Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09290


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Full Text

-........-
1110 ZXXTII IUIE10 113
Pop tres mezes adiantados 5$000
Pop tres mezes vencidos 6JJOO0
SEITA FE1BA 17 BE MAIO DE Itli
Pop anno a d ian tade 19|00 O
Porte (raict par o snbscriUr.
NCARRRGADOS DA SUBSCR1PCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrno de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Areca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tias Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fArUllMa UUS liUKHtiUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarassu, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, AHinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazaratb, Limoeiro, Brejo, Pea-
qaeira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. '
(Todos os crrelos parlem as 10 horas da manha]
EPHEMERIDES DO MIZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas 12 minutos da
tarde.
9 La ora ss 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Nossa Senhora dos Martyres.
14 Terca. S. Gil; Ss. Bonifacio eEnedino mm.
15 Ouarta. S. Izidro larrador ; S Torqaato m.
6 Quinta. S. Joo Nepomuceno m.; S. Ubaldo.
17 Sexta. S.Paschoal Baylio f.;S. Possidonio.
18 Sibbsdo. S. Venancio m.; S. Erico rei m.
19 Domingo. Paschoa do Espirito Santo.
AuiMrtUAS Uua IKllUNAEa 1>A CAPITAL.
Tribunal do eommercio ; segundase quintas.
Relaco: tercas, quintas sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: torgas, quintas e sabbados as 10 horas!
Juizo do eommercio : quartss ao mel dia;
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 ho
Primeira rara do eivel: tercas
dia.
Segunda vara do ct1 :
hora da tarde:
ras.
e sextssao meio
quartas sabbados a 1
PARTE OFFICIAL.
ENCaRREGADOS DA 8UBSCR1PCAO DO SljU
Alagoas, o Sr. Claudino PaleoDias; Babia
Rio da Janeiro, o Sri
Sr. Jos Msrtins Aires;
Joao Pereira Martina.
Goveasno da provincia.
Expediente do dia 14 de maio dt 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Communico
a V. Exc. Rrm. que, segundo consts de Briso ex-
pedido pelo ministerio do imperio em 6 do cor-
rete, S. II. o imperador, por decreto de 30 de
abril ultimo, houve por t>em permittir que os pa-
dres Joo Luiz da Silra Keis, parocho collado da
freguezia de N.S. da Conceicao de Aguas Bellas,
nesta provincia, e Antonio Eustaquio Alves da
Silra, da de S. Jos do Poxim, na das Alagoas,
permutem entre as respectivas fregoezias.Fize-
ram-se as demais communicagoes.
Dito ao presidente da Parahiba.Transmuto
V. Exc. afim de que tenhi o conveniente deslino
a inclusa guia de soccorrimento do soldado de-
sertor do corpo de guarnido desss provincia, Fa-
bio Francisco de Oliveira, oqaal segu no rapor
procedente do sul, a reunir-so a aquello corpo.
Dito ao commandante da estago oaral.Ao
officio de V. S. de hootim, sob n. 74, respondo
deodo-lhe que em dita do 1." do correte j
recommendei ao inspecUr do arsensl da marinha
a factura das concertos n JUpensaveis no brigue
escupa Xing aQm de oder elle com seguranza
seguir para a corte, de ranformidade com as or-
dena imperiaes.
Dito ao commandanledas armas Em cumpri-
mento do ariso junto poi copia, expedido pela re-
partirlo da guerra em I do correte, sirra-se V.
S. de dar as suas ordeis para que as estacos, a
que se referem as nota annexas ao citado ariso
tambera junto por coria, remettam com toda a Santa Thereza'da Olir
urgencia ao quartel m-stre general os papis nel- aquella cadeira
las mencionados, os quaes deixaram de enriar n(. > \
as deridas pocas; umprindo que por ess oc- I -:.?-?T0A8_enhore8a8entes da companhia
nutro da guerra em ariso de 27 de^bril ultimo,
junto por copia, gom referencia a requisigao feita
pelo commandante das armas da prorincia de S.
Pedro do Sul, cumpre que Vmc. rerideando se
existe nesse presidio o soldado do 4.a batalho de
infantina Joo Manoel, e por quera enviado,
communique-me o resultado do suas indagagdes,
aOm de ser transmittido aquella secretaria de es-
tado.
Dito ao engeoheiro Gscal da estrada de ferro.
Para dar cumprimeoto ao disposto no ariso junto
por copia, expedido pelo ministerio dos negocios
de agricultura, eommercio e obras publicas em 1
docorrente, informe Vmc.circumstanciadamente,
e sem perda de lempo, sobre a inclusa represen-
tagao em que a directora da companhia da estra-
da de ferro pede que se esteada a garanta de sete
por cento do capital necessario para completar-se
a referida estrada.
Portara.O presidente da prorincia, tendo em
nsta a oformago que ministrou o coronel com-
mandante das armas em 8 do correle, com re-
ferencia ao requerimento do alteres do 9.? batalho
de infantaria Manoel de Faria Lemos, que foi
considerado incapaz do servigo em inspecgo de
saude, resolre conceder licenga ao mesmo alteres
para residir na comarca do Bonito, at que chegue
decisao acerca da reforma, que impetrou do eo-
rerno imperial.
Dita.O presidente da prorincia, atlendendo
ao que requereram os professores pblicos Joao
Jos Rodrigues, e padre Jos Procopio Pereira
e tendo em rista a informago do director gera
interino da iostruegao publica de 19 de abril ul-
timo, resolre remover o primeiro da cadeira de
instrucgo elementar da freguezia de Santa Maria
da Boa-Vista para a do collegio dos orphos de
o segundo desta para
EM PERNAMBCO.
proprietario do mimo Manoel Figaeiroa
Farfa,na aua Umita praga da Independencia
o i o.
da
as
,18sanhenm 2 t6 ]eTereir0\ ao relJj Dinamarca: j querer! inspirar para fortuna do sea paiz e da
Senhor.Todas as nstas se dirigem com se- Alleaanhe. v qa
| silera de paquetes a rapor mandem dar
bra-
casio V. S. reconmande'-heV a'pooVuaiTx'ecu-! aZ' Jf VSS" "P" "n*? dar Psa-
cio da ordem do Jia n. 236, de 22 de Janeiro ul- n ?"*i?V ?ta do ministerio da guer-
timo. eJaneiro ul- ra, a D. Mana Victoria Pioheiro Pyrrho, mulher
Dito ao mesma-Sirra-se V. S. de mandar so- PvrrhTii8 enenheiroa Sebasliae Jos Basilio
br'estar. at a seronda ordem destapro,Scia. I kJln^l T^? 2S^
o assenlsmenlo te praga do recruta Jorino lana- nm5 secretario do governo.
co da Paixo. 8 a | 0ID_CIPao inspector da thesouraria d fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da prorincia, manda
ransmiltir V. S. asquatros inclusas ordens do
tnesouro nacional nmeros 63 a 66 inclusive, e
bem assim um officio da directora geral das ren-
Dito ao mesmt.Em cumprimantodo disposto
no ariso da_guerade 26 de abril ultimo, expega
V. b. as suas odens para que o lente do cor-
po de guanigaoda Parahiba, ora addido ao desta
provincia Roseido Monteiro de Lima.se remova
ao corpo a que mrtence. risto ter cessado o moti-
to pelo qual fdra mandado conserrar nesta
provincia, segindo me declarado no citado
aviso.
Dito ao mesao.Transmiti por copia a V. S
para sua aciercia e devida execugo, o ariso do
ministerio dajuerra de 4 do correte declarando
nao poder sr approrada a nomeago do 2o le-
Denle do 4 latalho de artilharia a p Horacio
Aires da Sin para serrir interinamente o lugar
deajudante Ja fortaleza do Brum, rislo perlencer
aquelle offiaal a um corpo arregimentado; pelo
que derer V. S. nomear outro que nao eslea
nesse caso, at que o gorerno imperial resolra
sobre o pronmento effecliro daquelle lugar.
Dito a thetouraria provincial.Em rita das
razes expeniidas pela directora do collegio das
orphas. ua informago junta por copia, acerca
do pedido quederolvo, e a que se refere o officio
de y. S. de 3 do correte, sob n. 161, recommen-
do-lbe que mande entregar a mesma directora,
conforme se ordenou em 29 de abril ultimo a
quantiade l:31l$000, constante do mencionado
pedido, para ser pplicsda a compra dos gneros
precisos ao cossumo daquelle collegio no presen-
te mez, cerW de que neata data expego as conve-
nientes ordens, para que d'ora em diante taes pe-
didos aejam satisfeilos com mais regjilaridade.
i ao director geral da instruog&o
das publicas datado do 1. do correte.
Ditoao primeiro secretario da assemblea pro-
vincial.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da prorincia, transmiti V. S. para ser presente
a assemblea legislativa prorincial o incluso exem'
piar da falla com que Sua Magostada o Impera-
dor abno a primeira sesso da 11.a legislatura da
assemblea geral no dia 3 do crrante.
DESPACHOS 00 DA 11 DK BUIO DI 1861.
Jos Antonio Correa.Ioforme o Sr. Dr. chefe
de polica.
Padre Jos Lopes Dias de C o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Mara de Carralho Jnior.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Mejor Manoel Gongalres de Alburquerque Sil-
ra. Dirija-se ao commaulante superior a quem
fleam expedidas as conrenientes ordens.
Manoel Gongalres Telles.Informe o Sr. en-
genheiro director da repartigo das obraa publi-
CAS*
Maria Joaquina de Helio
- e Silra.Informe
sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Victorino Ferreira de Souza.Iaforn
inspector do arsenal de marinha.
-Ioforme o Sr.
EXTERIOR.
publica.
Dito a thesouraria
de fazenda.Eorio a V. S. 5o
par seu coohecimento e direcgo, copia do termo imperial em que se concedem a
de contracto feito pelo iospector do arsenal di
marioha com Carlos Maria Colroul, para conti-
nuar a prestar seus serrigos naquelle arsenal, na
quadade de engenhoiro mechanico, al que o go-
verno imperial delibere acerca de seu noro ensa-
jamento.
Dilo ao commandante superior de Olinda e
Iguarassu.-Expega V. S, suas ordens para que
o y. batalbao de infantaria da guarda nacional
Escrerem de Varsora:
Tendo chegado a Varsoria no dia 30 de mar-
Mra. Platanaff e Kornicki, fez publicar o ukase
" m que se concedem as reformas. O
principe Gorlschakoff, fez e3palhar nesse acto
urna proclamago, que concebida nestes termos:
Na sua constante solicilude pelo bem das
nages confiadas pela Dirina Proridencia ao seu
sceptro, S. M. I. e R. cencede aos seus subditos
do reino da Polonia instituigoes cuja execugo
dar noro desenrolrimento prosperidade da
nago.
Os habitantes do reino sabero apreciar to-
na inqutetago para as desintelligencias que eiis-
tem entre o gorerno de Vossa Hagestade e a
coofederago germnica acerca da posigo cons-
utucional do Schleawg-Holateio e do Lanenbo-
urgo.
A phase crilici em que se acha-esta ques-
tao obuga-me a dirigir estas liohas a V. M. Na
minha qualidade de membro da dynastia de O-
demburgo e de agnat da casa de Schleswig-P>ls-
tein, julgo ter nao s o direito, mas mesmo o
derer de exbor a V. M. a maueira por cue eu
rejo as cousas, com essa franqueza leal qae con-
rm s relagoes entre soberanos da confeierago.
Pego a V. M. queira neste procedimenlp nao
ver mais do que a prora do mea sincero desejo
de ver afinal restabelecido um accordo M. e a Allemanha, accordo que pos* prestar
aos subditos de V. M., dos diverso? paizes, os
beneficios de um Estado legal, solitO a duradoi-
ro, e constituir a base em que po^am concillar-
se todas as vistas dirergentes <]ue existem na
nossa casa.
< V. M. conhece j os elementos essenclaes
da minha maneira de rer. Tire occasio de lh'os
expor em 1854 em Aliona, e nao deixoi de me
pronunciar na presenga ds auccessiros enriados
de V M., em detalhe 0 com inteira franqueza.
Nao hesito em affirma; de noro: s no esti-
belecimento dos anligis direitos contra actuaes
que possirel encootar o meio de preparar urna !
solugo satisfactoria ia questao |que se acha sus-
pensa.
Os pactos fundamentaos concluidos, ha qua-
tro seculos, pelo nosso ard commum o rei Chris-
tiano I, com o assenliaento do cooselho do rei-
no dinamarquez, e pelo qual foi estabelecida a
unio pessoal com a Dinamarca, subsistem sem-
pre em pleno rigor aa aua parte essencial; for-
mara, na minha apinio, a nica base dura-
doura para urna cora organisago poltica, por
isso que sao os fundamentos do direito da nossa
casa.
Oldemburgo que nao sejam riolados esses pactos
fundamentaes concluidos com os dous paizes, e
que na onformidade de seu espirito, e do espi-
rito dos nosso8 anlepassados, cada um restabele-
ca o seu direito, tanto o principe como os sub-
ditos. Este direito histrico est roconhecido e
garantido solemnemente pelo artigo 6 do tratado
Sroriaorio de 1769, e pelo artizo 7 do tralado do-
nittro de 1773.
Nao posso por consequencia encontrar outra
solugao das qucstoes.que se agitara seoo se V.
M. abolir formalmente o Reichsralh, que s exis-
ti de facto para o Schleswig e para a Dinamarca,
e a constituigo commum qua perdeu toda a ba-
se legal desde que nao pode ser rauda para o Li-
menburgo ; o se V. M. coorocar as amigos es-
lados histricos dos dous ducados unidos e aub-
metter a sua approrago urna coostilugao que
corresponda situago actual, e pelo qual fosse
de novo restabelecida na sua pureza e unio pes-
... ?? 'M- q"e,ra ace,t' seguranga dos
meu seutmenlos sinceros de amisade e de primo,
com os quaes continuarei a ser de V. U. dedicado
primo e irmo.
c .Assigoado)
Pedro.
sar!eUdBCr^^drfc8"f"or P"he" "pro- dos esses taroresdo Musobe'raoV enaga-
cissao toCorpus-Chrxste, que dere ter lunar na nimaa tendencias se nao atuM-d**. -?
stoaS tn,laAa' de,,e?.dl> PJr? isso estar posta- desordens que tinham rebentado e
da uSlih.a,flVnepeclnra "lheral. aa ? horas Conhecendoa fideiidade dos seus subditos do rei-
suspenderam
em
com as
da tarde da da 30 do correote.-Communicou-se
ao u6cK) ua 56.
Dito ao commandante superior de Goianna.
bxpega V. S. suas ordens. para que urna guarda
de honra do batalho n. 13 da guarda ncional
desse municipio assista todos os actos da testa
" acompanhe a procisso de Nossa Senbora d
no, distingol-os desse punhado de homens per-
niciosos que fomentaram essas desordens.
* JTod,a* "* c,aMes d povoago ho de corres-
ponder confianga de S. M. I. a R. com sincero
sentimenlo de recoohecimento, ecom a comple-
ta manutengo da ordem e da tranquillidade. Que
Soledad do recolhmmtodV^taMrVuaert nerid.^L8?.1!6!^0"8^111'garaDla- da pr0J-
lugar no dia 2 de junho rindouro S d l^f'1 S5 8a.b', "SQ^imo reina-
da marinha! Periodo "eaoo^ farti o lenlimento n.cion.l, produzio urna vira
do mez pretrito em que proSe a concMsadf TcTXJlT0,t-' lai\W 88' contra
urna gratlflcago de 4O0 rs. nos das de Sho fl'wSSZXv P"aCT ,0g" teDen,e- mar-
aos operarios da officina de carpinteirM dea ir'. ^rlXl?'^' e>Jinenle nomeado direc-
-----1 ...:..L. .. ae ar- tor dos cultos e instrucgo publica, dirigio-se a
casa do principe de Gorlschakoff para o informar
seal. Jacinlho Theodoto dos Paaaos. Antonio
Getulio ViTtas-Boas, Maximiano Jos Pereira da
Costa, Manoel Joaquim de Jess. Ismael Jos da
Costa eTheotonio da Costa, declara que as cP-
cumstancias actuaes nao se pode conceder riU-
ficago alguma.
Dito ao mesmo.- De conformidade com o que
determina o ariso do ministerio da marinha de 4
do crreme, junte por cpis, haja V. S. de man-
dar proceder lotago das earroeiras dos rapo-
armada aqu existentes, dando-me conta
res da
da ternrel impresso que aquella sua proclama-
gao tinha produzido, conridando-o a dirigir
nagao algumas patarras propriaspara tranquilisar
a irntagio publica. Em consequencia destas/re-
presemagoea o principe fez publicar a segante
proclamago: "
c Polacos!
a A graridade das cireumstanciaa actuaes. le-
va-me a dirigir-vos patarras de paz e de pru-
na. Aa instiluigoes concedidas ao
soal.
< Se V. M. quizer consultar previamente sobre
este procedimento s assemblas prorinciaes do
Schleswig e do Holslein.no durido que elles dei-
rem de acolher esta resolugo paternal com riro
e sincero reconhecimonto.
Na minha opinio, a assemblea geral dos
estados dos dous ducados que tem direito de con-
sentir na ora ordem de successao, e de lhe dar
esse ralor legal de que n&o est ainda prirado pe-
los dous ducados.
Urna rez que V, M. tem conservado dieta
dinamarqueza o seu direito constitucional, as po-
leocias contratantes do tratado do Londres ho de
acolher este procedimento com a mesma satisfa-
gao que manifestaran quando ae apresentou a le
de successao dieta de Dinamarca. Porque
evidente que aj potencias europeas sao de opinio
que se nao dere fazer mudaoga alguma nos direi-
los constitucionaes existentes. Seria ao mesmo
lempo fcil obter o consentimonto dos aonos
que anda nao adheriram a ordem de successao.
Desta maneira, poderia V. M. fazer surgir
aemro em pouco do cabos perigoso que hoje
otrerecem os negocios constilucionaes dos direr-
sos paizes, urna ora organisago slidamente
estabelecida sobre a base do direito histrico, e
eievar-se ao mesmo lempo na historia um mo-
numento como o nosso grande av Christiano I.
Assim terminara ao mesmo lempo a deplora-
rel lula que ha trinta uinos lo fatal tem aido
a estes paizes to ricos como exhausto, e affas-
lana o systema de gorerno no Schleswig que na
ntia intima conriegio -
A esta carta respondeu o rei de Dinamarca. A
sua resposta, extrabida do Boersanhalle, deHam-
burgo, como ae segu :
V. A. R. julgou conrenienle expressar-me
era urna carta datada de 2 de ferereiro a sua o-
piniao aobre as medidas que eu dereria tomar
reltliramenle as divergencias que existem entre
o meu goreruo e a confederago germnica, acer-
ca da posigao dos ducados de Holstein e de La-
nemburgo, para com as outras partes da monar-
cbia dinamarqueza.
* Examinei com a attengo que mereca, o
conlheudo d'aquella commuoicagao. Vi com ri-
ro aenlimento, que as vistas expostas por V. A.
R. erara muito semelhantes aa de um partido
subrersiro que j urna rez lentou a rebellio con-
Ira o soberano do seu paiz, para poder fazer aqui
objecto de urna profunda discusso. Como re e
como chefe da linba mais anliga de Oldemburgo
eu me considerarei o primeiro a apreciar as pro-
messas reacs dos meus anlepassados e antecesso-
res no throno de Dinamarca;
Julgo poder manifestar a conflanga de que
nao tenho menos a peito o bem dos paizes que
me esto confiados, do que qualquer outro prin-
cipe, e mais feliz a este respeilo, eu recebo do
amor do meu poro a larga recompensa dos meus
esforgos. Infelizmente urna idea falsa sobre os
negecios pblicos pode oppr-se at agora no
meu paiz de Holstein ao regulamento dos nege-
cios constilucionaes.
Mas, posso dize-lo com lisonja, nunca me
rere no caso de ser obrigado, em urna ou outra
parle da monarchia. a procurar o apoio de um
principe estrangeiro para contar os meus subditos
no seu derer. E se tambem nao rejo como V.
A. R. no restabelecimento de um accordo per-
feito e duradouro entre o meu paiz e a Alle-
manha, a melhor garanta de um desenrolrimen-
to proreitoso de ioteresses reeiprocos, posso es-
perar que os meus esforgos nao interrompidos,
de que recentemente tenho dado proras, ho de
aflnil chegar a esse resultado, qualquer queseja
a difflculdade que d'ahi me prorenha, pela ata-
luda que tomara os gorernos allemes, entre os
quaes tenho.com sentimenlo, visto em primeiro
lugar a V. A. R.
Queira V. A. R. acceitar a seguranga]da mi-
nha consideragao distincta, e da amisade com
que sou do V, A. R. benvolo irmo e primo.
* Palacio de Chrestianborg, 15 de margo de
1oOl. .
n r- ui Frederico, rei.
O Ciar publica a seguate mensagem da socie-
dade da Gallitza a do reino da Polonia :
A sociedade agrcola da Gallitza aaudoo ha
tres annos, com alegra, a fundago da sociedade
i?i*.i Vano?iV Depois, seguio com viva
sollicitude um accordo de trabalhos consideravel
cujo um constante foi desenvolver
msteriaes do paiz, dando
Julga-se a materia discutida e o parecer ap-i
prorado com a emenda. Y
Entra em terceira discusso o projecto n. 21 de
SJT^? e ?,eva a cal>ora de villa a
P^cao de N. S. do O' de Ipojuca.
n,J..' Th80dor,> d Silva pronuncia-se contra o
projecto por considera-lo desneceasario.
. .ga"e B maleris discutida e o projecto posto
a votos, rica empatada a votagao em consequen-
cia de volarem 12 Srs. deputados a farer e 12
contra.
,0n,n.tJ??'Jm ullma discusso as emendas apo-
sentadas e approvadas no di. auierlor quanoo se
uatara da terceira discusso do projecto n. 10 des-
e anno e que rersam sobre preferencias na ex-
traegao de loteras.
,0 Sr. Souza Res depois de lgeiras obserra-
coes tendentes a mostrar a ioconreniencia das
preterencias que se querera obter com as emen-
a em .dl9cussao. termina declarando que nao
so rotara contra as emendas, roas lambem nega-
ra o seu roto para que o projecto seja definitiva-
mente adoptado. ,
Julga-se a materia discutida. As emendas sao
todas approradas, e o projecto adoptado.
Entra em segunda discusso o projecto n. 26
deate anno.
Sao successiramenle approvados sem debales
os seguintes :
Artigo Io. O medico do collegio dos orphos de
aaota Thereza lera de ordenado 1:200 annual-
mente.
Arl-2- Nao lera direito qnalquer gratificago
por affluencia de trabalho, que lhe sobrereoha no
exercicio do seu emprego.
Arl. 3o. Ficam rerogadas as disposiges
contrario.
O Sr. Mello Reg pede dispensa de intersticio,
e que seja o projecto dado para ordem do dia da
seguinie sesso.
Assim se rence.
Entra em segunda discusso o projecto n. 25
deste anno orgamento provincial.
Na forma do estylo em taea projectos o art. Io
que fiza a quanlia ser diapendido pela administra-
SaaJfl Provincia no anno nanceiro de 1861 a
i62 fica reservado para ser volado depois de
uxadas todas as verbas da despeza.
Entra em discusso o seguinte :
Art. 2. Com a assemblea provin-
cial: -
'1. Subsidio dos seus membros,
tres mezes de sesso. .
2. Ajuda de cusi aos mesmos
3. Empregados da secretaria.
4*. Expediente e aceio da casa.
. 5. Publcago dos debales e ou-
tras impressdes........ 6.755000
Requeiroquecom urgencia se pega ao gorer-
no, da prorincia copia das informaces do drec-
M.da repartiese.das obras publicas de dat s da
28 de ferereiro de 1858 e 29 de maio de 1860
'T? Luren"'0 "^e.-The'odoro Sa!
menlo' LUCena fferece seun, requeri-
mrm2ueiro qae se nonieie urna commisso de tre*
membros, para proceder um exame na casa d
detengan, afim de rerificar se sao ou Dao cove-
o raemos111" prP0slas P'a comroVso d;
Lacena '" 8"U proJec,- S- H-Peieira d*
O Sr. Presidente entra em durida se dere con-
*ff! con, requerimento ou indicago T0Z
posta que acaba de ser offerecida. P
1 e-en:AD?e ev* ser considerada a pro-
Portella
posta como indicago.
Proaidante decide que a receber
coma
em
17940SO00
2.-OOO9OOO
4.980gOO
4OOJ0O0
i mesa e apoiam-se asseguintes emen-
os recursos
. noro desenrolrimento
as suas torgas moraes, rigiando pela manutenco
do espirito nacional.
Os ttulos desta sociedade ao reconhecimen-
10 geral nao deriam limitar a esta tarefa lo hon-
rosamente prehenchida.a parle que ella acaba de
lomar nos acontecimentos de Varsoria tem-lhe
assegurado em todos os pontos da antga Polo-
nia as lesdes e um apoio unnime em nome da
patria commum que nunca deixou de nos unir
por um lago indispensarol.
O sentimenlo de um justo e digno orgulho
junta-sea cor pungente de ter risto cahir ricti-
mas innocentes. A nago leraotou a roz e re-
cia mou a manutengo dos seus direitos fazendo
serrir ao mundo urna linguagem at enlo des-
conhecida : a forga brutal oppoz ella urna resis-
tencia paciente e desarmada. A morte 'aquel-
las que suecumbiram, a tranquillidade com que
os que sobrerireram fizeram j o sacrificio da
ua rida, a nobre linguagem da nago polaca.
Todos cumpriram o seu derer. Emquanto
Vo
das :
as prorogacoes nao terao os deputados di-
reito a subsidio.Fenelon.
Abatendo-se 20 por cento do subsidio em
laror do dficit dos cofres prorinciaes. Rufino
de Almelda.
t Elimine-se o 1 do artigo 2.-Fgueira.
seu0dSirscu,!so^e,,,0 POrte",, (N deV,feU
dente UPS Cadera Presidencal o Sr. rce-preai-
O Sr. Souza Res : (Nao derolreu seu dis-
curso.]
O Souza Reis pede sejanomeado um membre
para a cooumssao de orgamento para provisoria-
mente sdpprir o que se acha doente, caso isso
seja possirel. arista do regiment.
O Sr. presidente expende a razo porque nao
pode acquiescer ao pedido do nobre membro.
Dada a hora
O Sr. presidente designa
ranta-se a sesso.
O Sr.
requerimento.
OS? Si. rM?e1Iiiw entra em discusso.
n?r; M.inoel1Po/'elia combate o requrimentoj
por considera-lo desneceasario. clut"["enio>
J^f/a,-seUC.e.u?il8nHa ,8eu wrilo.
approrado "' ^^^ "*<>
io f,r;.J?a Cavalca,nl rotlama contra umapar-
ie.Ae,U.queTem PDdo no Diario de,-.13 do
n?...d "a"0 5rp? de um di9cu" doV?. di-
putado Rufino de Almeida.
oKari^0'83?* ^omo se I no Diario, que o Sr. Dr
&aa\ftfi2! maodand0 ordem'aqo capllSo de
rragata Filgueiras para prender ao Dr. Esterao
SETaSfidizend que era ami SS
nrV!pq rtDa 5 8UKeita,ra a humiliagao de o
prende,, o que disse foi : Mandou ordem para
?!. FlP.re" S.r*. Df- EsleTai ocapllaod
fragata F.lgueiras, talrez por ser amigo delle, o>
- cadqeUZ.eMe Mb,e,Ur a humilia5ao recolhec
ORDEM DO DIA.
Entra em discusso o projecto n. 21 de 1857.
??.a?i.dia a.nlenor tivera en>Pa'ena rotele!
trata elle de elerar a categora de villa a povoa-
a ordem do dia e le-
Cimento e execugo, o
expedido pelo ministerio dos
rio, em 3 do correte,
Dilo cmara do Recife.-Remetto cama flt.*^*ni^^t%9U99-o-rxuopih, e para
- \ V^' Junt-* p? ^P'"' A T"de formal de S. M. aue essis ins-
eteigao de rereadores e juizes de paz, & que se
procedeu ltimamente na freguezia de Santo An-
tonio desta cidade contra a qual representaran!
ranos cidadaos da mesma freguezia.
Dito ao mesmo. pelas razoes ponderadas na
informago inclusa por copia dada com referen-
-ciaao officio que me dirigi a cmara municipal
do Recife em data da 26 da margo ultimo, e a
que respondo, nao pJe ser por ora alterada a
planta desta cidade na parte que comprehende o
areial das1 Cinco Ponas.- Essa aiteracao ao poder
tago da. Cinco Pontis^ro V cent^ef. ctl Su*^^^
lomar a direcgo do interior. Diz-se qae o gram
thealro obler a nomeago de theatro nacional.
O general Garibaidi dirigi ao jornal o Diritto
a seguinte carta, em rososla i noticia publicada
peUGazteuPeupfe.
< Senhor.Urna folha de Turia annuncia que
quesejam urna raalidade.
Para chegar a eate fim, manifesta urna
T0Di\H6Jun,nime ea oaanter a ordem e a tran-
quillidade.
..'f^'1 4eaordens, que o gorerno nlo to-
lerara, e^que-todo o gorerno lem direito de re-
primir.
< O logar tenante do reino.
v Prineip$ Gorttchakojr.
Estas patarras dirigidas a nago polaca a-
zendo-lhe comprehender a plarra mgica da
podar na:ionalijade produziram um bem effeito. O ad-
Dito a cmara municipal de Barretroa.-Trans-
miti por copia a cmara municipal de Barreiros,
para aea conhecimento, o .riso da repartid do
imperio de 2 do correte, declarando que a c-
mara dos deputados opproroa a eleicao primara
daa parochias que eempem o terceiro dialricto
da c.m.r. ; preidid. pelo JK^i te {?", tfltS"** Ia,I,CU-
approrada a que tere lugar na igreja matriz sob a
presidencia do primeiro jeiz de paz.
Dito ao commandante de Fernando.Para qae !
eu pona satisazer a exigencia do Exm. 8r. mi-
Garibaidi.
0 jornal de Francfort, o Ziit. publicou a se-
guiota csrta, qae o grao duque de Oldembourgo
. que to pouco corres-
ponde ao direito deste ducado. A conciliagio
cororlare",eb diametralmente opposta,
Os ajustes de 1851 e 1852 nao se oppdem
esta resolugao, e ao abandono seguido at o pre-
sente sem o menor xito ; pelo contrario, o res-
laDeiecimento sincero do anligo direito seria
saudado com alegra ni Allemanha. E' claro
que a questao esperar por muito lempo ainda
urna solugao sobre a base de 1851 e 1852. e o
gorerno de V. M. tem manifestado em ruitas
das suas recentes declaragoes, ou fez manifestar
por gorernos mediadores, a conriego de que a
reorganisagao sera provisoria mente imposairel.
Eu nao quero suscitar a questao de saber
se, em consequencia desta contsso, a confede-
rago nao est 00 direito de acreditar todas as
convengoes exlinctas, e de se substituir imme-
diaamente no campo do Staltt quo ante, onde
pela execugo federal, que em 1851 e!852 tinha
igualmente precedido s conrengoes, nao entra-
ra todo de noro, eo ipso, uo amigo estado.
A cnse actual, de urna durago to longa. e
ao ameagadora, um estado de tal maneira io-
tolerarel que urna sabia poltica deveria meamo
em tempos ordinarios e tranquillos, considerar
como o seu primeiro dever per termo a esta ai-
luagao. Este derer tanto mais imperioso em
lempoa lao agitados como o nosso ; semelhantes
discussoes nao serrem seoo para abrir a porta
T.Jk e?cas 8UDTe"iraa e rerolucionariaa.
lambem debaixo deste ponto de ruta, me pirece
que a idea que eu proponho offerece o melhor
meio para rencer difficuldades.
a Se partidos exiremos no reino de Dinamarca
dereesem prorocar a agitago e tentar oppr-se
ia intencea de V. M. e que ama semelhante ten-
taiira, tiresse, contra toda a expectatira, um xi-
to momentneo, pao s a Allemanha, mas toda
J,rPn a2oUri,am v- defeza do aea di-
Rl ??.dacad09 nao "o eato arena de
Woliticaa, mas o lago que unira fraternal-
mente a Allemanha e a Dinamarca.
SShnL h /rla seDa? a Pro do desejo que
il^u e P".duIir um om accordo entre a Alle-
alrfnrf!! 0,mar.ca' Jttl;> duplicadamente
ria6, atUr5'nDiSlar C0|U frn1 ^h
SS ^ ?n1e?d0 5que P,a oma dida de hon-
ra que me foi legada pelea meas antepatsados
lerantaoao aroz faror-do anligo direito Wto-
et^2, aM qae toeu '* elU memoria,
de2S&6P88fp,wUJ ? flec,a"Sao de 10d
por Mr. de D.rckiU-Holmfeld. S KS^SS
? i ?? Pj-on-oeiflpor occasio da pTomulga-
S2im.nMaHdecUraao' qaant0 ao alcaa de pro-
cedimento de que se trata. *
Deixando aabedorla de V. M. o cuidado da
examinar os meus conMlhoa, apero qae Djos o
os ancies da nago, quecompunham a socieda-
de agrcola, recooheciam solemnemente os justos
direitos de seus irmos, o povo de Varsoria to-
mara a iniciatira de urna grande manifestado
nacional, afim de dar um desmentido solemne
as calumnias d'aquelles que tinham ousado por
em durida o seu patriotismo.
Apenas o saogue correu as ras de Var-
soria, viera ra os amigos do poro reunir-se a
elle ; Honre solidariedade nao s pelo sangue
derramado em commum, mas pela acceitagao de
urna responsabilidade commum. Portea pela
confianga de que estaram cercadoa, os aociea
da nago, pondo um dique ao fogoso e nobre ar-
dor, que ia enrolrer-se em lulas sanguinolentas
e eaterois, guiam-n'a mais poderosa ainda a um
campo de batalha mais digno, e asaeguram-lhe
nao sem riclimas, verdade, mas sera combate,
oma rictoria moral muito mais notare! do que
qualquer outra rictoria / por isso que elles con-
seguiram dar a esta acgo espontanea do poro,
a significado de um grande acto poltico.
Tendo os ancies da nago prehenchido assim
a sua tarefa, collocam-se por isso mesmo a testa
do poro, e dirigem, dando-lhe a mo, a grande
obra da rerindicago dos direitos da nago ; diri-
Sem essa obra com a digoidade, tranquillidade e
rmeza inabalarel que s da a f em urna causa
aanta.
Honra aos nobres e corajosos habitantes da
cidade de Varsoria, que tantas rezes se assigna-
loo nos fastos da nossa historia I honra ao presi-
dente da sociedade agrcola de Varsoria ? hon-
ra sua commisso, e a toda essa sociedade que
soube, durante o curto espago da sua existencia,
merecer tanto da patria.
Lemberg, 27 de margo de 1861.
( Seguem as assignaturas ) .
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
PEBNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 15 DE MAIO DE 1861.
Pretidencia m Sr. Baro de Vera-Cruz.
Concluso.l
DKM DO DIA.
Enlra em discusso um parecer da commisso
de negocios e posturas de cmara, adiado na ses-
so de 15 de abril por pedir a palma o Sr. Gon-
calrea Guimares.
O Sr. Gongalres Guimares :Quando oari ler
o parecer que acaba de entrar em discusso, coa-
rencido deque nao estara nelle precisamente
contida a idea que eu suppunha neoessaria, pedi
a patarra para o florecer-lhe urna emenda, que
rou agora mandar mesa ; a essa considere-a e
decida como jolgar.mas conreoiente.
Vai a mesa, i lida, apoiada e entra em disct-
alo a segura te emenda-:
^f.lfs0^0 do p,r6Wr: oue wMtta ro-
presentaco cmara municipal do Limoeiro pa-
ra que tomando conhecimento della, proponha a
rorogago pedida no easo de que a anteada jai-
U.. R.-Gongiim Giimaries.
SESSAO EM 16 DE MAIO DE 1861.
Prettdencta do Sr. baro de Vera-Cruz,
terminada pelo Sr. Manoel Portel la.
Ao meio dia, feita a chamada, rerifica-se ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
Nao se echando sobre a mesa a acta da ante-
cedente deixa de ser lida.
O Sr. 1 secretario d conta do segainte
EXPEDIENTE.
A commisso de orgamento municipal, quem
toi presente, o requerimonto que o cidado fran-
cez Osear Destibeau dirigi esta assemblea, pe
orado um prerilegio por trinta annos para encar-
regar-se da limpeza e aceio das ras da Cabanga,
tugar do matadouro publico desta cidade, emen-
de que dere fazer semelhante pretengo as se-
grales consideragftes:
Que nao r no objecto do dito requerimento
urna idea ora, ou inrengo, que dera aer ani-
mada a sua realisago com as concessdes de pre-
Que isto nao obstante, o peticionario ae pro-
poe a um fim que onus algum trazendo aos co-
tres prorinciaes, tendo indubitaveimente me-
iborar a hygiene publica, pelo que a commis-
so de parecer que seja adoptado o seguinte pro-
A assemblea legislativa decreta :
A1- 1"* *'ca Pre*'dente da prorincia auto-
nsado a censentir que o francez Osear Destibeau
se encarregue da limpeza e aceio do matadouro
publico desta cidade e suas proximidades, cob-
cedendo-lhe para a edificago sua cusa de urna
labncade productos chimicis, o terreno preciso
de um dos pertenceoles cmara municipal.
Art. 2. O mesmo presidente da provincia ex-
pedir para o fim de determinar aa condigee re-
lativas a urna lal concesso, os regulamentos ne-
cessanos.
Arl. 3, Ficim rerogadas as disposices em
contrario.
Salas das eommissdes 16 de maio de 1861.S.
R.F. J. Martina Penna Jnior Fernandos Gi-
tirana.
Julgado objecto de deliberago mandado a
imprimir para fazer parte dos trabalhos da casa.
A commisso de negocios ecclesiasticos quem
foram presentes diversos compromissos, de pa-
recer que se adopte a aeguiote resolugao :
A assemblea legislatira prorincial de Pernam-
buco, resolre ;
Artigo nico. Fcam approrados oa compro
miasos da confraria de Nossa Senbora da Con-
ceigao, erecta na ca pella da mesma, na cidade de
.i?"..com "odifteagea feiUs pelo Exm-
sina,.d]octsano,na Prie religiosa ; o de Nossa
benhora do Rosario da poroacao de Bezerros ; o
de Nossa Senhora da Cooceicao da rilla do Bo-
niio, padroeira da mesma matriz : o de Nosaa
Senhora do Rosario da cidade da Victoria ; o da
irmandade do Dlrino Espirito Santo, erecta na
igreja da ex linda companhia de Jess nesta ci-
dade do Recife ; o da irmandade da ordem ter-
ceira de S. Francisco desta cidade ; e finalmente
o da irmandade de Nossa Senhora do Loreto da
freguezia da Murbeca. Rerogadas aa disposi-
goea m contrario. ^
Sala das eommissdes 16 de maio de 1861__
Franclaeo Pedro da Silra. Antonio Franciaco
GonoalTea Guimares.
minf "a""0.0^010 da deb?rS*<>. requeri-
a??m-2 fr" GD5alTiiarIe dispensa-se
SSote?md,'ntrWMrtendodada
E'lido, apolade, entran em diltussao e appro-
ra-se sem debata o seguinte requerimento;
gao de Nossa Senhora do O' "de pojuca" P<"0a"
Sera debate encerra-se a discusso 'e sao ap-
prorados os seus artigos.
Entra em Ia discusso o projecto n. 29 deste
aonopelo qual se autorisa ao presidente da pro-
vincia a conceder a Francisco Mara Duprat ura
privilegio por 40 annos, para a sociedade que ella
incorporar poder edificar predios rsticos e ur-
UflDOS.]
,-n?.SJ- 1a?oel Prlella fa* algumas considera-
goes combatendo o projecto.
Julga-se a materia discutida e posto a rotos o
projecto approrado.
.r,mSr' Me" Reg0 pede dispensa do interstici
afim desse projecto entrar na ordem do dia da
segrate sesso.
Assim se rence;
Entra em 3* discusso o projecto n. 26 deste
anno, que eleva o ordenado do medico do colle-
gio dos orphos de Santa Thereza.
E approrado sem debate.
Coutina a 2* discusso do projecto n. 25 desle
anno.Orgamento prorincial.
{Contmuar~se-ha.)
REVISTA DIARIA.
Perante a camar municipal abrir-se?ha hoje a
praga para a arrematago da obra do aterro, qua
em de ser feita na estrada do matadouro, con-
tinuando as duas pregas seguintes amanha e se-
gund.
Esta obra acha-se orgada em 7:128$450.
Porpermisso do gorerno imperial permu-
taran! as respectiras freguezias os parochos col-
lados de Aguas-Bellas Joo Luiz da Silva Reis, e
de S. Jos do Poxim Antonio Eslaquio Aires da
oilra.
Nao foi approrada a nomeago interina de
2 lente do 4o batalho de artilharia Horacio
Aires da Silra para o lugar de ajudante da forta-
leza do Brum, risto que este offlcial pertence
corpo arregimenlado, como foi declarado por ari-
so do ministerio da guerra de 4 do correte mez.
bohena e companhia da nossa estrada da
ferro a ampliago da garanta de 7 % ao capital
necessario para a concluso definitiva das obras
da mesma estrada.
A petigeo enderezada ao gorerno imperial oes-
te sentido reio informar, e o Exm. Sr. presi-
dente da prorincia mandou ourir ao nosso enire-
nheiro fiscal.
Estamos que na solugo desse importante ne-
gocio sejam apreciados os ioteresses collecliro*
da companhia e do paiz de modo conreniente.
Foram remoridos os professores-de iostrue-
gao elementar Joo Jos Rodrigues e padre Jos
Procopio Pereira ; este da cadeira do collegio dost
orphos em Olinda para a de Sania Maria da Boa-
Vista, e aquelle desta para aquell'outra.
Essa remogo deu-se a pedido dos mesmos pro-
fessores, e sobre informago da directora geral
da iostruegao publica.
Sob a rubricaCommunicado publicamos
o segundo artigo do F. ? sobre a eleicao di-
recta.
Reunio-se bontem a assemblea geral dosf
accionistas da companhia de Beberibe, echndo-
se presentes 23 sccioolstas que representaran
1626 acgdea com 289 rotos.
Depois de lido o reletorio, tratando-se de de-
terminar o diridendo, o Sr. Dr. Aquino. reque-
reu qae fosse dividido todo o saldo existente em
caca como determioava o art. 7 additiro aos es-
tatutos; e como o aenhor director lhe tiresse de-
clarado que aomente poda fazer-se dividendo de
aaldo liquido, e nao do aaldo existente em caixa.
como determina expressamente o 8 do art. Ia-
da le ni 1083 de 22 de agosto de 1860; o dita.
Sr. Dr. Aquino prolestou contra essa resolugao,
pois que iotendia que deria cumprir-se aquella
artigo dos estatutos e nao o disposto na referida.
Ffxado o dividendo oa razio de 30200 ris por
acgo na forma da lei proceden- ae a eleigo da
nova administrago que ficou assim formada.
AdminUtraco.
Director.
Dr. Jos Mamede Airea Ferreira......... 27
Vico-director.
Commendador Joo Pinto
Caixa.
Commendador Manoel Gomea da Silva.. 21S
__ : Secretorio.
Dr. Manoel Gentil da Costa Aires....... 272
Adiantos.
Commendador Jos Pereira Vianna......
Beraardino Jos Monteiro................
Justino Pereira de Faria................_
Jos Joequira de Amerita................
Luix Antonio Vieira...........'...........
Gommiaaae Fiscal.
Commendador Beoto Jos Fernandes de-
Barios..................................
Joo Gongalveada Silva....... ..........
Franciaco Joo de Barros................
fagdalena, sabido par
Europa, couuiio a seu bordo oa paaesgeiroa aa-
guiutee:
bS*0-1, ,a?? Pl8hOT' Thmaz Glbbs.
hdaardo Evana, Jos Joaquim Fernandes da Ro-
cha yUona, Antonio Colho Ferreira, Francisco
Maetteel, Dr. Jos do Almeida Soare de Lima e
de Lemos.... 159
233
214.
20a
140>
131
19
195
.............. 1391



ti)
MIMO DI IB&aUUQCO. **- SEXTA FRIRA W DI MAK) 91 1M1,
s
Bastos, Alexia Wlner, Joaquim Manoel Jta
Silva. Arlhiir Joaquim Ttasoos Sil'
Cunha Beltrio de Araujo Pereira, ""
Faala Otee Fernando*, ih melhor i
kChrialian
clTrtaftvT
Marica
AletendreJesc
Chrialiaag, Ernestina '
Dr. kuUBw Joal
4o Jos Partir,
saulher e i criad
Maaoel da 8ilva
Obrisas nacional Osado, tinao d
Janeiro, treme a aeu bota* a segaint
jjoiro: '
Miguel Martias de Castro.
Foraa recletelos cata da lele
da* 14 e i5doeaer*aie esez, 13
nsUieres, een'do 8 tiro t I escrevas
do Dr. chefe de polica 1 a ordem do
gado do 1* dutricto, 3 a crdem
to Recife, Inclusive o criollo de
BOi
4
4 ordem
juiz de
r. dele-
do subdelegado
nome Mariano,
a o africano Andr, escravo de Antonio Marques
ele Amorim, & ordem do de S. Jo, inclusive o
pardo Francisco, escravo da Joquim Candido
Ferreira e os pretos escravos Catraio, de Manoel
Martina, Mathias, da tiara Cervilho, Antonio, de
Joo Aires Qa'nlal Josas** da Joaquim de Si-
queira.
Matadolro ruanco.
Mataram-se no dia 15 do corrente para o con-
sumo desta cidade 105 rezes.
No dia 16-61 ditas.
Mortauba&e no au 16.
Antonia Pires de Oliveira, portugus, Si ancos,
solieiro. Santo Antonio, erisipela.
Jos Borges da Panio. Pernambuco, 43 aonoa,
soltoiro, Boa-Vista, febre amarella.
Mariano dos Res Campos, Pernambuco, 17 aonos,
aotteiro, Boa-Vista, desioteri.
Mara Magdalena, lt mezes, escrava, Recife, con-
vulges.
Mathias, 25 annos, Santo Antonio, coogestao ce-
rebral, ignora-so a naturalidad, estado, etc.
Adolpho, Pernambuco, 4 dias, Santo Antonio,
espasmo.
--------------i-------------------------------
Eocerrsdo o debat s 8 hora* da noite, o
Dr. iuie da direto taz o resumo dos debates cosa
lucidez, e propSe ao jury 14 quesitos.
Em tilla das respoatea do jury o Dr. presi-
dente do jury lana a aua 6entenea absolvendo
ao reo e condemoando a muuicipatidade & pa-
gar as cusas do processo.
O Dr. promotor aatako tacado i palatn,
apatte da sentones pata o seriar tribunal da
ralela.
Nada mais ha renda a tratar.
O Sr. Praatdeota levantan a aesaio s 9 horas
da oeit*. 1* adiada pasa a dia 13 do corrente.
2* SESSAO.
i AS ale anala.
PKESIDB5CIA BO SSU M. fUU DE BIRKITS A FRI-
MBISA. TAHA CRiaiRAL BBR3ABB0 MACHADO DA
COSTA DOBIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francsico Leopol-
dina de Gusmo Lobo. '
Escrivo privativo, o Sr. Joaqun Francisco
dt Paula Estevet Clemente.
E' submettido julgamento e absolvido o reo
Joao Paulo Dias da Malta, pronunciado em crime
de offenssi physicas letes.
Foi Borneado para adrogado ao Dr. Americo
Nelto de Mondonga.
Eocerra-se a sessSo s 2 horas da tarde.
=
CHR0N1C* JUUIMfltilA.
JURY DO RECIFE.
2a SESSAO.
Da 11 de malo.
fRESlDENCU DO 8H. D. AC0STIKH0 ERMEL1ND0 DE
LE0, JUIZ MUNICIPAL DO TERMO DE OLINDA, E
2o SUBSTITUTO DA PRIMEIRA VARA DE DIRETO.
Fr ornlo r publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Ctcrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Estevts Clemente.
R Antonio Vctor de S Bsrrelo.
% Manoel Pereira Garca.
Crisnjs.Morle e tentativa de morle.
-Fapuneia.Art. 191 do cdigo criminal e art. |
192 do mesrao cdigo, combinado
com o art. 31.
Juizo processante. O do Sr. Dr. chele de
polica.
Adrogados.Dr. Francisco de Paula Baptista.
Dr. Aprigio Justiniano da Silra
G afosarle*.
A's 10 horas da manha o Dr. juiz municipal
do termo de Olinda assume a presidencia do
jairy, na qualidade de segundo substituto da pri-
aneira rara de direito, visio acbar-se o juiz mu-
nicipal da primeira rara na presidencia do eou-
aelho municipal de recurso.
O escrivo procede chamada e verifica es-
tarem presentes 47 Sra. jurados.
OSt. Dr. presidente do jury declara aberta a
aesso, relevando das multas anteriores aos Srs
jurados que comparecern) aos trabarnos do dia,
e multando cm 209060 a aquellos que nao com-
parecern!, havendo sido notificados.
Foi despensado de servir na presente sessao
c relevado das multas que lhe bao sido impos-
tas, o Sr. Luiz Jos Monteiro, o qual allego*
nao estar as con dignes de ser juiz de fado, vis-
to nao saber lftr nem escrever.
Foram igualmente dispensados de servirem
cerno juizes na presente causa, es Srs. :
Horacio de Gusmao Coelho
Umbelino Maximino de Carvalho.
Entra em julgamento o processo instaurado
2* SESSAO.
Dia 14 de malo,
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA PRI-
MEIRA VARA BERNARDO MACHADO DA COSTA
DOMA.
Promotor publico, Sr. Dr. Francisco Leopol
dio de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco
de Paula Esleves Cleinenfe.
Rio.Ignacio Cardoso da Silva, soldado do 4'
batalho de arlilharia a p.
Crime.Morle.
Proouncii.Art. 19S do cdigo criminal.
Juizo processaate.Subdelegacia da Muribeca.
D*U da pis* Advogado.O Sr. Dr. Joo Francisco Texeira.
Entra ere julgamento o reo Ignacio Cardoso
da Silva, aecusado de haver assassinado com m
tiro Bazilio de Albuqucrque Lobo, no anno de
1855, motivo pelo qual foi pronunciado pelo
subdelegado da Muribeca, como iocurso no art.
193 do cdigo criminal.
Seguem-se os termos regulares do processo
do julgamento, etnvindo notar que o Dr. Joao
Francisco Texeira foi nomeiado pelo Dr. pre-
sidente do jury para faz sado.
Proposlos e respondidos os quesitos, o Dr.
juiz de direito publica a seDtenca que coodemna
! o aecusado a soffrer a pena de 6 annos de pri-
; sao com trabalhos como incurso no artigo 193
: do cdigo criminal, grao mnimo.
Nada mais havendo a tratar.
OSr. Dr. presideote levanta a sessao.
DIARIO DE PERNAMBUCO
A assembla provincial approvou hontem : em
1* discussao o projecto o. 29 deste aano ; o em
3* o n. 26 e o n. 21 de 1857 ; e em 2a os artigos
1 6 do orcamento provincial.
A ordem do dia : Ia discussao do projecto n.
36, 2* dos de o. 23 e 29 deste anno, e contina-
Cao da antecedente.
Communicados.
Reforma ele! toral, Eleico
directa
" II
A questao capital, em materia de eleico, se re-
duz estarealidade da representarlo do paz,
seguodo os principios e exigencias da ordem e
moralidade publica.
Ora a eleirao indirecta, por sua natureza, nem
pode chamar ao seio da representado os verda-
deros e legtimos orgos do paz, e nem pode sa-
sfazer s exigencias da ordem e da moralidade.
Essa impossibilidade res
tilia antes da natureza
1>elo Sr. Dr. chefe de polica contra os reos An-,'d. processo seguido por squelle systema de elei-
tonio Vctor de S Brrelo e Manoel Pereira
jarcia, iniciados o primeiro como autor-mandan-
te e o segundo cerno cmplice do Uro disparado
por Maooel Justino Alves no dia 8 de fevereiro
de 1859, ra da linio desta cidade, de cujo
ro resultaran) a roorte de Joo Marinho de
Souza Leao Jnior, joven de 20 annos de idade,
e o ferimento grave que foi visloriado na pessoa
de Joo Francisco Xavier Paes Brrelo, hoje re- a0 S0"6"1 representativo
sidente na Europa. I cucas palavras basUm para que mostremos
Sendo pronunciado 5 de junho de 1860, rs | ?0>oto c ella iocompatirel com a natureza desse
cao, do que da corrupto dos homens, que, alias,
enconlram em to irracional processo, vasto cam-
po, por onde podem marchar, desempecadamen-
te, a oppresso, a fraude, o soborno, e todo o ge-
nero de immoralidade e currupeo, como a expe-
riencia nos faz ver, de um modo constante, e sem-
pre em assusiadra progresso, todas as vezes que
se pe em pralica a eieicio indirecta, to avessa

reos foraan submettidos L julgamento na 4a ses-
sao judiciaria de 1860, oterpoodo o Dr. juiz de
direito da primeira rara appellaco da lei
contra a senteuca que os absolver em 21 de
novembro.
Prvida a appellaco pelo venerando accordo
de 16 de margo prximo passado, foi o processo
submettido A novo julgamento na presente
*68850.
Procedendo-se ao sortcio do jury de senten-
^a, sao recusados pelo Sr. Dr. promotor pu-
Jalico, os seguinles Srs. jurados:
Sabino Jos de Almeida.
Manoel Antonio de Albuquerque Machado.
Aureliano de Figueiredo.
Pedro Alexandrino Ortiz Camargo.
Joaquim de Sanl'Anna Monteiro.
Joaqntm Jos da Costa Fajozes.
Antonio Francisco Lisboa Estoves.
Francisco Maia Corles.
Manoel Domingues da Silva, Jnior.
Pelo advogado do reo, o Dr. Aprigio Justinia-
no da Silva Guimaraea. foram recusados os Srs.
juizes:
Aureliano de liveira.
Manoel Floduardo Mendes Lint.
Candido de Souza Miranda Cont.
Jos Antonio Moreira.
Thomaz de Almeida Aotunet.
Manoel Bento da Silva Magalliaes.
Joaquim Ildefonso da Motta Silveira (empre-
sado publico.)
Hermino Egidio de Figueiredo.
Sendo sorteiado o Sr. Thomaz Jos da Silva
Cusmo, que por neobuma das parles foi recu-
sado, declarou-se impedido de servir como juiz
na causaS Barreto, visto hater servido co-
mo teslemunhs.
Recebendo esta escusa, permittio o presidente
lo jury que o Sr. Thomaz" Gusmo nao ttzesse
parte do conselho de sentcnca
Depois das referidas recusaces, foi o conse-
lho composto dos seguinles jurados :
Filippe Duarle Pereira Jnior.
Antonio Camello Pessoa de Lacerds.
Heorique Martina Saldanha.
Bemvindo Gurgel do Amaril.
Luiz Melaueo Franco.
Joaquim Gonjalves Vieira Guimaries.
francisco Cam pello Pires Ferreira.
Manoel Marques de Abren Porto.
Augusto Rufino de Almeida.
Tertuliano SeipiSo da Fonseca.
Miguel Pereira Geraldes.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Deferido ao conselho de senteoca o juramen-
to aos Santos Evanglho, o juiz presidente pro-
cede ao interrogatorio do reo Antonio Viclor de
Sa Barreto.
Victor, trajado de luto, letanU-se da cadeira
^ue oceupava entre os sene advogadoi, e appro-
xima-se ao ju para responder ao inlerroga-
Respondeqdo, Vctor toma
serva o animo imperlataaal.
Elle faz a aonfiuio do delicio, a o aUdbue i
motivos de familia, deixando jos seas patronos
E ignsimenta interrogado e reo Manoel Perei-
xa barcia, o qual protesta que de nenhua modo
eacorrera directa ou indirectaraente para per'-
-apatraco do laclo erimiaew.
Lase o processo. a segue-sa a discussao
fsl.
O Dr. promotor publico deseovolve a aecusa-
So, e liw succede.o De Paula BapUsU t defeza. H
Replicando o accasador pnblico, o Dr, Paula
optrsta peaa anda a palavra para tazar ama
^^"frtt j*f. e o Dr. Aprigio Gai.
.^il!*1? *"* cooiinuada, tia-ae
oa sais do jury um Udiraobe ene leduza i es.
%S uaSr j^^^^S^!o7ijz:Z
^0%T UeWgrapho eotiado pe-
toi Arme e eon-
governo
Oque ogoverno representativo, e que Gmso
dirige quando emprega a eleico, que urna das
condiQes essenciaes de semelhaDte forma de go-
verno ?
O governo representativo o governo da ver-
dade, da razo, da justica, da moralidade, nicos
principios capazesde dominar de reger os homens
e por isso, em semelhanle governo, s pdem fi-
zer a lei, estabelecer a regra, e dirigir as aeges
dos oulros homens, aquelles.que d'cntre elles sao
os maiseapazes de to elevado posto por suas
virtudes e saber.
Porm, como nioguem deputado e senador
por direito proprio, como ninguem por si mesmo
se pode impdr, como capacidade e superioridade
social, forcoso que, os que pretender a honra
de representaren) o paiz, exhibam as provas de
sua capacidade. E o que tero por fim a eleigo,
escolhondo a'cnlre as superioridades sociaes, as
maiores e as melhoree, e reeonhrcendo neilas o
direito de estabelecerem a lei, de representaren] a
naci.
A eleico pois, o esdioho onde seapuram as
capacidades, oode se fazem reconliecer e acceitar
as verdadeiras superioridades, a e'oode sao pre-
cipitadas e arredadas as influencias Ilegitima?,
as falsas e presumpeosas superioridades, que nao
podem, em boa razo, apossar-se dos lugares,
so devidos ao mrito real, e nao improvisado:
prtenlo da eleigio ou antes do corpo eleitoral
depende a verdade do syslems representativo.
Queris a verdade na eleijao, a realidade na
representacao do paiz, pelo que ha selle de mais
nobre e de mais digno, asai de um procesa* elei-
toral tal que vos de eleitores, cujos votos sejam
um acto de ponderado juizo, de firme voatade,
independencia e conscieocia ; arredai deste hon-
roso cargo todos os incapazes de to acreditada
escolha, todos os que nio tiverem a inttlligencia,
a firmeza e o inleresse da ordem, precisos para
terem um voto esclarecido e conscieDcioso.
Sede em urna palavra lgicos e fiis ao princi-
piQdo governo representativoisto tazei esep-
Iher o que ha de melhor, de mais probo, de mais
llustrado do paiz pelo carpo eleitoral mais Ilus-
trado e mais independenle que o mesmo psizpos-
sa.apresentar: em oulros termos,|e guardadas as
proporcoes devidss, fazei eleger as altas superio-
ridades, por aquellas que com quanto inferiores
se prendera s primeiras por mais de um laco na-
tural e legitimo.
A incapacidade de corpo eleitoral seria a men-
tira, o falseamenlo na representado. E pois, ve-
jamos, como da eleigo indirecta, verdadeiro snf-
fragio universal, resulta a mentira na eleico dos
deputados por nao haver capacidad nos eleitores,
creados por semelhaDte processo.
_ A eleigo indirecta, contra os principios de ama
as lgica, a qual parte do fim para conhecer os
meios e condicoea quejlhe sio conformas, proce-
de de um modo Inverso.
Seodo o fim da eleico aecelher os represen-
tantes, e detendo-se 4'abi deduzir as qualidadea
oo elextor. o que seguramente traria, eemo con-
.!? *!"* 3* V8lr WirecU, ao contrario te-
mam como ponto de partida o ekitor, a deste
dascem acvoUnte primario, eaqaacendao de-
putado, que querem eleger (!)
PresciDdina da complicacae eacnaada da um
aimpllasada. e a aaiaode pfcraica a moral d?i:
C*o a primeira coadicao saencial da loas a admi
Sfii^41 co"lw-r C0Bd Uli iodecta
2e*TI"do- da verdadeiro ponto de atiMi
deslrnitita do principio do gsvaroa leasaaanU-
ITOa
do. PeUkaai. asas oa lazar sasaa sasigaar
qaee ae peuoaa que por ana inlaUisaaeisliada-
PMdMcii e BMralidade. esUjaa na case de faze-
Ittm bda melca ten dsaxao para o pak. Lia
3ue dicta e razo, e, dejaccordo com ella, a stefffa
recta, chamando para escolheroa rspraasnlaa-
te, todas oi cidados capotes de eaeathsnan bem
e reensaido e caito de eleltor i teaoa os incapa-
zes de urna lio gravee importante escelba.
A eleico indirecta, porm, apartando-Be da
um processo to simples e natural, estabeleca um
consorcio irraciwai a impessitel ealre a oipod-
dade dos totaotea primariee a ea pacida de aaaa-
rior dea depstadoe.
Ella dia aos eleitores se primeire grao, de um
modo poaftivo: fas, vataatea primarios, nao
tendea e aseaesiria iatelliflOada a independencia
para eaealhsraae a esputis; pdela todava ea-
eolher eleitores, qe ficasi per vs eaaa escolas b
Triste desvo de raciocinio I Sa a votante nio
pode escolher directameats- o dsputado, pasa-
lo-ha conseguir de um moto indirecto ? Um lo
de msis eolteesdo entre o volante primario e o
dejratrdtr poder* dar -rqnatre a intejiyucia, a
independencia que nao tem ? O que um corpo
eleitoral, escolhido por votantes ncapszes de ele-
gerem directamente o deputado ? E* um cerpo
lio incapaz, como a foote d'onde procede ; por-
que, para que oa votantes primarios escolh'essem
um bom corpo eleitoral, era mister que elles po-
dessem conhecer quaes as condices de urna boa
representacao. Escolher meios adequados i um
fim, que se deacoahece. ora impossivel moral.
E' necessario que o voUnte ou eleitor d so-
ciedade garantas fundadas oa sua intelligencia,
moralidade e ioterease pela eausa publica ; mas
que garantas poder* ministrar sociedad* um
povo chamado, quasl em msssa, s sssemMas
parochiaes para escolher o carpo eleitoral ?
Composta a massa dos votantes, como auceede
enlre nos. de pessoas Talmente ignoratles e
sera independencia, disseminadas em um vasto
territorio, sem ideas communs, sem um laco que
as prenda, verdadeiras individualidades; ellas
offerecem um vasto eampo, to extenso quanto o
numero dos individuo*, mas to pouco resistente,
quinto cada um delles em seu isolameoto, a oc-
co do poder oa dos potentados, influencias il-
legitimas e corruptoras.
6o eieicao directa nao tivesse sobre a Indi-
recta outras vaotagens, alm da que aponamos,
isto a de dotar o paiz com um corpo eleitoral,
esclarecido, forte pela sua Independencia, e cuja
existencia nao estivesse 1 merc da massa dos
votantes, mas sim de condiges designadas pela
lei, e provadas peranle magistrados independen-
tes, bastara s isso, para que todos os cidados
honestos, e amigos do systema representativo,
Ozesaem votos atim de que ella fosse eaUbelecida
no paiz. Nao porm, s esta a nica vanta-
gem da eleico directa : ella ser para nos urna
medida de salvaco e tranquillidade publica:
ella Irar o verdadeiro triampho da maioria sem
a proscripto da minora; ella evitar oscrimes
e fraudes, que sao to prejudicial ao publico e
aos particulares, poupando todos os tristes e
vergoohosos espectacoles, que at hoje tem si-
do o apanagio dea eleices primsrias.
F.
O emprego das machinas, mesmO nos lugares
aonde nao ha deficiencia de bracos, geral-
mente apreciado, porque neilas resl;am a per-
wigo e a rapidez conseguintemente aonde o
servico bragal imperfeitn, moroso e difflcil,
como enlre ns.qualquer machioisrao, que pre-
encha satisfactoriamente o fim a que se propo-
nha, sendo de mais este o cuidar de objeclos
de primeira necessidade, de tamanhs leipor-
tancia e vanlagem, que qualqaer fcilmente cem-
prehender.
Nestes circunstancias se acbam as machinas,
que nos chegaram para o nosso laboratorio de
lavagem de roupa vapor.
Todos sabem as diffiuldades com que si luta
nesta cidade, para se ter roupa lavada com
promptido : as pessoas encarregadas deste ser-
vico gastam tanto tempo, que ninguem pdt an-
dar asseado sem ler urna grande porco de
roupa.
A roupa guardada suja, e sempre mais ou me-
nos hmida, mofa e estraga-se.
O processo geralmente empregado entre nos
tarobem o mais damnoso. Parece impossivel,
qus fique em estado de poder servir urna peca"
que por alguBS minutos, fortemente contendi-
da por um pao bateDdo sobre um pedra ou
taboa. .
Accresce qae nossas lavadeiras. sendo pessoas
recoohecidamente pobres, nao pdem pagar urna
ou mais pecas, que se extraviarem, sendo que
alguma8 vezes ellas voltam sem nenhuma quei-
xando-se de terem sido roubadas, ou do se
haver incendiado a rhoupana em que habi-
lavam.
Assim v-se, e todos esto convencidos desta
verdade, que o actual sytiema de lavar mo-
roso, imperfeilo e anti-economieo ; e todos de-
soja m sahir deste pessmo estado, porque este
mal offende um objecto de primeira necessi-
dade.
Estes inconvenientes, sensiveis para qualquer
familia, sobreeabem para oseslabelecimentos co-
mo sejam os collegios e os hospitaes ; devendo
de mais altender-se que os preceitos hygieni-
cos tendentes a liropeza nio sero observados
emquanto houverem depsitos de roupas im-
mundas: e queco nao comprender o grate in-
conveniente que resulta para a saude, o guar-
dar se por muitosdias roupas sojas de materias
e secreces de pessoas doentes, e de medica-
mentos t
Convencidos desta verdade, tratamos de nos
preparar para montarmos um estabelecimenlo
de lavagem de roupas vapor.
Nfio havendo pessoa alguma enlre nos habili-
tada para nos instruir; obtivemos apenas algu-
mas informarles, e nos pozemos ha bem dous
annos em communicago cora varios fabricantes
f preprietarios de estabelocimentos de igual na-
tureza, os quaes nos dersm conhecimento do
machinismo e processo mais perfeitos, e hoje
mais geralmente asados; e depois de termos
obtido as necessarias luzes theoricas, mandamos
vir pequeas machinas para ensaio ; e s quan-
do nos julgamos devidamente habilitados, e de-
pois de nos convencerme-nos da perfeigao dos
processos, que nos resolvemos a mandar vir as
grandes machinas que nos chegaram, e que bre-
vemente sero postas a disposigo do publico.
Agora devidamente instruidos na materia, no
que respeita theora e a pratica, podemos affi-
ancar que o processo de que nos servimos com-
bate lodos os graves inconvenientes do processo
ordinario.
Ella lava com admiravel velociade, e assim
Jualquer familia ou estabelecimenlo pode re-
uzir-se a menos de metade da roupa, de
que at agora precisavam : a roupa se con-
servar por mais tempo, porque nao guarda-
da soja, e o processo de lavagem nao a preju-
dica porque ella nao soffre a menor conluso,
torso eu compresso, nem para isto se empre-
gam alkalis, nem substancias corrosiras: e nos
fazemoa accrescer a estas vaotagens, a garanta
que offerecemos de indemnisagio pecuniaria por
qualquer peg que se desencsminhsr.
Os viajantes nos dio as mais salisfatorias in-
formages deste melbodo de lavar a roupa:
as machinas e o processo de que osamos sio
empregados em varios estabelecimentos de Lon-
dres, Liverpool, Manchester, Birningliam, Edem-
burgo, Glasgow, Dublin, Belfort o outras cidades
principaesda Graa-Bretanha e Irlanda, e dio
resultado plenamente satisfactorio, e aluda
mais generalisado seu oto nos Estados-Unidos,
no Ganada o no continente da Europa.
A's Uta do eapoato presumimos qus nosso es-
ta beleci mente aera de grande ulilidade ; e es-
peramos rusa a publico abandonando prejuizos
nasudos da iaperfeiei dea machinas amiga-
mente usadas, aos auxilienesta importante em-
prera.
Para afugentar qualquer escrpulo devemos
declarar, que mandamos vir duaa machinas
grandes e urna peqnene, aendo ama daquellaa
para aer empregada-exelusivamente na lavagem
das roupas dos hospitaes a das doentes, e a outra
para a das familias; e a pequea para lavagem
em separada de pecas maia finas, bem como
que o eetabeteef ment lean molheres, que aerlo
as nicas encarregadas ds cuidarem daa roupas
das peeaoae do mesmo sexo.
Ih da inauguracaa do esUbelecimeato a
pabUco ganhari por si mesmo centicelo da
verdees de quanto teo* Brancada.
Rerfel5demeiedel8l.
guiar amxot 4 C.
ifan
de
faaar peraate
lente aussli-
A bealdada de direata
no quinto concurao, que
ella para oblar urna esdetra
Mata.
O man datar a a minlu kaara triassa eme au
pilque aa governo domes paisa sos ka
lluslrados, quadsreriam esperaros
?as mate psrsiatenles da minha dedicaglo sle-
ninha reprovsgo.
faculdade j me havta approvado e
tai qaatre concursos auecessivoa: por-
to, ou au havia desmerecido em o aeu conceilo,
te me jalgou sempre digno de occepar urna
cadeira no magisterio, oa foi parcial no aeu Jai-
a, qusBdoaeafm Ibe pprouve de jolfar-me.
No prreaelru eaao ah est a estallo dos ha-
mena illaatradoa, qoe assistiram aa concarso, a
fue preancaram o aeu juizo inaaspeito t im-
parctal eaa mea favor ; e alen dirso a minha
pcova aeeripte, que otTereco ao governo, e ao cri-
terio dea que sabem jalgar para destruir s pri-
meira suppozigio.
O objecto desta pro va escripia de importan-
cia transcendente; pelo que tseaeaeu eu ser mal
eomprehendido publiquei no Diario da Pernam-
buco de 24 de abril (dia em que fui jalgado pela
faculdade) um artigo sobre a meama quealio a
terminei nestas palavras: desenvolveremos mais
largamente a doatrlna, que acabamos de emittir,
se algum cavalheiro aiteocioso se dignar contes-
tar-nos ; e a verdade da propozigio, qoe sus-
tentei parece haver calado no espirito dos ho-
mens entendidos; de outro modo eu houvera
sido contestado, que ahi exlstem estimareis pen-
sadores, enrequecidos de illuslracie e de ta-
lentos.
A reprovaco que me fez soflrer a faculdade
nio me deshonra, e menos sorpreheudeu-me. A
alguna amigos do Rio de Janeiro havia eu eserip-
lo.antecipando o resultado. Aqui eslava elle
diunilivamente concertado e resolvido. Um dos
motivos detodos conhecido. O Constitucional de
27 de abril (tres dias depois da minha reprovagio)
o denuncia nestas phrases : diremos alguma cau-
sa aceres do templo de Minerva. Certamente
tombais 1 Vos, que nos vossat reunite contais
sacerdotes desse templo, pretendis sustentar es-
se capitulo de aecusaco ? Ou cahirei no re-
diculo de pretender, que o templo de Minerva
*6 di gente para o partido da ordem f
Esse motivo me oobilia e me faz amar o sa-
crrtcio. Outro motivo eu devo expor.
avia eu coocorrido por tres vezes ; a primei-
ra com os Sr. Drs. Bandeira Filbo e Pinto J-
nior ;_i segunda terceira com este e o Sr. Dr.
Aprige ; todos elles obtiveraro a palma do trium-
pho. Nao desanimei e inrcrev-me anda. O Sr.
Dr. Tvquinio inscreveu-se depois e pela vez pri-
meira. peveria eu ceder o campo, porque era
elleirmadoSr.Dr. Brazt
ira eu que essa prova de firmeza de-
veria ser-mt amargurada I
No intuito d> pagar ao meu nobre irmo pa-
dre Avelino um. divida de honra, quando to ge-
nerosamente proiigalisou comigo oe recursos
para a minha formara, substtuindo o meu ve-
nerayel pai, concorr. por minha vez para a oa
mslricula na faculdad de direito. Curssva elle
o segundo anno. O &, Dr. Braz, cuja amisade
de infancia era a mais mm, comecou por que-
brar os lagos desea amisade antiga e familiar, e
acabou por eiercer toda apressode aua severi-
dade contra o mou irmo, le quem era lente, no
intuito talvez de acobardar-me e fazer-me re-
cua r.
Findo o concurso pedi a S. M. I. a graca de no-
mear, t fia ver e S. M. I., que o meu irmo seria
reprovado. Infelizmente realisaram-se as mi-
nhas previsoes ; e com i nomeagao do Sr. Dr.
Taquioio foroos banidos dafaculdade, teodo sido
aquella a primeira victima, que cahio a vingan-
ga do Sr. Dr. Braz; e certamente teria a segun-
da vez sido reprovado. O facta da minha repro-
vagao justifica hoje o accordo, quetomou de nio
continuar a sua forraatura. Os Srs. Drs. Braz e
Tarquinio devem pois estar vlngados. Dous ir-
maos foram meus juizes, e me julgaram sobre a
mesma causa I!
Tenho esgolado em urna defeza de tbeses e
cinco concursos successivos os escassos recursos
de urna mingusda fortuna. Nao imperta. A me-
dida do soffrimento ha de um dia transbordar, e o
meu tnumpho chegar mais larde ou cedo.
LsU reprovaco. direi anda, nao me desdoira.
O crime o anatbema, qoe somante pode deni-
grir a face do culpado, e a minha vida gragas a
Deus pura e sem mancha
Aqui offerego a minha prova escripia apre-
ciago dos doutos, e eonvido-os a que me apon-
te entre os principios econmicos, que ahi fi-
cam expendidos, oe que por ventura possam ter
justificado a minha reprovago.
Recife, 7 de maio de 1861.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Programla da Faculdade.
Mostrar como do progresso
do capital resultam o augmento
do 'salario, a baixa do lucro
do capital, sem que por effeito
da baixa do lucro peiore a con-
digo do capitalista.
Antes de entrar na apreciago do programma,
que a Faculdade prope mistor deiiar bem fir-
me a idea do capital, que certamente Bao ums
aglomerago simples de objeclos materiaes,
como acreditara lodos os economistas da escola
materialista, taes comeos pbysiocratas, discpu-
los de (juasnay e com elles Sismondi e Sanit
Chamous, que tendo tomado por ponto de parti-
da esta mesma idea de que o capital ers ama
aglomerago de valorea, prosereviam as maqui-
nas, a liberdade, a concurrencia, glorificaran] o
luxo e o imposto.
Na opinio de toda essa escola materialista-
desde Adam Smilh, o veneravel pae e mestre da
economa poltica at inclusivamente Proudhoro,
esse contradictor famoso, do progresso do capi-
tal deveria certamente resultar a baixa do sala-
rio, e alga do lucro do capital; sendo que em-
peiorava a condigo do capitalista e proporcio-
nalmentea dos trabajadores.
E' verdade que todo o capital urna riqueza,
mas nao vordade que esta seja sempre aquelle;
ambos, riqueza e capital, comprehendem indis-
pensavelmente a utilidade e o valor; mas o ca-
pital assume este carcter pelo destino ulterior,
a que votadoa reprodugio.
De posse destas ideas capitaes fcil mostrar
como do progresso do capital resultam augmento
do salario e a baixa dolucro do capital, sem que
por effeito da baixa desse lucro peiore a condi-
go do capitalista.
Desde que a idea de productor-se nao destaca
da idea consumidor, que relativa, a questao se
ha implcitamente resolvida. Moslremo-lo
bem claro.
Do mesmo modo por quo o productor ae v
forgsdo a fazer aproveilar a humaotdade dos seus
esforgos, elle se aproveita dos esforgos da huma-
nidaae ; elle ao mesmo tempo productor e
consumidor, porque elle se acha collocado al-
ternativamente no centro e na circumferencia da
industria universal.
A' loz das Ideas novas econmicas grosseiro
eDgaoo asseverar, que o augmento de salario
para o trabalhador est em porporgio do aug-
mento de valor, que remuoera o seu servigo.
No sentido econmico da palavra, o augmento do
salario se diz em relacao do gozo, que o traba-
lhador pode adquirir. De toda a certeza a alga
do salario nao exprime outra cousa que o pro-
gresso da utilidade e do bem, em referencia ao
mnimo de peona, que o trabalhador pd* reali-
aar. Em ama palavra augmento o diminuigo
de salario nao sao duas ideas abstractas, como se
ha snpposto ; ellas ae prendem necessarlameote
ao progresso do capital, e conseguintemente
reprodacio.
Difflcil e espinhosa certamente a solacio des-
ta questao, qae tem empenhado os maia estima-
veis pensadores, e aberto discussao calma e ea-
clarecida no mundo da sciencia.
Falseada orna vez a idea do capital, aa idea*
coDsequeotes e relativas, flearao prejudicadaa,
Com effeito, desde que o capital exprime ama
somma de valores, o salario ou o lucro dease ca-
pital deveria ser condemnado ea face do pro-
gresso. Bi-lo, o capital, apresentasdo-se s
massas como um moostro devorante e inaScia-
rel, exercendo sobre o corpo social a acgo da
um vampiro, cojo poder de suegio augmenta
pregresaitamente, nrrs acquirit tundo. A lin-
ios deste monstre chamara luara, interessav
azara, ete. ^^
Desde porm ana tenho a aseverad o, ou antea
pretade, que o capitel riqueza em reproduca.
detajeTeonsequeaieemmeaapriodpiae. ^
> eonteriptos desta faculdade, per-
ora
par
Jas tica cdavmercial do Grs-Par.
fallivelmente um progresso de utilidade, e urna
diminuicio proporcional de talor ou da propre-
dade. Ea invoco em apote deata terdaae aa pa-
lavras de F. Baatiat, em suas harmonas econo- *.i?sTCS!? **' quebro D ci-
jaicaa. ultima eapresso, que esmorecen no. i,- 7*SiL S!?.D? Pr-0T,DCU d FF*. fi os
bio. dease granea genio' :1 propriedad, cua BSTf^ ma0,, e at boJe n<> ^ qua-
nmprt por cada talno dada i a cammamdo
fnsa'incessanZtStZlTaU\to^?^^^'^^^^ "-. f iospar-
nso enriata se nao aiato; trsw/VriiiaT a mu! d ,*?% dorint H P00*' do laposita-
dsda anarora em utilidade coVm^TTorltl^- *? "ty*1*?* %^0' V"1 ,eSdo r-se
itmiMulr o valor sem dmT&ZfffT. V^l^X* 5T*Mf W*! *V? *?**-
mtnlar inctssanttmtntea setaiu$*usa,*. s?VqV.0*,.""*** enlr" f"*! ** yo
s^ cujo goxonitribuindo dt urna mautira
dttxfualdade, qut resulta da difftrtnca Sai pro-
II
4C.1I
E neesa proviocia qae ae aasa censurar o
precedimeste da Etm. Sr. Dr jote de direito es-
taaes. ~ "'" peeial da eamaaercia deste cidade? terdade
resolugio deste espinhoso programma recaer ?ae PeedBBeni6 delle, io agrada aas arran-
eea duvida urna duserteco tersamente de- 10*A mi?,to tatuo ?* *u:es6es orgadaa.
Confiamos, qne o lllm. Sr. Dr. juiz municipal
do commsrcio, quem compete a deeisao final
deste negoeio, o tome na devida consideradlo,
am de ser terminada a fallencia e dividido o
liquido producto por quem i elle Uver direito,
nao consentiodo que um credor esteja auferindo
vantageos em detrimento dos demals.
Por ora basta.
priedades.
por sea duvida urna dissertegao largamente de-
senvolvida e um trabalho aecurado, qual se nao
poda effecUiar no pequeo espago que nos asi-
lado.
O capital (e quando eu rallo de capitel, fallo de
riqueza destinada a reproduegie) consista, pira
Smith na materialidad* e durago ; para Say na
utilidade; para Ricardo no trabalho ; para Snior
na raridade ; para Stortch no juizo e na aprecia-
gao. Cada autor se fazia pois, por assim dizer, o
padrinho de cada urna destas circumstancias, que
elle cria preponderante. Entretanto, senhores, a
escola econmico-moderna reconhece e deplora
o erro desses sabios economistas, que primeiro
exploraram oa horisontes da sciencia. E* que Ihes
nao era dado ebeger aos confina de to profunda
sciencia, quanto vasta I
Say parefeu azer recaer adifficuldade; porm
nao resolveu-a. Para elle o cai-ital consista, sio
somente nos servicos humanos, maa anda as
qualidades atis postas pela natureza as cousas
mesmas ; e pois elle eslava looge de erguer o veo
espesso, que os economistas ioglezcs linham lan-
gado sobre a questao da propriedade. E' assim
que o communismo ergueu o eolio, e o direito de
propriedade vacilava.sob a pretso de um roubo 1
Se o communismo, em vez de levar 4 massa com-
mum o fruclo do seu trabalho, e de encarregar
auturidade a sua arbitraria distribuigio, distri-
buase cada um, seguodo o seu trabalho, eolo
elle reconheceria a propriedade, e eesaaria de ser
communismo.
Aproximemo-nos outra vez mais do programma
e mostremos explcitamente o que implcitamen-
te j fice resolvido.
O capital progride na razo directa da utilidade
e oa inserta do valor ou da propriedade, logo o
salario augmenta em relacao ao lucro do capita-
lista, cuja coodicgo na hypothese dada, j mais
pode empeiorar. Nunca, jamis o progresso do
cipital pode trazer como effeito a baixa do lucro
do mesmo e o augmento do salario para o traba-
lhador ; se assim (ora, de toda a certeza, a posi-
co do trabalhador melhoraria no sentido contra-
rio ao futuro do capitalista.
O programma suppe urna hypothese, qae eu
infelizmente nao posso admitlir. Eu trahiria mes-
mo as minhas conviccoes ; masdeve-lo-hia fazer
em obsequio e homenagem meus illustres pre-
ceptores I Confio qae a minha diffieil e estranha
situaeo deve trazer-me a dispensa, do que acabo
de referir.
A hora se aproxima, e ea nio posso, quando a
questao mais urge, explanar todas as razes, que
no momento meoccorrem.
Drei anda, que a baixa do lucro do capital,
quando este progride urna supposigo, que nao
pode achar apoio em nenhum dos grandes prin-
cipios econmicos, que ahi cam expendido*.
Teda duvida resulta, e eu ainda direi anda lo-
do o engae em nao considerar o capitalista se
nao como productor, e nunca como consumidor
de outras umitas industrias, que o rodeara. O lu-
cro do capital ninguem se engae, nao pode di-
minuir, se o capital progride; isto impossi-
vel.
Se eu devesse admitlir, que o augmento do sa-
lario, e qoe o lucro do capital nao eslo em rea-
gio com o progresso do mesmo capital, eu deseo-
nheceria certamente os effeitos econmicos e Ba-
lotares desse mesmo progresso, qne fez tanto hor-
rorisar os economistas socialistas, quando unso-
nos proclarnavam a propriedade um roubo 1
Aquella que por intermedio do capital e com
o seu auxilio tem conseguido um progresso in-
dustrial, este tem feito aproveitar a humanidad*
na mesma proporgo em que elle se aproveita dos
progressos. Como explicar o phenomeno de que
um individuo na sociedade actual, goza cem ve-
zes mais satisfagdes. do que elle pode preduzir.
Infelizmente termina a hora ; e ainda urna vez
a indulgencia e o perdo dos meus sabios meslres
e dos meus severos julgadores.
Faculdade de direito do Recife, 19 de abril de
MMa
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Correspondencias.
Srs. Redactores.Ha dias ofteodi com pala-
vras ao Sr. Antonio Francisco da Silva, na sup-
posigo de outra pessoa; hoje, porm que co-
nbego meu engao, pego desculpa ao mesmo
senhor dessa minha incoosiderago.
Recife 16 de maio de 1861.
Jos Flix de Oliveira.
Para que o publico me nSo julgue ca-
paz de ter um procedimeoto caviloso,
como se pode depreheuder de urna pu-
blicado feita no Diario de hontem
pelo Sr. Maciel Munteiro, apresso-me a
declarar que nenbum requeriment di-
rig ao gorerao imperial solicitando
troca do meu lugar pelo que exerce o
mesmo Sr. Maciel Monteiro ; devendo-
se attribuir qualquer determinaco que
tenha havido a tal respeito a interven-
cao de pessoa que, interessando-se por
mim, procure que se d a referida tro-
ca. Recife, 16 de maio de 1861.
Horacio de Gusmao Coelho.
Publicares a pedido.
Hontem parti para a Europa, o paquete in-
Elez Magdalena, e neile seguio viagem o lllm.
r. Dr. Jos de Almeida Soares de Lima Bastos,
medico diatincto, assaz conhecido nesla cidade,
Eara tratar-se de ama oplhalmia perigosa e re-
elde que por espago de dous annos o tem tortu-
rado.
Nao pequea saudade devem experimentar ho-
je, os subditos porluguezes aqui residentes pela
ausencia de um cavalleiro to prastimoso, me-
recedor por certo de mais silos encomios, nao s
pelas brilhantes qualidadea que o adornana, como
pelos senlimenlos patriticos que o distinguen).
Investigador dos maioressegredos da-natureza
pela medicina aportando a esta capital por occa-
siio, em que a terrivel epidemia da febre ama-
rella ceifava ainda centenares de vidsa, provou o
nosso dislincto compatriota, o grande atcance dos
seus coohecimentos scientificos, e as bellas quali-
dadea do sea coracao, aecudindo sem distinegao.
a rices e a pobres, por cujos servicos honre por
bem S. M. o imperador do Brasil agracia-lo com
o grao de cavalleiro da ordem de Christo do im-
perio.
Durante a epidemia que de fim de 1855 a 1856
assolou esta bella cidade, moatroo ainda o Sr.
Dr. Almeida, a sua forga de animo e bondade
nao vulgar, consagrando as horas do dia e da
noite ao tratameute gratuito dos iofelizes que re-
clamavam os seus cuidados, especialmente dos
enfermos do Hospital Portugus de Beneficencia,
por elle mesmo fundado, gragas aos recursos da
sua intelligencia, sua bem merecida influencia
e ao auxilio de alguns portuguezes illustres que
se lhe associarao nesta empresa humanitaria ;
servicos estes que foram tomados em tal consi-
deragao por S. M. F., que algum tempo depois,
fez baixar um decreto condecorando o diatincto
medico portuguez com o honroso titulo de caval-
leiro de N. S. da Conceicio de Villa Vicosa.
Foi com effeito neesa occasiio memoravei, ea
que se tratara da fundagao daqualle. instituto.
Oaoneto que abano publicamos urna pobre
mas ingenua homeoegcm que o poeta dedica aos'
Aojos de innocencia e de bondade, nos prximos
dias de sua viagem al t provincia das Alagas.
Ueixo-lheseste corda immarcessivel em piohor
de minha saudade.
Nio lamentis, Senhoras, meu acerbo destino.
Vou de novo ioternar-ma as solidos daa mal-
tas, para conseguir uliinar o pagamento da ty-
pographia, que compr ha annos ; porquanto
nio me ha sido possivel, arcando braco a braco
com os revezes, desempinhar esta divida sagra-
da, sem o que uio podtria publicar as locubra-
coes de meu espirito, Atribulado pelos malea
da patriadespenhada re treva do sceptecsmo.
SONETO
FOI
Joao de Barros Falcan de Albu-
querque Maranho, hachare! for-
mado ena ciencias jurdicas e so-
ciaes. Socio cnrrespindonte do
Instituto Histrico de Franca, da
Sjciedade Auxiliador* da Indus-
tria Nacional, e Eunenio EHa-
diense pela Academia dos Arca-
des de Roma.
Quand men souvenir est Gx sur toi,
le lieu pent-tre s'egvre lassi vers raoi,
Pour moi, du moins. h te l'avourai,
ton image m'apparatt le por et la nuii:
veill, elle inflamme mot imagination ;
pendant les heures du soDmeil, elle me
soarit daos des sooges Bgitifs. Celta
visin charmant" hale la 'uite des heu-
res et me fait maudire le retour de
l'Aurore, accourant pour rompre un
sommeil de delices qui mi fait desirer
une nuil ternelle. Oh I qu>lle que son
ma deslioe, quo la joie ou la douleur
aceompagne mes pas ; secuit par l'a-
mour, assieg par les orages, je n'ou-
blierai jamis ton image.
(Lord Byron.)
Mon sort estde l'amer, de me Urer
et mourir.
(J. F. Ducis).
Ao fulgurar no caos a luz formoss.
Nos cos os astros syram rutilantes ;
Recamada de estrellas scintiilantes,
A noite se aprsenla magostos*.
A natureza exulta graciosa
Ao ver a trra e os marea ondeantes*.
Rev-so em seus fulgores radiantes,
E ni aua belleza portentosa.
Has logo que das mos do Omnipotente
Desliza-se a Mulher, eis as sublima,
Completa-se o universo em gloria ingente I
E um choro de Arcbaojos, la de cima
Lhe diz, envolto em nuve auri-fulgente ;
Mulher, do Creador s obra prima.
OHMKRIO.
2.5jK15"U,,,,rit*,M T3tenho ano
-ttearanle vos ama causa to grande, a i~,
restara tio superior s minha, fargas, dtecarda
%**JlX*2r***> l*^iW&oprofrasso
da edprtel.aeppoe como conseqaencias o aaraen-
manto de salario e a barra do locro do capital,
sea que par ensile deesa auposte baixa da la-
cro peiore a coodicgo do capitallete,
* miaba humilde opinilo, o arofreasa 4e cs-
pital, coae ut progresso de riqueza exprime 1b-
Alfandega,
Rendimento do da 1 a 15. .
dem do dia 16.....
173:08257i
18:8263664
191:9099235
Hovimento da alfandeara,
Volumes entrados com fazendas.. 1*4
> a com gneros.. 733
Volumes
B
sahldos

com fazendas..
com gneros:
------857
83
280
363
Descarregam hoje #7de maio.
Bngue rnglezGdwardfazendas.
Patache inglezEmmely bacalho.
Barca inglezaJohn Martnfazendas.
Barca porluguezaCratidofarelo e eijo.
Galera franceza Raoul vinhos.
Barca nacionalAmeliadem.
Escuna portuguesaLimapedra.
Escuna bamburgueza Chrisllna farinha de
atrige.
Importa cao.
Barca porlugueza Gratido, rinda de Lisboa
consignada a Thomaz de Aquino Fonceca, ma-
nifeslou o seguate:
10 pipas e27 barrs vioho, 25 ditos azeite do-
ce, 75 ditos toucinho. 10 pipas vinagre, 100 ca-
sS?.n.ta5n.aS1!..i -Va b*B,.P avallar asna iocaosavel actividade, a riqueza do 7 pipas e 65 barr vioho 25 ditos azeite da
seu espirito e os dotes do sea tlente. filia par- Olivelr.75 d^ rVaasre % ditoa louciabo 55
lo. mas aaainoadeixouewaspaginaabrfta^a-iUrnwfarB^^ 10 .oeaetaB^inho' 10
tescheiaa de erudigio e patriotismo, eom que meos^rira^^ua?e,: ^TIo^.V da Mulno
elle levou o alent, a coragem e a dedlcaeo aos Foncec?
--- ----------------f w~..OWHfl v H wiiivsmv un
espintos alterrados, nesses dias em que, segundo
as phrases de ora escriptor moderno: o pavor
fazia tremer o animo maia forte, a vida da aocie-
dade ae pareis parausar de susto, es ricas fu-
giam espavoridos, os pobres esperavaa alo com
resignagao senio com terror a aua bore derra-
deira.
Oh I como era bello contempla-lo aeeaea das
como um aojo de salvaeio no meio do terror
geral I "^
Elle parti I maa aqoi nos Oca esse brado in-
tefligente e patritico, por elle levantado as re-
cinto do Gabinete Porlugnez de Leitora, quando s.
sea director, ea favor da litteratora paetngaeza.
Qae flndae paginas 1 qae inveja tenbo ea nio
peder imltat-o I
E* poren entre o prteme daa flores, qoe s
mea oe esesndem os aaiora aspiobos da vida.
atesta e eorpreBdeu a deadHa entre es expleado-
ree de urna vida jarea sisea, maa J rica de ere-
dte e hoarae. Os ares da patria e os cuidados
de ana lamina Iba astea propicios, e Iba restl-
tuam a sade, para que poseo caotinnar oessa
carraira gloriosa, para a qual parees berer naa-
eido.
Recife 17 de maio de 1851.
105 bairia e 14 pipas vinhos, 10 ditas vinagre,
20 caixas velas; a Maneel Joaquim Ramos e
Silva.
35 pipas e 125 barra viohos; a Barroca & Me-
delroa.
25 barris azeite de Olivara, 1 ditoa e 5 pipas
rlnho; a Bastes4 Leaos e uea vacea coa crio,
15barris e 2 pipa* slnhos; a Erabas Whaiely
&
2 pipaa 4 msiaa e 5 barris vinhos : a Uanoel
Ignacio de Oliveira.
30 barris leudaba; a Victorino Jos* Cerreia de
la
14 barricas carvo animal
Feoseca.
15 barris azeite, 30 ditos vioho,
S^tSjSsT u*"*
rrte szsus das*, 00 eaixaa batatas. 230
. 572 4itespaauas;aLrrfsJos da
Coste Aaoria.
bsrrte a 8 pipas vinho, a Manoel Airee
UMICBb
0 barra vnhoa; a Cuaba Iralos 4 C.
80 ditos cal; a Jos da Asaaapcao Oiiveire.
100 eaixaa bate tea; se capiUo.
aoOditee terete; a FrasKteee Late daOirfeira
Awrede.
a Jos Baptista da i
200 saceos
i livroa; s



.....
UMO M WWllWOOtt; MITA FEUU 17 Da AiO DI 1M .
Bff.bl*rk*,Mfah**>w^ *** Air-
q.5 f SSiS?,,hi de Trig0; "* M-
a2LVrS1ci.oho; ,oiod' Si, N.
! FomT ;" *'rceUM ,M g-ifaf
ifc."86M0:.;B-F-de **
iosJSSr,?0198' rilTin,|i;8: *LAato-
(orto de torro ; a Moreira A.Dart#.
Cafaft P*i* M*a0*1 tib*ir0
?eira^i" aCh',p40, d" h01"*" ; ***** 0U*
8 ditas e barrieea, corvan animal, capa rosa
gruae. incens, maa droga* s medicamentos,
los e brochas; a J. Moulinho da Crui Corris
1 caixa m presaos a Unos.
7 barricas o 8 caixas carrio animal, man dro-
gs e medicamentos ; a Lima Jnior & O.
* "isa livros; a Bailar & Oliveira.
1UO caixas btalas; ao capito do mesmo.
1 caixa retrates de folha louca : Francisco
Gomes de Oliveira.
SO barricas alpiste; a Antonio Nogueir de
Souis.
30 barris choricas, 1 caixa bracos de batanea ;
a Jos Marcelino da Roza.
2 barricas liuhsca, 1 dita quassia e livros; a
Joao Souq & C.
4 barricas liuguica, 2 aocoreUs azeitonas ; a
Jos Octaviano Telles de Saldanha.
1 caixa sapalos de tranca; a Antonio Augusto
dos Santes Porto.
5 barricas chorlca, palos, e toucinho ; a Ao-
tomo de Almeida Gomes.
i caixa reodas, 2 barritas feijo ; a Joao T. de
Abreu Reg.
30 caixas maesas; a Jos Baptista da F. Jnior.
3 barricas 3 aaisaa e t (ardo cavada florea me-
dicinaos e <& ; a Joio da C. Braro e mais 1 far-
do papel 1 barril vinagre.
2 barris vinho, 1 caixa brotas, 1 barrica gis,
1 dita poz de osso.
2 caixas velas de cera; a Joao Jos do C. Mo-
raes.
6 ditis e 2 lardos eleo de amoodoa, medica-
montos e drogas; a Joie da Silva Paria.
1 caixote mercurio ; a Vaz & Leal.
1 barril vinho, 1 dito azeile doce; ao Dr, Joao
Pedro Maduro da F.
60 caixas ceblas; a Antonio Alves.Vilell.
2 barricas alvaiade, 1 caixa gomma arbica, 1
dita tiota branca; a Maooel Jos de Souza, o 1
coxixo e 2 canarios.
9 fardos 3 Barricas e 4 caixas essencia de aniz,
vidros vasios, macella. cevada, linhaca, relalhos
de pellica, galha, allasema, e outras drogas ; a
Vicenle Jos de Brito & Silbo.
3 Goelhoa e panellas d barro; a A. P. Borges
Pestaa.
1 gaiolla un canario; a Jos Pereira Petroso.
Vapor francez Gttiennt, vindo de BoMlu,
manifestou oseguiote : **. \
1 caixa sedas, 1 dita 'uvas e 11 ditas frascos*
rolhas, xaropes, medicaaientos e drogas.; a Brf.
Wild & C ^ .
1 caixa msicas; a J. Lanmoumer. J *
155 ditas qqeijos; a Brender a Branlris. ,
15 ditas ditos: a Tasso A Irisaos.
50 ditas diloi, e 1 cana fazeodas ; a Tisset
reres;
1 caixa man; a J. Souo & C.
1 dita sedas, 2 ditas pees e 15 ditas qneijos ;
a Kalkmann lrnos & C.
1 caixa divenos artigos; a P. A, de Pinbo.
50 ditas viibo, 1 dita vestidos e loras: a R.
Duprat4C.|
1 caixa insrumerites de msica, 1 dita agua
mineral e 1 dta objectos para reloioeiro ; a De-
louche.
1 caixa ob.ctos para carro; a Bourgeois.
1 dita sed*, 1 dita loucas, 1 dito requifes, 1
dita camisas 1 dita objectos para carro e 1 volu-
me amostra); a L. Wild & C.
1 caixa sidas; a Maooel Am.
1 dita coiros, 1 dita chapeos de palha ; a Chris-
liano lrmas.
2 ditas mercearia, 1 caixa calcado; a J. P.
Arantes.
1 dita r/upa ; a J. B. Fragoso.
1 caixachales de la, 12 barris e 80 caixas vi-
nhos; a ?. Sauvage.
2 barrias vinho, 1 fardo rolhas; a Meuron
a C.
1 caixa mercearia ; a E. Lecomte.
4 caixis bichas, 1 volume collerinhos: a Joao
Keller &C.
1 dita objeclo* de loilel; a Paes de Aodrade.
2 caias bijouteria, 1 dita estoios ; a Blum Lhe-
mauD &C.
2 roluses trastes. 1 caixa ferros, 1 barrica lou-
ca, 5 caixas porcelana ; a T. Dubarry.
2 caixas objectos de ferro; a Agoiar Ramos
& C
1 caixa fizendas, 1 dita vestidos, 1 dita coilas:
a Seve Filhos A C.
1 caixa modas; a Mello Lobo & C.
10 caixas conservas ; a M. Barros & C.
1 voluxe objectos de escriplorio ; a Ferreira <&
Aojo.
1 dito m lbum ; a Mme. Lunnout.
1 dito jornaes; ao Gabinete Portuguez.
1 dito queijos ; a Mederique.
1 caixa modas; a Guimares.
1 volume livros ; a J. J. Goncalves Bastos.
Barca brasileira Amelia, viuda do Rio de Ja-
neiro, manifestou o seguiote :
160 barris e 120 pipas vinho, 10 ditos alcalro,
100 saceos farelo, 57 caaastras albos, 29 meias
barricas vasias, 97 saceos caf, 1 pacote*arope de
bosque ; a ordem.
Sauaders Brothers & C, 400 taceos 2,000 arro-
ba asnear.
Patacho ioglez Emito, vindo do Terra Nova,
consignado a James CraMreo & C, manifestou o
soguinto:
2,406 barricas bacal tito ; too meamos.
ato raaosam (tornas
da Permanaaaeo.
Rendiroaoto do dia 1 a 15. 15 081*623
dem do iia 16.......Ir018943
16:100*586
Oaaaalaaa aro vi metal.
.endlmento do dia t a 15.
dem do dia 16 .
34:391*000
1:6799587
36:086*517
Mo vintenio do porto.
Navios intrads no dia 16.
Rio de Janeiro 12 das, brigue brasileiro Da-
mo, de 234 toneladas, capito Jos Maooel
Vieira, equipagem 12, carga caf, farelo e mais
gneros ; a Azevedo & Mondes.
Montevideo 16 das, polaca hespanhola Indi,
de 203 toneladas, capito Joio Pl, equipagem
Bojarjr, dem............
Tacaran, idea..........
Ponto dos Carvalho, ide
Tapacori, idea.......
Vnlo por cento sobre o eooi
Municipio do Recife, por _
As arremaUcdcs serio bitas por Umpo do tnf
aonos a contar do 1* de julho do corrente anno a
30 do jonho de 1864. P
As peasoas qe so propozerem a ataos arrema-
>o$6oo comparecam na sala das sesadas da meo-
sn junto no di cimo declarado polo meio dia,
competentemente habilitados.
1 para comtir se maodouaffixar o proseeote
publicar poie Diario.
Secretaria da theaouraria provincial do Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacio.
O Ilhu. Sr. inspector d Ihesouraria pro-
vincial, eso cumprimeolo da resoluco da junta
da fazeoda, manda tozar publico, que do dia 23
do correle, ao ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, o fornecimonto dos medicamentos e
utencilios para enfermara da casa de delencio
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
KS" Ju,no Prximo vindouro a 30 de juaho
de 1862. '
As pessoas que se propozerem a eala arrrema-
facao, comparegam na aala dassessoes da mesma
junta no dia cima declarado, pelo meio dia,
:rC.o^C.5k0?nqiD^tae he8l"Dh0eS de """ ; W=n2S^MtSSTfjBahi Ihe serao'
knTa "o'fsatidos o mesmo di. ff'" hBMliI0 CDdS5e8 ""*"
Southamptoo e porlos intermediosVapor ingles
Magdalena, cora mandante R. Woolward.
LiverpoolBarca americana Saln, capito Hen-
ry Uorthon, carga assucar.
Horas.
n
e
3

kthmosphera
m
g
O
u
o
o
Dirtcgo.
Intsnsidad.
a
S 8S 3
Fahrtnhtit.
0>
oo a>
es e>
Csntigrado.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.-0 secretario, A.
F. da Annunciacio.
J*m ble di nadadeino desojar.o quecon-
tow wiaar a k*s trdea harmonio do costu-
eivradodn os csvoJhoiros que frequenlain o
oassioo, como tambom.s prndeotea e delicadas
Jtra daa autoridades que all se lega dignado
O gabinete apreseator oovoa qusKros. Asdis-
posKCdes do regulamenlo socio flelmeote obser-
vaos.
fai???*.B'^ *" 6rili-
Caralheiros 2*000.
GRANDI B XTRAOUDWaRIO BAILE M UOCA1US I
S1ASCARAS, NOS buobstosos saloes bo caes
APOLLO.
5o66ado'18 do corrente.
as a toras da noite lera principio este bello
"'"w. locando a banda do msica do 4.
batalhao de arlilharia a pde lioha, que exe-
CUr. B,.1"os pocas do aeu repertorio.
os saloes acham-se perfeitameote adornadoa,
como na noite do beneficio do administrador;
navendo ludo o mais que naquella noite houve,
para completa satisfaco dos concorrentes.
Lumprir-se-ha a risca o regula meo to do Sr.
Dr. cheto polica.
**lr"das P homens 2*000, para dsmas
w
tea a maior parto de carga
com Tasao Irmios.
Leudes.
LILAO
proapta ; trator^f^^^ do Forte d<> ^^ ^
minado baro do Liu-anjento derendo
ai effectuar-se o meDctoriado leilao-
extft-ieira 17 do coerste ao mio dia
en ponto.
DE
Avisos martimos.
- Sahe imprelerivelaepte ao dia 20 do cor-
rela para o Aracety o hiate Invencivel; quem
TuMdL c,rref",u ir de P*agem, dirija-se a
ra da Senzala Velha n. 140, torceiro andar, a
Iratar com Jos Joaqoim Alvesda Silva.
DeclaragiiS.
o
n
00
pa
<
>'
x
m P3
S 8 S
Santa casa de misericordia do
Recife.
A Illma. junta administrativa da santa c/sa de
misericordia do Recife, manda fazer publico que
ninguem faca iransaccao alguma acerca das ca-
sas ds. 35, 37 e 45 da ra da Cruz, oulr'ora os.
17, 18 e 22, que toram do finado Beato Jas Fer-
naodes, e tem estado na individa posse de Flix
da Cuoha Tnixeira e dos herdeiros de Francisco
S Antonio Dorio, visto como pretende a mesma
; junta fazer respe i lar o direito que tem em refe-
5 ', ridas casas e bens daquelle finado,
g ] Secretaria da santa casa de otiserieordia do Re-
c% { cife 15 de maio de 1861.0 escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
f\ Caixa filial do baocp do Brasil
em Peroambuco.
Por ordem da directora e em cum-
JprimeiiJlJ do disposto no an. 4 do de-
"cretojp2685 de 10 de novembro do
anuo lindo, vaise proceder dentro do
com alguns nevoeiros, vento do nnnnA j- i
quadrante do SE regular at as 4 horas e depois pr,aZ0 de 4 mezes a c<>ntar desta data, a
erral. | substituido das notas de 20$ da emlssao
oscilacao da nAnB*. j da mesma caixa.
Preamar as 9 h. e 40' da manha, altura 5,8 p. i Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
a^watsa3a.'z!tasii,*'~*
JE
4r
S S5 ^raneer.
o
S g g 3 I
K noite clara
F raneez.
P***j
Romano Steffls:,
1 lente.
Edilaes.
La Reine d'umjour,
impressoes dos trabalhos das reparticoes Drovin-; j j t- *
ciaes, a saber : P'V*s provn depois do qua, sub,r gceua Q Mlg drama
KxportacAo.
Dia 14 de maio.
Brigue porloguez Cr carregaram ;
Carvalho & Nogueira, 500 saceos
arrobas de assucar.
para Lisboa,
com 2.5O0
Feliciano Jos Gomes, 200 seotos com. I .oto
arrobas da dito. T J. ,,
Marques Barros & C, 50 saceos com?50 arro-
Mrgarida- para Lisboa,
iccos^zn 2,750 arrobas
sec^O !
saceos com 150
saceos com 1,
ar-
accos com
bas de dito.
Brigue portuguez
carygaram :
Viorim Irmos, 550 sacc
de assucar.
Thomaz de Aqujno Fon
arrobas de dito.
UrbaDoMMsKajtar, 300
arrobas do'W9mww^
Marques Barros AC., W saccW1Ba5O0
robas de \lo. ^ ** ^*^
Barca portugueza 9 pjkara Lisboa, carre-
garam : *tb^t^"
Jos Joaquim' da Sftmo
500 arrobas de aatfcar.i
Urbano Jos de Souza. 200 ai
Wroba's de dito.
Joaqulm Vieira de Barros, 100 meltd^sa
Aze?edo & Mendes, 300 couros cW77
libras. "
Barca americazia Salem, para Liverpoolj
regaram:
Saunders Brolher
com 12,906 libras.
Barca ingleza fleetwin
garam :
Saunder*%ther& 0*1,400 saceos com7,000
arrobas de tWKtr. "C *
Escuna inatea JennyJtnss, para o Canal,"
2&i
,788
couros salgados
V
o CaaaL. earre-
De ordem da iospec{o daalfandega, se faz pu-
blico, que no dia 20 do corrente, depois do meio
aia, se bao de arrematar em hasta publica de coa-
tormidade com a disposicao do arl. 306 do regu-
lamenlo ; I pi de pinbo com casca de 4 polega-
das de grossura. e 30 1/2 palmos de comprimen-
tono valor de3#050.1 dito com dita de 4 pole-
gadas de grossura e 31 palmos de comprimento,
no valor de 3I00,1 dito faceado de 7 olegadas
de grossura, e 60 palmos de compriment, no
valor de 2O$e0O, 1 Jilo dito de 6 polegadas de
5r0SSS-e 46 Palmos de comprimento no valor
de l|266, apprehendidQA em acto da visita do
brigue sueco Ferdinand, peloajudante do guarda (
mor interino,-sendo a arrematacio livre de direi-
to ao arrematante.
AUaodegade Peroambnco, 16 de maio de 1861.
O 4o escripturario. Joaquim Albino de Gus-
mao.
Olllm. Sr. inspector di Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm Sr **
presidente da provincia de 19 de junho pl.p."'
manda fazer publico, que no dia 23 do,corrente
se ha de arrematar perante a junta da fazenda da '
Ihesouraria, a quem por menos fizer, *- '
Francisco Joao de Barros.
I SOCIEDADE BANRIA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sicam e tomam saques sobra as
de Janeiro e Par.
pracas do Rio
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Sabbado 18 do corrente.
Becita da assignalura,
executar a grande ouvertura da
9
A orchestra
opera
1:4950000
a-
Thesouraria e reparticoes que Ihe sao
aubordinadas ......................
Secretaria da assembla, dita do go-
verno, obras publicas, secretaria ge-
ral da iostrueco publiea.Gymnasio 2:800000
As arremalicoes sero feitas por lempo de una
anno. a cootar do 1. deJa;tho prximo futuro a
30 de junho de 1862 ^
As pessoas que se propozerem a sa
tacoes, comaajJgam na afla das sessoes d
ma junta, nsfia cima Bdicado, p\lo maio ai
rom suas ptvjpostas em carta fechadas.
E para oaastars mandou aDxar o presente e
pubhcarfllo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de maio da861.O secretario,
F. o'AnnuAciaQio.
Frias ViflrWffi
quatro actos e um prologo,
JOCEUN
ou
Alexandre Aug
penal ordem
rio do prim
da nacional SWra
denle*do coiftelho .
de ST Frei Pedro Gon^alves,
de Imperial, etc.
Pacn saber a-#qu,em inleressir possa,
conJermidsde com o disposto no artigo 1
S^do artigo "
_cial da im-
sa, major corama^aDte inte-
^lhao de artilhana da goer-
_ icipio do Recife, e presi-
de qualificaco ds parochia
por Sua Magosta-
0 IHARIMElItO DA MARTINICA,
*P pcucnv ireve nnininmnA
Rio Grande do Su!
sigue com toda a brevidade por ter quasi toda a
carga prompta o patacho Social : quem no
mesmo qoizer earregar o resto, entenda-se com o
consignatario Manoel Alve Guerra, ou com o ca-
pito a bordo.
Porto.
Segu at o dia 31 do corrente a veleira e bem
conhecida barcaportugueza aSympathia, por ter
j engajada sua carga ; recebe passageiros so-
mente, para o que tem commodos excellentes
para tratar, com Bailar & liveira, na ra da
Cadeia do Reeife n. 12.

. COMPANHA BRASILEIRA
DE
MWSTBS aifil.
O vapor Oyapock, commandante o espilao
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
norte at o dia 18 do corrente o qoal depois da
demora do cistume seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder coBduzir a qual de-
ver ser ambareada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Croz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
lima taberna,
Sabbado 18 do corrente.
Costa Carvalho far leilio por mandado do
asm sr. Dr. iuu espacial do commerdo o a re-
querimento do Antonio da Silva Barbosa Ferro
da armajio, genero da taberna do pateo do
Terco o. 28 de Heorique Amanto Chave oo dia
cima aa 11 hora em ponto, a ventado dos com-
pradorea.
LEILAO
s
Sabbado T'Tdo corrente-
Leilao
Sexta-feira 17 do corrente.
DE
COMPANHIA PERYUBlim
DK
^avegaco coseira avapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
ahir para os porlos do sul no dia 20 do cor-
rente mez as 6 horas da larde. Recebe carga al
-o dia 18 ao meio dia. Passageiros e dloheiro a
frete ateo dia da aahida s 3 horas : escriptorio
no Forte do Mallos n.1.
Para
PERSONAGENS DO PROLOGO.
Jocelin .V...................... Germano.
O coajd^Xeon d'Esgregny...... Vicente.
FlaroDin, pescador-----tm..... B^nundo.
Gaspar, eu aQlhado............ lampos.
Um cabo de dragoes da raioha. Braga.
Madama Flambart.............. D. Jesuina.
Amelia ....i.................. D. Carmela.
Um offlcial .................... L.eite.
Um marinheiro..........,..... Santa Rosa.
Urna creada de estalagem...... D. Julia Rosa.
Marinheiros e soldados.
ERS0NANS DO DRAMA,
quede Van-Broust, marinheiro Jocelin Germano.
parle
Ilig,o?od0 decrele ""mero 1,130 de 12 de, governador ds Martinica ....'
de 18o3,e artigo 8o dasin3truc;6 de 25 Ocavalleiro de ServrreatTl...
MStQO
50C W outubro de 1850, se tem de reunir, na terceira
dommga de maio, o conselho de qualiicacio pa-
rarreviso e qualificaco da guarda nacional da
rewria parochia, no consistorio da igreja malriz
do Corpo Santo. \
E para que chegue ao"cochccimento j1b**qA(h
mandel passar editaes^ue serio publicaTos pela.
,ofc1cyra,d,o sssm:t desi?o"dos z
S> almirante V$ Saiot-Renau,
Thomaz.
Nunes.
*" Peraf
maio de 1861.
muuicipal^ dbajj cidade
carregaram :
Adaroson HoHfg & C, 600
arrobas de assucar.
3,000
Caffal carre-
m*Bmm4M^_
Barca ingleza FUetwining, p
garam: ^"*--
Saunders Brolhea & C, 1,000 saceos 5,009 arro-
bas assucar.
Brigue portuguez Carmoainn, para Lisbo, cax-
regou :
Antonio Ferreira^ Meojmro, 100 saceos 500 ar-
robas de assucar. ^F
Barcaportugueza Corea, para oPorU.Lisboa,
rreearam -
carregaram
Anaslacio Jos
de assucar.
da Costa, 20 teco f 90 arroba
Carvalho Nogueira & C, 70 accos 350 arrobas
de assucar.
Brigue pprtoguez IfaroarWa, pata Us%oa car-
regaram :
Amorim Irmaos, 200 saceos 1,000 ambas do
assucar.
Aranaga Hijo di C, 200 dito 1,000 dita de
Jo da Silva Loyo Janior. 200 dito 1^00 dUs
do dito.
tarca ingleza Htwm$, para o Canal carroga-
esimem praga-nos diasl7, lS'e'SO do cojrenU
aobra do atoro, a fazer Ja estrada do matadou-
JB^fbTloda aTa extensao desde a-rua Imperial
o dito maUdouro, o na largura-aomenle de;
Annlajjialmos de leito, acrescendo cinco para.la-
^te-d em 7:128*450.
flfn?a, sea
fsZksjkvtfs-
r^ToTMel
ra^eciolv
U8MM
entes devem apresentajLJfhca, sem
a qoe nao podero. laucar. ^^
PCo da Cmara municipal do Recife
f*4e3 de maio de 186l:^oWesarJEaTMel-
-fl^rrYj^prasidente. Majjor Ferreira jSccioly,
anetario.
Bdt
phoJoSo Barata de Almeida, ommendador
da idrperjat orflom da Rosa, cavalleiro da de
Cbrislo, teoenle-coronel commandante do 2.*
baltlho de infinlaria da guarda nacional da
freguezia de S. Jos destadjidade,, presidente
do conselho de qualificaco, e revisao da guar-
*" Dional da mencionada freguezia, por S.
1.1, e C, que Dos guarde etc.* .
Fago saber aos que o presente edital virem, e
que pos m Interessar, qaeadlia 19 do torrente,
aa horas da manha, as*J| reunido o referido
consejo no consistorio JKreja matriz daquella
?!,5r,Vac2mo t3f*\ T1"-,- *>i o.
USO de 12 de margo de 1853. R. j. B. da Al-
meida, lente-coronel presidenta do cotaHI
O Illm. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolacio da jnt*-4a
fazeoda, manda fazer publico que no dia 29 do
crreme, perante mesma junta, se ha de arre-
matar a qoea mU der os imposto abaixo de-
clarados. VL. -
Tasas daa barraras das estradas pontea
seguintes.
Magdalena por aune.... 6:1109000
CiqiU idm............ 5:350|000
Jabala, dem.......... 3887*500
Caehang.idem.......... 3:4501000
MotocoomW, idnm...... t-.OOSfOOO
Eduardo, secretario do almi-
rante*:....................... vlle.
Kercadec, mogo................ Teixeira.
O feitor........................ Santa Rosa.
Amelia, condessa de Saiol-Re-
.......................... D. Carmela.
Clotilde, sobrioha do almrante. D. Manoela.
Criado, marinheiro^ oegro.
A acgo passa-se no prologo na Bretanha perto
de Lorien!, em 1763; e o primeiro, segundo
terceiro e quarto actos na Martinica, em 1783.
Terminar o espectculo
dia em um acto
com a bella come-
MA MULHER POR DAS HORAS.
Comegari s 7 W horas:
.->
CASSIiNO POPULAR
DE
MASCARAS EPHANT AS A
no
MAJESTOSO SALO
no
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado., 18 do correte.
Vetpern do' Etpirito. &.{
O director do Canino Popular aiara! da li-
cenga que o Illm. Sr. Dr. chele deloliciann dii-
noa onncflda-Ihn, e ao aanao torneo aocrea-
do annair ao pedido de varias peasoas, dar oes-
te Ja ua jumpteaw baila do ajearas p%sn-
taii, no qal lora ogrosso toda a pasars que
so apreaenlarem jm a devida dacencla. aur
com mascaras ou sqb^oIU*.
t
RodeJaneiro,
segu em poucos dias por j ter psrte de seu
carregsmentoa barca nacional Castro III ; pa-
ra o resto que ainda falta, passageiros e escravo,
para os quaea tem commodos excellentes, trata
se com os eus consignatarios Pinto de Souza &
Bairo, na ra da Cruz n. 24, ou com o capito
na praga.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anoa : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia o. 82.
Avises martimos,
Frea-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe : a
tratar com o consignatario Manoel Alves Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito a
bordo.
ILIIA DE S. MIGUEL.
O pata-ho portuguez Lima, de primeira mar-
cha segu at o dia 10 de junho, j tem o aeu
carregamento prompto ; e para passageiros, pa-
ra o que tem excellentes commodos, Irala-se
cornos seus consignatarios Joo do Reg Lima
& Irmio.
Urna casa terrea
NA]
Rtia de Hortas.
O agente Camargo fara'leilao deuma
casa sita na ra de Hortas, chaos pro-
prios, a qual tem boas salas, quintal e
meia cacimba, os Sr*. pretendentes po-
dern dirigir se ao mesmo agente para
nformacoes na ra do Vigario n 10,
aonde sera' o mesmo leilao as 11 horas
em ponto.
Costa (>rvalho far leilao par *<>
nU0?,'BaHD?UnC8d09:-U(n' '""
o. 24, orna dita com sitio M estrada de Joo>
Fernandos Tieira e um sitio na ra de S. Miguel
o... as qunes vo a leilao com o abatimento da>
qoiiita parte, no da ao meio dia, p.ra informa-
ffaS.v.b5a.v,MI# que -,cha ,uffic"B-
UlUO.
Sexta-feira 17 do corrente.
Francisco de Mello na ra do Livramento n 19
por ordem do Exm. Sr. Dr. juiz de direito espe-
flV, cmQjerc,. lequerimento dos curadores
lin n5.lepo,lUno!} ?ist0 <'ue no P"eirolei-
agente quaesquer
idneos. Princi-
imm
DE
Cerveja e conhac.
O agente Hyppolito autorisado pelos
Srs. RotheBidoulac, fara' leilao de 50
barricas com cerveja marca Bass e 50
caitas conhac, isto por conta e risco de
quem pertencer : terca feira 21 do cor
rente as 11 horas em ponto no arma-
zem do Sr. Annes em frente da alfan-
dega.
LEILAO
DE
Queijos frescos.
F
recebe r o mes rao
proposta a prezo com (adores
piat a 11 horas em ponto.
Consuiodo de Franca
LEILAO
Por autorisacSo do Sr. cnsul de
Franca e em sua presenca o agente Hyp-
polito fara' lelao do espolio do subdi-
to francez Charles Oriard (ferrador)
com pondo-se de utencilios de sua prolis-
sSo, como forjas folies e nsttusnento
para exercer a mesma, e bem assn de
tudo quanto Ihe pertencer ; achando-
se os mencionados objectos na cochea-
ra do Sr. Jos Francisco de Barro
Lima, no Mundo Noto, confronte a ca-
sa do Sr. Dr. Sabino, sendo tudo all
rendido : sexta-feira 17 do corrente
as il horas em ponto.
Avisos diversos.
Rio de Janeiro
Sahira'bremente a
barca nacional IRIS .
linda e veleira
a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novon. 6.
COMPANHIA PRNAMBUCANA
u
Navegaco costeira a Tapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Cearn'e Granja.
O vapor Iguarass, commandante Horelra,
*?"" f* f'rto *> norto-ai ;Grnii no
da 32 do corrente mez 5 horas da tarde. Re-
cabo carga ale o dia ti ao mel da. Incommeo-
daa paaaafeiroa dinhelro a frete al o diada
sahida aa 2 hor
toa n. 1.
i ora: eacriptorio no Forte de Hat-
Maranho
segu por estes das o palJuboii Gsribaldi,
as 11 horas ein ponto.
Brander a BrandisA C. faro leilao por nler-
veo^ao do agente Pinto de 20 caixas com quei-
jos flamengoa chegados a 3 dias no vapor fran-
cez Goienoe, no dia e hora acims mencionado
oo armazem do Sr. Annes em frente da allandega
LEILAO
Hoje. 17 do corrente.
Augusto C. de Abreu continuar por ioterven-
cao do agente Oliveira, o seu leilao de grande e
vanado aortimento de fazeodas ingieras, as mais
propria do mercado
Sexta-feira 17 \
do corrente, a 10 horas da manhia, no seu ar-
mazem ra da Cruz do Recife.
LEILAO
Segunda-feira 21 do correte.
Francisco Alves de Pinho fara' leilao
no seu armazem na ra do Vigario n.
8, de um bello sortimento de miudezas
consistindo em Atas, botoes, linhas, agu-
lhas, tesouras, perfumaras, ricos relo-
gios e outros objectos que se torna des-
necessano mencionar, o qual sera* feito
PELO AGENTE
CAMARGO
Convida a todos os scus amigos e fre-
guezes de apparecerem no mencionado
dia as 11 horas da manhSa afim de
sortirem das melhores miudezas
existe no mercado.
LEILAO
DE
Farinha de trigo.
mm
O agente Hyppolito fara' leilao de
urna porcio de barricas com farinha de
trigo hespanhola da fabrica de Salla-
manca, as quaes serio vendidas hoje,
no Forte do Mattos armazem alfande-
gadodos Srs. Antunes Gutmaraes & C-,
ao meto dia em ponto.
LEILAO
Est fgido o preto de nomo Luiz, crioulo
estatura baixa, idade 30 a 35 annos, tem urna ci-
catriz na face direita, barbado, dentes limados,
pernas pouco arqueadas, quem o pegar leve a seu
senhor, na ra daa Cruzes n., 36 I.1 andar, que
ser recompensado :
Boa gratificado.
Grstiflca-se generosamente a quem apprehen-
der e levar a seu senhor uo engenho Pilos, fre-
guezia de Jaboalo, ou a ra Augusta n. 3, o es-
cravo Trajano, crioulo, com 40 annos de idade
pouco mais ou menos, alio, steco, cabellos gri-
ealhos, bastante barbado, e muita regrisia. E*
carreiro, meslre de assucar, cbstuma iotilular-ss
de livre, e tem, seguQdo W- fpfciil~ feira aas
comarcas de Sjntas>ntao emadEo, refugian-
do-se ura no lugar denominajJJBbaceiras em
casa de. Joaquim de tal, ora emfaaWasdo engenho
Goit em casa de um morador de nome Joo-
r rancisQft.
AlWijadre Jos da Silva, pela brevidade de
sua partida no vapor inglez para Lisboa, nao Hie-
na possivel despedir-se de todos os seus amigos,
visto que cao tioha certeza de arraojar passagem.
por este meio Ihe pede desculpa desta falta, elhe
offerece seu diminuto presumo na cidade de Lis-
boa, ou em qualquer parte que o desaino o possa
conduzir.
Traspassa-se urna hypotheca do valor da
1:0009 ao juro de 2 por cento ao mez, em ura
predio de grande valor : a quem convier annun-
cie para ser procurado.
Escravos habilidosos sem
vicios,
Vendem-se 2 mocambas de idade de 16 a 22
annos, 2 escravas de meia.idade boas cozinhei-
ras, t dita por 550g, 1 bonito moleque de ida'e
de 9 aonos, 1 eiceileote escravo de idade de 38
annos por 1:150, 2 mulatas proprias para enge-
nho, 1 mulatioho de idade de 18 annos : na ra
das Aguas-Verdes o. 46.
se
que
\endo-se um cabriole! americano muito leve*
e bom uo, com todos os arreios: na cocheira
do Sr. Andr Alberto Soare, defronte do arse-
nal de marinha.
Apolices
Vendem-se 82 apolices da di vida pro-
vincial (1 serie) : a tratartio eteriptorio
da viuva Amorim & Filho, ra da Ca-
deia n. 45.
Gurgel 4 Pcrdigo |
Ra da Cadeia loja n. 23.
Completo sortimeoto de fazeodas.]
Beceberam vealidos tfb blondo com
manta, capellae aaia da selini.
Sintose fitas para enfeitar vestidos de
casamento.
Luras de Jouvin e enfeile para .cabega.
Vestidos superior de seda de cor.-
Vestidos de cambraia branca bordados
e de phantasia modernos.
Manteletes, taimas, visitas de fil, ca-
pas de gorgurao lisos e bordados.
Seda de qaadrinho,
cores e moreantique.
grosdenaples do
Saias balo de tddaa as qualidades e
tamanho para sen horas io menina'
Camisa de linho para senhora e de al-
godio para menino de todas as idades.
Pentes de tartaruga dos
. raais acredi-
tadoa fabncaoteade 10f a 3ji.
Polciirs, legue e estrato de ndale.
Cassn organdy, diamantina, lasinhas,
chitas francetas e iogleauv-
por
da
Manad Arves Guerra fara' leilao
int*venco do agente HTppolito
Silva e por conta e risco de quem per-
tencer, de cerc* de 1,500 saceos com
mana .da maasiisxa viuda le S>nta
Oathana na brigue nacional ccMaria
Ttosa, as quve se acham no armazam
Roupa feiUL
Completo sor ti melo do obrcasaca,
palelots, calca o coilete de caaomira do
panno, do-se as amostras : oa ra da
lialajan^, do Grgol 4 Pe
Ausentaram-ae da casa "de {mi eobora"
crata da Coala por nomo Luisa, (uo represen-
ta quarenta e tantos anno, (balsa, feia e mu to
conheada por ter Sido san pro. empregada em
oander na ra, a na filho crioulo por nome Mar-
colino, de idade do IS aonos. estes escravo* to-
ram do finado fotanim Jos BaptUla o muilo co-
nfaecidos naa Cinco Pentas ood* (morou por al-
g'lSffi?^" "W&t poda lev-l IlLEGVELl
>



DIARIO DE PEAUBMDCO. SEXTA FEIRA 17 M MAiQ DE lttl.
CONSULTORIO
DO
una* wjl iitm mmmm9
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 RIVMGLOKIA,CASA0OFIJNDO3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os das pola manhaa, de tardedeoois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidade, como para o sngenhos
u outras propriedades rraes.
Os chamadosdevern ser dirigidos sua casa at s 10 horas d manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia on da noile, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife po-
dero remeUer sena bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crux, ou i loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessaloja e na casado aonancianteachar-se-ha constantemente os melhores
meatos homepata icos j bora conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 13 tubos grandes...........109000
Dita de 34 ditos...............i 169000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos............,.-... 259000
Dita de60 ditos............... 309000
Tubos avulsoscada um.........: 1)000
Fraseos de tinturas. ; j............25000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em poriuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc. etc........209000 ,
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 69000
ledica-
2 2.5
P n.2
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--o o ."ago:
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^
^1
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Grande hotel em Londres,
2 Golden Square.
F. A. de Oliveira & C, tendo tomado o esta-
belecimento de J. G. Oliveir, e hareodo-o aug-
mentado e melhorado em todo o sentido, para
maior commodidade esatisfacao dos hospedes,
asseguram aos seus amigos que venham esta
capital, nclle conlinuarao a encotrar todo oser-
Tigo e boas oilicios, no que promettem esme-
rar-se.''
O
(/)
(&***) *T /!&**>>
e?%>
J2
3--Rua e&treita do Rosario~3 1
@ Francisco Pinto Ozorio continua a col- A
Cf$ ,ocar dentes artiGciaes tanto por meio de &
molas como pela'pressao do ar, nao re- S
@ cebe paga alguma sem que as obras nao 2
Ql quem a Tontada de seus donos, tem pos |
H e outras preparares as mais acreditadas a
@ para conservacao da bocea.
O abaito assigoado, tendo de seguir para o
sertao a tratar de seus negocio?, deixa por seus
procuradores, para tudo obraren) como se elle
proprio fura, a sua mulber D. Mara Senhorinba
de Moraes, seu filho Marcelino Jos de Moraes,
seu amigo o Sr. Dr. Jos dos Afijos Vieira de
Amonm. Rerife 13 d maio de 1861.
Manoel Florencio Aires de Moraes.
O Senhor
Ceat.no Aureliano de Carvalho Couto, queira ir
a fabrica Sebastopol, a negocio que lbe diz res-
vcwo*
Precisa-se de urna ama de leiie : a tratar
1ir^.Ug*l,S'^S<.b^?doo;00 ou na Turre si-
tado Sr. Adelo Jos de Mendonfa.
ODr, Joaquim da Silra Gusrnopode
ser procurado para o exerdeio de ana
proflssio udica a qualquer hora do dia
ou da noite no largo do Carrao n. 5, pri-
meiro andar:
Na ra Nova n. i. reade-le um diccioaa
portuguez de Eiuardo Para.
, 7".Dr* De0roy. denlisU, aoccessordo Sr. Pau-
to baignour, a*sa ao respetarel publico quo che-
gara em Pernambuco no mez e abril 00 at
juuno.
irimBpecif',Vlo8ar u amaquff saiben-
ommarecoznhar: a tratar utM ia Seinala
veiba n. m, segundo"andar.
Escripturaco
mercanti..
Urna pessoa competentemente habilitada e em-
pregada no commercio, deseja encarregar-se de
iraoalhos de escripturaco mercantil, por qual-
qufr das formas (singella ou dobrada) lomando
sobre si a responsabilidade de todo o trabalho
que Ihe for confiado : para informales, na pre-
ga da Independencia n. 34, onde se poder dei-
xar carta fechada com as iniciaos T. H., ou auem
pretender, annuucie. por este jornal.
Roga-se ao Sr. Caetano Quiotino Galhardo
que queira ter a boadade de comparecer na pra-
ga da Boa-Vista n. 16 A, a negocio que V. S.
nao ignor?.
1 STAHL C.
|RETRATISTADE S. M. 0 IMPERADOR.!
Ra da Im peralriz numero i \
fOutr'qra Aterro da Boa-Tista.) %
S Retratos em toios es-
1 tylo e tamanlios. %
1 Pintura ao natural em |
S \o eaquarella. |
I Coplas de daguerreo-
^y^ outros arte- |
faetos.
I A.mbrot\pos,
gPaisagens.
Sociedade
13mao Beneftcente dos Co-
cheiros em Pernambuco.
Por orden, do Sr. presidenta convido todos
os senhores socios efTecliros para a reunio d
assomblager.l.sabbado 18 doconente. as %
horas da manhaa, aflm de ser eleita a ora di-
icClrlS.
m,!.g!!.8.l-men.U5 a KUkUt fa<>M SOCIOS
que estao atrasados em suas mensalidades, que
e preciso para votar observar o art. 49 8 2.
ro2et,na d ocie,f?de "niao BenecenteMos
Cocheiroa em Pernambuco 14 do maio de 1861.
Dmaso Miranda de Souza Couto.
. i." secretario.
mxZ. Frcisco Pedrozo faz scieote ao pu-
.IriM* P r!SLik "h" por l0% *aco Pedrozode
Camino, e para constar publica pelo prsenle.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largo da Pculia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos fregnezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sorhmeuto de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
vmdos porconla propna, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga luglexa petteitameiite or. m .. libra,. em bar.
rnl se tara algum abatimento.
SlUUieiga traneeza a mai8n0va que ha no mercado ?ende-se a 7S0 rs. a libra.
,!n 2 ^y8011 C PWlO 08 melhore. qUe ha oeste genero a 2500, | e
lijpoU rs. fl libra.
\|uei|os namengos chegados nesle ulliOO Tapor de Europa ^eoo rs., em por-
cao se far algum abatimento.
" -?*a' recentemenle chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
" f os melhores que tem indo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
"* o carto elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Baee da csea de goiana em caU6es com 3 ll2 libra8 vende.se. lcada ura.
aCUVnna lugieza a ais nova que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3JJO00 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
\meixas fraueezas a m. a iibraem ^^m fttr ipn abatimento.
aT^Ae^aS? ?*Tft^ do afamado Abreu. e de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas eom bolaehinuas de soda T6Ble.it nm cad. uma com
diflerentes quahdades.
"Oaie 0 mais superi0r que lem Tind0 a este mercad0 a 900 rs. a libra.
iliaca de tomate em ,atasde t librat, mals DOVa h4 no mercad0 O00 rs# a
libra.
1 eras SeCCaS em conde58S de 8 libras por 3500 a retalho a 48C rs. a libra.
Conservas Trancen s e inglezas as mais nova8 ha por 8erem ,in.
das em direilura a 800 rs. o frasco. -_
Wetria, maearrao e talharm m rs libra. em c.ix.s d\. S
roba por 8#. T|
Palitos de dente lutadas m molhos com w macinhog por soo rg
V OnCinnO de Lisboa 0 mai8n0T0 que ha no merCado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
r rCSUniO muUo novo Tende.se para acabar a 40O rs. a libra.
... nonri^as e uaios 0 que ha de bom neste genero erem muil0 560
a libra.
Banba de poreo rennada a maisalvaque pode ha?er no mercad0 TMdM6,
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com pelxe de po&ta Drepara(Jo da melhor maDera possivel da8 melh0.
res qualidades de peixe que ha em Portugal a lj}500cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muilas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a Ig agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas francezas, lructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de superior qualidade.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,'5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por l
Tira retratos por 3
Tira retratos por
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimjsnto de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra ejo Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra Jo Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra rio Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
recentementerecebido um gran-
-- JoSo alaria, lubdito brasileiro, retira-te pa-
ra fora da provincia. Y
David Watelane e John Myers, subditos
mglezes, reliram-se para fora di povincia.
Precisa-se de urna ama Hvre ou escrava
para counbar, paga-se-lbe b.m.: na ra do Ran!
gei d. y. w
. Aluga-se um sitio com boa casa na Caoun-
ga ; quem o pretender, dirja-se a ra do Vieario
numero 31. '6"
Joo Mara, subdito portuguez, retira-se na-
ta fora da provincia. H
ma pessoa que pretende relirar-se para
Portugal, vende um sobrado de um andar e so-
lio edificado ba poneos anoos, bem como duas
moradas de casas terreas : quem as pretender
pode entender se com o Sr. padre Jos LeiteP
Ortigueua, que se scha autorisado porprocura-
Qo bastante para poder effectuar dita venda.
A pessoa que precisar de um homem para
trabalhar em padaria ou de forneiro, ou amansa-
dor, pode procurar na travessa do Queimado nu-
mero 1.
Caixeird.
Precisa-se de um menino para caixeiro : oo
deposito de assucar da ra larga do Rosario nu-
mero 35.
n
jado
e caixas,qua.
um grande
os t'arte-
. Como ta*ibem um grande fornecrlifc-
ARMAZEM
BE
DE
Joaquim Francisco dos Santos;
40 RA DO QUEIMADO 40p
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 40?, 359 e 30$000
sor
ratos c
;m m granae,.
to de caixas para retratos de 3$U..
cada um, as pessoas que ciesejarem ad-
qnrrir conh^rieUc*. pralijes^a^rtr
de retratar acljarao o aba^rj assig^do
sempre prompto sob condicoes muSo
razoaveis.
Os cava lhei ros e sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabeleCimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
COINSILTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOUTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6*
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguites molestias :
wioZestta das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticat, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas hecessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
. N. B. Os mediomenilgs. do, Dr Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharroacia ; todos
que o forem fra della sao falsas. ,
Todas as carteiras sao acourpanhadas de um
impresso cojn um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : ur. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente** lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa
Sobrecasaca de dito, 35 e 3$00
Palitotsde dito e de cores, 350, 30$,
25$000 e 20j}000
Dito de casimira de cores, 22*000,
159, 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, HgOOO
Ditos de merind-sltim pretos e de
cores, 9g000 8*000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 3*500
Ditos de dita preta, 99, 79. 5* e 3*500
Ditos de brim de cores, 5J, 4*500,
4J00O e 3*500
Ditos de bramante de linho branco,
6g000. 59000 e 4S0O0
Ditos de merino de cordio preto,
159000 e 8*000
Galsss de casimira preta e de cores,
12*. 109, 99 e 6$000
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 4*500
Ditas de brim branco e de cores.
5S000. 4*500 e 8*500
Ditas de ganga de cores 3S000
Colictes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12*. 9$ e 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
5*000
5*000
1*600
1*000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6* e
Ditos de gurguro de seda pretos e
-de cores, 7J000, 69OOO e
Ditos de brim e fust- branco,
3*500 e %* **
Seroulas de brim de linho
Ditas de-algodo, 1J600 e *
Camisas de peito de fusto brancof
e de cores, 29500 e 2*300
Ditas de peitp4!e linho 6$ e 3&000
Ditas de madapoln Banco e de
cores, 3*. 29Jo{' 29 e
Camisas de meias
Chapeos pelos de massa, ancezes,
formas da ultima moda 103,8*500 e TjflfW
Ditos dentro, 69. 5J, 49 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes^f
francezes, 14*. '12S/llg o* 7*000
ColUrinhos de linbojrnito'*finos,
rravos feitiqs, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009. 90*. 8O9 e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-**- -
tente hosootaes, 40g "3
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras,-* zetas e* (
anneis 0
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10*000
MH^
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
casa de pouca familia ; na ra do Cabug n. 3
segundo andar. '
AVISO.
Consultorio mdicoeirurdco
3~M3\1!k GLOHl\ CASA BO 131X11AO--3 <
Consulta por ambos os systemas,
mento^/r^^r^e^ ? ^--- **. estabe.eci-
- --. ww. .mmim o no
me.do Dr. Sabino sao falsos.
ArrfnJa-se o engenho Jacir, situado no
lermode Serinhaam, moenlee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaejio para o mesmo sobrado, estribara para
qualro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engeoho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pes por tarefa com un
parol de cobre sufficientemenle grande, com
picadeiros para receberpara mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentqmefll^ tendo a casa suflicien
te
O^pjmue de~cobr| d%coDtiuuia^^, com sui
reVij*as g'rapliras que produz^ma pipa
agurdente por dia'de vinle evd'us%ros pe
ariometro_ de Cartier, C8sa de' fuTgar^ura rece-
ber mil pes completamente arraojada^om dous
tanques pare deposito d^mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos^tmbem de amarello ;
casa de encantamento com quatro balcdes, sna
respectiva <-s9ajf caixesfcra-deposito do as-
sucar, casa dffllr farinha^fcm An grande Torno
e complel^viamento ; grana^irftazeri para de-
posito de gneros por baiickwdmasa de vivenda ;
agudlla para habitar trintapaslls ; sendo o seu.
locomotivo agua, que nunca falta*seja qfcl fr o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : tQda^ as obras referi-
das de pedra e*cal*e com ptico,' madeiramento
Sendo o embarque dos gneros jue exportaTten-
'ro do mesmo engenho por estar a beira rio e^
eir maj. Os partidos sao a roda dopgen
todos lavtadioa e do melhor massap que.se p
*e desejar^para a prodcelo de caaa^; ssm"
mo tddas a*s ladeiras, por serem compo'sUs
barro moriqj|ipi e gomoso,Acom matas tambe
roda dojngenho .de suffifiente capacidade para
. J.rjB*ajgs para cerQSjiKlenhas para uso dos for-
0s e casa de caldeira^^jpadeira para carros eu--'
redaros que fr miste^H-Se nos edificios ni-flut^ S. Exc.'^v
titos.. Os partidos tanto lle*jdfcrcom5* os di? ri!a de. ped
ladearas Mrfucapacidade-df prodTWlie..quatrrita-
.o^iirpaesvsnh nunca ser p^A'cisajplanaTTia
Elha ; com u_m o^limo'-c.ertado,tf|ani
fxtfaQrdinariafcente grande e-umrgrande ,
Koberta com^a^im milhan. Com trras porjb
Ue fcil esgoto'cujo solo de massap
genqo 'finalmente um dos de prime
/rovincia. Arrenda-se /nVeMdo i
isle fundada para atcolheria de 18611
,IP_ UjOi.sendo amafiada por ~
p'^fK^as pes,. A&.co-'
-..iftdSff'eptAse combinac
o pretender, que de vera procurar 'rfeu
tario o coroneHjasjiar de Meneaa^Yaftj
de Drummorla no sitio de sua tenencia nV
guinho, que se acba a casa o|e^vetjjKno*ric1-
pio das duas esijadas' eTjue vai pira a.ponte de
Oahoa-elbSAfiTictiS.'de.vnhaaat lTifa da
Cap^|
Vende-3e um moleque, pega fina, proprio pa-
ra pagem : quem qnizer, dirija-sea ra da Moe-
da n. 24, pnmeiro andar.
Vende-se urna balanca decimal em bom
uso ; na ra de Santa Rila Nova, fabrica do
Irania.
Vndese urna preta crioula, de idade de24
a 25 annos, cozinha, lava, engomma bem, e faz
todo o sem?o de urna casa de familia: na ra
do Cabug d. 1 A.
Velas perfeilas
a 680 rs.
ssz&t. trrssK ? s? *
ravessa do paleo do Paraizo n. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
Vende-se a casa de dous andares na ra da
Agoss-Verdes n. 66, em solo foreiro : procure na
ra da Moeda n. 15, segundo andar.
. Fazenda econmica.
* inhaspsra vestido a 240 rs. o covado, ou-
^.800 rs. : Adriano 4 Castro, ra do
No di>13- do* jrrente fugio da casa n! 27 da
ra de Santa Bita urna eserava com os sigoaes seguintes : reirtsenta ter 40 an-
nos, pouco mais ou menos, aiabocolada era
dentes na frente, rosto bexigoso, nariz grosso
cabellos crespos ps chatos e apapagaiados'
ceiosum tanto granaes. lem urna oarca preta em
urna das faces, rheia do corpo, > estatura re-
gular, e bastante feia ; levousaia o chita desbo-
lada, cabeco decassa de quadros chales i ve-
Iho, filha da Babia ; suspeita-se estar em Be-
benbe, no sitio Fundo, onde j foiipprehendida
quando escrava da pessoa que a veideu roa-
se as autoridades policiaes desse lugr, eaos pe-
destres, e capites de campo, de appehende-la o
leva-la a referida casa.
Na ra dos Marlyrios n. 36, preisa-se fal-
lar ao br. Chnslovo Santiago do Na-ciinento a
negocio.
Na rna do Atalho n. 3, alraz dacaixa d'a-
gua, precisa-se de um criado.
No engenho P050 da freguezia d> N. S da
Luz precisa-se de um feitor que enleaia de ser-
vico de campo ; a tratar no mesmo engwho.
Hojedepois da audiencia do Dr. iiiz de or-
phaos vao praga asjoias de ouro di finado
Chardon.
Tendo a directora das obras militares de
mandar construir um chafariz para abastecimen-
10 de agua do quarlel do Hospicio e hosrital mi-
litar, assim como de coilocarno quarlel ias Cin-
co Ponas os apparelhos precisos para lTnoas,
convida as pessoas que quizerem propor-sea fa-
zer estas obras, a apresentarera suas propostas
na mesma directora nos dias 17, 18 te 20 do cor-
rente, das 9 1(2 da manhaa s 2 da tarde.
laSa C?rii d-8s obras nUilares 16 de maio de
lool.o escripturano,
Joo Mooteiro de Andrade Malvina.
Attenco.
Acha-so venda na ra de S. Francisco n 68
segundo andar, urna cabrinha de 20 annos com
todas as habilidades, e com urna cria de 4 .nnos
Vende-se excellenle farinha de Porto Ale-
g#e, ensaccada, e a prego muilo commodo: a hor-
do do patacho brasileiro Novo Lima, tundeado
. defronte do trapiche do algodo. ou no armazem
-,s de Joao Ignacio de Atilla, no Forte do Mallos.
:nlanien||s. tendo a casa suflicien- I'ordelraz da ra da Concordia ainda se
capacidad,' urna. Trestilac.o completamente ^endem-aTlerrenos de 30 palmos de frente e 170
iptigua a %asa de caUeira, com um de fundo com frente pare" o rio Capibaribe, e
- traspassjxn-se muito em conta: quem pretender
algum ou lodos, pode entenderse com Manoel
Antonio de Jess, morador*jrrua larga do Ro-
sario, padaria n. 18. O mesm . canoeiros forros'ou captivos'para trabalhar em
condueo de tijoloVior mV por viagem.
So dia 18 ,do-coirene,..pelas 10 horas da"
mau^aa, perante T juizjgimiwpal do termo do*
Olinda, em casa: de sua/felsiiencia, por execui;o
d\&egorio Fraflcisco de^Jesus" contra FranciVfa
arr^ircWa CnhaJe'Talinaazidore Lfl-
fteiro da CuDha sefhao':de arrematar
nuTem praca publica'osJ)Slirsi8eguintes f
Urna casa tarrea de pedra e cal ha \jua de Ma-
thas Ferreirayda'mesmir6idad",':m^chos rAo-
prls, com 5jamiss e portas de frente, bemjls-
pagqsas, bam'quGuVq'jc deita para a iua dS"o-
o do^Cocsellio.Tjj^fccimba, bastaqle frescafum
fanto deleiionla,Pl|Bda por ifJO*.' t'f
Urna parte no valor da 684*401 tQ-ibraJo de
ledra e cal de um anJffppaM^^jaj ^da W da
com sotao, J TrescIT^ex-
poTP
E
litos
------ "'i< buiuiiicw m loaos os seTB
u desejo que tem de que os remedios do eu stabeleci
m Olllrn vnfn a bhuiIa a>j:i. j- _.._ _.Tr___.
jdrcsmentos.
eoTo nao se con!
indam com os da
nnnhum ,ir iiT- 3 ouieuiu au esisDeiecimento nao se conlundanj
doraoT/ae8,^""^086"00^
n?r m2f W -qtta .rem 8Present8d oi eiU marca, e quando a pessoa que os mandar com-
elmCdo7oSTLiaenorCOn,panhar UBa "M,ta M,,0i3 ^l LoboVos.ozo'^ei P^
pe marcado com o seu nome. tTPi r~N
m.-i Os^medicameotos avulsos aur em tubos I *tM Mi I ai II I'' "'lfl 1"' wTihliMh'i 1 "
gen..p^75ptf!S^^ banho. Igado. rto outra. t.nla, r.nU-
do tato'ff?,?! JIKSS1! procura-lode manhSa.lll hor
tend.Trrd. GIodra^%;i|ft,VhuX!Cb,ra0 em "'o.-c.m qu. eepodero en-
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>Lmeoto de quem em ditos' bens quicr.Tincar, se
ff WBaajreseote. > '.9w
Bt' i" PDlon' Cab/ral Gomes, aubdlto portuguez,
r ivafao Rio-de Jaaia^ g -. ^ .
*J-^SJ^B|^^BHmft-se*{ISTa a Parahiha.
- Fuiiiam,honff B-do.-^crlafbrfb da na do
Trapichea. 4 um oc3%de alca-nc*coni
Sb^o-quem 0*appfehen_JStJt5T a o
jjuf ser talfcgWWrgb. e muito
aa"*^ -*'|lr
azern da'ruajlo Trapiche n.
eirV andjTr escriplorio de
Aluga-sejim^itio cotfc boa casa na Cap-fo-
ga;'quem o^nretender, Triji-se a Vuit b yftai
rion.'Sl. iJ- .* ~
rWedoi
SaA
d&Wto
rion.'Sl. *
\ *"^,a r^Kgdora da irmandade
do Satissimo Sa^B^ento, da ma'friz da
la;ysta:bonvtda*Ftodo8 os sem irmao
.Mi^coiiparrecerem no dia 19 do por-
rettpela*9;rTbras da'manhaa no con-
^iltorio da mesma, para eler^o da nova
mesa que tem de reger de 1861 a 1862.
-7P* escriy^o interino, Joaauim Frao-
ciico Franco. x JW
Arranda-seo primeiro andar''do sobrado da
roa do Vigario n. 23; a tratar no armizem do
mesmo.
Aluga-se urna casa cora 4 quarlos, S salas,
cozinha fora, cacimba agua de beber, bom quin-
tal coa fructeiras, no principio da estrato dos
Afflictoa; a tratar no litio do Cbora-aeninoa,
|MfTaluuel rDoda
^erraentes diriiam-so ao lugl
>r
la
aec
bons cavallos e
avallos bons
iie : os pre-
Arrombados.
tasa em Olinda para
ymde-se_iima boacllidepedra ecal, assobra-
P4HRi,,C0l! 4 flartos,2 sala!
salas e 1 gabine-
algumas fructeiras,
tratar na praca da
robns-
Sr. Dr.
*v
.1
dada
te ao Jaqirpom qjints com
na ra do vAmparo o. 45 : a
Independencia ns. 19 e 21.
Vende-se urna escrava del8anos,
BorgDe:S,r.eS.",-6'alr","COn,.
Attenco ao barato,
Na roa do Crespo n. 20 A, vsndem-se chales
maanezes pelo mdico proco de 3|.
Amanhaa 17 perante o Illa. Sr. Dr. iuiz
aos orphaos vai a prega um escravo, quem ael-
las quizar lancar comparece na sala daa audien-
1


m
DiAftIO DE< ME1NAM0CO. -SEXTA FEl 17 E MAlO Di 1861.
(8)
---------
Urna pessoa que tem ensioado coa elii resul-
tado a faltar, eacrever-4MMluzir aslrbj*>e"i5ge-
za e franceza com exereicjode conversagii 6 mo-
cidsde de ambos oa setos, tasto no Rio como na
Baha e aqui mesmo em Percambuco, offerece
de doto o seu presumo aquellas pessoaa que qui-
zerem-se applicar'em qualquer destes idiomas,
para o que devem inormar-se na rus da Cruz o.
52, ou oa ra da Cadeia Velha u. 61.
Aviso.
J. Falque pode s pessoas que lhes devem
cootas de objectos comprados no seu estabeleci-
mento da ra do Crespo n. 4, o especial favor de
irem a mesma. casa salisfazer seus dbitos no
prazo de 15 dias, a contar de boje 13 de maio,
udos os quaes empregar os meios legaes.
__ Pelo juizo de paz do 2. dislricto de SaDto
Antonio, roa de Hortas n. 22, no da.16 do cor-
rente, tem de se arrematar em praca publica, as
2 horas da tarde, os movis seguales: 1 sof, 6
cadeiras com assentos de palhinha, 1 mesa re-
donda, el par de consolos, ludo de amarelio, e
1 espelbo pequeo.
ttenco.
Santos, Camioha & Irmos leem scu eacripto-
rio na ra Nova n. 25, priaeiro andar, onde po-
derlo ser procurados para qualquer negocio, e
especialmente para os da Arma fallida Camioha
& Filhos de que sao liquidatrios.
Saca-se
sobre Ltsboa, Porto e ilha de S. Miguel; na ra
do Vigario n. 9, escriptorio de Carvalbo, Noguei-
ra & C.
Em praca pblica do juizo de orphos des-
la cidade e seu termo se bao de arrematar a quom
maior preco offerecer, fiados os dias da lei, oa
bens seguintes, a saber :
Porarrendamonto triennal, o engenho Brum,
com excluso da baixa de capim, e iacluso dos
edificios e bemfeitorias que tem nelte o casal do
finado Bernardo Antonio de Miranda, avaliada a
renda annual do mesmo engenho em 3:000$, e
em 4209 a dos referidos edificios e bemfeitorias,
que sao os que se seguem.
Ums casa de vivenda com estribara.
Ira curral para gado com telheiro unido casa
de purgar.
Um pequeo quarto onde houve padaria, outro
contiguo a este, outro que servio de cocheira,
outro em queassentava umatenda de ferreiro.
Urna casa de respaldo.
Um telheiro em seguimento casa de farinha.
A coberta da capella.
Oitocasa de taipacobertasde telha, quatro em
bom estado e outras tantas em mo estado, sendo
que o arreodamento ha de ser feito com aa se-
guintes condicoes:
1.a que durar por tres ancos, a comecar em
maio do anno corrente de 1861, e a renda ser
paga aonualmente no mez de maio de cada um
dos annos de 1862, 1863 e 1864, competindo ao
rendeiro o direito de colher at maio de 1866
(em que dever entregar o engenho e suas per-
tencas no mesmo estado em que Ihe tiverem sido
entregues) a safra que non ver fundado no ultimo
anno do triennio do arreodamento.
2.a que na dita arrematadlo sero comprehen-
didosos edificios e bemfeitorias cima declaradas.
3.a que somente ser adraetlido a laucar na
dita arrematarlo quem se houver habilitado pe-
anle o mesmo juizo de orphos a si, e ao seu
fiador (que dever ser chao e abonado] com do-
cumentos que provem que um e outro nada de-
vem fazenda nacional e provincial, e que seus
bens nao esto sujeitos fianzas, nem hypolhe-
cas, qur convencionacs, quer legaes, e princi-
palmente para com a fazenda nacional ou pro-
vincial, ou para com orphos.
4.a que o rendeiro nao poder fazer carvio as
matas do engenho, era tirar dellas ouadeira de
qualidade alguma, neta mesmo estacas, ainda
que seja para obras, que pretenda fazer as tr-
ras do mesmo engenho sem liceoca do mesmo
juizo de orphos com previo cooheciraento da
j'jtica e urgencia do iim, e qualidade da,obra a
fazer, e da quanlidade da madeira ou estacas para
ella necessarias. ^
5.a e ultima que o arremetante nao poder
transferir o arreodamento durante o tempo delle
a qualquer oulra pessoa.
Tambem se ho de arrematar na mesma praca,
por venda, um escravo de naco, com 40 annos
de idade, avaliado em 900$.
Urna escrava de Angola, de idade de 30 annos,
avaliada em 700$.
Assim como tambe ai varias obras de ouro, e
algumas destas com brilhantese outras com dia-
mantes, etc., cujos pregos constam do escripto
em mo do porteiro, sendo a ultima praca no dia
17 do corrente. Recife 11 de maio de 1861.
Pela Sra. D. Thereza de Miranda,
Thereza Carneiro Luiz de Miranda.
Jos Rodrigues Selle.
Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de.bons costumes para tomar conta do governo
de urna osa de familia, preferindo-se portugue-
za, a quem se dar bom salario : a tratar em ca-
sa do fallecido commendador Luiz Gomes Ferrei-
ia. noMondego.
"Aluga-se um terceiro andar e solo, com
boaleozlnhi, forfeo, etc., em urna das melhores
ras do baiexo de S. Fr. Pedro Googalves: a tra-
tar na ra da C
Mudanca de me-
dico
0 Dr, Miguel Joaqun de Castro Mascarenhas
transfiri a sua residencia para a ra Augusta,
casa o. 43, onde pode er procurado a todas as
horas para o ezercicio de sua profisso.
gtwfiNn ww eeeeeesieeftie
H Al. J. Leite, roga a seus eleve- gf
- dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da "
ra do Queimadon. 10, enten- m
tendo-se paia esse m com o seu ||
procurador o Sr. Manoel Gomes S
1 Leal.
pode eer nociva.
CASA
DE
commisao de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa fot transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commisso, e por
conta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com promp-
tido, afim de que seus senhores nao sofTram em-
pate com a venda delles. Nesle mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
O abaixo assignado taz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar com a sua
confianza,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
serviqo ordinario de urna casa, e queira acompa-
nbar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da L'uio n. 50.
O abaixo assignado, bacharel formado desde
1842, depois de haver exercido differenles lugares
acha-se nesta capital, no exercieio de sua profis-
so de advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quizerera honrar com a sua confian-
za. Alm de oulros litlos que hooram o mes-
mo advogado, publica para prova de sua anligui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
Tendo o bacharel Jeronymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver exercido por dez annos, tres mezes e vinte
oito dias o lugar de promotor publico, deu-se-lhe
por isso o presente diploma de habililaeao ao
cargo de juiz de direilo, na conformidade do 2
art. 1 d. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocios da justica em
22 deaetembro de 1857.Francisco Diogo Perci-
ra de Vasconcelos.
Industria.
Sida-se qualquer pega de louca ordinaria,
porceUna, vidro e barro, seja qual for a qualida-
de do objecto : na r do Livr~" o, ioa
de calcado.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de cabera, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, ludo com promp-
tido e pelo goslo de Pars, para o que recebe 11-
gurinos por todos os vapores que vero da Europa.
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano, um
bonito mulatinho de 12 annos bom co-
peiro excellente para pagem, urna mo-
bilia de mogno e Jacaranda' : na ra
Imperial ni.
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana Dio s6 de fazer nas-
cer o cabelle soaia tambem
de dar-lhes torga para evi-
tar a calvicie oio deixa-
los embranquecer to cedo
como quando ella nao for
applicada; aiem disto, sen-
do aua compoco formada
de substancias alimentares,
a absopgao petos poros nao
Depsitos, roa do Imperador
b. 59, e ra do Crespo n. 3.
0 bacharel WITRUVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carino.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
Precisa-se de urna ama para cozinbar o dia-
rio de urna casa de pouca familia ; a tratar na
ra Nova de Santa Rita n. 55.
Sem excepQo.
Quem me avisa meu amigo .
Joo Casemiro da Silva Machado avisa a seus
devedores que nao lhes vindo pagar al 20 do
corrente, o fari judicialmente, desla data em
diante.
Pablicaces do instituto homeopa-
llia do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDlCHAHirXEOPATHlGA
Obra indispensavel todos as
pessoas que quizerem curar lio-
ineopatliicaiueute,
CONTENDO:
4 definico clara dos termos de medicina: as
causas mais {requemes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se {aiem conhecer : os me-
dicamentos que melhor lhes corresponden: a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora do dia ou Ja noite,
em que os medicamentos desenvolver* melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os emenenamen-
tos, as mordeduras de cobras, {acudas, tiros,
puedas, pancadas e fracturas e iodos as mo-
lestias conhecidas, principalmente as que gras-
sam no Brasil, qur as pesseas livres, qur
as escravas: os soccorros qu se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto depois delle: o cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos tem e tal vez se venda
que esto sujeitos lodos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muilos outros arligos de
vital inleresse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommedada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que entram na com-
posico do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel lo-
dos os orgos internos, com a sua explicaco
phisiologica e oulra mostrando as differenles
regies abdomivaes. [Xprimeira i colorida pa-
ra os senhores assianane.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO FIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pralica dos honieopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e milito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, cheles de estabelecimento, capiles de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer es prodigiosos effeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa.fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, aconteceu
que antes de acetar a publicacao visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
nos e en'* resolveu mudar
plano que havi coiuubidn. >! expa-
sao a clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podesMm tirar delta o mximo proveito pos-
sivel, senf embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio ti-
nba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15, pagos na occasio de assig-
nar. [Depois de impresso custar 25;.)
Deteja-se sabor quem o corres-
pondente do Snr. |)r. Joiquw Antonio
Alves Rtbeiro, residente ha provincia do
Cear : na livraria 3a pra$a da Indepen*
cia n. 6 e 8.
-t t t 11 t t tntr-jr
MR&
Tinta azul que fica preta.
Nao obstante anda haver por vender
boa parte debilhetes o thesoureiro que-
rendosatisfazer ao pedido dos Srs. juga-
dores declara que quarta-feira 22 do
corrente pelas 9 e meia horas da ma-
nhaa impreterivelmente andarao as ro-
das da segunda parte da nona lotera a
beneficio da matriz da Roa-Vista deita
cidade no consistorio da igreja do Ro-
sario de Santo Antonio. Acham-se a
venda os bilhetes na thesouraria das lo-
talas ra do Queimado n. 12, primei-
ro andar, e as casas commissadas do
costume.
O thesoureiro.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
(3 Arrenda-se perto desla praga um engenho
de fazer sssucar e vende-se a mesma safra que
tres ou quatro escravos,
ou arreode-se ; o engenho d'agua copeiro :
quem pretender dirija-ee a ra estreila do Ro-
sario n. 2, que aclia quem d algumas infor-
males.
Entre as ras da Concordia, Paz e igreja do
Carmo, perdeu-se na madrugada de 15 para 16
do corrente, quatro thavinhas era urna corrente
de prata : quem as achou far especial favor en-
tregando-as no sobraco n. 13 da 'ra que vai ter
a Detenrao, aonde ser gratificado.
. A pessoa que arrematara parle do sobrado
da ra do Brum n. 58, imo vai a prara no dia d7
pertencente ao ausente Francisco Augusto da C.
Guimares, quereno comprar duas priocipaes
parles do mesmo sobrado annuncie para ser pro-
curado, pois se faz negcio a prazo ou avista
O abaixo assigoad* tendo de relirar-se.para
Portugal e nao Ihe sendo possivel despedir-se
dos seus amigos pessoulment; veem por estas
duas linhas pedir que Ihe desculpe, offerecendo
o seu dimiduto presumo na cidade de Lisboa ou
Porto onde pretende demorar-se algum tempo.
Recife 15 de maio de 1861.
Joaqum Gon;alves Salgado.
E' barato.
Sebolas em resteas a 800 rs. o cenlo, ditas sol-
tas a 640 rs.: na ra da Madre de Dos n. 18.
Ha para alugar-se um bom terceiro andar
e soto com cosinha etc., etc., em urna d=
Precisa-se de urna ama de leite sem filho : a
tratar na roa da Imperatriz, oulr'ora aterro da
Boa-Vista, loja n. 20.
Furtarodo sitio da viuva do commendador
Gaudino Agostinho de Barros, junto a capella de
S. Jos do Manguinho, na noite de 13 do corren-
te, um cavallo de sella, castanho, grande, com
urna estrella .branca na testa, e aigcal tambem
branco redondo na taboa do pesclo do lado cs-
querdo ; o cavallo est carnudo, anda de baixo a
meio spero, e tendo a clina e cauda compridss,
ichoo-se de baixo de um arvoredo no sitio de-
fionto, cabellos do mesmo cavallo que cortaram
para o disOgurar : quem o levar ao mesmo sitio
ou der noticia delle, ser generosamente gratifi-
cado.
IVecisa-se alugar um cozinheiro ou cozi-
aheira livre ou escravo ; na ra do Hospicio n.
74, achara com quem tratar.
Precisa-se alugar duas pretas para vender
na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. 27, se-
gundo andar.
AO PUBLICO.
Bheuuiatismo na curva de ama
perna.
Tendo eu um moleque que padeca ha muito
tempo de um rheumalismo na curva de urna per-
na, soffrendo muitas dores, e nao Ihe sendo pos-
sivel por o calcanhar no chao por eslarem os ten-
does encolhidos, e applicando-lhe as chapas me-
diciuaes do Sr. Ricardo Kuk, morador na ra do
Parto n. 110, em curto espaco de tempo se achou
perfeitameote bom. Portanto julgo de meu de-
ver agradecer publicamente ao Sr. Ricardo Kirk
por tao feliz curativo. Praia do Sacco do Alteres
n. 53, Rio de Janeiro.Joaqum Leite Pereira.
O abaixo assignado, nao podendo continuar
em consecuencia da sua prxima viagem a Euro-
pa, a administrar o producto da subscripcao, con-
sistente em 90accoe8 da Companhia de Bebeiibe
e dinheiro, bens que pertencem aos orphos Atla
Prancelina e Jos Joaqum, filhos do finado de-
sembargador Domingos Nunes Ramos Perreira,
convida os senhores que subscreveram quanlias
beneficio da familia do referido finado desembar-
gador a se reunirem no dia 20 do corrento ao
meio dia, na casa n. 39 da ra da Cadeia do Re-
cife, afim de examinar as contas relativas dita
subscripcao, e nomear um outio administrador.
Recife 13 de maio de 1861.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
Roga-se a algum dos senhores passageiros
vindos no vapor Cruzeiro do Sul na sua ultima
viagem do norte para o Rio de Janeiro, que por
engao tenha levado um bah coberto le sola
preta e pregos smarellos, de 4 palmos e algumas
pollegadasde comprimento, pouco mais ou mo-
nos, conlendo livros e siguas papis, de o levar
na agenda.dos ditos vapores, ra da Cruz n. 1,
que muito se ihe agradecer e se pagar qual-
quer despeza que com os mesmos baja feito.
Muita attenco..
Acham-se para alugar as lojas de um
sobrado na ruada Aurora n. \\ : quem
as quizer dirija-se a essa mesma ra
casa n. 10.
Pede se ao Sr. tenente do nono
batalho Henrique Eduardo da Costa
Gama, tenha a bondade de vir a loja de
Nabuco & C.. na ra Nova n. 2 para se
Ihe mostrar um papel que o senlior nao
ignora.
''-% Precisa-se fallar com o Sr. Dativo
Francisco Pedroso na ra do Vigario n.
10, para se Ihe dar parte de um ne-
gocio.
Vendem-se botijss com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-?e, e.preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Relogios.
Vende-te em casa de. Johnston Pater & C.,
nw d Vigario n. 3 iim bel wriiiDento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
asta variedade de bonitos traneelins para os
mesmos.
Ceroulas francezas.
Veodem-se superiores ceroulas trancadas de
algodo a 18$ a duzia, ditas de linho muito finas
a 289 : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Caigas de briin.
Vendem-se caigas de brim branco fino de li-
nho a 59000 cada urna, ditas do dito de cores a
3$500, ditas de ganga franceza escura a 3$, ditas
de dila amarella a 2J500: na ra do Queimado
n. 22, oa loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vender -se superiores paletots de panno preto
e de casemira da corea escuras, obra franceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tsimo prego de 205 cada um ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo bari-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fio de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado o. 22, na
loja da boa f.'
Bonets.
de marroquim
de 25500 cada
22, na loja da
Vendem-se superiores bonets
para meninos, pelo mdico prego
um : na ra do Queimado n.
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito boas chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baralissimo prego de 6$
cada um : na ra do 'Queimado n. 22, loja da
boa f.
Guardanapos rara mesa
a 3j rs. a duzia ; na ra do Queimado n, 2-2, ua
loja da boa fe.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA-
POR
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia a ljOOO.
Pos ;de arroz.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se massinhos grandes dos mais finos pos
de arros por baralissimo prego de 500 rs.
Quadros de santos muito lindos.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 6,
recebeu-se os lindos quadros de santos que se
trocara por 1$.
do Recife
.C-crJ
a tratar na ra da
inteiramentr i> HwJf>&'5S -
'CONSULTORIO ESPECIAL
1I0ME0PATMC0
DO
loja.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesmo vapor.
Leiam. todos.
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada polassa
do Rio de Janeiro, por menos prego do que em
oulra qualquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1000
a lata com duas libras de excellente marmelada
nacional ; na praga da Independencia n. 22.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimenlo de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do meibor
ravutame ae Inglaterra, as quaes te vendero por
pregos mui razoaveis.
4^00.
Saceos com 9G libras de
^
Der advocat Cicero Peregrino faehrt
fort seine dintele zu bedienen, in sei-
nemComptoire Queimado Strasse n. 26,
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
millags 3 Uhr zu sprechen sein wird.
l
m
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio oa ra do
Queimado o. 2S, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on mattere affectiDg
his profession at his office, n. 26 ra do
Qaeimado 1 si. floor, daily from 10 at 3
o'clock.
L' avocat Cicero Peregrino continu a
exercer sa profession, ra do Queimado,
26, 1." tage, oa l'on peut le tronver
tous les jours de dix trois heures.
Acha-se igualuienle em va de pnblica-
cao a segunda ediec do
THSOURO HOMEOPATHICO
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 5 com urna dita.
Rdxas de 50g.
Brancas de 500$.
Verdes de 500*.
E mais : notas do banco da Baha
de 10$ rs. e 200 rs. ditas da caixa
filial da dila de 20$ : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
mm mmmeammwm
-mrmmmm
Na livrana n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissei Cokles Cavalcanti de Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha
chamado a praca e morador em o Rio
Grande do Noi te e que consta
neste Recife, ao qual se roga de
rar aonde esta' arranchado.
ou
andar
deca-
Cdulas,
Se algum passageiro do vapor Cruzeiro do
Sal, desembarcado nesta cidade. por engao le-
ven em sua bagagem um bah de couro ermelho
eom o (etreiro seguinte, em urna carta de jogar :
F. X. P. Brito.e o ra de 8. Francisco, sobrado n. 72, Tara favor ao
dono de mesmo bah.
Aluga-se urna escrava cozinheira, sendo pa-
ra casa de pouca familia : quem precisar, dirja-
se a travesea da ra das Cruzes n. 4.
"No dia 17, asi t horas, na sala das audien-
cias, depois de finda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o escravo Florencio, e a
parle do sobrado da ra do Brum, oulr'ora n. 10,
e boje 58, ludo pertencente ao ausente Francis-
co Augusto da Coila Guimaries.
Quem precisar de um hornera de recanhe-
cida probidale, j pela sua idade e pela sui fi-
delidade, para se eucarregar de qualquer co-
branga, ou tomar conta de algum estabelecimen-
to, eotenda-se com o Sr. Mauoel Figuelroa de
Paria, que Ihe dir quem .
O abaixo assignado faz sciente aos seus de-
vedores que tenham a bondade de Ir saldar seus
dbitos na taberna sita na ra da Imperatriz n.
4 al o dia 15 de junho, do contrario terio de
pagara um procurador judicislmeott sem mais
demora.
Trooam-se com mdico descontoas notas ge-
raes do Ihesouro, que se eslao recolhetldo, e
bem assim'de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Baha e da caixa filial desta ultima cidade ;
na livraria, econmica, ao p do arco de Santo
Antonio.
No armazem de Francisco Jos da Costa Ri-
beiro, no caes do Ramos n. 4, precisa-se saber
d alguma senhora que se retire para a ilha de
S. Miguel no patacho Lima, para se Ihe fazer um
inleresse a eesa senhora : quem estiver nestas
circunstancias, cima se Ihe dir o trato do seu
inleresse.
^PbWBw WWoBw wcBw WwNf WWWHWVW wWJJ_
ODr. Allonso de Albuquer-
que Mello, deso ce upado de suas
funecoes como membro da as-
semblea provincial, pode ser pro-
curado para os mysteres de sua
profisso de advogado, das 9 Ii2
horas da manhaa as 3 da tardo
em todos os dias uteis com exclu-
so das sextas-eiras. no escripto*
riodoDr. Godoy, a' ra estreita
do Rosario, e na villa do Cabo
as sextat einft por todo o dia,
e nos outros dia das 5 112 horas
da tarde em diante.
Aluga-se urna raeia-agua atraz da rus do
Nof uelra: trala-i na roa do Qaeimado o, 53.
Vade-mecum do hoineopatha.
Esla nova ediego em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposigao da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministrar as dses, ao estudo dos tjmperaraentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demouse
traliva da continuidade do tubo intestinal desd-
a bocea al o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, [depois de impresso custar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 200 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qud nao for acompanbada
di respectiva importancia, nao ser considerad I
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, (Mundo Novo] n. 6.
Pretndese saber noticia de Manoel Joa-
qum da Silva, filho de Joo Luiz da Silva, nas-
cid3 na freguezia de Travanca, lugar de Ortigosa,
bispado de Lsraego. em Portugal, foi estabeleci-
do na cidade do Recife por muitos annos com
negocio de molhados, e consta que ha 10 ou 12
annos se retirou para o serto, e que de nova-
mente viera para esta cidade : roga-se a quem
poder dar alguma informacc, dirigir-se a Joa-
qum da Silva Castro, na ra do Crespo n. 8.
s3E5^SI^-iS54Si&S-3ISNS3l3H*
JaSwSWWW WflfnwCTfffW VSVnnvoVm
Dentista de Pars. I
15 Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operares da sua arte e colloca
dentes artificiaes, tudo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tea agua e pos dentifricios ele.
ttMIMIMIMIMIiflMfllMIMMIMBl
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
A abaixo assignada, viuva de Francisco de
Paula Andrade, faz sciente a quem ioteressar,
que acbando-se recolhido cadeia d cidade de
Olinda o^aeu escravo Candido, crioulo, estatura
regalar, cor preta, desdentado na trente, filho de
oulros seus escravos de nomes Antonio e Marta
Conga, aprsente-se em Olindi ao sen advogado
Antonio Joaqum de Figueiredo Seabra qualquer
titulo de empento, hypoiheca, troca, ou venda
que tiver feito pelo finado seu marido, quando
vivo, findos os oito dias, ella nao altender,
diapor do escravo. Outro sim recoramenda s
autoridades policiaes daquefla cidade toda seg-
ranos do dito escravo, e sua conservacao pa ca-
deia. Frife 12 de maio de 1861.
i Manocla Thereza de Jasas.
DR. tVSAAOVA,
30-Rua das Cruzes-30
Neste ronsultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) por Ca-
tellan e Weber.por presos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
k5l^Ss^d8-5iSd^fiSi5*S-iSSIffft*S
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de latera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
A viuva Dias Pereira &L_P-i<|ui respeitosa-
t-aeote ffos stwfiores de ved ores dX^u estabeleci-
mento de calcado da ra da Imperttriz n. 16,
que venham pagar as importancias de seu dbi-
tos dentro de 15 dias, a contar de hoje 10 dvr.or-
reote ; e advertem mais, que depois desle pra r ...
todas as contas sero entregues a um procuradora^0 ultimamente de Lisboa
para as cobrar judicialmente.
Aluga-se um homem de muito boa conduc-
ta, muito bom cozioheiro, e engomma tambera
muito bem : quera pretender, dirija-se ao sobra-
do amarelio defronte da matriz da Boa-Vista, no
terceiro andar.
Precisa-se de ums ama livre ou escrava
para coziohar, paga-se-lhe bem : na ra do Ran-
gel n. 9.
Avisa-se aos senhores thesoureiro e mais
cautelistas, que hajam de nao pagar o meio bi-
lhete de n. 2281 da segunda parte da nona lotera,
pertencente a matriz da Boa-Vista, garantido pe-
lo Sr. Santos Vieira, cujo meio bilhete pertecce
a Francisco Pereira de Carvalho.
Mravessa da Madre de Dos
n. 1
Caes
farello che-
a 4,500:
armazem
amos armazem
m
Vendem-se capas e perneiras de bor-
racha proprias para o invern : na loja
de Nabuco & C, na ra Nova n. 2.
Vendem-se na loja de Nabuco & C,,
ua ra Nova n. 2, sapatos de borracha
para homem, senhora e meninos, por
preco commodo.
3,
als tsw >1X, <^>- i $$ ? ^ W t&PZy W W m ? W W
Na loja de Nabuco & C, na ra Nova
n. 2, existe um soitimento o quadros
de Santos coloridos como sejam S. Joa-
qum, S. Joo, N. S. do Carmo, S. The-
reza, Santo Antonio, S Pedro, o Cora-
cao de Jess e o Sagrado Corago de
Mara.
Hotel Trovador,
louro e picho

da
na
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra.
Aluga-se a loja do sobrado
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar
mesma ra n. 40.
Ja-8S* @@@(
Joo Gorrea de Carvalho, el-
| faiate, participa aos seus nume-
f rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
(9 Madre de Dos n. 56 para a ra
| da Cadeia do Recife. n. 38, pri-
Z meiro andar, aonde O encontra-
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua
S arte.
$ -Of
Aluga-se urna sala e alcova, na ra da Ca-
deia n. 17, primeiro andar: a tratar na loja do
mesmo.
Vaccina publica.
Presentemente haveodq mui boas pus vaccini-
eo, o commissario vsccioador convida aos pas de
familia comparecerem com os seus filhos e mais
aggregadoi, no trrelo da alfaidega, terceiro an-
dar, as quinUs-feiras e domingos, e na casa de
GABINETE
I Medico-ciruraico
S r Z
I)r, Americo Alvares Guimares,#
A' ra Nova n. 21,1 andar, pro- 9
Ijximo i entradada Camboa do Carmo.Z
ii> Ahi se o achara prompto acudir a
@ quaesquer chamados, quer cara o curativo
de molestias concernentes medicina ou g
cirurgia, quer para proceder a exames me- A
dico-legaes.
As pessoas que por acaso o nao acharen)
devero ahi deixar bilhetes em que de- @
clarem os seus nomes, ra e numero de @
casa, afim de serem devidamenle sals- $g
fritas. a
03 indigentes enfermos sero igualmen- @
te altendidos e medicados sem paga do m
menor honorario. q
$3<@9> @@S#
Aviso.
0 agrimensor dos terrenos de marinha avisa ao
Sr. Joo Francisco Puntes, e ao Sr. D. Antonio
de Locio e Silby, procurador da Sra. D. Isabel
Mara das chagaa Guimares, viuva do finado
Francisco Augusto da Costa Guimares, para
comparecerem na casa de sua residencia, na ra
Direita n. 74, de manhaa al as 9 horas, e de tar-
de at as 4, afim de se lhes marcar o dia em que
teem de assislir a medigo dos terrenos de que
requererem ttulos.
Vendem-se taboas di
por pregos razoaveis.
Vidrilhosdet
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e b^nco asse-
tinado, que se vende por baratissimo^re^o do
-2,500 rs. a libra so na aguia branca.
i
G ompras.
Compra-se ou aluga-se n'uma das ras re-
liradas dos bairrosde S. Jos ou da Boa-Vista,
urna casa terrea com quintal e commodos sofl'ii-
veis ; annunf iem nesle Diario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz b. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro de 20 : no
escriprorio do Manoel Ignacio de Oliveira & Fi-
lho, praga do Corpo Santo.
Attenco.
Compram-se 4 carrocas de trabalhar na alfan-
dega e 4 bois para as ditas: na ra de Hortas nu-
mero 122.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz lio procurado, bem como
um completo sortimenlo dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leite &Irmao.
/fra do Amorim n. 43.
Vendem-se ceblas novs3 e grandes a IgOOO o
cento.
Peiltes de todas as qualidades
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B,
chegado um completo sortimenlo de pentes,
tanto de borracha como debtalo, que se vende
por pregos que admira, assim como de tartaruga
para atar cabello, de lindos gestes.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira polassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
1 Em casa de Mills La-
tham &C, oarua da Ca- '<
deia do Recife n. 52, ven-
Vendas.



horas da manhat.
Vende-se nm cabriolel inglez meio patente,
de duas rodas, para S ou 4 pessoas, e um excel-
lente cavallo para o dito, vende-se separado, a
vonlade de comprador : na ra Nova n. 29;
Vende-se ama cabrinha de II annos, reco-
lhida, cose, faz reodas, e mais servico de casa :
ra do Imperador n. 50, terceiro andar.
oa _..
sua residencia, segundo andar do sobrado da ra Vendem-se globos para candieiros do gaz,
estreita do Rosario n. 30, nos sabbados at as 11 bombe Japy, mais barato que em outra qualquer
parte; na ra larga do Rosario o. 34.
de-se-:
Vinhodo Porto e Xerez
engarrafados de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa tinto e
branco em barris de 5-
Cerveja preta em barri-
cas de 4 duzias e 8 du-
zias de \\t garrafas.
Tinta preparada a oleo.
Verde de Paris,
Dito composts,
S Azarco.
<
a 61 a
da Boi
'
"
S
s
i
w
I
Toalhas para mos
duzia : na rus do Queimado n. 22, na loja
oa f.


I I
()
MAMO OB tlUtAMMO. Bttk FURA Vt M MAM DI 18*1.

i
Banha fina em copos grandes.
A loia d'aguia braoca acsb de receb
e grande sortimerito
para cabello, 0|
uso a estimada
nitos e grandes
de metal,
ctitos cheir
je bem eeeheeioa e a afielan, e continua tftt
rendida a2a>30Q cada copo ; na loja d guia bran-
ca n. 16. *
Machinas de Tapor.
Rodaed'agea.
Moeudasdeeaoaa.
Taitas. *
Rodas dentadas. a)
SBronzes aguilhSes. %
Alambiques de ferro. #
m Criros, padrina etc.,'ele:
gj Na fundicio de ferro de D. W. Bowman#
8 ruado Brum pasaando o chafariz. #

MIHB1AS
baratissimas
Na loja de fazendas que se est
liquidando
WU\llO CA.B\3G\N.8.
Burgos Ponce de
Laon, rendendo todas as fazendas existentes na
loja da ra do Otiug n. 8, por menos de seu
cusi, para pogamento dos c/edores da extincta
firma de Almeida & Burgos, rende com melho-
ria de razo por menos as miudezas por nio se-
rem ellas proprias de urna loja de fazendas :
Fila de seda sarjada bem encornada de muito
bonitas cores para cintos, enfeites de chapeos
para senhora, lagos de cortinados e para cin-
teiros de meninos de peito, que geralmeote se
rende por ahi a 29, rende agora a rara a 800
rs. e a 19.
Ditas da mesma qualidade eslreitas a 160 rs.
a rara.
Franjas de teda prelas, como de cores a 260 rs.
cada rara.
Bicos francezes de muito boa qualidade cada
peca a 1, 18200.10600, 29, 3$, 38200 e muito
largos a 49, 49500 e a 59.
Ditos de seda branco ou de blond para enfeites
de chapeos para senhora como para vestidos
denoiras a 240 rs. a rara.
Aberturas para camisas com punhos e colar i -
nhos a 400 rs.
Ditas de eseuio de liobo a 900 rs.
.Vapaltnftorbordalos para baptisados de menioo
do peito a 18280.
Bonets francezes para meninos a 28560 e a 39,
ditos de marroquim domado com plumas de
um lado a 49, ditos francezes de casemira para
homem a 19.
JZnfeites de flores francezas bem ornadas para
cabeca de senbora a 39, 49 e 59.
Ditos p re tos de ridrilho para cabeca de senhora
e do meninas a 29 e a 29500.
uvas de pellica de Jourin para senhora a 800
rs. o par.
Ditas brDcas Doase encorpadas a 240 e a 300
. rs. cada par e em dnzla a 29500 e a 3$.
Toucas francezas bem feitas de lia para senhora
parida a 28500 e para meninos de peito a 800
rs., ditas de fil de lioho enfeitadas com bicos
francezes e filas a 1g.
Duzia de meias grossas do Porto para homem a
I96OO, ditas de meias cruas para homem a
2&50 e a 39, ditas de meias finas e encorpa-
das tecidas de cores a 29500 e a 39, ditas de
meias brancas para meninas muito finas a 48
e tecidas de cores a 38. ditas de meias bran-
cas para senhora a 39500,49 eo mais supe-
rior que 84 pode soppor a 59500, ditas de
meias pretas para senhora a 2(400 e a 48. meias
pretas para senhora a 240 o par e a 400 rs.,
dilis pretas de laia para padres a 39 cada par,
de seda preta para homem a 29560 e a 39 ca-
da par, itaa pora ooahnm a 2A a n 3fi caa
par, ditas brancas para senhora a 29500 e a 49
cada par.
Pentes de tartaruga a imperatriz pelo baratissi-
simo prego oe 89-
Caixos de flore francezes a 400 e a 1(500 cada
cafxo.
Carleiras de mola para trazercharuleiras a 1,600.
Grvalos de cassa pintada de cores seguras
210 rs. cada urna, ditas de seda pretas a^Oe
cores a 500, 640, 800,19.1,280 e 1.5QPOricas
mantas para grvalas a 39. ^
Cinluret de borracha sera defe>*Va|8um Dara
segurar calcas, para horaep*'meninos200rs.
Chicotes para montara aJtO rs.
Bengalinhas a 700 n
Saboneta, trocezf' "O TS.
domestiques ou /ornadas francezas para alisar
cabellos a 60ts. cada pao.
Botes de vid/6 preto lapidados para casareques
a 100 rs. a duzia.
Mantinhas Je rerdadeiro froco de seda para pes-
coco de sepAoras e de meninas de ricas cores
a 1,500 cda urna
Bandoes rara cabellos de senhoras e de meninas
a 800 rs.
Collarinhos de esguian para hornera a 800 rs. e
sem ser de esgoiao a 400 rs.
Tiras de babados bordados para saiss de senho-
ra, para calcinitas de meninos, para Irares-
seiros e para muitos enfeites, de que as se-
nhort-s sh serveni, sendo eslreitas e largas a
500, 640 e a 1 cada lira.
Toalhas de puro linho para rosto ou para mios
a 800 rs. cada urna.
Boies com banha fina de urso a 800 rs., dito de
creme a 800 rs., ditos com passariahos a 900
rs., ditos dourados de oirTereotes modelos a
19 e a 1,280, frascos com leite virginal de Iris
para tirar sardas, espinhas etc., a 1,500, iras-
cos com agua de colonia a 300, 600, 700, 800,
19 e (rateos grandes 1,900, 1,400, 29 e a
2,500, agua de thesor para limpar denles a
640, espirilos e essencias finas a 500, 610, 800,
19, 1,200 e a 1,500, frascos com agua do Orien-
te a 1,208 e a 1,500, de atheniense a 19.
Compraado-se perfumaras na importancia de
208 Para cima. se abaler aiada 20 porcentodosg
pregos aonuociadoi.
Queijos do vapor
alf800e1#500 .
Doce de goiaba a 800 rs.: no largo do Psraizo,
taberna da estrellan. 14.
Espermacete
a 800 rs.
e em caixa a 720 rs. ; no
berna da estrella o. 14.
ti i.
DE
Fazendas muito baratas.
Defronte da Conceifao dos Militares.
Cambraia lisa mvV9 ,, em p^,, ae 8 ll2 fnm a $,. ^ ^ 5,500 e 69 cada peca.
Cambraia organdys de vti,-on muuo delicados a soo e 19 wi.
Cambraia franceza de muito bom gosto fazenda superior a 500 rs. a vara. "
Cambraia adamascada part cortinado pecas com 20 varas a 108 cada um*.
Chitas franCeZaS moilo finas e de multo bom gosto a 220, 40, J60. 280, 300 e 820 rs.
corado.
SiaS bordadas de cambraia muito ricas
Fil de linho moit0 flno a 720 ., .
Espartilhosfloot, 5| ,.,.
(irOSdenaple de quadrinbos gostos novoa a 19400 rs.
Follar do seda de i0dos padree*. soo. o cor.d;.
Chales de men estampado, muito finos a 89600 rs.
Cambraia Dreta fioa a 6O0 rs. a rara.
E de ludo se dar amostra com penhor.
T" MN RALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
le de difieren tes gostos a 39 cada urna.
o corado.
U'iUlMSO
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario r 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fm de margo, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguins de Nantes sola patente a 8 e
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezes prora d'agua
Bolas de bezerro
Borzeguins de lustre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pesponlados
Sapates de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para daRsa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500 Ditos de urna sola com sallo
8,000 Ditos de urna sola sem salto
7,500 Borzeguins de lustre para rspazes a
7,000 Sapates para ditos a 3 e
8,000 Ditos de bezerro para ditos i 2 e
6,000 Borzeguins de setim branco para senhora
8,000 Ditos de duraque branco
8,000 Ditos de ditos de cores
6,000 Ditos de cores Com gaspeis
4.500 Ditos de ditosa
3,000 Ditos de dito dito
2,500 Ditos de ditos para menino
3,500 (helos de couro de cabrito
2.802
2,405
5,o 4,000
3,000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
5.500
2.500
3,000
MERCLAL
1S RadaCadeiadoRecife-lS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS K CIGARROS
DR "
Jos Leopoldo Bourgard
Charutos dO RO de Janeiro por u da grande fabrica dos Srs. Domingos Aires
Machado & C., vende-se em porcia e a retalho, neate nico deposito, assim come superio-
res e rerdadeiro* charutos suspiros da Bihia. mauilha, harana, suissos e hamburgo pol
menos do que em outra qualquer parte.
ClgarrOS Superiores de 8. Domingos, de papel palha de milho, de papel roaso,
de Dnno, de seda, arros, pardo hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio de Janeiro
de Guimaraes & Coutinho.
Bocaes para charutos aleDdtiupertorconiagarr(,, atlil 1# ^^ B da.
21B IO9OOO.
Papel pardo IllCOt para cigarros a tOO rs. o Urrinho de 150 folhas, assim como papel
nespanhol a 29OOO a groas do Urrinho, sortimento de papel sans nom, sana litro, arroz, e
ridaura.
Caporal I raneis das manufacturas imperiaea de Franca, para cigarros cachimbo*.
CachimbOS de geSSO a 6t00 grata fazenda superior e que se rendia a 109.
TabaCO dO RO de Janeiro picado para cachimbos 9 cigarros a I9OOO a libra, di fa-
brica de Guimaraes & Coutinho.
TabaCO turCO a 5. Ubrae meia libra por 3J, para cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur deAarlebeke am Bte01 de diTersos tamanhos> par, eigmo< M.
chimbos, fazeado-ae abatimenlo em porfi.
TabaCO americano am |atag 82J, em chapa a 19 a libra e em macinhos embralhados
en chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 179 a 229, para cigarros e cachimbos.
CigarrOS de manilha depapel branco e pardo a 159 o milheiro.
Machinas 6 papel para cigarros de manilha.
ttftpe rOlaO francez em ma{os de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
V8S0S de lOUCa abarro para tabaco rap.
j- MU casa temsempresottimento espantoso de cachimbos de gesso, louca, ma-
j '*' 8 Terd,(ler08 e wmpre apreciareis cachimbos de espuma.
VenaeiQ-Se tOdaS as [a2endas mais barato do que em outra qualquer partea
Uarante-Se todos os ODjectos rendidos t^nando-se areceber (incluindo os charutos] qusn-
do nio igradem ao comprador. / h
r do que fica exposto tomumrariado sortimento de objectos proprios para os senhores fu-
k. a Receb*0- lodos os artigos directamente, motire pelo qual se pode render muito mais
Barato do que em outra qualquer parle.
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
A4e5
chapeos de castor rapados a 4$ e 5$,
bonet de palha a ff: na ra Nova n. U.
Vende-se urna casa de pedra e cal com duas
salas, dous quartos, cozinba, quintal com boa
cacimb, em cbos proprios ; renfle-se em conta
por seu dono se retirar, nos Afogados, ra de S.
Miguel o. 2t: a tratar na mesma?
Velas perfeitas
a 680 rs.
""'") re *o o^ermacete em ca\*
25 libra a 680 ... libra, a retalho a 720: na
traressa do P*8uoParaTzo d. 10^18, cosa piu-
tada deamsvflo.
A' Primavera 2
a libra,
largo do Parairo,
ta-
SEOULAS
de 1# e 5000.
CoQaua-se a trocar adulas de urna se figura
por metade do descont que esige a thesouraTia
desta prarincia, e as otas das mais pracu do
inperio coa o abate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azeredo & Mendes, na da Gruze
cobarios 4 mabttw fflfMpai grandes, da
ouro palate inglez, pira homem senhora da
um dos melhons fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo b'ibm paqneu ioglez : ata casa de
Sonthall Mellor & C.
Ruada Senzala No va n.42
6-Roa da Cadeia do Recfe~6@
LOJA DE MIUDEZAS
q$ de @
fFonseca ^Silva|
^ Saias bordadas para senhora a 2$, pe- fia
k tos para camisas a 2$ a duzls, pentes ^
^ de tartaruga a imperatriz de >, 6, 7 e 89
@ cada um, enfeites de ridrilhos pretos e
^ de cores para senhora a 1,800 cada um,
7 pegas de froco com rame a 200 rs. a
W* peca, fitas de velludo preta a 800, 19 e
fSk 1,200 a pega, essencia de sabio a 1,
. superior oleo para tirar caspas a 1,280,
P espelhos dourados a 800 rs. a duzia e a
O 80 rs. cada um, peotespara atar cabel-
gk los a 1,500 a dnzia, cartas francezas li-
? as a 39 a duzia e a 320 rs. o baralho,
'S ditas portuguezas a 1,800 a duzia e a
&& 200 rs. o bsralho, caivetes grandes pa-
k ra fructas de 3 a 8jJ a duzia e de 320 a 1
-- 800 rs. cada um, ricas caitinhas com es- 9
^ pelhos cooteudo perfumaras proprias k)[
a, para toilete de senhoras a 5,6 e 79 cada m
? urna, argolas douradas a 1,500 a duzia *
'al e a 200 rs. o par, dados a 1,600 a bala, fp
} pentes finos para barba a 400 rs., agu- A
^ lheiros com penas de ac a 80 rs.. colbe- J
? res de metal principe para terrina a 29 w
9 caQa una, para cha a 2$ a duzia e para gs
a sopa a 4,500, pentes de bfalo amarel- 5
w los para alisar a 400 rs. cada om, ditos fsP
^ para bichos de 248 a 320 rs. cada um, efe
SQvelas para caiga a 800 rs. a duzia e a ^
_ 80 rs. cada uaaa, botoes de madreparola w
^ para abertura a 480 rs. a duzia e a 60 0
SA rs. cada um, ditos de osso a 240 es. a du- &
l zia e a 40 rs. cada um, ditos de louca a J
ty 160 rs. a duzia e a 20 rs. cada um, ditos
| phantasia a 320 rs. a duzia e a 40 rs. ft
^t. cada um, alfioeles de cabega chata a 100 <
P e 120 rs. a carta, suspensorios finos a ^
flp 500 rs. o par, pinceis para barba a 400 $f
|* rs. a duzia e a 40 rs. cada um, tesouras gh
' para costura em carleiras a 1$ a duzia, j
9 sdIos de borracha a 320 rs. cada um, V
A caitas de bfalo pira rap a 900 rs. cada k
x uma.traoga de carocol a 60 rs. a pega e j&
f a 600 rs. o masso. agulheiros de osso a J
@ 40 rs. eadaum, pentea de baleia a 240
aa ra., sabonetas para barba de 60 a 200 fe
F rs. cada om, linha Qoa para marcer a 300 S
9 rs. a caiza. colheres para cha de 320 a V
A 400 rs. a duzia, fitas de linho de todas {
3S as larguras a 480 rs. o masso, e muitos
9 outres objectos por prego* os mais ba- ^
^ ratos do queem outra qualquer parte. fP
Contioua a li-
<{uidacao
BA LOJA DB VAZCKDAS
BA
Ra do Cabug n. 8.
A' dinheiro.
Vende-se em casad
seinse silbes Df lezes
brenzeados, lenas
para carree, man
um a dous avalo*;
Dg>l.
Uhw ac.
:*Jcaas
vela, ehwie
carro de
ieota
Boi
tmenlo de seu custo, sendo que d'entre ellas
annuncia as seguintes :
Chapelinas de seda como de fil, com ricos en-
feites dando-se para cada urna o reo da fil
de seda a cuja compra dere muilo convir as
senhoras que quizerem luxar sem muilo gas-
lar a t.*.a_^n, ts e a 158
OtihUmi W* hailflm jUOS -5.' 4* M4| e pj.
Organdys ou cambraias multo finas de lindsi-
mos pAdroes e bom gosto a 280 e 500 rs. cada
corado.
Fusto de muito bonitos padrdes miudos para
vestidos de senhora a 400 rs. o corado.
Ricados escossezes de cores fizas e de bom pan-
no para vestidos de senhora a 180 ra. o corado.
Gaze de seda pura, fazenda bem transparente
que muito realga de urna s cor, sendo cor de
rosa, cor decraro encarnado, azul ferrete, azul
claro, cor de palha e rerde a 880 rs. o corado.
Gurguro de seda de quadriohos para restido.
j de senhora a 19 o corado.
, Sarja de teda com duas larguras, de urna-so cor
harendo de cor de rosa, amarella e preta bo-
nita fazenda para restido desenhoia a 1 5C0 o
corado.
Damasco de seda azul e cor de rosi a 1.800 o
corado.
Cataveques fioissimos e de ricos bordados para
aenhora a 155, como tambem os ha que se
rende a 89.
Manguitos com golliohas de fil a 2,500, 3,200
e a 3,500.
Camisinhas de cambraia para senhora a 19.
Chapeos de sol da seda de cores para senbora e
[ para meninas a 39-
Chalet de cambraia rozos e de outrascores a
600 rs.
Ditot de froco ou de velludo a 63.
Oitos de rerdadeiro retroz de seda com ricos bor-
dados a agulha de lindissimas cores a 159.
Ditos grandes de-se4a de grosdeoaples de lindis-
simas cores e ricos padroes a 249, ditos de me-
rino de diversas qualidades e differentes costos
a 6, 8.9.10.500 e a 12.500.
Brim trancado fino de purissimo linho e seda
com tiatras e quadros de cores sendo miudi-
nhos de muito bom gosto para caigas, eolletes
e paletots a 600 rs. o corade. *
Brinzinho de linho para paletots e caigas para
andar por casa, como para roupas de meninos
a 200 rs. o corado.
Fusto alchoado de riscadinhoa para paletots e
caigas a 480 ra o corado.
Corles de colletee de fusto a 500 e a 600 rs.
Corles de cilas de meia casemira a 2,880 e
3,200 e de casemira a 4, 5, 6,7, e a 89.
Cortee de calcas 'prelas de casemira a 7,500 e
a H9.
Cortes de vellidos de grosdenaplea de seda para
veatidos de senhora oom ricos babados borda-
dos collocados em seus grandes candes, ven-
dem-se os pretos a 559eos de cores a 5U3 e
65j sende que aquellos cortes que estfrerem
mofados serlo rendidas por menos 209.
Corltt de vestidos de seda phantasia a 249 cada
corte.
Tafet de seda de cores a 500 rs. o corado.
Capas, casateques e jaquetinhat de lia para me-
ninas e meninos a 1.600, 29, 2,500,3$ e a 49.
Caleinhat de Cambraia para meninas de todo o
tamanho a 3 e a 49.
Chapeos pretos francezes muito finos para ho-
mem a 89.
Ditos da palha escura para homem a Tamber-
Tika 3,500.
Ditos de palha branca e de cera* para artistas a
800 rs.
Ditos do Chyli de prego de 5 al. 149.
Setim prelo de Maco a 2,500, 3,500 e a 4,500 o
corado.
Vefufina preta e de-coras a 640 ce. o corado.
Seroutat a 20,12 e a 259 a duzia.
Taletots 4* ipeca preta a 4 e a 59, de lia mes-
ciado a 5$. de alpaca setim com golla de vel-
ludo a 139. de panno fino a 16S, de casemira]
reta de 18 a L
Catarat de pao a o Sara preto e de cores a 309 e
mnioa otr*e otaectos que em um annnuek)
se Dio pode tude mencionar.
i annos de
gem per saber multo bem mon-
---------j*do. im
I # serrico,
M
Extremadura
Vinho puro de uva
fabricado ezpressamente para Jos Anto-
nio da Silra Jnior : rende-se a retalho
em casa de Antonio Lopes Braga, ra da
Cruz n. 36.
Aviso s senhoras
ra da
n-
ou
Gama & Silra com loja de fazendas na
Imoeratriz n 60, renden) :
Modernissima seda tarrada cor de canna muito
incorpada, corado, 29.
Dita braoea para vestido de noira, muito
corpada, corado, 25400.
Dita encarnada adamascada para colchas
cortinas a 29.
Tarlatanas muilo finas de todas as cores a
rara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a 9
Cambraias brancas e de cores, laror estufsdo
rara, 400 rs.
Ditas estampadas muito finas, rara, 500 rs.
Laziohas de cores muilo finas, rara, 360 rs.
Pegas decambria de salpico muito fina a 49500.
Ditas lisas muilo finas com 10 raras 69.
Ditas com 6 1|2 raras 39200.
Ditas coro 6 t|2 varas 29500.
Chaly do seda chegado pelo ultimo vapor, co-
vado 19.
Um grande sortimento de tiras bordadas e n-
tremelos 9
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga n. 1B
chegado os lidos cintos, taoto pretos com
enfeites de contioha, como dourados, e de lindaa
Otas e tirelas, o mais fino que se pode encontrar
i8to na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug n. t B
Villa do Cabo.
Carne verde.
Do dia 13 do correte mez por diante ae acha
ealabelecido na mesma villa um acougue que
'enderi carne todos os das mais barata que em
outro agougue, exceptuando os das de sextas-
feiras e domingos, lornando-se muito til este
estabelecimento, aos habitantes da-mesma co-
marca, de quem o proprietsrio espera grande
consumo, prometiendo bem sem-los.
Vende-se urna bomba de japi com roda para
puxar agua, nunca vista nesta praga; ra Nora
numero 22.
Vendem-se 2 pretos forl9s e robustos, sem
ricios e deleites, para todo o aerrigo. Unto da
praga como do mato : na ra das Cruzes n. 18.
OBAO.
vende-se om orgao proprio para capella de en-
genho ou qualquer outra igreja : na ra Nora
uumero 25.
Casemiras
Vendem-se caaemiras proprias para forrar car-
ros : na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa
Vista, loja n. 20.
Attenco.
Vende-se com consentimnnto dos seus credo-
res a taberna sita na ra do Imperador n. 14, pa-
ra pagamento dos mesmos senhores : a tratar na
mesma.
Na ra da Cruz n. 33, rende-se sebo do
Porto, reas de composigo, cera de carnauba, e
compram-se escraros mogos, nao se duridando
pagar bem.
Liquidaco.
Dinheiro vista.
Ra Nova n. 18.
Manoel do Amparo Caj, oo querendo conti-
nuar com seu anligo estabelecimento de fazendas
e roupa feita, resolte render para liquidar todas
s fajonrtflg p rnupas feitas existentes, por pouco
mais da metade de seu custo. teudu um grande
sorlimente de fazendas de gosto para senhora,
homem e cnanga, de difiranles qualidades, que
serta enfadonho mencionar: as pessoss que qui-
zerem ter fazendas muito baratas, renham rer
para crer.
Vende-se um escravo pedreiro ; a fallar
com oSr. Aotonio Ricardo do Reg, ra do Im-
perador, segundo andar n. 61, ou com Guilherme
da Silra Guimaraes.
Calcada
grande sortimento.
f 5 Roa Direita 45
Qealaejlajoreneliada pemambacana. que
ll. Prwutfaoimar este eetebaledmwto" !
tttt de fasaiHa, prudente e economka .uelha
b caralbe.ro ou rapaz do positim, que nao quei-
M. comprar por 81 e 10, o calg.do que em out a
Mido se nao por 10,^12 ou 14?
Senhoras.
parle nao vendido se neo
alteada
Bolinss com lago(Jolv) e brigantina.
cem lago, de lustre (superfina).
com lage um pouco menor. .
sem lago superiores. .
aem lago nmeros baixos. .
W *. *B,1,,0 d *.....
Sapalos de lustre. : .
Meninas.
Botinas com lego. ,
59500
59500
5*000
59000
49500
49000
19000
a
n






4|400
49000
39500
lago........
psra criangss de 18 a 20. .
Homem.
Nantes) lustre. ...... 1050OO
ranlen couro de porco inteiriwas OSOOO
ranlen) bezerro muito frescaes. 9S500
diversos fabricantes (lustre). 9S000
inglezas inteirissas.....99000
gaspeadas.....89500
pro va d'agua.
Sapates.
Nantes, sola dupla. ,
nma sola.....
para menino 4g e
Heio borzeguins lustre. .
Sapates lustre......
81600
59500
59COO
39500
69000
59OOO
Sapatos de tranca.
n
Vendem-se

quatro quadros em ponto grande, com lindas es-
tampas de santos, sendo um delles de sagrado
Coregao de Hara, proprio para o presente mez
marianno; na loja de eacadernaco de lirros
junto a igreja da Congregago.
Yeodem-se
dQus lindos cindieiros econmicos, pequeos,
ainda eros, per barer seu deoe comprad* o-
troe maiores, por muito menos prego quaeto cus-
taram : na loja de encadernaglo de urros Junto
a igreja da Congregago.
Vendem-se
doai1 cerrinnoa e> aeao. tortea,, ainde aoves, m
pe de casssmbas e dona parea da a acatas de
eWM^ "*? P***. aporbatrtb prego :
Carioca, tema 4 lnoiro.
Na ra do Crespo n. 18, loja de Diogo [Fer-
nandos, rendem-se as seguintes fazendas, por
barato prego golliohas a 400 rs., chitas largas
a tm rs. o corado, toalhas para rosto a 400 rs.
urna, chales de merino, pona redonda, a 89, cor-
tes de brim miudinho a 19200 o corte, pegas de
S!?-!1-' ^"'Pios com 8 1[2 varas a 4$500,
fil de linho liso a 800 rs a rara, gravatinhaa a
W rs., grvalas de rede para homem a 800 rs.,
neos de seda para homem a I9. eolletes de rel-
ludo muito fino a 69, e muitas outras fazondas
que se rende por bsrato prego.
Charles Laureo!,
Ifaiatefrancez,
Ra da Cadeia do Recife numero 16,
tenx, a honra de prerenir o respeitarel publico
desta cidade, com especialidade os seus fregue-
zes, que acaba de receber da Europa um lindo e
rariado sortimento de pannos para caigas, por
pregos rantajosos. Approreila a occasiao pare
offerecer s senhoras seus serrigos como prejara-
dor das capas agora muito em oso, e trages ee
amazonas. Sua casa distingue-se pela prompti-
dao e baraleza.
HA WJA
ao p de arco de Sanio
Antonio.
vende-se rico chaly de cores pelo diminuto pre-
go de 640 ra. o corado, franja para toalhas a 100
rs. a rafa, lengo de seda a 1$, chapeos de palha
para senhora os mais ricos que tem vindo ao
mercado.
.. ~ vf*e-" ase terrea de taipa, com
diversos arvoredos, como sejam, larangeiras, li-
mas, limio doee, eoqueiros, etc., junio ao cerca-
do do engenho Dous lrmos: a tratar com o
abano assignado, no meamo sitie, em Apipucos.
Francisco de Salee C. de AlboquenftdT
Vende-se palha de cerneaba muito Bofe,
Cbegada ltimamente do Aes ; e tratar aa tra-
ressa do arsenal de.a^ierr, taberna n. 1 a 9.
PH\8H\CfABARTHOLOMEO
Ra larga do Rosario n. 56.
Rob l'AnVeteur.
Pilulas de Alleioe.
Pilulu americanas.
Vermfugo ieglez.
Pillas HoUow.y.
4>hiJsisaio BoHoway.
. veade-eenm pasta de 50 annos de idade,
forte e robaito, pare tota o
ga orne para o na
Portuguezes de Lisboa finos.....29000
Francezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco e do rerdadeiro cordavgo para
botinas de homem ; multo couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc., tudo
era grande quantidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de muito liadas cores, pelo baratiasimo prego de
5. ditos de merm liso mnito finos a 49, lindas
csssas organdys matizadas a 240 rs. o corado,
cortes de chita fraoceza com 11 corados s 29500
o corte, cambraias brancas de 109 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado -
de quatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s M o reir Lopes.
Nova cartilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typograpkia
orna ora edigao da cartilha ou compendio de
doutrina christaa, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
contioha a antiga cartilha do bbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
orages que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das (estas mudareis,
e eclypses desde o cerrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou Calendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, dio a esta adigo da cartilha nma
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na lirraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. a.
Pegas de bretaflb.a da rolo eom 10 varas a
2g, casemira escura infestada propria para cal-
ta, eollete e palito ts a 960 rs. aeovado, cem-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs,
a vara, dita liza transparente muito fina a 35?,
49, 59, e69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 5$ e 69 a pega,chitas largas de modernos a
escoltados padroes a 940, 260 e 280 rs. e cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
79 a 8|, ditas bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eada nm, ditoscom
urna s palma, muito finos a 8*500, diteslisos
eom franjas de seda a 59, leaeos de eassas eom
barra a 100, 120 e 160 eada um, meias muito
fina para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fren-
eezas de rieos desemhos, para eoberta a 280 rs.
o corado, eaitasescuras inglesas a 9900 a
pega, e a 1 ffO rs. o eovado, brim braneo de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
mnito eneorpado a 19500 a vara, brilhantini
atul a 400 rs, o covade, alpacas de differentes
eres a 360 ra. o eovado, casemiras pretas
finas a 9900, 39 e 39500 o eovado, cambraia
preta e de salpieos a 500 rs. a vara, a outras
muitas fazendas que se. fara patente ao compra-
dor, o de todas aa dorio amostras com penhor.
, leudo da ar
Pr sj^bVibibibibibibibV^^^^H
aa da estancia
deciOidaeteal^^^^^^^^^H
california da dBKfzeaias co:
um meth
Ma
-se
Busca
Na loja d
do Cabal
'atiam^H^^^H
das para eaia^H
baraflseimo proco da
VILU DO CABO.
do baratero.
qneimando em sen armasen,
ttae. bjcarbao, e todos os
qoa tem
a abala
mal si
antes a molhades.
a
da
-se um escraro erteat de idade 30aa-
jaaaa pretender, dirija-a* a rea de Sortea
, que se dir quem rende.
fa.



DIAilO 01 FMAMBOGO. *- SEXTA O 17 01 A Di 1S61.

**
ftli
4 lama Iriumpha.
Os barateiros da luja
Encyclopedica
DI
Guimares A Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelioaa da pa-
Iha de aeda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, ahidas de baile,saiis a balo de di-
versas qaalidades, saiai Bordadas de to-
das as qaalidades e procos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeitei de
diversas qualidades para cabeca de ee-
ohorss, spartilhos de molas e muitos
outros objectos qoe nao mencionamos,
todos propros para seahorag.
Para horneas
paletols, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroolas, aaeias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Veadem baralissimo
Vendem baralissimo
Vendera baralissimo.
Quem duvidar v ver
Ouem duvidar v ver
Quem duvidar vvr.
Levem dioheiro
Lerem dioheiro
Levem dioheiro.
Viohos engarrafados^
Termo'
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Ariotho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario a. 19, primeiro andar.
Algodao moDstro
de duas larguras a 600 rs. a rara : na ra do
Queimado n. 22, na toja di boa fe.
A 160 rs. o covado.
Cassas lisas finas de liadas cores com 3 Ii2
palmos de largura, muito propria para roupao de
senhora e vestidoa de meoioa, pelo baratisaimo
prego de 160 rs. covado ; na ra do Queimado
o. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linbo bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pela baratisaimo
preco de 29400 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*500; na ra do Queimado n. 22.
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravaliohis estreitas de
seda, nao s pretas como de corea, pelo baralis-
simo prego de 1<: na ra do Queimado n. 22.
loja da boa f.
Atoalhado de linho
eom duas larguras a 2*600 a rara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha ntsle genero : na ra da Gadeia do Re-
cite, loja n. 50.
Sal do Assi.
A bordo do palhabote Garibaldi ; a tratar
eom Tasso Irmos.
Mobilia.
Urna pessoa que sahe da eidade, vende urna
Tica mobilia de Jacaranda; na ra nova de San-
ta Rita n. 47.
Vende-se muito barato genebra de Hambur-
go verdadeira, dita da Ierra, espirito de vinho
purificado, dito commum, vinho de caj de va-
rias qualidades, sabio branco medicinal, dito
commum de varias qualidades, garrafas brancas
francezas, capil e xaropes da diversas fructas:
na ra Nova de Santa Rila n. 65, fabrica do
Franca.
E afeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 4* cada um ; na ra do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 1* a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 19400, passas novas a 560.
coacervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toueinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 19400. charutos suspiros a 4$ a
cana, touciaho de Santos a 240 a libra, vinho do
:2&L eDB"rafado, superiores marcas, de 1* a
1S50O, rap Gasse da Babia a 1# o bote, cognac a
9S a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5$500a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra,
vinho de Lisboa a 560 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguesas a720alata, e outros muitos
gneros em proporcao.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu propoaito
de barateira, est vendendo mui novia e bonitas
luvas pretas de torzal com vidrilho a 19 o par ;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
iinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoej, e mesmo as senhoras osarn delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caizinha 25, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alen de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiris : ven-
dem-se na Voja d'aguia branca,.ra do Queima-
do n. 16.
Os lindos enfeites
para cabera,
s na loja da aguia de uro
n. 1B.
rto chtudos os Uodtt afeites de velludo e vi-
drilno, ultima moda, que M vetdea por 6*000.
Attemo.
Veade-se ib cabrieiet do eaii rodas, perei-
tameuto acabado, assim como neio calache
anda en branca: esa protoader, diriia-se
roa de Domingos Pites n. 28, que achara eem
qaem tratar.
- Yande-se um cvlindro para padara, de
amassar a masss de bolacha, j usado, porsa eiri
{ a* rao IHfOMt, pasara b. ?.
La fina para bordar.
A loj* regula Manca recebeu va novo eoriK.
ment de lis de bonitas e diversas cores, e para
eomaodldade de sua boa freguezia est venden-
do a 79 a libra,oque emoultrparle se nio aCha,
sendo aasiat los : so na loja d'aguia branca, toa
Ti WW4KUttH
PRIMAVER4
a da Cdeia do Recife-1
LOJA DE MUDEZAS
DE
iFonsecact Silva.1
Agua do Oriente a 19280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
29. dita de Cologne a 29800 e 4$ a gar-
rafa, fitas de velludo abertaa de todas
as larguras por precos baratisaimos que
i vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, ba-
ldes para puohos de bom gosto a 320
rs.,bengalas superiores de 19 a 19800
cada urna, apparelhos de cha para brin-
quedos de crianzas a 1, 2, 3 e 49, ditos
de porcelana proprias para duas pes-
soas a 65, jarros com pomada par a 39,
pomada em vidros de 800 a 1 um, tin-
teiroa para trazer no bolso a 400 rs. um,
caixas transparentes para rap urna 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dourados a 19, luvaa de seda para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
vas finas para roupa a 19 urna, ditas
con espelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 29500 o par, figuras com
tinteirose arieiros um 500, 800 e 19,
ricas caixinhaa de ridroa com espe-
lhos contendo perfumarlas a 29500 cada
urna, meios aderecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabio leve a 160 rs. um,
pentes de massa em caixinhas a 600 e
800 um e a IgfOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caetas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparinas a 600 rs. a duzia,
boloes de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
rs. o par, boloes de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 ra.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
tes a 19200 a duzia, pecas de bico de
lfim "? m' m' ,5200' 1*600'
19500 e 2 a peca, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinhos de la a 400
ra. o par, condeces, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanbo se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a i cada um, ditoa do chili a 4ft cada
um, spatos de tapete para homem
senhora a 19 o par, ditos de pelucia a
9500 o par, caixas com vidro e espe-
Iho para aaboaele a 500 rs. e sem vidro
a 100 re., oculos de alcance pequeos
e lentes, bemeomo muitos objectos mais
baratos doqueem outra qualquer parte.
Sapatinhos de seUm e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommeoda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os cuses est vendendo
pelo baralissimo preco de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos).assim como outros de
merm tambem bordados a I56OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos naa pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de floninhas. e
o bocal tecido de borracha, o mais engr*rado
possivel: ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
h chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Dra. Radway 4C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inatrueces completas para se usarem
estes remedios, contendoum ndice onde se po-
de procurar a molestis que se deseja curar, os
quaes se vendem a 18000.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicles.
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes destapraca e oa de fra, qoe tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castaos, preta e outras qualidades Ror menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem ten feilo o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura algnma, como as de
composigo.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, veade-se por
89000 o ceato, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus n. 12.
Armado para loja por
qualquer preco
Vende-se na roa da Imperatriz n. 16, ama ar-
mario para loja, com vidracas, balcao, flteiros,
etc. : para ver e tratar na meama casa.
Loja das g portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de Urcal a 800 rs, mi.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
re. o covado, ditos estrelles com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas do coses sacaras a
* rs o corada, pecas do bretanha de rolo a 2$,
brimzinho de quadnnhos a 160 o corado, musse-
Una Mesnada fina a 8*0 o covado, algodio da
duas largaras a 640a vara, lencos do caosa pin-
tados a 120 rs. cade usa. sedo preta da raaugasa
s 800 rs. o eovtdo, 116 de linho preto eom sal-
pico a If44 a Tara, tovas de torca! nitrito finas a
800 rs. o psr : a loja est aborto das horas da
manhla s 9 da nette:
Pechincha
Ror 30#000 rs.
Veode-se m UOnoa do vetos de carnauba
*" ?? "*1V mttoM-U dixija-se I
rus Bella n. 19.
Importante
TiSO
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 59,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitss, para cajo flm tem mon-
tado ama officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoaa com especialidade aos
Illms. Srs. ofeiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos eom superiores preparos
e multo bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que tem os figuriaos que de
l vieram ; alm dlsso faz-se mais csssquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes s militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha deouro ou prila, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas psra
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desechos a matiz de todas as cores propros para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afflancando
qoe por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometler, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
peri mentar.
Mais que Pechincha!!!
Aletria, talharim e macarrao a*4O0 rs. a libra:
vende o Brando, na Lingoeta n. 5.
Filas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita que as
torna mui mimosas a 800 e l| a vara, presos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esli. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinleiros para enancas, lagos
para cortinados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abale : na ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Ca rissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sor ti-
nento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Inora dos
com novos
aperfeicoa-
menlos, fazendo pspenlo igual pelos dous lados
da costurs, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamenle para as mesmas ma-
chinas.
&GKHC
1&
Bi
ELOGIOS.
Veode-se em casa de Saundres Brolhers 4 C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brieaute Hoskell, por precos commodos e tam-
bem trancelns e cadeias para os mesmos de
exceHente gosto-.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na loja d'aguia branca,
raa de Queimado n. 16.
Graxa econmica
para lastrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de loura a fUO ROft r <-.>i. m a a,, ''"'"'tw.iuiiiicomo ouiras muas ta-
tem asado della, e ser mais por squelles que de
ovo comprarem. Ella serve igualmente para
amaclar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova graxa:
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
A C$000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
La para bordar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 R,
vonde-se la muito fina pelo baratisaimo preco
de 69 a libra. w
rVNDIClO IM-MOW,
Roa da Sen zalla lava i.4t.
Neste ssuteleeimsnto contina s ha ver um
completo sortisasito de moeada emeiai moen-
das para engenho, machinas de vapor e tallas
le ferro batido e eoado, de todos os ttmanhos
pan dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serapre no seu depc
sito da raa da Mooda a. S A, um grande tor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
4}
Loja das seis parlas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas do
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de tustao de cores a 4j,
ai 2-i *Uqfenh *f. ^"o de brim pardo a
3p, ditos de alpaca preta saceos e aobrecasacos,
colletes de velludo pretos de cores, ditos do
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-1
pernea a 200 rs. cada ama, collarinhos do linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
bsrato para acabar; a loja est aborta das 6 ho-
ras ds manhaa at as 9 da noite.
A 1000
a lata com 1 1t2 libra de superior mermelada im-
perial ; na praco. da Independencia n. 22.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadrinhos muito bem feitos, propros para o
campo a 49 cada um : na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Galug n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reis o masso.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Arados americano te machina-
par a lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hntton & C. ra daSenzala n.42.
Papel para forro de sala.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
em para vender papel de lindosgostos para lor-
iar sala, qoe se vende muito barato.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baralissimo preco de 169 cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucar.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babsdos a 5J : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Pentes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca receben os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, eos esta vendendo s lg500 : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n.16.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se porprecos baralissimos, para fechar coritas:
chapeos do Chille para homem e menino a 39500,
corles de casemira de cores 39500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudoa
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras o claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muit fino e padrdes novos a 500 ra. o covado,
Eecas de eotremeios bordados finos a 19500. ba-
ados bordados a 320 a rara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodao com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletots do psnno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, calcas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 29500 a 59. colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 59,
cortes de cassa de corea a 29, pegas de madapo-
lao fino a 49500, assim como outras muitas fa-
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca_acaba de receber pelo ul-
timo vapor francos urna pequea quantidade de
enfeites de velluda) os mala modernos o bonitos
Jne.aqui lem vindo, a de seu costosas est ven-
ando mui baratos a 10# cada um ; por isso di-
iflaSB-selogoo dita loja d'aguia branca, ruado]
Queimado n. 16, antes que se acabem.
mn FEITA anda mais baratas;
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitas.;
A
LOJA
E ARMAZEM
DI
guezia da Gloria.
Vende-se urna propriedade sita na fregueria
da Glora, eom principios ds obras de engenho,
como sejam pilares, casa de caldeira prometa,
casa de porgar comecada, estando j urna parte
coberta e toda madeira do engenho prompta no
lugar, tendo trras sufficieotes para safrejar mais
do mil pies a sondo o terreno de muito boa pro-
duccio, vende-se por preco muito eomasodo : a
tratar no engenho Poeinbo freguezia de Jaboa-
tao eom Francisco de Sonsa Cavalcanti.
Charutos (flor de tabaco) de Ha-
?ana.
Chocolate ir anee* muito fino: chegou
peo ultimo rapor em casa de J. Prae-
ger&C, ruadaCruin. 11.
Guardanapos de linho
muito barato.
pequeos defeitos a 39 a duiia, ptimos pele pre-
eo .oaudad. para o snico diario de qaalquer
JJM'** Q*Std, leja d'sgaia brinca
numere lo.
Dar acabar
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Ponas o seguinte : csrrocss para bou
e cavallos,_ cerrohos de trabalbar na alfandega,
ditos de mao, torradores de caf com fogo, do-
bradics de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrocas e carrinhos, eixoa
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes is officina de ferreiro e carapina, e alu-
gam-se tambem carrocas.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se de sua propria encommenda os boni-
tos oleados de lindos padrees, qoe se vende pelo
baralissimo preco de 29 e 29500 o covado.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n.- 60.
Calcas de ganga muito fina e basa feltaa 89.
Ditas de meia casemira muito finas 2*500.
Ditas de varias fazendas que nao desbolo 29.
Golletea de velludo, gorgurao, setim. porpre-
cos que de barato admira 9
Calos do casemira preta 9
Faktola de merino preto 79.
Ditos de ganga de quadrinhos t.
Caixas de tarta-
ruga.
Na loja da aguia de ouro ra
do Cabug n 1-B
chegido as lindas caixas de tartaruga paro-
rap, quo se vendem por baratiasimo proco de 39,
assim cono de bfalo muito finas a 19000, lftOO,
na loja Aguia de Ovo, na roa do fabegi.
CapeUas finas para noivas.
A laja d'agaU branca receben novas e dettea-
des capelta* o florn flaM HN M B0rU| a8
esta vendendo a 90 a 89,conforme e seo pro-
posito de barateira leja d'agua branca, raa do
Queimado n. 19.
IGes & Basto!
NA
Htta do Queimado
a- 4ft, frente amarella.
Constantemente temosumgrandee va-
riado sortimenlo de sobrecasacas pretas
a/*DKe d? corea multo fino a 28,
vi! e 359, paletots dos mesmos pannos
20J, 22JJ e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 e 18J, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 805 e 359. sobrecasacas de
emira de core multo finos a 15, 16J
185, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOJ, 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10|
e 12, ditas de casemira decores a 7, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 55 e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4{ e 45500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
i f usto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7J, 89 e 9$,
colletes pretos psra luto a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
I etots de alpaca preta a 39500 e 4g, ditoa
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 48, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobresaseos a 5$ e 59500,
1 calcas de casemira pretas e decores a 69,
6JJ500 e 79, camisas para menino a 20
1 a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina desl-
ala te onde mandamoa executar todas as
obras com brevidade.
lonwMWlMSai WSSWSSISSIMnM
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nac,oes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que dalle fizeram tem seu corpo e
membros inteiramenle saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os das ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao tao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este sobersno remedio
e uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos bospitaes, o lee
deviam soflrer a amputado 1 Dallas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
raco dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraento declararan) estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afirn de mais autenticarem sua a firma-
va.
Ninguem desesperara do estado de saude ss
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
trata ment que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inehaces.
Inflammarjo do figado.
Inflammaco da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularjoes.
Veias torcidas ou no-
das aas pernas.
Vende-so este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boeelioha contera
ama instraceao em portugus para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharsnaeeuneo, na raa de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Liquidado
Na leja de funileiroe, aa raa estreita do Rosa-
rio a. 10, confronto a podarla dos Srs. Poociaoo
A Salgado, vendem-se todas as obras de folha
de Flandres, eonsistindo em babus, bacas, bo-
les, rogradores, flan Jres para assoear do todos
os tassanhos, ditos para manteiga de libras ate
Wooarta, cocos, candkires, formas de bolos,
cftalelraa, caias para farinha, a outras muitas
obras, tudo sem feilio, por querer seu dono aca-
bar eom o negocio; tambem ae vende a armacio
da dita leja, tarramentas o o mais tendente
asosms ; salas como pede-so ees srabores que
sao doradores i dita loja. que ven basa saldar
anas con tas no praso da 8 das, a cootar desla
data. RectfaltdeaMledeaSM.
[Acaba de
chegar _
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado aorlment de
roupas feitas, cacados e fazendas e todos
estes sa veadem por precos muito modi-
ficados como de seu eostume.assim como
sejam sobrreasseos de superiores pannos
foc"?aie"0, P*let ulnios flgurinos a
269,289. 809e a 359, paletots dotmesmos
pannos preto s 16f, 181. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padrdes a 149.169, 189,209 e 249
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 a a 149, ditos prelos pe-
lo diminuto preco de 89,109, e 12J, di ios
de sarja de seda a f obrecasacados a 12
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merm chinez de apurado gosto a 15
ditoa de alpaca preta a 79. 89, 9 e a W
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
aeda fazenda muito superior a 41500 di-
tos de brim pardo e de fustao a 350 4
e a 49500, ditoa de fualao branco a 4
grande quantidade de calcas de casemira
preta e do corea-a 79, 89, 99 e a 10, ditas
finas a 15500, 39. 3500 e a 45. ditas d
irisa brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 65. colletes
de gorgurao preto e de eorrs a 55 e a 61
ditos de casemira de cor e pretos a 4S500
t L*9, t0nd^fus,i, b,anco e e brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4
di loa de merino para luto a 49 e a 49500
caigas de merm pata lulo a 45500 e a 5'
SlP.'^d6 b0.rrach Kta meninos*
de todos os tamanhos: calcas de casemira
?reled* ZJ!t5t- 6 e 7. <"''" fitas
de brim a 25. 39 e a 39500. paletots sac-
eos ce casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, ditos de alp.ra a 89
sobrecasacos de panno preto a 12 e
14, ditos de alpaca preta a 59. bonets
para menino de todas as qualidades ca-
misas psra meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
basados liaos a 89 e a 125. ditos de gorau-
hrim vr 5-de n: 5* "I a 6' ditos de
bnm s89, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixem de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
daoe ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
1 Temos um completo sortimenlo de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
Grande e novo
sortimento de fazendas como
em Pars, e s se vende ba-
rato na loja armazenada de
portas da ra da Impera-
triz n. 56.
Ra da Imperztriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista, loja de 4 portas a. 56. vendem-se chitas
escuras e claras cores fixas a 160, 180 e 200 rs. o
covado. ditas francezas escuras e claras a 240
260 e 280 o covado, chales estampados a 25600."
pe^as de cassa para cortinados a 29500, filas de
cambraias lisas para vestidos a 19500, 39"e 3500
pe^as de entremeios e liras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador se dir; crinolina de cores, fazenda
muito larga para vestidos, que com poucos co-
I^S Sa Z Um T"iid0 pela 8ua ,ar8nr. P"C0
400 e 500 rs. o covado: cheguem freguezes.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato preejo os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida e
um porta-servi Jor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelbo ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servido de
porcelana para jantar ; um relogio de
mar more negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'nclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isso desfaz-se destes objectos, man-
dados vil expresamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perfeico
a apurado gosto.
E pechincha.
cortes de riscado francez a 39, covados do mes-
mo a 180 rs.: na ra do Queimado n. 44.
Escrayos fgidos.
Est fgido desda o mez de abril prximo
fiado, o maleque Diooizio, crioulo, de 16 an-
nos de idade, estatura pequea, corpo secco,
cor nao moilo preta, un dos dentes da frente
quebrado, testa larga e formando cantos na di-
recebo das fontes, beicos grandes e dobrados,
bem fallante e com grande desembarazo, expe-
dito no andar, muito vivo e intelligenle ; consta
que elle tem dito a algumaa pessoas qoe forro,
e auspeita-se que como tal nao tenha sido ad-
miltido ao aervico de alguem : quem o pegar e
levar i ra do Carnario o. 5, nesla eidade, aera
bem recompensado.
Pugio da eidade de Macei ao amanhecer
do dia 10 de Janeiro do anoo prximo passado,
um cabra da nome Anacleto, com os sigaaes se-
guinlea :Baiio, grosso, poaca barba, cabellos
bem carapinhados, e um tanto arruinados, tem
um signal de espinas no nariz, e no pescoco a
cicatriz de um taino de faca, o dedo grande da
mo direita aleijado da um panarisso, ps gros-
sos e chatos, e quando anda achata os dedos, car-
rancudo, e quanda falla eom o auperior olhan-
do para o chao, sendo de muita forca, e esperto
para todo o servido, tanto de campo eomo de
montana, e de cor clara. Fui comprado na
Cruz de S. Miguel da provincia de Pernambuco,
ao Sr. Joaquim Pialo da Silva, tem prenles o a
eidade de Caruaru de Pernambuco, para onde
tem viajado. Pertence hoje ao capitao Manoel
Pinto de Araujo, da villa de S. Miguel : quem o
Segar e levar all ou em Macei, ao Sr. Manoel
os Teixeira de Oliveira, ser bem recompensa-
do, assim como quem delle dar noticia exacta,
diseade-ee qae aseeotara praca em um dos cor-
pos de liaba de Pernambuco.
Ausentou-se da casa do coronel Joio Fran-
cisco de Chaby, e eseravo crioulo de nome Simio,
o qual tasa os aagaiatea sifnaes baixo, magro,
feio, cabeca grande, nariz chato, dectea limados,
ps pequeos, 4 bem eooheeido por ser beleeire
e sapateiro, fuma maito, toca violto, e canta mo-
dlahes : quem o pegar, leve-o ra da Impera-
tris outr'ora atao da Boa-YlaU a. 46.


*
(8)
___________

DIARIO DI MRHAMBUCO; -.SEXTA FEIsU 17 R| MAIO DE ltfll
Litteratura.
D/ris Madrid.
(Contlnoagio do n. 119)
A escolhi foi a melhor que pool fazer-se na
ocrasiio, porm a diferenca de nacionalidade e
de^ostumes tirara a esta edoca.io o carcter a-
moravel m o qual o enrino so materalisa. A
senhoria de Relta eslava entregue o cuidado da
meslra ingleaa sob a vigilancia de ubi tia velha.
Esti parete fra o ponto de apuio da re.-istaocia
tufa ol I de Margarida.
Aprende* da lia a ser hespanhola a escapar
. vransforrotcao do iostinclos e das tendencias
meridionaes em secura e rigidez brilannica, mas
tambera se babiluou a urna reserva, de que a con-
dessa de Relia devia mais lorde experimentar os
inconvenientes.
A condessa vollou da Russia quando Malpari-
da ja poda apparecer na sociedade. A filha sentio
urna grande effeigo pela mi. Este affecto nao
era amor filial, era a raaccao contra a inglexa e
contra a lia velha, das quaes Hargarida j nao
poda sofTrer a supremaca.
Dentro de pouco tempo, a me, sem o querer,
-foi tomando do espirito da seoborita o lugar que
deixra vago a meslra inglexa. A velha lia mor-
reu, e as conQdencias da senhorila nao acharam
corago em quo se abrigassem. Por isso, eu pu-
de, com pequeo artificio, obler delta maior con-
fianga do que a propria me, que todava, Mar-
garida cuidava amar de todo o coragio.
Urna menina de outra classe social, filha de um
desses casaes de burguezes, cusa de quem nos
rirnos a cada hora, mas que, em muitos pontos,
eslo no caso de dos darem lices, roesmo sem o
saberem, leria contado ludo asua me, e em pou-
cas horas se apurara a verdad, sem que figoras-
sum nos negocios de familia peuoas estranhas e
capazos de prem ludo em um peridico como eu
esiou fazendo agora, de cerlo com escndalo e
reprovago de lodos quaotos acredilam na iocon-
teslavel verdade desta singella narrago.
Alm destas considerarles moraes, vinha-me
ideia a cada instante o negocio das joias deque
eu nao sabia a mais pequea cousa que me pu-
desse guiar no labyriotbo dos meus planos. D.
Juiij era ou avaro,'dizia eu commigo mesmo ;
as joias foram insignificantes e a senhoria gaohou
asco avareza no noiro, como todas as mulhe-
Yes de pensamentos elevados. Mas isto nao poda
ser. As joias foram presentadas extra-official-
menie condessa de Relta e filha e ambas as
approvaram. Aqu para nos al se admiraram de
que D. Julio tivesse tido a idi do fazer prsen-
les de tal riqueza.
Mas entio o que houve com estas mal fadadas
joias? Ninguem o sabe seno Margarida e o ba-
rrio. Ella nao m'o diz. Ello hade querer confi-
dencia por confidencia e eu nao tenho nada que
Ihe contar I e aqu estou eu mais confuso e atra-
palhado do que no principio. E' que, se nao me j
conservo em posigio superior ao baro, nao s
Ihe dou maior forca do que elle j tinha, mas fl-
eo por intrigante, mexenqueiro, calumniador e
intromelldo as vidas alheias. Bonita perspec-
tiva. r
Nesta occasilo, passou perto de roim madama
de l.andsteio, e, veodo-me com os olhos prega-
dos no tapete e em medilaco profundissima, pa-
rou e deixou-se ficar a ver quando acabava o
meu exlase. Como vi aquella sombra a pouc
distancia, levantei cabega e dei com a elbelta
allemaa, sorrindo.
Euto que isso? disse-me ella, sentndo-
se ao meu lado.E' nostalgia domestica ou pen-
samenlo do infldelidade conjugal ?
Nem urna cousa, nem outra. Foi urna nuvem
de arrependimento que passou.
De arrependimento?
Sim. Arrependi-me de ter acceitado o pa-
pel de D. Quixote no negocio do casamento. Eo-
ao que quer? Por promplo que esteja o espirito
a carne enferma.
Mas porque se arrependeu, quando, segun-
do me disse Pepita, ludo Ihe sahe a medida do
nosso desejo ?
_E' que estou sem saber por onde caminhar.
Se nao obrigo o baro a contar-me ludo, fleo por
mentiroso e tratante.
Nao tenha receio. Em caso de crise, nos
todas nos sacrificaremos para o salvar. Bem sa-
be que eu, por amisade Pepita e ao D. Julio,
at me resigoei a acceitar a edrte do baro.
Eu nao tenho receio. Sent durante um
minuto a influencia daquella parte egosta e bes-
tial, segundo a phrase de Mr. Maistre, que ha
om todos nos, mas passou. C tenho outra vez
na cabega o elmo de Mambrino. Deus queira
que eu nao v combater contra os moinbos de
vento-
Pols desanima assim na vespera de cota-
bate?
Na vespera, quem nao treme, tolo. No
da,isso outra cousa. Ah veio-me agora urna
idea.
Qual ?
Nao lh'a digo. Parece incrivel que nao ti-
vesse occorrido. Amanha saber o resultado.
Os convidados comegavam a auseotar-se; as
dangas tinham acabado, porque nao houvera co-
lillon ; servia-se urna ceia volante e a sociedade
volver a formar grupos como no principio da
noite. Madama de Landstein levanlou-se e foi
reunir-se a Margarida e Pepita, que estavam no
'mesmo circulo. D. Julio, como sempre nao lar-
gara o posto.
Nao me despedi de pessoa alguma e aahi. Ao
passir segunda sala, eocontrei a condessa de
Relia, que me pareceu conteute de ver os noivos
em boa harmona, liz-Ihe os meus cumprimemos
pela animacao de seu soire e part para casa.
Creio que o baro tinha saludo antes de mim.
Talvez precisasse de descanso. Eu, de certo, ca-
reca de ar.
Desde o palacio de Relta at minha casa, tivo
occasio de observar urna economa municipal de
Madrid.
A'meia noite apaga-se um candieiro. entre
dous em todas as ras da cidade. E' urna ongi-
nalidade nacional. Cosas de Espaa, como elles
dizem aqu. O que diriam os nossos visinhos
hespanhos este populus tale rex ou que tal se
er, se nos apagassemos em Lisboa meio bico de
gaz, como um juiz de fra de Avoiro mandou
matar meio boi ?
Em casa achei o meu criado levantado, o que
eu Ihe nao exijo, quando entro larde.
Disse-me que o Sr. baro de Nassot viera*
por aqui e que me deixra um bilhete de vi-
sita.
Quando?Pergeotei-lbe eu.
Havet urna hora. Elleescrevea urnas pala-
vras com um (apis.
Peguei no bilhete, sen poder imaginar o que
seria, e entrei no quarlo com curosidade de lr
o que o nobre bario nio quizera dizer-rae moa-
lacio de Relta.
XVII
Madrid, 7 de abril de 1861.
; O Granadino o melhor ourives hespauhol
do Madrid, de certo, o mais rico. Seu pae
| mandou-o aprender em Franga, depo.s visitar a
Suissae correr quasi a Europa inleira. Quando
regrossou i capital da Hespanha, en um artista
consummado e um homem de excederle odu-
cagao.
Foi bom que desde mogo se creasse em Fran-
5* ^om a riqueza que berdou teria renegado o
ofcio paterno. Da possibilidade de ser o pri-
raeiro artista nacional no seu genero teria cahido
na miseria das preienges nobiliarias, se a edu-
cago rocebida nos paizes civilisados Ihe nao
houvera ensinade a respeilar a dignidade da
corporago e a propria e a honrar o trabalho.
Na nossa pennsula raro o homem de ollcio
a quem a fortuna favoreceu que nao busque se-
parar-se da classe e dar ao dinheiro o baptismo
de urnas dislincges nobiliarias aue o tornara
ridiculo e que muilas vezes o fazem odiar. Ba-
calhoeiro rico quer ser commendador; marce-
neiro de relorno da -America acceita baro com
promessa de visconde, o burguez que servio na
vereagio conla com a carta de cooselho e os
outros vio pretendendo ludo quauto ha d'ahi para
cima, porque para baixo ninguem quer dar um
passo.
Por mais que digam a um destes que Mad.
Erard, riquissima propietaria da Mutile, quo foi
da condessa du Barry, anda vende pianos; que
em Inglaterra ha familias mechanicasem que do
paes a filbos passaram durante alguns seculos
os instrumentos deste ou daquelle ollcio, e que
dessa aotiguidade se presam e hooram, ficam na
mesma. O prurido nobiliario superior a todas
as considerages.
O Granadino nasceu ourives, creou-se ourives
e ourives se conservou at hoje. A nica mu-
danga que fez consisti em transferir a loja do rea
da ra para o primeiro andar, onde mais com-
modamente recebe os seus freguezes, livre da
poeira asss frequente em Madrid e de mil oulros
inconvenientes.
A casa da entrada, o salo da exposigo dos
objectos de ouro e prata, a saleta dos brilhantes
e joias e o gabinete particular do dono da casa
a que se segu para o interior o escriptorio dos
caixfciros, leem a sumptuosidade e conforto que
e habitual em Madrid. Os tapetes comecam no
lUDQO A
primoroso!
FOLHETIM
o
0BATEDORDE ESTRADA
POR
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
IX
(Gonlinuago.)
Antonia impaciente e despenada poz-se an-
dar. '
Escula-me, Antonia, exclamou o Baledor
de Estrada, retendo-a pela mo, minhas palavras,
as ullimas sem duvida que ouvlrs de mnha boc-
a serao graves e dignas de tua allencSo.
TG me fazes medo, disse Antonia, procu-
rando nr-se. r
Me perguntaa se tenho tengao de me pa-
triar para sempre ? Nao, porque odeo e despie-
zo de tal forma o geuero humano, qae nao posso
iupporlar a ida de Ver o doscanco eterno em um
cemileno commun.... Minha sepultura i est
feita na aroia do deserto I
Ora na verdade, Joaqun), eu pens que
tu___ t
Deixa-me fallar sem me inlorromperes, An-
tonia ; pouco tempo le importunare! com minha
presenga. Se fomei a reolugio de nao le ver
mais nunca, porque le amo, e que minha ami-
zade importa urna desgraga___ Obra* mal em
abalar assim em ar. de dunda tua linda cabeca
querida menina sou precursor de desgragas, di-
go-te eu, nio porque a aatoreza tenha-me dola-
do de fatalidade, mas sim porque sou perverso,
porque meu goato actual martyrsar os cora-
goes e fazer derramar lagrima!.... Tens t por
u*. i,, i ,'ueeu iworo.... O que
samelo perturbar o ti rannnao. e i BJr de la
() Tde \ar\o n. lia.
da escada e cobrem todos os soalhs. Os
armarios sao de pu preto, os movis de damasco
encarnado, ai cortinas igualmente, mas sobre-
postas a outras de cassa bordada.
A saleta dos diamantes tem estantes de madei-
ra de rosa, onde se veem os braceletes, diademas
pingenles, brincos, collares, alflneles de peito
lanas joias de elevado custo, e dous contadores
com gavetas pequeuinas, onde se guardara as po-
dras que anda nao liveram collocagio ou que a
perderam. O gabinete, forrado de seda amarella
em acolchoadinho e sem deixar ver a madeira
guarnecido com movis de Boube cobertos de
seda igual que cobre a9 paredes e teclo.
ludo eslarranjado e disposlo com riqueza e
elegancia, e o que poderia parecer pesado na
habitagao de um homem de boro gosto regular
e propno de urna casa de exposigo permanente
e em Ierra de to desatinado luxo como
Madrid.
O Granadino, como chamavam ao pae por ler
viodo de Granada, ainda moco e extremamente'
amavel. A sua habitual con'ezia s se altera
quando Ihe fallam no seu rival Daumont, ourives
rancez e discpulo de Duponchel, que veio ha
aunos estabeleeer-se em Madrid. Quem com-
prou urna vez em casa de Daumont, recebido
com fneza as salas do Granadino e nao consegue
que Ihe acceitem encommenda por avultada aue
seja. r H
Nesle ponto, o Granadino inexoravel. A sua
rivalidade com Mr. Daumont invencivel e
exaggerada pela averso aos estrangeros, que
commum em Hespanha. Quando a duqueza de
Medinacel deu a ciuco uu seis dias um baile
coslum, que Ihe cuslou mais de cem contos
muitos hespauhoes nao gostaram, porque a in-
dustria nacional nao poda foroecer ludo
quanlo era necessario! Mal elles sabem a que
ponto subira a induslria em Hespanha, se hou-
vesse trinta duquezas de Medinaceli e resolvidas
todas a dar bailes como este todos os annos.
O principe dos ourives levanta-se as 7 horas,
loma o seu chocolate, oxamina as contas da ves-
pera, prepara os papis para a escripturago e
conserva-se no seu gabinete, onde nao entra
quem quer. Grandes de Hespanha teem voliado
de casa do Granadino sem Ihe fallar, e a um.que
fra freguez de Daumont, recusou elle formal-
mente uma encommenda de 10 mil duros, em
baixella e diamantes.
Na manha do dia immediato ao baile de Relta
pelas 8 horas, o Granadino, passando pela saleta,
eocoDlrou um homem queesperava algum cria-
do para se fazer annunciar. e contra o seu cosiu-
me, que era nao reptrar em quem eslava, per-
guntou-lhe quem era e o que quera.
Sou um amigo da familia de Lovera res-
pondeu o desconhecido e desejo fallar ao dono
da casa.
Sou eu mesmo. Os amigos da familia de
Lovera esto aqui em sua casa. Queira entrar
no meu gabinete. B como vae a Sra. marquezita ?
J chegou ?
Chegou ha dias.
E quando o casamento do Sr. D. Julio ?
Creio que muilo breve.
O leilor j adevinhou que o desconhecido era
este seu venerador e criado e tambem nao ignora
o motivo que me levou a casa do afamado ouri-
ves madrileo a horas to matinas.
Sentamo-nos e o ourives olhou para mim pre-
parado a ouvir o que eu ia dizer-lhe.
Foi na sua casa que se fez o collar, brincos
e bracelete de noivado para a menina de Relta
segundo me disse D. Julio?
Falla do que elle encommendou?
Sem duvida.
E" porque a senhorita de Relia nao minha
fregueza o pode ser que tenha joias preparadas
em differente casa.
Nada. Eu trato do que D. Julio encommen-
vida.... Sempre Uve por t uma ternura pater-
nal, e se tantas vezes me echaste com maneiras
desabridas e grosseiras, era porque eu lutava
conlra o sentimento que t me inspiravas, e me
julgava humilhado por nao poder vesicer.... Por
ti, Antonia, faltei um juramento de odio....
Hoje que syraptomas evidentes, irrecusaveis me
annunciara que ests prestes soffrer a fatal me-
tarnorphose porque psssam todas as meninas s
primeiras balbuciages de sau coragao, devo eu
me soparar aob pena de me sujeitar um remor-
so ou a um tormento. Nao me atrevo fazer vo-
tos por tua fehcidade ; porque nao creio que ha-
ja felicidade possivel nesle mundo.... e depois
meus votos parliriam de um corago muilo ulce-
rado para poderem chegar at o cu 1.... Entre-
tanto, quando te nao vir mais farei por me per-
suadir que t s feliz.... Adeus, Antonia I
Joaquim Dick aperlou a mo de Antonia e ap-
proximando sedeUa deu-lhe um beijo na fronte.
Joaquim, t a infeliz.... t choras.... nio
consinto que partas.... exclamou Antonia, com
generosa emogio, porque tinha sentido na mo o
calor hmido de uma lagrima....
Ob 1 obrigado.... obrigado, minha menina,
murmurou o Batedor de Estrada, com uma voz
cbea de docura com que a moga ficou toda per-
turbada. Obrigado, chara menina.... Ha vinte
annos que eu nao chorara 1
Eolio, depois de urna suprema e entretanto
quasi osensivel hesitagao, Joaquim afaslou-se
paisos agigantados.
Duaa horas depois o rancho da Ventana jazia
em profunda eecuridao, nenhuma luz brilhara ia
jaoeaa, nao se ouvia a menor bulla, e entretan-
to de todos oa habitantes ou hospedes da borda-
do, om s dorma: era Grandjean.
O viajante que ao paasar tivesse percobido es-
la calma habiiago, por assim dizer sepultada na
escundao, mvejaria cortamente a traequillidade
de que deveriam gozar aquellea que habitavam
ob seu teclo, e nio pensara que ali como naa
cidaoes se moviam affeclos e reinava a insomnia.
Joaquim Dick, deitado vestido, fumava dislra-
hidamenle um cigarro ; seu singue, inflamando
pela febre, mbia-lhe i caboca, e da va ao pensa-
menlo uma actividade fatigante.
Que extravagantes conlradigoes aprsente o
coragio humano I dizia elle coinsigo. Ht pouco
dou e que eu vi, na verdade,
disse eu, sem nunca o ler vislo.
Ali esto os moldes reapondeu o ourives,
ipontando para unte vitrina que nao coniinha ou-
tra cousa, e que merecer um lutar dhltaeto en-
tre as duaa sacadas do gabinete. ""M"cw
Exactamente o mesmo Lindo e pode li-
songftr-so da ioveneo. ^
^l..7JaAt> m? Ii80e'0 d? acucio. A inven-
gaoniomiaha.E,por laso tenho mais costo
nesses enfeiles. Adrcira-se? Nao verdade?
De certo. Parecia-me mais natural que
dsse a preferencia ios productos originaes-da sua
casa
Tudo (em suas razoes nesle mundo Esses
moldes foram fetos sobro um desenho de Dupon-
chel, que na verdade, um artista primoroso.
Eu eslava em Pars quando elle os mandou fazer
eexecutou depois para a noiva de um dos Roths-
childs. porm impozeram-lhe a condico de aue
nao faria ouiro egual em Franga.
E' singular.
n^mSl?,mnD" d.9 .gen,e rica- Assim se fez,
porm Mr. Daumont trouxe-os para a Hespanha
e aqui.fez ha tres o u quatro annos um collar
brincos e mais partes de um enfeile comuleto se-
gundo os taes moldes. Foi eocommenda do du-
que de Roseta, que os deu de presente i celebre
teHa. ^ qUea' d8 Cett0' ha de l'" ~" ?.'"ma Jao,l, n camelias c da trra.
Filha de marmore. ou dama das Cornelias
ou como Ihe quizer chamar. Este presente deu
que fallar era Msdrid durante seis raezes ^ nunca
a Peralta vae sua frisa do theatro real que a
nao mirem todos a ver se Iraz aquellas preciosas
r-,7 Ne8,*.,erra d luxo.de vaidade o de emula-
gao continuou o ourives toda a eenle rnhi
gou ura enfeite egual. Primeiro as riv^e, de PI
,a n0" "nhor" mis ricas de Madrid
porm Daumont fizera ao duque de Roseta a pro-
messa ?ue os Rothschilds obtiveram de Dupon-
chel e fra pago segundo esse ajuste.
Cora a recusa cresceu o desejo, mas todas as
^n ativas foram inuleis. O duque de Rsela
morre de amores pela Peralta e nao qulz desfa-
zer o contrato, mesmo recebendo motade do pre-
Sm,oii.,er8,D ler con)'80: Eu ""Dea tinha visto
aquella obra, nem poda obler os moldes ; po-
rm, come entendo que a industria nacional deve
combater al ultima extreraidado e nao se dei-
xar vencer pelos estrangeros, resolv-me a em-
pregar todos os esforgos para obter os suspirados
modelos.
Nio havia de ser fcil sem a coadjuvaco
de alguem de casa de Daumont, meio que talvez
desagradasse sua delicadeza.
Vejo que me fsz justiga. Eu era incapaz de
consentir em uma fraude artstica, que conside-
rara como um roubo. Pude alcangar tudo mais
e do que julgava. Um banqueiro amigo
escreveu-lhe e obteve logo os
que se chama ir a fonte
de Rolhscbild
moldes.
Bravo I Isso
limpal
a ~ 11NaoLbaT outro meio honesto. Ora, quan-
do elles chegaram. veiu o Sr. D. Julio encom-
meDdar os presentes do noivado. Era a occasio
de mostrar que na mnha officioa se trabalha lio
bem ou melhor que em casa de Daumont. Mos-
tre a D. Julio os moldes. Gosiou. Disse-lbe o
prego que subido ; nio hesitou. Comecei a
obra e parece-me que nodeixei a industria hes-
panhola inferior franceza. Esse era todo o meu
erapeuho.
Eu nao conhego os enfetes da Peralta, mas
os da senhorila de Relia sao admiraveis disse
eu, como se os tivesse visto.
A sui approvagio -me lisongeira, porm
perdoo oque Ihe vou dizer; eu tenho vol me-
nos suspeilo e que mo encheu de jubilo.
O de algum artista estraogeiro ?
Sim. senhor. Tenho o testemunho do pro-
pno Daumont que tomou o meu trabalho pelo
seu i aoube-o por um rapaz que trabalhava em
casa delle e que est agora na minha.
Isso na verdade, curioso.
Vai ouvi-lo da propria bocea de quem esla-
va presente.
N'este ponto, tocou a campaioha e pouco de-
pois appareceu um criado, a quem elle deu or-
dem de ir ver se j chegra Affongo e de Ihe di-
zer que passasse ao gabinete do pitro. AITodco
nao se fez esperar e o ourives disse-lhe :
T" }* .*1"' a est0 senhor o que se passou
om casa de Daumont cosa o collar e mais orna-
tos que se fizeram
Relta.
aqu para a senhorita de
Uma manhaadisse o rapazchegou l uma
mulher desconhecida, trazendo o collar eos seus
accessonos. Perguntou pelo patro equiz saber
d elle se eram aquellas joias as que elle tinha
feto para a Peralta. O Sr. Daumont examinou-
" com muilo vagar e respondeu que sim. A mu-
lher sahio e elle acrescentou que era a melhor
obra que tinha feito e que nunca Ihe parecer
lao perfeita. Entretanto.proseguio o mancebo
a jinda d'esla mulher excilou curosidade e o
palro mandou-me que a seguisse. Assim o fiz
e vi que eotrou para o palacio de Relia e nao sa-
ii du/anta ,res no8 que passei a esperar por
ella. Entendemos d'ahi que a Peralta vender as
joias, mas nunca se fallou nisso ao duque para o
nao mortificar.
Est bom. Pode relirar-se disse o ourives
e, voltando-se para mim, acrescentou : J v
que nio pode haver testemunho mais lisongeiro
para mim.
Porm nao atino com a razo que obrigou
a senhorita de Relta a essa curosidade.
Talvez suspeitssse que fra obra de Dau-
mont. Talvez imagioasse que a Peralta teria ven-
dido aquellas preciosidades. Emfim, isso o
menos. Eu que sei que a Peralte nao vendeu
cousa alguma, que rica e que tem certos prin-
cipios de delicadeza que a impediriam de offen-
dero duque, posso aflirmar que a mulhor levou
all a minha obra a que Daumont a tomou por
sua. Se nao fosse negocio em que entram fami-
lias como a de Lovera e a de Relta, j o ti-
nha posto nos peridicos para ab'ater a vaidade a
esles orasteiros francezes, que cuidam levar a
primazia aos nossos artistas hespanhos,
Entio a Peralta tem principios de honra?
Onde demonio elles se foram melter, como dizem
os francezes ?
A Peralte uma rapariga bem educada e
de bom nascimento, que uma tia desnaturada dei-
tou a perder para satisfazer a sua ambicio de ri-
queza, mas multo boa rapariga. Ella vicha
d antes a nossa casa no tempo de meu pai. De-
pois que se langou a essa vida, nio Ihe fallei mais
sent uma feroz aatisfigio imaginando que os Apa-
ches tinham incendiado a bordado e morto An-
tonia.... e eis-me agora que tremo s ao pensar
em deix&r esta fraca menina exposta aos ataques
de D. Henrique. Seria porque eu quererla antes
ver Antonia mora que deshonrada ? Esle homem
que se guarde Elle quiz roubar-me o dinhei-
ro e eu perdoei-lhot... Se elle tocar oa minha
ultima illusio, morre infallivelmente... Illuses,
eu I... E porque ? Nio se v todos oa diis pequo-
nas flores, privadas do luz e de sol se espandi-
rem frescas e cheias de perfume sobre ruinas?
Nao ha granito por mais duro que seja, que nao
contenha um grao de Ierra creador, nem coragio
lio secco que nio contenha um germen de espe-
raoga I.... Sim, possivel.... mas nunca se viu
rebentar flores em urna monlanha dcgelol....
Ah! em meu coragio s reina confusaol......
D. Henrique, larabem retirado aua alcova,
pensava em Antonia: o delicioso semblante da
adorarel menina, apresentando-se na sombra em
uma aureola luminosa, exallava aua imagiosgo.
Panocha, deitado no chao sobre aeu capote, ca-
ma esta qae elle preferiu ao leilo que ornava seu
aposento de cavalleiro, cuidava noa seta tigres
morios por D. Henrique, e procurara um ensejo
de combiter com um adversario tio temivel,
mas que fosse sem elle se expr rouito.
Quanlo aos quatro creados Mexicanos encerra-
dos juntos em ama granja, eslavam elles de-
plorar i chegada do Baledor do Estrada, que os'
tioha embaragado de assassinar e roubar o sea
paireo.
Pensamentos de amor, de coblga e de cama-
gem eram, pois, os que oceupvam a imaginago
dos habitaotea e hospedes deste placido rancho,
qae visto de fra pareca su aaylo de trinquilli-
dade e de paz I
Deade o romper do dia uma anlmacio estre-
pitosa subatituiu o silencio da noite. Os creados
Mexicanos, Grandjean o Joaquim Dick sellaram
08 cavallos dlspunham pr-se camioho,
quando D. Henrique entrou no carral. Cnimou
por Mus oreados, e Graodjean pagou i cada um
dalles o qae so Ihe devte de sea Miarlo, decla-
rando-lhes depois qae nio precisara mais de
aeus servgos. Approximando-se depois do Bato-
dor de Estrada, que j eslava cavallo:
Senhor Joaquim, Ihe disit elle um pouco
porm sei qae alo te vender um presente do du-
que.
Pois, senhora, dou-lhe os meas parabens e
eocante-movr a sua energa em favor da repu-
tagao artstica do seu paiz.
Tilvcz eu o tenha enfastiado com esta his-
teria, mas o meu fraco. Cada om tem a aua
mama. A. minha a da ser o melhor ourives de
Uespaoha e de nio rae deixar vencer pelos ran-
cnioole*.
E Daumont realmente um artista de me-
ntor
E', sem duvida. Eu nio neg a verdade,
porm nos valemos lano como elle, ou nos nio
descendessemos dos rabes. Conhece o conde de
Cervollon ?
Quer dizer o duque de Fern Nunez?
Esse mesmo. Ej vio osjaezesque elle con-
serva de um le mouro morto pelo Sr. de Fern
Nunez ha 7 ou 8 seculos?
J vi eso preciosissimos.
Poi a nagao onde ae trabalhava assim ha
amos seculos nao se deve deixar vencer de nen-
huma outra.
Tem razio.
Mas, eruflm, deixemos oslas furoagas patri-
ticas. Em que posso eu aer-lhe ulil? Eu ped se-
gredo ao Sr. D. Julio al ao dia do noivado, por-
que desejo que essa minha obra cause surpreza
Vejo, porm, que elle lh'o coniou.
Com a condigio de o nio dizer a pessoa al-
guma.
Contava com isso. Os Loveras sao typos da
honradez. Eu, porm, que sei o-que sao senho-
ras, disse-lbe que, se se visse aperlado, o dis-
sesse francamente.
Pois ji se vio bem aperlado, mas nao o dis-
se seuao a mim. Olhe, encarregou-me do Ihe vir
dizer que talvez Ihe fosse necessario declarar a
verdade antes do casamento. Elle tinha vergonha
de Ihe vir pedir essa permisso. Puerilidades de
noivos 1
Que o diga quando quizer. A minha exigen-
cia tambem ora uma puerilidade de artista I Le-
vantei-me, dei a mi a este honrado homem e
san, promeltendo-lhe vir examinar mais detida-
menle as preciosidades que de passagem obser-
vei nos saloes do ourives.
O blheie que eu recebera do baro, adiava pa-
ra as 2 boras o almogo a que me convidara, sob
pretexto de uma visita que devia fazer ao meio
da, e de quo se esquecra quando me convi-
O ara. *
afB da,r um.Passeo para coordenar as minhas
ideas. Parecia-me saber que a intriga toda ver-
sava sobre a idenlidade das joias, porm d'ahi a
conhecer era que essa semelhanga poda indispr
a senhorita havia grande distancia. Suppr que
uma lal circunstancia offendesse a susceptibilida-
de da noiva fra injustga ao seu bom iuizo Ha-
via, pois ouiro enredo.
No fm de muito meditar, encontrei-me sem-
pre na mesma perplexidade, at que, passando
oante da casa do ministro de Inglaterra, li, por
acaso, as armas que eslo na porta a conhecida
legendaDieu el mon droit.
Mullo bem, disse comigo mesmo. Deus hade
ajudar-me a apurar a verdade e o.meu direilo de
vida e morle sobre os sevandijas da raga do ba-
ro ha de rae dar forgas para a empreza. Desde
noniem quo tenho adisnlsdo as operages do as-
sedio de uma maneira espantosa. Se ao almoco
uzer brecha praticavel, a praga ser minha.
Fortificado core estos pensamentos, esentindo-
me fortalecido pela justiga da boa causa, enlrei
na casa do barao com a coragem com que Rol-
dao, se me nio engaa a memoria, investiu com
a cova tnstefeia. Eram duas horas no relosio tti-
fronte da Porta do Sol.
amizade e sem ceremonia. Dou-lhe o meu almo-
go ordraarlo.
Agradec com ama inclinagio de cabeca, so
irinapr a porte que dar para a sala de Jamar,
a Z a mesa' ealra anja Prodigiosa qnanti-
aaae de flores, um enorme prata do Japao, intei-
ramente cheio de ostras. Eite aeeeipe raro e
carissimo em Madrid, porque os portes de msr
que as fornecem esto n grande distancia e ainda
sem cirmnho de ferro que os ligua i capital. Para
se eproveitarem algumas ostras, perdem-se raui-
tas, o que. na verdade, augmenta o preco das que
sechegara a comer.
A's ostras seguiu se lagosta. Depois croquetas.
Em seguida costeiletas. Logo perdizes cora tru-
fas. Iminedialamenle as celebres criadrilhas hes-
pannolas e para final uma salada de alfoc e pis-
senlil com gallioha e o competente mlho de
azeite e ovos. Adamasior, em dia de forne gigan-
tesca, lea recuado diante desta inexplicavel
profusio. mesmo sem olhar para os postres que
do aparador mais prximo nos estavam amel-
gando.
Dos vinhos nio fallemos. Desdo quo me hos-
pedei em casa do Sr. Deuringer, em Augsbur-
go, no aflamado hotel dos Dhrei Moren. (Os Tres
Pretos), ainda nao tinha /ornado a ver-me ro-
deado de to descomposta quantidade de vinhos
e Uo variado sortimenlo de garrafas. Alguns
destes lquidos preciosos eram tio paludos, ou-
tros lio rubicundos, me que chegou a lembrar se
uns, por zanga de pertencerem a tal dono, e ou-
tros por vergonha, teriam aquellas cores difle-
rentes.
Busquemos outra pessoa. o duque de Ro-
seta por exemplo ? E' um hornera de bem
O barao teve um sobresalto nervoso. Fiz aue
nao perceb e continuei: q
' Elle entendido em joias. Bons milhares
de daros tem dado a Daament. Tomara o Grl
oadtao ter dous freguezes assim I Ura
Gr.din.9 lhKe dUIOe eDaunteo
,~ A'1"** conhego mais. Agora mesmo ve-
nho de casa da Peralta, onde o doqoe me apr-
senlos Por tarde vir aqui que o acceilei o
convite de almogar eom elles.
O baro lingoa fra o charuto que eslava ape-
nas comegado, bebeu dous goles de agua, acceo-
deu outro Cabanhas e pz-se a passeiar no gabi-
nete com agitagao, que potera communicar-se a
pessoa menos disposta do que eu i'conservar o
maior sangue fro. De repente parou. Vi que
Ihe passra pela idea o desejo de fazer uma ex-
periencia. Aguardei o re.-ullado. Encostou-se
a mesa, que lbe fleava perto, e disse-me com
ar muito sizudo, talvez mesmo irado :
Neste negocio quem flea vencido deve-o
mbran-
XVIII
Madrid 7 de abril de 1861.
Nao exijas, pacieotissimo leilor, que eu te des-
creva a casa do bario de Nassot. Nao le nteres-
sana a relago circumstanciada doque conlm o
primeiro andar em que habita o banqueiro no
calle de la Montera e a mim pesar- me-bia de re-
cordar-rae do que por l vi.
Tambem ao filho de Anchisesdirs tu, se te
condemnaram na mocidade a aprender latim o se
cumpriste a sentenga al Eneida de Virgi'lo
tambem ao filho de Anchises aborrecerte contar
a historia do iocendio de Troia, mas sempre a foi
narrando sensibilsima Dido.
Tens razo, leilor, e eu tambera. Eneas era se-
nhor da sua vonlade e eu da minha.
Em virtude. pois, deste principio de lberdade
que airaveasou todas as edades desde o pae de
Ascanio al aos nossos lempos, ficars sem saber
a cor das cortinas, sem apreciar a seda das cadei-
ras e sem conhecer os bronzes, as porcellanas e
mais quinquilleras da eslupendissima casa do
barao de Nassot.
Nio te desconsoles. Tu podes imaginar tudo
mesmo sem ter ido ali almogar com elle, como
eu Uve a honra de fazer. Conheceste no Porto a
loja doadoleiro Raymundo, juntado ultimo de-
gru das escadas de S. Sebastio, que do largo da
Se Cathedral dio passagem para a ra Escura,
para os Pelames e para todo o estroito e tortuoso
bairro da Bainharia ?
J entraste na casa da Caetana, ao Passeio, em
Lisboa, por entre monlauhas de pralos da India,
ouleiros de terrinas e de pratos cobertos e colli-
nas de chicaras e assucareiros ? J ali acotovel-
laste quadros do morgado de Selubal, falsos An-
dreas del Sarlo, Lucas Giordane impossiveis e Ra-
phaes e Ticianos do meia tgella ?
Dobraste todos os cabos, examinaste as ensea-
das e atravessaste aquellos golphos de plaqutt e
leques chinezes at ir dar com o gallego, que na
ausencia da dona da casa, empunha o caduceu
commercial do eslabelecimento ? E ouviste-lhe
pedir por uma chavena 6ne libras, porum pra-
ta redondo xinco libras, e por um prego torta
quinxe lesles ?
Pois a casa do baro a loja do Raymundo reu-
nida da Caetana. O gallego elle proprio. Na-
auella coofuso de Babel, em que a peso de ouro
se reuoiram de m vontade as cousas mais dis-
paraladas e oppostis que pdem lembrar a quera
nunca soube por casa, era de ver como o proprie-
lario me referia o prego de cada preciosidade I
lsto custra cem libras. Aquillo duzentas. Este
quadro mil duros. Est'outro mil e quinhentos. E
que quadros I Santo Deus 1
Depois de me obrigar a passar revista a esta in-
qualificavel exposigo, entramos para um gabine-
te menos abarrotado de trastes e de tolices de
porcellaoa, onde um criado nos veiu annunciar
que o almogo eslava servido.
~ Vae ver, disse o baro, indicando-me a por-
ta por onde eu deva passarcomo eu o trate com
embaragado, me parece que antes de parlirdes.
deveis ajustar uma pequea conta que teodes
comigo.
Que conla ? Ah I as vinte piastras que ficas-
tesde dar-me quando chegassemos Guaymas ?..
Nio havia pressa. nos nos encontraremos outra
vez, e ento me pagareis.
Julgaes com effeilo que nos tornaremos a
ver ? perguntou D. Henrique encarando filamen-
te o Batedor de Estrada.
Ainda mais do que crer, tenho certeza.
D'oode vos vem esta conviego ?
De que vos e eu andamos na mesma vereda,
isto na vereda das aventuras. Nio importa I
Mais val um toma do que dous te darei I veoha
sempre o dinheiro.
Joaquim estn deu a mo D. Henrique e re-
cebeu as vinte piastras O Batedor de Estrada
alirou ao ar as moedas de prata, e depois de as
examinar attentamenle ama uma, metteu-as
no largo bolso do calgao.
Havia uma tal vulgaridade na accio de Joaquim
Dick, seu contentamente lio fundamentalmente
verdadeiro e banal, que D. Henrique nio pode
deixar de ficar sorprendido.
Enganar-me-ia eu ? pensou elle ; este ho-
mem devena ao contacta em que tem vivido com
os viajantes, as maneiras e alioguagem que tan-
to me tem admirado nelle ? Seja como forr elle
audacioso, inlelligente e capaz... Espero, Sr.
Joaquim Dick, replicou o Joven, que se o destino
nos reunir de novo, nosso encontr vos seja mais
productivo que o primeiro.... Mesnada tenho
que me queixar deste primeiro encontr, senhor...
Primeiramente ganhel vinte piastrss ; depois li-
ve occasilo de conhecer a invengio e o emprego
das bailas guarnecidas de uma ponate ago. Se-
nhor. at a primeira vista I -*"
O Batedor do Estrada Iargou as redis iGavi-
lan, o qual saltou fra da estribara. .
Estre golpe langado i maneira dos Pariras, e
que feria dentro d'alma, fez estremecer D. Hen-
rique ; mas vendlo Canadeose qoe puchara o
cavallo pela bride, venceu a emogao e interoel-
lou o gigante.
Ol, Grarjdjean I gritn elle, assim quo se
fsz ama despedida quando se tem passado Tuntas
tantos dias de perigo ? Que | nem uma
larra I
P-
Esta ostentago de mo gosto, mesmo na pro-
vincia, era uma consequencia do carcter vaido-
so do meu charo baro. Nao com, nem beb da
maior parle dessas cousjs, mas
a cada garrafa com que os criados me vinham
acotovellir dava largas mioha admiragio e ali-
rava ao meu generoso hospede bombas de lison-
ja, que Ihe estouravam junto do coragao. com
manifest jubilo daquella alma de cntaro, como
s diz na minha terrra, ou de espuma de sabio
como melhor se deveria dizer aqui.
Durante o almogo, conversamos deassumplos
diuerentes, al que, j perto da noite, passamos
para o gabinete do joven banqueiro, em coja li-
railada estante de livros brilhavam com encader-
nagoes doursdas as obras de Pigaulh le Brun, os
romances de Paulo do Kock Mademoiselle de
Maupin de Theophilo Gaulier Les Liaisons
l)angereuses>, Paublas e outros livros de sa
doutnoa e de regalo pasto espiritual para caixei-
ros philosophos e para philosophos teodeiros.
Luspi em uma escarradeira de metal o nojo
que me causou esta estpida collecgo de sumida-
des moraes e de abusos luteranos e accendi um
charuto de Cabanhas viodo directamente da Ha-
vana paraogovoroo de um dos ministerios para
o poder do nosso gentil bariosito.
Aqui forgoso explicar que da Ilavana vem
por conta do Estado grande quantidade de cha-
rulos, que se repartem pelas pessoas da corte e
ministros, os quaes presenteiam com elles os
seus amigos. E' bom registrar este santo costu-
me, porque na mana de reformagao em que an-
da o mundo possivel que tambem d cabo des-
ta innocente ajuda de custo, como j tem abolido
tantas outrascomedorias egualmenle inoffensivas.
O que bom dura pouco.
Estavamos sos, mas eu deliberara nao princi-
piar a conversagio acerca da senhorita de Relta.
Ambos sabamos que era indispensavel chegar a
esse ponto, porm nenhum ousava dar o primei-
ro passo. Finalmente, o bario, mais mogo mais
fogoso, com menos sangue fro e pessaalmente in-
teressado no negocio, resolveu-se a comegar.
Eolio hootem ainda ficou muito tempo no
palacio de Relta? Eu tinha que me levantar
cedo, por isso nao eative al mais tarde.
Eu sahi perto das tros horas. Linda noita
esteva I
Ainda se dangou muito?
~ !*ao- rest0 da noite foi-se em paliatorio.
Eu deixei a sociedade em grupos como a encon-
trar) e os noivos a noivarem com presistencia.
-- Do certo menor que a sua em Ihes chamar
noivos. Creta que nao casam.
Pois eu persisto em crer que sim. Estou
cada vez mais firme na minha opinio. A his-
toria das joias falsa.
Quem ha de provir?
Eu, se fr necessario.
Mas nio Um viajante que passa aqui,
e que nao tem interesse no que acontece em
Madrid, como ha de julgar necessario recitar-
se no negocio delicado de um casamento e fa-
ze-lo ou desfsze-lo para o proveilo deste ou
daquelle ?
Eu j Ihe disse que sympathiso com a se-
nhorila de Relta e que me apraz contribuir para a
suafelicidade. O negocio depende delta. Sea
noiva gosta do bario, pode contar-me no nume-
ro dos seus auxiliares.
Nao me atrevo a dizer-lhe que ella gosta
de mim. Nao quero que me chame fatuo. Mas
sabe quem a dissuadio de casar com D. Julio?
Sei perfeitamenle.
Ento quem foi ?
Foi o baro, contando-lhe uma historia
falsa.
Falsa ou verdadeira. esse o outro ponto,
que discutiremos logo, se fr preciso Entretanto,
para separar assim os dous noivos, necessario
exercer um certo poder no animo da senhorita.
Por esse poder que eu Ihe pego que respeite e
que nao busque contrariar as resoluces de Mar-
garida.
O baro enganou-se. A deliberaglo da se-
nhorita proveio da historia das joias e nao da
influencia de quem lh'a contou. E senio veja-
mos quanto tempo dura o seu imperio, desde que
eu provar a falsidade do cont.
A falsidade......
."",Ouga, baroinlerrompi eu.Este nego-
cio grave e eu nio posso prometter-lhe cousa
a.guma, sem saber a verdade da sua bocea.
Nao afrirma que Margarida o prefira a D. Julio?
Nao. Nio quero effirmar.
Bem. Nao me convence de que verda-
deira a historia dos diamantes.?
Ainda me nio provou que fosse falsa;
E para que? O baro bem o sabe. Eu tam-
bem. E' quanto basta.
Nao acho. Entre um que diz quo sim e
outro que dizque nao indispensavel o testemu-
nho de terceiro.
Bem. Vejo que nao combinamos e que
quer obrigar-me a fallar.
. 7" ?ois T- Serve-lhe para desempatar D.
Julio?
Nao, que ioteresssdo
que o seu, e.
proce-
todavia.
lembranga que leve de se melter nelle, estan-
do aqui de passagem. Sabe quaes sao as conse-
quencias?
Seirespoodi-lh'e, sorriodo e olhando para
um tropheu de armas que eatava na parede do
gabinete defronte da escrivaninha do baro.Se
estas complicages nio tivessem de acabar as-
sim, nao valla a pena andar a tractar deas des-
fazer. Quando entender que a medida est cheia,
cont commigo.
Eu nio o quero para adversario no eampo,
nem as salas. Quero-o para alliado relrucou
i cada nrsl. "[f*.vfndo 1ue no me tmidava com a
1 "ffiS** possibilidade de ura duello.E' singular a minha
posigio. Por bem fazer, mal haver.
No entendo.
Eu vou explicar-lhe ludo. Quero ser fran-
co. No ha remedio. Ver que o meu
der tem a mesma causa
nio se pareeem.
Pode ser.
E Sei que estima D. Julio, mas oeste
negocio indispensavel fallar claro, D. Julio
avareoto. Esta qualidade uma fonte eoexgota-
vel de desgosto para uma senhora casada. Eu
sou amigo verdadeiro da senhorita de Relta e
devo multas attenges e obsequios a sua me.
Por isso ontendi que devia obstar desventura
daquella pobre menina. Se no fosse o desejo
de salvar Margarida das garras de um avarento
nunca Ihe tena revelado que os diamantes eram
os da Peralta.
Como assim ?Ihe respond eu, como se
ignorasse ludo.Pois os diamantes no foram
comprados porD. Julio expressamente para o noi-
vado ?
No, senhor. D. Julio foi amante da Peral-
ta antes do duque de Roseta e deu-lhe eases dia-
mantes. Depois malquistaram-se. Soube-o Ma-
drid inteiro. Ella, que briosa, restituio todos
os presentas, e D.Julio, poravareza e conlra o
o costume e brio hespanhos, no s os recebeu,
como que os aproveitou para o casamento l Po-
de imaginar a impresso que esta falla de delica-
deza produziria no animo nobre da senhorita de
Relta.
Fui-rae necesaria toda a paciencia que me im-
pozera para ouvir taes calumnias ; porm, de-
pendendo o bem desenlace do drama da minha
prudencia e habilidade com osta pequea vbo-
ra, fingi-me espantadsimo e cooiinuei a eon-
versagao, dizendo :
De sorte que essas joias foram preparadas
por Daumont por ordem de D. Julio e dadas por
elle Peralta ? *
Exactamente. A senhorita mandou verifi-
car e Daumont, vendo o collar e os outros enfei-
les, reconheceu-os logo.
Provavelmeote, Daumonl disse por ordem
de quera os fizera ?
Isso no. E eu Ihe digo porque. O duque
de Roseta tem estado sempre fra de Hespanha.
Ha pouco tempo que vive em Madrid. Quando
comegou a ter relages com a Peralta, esta man-
dou por as joias em casa de Daumont para que
as vendesse ao duque. Esta comprou-as e fez
presenta d'ellas a Peralta, que embolsou o pre-
go da compra dando grossa commissio ao ouri-
ves. Depois que ella se malquistou com D.
Julio e que Ihe restituiu as joias em um excesso
de colera. Ao duque nio sei que desculpa den
para explicar o desaparecimento daquellas pre-
ciosidades, e o ourives diz a todos que as fizera
por ordem do duque, porque foi pago para isso
pela Peralta.
Tudo isso me parece muito siogular 1 E
como pode o bario saber todo esse enredo I
A Peralta, no Dm de tudo, ri-se de D. Ju-
lio e do duque, e no diCQcil, sendo generoso,
saber delta o qae se quizer.
Muito bem. Mas em que hora de g enero-
sidade pouco habitual eatava D. Julio,
fazia a uma filha de marmore
ricos ?
"~ [Tio ricos? Ha quem diga que os diaman-
tes nao sao verdadelros. O Daumont trouxe do
Franga pedras falsas, que enganam um santo.
Aqu para nos, a opinio geral em Madrid que
u. Julio as pagou como falsas e o duque como
verdadeiras.
quando
presentes to
no negocio.
O Canadense parou.
Que queris que vos diga ? Pagasle-me :
nada me .deveis I... Ah I por Deus I fazeii-me
pensar !... Tenho pedir-vos que nao continuis
a matar-me, uma vez que no eatou mais vosso
servigo.
De boa vonlade, senhor, replicou D. Henri-
que nndo-se. E se eu ainda precisar de vos, po-
dere contar com vossa coadjuvagio ?
- Se nio estiver contratado com alguem. sim
senhor.
Onde vos achsrei r
Em Guayraas, sem duvida 1
Pois bem ; provavel que breve tenhaes de
receber noticias minhas.
Nio tendea mais nada diser-me ?
Nao, senhor.
Bom dia.
O Canadenso escanchou-ae na montara, deu
ura estalo na liogua, porque nanea se servia das
esporas, e partiu sobre as pegadas do Batedor de
estrada.
Agora, murmurou o joven, nos dous, An-
Vossa senhoria pretende nio sabir seoao
depois da asta ? disse uma voz porlraz de D.
Henrique.
Este Tolta-se repentinamente para traz e echa-
se face i tace com o Sr. D. Andr Morisco y Ma-
hnche y Nabos, '
Panocha I exclamou elle, eu j roa fazia
em Guaymas.
Panocha tomou uma attitude de suprema dig-
nidade.
Senhor eslrsngero, disse elle. Panocha
um alcunha inventado por algum criado ebrio, e
por tanto sem cabimento na bocea de um caval-
leiro dirigndo-se ura outro cavalleiro I
O Mexicano declamou eoto com todo o en-
thuiiasmo a elegante lista do seus nemes.
Muito bem, por mais que sejam eu os aceito
todos, ioterrompeu D. Henrique, mas vos nao res-
pondestes mioha pargunta.... Nao deveis ir
hoje a Guaymaa t
Nio,senhor, de forma alguma.... Entre-
tanto declaraste hootem que linheis tencio
de....
O que e deve suppor i qae mudoi do pea-
Entao uso sabe-se em Madrid geralmente ?
~~ Como quer que se ignore um segredo da
Peralta ? Essas meninas o todos os seus segre-
dos sao propriedade publica. Eu neg sempre,
quando me fallam d'isso, mas nao posso tapara
boca ao mundo.
Estou espantado I D. Julio parece-me to
bom rapaz-e to nobremeote educado, qne me
cusa a crer tanta baixeza.
Tambem eu no quera acreditar ; porm,
a vista de testemunbos to evidentes, tive que
reoder-me e assenlei que devia dizer tudo se-
nhorita.
Mas vamos l, baro. Essas mulheres nem
sempre fallam verdade. Se as joias fossem sim-
plesmente iguaes s da Peralta, sem serem as
mesmas?
Impossivel, absolutamente impossivel.
Impossivel porque ?
Porque Daumont foi pago generosamente
para no fazer outras semelhaotes e obrigou-sa
por contracto.
Isso verdade. J o sabia.
E se a Peralta apparecer com as joias?'
No tenho medo. N'esse caso dou-me por
vencido. O nico meio serla que o duque Ihe des-
se outras, e j nio pode, porque esli bastante
empenhado. Esta Peralta cusa caro.
[Continuar-se-ha).
smenlo, porque eis-me aqui, disse Panocha por
sua vez. r
Mas no se muda assim de pensamento noc
cousa nenhuma. Sr. Andr?
.. ~" K quem vos disse que eu nio tive mo-
tivo ?
_ Muito bem vede l, eu tinha minhas du-
ndas.
Vos ?
Sim, eu 1 e para vos provar qae eu nao
quero sorprender este segredo que tanto procuraes
occultar, eu vou dizer-vos o motivo que vos rer
tem aqui, por mais desagradavel que isso ts
possa ser.
Vos me ides dizer isso ? perguntou Paoocha
com um tom que rebata a impertinencia.
Immediatsmente, se m'o ordenaos, Sr. An-
dr I respondeu D. Henrique, caja delicadeza
augmentara proporgo da arrogancia do Mexi-
cano.
Sabis que me diverts muito ?
Vos me encheis aa medidaa I
Muilo bem 1 disse, eu vos escuto.
Daes licenca que vos faga primeiro urna
perguote?
Ah ah vos recuses I Que pergunta
essa ?
Se eu llresse vontade de pr-me castalio
immediatamenle, ficarieisno rancho ou me acom-
panhartais ?
Por vida minha I fallar-voS fraaico, pea-
so que vos.acompanharia.
lato moslra claramente que estaea aqui oor
le eu eslou ? r
E se assim fosse ?
E' que o nico motivo que faz retardar vos-
sa viagem com um ciume'tlo.
Eu, ciumeoto ?
Como ua tigre. Sr. D. Aidr I
Ciumento de quem ?
T Y*1?";01' D*us- D- Antonia I
A cor de Panocha era ordinariamente amarel-
lada, a resposta de D. Henrique o fez edr de
cirmim.
( Continuar-te-hm.)
que
FU1V- TTP. DK M, I, DI FAMA, -1841,


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