Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09287


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Full Text

_.____
AIIO hit lomo no
Per Ires mezes adiantados 5$Q0O
Per tres mezes vencidos 6O00
V
mes -
TERCA FE1RA M DE MAIO DE ItSi
Paraaaaadiaatada i$000
PtrteTralca para osnbscriptar.
tnnnm
NCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
<7, O Sr. A, da Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
fie Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PArUlLlAS UU OUKHhiUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as tercaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazarath, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Viste,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Sertohaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera aa 10 horas da manha
EPHEMBRIDES DO HEZ DE MAIO.'
1 Quarto minguante u 5 horas 13 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas e 38 minutos da tarde.
H Quarto crescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Nossa Senhora dos Martyre.
14 Terca. S. Gil; Ss. Bonifacio eEoedino mm.
15 Quarta. S. Izidro larrador ; S Torquato m.
16 Quinta. S. Joao Nepomuceno m.; S. Ubaldo,
!7 Seita. S.Paschoal Baylao f.;S. Possidonio.
18 Sabbsdo. S. Venancio m.; S. Erieo rei m.
19 Domingo. Pachoa do Espirito Santo.
Auuih^oiA UUS XKlBUNAEa da UAPll'AL.
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbadoe ss 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as lOhoraa.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Prineira rara do eirel: tercas sextas ao meio
da.
ENCaRREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SU*-*
Alagoas, o Sr. Claudino Faleo Dias- Baha
Sr. Jos Martin. Air..; 1Io de Janeiro. 5
Joao Pereira Martina.
Segunda rara do cts! :
hora da tarde:
PARTE OFFICIAL.
falla com que a Exm, Sr. Dr. Joaquim
Pires Machado Portella, segundo vi-
ce presidente desta provincia entre-
goD a administraco da mesma ao
Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino Kn-
nes Goncalves, no dia 29 de abril
prximo passado,
lllm. e Ezm. Sr.A merecida prora de apre-
-co quo dos servigos administrativos de V. Ezc.
aesba de dar o governo imperial nomeando V.
Exc. para presidente desta provincia, reclama de
minha parte as mais sinceras congratulares na
ccasio solemne de passsr V. Exc. a adminis-
traco da mesma provincia, em cujo exercicio
coube a honra de eatar como segundo rice-presi-
dente desde o dia 6 do correnle mez.
Em to curto periodo nenhoma oceurrencia no-
tavel todeu, que mereca aqui especial mengo ;
e tenho a satisfago de declarar a V. Exc. que a
provincia goza de perfeila paz, nao tendo harido
alteracao alguma por mais lere se qner na segu-
ranza e tranquillidade publica. Assim, pois jul-
go satisfazar o disposto no aviso circular de 11 de
marco de 1848, offerecendo Ilustrada conside-
rado de V. gxc, nao s o relatorio com que an-
da nao ha muitos dias abri a assembla legisla-
tira prorincial o Exm. ex-presideote Sr. Dr.
Ambrozio Leito da Cunha, como tambem copia
do officio com que mo entregou elle a adminis-
tragao da provincia. Assegurando V. Exc. que
da sua illustrago e prudencia espero o mais des-
velado e decidido empenho pelo engrandecimen-
Pernambuco, termino por apresentar a V. Exc.
os meus sinceros protestos de profunda estima e
considerago a pes9oa de V. Exc. a quem Deus
guarde.
^ r.*r!jio do *>0T8rn de Pernambuco,29 de abril
oe 1861.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino Nu-
nes Gongalves, presidente desta provincia Joa-
quim Pires Hachado Portella.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Governo da provincia.
Expediente do dia 10 de maio de 1861.
Officio ao Exm. presilcnte da Bahi.Aonuin-
do ao que me requererara o tenente Luiz Antonio
do Carvalbo e o alteres Francisco da Fonseca Fi-
gueiredo, ambos do 2* batalho de iofantaria, e
tendo em vista o que a respeito informou o co-
ronel commandante das armas em ofRcio de 8 do
correte, sob o. 666, rogo V. Exc. a expedido
de suas ordens para quo na thesouraria de fazen-
da dessa provincia cesse nos lempos indicados
nos inclusos requeriraentos o pagamento das con-
signares que esses officiaes deixaram abi de seus
sidos. Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao coronel commandante daa armas.Re-
commendo V\ S. que mande dar baixa, e en-
tregar ao commandante do corpo de polica o in-
dividuo de nome Joaquim Jos da Silva, que, se-
gundo consta da informarlo por copia por V. S.
ministrada em 6 do correte, sob n. 652, asseo-
tou praga voluntaria no f batalbe de infaotaria
no dia 30 de abril ultimo, visto ser elle desertor
d'aquelle corpo, segundo declara o respectivo
commandante em officios do 1" e 8 deste mez,
sob os. 116 e 206.Communicou-se ao comman-
dante do corpo de polica.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.Com
a inclusa copia da informacao ministrada pelo
inspector da thesouraria de (azenda em 8 do cor-
rente, sob n. 360, respondo o ofHcio que V. S.
me dirigi em 6, sob n. 129, acerca do pagamen-
to dos venciraentos dos operarios dss obras do
melhoramenlo do porto desta cidade durante a
ultima quinzena do mez de abril prximo passa-
do, bem como dos empregados inclusives o apon-
tador e eolloborador de escripia em todo aquelle
mez.
Dito ao Dr. chefe de polica. Sirra-se V. S.
de expedir as suas ordens para que os subdele-
gados de polica remetlam em tempo aos respec-
tivos cooselhos de revisao de qualifleacao da
guarda nacional da provincia, que devem reunir-
se na 3 domioga do correte mez, a relacao no-
minal organisada por quarteiroese em ordem al-
phabetics de que trata o 4 do art. 10 do de-
creto n. 1130 de 12 de margo de 1853.Officiou-
se tambem aos juizes de paz mais votados das
p a rocinas deste municipio, para remetiere m
iguaes relages dos individuos eliminados e in-
cluidos ultimameute na lista dos votantes.Cora-
tnunicou-se ao commandaute superior do Re-
cite.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de expedir
suas ordens para que, apenas cheguem os vapo-
res ao porto desta cidade, seja remettida sem de-
mora ao gabinete da presidencia, a lista dos pas-
ea geiros, que elles conduzirem.
Dito ao commandante do corpo de polica.A'
vista do que solicita V. S. em officio n. 201 de 4
do correte, com referencia aos soldados do corpo
sob seu commando Virginio Ferreira da Silva.
Izidoro Regino Ramos e Joao Luiz da Silva, fa-
ga -os apresentar ao coronel commandante das ar-
mas para aerem alistados no exercito, e se para
isso (orem julgados aptos, mande V. S. dar-lhes
baixa.Officiou-se ao commandante daa armas.
Dito ao mesmo.Mande V. S. opportuoamente
aprescular ao chefe de policia, urna praga do cor-
po sob seu commando, im de acompanhar at a
Parahjba, no primeiro vapor da companhia bra-
sileira, um desertor do corpo de policia d'aquella
provincia.Officiou-se ao agenteaobre a passa-
gem, e deu-se ciencia ao Dr. chefe de polica.
Dito ao mesmo. Pode V. S. mandar engajar
os paisanos Luiz Francisco do Espirito Santo e
Joaquim Alves Monteiro, que se refere o seu
otQcio n. 211 desta data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Pode V. S., conforme indica em aua inform sgo
de 8 do correte, sob n. 362, remetter ao com-
mandante do corpo deguaroigo desta provincia,
major Herculano Sancho da Silva Pedra, a quan-
tia de cinco contoa de res para occorrer elle aoa
pagamentos seu cargo, derendo essa quanlia
ser entregue ao Iteres do mesmo corpo Francis-
co do Reg Barros, quo tem de seguir breremente
para Tacaratu, segundo declara o coronel com-
mandante das armaa em officio de 23 de abril ul-
timo, sob n. 579.
Dito ao mesmo. A Agostinho Eduardo Pina
mande V.S. pagar a importancia dos vencimen-
tos des guardas nacionaes destacados na cidade
de Nazareth duranto o mez de abril ultimo, urna
?ez qne este]a nos termos legaes o incluso pret
que me foi remettido pelo respectivo comman-
dante superior em officio de i do corrate, sob
o. 111.
Mandou-se tambem pagar pela mesma thesou-
raria :
Ao argenlo Martiniano de Barros Branco, os
reneimentos dos guardas destacados na villa da
Escada, bem como a desposa com o fornocimento
dejuz para o respectivo quartel nos mezea de
margo e abril ltimos.
Dito ao mesmo. Recommendo V. S. que,
estando nos termos legaes a coola e documentos
junto, que To cobaltos com copia, da informa-
gao ministrada pelo director do arsenal de guer-
ra em 7 do corrente. sob d. 123, mande pagar a
Henriquo Jos Vieira a quanlia de 1.169*400,
que, segundo o seu contrato, ae Ihe est a dever
pela conduegao no hiato Sergipano, de patsagei-
ros e diversos artigos para o presidio de Fernan-
do e d'alli para esta capital por coota do governo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em aolucao ao seu officio, sob n. 105, de 21 de
margo ultimo, tenho a dizer-lhe, que comquanto
o art. 85 do regulamento de 28 de Janeiro deste
anoo obrigue o ex-thesoureiro do extiocto patri-
monio dos orphos a prestar contaa dos dinheiros
recebidos e gastos durante a sua adminislrago,
nao havendo razio plausivel para nao serem re-
ceidas como boas e valiosas as contas por elle
prestadas peraute a administraco Onda, nio s
para isto competente como digna de inteiro cr-
dito pelo seu reconhecido zelo e economa na ge-
reucia a seu cirgo do mesmo patrimonio, deve
essa obngagSo do predito ex-thesoereiro limirtr-
se a dar contas da receita e despeza, relativa aos
mezes de Janeiro e fevereiro at 12 aioda nao li-
quidada.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar a Sim-
plicio Jos de Mello, conforae requisilou o chefe
de policia em officio de 8 do corrente, sobo.1
381, a quaotia de cento e oito mil res despen-j
dida no mez de abril ultimo com o sustento dos
presos pobres da cadeia do Brejo.Communicou-!
le ao chefe de policia.
Mandou-se tambem pagar aos negociantes An-
drade & Reg a quanlia de 78*200 despendida !
com o alimento dos presos pobres da cadeia de;
Flores nos mezes de fevereiro e margo ltimos. '
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande '
Vrac. entregar ao 2. sargento FelUberto Mari-
nno Litardo os medicamentos e objectos que se '
destinam a colonia militar de Pimenteiras, con-
forme requisitou o coronel commandante das ar-
mas em seu officio de 8 do corrente, sob n. 669.
Dito ao director geral interino da instruccao
publica.Em vista de sua informago de 7 do
corrente dada com referencia a do director do
collegio das orphias mande Vmc. admittir n'a-
quelle collegio, logo que houver vaga a menor
de nome Joanna, afilhada de Manoel do Amparo
Caj, a que se referem os inclusos papis.
Dito ao mesmo.Convem que Vmc. exija do
director do collegio dos orphos, e directora do
ds orphaas, que formulem e remetan com ur-
geucia urna tabella demonstraba da quantidade
das gneros que sao consumidos mensalmente
nos respectivos collegios com especficagio da
ragao diaria destinada a cada um dos educan-
dos, e indicando a difirenos que deve harer dos
das de obslinencia aos que o nao sao.
Dito ao mesmo.Communico Vmc. para seu
coohecimento e direcgo que o delegado littera-
p- j |[eSue"a d0 Slgueiro participou em of-
cio de 9 de dezembro do anno passado que Jos
Gomes de Souza Ferraz, professor publico de ios-
truegao elementar daquella freguezia enlrou no
exercicio de suas funegoes no dia 23 de norem-
bro daquelle anno:
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coronel commandante das armas.
S. Bxe. o Sr. presidente da provincia manda de-
clarar V. S., competentemente despachado, o
pedido que para esse fim acompanhou o seu of-
llcio de 8 do correte sob n. 665.
Dito ao mesmo.S, Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda commuoicar i V. S., para seu
conhecimento e Qm conveniente que Antonio
Thomaz Aires que asseulou praga no corpo sob
seu commando com o nome de Antonio Thomaz
da Silva, acha-se pronunciado a priso e livra-
mento pelo sub-delegado de policia do 2." dis-
tricto da freguezia do Afogados conforme consta
de parlicipago do promotor publico desta capi-
tal datada de 11. ,
Ditajao l.secrtaro daassembla.S. Exc. o Sr.
presideote da provincia manda remetter por co-
pia V. S. para ser presente a assembla legis-
lativa provincial o acto da presidencia de 7 do
corrente abrindo um crdito su?plementar nos
termos do artigo 33 da lei o. 488 de 16 de maio
do anno prximo passado.
DESPACHOS DO DI* 10 DE MAIO DE 1861.
Requerimtntot.
Alexandrina Mara da Luz.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
Francisco Antonio da Rocha, e Joaquim Mau-
ricio Gongalvea Rosa.Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda
Guimaraes & Azevedo.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda
Gongalo Flix de Souza.Opportunamente se-
r atteadido.
Henrique Jos Vieira.Dirija-se a thesouraria
de fazenda.
Joio Gregorio dos Santos.Inderido a vista da
informagao-
Joaquim Gilseno de Mosquita.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Manoel Gongalves Telles.Selle e vollo.
Manoel Antonio CamargoInforme o conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de
guerra.
Manoel Baptista Barbosa.Ioforme o Sr. Dr.
ebefe de polica.
Manoel de Souza Tarares.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Miguel Augusto Barbalho Picaneo Selle e
rolte.
Pedro de Alcntara Perrer.Selle e requera a
inesouraria de fazenda a liquidagu do debito a
que allude.
Profiri Jeremas da Silra.Pasae portara
concedeodo-se liceoga pedida.
Paula Mara da Conceigo.Informe o Sr. Dr.
ebefe de policia.
Coronel Trajano Cezar Burlamaque.Sello e
rolte.
Vicente Umbeloo Caralcanle de Albuquerque.
Nao ha raga.
EM PERNAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figneiroa da
quartas sabbados a lJFaria.na ana lirraria praga da Independencia na
6 e 8.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMCUCO.
HAMBIJBGO
SO de abril de 1861.
As apprehensdes de guerra se tornam cada vez
mais preponderantes. Entretanto ellas sao mais
a expresso da indisposigo da presente siluagio
do mundo, do que occaaionadas por moliros es-
peciaos e poaitiros.
A Europa se acha na posigo de Damocles que
na a espada em fio delgado pendente sobre sua
cabega. NSo precisa decahir, e ninguem sabe em
que ponto ella romper o fio delgado que a sus-
tenta ; mas eue fio pode romper a cada momen-
to, e bem se comprehender o sentimento penoso
nutrido por essa posaibilidade, sempre diante dos
olbos.
Nao ha falta de queatoea dss quaea poder re-
Rolar a guerra, quasi em nenouma parte se en-
contr ctreumstaocias, que garantem a paz, em
toda a parte contrastes hoslis, cuja concifiagao
dlfficil de prever, ao mesmo tempo que siste-
ma dos estados europeos ae acba na mala plena
disolugio. r
Entre a Rusta a Austria M acha como bar-
reira a queatao oriental; entra a Austria eaPrus-
s a a queaiao allemia; entro a Austria o a Prua-
ela 'umlado a i> Franga d'ulro lado' a tradicao
doi tiatodoi de \W; aira a Franca a Ingla-
terra a rvalidade tradicional que sempre se ma-
nifest de novo com maior aspereza; entre a
Franga e a Russia, apezar de todas as tentativas
d approximago, a Inglaterra cuja ioimizade aber-
ta nao convem por ora a Franga ; entre a Franca
e a Italia a questao romana anda nao resolvida,
e finalmente entre a Allemanha e a Inglaterra o
conflicto allemo-dinamarquez. Todas asantigas
alliangas se acham em dissolugo, ao mcamo
tempo que a formago de novas est lutandocom
a opposigo dos interesses.
Os menores receios, proporcionalmente, inspira
neste momento a Italia. Ao menos nao se pensa
que d'alli sahir a iniciativa para interrupgo da
paz, e nao se tem receios, ao menos nao para os
prximos mezes.
A consolidago da unio italiana no interior, e
especialmente em aples, encontr aioda bas-
tantes difficuldades.
ltimamente se descobrio urna nova conjura-
do muito ramificada por todo o paiz, cujos pla-
nos nao tendiam a nada menos do que a urna se-
gunda vespera siciliana contra os Piemontezes, e
a qual segundo todas as apparencias dispuoha de
grandes meios e d'um consideravel numero de
partidarios. Certo que em Turin nao podem
confiar de modo algum as classes inferiores da
populago napolitana, e se verdade que as guar-
das nacionaes formadas pelas classes instruidas se
mostrara tanto mais fiis ao governo piemontez,
as mesmis nao servem para tudo e nao dispen-
san) o governo da necessidade de manter conti-
nuadamente grandes forgas no sul ds Italia. A
isso accresce que a organisagao militar no sul da
Italia progrida mui vagarosamente e os trezentos
mil homens do exercito nacional da Italia nao es-
tao completos to cedo anda.
Muito maiores receios causa a posigo dos ne-
gocios no oriente. Na Herzegovina o combate
continua anda, e a posigo da Serbia para com a
Turqua se lornou entretanto muito grave. A Ser-
bia exige agora alertamente a retirada de tods
as tropas da Turqua do seu districto, e sobretudo
a evacuago da fortaleza de Belgrad, e para esse
flan, segundo se diz de accordo com a Franga,
ella mandou o seu ministro Garaschanin par
Constautinopla, para tornar condescendente a
Turqua. Porm segundo todas as apparencias a
Porta nao consentir no que a Serbia exige, e re-
ceia-se que esta ultima declarar guerra aberta.
Desde annos a Serbia tem arma em grande es-
cala e nao ha duvida que a sua entrada em com-
bante com a Turqua seria o signal para o levan-
tament geral de todos os rajas na Turqua euro-
A' essas eventualidades na Turqua europea,
que a Russia de certo nao poderia encarar tran-
quilamente, accrescem outras nao menos recelo-
sas na Turqua asitica.
No dia 5 de junho decorre, como sabemos, o
termo fizado para a oceupago franceza da Syria,
segundo as ultimas estipulages da conferencia
T is* Tambeni sabemos" que a Inglaterra e
a Turqua, e de acoordo com as mesmas a Prussia,
declararan) esse termo como o ultimo a conceder
Frange, exigindo enrgicamente em que findo
o mesmo termo devia cessar a oceupago france-
za. Mas nada mais duvfdoso do que se a Fran-
ga com efleito chamar as suas trepas no dia 5 de
junho, e nada mais certo do que se ella rizer
assim, teremos um novo levsntamento na Syria,
do uenhum modo pacificada pela intervengo eu-
ropea e pelo contrario violentemente irritada, e
por consequencia urna nova intervengo da Fran-
ga de sua propra autoridade. D'uma ou d'oulra
maneira se deve prever as maiores compliceges,
sem que se mostrasse expediente.
Um tal expediente s se encontrara no proce-
dimento enrgico e vigoroso da Porta Ottomana,
se a mesma se achassena posigo de poder enr-
gicamente fazer face s difficuldades que a amea-
gam, e sustentar com mo forte a paz na Syria.
Mas infelizmente nao questao dlso, e se a In-
glaterra desde algum tempo parece esforgar-se
para lhe facilitar as suas penosas difficuldades fl-
nanceiras, esses esforgos lhe sao de pouco provei-
to, vista a iBeeguridade das suas circumstaociss
no interior e os movimentos de insurreigio, que
sempre apparecem de novo. A decadencia da
Turqua, que nao se pode mais deter, se mostra
cada vez mais claramente.
As eircumstaneas da Austria nao sao menos
senas. Do dia 6 para 15 do corrente leve lugar
a abertura das differontes dietas, a excepgo da
da Transylvania que se realisar nos prximos
Quantoa Venesis sabemos que a sua organisa-
gao constitucional ficou adiada e que por isso nao
existe por ora urna dieta Veneziana. Apenas
abertas, as dietas denolaro logo as difficuldades
da nova obra constitucional na dieta do Tyrol, em
Innsbruck, s tinham apparecido qualro membros
da parte do sul, que falla italiano, e o primeiro
pas90 dos meamos foi urna mogo acerca da sepa-
rado do sui do Tyrol e da sua constituigo como
paiz proprio.
as primeiras sessdes das dietas da Bohemia,
Moravia e Silesia autriaca ae maoifestou a con-
troyerss que reina entre os habitantes eslavoros
e allemaes desses paizes, e sobre tudo na Bohe-
mia se mostra um movimento, o qual por ora se
redur a simples demonstragoes, mas fcilmente
poder mais tarde rir a interromper seriamente
a ordem interior.
Na abertura da dieta da Hungra no dia 8 de
abril, era Ofen, os Magnates tinham apparecido
quasi em numero completo, mas faltara a maior
parte dos depulados. Logo depois da sua aber-
tura, a dieta mudou a sua sede para Pelhe, e all
ae constituio no dia 17. Parece que ella nao en-
trar por ora em actiridade, quereoo seguir a
tctica de dilago, e sem geral oo se penaa que
ella se decidira a deputar o conselho do imperio,
parece tambem que at 26 de abril, dia em aueo
mesmo se dere renuir em Vienna, a questao cer-
ca da deputago nao ter aioda entrado em dis-
cussao. O que certo que ae o conselho do
imperio se dere com efleito reunir no dia 26, ape-
nas a metade do paiz se achara representada no
mesmo.
Cuanto menos o gabinete de Vienna se acha
em estado de poder dar eiecugao sua obra cons-
titucional, e consolidar o paiz, tanto mais se apro-
xima o perigo de lerantamentos revolucionarios,
e presentemente qne cada res mais claramente
so mostra a fraqueza e impotencia do gorerno,
se observa na Hungra que o partido moderado
esUperdendo o terreno comecando adornar em
seu lugar as tendencias extremas.
Um noro decreto do imperador da Austria re-
gula as cjrcumstancias da igreja protestante ;
urna modelo de liberalidade e proprio para fazer
a raelbor a mais arorarel impressao : mas de
senlirjque foase publicado n'um momento em que
as mais importantes questesse acham em risco e
preoecupam todos os espiritos. Por isso o dito
decreto nio merecen o reconhecimento que lhe
quUos' d* qU" 8"U C8tl em temp<" l"n"
Finalmente o detenrolrimsnto da desintelli-
gencia allema-dinamarqueza, nao deixam de
cantar tambem os seas, receioe. Como era de
prerer a cmara do Hotstein nio aa deixoo illudir
pela pretendida apresentagio d'um budget. e de-
cUioa que aa ansa exigencias nao se senario sa-
ttsleitas pela pouca honrosa manobra do gorer-
no Dinamsrquer. O conselhelro Schultz, nomea-
do commissario real junto Dieta d'Itzhae, em
lugar do minlatro Rasloff, que se retirou, tioha
declarado em nome do gabinete da Copeunsgue
que o mesmo era do parecer que o 13 da pro-
posta acerca do provisorio para o Holstein, se
nao apresentava o budget do estado geral como
tal, apreeentara entre tanto a parte delle que di-
na respeito ao Holstein, e que a assembla t-
nha o direito de delibera-lo. ""uo"s*
A Dieta nao aceftou essa concesso, que nao
garanta o pleno direito de delberago, e foi en-
cerrada em 10 de abril, depois de haver rejeita-
do todas as propostes do governo Dinamarquez.
A. execugao militar de parte da confederago
Allemaa contra a Dinamarca parece pois ter-
se tornado inevitarel, rsto o espirito bellico-
so que se manifeita em Copenhague, receia-se
urna provocagao de guerra da parte diuamarque-
za logo que coroegar a dita execugao com a mes-
ma viveza porem a opinio publica ua Alleroa-
nna reclama urna intervengo enrgica contra a
Dinamarca e mu duvidosose os zelosos esfor-
gos, sobretudo do lado da Inglaterra, consegui-
rao urna accomodago da differenga.
O movimento Palonez na Polonia Russa teve
um fim sanguinolento em 8de abril.
' Depois ^ de publicadas as concesses da-
das pelo imperador, o primeiro cuidado do prin-
cipe GorUchakoff foi retirar as redeas do gover-
no das mos das improvisadas autoridades do po-
vo, para restabelecer o andamento regular da ad-
ministrado. Era consequencia d'isso cessaram
as funegoes da delegago dos cidados em Varso-
via, e se decretou ao mesmo tempo a dissolugo
da sociedade agrnoma, a qual se linha apode-
rado da direcgo centrsl do movimento.
O efleito dee decreto foi urna grande irrita-
gao, que se manifestou na noite de 6 de abril por
meio de urna demonstrago colossal. O princi-
pe Gorlschakoff mostrou a maior moderago, e
para evitar um conflicto sanguinolento, elle man-
dou as tropas retirar-se para os quarteis. Isso
porem ammou a oras demonstragoes, ss quaes
ae repetiram no dia 7 do modo o mais provo-
cante, r
As autoridades russas tambem desta V6z se
abstiveram d';ntervir, e somente quando no dia
a se repetirn as sceoas dus dias antecedentes,
e as massas do povo em lugar de ceder aos es-
lorcos de dispersa-las por meio pacficos, oppu-
seram em parte desdenho e em parte resistencia
abena, as tropas receberam a ordem de fazer uso
das suas armas. Isso teve lugar. Cerca de 40
pessoasforam moras, e mais de 100 feridas mais
ou menos gravemente, dispersando-se Coalmen-
ie es massas do povo que fugio em debaodada.
uesde entao se acha restabelecida a tranquillida-
de e a ordem na cidade. Deve-seireconbecer que
a ttussia nao abusa da sua victoria, e pelo con-
trario est fazendo todos os esforgos para chamar
erai vida com a maior rapidez as conce.-sdes feitas
Polonia.
Das cmaras ns Prussia ha muito pouco a re-
teiir por esta vez. Ambas as cmaras, a dos se-
nnores e a dos depulados tratara de se cangar re-
reciprocamente ; a dos senhores adiando" d'um
aia para outro a discusso e delberago das pro-
postas acerca dos impostos sobre ben3 de raz, e
a cmara dos depulados oo querendo comegar
a discusso das propostas militares antes de que
se aehe decidida na dos senhores a sorte dos im-
postos.
Muito estimamos poder dar por fim a agrada-
re! noticia, que o governo prussiano mandou ao
seu representante no Rio de Janeiro, o Sr. Men-
sebach urna licenga por tempo indefinito. E'
isso urna suspenso do servigo de forma mais
uave.
Londres
23 de abril de 1861.
Temos aqui noticias do Brasil al fim do mez
passado, trazidas pelo vapor de Brdeos, que de-
pois do urna feliz viagem, tendo chegado Lis-
boa no dia 15 do corrente, enlrou naquelle porto
setenta horas depois.
As folhss desta capital nada de importante no-
ticiaran! acerca do imperio ; mas ha dias o Glo-
be, jornal da tarde, que se publica rfela capital,
annunciou, por noticias chegadas de Nova-York,
que a febre amarella eslava fazendo considera veis
estragos, especialmente entre os eslraogeiros. Es-
cusado ser dizer noramente que com rerdade
ou sem ella a circulago de to trisle ncticia cau-
sa sempre aqui um pnico que nos muito des-
fsrorarel, porque hoje em Inglaterra se reputa o
Brasil um paiz invadido pela peste, e por conse-
guinte incapaz de satisfazer s exigencias da co-
lonisago.
Permilta Deus, porm, que com d auxilio das
obras hydraulicas necessarias nos possamos ex-
pelur dos grandes centros de populado sobre o
litoral aquelle flagello.
O paquete inglez de Southampton, que dalli
seguio para o Rio de Janeiro em 9 do corrente
teve ordem para tocar na Madeira, para onde le-
rou despachos para a imperalriz da Austria, que
conforme noticiei ha tempo, est all residindo
em beneficio de sua delicada sade.
A nossa legaco nesta corte ioterreio junto da
compaohis real no sentido daquella alterago na
derrota desse paquete ; e, pois, cumprio um bom
officio, de que seguramente guardar grata lem-
branca o governo austraco.
Teve com efleito lugar a reunio da assembla
geral dos accionistas da estrada de ferro do Re-
cife, e conforme eu antevira o presidente da di-
rectora laogou sobre a respoosabilidade do go-
verno imperial os embaragos que ltimamente
tem encontrtvJo o andamento das obras, e de que
flz mengSo na minha ultima carta. Varios accio-
nistas aecusaram o Brasil de pouco liberal para
com essa empreza, declarando que com isso s
viria a prejusJcar o seu creaito. Finalmente o
relatorio de Mr. Benson foi favoravelmente appro-
rado.
A companhia da Baha celebrou igualmente ha
dias a soa reunio geral, onde, porm, prerale-
ceu espirito mais farorarel ao nosso gorerno.
Entretanto rarios accionistas condemnaram a lei
ds conrerso dos fundos das nossas estradas fr-
reas em a plices do gorerno. Mr. Samuel con-
cluioque essa companhia far em junho prximo
urna chamada de Sf 2 e outra de S 1, antes do
fim do anno
As aeges da estrada de ferro do Recife fleam
com o seguiote descont : S 4 Ii4 S 3 3i4 so-
^re ^ 15 de entrada ; as da Baha com o de
S 2 S 1 3i4 sobre S 12 de entrada ; e as de
S. Paulo com o de S 1 S Ii4 sobre S 4
tambem de entrada.
O banco de Ioglalerra tem progressiramente
bailado a taxa do descont, achando-se esta re-
duzida4 li2.
Em Lombard Street as principara casas banca-
na tem descontado letras de primeira classe a
2 l|2e a 3 por cento a 60 das.
Os-consolidados inglezes ficama9lli8; os
3 por cento francezes 68 francos. Os 5 por cento
brasileiros a 983j4jex-dirideado ; e os 4 Ii2 por
cento a 85 3i4 a 86T Hollandezes 4 por cento 98
'a xlno 3 Pr ceBt0 Ru*os 5 por
eenlolOllrS. Heapanhea 3 por cento 49 Irl.
E Turcos 6 por cento a 53 3(4 a 541[4.
Os nossos artigos renda nos diversos merca-
dos deste reino conservsm os segulntes pregos:
Algodio de Pernambuco 8 i4 d. a 9 d. por
libra. *
Cacao (i d. ds direito por libra) 53 a. a 63 s.
pw twts.
Caf de primeira qualidade (3 d. de direito por
r?,.L',70 tptt W "*aa* M a. 6 d. a
901.; tarceiraW*. a54s.parctrt.
per
7
: e
Pao Brasil 80 s. a 85 s. por tonelada.
Assucar branco de Pernambuco e da Parahiba
o s. 6 d. a 31 a. ; masca vado 19 s. a 25 s.
Assucar branco da Baha 24 s. 6 d. a 30 s.
ewl; maseavado 19 s. 6d. a 24.
E couros salgados do Rio Grande 5 3i4 d
i|* o. por libra ; ditos seceos 8 Ii2 d. a 9 d.
seceos salgados 6 d. 8 li2 d.
Na ultima quipzena seguiram de Inglaterra pa-
ra diverses portos do norle do Brasil os seguiotes
D8f]OS T
De cardiff Aogust & Emma (7) para a Baha ;
de Cardiff aGanges (7) para Pernambuco ; de
Falmoulh Sylph (8) para o Rio Grande ; de
Cardiff Crate Rogers (16) para Pernambuco ;
Cardiff Malabar (17) pan o Para.
Do Brasil chegaram a diversos portos do Reino
Unido os seguinles:
rr?n/*"i'.ib-8*mfiope*(8' Liverpool ; do Rio
M.,u ,ile,*J9) 8. Q"o* : da Parahiba
Mara* (18) a Queenstow ; da Baha Felicitas
r i "k ; de ^robuco Tasso (12) a
falmoulh; de Pernambuco Warrior Queen (151
a Queenstown de Pernambueo Gezioa Gertr.-
vVr I a,moulh : da Bahia Volanl (19) a
As noticias que deste reino poaso desta vez
commuoKar sao apenas de interesse ordinario.
Lora tlgln, o negociador do tratado da China,
acaba de regressar Inglaterra, lendo sido re-
ceDido era Dover pelas autoridades municipaes
que lhe dingiram urna allocugo para teslemu-
nnar-ine seu reconhecimento pelos relevantes
servigos prestados por esse diplmala ao seu
pdiz*
Julga-se aqui provarel que lord Elgin venha
nreyemente a occiparo lugar de ministro das co
lomas que vai vagar pela nomeagodo duque de
New-C_a8lle para governador geral da India.
Sua Magestade a Rainha conserva-se anda em
usborn onde contina a viver em retiro depois
ao cruel golpe por que acaba de passsr; e nao
regressar Londres antes do fim do prximo
roez. Mas o principe Alberto, seu augusto es-
poso, dever vir esta capital nos dias 4 e 15 do
prximo mez, aQm de receber no palacio de S.
James as corporales e aquellas pessoas que tem
manifestado a intengo de comprimentarem a
soberana pelo infausto successo que a afflige.
Deste modo Sua Alteza Real far as vezes da rai-
nha, para o que recebeu ja autonsago espe-
Quando Sua Magestade a nainha regressar
Londres, receber ento naquelle mesmo palacio
as sennoras que fazem parle da corte, eque sig-
nificaren! o desejo de apresentar seus pezames
augusta soberana deste reino. O corpo diplom-
tico ser recebldo brevemente por Sua Alteza o
-principe Alberto, e mais tarde pela rainha. As
testas que animalmente costuma a rainha dar em
Londres, nao tero lugar este anno, em razo do
luto em que est essa mesma augusta senhora.
Depois dss ferias de paschoa tornou a reuoir-se
o parlamento britnico, e actualmente est dis-
cuiindo o orgamento da fazenda apresentado por
Mr. Gladstone.
Este ministro figurou nesse documento um qua-
dro mu favoravel das finaogas do Reino-Uoido ;
de modo que os fundos inglezes subiram aqui
notavelmente.
aiSSSeni0 da deDeza calculado em S....
69,000.000, e o da receita em S 71,823,000 vin-
au8nD a ham um bal>S importante em'faror
do thesouro.
Entretanto o chanceller do Excheque prope
urna reduccao de umdinheiro esterlino no tnco-
melax, e a cessago do direito de imporlaco
sobre o papel, o que tudo sommar S 1,515 000
vindo estasomma a diminuir consideravelm'ente
o balango que sem estas modifleages viris o the-
souro a lograr ; mas a opinio publica gritava
desde ha muito por urna reduego no tncome tax
e os partidarios da liberdade do commercio pela
desappango da tarifa do direito sobre o papel
e, pois. Mr. Gladstone teve de sacrificar aquelle
beneficio do thesouro aos dous interesses to pal-
pitante, que estavam actuando mui de perto so-
bre o governo.
Nem por isso, porm, este documento tem me-
recido menos a approvago geral de imprensa in-
gieza ; e as cmaras ser elle provavelmente
approvado sem modifleages.
Ni minha ultima carta noticiei que este gover-
no reconhecera formalmente o rei de Sardenha
na quahdade de rei da Italia ; e com efleito a
lmprensa ingleza j publicou a correspondencia
que a esse respeito Uvera aqui lugar entre lord
JonnRussell e o marquez de Azeglio, ministro
de Vctor Emmanuel nesta corle.
Este diplmala faz-se apresentar agora nos cr-
culos officiaes de Londres com o seu noro ti-
tudo ou qualidade de ministro italiano.
O marquez de Azeglio, o sobrinho do caral-
leiro Azeglio, estadista piemontez. e que anda
hoje oceupa posigo mui eminente nos conselbos
de Vctor Emmanuel.
Segundo tem publicado ranas folhas desta ca-
qital, a Suecia, a Dioamarca, a Hollanda e Portu-
galacabara de recoohecer o noro reino da Italia.
A Franga a Hespanha, a Prussia.'a Austria e a
nussia nao deram por emquanto esse passo; e
se julga mesmo que s tarde riro a da-lo.
No parlamento italiano tem sido grande a luta
entre Ganbaldi e o ministerio por motiro do a-
bandono em que este tem deixado a orgauaco
da torga e especialmente a formago decoros
voluntarios. r
Garibaldi usou nessa occasio de patarras rio-
tenias contra o conde de Caronr e contra o gene-
ral Fanti, aos quaes aecusou de desconhecerem
os relevantes servigos prestados pelos corpos vo-
lun.arlos causa italiana ; mas depois de expli-
cagoes satisfactorias, retirou a lhguagem acerba
de que osara offerecendo um projecto de lei para
a organisagao dos corpos voluntarios.
O conde deCavour declarou que em nome do
governo apoiaria a leitura daquelle projeclo;e
aestemodo pJe convencer aquelle patriota da
boa f do governo italiano para com a distiocta
classe dos voluntarios.
A imprensa europea acaba de denunciar a an-
nexago da repblica dominicana Hespanha o
que leve lugar em meado do mez passado a pe-
dido de grande parte da populago daquelle es-
tado.
As autoridades de Cuba fizerara j oecupar esse
ponto por forgas navaes hespanholas : e breve-
mente expediriam para all forgas de trra. As-
severa-se que a Franga consenteria nessa passo.
O Hayti tem protestado contra esse successo.
recelando ser em breve absorrido pelas forcas
bespanholas, de oceupago em S. Domingos.
As recentes noticias da Polonia sao aioda de
carcter assustador. Depois dos suceessos de fe-
rereiro. o Imperador Alexandre tomara a reso-
lugao de dissolrer a a sociedade agrcola polone-
sa que desos de 1857 comegou a ter existencia
gal, mas que nestes ltimos calamitosos lem-
pos assumira urna attitude poltica em faror da
rerolugao. Considerando-a pola desriada de
seus primitivos fin, o Czar decretou por um
okase, datado do S. Petersburgo em Bns do mez
passado a dissolugo, daquella assodago,
mandando ao mesmo tempo que da fundos des-
sa empreza fossem depositados no banco de Va-
rsoria, paja serem destribuidos como fot de
direito.
Foi em consequsocia desta medida enrgica a
inesperada do toreen Rasso qua no dia 8 do
correnle alguns milhares de patriotas polonezcs
M apresentaran defronte do palacio do governa-
Jf*' Varaari. o principe deGorihschakofr, pe-
nLi ew,lie ["'""esse perante o imperador
pelo restabelecimenlo daquella insttuigo sob a
presidencia do insigne patriota o eoode Andr
aVTn.h*: re.ol"5io esla que o partido nacional
aconselhra anda mesmo aquelles que desse par-
tido sao pelas medidas moderadas. P
et.r^rIrCipevde Gorlchakoff, porm tendo de
execuur o ukase que o imperador promulgara
dativamente a dissolugo daquella aesocislac*
repella prompt.mente aquelle expediente revo-
lucionario, mandando intimar aos tumultuosos
que ae disprsassem sob pena de o fazerem pela
Esta intiraago foi todava desatendida e em
e lrCn.HS,anCM er*"dor Lugar-Tenente
Un.-8 .rdeDarii iftP". que se achavam esta-
a mulda" 1- palaC' que ""do sobre
a muliidao a dispersassem como melhor po-
de.^sem. '
A cavallaria comegou primeiro o atlaque, mas.
parece-do ser completamente ineficaz a sa ac-
gao, a infamara foi mandada carregar a bayne-
l. o que executou sem resistencia da parte dos
5P.0 sentado desarmados. '
Mais de duzentas pessoas foram mortas a
se calcula que cima de quinhentas Acarara Ve-
ndas das quaes oitenta j suecumbiram ae-
gundo consta das noticias ltimamente rece-
A energa com que nesta emergencia sa condu-
zio a principal autoridade de Varsovia produzo
o effeito prximo de dispersar urna multido que
assumira una carcter revolucionario; mas afer- -
meotagao que existia no espirito publico depois
dos acontecimentos de fevereiro tem cada vez
augmentado nao s na capital, como em tojas as
provincias da Polonia, de modo que a resistencia
por parte das autoridades russas parece piodu-
zir o resultado contrario que ellas deviam espe-
raJTlsl re' ridade imperial em todo o reino.
Cracovia, Tliorne e at a Volhyna annexada
Russia desde 1793. tem lomado o partido dos pa-
notas de Varsovia, chegando a ponto de lerem
tido lugar vanos conflictos entre a populla e -
as tropas imperiaes, Meando porm sempre 'a es-
tas a rantagem depois de haverera feito grande
mortandade, com o que somente, na opinio das.
autoridades russas, pode ser restabelelecida a or-
dem publica.
A imprensa liberal da Europa lamenta snce--.
ramente a decisao em que est o imperador Ale-
xandre de fazer derramar o sangue daquelle no-
vo supplicanle; mas ao mesmo lempo cunden-,
na a loucura com que os patrilas polonezes que--
rem arrancar do Czar a autonomia dessa infeliz
nacas.
Na opinio dessa parle da imprensa, o partido -
nacional devena ter acolhido como um donativo -
da providencia as concesses que era marco ulti-
. Ia *, Po'oDia aquella principe, reservando,
para mas tarde a oblengo de novos pedidos.
A insttuigo de um ministerio privativo da
Polonia e de um conselho de estado, o reslabo-
leciment regular do direito de peligo. e o qua-
si-restabelecimeolo da unversiJade de Varsovia
?iafte..rVupprimi,la em 183. "o concesses
l\J-aDdios" aue oioguem rasoavelmente as
esperara do Czar da Russia.
Assim pois, a decahida Polonia deveria receber -
com gratidao o pouco para depois aspirar ao mais:
raaslangar-se do caminho do acaso sem proba-
bilidade de feliz successo, e s porque a revolu- -
gao tnumpha na Italia e obtem na Hungra van-
lagens assignaladas, esse expediente to arris-
cado que anda os homens polticos os mais libe-
raes tem condemnado.
E' provavel que os tristes suceessos j occorri-
dos renham a repelir-se; mas creio que sem re-
sultado favoravel para a palriolica causa polo-
neza, pois o imperador Alexandre dispe de tor-
gas com que sepplaotar n revoluco.
O exercito da Polonia sobe a mais de cem mil
homens.
As correspondencias de Varsovia affirmam qua-
o conde Zamoyski partir dalli para Pars e Lon-
dres, alim de pedir a intervengo desles dous gj- -
bneles era favor de seus infelizes compatriotas.
Mas, anda sendo verdadeira essa assergo, esta--
ra o imperador da Russia disposto a dar seria at-
lengao alludida intervengo dos gabinetes de
Pars e Londres?
N3o o creio ; especialmente qaando vejo que
na opinio d aquelles que sustentara a actual po-
Utiea da Russia em relago Polonia o impera-
dor Alexandre tem ja esgolado todos os meios-
compativeis com a sua digoidade e com as con--
veniencias reaes do systema poltico, de que elle
e o chefe. Assim pois pretender o Czar que fa-
zer novas concesses na presenga da attitude re-
volucionaria em que se acha o reioo da Polonia ,
sera o mesmo que transigir com a revolugo ; e>;
portaoto declinar quaesquer propostas que as
duas mencionadas corles posssm fazer-lhe no
sentido de concesses ampias. Afirma-se en-
tretanto que ltimamente so tem trocado entre o
imperador Alexandre eoda Franca mnitss cartas.
autographas acerca dos suceessos de Varsovia ; a
se espera que o imperador Napoleo possa influir
benelkamente no animo do Czar, aQm de que es-
te modere o rigor com que est tratando os seus
subditos descontentes da Polonia. Segundo as
correspondencias desse reino, o governador de
varsovia levantara um forte tributo de guerra
sobre a populigio dessa cidade para occorer s
despezas extraordinarias que tem tido lugar.
Da Hungra tem recientemente chegado noti-
cias mais conciliadoras. Quasi todas as dietas.
provinciaes j foram abertas, rotando agradeai-
meatos ao imperador Francisco Jos pelas con-
cesses haaraes que oulorgou. Eotrelapto o
partido exaltado que insiste pela completa sepa-
ragao da Huogria da Austria procura mesmo no
seio das dirersas dietas augmentar o espirito da
desconlenlameoto contra o gorerno austraco
comquanto nao tenba podido al hoje achar-s"
em maioria. O partido nacional moderado pare-
ce contentar-se com a autonoma administrati-
va ; e esta doutrina a que actualmente prera-
lece no animo das classea influentes, especial-
mente entre os magyares que de nodo nenhun
querem condesoender com os excessos do partida
!! .oP,.reSel0S0, de erem repetidas as scenas
ti a8*9 fi^f3 Huoaro' e muilas das I*"
rotadas em 189 oque quer o partido modera-
do, mostrando-ss disposto a aceitar de bom gra-
do o lago poltico que dera unificar a Hungra,
com o resto do imperio austraco. Mas Kossutb,
Mapa, Tiwe, e outros do partido extremo, nao-"
querem transigir seoo com o restabelecimento.
completo da nacionalidade hngara procurando.,
para seus Qns rerolucionar o paiz como nico re-
curso para alcaogarem o que desejam. As rae-
dtdM preventivas, porem, qne o imperador da,-
Austria tem lomado sao taes, que, contando con*,
um numeroso exercito, ss julga elle habilitado,
para susplantar a revoluco, caso venha a sur-
gir ; arista das exigencias desse partido o ga-
binete de Vienna tem dsclarado que nao faraV
Hungra concesses que possam preiudicar a.
undule do imperio. Francisco Jos ser ea_
breve coreado re na capital da Huogria
Ai dwtaa da Creeeia e da Datmolia tem-se re-
cusado a elsger os representantes que tem ellas
de enriar so conselho do imperio ; e em taes cir-
suastaacias se leceU que o imperador da Aua-



*>
LRK) DI tEMAMUKA TS&> FEIRA 14 DI MAlU^l lMl,

%m
=
llffIY
- ^ *? i.
11*
tria Teoht dissolve-lis. Na provipcla de Ve-'merece* comtudo o acolhimenle unis retel o segundo, aberta alguna diai depota contloio-es
mezinotem por amquatrte ido seseiret tari- da piarle publica, lomando, poneos ~~
car-se a eleigao doa lepvesentantes que devem pita, a dan commercial
por parte de* ^
conselho entretanto s nemas que ae apresen- melo qi
-4am com mate probebidede de serena etertos o" ^^^
a de individuos que .uKhaa dalide. na pri-
*6es publicas por sea W|eius*e poKtie ao
i-taimen autrriacs 1
No da 8 de correte foi encerrada i
4e Ilteb pato cora wissa re do re de Dieeaur-
a. Dia. otes ha va ida eeprevado porma
rande matatia o parecer da ce Basteci ao
jeitava as prepdftai do pitadle 4 CopaaJMkfa*
tara um arrenjo entre e de tiaeeaarca e ea
seut etadoe de Hotataia. m oetalie desee as-
sea blea toda condilsfae ase nao ttotaa pe* eaae
a reuoiio do Sealewesig ee Holstein loaeaiu-
Tel ; e por iaao acabao wui estado* de recusar
o estatuto previsorio que teee fferecera a Dina-
marca.
Neete estado de costas o gabinete de Copenha-
gue ae prepara para resistir & Allemanha, caao
sta pretenda oecupero Schelwaig ; e aegendosf-
firma parte da imprensa europea acaba da con-
trahir com a Suecia "ama allianca offensiva e de-
fensiva para eppor-se a qualquer tentativa da
eofederage oaeoeile sentido. A Prueaia mos-
trare disposta e aggradir a Dinamarca, e para
-isso s espera ptAa ordera da dieta de Frano-
ifort.
As noticias dos Estados Unidos chegam a 10 do
correte.
Nada consista oficialmente, at enti icrea
da* intencoe* do governo de Washington eontra
a federaco do sel. llana todava partido de
Kova York com ordena selladas o cultor Harriel
1.5nc e oa transportes Balite e Illinois, levando
4e guerra, o que lado se julgava ser destinado ao
forte Sumter.
lias as autoridades deChatlestovn se mostrar
dispost*s a impedir que para o forte Sumter
nlrean reorcos (edetaea: e pois se receia que
Brevemente baje uro conflicto entre o norte e o
sul.
O presidenta Davis pedio ao estado do Alaba-
ana um auxilio de tres mil soldados, depois de
baver recusado a um enviado de Washington a
entrada no mencionado forte, para onde levava
despicho..
inicia ti a

rcial, lodastrial a
na c
niao
^HHaf
H pesaos
Lisboa 7 de abril.
Frocede-se amaoha eleigao geral para de-
frutados. O paquete fecha a mala s 8 horas da
manha, por modo que spezar da minha boa von-
tade, nao me possivel dar-lbe conta do resal-
-tado. Espera-se que o governo triurapha na
maior parle dos circuios eleitoraes Os actos de
sua energa contri as prclences do partido reac-
cionario, acibaram por deflnir e extremar oa cara -
4>os da poltica.
No Diario olcial de antes de hontem veio pu-
blicada a lei de desamorliaago, cujas principaes
Sao suscitadas e ampliadas as leis do reino
prohibitivas da amortisacao de beos pre'diaes,
rsticos ou urbanos de igrejas ou corporages re-
ligiosas, e bemassim declaradas insubsistentes to-
das as liceoca, faculdades regias ou dispensas
alas ditas leis em favor de taes eslabelecimenlos,
para se conservar na posse dos mesmos bens, ex-
ceptuando porem as casas de habilago de reli-
giosas e pacos episcopaes e seus logradeuros, os
capaes de divida nacional cousolidada, as acedes
de bancos 011 companhias legalmente cooslitui-
es. e os capitaea que mutuarem entre si ou a
particulares os mesmos eslabelecimenlos.
O prego porque forero arrematados em hasta
publica 03 bensdesamortisados, ser pago em t-
tulos da divida publica fundada, os quaes sero
verbados pela juuta do crdito publico em favor
los estabelecimeulos a que pertencerem os beos
subrogados, com a clausula de ficarem lujeilos
salisfago dos legados pos com que por ventura
es mesmos bens possam estar onerados.
Todos os bens qne constiluirem dotacao dos
conventos que posteriormente a esta lei se forem
supprimindo, sero exclusivamente applicados
tnanuteogo do culto e clero, islo na conforrai-
-dade dos regulamenlos que sao opportunamenle
dtcrelados pelo governo.
llouve alguma demora oa promulgacao desta
iei, porque o ministro cootava que os decretos
regulamenlares estivessem mais cedo promptos
para serem simultneamente publicados com a
carta de lei, como os liberaes mais impacientes
-nao levassem a bem esta demora, attribuiam-na
a falta de sancqo do chefe do estado, e cutros
et mesmo diziam que nao se lhe daa publicl-
cao.
O governo desmentio aquellas supposices In-
fundadas com a promulgacao da lei.
Ha poucos das o governo mandou ordem tele-
graphica ao vapor ilindelo para retirar das aguas
le Civita-Vechia, onde se ochava ha mais de tres-f
tnezes s ordeos do governo ponticio, sendo
aquella embarcado portugueza o uoico vaso de
guerra estrangeiro que all eslava ainda. No seu
regresso conduzir a Lisboa a Sra. D. Anna de
Souza Uolstein, irmo do duque de Plmela, e o
mando daquella dama.
Expira hoje o praso determinado pela portara
le 5 de margo ultimo, a respeito da permanen-
cia illegal das irmaas de carilade, que ainda se
conservam sujeitas ao prelado estrangeiro, contra
as expressas disposiges das leis do reino. O
overno portuguez tem a forja necessaria para
izer curaprir a legislacao patria, e q'uandoexem-
plos estranhos fossem precisos para dispor a opi-
nio publica em favor de sua honrosa delibera-
do, ahi est o governo francez dando quotidia-
-nos testemunhos de que nao transige oeste ponto
ora preten;es menos conformes dignidade dos
poderes pblicos.
Sao muito notaveis as seguintes phrases que
ha poucos das se liam na Presse acerca do ins-
tituto de S. Vicente de Paulo :
Nao cessaremos de chamar a alleoc,o do
governo (dizia aquello jornal) para ama as-
sociacao que assumio tal poder, que nao con-
vm Justina julgar os seus protegidos onleo
devia fazer, lendo sido obrigado o tribunal de
assar;o a transferir o local onde se julgam cer-
tas causas, por motivos de legitima suspeigo
por parte dessa congregado.
r.m juanto tivermos urna penna nossa dispo-
aicao, e que nos seja permitlido fazermos uso
della, combateremes esses institutos que, sob o
pretexto de beneficencia, sao nicamente asso-
iacoes polticas sujeitas aos chefes do ultramon-
-Isuismo, e que formam um estado no estado.
Estas palavrat foram escripias a proposito dos
processos que alguna prelados fraocezes tentara
promover contra o Constitucionel, folha semi-
fficial do governo francez.
E effectivarnente o governo de NapoleSo III
tem dissolvido varias congregacoes religiosas
jue nao estavam autorisadas conforme as leis
do imperio.
Quasi lodos os membros diquallas communi-
dades sao estrangeiros.
A Independencia Belga, occupsndo-se ha pou-
cas semanas da questo das irmaas de caridade
que tem sido to agitada em Portugal oceupou-
e lealmenle desle assumpto, reslabelecendo a
erdade dos factos que teem sido deturpados en-
tre qgs, segundo as conveniencias d* faccao ad-
versa aa partido progresista.
a A ferdade esta, (escaria aquelle jornal]:
o governo portugus nao era hostil iostitm-
cao das irmaas de caridade, nem contrario sua
ereaenca ne reino; mss as leis que regem em
Portugal, obrigam todas ks communidades su-
jeico do prelado portuguez.
Ora as irmaas de caridade pretendan), em op-
-eaoeicio a leia porluguezas, permanecer sob a
utoridade espiritual dos seas superiores, resi-
dentes quasi sempre em Pranca. Daqul nasceu
a lula que os peridicos elerieaes teem desfi-
gurado.
O governo portoguez to pouco hostil ds-
tiluifio das irmaa de caridade, que trata de or-
fianisar communidades conformes aquellas oe
ha foram de Pranca.
A Independencia Delga eslava bem informada.
O governo actual, ao mesara lempo que na por-
tara de 4 de narco nltimo determinava que aa
leis fossem eumpridaa, presentara ao parlamen-
to, o* ua proposta de lei de 6 do referido mes,
a lettemuaho soleme 9 que nio hostil a
to civilisadora como erangerica instituicio.
Nesse deameatta propaoha o governo portu-
guez qne fosee autorrseda a reorgaaisacao de
nstitute portugvez de instas da caridade pelo
modo mais conforme e prove loso aos piadosos
'*,*rc|ei0 taiewaaee d beneftceDcia ^>c^blc^
fleande Has, qmnto ao apltitual,anlaameo-
to sujeues ebedieocta e autoridade doa prela-
f"*?0"0*. nacontormidadn doecrelo con
forca de lei de 9 de agosto de 18W.
Btia propostflt que nlo thegpu a ser dUcada'
tarde se
te impedi
1 a forero* re
p% ltsan
nder, m
do arrependoe O
ae lmpedkio a faooo/Ve^
'cote os n
sjnj
de Perlugal
r iovth
iio-for o^-emlasnlmlsi ^oda4sao
do aMHMade iMftnftim patria fnttU
m aseloa astrangefraf.
O go**me, om consequeneia desle inslito
proeedlmento exonerou o conde de Thoraar do
cargo da ss4m*Wo oortoguex peranto a corto do
iraril, conjrete ni ente demitlio o conselheiro
Jos alaria de Abren, director geral de inalruc-
cao publica, e Jos Mara Latino Coalho da lu-
gar de redactor do Diario de Lisboa, oiha ofll-
cisl de governo portugus.
O exercicio destes encargos ers incompalivel quaesquer ttulos commeiciaes orden
com o procedimeoto daquellee funecionarios, peso Uxo, que nio excede
que sendo empregadoa de condanga, tiohau ul-
* ..es
don noeoa ooskoo. O Posto, posteno j os esta-
kolecissaotoa de radiio proporcioaodcs ao sso-
vimento dos transaecoes -------rrjiu da praca
e debaixo desta pooto do vista pode dixr-se
noutamente que os dous novos bancos eran dia-
penMveis, Taaaua. o anlcMerim os nn Tnltt-
tuidores procurando um mais largo eampo para
o emprego doscapiUaa novameate associados.
As operases a que os novos bancos se pro-
poem, s, com pequeas variaotea, a seguiote :
Descontar le tiras do cambio ou de ierra ou
metes:ce-
o governo em urna
da imprensa do
timameote otado contra
questo de conOanga.
Ha tres das, este o thema
paiz.
A eppoeice de Nigada clama qne ae poster-
garan) desta feita os principios de tolerancia po-
ltica inaugurados ha dezanno :mis a verda-
de que a tolerancia extrema ronduz os paizes
onde ella se adopta, corropcio e iramoraH-
dade. Ante as paixes polticas aquecidas e
mesmo exaltadas, que esse indifferentismo que
se gera do aisser aller dos partidos.
O Sr. infante D. Luiz Filippe chegou ilha
da Madeira no vapor Bartholomeu Dias de que
sua lteza i commaodante.
Foi conduzir no sea regresso a Allemanha sua
mageslade apostlica a imperatriz d'Austria que
se dirige a Trieste.
S. M. vai muto reslabelecida de seas padec-
melos, gragas ao saudarel clima dessa formosa
ilha.
0 distinelo medico Jos Eduardo de Jgalhes
Coulioho, foi nomeado director geral de inslruc-
;io publica.
D. Beatriz da Siha Passos, fllha do relho can-
dilho liberal Maooel da Silva Passos, foi agra-
ciada com o titulo de vlscondessa de Passos.
Vai ser dissolvida a Associago Consoladora
dos Afilelos, principal faulora das irmaas de
caridade francezas, por nao cumprimento das
leis vigentes.
0 conde de Larradio, fiosso ministro em Lon-
dres ao que parece tem divergido do penssmen-
to do governo neste assumpto.
O mesmo se pode dizer do nosso ministro
em Paris, o risconde de Paiva.
0 ministro de Franga era Lisboa, tambem se
affasta muito das opinides do seu governo e
do nosso, no que diz respeito a este assumpto.
A llnguagem das fblhas hespanholas, em rela-
cio nossa antonomia, lem-se modificado
consideravelmente, em presenta do que tem di-
to em resposta aos seus insidiosos srtlgos os
jornaesde Lisboa.
EfTectivameote em Portugal nao ha partido
ibrico, e sera absurdo peosar-se l fra que de
bom grado aceitaramos os manejos que secme-
caranj a empregar para cstnbeleeer a este res-
peito urna opinio falsa na Europa.
Serei mais estenso para a mala do 13.
I___
Porto 88 de abril.
O paquete inglez Magdalena, sahido do Tejo
em 13 do correte, nao levou carta nossa. No
da em que se fechou nesta cdade a mala, que
elle conduzio para os porlos do Brasil, chegamos
ao correio um pouco mais larde do que a hora
marcada para se seguraren) as cartas,e foi esta
fa causa. Deviamos, pois, mandar pelo paquete
francez, que se lhe segu, duas carias em lugar
de urna, se o prurido das annexages que campea
desenvolto por esse mundo de Christo, nos nao
flzesse nascer o desojo de aonexar a correspon-
dencia que haviamosescripto a esta que estamos
escrevendo. Assim ter o Diario urna carta mons-
truosa, j se sabe, no sentido figurado em que
aquf empregamos este adjectivo, e nao no da sua
absoluta e rigorosa signilicaco, como pode ser
applicado a alguma das anoexscdes polticas l-
timamente operadas. Nao nos attrevemos a de-
cidir se fazeraos bem ou mal,o leilor o decidir;
mas no caso do guando chegar ao Dm desla mis-
siva nao approvar a nossa resolueso, tomamos a
liberdade de lembrar-lheque acto consum-
mado, cora o qual tem irremediavelmenle de
conformar-se....
Explicada, como flea, a razo porque nao man-
damos carta no ultimo paquete, passaremosa di-
zer o que occorreu de mais importante desde a
nossa correspondencia de 26 de margo.
Poucas horas depois de mandarinos aquella sao de propriedade.
.- a doze
dotas ou outros litlos de divida do Estado ou de
eslabelecimenlos e repartieres publicas pagareis
s praso certo, nunca maiur de doze tnezes; nio
podendo um tal emprego exceder a 200 contos
de ris, sera aulhorisseo da assembla geral.
Negociar lettras do cambio ou de bodemeria o
opperar transferencias de fundos eutre as pregas
nacionaes ou estrangeiras.
Fazer em prestimos:sobre penhores de ouro,
prata, brilbantes, sobre ttulos de divida publi-
ca com vencimonto de juro ou aegoes de bancos
e companhias acreditadas, que tenham prego co-
lado no mercado ou outros quaesquer ttulos de
credilo que representen! legitimas teansaegoea;
sobre penhor mercantil de gneros e mercade-
ras nao sujeitas a corrupgao, ou sobre as mes-
mas mercadorias, ou geneoe, consignados ou
depositadas as slfandegas de Lisboa ou Porto,
ou sobre conhecimentos de valores em riagem,
flcando em poder do banco ai apolices de seguro
defogo ou martimo;sobrepropriedades ruraes
ou urbanas com hypotheca dentro dos limites e
forma marcada pela assembla geral no respecti-
vo regulamenlo;sobre as colheilas dos princi-
paes gneros de produegao do paiz, com as de-
vidas garantas, e acceilar a consignado dos
mesmos ;fazer, cora as devidas garantas, em-
preslimos aos individuos da clssse industrial, so-
bre nypoiheca de suas fabricas, ou penhor de
seus productos, ou abonago idooea:e, final-
mente, emprestar aos baocos oa companhias, ou
outros eslabelecimenlos que gozem de reconhe-
cido crdito, flcando qualquer operago desla
especie, todas as vezes que exceda a 100 contos
de ris, dependente de approvagio ou aulbori-
sagao especial da aasemcla geral.
Contratar, negociar, garantir u por qualquer
modo t imar parle em emprestimoi que o governo
ou os eslabelecimenlos e reparligoes publicas.de-
vidamente autorisadas, tenham da contrahir.
Comprar e vender por conta propria metaes
preciosos assim como lilulos de divida publica
fundada.
O emprego as operagdes desta ultima espe-
cie sorneole com autorisago da assembla geral
poder exceder a decima parte do fundo social
realisado.
Encarrega-se por conta nlheis, mediante com-
missao convenciooada da compra le metaes e pe-
dras preciosas, de ttulos de crdito, ou proprie-
dades e de qualquer cobranga dentro ou fra do
reino.
Das cartas de crdito por quaolias determina-
das, para dentro ou frs do reino.
Abrir eontas eorrentes sobre crditos, honran-
do as ordeos, letras ou cheques dos depositan-
tes al concurrencias do banco ou deposito no
banco.
Abonar aos depositantes dedinheiro nos cofres
do banco um juro mdico, em couformidade das
resolugoes da assembla geral.
Guardar em deposito, com o premio convenci-
nado ou sem premio, joias, ttulos, metaes pre-
ciosos, ou outros semelhantes valores.
Tomar dinheiro a premio por meio de coritas
eorrentes, letras ou promissorias com juro con-
vencional, e nunca a msior prazo de doze mezes.
Emitlir letras ordem, ou notas pagaveis ao
portador: nao podendo semelhante emisso ex-
eeder a tres quartos do fundo social realisado.
E, por ultimo, effectuar mediante um mdico
premio ou commisso, seguros de vidas e de re-
crutamenlo e conceder dotagoes e anuidades:
sendo todas estas operaces por conta dos pro-
prios segurados e pendonistas constituidos em
mutualidade.
O fundo social do banco Oniao Portuense de
5,000 contos, representado em lilulos de urna ou
de cincu aegoes, e realisado em tres emisses.
As acedes sero de tOO&OOOcada urna passadas
a pessoa determinada, e transmissiveis por eo-
dosso ou qualquer oulro titulo legal de transmis-
carta ao correio, transmiltio o lelegrapho de Lis-
boa, como o leitor j nao ignara, a rejeigo da
lei de meios que o governo levara s cmaras le-
gislativas. A este facto importante seguio-se a
dissolugo da cmara electiva, e a convocago Je
corles geraes para 20 de maio, prximo, devende
reunirem-se no dia 28 do correle mez as assem-
blas eleitoraes primaras, a'flm de elegerem os
deputados da naco. J se v que para ah
queesto hoje voltadas todas as alteng5es publi-
cas, por isso que depois de amanha que a ele-
go deve do lor lugar.
As diversas parcialidades polticas teem-se pre-
parado para lula, ora reuniodo-se era comicios,
ora empregaodo loda as iufluencias de que p-
dem dispor, nao despresando mesmo os meios
de currupgo.
O governador civil deste dislricto, contra quem
a imprensa da opposigo, em lempo, tanto voci-
ferou por causa de eleiges, tezn-so tornado me-
r. odor de lodo o elogio, porque os meios que
tem empregado para fazer vingar a lista ministe-
rial, sao meios decentes, os quaes nao pdem II-
car mal a nlnguem. Os proprios jornaes oppo-
siciooislas recoohecem esta verapde.
O Porlo tem de eleger tres depulados. Frope-
se como candidato ministerial no Io circulo o Sr.
Joaqun) Ribeiro de Faria Guimares, e da oppo-
sigo o Sr. Arnaldo Gama; no 2o circulo o Sr.
Francisco de Olireira Ghamigo, governaraental,
que al hora em que escrevemos nao tem oppo-
sttor; e no 3o circulo o Sr. Antonio Ayres de
Gouveia, ministerial, o pela opposigo o Sr. An-
tonio Hara de Fontes Pereira de Moli. No Io
circulo, na y obstante a foite opposigo, presu-
me-se que Tingar a candidatura do Sr. Faria
Guimares; 00 2 lem-se como certa a eleico
do Sr. Chamigo, e no 3* est muito duvidoso o
veocimeulo. Neste ultimo circulo empregam-se,
por ambos os lados, estoicos Inauditos. Diz-se
que aloi de grandes promessas al se
dinheiro aos eleitores. o Sr. Fontes
do partido regenerador.
as freguezias suburbanas fervem os
oleitoraes. Em algumas dellaa devem
muito disputadas as eleiges.
Por nm dos crculos de Villa Nova de Gaia
propoe-se o distincto advogado o Sr. Jos Luciano
ue Castro, redactor do Jornal do Parto. Jalea-
se que nao ter competidor. O Nacional tem lhe
fetocrua guerra. Tem-se lomado ioteressante
odsrricoque os dous citados jornaes tem abor-
to as suas columnas a esto respeito.
Em Braga, e Vianna de Caslello colligaram-se
os regeneradores com os realistas. Sao candida-
tos os-dous respeitaveia caracterea pertencentes
a este ultimo partido oa Srs. Antonio Pereira da
Cunta, a Pinto Coelbo. O partido governamen-
tal move-lhe grande opposigo, A pcileia tem de
aer reobida.
Finalmente
Haver um fundo de reserva que nao poder
exceder a 400 cootos de ris com relago a lotsli-
dade do capital associado, e que ser formado
pela deduego de 50 por cento dos lucros an-
nuaes a dividir excedentes a por cento porcada
aego.
O capital social do banco Commercial Industria
e Agrcola de 13,000 contos, e ser formado de
30 mil aegoes de 100$. A primeira emisso ser
de 2,000 cfoios.
O fundo de reserva ser formado com metade
dos lucros que excederem a JTpor cento no anno,
e com premio das acgdes que posteriormente se-
jam emittidas por conta do banco. A parte ex-
cedente que tocar a este fundo, nunca poder ser
superior a 2 por cento do capital realisado, e con-
siderar-se-ha completo o fundo de reserva queri-
do lenha a dcima parte do capital que o banco
livor emitiido em acgdes.
A vista destes dous novos competidores o banco
Mercantil Portuense decidi fazer a emissio das
2,500 acedes que restavam a emillir no valor de
500 contos, eslabelecendo o premio de 409000
por acgo para as que forem lomadas pelos accio-
nistas e o de 6O9OOO para aquellas que forem
vendidas em praga.
Com o producto do premio ser preen-
chido o fundo de reserva, qne deve ser 100 con-
los de ris, e para o qual falta ainda a quantia de
88:6349085 devenda o resto desse produelo entrar
na massa dos lucros do correte anno.
0 aotigo banco Commercial do Porto, este ain-
da nao deu rumor de si.
Trata se tambem de organisar urna empreza
para contratar com o governo a continuago do
quebramento das pedras que obslruem a barra do
Douro propondo-se, alm disso, a emprehender
outras obras hydraulicas de recoohecida necessi-
dade, e a estabecer urna escola de mergulhadores
portuguezes, caja falta tem obrigado o governo a
manda-Ios vir de Inglaterra por elevados pregos
para a desobstruego de pedras as barras desla
cidade, de Vienna do Castalio, de Aveiio, etc.
Aqu, no Porto, bouve em lempo, quem coo-
demnasse por intil a despeza que se fazia com o
quebramento das pedras da barra ; mas a ultima
cheia do Douro icio mostrar que a nao ser a ex-
pedigao que a barra da va s aguas em conse-
queneia do desempedimento em que a tinha dei-
xado a exlracco de enuita pedra, os sioislros te-
riam sido muito mais numerosos. Hoje nao ha
quem em bda f conteste a utilidade da conlinna-
go de taes trabalhos.
Foi encerrada em 8 do correte a sessao ordi-
naria da junta geral do dislricto do-Porto. Ns
derrama da contrlbuigao peasoal para o anno de
1861, na totalidade de 31:0439367, coube a eita
cidade 28:098*015 e aos 16 conselhos de que se
corapde o resto do dislricto 2:94g352.
O contingente da conlribugo predial, no dito
anno, de 144:4169000 para cuja quantia entra o
Porto com 64;456pOOO, o oa outros conselhot com
179.9605600.
Na consulta que a junta costama dirigir anual-
mente ao governo resolvou-sa renovar o pedido
de todas as providencias e aaelhorameutos, que,
indicados em consultas anteriores, ainda nao fo-
ram alteadidos ;que se pega a rovogago do pre-
ceitu consignado no decreto de 19 de agosto de
1859. pelo qual aa juntas geraes sao chamadas a
prestar eontas parante o lrnnal de eontas, al-
terando-se assim a disposigo do cdigo adminis-
trativo, que conuneltia as messaas natas a facol-
dade de approvar as cootas de todas es rendi-
mentos privativos do dislricto que os goreraado-
cea civls teem da apresarUar annualmente;que
se recemmende so governo s creacao da algumas
cadeiras de ensino primario em diversos coase-
Inos do dlstriclo, a que aa lhe roue o temar em
^JfiI^2?-+*!!!? dlM tol* aaiisates os fiasl.wmShScoa w W
ttft passado em metros de toas toradj a pira j ereados, odbU n meairo ia>po. aos|usa fca-
offerece
o chefe
agentes
de ser
por toda a parte se daseavoire
grande ecnaenho de salvar a patria. Cada urna
das parcialidades polticas quer lavar ao futuro
parlamento aa suas notabilidades....
A tranquillidade puolica apenas ha sido mo-
menUueameole alterada. RepetiraD-e os dis-
turbios populares em Castro Daire e esa 8. Pedro
do Sal. Km Villa Nova do Foscos tarabea hou-
ve ama reunie tumultuosa.. Oa populares pro-
cura vana oa respectivos escrives de fazenda para
lhe. queimareni as papeleta, como lhe chama o
aovo das nevas aainbuigoes. Nao eo.aesuiram
o m* iiUeat. porque oa eacriviaa de fazenda em
toda a paila podaran (ugtr coas as aaalrize..
As autocideaos teem oaaogaido conveoccr o
povo a volts/ aoccagido para suas casas os meioa
persuasivos teem surtida aplasaos rosaiUdoa.
Esta cidadiB va dentro em breve ser dotada com
taai dous eslabelecimenlos monetorloi:o Ban-
eo Dhio Jfercanlil, e o Banco CommerclaL la-
na sua adminislragio, offerecendo a
jada, oar 1 asta flro, ao governo, o relatorio
lativo da mesma roda lhe apreaentra.
sao nm dos procuradores & junta
tnbmettido apreciagio dos seus col-
para q^oe na consulta ao governo se pedis-
te 1 revogicao da carta da 'aj nfif' fevereixo
lUmo aaMaotorisa a camar* taaasiaJpal do Porto
a cobas a hapasluu indi recto I estrada das bar-
rairao da Mado, foi a sua diwussao addiada para
leaaoo ardiasarta de 1863.
A Junta gerat do dislricto da Coiatbra aeaboa
seu tnMbos ota 15 do mez lUasamenla lado.
A. quotos asta osa as cmara, moaicipaes team
a contribuir para as despeza deete dtstricto no
anno de 18S1 foram arbitrada, ata 9:6961111. O
contingente da contribuigio peasoal. que compe-
le pagar aos cooaethos em ue est dividido o
dislricto de 5,174:967 ria e o da con tribu ica o
predial da 77,82S;ttJ0 ralo.
A junta geral apptoveo anta proposta para que
a mesn junla dsse um voto de agradecimento
e hrovor ao Sr. Maooel Lourengo Biela Nev,
residente em Barbacana, no Brasil, pelos sedi-
mentos de patriotismo e philsntropia que tem
mostrado, mandando fazer no dislricto de Coim-
bra varias obras de utilidade publica, dando pan
ajuda de outras svultida. sommasde dinheiro, e
fazendo consideraveis presentes de gneros de
primeira necessidade i roda dos expostos daquella
cidade.
Consignando aqu esta prova degratldo que a
jaot geral do dislricto de Coimbra Irtbota ao
acrisolado patriotismo, e seotimentos philantro-
pieos do seo patricio o Sr. Baela Neves, s ac-
cresceolaremos que a exaliagio destas acgdes to
oobres, lio cuidosas, est mais ns singelleza com
que as deixamos narradas do que no impollado
da phrase, que a maior parte das vezes prejudiea
o quadro que se pretende fazer sobresahir.
O caminho de ferro do Porto a Lega, que ha
lempos demos noticia estar em projecto, parece
que ser levado a effeito.
Est em Lisboa um commissionado pela em-
presa, que foi portador do reqaerimenio, relato
rio e trabalhos graphicos para contratar com o
governo a eoocesso desta via frrea. Entre os
proponentes figurara cinco capitalistas e com-
merciantes desla cidade, cujos nomes sao um pe-
nhor seguro de que a reatissg&o da empreza t
est dependente da approvago das suas pro-
postas.
Tor em quanto os proponentes limitaram-se
simplesmente ao tragado do caminho de ferro do
Porto a S. Joio da Fox, Mathostohos, e Leca da
Palmeira, pedindo ao governo que esta via frrea
seja considerada como o principio da que deve
ligar a cidade do Porlo com a provincia do Minti,
e que no caso de alguma ontra empreza preten-
der a eoostrucgo do carril desde Uathosinhos e
Lega a villa do conde Barcellos, e Braga, 00 en-
tre estes pontos, seja preferida, em igualdade de
circumstancias, aprsente empreza, a qual pede
igualmente a concessao da dita via frrea por 99
annos ; fazer a sua eoostrucgo ao abrigo da lei
geral de expropriages por utilidade publica ;
isencoes de direitos pars todo o material fixo e
circuanle que lhe fr necessario mandar vir do
estrangeiro, e ser-lhe facultada a plantago em
terrenos baldos o longo da via frrea.
O caminho de ferro deve lera sua primeira es-
tago no passeio das Virtudes, supprimindo-se a
actual ra dos Fogueleiros, e torraaado-se oulra
ao longo da eslago para os moradores do quar-
leiro da parte occidonlal da cidade nao ficarem
privados da fcil communicago que aquella ra
estabelece eutre aa suas moradas e a cidade bai-
xa. A segunda estago ser na Fox, e a terceira
em Lega.
A via frrea deveri comegar na ra da Restau-
rago, oas proximidades do hospital da Misericor-
dia por um tunuel de 661 metros de extenso que
ir fio Jar na ra do Campo Pequeo. Seguir
em urna curra de raio de 866 metros atravez da
ra do Priorado, Asneiros e Bom Successo, e de-
pois em alinhamente recto al ao ribeiro de Lor-
dello, onde haver um pontelbo de 8 metros de
abertura para a passagem das aguas. Em Lordel-
lo far o camioho urna curva de 1076 metros, e
proseguir de novo em alinhamenlo recto at a
estago da Foz, e continuando em duas curvas,
cada urna de 1000 metros de raio ao norte da Se-
nbora da Luz e ao sul do Monte de Castro, passa-
r ao lado deCarreiros, e couliauando em alina-
me uto recto, atravesar os campos junto ao Cas-
j (ello do Queijo, onde haver oulro ponlelho de
8 metros Ue abertura, seguindo pelo rea! do Se-
nhor da Areia. Aqu formar oulra curva de
800 metros e entrando em Mathosinhos ir al
Lega.
A conslrucgo desta via frrea orgada em 600
conloa de ris. A despeza a fazer com a sua ex-
ploragao eslabelecendo viagens de ida e volta de
meia em meia hora, no tempo dos bannos do mar
e de tras por da no resto do anuo, monta a 25
contos de ris annuaes.
A receita foi calclala em 73 contos, tomndo-
se para base o movimento dos vehculos entre es-
ta cidade, a Foz. Mathosinhos e Lega.
Como o leitor vera de ver esli orgaoisados os
tragados, feitos os orgaraenlos, e calculada a re-
ceita e despeza pravaveis da explorago da via
terrea que se preteodo inaugurar do Porlo a
Lega.
Dar-se ha ocaso de (car ludo islo simples-
mente desenhado e escripto no papel, como em
pouco mais ficou o celebrrimo contrato do cami-
oho de ferro de Lisboa a Cintra ? Ha muita gente
que nao quercrr que tal projecto seja desde j
leva lo a effeito, pois que descoolla sfr anda mui-
lo cedo para ver sahir a locomotiva fumeganie do
seio da cidade da Virgem.
Nos, porm, que nao somos propensos a dei-
conar deludo a torio e a direilo, parece-nos
que o caminho de ferro em questo ser urna
realidade se algum inconveniente iosuperavel nao
vier Iranslornar as negociages pendentes
esse Qm, enlre o governo ea empreza.
Um jornal desta cidade, o Nacional, em urna
noticia dverss a que poz o tituloPetas do Porlo
relacionou, cora muito christe, os diversos pro-
jectos de obras que em pocas mais ou menos
remotas se teem tentado n'esta cidade, e as quaes
na sus maior parte, esto hoje esquecidas, e
provavel que nunca mais lembrem para se lhe
dar andamento.
A aotiguidade, diz o citado jornal, com todo o
fijar da Jsua nalureza physica, com toda a e-
nergia da sua vonlade, com todo o seu saber,
com toda a sua perfeigo classics, nao po de pro-
duzir em toda a looga duraco da sua existen-
cia senio sete maravilhas; e muitas mais que
sele surgem como por encanto de um momento
para o oulro, nao dizemos j na Europa, nem
mesmo n'um paiz da Europa, ou as principaes
cidades de qualquer dos paizes que ella abrange,
mas ahi em qualquer parte : no Porto, por exem-
plo.
A maior de todas as maravilhas que aonde
quer se observa a da rapidez incrivel com que
as raridades se succedem as raridades, os prodi-
gios aos prodigios; e assim que, quando ao
pensamento nao corresponde immediatamente a
execugo, logo nos dizemos, com a descrenca que
nesta poca de milagres secoovorteu era epide-
mia moral: nao maravilhs, peta. Petas sao
pois, e em pelas crismara urna nossa conhecida
synagoga de incrdulos espirituosos e zombetei-
ros aa seguintes futuras, oa poto menos, possiveis
maravilhas do Porto:
Estatua de Garrcltpalacio do CristalQuin-
to bancocaminho de ferro de Legaponte do
Verissimo expropriages do Barredora da
Boa-Vista ao Queijocasa de saude na Agur-
denleobras da academiaextineco da mendi-
cidadeporto artificialcompaohia'das aguas
jardim do monte de Santa Caiharinaassociago
doa advocados dividendo aos accionistas do
ihealro de S. Joopenitenciaria de S. Bento
morleiros salva vidasvero-peso das pedras ex-
trshidas da barraalinhamenlo das roasplanta
da cidadecompra regia do palacio dos carran-
case finalmente o jornal seria.
As solemnidades da semana santa em nada des-
disseram eate anno da pumpa e a gravidade coa
que a igreja portuense costuma celebrar os gran-
aos mysterios da Paixo.
Na quinla-feira maior bouve exposico a S,
tgrejas parecniaes, ordena lerceiras, ouiros tem-
plos da cidade celebrando-se, em algans delles,
malinas solemnes, e a editicativa ceremonia da
lava-pedes.
Na sexta-feir* naior sabia do convento das re-
ligiones da Santa Clara, as & oras da tarde, a
procisaao do Enterro, que recolheu igreja dos
terceiros de a Francisco d'onde fe via anido,
tambe* em prockaao, aa terce-feira i nolto, a
Seaoora da Soledad* esa andar ceberto.
Segoiram-se todaa as outras solemnidades da
rilo da igreja caUrolica romana al ao domingo
da Hasnrrwcao, era que Jess Christe levantando
a pedra quo escolta va o seu sacroaaala coro* su-
bi io ees esnua da vid* a osgUris, donando a>
tardidos aquellos mesmos quo poucos dias antas .,. .'..<.. n ,
tinh.m exclamado em horrirel vosoria-crucifi- iear*allS9aMaZ^etV*"D,i'i h' de '
caio-o, crucifleai-o I mww, eo^tta attaa so nio desesperou.
para
caio-o, crucifica i-o I
No sabbado do alleluia appareceram ais mas
mullos ludas. Uos estavam espetado, depios.
--------- wV>wH aiv*Buve ^**"sllaaaaBBBi
e outros suspenso, por cordas passadas as janel-
17 a diverlimenaa do. rapazes osota dia. Mal
asbomelles que qoofmam oa jusas de paika *
etssm Ocar oa do esrno a osao. sao era vos do
osele tratgoeire sporlam a mi. a alo aa f
peadem do mal eos ftzeraes, enfoteandow
pouo urna Ogueka. Sao Escarilas com aa a-
afea aspiragoes e leadeociaa, porosa de difoconte
pensar.
A procisso do taterro foi scompeehada.eomo
i eoatume. pela guarda municipal, o por toda a
trepa de linha da gaarnigio, que presentemente
se compoe do batalhio de cegadores 9j e dos re-
grnieetos de rmanteria 5 e 18. Os tres coreos ke-
varfam urnas 600 bayoneta Era nma brigada
em forga retpeitavel... Os corpos do exercito es-
li todos assim I
Notou-se, e muita gente Dcon maravilheda,
que a tropa acompanhasse a procisso com a. ar-
mas sem bayonetas, inclinadas no brago direilo,
Geralmenle se ignorava qua o novo regulamenlo'
militar aboli o aotiguissimo dUlinclivo de fu-
neral para a tropa, que ers o trazerem aa armas
viradas de bocea para baixo.
Os corpos de linha levavam lodos armas Mi-
ni e corrame novo. As armas da infantera
sao nm pouco mais leve do que ss substituidas,
e no carrjame foi supprimida a cerreia da bayo-
neta, qoe agora pendente da correia da cintura
por urna prezilba movediga. A bayoneta,quando
armada, flea segura oa bocea da espingarda por
moio de urna mola. A correia da palrona, lem
urna pequea bolsa para Os fulminantes que Dea
ao meio do peito. As armas dos cacadores, ao-
tigos re/Jet aperfeigoados, sao muito mais curtas
dos que as da infantaria, mas para as igualar 00
cumprimento, teem tercados em lugar de bavo-
uelas.
A sociedade agrcola do Porto fez no dia 8 do
correle a dislribuigo solemne dos premios que
foram concedidos aos expositores pelo jury qua-
IiQcador dos productos presentados na exposigo
que tivera lugar nesta cidade em novembro do
anno passado. Foi o complemento desta fesla
da agricultura, que d'entre todas as iuduslrias
do horaem a que mais o honra 9 ennobrece,por-
que como muito bem dizia el re D. Diolz.os la-
v{|dores sio os ervos da repblica.
tata solcmoidade foi feita nos pagos da muni-
cipalidade, presidiodo o Sr. governador civil. Co-
megou por um discurso doSr. Dr. Fructuoso Ay-
res de Goveia Ozorio, secretario da sociedade
agrcola, do qual eoramalhetando com as floras
da eloqueocia o quadro brilhante que aposenta-
ra a ultima exposigo, terminou por se pronunciar
pela liberdade do commercio a respeito dos pro-
ductos agrcolas. Os diplomas foram entregues
aos agraciados pelo Sr. governador civil, que do-
pois de um breve discurso era que elogiou 03 ex-
positores a quem acabava de conferir o merecido
galardio dos seus trabalhos, encerrou a sessao.
A procissio commeraorativa da horrorosa cas-
tastrophe do dia 29 de margo de 1809, que an-
nualmentesahe neste dia da capella das almas
de S. Jos das Taipas, e se dirige Ribeira, ao
sitio em que est o painel chamado das almas da
ponte, para ahi se rezarem os responsos pelas al-
mas dos portuguezes que fugindo ao exercito
francez, morreram afogados no rio Douro, fez-se
esta anno no dia 13 do correute, por ter cahido
aquella fnebre e trstissima data em sexla-feira
da Paixo.
A horrivel desgraga que neste dia se com me-
mora foi causada pela entrada do exercito fran-
cez, comraandsde pelo marechal Soult, que ten-
do batido em Gallisa o exercito hespanhol, e obri-
gado a embarcar precipitadamente na Corunha as
forgas auxiliares inglezas. enlrou em Portueal pe-
lo Minho.
Urna parte dos habitantes da cidade e muita
gente que a ella se tinha recolliido, querendo
fugir ao ferro dos invasores para a margem es-
querda do Douro, liveram urna morte affrontosa
as aguas do mesmo rio. Diz a tradiego que
nelle se afogarara alguns milhares de pessoas.
Nesse tempo dava passagem para a outra margem
urna ponte sobre barcos em frente da ra de S.
Joo. O medo tinha levado o povo do outro lado
a levantar os algapes da ponte para que os fran-
cezes nao podessem passa-la. O povo corra em
multido pela ponte e s via aberto o precipicio
quando chegava s suas bordas, nao podendo j
enlo recuar porque as forgas das massas o im-
pellia a agua.
Muito mais numeroso teria sido o numero das
victimas, se grandes forgas de cavallaria france-
za se nao dirigissem 4 ponte fazendo retroseder
o povo. O proprio marechal Soult velo ao lugar
da catastrophe.
Falleceu no dia 17 o Sr. Joaquirn Jos de Cam-
pos, negociaote de ferro e capitalista do Porto.
Dispoz e nao dispoz mal da grande fortuna que
possuia.
Deixou Misericordia desta cidade 27:500$ e o
re manosee ote da sua heranga com obrigago do
recolher no hospital dos lazaros mais tres lazaros
e duas lazaras ; no hospital dos entrevados mais
dous entrevados e nma entrevada, e de dar 300$
a"nu"M Pa sustenlago do Lausperenne na
villa de Vimioso, que o testador alli iosiltuio.
Ao asylo de meodicidade 10:000*, roda dos
expostos 3:000, irmandade do Santissimo da
freguezia da Victoria 10:000$ com obrigaco do
vestir completamenle treze pobrej dos mais ne-
oeesltadoa da freguezia, o mandar celebrar cinco
missas nos aniversarios do seu fallecimeoto.
A cinco orphas de pai e mi 50OSO00 a cada
um.
bu Cinco ^orreiros ou serralheiros do Porto ou
villa Nova, preferindo aquellos com quem leve
tratos 50$ a cada um.
Deixou asrdeos lerceiras do Porto e outros
--" -" .m v Miav ui
Sociosa ae na hospedara dos' Dous Amigos
que cosame va alojar-sa as auas f requemes
aso ae. Amaraste ad Porto e Sr. Theotonio Jos
F.rreira da Silva. Tlnbs regresssdo ha lempos
aa
de Mo de lanas onde, era negoae~ceiuter-
eiaea, pode anaaoar ama eoeueaa lastoao. Prl-
voo-se da eada aundo nata Uta letaa do seda
aaaeeeiraela Mta. ea qual fas uaaa lacada eat ue
ateueu o seaceeo. dexaade-ee eatpeu cae cora
oeodecetpe. m
Sappoe-ee qne o motare qae a levan a to
desaaperada i*otaae>o fra o deas *oada.o. QQ4
UdTesaa fafiaeaty (ea eaaaaaeaaar loacora 4
Em nm dos ltimos dita do mez passado aeon-
teee oeto loatoolavel desgraga na roa da Res-
tauragio, oa pedrelra que tem fornecido grande
porgo de pedra para as obras da nova alfsndega.
Don. desventurados trabaihaderes qne despreza-
ram os conselhos e as precaugoes que Ihes foram
determinada, para deslocar orna enorme pedra
que se desprendeu mais depressa do que elles
aaperavam, vieram ambos ceb sobre a roa, on-
de Acarara esmsgadoa pelas pedras qua com elles
rolsram.
C*cetebre salteador e assassioo, Jos do Telha-
do, parti dia 21, escollado por forca de caval-
laria einiantaria, para o Maree de Csnavezes, sfim
deserjnlgadopeloscrimesquecommetteunaquel-
la comarea. O eritmoeso pareto estar convencido
de que ser condesanado, porque no caso contra-
rio nao tera tentado evadir-se, como tentou, das
cadeias da relago oa vspero da sua partida. Era
conaequencia de urna denuncia, o procura-
dor regio fez passar revista prisa* em qne
se achava o Jos da Telhado, na qual se encon-
Irou um serrote de ferro, nm p de' cabra, duas
grandes navilbas de mola, etc. Algaos presos
achavam-se associados a este projecto de eva-
sao. O Sr. Marcelino de Mallos, distincto advo-
gado dos auditoriu do Porto, o seu defensor.
O thealro lyrco deu no dia 15 a sua ultima re-
presntelo com a operaUm Baile de Masco-
ras, de Verdl.
Os amadores deste theetro esperavam ver na
poca theatral que fiodou urna companbia de
canto quo nio desmerecesse das melhorcs que
leem vindo ao theatro de S Joo, pois que com
um subsidio de quatro cootos poda o devia oSr.
Lombardi apresentar-lhes urna compaoha de
primeira ordem. Porm nao aconteceu assim e o
publico foi mais urna vez burlado.
Em qua rito ao thealro portuguez nao ti vemos
este anno assiguatura, e apenas nos theatros Ba-
quet e das Variedades teem dado algumas re-
presentages duas'companhias de pouco mereci-
mento, a cujos espectculos a concurrencia nao
tem sido diminuta, o qoe deixa ver que o gosto
pelo drama antigo, embera a comedia j se ache
bastante enraizada no nosso theatro, tem ainda
admiradores. O Pedro-Sem lem dado enchenle3
oestes dous theatros, e alm desle rama, a mes-
ma compaobia tem posto em sceoa outros tam-
bem de meiecimonto, os quaes igualmente teem
attrahido concurrencia de espectadores.
Os bailes de mascaras que se derara nes thea-
tros Baquet e Circo, no sabbado de alleluia e no
domingo da Paschoella, esliveram eofezados de
todo, nao lendo apparecido urna s exhibigo
que prendesse a attenco, nem espirito que va-
lesse a pena de ouvir se, o que prova que taes
divertimenlos, fra da sua quadra marcada, nao
teem aceitago, nem ainda mesmo do. mais apai-
xonados por elles.
As (estas da semana santa em Braga foram pas-
sadas este anno com desgosto geral. As autori-
dades superiores, civil e ecclesiastca, nao con-
sentirn] que a mesa da Santa Casa da Misericor-
dia flzesse na noile de quinta-feira de Endoengas
a procisso do Senhor F.cce-homo. acompanhada
dos fogaros, que sao urnas luzes collonadas n'urna
especie de conchas de ferro, elevadas em haste,
e alimentada, por novellos de alcatro para ar-
derem em looga chamma, e darem a luz precisa
as ras do transito.
A mesa teimava em que havia de por a pro-
cisso na ra com todo o apparafo dos lempos
antigos, e as autoridades teimavam igualmente
em nao Ih'o conceder. A teima passou a capri-
cho, e como as autoridades soubessem que a
mesa da Miseiicordia tencionava, dsse por onde
dsse, por a procisso na ra, requisitaram para
o Porto viote soldados do cavallaria, os quae3
lhe fora mandados. A mesa, vendo chegar esta
forga, e nao querendo carregar com a respocsi-
bilidade em que de certo incorria menosprezando
as ordens do governador civil, resolveu desistir
do seu proposito.
A procisso nao sanio, e a forga de cavallaria
recolheu-se esla cidade passada a quinta-feira
de Eadoeogas sem que livesse bando em Braga
acontecimento algum desagradavel.
As autoridades andaram muito bem em prohi-
bir que os fogaros acompanhassem a procisso,
porque elles davam lugar escenas improprias do
acto religioso em que figura va m.
O jornal o Commercio de Coimbra, dando a no-
ticia do julgamento do fimigerado assassioo da
Beira, Joo Brando, escreve oseguinte :
Foi absolvido em Arganil o finocenisaimo
Joo Brando. Esta noticia nao urna novidade.
nem a damos como tal; o desfecho esteva pre-
visto por todos os que conheciam a historia, e
lanto assim que, logo que foi pronunciada a
sentenga no tribunal, rompeu a msica e fogue-
torio na praga.
A philarmooica nio quiz engeitar a honra de
ir acorapanhar o cortejo al Mides, tocando
hymnos fesiivaes, e talvez algum composto ad
hoc, nss povoages que ficavam no camioho
Nada d'isto nossorprehenden, nem admrou. Tal-
vez se possa asseverareslava escripto.
O delegado da comarca trata de se retirar
pstahlrimai~Z'"L'""* T" *""" ""'V3 I P salvar a vida, que nao julga segura ; nao obs-
cercS de 9 coates de ris S"*" irfflaadades i !",e Pid<">l ribun.f ter? secundo nos
Aos tt-M iZr.ni..'. 1 1B,ormaiD. recommendado aos absolvidos que
Criada. ntaaa^V^Vi V"e.ateat> .,crlados e nao attentassem contra a vida do delegado, por
daixo*^ iuterposto recurso, nos termos da' lei;
Dispoz Qnalmen^nL S T de ',a-. 1Ue respeil oela ida d'a1uelle funecionario
.PJ? Uns'raenle. 1ue no diado seu enterro, era o premio que exiaia por Ihes ter abreviado o
brercsmo'irSe6^T ** d's|ribu's!eraf P" Processo e g.r'.nlido }'L^graS individu ".
prida"i Mnifarie?A*k* f Pos,a foi cum- Corramos um veo sobre o feslo. que assim o
navVnri i\?"a 4 rdem te.tc*"* ao Carm. Pede a dignidade do Paiz, que nos nao devemos
Mn!cTin^\^anWn^ de ente. h.1 P"C'!=0.!?,!r!!r.a,uns oWados de cavaUanal No dia 3 houve em Olivera de Azemeis. a 4
leguas d'esla cidade, orna exploso em casa de
um fogueleiro. Os soecorro. appareceram de
prompto, porm era tal a veloeidade do incendio
que a casa, e ludo quanto coolinha, foi comple-
tamente devorada pelas chammas. Quatro pessoas
que a habitavam poderam salvar-se, mss em to
lastimoso estado, que urna d'ellas falleceu dous
dias depois da catastrophe, e as restantes linham
curativo para muito lempo.
Prximo a Vizeu foi preso um homem que ha
aa mnnicipal para a conservago de ordem, e re-
gulandade do acto, o qual, ainda assim, foi con-
tuso e muito mal dirigido.
O Sr. Francisco deOliveira Chamigo. respela-
veicommerciante do Porlo, reparti por alguns
dos estabelecimeotos de beneficencia desta cidade
o subsidio que recebeucomo deputado na ultima
Besado legislativa da cmara que ha pouco foi dis-
solvilj. r
Os eslabelecimenlos de beneficencia teem u-
rradn rom ., i? a "?ucucencia oem "- froxlrao a Vizeu foi preso um homem que ha
classe cramela **"* d]^0 rePres'intsDle da lempos havia assassioado sua propria filha. A di-
ciasse commercial, pois que lem semore aonli- li^noi n,, .fr-nn ^,:^ rt... ?..L
------------y -w..c uijuu rcpiseuiaue ua
ctasse commercial, pois que tem sempre appli-
cado a actos philantropicos os subsidios que lhe
qpmpetem como representante da nagao. ra-
ro este desinteresse nos cidados que vio oceu-
par as cadeiras da cmara electiva. Se o cargo
de deputado fosse gratuito de certo que nao ha-
vena tanta gente que quizesse salvar a patria...
Os facultativos allopalbas desta cidade liveram
urna reunio em que decidiram organisar o gro-
mio de classe para oseffeilos legaes da nova lei
tributaria, einsgitoirnm consultorio a semelhan-
ga do dos seus collegas que eteruem a medicina
de Hahneraano. Foi nomaada urna commisso
liara redigir os estatuto do gremio e o regula-
menlo do consultorio.
O general commandante da dirsio mHilar do
Porto acabou com a costumeira immemorial do
toque de recolher principiar parta do quartel-
general eatravessarem diiTerents direeges da
cidade at a porta dos quarlis. Em ama prs-
ca de guerra, arm da. conveniencias militares
urna necessidade para os habitantes que o lo-
que de recolher pereotTa dtfferentes sitios; por-
que, como sabido, sendo a. pregas de guerra
todas moralhadas, as porta sao fechadas pouco
depois desle signal militar, o qual a nio se fazer
ouvir dtstinctamente pelas pestoes qne a essas
horas rodaren) (3ra das muralhas, Ihes causarla
o grande encommodo de nao poderem roltar i
oas casas senio ao alvorecer do dia. Mas na.
povoages abertal nio tem tal praxe nem conve-
niencia militar, nem necessidade publica queem
boa e esclarecida razo possam autorisar.
Des tre. navios ase a grande cheia do Douro,
era dezembro ultimo, deixou em secco, con-
see^wen deMsr agua com mili xito, nos
fina da margo, a galera Snbtil III e a Nova Unido.
Oe trabalhos para a primeira foram dirigidos por
pessoas competentes, ma. para a segunda fonm
Mineados sor esa curioso que para asea ftm se
P-*""*-'*32f "!? ** "0*"* s^ap*seabilaT.T-
con.-
Hasta agora a garata Maesati, qua est robre a'WrTegiaraaw da f.hia aa barca Domv.
igencia que etTecluou a priso deveu a um acaso
feliz a captura d'este pai desnaturado. A povoa-
gae em que a autoridade suspeilava acoutar-se o
criminoso, tioha sido cercada de noite, esperan-
do que amanhecesse para dar busca as casas
suspeitas. O criminoso dorma no campo e reco-
Ihia-se de madrugada. Quando viaha a entrar na
povoago eocontron-se frente a frente com um sol-
dado, o qual pretendeu engaar dizendo que por
cenas relages intimas, que linha n'uma casa
era-Ihe preciso ir aquellas horas, e offerecendo-
Ihe dinheiro, pedio com nilancia, que o poupasse
vergonha de o conhecerera. O soldado regeilou
a offerta, e o grande criminlo foi preso e reco-
nhecido, e mandado para a cadeia de Tondella.
A molestia que se tinha desenvolvido no gado
em varias povoages da provincia de Traz os
Montes fui combatida satisfactoriamente pelo ci-
rurgio veterinario que o governo mandou aquel-
las localidades. A epidemia dizimou 48 esbecas
degido. "^
O movimento commercial, em referencia aos
gneros abaixo relacionados, no periodo decorri-
do de 10 de marco a 25 de abril, foi o segointe
Assucar.As entradas foram ; de Perna a-
buco 4,252 saceos e 47 barricas na Sympathid.
Etperancae S. Manoel 1; do Msr.nhoW
saceos a 6 barricas na Flor da Afaio e Castro II
7. h*Jt'o l1-3 caillM' S6 b"ric 67 aaccos',
na barca 5. Joaa; e por Inglaterra 336 caitas.
9(4 saceos e 95 barrica..
As vendas consistirn em 2,100 saceos de Per-
Bambuco. 156 barricas mascavado do Bio. a i,360
saceos vindo por Inglaterra.
Preces : De Pernambuco, branco, de pri-
?! "iii^l4 3|550 a S600, dem de segunda
*350 a 2|500, dem de terceira 2s!50 a l|300,
a as qaalidades mais ineriores 2j000*a 2f 0C';
Va?*JW HWO.0 mascavado da sVo
I54OO. IgSOO.0 vindo de Inglaterra, branco.
11900 2800.e o mascavado 1/450 a 10600
Ai venda limitaram-se is cecessidides do con-
aa aa
I


:.i-.'..- -- a

AlfOdao.-Entrm 1887 saceos do Brasil e
128 por Lisboa.
. vndjk-Mll6fudo do Maranho e 28 do Par.-Praeo: 140 a 155.
Ol possuidores do Maranho conlinuam austeu-
Untfo as suas proteng&ss pita alta.
Aguardeata de canoa.Venderam-se tt pipas
e 50garraroa. A do Maralo 7J90O o almude,
da do Rio de Janeiro. Babia o Pernambuco 7/000
Arroz.Imporlaram-se do Inglaterra 2,897 sac -
*a do da India, ordinario, e do Para urna pe-
quea porfi do saccas. Paitara as qaslidades su-
periores.
Veadersm-aa cerca de 1,100 aaccai. O da Jodia
4*200 a 5*508 o quintal, e o nacional 1*209 a
19300 a arroba.
Caf.Vieram do Rio do Janeiro, os Olitub,
276 saccas o 12 barricas, e por Lisboa 26 saccas.
As rendas foram 298 saccas e 47 barricas do
3*150 a 3$80t a arroba.
Cacao.Receberam-aa 8. saccas do Maranho.
Falta.
Couros Entraram : do Rio Croado do Sol
18,748 na All\ana, e') 1,725 no Paquete da Rio
Grande ; do Maranho 2,766 na polaca Claudina
012 na Flor da Maia, e 500 no Castro II; de
Pernambuco 1,000 na Sympathia 354 no S.
Manoel 1; da Bihia 2,432 na barca S. Joo i
do Par 696. Total 39,133.
As rendas lem sido regulares. Os soceos do
Rio Grande 220 a 230 o arratel, e da Babia 200 a
220. Os salgados de Peraambuco, ( da quo so
venderam 856. ) Babia. Maranho, o do Para re-
gulara 160 a 165.
Apezar de se torera exportado para Hespanha
5,506 coaros, e para Hamburgo, 217, a deposfto
dos do Rio Grande deudo.
Chifrej.Vieran 41,990 de diversas proceden-
cias do Brasil, e 6,000 da Lisboa.
VMderaoa-se cerca de 19,638, proco, grandes,
69000 a 8*000 o cento ; pequeas 2*900 a 3J800.
Farinha de pao.O mercado est regularmente
fornecido. Tem prompta renda. Prego 800 a 860
a arroba.
Gomma.==Importaram-se 1,624 paoeiros do
Uaranhao e 220 saccas de Pernambuco.
As reodas foram 412 psneiros da primeira pro-
cedencia, 9 2o000 a arroba, e 255 saccas da se-
gunda a 1*600.
Melago.Vieram de Pernambuco 492 barris.
Vender ro-se 10 saceos o 392 barris. Preco
3*000 a 3*450 o almude. Prompta extrsco.
VaquelarVieram de Pernambuco 955. Veu-
deram-so 213. Prego 1*590 a 1{800 cada urna.
Metaos.Pegas portuguezas 7JJ990 a 83010 ;
soberanos 4jJ490 a 4*500; oncas hespanholas
14*600 a 15*060; ditas mexicanas 14*100 a 14*280;
pesos hespanhoes950 a 940, ditos mexicanos 930
a 950 ; pticas brasil ai ras ( reiras ] 920 a 950 ;
ditas (oras } 88i a 920 ; aguiaa de ouro dos Es-
tados-Unidos 181450 a 18*530 ; pegas de rile
francos 32150 a 3*560 ; pesos de cinco francos
830 a 850; ouro cordado, portugus 2JOO0 a 2*015,
dito brasileiro 1*990 a 2*000.
Cambios.Sobre Londres 90 d. 54 1/8 a 5*
1/2 ; Hamburgo 90 d. 47 1/2 a 48 ; Amsterdam
90 d. 421/4 ; Pars 90 d. 529 ; Madrid 8. d. 935.
Abriram termo de carga ; em 4 de abril a
barca brasileira Hydra para o Rio de Janeiro ;
m 10 a barca Flor da Maia, para Pernambuco,
o a galera Subtil III para o Rio de Janeiro ;
em 13 o brigue S. Manoel 1 para Pernambuco;
em 16 a galera Catiro II para o Rio de Janeiro ;
aan 19 a barca Aflianc* para o Rio Grande do
Sul pelo Rio do Janeiro ; en 29 o brigue Et-
p*ranca para a Babia ; em 26 as galeras Olin-
da e Nova Subtil para o Rio de Janeiro.
Entraram no Douro; ern31 de marco a
barca Flor da Maia, do Maranho; em 1 da
abril o brigue Manael I, de Pernambuco em 33
dias ; em 4 a barca Allianca, do Rio Grande
do Sul em 74 d iae; em 20 a barca S Joo,
da Babia, por Lisboa, em 60 dias o a barca Unido,
do Pari, por Lisboa, em 40 dias.
Sahiram ; em 26de margo o brigue Du-
que do Porto para o Rio de Janeiro : em 30 o
brigue Alpede para o dito porto por Setubal ;
m 5 de abril a barca MonUiro II, para o Rio de
Janeiro ; em 7 a barca Sympathia para Per-
nambuco, e a barca Silencio para o Rio da Ja-
neiro ; em 10 a barca Formoxa idena em
21 a barca Pagele do Ato Grande para o Rio
Grande do Sul ; em 28 a barca ATot>o Tentador
para o Rio de Janeiro.
Por noticia telegrapbica rinda de Londres
sabe-se que oDspiaue/, procedente do Rio de
Janeiro, lio ha arribado a Gibraltarem consequen-
cia de arara que tinha soffrido.
O registro disrio dos despachos da alfanlegs do
Porto d earregadas na barca Sympathia as se-
guintes merca dorias :
Albos 116 camastras, arenles 4 caixas, aieite
45 barris, azeitonas 550 ancoretas, arroz 3 saccas,
bacalho 3 barricas e 3 costaes, batatas 450 cai-
xas, carne de pereo 2 barris a 1 eaixao, ceblas
3,580 reslias, cebo 235 caixes. condegas de ri-
mes 148, chapeos 2 caixes, chumbo 250 barrris,
farellos 150 saceos, farinha 30 barricas, fazendas
dirersas 7 rolumes, feijo 20 saceos, ferragens 5
Totumes, fulhas de louro 2 saceos, fogoes de fer-
ro 2, lioha 3 caixas, oozls 1 eaixao, ovos 2 bar-
ris, palitos 4 caixes, pentes I vlume, pomada
de cebo 10 caixes, presuntos 29 barris, rodas de
arcos de pao 950, alpices 3 caixoes, vinho 8 pi-
pas, 4 quartes e 20 barris, dito engarrafado 367
-caixes: 1 eaixa com urna almofada, 1 dita com
amostras de papel, 3 caixes comimagens, 26 vo-
luntes de moris, 12 ditos de bsgagem, 8 ditos di-
versos, e 1 barril com presuntos e salpices.
HESPANHA.
No dia 12 4 tarde as opposiees radicaos esta-
rim resclvidas a nao tomar parte na lula proro-
cada pelo goveroo pelo Sr. Ros Rosas. Este de-
putado tinha-se apresentado na sesso de 12 com-
batendo o ministerio por ter faltado s promessas
quanto ao projeclo de reforma constitucional,
bem como fallara a oulros rouitos.
Diz-se que os senadores progressistas da uniau
liberal pensou hoja que enfraquecera policio do
duque deTeluo no parlamento e nosconselhos
da corda um grave mal, e pela sus parte nao
esto dispostos a dar este prazer is opposiges
radicaos e racclonaes.
Consta haver diversidade de intuitos no gabine-
te hespanhol acerca da reforma. O presidente do
conselho e ministros da marinha e dos estrangei-
ros opinam de um modo diverso do que os minis-
tros do interior, da graga ejustigae do fomento.
No eongreeso o marquez de Premio Real per-
guolou au goveroo em que se fuolou para per-
millir que crculasse traduzido literalmente o
discurso que no s nado francei proferta o princi-
pa Napolo, e prohibir a resposta que Ihe deu o
duque de Aumale.
O ministro do reino |respondeu que p governo
ju'.gou conveniente ossa medida, guardsndo-se
deste modo as atlenges que mutuamente devem
os paizes amigos.
Consta que nem o marquez del Duero nem o
de Castillejos fazem diligencias para conseguir
modificago poltica do gabioete. ConGrmava-se
a noticia de que seriara enviados reforgos mili-
tares para as Antilhas.
Foi votada finalmente no dia 15 a proposta ap-
prorando a poltica interior do gabinete, as for-
jas mioisteriaes e opposieioaistas do congresso se
apresantarara, ao que parece, sem augmento nem
diminuido, comparando-as com as que tomaran)
parte na votago de que nao hara motivo para
deliberar, promovida pelo Sr. Alonso Martnez.
O ministerio oblare a seu favor 186 votos contra
63. Mas, se a, primeira vista parece quefallam
tres votos i cada urna das partes contendoras, a
verdade que deveriam ter naese dia faltado a
opposiges mais votos, porqusnto os emittiram
contra o governo alguns deputados moderados
dos que no dia antecedente se abstiveram de vo-
tar. Tambeni foi notare! na votago de 15 que
Igues macabros importantes do psrtido conser-
vador, como os Srs. Pidal, Eganha e Bertrn de
Liz, oo volaram contra o governo, manifestando
por este modo quase nao appravavam a politica
do gabinete, nao julgatn em tua conscieoeia que
as actuaescircumstsncaa devam coocorrer para
derriba-lo. r
Os amigos do Sr. Ros Rosas negavasa redonda-
mente que elle se teaba entendido eom qualquer
daa fraeces opposicionistas para o auxiliaren! na
eos controversia cora o governo.
PuMicou se ama tai datada da Araotaeo em 7
do corrale, determinando que os bou eclesi-
sticos, quo o otado tem direito a adquirir por
Osito da permalacae accordada no convenio ce-
lebrada na sants se om 25 de agosta do 1869 con-
tinuarlo a Mr alienados cooforme aa leis para
esse effeito eslsbelecidas.
O producto deslss vendas ser destinado :
t* pan o reembolse d esa mawtiz acto da divida
publica eo jaro, na tona ru ota nava lai ee-
tebetace ;
2* pora cobr o defleit de III aaes do rea-
la, qaa nos recoraooapplicados pala lai do 1* do
abril d 1859 ao crdito 4o doua mlbes do Ma-
les, produzio a nova applicaeio quo lol do 29
de novembro do meamo anno dau ao tundo da re-
misaao do servigo militar :
3 para pagameni do somma de 467 milhes
do real, sa qna aa ampliara os crditos abarlos
pela citada tai do 1 do abril, distribuido* em ver-
bis, que a nova lei mares, eom os seguintas des-
tinos ; para reparagao dos templos ; para vasos a
ornamentos asgradoa o outros objacloa do alta
das egreias parochiaes ; para o material da na -
e da artilbaria ; pan fomente das irrigagoes ;
para telegraphos ; para a coostruegao de um ou
mata edificios destinados 4 academias, museus, ou
biblioteca aiciooal, cooforme resolver o go-
verno.
, As folhas hespanholas do 15 de corronte refe-
ren) que em despacaos talegrapbicos quo na jes-
pera o governo recebeu de Londres se anouncia-
va que tinbam desapparecldo daquella capital o
ex-fnfaota D. Joo de Bourbon o mu Mcretario
Latan. Antes deste aviso o governo redobrava
do vigilancia para que nao se perlurbasse a or-
dom publica as costas meridiooaes de Hespanha.
Em Londres divulgou-M que D. Joo o seu secre-
tario so dirigirn* Hespanha a tentar fortuna.
Multo m tero, segundo as ordens commuoica-
daa, sepizirem o territorio hespanhol. Diz urna
foi ha semi-official que a lei ae cumpriri lerrivel
oiostsntanemenle cootra os que se atreverera e
levantar voz de rebelo, sejs^qual tor o seu no-
ate a a sua jerarchia.
apenas se deolarou que D. Joo de Bourbon ti-
nha desapparecido de Londres disse-se que os ca-
pites generaos das provincias tiobam ordem de
o mandarem espingardear logo que ocolbeseem
aa mos, sem dependencia de consultar o govar-
00. Diaparato seria vir i Hespaoha e pensar que
com quatro manifestos ganharia crditos de li-
beral.
Nao se acredita, com tudo que D. Joo inteu-
tasse to desatinada empreza, e com esta opi-
nilo esto conformes as ultimas noticias, segun-
do as quaes o ex-iofanlo anda viajando pela Ale -
manha.
O personsgem carlista que segundo se dsse foi
preso era Pamplona, era o coronel Lorenzo, que
serviu ni frica, e depois com Giribaldi, loado
perteucido em lempos anteriores i faeco Ca-
breda.
Becebeu-se em Madrid no dia 11 do corrale
0 despacho seguate rindo de Paris : *
Acabam de ser recebidas noticias da America
de muito intaresse para a Hespanha. Rebentou
ama reroluco na repblica dominicana, que der-
ribou o goveroo e ealabeleceu oulro provisorio, o
qual conformando-se com a vontade do povo e o
aecordo da representagao nacional decretou a an-
nexago daquelle repblica a Hespanha.
Oulro despacho de Paris, de 12, menciona que
nesta capital se considera justo que a Hespanha
proponha como condigio para reconhecer o reino
da Italia ser adrnitlida e recoahecija em o nume-
ro das grandes potencias.
O goveroo hespanhol recebeu no dia 13 despa-
chos que comQrmam a annexago Hespanha a
repblica de S. Domingos. A bandeira Hespa-
nhola oodeia em S. Domingos desde o dia 18 do
mez paseado.
Cliegou no dia 13 a Cdiz a bordo do vapor Eu-
ropa o coronel Bigo, que parti logo pira a curie,
nudo encarregado de urna commisso do capito
general da ilha de Cuba, relativa aos negocios do
territorio de S Domingos.
As folhas de Madrid de 17 trazem os documen-
tos que provam a eapontaoeidade da annexago
da repblica dominicana Hespsuhs, proclamada
por Pedro Santana com annuencia ge ral da popu-
lado. A opposico conservadora, por meio do
seu orgo mais explcito na imprensa El Contem-
porneo, pronuncU'M a favor da adheso an-
nexago da parte hespaohola da ilha de S. Do-
mingos nionarchia de Isabel. II.
At meia noite de 16 oo se tinha recebido
na legago iogleza de Madrid noticia aiguma de
que a Inglaterra repugnaste annexago da re-
publica dominicana Hespauha, como alguos
peridicos mal informados lioham annuociado.
Diz um dos jornaeshespanhes. Corresponden-
cia) : Seja qual for a resolugo que o governo
hespaohoj adoptar quanto aos assumptos da ilha
de S. Domingos, eremos saber positivamente
quo a Hespanha nao consentir na eneorporacio
daquella parle de territorio em os nossos domi-
nios, sem que preceda urna votago geral, tran-
quilla e solemne. Entretanto, as forgas hespa-
nholas enviadas a S. Domingos, levara a misso
especial de proteger os Hespanhes e defender os
Dominicanos de qualquer ataque dos seus vizi-
nhos Haitianos.
c O temor que hara de que essa uniao Hes-
panha podesse prodozir um conflicto pela suppo-
sigo de que os Dominicanos queriam ser regidos
pelas mesmas leis que existem na pennsula, do-
ve desapparecer, visto que proclamando a anne-
xago sua aoliga metropole, os Dominicanos
ho de concordar em acceitar a legisiago vigente
as provincias martimas hespanholas. Temos
tambera autorisados motivos para acreditar que a
Gra-Bretaoha nao tem dado passo algum que d
sequer a suspeita de tratar de oppdr-se i espon-
tanea manifeslago daqaelles poros de quorerem
rollar a formar parte da monarchia hespanhol.
O presidente da repblica dominicana, Santa-
na, eoviou urna carta respeitosa dirigida raiuha,
na qual depois de dar conta do voto espontaneo
daquelles povospara se eoeorporsrem me pa-
tria, roga a S. M. qus aceita a annexago das
possesses, onde Christovo Colombo arroma a
cruz e levou a civilisago aos gloriosos tempos de
Isabel Calholica.
Porm um despseho de Paris, de 19 sabe-se
que, data das ultimas noticias ehegadss por via
dos Estados-Unidos, um exercito haitiano, no
qual figuram alguns officiaes dominicanos dos
desterrados como partidarios de Baez ameagavam
as fronteiras da repblica de S. Domingos ; at-
iribuiu-se a istoo ter-se precipitado o movimea-
lo de annexago & Hespanha. Os Haitianos no-
mearam um commissario para rogar ao governo
hespanhol que se constilua juiz das desintetiigen-
cias que ha lempo existem eotre a populago
prela e a populago branca da ilha.
Constara que o governo mexicano, ao qual ho-
je preside Jurez, deseja salisfazer complelimen-
te Hespanha pela expulsan do ministro de S.
M. C.Sr. Pacheco, e neste sentido deu suas ins-
trueges ao negociador que de um momento para
oulro deve chegar Madrid.
Da Ha vana j liuha partido para a Hespanha o
expatriado Miramon, ex-preaidente do Mxico
Anda que a ilha de Cuba passava por urna crse,
derida em parte aos successos dos Estados-Uoi-
dos, com tudo 1 te : o thesouro publico tinha em reserva quarenta
milhes, e os bancos mais de duzeotos milhas
em circulago. Cuba smente com a produeco
de quarenta e cinco milhes de duros que Ihe
rendem assuascolheitassnouaes, lemem si pro-
pria lodos os elemeotos para arrestar com os pe-
ngos de qualquer crisecommercial.
Apparece urna carta de Paris, cojo assumpto
importante. Se a repblica dominicana nao
tvesse proclamado a aua annexago Hespanha,
em breve o chefe do governo haitiano leria pro-
clamado a sua annexacao i Fraoga. Dizia-se que
Geflard intentara primeiro conquistar aquella re-
publica, e depois offerecer toda a ilha de S. Do-
mingos ao governo imperial francez. Para este
eff-iio se tinha posto em movimenlo com o seu
exercito ; e os Dominicanos que perceberam o
trama, appresssrm-M a reclamar a annexago i
motropole antiga, nao pelo receio dos inimigos,
porm para diarero de urna vez os mus deslios.
O movimeato foi espontaneo e sem contaren] com
o goveroo hespanhol, esperando comtudo que
oo sero por este abandonado.
No dia 14 do correla sahiram de Cdiz para
Inglaterra SS. AA. RR. os duques de Monlpensier
com o Marquez de la Victoria.
No da 9 tarde ehegou a Algeeiras, proceden-
te de Gibrallar, onde lioha desembarcado a prin-
cesa Alexandriaa da Russia, foi eumprimentada
pelas autoridades hespanholas do campo neutro,
e em seguida embarco* no Genil para Malaga.
Corra em Cadis como cousa positiva que o go-
verno mandara construir (ora do reino quatro
grandes fragatas.
O goveroo hespanhol n'ama queato secunda-
ria do fazeuda, o crdito da dous milhes meio
de reales, obteve a maioria do 64 votos contra
dous no senado.
Em a nova eaia da atoada de Madrid procede-
se sctualmeote canhsgem d grande quoiidad*
de escudos de ouro de viole reales ; esta mooda,
que j entra em circelaco offereco vantagena ao
co comercio.
ummuoH
S5L
c*
faota duquesa ata Maolpooaiar aottrtu
cattarral. O vapor em que a dirig* eom seu es -
POM f Iogletarra refugiou-ae no mmcmI da Car-
raca pon precaver-se doo Itmporaea 4o oo,
para sabir 6 aguarda va qae melhoraM o lempo,
pota que ztBBM reparado s oaiatairaa.
Por um despacno de 19 sabo-so oua a maore
tofasta estara livre da febre, nas anda moita V
biiitada.
Em data de 20 sabe se quo a sen hora Infanta
continuara com melhorae ; que neaoe dia deaem-
bsrearia hospedando-so na capitana geral do
depsrtamenlo; que mu esposo sahiria no dia m-
guale i tarde para Falmouth, se continuaasem es
melhoras, e asenhora infanta voltaria para Sevi-
Iha no dia22 do correte.
L.
INTERIOR.
RIO DE JWKIHO.
96 do abril de 1861.
Contiauou bootem na cmara dos deputades a
discusso do parecer da commisso de poder so-
bre a eleicao do Para. Oraram os Srs. Siqueira
Mendes e Ottoni, iicando anda adiada a dis-
cusso.
-27-
A cmara dos deputados approvou honlem
aueeessivaaieole os pareceres daa eommissesde
poderes sobre as eleiges das provincial do Par,
V distrieto de S. Pealo, 1 de Sergipe, 2* do
Maranho. 3# de Pernambuco, 3* da Babia, Cor-
te e Paran. Sobre o Ia orou o Sr. Pereira da
Silva, e sobre o X* Dzram algumas observaces
os Srs. Martim Francisco e Paulino de Souza,
aendo os mais approvados sem debate.
Foram declarados deputados os Srs. Ambrosio
Leito da Cunba, Fausto Augusto de Aguiar e
Manoel Jos de Siqueira Mendes, pela provincia
do Para ; Joaquim Octavio Nebias, Antonio Uoo-
calves Barbosa da Cunha e Antonio da Costa Pin-
to Silva, pelo 3 distrieto da de S. Paulo ; baro
de Miroim e Leandro Bezerra Mooteiro, peta 1*
dislriclo da de Sergipe; Francisco Jos Furtado,
Joaquim Gomes de Souza e Viritto Baodeira
Duarte, pelo 2* distrieto da do Maranho; Sebas-
tio do Reg Barros, Aolonio Coelho de Si e
AlbuquerqueeJosBentodaCunliaFigueiredo.pelo
3* dislricto da de Permanbuco; Casmiro de Sena
Madureira, Jusliniano Baptista Madureira e Be-
nevenuto Augusto de Hagslhes Taqus, pelo 3
dislriclo da Babia: Francisco Octaviano de Al-
ie ida Rosa, Theophtto Benedicto Ottoni e Joa-
quim de Saldanha Marinho, pelo municipio neu-
tro, e Joaquim Ignacio Silveira da Molla e Za-
charias de Ges e Vssconcellos, pela do Pa-
ran.
-28 -
Suas Mageatades e Altezas Imperiaes regre-
siro honlem de Petropolis.
Tere honlem lugar a primeira sesso prepara-
toria do senado. Reuniram-se dezasete senado-
res, e sele outros participaram que se acharara
promptos para comparecer no dia da abertura da
assembla geral.
A segunda deve celebrar-se amanha.
Acamara dos deputados approvou hontem sem
debate o parecer da commissSo de poderos sobre
eleigo do 1 distrieto da provincia da Para-
hyba. .
Approvou tambera, depois de um debate entre
os Srs. C. Olloni, Vieira da Silva, Ottani, Cruz
Machado, e E. Octaviano, o parecer da commisso
sobre o 6 distrieto da provincia de Minas-Geraes,
na parte relativa eleigao dos Srs. Cruz Machado
e Paula Fonceca, ficando adiada para depois de
constituida a cmara a qae diz respeito do Sr.
Simo ds Cunha Pereira, segundo dispe o art.
8 do regiment.
Foram depois declarados deputados pelo 1*
distrieto da Parabyba os Srs. Diogo Velho, Ca-
valcanti de Albuquerque, Anizio Salaihiel C neiro da Cunha, e baro de Mamanguspe; e pelo
6 do Minas os Srs. Antonio Gabriel de Paula
Fonseci e Amonio Candido da Cruz Machado.
Foram exonerados a mu pedido :
O Sr. cooselheiro Antonio Jos Henriques, do
cargo de presidente da provincia de S. Paulo ;
O Sr. Dr. Jos Bento da Cunha Figueiredo J-
nior, do de presidente da provincia do Rio-Gran-
de do Norte.
Foram nomeados presidentes :
Da provincia de S. Paulo, o Sr. Dr. Jeo Jacin-
tbo de Mendonga, por carta imperial de 20 do
correle mez ;
Da provincia do Rio-Gran de do Norte, o Sr.
Dr. Pedro Leo Velloso, por carta imperial de 13
do mesmo mez.
e
deta-
com-
para
cem-
A cmara des deMtastoo aaprft*nu ifla os
perecoTM das com* de pedots 4
eMcesdo 44tatal4,-44 p*ei>od*1*
taors, edole3da Behi g^T
sem diMio, 0.0
IW^aoBu do Sr* JuatM'
Fos o deelaradoa doptitadM os Sr.
de Andrade Braga, Frastetaeo Ja4 da Cl _
Weoirs. oFrandMO CyriH R*ota ta 8om.
peto 4 distrieto d* Miass; Alvar Tiberic osteorv oLisu e Joaquim JerooyaM Faroao-
des 4a Cnnha, pelo 1 da Babia; FrasMtaco Xa-
1 *"? L,IB*' PedT0 Mni* Brrelo de Arago
e Jes Augusto Chaves, pelo 2* da mearas pro-
vincia.
Entrou depois em diKussao parecer da com-
misso do poderes sobre a eletao do 2 distrieto,
de sergipe. Oraram os Srs. Barros Pimental,
Leandro Bezerra e Biltaocourl Ssmpaio, ficando
adiada a diacuaeo.

Manoel Faroassies Vieira2a distrieto; Jeroa
~ P fr' "Wlo-tente Joaquim Salom Ra-
mos de Azezedo pedio demisso do emprego de
superintendente da companbia brasileira de pa-
quetes a vapor.
A cmara dos deputados approvou honlem os
pareceres das commisses de poderes sobre aa
eleicoes do 2 distrieto de Peroambuco,2 do Rio
Grande do Sul o 2 de Sergipe ; os doue piimei-
ros sem debate, e o ultimo depois de orarem os
Srs. Dias Vieira, Taques, Nebias, Virialv e lava-
res Bastos.
A discusso cencernenle so parecer sobre a
elolgio de Matlo-Grosao leon adiada peta hora,
aepois de orarem os Srs. Costa Pinto e Cruz Ma-
chado.
Foram reconhecidos deputados os Srs. Sergio
teixeira de Macedo. Silvioo Cavalcanti de Albu-
querque e Joo Alfredo Correa de Oiiveira An-
drade pelo 2 dislriclo de Pernambuco: Amaro
Jos d Aulla da Silveira. Flix Xavier ds Cunha
e baro da Man, pelo 2 dislriclo do Rio Grande
do Sul; Fiel Jos do Carvalho e Oiiveira e Pedro
do Cilazans, pelo 2* de Sergipe.
verificando-sejiaver numero legal de deputa-
dos para constituir-se a cmara, declaro o Sr.
presidente qae ia oflciar-se ao governo para sa-
ber-se o dia em que S. M. o Imperador se dig-
nar receber a deputago que por parle da mes-
ma cmara tem de requerer a desigeago do dia
e hora em que deve ter lugar a missa do Espiri-
to Santo na capelta imperial, e da hora e lugar
da sesio imperial da abertura da assembla
geral
Em seguida foi nomeada, na conformidade do
regiment, a referida deputago.
3
Hoje urna hora da tarde ter lugar no pago do
senado a sesso imperial da abertura da awem-
blea geral legislativa.
Foram hontem approvados na cmara dos di-
putados os seguinies pareceres du commisses
de poderes:
Do 4. e 5." distrielos de Pernambuco, depois
de algumas observares dos Srs. Mello Reg, Be-
zerra Cavalcanti, Vilella lavares. Lailio da Ca-
oba, Pees Barretee Pereira da Silva sobre aquel-
lo, e sobre este dos Srs. Augusto de Oiiveira,
Figueira de Mello e Paes Brrelo.
Do 1 e 2 das Alagdas. sem debata:
Do i" e 7* de Minas Geraes, depois de algumas
observaces dos Srs. Silveira Lobo e Cruz Ma-
chado sobre aquella, sendo este approvado sera
debate.
Da provincia de Goyaz, depois de algumas ob-
servaces dos Srs. Santa Cruz, Jusliniano Madu-
reira, Silva Nones e Sergio.
Enlrou tarabea em discusse o parecer sobre a
eleicao do 2o distrieto de S. Paulo, e ficou adia-
do a requerimeoto do Sr. Barbosa da Cunba.
Em ultimo lugar entrou em discusso o pare-
cer sobre o 3" distrieto de Minas Geraes, quo fi-
cou adiado pala hora depois de orar o Sr. C. Ot-
toni.
Foram reconhecidos deputades os Srs. Jerony-
mo Vilella de Castro lavares, pelo 4o dislriclo de
Pernambuco ; Joaquim Piolo de Campos, pelo 5*
da mesma provincia ; Esperidio Eloy de Barros
l'imer.tel e Aureliano Candido Tavares Bastos,
pelo Io.das Alagdas; Benjamn Franklio da Ro-
cha Vieira, pelo 2* da mesma provincia; Fran-
cisco de Paula Santos, Francisco de Paula Silvei-
ra Lobo e Manoel de Mello Franco, pelo Io de
Miias ; Melchior Carneiro de Mendonga Franco e
Luiz Carlos da Fonseca, pelo 7o da mesma pro-
vincia ; e Andr Augusto de Padua Fleury, pela
de Goyaz.
otra convenci de smm aatureu foi e-
signads neaia corto ero 26 da jaoeire do corrent
Mat mu Imperio a Confederago Saitsa
^da<-e% negociago do tratado de H-
raiedasweg*e4-.iuvtat0a repblica ds
Ky&vvsrjas? r',,flca56M
4 aeos prlaeiros forreeiona-
a^S-Kaff** -."**. ..a
a^af feriaa legtafscao do exercito e da ar-
mada no qaa toca ao veciamento e juslce mi-
Rtar. dev. oreeer-v. oapecia, aaocao." Aar-
moda carece igu.lmenta dS, lei de p,omoco>a>
"''."!6 M te de-servigo navat.
Faeihtar quanto for possirei ? mi., *
_ Jeroay-
01 Maeano Figueir. ta MalloJaoMota) 4eAo.fi.-
Ptstrsno Bandeira de Mllo.-3* dtatricio : Miguel
Feraaodes Vieira jauseale), Raymuodo Ferieira J
de Araojo Lima.
Perahy*a ~f distrkto ; Bifigo Valho Caval-
aU de Albqur^sSSta SalaUriel Carneiro
da Cunha, baro de Mamanguape (aasenta.)
Peruamauco.-r4isireto: viscood 4Cama-
ragzfc, Praawiaco Xavier Paes Brrelo, Antonio
EparainoadM <* Mol. 2 aUstrtata Sergio
Teixejra 4 Macad, Silvia CevelcasT 4* Albu-
querque, Joo Alfredo Correa de Olivira Andra-
de.8* dislricto : Sebaatto do Reg Barro, Ja-
s Beato da Cunha Figueiredo. 4* distaleto :
Jeronymo Vilella de Castro Tarares.5* dtatric-
lo : Joaquim Piolo de Ctmeo*.
Alag*.1 dislriclo : Aureliano Candido Ta-
vares Bastos, Esperidio Eloy de Barros Pimen-
tal.2 dislricto: Benjamn Franklia da Rocha
Vieira,
Sergipe. 1 dislricto : Baro de Maroim
Leandro Bezerra Mooteiro. 2 distrieto : Fiel
Jos de Carvalho e Oiiveira. Pedro de Calazans.
Babia.!* distrieto: Alvaro Tiberio de Men-
corvo o Lima, Joaquim Jeronymo Fernandos da
Cuuha (ausente). 2 dislriclo : Francisco Xa-
vier de Pinto Lima. Pedro Monz Barreta de Ara-
gao (ausente), Jos Augusto Chaves (sente].
3o dislricto : Caseroiro de Sena Madureira (au-
sente), Juatiaiane BapttaU Madureira, Baoeveoulo
Augusto de Magalhies Taques.4* dislricto :
Luiz Aolonio Pereira Franco (ausente), Manoel
Piolo de Souza Dantas.5* dislricto : Antonio
de Souza Espinla (ausente), Joo Jos de Oii-
veira Junquoira Jnior, Gasparino Moreira de
Castro.
Espirito-Santo.Luiz Antonio da Silva Nunes,
Antonio Pereira Pinto.
Rio de Janeiro.1 liatrielo : Francisco Octa-
viano de Almeida Roaa, Theophilo Benedicto
Olloni, Joaquim Saldanha Marinho.2* distrie-
to : Jeo de Almeida Pereira Filho, Paulino Jos
Soares de Souza, Luiz Pedreira do Cont Ferraz.
3 dislriclo: Jeronymo Jos Teixeira Jnior,
Joo Manoel Pereira da Silva.
Mioas Geraes.1 distrieto: Francisco de Pau-
la Santos, Francisco de Paula Silveira Lobo, Ma-
noel de Mello Franco.4 distrieto : Salathiel
de Andrade Braga. Francisco Januario da Gama
Cerqueira, Francisco Cyrillo Ribeiro de Souza.
6' dislriclo: Antonio Gabriel de Paula Fonseca,
Antonio Gandido da Cruz Machado.7* dislricto :
Melchior Carneiro de Meodooca Franco, Luiz
Carlos da Fonseca.
S. Paulo.3o diatricto: Joaquim Octavio Ne-
bias, Antonio Gongalves Barbosa da Cunha, An-
tonio da Costa Pinto o Silva.
Goyaz.Andr Augusto de Padua Fleury.
Paran.Joaquim Ignacio Silveira da M
Zacbarias de Ges e Vasconcellos.
S. Pedro do Rio Grande do Sul.1 diatricto :
baro de Porto Alegre, Israel Rodrigues Barcel-
los, Luiz Aires Leile de Oliveua Bello.2* dis-
lriclo : Amaro Jos de Arila da Silveira, Flix
Xavier da Cunha, baro de Mau.
Presentes 76, ausentes 10.
Foram mais reconhecidos os diplomes de de-
putailo dos Srs. cunselheiros Antonio Colho de
S e Albuquerque pelo 3 dislricto de Pernambu-
co, Jos Antonio Saraivi pelo 4a da Baha e
Francisco de Paula de Negrejros Sayo Lobato,
pelo 3 do Rio de Janeiro, que perderam aquelle
lugar pela nomeajao de ministros e secretarios
de estado.
Molla,
Foi agraciado com o titulo de baro da
Bertioga o Sr. commendador Jos Amonio da Sil-
va Pinto.
Confirmava-ae q* em Tnger existiera j avul-
tadas sommas prorapiM para aereas entregaos a
governo hespanhol como eonttauaeo dos Tndem-
nisaeoes petas despena d gurraV
As noticias do Cadtx de 18, se que S. A. a in-
Da ordem do dia da repartigo do ajudante
general, constam a nomeaces seguales :
Do Sr. coronel do corpa de engenheiros An-
tonio Manoel de Mello, para commandar interi-
namente a escola central em substituigo ao
commandante effectiro o Exc. Sr. cooselheiro de
estado brigadeiro Manoel Felisardo de Souza
Mello.
a Do Sr. lente-coronol de corpo de
do-maior de 2a classe Jos Pedro Heitor,
mandante do balalho de engenbeiros,
exercer interinamente as fuaeges de 2o
mandante da escola militar emquanto nao se
aprsenla nesta cr'e o Sr. tenente-coronel do
corpo de engenheiros Ernesto Antonio Lasssoce,
que se scha nomeado para aquelle emprego.
a Do tenenle do corpo de guaroigo da pro-
vincia do Paran, Jos Antonio de Lima Jnior,
para ir pralicar na esccla de tiro, segundo o dis-
posto da ordem do dia do exercito o. 251.
a Do Sr. 2 lente do corpo de engenheiros
Antonio Jos Ramos, para ser empregado nos
trabalbos do archivo militar.
a Do Sr. 2a tenenle agregado arma de arli-
lharia Miguel Teixeira Lopes Malheiros, para ser
empregado em trabalbos de escripturago do com-
misso de melhorameotos do materia*! do exer-
cito.
a Do Sr. Ia cirurgio do corpo de saude Dr.
Jos Joaquim dos Santos Cortea, para ir servir
na provincia de S. Paulo, devendo seguir para o
seu destino, quando, na provincia de S. Pedro
do Rio-Gran Je do Sul, onde se acha, se apresen-
lar o Sr. 2* cirurgio Dr. Manoel Lopes de Oii-
veira Ramos.
Do Sr. 2 cirurgio secretario do corpo de
saude Dr. Francisco da Silva Moraes, para assis-
lente do cirurgio-mr do exercito chefe du
mesmo corpo, continuando interinamente a exer-
cer as fuocgea de secretario.
Do Sr. 2 cirurgio Dr. Maooel Antonio Mar.
ques de Faria, para ir servir na provincia de S.
Pedro do Rio-Grande do Sul.
a Do Sr. 2a cirurgio Dr. Vicente Ignacio Pe-
reira, para servir na provincia de S. Pedro do
Rio-Grande do Sul.
Do Sr. 2* cirurgio Dr. Joaqun Augusto
Muoiz Brrelo, para servir nesta corle.
Do Sr. Dr. em medicina Eduardo Augusto
Pereira de Abreu, para 2o cirurgio do corpo do
saude do exercito.
29
Foram escolhidos senadores do imperio :
Pela provincia do Maranho, Sr. Dr. Joo
Pedro Das Vieira.
Pela provincia de Minas-Geraes, o Sr. Dr. Fir-
raino Rodrigues da Silva.
Hontem no principio da sesso da cmara dos
deputados, o Sr. Dantas ponderou que, achan-
do-se prximo o da da abertura da assembla, e
atrasados os trabalbos de verificaco de poderes,
seria conveniente que as commisses tratassem
em primeiro lugar daquelles diplomas sobre que
nao se ofierociam duvdas, apontando, entre ou-
tros, os dos Srs. Vilella Tarares e Pinto de Cam-
pos. O Sr. presidente respondeu-lhe que os
membros das commisses, a quem compete laes
altribuiges, tinham ouvldo essss observaces, e
naturalmente attenderiam uecessidade de
apressar a veriflease de poderes dos deputados
eleitos.
36
A cmara dos deputados approvou honlem os
pareceres das commisses de poderes sobre as
eleiges do 1* distrieto da previocla do Rio-Gran-
de do Sul o 2" da do Cear. 0 primeiro sem de-
bate, e o segundo, depois de algumas observa-
S5?". *! -Srs: Paes B8rret. Pigueira de Mello
LeiUo da Cunha. Epathtaonda, Lwsa, Tavares
Bastos, o Taques.
-Foram agraciados: com a commeoda da
ordem da Rosa, o Sr. desembargador Andr Bas-
tos de Oiiveira; com o habito da ordem de Cbris-
lo, por decreto de 29 de abril ultimo, o Sr. Juo
Paulo Ferretra Dias, e com o habito da ordem de
S. Bento de Aviz, os Srs. nnjores Augusto Cesar
de Araujo Bustos, Joo Baptista Alves Porto e
Joo de Souza da FonMca Costa e capules Pedro
Moreira da Costa Lima e Antonio Augusto de
Arroda.
Teve a merc do Ululo de conselho o Sr. co-
ronel do corpo de engenheiros o lente cathedra-
tico da escota central Ricardo Jos Gomes Jar-
dim.
Foram nomeados:
Segundo vice-presidente ds provincia da Pa-
rabyba o Sr, Dr. Francisco de Assis Pereira Ro-
cha.
Chefe do polica das Alagas, o juiz de direito
Fransc'.sco do Assis de Oiiveira Maciel;
Dito de Piauhy, o juiz de direito Severino Al-
ves de Carvalho;
Dito de Sergipe, o juiz de direito Francisco
Liberato de Mallos;
Juiz municipal e de orphos da Victoria, Ba
provincia da Babia, o bacharel Augusto Jos Pei-
xoto;
Dita do termo do Ip, no Cear, o bacharel
Leocadio de Andrade Pessoa ;
Dito de Botucal, na provincia de S. Paulo, o
bacharel Felippe forrfia Pacheco.
Foi designada a comarca da Frailea, na provin-
cia de S. Paulo, para nella servir, ao juiz de di-
reito Antonio Roberto de Almeida, e a do Ip,
no Cear, ao juiz de direito Hugolioo Ayres de
Freitas Albuquerque, sendo exonerado do cargo
de chefe de polica de Sergipe.
Foi removido o juiz de direito Vicente Ferreira
da Silva Bueno, a comarca da Franca, de Ia eu-
trancia, para a de Santos, de 2a entrancia, am-
bos em S. Paulo.
Foram exooerados a seu pedido :
O bacharel Antonio Firme Figueira de Sa-
boia, do logar de juiz municipal e de orphos do
termo do Ip, da provincia de S. Paulo ;
O bacharel Venancio Jos de Oiiveira Lisboa,
de igual cargo no termo de Iguass, provincia do
Rio de Janeiro.
Teve merc da serventa vitalicia dos officos
do contador e distribuidor do termo de Cabo-Frio,
provincia do Rio de Janeiro, Antonio Garca da
Silveira Terra.
Foi aceita renuncia que fez Joaquim Antonio
da Silva Godinho da serventa vitalicia do ofiicio
de portelro da chancelaria da relago da Baha.
Furem nomeados:
Commandante-superior da guarda nacional dos
municipios de Pasaos e Jacuhy, em Minas Ge-
raes, o major Jos Joaquim Fernandos de Paula ;
Tenente-coronel chefe de' estado-maior do com-
roando-superior da guarda nacional do Ub, na
mesma provincia, Jos Vieira de Rezeade e
Silva;
Tenente-coronel commandante do balalho de
iofantaria n 34, da mesma provincia, o capilo
Jos Alfonso Samooier Godofredo ;
Tenente-coronel commandante do balalho n.
29 da mesma arma, na provincia da Baha, o ma-
jor Jos Joaquim de Teive e Argolo ;
Tenente-coronel commandante do balalho n
30 da mesma arma, na provincia de S. Paulo
Antonio Francisco de Alhayde Peniche.
Foram coneedidas ao ccronel reformado da
guarda nacional da corte, Francisco da Silva Al-
ves, as honras de commandante superior a mes-
ma guarda.
Foi per loarla ao Dr. Joo Jacques Analolio Ra-
maog a pena de quatro mezes de prisao o mul-
ta imposta por seotenga do juiz de direito da 1*
vara enmo da corle.
Foi conmutada em gales perpetuas a peo de
morte imposta aos seguintes reos :
Polycarpo Jos Ignacio, condemnado pelo jury
do termo da Vargem-Grande, provincia do Mara-
nho.
Lourenco, oscravo, condemnado pelo jury do
termo da Chapada, na mesma provincia;
Manoel Messias, escraro, condemnado pelo ju-
ry do municipio do Rio-Claro, provincia do Rio
de Janeiro.
Tveram a merc do foro de fldalgo caval-
leiro os Srs. bacharel Joo Mara de Almeida
Portugal e lente reformado Joo Femsodes dos
Santos Pereira.
Foi concedida aos Srs vigarios collados Luiz
Justino da Costa e Antonio de Santa Mara Mag-
dalena, este da freguezia de Santo Antonio da
Villa-Nora e aquello da de Santo Antonio da
Glora, da provincia de Sergipe, o permutar entre
si as respectivas freguezias.
E aos Srs. vigarios collados Joo da Silva Res,
de Nossa Senhora da Cunceigo das Aguas-Beilas
e Antonio Eustaquio Alves da Silva, de S. Jos
de Poxim, o permutarem eelre si as respectivas
freguezias.
o digao segurs-
posmvel os meios de
communwecSo, promover a aeotutarcio de braco*
utaia, bem como a tundaco 4 .o,,. P,S2
de agmoUara, lado quanto posa alEu?
esta principal ramo da prodaecnwon.l ?Z
implo 4a aaaior importancia
mate de vossa solicilude.
As reodas publicas ainda ae resentem da
eaasas que tem coacorrido para seu- decresci-
raenlo. Espero poim que por meio do- mais es-
crupuloso emprego dos dioheiros puMcos po-
der-se-ha equilibrar a receita com- a denze
mentido sempre o nosao crdito dentro e for* d
A iraeta administrado da justica, primeira
neceaa.dade social, deve Mr o principal desveS
dos poderes do Estado. Cumpre aliender a sort
aos unccionarios encarregados especialmente da
distnbuigao da jusligs, e constitui-los na altura
desuela,portante misso. E'peta fielexecugo,
aa le e discreto aproveitamento das riquezas do
paz que. mediante a Iprotaeco divina o Brasil
ha de prosperar.
a Augusto e dignissimei Srs. representante
dauacao. Tenho plena conftanca em vosso pa-
triotismo, e de vossa sabedoria espero que pres-
tareis ao governo a mais efilcaz cooperago na
empreza de superar as difnculdades do presente
8 *M5gu/*r fu,uro egr Est abena a sessao. > *
Terminado ate acto reliram-se Suas Magesta-
dea Imperiaes com o mesmo ceremonial com que-
loram recebidos, e immediatamente o Sr. pres-
deme levanta a sesso. y
pas-
reu-
pder
seta
data.
Receoemos jornaes do Paran at 21 do
ssdo,
A assembli legislativa provincial, cuja
niao havia sido adiada para o dia 20, nao
inalallar-M por lerem comparecido apenas
oepoiados o dous supplenles.
O Constitucional de Coriliba, da ultim
da as seguales noticias:
a O Sr. juiz de direito da comarca est rea-
poosabihsandoo subdelegado de policia deeta
capital por ter prendido no dia 21 de fevereir
ultimo a dez cidados que estavam trabalhand
em herva mate, e feito conduzi-los para a cade*
manielados com cordas de couro cr, de quo
soffreram offensas pbysicas que foram verificada*
por corpos de delicio.
Entraram nesta cidedo no dia 15 do corre-
lei 28 indios coroados. ainda bravios: vagavam
ns pelas ras, e este espectculo contrstou-no.
Neste seeulo anda ha selvagens como esses Sa
nao os viajemos oo creriamos que a razo hu-
mana pudcsse apagar-se lano, porque nelles pa-
rece so haver o inslincto feroz dos irraciouaes
Nao coudemnamos a calechese.ella deve con-
tinuar ; mas estamos convencidos de que a urna
homeuagem ao chrislianismo e civilisago Ha
maisdetresentos anuos estamos em lula com,
essa raga infeliz, destioada a desapparecer da
face da ierra.
No entinto a moral publica tem direitosin-
conlesteveis. Se conveniente que os indio
frequentem de vez em quando as povoagofs
cumpre tambera que se nao os deixe enlrar e an-
dar ns pelas ras, devendo ser recolhidos em
lugares um pouco afastados, onde estejam segun-
do seus hbitos, mas donde s saiam de um mo-
do menos indecente.
J relrarsm-se aquelles indios ; consta-no*
porem que um grande numero dos da mesma,
tribu se approxima desta cidade.
Foi aposentado, a pedido, por motivo da gran-
de enfermidade, o desembargador Andr Bastos
de Oiiveira.
5
O senado oceupou-se na sesso de hoolem com
a eleigao da mesa e de algumas commisses. O
resultado dessa eleigao consta da acta transcripta
no lugar competente.
Foram reconhecidos deputados pela reapeeiiva
cmara durante $ sessoes preparatorias, que
hontem terminaran), os senhores :
Amazonas.ngel Thomai do Amaral (au-
sente). Francisco da Serr Carneiro.
Para.-Ambrosio Leito da Cunha, Fausto An-
gosto de Agotar, Maooel Jos 4 Siqueira Man-
des.
Meranhe.-P dislriclo : Joo Pedro Dias Vial
i.rit Luiz Antonio Vieira da Silva Pabia Al exea-
Foram declarados deputados os Srs. baro de i drino de Carvalho Reis.-BTtlbWctaTPrfoS
rta-Al,retaraal Rodrigues Barcello e Luis Jos Furtado. Joaquim Gora^d Sozs VfttaSo
Alvea Leite de ttrelra Bello, pelo 1 dislricto Bandeira Duarte. T? OT U ,n*
'f^'SSSS^^^* 'y" Mocarlo' Pi-| Ptauhy.-Joae Lastosa da CutUta Psraaegn,
Por decreto de 2 do correnle foram opre-
senlados na igreja paroebial de S. Lourengo de
Nitherohy, da provincia e bispado do Rio de Ja-
neiro, o Sr. reverendo Leandro Joa Rangel de
Sampaio ; ua igreja paroch'el de S. Filippe, da
provincia e bispado de Babia, o Sr. reverendo
Manoel Ignacio Soares; o na igreja parochial de
Santa Mara Magdalena de Canlagallu, da pro-
vincia e bispado do Rio de Janeiro, o Sr. reve-
rendo Mariano Marlins Googalves.
Por decreto de 30 de abril ultimo foi con-
cedida a peoso annual de 1:0004 a D. Luiza Ade-
laide de Victoria Soares de Andrea, lilha legiti-
ma do marechal do exercito reformado, baro de
Cagapava.
SESSAO- IMPERIAL DA ABERTURA
DA
333U313A BS'JiAl
EM 3 DE A1A1 DE ltil.
Presidencia do Sr. baro de Pirapama.
A' meia hora depois do meio dia, reunidos os
Srs. deputados e senadores no paco do senado,
sD nomeados para a deputago que deve receber
a Sua Maaestade o Imperador os Srs. deputados
baro de Maroim, Viriato Bandeira, Oiiveira Bel-
lo, Benjamn Franklin. Rocha Vieira, Esperidio,
Carneiro da Cuoha, Diogo Velho, Paes Brrelo,
Belchior, Madureira, Paraosgu, Teixeira J-
nior, Moncorvo Lima, Dias Vieira, Gasparino,
Ges de Vasconcellos, Cruz Machado, Amaro da
Silveira, Silveira Lobo, Leito da Cunha, Siquei-
ra Mendes, Taques, e Saldanha Marinho, e os
Srs. senadores visconde de Jequitinhonha, vis-
conde de Abael, Cansaoso de Sinimb, Pimen-
ta Bueno, visconde de Maranguape, visconde de
Albuquerque, Ferreira Penna, Souza Franco,
marquez de branles, Teixeira de Souza, Silvei-
ra da-Motu, e baro de Aalcnina ; e para a de-
putago que deve receber a S. M. a Impera tris
os Srs. deputados Figueira de Mello, Pedreira,
Pinto de Campas e Teixeira de Macedo, e os Srs.
senadores Mafra e Carneiro Campos
A' hora e meia da tarde annunciou-se a che-
gada de SS. MM. Imperiaes, sahem as deputages
a eapera-los porta do edificio.
Entrando S. M. o Imperador na sata, ah re-
cebido peloa Srs. presidente o secretarios, os
quaes reunindo-se deputago acompanharara
o meamo augusto seohor al ao Ibrono.
S. M. o Imperador loma asseolo, manda que
se assentem os Srs. depuladoa e senadores, a l
a seguiole talla:
Augustos o dignissimos Srs. representantes
da nago. Sioto com lodos os Brasileiroa o maia
vivo prazer pela reuoio da assembla geral.
A tranquilada de publica oo tem aido alte-
rada. Gracaa i Divina Providencia, a confianca
inspirada pata boa ndole dos nossos oncidedao
a (tor sua adheso is issliluiges nacionass nao
se desraeMio, prevataceudo, mesmo durante a
lula das opinies empenhadaan pleito lelUraL
os ulereases da ordem pablica.
c A mingua das subsistencias, proveniente da
inclemncia da estaco, que sentio-se era al-
guna pontos do imparta fltajelloa eom maia ri-
gor na poros da oertlo da Baha. A caridad
publica abri mus iheeourea completo oaaoc-
eorroa prestados pelo gooaroo.
Meahuma sitara*** sedar veta em n oseas re-
lacees oMroaciojLaea. Cultiva-ta sobra aa fir-
mas basas do dueita e Miotatoeee
canlina*a ser arados mais nHqn
goveroo.
Cetabrou-eo ora & M, Imperador daa,
Frajwez usa oavoaco ooniuiax, cajas rrU&.
A cmara dos deputados elegeu hontem en
primeiro lugar os membros da mesa, que Cco
constituida da mesma maneira, A excepgo do i
secretario para cujo lugar foi eleilo o Sr. Luii
Aotouio Vieira da Silva.
Em seguida approvou, depois de algumas ob-
servagoes do Sr. Paulioo de Souza, o parecer dav
commisso de poderea sobre o 5distrieto da pro-
vincia de Minas-Geraes, sendo declarados depu-
tados os Srs. Evaristo Ferreira da Veiga, Joaqun
Delphioo Ribeiro da Luz, e Agostinho Jos Fer-
reira Bretas.
Eotrou finalmente em discusso o parecer so-
bre o 3o dislriclo da mesma provincia, e cou
adiada, depois de orarem os Srs Correa de Oii-
veira, Lima Duane, C. Ottoni, Ribeiro da Luz a
Cruz Machado. '
I.-se na ordem do dia da repartigo do aju-
dante-general em data de 4 do correnle :
Para evilar-se, nao s que os reos de de-
sergo, que teem de ser processados em conselho
de guerra, se conservem por muilo lempo pre-
sos antes de se Ibes instaurar o processo, com
tambero oulras irregularidades resultantes da fal-
ta de esclarecimenlos sobre a data da captura ou
apresentago dos mesmos reos, manda S. Exc. o
Sr. ministro e secretario de estado dos negocios
da guerra recommendar a exacta observancia das
disposlgoes coudas na ordem do dia n. 119 de
21 de abril de 1859, em referencia s pragas re-
conduzidas de desergo.
Conslam da mesma ordem do dia as nomeaces
seguioles :
Do Sr. capito do 3* batalho de artilhara a p
Luiz Henrique de Oiiveira Ewbank, para instruc-
tor da arma de artilhara na escola militar.
Do Sr. lente do corpo de guaroigo da pro-
vincia de S. Paulo Joaquim Antonio Dias, par
aju Jante do mesmo corpo ;
Do Sr. alteres do 13" batalho de infantaria Jo-
s Antonio de Souza Sombra, para quartel-mes-
tre do mesmo batalho ;
Do Sr. alteres do 13" batalho de infantaria
Francisco da Lapa Traocoso, para secretario de*
mesmo batalho ;
Dj Sr. altares do 4* regiment de carallaria Ii-
geira Samuel Felippe Pires, para a secretaria do
mesmo regiment.
A do Sr. aleres quartel-meslre do 11 balalho
de infantaria Francisco Antonio Noguora de Bau-
roann para ir servir s ordens do Sr. tenente-
coronel inspector dos corpos de Minas-Geraes,
nao para ajudante do corpo de guaroigo da'dar
S. Pauta, como se publicou na ordem do di
n. 254.
Do Sr. Dr. Eduardo Augusto Pereira de Abreu
nomeado 2o cirergio do corpo de saude do exer-
ciio por decreto de 15 de abril findo, para secre-
tario do mesmo corpo.
De Sr. 2 cirurgio do corpo de saude do exer-
cito Dr. Pedro ltomo Borges de Leaos, para ser-
vir no hospital militar da corte, dorante o impe-
dimento do Sr. 2o cirurgio do mesmo coroo Dr-
Luiz da Silva Brando.
Do Sr. pharrasceatico do corpo dossude Poly
csrpo Jos Pinheiro, para continuar a aervir na
pharmacia militar da proviocta do Maranho.
Do Sr. pharmscenlieo do mesmo corpo Lucio
Flosculo da Silva, para servir no hospital militar
do Peraambuco.
6
Enlreu hontem dos portosde Bio da Trata o pa-
quete ieglez Mertey.
Trouze-nos folhas de Montevideo al 30 do-
mez pastado, de Buceos- Ayres al 28. do Paran
al 25. e da Assumpgo at 99.
De Monievido as noticias sao destituidas de
importancia.
Asesinaras eontinuavaas fanaeioaando. Em com-
plemento da lei de reforma da alfeodega destara
em breve ser asneoionados alguos projectos rela-
tivos i dtmtnnico de direBos do porto.
A' sahda d paquete ecupava-se a sala doa
represeotaetas coa a lai do orgameoto a eom ua
Srojectn da reforma d administrago da justica.
; lei de amnista atad oo tinba airado em dta-
eosso. *
O taeta, qae j canbecem os 1 sitaros, do ter si-
do Bofada, sapuliua tcleaiaiUca a ultimo*.


S^J
w
Dl^lO M MitUMOGO. *- TERCA F*1U lt M MilO BE I8fi.
soccorros espirituaes o Dr. Jcobson por ser m-
pon, provocara naimpreosa urna violenta discua-
aao em que leve de intervtr a autoridde dril,
paaaaado a polmica pan as regioes officiaes. A
queslio chegou tomar um aspecto perigoso, in-
teresa* n de nella vivamentepor aua natureza re-
ligiosa a populado da cidade que a tornou ques-
tao sua.
Feliznreate, porm, sreoaram-se os omos
com a resolugio do governo, a quem se accusa
de niohaver tomado desde o principio a Hilado
enrgica, que depois assumio, de repellir a exi-
gencu do vigario que quena (azer exhumar o ca-
dver, e de por disposigao do publico o cemite-
ricsque aligerara bavia interdicto.
A opiniao publica aproveiuva esse ensejo para
Tevelr-se maia urna vez contra os jesutas, cuja
entrada no paii est prohibida por um decreto
goveroalivo.
Faltavs-se entretanto qu se recoihiaqi asig-
naturas para ae pedir a revogagio desse decreto,
e o Pueblo, denunciando o (acto, oo pe em du-
vida que ser indeferida pelo gorerno a preten-
co dos padres. Verdade que o Pueblo sus-
peito nesla questao, porque a sua leitura, assim
como a da Amrica e da Prensa Oriental, foram
prohibidas aos fiis pelo rigario apostlico de
Montevideo.
Havia fallecido na capital o coronel Santiago
Labandera.
Tinha sido decretada a trasladacao dos restos
moriaes do ex-presidente da repblica Gabriel A.
Pereira para o Paniheon das homene illuslres,
ficando marcado o da 6 deste mez para o fune-
ral que ser celebrado a expensas do thesouro
publico.
De Buenos-Ayres continuara as noticias a nao
ser lisoogeras. A sluaco poltica era a mesma
em que se-acbara aquella provincia sabida do
paquete passado ; nenhura faci importante tinha
8obrevindo que viesse crear melhores esperances
de urna soluco pacifica da quesio pendente re-
lativa ao rechassamento dos depulados prtennos
pelo cougresso Argentino.
O gorerno anda* nao bavia recebido a respos-
ta sua nota em-que protesta va contra a nio
aceitaoao dos depulados, o em que declarava que
ia submeller a quesio s cmaras da provincia.
Essa resposta, segundo a Tribuna, era esperada
-a cada momento; nenhuma importancia porm
se ligara a ella, porque em uenhuma coott era
tida a opiniao do presidente Oerqui nesta quesio.
A provincia de Cordova em urna extensa pro-
clamado ao povo de Buenos-Ayres conridou pela
imprensa a desistir das ideas separatistas que sus-
tentara os ergos officiaes da provincia, e a su-
jeitar-se em bem da umo e iotegridade da nago
a urna nova eleigio de depulados ao cougresso
de cooformidade com a constiluicao e le eleito-
ral da Repblica.
Esta proclamarlo o convite alias aceito pela
imprensa de Buenos-Ayres como urna prova de
boa harmooia da parte de Cordova, revela entre-
tanto que aquella provincia, com quem Buenos-
Ayres cootara em caso de guerra com o gene-
ral Urquiza, nao a acompanbar em tal contin-
gencia.
A Tribuna de 25 publica a sent6nc que o juiz
do crime, a quera de ha muito eslava affecia
causa do ex-diclador Joo Manoel Rosas, prufe-
rio, condemnando-o morte.
A senlenca vera acompanhada de urna extensa
lista das victimas desse homem lio cruel como
louco quando no poder, lista que oreuparia mais
de urna pagioa desla folha, e por isso nos redu-
zimos a trans -rever apenas o Edito judicial que
a mesma Tribuna publica sob o titulo Ouvi,
tyrannos!
Edito judicial. Por disposigao do Sr. juiz
da Iainstancia no crime, Dr. Sixto Vellegas, fago
saber so prafugo Joio alanoel Rosas que na cau-
sa crimiaal proseguida contra elle recahio a sen-
tenga seguale :
Vista a presente causa criminal aberla con-
triJoao Manoel llosas, pela loi de 29 de iulho
de 1&57.
a Alienta a sua importancia :
Pela qualidade do accusado, trazido da ele-
radayposigo de governador da provincia ao ban-
co de reo;
Pela gravidade e variedade genrica dos prin-
cipios de jurisprudencia envolvidos pelo variado
genero de tactos que motivaram esta causa ;
Pelo uso delicadssimo de ura direito ante a
historia que offerece tao deploraveis exemplos de
desacert em seu exercifio por urna parle, e por
outra, ante o porvir da democracia e do pueblo
- que descanga na responsabilidade de seus man-
datarios ;
Alienta por outra parle :
A natureza e numero dosrariadissimos cor-
gos imputados desde a leve tentago al os mais
atrozes attentados;
E o carcter das provas ministradss que va-
xiam desde o "indicio at o testemunho original,
desde o rumor at a notoriedade publica triste-
mente repleta;
Por estas coosidersgdes, concentrando o jui-
zo sua atlengio nesta causa, ha tomado dos in-
numeraveis fados denunciados os mais sslienles
por sua indisputavel comprovagao e que bastare
para tragar a physionomia legal do reo, classifi-
cados por categoras na ordem seguinte :
(Segue-ae a relago das victimas.)
Por tantos c horrendos criraes comprcrados
contra o hoo.era, contra a patria, contra a natu-
reza, contra Deus;
Em cumpriraenlo das leis citadas; em nome
das geragoes que passaram e pedem justiga ;
em nome das geragoes que vivem e esperara
exemplo;
Condemoo, como devo, a Joao Manoel Rosas
pena ordinaria de morte. com qualidade de trai-
dor, previa a sua audiencia ;
A ser ejectalo, obtida a sua pessoa no da
e hora que opportunamenle se assignalar em S.
Benito de Palermo, ultimo antro de seus crimes ;
< A' restiluigao dos bens roubados aos particu-
lares e ao fisco ;
A iodemnisago dos damnos e prejuizos cau-
sados por seus crimes;
E ao pagamento das castas do processo.
. E considerando em conclusio :
- Que os deudos provados de Rosas fazem
delle, nao um delinquente poltico, mas um da-
quelles criminosos famosos a quem as nagoes
fullas nao prestara asylo ;
. Que a doutrina assentada pelos publicistas,
especialmente inglezas, a obrigagao tacita e ge-
ral de entregar essa classe de delinquenles, ini-
znigos do genero humano, s autoridades do lu-
jjsr onde foram commettidos os crimes;
f Officia-se para que pelas vas competentes se
obteoha do goveroo ioglez, cojo solo pisa Rosas,
a entrega deste, etc., etc.Sixto Vellegas.
Oevia-se em breve proceder 4. eleigio de tres
senadores pela renuncia dos Srs. Obligado, mi-
nistro do governo, Velez Sarzfield, e D. Olireira.
Do Paran a noticia mais importante a da
modificagao do ministerio argentino solicitacao
do Sr. general Urquiza, eotrando para a parta da
fazenda o Sr. Fernando Arias e o Sr. Severiano
Gongalves para a do interior.
Continuavam as subscripges em favor de Men-
doza.
Do Paraguay nada ha de importancia, o .Se-
manario, para nao deixar de dar alguma noticia
o leitor estrangeiro, diz o seguinte :
Com grare e solemne pa-so marcham j
as locomotivas pelas ras mais contraes da capi-
tal com direccu aos seus respectivos deslinos.
Reuniram-se hontem os collegios eleiloraes
para a eleigao de um deputado que dere preen-
cher a raga deixada na respectiva cmara pelo
Sr. conselheiro Francisco de Paula de Negreiros
Sayio Lobato, nomeado ministro e secretario de
estado dos negocios da justiga depois de eleito.
No collegio de Nitberohy comparecern) 69
eleitores, e obliveram rotos os Srs. :
Conselheiro SayqLobato....... 53
Dr. Martinbo Campos............ 15
Houve urna cdula em braaco.
Collegio de Magi. (42 eleitores presentes 1
fOs Srs. :
Conselheiro Sayio Lobato......41
Dr. Harlioho Campos............ 1
Resultado dos dous collegios.
Conselheiro Sayio Lobato....... 94
JDr. Martinho Campos............ 16
O senada conlinuou a oceupar-se na sessao de
hootem com a eleigio das suas eommissoes.
A cmara dos depulados elegeu hontem em pri-
meiro lagar aaebmroisses de resposta. i fallado
throno, constitaJclo e poderes e 1* do oreasaeo-
to, recatando a votagio pata a primeira ao* Srs,
Taques, Baodeira d Mello e Pereira de Ira :
para a segunda nos 8ra. Zacharias, Aaje Lime
Bello ; e para a tercena,*** Srs. Teitelra Ju-
ntar, Paulino de Souza e ifecorvo Lima.
Contiouou depois a dMuatio do parecer acer-
ca daeJeicao de 3' nutricio de provincia de Mi-
rrrr-r-T
n.s-Ger.es, e fleou encerrada depeiii de orarein | <, (8 8r. pereiM e Bfito) referindo-se a 4n,
os Srs. Ferreir da Veiga, Silveita Lobo e Barbo
sa da Cuaba:
Os Sea. ministros da guerra e marinhi pre-
sentaran) as suas propostas flxanda as (oreas ha-
val de (erre para o anuo Qnanceiro de 1862
a 1863;
DA
EH.B1C.0 D CM DEPUTADO PBLO 3o D1STRICT0
PW>VIHCA DO RIO DE UNBIRO
Collegio de Marica (28 eteitorea.J
O Sr. conselheiro Sayao Lobato... 28 rotos.
Collegio da Estrella (35 eleitores.)
O Sr. conselheiro Sayao Lobato... 33 >
Colltgio de Paraty (23 eleitores.)
O Sr. conselheiro Sayao Lobato... 22 >
Resultado de cinco collegios conhecidos.
Os Srs. :
Conselheiro Sayio Lobato........ 179 rotos.
Dr. Martinho Campos............ 16
Por decreto do Io do corrente raandou-se esta-
belecer urna escola pratica de arlllharia e mais
armas de fogo e brancas, usadas noserrigo da ar-
mada, e deu-se-lhe o respectivo regulamento.
S. M. o Imperador mandou entregar ao Sr. Jo-
s Fras, coosul geral interino da Repblica Ar-
gentina, a quantia de 50g, para auxilio dos ha-
bitantes de Mendoza sobreviveotes catastrophe
que recontemenlo enlutou aquella provincia.
DIARIO DE PERNAMBUCO
A assembla provincial oceupou-se hontem
primeiro, com a nomeagao interinados Srs. Mi-
randa e Olireira para a commlssao de negocise
posturas de cmaras ; segundo, com a approva-
gao, sem debate, os projectos ns. 26 bis, em ter-
ceira discussao, e 31 em primeira ; terceiro com
a das emendas approradas em terceira do de tor-
ga policial ; e quarto finalmente, com a segunda
do de n. 12, que nio pode ser rotado por falla
de numero legal dos senhores depulados.
A ordem do dia de hoje : primeira discus-
sao dos projectos ns. 26 e 27 ; segunda do de n.
31 ; e terceira do de n. 30, todos do corrente
anno.
Hontem fundeou em nosso porto o vapor Cru-
zeiro do Sul, rindo dos portos do sui, sendo
portador de jornaes e carias com datas: at 7 do
Rio de Janeiro, at 10 da Babia e at 13 de Ala-
goas.
Rio de Janeiro. Peles diversos ministerios
baixaram os seguintes decretos:
Do imperio, n. 2,786 tornando extensivas aos
empregados desse ministerio as disposiges do
ari. 65 do decreto n. 736 e do arl. 5. do de n.
1,073, que raarcam a dala em que os emprega-
dos de fazenda comegam a perceber os respectivos
vencimeutos.
Da fazenda : n. 2,777 abrindo um creiito de
rs. 1,901:876^246 para occorrer asdespezas desse
ministerio ; n. 2,783 tornando extensivo ao ban-
co Rural e Hypolhecario o decreto n. 2,776 que
prorogou o prazo para a substituico das notas do
banco Commercial e Agrcola ; o. 2,781 abrindo
um crdito de 1,575 399^948 para occorrer s
despezts do ministerio da marinha ; e n. 2,785
prorogando por mais seis mez^so noro prazo con-
cedido pelo decreto o 2,656 para a inscripcao
do banco Industrial e Hypolhecario.
Do commercio e agricultura : o. 2,788 abrindo
um crdito do 19:883^962 para occorrer s des-
pezas desse ministerio ; e n. 2,789 declarando
quaesas verbas da le do orgameolo rigente que
devem passar integralmento para esse ministerio
e as que devem ser divididas com os do imperio
e justica.
Alm disso e no que em outra parle rae trans-
cripto, eis o que apenas encontramos no Correio
Mercantil :
A galera bremense Mobile, que arribara a es-
te porto no dia 20 de setembro prximo passado
de sua risgem do Calho de Lima Inglaterra,
sahia hontem pela manhia a reboque de vapor,
quando passando em frente ilha das Enxadas,
encalhou em urna pedra debaixo d'agua, periodo
lugar em que coslumam ancorar os paquetes
francezes. Comegou a descerregar para poder sa-
far-se. Comparecern) os Srs capltao do porto e
guarda-mr da alfandega. O Sr. capitio do porto
poz disposigao do commandante da galera va-
rios trabalhidores do arsenal.
Babia: Recebemos a caria do nosso corres-
pondente que daremos em oatro numero, visto
nada conterde importancia urgente.
Alagos. Nada occorreu digno de mensio.
NOTICIAS COMMERCIAES.
Rio de Janeiro 6 de mato de 1861.
Cambio Londres 26 1(2 e 26 5,8 d. a 90 das.
Pars 360 rs.
Fecharam-se |hoje saques sobre Londres
na importancia de S 180,000, a quasi totalidade
a 26 1(2 d., e apenas urna somma diminuta a 26
5i8d.
Sobre Pars houre pequeas Iransacr.oes a 360
rs.. o regulares a 362 rs.
Sobre Lisboa e Porto tem regulado a tabella se-
guinte :
109 OfO isla
108 0(0 a 30 das.
107 Oo GO
106 0|O i> 90
Negotisram-se lotos importantes de ongas da
patria a 303500, 29;800 e -295600.
Venderam-se 12,000 saceos de caf com desti-
no na maior parte nos Estados-Unidos.
Chegaram, procedentes de Pernambuco : 23
do passado, o brigue Veloz, com 10 das de ria-
gem 97, o brigue Conceico, com 16; 28. o
patacho S. Salvador, com 15 ; 29, a barca ame-
ricana Margareth, com 13 ; e 1 do correte, o
palhabole Artista, com 12.
Sahiram para Pernambuco : 24 do passado,
o brigue noruegnense Henriette ; 1 do corren-
te, a barca Amelia ; 2, o brigue Damo ; ?, o
brigue de guerra fraocez Beaumanoir ; e 5,
as barcas Impecatriz Vencedora,e ingleza Amelia.
Babia, 10 de maio de 1861.
Os cambise metaes Ucaram aes seguintes
pregos :
Londres 60 e 90 ds.26 3\i a. por lj>.
Pars b > 365 a 370 rs. o fr.
Hamburgo 680 a 700 m. b.
Lisboa > 106 a 110 por cento.
Dobloes hespanhoes3la 3I&500 esc.
da patria30$500 a 31$, idem.
Pegas de 6*400 relhas16*500 a 17#, idem.
de 499*300 a 9*400, idem.
Pataces brasileiros 2* a 2*100.
hespanhoes29 a 2J100.
mexicanos 1*900 a 1*960.
Chegararo, procedentes de Pernambuco: 3,
a sumaca Hortencia, com 5 dias de riagem ; e
5, a polaca hespanhola Linca, com 4.
PEBNIMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 11 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz.
[Conclusao.)
O Sr. Souza Reis (pela ordem) redama contra
a inclusao de seu nome entre os signatarios de
urna emenda offerecida ao projecto n. 20 deste
apno, e na qaal se concede liceoga a um empre-
gado. porqutnto nao assignou essa emenda.
O Sr. Gaspar Drummond :(Nao derolreu seu
discurso.)
O Sr. Gitirana :Antes de tudo Sr. presidente,
dero assegurar essa casa, que ocenparei sua at-
lengao, por bem pouco lempo.
Sr. presidente estar no proposito firme, de
adherir o convite, que nos fez o distinelo colle-
ga, que se asenta na primeira cadeira da banca-
da quo me fice em.renle, (reere-se ao Sr. Theo-
doro Silva,) mas um aparte o nobredepuladoque
se sesenta defronte daquelle a quem ha pouco
me refer, (refere-se su Sr. Pereira de Brilo.)
convda-me a dizer duas patarras na presente
discussao Satisfarei assim o eonvite que me
fez eete oobre depulado.
O Sr. Pereira de Brito:Eu aprecio tanto ao
nobre depulado 1
O Sr. bitirana: O nobre orador me precedeu,
Sr. presidente, tratando de diversas nomeaeftes
de delegados de polica, referi o facto de ter
de demitttdo o delegado de polieia do Bonito,
tsente ajudaate do corpo de polica, Cunegudes,
a Dem do ser vigapublico e pouco depots nomea-
do para Brreteos. Eu disse em aparte nessa
oceasi que esas deoisslo fore proreoiente da
joterreoeao, oh ates de perturbag o, que esse
djlegdo occasionou nos trabalhos eleiloraes da
partreaia do Bonito. Sallo o nobre depulado
que M Menla na primeira cadeira desta banca-
dissepresente documentos pira pro var esse
fado.J t a casa, que com quanto o facto a
respaile de qiel se pedem documentos, aoja ea-
uma prr falsa, e por outro lado deque
Eu disse Sr. presidente, que o tenente Cune-
gundes fdra demittido pelo ex-presidente da pro-
vincia em viriude de ter perturbado os trabalhos
eleiloraes da paroebia do Bonito e rouprora-lo
com a confisso que em officio esse mesmo de-
legado fez ao mesmo presidente que o demittio,
e anda com o officio da mesa parochial dirigido
ao mesmo administrador, devendo notar que
dessa mesa fazia eu parte e um nobre deputado
que tem assento nesla casa e que ha pouco esta-
r prosete, mas que agora o nio rejo. Lendo
esses officios, creio ser isto bastante para justifi-
car o que disse.
Eis qul. Sr. presidente, o officio da mesa pa-
rochial do Bonito dirigido presidencia, queixan-
do-se de que o delegado havia perturbado seus
trabalhos, exigeodo providencias. (16).
Illm. Exm. Sr.A mesa parochial da fregueza
do Bonito, indignada sobre mane ira, com o pro-
cedimento illegal e riolento do delegado de po-
lica desle termo, resolreu suspender seos traba-
lhos, e offlcia a V. Exc. expondo os motiros que
aleraram a tomar semelhante resologao, confian-
do que V. Exc. providenciar a respeito.
Corra com o maior socego a ultima chamada
dos cidadaos qualifleados, e no momento em que
mandou a mesa annunciar ado 4districto eis que
derepenle o delegado apreaenlou-se com umafor-
ga arma la,poz em cerco a porta da matriz em que
fuocciooara a mesa, e mandando calar bayonetas,
impede a entrada dos cidadaos que nao tendo'
acudido a primeira e segunda chamadas, o fa-
ziam n\ terceira ; e trata de dispersar aquelles
que acharam-so em algumss casas risinhas a
matriz. De repente resolveu a mesa offlciar ao
mesmo delegado fazendo-lhe ver que o seu pro-
cedimento era illegal, e solicitando a retirada de
semelhante forgs.
Obserrou a mesa que o delegado longe de to-
mar em considerado o seu officio, o guardou sem
abrir, e permanec com a sua espada desemba-
nhada frente do cerco. Como quer que pouco
depois a mesa risse que o sitio da porla da ma-
triz hara desapparecido, deu ordem a continuar
em seus trabalhos e mandando annunciar que se
ia proceder a chamada do predito 4o dislricto, de
noro o delegado que anda permaneca com a
forga de um lado da matriz, prepara-se para pdr
em cerco, declarando em altas rozes, que estara
disposto a oo consentir que entrasse um so vo-
tante.
Sentindo-se a mesa assim embarazada para
continuar os seus trabalhos, resolveu dar-se por
coacta, suspende-los e officiar a V. Exc. levando
ao conhecimento de V. Exc. tao desagradavel oc-
currencia, praticada pelo delegado de polica do
termo.
A mesa parochial confia que V. Exc. tomar
em toda consideragao a representagao que vem
de fazer, dando as mais enrgicas providencias
para que tactos desta ordem nao se reproduzam
mormente pralicados pela autoridade publica,
mais inmediatamente encarregads da manuten-
gan da ordem publica e execugo da le.
A mesa parochial, levando ao conhecimento
de Y. Exc. tao desagradarel oceurrencia, mos-
tra-se tanto mais sentida, quanto al o momento
de suspender seus trabalhos foi sempre respeita-
da em suas deliberagoes, por ambas as parciali-
dades, que pleiteara a eleigio, sem que urna s
vez deixasse de resolver com a le, temendo
qualquer desacato a efleclividade de suas deci-
soes.
A mesa parochial prevalece-se da oppoituni-
dade para assegarar a V. Exc. os seus protestos
de obediencia e consideragao.
Dos guarde a V. ExcMesa parochial da fre-
gueza de Bonito, 7 de Janeiro de 1861.-Illm. e
Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leitio da Cunha. presi-
dente da provincia.Theotonio Jos de Freitas,
presidente da mesa parochial.Francisco Jos
hernandes Gitirana, mesano. Major Vicente
Ferreira Padilha Calumby, dem.Antonio Fei-
losa de Mello.Joao Braulio Correa e Silva, ven-
cido.
Este officio est assigtiado como v a casa pelo
juiz de psz Theotonio Jos de Freilas, por mim,
pelo mesano Vicente Ferreira Padilha Calumby,
e pelo raeu nobre collega o Sr. Braulio....
O Sr. Braulio:Como vencido, porque esses
fados se nao dersm.
O Sr. Gilirana :O que importa que o nobre
deputado assignasse como reucido se a maiorta
assim resolreu ?
O Sr. Braulio .A maioria era do nobre denu-
fin*
lado*
O Sr. Gtirsna :-Deste officio j v a casa, que
eu quando ha pouco disse, que a demissao foi oc-
casionada pela perturbagio feita pelo delegado
no andamenlo regular do processo eleiloral. dis-
se muiio bem e nao somonte com esse officio pro-
ro a minha assergao, como provo-a com s parti-
cipacao feita por esse delegado ao presidente da
provincia prticipagao que foi a nica causa do
presidente demitiir esse delegado.
O Sr Braulio:O nobre depulado tem esse of-
ficio ?
O Sr. Gitirana:Est aqui a certido delle....
Doro declarar* casa, que por otis que fossesol-
licitada urna copia do officio do delegado dirigido
a presidencia, declarando que havia cercado a
igreja, porque assim era necessario para vencer
as eleigoes conforme dizia aquello delegado as
mesmas ordens, da presidencia por mais que isso
toase sollicitado por pessoas de preeligi ; toda-
va o ex-presidente a muito custo e quasi na hora
de deixar a adminislrago foi que consenlio em
mandar, que o offlcial archivista cerlificasse
o que dizia o officio, oo dando delle urna copia
O offlcial archivista certifica : (l). Emcum-
pnmento do despacho retro certifico que a 8 de
Janeiro ultimo o juiz de paz Theotonio Jos de
Freitas, presidente da mesa parochial da villa do
Bonito e dous membros da referida mesa, officia-
ram a presidencia pedlndo providencias, contra
as arbitrariedades e abusos commettidos pelo de-
legado de polica, prohibindo que os votantes
entrassem na igreja pata votar equo era conse-
cuencia havia aquelle juiz de paz adiado os tra-
bnlhos da eleigio. masque o mesmo juiz de paz
voltando no dia immedialo para proseguir em
aeus trabalhos foi-lhe igualmente prohibida j en-
trad. Certifico mais que por officio do delegado
'?f*?.,a' de 7 daQ**Ue mez, communicou ter
pronibido a entrada na matriz de que segundo
tile diz havxam votado a primeira chamada
urna porcao de rotantes, aflm de eritar conflictos.
Eia o que pede o supplcanle.
Secretjria do gorerno de Pernmbuco, 3 de
abril de 1861, 40 da independencia do imperio.
O offlcial archrista Joio Valenllm Vilella.
Declaro em tempo que o officio dos membros da
mesa parochial de que cima se trata, diz que
foi a urna forgada pela minora, assim cerno no
officio do delegado, que tambem cima se decla-
ra, diz que foram es Jrabalhos eleitoraes suspen-
sos pela mesa parochial.Erat ut supra.Vi-
lella.
v-se por tanto desta certido, que o mesmo
delegado lerou o o seu arrojo ao pona de offi-
ciar ao presideote que tinha cercado a matriz e
impedir a entrada dos rolantes; alterara assim
a regularidade dos trabalhos, para poder deate
modo obedecer s ordens do presidente e nao
consentir que rencesse a parcialidade que se nao
quera que rencesse.
Agora em complemento a isto enlendo, que
dero dizer, que sendo um dos messrios que reio
a esta cidade sollicitar providencias ao presiden-
te da provincia que era o Exm. Sr. Dr. Ambrosio
para esta oceurrencia desagradarel que se dar*
no Bonito, o mesmo presidente deu-me inconti-
nente a demissao do Sr. Cuoegundes, dizendo-me
nesse momento, que o fazia para que elle
nao publicaste por outra vez quo a presidencia
autoiisava a interreogio na eleigao de modo a
renc-la ueste ou naquelle senlido.
O Sr Braulio: Quem o criminoso
ahi ? E' o presideote ou o delegado ?
O Sr. Gitirana : Bu nio sei e fago esta de-
cliraco s por amor da proposigio que enunciei
na essa ; nem pense o nobre deputado que eu
queira por este modo accuaar Vale ou aquello
presidente, este ou aquelle delegado........
Um Sr. depulado : Est o accuaaudo perfei-
tamente.
O Sr. Gitirana : Nio; eatou appreseolando
fados que se deram. Nio eatou acensando a
ninguem, dizendo rerdae.
O Sr. Braulio : Para que mais ? Ora
esta I
O Sr. Gitirana: Por tanto Sr. prndente,
declaro que nio quero aecusar aqui presidente
algum e apresenUndo estes documentos, quero
provar. que nao avancei orna falisidade quando
nodali na casa, quo o delegada de polica do
tranatornou a regularidade des trabalhos
eleitoraes aquella parochia. NSo quero tambem
cenaurer com isto a nomeagao desse mesmo de-
legado hontem demittido a besa do servigo pu
Mico, do termo de Bonito, e hoje nomeado para
Barreiroa, porque talrez posea acontecer que o
Sr. Cuoegudes, por convenienda eleitoraas tendo
procedido desregladamente no termo do Benito,
muito bem proceda no tefrmo de Barreiroa Sesmo
de modo a isenlar-se de qualquer Icrepacao
2ue se lhe queira fazer. Em todo caso, a verda-
e que foram solliciladas as providencias e
foram dadas........
O Sr. Braulio : Solliciladas por quem ?
O Sr. Gilirana : Pela maioria da mesa.
O Sr. Presidente : Devo observar ao nobre
depulado, o que muito conveniente que se cin-
ja o mais possivel ao objecto da discussao.
O Sr. Gitirana : Quando Sr. presidente eu
nao tivesse coocluido o meu discurso, em atten-
gio a V. Exc.fa-lo hia j......
O Sr. Presideote : Parece que nio muito
conveniente tratar-se agora de negocios elei-
toraes.
O Sr. Gitirana : Repito quando eu nao ti-
vesse concluido o que tinha de dizer tanta a
consideragao que me merece V. Exc, quando
mesmo fosse provocado a continuar n'uma dis-
cussao tao odiosa lio inconveniente, ou em perda
de lempo me calara como o fago por ji ser esta
a minha lengao.
O Sr. Braulio ; (Nao devolveu seu discurso.)
O Sr. Pereira de Brito : (Nio devolveu seu
discurso.)
O Sr. Joio Cavalcante : (Nio derolreu seu
discurso )
O Sr. Penna Juoior : (Nao derolreu seu
discurso.)
O Sr. Francisco Pedro : Sr. presidenta, pre-
tenda entrar nesta discussao, anda que j muito
adiantada, e acerca da qual bastante se tem dilo
nesla casa e por conseguidle fazer urna analyse
compalivel com minhas torgas adminislrago
provincial, mas meu estado de saude nio o per-
mute presenlemente.e mesmo porque a discussao
tem-se descarriado um pouco, tornando-se pes-
soal, e odiosa, e anda desta vez quero dar
provas de prudencia.
Entretanto sirvam estas duas patarras para que
se conrengam raeus amigos do circulo que me
elegeu, que nio me iadifferente o modo porque
lem sido tratados pela admiaistraco da oro-
rincia. r
O Sr. Laoerda : Fez seu protesto.
O Sr. Pereira de Brito : Foi o reouiescat in
pace.
O Sr. Francisco Pedro : Nao aenhore, foi
apenas mostrar a razio de nao ter tomado parte
os discussao.
Encerrada a discussio, procede-se rolagao
sendo apoisdas as emendas 1 que reduz a forga
roanle do corpo de policial 250 pragas, 2o que
reduz a quaulia volada para suslenlagao dessa
forga, 200 cootos, 3o que d ao chefe de polica
a faculdade de propor os cheles da secgio urba-
na da polica e regeitada a que determina que o
sold desses chefes nao exceder a 50S0OO res
mensaes
O projecto fica na forma do regiment, depen-
dente de nova discussao.
O Sr. presideote designou a ordem do dia e
le rao la a sesso.
SESSAO EU 13 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Portella.
Ao meio dia, feita a chamada, rerifica-se ha-
rer numero legal de Srs. depulados.
Abre-se a sessao.
L-se e approra-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia remet-
iendo copia do officio da cmara municipal de
Tacarat, expoodo a necessidade de serem ap-
proradas as suas posturas A' coremissio de ne-
gocios de cmara.
Um requerimeoto da mesa regedora da irman-
dade de Nossa Senhora do Bom Parto erecta na
igreja de S. Sebasliao da cidade deOlinda, pedio-
do a isengio do imposto de 12 por ceulo do pro-
ducto das loteras, que por le n. 402 de 1857 fo
raro concedidas para as obras da mesma irman-
dade.A' commlssio de legislagao.
Outro de Pedro Ferreira de Almeida e Francis-
co Xavier de Almeida, cessionarios dos impostos
provinciaes do termo de Cimbres, pedindo um
abate rasoavel a visla do grande prejuizo que li-
veram.A' commissio de orgamenio prorio-
Oulro dos habitantes da Cspunga, fregueza da
Boa-Vista, pedindo a graga de mandar que a illu-
minagio da cidade se eslenda al dito lugar.A'
commissio do orgamento provincial.
Outro de Joo Jos Rodrigues Coelho, e ou-
tros, fazeodeiros e criadores do termo da villa da
Boa-Vista, representando contra a intelligencia
dada pela thesouraria provincial, a le do orga-
mento vigente, relativamente ao imposto de
29500 porcabega de gado para o coosummo.A'
commissio de orgameolo provincial.
E' lida c approrada a redaegio do projecto o.
lo deste anno o qual supprimem os pnmeiros
officios de labellio de notas e escrirao do civil da
cidade da Victoria assim como o de tabelliao de
notas de Pao d'Alho.
E' lido julgado objecto de deliberagio e man-
dado a imprimir para fazer parte nos trabalhos
da casa o seguinte :
A commissio de petigoes achaodo rasoavel o
pedido da irmandade de Nossa Seohora do Am-
paro, da cidade de Goiaona, de parecer que se
adopte a seguinte resolugio :
A assembla legislativa provincial, resolve:
Artigo nico. Fica concedido urna lotera de
120:000a;, em beneficio das obras da igreja de
Nossa Seohora do Amparo, da cidade de Goianna.
Revogadas as disposiges em contrario.
Sala das commisses, 13 de maio de 1861.
Dr. Manoel de Figueire, Antonio dos Santos de
Siqueira Cavalcanli Jnior.
E' lido e approrado o seguinte parecer :
A commissio de legislacao, a quem foi presen-
te o requerimeoto de Dom'iogos Suriano Alves da
Silva o Antonio Rodrigues de Moraes, emprega-
dos da mesa do consulado provincial, que pedem
que esta assembla autorise o Exm. presdeme
da provincia a mandar-Ibes pagar a differenca de
ordenados e porceotagens que dizem ser-lhe's di-
vida, em rirtude do regulamento de 23 de dezem-
bro de 1852, mandando executsr pelo de 1 do ju-
Iho de 1853 de parecer que seja indeferido di-
to roquerimento, porque nem a disposigao do
art. 26 8 da le de orgamento provincial vigente
n. 488, compreheuda a pretengio dos peticiona-
rios, e menos os regulameolos citados de 23 de
dezembro de 52, e 1 de julho de 1853 auterisam.
Sala das eommissdes, 12 de malo de 1861.Dr.
Nascimento Portella, Souza Reis, Penna Jnior.
(Continuar-se-Aa).
REVISTA DIARIA-
Honrado pela confianga do goveroo imperial
por aviso do ministerio do imperio de 3 de Janei-
ro do correte anno, foi incumbido o Sr. Dr. Ma-
noel Buarque de Macedo de inspeccionar o esta-
do da via frrea de D. Pedro II, tanto 00 que era
relativo s obras da primeira secgio, como na
parle que se refera a conlabilidade da respectiva
companhia.
Electivamente o Sr. Dr. Buarque deu cumpri-
mento a sua commissio, correspoodendo as vis-
tas do governo que Ih'a commetlera.
Depois de examinar as referidas obras, depois
de verificar a siluagio da conlabilidade das de-
ferentes secges, biseado nesse estudo das mate-
rias sobre que tinha de oceupar-se, apreseolou
um relatorio apreciagio do goveroo imperial,
em que a par da indicagio dos vicios ou defeitns
encoulrados, rioha aquella dos remedios quo de-
verio ser applicados, para remove-los ou sna-
les.
Este relatorio usaa peca importaniasima,
quer seja encarado pelo lado propriamente leah-
nico, quer o seja pelo descriptivo do mecanismo
da adminislrago : e delle resultara verdades que
nio erara coahecidas, ou alias solidas que pou-
cos linbam.
Ora, se por um lado a sea franqusza na expo-
sigao d'aquelle estado era um derer de conscien-
ci, por oulro ella nio poda deixar de crear-lhe
desaffeiges viras, deaefieigdea Unto mais rehe-
mentes quinto nasclasn do amor proprio nio li-
songeado, e que por conaeguinte nao submeller-
se-his guardar urna altitud* passira perante os
scenlos d'aquella nolarel franqueza.
E isto lere lugar na rerdsde.
Sendo remettido pela repartigio do imperio a,
relatorio do Sr. Dr. Buarque o ngeaheiro fiscal
dq governo para ana ciencia, este, sem que lhe
fosse exigida ama resposta, fallando talrez a to-
dos os principios de conrenienta, lio pode ra-
icear os sasomos do amor proprio, que lhe des-
pertou a leitura daqoella pe;, e queraodo offl-
cir ao goVrno, s produzo um testemunho de
irascibilidade nesse noro modelo epistolar.
Os deestos e as personalidades, o ridiculo e o
sr de protectira superiordade, que renombrara
do officio d'aquelle fuoccionrlo, produzem no
espirito desprevenido sensaco onlraria as rislas
que.ine8 deram existencia n'uma-restosta oo
exigida, e enderecada aquelle que para seme-
lhante commissio escolher o Individuo, que nel-
a eraerueudo. U negaodo-se-lhe conhecimen-
tos, j dando-se-lBe o infantil desejo de acquisi-
gao de infundada celebridade.
. E pestes imputsedes nio eslava e nao est
implcita urna censura ao governo imperial pelo
facto da sua escolha ?
O que quer dizer procurar o goveroo para
aquella importante commisso pessoa aneciada
de puerilidades, balda de scioocia e possuidora
de imagloagao ardonte, quando derera buscar
um homem feito, pleno de sciencia e de imagi-
gao gelada ?
O despeito quando falla nao lem mios a me-
dir, e ao aeu desenvolrimento s ha a oppr o*
fados, quando se nao quer ir ao terreno immuo-
do das invectivas. Mas bom saber-se que j l
foi a aristocracia scientiflca das cans, que hoje
sem provas nio podem pretende-la ; a illustra-
gio democratisou-se at aos meninos !
As enunciagoes do contra relatorio, pos, nio
podem desairar ao Sr. Dr. Buarque, a quem fica
todava a honra da commissio, eo prazerde
have-la bem cumprido, ainda que esse desabafo
assumisse maiores proporgdos.
Fra designado pela presidencia da Baha o
da 12 do correle, para ter lugar a eleigio do
depulado polo quarto circulo, em consequencia
da raga deixada na cmara pola ascengio do
Exm. Sr. Saraiva aos conselhos da corda.
No sabbado passado eotrou em julgamenlo
o r. Autonio Viclor deS Brrelo, sendo absol-
vido final.
Dessa decisio houve appellagio para a relago
do districto, por parte da promotoria publica.
Presidio a sessao o Dr. juiz municipal deOlin-
da, Agostinho ermelindo de Leio Jnior.
Hontem encerrou-se a 2a sessao judiciaria
do jury deste termo, no presente anno.
No Rio fdra violado o tmulo do finado
marquez de Paran, subtrahindo-se delle as con-
decorages com que fdra inhumado o cadver!
Iglrorava-so ainda quem fra o autor dessa
prufanago.
Passageiros do vapor francez Guenne, rin-
do de Bordeaux e portos intermedios:Antonio
Urbano G. Sampaio, Antonio Ferrdra Pinto Ma-
galhes, Keham Adam, Curpin Eduardo.
Passageiros do hiate nacional Invencioel,
vindo do Aracaty pelo Ass:Antonio Fernan-
dos Thomaz e um escravo.
Passageiros que vio de Pernambuco para
os portos do Sul: Pedro Reneis Joseph
Loraoge e sua senhora, Jean Baptiste Fer-
dinand Maudin, Matheo Mayarinos Cervantes, Ca-
en Paul, Lourenro Jos Cordeiro, Augusto Si-
mn de Brllto, Ryder Edouard, Combar Charles,
Manoel de Souza, Antonio Simio, Augusto Caeta-
no Pacheco, Florinda Estrella, Joio Muniz, Fran-
cisco Machado dos Santos, Francisco Cabral da
Silva Jnior, Augusto Carlos da Sil reir, Anto-
nio Jos Soares da Silveira, Victorino Soares,
Barbora Joaquina, Joaquim de Souza OHveira,
Mara Thereza, Claudina Candida, Mara Filo-
mena, Joio Maria, Manoel de Souza, Vicente de
Parias, Antonio Soares, Manoel do Amaral, Lnz
Benlo de Souza, Jos Ignacio de Souza, Manoel
Ignacio Jnior, Jos Gongalves de Oliveira, Jos
Jaciolho de Medeiros, Jos Botelho, Maria da
Encaroago, Manoel Jos do Amaral, Thereza
Candida Ermelinda, Joao Machado Luiz, Fran-
cisco Joaquim Carneiro. Maria da Concegio,
Manoel Ignaeio de Souza.
Mataoouro publico.
Mataram-se no dia 11 do corrente para o con-
sumo desta cidade 115 rezes.
No dia 12 do mesmo 110 ditas.
No dia 13 do mesmo 109 ditas.
Coiumunicados.
Theatro.
Quarta-felra 15'do corrente, dere subir a sce-
na no theatro de Santa Isabel o drama O ltrage.
E' urna d'essas producgdes gigantescas, em que
resulta o genio e o talento de seu autor e que,
desempenhado por urna companhia como a do
Sr. Germano derer produzir um graode effeito
entre nos. Os principaes papis foram deslribui-
dos actores de genio ; de quem muito se deve
esperar :
Alegramo-nos ao vr a man eir porque o Sr.
Germano se tem havido no deseropenho de seu
contracto.
Dramas de grande assumpto, e quasi todos des-
conhecidos entre nos, gesto, geni, e sobre tudo
o mais acrisolado desejo de agradar ao publico,
tudo lem sido envidado pelo digno empresario
para bem satlsfazer as clausulas de seu contracto.
Agora resta ao publico desta capital, continuar
na sua obra de aniraagio e por sua parte ajudar
o artista, que lhe proporciona noites de diverti-
mento e iostruegio. Este mesmo publico, que,
em ouiras occasies lem sabido tomar urna atitu-
de digna de si, nao arrefecer, por certo, agora, e
com a sua coocurrencia ao Santa Isabel, dar urna
prova do seu amor e dedicagio pelas classes ar-
tsticas do nosso paiz, quem tanlo doremos.
___________ Saps.
Publicagoes a pedido.
A SAUDADE FRATERNA.
NO ANIVERSARIO
da morte de meu Caro Irm&o e es-
pecial Amigo, Francisco
Ignacio de Torres Bandeira.
OFfERtCIDA |E DEDICADA
A meo Frezados Paes c Irma'os.
Alloquar ? audiero nunquam la verba loquenlrn ?
Nunquam ego te, fita trater amabior,
Auspiciam pusthae ? at, corte, gemper amabo !
Catullo.
Eis-me de novo a contemplar magoado
A muda estancia, consagrada aos morios,
E a revolver na inquieta fantasa
Perenne imagen) de um sentir profundo.
Mas d'esta vez a solidio, e as preces,
E a luz funrea que lampeja a espagos,
Aos ps da Cruz, belra de um sepulcro,
Teem mais alta expressao, fallam-me n'alma,
N'essa lioguagem de ntimos aflectos.
Que s comprehende o coragao de amigo,
Oe verdadeiro irmao.Varios tribuios
Paguei-os j as oblagdes sinceras
A mullos oulros que passaram antes
Pela Ierra do exilio, e que desceram
Esse extremo degrau da vida incerta.
Na viagem de um dia afadigosa.
Mas hoje a gralidio me atlrae mais pura,
E um snelo amor, e a frvida amisade,
Gomo lei natural quo me domina.
All me apontam n'um sombro quadro
Urna lembranga que ser perpetua,
Um doce nome que nio risca o temi.
v* r
E* solemne inscripgo essa que eu leio,
Apsum anno, em vivo? caracteres.
Na lousa morluaria ISe a record,
E' porque na mioh'alma a li primeiro :
E essa inscripgo que no meu peito guardo
Foi a saudade que a eatampou p'ra sempre.
A saudade do irmio 1..,Mal pode o homem
Soffrer tormento igual, se nio se humilha
Aote as aras de Deus, ultime apoto
Nos transes da affliccio e da amargura.
Ha hoje um anno IE aquelle que eu venero,
No verdor da existencia, jubiloso,
No seio da familia repoisava,
Digno objecto d'affeigao paterna,
Doa carlnhos de mi, da singeleza
Do fraternal amor. Deveree snelos,
Gravea obrigagoes elle cumpla ;
E eiaadao, no social commercio,
Ninguem lhe excede a diligencia, o zelo,
Com que eoabe maaterimmscelaees
Os seas brazes de pundonor, de Honra.
Bespelttdor da lei, sea alte espirite
Lho devassava o ampio labyrinlho,
No arduo em prego que esercau constante.
Bem raro exemplo, beca Celia modelo
De filial aerea re, vade mais raro
No correr d'este sculo ferrenho,
lovo padrlo 4o arUo egosmo t
. entreunta, aje tenaz doeoce
lie vergou Vea rUeMos aeeessos.
Como verga ao tufio vrenle arbusto,
Que era de prado o primoroso enfeiu)
Doce esperan:* etvaeceu-se em breve,
E a vida lhe fugu, como nm suspiro,
Apoe tanto lidar que a perturbara.
No ultimo lento urna expressio baalou-lhe -
Era o nome de mi, de pae, que os labios "
Mal proferirn) j I.... O veo da morte
Gelou-lhe o corpo ento enfraquecido,
E a eternidade comegou para elle.
Meu .predilecto irmio, e amigo em tudo t
Bem vs que a minha dr sem limites,
Que a mais cruel saudade me lacera :
pranto o pranto que verismos
Todos, irmaos, e paes, na tua ausencia :
Slolocom elles, e com elles choro,
Aolembrar-me de li, que Untas vezea
as docuraa do lar te embovedas,
dolo caro a corages lio firmes.
Mas sei que lens no ceu pleno resgate
Aos males d'esta vida, e que de novo.
Surges, sem nodoa, luz da elernidade.
Ouve de l meu canto, meosageiro
Dos aflectos de irmio.Se hoje deploro
A tua perda, e o tmulo, em que poisam
Tjiaa reliquias, lacrimoso encaro,
E porque nio m'esquivo natureza ;
E lu, irmio e amigo, bem comprebendea
A minha eterna dr, minha saudade.
_ A. R. de Torres Bandeira.
Recite, Ude maio de 1861.
COMMEWCIOa
Alfandega.
Rendimento do dfa 1 a 11. .
dem do dia 13.....
127862*556
10:056|573
137:919J19
Movlmento da alfandega.
volumes entrados com fazendas.. 161
com gneros.-
Volumes sahidos
> >
com fazendas..
com gneros:
743
-----904
57
100
157
Descarregam hoje 14 de maio.
Patacho ha no veri anoGenuesfazendas.
Galera francezaRaoulvioho.
Escuna hamburgueza Christlna farinha de
trigo.
Barca portuguezaSvmpathia mercadorias.
Brigue americanoSouthagello.
Escuna inglezaJony Jonestrilhos de ferro.
Beeebedoria de rendas Internas
eraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 11. 10:056^385
dem do dia 13......; 1:794*398
11:850*783
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 11. 26:723*262
dem do dia 13.......3:295*635
30.018*897
Hamburgo, 20 de abril de 1861.
Boletim commercial.
A posigio do mercado oo soffreu mudanga
desde o nosso ultimo boletim.
O cf conservou se firme a espera do resulta-
do do leilao na Hollando, continuando comtudo
ser procurado o do Ro. As noticias do Rio
aqui chegadas aote-hoolem pelo telegrapho de
Bordeaux em data de 25 de margo, apresentando
mu pequeos carregamentos para Hamburgo e
para a Europa em geral, Qzeram com qne o mer-
cado se fortieasse completamente.
O resultado de leilao em Amslerdam foi satis-
factorio em geral, ganbando este mercado urna
base mais firme, e de esperar um desenvolvi-
mento do negocio as qualidades que semelham
com o de Java.
Desde o dia 4 do corrente foram importados
28,813 saceos de caf do Rio e 13,690 saceos de
Santos. Venderam-se cerca 23.300 saceos de
caf do Rio e Sanios a 5 5[8-7 U8 schillings; e
cotamos hoje : caf do Rio regular ordinario 6
I(8-6 5-1 (6 schillings.
O assucar tem melhorado um pouco ltima-
mente, e as qualidades maseavadas sio mais
procuradas ; comtudo os pregos nio sttingiram
ainda o prego que obtioham no principio do
anno.
O algodao lem sido procurado e os pregos se
sustentara. Ja ha muito nio temos iroportacio
de algodao do Brasil, de modo que esse genero
falla completamente e nao figura mais nos pre-
gos correles.
Os couros acham-se sem mudenca digna de
mengo.
Cacao, negocio muito fraco, e os pregos pe-
nas se sustenlam.
O tabaco parece quere subida. O do Brasil
continua a ser muito procurado, porque todos o
sntigos depsitos j passaram para segunda mi,
e s exstem em t uns mil pacotes.
Desde o principio do mez patliram deste porto-
para o Brasil os seguintes navios.
No dia 3 Thekla Schioidt para o Para.
6 Falke para o Rio de Janeiro.
9 Hinrich para Porto Alegre.
13 Buenos-Ayres para Pernambuco.
16 Commandeur para o Rfo de Janeiro.
" 17 Johann para Pernambuco.
17 Willnlr. para Santos com 81 colonos.
A partir com brevidade :
O navio Teiga para o Rio de Janeiro.
> Wereinigung para a Bahia.
Emilio para o Para.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 12.
Ilha de S. Miguel23 dias, patacho porluguez
Lima, de 203 toneladas, capilio Autonio
Francisco Rezende, equipagem 12, em lastro r
a Joao do Reg Lima & Irmio.
Montevideo23 dias, sumaca hespanhola Esme-
ralda, de 121 toneladas, capitio Jos Mfllet,
equipagem 9, carga 2600 quintaes hespanhoes
de carne; a Amorim & Irmio.
Medlesbourg67 dias, brigue sueco Carlos XV,
de 200 toneladas, capitso H. Norman, equipa-
gem 9, carga trilhos de ferro ; a RotheBedou-
lac-
Bordeaux e portos intermedios16 dias, vapor
fraocez Guenne, comraandaote Eoout.
Navio sahido no mesmo dia.
Portos do sulvapor francez Guenne, com-
mandante Eoout.
Navios entrados no dia 13.
Liverpool48 dias, brigue inglez Goward, do
165 toneladas, capitio Frederick Bovrch, e-
quipagem 8, carga fazendas ; a Patn Nask
& C.
Cardiff49 das, brigue inglez Emma Jane, de
218 toneladas, capitio G. Evans, equipagem
9, carga trilhos de ferro; a Rothe Bidoulac.
Rio de Janeiro10dias, barca nacional Amelia,
de 213 toneladas, capillo Narcizo Lopes da Sil-
va, equipagem 12, carga vinho e oulres gene-
ros ; a Azevedo & Meodes.
Aracaty pelo Ass10dias, hiate nacional In-
vencivel, de 35 toneladas, capilio Jos Joa-
quim AUes da Sil/a, equipagem 5, carga cou-
ros e mais gneros; ao mesmo capilio.
Portos do sul6 dias, vapor nacional Cruzeiro
do Sul, comraandaote o capilio da mar e guer-
ra G. Mancebo.
Micei1 dia, brigue inglez Oden, de 387 to-
neladas, capilio James Haward, equipagem 12,
carga assucar e algodao ; a Johnston Pater
Lisboa33 dias, barca portugueza Gralidio, da
257 toaaladaa, eapitio Antonio Pereir Borge
Pestaa, equipagem 1S, carga vinho, farello e
mais gneros; a Cirvelho Nogueira & C.
Niohouveram sabidas.'
&S|
es.
Alexaadre Augusto de Frjas Villar.offlcial da im-
perial oi-dero da Ros, major comandante iote-
sjfc do orsaaira aaUlhto de artilbaria da goar-
. d|pejtoal de municipio do Reeife, e presi-
deate do ee*eubp de quallficagio ds parechia
de S. Frei Peer Goocalve, por Sua Magosta-
do Imperial, ele. V
Fago saber a quem ioteresstr possa, que de
conformidsde casa o disposto no artigo 1* parte
5i* do artigo 9 do decrete numere 1,130 de 12 da
merco- de 1853, e artigo 8 das iostruejes de 25
de outubro de 1800, sa lem da reunir, na terceira
domlnga de maio, o conselho da quidiflcego pa-
V




^r
.-..-, ._______wm
DUftlO ftl PWUNAMCO. TER (JA FElfiA. 14 M MAIO DI 1861.
()

*
f
da guarda nacional da
Coonitorro da igreja mattii
reiertda parochia, no con
doCorpaSeato.
BpartqudMCM ao conhecimento de todo
mandel patnt editaos que eero publicados pela
imprenta e afiliados nos regares deeigoados na
Cidade do Recite, 11 de malo de 1861.
lei.
Declarables.
Correio geraL
Relago descartas securas vindas do sul pelo
Yapor Ciuteiro do Sul e das existentes netta
adminutragao, pra os senhores abaixo decla-
rados :
Antonio Fernandos Trigo de Loureiro.
Antonio Jos da Costa Reg.
Dr. Caetano Xavier Pereira de BrHo (I).
Domingos Al vea de Brilo,
Filippe Marques dos Santos.
Dr. Frederico Miguel de Souza.
Francisco Domiogues da Silva.
Francisco Joo de Azevedo.
Francisco Prisco de Souza Paraizo.
Guimares & Alcofoiado.
Juiz municipal do commercio.
Justino Alves da Costa Barcellos.
Joaquina Antonio de Msgalhee Catiro.
Joaquim de Barros Corroa de Queiroga.
Joo Jos de Carvalho Horaes.
Jos Antones Guimares.
Jos Joaquim Goncalves Bastos.
Jos Joaquim Silva Gomes (2].
Jos de Barros Accioli.
Jos Francisco Ribeiro Coringa.
Jos Leopoldo Boorgard.
Jos Luiz da Silva Rocha.
Jos Manoel da Frota.
Jos dos Santos Neves.
Maa Josepha Nogueira.
Maria Soares de Albergara.
Manoel Verissimo da Silva.
Pedro Lopes Rodrigues.
Romualdo Alves de Oliveira.
Trajano da Costa.
Temistocles Romao Pereira dos Santos.
Conaelho administrativo.
0 coDselho administrativo, para (ornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art. 22
do regulamento de 14 de dezembro de 1852. faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
ntares abaixo declarados.
Para o corpo da guarnido da provincia da
Paralaba.
Carneire & Irmo;
BO colchoes de panno de linho igual amostra,
cheios de capim, com 8 palmos de coraprdo e4
de largo a 3#400.
60 travesseiros de igual fazenda cora 4 palmos
de comprimenlo e tambem cheios de capim a
609 rs., obteodo do conselho o prazo de 40 dias
Jara manufacturar ditos objectos.
os Rodrigues da Silva Rocha :
40 orines grandes de louga branca e com lam-
pas a 1$800.
2 grelhaa graodes de ferro eatanhado a 800 rs.
1 garfo grande de ferro estanhado por 1#.
1 espumadeira grande de igual metal estanha-
do por 19.
Estevo da Cuoha Medeiros:
12 pares de meias grandes de laa a 900 rs
o par.
O conselho avisa aoa mesmos senhores, que
devenc recolher os objectos comprados, 00 dia 15
do corrente, s 10 horas da raaoha, na secretaria
do mesmo conselho.
Sala das sesset do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 13 de
tnaio de 1861.
Franeiteo Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Subdelegada de Olinda.
Acha-se recolhido cadeia da cidadede Olin-
da, por suppor-se fgido, o preto candido, criou-
lo, que diz ser escravo de Haooela Thereza de
Jess, viuva de Francisco de Paula Aodrade
quem achar-se com direito ao referido escravo
apresente-se justificar.
Para o Ayacaty
lageirot e o resto c a
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Quarta-feira, i5 de maio de 1861.
8.a Recita da assignatura.
Subir scena o exccllente drama em 5 actos,
do Sr. Mendos Leal Jnior,
PEDRO.
Conhecido vulgarmente por PEDRO SEM
MAIS NADA.
No segundo acto, o incendio da casa do conde
de S. Thiago, ser vista do espectador, e o eai-
prezario tem ludo disposto para que a illusao
seja completa.
Terminar o espectculo com a bella come-
dia em um acto
PRECISASE DE HA MlLHElt
IPM TOUifllL .
Come^ar s 7 4 horas:
Nao pode ir por ors scena o drama annuncia-
doO ULTRAGE em consequencia do actor
Mend*s, encarregado de um dos princlpaes pa-
pis, achar-se bastante doente, e tero actor Nu-
ces de o substituir. Entretanto contina em en-
aaios o drama O ULTRAGE, e espera a em-
preza que brevemente poder subir scena.
Os bilhetes vendidos para o drama O UL-
TRAGE tem entrada neste espectculo, e os
senhores que nao quizerem podem vir ao escrip-
torio do theatro buscar a sua importancia.
Avisos martimos.
Rio Grande do Sul
ssgue com toda a brevidade por ter quasi toda a
carga prompta o patacho Social : qae.n no
mesmo quizercarregar o resto, entenda-se com o
consignatario Manoel Alves Guerra, ou coro o ca-
pilo a bordo.
Porto.
Segu al o dia 31 do corrente a veleira e bem
conhecida barca portugueza Sympathia, por ter
j engajada sua carga ; recebe passageiros so-
mente, para o que tem commodos oxcelleoles -
para tratar, com Bailar & Oliveira, na ra da
Cadeia do Recife n. 12.
Para
sabe o hiale'Jrtcofdu Pedro Jos Fran-
cisco, no dia tif^^^^aaaBBBBBBBBBBBBBBBaBBBaSlafe-
renteVianna {^^H~
carga.
Para o Rio Grande do Sol pretende seguir
em poneos dhs o palhabote Superior, eapitSo
Antonia Etarjato da Rocha, o qual offerece boas
accommodecet pata passageiros : quem no mes-
mo quizer seguir de passagem, pode eulender-se
com o aobredito eapitSo na pra$a do commercio,
ou com Amorim Irmaos, tua da Cruz n. 3.
i Lisboa pretende seguir com brevidade
Margarida, capitao JosEmigdio Ri-
: quem no mesmo quizer carregar ou se-
Re passagem, para o que tem bons comino-
, pode entender-se com o mesmo capitn na
a do commercio, ou com os consignatarios
Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anoa : para carga e passageiros trata-te
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia o. 82.
Para a Baha.
Para a Bahia aegue em poucos dias o palhabo-
te nacional Dous Amigos ; para alguma carga
que lhe falta e passageiros, trata-se com Fran-
cisco L. O Azevedo, na ra da Madre de Dos
numero 12.
MA
Ro de Janeiro,
segu em poneos dias por ji ter parle de aeu
carregameoto a barca nacional Castro III ; pa-
ra o reato que anda falta, passageiros e eecravos,
para os quaet tem commodos ezcellentes, trata -
se com ot teua consignatarios Pinto alai Souza &
Bairao, na rui da Cruz o. 24, ou ceta o capillo
na prtca.
Maranho
segu por estes dias o palhabote Garibaldi,
tem a maior parte da carga prompta: a tratar
com Tarso Irmaos.
g fe
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MMTKS R TOME.
O vapor Oyapock, commandante o capitao
tenente Santa Barbara, esperado dos portosdo
norte at o dia 18 do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
REAL C05IPVM1IV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 15 do corrente espers-se do sul o va-
por Magdalena, o qual depois da demora do
costume seguir para Southampton, locando nos
portos de S. Vicente e Lisboa. Este vapor po-
der receber um limitado numero de passageiros
de 3a classe, alm dos de Ia e 2", para o qne de-
ver-se-ha tratar cem os agentes Adamson Ilowie
& C, na ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem al 2 horas
antes de se fecharem as malas ou urna hora pa-
gando um palacio alm do respectivo frete..
Avisos martimos,
Freta-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primelra classe : a
tratar com o consignatario Manoel Alvea Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o capitao a
bordo.
Para o Rio de Ja-
neiro
o veleiro e bem conhecido patacho nacional Be-
beribe pretende seguir com muila brevidade,
tem parle de aeu carregameoto prompto ; para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
roa da Cruz n. 1.
rasa
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o bem co-
nhecido brigue escuna Joven Arthur, parte de
seu carregamento tem tratado ; para o resto que
lhe falla, escravos a frete e passageiros, para os
quaes tem ezcellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio ra da Cruz o. 1.
Rio de Janeiro
Satura' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra do Trapi-
rhe Novon. 6.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir.i para os portos do norte at a^Graoja n
dia 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 21 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dioheiro a frete at o dia da
sabida as 2 horat: escriptorio no Forte do Mat-
tos n, 1.
COMPANHIA PER!UMBl)CAI
Navegaco costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato
tahir para os portos do tul no dia 20 do cor-
rete mez ai 6 horas da tarde. Recebe carga at
o dia 18 ao meio dia. Paasageiros e dioheiro a
frete at o dia da tbida s 3 horat: eterptorio
no Forte do Haitot o. f.
agente Oliveira, o ten leiilo de grande sortimen-
to de atondas de seda, 13, linho e de algodSo at
male propriasiio mercado
Segunda-feira 13
do correte, stO horas da raaoha, no aeu ar-
mazem ruad*Oras do Recife.
LEILAO
DO
Sitio do Arraial.
TerQa-f'eir 14 do corrente.
Antunes vender definitivamente o sitio do Ar-
raial diversas vezes anounciado,' pelo maior pre-
go que encontrar, o qual alm de ter boa casa e
multas fructeiras, contem mais o riacho qne cor-
re pelo moio de seu terreno que o torna muito
recommendavel. Na mesma occaaiio vender
Urna escrava
boa cozinheira e tem achaques. As 11 horas em
ponto.
LEILAO
DE
lima armaco e dividas.
Quarta-feira 15 ^o Corrente.
Costa Carvalho far leao Por mandado do
Exm Sr. Dr. juiz do commercio a requerimento
de Antonio Alberto de Souza Aguiar e outros da
armaco da taberna da ra de Hortas pertencente
a Antonio Pereira Vianna.assim como duas lettras
a vencer no dia cima s 11 horas da manhla.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao de urna porcao de sola cortida
pelo systeina francez da melhor quali-
dade que tem apparecido nesta praca e
para isso o agente cima convida a to
dos os Srs. sapateiros a apparecer quar-
ta-feira 15 do corrente as 11 horas em
ponto no trapiche do Forte do Mattos
denominado barao do Livramento que
abi sera' efectuado o referido leilao.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Ter^a feira 14 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Ezm. Sr. Dr. Juiz especial do commercio e a re-
querimento de Nuoes & Irmo, da taberna da
ra do Arago n. 1 de Domingos Otero de Car-
valho, no dia cima as 11 horas em ponto em um
s lote ou a relalho a vontade dos compradores.
LEILAO
Terca-feira 14 do corrente as
11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao por
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento dos de-
positarios e curadores de Joaquim Luiz
dos Santos Villa-verde da casa da ra
Imperial n .. consistindo em um orno
de padaria, no mencionado dia as 11
horas em ponto.
LEILAO
De novo o agente Hyppolito levara'
a leilao 650 quintaes de ferro em bar-
ra, vergas e vergalhoes que se acham
depositados na ra do Trapiche arma-
zem n. 1, tendo lugar a venda terca
feira 14 do corrente ao meio dia em
ponto no referido armazem.
da armaco, gneros da taberna do pateo do
Terco o. 28 de Uenrique Amante Chavea no dia
cima-as \l bores em ponto, a vontade dot eom-.
pradores.
Quiuta-feira 16 do Corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. sr. Dr. juiz de direito especial do com-
mercio e a requerimento dos curadores fltcaea e
depostanos da maasa fallida de Antonio Joa-
quim Vital, da armaco, mercaduras, dividas,
joias, escravos, movis e urna casa de um andar
esotao na ra Imperial n. 79, pertearcenles ao
mesmo fallido, no dia cima as 11 horas em pon-
to, na ra Dlreifa n. 103.
. UIUO.
Sexta-feira 17 do corrente.
Costa Carvalho far leilao da armaco, mer-
cadonat e dividaa da massa fallida de Manoel
francisco de Mello na ra do Livramento n. 19,
por ordem do Ezm. Sr. Dr. juiz de direito espe-
cial do commercio a requerimento dos curadores
liscaes e depositarios, visto quo no primeiro lei-
lao nao appareceu offerta sufflcienle pelo que at
esse da receber o mesmo agente quaesquer
proposta a prazo com fiadores idneos. Princi-
piara as 11 horas em ponto.
ilaAM
DE
COBRE.
B. G. Bendiven capitao da galera di-
namarqueza Himalaya, arribada a
este porto na sua recente viagem de
Valparaizo e Tom para Cark, fara' lei-
lao por intervenco do agente Hyppo-
lito, em presenca do Sr. cnsul ds Di-
namarca e com autorisacao do Sr. ins-
pector da alfandega e por corita e risco
de quem pertencer de urna grande por-
qao de cobre velho: quinta feira 16 do
corrente as 11 horas em ponto, no ar-
mazem alfandegado do Sr. barao do Li-
vramento caes d'Apollo.
IiSaL
DE
vinhos.
por
de
O agente Hyppolito fara' leilao
ordem dos Srs. Tisset Freres & C,
urna porcSo de caixas com marrasquino
e de quartolas com vinho Bordeaux, is-
tosem limite de preqo algum : quarta-
feira 15 do corrente as 11 horas em pon-
to no armazem nominado barao do Li vi amento.
Avisos diversos.
Sai do Ass.
Vende-se a bordo do hiate vCamaragibe ; a
tratar com o capitao a bordo, ou na ra do Vi-
cario n. 5.
Mibiiia.
Urna petsoa que sabe da eidaie, vende urna
rica mobilia de Jacaranda; na ra nova de San-
ta Rita n. 47.
SOCIEDADE BAMRI4
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia
Sacara e tomara saquea sobra as pracas do Rio
de Janeiro e Par.
Novo relojoeiro.
J. W. Cupertino, artista relojoeiro, socio da
Associarao Industrial Portuense. chegado recen-
temente da Europa, acha-se estabelecido na ra
estreila do Ros trio, loja o. 19, nesta cidade, on-
de executa com perfeico, brevidade, e por pre-
cos commodos, todos os objectos concernen tes
a sua proQssao.
Grande e novo
sortimento de fazendas como1
em Pars, e s se vende ba-
rato na loja armazenada de
4portasdarua da Impera-
triz n. 56.
...Rua1d., Imporitri, oulr'ora aterro da Boa-
Vista, loja de 4 portas d. 56. veodem-se chitas
escuras e claras cores flxas a 160, 180 e 200 rs. o
covado, ditas francesas escuras e claras a 2t0,
260 e 280 o covado, chales estampados a ifWO,
pecas de cassa para cortinados a 2&500, fitas de
cambraias Uaas para vestidos a 2*500, 3* e 3JJ500.
pe^as de ntremelos e liras bordadas, e muitos
objectos para senhora e meninas, que vista do
comprador se dir; crinolina de cores, fazenda
muito larga para vestidos, que com poucos co-
vados se faz um vestido pela sua largura, p^o
400 e 500 rs o covado: cheguem freguezes.
Aluga-se urna cabra com 25aonosdeidade,
cozioha. engoraras, lava, veste bem urna aeoho-
ra ; na ra da Roda o. 23. das 6 s 8 boras do
dia, e disi da tarde em diante.
O abaixo assigoado faz scieote aos seus de-
vedores que tenham a bondade de ir saldar seus
dbitos na taberoa sita na ra da Imperatriz n.
* al o dia 15 de junho, do contrario terao de
pagara um procurador judicialmente sem mais
demora.
Theatro.
Pede-se ao Sr. Germano Francisco de Oliveira
queira levar em scena os Dous Proscriptos, ou o
Jugo de Castella, drama de muila aceitsco e dig-
no e applausos.
Boa f.
Ra estreita do Rosario, es-
quina das Larangeiras nu-
mero 18.
Os proprielarios deste eslabelecimento conti-
nan] a vender ludo por menos doqueem outro
qualquer eslabelecimento, e do melhor que ha
no mercado, por os ditos proprielarios recebe-
re rn parte dos gneros por sua conta, a saber :
manteiga ingleza perfeitamenle flor a 800, 720 e
610 rs., dita franceza a 720, em barril se far al-
gum abalimento, dita para tempero a 400 rs., em
porcao se far abalimento, arroz muito bom a 100
rs. a libra, em arrobo se far algum abalimento,
gomma muito boa a 100 rs. a libra, farioha do
reino a 120 rs. a libra, milho muito novo a 200
rs. a cjia, velas de espermacete a 780 a libra do
mais mo. loucinho muito bom a 320, vinbo mui-
to ruperior da Figueira a 640 e 560, e de Lisboa
a 500 rs. a garrafa, dito do Porto a 1J300, dito
Madeira a ljJ-200, da melhor qualidade que ha,
doce de goiaba do melhor que ha a 720 e 800 rs ,
Gratficaco.
Na ra Nava n. 31 grajilca se generosamente
a quera descubrir ou denunciar com cerloza o
lugar em que se acha Francisco Rodrigues, cujos
signaos sao osaegoiotes: cabra quasi negro, bai-
xo e cheio do corpo, cabeca e rosto redondos, com
marca de bexlgas pelo rosto, representa ter de
40 e tantos a 50 aonoa de idade. anda sempre
vestido de cal?a e paletot. E' aqu muito conhe-
cido por ir quasi todas as semanasno wagn ven-
der lamancos e sapatos da loja do portugus
Pontos as estaedes da estrada de ferro, villa do
Cabo, Escada e pelos eogenhos prximo & esses
lugares. Tendo conduzido em coofian;a e para
vender o valor de 5278000 em objectos de moda
para senboras e maia um relogio patente suisso
com trancelim, at esta data nao vollou para res-
tituir taes objectos, ou o aparo dos mesmos, os
qmes recebeu em 14 de fevereiro do eorrente
anno. Horava em urnas aguas furtadas n. 13,
defronte do muro da casa de detenco : rogi-se,
pois, as autoridades policiaes desla praca e dos
logares cima mencionados o favor de apprehen-
derem o dito cabra, e aos particulares oerece-se
generosa gratficaco pela denuacia e auxilio,
que poderem prestar polica para a captura de
tal individuo.
__FSH.
guezia da Gloria.
Vende-se urna propriedade sita na freguezia
da Gloria, com principios de obras de engenho,
como sejam pilares, casa de catdeira prompta,
casa de purgar comeqada, estando j urna parle
coberta e toda madeira do engenho prompta no
lugar, tendo trras sufucientes para safrejar mais
de mil pies e sendo o terreno de muito boa pro-
du;$ao, vende-se por preco muito commodo : a
tratar no engenho Pocinho freguezia de Jaboa-
lo com Francisco de Souza Cavalcanti.
Vaccina publica.
Presentemente ha vendo mu bons pa vaccini-
eo, o commissario vaccinador convida aos pais de
familia a comparecerem com os seus filhos e mais
aggregado, no torreio da alfandega, terceiro an-
darinas quintaa-feiras e domingos, e na casa de
sua residencia, segundo andar do sobrado da ra
estrella do Rosario n. 30, nos sabbados at as 11
oras da manbaa. >w .. Bvnvi u meiuur 4U0 na a ntou-se da casa de seu senhor o preto rinha do Maranho a 140 rs. a libra, massas de
6 Siman hom PnnhaAdn A*. (fldafl Ha mi JllH rtno r\nm mn*M\r> A ._ __t__
cnoulo, de nome Simo, bem coohecido neal
cidade por sor boleeiro, oqaal tem os signaes se-
guintes : baixo, magro, mal parecido, ps peque
nos ~-------------* '--
Boa-Vista o. 28, casa do coronel Chaby, ser ge-
nerosamente recompensado.
-7 Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de bons costumes para tomar conla do goveroo
de urna casa de familia, preferindo-se portugue-
za, a quem se dar bom salario : a tratar em ca-
sa do fallecido commendador Luiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Furtaram do Quintal do sobrado da travessa
da matriz de Santo Antonio n. 14, urna bacia
grande de cobre estanhada : a pessoa que souber
ou a quem for offerecida, dirija-te ao menciona-
do lugar, que ser generosamente gratificada.
Precisa-se de urna ama quesaiba cozinhar,
preferindo-se portugueza: a tratar na ra do Tra-
piche n. 17.
Em 10 do corrente ausentou-se da compa-
nhia de seu senhor o pardioho Bruno, de 13 pa-
ra1 14 anuos, escravo do menor Elizio Alberto
Silveira, de que tutor Jos Jacintho Silreira :
quem o pegar, leve-o a ra da Aurora n. 70, que
ser recompensado.
A abaixo assignada, viuva de Francisco de
Paula Andrade, faz sciente a quem ioteressar,
que achando-se recolhido cadeia da cidade de
Olinda o seu escravo Candido, crioulo, estatura
regular, cor prela, desdentado na frente, tilho de
outros seus escravos de nomes Antonio e Maria
CoDga, apresente-se em Olindi ao seu advogado
Antonio Joaquim de Figueiredo Seabra qualquer
titulo de empenho, hypotheca, troca, ou venda
que tiver feilo pelo Uado seu marido, quando
vivo, Codos os quaes dias, ella nao altender,
dispor do escravo. Outro sim recommenda s
autoridades policiaes daquella cidade tola segu-
ranga do dito escravo, e sua conservacio na ca-
deia. Recife 12 de maio de 1861.
Manoela Thereza de Jess.
Precisa-se de um amassador; na padaria
todas as qualidades por menos do qae em oulra
qualquer parle, bem assim como se obrigam os
proprielarios deste estabelecimeeto a fazer diffe
quem o apprehender e levar ao aterro da reD5 om ludo dos precos de outro qualquer es-
ls(,1 n. zK raen fin nArnnal CU.k.. ..- .. iKatopimantr. n Bn;_ r..______ _. .
labelecimento, e servir'os freguezes^com amaior
prompfido possivel, e do melhor quo houver
no mercado.
Vende-se um cabriolel inglez meio patente,
de duas rodas, para 2 ou 4 pessoas, e um excel-
lente cavallo para o dito, vende-se separado, a
vontade do comprador : na ra Nova n. 22.
Vende-se urna cabrinha de 18 annos, reco-
lhido, cose, faz rendas, e mais servico de casa :
na ra do Imperador n. 50, terceiro andar.
Na loja de miudezas do leo de
ouro, ra do cabug n. 2 c,
vendem-se cintos dourados para senhora muilo
ricos, pelo baralissimo preco de 4J.
Attenco.
p
Na ra de Hortas n. 29 vende-se urna armaco
propria para um principiaste: quem a mesma
pretender, dirija se a mesma;
Leudes.
LEILlO
Cli Iraioi Mitiauaiao p ioervensio do
Terca-feira 14 do corrente as n*SS'KESff.
Ai A V-, natni. ^^, A h_ I 9!lPinHn i H ri n A Ja > t
11 horas em poni
Aotues aatorisado pelo proprieta rio da casa da
ra do Padre Floriaoo n. 35, expoe a venda em
leilao publico no dia cima designado e no seu
armazem ra do Imperador n. 75. a referida casa
terrea, a qual tendo chaos proprios conlm : 3
quarlos, 2 salas, cosinha fora, cacimba e porlao
para a ra da AssumpcBo, tendo no quintal'
Oito meia aguas
edificadas a um anno pouco mais ou menos, cu-
jo predio rende mensilmenle 126* sem inlerrup-
go. As pessoas que precisarem de ioformaces
dignem-ae dirigir-se ao referido agente, que
prestar quantaa forem necessariat.
Leilao
Boje, 14 do corrente.
C. J. Aalley & C. farao leilao por intorvencao
do agente Oliveira. de 115 arrobas e 150 caixas
de velas steannas com toque de mofo, em lotes
a vontade dos pretendenles, terca-feira
14 do corrente
t 11 horas da manhia em ponto, no armazem do
i>r/L. j. ds Costa Amorim, ra da Madre de
Dos.
LEILAO
DE
taberna
Sffbbado 18 do corrente.
Eirtr W5* ,rl.1flil f* andado do
Kxn. Sr. Dr. miz especial do commercio e a re-
queruMnto de Antonio da Silva Barbosa ferro
Laurindo Adrio de Araujo, cabo de esqua-
dra do batalho n. 8, actualmente preso na forta-
leza do Brum, necessita fallar ao Sr. Manoel An-
tonio de Azevedo que foi msico do mesmo bata-
lho, e como nao sabe a ra de sua residencia,
por isto encarecidamente roga o favor desle se-
nhor ir al aquella fortaleza afim de lhe fallar,
ou annunciar aonde a ra de sua residencia
para poder escrever o que necessita.
Engommado.
Ns ra Bella n. 17 ha urna pessoa que engom-
is e lava roupa, por prego commodo.
Troca-se urna mulata de viute e tantos an-
nos, que cozioha, engomma, coseeensaboa bem,
por alguma negrota que sirva para andar em ca-
sa com meninos : na ra Nova n. 7.
Jos Martina dos Santos vai a Europa.
Quem precisar de um homem com as pre-
cisas habililaces para cobrar dividas em qual-
quer comarca desta e de outras provincias, diri-
ja-se a ra da Cruz n. 62, terceiro andar, que se
dar as informaes.
Aluga-se urna casa com 4 quartos, 2 salas,
coznba tora, cacimba e agua de beber, bom quin-
tal com fructeiras, no principio da estrada dos
A foletos ; a tratar no sitio do Chora-meninos.
Hoje depois da audiencia do Dr. juiz de or-
pbos sero arrematadas diversas joias de ouroe
nrata do espolio do finado Ghardoo.
Charutos (flor de tabaco) de Ha-
Tana.
Chocolate francez muito fino: chegou
pelo ultimo vapor em cata de J. Prae-
gerdt C, ra da Cruz n. 11.
As malas que tem de conduzir o va por Cru-
zeiro para os porto do norte serio fechadas hoje
(14) as i horas da tarde.
Quem precisar de um homem de reconhe-
cida probidad*, j pela sua idade e pela sui fl-
delidade, para se eucarregar de qualquer co-
brance, ou lomar conta de algum eslabelecimen-
to, entenda-se com o Sr. Manoel Figuiroa de
Faria. que lhe dir quem .
Preciaa.ee deiim criado para e tarrico de
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O Dr. Joaquim da Siva" Gusmlo" pode
ser procralo para o exercicio de sua R
profisso medica a qualquer hora do dia 2
ou da noite no largo do Carino n. 5, pri- 9
meiro andar: S
w ^A^MAauAauA aaaaai bmm Mal aaiai mi ^^^?^
Sincero reconhecimento.
Forte erupcao de pelle nos tornozellos.
Ilavia mais de dous annos que eu padeca de
urna forte erupgao de pelle nos tornozellos, que
me causava muitos sollmenlos, e nao achando
meio algum de ficar melhor, resolvi-me a appli-
car as chapas raedicioaes do Sr. Ricardo Kirk,
escriptorio na ra do Parto o. 119, com as quaes
me schei perfeitamenle boa. Portanto eu falta-
ra ao dever que a gratido me impe se nao tri-
butasse ao autor de ld til remedio, o mais sis-
cero reconhecimento.
Ra do Pioheiro n. 2 [Cllete] Rio de Janeiro.
D. Rila de Jess Ahrends.
Aluga-so na estrada do Po;o da Panella a
exccllente casa que era outr'ora da iuada D. Isa-
bel, com excellenUs commodos e recentemente
concertada e preparada para urna habil-ico de-
cente : quem a pretender dirija-se iua da Ca-
deia, a tratar com Heory Gibsoo.
Hoje depois da audiencia doSr. Dr. juiz
municipal da primeira vara, vai praca para ser
arrematado, urna cama franceza e cinco cadeiras,
tudo de amarello, penhorada a Carlota Marques
da Silva.
Grande hotel em Londres,
2 Golden Square.
F. A. de Oliveira & C, tendo tomado o esta-
belecimento de J. G. Oliveira, e havendo-o aug-
mentado e melhorado em todo o sentido, para
maior commodidade e satisfazlo dos hospedes,
asseguran aos seus amigos que venham esta
capital, selle continuarlo a encontrar todo o ser-
rijo e bons oflicios, no que prometiera esme-
rar-se.
Fugio da cidade*de Macei ao amanbecer
do dia 10 de Janeiro do anno prximo passado,
um cabra de nome Anaclelo, com os signaes se-
guales :Baixo, grosso, pouca barba, cabellos
bem carapinhados, e um tanto arruivados, tem
um signa! de espinha no nariz, e no pesclo a
cicatriz de um talho de faca, o dedo grande da
mo direita aleijado de um panarisso, ps gros-
sos e chatos, e quando anda achata os dedos, car-
rancudo, e quando falla com o superior olhao-
do para o chao, sendo de muila forga, e esperto
para todo o servigo, tanto de campo como de
montara, e de cor clara. Foi comprado na
Cruz de S. Miguel da provincia do Pernambuco,
ao Sr Joaquim Pinto da Silva, tem prenles na
cidade d Caruar de Pernambuco, para onde
tem viajado. Pe.lence hoje ao capitao Manoel
Pinto de Araujo, da villa de S. Miguel : quem o
pegar e levar alli ou em Macei, ao Sr. Manoel
Jos Teixeira de Oliveira, ser bem recompensa-
do, assim como quem delle der noticia exacta,
dizendo-so que assenlara praga em um dos cor-
pos de linha de Pernambuco
Fugiram do engenho Batera, comarca de
Santo Aniao, um mulato por nome Jos, com os
signaes seguintes : Alto, seco, pouca barba e
pouco cabello, cara comprida e cabeca meia des-
pontada, pescogo comprido, bastante alto e ps
largos, chatos e grandes, levou camisa azul e
ceroula, lencol de algodozinho e chapeo de pa-
Iba: quem o capturar dirija-se ao mesmo engenho
Batera ser bem recompensado : roga-se aos
autoridades policiaes e capites de campo a sua
seguranga.
Precisa-se de um homem que saiba traba-
Ihar com urna canec de boi: oas Cinco Ponas
numero 71.
Aluga-se um escravo excelleole cozinhei-
ro : quem precisar, dirija-se a ra do Colovelto
n. 1, primeiro andar.
Compra-se ou aluga-se n'uma das ras re-
tiradas dos bairrosde S. Jos ou daJioa-Visla,
urna casa terrea com quintal e eommodos soffri-
veis; annunciem neste Diario.
pa-
Precisa-se de dous trabalhadores de
dara : na ra dos Pescaeores ns. 1 e 3.
Precisa-se de um caixeiro para um deposi-
to de masaas, dando abono sua conduta : a tra-
tar na ra Direita n. 30.
Est fgido desde o mez de abril prximo
Godo, o moleque Dionizio, crioulo, de 16 an-
nos de idade, estatura pequea, corpo secco,
cor nao muito prela, um dos denles da frente
quebrado, testa larga e formando cantos na di-
reegio das fontes, beigos graodes e dobrados,
bem tallante e com grande desembarazo, expe-
dito no andar, muito vivo e ioleiligente; consta
que elle tem dito a algumas pesaoas que forro,
e suspeita-se que como tal nao tenha sido ad-
miltido ao servigo de alguem : quem o pegar e
levar ra do Carnario o. 5, nesta cidade, aeri
bem recompensado.
Pechiacha
Por 3#000 rs.
Vende-te urna fabrica de velaa de carnauba
em bom estado: quem pretndela dirija-ae
ra Bella n. 19.
luna ar" ~- Hj^Mss -avia

i
STAHL C. i
RETRATISTA DE S. N. 0 IMPERADOR.!
Ru da Imperatriz numero 14 S
i (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 0
Retratos em lodos es- S
ty\o e Uvm&nUos.
z Pintara ao natural em
S oleo e aquareUa.
3 Copias de daguerreo-
2 typo e outros arte-
S faeto*.
2 \mbrotypos.
gPaisagens. J
Loja das % portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, par.
Chitas escuras francesas, tintas seguras, & 2*0
rt. covado, ditos ettreitoteom muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, castas de cores seguras a
S00 rs. o covada, pecas de bretaoha de rolo a 21
brlmzinho do quai inhos a 160 o covado, mnsse-
lina encarnaba fina a 3i0 o covado, algodo da
de ras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
225 M0"- ?*\&* sedl VM* de ramagem
a 800 n. oeof ado, fllo'de linho preto com sal-
pico a l$400a vara, luvat de torcal muito finas a
w ,P" loja est aborta das 6 horas da
manhia i 9 da noite.



s*2ff*V* ?
(i"
IIUO DI MlAHMICO *- TBWJi fOHA II M MAIO DI lili.
=
Urna pesaos que ten entinado com felis resl-
talo a TalUr, escrever tradutir com ezercicio de
conversas!* i aaeeidade to no Rio como na Babia e aqu mesmo em Per-
e mbuco, offerece de aove sea prstamo aquel-
las pessoss qea quierea-ae applicar em qual-
quer Oestes idtemas, para o que devera informar-
se na raa da Cruz a. 52, ou na ra da Cadeia
Velha n. 64.
Aula de tachigraphia.
O tachigrapho Miooel Jos Pereira da Sil"
Coaracy, tendo de demorar-se nesla provincia at
meiados de junho, propde-se a ensinar tbeorica-
mente a arle que profesas, das 5 borss da tarde
s 7 da noite ; na raa da Cadeia do Recite, es-
quina do becco Largo d. 24.
OTerece-se um caixero para taberna de 10
a 12 annos de idade, ltimamente chegado : na
ra dos Marlyrios n. 36.
Aviso
Alaga-se ac terceiro aodsr e sollo, com
boa cozinha, fono, ele., em urna das melhores
ruta 4* barro da S. Fr. Pedro CoDcalrea: a tra-
tar na ra 4a Cadeia n. 83, loja.
Mudanza de me-
dico.
O Dr Miguel Joaquim de Castro Maacarenhss
traoaferio a ana residencia para a roa Augusta,
case a. 43, onde pode ser procurado a toda* aa
horas para o exercicio de sua profissio.
J. Falque pode s pessoas que lbea devem
eontas de objectos comprados no seu estabeleci-
mento da ra do Crespo n. 4, o especial faror de
irem a mesma caaa aatisfazer aeas debitoa no
prazo de 15 das, a contar de hoje 13 de maio,
hados osquaes empregar os meios legaes.
Perante o Illm. Sr. Dr. juiz dos orphaos.
Tai a prsca terca-feira 14 do corrale s 11 horas
do dia na sala das audiencias, dous escasvos, sen-
do um cgo, 6 cadeiras, 2 mesas, urna cama de
armagao, ludo de Jacaranda usado, bem como
diferentes outros objectos, quem quizer nelles
tancar, pode ver o escrioto na mo do porteiro do
juizo. Recite 10 de maio de 1861.
Desappareceu do sitio de Joo Eduardo Pe-
reira Borgea, urna garrota lisa, cara e cauda bran-
ca, com um pedazo de corda no pescoco, ps
colgados de branco ; quem a encontrar leve-a a
ra Formosa n. 31, que ser bem recompesado.
Attenco.
Sanios, Caminha & Irmos teem scu escripto-
rio na ra Nora n. 25, primeiro andar, onde po-
dero ser procurados para qualquer negocio, e
especialmente para os da firma fallida Caminha
& Filhos de que sao liquida taos.
Precisa-se de urna preta escrava para o ser-
tico de urna casa eslrangeira. menos cozinhar :
na ra da Impenlriz, loja o. 9.
O Dr. Aionso de Albuquer-
que Mello, desoccupado de suas
funccoes como membro da as-
semblea provincial, pode ser pro-
curado para es mysteres de sua
j proissao de advogado, das 9 112
S horas da manha as 3 da tarde 33
gg em todos os das uteis com exclu- a
3j sao das sextas reirs, no escripto- *
l rio do Dr. Godoy, a' ra estreita f
| do Rosario, e na villa do Cabo \
i t>as sextas eiras por todo o dia, .
e nos outros dias das 5 112 horas
gf da tarde em diante. 1|
Kt SISS SB6'3iB aaa^^li1ff^B
** cWW BTBWBVrfSni VNiBfMa'IW JB WBW'BrlWa*
Saca-se
sobre Lisboa, Porto e ilba de S. Miguel; na roa
do Vigario n. 9,escriptori%de Carvalho, Noguei-
ra & C.
Os scuhores credores que tem eontas contra
mim, polem apresentar at o dia 15 do cor-
reate mez para re-Misar amigivelmente ; na ra
Nora n. 67. J. Ilunder.
Alua-se a casa nova na Ponte de Uchoa,
sitio da viuva de Joo Carroll. No mesmo sitio
vendem-se larangeiras de umbigo para em-
barque.
**JJSWsrawwee ttflwr^JwO'W.BfSW O^WraTwOTWS*
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frerleric Gautier,cirurgi8o dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes articiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeigao que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouyer & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Jobston <& C, ra da Senzalla Nova n. 52.
i Trocase
por moeda correte as notas geraes
dos p|droes sestuintes :
Brancas de 1$ com urna figura.
Dilaa de 59 com urna dita.
Rxas de 50$.
Braceas de 500.
Verdes de 5000.
E mais: notas 4o banco da Bahia
de 10$ ri. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 209 : na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
O abaixo assignado faz seiente a quem con-
vier, que se est procedendo inventario amiga -
?el pelo cartorio do eseriro Santos, dos beos
deixados por morle do seu finado irmo Jos de
Sant'Aana Brito. Recite 3 de maio de 61.
Joo de Brito Crrela.
Precisa -ae de urna ama para ecsinhar para ca-
sa de hornera solleiro, forra ou captiva, prefe-
lindo-secaptiTa : na ra Nova n. 43, loja de fa-
zendas.
Na livraria n. 6 e 8 d praca da
Independencia prteisa-se fallar ao Sr.
Ulissex Cokles Cavalcanti de,Mel!o.
O Sr. Luiz Gonznga da Rocha
chamado a praca morador em o Rio
Grande do Norte e que consta andar
neste Recife, ao qual se roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Cdulas,
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-ie paia es se fim com o sea
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
CASA
DE
Trocam-se com modiaa descont as notas ge-
raes do Ihesouro, que se esto recolheode, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Babia, e da caixa filial deata ultima cidade o
na livraria econmica, ao p do arco de Sant;
Antonio.
Francisco Jos Leite declara as
pessoas que tea penhores em seu poder
que se nao os resgatarem no prazo de
8 dias coudos de hoje, serSo vendidos
para seu pagamento e eus donos sem
direito algum a have-los do annun-
ciante.
Calvicie.
? aliU4a4 da pomada io-
Z&E&ZtSSZ ** *** D" Ff ovinci. do
commisao de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo eacrip-
torio de commisso de eacravos, que se achava
eslabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ah
da mesma maneira se contina a receber scra-
vos para serem vendidos por commisso, e por
conta de seus senhores, neo ae poupando eaforcos
para que os meamos aejam vendidos com promp-
lido, afimdequeaeusaenhorea nao aoffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha aempre para vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
jg **sv /jiw 'bvCiv ^KJ SB?wBSBS39wSII'
O abaixo assignado faz seiente
a todos os seus amigos e aquelles
que o quizerem honrar com 8 sua
conhnca,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
rua do Queimado n. 26, 1.a
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate' as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
aervico ordinario de urna casa, e quclra acompa-
nhar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na raa da Unio n. 50.
Quem achou um chapeo de sol, de seda es-
cura e quasi novo, qe perdeu-se no dia 8 do
corrente, na igreja de S. Francisco, pode entre-
ga-lo na taberna n. 1 da ra das Crazas, quesera
recompensado.
Aluga-se o sobrado do Mondego, em que
estove a secretaria do commandantedas armas, a
quem melhores condices offerecer: s quem
tem gosto e pode, que deve morar nesla bella
caaa e fumar no lerraco um bello charuto : a tra-
tar na ra do Mondego, olaria n. 13.
**
V I'recisa-se de urna ama para cosinhar
8e comprar para urna pessoa s: no becco 9
do Padre n. 6, primeiro andar. $
Na ra do Crespo n. 20, esquina, ha um
moleque pira alugar que serve para aervffo de
casa.
Precisa-se alugar urna preta escrava de
meia idade. paga-ae bem : quem a tiver, dirja-
se ao largo da ribeira de S. Jos, deposito n. 15.
Glora ao Exm. Caslilho.
Com oito mezes e viole e dous dias sahio da
nossa escola central, no dia 10 de maio andante,
o menino Joo Januario da Silva Santos, saben-
do lr espeditamenle, fszendo as qualro especies
de eontas esua applicagao, escrevendo soffrivel-
menle, sabendo toda a doutrina chrsta e algu-
mas regras de grammatica e arithmelica; sem
esse aparato immeoso de divisoes e subdivisoes
de classes, lapis, regras, pastas e canudos, sem as
fastidiosas, inuleis e sebosas cartas do Biaba, Bie-
b, Fagaf, Fagaf, Lagalh, Lagalh, e outras
muitas anligaalhas do rei velho, sem gastar um
reslem livros, pois o nosso Mississipe, pedra e
giz, analyse e synthese da palavra fallada, valem
mais que todas as fadigas do antigo systema.
Aioda nao desmentimos o brilhante conceito que
deste methodo de ensino faz o Exm. oirector ge-
ral da instrueco publica deata provincia. No
mesmo adiaotamento vo os meninos Loyola II,
Americo, Carvalho. Braga, Santa Rosa, Garrelt,
etc., etc., etc. Parabens ao Sr. Francisco Pereira
da Silva Santos e ao seu estimavel menino que
aprendeu sem lagrimas, dancando e cantando,
( como dizem os zoilos! ) sem que ao menos
soffresse urna reprehenso do seu amigo e mes-
tre.Francisco de Freitas Gamboa.
O abaixo assignado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Mello, a escrava
parda de nome Joanna, de idade de 30 annos.
com um filho. tambem um muMtinho de nome
Candido, de 2 annos de idade, e deixando-os em
poder do mesmo, por assim pedir a mulher, quan
do os mandou buscar, elle respoodeu que ditos
escravos haviam desappareeidode seu poder sem
que soubesse para onde. Suppoe-ae que os man-
dou oceultar no Recife ou em A Togados. Desde j
protesta o abaixo assignado contra quam os ti-
ver, cobrando os dias de servico, e procedendo
com o que determina a lei em casos taes.
Antonio deSouza Leo.
O abaixo assignado, bacharel formado desde
1842, depois de haver eiercido differenleslogares
acha-ae nesla capital, no exercicio de sua prefis-
sa de advogado, ra do Queimado a. 30, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manha s 3 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quizerem honrar com a sua coufian-
Qa. Alm de outros ttulos quehonram o mes-
mo advogado, publica para prova de sua auligui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castre Accioli.
Tendo o bacharel Jeronymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesla secretaria de estado ha-
ver exercido por dez annos, trea mezes e tinte
oilo dias o lugar de promotor publico, deu-sa-ihe
por isso o preseote diploma de habilitarlo ao
cargo de juiz de direito, na conformidade do Q 2
art. Io n. 687 de 26 dejulhode 1850.
Secretaria de estado dos negocios da justiea em
22 de setembro de 1857.Francisco Diogo Peroi-
ra de Vascoocellos.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Mendes a cobrar
de seus de vedores desta praca, como de
fora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a qualquer pessoa sem excepeio
que deixar de pagar-Ihe pontualmente
suas coatas.
Francisco Jos Leite.
Industria.
Sida-se qadquer pee.a de leoca ordinaria,
porcelana, vidroe barro, se|a qual for a qualida-
de do objecto : na ra do Livramete n. 31, Iota
de calcado.
Modista de Lisboa
Na roa daa Canas 24, primeiro andar, fa-
zem-se veetiee, manteletes, chapeos da aeda,
eofettes de cabeca, Umbem aa tavam e eneHam
ohapeoado palha da anhora, tudo coa promp-
tiaie e pelo goato da Paria, para o que recebe fi-
gulino* per todoa oa vaporea que ven da Europa.
ceroacabelioamai* tambem
de dar-lhei farca para evi-
lar a calvicie a nao deixa-
lea amaraoejuecar Uo cedo
ceaaa quando ella nio for
apacda; eien dwto, tea-
do aaa composico formada
de substancias alimentares,
a absopgio pelos poros nao
pode aer nociva. Depsitos, raa do Imperador
a. 59, e roa do Crespo n. 3.
0 bachtrcl WITRUVIO pode ser
procurad aa roa Nova i. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camtoa d# Gamo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
Na livraria n. 6 e8 da praji da
Independencia precita se fallar ao Sr.
Sr. Christovao Santiago do Nasciment,
que negocia com gado.
Eduardo Evana, Wiliiam Frosl, Thomax Vi-
cente, Ioglezea, seguem para Inglaterra
Precisa-se de un ama para cozinhar o dia-
na da ama casa da pouca familia ; a tratar na
ra Nova de Santa Rita n. 55.
-** Deseja-se saber quem e' o corres-
pondente do Snr. Dr. oaquim Antonio
Alvo. DitwU. _:j' ^__?______ _i_
Cear : na liwaria da pracajja Indepen-
ca n. 6 e 8. in,r
i'ti
Mfc
frecisa-se de urna ama, na ra do Trapiche n.
12, para casa de um estrangeiro.
10,000 rs. de al viraras.
Perdea-ae urna cari eir ae dia 11, pelas 11
horas da manha, da casa do Sr. Bento de Bar-
ros Feij, da ra Direita do Queimado, com
duas letras sacadas por Joo Baptista Fragoso, e
aceilespor Manoel Jos Lopes, urna de 370$810,
vencida em 31 de marco p. p., e outra de 116|490,
vencida em 30 de abril p. p., aceites, urna por
Severiano Bandeira de Mello de 2169000, outra
por Bento de Barros Feij de 108&000. ambas a
vencer; juntamente meio bilbete da 41 lotera
do Rio de Janeiro de n. 5853, assignado por qua-
tro pessoas, e alguna billietes de visita com no-
me de Lourenco A. Salazar Jnior : roga-se a
pessoa que aehar. o favor da a entregar na ra
da Cadeia do Recife n. 6.
Vai praca de venda pelo juizo municipal
da segunda vara desta cidade, no dia 13 do cor-
rente, depois da audiencia do mesmo, a armacio
do deposito da casa n. 14 do pateo do Terco, e
1 barril de vinagre, 6 garrafas de champanha, 2
meias e 25 libras de sabio amarello, por execu-
cao do tenente-corooel Justino Pereira de Farias.
No "* lt. na sala das audiencias, depois
de Onda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha de
arrematar o resto do espolio do ausente Francis-
co de Paula Figueira de Saboia.
No dia 14 do correnta, finda a audiencia do
Sr. juiz de paz do 2 districto da freguezia da
Boa-Vista, na sala das audiencias, tem de serem
rremaladai24 saccas com farinha e 2 ditas com
LOTERA.
Nao sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar matear ja o dia im,
preterivel da extracefio da segunda par-
te da nona loteria a beneficio da igrej'a
matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que ten, fi-
cado sempre com porcao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos achamos epela grande porqao de bi-
lhetes, meios e quartos das loteras de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os vapores sSo astucio-
samente vendidos contra as disposicdes
rremaiaaai z saccas com tinnha e 2 ditas com *-""* *juom iuums ciu ruinas; a tazen-
rroz de casca,penhoradas a Joaquim de Freitas da provincial e mais beneficiados visto
.eao dO Amara!, or piF.nirSn nita tho mnva 17a- .... ......
Leao do Amaral, por execuco que Ihe move Es-
tevo Jos da Molta.
Sem excepto.
Quem me avisa meu amigo e'.
Joo Casemiro da Silva Machado avisa a seas
devedores que nao Ibes vindo pagar at 20 do
corrente, o far judicialmente, desta data em
diante.
Offerece-se ama pessoa para meatre de
qualquer msica. Unto neala praca como fora
della por se achar habilitado, e j foi ueslre de
msica de guarda nacional de Olinda : quem de
seu presumo precisar, deixe carta fechada nesla
typographia, com as inieiaeg L. A. M.
Ningoem faga negocio com o pardo Manoel
Bento, morador em terraa do engenho Cumbe, do
termo de Iguarass, sobre os ciioulinbos Joo e
Antonio, roubados a sua senhora Anna Rosa de
Menezes, sendo que o crioulinho Joo fory> e
sua carta se acha langada em notas do tabellio
Portocarreiro.
Em praca publica do juizo dos feilos da fa-
zenda provincial se bao de arrematar os bens se-
guales :
Urna casa terrea de pedra e cal com 12 palmos
de frente, 18 de fundo, 1 sala, 1 quarto. cozinha
no interior, sem quintal, avaliada em 400$, a qual
foi penhorada a Inoocencio Xavier Vianna como
fiador de Jos Theodoro Gomes.
A renda annual do sobrado no largo do Paraizo
n. 49, com commodos para familia, a'aliada por
250J, a qual foi penhorada a viuva e herdeiros do
marquez do Recife.
Urna casa terrea no lugar denominado Santa
Anna, n. 32, tendo 26 palmos de frente e 51 de
fundo, contando 2 salas, 2 quartos, cozinba na
sala de detraz, quintal em aberto e um telbeiro,
avista do estado de ruina foi avaliada em 350$.
Outra casa terrea no mesmo lugar, n. 33, ten-
do 32 palmos de frente e 51 de fundo, contendo
2 salas, 2 quartos, cozinha fura, quintal, toda de-
teriorada, avaliada em 350$, as quaea foram pe-
nhoradas aos herdeiros do padre Manoel The-
moteo.
Urna casa terrea com o n. 19 na ra do Bom
Gosto, freguezia dos Afogados, com 18 palmos de
frente e 50 de funda, pequeo quintal em aberlo
em chaos foreiros, avaliada em 50f.
Outra dilide o. 21 na mesma rua.com 18pal-
mos de frente e 50 de fundo, quintal em aberto,
chaos foreiros, avaliada em 50$, as quaes foram
penhoradas aos herdeiros deJoaquim Caetano da
Luz.
A renda annual de urna casa com nm pequeo
sitio na ra dos Passos n. 39, com sufficiente cora-
modo para pequea familia, e em mo oslado,
avaliado seu reodimeoto em 72$, a qual foi pe-
nhorada aos herdeiros de Joo Baptista de Souza
Lemos.
A renda annual da olaria na ra de S. Migue),
n. 6, sobre pilares, coberta de tenas, com seu
competente forno e um quarto para pretos, em
bom estado, avaliada em 600$, a qual foi penho-
rada a Jos Buarjue de Macedo, por Manoel de
Souza Jardim.
Um carro de 4 rodas com todos os seus per-
tences n. 44, em bom estado, avaliado em 6002,
o qual foi penhorado a Augusto Ficher pelo Dr.
lao Lins Cavalcanti de Albuquerque.
A renda annual da casa terrea sita na ra Di-
reita da freguezia dos Afogados, n. 35. com 2
quartos, 2 salas, cozioha fra, quintal com cacim-
ba, avaliada em 96$, a qual foi peahorada a An-
tonio Yaz Salgado.
Um carro de 4 rodas pintado de verde, avalia-
do em 4008000, o qual foi penhorado a Augusto
Ficher.
Um sitio no lugar denominado Lucas, com ar-
voredos de fruclo, grande terreno para plantario,
a frente da casa de pedra e cal, em terrenas fo-
reiros do commeodador Jos Joaquim de Olvei-
r, avaliado em 250$, o qual foi penhorado a Luiz
Gonzaga.
A renda anoual de urna pasa terrea sita no Po-
to da I'anella, de n. 75. por 72$.
Outra de n. 76, por 48$.
Outra de n. 77, por 48$.
Outra na Casa Forte, de a. 4, em mo estado,
por 36$.
Outra no mesmo lugar, o. 5, em mo estado,
por 36$, as quaea foram penhoradas a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
Oa preteodeoWs comparecara a 10 boraa da
manha do dia 16 do correte mex de maio bb
sala das audiencias, que a ultima praca.
Precisa-se de um menino para caixeiro de
uma taberna : na raa do Codorniz n. 6.
O aBaixo assignado roga a todas as pessoas
que se julgar seus credores apresentar suas con-
Ua oa prato da Uaa da* para aeran pacas ; na
raa dos Marlyrios n. 36.
Domingos Pereira.
Pelo jalao de orphoa deata eidade sari ar-
rematado por venda o sobrado da rea da Guia a.
35, novamente avahado por 4:1601, no estado em
que ae achar, sendo a ultima praca na terca-fei-
ra 14 de corrate, no lugar do cottume, pelas 10
horas da maaha, por axecaco contra o finado
Jlo Alhanaaio.Dias.
Ama de leite.
Offerece-se para ama de leite ama mulher par-
da com bom leite e sem filho : a tratar os rus
da matriz da Boa-vista n. 35, primeiro andar.
CoDipanhia do Be-
beribe,
Nao se tendo reunido numero legal
dos Srs. accionistas para ter lugar a as
sembla geral anunciada para boje
ato novamente convidados os mesmo
senhores a se runirem no dia 1(5 do
corrente ao meio dia no escriptorio da
me?ma companha. afim de examinar
as eontas do semestre findo, approvar o
orcamento do semestre vindouro, pro-
ceder-se a elera o da nova administracio
e tratar de diversos negocios constantes
do relatorio do Sr. director, prevenin-
do-se desde ja' que na conformidade do
artigo additivo ao 16* dos estatutos, a
reuniSo tera' lugar com o numero de
accionistas que se runirem nesse dia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribe 10 de maio de 1861.O secretario
Uanoel Gentil da Costa Alves
Constando ao abaixo assignado que entre as
dividas da massa fallida de Maooel Francisco de
Mello, figura o mesmo abaixo assignado como
devedor da quantia daquarentae tantos mil ris,
adverte a quem quer que arremate estas dividas,
que nada deve ao aapradito fallido.
Joo de Santa Rosa Muniz.
Precisa-se de um homem portuguez que
queira ir para o mato, paga-ae bem : a pessoa
que quizer dirija-ae a roa Nova, loja da ferragem
n. 35, que se dir quem precisa. .
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
engommar e coser bem : a tratar na travessa das
Cruiesn. 12, no segundo andar.
Floris Antoine Francois subdito belga, re-
tira se para tora do imperio.
A agencia do va-
por de reboque.
Acha-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do MaUos n. 1, on-
de se rece bem avisos para qualquer servico ten-
dente ao mesme vapor.
Boga-se ao Sr. Alexandre Jos Gomes, mo-
rador nos Afogados que lenha a bandado de vir
concluir o negocio que o mesmo senhor nao ig-
nora na roa do Qneimado loja n. 52.
O Sr. Antonio Jos Correa, morador em
Olinda, venha resgatar os objectos de ouro e prata
que empenhou em 11 de maio de 1860, no
Tinta azul que fica prcla:
Vandem-se botijas cos a superior Uau nafe.
i. ata! ae eaerevar-se, e preta quande asan.
... r que erapennou em u de maio de 1860, no
em Vigor, anniquilando assim as nossas paleo do tergo n. 19, do contrario serao vendidos
loteras (em proveito de particulares) e Para pagamento do principal e juros,
em detrimento das urgentes nprctsrla. 4 44 *-- *--* ^\
Attenco.
em detrimento das urgentes necessida
des que tem os nossos bospitaes, reco-
Ibimentos de orphaos. matrizes faue se ,0s ,baixo "asignados previnem a todos os se-
3rl.om ni.; ia^, nm -\ nhores moradorea na praca dePernambuco eseu
achara quasi todas em ruinas) a fazen- termo, especialmente ao espeitavel coramercio,
da provincial e mais beneficiados visto assim como aos daa Alagoas, que negocio algum
como sua commisso insignificante como Jwm com os bens d0, Sr. Romulo Cornelio de
TTT j i "'*"*"' w"* Fanas, morador na villa do Passo, tanto em ven-
e em partes de loteras tao nenuenas e da* MmiirinniM oAmn hv^ih^.c *.. ,noom
. das coDdicionaes, cerno hypnthecas ou mesmo
,. yendas consumadas, sob pena de serem nuil as em
juizo, visto que os annunciantes acham-se de-
em partes de loteras tao pequeas .
que maiores nao podem se* pelos mo
tivos exnendidos aaaamtM a* Ami A* JU,Z0' T-9l 1ue os anunciantes acham-se de-
uvos expendaos sugeitos as despezas de mandando ao me8mo senhor em quantia nio pe-
empregados, imz, ly tographta listas, quena, e os bens possuidos nao chegam para sol-
annuncios e outros muitos e ale'm disto Ter dil08 i80*1-.
ao jogo toreado dos que sempre ficam Joaquim "o Souza^ilva Canha.
Villa do Passo, 4 de maio de 1861.
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pots a venda os bilhe-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praqa da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Chagas e no Recife ra da Ca-
deia n. 45 dos Srs. Porto & Ir mao.
Antonio Jos Rodrigues d Souza.
AraruU nica pura : na ra da Cadeia do
Recife n. 1.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DB. CASANOVA,
30-Rna das Crozes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos a acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada intelKgencia de qualquer
pessoa.
Sendo presentemente
Santos nejra o nico garanti-
dor de bhets^e 1 >teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Alves Guimar5es & C,
pedem en carecida mente aos seus deve-
dores que Ihe venham saldar suas eon-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem serao entregues a
eu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacSo para
que ninguem se chame a ignorancia.
Betel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
oecer comidas para fra
Aluga-se urna meia-
agua nos fundos da ra 4o Noguelra : a tratar na
ra do Queimado n. 53.
Precisa-se alugar asa negra para todo o
servico de urna eaaa de pouca familia ; na praca
da Independencia n. 36, ae dir quem precisa.
C. W. Comber e E. A. Ryder vo para a
Baha. ^ '^
Barroca A Medeiros sa-
cam para Portugal e Una de
S. Miguel
Antonio Joaquim de Mello divide a frente do
sea sitio entre as duas ponte da Magdalena, e
vende oa lotes de 33- palmos de frente, e um de
35, sendo esta o da esquina, e todoa com |00
palmos de fundo.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 :
mesma ra n- 40.
A companhia de estallara precisa de com-
prar cavallo para o servico da mesma: os pre-
tendentes que oa tivefam, dirijam-se mesma
companhia da* 10 hoiee da manha sSda tarde.
Quarlel n Campe das PHaoeaas, U de asaio da
ISIt _Na*elJofl Machado. townST
Ventura da Silva Boa-Visla, retira-se para
(pra do imperio.
O baste assignado roga a qeem aa jalgar acaba
saucredor apresentar suas cuotaa n* orase da 3
dias para serem pagas.-Ventura 44 Silva Boa-
Visla,
na villa do Cabo.
Aluga-se urna padaria bem montada, a no me-
lhor lugar de negocio por ser perto da estaco da
via-ferrea ; quec iretender, dirija -se a mesma
villa, a tratar no .tnazem do Machado.
iltenfo.
Precisa-se da quantia de 3:000 a 4.0005000
a premio sobre bypotbeca em predios nesta pra-
ca, e em boas ras : a pessoa que quizer fazer
este negocio, annuncie a sua morada para ser
procurado, ou em carta fachada nesla livraria ns.
6 e 8, com as iniciaes P. C. A. A. L.
Leiam todos.
A viuva Dias Pereira & C pede mu respeitosa-
mente aos senhores devedores de sea estabeleci-
mento de calcado da roa da Imperatriz n. 16,
que venham pagar as importancias de seas dbi-
tos deotro de 15 dias, a contar de hoje 10 do cor-
rente ; e adverlem mais, que depois deste praso
todas as eontas sero entregues a um procurador
para as cobrar judicialmente.
Joao Corma de Carvalho, el- G
faiate, participa aos seus nume- <
@ rosos freguezes e amigos que mu-

dou a sua residencia da'ra da
Madre de Dos n. .".6 para a ra #
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encontra- !
rao prompto para desempenhar
qnalquer obra tendente a sua 5
, arte.
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano, um
bonito mulatinbo de 12 annos bom co-
Eeiro excellente para pagem, urna mo-
ilia de mogno e Jacaranda' : na ra
Imperial n. 1.
Jos Nunes de Paula em liqui Ja-
cao, avisa a seus devedores que hajam
de satisfazer seus dbitos ate' o fim-do
corrente mez, do contrario os que o nao
fizerem serao chamados a juizo. Recife
10 de maio de 1861.
Precisa-se de urna ama para cozinhar o
diario de urna casa de pequea familia ; na ra
estreita do Rosario n. 4 se dir quem precisa.
Quem tiver e queira vender nma volta de
peroles com cruz e roaeUs de brilbantes, dirja-
se a ra estreita do Rosario n. 4, que ahi se dir
quem pretende comprar.
Aluga-se um preto forte e robusto, proprio
para qualquer servico ; quem pretender, procu-
re na ra larga do Roaario n. 18, no terceiro
andar.
Aluga-se ema sala e alcova, es ra da Ca-
deia o. 17, pxlmairo andar : a tratar na loja do
mesmo.
Dominios Pereira, tendo contratado a ven-
da de sua taberna sita na raa de S. Goncalo n.
25, com o Sr. Joo Marque de Soasa Coutinho,
tooa a pessoa que se julgar com direito a dita
taberna por debito ou ootra qualquer cousa que
faca duvida. poder reclamar nestes tres dias, a
contarda data deste, fiados es quaes ficar da
nenhum effeiln qualquer reclasaaco. Becife 11
de maio de 1861.
R
---------------* ^r^m mj <> ^ ^w apaa
Relogios.
Vende-so em casa de Johnston Paler & C. *
raa do Vigario n. 3 um bello sortiment de
relogios de ouro, palete inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama variedade de bonitos traacelins para os
mosssos.
Ceroulas francezas.
Vendem-ae superiores ceroulas trancadas de
ilgodo a 18? a duzia. ditaa de linho multo finas
a 889 : na raa do Queimado n. 22, oa loja da
toa f.
Calcas de briin.
Vendem-se calcas de brira branco fino de li-
nho a 59000 cada urna, ditss de dito de cores a
3S500, ditaa de ganga frsnceza escara a S$, ditas
de dita amarella a t>500: na raa do* Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem -se superiores paleto! de panno preto
a de casemira de cores escuras, obra trncete,
bem forrados e muito bem acabados, polo bara-
tissimo preco de 209 cada ua ; na ra do Quei-
mado n. 23, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/3
vara de largura propria para vestidos, pelo bara-
tsimo prego de 800 rs. a vara : na raa do Quei-
mado n. 22, na loja da boa fe.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linbo liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Bonets.
Vendem-se superiores bonete de marroquim
para meninos, pelo mdico prego de 35500 cada
um : na ra do Queimado n. 32, na loja da
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baratissimo preco de 68
cada um : na raa do Queimado n. 22, loja da
boa f.
Guardanapos nara mesa
a 3J rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22. na
loja da boa f.
OS MISTERIOS
OA
CIDADE DA BAHA
roa
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-e venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da praca da Inependencia a 1 jOOO.
Pos de arroz.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Csbug n. 1 B,
vcadem-se massinhos grandes dos mais finos pos
de arros por baratissimo preco de 500 rs.
Quadros de santos imto lindos.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
recebeu-se os lindos quadros de santos que se
trocara por 1$.
Cintos a 1#000.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
vendem-se lindos einlosde marroquim, pelo ba-
ratissimo preso de lf. v
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potssa
do Rio de Janeiro, por menos preso do que ero
outra qualquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 34, de A. J. T. Bastos & G.
A 1^000
a lata com duas libras de excellente mermelada
nacional ; na praca da Independencia n. 32.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, exiate um bom sortimento de 11-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveis.
4,500.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Ponas o seguiote : carrosas para bois
e cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega,
ditos de mo, torradores de eaf com fogo, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrosas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer ootras obras ten-
dentes s officina de ferreiro e carapins, e alu-
gam-se tambem carrosas.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pisho
por presos razoaveis.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia do ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho prele, azul e branco asse-
tioado, que se vende por baratissimo preso de
-2,500 rs. a libra s na sguia branca.
apra
s.
Compram-se escravoo do aexo masculino de
12 a 20 annos, cabres ou negros aa raa da Impe-
ratriz a. II loja.
Compram-se moedas de ouro de 20* : no
eseriprorio do Manoel Ignacio de Oliveira 4 Pi-
i tratar na lhj>!_pMca_doJjorpo Santo.
Vendas.
Cascarrilha.
Na loja da guia de ouro, ra
do Queimado u 1B
,-.M "*?' ** Wrtt aocommenda,
es lindas fita de eaacamlha de lindas core pro-
pias para enfeile de veatido, que se vendem oor
--prooeo2|00fla peca.
Gaz para candieiros.
J ebegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprioa
que se vendem por muito baixos presos : na ra
da Imperatriz n. 13, loja de Raimundo Carlos
Leite & Irmo.
Vendem-se diccionarios inglezes, de Viei-
ra, oa diccionarios fraocezes, de Fonseca a Bo-
quette, e a arle franceza de Burgain : na ra da
Cadeia do Recife n. 45. esquina da Madre de Dos.
/toa do Amorim n. 48.
Vendem-se ceblas novas e grandes a IgOOO o
cento.
Pentes de todas as qualidades
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n IB,
chegado um completo sortimento de pentes,
tanto de borracha como de bfalo, que se vende
por presos que admira, assim como de tartaruga
para alar cabello, de liodea gostea.
Contra calos.
Chegaram de Naotee as afamadaa e deeejadas
botinu inteirisas. fortes e muito maciaa para ali-
vio de quem aotlre de cales : na loja do vapor,
ra Nova n. 7.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife m. 12, ha para vender a ver-
dadeira poteesa da Russia. nova o de superior
qusudado, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por presos mais baratos do que em
outr qualquer parte.
Toalhas para mos
a 61 a duzia : aa roa de Queimado o. 22.na leja
da loa fe. .
Guardanapos de linho
muito barato.
A
\
\
Vandem-se guardanapos de linho da florea com
r, pequeos defeitoa a 3 a duzia. ptimos polo pre-
- ce e qoaHdade, para o servico diario da qoalqoar
ir casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero lf.
t
\
I



T
i.,.i,*iUJ
MMttO 31 fWMMMItt. w iXRflk 114 14 HHIIO D* 1*51.
_ A4,dinheiro avista.
2 JJL,% H I** m frnte o

4 fama rompa.
Os barateirts *a Itja
Encyclopedica
DI
Guimardes A Villar.
[Ra do Crespo numero 17,
Receben continuadamente da Europa
sedas, cambraias lias, chapelinaa de pa-
Iha e deaeda para senhoris, manteletes
pretos ricamente bordados, dito* de co-
res, fahidas de baile,mu a balao de di-
versas qoalidadea, saias bordadas de to-
das as qnalidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites da
diversas quadades para cabera de se-
nhora!, *spattilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para honiens
patetols, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, ealgado Malie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quera duvidar t ver
Quera duvidar t ver
Quem duTidar r tSr.
Lavem dinbeiro
Levem diuheiro
Levem diaheiro.
nnvnvmn* mv IHmiMTNnf At
^ViDhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradia.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em eaixas de ama duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Algodao moDstro
de duas larguras a 800 rs. a Tara : na roa do
Queimado n. 22, na loja di boa f.
A 160 rs. o covado.
Cassas lisas finas de lindas cores com 3 1(2
palmes de Urgura, muito propria para roupao de
aenhora e vestidos de menina, pelo baratissimo
prego de 160 rs. o covado ; na ra do Queimado
o. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de tinao bastante incorpa-
do, com duas vara* d| largura, pelo baratissimo
prego de 29400 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 29500; na ra do Queimado n. 22,
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatinhas estreitas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo prego da lg: ua ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2*600 a vara ; na ra do
Queimado b. 22, na loja da boa f.
Cera-de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
que ha nesle genero : na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 50.
Sal do Ass.
A bordo do pal haba le Garibaldi ; a tratar
com Tasso Irmos.
Milho e farello a
3:000 rs
Vende-se farelo em porgo a 3g o sacco e a re-
talho a 39500, milho a 3ft2o0 : na travesea do pa-
teo do Paraizo ns. 16 e 18, casa pintada de ama-
relio.
Vendem-se dous predios na freguezia da
Boa-Vista, chaos proprios, livres e desembaraza-
dos, a saber : 1 casa terrea na roa do Monde'go
n. 17, e 1 olari na Iravessa dos Ceelhos o. 1 : a
tratar na ra dos Martyrios n. 36.
Vende-se muito barato genebra de Hambur-
go rerdadeira, dita da trra, espirito de vinho
purificado, dito commum, Tinho de caj de va-
rias quslidades, sabo branco medicinal, dito
Commum de varias quslidades, garrafas brancas
rancezas, cap e tarops de diversas fructas:
na ra Nora de Santa Rita n. 65, fabrica do
Franca.
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca receben noTos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ver-
deado a 49 cada um ; na ra do Queimado, leja
d'aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
_ Mnteiga ingleza flor a 1$ a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 19400, paseas novas a 560,
concervas francezas e portogaezas a 700 rs. o
frasco, toueinho de Lisboa hoto a 320 a libra,
Presuolos novosa 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas quslidades a 19400. charutos suspiros 4g a
cana, touciaho de Sanios a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1 a
lg500, rap Gasse da liahii a lo bote, cognac a
9S a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5g500a duzia, cha hyssou a 29500 a libra,
Tinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas trnce-
las e portugaetss a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia Branca, firme ho sea proposito
de barateirs, eat vendando mui novas e bonitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a 1 o par ;
a ellas, antea qoe se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixiohas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'agoia branca recebe moi bonitas cai-
xiohas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cojos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras uaam dellea
quando leem de sabir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixioha 2J, e barato peta su-
perioridade da qualidade, alea de seren mui
noTos como sSo, oque os torna preferiris: rea-
dem-se na loja d'aguia branca, rui do Queima-
do n. 16.
Os lindos enfeites
para cabeca,
s na loja da a guia de ouro
n. 1B. -
aio chegados os lindos enfeites da Talludo a vl-
dilho, ultima moda, fue se vendan por 9009.
La fina para bardar.
A fofa 9egnla Branca receben um Boro sertl -
ment de lia de bonitas e diversas corea, a pan
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a 7# a libra,o qne em outra parle se nao acha,
anda asim fiaa : s aa reta iTagaia branca, ra
do Qaeimsd B. 16.
A PRIMAVERA
Ii6~Ria te Gideia te Recife-.6!
LOJA DE MIUDEZAS
DI
[Fonseca&Silva.i
Agua do Oriente a 19380 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
29. dita de Cologne a JCJ600 4$ a gar-
rafa, Qtas da velludo abarles de todas
aa larguras por pregoa baratissimoa que
a vista das amoatraa se dir, ditas de
aada tarradas de diversa* larguras,
franjas de differentes quslidades, ba-
ldes para punhoa de bom gosto a 320
te.. Bengalas superiores de 1 a J}800
Bada urna, apparelhoe de cha para brin-
quedos de enancas a 1, 2, 3 e 4, ditos
de porcelana proarias para dnas pee-
l soas a 6g, jarres com pomada par a 39,
pomada em vidros de 800 a 1} um, tin-
teiros pira treaer no bolso a 400 rs um,
caisaa transparentes para rap ama 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos domados a 1. luvas de aeda para
hornern e aaohora a 800 re. o par, aaco-
vaa Unas para roupa a 1 urna, ditas
com espalhoe a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 29500 par. figura com
Unleirose arierro* um 500, 800 e l,
ricas caixinhaa de vidrea com espe-
Ihos contando perfumarlas a 29500 cada
nma, naeios aderecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100,120 e 160
rs. a groza, sabo leve a 160 rs. um,
peales de saasss em caixinhaa a 600 e
800 um e a IgiOO dos Tiradas, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caetas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparinas a 600 rs. a duzia,
botoea de todas as qualidade para col-
letes a 840 rs. a duzia, lavas brancas
para hamaca com pequeo defeilo a 160
rs. o par, botoes de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xiohas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 1J200 a duzia, pecas de bico de
10 varas de 600. 800, 1, 1S200, 1*600,
f$S00 e 2s> a peca, macass parola a
240 re. o frasco, sapatinhos de la a 400
rs. o par, condeces, bala ios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 15 cada um, ditos do chili a 4fl cada
um, spatos de tapete para homem
senhora a 19 o par, ditos de pelucia a
1*500 o per, eaixas com vidro e espe-
Iho para sabooete a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos doqueem outra qualquer parte.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os asee est Tendeado
pelo baratissimo preco de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais pefeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a li>600 e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, propriaa para os
meninos e meninas que servem de arijos as pro-
cissoes ; tem brancas, de listas, de fiorzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
J ehegott o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C de New-York Acham-se
venda na ra da Imperarriz n. 12. Tambem che-
gara ra as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja corar os
quaes se vendem a lOOO.
Pechinck
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de avaria.
Pecas de cambraia lisa com 8 1(2 raras a 2?}500
e >eOuO
Ditas de algodaozinho americano com 14. 16 e
20 varas a 2, 2J590. e 3$5001impo.
Chitas fraecezas, lindos desenhos e eores fixas
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhas, corado, a 240 rs. *
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Howie
(6C.
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 43l
SABA.
Joaqulm Fraocisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposlo venda sabo de sua fabrica denominada
Reciteso armazem dos Srs. Trarassos Jnior
a. C, na ra do Amorimn. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualdades por menor
prer;o que de outras fabrica. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de relss de carnau-
ba simples tem mistnra algoma, como as de
eomposicao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores eharatos de Havana, veode-se por
81000 o ceato, na armazem de Francisco L. O.
Aaeredo, ana da Madre de Bous o. i2.
Armago para loja por
qualquer pre^o
Vende-se na ra da Imperatriz n. 16, orna t-
naci para loja, com vidrasae balcao, flieiros,
etc. : para ver e tratar na mesma casa.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
A $|000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, vendendo-sa por est preco
por ter sgaos messos com pequeo toqne de bi-
cho : no largo da asamblea b. 15, trapiche
Barao de Lirramente.
#!

Importante
Aitso
Na leja de4 porlae da roa do Queiaaado o. 38,
acba-se um grande armazem com todo o aorti-
manto de roupas feitas, para cojo fita tem mon-
tado urna officin de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfelto meatre viodo de Lisboa, pa-
ra deaempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas ae pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exerefto.
Faz-se fardas, fardes com superiores prepares
e muito bezo feitas, tooabem trata-aa fazer o far-
damento todo completa conforme ae usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flguriaoa que de
l vieran ; aljn disso faz-se mais casaquinhas
para montarla, frdelas ou jaqueta, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantea de esta-
do raaior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
esiylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoip, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem ferio e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
reio o mostr, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
peri mentar.
Mais que Pecliincha!
Aletria. talharim e macarrio a 400 rs. a libra:
rende o Brandan, na Lingoeta n. 5.
Fitas de grosdenaples
era perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branea vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estrena [qne as
torna mui mimosas a 800 e 1} a rara, precos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criancas, lagos
para cortinados, fronhas e muitas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abate : na ra
lo Queimsdo, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmio recebe-
ram pela bar-
ca Ca riss a v in-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhora dos
com no tos
a perfe i coa-
mentos, fszendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as meamos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as corea tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
1EL0G0S.
Vende-seom casa de Saundres Brolhers de C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brieaute Roskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excorente gosto.
Varwi^W 'rwvilv#wwefBW Ttewrfr*&J&
Fazendas baratas 8
Por preco fixo.
H Vende-se moreantique de quadrinho a |l
1$ o covado, grosdenaples de quadrinho a 5
19400 o covado, liazinha de seda duas lar- II
guras a U o covado, cassas muito finas de S
cores a 640 e 700 rs. a vara, brilhantioa f
branca com duas larguras a 300 rs. o co- <
vado, chitas francezas finas, claras e escu- f%
ras a 280 rs. o covado, saias balao muito |
boas e commodas para senhoras a 5j) e S
meninas a 49, camisas de linlio para se-
nhoras a 6^. sabidas de baile e theatro a 3
15$; do-seas amostras: na ra di Ca- I
deia loja o. 23 de Gurgel & Perdigao.
Roupa leita
Camisas braceas e de cores muito finas
a 2J, paletots de panno preto a2O0 ditos
de casemiaa pretos e de cores superiores
a 20$, paletots de brim de lioho branco
superior a 4$, chapeos pretos forma mo-
dernas a 8#, grvalas de cores de seda e
pretas s 5C0 e lf. Existindo urna peqoena
quantidade destas fazendas, vendem-se
por estes precos nicamente para acabar:
na ra da Cadeia loja n. 23 de Gurgel &
PerdigSo.
Agua ingleza
de Lavander a mil res o
frasco.
Vende-se na loja d'agaia branca rerdadeira
agua inglesa de Lavander, superior a tedaa as
outras, a 19 o frasco : aa loja d'agaia branca,
roa do Queimado n. 16.
Graxa econmica
para lustrar calcados,
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de lonja a 640 e 800 rs. cada um. A so-
periorMade de tal graxa j conhedda por quem
tem nsado della, e ser mais por aquelles quo de
boto comprarem. Ella serr igualmente para
amaclar e conservar o coare, e econmica por-
que o lustro dado cam ella em um dia, comwr-
ra-se por 3 e 4 sem necessidade de ora graxa :
A 6^000.
..v,Dde>"" }!8?eo : da
lmperatnz r. CO, laja de Gama Silwfc -
La para bordar.
Na loia d'agoia de owra, ra doCabug d.IB,
Tonde^elaa muito fina palo baiatiaaimo proco
de fij a kbra. r
PINDICiOLOWMaW,
Bu it Seizallx Rtva .,
bbU eaubelacimento eMaB ahaveram
P*Bto sorti mob te da moendas eme i as Badea-
das para enger ho, machinas da vapor a taixat
le farro batido a coado, da todos os tamanhos
pin tito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no sea depo-
sito da ra da Moeda I. 3 A., um grandesor-
monto de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicha
n. *.
Loja das seis portas en
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas da
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4J, ditos de fustao de cores a 4|,
Sia-i e* Umenn *S, ditos de brim pardo a
ii ... e alD,ca Preta saceos e aobrecaaacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de lioho aa maia mo-1
per as a 200 rs. cada urna, collarinbos de linbo >
da uluma moda, todas estas fazendas se rende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da ooite.
A 1#000
a lata com 11)2 libra da superior mermelada im-
perial ; na praca da Independencia n. 22.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadriohos muito bem feitos, proprios parad
campo a 4$ cada um : na ra do Queimado n.
23, na loja da boa f.
E pee hincha.
Pegas de medapolo avarlado a 1*. 29, 2*500
cortes de riscado francez a 29, covados do mes-
mo a 180 rs. : na ra do Queimado n. 44.
Queijos do vapor.
Vendem-ae de 1*800 a 2* : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa pintada de imarello.
Palmatorias
de latao para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de latao para velas a
400 ra. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Arados americano e machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & G. ra daSenzala n.42.
Papel" para forro de sala.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
em para vender papel de lindoa goatos para for-
tar sala, qoe se vende muito barato.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16$ cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao pouets.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 58 : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos rodeados para segurar cabello de
meninas, e os est rendendo a lfl500 : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado d. 16.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S.rendem-
seporpregos baralissimos, para fechar centas :
chapeos do Chille para homem e menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de qaadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas corea escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de boos gostos a 240, organdys
muito fino e padrea noros a 500 rs. o covado,
pecas de estremeios bordados finos a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 39, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a rara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletots do panno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 29500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, todo a 59,
cortes de eassa de cores a 29, pecas de madapo-
lao fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por senos do sea valor
oara acabar.
Vende-se ou permnta-se por propriedsdes
nesla praga um engenho distante desta praga 10
leguas, e da estrada de ferro cinco leguas e meia
ao embarque, bom moedor com agua, bem obra-
do e com utencilios promplos para colber gran-
des safras, grande varzea de barro massap e pal
para safrejar-se, muito bom cercado, boas matas :
quem pretender dirija-se a Manoel Aires Ferrei-
ra, raa da Moeda n. 3, 2 andar.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
reeebea-se de sua propria encommenda os boni-
tos oleadoe de lindos padroes, que se rende pelo
baratissimo prego de 29 e 29500 o covado.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Caigas de ganga muito fina e bem felfas 39.
Ditas de meia casemira muito finas 2$500.
Ditas de varias fazendas qne nao desboto 29.
Colletes de relludo, gorgurao, setim. por pre-
gos que de barato admira 9
Caigas da casemira preta 1
Paletots de merino preto 7|.
Ditos de ganga de quadrinhos 29.
Vende-se urna mobia e um escravo.
Urna peasoa que se retira para a Europa, ren-
de sua mobilia decente, um laboratorio de chi-
naca, e am mulatinho de 12 annoa, de bonita
figura, bom copeiro, e exccllente para pagem :
Caixas de tarta-
No vos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'agaia branca acaba da recebar pela Bl-
umo rapor fraocez ama peqaeaa quantidade de
nfeitea de velludo os mais modernos a booitoi
Job aqni tem rindo, e de seu contorna est ven-
anda mui baratos a 109 am ; por isso 41-
rijam-ee logo a dita loja d'aguia branca, raa do
Queimado n. lo\ antea que so acabem.
lid
iODrA FEITA anda iais baratas.!
SORTIMENTO COMPLETO
Fazeadas e obras feitas.!
a
ruga
* ^* 9a* dapoaite estar alerto todoa oa dias dea'.
Na loja da aguia de ouro ra r^iu!"^**:?
do rXtsrA i r Capellas fina* para noivas
eheaado^aV^L^T^. ... ^2*ft^.!=_!!-?"~. *
ebegado as lindas ceixea da tartaruga para
rap, qoe ao vendem por baralisiimo proco 3a,
assim como de bfalo mallo finas a 19000, ] J200,
oa loja Aguia de Ouro, na ra do Cabug.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges & Basto!
NA
Hua do Queimado
u. 46, frente amarella.
Constantemente temes am grande e Ta-
ado sortimento de sobrecasacas pretas
W** e de core8 muil fln<> 289,
WJf, 22g e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149. I69 e 18, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panBo a 589, 30J e 359. sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 159,16$
o I85, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IOS, 12 e 14$, calcas pretaa de
casemira fina para homem a 89, 99, 10|
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 89,
9 e 109, ditas de brim brancos muito
aa a 5$ e 69, ditas de ditos de cores a
39. 395OO, 49 e 49500, ditaa de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
braceos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fustao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecaaaco a 7$, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
(as pretas de merino a 49500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditoa
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 398OO e 4$, colletes de rel-
iado de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 e 16, ditos de
. casemira sacco para os mesmos a 69500 e
*79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos -a 5$ e 59500,
calcas de casemira pretas e decores a 69,
??500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a',329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina deal-OK
faiate onde mandamos executar todas as X
obras com brevidade. ||
Ceblas a 1#200 o cento.
Bolachioha ingleza a 160 rs. a libra, toueinho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes n. 24, esquina da traressa do Ouridor.
I A'PRIMAVERA
SWRa da Cadeia doRecife-162
LOJA DE MIUDEZAS
I Fonseca Silva.
Bandeiginhas redondas para um copo
d'agua a 400 rs. cada urna.
Barretes de retroz cora vidrilho para se-
nhora e menina a 19 cada urna.
Latas para cha a 500,800, 19500 e 2$ ca-
da urna.
Tesouras Unas grandes a 500 rs. cada urna.
Limas em caiza para unha a 320 rs. ca-
da urna
Lonetas de metal a 400 rs. cada urna.
Agulhas de mariar de diversos tamanhos.
Camisas francezas a 1J500 rs. cada urna.
Papel amizade pacote de 100 folhaia 600 ff
rs. o pacote. %
Liquidaco
Na loja de fuoileiros, na ra estreita do Rosa-
no n. 10, confronte a padaria dos Srs. Poociano
a Salgado, vendem-se todas as obras de folha
de Flandres, consistindo em bahus, bacas, bu-
les, regradores, flanlres para assucar de todos
os tamanhos, ditos para maoteiga de 8 libras al
li2 quarta, cocos, candieiros, formas de bolos,
chaleiras, cuias para farinha, e outras muitas
obras, tudo sem feitio, por querer seu dono aca-
bar com o negocio ; tambem se vende a armago
da dita loja, ferramentas e o mais tendente
mesma ; assim como pede-se aos seuhores que
sao devedores dita loja, que venbam saldar
suas contas no prazo de 8 dias, a contar desta
data. Recife 11 de malo de 1861.
Aos senhores marcineiros
Vende-se urna porgo de taboas de cedro de
muito superior qualidade por prego muito com-
modo : os pretndeteles podero ir ver no arma-
zem da Companhia Pernambucana, que l acha-
ro com quem tratar.
IMALOJA.
Veade-se a armacio de nma loja que foi de
ferragene, na ra Direita n. 64, ama das melho-
res localidades para qualquer um estabelecimento
que se precisar, por prego muito commodo : na
ra Nova n. 20, se achara com quem tratar.
Vende-se ora par de bancas, ama mesa pa-
ra eacriptorio, todo de amarello, um toucador de
Jacaranda : a tratar na ra do Aragao n. 32.
Vende-se ou tluga-se urna armacao para
loja ou outro qualquer estabelecimento. em 0-
lioda, ra do Ama-aro, ao sobrado do beceo que
sane para a Misericordia ; a tratar no mesmo so-
brado.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Catug n. 1B.
Vendem-se massinho de coral muito fino a 500
reia o masso
Gelo.
A dinbeiro sim, fiado, nio,
Veade-se gelo na anliga deposito da roa da
Sanzalla, pelo prego de 49000 rs. a arroba, o a
160 rs. a libra, a declara- aa aoa eom piado res.
ib a dapoaite estar abarlo todoa oa dias das 9
a da macha aa & da tarde.
das eapellaa da florea finas papa as noiva, a
est Tendeado a 9 a a 8, canforea o sea pre
psito de barateira Iota d'agua branea, ra do
Queimado n. 11.
icaba de]
chegar
ae novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados a fazendas e todos II
esles se vendem por pregos aullo modi-
fleados como de seu eostume.assim como
BSMm sobrecasacos de superiores pannos
LVS08 ^ D<,1* ullimos flgurinoB a
269, 8, 309 e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18J, 209 e a 249
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padrees a 149.169, J89.209 e 24
ditos saceos.des1 meamaa caaemiras de co-
res a 99. 109,129 e a 149, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
ce sarja de seda a sobrtcasacados a 159
ditos de merino de cordao a 11$, ditos
de merino chioez de apurado gosio a 15
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a !<*
diioi saceos pretos a 49, diloa de palha d
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 35500 49
e a 49500, diloa de fustao branco a'4
grande quantidade de caigas de casemira
preta e de cores a 79, 8, 99 e a 10, ditas
Bardas a 3e a 4#, ditaa de brim de corea
finas a SS500, 39, 3*500 e a 4. ditas de
brim brancos finas a 49500. 5J, aOO e a
t>9. ditas de brim lona a 59 ea 6J, colletes
de gorgurao preto e de cores a 5 e a 6
ditos de casemira de cor e prelos a 48500
e a 59, ditos de fustao branco e de brim
a 39 e a 3*500, ditos de brim lona 4?
di los de merino para lulo a 49 e a 4*500
caigas de merm paia lulo a 4500 e a 5J
capas de borracha a 99. Para menins
de todos os tamanhos : calgaa de casemira
prefa e da cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditas
oe brim a 2J. 39 e a 39500. palelota sac-
de cor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 129 ea
14, ditos de alpaca treta a 59, bonete
para menino de todas aaqualidades. ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babados lisos a 89 e a 12g. ditos de gordu-
ra" de cor e de la a 59 e a 69. ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
azendaa e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
aade; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua prompiido e perfeigao nada dei-
xa a desejar.
- Vende-se papis cora estalo parasortes, <
mais ricos gostos chinezes, amendoas, bomblos
francezes1 para os mesmos ; na ra da Senzalla
Nova n. 30.
Em casa de Mills La-
tham &C, na ra da Ca-
1 deia do Recife n. 52, ven-
de-se:
Vinho do Porto e Xerez
| engarrafados de muito
superior qualidade.
| Dito de Lisboa tinto e
I branco em barris de 5-
Cerveja preta em barri-
J cas de 4 duzias e 8 du-
zias de \\% garrafas.
| Tinta preparada a oleo.
Ferde de Paris,
Dito composts,
Azarco.
m
f5>

s
i
Milita ltenlo.
Vende-se o engenho Macaco, sito na freguezia
do Pao d Alho, moente e crrente, e com propor-
goes para safrejar 2,000 paes aonuaes: quem o
pretender, dirija-se ao engenho Ramos, na mes-
ma freguezie. a tratar com Diogo Soares C. do
Albuquerque.
Escrayos fgidos.
Est fgida desde 4 do correte a negra
Benedicta, que foi escrava do Sr. Salustiano de
Aquino Ferreira, alta e fula, levou vestido de
cassa com babados j desbotados e roupioho dif-
ferente, e chales encarnado j bastante velho ;
recommenda-se aos capites de campo e compa-
nhia de pedestres que a apprehendam e levem
ra da Senzala Velha n. 94, que serio recompen-
sados.
Fugiram do engenho Bom Sajcesso da fre-
guezia d'Agua Preta no dia la de Janeiro do cor-
rente anno, o escravo Hilario, crioulo, de idade
25 annos pouco mais ou menos, altura regular,
corpo grosso, rosto comprido, barb nenhuma,
muito regrista, cOr paluda e rendido de urna veri-
lha : no dia 22 de margo tambem do correte an-
no o escravo Vicente, mulato, de idade 22 annos
pouco mais ou menos, rosto redondo, barba ne-
nhuma, nariz chato, cor paluda, cabellos carapi-
ohos, aliara e groraura regalares, falla desean-
cada, muito viciado no fumar, defeituoso de urna
perna per hare-Ia quebrado qasodo pequeo:
pelo presente roga-se a qualquer autoridade po-
licial, capjiao de campo ou pessoa do povo que os
apprehendam e cooduza-os ao engenho cima ao
lente Antero Aprigio ferreira da Coala ou Bes-
te praga ao seu correspondente Malarias de La-
gos Ferreira Costa, morador na ra Direila n. 21
primeiro andar, quo generosamente se recom-
pensar.
No dia 7 do correle desappareceu viudo da
praga do Dr. juiz de orphaos o eecraro Florencio,
de nagio, com idade 4 annos pouco mais ou mo-
nos, estatura regular, um pouco chelo do Corpo,
ps um pouco groa, oora peuca barba, um tan-
to calvo pelo uso de carregar, o qual perlence ao
ausente Francisco Augusto da Costa Guimares:
quem o pegar, leve-o rua de Hortts n. 22 casa
do curador do dito ausente.
Est fgido o preto de nome Luiz, crioulo,
estatura baixa, idade 30 a 36 annos, tem umaci-
catrii na face directa,, barbado, denles limados,
pernas pouco srqueadas : ^uem o pegar leve-o a
seu senbor oa ra das Cruzes o. 36, V andar, que
ser recompensado.
Acha-se ausente da casa de sua senhora, o
eseravo AntonioLui*, de nagio Angula, estatura
ordinaria, os pe> um pouco incoadas, coslema
fallar sosinho, is(o &, rumuagando sempre ; (em
os olhoa amarellados e olhar espaotadigo.
Quem o encontrar e quizar poga-io, ter a bon-
dade de o levar a ana seniora na wa do Cba-
g n. 9, qoe so recompensar.
Ausentou-se a% cada de seu seakor o escra-
y preta da naaae Jalo Cisarts, mato conhecido
por Cesario simpleamMte ; eatatBr'TiegB*at, ma-
gro, d rosta OeaafrMe. pwwa Barba, bigode.
testa grande, taalhe pard #eatre, 4 eosinheiro e
ftpaiaro; vivo, iBS*lMeaiek Mgeire no andar
aH e parece crioulo por lar rindo ertanca. Q\im e
appreheaUor aera ganerosamenta graflcido, le-
vanda-e a ra a Cadeia do Recife ft. cu ca
Capuoga, sitio graaje da Sra. liara Lasarte.
^. v


..
(8)
=
DIARIO M MURAMBCO. TUgA FURA 14 DI MAO 56 1811.
Litteratura.
OS AKOS DA INGENIA.
Seenas 4a vida theatrctl.
Romance indito
POR
Henrique Hurger.
vui
(Cootinuegio.) '
U coio Nm Tjnhn ver a lha urna ou duas
ie/es por anuo. Ess 13 risitas deviam rodear-se
de brandes precauces, pois a condessa soubera
fazH-pesqtrizas para descphrir o retiro onde seu
marido bavia octulto a tira memoria de um mor
ao qual bem senta que ella tlntaa permanecido
tiel. Ainda que seu casamento o houvesae feilo
apparentemente, sanhor de um grande cabedal.
o conde, cojas menores acedes eram suspeitas
para a mulher e moemente para familia desta,
cao tinha a admioistracao dos bens, e nao era
sera dilTiculdade que poda subtrahir lodos os
anuos urna pequea somma deilinala a augmen-
tar os Traeos recursos de Domenico. Eisa iro-
possibilidade em que se achara de poder assegu-
rar o futuro da Bina, era o maior cuidada do
conde.
Tu s velho. dzia elle s vezes ao pobre m-
sico ; o que seria de Nina ae lo lbe viesses a fal-
tar?
Tranqnillise-se, senhor,responda esle com
um assomo de Certeza spaixonada ; cada anno
qne e cu d a nossa querida menina, tira de
mim um dos que j me furam concedidos. A Pro-
videncia Tio-nos, e a Senhora do Paraizo, sob cu-
ja proteccao est a pequea, nao ha de permitlir
que ella Qquesem amparo. S morrerei quando
minha vida tornarse intil, eentao tudo ir bem,
acresceotou elle com simplicidade.
Estas pareciam corresponder a urna esperance
que o conde deizra que o velho servo entreviste.
De natureza terna alma de poeta e corago infan-
til, nao poda elle crer na duragio de paixoesque
eternisam o odio, e pensava que com o tempo a
condessa que era mais idosa que elle, poderia es-
quecer o passado e perdoar a existencia do ser
innocente cujo nascimento fra to cruelmente
vingado.
O conde nao exsgerava a esperanga atsuppr
que sua mulher Ihe permittiria um dia reconhe-
cer-lhe publicamente ; mas pensava que ella ha-
via de tolerar urna paternidade directa, urna pro-
lecgo oficiosa, que talvez ella propria parlilhas-
se, em expiacao do crime que fizera urna orpha.
Infelizmente esse sonho nao poda realisar-se
com a condessa. Nani, urna daquellas naturezas
cojo orgulho obstinadamente vingativo considera
a indulgencia como urna cobarde fraqueza, e que
em riscos de envenenar a vida inteira, achara um
amargo prazer em cultivar a venenosa planta do
odio.
O conde teve dentro em pouco occasio de ver
que sua mulher nada tinba esquecido.
Como desenhista hbil, havia elle feto, toman-
do a filha por modelo, um retrato no qual achava
a Gel imagem da nie. Aos cinco annos. Nina
j apresentava os germens daquella formosura
soberana que devia rehabilitar-se um dia como
a ressurreico de um dos typos mais notaveis da
arle antiga. Para nao chamar sobre ella a atten-
go das pt ssoas de Slrapezi, havia o conde exigido
de I)jraenico que deixasse a Glha viver a vida livro
das crianges da povoacao.Durante os primeios an-
nos teve ella, pois, aquella existencia de feliz ocio
e errante vagabuodagem que urna das necessi-
dades da existencia, e que devia continuar ser
urna das necesidades da vida.
Entre os companheiros de seus folguedos, todos
nascidos as humildes cboupaoas cavadas na ro-
cha, onde os pescadores de coral abrigam as fa-
milias, havia o ocano posto urna creanga de no-
bre ascendencia, em cuja pessoa ameacava extio-
guir-se um dos grandes nomes daquella aristo-
cracia veueziana cuja fortuna e esplendor desap-
parecerao com a queda de sua repblica.
Dbil e nico descendente da familia ducal de
Caprana. o pequeo ScipioCaprana achara a en-
fermidade e a morle ao p do berco. Seu tio pa-
terno, nico prente que Ihe restava, viera lma-
lo nos faixos de orphas, e levra-o comsigo
pensando que o ardente clima daquelle paiz tai-
vez podesse destruir, em seu principio, a enfer-
ruidade que a roe legara ao fllho ao d-lo luz.
IX
O velho cavalleiro Caprana possuia urna espe-
cie de quinta sobre as ruinas de um antigo templo,
cujas paredes ameadasindicavam que aquella ha-
bilaco podra ser um ponto de oceupago mili-
tar construido paraadefeza da ilha que por tan-
to tempo eslava alerta contra as invases. Foi
para esse domicilio de bases psgas que o caval-
leiro Caprana levou o sobrinho e onde esforgou-
se por dar inteira vida ao ser fraozino que podia
s repeinar o nome de seus antepassados.
Lima especie de altracco uni logo reciproca-
mente o pequeo Scipio pequea Nina. Seria
a identidade de raga quera os fez reconhecer-se
inyunctivamente e procurar-se entre os mais ?
Adevinhariam o lulo reciproco, veodo-se ambos
tristes qusndoviam osoutros meninos deixarem
seus folguedos para ir ter com urna mulher a
quem chamavam minha mae ? Nao seria easa
madrugadora necessidade de sympathia, mais
prematura nos seres isolados ? Fosse o que fos-
se, havia mutua sympathia, e elles andavam sem-
pre juntos como outr'ora oaquella Jonia vizinha
de suas praias andavam as duas castas crianzas
daquello mimoso idyllo, cujos primeiros captulos
comegavam elles.
O pequeo duque Scipiio e a pequea Nina
folgavam umdia a beirado mar. Era aps urna
daquellas tempestades temidas pelos marinheiros
quando sao sorprendidos na passagem do perigo-
so estreito. Quando esses mus lempos duram,
as aguas revolvidas pela furia dos ventos at em
sua profuodidade, deixam ordinariamente subir
superficie as mysteriosas riquezas sepultadas em
seu seio.
As niadreperolas cor de rosa e brancas, os co-
rees purpreos arrancados de seus bancos, os sar-
gacos, o musgo, as brilhantes conchinhas de mil
formas e de mil.cores ; toda a vegetagio exquisi-
ta e bella da flora submarinha, todas as joias de-
licadas separadas do hmido cofre das sereias
veem entarrarremessadas pelas ondas encalhar
na praia, onde flcam presas na areia.
Assim, quando se formava no horisonle alguma
nuvem inquietadora, e quando as vagas do mar
pareciam immensos pulmes entumecidos por
queixas dolorosas; quando o ardente siroceu cur-
vava ao nivel do solo o cimo das palmeiras, ar-
rancando pela raiz as cercas de aloes, e sacuda
no campo o p abrasador do deserto da frica.
FOLHETIM
()
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DPLESSIS.
quesuffocava os reeanhoa espantados ; oassa de-
sordem dos elementos, as enancas la poroegio
de Slrapezi apenas viam urna promesa* de abun-
dancia que ia de novo fertilisar suas praias. Em
eu innocente egosmo, sem Ihe* importar a sorte
da vela errante entregue aos perigoa do furacao,
esperavam a ana chegada quaai com alegra repe-
tindo o proverbio familiar do paiz: O vento lem
cuidado da areia.
Foi. Ma esperanga quera Icrou os dous or
phSoa praia de Sirpezi no dia seguinte a urna
tempestado. J elles hariim feito ama ampia
colheita de erras marinbas a conchan de toda a __
qualidade, quando Nina acbou incrustado n'uma
siiiuosidade do recite flrd'agua un cofresioho
dd metal quasi coberto de urna crusta formada
pula agglomerago de tacs marinhas. El a im-
n.ediatamente levuu o achado ao companheiro
que armou-se de um grande seixo com que que-
brou a crusta reunida em torno do cofresinho,
cujos lados cstavam carcomidos por urna ferru-
gem secular. Saccodindo-o pelas atas. Scipio f-
lo dar ura som aonoro que Ihe despertou acurio-
sidade assim como a Nina. Por mais esforgos que
fizessem para despregar a tamps, nao o poderam
conseguir, e, cangadoa ambos com urna perda de
forgasa que nao estavam habituados, deitaram-
se na areia perguntando ura ao outro o que podia
comer o maravilhoso cofre, e reunindo ambos a
iolelligeocia acharara em commum um mcio da
lhes satiafazer a curiosidade commum. Foi Sci-
pio quom primeiro pronunciou o alegre lureka.
Espera 1 exclamou elle de repente a levan-
tando o cofre as mios.
Que vaes fazer? porgunlou-lhe Nina.
Scipio apoolou-lhepara um prximo rochedo
de uns cem ps de altura, cuja base era erigada
de recifes angulares.
Eu bem estou vendo, disse elle para a
companheira, que tu queres saber o que ha aqu
dentro,e que nao dormirs esta noite sb nao o sou
beres esta larde. Vou aubir l em cima com o
cofre, e langa-lo-hei sobre as pedras al que se
abra, ou que ae quebr.
brinco urna seaelnecca que o menino julgra so
principio descobrir entre Nina a figura antiga
esta puchou-a vivamente pala mo, e exclamou
mostrendo-lhe a medalha:
Olha, Nina, t6, tea retrato.
Oh 1 dissa tata com sorpreza, o, tomando a
medalha, corren para o espelho improvisado afim
,_ de comparar as settetfcangas; porm a onda pri-
aioneira j ae to ha escapado da coTinha, para rol-
lar ao mar.
Pola bem I diaee ella tornando para Scipie,
j que achas que iato* se parece com i ge/, dou-le a
medalha. Vejamos aa outras, coctinnou Nina
abaixando-se pera%er as medalhes eymetrica-
raenle dispostas sobre a ara. Eis-m aqui anda
oisse ella designando nma menos grande tam-
bera aqu. De repente, porro, Gxou a vista so-
bre a efligie do joven adolescente, e indicando-a
com o dedo a Scipiao. disse-lhe com urna aleare
aorproza, depois de Ihe haver deilado a vista :
Tambem ta, eis-te aqui 1
Acba? perguntou Scipio.
Espera, responden a pequea. Saliou em
vez de correr para o rochedo vfzioho, qaebrou um
ramo de murlha, a voltou para junto do comoa-
nheiro. K
O que queres fazer? perguntou-lhe este.
Abalxa-te, disse Nina, fazendo Scipio ajoe-
Ihar-se diaote della. E havendo torcido em for-
ma de corda o ramo florido que acabava de que-
brar, polo na fronte do pequeo duque. Oh!
como s tu agora I exclamou ella olhando alter-
nativamente para Scipio e para a medalha.
A. proposta do pequeo Caprana nao foi aceita
pel companheira sem discusso. Nina medir
com urna vista d'olhos a altura do rochedo e Aca-
ra amedronlada Alm disso, ninguera pode che-
gar ao cume sem esminhar por urna vereda qua-
si a pique que o caotorneara e que estar cheia
de pedras moredicas. Assim era essa vereda de-
nominada : o Caminho andante, e prohibam o
acesso delle s creangas, em razao dos accidentes.
Apezar das supplicas do Nina, Scipio escapo-
lio-se alegremente e correu para o rochedo, cuja
ascengocomegou coma agilidade das cabras que
se desviavam para deixar passar. Quando se ia
approximando do rume, um venlo repentino er-
rebatou-lhe o chapeo de junco trangado que o lio
obrigava-o a trazer pera que o ardor do sol nao
Ihe queimasse a tez. Vendo o chapeo carregado
pelo veolo e nao avistando mais Scipio. que se
tmha prudentemente abrigado por traz de um pe-
dago de rocha, pensou Nina que o companheiro,
tendo cahido, rolava sem duvida pelo lado op-
posto. Algou, pois, um grito de horror, e cahiu
de jnelhos na areia com as maos posta?, rollndo-
se por um movimento de piedade instinctiva para
a direegio de urna capella erguida Hadona na
extremidade do molle vizinho.
m bradodetriumpho respondeu quasi logo ao
grito de terror, e Nina, levantando a caneca, vio
Scipio que chegava ao cimo do rochedo e que ae
approximava da extremidade com precaugo.'En-
lo levantou elle as mos por cima di cabega, e
arremessuu o cofrezinho que cahio resaltando pe-
las pontas dos recifes. Nina approximou-selogo
e foi reunida por Scipio.
O cofre nao se havia quebrado nem aberto com
a queda ; mas o formidarel choque no granito pro-
duzira no metal um abalo, em consequencia do
qual a lampa se separara ligeiraraente. Enlre-
tanlo, ainda era quasi impossivel abri-lo Ani-
mado por esse primeiro resultado, Scipio quiz
tornar ao rochedo, e todas as supplicas de Nioa
nao o poderam demorer disso. Foi s na terecira
queda que o cofre rachou de um lado, cahindo a
pique n'uma perpendicular rigorosa sobre um dos
ngulos mais agudos do recife. Por miis estreila
que fosse essa fenda, deixou ella penetrar nos la-
dos do cofrezinho um raio luminoso, que deu ura
repentino brillio s laminas de ouro de que era
interiormente forrado. As crangas lireram ainda
muito trabalho para alargar essa abertura ; po-
rem conseguiram-no entretanto, ajudadaa- pela
engenhosa industria da curiosidade. A brecha,
progressiramente augmentada, deu logo passa-
gem aos objectos que encerrara o cofrezinho. cu-
jo mysterioso thesouro foi deposto sobre a ara
Nina algou um grito de alegra ao rer um bra-
celete em forma de cadeia, pesados brincos de
orelha e um collar de perolas. Todas essas joias
eram de feitio amigo.
Donde rioha esse cofrezinho? Talrez fosse os
reslos do na'ufragio de alguma hetere [htaire)
celebre na grande Grecia, e que perecesse indo de
Athenss para Syracusa. Talrez fossem as joias
nupciaes de Myrta, a joren Tarentina, que cahiu
as ondas ao olhar para as estrellas, e cuja morle
foi cantada por Chnier.
Emquanto Nina contemplara absorta esses
adornos, que orna priso termetica preservara de
toda atterago, Scipio, tendo de noro sacudido o
cofrezinho, riu cahir diversas medalhas de me-
tses diversamente preciosos e de rarios moldes.
Todas essas medalhas pareciam sahir da fundi-
co, e pela execuco atteslaram que eram con-
temporneas das melhores pocas da arte en-
liga.
Entre essas medalhas que nao tnhain nenhum
sigoal do cunho monelario. havia algumas onde
se viam reproduzidas as mesmas efligies. Urna
cabega de menina e urna cabega de menino dota-
dos daquella belleza que devia ser o lypo eterno
do bello.
Examinando cora ura cuidado particular a me-
dalha de effigie feminna, Scipio olhava para
Nina, que procurava adornar-se com as joias an-
tigs. Em balde procurara ella rodoar o brago
com o bracelete mui largo para seu delgado pu-
nho ; porm conseguir substituir os pedacinhos
de coral quo Ihe coloriam as orelhas por duas ar-
golas achadas no cofrezinho, e tendo ao depois
descoberto a base do col, pz o collar cujas pe-
rolas alongadas em forma de lagrimas brancas so-
melhavam-se a gottas nacaradas correndo-lhe
pelo seio. Tendo acabado, a casquilharia instinc-
tiva, que nao tem edade-na mulher, su;zgeriu-Ihe
a idea de rer-se. Fez euto na ara urna cori-
ntia, onde a primeira onda que subiu reiu mol-
durar um espelho natural, sobre o qual inclinou-
se orgulhosa e altiva. Quando levantava-se para
mostrarse a Scipio, completando o collar e os
PRIMEIRA PARTE.
VII
Gontinuago.)
O Canadense fallara pouco: porm o que elle
dizia trazia ordlDarmento o cunho do bom sen-
so e a pratica da vida.
Logo que me peds qualquer cousa, estou s
vossas ordeos, senhorila I respondeu Panocha, fa-
zendo-lhe una cortezia.
Este Panocha me parece um bobo t disse D.
Henrique, acompanhando o hespanhol que se re-
tirava com um olhar da mofa.
Andr (em mallo boas qualidadej, respon-
deu Antonia. Tenho toda a confiaoca em sua ami-
>ade a fldelidade. Os pequeos defeitos que ten-
<"* notado n'elle e que roa tem incommodado,
eu sou causa tal vez dalles....
hZ, *. *o comprehendo, senhorila, tende a
bondadao* a*plicar-me....
hn~" JB ni Posso deacobrir oa defeitos deste
^iL.5!B0C ?'r*^ond,tt o?* com sr impa-
ntai!fe,^<15^e, ?!.;;' 8,Bel' por. Unl- waae Panocha
se paramenta com lio liogqlarw traiai se elle
() Vida Mam t. ios.-' ,
Pois bem Nina, Ihe disse elle, repetindo-
Ihe a resposta que ella acabava de Ihe dar, j que
achaes que essa medalha se parece comigo, eu
t a dou. Mas, espera, continoou Scipio ioterrom-
pendo-se, eu nao preciso de t'a dar; como foste
tu quem achaste o cofrezinho, pertence-te ludo
quaoto est dentro delle.
Travou-se ento urna discusso infnlil entre
Nina e o companheiro, que. como mais idoso que
ella, conhecia instioclivamente o valor daquelle
acbado, e quera lb'o deixar todo, reservando
apenas para si a medalha que era o retrato de
Nina.
Nao, respondeu esta ; se fui eu quem achei
o cofrezinho, foate tu quem o abrate; o que est
dentro de nos dous, e haremos de reparti-lo...
quando houvermos dado o quioho da virgem,
que a rainba do mar, e que nao quiz que tu ca-
hisie quando subiste ao rochedo.
E de mios dadas foram ambos para a capella
do molle afim de l depdr a piadosa offerta.
vas dar a Madona ?
O que
piao.
perguntou Sci-
O que citas mais bello nestas cousas to bel-
las ? respondeu Nina abriodo o arental, onde li-
nha posto as joias.
E' o collar, Nina.
Ento, demos o collar, Scipio.
E ambos pozeram-se a caminhar pela extremi-
dade daquella praia melodiosa, onde dous mil
annos antes, unidos j pelo corago e pelas mos
como eslavara elles proprios naquelle momento,
Theocrito havia encontrado talvez os dous ado-
lescentes que se pareciam cora elles, e cuja ima-
gem acabava o mar de lhes enviar.
(Continuar-sena.)
Conferencias de Nossa Senhora de
ris, pelo Rvd. padre Feliz.
Pa-
Ttrceira.
I
(Contipuago.)
E quando o reconhecem, quando esto bem cer-
tas de que esse amor puro e dedicado sua feli-
cidade e perfeigo, ento a elle se entregara, sem
que mesmo baja necessidade de um incentivo ;
porque cedem sem resistencia sua doee altrac-
co : escotara e attendem so amor que lhes fal-
la, cada urna das palavrasque Ihe ouvem lera a
doutrins ao mais intimo do seu ser, e aperta ca-
da rez mais sua alma nos bragos da rerdsde
esse amor, que tem tambem um corago, irradia
sobre o seu corago; e no impulso dessa pura e
suave irradiago, elles sentem, proporgo que se
elevam, toda a sua rida expaodir-se, como a flor
que se abre aos raios do sol, sobrepujando sua
haste : esse amor, que tem tambem sua mo
para os modelar imagem de Chrislocom ella se
approxima delles, e lhes toca sem que isso se
opponham ; porque o seu contacto a felicidade
fiara elles; porque essa mo to branda e to
ere, que os faz dobrar sempre sem irrita-los
nunca : Analmente acostumam-se todos os das
esse simulacro da maternidade que os forma, tor-
na m -se tambem brandos e meigos como aquella
patarra, como aquello corago, e como aquella
mo que lhes toca.
Na verdade, senhores, ensinando o menino
crer a educago Ihe ampara a vida, e enraiza
na verdade, dando-lbe urna base solida e firme ;
ensioando-o amar ella o faz expandir-se no
amor, e Ihe d com essa expanso a sua mais
suave belleza 1
O' felicidade, encanto sem egual de urna edu-
cago recebidasob o poderoso imperio do amor I
Como esquecer-vos aquello que urna vez vos co-
oheceu I O' ros, que recebestes esse dom da edu-
cago humana inapirada por um amor lodo divi-
no, tributae aqui verdade a vossa bomenagem,
o vosso testemunbo partido do corago I Nao
verdade que encontrando nos collegis esse amor
to egual aquelle, que no lar domestico vos
creou sobre as seus joelhos esobre os seus bragos,
a alma e o corago se deixaram por elleseduzir;
nao verdade que a aua imagem vos flcou sempre
bella e encantadora como easa imagem que nos-
sos primeiros olhares encontrara junto do nosso
bergo 1
Oh I nos podemos envelhecer, essa recordago
porm nunca envelbece; no meio de tantas cou-
sas que morrem em nos para nunca mais flores-
cerero, em nossa memoria parece cada anno re-
oovar-se essa primavera da vida que nos deleita
ainda com os seus perfumes to remotos A'
medida que os dias levam comsigo, urna urna,
todas as nossas illusoes, medida que a exis-
tencia se rae tornando austera, desejamos dis-
pertar no presente a recordago desses dias os
mais serenos de todos os oossos dias. Que digo ?
ostenta tanto entono em sua dignidade, se elle
exalta tanto sua qualidade de fldalgo, natural-
mente elle j vos fez ver que se lem em conlade
fldalgo, nao assim? muitosirnplesmenle por
que elle quer agradar-me I....
Ah I o Sr. Panocha vos ama ?
Elleeat doudo por mim.... perde a cabe-
ga 1 respondeu Antonia com alegra.
O joven pretenda recebar esta conQsso com
um comprimento ; maa depois de hesitar, flcou
silencioso, e poz-se considerar attentameote o
lindo rosto da mocinha.
Esta menina ser simplesmente urna cam-
poneza namorada, urna especie de Celimene dos
bosques, ou urna creago primorosa e excepcio-
nal di natureza ? o que nao me possivel ain-
da decidir I Bem I vou por caminho errado! o pra-
zer me cega I Que extraordinaria propaoso tem
o hornera de ouvir antes a va loquella da iraagi-
naglo que a voz lgica da razor por que pro-
vavelraente aa imagens que crea nossa imagina-
cao sao a copia dos nossos desejos, eotretanto
que os accentos da verdade nos vem despertar
dos nossos mais doces sonbos I Antonia urna
creago primorosa e excepcional da natureza I...
Ah ah I ah I patavra da honra, eu roesmo me
admiro de minha simplicidade I Isto faz crer que
eu deixei hontem os bancos do collegio!....
D'onde diabo me veio este pensamento ? Alguma
lembrauga sem duvida de michas leituras da mo-
cidade O dominio do romanee, este paiz mgi-
co, descoberto por cabegas desmtoladas e fre-
quentado por ociosos, pode ser muito agradavel
de percorrer pessoas que, se senlindo incapazes
de conseguir cousa alguma por si mesmas, san-
tera a necessidade de se erear urna existencia fac-
ticia ; mas sena i m perdoar el que eu me daixasse
levar por pansamentos to frivolos. Antonia
adoravelmenle bella.... verdade.... mas mes-
mo sssim eu nao deveria dar minha opiniio por
urna maneira to absoluta sem a tar ao manas
visto vestida i europea, porque o pitioresco de
seu traja contnbua prorsrelmsnla muito para o
brilho de sua belleza.... Nao, nao I d'eata rez
rou muito longo.... artista ou senhora. Mexica-
na ou Franceza, enfeitada com um chapu, com
um bonete ou cum um reboto, Antonia seria sem-
pre ama obra prima da natureza, porm nada de
mais, e isto seria muito bastante.-.. Nascida e
creada em um logar quasi selrsgem e deshabita-
do, nunca ella teve occasio de desenvolver ou
desmascarar suas pequeas paixdes, a conserra
toda a poesia da ignorancia.... Sim, se por aca-
so ella encontrar nm adorador.... ora pouco me-
nos ridiculo que o tal Panocha, aposto minha
cabega em como ella ae langa do corpo e alma era
um amor banal o mesquinho, que nao ter para
ella mesma o bolieoso e traidor andar de um ca-
pricho de costureira. E porque razio nao serei
eu o homem deste amor ? Ora easa boa I nao
rim eu America para perder um lempo precio-
so em futilidades I Deo seguir com passo segu-
ro e infatigarel, sem haver cousa que me desvie
o caminho que delinee!. Meu Deus 1 como bel-
la esta menina I E' de mais I Por vida minha, de-
morar-se a gente no caminho, nao desviar-se
delle.... fazer urna pausa.... a nade mais I
D. Henrique contemplou Antoola por algum
lempo, parecendo quem linha um pensamento in-
timo que agradara.
O jantar qne foi condolido por urna creada,
poz termo s reflexes do joveo.
Grandjean com seus dous pesados colrelos
apoiados sobre a mesa, mirara com ama grande
aatitfagio, que elle nao procurara dissimular,
os prslos que s cresda punha diante delle.
Ola, mochaeh, diste ella cretdt, Irsx-
me um guardanapo limao.
Quando por acaso, o seaso que era bem raro,
o Canadense se via sentado em ama mesa regu-
larmente aerrida-, elle se suppunha assistiodo
um rerdadeiro brodio da laxo ; a esli i f qne
elle quera que a fasta fosse completa a nio dis-
pensara nenhum dos requisitos da civilisago :
psra prora este extravagante pedido da um gnir*
danapo lfmpo.
m da
Urna imagem da recordago nao somante um
encinto, tambem orna garanta ; a, a educago
encontr aioda spot longos a longos annos oa
magia das suas reeordages o podsr da se perpe-
tuar a 4a sobreviva* por entre todaa as tormentas
da sida.
(U Monde.Sihra)
Variedades,
OS CAVALLOS HARROQUINOS.
Portugal at ao anoo de 1833 possuia cauida-
ras de fjoas e apuradas ragas. A casa realera
a primeira a dar o exemplo no apuramento do
gado tanto cavallar como muar, e entre outras
linha as floissimas ragas de Alter do Chao e de
Alter Redondo.
A casi do infantado tambem tinha ama boa
caudelaria : a nobreza do reino, incitada pelo
exemplo do soberano, caprichava em apurar bel-
los animaes, e entre outras eram afamadas as ra-
gas da Azinhaga, da casa de Niza, da casa de
Castello-Melhor, etc. etc.
Destas caudelarias se fsza todos os annos-a
remontada.cavallaria do exercito.
Veiu o rgimen das luzes e do progresso, des-
truiu as caudelarias, a nobreza oo tendo quem a
incitaase deixou de se esmerar no apuramento das
ragas, e o resultado disto tem sido sabir todos os
aonoa para fra do paiz grandes sommas de di-
nheiro para compra de cavallos. Estes al-n de
serena muito caros.mais caros sahem porque mor-
ro melado delles, por extranbarem o clima e as
comidas. Do paiz nao ae apuram em cada anno
rite e quatro cavallos, nao ha creadores, o ni-
co qne assim se pode chamar o Sr Raphael da
Cunha mas este mesmo poneos cavallos apura
para cavallaria pois i sua raga mais propria
para tiro, aendo como sao, os seus cavallos cor-
pulentos e muito cabecudos.
Oa jornaes bastantea vezes fbm feito sentir a
falta que notamos : no parlamento algumas vo-
zes se tem levantado pedindo providencias para
ella se remediar, mas os differentes ministerios,
que se teem succedido, ou por desleixo ou por
incapacidade nao tem tractado de objecto to im-
portante, e apenas dous annos que escamaras vo-
taram urna verba para compra de cavallos para
cruzar com as eguas luzitanas.
J vieram dous ou tres cavallos rabes, um
normando, e agora, ba poucos dias, cinco caval-
los marroquinos, e destes ltimos que vamos
fallar. Sao quatro cavallos e ura potro de 30 me-
zes ; dos cavallos, um alazo, que hontem vimos
um lindo animal, bem feito. muito bonito e fl-
nissimo, nao muito corpulento. Este cruzado
com as nossas eguas deve produzir perfeitos ani-
maes. Tambem notamos um cavallo branco, ,
segundo nos disseram, um corsel veterano das
guerras deMarrocoa com oa nossos rizinhoshes-
panhoes : tem honrosas cicatrizes, dizemos hon-
rosas, porque sao no peito e no peseogo, pelo que
se r que foi ferido carregando e nao fugindo.
O potro de 30 mezes castanho, e pelas suas
proporgoes denota que ha de rir a ser um bello
carallo. Foi elle que feriu gravemente um ho-
rnero, que na Cruz do Taboado se quiz divertir
cora o mouro que o conduzis. Disseram-nos no
instituto que quando ali ebegou era um animal
spero, escabreado, e que nao consenta que nin-
guera se Ihe chegas;e. Hontem, porm, rim-
lo humilde e manso que nem um cordeiro. Quem
em to poucos dias domou a ferocidade do bicho
a ponto de Ihe dar a pata e consentir que ihe
metta a mo na bocea foi um velhote, cabo de
cavallaria e um dos nossos bravos veteranos da
guerra peninsular. Tinhara -nos exaltado tanto
a braveza do potro e rimo-lo to humilde que
nos deu a curiosidade de saber o nome do seu
domador, chama-se o Sr. Antonio Hartins Ma-
chado, como dissemos, cabo de veteranos, e
est encarregado de tratar do potro.
Dizem-nos que os quatro cavallos vo para o
Riba-Tejo, e oxal nao haja cora elles o desvio
que se d em todas as nossas cousas.
{taeo).
IR BUSCAR L E VIR TOSQUEADO.
Ha algumas semsnas que M. Z. voltava de Hes-
panha para Fringa com sua mulher, n'uma car-
ruagem de posta. Antes de chegar a cada dos
Pyreneus, a subida d'uma encost, apeou se e
enlrou n um pequeo bosquo prximo da estrada
em quanto a carruagem continuara lentamente
o seu caminho at ao cume da collioa, onde de-
ria espera-lo.
Apenas M. Z. tinha sahido da estrada, appare-
ce ura indirlduo diaale d'elle, e, apresentando-
ine um rerolver de seis tiros e ordenando-lhe
que se csllasse, principia a rouba-lo com a mo
que tinha lirre. O reloglo, a bolsa, um cartuxo
de cem luizes, um alfloete e um annel com en-
gaste de diamantes sao promplamente roubados
e guardados. M. Z. sorprendido, deixava-o fa-
zer a sua tarefa.
Assim despojado, o desgragado viajante prepa-
rara-se para se affastar, quando o ladro Ihe in-
tmou a ordem de Ihe abandonar o ampio pale-
lot que o enrolria, dando-lhe em troca a sua
propria restia, j toda cogada. O homem do re-
rolrer foi obedecido e restiu o quenle e luxuoso
paletot.
M. Z. resignou-se a lerar a restia do ladro e
partiu a fugir para a carruagem.
Durante este tempo. Hdame Z. estar inquie-
ta por nao rr rollar seu marido, quando emflm
o riu chegar todo esbaforido;elle subiu logo para
a carruagem, e, quando j estara um pouco ao-
segado, contou a sua mulher e ao cocheiro o que
acabara de acontecer. Ora, como estara a suar,
lerou machinalmente a mo algtbeira para tirar
o leogo,esqnecendo-se que tinha mudado de ves-
tido.
Oh sorpreza n'esta algibeira encontrou o
seu relogio, o seu alfloete, o seu annel, a sus
oolsa e os seus cem luizes I Ainda nao tudo ;
procurando na ootra algibeira, encontrou urna
caixa d ouro e um porte-raonnaie que Ihe nao
pertenciam.
O ladro, desastrado ou preoecupado pelo m-
do, esquecra-se, mudando de vestido, de tirar
das algiberaa da vesta o seu precioso saque. De
modo que, em vez de roubar, flcou roubado I
ESPECTCULO HORROROSO.
Segundo diz um jornal frangez. foi n'um dos
dias passados executado em Naotes um homem
pelo crime de assassinio na pessoa de urna mu-
lher.
D'ests vez, pelo effeito quer a'nta desarranjo da
machina, quer d'uma oulra causa que nao pode
explcar-se, foi preciso que os executores acabas-
sera mo a sea obra sanguinolenta. -Esta ter-
nvel demora produziu na immensa rae liido que
enlulhava a praga Viarme a mais dolorosa im-
presso.
NBCROLOGO.
Duende Dresda que no dia tt de abril mor-
rera ah d orna parelysia no corago a princeza
Sophia de Schleswig-Holstwn-SondoboJE
lambem no mez de margo morreu na PtTaOei-
fDtiia a viura do general Slurbide, no meado im-
perador do Mxico ecoroade como t.il em 1822.
DepoiS( da abdfcago de seu marido, tioha-o se-
guido Italia e ahi estere dous anoos com *''
Acompanhou-o tambem quando elle voltou ao
seu paiz, e que, feilo prisoneiro, foi fuzilado
como traidor a patria. Foi ento que esta des-
gragada senhora se refugiou na Philadelphia, on-
de viveu depois d'uma peosBo que Ihe dava o
goferoo mexicano. Mad. Slurbide passava ame
vida muito retirada e poucos philadelphenseasa-
biam que entre elles viva urna ex-imperarriz.
PEIXF.S E MARISCOS.
Eis s denominago porque vulgarmente sao co-
nhecidos os differentes peixes e mariscos oriun-
dos dos ros e costas do reino, a quo s mesmas
efluem as diversas temporadss ou pocas do
anno.
Peixet.
Abrotea, Agulha, Albara, Albafor, Aojo, Ane-
quim, Arenque, Arraia, Arreganhada, Atora, Aze-
via, Bacalho, Baleia, Balhadeiro, Barbo, Barro-
so, Bezouro, Bebo, Bica, Bodio, Biqueiro, Boga,
Bonito. Boto, Cago, Cadoz, Caneja, Cabiinha,
Cantarilho, Capilo, Carapo, Caroucbo, Cavallo-
marioho. Chale, Cherne, Chicharro, Chimra,
Choco, Clrigo, Cobra do mar, Cocuruta, Coelbo,
Congro, Corvina, Dento Drsgo marrano, Doura-
da, Dourado, Eir, Enguia, Eoxarroco, Enxora
Ia qualidade, Enxova 2a qualidade, Escolar, Es-
pada. Espadarte, Faneca, Ferreira Freir, Gallo,
Garoupa, Gioete, Godo, Goraz, Imperador, Jara-
nata, Juliana, Lampreis, Linguado, Lirio. Lito,
Lixa, Lucio, Lula, Melga, &Lerc, Morcego, Moreira,
llugem, Olhudo, Fallona, Pmpano, Pargo, Pata-
rdxa, Pescada, Pregado, PolvoPrego, Qaelme,
Rato, Rato, Re, Requeime.Roaz, Roballo, Roda,
Rodovalho. Roncador, Ruivo, Safio, Salema, Sal-
meo, Salmonete, Sarda, Sardinha, Sargo, Sarel,
Sarelha, Serra, Siba. Solha, Solho.Tainha. Tam-
boril, Tartaruga, Tintureira, Toutioha, Tremelga,
Truta, Tubaro. Vesugo, Viola Voador, Zorro, Ca-
valla. Chopa, Porco.
Mariscos.
Amejoa, Berbigo, Boca, Burri, Cadelinha,
Camiro, Caramujo. Craca, Carangueijo, Lagosta,
Lagostim, Lamiginha, Lapa, Liogueiro, Mexi-
lho, Navegantes, Ostra, Precebes, Santola.
Ao todo 127 qualidades de peixes e 19 de ma-
riscos.
- Socegae, respondoa o mestre, porque na -a,
bandetra que t nio hsvia retalho desla cor. ?'
AODE FOI PARAR I
Segando urna carta de Jerusalem, a pedrs,
coni asm no Gslrsrio se segerou a cruz de Chris-
lo, rol ba snnos d'ali tirada pelos Gragos, e per-
deu-se no naufragio do navio qae a conduzia nata
Constantinopla.
TELEGRAPHIA MARTIMA.
Fazem-se hs alguns dias, em Pars, experien-
cias de um novo systema de telegraphia para oso
dos navios bordo da fragata-escola que estacio-
na no Sena, perto da Ponte Real.
Com o auxilio de urna bandeira collocada entre
duas espheras de cor differente, e variando a po-
sigo que estes tres objectos podem oceupar en-
tre si, o inventor deste systema representa de urna
maneira simples e rpida os dez caracteres da
numerago, e por conseguirte todos os nmeros
desde o menor at ao maior.
Depois s ha a procurar no diccionario telegra-
phico, as patarras e as pbrases que se referem
aos algarismos indicados para obter a traduego
immediata da parlicipago.
Subslituindo a bandeira e as duas espheras por
tres phares de cores determinadas, pode operar-
se durante a noite com a mesma promptido. As
experiencias que actualmente tireram lugar na
fragata-escola permittiram verificar que bastara
alguns instantes para a transmisso de um despa-
cho de dez patarras.
HYMNO VARSOVIANO.
Ohymno religioso que enlda o poro de Var-
sovia as suas manifestares polticas este:
Santo Deus, santo forte, santo immortal, tende
pidade de nos.
Da peste, do fogo e da' guerra, lirrae-nos Se-
nhor.
De urna morte repentina, lirrae-nos, Senhor.
Nos percadores, te rogamos.
Dignae-ros gorernar e exaltar a nossa santa
ogreja.
Dignae-ros derolrer-nos nossa patria:
Jess, Jeeus, Jess, tende piedade do nos.
Santa Virgem Mara, rainba da Polonia rogae
por nos.
LUZ DE AZEITE.
O Moniteur de la Salud, publica um meio* para
se melhorar muito esta luz.
Faz-se urna dissoluco de sal commum e til
tra-se. Nesla dissolugao filtrada banha-se a tor-
cida e deia-se seccar. Com partes eguaea desta
salmoira, e azeite, se faz urna mistura, agita-se
por algum tempo e espera-se que se separe ou
sobrenade o azeite. Tira-se este azeite deraga-
rinho, e delle^e usa para encher o candieiro,
empregando ao mesmo tempo a torcida antea pre-
parada. '
Com esta pequeoa preparaeo, a torcida arde
com sumisa rireza e claridado, sem fazer fumo,
e o azeite dura muito mais.
ANEDOCTA CURIOSA.
Um alfsiate tere urna noite um sonho terrirel.
Sonhou que se achara no dia do juizo final e af-
Bgurou-se-lhe rr a justiga eterna descobrindo e
condemnando face do universo as iniquidades
de todos os homens.
O alfaiate, tremeBdo, esperara a sua rez,
quando um aojo desenroou sua vista urna im-
mensa bandeira feta de todos os retalhos que o
alfaiate tinha furtado durante a sua rida.
No mesmo instante, pareceu-lhe que o arroja-
ram s profundas do inferno e com o sobresalto
acordou baobado n'um suor fri.
Tomou o sonho por aviso de Deus e jurouno
furtar mais.
Para melhor resistir sua m inclinago, re-
commendou aos officiaes e aprendizes que, quan-
do vissem que elle ia ceder tentago, Ihe gri-
tassera em voz alta :
Mestre, a bandeira 1
Assim se passaram alguns dias, porm, urna
manha, esquecendo o seu sonho e o seu jura-
mento, ia a cortar tres palmos de am flnissimo
panno, que ura freguez acabava de entregar-lhe,
quando os oIBciaos gritaram :
Mestre, a bandeira I
D. Henrique, qne se achava ao p de Antonia,
ainda que se oceupaase mais de aua vizinha do
quedo jantar, nao deixou todava de reparar nos
pratos : eram todos elles moda da Europa.
Realmente, senhorits, alguns dias o de-
partamento de la Sonora se conrerteu para mira
em urna Ierra encantada.... Encontr sorprezas
cada passo. Primeramente o encontr do Sr.
Joaquim Dick, um Baledor de Estrada, provavel-
mente nico no seu genero; depois vossa appa-
rigo to deslumbrante, tio encantadora, que me
faz pergunlar A mim mesmo como e porque vos
sois tio bella I Depois aioda, passando das pes-
soas s cousas, a deseoberta de um rancho, tra-
tado com a elegante tefularia de urna casa de re-
creio europea; e emQm rejo-me um jantir,
que ae eu tiveaae algumas tendencias nostalgia'
deitara lagrimas de saudade, iembraodo-me da
minha patria.... A'vista de tantos motivos de
admirago, perdoae-me a indiscrigo e dae-me
licooga para vos fazer urna perguota ? Nasces-
tes realmente no Mxico ; habitastes sempre a
herdade da Ventana?
Nio, senhor, eu nasci do outro lado do
mar.... tinha oito annoa quando cheguei ao M-
xico.
Sem duvida, que nio riestes s, disse o jo-
ven sorrindo-se.
Vira com minha mi....
Urna lerna expressio de tristeza desenhou-se
as feiges da joren, maneira de urna nuvem
branca em cu azul.
E a senhora mi.... ....
O-joren hesilou ; e depois com urna seosibili-
dade que era excitada pela belleza de Antonia, el-
le accrescentou :
Miuha mis foi mora pelos pelle-verme-
Ihas, que saquearais ba seis anuos o rancho da
Ventana.
D. Henrique observou com toda a exaclidio o
alinelo recommendado em occasioes lies pelas
voz que elle faria todos os esforgos por tornar in-
differente, mas que apezar sea demonstrara um
grande interesse, disse:
E agora, senhorila, tos mora es aqui s ?
S pelo que diz respeito pessoa, mas nio
ao pensamento porque minha mo est sempre
comigo.
- Caramba! ha mais de urna rapariga que se
dara muito bem com urna viga d'estas tio pou-
co iocommoda I gritou o Batedor de Estrada, que
pensaes disto, Sr. D. Henrique?
Haria nesta pergunta urna expreasio de ironia
dolorosa e urna alluso directa, que nio escapa-
ran! D. Henrique ; todava ella fez-se desen-
tendido e respondeu friameole:
A senhorila tem tal belleza que faz admi-
rar, e am espirito que impoe respailo.... em
taes coodiges pde-se ler grandes saudades de
sua mi, mas nio se precisa de vigas.
O jantar acaboo em silencio. Grandjean ataca-
ra os asssdos com urna violencia victoriosa, e
Panocha, com o guardanapo ainda dobrado sobre
o prato, olhara para Antonia, prerendo urna tem-
pestado. Panocha, antes de se por a mesa, ti-
nha-ae enchido grandemente na cozinha s'es-
condidas ; porque por nada deate mundo elle se
atrereria tocar em um prato na pieaenga'de
Antonia. O galante mordomo conheeia perlera-
mente as regras da sociedade mexicana para nio
comer em presenca de urna senhora... Apage I...
seria isso indigno de um cavalleiro.
Senhores, disse Antonia, lerantiodo-ss da
mesa, nio qnera asa nada iocommedar-rot. Da-
ris sahlr muito cedo, a tendea precisio de des-
cansar. Eitio promptos os rosaos aposentos. A'
proposito, Andr, nio in$j tu ir amaahaa para
Guaymas ?
Sim, senhorila ; o nio me demora mais qae
dous das.
Agora que a colheita alo arroz est....
Que terfho eu com a colheita do arroz? con-
tinuo Panocha com riracidade, elle que linha
PR0CE9S0 NOTAVEL.
Um procesan vergonhosissimo para a industria
ingiera oceupa a attengo publica em Londres.
A casa de Floss e Elliot subministrou so gorerno
francezocabo submarino de Malhoraa-a Argel.
Perante os tribunaea se prorou que ama casa ri-
rel, a de Newsl 4 C,. comprara um operario da
fabrica de Floss e Eluol para que introduzisse
ponas d'ago no tecido do cabo, afim de iolerrom-
per o iaolamento e interceptar a transmisso da
electricidade.
A casa de Newal fi C fot condemnada a pagar
sos Srs. Floss e Elliot 250,000 francos por perdas
a damnos.
O FIM DO MUNDO.
A psschoa cabiu este son 31 de margo. To-
dos sabem que a paseboa urna festa morel de-
terminada pela la.
O concilio de Nica decidiu que a Paachea fos-
se sempre no primeiro domingo seguinte la
cheia posterior & 21 de margo.
Se a la ebeia cahe i 21 de margo, sendo esta
dia sabbado, a Paseboa ser a 22 de marco.
A Paschoa nao pode nunca ser antes de 22 de
margo nem depois de 25 de abril, 25 de abril a
data extrema.
No secuto presante a Paschoa s cahir orna
rez a 25 de abril, em 1886.
Vinte e cinco de abril o dia de S. Marcos.
Nease anno a sexta feira santa cahir a 23 de
abril, dia de S, Jorge, e o Corpo de Deus no dia
de S. Joao.
Ha ama antiga prophecia repetida por Nostra-
damus, as suas Centurias, e que diz :
< Quando Jorge Deus crucificar
Que Marcos o ressuscitar
que S. Joao o lerar,
O tim do mando ha de chegar.
Segundo eata prophecia, o um do mundo deve
rir em 1886.
E' DE FAMILIA:
O celebre compositor de moaica Caetano Do-
nizetti, morreu doudo.
Um peridico de Constantinopla annuncia que
um sobrinho do celebre compositor, fllho do ex-
director das orchestras do sullo, endoudecera l-
timamente naquella cidade.
VENDA CONDICIONAL.
O Espero diz que Francisco II venden so impe-
rador Napoleo o palacio Farnse, que possue em
Roma, com a condigao de o poder resgatar ne pra-
zo de cinco annos.
NAO LHES SAHE DO PENSAMENTO.
A Nova Hespanha, chronica hespano-luzitane,
que priocipiou a publicar-se no reino visinho,
com o fim de defender a unio ibrica, pede no
seu primeiro numero :
A suppresso de passaportes e a livre circula-
gao martima e fluvial de Hespanha e Portugal.
A franqua previa entre os dous paes.
A uoificago postal e te^egrapbica.
A extDcco do monopolio do ssl em Hespanha,
exempfo de Portugal.
A unio aduaneira peninsular.
A rivalidago de todas as profiasdes em ambos
os paizes.
E finalmente o desenvolvimento das vias de
coramunicago e canees, qae ponham em conti-
nua e estreila relago oa dous paizes.
A maior parte destas cousas, j em 1856 sa
consignou no projecto de tratado, que assignaram
o Sr. visconde de Castro e Corradi,
PATRIOTISMO PREMATURO.
Dizem de Varsovis, em 5, Gaxeta Nacional
que n'um collegio de meninas, aa collegiaes, pe-
diram superiora, madama Grot, para mandar
celebrar um officio de rquiem, e que lhes con-
cedesse usar veatidos de luto. Sendo recusados
estes dous pedidos, as collegiaes revoltaram-se, o
madama Grot, viu-se abrigada a fugir, e foi pre-
ciso a interrengo da trapa para restabelecer a
ordem.
REPBLICA DE S. DOMINGOS.
A annexaco desta repblica Hespanha tor-
nou-se de algum interesse a seguinte noticia :
A ilha de S. Domingos urna das pequenaa
antilhas ao S. E. de Guadalupe. Foi deseoberta
em 1496 por Christovo Colombo, em um domin-
go, e desta circunstancia que ihe vem o no-
me. Mais tarde pertenceu aos Francezes, que a ti-
verara at 1763, e constituiu-se depois em rep-
blica, pela revolia dos negros.
Esta repblica oceupava toda a parte oriental
da ilha, n'uma auperflciede 2,300 leguas quadra-
das. A sua populago era em 1851 de 200,000 al-
mas. Os mulatos sao em maior numero que os
negros. 0
Era governada por um presidente, eleito de 4
em4 annos. com umconselho de cinco membroa
e um tribunal de quinze. O seu exercito do
seis a sete mil homens. e as suas costas sao guar-
dadas por sete ou oito pequeos vasos de guer-
ra. A capital lem 12,000 homens, e cercada de
muralhas com fortes. As ras sao largas e di-
reitas, e as casas construidas hespanhola. O seu
porto excellente. A calhedrsl gothica. e no
arsenal existe ainda urna ancora de Colon (navio
em que ali fra o descobridor das Antilbae.) As
principaes cidades do interior sao : Santiago a
Vega. A babia de Samaoa, defeudids por varios
lhotes e rochedos, o melhor porto da ilha. O
rio Yuna, quo desagua naquella baha, podia tor-
nar-se navegavel, na extensio de 20 leguas. A
pequeoa cidade de Samana situada na babia do
mesmo nome. S. Cbristovam, pouca distancia
de S. Domingos, que agora a principal praga
forte da ilha, rodeada de bellas plautagdes. III-
guey celebre pela aua capella de N. Senhora,
que atrahe grande numero de peregrinos.
[Commercio do Porto.)
conveniencias; e tomando peUrri com urna' sido Dterrompido no melhor d seu discurso ;
queme importo eu com estas cousas?___Voleo
depois d'amanha.
D. Henrique em vez de se aproveitar da liber-
dade que lhn dar a joren senhora, deixou sahir
Grandjean e Panocha da sala de jantar; e depois
inclinando-se graciosamente Antonia, lbe disse :
Senhorila, devo agradecer-vos nio s vos-
sa generosa e graciosa hospitahdade, mas ainda
solicitar urna nova prova de vossa bon4adas
Que desejaes, senhor?
A conlinuagio doata mesma hospitalidade.
Oh I senhorits, pego-vos que nao julgueia mal da
mim, vendo-me lio exigente e lio aadacioso. A
longa viagem que acabo de fazer, derrotou-me.
Receio nio poder alcangar Guaymas, sa nio lo-
mar antes um pouco de repoaso.
Senhor, o que tomaes por urna prova de mi-
nha bondade nio mais do que um direiio que
tendea, como todo o mundo.. Ha sempre um lo-
gar mesa e son o tecto do rancho da Ventana
para aquellos que se aprsenteos am nome da
hospitahdade I J ros disse, e repito-vos, esta ea.
sa est s vossas ordeos.... considerae como
vossa.... Estaes aqui em vossa casa I
A indifferenga cora que a joven pronunciou es-
las palavras dava um alcance muito menor i toa
sigoifleagio; todava pareceu que ellas causaran
Sraode prazer 4 D. Heorique, que comprimentan-
o Anloula, dirigiu-se para a porta.
Mu pretexto, porm bom resultado, Iha
disse rpidamente meia voz o Batedor de Es-
trada, demorando-o na passagem.
D. Henrique levantou os olhos sobre sou inter-
locutor, e sania sem ihe responder. Joaquim Dick
estva ponido como nm defunto.
{Coniinuar-H-ka. ]
PlWi,- TTP. DE M. I, DI FAMA. -18M,
-o**


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