Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09288


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Full Text
AIIO IIXTII ID1K10 III
I
%
Por tres mezes aiaitados 5$
Por tres mezes* vencidos 6J00
OARTA FEIRA 1S DE MAIO DE lili
Per anno adiantado 19 JO 00
Ptrle fraace para sabscripUr.
RIOD
K
BNCARRKGADOS DA. BDBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio AleiaBdrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PArUlUAs UUS COrltlhlUS.
OUnda todos os dias as 9 1/1 horas do dia.
Ignarass, Goianna e Parahiba as segundas e]
seitas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e]
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-I
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,]
Ouricury e Fx as quarlas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlera as 10 horas da. manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas II minutos da
Urde.
9 La ora as 8 horas e 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos ds manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutoa da tarde.
DAS da SEMANA.
13 Segunda. Nossa Senhora dos Marlyres.
14 Terga. S.Gil; Ss. Bonifacio eEnedino no.
15 Quarta. S. Izidro lavrador ; S Torqnato m.
16 Quinta. S. Joio Nepomuceno m.; S. Ubaldo,
17 Sexta. S. Paschoal Baylo f.;S. Possidonio.
18 Sabbsdo. S. Venancio m.; S. Erico rei m.
19 Domingo. Paschua do Espirito Santo.
AuiU&flUAS DOS TKlBUNAEa DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio; segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do ciTel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do civol: quartas sabbados a
hora da tarde:
ENCaRREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SUL*>
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia
Sr. Jos Martina Airea ; Rio de Janeiro, o Su
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
10 proprietario do diario Manoel Figneiroa de
Faria.na aua Traria praga da Independencia nt
6*8.
PARTE 0FFIC1AL.
Governo da provincia.
Expediente do dia II de meCio de 1861.
OOicio ao Exm. presidente da Babia. Aonuin-
do ao que pede o alferes do segundo batalhao de
iofantaria Joaquim Amenco da Silva, vou rogar
V. Exc. a expedico de suas ordens para que
pela thesooraria de fazenda deesa provincia sejam
prestados os esclarecimentos pedidos pelo mesmo
alferes acerca do descont, que continas a soffrer
qui, nos seus vencimeotos, nao obstante tr-se
finalisado no fim de margo ultimo, a eonsignago
mensal de 20 mil ris, pelo lempo de cinco me-
zes, que ahi deixra de seu sold para ser entre-
gue ao negociante dessa praga Antonio de Olivei-
ra Pinto Raphael.Comrauoicou-se ao comman-
danlc das armas, para o fazer constar ao peticio-
nario.
Dito so coronel commindante das armas.
Lembra o agente fiscal da illuminacao a gaz, a
quem ouvi sobre a exigencia do inspector da the-
, souraria de fazenda, constante do trecho junto por
copia, de seu ofllcio de 27 de abril findo, que pa-
ra se poder melhor fiscalizar o consumo de gaz
nos estabelecimenlos pblicos, um dos respeti-
vos empregados se enlenda cun o mesmo agente,
am de inslruir-se na maneira de conhecer pelos
registros a porgo do gaz consumido em cada
um dos mesmos estabelecimenlos.
Queira pois, V. S. dar suas ordens neste sen-
tido em relacao aos quarteis dos corpos sob seu
commando e hospital militar, recommendando,
outro sim, que logo que os empregados designa-
dos tenham oblido o preciso conbecimento, certi-
fiquen), em vistas de suas notas, a veracidade das
coplas spresenladas pelos nmprezarios, devendo,
alm disto, serera ellas authenticadas pelos com-
mandantes dos corpos e director do hospital.
Dito ao mesmo.Teodo em considerado o que
pondera V. S. em seu ofllcio de 18 de abril ulti-
mo, sob n. 561, tenho resolvido que a guarda da
alfandega Bque reduzida a 9 pravas, que devero
ser commandadas por um inferior durante o dia,
e por um official durante a noile.Communicou-
se ao inspector da thesouraria de fazenda para o
fazer constar ao daquella repartido.
Dito ao mesmo.Concedo a autorisago que so-
licita V. S. em seu offlcio de hontem, sobo. 674,
para alugar duas carrogas, am de conduzirem
alguna armarios e objectos pesados para a casa da
ra do Imperador, em que lem de funecionar a
secretaria desse commando.
^ Dito ao mesmo.Confirmo a nomeacao feila
por V. S. do lente reformado do exercilo Fran-
cisco de S Peixoto para commandar interinamen-
te a fortaleza de Taraandar, al que o governo
imperial resolva acerca do provimeoto daquelle
commando vago pelo fallecimento do lenle co-
ronel Antonio A (Tongo Vianna, que o exercis.
Communicou-se Ihesouraria de fazenda.
Dito ao vice-consul dos estados da igreja.Pi-
cando inteirado pela commuuicaco que em 8 do
orrente me dirigi o Sr. Thomaz de Faria, vice-
consul dos estados da igreja, de que tendo regres-
sado da viagem quafizera a rrte do imperio re-
assumia as respectivas funeges consulares, pre-
valego-me da occasiao para presentar ao mesmo
Sr. vice-consul a seguranza minha subida eslima
e consideraco.Fizeram-se as communicagoes
ostumadas em laes casos.
Dito ao inspector do arsenal de marinba.Con-
vm que V. S. tendo em vista os papis inclu-
sos, informe novamente e com a urgencia expli-
cando a divergencia que se nota entre a sua in-
ormago de 3 do correte, de que consta que a
rampa do Forte do Mallos dista do lugar em que
se pede seja construida outra, apenas 40 brajas,
e a do engenheiro das obras do porto de 10 deste
mez, asseverando que dista 103 bragas; o que
importa o mesmo que reconhecer que a rampa
pedida vera a flear exactamente no centro da gran-
de extenso de 209 bragas que vai da rampa do
Forte do Mallos da Linguta.
Dito ao com mandante de polica.Faga V. S.
substituir o official e pragas do corpo sob seu com-
mando, que se acham destacadas no tormo de
Seriohem por urna forga de 20 pragas comman-
dadas por um inferior.
Dito ao commaodante superior do Bonito.
Devolvo V. S. o processo do conselho de des-
ciplina a que respondeu o guarda nacional da
primeira companhia do batalhao n. 26, sob seu
commando superior, Otilio Prianno Lios de Al-
buquerque, am deque tenha a devida execuco
a sentenga nelle proferida pela junta de appella-
cao.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declaro a V. S. para seu coohecimento e direc-
go que, segundo consta de offlcio do delegado
de Ouricury de 14 de Janeiro e 8 de abril ltimos
usando elle da autorisago que Ihe concedeu um
de meas predecessores em 28 de novembro do
nono prximo passado, alugra urna casa a Fran-
cisco Jos Barboza Velbinho, pela quantia de 4
mil ris mensaes para servir de quarlel ao corpo
de guarnigo desta provincia.
Dito ao mesmo.Restiluo V. S. as contas e
mais papis relativos ao gaz consumido no hos-
pital militar nos mezes de agosto e novembro do
anuo prximo passado, afim de que mande pagar
a importancia de laes cootas, visto eslarem ellas
authenticadas e verificada a sua exactido pelo
director do mesmo hospital, conforme V. S. so-
licilou em seu officio de 4 do correte, sob n.
33K,
Dito ao mesmo.Constando-me de participa-
gao do coronel comroandante das armas, datada
de hontem, sob n. 672, haver fallecido no dia 7
do correte, o tenente coronel Antonio J <*- .
Vianoa, que commandav r-^r**** a6 Tamau-
dar ; assirn ---jumeo V. S. para sua scieo-
c o uirecgo. .
Dito ao inspector la thesouraria provincial
Em vista das inclusas contas, estando ellas nos
termos legaes, mande V. S. pagar Jos Elias de
Oliveira, conforme requisilou o chefe de polica
em officio de hontem sob n. 385, a quantia de
3-.372#l20rs., despendida no ores de abril ultima,
com o sustento e curativo dos presos pobres da
easa de de tenga o.
Dito ao mesmo.Autorisa V. S. aceitar os
oflerecimenios que Qzeram Manoel Rodrigues da
Silva, da quantia de483,000 rs.; Candido de Sou-
za Miranda Coulo da de 183,000 rs.; e Bernardino
da Silva Lopes da de 104,000 rs., o primeiro pela
renda annual do segundo andar do sobrado n. 1
da praga de Pedro II, sendo fiador Vicente Alves
Machado: o segundo peloaluguel da casa n. II
da ra de S. Gongalo, dando por fiador Jorgo
, Vctor Ferreira Lopes, e o terceiro pelo da casa
n. 13 da tua do Pires, apresentando por fiador
Joaquim da Silva Looes, pertencentes todos es-
sea predios ao patrimonio dos orphaos, segundo
consta dos officios que V. S. me dirigi em 3 do
correte sob ns. 158 a 160, os quaes ficam assim
respondidos.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. com urgencia concertar, ou substituir por
outra, se assim convier, a porta da priso da for-
taleza do Buraco, que se acha arruinada, segun-
do declara o commandanle das armas em'offieio
de 6 do correle, sob n. 649.Communicou-se
ao coronel commandante das armase! thesou-
raria de fazenda.
Dito ao juiz municipal de Sernhaem.Ver-
sando a consulta proposla por Vmc. em sen offi-
o de 23 de margo ultimo sobre um caso oecur-
rente e sujeito & sua decisao, tenho dizer-lhe
que deve Vmc. no desempenho de seus deveres,
apreciando devidamente os documentos, que de-
volvo, e a prova que d'elles resulta, proceder
conforme as regras de direo e jurisprudencia
pratica acerca da liberdade da parda Guilhermi-
ns, que existia como escrava no eogeaho Pontal
desse termo em poder de Vicente Mendes Wan-
derley, no que me conformo com o parecer do
conselheiro presidente da relacao.
Portara.O presidente da provincia, alten-
dendo ao que requereu o segundo pralico da bar-
ra desta cidade Porfirio Jeremas da Silva, e ten-
do em vista a ioformago do capitio do porto
de 7 do corrente, sob o. 79, resolve, nos termos
do art. 16 do regula ment de 28 de fevereiro de
1854, conceder ao referido pralico um aono de
licenga para tratar de sua sade fura da pro-
vincia.
Dita.O presidente da provincia, conformn-
dole cara a proposta do chefe de polica, n. 313,
de 19 do mez passado, resolve nomear o cirur-
gio Francisco Marciano de Araujo Lima, Mi-
guel Beserra de Vasconcelos e Manoel Antonio
de Vascncellos para os cargos de primeiros sup-
plenles dos subdelegados ; o primeiro do dis-
triclo de Pimenteiras ; o segundo do de Calende,
e o terceiro do de Peripiri, todos da freguezia do
Bonito.
Expediente do secretario do governo.
Ofllcio ao coronel commandante das armas,
S. Exc., o Sr. presidente da provincia, manda
declarar V. S.. em resposta ao seu offlcio de
hontem, sob n. 677, que acaba de dar sciencia
thesouraria de fazenda de haver sido substituido
pelo paisano Manoel Floriano, o soldado do 10."
batalhao de infantaria Francisco Xavier, que era
srvenle do hospital militar.
_ Dito ao primeiro secretario da assembla pro-
vincial. S. Exc, o Sr. presidente da provincia,
manda remetter por copia V. S., Dar ser to-
mado em consideraco pela assembla legislativa
provincial, o officio da cmara municipal de Ta-
carat datado de 20 de abril ultimo, expoodo a
necessidade de serem approvadas assuaspostu-J
as quaes foram remeltidas mesma assem-
ras,
bla com o offlcio do meu antecessor de 2 de
margo do aono passado, sob n.26.
Dito ao Dr. Abilio Jos Tavares da Silva.Ac-
cuso recebido o ofllcio de 10 de abril prximo
findo, em que V. S. communica aceitar a desig-
narn que por decreto de 18 de Janeiro uliimo
lhe foi feila da comarca de Nazareth, para nella
exercer ajurisdiegode juiz de direito.
DESPACHOS DO DIA 11 DE XUIO DK 1861.
Requerimentoe.
Antonio Pinheiro da Palma. Informe o Sr.
commandante superior da guarda nacional do
municipio do Rio Formoso.
Antonio Jos da Cunha.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Antonio Ramos de Oliveira.Informe o Sr.ca-
pito do porto.
Estevao Jos da Molla.In forme o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Dr. Francisco Caldas Lios.Passe-se portara,
concedendop licenga pedida.
Francisco Duarte Coelho.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Bacbarel Fernando Aflongo de Mello Jnior
D-se-lhe.|
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector da
thesouraria de fazenda.
Francolina Mara dos Prazeres.Pode seguir.
Felippe Carel Doo. Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinba.
JoSo Octavio Vieira.Informe o Sr. comman-
dante superior interino da guarda nacional do
municipio do Recite.
Joanna Francisca.Informe o Sr. Dr, chefe de
polica.
Joanna Francisca da Conceigo Vieira.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Joaquim Cavalcauti de Albuquerque.Informe
o Sr. inspector da thesouraria provincial
Joaquim Jos de A2evedo.Por emquaoto nao
p Je ter lugar o que requer.
Joo Miguel dos Aojos. Nao p Je ter lugar
por ora o que requer.
Josepb Caries Dam.Informe o Sr. inspector
do arsenal de marinha.
Manoel Borges de Mondonga.Informe o Sr.
inspector da sade publica.
Victorino Ferreira da Costa.Informe o Sr- Dr.
chefe de polica.
rgida pelo general Garibaldi ao presidente da
cmara dos deputados. m correspondente de
Turin, diz que a leitura d'aquelle documento foi
ouvida com certa indifferenga. Pelo que vimos
no Jornal do* Debate nao deve admirar que o
tom altivo da apologa apresentada pelo anligo
dictador, a llnguagem cheia de violencia e amar-
gura com que elle produzia as suas queixas con-
tra a politca ministerial adoptada e sanecionada
pela cmara, nao tenha produzido urna impres-
so favoravel na maiora parlamentar.
Vejamos agora os termos em que concebida a
caria a que cima nos referimos.
a Seohor presidente.
a Algumasdas minhas palavras, maliciosamen-
te interpretadas, Qzeram suppdr que eu tioha
querido atacar o parlamento e a pessoa de el-rei.
a A minha dedicagao por Vctor Emmanuel
proverbial, assim como a minha amisade pelo rei.
A minha consciencia prohibe-me de descer a
urna justificagao.
Quanto ao parlamento nacional, toda a minha
vida consagrada independencia e liberdade do
meu paiz, nao me permite ir ao ponto de justifi-
car-me de urna irrreverencia para com a assem-
bla raagestosa dos representantes de um povo
livre chamado a reconstruir a Italia, e a fazer
com que ella oceupe um lugar entre as primeiras
nages do mundo.
a O estado dcploravel da Italia meridional, o
abandono em quo injustamente se lem deixado os
meus valentes companheiros de armas, enche-
ram-me vivamente de indignago contra aquellos
que teem sido causa de tanta desordem e injusti-
ga. Mas inclino-me dtanto da santa causa nacio-
nal ; despreso todas as couteslagdes individuaos
para me oceupar dessa causa nicamente e sem
cessar.
Para concorrer tanto quanto em mim couber
para conseguir esse grande fim, em virtude da
minha iniciativa parlamentar, Iransmitto-vos um
projoctode lei para o armamento da nagao, e pe-
go-vos de o communicar cmara, segundo a for-
mula prescriptano regulamento.
a Tenho a esperanga de que todas as fraegoes
da cmara se combioaro para affastsr qualquer
digressao intil, e que e parlamento italiano da-
r toda a importancia a sua autoridade para acti-
var as medidas mais urgentes e as mais necessa-
rias para e salvagao do paiz.
> Turin 11 de abril de 1861.
Garibaldi.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
urna piospendade sem exemplo na historia, se
cultivarnos a trra hbilmente e as virtudes so-
ciaes e enrulis.
Nao acabara esta correspondencia se conli-
uuasse I tratar aesla materia lo importante.
A abuidancia e baratez* dos gneros que se ob-
serva afora nesta provincia nao s devida &
grande produccao que lem havido.
Urna outra causa, que o nosso povo com o ins-
tincto ludicioso de que dotado j descobrio e
apregi, concorre muto para esta agradavel si-
tuagao.
Esta causa se deriva immediatameote das me-
didas bancarias estabelecidas pelo Exm. ex-mi-
nistro Fcrraz, que tanta celeuma levsntsram ;
porque feriam e mata va m desapiedadamente in-
teresses radicados de um grande grupo do mo-
te um dos roembros da commissao de orgaraento
dar o devido valor ao pedido que acaba de ser
leito com relagao a essa commissao. Quauto ao
segundo pedido noma aosSrs. Oliveira e Miran-
da para servirem interinamente na commissao de
Degocios e posturas de cmaras.
ORDEMDODIA.
Entra em terceira discusso o projecto n. 26,
bis, o qual determina que o producto das loteras
concedidas aos religiosos franciscanos de Olin-
da deve ser applicado as obras da respectiva
E' approvado sem dbale;
Entram em ultima discusso as emendas offe-
recidas ao projecto que fixa a forga policial para
o aono futuro.
O Sr. Martios Pereira:Deixei de tomar parte
nopoluadores e a-ravessadores. que assim viam na discusso da forga policial porque essa male-
seccar-se as fontes que com abundancia e acih- : na eslava j mui debatida, e lambem a casa mos-
dade Ibes facililla osmeos de exercer a sua ; trava-s anciosa por vota-la, limitei-me apenas
lucralira profissao, com grave oppressSo para o em dar o meu voto contra cerhs emendas, que
povo. que so poda obter os artigos de primeira entretanto foram approvadas. Urna dessas men-
necessidade, accimuladas as mos daquelles, das a que marca urna gratificaco de 360 000
por pregoa exorbwntes. Hoje nao succede as- rs. annuaes para o promotor publico do termo
sim, e os especuladores nao acham dinheiro nos desta cidade, como paga deseu trabalho na qua-
bancos, que s eaprestam quem apresenta boas lidade de auditor do corpo de polica. Semelhan -
firmas por flanea e entao oscarregamentos se te paga excessiva comparada a paga que per-
vendem retallo, directameale ao povo, sem cebe o auditor do exercilo nesta proyocia, o qual
passar pelas mam daquelles terriveis agentes in- lem os vencimentos correspondentes ao posto de
termedianos. I capitio, o que montam a 720 mil ris annuaes.
E verdade, rorm, ue ellas tambera produ- Ora, comparados o trabalho deste com o da-
ziram um graoe pnico nestapraga; e que de- quelle, v-se que aquello percebe 720 mil ris, e
prociaram completamente as accoes das diversas este dever perceber 360 mil ris. Existem na
caixas nanearas aqu existente, que se vondem provincia 4 corpos de lioha amoviveis os quaes
com grande descont, como s pode ver na paula, sao, o 4o de artilharia, os 2o 9o e 10" de infan-
Nao entendo cousa de fnangas, e por sso taha e mais as companhias de cavallaria e arti-
ulagens que ennu- ees, alm de um corpo de guarnigo, portento ao
sesvantagens.As- auditor do exercilo na provincia incumbido o
servigo correspondente a 5 corpos de linha, urna
companhia de cavallaria eoulra de artfices, em-
quanto que o do corpo de polica apenas lem a
prestar seus servgos era relago a 4 companhias
nicas que compde o corpo. Pergunto eu ; es-
tar em proporgo a paga do servlgo ao auditor
pessoas habilitadas
nao sei deciJir se aquellas vi
merei compensara ou nao es,
sgnalo o ficto para que
forra ule m o seu juizo.
O eommercio prosegue desanimado, e as tran-
saeges estao mui frouxasJ poucas entradas ha
de navios estrangeiros, os/endimenlos da alfan-
dega teem descido consid/avelmente. Entrelan-
Entra em segunda discusso o projecto o. 12
deste anno.
Art. nico. Os professores avulsos que forem
chsruados a servir no Gymossio Pernambucano
eireciivamenle, e servirem cummulalvamente
com os outros professores, tero direito a igual
gratificado desles, pelo lempo que servirem.
Ao querer votar-se esse projecto voriflca-se
nao haver numero sufficiente de Srs. deputados
para a votagao.
O Sr. Praijdenle designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
INTERIOR.
to o assucar vai obtendo
Ha no porto varios
secca e bacalho, que
Iho por pregos mui m
gura mente dos carrega
A caixa filial do bao
nheiro a mais de 6 po
casas bancarias, que d
inspiram agora comp
que sofTreram.
O theatro publico
EXTERIOR.
viola
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Bahia
10 de maio de 1861.
Depois de pcrcellosa tempestado
Nocturna sombra, sibilante vento
Traz a manha serena claridade
Esperanga de porto e salvamento.
Nunea esta provincia julgou mais exactamente
da verdade que se contm naquelles versos do
que agora.
Depois de urna crise alimenticia medonha, de
que os seus annaes, desde os mais remotos, nao
ofierecem um s exemplo igual, que pasmou os
homens velhos e experientes do serto, abriram-
se as cataratas do co, e em poucos mezes o Crea-
dor reparou os males que quatro seccas seguidas
haviam accumulado.
as localidades em que al agora s pairava a
sioistra morte, em que s se ouvia um ai prolon-
gado da agona de um povo inleiro, que morria
fome, se estorcia sede ; onde a estirllidade
da trra'abrazada por um calor horrivel conlras-
tava singularmente com a belleza dos dias, com
a pureza do co, com o brilho mortfero do Astro
Rei, urna vegetago magnifica, extraordinaria, ha
coberto o solo de urna verdura encantadora, ha
produzido abundantes colheas, de sotte que rei-
na a abundancia por toda a parle ; a bonanga
succedeu tempestado, appareceram os bous
dias, resppareceu a alegra, a conflanga, o reco-
nhecimento emflm Deus, que operou esta ben-
fica mudanga.
Hoje admira-se a quantidade de gneros, como
a farinha, feijo, arroz, raizes, etc., que se acham
no mercado, por pregos insignificantes, como
nunca anteriormente se vio na Babia.
A carne verde, que ordinariamente magra e
cara, se vende agora a 140,160 e 200 rs. a libra,
excellente, e as feiras tem havido muto gado,
que ou nao encoulra compradores, ou s realsa
pregos mu pequeos.
A nalureza parece querer compensar-nos de
todos os nossos soffrimentos. At a safra do as-
sucar tem sido excellente, e a seguinte promette
ser extraordinaria.
Nao de esperar que to depressa osBahianos
se esquegam da terrivel lgo que sofTreram, e
ento.como, segundo o rio fraucez malheur
tert quelque chote a desgraga que os ac-
commetteu necessariamente ha de ensina-los que
nao devem adormecer oas delicias de Capua, que
lhes cumpre ser trabalhadores, activos, prevl-
dentes, e sombros, para poderem sempre gozar
das riquezas que lhes garante o solo da provin-
cia, de urna uberdade singular, o qual se pode
comparar um cofre forte ondo esteja guardado
um thesouro, que para se fruir necessario
abri-lo. ,, _^r
Um disliocto socio do Instituto Babino de
Agricultura, oSr. Manoel Pinto da Rocha, diri-
giodo-se do engenho velho ao Sr. presidente do
Instituto dizque, se nao fura a praga da lagarta,
queja deu tres vezes sobre os pastse canas, que
a produccao seria immensa. Esta praga extin-
guia-se outr'ora no fim de trinta dias.
A persistencia que apresenta desta voz outro
motivo de pasmo para os velhos que nanea viram
. raesTBoTeTrn'ePTrTO' fiuvioa attbu'ir a Rt&nde
crise de que foram victimas o sertes aos effei-
tos do nosso systema eleitoral, que habita os
povos ociosidsde, e lhes d certa preponderan-
cia sobre as autoridades locaes, todas ou quasi
todas ioteressadssno pleito, que perdem a Torca
necessaria para governa-los e dirigi-los. com uti-
Itdade.
A' vista das razdes poderosas em que elle se
fuodou, nao hesito em compartilhar esta opinio
que primeira impresso parece ousada, e assim
cada vez me eonvengu mais de que as malditas
elelgoesso a origem de lodos os nossos males e
No ioleresse dos direilos imprescriotiveU A, !,8r"s?,V ?e que eU"' 8men,5 e""; se
a deve atlnbulr o atrazo em que ainda se acha o
nosso imperto.
Se ainda o seu resultado fosse genuino ; se re-
presentaste a opinio publica, se ellas elevassem
os homens verdadeiramente honestos e patriotas,
tranteat; mas nao assim ; nao passsm de urna
terrivel larga que se representa por toda a parte,
que alarma e exalta as populagdes, e as dosvia
dos seus cuidados domsticos, de sua industria e
profissao.
Plantara extensa e intensamente a corrnpg&o,
immoralidade, a occiosidade, que mi de todos
os vicios; e portento a colbeita ha de correspon-
der fogosamente sementeira.
Deus nos Ilumine em quinto ternpo, para
conhecermos nossos interesses, e approveitarmos
os vastiasimos e fecundo* recursos com que elle
enriquecen boma patria que pode-ie ergoer &
A Gazeta de Augsburgo publica o seguinte pro-
testo do duque de Toscana :
Dresda 26 de margo.
a Por espago de dous anno? o Piemonte pro-
seguio na Italia a obra subversiva, nao recuando
disDte de meio algum e ser'indo-se a cada passo
da linguagem da violencia
< Calcando aos ps esquecendo o respeito 'Cvido mageslade do so-
berano pontfice, podjo em perigo os augustos
interesses do cathoicismo, despresando os lagos
de parentesco, recompensando a traigo, levando
a gueira ao estadas vizinhos, sem a haver decla-
rado ou sem attender expirago dos prasos flxa-
dos para o curso das negociages diplomticas,
tornando-so cmplice de urna atcgresso particu-
lar, desapprovada antes da sua execugo, mas glo-
rificada logo que houvt vanlagem a tirar do seu
resultado, o Piemonte cipulsou os principes le-
gtimos ou levo" o ataqut at integridade des
seusdr"-'"}0'-"-
a proclamagao do reino da Italia saneciona
para cada um dos estados da pennsula a deslrui-
gao da autonoma individual, indispensavel ao
bem estar real e traoquilidade da Italia.
*t *\U nos antgos BD'os, na differenga
?.Ti J2f caracte/es. n dversdade dos inte-
resses loca .ntTg trai*er-w^.a#a, .
gloria ua naa, tssa autonoma, tao necessaria
aos povos a quem chara, poda e devia conci-
liar-se cora a granosa da Italia reconstituida om
um plano federativo.
A proclamagao di reino da Italia l.nga por
trra toda a organisagio poltica da pennsula-
os direilos das dinastas legitimas, des-
ruindo ao mesmo tempo c* tratados fundan en-
K,?,,?1 2U.84 J,0"* Pto todas as nagoes da
Europa ,- est finalmente em contradiego flagran-
nCflla.'e8"pul,ases de ViHa-Franea, quaes.
confirmadas em Zunch, com o concurso da Sar-
K'l.V." furm" bM I novo direito p-
blico italiano.
noss, dyn.sf., n
can. e da Italia inteira, e releriodo-noaos pro*
testos anteriores do nosso muto amado na? B
nosso mesmo, julgamos que agora do nosao de-
ver protestar, e protestamos da maneira mais so-
lemne contra este novo acto do governo do rei
Vctor Emmanuel. IBI
Temosa firme conflanga em que as potencias
europeas, das quaes mullas teem dado por dille-
rentes modos ao governo piemontez demonstra
goea publicas da sua deaapprovago, nao ho de
reconhecer um titulo que a exprsalo da ordem
de cousas i legitima que prevalece momentnea-
mente na Italia. "
Assignido, Fernando.
Encontramos nos jornaes o texto da carta di-
elhores pregos.
regatenlos de
esto vendendo reta-
rados, com prejuizo se-
es.
do Brasil nao recebe di-
ento ao mez, e as outras
mais alguma cousa, nao
a confianga,
; do corpo de polica com a paga do servigo presta-
i do pelo auditor do exercilo da provincia ? Certa-
mente nao, e supponbo que esta consideragao se-
r sufficiente para que esta assembla negu o
seu voto a essa emenda..
O Sr. Souza Reis :Para negar completamen-
te, ou para diminuir?
O Sr. M. Pereira :Nao ha meio termo, ou se
pelo abalo ha de dar urna paga excessiva, ou nao se hade dar
nada I
a direcgo do Sr Dr. Bo- O Sr. Souza Res d um aparto,
telho, e com a excelWe companhia do Gymna- O Sr. M. Pereira :-Gompare-se o trabalho do
sio da corle, na quaJiguram a Sra. D. Gabnella, auditor do exercito na provincia com os venci-
e outras de mrito stoohecido tem levado a sce- mentos que lem com o trabalho e os vencimen-
na excellenles draj* do repertorio escollado da- tos que se quer marcar ao auditor do corpo de po-
quella coropanhiaJmas sem proveito algum para licia, e ver-se-ha se a paga deste ou nao exces-
o emprezano; pue os camarotes fleam litte- siva... -= a
ramente vasios/smente a platea rene alguns (Ourem-se apartas I
espectadores, fdavia parece que vai havendo O Sr. Lucena :O'promotor-publico como au-
mais an.micaoAora para este genero de diver- ditor de guerra do corpo de polica em poucos
tmenlo pubhqfulil e agradavel, e uoico que ha mezes j funecionou em 18 processo
_ processos
O Sr. M. Pereira :E o auditor do exercito na
provincia em poucos mezes que est em exerci-
cioj despachou ceoto e tantos processos...
Um Sr, Deputado .-Mas elle nao faz o papel
de escrivo como o auditor do corpo de polica,
apenas despacha ou d a sentenga.
I Qutro Sr. Deputado .Faz o mesmo papel com
pequea dTerenga.
. f nr* H" Per*ira:Se eu Uvera, Sr. presiden-
te, fallado na segunda ou terceira discusso do
projecto de fixago de torcas, tea chamado a
atlengo do actual administrador da provincia so-
bre factOfl que se deram na cidade de Caruar e
se hoje nada digo sobre sso porque lendo o
>iort"o de Pernambuco vi que o Exm. Sr. presi-
actualmente afta provincia
Suscitou-ejm inconveniente conflicto entre o
inspector t'ajftaouraria provincial e o adminis-
trador da xfma thesouraria, por causa da deci-
ma urbana Jo Exm. presidente decidi a ques-
to tavorleste, que tinha manifesta justiga e
razio seu/ado.
E* um ai que muto honra ao Exm. Sr. Costa
Pinto, quifla administrago desla provincia s
errou era provar o tal celebrrimo regulamen-
to organiQda instruego publica que tem dado
que fallare lhe ereou muitos embaragos.
Se isto ao fra, ella se recommendaria como
urna dasteis que temos tido.
O estao sanitaria da capital bom : a febre
amarellaiode-se affirmar que desappareceu do
porto.' prque mui raros sao os casos, e se exis- .flento da provincia havia lomado providencias a
te hoje talvez no centro da provincia, onde e3se respeito; eu me congratulo, pois com S.
teem senanilestado algunas febres. A verda- Exc- Por semelhantes providencias e termino,
deira epemia que nunca nos deixa, e em que Sr. Penna :Sr. presidente, a emenda adi-
entretaD nao fallamos, a phtisica, que todos t,Ta olerecida ao projecto de forga policial, que
os mezefaz bons nmeros de vctimas. consigna a gratficao de 360 mil ris, ao pro-
Tenhque referir um tacto desagradavel, que niolor publico deste termo em consquencia dos
commoiu bstanlo os habitantes dessa capital, aervigos que elle presta no corpo de polica, me-
0 SrJr. Manoel Mauricio Rebougas, medico receu do nobre deputado que se acaba de sentar
distinct 9 honrado, e lente da academia de Me- uma impugnagoque a meu ver nao justa. En-
didna loqueceu completamente, e por ora ne-
nhumajperanga hade restituir-lhe a razo.
Era m homem aqu geralmente estimado ;
porqueDssoia maneiras saui polidas, e lioha cos-
tumes ui severos. |
Na si loucura tem unja idea fixa que o per-
turba ctstantemente. Suppe que os cunhados
o quera assissioar, e osle pensamenlo Cea fu-
rioso.
Deusueira que elle recupere o juizo ; porque
faz grate falta sua familia, e mocidade que
educavma sua nobre profissao.
O Exi Sr. presidente, ancioso por deixar as
redeas a administrago, tem-se visto eomtudo
embaraido ; porque nao ha quem o substilua.
tende o nobre deputado que essa gratificaco
excessivamente grande, desde que attender-se
que o auditor de guerra da provincia, que abis
deve funecionar em 4 corpos de linha, que exis-
tem actualmente nesta cidade, apenas percebe a
gratiDcagode720milris. Eu, porm, em op-
posigo as considerages do nobre deputado ofle-
recerei as seguintes:
O papel de auditor de guerra que faz o promo-
tor publico no corpo de polica, nao igual ao
que faz nos corpos de linha o auditor de guerra
da provincia, por quanto nos corpos de guerra
tendo-se de dirigir por um regiment especial,
somente se sflectam ao conselho a deciso da-
. quelles negocios, ou os processos que tratam de
O Io vii-presdente que o' Exm. Sr. conselbei- altas que nao podem ser punidas por outro mo-
ro Ssraia, faz hoje parte do gabinete ; o 2, que do, no corpo de polica, porcm nao se d sso,
o Exi Sr. marechal baro de Cajahiba, sendo *hi qualquer pequea falta importa um conselho,
convidao, declarou nao poder aceitar por seus no qual o promotor publico na qualidade de au-
eocomsidos de saude. O Exmc. Sr. Taques que ditor carrega com todo o trabalho de escrivo,
o 3* tt na cmara. Resta na provincia o 4*, elle tem de fazer todos os termos do processo,
que que na seise podo tomar posse avista do artigo preciso lambem attender-se que tendo esse regi-
32 da Costituigo que estate o seguinte : i ment que determina a disciplina e economa dos
_ 5a do i>f3i||jtoaH| de Botado, cessa interina- offlciaes do exercito, ao auditor nao flea tanto
n~ruie,n quanio UUiaing ----- toij|alha como ao promotor publico no servigo do
lado onsenador. ^ pe,0 aual ^ i MJJ fc-.*iuU ene fem de se apreaent.r
Talvez, porra. ,e_.ra,oW^ RioV/XS: \ eSi'o?^0' d' ,6' e ^5mSS
guiresn correspondencia, Traga ^a
ro unisolugo este negocio ; por qu*. A .e I Ara. enhores, com relagio a essa i
coohwida muito intengo do Exm. Sr." Cn* ^n,e.n1aa de que me tenho oceupado, tenho
Pinte. -?," que desejara ver explicada...
Actmpanhia da illuminago gaz ainda nio' u21I2Qual ?
mesma
uma
eocetou os seus trabalhos; mas a da estrada de
ferro a que contralou a ponte para a alfandega
v>roseguetom notavel actividade.
Hajelirde deve sahir da igreja do Collego a
-a""$TO desta capial, que depois da appango do cnote-
ra-morbis, tornou-se reviver.
Amanlia d o filho do senhor conde de Pass
um granie baile, para o qual se acha convidada
quasi tota a Rahia.
Pretedo gozar da agradavel noite que esta
f uogo os prometi, e enlo na seguinte lhe des-
crevereio que achar de mais notavel.
ASAMBLEA LEGISLATIVA PRO-
UNCIAL.
SESSO EM 13 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Joaquim Pires Machado
Portella.
(Conclusa*.)
O Sr. Livioo (pela ordem) pede commiisio
de orcamento provincial qued o mais breve que
lhe fr possivel o seu parecer a respeito de urnas
repretentages, que da comarca da Boa-Vista
vieran casa acerca do imposto de 2,500 rs. so-
bre cbega de gado psra consumo.
Pede lambem que se nomeem interinamente
dous membros para completar commissao de
neJoeios e posturas de cmaras que se acha in-
completa.
0 Sr. Presifleute:Diz que echando-se piesen-
0 Sr. Pea :-*eCe qne ao promotor publico
do termo do Recite, e socoem *.sU(b J,i
tence a gratifleago que a emenda consigna.7rr---\
Uma toz :Sem durida.
O Sr. Penna:.... e entretanto pode parecer
ju., ... 6ciifiio i dada ao promotor publico
do Recite quer funecione como auditor do corpo
de polica, quer estela impedido...
Um Sr. deputado : Nao tenha medo diaso ;
ha de ser dada a gratificaco nicamente a quem
funecionar como auditor do corpo de polica.
O Sr. Penna :Acredito e espero que a nobre
commissao de redaccao quaodo redigir o projec-
to de fixago de forga tornar o mais claro pos-
sivel esse ponto.
Feitas estas considerages, sento-me declaran-
do que voto pela emenda, porque reconhego que
ella mui justa e razoavel.
O Sr. Miranda (ordem) declara que na votagao
da emenda que consigna gratifleago ao auditor
de guerra do eorpo de polica, lera do retirar-se
da casa, porquo ioteressado nessa emenda, vis-
to como sendo promotor publico de Olioda, a
presidencia tem determinado que este sirva na
qualidade de auditor de polica no impedimento
do promotor do Recite.
Entra em primeira discusso e approvado'sem
debate o projecto n. 31 deale anno, o qual man-
da cobrar na secretaria do governo da provincia
a beneficie dos respectivos empregados os emo-
lumentos constantes da tabella organisada pela
presidencia em 27 de abril do corrente anuo.
O Sr. Mello Reg pede a despensa do intersti-
cio e que. seja dado para a ordem do dia da se-
guinte sessio. *"
Assim se Tence.
SESSAO EM 14 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Baro de Vera-Cruz
Ao meio dia, feila a chamada, veriflea-se ha-
er numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessao.
L-see approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1* secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um requenmento da irmandade do Divino Es-
pirito Santo erecta na igreja do Collegio desta ci-
dade, pediodo a approvago do seu comprorois-
so.-A commissao de negocios ecclesiastcos.
Outro de Osear Deslibeaux, pedindo um privi-
egio por trinta annos, para fazer a aua custa a
limpeza e aceio das trras da malanga publica da
banana. A commissao de orgamento mun-
E'lido apoado, julgado objec.lo de deftbera-
gao, e mandado a imprimir para entrar na ordem
dos trabalhos o seguinte projecto de orgamento
municipal oflerecido pela respectiva commissao.
(Continuar-te-ha.)
Discurso do Sr. deputado Vascimenlo
Porlella, Ra sessao de 7 do cor-
rente.
O Sr. Nascimenlo Porlella .- Sr. prasidente,
nao sei o que mais admire, se o modo inconve-
niente por que o nobre deputado julgou dever
fazer mensao de attribuir-se ao commandante
superior de Pao d'Alho o ter tido pane na tenta-
tiva de assassiuado que houve nessa commarca,
ou se o modo injusto pelo qual julgou dever
aecusar as diferentes autoridades da mesma co-
marca, para d'ahi deduzir aecusago contra o ac-
tual chefe de polica da provincia I....
Nunca ouvi dizer (e talvez apenas algum insen-
sato dissesse) que o nobre commandante supe-
rior de Pao d'Alho tivesse parte no tacto crimino-
so referido pelo nobre deputado.
O Sr, Pina : Oproprio processo foi quera o
disse. n
O Sr. Nascimenlo Porlella ,- Que o dissesso
esse processo, comprehendo ; mas que o nobre
deputado descesse constituir-se orgo de per-
verso, para dzer que o commandante superior
de Pao d Albo leve parte em semelhante fado,
eo que eslava fra de minha previso !.... Eu
esperavaqueo nobre deputado tanto mais evi-
tasse emitlir semelhante proposigo quanto
certo que o nobre deputado. ligado esse cidado
pelos lagos de parentesco, devia ser o primeiro
evitar occasiao de tornar-se echo desse juizo
infundado que qual quer por ventura tivesse feito
tal respeito.
Lamento, Sr. presidente, que o nobre deputa-
do houvesse apreciado o procedimanto das auto-
ridades do Pao d'Alho to inconveniente sem
mmedialamente produzir a prova necessaria para
firmar a aecusago que lhes fez.
O Sr. Drumond: E" a Iheora Jos documen-
tos. .(
O Sr. Nascimenlo Poslella ; O nobre depu-
tado disseas autoridades de Pao d'Alho quize-
rara ter uma arma eleitoral, servirsm-se da ten-
tativa de assassnato, instauraran] processo, pren-
dern) ao filho do commandante superior e pro-
nunciaran! aquello individuo que se indigitava
como mandatario. Foi o nobre deputado, porm,
quem se eoearregou de immediatamente destruir
esta aecusago, declarando que essas autoridades
julgaram improcedente o processo contra o filho
do commaodante superior, e dando assim a pro-
va mais cabal de que essas autoridades nao ser-
viram-se do pracesso como arma eleitoral Pois
as autoridades de Pao d'Alho julgando improce-
dente o processo instaurado contra o filho do
commandanle superior, e isto mezes antes da
eleigo, e pronunciando apenas o mandatario do
fado criminoso, hornera sem nenhuma impor-
tancia poltica, mostram ter lido a menor inten-
go, o menor desejo de servirem-se do processo
para lios eleitoraes ? Nao certamenle.
O Sr. Pina : Se tlveram I
O Sr. Nascimenlo Porlella : O facto de nao
ter sido pronunciado demonstra claramente que
nao bouve tal intengo, e tanto que muito autes
da pocha eleitoral eslava livre da priso, em
que poucos dias se conservou.
O Sr, Pena : Foi sollo por habeas corpus:
OSr. Nascimenlo Porlella : O habeas cor-
pus nao evita que o processo siga seus lermos, e
o nobre deputado sabe que segundo-os, o cunha-
do do nobre deputado, filho do commandante
superior, nao foi pronunciado, o que nao succe-
derla se a autoridades fossem arbitrarias e qui-
zessem instaurar o processo como arma eloito--
ral.
Oque disse ainda o nobre deputado? ....A
autoridade abusou por que nomeou inspector de
quarleiro um individuo que ladro. Aioda
quaodo este tacto seja real, e esse inspector li-
nha commettido os crimes que o nobre deputado
lhe altribue, nenhuma aecusago por isto se pode
fazer ao chefe de polica : a nomeago dos ins-
pectores, como sabemos, feila pelo dele-
gado sob proposla do subdelegado, e es-
te pode ser illudido pelas informsgoes que
lhe forem dadas sobre o carcter e mo-
ralidade dos propostoa.
O que restara por tanto ao nobre deputado era
eimMnL!?* ,b-delegado tinha perfeito conhe-
com Propos6,5,LPIoce,let individuo e que.
que o nobre depulaTVo0-iK^.2^"^
aecusar as autoridades. *7**-!t_
Sr. presidente, eu lamento tanto mais esta
aecuaages infundadas quanto vejo que o nobre
deputado, talvez, o menos proprio faze-las por
que em outro tempo, e nio muito remoto, era
o primeiro dar demonstrages muito positivas
de juizo favoravel que formava do carcter dessa
aatoridades, que boje aecusa: lamento tanto mais
quanto vejo que o nobre deputado, que hoje est
ligado essa parcialidade poltica, qae diz des
si denle do partido conservador de Pao d'Alho, j!
considerou muito esses homens, i quem sempre
acalou, e quem o nobre deputado, quando no
exercicio da promotoria publica dessa comarca,
nunca teve occasiao de notar a menor arbitrarie-
dade como autoridades. Admira Sr. presidenta
que, o nobre deputado julgue hoje que esses ho-
rnees tenham renegado completamente seus prin-
cipelos, esquecido eus precedentes e seu passa-
do, e querido compromeiler seu futuro, pira di-
zer que procedem com despeito, que sacrificara
ludo e s procuran exercer vingangas 1..
Agora, senhores, permitti-me ainda qualro pa-
lavras para demonstrar convenientemente que o>
nobre deputado foi injusto quando quiz conven-
cer-so do abuso, do escndalo das autoridades^
de Pao d'Alho.
Houre um processo contra um homem chama-
do Cuta : este processo toi instaurado duas
vexei e por duas veiei julgado improcedente ; o>
. V
mTutii Anrv



*m
ftU10 D| f EB14MIDO0. QDARTA FUBA !6 Dt MAM 1M1.
* .V X(
cueto de polica manden instaurar outro, qu* deu
em retallado cooheeer-ieqiM-Cuta- era
criminlo, mas alm oulre individuo.
Senhores, apreelemeaee.* fasto, veremos'que
t) nobre deputado o proprio i ministrar o argu-
mento mais forte, a piova mais cabal da impro-
cedencia da aua accusagio,
Ea drerenles poeae, etelvet quando o nebre
denutedo era promotor da- tr* d'Alho, aquella
individuo foi precettade & autoridade julgou
iapreeedeote a processo: instaura-se segemdo
praceesn, lalve* mesmo serenad*- o nobre deputa-
de 4a promotor, e anda a autoridade julga-o im-
procedente. Qual a prova tala cabal de que i
ata* aijtoridadea nao pode Mr applieide a quali-
fic*gio de parcial, da motos eumpridura. de mu
devana *...
{Ha un aparte.)
O Sr. Nascimeolo Portella :0 nobre depulado
sem duvida era promotor naaae lempo.
O Sr. Pina :(d uro aparta.)
O Sr. Nascimento Portella :Eu nao quero en-
trar na apreciado de ser o aiaassino o individuo
Prevenimos a 8. Etc. que ellas nao (nien ejei-
tar-ee aea caprichos e desvarios do juiz de pasa
soedeegad
O juiz do pat anda nio salisfeito fet-laa alliar
dote acarios do Dr. Serpa Brandio, a poala-las
na porta principal da matriz, conservando as la-
teraea fechadaa, paia coosentlrem os rotantes
entrar da a a um, proporcie que foasem cha-
mado*; Bceedo laaiaV privada* ato direito da
nspaectoBaram os trabtinos elcitortee, e a maaa
qua ara da parcialidad* privilegiada, poder v*n-
Ur a ama, eamo chao qua aaalaa ecoaleceseeyem
raai* dalla apreseatef uraa votar* equivataaaae
500 UntM otaotaa. quando lado destette-
cido contara a maioria doa cidadac* n'unaa qua-
liflcegio da tt>9 e tantos. Tiveruoa a iorelietade
da nao recamos seqaer osaupplentes. Seicii
?el que n'uma eleigao pleiteada poaaa-aa bxer
elei torea esupplentes? Parece-me que nio.
Referir! outros fados para, pro var a paiciali-
dade do ex-administrador.
No dia 22 de novembro paseado, o Diario ata
Pernambuco, tolhs official, regislrou em suas
processado ; quero apenas justificar o proced- columnas urna correspondencia do cidadio Joao
meato das autoridades, mostrando que ellaa ina- Henriques de Miranda que aitribuia ao primeiro
taurarm tres processos sobre o facto crimincso ; aupplente do subdelegado em exercicio urna ten-
ene aos dous primeiros o nobre depulado esleve tativa da morte, com qualro teslemuubaa de vn-
preseale como orgio da jualica publica, e nao re-
correr das aenleogaa que os julgerem improce-
dentes ; e que o lerceiro, Instaurado por ordem
do chele de polica deu em resultado cenhecer-se
ta, nestes termos
Admira o Sr. subdelegado a lanos annos nao
ter emergido o crime do Sr. Jos Pedro, e ago-
ra i porque elle na quslidade de aupplente, nao
que aquelie indiriduo nao era o eriminoso e sim votou'com elle e nem velar, aehe que devia
im lerceiro, qua foi pronunciada. Assim, enria-
res, nao ser digna de elogios a autoridade que
sao descama em erapregar os meios necesaarios
para chegar ao conhecimento da existencia do
fClo criminoso e lomar affecliva a responsabili-
dade e punigo de seu autor?
O Sr. Pina :Procesando u individuo ima-
ginario I
O Sr. Nascimanlo Portella :E' o que o nobre
depulado nao demoostrou. e autos coniesiou in-
dicando o lugar da residencia desse individuo
que chama imaginario.
Creio que o que fio* dito bstanle para de-
monstrar que *e Culia nao foi pronunciado
foi porque as provaa ministradas oo auiorisaram
a pronuncia, e que assim fundada a accusaco
feta pelo nobre depulado.
O outro fado de que o nobre depulado fez men-
ea o foi o recrutamento de um individuo. E' ac-
cusaco lo infundada e injusta quaoto as demais
que fez.
L'm homem recebeu um tiro en Pao d'Alho ;
deonciou iramediataroeuta como autor delle.....
O Sr. Pina :Fingi que liara levado um tiro,
{orque elle e capaz de ludo ; um homem que
otou um caustico em si mesmo parase livrar do
jurv.
O Sr. Naacimento Portella :Quero admitlir
que assim s dase ter levado o tiro, que oo foi o nico i di -
ze-lo ; oulros tambem o disseram ; e em virtu Je
disto iostaurou-se o procetso. Submcttido o
processo julgamenlo fui o necusado absolfido
pelo jury, e a auloriJade policial do lugar enten-
deu que devia recruia-Io, visto nao ter em seu
favor isencao legal, e nem ter a raoralidade ne-
cessaris: o nobre depulado e os protectores do
recrutado deram uma juilificaco perante ojuizo
municipal da segunda vara desta cidade no sen-
tido de mostrar que o recrutado era Qlho nico
de mullisr viuva, e que era Irabalhador etc., e
justara a juatificagao ao requerirneuto que diri-
g ram presidencia da provincia esta mandando
uvr ao ebefe de polica, esle deu iuformago de
accordocom as que havia recebiio das autorida-
des policiaes do lugar, dizendo que aguardava
oulras iuformaedes. Poder-se-ha vista disto,
dizer, como disse o nobre depulado, que o chele
de polieia procura acobertar as autoridades de
Fo d'Alho as vingangas que ellas querem pra-
ticar I... A justificado dada pelo nobre depulado,
por pessoas que nao eram resldeotes em Pao
d'Alho, contraria as informaces dadas ao chefe
de polica, e por iato nio devia esle deixar de no-
vamente ouvir as autoridades informantes para
sabor quem devia acreditar e assim poder acer-
tadamente informar 4 presideocia. Este o pro-
cedimento regular que deve ter em casos taes o
chefe de polica.
Creio, Sr. presidente, que o que tenho dito
Bastante para fazer desapparecer qualquer ira-
pressao que o nobre depulado lenha feilo appare-
cer contra o Sr. commaodante superior da guarda
nacioo.il de I'u d'Alho. e ao mesmo lempo des-
truir qualquer juizo meos favoravel respeito
das autoridades de Pao d'Alho, cuio procedimon-
to nao pode deixar de ser considerado muito re-
gular, justo e digno de autoridades que querem
cumplir seus deveres e que eslo dispostas
sol'rer aecusacoes menos fundadas como a que o
sobre deputado acaba de fszer-lhes.
Discurso pronunciado pelo Sr. depula-
do Joo Cavalcauli, na sessao de 7
do corrente.
O Sr. Joo Cavalcauli:Sr. presidente, sendo
dos estylos desta casa aualyair-se os diversos ra-
mos da administracao publica, na occasio de dis-
cullr-ie a lixaco da forja poiiciar, reservei-me
para nesta opporlunidade paientear os escndalos
e prevaricaces do ex-adminislrador desla pro-
vincia Dr. Ambrosio Leito da Cunta, durante a
na ominosa admioistragao, com referencia as lo-
calidades que tenho a honra de representar nosla
casa.
Em virtude de varios desmandas das autorida-
des subalternas de Ilamarac, o primeiro aup-
plente de subdelegado em exercicio Luiz Cordeiro
Cavalcante de Albuquerque, o juiz de paz Rumio
da Cunha Amara! e demais membros da junla
revisora dequalicagao, por occasio de proce-
der-se a revisan do auno prximo passado, diri-
^i-meao ex-administrador desla provincia e ex-
puz-lhe a uecessidade de medidas promptas e
efieazes que contivessem aquellas autoridades
na rbita de seus deveres.
Prevalecendo-me dp ensejo para passar as
znos de S Exc. urna representarlo do eleitor
Anselmo Ferreira Cmara, que allegava e prova-
va os escndalos dos mesmos funecionarios. O
x-adrainistrador|com palavras convincentes,pro-
metteu-me fuer o que estivesse a seu alcance em
5rol da justica publica. E o que se seguio depois
a formal promessa de S. Ere. ? Continuar o
mesmo estado de cousas, sem nenhumas provi-
dencias dar, e em lugar de decidir essa represen-
tado bascada em direito e de fcil deciso, sub-
xpetteu-a a considerado do governo geral. Pas-
eados mezes chegou a deciso em lempo de oo
poder-so proceder a eleico secundaria pela re-
'iso annual, e sim por urna feita clandestinamen-
te em 1858.
Eis a deciso do governo :
Em resposla declaro-lhe, que sendo verdade
que a dita junla nao funecionou por espaco de
cinco dias, e nao tendo lomado conhecimento de
todas as reclamaces que Ihe foram apresentadas,
deve V. Exc. ordenar que ella se rena por mais
um dia, adiando a reunio do conselho municipal
de recurso para outra poca, de modo que seja
respeitado o intersticio mareado na le, nao ser-
viodo de embarac.0 para isso o nao poderem os
trabalhos da qualiicico.. etc.
O governo getal tanto iecouhcceu o acto enU
poso dos membros da junta queconcluio assim :
cumpre outro sim que V. Exc. mande proceder
contra a mencionada junta, (e por deferencia do
ex-adminislrador) se vcriOcar aio no a-toda>U
aecusada a malaria paca ser rnaaMri""**' '""
e que Ihe imponha alm ^u ^**3ulla marcada
o art. lfi.*. >iullaTe, 1" n. 5.
Buicumpnmento a esta deciso terminante do
governo geral, o ex-adminislrador conlentou-se
era anaullar a eleijo de juizea de paz que j se
tinha leito, e designou o lempo em que os mem-
bros da iota se deveriam reunir e funcionar por
mais um da. "------
Notem V. Exc. e a casa, que sendo a deciso
do governo geral em 7 de agosto do auno paseado
aqu teve execoco em parte, em fina de no-
vembro do mesmo anno ; notem mais V. Exc e a
Ma, que o ex-administrador teve a habilidade de
nao mandar publicar a deciso do governo noiar-
all official, para assim oio patentear a parciali-
dadee proteceao ao lado fatorecido das graos da
presidencia.
A parcialidade de S. Exc. anda nao parou ahi;
sendo soilicitada ama forca a dieposice de um
official mparciai que Cune presenciar o procesao
leitoral na ilha de Ilamarac, para mantsr a or-.
dem e gsrantir a liberdade do voto qua nio foa-
S! sujeitar-ie aos caprichos a desvarios dp aub-
elegsdo. e nem da seu caaitado o juis de paz,
*. Exc atodA promaieu; ,a espera da aleteo
mandou um simples sargeato com 7 pracu de po-
lica dwpos.Sio do juiz da paz. ^
Ihe fazer lo cruel, e iotcmpesUia accusa;aol-ll
Para que o Sr. subdelegado ha de fazer um papel
lo vergonhoao I Tambem nao tem S. S. crimes
to recentes, e at de tentativa de morte, com
quatro tealemnnhas de vista ? Ha de gustar da
ser denunciado?., lias para que fallar em factoa
do Sr. subdelegado, quando a nossa condescen-
dencia tem envolvido tantos no escuro manto do
silencio ? I
Existe a circular do ministerio da Justina de 16
de junho de 1856, que determina:S. M. e impe-
rador recommendar a V. Exc.que sempre que a
imprensa uessa provincia deounciar fados de au-
toridades O da partcula ica, ua quaca OeH'lll BU!
investigados, por Iralarem da abusos de poSer,
ou de algura acto criminoso, procure immediala-
menle colher informaces sobre taes fados, e os
iransmitta com urgencia a esta secretaria de ca-
tado, com declarado das providencias que tiver
dado na rbita de suas attribuigoe, etc.; assim,
cumpria ao ex-presidente, como Del delegado do
governo geral, e o primeiro especialmente en-
carregado da fiel execucio das leis, maudar syu-
dicar do facto criminoso attribuido a um func-
cionario publico, e dar as provideocias que o caso
exigisse ou impor-lhe a obrigaco de chamara
responsabilidade o autor da correspondencia,
para justiQcar-se da grave imputaco que Ihe ha-
viam feito, sob pena de demisso. Has S. Exc. a
ludo fui ludifferente.
(Cruzam-se apartes )
O Sr. Joo Cavalcaati:A adminislraco poli-
cial de Ilamarac est acephala purquanfb dan-
do-se nove fados criminosos, dos fins de dezem-
bro a fins de fevereiro os quaea passarei a relatar,
nenhumas provideocias foram dadas para a puoi-
;o dos deliaqueotes.
Nos tins do mez do dezembro do anuo prximo
passado Francisco do Carmo deu urna tremenda
surra de vergalbo em Martiniano de tal, em sua
propria casa.
No dia 31 de Janeiro desle anno, Estevo Diaa
dos Santos armado de um punhal, insultou e de-
saOtiu publicamente Cosme Vieira, por nao querer
o Bllio daquelle pagar a este, o trabalho de fazer
um bolequim.
A' quinze do mesmo mez, Joo de tal, por
desavengas particulares,atirou varias tacadas em
Joo Das dos Sanios, as quaes felizmente se nao
empregaram.
Em das do mez de fevereiro, Gabriel de tal,
morador em Jaguaribe, mandou chamar a sua
casa Joo, por antonomasia Pato, e o agarrando
na bertura da camisa quiz assassina-lo; oque
cerlamente levara a elTeito, se alguos habitantes
da vizinhanga nao acudissem em seu soccorro, e
o tirassem das garras daquelle sicario, indo logo
o agressor se queixar a seu compadre o subde-
legado.
Era 30 de Janeiro, mais ou meos, Severiano
de tal, morador no Foroo da Cal, descarregaudo
urna pistolla cravou dous carocos de chumbo
n'uma innoceole menina.
A' 3 de fevereiro, Estevo Macario dos Santos,
por intrigas particulares, foi em pleno dia a por-
ta da casa de Umbellioa de tal, e descompon-
do-a, quiz dar-lh com urna peia.
A' 11 de fevereiro,Justino de tal.em ompanhia
de seu irmo Calemeiio e Maooel Roberto, foram
a casa de Joo Das dos Santos, por causa de um
busio, que o dito Das dos Santos, nao quiz en-
tregar por Ihe pertencer lancando-se a elle, ali-
raram-lhe varias facadas, as quaes se emprega-
riam se o effendido nao fosse lo gil e se
evadisse.
Nao quereudo a amasia de Dionisio continuar
em sua rompanhia, retirou-se aquelie irado e
armado de urna faca de pona, tocaiou-a s 10
horas da noite para surra-la ; e oo querendo a
infeliz acompaoha-lo, que em altos gritos implo-
rase soccorro, arraslou-a pelo braco, e interran-
do-se nos mallossem que aioda se saiba do m
dessa infeliz.
Em fins de fevereiro, JosAlves Pragana Gui-
biraba dispeitado com seu escravo Albino, de
cincoeola e tantos annos de idade, por intrigas
de sua amasia, o mandou tirar sipos de impjriba,
o com elles o surruu a ponto que o infeliz escra-
vo expiruu no dia 4 de abril deste anno ; este
fado fui acontecido as salinas, do onde veio o
infeliz carregado por seus parce.'ros, depois de
haver soffridJ em suas feridas um doloroso banho
d'sgua salgada.
E o que poder fazer um homem analphabeto
ou quasi idiota, Antonio Cordeiro Falcc, a
querer est confiada a administracao policial
daquella loealidade? Quasi nada,proteger aos
seus e perseguir aos contrarios.
Es3e funecionario foi nomeado
lalvez cinco processos nao lenha
admira que seja lalvez o
provincia daquelle lempo.
Esse individuo, embura analphabeto, oceupa
os lugares, de subdelegado de Ilamarac, sup-
plente do delegado, esupplente do juiz municipal
de Iguarass.
Com bstanle coDslraDgimento, Sr. presidente,
tenho de tratar de um alio funecionario publico,
a quem tributo grande respeilo e consideradlo;
mas como ao representante da provincia, assiste
o dever imperioso de censurar os desvos das
autoridades, desculpe-rae o Sr. Dr. chefe de poli-
ca a minha franqueza.
O Sr. Rufino de Almeida :(D um aparte.)
0 Sr. Joo Cavalcauli : Se me quer redicu-
larisar o lugar improprio.
O Sr. Rufino de Almeida: Eu disse simpels-
menie que o chefe de polica nao eslava ore-
zeele. r
O Sr. Jooo Cavalc.nii m ni.>Mn diri-
gir-me a elle, embora nao esteja prsenle. Esse
magistrado tendo determinado, por circulares, a
seus subalternos, queso prendessem os cidados
em tres determinados casos, islo em flagrante
dolido, em crimes inaflanc.aveis, e por effeito d
pronuncia, islo de confonnidade com a lei, l
primeiro transgredir a.,HM>ueterm
AlUrmo que o mandou prender, Wiiii pof
nao ter cumprindo o Sr.capito de fragata Souza
Filgueiras, o acto arbitrario, sujeitando o Dr. Es-
tevo a humilhago de entrar na cadeia, con-
correse em grande parte para a sua demisso do
delegado.
Parlaoio, Sr. presideute, tendo eu provado a
intervenga indebiti e escandalosa e conseguin-
temenle as prevaricegdes do ex-presiden te desla
provincia Ambrosio Leito da Cunha, oas eleices
que se procederam ua llha de Ilamarac, concluo
fazendo votos-, para que o actual administrador
desta provincia lance suas vistas benficas para
aquella localidade.e faca extirpar os abusos que a
cada pasto aU se praticam.
Discursft do Sr. depulado ladro de Hi-
ma. prenunciado la sessao de 9
do crranle.
O Sr. atiesada :~Reaiiti, Sr. proaidente, o
quaato ma foi possaivel, mas afinal, tata propo-
sioaaa Uem aide aaniHidas a* aaaa, eat laas tolas
lecaram. qua me reaclvesana, aao asa aarigMam
mesmo. a lomac parte aa diseuaaa da baca, ali-
tgk m antas, ma para malaer aerar, aaaaa es-
paela fla nquuicao em que taataa pessoas, em
caractara diiiino-
o camioho tortuoso que tem tomado a dtaeusalo
da forja policial nasta casa, tem-te mesmo visto,
aae a mataa diavaasao tem eraada aaarca da po-
Hllea em ffaaaU aaaaao na* tala arapriaaente a
aua ae coa ptatica ata toaatar-aa de aartaa taataa. de certaa
aaentuillHaa^ aarem qua ladea aJ|. teBhaa>
ralacao rom a malaria da amasa trata : aaaim.
Woho vM trates-a* da aaaWca d Brasil, a o
aaa mau 4 Ira. avolveadeaa at a passsdo. re*
iaando-aa daata arta o i tristes "VrtttcimaaHm.
a aa eooaeqaancias da revolucao da 1848 couaaa
asta* que com quanto de grande importancia, ee-
jSo, nada adiantam nada importara por serem
wtranhai interramente, mflm; que qt^ q^, oc_
cupar a atten^o da caaa : s falta, Sr. preaiden-
te. descutir-e na casa a polisa da exterior 1 Eu
entretanto entendo, que a provine nada ganha
com discassaea aesle lecreae, palo ooniMtio pau-
so que s ha desvantsgens para oa cofres pbli-
cos, visto como em vez de levarmos o lempo com
o que til e neceesario, o eitragamos e perde-
mos com banalidadea e com causas que nenhum
resultado, qua nenhum beneticio trasem a pro*
vincia. .
O Sr. Brile :Pois resignemos o subsidio ; eu
voto por iato.
O Sr. Miranda :..........eu peame reatrin-
gire a trstar da materia em discusso, di forca
policial, porque Sr. presidenta, a poltica sa ierra j eat lo debatida, j to sabida pelo
que acerca della se tem dito e escrlpto. ue me
parece quenada mais se poicrA adiantar presen-
temente.
Sr. presidente, tem-se dte na casa qu o eat-
talogo dos crimea tem crescide na proporfo que
a forja policial tambera tem augmentado, mas,
Sr. presidente, eu enlendo que urna tal argu-
menta jo nao seria, que urna opioiao menos
exacta a errnea. mnn ana se oio queira
uitei, que o proprio corpo policial seja o covil de
criminosos. que iud nao ezacti pelo ue vi-
moa constantemente, pelos ser.ices que diaria-
mente eos presta, a par ludo de urna rigorosa
disciplina como publico. Emquaoloamim Srs
o que essencielmeute concorro oara que o numero
dos crimea avulte e cresrja, como tem
uilimament,\corao nos disse, o Exm.
em 1848, e
instaurado; e
nico que existo na
tes team sido vetados ao sacrificio ao extermi-
nio............
Urna vor :Dos nos acuda.
O Sr. Brito :V a quem toca.
O Sr Miranda :-Sr. presidente tem-** viaia- eraUa da vST
r.aminnn Inrtuoin nun tasa Inmarln ji....ui. &-__: ._
O^Mlraad*:Hio Ihe poderei dixer, nem
m* eeoota, maa afirmo ao nobre deputado que e
pama, a bea....
Sr. depatado :S se 6 pelas desperas sa-
que
crescido
evpresi-
OutroSr. depalada :Isto mesmo s se d na
Corte e nao do Re de Janeiro.
0 Sr. Hicaadi :~imqoanlo t>U por li se di,
aajquaato aa v que para all tmara a dinheire
asga, qua moa na soasa proviacia, na naa-
tsrfa, aa empragadoa mal e trislameate pagos,
recebaada um tasto por sena sarvlcos, aaito
quem d* aoaaladigas; sao iatairamaota mal
Mfos, vivera algaas at na miseria, e os nosaoa
corres, e as notas* rendas ds provincia, escoan-
do-se para o lio de Janeiro, em razio da mal
entendida divida de corre gacel a provincial I
lasa centralisacio, senhores.....
O Sr. Brito :Atienda o nobre depulado
vai descaindn pas a pul lies em geral.
O Sr. Miranda :Sttou tratando da polica de
nossa trra, o enio aproveitei a occasio para
lamentar que esse dioheiro que lirado mensa-
mente dos cofres da nosaa provincia, seja remet-
alo para o Rio de Janeiro, fazeodo-noa tanta
falta para occorrer as nossas mais palpitantesne-
cessidsdes.
Senhores, tenho visto nesta casa aecusar-se o
actual ehefe de polica, por alguos factos que se
tem praticado e se tem dado ; mss, senhores, eu
entendo que o nosso chefe de potida tem proce-
dido da melhor maneira no desempenho de suvs
etrr.gac.ees, non so podo diror que esse dislincto
magistrado lenha feito propostas pars emprega-
doa cootra o interesse publico, vejo que elle tem
procedido da maneira por que tem julgado mais
conveniente na nomeaQao de delegado e subde-
legados, tem mesmo levado a sua vontade de
eceriar ao ponto Je chamar para junto de si, de
chamar para seus empregados, justamente aquel-
es homens. perfeitamente conhecidos como sec-
tarios da politice hoja deeahida ; e aera porven-
turar a um chefe desta qualidade que se poder
qualificar de autoridade cga pelo espirito de
partido. nloleranle e do mais que se lem dito t
Nao senhores ; actual chele de polieia com se-
melhante proceder s lem mostrado zelo, lote-
resse pelo semgo. Quem ser e Sr. Miguel Af-
foase Ferreira, conhecido por Capobre, nao ser
um homem decidido liberal; quem ignora que
eotrou elle na revolucao de 1848 como chefe,
qoe estovo preso em nossas fortalezas, em alguos
ivios no nosso podo? Parece-meque lodoso
0 Sr. Joo Cavalcanli:Elle nao lenente-co-
ronel.
O Sr. Miranda :Creio qoe sim.
Um Sr. depulado:J o vi fardado, com fr-
dela de tenente-corooel.
O Sr. Joo Cavalcanli:Elle veste farda de te-
oeote-coronel
AiS. W?. nth f" '"rW.ea de Pe-d'-
Alho ; qwrlo par aa haver envolvido naa eleicaea
da capital; quinto floalmeate, por &, m&
teaiat.ut grande oumeradicrimes! Di.',a
Sr. presidente, an. n iriu.ir.iui. "_-"'* .,0
SSE t^^Su;% !rcreci: ^j
nlraa, e eis portan-
vez de repreuiir-
e \e a causa prin-
a immediata, a
povo, porque
\tiizes de facto,
iruidos. lives-
boiuto re ligio-
Urna voz : E mea,
O Sr. Miranda : -.-
(Ha um aparte),
O Sr. Miranda :
a magistratura nao pd
jurados, ella oo faz
ao fado, porlanto os
saveis pelas decises,
appella*.
lo por aqu pelaeapital.
to direi lano oacapital.
i nobre deputado abe que
^influir as deooes dos
s do que appli** a lei
istrados nao srespon-
jury, o que pun fazer
*J*i-<^-*!^1r!Zg^
Tambem nao se diga; senhores, que a tusa do
cresciraento dos crime na nossa provine seja a
polica administrativa, a polica tal qualst hoje
em nossa trra geralmeolo boa....
O Sr. Brillo : .... misericordia I
O Sr. Miranda : ....porque, senhots, basta
lembrar-nos que o empregado de policii que o
cidadao que so entrega a lautos trablas, to
tem a menor recompensa desses mesrod traba-
Ihas : pelo contrario muilos delles fazei despe-
sas crescidas, e o mais senhores, queserapre
sujeitos a responsabilidade. O que vera na ca-
pital, o que vemos no centro Individos que
se eutregam inteiramente ao trabalho djpolicia,
com preterico sempre de seus ioteress^ parti-
culares, sera que por lanos affazeres lfcrem a
menor vanlagem, paga ou recompensa! Elles
tazem muito, fazem o que possivel pra bem
oumprirem suas obrigacoes, que sempr dellas
se subcarrggQCQjtyvfa-t.v- m e-miV^ eies
rJa ~ i v"^^ ""tuas aosTheTes de\pelicia .
assim. nao anda pj, iado da polica dta dele-
gados e subdelegadost au oa Crimes se augmen-
tam, vemosjjMft6 vezes essas autoridates em-
preg^arenj fgq, esforcoa para que os crininosos
ponidos, e...
Sr. deputado : E vemos tambem ts eri-
ge annunciarem publicamente e se exteu-
larem.
O Sr. Miranda: E* um caso que aioda nao vi
verificado.
Um Sr. deputado : Na capital de Pernr-ffbu-
o tera-ae ggria.rio i-.-. --rtaaag[ ^*
deUMraodSers\oec..b070ffl' "Pie
depois o acaso veio tornar certo. q
Um Sr. deputado:Ora ora
P1srS!5rsaw
eiieclivos, nao haremos da tar i- .* i
ello dte.ser.... a* ,,r P-Wtal qual
0 Sr. DrummoQd fc-in ,t vai bem.
:Sffi=s3aS
Nieo abaorve se nio lodo o tenpo a m^rMiarte
fut?** *** P^^Vla'foK
t felta da maneira 8or qua 0a Mtimaaf^ r
0 Sf. DrummondiMaa qual fai a lei nu mar-
cou ordenados pira ella. ? H l" m *" mx
smenlo da pupulago e otrascausas dependen-
tes deetas. \ '
Senhores, todas as veze qe um povo pro-
pnamenle dito, neo tem a eduucio necessaria.
todas vezes que elle nao lem a nslruceao conve-
niente, ha de commetter, nao grandes e hor-
rorozoa crimes, tomo em grindo escalla, em
avultado numero, embora baja i forca que bou-
ver, embora as autoridades se uforcem o mai
possivel para a represse. para mesmo a pre-
vengo, porque o eue Iraz a cooseocia dos d-
reilos e dos devore*, de crime e la virlude, do
t>om e do mau, tasa mesma educacffo, aceres -
cando aioda que el lira o povo da occiosidede, e
o entrega ao trabalh, onde se p.ssa os dias n'u-
ma especie dedislr^co, elonge do contacto
de horneas pervertidla, e de sociedades mais ou
menos perniciosas -, N que concorre eficazmente
para a repressao pal. o nao augmento dos cri-
mes, a educaco foligiosa, e esla especia de
educacao. jamis se\p0der conseguir, sem a
civil, sem a moral. *
Urna outra causa hfr\genhores que grande-
mente concorre pars q4f0 nu(Bero d0J crimeg se
augmente de da era 4; sem duvida nenhu-
ma a impuoidade : & Uma asserco que eu
podena ddxar passar a fuodamenta-la, sem
just.ca-Ia porque me pajee que uma verda-
de tao palente. tao elara-e todos comprehen-
dem que recelos podara ler aquelles. ue com
quao o saiblo que seraoirezos. eento lgo com
a soltura com a impunidde nos jurados a quem
propnamento me refiro Fora retroceder da
carreira quelle que prerdjdlta, quelle que for-
ja planos terriveis e crimiW uma ablolvi?o
escandalosa, e contra a pro\0os autos ? de cer-
to que nao pelo contrari"
lo os crimes augmentando,
se, de diminuir.
Ura Sr. deputado :Esta
cipal dos crimes augmentare
O Sr. Miranda :Nao ; est
principal a fallado educaco
se aquelles qe compoem com
o tribunal dos jurados fossem
sem a necessaria moralidade, e _
so, salvo honrosas excepces, com s> dara tal
impunidada ? E nem se diga em rtgra, que pa-
ra uro tal estado de cousas concorre magistrado
concorre especialmente a authoridlte policial '
porque o que pudero fazer taes ^pregados'
anda que saibam partioularmente a as teste-
muuhas perjurara ? E quantoe caste do des-
tes, e a que serSo devidos ? aioda a Va de edu
cacao religiosa.
Creio. senhores, o estou mu convenido que
o jury uma livre e bella iBslituico.,.........
O Sr. Drummond :Falseada comcalV"
O Sr Miranda :.......'ajas, ella t muito
alseada, e em quanto mlm julgo quella nao
era aioda para nos os braileiros, seri bom se
estivessemos em outras ifondicoes, a oulras
cucumslancias; quera solar, ou tlver alado por
esse centro, por essas cofiarcas do noss provin-
cia, e de oulras, lera visto oque sepan no tri-
bunal dos jurados. %
seus principios polilicos, contina a ser liberal e
come expticar-se a numeago de delegado para
Agua-Preta?....
O Sr. Brito :Se tem feilo boas nomeaces,
tem tambem nomeado assassinos e ladros.
O Sr. Miranda :Nao sei disto.
O Sr. Brito :V a Alaga de Baixo, e indague
o reapeetivo subdelegado quanlos processos lem.
O Sr. Miranda ;O actual chefe de polieia tem
nomeado a homens de todos os partidos, honra
IB* seis re la; e note-se que oSr. Miguel Affon-
so loi nomeado muito antes da eleico por que
ltimamente passou esta provincia, e que por -
laeto atravessou a quadra eleitoral, na qualidade
de delegado, e consta-me que sempre esieve em
exercicio 1
Temos ao depois delle, o Sr. Epaminondas
nlra c Cunha' delegado de Iguarass.
Um Sr. deputado Clculos eleitoraes entra-
ram nessa oomeago.
O Sr. Miranda :Nao sei disso ; o que sei
que esse iliustre senhor um dislincto e bem co-
nhecido liberal....
O Sr. Brito :E bem dislincto.
i fT' Mirada L est o Sr. Gunegundes de-
legado em Barreiros, e quem esse tenente de
ao' a ou aober>l bem coohecido....
u tr. Bnto : Esse homem militar, e por
coneguinte nao tem credo poltico.
(Ouvemse outros apartes.)
O Sr. Mirandai :Nao posso deixar em olvido
a nomeacao anda feita, ou para a qual concorreu
com sua proposta, o actual chefe de polica : que-
ro fallar do distindo cavalleiro o capito de fra-
gata Casiano Alvesde Souza Filgueiras ; sabe-se
que foi nomeado delegado de Olinda, e sabe-se
tambem que suas ideas sao iiberaes....
Uma voz:Foi logo demiltido.
soentrelanto. aso tenho idea, da ana baaaosM
'Pfaaaaa* nesta aaaa o aasaa de asa A
Wfo. dMeapO. do Mra Jaed %
ata. aasiro emao aa* me reaardo aiaaa.n... JT..
rae reaardo aiada,qua aa t|-
a pravaoo, mplatajantavajllttada, -^
isaaicdes featam^pmentadaa aa^tfia litS!
dada em lava* daaaaa inawldaoa/s ojn* alta
dasprezasaa, a aa racuaaaae <***-aa I>
reapaito da Pedro Jaa dae Santoa, aa j aiaaa
qua o chele de polica nio podi. g,r increpaai
seu recruUmanto, a o meu nobracallega
pelo
ra a
se,
O Sr. Miranda :Consta-me que elle pedir
sua demisso, e mesmo pelos joroaes. V-.
5,?AHque ?r-.c^efe de PIicia lei la"Cado mo
de lodos os ind-tiduos que o tem julgado aptos
u!Lrai0*.,C',rg0,s* ln um. independente da poltica de cada um, s at-
lendendo aos merecimeolos.
demift'rtnGc'lrflna :-I?a mQha comarca foram at
beraes. con8ervadre. par* nomearem-se li-
-ri. por qua Ihe derara a coramend. ^S\*X:*9lt h
da Ros*, e elle ouvi* aSter que eaaa condecora- SaK^emae itS^^' *"*".
eUday. honra, d* laaa.t.-coro- manatea Z5.'ZZJZ'&r&Z-)'* J
*! e meWaM- uella. (Risada*.)
h. c .MirandiComtudo, o Sr. commanda-
^do* Cordeiro nao Aaaa homem analphabeto;
Uaaa voz :-Baat* aar commendador.
Sr. Miranda :Elle ni*4 um homem illat-
irtdo verdade, nio eat mesmo a par do lra-
eaas* criminal, taitas nle despache una autos
volumosos e complicados por si. lalvez
o seja accessoriade, mas se isto 6 o que
consume o analfabetismo, ento posso dizer.
posso mesmo eeeegurer ao meo collega, que poo-
eos serao os delegadoa e subdelegados da pro-
vincia que nao afijara aoalphabetos, quando as-
sim fallo, salvo as honrosas excepces....
O Sr. Joo Cavalcanli .Elle quasi idiota.
O Sr. Miranda:Essa agora j outra especie
de aciusa?ao, j nao serve a de analphabeto: ss-
nhores, eu tenho cartas do Sr. commendador
Corleiro, tenho officios que me tem dirigido ten-
dentes....
O Sr. Joo Cavalcanli :Talvez s com a as-
signatura delle.
O Sr. Miranda :.... E esses officios nao sio
mal redigidoe-, escriptos, verdade, com letra
ireraula o de quem tem pouca pratica, mas meus
senhores, cestas circumstancias. nio se pode
qaaliflcar um individuo, um cidado respeitavel
por lanos ttulos como o commendador Cordei-
ro, deaoalphabeto; ser um homem pouco ver-
sado as letras, ser um agricultor laborioso, maa
nunca um analphabeto, um idiota!
Dilae estas palarrss, me parece que cumprin-
do urea ubriga^o um dever...,
Uma voz :Defendeu exhubcrnnlomente.
OSr. Miranda:.... Nao abusei da attencao
aa casa, e isso tanto mais quaoto prove que em
Iguarass. onde sou pramotor puWico, os errai-
Fotta*" nd0 a'ssam as ras, e nao fitam m-
marlL -,0-l C"aT,caDti :-K" i Ihe d sse que
me refer a lha de Itaraarac. [
O Sr. Miranda: E Itamarac a que termo
portaos* t quem o juiz municipal de Ilamara-
c, nao o Dr. Vellez. quem o promotor nao
sou eu, quem actualmente o delegado; nao o
Sr. Francisco Galvo. o como pois se quer segre-
gar Itamarac, se todas essas autoridades all tem
jurisdiceo? ^
Terminando, Sr. presidente, declaro que voto
pelo projecto que fixa a forca policial, com a
emenda que reduz essa torca a 400 pregas, nao
por que acredite que o numero dos crimes aug-
mente em relaco ao augmento da torca policial
mas somente levado pelo estado pouco lisongeiro
dos cofres pblicos, isto para que a despeza
seja tambera reduzida com o que gaohar a pro-
vincia. v
O Sr. Brilo r-Todos aabem os motvor.
u &r. Miranda :J ae t, portauto, que o cres-
ciaieojo dos crimes nao devido a augmento da
rorca policial, mas sim a outras razos.
..? ,a80ra f?,er um Pedido -hre depulado
que fallou sobre o termo de Iguarass, c elle
que me preite a sua benvola alteuco.
Prlncipiariei, Sr. presidente, por declarar a ca-
sa que e juiz municipal desse termo, o Sr. Dr.
Joao Carlos Augusto Cavalcanli Vellez de Guiva-
ra: esse ca vallen o coohecido por todos como
T2EZ, ** Seu* de?eres. e que nao deixa
o delicio lmpuue em seu termo, seja qual fr o
de luquete; peco, pois. ao nobre deputado que
fallou acerca do termo de Iguarass. que nos di-
*a. se verdade o que acabo de dizer.
O Sr. Joao CavalcaHti;K' verdade.
lSer- Hiranda :-Pois bem. se verdade, se
tambem como sabe o nobre deputado uma ver-
dade que. os junes municipaes teem as mesmas
ailnbuicoes policiaes que os delegados e subde-
legados em vista da lei, se o nobre deputado sa-
be que o juiz municipal pode tambera processar
quanto qualquer outra autoridade policial, repito
anda se o nobre deputado cooessa que o juiz
mumcipal de Iguarass um magistrado cum-
pridor dos seus deveres, do que estou convenc-
ao, como que vem apreaentar um grande nu-
e... cr.iaii?0S08 Por seusnomes. dizendo que
passeiam inclumes, que atravessam mesmo as
ras de Iguarass.as mais publicas?
Nao ser isso urna contradiego? cerlamente
que sim : ou eise magistrado nao zeloso no
cumprimento de seus deveres, o que neg, ou
essa reiagaoqueo nobre deputado niostrou a ca-
sa nao verdadeira: estou, Sr. presidente, pela
segunda parle do dilemma.
O Sr. Joo Cavalcanli :E' verdadeira.
O Sr. Miranda :Ento, nao sei como harmo-
nisar proposiges lo centraras entre si.
(Ha um aparte.)
O Sr. Miranda : Entretanto, sei que o juiz
municipal de Iguarass nao tolerara semelhanle
procedimenlo, que sendo estimado de todos, com
Urna voz .-Todos, nao.
O Sr. Miranda :Eu pelo menos assim pensa-
va; ora, ge assim 6....
O Sr. Joo Cavalcanli;Eu me referia ilha de
itamarac.
O Sr. Miranda :Seabores, como sabem snu
raro0radila0re 0-V *. sendo rainTa
moradia naquelle primeiro termo, por falla de
memoria nao posso affiangar a casa, se eslo ou
oao lodos os criminosos apresentadoa a casa de-
bidamente processados e punidos, entrelaolo
BJbro-me que dous delles j foram processados..
O Sr. Joo Cavalcanli:Sobre um ponho mi'.
nhas duvidas.
OSr, Miranda Tenho lem branca que ambos
foram processados; ora, se na lista do nobre
deputado acham-se incluidos nomes de crimi-
nosos que foram processados, claro que tal
lisia em aua lotalidade, nao deve merecer ere-
dito....
Um Sr. deputado :Nao 4 coosequencis.
O Sr. Miranda :Devo declarar que fago justi-
ga as boas intenc.es do nobre deputado, estou
mesmo persuadido que se elle trauxe essa rela-
go a casa, foi de boa f, no que porm ponho
duvida que a mesma houvesse oa psssoa que
Ihe forneceu tal lista.
Um Sr. deputado:Ser bom que verifique e
coohega o engao.
O Sr. Miranda:O que posso affiancar a tasa
que alguna desses criminosos j foram proces-
sados, e na quslidade de promotor daquella ter-
mo, parece-me qoe posso com bem conhecimen-
to de eausa, aaseverar isso....
Una roz :E' tem competente.
O Sr. Miranda.E al pode bem ser que fot-,
tem todos processados.
OSr. Jelo Cavalcanli;TajTaz.... Mingo
conbece O engao.
O Sr. Miranda :Senhores, Lod* disse o no-
bre deputado quando fallou na polica d*Iga-
rass, que o Sr. Uoenie-coronel Cordeiro da
Itamarac, era um homem analphabeto, qut
ato cumpttodo tona sua. optgaedes,...
ser, mas
Discurso do Sr. deputado Pereira de
Lacena na sessao de 10 do corren te.
O Sr. Pereira de Lucena : Torno de novo,
Sr. presidente, discusso do projecto de torga
policial, e volto, aioda estajvez, ella com algum
coostrangimento. porque tendo os diversos ora-
dores, que me precederam se remontado s altas
reginas da poliiica e da admioislrago as szss
do enlhusiasmo, e nao podeodo eu acompanha-
los em semelhanle vo, vejo-me por isso forgado
tocar apenas era um ou outro ponto, que me
parece dever ser mais bem esclarecido nesta ca-
sa. Antes, porm, de entrar na analyse dos fac-
tos, que foram trazidos discusso, eu devo fa-
zer algumaa reflexes com relago duas emen-
das, que se acham tambem em discusso com o
projecto ; uma teodo por flm reduzir a torga po-
licial 300 praga, e outra arbitrar ao pro-
motor publico da capital uma gratiicago annual
de 360, corno auditor do corpo de polica.
Me parece. Sr. presidente, que o autor da
emenda, que reduz a torga policial 300 pragas,
leve uma infeliz lerabranga em proporsemelhan-
le reducao, e anda ajis infeliz em justiflca-la
pelo modo porque o fez, porquaulo essa reduc-
go, em minha opinio, a tem por fim[tirar ad-
ministrado os meios convinhaveis manter a
seguranga publica, e atar-lhe os bragos para que
os direitos dos cidados fiquem entregues, sera
defeza, aos ataques dos perversos. O estado ac-
tual da provincia, quando ella coota uma grande
populacao dissemtnada em uma extenso immen-
sa de territorio reclama,por certo, urna torga suf-
flciente, que possa selisfazer as necesidades pu-
blicas, e cooceder-se 300 pragis i adminislraco
e atar-lhe. repilo, os bragos, e oo querer, que a
ordem publica seja convenientemente garantida
e oueos 03iraogeirosemigrem,aem receio.para
nosso paiz, e nelle empreguem productivamente
os seus capitaes. Quando disse, poro, que o
meu iliustre colleja, cora a apreseotago de se-
melhanle emenda, havia sido infeliz, nao foi com
relago sua indiligencia da qual formo a me-
lhor opinio, mas sim com relago s razes.aue
exhibi para justifiea-la. E realmente, dizer o
nobre deputado,que a nica razo.que levava-o
apresenlar semelhanle emenda, era o haver col-
legido do relatorio da presidencia, que os crimes
haviam augmentado na razio directa do augmen-
to da torga, isto para mim, senhores, cousa
bem exlraordinatia 11 Quando mesmo, Sr. pre-
sideute, do relatorio da presidencia se podesse
tirar uma semelhanle coocluso, o meu iliustre
collega nio deveria apreseetar a sua emenda sob
o fundamento de uma tal razo, porque a sua
otelligencia devia necessariameate leva-io
co aprehender, que um augmento de torca nio
pode jamis trezer comsigo o augmento dos cri-
mes.
O Sr. Drummond : Assim devia
que os fados provam o contrario.
O Sr. Pereira de Lucena : Isto que resta
provar, qu. 0 augmento da torga policial lenha
Irazido o augrnenio dos erimes.
Um Sr depwado : Do relatorio trazido
casa pelo Sr. Amarotio depreheode-se isso.
O Sr. Pereira daCucant: As causas do aug-
mento dos crimes j (orara presentadas mais ou
menos nesta casa-, asm houve, quem disaesse,
queo augmento dm criaies tioha proviodo das
Qvesligacoeg, das dAigenciie activas tollas pelas
autoridades policiaes ,que tinha proviodo mes-
moda poca eleitoral, emfim de muilos eutros
motivos, que nao foram -ooleslados.
dn^t0emen,,a "'i.* <"a gralificago
de 360 ao promotor nub.icc.da capital, como au-
ditor do corpo de polica, pai,ce.Bie quaena es.
l no caso de aer apoiada. i>,i0 reguiarenl0
do corpo do polica o promotor publico o au-
ditor nos cooselhos de lnvestigago, por esse
mesmo regulamento achase prescripio que os
c,nm-fr8erao ProceMdo Pel diaposto no alvsr
de 1.65 e mais leu, que rexem a materia por-
linlo quem tem conhecimento desse airar deve
saber quanta responsabeadade, 0 quanto traba-
lho pesam sobre o auditor.
Se nos attendermos gmenla se trabaw.^ oura_
mente material, veremos anda, que os proces*~
sao todos escriptos iniegralmente pelo auditor, e
que muilos delles contm para mais de oitenia
paginas, como se pode verificar na secretaria do
respectivo corpa, e que conseguintemenle gra-
Uficacao proposta de toda a equidade
Q rr-tuiM Purir o* uutrov promoto-
rea seniora fkeram isso sean gratn" c*; o.
O Sr. Pereira de Lucena : I* verdade, maa
o nobre deputado sabe, que sita ddade val aug-
mentando, que os affazeres 4o promotor publico
sao complexos, sao variado, e que elle nio pode
preetae-ae um trabalho lie pesado, como o de
eacraver procesaos de eiWDta e mais paginas.sem
rerauneraco. *
(Se am aparta),
O Sr. Pereira de Lucena : At eceoomia
sao necessariae, eu o confesso ; mas despezaa ha
to momootosas, e urgentes, qua devem ser sa-
lisfeitaa, apezar dea maiores apuros, em que so
possam achar os cofres pblicos.
Dilas eataa palavras, em apoto da eraeoda.cum-
pre-me eotrar agora aa apreeiagao de alguos
tactos, que (oreas trazidos cas*, em oppesicao
actual adaioistragso policial.
0 moa nobre collega pelo segando distrtdo, e
vatio* outros, disseram qoe o aduat chefe de
padiaia mata ta am at da repravaaiodaata es-
sa, primeiro por haver recrutado a am grande
altanero daindraidaoa.era favor de quem exisim
waacea legaea; aagaadt par haver nomeado ci-
dadao* anal pnaaetaa o raaoerotos.taes como o te-
nenio coroeol fiataaho para delegado da polieia
da. Cimasas, t as* fulano para inspector de quar-
teirao dea portai*a*daffl eogeab....
O Sr. Pereira de Brito: Nio o pus de anel-
phabolo; por aJ vai- mal.
O Sr. Pereira da Luces*:En diueanilpha-
bato* e maeototo*.
quando nesta casa se oceupou desse ddadlo fo
o primeiro i concordar comigo... '
0 Sr. Pereira de Brilo: A' aceitar a explica-
gio, nao quanto conducta moral de Pedro Jos
dos Santos.
O Sr. Pereira de Lucena : Aproveito a occa-
sio para mostrar ao meu iliustre collega, em
como eu nio fui leviano...
O Sr. Pereira de Brito :Nem eu disse tal.
O Sr. Pereira de Lucena :... em coao eu nao
ataquei impensadamente a reputado do indivi-
duo, de que se trata, quando disse, que elle era
iiffi meo homem, um mo cidadio. um reo de oo-
licia emfim. '
O Sr. Pereira de Brito:Nao prova Uto.
O Sr. Pereira de Lacena :Provo-o.
O Sr. Pereira de Brito Veremos.
0 Sr. Pereira de Lucena : Um homem Sr
presideote, que se dirige ama loja da fazdas'
e pede ao caixeiro ou ao dono della uma pega d
seda para ceraprar, e que, em um momento de
flesruido do patrio ou do caixeiro, retira-se oe-
cultamente com essa pega de seda, e vai vende-la
ein outra parle, que qualifleage merece ?..:
O Sr. Gilirana :Fez isso por descuido.
o Sr. Pereira de Luceoa :A de am ladrio. e
conseguinlemente muito acertado andei eu, em
asseverar, que elle era um red de polica, que
nio era esse cidadio honesto, como havia aqui
diio o nobre deputado... Pedro Jos dos Santos
coo.esseu na secretaria de pelicia, que havia for-
jado essa pega de seda ; tres testemuohas de vis-
u se apreseniaram na occasiio de ser elle captu-
rado. e na ra Nova existe a modista, quem elle
foi vender o objeclo furtado
disto i'" P"8ra d8 Btilo:-Tei" documento-
0 Sr. Pereira de Luceoa :Appello para o pro-
prio capilao.que deu o attestado.o qual o primei-
ro que est convencido desle facto ; appello para
o Sr. major Quioteiro.que foi tambem o primeiro-
a declarar alguem, que eslava igualmente con-
vencido da sua existencia, segunde meconsts.
O Sr. Pereira de Brilo : Mas atiesta o con-
O Sr. Pereira de Lucena :Elle foi o proprio
declarar islo, que acabo de asseverar, pessoa
fidedigna. r
O Sr. Pereira de Brito:Eu prove o contrario-
com documentos, o nobre depulado por ora nio
provou.
0 Sr. Pereira de Lucena: O nobre deputado
aprcseolou um attestado do commandaote que
declarara ser elle um bom sollado ; mas ua in-
dividuo pode ser bom soldado, cumprir bem os
seus deveres militares, e ser, no entretanto, um
mo cidado i outros respeitos.
0 Sr. Pereirs de Brito : Alteston sobre sua
conducta moral.
O Sr. Pereira de Luceua :Sobre isto elle nao
poda atlestar.e se o fez.atteslou imprudentemen-
te, porquanto elle nao podia assegurar.que Pedro-
Jos dos Santos fosse incapaz de commetter um
crime ; nao podia garanli-lo at este poni.
(Ha um aparte.)
O Sr. Pereira de Lucena: Pois bem, Pedro-
Jos dos Santos commelleu esse crime, elle o con-
fessou, e pessoas quslilicadas o presenciaram. E,
Sr. presidente, se fosse preciso Irazer documen-
tos para com provar qualquer assergo, que aqu so
emitisse eolio eu appellaria para o exemplo do '
nobre deputado, que tem ae apresenlado nesta ca-
sa avaegar constantemente proposiges sem do-
cumentos, que as comprovem.
O Sr. Pereira de Brito:Apreseotei-os.
O Sr. Pereira de Luceua :Smenle com rala-
gao Pedro Jos dos Sanios.
Sr. presidente, censurou-se anda o digno che-
re de polica por haver nomeado cidados anal-
pbabelos e rencorosos para os differenles cargoa-
de polica. Ora, quem desconhecer que sobre-
modo difflcil um chefe de policia.prindpalmente
em face da nossa legislago. achar um pessoal de
empregados da melhor conducta e das melhores-
qualidades?
O Sr. Gilirana :Sobreludo com um presiden-
te, que nomea delegados sem proposta do chefe
de polica, como fazia o Sr. Ambrozio.
O Sr. Pereira de Lucena : V. Exc. sabe, que-
nas nomeagoes dos subdelegados, o chefe de po-
lica deve ouvir aos respectivos delegados; V.
Kxc sabe anda perfeitamente.que o chefe de po-
lica nao tem o dom da ubiquidado para estar em
contacto mmediato com todos os habitantes da
provincia, fira de poder conhece-loa de modo
separar os bous dos mos ; conseguinlemente r
muilo natural, que essa autoridade, lenha em
mullas occasioes de ser infeliz em suas escolhas.
l oriaoto era face destas razos...
O Sr. Theodoro Silva : E de oo encontrar
quem queira exercer oa cargos policiaes.
O Sr. Pereira de Lucena: .. oo se podo
pensar muita razo. que o chefe de polica de-
va ser censurado, quando teoba a infelicidad*
de fazer uma m escolha. Isto posto, evidente
que nao posso concordar com o meu nobre col-
ega na opinio, em que se acha. de que a esco-
lha para delegado de polica do termo de Cim-
bres, que recabio aa pessoa do Sr. tenente-coro-
nel Caiaoho, deva aer aoalbematisada, nao s pe-
las razes, que veono de expender, mas anda
porque foi uma escolha infeliz, uma deseas esco-
lhas que trazem desar para a autoridade, que as
faz,como deu entender o nobre depulado. O te-
nente-corooel Catanho (eu appello paca o nobre
deputado,que se acha junio a mim, e que foi juiz
de direito da comarca do Brejo) um desses ca-
racteres romanos, que honrara a qualquer loeali-
dade, um desses homens honestos, e geralmeu-
te estimados...
O Sr. Sebastio Lacerda : Tanto nao sei, ma
sei. que quando estire uo Brejo, foi um dos me-
Ihores caracteres que conheci.
0 Sr. Pereira de Lucena :Passando pelo Bre-
jo eu s ouvia fallar no sen nomo como o de um
homem de bem, e oo se aposentando at hojo
um nico facto aequer contra a sua reputadlo,
justo, que nos o consideremos digno do cargo pata
que foi nomeado.
(Ha um aparte.)
O Sr. Pereira de Lucena:Foi demiltido o in-
dividuo, que exercia o cargo de delegado para ser
nomeado o tenente-corooel Catanho ; esse indi-
viduo nao podia continuar, porque havia tomado
parte activa ua eleigo, e conseguinlemente elle
guern devia exercer actos de vinganga, e nao o
OSrPwafc'&^teu,.. ,.
ie intervoin n A, i>...... _s\ directamente do-
pardaldada
que petdau a
que interveio o Sr. Catanho, nao ^tfraSE
O r. Pereira de Lucena: A
desse delegado demiltido, fot
eleico.
O Sr. Pereira de Brito .-Quean peedau a
cao T O nobre- eaputado eei mal fobraaada f
houve urna, duplcala taita pelo Sr. Catanho, ais-
so ainda oo eat decidido.
(Cruzam-se apartes.)
Sr. Pereira de Lucena : Ainda, Sr. presi-
dente, houve quem quizesse fazer responaavel o
chefe de polica pala oomeago de um inspector
de quarteiro I Ora, V. Exc. aabe perfeitamente,
que as nomeagoes dos inspectores de quarteiro
pela nossa lei, competen, exclusivamente aos de-
legados, sob proposia doa subdelegados, coose-
motemente, se um oh outro individuo eacelbi-
o para oceupar esse cargo nio eslava no caso de
exeree-lo, a responsabilidade oo deve por cario
recahir sobre o chele de polieia, ma* sim sobre
o delegado o subdelegado, um por o haver pro-
poeto, e o outro por o harar nomeado; aeeian
como pode Umbem ai* receir tabre neahum
destea pelaa razos, jue j expand, islo pecnu*
todo homom eat sujeito ter engaad* a lila
Ldide.
OSr. Pial.* Maa. taj coa venina U nomear
par* inspector o inimigo do um tidadao ana.
tanta f
OSr. Pereira da Loeena :Nao poda deixar da
se dar deesas nomeaces, porque sao ha indivi-
duo, qua nio teoba Tiaa.itTi.tt_ qu* nio lenha
uma on outra dessTeigo, e prevalecer a raao
do nobre deputado. utio- nioguem poderi* ter
mais nomeado pata cargo alaua d* polica.
Pet-ta ainda carga, ao chafada politia d* tar
nwndado fkzer dillgancii ao tana* de Nturtlb



p
MAMO Mk fttMIHW. CUARTA JIRA I* M A EX IWt.
por autoridad* de Pi d*Albo. Esto ficto ji M,
explicado a porfeUttMot* aproeiado na cata; es
aim pon nao oatraroi anata na qeestio de direito,
ee o chee A* p*4iei* podra ot aio mandar fator
essa diligencia, cooAeeleado-me apaas #m_ di-
eer, que se ni pAftharer una ll casaislics,
que preriaa utos os ases o bypotheses, tio bam
nao poda haret autoridad* policial, toe quei-
ta cudsprir coa os seus dereres, que nio ae de-
ve tomar do algaaasorte arbitraria *m cortos e
determinadas caaoo.
O Se. Poxom de Brito:Oh! BetW
O Se Pereira do Latena :-* a
tosera, ensinada pelo dislucto 3r, ce
Pimenta Bueno, o qual diz fu* nos nia podemos
clrcumacrever autondada policial, rogras taoa
'po Dio lbe eermittsm orna oa ontro ros ir tlm,
por que ba hypotheses.ha easos.eomo ji disse que
at lei alo podo Qgurar.nem prever.e ea approvei-
to o oeeasiio para declarar, qoe como chefe de
policia, loria obrado ds meama forma.sa por ron-
tura assim o eligase a conveniencia publica.
Um Sr. Deputado:Obrara urna arbitraria-
dado.
O Sr. Peraira do Lueens :Paria um grande
flameo ao mea pas, prendendo um criminoso,
m cuja captura interossada a aoeiedade in-
teira.
O Sr. Theodoro Silva :Tanto mais quaoto se
cjnfeaaa que s autoridadea lcaos nio faziam a
patas)*.
O Sr. Oliveira Andrade: .igradeco da minba
parte, eu tambem ora autoridado policial.
OSr. Theodoro da Silva: Refiro-me ao que
disse o Sr. Siraphronio.
O Sr. Pereira de Lacena :Senhorea, eu estou
maito bem informado i este roapeito; o subde-
legado nao praadeu. nem prenda a eaae indi vi -
do, nao porque nao aoubeaso cumprir coa os
ous dereree, nio porque fosse indigno do lugar
que exercia, mas porque era amigo iniiaao do in-
dividuo, que se indigii.it como criminoso, e co-
mo tal nio poda nem doria preod-lo. Me parece,
Senhores, que nos aio oslamos mais no lempo
da antiguidade pgi* em que era permitlido suffo-
car-ae os affectos maia puros do cortcao huma-
no ; me parece, que nos nio ealamos mais no
tempo dos Brutos, em que os pas pelo que cha-
mavamdeuereram oa propros entregaren!
os seas lhos ao sacrificio, e, se apresentarem
como sacrificaderos.
Uk Sr. Deputado:A thtoria sino boa.
OSr. Pereira de Lucena:O son tmenlo da
amizade usa leoiintento grande, nobre e subli
me, e conreos reapeita-lo ora toda a sua pleoitu-
de. E demais o subdelegado nao era.a nica
autoriiade do termo; hariam tambem um dele-
gado, o um juiz municipal,que lem como aquella
atlribiices polieiaej, e porq>ie moliro eetas au-
toridades nao prenderam a esso iodlriduo crimi-
noso ?
O Sr. Drummond:E o chefe de polica re-
quisitou a prisio a essas autoridades?
O Sr. Pereira de Lucena :Nao se pode, pois,
censurar ao subdelegado por ommissio no cum-
primento doa seus doraros, porque quando mea-
mo elle fease a unida auloridade,que podosse rea-
lisar oasa priso, estar elle em sen direito de-
clarar, que nio poda effedua-la porque o sen-
timento sagrado de amizade Ih'o redara.
O Sr. Pereira de Brito:Pedase demissio.
O Sr. Pereira do Lucena:Nao, mandasse o
befe de policia, como mandou, fazer a jjiligen-
cia por ontro, porque esso cidaaio tinha muitos
bons serrinos, poda inda continuar i prestar
muitos outroa, e nao era justo, que por um tacto
to simples e lie pequenino, por urna recusa tio
nobre e tio louravel,. qual a de nio prender urna
pessoa I quecn retara amizade, soffresse urna
demissio aciotosa. Estou certo, que o nobre de-
putado seria o primeiro i respeitar esso senti-
mento sagrado, se eslivesse no caso delle.'
O Sr. Pereira de Brito:Eu pedia minha de-
missio.
O Sr. Peieira de Lacena:Se o nobre depu-
tado livesse de officiar n'um processo como juiz,
contra um seu amigo, tambem pedera demissio,
ou dar-se-bia de suspeito?
O Sr. Pereira de Brito:Ha muita difieren
entre urna e outra cousa.
OSr. Pereira de Lacena:Sr. presidente, cen-
surou-se aiode o chefe de policia por ter inter-
riodo as eleiges da capital. Eu sou um da-
quelles, senhores que sincera run te desojam, que
a liberdade do roto seja nm dogma entre nos....
O Sr. Drummond:aforre de reino e nio r.
O Sr. Souza Res:Creio que est eom todo
o mundo.
O Sr. Pereira de Lucena :Sou um daquelles,
que sinceramente desnjsm, que a constituico
nesta parte saja ama rentado pratica, e nio
urna mera fleca o, como teja sido at boje em to-
da a eitensao do Brasil; aasim como sou tie bem
um daquelles. que desejsm, que quando a au-
toridado publica tentar sophismar esse grande
direito de soberana popular, seja acremente
censurada.
OSr. Drummond:Mullo bem.
O Sr. Souza Res:Eu nio eotendo assim.
O Sr. Pereira de Lucena : Quando nesta ci-
dade se procedeu a eleigio de rereadorea a de jui-
zes de paz, eu me achara entio ausente delta, e
por isso nioseicom certeza, qual foi o proced-
mento, que tere o chefe de polica acerca dellas ;
mas o mesmo nio se di comigo i resperto da elei-
Cao de eleitores, na qual posso assegurar, que
nenhuma foi a intervengas indebita do chefe de
policia. Assim que sai, que tanto na freguezia
de Santo Antonio, como na de S. Jos, onde o
pleito eleitoral foi maia disputado pelos partidos,
o chefe de policia se portn com muita dignidade,
o o nobre deputado, quem respondo, foi o pre-
prio a fazer-lhe esta juslica, quando fallou. As-
sim tambem que sei.que em S. Jos elle impe-
dio,que ae apnrassem as cdulas, que hariam si-
do fraudulentamente introduiidas na urna...
O Sr. Sebaslo Lscerda :Elle impedio ? Eq-
4o intereio.
O Sr. Pereira de Lucena :Justamente, inter-
reio, mas interveio benficamente.
O Sr. Pereira de Brito :Consta-me que foi um
subdelegado militar que impedio.
O Sr. Pereira de Lacena :a occaaiio da frau-
da o chefe de poiieia achara-so presente, o eu
posso affirroar ao nobre deputado, que o presi-
dente s mandou, que o chefe de policia Uzease
effeciiva aquella aaa detarminagio, depois que
houre reluctancia da parte da mesa.
O Sr. Drummond : Creio qne isto consta de
um officio do Sr. Ambrosio.
O Sr. Sebaslo Lacorda : Entio o Sr. Ambro-
sio tambem interroio.
O Sr. Pereira de Lueena :Mas essa inIerren -
cao benfica da auloridade lodos nos queremos.
O Sr. Souza Reis:laso benfica ?
O Sr. Pereira de Lucena :E', porque s tom
{ior fim aconselhar ao magistrado, eequecido da
ei, i respeita-la, o cumpri-U fielmente.
O Sr. Souza Reis:Ea achara melhor que nao
tocasse niaso.
O Sr. Pereira de Lucena :O que nao queremos
essa intervencio que s tem por Qm aaorocoar
o juiz de paz ou i mesa i riolenlar a liberdade do
roto.
O Sr. Souza Reis :Isso que resta prorar.
O Sr. Pereira do Lucena:Ea nio ostoo apre-
ciando os factos.
O Sr. Souza Reis: Ah I Se theoria, est
bom.
O Sr. Pereira do Lucena :Em Santo Antonio,
appello ainda para o nor-re depotado...
O Sr. Pereira de Brito :Nie accasei a eleigo
do eleitores de Saoto Antonio.
O Sr. Pereira de Lueena :La estere comigo o
chefe de policia, o qdalnio iolerreio de forma
nenhuma em o seu processo. Na Boa-Vista a elei-
cio correa eom muita caima, lio houre ao mo-
nos um so protesto ; no Recite da meama forma :
portanto, i reapeito da eleigio de eleitores, pare-
ce, que [odemos coocluir do que ronbo do ex-
por, que o chefe de policia nio interreio indehi-
tamente nelUs
(Crozsm-se apartes entra osSrs. Brilo a Souza
B-eisJ
O Sr. Pereira de Lacena :Portento, me pare-
ce, ainda qae aio tendo o chefe de policia inter-
*wdo ni eleigio de elettocoa, qne tondo deixado
ao poro aapa* liberdaoo sn eaaolha.de aens elei-
tores, embere este, nesaa ascoMos pajease srr io-
ehz, prefonado s Manos cose seos saceos de
dioheiro, aoa Ms4eMa aOdlatat Slifades, me pa-
rece, digo que pdeme* ainda afflrmar, ou con-
cluir, que o careta do aolicU a*o aaocacedor da
cMiara, qua ib* fot taita 4*sanar JnHrido io-
dabitMenie caoleisjM, qoo waaseede* nesta
cilad*.
O Sr. Pereira de Brito: Fot am pouco infeliz
paseando sobre eadareres.
0c Porotra daLueeaw: CaoacqaMncia tal-
i procadimente do juiz do paz., ** da aseas
lo de in terrela o indilecla do chefe de po-
praatdeate i^aco ao autora daputai
ae ctrtriqja a materia am ducuafio.
O Se Pereira do Luema :Aetasou-se Inal-1 aoodo aa honras mili Urea lattaj por parto, do
mente ao chefe de policia por ter deixado impune balalhao n.2 de artilharia da guarda uacioraal,
um immanso cathalogo de crimes. cujo commaodanto a mais officialidade rranm
Esta aecusacio, senhares, como todas u nutras, prestar ato ultimo obsequio ao amigo qua pela
nio procede, ola resista menor analysa, por
que ao cholo de policia dlgoo dos encomios
da proriocia inteira a principalmente pela repres-
sio dos crimes.
O 8r. Souza Res :Apoiado.
O Sr. Pereira de Lucena :Crimea, qua eu-
tr'ora existiam fora da aleada da lei, e sjrsndo-
oicoto protegidos, foram por elle procesaadaa, e
d'est'arte satisfeita a tooralidado publica.
O Sr. Pereira da Brito :Nio seria em coa-
aequencia da riada do Imperador a Pernambu-
bucoT
Voses:Continu, coniinue
O Sr. Pereira de Lucena :E eonsequenlemen-
te me parece, que o actual chefe de policia tem
sido urna aotoridade muito activa, multo zalosa
no cumprimeoto de seus devores. Nio era poasi-
rel, que um ou outro crime, que muitoa eriaaea
mesrao, de data remota oa moderna, delzassem de
ficar impuaea, porque o chefe de policia bo
possuindo a rarinha maravilhosa de Jacques
Aymar, devia neeessanameote pagar o tributo da
alibilidade. como lodos es ses antecessores, o
come todos os homens.
Agora, Sr. presidente, resla-me ainda diser deas
patarras acerca de urna aecusago vaga, feita
palo meo Ilustre amigo as autoridades do Li-
moeiro.
O Sr. Pereira de Brito:Segundo me disse-
ram.
O Sr. Pereira de Lucena :Senhores, nos nio
daremos abusar tanto da irresponssbilidade, que
nos concede a lei, ( apoiadoa ) nos deremos aer
os primeiros i respeitsrmos a honra, a reputacio
do cidado, ( apoiadas, maito bem ) o principal-
mente daquelles, que se acham revistidos de car-
goa publicoa. Dizer-ae cesta casa, que trinta e
tantos crimes ae acham impunea na comarca do
Limoeiro, e as autoridades de bragbs cruzados,
sem provar, sera mostrar quem essa autondade
relapss e remissa no cumprimenla de seus de-
reres, e quaes esses crimes, que nio foram
punidos, quanto a mim, fazer-se urna aecusacio
impensada.
O Sr. Pereira de Brito :Eu na: dase trints
tantos crimes, disse um cathalogo de crimes.
O Sr. Pereira de Lucena :Podem ser at mais
de cem.
O Sr. Souza Reis :Accusscoes desea ordem I
O Sr. Pereira de Bato :Para aecusacio do
ehefe de polieia apresentei factos bastantes.
O Sr. Pereira de Lucena :Mas aquem ae re-
feria essa aecusaco vaga feita pelo mea cobre
amigo ? Referir-se-hia por ventura ao juiz de di-
reito, ao juiz manieipal oa ao delegado de poli-
ca ? Eu desejaria sabs-lo.
O Sr. Souza Reis Seria sos inspectores de
quarteirio ?
OSr. Pereira de Lucena ;Se ao delegado
de polica, aquem o nobre deputado aecusa, como
presumo, nao com documentos, mas com uros mi-
nuta offereeida por um individuo, que o nobre de-
putado deve reconheser comige nio possuir elle
o preciso criterio, eu responderei com os se-
guintes factos.
O delegado de policia do Limoeiro, senhores,
4 o lente de policia Jos Antonio Pestaa.
O Sr. Brito :Eu nio indiridualisei.
O Sr. Pereira de Lueena ;E' preciso indivi-
dnsKsa-lo, porqae 4 preciso, que nos saibaimos,
qoel tem sido o seu procedimento ; preciso, que
tenhamos a eoragern de declarar positivamente o
nome da auloridade, que exorbita, para que seja
eoobecida do paiz, e votaJa i execraco, ou ca-
ltas* publica, ao por ventura tem bem ou mal
merecido.
Esso delegado senhorea, ha apenas snno o meio,
que,se acha na comarca do Limoeiro. Poia bem,
aeaaecarto espaeo de lempo elle ha capturado
desoito desertores....
O Sr. Souzs Reis :Bsstava isso para ea des-
culps-lo, ae elle tivesse commettido alguma falta.
O Sr. Pereira de Lucena :..... quarenla e sete
criminosos de morte, e entre elle dous conde ai-
nados gales.
O Sr. Souza Reis :Basta : est feilo o elogio
do homem.
O Sr. Nascimeoto Portela :Nao predial mais.
O Sr. Pereira de Lucena -..... e dezeseis indi-
viduos indiciados em outros crimes, como sejam
ferimeotos graves, ferimenlos leves, estupros,
furtos de escravos etc. Alem disto, foram tambem
presos por essa auloridade oito escravos, os quaes
foram entregues a seus senhores, sendo tres to-
mados do poder dos Isdrdes, e qusrenta e tres ca-
relios tambem tomados dos ladrdes, o entregues
o juiz municipal para serem arrematados, afora
mullos outros que foram entregues a seus donos.
He parece, pois, que urna auloridade, que pre-
senta factos desta ordem, nio pode ser aqu ac-
cusado vagamente como foi. Quando houver tac-
tos abusivos, praticados por autoridadea, justo,
conteniente, que elles sejam d'este lugar de-
nunciados ao paiz, mas sempre acompanhados
das competentes proras, porque a reputagao de
um cidadio nio deve ser nunca objecto de bro-
quedo.
( Ha um aparte.)
Sr. Pereira de Lucena:Mas sendo os cri-
mes qnasi geralmenle processsdos pelos delega-
dos, que sio nos termos as prmeiras autoridades
policiaes, claro, que a aecusacio do nobre de-
putado rocahio toda sobre o digno delegado do
Limoeiro....
O Sr. Nascimento Portella ;E se nao era ao
delegado, diga a quem era z
O Sr. Pereira do Brito :Nao tenho precisao
alguma de o declarar.
O Sr. Pereira de Lucena :A vista desta expo-
sicao, me parece, que acasa estar bastante con-
vencida, de que esta autoridade merece todo o
respeito e toda a considerarle pelo modo lison-
jeiro porque desempeona seus deveres....
O Sr. Souza Res :Pelo bem que tem sorrido
ao paiz.
O Sr. Pereira de Lucena.... e pelo bem que
tem servido ao paiz.
Asseoto-me, pois, pedindo ao nobre deputado
desculpa se por ventura me escapou urna ou ou-
tra phrase, que podesse offende-lo.
O Sr. Pereira de Brito :Em cousa alguma.
OSr. Pereira de Lucena:Tenho dito.
REVISTA DIARIA.
A receito da estrada de ferro no prximo pas-
sado mez do abril montou a importancia de....
26 182$481 rs., nos differentas ramos.que a eom-
poem.
Chegaram ao estabeleciraento dos Srs.
Aguiar, Ramos & C, segundo no-lo informara,
as machinas de lsvagem de roupa, que manda-
ran) os mesmos senhores rir para o sen labora-
torio.
Arista do qae, dore esse estabeleciment em
pouco comecara fueoeionar; o o publico, que
delle se ha de oliliear, lera de experimentar as
vantagens que prestara as referidas machinis,
lavando com toda a perfei^io, rapidez e sem es-
trago algum os objectos que a ellas ferem sub-
mettidos.
Por portara de lt do corrente foram no-
meados, o facultativo Francisco Marciano de
Araujo Lima, para primeiro supplenle de sub-
delegado do districto de Pimenteiraa ; o Sr. Mi-
guel Bezerra de Vaaconcellos para igual lugar do
districto de Calende; o o Sr. Maooel Antonio
de Vasconeellos para o mesmo lugar daqueUe
de Piripiri, pertencentes todos s comarca do Bo-
nito.
Por portara de igual data foi concedido um
anno delicenfaao segando pratico deste porto,
Porfirio Jeremas da Silra, para tratar de aua
saude fra da provincia.
Raassamio o exercicio do suaa feaecdes,
o Sr. rice-consul dos Estados-Pontificios, Tho-
maz do Paria.
- O Ezm. Sr. presidente por seto de ti do
corrente confirman a aossoage interina, feita
pelo commaodo aaa arana, de lente reformado
Francisco de Paula B4 Potiret* para eommandar
a fortaleza de Tamandar, at que pelo orerno
iropesial aoja rasos*ida a com*****,edfcctira ;
visto que fallecer o reopeatirg aoastnaodante,
o teneote-coronel Antonio Affonao Viaana.
Acerca deste funeciaoario l-se no lndepn-
daaza 4* Tcmandm4 aoopata neaida rasero-
lejiM
Terca-feira 7 do corrente, depoia de fi mo-
tea de soffrimentoa. passoa desta naca melhor vi-
da m doa reteraaa* da nassa isdeoandeDcis. n
tenenle-eoronel Antonio A {Jomo tianna, qua
ha perto deSD anooa ochava-se no comoMnde
da fortaleza de Tamaadax.
c litar ralete e preho. o touento-coronel
Viatma s6 delta a sua familia a lembreuca de
seu* servjos e vlrtodea.
c O enterro rerUUou-se no Ata 8, aom de-
cencia cempallvel com os tecuraoa da ^ufaj, o
derradeirs raz acorapanhavam.
c O teoente-eorooel Vianna nie drixou fortu-
na nem inimigos.
A trra lhe seja lar* 11
Sobra o buso qua aa vai dando de esaa-
Iharem-se os armazena da sarna secca por diffe-
rooUs pontos deaia cidade, oppostos queUe que
Ihea foi determinado, enviara-nos o aeguial*
reparo : oqusl dimos i estampa como urna ad-
rertencia afim de que aeja observada a lei exis-
tente a respailo deilea, e que Ibes msrcou urna
posi^ao.
Queiram, portanto, os Srs. fiscaea syodicar
aobre o que allegado, a dar algamaa pro-
videncias para a remocio doa que exorbi-
taram:
a Sr. Redactor da Remita Diaria. Sendo
Vme. maia pratico no conhecimento da legisla-
Qio do paiz; desejavamos qua nos eaclarecesse
se ji foi re rogada ou cahio em desuso, a lei
provineial que mandn remover, da preda do
Collegio, para a roa da Praia, oa armazens de
carne secca ; porqusnto estamos vendo no pateo
da Ribeira um o na travessa da meama um, no
pateo de Livramealo um, na ra Imperial, de-
frouta do viveiro do Muaiz doua a aa traressa
do Rosario um.
< Se isto continuar breve oa taremos na roa
do Crespo e at debaixo do palacio da presiden-
cia I em menoscabo da lei o da moralidade pu-
blica.
a Se a lei nio est, pois, revogada, como auppo-
mos, tenha Vmc a bondad* de na se* Revista
reclamar (at cessar esta tolerancia doa Srs.
flseaes), pela remoli desses armazens para o
lugar determinado; com o que fari mais um
importante aerrico ao paiz o a asede publica
deata formosa cidade.
Passageiros do Tapor nacional Crutro do
Sul sshido para os portos do sul: Antonio dos
Santos Villaca, Justino Scbnler, Felicisno Jos
Duarto, Antonio Alaxandrino Lima, Antonio
Ferreira da Silra Maia, Joaquim Antonio da
Costa, Antonio Jos Daarte Coimbra, Manoel
Jos Afleos* e 1 escravo, Alvaro Augusto de
Almeida. Diogo Jos da Costa, Jos Joaquim Al-
res de Menezes, D- Mara Victorino Pinheiro e
4 ilhos, 1 deiertor, 1 criminoao e S pracas que
o escoltara.
Passageiro do hiale nacional Serjpono,
sahido para a libe de Fernando : Francisco Cas-
iano de Assis.
Mataoouro rUBLICO.
Mataram-se no dia 14 do corrente para o con-
sumo desta cidsde 100 rezes.
CHR0N1CAJUUICURIA.
TIBUHAL DA RELAQO.
SESSAO EM 14 DEM AIO DE 1861.
raisioascu no kxm. se. cohsklhiro bruslino
. DE LKO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silreira, Gitirana, Lourengo Santhgo, Silva Go-
mes. Coala Motta, e Guerra, procurador da co-
ro, foi a berta a sessao.
Psssados os feitos e entregues os distribu-
do?, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS
APPELLA^OES CHIMES.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Carlos
Pessoa.
Improcedente.
Appellante, Manoel Ferreira Vianna: appella-
do, o juizo.
Improcedente
Appellsnle, Manoel Trigueiro de-Carralho;
appellado, ojuizo
A novejury.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco Motta.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Fran-
cisco Pereira Jnior.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Pereira
da Suva.
Improcedente.
HABEIS-CORFUS.
Concedeu se a soltura pedida em habeas-cor
pus por Joio Chrysostorao Pacheco Soares.
DESIGNA.CAO DE DA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
appellacoes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Jos
da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Fernan-
dos da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado. Manoel da Sil
va Castre.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Eus-
taquio dos Santos.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Fer-
reira.
Appellante, Manoel Guedes da Silva ; appel-
lado, o juizo.
A revista crime :
Recorrente, Augusto Msximo Piments : recor-
rida, a juslica.
A appellaco civel:
Appellante, Jos Soares Tarla ; appellados,
os berdeiros de Joaquim Moreira dos Santos.
DISTlUBUigES.
Ao Sr. desejnbargador Silra Gomes, revista
cirel:
Recorrente, Josquim de Almeida Guimaries ;
recorrido, Msnoel Baptista Gomes.
Nio se julgaram os feitos com dis sssignado
pela aposentadora do Sr. desembargador Bastos
de Olireira
A 1 hora
encerrou-se a sesso.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Aaasembla provincial approvou honlem : em
3* discussio, o proiecio n. 31 do corrente anno
com urna emenda do Sr. Braulio ; e n. 90 com a
emenda elle offereeida em 2a, depois de ora-
rem os Srs. Siqueira Cavalcaoli, o n. 36 de 1859,
e o de n. 10, com 11 emendas ; em 2, o n. 12,
e as emendas offerecidas em 3a ao de forc.a poli-
cial ; e em 1 os ns 23, 25 e 26 do corrente.
A ordem do dia : 1* discussio
9 de 1861, 2 dos
21 de 1857.
do projeclo n.
de ns. 25 e 26, e 3a do da o.
Reforma eleitoral. Eleieo
directa
III
Promettemos no artigo precedente aos nossos
leitores tornar sallentes ss verdades comidas no
opsculo do publicista de S. Paulo com exera-
pos lirados do que se passa as actuaos eleicoes
indirectas entre nos."
Referindo boje b qne ss passa pelos nossos ma-
tos em diss de elevos limitar-nos-h8mo6 ao que
ha de mais averiguado e mais patele, que
tambem o mais essencial para a nossa tbese.
Aquelles, a quem, como a nos, tiver succedido
ir de viagem para seus negocios em das de
eleifao, reparando, como simples observadores,
mais ou menos philosopbos. no aue viam sm ca-
miBbo; se nio estiverem eivados de espirito de
partido, hio de conTessar que em todos os lem-
pos, e qualquer que fosse o partido dominante, a
iluas ordena de factos se apresenisvam sus ob-
Herva;ao, dando ambas ellas o mesmo resultado
ilnal, mas diversificando nos meios. Toda a dif-
lerenca provinha de ser ou nio disputada a elei-
eo.
as fregoeziaa, onde a elaico nao era dispu-
tada, ou a matriz eslava fechada e os mandes
da localidade, julgaodo deaneceaaario o eneom-
raodo de l ir, estavam dealribuindo mansamen-
te os suppostos votos da freguezia em suas cosas,
ou se pnjormula a matriz estar abena, a o
viajante lnha a curiosidade de se apear, e entrar
ns egrels,achavA-a rusia, e apenaa enchergara
costo 14 perto do altar-mor rais duzia de indivi-
duos qae estaram parodundo a cetele, cha-
ando por individuos maoifestamaote ausaetoa,
reapondodo por todos elles uacoelle deserto
s e uoieo guerrilheiro eleitoral
4to, pelo contrario, a alucio disputada per
dirersos partidos, ou por dous grupos do mesma
partido, asaiatta o viajante i farsa senos njen-
la, a mais divertida, mas era preciso cuidado,
porque s tirria tomara feiioes medoohas, eames-
cara acabar em tragedia.
A' pr*p*t?ie qa* ipmt* le raneando aa
diatasrtias, erogradinda em ae* Irojscto, em todos
os cominees tjnmttm, coavergeotae para as
oaietow deaeebrta ae looga grupos de homens A
p capitaneados por alguna cavslleiros, que vi-
nham i (roete, qu de quando em quando vel-
tavam olhar iaquieto para a cohorte de seus da-
pendantos, receionde que algum faltases A cha-
mada ou desertasse.
Quando estes grupos ism entrando ns estrada
principal, e o rtajaoto os encontrara, a ouvia
sahir dentre elles rozas ameacadoras. Armados
de reforjados cacetas, e nio poucos do compe-
tente punbal, eo ardor de sau telo por seus es-
pities, prooiotliam levar i pi a A ferro, tudo
qaanto se oppozesse vontade do chafe da gner-
rilha, da quem dapendiam pel maior parte seus
meios de subsisteocis.
Congregados finalmente os dirersos grupos em.
torne da matriz, trovara-ae desda logo verda-
dero combata de rozerias e tarriveis impreca-
toes, o do ordinario, ao a parciaiidnde maia tra-
ca, maia honesta ou mais timids ae nio submel-
tia humildemente as injusticas, ou infamias da
meta forte, ou da mus audaz, fervia o pi desa-
piadadamente, e nao raraa reres so cocote suc-
edio o puohsl, aa o bacamerte. Concluida i
baialba, os cheles dos reucedorea dispunhsm a
seu talante da suppoita eleigio, o IA iam para
eleitores os pareniea, os amigos, moradores, ei-
lorea e mata empregadoa doa caralleiroa fulsoos
a cicranos, que Irfumpharam no combale, em
rez dos prenles, amigos, moradores, feitores e
mais empregadoa dos caralleiroa folaooa e aicra-
nos que por fraqaeza ficaram rencidoa, ou por
humanidade nio quizeram rencor i custa do aan-
gue de seus aemethantea.
Era esto o qsiadro qae ae offarecia ia reflexoes
do riajante ; sua cor'era a da mais bom carne-
lerisada desmoralisaco, aobresshindo desenhos
ors burlescos, ora de birbaros horrores.
Este quadro trazia i memeiia os feitos dos
lempos feudaes. Via ss o sonhor territorial, ac-
companhado em todas ss rontades pelos escra-
vos, aerros, e lirres qte delle dependiam, sem
cuidaren ao menos nn |ue hara de justo ou de
iniquo nessas rontades.
Vinharn A lerobranga Involuntariamente a or-
ganisajao tendal, e ss eeicoes da Polonia,tao re-
lente qaanto infeliz Aquella heroica nscio nio
teria desapparecido da lista das naces, se nio
fra a corrupc.io derida ia eleiQoes.
Quando um estado scial existe, digam li as
eonstiluieoos e as lela oque disserem, ssconse-
quencias desse estado real da sociedade sio fs-
tolmente ioeritsreis. fodem os polticos phsn-
lasear quantss theoraslhes approurer, que a l-
gica inflexirel dos facos ha de lora- las sempre
de arrojo, o dar a influencia ao senbor da Ierra, e
da riqueza na eleigio, e em tudo, e u que nio
foi isto, tonta.
Em semelhante organisagao social quem nio
potentado, urna especie de snior feudal,
mu potreo ou nada, e as eleicoes o seu papel
rednz-se ao de guerrilheiro eleitoril, que tudo
pode perder, e nada teiu que ganlar nos com-
bates que trarar.
Mas desviemos a vista de to soubrio painel,
e volrimos os olhos para o horisynte risonho,
que ah vem surgindo, da eleicio Supponhamos que para acabar com essas pa-
linodias, farQss burlescas, ou scen/s de horror,
devidas i elei;io indirecta, decrehm finalmente
os poderes do estado, como ji devorara ter de-
cretado, ba muito, a eleigio direfla.
Acabaram, ipeo fado, lodaa at Acedes eleito-
raes, e suas funestas coRsequenoas. Os pobres
guerrilheiros, que pela maior parte bem contra
sua vontade rin ao combate, sapparecem da
scena at entio phantastica da eleigio, e nio
expoem mais a sua vida, de odioario, gratui-
ta mente, em servigo do senhorfeudal. Os che-
fes privados doa meios de se exluirem recipro-
camente pela violencia, una aos oulroa; nio
tendo mais bragos para cacis, nem para baca-
martes, que at agora rerestam cora o pompo-
so nome de cidadaos lirres affirmando Impu-
dentemente, que linham roslade inlelligente
a independente, serio olrigados i mudar de
tctica.
Sendo todos esses chefes eleitoraes designados
pela lei, assim como lodos qusotos se scharem
em idnticas eondiges lecaea para o eleilorado,
acabou-se a briga material, cujo nico objecto
era o quererem excluir-se uos sos outros. ra-
dando-ae reciprocsaenla por meie da eleicio
primaria toda e qualquer psrtecipagio na elei-
gio final. Entio serio eleitores aquelles, em
quem a lei reconhecer as qualidades necoa-
sanas_ para bem desempenhar as importantes
funeces de eleitor. Nenham que possua essas
qualidades poderi ser privado do aeu direito pe-
la fraude ou pela violencia, e enlio nio vere-
mos mais feitores, mtsires de assocar, libertoa
e moradores dependentes, subsliluindo, eomo
eleitores, i senhores di engenho ricos, e muitas
vezes intelligentes, pea nica razio de aereen
pacficos, e de nao quererem arriscar o sangue
dos seus guerrilheiros da eleigio primaria.
As armas para vencer, quando a eleigio fr
directa, sio aerao mais a fraude, o ccete, o
punhal, o hacamaris; serao d'shi por diante
nicamente aa armas iasyeapathia e da benevo-
lencia, da inlelligenc e da amplidio dos sen-
timentos sTectuosos. A fraude o a violencia se-
rio substituidaa pelo desejo de agradar, o o
nssso maito tio divido e intrigado pelaa fac-
ges, proclamada gue seja a eleigio directa,
apresenter aspecto msis risonho, menos som-
bro. Cessar esse isolameolo dss familias, cu-
jos chefes lerio interesse em espiar a bemque-
renga dos vizinhos; a civilissgio e a moralidade
do interior da provincia, progredirio desaffroota-
da e rpidamente.
Nio se dario mais ihi os espectculos contris-
ladores dessas casas dos pobres entregues is
chammas em despique eleitoral, dessas plaota-
goes arrancadas, dessas fsmilias arruinadas para
exemplo do servo que ousar desobedecer; nao
se dario mais ah essa reeralameotos acinlosa-
mente feitos pelos vencedores da eleigio prima-
ria, nem serio atropellados e arruinados os po-
bres, que desobedeceram A desalios, pretexto
de servigo da guarda nacional.
As autoridades locaes, libertadas das asptra-
ges eleitoraes de seus chefes, e aio sendo
mais instrumentos de violencia as lutas mate-
rias da eleigio indirecta, lutas inevitaveis no
presente estado da coostiluicio real da nossa
sociedade, podero finalmente saecodir o jugo
dos mandes d'aldeia, ou do governo, e tornar-
se verdadeiras autoridades policiaes ou indicia-
ras. *
Quem ha ah> ^ue nao tenha amigoa entre es-
sas autoridades, a nio tenha asaistido aos com-
bales que iravam em suas conscienciss o justo a
o honesto com a necessidede eleitoral, necessi-
dade fatal da eleigio indirecta, que impela o
corno do magistrado para onde nao rai b seu
espirito, a sua alma, e o transforma em agente
por conta de terceiro, dessas deteoces arbi-
trarias, dessas prisea iniquas, a at em causas
cireis, de flagrantes injusligas oriundas do des-
affectos contrahidos na maldita eleigio indi-
recta.
as oidadea populosas e ricas da boira-mar o
Eainel eleitoral muda da cor e de desetrbo. Nem
a que admirar que aasim aeja, porque estas
nassas cidades assemelbom-se muito s cidades
lirres, que existiam no meio dos estados feu-
daes ds edsde-mdia, e seus habitantes nio se
acham sb a pressio invencivet do aenhor ds
trra. Nellaanao alo, porm, merma certas os
males da eleigo indirecta, a differenga esti om
manifestarem-ss por oulroa symptomas. Seri
esse o objecto do nosso prximo artigo.
ais quaoto eentnboen tambem para 9pao desee
Sr. Bernerdino Lols Ferreira. .
fique certa o Sr. Bernardina que te continuar
osea tal proceder, jimais agradar a compsohia
qae estou certo nao ter parte em urna tal vilo
UahaJJn* Baedeira de lati.
Correspondencias.
Sn.rUanort*Vsi por alguna dias qoeum
omero daaesembla prorioeial arguio da tribu-
na accussgoos ao mea exeellente amigo, o Sr.
-n*^ T*"er" 8*. boorsdissimo juiz
municipal delegado de polica de Pao d'Alha.
Kendendo a derida justiga i esto carcter de
aohejocoohecido em nossa provincia, teuho fir-
merenca deque casas ftilsimas argulges ca-
nrrio parante a rerdade doa factos.
Suspenda, pois, 0 publico o seu juizo, at qae
o Sr. Dr. Teixeira de SA poss. furtar alguna mo-
snontoe i rida atarefada do juit para o* consa-
grar i elucidagio da materia.
Da Vuice., amigo e laitor atiento
F. L. de Guemo Lobo.
SB
Communicados.
No dia 10 do corrente, embarcando eu no Te-
nor da ra frrea do Recite para arill da Escoda
d'onde sou morador, tire aede, e astfsads a* ev
tocio da.Ich* para sattlaze-la depwei com
urna quartioheira que tiaha ama a quartinha e
eqta qqebssrltsasjeedee apa* oatiialBaene cari lase-
. cuja rae- me da mases* q>a>ebra*se;eiaqae arremeea-ae o
posta constante da pretenf, cynittaseeale aaeila : chefe da oslsoio e Sr. Boroardirso Lniz Ferreira
pelos suppostos mesaros, conrartia o solitario #ril*nda qae sahisse vaserado wago* afim
oe satisfater a paga do caco do quartinha o qua
sst.sfli pesado WeM,is*., a ddfro da casto
d nm* qasrMnaia aafaiU.
K* digna de censure a muito andas o empipa -
do da time msaHacia pubtiu que s* stxore a
tratar tao vil iiiialildeli a oassafieiras qua
se prezsm a qua de alguma maaeira coaicrbuam
para elereQio da Usa d*s*a ottaspaAMa e-por
consifainle.eeei asneiaa a aar boa tsatados. Unto
da* releraoaa da nassaI independencia. 0 [es^hdra "era.v*t*otrinirersa"da "irSsaiilr
Concluida a palinodia eleitoral, ordisrs>mepie
em mu poucsa horas, procedissa oa osaaaoas A
destrihulgio oTasnelles honrados rolos^eia* seus
fiSEJ?*' \B,i^>?adetesveaUes da oasueer,
tdree, etc., a dara-s* por eaaslulda a isesa.
tarca ridicula, a ao mesmo lampo profundamente
immorot, nociva i Mciedade, e at aaerUega por
ser feita na agreja.
Publicagoes a pedido.
AO PORTO.
. (RCORDAgOBS.)
Ao Illm. Sr. Dr. JoU de Almeida Soares de
Ltma Daetos, $m tignal de affecto e ara-
txdao.
Salve cidade do Porto,
Linda flor de Portugal!
Debrugada sobre as margena,
Do leu Douro de christat:
Eu te ssdoprioceza I
N'ease Ihrono de belleza.
Onde nasceu a grandeza.
De toa fama immortal 1
Salve, Catlello ia Fas,
Rente, rente beira mar 1
Salve, linda Miragaia I
Salre, Serra do Pilar !
Qusl monumento de gloria.
Tu dizes msis do que a histeris.
Gravada tens a memoria
Sobre rochas a tom bar I
Ohl que foi nesses rochedos,
Em que brilha a luz do sol,
Qu'heroica martyr s'erguera,
Da liberdade o pharol 1
Mil foi que triumphante,
Come um soberbo gigante
Quebraste os ferros possaolo
Libertando a luaa prol.
Salve, de novo prnceza
Que tio lrre brado ergueu !
Quando a patria escrarisada,
Quasi sem vida vireu I
Alli foi entre muralhas,
Entre o fumo das batalhae,
=Ao estridor das metroihas.
Que a liberdade nasceu I
Alera mais, naquelle monte
s=Torre da marca=s* diz
Que ainda traz i memoria
=Pedro-cem=a infeliz
Alli foi que a divindade.
Castigando a iniquidade,
Um exemplo de rerdade,
Aos o bes mostrar-nos quiz.
E' alli n'aquella=rinida
Para o mar em campo aberto.
Que repousa o genio illuslre,
D'um heroe=r Car los Alberto 1 =
AUi foi que o re p'rigrino,
D'essss margeos do Tesstno,
Veio acabar seu destino,
D'immensas glorias coberto !
Salre, salre erguida Torre,
Doa clrigosdo gentil 1
Comprimida n'horisonle,
Sob um fundo cu de ail;.
Sobre massas de granito,
Como as moles do Egypto,
Es senhora de infinito,
A fulgurar entre mil.
Mais elevada em altura.
Que o alto pharol da=Luz,=
A sete leguas da Costa,
JA o leu vulto seduz ;
De mil outeiros cercada,
De casas mil rodeada,
D'immensas nuvens c'roada,
Altiva a vista conduz.
Salve, Bomfim Congregado!
Mais alem mofe Pedral I
Salve tudo quanto encerr,
Esta cidade ira mortal I
De leu commercio a riqueza,
De leus campos a belleza.
De la fama a grandeza.
Invicta sempre e loal 1
Nos esmpos de Santo Ouvidio
Tens erguido alto padrio ;
Sobre os Arcos das Virtudes
Coutas de mais um brasa o ;
Junto i Igreja da Victoria,
Conservas recente glorie;
Na Lapa tens p'ra memoria,
D'um hroe o coraco 1
Que nunca, nunca os direitos,
Cedeste a alguoro com desdouro;
Mas s tuganbar podeste.
Da liberdade o thesouro !
E' tio grande a tua fama.
Que toda a Europa a proclama,
Mal hajs quem te nio ama.
Mimosa filha do Douro I
E se Alhambra ou Granada,
Nio excedes em belleza ;
Sio teus brasdes mais luzidos,
Vejo n'eltes mais firmeza :
Sobre os teus montes gigantes.
Sobre as torres fluctuantes,
Tena mil loaros verdejantes,
Que le dio maior grandeza.
Amo-le muito, cidade,
Tens para mim tal valor ;
Qu's de todas a mais nebro,
De Portugal s s flor I
Tambem ame os teus passeiot.
Os teus ssadosos recreios,
De duutella sempre cheiOS,
Meigos archanjes d amor I
^ E deu-te Deus lindos campos,
~ Alcatifados de flores,
s brisa* deu os perfumes,
Aos huios deu oa aabores ;
E deu-te mais esses mentes.
Que abragam os horlsontes,
Deu-te ribeira se fontes.
A suspirarem d'amores 1
Ohl deu-te riquezas tantas,
Que nem dir-los eu sai;
Em mil ros feudatarios,
Deu-te o Douro para rei I
Sobre essa marge'encantada.
Pelo Eterno abeccoada,
D'*trsugeirosin vejada.
Ser leu Dlbo desejei I
Bem quizera n'estes versos,
Toas bel leras cantar ;
Em cada um de teua filhos,
Um abrago estrello dar,
Quizera noa teus rochados,
Occultar os meas segredos.
Lera brando doces folguedos,
Minhas saudades gravar 1
Salre, pois. cidade teres,
linda flor da Portugal I
Salre tudo quaato eocerra
Esta cid*de lmmortal f
Qu'aind* o peste m'iefisesma.
Dos teus prodigios a tasas.
Mal haja quem te aio ama,
Cidade invoca* leal I
Fiuwcaaco T. Fcaasuu.
Recite 10 de malo de 1861.
k* memoria de F. |. t Torre i Ba
deirju
Qua som funerario o puogitlvo asee qne se
olera m Asesto de saim, que Am ee ***** ri-
dos, o rihea as ttsnu mais saasref
alma, so despentsr deste da aegusfisdo, ao *
rir o dobre de agona que fero a espacos o brea-
se do campanario, a oe tratez urna a urna a*
sudadas, as angustia, os gemidos de um passa-
enlPrococh, de eme flor faada na primavera-
Ah ii soi, io msisoh! pensamento me laceres
wm a lembranga doloresa doaso transe qne mi-
nos sima ha da chorar eternamente; sim 1 au
eternas sio tambem as saudades que as horas
amargas deste dis Ism a torca de recordar e de
!1!L *?ntl']. Sm> hJe oaantrersario do
pasas ment do desditeso joven Francisco Igna-
cio de Trros Bandeira. o modelo doa mancebo*
maia noDres e mais cavalhtiroa da sociedade per-
nambucan.; o filho exampiar e earinhos; o
tonccionano cheio de intelilgenda, de probidada
e de virtudes, e que foi sempre a affecto vivo da
seus superiores, e que deixou i sociedade inteira
um vacuo de saudades e dosaotimeato, de aoe>
cada da eomo este Irari sempre ama recordacio
dolorosa, orna viva e immorredaura saudadrt
Um ancrio respeltarel, urna familia disiine-
ta, do quem ttM joven frs o arrimo a o
melhores cuidados, anda ahi est a tranzidos do
dor para Iraduzirem melhor o pensamento des-
las breves linhas. e ssselsr estas preciosas ver-
dades com o testemooho de suas lagrimas I
Mas, que digo?! Nao pode a nem deve ser e-
terno o aeotimento que desperta o passamenla
do justo I DaqueUe que da manaio dos beaa-
renlurados oceupa o lugar que lbe destinaran
suas rirtudes I
Sirva,pois, estsconsiJersgio de conforto Ss sau-
dades daquelle respeiiarel pai, e is dores desss
familia que pranta ainda lio grande perda.
O balaamo do evaogelho abi esti para mediaV-
ear as dores de tio piofunda magoa. Ell-s nio
abandonaro certamente o remedio, porqueal-
s to paramente christias nio podem alienar
si a grande virlude da resisnagio I
A trra guardar, poia, a memoria das rirtudes
i illuslre finado ; os cos lhe reaervario a glo-
ria eterna da beraavetituranga. Seja feita a ven-
tada de Deus!
Recita, 14 de snaio de 1801.
A. C. C.
mas
de
J
do
Soneto
Terrivel condigio da humanidade t
Quando terminar minha saudade ti
Medonha solidao, trovas, horrores,
Magoas pungentes, lacerai-me o peilo ;
Negros faotasmas, bafejei-me o leito,
Aprazem-me affeiges, marlyros, dores:
Placidos campos, recendentes flores,
Vossos enlevos prfidos regeilo ;
Do mundo as lases em meu conceilo
Syaibolizam miseria e terrores.

Porm nio 1 Ums luz serens e pura.
Dos Cus baixando, me esclarece a mente,
E minha alma Ilumina com dogora 1
Perdi, Senhor, perdi, Deus Clemente I
Carpindo pene o pai nesta espessura,
Na Gloria rira-o fllho eternamente.
COMMatiltClO.
NOVO BANCO
DE
PERNA1HBIJGO.
EM 14 DE MaIO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 /
ao anno al o prazo de 4 mezes e a 12 / at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correntes
simples ou com juros pelo premio e prazo queso
conveucionar.
tllundesa,
Rendimento do da 1 a 13. .
dem do dia 14.....,
137:91901*9
19.3095791
157:2230920
Movimento da alfandeea.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.
Volumes
a
sahidos

com fazendas..
com gneros:
ao
897
------91T
78
222
300
Descarregam boje 15 de maio.
Barca portuguezaSympathia mercadorias.
Barca portuguezaGralidio ceblas e batatas.
Patacho haooverianoG en uosfazendas.
Escuna hamturgueza Chrstlna farinba do
trigo.
Patacho ioglezEmmelybacalho.
Brigue americanoSouthamercadorias.
Galera franeezaRaoulvioho.
Importa fo.
Patacho hollandezcjacoba Chiistins, vindsde
Trieste, consignado; a N. O. Bioher 4 C, ma-
nifestou o aeguinte:
1876 barricas larinha de trigo ; aos mesmos.
Brigue dinamarquez cCar-line, vindo de Car-
diff, eoosignado a Scolt Wilson & C, manifestou
o seguinte:
344 toneladas de carrio de pedra ; aos mes-
mos.
Barca ingleza Orion, viuda da Cardiff, con-
signada a Scott Wilson At C manilestou o se-
guinte :
392 toneladas csrvio de pedra, 25 ditas dito
queimado ; aos mesmos:
Sumaca bespanhela Esmeralda, vinda de
Montevideo, consignada a Amorim At Irmaos,
manifestou o seguinte:
2600 quinlaes (hespanhoes] de caren de char-
que, 40 couros vaceum seceos ; aos mesmos.
Hiale nacional Camaragibe, viudo do Ass,
consgnalo, a Luiz B. de Cerqueira, manifestou
o seguinte :
150 alqueires de sal, com 270 ditas da provin-
cia : aos mesmos.
Vapor nacional Jagnaribe, procedente dos
portos do sul, manifestou o seguinte :
50 lataa oleo de ricino ; a F. L. de Oliveirat
Azevedo.
3 caixdes ignoro ; a Ferreira & Matheus.
2 ditos dito ; a Sauoders Brothers & C.
12 barra dito ; a Jos Augusto de Araujo.
5 barris, 1 caiio e 2 ceatos ; a C Slarr & C
Hiale nacional alnvencivel, rindo do Aracaty,
consignado a Jos Joaquim Aires da Silra.
9 barricas bacalhio, 100 cauros salgados; a
Parete Vianna & C. *
54 couros salgados, 16 caixes com 20 arrobas
e 9 libras de velas de cera de carnauba : a Do-
mingos Rodrigues de Aodrade.
3 caixes com 5 arrobas o 8 libras de cera de
carnauba ; a Pranklin de Alleluia Malveira.
Vapor nacional Cruzeiro do Sul, procedente
das portos do sul, manilestou o seguinte :
1 volume ignora-se ; ao Etm. visconde di Boa-
Vista.
12 cax?s dito ; a Nunes & Irmao.
20 rollos dito : a Joio Quiriae de Aguilar.
1 aacco e 1 volume dito ; a Vinva Amorim &
Filhos.
1 cairao e 1 dito dito ; a Joto Aires Lima.
i sacco caf, o 1 caiioie ; a D. Josepha Pinto
Rigueira.
1 caixo igaora-se a Machado & Rodrgaes.
1 dito ; a Joio Ferreira Villela.
1 volume igaora-se ; a Manoel Jos* Monteiro
da Silra.
1 dito dito ; a Jos Antonio Aires de Car-
ralho.
1 dito dito ; a Tasse k lrmioa.
i drto dita ; a Maooel de Santa Rita.
1 dito dito ; a Philippe At ir mi.
1 dito dito ; a Joa Soriteo da Souza.
1 dito dilo ; a Kslkmanu Irmaos d C.
1 dils dilo ; a Francisco Ferreira Borges.
Patacho portuguez Lima, rindo da ilha de 9.
Miguel consignad* a ioio do Rogo Lima ; mani-
festou o seguinte :
23-barris oMutaig* de meca, 6 grades queijos ;
a Balthar A Olireira. ^ *
1 sacco com 350 patacoes; a Antonio Pereira
de Faru.
10 ditoa feijia, li aoeoretas ateitonas, 1 ceix*.
chases* de paisa, 2 podro* d* moinhos ; a Joio
do Bego Lima 4 Irmio.
1 capoeira com 0 galimhas ; a J. Maris Cor-
deiro Lima.
2 caiaa aateiga da racca, t dita diu d* pos-
eo, 1 pacoie panno de linho; a Antonio Piaat
cisca de Rezaode.
roqoeira queijos ; a ChritrisM la* Tase-
re.
Beaixas toeeinha e liare*, ; jas Cordeir
Poetes.



1
m
DIARIO '1 riftlUMOOO. QUaRTA RflU 15 M *HO ME 1M1;

1 caixote plantas ; a Btlirmino do
Barro.
1 cal flore;
Mello.
1 caixoto estampa
Reg
a Manoel Jos de Olireka
a Jote Antonio Raposo.
1 grade queijos; a Aotoolo Domingues de 011-
reiri Pasaos.
2 pipas chapeos de palha, 60 rolumes barris
abatidos, 3 ditos arcos de ferro, 8 pipas razias; a
Carriro Nogueira & C.
1 daixio presuntos, i dito carne, 1 dito quelio;
a Jo do Reg Mello.
1 caira chouriSa ; a Manoel Tararea da
Sil B.
2 MrrislchouriQas, 1 dito inhames, 1 gacco fei-
jao ;a Antonio Jos da Costa Cabral.
1 ancorla chouricas ; a Jos Carneiro da
Silrk.
68 pedras de lagedo, 1 caixote igoero ; a Jos
Simpes de Almeida.
ti barril carne; a Joao do Reg Lima & Ir-
mio.
I dito chourigas ; a Antonio da Rocha.
II sacco faras, 1 taixa 2 bilbas, 1 barrica bola-
Cha; ; ao padre Manoel dos Santos S.
1 caixote queijos ; a Luiz-Pereira Raposo.
1 sacco Cavas ; a Antonio B. Falcio.
1 barril vinho. 2 ditos queijos, 5 pedras de
moinho ; a Antonio Francisco de Rezende.
1 sacco taras ; a Luciano Marlius.
1 dito ditas ; a Francisco Manoel da C. Me-
deiros.
4 barril chouricas; a Jos dos Santos de OliJ
veira.
2 csixotes miudezas; a Joao Ponte de Araujo.
8 .barris ehours ; a Jos Francisco M. Ca-
bral.
2 accos tremocos, 1 dito favas, 1 grade de
vrar-e 1 arado ; a Manoel Tarares Cordeiro.
1 caixote objectos de porco ; a Antonio de
Souza Reg.
2 ancoretas ditos dito : a Manoel Raposo de
Almeida.
1 caixote ditos dito ; a Manoel Xarier Correia
da Silva.
1 barril carne de porco ; a Joio da Costa
liaiato.
8 ditos torrearnos; a Manoel Jos da Silva
Olireira.
1 caixa objectos de porco ; a Manoel Jaciotho
de Souza.
1 dita ditos dito ; a Francisco de Paira Ma-
cedo.
1 caixote ditos dito ; a Francisco de Olireira
Franco.
1 lata ditos dito ; a Manoel Joaquim Gomes
1 barril el caixote ditos dito ; a Manoel Bor-
ges de MendooQa.
1 aucorela ditos dito, 1 sacco taras ; a Ma-
noel Jos Nunes de Medeiros.
2 raccas, 2 bezerros, 1 cspoeira gallinhas, 1
barrica carne, 1 caixinha queijo, 2 saceos tremo-
Sos, t caixio flores, 1 dito ignora-se, 2 .razos
- plantas. 1 embrulho pelles de bichos ; ao capi-
to do mesmo Antonio Francisco de Rezende.
Brigue sueco Cari XV, rindo de Meadesbru,
coosigtiado a J. 11. Harrissoo ; manifestou o se-
guin)e :
1266 toneladas carro de pedrs; 37 ditas de
dito queimado ; aos raesmos.
Barca franceza Sphere, rindo do Hsrre, con-
signada a Tissel Freres, manifestou o seguinte :
300 gigos btalas, 25 barris manleiga, 5 caixas
phosphoros; aos consignatarios.
100 barris e 100 meios manleiga, 4 tinas quei-
jos, 32 caixas fazenda de algodao, chapeos de sol,
calcado e outros arligos, 1 caixa amostras ; a N.
O. Bieber & C.
50 barris e 50 meios manleiga ; a J. J. Mon-
teiro.
25 ditos e 25 ditos dita ; a Ser Filhos & C.
150 ditos e 150 ditos dita ; Johostun Pater
o C.
100 ditos e 100 ditos dita, 7 caixas fazendas de
la de linbo, chapeos, marroduin, pentes e mer-
cearias ; a Cala Irmos.
50 barris e 50 meios manleiga ; a A. L. Rodri-
gues.
20 ditos e 20 ditos dita ; a D. A. Matbeus.
40 ditos e 40 ditos dita ; a J. M. da Rosa.
50 ditos e 50 ditos dita ; a M. J. R. e Souza.
10 ditos e 30 ditos dita ; a Jos de S Leitao J-
nior.
26 ditos e 50 ditos dita ; a Bastos & Lemos.
20 ditos e 20 ditos dita, 1 caixa mairoquios ; a
F. A. de Pioho.
25 barris e 50 meios manleiga ; a Tasso & r-
meos.
34 ditos e 32 dilos dita ; a J. B. da Fonceca J-
nior.
30 dilos e 60 ditos dita; Krabbe Whately
a C.
10 dilos e 20 dilos dita, 4 caixas velas, caljado,
couros, objectos de selelro e iustrumento : a A.
Roben & Filhos.
10 barris e 14 meios manleiga, 2 caixas sardi-
nhas, 2 ditas errilhas, 52 ditas fazendas de algo-
dao, de linho e algodo, de la de seda, chapeos,
camisa e roupa, 1 caixa um arado, 1 dilo fumo 1
dita amostras; a Joo Keller&C.
34 caixas papel de impresso, 8 barris tinta ; a
Manoel Figueira de Faria.
19 caixas couros, papel, chapeo, cutilerias,
rnejaj, lapis miudezas, perfumaras e arligos de
iarps; a Mello Lobo & C.
41 caixas perfumaras;
raes.
9 ditas chapeos, bonels,
lebre; a Maia & Irmos.
5(i caixas champagne;
1 tafea roupa ; a Paul Moulio.
lou i""8 lnslrum",8 de msica ; a A. L. De-
3 ditas ridros ; a Joo da Silra Faria.
^ caixas chapeos de fellro. dilos de palha, di-
tos < e las, fazendas de seda, de algodo, fitas,
touc(is, gaioes. pelles, couriohos, marroquins, p
pe, calimbos, cigarros, bonels, ridros, oculos.
arcons, alneles, etc. ;'a Jos '
a Cmara & Guima-
pelles de coelho e de
a Saunders Brothers
raes
&C
4(
nho,
A. da Silra Guicca-
taixas sardinhas, 100 ditas reas, 2 barris vi-
> Hm amoslrS.5 f zena, de seda de laa, de algodo. macas de Ita-
lia, etc. ; a Schafheitlim & C.
hrinnS.' U.eB *a de 18odao. >*, e mixtas,
brinquedos. chapeos, eouros. realeijos, espoletas
espe bos, ele, 3 embrulhos amostras. Un. ,""'
jos 1 barril nnho ; a Linden Wild & C.
rkL?!'"S Rectos de pbotographia, productos
ch micos, ridro. medicamentos, calcado, fundase
polainas, etc.; a Manoel & C.
2 caixas agua de Colonia,
ras ; a E. Leconte.
crislaes, e perfuma-
3 caixas papel branco e objectos de escrinlorio
Almeida, Comes Alves & C. ""cnpiono ,
ICO caixas reas; a R.bbe Schmelt.u & C
i.i.. f"endas de >godo, de sed., de lia e
mixtas, couros, ele, 1 embrulho amostras; a
Kaikmann & Irmios. "ma, .
50 meios barris manleiga, o 21 caixas porce-
lana, ridros, p.pel, escoras, rap, caximbos
e perfumaras, carias de jogar, miudezas e arligos
de Pars; a ordem.
20 caixas e 8 barrica aremetros, papel deal-
catrao, ridros, caxinhas de papello, pinceis, li-
vros, garrafas, gomma arbica, padre-hume, al-
vaiade, cidos, drogas eralzec medicinaes; a Joo
19 caixas fazenda de seda, de algodo, mixta
i* p.Vid brc^ach,, ^oup'', calad0, e papel; *
1 caixa lirros; ao rg.rio geral.
1 dita trastes ; G. Carn.
25 diiaa velas ; a C. J. Aslley 4 C.
200 gigT5s btalas, 27 caixas chapeos de eoho-
ai9hr,a-r.*' homeB. *oa. "P. calcado,
trastes, bnw, panno, livro, etc. ; a E. A. Bario
oo6;"'1"'S*0*' C,la,,0C"1" de i08,r-e fu-
A.^ntV..0^"10' ^^^"Phia; a Jo.quin,
8 ditas chita, bonels, mercearias, brinqedo.
e balaios ; a Augusto C. de Abreu. huu,
11 cana porcelana ; a Joaquim Pereir. Mou-
tinno.
1 dita roupa ; Jos J.quim Goncalve Basto.
2dilas chapeos de pslba e ditos de fellro a
Ckristiaoi & Irruios. '
1 dita molduras de madeira ; a Sthal C.
1 dita bona, 6 barr rinho; a Lous Pueeh.
2 ditas fazendas d lia e carnizas pintadas: a
Cb Lee le re.
1 dita roupa -. Cambronne.
1 di^ livros: A. do Reg Barros.
1 dita roupa, calcado e TWro;aJ. Pinto
Xemos Jnior.
1 dita acido^ OctavUno Soux. Franca;
1 di a rinho ; a gou Wibon 4 C.
* /. calcado, fogareiro* e pertencfs
a Cancana DaMmcf.
de
4 caixa* quinquilharia, ditas par carro* e er-
ragens; aR Bourgois.
4 caixa calcado ; a Joaquim Peri'ira Arantes.
2 diU* roupas e mercearias; a Boueaserd Mil-
lochau.
21 caixa* e 1 barrica chapeos de sol de algodo,
calcado, couros de porco, pella* preparad**, ob-
jectos de lilhograptua, couro de lastre, marro-
quina, lencos de linho, lustrim, fazendas de lia e
desdaa etc., 1 embrulho amostras; F. Saura-
ge 4C
10 caixa* fazendas de algodie, de s Ja, de lia,
modas, camisas, lura* de sed*, roopa, chapeo*
de sol, ele ; a Dammayer & Carneiro.
25 caixas fazendas de la, canas de ferro, mar-
mores, cryslaes, tintas juncos, couros, lirros era
branco, trastes, mercearias, burras de ferro, etc.,
100 gigos batatas ; a J. Halliday.
12 calzas calcado de borracha, perfumara, cha-
peos de feltro, fitas de seda, quinquilbaria, obras
de sirgueiro, peolesde chifre, roupas, ele, 1 bar-
ril rinho ; a Viz & Leal.
18 caixas ridros, porcelena* e papel; a Fragoso
& Valle.
2 ditas castigaes de zioco e ridros; Antonio
Jos de Fari. Jnior.
9 caixas 5 barris e 3 fardos camas de ferro, ca-
meeiras pintadas, lencos, roupa, pregoa techado-
ras, alflnetes, sapatosde borracha, caximbos ele;
a Henrique & Azeredo.
2 caixas chapeos a Ferreira 4 Araujo.
13 caixas calcados, caixas para rap, papel, pa-
rafuzos etc.; a Prente Vianns & C.
4 caixas e 1 barrica drogas medicinaes, xaro-
pes e medicamentos, colla, rolhas etc.; a B.
Francisco de Souz.
Escuna hamburgueza Genius, rinda de Ham-
burgo consignada a Kalkman Irmos & G.
200 caixasgeoebra, 60 ditas vioho, 4ditas cou-
ros, enrernisados, 18 ditas papelo, 1 dita pre-
gos, 35ditas sapalos de la e de borracha, 1 dita
Dacotes de dita, 1 dita perolas, 3 ditas roupa feita,
1 fardo panno, 100 barra chumbo de munico,
57 ditosalraiade, 1 caixa casimiras, 1 dita luvas
de algodo, 3 ditas fazenda de dito, 2 ditas amos-
tras ; aos consignatarios.
2 caixas cortinas, 2 ditas couros envernisados ;
a N. O. Bieber.
1 dita brinquedos, 1 dita ridros e caixilhos ; a
T. T. Bastos.
1 dita folha deouro; a B. Franciico de Souza.
ditas oleo de amendea ; Joo d. C. Bravo.
7 ditas fazenda de algodo, 2 ditas chicotes, 2
ditas botdes de madreperola, 1 dita objectos de
relojoeiro, 10 ditas objectos de rime, 2 pacotes
amostras; a D. P. Wild&C.
1 caixas velas, 4 ditas cadeiras ; aLuiz de M.
Gomts Ferreira.
125 caixas reas, 4 ditas couros enrernisados,
1 dita boles para camisas ; a Raba Schmeltan
& Cv
125 caixas reas, 10 ditas fazenda do algodo e
de lioha, 1 pacote amostras, 200 barricas e 500
frasqueiras genebra ; a C. J. Aslley & C;
3 caixas couros enrernisados, 1 dila bicos de
algodo e de dito e seda, 1 pacote amostras, 1
caixa capsulas de cupaiba ; a D. A. Malheas.
1 caixa brioquedoi de chumbo, 1 pacote amos-
tras; a Antonio Lopes Rodrigues.
4 caixas fazenda de algodo, 2 barris oleo de li-
nhaca e 1 pacole amostras ; a Schafeitlin &C.
5 caixas papel de lithographar, 5 caixas couros
envernisados, 1 dita cordas de rame, 15 ditas
espelhos em caixibhas ; a Powes Jobnston & C.
4 caixas chapeos de seda, 2 ditas ditos de fel-
lro, 1 dita taboinhas para ditos, 1 dila cabello de
lebre, 1 dila vinho do Rheno, 2 ditas biscoutos, 4
ditas brinquedos, 1 dita chocolate, 1 ditaqueijos,
1 dita carne fumada ; a Christiani & Irmos.
30 caixas vinho ; a Gust Bousset 4 C.
1 dita fumo ; a M. Rasseman.
3 caixis espadas, 3 ditas urna prensa, 1 dita
charutos, 4 dita3 couros enrernisados, 5 ditas fa-
zenda de linho, 1 dita dita de la e algodo, 1
dita dita de la, 2 pacotf s amostras, 1 dito pho-
tegraphia ; a Liudem Wild 4 C.
Exportado.
Dia 11 de maio:
Barca portuguesa Corea, para Lisboa, carre-
garam:
Domingos Rodrigues de Andrade, 67 couros sal-
gados com 1809 libras.
Joo Pinto da Fonseca, 2 barricas com 7 arro-
bas e 7 libras de assucar.
Brigue portuguez Cramozino, para Lisboa:
carregaran:
Carralho Nogueira & C., 100 saceos com 500
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Margsrida, par. Lisboa,
carregaram: '
Amorim Irmos, 700 *accos com 300 arrobas
de assucar.
Barca ingleza Plectwing, para o Canal, car-
regaram ; '
Saunders Brothers & C, 1500 saceos com 600O
arrobas de assucar.
Brigue inglez Titania, par o Canal, carre-
garam : '
James Ryder & C, 200 saceos com 1000 arro-
bas de assucar.
Dia 13 de maio.
Brigue portuguez Carmozina, para Lisboa,
carregaram :
Marques Barros 4 C, 600 saceos com 3,000 ar-
robas de assucar.
Joaquim Jos Rodrigues da Cunhs, 166 couro*
salgados com 4,630 libras.
Barca porlugueza Corea, para Lisboa, carre-
garam :
Antonio Ferreira Monteiro, 200 saceos e 2 bar-
nesseom 1.007 arrobis e 23 libras de assucar.
Pinto de Souza & Bairo, 55 saceos com 175
arrobas de assucar.
Jos Joaquim de Lima Bairo, 2 barris com 72
medidas de espirito,
Barea franceza Sphere, para o Harre, carre-
garam :
Tisset freres, 3,400 saceos com 17,000 arrobss
de assucar:
Barca ingleza Fleclwing, para o Canal, carre-
garam :
Saunders Brothers A C, 200 saceos cora 1,000
arrobas de assucar.
Barca americana Salem, para Lirerpool, car
regaram :
Saunders Brothers C 823 couros com 24.170
libras.
Obserrntorio do arsenal de marioha, 14 de maio
de 1861.
Romso Stkpplb,
1 lente.
Beccbedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 13. H:850J783
dem do dia 14.
Consulado
Rendimento do di* 1 a
dem do dia 14. .
975J220
12:826)003
provincial.
13. 30 018*807
.... 2:176*572
32:1955469
Movimento do porto.
B
Horas.
o
s
B

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IB
o p:
H
B
S-S
P c
t-
tfMtea tntradot no da 14.
Ierra-Nora45 das, patacho inglez Emily,
165 toneladas, capitio Charles Adans, equipa-
gem 9, carga 2406 barrica* com bacalbo; a
James Cr.bTree & C.
Navios sabido* no oicimo dia*
Porto* do sulVapor nacional Cruzeiro do Sul,
commaodante o capitio do mar o guerra Cer-
vario Mancebo.
Ilha de Fernando de NoronhaIliale nacional
Sergipano, capilo Henrique Jos Vieira da
Silra, carga rarios gneros.
Rio-Grande do SulPatacho nacional Regulo,
eapitio Joaquim Antonio de Paria, carga as-
sucar.
de Freitas Barros,
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, comtnendador
da imperial ordem da Rosa e da de Cbristo, e
juiz especial do commercio desta cidade do
Recife de Pernambuco e seu termo por S. M.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital rirem, e
delle noticia tirerem, que no da 15 do p. futuro
mez de maio do correte anno, se ha de arrema-
tar em praca publica deste juixo, Onda audiencia
na sala dos auditorios, um moleque de nome Be-
nedicto, crioulo, de 5 a 6 ansos de idade, pouco
mais ou menos, araliado em 400#000, pertencen-
lo a Manoel Francisco de Moraes, e rai praca
por execucao que Ihe more Parate Vianna 4 C.
e caso nio appareca lancadoi. que cubra o preco
da avaliaco ser arremalacao, feita pelo preco
da adjudicaco com o abate da le.
E para que chegue ao connecmento de todos,
ser o prsenle publicado pela imprensa e afilia-
do na forma do eslylo.
Cidade do Recife 30 de abril de 1861.Eu Ma-
noel Mana Rodrigues c"o Nascimento, escriro o
subscreri.
Anselmo Francisco Perelti.
Alexandre Augusto deFrias Villar.offlcial da im-
perial ordem da Rost.rnajor coromadante inte-
rino do primeiro bata ho de artilharia da guar-
da nacional do municipio do Recife, e presi-
deete do couselho di qualifleaco da parochia
de S. Fre Pedro Goojalres, porSua Magesta-
de Imperial, etc.
Faco saber a quem interessr possa, que de
conformidade com o dsposto no artigo Io parte
2 do artigo 9 do decre.0 numero 1,130 de 12 de
desreo de 1853, e arligc8 das intruc;oes de 25
do outubro de 1850, se lem de reunir, na terceira
uimioga de maio, o comelho de qualicaco pa-
ra re risa o e qualicac da guarda nacional da
referida parochia, no coisistorio da igreja matriz
do Corpo Santo.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandel passar editaes que serio publicados pela
mprensa alxados nos logares designados na
le. Cidade do Recife, 11 de maio de 1861.
Perante a cmara municipal desla cidade
eslarem praca dos diasl7, 18 e 20 do correte
a obra do terro, a fazer da estrada do matadou-
ro em toda, sua exlensio desde a rus Imperial
ate ao dito matadouro, e na largura someote de
trinta palma de leilo, .crescendo cinco para la-
litude. orcata em 7:128*450.
Os pretenopnies derem apresentar flanea, sem
a que nao pocerao laucar.
-PaJ'0.oa,ca,,ar* mun>cipal do Recife, em ses-
sao de 13 de naio de 1861.-Jos Cesario de Mel
lo, pro-presidjote. Manoel Ferreira Accioly,
secretario. "
i
Facddade de direito.
De ordem publico, que en congregaco de 11 do corrente
foran abonadas todas as faltas dos estudaoles
dadas nos mezesde marco e abril, as diflerenles
aulas desta faculr.de, excepto, porrn, as da se-
gunda cadeira d> segundo anno e primeira do
quinto por nao harerem comparecido os respec-
tivos lentes e as sezuintes as demais cadeiras :
_ Pnmeiro anno.
Primeira e seguirla cadeiras.O n. 5, Wen-
ceslao Garca Chaves, que lem faltado sempre. e
o ounnte n. 1 duas faltas em marco.
. Segundo anno.
Primeira cadeira -o n. 3. Bento Ceciliano dos
santos Ramos, 1 falta em abril.
O n. 4, Francisco de Paula Cesar
idem.
O n. 5, Goncalo de Lagos
idem.
O n. 19. Milclades Pereira da Silva, idem.
O n. 22. Antonio Pinto Nsgueira Accioli, idem.
O n. 23, Aristldes de Paula Dias Martins, 2.
O n. 30, Manoel de Siqurira Cavalcanti 1.
O n. 31, Tobas de Souza Lima, dem.
O n. 36, Joo de Soun Reg, idem.
O n. 37, Pedro Jansen Ferreira, idem.
O n. 42, Manoel Lopes da Cunha Maciel.idem.
O n. 45, MiguePFlorianoGama da Costa Doria,
dem.
O n. 48, Manoel
idem.
Jacobina,
Fernaodes Bastos,
Caetino de Olireira Passos,
em marco
4 em
Pranots.
Ingln.
A norte nublada at 9 h. 45' depoi. charos*
t.oU> viriaTel di intensidade do quadrute do S
e una amurkeceti. *
oaaucAo da uu',
; Premr a* 8 da manbia, altor* 6,2 p.
I JtiiMMr m 2 h. 18' d. tarde/ altara 1,7 {.
O n. 50, Antonio Goncslres de Almeida, idem.
O o. 52, Barnab Elias fe Rosa Calheiros, idem.
O n. 55, Alvaro Anloni da Costa, idem.
O n. 56, PompilioCavahanti de Mello, idem.
O n. 53, Francisco Xavi;r de Si, idem.
O n. 64, Joo Pereira deCerqueirs, idem.
O n. 65, BemviodoPintoLobo, idem.
O n. 68, Luiz Ayres de Almeida Freitas, idem.
O n. 70, Joo Pereira daSlraLeite,2 incluio-i
do urna sabatina.
O n. 71, Miguel Gomes de Figueiredo, 1.
O o. 73, Jorge Rodrigujs Valone, idem.
O n. 74, Jos Candido ca Silva Franca, idem.
O n. 75, Joo Ferreira de Olireira e Silva,
dem.
O n. 79, Joaquim Mauricio da Rocha Wander-
ley.idem.
O n. 81, Francisco de lssis Correa Lima, idem.
O n. 83, Manoel de Souza Rohm e Alencar,
idem.
O n. 86. Egydio Francisto das Chagas. idem.
O h. 88, Jos Francisco de Barros Reg J-
nior 2.
O n. 90, Joo Baplista da Costa Carralho, 1.
O n 91, Jos Ricardo Gomes de Carralho,
dem.
Terceiro anno.
Segunda cadeira.O n. 1, Amancio Goncalves
dos. Santos, 1 falta em marco.
O n. 7, Hermino Francisco Geroncio do Espi-
rito Santo, idem.
uiri.i.idrMaria c,,Qorde Aibuiue'iu*
O n. 11, Alfredo Sergio Ferreira, 1
e 1 em abril.
O n. 18, Manoel Pereira Guimaries.
marco.
O n. 19, Antonio Raulino de Souza Uchda.
dem. '
O n. 20, Ernesto Pinto Loto Cedro, Idem.
O o. 21. Jos Anstregesilo Rodrigues Lima, 1
era marco.
O n. 24, Manoel da Costa Honorato, idem.
O n. 25. Olympio Eusebio de Arrexellas Gal-
rao, dem.
O n. 27, Francisco Leonardo de Souza Miranda
Couio, idem.
O n. 29, Raymundo Theodorico de Castro e Sil-
va ideo.
O n. 31, Mileno de Torres Bandeira, idem.
O n. 32, Jos Aires da Silra, 4 em marco.
O n. 33, Lourenco Bezerra Caralcanti de Albu-
querque, 1 em marco.
O n. 34, Manoel Barbosa de Araujo, 4 em
marco.
O n. 35, Joo Antonio Altes de Carralho, idem.
O n 37. Vctor Isaac de Araujo, 1 em marco.
O n. 40, Antonio Pereira Camello, 4 em marco.
O n. 45, Miguel Calmon do Pin e Almeida,
idem.
O n: 46, Affonso Xarier Forte* de Bustamante,
1 em marco.
O n. 47, Candido Jos Rodrigues Torre* Fi-
lho.idem.
O o. 48. Custodio Jos Leite de Salles, idem.
O n. 49, Gustavo Adolpho de Soekw, idem.
O n. 51, Jos Antonio Barbe**, idem.
O n 52, TrjnO Varalo de Medeiro, 4 em
marco;
O n. 58 Jlo Sllrerie Merque* B.c.lhio, idem.
O d. 54, Affonso Jos d* Surtir* FUho, 1 *m
marco. *
S a'^?J H'tD0 B,uno "arqaea-Bacalhio. idem.
O n. 57, Joto Fernando Chatn Jnior, 4 em
marco.
O o. 60, Antonio Joa Maraes, idem.
O n. 81, Felu Jote de Soaz* Juler, idea.
O n. 3, Francleco Antonio
1 em marco.
Joaquim Moreira Lima, 4 em mrco.
O n. 66, Francisco de Paula Caralcanti de Al-
buquerque, 1 em marco.
O w, Francolino Bernardo Quinteiro, idem.
O n. 69, Paulo Autran, 6 em marco.
O n. 70. Antonio Joaquim Pire* de Carralho e
Albuqaerque, 4 em marco.
Cuarto anno.
Primeira cadeira.O n. 9 Jos Bernardo Gil-
rao Alcoforado Filho. 3 faltas em abril.
O o. 36, Manoel Jaouario Bezerra Montene-
gro, idem.
O n. 61, Manoel Caldss Brrelo Jnior, 1 em
marco e 3 em abril.
O n. 8 (onrinte) 8 em abril. "
Segunda cadeira.O n. 23, Elias Frederico de
m o-e Albo1orque, 2 em marco.
u n. 36, Manoel Jaouario Bezerra Montene-
gro, dem.
Quinto anno.
Terceira cadeir..O n. 26. Olympio Marques
d*sl'a, 13 falfes. inclusive 2 sabatinas em
0Dru.
Oo. 51, Joaquim Jos de Almeida Pires. 7in-
clusire 1 sabatina em marco.
O o. 88, Epiphanio Jos da Rocha Bittencourt
o, inclusive 1 sabatina em abril.
O n. 92, Joo Domiogues Ferreira Rcbello 7.
inclusive 1 sabatina em marco. *
O n. 93, Camillo da Cunha e Figueiredo 6, in-
clusive 1 sabatina em marco, e 7 inclusive 1 sa-
batina em abril.
O n. 98, Francisco Barbosa Cordeiro 7, inclu-
sire 1 sabatina em marco.
O n. 100 Manoel da Cunha e Figueiredo 15, in-
clusire 2 sabatinas em abril.
O n. 101, Antonio Caetano Ser Navarro 4. in-
clusive 1 sabatina em msreo.
Secretaria da faculd.de de direito do Recife, 13
de maio de 1861.-0 secrttario, Jos Honorio B
de Menezes.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem d. Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. Imperial, que Deus guarde, ele, .
raco saber aos que o presente edital virem, e
-delle noticia liverem, que no dia 5 do prximo
futuro mez de junho do corrente anno, se ha de
arrematar em prac publica deste juizo, linda a
audiencia, o sitio e trras no lugar dos Afflittos,
com urna casa de 32 palmos de frente e 64 de
fundo, com 5qusrlos, cozinha fra, soto com ja-
nella no oito, cocheira, estribarla, cacimba e
diversos arvoredosde fruclos, avaliado em4 000,
o qual vai pr*c por execucio de Vicente Mon-
des Wanderley, conlra Joo Felippe dos Santos ;
e caso nao appareca lancador que cubra o preco
da avaliaco ser a arremalacao feita pelo preco
da adjudicaco com o abate dalei.
E para que o presente chegue ao conhecimen-
to de todos, ser publicado pela imprensa e afil-
iado na forma do eslylo.
Recife, 14 de maio de 1861.Eu Manoel Ma-
na Rodrigues do Nascimenlo, escrivo o subs-
crevi.
Anselmo Francisco Perelti.
RodolphoJoo Baratado Almeida. commendador
da imperial ordem da Rosa, cavalleiro da de
Christo, tenente-coronel commandante do 2.'
batalho de infantera da guarda nacional da
freguezia de S. Jos desta cidade, presidente
do conselhode qualifleaco, e reviso da guar-
da nacional da mencionada freguezia, por S.
M. I. e C, que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
que possam Interessar, que no dia 19 do corrente,
s 9 horas da manha,'estar reunido o referido'
conselhp no consistorio da igreja matriz daquella
freguezia, como dispoe o art. 1. do decreto o.
1130 de 12 de marco de 1853. R. J. B. de Al-
meida, tenente-coronel presidente do conselho.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provia-
cial, em cumprimento da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico que no da 29 do
corrente, perante a mesma junta, se ha de arre-
matar quem mais der os impostos abaixo de-
clarados.
Taxas das barreiras das estradas
seguintes.
Magdalena por anno....
Giqui.idem............
Jaboalo, idem..........
Cachang, idem..........
Motocolorob, idem......
Bujary, idem............
Taca runa, idem..........
Ponte dos Carv.lho.idem
Tapacur. idem..........1:2009800
Vinte por ceoto sobre o consumo da agurdente.
Municipio do Recife, por anno..... 13:0088000
As arremataces serio feitas por tempo de tres
annos a contar do Io de julho do corrente anno a
30 de junho de 1864.
As pessoss que se propozerem a estas arrema-
taces comparecam na sala das sessdes da mes-
ma junta no dia cima declarado pelo meio dia,
competentemente habilitados.
E para constar se maudou af&xar
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de miio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 de junho p. p.,
manda fazer publico, que no dia 23 do corrente
se ha de arrematar perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, a quem por meos Qzer,/ as
impressoes dos trabalhos das reparticoes pro>in-
ciaes, a saber :
Thesouraria e reparticoes que lhe sao
subordinadas ...................... 1:4958000
Secretaria da assembla, dita do go-
verno, obras publicas, secretaria ge-
ral da iostrueco publica, Gymnasio 2:8008000
As arremataces sero feitas por tempo de um
anno, a contar do 1." de julho prximo futuro a
30 de junho de 1862.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
taces, comparecam na sala das sessOes'da mes-
ma junta, no dia cima indicado, pelo meio dia,
com suas propostas em cartas fechadas.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 6 de maio de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciacio.
e pontes
6:1108000
53508000
38878500
3:4508000
i:058000
5508UOO
5528000
905^000
o preseente
O Dr. Anselmo Francisco Peretlr, commendador
da imperial ordem d. Ros. e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.
D Pedro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem,
que Jos Manoel da Costa Gamitto dirigio-me a
petico do theor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commer-
cioJos Manoel da Costa Gamillo, tendo esta-
belecido urna sociedade com Pedro Goncalves
Pereira era urna offleina de cantara, por tempo
indeterminado, e nio lheconrindo a continuado
da mesma sociedade, por ter verificado depois
da saluda de seu socio para Portugal, que elle
prevarlcava inteirameote sendo a sua viagem um
meio para *nhlrhir.so i qualqucr iocommodo
sendo que verificou o supplicante que elle serv-
ra-se da firma social para haver dinheiro por
meio de letras, que se venceram ltimamente
nao tendo a offleina se utilisado desse dinheiro
do que resulla incalculavel prejuizo ao suppli-
cante accrescendo que este era e quem nica-
mente trabalha na mesma ofBcina, pelo que lem
aquello soeio se locuplefedo com a jictura alheia
requer a V. Exc. se digne de mandar citar para
primeira dette juizo louvar-se, e vgr o suppli-
cante louvar-se em juizes arbitros, que procedan)
a liquidacao da sociedade, visto como ao suppli-
cante nio convm a continuacio da mesma, pro-
oedendo-se nos termos ulteriores, sendo a cita-
Cio com pena de reveli.. E porquero supplica-
do estando em Portugal se ausentara para logar
nao sabido, como se v da carta junta, reqoer
V. Eic. emva mBd*r que se faga a citacio por
dito, justificada a incerteza do logar. Pede
v. exc. queira a**im deferir.E R. M.-Fon-
*ee*.
E mai ** nio continha em dita peticio, na qual
dei profer o despacho seguinte :
D t^11*- Recle 22 d "SO e 1861.-
A. r. reretli.
E mai* ae nio continha em dito deapaeho. em
I lSa-vA"1.Or' "S"*18" wtKl0 "triboid.
o eserirao deste mizo Manoel Marta ; a tendo o
uppHcBte produzido la t**temnnh*,?tor*m
?.t"d.V? w*0*. "o imiaha concltnio,
l e pro A' vista da inquiricio de fls. 6 a fl. 7. juico
provad* a ausencia do justificado em lugar nio
sabido: pe!o*que mando que seja citado por edi-
fe. passando-se a respectiva carta com 0 prazo
de 30 dias : lindo o qual, e sendo o ausente ba-
ndo per citado, se lhe dar curador para com
este correr a causa os seus devids termos:
pague o justificante as cusas.
Recife, 27 de abril de 1861.Anselmo Francis-
co Peretti.
E mais se nio continha em tal enteje* aqui
transcripta, e em sea ioteiro cumprimento o res-
pectivo escrivio fez passar o presente edita! com
o referido prazo de 30 dias, e pelo seo ther cha-
mo, cito e hei por citado osobredito supplcado
por todo o expendido na peticio sopra.
E par* que chegue o presente ao conhecimento
de todo, ser publicado pela imprensa e afiliado
do forma do eslylo.
Cidade do Recife, 6 de maio de 1861.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivio o
subscreri.
Anselmo Francisco Perelti.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publieo, que no da 23
do correle, se na de arrematar a quem por me-
no* flzer, o fornecimonto dos medicamentos e
utencilios para enfermara da casa de detencio
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
.VL!e Jalno Proxrao viodouro a 30 de junho
de 1862. '
As pessoas que se propozerem a esta arrrema-
tacao, comparecam na sala das sessdes da mesma
junta no dia arima declarado, pelo meio dia
competentemente habilitadas, que ah lhe sero
presentes o formulario e condicoes da arrema-
lacao.
N E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.-0 secretario. A.
r. da Annunciaco.
Rio Grande do Sol
carga' 'Jompl. ? *& 'no*
"nn'^n?'^^"*8" resto, entend.-^e ou, o
PiKbrrdoM'n0e,Alve,GuerM' 0U -
Porto.
JS0/" 3| d0 "ta a releira e bem
eonhecida b.rca portuguez. .Symp.tbia. por ter
j engajada sua carga ; recebe pass.ge ros so-
- passaeeiros so
mente, para o que tem commodos excelleoles
Para tratar com Bailar & Olireira, na ra
Cadea do Recife o. 12.
& Olireira, na
Para
da
Declaradores.
Subdelegada de Olinda.
Acha-so recolhido cadeia da cidadede Olin-
da, por suppor-se fgido, o preto candido, criou-
lo, que diz ser escraro de Maooela Thereza de
Jess, tiura de Francisco de Paula Aodrade :
quem achar-se com direito ao referido escraro
apresente-se i justificar.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das nota* de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa Glial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta prorincia manda convidar os Srs.
propnetarios das casas n. 83, 85, 87. 89, 91. 93
?^9.74o"a!0Vo103' ,05- 107' 109- 11.13.1S
117,119. 121, 123.175,127.129,135.137,139,141
e 143 d. ru. do Pilar do bairro do Recife a rirem
perante elle, das 11 horas da manha i* 3 da
tarde dos dias seguintes public.co deste ao-
nuocio at o fim do correte mez, tratar da alhea-
co fazenda das mesraas casas, cujo terreno se
torna necessario ao arsenal de mannha d. pro-
rincia, par. o que, segundo o aviso do respecti-
ro, ministerio se proferir o ajuste amigarel
desapropriaco legal das ditas casas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 11 de maio de 1861.Servindo deoffl-
cial-maior; Luiz Francisco de S. Pao e Silra.
Conselho de compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado, sob as condicoes do
eslylo j hi muito publicadas, manda o conselho
fazer constar que isso ter lugar na sesso pr-
xima a 18 do corrente mez em vista de propostas
entregues nesse dia at s 11 horas da manha
acompanhadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
1 peca de cabo de manilhs de 6 pollegadas, 1
dita de dito de 5, 11 pes de gomma elstica, 32
pecas de lona ingleza estreita. 40 paos de lacre
encarnado, 21 resmas de papel almaeo e 27 gar-
rafas de tinta de escrerer.
Para os navios e arsenal.
2 caixas do folhas de flandres dobradas, e 2 di-
tas singlas.
Sala do conselho de compras navaes, em 11 de
maio de 1861 O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Aojos.
Rio de Janeiro,
segu em poneos dias por j ter parte do seu
carregamento a barca nacional Castro III ; pa-
ra o resto que ainda falts, passageiros e escraros,
para os quaes tem commodos excellentes, trata-
se com os seus consignatarios Pinto de Souza &
Bairo, na ra da Cruz n. 24, ou com o capito
na praca.
ParaoAracaty
sahe o hiate Nicoliu I, mestre Pedro Jos F ran-
cisco, no dia 15 do correte: trata-se com P-
renle Viann. & C. para passageiros e o reslo da
carga.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : para carga e passageiros trata-so
com Gurgel & Irmio, na ra da Cadeia n. 82.
Para a Bahia.
Para Bahia segu em poucos dias o palhabo-
te nacional Dous Amigos ; para alguma carga
que lhe falta e passageiros, trata-se com Fran- .
cisco L. O. Azeredo, na ra da Madre de Dos
numero 12.
J&H;
THEATRO
DE
COMPANHA BRASILEIRi
E
MOTiSTlS E1HMME.
O rapor Oyapock, commandante o espito
tenenle Santa Barbara, esperado dos portos do
norte at o dia 18 do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga aue o rapor poder conduzir a qual de-
rer ser embarcada no dia 9e sua chegada: agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeredo &
Mendes-
Avisos martimos,
Freta-ae para o Rio de Janeiro ou Rio Grande-
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
9 a 10 mil arrobas, e nario de primeira classe : a
tratar com o consignatario Manoel Aires Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o capitio a
bordo.
ILHA DE S. MIGUEL.
O pata-ho portuguez Lima, de primeira mar-
cha segu at o dia 10 de junho, j tem o seu
carregamento prSmpto ; e para passageiros, pa-
ra o que tem excellentes commodos, trata-so
com os seus consignatarios Joio do Reg Lima
& Irmio.
Rio de Janeiro
Sahira'bremente a
barca nacional IRIS
linda e ve 1 eir
a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para este
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra do Trapi-
rhe Novon. 6.
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Qaarla-feira, 45 de maio de | i 861.
8.a Recita da assignatura.
Subir i scena o excellente drama em i5 actos,
do Sr. Mendes Leal Jnior,
rulgarmento
SEM
Conhecdo
MAIS NADA.
No segundo acto, o incendio da casa do conde
de S Thiago, ser rala do espectador, e o em-
prezario tem tudo disposto para que a illusio
seja completa.
Terminar o espectculo com a bella come-
dia em um acto
PRECISASE DE HA MULHER
Comecar s 7 X horas:
Nio pode ir por or scena o drama snnuncia-
do O ULTRAGE em consequencia do actor
Mends, eocarregado de um dos princlpaes pa-
pis, achar-se bastante doente, e ter o actor Nu-
nes de o substituir. Entretanto contina em en-
saios o drama O ULTRAGE, e espera a em-
preza que breremente poder subir scena.
TnVDlhe,e8 Tendi,o* Para o drama O TJL-
1RAGEtem entrada nesle espectculo, eos
sennores que nao quizerem podem rir ao escrip-
torio do theatro buscar a sua importanci*.
Avisos martimos.
COMPANHA PERNAMBUCaNA
DB
NavegaQo costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
O rapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os porto* do norte al a Granja o>
da 22 do corrente mez s 5 horas da larde. Re-
cebe carga at o di 21 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frote al o dia da
sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do Mat-
tos n. 1.
COIFANHU PERSAMBICAIU
Navegacdo costeira a vapor
O-rapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do sul no dia 20 do cor-
rete mez as 6 horas da tarde. Recebe carga at
o dia 18 ao meio dia. Passageiros e dinheiro a
frete at o dia da sahida s 3 horas : escriptorio-
no Forte do Mallos n.l.
Leiloes.
LILAO
DE
lima armado e dividas.
REAL COMPANHA
DB
Paquetes ingiezes a vapor.
At o dia 15 do corrente esper-se do sul o ra-
por Magdalena, o qual depois da demora do
costme eguiri para Southamplon, locando no*
porto* de 8. Vicente o Llano*. Bate rapor po-
der reeeber um limitad* numero de piasageiros
de 8a classe, alem dos de 1* 2*. para o que de-
rer-se-ha tratar com os agentes Adamson Howle
d C, n* ra do Trapiche Noto n. 43.
N. B. O* embrulhos *6 se receben at 2 hora*
antes da w fecharem as mala* on orna hora pa-
gando um palacio alea do rwptcUro fret*.
Quarta- feir 15 o Corrente.
Costa Carralho fari leao Por mandado, do
Exm Sr. Dr. iuiz do commercio a requerimento
de Antonio Alberto de Sonsa Aguar e outros da
armacio da taberna da roa de Hortas pertencente
a Antonio Pereira Vianna,asslm como duas lettras
a rencor no disvarila s 11 horas da manhia.
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva fara'
:ilao de tuna porcSo de sola corttda
petoiyiteina francez da melhor quali-
dade que tem apparecido nsta praca e
para, isso o agente cima convida a to
dos ot Sn. sapateiroi a apparecer quar-
y


DUMO 01 WHNrtlCCO. U QARTA FBIE1 It M4&I0 M lWlt
(*)
ta-feira 15 do corrente ai i 1 horas p*i
ponto uo trarkhe do Forte do Matto
denominado barao do Livramento que
jab lera' effectuado o referido leilo.
LEILAO
*
De noy o agente Hyppoto levara'
a kil5o 650 qutntaes de ferro -em bar-
ra, vergas e rergelhSe que te acfam
depositado* na ra do Trapiche arma-
zem n. 1, tendo lugar a venda terca
feira 14 do corrente ao meio dia em
ponto no referido armazem.
LEIUO
DE
Urna taberna.
-
Sabbado 1 8 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por mandado do
Exm, Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
querimento de Antonio da Silva Barbosa Ferro
da armagao, gneros da taberna do pateo do
Tergo d. 28 de Henrique Amante Chaves no di
cima as 11 horas em ponto, a vontade dos com-
pradores.
V'
Vaecina publica.
Presentemente haveodo mui bons p vaccini-
eo, o commissarto ^ecjoador convida aos pau de
familia a comparecer com os seas fllhos e man
aggcegadoa, no trrelo da alfandega, tercelro an-
dar, as qutotaa-fefras e domingos, e na casa de
sita residencia, segundo andar do sobrado da ra
lita do Rosario n. 30, nos sabbados at as 11
J da manhs.
f. Ausentou-se da casa de sea senhor o preto
alo, de nome Simio, bem eonhecido nesta
ide por ser boleeiro, o qaal lem os signaes se-
uintes : baixo, magro, mal parecido, pea peque-
nos : quem o ap pretender e levar ao aterro da
Boa-Vista o. 28, casa do coronel Chaby, ser ge-
nerosamente recompensado.
Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de bons coslumes-para lomar conta do governo
de urna osa de familia, preferindo-se portugue-
za, a quem se dar bom salario : a tratar em ca- i*" -
sa do fallecido commendador Luiz Gomes Ferrei- > '
ra, no Mondego.
FUrtaram do Quintal do sobrado da travessa
da matriz de Santo Antonio n. H, urna bacia
grande de cobre estanhada : a pessoa que souber
ou a que/n for oferecida, dirija-ce ao menciona-
do lugar, que ser generosamente gratificada.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar,
preferindo-se portugueza: a tratar na ra doTra-
piche n. 17.
.=- Em 10 do corrente ausentou-se da compa
nnia de leu senhor o pardinho Bruno, de 13 pa-
ra 14 annos, escravo do menor Elisio Alberto
Silveira, d que tutor los Jacintho Silveira :
quem o pegar, leve-o ra da Aurora n. 70, que
ser recompensado. ,
A abaixo assignada, viuva de Francjsco de
Paula Andrade, (ac sciente a quem ioleressar,
que achando-ie recolhido cadela ds cidade de
Oioda o eeu escravo Candido, criouio, estatura
ao.
lo Juizo de paz o $. districlo de Santo
Antonio, ra de Hortaa n. 22, no dia 16 do cor-
Na rna Nova n. 32 graliftoa-ee generosamente
a quem descobrir ou denunciar com certeza o
lugar em que se acha Francisco Rodrigues, cujos
signaes sao os seguales: cabra quasi negro, bal-
so e chelo do corno^-cabeca e rosto redondos, com
marca de bexiaas pelo rosto, representa terde
40 e tantos a 50 annos de idade, anda sempre
vestido de calja e palelot. E' aqu multo eonhe-
cido por ir quasi todas semanas-no wagn ven-
der lamaocos e sapatos da loja do portuguez
Ponles as estaces da eslrada de ferro, villa do
Cabo, Escada e pelos engenhos prximo esses
lugares. Tendo conduzido em cooOnca e para
vender o valor de 527J000 em objectos de moda
para senhoras e mais un relogio patente suisso
com tranceln), at esta data nao voltou para res-
tituir taes objectos, ou o apuro dos mesmos, os
recebeu em 14 de fevereiro 4o orreote
em urnas aguas tortadas n. 13,
defronte d muro da casa de deteneo: roga-se,
pois, ss autoridades policiaes desla praga e dos
lugares cima mencionados o favor da apprehen-
derem o dito cabra, a aos particulares ofierece-se
generosa gratificarle pela deouacia a auxilio,
que poderem prestar polica para a captura de
tal individuo.
0 Dr. Joaqun*, da Silva Gusano pode
ser procurado para o exercicio de sua
proCsso medies a qualquer haca do dia
ou da noito no largo do Garmo n. 5, pri-
meiro andar:
Quinta-feira 16 do corrente.
Costa Garvalho far leilo por mandado do
Eim. Sr. Dr. joiz de direito especial do com-
mercio a requerimento dos curadores fiscaes e
'depositarios da massa fallida de Antonio Joa-
quim Vital, da armaco, mercadorias, dividas,
joias, escravos, movis e urna casa de um andar
e soto na ra Imperial n. 79, pertencentes o
messao fallido, no dia cima as 11 horas em pen-
to, na ra Direila n. 103. gg
LEILAO.
Sexta-feira 17 do corrente.
Costa Garvalho far leilo da armaco, mer-
cadorias e dividas da massa fallida de Manoel
Francisco de Melle na ra do Ligamento n. 19,
por oroVm do Eim. Sr. Dr. juiz de direito espe-
cial do commercio a requerimento dos caradores
Astees depositarios, visto que no primeiro lei-
lo oa appareceu offerta sufficiente pelo que at
esse dw receber o mesmo agente quaesqoer
propesta a prato com fiadores idneas. Princi-
piar as 11 horas em ponto.
DE
COBRE.
B. G. Bendiven capitao da galera di-
namarquesa Himalaya, arribada a
-este porto na saa recente viagem de
Valparaizoe Tome' para'Cark, fara' lei-
lo por inlervencao do agente Hyppo-
lito, em p re enea do Sr. cnsul ds Di-
namarca e com autorisac3o do Sr. ins-
pector da alfandega e por conta e risco
de quem pertencer de urna grande por-
Cande cobre velho: quinta feira 16 do
corrente as 11 horas em-ponto, no ar-
mazem alfandegado do Sr. barao do Li-
vramentocaes d'Apollo.
demora.
Grande hotel em Londres,
% Golden Sqaare.
F. A.deOliveira & C, tendo tomado o esls-
belecimento de J. G. Oliveirs, e havendo-o aug-
mentado e melhorado em lodo o sentido, para
maior commodidade e satisfagan dos hospedes,
' esta
^

6
DE
VINHOS.
O agentellyppolito fara' leilo por
-ordena dos Sr. Tisset Freres & C, de
urna por cao de caixas com marrasquino
e de quartolas com vinho Bordeaux, s-
to sem limite de preco algum : quarta-
feira 15 do corrente as 11 horas em pon-
to no armazem do Forte do Mattos de-
nominado barao do Livramento.
" Quem precisar de um homem de reconhe-
cida probidad, j pela saa idade e pela sua fi-
delidade, para se encarregar de qualquer co-
branza, ou tomar conta de algum esiabelecimen-
regular; cor prato. desdentado na frente. Albo de ^flS^Zff^.m ^^ "t"* *'
outros seus escravos de nomes Antonio e Mana Vari8-n dispoi do escravo. Outro sim recommenda s
autoridades policiaes daquella cidade toda segu-
ranza do dito escravo, e sua conserva^o na ca-
daia. Recite 12 de mato de 1861.
Hanoela Tbereza de Jess.
Precisa-se de um amassador ; na padaria
da Capunga, ra das Ureoulas n. 31.
Engonimado.
Na ra Bella n. 17 ha urna pessoa que engom-
nosT L7^"lom.cl?*J^l \ cjpiUl.-lie conl.nuaro a Centrar tqdo o ser-
poralguma negrota iue sirva para andar emca-;-"5o e bons officios, noque promettem esme-
" ~7o.'ra d" snSTM a'Europa. \"-Atoga-se um escravo expente cozinhei
Quera precisar de um homem com as pre- ro : quem precisar, dinja-se a ra do Cotovello
cisas habilitages para cobrar dividas em qaal- "il* rim*IS.2al-.
quer comarca desta e de oulras provincias, diri-
ja-se a ra da Gruz n. 62, terceiro andar, que se
dar asinforma;5es.
Alugj-se urna casa com 4 quarlos, 2 salas,
cozinha fura, cacimba e agua de beber, bom quin-
tal com fructeiras, no principio da estrada dos
Alictos; a tratar no sitio do Chora-meninos.
Em praca publica do juico de orphos des-
ta cidade e seu termo se ho de arrematar a quem
maior preco offerecer, lindos os dias da lei, OS
bens seguales, a saber :
Perarrendamonto triennal, o engenbo Brum,
com excluso dabaixa de capim, e incluso dos
edificios e bemfeitorias que tem nelle o casal do
finane Bernardo Antonio de Miranda, avaliada a
renda annual do mesma engenho em 3:0000, e
em 420 a dos referidos edificios e bemfeitorias,
que sao os que se segueta.
TJms casa de vivenda com estribara.
-Ora eurral psra gado com telheiro anido casa
de purgar.
Um pequeo quarto onde houve padaria, outro
contiguo a este, outro que servio de cocheira,
outro em que assenlava umatenda de errero.
Urna casa de respalde.
Um telheiro em seguimento casa de farinha.
A coberta da capaila.
Oitocasa de taipacobertasde telha, quatro em
bom estado e outras tauas em mo estado, sendo
que o arrendamento ha de ser feile com as se-
guintes conJiges-:
1.a que durar por tres annos, a comecar em
maio do anno orreote de 1861, e a renda ser
paga aonualmente no mez de maio de cada um
dos annos de 1862, t868 e 1864. competindo ao
rendeiro o direito de colher at malo de 1865
(em que dever entregar o engenho a suaa per-
tengas no mesmo estado era que lhetiverem sido
entregues) a safra que houver fundado no ultimo
anuo do trieonio do arreodamenlo.
2. que na dita arrematado sero comprehen- '
didosos edifleicse bemfeitorias cima declaradas. "> lole esla provincia, o qual esto assignado
3. que somente ser admettido a laocar na nas C0lM Por ,0?. Sebastiao Leite.
dita arremataco quem se hoaver habilitado pe- .~ Roga-se ao Sr. Jos4Fiel de Jess Leite, de
rante o mesmo juizo de orphaos a i. e ao seu *o RaogelT-10. ou declarar sua mo-
flador (que dever ser chao e abonado) com do- *
cumenlos que provem que um e outro nada de- A VISO
vem fazenda nacional e provincial, e que seus ** *3V'
bens nao es(o sujeilos flaneas, nem hypothe- O agente commercial e partidor entre a villa
m
STAHL C.
SRETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
g Ra da Iniptratriz nuracro 14
% (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
% Retratos em todos es- 3
| tyloa e tamanlios.
g l?ii\tra ao natural em
J oleo e a(\uare\\a.
J Copias le aagnerreo- |
| ty^o e outros aTte
g faetos.
% JLmbTotypoa,
Paisagens.
Vende-ae ama casa de pedra e cal-com duas
-salas, dous quartos, cocinha, quintil com boa
cacimbt, em chaos proprios ; vende-se em conta
por seu dono se retirar, nos Afogados, raa de S.
Miguel n. 21 : a trataros mesma.
Perdeu-se o metonilhete o. 1709 da proxi-
16 do corrente.
.Augusto Cesar d'Abreu far leilo porinterven-
ao da agente Oliveir, de um completo sortimea-
to de fazendas inglezas^asmais proprias do mer-
cado:
Quarta-feira 16
da corrente, as 10 horas da manhia am ponto,
no seu armazem, ra da cadaia do Reoife.
Consulodo de Fraila
LEILAO
Por autorisacao do Sr. cnsul de
Franca e em sua presenca o agente Hy p-
polito, fara' leilo do espolio do subdi-
to francez Charles Oriard (ferrador)
eompondo-se de uten cilio* de sua profii-
sao, como forjas folies e insttumentes
para exercer a mesma, e bem assm de
tudo quanto Ihe pertencer ; echndo-
se os mencionados objectos na cochei-
ra do Sr. Jos Francisco de Barros
Lima, no Mundo Novo, confronte a ca-
ta do Sr. Dr. Sabino, sendo tudo all
vendido : sexta feira i7 do corrente
a 11 horas em pontOj_____________
cas, qur conveccionaos, quer legaea, e princi-. da Escada e o Recite, respeitosamtnte pede li-
palmente para com a.fazenda nacional ou pro- -cenca aes'IHms. Srs. assignantes para suspender
vincial, ou para com orpbos. -mus trabaihos por dous ou tres dias, emquanto
4.a que o rendeiro nao peder fazercarvo nas discote certa duvida com a adminiltracao da via
matas do engenho, nem tirar dellas madeira de : frrea sobre suas pasiagens.Bernardo da Silva
qualidade algasia, nem mesmo estacas, anda Cardozo.
que seja para obras, que pretenda fazor nas ter-| Jos ras do mesmo engenbo sem liceoca do mesmo Mico, que per achar nome Igual, d'ora era diante
juizo de orphos com .previo conhecimento da j assignar-se-'ha por Jas Francisco Pedrozo de
justica e urgenaia do fim, e qualidade da obra a Carvalho, e para constar publica peto prosete,
fazer, e da quantidade da madeira ou estacas para Aluga--se urna meia-agua atraz da ra do
ella necessarias. Nogueira : trata-se na ra doQueimada n. 53.
5.a e ultima que o arrematante nao poder j Aluga-se urna escrava moga, que faz todo
transferir o arrendamento durante o lempo dello servido ioterno de urna casa de familia- na ra
a qualquer outra pessoa. j da Praia n. 47 segundo andar.
Tambera se ho de arrematar na mosma^raga, '
por venda, um escravo de Daco, com 40 annos \
de idade, avaliado em .900#.
Vma escrava de Angola, de idade de 30 annos,
avaliada em 700#. i
Assim como lamben varias obras de ouro, e,
algumas destas cora brilhaotes e outras com dia-
mantea, etc., cujos precoa coostaa do escripto
em mo do porteiro, sendo a ultima praca no dia
17 do correle. Recite 11 de maio de 1861.
Pela Sra. D. Tbereza de Miranda,
Thereza Cameiro Luiz de Miranda:
Jos Rodrigues Selle.
>"o armazem de Francisco Jos da Costa Rt-
beiro, na caes do Ramos n. 4, precisa-se saber
de alguma senhora que se retire para a ilha de
S. Miguel no paticho Lima, para se lhe fazer um
ioteteise a essa senhora : quem estiver nestas
circunstancias, cima se lhe dir o trato do seu
interesse.
Armond Pedro Luiz Vacy, subdito fraocez,
empregado na via-ferrea do Recite S. Francis-
co, vai Franca tratar de negocios do seu parti-
cular interesse.
Ausentou-se da casa do coronel Joo Fran-
cisco de Chaby, o escravo criouio de nome Simo,
o qual tem os seguiotes signaes : baixo, magro,
feio, cabeca grande, nsriz chato, denles limados,
ps paqueos, bem eonhecido por ser boleeiro
e sapateiro, fuma muito, toca violo, e canta rao-
Avisos diyersos.
1----------------------------------------r--------------
Aloga-se um homem de multo boa conduc-
ta, muito bom cozioheiro, e engomma tambera
muito bem : quem pretender, dmjs-se ao sobra-
do amarello deronle da matriz di Boa-Vista, no
terceiro andar.
Joo liiria, sabdto brasileiro, retira-se pa-
ra tora da provincia.
David Wavelane e John MjreM,: subditos
inglezes, retiram-se para tora da provincia.
Se algum pasugefrb do vapor Cruzeiro do
guio, desembarcado nasta cidade, por eogano le-
*ou em saa bagagem um bah de couro vermelho
rm o letreiro seguinte, om urna caria do jogar:
X. P. Brito. e o queira mandar entregar na
ra de S. Francisco, sobrado n. 72, far favor ao
dono do masmo bah.
Precisa-se de ums ama livre ou escrava
para coxinhar, paga-sf-lhe bem.' fl roa do Ran-
ga! n. 9.
renta, tem de se arrematar em pra;a publica, as
S horas da tarde, os movis seguales: 1 sof, 6
eadelras com asaaofin de palhinha, 1 mesa r-
onda, e 1 par de consolos, tudo de amarello, e
espelho pequeo.
baratissimas
Na loja de fazendas que se est
liquidando
Burgos Ponce de
Loon, vendendo todas as fazendas existentes na
loja da ra do Gsbug n. 8, por menos de seu
custo, para pogamenlo dos credores da extincta
firma de Almeida & Burgos, vende com melho-
ria de razao por meaos as miudezas por nao se-
rem ellas proprias de urna loja de fazendas :
Filat de seda sarjada bem encorpada de muito
bonitas cores para cintos, eufeites de chapeos
psra senhora, lacos de cortinados e para cio-
leiros de meninos de paito, que geralmente se
vende por ahi a 29, vende agora a vara a 800
rs. e a 19.
Ditas da mesma qualidade estrellas a 160 rs.
a vara.
Franjas de seda pretas, como de cores a 260 rs.
cada vara.
Bteos francezes de muito boa qualidade cada
pea a 1, t$z00.1*600, 2, 3$, 3$z00 e muito
largos a 4. 4500 e a 5J>.
Oios de seda branco ou de blond para enteites
de chapeos para senhora como para vestidos
de ooivas a 240 ra. a vara.
Abertura! para camisas com punhos e colari-
nhos s 400 ra.
Ollas de esgalo de lioho a 900 rs.
Sapatinhos bordados'para baptisados de menino
de peito a lg-280.
floneis franceses para meninos a 2$560 e a d9,
ditos de msrroquim dourado com plumas de
um lado a 49, ditos francezes de casemira para
homem a 19>
Fnfeiles de flores francezas bem ornadas para
cabeca de senhora a 39. 49 o 59-
Oios pretos de vidrilho para cabeca de senhora
e de meninas a 2# e a 25500.
Lavas de pellica de Jouvin para senhora a 800
rs. o par.
Ditas brancas finas e encorpadas a 240 e a 300
rs. cada par e em duzla a 29500 e a 3S.
Tomas fraocezas bem eilas de la para senhora
parida a 25o0 e para meninos de peito a 800
rs., ditas de fil de linho enfeitadas com bicos
francezes e fitas a 1$.
fmxias de meias grossaa do Porto para homem a
1$600, ditas de meias cruas para homem a
2j;500 e a 39, ditas de meias fiaas e encorpa-
das tecidas de cores a 29500 e a 39, ditas de
meias brancas para meninas muito finas a 4|
e tecidas de cores a 3g, ditas de meias bran-
cas para senhora a 39500, *9 o mais supe-
rior que se pode suppor a 59500, ditas de
meias pretas para senhora a 2$400 e a 48. meias
pretas psra senhora a 240 o par e a 400 rs.,
ditas pretas de laia para padres a 39 cada par,
de seda preta para homem a 29560 e a 39 ca- I
da par, ditas psra senhora a 29 o a 39 cada
par, ditas trancas para senhora a 29500 e a. 42
cada par.
Penes de tartaruga a imperatriz pelo baratissi-
simo preco de 89.
Caixas de flores francezes a 400 e a 1S500 cada
caixo.
Carteiras de mola para trazercharuleiras a 1,600.
Grvalos -de cassa pintada de cores seguras a
240 rs. cada urna, ditas de seda pretas e de
cores a$00, 640, 800,19.1,280 e 1,500 a ricas
manlaslpara grvalas a 39.
Cintvroet de borracha sem defeito algum para
segurar calcas, para homens e meninos a 200 rs.
Chicotes para montara a 640 rs.
Bengalinhas a 700 rs.
Sobrneles francezes a 60 rs.
Comestiques ou pomadas francezas para alisar
cabellos a 60 rs. cada pao.
^otoesde vidro preto lapidados para -casaveques
a 100 rs. a duzia.
Mantinhas de verdadero froco de seda para pes-
coco de senhoras e de meninas de ricas cores
a 1,500 cada urna.
Bandoes para cabellos de senhoras e de meninas
a 800 rs.
Collarinhas de esguio para homem a 800 rs. e
sem ser de esguio a 400 rs.
Tiras de aovados bordados para saias de senho-
ra, para calcinhas de meninos, para traves-
seiros e para muitos enfeites, de que as se-
nhoras se servem, sendo eslreitas e 'largas a
500, 640 a 1 cada lira.
Toalhas de puro linho para rosto ou para mos
a 800 rs. cada urna.
Boioes com baoha una de urso a 800 is., dito de
creme a 80 rs., ditos com passarinhos a 900
rs., ditos dourados de oifferentes modelos a
1* e a 1,260, frascos com le te virgioal de Iris
para tirar sardas, espinhas etc., a 1,500, fras-
cos com agua de colonia a 300, 600, 700, 800,
19 e frase/* grandes a 1,200, 1,400, 29 a a
2.500,aguado thesor para limpar denles a
640, espirilos e essencias finas a 500, 640, 800,
19, 1,200 e -a 1,500. frascos.com agua do Orien-
te a 1,200 e a 1,500, de atheoiense a 19.
Compraado^ae perfumaras na importancia de
SO$ Para cima, se abater aiada 20 porcentodos
precos annuociadoi.
AMAZEM PR06RESS0
DE
m
Largo daPeuha
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seas namerosos fregnezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimeuto de gneros os melhores que tem viodo a este mercado e por ser parte dalles
viudos por conta propria, ve.nde-os por menos do que em outra qualquer paita.
NJLanteig& iuglexa peTteUamente flor, soo ra. a ukra, e em bu-
rril se far algum abalimento.
WaUteigA ir&UCexa a maig n0Ta que na no mercado vende-ae a 720 rs. a libra.
CYl peTO\a, \\ySOH e pTetO os meihorea que ha neste genero a 29500, 28 e
15600 rs. a libra.
Qae\ JOS HamengOS chegados oeste ultimo vapor de Europa 19W0 rs., em por-
cao se far algum abalimento.
^JlOIjO SO^ISSO recenlemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
V^OIJO pTOlO 08 melhores que Um vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se faca algum abatimento.
OVIO VailCeX. a &OD T. 0 cartao elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Hoee Aa CaSCa de gOaba em calxSes com 3 U2 libras vende-se a 19cada um.
HolaCullliia VHgVea a mag nova que na n0 mercado, vende-se nicamente no ar-
maiom progresso a 39000 a barrica e aretalho a 240 rs. a libra.
\me\xas francezas a 480,
Harmelada imperial
LisbOa a 800 rs. a libra.
Latas com boVacVi&Vias de soda
differentes qualidades.
VillOCOiatO 0 mais superior que tem
nfla$a Oe tomate em latas de i Ubra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
PeraS SeCCaS em condecas de 8 Uktas por 39500 a relalho a 480 rs. a libra.
C0HSer\aS frailCeZS C HgleZ.aS as mais novas que ha por serem via-
das em direilura a 800 rs. o frasco.
\letria, macarrao e talnarim 400 r8. a ubra em cauas de ama ar-
roba por 89.
Palitos de dente libados em moihog com 20 macinhos por 200 rs.
\. OnCinilO de VilSDOa 0 mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9.
* resnn\0 multo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
t^nonrICOS e paiOS 0 que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Ilanna dC pOrCO refinada a mais aiTa que p0de haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
\uataS COm peVX.e AC pOSta preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquioo de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado alga garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas francezas, trocla em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de suoeror qualidade.
. a libra em porco se far algum abalimento.
do afamado Abreu, e de outroa muitos fabricantes da
vende-se a 19600 rs. cada urna com
vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
1 Extremadura I
Vinho puro de uva
fabricado expressamente para Jos Ante-
lg nio da Silva Jnior : vende-se a retalbo
** em casa de Antonio Lopes Braga, ra da
9 Cruz u. 36.
A4e5
chapeos de castor rapados a 4# e 5$,
bonet de palha a 1$ ; na ra Nova n. 44.
- A mesa regadora da irmandade
do Santmimo Sacramento, da matriz da
Boa para comparecerein no dia 19 do cor-
rente pela 9 horas da manhaa no con-
sistorio da mesma, para eleefio da nova
dinhas : qem o pegar,'leve-o ru "da Impera- mesa que tem de reger de 1861 a 1862.
triz, outr'ora aterro da Boa-Yista o. 46. __Q es=rivSo interino. Joaquim Fran-
Avisa-se aos senhoras tbesoureiro e mais
cautelistas, que hajam de nao pagar o meio bi-
lhef de n. 2281 da segunda parle da nona loteria,
pertencenle a nutriz da Boa-Vista, garantido pe-
lo Sr. Ssntos Vieira, cujo meio bilhete pertenca
a Francisco Pereira de Carvalho.
AO PUBLICO.
Confiamos que o mui digno juiz de orphos da
cidade da Victoria o Dr. Antonio Joaquim Buar-
que Nazareth, nao paelaar com o trama urdido
pelo lenle Miguel dos Aojos Airares dos Pra-
zeres, para urna alforria Ulegal, pelo simules di-
to de um orpho, que a seu lempo o publico me-
lhor apreciar.
Arreoda-se o primeiro andar do sobrado da
raa da Vigario a, 22; a tratar no armazem do
mesmo.
Aviso.
O agrimensor das terrenos de marlnha avisa ao
Sr. Joo Francisco Pomas, e ao Sr. D. Antonio
de Locio e Sitoy, procurador da Sra. D. Isabel
Mara das chagas GuimarSes, viuva do finado
Francisco Augusto da Costa Guimarae, para
comparecer*) na casa do ana residencia, na ra
Dreita n. 74, de minhi ata aa 9 horas, e da tar-
de at aa 4, aflm da aa lhes marcar o dia em que
teem da asistir a medico dos terrenos de que
requeraiem Ututos.
Alaga-a* um sitio eom boa casa na Capun-
ga; quem o pretooler. dirliavfe a, tas do Viga-
r9. 31.
O esorivao interino,
cisco Franco.
Escripturaco
mercantil;
Urna pessoa competentemente habilitada e em-
preada no commercio, desoja encarregar-se de
trabaihos de escrpluracb mercantil, por qual-
quer das formas (siogella ou dobrada) tomando
sobre si a reaponsabilidade de todo o trabalho
que lhe for confiado : psra intormacoes, na pra-
ca da Independencia b. 34, onde se poder dei-
xar carta fechada comas iniciaes T. H., ou quem
pretender, annuucle por esta jornal.
Roga-se ao Sr. Caetano Quintino Galbardo,
que queira ter a boadade de comparecer na pra-
ca da Boa-Vista n. 16 A, a negocio que V. S.
nao ignora.
O abaixo assigaado, too do de seguir para o
serto a tratar de aeus negocios, deika por seus
rocuradores, para lado obraren) como sa elle
roprio tora, a saa mulher D. Mara Senhorinba
de Moraes, seu filho Marcelino Jos de Moraes,
atea amigo o Sr. Dr. Jos dos Anjos Vieira da
Amorim. Recite 13 de mato de 1861.
Manoel Florencio Alvea de Moraes.
- Predas-a* de oTn homem portuguez que
queira ir para d mito, psgando-se bem ; a pea-
soa que qizer, dirija-se a ra Nava, loja de fer-
ragens o. 3$, que se dir quem precisa.
Velas perfeitas
a 680 rs.
Vendem-se velas de espermacele em caixa de
25 libra a 680 rs. a libra, a retalho a 720: na
travessa do pateo do Paraizo ds. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
AttenQao-
Comprara-se 4 carrocas de trrbalhar na alfan-
dega e 4 bois paca as ditas: na ra de Hurtas au-
ra oro 122.
AMencao.
Veade-se um escravo criouio da idade 30 an-
nos ; quem pretender, dirija-ae a ra de Hortaa
n. 122, que se dir quem vende.
Ulenco!!!
Na taberna da ra das Cruzes n. 1, deronle da
ordera lerceira, vendem-se os seguintes gneros :
Bolachinha ingleza a 200 ra. a libra.
Manteiga iu&leza a 1# a libra.
Cita franceza a 720.
Vinagre Lisboa puro a 320.
Carreja branca boa a 500 rs.
Dita preta a 560,
Tambera se venda um sellim usado e um vio-
lo por mdico preco, sabo ver Jadeiro massa a
29000.
Queijos do vapor
a 1J800 e 1#500 .
toce de goiaba a 800 rs.: no largo do Paraizo,
erna da estrella n. 14.
Espermacete
rs.
a libra,
largo do Paraivo,
U-
a 800
e em caixa a 720 rs.: no
berna da estrella n. 14.
Peciucha-
Yendem-se estaloa para aortes de Santo Anto-
nio, 6. Joo e S. Pedro, a duzia a 60 rs.; na ro*4
daa Aguas Verdea n. 104.
Atten Vende-se um cibriolet de duas rodas, perfei-
tamento acabado, aaaim como um meto calecbe
ainda em branco ; quem pretender, dirija-se
ra de Domingos Pires n. 28, que achara com
quem tratar.
Vende-se om cyliodro para padaria, de
amassar a masas de bolacha, j asado, porm em
bom estado : na rus Direila, padaria n. 69.
Vendem-se 2 pretos (ortos e robustos, aem
vicios e defeitos, para todo o servido, tanto da
praca como do malo : os ra daa Cruzes o. 18.
Vende-se um preta de 50 annos de idade,
forte e robusto, para todo osarrico. tanto da pra-
Ca como para o mal
Vende-se urna boUDa de japi coas rodpra
puxar agua, nunca vista nesta praca; ra flora
numero 22.
S A' Primavera
16Rua da Cadeia do Recite
LOJA E MIUDEZAS
|Fonseca & Silva]
CA Saias bordadas para senhora a 2g, pei- ^
ios para camisas a 28 a duzla, pentes ,
Ve tartaruga a imperatiiz de 5, 6, 7 e 8# '
^ cada um, enfeites de vidrilhos pretos e i
$& de cores para senhora a 1,800 cads um, ,
2 pe?33 de froco com afamo ^^ r8- .
B peca, fitas de velludo preta a 800, 1# e <
SA 1,200 a peca, esseBcia de sabo a 1,
a superior oleo pera tirar caspas a 1,280,
espelhos dourados a 800 rs. a duzia e a <
lg> 80 re. cada um, pentes psra atar cabe!- |
a los a 4,500 a duzia, cartas francezas fl- .
* nas a 3 a duzia e a 320 rs. o bsralho,
l ditas portaguezas a 1,800 a duzia e a I
& 200 rs. o baralho. caivetes grandes pa- i
Z r metas da 3 a 8J a duzia e de 320 a
W 808rs. cada um, ricas caixinhaa com es- '
^ pelhos eooteodo perfumaras proprias
para toilete de senhoras a 5,6 e 7J cada ,
k ama. argolas douradas a 1.500 a duzia
W e a 200 rs. o par, dados a 1,600 a bala, I
fia pentes finos para barba a 400 rs., agu-
(. Iheiros com penas de ago a 80 rs., colhe-
w res de metal principe para terrina a 2$ '
tf& cada urna, para cha a 28 a duzia e para
-. sopa-a 4,500, pentes de bfalo amarel-
S los para alisar a 400 rs. cada um, ditos '
b para bichos de 240 a 320 rs. cada um, i
^w Qvelas para caiga a 800 rs. a duzia e a .
* 80 rs. cada urna, botdes de madreperola *
1 W para abertura a 480 rs. a duzia e a 60 I
% rs. cada um, ditos de osso a 240 rs. a do-
f zia e a 40 rs. cada um, ditos de lonja a
P 160 rs. a duzia e a 20 rs. cada um, ditos '
I phantasia a 320 rs. a duzia e a 40 rs. i
g. cada um, alfioetes de cabeca chata a 100
" e 120 rs. a carta, suspensorios finos a '
p 500 ra. o par, pinceis para barba a 400 I
a rs. a duzia e a 40 ra. cada um, lesouras |
* para Costura em carteiras alga duzia,
B sin los de borracha a 320 ra. cada um, '
caitas da bfalo para rap a 900 rs. cada
x urna, tranca de carocol a 60 rs. a peca e
w a 600 rs. o masso. agulheiros de osso a
p 40 ra. eada um, pentes de baleia a 240 I
rs., (abneles para barba de 60 a 200
rs. cada um, linbafina para marear a 300
9 ra. a caixa. colhere para cha de 320 a '
M 400 rs. a duzia, fitas de linho de todas
Z as larguras a 480 rs. o masso, e muitos
9 outros objectos por precos os mais ba-
ratos do queem outra qualquer parto. V

Continua a li-
quidaco
DA. LOJA DE FAZENDAS
DA
Ra do Cabug n. 18.
A' dmliei.ro.
Burgos Ponce de
Lwnt, teedo de acabar com este estabeleeimeoto
para de seu liquido pagar aos credores da mas-
sa da extincta Armada Almeida & Burgos, ha
decididamente resollido a fazer urna vardadairo
california de todas as uendas com grande aba-
timento de seu custo, sendo que d'entre ellas
annuocia as seguintes :
Chapelinas de seda como de fil, rom- ricos en-
feites dando-se para cada urna o veo da fil
de seda a cuja compra deve muito convir as
senhoras que quizerem luxar sem muito gas-
tar a 5,6,8.10,12 e a 15.
Sakidas de baile trridas al de seda a 6 e 10/,
Organdys ou cambraias muito finas de lindissi-
mos padroes e bom gosto a 280 e 500 rs. cada
covado.
Fuslo de muilo bonitos padroes miudos para
vestidos de senhora a 400 rs. o covado.
Ricados escossezes de cores fixas e de bom pan-
no para vestidos de senhora a 180 rs. o covado.
Gaxe de seda pura, fazenda bem transparente
que muito realca de urna s cor, sendo cor de
rosa, cor de cravo encarnado, azul ferrete, azul
claro, cor de palha e verde a 880 rs. o covado.
I Gurguro de seda de quadrinhos para vestido..
I de senhora a 1$ o covado.
i Sarja de seda com duas larguras, de urna s cor
havendo de cor de rosa, amarella e preta bo-
nita fazenda para vestido de senhora al.CO o
covado.
Damasco de seda azul e cor de ros* a 1,800 o
covado.
Casaveques nissimos e de ricos bordados para
senhora a 158, comsj lambern os ha que se
vende a 80.
Manguitos com gollinhas de fil a 2,500, 3,200
e a 3,500.
Camisinhas de cambraia para senhora a 1$.
Chapeos de sol da seda de cores para senhora e
para meninas a 3$.
Chales de cambraia rxos e de oulras cores a
600 rs.
Ditos de froco ou de velludo a 6j.
Ditos de verdadeiro retroz de seda com ricos bor-
dados a agulha de lindissimas cores a 15$.
Dito* grandos de se4a de grosdenaples de lindis-
simas cores e ricos padtes a 21, ditos de me-
rino de diversas qualidades e differentes eostos
a 6, 8,9,10.500 e a 12,500.
Brim trancado fino de porissimo linho e seda
com listraa e qaadroa de cores sendo miudi-
nhos de muito bom gosto para caigas, colleles
e paietots a 800 rs. o covado.
Briminho de linho para paietots e calcas para
andar por casa, como para roupas de meninos
a 200 rs. o covado.
Fusto alchoado de riscadinh03 para paietots e
calcas a 480 rs o covado.
Cortes de colletee de fustao a 500 e a 600 rs.
Cortes de calcas de meia casemira a 2 880 e
3,200 e de casemira a 4, 5, 6, 7, e a 8#.'
Cortes de calcas [pretas de casemira a 7,500 e
a 11*.
Cortes de vestidos de grosdenaples de teda para
vestidos de senhora com ricos babados borda-
dos collocados em seus graodes carines, ven-
dem-se os pretos a 55 e os de cores a 50 e
658 sendo que aqueties cortes que estfverem
mofados serlo vendidos por menos 20.
Corles de vestidos de seda phantasia a 24 cada
corle.
Tafel de seda de cores a 500 rs. o covado.
Capas, casaveques e jaquetinhas de la para me-
ninas e meninos a 1,600, 2, 2,500,38 e a 4.'
Calcinhas de Cambraia para meninas de todo o
Umanho a 3 e a 4.
Chapeos pretos francezes muito fiaos para ho-
mem a 8.
Ditos de palha escura para tomem a Tamber-
lik a 3,500.
Ditos de palha branca e de cores para artistas a
800 rs.
Ditos do Chyli de prego de 5 at 14.
Satn prelo de Afaco a 2,500, 3,500 e a 4,500 o
covado.
V/6tttina preta e de coras a 640 rs. o covado.
Seroulas a 20, 22 e a 25 a duzia.
Paietots do alpaca tela a 4 e a 5, de la mes-
ciado a 55. de alpaca setim com golla de vel-
ludo a 13, de panno fino a 168, de caeemira
preto de 18 a 248-
Casaras de panno fino preto e de corea a 30 e
muitos outros objectos que em um annuncio
se nao pode tudo mencionar.
Vende-ae um mulatinho com 16 annos de
idade, ptimo pagem por saber multo bem mon-
tar a cavalto, um dito acabocolado, tamben
ptimo pegesa, e propria para lodo o servico,
tem 17 annos; na ra das Cruzes o. 18.'
Vende-ae orna preta perfeita cottoheira, a
lava muito Dem de sabao, 1 mulata que cozinha
bem o engomma, i dita com 40 annos, que cozi-
nha, engoaama perfeitameote, cose c faz doces, e
1 dita que cozinha e engomma, todos sem vicios
e defeitos : na ra das Cruzes n. 18.


w
NMQ MMMtmiOCQ. ~ Q*RTa FHRA I M MAIO 01 mi.
Atteneao.
Urna petaos que tem entinado com felii resul-
tado a faltar, escrever e traduzir com eiercicio de
converaacio mocidadade ambos oa sexos, tan-
to do Rio como na Baha e aqui meamo em Per-
cambuco, offerece de ero o aeu prealimo aquel-
las peasoas qne qu'uerem-se anpHcar em qusl-
quer deates idioma, para o que dev-om ioformar-
fe na ra da Cruz n. 52, ou na ra da Cadeia
Velhan..
Aviso
J. Falque pode la peaaoaa que lhea deven
conUs de objectos comprados no aeu eslabeleci-
mento da ra do Crespo n. 4, o eapeciat favor de
irem a mesma casa salisfazer seus dbitos no
prazo de 15 dies, a contar de boje 13 de mato,
lindos os quaes mpregar o meios legaes.
SeCIfMDE BANCAW4-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Sacara e tomam aaques sobra as pravas do Rio
de Janeiro e Par.
Novo relojoeiro.
J. W. Cupertino, artista relojoeiro, socio da
Associago Industrial Portoense, chegado recen-
temeate da Europa, acha-se estabelecido na roa
estreita do Rosiro, loja n. 19, neata cidade, on-
de ciecutt com perfeigao, brevidade, e por pre-
cos rom nodos, todos 03 objectos concernentes
a sua profissao.
Aluga-se nma cabra com 25 annos de idade,
cozioha, engomma, lava, veste bem urna senho-
ra ; na ra da Boda o. 23, das 6 s 8 horas do
dia, e das i da tarde em diante.
Dessppareceu do sitie de Joo Eduardo Pe-
reira Borges, orna garrota liaa, cara cauda bran-
ca, com un pedazo de corda no peacoco, ps
calcados de branco; quem a encontrar leve-a a
ra Formse n. 31, que sera bem recompesado.
Atteneao.
Santos, Caminha & Irmos tera scu escripto-
rio na ra Nova n. 25, primeiro andar, onde po-
dero ser procurados para qualquer negocio, e
especialmente para os da Arma fallida Caminha
& Filhos de qua sao liquidatarios.
2 -o 9SV eynsw 3OT crmm bbiwii* vuiv mvo>w w*3
O Dr. Aonso de AJbuquer- M
que Mello, desoocupado de suat
unecoes como membro da as-
semblea provincial, pode ser pro-
S curado para 08 mvsteres de sua
profissao de advogado, das 9 li2
JK horas da manha as 3 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
j* sao das sextis-letras, no escripto-
atl rio do De. Godoy, a' ra estreita
9C do Rosario, e na villa do Cabo
nas sextas feiras por todo o da,
e nos outros dias das 5 112 horas
da tarde em diante. f
Alosante om tereeiro andar a eolio, com
boa cozinha, forno-, etc., em urna das-melhores
mas do bairre de S. Fr. Pedro Gonealvaa : a tra-
tar na ru da Cadeia n. 33, loja.
Mudanza de me-4
dieo.
O Dr. Miguel Joaqun de Castro Maacarenhas
tranafaro a sua residencia para a na Augusta,
casa b. 43. onde pode ser procurado a todas aa
horas para o exercicio_d_e sua profissao.
H. J. Leite, roga a mus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, euten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Hanoel Gomes
Leal.
CASA
Saca-se
sobre Lisboa, Porto e ilha de S. Miguel; na ra
do Vigirio n. 9, escriptorio de Carvalbo, Noguei-
raAC.
Os seobores credores que tem conlas contra
mim, polem apresentar at o dia 15 do cor-
rente mez para realisar amigaveimente ; na ra
Nova n. 67. J. Hunder.
Aluga-se a casa nova na Ponte de Uchoa,
sitio da viii'a do Joao Carrol!. No mesmo sitio
vendem-se larangeiras de umbigo para em-
barae.
*jj S7jSW S^NTVM" W&9 BSw 'SfWB'BWB' 8f5WWWrSWW*t
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frerleric Gamier, cirargiaodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori- j
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconheoem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
8
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em easad Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalla Nova n. 52.
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padrea seguintes:
Brancas de 1 com urna figura.
Ditas de 55> com urna dita.
Roas de 50$.
Brancas de 500$.
Verdes de 5000.
E mais : olas do banco da Baha
de IOS ". e 20 rs. ditas da caita
filial da dita de 209 : aa ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem o. 27.'
s
m
mmmm-m-mmmm
O abaixo assignado faz sciente a quem con-
vier, que se est procedendo inventario amiga-
vel pelocartorio do escrivo Santos, dos beos
deUados por morte do seu finado irmo Jos de
Sant'Aona Brito. Recife S de rnain de 1861.
Joo de Brito Correia.
19-ama.
Precisa-se de urna ama para cesinhar pare ca-
sa de hornera solteiro, forra ou captiva, prefe-
rlndo-se captiva : na ra {Suva n. 43, loja de fa-
zendas.
Na livratia n. 6 e 8 de praca da
Independencia precisa-se faltar ao Sr.
lisse Cokles Cavalcanti de Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da .Rocha
hamado a praca morador em o Rio
rande do Norte e que consta andar
este Recite, ao qual se roga de decla-
mar aonde esta' arranchado.
Cdelas.
Trocarn-se com mdico descontos notas ge-
Jaea do thesouro, que se esto recslheudo, e
iiean assirn de- diverses beos do Rio de Janei-
o e Bahia, e da caia filial deeta ultima cidae o
ia livraria econmica, ao p ato arco de Sent;
o tonto.
Francisco Jase Leite declara as
>essoas que tem penbores em seo peder
jue se nao os resgatarem no praso de
' dia* contados de fc0je, jerio andidos
seu pagamento e teas donos sem
iireto algum a have-.Io* 4o annun-
mmtkt.
DE .
commiso de escravos,
pateo do Paraizo r. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao*
Para a dita casa foi transferido o aligo escrip-
torio de commissao de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se cootina a receber asera-
vos para aerean vendidos por commiaso, e por
conta de aeua aenhores, nao se poupando esorcos
para qutosmsmos sejam vendidos com promp-
tido, afim de que seus aenhores oo oaTraa m -
pate com a venda delles. Neste meamo estabe-
lecimento ha aempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
MI316SUSSMI6 5*8 3^*Mkiai^5a6
O abaixo assignado laz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar com a sua
confianza,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dias uteis
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
i?^5iii6e sjsMsmsMsji nrrininl
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
aerviQo ordinario de urna casa, e queira acompa-
nhar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
Aluga-ae o aobrado do Mondego, em que
esleve a secretaria do commandaote das urnas, a
quem melhores condicoes offerecer: s quera
tem gosto e pode, que deve morar nesla bella
casa e fumar no terraco um bello charolo : a tra-
tar na ruado Mondego, otaria n. 13.
###^ 55#
H' Precisa-se de urna ama para cosiabar
e comprar para urna pessoa s : no becco 9
# do Padre n. 6, primeiro andar. d
#-##*j>#s?#8Qe@
Na ra do Crespo o. 20, esquina, ha um
moleque para alugar que serve para aervico de
casa.
Precisa-se alugar urna prela escrava de
meiaidade, paga-se bem : quem a tiver, .dirja-
se ao largo da ribeira de S. Jos, deposito n. 15.
Gloria ao E\m. Caslilho.
Com oito metes e vinte e dous dias sahio da
nossa escola central, no dia 10 de maio andante,
o menino Joo Januario da Silva Santos,;aben-
do lr espeditamente, fazendo as quatro especies
de cootas esua applicaco, escrevendo soUnvel-
mente, sabendo toda a doutrina christa e algu-
nas regras Oe grammatica e arthmetica; sem
esse aparato immenso de divisoes e subdivises
de classes, lapis, regras, pastas e canudos, sem as
fastidiosas, inuteis e sebosas cartas do Biaba, Bia-
b, Fagaf, Fagaf, Lagalh, Lagalh, e.outras
muitas antlgualhas do re velho, sem gastar um
realem livros, pois o nosso Mississipe, pedra e
giz, analyse e syntheseida patarra fallada, valem
mais que todas as fadigas do antigo syslema.
Anda nao desmentimos o brilhante conceito que
deste metbodo de eosino faz o Exm. director ge-
ral da inslruccao publica desta provincia. No
mesmo adiantamento vo os meninos Loyola II
Americo, Carvalho, Braga, SaDta Roaa, Garretti
etc., etc., etc. Parabens ao Sr. Francisco Pereira
da Silva Sanloa e ao seu estimavel menino que
aprendeu sem lagrimas, danzando e cantando,
( como dizem os zoilos I )- sem que ao menos
solltesse urna reprehenso do aeu amigo e mes-
tre.Francisco de Freitas Gamboa.
O abaiio assignado, bacharel formado, desde
1842, depois de haverexercido differenles lugares
acha-se nesta capital, no exercieio de sua profis-
sao de advogado, ra do Queimado o. 30, pri-
meiro andar, onde pode, ser procurado das 9 ho-
ras da manha s 3 da larde, por aquellas pes-
soas qnH o qu2erem honrar com a sua confian-
za. Al de outros tilulos que honrara o mes-
mo advogado, publica par-a prova de sua antigui-
dade o documento abaiio transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
Tendo o bacharel Jeronymo Salgado do Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver ejercido por dez annos, tres mezea e viol
oito dias o lugar de promotor publico, deu -se-lhe
por isso o presente diploma de habilitagao ao
cargo de juiz de direito, na conformidade do 8 2
art. 1 n. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocios da justica em
22 deietembro de 1857.Francisco Diogo Perei-
ra de Vasconcellos.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoet Eloy Mendes a cobrar
de seus devedores desta praca, como d
fera, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a qualquer pessoa sem excepcao
quedeixarde pagar-lhe pontaalmente
suas coritas.
Francisco lose Leite.
CaiYicie.
? utilidad* da pomada in-
diana nao ao de aier nas-
obt oa*akellaamala tanatea
de dar-Ihaa torca para evi-
tar a calvicie e nio deia-
las embranquecer tio cedo
como ajuaado olla le for
apotoadai- adem date, aen-
oaSMcamsmicio formada
de Mibatancus alimantores,
abeopciopeloi potos nao
pode aor nociva. Deposito, ra de Imperador
n. 59, erua do Creapo a. t.
0 bacharel WITRDVIO pode ser
procurada na raa Kara W,primeira
aadar, do sobrad da esqaina qae volta
paraaCauboadoCanao.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independeaeia precisa-se fallar ao gr.
Jos Rufino de tfendonca.
Precia-ae de doos trabajadores de na-
dara : na ra doa Pescaeores ns. 1 e 3. ,
Preeiea-ae de um caiieiro para um deposi-
to de maesas, dando abono sua conduta tra-
tar aa ra Direila n. 80.
Eduardo Evaaa, WiHiam Frost.ThomM Vi-
cente, logteses, aeguem para Inglaterra
Precisa-se de urna ama para coaiohar o dia-
rio de orna easa de oouca familia : a tratar
roa Nova de Santa Rita n. 35.
-Deseja-se saber quem o corres-
pondeole ateSnr. D. loaquim Antonio
AJwes Ribeiro, residente na rrovincia do
Ceart '. aa livraria da praca da Indepen-
ota n- 6 e 8.
na
kWk
Preciaa-ae de urna ama, na ra do Trapiche n.
1S, para casa de um estraogeiro.
10,000 js. de al viraras.
Perdeu-ae urna carteira no dia lt, pelas 11
horas da manhaa, da casa do Sr. Beolo de Bar-
ros Feij, da ra Direita do Queimado, com
duas letras sacadas por Joo BaptisU Fragoso, a
aceites por Manoel Jos Lopes, urna de 37OJ810,
reocidaem31 de marco p. d > outra de 116*490'
vencida em 30 de abril p. p., aceites, urna por
Sevenano Baodeira de Mullo de 1161006 outra
por Bento de Barros Feii de 108tV)00. ambas a
vencer; juntamente meio bilhete da 41 latera
do Rio de Janeiro4en. 5853, assignado por qua-
tro peasoas, e alguna bilheles de visita com no-
mo de Lourenco A. Salazar Jnior : roga-se a
pessoa que achar. o favor de a entregar na ra
da.Cadeia do Recite n. 6.
Vai praca de venda pelo juio municipal
da aegunda vara deata cidade, no dia 15 do cor-
rente, depoia da audiencia do meamo, a aunacao
nn deposito 4 casa n. 14 do pateo do Terco, e
1 barril de vinagre, 6 garrafas de champanha. I
meias e 25 libras de sabio amarello, por execu-
cao do tenante-coronel Justino Pereira de Farias.
Wo dia 11, aa sala das audiencias, depois
de linda a do Sr. Dr. juix de ausentes, m ha de
arrematar o resto do espolio do ausente Francis-
co de Paula Figueira de-Saboia.
Sem excepto.
Quem me avisa meu amigo .
Joio Casemiro da Silva .Machado avisa a seus
devedores que nao lhes vindo pagar al 20 do
corrente, o far judicialmente, deata data em
dianle.
Oferece-se urna pessoa psra mostr de
qualquer msica, tanto neata praca como (ora
della por se achar habilitado, e j foi meatre de
msica de guarda nacional de Diinda : quem de
aeu presumo precisar, deiie carta fechada nesta
typographia.com as iniciaes L. A.M.
Ninguem faca negocio com o pardo .Manoel
Bento, morador em terrea do-engenboCumbe, do
termo de Iguarass, sobre os ctioulinhos Joo e
Antonio, roubados a sua senhora Aona Roaa de
Menezes, sendo que o crioulinho Joao forre e
sua carta se. acha lanzada em notas do tabellio
Portocarreiro.
LOTERA.
Industria.
Sida-se qualquer peca de louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, se|a qual for a quallda-
de do objecto : na ra do Livramento n. 31, loja
de calcado.
Modista de Lisboa
Ka:ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, 1a-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeites de cabe;a, tambem se levam e enfeitam
chwpaos de palha de ara hora, tudo com pramp-
tidao pelo gosiode Pars, para o que recbe n-
guriaos por todos os vapores que vem da Europa.
Uma pessoa que se retira para aj
Europa vende um encllente piano, um;
bonitonulatmho de 12 annos bom co-
peiro excellente para pagem, uma mo-
bilia de mogao e .Jacaranda': na ra
Imperial n 1.
Jos Nones de huta em liquida-
cao, avisa a seus devedores que taaiana
desattisfaaor sans dbitos aJ jo indo
corrente mez, do contrario saisjatr s> -o
Em praga publica do juizo dos feitea da fa-
zenda provincial se bao de arrematar os beas se-
guiotes:
Uma casa terrea de pedra ecal com 12 palmos
de frente, 18 de fundo, 1 sala, 1 quarto. cozinba
no ibtenor, sem quintal, avaliada em 4009, a qual
foi penhorada a Iuooccneio Xavier Vianna como
fiador de Jos Theodoro Gomes.
A renda aanual do sobrado no largo do Paraizo
n. 49, com commodos para familia, a*aliada por
250J, a qual foi penhorada a viuva e herdeirosdo
marquez do Recife.
Uma casa terrea no lugar denominado Santa
Anna, n. 32, tendo 26 palmos de frente e 51 de
fundo, contendo 2 salas, 2 quartos. cozioha na
sala de detraz, quintal om aberto e um telheiro,
avista do estado de ruina foi avallada em 350$.
Outra casa terrea no mesmo lugar, d. 33, ten-
do 32 palmos de frente e 51 de fundo, contendo
2 salas, 2 quartos, cownbatora, quintal, toda de-
teriorada, avaliada em 350$, as quaes foram pe-
ndo radas sos herdeiros do padre Manoel The-
moteo.
Uma casa terrea com o n. 19 na ra do Bom
Gosto, fregueaia dos Afogados, com 18 palmos de
frente e 50 de tundo, pequeo quintal om aborto,
em ches foreiros, avallada em 50;).
Outra dita de n. 21 na mesma rua.com 18 pal-
mos de fente e 50 de fundo, quintal em aberto,
chaos foreiros, avaliada em 50$, as quaes foram
peahoradas aos herdeiros de Joaquim Caetaoo da
Luz. .
A renda annual de uma casa com um pequeo
sitio na ra dos Passos n. 39, com sufBciente com -
modo, para pequea familia, e em mo estado,
avallado seu rendimento em 729, a qaal foi pe-
nhorada aos herdeiros de Joao Baptiata de Souza
Lemos.
A renda annual da ola ra na roa de S. Miguel,
n. 6, sobre pilares, coberta de telhas, com seu
competente forno e uta quarto para pretos, em
bom estado, avahada em 600, a qual foi penho-
rada a Jos Buarjue de Macedo, por Maaeelde
Souza Jardim.
Um carro de 4 odas com todos os seus per-
lences n. 44, em bom estado, avaliado em 600,
o qual foi penhorado a Augusto Ficher pelo Dr.
leao Lins Cavalcanti de Albuquerque.
A renda annual da casa terrea sita na ra Di-
reila da freguezia dos Afogados, n. 35, com 3
quartos, 2 salas, cozioha fra, quintal com cacim-
ba, avaliada em 9BS, a qual fot penhorada a An-
tonio Vaz Salgado.
Um carro de 4 rodas pintado de verde, avalia-
do em 400|000, o qoal foi penhorado a Augusto
Ficher.
Um sitio no logar denominado Lucas, com ar-
voredos de fructo, grande terreno para plantaco,
a frente da caaa de pedra o cal, em terrenos fo-
reiros do commendador Jos Joaquim de Olivei-
ra, avaliado em 250$, o qaal foi penhorado a Luiz
Gonzaga.
A renda annual de urna casa terrea sita no Po-
co da Panella, de n. 75. t*or 72$.
Outra de n. 76, por 48.
Outra de n. 77, por 48a.
Ootraoa Casa Forte, de n. 4, etn mi Miado,
por 36*.
Outra no mesmo lugar, u. 5, em mo estado,
por 36$, as quaes foram.penhoradas a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
Os prelendentes comparegarn s 10 horas da
manha do dia 16 do corrale mez do maio na
sala das audiencias, que a ultima praca.
P*recsa-se de um menino para caizeiro de
uma taberna : na ra do Codorniz n. 6.
Siucero recoiiheciniento.
Forte erupeo de pelle nos tornozellos.
Havia mais de dous annos que eu padeca de
uma forte erupeo de pelle nos tornozellos, que
me causara muilos soffrtaseatos, e nio echando
meio algum de Bear melhor, resolvi-me a appU-
car as chapas aedidme* do Sr. Ricardo Kirk,
escriptorio na ra do Parto o. 119, com as quaes
meechei perfeilameote boa. Portento eu falta-
rio ao dever que gretidao roe impoe oe no tri-
butaste o autor de lio til remedio, o mais sin-
cero MconheeimesAo.
Ra do Pinheiro n. 2JCattete] Rio-de Jenelre.
?. Ita de 4esos Ahrenirs.
Muga-sn na natrada do Poco da Panella a
excellente can que era ootr'ofa fin liuada D. Isa-
bel, na excellent*s commodos e rectjrtemente
tonuertoda e preparada pan ama hatUacao de-
cente : quem a pretender rrija-e ra da Ca-
Nao sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar matear ja o dia im.
preterivel da extraccao da segunda par-
te da nona loteria a beneficio da igreja
-matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que terq (i-
cado sempre com porc5o e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos acha mos e pela grande porqao de bi-
lhetes, meios e quartos das loteras de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os vapores sao astucio-
samente vendidos centra as disposiroes
em vigor, anniquilando assim as nossas
loteras (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes necessida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
ihimentos de orphaos, matrizes (que se
achara quasi todas em ruinas) a fazen-
da provincial e mais beneficiados visto
como sua commissao insignificante como
em partes de loteras tao pequeas e
que maiores nao podem se- pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empreados, juiz, lytographia, listas,
anouncios e outros muitos e alm disto
ao jogo forrado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta; forma sem star o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bille-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Chagas e no Recife ra da Ca-
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Companhia do Be-
beribe,
Nao se tendo reunido numero legal
dos Srs. accionistas para ter lugar a atv
sembta geral nnunciada para boje,
sao novamente convidadas os mesmos
senhoresa se runirem no dia 16 do
corrente ao meio dia no escriptorio da
mesma companhia. afim de examinar
as contas do semestre lindo, approvar
ornamento do semestre vindouro, pro-
ceder-se a eleicaa da nova admioistracSo
e tratar de diversos negocios constantes
do relatorio do Sr. director, prevenin-
do-se'desde ja' que na conformidade do
artigo additivo ao 16* dos estatutos, a
reuniao tera' lugar com o numero de
accionistas que se runirem nesse dia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribelOdemaio de 1861.O secretario
Manoel Gentil da Costa Alves
Precisa-se alogar urna escrava que saiba
engommar e coser bem : a tratar na travessa daa
Crujes n. 12, no segundo andar.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se eslabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Porte do Mallos n. 1, on-
de se recebem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesmo vapor.
FAIDJBEL i
navilladoabo.
Aluga-se uma padaria bem montada, o no me-
lhor lugar de negocio or ser perlo da eatacao da
va frrea ; quec pretender, dirija -se a mesma
villa, a tratar no .mazem do Machado.
ittencao.
Precisa-se da quantia de 3:0005 a 4.000JJ000
a premio sobre hypotheca em predios neata pra-
ca, e em boas ras : a pessoa que quizer fazer
este negocio, annunrie a sua morada para ser
procurado, ou em carta fechada nesla livraria ns.
6 e 8, com as iniciaes F. C. A. A. L.
Leiam todos.
A viuva Dias Pereira & C. pede mui reapeitoaa-
menie sos seohores devedores de seu estabeleci-
mento de calgado da ra da Imperalriz n. 16,
quevenbam pagar as importancias de seus dbi-
tos dentro de 15 dias, a contar de hoje 10 do cor-
rente ; e advertem mais, que depois deste praso
todas ss contas sero entregues a um procurador
para as cobrar judicialmente.
Compras.
Compra-se ou aluga-se n'uma das ras re-
tiradas dos bairrosde S. Jos ou da Boa-Vista,
uma cata terrea com quintal e commodos soffri-
veis; annunciem neste Diario.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ralriz n. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro de 20s : no
escriprorio do MaBoel Ignacio de Oliveira 4 Fi-
lho, praca do Corpo Santo.
Tinla azul que fica preta:
Vondem-ao botijas com a auptrior tinta iagie-
ia. azul ao eacrever-se, e pinta quanda Mn .
Relogios.
Vende-s en caaa da Johnstsa Pstor A C.
ros do Viajarlo a. 3 a bello sextneoto da
relogios de ouro, patete inglw, do ata dos mais
afamados (aarieaatae de Liverpool; tsmbera
asta varindade 4e aonitos iraacajins para os
tnesflsas.
Geroulas francezas.
Vendem-se superiores ceroulas trancadas de
algodo a 18 duzia. di ta da linho multo unas
a 28 : na ra do Quaimado n. 22, na loja da
boa f.
Calcas de brtm.
Vendem-se caigas de brim branco lio de li-
nho a &9000 cada urna, ditas do dito de ores a
33500, ditas de ganga franceza escura a 35, ditas
de dila ama celia a 2500: na ra do Queimado
n. 22, na loja da oa f.
Paletots pretog e de cores es-
curas.
Vendem -se superiores paletots de panno reto
e de casemira de caves escuras, obra francesa,
bem forrados e muilo bem acabados, pelo bara-
tsimo preco de 209 cada um ; na ra do Quei-
mado o. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca mato fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pele bars-
ttssimo preco de 800 rs. a vara : oa .ra do Quei-
mado o. 22, oa loja da boa f.
Filo de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso multo fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado a. 22 na
leja da boa f. *
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroqnim
para meninos, pelo mdico precn de 28500 cada
um : oa ra do Queimado a. 22, na loja da
boa f.
Chapeos de sol de seda a6.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo de canoa, pelo baraijssimo preco de 6)8
cada um : na ra do Queimado n. 22, loja da
Guardanapos para mesa
a 3J rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA.
POR
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se i venda o 1." volume na livraria os.
6 e 8 da praca da In lependencia a lvOOO.
Pos ,de arroz.
Na loja d'aguia da ouro, ra do Cibug o. 1 B,
vendem-se massinbos grandes dos mais finos pos
dearros por baratissimo preco de 500 rs.
Quadros de santos muito liodos.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se os liodos quadros -de santos que se
trocam por 1#.
Araruta nica pura
Recife n, 1.
na ra da Cadeia do
Hieren aerao chamados a juizo, Recife ^llII^^ISl^'-*-.^
IHiiamain Ao ftAI ~Mwsa um pretoiorte e rolmajo, ptopno
nsMOde lbl. naas^rsrvtco ; nuam ptetenuat. nwco-
,^*^i*6-ai*ft**6a*oaicaii,ss*
J" ^^ W3TW wr*rm WBW *^Tim WWWmW cTBW 27?BW tyvW wS
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DR. CASAIVOVA,
30--RH3 das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
aoves e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (asuntaras) por Ga-
tellan e Weber, por precos razo5veis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
eommendada aiotelligencia de qualquer'
pessoa.
"** i*n-* raa sana aaaaanaan -~ -.-.-~-. ?*?.
SS^rr9ie9R-flKie9lKK-aw5l6n3K
Sendo preseutemente
Satos Vieira ounico.garanti-
dor de bilhetes de 1 >teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-npreosa, os que nao
fforem vendidos com a sua
'firma deveni ser considerados
como u-m laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attengo.
Custodio Jos Alves Guimaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que tbe venham saldar suas con-
tas no prazo de 15 dia, e quando as-
sim o nao fizerem serlo entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estauerecimento contina a for-
oecer comidas para fra
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Ioaperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
A companhia de cavallaria precian de com-
prar carallos para o servico da mesma: -oa pre-
tenden les qne os tiverem, dtri}ara-ee mes raa
companhia das 10 horas da manhaa asida larde.
Quarlel no Campo daa Princesas, 13 de maio de
1861.ManoelJaaajoroi Hachado, teneote.
Ventura da Silva Boa-Vista, retira-so pera
fra do imperio.
O baixo assignado roga a quem e juagar
aeu credor apresentar suas cootas no prazo de 3
dias para acrem pagas.Ventura 4a Silva Boa-
Vista.
Joao Correas de Carvalho, 1-
faiate, participa aos seus ame *
rosos freguezes e amigos que mu-
do a sua residesteia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a roa
da Cadeia doUfcife a. 38, pri-
sierro andar, aonde o encortra-
rao prompto para davempenhar
qauhlqucr otara teatdente sua
arte.
Vendas.
Joo Jet Dia, subdito portogoez,
se pew lora da provincia.
jjaMriraarvtco ; qt__
retira- re na ron larga o Roaerlo
andar.
ptetenUt, .proco
n. 18. 1
Boa f.
Ra estreita do Rosario, es-
quina das Larangeiras nu-
mero 18.
Os proprietarios deste estabelecimenlo conti-
nuara a vender tudo por menos do que em outro
qualquer estabelecimenlo, e do melhor que ha
no mercado, por os ditos proprietsrios recebe-
rem parte dos gneros por sua conta, a saber :
manteiga ingleza perfeitamente flor a 800, 720 e
640 rs., dita franceza a 720, em barril se far al-
gum abatimento, dita para tempero a 400 rs., em
porco se far abatimento, arroz muito boma 100
rs. a libra, em arrobo se far algum abatimento,
gomma muito boa a 100 rs. a libra, farinha do
reino a 120 rs. a libra, milho muito novo a 200
rs. a cuia, velas de espermacele a 780 a libra do
mais Ono, toucioho muito bom a 320, vinho mui-
to ruperior da Figueira a 640 e 560, e de Lisboa
a 500 rs. a garrafa, dito do Porto a 15300, dito
Madeira a 18200, da melhor qualidade que ha,
doce degoiaba do melhor que ha a 720 e 800 rs.,
farinha do Maraoho a 140 rs. a libra, maa&as de
todas as qualidades por menos do qne em/ outra
qualquer parte, bem assim como se obrigam os
proprietarios deste estabelecimento a fazer difle-
renca em tudo dos precos de outro qualquer es-
tabelecimenlo, e servir os freguezes com/a maior
prompfido possivel, e do melhor que/ houver
no mercado. /
Vende-se um cabriolet ioglez meio/patente,
de duas rodas, para 2 ou 4 pessoas, e um excel-
lente cavallo para o dito, vende-se separado, a
vontade do comprador : na ra Nova ni 22.
Vende-se uma cabrinha de 12 annos, reco-
lhida, cose, faz rendas, e mais servigo de asa :
na ra do Imperador n. 50, terceiro andar.
Na loja de miudezas doleo de
ouro, ra do cabug n. 2 c,
vendem-se cintos dourados para senhora muilo*
ricos, pelo baratissimo prejo de 4$.
Atteneao.
Na ra de Hurtas n. 29 vende-se Urna armacao
propria para um principiante: quem a mesma
pretender, dirija-se a mesma.
Charutos (flor de tabaco) de Ha-
vana.
Chocolate fi ancez muito fino : chegou
peto ultimo vapor em casa de I. Prae-
ger & C, Tua da Cruz n. |l 1.
Cascarrilhja.
Naloiada aguia deoUro, ra
do Ca bug ni B
acaba de chegar, de sua propria encommenda,
aa lindas Otas de cascarrilha de lindas cores pro-
pria para enfeite de vestido, que c vendem por
baratissimo preco de 2SS000 a peca.
Guardanapos de inho
muito barat

i
M
oBa-se van sala e
Ma n. 17, prhaaro anttar :
mismo.
va, oa ru
atraUr nn 'loja *>
Potassa
\ ende-se a bem conbecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos preco do que em
outra.-qualquer parte : no armazem da ruado
Apollo n. 24, de A. J. T. Basios & C.
A 1#000
a lat com duas libras de excellente marmelada
nacional ; na prac.a da Independencia n. 22.
Atteneao.
Na roa do Trapiche n. 46, em caaa de Ro tro n
Rooker & C, existe um bom aorlimento de li-
ndas de cores e brancas em .carretela do melhor
fabricante de Inglaterra,aa quaes ae vendem por
precos mui razoaveia.
4500.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
15.
n.
Vendem-se guardanapos de Irolio
pequeo* deleitosa 8} a doria, noli
flores om
os pelo pro-
co e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado,
numero ff.
loja
ia branca
freguezia
eufcnho,
prompta.
gnem da Gte
Vende -ee ama propriedade alta ta
da Gloria, coa Kincipm de obraa de
como sejam pilaree, asa de catdaira .
caaa de utgar eomeeafla, estando j uma parte
coberta e toda nudaira do ogtnbo prompta no
lugar, tendo tersas surBcienles para sarejar ais
de mil paee e sendo o terreno de muito boa pro-
- duega, vende-ae por prajo mullo tommodo : i
tratar no engenho f ocinho I reguera da Jabea
lio com Francisco da Souza Cavalcanti,
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, looro e picho
por precos razoaveia
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n.'l
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo preco da
2,500 ra. a libra s na aguia branca.
Gaz para caodieiros.
J chegou este gaz tao procurado, bem como
um completo aorlimento dos candieiros proprios
que se vendem por moito baixos precos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Garlos
Leite & Irmo.
/na do Amorim n. 43.
Vendem-se ceblas novas grandes a 1JOO0 o
soasa.
Pentes de todas as qualidades
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n 1 B,
chegado um completo sortimento de pentes,
tanto de borracha como de bfalo, que se vendo
por precos que admira, aesim como de tartaruga
para atar cabello, de lindos gostos.
Potassa da Russia-e cal de
Lisboa.
No bom eonhecido o acreditado deposito da ra
da Cadeia 4o Recife n. 18, ha pora vender ver-
dadera potassa da Russia, aova e de superior
qualidade, aesim como tambem cal virgem em
podra ; tudo por presos mais baratos do qae em
outra qualquer parte.
Em oasa de Mills La-
tham AC, na ra da Ca-
i deia doKecife n. 52, ven-
- de-se:
Vinho o JPerto e Xerez
engarrafados flemuito
superior qualidade.
Dito de Lisboa tinto e
branco em barris de 5*
Cervejapreta em barri-
cs e 4 duzias e 8 du-
zias<3el^farifas.
Tinta prefrarada a leo.
Frde de Pamf
Dito com poste,
Azarea.
t
I
l
I
s
i
Toalhas para mos
>a-1 a fig/a_*ula : na toa do Qoaimaao a. M.na Jeja
laoaf.



--------~J~------:______
DUUO DI H4HBO00. ~ MaTA fEOJL 15 M MAIO DI lfdl.
>tr-
A4j,dinheiro avista.
i kSSl* *. faz.ada Bu, a mnl-
5mat lB* 0^* <8" "**RorU' *m ft*ato.do
~~M9mm MMMMH rir^nrir
Mil
4 Tana triumpba.
Qs'bartteiMs 4a loja
Encyclpedica
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca receben um neto sorti-
menlo de lia de bonitas e diferas cares, e para
commodid.de da ana- boa tteguezia cali venden-
do a 7 a libra, o que ea outra parte te nio .cha,
sebde aasisa fina : a na loja d'.guia branca, roa
do Queimado n. 16.
DB
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Racebem continuadamente da Europa
sedas, cambreiaa, lias, chapelinas de pa-
laa a de seda para senhoras, manteletes
prelos ricamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de bae.saiaa a balao de di-
feras qualidades, satas bordadas de to-
das as qualidades e preeos, chitas fran-
cezas muite bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nio mencionamos,
lodos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroolas, meias, grvalas, leocos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvider v ver
Quem duvidar v ver
Quem duridar v ver.
Levem dinbeiro
Levem diuheiro
Levem dinbeiro.
4 PRIMAVERA
[16--RHa da Cadeia do Recife--.)
^Yinlios engarrafados*^
Termo]
Collares.
Lavradio.
M.deira.
Carcavellos.
ArinthO.
Bucellas.
Malva lia, em caixas de ama dozia de girrafas :
na ua do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodo monstro
deduis larguras a 600 rs. a vara: na ruado
Quemado n 22, na leja di boa (.
A 160 rs. o covado.
Cassas lisas fioas de liodss cores com 3 liS
palmos de largura, muilo propria para roupas de
seohdra e vestidos de menina, pelo baratissimo
proco de 160 rs. o covado ; na ra do Queimado
d. 22 na loja da boa f.
Bramante superior.
Vdnde-s bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
prego de 2JMO0 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na Iota da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*500; na ra do Queimado n. 22
Da loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao a pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego de i$: na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
cora duas larguras a 2*600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de
que ha n.sle genero
cife, loja n. 50.
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Re-
Sal do Assu.
A bordo do palebate
com Tasso Irmos.
Garib.ldi ; a tratar
Milho e farelio a
3:000 rs.
Vende-se farelo em porgo a 3$ o sacto e a re-
talho a 3*500, milho a 3*200 : na travessa do pa-
teo do Paraizo ns. 16 e 18, casa piolada de ama-
ren o.
Mobilia.
Urna pessoa que sahe da cidade, vende urna
nca mobilia de jacaraod; na ra nova de San-
ia Hila n. 47.
Vende-se muito barato genebra de Hambur-
go yerdadeira, dita da trra, espirito de vinho
purificado, dito commum, vinho de caj de va-
rias qualidades, sabio branco medicinal, dito
commum devanas qualidades, garrafas brancas
francezas, capil e xaropes de diversas fructas'
na ra Nova de Santa Rita n. 65, fabrica do
franca.
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 4* cada um ; na ra do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Jjfanteiga ingleza flor al* a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 1*400, passas novas a 560
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
irasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra
Pre*"nlo1!ln'< 480, baoha de porco reflnad
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1*400. charutos suspiros a 49 a
cana, touciaho de Santos a 240 a libra, vinho do
22. en8rafado, superiores marcas, de 1* a
1500, rap Gasse da Babia a 1* o bote, cognac a
?* ?Jlde a"af. erveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5$500a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguesas a, 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporcao.
Luvas de torzal
com vidrilbo a 1#000 o.par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendeado mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a 1* o par ;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e noneca.
A loja d'aguia branca receben mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, ujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir.como para tbeatro, baile,
S&Sa ca.da cai,I.i?h1a 1 rto pela su-
S.ade di 1uaI<"*>. "ea de serem mui
Os lindos enfeites
para cabeca,
s a loja da aguia de ouro
n. 1B.
saoi chegados os lindos enfeites de velludo e vi-
dnUifcultima moda, que se vendem per 6|000.
LOJA DE M1UDEZAS
DE
Fonseca Silva.!
Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
2*. dita de Cologoe a 2*800 e 4g a gar-
rafa, Otas de velludo aberlas de todas
s larguras por preeos baratissimos que
vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, be-
toes para punhos de bom gosto a 320
rs..beogilas superiores de 1* a 1*800
cada urna, apparelbos de cha para brin-
quedos de criangas a 1, 2,3 e 4*. ditos
de porcelana propri.s para duas pes-
soas a 6J, jarros com pomada par a 3*.
pomada em vidros de 800 a 1* um, tin-
teiros pira trazer no bolso a 400 rs. um,
caixas transparentes para rap urna 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs., ade-
remos douradoi a I*, luvas de seda para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 1* urna, ditas
com espelhos a 800 rs., pukeiras de
bom goato a 2*500 o par. figuras com
tintiros e arieiros um 500, 800 e 1*.
ricas caixinhas de vidros com espe-
lhos contendo perfumarlas a 2*500 cada
orna, meios .derecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100, 120 e 160
rs. a groza, sabo leve a 160 rs. um,
penles de masss em caixinhas a 600 e
800 um e a lgiOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia
caoetaa de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
botes de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeilo a 160
re. o par, botes de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 2*0 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 1*200 a duzia, pecas de bico de
&."' m- 80-* 'i200- wo.
1*600 e 2 a peca, macass parola a
40 rs. o frasco, sapatinhos de la a 400
rs. o par, condesas, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de eltro a 500 e
a lg cada um, ditos do chili a 4fi cada
um, spatos de tapete para homem e
*enhora a 1* o par, ditos de pelucia a
19500 o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bemeomo muitos objectos mais
baratos do que em outra qualquer parle
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sna prepria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os uses est vendendo
pelo baratissimo prego de 3*. (oesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; lem brancas, de listas, de florzinh... e
o bocal tecido de borracha, o mais eogracado
possivel: tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
J chegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4 C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas para se nsarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1*000.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
BlSCOUt08.
Rolbas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silbos, arreios e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que lem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
a. C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem lem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura algume, como as de
composicao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
juw o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, ra da Madre de Deus o. 12.
Arma^o para loja por
qualquer pre?o
Vende-se na ra da Imperatriz n. 16, urna ar-
magao para loja, com vidragas, balco, fiteiros.
ele. : para vdr e tratar na mearas casa.
Loja das ( portas
EM
Em frente do Livramente
Uvas de tereal a 880 rs, par.
Chitas escaras francezas, tintas seguras, a 220
rs. e covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas da cores seguras a
200 rs. o covad, pegas de bietanba de rolo a 21
brmziaho de quadrinhos a 160 o covado musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, alnada e>
duas laaras a 640 a vara, lencos de enea pio-
lados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs*. o covado, fil de Moho preto com sal-
pico a l|400a vara, lufas de torcal muito Soasa
800 re. o par : a loja est aserta das 0 horas di
aaaoMasOdanote.
Pehincha
Por SltfOOO rs.
Vende-te urna abrica de velas de carnauba
teto: quem preten-la dija-se fi ronde
AGENCIA
na
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da roa do Queimado o. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cajo fim lera mon-
tado urna efficina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito meslre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se Ihe
eoeommende; per isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. offieiaes Unto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores prearos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todoccmpleto conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flguriaos que de
l veram ; alm disso faz-se mais casaquiobas
para montara, lrdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. sjudsnles de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja siagelos ou
bordados a espequilha de oare ou prals, tado ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbrs sonde se fazem as melhores
ronhecidas al hojo, assim eomo lem muito ricos
desenhos a matiz de todas ss cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas so mesmo gosto. Affiangando
qoe por tudo se flea responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom eorte, nio se falta no
dia que se prometler, segundo o svstema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores fislo que nada perdem em es-
perimentar.
Mais que Peehinclia!
Aletria. talharim e macarrio a 400 rs. a libra:
vende o Brando. na Lingoeta n. 5.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e i$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas filas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreila 'kque as
loras mui mimosas a 800 e 1$ a vara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cioteiros para criaogas, lagos
para cortinados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se pega se far algum abate-: na ru
rio Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mando
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto so M-
menlo das me-
lhores machi-
nas de cozer
des mais afa-
mados autores
m e 1 hora dos
com novos
sperfeigoa-
mentos, fazendo pasponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se ea rea da Imperatriz o.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteia, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
IEL0G.es.
L0W-MW,
Ru4aSesua.laffmn.42.
Feote estabeleeimento eontina a haver um
completo sorlimento de moendas emeias moen-
ou pora engenho, machinas de vapor e taixas
la farro batido a epado, da todoa os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
caico* de casemira pretas e de cores, ditas de
orim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4,
toe de estamenlM a 4g, ditos de brim pardo a
ii j 'Paca Pret saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho ss mais mo- i
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho'
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja es l aberta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
A 1000
a lata com 1 lj2libra de superior mermelada im-
perial ; na praga da Independencia n. 22.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadnohos muito bem feitos, proprios para o
campo a 4$ cada um : na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
E' pechincha.
Pegas de medapolao avarlado a 1&, 2, 2*500
cortes de riscado francez a 2$, eovados do mes-
mo a 180 rs.; na ra do Queimado n. 44.
Queijos do vapor.
Vendem-se de IJjSOOa 29 : na travessa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa piulada de imarello.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Arados americano se machina-
para lavar roupa: em cata de S.P. Jos
hnston & C. ra daSeuzala n.42.
Papel para forro de sala.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Gabug n. 1 B,
em para vender papel de lindos gostos para for-
tar sala, qne se vende muito barato.
E' de graca.
Ricas chapelinas de sede para senhora, pelo
baratissimo prego de 16& cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao pouess.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de recebar peloul-
umo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que squi tem vindo, e de seu costume est ven-
dendo mui baratos a 10 cada um ; por isso dl-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra de
Queimado n. 16, antes que se acabem.
MOH FEITA ANDA UISSaTAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feilasj
it
LOJA E ARMAZEM!
[Ges I Basto!
NA
*&* ^L5"' Palet'8 dos mesmos i
*0S, 225 e US, ditos saccos-pretos
mesmos pannos a "
brancos
ra do
Vende-se em casa de Saundres Brothers 4 C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Roskell, por pregos coramodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excorente gosto.
Fazendas baratas
Por preco fixo.
H Vende-se moreantique de quadrinho a
10 o covado, grosdenaples de quadrinho a
Jg 10400 o covado, lazinha de seda duas lar-
O guras a 1$ o covado, cassas muito finas de
B cores a 640 e 700 rs. a vara, brilhantina
branca com duas larguras a 300 rs. o co-
vado, chitas francezas finas, claras e escu-
ras a 280 rs. o covado, saias balo muito
boas e commodas para senhoras a 5* e
meoinas a 4$, camisas de linho para se-
nhoras a 60. sahidas de baile e thealro a
150; dao-se as amostras '. na ra di Ca-
deia loja n. 23 de Gurgel & Perdigao.
Roupa feita
Camisas brancas e de cores muito finas
a 25, paletots de panno preto a 200. ditos
de casemira pretos e de cores superiores
a 200, paletots de brim de linho branco
superior a 4J, chapeos prelos forma mo-
dernas a 80, grvalas de cores de seda e
pretas a 50 e 10. Exislindo urna pequea
quantidade destas fazendas, vendem-se
por estes pregos nicamente para acabar:
na ra da Cadeia loja n. 23 de Gurael Perdigao.
Agua iigleza
de Layander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a vertadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
TS'STi." ,oja d',gnia b"a-
Graxa econmica
para lustrar eal^ados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
nixnnoa de louga a 640 e 800 rs. cada nm. A su-
periondade de tal graxa j coohecida por quem
tem usado della^ e ser mais por aquelles que de
ovo compraran. Ella serve igualmente para
amanar e etmservsr o coun, e econmica nor-
I?h?.H! *f noooaeidaod nn graxa:
A .6|000.
Vandem-se chapeos do sold seda : 1randa
lasraWa etvaaVdmGaaa. A SiifV.
Laa para bordar.
Vendem-se ricos cortes de vestidos
bordados com 2 e 3 babados a 5 : na
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
les de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, eos esll vendendo a IgOO : na loja
d aguia branca, ra de Queimado n.16.
811a do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar conlas :
chapeos do Chille para hornera e menino a 30500
eortes de casemira de cores a 30500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 30, pegas de eam-
braia lisa fina a 30, sedas de quadrinhos miudos
do cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras o claras a 240 rs.,
cassas de cores de boas gostos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado
pecas de eotremeios bordados finos a 10500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a WO, manguitos de cambrala e fil* a 20, bra-
f''e de lgodo com 9 palmos do largura a
11280 a vara, sobrecasacas de psnno fino a 20 e
50, paletots do panno e casemira de 16 a 20S
diia de alpaca pretos de 30500 a 7$, ditos d
brim de 3 a 50, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 20500 a 50, colletes de casemira de
cores e prelos, ditos de setim preto, tudo a 50
corles de cassa de cores a tj, pegas de madapo-
lo fino a 40500, assim como outras muitas fa-
zendas que se venderlo por menos do seu valor
Dar acabar.
Vende-se confronte ao portio da fortaleza
daa Unco Ponas o seguate : carrogas para bois
e cavallos, carrinbos de Irabalhar na affandega
dos de mo, torradores de caf com fogo, do-
bradicas de chumbar de todos 00 tamanhos, e
bem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixoa
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s ofllcinas de ferreiro e carapina, e alu-
gam-se tambem carrogas.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
recebeu-se de sua propria encommenda os boni-
tos oleados de lindos padres, que se vende pelo
baratissimo prego de 20 e 20500 o covado.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Caigas de ganga muito fina e bem felfas 30.
Ditas de meia casemira muito fioas 2J500.
?infe n" f"endas fcue nao desbolo 20.
Colletes de velludo, gorguro, setim, por pre-
gos que de barato admira J v
Caigas de casemira preta 0
Paletots de merino preto 70.
Ditos de ganga de quadrinhos 20.
una 4o Queimado
u. 4, frente amarella.
. Constantemente temos um grande e Va-
nado sortimenlo de sobrecasacas pretas
o e de cores muito fino a 2S&,
os
TOS
140.160 a-18f, caa-
cas pretas muito bem feitas edesuperlor
panoo a 580, 30$ e 350. sobrecasacas Ide
e"6Bra,ae cre muilo finos a 150,1J6S
e 185, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOS, 120 e 14$, caigas prelaslle
casemira fina para homem a 80, 90, 10*
L ',las casenJira de cores a 7$, I f,
0 e 100, ditas de brim brancos mullo
25anar5 e63. las de ditos de cores a
30. 30500, 40 e 40500, ditas de meia a-
semira de ricas cores a 4$ e 4J50O, cbl-
letea pretos de casemira a 50 e 60, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 50, ditos
brancoade seda para casamento a 150
ditos de 60, colletes de brim branco e de'
LUS a 3*500 e 49' di,os de C0T
20500 e 30, paletotspretosde merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 80 e 90
colletes pretos para lulo a 40500 e 50,'
gas pretss de merino a 40500 e 50, pa-
letots de alpaca preta a 30500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 60,70 e 8$, muito finoicol-
letas de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 30800 e 4S, colletes deivel-
lado de crese pretos a 70 e 80, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 140,150 e 160, ditos de
S casemira sacco para os mesmos a 60500 e
70, ditos de alpaca pretos saceos aB e
, 30500, ditos sobrecasacos a 5$ e 50500,
caigas de casemira pretas e de cores a 60,
6$500 e 70, camisas para menino a 200
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a.320 a duzia para ac ibar.
Assim como temos urna oflicina ce al 9fe
faiale onde mandamos executar tod ib as S
obras com brevidade. |f
mmmemmm mmuomm*
Ceblas a 1^200 o cento.
Bolachinba ingleza a 160 rs. a libra, toucioho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
A'PRIMAVERA
16Ra da Cadeia doRecifeM6
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca Silva,
Bandeiginhas redondas para um eopo
d agua a 400 rs. cada urna.
Barretes de relroz com vidrilho paraj se-
nhora e menina a 10 cada urna.
Latas para cha a 500,800,10500 e 2 ca-
da urna.
Tesouras finas grandes a 500 rs. cada urna.
Limas em caixa para unha a 320 rs. ca-
da urna
Lonetas de melal a 400 rs. cada urna.
Agulhas de mariar de diversos tamanhos.
Camisas francezas a 1$500 rs. cada urna.
Papel amizade pacote de 100 folhaa a 600
rs. o pacote.
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas fenas, celgados e fazendas e todos
estes s vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu coslome.aseim como
sejam sobrrcasacos de superiores paDDos
aJLaS^8tHoa pel08 finios figulinos a
260,280, 300 e a 350, paletots dos messsos
pannos preto a 16f, 18f, 200 e a 24*
ditos de casemira de cor mrsclado e d
novos padres a 140.16, 180. 20 e 240
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 100,120 e a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, el2S, ditos
de sarja de seda a sobreessacados a 150
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merm cbinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda lazenda muilo superior a 4J500, di-
tos de brim pardo e de fuslao a 3*500 4a
e a 40500, ditos de fusto branco a 4
grande quantidade de caigas de casemira
pardas a 3 e a 4, ditas de brim deccres
fina, a 28510 30. 3500 e a 4$. di... de
br.m brancos finas a 450O, 5$ 50500 e .
60, ditas de bnm lona a 50 e a 6$. colletes
de gorguro preto e de corf s a 5$ e a 6fi
d.tosde c.semira de cor e prelos 4f&00
aS e a 38500, ditos de brim lona a 4
dito, de mene par. luto a 4 e a 4500
caigas de merm pata lulo a 4J50O e a 5'
capas de borracha 9. Pa.a meninos
de todos os tamanhos: calg..deeaemir.
Jrefc'-ed* o2r 5' 6 e 7. dita. f\x "
e bnm a 2J. 3 e a 3500. p'.lelols sac-
eos oe casemir. preta a 6$ e a 7 ditos
^Z^ %"3 di,M e.lp.r'.aaS
2recJ""eo? d? f,hD0 Pfo a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades ca-
misas par. meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de goru-
hnra.H *' lliS d? c.mbri. ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupa. feitas que deiiam de
ser mencionadas pela sua grande quant.-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se !
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimenlo de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeigao ntda dei-
xa a desejar.
s
Grande e novo
sortimento de fazendas como
em Pars, e s se vende ba-
rato na loja armazeuad a de
aportas da ra da Impera-
triz n. 56.
m
rna BeUa n. 19.
'de 6f a libra.
mnilo fina pato bantiamo proco
Vende-se urna mobilia e um escravo.
Urna pessoa que se retira para a Europa, ven-
de sua mobilia decente, um laboratorio de chi-
miea, e um mulatinho de W annos, de bonita
figura, bom copeiro, e exeellente para pagem :
Caixas de tarta-
ruga.
Na loja da aguia de otiro ra
do Cbvfgk Bf iB
4 cheg.do aa lindas c.ix.s do
LiquidacAo
Na leja de funileiros, na ra estreila do Rosa-
rio n. 10, confronte a padaria dos Srs. Poociano
a Salgado, vendem-se todas as obras de folha
de Flandres, consistindo em bahus, baejias, bu-
les, regradores, flanJres para assucar de todos
os tamanhos, ditos para manteiga de 8 libras ate
li2quarta, cocos, candieiros, formas de bolos,
chaleiras, cuias para farinha, e outras muitas
obras, ludo sem feitio, por querer seu dono aca-
bar com o negocio ; tambem se vende a iarmagao
da dita loja, ferrameotas e o mais tendente i
mesma ; assim como pode-se aos seubores que
sao devedores dita loja, que venham saldar
su.s conlas no prazo de 8 dias, a contar desta
data. Recife 11 de maio de 1861.
Aos senhores marcin|eiros
Vende-se urna porgao de taboas delcedro de
muilo superior qualidade por prego minio com-
modo : os pretender.tes poderlo ir vrlno arma-
zem da Companhia Pernambucana, qu li acha-
rao com quem tratar.
IMALOJA.
Vende-se a armagio de ama loja que foi de
ferr.gens, na ra Direil n. 64, urna das melho-
res localidades para qualquer um estabeleeimento
que se precisar, por prego muilo commbdo : na
ra Nova n. 20, se achara com quem tratar.
Vende-se um par de bancas, um. mesa pa-
ra escriptorio, tudo de amarello, um toucador de
Jacaranda : a tratar na ra do Arag&o o. 132.
Vende-se ou .luga-se urna armacao para
oja ou outro qualquer estabelecimenlo. i em 0-
linda, ra do Ampsro, no sobrado do betco que
sahe para a Misericordia; a tratar no mesmo so-
brado.
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug h. 1B.
Vendem-se massinho do coral muito fina a 500
mis n m
Ra da Impentm, oulr'ora aterro da Roa-
Vista, loja de 4 portas n. 56. vendem-se chitas
escuras claras cores fixas a 160, 180 e 200 rs. o
Zl. fra"ce"8 weeraa e claras a 240,
.200 e 280 o covado, chales estampados a 2S600
pegas de cassa para cortinados a 20500. fitas de
camDraias usas para vestidos a 20500, 3 e 3a00
pegas de entremeios e liras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador se dir: crinolina de cores, fazenda
EE ? para Te8lid-08. qe com pucos co-
S?Sk um Testid0 pe,a sua lar8"a. P
400 e 500 rs- o covado : cheguem freguezes. ^
Sal do Ass.
Vende-se a bordo do hiale Camaragibe : a
gado n5 UpUa0 bord0' ou na raa d0 Vi"
Escravos fgidos.
)pi
o masso.
e-aolao mnilo fina tuda h*raumn ., ^ i,..f.i_ _...-._ D_. r2liv "" "f
assim como de bfalo' muito
J na loja Aguia de Ouro, na ra do
Gelo.
A dinheiro lim, fiado, dSo,
Vwdo-se gelo ao antigo deposito da rna da
Sanz.lla, pelo prego de 4O0O ra. a arroba, o *
160 ae. a libra, e declara- se aos compradores
que o de poeito eaUri aberta todos oa das daa 9
hora do moaW aa 5 da arde.
Capelas flna para noivas.
A loja_d'agui._ branca recabau nova, a dalica-
ao Mivao, o
aewp
naa do
daa oaaollas do Ooroa flaa*
atlasm.precode3, esU vwdeado a 6jo a 8|,ooaioraao o
Fugiram do engenho Bom Sucoesso da fre-
guezia d Agua Prel. no dia 13 de Janeiro do cor-
rente anno, o escravo Hilario, crioulo, de idade
2> annos pouco mais ou menos, altura reaular
corpo grosso rosto comprido, bsrbs nenhuma!
muito rognsta, crpallida e rendido de uma veri-
Iha : no da 22 de margo tambem do correte an-
no o escravo Vicente, mulato, de idade 22 annos
pouco mais ou menos, rosto redondo, barba ne-
nhuma nariz chato, cor pallida, cabellos carapi-
rhu' J* .gro'eura regulares, f.lla desean-
cada, muito vieado no fumar, defeituoso de uma
pena por h.ve-la quebrado quando pequeo :
pelo presente roga-se a qualquer autoridade po-
licial capjtao de esmpo ou pessoa -o povo que os
apprehendam econduz.-os .0 engenho scima ao
eoente Antero Aprigio Ferreira da Costa ou oes-
ta praga aoseu correspondente Malaquias de La-
gos terretra Costa, morador na ru. Direita n. 21
primeiro andar, que generosamente se recom-
pensara.
-- Est fgido desde o mez de abril prximo
undo, o moleque Dionisio, crioulo, de 16 an-
nos de idade, estatura pequea, corpo secco.
cor nao muito preta, uro dos denles da frente
quebrado, testa larga e formando cantos oa di-
reegao das fontes. beigos grandes e dobrados.
bem fallante e com ftrande deserabarapj, expe-
dito no andar, muilo vivo e intelligente ; coosla
que elle lem dito a algomas pessoas que fono
e suspeita-se que como tal nao lenha sido ad-
mntido ao servigo de alguem: quem o pegar e
levar ra do Carnario n. 5, nesta cidade. ser
bem recompensado.
Fugio da cidade de Macei ao am.nbecer
do da 10 de Janeiro do anno prximo passado,
um cabra de oome Anacido, com os sigaaes se-
guinles :Raixo, grosso, pouc. barba, cabellos
bem carapinhadoe, um lano atruivados, tm
um signa! de espinha no nariz, e no pescoco a
cicatriz de um talho de faca, o dedo grande da
mao direita aleijedo de un paoarisso, ps gros-
80S e chatos, e quando anda achata os dedos, car-
rancudo, e quando falhr com o superior olhan-
oo para o chao, sendo de muila forga, e esperto
para todo o servigo, tanto decampo como de
montana e de cor erara. Foi comprado na
Uuz de S. Miguel da provincia do Pernaro'buco.
ao Sr. Joaquim Piolo da 9ilvo, tem prenles na
cidade de Caruar de Pernambuco, para onde
tem viajado. Perteoce tojo ao capitao Manoel
Pinto de Araujo, da villa de S. Miguel : quem o
pegar e levar all ou en Macei, ao Sr. Manoel
iose Teireita de Oiiveiro, ser bem recompensa-
Jo, aseim como qvea deo-der noticia exacta,
aisesfdo-se que asseatara ptac em um dos cor-
pee do linha do Pernambuco.
Fugiram doeogooho' Batoria, comarca de
santo Antao, um mulato por nome Jos, com os
stgnaes seguimos : Alta, soco, poucs barba e
pouco cabello, caro oomprhr e caoca meia des-
puntada, pescogo comprido, bastante atto e ps
largas; chalo, e grandes, levou camisa axui o
cera.la, laamoi do .Urodaozioho o efaopo do pa-
ma, qooa TOpOorar dirija-so ao asmo engenho
BaMO) sosaV bem< recompeoaado : TOgo-se- aos
aotondades policiaes e espitaos do campo a sua
sofuaanco.
Ausentou-sa de caen doseu senhor o escra-
vo' preto OV Boaaer Hilo tamas le. Tais conhecido
por Cesario shnfiescaeoro; eatatura regular, ma-
gro, do rosto comprido. pone barba, bigodo
testa erando, joelhos para dentro, cosinheiro
s.p.teiro; viro, intelligente, Naorro no andar-
as pareen crioulo por ter viodo crianca. Quem o
pprehoBder ser- generosamente gratificado, le-
vando-o a raa da Cadeia do rteeife n. 20, ou na
Capuoga, sitio grande da Su. vinos Lasaa.
,


(8)
DU1I0 01 PttltAJIBiJCO. c- QTJAITA FURA ti M MAIO Dft 1811.

Litteratura.
OS AKDIS DA INGENIA.
Seenas da vida tbeatral.
Romance itdito
POR
lenriqoe Harger.
(Contiousgao.)
Quando approximaram-se da capella, ouviram
urna voz que os chamara, o Toltando-se avista-
ram o velho Domenico que correu pos elles, in-
quieto pela longa ausencia de Nina.
Pararam ento para lhe mostrar o achado.
extraordinario I extraordinario I murrau-
rou o velho que examinara as medalhas e com-
parava a dupla semellunga que havia ntreos
rostos anligos e osdosdous meninos. Sua admi-
rago, porm, augmentou ainda quando vio as
joias, s quaes, por mais eslranho que fosse s
cousas desta vida, nao poda deixar de attribuir
ura grande valor. Assim, como se respondesse
em voz alta algum pensameoto interior, acres-
centou olhando para Nina :
' ulvez ura dote que lhe manda a Providen-
cia. Onde iam voces ? perguntou ao depois aos
dous meninos, que lhe explicaram o Qm de sua
visita capella do molle.
Apezar de approvar o eentimento que lhe ios-
pirava essa.piedosa offerta, oppoz-se Domenico
que Nina s separasse das preciosas joias que po-
deriaro vir a ser mais tarde um recurso para a
orphia. Por isso mostrou-se Nina arrufada, e
exprimi o seu descontentamento n'uma ingenua
conQssao que fez so'rrir o velho msico.
Ah pena que Vmc. chegasse to de pres-
sa 1 lhe dlsse ella, a madooa tea o collar e Vmc.
nao ousarii lh'o tomar.
Nao. por ceito, pois niDguem deve tomar
aos santos o que se Ibes den, assim como ninguem
lhes deve restiluiro que elles dcram.
Nina abanou a cabera como se esse argumento
nao a convencesse ; porm nesse momento veio
um incidente dar nova direcco seus penal-
cenlos.
S.-ipiao queixri-so de estar caneado e pedir
para senlar-se.
Langando-lhe os olhos. notou Domenico que o
rosto do pequeo Caprana havia-se tornado io-
teirpmente paludo. Os denles rangiam e ocorpo
era'agitado por um tremor que augmenta va a
odia instante.
Sabendo Domenico que elle era de urna sauie
mu delicada, nao se inquielou muito ao princi-
pio!; as por camella, vendo que o tremor du-
pliava, e que a tez paluda do menino lingia-se
do urna purpura febricitante, tomou o capote de
inri pescador, cobriu com elle a Scipio, e, to-
manao-o nos bracos, levou-o quinta do caval-
leiro Caprana.
Aps elle corra Nina chamando por Scipio,
e vendo que este nao lhe responda, puz-se a
chorar.
No da seguinte, o lio do Scipio vellava ao p
do leito do sobrinho, em compsnhia do medico
do paiz que recusara pronunciar-se respeito do
estado do doente.
Depois das tres rpidas asceoces ao rochedo,
edos esfurcos que empregra para abrir o cofre-
zinho, Scipio, imprevidente como a infancia,
despira-se, e a transpirarlo fura interrompida
pela humidade da areia, na qual se sentara, e
pela frescura da brisa do mar que sopra no decli-
nar do 013.
As3im, experimentara logo os symptomas que
caracterisam a pleurisia, e durante a noite o mal
tinha-se declarado com bastante gravidade para
que o medico noousisse responder pelasconse-
quencias que d'ahi resultassem.
No dia seguinte, pela manha, correu Nina ao
lugar onde achava quolidianamente o pequeo
duque ; esperou por elle pacientemente durante
tres horas. E nao o vendo chegar, foi rodar em
torno da casa, junto da qual ficou at a noite.
S depois de entrar em casa de Domenico, a
quem perguntou se Scipio nao tiuha viudo pro-
curar por ella, foi que soube de sua molestia.
Oh I exclamou ella chorando, a madona
que nos castigou por nao lhe termos dado o seu
quinbo.
E durante toda a noite o velho artista ouviu-a
gemer e rezar na cama.
A molestia de Scipio peiorou durante tres das,
nos quaes Domenico nao pode impedir que Nina
fosse villa Caprana.
Foi ella urna vez notada pelo cavalleiro que fi-
cou impressionado pela sua semelhanca com o
rosto gravado, n'uma medalha que achara debai-
xo do travesseiro do pequeo duque.
Ao v-la banhada em lagrimas, ficou o velho
Caprana commovido por aquella piedade infantil.
Inlerrogou-a braadamenle, e sua admirago aug-
mento ainda quando ella, depois de lhe haver
contado seu ultimo passeio com Scipio, mos-
trou-lhe a medalha que representava a imagem
ueste.
Como fizera Domenico, o cavalleiro murmurou
entre os deotes :
E' extraordinario, extraordinario. Quem
s, pequea ? perguntou-lhe ao depois.
Eu ou Nina, companheira de Scipio, res-
pondeu ella, e acrescentou :
Acaso nao vira elle folgar ainda boje ?
O tio do pequeo duque sacudi a cabeca nega-
tivamente.
Nao ? disse Nina, e amanha ?
Nem amanha, nem nunca, tal vez, respon-
deu o velho tristemeote.
Nunca.I repeta Nina, e poz-se a contar pe-
los dedos como que para achar o espado de dias
que a palavra poda exprimir. _
Nunca, contiouou ella com nquietagao. E'
muito tempo ?
Menina, disse o cavalleiro, deixando-a para
reunir-se ao pequeo doente, cujo estado era en-
to assustador, nunca, sempre.
Nina voltou de vagar, repetiodo as duas gran-
des palavras da elernidade, sem comprehen-
de-las.
Quando passava diante da egreja, viu sahir del-
la um enterro que se-dirigia para o cemiterio da
baslica. Era de ama menina mora na vespera.
Segundo o costume do paiz, o corpo, envolvido
em panno branco, era conduzido por quatro mo-
FOL.HETIII
-------------------------
cinhas seguidas de todas as companheiras. Nioa
retiniu.se machioalmente ao cortejo, pos o qual
iim os paes chorando.
Quando chegaram ao lugar do repjuso, e de*
pois que o corpo descau sepultura, lodos os
meninos approximaram-se alternativamente, e
langaram sobre o cadver as flores e os ramos que
tioham rus mos.
Vendo um delles que as mos de Nioa estavam
sera nada, rej>artiu as florea com ella e levou-a a
extremidade da cora era cujo fundo o cadver j
desapparecia sob urna odorfera juncada de
flores
Ah I disse Nina inclinando-se, ninguem a
v mais.
Ninguem a ver mais nunca, rospoodeu o
menino fazendo branquear na cova as airas flores
de jasmim ede larangeira : ella morrea acrescen-
tou ell.
Mora repetiu Nina machinalminte.
Nesse momento, segundo a ifadicflo, a irmia
mais velha da defunta approximou-se da extre-
midade da sepultura e comecou o canto.
Depois de cada* eslrophe dessa meloda fne-
bre, doilava ella urna p de terr i sobre o corpa,
e cada urna deaaas estrophes. acabara com esta
phrase que os assislentes.repelan em coro.
Adeus para sempre, adeus para sempre.
Na ultima eslrophe, a cova eslava cheia.
Esta scena que pela primeira vez lhe fazia com-
preheoder a idea da partida sem volta, deixoo
Nina dolorosamente pensativa, e. tembraodo-se
das palavras que lhe dissera o cavalleiro a propo-
sito de Scipio, exclamou chorando :
Nunca 1 E' morrer I
No dia seguinte, o marquez Nani, desfargado
em pescador, segundo seu costume, chegou
Strapezi para ver a filha. Nao encontrando-a
junto s'Domenico, escapou-se-lhe um grito de in-
quietagao ; porm o velho msico traoquillisou-o
logo explicando-lhe o motivo que, havla alguos
dias, retioha Nina fra de casa.
Os pescadores que me trouxersm, disse o
conde, receiamo mo lempo. Apenas deram-me
duas horas para demorar-rae. Quero passa-las
junto Nina. Vamos procura-la juntos.
Poraro primeiro aos arredores da villa Caprana,
e l nao cncontraram a menina, que nao tinha
ainda sido vista por pessoaalguma nesse lugar.
Como est o duquezinho? perguntou Domi-
nico ama do pequeo Scipio.
Esta estendeu a mo na dirieco da casa e res-
pondeu seccamenle :
A morte est ali.
Percorrendo a aldeia, o velbo msico perguntou
a urna roulher queconhecia Nina se nao a tinha
encontrado..
Hs pouco, disse ella, vi a pequea entrama
egreja.
Vamos! disse o conde Nani.
Quando enlrarara na velha baslica, obscura e
solitaria naquella hora do dia, viro Nina ajoe-
lhada aos ps de urna madona graciosamente es-
culpida, a qual a devogo dos habitantes havia so-
brecarregado de numerosas olleras votivas. A
menina levantou a cabeca ao ouvir o ruido dos
passo, o quando Domenico estove junto della,
apontou-lhe para a madona j adornada com o
collar de pcrolas.
Desta vez, lhe disse, Vmc. chega'muito tar-
de, e Scipio nao ha de morrer.
Poucos dias depois, Scipio completamente res-
labelecido e a pequea Nina achavam-se juntos
beira do mar e no lugar onde quasi se vm pela
ultima vez.
XI
As escavsgdes trouxersm o descobrimento de
algumas joias e de algumas moedas entre as quaes
misturaram um dia a medalha achada por Nina,
e que represeotavam suas feicdes com tanta exac-
tidio que recordaran aa feiges maternas. Ao
principio a condesas Nani nio tete a menor sus-
peila, o o conde pode desembaragadamenle por
sua vista a efligie adorada quo oceupara o melhor
logar em seu ruedalhario.
Orna voz oblido o seu desidertum, renunciou
o conde ao gosto pelas antigoidedes, e recahiu na
melincolia habitual. D'ahi ha pouco notou a
condessa esse retorno ao pasfaoo.
Urna circumstancia pueril veiu de novo disper-
tar- lhe as suspeitas. Sob pretexto de fazer um
cathalogo do musu, retirava-se o conde diaria-
mente para o seu gabioele, e por duas ou tres
respeito dessa medalha, tire occesiio de 1er um
tratado de numismtica, onde baria um estudo
sobre raaUllurga antiga.
A condeasa fez um movimento de impaciencia.
Desculpe-me se parego um tanto pedante,
actas agora necessario que eu entre em prome-
nores eapeciaes, respondeu-lhe o marido que
proveitou-se daquella interrupcio para dar fole-
go imaginario, pois naqueile movimenlo im-
provisara elle ums fbula e por todos os meios
procurara dar urna cor de veracidadeao seu im-
proviso.
Nesse tratado, conlinuou ello, 11 que os an-
tigos.haviam possuido metaes ignorados pela era
moderna^ntre oulros, o bronze de Corinlho, que
allribum a fusao de todas ss materias preciosas
cootidas naquella cidade na occasiao do incendio
que a devorou. Entre esses melaes, cuja com-
vezes aconleceu condessa enconlra-lo fechado. j-posigo n&o pbde ser encontrada, havia um que
Por mais certa que fosse a separaco delles, e
por mais joren3 que podessem ser, o lago que os
prend^ reciprocamente j havia passado por
aquella dolorosa prorago das lagrimas que
para certos sentimentos do homem o que a tem-
pera para alguna metaes. Se ha na vida almas
condemnadas fatalmente a se procuraren) sempre
e a nao se encontrarem nunca, ha oulras que um
deslino melhor assimula desde o primeiro encon-
tr, o que revelara a fraternilade primeira pa-
lavra e ao primeiro sorriso. Assim como ha fron-
tes as quses um poder divino imprime desde a
infancia o sello do genio, tambera ha coracoes
nos quaes a necessidade de amar urna vocago ;
e Scipio como Niua hariara nascido n'um paiz
onde o amor nasce por assim dizer eom a vida.
O velho cavalleiro Caprana, feliz por ver salvo
ultimo herdeiro de sua raga, tivera cooheci-
mento da dadiva do collar madona, bem como
do valor dessa joia ; assim propozera a Domeni-
co usar do sua influencia para que a fabrica res-
tiluisse a offerta de urna crianza que nao poda
ter consciencia do que fazia. Domenico recusou,
e apezar de so conservar nos limites de urna dis-
crigSo que lhe era ordenada, deu a entender ao
cavalleiro que uva vootade superior a delle lhe
havia prohibida que locasse na ecgo da pequea
Nina.
Essa meia confidencia foi um ponto de partida
para as supposiccs do velho Caprana, que sahu
do casa do organista bera convencido de que a pe -
quena companheira de seu sobrinho nao era filha
de um pescador.
No dia em que o conde Nani viera ver a filha,
Domenico, antes que ella tornasse a embarcar,
mostrra-lhe as medalhas achadas no cofrezioho,
e o conde parlilhra naturalmente a sua sorpreza
vendo aquella onde achava se a efigie da filha.
Levara comsigo urna daquellas medalhas, e ao
chegar em Palerroo, guardou-a no lugar mysle-
rioso onde havia occultado o retrato de Nina por
elle feito. A posse de tal roedalha suggeriu-lhe
dentro em pouco um estratagema que lhe per-
millia ter sempre vista a imagem da filha. O
conde Nani fingiude repente ser de novo atacado
pela paixo de antiguidades que ji tinha tido, e
diante da mulher maoifestou um dia o.desejo de
completar seu gabinete. Neste novo accesso, ape-
nas viu a condessa urna phanlasia que poda dis-
trahir o marido das saudades de urna paixo que
a morte nao poder vencer, e animou-o em suas
pesquizss. Durante um mez, todas as noites,
volta va o conde para a casa trazeodo comsigo al-
guma nova acquisicao. Para dar mais aulheoti-
cidade a essa paixo nova, at perguntou elle a
mnlhnr se quera obter de sua me a permissao
de estabelecer escavaces n'uma villa que esta
possuia, em cujo slo julgava-se ter existido ou-
tr'ora um templo pago.
Teu marido, disse a me da condessa, ao
conceder-llie a licenQa, vae enterrar muitos escu-
dos em cinzas.
Antes quero que elle revolva aquellas cin-
zas do que oulros, respondeu a ciosa palerme-
tana.
Parece, diase ella urna vez gracejando, que
a redaeco do seu cathalogo exige uma solido
absoluta? Oh l exclamou ella, depois de haver
lancado um rpido olhar ao redor de si, roc mu-
dou ainda o medalhario I
Sim, respondeu-lhe o conde, e a exposicao
actual mais favoravel para pOr em relevo os
rostos.
Pouco tempo depois, n'um daquelles dias em
que a saudade volta ao coraco com maior vio-
lencia, o conde Nani foi quasf sorprendido pela
mulher no meio d um dos seus transportes de
pateroidade solitaria. Eotrou ella no gabinete no
momento em que elle tinha aioda nos labios a
imagem da filha ; e apenas leve tempo de intro-
duzir a medalha por baixo dos papis que lhe en-
lulhavam a secretaria, como que para fazer acre-
ditar um Irabalho que lhe justificasse as tongas
ausencias para aquella aposento vasio. Nao pode
escapar condessa a perturbarlo que sua presen-
ta inesperada havia causado no marido. Com
aquello maravilhoso talento de dissimulago que
as mulheres possuem, approximou-se ella da se-
cretaria onde, afina de podor resistir, Dngia o con-
de estar absorto n'uma le tura, e Iravando com
elle ama conversado familiar, remexeu, appa-
rentemenle diatrahida, os papis onde descobriu
a medalha na qual aioda brilhava uma lagrima
que cahira dos olhos paternos.
Com aquella rpida iotuico que d a descon-
fianza, compreheodeu a condessa que as recluses
estudiosas do marido eram apenas um pretexto e
que acabava sem duvida de perturbar urna de
suas medltaces as quaes refugiava-se elle afim
de reviver no passado.
Seus olhos, lixamente cravados naquella meda-
lha na qusl nao viu ella mais do que uma reli-
quia, mudsrara-se ento para o coode, cheios de
urna ameacadora e muda interrogarlo.
Achou vocafinal a origen) desta medalha?
perguntou-lhe.
O conde adevinhou a nalureza dos pensamen-
tos que devlam ento agitar o animo da mulher,
e fez um appello mental imaginago para lhe
desviar as suspeitas.
Como esta medalha nao traz data nem ios-
cripcao, que possam servir de base pesquisas
scientficas, respondeu elle, por muito tempo foi-
me assaz difficil precisar-lhe nesia origem exacta
na antiguidade. Entretanto...
Mas, disse a condessa, tIvez porque voc
procura mu exclusivamente aa suas informacoes
n'uma poca remota que nao eocontra nenhuma
que possa attribuir a este rosto. Cooceda-mo,
contiouou ella com uma certa irona, que suspei-
te a sua erudico era tal materia. E' ella de mui
fresca data para ser iofallivel, e lalvez o enga-
nasse nessa circumstancia, fazendo-o tomar por
um vestigio dos lempos fabulosos n'uma cousa
que de origem muito mais moderna.
-- Oh I contiouou o condo protestando por
meio de um gesto contra aquella aecusacao de
igooraocia, per menos versado que seja alguem
na sciencia numismtica, tem essa medalha um
carcter que nao permitte duvida, e o proprio lu-
gar onde foi encontrada prova a sua antigui-
dade.
Isso nao uma prova, ioterrorapeu a con-
dessa com vivacidade. Os antiquarios mais ha-
bis tm sido muilas vezes Iludidos por falsifica-
ces da arte antiga. E' bem possivel que os seus
operarios, com o flra de animar escavnjOes libe-
ralmente pagas, tenham voluntariamente enter-
rado, alguns desses thesouros apocryphos que fa-
bricara para seren vendidos aos tourislas viudos
do continente. Eis a razo porque pens que
esse rosto, onde seu amor proprio do. fazer col-
iecc,oes obstioa-ee em ver a imagem do alguma
diviodado paga, bem poderia ser a vulgar ima-
gem de uma simples mortal, contempornea e
catholica.
se encootra mui poueas vezes nos productos da
arte antiga, pois foi-usado somente durante um
curto periodo da poca em que fiorescia essa arte.
Atoda ha pouco, conlinuou o coode lomando a
medalha que fez sallar como que machioalmeote
n'uma das mos, adquir a prova de que esta me-
dalha pertencia aquello periodo, pois que fun-
dida com o metal que era ento empregado.
E como chegou a saber isso ? perguntou a
condessa.
Por ama parlicularidade que destiogue esse
metal, respondeu o conde; repelle a humidade
Assim, quando ha pouco eu molhava essa me-
dalha o'um copo, s uma gota pode adherir ao
metal durante a iraraerso, e se a fundico hou-
vesse sido perfeila, a repulsa loria sido total.
Quer ver essa experiencia t concluiu elle olhan-
do para a mulher ; e antes que esta respondesse,
molhou a medalha n'um vaso cheio d'agua que
tinha junto a si.
O conde nao tentava essa operario sem ter to-
mado suas precauQes para .que fosse bem suc-
cedido. Assim, durante a explicacao que pre-
cedeu, tivera elle a cabera apoiada n'uma das
mos, e por um gesto natural, ao passar algumas
vezes os dedos pelos cabellos cheios de pomada,
bavia-os impregnado de uma humidade oleosa,
que ao depois communicou a medalha que co-
briu-se insensvelmente de uma especie de en-
voltorio impremeavel.
Quando o rosto anligosahio do copo, como lhe
tinha predito o marido, a condessa apenas viu
uma gola d'agua, sem duvila formada pela ag-
gregaco de todas as parcellas hmidas que se
tioham pegado ao metal, apezar da untura pre-
servados que ella nao podra suspeitar.
Todava nao leve essa operaco lodos os re-
sultados que esperara seu marido. Na condessa,
a sensibilidade era superior aos fados : a con-
viego, superior as provas. Em seu animo, ti-
nha a suspeita a marcha rpida daquelles vene-
nos que invadera lodos os orgos ao mesmo tem-
po, e cujo progresso nao pode ser retardado por
nenhum antidoto.
Nao advinhou ella a astucia empregada pelo
conde mas perseverou em sua descooauca ins-
linctiva. A medalha conlinuou a ser para seus
olhos o que era para a imaginario, uma reli-
quia, e a gota d'agua uma lagrima.
No momento em que o coode pensava ter des-
truido as suspeitas da mulher e haver conquis-
tado a tranquilla posse do retrato da filha, a con-
dessa f-lo de novo pender o accordo com uma
pergunta em que se revelara toda a persistencia
de suas duvidas.
A persistencia com que a condessa contestara
a ideutidade da medalha, denunciou ao marido a
Essa operaco mui curiosa, disse ella re-
pelando a medalha negligentemente, mais nao
foi para assilir a ella que vim perturba-lo em
seus trabalhos.
Pez o conde um gesto que pareca indicar an-
lecipadamente ura assenso.
Previno-lhe que se trata de um capricho, e
de um capricho de casquilharia de mais, disse a
condessa sorrindo.
Cousa ento duplamente sagrada, respon-
deu o marido inclinaudo-se.
Desejo ter um bracelete de medalhas antigs.
Consente voc que eu escolha entre as que me-
nos estima?
Pedir-lhe-hei antes que voc deixe-megui-
ar-lhe a escolha entre as que mais estimo, disse
o conde abrindo o armario oode estavam arruma-
das as antiguidades.
Como I disse a condessa, voc entrega as-
sim seu ihesouro para eu pilha-lo sem resistir;
e vendo que elle lhe designava as moedas e as
medalhas que lhe pareciam mais preciosas, ai-
crescentou :
Obrigado, conde, basta ; nao quero despo-
ja-lo.
Entretanto, por mais hbil que fosse, nio po-
da a condessa Nani harmonisar a expresso do
rosto com a jovialidade das palavras. S por
sao, cujo proveito hara elle perdido por nao
ter feito a proposito.
\ll
As diversas peripecias dula scena intima tire-
ram como resaltado despertar com ama actividade
nova o odio cioso quo a condessa conservara a
ama rival coja morte pareca eternisar-lhe a me-
moria. Nesse momento tslvez lamentasse aeu
crime, nio por causa dos remoraos que lhe po-
deria terdeixado, mas por cansa da inutilidad?.
Sua rlnganca tivera o resultado das perseguicoes
que exaltam a f dos perseguidos era vez de a-
morlece-la. Convertera ella um culto dura re,
uma paixo que talvez nio tivesse sobrevindo aos
acasos da vida, e sua victima, mora como mu-
lher, ressu'cilra como dolo, e vivia n'um cora-
So fiel, livre de qualquer ataque. -
Se ao principio nao voio i mente da condessa o
pensament de que extttia um tllho nascido dea-
se amor, porque ella fra seis sodos antes il-
ludids pelo ossassino cojo braco havia armado;
este, prevendoque ella lhe havia de ordenar um
novo assassinato, tinha-o evitado affirmsndo que
a creanca morrra dous dias antea de ferir elle a
me. Em razio dessa circumstancia, foi que
pode ento o conde Nani afastar o filho da peri-
gosa visiohanca da roulher. Se, porm, a con-
dessa ignorava a resistencia de Nani, seu marido,
nao sabendo disso, empregava, para ir a Strape-
zi, precauQdes cujo proprio oxcesso devia um
dia trahi-lo.
Na ultima vez que foi ver a filha, esqueceu-se
no barco dos pescadores que o tinba conduzi-
do, um albumzioho no qual desenhava vistas do
paiz. O arraes, suppondo que o conde desse tal-
vez importancia a um objecte que para elle era
sem valor, mandara lh'o entregar, esperando sem
duvida alguma recompensa. Quiz o acaso que o
homem que se havia encarregado da entrega, nao
encontrando o conde, fosse ter com a condessa,
e esta informou-se das circumstancias era que ti-
vera lugar a perda daquelle obiecto. Ao. princi-
pio, nada vio de extraordinario nos passeios do
marido no mar. Despertau, porm, repentinamen-
te a sua desconfianza quando soube por involun-
taria indiscripcio do pescador, que o conde pas-
seava desfarcado, e que a povoacio dq Strapezi
era o alvo ordinario. Lembrou-se principal-
mente que o marido que lhe designava s vezes os
pontos da costa que visitava em suas curtas ex-
cursdes, nunca lhe havia fallado* n'um, cujo no-
me se approximasse do que acabava de ourir.
Quando o conde voltou noite, a condessa en-
iregou-lhe o lbum, e disse-lhe mui natural-
mente:
O arraes do 5. Raphael Irouxe-lh isto que
voc lhe havia deixado no barco na ultima vez
que o levou a.... ; nio me lembro do Borne, ac-
crescentou fingindo hesitar.
A' S. Pamphilio, disse o conde que foi Ilu-
dido por essa ausencia de memoria aldmiravel-
meute simulada, e cujo nico flm era provocar
uma resposta que, segundo fosse verqadeira ou
falsa, indicarh condessa se seu marida tinha
realmente razio para lhe oceultar o vterdadeiro
nome do lugar para onde o levara o seu ultimo
passeio.
1
A' S. Pamphilio, isso mesmo, disse ella
observando o conde para lr-lhena phisionomia a
salisfaco que lhe devia causar o apparnte bom
xito da mentira. S. Pamphilio, lembro-me,
conlinuou a condessa, e accresceotou acontando
para alguns estudos de psizagens n'um lbum,
foi l sem duvida que roc desenhou estas vistas:
do vootjde de conhecer o lugar. Qufir levar-
me um dia a S. Pamphilio conde?
Com dffleoldade reconheeen a condessa Slo-
retto n'aquelle relho de cabellos brancoa antes
de tempo, e com fronte curra sob os cinco golpea
3oe lhe haria descarregado a Providencia vinga-
ora. Por uma eslnnha coincidencia, cada um
dos-latos expiatorios fra precedido de um facto
qoe lembrava Storetto 0 erime de que pareciam
ser as represalias. Assioa, vendo apparecer-lhe
a condessa, assassino, cujo espirito supersti-
cioso tirara impressionilo por aquelles avisos,
viu era sua presenta um presagio de mu agoo-
ro, para a ultima frinzina creatura qsje a morte
Iho deiira ; seu espanto foi tanto maior quanto
acabava do entrar na ultima semana, no mez
em qoe tinha lugar o terrivel aooJversario.
Sorprendida pelo terror que lhe causara sua
presenta, a condessa interrogou Storetto, e por
suas respostas adevinhoa que nio devia contar
com aquello agente, no caso de ter de novo a in-
lencio de fazer delle o auxiliar armado de seu
rcsenlimento.
Tranquillisa-te, disse-lhe ella, to agora po-
des servir sem perturbar a tua consciencia : ira-
la-se apenas de roe trazer informacoes que eu
nao posso ir ver pessoalmente. Vas partir para
Strapezi, onde estabelecer-te-has discretamente,
e entre as mulheres qoe habitara o paiz procu-
rars a que se parecer com um retrato que to
vou dar. Se achares essa mulber, informar-
te-has de seu nome; da classe, da familia; e
quando houveres conseguido isso, rollars para
aqui. Sabes como eu recompenso, concluiu a
condessa, dando Slorretto a medalha que derla
guia-Io em suas pesquisas.
Sei como Deus pone, respondeu elle repei-
nado a medalha cora um gesto de recusa ; seus
olhos porm tiveram tempo de fixar-se na effi-
gie. Ao encontrar n'essa imagem as feicdet do
sua victima, cahiu Storetto de joelhos diante do
berco onde dorma seu ultimo filho, e exclamou
olhando alternativamente para a franzina crea'
tura e para a medalha espectro:
_ Perdoi-me I Angela, perda-nie em alten'
cao miaa filha 1 Tu sabes que eu respeitei *
tua.
A condessa nunca tinha visto a amante do
marido, porm sabia-lhe o nome. Assim lan-
fjou-lhe um repentino claro no espirito a reve-
larlo escapa ao delirio pavoroso do assassino;
Todas as incertezas, lodas as suspeitas vagas
desappareceram para dar lugar i verdade to ou-
sadamente descoberla.
Tu roe engaaste, Storetto, dis3e grave-
mente a condessa ; porm eu perdoo-te. Ah I
murmurou ella, como que arrebatada pela vio-
lencia dos sentimentos tumultuosos qu&agita-
vam-a, elle lera uma filha ... um ser vivo no
qual concentrou toda a vida ; uma filha que a
imagem da me, cujo retrato aqui est, concluiu
ella tomando de novo a medalha. J sei onde
hei de feri-lo agora I
nalureza real da suspeita que acabava de origi- duaaou tres vezes.reuoindo as medalhas deslina-

nar no espirito della. Priocipalmente suas ulti-
mas palavras, e o gesto que as acompanbra, re-
velavam uma duvida que era preciso combater
antes que a condessa se enlranhasse mais naquel-
la via de desconfianza em cuja extremidade po-
da achara verdade.
Pensou elle que provando-lhe a authenlicidade
da medalha como aotigudade,poderia desfazer a
idea de que aquella rosto era um retrato. Re-
comecou pois a discusso e com tal ardor quo
devia convencer a condessa da snceridade de sua
paixo scientiflea ; porm emquanlo fallava no-
tou que o olhar da mulher permaneca obstina-
damente fixo no signal de humidade que havia
ficado sobre o metal.
Accaso possuia a antiguidade melaes que li-
vessem a propredade de transpirar ? Pergun-
tou-lhe ella repentinamente apontando para a
medalha.
A queslo era difficil, porm essa mesma dif-
ficuldade inspirou-lhe um estratagema que me-
lhor que todas as explicaces poda impressiooar
o animo da condessa.
Essa nodoa, respondeu elle com o tom de
uma perfeita tranquillidade, o resultado de uma
experiencia que eu acabava de concluir quando
voc entrou.
Uma experiencia ? disse a condessa levan-
tando a cabe;a para observar o marido.
Uma experiencia quo convenceu-me e que
ha de convenc-la da antiguidade dessa medalha,
se voc quizer renova-lo.
Como assim ?
Fazendo certas pesquizss a proposito de al-
gumas curiosidades minhas e particularmente a
das ao bracelete, seu olhar haria-se filado na se
crelsria onde o marido tinha deixado a medalha,
precaucio que pareca exclu la da escolha que
elle deixava repentina phaetasia da mulher.
Se elle tivesse urna paixo real por este
museu, dizia ella interiormente olhaudo para o
conde, deixar-me-hia tirar de entre essas curiosi-
dad^ as que teem mais valor para a sciencia era
razo dos acontecimentos e recordares que se
referem ?
Fui bem indiscreta, disse ella de repente :
porm entretanto a minba indiscrigao parou nos
limites que assignava asna condescendencia, e,
anda que filha de Eva, nao toquei no fructo pro-
hibido, acrescentou indicando com o dedo a me-
dalha que havia ficado em cima da secre-
taria.
OBATEDORDE ESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTB.
(Continua;o.)
VIII
Tendo ficado sos com Antonia, Joaquim Dick
poz-ie passeiar na sala de jantar; seu passo
irregular e nervoso denunciara ou uma extrema
irresoluco, ou uma dolorosa apprehenso espi-
ritual. Alguns' monossyllabos que de vez em
quando pronunciara, provaram exhuberantemen-
te a violencia de suas preoecupaedes, porque o
Batedor de Estrada tinha toda a cautela de nao
dar entender por qualquer signal exterior e
risirel as emoces que elle senta.
Antonia com o braco recostado sobre o espal-
dar da cadetra, segua oa movimentoa de Joa-
quim com o olhar tio cheio de bondade que bem
perlo eslava da ternura.
Antonia, lhe diz o Baledor de Estrada, pa-
rando de repente em frente della, depois da ul-
tima vez que le vi, relo que um grande succes-
so devia ter-se ligado tua vida? Coras?....
calas-te?.... Muito bem.... Ten silencio indica
duas couias: que tens um segredo e que tua boc-
ea ainda nao tomou o habito de mentir. Caram-
ba I nio le peco que me confies esse segredo ;
guarda-o ; bem poueo me importa sab-lo 1 Pe-
go-te somente qoe d'ora em rsnte le deixes dee-
sas falsas deraooslracoes do amizade que me pro-
digalisaa todas as-vezes qoe veoho tua caaa....
Faco mal em fallar-te desla manelra, porque t
podes pensr que me. tens ferido em meu amor
proprio.... enganas-te. Sempre me foste total-
() Vide Diario n. 110.
mente indiferente. Antonia, o que me irrita, e
esta patarra tem maior alcance que o meu pen-
sameoto, que t imagines que eu sou um pa-
palro, que eu tomo ao serio a oslentacao de leus
sentimentos.... Sei que com isso dou demons-
trarles de um tolo e pueril amor proprio....
Que queres t ? todos tero seus defeitos e fra-
quezas. Eu nio posso suppnrtar a idea de que
alguem baja quo zombo de miro. Jurei ha mui-
tos annos quo ninguem se divertira i roinha
cusa.... e, grabas Deus, lenho sustentado al
boje meu juramento.
A falla exaltada de Joaquim Dick desmenta
completamente a indilTerenca de que elle se ga-
bava : era mais a lernura que a colera que se pa-
tenteava em sua voz ora conmovida, ora cheia
de irona : nio se podia duvidar que elle soffria
horrivelmente.
O ataque um pouco brutal do Baledor de Es-
trada pareceu em nada ter offendido Antonia :
nao ser um doce sorriso que passou-lhe pelos
rubicundos labios, poder-se-bia pensar que as
arguiees do seu velho amigo scharam n'ella uma
iodifferenga total.
Meu bom Joaquim, lhe disse ella, muito
aprecio tuas aecusacoes ; porque me confirmara
cada.vez a crenra em quf vivo de que tens por
miro o mais elevado interesse. ,
Vamoa
Se o conde fosse dolado da artificiosa subtile-
za de espirito que possuia a mulher, nao teria
esperado que ella lhe Qzesse esse reparo signifi-
cativo para comprehender que o pretexto era
apenas uma prova a que ella acabava de sub-
melter sus fidelidade ao passado. En-tregan-
do-lhe desde logo medalha cuja origem lhe
era suspeita, talvez que Ihehouvesso abalado
as duvidas, pois essa entroga voluntaria e expon-
taqea podia fazer crer condessa que suas sus-
peitas eram infundadas, assim como ellas deviam
ficar naturalmente confirmadas com a restrieco
que havia excluido de sua escolha o nico ob-
jecto cuja posse desejava.
Assim, quando o conde descobrindo mui tarde
de mais o lira real daquella manobra, pensou as-
segurar a tranquillidade futura. Sacrificando
condessa a medalha, esta nao se enganou acerca
da aentimento que lhe inspirava aquella coaces-
Quando quizer, respoadeu este completa-
mente tranquilisado.
Slra'pezi, murmurou a condessa quanio se
vio s, onde fica este lugar ? As informacoes
que lhe dcram, indicaram-lhe que aquello sitio
era n'uma extremidade opposta do lugar que lhe
tinha designado o marido, e lerabroado-se das pro-
cauQes discretas quo elle tomara para nao ser
conhecido quando l ia, suppoz ura raysterio.
Foi antes alegre do que despeitada que a con-
dessa acolheu essa suspeita. Ella nao experi-
mentou odio algum contra a nova rival que sou-
bera vencer a memoria da antiga, o quasi que
perdoava essa iofidelidade por pensar que esse
novo amor suffocara o outro.
Emfim, dizia ella consigo, a mora est bem
mora e o esquecimenlo fez o seu dever. Mas
que mulher ser essa? E' misler qie o amor
que ella iospirou ao conde, seja bem poderoso
para que triumphasse daquella paixo inven-
Civel.
Essa placidez nao podia ser de longa durago
n'uma mulher naturalmente condemnada a vio-
lencia abrasadora do ciurae. Convencida de
uma nova traic,io do marido, nao tardou a con-
dessa emsonhar uma nova vinganga. Lembran-
do-se da do episodio da medalha antiga da qual
se tinha o conde separado cora um pezarque na-
quella occasto tornava-se uma revela;o de ver-
dade, pensou que o rosto que all se achava gra-
vado, devia ser o retrato da amante, e veio-lhe
eolio naturalmente a idea de que aquella meda-
lha lhe poderla ser til as pesquizas que se pro-
punha fazer para descubrir a rival incgnita. Pen-
sou ao mesmo lempo que o homen que seis an-
nos antes fra o instrumento de sua primeira
rmganca, poderia ainda servi-la, e foi ter com
elle em segredo.
Pouco tempo depois de seo crime, aquella ho-
mem que se chamara Storetto. fra obrigado a
deixar a cidade ; pois, se a influencia da condes-
sa o tinha sublrahido acQo da juslga. nem
por isso deixara elle de ser apontado como as-
sassino.
Ha seis annos que Storetto habitara n'um can-
to deserto da montaaha que jaz prxima de Pa-
lermo. O remorso seguira-o at esse retiro e o
castigo haria-o alcanzado ah mesmo.
Todos os annos no mez em que tinha lagar o
anniversario do crime, havia sido ferido em ora
dos seus. O pae, a mulher, tres filbos, linham
perecido um aps outro de uma morte accidental
e violenta. De toda a familia nio lhe restara
mais'do que um filho, uma menina cojos, faltas
tinham sido manchadas pelo sangue do assassi-
nato, e que desde que nasc&ra trema como uma
folha ao vento.
vesse operado uma mudanca em minba existen-
cia. E quem sabe mesmo se.... Emfim, assegu-
ro-te que longe de temer ou de evitar tua bene-
volente curiosidade. eu considero tua presenca
aqui como uma grande felicidade para mim. T
tens conhecimento do mundo, e cortamente me
ajudars com teus conselhos tomar o melhor
camioho.
Apezar da IndilTerenca que elle declarara sen-
tir pelo segredo de Antonia desde que ella falla-
va, Joaquim Dick a ouria cm a maior alteoco ;
sua irritagao chegou logo tal ponto, que apezar
do pedido de Antonia elle a interrompeu com
extrema vivacidade.
Ento, exclamou elle, aderinhei I Eslearde
melancola que hoje lenho observado em ti pela
primeira vez, eatedesejo.de parecer bella que
lena manifestado com uma candura cheia de auda-
cia, a pouca pressa que tivesie de ver o estrao-
geiro 1). Henrique, que me acompanhara, tudo
isto nao era apenas effeito do acaso. Esta triste-
za, estes ademanes, esta iodiffereoca eram indi-
cios inconteslaveis da metamorphose por que
tens passado.
O Batedor de Estrada poz-se passeiar com ar
agitado e irresoluto : dir-se-hia que elle tema,
mas desejava com ardor o flm desta confidencia.
Por Ora
Henrique Murger.
Aqui findava o manuscripto de Henrique Mur-
ger. Havia elle fallado n'uma segunda parte
que procurou-se em balde. A Preue comegotr a
publicaco desle romance .esperando achar essa
continuaco. Por ora, vemo-nos obrigados pe-
dir ao leitor que adeviohe as peripecias do dra-
ma e eotreveja- as gragas da comedia.
Se nos fosse licito continuar a obra nio aca-
bad), lalvez podessemos seguir as scenas drama-
ticas ou risonhas da imaginago do romancista.
Nao duvdoso que a condessa Nani conseguissa
decidir Storetto ferir ainda com ella. Ter-lbe-
ha dito : Tua filha vae morrer, bei de salva-la,
porm tu has de tirar Nina ao pae. V-se d'a-
qui uma bella scena de demonio demonio :
a mulher quem vence, Storetto entrega a filha a
condessa, e rouba Nina. Vde-o agora, fugindo
para aples, e indo occullar-se com a preza en-
tre os lazzaroni l
Que linda pagina escreveria Murger para con-
tar o desespero de Nina e Scipio, esses namora-
dos antes do amor e que deviam encontrar-se
mais tarde I
Entretanto, em aples, Nina, que nasceu mu-
sica, confiada algum tocador de rabeca as
ras, e, como Mignon, chora pelo paiz natal.
Ella, porm, demasiadamente gentil para car
ah; o acaso, que dispe tudo na vida, como nos
romances, leva-a porta de um meslre de ca-
pella que a conduz ae theatro.
Com tudo, ella chora sempre; ha de morrer,
se nao tornar ver Palermo.- Seu meslre em-
prehende a viagem; porm em Palermo ella
nao torna achar o conde Naai, nem Scipio,
nem Domenico: Lonva-se com a arte que a con-
sola de tudo.

E' no theatro de Palermo que a menina estrs,
sob o nome de Costenzina. Esse nome nao im-
pede Scipio de conhec-Ia; os namorados de
outr'ora tornam-se amantes. Quem contar to-
dos os prazeres da amante e da cantora? Os es-
pectadores applaudem-a todas as noites ; porm
que lhe imporlariam as coroas que lhe sao lan-
cadas, se Scipio nio estivesse nos bastidores pa-
ra aponta-las ?
Os prazeres do amor sao festas sem inlsrrup-
go ; a interrupgo do amor a traigo, o cri-
me, o desespero. Scipio amado de mais
por isso langa-se nos bragos de uma Parisiense-
que o leitor ji conhece, a Sra. de Villerey. As-
Parisienses nao amana tanto ao mesmo lempo.
A Sra de Villerey arrasta Scipiio i Pars; a
Costenzina nio ha de cantar mais em Palermo.
Mas cantar ainda ? O coragio extingue-Ib a
voz.
Porque querea-te privar de um bom senti-
menlo? Se l oioane tit esses amor, nao serias tio
mu.. Nio me interroropas, eu. te pego ; deixa-
me primeiro desculpar-me, e depois me dars
um abrago bem aperlado, e entre nos deixar de
haver a menor suspeita. Pensaa que eu lenho se-
gredos que te reservo, que te oceulto algum acn-
teciraento importante que lenha havido em mi-
nha existencia. Tuas acusacoes, falsas ha pouco,
seriam lalvez rerdadeiras agora que l acabas de
me abrir os olhos.
A joven fez ama pausa de alguos instantes,
porm vencendo logo o movimenlo de timidez ou
de confuso, que a obrigra cortar a phrase,
conlinuou com voz que denunciara resolugo o
franqueza, apezar de sua eraogio e dogura.
Se eu mesma nio enlrei oeata conversa, era
ue agora don mostras deinteressar-me, Joaquim,
porque desde que che gaste aqui, ainda nao Uve
occasiio de me acatar i sos comligo : em segun-
do logar, repilo-te, nio havia duvida que se bou.
pareceu tomar um partido.
Tens um amante, nao verdade, Antonia?
disse elle com uma calma glacial, e que contras-.
lava extraordinariamente com a egitagao que mos- D"us n\ me lembro mais <
trra ha pouco. I tntretanlo sua voz sos anda
Esla pergunta tio extempornea e grosseira,
nem por isso produziu a menor impressio na
moga.
Nio, Joaquim, disse ella acompanhando es-
ta resposta com um brando e mimoso meneio de
cabega, eu nio lenho amante algum.
Havia na roz de Autopia um tal accento de
pureza, que nio era possivel haver engao no
aenlido real de suaa patarras. A joven pareca,
em fu casta ignorancia, ler respondido uma
pergunta, cujo alcance 611a nem mesmo suspei-
tar s.
Que menina singular 1 oh! que nem so me-
nos possa eu odia-la I T anda nio toas aman-
te, bem ; mas t amas? conlinuou o Baledor de
Estrada, langando sobro a menina um olbar io-
terrogador.
I Crea l, Joaquim? perguntou Antonia com
vivacidade. Oh I eu te supplico, nio zumbes de
mim.... nio abuses da minha inexperiencia....
eu seria bem desgragada.se t me enganassea 1..
Eu amo.... dizea l? Oh I seria isso uma grande
felicidade.... Mas ests cerlo disso?
O franco e sincero enthusiasmo da moga troa-
xe aos labios do Batedor de Estrada um sorriso
soberbo e sublime ; sorriso como o do gladiador
que mortalmenle ferido cahia dando vivas Ce-
sar.
Antonia, disse elle, com um sangue fri que
mais nada tinha de affectado, t recebesle aqui,
em minha ausencia, um forattero ? (i)
Nao forastero, Joaquim, ello eslrangei-
ro.... Francez!
Elle, para a mulher, representa o homem
amado, eu o sei; mas eu, Antonia, prefereria um
nome.... isto dara mais clareza nossa con-
versa.
Elle se chama D. Luiz.
Que bonito nome 1
Nao verdade, Joaquim ? Nao me sahe um
instante do pensameoto.
O Batedor de Estrada encolheu os hombros.
E' mogo sem duvida, este Sr. D. Luiz?
' Pens que sim. Oh I sim elle dere ser
mogo.
Bonito rapaz ?
Bonito rapaz, repeli Aotonia lentamente ;
espera que eu mo lembre.... E' singular. Meu
de seu semblante, e
era meus ouridos.
Estere aqui muito tempo case eitraogeiro
encantador de roz lio melodiosa ?
Apenas quinze dias 1
Ah apenas quinze diasl.... E que pre-
texto procurou para se demorar quinze dias na
Ventana eate Sr. D. Luiz? Estara elle como o
teu hospede acloal muito fatigado para conti-
nuar sua viagem? ou ento....
D. Luiz nem fraco nem mentiroso: con-
tentou-ae com dtzer-me a verdade!
Confesso-te que desejava ter conhecimento
desla rerdtde.
Elle declarou-me que desde que tinha nas-
cido, nunca tinha passado um tempo tio feliz co-
mo aqu, perguntou-me se eu consenta que el-
le passasse algum tempo na Ventana?
E l naturalmente tireste toda pressa em
dar-lhe licenja ?
Certamenlo!
E como passaram estes quinze dias que es-
tiveram juntos?
De uma maneira deliciosa ; os dias me pa-
( Conlinuar-se-ha.)
reciam horas.
Isto nio adianta ideal.... Q que desejosa
ber a maneira como empregarata este tempo?
(i) A palavra forastero serve para designar o
indgena que paaaa em ama localidade que nio
a sua, e nio o estrangeito, isto o homem que
vera de outro paiz.
Nos cagramos um pouco e conversramos
muito.
Despenso que me conles as conversas que
com elle tireste; sem que ra'o digas sei tudo
quanto D Luiz podia ter-te dito.
Como podas l sab-lo, Joaquim, se nos
oslramos sos.
Justamente, porque quando uma moca bo-
nita e um elegante rapaz ealio sos, elles fallara
sempre de uma nica cousa. As maoiras na
rerdade differem um pouco.... .mas nem ral
pena fallar nisso.... Ha somente uma simples
queslo de atrevimento e de educagio.... o prin-
cipal nao moda.
Esta resposta do Batedor de Estrada produziu
uma deliciosa expresso de tristeza no semblante
de Antonia.
Nao zorobas t da minha credulidade, Joa-
quim ? disse ella. Que 1 possivel que eu me ce-
gasse tal ponto?.... En que ouvia, eom um
prazer de que te nio poderia dar uma idea, o
que me dizia D. Luiz, e que estara encantada de
seu espirito, nio ouvira seoao uma ligio que el-
le cera retes j teria recitado i outras mulheres?
Nio, tifio assim : nio era possivel. Joaquim t
eslis sempre gracejar.
Juro-te, Antonia, tenho-te fallado muito se-
rio.
T juras?.... entao acredito.... Entretan-
to qoem me afflaoca quo nao alejas engaado ?
Mas ha um meio muio simples de saber se t
adeviohaste___
Qoe meio, Antonia ?
Repete-mc o que me dizia D. Luiz 1 Aceitas
esta prora?
Aceito -a I E' prorarel, porm, que como mi-
nha voz nao tio harmooiosa como a dease es-
[trangeiro, minhas palanas nio tero para ti nem
o mesmo encanto, nem por conseguiote o senti-
do que as d'elle te pareciam ler.
Isto possivel; mas como eu j estou pre-
reuida, pensarei bem antes de fazer um juizo
qualquer.
D. Luiz te dizia que nunca em sua vida el-
le tinha amado.
Comegas logo por um engao, Joaquim....
D Luiz nunca me disse palavra respeito do seu
passado.
Pois bem, justo!.... Elle comprehendia
que nao podas ser exigenteI.... Elle te jurara,
que em toda sua vida nunca tinba encontrado
uma mulher tio formosa como l ?
Antoora bateu palmas de alegra.
Oh! como vaeserrado, exclamou ella! D.
Luiz niaoca me fallou de minha belleza I
Esto hemem entio mais sagaz o perigoso
do que eu suppuoha : nio pode ser um aventu-
reiro qualquer I.... Entretanto elle nio tinba ne-
cessidade de ter tantas attengoes com ella....
Adevinhiria elle a exquisita e altiva intelligencia
que se oceulta sob seus modos pueris e selva-
gens ? Nao.... nio___ para acreditar neste phe-
nomeno preciso ter assistido seu dcsonvolvi-
monlo. E depois Antonia muito lioda, e ello
nao podia ler deixado de ficar logo apaixonado...
Muito bem Joaquim, enlio l le calas,
exclamou Aotonia com grande impaciencia, isla
quer dizer que le das por vencido?
Ah I esquecia-me I Antonia, oure-me .-
prorarel que desla vez nao me apauhes esa erro..
Eu te esculo, Joaquim.
D. Luiz nio se moslrou logo admirado da
rida solitaria qoe t passaa aqu ?
Sim ; verdade 1
Ah I isto mesmo.
Isto que, Joaquim ?
*m Nio te disse mais quo era imprudente mo-
rares s aqui, tio longe das cidados e por ssstm
dizer abandonada de todos ?
(Continuar-w-r)a.)
1 mkt~ TYP. DI M. f, DI PARIA. -18U,


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