Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09289


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Full Text

T
ii

------- I--------*:, *..-.11_i-...:_y-.

AIIO XIIT1I IDIEIO 112
Por tres nezes adiaaUdos 5 JOoO
Ptr tres aezes reneidos 6(000
*.'** -i
M
BMCARRBGADOS DI SBSCRIPCAO DO NORTF.
Parahiba,
Natal, o Sr.
Sr. Antonio Aleandrino do Lima;
Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, oSr. A, le Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
da Oliveira ;|Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
f AH IDAS UOS CUKttfclua.
Olinda todos os dias as 9 1/4 horas do da.
Ignarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caraar, AUinho e
GaranhuDS oas ternas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
ftWITA FEHU 18 DE MAIO DE lili
Pr asi* Htad 19)000
Parte fraaco para o sabscriptar.
H1MIII
EPHEMERIDES DO HEZ DE MAIO,
1 Oearto minguante as 5 horas 12 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas e 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
quejra, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-7iats,|2i La eheia as 3 horas e 46 minutos da man.
r^r7JHXiia8.,""a,r"'n F Qtoming.M 8 horas e 6 minutos da man.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros.l PREAMAR DE HOJE
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas eiras. IPrimeiro as 10 horas a 6 minutos da manhia.
(Todos os crrelos partem as 10 horas da manha)ISegundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Nossa Senhora dos Marlyres.
14 Terca. S. Gil; Ss. Bonifacio eEnedino mm.
15 Quarta. S. Izidro lavrador ; S. Torquato m.
16 Quinta. S. Joo Nepomuceno m.; S. Ubaldo.
V Sexta. S. Paschoal Beylo .;S. Possidonio.
18 Ssbbado. S. Venando m.; S. Erico rei m.
19 Domingo. Paschoa do Espirito Santo.
PARTE 0FFICIAL.
IAUuifcrtUAa UUS IRIBUNaE i>A UAfiAL.
Tribunal do commercio: segundas quintas.
Relscao: tercas, quintas a sabbados as 10 horas.
Fazenda; tercas, qointss e sabbados as 10 horas!
Juizo do commercio : quartaa ao meio dia:
bito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do ctoI : tercas e sextssao meio
Segunda Tara do eiral:
hora da tarde:
quartas a sabbados a 1
Governo da provincia.
Expediente do dia 13 de mato de 1861.
Oflicio ao coronel commsndante das armas.
Transmiti V. S. os Inclusos autos de processo
yerbal doconselho de guerra dos soldados Victo-
rino Jos Rodrigues,Jorge Pinto de Oliveira, I.uiz
Antonio Xavier Machado, Bellarmino Joo dos
Santos e Jos Alhaoasio, afim de quesejam cum-
pridas as senlengas proferidas pelo conselho su-' agosto de 1856.
premo militar de justiga em ditos procesaos.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. postar junto ao caes 22 de novem-
bro amanha as oilo horas do dia, urna lancha
equipada, aum de transportar para bordo do va-
por Cruzeiro do Sul, os caixdes com artigos de
fardameoto que tem o director do araenal de
guerra de remetler para a provincia do Ma-
ranhao.
Dito ao commaodaote superior de Olinda.De
conformidade com o que soicitou o director da
dos a eleigo primaria do Io dislricto eleitoral
deata provincia, assim o communico Vrac. para
que dissolvendo nos termos doa 1 e 2 do att.
n. 2 de 5 de Janeiro de 1848 s junta de qualiflca-
gao que se acha actualmente funecionando com
os eleitores da legislatura passada, cujos poderes
caducaram, convoque immediatameote outra dos
no vos eleitores, maulando desde ji atfixar os
editaos e proceder as demaia diligencias ordena-
das na lei, aflm de que a reuoio da referida jun-
ta tenha lugar logo depois de decorrido o prazo
de que trata o art. 4 da lei regulamentar de 19 de
Igual ao juiz de paz de S. Amaro de Jaboaiao.
Dito ao juiz de paz presidente da junta revisora
da freguezia da Boa-Vista da cidade do Recife.
Tendo j sido approrado pela cmara dos depi-
lados a eleigo primaria do Io districto eleitoral
desta provincia, segundo consta do aviso expedido
pelo ministerio do imperio em 26 de abril pr-
ximo lindo, recommendo Vmc., que para a jun-
ta que tem de runecionar nessa freguezia durante
os cioco dias nos termos do art. 22 da lei de 19
de agosto de 1846 convoque os nvos eleitores,
faculdade de direito desta cidade, sirva-se V. S. v'9l que nao pdem mais funecionar os dalegis-
de expedir as suas ordena, aflm deque seja dis- 'atura passada, cujos poderes caducaram ; deven-
pensado dos trabalbos do conselho de qualiflea- do Vmc. proceder a essa comeocago de accordo
cao da freguezia da S o continuo d'aqueila facul- com a lei e mais disposigdes em vigor,
dade capillo Joo Baptista da Silva Maoguinho, Portara. O presidente da provincia, atten-
cujos ser ricos sao all necessarios.Communicou- dendo ao que lhe requereram Amorim & Irmos
se ao referido director.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
consignatarios do briguo nacional Veloz, resolve
conceder permisso a Lauriano Jacinlho de Car-
Em vista da conla e documentos juntos, mande T'ho para malricular-se independente de apre-
V. S. pagar ao gerente da compaohia Pernambu-! sentago de carta de piloto, como capillo do re-
cana, que assim requisitou em offlcio de 11 do
correte, a quantia de 1270200 rs., em que ira-
portam diversas passagens mandadas dar por con-
ta do ministerio da guerra nos vapores da mesma
compaohia.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar ao enge-
nheiro W. Martineau a quantia que veuceu pelo
ministerios do imperio e marinha no trimestre-
ferido bngue, na viagem a que est destinado para
o Rio da Prata, devendo o mesmo capilo assig-
nar termo na capitana do porto, no qual se obri-
gue a exhibir a predila carta para outra qual-
quer viagem.
Dta.-Oa Srs. agentes da compaohia brasileira
de paquetes a vapor expecam as suas ordens para
que no vapor, que se espera do norte, sejam
lindo em 9 do correte, visto terelle satisfeilo as transportados aosseus destinos, por conta domi-
xondiQes do seu contrato durante aquella lempo, nisterio da guerra, os ofliciaes e pragas mencio-
Communicou-se a esle eogenheiro. aadas na relegan junta.
Ditoao mesmo.Certo do conteudo de sua in-
ormago de 11 do correte, sobo. 368, tenho a
dizer que mande adiantar ao alfares do corpo de
guarnidlo desta provincia, Francisco do Reg
Barros, tres mezes de sold, para Iheserera des-
contados pela 3a parte, visto haveraido promovi-
do a este posto por decreto de 2 de dezembro do
anno prximo passado.Communicou se ao com-
mandante das armas.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.
para seu conhecimento o aviso do ministerio da
agricultura, commercio e obras publicas de 27 de
abril ultimo, declarando que flea approvado o
contrato feito com Horace Green & C, de Lon-
dres, representado por seu legitimo procurador
Thomaz Diwon Lowdon, para a construccao da
ponte sobre o rio Capibaribe entre o theatro de
Santa Isabel e a ra da Aurora, desta provincia,
pe o prego de 250:000. e bem assim que naquella
dala se expede aviso ao da fazenda para pagar ao
mencionado GreeD, ou a seu procuraflorna corte
a quantia de 62:500.
Dito ao mesmo.Declaro i V. S. para seu co-
nhecimento, que o coronel commandante das ar-
mas acaba de participar-me baver o paisano Ma-
noel Florencio no dia 11 do correte ae retirado
do hospital militar, onde lora admiliido como
servente era subslituigo do soldado do 10 bata-
lhao de infantaria Francisco Xavier, conforme j
dei sciencia V. S. em meu officio daquella
data.
Dito ao mesmo.De conformidade com o aviso
da reparticao da fazenda de 25 de abril ultimo,
remello i V. S., aflm dequa faca chegar s mos
do guarda da alfandega Joaquim Jos Ferreirada
Penha o respectivo diploma e urna medalha de
prala concedida porS. M. o Imperador dos Fran-
cezesao mesmo guarda, por servicosque prestou
na occasiao do salvamento do navio frsocez Al-
frtd Si Clair, encalhado nos arrecifes da ilha de
Ilamarac en 2 de margo do anno passado.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Certo do conieudo de sua informacao de 11 do
crrante, sob In. 169, devolvo V. S. o requeri-
mento e maii papis em que Joaquina de Santa
Anna pede p gamenlo do que se ficou a dever
seu fallecido filho Victorino Jos da Assumpgo,
na qualidade de professor interino da cadeira de
primeiras lett -as do collegio dos orphos.-a contar
de 20 de sele nbro do anno passado al 4 de Ja-
neiro ultimo, aflm de que mande effectuar esse
pagamento, na importancia de 11666*, segundo
declara a resi ectiva secgao.
Dito ao mejmo.Resiituindo V. S. os docu-
mentos que acompanharam a sua info'rmacao de
11 do crreme, sob n. 166, o autoriso a mandar
pagar a Ramos de Limia quantia de 18S80O, em
que imprtala duas espadas de ferro e dous talins
vendidos ao fconselho administrativo do arsenal
de guerra paia o corpo de polica, visto nao ha-
ver inconveniente nesse pagamento, segundo
consta da citada informacao.
Dito ao jui* municipal da primeira vara.Re-
mello por copia a Vmc. a inclusa relaco, que me
oi transmitlida pelo chefe de polica em ofcio n.
391 de 11 do corrente, dos sentenciados, que de-
vem seguir na primeira opporlunidade para o pre-
sidio de Fernando, aflm de que, expedidas as
respectivas guias, me sejam enviadas para terem
o conveniente deslino.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao juiz municipal de Villa Bella. Cons-
tando de officio do juiz municipal supplente do
termo de Flores de 8 do mez passado, que por edi-
ta! de 23 de margo fol posto a concurso o offlcio
de tebellio do judicial e notas, escrivio de or-
phos, civel e crime, capailas e residuos, o qual
est sendo interinamente exercido por Joaquim
Jos do Nascimento Waaderley, em declarar-se
quando, e como se deu essa vaga, e por quem
nomeado o interino, convm que Vmc. informe
circunstanciadamente o que a respeito houver oc-
corrido.
Dilo cmara municipal desta cidade.Cons-
tando de aviso expedido pelo ministerio do impe-
rio em 26 de abril prximo lindo, que a cmara
dos depulados approvou a eleigo primaria do Io
districto eleitoral desta provincia, reuniodo a vo-
tago da parochia de S. Jos, que fol tomada em
separado, assim o communico cmara munici-
pal da cidade do Recife para sen conhecimento e
execugao na parte que Iba toca.
Dito ao director das obraa publicas. Concedo
a autorisago, que Vmc. pedio em seu officio de
11 do corrente. sob n. 119, para mandar lavrar o
termo de recebimento definitivo da obra do 15
lango da estrada do sul, atientas as razes ex-
pendidas no citado offlcio, e neta data expego
nrdem thesouraria provincial para que, vista
do competente certificado, pague ao axremataote
daquella obra a importancia da ultima prestigio
a que tem direito.Expedio-se a ordem de que se
Dito ao mesmo. Para poder satisfazer a re-
qoisicao do chefe de polica, couda em officio
de 11 do correnta, sob. 0. 390,az-e aecessari*
que Vmc. me remella om orgamento das despe-
zaa com os reparos de que precisa a cozinba da
casa de detengan, a com a substituido do respec-
tivo boeiro.
Dito ao juiz de paz xercicio dol districto
da freguezia de Santo Antonio desta cidade.
Constando de aviso expedido pelo minutario dos
negocios do imperio em 26 de abril prximo fin-
do, que (dra approvada pela cmara dos deputa-
Relaco a que se refere o officio supra.
Para a corte.
1" tenante do 4 batalho de artilharia Francisco
Villela de Castro Tarares.
2o cadete 1" sargento Joo Nunes de Araujo
Sodr.
Alteres Silverio da Costa Borges.
Para as Alagoas.
Cabo de esquadra Joaquim da Silva Pegado.
Mandou-se tambera dar passagem para a Parahi-
ba ao desertor Fabio Francisco de Oliveira.
Communicou-se ao coronel commandante das
armas.
Dita.Os Srs. agentes da compaohia brasileira
de paquetea a vapor, mandem dar passagem de
proa para a corte, no vapor que se espera do
norte em luijar destinado para passageiros de es-
tado a Maria Thereza de Jess, que consta ser
desvalida.
Expediente do secretario do governo.
Officio a thesouraria de fazenda. S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda transmittir
V. S. os dous inclusos exemplares da ordem do
dia do ministro da guerra, sob o. 255.
Remetteram-se tambem dous exemplares da
ordem do dia n. 254.
Dito a thesouraria provincial.Declaro a V. S.
de ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
que o director da reparticao das obras publicas
parlicipou em officio de 11 do corrente, que na
mesma data foi dispensado do servigo d'aqueila
reparllgo o engenheiro engajado LeonpardMelt-
ter Rampa.
DBSPACHOS 00 NA 11 DI AIO DI 1861.
Rtquerimmtot.
Bernardino Pereira de Brito. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Francisco do Reg Barros.Dirija-se a thesou-
raria de fazenda.
Jefferson Mirabeau das Mercs Gordo.Infor-
me o Sr. Dr. chefe de polica.
Joaquim Theotonio Soares de Avellar.Passe
portara concedendo mais 30 dias de licenga sem
vencimentos.
Joo Carlos Augusto Cavalcauti Vellez.Volte
80 D" 'uil municiPl do termo de Iguarass
psra declarar porque lei foram creados os luga-
res a que allude. .
Joo Machado Dias.Pague os direitos da fo-
Iha corrida.
Quirino Joaquim Madeira.Como requer.
Ramos & Lima.Dirijam-se a thesouraria pro-
vincial.
pulmonares, incuravel, incapaz do servigo ac-
tivo. Esta praga est no hospital.
10 batalho de infantaria.
Alfares Joo Jacome Nogueira de Bauman, esper-
matorrha. curavel em 30 dias.
Cabo de esquadra Francisco Julio de Azeredo,
rheumatismo chrooico peridico, curavel. Nao
pode actualmente ser engajado.
Soldado Antonio Cesar Marinho Falco, molestia
nenhuma. Prompto para todo o servieo do
exercito.
Soldado Joo Gongalves de Jess, hernia ingui-
i nal do lado esquerdo, iocuravel, incapaz do
servigo activo. Esta praga est no hospital.
Soldado Manoel Francisco de Souzs, asthrca, io-
curavel, incapaz do servigo activo. Esta praca
est no hospital.
Soldado Damio Pereira da Costa, aneurisma pas-
siva do corago (corrissant) incuravel, incapaz
do servigo activo. Esta praga est no hospital.
Soldado Silvestre do Monte Vieira, asthma, incu-
ravel, incapaz do servigo activo do exercilo.
Esta praga est no hospital.
Os Srs. commandantes dos corpos e compa-
nhias soladas enviaro secretaria militar as cer-
tidOes de assentaraentos das pragas que forera
iulgadas iocapazes do servigo activo, assim como
farao recolher ao hospital aquellas que a junta
julgou em seu parecer.
Outro 8im, que hontem se apresentou vindo da
corte o Sr. alteres do 10' batalho de infantaria
Luiz Antonio de Meoezes Santos, o qual ficou
recolhido ao seu respectivo batalho. Finalmen-
te, que oquartel do commando das armas acaba
de ser transferido para a ra do Imperador.
Assignado. Jos Antonio da Ponseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
. 8 demaio de 1861.
O senado coocluio honlem a eleigo de suas
commissoes permaoenles.
Sr. Sonza Franco coovidou o ministerio
C0NH1ND0 DAS ARMAS.
ljuartel do commando das armas
de Pernambuco, na cidade do
Recife, em 14 de malo de 1861
ORDEM DO DIA N. 98.
O coronel commandante das armas faz publico
para conhecimento da guarnigo, o resultado da
mspecgo de saude, que no dia 6 do corrente
procedeu-se nos Srs. officiaes e pragas de pret dos
corpos abaixo mencionados.
4o batalho de artilharia a p.
Soldado Joo Jos de Nepomuceno, asthma, incu-
ravel, incapaz do servigo activo. Esta praga es-
la no hospital.
Soldado Jos Francisco do Carmo, hernia ingui-
nal do lado esquerdo, incuravel, incapaz do
servigo activo. Esta praga est no hospital.
Companhia de artfices.
Soldado Hanoel Pereira Bezerra Sarcocelle, bi-
droeelle, incuravel, incapaz do servigo activo
Nao qosr sujeitar-se a ser operado.
Companhia fixa de cavallaria.
Soldado Augusto Saraplo Paes Brrelo, tubr-
culos pulmonares, incuravel, ineapaz do sor-
vigo activo. Est praga est doente no qusrtel.
Soldado Manoel Francisco de Paula, bronchite
curavel. Deve recolher-se ao hospital. '
2o batalho de infantaria.
Soldado Vieente Ferreira dos Santos, epilepsis
incuravel, incapaz do servigo activo. Esla pra-
ga esl no hospital.
Soldado Veriato Dias Carneiro, tubrculos pul-
monares, incuravel, incapaz do servigo activo.
Esta praga est no hospital.
Soldado Jos Francisco Xavier, hipelrophia do
bago, iocuravel, incapaz do aervigo activo. Es-
ta praga est no hospital.
2 Cadete Francisco Rodrigues da Rocha Bastos,
tubrculos pulmonares, incuravel, incapaz do
c ?r''o tiro. Esta praca est no hospital.
Soldado Manoel Pereira dos Santos, anemia em
estado muito adiantado, incuravel, incapaz do
artico activo. Esta praga est no hospital.
9 batalho de infantaria.
Cabo de esquadra Jos Agostinho, molestia ne-
nhuma. Prompto para todo o servigo do exer-
cito.
Cabo de esquadra Benedicto Antonio da Souxa
svphilfa, curavel, deve recolher-se ao hospital!
Nao pode engajar-se, sem que se trate.
Soldado Vicente Ferreira Borges, alearas syphi-
lilieas, cnravel, deve recolher-sa ao hosptaL
8dadd Irineo Francisco d'Aooonciagio, tubr-
culos pulmonares, incuravel, ineapas do servi-
go activo. Esta praga asta no hospital.
Addidos do 8* batalho da infantaria.
Cabo da esquadra Pedro Celestino Poreira, pleu-
rodynia, ouravel. Eat no csso de fszer visgam.
Saldado AntoBjr/ Gervasio da Racha, tubrculos
patentear os motivos da sua organisago e que
deram lugar a retirada do gabinete passado. Pa-
rece que boje ter lugar esta discusso.
Passou depois em 1.a e 2.* discusso urna re-
solugo da cmara dos depulados mandando dar
caria de nsturalisago varios estrangeiros
com suppresso do que dizia respeito ao missio-
nano capuchinho frei Jos de Castanizeta.
Entrando em 1.* discusso outra resolugo da
mesma cmara sobre naluraliaago de varios sub-
ditos portuguezes e allemes, ficou encerrada,
nao se votando por nao haver casa.
A cmara dos depulados elegeu honlem em
pnmeiro lugsr a 2.* e 3.a commissoes de orga-
mento e 1.a de contas. recahindo a votaco para
a primeira nos Srs. Pinto Lima, Paranagu, e J.
de Alencar ; para a segunda nos Sra. Epamioon-
das. Angelo do Amaral.e Ta vares Bastos : e para
a terceira nos Srs. Correa de Oliveira, Salathiel
e Carneiro da Cunha.
Approvou em seguida o parecer da commisso
de poderes sobre a eleigo do 3. districto da pro-
vincia de Minas-Goraes quanto ul sa.), fleando prejudicadas a segunda e terceira
pela emenda substitutiva do Sr. Cruz Machado
mandando dar assento ao Sr. Ferreira Lage!
Conseguintemente foram declarados depotados os
Srs. Lima Duarte, Christiano Oltoni, e o mesmo
Sr. Ferreira Lage.
Eotroo em ultimo lugar em discusso o pare-
cer sobre a eleigo do 1." districto de S. Paulo.
Orou o Sr. Ottoni, flnalisando por oflerecer um
requenmeoto de adiamenlo, que nao foi votado
por nao haver numero legal.
Temos data de S. Paulo at 5 do corrente.
Asesso daassembla legislativa provincial ti-
nha sido prorogada at o dia 8 ; nao obstante
suppunha-se que a lei do orgamento nao ficaria'
votada, e que se tornara oecessaria urna convo-
cago extraordinaria.
O jury da capital funecionou extraordinaria-
mente nos dias 24 e 25 do passado. No primeiro
condemnou pena de seiscentos agoutes um es-
cravo que tentou contra a vida do feitor da cha
cara do commendador Fidelis Prates ; no segun-
do condemnou morte, comoincurso no art. 1.
da le de 10 de juoho de 1835, o escravo que' em
8 de Janeiro deste anno assassinou sus senhora
em urna chcara na Moca.-
Quanto s mais concurrencias, referimo-nos
carta que deixamos transcripta,
Eleigo de um deputado pelo tercetro distric-
to da provincia do Rio de Janeiro.Collealo de
Vassouras (36 eleitores.) B
O Sr. conselheiro Sayo Lobato.... 36 votos
Collegio de Valenga (42 eleitores).
Os Srs. : '
Conselheiro Sayo Lobato..........37 votos
Dr. Martinho Campos................ 5 >
Resultado dos collegios de Nilherohy, Mas Ma-
rica, Parahiba, Estrelle, Vassouras, % Va-
lenga.
Os Srs.:
Conselheiro Sayo Lobato.......... 252 volos.
Dr. Martinho Campos.............. ai
Por decretos de 3 do corrento foi nomeado o
conselheiro visconde de Albuquerquepara o car-
go de presidente do conselho inspector e fiscal da
Ca xa Econmica e Monte de Soccorro desta
corte, e exonerado, a pedido seu, do referido
cargo o conselheiro Manoel Felizardo de Souza e
Hdllo.
9
Hontem na sessao do senado, logo depois do
expediente, o Sr. presidente do conselho deu as
explicagoes pedidas pelo Sr. Souza Franco a rea-
peilo da organisago do gabinete da 2 de margo
e o Sr. Parras expftz as causas que deram lugar
dissolugo do ministerio de 10 de agosto. E de-
pois de algunas observagdes dos Srs. Souza Fran-
co, Cansangao e D. Manoel sobre este assumpto,
as quaes os leilores acharao no lugar competen-
te, passou-se ordem do dia.
Foram approvodas em Ia a 2a discusso ss se-
guales resoluges da cmara dos depulados -pri-
meira, mandando passar carta da oaturalisago a
diversos subditos portuguezes e allemes ; segun-
da, autorisaodoo governo para conceder ao pa-
rodio Pedro Pirantoni dous annos de licenga com
os vencimentos da respectiva congrua, para ir
Europa tratar de sua saude; a doua annos de li-
cenga com todos os veneimenlos ao conselheiro
procurador fiscal do thesouro, Jos Carlos de Al-
meida reas, para tratar de sua saude.
Entraodo em 1 discusso a resolugo ds mes-
ma cmara autorisaodo o governo para aposen-
tar com o ordenado correspondente sos venci-
mentos que percebe a Joaquim Jos Alvas de Al-
buquerque, encarregado da enfermarla de man-
cha de Parnarabaco, oraram os Srs. Peona, vls-
ondes de Jequitinhonha e da Albuqusrque Ma-
noel Felizardo e Dantas, fleando a discusso en-
cerrada por nao haver casa para votar-se.
mZ^Z- ,ey,rlJ!10 : pm ennd nos Srs.
Macario, Fiel de Carvalho e Calaians; e para a
SiXfr 8 ?" Sarra c">. Partir Franco e
ailvtno Cavalcanti.
im?PT* 6m 8euida. depois de orar o Sr. Costa
i mto o parecer sobre a eleigo do 1 districto de
a,?.V.^rid depUUd Sf- R0d"-
Continuon em ultimo lugar a discusso do pa-
recer sobre a eleigo de Mato-Grosso. Orou o Sr.
na N,une8! Meando adiada a discusso.
O Sr. ministro da fazenda leu a proposta da lei
do orgamento para o futuro anno flnanceiro e o
relatono da repartigo a seu cargo.
A primeira e mais importante parte desse do-
cumento a seguiote:
Augustos e digoissimos Srs. representantes
da nagao Preenchendo o dever que me imp5e a
le de 31 de outubro de 135. passo a satisfazer o
do art. 42 da de 15 de dezembro de 1830, expondo
nesta occasiao o estado dos negocios que correm
pelo ministerio da fazenda, cuja direcgo me foi
confiada por decreto imperial de 3 de marco pr-
ximo passado.
Esta expo3igo ha de ser neceisariamente in-
completa, nao s pela insufllciencia do seu autor,
senao anda pelo pouco tempo em que foi pre-
parada. r
Espero, porm, queao menos por considera-
gao a esta ultima circumstaocia relevareis as fal-
tas e (acunas que encootrardes, certos de que,
procurarei prestar-voi promptameote quaesquer
uUbnrt' ,'04?:498 n Je 1855 a 1856; que.
2 iw V reCe"a-ord"a doexercicio de 1856
a iooj a cousideravel somma de 52 253 580fi
de.xou ella o saldo de ll,879:617J'que'oi .Vndo
consumido nos tres exarderoa^egaintes. era
conseqaencia do decrescimento da renda que
rtolL g" n08d0 ullimos. e do accrescimo de
despesa que se veriflcou em todos ellos ; final.
?einu?Uf D eieicio de 1859 a 1860 o rema-
Sleamni0" refer,d? "^os extinguio-se com-
dlflAmrtoL. "^ fo1 ba8lto Para cobrir o
SfcVeaflo? peeI,e.rClform.8e,,d,J de mSler
la lorio.
A despeza efiecluada
exposta no ultimo re-
rArio o i ; D.. correote exercicio
ri\,JL, 3i de "x"*0 U,Um0 e n" PrO'0-
f-hoi?. W al ,os mMe8 de8'gados ns
tabella n. 6, das quaes o tbesonro j possue ba-
mK m0ai* ? 6,557:496*339; com-
putandoi a que se far at oo fim dTexercido
proporciooalmente realisada oaquelles mezes
uK *e?r_Se 48.478.251*22t. Mas e.te rt-
suitado afasta-se muito da verdade. visto que ea-
sa proporcionahdade nao real. Parece-me mais
provavel .uppor. calculando sobre a base da dea-
peza eriecliva do exercicio anterior que tila nao
baixar de 51,000:0005000.
ns nr^?Ue* receita d0 mesmo exercicio
"J8.' Produzr mais do que a somma de.....
7, \ 5rPT.2"2 1ue a estimei, haver anda
nm dficit da 4,388:493798.
ZTJr0 6 esclareciments que julgu-ei's'pFe": M^sJttW^M? *
clsos para o completo desempenho da vossas au- 1856 a 1857 liveram receita
gustase importantes funeges. | despeza nelles
a 1853 e de
propria superior
a Comegarei dando-vos ma susciota idea da uZ^%F?%&t- *ue.ea,.,od<>- os ou-
marcha que tem seguido a receitVe'de'soza'nri" I ir0'n5^f'?JV a 1&5t enidiante, hareria defl-
blica des'de o ercio de iStii&tSSiE uikSStSS&T"0 *"",d9Muinu,ad08
t^teaAvu^snd. i po asSSsas y- f*c,- na
A renda publica? cujo estado fdra sempre S., 8D5 ---?"? '^ a Pe C" eslacionao
prospero it -
se
pass
1848 1849 e 1853 a 1854, como dahi em diant
a declinar successivamenle.
Maior teria sido o seu decrescimento, se nao
porque, cm meu fraco juizo, os avulta-
osoero .t ao exercicio de 1857 a 1858, como dos gastos a ae un, Zr,". VU"V" """-
v da tabella n. 1. sondo que apenas soffreu empfehendWos "o E3^%2%E?!^
ssageiro abat ment nos dous exercicio de nrortnVirtr, 11 "esequilibrio que elles teem
48 11849 e iffi uS JSTmSuS'StJS. *!* em nos8 estado fioaoceiro oestes ulli-
mos annos, imp6e-nos o dever de observar a mais
|evera economa, cercando as despezas excessi-
vas, e procedendo com muito escrpulo na de-
creiagao de novos servigos, por mais uteis que
elles paregam a primeira vista. n
rra a circumstaocia j notada pelo seu Ilustrado
antecessor, de haver-se reslabelecido e cobrado o
imposto addiciooal de 2 01o sobre a exportago
desde o segundo semestre do exercicio de 1856 a
1857 al junho de 1859.
A tabella a que j me refer, e o seguiote re-
sumo, demonstrara o laclo que acabo de assig-
nalar-vos.
Exercicio de Renda or- Depsitos Total
diara. lquidos.
1856-1857. 49.156:414 1,086:501 50,242 918 S .,? ,(! aulorsaStoa o governo pelo
1857-1858. 49.747:007 301:508$ 50.064:513 S*1 ll.t ,ei 1'114 de 27 de seteml
18581859. 46.786:198$ 981:833 47,768:0318
18,791860. 43.611:506 748:593 44,360:099
Releva todava notar, em relago ao ultimo
xercico, que os seus algar3mos podemsoffrer
alguma alterago, porque faltam balangos men-
saes de varias thesourariaa de fazeodas.
t A differenga, porm, nao pode ser muito con-
sidervel, visto que estes trabalhos pertencem
aos ltimos or-
do pouco avu
As causas
lavel dimiouigo'de renda"qu*e"comec"VamaUni- com "cluso dos depsitos.'
festar-se desde o exercicio de 1858 a 1859, vos Ma ^e J858 a 1859.....
foram indicadas no relatorio do anno passado e k Dlta de !859 a 1860, at
se reunem nosseguintes termos: aaoticipagoda noie conhectda............... 43,611:506000
1imKo0r,a5ao no9 anno8 de ,856 1857 e de 1857 a
I8d8 ; as alteragdes que em certos artigos da nos-
sa tarifa delerminou o decreto n. 2,189 de 27 de
margo de 1858 ; o a isengo e reducgSes de direi-
tos resultantes do tratado de commercio de 4 de
setembro de 1857, celebrado com a repblica
oriental do Uruguay; a contraegodo movimen-
to de nosaaa traosaegoes commerciaes, como ef-
felo excessivo e artificial, desenvolvimeuto
tivera nos annos
paregam primeira vista.
As causas que teem enfraquecido a produc-
gao ao paz em certos ramos da lavoura, e estor-
a ? ",eu Pr8resso "*'"" em outros, subsis-
iem anda, e s com o andar do tempo as pode-
remos superar. Accresce mais que dentro em
curto prazo se venceram dous de nossos amigos
rrcn..;?f.C.0I-t"hAd?8_n.a Dr,5a de Londres, para
jo setembro de
ta Ponlerosascircumslancias, e a di-
vida lluctuante que ja pesa sobre o thesouro, co-
mo consecuencia dos dficits anouaes, se apre-
seniam tao naturalmente ao espirito, alian-
do so trata de calcular os futuros encargos e re-
cursos do paiz, que eu faltara ao meu dever se
as omittisse.
t Tornando ao orgamento da receita, que ora
...w v(u< natos uauaiiius perieuceai ,i0_0 __ o ....." u "i 4e ora
mezes do semestre addicional, quan er uxaaa ajsenlando-o sobre as bases que
rulta a cobranga dos impostos. le prescreve, temos este resultado :
tas a que se pode attribuir esla lo no-' 9C6U? de 1857 a 1858,
49,747:0O70OO
46,786:198O00
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO S\}U-
Alagoas, o Sr. Ciaudino Falco Dias Babia
Sr. Jo.M.rtln.Alve.; R0 d, g
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mimo Manoel Fignelroa da
Faria,n sus livraria praga da Independencia u
di 8.
,o!oUmpr!.00lro 8im nol,r 1ue no calculo (
receita omitte-se o producto liquido des deposi-
I Mm*tfm' term md0* Pr 8O0:0O0JOO9 a
nnVZSStW-; e que poder dispor o thesouro para preencher a
differenga entre a receita e a despezi oreada.
Nao daremos coutar com saldos, porquanlo
!?If.,U?Psao u?dada !. ainda quando a
BPri, *d5* exerc,:i?a torrente e futuro seja ,u-
S rt^irt.dnSpe."' .nao ba8lara Da" o Pagamento
1857 a AUntU,ntf' conlrahida desde^ julho da
ifoooo^Xie8enle,.a qual excede de-......
12.UOO.0OO9OO0, e, pelo menos era parte, poda
ser exigida no decurso dos "'- '
em parte,
ditos exercicios.
JeS *# 87T-!-C0lran?a d08 ifppojlos addicionaes
m.'int deflciencia dos '"tiros recursos ser ioda
maior do que a presumida na presente nrnrZ.
icaso nao esfenderdes >.
1863 a cobranga dos im
/. na exportago, e de 2 e 5 0/o j lor-
tagao do mesmo modo que esla medida foi ,-
SSr Pe "I1, !l '" e 2 da lei ni 114
de 27 de setembro do anno passado.
,'f tabe.lla 8, aonexa a eale relatorio, beta
Sii?riS rt df1TeWaS ,,beIla8 d0 ^5">ento do mi-
nisterio da fazenda. acharis explicadas as razes
aeL7Tne rtS 6 diminu5es Paue apre ent, a
despeza orgada para o exercicio de 1862
com a decretada
a 1863,
para o de 1861 a
comparada
1862.
o Junto a tabella n. 10. a qual demonstra os
nos das thesouranas de fazenda em as
aatas designadas na mesma tabella, o
e
diversas
Eleigo de um deputado pelo 3 rfitrco da pro-
Va\TiiLtTtiro--Colle9io de Uab0-
Os Srs.: '
Dr. Bento Lisboa................ j
Collegio de Santo Antonio de S '(29 eleitores.)
Obr. conselheiro Sayo Lobato... 26 votos.
Resultado final.
Os Srs.:
Conselheiro Sayo Lobato.......... 319 votos:
ur. Martinho Lampos...... o
Di. Beato Lisboa............\.\\\\'. \
DIAB10 DE PERNAMBUCO
A asseabla provincial approvou hontem: em 2a
discusso o projecto o. 26 deste anno e as emen-
das offerecidas em 3 ao n. 10 ; e ouvio os Srs
Nascimento Porlella e Souza Res, na 2a do orc
ment provincial. *
o/ ordSm d0Jia,: V diCU"*o do projecto n.
24 e 2a do n. 26 deste snno.
- Tnrmn m,.. 140.144:711000
V22*'......... 46.714:9O3#0OO
.Ifmo n,e esunutira nao pode dar-nos pre-
derIZHJ aPDI0*V<> desej.da, atiento o
decrescimenlo annual da renda por um lado, e
duzir.m0.n 2al?. r- 1eU eeil D0 exercicio para que
.... .MOu,..1u,Cu.u 4u !? a a,a a Iec!l,a- Bem Ponderados estes dous
prsperos ; finalmente, a falta S. f de esperar que a mesma receila
de bragos e a irregularidade das estagoes, de que ?. 80,n)ina maior do que a do termo medio
mais ou menos tm soffrido todas as provincias. ltimos exercicios.
O thesouro nao poseue ainda os elementos
precisos para calcular com exactidlo a importan-
cia da receita ordinaria e dos depsitos lquidos
arrecadados no 1 semestre do anno flnanceiro
corrente.
Avaliando-a pela forma constante da tabella
m-
su-
dos
nlM*tiS***9***f aresultado menos fal-
auUS1!?0 por.ba8e do calculo a importancia
nandn haad eiercic' de 1859 a 1860. ePaddicio-
HSSZSS somma provavel dos referidos
posios pela forma seguiote :
Receita conhecida do e-
n. 2, pouco excede ella ao que produzio em igual "rc,c.10 de 1859 a 1860, sem
periodo o exercicio anterior; e daqui se depre- aePllos.....................
heude que.se nao houvessem sido creadas novas Reoda provavel do aug-
mposigoes, cuja cobranga priocipiou em Janeiro mcal o imposto do sello,
do correntoMa, e que provavelmente devem ,u"o dos de 2 e 5 por
produzir algv> augmento, a receila do exercicio cent na ""Portaglo.:.......
actual oo excedera do anterior. | j),ltt do imposto addicio-
Nem outro poda ser o resultado, continan- u6 8 por cento na exPr"
do a actuar, como actuaram al dezembro proxi-
43,611:5069000
600:0008000
3,000:000$00
tago...
Augmento sobre as lote-
ras...............
mo passado, as mesmss causas que linham con-
corrido para a marcha descendente da renda
publica.
A exactido do que acabo de ponderar-vos
praticamente attestada pelo facto de ter sido o
governo obligado a recorrer em mais larga escala
as vias do crdito no corrente exercicio. anezar I j
de parecer por ora que nao houve augmento na -"erac10 de im
^OOOOOOOOO
400:000000
49,6ll:50600O
Somma..............
arrfrto 8oC.e,,id0J'85 a "l" *oa,,a *
aegoes de estradas de ferro que foram errauta-
das. os quaes importara em 45S8129. fica a reita
a 1863 elevada a mais de
despeza publica. ~"",v ""iSO.OOO.OOOJ ( Ubella n.7 j.
a a,2!o to,ni2.p,,!ad,0 8aldo a,8UD1 d<> exercicio I rnfAd!8peza Pnb'ca para o mesmo exercicio,
de 18o9 a 1860, a deficiencia do actual tornou-aa 1 .? .8 ora|nentos dos differentes ministe-
de elevar o rl08'?'? fl"d do seguinte modo :
"do imperio. 5,224:2515560
dajustiga. 3283:6399501
de estrangeiros. 900:3661308
da marinha: 7.322 411517
da guerra. 12,596:0239687
da fazenda(lab.n. 8)14,990:4059222
da agricultura,com-
mercio e obras pu-
nais sensivel, e nao poda deixar
algarismo da divida fluctuante.
c Calculando com os mesmos
dados
a receita
para o exercicio de 1860 a 1861, como de esly-
lo no theaouro e se v da tabella n. 3, pode
se eleve somma de
r.S5,i dM J*P2iados eleaeu honlem em
primeiro lugar a 2a e 3 commissoes de comas o
de pensos a ordenadas,recahindo a votaclopa-
ra i prtmeira aos Srs. Manoel Fernandas, Lean-
esperar-se que ella
45,722:S69J977.
Na actualidade porm tenho por muito infal-
livel o resultado deste modo de avaliar a receta
at endendo a que a renda do Io semestre nao par-
ticipa do beneficio que prometiera as novas im-
posigoes que, como j disse, comegaro a ser
arrecadadas do 2* em diante.
c Creio que oo Acaremos muito longe da
verdade estimando a receita do corrente exerci-
cio aa somma de 46.611:5069202, que igual a
do anterior, augmentada do producto provavel
dos impostos novameote creados.
a A tabella n. 4 mostra o movimeoto da deape-
io KSaiVexerdci0 de mi a ,845 al
Ahi se manifesta que do 1848 a 1849 em
dlanle os dispendios do estado seguirm urna
progressao ascendente al ao exercicio de 1851 a
tos, em que, por causas muito notorias, atiin-
giram o algansmo de 42,241:021g347 que logo
a du.929.JJ2294; e deste ponto tornaram a
SSootJ!'7411450*^ -H.do de
< A despeza de 1859 a lfl0, flcou abaixo das
que corresponden, aquellas dous exercios. mas
anda assim passou de 51,000:000.
Comparando a recelta e despeza dos 10 exer-
cicios que decorrem de 1850 a 1851 at 1859 a
aW, tabella n. 5. acha-se que a receita do pri-
meiro oi superior i desposa, deixindo um saldo
de mala de (,644;000|. que ficou absorrido nos
gastos do seguinto; que no exercicio de 1852 a
!!& \ i?,l2 ,;%Li" "uUo a despeza,
sendo o saldo del,6W:897, parte do qual servio
para cobrir o dficit do anterior; que esta sallo
le gradualmente diminuindo nos exercicios
subssquentts que spresontarajB dficits, al ro-
Ministerio do imperio. .




blic
< Orgando-se a receila em..
. 7,210:1279020
51.527-2279815
50,127 304*000
1,399.9239815
que na despeza
Haver um dficit de. .
Devo porm observar-vos ,
cima calculada nao esto ainda comprehendidoa
os seguintes arts. 1, differengas de cambio, se
este eonservar-se abaixo do par durante o excer-
cicio da lei, por ser inteiramente eventual ; 2",
pagamento de divida de exorcicios findos, por-
que assim o determina a lei; 3, a despeza que
pede provir de diversos crditos especiaos cons-
tantes da tabella n. SL cuja importancia nao est
contemplada no orgamento de neobum dos mi-
nisterios : 4a, s somma de 2,000 contos que o
thesouro deve entregar no mesmo exercicio so
banco do Brasil para cootiamago do resgate do
pail t22ea* nos ,enos da le de 5 de julho de
1853 ; 5 finalmente, o premio pelo descont de
letras do thesouro. caso seja preciso emitti-las
no exercicio de 1862 a 1863, para o que ae con-
signa somante a quantia de 1W):0009000.
c Na proposta do orgamento do anno pastado
coatemplon-se aquella despeza de 2,000,0009000
5or de 1860, n. 1,114, determina no art. 11 8 14 aae
a prestagao relativa ao exercicio de 1861 a 1882
seja teita por meio da amistan de apolices do ju-
ro de 6 / ou de qualquer outra optraclo de
crdito que o governo julgue mala vaotajosa se
a renda publica nio chegar para fuer tacna wse
pagamento.
Releva, pois. queasbre este importante ob-
jecto tomis a dellbtraclo qnt em vossa sabedo-
na parece mais conveniente.
Hontem chegou ao nosso porto o vapor ingles
agdalena, vindo dos porlos do Rio e Babia
at's ata8d0 Pri"w"ro "l 9 e da seguod
Rio de Janeiro.Bailaram pelos diversos mi-
nisterios os seguintes decretos :
Pelo da marinha, n. 2,790 eatabelecendo urna
escola pralica de artilharia e mais armas de foco a
"?"/' U8adaa no servigo da armada ; e o aviso
1 do corrente concedendo uniformes militares
aos commandantes e pilotos paisanos dos navios
das companhiaa de vapores brasileira e do Alto-
Amazonas, declarando quaes esses uniformes e
tornando-os extensivos todos aquelles quera
dr concedido o uso da farda de official da ar-
mada.
Pelo da justiga. n. 2.782 marcanlo o ordenado
ao promotor publico da comarca de Santa Cruz
creada na provincia do Espirito Santo. ""
Baha.L-se no Diario da Bahia :
Hontem comegou o processo, eleitoraL na
freguezia da S pela organisago da mesa, que
fot presidida pelo Sr. Joaquim Antonio Motioho.
sendo secretarios os Sis. Dr. Antonio Frauco da
Cosa Meirelles e Jos Antonio de Lmale escruta-
?ites og.Sr8- Drs- pedro Antonio de Oliveira Bo-
telho e Antonio Garca Pacheco Brando.
O Sr. juiz de paz presidente da mesa suscitou
a duvida em que eslava sobre a chamada dos vo-
tantesse deveria ser pela velha ou nova quali-
cagio. Conaultando-se a respeito o Exm. Sr.
presidente da provincia, declarou este que, a nao
baver reclamago, fosse pela nova qualificago
teita a referida chamada.
Os trabalhos da recepgo das listas prose-
guuam hontem com calma e ordem al perlo das
o horas da larte, em que foram encerrados. >
NOTICIAS COMMERCIAES.
Buenos Ayres, 28 de abril 1861.
Durante esta ultima quinzena apresentou r>
mercado alguma aoimago.
As ongas ficam a 368 1/2 ps.
Ha falta de artigos do Brasil, e principalmente)
de assucar de Pernambuco e aguardenter
Cambios.Londres 63 1/4.
Paria 80. .
Carne secca6,000 quintaos a 23 rls. e 4,000
a 21 rls.
Ficam 58,000 em deposito.
PSS "'fdo-4,400 a 55 rls., 5,400 a 53 rls,
e 17.000 a 5 1/2 rls., e 900 de raeci a 48 rls
Montevideo, 30 de abril 1861.
Cambio.Inglaterra,40, 40 1/4 e 48 1/2 d..
Frangs, 80. 80 1/2 e 81 fr.
Rio de Janeiro, 30400 a 309500.
Sommam aa operagea por este paquete: sobre
Inglaterra 45.000 libras ; sobre Franga 350.000)
Trancos, e sobre o Rio de Janeiro 4,700 ongas.
Assucar.Do de Pernambuco effectuaram-se>
as ultimas vendas do branco de Ia qualidade a
entregar no Rosario, a 17 rls. f.; da 2a dila, a 15
ns.f.. e do masca vado, a 11 rls.; do da Bahia
vendeu-se o branco a 22 rls., o masca vado de Ia
qualidade a 15 1/2 rls. e o de 2a dita a 14 1/2 rls.
Carne secca.12,000 quiotaes a 3/4 pats.
Couros salgados.3,200 a 54 e 55 rls.. e 7.822
de potro de 15 1/2 e 16 1/2 rls.
Rio Grande do Snl, 20 abril de 1861.
Cambios.As operagdes em cambios foram un
pouco importantes.
Sobre o Rio de Janeiro sataram-se logo &
chegada do paquete de 1 at 2 %, a 90 ds.: po-
rm falhaodo oa saccadores, os que ficaram no
mercado exigiram 3 %, a cujo premio se saca-
ram quantias avultadas, sendo o seu total que
nos conhocido de 152:0005. H
Fez-se mais ama operago de cerca de 5:000
a par, a troco de moeda nacional. ^^
d_Fez-se outra de 20:000 a 5 /, de premio a 10
^Sobre Londres sacaram-se 9,000 libras a
Sobre Pars 112,000 francos de 382 a 384 rs.
Assucar.o mercado tem estado muito frouxo
psra este genero. De Pernamboco poocas ven-
e tem feito, e o methor custa a aleanger5$.
, SS."**8'0 'endeo-ss o branco em saceos a
49300 e o mascavado a 3*200 a arroba ; as qua-
lidades eram boas, porm o mo estado dos tac-
eos dessnimavs o comprador. Tambem se ven-
deu deste om pequeo lote embarricado, branco
balxo, a 39700. *
Charque.As avultadas entradas de tropa quo
noove na loa de margo, e calculamos em todos
os pontos em 60,1)00 rexes, fizeram mentar o de-
CSfMd' crque da5. ch" WO.OO arrobas para dlspor, porm quasi toda a
carne wuiio detparelhs, por que o gado veto um






I*)
UR10 DI rEBliHlTKX^ t- QUINTA. FDRA 1* DI MAM M 1M1.
vr f



Unto fraoo. Tem-se comprado un 8 earrega-
xuentos do melhor genero de f gSOO t 3|W)o
-vara* partidas da diOcrcatee pomos de 2$ at
2600 por arroba.
A posigo do mercado pouco lisoogerc para
-o artigo.
Causea vaccuns soceos.Tiveram alguma de-
liccsan em couseqeeoca ta varias ecKomeceadas
fiara 'Porto, e cccccmaireu un* de are
4e,400 aceros teolhidac 3tO araros de-4\M0 abarrer a eaW ra., :reali*ed-se
tecaaem eotee transaego de igual qaanlideee ao
eacao ptaco. Cora trato -calas ecanpraa nada
lees influido uo animo ttoe wcpeeatedorca, ais
acosarva-ce ao aaaamo aaarcaauo.
Datas adiados.. vida dea arcaica anteadas
4a gados, comquento agrande parte de conree ve-
obarn sujei'.os a comeroaissos, toda ra eppare-
ceram varios lotes para dispor, ecompraram-se
rea de 10,000 pegas a 1S0 a 165 rcaoillho e 145
a 155 rs. varo*.
Cambios.Londres 25 d.
-Paris382a384rs.
Hmbburgo nominal.
Rio de Janeiro 1 d. 8 Q/0 de 60 a 90
dial.
lloeda papel nacional 7 0/0.
Freles. Ri de Janeiro 300 a32rs.
a Babia 400 rs.
Pernambuco 480 rs.
Inglaterra, couros salgados 60sh. e 5
0/0, e cinza 40 X sh.
Rio de Janeiro, 8 de moto de 1861.
Cambies.Londres, 26 y, & 3/8 d.a 90 das
Paris, 360 rs.
Sietaes Oncas da patria, 30.
Ultima hora.
Cambio.Incluindo as ultimas Uensacges rea-
lisadas sobre Londres a S6 > e 26 3/8 d., som-
mara os saques pelo paquete iuglez Magda-
lena :
Sobra Londres, St 640,000, sendo as quantias
importantes a 26 % 5/8 d,, e o testo a 26
3/8 d.
Fecharam-se as ultimas operages de 26 3/8 a
6,*d.
Sonre Pars, 1,500.000 franco.*, na mator parte
enlre 357 a 363 rs.
Sobra Lisboa e Porto tem regulado a tabella se-
guidle :
109 0/0.... a ata.
108 0/0.... a 30 das.
107 0/0.... a 60
106 0/0.... a 90
Descontos.Os bancos sustentara a taia de
SO/O.
Na praga regulam a 10 0/0.
Baha, 12 de mato de 1861.
A sahida dos nosses gneros e os embarques
foram grandes na semana, mas da compnce ante-
riores ; com ludo aa vendas do assucar continua-
ran] e a nossoa presos.
Dos outros gneros apenas conta-nos a venda
le alguna lardos de fumo em folha.
As existencias dos nossos gneros de expolia-
do no da 10 coniavamde aseucar branuo e
masca vado 9,500 caixas, 273 feixos, 7,476 barricas
e 15,590 saceos; algodao 460 saccas; cacao 15
caceas; caf 1,438 saccas; fardos de fumo em
fulba 7,115; rolos do de corda 870; Jacaranda
03 duzias.
Esta existencia a maior que temos tido desde
o principio da safra, pela razo de ler comecado
muito tarde-
Do assacer j esto vendidos para embarque
perto de 6,000 caixas, e lamber grande parte dos
lardos de fumo em folha.
As nicas rondas de importancia, que tiveram
Jugar na semana, de gneros de imporiago foram
a da carga de vinho entrado de Barcelona e as
masas entradas de Genova.
Cambios.Sobre Londres keram-se no prin-
cipio da semana caques a 26 3/4 d. por mil ris,
mas hoolem alguna ce Uzeram a 26 )% e 26 5/8.
Sobre Pars tem-se feito a 365 e 370 ris o fran-
co. Subre Lisboa de 106 a 110 por cenlo de
premio. I
Nenhum navio se achava em carga em qual-
quer desles porros.
aa
Assim se vence: Sr. presidente, devo, a cateada que j lempo
Entra em lerceira discusso a projecto n. 10 de fazer algumas cousideragoea acareada aci-
des te anno, o qaal manda corree da preferencia nistracao que acaba de pascar coate ule ss\at~
qualqeer outras, deas loteras em beneficio das
obras da matriz da Boa-Vista, c urna em benefi-
cio da da S. Miguel de Barrelros, sem prejuizo
daa concedidas ao gimnasio.
Witcji e opaioa-co as sagaiate* emaadat:
dar, J, Cacatesati, earaeeewodo>tgual preleran-
cia, jarra^ciaUriccTsrlCss'ac abras da
de*. Pedro dsrtvr de OUade ; ajea Srs.
1 iiacmucsBraaicccBB tfadro. o nreeteo para a
Utz deOarttary; to*r.. PetielU, o
pavea a acorte dafcaada ; eoSr.'fioagaaeaa uJ-
CMCtes, aucncerao para tetra do Laatcairo;
doe-Src.dl. Reg e Lucena, o maaeBO pan-a ma-
triz de Taqaarilinga ; do Sr. A. Leo, o mesme
pera a matriz de Pao o'Alho e de S. Loureoco da
Matta ; do Sr. M. Pereira, o mismo para a irmao-
ds'deHaM. S.-d:&>a*ic*ode Cafuai ; -doc W TerT. maTiomaeinaai -a
L. Felippe, i. Cavalcanti e "S. Leo. o mesmo para
a mairiz de Sanio Asteo ; do Sr. L. de Barros,
o mesme para a actriz do Ex ; do Sr. Symphro-
oio Couliabe, o mesrao para a matriz da Na-
zareth.
Encerrada a discusso c posto a votos o projec-
to, approvado, bem como todas rs emendas.
O Se. J. Ca valcanti pede urgencia para ser dis-
cutido o parecer adiado da commissao de peti-
PERNAMBUCO.
ASSIJIBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSA.0 EM 14 DE MA10 DE 1861.
Presidencia do Sr. Baro de Vera-Cruz.
(Coneluso.)
ORDEMDOOIA.
Entra ern segunda discusso o projecto n.
31
-deste anno.
Artigo nico. Cobrar-se-ho na secretaria do
governo benecio dos respectivos empregados
os emolumentos constantes da tabella organisada
-4jelo presidente da provincia, em 27 de sbril do
orrenle anoo, revogadas as disposices em con-
trario.Souza Res.Dr. Nascimento.
_ Vai mesa lida. apoiada e entra em discus-
so a seguinle emenda :
Depoisdas patarrasdo corrente anno, accres-
cente-se o seguinle :Das secretarias da directo-
ra geral da instruccao publica e do gimnasio
'provincial, beneficio das respectivas secreta-
lias, os emolumentos marcados na tabella, ap-
provada pelo conselho director da iostruegao pu-
?lica, em 24 de setembro de 1860, revogadas as
isposices em contrario.S. R.Braulio.
Julga-se a materia disculiJa e o projecto assim
como s emenda sao approvados.
Continua a discusso adiada do projecto n. 12
deste anno. [Vule o Diario de 15). E' approvado
-sera debate.
Entra em lerceira discusso o projecto n. 20
rios empregados do consalado e da thesouraria
provincial.
O Sr. Siqueira Cavslcanli pede explicaces so-
Are a emenda approvada na segunda discusso
desse projecto.
O Sr, Gnngalves Guimaraes accedendo ao con-
Tite co seu sobre collega justifica a jusliga da
emenda fundanlo-se na igualdade decircums-
xaucia8 quo roilitam entre esse empregido, c os
outros de que trata o projecto.
Julga-se a materia discutida, o projecto ap-
provado, bem como a emenda, tendo sido esta
votada separadamente pedido do Sr. Giliraua.
Entra em primeirs discusso o projecto n 26
deste anno peco qual se eleva o ordenado do me-
dico do collegio Je Santa Thereza a 1:2009.
O Sr. Lucena :Levauto-me smeale, Sr. pre-
sidente, para dizer doas pahvras em favor desse
projecto.
O aooo atraaado a assembla elevou o ordena-
do do medico do aotlegio de Santa Thereza por
que reconheceu que exista estica na pelico que
elle dirigi easa, mas o anno passado o presi-
dente da provincia aulorisado pela sssembla a
reformaros estatutos do collegio dos orphos jul-
ou dever diminuir o ordenado desse medico.
Ora, V. Etc. e a casa sabem perfeilamente que
ordenado marcado sao sufficiente parar pagar o
seu Uabalho, alm disto a maior parte desse or-
.denado consumido no transporte dease medico
aqui para Oliuda ; codsegutntemenle elle tem
toda a raaao esa vir assembla pedir que se
Jhe augmente o seu ordenado de modo que possa
azer face as despezas a que (oreado em coirse
ajuencia de seu eoiprego, e Ihe deixe urna justa
retribuido de seu Irabalho.
Disse essas pouecs pslcvrcs afim de informar
a casa a reapeito do pedido do peticio-
nario.
Julga-se a materia discutida e o projecto an-
4>rovado. r
O Sr. Lucena requer a dispensa do intersticio
que eje dado pera ordem do dia da seguinle
seesso,
Assim se vence.
Entre em lerceira discusso o-projeeto n. 36 de
iSay.flue autorisa ao presidente da provincia a
.aposentar os empregados da cmara municipal
desta cidade. r
' approvado sem dbale.
EolFa em primeira discusso o projecto n. 23
desteJasBo, o qual manda absolver a Jos Theo-
indertda dttcecco do valor de urna letra que elle
foi autoneado a cobrar de Haooel Barbosa da
#rojacto algumas explicarles.
OjSr. Sousa fteis catisfaz ae pedido.
Julga-se a materia disestirts e o proleelo ap-
provado. r
Entra em prateirs diccuwo e approvado sem
albate o projecto n. 25 deste anno, oreaoenlo
provincial.
0(Sr. Manoel Partslla pede a dispensa dos in-
artUcto e que seje dedo pera ordem do da da
segmote eieio.
tends, aenhore, com essa indepen^acscis-at* qpi-
oio que nos deve caraclertsar a nfi>/as nfi
aentantea da provincia, que noc nao devemos su-
madcasBO a a dscH-inc ta .provincia isccira
(muitsscuisicclsij.
Motsu asschasca. pse fscmussjcs levantatacj esgi
aacUaiiiiajMU mu ilsslalaaicicl tera*sr- aea
da daicn
mfc. dJanalai : as acacpaem
ctutada.
U Sr. OUiraons ( pasa a o radar) : tosco
suplica aece lilsnctn ?
O Sr. Sympbrsto Caottoho : Como? Que-
ro preciar com essas palavras que ha pouco pro-J
fert, maTiorncaagm -a "mfftrT".~qirc. mi p^r
certas conveniencias, ou por lctica de partido,
ou emfim por ostras razes neo tem queriuo to-
mar parle nessas accusicoes o se cala.... s este
silencio mui eipressivo I
O Sr. GUirsnna : Neo ; essa dmioiatraco
nao ce ligou a nenhum dos partidos da provincia.
(A potado.)
( fia ostro aparte.)
O Sr. Symphfonio Coutiohe :~ Mas esse li-
c spnmilos dsttc. Abi temos s grande popu-
aae cempre eocontrou fechadas as
>c*ttuic5es bsnearias '; e quando a
afta Ir ti comsigo o cucho da igualdade,
monopolio. Efoi o que de facto ri-
mes : sinatilsico bancaria, entre nos, nao pre-
tou-se ao beneficio publico.
0 Sa. samas **, Brito : iaatuu^ce vgio-'
igsa.
O *r. yosjawanio
cea. sobre a pretenjao de Pedro Rodrigues de lencio quand tees aecusacoes tem apparecido,
Souza.
Depois de breves coosidetarOes do Sr. N. For-
tella, regaitada a urgencia.
Entrando em segunda discusse as posturas
da cmara municipal do Rio Formoso, veriflea-se
nao haver casa.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a aessao.
ha-
SESSO EM 15 DE MAIO DE 1861.
Pnesidesoia do Sr. baro de Vera-Cruz.
Ao meio dia, taita a chamada, terlfico-se
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a seseo.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d canta do seguinle
EXPEDIENTE.
L'ra officio do secretario da presideaei, trans-
mitlindo o ornamento que remetteu a cmara mu-
nicipal de Caruata.a' commissao de ornamento
municipal.
Outro do mesmo, transmiltindo o incluso exera-
piar da falla, com que S. H. o Imperador abri a
1* aesso da 11* legislatura da assembla geral.
A' archivar.
Outro do mesmo. remetiendo copia da infor-
marlo ministrada pelo director das obras publi-
cas, acerca da peticao de Garlos Louis Cambron-
ne.A' commissao de ornamento municipal.
Outro do mesmo, remetiendo por copia a ta-
bella que remetteu o director geral interino da
instrucQo publica.A' commissao de orcamento
municipal.
Outro do deputado, Paulo de Amorim Salgado,
participando o motivo de nao poder comparecer
na assembla.Imeirada.
E'lida approvada a redaeco do projeeto n.
46 de 1858.
A commissao de redaeco de parecer que se
adopte a seguiste redaeco.
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, resolve:
Art. nico. O producto da lotera, concedida
aos religiosos franciscanos de Olinda, deve ser
applicado exclusivamente as obras da mesroa
igreje, devendo ser assim entendido o 2* do
art. 1 da le n 370 de 15 de maio de 1855. Re-
vogadas as disposices em contrario.
Sala das commissei, 15 de msio de 1861.
Henrique Pereira de Lucena. Cypriano Fene-
ion Guedes Alcoforado. J. P. Machado Por>-
tella. >
(Continuar- $e-ha.)
Discurso doSr. deputado Dr. Syraphro-
nio Coutioho, pronunciado na sessao
de 7 do correte.
O Sr. Srmphrooio Cuulioho: Sr. presidente,
cabendo-me a honra de tomar parle nos traba-
Ihos desta Ilustre assembla quando a discusso
do projecto que fiza a forra policial corra ja
adiantada.eu hesitei se devis ou nao pedir a pa-
isvrs para deflnir a minha posicao eo meu voto;
hesitei earque nao s a discusso se achava mui
adiantada, como porque receisva patentear a fra-
gilidaJe dos meus recursos { nao aporados ) .
quando oradores mui habis me baviam prece-
dido na tribuna. Hesilei ainda porque, profes-
aando ideas em minora nesta casa, linha eu de
achar-roe frente frente com urna maioria dedi-
cada esses principios que combato : a occasio,
porem, Sr. presidente chegada ; e eu, que sem-
pre tenho professado moderaeso em meus prin-
cipios polticos, devo confessar neste momento,
que enlrarei na discusso servindo-me de toda a
calma e moderaQo ; sfastar-ma-hei do recri-
-minacoes, porque emendo que a poltica quaodo
se colloca nesse terreno torna-se odiosa : procu-
rarei pur tanto msoter-me na discusso dos
principios e das doutrioas.
m Sr. Deputado : Sendo assim nao navera
queixa.
O Sr. Symphronio Coulinho : Veremos.
Sr. presidente, o relatorio da presidencia nos
revella urna anomala singular que ledos nos ob-
servamos : vemos pela estatifica do3 crimes,
que estes se vo augmentando na proporeo em
que se vai augmentando .a torga policial I Cen-
vem que investiguemos quaesas causas, que tem
produzido essa anomala, o que (em molivado es-
sa verJade to triste.
Na minha opinio nao somente a forea nu-
mrica de polica que faz com que os crimes di-
minuam : (spoiados) s maior ventagem existe na
boa orgaoisa;o da forca policial, na boa disiri-
buico dos diversos cargos que fazem parte da
polica. Perguoto -eu, ser por ventura a orgi-
nisaefio da nossa torca policial a imis adequada ;
poder ella comparar-se com a dos paizes civili-
zados '.' Creio que nao me' respondero pela af-
firmativa. Por toda a parte essa forca que man-
tera, que garante a vida e o direito da proprie-
dade, sempre bem constituida, sempre lira-
da de urna certa classe da populacho que oCfcrece
garaolias para os elementos de ordem. Mas o
que vemos entre dos ? A recepcao desses ho-
rneas que se aprsenlas) para sentar praga no
corpo ne polica uo tem regres ; a praga nesse
corpo franqueada a quem quer que seja, e
creio mesmo que oenhuma inspecgo moral se
admilte (ha um apae); o se existem regras, o
facto constante as destroe.
Se segussemos na recepcao dos individuos que
tem de compor o corpo policial osyslema adop-
tado pelos paizes civilisados ; se, como na Fran-
ca, esses homens fossem tirados dos soldados ve-
teranos, que tem prestado servicos patria, que
tem por mais de urna vez mostrado os seus sen-
timeotos de ordem, de legalidade, estou certo
que nao teriamos p desgosto de encontrar no
relatorio da presidencia os fados all referidos.
Mas, s-nhores, nao se cifram somente nisse
de que acabo de fallar as garantas de urna boa
polieia. nao. Geralmente a ttestribuiQo de cer-
tos cargo? policies nao a melhor : quem de
aire nos quo tenha percorrdo o interior de nos-
Lera
bem caraclerictico, e diz muilo ; e nem creio,
senhores, que urna maioria dedicada e Ilustrada'
tomo a ceus hombres um pesu tau it^puiusiile
como o ds defender quem nao pode, a nem
merece ser defendido ; e da facto, senhores,
tambera esse presidente nem mreceu na provlo-
cia e nem nella deixou sympalbias algumas, por-
que despresou, calcou as leis, e a constuico
{ apoiado ) e neste momento cabe-me dizer que
at aquelles mesmes que tem apoiado adminis-
trac&es do principio poltico que me adverso,
retiraram-lhe sua confiaocc.
Nao vimos nos, senhores, como esse homem
collocado em um lugar to importante como o
de presidente de urna provincia de primeira or-
dem, como Pernambuco, lembrou-se de iatro-
metter-se em eleices, procurando raaoler pela
forga o seu arbitrio ? 1 Se a casa exige que eu
com fados comprove esta asserco, estou promp-
to....
O Sr. Drummond : Seria bom.
O Sr. Pereira de Brito : E at mui conve-
niente.
O Sr. Symplironi Coutioho : Senhores, no
circulo de Goianna foi aonde sobreludo a prepo-
tencia presidencial osteoiou seu furor.
O Sr. Pereira de Brito: Nao foi tanto por-
que l nao houve derramamento de sangue.
O Sr. Symphronio Coutioho : Senhores, en-
trou nos clculos desse homem sustentar essa ou
aquella candidatura ; e para isto nao trepidou
ante meio algum. Nao s manda para all torga
armada afim de arredar das urnas os cidados
votantes, como at manda ameacar a aquelles
que com elle nao queriam votar....
O Sr. Pereira de Brito : Dizem al que elle
prestou assignaturas em foihas de papel em
branco.
( Ouvem-se outros aparte. )
O Sr. Symphronio Coulinho : A intervengo
debita no processo eleiloral, senhores, nao o
nico facto que temos aqui apresentar contra
essaadminislrago; ella foi frtil em mios actos.
O abuso dos dinheiros pblicos um facto to
sabido, um facto lo incontroverso, que todos
nos devemos langar mao de um stygma para
lardar sobre essa administrado. Emtim, senho-
res, todas as administraedes se deixam earac-
terisar por um certo principio, por urna certa fei-
cao : essa se caracterisou pela leviaolade e pela
perfidia.
O Sr. Pereira de Brito d um aparte.
O Sr. Syrnphrooio Coutioho : Nao dige isso,
porque infelizmente verdade que cortos homens
sem forga de carcter deixam-se arrastrar s-
mente pela cua fatoidade e pouco senso.
Em vista pois, senhores, das ideas que emitti
em referencia forga policial, eu concordo com
a emenda apresentada na casa para que o corpo
de polica seja reduzido a 400 pregas. Nao en-
tendo que o augmento de mais 100 ou 200 pragas
veaha nos Irazer melhoramentos ou vanlagens
nos venha Irazer bom systema policial : o nu-
mero nao, masa boa organisago que nos pode
dar benficos resultados ( apoiados ) ; demais,
essa redcelo vem nos trazer dimiouico de des-
peza, o que tanto melhor quaauto se acham
exhaustos os cofres publico?.
Senhores, passando acora i outras eonrdera-
goes, cumprc-me que encare sera paixo a ti-
tuago do paiz. Esta situajo ni, ella vulta
ameagadora por toda a parle ; e creio que m to-
dos os periodos de nossa vida politice nof lem-
se apresentado urna situago com feigo lo car-
regada e melanclica.
Um Sr. Deputado :Nao ser exageraco?
O Sr. Symphronio Coulinho :Nao, e a reali-
dade : a penuria que lavra por toda a parte, a
agricultura que exhaure sem torcas e sem recur-
sos, o commercio que definha, a classe pobre
sem garantase sem futuro, emfim sao os impo3-
tos pesando sobre lodos nos....
O Sr. Pereira de Brito :E a falta de seguran-
ga individual ?
O Sr. Symphronio Coutioho:Em quanto isto
acontece, vejo que no paiz os nobres principios
tewn desapparecido ; as crengas que todos os par-
tidos devum sustentar, al coro sacrificios, vo-se
acabando. E por ventura, nao ser urna situa-
go precaria essa, urna situago que mereca lodos
os nossos disvellos afim de que acabe, de que
desapparega ? Entendo que sim.
Senhores, pelo lado material o paiz inteire lu-
la cem urna crise horrorosa ; estremece ao con-
templar o abysraoque oameaga ; e dirige vistas
incertas prescrutar a orfgem do mal.Em
quanto mim, que sou extranho essas investi-
aedes da alta economa poltica, receio exhibir
minha opinio, mas creio que eom os complexos
que distinguirei em predisponentes e determi-
nantes, preparam a crise, motivaram sua existen-
ciae explicam as suas deploraveis consequen-
cias. "
Todos nos sabemos, senhores, que a cessago
do trafico Irazendo a diminuigo dos bragos, que
se empregavam proveitosamenle na lavoura pro-
duzio o abatimeoto que semaaitestou no elemea-
tor brasileiro, e assim, a industria agrcola res-
sentindo-se immediatamente da falla desse ele-
mento essencial sua aclividade, nao linha cuide
ir buscar bracos supplementares para preencher
o vacuo que, seu turno, a molestia, a idade, os
mus tratos haviam produzido na populago afri-
cana ; nao poda, de chofre, adoptar um alvitre
que trouxssse urna solugo conveniente afim de
evitar esta crise, a qual, eu creio que perdurar
ainda por longo lampo, vislo como nao ser a co -
lonisago europea o meio mais apropriado para
subst.iuir os bragos que nos faltara.
Nesti emergencia agrande agricultura, que
dispunha de mais recursos, houve de ahsorver os
bragos que se empregavam na pequea cultura,
e sustenlou, por algum lempo, o equilibrio entre
sua produegao e seu consumo. Has o quo resul-
tou d'ahi ? a pequea agricultura restringia-se
forcadaraente ; a subsistencia publica tornou-se
difficil em razo da etevaxo de prego que adqui-
rir m os gneros de primeira- Decesrdade ; as
classes menos favorecidas da fortuna lutavam
Coulinho : Fmtoaae
aaanooopolo, verdada. Se'itwca-
tem^ar- semas, paam, ame lei sabia caportuos, e acevi-
dente qsw asauiasce essas insutuigss conforme
principtos-fasclmenle aceilos na scieocie, po-
eriamos, comtaetteza, conjurar a tormento. Cu
alto em apoioda minha opinicoasm (acto rcenle :
a Inglaterra, asa 4859, quando urna crse horri-
*el ameagava cuca flaaogas e o estado econmico
^v^l#"nd"'-f1.1.1!!^568 eccAniJiojiueJer?.
csiCMicceu, por veoturc, como-principio -sarrs- "tnterpetracip ss leis
dora realncfio bascara ? Nao ssaaaa bancos no, quando a masistri
violiamtm apoio das grandes caa.s commercices
que estavara em apuros, esses mesmos bancos,
com patritico dodiesgo, maotivercm a honra e
o crdito dessec grandes eslabelecimentos com-
mercices, que fazem o orgulho da nago ingleza.
Assim, poi, senhores, se um governo mais pro-
denle, e menos amigo das reslricgdes houvesse
Dirigido os nossos deslinos, certamenteeste esta-
do de cousas nao pesara fatalmente sobre o paiz,
e a situago houvera mudado de feigo.
Seja-me permittido agora entrar em urna outra
ordem oVcousiderages. -Eu devo, seohor presi-
dente, entrar na apreciaco da questao puramente
poltica.
Senhores, a nossa situago poltica nao mais
lisoogeira, nao menos desanimaddra. Nao : o
mesmo mal que paira sobre a nossa sociedade,
em referencia sua vida material, paira sobre
sus vida de principios: as nossas instituigoes va-
cillim, a duvida a lei suprema do momento. Nao
ha maior mal para um grande povo do que ser
lndibrio de illuses, nada para elle mais funesto
do que ser regido por instituigoes differentes da-
quellas que elle suppoe ler. Nos conquistamos
urna constltuigo, que, apezarde alguna defeitos,
consagra grandes verdades, eslabelece principios
que revelam urna alta sabedoric ; e eu a consi-
dero o paliadio das nossas liberdades publicas, o
astro tutelar da nossos deslios.
O Sr. Pereira de Brito:Esta defunta.
O Sr. Symphronio Coutioho:Creio, porm,
que nao temos tido a fortuna de ver esta consti-
luigo ser urna realidade ;e, se no frontespicio
desse templo magnifico esto escriptos os grandes
principios que nos deviam reger, o seu interior
nos contrista, nosrevolta : aqui a illuso preva-
lece sobre a realidade.
Entre nos, senhores, ha um poder que domina
todos os outros poderes conslitucionaes : essa tor-
ga, es.se poder omnipotente o poder executivo.
Eu poderei estar engaado enunciando esta pro-
posigo, mas se os meua collegas entenderem
que falsa, desejo que a impugnara.
O Sr. Drummond :Nao ; urna verdade.
O Sr. Symphronio Coulinho :Sabiamente nos-
sa coostituigo toda representago do estado so-
bre a base eteroa da soberaoia popular, e todo
equivoco impossivel em faae do art. 12, que
diz : todos os podares do estado sao delegagoes
da nago. Instiluio-se assim um principio sem
o qual nao ha governo possivel ; consagrou-se a
soberana popular, que oo seno a manifesta-
so paiz. os nossos sertoes, nao ter vislo os car-''com a fatilidade da rnisora.
gos policiaca entregues pessoas menos impor- O Sr. Luiz Felippe :-Nunca
untes e destituidas das aptidoes lgaos ? I Eu to barata como este anno.
pela minha parte, e sendo de urna comarca mui
importante, devo, e poseo declarar casa que
existem all autoridades que sao improprias para
policiarem, porque Ibes falta oo s a intelli-
gencia, mais ainda a moralidado oecessaria para
exercerem esses cargos. Nao raro que Ues ho-
mens abuzem efiram de urna maaeira mui incon-
veniente os direilos das differentes classes de
cidados sobre que exercem jurisdicao ( spoia-
dos ).
Eu, senhores, tenho muilos factos para sus-
tentar o que acabo de dizer, e s para nao en-
commodar a casa as pao clUrei, e apenas direi
que esse systema de martyriiar horneas, esse
systema de perseguigo e torturas, que a possa
coostituigo lo sahmenle repudiou, ou extin-
gui, sao desgragadameote exercidos ou pratica-
dos por esses horoeo, por essas autoridades !
Urna Voz : E" eio, mas verdade.
OSr. Sympbronw Coutioho : Nao quero, ce-
nsores, com isto que digo fazer urna accussgo
autoridade superior que tem a gerencia ds poli-
ca ; nao ceohores, porque reconbeco que mni-
tisvezes essa sutoridade levada por informagoea
menos exactas e sem psrfeito conhecimento de
nessoa que nopeia r-se abrigada a laocsr aso
de laesiodiridcos....
mo Voz : Abi esta e mal.
O Sr. Symphronio Cootinno : Mas o que
arte, e o qae se v 1ck> ; e paco cada um
que considerando, a aeorrenda a sua conscien-
ua decida ie cnaiilocjau secarla Mea.
tivemos fartnha
OSr. Sympbroio Coulinho:Alm dislo,
curso irregular das estagoes, o nenhum desen-
volvimeoto industrial que tem tido ndsa agricul-
tura, e que por esta razo nao pode entrar em
concurrencia nos mercados estraogeiros; a indif-
ferenga do governo em face do urna crise que
ameagava lo immediatamente os destinos dessa
untes fonte de produego que temos, conslituem
o complexo de causas, que eu chamei predispo-
nentes. r r
Estou, porm, convencido, senhor presidente,
deque se tivesseraos laogado mo de meios effl-
cazes, que podessem neuiralisar os efleitas dessas
causas, por certo, nao estaramos hoje sob os pe-
rigos do presente, e merc dss eveutualidades
do futuro.
Mas, senhores, nao appsreceram esses meios
uoico que se iadicou, a tlavanca poderosa que
se poderia empregar em ordem f remediar esses
males, e prevenir os desastres do porvir, era o
crdito, meua senhores nunca existi, entrenes,
eom alibsrdade que se tem dito.
O crdito, que nao o figuro easa alampada ma-
S'ca de Aladtn, seaundo a bella expresso do no-
e deputado pelo primeiro circulo... que sim,
algumas vezes, e perseguidos sempre. Este es-
tado de cousis i aflictivo, subversivo, inquieta-
dor; elle constitue s mais completa ocgscao doe
principios sobre que o governo preteade apoiar-
se e que deve fazer a sos torga.
Nao somente a inlengo do governo no pro-
caco eleitoral que Itrcageadaa^aimsgaoda
accoia conservadasa.
O poder judlcistio, casa salvaguarda de swaacc
direilos avia, unbess ^de necees garaatiac
pttUtcas, lem sido sioguiermenta humillado
pala soberana executiva. O arL 15 8. de
conatituicao diz: compele es cmaras legialali-
cas Jszerera leio, inlerpeete-Us, cuepende-las e
caaoga-las. Moa icio anda ucae-illucsa, pois
que lemos no paiz dona poderea Ugislelisac; um,
Sjadireito decojeratieado; outro, o ae facto,
tente. Esta a verdade. Pois ha iodepen-
mas devemos tr umssaUsnato unice e superior
a lados os outros: o amor de tfsao bello paiz
a riacta eeocsiao sfacs-ras sppellar e pal re til-
mo desta casa, e devo confiar na nobreza de ca-
ilcada tedscee meus eoilegos para que envi-
demos todos os nossos esforcosaura deque faca-
asta bettaa^meza .raa**.. tcaaaa>raj.i4,.
*rto eesajaa rz, e pasa oaaquisteT otos
gtorUs, como outr'ora j aa aanacatan.
Vazcc : Muilo bem.
delicia-da podar jadiciario em um paiz quinao a
^petrago das leis corre i dechflo do sover-
quando a magistratura inspira-se noc eonse-
lboada adratnislragao, quando aioamovibilidade
do juiz depeode do caprixo, do arbitrio de um
miuistro ? Nao senhores, oo pode, e nem deve
urna naci que hoje coolem em ai unios ele-
mentos de progresso, que aspira lo bello porvir.
proseguir nessa senda tortuosa emcujo declive se
encontr a aaarchia do poder soberano. Eu c-
lenlo que, nesti situaco, todos nos devemos nos
compenetiar da* graodes necescdadec do paiz;
todos nos cumpre levanUr;uma cruzada contra es-
sa ordem de cousas, porque, do contrario, como
bem disssenm publicUU, quando nos goversos
representativos o poder execulivo teode a expan-
dir sua esphera, marcha-se para o poder abso-
luto.
Alguns aconlecimeotos, Sr. presidente, teem
acorogoadoo governo nessa tarefa de reaego, e
citarei um que nos contemporaneo.e do qual pos-
so, com mais certeza, tirar a coHcluao que dese-
jo.Srs., um grande erro poltico, que ainda o
nao podemos julgar com toda severidade, preci-
piten em 1848 o partido liberal desta provincia
em urna lula armada, que foi gloriosamente ven-
cida no campo de batalba. Nao baalou porm
que a revolugo fosse vencida ; era mister. aob
pretexte, de salvar os grandes principios da so-
ciedade, dar rebate as veloas ideas conserva lo-
ras ; cumpria que, em frente da baodeira de re-
formas que a revolugo deixou fluctuar, ae alvo-
rassse a baodeira Umbem revolucionaria da
reaego; e, neste intuito, continuuu a obra do
exterminio, procurando-se, por assim dizer, es-
gotar a ultima gdlla de sangue de um partido ia-
teiro, ioteotando-se abafar no peilo desse partido
o ultimo sopro de vida.
Um Sr. deputado:E quem oflereceu a con-
cilago?
O Sr. presideote :E' penalisado que digo ao
pobre deputado que est totalmente tora do ob-
jecte da discusso. Eu, sendo esta a primeira
vez que o nobre deputado falla nesta caes, nao
desejara por modo algum priva-lo de expender
suas ideas, mas vejo-me forgado a isso porque e
que o nobre deputado est expeodendo sao pria-
cipios de poltica geral, e eu receio que esta dis-
cusso vadiante, razo porque pesso-lhe que se
restrioja.
O Sr. Symphronio Coulinho :-*Serei dcil a
advertencia de V. Exc, mas tenha a bondade de
conceder-me algumas palavras em resposta ao
apsrte que acabo de ouvir. I
go~dVpovVna~'repr^ *SE '^ '*" vencedor til
to : essa soberana porventura uma realidade en-1" *!"*. P"'idoTncedor, entao gastn-
Dlr-se-ha que tem existido iberdade de crdi-
to neste paiz
flan senhores ; se existi iberdade descrdi-
to, quem tois precisara dessa Tifcedatte, nunca
um elemento neeessaro, ejaencial prouglo, is
treasseges, c vtt.s m>lati#l desociedode mo- governo.que nao pode ximir-se de rotar com c
daros, nos doscoBhecldostrJda.
porve
tre nos ? Creio quenco. O poder execulivo nao
tem absorvido todo o elemento legislativo em si,
elemento que deve ser o regulador de todos os
outros poderes e a salva guarda das nossas ins-
tituigoes ?
Senhores, nao seise estou me desviando da
discusso ; receio que me digam isto, porque j
tem sido aventada nesta casa a idea de que estes
priucipios abstractos de poltica do nada nos ser-
reta ; tem-se dito nesta casa que devemos a Hen-
der somente aos interesses materiaes, e deixar-
mos o lado os principios de direito publico que
nos regera.
O Sr. Theodoro Silva :Isto nao deixa de ser
verdade.
O Sr Symphronio Coulinho :lias senhores,
toda a vez que se concentra a acgo do homem
no estomago, lem se dexado margem outras
cousas mais grandiosas.
OSr. Theodoro Silva :E* verdade, e, s vezes
assim succede. Sabe o nobre deputado que eu
nao tenho pratica da tribuna, e por conseguate
aceito com prazer, os seus apartes, visto como
me f>zem surgir aluumaa ideas, quejulgo coovo-
nieule Irazer discusio. Mas, como ia duendo,
urna poltica fatal essa que coocentra toda a
alleogo, toda a aclividade de um povo nos seus
interesses materiaes ; e toda a vez que a lei su-
prema esta, o que se v ? o egosmo succeder
aboegago, o calculo a nobreza do dever 1.... Nao
precisa todo o homem ter em seu corago um
pouco de euthusiasmo ? quaes as consequencias
dessa poltica acanhada que, em vez de dizer ao
homem gee eleve sa frente para o co, o con-
demna a olhar para a Ierra? Peds o indiOeren-
tismo publico, plantis a descreaga nos auimos,
pregis o abandono dessa bellas abstragdes (como
chamis) e em troco de tudo isto o que nos dais ?
a soberana absoluta do poder 1....
Nao aceitamos a compensago.
Toda a sociedade poltica, meus senhores, na
manifestago regular de sua aclividade, funda-se
sobre dous principios, o principio de coDservago
e de progresso ; um que raaolem-se na evocagao
do passado, oulro sobre as prerises do futuro;
principios estes que parecendo estar em coostan-
tante antagonismo sao por urna lei providencial,
solidarios em sua acgo, como tambera em suas
consequencias: e, servindo-me de urna expres-
so geomtrica, direi que elles representam na
ordem moral um parallelograrao cuja diagonal o
desenvolvimento de "suas tendencias progres-
sislas.
Qnando esses principios se maniera em perfei-
to equilibrio, temos a sociedade era sua vida nor-
mal, temo-la funecionaodo physologicameate ;
mas, fra dahi ha desordem, e corremos o risco de
ser presado despotismo ou da aoarchia, escolhos
sempre falaes para urna nago que preza suas
instituigoes e sua iberdade. Temos visto como
a escola que profesaa esse principio de conserva-
go, se ha desviado do nobre m que devera
manler as nossas instituigoes, como o principio
conservador, seguido pralicamente no Brasil, tor-
na-se um priucipio subserrvo, porque se lia en-
carnado em uisa reaego exagerada.
Fallamos, ha, pouco, do abuso, da perniciosa
inlerveogo que o poder executivo exeice no nos-
so processo eleitoral, nulificando assim s sobe-
rana popular. De feito, oo tem partido do
principio liberal essas convulsoes, ou explicar-
me-hei melhor, nao lem partido directameote do
partido liberal essas sublevagoes, que, por mais
de urna vez tem agitado a sociedade brasileira.
Pode islo ser um paradoxo, mas consintam-no.
Sr. presideote, corre geralmente no paiz
urna doutrioa que os arautos da reaego, com
lodo extorco, preuodem imprimir todo o vigor
de um preeeito constitucional: diz-se que, sendo
o governo urna autoridade moral, leudo designios
cumprir, e portanto amitos sustentar, deve
na hora extrema da eleigo, fazer prevalecer
sjacooservagao, cumpre-Ihe sustentar seus ami-
gos para assim realisar esses des gnios 1
Seuhores, esta doutrioa lo absurda e subver-
siva em si metma, torna-se inqua e revolucio-
naria na pralica; ella motiva sufucienlemeole es-
ses lastimareis conflictos que preludiara e carac-
terisam nossas pocas eleiloraes; ella explica
como o grande poder nacional est avassalado pelo
poder executivo ; ella consagra pura e simples-
mente o axioma j to sedicoque a eleigo
do governo.
Devo squi citar as sentidas palavras de umdis-
liado orador francez em referencia ao actual sys-
tema de eleigdes na Franga, que, sob este ponte
de vista, corre iguaes deslinos sos nossos. < A
eleigo a escolha feita pela nago dos mandata-
rios que devem ascignar oa actos do poder exe-
cutivo ; mas a eleigo nao livre na Franca. Nao
ha um ponto em que a nago vote por si mesan,
nao ha um ponto em que os dados e as probabi-
lidades sejam iguaes entra os candidatos. Ha
dez annos desta parte que se sena mui adoptado
o systema de candidatos do governo, de serle
que*o recinto da cmara, cojos nzembros devem
ser eleilos. pelo suragio universal, de 260 repre-
sentantes, apenas dezl podarcm entrar bateado
os candidatos administrativos que eucomraram
era seu caminbo. S a administrago, a mais a
maguera cabe a gloria pelo boa xito das candi-
daturas ofllciaes ; por toda a parte o niairc nao
o homem da cum-munc,- mas sim o homem do
governo sob pena de ser demiludo. Fora dos
candidatos officiaea nioguam mais se poda apre-
sentar sem que ensonlce de parte do poder me-
did*'' mais npatia Ma que paste pelo dUw-
borde verosporUdore de suas chapas presos
se por seus excessos, pervertea-se os ebredede
de sua victoria ; senlindo a impossibilidade ma-
terial de continuar sem auxiliar algum,eolioio
a impossibilidade moral de viversem urna som-
bra, ao menos, do correctivo da oposigo, lan-
gou mo de urna ido, que abstractamente era
generosa, e que devera s-lo tambera pralida-
raente: esta idea de conciliago. Mas, sao hafia
udelidade nesse programma, e a conciliago nao
passava de urna estrategia, e de um expediebte
ignobil: porque appellava-se ao interesse mate-
rial, mas nunca aos principios; porque o gover-
no desconhecendo a poltica liberal e magnni-
ma que fszia dizer a Cesar, quem nao contra
W comigo. professava ainda a politice aca-
nhada de Pompeo, esse conservador exagerado,
que lermioou perdendo ludo, quando dizia: qem
nao est comigo contra mira. Dizia-se cosque
abrjgava a falsa conciliaco as mesmes palavras
que Clov8 ouvio de Saio'l Rerai ao abjurar a sua
rel'gio: se queres eolrar no nosso gremio, abate
a tua Trente, altivo Sicambro, adora o que
tem queiraado, e queima o que adoraste. Assim
carainhavam as cousas ate que um homem, de
urna vootflde enrgica e corajosa, comprehendeu
a situago e seus perigos, e resolutameote/met-
teu seas hombros de encentro ao velho edificio
da poltica de reaeges. Assim, elle appollou
dedicagao de ambos os partidos, com a conscien-
cia de que sua voz seris ouvida.sua lealdde ap-
plaudida. Neste intuito, senhores, tratou de
alleoder urna das grandes necessidades do
paiz; emprehendeu restabelecer o principio elei-
toral, seno como deveria s-lo, ao menas, pro-
curando que a representago nacional se aproxi-
maste realidade.
Afastando-se da conciliago dos interesses ma-
leriae.3. o marquez de Paran, iniciou a grande
obra de eleigoes por circuios, e de incompatili-
dades ; programma, quanto mim, nao eomple-
to.visto nao repousar sobre a base de eleigo,di-
recta nao restabelecer as incompatibilidades abso-
lutas O tumulto, porm, recebeu o grande artfice
aa vespera de concluir o seu edificio grandioso
e a eleigo do 1856 revelou como a recgo muti
lava a bandeira de eoaciliago.
Eu oo quizera, o nem comprehendo a conci-
liago como um programma permanente, como
um programma possivel durante um loogo pe-
riodo de lempo : isto seria urna quimera, porque
a vida dos partidos a discusso. a controversia,
e em urna palavra o movmeoto. Pela minha paite
aceiteicom enthusiasmo a conciliago, porque,
nesse lempo, nao havia tregoa nem paz possivel
entre os homens ; e, nesta coodigo. conciliar
os nimos era nobreza de corago ; conciliar os
verdadeiros interesses da sociedade era umi ele-
vada coocepgo, era -urna politice magnnima.
Mas, senhores, o partido liberal, que oessa poca
prestou-se com tanta aboegago para firmar a
coocnrdia enlre a familia brasileira, vio desvane-
cerem-se suas illuses ; foi trahldo, quaodo, j
(tinelo o arrojado alhleta, houve de soer a hora
em que, sem arlificios e sem esforge material,
partidos dereriam correr ao pleito eleitoral.
Seria urna conveniencia poltica nao impedir
que o partido liberal procurasseser representado
mas elle toi atrozmente repellido das urnas.
O Sr. Brillo : Pelas bayonetas.
O Sr. Symphronio Coulinho : Foi repellido,
senhores, e sob que pretexto ? Sob o pretexto de
ser um partido que provoca a aoarchia, e a des-
ordem ; mas eu nao comprehendo que um gran-
de partido possa, jamis, professar um priocipio
tao dctestavel, qual o de desordem....
Enlendamo-nos, senhores : o que seja a iber-
dade. o que seja a ordem ? A iberdade o uso
das faculdados que, em direito, aos sao concedi-
dos ; a ordem a regulaiidade na manifestacao
dessaa aculdsdes, a iberdade a acgo. Fi-
gurava-se pois que o partido libere! era esen-
cialmente soarchists. Has eu nao descubro ra-
zo alguma que confirme cera desordem o apa-
asgto do partido liberal: e, ao eonlrario, se lan-
garmos urna vista retrospectiva sobre nossa his-
toria contempornea, oo sei qual dos dous par-
tidos terfr maior pese oa balanga das desordens.
m constantemente tem-se sublevado cootra
iberdade ; outro, seu turno, contra a autori-
dade....
Um Sr. deputado : Ser
saber Uto.
O Sr. Syrnphrooio Coulinho: Bom :
quero entrar nessa apreciaco ; mes protesto em
oome do.mea partido, em nomo das Jdas que
abrago, que nos nao somos desordeiros e terolu-
ciooarios.
OSr. Mello Bago : Proteste por si s.
O Sr. Symphronio Coutioho : Nao, senhor ;
proteste em oome do meu partido; porque, ce
ser desordeno procurar creer dircMos conferi-
dos pela eooslitiiicao, se ser desordeno querer
restabelecer o verdedeiro rgimen conclitueiosal;
?iSa? re?ol,l"onario8aqccllec que desejam umi
iberdade sabia, sob um podar regular, aquellos
que repeliera o system des axcluies, eotso de-
claro solemnemente que eu e meus amigos so-
mos revolucieacrios....
OSr. BrUc jApoiado.
OSr. Beeollo: -Muito bem.
O Sr. Gil i re nos : Seado caas sos es pri-
meiros decoedeiroo, ect reordo.
O Sr. Sy parante Gaactasra : O nobre de-
putado aaequiz eotrer necia discuccSo, e en an-
teado qaa o na daca facer tora.
Creio, pois. Sr. precedente, que ia rece deets
tuago que ae careces te tao inqnieUdora, sao
corre a dever cote aa aquello partido de oafor-
gar-sa pare eocaarar os perigos que aoe amec-
csm. Nao : nos lemos ideas oppostas, verdade ;
os
bom nao procurar
WtSTA OlMti
-ff D2?S*.e*Exc-**- PaaeaWento danro-
rumia, i aacigoado o die M de icrnbo pronimo.
pare se procedereteico de un potado* as-
cemblea geral, em eabstituigso ao fam. r. con-
selheiro Aotonio Coelho de S e Albuquerque
chamado paitados estraogeiros. .
No dia 30 do mez ultimo tere lugar no semi-
nario de Olinda s abactora dos exercitos religio-
sos do mez tairianno, qae ho sido celebrado
cora a devogo e deceocia pr rivallsaodo em esforgos o respective raitor, o vi-
co-reltor e seminaristas psra a attingencia desse
m.
A informago que temoe e respeilo expressa-
se por este modo :
* As 4 horas da tarde priocipia o tergo canta-
do pelo povo. 0depois entra o acto, sob a regen-
cia do conego vice-reitor, ajudado por dcui da-
conos. r
i Em comego recitada urna breve meditago
appropnada ao dia, pelo referido vice-railor se-
guiodo-ie-lhea ladainhade Nossa Senhora, e o
Tota-pulchra cantada e acom pan hada por um
bello instrumento orgsnisado pelos mesmos se-
mioaristas.
Em todos estes artos tem ha vi do p raucas, re-
citadas pelos cursistes ; e alguns seminaristas no
flm delles tem-se prestado a eaohr alguns ver-
sos acompanhados do mencionado instrumental.t,
Beassumio hootera o exercicio da solicita-
dona da fazenda geral o Sr. Francisco Xavier Pe-
reira de Brito, que esteva no gozo de liceoca.
Foi approvado otootrato eflectaado cora
Horacio Groen &Companhia, de Londres, para a
conslrucgo de urna ponte entre o Sanie Isabel o
a ra de Aurora pelo prego de 250:00011.
Por portara de 13 do corrente foram con-
cedidos ao bacharel Jdaquim Theolonio.Soares de
Avellar, juiz municipal de Iogazeira, triota das
de lieeoga, sem vencimentos.
O Sr. Antonio Dominguea de Almeida Po-
gas, proprietario de uo dos armazens de quo
tratoo ara paragrapho de nossa Reviste de hon-
tem, pede-nos que declaremos nao ser o de sua
propriedade, sito na travessa do cosario, de car-
ne secca, mas sim de molbadoe, tendo mento
ah urna pequea quantidade da que I le genero,
peixamosautoriaade competente o averiguar o
[acto e fezer execulor a postura municipal, ce
houver iafreccao.
Remette-nos o Sr. Duprat o seguinle :
f Senhor redactor.A benevolencia cora que
tem acolhido e feito estampa em sua Revista os
meus ariigos sobra a agricultura e acerca do mi-
nisterio novameate creado de agricultura, eom-
raercio e obras publicas, e qae ce echem asertos
nos Diarios de 28 do marco, 3,11,19, 26 e 27 de
abril prximo passado, valeu-me cumprlmeotos
e al agradecimealos de muilos de seos numero-
sos assignsotes e leitores, manifestando uns o
desejo de ver o governo por em execugo os pla-
nos por mim al'i indicados, e echando outros
conveniente, para maior publicidad*, que esses
ariigos, assim como aquelles que se acham nos-
Diarios de 22 de fevereiro sobre as seceos do in-
terior do Brasil, e de 23 de margo sobro a utili-
dade das exposicoes dos productos agrcolas e in-
dustriaes, fossem coleccionados n'um folheto,
de que se tirasse grande numero de cxemplares
para serera distribuidos gratuitamente pelos se-
nhores de eogenhos, cultivadores, commereisn-
tes, etc.
e A' isto devo dizer que Bao posso fazer essa
despeza, e creio que temos feito bastante em prol
do bem publico, eu redigindo os ditos artigo?, e
Vmc. esta rapando-os em seu Diario.
Se alguma reparlico publica, associagSo
agrcola ou eommercisl porm quizer pagar as
despezas de impresso e papel para estes folhe-
tos, offerego-me gratuitamente a corrlgir alguna
erros lypoaraphicos que deram-se na impresso
dos mesmos citigos.
No entretanto venho rogar- Ihe o favor de pu-
blicar em seguimento desta um extrato do rela-
torio do gobernador da Jamaica, dirigido ao go-
verno inglez em 1845, o quat Ihe remello jonto.
Acho que tem analoga com o que hei dito.e cora
o que se pode esperar do trabaIho iutelligente,
dirigido pels sciencia da agricultura, na quadra
principalmente em que todos se compenetrara
desta verdade, e do tbrouo aconselhada ao cor-
po legislativo a creago de escolas orticas de
agricultura.
Sou como sempre de Vmc. mui atiento ve-
aerador e amigo obrigadiseirao,
F. M Duprat:
f Pernambuco, 14 de maio de 1861.
Melhoramentos e phogressos diversos.
O espirito de melhoramentos e progressos nr>
tem cessado de animar os habitantes da Jamaica
oo obstante as numerosas difficuldades qae tem
encontrado. Os proprietariosoaseus representan-
tes applicam-ae constantemente iotroduzir era
seus metbodos ordinarios de cultura todas as
mudencas requeridas pelas exigencias de sua no-
va posigo ; mas a Jamaica aprsente urna to
grande exlengo de trras feriis, o prego das
mesmas lo commodo, e to fcil de tirar
deltas, quasi sem trabalho, alimentos em quanti-
dade sufficiente, que odesenvolmento da civili-
sago, doegoslos e das precisoes que ella cria,
parece a muitas pessoas prudentes o melhor e
ulvcz o nico meio de prender os libertes gran-
de cultura. Tambera todos sentem a necessida-
de de derramar os gerraeos de boa educaco nr>
meio daquella classe, embora oo seja seoo por
ioteresse puramente material e com o.fim de
chegar a substituir um dia, por um pequeoo nu-
mero de obreiros intelligentes, o graode numero-
de bragos que o amigo melhodo de cultura exiga
nosengenhos.
Demsis o emprego de methodos e de instru-
mentos de cultura aperfeigoados produz j excel-
lentea effeitos. Em todos os lugares onde a char-
ra ha substituido a enxada. e emprega-se a gra-
de, tem resultado ao mesmo lempo augmento
as culturas e urna diminuigo no numero dos
bragos oceupados.
Isto oo tudo, os deveres novos impostes
aos trabalhadores, sao aeeomraodados desen-
volver-lhes a intelligencia ; e assim ha proveito-
para o dono e para o obreiro. O mestre lavra-
dor obrigado i dar provas de aclividade, so-
briedade e indiligencia ; o tratamenlo dos ani-
maos de servigo que esto seu cargo, exige del-
le certa intelligencia ; e para conservar-ee em
seu emprego, precisa provas de hbitos regala-
res, de modo que sendo melhor retribuido que os
outros obreiros, procura manler-se na confianca
do patro ; e tem-se recouhecido que pem ge-
ralmente um alto amor proprio no bom desem-
peohode um lugar que o colloca cima do com-
mum dos trabalhadores. Por outro lado estes
iovejam a posigo do mestre lavrador, e o desejo-
de a obter per sua vezentretem enlre elles urna
certa emulago.
a E' assim que a experiencia tem provado que
os progressos mories e materiaes ondernem pas-
so igual, e qae um sao sempre acompanhados
dos outros.
No numero dos melhoramentos do interesse
geral, que a colonia lera realisado, nao deve fi-
oot esquecida a execugo de um eaminhode ferro-
entre Kingston e Spanish-Town. Esta importante
{-empresa correspondeu plenamente a espectatirs.
des-qae s suscitaram, sendo os trbateos execu-
lados com grande celeridade, e a despeza mode-
rada. Oatras lionas foram votadas pela assem-
bla focal, s se spera a sanego real para prin-
cipiar c execugo.
c Os eaminhoe de ferro transportante com se
gnraoea os productos dos eogenhos do interior ;
e satis proprietarios evilario desta maneira cora
as desperas de um servica de rodagem difficil e
de*orado as averias inherentes a este modo de
traosporte, assim como a parda de aaimaes que
moneas oro lal servigo naectagio das chavas.
Estou persuadido alm disso, accrescenta o
gevernedor, que d'aqei s pouco tempo os cami-
hoc de forro contriboirao pera determinar a
torsaeeio de eogenhos centrecs, que augmenta-
rlo o rendimento des canoas, e promovero esta
cultura-aes pequeas propriodades.
s. eesesabla leeal aeseciou-se so movimen-
to geral dos espentos, adoptaudo diversas medi-
das, que tesa por flm odescovolvimento do pro-
gresso sacMl.
Forera recolhidos casa de detcnco nos
diastl, lt e 13 do corrente 13 homens e 8 mn-
laaeca, seade fi livrcc o 5escraos, a ss*ot : S
ordem do Dr. chefe de polica, inclusive o escrc-




"

uBiskimnMmman wizta. iwiu te. maiod8i.
'.' llll'-lW""
m
to GsasrM, asaUaosote i Poapitlo'Cai>eleeoli
de Helia; l ordem do Dr. juiz municipal; 3
ordem do delegado do i* distrtcto; 2 ordem
da subdelegado do Recie: 2 ordMi do de Son-
to Antonio, inclusive o escravo Joo, de Fraa-
cImo Goocalvee; 7 4 orden do do Sv Jote, in-
clusive oeeaeravoe Faustino, de Paulo Leio Car-
oeiro, Jorge, de Miguel Fraociaco de Sooza Re-
g e Amaro, de Miguel Pereira.
_ Passageiros do vapor ingles Magdalena,
vindog dos porios do sul:Josa Rodrigues Piaio
Coimbra. 257 para os portas da Europa.
MOMALIDADB 00 U 13.
Tilo, Pernambuco. 4 meses,. Boa-Vista, ttano.
Jorina, Pernambuco, 3 annos, sacra, Recie,
coque-lache-.
-14-
Domiogos Sevelhaoo, Italia, 60 annos, casado,
Recite, apopleiia.
Joa Ignacio, Portugal, 19 aonos, solteiro, Boa-
Tista, febre perniciosa.
Alexandre Joaquim da I.ima, Peroambueo, 18. aa-
nos, solteiro, Boa-Vista ataque de epicleaia.
Albert Harmo, Blgica, 42 anuos, easado. Recite,
disenteria chronica.
Mara, Pernambuco, 11 dias, S.Jos, espasmo.
lia noel, Pernambuco, 5 mezas, Santo Antonio,
um aiite aguda.
Mara, Pernambuco, 7 diti, S.Jos, espasmo.
I 15 *
Manoel, Pernambueo, 5 meses, S. Jos, coa-
vulsoes.
Manoel, Pernambueo, 5 mezes, escravo, Boa-Vis-
ta, diarrha.
cononmcio.
I
CAIXA FILIAL
DO
ANCO DO BRASIL.
EM 14 DE MAIO DE 1861.
A aixa descont letras a 10 "/, sendo as de
seu aceite a 9 / toma saques sobre a prega do
Rio Ide Janeiro, e recebe dinbeire ao prono
4e 81 7.-
157:128*920
15:8538651
Alfandega,
Rendimento do dla-la 14. .
dem do dia 15. .
173:0820571
BBovfinento da alfa aniega,
Volumes entrados com fazendas.. 10
o com gneros.. 108
Volumes

sabidos
com fazendas..
com' generes:
-----118
116
632
748
Descarregam boje 16 de maio.
Calera franceza Raoul vinhos e ontros g-
neros.
Barca ingleza John Martinfazendas.
Barca portuguezaGratido mercadura.
Escuna portuguezaLimaidem.
Escuna hamburgueza Cbristlna farinha de
trigo.
Brgue inglezJuka bacalho.
Barca nacionalAmeliadiversos gneros.
Beccbedorla de rendas internas
ajeraes de Pernambuco,
Rendimento do dia 1 a 14. 12:8263003
dem do dia 15....... :z53j6z0
15^081623
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 14. 32:I95469
dem do dia 15.......2:W5|S31
34:391*000
MoTimento do porto.
Navios entrado no dia 15.
Porlos do Sul6 dias vapor inglez Magdalena,
de 1617 toneladas, commandante R.Woolward,
equipagem 130. carga varios gneros.
Lirerpool42 dias, brgue inglez Ziska, de 185
tonelladas, caplto Richard Medhurst, equi-
pagem 10. carga fazendas; a Sauoders Bro-
thers & C.
' Assu10 dias, hiate nacional Exhalado, de 37
toneladas, capito Trajano Antuoes da Costa,
equipagem 5, carga sai ; a Grugel A Irmo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio da Prata Brgue nacional Veloz, capito
Lsuriano Jaciotho de CarraIho, cargo assucar.
Bio Grande do Sul Palhabota nacional Supe-
rior, capito Antonio Evaristo da Rocha, car-
ga assucar.
MaranhaoPalhabote nacional Lindo Paquete,
capito Jacinto Nones da Costa, carga assucar
e ontros gneros.
i OJ o. o. o a . E5 a. s * o. ao E Moras.
V V A e i e e 00 w aa B e y* kthmosphera O
rs w m V O V. O Dirtco. 4 M : s H O- V. R-?!
V w 03 O o a Intensidad*. si
s s 00 to. 00 a Fahrtnhtit. 50 S H "i 9 p 0) '"as
5 g .8 00 a en Centgrado. I c*
~ 3 s| o 8 Hygrometro.
o o o 00 to Cisterna hydr~ mtrica.
2} oo -j $ -a 3 Franeez. > so O H H SO O
8 ce $ 3 8 o Inglez.
noite nublada e de aguaceiros, vento rariavel
de intensidade do quadraotedoSE at as 3 h.40'
e desta hora em diante terral.
0SCILACA.0 DA HAR'.
Preamar as 8 h. e 5** d* manha. altara 6. o.
Baixamar as 3 h. e 6' da tarde, altura 1 6 p
Observatorio do arsenal de marinha,15'delraio
1801,
-de
Romano Stepple,
1 tenente.
Editaes.
Alexandre Augusto de Fras Villar.official da im-
perial ordsm da Rosa, majorcommadante inte-
rino do primeiro batalho de artiiharia da guar-
da nacional do municipio do Recite, e presi-
dente do couselho de qualificaqSo ds parochia.
de S. Prei Pedro Goosatves, por Sua Mageata-'
de Imperial, etc.
Paco saber a quem Inleressar possi, que de
contormidade com o disposto no artigo 1 parte
2* do artigo 9 do decreto numero 1,130 de 12 de
/dearco de 1853, e artigo 8* desinairaeces de 25
d*> u*u>ro de 1850, se tem de reunir, na lerceira
mminga de maio, o conselho de qualiflcacao pa-
r"/i!i 1usl'flcS?< Ia guarda nacional da
terda parocaia, no consistorio da igreja matriz
do Gorpo Sonto.
E para que chegoe ao conhecimento de todos
EMBde! passar editaos que serio publicados pela
i2*P?-7 / *, "do n8. ,0",es designados na
If. Cidade do Recite, 11 de malo de 1881.
Pevaote a cmara mnuicipal desta cidade
eMart em Pr,Sa nos dia 17.18 e 20 do corrate,
arobra do aterro, a fazer da estrada do maladou-
i totfa a sua errensao desde a roa "
. a crescendo,
4irad. oreada em 7:t28~
Oo pretenden tes devem
o que nao poderlo mocar.'
oca, para la-
sw.
apreseaiaj fiaos, a
mu .em
_ daJUeV.
Farrajr* Aeoiol,
alo de 13 de maio de
la, pro-presidente. Manoel
oeerelario.
OMm. Sr. njapectur da t&bMuraci* & f.
zeade anata provincia manda convidar os Srs.
proprieUrios dss casas n. 83,85,87.88, 91, :
99, W. ft?. 161. IOS; W5, m, # Clu, lS.
117,119, 12!, 123.1S6,127,119,135,137,139,141
e 143 da roa do Pilar do bairro do Recife a virem
parante elle, daa 11 horas da manhla s 3 da
tardo dos dias seguinles i publicacto deste ao
nuncio ateo flra do correte mez, tratar da alhaa-
cio 4 fazonda das mesmas casas, cujo terreno.se
torea aocooaario ao arsenal de marinha da pro-
vincia, para o que, segundo o aviso do respecti-
vo, ministerio se proferir! o ajusle amigare! i
deaapropriaco legal dss ditas casas.
Secretara da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 11 de malo de 1861.Servindo deoffl-
cial-maior, Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
Rodolpho Joo Barata de Almeida, commendador
da imperial ordem da Rota, eavallerro da de
Christo, teneole-corooel commandaote do 2.*
batlhao de infanlaria da guarda nacional da
freguezia de S. Jos desta cidade, presidente
do cooselhe de qaalificaco, e revisao da guar-
da naeiosal da mencionada reguezia, por S.
M. I. e C, que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, e
2ue possam interessar, que ne dia 19 do correte,
s9hors*da manha, estar reunido o referido
conselho do consistorio da igreja matriz daquella
freguezia, como dispoe o art. 1. do decreto o.
1130 de 12 de marco de 1853. R. J. B. de Al-
meida, tenente-coronel presidente do conselho.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em enmprimento da resoluto da junta da
fazenda, manda fazer publico que no dia 29 do
correte, perantea mesma junta, se ha de arre-
matar a quem maia der os imposios abaizo de-
clarados.
Taxaa daa barreiraa das estradas e pontea
seguintes.
Magdalena por anoo___6:11 OjjOOO
Giqui.idera............ 5:3503000
Ja boa tas, idem.......... 3 887j>500
Cachaoga, idem.......... 3:450)000
Motocolomb, idem...... 1:6059000
Bujary, ilem............ 5508060
Tacaruna.idem.......... 5523000
Ponte dos Carvalho, idem 9059000
Tapacur, idem..........1:206000
Vinte por cesto sobre o consumo da agurdente.
Municipio do Recife, por anno..... 13:008000
As arrematarles serlo feilas por tempo de tres
annos a contar do 1 de julho do cerrente aono a
30 de junho de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tacoes comparegam na sala das sessoes da mes-
ma junta no dia cima declarado pelo meio dia,
competentemente habilitados.
E para constar se maudou offixar o preseeote
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.
0 secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
0 Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chtisto, e
juiz de direito especial do commemo desta ci-
dade do Recife, cspitil da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.
D Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem,
que Jos Manoel da Costa Gamillo dirigio-me a
pelico do theor seguinte :
_ lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commer-
eioJos Manoel da Costa (lamino, tendo esta-
blecido urna sociedade com Pedro Gongalves
Pereira em urna officina de cantara, por tempo
indeterminado, e nao lhe convindo a continuado
da mesma sociedade, por ter verificado depois
da sahida de seu socio para Portugal, que elle
prevaricara inteiramente sendo a sua viagem um
meio para subtrahir-se qualquer iocommodo,
sendo que vericou o supplicanle que elle servi-
ra-se da firma social para haver dinheiro por
meio de letras, que se veoceram ltimamente,
nao tendo a officina se utilisado desse dinheiro,
do que resulta incalculavel prejuizo ao suppli-
canle accrescendo que este era c quem nica-
mente trabalha na mesma officina, pelo que tem
aquelle socio se locupletado com a jactura alheia,
requer V. Exc. se digne de mandar citar para
s primeira deste juizo louvar-se, e ver o supli-
cante louvar-se era juizes arbitros, que procedam
a liquidacao da sociedade, visto com j ao suppli-
canle nao convm a continuadlo da mesma, pro-
cedendo-se nos termos ulteriores, sendo a cita-
cao com a pena de revelia. E porque o eupplica-
do estando em Portugal se ausentara para lugar
nao sabido, como se v da carta junta, requer
V. Etc. se sirva mandar que se faga a citacao por
edito", justificada a incerteza de lugar. Pede
V. Exc. queira assim deferir.E R. M.Fon-
seca.
E mais se nao continha era dita petic.ao, na qual
dei e profer o despacho seguinte :
D. Justifique. Recife 22 de marco de 1861.
A. F. Peretti.
E mais se nao continha em dito despacho, em
virlude do qual fdra a mesma peti;ao distribu 1
ao escrivao deste juizo Manoel Hara ; e tendo o
supplicanle produzido suas teslemunhas, foram
sellados os autos, e subindo minha cooclusao,
nellcs dei e profer a seatenga do tEeor se-
guinte :
A' vista da inquiriro de fls. 6 a fls. T, julgo
prosada a ausencia do justificado em lugar nao
sibido: pelo que mando que seja citado por edi-
to, passando-se a respectiva carta com o prazo
de 30 dias: lindo o qual, e sendo o ausente ha-
vido per citado, se lhe dar curador para com
este correr a causa os seus devidos termos : e
pague o justificante as cusas.
Recie, 27 de abril de 1861.Anselmo Francis-
co Peretti.
E mais se nao continha em tal senteoc aqu
transcripta, e em sea inteiro camprimeato o res-
pectivo escrivlo fer passar o presente edital com
o referid prazo de 30 dias, e pelo seu theor cha-
mo, cita e hei por citado o sobredito supplicado
por todo o expendido na petico supra.
E para que chegue o presente ao conhecimento
de todos, ser publicado pela imprensa e afado
do forma do estylo.
Cidade do Recife, 6de maio de 1861.Eu Ma-
noel Mara Rodrigues do Nascimento, escrivao o
subscrevi.
Anselmo Francisca Perttti
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em enmprimento da resoluto da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 23
do correte, se ha de arrematar a quem por me-
nos ier, o fornecimonto dos medicamentos e
uteocilios para enfermara da casa de deteoco
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
do Io de julho prximo vindouro a 30 de iuciho
de 1862.
As pessoas que se propozerem a esta arrreroa-
tago, comparegam na sala das sessoes da mesma
junta no dia cima declarado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, que ahi lhe sero
presentes o formulario e condicef da arrema-
lacao.
E para cooslar se mandou affizar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.-.0 secretario, A.
r. da Annunciaco.
Declara^oeg.
C0RRE10.
Pela, adminietrscao do correio deeta provnola
so faz publico que, aa malas que dove codojlr os
vapores cosjeiros Jaguar.ibe e Iguarass, serlo
fechadas a daquclle no dia 20 do crrante as 3
horas da tarde, a deste no dia 22 tambera do
corrente aa 2 1(2 horas da tarde, sendo o destino
dsquollo para Macei e portoe Intermedios, e o
deste para o Osar e portoa intermedios.
Santa casa de misericordia do,
Recife,
A Illas, jauta admiuistMiiTs da santa casa ds
misericordia do Recife. manda fazer publico que
rungas laca iraasaceao alguma cere das ca-
" *M* 5 da u y* Crua. oatr'ora os.
17,18 e 28, que foram do finado Rento-Jos Fer-
nandas, s tero estado na indi vid posas, da. fst
ds Cuoha Teixeira e dos herdeiros de Francisco
at o dito aaiadouroTn MmirtTtt *l)*****>.** ao pretende a mesma
trinu p^mosda MoT.r^nTcTna^S WJ?1^"**^ '."*.<, l
ridaa sosas e besa daquelte finado.
Secretaria da santa e#4 4 misericordia do Re-
cua 15 de maio de 18st.O escrivao,
B. A. Cavolcaa tMaaaoiro,
Subdelegar^ia de Oftoda.
AcJia-sa.reMitildo cassia da cidadade OUa.
fA,P>r atwpar-a (u*4a, prets oasfido, riss-
ldt os dia m mrt}99 cH Jlasonla Pbseaaa ds
ittm, ims, s.lMsoiaeo da Paai* Andrase :
1K2JS*"1?-* ^"^ neadji sserars
?XMote-o 4-iHtiblcar.
Caixa fiiial-do kanco do Brasil
em Pernambuco.
Por orden da dir^ctoria em cuati-
prment do diipoito no ari. 4 do de-
creto n. S685 de 10 de novembro do
annofindo, tai-ie proceder, dentro do.
prafeo de k mazeva cDntsf detta data, a
lubatsluicao das notas de 9D| da emita**
da mesma cauta.
Caixa filial no Recie aos 20 de mar-
co d*M61O secretario d directorin
francisco Xofio de Barros.
Conselho de compras naraes.
Tends de ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado, sobae condi;5es do
estylo ji bi multo publicadas,, manda o eonaelho
fazer constar que isso ter lagar na sessao pr-
xima a 18 do corrale mez em- vista de propostas
entregues neise dia al is 11 horas da manbia
acompanhadas das amostras dos onjectoe
Para os navios.
1 peca de cabo de manilhs de 6 pollegadas, 1
dita de dito de 5, 11 pie* de gomraa elstica, 82
pecas de lona ingleza estreita, 40 paos de lacre
encarnado, 21 resmas de papel almajo e 27 gar-
rafas de tirria de esersver.
Para os navios e arsenal.
2 csixas de fainas de flandr.es dobradas, e 2 di-
tas singelas.
Sala do eonaelho da compras navaes, em 11 de
malo de 1861 O ascretario, Alexandre Rodri-
gues dos Aojos.
SOCIEDADE SAMARA.
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia
Sacam e tomam saques sobra as pragas do Rio
de Janeiro e Para.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Sabbado 18 do corrente.
9o* Recita da asstgnatura.
A orchestra ejecutar a grande ouvertura da
opera
La Reine d'umjour,
depois do qual subir sceua o bello drama em
quatro actos e um prologo,
JOCELIN
oo
0 .liBIMiEIRO DA MRTIMCA,
PERSONAGENS DO PROLOGO.
Joeelin........................ Germano.
O conde Len d'Esgiegnv...... Vicente.
Flambart, pescador............ Raymundo.
Gaspar, seu aQlhado............ Campos.
Um cabo de dragea da rainha. Rraga.
Madama Flambart.............. D. Jesuina.
Amelia ........................ D. Carmela.
Um official .................... Leite.
Um raarioheiro................ Santa Rosa.
L'ma creda de estalagem...... D. Julia Rosa.
Marinheiros e soldados.
PERSONAGENS 00 DRAMA.
Van-Broust, marinheiro Joeelin Germano.
O almirante de Saint-Renau,
governador da Martinica .... Tttomaz.
OcavalleHO de Servires...... Nanea.
Eduardo, secretario do almi-
rante ........................ Valle.
Rercadec, moco................ Teixeira.
O feitor......................... Santa Rosa.
Amelia, condessa de Saint-Re-
du.......................... D. Carmela.
Clotilde, sobrinha do almirante. D. Manoela.
Criados, marinheiros, negros.
A accao passa-se no prologo naBretanha perto
de Lorient, em 1763; e o primeiro, segundo,
terceiro e quarto actos na Martinica, em 1783.
Terminar o espectculo com a bella come-
dia em um acto
CHA MtLHEIl POR MAS HORAS.
Come cara s 7 horas:
Atsos martimos.
Sane impreterivelmepte so dia 20 do cor-
rente para o Aracaly o hiate Inveocivel ; quem
quizer carregar ou ir de passagera, dirija-se a
ra da Senzala Velha n. 140, terceiro andar, a
tratar com Jos Joaquim Alvesda Silva.
Rio Grande do Sul
ssgue com toda a brevidade por ter quasi toda a
carga pcompta o patacho Social : quem no
mesmo quizer earregar o resto, enteoda-se com o
consignatario Manoel AlveaGuerra, ou com o ca-
pito a bordo.
Porto.
Segu ata o dia 31 do correte a releira e bem
coohecida barca poriuguezi aSympatbia, por ter
j engajada sua carga ; recebe passageiros so-
menle, para o que tem commodos escolenles "
para tratar, com Rallar & Oliveira, na ra da
Cadeia do Recife n. 12.
CQMPANHAgBRASILEIRA
O vapor Oj/apock, commandante o capito
tenente Santa, ftarbara^ esperado dos po/iosda
norte, st o dia. 18 do crrante o qual dapois da-
demora do cosime seguir para os do sbl.
Desde j recebnm-se passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder sanduzu a qaal da-
ver ser embarcada no dia e sua chegai: agen-
Jfatia
RiadeJaDeiro,
segua em poueos diu pox M Ur psrta da sfftf
carregamentoa barca nacional Castro NI ; pa-
ra o resto que anda falla, passageiros a eaeravos,
para os quaes tem commodos eicellentes, trata-
so com os seus conHgnaiacioa Pinto ds Souza &
Bairao, na roa da Cruz n. 247 ou com o capito
aa pra;a.
Para o Aracaty
aho a hiate NicolM I, mestre Pedro Jos F ran-
ciseo, no dia 15 do correte: trata-as com P-
renla vanos & C para passageiros e o res o da
carga.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
aaaaiAnna : para carga e passasjeiros trats-se
cora Gurgel & irmo, na roa da Cedisn. 82.
Avisos marilimos,
Freta-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
S a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe : a
tratar com o consignatario Manoel AlveaGuerra
na ra do Trapiche n. 14, ou esm o-capilao a
bordo.
ILHA DE S. MIGUEL.
0 pase-lio portugus Linw, de primeira mar-
cha assjsa at odia 10 de juoao, ji Um o seu
carregasaerUo prompto ; e para passageiros, pa-
ra O que lera excedentes commodos, trata-**
cornos seus consignatarios Joo do Reg Lima
& Irmo.
interreiKjio do agente Hyppotito da
Silva e por conta e risco de quem per-
tencer, de cerca d 1,500 saceos cosa
farinha de mandioca vinda de Sinta
Catharina ne brgue nacional Maria
Rosa, as quaes se acham no armazm
aiandegado do Forto db Mattot den o
minado barao do Livramenlo devendo
abi efectuar-se o mencionado leilao:
sexta-eira 17 do corrente ao meio dia
em ponto.
LEILAO
DO
FREDI95
Sabbado 17 docorrerite.
Costa Grvalho far leilao por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphos e a reqaerifaeoto
de Francisco de Salles de Abdrade Luna, lhven-
tariante dos beos deilados por (UscimeaJto de
Jos Mara da Costa Carvalho, dos predios se-
guintes j annuociadoa: urna casa na rus] Nova
n. 24, nma dita com sitio na estrada de Joo
Pernandes Vieirae umaitio na ra de S. Miguel
n... aa quaea vo a leilao com o abatimento da
quinta parle.no diaao meio dia, para inforava-
ces com o mesmo agente- que se acha lufficien-
temente habilitado.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bous commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Araaaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novon. 6.
COMFANHIA PERNAMBC\NA
DE
Navegado costeira a vapor.
Paranina, Rio Grande do Norte.
Vacao, Aracaty Ceara' e Granja.
0 vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahira pan os-porto* do norte al a.Graoj oo
dia 22 do torrente mez s 5 horas da larde. Re-
cebe cargaat o dia 21 ao meio dia. Eosommeo-
das, passareiros e dinheiro a frete at o dia da
sahida as 2 horas: escrptorio no Forte do Mat-
103 D. t.
Leiloes.
LEILAO
DE
lima taberna.
S libado 18 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Esm. Si. Dr. juiz especial docommereio e a re-
querimtnto de Anlonio da Silva Harbosa Ferro
da armigao, gneros da taberna do pateo do
Terreo o, 28 de Henrique Amante Chaves no dia
cima ai II horas em ponto, a voolade dos com-
prado re.
Quiuta-feira 16 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. Sr. ir. juiz de direito especial do com-
mercio e a raquerimento dos curadores, fiscaea e
depositarios da maesa fallida de Antonio Joa-
quim Vital, da armaco, mercaderas, dividas,
joias, esenvos. movis e urna casa de um andar
esoto na ra Imperial n. 79, perlencentes ao
mesmo taludo, no dia cima as 11 horas em pon-
to, na ra Direita n. 103.
LEILAO
DE
HOJE 16
PELO AGENTE
140 caixas.
0 referido agente cima vender por conta e
rieco de qaem pertencer de 440 csixas com ex-
cedentes batatas vindas do Porto aa barca por-
tugoeza Sympatlila, e ser feito o dito leilao
em um ou mais lotes a vontade dos comprado-
res : boje 16 do. corrente pelas 10 horas da ma-
nha porta do armazem do Sr. Annes defronta
da alfandega.
cia ra da Cruz n. 1,
Meadea
escrptorio oejAzevedo
i!
na
-sjao-asaft rtmn fe
.enirl ?az allhoi" *'*'* BMeba esega al
o dls tao mel da. Paasagetros e lnneTro a
SoS*1.'.: ""f" S* 3^OT,t: crlplorlo
do Forts do Mattos n. 1.
Leilao
Sexta-feira 17 do corrente.
Urna casa terrea
NA
Ra de Norias.
O agente Caroargo, ^ra'leao casa ta na, ra de-, Hortas, chSos pro.
prios, a qual tem boa alalt q^^tl e
dem4wis.sf a messao aeeate para
tofeM^et m t;ua 4a\Mft> n. 10,
apade>ser* o mesna leil&o as 11 horas
empaolo.
Grande hotel em Londres
2 Golden Square.
f. A. d*Oliveira.* C, tendo tomado o eaU-
nsedmenlode J. Oliveira, e haveno-o aog-
msntado e msihorado em todo otsealido. par
maior commoSidade e satisfago dos hospede^
assegoraaii aos seus amigos que veobam esta
capital, nelle contiousro a encontrar todo o ssr-
ra^se* *" *fSC*a*' D^*w |HeasS>aaa saeae-
Aluga-se in escravo excellente coziohei-
ro: quw precisar, dirija-se o.rua do Cetovellor
n. 1, primeiro andar.
2 0 Dr. Joaquim da Silva Gusm77oTe Stt
ser procralo para o ejercicio de sua
proflssao medica a qualquer hora do dia
ou da ooits no largo do Caroso n. 5. pri-
meiro andar:
nmmmpm mmmmmmm
Quem precissr de um homeui de reconbe-
cida probidade. j pela sua idatfe e pela sus fi-
delidade, para se euearregar de qualquer co-
branza, ou tomar conta de algura estabelecimeD-
lo, entenda-se com o Se. Manoel Pigueiroa de-
Pana, que lhe dir quem .
O abaixo aasigpado faz sciente aos seus de-
vedores que tenham a bondade de ir aaldar seus
dbitos na.taberna sita na ra da Imperatriz n.
4 al o dia 15 de junho, do contrario tero de>
pagara um procurador judicialmente sem maia
demora.
UlUO.
i.
W9999 9 999
Sexta-feira 17 do
Costa Carvalho far leilao da armacao. mer-
cadorias e dividas da masa* fallida de Manoel
Francisco de Helio na ra do Livramenlo n. 19,
por ordem do Exm. Sr. Dr. juiz de direito espe-
cial do commercie a requermento dos caradores
fiscaes e depositarios, visto que no primeiro lei-
lao nao appareceu offerta sufcieote pela que al
tae dia receber o mesmo ajele qoaesquer
proposta a prazo com fiadores idneos. Princi-
piar as 11 horas em ponto.
IL121LM
DB
COBRE.
livren capito da galera <
Himalaya, arribada
1 STAHL C.
>rrej WITIUTISTA DE S. M. 0 IMPERADORA
' | Roa da ImperaIriz numero \\ g
9 (Outr'ora Aterre da Roa-Vista.) 9
Retratse m tolos es- $
t\Vo e tami\\ios. %
% Pintura ao natural env
S \feo e aqaareUa. %
% Coplas de daguerreo- f"
typo e ontros arte- 2
Cactos.
| \mbrotyuos.
I % Paisagens.
B. G. Bendiren capito da galera di- i_
namaraue2a Himalavan arrharla a uT s Francl,co Tedrozo faz acieule ae pu-
uranjueza mmaiaya, amDaaa a bheo, quo por achar nome Igual, d'ora em dianta
este porto na saa recente viagem de assignar-se-ha por Jos Franeiaco Pedrozo de
Valparaizo e Tome' para Cark, fara' lei- Car?8lho- e Pra constar publica pelo presente
iK_ _._ r ., I Auseotou-se da casa do coronel Joo Fran-
SO por intervengo do agente Hyppo- cisco de Chaby, o escravo crioulo de noma Simio
lito, em pretenca. do Sr. cnsul ds Di- 1ual lem os seguintes signaes : baixo, magro*
namaroa e com autorisacSo do Sr. ins-: 5fr "be?* *"?!* n,rilKch*0* den,M "lo.
Q^____, ir j ^ I *9 Paqueaos, bem conhecido por ser boleeir
pector da altandega e por conta e risco e aapateiro, fuma muilo, toca violo, e cania mo-
de quem pertencer de urna grande por-! dinnM : quem o pegar, lee-o ra da Impera-
cao de cobre velho: quinta leira 16 do .Ulh ouU ora "Urr0 da Bo*-Visla D- *
corrente as 11 horas em ponto, no ar-' A mesa regedora da irmandade
maem aiandegado do Sr. barao do L- d Santissimo Sacramento, da matriz da
Boa Vista convida a todos os sens rmos-
jpara comparecerem no dia 19 do cor-.
I rente peta 9 horas da manha no con-
sistorio da mesma, para eleco da nova-
mesa que tem de reger de 1861 a 1862.
| -0 eicrivo interino, Joaquim Fran-
cisco Franco.
vra ment caes d'A pollo.
DE
virseos.
O agente Hvppolito fara' leilao por'
ordem dos Srs. Tisset Freres &\ C : de'
uma porco de caixas Com marrnsnnina F^'iL' "a commefC'o..deseja eocarregar-se de
A~ J...~ JV_ > ^umjnarrasquino irabalbos de escnptura?o
Escripturaco
mercantil.
Uma pessoa competentemente habilitada e em-
. --------1----- uovoiuvo ui wbu|iiuia^ e ae quartOlas com Vinho Bordeaux, is- 1n" desformas (singella ou dobrada) tomando
to sem limite de preco aleum : Quaita- 8obr* sL ? responsabilidade de todo o iwbalho
fpira i6 rln i^y^t^ A. n u P : 1ue lhe for confiado : para iaformacoes, na pra-
leira 15 do corrente as 11 horas em pon- 'es da Independencia 34. onde se poder dei-
to no armazem do Forte do Mattos de- xar car,a fechada com as iniciaes T. H.. ou quem
pretender, aonuncie por este jornal.
Roga-se ao Sr. Caelaoo Quiotino Calhardo.
que queira ter a bondade de comparecer na pra-
51 da Boa-Vista n. 16 A, a Degocio que V. S.
nao ignora.
0 abaixo assignado, tendo de seguir para o
serto a tratar de seus negocios, deixa por seus
procuradores, para ludo obrarem como se ell
proprio fra, a sua mulher D. Mara Seohorinha
de Moraes, seu filho Marcelino Jos de Moraes.
e seu amigo o Sr. Dr. Jos dos Aojos Vieira da
do raer- Amorim. Recife 13 de maio de 1861.
Manoel Florencio Alvea de Moraes.
Precisa-se de um homem poriuguez que
queira ir para o mato, pagndose bem ; a pes-
soa que quizer, dirija-se a ra Nova, loja de fer-
rageo8"n. 35, que se dir quem precisa.
16 do corrente..
Augusto Cesar d'Abreu far leilao por,interveo-
cao do agente Oliveira, do um completo sorliraeu
to de fazendas inglezas, as mais proprias
cado:
Quinta-feiral6
do correle, as 10 horas da manha em ponto,
no seu armazem, ra da cadeia do Recio.
Gonsnloilo de Franca
LEILAO
Por
Fran
O Senhor
Couto, queira ir
que lhe diz res-
de
automarao do Sr. coi sul
rranea e em sua presenca o agente y p-
polito, fara' leilao do espolio d subdi-
to franeez Charles Oriard (ferrador)
compondo-se de utencilios de sua profi-
sao, como forjas folies e instrumentos
p*ra exercer a mesma, e bem assim de
tudo quanto lhe pertencer ; adiando-
se os mencionados objectos 111 cochei-
ra do Sr. Jkw Francisco de Barros
Lima, no Mundo Poro, confronte a ca-
sa do Sr. Dr. Sabino, sendo t^ido alli
vendido : se^ta-feira 1/7 do co trente
as 11 horas em ponto.

SbiflOet Arres Guerra fer' leilao por
Avisos diyersos.
Sociedad^
Vjnii\oBeneWcente los Co-
cheiros en* Pernambuco.
Pqr ordem do Sr. presidenta coavilo a todos
os senhores socios effectivos para a reuqio da
assombla geral, sabbado 18 do correnle, as 10
horas, da manha, auya de ser alaiU a nova di-
rectora.
Igualmente fjfo, acisnte sos asnhsrsa socios,
que esli atrasados em suas measalidsdee, ana,
Rtecvso para, vota* observar o art. 4 } %.
Secreta/u da sociedade Uuia Reae&oenle|dos
Cqplieiros eaj Pernambuco Hds asis da 1861.
DiLmaso Miraeda da Soaza Cont.
1. Mosetoiie.
Prscisa,-ss alugai asa anta saa iha en-,
coxink^s: a trata nt) ras ds Seo tala
&, III, segviado aa4sjF,
f{*eiw**9* m Ma pa strsieo 4
hamM soMM.: as rus., do Pvsogaao, n*Ca-
Ka ras Nova o, 11Taada-ss um diedoaario
portugus de Eiuicdo Rati*.
Dr. Debroyt a>sWN>/SiKceasor do Sr. Pau.-
loQaignour^ avisa ao rssaaltas** puotieo quo che -
Sita sms PatMBisuca ao si de asyl a at.
inno,
Ceatano Aureliano de Carvalho
a fabrica Sebastopol, a negocio
peito. >
Precisa-se de uma ama de leiie: a iralar
na ra Augusta sobrado n. 100, ou na Torre si-
tio do Sr. AnacleloJos de Mendonga.
top da arco de Sanio
Antonio.
vende-se rico ohaly de eores pelo diminuto pre-
co de 610 ra. o corado, franja para tealhas a 10QV
rs. a vara, lenco de seda a 15, chapeos de paiha
para senhora os mais ricos que tem vindo ao
mercado.
Vende-sa umi casa terrea de laipa, coa
diversos arvoredos, como sejam, laraogeiras, li-
mas, limo doce, coqueiros, etc., junto ao cerca-
do, do engeoho Deus Irmios: a tratar com
abaixo assignado, no mesmo sitio, em Apipucos.
Francisco de Sales C. de Albuquerque.
Vends-se palha de carnauba muito nova
chegada ltimamente do Ass ; a tratar na tra-
vesa do arsenal de guerra, taberna o. 1 a 3.
Na ra do Crespo n. 11, loja de Diogo Fer-
nandes, vendem-se as seguintes fazendas, por
barato prego golliohas a 400 re,, chitas larga
a 220 rs. o corado loalhas para rosto a 400 rs.
uma, chales de merind, ponta redonda, a 8$, cor-
les de brim miudieto a lyMO o corle, |pec.as d
cara braja de sal picos cora 8 1(2 varas a 4$jOO.
fll de linho Uso a 800 rs a vara, gravatinhas a>.
200 rs., grvalas ds rede para hornera a 800 rs.,.
lencos de seda para hornera alj, colletes do val-
ludo muito fino a 6#, e muilas culras fazoadaa
q,ue se vale por barato prego. ssjl
Mes Lanrent,
4 Ifaiate franeez,
Ra da Cadeia do Recife numero 16,
tara a honra da prevenir o respeilavel eubjico.
festa cidade. com especialidade os seus trague-
Sen, que asaba da recebar da Europa um lindo
Hssads soriimaola da peaoos para calcas, sos
btefiss vaotajoaoi. Appro.eita a oacanko par
oirsrsser assennoret seus ssrvicoscomo prejara-
0o# das caaes agora muUo em asa, a Issass s
amazonas. Sua casa disUngua-se pal nrompU-
dio barateas. r


)
DLAAiO MMftMBMOOO. <*URTA PURA 1 MUOI IHU
!
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEI R E OfRADO.R.
3 Kl VDACLORI 1,C A!S 1IIO11 \l>\03
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moseoso d consultas todos os das pela manhaa, e de UrdeoWts de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopera aidade, como para e-cngenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at i 10 hora da maniaa em caso
de urgencia ioutra qualquer horado di* ou da noite, sendo por eriptoem qw so declara
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que nio forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero reraetter seus bilbetes i botica do Sr. J. Sounn C. na ra da Cruz, oti loja da
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuucianiaacbar-se-ha constantemente os memores BMdica-
mentos horaeopathicos j bora conhecidos e pelos presos segu n tes:
Botica de 12 tubos grandes...........10)000
Dita de 24 ditos.......,.........159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos................. 257000
Dita de 60 ditos................. 309000
Tubos avulsos cada um.........:..., 19000
Frascos de tinturas. : ............200O
Manual de medicina horaeopathica pelo Dr. Jahr, ira-
dundo em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
_______ Raoertorio do Dr. Mello Moraes......... 6f000)

\'S
Precisa-sede um coiinheiro, preferiudo-se
captivo ; na ra do Codorniz o. 6, Forte do
Mallos.
Francisco Jorge de Souza, morador do seu
eitio do Arraial, freguezia do Poco da Panella,
roga ao Illro. Sr. subdelegado daquella freguezia
que porjusura ou caridafle indique do fado pra-
tica-lo do dia terca-feira 14 do correte mez, pe-
las 3 horas da tarde dentro do referido sitio, pelo
seu vizinho o Sr. cadete Antonio Heriques de
Miranda Jnior, seu aggregado, e um seu escra-
vo, sobre a escrava Maria pequen, horas aquel-
las, que elle eomo^empregado publico, inda se
achara no Recife, e smenle oo sitio, sua familia
composla de mulher e filhos menores; isso as-
si ro, al as 8 horas da noite que elle em cisa
chegou.
Aluga-se urna escrava cozinheira, sendo pa-
ra casa de pouca familia*: quena precisar, dirja-
se a travesa da ra das Crozes o. .
_ No dia 17, as lt horas, na sala das audien-
cias, depois de nda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o eacravo Florencio, e a
parte do sobrado da ra do Brum, outr'ora n. 10,
e hoje58, tudo peilencente ao ausente Francis-
co Augusto da Cosa Guimaraes.
Vendem-se capas e perneiras de bor-
racha proprias para o invern : na loja
de Nabuo & C, na ra Nova n. 2.
@ Vendem-se oa loja de Nabuco & C.,
a ua ra Nova n. 2, sapatos de borracha
~^ para homem, senhora e meninos, por
tj preso commodo.
@@&@ m#$@ $ ^m
f-'z Na loja de Nabuco & C, na ra Nova
i;, d. 2, existe um soiliroento de quadros
<|y de Santos coloridos como sejam S. Joa-
@ quim, S. Joo, N. S. do Carmo, S. The-
& reza, Santo Antonio, S. Pedro, o Cora-
je go de Jess e o Sagrado Coradlo de
w? Maris.
Slseociaco &>fj00 vanlica
iJcvnamhucAua
A commissao encarregada da solemnisac.a"o da
missa do padroeiro desta Associac,ao, cordll-
meDte agradece aos religiosos capuchiohos do
hospicio de Nossa Senhora da Penha pelas provas
nao equivocas que tem manifestado, prestaudo-se
a esse aclo com a maior satisfago ; assim como
agradece aos religiosos carmelitanos que tambera
se prestaran a essa ceremonia, accedendo ao
convite feito por esta commissao ; e as demais
pessoas que se acharam presentes.
Sala das commissoes da Associaclo Typogra-
phica PeroambucaDa 13 de maio de 1861.Ben-
jamn Ernesto Pereira da Silva.Custodio Flo-
ro da Silva Fragoso Jos Mauricio Borges.
Attenco.
FurtarSodo sitio da viuva do commendador
Gaudino Agqslinho de Barros, junto a capella de
S. Jos do HaDguioho, na noite de 13 do corra-
te, um cavado de sella, castaoho, grande, com
urna estrella branca oa testa, e sigoal tsmbem
branco redondo na taboa do pescoco do lado es-
querdo ; o cavallo est caroudo, anda de baiio a
roeio spero, e tendo a clioa e cauda cocnpridss,
*chou-se de baixo de um arvoredo no sitio de-
fronte, cabellos do mesmo cavallo que cortaram
para o disflgurar : quem o levar ao mesmo sitio
ou der noticia delle, ser generosamente gratifi-
cado.
Precisa-se alugar um cozioheiro ou cozi-
nheira livre ou escravo ; na ra do Hospicio n.
74, achara com quem tratar.
Precisa-se alugar duas pretis para vender
na ra : a tratar na ra de Santa Rita n. 27, se-
gundo andar.
AO PUBLICO,
Bhenmatismo na curva ae urna
perita.
Tendo eu um moleque que padeca ha muilo
tempo de um rheumatismo oa curva de urna per-
os, soffrendo muitas dores, e nao lhe seodo pos-
sivel por o cakanhar oo chio por estarem os len-
does encolhidos, e applieando-lhe as chapas me-
diciuaes do Sr. Ricardo Kirk, morador na ra do
Parto d. 119, em curto espaco de lempo se achou
perfeiiameote bom. Portaato julgo de meu de-
ver agradecer publicameote ao Sr. Ricardo Kirk
por tao feliz curativo. Praia do Sacco do Alferes
n. od, Rio de Janeiro.Joaquim Leile Pereira
ORtiAO.
Vende-se um orgo proprio para capella de en-
geoho ou qualquer outra igreja : na ra Nora
numero 25.
Vendem-se
quatro quadros em ponto grande, com linda* es-
tampas de saotos, sendo um delles do sagrado
UHBcao de Maria, proprio para o presente mez
marianno; na loja de encadernaco de lirros
junto a igreja da Congregacio.
Veodem-se
dous lindos csndieiros econmicos, pequeos
anda novos, por haver seu dono comprado ou-
tros maiores, por muilo menos prego quanlo cus-
taram : na loja de encadernaclo de" Iivros junto
a igreja da Congregarlo.
Vendem-se
Para S Exc. o Sr. ministro
da guerra ver.
O abaixo assignado lendo o Correio
Mercantil da corte de 27 do mez p. p.
deparou no expediente do Exm. Sr.
ministro da guerra de 22 do mesmo
mez um aviso ao seu collega da marinha
que se segu:
Ao Sr. ministro da marinha, que
tendo Horacio de Gustnao Coelho eTho-
maz Antonio Maciel, este almoxarife do
hospital militar de Pernambuco, e
aquelle escrivao das oficinas do arsenal
de marinha da mesma provincia, re-
querido troca de lugares, e nao haven-
do pbr parte deste ministerio objecc3o
lgiima a oppor, digne se S. Exc. de
declinar se concorda com a prelencao
afiirjmativo, as ordene que forem neces-
$ars Pe! min'*terio a seu cargo.
O abaixo assignado n5o podendo ca-
lar 6 procedimento irregular e caviloso
de quera pretende esbulba-Io do lugar
que hoje occupa, declara ser mentirosa
semelhante troca, pois o abaixo assigna-
<*o nao s n3o commetteu tal pretencao
como nem della teve sciencia, pelo que
desde ja declara para que a tempo possa
ohegar ao conhecimento do Exm. Sr.
ministro da guerra e nao renua a ser o
abaixo assignado prejudicado, protes-
tando fazer chegar a augusta preienca
de S. M. o Imperador urna peticSo do-
cumentada em que elara e francamente
provtal falsidade ficando lhe o direito
salvo de proceder de fionformidade com
as leu do paz, contra quem tal troca
ten lia promovido.
Beafe 14 de maio de 1S61.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro.
Precisase follar como Sr. Dativo
Frajcco Pedroso na na do Vigario n.
10, para te lhe dar parte de um ne-
gocio.
Muita aencao.
Achara-le para alugar as lojas de um
obrado na ruada Aurora n. U : quem
as quizer dirija-se tt essa mesma ra
casa n. 10.
u rii"1* a Sr* tenente do nono
batalfao Hennque Eduardo da Costa
Gama, tenha a bondade de vir i Ipja de
Nabuco 4 C na ra Nova n. 2 para se
lhe mostrar um papel que o senhor nao
ignora.
doua carriohos de mi, fortes, alada oovos, um
par de cassambas e dous pares de anearas de
carregar mel com pouco uso, e pof barato preco :
na ra da Praia, seguodo becco passando o do
Carioca, tenda de tanoeirp.
Vndese
um melhodo de Carulli de violo, um atlas clas-
sico de geographia, os casos de consciencia de
Benedicto XIV, licoes de analyse grammatical e
lgica por commodo preco ; oa loja de eocader-
nagao de Iivros junto a igreja da Congregado.
Vende-se um escravo pedreiro ; a fallar
com oSr. Antonio Ricardo do Reg, ra do Im-
perador, seguodo andar n. 61, ou com Guilherme
da Suva Guimaraes.
Casemiras
Vendem-se casemiras proprias para forrar car-
ros : na ra da Imperatriz, ouli'ora aterro da Boa
Vista, loja n. 20.
Atten'cao,
Veode-se com consentimooto dos seus credo-
res a taberna sita oa roa do Imperador n. 14, pa-
ra pagamento dos mesmos senhores : a tratar na
mesma.
o "7 N* .rui da Crux 33> vende-ie sebo do
Porto, velas de composicao, cera de carnauba, e
compram-se escravos mojos, nao se duvidando
pagar bem.
Liquidado.
Diuheiro vista.
Ra Nova n. 18.
Manoel do Amparo Csj, nao querendo conti-
nuar coni seu aDtigo estabelecimento de fazeodas
e roupa feita, resole vender para liquidar todas
tazendaa e roupas feilas existentes, por pouco
mais da melade de seu custo, tendo um Brande
aoriimento de fazend.s de goslo para Vnhor?
hornera e cnapga. de differentea qualidades, qUe
sena enfadoDho mencionar: as pessoas que qui-
zerem ler fazendas muilo baratas, venhaoi ver
O abaixo assignado, do podendo coollnuar
em conaequencia da sua prxima viagem a guro-
sLum- m,D's'raro. Producto da lubscripcao, con-
aialente em 90 accoes da Companhia de Beberibe
R/.nJLr'0' benS0 Pertencem aos orphios Alia
Francesa e Jos Joaquim. filhos do finado de-
sembargador Domingos Nunes Ramos Ferreira
convida os senhores qnesubscreveram quan fas
beneficio da familia Jo referido uado desembar-
gador a se reuuirem do dia tO do correte ao
meio da, ua caaa d. 39 da ra da Cadeia da Re-
are, afim de examinar as conlas relativas dita
subscripcao, e nomear um out[o adminilrador.
Recife 13 de majo de 1861.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
Roga-ie a algum dos senhores psasaireiroa
vindosno vapor Cruzeiro do Sol na sua vi tima
viagem do norte para o Rio de Janeiro, qie por
eogaoo tenha levado um bab coberto du sola
S!iti.eJ,r'50" ,marllos. de 4 palmos e akumaa
Boa, cootendo livroa e alguna papeit, de o levar
na agencia dos ditos vapores, ra d Crui n 1
que vulto ae lhe agradecer e se pagar qu*al-
quor deipeza quo com os'meamos haja feil.
Pergunta-se ao joize maia membros da me-
sa regadora da irmandade de N. S da Boa-via-
gem, qual o motivo por que nio tem sido impos-
tada a aova mesa eleila, qasndo j o devetli ter
feito no flm do mez de Janeiro p. p. A nao haver
motivos piMSiveis {o que se du vida) cerumen-
te faser-ae muito pouco caso da le que rgeosla
irmandade, a ter em poaca conta oa irmoi que
POrunanimidadaloram eleitoa, sem qna para laso
iivawsem concorrdo, e nem ao
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seua numerosos reguezes asaim como aos Sea. amigos do bom e barato que ae acha com
um grande aorlimeute de gneros os melhorea que tem viudo a este mercado e por ser parte delles
vindoa por conta propru, vende-oa por menos do que em outra qualquer parte.
M*% }*??* Pfefcc* m,.. ub,.,. ,.
rnl se fara algum abamento.
Manlciga Craneeza m^M ,ue h, 00 mercad0 ?ende.8e, m tB a Ubri#
i JEfTS? ***** ^ VTet0 8 -lh0Wi que ha De8le en" >W *S e
^lueijos aumengds ehegadog t ttUmo Tapor de Europt s 1JW0
5ao ae far algum abamento.
^* ,k BUlS<' recenteinente ebegado e de auperior qualidade vende-se a 640 ra. a
u t.*, 9 "olhoresque tem vindo a este mercado por serem muitofrescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inleiro se fari algum abamento.
BoilO f VailCeZ a 500 M. 0 carl5o elegantemente enfeitados prdprios para mi-
mo, vende-se por este preco uniemente no Progresso.
Doce da casca de goiaba em caIl5e8 com 3 ll2 libr vende.se a 19cada um>
Bolacninlia insleza. .,
m.m n.nn,0.,D <>*Lntu\ u a mais n0Fa 1ue ha n0 ""encado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3*000 a barrica e aretalho a 240 rs. a libra.
\mcixas franeezas a 480r ,
Nlarmelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolaclnoAias de soda
differentes qualidades.
aie 0 mai superor que tem ?indo a eate mercad0 a 900 rg a libra
Ubre *et,liateeni,t-"I Hbra.a mala nova qoe ha no mercado
a8 SeCCaS em COndecas de 8 librea por 3500 a relalho a 480 rs. a libra.
Conservas trancezas e inglezas
das em direilura a 800 rs. o frasco.
\lettia, macatrao e taHiarim .
roba por 89.
Palitos de dente lutados
^ VBWHAHWB em B0jhog com 2Q maciIlh0g por S00rf#
a arroba a 9$. tjlSIIOa o maia novo que ha no mercado a 320 ra. a libra em barril
ProHuoti
* nHo novo vende-ie para acabar a 400 rs. a libra.
a libra V6 h* A bm este genero Por ,erem muito novos a 560 rs.
Banl&a de oorco TeUnada
isn ,. hk,. k ii .^ a maia*lT*qe pode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peixe de vosta ,
... rvm^^ *v fvnw. Drep8rado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de pene que ha am Portugal a 1*500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas meoores a S00 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
gSSygfg melhorea fabricantes de Sao Flix, champaohe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino da zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pa-
nucado a IJ agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhaa franeezas, lructa em calda,
narataa e oulros muitos gneros que encontrarao tudo de superior aualidade.
BOIIO HWO
DO DR. GHABLE
'V
PLUS d
cora.hu
PHARH4CIA, DE PARS,
PAR* O TBATAMENTO li PUMTO CtRATvO
SETUAE5, DN T.DAS AS AFFECCOES CDTANEAS, VIHBS

Citralo de rcrroCtaable.
X;iro|ir irmi prefeiivel ao
Copak'ba e as Cube-
bai,c\irj iminediaUuicn-
. le qualquier pur^tcio
PMaxiKao dcbilidaJe, e igualmente Ouxus. e
mires brancas das mulbens. lajela* de
ChaMc. Esu injeico benigna emprega-se mes-
im lempo do xarjpe de ciirat() de ferro, urna vez
de maula, e urna vez de larde durante ires das;
illa segura .a cura.
N.JII-IV
da SAIVCr
E ALTEBA^OES BO SALGUE.
ncparnli, o de Mnsuc.
X:iripe vegetal sem mer- i
curie, o nico- conbecido
e approiado para curar
calmente impigens, pstula, htries~sarna co-
mixo-s, acrimonia e alierac.Aes viciosas do'san-
Riie ;' viius, e qualquer sno venrea. Ba-
nhoa niiBcraea. TomSo-ie dous por semana se-
uindo otratamtnto depurativo. Pomada ua-
tinerpeea. Da um tffditb nuravilhoso uas af-
feces cutneas e comixes.
He-nafi'ohida.Pomada que-as cuaa em 3 dial.
O deposito e na ra larga do Rosario, toticade Bartholomco Francia de Souza, n. 36.
Sirop du
DTORGET

JARABE DO FORGET.
oomoVndoP miiJ!.Pr,uv*do pcl* *** eminn,<* mdicos como s*ndp o melhor para curar consUpacoes, tc-sse convulsa e outra-
SSS^J^^JS^^^S ""vosas c'insomnoU.ncias:' cilhera"a ,
itlicientes. O tileiio deste excelenie xarope sansfai ao
atlecces dos
pela manb, e outra noile sao
tempo o doeaMe e o medico.
O dsposito na ra larga
xarope
Ido Rosario, botica de Birtholomco Francisco de Souza,
mesmo
n. 36.
libra em porco se far algum abamento.
do afamado Abreu, e de outroa muitos fabricante! de
vende-se a 1)600 rs. cada urna com
as mais novas que ha por serem vin-
400 rs. a libra e em caixaa de nma ar-
azeitonas
ARMAZEM
DE
ROtJPA FEITA
BE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO 0LE1MAD0 40l
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambera se manda eiecutar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
dado.
Preciaa-u de n
tratar na ra da
Hoa-YUt, loja n.
mano coacor-
leite eem filho : a
ouir'cra aterro 4a
Casacas de panno preto, 403, 35$ a 30000
Sobrecasaca de dito, 35$ e 30$00
Palitots de dito e de corea, 35, 30,
25$000e *
Dito de casimira de corea, 22800*.
15, 12 e ,W*7
Ditos de alpaka prela golla de vel-
ludo.
Ditos de merin-sltim pretos e de
corea, 9g000
Ditos de alpaka de cores, 5 e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, 5, 49500,
45000e
Ditos de bramante de linho branco.
.6$000, 5000 e
Ditos de merino de cordo preto.
15000e F '
Calsss de casimira preta e de corea.
2. 10, 9 e
uitaa de princeza e merino de cor-
dao pretos, 5 e
Ditas de brim branco a de corea
5S00O, 450O e '
DiUa de ganga de corea
Colletea de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12j 9f
Ditos de casemira preta e de corea,
hsoa e bordados, 6, 5500, 5 e
20S000
9000
UflOOO
&&000
3500
3300
3500
4S000
8S000
65000
49500
2500
3SOO0
89OOO
39500
59OOO
59OOO
59000
39000
29-200
15280
29300
39OOO
I98OO
19000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 75000,6000 e
Ditos de bnm e fustao branco,
350O e '
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 15600 e
Camisas de pe lo de fustao branco
e de corea, 2500 e
Ditas de peito de linho 65 e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2)500, 2 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formasda ultima moda 105,89500e 79000
Ditos de fellro, 6. 55, 4 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezea e
rancezea, 14, 125, 5 e 7000
Collannhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentea hori-
aontaea, 100, 90, 80 e 70*000
uitoa de praia galvanisadoa, pa-
tente hoaonUea, 405 30000
Obras de ouro, aderecos e meioa
aderecw, pulseiraa, rozetaa e
anneia o
Toalhas de linho. duzia 12*000 e 10000
Consultorio medico-cirurgico
3K\3A 1*A GLORIA CASA HO F131SBAO~3
CoBsalla por ambos os sjatemas,
a pn*ufrEmnm*?W 8empr? ^ozarJim e Pum : Pf>prietario tem tomado
dos trtoifimiSFill%t,m XLdalodM V0,olos' <"' coaaideradoa como .laiflca-
prar qualr.te Miqt^to a^l.TLkl0! ,eB e8ta,m"c?' e.em.ndo a pesaoa que oa mandar com-
pel marcado^o o ?2?-. N,h" umi.C0Qt.M'8?a* P* Dr. Lobo Moaaord e em Pa-
medic0^ttralW^mtJ[^S4 pr5 Pde porcio ffellnd.rt de acnito e belladona re-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
. Tira retratos por,'5$
Tira ratratos por3^(
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condiqoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra_ examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Gratificaco.
Na ra Nova n. 32 gratifica-s* generosamente
a quem descobnr ou denunciar com certeza o
lugar emque ae acha Francisco Rodrigues, cujos
guaea sao os seguiotes : cabra quasi negr, bai-
xo e chelo do corpo, cabeSa e rosto redondos com
M .*!.? eX'?a pe, ro.sl0' "Presenta ter de
40 ? tantos a 50 aonos de idade. anda sempre
vestido de calca e paleto!. E' aqui muilo conde-
cido por ir quasi todas as semanas no wagn ven-
der lamancos e_ sapatos da loja do porluguez
Tonles as estaCoes di estrada de ferro, v.lu do
i.f;-?TdV Pel lugares. Tendo conduzdo em confianca e para
vender o valor de 5279000 em objectos de moda
para senboras e may um relogio patente suisso
com tranceliro, at esta dala nao voltou para res-
tituir taes objectos, ou o apuro dos
quaes receben em 14 de evereiro
anno. Morava em urnas aguas furtadas10. 1
defronte do muro da casa de delenco: roca-se'
pois, as autoridades policiaes desta praca e dos
lugares cima mencionados o favor de apprehen-
derem o dito cabra, e aos particulares ofTerece-se
generosa gratificado pela denuncia
que poderem prestar policia para
tal individuo.
mesmos, os
do correle
e auxilio,
a captura de
Der advocal Cicero Peregrino faehrt
fort seme dintele zu bediene, in sei-
nem Comploire Queimado Strasse n. 26
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
mittags 3 Uhrzu sprechen sein wird.
}>,
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio na ra do
Queimado n. 2, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
'*
tarde.
Ucero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on malters affectiog
his profession at his fflce, n. 26 ra do
Queimado 1 st. oor, daily rom 10 at 3
oclock.
L' avocat Cicero Peregrino continu
exercer sa profession, ra do Queimado,
26, 1." tage, ou l'on peut le trouver
toua lesjours de diz trois heures.
8uWitearar^b^a4aMiia"i^^lr- l" commodo
aqnel&que flBSsSaSi^^ e promptidio, como .abem !odo.
Pt, Mo MotCQXQ.
3Roa estreita do Rosario--3 g
9 Francisco Pinto Ozono continua a col- S
II locar denles artificiaes tanto por meto de @
(| molas como pela preasao do ar, nao re-
8 cebe paga alguma sem que as obras nao a
quem a vootade de seua donos, lem pos
^ e outras preparacoes as mais acreditadas S
aaj para conservadlo da bocea.
^aV
Jos Marims dos Santos vai a Europa.
Quem precisar de um homem com as pre-
cisas habilitares para cobrar dividas em qual-
quer comarca desta e de outras provincias, diri-
ja-ae a ra da Cruz n. 62, terceiro andar,! que se
dar aa informarles.
Aluga-se urna casa com 4 quartos, % salas,
cozinha fora, cacimba e agua de beber, bom quin-
tal com fructeiras, no principio da estrada doa
Allictos; a tratar no aillo do Chora-meninos.
$$ $$ **
S GABINETE S
Medico-cirargico 3
m S
Dr* Americo Alvares Guimaraes,?
A' ra Nova n. 21,1 andar, pro-
tjximo i entradada Camboa do armo
Ahi se o achara prompto acudir
Juaesquer chamados, querpara o curativo
_ e molestias Concementes medicina ou
cirurgia, quer para proceder a examta me-
dico-legaea.
Aa pessoas que por acaso o nao acharam
deverao ahi deixar bilbetes em qoe de-
clarem os seus nomes, roa e numero de
casa, afim de aerea devidamente satis-
i
es,ej
:
Oa indigentes enfermos serio igoalmea-
te attendidos e medicado* sem pasa do
menor honorario.

.JT**?**?*}'** EDm,iro andr *obrado da
rea do Figtrio n. 22 ; a tratar no armazem do
meamo.
Aviso.
O agrimensor des terrenos de marinha avisa ao
8r. Joao Franciaco Pontea. ae Sr. D. Antonio
LocioeSby, .roturador da Sra. D. Isabel
**", daa chagaa Guimaraes, viuva do finado
Frenciico Auguito da CosU Guimaraes. narr
comparecerem na caaa de toa residencia, na ra
Direta n. 74, de mtnhia at aa frhorae, e de tar-
de Al aa 4, afim de se lhe- mercar o da em que
team de asaistir a medievo dos terrenot de que
rtfMiejfla. Utsloi.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATBICO
DO DOCTOR
_ SABINO 0.L.PINH0.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguiules molestia!
wioeta das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias datpelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphxlilicas, todas as especies de febres
febret xnlermittentes e suas consequencias '
V .P"A,,,AC,* ESPECIAL HOKOPATHICA .'
Verdadeiros medicamentos homeopathicos Dre-
parados som todas as cautelas necessarias. iu-
talliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis. r
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas aa carteiraa sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino 0. L.
rinho, medico brasileiro. Bate emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
ne, As carteiraa que nao levarem esse impresso
aasim marcado, embora lenbam na lampa o no-
me do D[. Sabino alo falsos.
Arrenda-se o 'engenho JacirS, situado no
termo de Serinhm, moentee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municasao para o mesmo sobrado, estribarla para
quatro animaes, otaria e sen respectivo forno.casa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre sufficlentemente grande, com
picadeiros para receberpara maia de cento e ca-
coenta carroade canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufflcien-
te capacidade, urna destiladlo completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiraa que produz urna pipa de
agurdenle por dia de vinte e dous graos pelo
anoRietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil paes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel [de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixament com quatro balcdes, sna
respectiva estufa e caixoes pare deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
poaiio de geoeroa por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta caaaea ; aendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla aeja qual fr o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro: todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramenio.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
boira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
lodos lavradioa e do melhor massap que se po-
de desejar para a produegao de caaa ; assim co-
I mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriqnip! e gomoso, com malas tambem a
roda do engenho'de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenbas para uso doa for-
nos e caaa de caldeira, e madeira para carroa e
reparoa que fr misler fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de vsrzea como oa de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro o
cinco mil piea aem nunca ser preciso plantar he
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
cocerla com cepim milhan. Com trras por abrir
de iacil escoto cujo aolo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
qoe lem esta provincia. Arrehda-se vendendo a
oefteqne exista ftindada para a colheila de 1861,
a flndar-ae em 1862, seado avaliaJa por peritos,
esaim como preso dos piea. Aa condiedea o
tempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender; que devora procurar i aeu proprie-
Zr!l&1 Gl,JK"}*#*** Vascotcello
de Drummond no aillo do sue residencia no Man-
goio-ho, que te acha a casa do vivenda no prinoV
Biiy f ^ r. 1a 'i 0 Ipote do
cftoe, e doa Afflioloa. de manhaa at ,1 atara da
tarde.
r* Aluge-ee um sitio com boa caaa na Capan-
Mi quem o pretender, dirija-ee a rea do Viga-


DUftH DI NOSttSCO. ~QMIOTA JBUU t& M'BflO DK ltl.
t Una peatos que Uaroosinado em elii rerol-
taseva fallaf, eacrever e traduzir as lioguas ingle-
za e franceza com exercicio de convereeeio mo-
cidade de ambos os sexos, lano no Rio como oa
BahU e aql meamo era Percambuco, offerece
de novo o seu presumo aquellas pessoas que qui-
zerem-se applicar em qualquer tetes idioma,
vara o que devem ioformar-se oa roa. da Cruz n.
52, ou oa ra da Cadeia Velba u. 61.
J. Falque pode s pessoas que Ibes devem
contis de objectos comprados De seuestabeleci-
mento da ra do Crespo n. 4, o especial favor de
irem a mesma easa eatisfazer seus dbitos no
prazo de 15 dias,< a contar de boje 13 de maio,
fiados osquaes emprtgar os meios legaes.
Aluga-se urna meia-Sgua alraz da ra do
nogueira: trata-se oa ra do Queimado n. 53.
Pelo juizo de paz do 2." districto de Santo
Antonio, ra de Hortas n. S8, no dia 16 do cor-
IePte> (em de se arrematar em praca publica, as
2 horas da tarde, oa movis seguales: 1 sof, 6
deiras com assentoa de palhinha,-1 mesa re-
donda, e 1 par de consolos, tudo de amarello, e
1 cspelho pequeo.
Novo relojoeiro.
J. W. Cuperlino. artista relojoeiro, socio da
Associa^ao Industrial Portuense, chegado recen -
temeate da Europa, acha-se eslabelecido na ra
estreita do Rosario, loja n. 19, nesta cidade, on-
de executa com perfeico, brevidade, e por pre-
sos commodos, lodos os objectos concernentes
a sua profissao.
Aluga-se ama cabra com 25 annos de idedo,
cozoha, engemma, lava, veste bem urna senho-
ra ; oa ra da Roda o. 23, das 6 s 8 boras do
da, e das 4 da tarde em diante, i
Attenco.
Santos, Camioha & rmeos teem scu escripto-
rio na Tua Nova n. 25, primeiro andar, onde po-
dero ser procurados para qualquer negocio, e
^penalmente para os da firma fallida Caminha
'Filhos de que sao liquidalaros.
O Dr. Alfonso de Albuqtter-
que Mello, desoccupado de suas
unccoes como memoro da as-
sembla provincial, pode ser pro-
curado para es mysteres de sua
profissao de acfvoga do, da 9 112
horas da manhaa as 3 da tarde
em todos os dia* uteis com exclu- <
sao das sextas eiras. no escripto- I
rio do Dr. Godoy, a' ra estreita
do Rosario, e a villa do Cabo
as sextas eiras por todo o dia,
e nos outros dias das 5 1 j2 horas
da tarde em diante. U
Saca-se
sobre Ltsboa, Porto e ilba de S. Miguel; oe ra
do Vigario n. 9, escriptorio de Carvalho, Noguei-
Beatisa de Pars.
15Ra Nova15
Frafcric'Gantier, ciargiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes a-rficiaes, tudo cora a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das Ibe reeoBneoem.
Tea agua pos dentifricios etc.
-'Alega*** um terteiro andar e sollo, coa
boacpzinba, forso, ele, em urna das melhoree
ras do burro da) S.iPr. Pedro Goncalves: a tra-
tar na ra da Cadeia n 33, loja.
Mudanca de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas
transfera11 sua residencia para a ra Augusta,,
casa n. 43, onde pode ser procurado a'todas as
boras para o exercicio de sua proBaso.
H M. J. Leite, roga a seus deve- 55
j dores que se dignem mandar pa- e_
gar seus dbitos na sua loja 4a
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pai a esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
(5)
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o aatigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se achava
estabelecido oa ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a rceber scra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com pronip-
tidao, afim deque seus senhores nao soffram em-
iate com a venda delles. Nesle mesmo eslabe-
ecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
Mmsmwsm os miMMzsmtmm
M O abaixo assignado az sciente g
j a todos os seus amigos e aquelles S
que oquizerem honrar com a sua 1
confianca,que elle tem estabeleci- 8
do o seu escriptorio de advogado j
arua do Queimado n. 26, l.]
andar, onde
Calvicie.
A utilidad da pomada in-
nanio so de lazar aas-
osSabelloe mais ta mbem
dar-lbee torca para eri-
hii a calvicie s nao deixa-
los embranqueeer tao edb
como qaafido ella nao for
applieada ; alem disto, sen-
do sua eompoaicao formada
de substancias alimentares,
a absopcao pelos poros nao
nociva. Depsitos, ra do Imperador
n, 59, e ra do Crespo o. 3.
0 bacharel WITRUV10 pode ser
procurado na rna Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Cambea do Carmo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ae Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
Precisa-se de dous trabalhadores de pa-
daria : na ra dos Pescaeores os. 1 e 3.
Precisa-se de um caixeiro para um deposi-
to de masses, dando abono sua condula : a tra-
tar na ra Direita n. 30.
. Precisa-se de urna ama para cozinbar o dia-
rio de urna casa de peuca familia / a tratar na
ra Nova de Santa Rita n. 55.
Sem excepQo.
Quem me avisa meu amigo e.
Joao Casemiro da Silva Machado avisa a seus
devedores que nao lhes vlndo pagar at 20 do
correte, o fari judicialmente, desta data em
diante.
Em praca publica do juizo dos feitos da fa-
zfbda provincial se bao de arrematar os bens se-
guirles :
Urna casa terrea de pedra e 1 com 12 palmos
de frente, 18 de fundo, 1 sala, 1 quarto. cozinha
no interior, sem quintal, avaliada em 4000, na ra
Deseja-se |abWquta, o corres-
pondente doSnr* thr. Jooqun Antonio
Alves Ribeiro, residente ra provincia do
Cear :a livraria da praca da Indepen-
da n. 6* 8.
yHiWl MtlIlilMmtHK
N5o sendo pouivel ao abaixo asiena-
dos buararapes a qualfoi penhorada a lonocencio n kpm a Pl, -p... ma,- : j-J7;^
Xavier Vianna oomo fiador de JosTheodoro Go- aoem a Pezar matear ja o da un.
n.
pode ser procuia-
rado defde as 10 horas da manhaa
at as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros Falco de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
. Em praca publica do juizo de orphos des-
ta cidade e seu termo se ho de arrematar a quem
maior prego offerecer, fiados os dias da lei, os
bens seguintes, a saber :
Porarrendamest triennal, o engenho Brum,
com exclusio dabaixa de capim, e incluso dos
edificios e bemfeitorias que tem nelle o casal do
finado Bernardo Antonio de Miranda, avaliada a
renda anutral do mesmo engenho em 3:000$, e
am 204 a dos referidos edificios o bemfeitorias
que,co os que se seguem.
Urna casa de iivenda com estribara.
Um curral psri gado com telheiro unido casa
-de purgar.
Um pequeo qbarlo ondehouvepadaria, outro
contiguo a este, outro que servio de cocheira
outro em que assebtava umalenda de erreiro.
Urna easa de respaldo.
Um telheiro em seguimento easa de farinha.
A coberta da cabella.
Cito casa de taia cobertasde teiha, quatro em
liosa estado e outrs Untas em mo estado, sendo
quex> arrendamenlo ha de ser feito om as se-
guiatcs condices:
1.* que durar >or tres annos, a comecar em
mato 4o anno con ente de 1861, e a renda ser
paga anualmente no mez de maie de cada um
dos annos de 1863, 1863 e 186*. compeliodo so
rendeiro o direito de colher al maio de 1865
(em que devei ekregar o engenho e suas per-
tencae no mesmo bstao era que Ihe tiverem sido
entregues) a safra que houverfundado no ultimo
anno do trieooio do arrendamenlo.
2.a que na dita {arremaiacao sero comprehen-
didosos edieios e bemfeitorias cima declaradas
3.* que somente ser admettido a laucar na
dita arrematado quem se houver habilitado pe-
raote o mesmo juizo de orphos a si, o ao sea
fiador faue dever aer chao e abonado) com do-
cumentos que provea que um e eulro nada de-
vem fazenda nacional e proviocial, e que seus
heos Dio eslo sujeito flaneas, oem hypothe-
cas, qur convenciOQacs, qur legaes, e princi-
palmente para com a fazenda nacional ou pro-
vincia!, ou para com orphos.
i.a que o rendeiro nao poder fazer carvio as
matas do engenho, nena tirar dllas madeira de
quabdade alguma, nem mesmo estacas, anda
que seja.para obras, que pretenda fazer as Ier-
ras do mesmo engenho sem licenca do mesmo
juizo de orphos com previo conhecimenlo da
juslica .urgencia do flm, e qualidade da obra a
fazer, a quantidade da madeira ou estacas para
lia necessarias.
5.a e ultima que o arremetente nao poder
transferir o arrendamenlo durante o (ampo delle
a qualiuer outra pessoa.
Tambera se ho de arrematar na mesma praca,
por venda, um eacravo da naci, com 40 annos
te idade, avahado em 9009.
Urna escrava da Angola, de idade de 30 annos
avaliada em 700).
Assim eomo tamben varias obras de ouro e
algumas dastas com brilbantes o outras com dia-
mantes, ete., cujos presos conslam do escripto
em maa do porteiro, sendo a ultima praca no dia
17 do correle, Recjfe 11 de maio de 1861.
PeaSra. D. Thereza de Miranda,
Thereza Caroelro Luis de Miranda:
Jos Rodrigues Salte.
Francisco Jos Leite declara as
pessoas que tem penbores em seu poder
que se nao os resgatarem no prazo de
8 dias contados de boje, erao vendidos
para seu pagamento e seus donos sem
dreito algum a ha ve-los do annun-j
ciaste. .
i
Mas mzm&a $>*e8 tmmwzm
PreHcn-so a um* uuHior quo o picote ao
serviQo ordinario de urna casa, e queira acompa-
nhar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
O abaizo assignado, bacharel formado desde
1842, depois de haver ezercido differentes lugares
acha-se nesta capital, no ercieio de sua profls-
sao de advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meiro andar, onde pode*er procurado dase ho-
ras da manhaa s 3 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quierem honrar com a sua conflan-
ca. Alm de outros litlos quehonram o mes-
mo advogado, publica paraprova de sua antigui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
Tendoo bacharel Jeronymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver eaercido por dez anuos, tres mezes e viole
oito das o lugar de promotor publico, deu-se-lhe
por isso o presente diploma de habilitacao ao
cargo de juizde direita, na conformidadedo S 2o
art. 1" n. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocios da juslica em
22 deselembro de 1857,Francisco DiogoPeroi-
ra de Vasconcellos.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Mendes a cobrar
de seus devedores desta praca, como de
tora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a qualquer pesso sem excepcao
que deixar de pagar-lhe pontualmente
suas con tas.
Francisco Jos Leite.
Industria.
Solda-se qualquer poca de louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, seja qual for a qualida-
de do objecto : na ra do Livfamento n. 31, loja
de calcado.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24. primeiro andar, fa-
z< m-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
ei ifeites de cabeea, tambem e lavam e enfeitam
el apeos de palha de senhora, tudo com promp-
ti io e pelo gosto de Paris, para o que recebe fl-
gi rios por todos os vapores que vem da Europa.
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano, um
bonito mulatinbo de 12 annos bom co-
peiro excellente para pagem, urna mo-
bilia de mogno e Jacaranda' : na ra
Imperial n. 1.
Jse Nunes de Paula em liquida-
cao, avisa a eus devedores que hajam
de satisfazer seus dbitos at o fim do
corrente mez, do contrario os que o nao
fizerem scrao ehamados a juizo. Recic
10 de maio de 1861.
i Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padroea seguintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 54 com urna dita.
Rdxae de 50.
Brancas de 5004.
Verdes de 5004.
E mais: notas do banco da Baha
de lg rs. e 204 rs. ditas da caiza
ulial da dita de 204 na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
s
m
s
m
m
S
Ks>WA.
Precisa-se de urna ama para cqsinhar para ca-
sa de homem solteiro, forra ou captiva, prefe-
rlndo-se captiva : oa ra Nora d. 43, loja de fa-
zendas.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cok les Cavalcanti de Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha
chamado a praca e' morador em, o Rio
Grande do Norte e que consta andar
neste Recife, ao qual se roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Cdulas,
.*Il0Cfm'tV C0M raooic descont notas te-
!S ll?,.-qn* sff eslao recolhendo, e
roaBahii e da cana filial desta ultima cidade ;
oalivrsr, econmica, ao p do arco dfl Santo
Antonio.
mes.
A renda annual do sobrado no largo do Paraizo
n. 49, com commodos para familia, afoliada por
2505, qual foi penhorada a viuva e herdeiros do
marquez do Becife.
Urna casa terrea no lugar denominado Santa
Anua, n. 32, lendo 26 palmos de frente e 51 de
fundo, contendo 2 salas, 2 quartos, cozinba na
sala de delraz, quintal em aberto e um telheiro,
avista do estado de ruina foi avaliada em 3504.
Oulra casa terrea no mesmo lugar, o. 33, leu-
do 32 palmos de frente e 51 de fundo, contendo
2 salas, 2 quartos, cozinha fra, quintal, toda de-
teriorada, avaliada em 3504, as quaes foram pe-
rrhoradas aos herdeiros do padre Manoel The-
moteo.
Urna casa terrea com o n. 19 na ra do Bom
Costo, freguezia dos Afogados, com 18 palmos de
frente e 50 de fundo, pequeo quintal om aberto,
em chaos foreiros, avaliada em 504.
Outra dita de n. 21 na mesma rua.com 18 pal-
mos de frente e 50 de fando, quintal em aberto,
chaos foreiros, avaliad em 50g, as quaes foram
penhorada anu herdeiros de Joaiuim Caetan
Lu z.
A renda annual de urna casa com um pequeo
sitio na ra dos Passos n. 39, com sufficteale com-
modo para pequea familia, e em me estado
avahado seu rendimenlo em 724, a qual foi pe-
nhorada aos herdeiros de Joo Bsptista de Souza
Lemos.
A renda annual da olaria na ra de S. Miguel,
n. 6, sobre pilares, coberta de telhas, com se
competente forjio e um quarto para prelos, em
bom estado, avaliada em 6004, a qual foi penho-
rada a Jos Buarqne de Macado, por Manoel de
Souza Jardim.
Um carro de 4 rodas com lodos os seus per-
tences n. 44, em bom estado, avaliado em 600J
o qual foi penhorado a Augusto Ficher pelo Dr!
leo Lins Cavalcanti de Albuquerque.
A renda anDual da casa terrea sita na ra Di-
reita da freguezia dos Afogados, n. 35, com 2
quartos, 2salas, cozinha fra, quintal com cacim-
ba, avahada em 96, a qual foi penhorada a An-
tonio Vaz Salgado.
Um carro de 4 roda* pintado de verde, avaha-
do em 400JOOO, o qual foi penhorado a Augusto
Ficher.
Um sitio no lugar denominado Lucas, com ar-
voredos de fruclo, grande terrino para plaotago,
a frente da casa de pedra e cal, em terrenos fo-
reiros do commeodador Jos Joaquim de Olvei-
la, avaliado em 250, o qual foi penhorado a Luiz
Gonzaga.
A renda annual de urna casa terrea sita no Po-
co da Panella, de n. 75. por 72$.
Outra de n. 76, por 48.
Outra de n. 77, por 484.
Oulra na Casa Forte, -de n. 4, em mo estado
por 36*.
Outra no mesmo lugar, n. 5, em mo estado,
por 364, as quaes foram peohoradas a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
Os pretendentes comparem s 10 horas da
manhaa do dia 16 do corrente mez de maio na
sala das audiencias, que a ultima praca.
Ausentou-se da casa de seu senhor o prelo
crioulo, de nome Simao, bem conhecida nesta
cidade por ser boleeiro, o qual tem os sigcaes se-
guintes; baixo, magro, mal parecido, pspeque-
nos : quem o apprehender e levar ao aterro da
Boa-Vista o. 28, casa do coronel Qiaby, ser ge-
nerosamente recompensado.
Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de bons costumes para tomar conta do governo
de urna casa de familia, preferiodo-se portugue-
za, a quem se dar bom salario : a tratar em ca-
sa do fallecido commendader Luiz Gomes Fenrei-
ra, no Moodego.
Furtaram do Quintal do sobrado da travessa
da matriz de Santo Antonio a. 14, urna baca
grande de cobre estanhada : a pessoa que souber
ou a quem for offerecida, dirija-se ao menciona-
do lugar, que ser generosamente gratificada.
Precisa-sede urna ama queeaiba cozinhar;
preferindo-se portugueza: a tratar na ra do Tra-
picho n. 17.
Em 10 do corrente ausentou-se da compa-
nhia de seu senhor o pardioho Bruno, de 13 pa-
ra 14 annos, escravo do menor Elisio Alberto
Silveira, de que tutor Jos Jacintho Silveira :
quem o pegar, leve-o a ra da Auro'ra n. 70, que
ser recompensado.
A abaixo assignada, viuva de Francisco de
Paula Andrade, faz sciente a quem interessar,
que achando-se recolhido cadeia da cidade de
Olinda o seu escravo Candido, crioulo, estatura
regular, cor prela, desdentado na frente, filho de
outros seos esersvos de nomes Antonio e Hara
Conga, spreseule-se em Olinda ao seu advogado
Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra qualquer
titulo de empeoho, hypotheca, troca, ou venda
que tiver feito pelo tinado seu marido, quando
vivo, flndos os cito dias, ella nao attender e
dispoi do escravo. Outro sim recommenda s
autoridades policiaes daquella cidade tola.se.gu-
ranca do dito escravo, e sua couaervaco na ca-
deia. Recife 12 de maio de 1861.
Manocla Thereza de Jess.
Precisa-se de um amassador; na padaria
da Capunga, ra des Creoulas n. 31.
Troca-se urna mulata de vinte e tantos an-
nos, que coziha, engomma, coseeensaboa bem
por alguma negrota que sirva para andar em ca-
sa com meninos : na ra Nova n. 7.
Siucero reconhecimento.
Forte erupeo de pelle nos tornozellos!
Havia mais de dous annos que eu padeca de
ama forte erupcao de pelle nos lornozollos. aue
me causava mullos soffrimentos, e nao echando
m*lo algum de ficar melhor, resolvi-me a appli-
car as chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk
escriptorio na ra do Parto n. 119, com as quaes
mtiecheiperfeitameoleboa. Portanto en falta-
ra a o dever que a gratidio me impSe se nao tri-
buUsse ao autor de iSo til remedio, o mais sin-
cero reconhecimento.
Ra do Pinholro n 2 (CaUe*.e) Rio de Janeiro.
D. Rita d Jess Ahrends.
Aluga-se na estrada do Poco da Panella a
excellente casa que eraootr'ora da fluada D. Isa-
bel, com excellenUs commodos e recantementt
cooeeriads e preparada para urna habitado de-
ceola : quem a pretender dirija-se rus da Ca-
deia, a tratar com Henry Gibsao.
--No armazem de Francisco Jos da Coala Bi-
beiro, na eses do Ramos n. 4, precisa-se ; saber
de alguma senhora que se retire para a ilha de
S. Miguel no patacho Lima, para se Ibe fazer um
JJ?-f"Ia? "" "enh0",: qu" ative nestas
clrcumstanoas, cima se Ibe dir o trato do sai
preterivel da extracto da segunda par
te da nona loteria a beneficio da igreja
matriz da lipa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que tem fi-
cado sempre cora porqao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos adiamos e pela grande porc^o de bi-
lhetes, meios e quartos das loterias de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os valores sao astucio-
samente vendidos contra as disposicoes
em vigor, anniquilando assim as nossas
loterias (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes necessida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
Ihimentos de orphos, matrizes (que se
io da acham quasi todas em ruinas) a fazen-
ueno da Progne"'! e^mais beneficiados visto
como sua commissao insignificante como
em partes de loterias tao pequeas e
que maioret nao podem se- pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empregades, juiz, lytographia listas,
annuncios e outros muitos e alm disto
ao jogo forcado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bilhe-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loterias ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Cliagas e no Recife ra da Ca-
deia n, 45 dos Srs. Porto & lrmao.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Companhia do Be-
beribe,
Nao se tendo reunido numero legal
dos Srs. accionistas para ter lugar a as-
sembla geral annunciada para boje,
sao novamente convidados os mesmos
senhores a Se runirem no dia 16 do
corrente ao meio dia no escriptorio da
mtma companhia, afim de examinar
as contas do semestre indo, approvar o
ore-amento do semestre vindouro, pro-
cederse a eleiqaa da nova administracao
e tratar de diversos negocios constantes
do relatorio do Sr. director, prevenin-
do-se desde ja' que na contormidade do
artigo additivo aO 16- dos estatutos, a
rcuniao tera' lugar com o numero de
accionistas que se runirem nesse dia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribelOdemaio de 1861.O secretario
Manoel Gentil da Costa Alves.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forle do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesmo vapor.
MBMIL&
na villa do Cabo
. Aluga-se urna padaria bem montada, e no me-
lhor lugar de negocio por ser perto da eslaco da
via-ferrea ; quec tretender, dirija-se a mesma"
villa, a tratar no .mazem do Machado.
4llenco.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DR. CSANOVA,
30Roa das Crnzes--30
Neste consultorio tem sempre os mais
nevse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra,re-
eommeedada inteiligoncia de qualquer
pessoa.
. in leresse.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de loteria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Alves GuimarSes & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que Ihe venham saldar suas con-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem serao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que nioguem se chame a ignorancia.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono desle estabelecimento contina a for-
oecer comidas para fra-
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
fx"~JVenluradaSilTa Boa-Visla, relira-separa
tora do imperio.
O baiso assignado roga a quem se julgar
seu credor a presentar suas contas no prazo de 3
das para serem pagas.Ventura da Silva Boa-
Vista.
e *
Joao Correa de Carvalho, el- i
2 faiate, participa aos seus nume- J
8 rosos freguezes e amigos que mu- sj
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a ra t
da Cadeia do Becife n. 38, pri-
^ meiro andar, aonde o encontra- ]
rao prompto para detempenbar
9 qnalquer obra tendente a sua
5 arte.
Precisa-se da quantia de 3:0008 a 4.000000
a premio sobre bypotheca em predios nesta pra-
ca, e em boas ras : a pessoa que quizer fazer
este negocio, annuncie a sua morada para ser
procurado, ou em carta fichada nesta livraria ns.
o e 8, com as iniciaes F. C. A. A. L.
LeiaLii todos*
A viuva Dias Pereira & C. pede mui respeitosa-
menteaos senhores devedores de seu estabeleci-
mento de caljado da ra da Imperatriz n. 16,
que venham pagar as importancias de seus dbi-
tos dentro de 15 dias, a contar de hoje 10 do cor-
rente ; o advertem mais, que depois desle praso
todas as cootas serao entregues a um procurador
para as cobrar judicialmente.
Aloga-seum homem de muito boa conduc-
ta, muito bom cozinheiro, e engomma tambem
muito bem : quem pretender, dirija-se ao sobra-
do amarello defronte da matriz da Boa-Vista no
terceiro andar.
Joao Mra, subdito brasileiro, relira-se pa-
ra lora da provincia.
David Wavelane e John Myers, subditos
mglezes, retrara-se para fora da provincia.
So algum passageiro do vapor Cruzeiro do
SuIb, desembarcado nesta cidade, por engao le-
vou emsua bagagem um bahdecouro vermelho
com o letreiro seguinte, em urna caria de jogar:
F. X. P. Brito, e o queira mandar entregar na
ra de S. Francisco, sobrado n. 72, far favor ao
dono do mesmo bah.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava
para coziohar, paga-se-lhe bem : na ra do Ran-
gel n. 9.
Avisa-se aos senhores thesoureiro e mais
cautelislas, que hajam de nao pagar o meio bi-
Ibete den. 2281 da seguoda parte da nona loleria.
perlencente a matriz da Boa-Vista, garantido pe-
lo Sr. Santos Vieira, cujo meio bilhete pertence
a Francisco Pereira de Carvalho.
C ompras.
(ir.H.^ri! -00 al8- "'"la das ras re-
lindas dos bairros de S.Jos ou da Boa-Vista
urna casa terrea com quintal e commodos Soffrit
veis ; annunciem neste Diario. r
19T0tDpram"8tescr"08 u0 sexo masculino de
"trix 0?0 U egrS Da rua dalBJPe^
Compram-se moedas de ouro de 20 nal
escnprono do Manoel Ignacio de Oliveira 4 Pi"
Ibo, praca do Corpo Santo.
Attenco.
Hp^PiT'Se 4 canoJ3S de "balhar na alfan-
ere 122 P"a dlta8: na rQa de Horlas DU"
Veudas.
ua S
8
daCa-
Al-se urna sala o alcova, na rua
deia n. 17, primeiro ndar ; a tratar m loja do
mesmo,
hr. ?dem-sa globos para candielros do caz.
bombas Japy, mais barato que em outra qualquer
parte na rua larga do Rosario n. 34.
PH4RHICIA-BARTH0L0JIE0
Rua larga do Rosario n. 36.
Rob l'Affecteur.
Pilulas de Allexou.
Pilulas americanas.
Vermfugo inglez.
Pilulas Holloway.
Ungento Holloway.
-- Vende-se um preto de 50 annos de idade
forte e robusto, para lodo o servigo, tanto da pra-
ca como para o mato ; na rua das Cruzes n. 18
Na loja de miudezas doleo de
ouro, rua do cabug n. 2 c,
vendem-se cintos dourados para senhora muito
ricos, pelo baralissimo preco de 4$.
Attenco.
Na rua de Hortas n. 29 vende-se urna armacio
propna para um principiante: quem a mesma
pretender, dirija-se a mesma.
Charutos (flor de tabaco) de Ha-
vana.
Chocolateiancezmuito fino: chegou
pelo ultimo vapor em casa de J. Prae-
geri C, rua da Cruz n. 11.
Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabug n 1 B
acaba de chegar, de sua propria encommenda,
as lindas fitas de cascarrilha de lindas cores pro-
prias para enfeile de vestido, que se vendem por
baralissimo preco de SgOOO a peca.
Guardanapos delinho
muito barato.
Veodem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deleitosa 3ft a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na rua do Queimadp, loja d'aguia branca
numero 16.
para os
Tjntaazl que fica preta.
Vendem-se. bptijas coa a superior tinta ngle-
za, azul ao eScrever-se, e preti quando secca, a
SOU rs.a botija : na rul do Queimado, loja d'a-
guia branca o. 16.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater C.
ni do Vigario n. 3 um bello sormenio de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins
mesmos.
Ceroulas francezas.
Vendem-se superiores ceroulas trangadas de
algodao a 18# a duzia. ditas de linho muito finas
a 280 : na rua do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Calcas de brirn.
Vendem-se calcas de brirn branco fino de li-
nho a 5$000 cada urna, ditas do dito de cores a
tfJSOO, ditas de ganga franceza escura a 3#, ditas
de dita amarella a 2$500: na rua do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem -se superiores paletots de panno prelo
e de casemira de cores escuras, obra franceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
lissimo preco de 20$ cada um ; na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo ban-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na rua do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
o^e,Dde'se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na rua do Queimado n. 22. na
loja da boa f.
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroquim
para meninos, pelo mdico prego de 2J500 cada
um : na rua do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito boas chapeos de sol de seda
comcabodecaona, pelo baralissimo preco de 6
cada um : na rua do Queimado n. 22, loja da
boa f.
Guardanapos rara mesa
a 3$ rs. a duzia ; na rua do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
pon
Jodo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da praca da InJependencia a lJ-000.
Pos ;de arroz.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cibug n. 1 B,
veadem-se massinhos grandes dos mais finos pos
de arros por baralissimo preco de 500 rs.
Quadros de snntos muito lindos.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B
recebeu-se os lindos quadros de santos que
trocam por 1#.
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos preco do que em
outra qualquer parte : no armazem da rua de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1#000
a lats com duas libras de excellente marmelada
nacional ; na praga da Independencia n. 22.
Attenco.
Na rua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de 11-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabncanie de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mu razoaveis.
4500.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500 :
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, loare e pinhc
por precos razoaveis.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da agola de ouro, rua do Cabug n. f
vende-se vidnlho preto, azul e branco asse-
tibado, que se vende por baralissimo
.500 rs. a libra s na aguia branca.
prego a
\ Gaz para candieiros.
ii chegou este gaz tao procurado, bem como
umj completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos : na rua
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leile& lrmao.
Vaccina publica.
Presentemente havendo mui bons pa vaccini-
ona.
guezia da
Vende-se urna prepriedade sita na freguezia
da Gloria, com pnneipies de obras de transo
'^r^^-J"*5!" > e mais cobsm e* XSS^^J^^
agfSofadot. a* trrelo da alfandega, terceiro an-
dar, as quinUs-feiras e domiegos, e na casa de
sua residencia, segundo andar do sobrado da rua
estreita do Rosario n. 30, dos sabbados at as Ji
oras da naubai.
---------BI
lugar, tendo trras sufEcienles jra sarejar mais
de mil pats e sendo o terrenoj f^K boa pro-
dcelo, vende-se por preco i mmodo a
tratar oo engenho Pocinhe fnpH de Jaboa-
lio com Francisco ds Souza Cavalcanti.
/ua do Amorim n. 43.
Vtendem-se ceblas novas e grandes a 1J000 o
Pentes de todas as qualidades
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n 1 B
chegado um completo sortimento de pentes'.
tanto de borracha como de bfalo, que se vend
Potassa da Russiae cal de
i Ljsboa.
N bem conhecido e acreditado deposito da rua
un!/01""* da Russia- nova e d superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra tudo por precoa mais baratos do que em
outra qualquer parte. 4
11 Em casa de Mills La-
tham&C.,narua daCa-
m deia do Recife n. 52, ven-
5 de-se:
Vinho do Porto e Xerez
engarrafados de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa tinto e
branco em barris de 5-
^erveja preta em barri-
cas de 4 duzias e 8 flu-
zias de 1^2 garrafas.
Tinta preparada a oleo.
Ferde de Paris,
Dito composts,
Sw Azarco.


9
I
j
Toalhas {Tara mos
a dutia : na-rua do Qaeimado o. K,oa loja

i


()
mmaoim namiwa^ oumnu jrmu. io, ra mak* d* i 1*1.
Banha fina em .copos grandes.
A loja d'aguia brancaasa de recebar um doto
e grande sorlimento de bubas, estrados, leos
Jara cabello, opiata, sabonetes, ec, etc., e com
so a estimada banha fluid* napolilain, em bo-
itos e grandes copos de vidro opaeo con lampa
de metal. Essa banha par, sua superioiidade e
activos cheiros de rosa e flor de laran]a, ja ho-
jebem conhecida a apreciada, e contina a Mr
vendida a 2*300 oda copo ; na loja d'aguia bran-
a d. 16.
Mochines do vapor.
Rodas d* agua. djr
Moendas docsnna. #
Taixai.
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhoea.
Alambiques de ferro.
q Crivos, padroes elc.,:otc:
j Nafundigaode ferro de D. W. Bovrman#
8 ra do Brum pastando 'o ehafariz. %
8

!
DE
11BSMS
baratissimas
Na loja de fazendas que se est
liquidando
H\3\HO CABlHaAN.*.
Fazendas rauito kratas.
De fronte da oncei$ao dos Militares.
Cambraia lS muita fln, em pecas de 8 ti2.vra** 3f, 49. 59, 59500 e 69 cada pega.
Cambraia organdys da wdl, u0 delicados a soo e 1 avara.
Cambraia franceza do muito bom goeto rotonda superior a SOOte. avara.
Cambraia adamascada
Chitas francezas
para cortinado pagas com-20 varas a Wg cada urna .
muilo Anas e de muito bom gosto a 2W, 40, M9, 280, 300 820 rs.
Burgos Ponee de
laon, vendendo todas as fazendas existentes na
loja da ra do Ooug n. 8, por menos de sen
cusi, para pagamento dos credores da extiocta
firma de Almeida & Burgos, vende com mclho-
ia de razo por manos as roiudezas por nao se-
ren, ellas proprias de urna loja do fazendas :
Fitas de seda sarjada bem encornada- de muilo-.
bonitas cores para cintos, enfeites de chapeos
para seohora, lagos de cortinados e para cin
teiros de manios de peito, que geralmeote se
vende por ahi a 29, vende agora a vara a 800
rs. e a 13-
Bitas da mesma qualidade estreitas a 160 rs.
a vara.
Franjas de seda pretas, como de cores a 260 rs.
cala vara.
ticos fraocezes de muito boa qualidade cada
peca a 1, IgzOO. ItfOO, 2, 3$, 3$200 e muilo
largos a 49, 49500 e a 59.
Ditos de seda branco ou de blond para enfeites
do chapeos para senhora oomo para vestidos
de ooivas a 240 rs. a vara.
Aberturas para camisas com punhos e colari-
nhos s 400 rs.
Bitas de esguiao de linho a 900 rs.
Sapatinhot bordados para baptisados de menino
do peito a 18280.
Bonets fraocezes para meninos a 2J560 e a 39.
ditos de marroquim dourado com plumas de
um lado a 49, ditos fraocezes de casemira para
hotnem a 19.
F.nfeiles de flores francezas bem ornadas para
cabeca de seohora a 3>, 4} e 59.
D\ios finitos de vidrilbo para cabega de senhora
e de meninas a 29 e a 29500.
Luvas de pellica de Jouvin para seohora a 800
rs. o par.
Bitas brinca finas e eneorpadas a 240 e a 300
rs. cada par e em duzia a 29500 e a 3J.
Joucas fraocezas bem feitas de la para senhora
parida a 23500 e para meninos de peito a 800
rs., ditas de fil de linho enfeitadas com bicos
fraocezes e fitas a 1$.
Buzias de meias grossas do Porto para homem a
ljGOO, ditis de meias cruas para homem a
2)500 e a 3$, ditas de meias finas e eneorpa-
das tecidas de cores a 29%00 e a 3$, ditas de
meias brancas par* meninas muito linas a 4
e tecidas de cores a 3$, ditas de meias bran-
cas para senhora a 39500,4) e o mais supe-
rior que se pode suppor a 5*500, ditas de
meias pretas para senhora a 2400 e a 48. meias
pretas para senhora a 240 o par e a 400 rs.,
ditas pretas de laia para padres a 3$ cada par,
de seda prela para homem a 29560 e a 39 ca-
da par, ditas para senhora a 29 e a 39 cada
par, ditas brancas para senhora a 29500 e a 4$
cada par.
Penies do tartaruga a imperatriz pelo baratissi-
simo preco ae 89.
Caaos de flora fraocezes a 400 e a 18500 cada
caixo.
Carleiras de moh para trazerchsruleiras a 1,600.
Uravatas de cassa pintada de cores seguras a
240 rs. rada urna, ditas de seda pretas e de
cores a 500, 640, 800,19. 1,280 e 1,500 e ricas
mantas para grvalas a 39.
Cinlures de borracha sem defeito algum para
segurar caigas, para homens e meninos a 200 rs.
Chicotes para'montaria a 640 rs.
Bengalinhat a 700 rs.
Sabonetes fraocezes a 60 rs.
Compliques 00. pomadas francezas para alisar
cabellos a 60 rs. cada pao.
Botes de vidro prelo lapidados para casaveques
a 100 rs. a duzia.
Jfantnnas de verdadeiro froco de seda para pes-
clo de senhoras e de meninas de ricas cores
a 1,500 cada urna
Bandoes para cabellos de senhoras e de meninas
a 800 rs.
Ccllarinhos de esguiao para homem a 800 rs. e
sem ser de esguiao a 400 rs.
Tiras de babados bordados para saias de seoho-
ra, para calcinitas de meninos, para traves-
seiros e para uiuios enfeites, de que as se-
nhoras se servem, sendo estreitas e largas a
500, 640 e a 1S cada lira.
Toalhas de puro linho para rosto ou para mos
a 800 rs. cada urna.
Boioes coro banda ti ni de urso a 800 rs., dito de
creme a 8U0 rs., ditos com passarinhos a 909
rs., ditos dourados de differenles modelos a
19 e a 1,280, frascos com leite virginal de Iris
para tirar sardas, espinhas etc., a 1,500, fras-
eos com agua de colonia a 300, 600, 700, 800,
19 e frascos grandes a 1.200, 1,400. 2o e a
2.500, agua de thesor para limpar denles a
640, espintos e essencias finas a 500, 610, 800,
1}, 1,200 e a 1,500. frascos com agua do Orien-
te a 1,206 e a 1,500, de athemense a 19.
Compraado-se perfumaras na importancia de
208 Para cima, se abater anda 20 porcento dos;
presos aonunciadoi.
covado.
'2?? j iF S decambr8 m*it0 rtow dediffeolasgostoaa3,Ycada urna..
Fll de .lobo multo-Uno 720 ra. a rara.
Esparthos fiD0SaWcad,m.
lirOSdenaple de quadrinhos gostoa novos a 19400 rs; o covado.
JTOltardO Seda de lindos padroes a800 rs. acrate.
Chales de merino e8,ltnpid0i muil0 no,, g^ r
Cambraia preta floa a 6O0 rs. a vara.
E de ludo se dar amostra com penhor.
EAU MINERAL
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticaf ranceza ra da Cruz n.22
titatto
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabeleciment nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resobre vender por menos afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguins de Nantes sola patenta a 8 a 8,500
Dito de ditos sola Qna a 7 e 8,000
Ditos inglezes pro va d'agua 7,500
Rolas de bezerro 7,000
Borzeguins de lustre a 6, 7 e 8,000
Ditos todos de duraque 6,000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespontados 8,000
Sapatoes de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto 3,000
Ditos de dito sem salto para dansa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3,500
CENTRO COMMERCIAL
S. Domingos, de papel e palha de milho, de papel rosso,
e hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio de Janeiro
i superior com agarras da metal a 19 cada um, du-
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
CharutOS doRlO da> Janeiro p0rconUda grande fabrica do. Sra. Domingo. Alvea
Machado G., vende-se em porgio e a retalho, neste nico deposito, asslm como superio-
res o verdadeiroa charutos suspiros da Bahia, manilha, havana, suissos e hamburgo poi
menos do que em oatra qualquer parta.
Cigarros superiores de
de linho, de seda, arroz, pardo
de Guimaraes. t. Coulioho.
Bocaes para charutos zia 109000.
Papel pardO niCOt para cigarro atOO rs. o livrinho de 150 folhaa, assim como papel
hespanhol a 2|000 a grosa do lirrinho, sorlimento de papel ssns nom, sans titre. arroz e
vidaura. '
Caporal trancis manufacturas mpenaes de Franga, para cigarros e cachimbos.
CacbJmbOS de geSSO a 68500 a grota lateada superior o que se renda a 10.
TabaCO dO RO de Janeiro picaB0 para cachimbos o cigarros a 19000 a libra, da fa-
brica de Guimaraes & Coutinho.
1 aOaCO UirCO a $$ alibraa meia libra pa_r 3$, para cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur de harlebeke m mvm u MTMin, immbM para ciga0, e m
chimbos, fazehdo-se abatimento em porcio.
TabaCO americano em latas a2, em chapa a 19 a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 179 a 219, para cigarros e cachimbos.
GigarrOS de manilha de papel branco pardo a I09 o milheiro.
Machinas e papel para cigarros denjaniiha.
nape roiao frtDCet em maoi dfl Bma ^n e dtog de m9ii |ibra {MeDda snperi0r.
VaSOS de lOUCa e barro par. tabaco rap.
LacnimDOS egta casa tem sempre sorlimento espantoso de cachimbos de gesso, louca, ma-
deira, barro eos verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.
Vendem-Se tOdaS 8S fazendas mais barato do que em outra qualquer parte.
uarante-Se lodos os objectos vendidos tornando-se a receber (incloindo os charulosl auan-
do nao agradem ao comprador.
Apromptam-Se encommendas, ancaixotam-se e remetlem-se aos seusdestinos com bra-
ndada.
Aiem do que flca expost0 tom um Tariado sortimanto de objectos proprios para os senhores fu-
mantes.
Recebem-se todos os artigos directamente, motivo pelo qual se pode vender muito mais
barato do que em outra qualquer parte.
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
4 Primavera.
16 Ra da Ga#tmi do ecife 16
Loja de miudezas
DE
Fbnseca A Silva..
Ponas da tutirog para marrafa a 500 rs
o par.
Ligas para, naaiaa de-aenhora 399, e 640 rs.
o .pan
Papel pequeo branca da cor 600 rt. o
pacota.
Dito paquete a 39 a resma.
Ditos de urna sola com sallo 2.80
Oitos de urna sola sem salto 2,40
Borzeguins de lustre para rapazas a 5,000
Sapatoes para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de setim branco para seniora 5,000
Ditos de duraque branco 4,500
Ditos de ditos de corea 3,500
Ditos de corea com gaspeaa 4,000
Ditos de ditosa 3,500
Oitos de dito dito 2,500
Ditos de ditoapara* menino 2,500.
Chnelos de couro de cabrito 3,000
Velas perfeitas
a 680 rs.
Vendem-se velas de espermacete em caixa de
25 libra a 6S0 rs. a libra, a retalho a 720: na
travessa do paleo do Paraizo ds. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
JUlencao!!!
Na taberna da ra das Cruzas n. 1, defronte da
ardera lerceira, vendem-se osjeguintes gneros :
Bolacliinha ingleza a 200 rs a libra.
Manleiga ingl-za a 19 a libra.
Dita franceza a 720.
Vinigre Lisboa puro a 320.
Gerveja branca boa a 500 rs.
Dita preta a 560.
Tambera se vende um sellim usado e um vio-
ao por mdico preco, sabio verdadeiro masa a
2JO00.
Queijos do vapor
a1#800e1#500 .
Doce de golaba a 800 rs.: no largo do Paraizo,
taberna da estrella a. 14.
Espermaeete
S A' Primavera 1
f 16-Rua da Cadeia do Recife~|6f
W LOJA.DEMIUDEZAS W
t de m
IFonseca (^Silvaf
^ Saias bordadas para senhors a 2$. pei- ^
#tos para camisas a 2} a duzia. pentes ^
de tartaruga a imperatriz de 5,6, 7 e 89 g
B cada um, enfeites de vidrilhos pretos e
f& de cores para senhora a 1,800 cada um, r^
S pegas de froco com rame a 200 rs. a w
sP poca, Otas de velludo preta a 800, 1* e fc!
@ 1,200 a peca, esseocia de sabo a 19, g*
% superior o'eo para tirar caspas a 1,280,
W espelhos dourados a 800 rs. a duzia e a 9
80 rs. cada um, peoteapara atar cabel- d^
2 as a 39 a duzia e a 320 rs. o bsralho, W
^ ditas portuguezas a 1,800 a duna e a gg
& 200 rs. o bsralho, eaoivetes graoo>i pa- 2 ra fructas de 3 a 8g a duzia e de 320 a X
"-;' 800 rs. cada um. ricas caixinha3 com es- %?
^ pelhoi contendo perfumarlas proprias ^
*para toilete de senhoras a 5, 6 e 79 cada ^
. urna, argolas douradas a 1.500 a duzia Jj
W e a 200 rs. o par, dados a 1.600 a bala,
A penles Baos para barba a 400 rs., agu- f
^. lheiros com penas de ac a 80 rs.. colhe-
w res de metal principe paca terrina al}
@ cada um, para cha a 2Jf a duzia e para 3|
ga sopa a 4,500, pentes do bfalo ara arel- |
SS los para alisar a 400 rs. cada um, ditos 2?
Sk para bichos de 240 a 320 rs. cada um, ^
m fivelas para caiga a 800 rs. a duzia e a ^
80 rs. cada urna, botes de madreperola ^
para abertura a 480 rs. a duzia a a 60 9
rs. cada um, ditas de osso a 210 rs. a du- &|
zia e,a 40 rs. cada um, ditos de louca a ]?
160 rs. a duzia e a 20 rs. cada um, ditos S
phantisia a 320 rs. a dozia e a 40 rs. t
cada um, alQnetes decbela chata a 100 ^
e 130 rs. a carta, suspensorios finos a J
500 rs. o par, pioceis para barba a 400
rs. a duzia e a 40 rs. cada um, tesouras A
pafa costura em carleiras itj dozia, 5
atntas de borracha a 320 rs. cada um, V
i caixasde bfalo para rap a 900 rs. cada ^
urna, tranca de carocol a 60 rs. a pega e xa
a 600 rs. o masso. agulheiros de osso a '
i 40 rs. eadaum, penles de baleia a 240 55
i rs., sabonetes para barba de 60 a 200
. rs. cada um, linha fina para marcar a 300 J
' rs. a caixa. colheres para cha de 320- a ^S
1 400rs. a duzia, fitas de linho do todas
as larguras a 480 rs. o masso, o muilos i
' oittros objectos por precos os mala ba- j
k ratee do queem outra qualquer parte.
a libra,
largo do Paraivo,
ta-
a 800 rs.
a em caixa a 730 rs. ; no
be ra da estrella o. 14.
Pecincha
Veodem-se estalas pars*sortede Santo Anto-
nio, S. Joao e S Podro, a duzja a 60 rs.; na ra
das Aguas Verdes n. 101.
Attentjo.
Vende-se um cabriolet de daaf rodas, perfai-
timeote acabado, assim cerno nm meio caleohe
anda em branco-: quem pretendor,,, dirw.-ia
ruade Domingo* Pires n. 28, que achara? eflm
quem tratar.
Veade-ao um- cyliodro nara padaria, de
amassar a maso* de bolacha, ji arado; pocm a
bom estado : narua Dlreita, padaria n.t.
Vcndera-sa 9 pretos fortsa a'-tbulos, sem
vicise deeitos, ara toda aarvi^o, tanto da
pra;a como do mato : ai ra das Ciuzoa a. 18.
Coiitioua a li-
quida^o
l>A ItJiJ*. DE FAKENDA&k
DA
Rmfa tybwf n. f 8.
A' dinheiro.
K^RvrgsPiieeut
Leen, terrdo de acabar com asta aatabelaoimenta
para e aeu liioido pagar aos cooajwea da mia-
ja da eilincta firau da Almeida t Burgos, ha
decididamente laaUoiilD a {azor uaatt eniadeiro
mUfornia de taiaataa faaendaaooaa graada ato-
timento de seu custo, sendo que d'entre ellas
annuncia as seguintes :
Chapelinas de seda como de fil, com ricos en-
feites dando-se para cada urna o veo da fil
de seda a coja compra deve muito convir as
senhoras que quizerem luxar sem muito gas-
tar a 5, 6, 8.10,12 e a 159.
Sahidas de baile forradas at de seda a 6 e 10/,
Organdys no cambraia mullo finas de lidissi-
mos padroea o bom gosto a 280 e 5U0 rs. cada
covado.
Pusto de muito bonitos padrej miudos para
vestidos de senhora a 400 rs. o covado.
Atcados escossezet de cores fixas e de bom pan-
no para vestidos de seohora al80rs. o covado.
Gaze de seda pura, fazenda bem transparente
que muito reatca de urna s cor, sendo cor de
rosa, cor de cravo encarnado, azal ferrete, azul
claro, cor de palha e verde a 880 rs. o covado.
Gurguro d sedado quadrinhos para vestido.
de senhora a 19 o covado.
Sarja de teda com duas largaras, da urna s cor
havendo de c&r de rosa, amarella e preta bo-
nita fazenda para vestido deaenhora a 1,500 o
covado.
Damasco de seda azal e cor de ros a 1,800 o
covado.
Casaveques finissimos e de ricos bordados para
senhora a 155, como tambera os ha que se
vende a 89.
Manguitos com gollinhas de fil a 2.500, 3.200
o a 3.500,
Camisinhas de cambraia para senhora a 19.
Chapeos de sol da seda do coras para seohora o
para meninas a 39-
Chales de cambraia rxos e do oulras cores a
600 rs.
Ditos de froco ou de velludo a 69. -
Ditos da vordadeiro retroz de seda com ricos, bor-
dados a agulba de Itndissimas cores a 159.
Ditos grandos de se4a de grosdeoaples de lindis-
simas cores e ricos padroes a 218, ditos de me-
rino de diversas quslidades e differenles gostos
a 6, 8, 9,10.500 e a 12.500.
Brim trancado fino de purissimo linho e seda
com listras e quadros de cores sendo miudi-
nhos de muito bom gosto para calcas, colletes
e palelots a 800 rs. o covado.
Brinzinho de linho para palelots e calcas para
andar por casa, como para roupas de meninos
a 200 rs. o covado.
Fuslo alchoado de riscadinho3 para paietota e
caigas, a 488 rs o covado. t
Corles de colletce de fusto a 500 e a 600 rs.
Corles de caigas de meia cosemira a 2,880 e
3,200 e de casemira a 4, 5, 6, 7, e a 89.
Corles de calcas'pretas de casemira a 7,500 e
a II9.
Cortes de vestidos de grosdeoaples de seda paro
vestidos de senhora com ricos babadas borda-
dos collocados em seus grandes carios, ven-
dem -se os pretos a 559 e os de cores a 509 e
65$ sendo que aquellos cortes que eatfverem
mofados serSo vendidos per menos 209.
Corles de vestidos de seda phaulasia a 249 cada
curie.
Tafet do seda de cores a 500 rs. o covado.
Capas, casaveques e jaquetinkai da la para me-
ninas e meninos a 1,600, 29, 2,500.3g o a 49.
Cakinhas de Cambraia para meninas da todo o
tamanho a 3 e a 48
Chapeos pretos fraucezea- muilo fios para ho
mem a 89.
Ditos da palha escura para homem a Tamber-
lik a 3,500.
Ditos ds palha branca e de core* para acaUs a
800 rs.
Oitos do CAyKde preco de Sata 149.
Setim prtlo de Maco a 2,500) 3,800 a a. 4^0 o
covado*
Selbutina preta e de coras a 610 rs. o covado.
Seroula* a 20, 22 e a 239* duzia.
talstots da lpaa arla a 4. o,a 59, da lia mes-
ciado a 5jJ, de ainaca seiim con. golla da vel-
ludo a 139. de panno fino a 16*; da casemira
aceta de 18 a 24$-
0*0*0* da oanae fino proao a da oras v 309 e
Butanoatras ohjeolos que asa um aoaaacio
sajoao.poaa tndo meacioaaa.
Vende-so nm mulalinho com 16 annoe- de
idade, ptima. **** aor sabar uiui bao? mon-
tar a cavarlo, o um- dito acaboeoltdo, tambera
ptimo pageos, o pr*ptia para (oda o aorOio,
tem 17 aos; o* ru da* Graaaa*. 1&
V^ada-oataa*. arla perfaita coainaoir*. o. aataaaiaciaaaio,. aos. baaUatrlaa da
Uva.mui>bam oaabAOi 1 mulata qaa caztaaa! marta, de quam o. ptoarlataria
besa, e sgomas. 1 ajila cora 40aanoo, que oo- esoauiai promaUeoda bafcie*H-aa>
nha. eagomm parfaiamaate, cosa e fas daoaa. al Vondo-sauma bombado-jaoi can
t dita que coziaha oogoiama, todoa aaoju virioa pusai aaua; nunca vista naata prosa ;
a defeitos : na ra das Cruzes n. 18. numero 22. "
A4e5
chapeos de castor rapados ais e 5$,
bonet de palha a 1# : na ra Nova n.44.
Vendo-se ama cssa de pedra e cal com duas
salas, dous quartos, cozinha, quintal com boa
cacimb 1, em chaos proprios ; vende-se em conta
por seu dono se retirar, nos Afogados, ra de S.
Miguel o.21 : a tratar na mesma.
Extremadura
Vintio puro de uva
fabricado eipressamente para Jos- Atrto-
1 oio da Silva Jnior : veode-so a retalho
em casa de Antonio Lopes Braga, ra da
Cruz n. 36.
Estregadura
Vinho puro de uva- fabri
cado expressamente
em Portugal para Jos An-
tonio da Silva Jnior.
O annunciinle renuncia ao recebimen-
to do qualquer quanti por cata vinho,
pravaodo-so nao sor s de uva com o al-
cool neceesario para a sua conservaco.
Em aacoreta* de 10* a 50 (dinheiro)
no arroazem de Izidoro Halliday, & C. ra
da Croi. m
Aviso as senhoras
Gama & Silva com loja de fazendas na ra da
Imperatriz o 60, vendem :
Modernissima seda lavrada cor de canna muito
incorpada, covado, 28
Dita branca para vestido de noiva, muilo in-
corpada, covado, 2*400.
Dita encarnada adamascada para colchas ou
cortinas a 29-
Tarlatanas muito finas de todas as cores, a
vara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a 9
Cambraias brancas e de cores, lavor estufado,
vara, 400 rs.
Ditas estampadas muilo finas, vara, 500 rs.
Laaziohas de cores muilo finas, vara, 360 rs.
Tecas de cambrii de salpico muito fina a 48500.
Ditas lisas muito finas com 10 varas 69.
Ditas com 8 1(2 varas 38200.
Ditas com 6 1 {2/varas29500.
Chaly de sedaxhegado pelo ultimo vapor, co-
vado 19.
Um grando sorlimento de tiraa bordadas e n-
tremelos 9
Sival sem segundo. ;
Na ruado Queiraado n. 55, loja de miudezas,
est queimaado tudo quanto tem na loj, para!
acabar, e tudo bom e barato.
Gravatas de linho muilo bonitas a 200
Caixa de agulhas francezas a 120
Cartn de clchete de boa qualidade
a 200 e 40
Caixas de clcheles francezes muito
boos a 40
Groza de pennas de ac finas a 500
Dila de botes de louca a 120
Carreteis de linha com 100 jardas a 30
Frascos de banha muito boa a 300
Ditos maiores fina a 500
Ditos de oleo de babosa a 400 e 500
Caixa de folha com phosphoros a 100
Pecas de iranja de lia de cores a 800
Sabonetes muito finos a 160
Ciixas com iscas para acender charutos a 40
Carta de alfloeles finos o grosaos a 100
Frasco do macass perola a 200
Dito de dito oleo a 100
Masso de- grampas muito boas a 40
Caivetes de duas folhasa 160
Thesouras finas a 160 e a 320
Ditas para unhas muito finas a 400
Escovas para denles muito finas a 200
Cordao imperial a 40 e 80
Fitas para esparlilbo a 80
Espelhos de differenles quslidades a 19500
Frascos de cheiro muilo finos a 500
Ditos de lavande ambriado a 500
Phosphoros do gaz (duzia) a 240
Sabonetes muito fiuos a 210
Cintos pretos e de
eores.
Na loja da.aguia de ouro, ra
tfoCabugan. 1&
ebegado os liados cintos,, tanta nietos com
eofeitei de conlinho, como dourados, e do lindas.
Otas e Creas, o mais fino que se poda encontrar;
isto na loja Aguia de Ouro, ra do Cabug. n. 1 B.
Villa do Cabo.
j Caw>,4r4e.
Do dio 13 do correal* me* por diaate se acha
ealabaUcido na manan valla um acnugna quo
vendor caro* todos oa dita mais barata que eaa
outro acougue.cxeptueado oa, dio. 4* sextas-
forras -aamingaa, tarasodor-aa anudo til asta.
oo-






Calcado
grande sorimenlo.
45 Ra Direita 45
Qual ser a joven e linda pernaabucana, que
nao procure animar este eslabelecimento man-
dando coooprar urna botina de gosto? Qual a
m_ai de familia, prudente e econmica que lhe
nao d preferencia pela qualidade o prego? Qual
o cavalheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
'e comprar por 8, 9 e 10, o calcado quo em outra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14 ?
iltendam ;
Senboras.
Bolinas com lago (Joljj e brilhaotina. 59500
com lago, de lustre (superfina). 59500
com laco um pouco menor. 59OOO
sem lago superiores..... 59000
sem lago nmeros baixos. 49500
sem lago de cor....... 49OOO
Sapatos de lustre. : I5OOO
Meninas.
Botinas com lago...... 4S400
sem lago.........43000
para changas de 18 a 20. 39500
Ho uie 111.
Nanles) lustre. .:.... lOjJOOO
(Fanien) couro de porco inteirissas lOjOOO
(Fanien) bezerro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre). 9g0A0
inglezas inteirissas..... 99000
gaspeadas..... 89500
prova d'agua. 8J500
Sapatoes.
Nantes, sola dupla.....; j 5$500
urna sola......... 59GOO
para menino 4g o..... 3jj500
Meio borzeguins lustre...... 69000
Sapatoes lustre.......... 59000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....23000
Frsncezes muilo bem feitos.....19500
Alem disso um completo sorlimento do legiti-
mo couro de porco o do verdadeiro corda vo para
botinaa de homem ; muilo couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e om bruto, sola, fio, taixaa etc., tudo
em graode quanlidade e por pregos inferieres aos
de outrem.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irrnaos C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Maroilae d C, em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg (reres.
St. Estph. f
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Cha tea 11 Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac
St. Julien. *
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Cognac em barra qualidade fina.
Cogote em caixas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barril.
Madeira em barris.
SEOULAS
de \$ e 5*000.
Continua-se a trocar aedulas de urna s figura
por melada do descont que exiga a thosenraria
deeta provincia, e as notas das mais pracaa do
imperio com o abate de 5 por cenio: no eacrip-
torio de Azevado & Meodes, ra da Cruza
n. 1.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, freos
de muilo lindas cores, poto bsratissimo preco de
5$, ditos do merino liso muito fios a 49, lindas
cansas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 29500
o corte, cambraias brancas de 109 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de qualro andares na ra do Crespo n. 13, de lo-
s Moreira Lopes.
Nova artlha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da cartilha 00 compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
contiena a antiga cartilha do sbbade Selomondo
e padre mostr Ignacio, acreacentando-se muitas
orages que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momea-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o correte anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
nos annoa. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a eata odigao da carlilha urna
preferencia aass importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia:
Cueguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. .
Pegas de bretaBha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ta colleta a palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de rauito bom gosto a 48 0, rs,
avara, dita liza transpareate muito fina a 39,
49, 59, e 69-a peca, dita tapada, com 10 vara*
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos a
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, -iquissiraos chales de marin astanpado a
79-0 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eadaum, ditos com
ama s palma, muito finos a 89500, ditoslisos
com franjas do seda a 59, leaeos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
fina para senhora a d9 a duzia, ditas do boa
qualidade a 39 o 89500 a dozia, chitas fran-
cezas de ricos desanbos, para eoberta a S80 rs.
o covado, chitasesouras inglesas a 59900 *
pega, o a 160 rs. o covado, brim braneo do poro
linho a 19, 19200 o 19600 a vara, dito preto
muito oncorpado a 19500 avara, brilhanlin
azul a 400 rs, o eovade, alpacas de difiranles
cores a 360 rs. o covado, easomiras pretas
finas a 29500, 3 a 39500 o covado, cambraia
preta e de salpieos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, a da todas so dorio amostras com penhor.
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caberlos e descobortosr peqaanes e grandes, di
oaro patala inglez, para bornea o seohora da
om dos melhores fabricantes do Liverpool, viu-
dos polo u'tlmo paquete inglez : em casa d
Sontnall Mellor C.
Sauadets aVotWra & C. tasa {rara van dar a
iurnmiB, na prac&do Gorpo. Sonto n. 11,
ilgua plaooa do ultimo gasto ceaontmanta
rada >ara chogadoadoa bom aoakacido a acraditad*fa-
rua Mar* brioaatea I Brotrihsood & Sana da Londxoa o
salto proprio o ara oate Urna
Ruada Senzaia flora n.42
Vende-ao oao easa da S. P. Joaaatoa A C,
sellinse silbos nglezea, eandeeiros a castraos
breiizeados, lanas ngle-ies, fio de vola, hieda
para carros, omoniaria.arreios para carro da
um a dous eavaloa ralogios da ouro pa tanto
ingle*.
VILLA DO CABO.
i4rmazem do barateiro.
O Machada esta queimando om sea arazem,
a dinheiro i vista, carne, bicalho, e todos oa
mais canfiraateDdenUaa aaelbadoa, do qua
sampro graada aottimanto.
Attcn^ao.
p.
~.
Vende-se um escravo arloulo da idade .10 a-
apa : quem pretender, dirija-se a ra da Hartas
n. W, que se dir quem vende.



DIMW --ZK ilWMMHJCB.'*. QmtX fHfU U VaIO Dfif*i.
A 4, dinheiro exista.
MvVamno^a4*rUs em fenle do:
> MHKN63K
Laa fina para bordar.
A loja d*gufa branea receben um ritrvo eorti-
metode lia da bonitas e diversas corea, e para
cmmodidade de sua boa freguezla tst renden-
do a 78a lbra.oqoe em o u ira parte Se nao echa,
"sendo "asa" fina : s na lja d'aguia branca, ra
do Queiaado n. 16.
fama rinaipk
' Os barateas da Ija
Encyclopedica
BE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.]
Recebem conliauadameote da Europa
sedas, cambraias, las, cfaapelinaa de pe-
ina e de seda para senhorag, manteletes
pretoa ricamente bordados, ditos de ee-
res, taidas de baile.saias a bala o de di-
versas qualidades, satat bordadas de to-
daa as qualidades e precos, chitas iran-
cezas muito bonilaa e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
ootros objeclos que nao mencionamos
todos proprios para seshoras.
Para homens
paletols, calcas, collete, chapeos, eami-
mb, seroulas, meias, grvalas, lenco, ao-'l
brecasacos, calcado Melie e mu los ou-
tros objeclos.
Veadem baratissimo
Veadera baratissimo
Vetidem baralisimo.
Quera duvidar v v3r
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Leven dioheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
^Viohos engarrafados^
Termo*
Collares.
La v radio.
Madeira.
Caroavellos.
Arinlbo.
Bucellas.
Malvaaia, em caixas de ama duzia de garrafas
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodo monstro
Je duas largursa a 600 rs. a vara : na ra do
Queiaado n. 22. na leja di boa f.
A 160 rs. o covado.
Cassas lisas unas de lindas cores com 3 li2
palmos de largura, muito propria para roupao de
Minora vestidos de menina, pelo baratissimo
prego de 160 rs. o covado ; na ra de Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do. com duasvaras de largura, pelo baratissimo
prego de 29400 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na loia da boa f.
Chales de merino
estampados a 250O; na ra do Queimado n. 28
na loja da boa f: '
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo proco de 1$ na ra do Queimado d. 22
Joja da boa fe. '
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2#600 a vara: na ruado
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Re-
A PRIMAVERA
6-Rea da Cadeia do Recife-il
LOJA DE M1UDEZS
DE
jFoseca< Silva.!
Agua do Oriente a 1*280 rs. a
la, dita celeste em garrafas a chineza a ,
2, dita de Cologoe a 29800 e 4g a gar-
rafa, Otas de velludo abe ras de todas I
as larguras por pregos baratissimos qae j
vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de difiranles qualidades, ba-
tees para punboa de bom osto a 320
rs., bengalas superiores del a J}800
cada urna, apparelhos de cha para brin-
quedos de criancas a 1, 2, 3 e 4, ditos
de porcelana propriss para duas pes-
soas a 6$, jarros com pomada par a 3f
pomada em vid ros de 800 a 1] um, tin-
teiros para trazer no bolso a 400 rs um,
canas transparentes para rap urna 320
rs., ditas muito grandes a 500 ra., ade- '
regos dourados a I, lu vas-de seda para
homem e seohora a 800 rs. o par, aseo-
vas finas para roupa a 19 urna, ditas j
com espelhos a 800 rs., pulceiras de i
bom goato a 29500 o par. figuras com
tinteirose arieiros um 500, 800 e 19,
ricas cauinhas de vidros com espe-
lhos contendo perfumaras a 2J500 cada
urna, meios aderegos pretos a 800 rs. ]
orneas para cobrir a 80,100. 120 e 160
is. a roza, sabo leve a 160 rs. um,
{entes de massa em caizinhas a 600 e
800 um e a IfltOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia
caetas de pao a 160 rs. a duzia, eaixi-
i nhas com lamparines a 600 rs. a duzia
botes de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, lavas brancas
para homem com pequeo defeilo a 160
rs. o par, botes de louca para camisa
a 160 rs. agroza e de cores a 240 rs.,
clcheles encartas a 40rs. e em cai-
zinhas a 60 rs. urna, chicotes fiaos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 19200 a duzia, pegas de bico de
125.r,,? 600 800> t*200' ,60.
19800 e 2 a pega, macass perola a
40 rs. o irasco, sapatinbos de 1S a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa--
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 1S cada um, ditos do ehili a 4 cada
um.spatosde tapete para homem e
5K2 J* Par. dos de pelucia a
19500 o par, caizas com vidro e espe-
lnoP sabooele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como mullos objecin mais
^baratoa do que em outra qualquer parte.
rauta*
Di
upe** iwMvt,
Nevos e bonitos
enfeites de velludo.
A leja d'aguia branea acaba de receber pelo al-
uo-vapor freoeez urna pequea qaantidaJe de
Meites de velludo bs mais modernos e bonitos
esto estabeiecimento contina a havSr um J"* 1Qi '>*"do, e de mu cosame estveo-
WBpleto lorliMoto de moendas eaeins moen- li"^.m.u.Lb,r*10* a.10* e.'d* .... Pr *"<> -
Vende-se cera de
que ba npsto genero
cife, loja o. 50.
Sal do Assi.
A bordo; do palbabote
com Tasso Irmos.
Garibaldi : a tratar
Mi ho e farello a
3:000 rs.
Vende-s farelo em porgo a 3S o saceo e a re-
talho a3300, milho a3#200 : na travessa do pa-
teo do Parjaizo ns. 16 e 18, casa pintada de ama-
relio.
Mubi lia.
Urna pessoa que sahe da cidade, vende urna
nca mobilia de Jacaranda; na ra nova de San-
ta Rita n. 47.
Vende-se muito barato genebra de Hambur-
go yerdadeira, dita da trra, espirito de vinho
purificado, dito commum, vinho de caj de va-
rias qualidades, sabio branco medicinal, dito
commum de varias qualidades, garrafas brancas
irancezas, oepil e xaropes de diversas fructas:
na ra Nova de Santa Rita n. 65, fabrica do
rranca.
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven-
ciendo a 4 cada um ; na ra do Queimado, loia
d'aguia branca o. 16.
Vende-se na Lmgoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a lj> a libra, franceza a
700 rs., cha prelo a 1J400, passaa novas a 560.
concervas frincezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toocioho de Lisboa novo a 320 a libra.
m^V""?9' 480 b'Bha de Porco refinada
a 4u a libra, latas com peize de posta de diver-
sas qualidades a 1400, charutos suspiros a 48 a
cana, toucwhode Santos a 240 a libra, vinho do
5JS. e8"r*failo1 superiores marcas, de 1 a
18500 rap Gasse da Bahis a 1 jf o bote, cognac a
* iWt?f*mu' ce"eia 50 rs- 8-
fa, e 5g500a duzia. cha hysson a 2500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas irance-
zas e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporgao.
Luyas de torzal
com vidrho a 1|000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no sen proposito
de barateira, est vendendo mui novia e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a ljf o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixioha i$, e barato pela su-
periondade da qualidade, alem de seram mui
novos como sao, o que os torna preferiveis: ven-
dem-se na loja d'aguia branca, rea do Quelma-
ao n. lo.
Os lindos enfeites
para cabeca,
s na loja da guia de ouro
a. 1B.
sio ebegados os lindo enfailes da velludo e vi-
drilho, ultima moda, que se venden por fijOOO.
Sapatjnhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
eneommenda, delicados sapatinbos de setim. pri-
morosamente bordados, os q.uaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1600 e 2. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal tecido de borradla, o mais engragado
possivel : tudoisso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
J chegoii o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs Radway & C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se veodem a 1SO00. '
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
(C.
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e fllle.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellios, silhoes, arreios e chicotes.-
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaqnim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de tora, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
a. C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
casUnha, preta e outras qualidades por menor
prego qne de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feilo oseu deposito de velas de carnau-
ba simples tem mistura alguma, como as de
composigo.
Charutos de Havana
a 8,000
Q*n?eriore8 ch8ruloa a Havana, vende-se por
tWKJU o cento, ne armazem de Francisco L. O.
Azeyedo, ra da Madre de Deus o. 12.
Arma^o para loja por
qualquer preo
Vende-se na ra da Imperalriz n. 16, ame ar-
magio para loja, com vidragas, balco, fileiros,
etc. : para ver e tratar na mesma case.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lnvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escaras irancezas, Untas segaras, a SSO
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
n* 16 o eoidot cassas de cores segaras a
100 rs. o covado, pegas de bietanba de rolo a 21.
brlmztnho de quadnnhos a 160 o covado, musie-
lina encarnada fina a 3J0 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 a. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho prelo com sal-
pico a 15400 a rara, lnvas de torcal muito finas a
800 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Pecbincha
PorSOJOOOrs.
Vende-se urna fabriea de velas de carnauba
roaieSa*!*!?1 ,U** ********** drija-ie
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da rea do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mentode roupss feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiete, estando encarroa-
do della um perfeito mostr vindo de Lisboa, pa-
ra desempechar toda e rrualquer obra que se' lhe
encommende ; por isso qae faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
ezerdto.
Faz-se fardas, farades com superiores preparoi
e muito bem feitas. tambem tratarse fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figulinos que de
IS vieram ; alm dtsso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
celletesa militar para os Srs. ajad a otes de esta-
do maioredecavallaria. quer seja siagelos ou
bordados a espequilha deoaroou prste, todo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se >de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afflangaodo
que por tudo se fica rtsponsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao ae falta no
da que se prometter, segundo o systema d'onde
reto o meslre. pois esptra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Mais que Pechinclia!!!
Aletria. talharim e maearrio a 400 rs. a libra :
vende o Brandao. na Lingoela n. 5.
Fitas de grosdcnaples
era perfeito eetado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdeoaples de listrss, e flore-
zmhas roladas com urna franja estreita 'qoe as
torna mui mimosas a 800 e 1 i vara.'pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que est o. Essss fitas servem para
enfeites dechspeos, cinteiros para criangas, lagos
para corliBados, fronhas e moiUs outras cousas ;
comprndose pegase far algum abate : na ra
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca rissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
men to das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me Inora dos
com novo*
aperfeigoa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rsa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trozes- em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para ss mesmas ma-
chinas.
pattengenhe, machinas 4* vanor-a taixai
te farro bando a eoado, da todos os lmannos
Pra dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & G.,. tem' seropre no eu depo-
sito da ra da Moeda n. S A, um grandesor-
mento de tachas e mocadas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. s>(
Loja das seis portas em
Trente do Livrameulo.
Roupa feita para acabar,
u!. Iila *6 paDB0 "P"10 "K azenda ana,
Sim a CMemira Pret" e de cores, ditas de
S"?.l,egaDga' di,M de Drim brsco, paletots
debramante a 4. ditos de feslao de cores a 4a,
fftffilTS**** d08 de brim Pardo
rXif.1- -a "\'!aea pre,a Meco sobrecasacos,
Ht-Ja TelLBd0 pr l.TTa0,den8eda' ravatas de linho as mais tno-
pernaa a 200 rs. cada urna, coHartohos de linho
aaulhmamoda, todas estas fazendas sevendef
oarato para acabar; a loja esti aberta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
A 1000
a lata coiaji I\2 libra de saperior mermelada im-
penal ; na praga da independencia a. 32.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
e quadnnhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 48 cada um : na rea do Queimado n.
22, na loja da boa f.
njaaa-seiego a dita loja d'aguia branca, rea do
Queimado n. 1, antes que ae acabam.
lt
mn futa anda iaisbabatas.!
SORTIMENTO COMPLET
Fazendas e obras feitas.
WA
LOJA E ARMAZEM
IGoes k Basto
NA
Kua do Queimado
46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e ve-
tado sortlmento de sobrecasacas pretas
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers d C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricauta Roskell, por precos coromodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
encllente gosto.
Fazendas baratas 8
Por pretjo fixo.
Vende-se moreantique de quadrinho a S
1J> o covado, grosdenaples de quadrinho a
I5-OO o covado, lazinha de seda duas lar- m
guras a 19 o covado, cassas muito Qnas de S
cores a 640 e 700 rs. a vara, brilhantina X
branca com duas larguras a 300 rs. o co- S
vado, chitas irancezas Onas, claras e escu-
ras a 280 rs. o covado, saias balo muito
boas e commodas para senhoras a 5# e
meninas a 4$, camisas de linho para se-
nhoras a 6#, sabidas de baile e theatro a
15$; dao-se as amostras: na ra di Ca-
deia loja n. 23 de Gurgel & Perdigao.
E' pecbincha.
cottes de riseado francez a 2, corados do mes-
mo a 180 rs. ; na ra do Queimado n. 44.
Queijos do vapor.
i VeBoe"-M l800a 2 : na travessa do pa-
teo do Panizon. 16, casa pintada de imarello.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lati para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. '
Arados americanos e machina-
para lavar roupa: cm casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.*2.
Papel para forro de sala.
Na loja d'aguia de ouro, rea do Cabugn. 1 B
em para vender papel de lindos gostos para for-
tar sala, qne se vende muito barato;
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 16 eada urna : na rea do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
aao poucas. *
Cortes de vestidos bran-
vco bordados.
brancos
ra do
Roupa l'eia
Camisas brancas e de cores muito finas
a 2$, paletols de panno preto a20#. ditos"
de casemira pretos e de cores superiores
a 20$, paletots de brim de linho branco
superior a 4$, chapeos pretos forma mo-
dernas a 8$, grvalas de cores de seda e
pretas a 510 e 1$. Existindo urna pequea
quantidade destas fazendas, vendem-se
por estes precos nicamente para acabar:
na ra da Cadeia loja n. 23 de Gurgel &
Perdigao.
Agua iogleza
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a verdadeira
Lavander, superior a todas as
agua ingleza de
outras, a 19 o frasco : na
ru.i do Queimado n. 16,
loja d'aguia branca,
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior grwa econmica em bar
nlinhos de lonca a 040 e 800 rs. cada um. A su-
peilondade de tal graxa jconhecida por quem
tem asado della, e ser mais por aquelles quo de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaclar e conservar o coore, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-se por 8 e 4 sem neceasidade da nove graxa:
SVS 3'ru" "9 Qa>lvu>*> rf *
A 6^000.
Vandem-se chapeos de sol do seda : na raa da
Imperatriz n. 60. loja de Gama 8t Silva.
Lapara bordar.
1,8 teid'f de onro, rna doCabugi n. i TB.1
nSja8ll"fflU,l0fi0' ^ frrttei=19 l>ree
k-l25"^5? ,cos cortes de vestidos
bordados com 2 a 3 abados a 5 a,
Queimado n. 22, na loja da boa 16. '
Penies de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas.eos esti vendendo a 18500: na loia
d agma branca, ra do Queimado n.16.
Rna do Crespa,
loja n. 25, de.Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas :
chapeosdoChillepara homeme menino a 3500
cortes de casemira de cores a3500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 3, pecas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadnnhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitaa largas cores escuras o claras a 240 rs.,
cassas de cores de bous gostos a 240, organdys
muit fino e padrdes novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a 1$500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil i 2, bra-
".on de t^oio com 9 palmos de largura a
1S280 a vari, sobrecasacas de psnno fino a 20 e
25#, paletots do panno e casemira de 16 a 20S
dita de alpaca pretos de 3500 a 7, ditos de
onm de 3 a 50, calcas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 2&500 a 5, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 5jf
cortes de cassa de cores a 2#, pegas de madapo-
lo fino a 49500, assira corno outras muitaa fa-
zendas que se rendero por menos do seu valor
para acabar.
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Ponas o seguinte : carrocas para bois
e cavallos, carrinhos de trabalhar na alfsndega
ditos.de mi, torradores de caf com fogao, do-
bradicasde chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrocas e carrinhos, -ixos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s offlclnas de ferreiro e carapins, e alu-
gam-se tambem carrocas.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
recebeu-se de sua propria eneommenda os boni-
tos oteados de lindos padrdes, que se vende pelo
baratissimo preco de 29 e 2$500 o covado.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Calcas de ganga muito fina e bem feitas 3*.
Ditas de ma casemira muito finas 2t500.
Ditas de varias fazendas que nao desbotio 2$.
Colletes le velludo, gorgurao, setim, por pre-
cos que de barato admira y
Calces-de casemira preta a
Paletots de merino preto 7#.
Ditos de ganga de quadriohos 2g.
Caixas de tarta-
a 28$,
inJ" 3 de cores muito" fino
a $! p*Jflola 0* mesmos pannos
meL 25 6 245' dltos 8accos Pfe'o do
mesmoe paDnoB a n$, 16 ss, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
Panno a 28, SOS e 35*. sobrecasacas de
ca8m'r de core multo finos a 15, 16
e 185, ditos saceos das mesmas casemi-
r*salO|. Hf e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8&, 9, 10/
ditas de casemira de cores a 7$, 8$,
el2.
99 e 10, ditas de brim brancos 1
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e d
lu a a 38, 3*500 e 4*' dilos de cores
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordSo sacco e sobrecasaco a 1%, 89 e 99
colletes pretoa para lulo a 49500 e 59'
cas pretas de merino a 4*500 e 59, pa-
Ietots de a faca preta a 39500 e 4J, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa tazenda a 3*800 e 48. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, dilos de
casemira sacco para os mesmos a 68500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
^39500, ditos sobrecasacos a 5g e 59500,
1 calcas de casemira pretas e decores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 209
i a dazia, camisas inglezas pregas largas
muito superior al329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-*
f late onde mandamos executar todas as R
I obras com brevidade. j
Ceblas a l #200 o centp.
Bolachinha ingleza a 160 rs a libra, toucinho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzas n. 24, esquina da travessa do Ouvidr.
Liquidado
Na loja de fuoileiros, na ra estreita do Rtjsa-
no n. 10, confronte a padariav dos Srs. Ponciano
& Salgado, vendem-se todas as obras de fdlha
de Plandres, consistindo em bahu, bacas, pu-
i F.jMHn,,, HanJre para assucar o to&o
os tamanhos, dito3 para manteiga de 8 libras ate
manarte, cocos, candieiros, formas de bo os,
chaleiras, cuias para farinha, e outras mui tas
obras, tudo sem feitio, por querer seu dono a :a-
bar com o negocio ; tambem se vende a armaio
oa dita leja, ferrameolas e o mais tendente
mesma ; assim como pede-se aos seubores (ue
sao devedores dita loja, que venham saldar
suas contas no prazo de 8 dias, a contar dtsta
data. Recife 11 de maio de 1861.
UMA LOJA.
Vende-se a armado de urna loja que frii de
ferragens, na ra Direite n. 64, urna das melho-
res localidades para qualquer um estabeiecimento
que se precisar, por prego muito commodoT: na
ra Nova n. 20, se achara com quem tratar!
Massinhos de coifal
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Cal uga n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fin a 500
reis o masso.
caba de
ebegar
ao novo armazem
BE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortlmento de
ilZ'l1%T Ca,,doa e fazeDd" e todo*
estes se veodem por precos mnito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrtcasacos de superiores pannos
t 269,289, 309 e a 369, paletots dos mismos
pannos pto a ,f, tgf. 209 e a 24?
anos de easemira de edr mesclado e de
novos padroes a 149.169. I89.209 e 24?
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
rea a 99, 10, 12 e a 14. dito, pretos -
lo diminuto preco de89, IO9, el2J, ditos
de sarja de seda a sobrtcasacades a 18
, ditos de merm de cordao a 12*. oiios
i d os de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 10a
1 if r,,ce Pr"0,,a ** d08 de Palha de
seda fazenda muito superior a 4*500 di-
1 ,l^m pard0 e de fu, a 8950 4n
0.4*500, dilos de ust.o branca .4
1 *"?,d!3UDt,d,dede"lc" < casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10 ditas
! T1" "?ne a4' dildebrlm decc "
! finase 2g500, 39. 3*500 e a 4f, dita, de
I tollST! fiD8.8 a 4J>500' 5. 59500 e a
, 69. ditas de bnm lona a 59 e a (5. colletes
ttSSS^!^9 p,e,os a 500
n '.in S ,UtlaA ltieo e de brim
a el* e a 3*500 ditos de brim lona a 4
di toa de merm para luto a 4* e a 41500
calcas de merm para luto a 4500 e a M
capas de borracha a 99. Pa.a meninos
de todos os tamanhos: calcas de earemira i
I' e-t S2rna 5S' 6* e 8 7. di ditaa :
1A m" ** ** ea 3*500- P'lelotssa" i
eos ae casemira preta a 6g e a 7, ditos !
X0I>6* 7. dios de alpaca, 39
1i Ca^aC* d? paDD0 Pret0 I* e a
14, ditos de alpaca preta a 59. bonets '
para menino de todas as qualidades ea-
misas para meninos de todos os tstnaW !
er.""' "i2a de "mbraia feitos <
Dir meninas de 5 a 8 annos com cinco !
babadoslisosa6ea 128. ditos de goreu-
brim e.q S-fC l'a 5 e 6' d,,os de '
hn,a.Si?*' ltiS de csmbraia ricamenle
r,0rdadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam del
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda equa I-
quer eneommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este Gm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto o urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptidao e perfeico nada dei-
xa a deseja r.
Grande e novo
sortimento de fazendas como
em Pars, e so se vende ba-
rato na loja armazenada de
4portasdarua da Impera-
triz n. 56.
Ra da Imperztriz, oulr'ora aterro da Boa-
vista, loja de 4 portas n. 56. vendem-se chitas
escuras e claras cores fisas a 160, 180 e 200 rs. o
ora oa S fr8DCe"8 es">ras e claras a 210,
J60 e 280 o covsdo, chales estampados a 2S600
petas de catsa para cortinados a 2*500, fitas d
cambraias uoas para vestidos a 2*500, 39 e 3*500
pegas de eotremeios e liras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador dir; crinolina de cores, fazenda
"ui' 'f P P"a "slidos, que com poucos co-
&!" Um mtid0 Pe,a la^ra, prec*
400 e 500 rs. o covado: cheguem freguezes. ?
Sal do Ass.
Vende-se a bordo do hiate Camaragibe : a
tratar com o cspitao a bordo, ou na ra do Vi-
gario d. o
EscraTos fgidos.
rna da
Gelo.
A dinheiro sm, fiado, Dao,
Vonde-se gelo no antigo deposito da
Sanzaiia, pelo prego de 49OOO rs. a arroba, e a
160 rs. a libra, e declara- so aos compradores
que o de psito estar aberlo todos os dias das 9
horas da maoh as 5 da tarde.
Boa f.
es-
rHga,
Pa loja da aguia de ouro ra
do Cabug n 1B
chegado ae lindas caixas de tartaruga para
rap, que se vendem por baratissimo preco de 3&,
assim como de bfalo mullo finas a 19000, lftOO,
oa loja Aguia de Onro, na ra do Cabug.
Capellas flaa* para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capdlaa de flores finas para as noives, e as
est -vendendo a 694% 89, conforme o ^sen pre-
pesHo*e barateira loja d'agua trapea, ra do
Queimado n. 16.
Ra estreita do Rosario,
quina das Larangeiras nu-
mero 18.
Os proprielarios desle estabeiecimento conti-
nuara a vendor tudo por menos do que em outro
qualquer estabeiecimento, e do melhor que ha
no mercado, por os ditos proprielarios recebe-
rem parte dos gneros por sua conta, a saber':
manteiga ingleza perfeitamente flor a 800, 720 e
640 rs., dita franceza a 720, em barril se far al-
gum abatimento, dita para tempero a 400 rs., em
porcaosefarabalimento, arroz muito boma 100
rs. a libra, em arrobo se far algum abatimento,
gomma muito boa a 100 rs. a libra, farinha do
reino a 120 rs. a libra, milho muito novo a 200
rs. a cnia, velas dd espermseete a 780 a libra do
mais Uno, toucinho muito bom a 320, vinho mui-
to ruperior da Figueira a 640 e 560, e de Lisboa
a 500 rs. a garrafa, dito do Porto a 19300, dito
Madeira a 1|200, da melhor qualidade qae ba.
doce de goiaba do melher que ha a 720 e 800 rs ,
farinha do Haranho a 140 rs. a libra, massas de
todas as qualidades por menos do qne em outrs
qualquer parte, bem assim como se obrigam os
proprielarios deate estabeiecimento a fazer dlffe-
renfa em tudo dos precos de outro qualquer es-
tabeiecimento, e servir os freguezes com a maior
promptidao possivel. e do melhor que henar
no mercado.
--Vende-se um cabriolet inglez meio patente,
de duas rodas, para 2 ou 4 pessoas, e um txcel-
lente eavallo para dito, vende-se separado a
vontade de comprador : na ra Nova n. 22. '
Venne-se urna eabrinha de tt annos, reco-
mida, cese, fas rendas, e mais aervico de casa :
oa rna #0 Imperadorfn, 50, terceiro andar.
Fugiram do engenho Bom Successo da fre-
guezta d'Agua Preta no dia 13 de Janeiro do cr-
reme anno. o escravo Hilario, crioulo, de idade
o annos pouco mais ou menos, altura recular
corpo grosso rosto comprido, barba nenhW
muito regrista, crpallida e rendido de urna ver
Iha no da 22 de max?o tambem do correte an-
no o escravo Vicente, mulato, de idade 22 annos
n?m.mn,!,-0UKn.e,,08 r8, red0DdO- D8rba M-
nnnf iul" chtt' c6t p,,lida' "bellos carapi-
2' e.grossura regulares, falla descan-
sada, muito viciado no fumar, defeituoso de uma
peroa por have-la quebrado quando pequeo
pe o presente roga-se a qualquer autoridade po-
Hcial, capjtao de campo ou pessoa do povo que os
apprehendam econduza-os ao engenho cima ao
enente Antero Aprigio Ferreira da Costa ou nes
la prace ao seu correspondente Malaquias de La-
gos ferreira Costa, morador na ra Direlta n ">1
pensar0 *Dd8r' qU generosamente se recom-
nn7Es, fu.8id0 dsde mez de abrll prximo
unjo, o m
nos de
o mez de abril
o moleque Dionizio, crioulo, de 16 an-
> idade, estatura pequens, corpo secco.
crnaq muilo preta, um dos denles da frente
quebrado, testa larga e formando cantos na di-
reccao das fontes, beigos grandes e dobrados,
bem fallante e com grande desembarajo, expe-
dito no andar, muito vivo e intelligente ; consta
que elle tem dito a algumas pessoas que forro
e suspeita-se que como tal nao tenha sido ad-
mitlido ao servico de alguem : quem o pegar e
levar ra do Carnario n. 5, nesta cidade, ser
bem recompensado.
Fugio da eidade de afaeei
do da 10 de Janeiro do anno
ao amanbecer
prximo passado.
um cabrado nomo Anasleto. com os aigeaes se-
gumtes :Baixo, grosso, pouca barba, cabellos
bem carapinhados, o um tanto arruivados. tem
um s.gnal de espinha no nariz, e no pesoco a
cicalnz de um talho de faca, o dedo grande da
mao direita aleijadu de um panarisso, ps gros-
sos e chatos, e quando anda achata os dedos car-
rancudo, e quando falla com o superior olhao-
do para o chao, sendo de muila forca, e esperto
para todo o servico. Unto de campo como de
montana e de cor clare. Foi comprado na
Cruz des. Miguel da provincia de Pernambuco.
ao Sr. Joaquim Pinto da Silva, tem prenles na
cidade de Caruai de Pernambuco, para onde
tem viajado. Perteoce hoje ao capitao Maooel
Pinto de Araujo, da villa fe S. Miguel : quem o
5ff rT* l0SULoa, em Macei6' Sr. Manoel
Jos Teizeira deOliveira, ser bem recompensa-
do, assim
dizendo-so
d0 1 delle der noticia e'xacta.
queassenlara praga emumdoscot-
pos de linha de Pernambuco.
fl.Z7AU8.'IaD1 doeD?nh< Batera, comarcado
Santo Anto, um mulito por nome Jos, com os
signaos seguintes : Alto, seco, pouca barba e
pouco cabello, cara comprida e cabeca meia des-
puntada, pejcoco comprido, bastante alto e ps
largos, chatos e grandes, levou camisa azul e
ceroula, lengol de algodozinho e chapeo de pa-
ina: quem o capturar dirija-ae ao mesmo engenho
Bateria ser bem recompensado : roga-se aos
autoridades policiaes
seguranza.
roga-se
e capules de campo a sua
Ausenlou-se de casa de seu senbor o escra-
vo preto de nome Joan Osario, mais eoohecido
por Cosario simpleameote ; estatura regular, ma-
gro, de rosto comprido. pouca barba, bigode
testa grande, jeelboa ara dentro, cosiaheiro e
sapateiro; vivo, intelligente, ligeiro 00 andar
e parece*crioulo per ter vindo crenla. Quem e
eppreheoder aera geoerosamenle gratificado Je-
!n^ ^ daCedeia do BeciU n. 20, ou na
bapusga, sitie grande da Sra. rinra Laserze,


(8)
MARIO > HMAJWUCfr; *- QUINTA IRA 16 DI MUO DE 1M1.
Litteratura.
OS AHBISM INGENUA.
Scenas da Vida theatral.
Romance indito
POR
Henriquc Murger.
[Concluso.)
Se as molhercs nao morrem quando sorem,
porque querem ringar-se. a Costenzina vingar-
se-ba nobremenle. Tambera ha de ir Paria, e
cantar lio bem que Paria inteiro, inclusive Sci-
pio, ba de sauda-lo com eothusiasmo.
A felicidade lambem rolla ? Scipio rae cor-
rendo langar-se aos ps delta, mas ha urna ro-
ganga que vela sempre. A coodessa Nani est
em Pars ; tero sido a m fada para os triurapbos
da CosteBzioa. Ahi nao tem ella mala mao,
Storetlo, mas tem cousa melhor, lem a fllha de
Storelto, Lucrezia: lodosos ardis quo se occul-
tara sob a mascara do ingenuo A menina doen-
tia reio a ser a cmica mais perversa que ha no
theatro.
Aqu comega o Terdadeiro romanee. Como hade
a condessa Naoi ferir a Costenzioa ? Entre a can-
tora e .Scipio lngara Lucrezia, islo a comedia
entre a paixo e a poesia. Bque fonte de episo-
dios dramticos, ligeiros, apaixonados, terrireis,
contar essa comedia de amor representada por
Lucrezia e Siciliana I
alas a baioneza de Yillerey lambem tem de rin
gar-se da Costenzioa a cantora nao triumphou
da baroneza ? Vede a fidalgona desprezadora das
actrizes hgando-se com a ingenua para perder a
Costenzioa, urna no mondo do theatro, outra no
tbeatro do mundo. E nasrivaes tem deotestaes
que o coracao e a gloria da Costenzina sao aboca-
nhados, despedazadas por ellas e entregues
merc da calumnia. E' ento que o doutor, o
misntropo do amor e da arte, rasar no coracn
doridn d puntnm Imln a hiliimo d mizade 6
da admira^o.
Mas Nina, a amante Nina, nao pode consolar-
se do amor perdido de Scipio com a amizade do
doutor: a Italiana tempre aquella febre da paixo
que procura a acgo e o triumpho. Ir 4 Lon-
dres, ir amortecer ahi todas as suas tribulages,
o:cultar todas as lagrimas, ringar todas as suas
decepcoes naquelle mundo incgnito d'alm Man-
cha, onde ludo Ihe parece fri, calmo, resorrado,
solemne como um immenso tmulo.
Hei de ahi enterrar todas as miohas paixdes
sob um duplo sudario de neroeiro e de respecta-
bxliy, dizia ella ao doutor.
tai Amiens o cholera fulmina Caniche: Cani-
che, 'lypo parisiense, rosto nobre e franco que
todos smam, e que todos tralam com desdem.
O doulor, que quer salvar a Costenzina, e que
acompanhou-a, salva Canicbe. Esta saber mais
tarde ajudar o doutor a salvar a Costenzina de
seu desespero.
Entretanto em Paris, a baroneza de Villery e
Lucrezia disputara urna outra o amor do fraco
Scipio.
Eis a rerdadeira comedia do amor, o da paixo
parisiense 1
Scipio sonha com a Costenzioa, e lembra-
se dos rochedosde Palermo. Has Scipio sonha
baixiDho, mentindo bem alto, ora nos bragos da
baroneza, de cujos saldes e ttulos Rosta, ora nos
bracos de Lucrezia, da celebre Lucrezia, amada
por Paris inleiro.
Sob a peona de Murger, tera sido o tvpo de
Lucrezia, o lypo da iogenua mais difficil, mais
bullanle, mais phantastico, mais falso, porque
havia de ser o mais exacto.
Elle conhecia bem essa ingenua. J tioha dado
algons esbogos dossa physionomia que lhe deu o
titulo do ultimo livro. Era della que fallavaquan-
do dizia que um estrangeiro, ha mui pouco lem-
po em Paris, e que tioha de visitar um de seus
prenles preso por dividas, perguutando pelo ca-
minho maii curto para ir Chily.
1'eia seuhora Lucrezia, responderm-lhe.
Essa ingenua, que Hurger ter-nos-hia mostra-
do a representar comedias com mais de um Sci-
pio de Caprana, aquella quem os guardas do
commercio mandaram, nos Propos du theatre,
um bracelete com esta inscripgao :
S1\A. 1). Lt'CEEZU
offerecem
Os guardas do commercio em signal de gratxdo.
Heorique Murger que sem duvida se admirara
de harer tentado o romance moda de Dumas,
achava-se aqu em seu elemento. Nao vedes
desenrolar-se lanas scenas desagradareis de pai-
xo, de comedia e de imprevisto.
A morte, que a maior imprevista, extinguiu
aquella frtil imsginago, que nos promellia tan-
tos livros ainda. Mas afinal de con tas, Henrique
Murger nao era daquelles que sobrepem o Pe-
lln ao Ossa para chegar fama.
a Eu s flz um livro, dizia elle. Quantos ho
de escrerer a rida inteira sem poder dizer o
mesmo I
Arsenio Iloussaye.
[La Preste.H. Duperron.)
De Paris a Madrid.
(Continuago do n. 105.)
XV
Madrid, 6 de abril de 1861.
A bibliotheca de Relia foi fundada pelo cardeal
de Rembrano. Constara ento dos seis mil To-
luoles que este principe da egreja reunir no seu
palacio de Roma. Depois foi accrescentada com
a lirraria de um arcebispo de Toledo, da casa de
Lialva, cujo ultimo duque trouxe das embaixadas
de Franca e de Inglaterra todas as preciosidades
Iliterarias do secuto paseado. Hoja os lirros
desla importante collecco particular passam de
rinle mil.
Nos palacios dos grandes de Hespanha encon-
tram-se numerosos vestigios histricos, armadu-
ras antigai, espadas celebres, quadroa de alto pre-
go, porn lirros nao ali que se derem procu-
rar. Nao creio que os tratados que nos faltara
para completar as obras de Cicero venham a des-
cobrir-se,ero um armario do palacio onde vivera
os.dependentes de Colombo ou do duque de
Lerna.
A familia de Relia foi sempre urna excepgio
desta regra geral. Apezar de que nem todos os
representantes desla casa foram dados s latirs,
cada om eolendeu derer conserrar cuidadosa-
mente esta riqueza. A bibliotheca de Relia tere
sempre um bibliolhecario escolhido entre os sa-
bios meqot favorecidos da fortuna e desde longo
lempo que se franqueia is poasoas estudiosas to-
das as quiotas-feiras de cada semana.
Ao lado direito da grande escariarla do palacio
ha urna pequea porta por onde se passa eecada
que conduz bibliotheca. O salo octgono e
nao lem ja'nellas. Recebe a luz poi urna grande
claraboia de vidros foscos e cortado na altura
por urna raranda com balaustres, que, separando
as estantes inferiores das superiores, facilita o ac-
cesso aos livros col loca dos peito do tecto.
Estantes, raranda, portas e a parte que serr
de caxilho claraboia sao de pu preto marche-
lado de lisonjas e chapas de marfim. As tres
portas do sallo abrera para um largo corredor
que, partiudo da casa do jantar, contorna em se-
mi-circulo a biblotheca e rae dar ao coro da ca-
pella. Interiormente tres grandes quadros cor-
responden! s tres portas do aalo.
Em frente da porta principal est o retrato, em
corpo inteiro, do cardeal de Rembrano. E' obra
original de D. Diogo Rodrigues da Silva e Velas-
ques, o celebrado amigo de Philippe IV. Na opi-
nio dos entendidos, este quadro superior aos
retratos de Hargarida da Austria, de Isabel de
Bourbou e do duque de Olirares a earallo, que
esto no salo de Isabel II, no musu de Madrid.
Ha quem o preQra ao proprio retrato equestre de
Philippe IV. H
O cardeal de Rembrano est sentado junto da
mesa da sua bibliotheca, onde varios papis em
desordem, um livro aberlo e outros ao lado, como
que a esperarem a sin rez, indicara trabalho re-
cente. O prelado, encostado ao cotorello direito
e tendo na mo um pequeo livro, onde um dedo
serr de marcar o sitio em que cessou a leitura,
parece descansar das fadigas do estudo. A phy-
sionomia revela a agudeza do talento, a infaliga-
bilidade do trabalho, a beneroleocia inaeparavel
dn sahAr a da relicio o a magreza e pailidez a
que a penitencia dra comego e que o estudo fura
accrescentando. Velasques bao foi mais feliz ao
pintar o marquez de Spioola, no celebre quadro
das a Langas recebendo do goreroador hollan-
dez de Breda as chaves da cidade rendida 1
Que profundo coohecimento da rerdade 1 Que
sentimenlo da vida moral e physica 1 Que har-
mona de lora I Que combinago de colorido sem
desaccordo! Que me importa a mira que Van
Dyck no retrato do conde do Bristol e da condes-
sa de Oxford seja superior a Velasques na elegan-
cia da execugo, na dignidade da postura e na
expresso? A realidade, como ninguem ainda a
soube reproduzir, est nos quadros do ramoso
pintor hespanhol, ultimo [dalgo da nobre familia
de artistas de que Bayeu foi o successor bastardo
e Coya o derradeiro descendente Ilegtimo.
O principe da Paz, para#quem a Hespanha in-
teira ainda era pouco, quiz comprar o retrato do
cardeal de Rembrano. Carlos IV, uoitado, que
nunca soube responder negativamente ao seu ra-
lido, pediu ao duque de Lialra o que nao teria
solicitado para o musu da cora. O duque res-
pondeu que S. M. poda dispdr da familia de Lial-
va como lhe approuresse, mas que nao tinha di-
reilo para profanar as ciozas dos morios. Por
honra da mioha familia, do V. M. e do grande
pintor de Philippe IV accrescentou o duque
ouso desobedecer ao meu soberano 1 > Carlos IV
calou-se, descontenle, porra o retrato flcou no
seu lugar.
Os outros dous quadros sao de Ribera e de Mo-
rillo e amboa lm um duplicado no musu real.
O de Ribera o martyrio de S. Bartbolomeu, ad-
miravel composigo em que o colorido superior
a qualquer elogio. Eu nao sei se o sublime dis-
cpulo de Cararagio era feroz como Philippe II.
J alguem Ihechamou o S. Domingo.1: da pintura,
porque o pincel de Ribera como que se deleitara
com os supplicios. Os seus quadros parecem da
mo de um inquisidor. Mas que rigor de exa-
cugo I Que pensaroentos 1 Que combinago de
cores I Que inspirago divina, que reflexo de bea-
titude nos seus marlyres Ribera nasceu em 1588.
Nasceu hespanhol da sua poca e hespanhol mor-
reu. Os seus quadros exprimem as crengas e o
fanatismo do seu seculo. Sao rerdadeiroa da idea
e de execugo, sem perlencerem ao que hoja cha-
mam realismo, que, no lim de ludo, a arle sem
arte, quer dizer, um disparate e um relrocesso
para os lempos barbaros.
O quadro de Murillo Rebeca e Elieser .
V-so que o duque, de Lialva, para quem o pin-
tor reproduziu o quadro do musu, era apaixo-
nado do genero em que primara Ribera. Das
tres maneiras de Murillo, que os francezes desig-
nam com as ^uaiinuagoes ue ra, calida e vapo-
rosa, escolhou a que se resenta mais da inlensi-
dade, e do tom decisivo digamos duro e ri-
goroso da luz e das sombras.
Eu ainda nao ri o Santo Antonio de Padua e o
Moiss que esto em Sevilha, que os amadores
lm por superiores aos quareota o seis Murillos
do musu de Madrid. Dizem que osses dous qua-
dros valem tanto coma a Escola de Alhenas
de Raphael e como o Juizo final de Miguel
Angelo. Nunca os ri, e que os rira, fallatn-me
os conhecimentos especiaes para confirmar esta
opinio ou combate-la.
Para mira a maneira vaporosa de Murillo a
que me agrada mais e a que lhe deu mais ce-
lebridade na Buropa. Todas as rirgens desde
Concepcin rodeada de cherubinos al que o
msrechal Soult levou para Franga, e que hoje
est no Louvre. pertencem a esta maneira do ce-
lebre pintor. E o que d maior va or aos qua-
dros de cada um desses differenles gneros que
Murillo nao modiflcou successivamente a qusli-
dade das suas producges, como tal vez acontecen
a Raphael, mas empregou-as simultneamente
conforme lh'o pedia a natuieza do assumpto, de
modo que as tres maneiras fazem urna s, que
a da rerdade, a da razo e a do boro gosto. Nao
ha arte sem estas tres qualidades.
Os dous quadros de Ribera o de Murillo esto
bem collocados um defroote do outro e o cardeal
de Rembrano entre Rebeca e Eliser e o Mar-
tyrio de S. Bartholomeu islo entre o relho
e o novo testamento, como'que representa a egre-
jacatholica concillando os dous periodos da reli-
gio revelada com a caridade christaa e saber
universal dos apostlos e sem o zelo rigoroso e
severo de S. Domingos e de Torquemada.
FOLHETIJII
o
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DUPLESSIS.
Quando entreicomo bario na bibliotheca, es-
tarn) ali tres augeiios. um aarquez, grande de
Hespanha e senador, um banqueiro muilo rico de
Madrid e um conexo de Toledo. Pallarais de
politice. O banqueiro perguntara ao marquez
quando se fecharam por urna rez o senado e o
congresso, que s serriam para pasto de patrado-
res de ociosos. O conego sorria, sem ousar
dizer o seu parecer, e o marquez declarbase
campeo da liberdade como qualquer patuleta.
Eu nao ful quem invenloo o systema libe-
ral, dizia elle mas j que o introduzirarn em
Hespanha cuitade lano dinheiro e de tanto
saogue, agora alurem-no e nio andera a inventar
pretextos para o deitar sbaixo.
Mas para que serven easas liberdades?
relrucava. o banqueiro para osjornaes insulta-
rom toda a gente onrada,_ para lirarem o lempo
aos ministros com discusses iouleia e para im-
pedir que se gorerne bem I
Meu amigo, a constituirlo dosnoo 12 e as
seguinles nio foram escripias pelos grandes de
Hespanha, nem sustentadas com o nosso dinhei-
ro. Assim o quizeram, assim o tenham.
Mas, se o quizemos, nio o queremos agora,
porque cahimos no engao em que andaramos.
E nos tomamos o camioho opposto. Ora di-
ga-me se a Hespanha de boje a mesma de Fer-
nando VII, o se loure nunca gorerno absoluto
que desonrolvesse a riqueza e prosperidade na-
cional como este alrapalhado systema que nos
goreroa. Que importa que os jorases ataquem
Pedro ou Paulo I Antes isso que manda-es en-
forcar o rei I
Parece-me incrirel exclamara o banquei-
ro que um marquez e grande de Hespanha pen-
se como qualquer jornalista das duzias I O que
en d'antes a grandeza e q que hoje, em que
essas honras se do aos revolucionarios, ainda
que se nao saiba de quem sao Olbos 1
Olhe, a essa respeito temos nos roto em
capitulo, porque o negocio nos toca pela roupa.
O gorerno absoluto era o mais democrtico de
todos os gorernos. Abaixo do rei ludo era egual
ainda que o nao parecesse. Agora outra eousa.
Temos vida propria e confesso-lhe que nos nio
desagrada. Eu j me acostumei ao senado e ha-
ra de fazer-me falta, ae riesse a fecharse para
sempre.
Entao o Sr. marquez est, pelo qne rejo,
as doulrmss do marquez de Albaida?
E porque nio ? Esse era republicaqo e cha-
mara-se Jos Mara Orense, como sabe. Herdou
o Ululo de Albaida, hoje chama-se Jos Mara
Miln de Aragn, grande de Hespanha, gosta
de o ser e nio mudou de opinles. Veja como
ludo se combina bem. A liberdade, que era bda
para o demcrata, nao perniciosa ao aristcrata
E o socialismo e o communismo, que for-
gosamenle riram depois d'isto ?
O socialismo, se o melhoramento da socie-
dade, olhae que nao lio mu como cuida. Ha
res mais socialistas do quo o marquez de Albaida.
O communismo, esse nio receio que r ao seu
dinheiro senio depois de repartir as nossas tr-
ras. Tem lempo de o por em seguranga. Que
diz a isso, Sr. conego 1
Quehei-de eu dizer? Pela minha partelo
desgosto do gorerno constitucional. O alio clero
talvez preferase o absolutismo. Nos nio.
Ora r retrocou o marquez, sorrindo
Aqu lera a oobreza e o clero a faror da liberdade.
E entao o dinheiro, que sempre andou a gritar
pelas immunidades e franquas de povo, que se
ha de fazer agora absolutista ? Teoha paciencia,
meu amigo, ha de morrer liberal.
O banqueiro callou-se, com receio de que o
marquez chegasse a fallar-lhe da summas que
sahiram do seu escriptorio para drfferentes revo-
lugdes, e roltaram todos tres para as salas onde
se daogara, jogara, e coorersara.
Fiquei s com o Oaro. Estaramos sentados
em duas cadeiras das que teem o nome de Voltaire
e fumramos uos charutos chamados brebas que
encontramos sobrea mesa da bibliotheca em cesto
de filagrana de prata. O bario pareca receiar a
conversado e callava-se. Tire eu' de principiar.
Comecei pelos quadros e pergunlei-lhe o seu ro-
to acerca de llibeira e de Murillo.
Pobre bario I Artes tem elle, mas de arte nao
entende nada. Balbueiou duas patarras, engoliu
outras, assuou-se, arredoua cadeira para rr mais
de longo e concluiu, dizendo.
Sao bons, mas eu prefiro os quadros viros.
Depois d'esta semsaboria, nao era possirel cou-
tinuar a conversado acerca de tal assumpto.
Callei-me, ti re do charuto duas ou tres porgos
de fumo, e disse para o bario :
Bella bDlietheca e magnifico palacio. Eu
desejo que o casamento da senhorta se faga em
quanto c estou para rr oasales do outro lado.
Parauso nio neceasario tanto respon-
deu o bario. A coodessa maada-lh'os mostrar
quando quizer.
E' oue en desejo re-Ios llluminados e de
grande gala e para isso a melhor oocasiio a do
casamento. O tal Sr. D. Julio d-a em cheio.
Linda rapariga, bem educada, intolligente, gra-
ciosa, titulare rica. E' ouro sobre azul. Tam-
bera merece-o. E', realmente, um excellente
rapaz.
Isso rolreu o bario acanhadamente e
por me serrir de urna reminiscencia camoniana>
como quem da conreraa lhe pesara.
Para quando ser o casamento? Tanto urna
familia como a outra dizem que nao flxaram ain-
da a poca, porm, eu ouri dizer que estar des-
tinado para agora.
Creio que estere....
Ento mudaram de idea ? interrump eu
cora admiracio.
Nao sei. Como rejo que nio casam agora,
por isso disse que esteve. Eu nao me metto com
esses negofios. Sou amigo de D. Julio e da sua
noira, dero muilas obrigagdes condessa e affas-
to-me quanlo posso das quesles e discordancias
das familias.
Isso proprio da sua eicellente edacagio.
No fim de ludo, que nos importa a nos que elles
casem ou nao ? O meu pundonor, n'esse ponto,
lio extessiro, que sabendo eu por accaso um
segredo, que poda influir na resolagio d'esse
negocio, nem quero que suspeitem que o sei.
Um segredo ? E segredo que pode influir
em que se rerifique o casamento 11
Eu nio disse em que sentido o segredo po-
da influir no casamento ; mas, visto que o adi-
riohoo, nio lh'o negarei.
Essa original. Eolio....
Se eu fallar, o casamento faz-se immedia-
tamente.
A eatss patarras o bario lerantou-se da cadei-
ra, fez-te pallide, dea dona pasaos para o lado ,
da anesa ; porm, apereebendo-se da aensacio'
que deixra coohecer, foi procurar ama pequea
le prata, onde estar ardendo espirito
de nnho, e pz-se a accender o charuto, como
se o tiraste daitado apagar. Ea permaaeci na
cadeira entregue inteiramente ao cuidad de con-
serraraccezo o meu.
O bario estar mordido da curiosidade, mas
depois da ligio que me dra acercada suaabs-
tengio nos negocios particulares das casas que
frequentara, nao sabia de que modo poderii ar-
rancar-me o segredo, cuja forga era capaz de
destruir a dos enredos que elle flzera. N'estas
consideges flcou quasi um minuto a ungir que
accendia o charuto. Nao lhe dei tempo para pen-
sar e disse-lhe, como se me fra desagrcdarel
iolerrompera conrersago :
Homem deite esse charuto fra e tome ou-
tro. Tere pouca fortunl na escolha.
A esta interpellago o nobre banqueirito bar-
cellonez roltou-se para mim, mas em rez de sen-
tar-fe, encostou-se i mesa, exactamente em Tace
da minha respeilarel pesaos. Fumou anda urna
ou duas rezes, e, a final, exclaraou :
Estou espantado com o lal segredo. Que
demonio pode ser ?
Urna cousa muilo simples. O contrario do
segredo que mudou o estava em etleve.
Ento quer dizer que o casamento est im-
pedido por urna razio qualquer, que lhe co-
ntienda e que tem na sua mi aclarar esse ne-
gocio em proreito de D. Julio?
Exactamente. Mas olhe que eu nio pro-
tejo D. Julio, e a prora que nio digo urna pa-
lavra. Quer que lhe falle a rerdade ? Sympa-
thiso com a seohorita de Relia.
Mas nio casado?
Sou sim. Entio nio se pode sympathisarcom
alguem senio para casamento ou para amor ? Eu
aympathiso com ella, e, por isso, nio quero di-
zer cousa algumn que contrari a sua rontade.
Nio eotendo.
Pois eu lh'o explico, bario, j que esse casa-
mento lhe inspira interesse. Supponha que a
senhorta aproreita um pretexto para se desfazer
de I). Julio e conceder a outrem o que estara
desiioado para aquelle. Se eu destruo o obst-
culo, rou facilitar o casamento de D. Julio e tal-
rez fazer a desgraga da rida inteira da pobre
menina.
Pois er que ella ame outro ?
Eu nio creio cousa alguma. Bem r que
nao me metto as vidas alheias, e, se soube esle
segredo, foi tao casualmente como pode ser a
compra d'estes botos de camisa em rez de ou-
tros quaesquer.
Esta comparagio, que me reio idea nao sei
porque, mas sem imaginar a influnecia que ella
poda lar no assumpto da nossa coorereagio, pro-
duziu no baro um effeito inesperado. Fez-se
de noro pallido e estere mais de cinco minutos
sem dizer patarra.
Entretanto, para fingir que nao dava pela per-
turbago deste gaiato, sacuda eu das caigas a
cioza do cigarro e dizia commigo mesmo- que o
segredo das intriga do bario era forgosameute
relativo a joias. Para o nio espantar de lodo,
vi.-to que conseguir colloca-lo em lio bem. ca-
mioho. acrescenlei:
Se a senhorta manhia preferir o barao a
D. Julio, pode contar eom o meu pequeo au-
xilio. v H
Preferir-me a mim ?
Sim, senhor. Ande, nio se faga desenten-
dido. Eu ja sou relho e conhego o mundo. A
ambigo em um mancebo justa e tonho-a por
incentivo de boas aeges.
~ Nao duvido, masen nunca tire a menor
ida de aspirar mi da senhorta.
Deveras ?
Sinceramente. Respeito-a e estimo-a, po-
rm conhego a differeng das nossas posiges,
por mais que a tendencia actual da sociedade
procure p-lasao nirel.
Lerantei-me, acabei de sacudir a cnza, dei-
t*i fra a ponta do charuto; e, roltando-m pa-
ra o bario, em cuja physionomia rosada fulgura-
ra o jubilo de ver que'a minha sympathia pela
senhorta farorecia os seus enredos e o conteo-
tamento do ter sabido guardar o seu segredo,
disse-lhe :J
Muito folgo de lhe oerir essa declararlo. A
nica cousa que me delraha era o receio de o
prejudicar e de desagradar senhorta. J que
rejo quio modesto o seu espirito e que nem
por peosameotos sonha em aer riral de D. Julio,
posso lirremente tallar. IVaqui a 15 das ho-de
easar-se.
Mas que interesse- teem nisso ?retrocou
o- bario rpidamente.
E que interesse tem o bario no contrario ?
Ou nio lhe importa, entao son por D. JuMo, ou
knoorla-lhe, e, oesse caso, sou pelo bario-, se a
senhorta lhe est indinada. D'aqui nio saUo.
O rapaz suava de afUicgo. sem saber como
sabir da difliculdade. A final, depois de passear
um instante ao longo do salo. parou de repen-
te, reio para mim e disse-me :
Vejo que a lula desigual. Quer manhia
fazer-me a honra de almogar commigo em. minha
casa ? Segredo por segredo. Cootar-lhe-hei lu-
do e espero que acaremos de accodo.
Acceito. A que boras ?
A's duas da tarde. E agora entremos as
salas. Eu tenho que dangar com duas- ou tres
senhoras. Queira Deas que nio passassera j as
dangas para que as conndei.
XVI
Madrid 7 de abril de 1861:
O bario entrou antes de mim na sala ende se
dangara'e foi sentar-se junto de Mad. de Lan-
dstein,
Onde estere at agora ?perguniou-lhe a
linda allemia.
Na bibliotheca com o portugus.
ApostQque resolreram todas as dificuldades
da uniie ibrica ?
Nio tractamos de poltica, Nio o meu
forte.
E nio se pode saber qual foi o assumpto
que por lanto tempo nos prirou da sua pre-
senta ?
Pois conta a minha ausencia como pri-
ragio ?_
Nao se responde a urna pergunta com outra.
Vamos. Seja amarel com as senhoras- Diga-me
em que estirera a fallar.
Ora em que haramos nos de conversar en-
tre um Murillo, um Velasques e um Ribera ?
Fallamos de arte, Se eu pudesse, seria artista e
pintor. E' a minha rocagao.
PR1MEIRA PARTE.
VIII
(Continuagio.)
Antonia flcou pensativa.
Sin.... Joaquim.
E t que lhe respondeste ?
Que nao tenho medo de ninguem.... que
todos me estimara.... e que os Apaches mesmos
sao meus amigos.
Eolio D. Lniz te proclamou que rirer as-
sim nao era rirer, era vegetar. Depois comegou
te fazer orna seductora descrpgio da existen-
cia das mulheres na Europa, dos prazeres que
tem a morada as cidades.... fallou-te de sedas
maravilhosas, de joias adorareis, de espectculos
encantados....
Nio nio.... nio.... nenhuma s pata-
rra me disse elle respeito de qualquer cousa
deslas, exclamou Antonia, interrompendo alegre-
mente o Batedor de Estrada. Pelo contrario me
disse elle que, urna rez que eu nio corra perigo
alguna aqui, nio ra urna rida mais feliz que a
minha.... e pedlu, em nome de minha felicida-
de, que reflectisse bem antes de deixar meu ran-
cho, se algnm di en tiresie rontade de mudar
minha posigio... Que em sua opinio, estara in-
timamente convencido de qne em parte alguma eu
poderia achar tranquilUdade egual i que eu go-
zara aquil.... Jrs. Joaquim, que Je engaa-
ras completamente quando ha pooco pensaras
que sabias o que D. Luii me poderia lar dito I...
Um longo siUwtlo seKulu-se i esta resposta
() Vide unrio a. Ui,
de Antonia; o Batedor de Estrada estara verda-
deramente estupefacto ; pelo que diz respeito
Antonia, pde-se presumir qual era o objecto de
aeus pensameotos.
Para mim iocontestarel. Antonia, disse
eram o Batedor de Estrada, que todos estes bons
conselhos de D. Luiz tinham um mu pensamen-
to occullo e urna inlengio perfeita. Qual era es-
sa iotengao e esse peosament, o que eu nao
poda aderiobar. A porrersidade humana posse
tantos recursos, dispe de meios taes, que mu-
tas rezes illude a mais consummada prudencia,
a maior perspicacia I Urna ultima pergunta :
D. Luiz agradeceu-te a generosa hospedagem que
lhe fizesle por algum presente ?
Sim, elle me fez um presente, respoodeu
Antonia, corando, nio porque se achasse emba-
razada, mis sim de alegra, e foi um presente
muito precioso.
Ah ah I Ir-lhe-hei i pista.... Que pre-
sente foi este ?
Um aoDel, Joaquim 1
J rejo que D. Luiz confiere os clsticos al*
lemes !.... Ascena de Faust e Mephistopheles:
Presentes, presentes e sempre prsenles e con-
seguiris ludo. Fez elle ao menos as cousas
com galhardia?.... O diamante bonito?....
Quem este Faust e Mephistopheles de
quem fallas, Joaqoim ?
Nada.... nada.... estar pensando em ou-
tra cousa Deixa-me rr este annel....
Antonia estendeu sua poquena mi andaluza
ao Batedor de Estrada ; e no dede aonullar se
ra om fio de ouro velho.
Isto nio ral quatro reaes, diste Joaquim.
Vamos, ramos, este D. Luiz mereco ser colloca-
do antes na classe dos bons riranls que na dos
homens apaixonados. Elle ha de ter achado mui-
lo commodo fazer-se-lhe hospedagem e prodi-
ilisar-se-lhe todos os cuidados durante quinze
las sem gastar um real.
Este annel, cootinuou Antonia, que toda
pensativa nao tinha prestado ourdo estas ulti-
mas patarras, esto annel pertencia 4 irmaa de D.
Lulzdesde menina; ella lh'o deu no dia em que
tere de mudar de nome para tomar o de um ho-
mem que conduziu ao altar. E* o que eu tenho
de mais precioso ao mundo, me disse D. Luiz; e
muilas rezes me entresteci quando, fazendo al-
guma risgem pensara que por um accidente qual-
quer este annel podesse passar 4 Iguma mi in-
digna. E'um rerdadeiro serrigo queme fareis,
senhorta, em aceitar este oejcto, que se, em si
mesmo nenhum valor tem, tem toda a importan-
cia para mim.
Caramba I eis-aqui urna phrase fue ral o
que pesa em ouro, e que substte perfeitamente
um diamante.... Tom de maia i mais, isto s
para o Sr. D. Luiz, o mrito de ser muito econ-
mica.
D. Luiz ao sahir d'aqui deu tres ongas em
ouro Andr, disse Antonia.
Desla rez decididamente Joaqnim ficou derro-
tado. Tambera nio fez mait do qne mudar de
conversa.
' Muito bem I porm & proposito, como en-
carara este pobre Panocha a estada do estrangei-
ro aqui ?
Andr adorara i D. Luiz....
Carambal se eu enteudo...
Entretanto bem simples, disse Antonia,
com um sorriso lio fino que madamoisello Hars
nao deixaria de inrejar.... Eu Iba liona orde-
nado que o amasse,
Oh I as mulheres I murmurou o Batedor de
Estrada, ignorantes ou ingenuas, criadas nos bos-
ques ou dos saldes, lea todas ellasespirilo quan-
do chega a occasiiode escaroecerat- de um po-
bre rapaz que as ama.... Mas ettt D. Luis que
especie de homem pode ser?___ fue projectos
tem elle sobre Antonia?.... Oraeseil.... que ha
mais procurar?.... Ha felizmente no mundo
muitos homens que t | para' serm tolos.
E nio pode ? Nao sei que obstculo tenha I
E' rico ; nio dar a oioguem tontas do seu lam-
po, e, de mais a mais, sent-ae com propensa
parai pintura. Porque nao ha-de ser piotor?
Porque ? E mais fcil de sentir do que de
dizer. Essa mesma riqueza, a poaigio social e
as miohas relages sao outros tantos obstculos.
Se eu me flzesse (pintor___
Entao que tioha ? Velasques nio era uia
homem do poro, nem um Judeu ennobrecido por
capricho real 1
O bario mordeu oa beigos, mbicioaou lernas-
cido fllho do duque de Ossna ou do duque de
Monlraorency, mas renceu o despeilo com un
sorriso e responde^:
' Est dito. Fago-me pintor, se me deixa co-
megarlpor fazer o sea retrato.
Para quo? Tem medo de esquecer a mi-
nha physionomia? Nao me admira. Quem se
esquecer de nos todas por causa de tres quadros
de m morte, precisa de ajudar a memoria.
Nao me lyrannise. Bem sabe que nunca
me esquece. Mas como posso eu esquirar-me
influencia da arte, rendo ou lembrado-me da mu -
lher em quem a Datureza se esraerou tanto ? Se
a arte desapparecesse, achava-se as lionas do
seu rosto,
Eolio eu sou obra da arte ou da natureza ?
Veja do que flea.
Aqui o nosso bario naufragou, dando em cheio
nos rochedos da crassa ignorancia e da falla de
sentimenlo artstico. Por mais que se quiz lem-
brar do latim e dos outros estudos com que o
prepararam para desempenhar o seu papel oes-
te mundo, o homem dos quadros rivos nio acha-
ra urna solugio. N'este aperlado transe aahiu-
se pela porta da ternura, qae a mais larga.
Condessa, eu nio sel o que digo, quando
a rejo. Todos os meus perjsamentos se concen-
trara no empenho de lhe ser agradare! e s sin-
to que a amo. Urna patarra sua..;
Veja l onde ra dar comsrgo 1interrom-
peu a condessa, sorrindo 4-Nio ae compromet-
a. Deus s que pode saber o que baria de re-
sultar de nma palarra minha, mas eu sei que, se
deixasse continuar as suas, tinhamos proposta de
casamento. E se'.eu acceilasse ?
O bario desconfiou do lago e reepondeu mo-
destamente que bem sabia que o sea amor era
sem futuro nem esperanza, mas que, assim mes-
mo, o acceitara como o nico oasis de urna exis-
tencia triste e desconfortada.
Deixemos Mad, Landstein oeste tirotero com o
baro e rollemos a nossa attengao para outras
personagens.
A condessa de Relia andar fazendo as honras
da casa eom a sollicitude de quem deseja que
todos os seus hospedes saiam d'ali contentes.
Margarida acabava de urna danca com Julio, a
quem ainda dar o brago. Pepita estara junio
da porta, conversando com o relrro conde de V1-
lafria, que pareca ir esquirando-se ao tumultuar
alegre da gente moga que o rodeara.
Passando junto de Pepita, disse-lhe que lhe
ia mandar seu rrmao. Respondeu-me com um
morimento afrramaiivo de cabega, como se o
chamamento do irmo fra ordem que me heu-
vesse dado. Adraotei-me para os dous noiros, e
dizendo a D. Julio que fosse fallar irrmi, per-
guntei a senhorta de Relta se quera cooceder-me
a honra de lhe dar o brago. Acceitou e fomos
fazer o giro de dnas salas para que ella me iod<-
casse tres ou quarro amigas suas suas, de cuja
formosura me havia fallado com eothusiasmo.
Vejo com prazerdisse-lhe eu, sem outro
prembuloque oseunoivo nao cede o seu lugar
a outrem.
O meu uuivu 1 Para que lhe chama assim ?
Sabe muilo bem que j nao meu uoiro. Con-
serro-lhe as honras por deferencia para coro mi-
nha mi e para com Pepita. Nem eu tenho
animo de lhe as retirar. Nao sei como isto ha
de acabar I
Sei eu. Ha de acabar casando-se com elle
antes de quinze dias.
Isso nunca 1 Sei que conhece a minha
resolugao. Pepita disse-mo'o. Por isso, lhe
respondo com franqueza. Pobre Pepita 1
A sua resolugio tem um motivo. Nao-use
de meia franqueza. Aocuse para qua o reo se
defenda. Nao condemoe sem ourir.
Eu apurei a rerdade. Tenho documentos*
Mas nao possu rerelar cousa alguma.
Pois lambem eu apurei a rerdade.
A esle respeito ?
Nem mais, nem menos;
E' impossirel que techa o menor indicio a
causa da minha deliberegio inesperada. Olhe
que eu sou muito franca. Amo D. Julio, mas-
nunca serei sua mulher. Este amor ha de ceder
reflexo e ao sentimenlo da minha propria dig-
nidade. J disse demasiado. Nunca ful lio ex-
plcita co*n miaba mii, nem coa Papila. Na
tere a mal quo o convide a fallarmos de outro
assumpto.
E se a historia das joias fosse falsa ?
A historia das joias'.'respondeu-me Mar-
garida com espantoQuem lhe cootou isso ?
Um nigromante meu conhecido;
E nigromante dere dere ser por certo para
adivinhar ......o que nunca existi.
Senhorta, a lealdade a que se est sacrifi-
cando mal empregada com o intrigante que lhe
reio contar urna triste calumnia. Eu sei ludo.
Nio lhe pego que me cunte cousa alguma. Mas
repito : se eu lhe prorar que a historia das joias
falsa ? '
Bom. Vou ser franca, sem faltar aos meus
deveres. Ha urna causa que reio alterar as mi-
ohas disposiges aceica do casamento com D.
Julio. Nio lhe digo qual ; porm, se eu me
conrencer de que falsa, lambem nao posso
casar com elle. Nunca me ha de perdoar a ia-
justiga que lhe fiz. Veja que triste sorte a
minha I
Ese elle o ignorar completamente? Nao
ter harido offensa e o seu amor achara modo
de expiar culpa lio leve.
Nao sei. Carego pensar nesse desenlace.
Ainda rae nio tinha occorrido. O easamenlo
para mim o acto mais solemne da rida. E' urna
recomposigio do nosso ser moral e eu quero pro-
ceder cooscienciosameote em lie delicada con-
junctura. Desejo morrer com os sentimentos
com que me aproximar do altar. Mas diga-me
como soube......
Por ora, s lhe posso dizer que sei ludo e
que necessario que lodos acreditem que nada
sei. Todos, sem excepgio.
Principalmente o bario. Nio rerdade ?
Sim, rerdade. Principalmente esse trafi-
cante, que merece urna ligioserera. E' tolo.
Paremos justiga. \ Nio temos
mas todo'au.
clames delle.
Nio tolo mu. E' ambicioso.
Pois bem, como......
Neale instante, a msica deu signal para a
aguada walsa e o bario reio buscar a senborila
de Relia. Fiquei e ia sentar-a a pencar
este emaeranhado negocio, quando ri perto de
mim a marquezita de Lovera. Dirigt-mo para
ella e conti-lhe como estava no caminho de
saber ludo,-porra que esta era a occasio mais
I critica do negocio, porque eu, acetar de dizer
que sabia tuo, uo Om de conlas, o8o ta'jia cousa
alguma.
O que reriflqpeiconclu enfoi que ha
urna causa seria de recusa, que e3ta causa rem
do baro, qun este aniroalejo ambiciona casar
com a senhorta de Relia, que ella gosta de D.
Julio e que o negocio diz respeito a joias*
A joias ? Ahi dave harer engao. Elle
deu-lhe diamantes auilo bons, comprados a um
dos melhores ourives de Madrid.
Nio sel, mas hei de sab-lo. J agora,
quero lerar ao cabo esta negociago diploma-
tica.
Depois de manhia Margarida ra jantar
comigo e talvez possamos arrancar-lhe o segredo
inteiro, se o bario resistir ao assalto que lhe pre-
para no almogo de amaobia. O tal bariosioho
coofesso que enganou bem I
A mim sempre me parece o que Mas
diga-me, marquezita, que partlcufaridades ha
acerca das joias ?
Nenhumas, que eu saiba; Meu rmao en-
commendou-as ao Granadino, que o melhor
ourives do Madrid ou om dos melhores. Ha
quem lhe preQra o bijotero francez Daufflont, que
mora na Puerta del Sol, mas eu crea que o
hespanhol nio lho inferior. Elles sao riraes e
nunca se Ibes eocommeoda um enfeite de bri-
dantes ou qualquer obra de cusi sem queeada
um delles prometa fazer obra mais bem acatada
que a do outro. E' curioso ouri-los.
Onde mora o Granadino ?
Calle del Arenal n. 103, primero andr;
Porque? Quer 14 ir ?
. "" Talvez. O que eu quero dar cabo desta
intriga. J me aborrece que um tolo como o
barao nos ande atrapalhando ha tanto tempo.
-O" eja quem se nao ha de engaar com
je I Olhe que corte est fazendo nossa
allema. Mal elle sabe os perigos
raette 1
Entio que perigo pode
apaixonar por ella ?
E os ausentes ?
em que se
elle ter alm de se
Entio aquella phrase
qne o ausente
nio pessoa que
FJtecon-
TlBit;
[um
mostrar-
Pois ha ausentes ?
era seria ?
E muito sris. O mais
chega manhia ou depon e
supporte a menor corte do bario.
Eu nao queria ser indiscreto, mas......
Desejara saber quem era o ausente ? E*
meu irmio Telmo. Eu j lhe o quiz dizer outro
dia. Elle rio Mad. de Landatein em Alican-
te. Jantou com ella em casa de um general e
conrersaram dorante todo o jantar e o sero,
sem um saber quem era o outro. Depois vi-
ra m-se maia rezes, e senio me engao, Mad. de
Landstein ser brevemente minha confiada. Ago-
ra rou conversar um pouco- com a ce-ndessa de
Relta, Ainda esta noite lhe nio pude dar pa-
tarra.
Goetei de Gcar s. Precisara de reflectir na
conrersagio que uvera com o baro e no que
pass-ra com a seohorita. Que o tal iscariote era
tolo e relhaco, sabia eu. Agora, porm, fiquei
conheeeodo que lambem cobarde. Por isso,
esta aristocracia do dinheiro nao subslilne a ou-
tra, por mais que seimperligne. Se lhe falta a
oobreza de sentimentos e o espirito earalhei-
roso! O povo nao os respeita, elles proprios
nao se teem em grande conta e a gente de bem
d-lhes a mi com repugnancia como ae tivesse
mdo de sujar-se.
O proceder da seohorita mostroa-me o incon-
veniente das educages que recebera hoje as
meninas ricas. Amigamente, as mies dirigjam
nao s a educagao e a existencias das filhas, mas
os proprios peosamenloa at ao dia do mirado,
que muitas rezes se fazia contra a rontadee gos-
to da menina. Era de mais e resultaran) desse
systema tristes coosequencias*
Hoje, as mies cscolhem as aias e mestras das
suas filhas e constituem s meninas um modo de
rirer especial na sua propria casa: A mi ainda
ora precisa de cultivar as relages soaiaes, de
fazer risitas de frequentar o paaseioa, de ir ao
theatro e de apparecer nos bailes. A presenca da
mulher em todos estes actos s rezes o comple-
mento indispensarel dos planos ambiciosos do
marido, outras rezes urna necessidade do espi-
rito frivolo da esposa. Ha ejemplos- de senhoras
a quem o desejo de esqueeer infortunios domes-
ticos impelle para esse turbilho eni que redemoi-
nham as classes ricas.
Entretanto, as meninas ro-se educando em
casa ou no collegio. mas separadas doe paes, obe-
decerlo conreocionalmente a criadas e a mestras,
que nio amam, e, rindo a ser estranhas ao santo
amor da fama e a todos os sentimentos eleva-
dos e nobres que manara desta fonte inezaurivel
de virtudes.
Quando a educagao est completa, a menina
entra na familia com a sobraaceiria que adquiri
rireodo com pessoas de condigao inferior, com a
Gbra dos bons affectos inerte e con hbitos inve-
terados de resistencia enrgica ou do dissimula-
cao permanente, segundo o temperamento.
Cuida amar seas paes. Pobre menina 1 Este
amor nio amor. E' polidez. E' cortezia. E' sub-
missao. E' tudo, menos sentimenlo filial. A mi
nunca chega a aer a confidente, alias to natural,
dos pensamentos da filha. Qualquer amiga, qual-
quer homem, rale mais no corago das meninas
educadas 4 moderna do que a mae que as enire-
gou a gente eslranha e mercenaria. Por isso, se
encontra com maior frequencia o amor de fami-
lia as classes nobres do que as abastadas.
A' senhorta de Relta, admirarelmenle doteda
de todas as prendas de esmerada educagao erica
de preciosos dotes naturaes, faltara o balsamo do
amor maternal. A condessa fra embaixatriz na
Russia, e, por mdo do clima, deixira a filha en-
tregue a urna senhora ingleza que deu & educa-.
gao da herdeira dos Relias o maior desvelo, us
que nio era mi.
[Continuar-se-ia.)
Bem pungente foi
versa com Antonia i
apezar disso em res
cootinuou dizendo 4
. A noite est o,
me as marvilhas de _
A encantadora hospedeTra da Ventana recebeu
com extrema alegra a proposta do Batedor de Es-
trada.
Aeautela-te, Joaquim ; respoutau ella sor-
rindo, olha que tu te trahes I
Como? ,
Se t lvesses por mim esta indifferengade
que tantas rezes fazes ostenUcio, me pediras pa-
r rer miohas flores ?... Nio. T t asejas agra-
dar-me, eu conhego Uto..., Mas eu tenho medo
de te fallar com tanta franqueza, porque por des*
pique t raes agora criticar de roinhas oras
planlages, e nao achar bonita nenhuma de mi-
nhas rosas.
A irona com que Antonia disse estas patarras,
mostrara s claraa que ella contara com um trium-
pho.
Seria difficil de idear um retiro mais embalsa-
mado, mais fresco e encantador que o rancho da
Ventana.
Bem que na alineagio das roas sinuosas, na
disposigio de monles de flores e rerdura, s ti-
vesse reinado o capricho, hara comtudo neata
desordem appsreute um gosto exquisito, urna
harmona ebeia de delicadeza e de lougania que
denunciaram urna direegio toda feminil.
O Batedor de Estrada, concentrado em suas re-
fiexes, poz-se 4 passeiar per algum lempo sam
dar palarra. A primeira pergunta que elle diri-
ga 4 menina, que entio se achara inquieta e hu-
milhada por esle silencio,'porque ella o liaba
conduzido surrateiramente por entre as maia lin-
das flores, explicara qual a natureza de seus pen-
samentos.
Entio, Antonia, disse elle, te julgarias feliz
se soubesses que amas D. Luiz?
Obi sim.... multo felizI....
E porque ?
Dere aer tio doce o amar I
' Mat se D. Luiz fosse indifferenle ao lea
amor? se a ternura qne espera* delle, te recusas-
so fosse dedica-la 4 ama outra mulher ?
Como ? perguntou Antonia, com ro cal-
ma, qae apenas indicara curiosidade.
Nio comprehendes, pobre menina, que
grande perturbarse traria 4 tua existencia urna
desillusio deslas I passarias ot dias 4 chorar....
as noitessem dormir I....
Porque razio me afligirla eu ? porque D.
Luiz nio me amasie?.... islo entretanto nio me
privara nem de pensar nelle, oca de ama-lo...
0 Batedor de Estrada ficou mudo algum tem-
po : em seus labios via-se o sarcasmo, e nos
olhos o enternecimento.
Chara menina, disse elle, quem te risse ma
nifettar urna sede tal de affaigio, acreditara qne
t ouoca tireste occaaiio de empregar a ternura
de leu coraglo. Pardeate por rentura a lembran-
ga de tua me? Nio tendes obsecrado a dedlea-
gio da teas ierro ?
Minha mi 1 Exclamou Antonia, com tal af-
fecto que fez estremecer Joaquim Diclt; minha
mi, repela ella lentamente I e depoia de ama
pequea pausa como ae se tivesse arrependido de
tor deixado escapar este grito do fundo de sea co-
rago, continuou com voz calma e indifferente...
Meua creados sempre tem sido bons honrados...
coofesso.... mas sao creados.
E Panocha te parece indigno de (ni aTIei-
gio?
Um sorriso antes malicioso que zombeteiro pas-
sou pelos encarnados labios de Antonia.
Pobre Andr 1 disse ella. *
0 Batedor de estrada que andar sempre ao
lado de Antonia, parou, e tomando a mi sua.
E eu, Antonia, perguntou elle 4 aeta voz e
com um accento qne exprima antea temor que
paixio ; oio me amas ua pouco ?
Oh I 4 ti, sim, ea te amo selo... mas___
Acaba I.... Mas, alo assim que eu qui-
zera amar.
Tena razio, disse Joaquia tristemente ; a
nere amedronta a primavera ; a mocidade pode
respeilar a relhice, mas tea medo d'ella.
Nio, nio.... interrompeu Antonia coa ri-
racidade, etuianar-te, Joaquim.... nio isso o
que eu queria dizer.... meu Deus, nio sei como
explicar o que simo 11
Desde a primeira Tez qne te ri, fazia pouco
tempo que minha mae tioha morrido, que ae
seoli enterada por li ; depois, sempre qne aqui
rens, meu coragio bate de alegra.... ainto-me
muito feliz quando estamos juntos......Se podes-
se, nanea te deixara.... Mas, res, Joaquim,
assim mesmo.... ha em li um lado mysteroao
que impede meu pensamento de. te seguir em
las riagens.... Dou tractos 4 imaginario, nio
roe possirel pensar que esieias fazendo isto ou
aquillo, que te aches em tal ou qual lugar
D. Luiz, pelo contrario, baatou-ma teJo oarido
ubi hora para aderiobar seus pensamentos, para
conhecer aeus desejos, suas esperahgaa. So eu o
amasae, se ae interessaaseoo eua sorte, a oc-
cioaidade da mioha exieteneia qoe.de certo tempo
para c, ignoro porque, coae$* 4 ser-me penda,
se dissiparia, eu o ainlo, como per encanto I....
Tomara parte, s por pensainenio, nos seuttra-
balbot e nos sem perigos; participara de sua
I rida.... nio mais oslara solada n'este mando I
[Mas t osts rir, Joaquim I.... Bem rejo....
estou dizendo parroices, et ests comtigo. ases-
ino zumbando de mim....
Joaquim nio respondeu, elle reflecria:
Muilo bem, as mogas comecara sempre em
seu principio por se perderem as nnaeos; mas
logo que ellas percebem urna preze que lhes cou-
venha, encolhem as atas e oahem mulheres so-
bre a Ierra I O que pode ser este D. Luiz ? ser
elle carrasco ou padecente K... Antonia, repli-
csu Joaquim levantando a voz, socega o abor-
recimento de que te queixas, e cuja cansa eu
bem conhego, rae brere deixar de te mortificar.'
O aborrecimeoto em tua edade dura pouco I...
porque elle o mensageiro da dr.... Por hora
t nao me comprehendes.... Pouco importa,
lembra-te de miohas patarras, e fica certa que I
te ouoca mais nos toroarmos 4 rer, t ma dirs
sea que seja preciso interrogarte : < Ah l Joa-
quim, como tinhaa razio n'aquelle tempo I
Se nunca mais nos lornarmos 4 rer, dizea t ?
repeli Antonia, interrompendo o Batedorde Es-
trada com riracidade; acaso tencionas deixac
este paiz por urna rez ?
Joaquim custou 4 responder.
Ne.... nio.... nio dero mentir, murmu-
rou elle : esta menina, abalando mlnhas conric-
ges, tornou meas soflrimentos anda mais
crueis ; mas i ella devo os nicos raios de sol,
que ha annos 4 esta parle lem Iluminado e em-
bellecido minha sombra existencia, posto mes-
mo que passageiramente 1 Dir-lhe-hei a rtrda-
dade, aBm da que, se ella nunca chegar 4 eenhe-
car-ma, oio teoha o direito de odiarme.
Taoho te visto muitas rezes triste, aborre-
cido, Joaquim.;' disse Antonia depois de algn*
minutes de silencio, mis nunca tanto como esta
noite... Passas por diante das mais bellas flores
sem que para ellas olhes ; fallo-te, nio me ou-
res ; e se por acaso respondes eom maneiras
eslraragantea e mofando, Na rerdade nio valia
4 pena teres me convidado para semelhante pas-
seio ao jardim...
Esle pequeo ataque feito ao Batedor de Es-.
Irada, e de que i Ta esperara mararilboso re-
sultado, nio tere ede HMkquim cada vez mais
absorto em suas reStxoee, sera lhe fez reparo.
[ Confinar-ie-no. ]
?KB&V- TYP. Til M. F,DI PARIA, 1861.


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