavia um anno quo a assembla
fez essa concesso ; mas Sr. presidente, se Hen-
der-mos a que essa concesso foi em geral con-
siderada antes como um favor do que como urna
satisfaco de um direito, se aUender-mos que ac-
tualmente se nao dao as mesmas razoea que se
deram o anno passado porque esse faror se zes-
se (refiro-me caresta dos gneros alimenticios)
eque fot allegado o anno passado porque essa
concesso foise feita, ver-se-ha que nao ha in-
jusliga, porque a commissao. tendo restringido
outras despezas, tesdo supprimido lugares, ten-
do sido forgada a elevar un imposto e criir mes -
mo outros sendo certo o funecionalismo j hoje
absorve mais de amelado de oossas rendas :
m Sr. depulado :Com o corpo de polica.
O Sr. Souza Reis :3im com o corpo de po-
lica. r
Um Sr. depulado :E com os qaarenta contos
00 sustento dos presos pobres.
O Sr. Souza Reis :Nao senhor, excepto a des-
peza com os sentenciados prezos pobres ; e a des-
peza feita com todos os que prestam serviros
provincia como empregados. ou sejam propia-
mente erapregadoa provinciaes, ou qae nao teem
esta titulo, maa que peroebem salarios e orde-
nados.
Sendo certo que o funcionalismo, dizia eu, ab-
sorve j mais de melado de suas rendas nao
censuravel o proesdimento da commissao aesla
parte, e paieceu-lhe mesmo que era antes de re-
celar urna censura deixando intacta ama das
nossas maiores verbas de despeza. Parece-me,
que nos nao praticamos urna injustiga sospen-
dendo, (note bem a casa) suspendendo apenas no
exercicio vindouro, esse favor. Essa reduegao,
esaa economa que taremos no exercicio vindouro'
importa Sr. presidente, em 49 contos da ris.
O Sr. Figueira :Trinta e dous contos.
O Sr. Souza Reis:O nobre depulado me diz
em aparte, que 32 conlos Mas atienda o nobre
deputado que 32 contos o que se deve des-
pender no exercicio correte ; mas sabe o nobre
deputado que empregos provinciaes ha que po-
dem ser prvidos e leudo tambem o augmento
do 20 por cento, dar uso em resultado no todo
urna despeza de 42 contos de ris. Nao se er-
ra por tanto dizendo-se que a despeza de 32
contos, mas tambem nao se erra dizendo-so qua
ella ae pode elevar a t porque al esta a quan-
tia,que Oca oo orcameoto.
J v6 portento V. Etc. Sr. presidente j ve a
casa, que nio ama quan^a 180 diminuta 00 to-
do e nem to grande em re.lagao a cada um dos
individuos de que se tira a pbrcenlagem, porque
a commisio deveria recoir ante simples coasi-
derac^o de tar sido urna vez feita esta concesso
de ter aido. urna vez feito este favor para que ella'
nio fizesse ainda essa economa.
O Sr. Lafz Felippe :Apoitdo ; cada um on
faga um pequeo sacrificio.
O Sr. Souza Reis :E* precito que nos con-
vengamos de que as financas da provincia se
O nobre deputado que ate procedee tas ostras
cootderagoes com relagao s verbas de receita
procurando saber as bases que tiveraotm'os tan
patritico que par rentara a assembla provin-
cial queira ter na secrstagao da despeza,
a joati coosigoaclo da receita e aa cobranca
d" 'Pwisoes, todo seri intil. (ApoiadotT
O Sr. Sonta Reta ; Priaripalmeule nao
1>*J,Imo!,eea,wtr etoados presidentes.
fcra commisslo de algosi esclmcimento sobrt a
conveniencia de adoprareti-aa as bases qos ella
julgou indMptoaareii p.ra es dttaikai qs sprf
ffxa-la, e tratando de urna deetes serbas, ella
> Sr Nn diste, que poda ella elerar-se taires ao tritio.
.-i!S^!?.?!^.>*r*'#V^ ianiodurldodUto St. presidente, mas be a
tobre deputado desde qae s commissao nio li-
aba a vista 9 orcameoto detta verba, porqus
um imposto boto, lhe ees preciso orja-lo oa
quantia
O Sr. Souza Reis :fsnto melhot
nha argumentado.
. Nos na deficiencia de dados, senio certos ao
meos taaaaveia, ratatre-staa staaaa ibjuin
pessoas aa bms esa conUcst asta aa cc_
sao cota tata fPaasade fia, ista a, da gante ta
raa. e sata e*m*alMrui sfits chegaaaas so reswV
se de aa tadta eUvar-se a 88 a a, dos issts
as emftaisass aasaa seraieae. r vardada Sr.
reaideata, cravos t aa faitea a nabraepatada determiaa
tesa o MssttefJee etsrasaa ex'steasaa ni lidats;
as sabe e mjbre deputado qae ota desase m
ais tratamos e conregu internan te esta basa s-
mente nio pode servir, nio nos podem fornreer
dadua sulltcreures psn cuuhexer-nros quat o nu-
mero de escravos empregados no aervigo de ga-
nho na ra e armazens.
Sabe tambem o nobre deputado que embora o
numero deases ganhadoras, que e o orne pro-
prio dessa gente, avalle muito as ras desta ci-
dade ; todava, detde que o imposto for estabele-
cido, possirel que ellediminua muito, tio s
porque o flan da imposigio fazer arredar para
os nossos campos a maior numero de escravos
que r possirel, e que razoavelmenle so reco-
nhecerque a cidade pone dispensar bem certa a
commissao deque os proprios senhores se coo-
peqflUatio da aecessidsde desta alvilre, senao
tambefla-jiorque muitos escravos gioham na ra
sera consentiraento dot senhores; nio desses
escravos quo nos fallamos, asees nao rao propia-
mente ganhadores ; mas dos qaa o sao ; e expe-
dido o cooveniente regulamerrto, que servir
timbem para a toa polica, nio s do servido do
ganho, como dos escravos na ra, hiode pagar fo-
menta os senhores que ti reren escravos no ganho,
estes serio era numero limitado e fcil ser co-
nhece-los. Todas estas considerares fagoeu pa-
ra demonstrar ao sobre deputado que esae nume-
ro do ganhadores, comquanto parega hoje muito
avultado, oao possivel qae assim teja desde
que o rmposto for estabelesido e devidamente re-
gularisado.
(lia um aparte.) *
O Sr. Soaza Reis :-Mas possivel faze-lo. t
nobre deputado sabe, que fra o'aqui ba imposi-
ges desta ordem ; o nobre deputado sabe que f-
ra do nosso paiz o servigo do governo feito por
pessoas livre, e ha reglamenos desta ordem, o
que prova, que bem possivel, que isto seja re-
gularisado entre nos, o que constituir urna boi
lote de receita, e com ella vira o regulameoto
quo deve concorrer muito para a polica des es-
cravos que andam na ra, e sobretudo para o
servigo uo gsnho. Outras imposiges creou ain-
da a commissao, como por exemplo sobre as al-
varengas e canoas em pregadas no servigo de tra-
fico de carga e descarga dos navios, e apenas cal-
culamos isto em cinco cotilos, pelos dados que
nos foram foraecidos segundo da tonelagera des-
sas erabsreacoes. Nao sei se o nobre deputado
exigir que eu justifique essa imposicao....
O Sr. N. Portella :-Nao.
OSr. Souzi Reis:.... ou se contenta-se ape-
nas com eu explicar as bases que serviram com-
missao.
O Sr. N. Portella:Eu apenas provoquei a dis-
cussao.
O Sr. Souza Reis: Todava eu direi poucas
palavra.*.
Era preciso, %. presidente, que para a receita
concorressem todas as industrias; era preciso
que urna industria nao estivesse completamente
tavorecida, ao passo que outras estavam muito e
muito sobrecarregadas.era precito, Sr. presideate,
igualar o mais possivel nos incmodos as diversas
industrias, as diversas profisses, os diversos ra-
mos de meios da vida, de sorte que uns nio fleas-
sem om peior posigao que outros ; tal foi a rszo
porque a commissao leudo em vista que o ser-
vigo de carga e descarga dos navios um grande
ramo do negocio, irapoz sobre elle, tanto mais
ajaos quando vemos que esse servigo concorre
alguma cousa para a ruioa daa nossas pon tes e
caes, o que tambem urna razio, ao meu ver,
muito sullkieota para justificar a imposigio.
A imposigao sobre os Leos de raz das corpo-
ragoes de roao mora, priraeira vista, Sr. pre-
sidente, parecer quo a commissio andou a pro-
curar onde quer que poiii achar urna fon te de
renda para abr-la.
A commissao eutendeu ter preciso, Sr. presi-
dente, qua ao menos por meios indirectos se fi-
zesse com que essas corporaces aproveilem me-
nor os seus rendimentos. (Apoiados.) A casa sa-
ne que estas wstituigdes apparecerana sempre coro
Uns caridosos; mas-qual de ordinario entre
nos o Um caridoso que teem as diversas corpora-
goes de mao murta ? Nos as procurames e ape-
oas achamos creio que duas ou tres, que man-
tera eatabelecimentos de earidade, e por isso
creando este imposto, Ozemos excepgo destas
corporages. (Muito bem ) E ahi teem as cerpo-
ragoes de mao morta um meio de evitar a impo-
sigao. reuoam se, esta be lega tu suas instituicoes
de candade. Ilcario tivresde imposto e raanterao
suas rernias era toda a sua plenitude. Entretan-
to, justifica ainda esta imposigio applicagio que
a commissio lhe deu, isto a raanutencao dos
estabelecimentos de earidade que somos obriga-
des a maotar, e para as quaes consignamos vinte
cinco contos de ris.
Eu crelo, Sr. presideate. que lerei satisfeito de
alguma forma ao meu nobre collega quemepre-
cedeu. Poderia oceupar-me airfla em justificar
mais detalhadamente as redueges que fizeraos,
mas reservo-me para quando ae tratar do cada
urna das verbas espeeicademeote. Todava, se
a casa entender que preciso qae eu deseiwolva
raelhor os principios em que se fundou a com-
missao, eu nio terei duvida de ainda ama, duas
ou tres vezes, levaotar-me de minha cadeira pa-
ra dar todas quaotas esplicages me forera pedi-
das, e que estejara Bas minhas torgas poder dar
Pego destalpa casa se por ventura nao tatls-
tiz. (Nao apoiados, muito bem.)
Capitta- *cetcfe>ei Rodrigues Valones, l.# sup-
fteate dedaleaado da comarca de Garanhuns.
Praneisco Aires Mactel, 2. dito dito.
A bem do servigo publico, e sobra proposta
aa Sr. Dr. dts* de polica, foi isstiflUs por tar-
- taria dais ilfcli, o subdelegada daistiicta de
Caruata JaM Bxtttraim da Silv Llmeira.
PaajBjftiree sahi
--------------__hidos para o Araeafr oq ta-
la ntsfatwl Hintml: Jos Josajaist Lemos Fer-
appellado, Jos Das
REVISTA DIARIA.
Acha-seem pagamento o vigesimo-sexto divi-
a!0^0 da "">Pohw de Beberibe. na razio de
J9W por aegao, como j odissersmos preceden-
temente.
-* Temos noticias do Apody, provincia do Rio
Orande do Norte, que chegam at 23 do passado.
A traoquillidade era satisfactoria naquelle
ponto.
O invern se ostentara era toda a sua belleza,
dando os seus fructos no desenvolvimenlo das
ptaolagoes e no cresciraeoto do gado ; que per
uso echase por pregea baixoa, bea como osani-
maes ca'aliares de maneira que bois de anno es-
to de 18 a 20g por ura. vaccis paridas a 25,
nov.lhotes a l e garrotes a 8. isto menos
do tergo do prego do anno passado.
Nessas noticias ainda vem qneixas contra o eor-
reio, expresaas testas palavraa. O noaso correio
irregular nio sei se ficariam em jornaes quo
se extraviaram como nao ha de ser assim, se
os papis vem em saceos de couro de ovelha e
abertosl
Nada mais de notarel
ter a falla de doheiro,
tida.
occorria por all, a nao
que geralmente sen-
No sabbado houve na igrejs do Collegio, 10
meio da. os actos preparatorios da festividadedo
Divino Espirito Santo, tocando por essa occasiio
urna msica marcial, e sendo atacadas dirTerentes
girndolas de Cageles ao subir a baodeira da ir-
mandade.
O mesmo dea-se aa convente de S. Francisco,
o hornera celebrou-se a respectiva festa n'um e
n outro templo.
Teve lugar no dia 18, peranle a directora
goral da nstruccao publica, 9 exime de habilita-
gao as materias do magisterio primario, que fora
requerido por Dervino Joto da Cmara.
Compozeram a respectiva commissao os pro-
fesores padre Miguel Vieira de Barros Marrara e
Gemiotano Joaquim de Miranda.
For* oxooor.a u watow lose Luoegun-
des da Silva da delegada e o Sr. Antonio Germa-
no Alves da Silva di subdelegad* de Barreiros,
por baverem-t'o pedido.
Por occasiio da demso eeneedids ta ba-
cbarel Ayres de Albuquerque Gama, foi nomeado
preaotar publiee da comarca do Rio Frmese a
bacnarei Paula MacUas dt Alraeide.
De coajwraidade cora o distes* tt lei de 5
de neto de 185, oonsedea o Ktea. psatMeate dt
provincia dous asaos da lieaaca stm saaciaieotoa
?*rh?fl> ** #rt* aa ataims*csa,
Pedro1 de AOaBt*slo*aitstrlas Fetaetavbfla
de ir a Eurcpa estudtr ptsMsaaiiuu dtTarstt ra-
mea de eageabarta. attarstait-
Por portara dt 18 do carrate tatara te-
me adot os teguintes cidadats san carns tata
citas da difsiLtes tttstriataaT^ ^^ *^
asades, Fw8at Ceremia da Silva, Jeaqaim
cisco de Araoj, Caodeia. Jos Soaraa Barbesa,
Antonio Nunes, Jeequim Francisco do Naacinstata.
MORTALlDAt DO DA 18.
Francisca Haria do Livramenta, 55 toaos, soltei-
ra ; erysipela.
Emilia Maria Soares, 85 aonor, estada i inflam-
m z1 azt i41^ i.la.il- .
srarea^aa1^ ww HllLfflIBUF.
Josepha, 3 aoaes, eaerava ; pneunoats.
Martinha, 18 mezes ; convulses.
Eduardo, 2 annos : inflammago de intestinos.
Paulo, 12 annos, soltairo, escrave; amenia.
Falteceram durante a semana 42 pessoas,
sendo 12 homens, 7 mulberes e 15 prvulos li-
vres ; I hornera e 7 prvulos escravos.
CHROHICAJUILURIA. '
TIBUNAL DA REL*C0.
SESSAO EM 18 DE MAIO DE 1861.
rtssttiirciA do txa. st. corsblhsiro ebjieliko
i i ni. DtLtAO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gitirana, Lourengo Santigo, Silva Go-
mes, Costa Molta, e Guerra, procurador da co-
rita, v, o Dr. juiz de direito Dominguesda Silva,
foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos segainles
JULGAMENTOS.
RECURSO COMMERCUL.
RecoTrente, o juizo ; recorrido, Catiro & Amo-
rim.
Relator o Sr. desembargador Lourengo San-
tiago.
Sorteados os Sr?. desembargadores Costa Molta,
Gitirana e Silva Gomes.
Picoa adiado.
APPELLAQES CRINES.
Appellante, Luiz Pacheco de Medeiros : appel-
lada, a justica.
Nullo o processo.
Appellante, o juizo ; appellado, Beato de Faria
Oliveira.
A novo jury.
Appellante, o juizo
Correia e outros.
Annullou-se o processo.
Appellante, o preto Raymuodo; appellada,
Joaquina Rosa Fernandes.
Improcedente.
Appellante, Maooel Guedes da Silva ; appel-
lado, o juizo.
Reformada em parte a pronuncia.
Appellante, o juizo ; appellada, Anaa Rodri-
gues de Veras.
A novo jury.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Ray-
mundo de Miranda.
A novojury.
Appellante, Joaquim Jos de Lyra : appellado.
Manoel Jos do Bomfim.
A novo jury.
HABEAS-C0RPV3.
Negou-se a ordem de habeas-corpos pedida
por Jos Severo Granja e Zeferino Gongalves de
Lima Granja.
Concedeu-se ordem de habeas-corpus requerl-
a a caBla Ca8a d* M|3ericordia, a favor de
Jos de Sania Auna Gama eootros, para serem
apresentados em sessao de 21 do corrente.
DESICXAgAO DE DIA.
Assignou-ae dia para julgamento das seguintes
appellacoes criares:
Appellante, o juizo ; appellado, o preto Joo.
Aapellante, o juizo ; appellado, Antonio Fran-
cisco Xavier Azevedo.
Appellante, Sabino de Oliveira Freitas : ap-
pellado, o joizo.
A appellago civel :
Appellante, Jos Miguel Texeira Lima ; appel-
lado, Paulino a Silva Mindello.
DISTRIBCigBS.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, os
i recursos crimes :
I Recorrenie. o juizo ; recorrido, Marcelino do
Reg Calute.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Vicente Fer-
reira dos Santo.
Recorrente, ojuizo; recorrido, Theodoro Pla-
cido Pereira.
Ao Senhor desembargador Silveira, o recurso
enrae:
Recorrente, ojuizo
meida Baodeira.
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Jos Rodrigues
da Silva.
Recorrente, ojuizo; recorrido, Jos Mauricio
de Senoa.
Ao Sr. desembargador
Crimea:
Recrreme, e juizo ; recorrido, Frtncisco de
salles Correia.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Lopes
da Costa. r
Recorrente, o juizo ; recorrido, Jos Filippe
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso erime :
Recorreote, o juizo ; recorrido, Raymundo An-
tonio de Freitas.
Recorrente, ojuiro; recorrido, Patricio Jos
da Silveira.
Recorrente. o joizo ; recorrido, bacharel An-
tonio Jos de Alcova.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recrtente, o juizo ; recorrido, Joio Filippe
Santiago. rr
Recorrente, a juizo; recorrido, Francisco Do-
mmgues dos Santos.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, os recursos
en mes :
Recorrente, o juizo
Antonia da Cooceicio.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio Bar-
bosa Marques.
Recorrente, o juizo ;. recorrido, Joo Antonio
Pereira de Oliveirt.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
rw f" grupo> -*^ar partidos conservador,
liberal conciliador, twArasjMiaiial, aso ha diUe-
reaca alguma da ft1e*ipioe',E-.e tendeaaiae
nnaes, e por isso tlenle qae^Fsas dicordtas
iu? 6"8 ^,m' ?* Poe- A
praeaatsso ella aba basa clara aa frequenie trtaa-
atgneao dos measasa cidedaas de ees dos eba-
ssades partidos para as antros, conforme aa aflei-
coes.ou mtiresses individaaes, sem que per taso
madera realmente de opinio. Mudam de aspi-
ragoe, mudam de affecto, mas nio mudara de
eeeie. peUUce, Ocaaa seatre todos elles mooar-
chistas constilucionaes. Querem lodos elles ir
no mesmo navio, e para o mesrnoWto ; a ques-
tio nicamente saber quem ha de ter a mi no
leme ; queitio do summa importancia para os
differentes dos diversos grupos, mas de bem pou-
ca ou nenhuma importancia para o publico, cora
lano que para se manterem no poder, nio alte-
rem a irnquilldade publica, afugentando os ca-
pttaes, entorpeceodo a produegao, suspendendo a
edificagio, e mais industrias, como j por vezes
tem succedido com grande mal para nos todos.
Precisa vamos deste episodio, ou preliminar an-
tes de expr o que vemos as eleigoes primarias
do Recue, e o que dalla peotamoi. Era oecessa-
no pateotear previameste a conviego, em que
estamos, que os influentes que pugnam nat elei-
goes primarias nesta cidade, oao pugnam pelo
iriumpho de principios polticos contrarios dos
de seus adversarios, e por isso mesmo combatem
no can po das preferencias pessoaes. *
m que vem chegande o Qm do quatriennio
o qae prora que alo era esta lei o motivo real,
que o levara a pegar em armas.
A bandeira da cooftituiote est frs do com-
bate, pois que sea uoico partidario o Sr. Dr.
Borges da Fonceca, e esse mesmo captivado pe-
las, em verdade, rarlstimas qualidades do notso
tuguato monarcha, dscla*og-se monarchUlaptt-
aaa.!r!L.? ^."SSi"'.' "luidos seriara
impamente aubstitiidas peles habitantes da fre-
S.'f C"? **** in^l'tu.e,eu cojos
certo daru fregaezta mais de cem eleiloree
atada supptada severa a lei de censo. '
Ponham a mi na conseisacis as partidistas
saltados, a aa txclutivtt por clcale a di-
gns ae a lei ate escolhrri. raetberas eieifore
l ot eVetrOlastrai eleiterae. satvido* p|o.
laerrasse das tagaaates con o arder das paixet
latae, qua tetas lhe tocutirsss.
" &V m "" *** tW Sania An-
tale exista eigaeM taza da cattvaatsnat po-
Mea para tt escMsara reciprocasseete a rllus-
trado e honesto Dr. Francisco de Araae arres.
e o honeste e Ilustrado Dr. Antonio Jos oa Cos-
ta Ribeiro, e do mesma modo o respailare! co-
ronel Bomingos Afronto Nery Ferreirs, e o abas-
tado proprietorio o Sr. Joaquim Salvados Pes-
aos de Siqueira Cavaleanti, e se pelo contrario
nao reclama o interesse publico que este e todos
osc.dadaosda fregneria illaslrados, e abastados
concorram para a eleigio dos deputados, e nio
agentes multas vezes indignos dos influentes dos
diversos grupos.
sctai!.? on1"e0,r" exclusoes injustas,
aaeaTHZTE*^" Dem PUDlico
hu**.? ^*f horr"'9 desordena, esses com-
nl. eteV,M "nsoolenioa\ e essa "-
do HaI 'ue8,s.demo"l'"Sao.quo vaecorroen-
2. h n" m,lf M- Iw toctadade, tude
em beneficio exclusivo dos influentes dos diversos
grupos, tudo em prejuizo do paiz.
Bem reeoohercram elles qae Andar o que
rea mente indebito da sua influencia, assim que
o eleitorado concedido pela lei nicamente n-
lelligencia, e s posses dos eidadios, lhes tirar
i da exclusao. Ceitamente aquel-
- jmshu legislativo, ou quando ha dissologao das cmaras StSat^rtaS^S *** l<5" ,alen,os ou
a maior parte dos peridicos existentes no Reei- r.n'. ,!Pih.. Jf "? eemPre Preponde-
fe, tomara logo linguagera de in-olita acrimonia. L?f?lff?J**H B,ter,t1' e de que nen"Di*
(i m>i l\--.4- __.___4 I I UB UUflr til firl VBP. tt at t. *n n *. ^. u____i _.
recorrido, Jos de Al-
acorrido,
recorrido,
Gitirana, os recursos
recorrida, D. Margarida
DIARIO DE PERNAMBUCO
Questo eleitoral.-Elel^o di-
recta.
IV
Concbimos o precedente artigo, dizendo que as
ricas e populosas cidades martimas do do Brasil
se nos ostentaran), relativamente ao interior d
paiz, ora tanto parecidas cora as cidades livres
que na edade media existiam entre os estados
ledate;
A diversdade dos lacios oeeorridos durante a
eleicao primaria, de algum modo autorisa esta
lembranca.
as comarcas do iolerior, as insinuaces e exi-
f 'ZSZ&****!' Ud^e'neraTd..P,0^6U^r ^mCV' "
itaa, nem lidat em considerado algama peio
pavo, o qual, alm de pouco illastrado, e depen-
dente da vontade do senhor da ierra, nem en-
tende de questoes polticas, nem se oceupa com
negocios pblicos. A lei, a eonstituigio para a
mxima parte de poro a vontade do senhor da
a regra, o mais sao excepgoes.
ae succede, porm, o mesmo no Recife. Aqai
a pressao do senhor da trra milla, a como ha
mais instrucgio, todos tem diarios, e lodos jul-
gam ter ama opioiio politica, e o que mais urna
opioie differepta- da desta, oa dtqtefle oatro
grupo, aue chamara partido.
ata Isde est a Sr. Dr. Borges dt Fooeecs.ctala
bandeira da oonsrHtrlnta, como meio dt'dSaa,
!!75Sd? "*"**ht0 tiw'%oa ".
Be tatra lado esto os conservadores, os Hbt-
raes, os conciliadores, os cooatUteiaaaee. na
L*--* 'laaoitttt. enda todos etles dado
?jl SL^L!n***tm ao nada,
te,e*t1tvt. Tsnso leu* t> tari, que o ntida
*i ?*t ?? "* ** W por asi,.
t gertno, ata 4 lera totea atas* misma tai.
exprobando-se os ergios dos diversos grupos re-
ciprocamente quanto defeilo, quanta m lengio,
e ate quanlo crime podem imaginar.
Se os redactores desses peridicos sao conhe-
cidos, e nio querem perder-se oo conceilo dos
cidadaos.hooesloe, descendo para os convicios e
insultos pessoaes, o grupo que perteucem, para
lhe nao compromeller a honeatidade, faz appa-
recer um ou mais pasquina lodos os das, ou de
das em das, confiando-os ordinariamente ho-
mens, que nada mais tem que perder na opinio
publica, e muilas vezes verdadeiros reos de po-
lica. r
A lloguagem e os sentimenlos ostentados
nesses pasquina de todos coohecida, e
chega ao requinte da mais astuta perversidad?.
Basta dizer que chegaram elles por em leilic
as innocentes filhaside um dos nossos presidentes,
indicando no annuncio as qualidadea que tioham
e para que poderxam tervir. Basta lembrar que
levarara muito lempo chamar ladrio ao Exm.
conselheiro Antonio Pinto Chichorro da Gama,
partidista exaltado sem duvida, porm, magistra-
* Presidente integerrimo, de cuja notoria pro-
bidade nunca duvidaram os desalmados pasqui-
neiros, nem os jurados que lhes deram razio.
Sigamos custo, e com ocoragio aperlado, que le-
varan) a audacia da imprudencia dizer que um
dos nossos presidentes era incestuoso com sua
propria filha 111
Faga por ahi idea o leitor o que esta imprensa
desmoralisada, e profundamente desmoralisadora
dizia dos outros cidadaos adversos seus nteres-
sea quando assim fallava dos primeros magis-
trados da provincia. Nio se poupava embuste,
mentira, alleivosi, nem infamia, que podesse
convir aos chtfes dos grupos para apaohara ple-
be rudo, e levar ao sacrificio para a realisacio
e suas aspirages.
Preparava-se cuidadosamente a perversao das
inteligencias ; consummava-se a corrupgio doa
coragoes, no iotuito de tornar ardeotes, e at Tu-
nosos os guerrilheiros eleitoraes, os quaes inca-
pazes de comprehender qualquer idea um tanto
aoslracla, delettavam se as torpezas da calumnia,
sabonavam com delicia o materialismo da infa-
mia.
Derramada assim entre a plebe ignara a mais
selvagem desmoralisago, chegado o dia da elei-
gao, liam os influentes dos diversos grupos, ac-
coropanhados pelos respectivos guerrilheiros, dar
copia de si as matrizes.
Desde logo se notava ali o mesmo espirito de
exclusao absoluta, que j observamos as elei-
goes das comarcas, menos grosseiro, verdade,
porm. mais corrupto. E' que o amaldigoado es-
pirito de exclusao absoluta coosequencia ine-
vitavel do funesto systema de eleigio indirecta
e todos os partidos esperara consegui-la contra
seus adversarios pela fraude, pela violencia dos
guerrilheiros, ou pela bayoneta do soldado.
Exhausta a serie das trapaca possiveis, de
mmorses exclusoes, de immoralissimas admis-
soes, de escandalosas introdueges de listas falsas,
acabara aquella scena desmoralisadora, no meio
de ferozea imprecagoes, por inuteis e irrisorios
protestos, oa por ferimentos mais ou menos gra-
es, e algo mas vezes mortaes, ou como acabou
na eleigio da nossa Treguezia de Santo Antonio,
no precedente quatriennio, dando os guerrilhei-
ros eleitoraes uns nos outros com os saotos dos
altares, e at, oh horror I oh sacrilegio 1 com a
propria imagem do Crucificado, do Deus da man-
sidao, e da abnegago I
E porque tanto horror? Porque ambos os gru-
pos quenam excluir absolutamente os seus ad-
versarios do eleilorado, e chamavam isso um
Iriumpho. E porque nao haviam de triumpharos
cidadaos de amhoa os grupos que eram dignos
do tnumpho? Porque a eleigio primaria faculta
nos partidos a possibihdade de se excluirem re-
ciprocamente de toda e qualquer parleclpago
na eleigao final. E porque se nao acaba com to
funesto systema, de que lanas e tio perniciosas
consequencias derivara contra a moralidade e a
tranqutlidade publica ? Porque os influentes des -
ses grupos, chamados partidos, esperando ven-
cer sempe, ou pelo menos sacceasiva e alterna-
damente, e antepondo oseu interesse verdade
eao bem publico, nio querem de nodo algum
acabar com o systema de guerrilhas e combates
eleitoraes, recelando perder a influencia indebi-
ta, e a importancia, que tem ou esperam ter.
Se os influentes dos respectivos grupos atten-
dessem ao mrito dos cidadaos, e subsequenle di-
reito ao eleitorado, pelo que toca intelligeocia,
moraltdade, e aos bens da fortuna, que sao os la-
gos, que mais prendera o cidadao ao interesse
publico, nio baviam essas batalhas sacrilegas,
ero mesmo grandes questoes, e desavengas ;
mas as paixoes, e os interesses cegara oa homens,
e a esperance, de um triurouho indebito obscu-
rece-lhe a razio. Da moralidade e da boa von-
tade dos beoseas nada lemos que esperar no es-
tado actual da nossa sociedade: soda lei pdem
vir remedio tantos males.
Temos vista aa listas dos eleilores propos-
los por ambos os partidos na ultima e bem re-
cento eleigao primaria da nossa freguezia de
Santo Antonio. Suppondo que a futura lei, que
temos f em Deus que mais cedo, ou mais tarde
etta ha de existir, institua eleilores pela intelli-
gencia provada com diploma, e eleilores pelo
censo oq pelo que possuera. e fazendo applica-
gao destas principios aoa cidadaos. eujoa nomes
se achara naa respectivas listas dos chamados par-
tidos, vejamos o que succederia.
Se as informagoes que tiremos das habilitagea
intellectuaes, e dos bens que poeauera os cida-
daos, cujos nomes se achara incluidos as res-
pectivas listas, sao exactos, seriara eleitoras de-
signados peta le, e se-lo-hiam toda a vida oa
pelo meos emanante estivessem as condkoes
requeridas pela le as seguintes cidadaos
Antonio Jos da Costa Ribeiro."
Adriano Xavier Pereira de Brito.
Trblao de Atenea r Araripe.
Antonio Epaminondas de Mello,
Jobo Francisca Teiaelri.
Luis Cosario de Reg.
Ignacio Nery da Foneeea.
Antonio Raagel de Torree Bandeira.
Ignacio Firmo Xavier.
Angelo Henriquee da Silva.
Augusto Carnelro Montairo da Silva
Saatoa.
Jat.Falta de lrita Macedo.
Jet* Jeacjuira da Monas Sarment.
Mantel Jote fcaHagaat Cadeceira.
Fravrieea de Areua Bstrat.
Sebastr o beata Guiraaraes.
Wod tvaae Coelho Cattaao.
txaw aa^iBvatjajsejB' | sjja fsj &OUZ8 ,
Cara4taeFraaeiata.de Lia Saadoe.
Por sata saodt dos setenta t seta cid id i o ju-
que
li os poderia privar. E' mesmo provavel <
de entre elles sahiam sempre os deputados se-
nes, mas a differenga do modo da eleigao basta.
i pravtaeia *eJain "mpre ulei, e DUDCa nocivo
Espalhem, pois. estas deas quelles, quera
ellas parecerem fondadas, e propague-se a cren-
ga na eleigao directa, como nico meio de salra-
gao publica no estado que chegamos.
Os que actualmente domioam pela eleigao in-
directa julgam naturalmente duradouro o se
reinado, e nao querem expo-lo s contingencias
da nova le. Os que aspirara subslilui-los teta
os mesmos instinctos, e esperam. obtido que se-
ja o podero, faze-lo durar pela exclusao. S-
omi opioito publica forte e bem caracterisada
poderi obngar as influencias abblicar o
tem de excessivo em favor do bem publico.
O marquezdeP*ran, apesar de sua vontade
de ferro, de sua intelligeocia superior, e incrivel
tenacidad?, enao obstante sua omnipotencia mi-
nisterial, nio pode obter das influencias o que
desejamos. a eleigao directa. Deram-lhe cus-
to a le incompleta, e contradictoria dos circuios
negaram-lhe o seu complemento, a eleigio di-
recta, enessa obstinada lucta se censnmiu, e so
extmguiu aquelle espirito superior, que tanto bem
poda anda fazer ao paiz.
Que nao podemos continuar como vamos sen-
ir parar nos despinhideiros da mais completa
anarchia, cousa manifesta, para nos
Que nossos principaes males procedem da exis -
loneta das el-icoes primarias, nossa profunda
conviegao, e nao vemos outro remedio eflicaz
para esses males, no ser a leeigao directa.
Pelo vapor Ouapock, entrado sabbado dos por-
tos do norte, recebemos cartas e jornaes com as
Bta7rl.enV8|'SPari' rsnhao 12, Cer 14.
Rio Grande do Norte 15 e Parahiba 17 do cr-
reme, e Piauhy 20 do passado.
Par.K presente carta do nosso correspon-
dente narra tudo. quanto por all occorreu, depois
do ultimo vapor :
A transferencia da sahida do vapor Oyapock de
hoje de manhaa para a noite d-me maia algum
empo para lhe transmittlr s novidades desta ul-
tima quiozena.
A noticia de maior vulto que tivemos da cor-
te, foi a definitiva orgaoisago do ministerio, en-
trando para a pasta dos estrangeiros o Exm. Sr.
Ur- Antonio Coelho de S e Albuquerque, que
ha pouco lempo hbilmente dirigir a adminiatra-
gao desta provincia.
Semelhante noticia encheu de satisfagao os
onumeros amigos de S. Exc, pois que com es-
e acto reeonheceram quanlo sio apreciados pe-
lo monarcha os seraieae, a inteligencia e o ca-
rcter recto e independente de tio dislioclo per-
nambucano. r
' J 'dade que a repartigao de S. Exc. pou-
co entende com os negocios internos do imperio
por isso esta fora das aspiragoes dos pais da pa-
tria no que respeita aos partidos polticos : raat
nesse honroso cargo em que encela a carreira do
fS f?, 5' T S Exc" nm """'a vasto para
-i* 2 em. ao Pai.M" como muitos ter-
w\os s boas relacoes internacionaes do imperio
com as potencias estrangeiras.
_.*.* Do?e5ao do sympathico Sr. Saraiva par
ministro do imperio foi egualmente aqui recebi-
ii?..i?r8r,<,2; DOr1"nto "dos reconhecema
mini/, i'' bomL8e'"o e honestidade do joven
ministro da marinha do gabinete de 4 de maio da
hta.H"* m*- T?,0S p0i9 ,'im de 1e Dovo 8-
mnete, cuja frente se acha o distincto general
marquez de Canas, marche nos negocios pbli-
cos com a prudencia, saber e integridade que
caractensam seus membros.
Por esta provincia a maior novidade que te-
"pln'^ bar-te na admini.lragao o
Exm. Dr. Olynthe Jos Meira, como segundo vi-
ce-presidente, tendo sido a sua posse oo dia 4
do crreme.
Na noite desse mesmo dia houve o baile oua
fom'i?aan"8Sder3m *0Sr' Amaral e 8ua E*a-
Nao faco a descripgo do baile por achar des-
necessano, um baile, onde nada ha de notavel
se nao o grande numero de convidados e a in-
fluencia dansante s agradavel
gostam de taes testas.
Ano mais o mea descanso,
porto-me ao Diario do Gram Para, cojo artigo
sobre este assumpto pe par os seus leitores do
Para* CrreU b*1* dad ex-Pcesiaen'e o
* f sal?e do Cassino estiveram na noite da
saooado,, litteralmente cheios do que ha nesta
capital de mais escolhido : as primeiras classes
aa sociedade, que frequentam reunioes desta or-
aem, all se viam digna e brilhantemente repre-
sentadas. r
A explica^ao de ama reunio tal, fcil de
aar-se : os amigos do Exm. Sr. Angelo Tbomaz
oo Amaral quizeram manifestar-lhe por este meio
e a sua Exma. familia, o alto apreco em
teom as suas virtudes cvicas e domesticas.
Em um camarim ricamente adornado cstava
o retrato de S. Exc.; oeste acto de delicadeza, ot
amigos que o obsequiaram procuraran) fazer sen-
r a S. Exc. que a sua lembranga ser to dura-
aoora quanto sio os seus tragos, que foram es-
tampados sobre aquella tala. >
Apezar dcsta descripgo asseguro-lhe que
lattaram algnmas familias que costumam a con-
correr sempre i semelhsnles fuocgdes ; verda-
de qae pela maior parte sio pertencentes mem-
bros do partido liberal, que tem estado em op-
posigio ao governo do Sr. Amaral.
f PaT? lu8ar do Dr- Heira como chefe de po-
lica, fra convidado o juiz de direito da primeira
vara desta capital, o Dr. Antonio do Rarros e Vas-
concelloe que desde o dia 6 est em exercicio.
Por emquaato os negocios pblicos vio sem
novidade, e sera a menor alteragio na marcha
administrativa.
* JLlH.,no di* de.8ottrao do Sr. Amaral foi
aotaaa^taado eom a fundtgao de ara novo esta-
belecimeoto para a provincia, e foi esta a esco-
to tarad, denominada dt Pedro II,
para os qua
entretanto ro-
que
no logar do
- oe auisncia desta cidade-
iULJ^ <*escnpgio da inaugurago do
'toiJiJZmZfA* P^ncis. acorapanha-
t irasde numero de pessoas das mais gradas
ES. prt, Itzenda Piohsiro
ms ufES? 1eferiDa<> e seguida jura-
itao^eV^?0' Sr* T- Bfuno Crela, ao
iu de Alraeida Pinto, j0io Augusto Correa,
L 2 T* h,*e R,fcelro Dr- "a<"n Jos
da Astis.rindo^sinda i faltar t Sr. commendador
iltito Jas da Miranda, que nao podtT etta
tta ttasaqaeacia do sea mo estado da
saude.


--------------------------i-----------------
---------
-
-
IAUODI
- Eawcn miA so m ni ra i mi
bello discurso, e Sr. Em eoiasdotee-
eosre des va-
lores de 10
e superiores.
Fundo que di
direito e-
misio do du-
plo. .
Puado ene li
direito I -
atssie, por
* trero .....
S. Etc. proferio u
Dr. Asis uta Mira.
t Deas tai Jasa, a esjeaja rural da Padrt
II, e ees fastos deata prieto ta ficari rtgUtrado
mais esta acto, qe eata?e gtoria a admtnis-
tracio do Exm. Sr. Angelo Thomaz do Amaral. a
la leudo esta provincia ama grande perda ;
cada menos era do que o incendio do palacio 4o
govereo, aera duvida o prmeire 4o imperio,
onde, alea de aer a aaorala ioe prndenles, es-
ta o establecida* a secretaria de gorerno, a Ifce-
aonraria da fazenda e o thessere provincial.
c Eis-aqui noticiado o facto como se deu :
Hootem 29 de abril is 3 horas da tarde mi-
infesto u-se logo na chamic de palacio. Os Srs.
directores dss obras publicas proviociaes e das
obras militaras, inspector do arsenal de marinba
o guarda mor da alfandega, com a gente i sua
disposicin ; a Srs. chele de plida, coamau-
dinte daa armas, commandante superior da guar-
da nacional, commandante do corpo de polica;
inspector da theaouraria do faaende, o do the-
souro provincial, delegado especial daa torrea
publicas, delegado do cirurgiio mor do exercito,
procurador Qscal da (azenda provoclal, o mais
autoridades alen de muiiaa pessois gradas,
compareceram offerecendo seus serrinos s S. Exc.
tornando-se assim dignos dos maiores elogios.
Felizmente o fogo que nao psssou da parle su-
perior da chamin foi immediatamente extincto
eem ha ver estragos. a
_ a Quanto is noticiaa commerciaes por ora nao
sao no geral do melhor carcter; por quanto as
quebras por aqui ainda lem continuado.
_ Felizmente as noticias viodas por este vapor
dao a alta da borracha nos mercados de Iugla-
terre.
Nesta praga de subida ou descida deste ge-
nere de grande monta para o commercio, por
ser o principal da cxporlacao, e em cujo negocio
se empregam muitoa capitaea e bracos. Esta
boa noticia mercaotil reio animar os especula-
dores e a praga em gerai ; Deue permuta que
esta anmaco so prolongue para ver ae o com-
mercio se reanima mais do que eslava, pois ha-
via bastante iodeciaao e recelos Iros meses i
esta parte e com justificada causa.
a Continua ra as didiculdades e eraba raros nos
despachos das mercadorias na alfandega.
O commercio poi este lado ainda vai muito
descontente, e boje ae reconhece que as duvidas
e os embarazos encontrados na nova lei daa al-
fandega, sao antes coosequeacias daa mal en-
tendidas restriccese formalidades sem proveito,
com que o legislador enlendeu dever executar o
seu peosamento de fiscalisacio, lodo em benefi-
cio da fazenda publica.
Assim, pois. urna reforma mais liberal e ra-
aoavel e-perada pelo commercio, e para isso
deposita toda a confian;* na illuslracao e bom
-senso do novo ministro da fazenda, o Exm. Sr.
conselheiro Paranho?.
felo que se refere i noticias martimas, teve
este porto a entrada da barca inglesa Rhondola
de Liverpool, assim como de Lisboa a bares por-
tuguesa Linda.
Nesta quinzena sahiram igualmente navios
para os porlos dos Estados Unidos da America
do Norte, de Franca e Inglaterra.
Para Lisboa e Porto tambera seguiram as
barcas Palmeire e aAmazona, i 3 e 4 do cor-
rente.
Os navios surtos oeste porto sao os se-
guintps :
o descarga, patacho inglez Cupid.
Barca dita Rhondola.
Dita porlugueza aLinda.
A carga, patacho portugnez aBoa Nova, a
aahir para Liverpool.
Brigue portuguez aFelz Ventura, com des-
tino i Lisboa em 15.
Barca franceza Toesnlins, para Nantes.
Brigue dito aBelero, ao Havre.
Nao ha no ancoradouro navios dos porlos do
sul.
a: Finaliso remetiendo o balango da caixa filial
Co Banco do Brasil perlencenle ao mez prximo
m
fT5:000|000
iodo.
Accionistas do
Banco do Bra-
sil :
Eo Iradas nao re-
alisadas, de
2,000 acgdea,
localrsadas na
provincia .
Letras descon-
tadas.....
Com duas assig-
naturas resi-
dentes no lu-
gar do des-
cont.....
Cora umaassig-
natura resi-
dente no lu-
gar do des-
cont.....
Con tas correles
e saldo desta
conta.....
Diversos : sal-
dos de varias
contas : .
Caixa: pelos se-
guintes valo-
res :
Em moedas de
uro de 22
quilates .
m barras .de
ouro de 23
quilates .
Em barra de
prata de 11
dinheiros. .
Notas do the-
souro :
Menores de 10$.
De outros valo-
res ......
Em moeda de
troco.....
Era notas da
propria caixa.
Banco do Braiil
conta do ca-
pital :
Valor fornecido
pela caixa ma-
triz......
Emisso : valor
emcircnlagao.
Letras a pagar:
Por dioheiro to-
mado a pre-
mio......
Diversos: saldos
de varias con-
tas ......
Ganhos e per-
das: lucro su-
jeito i liqui-
djcio.....
Activo.
80:00050000
I,l78:883#5t6-
----------1,178:885$516
33:4565699
62:2619326
IfeMQjOOO
71*1268475
1,U7:125475
Caixa filial do Banco de Brssil io?ui, 30 de
abril de 1861.O guarda Hrros, Joaquim Rote-
no de Souxa Bastos.
P. S.Dio-me agora noticia que aegua hoje
14l:125475
975:000*000
25zgt00
50l:820pOOO
Passivo.
400:0008609
1.411:1600000
136:822732
973:99*04l
52:2149343
1,619:197 75
2 973891116
-------2.973:8919116
Demonstrando da emisso em circulago e fundo
de garanta da caixa filial do Banco do Bra-
sil no Para, em abril de 1861.
Emisso.
419 (notas de
200$ priraeira
serie..... <99:800|000
1,000 notas de
1009 piimeira
sene..... 140:0009000
11,798 notas de
50 primelra
serie..... 969:9009000
12,968 notas de
209 primelra
serie..... 259:3609000
32,210 notss de
109 pritneira
serie..... 322:1009000
Total 58,875.
1,411:1609000
Em moeda de
ouro de 22
quilates.. .
Em barrea d
22quilates. .
Era barras de
prata de 11
dinheiros. .
Fundo de garanta.
H2:1259v75
i ir tomar conta da adnaiaistracae da provincia
da Parahiba o Exm. Sr. Dr. Francisco de Arsu-
jo Lima, juiz de direito da comarca de Saotarem,
ltimamente nemeado para aquellecargo ; assim
como dizam-me que nao rae no Oyapock, i to-
mar asecha na cmara temporaria o Sr. Angelo
Thomss^Amatal, transferindo.a riagem para o
seguinte^Wquete,\em consecuencia do aue, cor-
re que S. Exc. quer obsequiar os seudl amigos
com um baile de despedida ; ['tagB parece
ser isto a causa da sua demora^ida por mais
qniazedias.
Emfim, o que for soari. e eu lbe direi parte
do que houver.
Maranho. A provincia marchara en paz.
S. Exc. o Sr. presidente azia visitas is diversas
repartieres e estabelecimenlos pblicos.
Le-se no Publicador Maranhense '.
Parte amanha 12 no vapor Oyapock i tomar
conta da presidencia da provincia do Rio Grande
do Norte, para que foi ltimamente aemendo. o
Exm. Sr. Dr. Pedro Leo Vellosa,fx-presidente
desta provincia, vae summamenteSenhoradodo
bom acolhiroento que recebeu efJlre nos, quer
como funecionario publico, quer como parti-
cular.
S. Exc., em consequeocii da mudanga de ga-
binete que logo occorreu depeis de sua nomos-
go para preeideote do Maranho, apenas edmi-
oistrou a provincia por um mez, e em lio curto
espago de tempo so pode mostrar os bons dse-
los que nutria de promover a nossa prosperdade,
a qusl teria de cerlo lomado a peito, se a sua ad-
mioistragiio fosse mais duradoura, pois nenhuma
razio ha para suppor ocontraiio.
c Assim entendemos, que devem ser levados
em linha de conta pelos Maranhenses, para te-
rem em cunsideragao e aprego a pessoa de S.
Exc, esses mosmos bons e sinceros desefos que a
brevidede do tempo nao deu lugar a poderem ser
lvalos a effei(tj, mas que iuram maia de nma
vez expressados por S. Exc, que felizmente so
deixa entre nos sympalhas, pelo bem que a to-
dos tratou.
Desejamos a S. Exc urna prospera viagem, e
felicitamos ao mesmo tempo os Riograndenaes
do Norte por haverem feilo a acquisigao de um
presidente, que ji oas provincias do Espirito San -
lo e das Alagoas, deu proas de sua capacidade
para bem dirigir os negocios pnblicoc.
Piauhy.No da 17 do passado passira a pre-
sidencia ao vice-presidente Exm. Sr. Dr. Jos Ma-
riano Lustosa do Amaral, o Exm. Sr. Dr. Manoel
Antonio Duarte de Azevedo. Igualmente deixa-
ram seus cargos os Srs. Drs. Francisco de Paria
Lenos, chefe de polica, e lente-coronel Anto-
nio de Magalhaes Castro, commandante do corpo
flxo.
A'cerca do segundo desses senhores diz o Ex-
peclador :
O modo pelo qual o Sr. Dr. Francisco de Pa-
rias Lemos exerceo o cargo de chefe de polica
nesta provincia merecedor e digno dos maiores
elogios por sua justiga, por eua imparcialidade,
por sua honradez, e por sua independencia.
Cear.Chegra ali, e devia lomar posse do
cargo de chefe de polica, apenas voltasse de Que-
xeramobm, aonde ia visitar sua familia, o Sr.
Dr. Francisco de Para Lemos.
Alm disto, eis o que mais'nos diz nosso cor-
respondente :
< A nossa ultima correspondencia para o seu
importante Diario, foi no introito do mez prxi-
mo passado ; e desde entio, nao temos prosegui-
do em nossa farefa por falla de oceurreocias dig-
nas de oceupar a altengo dos leitorea. Agora,
porm, que temos alguma materia que julgamos
merecer a penna ae coaieccionar una missiva
para noticiar o que ha de mais notavel socorrido
por esta praga.
<' Entramos na materia.
O que mais preoecupa a altengSo publica sao
as frequentes e celebres banca-rotas que nao
pouecs malea tem causado i milita gente que tem
sido victimas dessa corrupgo que a impunidade
tem aido a causa primaria.
Hiravilha sobremaneira a falta total da exe-
cugio do cdigo comniercial sobre os baocarro
teiros de centenares de contos de ris, os quaes,
teodo a ceiteza de que do dia para noite podem fi-
car ricos, como outros muitos que leem tomado
o expediente de apreseniarem-se fallidos; ousam
pois, pelo exemplo, recorrerem i meios lio cri-
mionosos face da lei, prejudicando seriamente
i seus crores ricos e pobres de dentro e fra da
provincia.
Eis a historia infelizmente viridica das bao-
cns-rotasde avultadassommas que leem havido.
Aprova que oenhum se acha pobre 1....
< No dia 4 do correnle chegou i esta o Exm.
Sr. Dr. Manoel Antouio Duarte de Azevedo, pre-
sidente desta provincia, o qual loraou posse no
dia 6. Desejamos a S. Exc. urna feliz administra-
gao
' A alministragio doSr. vice-presidente Pinto
de Mendongs foi de viote e sete das.
oheiro, o que mais um mal para a provincia.
O invern tem sido.ptimo por toda a pro-
vincia. Ocentro, com ospecialidade, abunia em
iegumes.
a Os gneros alimenticios acham-se porbaixos
pregos, devido tambera grande falta de di-
nheiro.
A agricultura vai cada vez em maor deca-
dencia Oxali que com maia algum tempo nio
se venha i sentir um mal diicil de remediar.
a Findo aqu por estar i fechar a malla.
Ro Grande do Sort.L\mit uno-nos i carta
do nosso correspondente, que narra o que digno
de mengo ha :
a A assembla provincial lem-se agora reunido
mais frequentemente; mas nao para decretar
urna s das medidas vitaos, de que carece a pro-
vincia para aalvar-se da crise tlnanceira, cora
que se v bragos.
< As sestes tem sido qutsi que exclusivamen-
te consumidas era minudencias, qne nio vale
apena referir-se.
Cahio o requerimento que fuera a opposigo,
para servir de base ao exame, e aecusages
administrado do Sr. Dr. Jos Denlo ; o que nao
era custoso de prever, viste^que s por excepgao
de regra se reahsa o laclo que ltimamente se
deu na Bihia entre o Sr. Costa Pinto e a assem-
bla daquella provincia.
< Acha-se agora em discusso, que tem sido
um pouco calorosa, um projecto da maioria, pelo
qual se confere i presidencia o direito de no -
mear pessoas enesrregadas de cobrar por conta
da fazenda os disimos do anno passado, e os
deste, que nio forsm arrematados em diversas
freguezias da provincia.
E' urna pepioeira, que na verdade desafia
muitas cobigas, e excita muitos paladares; me-
recendo por isso as honras de urna duoussao
longa, renhida, e bem eamorilbada.
Queni quer que lenha alguraa luz da historia
romana, nao pode ignorar, que muitas das casas
mais opulentas da cidaie eterna foram fetas
pelos exactores, ou perceptores de rendas publi-
cas; os povos de Asta principalmente queixa*
vam-se mais dos collectores que Romalhes en-
viara para exiorquirem tributos, do que dos
meamos generaos, para os conquiaUrem ; este
segundo mal era passageiro, como na ro om
sua innundago; aquelle porm era permanente
e enceaaante, como o sol em sua esphera.
c Crcio, que da resistencia, que neaeos lem-
pos se oppuoha ao despotismo dos Romanos, na
pereepgio dos tributes, resistencia, que era
considerada urna honre, um cyviemo, que rea a
vangloria, quo anda hoje tem os Egipcios de
raoslrarem as cicraliies, que receberam, por se
subtrabirem ao pagamento dos impostos.
Sabe-se. que entre noa jestto esperimeota-
dos todo* os dous methodos de arrecadagao,' i
saber arrematacio, ou administraos o, e aue ea
ambos lies tem so visto os maiores abusos:
quando se aahe mal de um poro Mistar no
oulro; i este resptto p6de-se applicar o pre-
verbio do nosses cibeeotot ;fsnde u escaple
do gancho, dixem elle, i para tt cuhir na.
forquilha.
Parees-me pois Irabalhar-se-, sobre un cit-
cois eicrose, qoeetioeer-se i rassotto do re
fereieia deste, ou daquelle metbodo; o mal est
nopoflsoel, aie na srstem* da rroeadacio ;
o mesmo caso dasdoiobos; acbwsato-nos anal
edm ellas por provincias: peioroaes com os
circuios mnimos, e procipitaaso-oos com os
circuios medios : creto, sjn usna no Brasil so
bem impunidade do rordadero delioqnente,
opadnnhindo eua patranhi ? A declarteao fei-
lo m proeeoeo poto Sr, riscondo N Uaaragibe
6 a mosmfsnmi que flzeram aqeeltes dous no-
brea eidadboe.
Disse aioto o Oonslitnotanal qua sootra o lei
fdra Estere,"
_______________ OAf jM
viram abusos lio flagraniea escandalosos, como roas boa' positivos o orto. aATo"l66 dosNola-
os que llimamoota heurerasn, oque nem urna meato de 31 de Janeiro de 1812 sastra como
urna cmara ae rio lio embaragada com a reri-# contra avisos do goverae. E* de contormidsdo
Acacio de seus respectivos poderes, como afeemos citados artigas a avisos oso Dr. f,,,,.
il. cisco Dominguos aeaprenanciou a Esteres o*
< Apeste da bexiga em Macahyba ji estiqussi
exlincta; e ji d'ali roltou a Dr. Manoel Aalonio
Marques de Parias, que fra comaisaionado pelo
govarno, ali trata-la: eis o mappa de seas
iraealhos : w
**Aocommottidos................. 126
* A sabor :
c Himens........................ 85
Mulheres....................... til
a Morreram :
Homens........................ 4
Mulheres....................... 7
Ficaram curados................. 185
Semina............
196
Urna victoria lio brilhantc man um titule,
que ganhou o Dr. Parias, para cada res mais
confirmar a bem merecida reputagio, de que
goaa, da medico Ilustrado, hbil, honrado, e
extremamente zeloso e actiro no dosempenho
do sea ministerio.
E' pena, que breve lenha de nos deixar O Dr.
Parias, qae segu pera o Rio de Janeiro, levando
ana familia, e sem intengio de rollar; fazendo
desl'arte urna synalefa na classe i que pertence
nesta provincia, que difficilmente ser preen-
chida.
a O fado, que mais preoecupa a atlengio publi-
ca deata capital a retirada do Sr. Dr. Jos Den-
lo, e a vinda, que se espers, prxima de seu
successor o Sr. Dr. Leio Velloso.
Parle hoje para S. Coogallo o Dr. Costa Lo-
bo, que rai ali reunir os jurados, convocados
para o dia 20 do corrate, e julgar pela rara de
direito algons rosdecrimes, cujo eonheciment
pertence exclusivamente i ella.
Continua paulatim, ted ambulando i descer
o prego dos gneros alimenticios; ji reina a
abundancia, e agora s.ha queixas contra a falta
de moeda, isto contra a caresta do papel sujo,
que, em minha opiniao, Deus o condemne is
penaa do inferno.
Nio ha novidade na lran]uilldade publica,
nem mesmo cousa notavel ni seguranca indi-
vidual.
x Acaba de che9ar o Cruzeiro do Sul, que
confirma a noticia da nomeagao do Sr. Dr. Leo
Velloso, que ae nio chegar hoje, oa amanhaa no
Oyapock, dari lugar, a que tome conta da almi-
mstragao o 3. vice-presideot*. coronel Antonio
Galdino da Confia, que j est nesta cidade, visto
aue o Sr. Dr. Jos Benlo relira-se no di 27 ao
Jaguaribe, que, se diz, aqui o vem buscar.
Parahyba.O nosso correspondente diz-nos o
segunte:
< O facto mais importante que cm relagao
esta provincia nos referi o Diario de Pernam-
buco foi a nomeagio do Dr. Francisco de Asss
Pereira Rocha para o cargo de segundo vice-pre-
sidente.
c Esta nomeagao que muito honra ao nortea-
do e de que o mesmo digno, ji en ha muito
esperada, nio obstante o que a opposigo mos-
tra-se desgostosa com semelhante facto, pois
entende que inconveniente a nomeagio de um
conservador importante para o cargo de coofiao-
ca, como o de rice-presidente.
a O Sr. bario de Mamanguape lem lutado com
a falta de numerario, que anda por muito tem-
po pesar a provincia, cujos recursos esto ex-
haustos.
Se os nosos representantes nao consegui-
rem dos poderes geraes providencias no intuito
de aalvar-se o crdito e o futuro da provincia,
mal de nos: pois eoto ser infallivel a banca-
rota, defiohamento da agricultura, nossa nica
foute de riqueza, prometi urna estagnago du-
radoura.
Tem-se dado alguna furtos de mogas, os
quaes leem terminado em casamenlos; o que
suavisa um pouco a immoralidada de actos se-
mcihaoios. t. prooiso ae quelle a quem com-
pete tomar conhecimenlo de taes fados, proceda
de modo convencer i quem quer que seja que
o patrio poder encontra no executor da lei (o
juiz de orphos) urna garanta em bem da tran-
quillidade e moralidade das familias.
Segu neste vapor o Sr. senador Frederico
de Almeida e Albuquerque. Desejamos a S.
Exc prospera viagem. -
Chegou no Oyapock o Exm. Sr. Dr. Fran-
cisco de Araujo Lima, presidente nomeado para
esta provincia.
Suppe-se que o Sr. Araujo Lima prestar
juramento amanha perante a cmara muni-
cipal.
a Felicitamos S. Exc. pela confianga com
que foi honrado por Sua Magealade o Impera-
dor, e a provincia por achar-se i frente de seus
destinos um magistrado intelligenle, e que lem
um nome feito.
Communicados.
vista dos satos e dos principios de direito crimi-
nal ; por quanto das proras existentes no mesmo
processo se coorenceo qua o delinquente nio
era Esteres, mas sim Reyaonde ; a assistiodo a
esse juiz urna piona coavkgao disto, nio poda
deixar elle de assim preceder, firmado no art.
286 do citado rguirnoslo.
Nao procede a jecusagao de que o referido
juiz aprecios a defeza de Esteros, senda (lia da
competicio do tribunal do jury ; porquanto est
nos autos; quequalqaor deaapaixoaado pode rer,
a prora conveniente do verdadeiro delinquente,
do perpetrador da mora de Regs; pelo quo nao
dena esse juiz infringir a lei e sacrificar ana
consciencia aos desejos de alguem, que a todo
transe quera perder a Estoves, reconhoceoo-o
talvez innocente.
Para ser justificado o Dr. Francisco Domiagues
pelo acloque praticou. nio necessta desophis-
mas, como diz o Constitucional, o qual sim, para
o desconceituar, se serve desses sophismas e f1-
sidades, o que muito improprio de um escrip?
tor publico, estando especialmente bem corlo e
intelrado de todas as pegas do processo. Que at-,
testados, senhores do Constitucional, existem no
processo, nos quaes se firmou o Dr. Francisco
Domingues, para despronunciar a Eateves? Para
que usaes dessas falsidade ? Para lerdos o prazer
de a aecusara um juiz, que vos nio sttisfez o
deaejo do exterminio de Esteves? Esse magistrado
sabe curoprr exactamente seu dever, e despro-
nuneiou a Esteves, porque nos autos existem suf-
ficientes provaa e nao aUestades, nem presump-
coes, como dizeis, de quera fosse o autor da
morie de Regs. Se tres testemuohas existem,
que depem de vista qne fra Esteves o assassioo
de Regs, existem tambem outras de vista, que
asseveram ter sido Jlaymundo, em cuja roupa se
encontrn sangu*. e confestou immediatamente
a diversas pessoas ser elle o perpetrador dessa
morte, e mais larde se dirigi aos tres respaila-
reis cidados visconde de Caroaragibe, baro do
Livramento e commendador Costa ; e isto mais
qne atteslados, mais que presumpges. Consultai
a k- uitos daquelles que vos cercara, quera foi o
autor da morte de Regs, e elles vos diro, como
leem dito s differeutes pessoas, que fra Rai-
mundo e nao Esteres, a quem por torca queris
sacrificar, e por urna coragem immediata des-
acreditar a um magistrado, que deseja tempre
ver punido o crime, porm na pessoa do verda-
deiro delinquente, e nio daquelle que escolheis
como victima.____________________________
Correspondencias.
Senhores retadores. notavel oprocedimen-
to de cortos homens que julgara ser mais do que
realmente sio, e que por meio de gaialices que-
rera convencer aos outros que sao amados, anda
que com isto fagam um papel ridiculo, refiro-rae
ao Sr. Dr Joo de Barros Falco de Albuquerque
Maranho. Sahio impresso no iario de l'er-
nambuco de 17 do correnle um escripto deste se-
nhor onde di s coahecer que o ente mais des-
fructavel que o nosso Recite ji vio.
O Dr. Barros desojando elTectuar nestes poucos
das urna viagem alea provincia das Alagoas es-
qoeceu-se deseas amigos a quem devora fazer
suaa despedidas, por quanto elle tem um grande
numero de affeigoados, e como que o Sr. Dr.
tem a petulancia de abandonar aeus amigos e di-
rigir-se s raen te as senhoras ?! nio seohor dou-
tor eu nao deixava passar desapercebdo a audacia
de um hornera que quer a (orea representar o pa-
pel de gaiato sem o ser 11 qualquer resposta que
o senhor doutor digne-se responder-me encoa-
trarisempre a sua frente.
O Chimico.
17 de maio de 1861.
Tendo nos lido no Constitucional u.n srtigo,
que, referindo o facto de aer despronuoclado em
recurso Antonio Francisco Lisboa Esteves. ataca
ferozmente a reputago do Dr. Francisco Domin-
gues da Silva, que proferio semelhante deciso,
tratamos de ver esse prosesso, lendo-o com a de-
vita att^ngo, para emittirmos o nosso juizo i
semelhante respeito, o que pisemos a fazer com
toda a calma.
Antes porem de entrarmos na analyse delle,
seja-nos licito dizerque o Constitucional mali-
ciosa e inexactamente declarou no principio de
seu artigo, que Estoves fra preso em flagrante
delicio por crime de homicidio perpetrado e pro-
nunciado como tal; por quanto do processo cons-
ta pela nota cons^tucional qne tora elle preso
por crime de espaocamento e nao pelo da morte
de Regs.
No proceso juraram de vista tres testemunhss
que Estoves for a o autor dessa morte ; mas olo
ou nove dizem o contrario e que fura Raymundo
Rodrigues dos Santos, sendo urna dessas o orde-
deRanga do Dr. chefe de polica, que, assim co-
mo outros, presenciou tudo. Alm disto Ray-
mundo se aprsenla com as restes salpicadas do
sangue da victima, aterrado, ioquieto e talvez
arrependido e penetra a casa terrea n. 6, e deita
abaixo urna grade de pao que encontra e sahe ;
e procurando azilar-se em urna casa ah eonfessa
o facto, que acabara de praticar, sem ser talvez
sua intengio roubar a existencia de seu seme-
lhante; igual confisso faz a outros ; tudo isto
esli escripto nos autos, que aubiram em recurso
conclusio do Dr. Francisco Domingues.
Ainda mais se encontra dos autos ; v-se a de-
claragio que fazem tres respeitaveis cidados os
Srs. visconde de Camaragibe, bario do Lirra-
meoto e coronel comraendador Manoel Jos da
Costa, que afflrmaram have-los procurado Ray-
mundo, que confessando ser o perpetrador da
morte de Regs, Ihes pedia proteego.
V-se igualmente dos autos que apenas se deu
a terrirel puntillada em Regs, innmeras rozes
anp*roceram inmediatamente, indignando como
autor della a Angelo e depois a Raymundo, e em
lerceiro lugar a Esleves sem duvida por calculo
poltico, em cujo desenvolvimento nio queremos
entrar, por ser nosso nico fim descrever o esta-
do do processo, para demonstrar a injust'.ga e
sem razio do Constitucional, quando acousa o
Dr. Francisco Domingues pela deciso que pro-
ferie.
Ora, sendo Uto o que conten o processo, a cu-
jo exame procedemos com reflexo e prudencia,
qual devia ser o procedimento do Dr. Francisco
Domingues? O qae tem elle e nohum outro.
Mas o Constitucional, querendo queoa juizes ta-
tisfacarn suas exigencias a plano! espalbando
previamente o terror*e amelgas, nio o cum-
primento de seus sagrados doveres, atac desa-
piadadamente a reputagio de um registrado,
que couveucendo-se da tnnooeaele de Estevas
comprorada nos autos, tere a coragem que deve
sor latironte aun juiz, da dcsproouacta-to a de
apartar-ae dessaa exigencias.
Atada a Cartstitasianai ais adianto osla qae
3ue o Sr. visconde de Csmaragibe viassa- a juio
por eotM o facto de se Iba apreaeotor Mer-
aauaso, pediudo.prelocge, sabaneo sor sato asa
pairaoha. cujo Ral tenda & Uvrar Retares deass
graro iarputacio; entretanto quo se nao toas-
brou qne es Srs. bario do Livrameato a com-
msadador Cosu tambem vieram a-Jatto a fia-
na iguaei declaragoes ; qusrerian sales Isjq
A seo car breto. Cans49 sor arroba
Dosconto de letras10 e 17 0|0 ao auno.
sjf Leal SevePresidente.
Frederico Guimariessecretarlo.
202:211959
13.9835860
Rendimento do dia 1 s 17.
Idsm do dia 18. .
216:194*890
Hovlmenta ata IfaaalejKa.
Yolumes entrados cora fazoadas..
> com generas..
Volamos sahtdos
a
426
------513
com fazendas.. 36
com generes: 423
------459
Descarregam hoje 20de maio
Barca porlugueza Gratidiomercadorias.
Barca ingleza John Martinidea.
Brigue inglezGowardcerveja e tosca.
Patacho iagtecEamelybaealhad.
Barca americana Elf farinha de trigo.
Brigue brasileiroDamiodiversos gneros.
Galera francesa Raanl cemento.
Importaba.
Polaca hespanhola India, vinia de Montevideo,
consignada a Aranaga Hijo & C. maoitostou o se-
gunte :
5,008 qunlaesde carne de charque ( pesohes-
panhot, ) o 37 euros seceos de cobertura ; a or-
den.
Polaca hespsnhola Cronometro, rinda de Mon-
tevideo, consignada a Araaaga H jo & C., ma-
nifestou o segunte :
2,900 quiotaes hespanhes de carne de charque,
e 90 couros seceos de cobertura ; a ordem.
Eportaas>.
Do da 17 de maio.
Brigue portuguez Margarida, para Lisboa, car-
regaram Barroca & Medeiros, 400 saceos com
2,000 arrobas de assucar.
Brigue inglez lohn Ilaley, para o Canal, carre-
garam James Ryder &C. 300 saceos com 1,500
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Cramozina, para Lisboa, car-
regaram Maraues Barros & C ,11 birriquinhas
com 22arrobas de assucar.
Ueccbedoria te rendas internas
ajeantes ale Pernambucn.
Rendimento do dia 1 a 17. 16:618*590
dem do dia 18.......1:449*470
18:068O6
Consulado
Rendimento do dia 1
dem do dia 18. .
provincial.
a 17.
38:4715012
1:3199583
89:7900595
^Nominal.
por
Publicages a pedido.
Para o Sr. Dr. Jos Quinlino de Castro Leo
ver: attendite, el videte.
Publiquem-se o officio do presidente, e a infor-
macao do chefe de polica.
Eis o officio do presidente da provincia, e in-
formago do S. Dr. chefe de polica da provincia
do Rio Grande do Norte, de que fazia cavallo d
batatha o Sr, Dr. Jos Quinlino, quaodo cons-
tantemente insolentemente affirmava aos seu<
pseudos amigos do Sjri J, antes de sua partida
para o Brejo da Madre Deus em Peruarabuco, que
havia com tal resposta pdr a luz meridional, o a
censura de todos, as culpas, e prevaricages do
pequenino, e frsco dolegado de polica do ter-
mo da villa do Principe do Sirid.
O publico sensato, jusliceiro como avalie, e
aprecie vista de taes documentos as prevarica-
ges muitissimas do Exm delegado da villa do
Principe, de que tanto alardeava o Sr. Dr. Quin-
lino, e a sem razo com que incesaanlemente lha
imprestava culpas, embora esse crapregado pu-
blico nao vendesse a justiga por dinheiro, e ou-
tras cousinhaa denominadas pecbinchaque ale-
grara a vista, e adogo a bocea dos magistrados
corrompidos, que sabem ptimamente contem-
porisar-se cora as circunstancias das cousas, tem-
po, q lugar com menospreso da luz, robusteceu-
do desl'arte os crimes, e criminosos, como bel-
lamente testemunhou a infeliz comarca do Se-
ndo, que em ana estrs teve o infortunio de
possuir ura magistrado tal, nio se pejando entre
tanto ao tempo de retirar-se da mesma comarca
de extorquir com suas insinuages, e empeoho,
das cmaras municipaes do Principe, e Acary,
dous officios de feliciiac.de!, e agradecimento,
pelos seus bons servigos prestados a comarcas
quando elles s pdem n tainas deslustrar aquelle
serventuario publico, que infelizmente a magis-
tratura possue, quando o publico sensato ti ver
sciencia do moto poriue foram adquiridos taes
officios, os quaes j tiveram publicidade neste
Diario em o n. 21 (5*2 de Janeiro.)
A trra seja leve a esse homnculo de figura
hysotica, que immerecidaroente representa um
papel na Ilustre sociedade brasileira.
Joaquim Apollinario Pereira de Brito.
2a Socgo.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 17 de oulubro de 1860.
Com a copta inclusa da informago ministrada
pelo ebefe da polica era data de hoitem e sob n.
812, respondo ao officio que Vm:. me dirigi
em 28 de setembro prximo passado, na parte
relativa a dous presos qua ficaram na cadeia dessa
villa.
Deus guarde a Vine. Jos Bento ds Cuoha Fi-
gueiredo Jnior.
N. 812.Rio Grande do Norte.Secretaria da
polica, 16 de oulubro de 1860.
lllm. e Exm. Sr.Em cumprimeoto ao res-
peitavel despacho de V. Ex -., exarado em 5 do
correte moz no officio, que, em dala de 28 de
setembro ult'mo, dirigi i V. Exc. o Dr. juiz
de direito da comarca de Serid, informo que o
delegado de polica do termo da villa do Prin<-
pe, de quem trata o mesmo Dr. juiz de direito,
deixou de conduzlr os dous presos quando veio o
mez passado para esta capital coa o destacamen-
to, que escoltou varios presos que ji lireram
destinos por motivos que eu repulo plausiveis;
uanto um dos presos (o condemnado} deve-
mesmo (kar, visto que o Dr. juiz de di-
reito em sua sentengt ordenou que elle eumprls-
se a pena na cadeia do Principe, e o 2* est absol-
vido e a espera de entrlr outra vez em julgamen-
to no caso de nio ser Confirmada a sentenga de
absolrfcao, parecendo escusado obriga-lo a ama
viagem forgada, comd a que fez aquella autori-
dade, devendo mais notar a V. Etc., que um
dellea ji homem velho, e nio resista a viagem.
Deus guarde a V. Exclllm. e Exm. Sr. Dr.
Jos Bento da Cunha Figueiredo Jnior,presi-
dente da provincia.O chefe ds polica Jaime
Carlos Leal.
Conforme.Serrindo de Ricial raaior, Carlos
Joaquim Pires de Vasconcellos. _________
PRACA DO RECIFE
18 DE .11 \IO DK 181.1.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Sobre Londres 26
d. por liOOO.
Paris-368 rs. p. f.
Hambnrgo 685-M B
Lisboa 108 a 110
por cenlo.
Rio n Janeiro del/2 a 1
cenlo de descont.
Algodio-----------Vendeu-se de IfMO a 8>700 rs.
por arroba, e da Parahiba a
8J600 rs. posto a bordo. Nao
harendo rendas do de Ma-
ce.
Assucar-----------Ooranco rendeu-se de 3J0OO
a 4$O00 rs. por arroba; o so-
menos de 2$800 a 29900 rs.;
raascavado purgado de 20400
a 2g500 rs., e bruto a 2$000 rs.
As ultimas do da Parahibt, bru-
to, efecluaram-so a 2JII75 rs.
por arroba posto a bordo, e do
de Maceia 2(250 rs.as mes-
ma condigo.
Couros- Os seceos salgados renderam-
se de 190 a 200 rs. por libra.
Azeitc doce------- Vendeu-se a 3$000 rs. por ga-
lio.
Bacalho----------Retalhou-se de 2$ a 10* rs.
por barrica, QcanUa em depo-
sito 5,500 barricas.
Baldas As que chegaram ltimamente
nao eslao em bom estado.
Cofe-----------------Vendeu-se da 6p a 7j rs. por
arroba.
Carne secca-------A do Rio Grande rendeu-se de
2>00 a 3*200 rs. por ar-
roba, e a do Rio da Prati de
2j>200 a 2&600 rs., Ocaodo em
ser 103.500 arrobas daprimei-
ra, 41 000 da segunda.
Carvio de pedra dem de 14 a 17$ ra. a tone-
lada.
Cerveja- Idera de 3$600 a 69OOO rs. a
duzia de garrafas.
Chi Ha falta, tondo-se rendido o
hyson a 2*200 rs. por libra.
Farinha de trigo. O carregamento do navio Elf,
precedente de Philaielphia,
constando de 2,700 barricas,
rendeu-se em atcalo de
23$500 a 25$000 rs., por coo-
ler tres marcas differenlea. Re-
talhou se de 26$ a 28 rs. por
barrica de Richmond, de 26* a
28 rs a de Philadelphia, a
32 rs. a de Trieste, e a 11
rs. a de sacco de 100 libras do
Chile, lcan.10 era ser 8,600
bJrrlcas e 1,800 saceos.
Genebra Em frasqoeira rendeu-se de
56O0 a 5*800 rs e em botija
de360a370rs.
Massas-------------A ultima renda regulou por
f>000 rs.
Oleo de linhaga-Vendeu-se a 1$400 rs. por ga-
lio.
Passas------------dem a 8*000 rs. a caixa.
Louga--------dem com 3 por cenlo de pre-
mio sobre a factura.
Haoteiga Aioglez vendeu-se a 700 rs.,
e a franceza a 570 rs. pot libra.
Toucioho-------Vendeu-se a 9*003 rs. por ar-
roba..
Vendeu-se de 110 a 120*000
rs. a pipa.
O de Mediterrneo vendeu-se a
220$ rs. a pipa, e o de Lisboa
de 260 a 30J a dita.
Velas-------------As stearnas vendeu-se a 730
rs. a libra.
Descont--------O rebate de letlras regulou de
10 a 17 por cento ao anno, dis-
cootando a caisa filial cerca de
300 contos res a 10 por cento
ao auno.
por qu
ra li
COMMBHCMO,
Praca 4o Recife 18 de
jnaio de 1861.
iVs tres Uoras da Ute.
Ctotajaaes afilo latera.
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem rentos......
idemdeebra;eortidos .
2. ** s*......
poces seceos......
Jdem eagetoiaou maesa .
Wem em calda. .
fe**** grandes. '.
dem pequeos.....
Estotras para torro ou estira de
nono.....
Estoupa nacional .'.''*
Farinha de mandioca. .
Ideas, da atnrata ...'.'
Feijio de qualquer qualidade".
Frochaos.......
Pumo em folha bom.
dem ordinario ou reatoho.
dem em rolo bom .
dem ordinaro restolho. ". \
Gomma........
Ipecacuanha (rali) .
Lenha em achas.....
Joros........
Lenhas e esteios.....
Mel ou melaco......
Milho........
Pi brasil ......
Pedrs de amolar .
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassara. .......
Puntas ou chifres do raccaa e
norilhos ;
Pranches de amarello
dous custados. .
dem louro.....
Sabio........
Salsa parrilha.....
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta .
Taboas de amarello .
dem diversas ....
Tapioca......
l'raves.......
Unhas de boi .
Vinagre
liara
a
>
um
libra
>
a
um

cento
arroba
Jqueire
arroba
a
m

>
a
a
arroba

cento
a
am
caada
arroba,
quinta]
urna
a
a
raolhos
. cenlo
195
25
HfDOO
1*000
58
4fOOO
2f0oor
206069
18600
1*500
6g00O
IfOO
5fceo
166W
8fOOO
lajeoo
6$06O
3*004
2509OO
2J400
llsW
MJ00O
250
fM
100CO
ato
4fp6ft
1$20
20
de
urna
libra
arroba
a
ama
duzias
a
arroba
urna
cento
caada
16*66
8000
141
26$O80
104*500
76906
3*200
10*000
S320
9280
Alfandega de Pernambuco 18 de maio de 1861.
O primeiro conferente.Jos Ferr ira da Cos-
ta.O segando conferente, Jos Affenso Ferreir
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 18 de
maio de 1861. Barros.
Conforme Joo Jos Pareira de Faria, ler-
ceiro escriturario.
MoYimenlo do porto,
iVacto entrados no dia 18.
Portos do norte7 oas, vapor nacional Oyapock
commandante o capitao lente Antonio Joa-
quim de Santa Barbara.
Philadelphia 36 das, barca americana Elf, de
328 toneladas capitao E S. Penckaey, equipa-
gem 11, carga 2700 barricas com farinha do tri-
go ; a Rostroo Rook-ir 4) C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Aracatyhiate nacional Nicolao I, capitao Pedro-
Jos Francisco, carga vanos generes.
Antoninabrigue nacional Afana Rosa, capitao
Manoel C. de Araujo Franca, carga assucar.
Cmalbarca ingleza Fleelming, capitio I. Muo,
carga assucar.
i aje ~r* e~5

Cb
01
B
Horas.
n 2
klhmosphera

I Direcgao.
-o
8
o
I
Intensidade.
^
s
00
Fahrenhtit.

c.
00 o>
3
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Centgrado. 3
8 S -
XHygrometro.
O A.
I Cisterna hydro-
metrica.
O ^a
"00 s
"00 os
I
Praneex.
00
3
w
2 "S
o
o
os
Inglez.
O
ea>
o*
<
si
ae
I!
A noite clara com alguns nevoeiroe, rento SE
regular e assim amanheceu.
OSClLACtO DA BURE'.
Preamar as 11 h. e 6' da manhia, altura 6.4 p.
Baixamar as 5 h. e 18' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 18 de maiu>
de 1861.
Rouaxo Stepple,
1o tenente.
Vinagre -----------
Vinhos------------
Cambas sabr o {
descont a t&'i
Jenoiro-lie iOaldef.
i rista.
Paula dos pregas
deexportag&o. Setnan* *
de maio < .
Mercadorias.
Abanos.....i .
Agurdente de cana. .
dem restilada e do reino .
dem caxaca .*....
dem gonebra.....
dem alcool ou espirito
agurdente .....
Algodio em caroco .
dem em rama eu em li. .
Arroz com casca ....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascarado .
Idora branco.....
dem refinado. ...
Azeite de amendoim
dobim.....
dem de coco......
dem de mamona .
Batatos alimenticias .
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina........
Gaf bom.....i
dem escolha ou restolho .
Idsm torrado......
Caibros........
:V6la> o
dem branca......
Cama ascca enarque. .
Carreo rosjetel......
Cera do carnauba em bruto. .
Mas dem am Tolas. ... .
Charutos.......
CoCMsMCM. ......
dos gneros sujeitos <*' uos
' 2a a 25 do mez de
Unidades. Valores.
. cento 15*000
. caada 560
a $560
a 300
a $560
de

. arroba

a

... a
... a
... a
oujmon-
. caada 2000
... 28500
... a 1$600
arroba l0O0
Edilaes.
De ordem do lllm. Sr. inspector da alfan-
dega se faz publico que no dia 21 do correte,
depois do mein dia, se ha de arrematar em basta
publica i porta da mesma repartirlo, de coofor-
raidade com o disposto no art. 301 do regola-
ment, urna caixa da marca M L 4 C n. 1,448,
coro 600 pares de ehinellaa de lia'com avariade*
agua do mar, no valor de 600 rs. por cada par.
viodas pelo uavio francez Berth, entrado em 6*
de margo do aono prximo passado, e abandona-
das aos direitos por Monteiro Lopes & C, seod
a arremata;ao livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 17 de maio de 1861.
O 4. eserpturario,
Joaquim Albino de Gusmao.
O lllm. Sr. iaspector da thesouraria provincial
em cumplimento da resolucio da junta de fazen-
da, manda fazer publico, que a arrematacio das
casas do patrimonio dos orpbios anonadadas
para o dia 19 do crrente foi transferida para o
dia 27 do mesmo, devendo as habililaces seren
julgadas no dia23.
E para constar se tnandou afiliar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da theaouraria provincial de Per-
nambuco, 17 de maio de 1861.
O secretario,
A. F. da Aononciagio.
Por ordem do Sr. inspector da alfandega g&
faz publico, que no dia 18 do correte depois de
meio dia, se levar a hasta publica para ser ar-
rematado por quera mais der 100 caixas *azi<>
com a marca A & C, vindos de x;ioa na barca
portugueza GmUMv, as quaes conlinhara batatas
o mao estado abandonadas palos consignatario*
Luiz Jos da Costa Amorim & C.
Quarta seccao, 17 de maio de 1861.
O 3* eserpturario,
i Joao Jos Pereira de Parias.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 de junbo p. p..
manda fazer publico, que ao da 23 do corrente
se ha de arrematar peranto a junta da fazenda da
mesma thesouraria, a qaem por menos fier, a
impressoes dos trabalhos das repartieres provin-
cia es, a saber :
Thesouraria e repartieres qne lhe sio
subordinadas ...................... 1:495900(1
Secretara da assembla, dita do go-
verno, obras publicas, secretaria ge
ral da iostrurcio publica, Grmnasio 2:80000O
As srreraaticSes serio fetas per lempo de um
anno, a contar do ls' de julho prximo futuro a
30 de junho de 1862
As pessoas quo se propezerem a estas arreaa-
tacoe, comparecem na sala das sessdes da mes-
as junta, no dis cima indieado, pelo meio di.
cam anas propostas em cartas techadas.
E para constar se mandn afiliar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de maio da 1861.O secretario,
A. F. 'Asnedsete.
Declarares.
Cnssnlms sulmimlaiirmtiiro.
O eoaaelha sdmiaistrslro, para fcraectmeato.
anal de guerra, tem da comprar os obiec-
0 eoaeeihe admiaiatfeUro, para taraectmeati
4 arsenal de guerra, tem de comprar os objec
tos seguintes;


tn
TV
DIAMO DI PUUIBMUQ& U. SEGUNDA fI*U M) *tMAJO DB l'Ml.
' Pan o Ubcico de diversas obras.
3,000 taras de b'ritn.
Quem quizer vender Ues objectos, aprsente as
anas propostas em carta,rochada, na secretaria do
onselho, s 10 horaa da maoba do dia Sido
correte nez.
Sala das aessoes do conselho administrativo,
par foneelmento do arsenal de guerra, 3'de
maio de 1801.
Benlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joijuim Pereira Lobo,
Coronel vogl secretario interino.
Cooapanhia do Beberibe.
O Sr. caixa da companbia Manoel
Goncalves da Silva acha-se autorisado
a pagar o 26 dividendo na razSo, de
3200 rs. por apolice, conforme fot de-
liberado em assembla geral dos Sr.
accionistas.
Ecriptorio da companhia 17 de maio
de 1861.O secretario, Manoel Gentil
da Gesta Aires.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A lllma. junta administrativa da santa casa de
misericordia do Recife. manda fazer publico que
ninguem faca transaegao alguma acerca das ca-
sas os. 35, 37 e 45 da ra da Cruz, outr'ora os.
17, 18 e 22, que foram do finado Bento Jos Fer-
nandas, e lem estado na indi ida posse de Feliz
da Cuoha Teixera dos hesdeiroa de francisco
Antonio DurSo, ?i;to como pretende a mesma
junta fazer respeitar o direito que tera em refe-
ridas casas e beos daquelte finado.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 15 de maio de 1861.0 escrivo,
F. A. Cavalcanli Cousseiro.
Caixa filial do banco do Brasi]
em Pernainbuco.
Por ordem da directora e em cum-
pr i ment do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data,a
ubstituicao das notas de 20# da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacam e tomara saques sobra as pracas do Rio
de Janeiro e Para.
Correio geral.
Relaco das cartas securas rindas do norte
pelo vapor Oyapock, e das existentes nesta
administrado, para os senhores abaizo decla-
rados :
D. Aona Francisca Leal.
Desembargador Andr Bastos de Oliveira.
Aires & Lima.
Antonio Cesarie Moreira Das:
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Antonio Francisco Correia Cardoso.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeiro.
Barros & Silva.
Dingo Jos da Costa.
E. A. Burle & C.
Fereira & Mathias.
Fragoso Si Valle.
ro.o Prsr,risco Joo de Azevedo.
Francisco Radien.
F. Sauvage & C.
Francisco Xavier da Fonseca Coutioho.
Gmmaraes & Carvalho.
Herculano de Andrade Pessoa.
Henrique GiDson.
Joaquim Olynto Bastos.
Joaquim Pereira Arantes.
Joo Baptista Fragoso.
Jooo Luiz Vianna.
Joo Pedrira de Cerqueira.
Joo do Reg Lima & Irmo.
Jos de Barros Accloli.
Jos Gomes da Frota.
Jos Luiz da Coala Rocha.
Jos Nunes de Paula.
Jos Rodrigues Coelho de Macedo. -
D. Maria Soares de Albergara.
Maia Irmaos.
Miguel Soares e Silva.
Miguel Joaquim da Costa.
Moili A Irinos.
Marcelino Jos Goncalves da FoDte.
Manoel de Barros Barreto.
Dr. Manoel Jos Pereira Mello.
Manoel Gongalves da Silva ().
Prente Vianna & C.
Romualdo Alves de Oliveira.
Raimundo Carlos Leite 4 Irmo.
Theodoro Thado d'Assumpco.
Trajaoo da Costa.
'* Tomam parte mSn. Raymuno Yi cante e*
Carmela.
, Comeen! s 8 horas;
Aysos martimos.
Maranho
segu por estes diaV palhabote Garibaldi,
tem a maior parte do carga prompU ; a tratar
com Tasso Irmaos.
Para Lisboa.
Sahe no dia 26 do corren te
a muito veleira e bem conhe-
cida barca
para o resto da carga e passa-
geiros, tra-a-se com os con
signatarios Carvalho, Noguei-
ra & C*, na ra do Vigario n
9, primeiro andar, ou com o
capito Borges Pesaua.
Porto.
Segu at o dia 31 do corrente a veleira e bem
corhecida barca portugueza aSympalhia, porter
jengajada sua carga ; recebe passageiros so-
monte, para o que tem com modos excellentes -
para tratar, com Bailar & Oliveira, na ra da
Cadeia do Recife n. 12.
_
LeiKfes.
ra 21 do coi
nhaa, no armazem
cadinha.
largo de ama por-
ta peixe: terca-fei-
10 horas da ma-
de Tetxeira, na es-
LEILAO
Terca-feira 21 docerrenteas
11 horas em ponto.
DE
SASA.
Rio de Janeii'o
sahe imprelerivelmenle no dia 23 do corrente o
brigue nacional Seis Irmaos, recebe eacravos a
fr.-te ; a tratar com Azevedo & Mende?, ou com
o capito na praca,
COMPANHIA PERMBICAM
DB
Navegaoao costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os porlos do sul no dia 20 do cor-
rele mez as 6 horas da tarde. Recebe carga al
o da 18 ao meio dia. Passageiros e dinheiro a
rete aleo da da sabida s 3 horas : escriplorio
no Forte do Mallos n.l.
O agente Camargo fara' leito de
urna casa terrea na ra de Hortas n. 6,
chaos propiios, quintal murado," cacim-
ba, boas salas, bons quartos, os Srs pre,
tendentes podem dirigir se ao mesmo
agente para ver a escriptura e informa-
ees.
LEILAO
Quarta-feira 22 do corrente
as 11 horas em ponto.
DE
Urna taberna.
Jos Francisco Ferreira fara' leilo da
sua taberna na ra Nova n. 50, por in-
tervengo do agente Camargo, consis-
tindo da armacao, balanca, gneros,
candieiros de gaz, registro e outros ar-
tigosque existem na mencionada taber-
na : no mencionado dia as 11 horas em
ponto, a qual ra' a retalho ou englo-
bado a vontade dos compradores.
ltimamente, ehegada, 2 nolha e 1 cavallo
propvio para carro, as 11 horas do dia cima
meleionao, na praca do commercia tan frente a
asa dos Sr. Saunders.Brolhers & C.
Leilao
Quinta-fceira 23 do corrente.
PELO 4GENTE
O referido agente qulorsado pelo Sr. Joaquim
Alves Barbosa, que se relira para fora da praca
far leilo no dia cima designado e pelas 10 ho-
ras da manha da
Officina de inarcineiria, mo-
vis e tncilios da casa
particular do dito senhor
ao caes do Capib/ribe, casa n. 16, com entrada
pela ra da Imperstrizj:asa n. 29.
CONSTANDO DE
mobiliss de Jacaranda com lampos de marmore.
guarda roupas.commodas, mesas elsticas, apa-
radores, camas, marquezas e muitos objrctos
proprios para casas particulares e outros para
olcina como bancos, tornos e diversidade de
ferrameotas.o que tudo ser vendido sera reser-
va de preco.
LEILAO
No dia 20 do corrate.
Nao tendo-se effectuado o leilo da loja de
| calcados n. 1 da ra Nova, por circumslaneias,
de novo annunciada, nao s as mercadorias na
mesma existentes, como tambem o predio onde
existe a dita loja.p bem assim as dividas da mes-
ma, ludo pertenceote a massa fallida de Francis-
co Antonio do Reg elfo, a requerimento dos
curadores Oscaes e despacho do Exm. juiz espe-
cial do commercio, as 11 horas em ponto, na re-
ferida loja. '
W(D1
LarodaPentaa _
0 proprietario deste armazem par-
LEILAO
DE
Urna taberna.
corrente.
por mandado
Para
THEATRO
DE
Santa Isabel.
10
EIWPREZA-GERMANO".
RECITA DA ASSIGNATRA.
Terca-feira 21 de maio.
Subir 5 scena pela primeira vez ueste ihealro
o ezcellenle e magnifico drama em 5 actos, ori-
ginal francf7.
ULTRAGE.
PERSONAGENS.
Jacques d'Albert...... ........ Germano.
De Bnves, ju!z inquisidor...... Nunes
Raymundo de Brives........... Vicente
Ral de Brives................. >alle. '
Latrade, negociante............ Thomaz.
O Dr. Lemarchanl.............. Raymundo.
eHessiores.................... Campos.
Jos, creado de Latrade........ Leite
Uro creado .................. SaDta Rosa#
A Sra. Latrade...... ......... D. Julia Gobert.
].nn2 f^l *"' tlU...... D Maooela
r. ;,f^C0rney........... D- Carmela.
rC.?.a.1.".......'I........... D- Jei.
Convidados, creados, masica. ele.
poca actualidades
A empreza nao tendo por coslume tecer elo-
8108 *os dramas que tem felto representar, Dio
n?2T.l-1,0xde,,,"r Pr0Tenlr o publico ue
o ULTRAOE lalvez urna das melhorea compo-
eicoea modernas de autor francez, que poaaue em
eu repertorio.
O publico apreciador oinlgar eSt^Wm gos-
to, imparcialidad^ e jostica, que tanto o distin-
guen!.
Terminar o tspeclacuio cosa a TnUre
comedia a nm acto, ornada de couplets,"
Os liilhelwde lotera,
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias por j ter parte do seu
carregamenloa barca nacional Castro III ; pa-
ra o resto que anda falts, paasageiros e escravos
para os quaes tem commodos excellentes, trata.
se com os seus consignatarios Pinto de Souza
Bairo, na ra da Cruz n. 24, ou com o capito
na praga.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiale
Santa Anoa : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia o. 82.
ILHA DE S. MIGUEL.
O pala-ho portugus Lima, de primeira mar-
cha segu al o dia 10 de junho, ji tem o seu
carregimento promplo ; e para passageiros, pa-
ra o que tem excellentes commodos, trata-se
com os seus consignatarios Joo do Reg Lima
& Irmo.
Rio de Janeiro
segu com a maior brevidade o patacho nacional
Social por ter j engajado metade de seu car-
regamenlo. e para o resto trata-se com seu con-
signatario Manoel Alves Guerra, na ra do Tra-
piche n. 14, primeiro andar.
MEA
o Rio de Janeiro
A veleira e bem coBhecida barca.nacional A-
rflelia pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento promplo ; para o res-
to que Ihe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & Mndes no seu escriplorio ra
da Cruz n.l.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguirjcom muita brevidade o veleiro e
bem conhecido brigue nacional Damao, lem
parle desea carregiment prompto : para o res-
to que lhe falta, trata-se com os seus consigna-
tarios Azevedo & alendes no seu escriplorio ra
da Cruz n. 1.
Quarta-teira 22 do
Costa Carvalho far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr juiz especial do commercio e a re- i
quenmento de Antonio da Silva Barbosa Ferro
da taberna ds pateo do Tergo n. 28 de Henrique
Amante Chaves, no dia cima as 11 horas em
ponto a vontade dos compradores.
Cerveja e conhac.
O agente Hyppoltto autorisado pelos
i Srs. Rothe Rirjoulac, fara' leilao de 50
j barricas com cerveja marca Rass e 50
! caixas conhac, isto por conta e risco de
quera pertencer : terca eira 21 do cor
rente as 11 horas em ponto no arma-
zem do Sr. Annes em frente da alfan-
dega.
ticipa aos seus numerosos fregnezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato aue se *<-h. rmn
vSdgnannorr8n LT'0 de "S 8 melhore8 ue len """ "c.do jor^er sfudelS
viudos porconU propne, vende-os pcenos do que em outra qualqaer part.
Manteiga ingVexa pAeilamcnle or .
mi se far algum aba/imenlo.
r, S*^^^ nova que ha no mercado vende-se a 7S0 rs. a libra.
CUa pcTola, \\yson c preto n. m.Ihn
lA)n. alibn. os melhore. que ha neste
%ful* alguTfb^?n?o.Chegad0S 0e8le UUa, "POr d< EurP' ,60 "
libra U*8SO recentemente chegado e de superior qualidade rende-ae a 6*0
boa aKa .i* ^k"q"e/-m TD?,a este mercad0 Dor ,erem muil fresce e de
boa qf slidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
Bollo francez a 500 rs.
mi. .onH o cartao elegantemente enfeilados proprios para m-
_^ mo, veode-se por este preco nicamente no Progresso. P
Doce da casca de goiana flm ,..,.
a i a_a w em caixoes com 3 I [2 libras vende-se a lacada um.
Bolacninlia insleza
mazem progresso a 3^000 a^arric. e a rDea;ihoa23oersh.aan?ibn.rCad0' ,eDde-Se UDCameDU D0 ""
zVmeixas franeezas
800 rs. a libra, e em bar-
genero a 29500, 2f e
em por-
Ti. a
vende-se a 1)600 rs. cada urna con
libra.
Aysos diversos.
LEILO
,' Jos Epifanio Din ao por si e co-
mo procurador de mais herdeiros de
seu pai Francisco Antonio Duro, par-
ticipam ao publico que ninguem faca
transaccao alguma acerca das casas n.
37 e 45 da ra da Cruz (outr'ora n. 18
Segunda-feira 21 do corrente. e 2.2>' ,,ha do Ngueira, fazendas de
Fr .iAA ., n. ; gado, escravos e mais bns que foram
francisco Alves de Pinho fara' leilao <* Jos Jento Fernando., a quc catao
no seu armazem na ra do Vigario n. na indvida posse da junta admmistrati-
, de uovbeUo sortimento de miudezas va da Santa Casa da Misericordia do
consistindo em fitas, botoes. linhas, agu-, Recife, de Flix da Cunha Teixeirs e
lhas. tesouras, perfumaras, ricos relo- mais herdeiros de D. Antonia Felicia
gios e outros objectos-que se torna des-! de Amorim, pois que sobre ditos bens
necessano mencionar, o qual sera' feito eem os annunciarttes accSo que cor-
re pela primeira vara do civelEscri-
a 480rs. a libra em porfise far algum abatimento.
MarmeYada imperial, A 4K
Liaboa a 800 rs. a libra. rea' de 0Ut^0, mulos fa>caotes da
Latas com bolaeliinhas de soda
differenles qualidades.
Chocolate
mais supe^or que tem vindo a este mercado a 900 rs.
lJbrt em lasde 1 Ubra, a mals non que ha no mercado a 900 rs. a
PCTftB SeCCASa
VVB em condec de g libras p0f 3J>500 fl reUlho b m ^ a bta
Conservas franeezas e inaVezas
das em direitur. a 800 rs. o frasco. E"W"MI ma n <** *V* rem vrn-
Aletria, macarrao e talViarim lfl r. h
roba po; M"B 40 l,b a de orna ar-
Palitos de denle Vivados
rw> a .... em molhos com 20 macinhos por 100 rs.
T oncmVio de Lisboa
a arroba a 9g.
n o muUo n0T0 Tende.se para acabar a 400 rg a ubM<
CUonri^as e naios
a libra.
Bania de porco refinada a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com neixe de nosta
... mrfia* a -| preparado da melhor manaira possivel dasmelho^
laguslinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e d outras mui,
qualidades os melhorea fabricantes de Sao Flix, champaohe das mais acreditadas marca*
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pul
nucado a If agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas franeezas, tructa em calda, azeitomj
Dar tas e outros mullos gneros que encontrarao tudo de sunerioraualidade.
o mais novo que ha no mercado a 380 rs. a libra em barril
que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
mais aira que pode haver no mercado vende-se a
PELO AGENTE
CIMARGO
Convida a todos os seus amigos e fie-
guezes de apparecerem no mencionado
da as 11 horas da manhaa afim de se
sortirem das melhores miudezas que
existe no mercado.
Svao Baptista.
Recife de Pernambuco
de 1861.
18 de maio
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novon. 6.
COMPANHIA P0RNAMBUCANA
Navegado costeira a vapor.
Paralaba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
_OnDorlguara(bt commandante Moreira,
a intnaisaol s**rr |<
dia sa do corrente mez
do norta at Gnnji
45 horas da tarde. Re-
ijs no
carga at o dia SI ao meio da. ocomaen-
1,
Sexta-feira 24 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilo por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio a requerimento dos curado-
res fiscaes e depositarios da massa fallida
de Antonio Joaquim Vidal, de merca-
dorias, movis, escravos, dividas e urna
casa de um andar e sotao na ra Impe-
rial n. 79, no dia cima as 11 horas da
manhaa na ra Oireita n. 1j3, e tam-
bem se recebera' propostas a prazo com
garantas.
UtL&O.
A. 22 do corrente.
Leteljier & C. farao leilao por ioterveoco do
agente Oliveira, do mais completo sortimento de
ferragens e miudezas e de varias fazendas para
fechar conlas
Dentes arteflciaes.
Quarta-feira 22
no seu ar-
do crrante, as 10 horas da manha.
matau., o. r.la da Cadeia do Recife.
LEILO
A 21 do corrente.
Francisco Severiano Rabello & Filho farao lei-
lo por intervengo do agente Oliveira, de 50
"T.8.?6 V}nt0 de Pi ca B&F, ltimamente chegado a este por lo
Terca-feira 21
do do corrente as 11 horaa da manha em ponto.
?!lfc"toI0 d0 "rio do Linimento,
no Forte do Mallos.
LEILAO
3 vaccas larus, 2 ae-
vilhas e 1 cavaUo.
A vmva Jane, dentista, achando-se restabele-
cidai dos seus longos eocommodos de saude vai
continuar a trabalhar por sua arte, e desde j of-
ferece ao respeitavel publico os seus servicos
a mal quer hora do da. em sua residencia na ra
de Santa Rila n. 61, com a perfeico bem conhe-
cidaidos sena numerosos freguezes ; nao rece-
bendo paga alguma de qual quer trabalho tenden-
fll!a>vrle S-m que ff fetos, E especialmente da senhoras. de quom
espera proteccao e preferencia, pela franqueza e
menos a canharaento que devem ter com o trato
aeltcado de urna pessoa de tono/ sexo.
SXWSSM.
A vmva e administradores do casal
de Jo5o Tarares Cordeiro tendo por
duas vezes por este jornal pedido aos de-
vedores ao dito casal para que saldas
sem suas contas, tem passado pelo dissa-
bor de nao serem attendidos, senao por
muito poucos e por isso com bastante
repugnancia se resolver-ara a entregar
aoseu procurador o Sr. Miguel Jos de
Almeida Pernambuco os titulos de divi-
da, afim de pelos meios competentes
promover a cobranca, o que previne
aos mesmos devedores para seu governo.
Recife 18 de mato de 1861,
Leiam todos.
Sabbado 25 do corrente es-
pira o prazo que a viuva Dias
Pereira A C.marcaram a seus
devedores para que Ibes fos-
sem pagar e como o nao que-
rem fazer Tarticipa-lhes que
de segunda-feira 27 em diante
se proceder essas cobraness
judioialmente sem excepgo
de pessoa, e para que nenbum
dos Srs. devedores se julguem
offendido faz o presente para
Aluga-se,
urna casa terrea na ra da Calcada : a tratar na
ra do Queimado n. 53.
Aluga-se o armazem da ra do Trapiche n.
4 ; a trUr no primeiro andar, escriplorio de
Scotl Wilson &.C.
Vende-se um silio na estrada de Joo de
Barros ; a tratar na ra da Madre de Dos n. 9
loja de fazendas.
Precisa-se comprar urna roseta de brilhan-
les: a tratar na ra estreita do Rosario n. 4.
O abaixo assigoado comprou ao Sn Manoel
Florencio Alves de Moraes a sua loja de fazendas
sila na ra do Queimado n. 41 ; se alguero se jul-
gar com direito a mesma, baja de roclamar no
espac.0 de 4 dias, a conlar da presente dala. Re-
cife 20 de maio de 1861.
Jos Joaquim de Pinho Hendooca.
Ha urna pessoa a bordo do patacho porlu-
guez Lima que deseja fallar ao Illm. Sr. Anto-
nio Vidal de Lameiro, e por nao saber onde re-
side, roga ao mesmo senhor tenha a boodade dei-
xar urna caita no correio para por ella ser procu-
rado, isto nao querendo ter o iocommodo de ir
a bordo.
Esl fgido desde mez de abril prximo
Ando, o moleque Dionizio, crioulo, de 16 annos
de idade, estatura pequea, corpo secco, cor nao
muito preta, um dos dentes da frente -quebrado,
testa larga e formando cantos na direccao das
fontes, beigos grandes e dobrados, bem fallante
e com grande desembarazo, expedito no andar,
muito vivo e intelligente ; consta que ella tem
dito a algumas pessoas que forro, e suspeita-se
que como tal nao tenha aido admettido ao servi-
co de alguem : quem o pegar e levar a ra do
Camaro n. 5, nesta cidade, ser bem recom-
pentado.
Aluga-se urna escrava para casa de pouca
familia : na ra do Hospicio n. 61, casa terrea.
Aluga-se om primeiro andar sito na ra da
Cruz n. 29 : a tratar uo pateo de S. Pedro n. 6.
Precisa-se de 5:0003 a premio, dando-se
por garanta urna propriedade em boa localidade,
e esta livre e desembarazada : quem quizer an-
nuncie para ser procurado.
no largo do
-.------j* aio-uia. atacomman- y^' v viciuiive yuvuumuiou; u prsenle para
h*u"^-l^Swi?m& Tfrca-fera 21 do oorrente .W-chegue ao eonhecimeno
^:'-' I nata Pinto farlaiUo A ... .-^__I da tnrlns
C siente Pinto toraisiUo de 9 nnaa urinas' de todos.
Cera de car-
nauba
da melhor que ha no mercado ; vende-se por 8#
a arroba; no armazem de Moreira & Ferreira,
ra da Madre de Dos n. 4.
Millio novo,
saccas grandes
yonde-se nicamente no armazem de Moreira
& Ferreira, ra da M.jre de Dos n. 4.
. Farinha de
mandioca,
Vende-se por meaos do aue em outn qual-
Farello a quatro
mil rs.
Naloj: leouro,
ra fyjfmitgL n. 2 C,
Vndem-se cintos dourados muito rico
sanbora, pelo baralissimo araco i* 4J.
idol recont-
hciscfl
para
Queijos do vapor
a 1#800 e 1#500, esperma-
cete a 720 rs.,
e em caixa de 25 libras a 680 rs.
Panizo, taberna da estrella n. 14.
Furto.
Furtaram na noite do dia 15 para 16 do corren-
te diversos objectos de ouro pertencentes ao abai-
xo assigoado, sendo taes obras o seguinle : urna
pulseira, quatro auneloes, sendo um com pedra e
outro com urna mola, tendo dentro una tranca
de cabellos, e dous lisos, um par do brioeos feitos
no Porto, e mais outras obras, isto argolas e
rosetas: pede encarecidamente aos senhoresou-
rives e a toda e qualquer pessoa a quem for offe-
recido taes objectos, o obsequio de apprebende-
ren? -nos eleva -los casa do mesmo abaixo as-
sigoado, na praia do Caldeireiro n. 24, taberna
qne sero recompensados.
Jos Manoel Ferreira GuimarSes.
Atten^o.
Deseja-se saber se anda existe nesta provincia
ou se j fallecido Jos Antonio de Souza Frei-
tas, subdito portuguez, para se fazer scieote a
pessoa de sua familia ; roga-se a quem delle sou-
ber, o favor de dar noticias no escriplorio do F.
S. Rabello & Filho, que se lhe ficar agradecido.
Aluga-se a loja do sobrado n. 37, sito na
ra do Imperador: a tratar no Mondejo, casa do
fallecido commeodador Luiz Gnmes Ferreira.
Pede-se aos Srs Francisco Jos do Amaral
e Jos Honorato de Medeiros, moradores fon
desta praca, que queiram dirigir-se a ra do Cres-
po, loja n. 8, ou declare sua morada para serem
procurado.
Arrenda se a propriedade da ilha da Lame-
nha, situado eotre a barra de Seriohem e a Ga-
mella,com casa de vivenda, salioas.bastanles co-
queiros, e estenso terreno para todas as quali-
dades de planlaces: na ra do Cabug, loja nu-
mero 19.
AGB ADEMENTO.
Forte lnflanimacAO do baco
Incpellido pela gratido a mais sincera, e em
abono da pura verdade, vou agradecer ao Sr. Ri-
cardo Kirk. ecriptorio ra do Parto o. 119, pelo
feliz curativo que acabo de receber por meio do
suas chapas medicioaes, fleando perfeilamente
bom em menos de 40 das, de urna forte inflatn-
maco do bago, de que ha mnito tempo padeca,
eda qual estava j desengaado de alcancar me-
lhoras.
Aceite, pois, o mesmo senhor meus fracos elo-
gios, sendo certo que a lo precioso remedio de-
vo hoje a minhasiude.
Joaquim Caetaoo da Silva Campolina.
Queluz, provincia de Minas-Genes.
Quem liver contas contra a galera dinamar-
queza Himalaya, capilo B. G. Bendixen, far
o favor de as entregar nestes tres dias, da data
de hoje 20 de maio, no consulado da Dinamarca,
ra do Trapiche n. 18, fleando certos que depois
deste tempo nennuma reclamado ser attendida.
Aluga-se o terceiro e quarto andar com so-
lio a cozinha da ra do Trapiche o. 18, junto ou
em separado, seconvier; tambem se poder ven-
der a mobilia a irem de cozinha ; a fallar no es-
criplorio da mesma casa.
Graixa n. 97 a nica ver da de ira
em barricas de 15 duzias : na casa de
James Crabtree &C, ra da Cruz nu-
mero 42.
Vndese um carro de rodas
com arreio para 2 cavillos, proprlo pa-
ra familia por ser bastante largo e nel-
le poder sentar-se quatro senhoras sem
machucarem seus vestidos e nem que-
na seus baloes, para ver e exami-
nar na cocheira do Sr. Quinteiro na ra
Novaepara tratar com o agente Vicen-
te Camargo na ra do Vigario n. 10.
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente plano e
un* traites : na ra Imperial n. i.


*-

D1A1I0 M MlNAflBGCO. SIMADA FURA SiUJMOM ii.
=
4 Fm* pf*"M le ensiMde con Celia reanl-
xaeo a fallar, escrem e traduzir as lingual ingle-
zae franceza com exercic da coditMClo i po-
ciaado de ambos 01 sexos, ta*Mfeo Rio co^^H
Baha e aqui mesmoem Pereansboco, offerece
de novo o seu pxestimo aquellas pessoas que q>
zerem-se applicar era quilquer desles idiomas,
tara o que devem nformar-ie na ra da Cruz n.
2, ou na ra da Cada#tlha n. I.
Sacst-se
obre Lisboa, Porlo e ilha de S. Miguel; na roa
do Vigario n. 9, escriptoo de Carvalho, Noguei-
ra & C.
Precisarse de urna mulher de meia idade e
de bons coslumes para tomar conta do goveroo
de urna casa de familia, preferiodo-se portugue-
za, a quera se dar bora salario : a tratar em ca-
sa do fallecido commendador Luiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Der advocat Cicero Peregrino faehrt
fort seine Clientnle zu bedienen, in sei-
nem Comploire Queimado Strasse n. 26,
wo er taeglich von Morgeos 10 bis Nach-
mittags 3 Uhr tu sprechen tein wird.
8$**-**&
O bacharel Cicero Peregrino contina
a adrogar no seu escritorio na ra do
Queimado o. 2S, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 ia 3 horas da
tarde.
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on matters affectiog
his profession at his office, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'clock.
L' avocal Cicero Peregrino continu
exercer sa profession, ra do Queimado,
26, l.er tage, ou l'on peut le trouver
lous les jours de dix trois beures.
Quera precisar de um hornera de reconhe-
cida probidad?, j pela sua idade e pela sua -
delidade, para se eucarregar de qualquer co-
brarla, ou tomar conta de algum eslabelecimen-
to, enlenda-se com o Sr. Manoel Figuelroa de
Paria, que Ihedir quem .
O abaixo assignado faz sciente aos seus de-
vedores que tenham a bondade de ir saldar seus
dbitos na taberna sita na ra da Imperatriz n.
* at o dia 15 de junho, do contrario lerdo de
pagar a um procurador judicialmente sem mais
demora.
Francisco Fernandes de Parias.
Alufa*se um terceiro tai
boa cozioha, foroo, ele, em H
ras do bairro de S. Fr. Pedro I
tar na ra e iotlo, com 4
a das melbores
acalves: a tran
wn. t
()
m pjfjb* i t
Mudanca de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarethas
trausferio a sua residencia para a roa jl uguate,
casa b. 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de ana profissao.
cai-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,"^
Tira ratratos por 5$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
x infias novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ruado Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas.qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acbarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima tica anunciado.
Aluga-se um sitio com boa casa na Capun-
ga ; quem o pretender, dirija-se a ra do Vigario
numero 31.
Joo Maria, subdito porluguez, retira-se pa-
ra lora da proviocia.
Aloga-se o armazem da ra do Trapiche n.
4: a tratar no primeiro andar, escriptoo de
Scolt UTilon & C.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao pode i
ser procurado para o exercicio de sua 8>
profisso medica a qualquer hora do dia
ou da noite no largo do Carmo n. 5, pri-
meiro andar:
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa- a
gar seus dbitos na sua lo ja da [
ra do Queimado n. 10, enten- "
tendo-se pai a esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
__, Leal.
9iMMiedlMI6-dlMM9iKI69M3s1
CASA
DE
conimiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
too de commissao de escravos, que se achara
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesroa maneira se contina a receber scra-
vos para serem veodido3 por commissao, e por
conta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com prora p-
tido, aflm de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
O abaixo assignado taz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar com a sua
conianca.que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procura-
rado desdeas 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros FalcSo de
Lacerda Gavalcanti de Albuquer-
que.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servico ordinario de urna casa, e queira acompa-
nriar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Uniao n. 50.
Urna pessoa que pretende retirar-se para
Portugal, vende um sobrado de um andar e so-
lio edificado ha poneos annos, bem como duas
moradas de casas terreas: quem as pretender,
pode entender se com o Sr. padre Jos Leile Pila
Ortigueira, que se acha autorisado por procura-
cao bastante para poder effectuar dita renda.
Industria.
Sida-se qualquer peca de louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, seja qual for a qualida-
de do objecto : na ruado Livramento n. 31, loja
de calcado.
Modista de Lisboa
amadas Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de cabera, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo gosto de Pars, para o que recebe II-
gurinos por todos os vapores que vem da Europa
0 bacharel WITRV10 pode ser
i Trocase B
por moeda corrente as notas geraes
dos padroes seguintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 58 com urna dita.
Rxas de 50g.
Brancas de 500$.
Verdes de 500?.
E mais : notas do banco da Baha
de IOS rs. e 20-5 rs. ditas da caixa
filial da dila de -209 : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
Na livrana n. 6 e 8 da praca .
Independencia precisa-se fallar ao Sr
lisse CoklesCavalcanti de Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha
chamado a praca e' morador em o Rio
Grande do Noi te e que consta andar
neste Recife, ao qual se roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Cdulas,
Trocam-se com mdico desconloas notas ge-
raes do thesouro, que se estao recolhendo, e
bem assira de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Babia e da caixa filial desta ultima cidade ;
na lirana, econmica, ao p do arco de Santo
Antonio.
No armazem de Francisco Jos da Costa Ri-
beiro, no caes do Ramos n. 4. precisa-se saber
de alguma senhora que se retire para s ilha de
S. Miguel no patscho Lima, para se lhe fazer um
nleresse a essa senhora : quem estiver neslas
circunstancias, cima se lhe dir o trato do seu
interesa*.
r. Alfonso de Albuquer-
que Mello, desoecupado de suas
funecoes como membro da as-
sembla provincial, pode ser pro-
curado para es mpteres de sua
profis5o de advogado, das 9 i2
horas da manhaa as 3 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
saodas sextas-feiras. no escripto-
rio do Dr. Godoy, a' ra estreita
do Rosario, e na villa do Cabo
as sextas feiras por todo o dia,
e nos outros dias das 5 f [2 horas
da tarde em diante.
No engenho P050 da IVeguMia de N. S. da
Luz precisa-se de um feilor que enleada de ser-
vico de campo ; a tritar no mesmo eogsnho.
O Senhor
Coulo, queira ir
que 1he diz res-
CeaUn Aureliano de Carvalho
a fabrica Sebaatopo!, a negocio
peilo.
Alexandre Jos da Silva, pela brevidade de
ana partida no vapor inglez para Lisboa, nao lbe
foi possivel derpedir-ae de todos os seus amigos.
Titto que nao linha certeza de arranjar pasastem,
por este meio lbe pede deseulpa dela falta, e lhe
ofTerece seu dimiouto- prestimo na cidade de Lis-
boa, 00 em qualquer parte que o destine 0 possa
conduzir.
Traspassa-se urna hypolheca do valor de
1:000a ao juro da 2 por canto s asa, em um
predio de grande ralor: a quem conrier annan-
cie para ser procurado.
o corres-
Detejarse sarberquem ,.
procurado na ra Novan. 23, prifflePd pendente do Snr. Dr. Joa|gm Antonio
andar, do sobrado la esquina que yoIU Alve* R!bero residente na^QT'ic'a do
pan a Cambf a da Carmo. ^ari :*a *>vrara da wrf$a da Indepen-
_....-_ ca n. a R
itrl tittilHif t t Jtif t f ftV
iillllnWmmmmm u
pan
Na livraria n. 6 e 8 da praqa da
Independencia" precisase ftllar ao Sr.
Jos* Rufino de Mendonca.
Sem excepto.
Quem me avisa meu amigo e.
Joo Case miro da Silva Machado avisa a seus
devedores que nio Ibes vindo pagar at 20 do
correte, o far judicialmente, desta data em
dianle.
Publicaccs do instituto honieopa-
tha do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOIEOPATIIIGA
Obra indispensavel todas as
pessoas que quicerean eurar lio-
meopathica mente;
COBTENDO:
i definigao clara dos termos de medicina : as
causas mais frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conkecer : os me-
dicamentos que melkor Ihes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias ugu-
das e chronicas: a hora de dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
cstias conhecidas, principalmente as /negras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, quir
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhex, na occasio
do parto e depois delle-: os cuidados que a
crianga reclama, qur logo depois do nasci-
mento, quir durante a infancia : os perigos
que estao sjeitos lodos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital interesse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas exlranha medicina, dos
orgaos mais importantes, que entram na com-
posico do corpa humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel lo-
dos os orgaos internos, com a sua explicaco
phisiologica e oulra mostrando as diferentes
regioes abdomivaes. [kprimelra colorida pa-
ra os senhores assignanles.)
PELO DOTOR
SABINO OLEGAHIO LIDGER0 PIM10.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pratica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais ain- ,
daaospaes de familias, qur das cidades, qur 9
do campo, chefes de estabelecimenlo, capites de [ ~$
navio, curas d'almas, etc., quo por si mesmos! a
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitaodo sua
viagem Europa,fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de acetar a publicacao visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar inicuamente o
plano que havia concebido, e dar toda a expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveilo pos-
sivel, sem embargo de trazer-lh'e isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Mldicina Homeopa-
thica, como agora est composlo ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 voluntes com lf500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15#, pagos na occasio de assig-
nar. [Depois de impreaso cuslar 25c.)
Acha-se igualmente em via de pnblica-
cao a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
orj
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposirao da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministraras dses, ao estudo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien
no pratica, etc., etc. Com urna estampa demouse
traliva da conlinuidade do tubo intestinal desd-
a bocea at o recto.
A assignstura de 8J pagos na occasio de as-
signar, [depois de impresso custar 12 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
lra obra pagaro apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, que nao for acompanhada
da respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, na de Santo A-
maro, [Mundo Novo] n. 6.
Prelende-se saber noticia de Manoel Joa-
quim da Silva, ilho de Joo Luiz da Silva, nas-
cido na freguezia de Travanca, lugar de Ortigosa,
bispado de Lsroego. em Portugal, foi estabeleci-
do na cidade do Recife por muitos annos com
negocio de molhados, e consta que ha 10 ou 12
annos se retirou para o sertao, e que de nova-
mente viera para esta cidade : roga-se a quem
poder dar alguma informarle, dirigir-se a Joa-
quim di Silva Castro, na ra do Crespo n. 8.
gawei9i6-fieweaNaM-aKanaK
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier^irurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tea agua e pos dentifricios ele.
ei39isie^!9f6iesfeef6eied^
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad Samuel P.
Johston & C, roa da SenzallaNeva n. 52.
I. S. Gompertz retira-se para a Parahiba
Furlaram hontem do escriptorio da ra do
Trapiche n. 4 um oculo de alcance com algum
uso : roga-se a quem o apprehender, levar ao
dito escriptorio. que ser recompensado, e muito
se agradecer. '
Ha para alugar-se um lora terceiro andar
e sotao com cosinha etc., etc., em urna ds ras
lar na ra da Cadeia n. 33, loja
* = =

I :
1 a
o
T

I
8 S*
aTs
O m 2 3
5 2 M Z
m *- t~ o

:
Nao obstante ainda baver por vender
boa parte de bilbetes o tbesoureiro que-
rendo satis fazer ao pedido dos Srs. juga-
dores declara que quarta-feira 22 do
corrente pelas 9 e meia horas da ma-
nhaa impreterivelmente andaro as ro-
das da segunda paite da nona lotera a
beneficio da matriz da Boa-Vista deta
cidade no consistorio da igreja do Ro-
sario de Santo Antonio. Acbam se a
venda os bilhetes na thesouraria das lo-
talas ra do Queimado n. 12, primei-
ro andar, e as casas commissadas do
costume.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Convite.
8TAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
| Roa da Imperatriz numero 44
B (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
I Retratos em todos es- |
tylos e lmanlos.
| Pintura ao natural em |
| Uo e aquarella. 1
Copias de daguerreo- |
| Ivbo e outros arte-
| tactos. |
| Anvbrotypos. g
" Pasagens.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
rma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimenlo contina a for-
necer comidas para fra
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesma ra n. 40.
A pessoa que precisar de um homem para
trabalhar em padaria ou de forneiro, ou amassa-
.dor, pode procrame travessa do Queimado nu-
mero 1.
Gaixeiro.
Precisa-se de um menino para caixeiro : no
deposito de assucar da ra larga do Rosario nu-
mero 35.
Escriptutaco
mercantil.
Urna pessoa competentemente habilitada e em-
prenda no commercio, deseja enearregar-ae de
trabalhos de escriptarsco mercantil, por qual-
quer das fornrn rada) lomando
sobre si a reeS^^Hke de todo o trabalho
que lhe for confiado : para infermaedes, ns pra-
ca da Independencia n. 34, onde se poder dei- qgt'pretender diril^ *
aea T. H a que 7 8,"oe mSS Jlei
CONSULTORIO ESPECIAL
. HOMEOPATHICO
DO
DB. CASA\(>\A,
30-Raa das Crnzes-30
Neste consultoriotem sempre os mala
noreae acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (asuntaras) por Ca-
lellan a Weber, por precos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra.re-
commendada i iBtelligencia de qualquer
pessoa.
pretender, annuncie por este Jornal.
Ai
flM,r.,"8acar Tdf- w afra que
,ri,-,"8eTend tr*oa W ravos
oo^arreBde-ae ; o engenho .tfeaHa tfaa.ro
aa estreita do Ro-
d alternas infor-
Joao Correa de Carvalho, al-
9. faiate, participa aos seus nume-
39 rosos freguezes e amigos que mu- @
a* dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 56 para a ra
| da Cadeia do Recife n. 58, pri-
% meiro andar, aonde o encontra- S
9 rao prompto para desempenbar
g qnalquer obra tendente a sua
arte.
Vaccina publica.
Presentemente havendo mui bons pus vaccini-
eo, o commissario vaocioador convida aos pais de
familia a comparecerem com os seus filhos e mais
aggregadoi, no trrelo da alfandega, terceiro an-
dar, as quintas-feiras e domingos, e na casa de
sua residencia, segundo andar do sobrado da ra
estreita do Rosario n. 30, nos sabbados at as 11
horas da manhaa.
Tendo a directora das obras militares de
mandar coostruir um cbafariz para abastecimen-
10 de agua do qoartel do Hospicio e hospital mi-
litar, assim como de collocar oo qnaitel das Cin-
co Ponas os apparelhos precisos para latrioas,
convida as pessoas que quizerem propor-se a fa-
zer eatag obras, a apresentarem suas propostas
na mesma directora nos dias 17,18 e 20 do cor-
rele, das 9 l|2 da manhaa s 2 da tarde.
Directora das obras militares 16 de maio de
1861.O escriplurario,
. Julo Honteiro de Andrade Malvina.
Antonio Cabral Gomes, subdito portuguez,
Tai ao Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho : a
tratar na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da
Boa-Vista, T|an. 20.
FurUtiodo sitio da *)ufa*do commendador
Gaudino AgosnhO'j^^^^^Bto t capella de
S. Jos do llanguinh na cioiae de 13 do corre-
te, uro cavallo de sellt, castanho, grande, com
urna estrella branca mHtesta, e sigaal tambem
braneo redondo na laboa dopeiooco de Ude s-
querdo ; o cavallo esti carnudo, aneja fe baixo a
meio spero, e lendo a*cusa e caud* compridas,
ichou-se do baixo de um ar^oredo no sitio de-
fronte, cabellos do mesmo cavallo que cortsram
para o disflgurar : quem o levar ao meamo sitio
oudernolicia delle, ser generosamente gratifi-
cado.
Muita aencao.
Acham-se para alugar as lojas de um
sobrado na ruada Aurora n. Ai : quem
as quizer dirjase a essa mesma ra
casa n. 10.
Precisa-se fallar com o Sr. Dativo
Francisco Pedroso na ra do Vigario u.
10, para se lbe dar parte de um ne-
gocio.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambuena no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servigo ten-
dente ao mesmo vapor.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO D0UT0R
n SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tiotura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
slveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhl.-m, moentee correnle.com ca-
sa devivenda de sobrado com bactantes commo-
dos por ter outracasa terrea contigua com com-
municaQo para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo Corno,casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pies por tarefa com um
perol de cobre suflicienlemenle grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamenlos, tendo a casa suficien-
te capacidade, urna destilarlo completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de conliouidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de viole e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil pies completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
surar, casa do fazer farinhacom um grande foroo
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de viveoda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fdr o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Seodo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a boira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melbor massap que se po-
de desejar para a produeco de cbbb ; assim co-
mo (odas as ladeiras, por serem cpmposlas de
barro moriqnipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufliciente capacidade para
dar estacas para cercar e lechas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fdr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como es de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro,a
cinco mil pies sem nunca ser, preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que Um esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheta de 1861,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As coodic,c8 e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcelos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa devivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dosAfflictos. de manhaa at 1 hora da
tarde.
Aluga-se urna casa com 4 quarlos 2 salas,
copiar fora e cozioha, agua de beber, bom quin-
tal com fructeires, no principio da estrada dos
Aflictos ; a tratar no sitio do Chora-meninos.
Precisa-se de urna casa terrea ou um pri-
meiro, segundo ou terceiro andar, nos bairros de
Santo Antonio. S. Jos ou Boa-Vista : na ra de
Horlas n. 90.
Tendo sido julgada as partilhas dos bens
deixados pelo fallecido Francisco Jos Gomes de
Santa Rosa, no dia 10 do correle pelo Dr. juiz
de orphos desta cidade, em dita partilha foi Hado
viuva inventarame D.Engracia do Amparo e
Santa Rosa as casas o. 20 da ra dos Prazeres,
e as de ns. 13 e 15 na ra do Jasmim, para pa-
gamento das dividas do seu casal que se acham
justificadas em dito inventario : assim as pessoas
que quizerem comprar ditas casas, podem pro-
curar a dita inventatiante na mesma casa n. 20
da ra dos Prazeres, todas no bairro da Boa-
Vista.
OSr. Manoel da Cunba Figueiredo tem urna
encommenda vinda do norte, e como igoora-se a
sua residencia, tenha a bondade de busca-la na
praca da Boa-Vista n. 16 A.
Precisa-se de um caixeiro para taberna
com bastante pratica, e que d fiador a sua con-
Atteng&o.e.muita attengo.
Sodr & C rond a todas as familias que
qulxerem honrar coro auas presencas a salla do
primeiro andar da ra Estreita do Rozario, o. 11
por cima do seu estabelecimenlo a virem lomar
sorvete o outros geoeroa tendentes a confeitoria
Pra o que tem com todo o aceio preparado com
rica mobllia, mesas demarmore o illumioado
a gaz; adveitindo que serio servidos com toda a
promptldao, e precios mdicos.
Sorvetes.
Sodr & C. avisa ao respeitavel publico e com
particulandade aos senhores acadmicos que qui-
zerem honrar o seu estabelecimenlo na ra Es-
trella do Rozario n. 11 a virem tomar sorvetes
para o que estar prompto lodos os dias das seis
horas da tarde em diaote advertindo que de do-
mingo (9, em diante haver tambem ao meio
dia.)
Segu para Europa Joaquim Jos Mende.
cidadlo Brasileiro.
Jos Antonio da Silva Jnior vai ao Rio
Grande do Norte.
Armond Pedro Luiz Massv, subdito fraocez,
empregado o. via-ferrea do Recife S. Francis-
co, vai Franca tratar de negocio de seu parti-
cular iQlrrejse.
n.TT n u?UmK-de Al0?rrque e Mell embarca
para o Maranbao o orpho meuu. rn.aujm para
casa do lio do mesmo menor,' Antonio Jos d,
Souza Mximo, residente em dila provincia.
Precisa-se de urna ama para todo o servido :
a tratar na ra das Larangeiras, primeiro andar
numero 14.
ttenco.
Francisco Xavier Pereira de Brilo, so- '
licitador da fazenda geral. tendo exercido
por espaco de 8 annos o officio de solicita-
dor de causas na cidade de Porto-Alegre,
adquiindo por isso urna grande pratica,
pretende aqui encarregar-se do andamen-
to de qualquer causa nos differentes jai-
es, despachar escravos e tirar passapor-
tes na polica, e promover cobrancas. E
como tem na corte sua disposic*ao um
habilitado procurador tambem sefencar-
rega de mandar agitar l o andamento de
qualquer pretenco peranle as secrtla-
tas de estado e thesouro, e de qualquer
causa que tenba de seguir por meio de
recurso para o supremo conselho.
Qualquer pessoa que se queira utilisar
8 de seu prestio pode o procurar das 9
horas da manhaa at as 2 da tarde na rua
-j das Trcheiras n. 13, o fora destas horas
m na rua de S. Francisco, sobrado n. 72.
1
Ao Sr. A. C. S., que venha saldar su* conta
na rua do. ., deposito n. 6, do contrario ver seu
norue por extenso neste jornal.
Compras.
Comprara-se caibros servidos para andai-
mes ; a tratar na padaria da praca da Saota Cruz
numero 6.
Compra-se ou aluga-se n'uma das ras re-
tiradas dos bairros de S. Jos ou da Boa-Vista
urna casa terrea com quintal e commodos sofii-
veis ; annunciem neste Diario.
ia""on0mpranl*se e8cravOS d sexo masculino da
12 a 20 annos, cabras ou negros na rua da Imue-
ratnz b. 12 loja.
Compram-se e vendem-se bons cavallo e
tambem trocam-se, eexistem dous cavallos bons
para aluguel de Olinda para o Recife': os pre-
tendentes diniam-se ao lugar dos Arrombados.
Vendas.
vende urna
na rua nova de San-
&WL
I majocs.
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
CflSa do yuuua familia o rUi UO UaDUgi o 3,
segundo sn'dar.
Precsa-ae alugar duas preUs para vender
a rua: a tratar na roa de Santa Rita n. 27, se-
gundo sndsr.
O abaixo assignado, nao podendo continuar
em consequencia da sua prxima viagem a Euro-
pa, a administrar o producto da sobseripeo, con-
sistente em 90 accoes da Companhia de Beberibe
e dinbeiro, bens que pertencem aos orphos Alia
FranceliBa e JosJoeqnip. IIIbes do finado de-
sembargador Domftges Mines tamos Ferreira,
convida os senhores que subacreveram quantiaa
beneficio da familia do referido finado desembar-
gador a se reunirem no dia 10 do corrente ao
meio ole, na casa n. 39 da rua da Cadeia do Re-
cito, aflgHls examinar as cootes, relativas dila
subsorrd^lo, e nomear um oolro administrador.
Recife 13 de mal* de 1861.
Antonio de Montea Gomes Ferreira,
duela ; na rua das Cruzes n. 1.
Cavallo.
No dia 14 do corrente, das 2 at as 7 horas da
noite, appareceu na fente do armazem da rua da
Prale o. 74, nm cavallo sem dono ; o propieta-
rio deste armazem guardn o dito cavallo, e en-
tregar a pessoa querer os sigoaes cerloa.
Precisa-se djs urna prela escrava para o ser-
vio interno e externo de ama casa de pouca fa-
milia ; traur na rua da Cadeia do Recife n. 22
primeiro andar. '
Puteeira.
Perdeu-seao sabir do theatro do Santa Isabel
rua da Floreotioa Pateo do Hospital, Matriz
rua Larga do Rosario e Estreita do mesmo orna
pulceira de coral, quema achou e quizer reati-
tolr drnja-H e rua Estreita do Retirlo o. 4 lo-
ja de ourlvet que ser recompensado.
- Joaquim Ferreira Valente, subdito portu-
IMi, vai fazer urna viagem a Earopa, levando
en saa companhia duas Irmas, o que faz pa-
bheo em eomprimento ti ^
patKgSL?w,w' ,uW1, frMi retira-se
Mobilia.
Urna pessoa que sahe da cidade,
rica mobilia de Jacaranda
la Rila n. 47.
Tinta azul que fitfa preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca. a
500 rs. a botija ; na rua do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16. .
.. ~7 v?nde-se por todo negocio um pequeo si-
tio foreiro no Passo de Giqui, com 80 ps de
coqueiros de fruclo, 3 viveiros, pequea casa de
laipa, porlo e banho : quera pretender, dirlja-sa
ao mesmo lugar, casa de Manoel Rosa de Olivei-
re, que achara com qnem Iratar.
Calcas de briin.
Vendem-se caigas de brim braneo fino de li-
Sn &WW cada um8- dilss do di, de cores a
3J500, ditas de ganga franceza escura a 3 ditas
deditaamareUaa2#500: na rua do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem-se superiores paletots de panno prelo
de casemira de cores escuras, obra feanceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
Ussimo preco de 20 cada um ; na rua do Quei-
mado n. 23, na loja da boa f.
Tarlatana.
r*ende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
*."? largura propria para vestidos, pelo bar*-
tissimo preco de 80 rs. a vara : na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fiidelinho superior.
Vende-se superior fil de Hoto liso muito fino
a 800 rs. a vara : na roa do Queimado n. 22 n
loja da boa. -*
Vsnde-se um piano Inglez de mesa, de boa
eoostroce!o, em bom estado : quem o pretender,
dnja-ae ao Campo-Yerde, na rea do Socego nu-
mero 24.


()
mmmm

MARIO DI rttHAMWCO SftXnkU FEIBA 39 M MAJO DI Uti.

Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca aesba de recebar um doto
e grande sortimento de baohas, estrados, oleua
para cabello, opiata, sabonetas, ec, etc., e oont
use a estimada banha, fluid* napoHUin, em bo-
atles e grandes copo* de vidro opaoo con tempe
de aaelal. Essa banha por na superiotidade e
activos cheiros le reta fler 4 tartaja, j be-
je bam cooh*cida apreciada, e contina a aer
rendida a300 cada cope; oa loja d'aguia bran-
ca n. 18.
Machinasde rapor.
Rodas d'agua.
Moendas de canoa.
Taixas.
Redas dentadas.
Broiies e aguilhfiea.
Alambiques de (erro.
% Crlros, padroes etc.,'ote:
aj| Nafuodigiodo ferro de D. W.Bowm
SreadoBrampaisandoo ehafariz.
3S9e
IMMS
baratissimas
Na loja de fazendas que se est
liquidando
1U3A.UO CiVIU'GYN.8.
:
i
J
METHQDO SOWO
DO DR. CHABLE
MEDICO E PBOFKSSOR DE PHARMACIA, DE PARS,
rOk O TATAEfro I Marr* CU*aTVTe
as EMrian>AEs^ii;rAas, ax toas u ara-sccou citaras, Tiaus

ICOPAHU
ita 4c forra
pe mni prefer*) ae
'tpehlbt e as Cmbe-
bei, cura immediaUatea-
le roalquier purgac relaxscao e debilidad*, e igualmente fluxos e
flores brancas das. anlberea. Jf i da
ckaMe. Esta tojeccao benigna enarega-se aea-
mt terapo de rape de citrato de Ierre, orna re
de manhi, e uma Tes de tarde dorante tres din;
lia segura a cura.
DEPURATIF
SAIVO
SiAtTElUCOES BO SANSW.
araliva e aaaa.
Xtrepe Tegetal ten mer-
curio, o nico rnadiiiidii
e approTado para curar
ce promptida e radi-
calmente ssaptgeus, pstulas, herpes, sana, ce-
mix-s, acrimonia e alieracors viciosas de sa-
ga ; vtrui, qualquer aflecao Trnerea. asa-
asstea aaiawaaa. Tooiio-se dous por semana se-
uiado etraiamento '"r"'""" "nj_'__
tiberpetiea. De um eftVito nuravilhuso ata f-
fecees euuneas e comiiues.
no narrahidafi.Pomada qoe as cuaa em 3 dias.
O dtpotite- V M raw taran l Roterit, Mica 4t Barththmec Francitct de Souzt, 94.
Sirrp du
imam.
JARABE DO 10RGET.
Este xarope esl approvado petos mais eminentes mdicos de Paris
como sendo o melhor para curar conatipseoes, tosse convulsa e outras'
5ta2.iS. ,. f' .Uq:,eS d pel,' irriu6M nervosas e somnolencias: urna colnerad
femVTd"^0.1" medico*. "* SufBc,en,- ** ** <*' ~pe "*.
xarope
O deposito i na tu* larga do Rosario, botica de Bjrtholonuo F'andect. de Souta.
sesmo
.Mu
Burgos Ponce de
Laon, venden d o todas as fazendas eziatentes na
loja da ra do ODug n. 8, por menos de sea
costo, para pogamenlo dos credores da eztiocta
firma de Almeida & Burgos, vende com melho-
ria de razio por menos as miudezas por nao se-
rena ellas proprias de una lojs de fazendas :
Filas de seda sarjada bem encorpada de muilo
bonitas cores para cintos, enfeites de chapeos
para senhora, lagos de cortinados e para cd-
teiros de meninos de peito, que geralmente se
rende por ahi a 29, rende agora a rara a 800
rs. e a 1.
Ditas da mesma qualidade estreitas a 160 rs.
a rara.
Franjas de seda pretas, como de cores a 860 rs.
caa rara.
Bicos francezes de muito boa qualidade cada
pera a 15, IgOO. I96UO, 29, 3$, 3$200 e muito
largos a 49. 49500 e a 59.
Ditos de seda branco ou de blond para enfeites
de chapeos para senhora como para restidos
de noivas a 240 rs. a rara.
ioerfura para camisas com punbos e colari-
nhos a 400 rs.
Ditas de esgnio de linho a 900 rs.
Sapatinhos bordados para baptisados de menino
de peito a 1(280.
Bonets francezes para meninos a 2J560 e a 39,
ditos de msrroquim dourado com plumas de
um lado a 49, ditos frsocezes de caaemira para
hornera a I9.
Enfeilefe flores francezas bem ornadas para
caber. 1 de senhora a 89, 4# e 59.
Ditos p'rejps de ridrilho para cabeca de senhora
e do meninas a 29 e a 29500.
Luvas de pellica de Jourin para senhora a 800
rs. o par.
Ditas brancas unas e encorpadas a 240 e a 300
rs. cada par e em duzia a 29500 e a 3$.
Toucas francezas bem fmtas de la para senhora
parida a 2500 e para meninos de peito a 800
rs., ditas de fil de linho enfeiladas com bicos
francezes e filas a i$.
Du:ias de roeias grossas do Porto para hornera a
19600, ditas de meias cruas para homem a
2j500 e a 39, ditas de meias finas e encorpa-
das tecidas de cores a 29500 e a 89, ditas de
meias brancas para meninas muito finas a 4:8
e tecidas de cores a 3g. ditas de meias bran-
cas para senhora a 39500,49 eo mais supe-
rior que si poJe suppor a 59500, ditas de
meias pretas para senhora a 2J400 e a 4J, meias
pretas para senhora a 240 o par ej 4(10 rs.,
oiti.s pretas de laia para padres a 39 cada par,
de seda preta para homem a 29560 e a 39 ca-
da par, ditas para senhora a 29 e a 39 cata
par, ditas brancas para senhora a 29500 e a 4$
cada par.
Pentes de tartaruga a imperatriz pelo baratissi-
simo preco de 89.
Caixos de flores francezes a 400 e a 1J500 cada
caixo.
Cariaras de mola para trazerchrruteiras a 1,600.
Grvalas de cassa pintada de cores seguras a
210 rs. cada urna, ditas de seda pretas e de
cores a 500, 640, 800, 15. 1,280 e 1,500 e ricas
mantas para grvalas a j*.
CxntutOes de borracha sera defeito algum para
segurar calcas, para bomens e meninos a 200 rs.
Chicotes nara montara a 640 rs.
Bengalinhas a 700 rs.
Saboneles francezes a 60 rs.
Compliques ou pomadas francezas para alisar
cabellos a 60 rs. cada pao.
Botes de viiro preto lapidados para casareques
a 100 rs. a duzia.
Mantinhas de verdadeiro froco de seda para pes-
coco de senhoras e de meninas de ricas cores
a 1.500 cada urna
Bandoes para cabellos de senhoras e de meninas
a 800 rs.
Collarinhos de esguio para homem a 800 rs. e
sem ser de esguio a 400 rs.
Tiras de babados bordados para saias de senho-
ra, para calcinitas de meninos, para travs-
seiros e para muitos enfeites, de que as se-
nhor-s se ser^em, seodo estreilas e largas a
500, 640 e a t* cada tira.
Toalhas de puro linho para rosto ou para roaos
a 800 rs. cada urna.
Boies com banht fina de urso a 800 is., dito de
creme a 800 r?., ditos com passarinbos a 900
rs., ditos dourados de oiflerentes modelos a
19 e s 1,280, frascos com leite virginal de Iris
para tirar sardas, espinhas etc., a 1,500, fras-
cos com agua de colonia a 300, 600, 700, 800,
1 e racos grandes a 1.200, 1,400. 29 e a
2 500, agua de thesor para limpar deotes a
640, espihlos e essencias finas a 500, 640. 800,
19> 1,200 e a 1,500. irascos com agua do Orien-
te a 1,209 e a 1,500, de alheniense a 19.
Compraado-se perfumaras na importancia de
205 para cima, se abaler aiada 20 porcento dos
prec.c-8 annunciadoi.
Vende-se urna batanea dacimal em bom
uso ; na ra de Santa Rila Nova, fabrica do
Franca.
Vndese urna preta crioula, de idade de 14
a 25 annos, cozinha, lava, engomma bem, e faz
todo o servido de urna casa de familia : na ra
do Cabugi o. 1 A.
Muita attencao
Vende-se urna rasa situada era boa roa nesta
cidade, recebendo-se o valor da mesma em fazen-
das ; a quera convier, deixe nesta typographia
enderecoa P. A. S. para ser procurado.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Yidrilhos de todas as
cores.
Na loja da agoii. mo, na 4o Cabugi a. 1
B, renae-se ridnlbo ptelo, azul e branco use-
Gaz para candieiros.
J chegou eule gaz lio procurado, bem como
um completo aortimento des candieiros proprios
qoe te randera por muito bsixos precos : oa rus
?Vn,JeW* ta, loja de Kaymundo Carlos
Leite & Irmao.
Toalhas para ms
na ra do Queintado n. 22, na loja
Relogios.
Vonde-ot em casa de Jotnuton Pater & d,
ruado V|aTo t. 3 um bollo wrtimeau de
ofbJt de curo, patente ingWz, da rj do* mais
afamados fabricantes do Lirorpool; tambera
mu Tariedade do botutos ar.aeeoj paro os
momos.
Ceroulas francezas.
i!i--e""5! "P*fk)rM corouUs trancadas de
algodao a 189 dozra. ditss O* itabo muito finas
W: na roa do Queimado n. 22, na loja da
a 65 a duzia
da Boa f.
Escravos habilidosos sem
vicios,
Vendem-se 1 mocambas de idade de 16 a 22
annos, 2 escraraa de meia idade boas cozinhei-
ras, 1 dita por 550g. 1 bonito moleque de idade
de 9 annos, 1 excellente escraro de idade de 38
annos por 1:1509. 2 mulatas proprias para enge-
Bho, 1 mulatinho de idade de 18 annos : na ra
das Aguas-Verdes n. 46.
Lifil
DE
Calcado barato na roa larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguios de Nantes sola patente a 8 e
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezesprora d'agua
Botas d bezerro
Borzeguins de lustre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespontados
Sapatdes de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dite sem salto para dansa
Dilos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7.000
8.000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
Dilos de urna sola com salto
Ditos de urna sola sem salto
BorzeguiBS de lustre para rapazes a
Sapatdes para dilos a 3 e
Ditos de bezerro para dilos a 2 e
Borzeguins de se ti o branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeas
Bitos de dilosa
Ditos de dito dito
2,500 Ditos de dilos para menino
3,500 IChioelos de couro de cabri
brito
2,800
2,400
5.000
4,000
3,000
5,000
4.500
3.500
4,000
3,500
2.500
2,500
3,000
SEDULAS
del$e5000.
Continua-se a trocar aedulas da urna s figura
por metade do descont que exige a tbesouraria
ddsta provincia, o as notas daa mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azeredo & Mendos, ra da Cruze
a. 1.
Apolices
Vendenv-se 82 apolices da divida pro-
vincial (1 serie) : a tratar noeteriptorio
da viuva A mor i m & Filho, ra da Ca-
deiun. 45.
9@#t 8 A' Primavera f
1 G-Rua da Cadeia do Recife-16 f
P LOJA DE MIUDEZAS f|
^ DE ^
SFonseca |j$ Saias bordadas para senhora a 2$, pei-
tos para camisas n -2} a duzia, ppntes
de tartaruga a imperatriz de 5,6, 7 e 89
igp cada um, enfeites de vidrilhos pretos e
^ de cores para senhora a 1,800 cada um,
1 pegas de froco com rame a 200 rs. a
w pega, fitas de relindo preta a 800, 1j e
1,200 a pega, essencia de sabio a 1,
superior oteo pera tirar caspas a 1,280,
espelhos dourados a 800 rs. a duzia e a
@ 80 rs. cada um, pentes para atar cabel-
A los a 1,500 a duzia, cartas francezas fi-
3? as a 39 a duzia e a 320 rs. o bsralho,
w di'as porioguezas a 1,800 a duzia e a
& 200 rs. o bsralho, caivetes grandes pa-
.-r>. ra fructas de 3 a 8$ a duzia e de 820 a
Vj? 800 rs. cada um, ricas caixinhas com es-
V; pelhos contendo perfumarlas proprias
ji para loilete de senhoras a 5,6 e 79 cada
P urna, argolas douradas a 1,500 a duzia
e a 200 rs. o par, dados a 1,600 a bala,
aj| pentes finos para barba a 400 rs., agu-
a lht-iros com penas de ac a 80 rs.. colhe-
| res de metal principe para terrina a 29
cada urna, para chi a 2$ a duzia e para
sopa a 4,500, pentes de bfalo amarel-
los para alisar a 400 rs. cada um, ditos
para bichos de 240 a 320 rs. cada um,
Arelas para caiga a 800 rs. a duzia e a
80 rs. cada urna, botes de madreperola
para abertura a 480 rs. a duzia e a 60
rs. cada um, ditos de osso a 240 rs. a du-
zia e a 40 rs. cada um, dilos de louca a
160 ra. a duzia e a 20 rs. cada um, ditos
phantasia a 320 rs. a duzia e a 40 rs.
cada um, alfinetes de cabega chata a 100
e 120 rs. a carta, suspensorios fios a
500 rs. o par, pincela para barba a 400
rs. a duzia e a 40 rs. cada un, lesouras
para costura em carteiras a 1$ a duzia,
sinloj de borracha a 320 rs. cada um,
caixaade bfalo para rap a 900 rs. cada
uma.traoga de carocol a 60 rs. a pega e
a 600 rs. o masso. agulheiros de osso a
40 rs. cada um, penlea de baleia a 240
ra., jabonetes para barba de 0 a 200
rs. cada um, linba fina para marecra 300
rs. a caixa. colheres para chi da 320 a
400 rs. a duzia, fitas de linho de todas
as larguras a 480 rs. o masso, e muitos
oulros objectos por precos os mais ba-
ratos-do queem oulra qualquer parte.
tmenlo de seu custo, sendo que d'enlre ellas
aonuncia as segumtes :
Chapelinas de seda como de fil, com ricos en-
feites danio-se para cada urna o reo da fil
de seda a cuja compra deve muito conrir as
senhoras que quizerem luxar sem muilo as-
lar a 5,6,8.10.12 e a 159. *
Sahidas de baile forradas at de seda a 6 e 10/
Organdys ou cambraias multo finas dS lindissi-
mo j padroes e bom gosto a 280 e 500 rs. cada
corado.
Fusto1 de muito bonitos padroes miudos para
vestidos de senhora a 400 rs. o corado
Rxcados escossezes de cores iliss e de bom nan-
no para restidos de senhora al80rs. ocovado
uaze de seda pura, fazenda bem transparente
que muito realga de urna s cor, s-ndo cor de
rosa, cor de craro encarnsdo, azul ferrete, azul
claro, cor de palha e rerde a 880 rs. o covado
Gurguraodesedae quadriohos para restido.
de senhora a 19 ocovado.
I Sarja de seda com duas larguras, de urna s cor
rtavendo do cor de rosa, amarella e preta bo-
nita fazenda para vestido de senhora a 1 5C0 o
covado. '
Damasco de seda azul e cor de rosi a 1 800 o
covado. '
Caat;9ues flnissimos e de ricos bordados para
senhora al55, como tambem os ha que se
TeQQ6 A 09.
Vendo-ae um cabriole! americano muito leve
e bom uso com todos os arreios: na eocheira
ao br. Andr Alberto Soares, detronte do arse-
nal de marinha.
Extremadura
Vinho pnro de uva
fabricado expressamente para Jos Anto-
nio da Silva Jnior : veode-se a relalho
em casa de Antonio Lopes Brafea. ra da
Cruz n. 36.
Aviso as senhoras
Gama & Silva com loja de (azendas na ra da
Imoeratriz n 60, rendem :
Modernsima seda (avrada cor de canna muito
incorpada, corado, 29.
Dita branca para restido de noira, maito
corpada, corado, 2J4O0.
Dita encarnada adamascada para colchas
cortinas a 29.
Tarlatanas maito finas de todas
rara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a 9
Cambraias brancas e de cores, lavor estufido
rara, 400 rs. '
Ditas estampadas milito finas, rara, 500 rs.
Liazinhas de cores muito Coas, rara, 360 rs.
Pegas decambria de salpico muito fina a 49500.
Ditas lisas muilo finas com 10 raras 69
Ditas com 8 1(2 raras 39200.
Ditas com 6 1|2 raras 29500.
Chaly de seda chegado pelo ultimo vapor, co-
vado ly>
Um grande sortimento de tiras bordadas e en-
tremeioa 9
Bonets.
Veodem-so superiores bonets de marrequim
para meninos, pelo mdico prego de 2J500 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da
Chapeos de sol de seda a 6.
Vendem-se muilo bous chapeos de sol do seda
com cabo de canna, pelo baratiasimo prego de 69
cada um : na ra do Queimado n. 22, loja da
boa f. *
Guardanapos para mesa
a 3S rs. a duzia ; na na 4o Queimado n. W, na
loja da boa f.
OS MISTERIOS
CIDADE DA BAHA
POR
Jodo Nepomuceno da Silva.
A-cha-ee i renda o l.D rolume na lirraria ns.
O e da praga da InJependencia a I9OOO.
Potassa.
Calcado
grande sortimento.
45 fina Direita 45
Qualseri ajotene linda pernlmbncana oue
nSo procure animar este estabelecimento man-
dando comprar ama botina de gosto? Qual a
mil de familia, prudente e econmica que lhe
nio d preiOroncia pela qualidade e prego T Qual
o caralheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
o comprar por 8,1 W, o calcado que em outra
parte nao 6 rendido ao nao por 10, 13 oa 14?
atiendan ;
Senhoras.
lo tinas com lago fe*}') o bril bao tina. MOO
coa lago, de lustre (superfina). coo
com lagoum pouco menor. S9OOO
sem lago superiores..... &JOOO
sem lago amaros baixos. 44500
sem lago de cOr....... 49OOO
Sapatos do lustre. : ijooo
Meninas.
Botinas com lago. .....







454OO
49000
I95OO
aem lace.
pora criaDcas do 18 a.
Homem.
(Nantes) lustre. .;.... OJOOO
(ranien) couro de porto inteirissas 10S000
(Fanienj bererro muito rescaes. 9J5O0
diversos fabricantes (lustre). 9gOCO
ioglezas inteirissas. ... ft&OOQ
gaspeadas..... 89500
. 85500
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
i flo Rio de Janeiro, por menos prego do que em
oulra qualquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
Attencao.
Na roa do Trapiche n. 46, em casa de Bostron
Kooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em earreteia do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaea ae rendem por
pregos mu razoareis.
in-
ou
as cores, a
4,500.

^n,
Lili:
DA LOJA VE FAZENDAS'
Ra do Cabug n. 8.
A' dinheiro.
cbenos e descobortosr pequeas o grandes, da
ouro patente ingle, para homem o senhora de
um dos melhores fabricantes de Lirorpool, viu-
dos pelo u'timo paquete iiftos : em casa de
Sonthall Mellor & C.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em cauda 8. P. Joahstoa 4C.
sollinse silhSes nglezes, eandeeiroa e e.astieaei
bromeados,lenas agieses, fio drela, ehioote
para carros, emomaria, arreios para carro de
un o doos earalos relogios de uro poieau d" '" nraa do Almeida & Burgos, ka
:nfu. *^ decididamente reaolndo a fazer uapa rerdadeiro
9 california de todas as fazendas coa grande aba-
Continua a li-
quidaco
BurgosPeccde
Len, tendo de acabar com este estabeiecimento
para de seu liquido pagar aos credorea da bu
a 2,500, 3,200
paletols e
Manguitos com gollinhas de fil
e a 3,500.
ComistnAas de cambraia para senhora a 1*
Chapeos de sol da seda de cores para senhora e
para uremnas a 39.
Chalet de cambraia rdxos e de outras e Ores a
oOO rs.
Ditos de froco ou de velludo a 69.
Ditos de verdadeiro retroz de seda com ricos bor-
dados a agulha de ltndissimas cores a 159
Ditos graodos de se4a de grosdenaples de lindis-
simas cores e ricos padioes a 249. ditos de me-'
o fmfSt !*? e differenles goslos
a 6, 8,9, 10.500 e a 12.500.
Brim trangado fino de purissimo linho e seda
com listras e quadros de cores sendo roiudi-
nhos de muito boro gosio para caigas, colleles
e paletols a 800 rs. o covado.
Brinzinho de linho para paletols e caigas para
andar por casa, como para roupas de meninos
a 200 rs. o covado.
Fusto alchoado de riscadinho3 para
caigas a 480 ra o corado.
Corles de cotillee de uslao a 500 e a 600 rs
onn* ^f<" d- n>ei.a *"* *,880 e
,200 e de caseraira a 4, 5, 6, 7, e a 89
Cortes de calas\prtlat de casimira a 7,500 e
a ilj.
Corles de vestidos de grosdenaples de seda para
vestidos de senhora com ricos babados borda-
dos collocados em seus grandes cartoes ren-
dem -se os pretos a 559 e us de cores a' 509 e
Boj: sendo que aquellos cortes que estfrerem
mofados serao rendidos por menos 209.
Corles de vestidos de seda phaulasia a 24a cada
corte. ^^
Tafeti de sed de cores a 500 ra. o covado
Capas, casateque ejaquetinhas de lia para me-
ninas e meninos a 1.600, 29. 2.500. M e a 49.
Lalcxnhas de Cambraia para meninas de todo o
tamaito a 3 e a 49.
Chapeos pretos francezes muito finos
mero a 89.
Ditos de palha escura para homem
Hit a 3,500.
Ditos de palha branca o de cores para artistas a
ouo ra.
Ditos do Chyli de prego de 5 at 149
Setim preto de Maeo a 2.500, 3,500 e a 4 500 o
corado. '
veibulina prela e de coras a 640 ra. o coradn
Seroulas a 20, 22 e a 259 a duzia. vu-
Paletots de alpaca prela a 4 e a 09, de lia mes-
ciado a 5J, de alpaca setim com golla de re-
pUreuVo?8.e24nOO,,0al6,> "6 CWnslr*
Casa eos de peono fino preto e de cores
muitna outros objectos qoe em um
so nao pode tudo mencionar.
para ho-
a Tamber-
a 309 e
annuucio
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado es lindos cintos, tanto pretos com
eafeitesAs continlja, como dourados, e de lindas
filas e C velas, o mais fino que se pode encontrar
islo na loja Aguia de Ouro, ra do Cabugi n. 1 B*
Villa do Cabo.
Caroe verde.
Do da 13 do corrente mez por diaote se acha
e8tabelecido na mesma villa um acouguo que
vender carne todos os dias mais barata que em
oulro agougue,ex:eploando os dias de seitas-
leiras e domingos, tornando-se muito til esle
eslabelecimenio, aos habitantes da mesma co-
marca, de quem o proprietario espera grande
consumo, prometiendo bem seri-los.
ORGAO.
Vende-se um orgo proprio paracapella de en-
genho ou qualquer outra igreja : na ra Nova
numero 25.
Farello a 3,ooo ris
e cana a 240,
Vende-se farello a 3.000 ris o sacco, cana en-
garrafada a 240 a garrafa, na travessa do pateo
do Paraizo n. 16; casa pintada de amarello.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, loero e pinbo
por pregos razeareis.
Casemiras
Vendem-se casemiras proprias para forrar car-
ros : na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa
Vista, loja n. 20.
Na ra da Cruz n. 33, rende-se sebo do
Porto, reas de composigao, cera de carnauba, e
compram-se escravos mogos, nio se duvidando
pagar bem.
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fer-
nandas, vendem-se as seguintes fazendas. por
barato prego gollinhas a 400 rs.. chitas largas
a ZJ rs. o covado. toalhas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, ponta redonda, a 89, cor-
les do brim miudioho a 19200 o corte, fpegas de
I'iaa^ lne1.sa|PiCM "ra 8 1[2 raras a 4$500,
Ci de linho liso a 800 rs a rara, graratinhas a
fw rs., grvalas de rede para homem a 806 rs.,
neos de seda para homem a 19, colleles de vel-
ludo muito fino a 69, e muitas oulras azondas
que se rende por barato prego.
Kaese-aa-, asa* mm^^m
Vende-se a metade do engenho 1
Ara riba de baixo, situado na co-
marca do Cabo, uma
tante da estacSo da
denominada Olinda.
da fertilidade de seus
lima canoa.
Vende-si
nma excellente canoa qussi nova,
que carrega 450 feizes de capim : a tratar na laja
de fazendas ao p do arco de Santo Antonio.
) Vendem-se capas e perneiras de bor-
racha proprias para o invern : na loja
' de Nabu^o 4 C, na ra Nova n.2.
NaMMMft* t Veodem-sa na loja do Nabuco & C.,
i ua ra Nova n. 2, sapatos de borracha
para homem, senhora e meninos, por
I prego commodo.
^ Na loja de Nabuco & C, na ra Nora
n. 2, existe um soitimento do quadros
de Santos coloridos como sejam S. Joa-
9 a rezs, Santo Antonio, S Pedro, o Cora-
2J, Ci de Jess e o Sagrado Coracio de
V Maris.
legua dis-
via-ferr,
A respeto
terrenos e
das immensas vantagens que del
le se pode colber, em attencao as
excellentes qualidades que o dis-
tinguen], escusa do dizer, por
ser uma propriedade muito co-
ndecida nessa provincia : os pre-
tendentes dirijam-se a ra Au-
gusta, casa n 4>3, segundo an-
dar, que achara' com quem tra-
tar.
m 1% si
ao p do arco de Sanio
prora d'agua.
Sapa toes.
Nantes, sola dupla..... 5>500
uma sola......'.'.'. 59COO
para menino 48 e..... 39500
Mel borzegutns lustre....... 69OBO
Sapatoes lustre.......... 5J000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....59000
Francezes muito Ijem hilos.....?9500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco edorerdadeirocordavio para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em brulo, sola, fio, talxas etc.. ludo
em grande quentidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino eslampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo preco de
5jJ. ditos de merm liso muito finos a 49, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado
cortes de chita franceza com 11 corados a 29500
o corte, cambraias brancas do IQ9 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo n. 13 de Jo-
s Horeira Lopes.
Nova carlilha.
Acaba de aahir dos prelos desta typographia
uma nova edigao da carlilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas.se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
contioha a antiga carlilha do tbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar am moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella dos lelas mudateis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da felhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, dio a esta edigio da carlilha uma
preferencia assis importante: rende-se nica-
mente na lirrsria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
rende-se rico chaly de cores pelo diminuto pre-
go de 610 rs. o corado, frsnja para toalhas a 100
rs. a rara, leogo de soda a lf, chapeos de palha
para senhora os mais ricos que tem rindo ao
mercado.

Attencao
uA.

Vendem se dous leu adores de Jacaranda, 18
cadeiras e 1 larstorio, 6 quadros dourados com
estampas, tudo em bom estado e por mdico pre-
go; na ra da Cadeia do Recife, armazem n. 63,
confronte ao arco da Conceigo.
Serapliim & Irmao
com loja de ourives na ra do Ca-
bug n. 11.
parlicipam a todos os seus freguezes e amigos,
que por terem grande sortimento de norssjoias
muito delicadas e mais em moda, continuara a
render o mais em coota possirel, e se responsa-
bilisam pelas qualidades do oero, prata, diaman-
tes, brilhantes, etc., paseando coalas garantin-
do-as; os mesmos prerinem que nioguem se
deixe iltudir por individuos que andam renden-
do obras por fora desta praga, dizeodo serem di
casa dos mesmos, pois nunca tiveram nem teem
peasoa alguma encarregada de render joias suaa.
A 200 rs. o covado
Vendem-je ricas e finas casas de cores, esco-
lados padroes : no armazem de fazendas do Joio
Jos de Gooreta, roa do Queimado n. ou-
Vendo-s um burro noro e maito mana*,
anda com duas mudas por fazer. e por preco
oommodo : para rer e tratar, na eocheira (G
vSi. isarpor u d' cm" qu
Cal de Lisboa.
aJ2?^.a.2LVL,,0,i- *l,rt, e LUbM
peer, por pre^o oommodo: na nao de Anorta.
MSI o ojMar de Maaoel P, |. snra'l'r:
I* m Ssk? $%_ -
Gurgel & Perdigao
Ra da Cadeia loja n. 23.
Completo s>orlimento de fazendas.
cora
Receberara restidos de blondo
manta, capellaesaia de setim.
Simse filas para enfeitar vestidos de
cassmentos.
Luvas de Jouvin e enfeile para cabega.
Vestidos s'ipprjor de seda de cor.~
Vestidos ae cambraia branca bordados
e de phantasia modernos.
Manteletes, taimas, risitas de Ci,
paa de gorguro lisos e borda los.
ca-
Sedas de quadrinhos,
cores e moreantiqu*.
grosdenaples de
Satas balao ae luuas as qualidades e
tamanhopara senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora e de al-
godao para meninos de todas aa idades.
Penles de tartaruga dos mais acredi-
tados fabricantes de 109 a 39.
Pulceiras, legues e exiralo de aandalo.
Cassas organdys, diamantina, liasinhas,
chitas francezas e inglezas. '
Roupa feita.
Completo sortimento de aobrecasacas
paletots, caigas e colleles de caaemira de
panno, dio-se as amostras : aa ra da
Cadeia loja o. 13, de Gurgel & Perdiga*
Cheguem ao barato
O Preguiga est que imn do, em sualoja do
ra do Queimado n. a.
Pegas de bretaahs de rolo com 10 raras a
*8, caaemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palitots a 960 rs. ocovado, cam-
braia organdy do maito bom gosto a 480, rs,
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
*9, 59, e 69 a poca, dita tapada, com 10 varas
a 5 e 69 a peja,chitas largas de modernos e
oscolhidos padroes a 840, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 9 eada um, diioscom
uma s palma, maito finos a 8#500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias maito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos deseamos, para eoberta a 380 rs.
o covado, chitasescurss inglezas a 59900 a
Pca, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
lioho a 19, 19300 e 19600 a vara, dito preto
muilo encorpado a 19500 avara, brilbantin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes
cores a 360 ra. o covado, casemiras pretas
fioasa 29560, 39 a 39500 o covado, eambra
preta e de sal picos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente so compra-
dor, e de todaa ae dorio amostras coas penbor.
o
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m
o
2
ib
-
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conheoido e acreditado deposito da roa
dacadoi. do Recre. ajj. ha 9pm SZ&tiSi
dosWri .etaan da Ruaaia, nova o o auperior
quadade, aaaia. comotamoem cal rirgea em
podre ; todo por preooa mais baratos do que em
ootra qualquer parte.
Atlenaoao barato,

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veBdesTuTTmulata moga, bonitrfltrT
om muito bom lelto, propria para criar ment-
ios por aer maito limpa, e tam algumas bibfli-
v
Ondea.
Cascarrilha.
Na loja da aguia "de ouro, ra
do Cabug n 1 B
*,^Be-S^ol". propria encoamoada,
aa Uodee QUs de cascarrilha de lindae coresfro-
Drias pata enhile de vestido, que ao veadom por
baratusimo preqo de 3000 a peca, "l


DUlIO 31 tlMAMlDCt. SfiGfJKfitt FURA *> M MAJO H 1M1.

,_ ~"~-------'-----------;-----------------j. t ,, Z=Z
Enfetes de grade. I L3a fina para bordar.
A loia d'asmi. i....____....._ V___ ..._.._ A loja d'agula branca receten un oere> ao
A loja d'agula bresca receban ub novo aorti-
mento de lia de bonitas e diversas cores, e para
HHoiii fcommodldade de aua boa bssjaezia ata vandeo-
'I* aun "* Qw"*. toja de*7*a bia.o que ea outra parte ae nlo acha.
^ ""ac n. if, ^j ..j .* _. is. ji__s. u____ .__!
Sh!S!!?' *""* **eu MT"
5em!i l*^*- para enboraaf_e oa eati ten-
mm
lli
4 Tana triumpha.
Os baraleiros 4a leja
Encyclopedica
DE
Guimares A Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Receben! continuadamente da Europa
sedas, cambraiae, lias, chapeliaas depa-
Iha e de seds para senhoras, mantelete a
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidaa de baile.eeisa a balao de di-
versas qualiddes, saiaa bordadas de to-
das as qualiddes e presos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualiddes para cabeca de ae-
nhora?, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nio mencionamos',
lodos proprios para senhoraa.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grtalas, lencos, se-
brecasacos, cacado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratisaimo
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo.
Quena duvidar vi ver
Quem duvidar vi ver
Quem duvidar vvr.
Levem dioheiro
Levem dinbeiro
Levem dinbeiro.
gM9aKSM9W-aiQ ^owawMMwS
*^VDhos engarrafados
eodo aasim floa : so na loja d'aguia branca, ra
de Quoi asado n. tt.
16
4 PRIM4VER4
-Rea da Cadeia dt Recife--11
LOJA DE M1DEZAS
Di
^
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arinlho. .
Bucellas.
Malvaaia, em eaixas de orna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22, na loja di boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante increpa-
do, com duas varas de largura, pelo baralissimo
prego de 2400 rs. a vara
n. 22, na loia da boa .
na ra do Oueimado
carnauba a mais superior
: na ra da Cadeia do Re-
Fonseca Silva.
Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chiueza a
SI, dila de Cologae a 5*800 e g a gar-
rafa, fitas da velludo abertaa de todas
as larguras por precos baratissimos que
i vista daa amostras se dir, dilaa de
seda lavradas do diversaa larguraa,
franjas de differentes qualiddes, ba-
ldea para punhoa de bom goato a 320
ra.. bengilas superiores de 19 a 1*800
cada urna, apparelhoa de chi para bro-
quedos de criaacaa a 1, a, 3 e 4, ditos
de porcelana proprias para duas pes-
soas a 6$, jarres com pomada par a 39,
pomada em vidros de800 a 10 uro, tio-
teiroa para trazer oo bolso a 400 ra. um,
caixaa transparentes para rap urna 320
ra., ditas multo grandes a 500 rs ade-
remos tirados a I*, luvas de aeds para
hornero e aeobora a 800 rs. o par, esco-
ras unas para roupa a 19 urna, ditas
com espelhos s 800 rs., pulceiraa de
bom goato a 2*500 o par. figuras com
linteiros e arieiros um 500, 800 el*,
ricas caixinhas de vidros com espe-
lhos conteodo perfumaras a 2*500 cada
ama, meios sderecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabio leve a 160 rs. um,
pentes de massi em caixinhas a 600 e
800 um e a IglOO dos virados, lapea
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caetas de pao a 160 rs. a duzia, eaixi-
nbaa com lamparillas a 600 rs. a duzia,
botoea de todas as qualiddes para col-
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeilo a 160
rs. o par, boles de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 ra. um, alamares de metal para ca-
pules a 1*200 a duzia, pecas de bico de
10 varas de 600, 800, 1*, 1J200, 1*600,
1*800 e 2 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapalinhos de la a 400
ra. o par, condecas, balaioa e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 15 cada um, ditos do chili a 44, cada
nm, spalos de tapete para homem e
senhora a 1* o par, ditos de pelucia a
1*500 o par, eaixas com vidro e espe-
Iho para aabonele a 500 rs. e sera vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos do que em outra qualqner purte.
ur-
dales de merino
eslampados a 2*500; na ra do Queimado n. 22
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhss estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo barats-
imo prego de 1|: na ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2*600 a vara: na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha nsle genero
cife, loja n. 50.
Grande e novo
sortimento de fazendas como
em Paris, e s se vende ba-
rato na loja armazenada de
aportas da ra da Impera-
trizn 56.
Ra ds Imperztriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista, loja de 4 portas n. 56. vendem-se chitas
escuras e claras cores Oas a 160,180 e 200 rs. o
covado. ditas francezas escuras e claras a 240,
260 e 280 o covado, chales estampados a 2S600,
pegas de cassa para cortinados a 2*500, fitas de
cambraias linas para vestidos a 2*500, 3* e 3*500,
pegas de entremeios e tiras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador ae dir ; crinolina de cores, fszenda
muito larga para vestidos, que com poucos co-
vados se faz um vestido pela su a largura, prego
400 e 500 rs o covado: cheguem freguezes.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Hanteiga ingleza flor a 1* a libra, franeeza a
700 rs., cha preto a 1*400, passas novas a 560.
coacervas francezas e portugoezas a 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos oovos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualiddes a 1*400, charutos suspiros a 4g a
caixa, toucinho de Santos a 240 a libra, viobo do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1* a
lg500, rap Gasse da Bahis a 19 o bote, cognac a
9$ a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5J500a duzia. chi hysson a 2*500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguesas a 720 a tata, e outros muitos
gneros enfproporgo.
Luvas de
vidrilho
torzal
com virilno a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mu novas e bonitas
lavas pretas de torcal com vidrilho a 1* o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, eboneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente no-
neca, cujos pos sao acertadamente applicadoa pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sabir, como para iheatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2J, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alero de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis: ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Os lindos enfeites
para cabeca,
s na loja da aguia de ouro
n. 1B.
sao chegados os lindos enfeites de velludo a vi-
drilho, ultima moda, que se vendem por 6*000.
Sapatihhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapalinhos de setim. pri-
morosamente bordados, es auaes est vendendo
pelo baralissimo prego de 39. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
menn tambem bordados a 1*600 e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninaa que servem de anjos as pro-
ciasoea; tem brancaa. de listas, de florzinhaa, e
o bocal tecido de borracha, o mala engrcado
possivel: ludo isso na ra roa do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radvray & C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrucgdes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deaeja curar, os
quaes se vendem a 18000.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoulos.
Rofbas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhdes, arreios e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
i\i
Atte?o.
Vende-se nm cabriole! de duas rodas, perfei-
tamente acabado, aaaim como nm malo calache
anda em branca : quem pretender, drriia-se 4
ra de Domingos Pires a. 28, que achara com
quem tratar
Peclrincba.
Vendetta ama pergio de pea de craveiros dt
diferentes qualiddes, lano grandes, como pa
quenoe, pr as aito barato prega : a tratar
ra de Judia d. 20.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e oa de fra, que tem
exposto venda sabo de aua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigao.
Charutos de Havana
a 8,000 "
Superiores charutos de Havana, vende-se por
8*000 o cento, no armazem de Franciaco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus o. 12.
Loja das ( portas
EM
Em frente do Livrament
Luyas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas segaras, a 226
rs. o covado, ditos estreitos com muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassaa da corea segaras a
200 rs. o eovade, pegas da bretanha da rolo a 2|,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musae-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos da csea pin-
tados a 120 rs. cada um, sads preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
Seo l|400a vara, luvas de torcal muito finas a
mambla U 9 da aoite.
Atten Acba-se i venda na roa de S. Francisco n. 68,
segando aadar, urna eabrinha da 20 annas. com
todas as babilidades, a con ama cria da 4 annos.
Vende-se excellanta feriaba de Porto AU-
gre, ensaccada, a a prega maito coamado: a hoi-
oo do patache brasileiro Novo limas, tundeado
defroato do trapicho do algodo, oa no armazem
da Joio Igaaaio da Asilla. no Fasto do Mallos.
GttHCIA
a
f INDICIO LOW-HOW,
RaaaaSeazalia Jfevai.42.
Hasta estabelecimento contina abamum
ompleto sortimento da moendasemeiss mana-
to para engenho, machinas da va par tabas
te farro batido a eoado, da tadoi o tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem tenpra no saa depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandssor-
menio da tachas a moendas para engenho, da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar
n.
Novos e bonitos
enfeites de yelludo.
A loja d'ataia nunca acaba da recebar pela l-
"2= T,p01 "*ae** urna pequea quantidade de
afeites da velludo oa mais modernos e bonitos
que aqui tem vlndo, e de san costme est ven-
dando mui baratos a 10* cada em ; por isso di-
rijam-ae lego a dila loja d'aguia branca, rea do
mado n. 16, antea que se acabem.
no memo deposito ou na ra do Trapiche
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da roa do Qneimado n. 39,
acha-ae um grande armazem com todo o aorli-
mento de roupas feitaa, para eujo nm tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempeohar toda e qualquer obra que se lhe
encommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a lodas as pessoaa com especialidade aos
Illms. Srs. ofUciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparoa
e muito bem feitaa, tambem (rata-ae fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flgurinos que de" Peroa* a 200 rs. cada orna, clarinhos da linho
l vieram ; atm disso fiz-se mais casaquiobas
para montara, fardelaa ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallara, quer aeja aiageloa ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarsadores e de qualqner juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
ronhecidas at hoja-, assim como tem muito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens oa criados de libr que se
far pelo goato francesa. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franeeza bordadas ao mesmo gosto Affiaogando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, segundo o svstema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita doa
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
E pecuincha.
corles de riscado francez a 2*, covados do mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 41.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita ;qoe as
torna mui mimosas a 800 e 1* a vara,'precos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que eatao. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinleiros para eriangas, lagos
para corliaados, fronhas e muitas outras cousas ;
comprando-se pega se far algum abale : na ra
do Queimsdo, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite S
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa v in-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados aulorea
m elh oradoa
com novos
aperfe i coa-
mentos, fazendo pespeoto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trobes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. fazenda fina,
caigas de casemira pretas o de cores, .ditas de
bnm e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4*. ditos de fustao de cores a 4|,
4- eslameDhfl a *$, ditos de brim psrdo a
sV ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos da
gorguro de seda, grvalas de linho as maia mo-
IELOGI0S.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praga do Gorpo Santo, relogios do afamado fa-
bricante Koskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excedente gosto.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
frasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 1* o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado o. 16.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louga a 640 e 800 rs. cada um. Asu-
perioiidade de tal graxa j conhecida por quem
tem usada della, e ser mais por aquelles quo de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, cooser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa:
acha-se venda na ra do Queimado, loia d'a-
guia branca n. 16.
E' barato.
Sebolaa em rasteas a 800 rs. o canto, ditas aol-
Ui a 640 rs,; na na da Medra da Daos o. 18.
guezia da Gloria.
Vende-se urna propriedade sita na freguezia
da Gloria, com principios de obras de engenho,
como sejam pilares, casa de caldeira prompta,
casa de purgar comecada, estando j urna parte
coberta e toda madeira do engenho prompta no
Lugar' 'eodo terraa ufflcieoles psra safrejar mais
de mil pes e sendo o terreno de muilo boa pro-
duegio, vende-se por prego muito commodo : a
tratar no engenho Focinho freguezia de Jaboa-
to com Francisco de Souza Cavalcanti.
Charutos (flor de tabaco) de Ha-
vana.
Chocolate francez muito fino: chegou
pelo ultimo vapor em casa de J. Prae-
ger & C, ra da Cruz n. 11.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linbo da flores com
paqueaos deleitosa a* a duzia, ptimos pala pro-
co a qualidade. para oaervigo diario da qualquer
casa; na na do Queimado, laja d'aguia branca
numero 16. ^
Casa em Olinda para
v*3nder.
Venda-ie otas boa assa ds pedra a cal, aasabra-
dada para traz.eem 4 joartos. salas e 1 gstia-
le ao lado, bom quintal com algunas fruetelras,
na ra do Amparo n. 43 : a tratar aa prapa da
1 Independencia na. 1* e M.
ift
IMITA FEITA ANDA IAIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
ni
azeodas e obras feitasj
A
da uliima moda, todas estas fazendas se vende J
barato para acabar; a loja eat aborta das 6 ho-1
ras da manba ateas 9 da noite.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores psletots de casemirs
de quadrinhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 4 cada nm : na ra do Queimado n.
u, na loja da boa f.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catuga n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reia o masse.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca o. 16.
Arados americanosemachina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baralissimo preeo de I69 cada urna : na ra do
Oueimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados coro 2 e 3 babados a 5J : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
LOJA E ARMAZEM*
DS
IGes k Basto!
NA
lina do Queimado
*. 46, trente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacea pretas
nP* e de corM inuUo flB< a 2J,
**l paleto1 do mesmos pannoa
a 205,22$ e S4f, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14$. 16 e 18f, casa-
cas pretasmuitobem feitas ede superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muilo finos a 15, 16J
e 18$, ditos saceos daa mesmas casemi-
ra a IOS, *2 e 14J, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 8,t 10|
e 12, ditas de casemira decores a 7J.8,
jj e tO, ditaa de brim brancos muito
ina a 5J e 6, ditas de ditos de cores
uno
-..< o a ui/t unas ae anos ae cores s
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas core a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditoa
de ditos de cores a 4|500 e 5, ditos
brancos de seds para casamento a 5,
ditos ds 6, colletes de brim branco e de
fustao a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
29500 e 3, paletots pretos de merino de
corda o sacco e sobrecasseo a 7f, 8 e 9,
colletes pretos para luto a 4500 e 5,
tas pretas de merino a 4*500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditoa
sobreessaco a 6,7e 8f, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 35800 e 48, colletes de vel
Indo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditoa de alpaca pretos saceos a 3 e
3$500, ditos sobrecasacos a Sf e S500,
1 calcas de casemira pretas e de cores a 6,
68500 e 7, camisas psra menino a 20
a duzia, camisas inglezaa pregas Isrgaa
muito superior at32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate ondemandamoa executar todaa as
obras com brevidade.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninaa, eos esti vendendo a IgOO : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
la do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas:
chapeosdo Chille para homem e menino a 3500,
cortes de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
bados largos e traosparenlea a 3, pecas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 ra.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padrdes novos a 500 rs. o covado,
pegas de entremeios bordados finos a 1500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 avara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25, paletots do panno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 3500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 5. calcas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 5500 a 5, colletes do casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5,
cortes de cassa de cores a 2, pegas de madapo-
lo fino a 4J500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
para acabar.
A 6#000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Caigas de ganga muito fina e bem follas 3.
Ditas de meia casemira muito finas 2(500.
Ditaa de variaa fazendas que nao desbolo 2.
Colletes de velludo, gorguro, setim, por pre-
gos que de barato admira
Caigas de casemira preta
Paletots de merino preto 7.
Ditoa de ganga de quadrinhos 2.
Caixas de tarta-
ruga,
Na loja da aguia de ouro ra
do Gabug n 1B
chegado as lindas caixas de tartaruga para
rap, que se vendem por baralissimo prego de 3,
assim como de bfalo muilo finas a 19000, lf200,
na loja Aguia de Ouro, na ra do Cabug.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novaa delica-
das capellas do flores unas para as noivas, e u
esti vendendo a 6 e a 8, conformo o sen pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Velas joerfeilas
a680rs.
REMEDIO INGOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem tostemunhar as virtudes deste remedio
ncomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem sen forpoe
membros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer deseas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pomas, depois dedur
permanecido longo lempo nos hospitaes, o Me
deviam soffrer a amputago I Dellas ha mti-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren! sua a firma-
Uva.
Ningnem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tralamenio que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammagao da bexiga
da matris
Lepra.
Males das peraas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas,
Sarna.
SupuragSes ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas oo
das as pernas
no-
Vendem-se valsa do espetmacele em eaixa de
15 librea a 80 ra. n libra, a retaiho a 720 : na
Uavessa do paleo do Paraso n. t-18, casa pia-
lada do amarella.
Vende-so a casa de do** aaMarea aa ruad*
Agoas-Verdea n. M, em sota foftiai: procire aa
ra da Hoeda n. 15, sefndo andar.
Fazenda econmica.
Uaaiabaspara veatido aMO rs. O ovado, oo-
y >W ra.: Adriano (astro, roa do
Graspo n. 2.
Alporcas
Cai cabras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culit
em geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inflammagao do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e ontras pes-
soas encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanba.
Vende-se a 800 rs cada boceiinha contm
urna nslrucgao era portuguez para explicar o
modo do fazer oso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na raa de Cruz n. 23, em
Pernambuco.
4 grande
Fabrica de tamancos da
ruaDireita esquinada
travessa de S. Pedro
n. 16.
Istt sorlida do nm aovo e riquissiaao sortimen-
to de tamancos do todas ao qualiddes, qua ae
vendo tanto a retalbo como pequeas o gran-
des poseaos muito ees coole, a estagio propria
com urna pequea retribuido, todo* poderlo aa-
dar com o* pe* livraa do huaidade, pois tao pre-
judicial se torna a saude.
i
ao novo armazem
DE
BASTOS REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e vanaau ,u.,Dln Afl
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por precos ailo modi-
fleados como de seu rostume.assim como
sejam aobrreasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos fisurinoa a
26, 28. 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos prtto a 16|, 18J. 20 e a 24
diios de casemira de cor mesclado e d
novos padroea a 14. 16, 16, 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
rea a 9, 10, 12 e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12S, ditos
de sarja de aeda a sobrecasacados a 1S
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de merino chinez de apurado goslo'a 15
ditoa de alpaca preta a 7, 8, 93 e a 10.
ditos saceos pretos a 4, ditos de palba de
seda fazenda muito superior a 4J5C0 di-
tos de brim pardo e de fustao a 35C 4
e a 455C0, ditoa de fustao branco a'4
grande quantidade de caigas de casemira
preta e e corea a 7, 8, 9e a 11, ditas
r"'rdasi,$Le "J*- Us aebr"> doccrea
finas a 2*500, Sfc 3*500 e a 4#, ditas de
brim brancos finas a 4500, 55, 55O e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 68, colletes
de gorguro prelo e de corrs a 5$ e a 6g
ditos de casemira de cor e pelos a 4$5UO
VT ^te0^Sr1<,!fu5,5o braDC0 e e brim
a 3 e a 8*500, ditos de brim lona a 4
ditoa de ment para lulo a 4 e a 4J500
caigas de merm pata lulo a 4500 e a 58*
capas de borracha a 9. P*a BMiri08
, de- todos os tamanhos: caigas de c.emira
prefa ed. eor *5f. 6 e a 7, ditas dilas
de bnm a 2j, 3 e a 3500. paletots sac-
eos oe casemira preta iGJei ?, ditos
de cor a 6 e a 7J, ditoa de alpaca a 3
sobrecasacos de panno prelo a 12 e a
14, ditoa de alpaca preta a 5, bonels
para menino de todas asqualidades ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
Dar meninaa de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12*. ditos de gorsu-
bnm a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e rxuitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de !
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas paca se
mandar matufaclurar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promplido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
Vende-se urna escrava de 18annos, robns-
la ; na ra Velha n. 62, a tratar com o Sr. Dr.
JBorges Carneiro.
Escrayos fgidos.
Fogio no da 24 de abril do corrente anno
o escravo Verissimo, de Made 30 annos. pouco
mais ou menos, com os signses seguintes ; tem
um signal no rosto junto aoolho esquerdo, falta
de denles na frenle na parte inferior, tambem
marca de lelho no roslo, olhos grandes, peitos
estufados, estatura e corpo regulares, pouca bar-
ba, e tem marca de azorraque as cosas ; e por
isso pede-se as autoridades policiaes e catitees
de campo a captura do dito escravo, e entrega
na cidade de Goiaona ao Sr. alferes J0S0 Alves
Bragana. e 00 Recife aos Srs. Leal & Irmo, que
serao generosamente recompensados.
, ~" Ausentou-se da casa do abaito assignado,
lavrsdor de engenho Ubaquinha, no dia 1 do
corrente, nm seu escravo de oome Bamio, com
os signaes seguintes : mulato, 25 a 26 annos de
idade, testa larga e bem cantoda, pouca barba
espadoa!1 largas, bragos e pernas grossas, bonita
figura, abaiza a vista quando falla, cosluma mu-
dar o nome quando anda fgido. Esle escravo
toi comprado ba dous annos ao Sr. Ramualdo
Xavier de Carvalho. morador no termo da Esca-
. ro18"",e ,os senhores capiles de campo o s
autoridades toda a diligencia para o app-ehende-
rem, e leva-lo ao engenho cima que sero gene-
rosamente recompensados.
Fugio da cidade de Macei ao amanhecer
do da 10 de Janeiro do anno prximo passado,
um cabra de nome Anacleto, com os sigeaes se-
guintes :Baixo, grosso, pouca barba, cabellos
bem carapinhados. e um tanto arruivados, tem
um signal de espinha no nariz, e no pescoco a
cicatriz de um lalho de faca, o dedo grande da
mao direita aleijado deum panarisso, ps gros-
sos e chatos, e quando anda achala os dedos, car-
rancudo, e quando falla com o superior olhan-
do para o chao, sendo de muita torga, e esperto
para todo o servigo, tanto de campo como de
montana, e de cor clara. Foi comprado na
Cruz de S. Miguel da provincia do Pernambuco,
ao Sr. Joaquim Pinto da Silva, tem prenles na
cidade de Caruai de Pernambuco, para onde
lem viajado. Pertence hoje ao capitao Manoel
Pinto de Araujo, da villa de S. Miguel : quem o
Segar e levar alli ou em Macei, ao Sr. Manoel
os Teixeira de Oliveira, ser bem recompensa-
do, assim como quem delle der noticia exacla,
dizendo-se que assentara praga em um dos coi-
pos delinba de Pernambuco.
Esl fgido o preto de nome Luiz, crioulo,
estatura baixa, idade 30 a 35 annos, tem urna ci-
catriz na face direita, barbado, denles limados,
pernas pouco arqueadas, quem o pegar leve a seu
senhor, na ra daa Cruzes n., 36 t. andar, que
ser recompensado :
Boa gratificado.
Grsliflca-ae generosamente a quem appreben-
der e levar a seu senhor no engenho Pintos, fre-
guezia de Jaboatao, ou a ra Augusta n. 3, o es-
cravo Trajano, crioulo, com 40 annos de idade,
pouco mais ou menos, alto, secco, cabellos gri-
salhos, bastante barbado, e muita regrisia. E'
carreiro, mestre de assucar, costuma iotilular-sa
de livre, e tem, segundo consta, feito feira as
comarcas de Sanio Anto e Po-d'Alho, n-fugian-
do-se ora no lugar denominadorabaceiras em
casa de Joaquim de tal, ora em trras do engenho
Goit em casa de um morador do nome Joao
Francisco.
Ausentaram-se do eaaa de sua senhora a
escrava da Coate por noae.Luiza, que represen-
ta quarenta e tantos annos, .baixs, feia e muito
conhecida por ter sido sempre empregada em
vender na ra, e um filho crioulo por nome Mar-
colino, de idade de 11 annos, estes escravos fo-
ram do finado ioaqaim Jos Baptlsta o muito co-
nnecidos as Cinco Ponas ondo morou por al-
Sam tempo: quem os pegar pode leva-Ios a ra
o Aragio n, 7.
Alteado.
No dia 13 do corrente fuglo da casa n. 27 da
ra de Santa Bita urna escrava de nome Antonia
com os aigaaea segaiotes : representa (er 40 an-
nos, pouco mais ou menos, acaboeolada, sem
denles na frente, rosto bexigoso, nariz grosso.
cabellos crespos pea chatos e apapagaiados,
ceies um tanto grande*, tem nma marca preta em
urna das faces, ebeia do corpa, do estatura re-
gular, bastante feia ; levousaia de chita desbo-
tada, cabegio de cassa de quadros e chales ja ve-
Iho, filha da Babia; auspiila-s* stir em Be-
berlbe, ao sitio Pundio. oodo a foi apprehendida
quando eaerar Oa pessoa que a venden: roga-
se a* aatoridadeapoliciaes desse lagar, e aos pe-
destres, e cepilles U campo, de apprebende-la *
leva-la i reftesia casa.
------------------


(8)
DIARIO DE TOHA1BUCO. ~ SEGUNDA FEIR1 20 DB MAIO E 1811.
Litteratura.

De Paris a Madrid.
(Continuagao do o. 113}
m.
Madrid 13 de abril.
rVesse dia dava-se do Iheatro real o Bailo in
ruaschera,- opera do maestro Verdi, que moita
.gpnie aprecia e que pu ,i repugnancia
ntin enihusiasmo. Q Holl in niaschera c urna
osi,vao mixta dos dons generas de Verdi.
O,-' fjt ieaJBrar o Rigolelo, ora a aTraviata,
ms esl iuito distante rio Hernaoi, do Tro-
vatyro}, do Macbel e de todas as oulras operas
queestabeleceram o crdito do raietro, sem ex-
ceptuar'I Lombardi e mesroo o Nabuco-
donosor, por eatre cujo ruido descompoalo *
not msica de fino loquo.
o iheiro real ji o leitor sabe que un dos
melhores da Europa, e, sera durida, aquello em
3uo o espectador assistecora maior comtuodida-
e s uneges lyricas da opera italiana. N'isto
Dio ha exageragio. Tomara ou ter sempre que
lou'sr tudo quanto fazem ejdizem estes nossos
visiones bespaohoes 1
A nica circumstancia que desfeia o theatro
e a collocsgio da tribuna real na 2.* ardem
depois das trizas. Nunca me foi possivel ade-
viuhar a razio desta extravagancia, at que
um hespanhol, doa que leem viajado e corrigido
as tiagens o orgulho nacional, me disse que po-
zeram all a tribuna para honrar a 2.a ordem,
l'orqus de outra forma ninguem quereria cama-
rote seno na 1.a.
Com eiTeito. s trizas chamam-se Paleo* de pla-
tea, primeira ordem, que muilo elevada,
Palcos bajos e 2.a Palcot principales 1 As pas-
osas que nao duvidam de si vio para as trizas e
1:" ordem ; as oulras na 2.a julgam-se ao lado
da rainha e satisfazem-se com isso.
as casas acontece o mesmo. Depois do cuar-
to bajo e do Enlresuello que se entra no Piso
principal, que 6, pelo menos, 2." andar O que
mora oo quinto ere habitar o terceiro, o que
poico decente na sociedade 1 Estas arma-
dilhas ao orgulho e vaidade do publico sao cu-
riosas.
Boa reprehensio me custou este meu cuidado
pelos ervos de S. S. Excs i Dissorara-me que
urna hespanhola e urna allemia que sesenle cora
torcas de ser hespanhola aabem ser homens, quan-
do as clrcumstancias o exlgem !
A condese* de Relia ignorara tudo, porm ni
veapera recebra urna carta do marques de Cam-
po Hermoso, scu prenle e amigo da familia,
pedindo a j niho sfc-
iuque de Pora
brana. A condesas raoslrou a carta & Qlha esta
responden que nao quera casar.
Eu nao posso da^esja respoeta ao raarquez
Lr- replicou a mae..Ajfrmoo do duque s nle
recusar-se se j es*iverulra acceita.
Valha-me Dens, minha mi I P.is quer
obrigar-me a casar ? lornou a senhorila, to-
mando affecluosamente com as suas duas maos
a da ooodessa.
no. te-jirre de le obrigar a casar com
quem le nao egrade. Tu podes escolher ; pola
escomo, mas bem vs que nao podes flear sol-
t! ra.
E porqoe nao ? volveu, sorrindo, a se-
nhonts.
Porque pode nio ser. Qaeres que digara que
te eduquei de maneira que acabou em ti a casa de
Ralla e de Lialva? Teu pae podia consentir n'isso
Eu nao. ^
Poisbem, minha boa mi. Ninguem hade
atreverse a murmurar da educacie que me deu.
Eu peco-lhe tres dias para responder. Nio
muilo ?
Nao muilo, nio. Has olhaque no fim dos
tres das, has-de dar urna resposla serla.
Prometi que sim respondeu Margarida
com os olhos arrasados de lagrimas, que a mae
nio chegou a ver.
Esta conversagio fdra ao almogo e desde entio
tioham as duas senhoras passado^ dia eestavam
passindo a noile a meditar oeste importante ne-
gocio.
Antes do fim do primeiro acto, como ia di-
zendo, abnu-se a friza, queestivera vasia al en-
laa, e appareceu urna velha, que'lomou o lugar
superior. Depois urna mulher nova, riquissima-
mente vestida e muilo elegante, ser.tou-se no lu-
gar inferior. Dous visinhos raeus disseram um
ao oulro :
bo~" ?'~--.a Peral,a com zmola da tia. Que
=5?
o viu, cuidou^ae era ol Peralta. Foifara Logo na primeira visita, as visitas do temivel
tnumpho pata o Granadino. Elle diz que foi monarcha, recordado pelo trate singular dos
lima hnnn tllM na tplialnva Kaana.Ll _------------------- ------ *
urna honra
asi.
para os artistas hespanhea e tem
O camarote de Relia dos qua chamara bajos.
Nao sa difierenga em cousa alguma dos outroi
e tem como elles um sali, que serve de sepa-
ragio urna cortina de velludo da rdr do forro do
papel, que encarnado escuro. A' frente eslava
a condessa no lugar principal, tendo do lado ep-
poslo Margarida. D. Julio, que nesse dia jamara
com ellas e as acompanhra ao thealro, tomara
asiento junio da coodessa, cu para contemplar a
Eoiva ou por alinelo para com a mi.
A familia de Lovera pude nessa noite slcincar
o camarote immediato ao de Eelta. Estavam
n'clle Pepita, a allemia, e D. Telroo, e o conde
de S. Marino, maucebo de vinte e tantos annos
e primo dos de Lovera.
As duas familias chegaram tarde e com peque-
no iolexvallo. Quaodo lomaram lugar, os oculos
convergirn? lodos para all. Murmurra-se em
Madrid que o casamento eslava desfeito, sem que
se soubesse a causa. Notra-se tambom que ha-
via muilos dias nao apparecia a familia de Relia
cm nenuum espectculo o que at na Fuente
Castellana se mostrara com monor frequeocia.
D'aqui se tinham originado mil rumores, que
sao as delicias da sociedade rica e occiosa de
todas as capitaes e queem Malridso o pao nos-
so de cada dia dos eloganles masculinos, feme-
ninos e neutros, seneutros na, como cu leoho
razoes para acreditar. A curiosidide publica era,
pois, natural.
Eu tioha deixado o meu lugar de platea para ir
visitar um baoqueiro, que-conhecra om Pars,
homem de origem popular e vaidoso d'essa pro-
cedencia, porque em, necessario ter vaidade de
alguma cousa. Nio digo que fui all purificar-
me do nevoeiro de grandeza em que anda envol-
vida a populacao de Madrid, mas confesso (aqui
muilo em segredo) que pela raridade me foi agra-
davel achar-me junio de urna seohora idosa e de
duas meninas, que nao eram damas de Haria
Luiza, e conversando com um honrado homem
que, aperar de nio ser grande de llespaoha de
1.a, Dem de 2.a nem de 3.a classe, e sem ter ti-
tulo, grao-cruz ou habito das ordena militares,
goza da melhor reputac&o e de grande estima em
toda a Hespanha.
Do camarote do banqueiro vi chegar as duas
familias de Relia e de Lovera. A mulher do ban-
queiro perguotou-me quando se fazia o casa-
mento. Respond que ouvira dizer seria em
breve. As meninas, essas examinaram o analy-
saram miudamente os vestidos e enfeites da se-
nhorila de Relta e decidiram que era a mais lin-
da e elegante pessoade Madrid.
E' pena, disse a mi, que se case com o (1-
Iho do bao, pessoa que me nio agrada e de
quem nao goatam nada em Madrid.
Pois era desse casamento que me fallava,
minha seohora?
Cerlamenle. E' voz geral que se desfez o
ajuste com o de Lovera e que a mi, por des-
uello, a d ao baraosilo. Pois lastima I
Creio que e3se boato falso e que foi o ba,-
rao quem o fez espalhar para ver aa vinha rea-
lisar-se.
Nao duvido. Capaz disso elle, segundo
dizem. A culpa teem os paes que recebem em
casa d'aquelles sugeitiohos.
N'isso levantou-se o panno e eu volt i ao meu
lugar de platea, d'oode podia examinar a minha
Tontade os dramas dos camarotes, quasi sempre
mais inleressantes paraos iniciados n'esses se-
gredos do que os oulros, apezar da msica.
O theatro eslava cheio. Apenas havia vazia
urna friza quasi defroote dos camarotes de Relia
e de Lovera, a qual esleve sem genle al o fim
do segundo acto. N'essa friza punha eu as mi-
rillas melhores esperanzas, porque nao via em
nenhum camarote a Peralta, que, todava, me
prometiera vir nessa noite ao theatro. A minha
anciedade era grande. Nos dous camarotes era
visivel em D, Julio e na familia de Lovera. As
de Rflta nao sabiam cousa alguma, emquanlo
parecessem ambas mu pensativas e tristes.
D. Julio, apezar da minha recommenda;o,
tinha narrado ludo irmia, aoirmlo e a instan-
cias d'elles condessa de Ladslein. Eu recom-
mendra o segredo com recelo de que o negocio
se azedasse entre os Loveras e o bario e que re-
sullassem consequencia s que fossem capazes de
causar sensac^es demasiado fortes &s senhoras.
almas
E vem tom brilhantes I dizia o oulro
L que foi da de galla l em casa I Talvez que
seja boje o santo dd duque Estas meninas nao
Ibes falta nada I Psrecem duquezas.
Nao sao duquezas de direlto, mas como se
o fossem.
Voltei a cabera e vi peralta em tolo o esplen-
dor de urna riquissima toilette e com os famige-
rados brilhantes do ourives Daumot. Viera
larde, provavelmenle, para excitar mais a atten-
jao e para que Ihe nolassem os brilhantes.
Estas mulheres dizia um dos meus vizi-
nnos sao assiro. Goslam de arruido e do que
todos as admirem. Nao podem vir ao theatro s
horas da outra gente Chegam s dez e meia
para perturbar o espectculo. Se eu fosse poli-
ca, mandava-as fiar estopa.
Colladas I interronpeu o oulro.
Coiladas ? Sao urna vboras. Esta d cabo
do duque. Dizem que ra como as cobras e
que nio tem alma uom coracio. O seu Deus o
dinheiro.
Eolio que queres ? Sao Ulnas de marmore.
_~ E e*,a a peior de Madrid. Nunca fez ac-
Qao ba na sua vida.
Ahi me deu a mim vontade de os coolradizer
dizendo-lhes que e entrada tarde e tudoquant
censuravam os dous eram as melhores aecesque
talvez em toda a sui vida a Peralta livesse feito
Nao o fk. porque tenho44 annos. N'esta edade
J 8e be, por experiencia, que o mundo a valia
ludo s cegas e tontamente, que sempre assim foi
e ha de ser, o peior.
Quanta gente virtuosa conhego eu de quera o
mundo diz cousas atrocissimas e quanta outra
cojos vicios o publico tolera e quasi lhes d hon-
ras de virtudes Vale mais cahir em graca do
que ser engrasado, diz o proverbio. E que bom
que diz 1 1
O primeiro que avistou a Peralta foi D. Juio.
Toroou o oculo e xou por muilo lempo a for-
mosa Nipn madrilea. Cuidava provocar assim
a cunosidade das senhoras, porm o final do se-
gundo acto do Bailo in maschera absorvia in
teiramente aattenco da coodessa e de llagarida.
A situacio criticado Renato, de Ricardo e Ame-
lia, todos victimas de apparencias engaosas, e
o riso provocador dos conjurados, fizerara esque-
cer momentneamente as penas que affligiam o
coracao da senhorila e de sua extremosa mae.
Ao cahir do panno, D. Julio disse muito natu-
ralmente :
E' o mesmo assumpto do Regente >. E'
a historia da humanidade. Apparencias, suspei-
las, crenca demasiada e desgranas teiris I
E' verdade, D. Julio acudiu a condessa.
Crr sem provas grande imprulcncia. Ahi
vae Renato matar o seu melhor amigo por una
suspeila....
E quando ha provas ? interrompeu Mar-
garida emtom que pareca eocobrir urna allusao.
Cora provas outra cousa, -~ respondeu
D. Julio, lomando o oculo e fixando-o na friza
fronteira mas tambem ha provas falsas. Ji
viu, Sra. condessa, como a Peralta est hoje ele-
gante ?
A condessa pegou no oculo e dirigiu-o para o
camarote da celebre andaluza. A senhorila c-
rou e olhou para D. Julio, espantada do atrevi-
mento com que elle ousava recordar um nome
que trazia lembranca a pouca delicadeza com
que obrara acerca das joias.
Pepita voltou-se no camarote e perguntou a D.
Julio se j vira a Peralta. Margarida levou o len-
to aos olhos, onde lhe balougaram lagrimas, nio
de amor, nem de cholera, mas de humilhacio,
que sio as mais amargas entre os multiplicados
prantos da vida humana. Esta insistencia dos
Loveras parecia-lhe grosseira. A pergunta de
Pepita era urna especie de aflronta. Apoz o
amor perdido, a amizade seguia o mesmo cami-
nho I
E' singular 1 disse a condessa muito na-
turalmente, sem baixar oculo. APeralta tem
um collar exactamente como o teu collar de noi-
va. Repara, Margarida.
Parece irmao disse D. Julio. Aquelle
obra de Daumont. O da senhorila foi feilo peto
Granadino. Agora j o posso revelar. E lio
bem desempeorado est, que o Daumont, quando
FOLHE1IM
o
0BATEDORDEESTRADA
roa
PAJJLO DUPLESSIS.
De eorio volvea a coodessa. Eoj
pense! que um ourives hespanhol fos
fazer obra tao delicada. Mas cono o
ifazer? Parece-me que Daumont
os modelos. Aj meno
disse isso, quando a Peralta lebre collar que eu nao conhecia. Fellou-se
isso durante dous anoos ediiia-se que Daumool
se obrigira a nao fazer oulro egual.
Exactamente, porm os modelos eram pro-
[priedade de Rolhschitd, que os comprou a Du-
fpnchel para que mo se uzease oulro collar em
ranga, e c Granadino obteve-os do proprio baran
James por iotervencao de u-n capialista de Ma-
drid.
O que pule a rivalidade I Haseomo oque o
Daumont viu o collar do Granadino? Este de
.corto, lh'o nio mandara a casa. Dizem que so-
berbo e orgulhoso como poucos.
Isso um segredo que eu nio posso eontar
retrucou D. Julio. O fado que o viu cui-
dando que era oda Peralta, examfnou-o e'afllr-
mou que o liona feilo.
Marxarida nio lirava o oculo da Peralta, que
alm do collar e do diadema, deixava ver os brin-
cos gracas ao penleado intencionalmente dispos-
to, o bracelete e o 6roe/i. Ao ouvr as ultimas
palavras de D. Julio, sentiu outra vez affoguea-
rem-se-lhe es faces de jubilo e de vergouha.
Alegrava-a a jujlilcso completa do noivo e pe-
sava-lhede ler sido injusta com elle. A idea de
o ler ofjendido tanto trazia-lhe de novo o peosa-
mento de que o consorcio era impossivel.
D. Julio, cuja habilidade diplomtica se mani-
festara cada vez mais, conhecou a perplexidade
em que eslava a alma boa e nobre de Margarida
e, como visse que ella nao cessava de olhar pelo
oculo para a Peralta, eotendeu que a cunosidade
eslava salisfeiia e que a senhorita se deixira fi-
car naquelia poji$So para encobrlr a seosacao
que expenmentava. Aflnal, disse-lhe :
Sao muilo semelhanles os dous collares.
Nao verdade?
Margarida abaiiou os oculos, pousou-os em
urna cadeira, olhou para D. Julio e leu-lhe na
physionomia tanta modestia e timidez, naquelia
Logo
guardas,
i espectros que me precediera.
hora 4 tnumpho e de justificacao plena aueni ?" h,'slor,i.co,' fuenciona nos seus escriptos,
P6de resistir a'esta noL VSSS o ho-i ^?X"^lluJ^!**?F"^
pode resistir a esta nobre delicadeza do homem
que, na realidade, ella prefera a todos. D. Julio
pareca pesaroso de urna victoria que poderla hu-
milhar Margarida ; este pezar era amor, nobreza
de alma e generosidade, virtudes que o coragao
da mulher reconhece logo com o seu iostiocto so-
brenatural e de que se deixa sempre csplivar.
Olhando para D. Julio, Margarida sorriu com
rubor que lhe animara o roslo extraordinaria-
mente e eslendeu-lhe a mi direita, que o se-
nhorito de Lovera apertou na sua com allectuoso
carioho. A condessa nio comprehendia esta ace-
a muda e ia fazer urna pergunta, quando se le-
vanlou o panno.
Ao ultimo acto nio assistiu nenhuma das pes-
soas que estavam nos dous camarotes, comquanlo
se nao retirassem dos seus lugares. Margarida
o Julio, reconciliados em um aperlode mao, vin-
gavam-se da afleclada frieza dos dias anteceden-
tes e conlavam ura ao outro, em olhares clo-
queles, as magoas passadss e a felicidade da-
quella hora. A condessa observara com jubilo a
mudanga e nio ousava fazer a menor pergunta
com receio de perturbar urna ventura que ella
tanto lamentara que se tivesse interrompido.
Pepita e a condessa de Lsndstein nao tir'avam
os oihos do camarote de Relta e mostravam ter
ouvidoe observado tudo. D. Telmo eslava de
p, olhando para a noiva do irmio, e cesara de
conversar com a sua. O conde de S. Marino quei-
xava se da distraccio de Pepita, que lhe respon-
da com monosyllabos nem sempre apropriados ao
que elle lhe dizia.
No fim da representago, as duas familias reu-
niram-se no camarote de Relta. Eu chegava nes-
sa occasio, porque entender dever deixar sos os
interessadose nao es importunar coma presenga
de um eslraoho, embora sabedor dos negocios
das duas familias.
Margarida, quando viu entrar Pepita, langou-
se-lhe nos bracos, e, dando outra vez a mi a D.
Julio, disse para a condessa :
Minha mi, os tres dias estio passados.
Pode mandar dizer ao marquez de Campo Her-
moso que eu estou justa a casar com D. Julio. O
dia do meu casamento ser o segundo dia feliz da
minha vida. O primeiro hoje.
Julio ha de fazer com que todos o sejara
egualmeote respondeu a condessa com voz
commovidae abracando a fi I ha.
D. Julio levou aos beicosa mo de Margarida e
beijou-a em silencio. Nos todos manifestamos
aos noivos a alegria sincera que nos dominava.
O conde de S. Marino, sem conhecer o segredo
desta reconciliacio, folgava com o jubilo de duas
familias que amava do coragao.
Acompaohamo3 as senhoras s carruagens, e,
despedidas que foram, D. Telmo affastou-se para
fallar com dous homens que nessa occasiio lhe
pediram para ouvi-Ios. Nos Acarnos esperando a
pequea distancia.
(Continuar-se-na).
PRIMEIRA PARTE.
(Continuacao.)
Por volla de onze horas, D. llenrique, que al
entao linha deixado a sua encantadora compa-
Dheira de caga em plena liberdade, approximou-
ae insensivelmente delta, sem todava dardemons-
trsgao de que o Qzera de caso pensado.
Senhorita, disse elle, vossa prophecia reali-
sou-se. Nio se pode mais supportar o calor dt
aihmosphera ao sol Nio me allestes ha pouco
de um abrigo sombro o livre do serpentea que
conheceis nestas visinhancas ?
Sim, senhor.aquelle bosque... ali... cem
passos de nos. Desjaes que vamos nos refugiar
nelle ?
Oh I com muito gosto.
O bosque em que penetraram os dous jovens
tinha urna prospectiva encantadora. Arvoresde
prodigiosa grossura, porm longo urna da outra,
ocobriam lateralmente com um tecto de folha-
8-m bastante denso para preservar o terreno do
ardor ao eol, mas nao tsoto qoe impedisse o ar
de circular livremente. A ierra cobarta de um
musgo fino e compacto, raui semelbante um
tapete de velludo verde, MofeMna guarida forne-
cia aos reptis e insectos, e diva o viajante doce
i
( EITRACTOS DE VIAGENS. )
Tendo esmprado dous bilhetes. cada um por 6
pennys, no Armory office, que tica urna das
portas da Torre de Londres, entrei n'aquella re-
cordagao monumental dos mais trgicos successos
da historia de Inglaterra.
Demorei-me na sala de espera (Waitingroom),
em quanlo nio chegou um dos guardas que, des-
de as 10 horas da maohia at as 4 da tarde, ap-
parecem n'essa casa, de meia em meia hora, pa-
ra conduzirem os habitantes ao interior do edi-
ficio.
Entraram seis ou sete dos taes guardas ao
mesmo lempo, e pensel que eslava em algum
baile de carnaval, porque o uniforme desta mili-
cia especial invariavelmente o mesmo desde o
lempo de Henrique VIII
E' possivel que estes extractos de apontamen-
tos que tinham mais largas dimenses se resin-
tam da melancola que me deixou n'alma, por
bastante lempo, a semana que dediquei obser-
varlo da Torre de Londres e dos seus archivos.
ao,|comose fdra um espelho facea-
icava o guarda que me servia do guia
^or orna legio dellea. marchando compaseada-
ole e levando ao supplicio essas formosuras
kfsgnoasque do alto do throno ou do,leito nnp-
farocidade do um homem arremessou ao
ctelo do algozl
Os Ingleses sabem, como ninguem, imprimir
na physionomia da dOr o gesto da'gargalhada*
Isla guarda de comparsaria de opera italiana,
fazendo servigo em um*dos seus mais celebres
monumentos, s os Inglezes podiam imaginar,
manter e receiar. *
O efleito que taes figuras produzem ao p das
pessoaa vestidas com oj trajes da aclualidade sd
devia ser convenientemente reproduzido pelo la-
pisde Granville ou de Gustavo Dor.
Nio possivel entrar na sala das armaduras
ou na dos diamantes da corda, sem ter ao lado
um daquellcs estafermos.
Um dos bilhetes serve para entrar na primeira
das salas que mencionei, bem como na sala da
rainha Isabel e na das armas. O oulro bilhele
serve nicamente para ver as joias da corda ou o
sua imilacao. Noobstaule, a gaiola de ferro em
que estio encarceradas. ha quem sustente que as
pegas expostas sio apenas copias conformes de
origioaes que se conservan) guardados no maior
recato, atienden lo ao seu extraordinario valor.
N'este ponto, reservarei a minha opioiio, co-
mo fazem os polticos que se nio querem com-
prometter.
E' possivel, no entanto, que os celebres dia-
mantes da corda, expostos por 6 pennys, teoham
authenlicidade duvidosa, como era a da celebre
bandeira invencivel e a veracidade dos despojos
da grande armada hespanhola, cousas que o via-
jante nao encontr nos lugares que oceupam, du-
rante muitos anoos, entre as riquissimas collec-
ces archeologicas da Torre.
O Sr. Hewit, cavalleiro muilo instruido o com
inteiro conhecimento dos documentos que per-
tencem aos archivos deste -edificio, essencial-
mente histrico, menciona nos seus escriptos,
srcheologia nio depreciam j a verdadeira im-
portancia da coliecgo de armaduras, que estio
guarnecendo urna das salas e que abrangem
exemplares de todas as pocas, salvas raras io-
terrupQoes, contar dos primeiros reis de Ingla-
terra.
Concordamos com o Ilustre escriptor. Se as
suss razoes tivessem sido completamente ouvi-
das, nio se mostrara anda em Edimburgo a
mancha desangue que foi o prego da vida de um
hornera para a calumnia manchar a fama de urna
rainha desditosa, nem tao pouco o viajante seria
levado contemplar o leilo da infeliz Mara
Slwart, que era essa mesma rainha. estando an-
da, segundo dizem os cicerones ofjiciaes, com a
roupa e coberta que tinha as ultimas noites em
que foi regado, pelas ardentes lagrimas do mais
hornvel infortunio.
O leitor oo deixar de reparar em que a Ierra
inventora do principio da divisio do trabalho
lambem ioventou a divisio dos bilhetes para se-
rem visitadas as difiranlos partes de que se
compem os s?us monumentos. O viajante, des-
de que entra em qualquerdelles, urna letra que
vae sendo oodossada de cicerone em cicerone,
deixando na mao de cada um certa quantia, como
commisso do descont. Existe o maior rigor
no modo como se respeitam estas dierentes po-
tencias explicativas do que descrevem, sem com-
prehendor na maior parle dos casos.
Nenhum
collega.
invade a fronteira dos dominios do
Em Wtndsor-Castle, onde o leitor ainda ha de
ter a condescendencia de rae acompanhar, eslava
eu, um dia, ao p da estufa em que se guarda
urna cepa monstruosa, carregada de portentosos
cachos, e, quando pergunlei alguma cousa ao
guarda que me acompanhava, este nao me res-
pondeu palavra, mas endossnu-me um collega,
o qual, mediante 6 pennys por um bilhete espe-
cial, me deixou ver aquellas uvas lio recatadas
que da eslufa nicamente passam para os pratos
da mesa real I
llavera quem talvez repare no espirito mer-
cantil vegetando ra da estufa, ao passo que l
dentro se ostenta, cercada de cuidados, a plaula
que ao sol vivificante do nosso bello clima se es-
tende sobre as campias ou veste as encostas
dos montes.
Confesso que nio eslrauhei o uso. A primei-
ra vez que o presenciei at me pareceu urna cou-
sa essencialmente democrtica que por Gpennys,
somma accessivel s menores fortunas, seja per-
miindo a todos ver o fructo exclusivamente des-
tinado mesa da soberana de urna grande nagio.
Fui maislonge do que se pensa e saudei a egual-
dade do povo inglez perante a cepa e o cacho de
uvas.
O leitor nio tomar este incidente como fra de
proposito, porque ao escrev-lo, nao fiz mais do
que reproduzir oque ia pensando para me distra-
hir do que montonamente resmungava o guarda
para ler o direito de eu lhe pagar a erudigo que
prorava ao repetir-me, como se fdra um papa-
gaio bem ensinado, a soguinte narrativa :
oA Torre de Londres foi edificada por Guilher-
rae, o conquistador, em 1078. Os seus successo-
res, Guilhermino e Henrique I, augmentaram-a
bastante. O primeiro cercou-a de bem construi-
dos muros em 1097.
Longchamps, bispo de Ely, em vez de adop-
tar com alguma egreja, ampliou as suas fortifi-
cage e ordeoou a abertura de um fosso interior
emll90, reinando Ricardo I. Tambera Henrique
III em 1240 acrescentou os meios de deleza da
celebre torre ; o mesmo exemplo seguiram outros
principes e entre elles Eduardo I, Est situada na
margem septentrional do Tamisa, na extremida-
de E da cidade. Occupa doze geiras de tena e a
grande muralha toda de lijlo. O canhea
que a guarnecem (dominara todas as suas aveni-
das. No interior contm multas casas particula-
res....
Pego licenga para abrir dm parenthesis na subs-
tancial preleegio do meu compaoheiro.
Nesle ponto do seu discurso, lembrei-me do
(*) Vide Diario n. 114.
e tranquillo repouso. Quasi que nao ha malta oo
Mxico que nio possua semelhanles oasis.
Que pensaes de minha hospitalidade, se-
nhor ? disse a menina senlando-se graciosa-
mente ao p de urna arvore.
O joven inclinou-se sem responder. Sua cor
paluda, a oppresso do pcito, a mobilidade de
seu naris, e alm de tudo seu olhar chamejautedi-
zia ra que elleestava atacado de urna emocao vio-
lenta. Deitou em trra a caga que tinha
morto, encostou a carabina urna arvore, e depois
de pequea pausa, tomou aasento ao p de An-
tonia.
Nao me flzeste ha pouco a honra de m% di-
rigir a palavra, senhorita ?~
Sim, senhor, perguotei-vos oque pensaveis
deste bosque?
Pens, Antonia, que as mais esplendidas
bellezas da natureza nada sao ao p de vos, que,
sois a sua maravilha I
A menina nio deu demonstrarlo de dar im-
portancia alguma esta resposla, o entretanto
estremeceu.
Que tendee, Antonia, replicou D. Henri-
que.
Nosei... Tenfco fri...
Fri, com esse lempo ? Talvez seja por
esta passagem repentina do sol sombra.
Antonia ficou um instante calada ; e depois le-
vantou-se bruscamente!
Nao- fro que eu tenho, murmurou ella.
Que tendea, pois ?
Tenho roedo...
D. Henrique tambom se tinha levantado.
Medo ? repetiu elle procurando rir-se 1 Per-
mit!-me. D. Antonia, que me admire desta res-
posla. Que perigo podis eorrer aqui ?
Nenhum... euconhego isso... mas que que
reis, senhor ?.., a imprassao que eu soffro vnce-
me a razio e a vootade.
Nio duvido, se fVesseis um motivo por
mais pueril que fosse...
Antonia deu um grito 8uffoca.de, intoirompen-
do D. Henrique :
Adeus, senhor.
Que 1 quererieis por-vos caminho apezar
deste calor mortal I Picae certa que nio vos dei-
xarei commetter tao grande imprudoncia. Um
raio de sol do meio dia mala lio certo come urna
bala de espingarda.
A menina, sem fazer caso desta advertencia,
dispunha-se passar a mo carabina ; mas o
joven poodo-se em frente della e pegaodo-lhe
brandamente oo brago, lhe disse em tom signifi-
cativo de urna irrevogavel resolugio :
Antonia, em vosso interesse empregsrei
forga, se fdr preciso, para reter-vos : vos nio
iris 1
Ao contacto da mi no seu delicado brago, a
pobre menina recuou com precipilagao cheia de
terror.
Mas, sois vos, senhor, que me fazeis medo 1
exclamou ella.
Um longo silencio se seguiu estas pa-
lavras.
Eu vos fago medo, Antonia ? disse D. Hen-
rique em tom de irona e admiragao ; que re-
ceiaes de mim ?
Nio sei.
Que vos roube ?
Ah senhor 1...
Que vos mate ?
Nao, nio... de que vos servira estecrime?
Entio qual a causa de um terror lio pou-
co lisoogeiro para mim ?
au o posto adevinhar Esquecei-vos, se-
nhor, eu vos pego, da confissao que escapou de
meus labios ; reconhego que foi mal. mil vezea
mal ; mas que queris? eu mesma nio me com-
prebendo t era preciso que ettivesse louea, in-
sensata 1 Sm^declaro que sola um homem de
honra, meu bom seoso me diz que nada tenho A
temer de vosso carcter; e entretanto repito, vos
me fazeis medo, muito medo I
Antonia, se a lioguagem que acabaes de ter
comigo aahlsse da. bocea de urna outra mulher,
eu nao achaiia nellaseoio um motivo de alegria,
a lhe respondera com finezas; mas viudo de
vos, incommods-me muito. Todava esta vossa
desconaoga, ao meino lempo t&o raga e inju-
nosa, me preciosa, porque me permute tratar
francamente de um objecto que nos interessi
egualmente ambos, e que at boje nao me atre-
v fallar nelle, nao sei porque I... Antonia, eu
vos amo I
Vs amaes-me, rep.eliu a menina estupefac-
ta. Oh I nao... impossivel t
. Menina, conlinuou D. Henrique, com urna
violencia apaixonada, eu vos amo como ninguem
vos poderia amar. Ouvi-rae, Antonia : nio co-
nheceis nada deste mundo.... ea nio sou um ho-
rnera ordinaiio meu amor o para vs um
tnumpho e urna felicidade, cujo alcance vos dif
Qcil comprehender. Em minha patria, ero Franga,
a.terra dos esplendores e do prazer, sou contado
entre as mais nobres familias.... A' ouvir-se meu
nome, abrem-se as portas dos mais filustres sa-
los Tenho o direito de me apresentar e ser
recebido por toda a parte; eisto nio porque te-
nha o acaso me valido no nascimento, mas por
que minha cabega est fra do commum, e nio
ha um homem que seja capaz de supportar a fi-
xidade de meu olhar I.... nio ha um homem que
nao trema de minha colera!.... Eu, que mendi-
go um sorriso vosso, Antonia, tenho visto as mais
altivas mulherea solicitar como um grande favor
a honra de chamarem minha altengo I Antonia,
nem ao menos suspeitaes os thesouros de graga e
belleza que brilham em vossa pessoa. Passaes
tristemente em urna solideo una existencia, que
era Franga seria um encanto perpetuo. Apoiada
meu brago, fortalecida por um amor; invenci-
vel por vossa belleza, que ainda mais faria real-
gar o brllho de soberbos ornatos, seriis a rainha
adulada o sem contestago de todas as festas 1___
Terieisuraa mullidlo da gentis homens, de ca-
volleiros vossos ps. Pois beta I esta existencia
de prazeres e de enlevos, estl em voisss roaos
ser a vossa!.... D'aqui i seis mezes eu devo ei-
tar rfeo de milhes, e vos, minha multo amada
seohora, partilharels desta espantcua fortuna I
Antonia linha ouvido i D. Henrique sem Bler-
rompe-lo. O ar dlstrahido o. aliento della faria
suppor que estar 4 procure da solucio de un
Castello de S. Jorge com a sua frogaezla, o pai-
sano, cujo orago, nio obstante a santidad devi-
da, tem patente de general.
SeLnue muitas pessoas del6stam os incidentes,
masandam sustentados por lio respailareis au-
toridades, que sio de tentar. Leasbra-me que
Chateaubriand, nao podare! citar agora a obra,,
aprsenla como incidente eoi urna das mais bri-
lhantes paginaa os soldadados do exercito fran-
cez que invadiu Portugal a dangarem em Aleo-
baga com o esqueleto de D. Ignez de Castro,
aquella misera e mesquiulia que depois de mora
oirainha, nao s no throno, mai no poema im-
mortal de CamOes I
J nos Qca tao distante o exordio do discurso
do guarda, que resolveu supprimi-loe fiesrei em
dialogo como o leitor, depois de lhe dizer que a
Torre de Londres, ondo estamos conversando,
separada do Tamisa por urna parto do fosso da
plataforma.
Comecemos pelo principio, que, neste caso, de-
ve ser urna porta, a que Oca a oeste. A' sua di-
reita era a Torre dos Lees, edificada por Eduar-
do IV. A Torre Beffroi, primeira que se offerece
nossa atlengono caminho em que vamos, de
forma circular e faz parte hoje da residencia do
governador.
Foi dentro dos muros dessa torre que, segundo
asseveram alguna historiadores, esteve presa a
mulher extraordinaria de que nio podemos deixar
de nos recordar, porque em volta de nos se er-
guera as scenas mais trgicas de um famoso rei-
nado.
Contemplemos um pouco a physionomia hist-
rica da rainha Isabel.
II
Imagine o leitor que tem diante de si a caria
geographica de um reino, e que, tomando urna
penna, marca em tinta encarnada as estradas que
o cortara era differentes direeges. Se fizer o
me3mo sobre o plano da Torre de Londres lera
recordado os vestigios de sangue, que, de um
ponto a oulro desse monumento, resumem os
mais celebres captulos da historis de urna rainha
a quem a Inglaterra deve a sua grandeza e as
mais horriveis paginas dos seus annaes.
Se psssarmos a porta fatal, por onde entravam
outr'ora os presos de estado, e a qual ficou o no-
me de porta dos traidores (Traitors'gate), chegan-
do capella, que no reinado de Eduardo I foi de-
dicada a S. Pedro, bastar citar de quem sao o8
restos mortaes que nos cercara para vermos o ca-
dafalso ao p de Isabel j desde o bergo.
Sem fallarmos de Catharina Howard, do bispo
de Rochesier, de Joao Fisher, Thomaz Crorovrell,
da condessa de Salisbury, Eduardo Seymour,
Thomaz Howard, Joanna Grey, lord Dudley e do
con le d'Essex, que todos jazem nesla capella, re-
cordando crimes que se passaram dentro da torre,
olhemos para o lugar onde jaz Anna Buleyn ou
de Bulen, que foi mi da rainha Isabel
Anna, filha de Thomaz Boleyn e do urna filha
do duque de Norfolk, tao notavel na belleza como
pura no coragio, accendeu, lalvez sem o querer,
a chamma de urna paixio violenta na alma fogo-
sa e indomavel de Henrique VIII.
Ao amorlouo do rei prometteu ella que cede-
ra nicamente quando fosse sua esposa. Viven-
do ainda Catharina de Aragio, cujo casamento
com Henrique fdra autorisado pela santa s, por
quanto esta senhora era viuva do principe Arthur,
irmio do rei, s o divorcio legal podia vencer as
difQculJades apreseetadas por Anna Boleyn ao
cumprimento dos ardentes desejos do monarcha.
Henrique VIII, condecorado pelosummo pon-
tfice com o titulo de defensor da fi, ao cabo de
iouteis negociagdes para esse divorcio, declarou-
se che fe supremo da ogreja ingleza I Quando o
parlamento sanecionou este titulo, Anna Boleyn
havia deixado de ser marquesa de Pembroke,
tendo esposado o rei, acto que serviram de tes-
te munhas o duque de Norfok seu lio, sua mae e o
Craomer.
Pouco lempo depois deste consorcio, as espe-
rangas do que Anna seria mi encheram de jubi-
loso orgulho a alma de Henrique.
Em quanto Catharina, retirada em Amptbill
perto de Dunslable, vivia no exilio, a nova rainha
percorria a ra de Londres na companhia do rei,
cercada de pomposo cortejo, encontrando as ras
tapetadas de flores para a sua passagem, vendo
as casas adornadas com vistosas gallas e ouvindo
as calorosas saudagdes do povo para o qual as
fonles d'agua tinham sido substituidas nesse dia
por fonles de vinho de varias qualidades.
Izabel, o fructo de amores 13o, festejados, tinha
cerca de tres annos quando esta scena de fausto
e de alegria se trocava por outra bem triste e
dolorosa 1
Condemnada infundadamente como adultera.
Anna Boleyn esperara a execugao da sua senten-
ga de morte em um dos carceres da Torre de
Londres.
Ahi escrevia ao rei essa carta cloquele e terna
datada de 6 de maio de 1536, que a historia ar-
chivou como decumento justificativo da sua in-
nocencia e prova da sensibilidade do seu cora-
gio; e tambem outra, na qual, resignada, deixa
ver a sua alma j entre a Ierra e o cu no
seguinte periodo :
< Vossa Magestade tirou-me de urna vida me-
diocre e socegada para me conferir a nobreza e
depois dar-me o titulo de coodessa, d'onde sub
problema, e nao que procurara entender as pa-
lavras de seu interlocutor.
D. Henrique eaperou por algum lempo :
Muito bem I Antonia, disse elle, cnto nio
me respondis?.... Por ventura nio me loriis
comprehendido? Ser possivel que a natureza
fosse prodiga comvosco com os mimos da belleza,
e mesquinha cora os da inteligencia ? Nio....
tudo em vos excepcional, tanto a alma como o
semblante!.... Reflectis sem duvida na nova
existencia que vos proponho, nos encantos que
vos esperara, e vossa imajginagio quo nio pode
ainda se desenvolver na miseravel vida que pas-
saes, fica perturbada, fascinada, confusa com as
deslumbrantes perspectivas que se antotham.
Senhor, respondeu Antooia, eu ignoro mui-
to o que a vida.... O pouco que sei, aprend
nos livros qoe me deixou minha mi. Entretanto
se vossss palavras tra para mim urna certa obs-
curidade, percebo bem o fundo de vosso pensa-
mento.... Oque vos queris a minha desgra-
gae a minha vergonha !....
Antonia....
- Tenho-vos ouvido cora paciencia, senhor,
deixae-me poia responder-vos. E' possivel, como
ha pouco dissestes, que Deus nio me dsse gran-
de inteligencia ; em compensagio deu-me, por
sua infinita boodade a conaciencia do bem e do
mal. Sim : ha em mim, eu repito, um aenlimen-
to qoe eu nio poderia definir, quo me guia em
ttodas as minhas acgdes, e que ato o presente an-
da me nio engsnou. Nunca tire occasio de rol-
lar atraz qualquer primeira impressio. Sempre
sou be deatlnguir os bons dos mas, ou ao menos
aquel les que me desejavam bem, dos que me
queriam (atermal, lslo deve parecer-vos extraor-
dinario : juro-vos entretanto qoe verdade.
Qoantas vesos nao me tenho admirado ou mes-
too horrorisado de-ver realisarem-se presenti-
menlos quo eu tinha 4 principio repellido como
extravagantes ou absurdos I Se ainda ha pouco
me causasles lio-grande susto, porque linheis
ms tenges j quaes fossem ellas, ignoro,...
Acautelae-vos, menina,^exclamou o. joven,
coa umi toz quo ello esforc^u-se por tornar cal-
realeza ; do throno, senhor, soVire ainda ,
eapbera ma ellevada o a mi que me lera vo
supplicio, lera-me f gloria do cu.
O carrasco quo lhe tirou a vida foi mandado
vir de Calais, pof ser o mais hbil de toda a
Inglaterra.
Oulros cabegas coroadas tinham cahido, antes
da sua, aos-ps do algoz, mas a de Anna Boleyn
foi a primeira que se decepou sobre o cadataso
em virtudo de om processo regular.
No dia seguinte ao deata horrivel execugao,
Henrique VIII esposa publicamente lady Joanna
Seymour I Ordeoou depois ao parlamento de
lhe sanecionar o divorcio com a rsiuha decapita-
da, tendo esta decisao por motivo querer consi-
derar Ilegitima sua filha Isabel, como j linha
planoado aceres da princeza Mara, filha nica
que lhe restara do seu consorcio com a rainha
Catharina.
As ultimas palavras que a mii de Izabel havia
pronunciado sobre o patbulo foram comprehen-
didas pela filha desde o retiro da mocidade at
morte entre os esplendores ds realeza.
Devo morrer porque a lei assim o orde-
na 1 disso Anna Boleyn, momentos antes da
morte.
Veremos como a filha comprehendeu aquellas
notareis palavras.
E' agradavel contemplar o retrato desta rainha
antes de esludar a sua vida.
Izabel pensou a lempo neste dejejo da poste-
ridade e um diploma do seu reinado com a dala
de 1563 prohibe aos pintores mediocres que a
retratem.
Alguna quadros celebres, e mais ainda certos
despachos reservados de diplmalas estrangeiros
acreditados junto sua corte, nos conservaran]
as feiges desta heroioa pela fortuna do reinado e
pela crueldade do carcter.
Os archivos diplomticos sio para os seculos
anteriores o que para os vindouros ser a liber-
dade de imprensa da era actual.
Com tas cores mal se pode tragar no quadro
da historia urna figura lio celebre como a da
rainha Izabel.
Aos 23 annos,o representsnte deVeneza, vio na
rainha as gragas dessa edade, conafderando-a
mais agradavel no gesto do que bella no rosto,
que, nio obstante ser p a Hilo, realgava bem pela
mocidade.
Izabel era de estatura alta a mui bem formada e
proporcionada no talhe do corpo. Os olhos eram
bellos e ss mios, em que linha especial vaidade,
podiam servir de perfeitos modelos aos artistas a
quem permittia a honra de a retratarem.
Walpole deixou memoria de aue o nariz da
rainha Izabel tinha a forma romana e de que es
cabellos eram abundantes e quasi sempre dispos-
tos em ponteados onde dominarsm trangasfartas
e loogas.
Este autor preferio ao retrato physico o retrato
Iitterario, e prestou, portanlo, mais cuidado aos
espiritos da rainha do que s feiges da mulher
na obra Royal and noble autbors.
Acerca da sua instruegio eis como falla um
escriptor da poca em que reinnu :
Aos 17 annos lia correntemente latim egre-
go, sabia msica e cantara perfeilamente.
Um dia que seu mestre, o sabio Roger Ascham,
leve a boura de ser cooduzido sua presenga no
castello de Windsor, o erudito professor deixou
memoria de que tinha conversado em grego com
S. M., sendo o assumpto da conversagio o dis-
curso de Demosthenes contra Eschinio acerca da3
prevaricareis deste ultimo na sua embaixada a
Filippe de Macedonia.
Durante o tormentoso reinado do irmao, Edu-
ardo VI, s cuidou no esludo, e era por elle
chamada, suairmaa a Tempornea.
Depois da morte de Eduardo, Joanna Grey foi
improvisada rainha, em virtode dos planos de
um ambicioso, sobre quem deve, em verdade,
cahir o sangue desta infeliz, para quem o throno
servio apenas de patbulo.
Mara, a filha de Catharina do Aragio, reinan-
do em nome do direito, restabeleceu o culto ca-
iholico mais com sceptro de ferro do que de
ouro.
as provages destinadas a Izabel, sua irmia,
durante este reinado, que a filha de Anna Bo-
leyn apparece pela primeira vez na scena da
historia.
Um conspirador, para s oppr ao casamento
ds rainha Mara com Filippe II, comprometle-a
nos planos em que nio foi ouvida.
Assim qoe a rainha soube que a revolla se
preparava, mandou prender Izabel, a qual, em
um domingo de Ramos, entrou na Torre de Lon-
dres, onde, ante as recordarles do supplicio do
sus me, se recordou que ss palavras com quo
no patbulo Anna Boleyn aiudou respeilesa,
aleideviam ser, nio s a salvagio da sua
vida, mas a gloria de seu futuro.
5. /. Ribeiro de Si.
ma, mas que vibrava pela paixio e pela colera,
acautelae-vos, menina I a sobmissio e as rogati-
vas podem s vezes me desarmar; os obstculos
do fazem senio irritar-me. Nao me obrigueis,
por urna desconfianga insulluosa, langar mo da
forga.... Terieis mais tarde de arrepender-vos
amargamente.... Crde-me, Antonia, coniao uo
meu amor....
Vosso amor, senhor, interrompeu a meni-
na, com um terror misturado de indignagio, quo
fes resplandecer seu divino semblante, oh I pelo
amor de Dos, nio fallis assim I.... Dizeis quo
sois de urna illustre familia.... e nio recuaes em
frentede urna mentira.... Ura verdadeiro caval-
leiro nio poderia ser um mentiroso I....
Visto isto, duvidsesdo meu amor? pergun-
tou o joven com um sorriso que fez msiiociiica-
mente estremecer Antonia.
Eu nao duvido, senhor, eu neg !....
Entio como chamaes o sentimento que ma
prende vos?....
Um crime !.... senhor!....
Um crime I
_ Sim, om crime I repetiu a menina eom tor-
ga, porque vos nunca tivestes motivo algum de
queixa que eu vos dsse, e entretanto que queris
fazer a minha desgraga 1
Pois bem seja assim : de fado isla sim-
plifica muito a questao. Eu sju infame, capaz
das maiqres torpezas. v. est dito E depeis ?
Antonia langoa am olhar triste sobre D. Hen-
rique, e ero tom de compaixao, lhe disse vagaro-
samente :
Eu vos lastimo, senhor, vsdereis ser mui-
to infeliz I
Durante alguna instantes o joven ficou como
acabrunhado: maa im mediatamente sa faces se lhe
coraram, o brllho de seua olhos redobrou de in-
tensidade, o seos labios paludos, finos e ardentes
tremeram com o eontraccao de seus ervos vio*
lentamente excitados.
(Coniwwar-e-no.)
~"aaaa"a,"a" ..... "
PWv,-- TYP. DB *.?. BI FAMA, -i8I\


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