Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09286


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Full Text
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A1I0 ZXZTII IDIttO 109
Por tres mezes ada a lados 5 $OdO
Pw tres metes, vencidos 6J000
SEGUIDA FEIRA 13 DE HAIO DE
Per aoiit adiantado i 9|000
Porte frueo para o subscriptor.
BNCARRBGADOS DA BBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino do Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araea-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribeiro Guimarea; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
f AttllUAB UU9 L,UtlHbl03.
OUnda todos os dias as 9 1/1 horas do dia.
Iguaraas, Goinna e Parahiba as segundas e
sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Cariara, AUinbo e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qaeira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx oas quartas (eiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDRS DO MEZ DE MAIO.
1 Quarto minguaute 5 horas 11 minutos da
tarde..
9 Loa ora ss 8 horas a 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescento a 1 hora a 48 minutos da
tarde.
2% La cheia as 3 horas o 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minuto da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 41 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da Urde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Nossa Senhora dos Martyres.
14 Terga. S. Gil; Ss. Bonifacio e Enedino mm.
15 Quarta. S. Isidro lavrador ; S Torqualo m.
16 Quinta. S. Joo Nepomuceno m.; S. Ubaldo,
17 Sexta. S. Pasehoal Baylo f.; S. Possidonio.
18 Sabbado. S. Venancio m.; S. Erico rei m.
19 Domingo. Pasehua do-Espirito Santo.
AOL/1E.11L.1A3 DOS TKlBlINAKa DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas quintas.
Relago: tercas, quintas a sabbados salO horas.
Pazeoda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito da orphos: largas e sosias as 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercaa a sextas ao meio
dia.
Segunda rara do eirel: quartas a sabbados a 1
hora da tarde:
ENClARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SU*-
A.agoas. oSr. Claudino Falco Diaa; BahW
Sr. Josa Msrtins Aires; Rio da Janeiro, o Srt
Joo Pareira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprieterio do mamo Manoel Figieroa d
Faria.na aua lirraria praga da Independencia m
6 8.
PARTE OFFICIAL.
fioverno da provnola.
Expediente do dia 8 de maio de 1861.
OfBaio o Etm. Sr. presidente da Babia.No
rapor Paran aeguio para eisa provincia, cora
destioo ao 5* batalho de infanlaria 87 caixes
teniendo os artigos de fardartento mencionados
na rel gao junta por copia, e bem assim Igusl nu-i do respectiva cargo e manda que contri
cesso, tudosob o improcedente fundamento de
que o juiz de direilo ioterino se hara arerbado
de suspeito nesse processo e marcado o dia 19 de
abril para o aeu julgamento, nao obstante terem
tempo scieocia do eocerramenio da mencionada
sesso do jury, reaolve de conformidade om o
art. 5 8 da le de 3 de outuoro de 1831 e aviso
circular n. 9 de 29 de Janeiro de 1814, suspender
o sobredito juiz municipal supplente do exercicio
elle se
mero de molhos de esleirs, cnmprindo-me de-
clarar a V. Exc. que para o completo do referido
fardaraenlo apenas fallara 50 sobrecasacas para
soldados e 27 ditas para msicos, bem como as
respectivas caigas e bonets, que brevemente se-
rio remettidas, segundo informa o director do ar-
senal de guerra.Offkiou-se ao arsooal de mari-
nha para prestar urna lancha para a conduelo
dos volumes para bordo do rapor Paran e ao
agente para determinar o respectivo transporte.
Dito ao Exm. presidente do Maraoho.Pelo
officio que V. Exc. se sirvi dirigir-me em 26 de
abril ultimo fijuei ioteiraio de ha ver V. Exc. no
dia 21 marcado ao juiz dedireito Abilio Jos Ta-
rares da Silva o prazo da cinco mezes para to-
mar p'osse da comarca de Natarelh oesta provin-
cia; que Ihe foi desgnala por decreto de 18 de
Janeiro desle anuo. Commuoicou-se thesou-
raria de fazeoda.
Dito ao Exm. Jos Mara Lustosa do Amaral,
Io rice-presidente di provincia do Plauhy.Ac-
cuso a recepto do oflkio de V. Exc. de 15 de
abril ultimo uo qual me participa haver na quili-
dade de 1 rice-presidente assumido a adminis-
trarlo dessa provincia.
Aproveilo a occasio para assegurar a V. Exc.
que rae encontrar s^mpre prompto a cumprir
snas ordens, quer sej*ra relativas ao serrigo pu-
blico, quer ao particular de V. Exc.
Dito ao Exm. Sr. presidente do Para.Na pri-
meira opportunilade ftrei seguir para Paris o
officio, que, para ter esse destino, acompanhou
o de V. Exc. de 23 de abril ultimo.
Dito ao coronel commandante das armas.Ao
seu officio de hontem, sob n. 663, respondo di-
zendo-lhe que pode autorisar a compra de ca-
ballos para a companhia fu de cavallaria, ap-
plicando-se para esse flm a quanlia de 496ft40
existente na cana de remonta, conforme declara
V. S. no citado officio.
Dito ao mesmo.Respondendo a consulta que
faz o director do hospital militar no officio, que
lerolvo, e que veio aonexo ao de V. S. datado da
hontem, sob n. 661, relativamente ao africano
livre de nomeJos, que, estando ao serrino do
mesrao hospital, acha-se presentemente doenle,
tenho a dizer, que, em vista do disposto no arl.
45 do regulamento de 25 de novembro de 1844,
deve o mesmo africano ser tratado a cusa da-
quelle estabelecimento.
Dito ao mesmo.Envi V. S. para o Om con-
reniente, a inclusa relago, que me foi remeltida
pelo Exm. presidente da Parahiba corh officio de
S do correte relativamente s alteragdes havidas
no mez de abril ultimo acerca do capilo do 9"
batalho de infanlaria Jos Anselmo Rodrigues.
Reraeiteu-se.tambem relage3 idnticas, re-
mettidas pelo Exm. presideote do Piauhy, relati-
vamente aos altere do 10 batalho de infantera
Domingos Pereira da Silra e Carlos Cesar Maciel
Aranha.
Dito ao mesmo.Expega V. S. as suas ordens
para que seja recolhido a urna das prisoes mili-
tares o lenle da guarda nacional Joo Chrysos-
toroo Pacheco Soares, que Ihe ser mandado
apresentar pelo Dr. chefe de polica.Commu-
oirou-se a este.
Dito ao capilo do porto.Fago apresentar
V. S. para ser inspeccionado o recruta Francisco
Antonio de Mello.Commuoicou-se ao chefe de
polica que o remetiera.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Sir-
ra-se V. S. de mandar vjstoriar a escuna Lyn-
doia e orear os concertos de que ella carecer,
visto assim me harer requistado o inspector da
thesouraria de fazenda em officio do 1 do cor-
rente, sob n. 3(6, a pedido do da alfandega, a
cujo servigo se acha a raesma escunaCommu-
municou-se thesouraria de fazenda.
Dito.Pode o conselho de compras nivaes
promover, nos termos dos arts. 9 a 11 do regu-
lamento de 20 de fevereiro de 1858, a acquisgo
dos objectos do material da armada constantes da
relago annexa ao seu officio de hontem, os quaes
sao precisos para provimeolo do almoxarifado de
mariaha.Commuoicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito.P le o conselho de compras oaraes ef-
fectuar a compra nao so dos objectos de material
da armada, constante da relago annexa ao aeu
officio de hontem datado, como tambera de 17
arrobas de estupa de algodo propria p*ra ma-
chinas, offerecidas por Samuel Power Johns-
ton & C. a custo mui razoarel, segundo o
citado officio ; derendo esse conselho enviar
thesouraria de fazenda copias dos termos, que as-
signarem os vendedores de taes objectos.Com-
muoicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Autoiiso V. S. a mandar indemnisar o 4o bata-
lho de artilharia a p da quanlia de 809*000, que,
segundo consta do recibo junto em duplcala, que
me foi remettido pelo coronel commandaate das
armas com officio de 9 de margo, ultimo, sob n.
338, importa o aluguel de 40 carrogas, que con-
duziram o archivo do mesmo batalho do quar-
el do Campo das Princesas para o da Soledade,
visto nao haver inconveniente nessa indemniaa-
co, conforme ?. 5. declarou em sus informace
de hontem, n. 356.Commnnicou-se ao com-
mandante das armas.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. os papis
comprobatorios das despezas na importancia de
16$000, feitas pelo major eommandanle do corno
de guarnico desta provincia, Herculano Sancho
da Silva Pedra, com o aluguel de duas casaa que
aerrem de botica, enfermara e casa de ordem
do mesmo corpo a contar do 1" de Janeiro ao ul-
timo de ferereiro deste anno, aflm de que con-
forme V. S. indica em sua informago de 6 do
correte, sob c 354, Jeja essa quanlia acreditida
ao referido major.Commuoicou-se ao eom-
mandanle das armas.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. receber nesse arsenal aflm de serem nelle
conservados, alguos armarios e urna porcao de
papis antigos perteocentes ao commando das
armas, os quaes Ihe aero mandados apresentar
por parle do mesmo commando.Commuoicou-
ae ao coronel commandante daa armas.
Dito ao director das obras militares. Mande
Vmc. fazer com urgencia o concert de qoe pre-
cias urna porta da prisSo do dcimo batalho de
infanlaria conforme requisitou o coronel com-
mandante das armas em officio de hootem, sob
n. 660.Communicou-se a este e a tbeaouraria
de fazenda.
Portara.O presidente da provincia atienden-
do o que de officios do juiz de direilo interino da
comarca do Bonito edo juiz.municipal supplente
m exerefeio do termo da Caruata, Joo Salva-
dor dos Santos, de 19 do mez prximo flndo,
consta que este, depois de encerrada a aesso do
jury n'aquelle termo pelo mesmo juiz de direilo
ioterino, que eslava presente, reunir novamente
e jury no dia cima indicado para aubmetler a
julgamento o processo do reo Gregorio Francisco
de Torrea Vasconeellos, levando o seu exceaso a
ponto de mandar proceder busca em casa do es-
criro de jury, aflm de ebter o respectivo pro-
anno prximo paseado. A' commisso de orna-
mento prorincial.
Um requerimento de Francisco Joo Honorato
Serra Grande, pedindo que se marque quota na
lei do orcameoto municipal para pagamento de
seus ordenados rencidos, como porlelro do jury
deala cidade. A* commisso de ornamento mu-
nicipal.
Outro dos continuas da secretaria do gorerno
pedindo augmento de ordenados.A'commisso
de ordenados.
Outro do Dr. Jos Felippe de Souza Leo, pe-
dindo que se consigne fundos no ornamento, e se
autorise a thesouraria a restiluir-lhe a quanlia
de 996)960 rs. que Ihe deredors.A' camrois-
so de orcamenio prorincial.
Outro de Flix Ca valsan ti de Albuquerque Mel.
lo, ex-escrivo do jury do termo de Santo Anlo,
pediodo que se autorise a cmara municipal para
pagar-lhe certas quantias de qae Ihe deredora.
A commisso de ornamento municipal.
Sao lidas e approvadas as redaedes dos projec-
tos 7 de 186011 e 15 de 1861e mandadas pas-
ear a limpo para subir a sanego.
E' lido o aprovado o seguiote parecer:
A commisso de legislago, a quem foi presen-
te a peligo dos officiaes do corpo de polica sup-
la a representago do director geral interino da plicando que esta assemblea revogue o art. 3. da
instruego publica de 2 do correte, sob n. 132, lei n. 436de 26 de maio de 1858, e mande que
resol ve transferir a cadelra de instruego elemen- elles possam ser aposentados com o sold iotei-
tar da villa do Ex para a povoaco do Grato, a ro, tendo 25 annos de servigo, considerando que
ordena que pela secretaria se fagan as netessa- j a apresentago dos supplieantes nao asseota em
ras commudicaces. Cumprio-se esta ultima justiga nem em principio algum de equidade :
ordem. considerando que determinados como seacham
Dita.O presidente da provincia tendo em vis- por lei os casos em que as aposentadoras derem
la a proposta do director geral da instruego pu- ser concedidas, nao mesmo conreniente altera-
blica dtala de 6 do correte, sob n. 148, resolve la, muito principalmente para se fazer excepcao,
nomear delegados Iliterarios das freguezias de de parecer que seja indeferida a peligo dos
S. Fre Pedro Googalves do Recife, Jos Pedro supplieantes.
das Neves, de Sanio Amonio desta cidade bacha- I Sala das coramisses, 11 de maio de 1861.
re Cicero Odn Peregiino da Silva, e de Buique Drs. Nascimento Portella, Penna Jnior, Souza
proceda como de direito fr.Fez-se a respeito
o de mais expediente preciso.
. Dita.O presidente da provincia resolve, a
bem do servigo publico, remover o promotor pu-
blico, bacbarel Jiesuioo Claro dos Santos e Silva,
da comarca do Bonito para a de Tacaral, o
desta, bacharel Antonio Baptista Gilirana Costa,
e o desta ultima, bacharel Jos Antonio Coelho
Ramalho para a de Bonito.Fizeram-se as ne-
cessarias communicagdes.
Dita.O presideute da provincia, atienden io
ao que Ihe requereu Laurentno Jos de Miran-
da, major commandante do esquadro de caval-
laria n. 7, da guarda nacional do Rio Formoso,
resolve cooceder-lhe quatro mezes de licenga pa-
ra ir a Europa tratar de sua sau lo.
Dita..O presidente da provincia tendo em vis-
Manoel Camello Pessoa Cavalcanti.
Dita.Os Srs. agentes da companhia br*silei-
ra de paquetes a vapor mandem dar com prefe-
ferencia duas passagens de estado no vapor Pa-
Reis.
(Conttnuar-ie-na.)
rana, ao juiz municipal bacharel Maximiano DlSCUPSO prOIllllICiado DCiO Sr. Cpilia-
Francisco Duarte, que segu para o Rio de Ja-
neiro, sendo urna de r a outra de conrez.
DESPACHOS DO DIA 8 D8 MAIO DB 1861.
Requerimentot.
Antonio Malaquias de Macedo Lima.Informe
o Sr. engenheiro director da repartigo das obras
publicas.
Cosme Jos Rodrigues.Informe o Sr. director
do arsenal de Guerra quanto ao menor
nio.
Estevo Jos da Motta.Selle e rolte.
Jos Vicente Los.Remettido ao Sr. Dr. juiz
de direilo da comarca do Bonito para informar e
mandar instruir o presente recurso de conformi-
dade com o decreto n. 2566 de 28 de margo do
anno passado.
Menelo dos Santos da Fonsec* Lins Remet-
tido a Sr. director geral da instruego publica,
para attender ae supplicante nos termos de sua
informago de 3 do correte sob n. 136.
Manoel Jos de Paria Simdes.Junte o sup-
plicante os documentes exigidos pela lei prorin-
cial n. 369 de 14 de maio de 1855*
Libania Moreira Lima.Satisfaga a supplican-
te a exigencia da junta da thesouraria provincial
datada de 25 de abril ultimo.
do Rufino de Almeida, na sessao de
8 dojeorrente.
O Sr. Rufino de Almeida :Sr. presidente, de-
pois de terem eecupado a altengo da casa ora-
dores to distinctos, como os que tem tomado
parle na presente discusso, distinctos pela illus-
tragao, e pelo talento, com que sabera prender a
altengo do auditorio j pela belleza da diego, e
Auto- j pela lgica da argumentarn, da minha parte
ousadi a vir tambem a tribuna fazer reflexes
[sobre o projeeto em discusso. (Nao apoiados.)
Anima-me porm a bondade, e benignidade que
por mais de urna vez os meus nobres collegas me
tem dispensado, e qne hoje, mais do que nunca
preciso,
I A m direcgo que tomou a 2a discusso deste
projeeto emuma das sesoes passadas.as tristes con-
secuencias que iam resultando do azedume. e
animosidade.com que se discuta ento, obriga-
ram-me a ceder da palavra, aguardando-me para
osla discusso se por ventura os aoimos se mos-
trassem mais calmos e refleclidos.
I Parece que nao andei mal avisado, quando as-
sim proced.
O repouso durante o intersticio trouxe a calma
e a reflexo. Ea discusso, tendo voltado ao cam-
po da poltica, e das generalidades, vai animada,
algumas vezes picante, masisempta das animosi-
dades e das provocages que tanto nos affligi-
ram.
j O Sr. Pereira de Brilo :Isto v a quem toca.
! O Sr. Rulino de Almeida:Nao sou da opinio
daquelles que peosam que nada deremos dizer
acerca da marcha dos negocios pblicos a cargo
dos diversos ramos da admioistrago, porque as
nossas patarras sero sem effeilo: mas tambera
nao rou com os que entendom, que a discusso
da Qxago da forga policial a occasio mais pro-
pria para desabafos de ressenlimeutos parti-
culares, e para aecusages injustas e infundadas
contra a autoridade, salvo que se tem alirado
os eptetos pouco decentes e improprios desta
casa, como>sde tieariosludroesai$as$ino$
energmenos....
O Sr. Pereira de Brilo:O nobre depulado nao
vai bem por ahi.
O Sr. Rufino de Almeida :....maneguins....
O Sr. presidente (para o orador):Perdoe-me:
isto j se passou, para que roltarmos a isso ?
O Sr, Rufino de Almeida:Nao quero rollar ao
passado ; porque eotendo que ta aecusages con-
tra a autoridade leradas para aquello terreno e
nelle mentidas, como aqu se tem mantido, sao
improQcuas.perdem todo o mrito, e sao antes um
mal que um bem.
Um Sr. deputado:Mas a prsenle discnsso
nao se acha nesse terreoo, para que prosegue ?
O Sr. Pereira de Brito :Ao depois ao de-
pois....
O Sr. Rufino de Almeida :Se nao est hoje,
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 10 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. bario de Vera-Cruz.
[Conclusa.)
ORDEM DO DIA.
Entra em segunda discusso o projeeto numer
26.
a Artigo nico. O producto da lotera concedi-
da aos religiosos franciscanos de Oliods dere' ser
applicado as obras da igreja, derendo assim ser
entendido o 2. do artigo 1. da lei numero 370
de 15 de maio de 1855.
E' approvado sem debate.
A requerimento do Sr. Martios Pereira dispen-
sa-se o intersticio para a terceira discusso.
Eotra em segunda discusso o projeeto numero
20 deste anno.
a Art. 1. Pica o presidente da provincia au-
torisado conceder Luiz de Azevedo Souza se-
gundo escripturario do consulado provincial, Joo
Bezerra de Mello guarda do mesmo consulado, e
Alexsndre Americo de Caldas Brando, primeiro
escripturario da thesouraria provincial, um anno
de licenga a cada um dos peticionarios com todos
os seus vencimentos.
' lida, apoiada e entra em discasso com o
artigo asaguinte emenda :
Depois das palavras primeiro escriplura- J em'aldo lerada para "sVlerenoV aida pod
no da thesouraria prorincial accrescente-se : e ser lerada.
a Jos de Barros Correa Sette fiel do ihesoureiro Entendo, Sr. presidente, que a' autoridade
>rovincia!.S. R Dr. Manoel de quando se desmanda, quando pralica actos dignos
de censura, dar ser por elles censurada, mas
nunca desacatada (apoiados). Discuta-ae o acto
da autoridade, mas nao seja ella exposla ao des
preso, ao escarneo publico : nao se ataque, nao se
queira destruir o principio da autoridade. (A-
poiidos.)
i O exemplo partindo de cima de terrireis con-
sequenciss.
De todos os oradores que nesta discusso,
tem impugnado o projeeto em discusso, eque
tem feiloopposicoasautoridade8policiaes,rae pa-
rece que, o que hontem fallou em primeiro lugar
(o orador reere-se aoSr. Symphronio) fdi o ni-
co que seaproximou das causas, a que se dere
o estado pouco lisongeiro de nossa provincia. Os
que o'precederam e oseguiram permilta-se-me
esta rude franqueza,
Figueirda, Marlins Pereira. >
Julga-se a materia discutida e posto a rotos o
artigo approrado, e juntamente a emenda. .
Entra em segunda discusso o projeeto numero
36 de 1859.
Artigo nico. O,presidente da provincia po-
der aposentar os empregados da cmara muni-
cipal desta cidade, observando as prescripgdes da
le numero 276 de 7 de abril de 1851 ; rerogadas
as disposigdes em contrario.
E' approrado sem debate.
Continua a discusso do projeeto que fita a for-
ga policial para o futuro anno de 1862.
O Sr. Miranda :(Nao derolreu o aeu dis-
curso. )
Occupa a cadeira da presidencia o Sr. Machado
Portella. ru("e tranqueza, apaixooaram-se ao ponto.
O Sr. Lacena :-( Nao derolveu seu discurso. ) \ de que nads disserara que nao fosse exagerado
:. Urna roz :Falla com relago a todos?
O Sr. Rufino de Almeida:Refiro-me aos que
se constituirn) nesta casa, aecusadores das auto-
ridades.
Pactos vagos, falsos, ou adulterados
discurso. )
Veriflcando-se nao harer numero para rotar,
o Sr. Portella requer ae proceda na forma do re-
giment chamada e se mencionem os nomes
dos Srs. deputados que faltam.
Procedendo-se chamada, rerifica-se nao es- de bases a taes 'accusa'coes
aomram
tarem presentes os Srs. Feneloo, Coelho Cintra,
Brito, Vera-Cruz, Joo Cavalcanti, Mello Caral-
canti, Goncalves Guimares, I. de Barros, Luiz
Pilippe, Salgado Jnior, Drummond, Braulio, Si-
queira Cavalcanti, Figueirda, Oliveira, Francisco
Pedro, Lirino, Reg Barros, Symphronio e M. Pe-
reira.
O Sr, presidente designa a ordem do dia e le-
vanta-se a aesso.
SESSAO EM 11
Presidencia do
DE MAIO DE 1861.
Pires Machado
Sr. Joaquim
Portella,
Ao meio dia, feita a chamada, verlflca-ae ha-
rer numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a aesso.
L-se e approra-se a acta da antecedente.
O Sr. 1* secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia remet-
iendo copia do sato da presidencia de 7 do por-
rete, abrindo um crdito aupplementar nos ter- Igrasso espantosa, e at ae dase que o presi-
i da lei n. 488 de 16 de maio do dente declarara, que o* crimes augmentaran
O Sr. Pereira de Brito :Eu fallei com docu-
mentos.
O Sr. Rufino de Almeida:Que nao exagero e
que apenas digo a rerdade esta casa j tere occa-
sio de coohecer. Essas aecusages cahiram dien-
te das explicagos o dos raciocinios dos collegas
qae me procedern as su as refutagoes, e que
pouparam-me assim o Irabalho de lomar o tempo
a esta Ilustre assemblea com urna refutago em
larga escala.
Apreciarei apenas o que de mais importante
lm sedilo na presente discusso.
0*%athalogo dos crimes nao augmentou nessa
progresso espantosa que aqui se tem phanta-
sisdo.
0 Sr. Brilo:O proprio presidente da pro-
tineia-foi que nos reio dizer laso.
O Sr. Rufioe de Almeida :Nao disse tal.
O Sr. Brito :Ahi est o relatorio.
O Sr. Symphronio:E nem se falloa em pro-
gretsao espantosa.
.0 Sr. Rufino de Almeida :Fallou-se em pro-
na razo directa do augmento da torga poli-
0 Sr. Brito (d um aparte).
O Sr. Rufino de Almeida : E' um epigrarama
de muito mo gosto.e que nao produz o effeilo
desejado.
O numero dos crimes contra a seguranga in-
dividual elevou-se em 1860 so numero de 75 ;
17 mais do que no anno de 1859: neate nu-
mero entram as 11 victimas daa eleiges de
Aguas-Bellas, e sobre as quaes tem a opposigo
guardado profundo silencio, qur na imprensa,
qur na tribuna 11
Urna roz:Seria bom lerantar esse reo.
O Sr. R ifino de Almeida .'Outro que o le-
vante, eu nao o Urei.
Concorre tambem para esse augmento da es-
tatistca dos crimes o zelo, e actividade das au-
toridades em communicar secretaria da poli-
ca os factos que se vo succedendo, de sorle
que a estatislica se approxiras da exactido.
Proceda-se a urna minuciosa indagago sebre os
factos criminosos pratieados nos annos anterio-
res, e eslou certo que e resultado ser em favor
do anuo de 1860.
Se nao posso dizer que os crimes diminuiro,
posso afirmar quo os reos dos crimes mais gra-
ves foram capturados, processados e levados
barra dos tribunaes, excepto aquelles, que por
altas protecgdes, ou por coosideragoes politicas
foram postos em liberdade, e postos fura do al-
cance da acgo da justiga por aquelles que de-
veriam ser os primeiros em pugnar pela repres-
so dos crimes, e em manler o respeito devido
le e autoridade delta emanada. (Apartes).
Se porventura, Sr. presidente, a punigo nao
correspondeu ao nnmero e a enormidade dos
delictos, cerlamento a culpa nao das autorida-
des policiaes.
Aos juizes de diretos, aos juizes muoielpaes e
aos promotores pblicos concede a lei attribui-
goes, irapoe-lhesi deveres idnticos aos deveres
e attrbuigoes das autoridadea policiaes. Se es-
tas sao uigligentes, pouco zelosas de seus deve-
res, se nao promovem o bom andamento dos
procesaos, o que fazem os promotores pbli-
cos? Que papel representara os juizes munici-
paes?
O Sr. Gaspar Drummond :Os juizes munici-
paes teem inspecgo sobre as as antoridades
policiaes?
OSr. Rufino de Almeida :Oh Sr.! Pois ne-
cessitam de mais poderes do que os que a lei
Ihes concede?
O Sr. Gaspar Drummond:Tem attrbuigoes
paliciaes, e podem reformar a pronuncia Bo-
rnate.
O Sr. Rufino de Almeida: E quanto
basta.
Se a autoridade policial, como ia dizendo,' se
excede no exercicio do seu officio, se ataca os
diretos do cidado, ahi esto os juizes de di-
reito, os tribunaes superiores e os recursos pro-
tectores da liberdade e dos diretos do cidado.
A autoridade policial nao est senhora desp-
tica dos diretos do homem ; tem bastantes cor-
rectivos. Como, pois, as censuras smente ca-
bera essa autoridade ? '
Reconhego, Sr. presidente, que o estado da-
provincia nao lisongeiro, que a estatislica dos
crimes ainda nao avultada, mas nao posso
adraittir, que seriamente se diga que para'
isto tem concorrldo es pobres soldados de po-
lica.
Muitas sao as causas que concorrem para es-
so mo estado da polica no interior.
Ougamos o digno chefe de polica neste ponto,
no seu relatorio dirigido presidencia, que nao
sei porque motivo nao figura nos annexos ao
relatorio feito esta casa pelo presidente da
provincia.
Eis como o chefe de polica se exprime :
Nao to lisongeiro como (ora para desejar
o quadro desses crimes, que avullara por certo
no que diz respeito segaraoga individual, que
infelizmente nao pode ser lerada ao ponto que
desejavel.
Nao remos, rerdade, esses attentados com-
mettidos com ostentsgo e affronta da propria au-
toridade, em escala considerare!, cemo em lem-
pos j distantes se praiicavam,todava a seguran-
ga individual nao offerece urna situago venta-
josa.
Em urna provincia de lo extenso territorio,
e de povoages to dissiminadas.no pode com os
meios actuaes ser assidua e efficaz a acgo da au-
toridade, e assim nao possivel conter devida-
mente o brago do sicario, que ordinariamente so
nao contera as vindictas particulares, e no meio
das desavengas suscitadas por frivolos motivos.
Na falta de meios de prevengao, que totalmente
entre nos faltam a autoridade policial, tenho pro-
curado fazer effectiva a represso subsequente do
crime activando a captura dos culpados ; mas nao
pode essa represso ser completa, em quanto
subsislirem as duas poderosas causas, que em-
baragara toda a diligencia, toda a solicitude, que
parte da autoridade superior : essas duas causas
sao : primeiro a desorganisago era qae se acha
a autoridade policial, porquaoto difficilmente se
encootra quem de boa mente se preste & servir
os lugarea de delegado e subdelegado, porque o
exercicio de taes cargos exige sacrificio de tempo
e dinheiro, a que raramente alguem se presta ;
segundo a defficieocia de forga, que de realidade
as determinages da autoridade. Em quanto a
autoridade policial se nao organisar de modo que
os cidado nomeados para os cargos de delegado
esubdelegado sedediquem exclusivamente ao
desemponho de to arduos dereres, nao dado
esperar melhoramento no noaso actual estado de
seguranza individual: cada vez o mal progride,
porque crescendo os encargos de taes lugares, j
pelo acrescimo de atlribnigdes, j pelo augmento
da populago dos termos, nenhum cidado quer
entregar-se a Irabalho to aturado e impertinen-
te sem contar com a mnima retribuigo de seus
servigos; e em tal situago a autoridade policial
superior v-se sem agentes que comprara o seu
pensamentose nao de urna maneira tibia, ope-
rando nisso mais a condescendencia pessoal do
que osentimento da posigo do cargo.
Em tal estado de cousas nao difficil reco-
nhecer, que nao poseamos obler liaongeiros re-
sultados em bem da publica seguranga.
Maravilha que nessa situago nao seja peior o
nosso estado, e que algama cousa se faga no sen-
tido da represso.
Tenho activado quanto posso aprisao dos cri-
minosos, e instado pela organisago dos procs-
eos de crimes antigos de maiorgravidade, aflm de
que sejara punidos os aeus autores ; um Ira-
balho difficil,e em que no estado actual de eousas
pouco se consegue, pois ordinariamente os cri-
mes que assim se rao deixando ficar em esque-
clmeoto tem por autores pessoas importantes por
ai ou pela proteceo que encentram ; e pouco ra^
lera os esforgos da minha parte nao harendo as
diversas localidades autoridades que se possam
colloear cima daa influencias que embaragam a
acgo da justiga.
c Nao desislirei do meu proposito, e irei insis-
lindo por comeguir algum resultado.
Depois da leitura que acabo de fuer aiada oa
nobrea deputados. que fallaram em opposigo,
roltaro carga, fazendo o chafe de polica ros-
poosavel pelo que de mo possa ir pelo interior
da provincia ?
O Sr. Pereira de Brito :Agora que ha ma-
teria ruta para rollar carga.
O Sr. Rufino de Almeida : Vejo que nao!
prestou altengo ao que li.
O Sr. Pereira de Brilo:Prestei altengo : lera
ale maravilha 1
O Sr. Rufino de Almeida :Tem muito espiri-
to o nobre deputado I Trata-se de um negocio
tao serio, e lo importante, e o nobre deputado
oceupa-so com analyse de palavras I Porque o
chefe de polica disse que maravilha que o
nosso estado nao sjs peior o nobre deputado
entendeu que na palavra maravilha encontrava
ura ridiculo esmagador; pegou-se palavra,
desprezando o pensamento......
O Sr; Pereira de Brilo :Eu estou maravilha-
do pelo mo estado das nossas cousas.
O Sr. Rufino de Almeida : E as causas que
cODCorrera para Uso nao o raaravilham :
O Sr. Pereira de Brilo :Compete ao chefe de
polica remove-las.
O Sr. Rufino de Almeida :Como remor-las?
Lembre o meio.
E se s causas apontadas pelo chefe de polica
ajunlarmos os esforgos, dos que julgam coneor-
rer para a felicidade da patria atacando o princi-
pio da autoridade, poderemos em coosciencia di-
zer que proceder contra esse magistrado as ae-
cusages feitas nesta casa?
(Hs um aparte.)
O Sr. Rufino de Almeida :Aonde esto os fac-
tos que attestam o seu pouco zelo pelo servigo
publico, a sua complacencia com os criminosos,
a sua irrelexo, a sua leriandade, como to le-
vianamente se disse ?
O Sr. Pereira de Brilo :Trouxe-se para aqui
tres catlogos de crimes.
O Sr. Rufino de Almeida :Eu irei elles.
Os fados que tem sido trazidos discusso, ou
. e.m *eu completo elogio (appoiados) ou sao
distituidos de fundamecto, ou baseam-ae em fal-
sas informagoes.
(Ha um aparte.)
OSr. Rufino de Almeida:Sempre ouvi dizer,
e assim me ensinaram os meus mestres em direi-
to, que quem allega incumbe a prova. Maa os
meus Ilustres collegas da opposigo entendem o
contrario*. Para elle basta a simples allegago.
muito embora quem allega mostre-se excesiva-
mente apaixonado, seja advogado dos ioteresses,
dos que se derem offendidos em seus diretos, ou
queira ser juiz em causa propria.
O Sr Pereira de Brilo:E ae eu disser que o
nobre deputado quer aer juiz em causa pro-
pria?
O Sr. Rufino de Almeida :>'o diz a rerda-
de. Eu juiz em causa propria ?!
O Pereira de Brilo :Sim, porque o nobre de-
putado pertence a repartigo da polica.
O Sr. Rufino de Almeida :Mas oenhuma res-
ponsabilidade tenho pelos actos das autoridades,
nao concorro para soaa nomeagoes, oa demis-
soes, nao tenho attrbuigoes policiaes; emfim
nao esto os meus actos.como empregado publico,
sendo censurados........
O Sr. Pereira de Brito :Eu, sim, qua posso
declarar, que nao fui juiz em causa propria.
O Sr. Rufino de Almeida :O nobre deputado
magoa-se sera razo. Eu nao disse semelhanle
cousa : o que disse foi, que muitas rezes quem
faz aecusages, quer ser juiz em causa propria.
Um Sr. deputado :Talhou carapugas, para
quem as quer tomar.
OSr. Rufino de Almeida :Tambem nao pre-
parei carapugas; nao me dirig a ninguem, e
muito menos ao nobre deputado que tanto se
encommodou com as minbas palavras. Se nao
quiz ser juiz em causa propria como declara, nao
tem razo para tanto se agastor......
O Sr. Pereira de Brito:Quem faz aecusages
appella para o juizo da casa, e tambem do pu-
blico.
O Sr. Rufino de Almeida:Muito bem Tam-
bem appello para os meemos juizes.
Muito se tem gritado contra a inercia, e frou-
xido das autoridades na represso doa erimes :
os factos porra attestam o contrario. O docu-
mento que passo a lr, e que ponho a disposigo
de quem quizer examinar, demonstra qual o nu
mero de criminosos capturados no anno prximo
passado, e a natureza dos crimes.
Durante o anno de 1860 foram capturados nesta
provincia 1022 criminosos, sendo os crimes por-
que foram capturados ossegointes:
Resistencias 13.
Tiradas ou fuga de presos 37.
Falsidade 1.
Perjurio 1.
Moeda falsa 4.
Falta de exaego no cumprimento de seas de-
veres 1.
Desobediencia 44.
Contra a liberdade individual 1.
Homicidio 141.
Tentatira de homicidio 46.
Ferimento e offenses physicas 154.
A mea gas 8.
Entrada na casa alheia 3.
Estupro 7.
Rapto 10.
Calumnia e injuria 6.
Bygamia 1.
Furto 115.
Banca rota, estellionato e outros crimes contra
propriedade 44.
Daono 3.
Roubo 18
Tenlatira de roubo 1.
Foram tambem capturados em o mosmo anno
109 desertores, saber:
Do exercito 76.
Da armada 31.
Do corpo de polica 2.
Tratarei agora dos factos dos celebres catlogos
aqui apresentados, a proporgo que a memoria
m'os fornecer.
O primeiro fado da primeira accaeago foi o
recrutamento de um Pedro Jos dos Santos ; nao
foi ? (dirigindo-so ao Sr. Pereira de Brito).
O Sr. Pereira de Brilo :Nao me lembro. Se o
meu requerimento cahio!!
O Sr. Rufino d Almeida :Neste ponto foi o
chore de polica completamente justificado, e o
nobre deputado que o aecusou tere a generosida-
de de fazer-lhe justiga, acceitaado as explica-
gdes....
O Sr. Pereira de Brito .Por m'o affiangar o
nobre deputado (designando o Sr. Lacena). Nao
aceito, porm a qualiflcago que dea ao recruta-
do, de reo de policia.
8>uzam-se muitos apartes).
Sr. Rufino de Almeida :A segunda accaea-
go foi tambem o recrutamento de outro individuo
de Pao do Alho, de nome Joo de tal, por alca-
nha cordadoNao assim? (ao Sr. Pina).
Urna Voz :E' o tal da sslgadeira.
O Sr. Pina :E', sim senhor.
O Sr. Rufino de Almeida : Quanto este re-
cruta, j o mea nobre amigo e collega, o Sr. Dr.
Souza Reis, disse o quaoto era bstente sobre o
qae a seo respeito occorreu. Nenhama isengo
legal tinha em seu favor, como j se demoostroo
em ama informago dada pelo chefe de policia
ao presideote.
Urna Voz :B essa informago nao estar na
salsadeira ?
O Sr. Rufino de Almeida:Nao senhor, por
que o chefe de policia nao costuras demorar in-
formagoes ; e nem esse individua recrutado era
to desprotegido, como pode attestar o nobre de-
putado que se asenla minha dlreita, e qae aa-
be que alguem declarara ao presidente da pro-
vincia, que no caso de ser indeferida a sua peligo,
darii o recrutado um homem por si. ou a auau-
lia de 600a000.
Urna Voz :Quem seria este protector ?
O Sr. Rufino de Almeida :O nobre deputado
quem sabe o seu nome.
O Sr. Pina :Fui eu.
O Sr. Rufino de Almeida :J vem os sobres
depilados que nao me enganei, quando disse que
o tal recruta, nao era nenhum desamparado
pode dar ura homem por si.
O Sr. Souza Reis :Achou quem Ihe desse
O Sr. Pina :Nao sei se dea homem por si, o
que sei que hontem o encontrei na ra. i
solt. '
O Sr. Rufino de Almeida : Enlo nao era
muito infeliz ?
(Cruzam-se muitos apartes.)
Nao baria tal perseguigo. J foi lida a pri-
meira informago, lerei a segunda.
O Sr Pina :As autoridades de Pao do Alho
asseveraram que elle nao seria solt.
O Sr. Rufino de Almeida :Porque sabiem que
elle nao tinha isengo legal em seu favor, e igno-
ravara a generosidade do nobre deputado em dar
um homem por elle.
Urna voz :Obra de cardade.
O Sr. Pina :Nao dei; soube hoje que elle foi
solt, por v-lona ra.
O Sr. Rufino de Almeida :Leamos sempre a
segunda informagoei-la :
polica de Pernambuco 3 de maio de 1861.Illm.
e Exm. Sr.Em additamento a informago dada
era officio de 15 do mez prximo passado, trans-
muto por copia a informago que acaba de dar o
delegado de policia do termo de Po-d'Alho acer-
ca do recruta Joo Francisco dos Saotos ; e assim
ver V. Eic, que o mesmo recruta parece nao
estar no caso de ser atteodido.Joo Francisca
dos Santos homem vadio, sem oceupago, e ne- -
nhum auxilio presta ana mi, como se inculca ;
e reconhecer V. Exc, que todo o esforgo feito
para que elle seja dispensado do recrutamento
paite de urna pessoa aecusada ter por elle man-
dado perpetrar um crime cuja punigo deixou de
ter lugar, nao obstante as provas colleitidas con-
tra o mandatario.Em cootraposigo ajustiflca-
go dada pelo recrutado apresenta-se outra jus-
tificaco ; e V. Exc. examinando esses documen-
tos decidir como fr de justiga.
a Deus guarde a V. ExcIllm. eExm. Sr. Dr.
Antonio Marcelino Nunes Gongalves, presidente
da provincia. Trsto d'AW-ncsr Araripe, chefe
de polica.Conforme.O official ser'vindo de se-
cretario, Jos Xavier Faustino Ramos.
O Sr. Symphronio : Essa informago urna
falsidade.
O Sr. Pioa : Dous deputados deveni merecer-
mais crdito do que cerlos espoletas de Po-d'-
Alho.
O Sr. Presidente : Altengo 1
O Sr. Rufino de Almeida:Nao sei quem sao
estes espoletas de Po-d'Alho. O que sei que &
primeira juslificago, dada nesta cidade, e em
qae depozeram o nobre depulado e mais outras
duas pessoas antepozeram urna outra, em que ju-
raran* testemunhas igualmente qualificadas: na
primeira diz-seque o recrutado viuvo, Iraba-
Ihador, arrimo de urna mi viuvana segunda
diz-seque elle casado, que abandonou a mu-
Iher, nao presta arrimo a mi, e completo-
vadlo..
O Sr. Pioa :Nao apoiado: sempre o conheci
trabalhador.
Um Sr. deputado :Qual a concluso ?
O Sr. Rufino de Almeida: E' que nao sei de-
que lado est a justiga, e que o chefe de policia
nao o competente para decidir este negocio.
O Sr. Tina: Dere-se dar crdito as pessoas,
que esto no caso de ser iodependentes.
O Sr. Rufino de Almeida: E' rerdade: mas
isto l com a autoridade que tem de julgar da
isengo allegada ; e nao com o chefe de policia.
m Sr. deputado :A autoridade que deu a in-
formago apsixonada.
O Sr. Pina :E' um juiz poltico e ringatlro.
O Sr. Rufino de Almeida : Essa autoridade
nao o juiz municipal. O Sr. S, 'quem o no-
bre diputado que me precedeu, acabou de elo-
giar ?
O Sr. Oliveira Andrade :Eu nao o censuro.
O Sr. Symphronio : O Sr. Olireira Andrada
fallou no passado.
O Sr. Pina :Justamente: de certo tempo para
c lornou-se poltico e riogatiro.
O Sr. Rufino de Almeida :Ser abusar da pa-
ciencia da casa o continuar a fallar sobre seme-
lhanle recruta, qne demais a mais j est solt.
A proposito de recrutamento, tem-se arenga-
do preposiges exageradas. Tem-se dito que o
recrutamento se faz em grande escala, e de um.
modo brbaro, principalmente nesta cidade. E o>
nobre deputado que se assenta minha frente
[refere se ao Sr. Brito) acabou de dizer que era
preciso trazer n'algibeira o seu titulo de Dr. em
medicina, para nao ser recrutado. Entretanto os-
factos fallam em contraro.
O Sr. Lucen, d um aparte.
O Sr. Brito :Ouga, ouga, o que est duendo
o Sr. Dr. Lucena.
O Sr. Rufino de Almeida :Nem ea contesto o
Sr. Dr. Lucena, e nem o que elle diz contraria o>
meu dito.
O Sr. Lucena :Isto recoohecido pelos altos
poderes do estado, que o recrutamento no Brasil
se faz de um modo inconveniente, e at pessi-
mo ; maa isto nao serr de censura ao chefe de
policia.
O Sr. Rufino de Almeida:Apoiado. Como ia- -
dizendo os factos fallam contra a proposico do
nobre deputado (o Sr. Brilo.)
Eata provincia dere concorrer no correte aneo
com o numero de 919 recrulas para o exercito,
tocando esta capital dar 156 : entretanto no es-
pago de lempo decorrido de Janeiro ao corrate
mez foram nesta cidade recrutados 29 individuos,
como prora o documento, que offereco ao exame
do nobre deputado.
Ora, quando apenas se tem recrutado o dimi-
nuto numer de 29 indiriduos, e quando mesmo
destes se tem attendido aa escusas allegadas pos-
teriormente por quasi um tergo, pode, dizer-se
que o recrutamento, na capital, se faz por um
modo, que mistar o nobre deputado Irazer o seu
diploma de medico para nao ser recrutado ?
O Sr. Brito : Mas como prora isto o nobra
deputado?
O Sr. Rufino de Almeida ;Com o documente
extrahido dos litros da secretaria da policia, e
que j offereci ao exame do nobre depulado.
O Sr. Pereira de Brilo: B en posso trazer a*
certides das iospeeges para provar o contrario.
O Sr. Rufino de Almeida :O que lem aa ins-
peegoes medicaa com o que esloiudizeodo? 01
numero de 99 recrutas refere-ee aos recrutados
na capital, e nao em toda a proriocia....
O Sr. Pereira de Brito, d um aparte.
O Sr. Rufino da Almeida : Como pode-o no-
bre deputado contestar a aulhenticidade deste do-
cumento ?
O Sr. Pereira de Brito:Nao sei qae documen-
to esto.
O Sr.' Rufloo de Almeida: Deus me de pa-
ciencia. &' urna certido extrahida doa tinos da.
polida, na qual ae conlm os nomea doa recru-
tado*, s jas flliagOes. naturalidades, estados, pro-
flasoes, etc., etc., etc. So Ihe talla o reconhed-
meato dae aMigoaluras: as se quizer no pri-
ti
Vi


-m
ftlalftlO DI rUUUOWXk. SEflNDl fH-U 13 DI MAM M 1M1.
unte pal da fio rubo fwMi tutee eom. t> Mkideoc qe
dil.geeeu cirol, m tudivl-! petado ttejroa, laotTeroto W
izare*. re.ieUe,e pMedeu sdroot* ro aa*ustujeeelsea i me
i enrorrenarodadil.geaeia. U le. doputode Da evcreiar

.<
Miro da nttl posto traxe-la coa lodos o sacra-
080010*.
O Sr. Francisco Padre, di aa aparte.
OSr. Refino do Alaroida : Queta ptrddar.
aQuiz dizer coa todas aa formalidades lgaos.
O (acto que eonaliluio o toguodo trotete ee
eriaies, oi ter o chota de polica mandado fazer
mate diligencia em HitOM'h pelo delegado de Pao
^Aleo.-Horrivel ttlsoiede, dgito de aerre eu
C 1 Tendo o ais munttipel
andado tasar urna diligea '
fea, morador em Nazarethv
a offlcaee de juslica enwrregaero da diligeeti
ese indtatduo foi pro trota a pronunciad*,
nasa nao M freso, perqu u'aquetle torran liaba
rondas pretecto.ro, que tereavam a policia do
ia|afjmpe tente.
vaa Sr. Deputade:Oitros- me at que n sub-
dtelegado era amigo intimo dalle.
O 6r. Rufino de Almeida : Neo podando ros*
crimiooso ier capturado pe autoridades poli-
oses de Nazareth, o que tez o chefe de policia T
Ofdenou que o delegado dn Pao a'Alho proce-
desse a sua captura, pois que d'joulra forma ella
ataca ae realissris.
O Sr. Drommond Eu neg o direito do che-
fe de policia poder uundar entrar no termo
alheio.
O Sr. RuQoo de Almeida :E nio tem elle ju-
erindicio em toda a prorincia T
O Sr. Drummoad : E' preciso que esteja no
logar.
Alguns Srs. depntados: Em que lei se funda
liara diter Uto T
Cruzara-se apartes.)
> Sr. Rutioo .de Almeida : O chefe de policia
siopode ordenar aos delegados que tagam pri-
eoes em termos vizinhos ?
O Sr. Drammoud :Nio seuhor, ueste caso nao
spde.
(Ha um outro aparto.)
O Sr. Rufino de Almeida :Diz o nobre depu-
tado que a relacio acaba de docidir que o chefe
ato polica nao pode as>im proceder....
O Sr. Dmmmood :E decidi mullo bem, con-
forme a lei.
(Cruzm-se muitos apartes)
OSr. Presidente:Atlenco I Quero lem a pa-
tarra o Sr. RuUnu : islo um perfeilo dia-
logo.
O Sr. Rufino de Almeida:Apezar da oplniio
ata relaeao, anda insisto em dizer que 0 chefe de
policia aodou muito acertadamente, mandando
fazer semelhaote diligencio, porque nio sei que
o crinae de resistencia seja hoje um crime insig-
nificante ; eqoe a auloridade, que ordena a pri-
bo de ooi pronunciado em tal crime nao passe de
en leviaoo.
Me parece, que lambem nao procede o dito de
que o subdelegado do districte em que niorava o
pronunciado, porque, se me nao engao, este sub-
delegado foi exonerado. O facto da diligencia te-
fe lugar em julho do anno passado, o em 12
Taquelle mez o subdelegado de Lagda-Secca An-
tonio Lourenco T^varts de Albuquerque foisubs-
lituido por Feliciano Jos de Mello.
O Sr. Pina .Islo muito diferente, como
dufferenca de norte para aul.
6 Sr. Rufino de Almeida:Nio era em Lagoa
Secca que morara o pronunciado f
O Sr. Symphronio :0 subdelegado demittido
vio foi o de que se (rata: mas de faci se nio
Toase o procedimento do chefe de policia o hu-
me m fica va impune, porque o subdelegado o pro-
tega.
O Sr. Souza Reis:Eu nio digo; as accust-
{oes 9ao elogios.
O Sr. Ruoo de Almeida :Basta : nada mais
dUrei, porque de facto a censura um elogio.
O Sr. Symphronio :Esse subdelegado persis-
te, e persistir per longos annos.
Um Sr. deputado : t' um subdelegado que
tem honras de bispo.
O Sr. Rufino de Almeida: Reata-me tratar
agora do terceiro calhalogo apreaentado pelo no-
l>re deputado que se astenia i mloha frente (o Sr.
Joao Cavalcanli}. Arripiaram-se-me os cabellos
eo ouvir a reeitac.au de tantos, e lio horrorosos
taimes; e fiquei admirado de que ludo aquillo
succedesse em um termo ds comarca do Recite,
s portas desta capital, por assim dizer; em um
termo aonde temos um promotor publico lio zo-
loso,e activo no cumprimenio de seus deveres, e
um juiz muoicipal tambera activo e zeloso. O
dino promotor publico de Olinda tem assento
reata casa, est presente discussio, e pode di-
zer- nos se verdade, que ali so tem dado tantos
allentados, tantos roubos, Untas tentativas de
anorte, ferimenios, surras, etc., etc., e dos quaes
inda nio leve a policia iciencis.
O Sr. J. Cavalcanli: l'oi no termo de Iguaras-
s, e uo em Olinda.
O Sr. Rufino de Almeida : Mas o promotor
publico de Olinda o mesmo de Iguarass.
Quer me parecer que ha exageraco, e mesmo
nexactidio nos tactos honlem narrados pelo oo-
fcre debutado.
OSr. J. Cavalcaati: Pode ser que sim.no
pensar do nobre deputado.
O Sr. Rufino de Almeida :Creio que o nobre
deputado nio presenciou nenhum dos factos que
mencionou, e que apenas guiou-se por informa-
oes: se o nobre deputado foi leslemuoha desses
factos entio neuhuma- patarra mais direi em cou-
testago.
O Sr. J. Caralcanti:Tire inforraagoes fide-
dignas.
O Sr. Rufino de Almeida :Isso de informa-
roes fidedignas tem seu eseformes......
Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Rufino de Almeida Sr. presidente, pa-
rece-me, repito, que ha muitas exageraedes nes-
sas inforniages fidedignas. Tantos crimes, e
delies nio teve noticia a policia.
Eslou acoslumado ouvir exagerar, factos, que
oio passam de simples oceurrencias muito tri-
viaes. Quaotas vezes espalha-se a noticia de
urna lea-taliva de morte, e procedeodo-s as ne-
cessariaa indagagoes, conhece-se que apenas tem
ha'ido urna briga entre dous ebrios 1
Quer o nobre deputado que Ihe cont, o q'ie,
inda ha poucos das, succedeu? Um homem por
divertimeoto inventou urna historia de um assas-
sinato, havido dentro do arsenal de msrinha en-
tre dous trabajadores ; esle facto foi acre-
ditado, delle foi um individuo dar noticia ao che-
le de polica, procederam-se as necessarias inda-
gaces, e o resultado foi que neohuma oceurren-
cia se dora naquelle arsenal.
Apezar disso, ainda muita gente assevera que
tal assassinsto se den. Como esle ; muitos outros
factos so dio.
Nio duvido que se tenha dado um ou outro
caso menos grave, e sobre o qual hoje nada tem
que ver a polica. Urna surra, que nio produz
effensa physica grave, um ferimenlo leve, urna
njuiia, sao factos, sobre os quaes a policia iiio
pode proceder ex-oQlcio, porque assim tem de-
terminado a lei de 2 de setembro do anno pas-
sado.
Um Sr. deputado :Mas quando o ofn jido
f6r pessoa miseravel.
O Sr. Rufino de Almeida :Neste caso compe-
te ao promotor publico denunciar.
O Sr. Orumond :Precedendo urna justifica-
rlo aobre o estado de miseria.
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Drumond :Afflanco ao nobre deputado
que nenhum facto crimiooso chegou ao cooheci-
mento do chefe de policia, que sobre elle imme-
diamente se nao provideociasse.
E sobre os qne narrou o nobre deputado hon-
tem estou convencido que o promotor publico de
Olinda se dar pressa em syndica-los, afim de
que, caso sejam verdadeiros, sotTram a devida
oonJctq.
O qne resta, pois, das accuQes feitas honlem
pelo nobre deputado?
O Sr. J. Cavalcaati: NSo disse nada, quante i
tentativa de morte feita pelo subdelegado, e sobre
que houve denuncia.
O Sr. Rufioo de Almeida : Quero deu a de-
nuncia, e que autoridade?
O Sr. S. Cavalcanli:Foi. feita pelo Jornal.
O Sr. Rufino do Almeida:E agora as de-
nuncias dio-ae pelos jornaes? Nio tio mais por
meio de petigio dirigida ao juiz ?
O Sr. 1. Cavalcanli:Cumpria a policia in-
dagar.
O Sr. Rufino de Almeida :E o nobre deputa-
do sabe se policia procurou conbecer se a im-
putt(io feita a aquella auloridade era verda-
dera?
Sta um aparte).
Sr. Rufioo de Almeida:E eu poseo affirmar
r aobre os factoa criminosos mencionados pe-
jornaes, ha sempre syndicancia pela polica :
nsle ponto invoco o leslemunho do digno vice-
presidente desta casa, qee por yeros tem oceu-
jao a cadeira de presidente da provincia : elle
que diga aa assim nio se tem procedido.
O Sr. J. CavalcanU -.-Nsse nio houve tjndi-
cancia.
O Sr. Rufioo de Almeida:E tono sabe o no-
.
*
* t

f ti
bre deputado disso ? nio sabe qne taro averigua-
l*TO ro taaem em reservado 1
O Sr* i. Cafalcaati:Hariam testamunhas de
Ista.
O Sr. Rufino de Almeida:De que ? Das ave*
tiiNacea ?
O Sr. J. Cavalcanli :Nio houve averiguado
r^Raooo do AkMida :~r qe ellaa alo
MkidasM qae o nooto da-
tratavsaa-
___i autoridade.
U U. dopulado rOa ecrotara da pelicia
ota thrassn caaes?
O Sr. fas a AlmeMa :-N*a pessa otear ro
sta, ooo a paeqae ooa tanoa ata ravaaaoria a
s U aro archives ds roaretaria, conro parqu*
Koirroia oia paase der noticias. Ooaaro de-
putado foi o primeiro a dizer, que taes syndican-
erro ro faziani. por forpt da um riso rosBmda
do ministerio d* justtea.
O Sr. Joao CavalcanU:Assia i fcil justificar-
se ludo I
O Sr Rufino de Almeida : Tambera fcil
aecusar-se. (Apoiadoe.)
Agora apenas resta o acto inaudito do chefe de
policia, que teve a tdmeridade de mandar vir de-
baixo de prisao at a secretaria da policia o Sr.
Dr. Esterao CavalcanU. Este procedimento hor-
roroso mereceu acre censura do nobre deputado
que, apesar de se declarar amigo do chefe de po-
licia...
O Sr. Gitirins ;Declarou que era como depu-
de, es oso como homem, que fallara.
Ba um ostro aparto.)
> Sr. Rufino de Almeida :Eu peco lieenca ao
aobre deputado pan contestar a sus propesi-
c.ao
'O Sr. Jai* Cavalcanli : Nio sari capaz
disso.
O Sr. Rufino de Alsseida :Nia houve ordem
de prisao contra e Sr. Dr. Estevio Cavalcanli...
O Sr. Joo Cavalcaati :Porque abafou-se lo-
go a ordem.
O Sr. Refino da Almeida :Est eogenado, oio
roabafeu a ordem de prisao.
O Sr. Joio CavalcanU: O aobre deputado
queaa esli muito mal engaado, elle veio
preso.
O Sr. Rufino de Almeida i Nio honra tal. E
de mais, que necessidade hivie de abafar-ae esse
ordem de prisao ? Quaes sao as regalas que tem
o Sr. Dr. Estevio, para contra elle sa nio poder
expedir urna ordem de prisao ?
Tendo o Sr. chefe de policia recebido varias
denuncias contra o Dr. Esterao, i quero se attri-
buia planos de deaordem para a eleicio, e que
tambem era apontado como autor de cortes acon-
tecimenlos havidos e.n Olinda, mandou aviso ao
dito doulor para comparecer na secretaria da po-
licia ; e como este comparecimenlo nio tivesse
lugar, ordenou ao delegado de Olinda, o Sr. ca-
pillo de fragata Filgueiras, que o fizesse apresen-
lar ; o esta ordem foi cumprida O Sr. Dr. Este-
vas* veto policia, enteuueu-se com o chefe de
policia, e foi sao e salvo para a sua casa.
O Sr. Joio Cavalcanli:Nio foi assim, como o
nobre depulade diz.
O Sr. Rufino de Almeida :Como foi eolio?
O Sr Joio CavalcanU : Mindou ordem, para
que fosee preao o Sr. Dr. Esterao ; o apilo
Filgueiras, disse que era amigo delle, e que nio
ae sugeitava i essa humiliacio.
. O Sr. Rufino de Almeida :Porque oio foi re-
colhido prisao. quando veio i presenca do Sr.
chefe de policia ?
Quero admiltir que o Sr. chefe de policia tives-
se mandado vir sua presenca o Dr. Bstevao, de-
ba i xo de prisao : onde est o horroroso, oille-
gal desse acto ?
O Sr. Joao Cavalcaoti :Nio havia motivo.
O Sr. RuQno de Almeida :E quem era o juiz
para eonhecer na occasiao da falla de motivo? O
detento?
O corlo que o Dr. Estevio nio foi prisao, e
apenas veio i secretaria, de onde voltou para a
sua casa.
O Sr. Joio Cavalcanli:Foi sroente para des-
feitea-lo.
OSr. Rufino de Almeida : Porque, e para
que ?
O Sr. Joio Cavalcaati: Para plantar o desa-
nimo no lado a que elle perlencia, e dar gaoho de
causa ao outro.
O Sr. Rufino de Almeida :Nio tem razSopara
dizer isto. aristado procedimento que teve o che-
le de policia cora o Sr. Dr. Eslevo, e muito me-
nos leve razio para horrisar-se de ter o chefe de
policia mandado vir sua presenc o referido
doulor : salvo se o nobre deputado enlende, que
a accao da autoridade, nao deveiralm de um*
certa carnada da sociedade.
Conheco o Sr. Dr. Eslevo, aprecio as suasex-
cellentes qualidadea, mas nao o considero fra do
alcance da autoridado, porque nao goza presente-
mente de regalas, ou previlegios, que Ihe deem \
foro especial.
(Ha um aparte.)
O Sr. Rufino de Almeida: Lembro-meque o
nobre deputado disse tambemque o Sr. capillo
de fragata Filgueiras, fra exonerado do cargo de
delegado de policia de Olinda, por nio ter ele-
cu lado a ordem de prisio decretla contra o Dr.
Eslevo.
O Sr. Joo CavalcanU : Parece-me que sim.
O Sr. Rufino de Almeida :Pois bem, pergun-
le ao mesmo opitio de fragata se islo a verda-
de, ou sa o fei apedido seu, e por motivo muito
diverso.
[Ha sm aparte )
O Sr. Rufino de Almeida : Tenho abusado
bastante da paciencia da casa ; rou concluir, re-
pellado, que os. factos trazidos i discussio, ou fi-
zeram o completo elogio do chefe de policia (mui-
tos apoiados) ou cabiram diante das explicares,
o analyses feitas. (Apoiados. Muito bem.
narios Capuchinhos, a mitas mandada rootar,
pela Astociafio Tfpagmphica ftrnm loro00.
ao sen padroeiro S. Joio ante-portasa laUrosa. O
aclo foi solemne e edifica a te, sendo eeeoervida
por urna graude parta dos rocioa boticarios
effectiros degsa iwociseo.
Lista dos baplisadoa a essamentoa havidos
na frsfaits da oaoA'ista oa taro de aovH ara-
ximu pastada.
Jeronysro, bwoao, dora 1 atoo da trocido. Me
legrtioM da tsoeou Aolsoie Vuelta de Castro
Tararos a Carolina Si tetrada ViUlla Ta vares.
tuz. taraoce. asearlo emJHdo araren desta au-
no, liba ragtiara de asawrol Georolree Afro
iva Kpm
'.filos
e Silvaaa Jansaria de i
ttoaoa-
REVISTA DIARIA.
No da 19 do correle, lerceira dorainga desse
mez, installa-se a reuniiu do coaselho de quali-
fieago da guarda nacional desta parochia de
Santo Antonio, afim de proceder reviso da re-
ferida guarda e qualificacio dos que estiverem
as condicoes de servirern nella, segando o es-
tatuido na lei n. 502 de 19 de setembro de 1850 e
no decreto de 12 de marco de 1854 n. 1130.
Em additamento a nolicla que demos acer-
ca do processo do professor de Ipojuca, deremos
observar que na mesma dala, em que foi elle
submettido pela directora geral acioncia da
presidencia, foi igualmente ofBciado ao respecti-
vo delegado Iliterario para fazer a competente in-
timagao ao processado, afim de que por sua par-
te fosse iaterposto o recurso legal.
A antecipaco dessa rem^ssa do processo
presidencia, sem delle constar ainda a respectiva
inlimacio, foi urna medida que a directora eeten-
deu lomar para poder ser elle pleoameote apre-
ciado em suas pecas pelo Exm. Sr. presidente,
que o tem de sentenciar definitivamente, dando
ou negando provimento ao recurso que baja de
ser intentado.
Foi suspenso o juiz municipal supplenle do
termo de Caruar Joio Salvador dos Santos, e
ordenado que coaira elle se procedesse como for
de direilo. por haver reunido o jury daquelle
termo, depois de encerrada a respectiva sessao
pelo juiz de direilo interino.
Por portara de 8 do correle foram remo-
vidos os promotores pblicos das comarcas de Ta-
tarata, Bonito e Brejo, hachareis Jestiino Claro
dos Santos e Silva, Antonio Baplista GiUraoa Cos-
ta e Jos Antonia Remalho.
Em consequencia do que, promotor do Boni-
to este ultimo, do Brejo o immediato, e de Taca-
rat o primeiro dos indicados.
Acha-se removida da villa do Ex para a
povoaco do Granito a cadeira de iostru:c.ao pri-
maria daquella villa, sobre iodicacie do Sr. di-
rector geral de instruceo publica.
Poram nomeadoa delegados litlerarios os
seguales senhores:
Jos Pedro das Nevet, para a freguezia de S.
Fr. Pedro Goacatres do Recife.
Bacharel Cicero Odn Peregrino da Silva, para
a freguezia de Santo Antonio.
Manoel Camello Petaos Cavalcaoti, para a fre-
guezia do Buique.
Foram recolhidoa a caro de delengio no da
10 do corrate 11 horneas e 2 mull eres, sendo
10 Uvero e 2 escrovos ; a ordem do Dr. chefe de
policia i, a ordem do Dr. juiz de direilo especial
do commeraio t, a ordem do Dr. juiz municipal
da 1" vara 4, a ordem do subdelegado do Recite
.3, a saber: Vicencia, raer ra de Pedro Puach,
Antonio a Genezio, escravos de Regiaaldo Alves
de Mello, a ordem duda Santo Antonio 2, e a
ordem do da Boa-Vista 2.
Sob a rubricaCommunicado, vai publi-
cado um artigo sobre t eisicio directa, para o
qual chamamos a attencle dos nossos leitores.
Bottam lave lagar no hospicio des MUsio-
-Afjara
los, pardo com 2 atezro da nasal*
ral de Anua Maria, sotteira:
Loiza. parda, com 5 mases da ntadds,
lural de Mequilinv, sscrava.
Facundo ertouio. rarjH 3 din da BttliidjLrfltte
natural de Lucrecia, erorava.
Isabel, branca, com 8 mezes de nascids, filha le-
gtima de tfandel Jod da Silva Guimaries e
Jo vina de Ferias Tararea Guimaraea.
Marunna, branca, nascida em 11 da marco deate
anno, filha legitima de Juveocio Taciano Ma-
rinas Aaaa Silvana de Mello.
Miria, branca, croo i meroe de nucida, filha na-
tural de Antonio Felippa Rodrigues da S'lra a
Antonia Joaquina da Concei^o.
Maa, parda, com 8 mezes de nascida, filha le-
gitima-de Jos Tiberio Alves a Maria Joaquina.
Maria, crioula, com 3 maros de nascida, filba na-
tural de Aona, escrava.
liara, parda, nascida em 28 de setembro do sa-
no passado, filha natural de Manoel Joaquim
e Maria Francisca.
Jenuino, pardo, com 1 anno de naseido, filho le-
. gilirao Manoel Themotheo de Abreu a Joauna
Marques da Cooceicio.
Albaira, branca, cora 5 annos de naseido, fllho
legitimo de Domingos Adolpho Vieira de Mel-
lo, fallecido, e Amalia M. da Virgem Mello.
Maria, branca, nascida em 22 de dezembro do
armo passado, filha legtima da Andr Alves
Res e Josefa Rosa do Espirito Ssata.
Fraocisca, branca, com 12 annos de nascida, filha
natural de Cietana Esmeraldina.
Augusto, pardo, com 2 mezes e meio de naseido,
filho natural de Maria escraro.
Jos, crioulo, com 2 annos de naseido, filho legi-
timo de Maooel de Jess Monteire e Monica
Agostinha dos Prazerea.
Marcolino, pardo, com 2 mezes de naseido, filho
natural de Severiana de Borges.
Manoel, pardo, cem 9 mezes de naseido, filho na-
tural de Seohorinha, escrava.
Fortunato, pardo, eom 1 anno de naseido, filho
natural de Maria Francisca de Jess.
Antonio, branco, naseido em 26 de Janeiro deste
anno, filho legitimo de Benrindo Gurgel do
Ama ral e Joanna Amelia Gurael do Amaral.
Jos, branco. naseido em 21 de oulubro do anno
passado, filho legitimo do Dr. Luiz Salasar
Hoscoso da Veiga Pessoa e Maria Bibiana
Hartis.
Maria, parda, eom 9 mezes do nascida, filha na-
tural de Procopia, escrava.
Eulalia, branca, nascida em 7 de agosto do anno
paseado, filha legitima de Caetano Pereira de
Brito e Arselina Orlencia de Brile.
Francisco, pardo, com 6 mezes de naseido, filho
legitimo de Naal Guilherme Alem e Maria da
Cooceicio Alera
Eraclyto, branco, com 2 mezes de naseido, filho
legitimo de Antonio Caetano Tarares e Maria
Francisca Tavares.
Silvno, branco, com 2 mezes de naseido, filho
legitimo de Augusto Ferreira de Lorena e Ale-
xandrina Ferreira de Lorena.
Tnom, crioulo, cem 2 mezes de naseido, filho
natural de Angela, escrava.
Theodoro, crioulo, com 6 mezes de naseido, fi-
lho natural do Constarla, escrava.
Ernestina, branca, nascida em 19 de agosto do
anno passado, filha legitima de Pedro de Al-
cntara dos Guimaries Peixolo e Nimpha Lins
dos Guimaries.
Agrcola, parda, com 2 meros de nascida, filha
natural de Felisarda, escrava.
Pedro, branco, com 5 annos de naseido, filho le-
gitimo do capillo Manoel Pereira de Souza Bu-
rili e Aona Carolina de Souza Buriti.
Joaquim, branco, com 3 annoa de naseido, fllho
legitimo do capillo Manoel Pereira de Souza
Buriti e Aona Carolina de Souza Buriti.
Manoel, branco, com 1 anno o 8 mezes de nasei-
do, filho legitimo do capillo Manuel Pereira de
Souza Buriti e Anna Carolina de Souza Bu-
rU.
Alexandre, pardo, com 24 das de nasciJo. filho
natural de Antonio da Cruz e Joaquina Gomes
Bezerre.
Justino, pardo, com 15 mezes de naseido, filho
legiUmo de Silvestre Lopes de Sena e Jerony-
ma Maria da Conceicao.
Fructuoso, pardo, com 9 das de naseido, filho
natural de Carolina Maris da Conceicao.
Joao, branco, naseido em 24 de junho do anno
passado, filho legitime do alteres Joio Baplista
de Menezese Thereza Maiia de Jess.
Jos, branco, com 4 mezea de naseido, filho le-
giUmo de Pedro Raposo do Aiuaral e Maria
Julia.
Rosa, branca, nascida em 14 de jneiro deste an-
no,: filha legitima de capillo Joaquim Francis-
co Lavra e Balbina Caroliua Padilha Larra.
Augusto, pardo, com 8 mezes do naseido, filho
natural de Augusto Honorio de Laeerda o Ma-
ra Hanoria da Conceicao, solleiros.
Minervina, branca.com 4 mezes de nascida, filha
natural de Joaquina Maria da Conceicio.
Manoel, pardo, naseido em 10 de agosto do anno
passado, filha natural de Maria, escrava.
Manoel, pardo, com 4 mezes do naseido, li'.ho
natural de Josefa, escruta.
Casamentos:
Luiz de Franca do Sacramento com Victorina
Francisco da Costa, pardos.
Joao Evangelista dos Santos com ertrudesMa-
ria da Conceicio. pardos.
Francisco Honorato Cedrim com Joaquina Ro-
bera Moreira, parios.
Cirilo Antonio da Costa com Rila Baplista Ri
beiro de Farias, pardos.
Lista das pessoas fallecidas na freguezia da
Boa-Vista no mez de abril.
Maria. crioula, prvula, idade 2 mezes, filha de
Benedita, escrava de Manoel Antonio Cardozo;
vmitos.
Antonio Gomes, africano liberto, idade 50 annos,
solleiro ; cancro.
Francisco, pardo, prvulo, idade 5 annos, filho de
Ignez, crioula, escrava de Jos Maria Pavao ;
hidropesa.
Guilhermina Maria Peniche. branca, idade 36 an-
uos, casada; hepalite chronics.
Manrique, pardo, prvulo, liberto, idade 2 annos
o meio, filho do Barbara, escrava de Porfirio da
Cunha Moreira Alves ; gastnte.
Persiliana, parda, prvula, idade 9 mezes, filha
de Candida Maria de Franca, solteira: vermes.
Joaquim, branco, prvulo, idade 10 mezes, filho
legitimo de Antonio Augusto da Cmara; ence-
pbahte.
Francisco, pardo, prvulo, idade 3 di as,'filho de
Maria da CuuceicSo, solteira ; espasmo.
Josefa, crioula, idade 22 annos, solteira, escrava
de Emilia FeraanJes da Silva, solteira ; t-
sica,
Anicula, Maria da Conceicio, crioula, idade 25
annos, solteira; erysipela.
rsula Thereza de Jess, parda, idade 17 annos,
solteira ; tsica.
Bernardo Rodrigues, porluguez, idade 22 annos,
solteiro ; febro amarella.
Maria, parda, prvula, idade 8 das, filha de Ro-
sa Maria da Conceicio, solteira ; rxo de san-
gue_. .
Jos, crioulo, idade 30 annos, solteiro, eteravo
de Bslduino Siaioes de Carvalho ; diarrba.
Antonio, africano, idade 64 annos, solleiro, ea-
craro da Bernarda Joaquina de Gusraao Pires
Ferreira, viuva ; hepaUte chronica.
Catharina, africana liberta, idade 70 annos, to-
va ; diartha.
Quintino Jos dos Santos, crioulo, idade 40 an-
nos. solleiro ; hidro-thora.
Joio Ferreira Saldan!, pardo, idade 81 annos.
casado ; gastro intenta chronica.
Antonia Francisca da Siiveira, crioula, idade 60
annos, viuva ; hernia aumbalical.
Amelia, branca, prvula, idade 5 meros, filoa le-
gitima da Antonio Joaquim Sera : convul-
aoes-
Joanna Gehlc, alleaaa, idade 32 anana, tasada ;
eclampsia.
Candida Maria de Crrvalho, branca, idade 38 an-
uas, solteira ;-thiaica pulmooar.
M>noel Ferreira de Carvalho, portuguez, Idade
24 anuas, solteiro ; febre typhoide.
JMAo da tai, pardo, idade 46 annos, solteiro;
a tubrculos pulmonares.
Jota, bronco, idade 8 annot, filho de Isabel Ma-
na da Coaaeicio, solteira ; detintheria.
Seraphim Jos de Santa Anna. branco, dado 70,
annoak ejataoo ; febre maliae.
ioro, aattSa, oarvolo. 2 anoto a S ornes. Orto
ltjgjtro da ssonoel Jos Monte! ; toast soo-
Alezeodriaa Carolina de Moura, oraow, idada 22
anona, oteada ; tsica.
Silvios, aaada, prvula, idade 4 eooro. fUha a
Bernardina, escrava de Francisca Maria da Con-
ceicio Araulo, viuva ; cameras do ronguo.
Maria, crioula, prvula, idade 1 horas, Ulna da
Felcidade escrava de Joaquim Goocalves Fer-
reira, casado ; espasmo.
GinJJut Amafta'niitmffft| Binfltlrf, firimcr. 90
annos da idade, solteira ; tsica.
Maria, branca, ldado 9 mezes, filha legitima de
Jos Ferreira da Visilacio ; toses convulsa.
Luiz, branco, paivulo, idade 14 mezes. filho le-
gitimo da Angelo Gabriel Manoel Escillord;
ceavulsdes.
Ambrozio, africano, idade 40 annos, casado, es-
cravo de Jeronymo Carvalho de Albuquerque ;
meuaia.
Jos Antonio Gonealves, braneo, idade 22 annos,
casado ; entero eocepbalile.
Mazlmiaue, crioulo, prvulo, idade 11 mezes, fi-
lho de Rosa, escrava da Joro des Aojos Viei-
ra ; dentes.
Jacintho iguacio Muois Pacheco, porluguez, ida-
de 25 annos, solleiro ; gastro iolerile.
Joio, africano, idade 65.sanos, solteiro, escravo
da Marcellino Jos Lopes ; tubrculos pulmo-
nares.
Manoel Teixeira Baulaa, portuguez, idade 74 an-
nos, casado ; apoplesia.
Rumio, crioulo, prvulo, idade 2 annos, escravo
de Luiz Solano de Mello ; diarrha.
Felippe Pirro Ferreira, crioulo, liberto, idade 25
annos, solleiro; tubrculos pulmn*res.
Cassiano, pardo, idade 43 anuos, viuvo, escravo
de-viscende de Suassuna ; pneumona,
Joaquim, crioulo, idade 13 annos, solteiro, escra-
vo de Francisco de Mello Cavalcanli ; bydro-
pesia.
Jos Lopes, portuguez, idade 30 annos, viuvo ;
gstlro intente chronica.
Joio, crioulo, idade, 19 annos. solteiro, escravo
de Vicente Antonio do Espirito Santo; moles-
tia interna.
Mara, parda, prvula, idade 4 mezes, Dlhs de
Joanna Maria dos Martyres, solteira ; convul-
ses.
Adolpho, pardo, prvulo, idade 9 das, fllho de
Carolina Maria da Cooceicio, solteira ; ttano.
Bernardino. pardo, prvulo, idade 2 annos e
meio, filho de Rosa Maria da Conceicao, soltei-
ra ; convulses.
Albina, crioula. prvula, filha da africana livre
ao servico do collegio dos orphios ; dentes.
Joio branco, prvulo, idade 10 mezes, filho le-
gitimo de Joao Baplista de Menezes ; dentes.
Joio, pardo, prvulo, idade 3 mezes, filho de
Francisca, escrava da baroneza de Beberibe ;
gastro interite.
Alfonso, branco, prvulo, idade 6 das, exposto
em casa de Jos Canuto Romualdo ; espasmo.
Maria, branca, prvula, idade 2 annos, filha le-
gitima de Manoel Joaquim Guimaries; convul-
ses.
Ozana, crioula, prvulo, idado 3 annos, escrava
de Gabriel Germano de Aguiar ; pneumona.
fzabel Lins Wanderley, branca, tdade 38 an-
uos, solteira ; anneurisma no corarlo.
Camilla, parda, idade 60 aonos, casada, sscrava
de Joaquim Bernardo ds Figueiredo ; entero
collite.
Maria, parda, prvula, idade 24 horas, filha de
Bernarda, escrava de Jos Cecilio Carneiro
Monteiro Jnior; espasmo.
Joaquim dos Aojos Portella, pardo, idade 18 an-
nos, solleiro ; aezoes.
Mortalidad* do da 11.
Luiz Jaciaiho Raposo, braneo, casado ; hepalite.
Diroihea, preta, solteira, 50 annos escrava ; tu-
brculos.
Joio D tubrculos.
Manoel Francisco Cesar, branro, viuvo, 70 annos,
diarrba.
Doraiogas, preto, 4 annos ; letane.
Maria, parda, 1 hora ; espasmo.
Cfm. C. Coller, branco, Inglaterra, solteiro, 26
aonos ; diarrha.
Mathilde Mara da Conceicio, 38 aonos, preta,
casada ; tubrculos.
Gabriel Luiz Goozaga, pardo, 23 annos, casado ;
lubercuios.
CHROItlCAJUOICIHRIA.
TIBUNAL DI RELACIO.
SESSO EM 11 DEMAIO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EX3I. SR. COKSBLHKIRO ERUEL1N0
DE LEAO.
As 10 horas da manilla, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Siiveira, Gitirana, Bastos de Oliveira, Lourenco
Saoliago, e Coala Molla, faltando os Srs. desem-
bargadores Silva Gomes e Guerra, procurador
da corda, foi aborta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
RECURSO C0HMERC1AL.
O recurso eommercial adiado na saroio de 7 de
correte, em que ^
Recorrenle, o juizo; recorrido, Garrido 4
Veiga,
Julgou-se improcedente.
HABEAS-CORFL'S.
Ni noticio de Joio Chrysostorno Pacheco Soa-
res, pedindo ordem de habeas-corpus, foi conce-
dida para o da 14 do correle.
Negou-se a soltura pedida em habeas-corpus
por Antonio Joaquim Maooel.
Negou- se a soltura pedida em habeas-corpus
por Joaquim Fernn .fes de Azevedo.
APPELLACES CR1SES.
AppollaDle, o juizo ; appellado, Jos, es-
cravo
Improcedente.
Appellante, Justino Luiz Jos de Franca ; ap-
pellado, o juizo.
Improcedente.
DKSIGXACAO DE DA.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appollada, Anna Alves
des Santos.
Appellante, o juizo ; appellado, o tenente-co-
ronel Francisco Antonio Bandeira de Mello.
Apoellante, o juizo ; appellado, Genoves Ilea-
panhol.
Appellante, o promotor ; appellado, Argemiro
Mendes Guimaries.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Ray-
muodo de Miranda.
DILISSKCUS CRIMES.
Com Yista ao Sr. desembargador promotor da
juslica, as appellaces crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Xa-
vier de Mello Falcio.
Appeil appellado, o juizo.
DISTR1SUICES.
Ao Sr. desembargador Bastos de Oliveira, os
recursos crimes :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Firmo Can-
dido da Silva Jnior.
Nio se julgaram os feitos coa dia assigoado
pela falta do Sr. desembargador Silva Gomes.
A 1 hora encerrou-so a sessao.
DIARIO DE PERNAM6UC0
A assembla provincial approvou no sabbado
em 3* discussio, depois de orarem os Srs. Drum-
raond, Gitrrana, Braulio, Pereira da Brito, Joo
Cavalcaote, Penna Jnior e padre Francisco Pe-
dro, o projeclo fizando a torca policial, com a
emendas que rednz i 230 o nnmero de pracas o
quantum despenderse i 200 contos de tis, o
que determina que os cheles da torca urbana se-
jam no mead os por proposta da ebefe de
I i ca.
po-
Polo vapor franoez Guyeniu, entrado hontem
Europa recebemos jomaos ecartes rom as seguia-
Alerondrina, breos, idade 14 annot, solteira. fi- tro datas : Londres a Paa 24, Haaburoo 20
Iba legitima de Maooel Theudosio CoaUnho ; Porto 26 e Lisboa 28 do correte. Eu o aue coi
apoplexit. ,_.' leemos da leitora rpida taita em una contrae.
Uf0*. P"do, prvulo, idade & dias, filho de Aona A questio do recoaheeimente otficii I do oo*o
Luua de Fraoro ; espasmo. rtiee de Italia o que hoja oceuro o
pnoroiro
Ingat entre os negocios diplomticos de que tra-
tare os governos europtus. O raeUbalecimeeto
das relacoea entre a Franca e o PiemonW ser,
segundse diz, o signa! desse reconhacimento
pela Europa, e smente a attitude da Austria
que suspende at agora o cumprimeoto d'aquillo
que na aua parte essaucial, nio mais que urna
pura lormalidade. g, perita, de caer fue eateet-
tiiuda se nio modilqoe, e que aa outras poten-
cial ro nao importen*, eom ella. Tendo a logia-
tem aido a prirosita i declarar os (actos eoosu-
mados como seado torca do lei, a Franca a a
Prnatia procedoreo simultneamente a diz-ro
oroao que a Rueaia oio lardar 4 entrar ate ac-
earde.
Alguns escru pelos parda tem demorado ate ago-
ra a reaolucao do gabiaete de S. Pelersburgo. O
governo rusao querer I, antes de proceder i um re
conhecimento legal, que fosse regulada a questio
romas*, a qua o rei FraueUco U, deizaroe de per-
manecer em Roma onde a sua presenca ainda ,
na opiniio dos seus parUdarios, urna garanta pa-
ra o futuro.
Quanto s potencias secundarias, oio disen-
tida a sua adhesio. Julga-se so encontrar na
Hespanha urna fraca resistencia, que cahircom o
recoohecimento daquelle reino como potencia de
primeira ordem. Seguindo a posicio "da Ingla-
terra, da Franca, Pruasia e da Ruasia, o governo
hespanhol procurar a primeira occasiio de rei-
vindicar o tirulo e posicio que ambiciona nos
conselhos da Europa.
Parece que ro tem tentado alguns esforeos pa-
ra vencer as difflculdades da Austria, mas esses
esforeos foram baldados, assim coma aconteceu
com os que a propria Austria tentou para trazer a
Prussia e a Russia aos seus interesses, e lera-
las 4 protestar contra a formaeio do reino da
Italia.
Os debates na tmara italiana tem sido muito
animados, principalmente eom a presenca de Ga-
ribaldi, cuja entrada excitou um grande entu-
siasmo.
Antes do libertador da Italia entrar no parla-
mento tinha escripto urna carta em que declara-
ra que na resposta que dera i depulicio dos ope-
rarios de Milio uio julgra dever offender o rei
nem parlamento, mas s6 lamentar o estado de-
ploravel era que se aeha a Italia meridional. Ga-
ribaldi quexava-ae tambem do abandono em que
seachavamosseus relentes carneradas,mostrando
qae Ihe eansava indignacio os que erara causa de
tonta desordem e injustigas. O ex-dictador ter-
minou submettendo ao parlamento o projecto de
armamento naciooal e manifestara esperanza de
que todas as fraeces da cmara o acompanhas-
sem na opiniio qua tem de que se carecem medi-
das urgentes para salvar o paiz.
No primeiro dia que lomou assento as cma-
ras pronunciou um discurso notavel em que ae-
cusava o governo pelos actos praticados na Italia
meridional. A aessio tornou-se tumultuosa e o
presidente do eooselho de ministros, conde de
Cavour, protestando contra as aecusaces de Ga-
ribaldi, mostrou quaes erara as ideas do governo
e_a maneira por que elle havia procedido. A ses-
sio foi interrompida, mas quando se restabeleceu
ordem, Garibatdi retomou a palavra em defeza
dos seus corapanheiros d'armas. O conde de
Cavour, sem se mostrar resentido das aecusaces
proferidas por Garibatdi, declarou que desejava
contribuir para a conciliaco dos nimos, e neste
caso nenhum inconveniente tinha em considerar
nulla a primeira parte da sessio.
Em quanto Cavour sustenta que presta o seu
apoio ao projecto de Garibaldi, este acha insuffi-
ciente a formaeio de tres divisSes de voluntarios
quindo se deve armar toda a na;io. O ex-dic-
tador lembrou finalmente como meio de recon-
ciliacio a reconstituido do exercito de volunta-
rios, que serio mandados para a Sicilia, afim de
ali reprirnirem a reaccio conclundo com o reco-
nheciraento de quo o conde de Cavour deseja ef-
feclivaraente a uuidade da Italia.
A maior parle dos Italianos meridooaes re-
celando que a questio de Roma nio tenha urna
solucao tio prompta como se deseja, julgou ne-
cessaria e indispensavel a transferencia proviso-
ria para aples da sede do seu governo.
11 Ppelo, l'Indepennente, a Unil Italiana,
osistem na urgencia desta medida porque julgam
que a unidade depende da pacificacio das pro-
vincias napolitanas.
O conde de Cavour declarou ha pouco no par-
lamento que Turin consentira por um senlimen-
to de abnegacio patritica em deixar transferir
para Roma a sede do governo da Italia unida ;
osas qae este aovo expediente, e esta uovt trans-
ferencia, erabora temporaria, ira estabelecer um
cenflicto cujas consecuencias podiam embarazar
a obra da unificacio italiana.
As ultimas noticias de aples dio osespirilos
mais tranquillos. A autoridade, seguindo o fio da
conspiragio descoberla e empregando certas me-
didas para restabelecera ordem, procuravs com-
bater a reaccio em qualquer ponto que se apr-
senla va com probabilidade de vaotagem.
O manifest do principe Murat lem dado lugar
comraenlarios muito desencunlrados. Lins pre-
tenda m que naquelle documento se achassera
desenvolvidas as ideas do imperador, outros que-
ra m que o imperador tivesse desapprovado a car-
ta do principe. Parece, perm, que o imperador
desapprovou mui explcitamente aquelle passo,
pois que os jornaes francezes lem quasi todos re-
produzido, sem a desmentir urna carta que se at-
tribue so imperador Napoleo, e que publicou a
Gozeta de Augiburgo. A Carla concebida nes-
tes termos:
Meu primo Quando publicasles nos jornaes
urna carta que urna offensa memoria de
vosso pae, e 4 poltica do governo, esqueces-
tes o que deveis a vos mesmo como senador. Em
virlui'e disto julguei, depois de ouvido o meu
conselho particular, que deveis emprehender
desde j urna viagem para fra da Franga, e cujo
prazo fixo por agora em seis mezes.
Nio tendo esta roinlia carta outro fim, pego
i Deas, meu primo, que vos conserve em sua di-
vina graga. Napoleo
O Morning-Post em um artigo notavel sobre a
Italia, diz que o chefe do movimeato italiano e
os chefes do movimeoto hngaro concordiram em
nio emprehender cousa alguma contra a Austria
sem que se reunlsse a Dieta hngara. S entio
e quando a Hungra pelos seus representantes
offlciaes dste o signal de urna franca resistencia
s pretengoes da Austria, que Garibaldi julgaria
chegado o momenlo opporluno para acatar Ve -
neza.
Este plano, segundo o mesmo jornal, foi que
lerou Garibaldi Turin.
No entanto, em todos os crculos polticos as-
segura-se que todas as vistas esli boje voltadas
para Roma, e que por ora so nio trata de Ve-
neza.
Acrescenta-se, porm, que no da 2 he uvera
em Genova urna reuoiio dos chefes da revolugio
da Hungra, na qual se affirmou que tudo eslava
prorapto para que ali rebenlasse a revolugio.
Todos coohecem qual o peso com que a Aus-
tria ioflue nos destinos daquelles povos ; no en-
tanto clles trabalham e trabalham de corsgio,
apoiados nos servigos que longe da patria estao
prestando os que pugnam pela sua independen-
cia e liberdade.
Na Austria propagon-se a agilagio em diversos
pontos. A polica publicou um bando prohibin-
do a formaeio de grupos.
_ O imperador Francisco Jos, avista do tantas e
lio grandes complicagdes, resolveu visitar diver-
sas provincias do imperio, para estar em commu-
nicagio directa com as assemblas provincaes.
E* este um meio de que julgou dever Langar mao
para conseguir regular certas quesles.
O general Beoedeck publicou ao mesmo lempo
no quartel general de Vcrona, urna proclamago
em que mostrou qual o eapirito da que se acha ani-
mado, e deixa antever quaes serio as medidas
do rigor que se projectam. Este documento nao
6 de certo o mais proprio para conciliar os ni-
mos. Agora j nio contra a Italia e contra o
governo de Vctor Emmanuel, que elle faz ouvir
as suas queixas. pinta a situacio do paiz e refra-
se de urna maneira severa contra os que traba-
lham para serem Iivres.
A Dieta da baixa Austria que funeciona em
Veneza decidi na sua ultima sessio, que as ma-
lhieres gozam do direito eleiloral do mesmo mo-
do que os homens, e que lem a {acaldado de
votar, quer seja pcMoaLmante, quer par procu-
curacao.
Parece que o governo austraco quera qae as
mulhares se fizeerom representar por meio de
procuTagoes no exerciciodro seus direitoa eleilo-
raes ; mas a Dieta, mais Uborol, reconheceu-lhes
formalmente o direilo de irem volar em pessoa.
O Oit-DcuUck-Pott tem malta raso quando
escreve que a Austria excadeu lodos os paizes
onde ha muito lampo tem vigorado o syslema
oonttitotional. B', porm, de erar ene a Aus-
tria nio pare no caminho encelado. Muitos jor-
naes sustentam qae assim como as mulberes tem
cedersse-se-lhes o direilo de tomar assento na
Olote. Assim 4 que coeapreheoder o verdadei-
roprogresro, a nesta ulfima providencia ha certa
coherencia com os que tem sido adoptadas e
amjiitMBUm com bons fundamentos.
Veneza negou-se nomear deputados que re-
presenten! a provincia tro parlamento de Vi-
enea.
A Dieta de Gallttrit que te abri 415 de abril
roe a preatdooeat do principe Loto Sapiche. to-
mn urna altitud* menas tavorarol, porqae Dt
ensageat qua vatou dirigida ao imperador Fran-
eco Jos, aquella assembla redaseou a autono-
ma da proroocia.
Oa depatadro wvolucleoarios trraaphanm ni
Dieta d o frotn date partidario austriacoe, aa vota-
gie para cana ti luir a mesa. Todos oa cargos re-
cahiram en deputados da opposigao.
N'uma das ultimas sestees da Dieta de Praga
oitenta dos seus membros protestaran! contra a
elegao de deputados para Vienna. a Dieta sem
fazer roso de protesto, proceden eleicio.
Em Veneza continua o movimeoto de tropas:
Muitoa regimeotos croatas lem sido destocados
das suas guaroiedes as frooteiras, para serem
mandados para as fortalezas daquella provincia,
afim de ali substituir os soldados regularea. Dlz-
se que o numere destas novas tropas se alera j4
rinta a cinco mil horneas.
O ezercito de operagbes, aobre o ceatmeodo do
general Benedeck, ainda cooserva o seu quartel
general em Varona, mas dlzla-se que seria pr-
ximamente transferido para P. Todos os
corpos esli prvidos das suas ambulancias e de
todo o necessario para eatrarem em campanha.
O que porm, de notar a maneira porque na
Austria se faz tudoisto, quando o seu estado fi-
nanceiro tameotarel, ponto do general Bene-
deck: n'uma das suas ultimas ordena do dia, ad-
vertir s tropas de que em presenga do mu es-
tado da fazenda publica, lhes nio seria forneci-
dos mais do que os vveres, deveodo o soldado re-
signarse i nio receber seldo. N'esta situagio, e
conhecendo-se o estado de abatimenlo flnancei-
ro d'aquelle paiz, todos se sorprenden! que elle
tenha podido fazer face i tio importantes des-
pezas militares.
O grao-duque da Toscana acaba de publicar
um protesto contra a proclamago do reino da
Italia.
O grio-duque de Molea, cujas aspiracoes
bellicosas sao bem condecidas, assegura-se que
acaba de chegar 4 Veueza para se collocar fren*
te do pequeo exercito que tem podido conservar
sombra das bandeiras austracas. Escrevem de
Castel-tranco i um jornal de Milio que entre as
tropas modeoezas foram escollados uns duzeotos
homens de boa tempera para simularem um-de-
sembarque de garibaldinos na costa da Dalmacia.
Diz-se por outro lado que effectivaraente desejn-
barcaram na Dalmicia, quinhentos taribaldioos
mas nio se pode ainda saber ao certo se houve
realmente tal desembarque, se entra nos planos
de Garibaldi, eu se nio passa de um estratagema
austraco.
A circular do ministro da justiga, do Franga,
aos procuradores geraes, em que ameaga com
dous e tres aonos de prisio, e al mesmo de des-
terro aos bispos, e eclesisticos que criticaren!
ou censurarem publicamente os actos do governo
prova qual o progresso que tem lidoo rompi-
mento entre o imperador e o clero francez.
A Presse approvaodo a idea da circular,diz que
as funeges sacerdotaes nao alteraos oem a qui-
lidade de cidadio, nem a natureza do delicio que
o cidadio pode commeitcr, nem a autoridade da
lei, r muilo menos a competencia dos tribunaes.
Desde o momento, acrescenta o mesmo jornal,
em que o ecclesiastico esquece a sua missao, e o
seu carcter envolvendoa religiio coma poltica,
a expressio publica dos seussenlimenlos nio de-
ve nem pode ultrapassar os limites que estio mar-
cados s opioides dos outros cidados.
A Opinin Nationale diz que o governo lomou
urna medida que o psiz nao pode deixar de ap-
plsudir. porque tempo da legalidade reclamar o
seu imperio.
Os bispos franeezes trabalham do accordo a
resposta quedevem dar circular. Espera-se um
conflicto desta controversia.
O governo fez supprimir urna brochora do du-
que de Anmale em resposta ao discurso do prin-
cipe Napoleio. O edictor eos impressores foram
condemnados nio tornarem trabalhar pelos
seus o lucios. O duque de Aumale indemnisou-oa
pela perda.
O principe Napoleio tem feito lodos os esfergoa
para que se torne de nenhum effeifo a confisca-
gao e se permita a circutacao de um folheio
que elle quer responder. O imperador nao tem
admittido os seus logos.
Em Londres na cmara alta, 8gitando-se a
questio da Italia, disse o ministro dos negocios
estrangeiros que a Inglaterra nio dere intervir
na questio do poder espiritual do papa. Lord
Clareodon approvou a conducta do ministerio ;
porm reconbecendo que Roma necessaria
Italia como capital, er que se deve deixar obrar
a Franga quanlo estada de suas tropas ali, mas
que a Inglaterra deve impedir que qualquer ou-
ira nagao intervenba. O governo declarou que
se abstinha de loda a intervengao nos negocios da
Italia.
O governo ioglez foi interpellado as cmaras
acerca dos negocios do Holsleio. Lord John
Russell resooodeu que a Inglaterra aconselhra
a Dinamarca que submettesse o seu ornamento
aos estado do Holsteio.
A Inglaterra continua preparar-se para ama
prxima guerra, que antev nos horisontes pol-
ticos, bstanle ennuviados da Europa. O Tme>
snnunciava ha pouco a construegio de novos for-
tes oa embocadura do Tamisa, o estabelecimeoto
de novas baleras fluctuantes para proteger os ar-
senaes e as costas, a creagio de urna nova lioha
de defeza, e finalmentefa fuodic.au de grande nu-
mero de pegas de arlitnaria do syslema Arms-
trong.
As medidas tomadas pelo governo ioglez rela-
tivamente ao armamento da praga de Malta, in-
dicara que o seu fim nao nicamente collocar
aquella praga em estado de defeza para a cooser-
vagio da ilha. Deram-se ordeos para que a
mesma ilha fosse provida em grande escala de vi-
veres e municoes. A guarmgio foi elevada 4 oilo
mil homens. Descoofia-se que se projecta ali o
embarque de um corpa expedicionario que se
suppe ser destinado Syria e talvez que ao
Egypto.
Dos porlos inglezes tiveram ordem de saMr
immediatamenle varios navios, que unidos 4 ou-
tros que ba no Mediterrneo-, formarao urna es-
quadra, que deve irlogogo em seguida ao Adri-
tico.
As ilhas Joniascontinuam 4 pronunciar-se por
meio de raorimentos proficuos contra a sobera-
na da Inglaterra. As ultimas noticias annuncia-
vam que muitos milbares de pessoas, precedidas
pelo arcebispo, legisladores e pela municipali-
dade, sedirigiram ao palacio do cnsul da Grecia
acclamando a annezagio.
Depois deste facto que tiveram lugar as ma-
nifestacoes tanto as ras como no parlamento ;
o povo das sele ilhas manifesta altamente o deso-
jo que tem de te emancipar do protectorado
ioglez.
A dissolugao da sociedade agronmica de Var-
80via promoreu grandes disturbios, e ainda quo
de principio Uveram um carcter pacifico, mas
depois as maoifeslagdes tomaram novo aspecto,
e foi necessario empcegar a foros armada. A
tropa melralhou o povo. Trabalnou a cavaUaria
e a infaotaria, resultando do conflicto muitos mor-
ios e fe; idos. A guarnigio lambem teve perdas
considerareis. A cidade est oceupada militar-
mele, no entretanto era grande a agilagio, a
considerava-se entnenle urna grande revolugio
que ameagava as autoridades russas.
Reina o maior terror n'aquella capital. Os
soldados russos eolregam-se ten o maior desen-
freio, e seguros da impunidade mais completa
toda a rlasaa de excessog e desordena. As mu-
lhares que trajam de lulo tio perseguidas e apo-
drejadas pelos soldados do czar. Oa crosacos
ioceodiaram a cidade de Chelas, para roubarem
maa o incendio foi felizmente suUocedo. Achan-
te j na Polonia 100,000 homens, formando dous
dos corpos do exercito russo.
Assegura-se qua os presos policos serio di-
vididos em res claases, sendo a primeira com-
posla dos mancebos, indigiudos come autores
das desordena, quo serio arregimaoUdos nos
corpot que se acbam oro froaleiraa da Siberia
oriental; a segunda seri compasta daqueUee que
tomaram parto no moaimaulo e que serio incor-
porados not regimeulos i infamara do Cance-
ro ; a lerceira seri crenosla dos aseos culpa-
dos que a toffrerio a pana da seis meses de
prisio. Se estas medidas de rigor forero adop-
tadas, sao poderio deixar de produzk gravissi-
ma impressio. a oio 4 da presumir que us po-
vos se iranquillarot, porque nia podesa deixar
e considerar sesaelhanlu ataddae como garaa-
o direito de votar as eleicdesdtre ttnrbem con-Ou da liberdtde por que pugnan, uttot de que


MAMO M ICWUM1000. SEGUNDA FE1RA 1* 0 MAJO J iWl.
i
afi com elles que poderlo gozar da isdepeo-
dencto que Uotoiu.Mcrilcio Tbei tom costado,
O preaidaate da rapublii* da a. Domua**,
Saat Ann*-t0vii 4 ralo ha de Hespanha ana
carta, na qbal, dapoia ato lhat dar cocto do tolo
espontaneo tf aquelles povos para se eacorpflra-
rem i mi patria, raga que acceita a annexteiw
das possessoea onde Christovao Colombo arrorou
cruz, elevou a eiviiagio. A Hakpanha uta
toral 5 onde Bator bem o Teociment de ama
ttelo, deja qaal fer o falo para isso emprega-
o, porfue o uoioo crlme 4 perd-la.
t, poia, proales acadioaos ao reclamo da redac-
tan do Diario de Pernamoneo, viudo voluntarios
alistar-nos para a deten da boa causa, e sera
medir as oossaa torgas, alias lio debis, nos jul-
gamos assl* fortes, porque estamos certos de
que oeste ponto, estando com aquella impsrcial
disposta i accaiUr a aooaxagio. mas quer proce- | redacao, estamos ao mesmo tempo eom a epioiio
der priaeiro ao pUbtafnlo. bapttorao qoe est em
Toga, como eolio Uso bem aa aamexagoes.
Tinha-ee recocido em Lisboa un lelegramma
nnunciando que se haiam rompido as hostili-
dades entre os Estados-Uuidos da erie e os do
sul, levanto estes por eos qaaoto a melhorto,
ois j tinham tomado ae* da norte orna fsrta-
eza importante,
Nio sao Mas as abrasa* noticias da Syria. As
cartas particulares aprsenteos a aituacao des
christ&os, cada vez maia amoscada peloa druzzos
o maronitas. O proprio AbiM-Kader ole s jel-
ga seguro, julgaado-se que elle lioha de abando-
nar o paiz, logo que saiam as tropas europeas
para evitar o massacre oe seus.
A praca de Nichik, bloqueada pelos insnrgen-
les, acha-se reduzida ao ultime extremo pela
(orne; julgo-se provavel coroegarem ali os assas-
sinales. O cnsul de MasUr, por ordeas das em-
baixadas residentes em Constantinopla, sahiu i
intimar aos roootenegrinos insurgentes que le-
?antessem o bloqeoio.
As communas de Spitra e de Obvodowick. sub-
metteram-se ao.principe do Montenegro, e este
acceitou a sua submissio. Com a annexacio
deata parte do littoral, o Montenegro ficou de
posse do porto que ha tanto tempo deseja oo
Adritico, para entrar em commuoicacao com os
seus amigos e alliados do estraogeiro. O trian-
gulo illyrico tica aborto i qualquer invaaao; a po-
sigio doa Turcos seria ali intoleravel, e tanto a
Dalmacia, romo as provincias slavss da Austria
ficariam gravemente ameagadas.
A' aahida do paquete de Lisboa estava-se pro-
cedendo eleigio geral para deputados. As elei-
<5es efTectuavam-se em socego. O governo man-
tinha a uroa desafrontada. O partido ministerial
pareca poder triumphar da eppoaico colligada.
Na vespera tinha sido assignado o decreto de
demissio do conde de Tbomar do cargo de re-
presentante de Portugal na nossa corte, em con-
secuencia de urna eirta que dirigir Independen
cia Belga, desfigurando, pelo que parece, os tac-
tos sobre a questao das irmias de caridade, e ac-
ensada o goverao de quem era empregado de
conGanga.
Foram demittidos mais dous em pregad os de
conflaoga, o director geral do iostruegio publica
Jos alaria deAbreu, o o director do Diario de
Lisboa, Latino Coelho. Etles dous eavalleiras
tinham guerreado fortemente o governo as uni-
ras cmaras, e continuaram servio lo aopposi-
^ao depots da dissolucio. Estes logares sendo de
commiasio, eslava as attrbuicoes do governo
exonera-los delles logo que tivessem perdido a
centtanca que netles tinha depositado.'
Foi promulgada s lei da desamorlisaeio. Os
reglamentos aanexos serio publicados breve-
mente.
la ser dissolvida a associacio consoladora dos
afflietos, principal importadora das irmaas da ca-
ridade francezas, por falta de cumprimeoto is
leis. .
S. A. o Sr. iofante D. Luiz Felippe sahiu na
corveta Barlholomeo Dias, do seo commando,
para comboyar aesquadrlha que conduzia S. M.,
a ianperatriz o'Austria, da MaJeira para Trieste.
A' ultima bori, diz-nos nosso correspondente
de Lisboa:
< Escrevo esta como supplemento micha de
boatos*.
Verificaram-se as eleiedes para deputados,
segando consta officialment, al esta hora, sem
o menor alteragao da ordem publica.
t Em Lisboa o partido do governo vencen to-
das aa candidaturas ; apenas urna, por empate,
ficari para segundo escrutinio. As eleicoes das
provincias so quasi todas ministeriaes. De 27
circuios eleitoraes de que o lelegrapho elctrico
tinha dado noticia ate s 11 horas da noite, s
em quatro hsvia ganho a opposico.
urna victoria completa.
Sinto que o paquete nio se demore mais al-
gumas horas para lhe poder eommunicar mais
amplamente o resultado desta campanha eleiloral.
Foi derrotado o Sr. Antonio Mara Pontea Perei-
ra de Mello, em Setubal e Cedofeita (Porto.)
as ultimas eleiedes tioha sido veneido no bair-
ro do Recio (Lisboa.)
c A. B. Sampaio, Casal Ribeiro, Fernando Mou-
sinho, Thomaz de Carvalho e Jos Estevio Coe-
lho de Magalhies, que sao laminares do partido
regenerador, nao virio cmara, porque foram
tamben; vencidos peloa circuios por onde ae ti-
nham proposto deputados.
c D'aqui pode julgar que popularidade lem a
regeneraco, e cabralismo e os miguelistas, pois
todas estas fraegoes eslavam eolligadas contra o
ministerio.
Quem tornoa mais decisivo o triumpbo para
o governo, foi o procedimentj inqualificavel do
conde de Thomar, a energa do gabinete, exone-
rando-o do seu posto diplomtico, as ligacoes as-
ss ostensivas daquellas parcialidades com os
reaccionarios, e a guerra que estavam movendo
ao governo, pela attitude que tem tomado, como
representante dos verdadeiros principios liberaes.
Diziam-me esta noite alguna homens de bom
senso, que o triumpbo Obtido pelo goverao, sig-
nifica mais a averso do paiz aos seua contrarios,
do que sympalhias pelos seas mritos.
As corles comecaiao funecionar 20 de
maio prximo.
c A noite passada ardeu no Tejo a galera por-
tuguesa Robim, nio sendo poasivel salva-la.
Nao ae diz por ora quem ir substituir o con-
de Thomar na embatxada porlugueza do Rio de
Janeiro.
Em Londres o algodio de Pernambuco acha-
se de 8 114 9 d. por &, e o assucar branco de
26 6 a 31 s., e o msseavado de 19 25 s.
Embarcaces entradas no porto de Lisboa vio-
das dos differenlet portos do Brasil.
15 de abril.Navarrevapor paquela fiancez, do
Rio de Janeiro, Baha e Pernambuco.
21 Indiana gatera brasileira, do Rio de Ja-
neiro.
22Jasco patacho portuguez, de Pernambuco.
Embarcaces sahibas do porto de Lisboa para os
differenles partos do Brasil.
13 de abril.Magdalena, paquete ingtez a vapor,
para Pernambaco, Babia e Rio de Janeiro.
Communicados.
Reforma eleitoral, Eleicor
directa
Ha muito que nao lomos, um artigo to verde-
deiro. lio imparcial, e estrene de espirito do
partido, e que desenliaste, eom mais fidelidsde,
o horrivel e immoralissimo quadro das eleifes
primarias entre nos, como o que, sob aquella
inscripto, publicou o Diario de Pernambuco
de oito do cu-rente n. 106. Artigos taes sao
verdadeiros o reaes temeos feito so paiz, e dig-
aos do louror de todos os citadlos honestos, e
verdaderamente amigoado bem publico.
Nos que nao militamos na impreosa poltica
da provincia, imprensa que, com justa razio,
foi appellidada de loquaz e activa de mais
quaodo se trata de viogances pessoaes, e de in-
te resaes indi vid uses ou col.ectivos de algum
grupo chamado partido, nos que, gracas divi-
na Providencia, at boje nao nos temos deixado
arrastrar pelos interesses de m mu limitado nu-
mero de individuos ovessos ao bom publico,
quaesquer que lenham sido os nomos pomposos,
os principios imponentes, e abstractos, sempre
desmentidos na pratica, com que elles so aco-
bertara, e disfamara o ioterease pesseal, ao ter-
mos o artigo da redaccio do> Diaria efe Pernam-
iueo supracitsdo, murarnos Deus, por ha ver
anda quem, em materia eleitoral, ouse dizer a
yerdade.-a vordado no e croo, a verdade toda
inteiva, eoroo so devo dizer sempre, o em toda*
arcasAo.
Cora effeito a stoceridade.com que se aprsen-
la o Diario d* Fernambuoe, expondo ao paiz o
vevdadoiro desenh das ooosae eleieoea prtaae-
rtas, digna *b admiraclo para todos oqnalUa
ao eosstderarem necorvupeo egosmo d
pasa, a attenderem que aquollao potonas ata
proferidas polo-orgae mais lado do aovta, tsa
SDatpOovaau. que sead* peto sua aftarasa essen-
almosM aaneoto ocgonaaiasat, tem atoo con-
vertida pota sagooira oa coarapeba da afgana
bamaaa pobitoosv aa* ompais oaeloaiaameata
potiea, oarnto s* ha um toast ese dominando
aaaoaaiaatraa*M togiiimss s totarano atettow
ral; onda a maior desgrana um*arrota eta-
pnica, cora todas os homens honestos da pro-
viaaia e do pas, a, o que mais eaiamos com
a verdade dos principios, com a exsctidao dos
tactos.
Sim orna verdade inconcusas, que todos os
Braaeiros, verdaderamente amantes do paiz,
exeapcio de mu pencos, que, felizes 1, sio oa
ssus eternos einamoviveis desruciadores, que-
reos desojara, ancroeameote, a eleiQo direc-
to. Sim, disse bem o Diario de Peonambuco
oinguem ba ahi por mais iodlfferente que seja
ae bem publica, por mais eivado qas ae acbe 4a
espirito de partido, que nao deseje ver um termo
eaaaa horriveis saturnaes, chamadas elticoes
primarias, onde a maia ajenla desotonltsfse
etgoe o eolio medonho, e apoiada na seduccao,
no soborno, em vergenbosas compras, ou na
mais brutal e decidida oppresso, corre desairas-
es por entra o geral estremecimente da sotioda-
de, e no meio do terror dos cidadios honestos e
pacficos, arroja-se muitaa vezes at o maior dos
Crimea, o bemicidio em grande escala la
Pernambucanos, Brasileiros da todas as cod-
dlcdes, homens sinceros e amigos verdadeiros
do paiz, se queris a verdade, em materia de
eleicio, nio a procuris em oulra parte, porjue
a verdado s aquella 1
Monarchislas sinceros, e lesea, vos para quem
o Monarcba com razio, o penhor mais segara
do ordem e felicidad publica, se nao quereia ver,
por nenhom modo e em lempo algum, abalado
o ervo central, o principal esteio do estado,
vinde A nos, e sjudae-nos na grande causa da
reforma eleitorala eleigao directa, nico meio
de curar e fater fechar a grande ehaga das elti-
coes primarias, chasa profunda, devoradora, he-
dionda, cancerosa, sangrenta, e sangrando sem-
pre, ameacaado mortalmente nao s a sociedade,
que della se acba ferde, aeo&o tambem aquellos
mesmos quo se obstinara, por ama cegoeira
inesplicavel, imprevidentes I, em despreza-la,
trabalhando at por afunda-la, a envenena-la
cada vez mais !
Sacerdotes I ministros de Deus vivo, vinde
nos e ajudai-nos i debellar o monstro das elei-
eoea primarias, por meio de ama reforma pacifi-
ca e legal. A causa Umbem voasa; porque a
orgia eleiloral, nao svliseita de vos excluir do
voto as assemblas eleitoraes, fazendo-vos a
injuria A vbs, paes espiriluaes, de substituir-vos
por aquolles quem ensinaes a senda do dever,
onsa estender as soas ruaos ensanguentadas no
templo do Senhor, e ahi fszer correr o saogue
em face de mesmo Deus, que se immoloa para
que o singue humano nio fosee derramado I Se
queris, pois, evitar tantos desacatos autorida-
de divina, base de toda e qualquer autoridade
humana, fazei votos para que trlumphe o verda-
deiro sysiema eleiloral, a eleicio directa, nico
meio de acabar com o anarchieo sysiema que
tantos males tem produzido, amearando os des-
tinos do imperio, que s pode prosperar sob o
dominio da lei, da ordem. da moral e decencia
publica.
Gommereiantes, de grosso e pequeo trato se,
para a liberdade e seguraoca das vossas transa-
rles, a tranquiliidado/ a paz, a ordem publica
sao bens, e condiedes inapreciaveis, vinde nos,
que, combalendo o lerrivel systema da eleicio
indirecta, outra cousa nio queremossenio livrar
vos desees grandes soatoe, dessas Interrupcdes
nos vossos negocios, causadas pelo perigo imrai-
nenle, e ameaca da ordem publica, durante os
longos das das saturnaes eleitoraes. A eleigao
directa ser para vos, como para a sociedade
inteira, urna medida de salvaQio publica, urna
garanta da ordem social, sendo que, mediante
ella, nao seris esbulbados do direito que, por
tantos ttulos, vos deve competir, de volar as
assemblas eleitoraes. Sim entio naosucceder
o que constantemente vemos as eleicoes indi-
rectas. Sim o devedor nio seri julgado mais
capaz e independente para votar oa escolha dos
representantes do paiz, do que o seu abastado
credor; os inqoilinos nio serio julgados maia
independeotes do que os propietarios, os cai-
xeiros mais indepenlenies do que os seus
patres 1
Agricultores, vos que vivis sob o dominio do
terror na pessoa dos vossos Albos, ameacados
com o recrulamenlo, em punigo da voasa rebel-
da urna chapa que deve sempre triumphar,
vinde i nos, porque a eleicio directa vos garan-
tir de quaesquer caprichos e vonlades extrale-
gaes e violeulas.
Soldados da guarda nacionsl, viode nos,
porque a eleigao directa vos libertar do prises
injustas, de servidos arbitrarios e vexatorios,
quasi sempre empregados para se vos extorqufr
um voto contra a consciencis, ou punir urna
teimosa recusa.
Soldados do exercito, se pelo sysiema da elei-
cio directa vos escapar um direito, que, em
boa razio s deve competir aos vossos chefes e
superiores, qual o do voto, tambem grabas
essa eleigo directa vos seris dispensados de
em pregar ae vossas armas para garantir a liber-
dade do voto: ella vos poupar essas marchas
toreadas ao interior das provincias, por inhspi-
tos sertes, e no rigor das estaces, porque en-
tio a liberdade do voto dispensar lio pesados
sacrificios. Com effeito que fadigas nao serio
poupadaa, que dispendios do Ihesouro nio serio
economisados, o applicadoa utilmente, quando
chegar a quadra feliz de se poder votar sem
esses movimentosde batalhoes de urnas provin-
cias para outras, e das capitses para os centros I
Quaodo o eleitor pelo sea bom senso, pela sua
legitima e natural independencia, pelo senii-
mento e interesse de ordem, poder garantir por
si mesmo,a suapropria liberdade de voto,por um
modo mais efficaz, do que at aqui o tem conse-
guido o emprego das armas I
P.ies de familia, a ut iras palavra deste artigo,
vos quem a oaturezadeu um poder natural e
legitimo na sociedade domestica, quanto natural
e legitimo o poder doMunarcha na sociedade
civil, vinde nos, e ajudae-nos na grande
causa.
O monstro das eleic_es primarias vos detesta,
porque detesta todas as superioridades naturaes
e legitimas, e por isso vos exclue do voto, as
pessoas daquelles que d'enlre vos, sao os mais
destnelos e mais dignos do honroso cargo de
eleitor, conferiado irrisoriamente os diplomas
eleitoraes filhos-femilia, pessoas obscuras,
aos vossos subalternos 1 assim que, gracas s
saturnaes eleitoraes, o servo toroa-se senhor, o
liberto mais iodependenle do que o seu patrono,
o filho-faniilia mais ajuisado e mais capaz do
que seu pae, o subalterna mais considerado
do que o seu superior.
E' assim que aquelles quem protegis e
abrigaos sob o vosso tecto, sustentaos com o vosso
pao, ensinaes com a vossa palavra, guaes com os
vosees conselhos, por urna inversao inconcebirel,
sio considerados mais capazes e mais indepen-
dentes do que vos para votarem as assemblas
eleitoraes I
E' assim que vos, que naturalmente deverieis
ser eleitores dos representantes snunicipaes,
provinclaes e geraes, sois esbulhsdoa de um
direito, que de vera competir-vos por mais denm
titulo, por aquelles mesmo, que, arrogando-se
o privilegio exclusivo de amigos da ordem. e do
principio de outorilads, nao paestm de verda-
deiros inimigos desses santos iiiocipios, porque
nao ama a ordem poltica, quem nao ama a or-
dem natural; nao quer a autoridade politca,
quem menos presa a autoridade paterna.
No seguinte artigo mostrramos que a eleicio
directa censuara rouae son ti tastos as condteoes
para urna boa escolha da represantagio naciooal,
sem trazar os perigos, a m escolha e as frau-
des; vicios tnseparaveis da eleigo indirecta,
que por isso contraria I natureza do governo
representativo.
F.
Nio ramoa fattar para osee senhor nam para
essa pandeg aem eceupacie fu quer entrar para
a companhu de Sr. Germaao casta de insultos
criticas estapidas, nio, esas responderemos
cora ama fodqofihs Igosl 4 aja)- la merece;
fallamos para quem nao estver prevenido, para
quem apreciar a empreza Germaao em ai, e nio
em relaie li iotrbja* da meta dazla da orneas,
que, se abo araasim esas presumo pata mais na-
da podarte?* servir
O drama Pearo, Inqoerttoaarelmente a me-
Ihaf prodcele do Sr. Meadas Leal.
Chelo de pensameotos elevados e cobres, da
primeira i altima de aeaa patarras manifeita a
pana de que sanio ; desompeohado pela campa-
nhia do Sr. Germano, o fazendo esto, o papel
de Pedro, e a Sra. D. Maooetta o do D. Mara,
parece qua o drama em questio urna prodcelo
mais que hnmsna, 6 urna ligio do co fielmente
interpretada na torra.
Para outras penas, para os Srs. A., Innosseb,
e outros, deixamos a apreelago do drama em si ;
agora ao sea daaompenhe.
O Sr. Germaao no papel de Pedro libo de um
mordomo, nada daixou a dea*jar I
Cranea anda pobre, asea lando receido nasa
educagio apurada, senlindo pulsar um coragao
inspirado para lado quanto grande e nobre. e
nio podando contar os impulsos de seu peito o
pobre filho do mordomo aspira a mi d fltha
do conde, sem medir a distancia ealabeleeida pela
riqueza entra o conde e o mordomo. Inspirado,
e dispoodo da vasta iotelligencie, escreve no l-
bum de D. Mara versos, que importaran) n'uma
deelareeto amorosa I A filha do conde, se bem
que creada com Pedro desde a infancia, receba
essa declaradlo com desdem e meseos, a em
pouco todas oa convidados qae entio s aehavam
em casa do conde, sabam que o Qlho do mordo-
mo poeta.
Ricos e eynicos, admiram-se da iatelligeneia
de Pedro e perguntam-lhe o nomo.
Pedro s. responde o filho do mordomo.
Aqui o Sr. Germano foi o typo fiel da ereagio
do Sr. Mendos Leal.
Insultado por nos, motejado por todos, o ho-
rnera de carcter nobre e elevado, se bem que de
posigio parea e pobre, nio se bumilha ao servi-
lismo e eom energa repelle o insolto.
AOnaido t.'aeto, Pedro, resolve-se, bem
sen pesar, a abandonar a casa em que nascra, e
onde deixara seu relho e querido pi ; e urna
parte de seu coraglo nessa filha do conde, aoe
agora, engolfada na riqueza, acredita nos ros
protestos de meia-dazta de aduladores, despre-
sando o nico culto verdadeiro que se Ihe renda
no eoragio de Pedro. Mas Pedro era filho de um
mordomo, eD.Mafia, alm de mogas orgulhosa,
era filha de um conde I
E' por isso que ella exclama Pedro em res-
posta s suas palavraA filha do conde de
S. Thiago nio desee nunca I
Nesta parte a Sra. D. Nanoella conquistou lou-
ros que nunea mais deixario de existir.
Todo o eorrer do drama foi bello, foi bem des-
empenhado.
Pelo que deixamos dito em relsglo ao 1.' acto
deduza se o desempenho dos outros.
Gusto, genio, eonhecimento artstico e desejo
de agradar, eis o que sobra ao Sr. Germano e sua
companhia.
Quando a platea, sempre a mais exigente o
difflcil de contentar, fica satisfeita e se enthusias-
ma pooto de victorr o distincto artista Germa-
no, a Sra, D. Mauoella chamndoos scena, por
mais de urna vez tem se dado urna prova bem
coocludente das sympalhias de que goza a com-
panhia.
Continu o Sr. Germano, d3-nos anda urna vez
o Pedro, e novos louros lhe cahiro aos ps.
Jf. S. J .P.
COMMERCIO.
Praga do Recife 11 de
maio de 1861.
aVs t es koras Aa larde.
Catajfdea o
Cambio sobra Londres-48 d. por 1#000 90 diss
da vista.
Leal SevePresidente.
Fraderico Guimaraessecretario.
Alfaadesra.
Readimento do dia 1 a 10. .
Idom do ato it. .... ,
110:8309516
17432J03O
127:8021650
Morlmento da alfanelear.
Volumes entrados oom azendas.. 1-2
a aom gneros.. 035
Vola mes
s
sahidos
com
aom
fazendas..
gneros:
------797
133
121
253
Pubiicages a pedido.
.....
DUVIDA E F.
EPIFANI0B1THENC0URT.
Tu me dizes, poeta, no leu canto.
Que eu volle as minhas crengaa ao porvir;
No horieoole da vida, carregado,
E' frouxa a luz que vejoioda luzir.
Da fonte juvenil ponde-me secca
A capella de flores de esmeralda,
Um sonho de ventura va primavera
No eoragio o saogue nao me escalda.
Porque descri lio mogo da venlura,
E me um sonho mentido a felicidade I
De mil deeepgdes o fel que travo
De morte embebe a minh mocidade.
Theatro.
Ola, Sr. hornea* de lettrem, V. S. di lieeaga
pava qae en diea atgnmw sonsa t Olba qoo son
en s-; d ?.... potos* d rasatoa.
Agora qo j pedimoa atovbto veoia, vamos
o bem recri areatarar algamai polaoraa so-
bre e> drama Pmtrado 8r. Moa des Lea, o da-
Matambo me sos toe doa na norte do qoartt-
feira.
oatataaaa, a arado debaiso da prossio que
mi a Itabo ao- ir. 1. au seta, tm eaaaa
basa sa paraca oadimaa-lbe atoada fb ao
aagama iatu ato artormattw
saflaa Sr. Z ovaba maia ato *#.
<
Da dor a lava suffocou-me n'alma
As minhas crengas 'ouro, e meus anhelos;
Nem ao menos me resta na lembranga
As saudades de amor de tempes bellos.
E' estril o chao por onde eu passo......
Nem um tronco de flor, j murebo, emboral
Do minha vida nmade as noitea
Nem urna luz de estrella o leito dora.
Orphio, orphio de amor e de cariuhos.
Que me pode valer a vida assim I
Passo no mundo em meu sudario envollo....
Sombra de morte em salas de festim.
Na pallidez da fonte trago escriplo
O grao de dor que a vida me consume.
Nio vs no meu olhar lnguido, trio.
Que tibio n'alma da esporanga o lume ?
E porque tu me dizes : corre I avaoga I
E^muitu linda a aurora que le espera 1
Ohl irmio, do meu cu pelo horisoole
Quem me ergueri o sol da primavera ?
Que fonte se abrir aos labios seceos
Do romeiro perdido no deserto ?
Que sombra de mulher dir-me : dorme,
Nos meus joelhos o repouso certo.-
Eu quizera te crer, os desengaos
Fizeram-me descrer de ludo at I
Com ludo, irmao, eu te agradego o canto ;
Ungido canto de verdade e f.
Nio devo maldizer da vida ainda
Urna estrella de brilhos muito linda
No horisonte da vida a alma vislumbra.
Urna gotta de seiva de esperanga
Inda folla-me ao pello de booaoga ;
Eoibora a negra, cerragio que burubra....
Posso ainda correr da festa s salas.
Ebrio de amor, de felicidade e gallas ;
Rindo os labios, e vivido no olhac.
Embora a dor agora me descore.
Os labios gemam, o corarlo deplore ;
Seja hmido o leito e escaro o lar.
Talvez, talvez no meio da jornada
Eu encontr um abrigo, urna pousada;
Oasis dus desertos no areal.
Nos labios da mulher por quem suspiro
Talvez eu sorva o balsamo que aspiro ;
Nctar de vida em tagas de coral.
Embora a flor de minha mocidade
Abriese sob um cu de tempeslade,
E se humeclasse em lagrimas de dor;
Posso ainda Iutar com o mea destino.
E' langa a estrada? mogo o peregrino,
O corpo forte, e a alma tem vigor !
Hei de, sim, repeinar das affadigas.
Embora forte, a lula nio me canga.
A cerragio da noite da amargura
Nio apagou-me o tacho da esperanga.
Ha de pomar do soffrimenlo o pbaae.
Lastro novoeu surgirei 4 vida I
Hei de doBrar-ane ao sol das primaveras
Senlindo sos raios deito a alma aqaecids.
Sim, o toa canto a>s?ertou-me n'alma
Saoaages que o soffrer adormecer,
E aonhos d'ouro, a illuaoea ti* liadas
Como nunca minha alma os eoncab/s.
Repartales comigo as tuas crengas.
Como i doco nutrir-se ums esperanga....
O hornero tola e aoffra pela vida,
E emqoanto espera, nio maldiz, nio canga.
A mi oto atona afina a toa lora.
Toas aa toa caato a-inipiragm divina l
Ah poeta, feliz do que na vida
Oaviu-te as antas d aarpa peregrina I
Ohf umlo, toda mais; eu te agrafaaea 1
D vida o canto do que espera e er f
Ivatafattaa do aeraraa lena herpejon
Ifraaatt-oaB n'elaa aemorteema m
Desearrefjam bajo 13 de malo
Galera franeeza Raoulvioho.
Barca fraoeazaSpherefatendss.
Escuoa ingloaaJooyJoaeacerraja e ferro.
Patacho hoooveraooCenues merctdoriae.
Escuoa hamburgueza Chrisllna farinba de
trigo
Ratea portagnezaSyrapathia mereadorias.
Brgue americanoSouthagelto.
Importncao.
Galera francesa aRul, vinda de Marsielle,
consignada a Tissels Freres & C.; manifestou o
seguinte:
1600 barricas cimento romano, 400 ditas fari-
nba de trigo, 49 fardes pimenta da india, 15 di-
tos erva-doce, SO ditos alpiata 15 caixas papel,
25 barra azeile doce, 25 fardos papel de embru-
lho, 116 pipas 12 meias, 130 barra e 120 ancore-
tas vinho ; aos consignatarios.
1550 caiaa de diversos tmannos passas; a A.
Burle & C.
36 caixas afeite doce, 4 ditas sabio. 36 ditas
conservas sortida, 1 caixa caximbos, 3 jarras e
16 terrinas ; a ordem,
Hiate nacional aNiceloI, vindr do Aracaty,
consignado ; a Prente Vianna & C manifesiou
o seguinte:
2100 pello de abra, 300 loros de maderra; aos
meamos.
750- chapeos d palhe, 600 esleirs de dita; a
Jotquim Fraocisto de Alm.
4830 pellos de cabra ; a Azevedo & Mendos.
Barca ingleza (Orion, vinda de Cardiff, consi-
gaada, manifestou o seguate:
892 toneladas carvio de pedra, 25 ditas dito
queimado.
F.xporta^fto.
Da 10 de maio.
Barca americaia cSalem para Liverpool car-
regara m :
Kalhmam Irmlos & C, 90 saccas com 485 ar-
robas e 3 libras algodio.
Brgue nadona. Veloz, para o Rio da Prata,
carregaram.
Amorim Irmlm 4 C, 300 barricas com 2237
arrobas e lt libra de assucar.
Barca americana Imperador, para Pbiladel-
phia, carregaram :
Matheus Austin & C, 17 caixas com doce do
goiaba.
Brgue inglez Titania, para o Canal, carrega-
ram :
James Rider 4 C., 1000 saceos com 5000 arro-
bas de assucar.
Barca portugaza Corea, para Lisboa, carre-
garam :
Carvalho Nogoeira & C, 275 saceos com 1375
arrobas de assucar.
Barroca & Meleiros; 300 saceos com 1500 ar-
robas de assucar, 737 couros salgados com 21925
libras.
Urbano Jos te Souza, 1264 arrobas e 15 libras
de assucar em 153 saceos.
Brgue portuguez Margarida, para Lisboa,
carregaram:
Amorim Irruios & C.,700 saceos com3500 ar-
robas de assncir.
Brigae portiguez Cmmozina, para Lisboa,
carregaram:
Car/alho Nogueira & C, 300 saceos com 1500
arrobas de assucar.
Joaquina Jos Rodrigues da Cunha, 200 saceos
com 1000 arrobas de assucar.
Beccbedlorla de armadas Internas
areraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 10. 9:445*213
dem do dia 11....... 611p073
Queijos-----------Os flamangot venderam-se de
taaooatpioors.
Toucinho- Vendeu-se da 8a000a8.500 rs.
por arroba.
Vinhos .... O da Coito vendeu-se a 220g rs.
Vinagre----------- VendeJ-se de 10| a 120|000
rs. a pipa.
Velas-------------As stearinae rendea-aa da 730
rs. a libra.
Deseonto- O rebato de letiras regulou de
10 a.18 por'aoBto aa anno, des-
cootaado a eaixa filial do Ban-
co catea 400 cantos de reis a
lOporeeotd ao snne.
Frotes------------- Para Canal a de 50 a 55. e do
algodio do b/8 a3fa por libra.
Editaes.
O IIIm. gr. inspector da Iheaoararia provin-
cial, em eamprimonlo da resotoeo da jaau sat
fazenda, manda toser publica que n* dia 29 d
corrate, perantea eaeama junta, ae ba deana-
matar a qnom mab dar aa imposto abaixo da>
toradas.
e-pontea
Unidades. Valores.
Pauta do presos dos gneros sujeitoe d direitos
de exporlacio. Seman* de 13 a 18 do attz de
te maio 1801.
Mereadoriaa.
Abanos .....:
Agurdenle de eana.
dem restilada e do reino
dem casaca ....
canto
capada
a

dem ganebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodio em caroeo .
dem em rama ou emli. .
Arroz com csea .....
dem descascado oa pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Aaeito do amondoim eu|moa-
dobim........
dem de coco ......
dem de mamona *
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina........
Caf bom..... t
dem escolha ou restolho .
dem torrado .....
Caibros .......
Cal.........
dem branca.....
Carne secca charque. .
Carvao* vegetal.....
Cera de carnauba em bruto,
dem idem em velas. : .
Charutos. .....
Cocos seceos......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes ,
dem de cabra cortidos .
dem de enea.....
Doces seceos.....
dem em gelea ou maesa .
dem em calda. .
Espanadores grandes. .
dem pequeos .....
Esleirs para forro ou estiva de
navio......; cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta ..... arroba
Feijao de qualquer qualidade.
Frechaes........um
Pumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho. >
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho...
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....cento
Toros..... ... >
Leonas e esteios.....um
1000
yooo
J560
300
$560

arroba




9
a
caada


arroba
a
a

>
libra
un
arroba

a

libra

cento
>
libra
>

um

libra
um
10:056*286
Consulado
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 11. .
provincial.
10.
23 6396781
3:083*481
26:7235262
S600
2J025
8$100
700
2$800
29200
3J500
I
28000
2*500
1$600
laooo
v 4|000
8S000
7S00O
4$OO0
300
360
200
400
3&800
1$600
250
400
295G0
4JOO0
195
220
120
280
115000
IbOOO
500
500
4S0O0
25OOO
20*000
1$600
l$500
65000
15500
55000
165000
85000
12$000
6g000
23500
25g600
25400
11*000
50g000
250
900
oboco
800
45000
152f0
200
o preseootov
PRAQA DO RECIFE
11 DE MAIO DK 186E.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios-----------Sobre Londres sacou-se a 26
o26 1/4 d. por 1*000 rs., sobre
Pariz de 365 a 368 rs. por fran-
co, sobre Hambargo a 685
rs. por M B. e sobre-Lisboa de
108 a 100 por cento de premio,
regulando os saques sobre a
Europa a S 75,000.
Algodio O escolido vendeu-se de 8^100
a S*400 rs. por arroba, e o re-
gular de 7*900 a 8*000 rs. por
arroba.
Assucar-----------O branco vende-se de 35200
a 4*400 rs. por arroba, e some-
nos de 259OO a 3*000 rs.; mas-
cavado purgado de 2**00 a
2*600 rs., e o Canal de 2{000
a 2*100 rs. por arroba.
Agurdente Vendeu-se de 65* a 68*000 rs.
a pipa.
Couros-------------Os seceos salgados venderam-
se de 190 a 195 rs. a libra.
Arroz -----------O do Haranhio vendeu-se a
3*000 rs por arroba.
Azeito doce- --Vendeu-se a 3*000 rs. por
galio.
Bacalhao-----------Nao heuve venda em atacado.
Retalhou-se de 3$C00 a 10*000
por barrica, ficando em ser
5,000 barricas.
Caf-------------- Vendeu-se de 5$400 a 6*400 rs.
por arroba.
Carne secea- A do Rio Grande vendeu-se de
2*400 a 3*300 rs. por arroba,
e a do Rio da Prata da 2*000 a
fi*600 rs cando em ser 127
mil arrobas da primeira, e 18
mil da segunda.
Carvia de pedra dem de 1 *00O a 175000 rs. a
tonelada.
Cerreja- Vendeu-se de 4*000 a 6(000
rs a duzia de garrafas.
Cha-----------------Vendeu-se a 2*200 reis por li-
bra.
Farinha do trigo. Ttvemos um catregamento de
Trieste, eom o qusl o deposi-
to hoje fle 2,600 barricas,
tendo-se retalhado a 32JOO0
rs. Retalhou-se a de Richraond
' de 26* a 285 ** barrica, ft-
eando em ser 4",000; a de Phl-
Iadelphia de 25* a 17*000 rs.,
exlslindo hoje 3,500 barricas.
A do Chile venOeu-se a 11*000
a sacea oto 100 libran, Qcando
om ser 2,000 saceos.
Far. de maadtoca-Venaeavse a 3*600 rs. o ssreo.
Feijao- -dem a 1*280 rs. por arroba.
Folha da Flaodrea-Idem de 20*000 rs. a caixa.
Ferro ----- o majes venden-ao o SbbbuVs.,
a 41a 9emi a OfafO rs. o
aataatl.
Geaabra-----------Imfraoanoira vna,eo-*aa55800
is., a botija a 360 u.
Louca--------------Venden-so a 300 por cento de
premio sobro a toetare.
atoatoif- a togles vartoea-aa a 050 ra.
aliare, e a francazaa570 rs,.
ffcando om aer 250 barris da
frmaira, e 750 da aeganda.
Haasaav;-----------Vamdtsem abfOuO ts.
Oleo do nhaca-Vendeu-se. 1 U500 ri, por ga-
Mt.aJ
. ,T:.....
Mcl ou melano......caada
Milho........arroba.
Pi brasil ......quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........molhos
Ponas ou chifres de vaccas o
novilhos.......cento 4*000
Pranchoes de amarello de
dous custados......urna 16*000
dem louro. ....... 8000
Sabio.....- libra 100
Salsa parrilha.......arroba 265000
Sebo em rama...... 5$00
Sola ou vaqueta ..... urna 2J400
Tabn de amarello .... duzias 104*500
dem diversas.....: 7C*000
Tapioca........arroba 3*200
Travs......... urna 10*000
Unhas de boi......cento 5320
Vinagre........caada *280
Alfandega de Pernambuco 4 de maio de 1861.
O prmeiro conferenle. Jenuino Jos Tara-
res. O segundo conferenle, Joaquim Ignacio de
Carvalho Mendonca.
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 11 de
maio de 1861. Barros.
Conforme Joio Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escriturario.
Taxas das barreiras das estradas
aegninte.
Magdalena poranoo.... 6:110*000
G.quii idem............ 5350*000
J.boatao idem.......... 38879500
Cachanf.ido.......... 3:450*000
Motocolomb, dem...... 1:605*000
Bujary, tem............ 550f)00
Tacaruna, idem.......... 552*000
Ponte dos Carvalho, idom 905*000
Tapacuri. idem.......... 1:206*000
Viole por cesto sobre a consumo da agurdente.
Municipio do Recife, por anno..... 13:008*000
As arrematacoes serio feilas per tempo do trea
ano os a contar do 1 de julho do correte anno a
30 de junho de 1804.
As pessoas que so propoierem.a estas arrema-
tacoes comparecam na sala das sesses da mes-
ms janta no dia cima declarado pelo meio dto_
competentemente habilitados.
E para constar se maudou affitar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.
O aeeretario,
Antonio Ferreira da Annnnciacio.
Claudino Bonicio Machado, offlsisl da imaeraC
ordem da Rosa, e eavalleiro da de Christo.
commandante interino de batalhlo de itt-
fantaria e presidente do conselho de qualiflca-
cao da guarda nacional da parochi* do Santrs
simo Sacramento de Santo Antonio do Recito
por Sua Mageslade o Imperador, a quem Deoa
guarde, te.
Faz constar que na 3a dominga do crrante
mez teri lugar no consistorio da respectiva ma-
triz, a reuniio do cooaelho d qualiflcsco da
guarda nacional da referida parochia que na forme
da lei o. 502 de 19 de setembro de 1850 e de-
creto n. 1,130 de 12 de margo de 1854 tem de
proceder a revisioda referida guarda nacional, 9
berfi assim de qualificar os cidadios que estive-
rem as circumstancias de servirem na guarda
nacional; o que faz publico por editaes afiixadosr-
na forma da lei, para eonhecimento dos iuleres-
sados.
Quartel do commando interino do 1 batalha
da guarda nacional do municipio do Recife, II
de maio de 1861 .Claudino Benicio Machado.
Olllm. Sr. inspector ds thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 10 de junho p. p.
manda fazer publico, que no dia 23 do correte
se hs de arrematar pernote a janta da fazenda da
mesma thesouraria, a quem por menos fizer, aa
impresses dos trabalbos das repartices provin-
claes, a saber :
Thesouraria e repartices qne lhe sio
subordinadas ...................... 1:495*009
Secretara da assembla, dita do go-
verno, obras publicas, secretaria ge-
ral da inrtrurcao publica, Gymnasio 2:80000O,
As arrematacoes serio feilas por tempo de om
aono, a contar do 1. de julho prximo futuro a
30 de junho de 1862.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tacoes, comparecan) na sala das sess5es da mes-
ma janta, no dia cima indicado, pelo meio dia,
com suas propostas em cartas fechadas.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria ds thesouraria provincial da Per-
nambuco 6 de maio de 1861.O secretario,
A. F. u'Annunciagao.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chiisto, e
juiz de direito especial do comraerclo deeta ci-
dade de Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu termo, per S. M. I. e C. o Sr.
D Pedro II, que Dous guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edilal viren).
que Jos Manoel da Costa Gamillo dirigio-me a
peticio do iheor seguinte :
111 m. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commer-
cio Jos Manoel da Costa Gamillo, tendo esta-
blecido urna sociedade com Pearo Gongalves
Pereira em urna offlcina de cantara, por lemp
indeterminado, e nao lhe convindo a cootinuacio
da mesma sociedade, por ter verificado oepois
da sabida de seu socio para Portugal, que elle
prevaricara inteira mente sendo a sua viagem um
meio para snbtrahir-se qualquer incommodo.
sendo que verificou o supplicanle que elle servi-
ra-se da firma sorial para haver dinbeiro por
meio de letras, que se venceram ltimamente,
nio tendu a offlcina se utilisado desse dinheiro.
do que resulta incalculavel prejnizo ao suppli-
canle accrescendo que este era c quem nica-
mente trabalha na mesma offlcina, pelo que lem
aquello socio se locupletado com ajaclura nlheia,
requer a V. Exc. se digne de mandar citar para
s primeira deste juizo louvar-se, e ver o suppli-
canle louvar-se em julzes arbitres, que procedam
a liquidaclo da sociedade, visto como ao suppli-
canle nio coovm a coolinnacio da mesma, pro-
cedendo-se nos termos ulteriores, sendo a cita-
cao com a pena de revelia. E porque o supplica-
do estando em Portugal so ausentara para lugar
nio sabido, como se v da carta junta, requer &
V. Etc. se sirva mandar que se faga a cacAo por
editos, justificada a iocerteza do lugar.. Pede
V. Exc. queira assim deferir.E R. M.Fon-
seca.
E mais se nio continha em dita petico, na qual
dei e profer o despacho seguinte:
D. Justifique. Recife 22 de marco de 1861.
A. F. Peretli.
Movimento do porto.
Aotiio entrado no dia 11.
Liverpool45 das, barca iagleza John Morlia.q
de 303 toneladas, capillo Slewart, equipagem
12, carga fazendas; a Henry Gibson & C
Navio sahido no mesmo dia.
Ro do Jaaairobrgue nacional Encantador.
capillo Antonio Podro doa Santos, carga as-
sucar.
w
ka
g. *
5'
a>
B
Moras.
B
a
I
B
2
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klhmosphera

I Direecao.
3
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Intensidad!.
Fmkronheit.
Centgrado.
Mig*c-mer*
o- o
Ciserne, h^dre-l
metriceu
8 3
9
ts ts
Fr emees.
j/isjsot.
:
A noite etara al 3 b. 80* da maohla, quo tor-
nou-se da aguaceiros, vpnto ESE fresco e assim
osoxacao ba auV.
Presmar as 6 h. a 6' da tordo, altara 6,8 p.
Balsamar aa 11 b. e 54' jioajalB, toara 1,2 p.
O^wtorto da aratnai damariaba, 11 da mato
Tusa?
B mais so nio continha em dito despacho, em
virtude do qual fora a mesma peticio distribuida
ao escrivo deste juizo Manoel Mara ; e tendo o
supplicaote produzido suas testemunhas, foram
sellados os autos, e subindo i minha conclusio
uelles dei e profer a senteoga do theor se-
guinte :
A' vista da inquircio de fls. 6 a fls. 7, julgo
provada a ausencia do justificado em lugar nao
sabido : pelo que mando que seja citado por edi-
tos. passaudo-se a respectiva carta com o praza
de 30 das : (lodo o qusl, e sendo o ausente ha-
vido per citado, se lho dar curador para con*
este correr a causa os seus devidos termos: a
pague o justificante as cusas.
Recife, 27 de abril de 1861.Anselmo Francis-
co Peretli.
t
E mais se nio continha em tal sentenc aqui
transcripta, a em sea inteiro cumprimento o res-
pectivo escrivo fer paasar o prsenle edilal con
o referido prazo de 30 das, e pelo seu theor cha-
mo, cite o hei por citado o sobrodito supplicado>
por todo o expendido na petigao supra.
E para que chegue o presente aocoohecimenta
de todos, seri publicado pela imprensa e affiad
du forma do estylo.
Cidada do Recife, 6 de maio de 1861.Eu Ma-
noel Mara Rodrigues do Naacnenio, eserivio a
subacrevi.
insobrio Francisca Peretli.
Antonio Bernardo Qnintero, mejor commandan-
te interino do 3 batalbao de infantera da guar-
da nacional do municipio do Recife, eavallei-
ro da imperial ordem da Rosa e presidente da
conoclbo de qusuficac&o da reguezia do San-
tissimo Sacramento da Boa-Vista, em virtud*
da lei, etc.
Faz saber que no dia 19,3* dominga do cor-
ea* mea, lata lagar oo consulariu da respecti-
va matriz, a ranoiao do eonaeibo de qualiflcag&a
da patera* nacional do mesma frogjctte. quo oa
formada lei n. 602 de 19 de seteaabro de 1850 a
art. 1 d* decreto tl30do 18 oto margo de 186*.
tasa 4 presadas a revisan da mesma, o aom as-
sim de qnalificar aa cidadios qua estiverom aa
caso de servimos na guarda aeaioaal; o que faz;
publico para onbocimento do todos.
Quartel do eommandO interino do 3* batotbo.
de infantera da guarda nacional da moniripic
do Recife, em II de fevereiro de 1881.
Antonio Bernardo Quioleiro.
Jos Francisca Hma. effiafal da baptrial ordem
da Rosa, teMafto-earonel commandante da
4* batalhlo de intentara da guarna nacional,
por S. M. o amparador, que Deas guarde, ato.
Faca saber a quem interesar posan, qao no dia
lt ato correte te rauairlo nos consistorio* das
Igratos matrfTBs ai rroguerias da Poco da Pa-
noli o fi Vanea 01 coaseLboa d qajliucacaa
\


A-_*
l

DllfilO O P8RH1BMDCO. *. SIGKDA PURA 1 IW 1UO *>E 1861;
que tem de verificar a revist 3a mesma qualifi-
caco, como determina a segunda parle do art: 8*
drrregulamenio d. 1130 de 13 de marco de 1853.
E para constar tnandei fazer o presente,que ser
afiliado noa lugares mais pblicos das referidas
fregnesias e publicado pela iraprensa.
Quarteldocommsndodoi* batalhao de infin-
Uria da guarda nacional do Recite, 11 de maio
de 1861.Jos Francisco Pires, tenenle-oronel
com mandante.
Deciaracoes.
Pela subdelegada do distrirto de Muribeca
foi apprehendido um csvallo ruco com cangalhi,
que se acba depositado ; quem for seu dono po-
der apparecer em dita subdelegada com a pro-
ra sufBciente para Ihe ser entregue.
Jos Antonio de Albuquerque.
Subdegado.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordera da directora e em cum-
plimento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissSo
da mesma caixa.
Caixa filial no Rccife aos 20 de mar-
. co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joo de Barros.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria dj tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta data se inscreveo no registro publico o contrato
PJUBJL
Maranho
segu por estes das
tem a maior parte da
com Taiso Irmaos.
o palhabote Garibaldi,
carga prompta: a tratar
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
ioim ijuna.
O vapor Oyapock, commandante o capito
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
norte at o da 18 do correte o qual depois da
demora do cosime seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga aun o vapor poder condazir a qual de-
ver ser ambareada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes.
REAL fiOMPANBIA
DE
Paquetes inglezes a vapor,
Al o dia 15 do correte espera-se do sul o va-
S.rJ2M?ebr!r,*: pVovincia i:! Eti/Sa V.BSoaffp,.. SlfS
do Ir lrvVm Zh^Vr110 PT,,n0- P8,S"" Ptl08 d6 S- VMnle e LSoa- Est "P>r PO-
S'.. 7,' a St & e Jo.^"ltn Jose aera receber am limitado numero de passageiros
da.Silva. estabeUcidos na mesma cidade, com >de 3 ciasse> ,lm dos de 1 e 2\ para o que de-
?J?iq.a!- a ni ". a8uardeo,e de;",* ver-se-ha tratar cem os ajenies Adamson Howie
meama aociedade. que leve comego no da 30 de {& C> Da rua do Trapiche Novo n. 42.
N. 6. Oa embrulhos s se recebem at 2 horas
antes dse fecharem as malas ou urna hora pa-
gando um palacio alm do respectivo fete.
Avisos martimos,
Freta-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe : a
95. 97. 99, 101. 103. 105. 107, 109.111,113,115* '"t*' ">> consignatario Manoel Alves Guerra
117,119, 121,123.125,127,129,135,137,139,141 jna ru do Trapiche n. 14, ou com o capillo a
6 143 da rua do Pilar do bairro do Recite a virem bordo.
peranle elle, das 11 horas da manha s 3 da I-^ _^ _
tarde dos das seguintes publicacao deste sn- ; MQ 1Q /" PlA rlp I O
nuncio at o flm do correte mez, tratar da albea- aV C1I <* \J 111U \M.\D VfX"
novembro de 1858, durar por espigo do 3 anruis,
sob a Urina de Sacavem, Bubosa & C com o ca-
tal de 17.000$, fornecidos em partes iguaes pe-
ds dous socios.
Secretara do tribunal do commercio de Por-
nambuco 11 de maio de 1861.
Julio Guimaies.Officisl-maior.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda convidar os Srs.
proprietarios das casas o. 83, 85, 87, 89, 91, 93,
agente Olivira, o seu leitlo de grande sertimen-
to de fazcadas de sed, l, linho e de algodo aa
mais propriasdo mercaJo
Seguada-fefti|H13
do correte, a 10 horas manha, no seu ar-
mazem roa da Cruz o Recife:
DO
Sitio do Arraial*.
Terga-feira 14 do crvente.
Aniuoes vender definitivamente o sitio do Ar-
raial diversas vezes annuociado, pelo maior pre-
go que encontrar, o qual alm de ter boa casa e
multas frucleiras, cootem mais o riacho que cor-
re pelo moio de seu terreno que o torna muito
recommendavel. Na mesma occaaio vender
Urna escrava
boa cozinheira esem achaques. Aa 11 horas em
ponto.
LILAO
DE
lima armado e dividas.
Quinta-feira 15 d0 Corrente.
Costa Carvalho ar leao Por mandado do
Exm Sr. Dr.juiz do commercio a requerlmento
de Antonio Alberto de Souza Aguiar e oulros da
armaco da taberna da rua de Hortas pertencenle
a Antonio Pereira Vianna.arsim como duas liltras
a vencer no dis:acima s 11 horas da manha;
LEILAO
neiro
ruada Cruz n. 1.
cao fazenda das mesroas casas, cojo terreno se
torna necessario ao arsenal de marioha da pro-
vincia, para o que, segundo o aviso do respecti-
vo, ministerio se proferir o ajuste amigavel
desapropriagao legal das ditas casas. ; o veleiro e bem conhecido patacho nacional Be-
Secretaria da thesouraria do fazenda de Per- beribe pretende seguir com muitt brevidade,
nambuco, 11 de niaio de 1861.Servindo deoffl- lem P"te de seu carregamento prompto ; para o
cial-maior, Luiz Francisco de S. Paio e Silva. resto que lhe falta, trata-se com os seus coosig-
Consellio de compras navaes. I nalarto^ Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
Tendo de ser promovida a compra do material,
da armada abaixo declarado, sob as coodicoes do |
estylo j hi muito publicadas, manda o conselho j
azer constar que isso ter lugar na sesso pro- {
xima a 18 do correute mez em vista de propostas
entregues nejse dia al s 11 horas da manba
acompaohadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
1 peca de cabo de manilha de 6 pollegadas, 1
dita de dito de 5, 11 pes de gomma elstica. 32
pecas de lona ingleza rstreita, 40 paos de lacre PreteDde seguir com muila brevidade o bem co-
encarnado, 21 resmas de papel alraaco e 27gar-, nnec,do brigue escuna Joven Arthur, parle de
rafas de tinta de escrever. seu carregamento tem tratado ; para o resto que
Para os navios e arsenal. 'ne 'a',a escravos a frete e passageiros, para os
2 caitas do tullas de (landres dobradas, e 2 di- 1uaes lem cellentes commodos, trata-se com
raja
Rio de Janeiro
tas singelas.
Sala do conselho de compras navaes, em 11 de
maio de 18610 sjcrelario, Alexandre Rodri-
gues dos Aojos.
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, aoseu
escriptorio rua da Cruz o. 1.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZ AGERMANO.
Quarla-feira, 45 de maio de 1861.
8.a Recita da assignatura.
Subir cena o excellente drama em 5 actos,
original francez,
ULTRAGE.
PERSONAGENS.
Jacques d'Albert................ Germano.
De Brives, juiz inquisidor...... Mendes.
Raymundo de Brives........... Vicente.
Ral de Brive................. Valle.
Latrade, negociante............ Thoroaz.
O Dr. Lemarchant.............. Nunes.
De Bessires.................... Campos.
Jos, creado de Latrade........ Leite.
Um creado..................... Santa Rosa.
A Sra. Latrade................. D. J^lia Gobert.
Helena Latrade, sua filha...... n. Manoela.
Joanna d'Albert................ D.Anna Chaves
A Sra. deSmy................ D.Julia Rosa.
Abra, de Corney.............. d. Carmela.
Urna creada.................... D. Jesuina.
Convidados, creados; msica, etc.
poca actualidade.
Terminar o espectculo com a bella come-
dia em um acto
PKECISA-SE DE IH\ HULHER
Comegar s 7 )4 horas;
Avisos martimos.
Para o Araeaty
sahe o hiate Nicolu I, meatre Pedro Jos Fran-
cisco, no dia 15 do correte: trata-se com P-
renle Vianna Si C. para passageiros* o resto da
carga.
Para o Rio Grande do Sul pretende seguir
m poneos dias o palhabote Superior, capito
Antonio Evaristo da Roche, o qual olerece boas
accommodagos para passageiros : quem no mes-
mo quier seguir de passagem, pode enlender-ae
com o sobredito capito oa praga do commercio,
u com Amorim Irmaos, rua da Cruz n. 3.
Para Lisboa pretende seguir eom brevidade
o brigue Margarida, capito Jos Emigdio Ri-
beiro : quem no mewno quizer carregar oa se-
guir de passagem, para o que tem bons commo-
dos, pode enlender-se com o mesmo capito na
prsca do commercio, ou com os consignatarios
Amorim Irmaos, rua da Cruz o. 3.
Para o Araeaty.
\Para o Aracaiy seguir brevemente o hiate
Sav.ta Auna : para carga e paasageiros trata-ae
com -Gurgel & Irmio, na rua da Cadeia d. 82.'
Para a Baha.
Para a Baha segu em piucos dase palhabo-
te nacional cdom Amigos ; para alguma carga
que lhe falta e pawagelros, trata-se com Fran-
cisco l. O Azevedo, na rua da Madre de Dos I
annitro il
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
, bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com o consignata-
rios Aranaga Hijo & C, rua doTrapi-
rhe Novon. 6.
IPJS1A
o Rio de Janeiro
segu em poucosdias por j ter parte do seu car-
regamento a barca nacional Castro III : para o
resto que anda falta, passageiros e escravos,
para os quaes tem commodos excellentes, trata-
se com os seus consignatarios Pinto de Souza &
Bairo, na rua da Cruz n. 24, ou com o capito
na p a j.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilo de urna porcao de sola cortida
pelo systema francez da melhor quali -
dadequetem apparecido nesta praca e
para isso o agente cima convida a to-
dos es Srs. sapateiros a apparecer quar-
ta feira 15 do corrente as 11 horas em
ponto no trapiche do Forie do Mattos
denominado baiao do Lirramento que
ahi sera' efectuado o referido leilao.
LILAO
DE
Urna taberna,
Segunda feira 13 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr.juiz especial do conmercioe a re-
quenmento de Antonio da Silva Barbosa Ferro,
da taberna do pateo do Terco n. 28 de Henrique
AmanteChaves.no dia cima ai 11 horas em
ponto a vonlade dos compradores.
LEILAO
DE
Una taberna.
Terga feira 14 do corrente. I
Cosa Carvalho far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
querimenlo de Nuoes & IrroSo, da taberna da
rua doArtgio n. 1 de Domingos Otero de Car-
valho, no dia cima as 11 horas em ponto em um
s lote ou aretalho a vonlade dos compradores.
Terca-feir 14 do corrente as
11 horas em ponto.
Aotnes antorisado pelo proprietario da casa da
rua do Padre Horiano n. 35, expe a venda em
leilio publico no dia cima designado a no seu
armazem rua do Imperador n. 75, a referida casa
terrea, a qual tendo chaos proprios contm : 3
quartos, 2 salas, cosinha fora, cacimba e porteo
para a rua daAssumpcIo, tendo no quintal
Oito meia aguas
edificadas a um anno pouco maia ou menos, cu-
jo predio rende meosslmente 126 sem interrup-
co. As peasoss que precisarem de informacoes
dignem-se dirigir-se ao referido agente, que
prestar quantas forem necessarias.
Avisos diversos.
Leilao
COMPANHIA PERXAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Araeaty Ceara' e Granja.
O vapor clguarass, commandante Horeira
sahir para os portos do norte al a'Granji ni
dia 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dii 21 ao meio dia. Encommen-
daa. passageiros e dinheiro a frete al o dia da
sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do Mat-
tos o. 1.
COMPANHIA PERNAHBUCAKA
Navegaco costeira a vapor
kirl"fr ,,8ur,be*. commandante Lobato,
aab r para os portos do sui. no dia 20 do cor-
n di. TbL" 6hoI" d" larda- Recebe carga at
Lu.! "W >> PjSMgeiroi e dinheiro a
noVVredod,Madt:os8nh,.a93 hrM: Wri^0
No dia segunda-feira 13
do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo despacho do
Exm. juiz especial do commercio, do Io do cor-
rente, a requerimenlo dos depositarios da massa
fallida de Francisco Aotonio do Reg Mello, de
sua loja de calcados na rua Nova n. 1, far leilo
das mercadorias nclla existentes, as quaes se
acham bem conservadas e avaliacBes muito bai-
xa, o que muito convm aos pretendenles por
isso que o lucro ser infallivel. O leilo ser
feito na mencionada loja ao meio dia em ponto
do da cima.
Em pra?a publica do juizo dos feitos da fa-
zenda proviocial se nao de arrematar os bens se-
guintes :
Urna casa terrea de pedra e cal com 12 palmos
de frente, 18 de fundo, 1 sala, 1 quarto, cozinha
no interior, sem quintal, avallada em 400, a qual
foi pennorada'a Innocencio Xavier Vianna como
fiador de Jos Theodoro Gomes.
A rendaannualdo sobrado no largo [do Paraizo
2ka COm comnloao Para familia, a*aliada por
50$, a qual foi peohoradaa viuva e herdeirosdo
marquez do Recife.
Urna casa terrea no lugar denominado Santa
Anna, n. 32, tendo 26 palmos de frente e 51 de
fundo conlendo 2 salas, 2 quarlos, cozinba na
aala de detraz, quintal em aberto e um telheiro
avista do estado de ruina foi avaliada em 350$.
Oulra casa terrea no mesmo lugar, o. 33, leu-
do 31 palmos do frente e 51 de fundo, conlendo
a.salas, 2 quartos, cozinha ra, quintal, toda de-
teriorada, avaliada em 350, as quaes foram pe-
nnoradas aos herdeiros do padre Manoel The-
moteo.
Urna casa terrea com o n. 19 na rua do Rom
Gosto, freguezia dos Afogados, com 18 palmos de
irenle e 50 de fundo, pequeo quintal om aberto
em chacs foreiros, avaliada em 50J.
Oulra din de n. 21 na mesma rua.com 18 pal-
mos de frente e 50 de fundo, quintal era aberlo
chaos foreiros, avaliada em 50$, as quaes foram
penhoradas aos herdeiros de Joaquim Caelaoo da
Luz.
A renda annual de urna casa com um pequeo
sitio na rua dos Passos n. 39. com sufficiente com-
modo para pequea familia, e em mo estado
avallado seu rendimento em 72, a qual foi pe-
rforada aos herdeiros de Joo Raptista de Souza
Lemos.
A renda annual da olaria na rua de S. Miguel
n. 6, sobre pilares, coberla de telhas, com se
competente forno e um quarto para pretos, em
boa estado, avaliada em 600, a qual foi peoho-
rada a Jos Busque de Macedo, por Maooel de
Souza Jardim.
Um carro de 4 rodas com todos os seus Der-
tences n. 44, em bom estado, avaliado em 600
o "qual foi penhorado a Augusto Ficher pelo Dr.
eo Lins Cavalcanti de AlDuquerque.
A renda annual da casa terrea sita na rua D-
reila da freguezia dos Afogados, n. 35, com 2
quartos, 2 salas, cozioha fra, quintal com cacim-
ba, avallada era 96, a qual foi penhorada a An-
tonio Yaz Salgado.
Um carro de 4 rodas pintado de verde, avalla-
do em 40OJO0O, o qual foi penhorado a Aucusto
Ficher.
Um sitio no lugir denominado Lucas, com ar-
voredos de fructo, grande terreno para plantago,
a frente da casa de pedra e cal, em terrenos fo-
reiros do coramendador Jos Joaquim de Olivi-
ra, avaliado em 250, o qual foi penhorado a Luiz
Goozaga.
A renda annual de urna casa terrea sita no Po-
co da Panella, de n. 75. por 72.
Outra de n. 76, por 48.
Outra de n. 77, por 48.
Outra na Casa Forte, de n. 4, em mo estado
por 36.
Oulra no mesmo lugar, u. 5, em mo estado,
por 36, as quaes foram penhoradas a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
Os pretendenles comparegam s 10 horas da
manha do dia 16 do corrente mez de maio na
sala das audiencias, que a ultima praca.
Precisa-se de um menino para caixeiro de
urna taberna : na rua do Codoroiz n. 6.
SURTIMIENTO
DE
Fazendas muito baratas.
Defronte da Conceigao dos Militares.
Cambraia lisa
Cambraia orgadVflT ?" "*, ? ,T' **'" *"'
PoTOl____ 8 ^ de Pd,e minio delicados a 800 e 1 a vara.
i0062* bom gosto fazenda superior a 500 rs. a vara.
Lambraia adamascada ,., A
Chitas franpP7fl pe" com m" a iScui uma-
cov.do flaM e de nui, b0 *>*> 0^260, 280, 300 e
FndMih*8 ^ CabraU mLl rC"e d6 M''*^ 3 cada urna.
ru ae nnno mut0 flD0 a720 ,, TiM
Espartilhosfinoga5jMd,UID
GrOSdenaple de quadrinhos gostos novos a 1400 ra. o corado.
Follar do Seda de lindos padrSes a 800 rs. o cov.do.
Chales de merino e9tampad08muil0 nosa g^
Cambraia preta flna a m 8# a vara
Ede ludo se dar amostra com peohor.
peca.
r. o
Muila aliene lo.
fif^S** ongenho Macaco, sito na freguezia
do Pao d Alho, moente e coi-rente, e com propor-
5oes para safrejar 2,000 pes aonuaes: quem o
pretender, dirija-se ao enganho Ramos, na mes-
ma freguezia, a tratar com Diogo SoaresC.de
Albuquerque.
Liquidacao
Na loja de fuoileiros, na rua ealreita do Rosa-
rio n. 10, confronte a padaria dos Srs. Pu ocia no
& Salgado, veodem-se todas as obras de folba
de Flandres, consistindo em bahu, bacas, bu-
les, regradores. flanlres para assucar de todos
os lmannos, dilos para manteiga de 8 libras at
lpqaarta, cocos, candieiros, formas de bolos,
chaleiras, cuias para arinha, e outras cnuitas
obras, ludo sem feitio, por querer seu dono aca-
bar com o negocio ; tambem se vendes armaco
da dita loja, Tarramentas e o mais tendente
mesma ; aestm como pede-se aos seuhores que
sao devedores dita loja, que venham saldar
suas contas no prazo de 8 dias, a contar desta
data. Recife 11 de maio de 1861.
Aos senhores m a reine i ros
Vende-se uma porgo de taboas de cedro de
muito superior qualidade por preco muito cora-
modo : os pretende, tes podero ir ver no arma-
zem da Companhia Pernambucana, que l acha-
rao com quem tratar.
IMALOJA.
Vende-se a armaco de uma loja que foi de
ferragens, ni rua Direita n. 64, uma das melho-
res localidades para qualquerum estabelecimeoto
que se precisar, por prego muito commodo : na
rua Nova n. 20. se achara com quem tratar.
Attenco.
i.m.afPieiS03 que tem ensina(,o com feliz resul-
tado a fallar, escrever e traduiir com exercicio de
cooversacao mocidade de ambos os sexos, tan-
to no Rio como na Rabia e aqui mesmo em Per-
nambuco, offerece de novo o seu presumo aquel-
las pessoas que quizerem-se applicar em qW-
quer destes idiomas, para o que d^vem informar-
Veh'.D.V* n* 52' 0U rua daC,dea
Aula de taehigraphia.'
e

W Joao Correa de Carvalho, el- .
9 faiate, participa aos seus nume- #
^ rosos freguezes e amigos que mu- *
dou a sua residencia da rua da @
Madre de Dos n. 36 para a rua
1 da Cadeia do Recife n. 38, pri-
meiro andar, aonde o encon.tra- % \
rao prompto para desempenhar 19
qnalquer obra tendente a sua '
arte.

Em casa de Mills- La-
tham deia do Recife n. 52, ven-
de-se :
Vinho do Porto e Xerez
engarrafados de muito
superior qualidade.
Dito de Lisboa tinto e
branco em barris de 5*
Cerveja preta em barri-
cas de 4 duzias e 8 du-
zias del ^garrafas."
Tinta preparada a oleo.
Ferde de Paria,
Dito composts,
Azarco.
m
2
DE
0
COMPINHUBRASILEIRJl
Mflffirif A fAM)&
At o da 14 do correte esperado dos portos
do sul o vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capitode mar e guerra Gervaiio Mancebo, o
qual desos da demora do costume seguir nara
os portos do norte. 6 v
Desde j recebem-se passageiroa e eogaja-ie a
carga-que o vapor poder coDduzir, a qual dever
ser embarcada no dia de sua chegada : agencia
rua da Cruz n 1, escriptorio de Azevedo &
Leiloes.
LEILO
Cala Ixaios coalionaro por ioterrensio do
escravos pecas peritos
padeiros e forneiros.
Seguuda feira 13 do corrente
Antunea.far leilo em seu armazem na roa do
Imperador n. 75, de dous escravas pejas ambos
excellentes padeiros e forneiros, que veoder-
se-hopelo maior preco encontrado para fechar
contas. Principiar as 11 horas em ponto.
LEILO
Terga-feira 14 do corrente as
11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao por
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerlmento dos de-
positarios e curadores de Joaquim Luiz
dos Santos Villa-verde da casa da rua
Imperial n .. consistindo em um forno
de padaria, no mencionado dia as il
horas em ponto.
LEILAO
^ Uma pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano, um
bonito mulatinho de 12 annos bom co-
Vende-se um par de bancas, uma mesa pa-
ra escriptorio, ludo de amarello, um toucador de
Jacaranda : a tratar na rua do Arago n. 32.
Vende-se ou .luga-se uma armario para
loja ou outro qualquer eslabelecimento. em 0-
ida. rua do Amparo, no sobrado do becco que
peiro excellente para pagem, uma mo- i 5ab? para a Miericordia; a tratar no mesmo so-
bilia de magno
Imperial n. 1-
e Jacaranda' : na rua
De noto o agente Hyppolito le
a leilao 650 quintaes de Ferro em
ra, vergas e vergalhOes que se at
depositados na rua do Trapiche arma-
zem n. 1, tendo lugar a venda terca*
feira 14 do corrente ao meio dia em
ponto no referido armazem.
Jos Nunes de Paula em liquida-
cao, avisa a seus devedores que hajam
de satisfazer seus dehitos at o fim do
corrente mez, do contrario os que o nao
fizerem scrao chamados a juizo. Recife
10 de maio de 1861.
Precisa-se de uma ama para cozinhsr o
diario de uma casa de pequea familia ; na rua
estreita do Rosario n. 4 ee dir quem precisa.
Quem tiver o queira vender nma volta de
perolas com cruz e rosetas de brilhantes, dirja-
se a rua estreita do Rosario n. 4, que ahi se dir
quem pretende comprar.
Pede-se ao Sr. Joa Antonio de Albuquer-
que, subdelegado dodistricto de Muribeca, o fa-
vor apparecer na rua dos Martyrios n. 36, a ne-
gocio.
Aluga-se um preto forte e robusto, proprio
para qualquer serico ; quem pretender, procu-
re na rua larga do Rosario n. 18, no terceiro
andar.
!~ Aluga-se uma sala ealcova, na rua da Ca-
deia n. 17, prioitiro andar : a tratar na loja do
mesmo.
Joaquim de Azevedo Pereira Jnior com-
prou aoSr. Aotonio Alves de Araujo alojado
aterro da Boa-Vista n. 54 ; se alguem tem re-
clamaco a fazer respeito a esta venda, queirs
reclamar no prazo de tres dias.
Dominaros Pereira, tendo contratado a ven-
da de sua taberna aita na rua de S. Goncalo n.
J5, com o Sr. Joo Marques de Souza Coutinho,
tooa a pessoa que se julgar com direito a dita
taberna por debito oa outra qualquer cousa que
faja duida. poder reclamar oestes tres dias, a
tarda data deate, findoa os quaes flear de
hnm effeito qualquer reclamaco. Becife 11
-aiodel861.
O aBaixo assignado roga a todas as pessoas
se julgar seus credorea apresentar suas coo-
o prazo de Ires dias para serem pagas ; na
rea dos Martyrios n. 36. 8
Domingos Pereira.
Pelo juizo de orphos desta cidade ser ar-
do por venda o sobrado da rua da Guia n.
'ament avaliado por 4:160, no estado em
Sear, sendo a ultima praca na terca-fei-
do correte, no lugar do costume, pelas 10
jsaSSSSSsr "ecosio 0Bta ofln'ao
Ama de leite.
Ofserace-senara ama de leita urna mulher par-
da con bom leite sem filho : a tratar na rua
da raalriz da Boa-vista a. 35, primeiro andar.
A'PRIMAVERA g
16Roa da Cadeia do4lecife16
LOJA DE MIDEZAS
DE
Fonseca Silva.
Bandeiginhas redondas para um copo
4'agua a 400 rs. cada uma.
Barretes de relroz com vidrilho para se-
nhora e menina a lj cada uma.
Latas para cha a 500, 800, 19500 e 2$ ca-
da uma.
Tesouras linas grandes a 500 rs. cada uma.
Limas em caixa para unha a 320 rs. ca-
da uma
Lonetas de metal a 400 rs. cada uma.
Agulhas de mariar de diversos tamanhos.
Camisas francezas a 1J500 rs. cada uma.
Papel amizade pacote de 100 folhas a 600
rs. o pacote.
Attenco.
Santos, Caminha & Irmaos teem sea escripto-
rio na rua Nova n. 25, primeiro andar, onde po-
dero ser procurados para qualquer negocio, e
especialmente para os da Arma fallida Caminha
& Filhos de que sao liquidatarios.
Aviso.

J. Falque pode as pessoas que Ihes devem
contas de objectos comprados no seu eslabeleci-
mento da rua do Crespo n. 4, o especial favor de
irem a mesma casa satisfazer sus dbitos no
prazo de 15 dias, a contar de boje 13 de maio,
flodos os quaes empregar os meios tegaes.
Perante o Illm. 8r. Dr. juiz dos orphaos,
vai a praca terca-feira 14 do correte s 11 horas
do dia na sala das audiencias, dous esceavos, sen-
do um cgo, 6 cadeiraa, 3 mesas, urna cama de
armaco, todo de Jacaranda osado, bem como
differentet outro objectos, quem quizer nelles
lanr;ar, pode ver o escripto na mo do porteiro do
juizo. Recife 10 de maio de 1861.
Desappareceu do aillo de Joo Eduardo Pe-
reira Borgea, ama garrota lisa, cara o cauda bran-
ca, com um pedaeo de corda no peaeoco, ps
calcados de -branco; quem a enoonlrar leve-a a
rua Forasosa a: 31, que ser bem recompeaado.
O tachigrapho Manoel Jos Pereira da Silva
coaracy, tendo de demorar-se nesla provincia at
meiados de junho, prope-se a ensinar theorica-
mente a arte que professa, das 5 horas da tarde
as7danoite; na ruada Cadeia do Recife, es-
quina do becco Largo n, 24.
Quem achou um chapeo de sol, de seda es-
cura e quasi novo, que perdeu-se no dia 8 do
corrente, na igreja de S. Francisco,.pode entre-
gado na taberna n. 1 da rua das Cruzes, que ser
recompensado. '
Aluga-se o sobrado do Mondego, em que
esleve a secretaria do commandante das armas a
quem melhores condicoes offerecer: s quera
tem gosto e pode, que deve morar nesta bella
casa e fumar no terraco um bello charuto : a tra-
tar na rua do Mondego, olaria n. 13.
W rrecisa-se de uma ama para cosinhar
9 e comprar para uma pessoa s : no becco A
do Padre h. 6, primeiro andar.
Na rua do Crespo n. 20. esquina, ha um
moleque para alugar que serve para servico de
CASA*
Precisa-se alugar uma preta escrava de
meia idade, paga-se bem : quem a tiver, dirija-
86 aoAgo da ribeir" de s- Jos, deposito n. 15.
-- Oflerece-se um caixriro para taberna de 10
a 12 annos de idade, ltimamente cheeado : na,
rua dos Martyrios n. 36.
O Sr. Laurindo Prisciliano de Carvalho Ga-
ma tem uma carta vinda de Macei, no armazem
n. 3o da rua da Cadeia.
Gloria ao Exm. Casillo.
Com oito mezes e vinte e dous dias sahio da
nossa escola central, no dia 10 de maio andante
o menino Joo Januario da Silva Santos, saben-
do lr espeditamenle, fazendo as quatro especies
de cootas e sua applicago, escrevendo soffrivel-
mente, sabendo toda a doutrina christa e algu-
masregras de grammatica e arithmelica; sem
esse aparato immenso de di?is5es e subdivises-
declasses. Iapis, regras, pastas e canudos, sem as
fastidiosas, inuteis e sebosas cartas do Biaba Bie-
b, Fagaf. Fagaf, Lagalh. Lagalh. e outras
mullas anligualhas do rei velho, sem gastar um
real em livros, pois o nosso Blississipe, pedra e
giz. analyse e synthese da palavra fallada^alem
mais que todas as fadigas do antigo systema.
Anda nao desmentimos o brilhante conceito que
deste methodo de eosino faz o Exm. director ge-
ral da instrucco public desta prorincia. Na
mesmo adiaotamento vo os meninos Loyola II
Amenco, Carvalho. Braga, Santa Rosa, arrett,
etc., etc., etc. Parabens ao Sr. Francisco Pereira
da bilva saotos e ao seu estimavel menino que
aprendeu sera lagrima?, daocando e cantando,
( como dizem os zoilos I J sem que ao menos
soffresse uma repreheoso do seu amigo e mes-
tre.Francisco de Freitaa Gamboa.
Eduardo Evans, William Frost. Thomaz Vi-
cente, Inglezes, seguem para Inglaterra
. Precisa-se de uma ama para coziobar o dia-
rio de uma casa de pouca familia ; a tralar na
rua Nova de Santa Rita n. 55.
MR&
uma ama, na rua c
i um eslrangeiro.
10,000 rs. de al viraras.
Perdeu-se uma carleira no dia II, pelas lt
horas da manha, da casa do Sr. Beoto de Bar-
ros Feij, da rua Direita do Queimado, com
doas letras sacadas por Joo Baplisfa Fragoso, e
aceites por Manoel Jos Lopes, uma de 370g810,
vencida em 31 de marco p. p., e outra de 1I6J490,
vencida em 30 de abril p. p., aceites, uma por
Sevenano Bandeira de Mello de 2168000, outra
por Beoto de Barros Feij de 108*000, ambas a
vencer; juntamente meio bilbete da 41 lotera
do Rio de Janeiro den. 5853, assignado por qua-
tro pessoas, e alguos bilhetes de visita com no-
mo de Lourenco A. Salazar Jnior : roga-se a
pessoa que achar. o favor de a entregar na rua
da Cadeia do Recife n. 6.
Vai praca de venda pelo juizo municipal
da segunda vara desta cidade, no dia 15 do cor-
rente, depois da audiencia do mesmo. a armaco
do deposito da casa n. 14 do pateo do Terco, e
1 barril de vinagre, 6 garrafas de champanba, 2
meias e 25 libras de sabo amarello, por execu-
co do lenle-coronel Justino Pereira de Farras.
No dia II, a sala das audiencias, depois
de rinda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ha de
arrematar o resto do espolio do ausente Francis-
co de Paula Figueira de Saboia.
No dia 14 do corrente, rinda a sudiencia do
Sr. juiz de paz do 2 districto da freguezia da
Boa-Vista, na sala das audiencias, tem de serem
arrematadas 24 saccas com farioba e 2 ditas com
arroz de casca, penhoradas a Joaquim de Freitaa
Leo do Amaral, por execuco que lhe move Es-
tevo Jos da Motl*.
Sem excep^o.
Precisa-se de uma ama, na rua do Trapiche n.
12, para casa de um eslrangeiro.
Quem me avisa meu amigo .
Joo Casemiro da Silva Machado avisa a seus
devedores que nao lhes vindo pagar al 20 do
corrente, o far judicialmente, desta data em
diante
OSereee-se uma pessoa para mostr de
qualquer msica, taoto nesta praca como fora
delta por se achar habilitado, e j foi meslre de
muaica de guarda nacional de Olinda : quem de
seu preaiimo precisar, deixe carta fechada nesta
typographia, com as iniciaea L. A. M.
Niogoem faca negocio cem o pardo Manoel
Ben tu, morador em trras do eoaenho Combo, do
termo de lgoaraas, sobre oa ciioulmnos Joo o
Antonio, roubados a sua senhora Aona Rosa de
Menezes, sendo que o crioulinho Joo forro e
sua earta se echa laucada esa notas do labeio
Portocarreiro.


DUJJO 01 fERNilBCCO. i4 SEGUNDA ffilftl U M MAIO DE 1861.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
Largo daPeiilia
O proprietario deste armazem par-
tkipa aos seui numerosos fregueses assim como sos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de geaeros os melbores que tem Tiodo a este mercado e por ser parte delles
viudos porconta propria, vende-oa por menos do que em ootra qualquer parte.
Manteiga inglexa perfeitamemte flor. m .. libra>. tm bar.
rril se fari algum abatimento.
\aUtelga iranceza a nui8n0Ta ha no mercado vende-se a 710 rs. a Ubra.
Cha perola, hyson e preto 0, Belhore, que h, ne8te genero 53500, 21 e
19600 rs. a libra.
^|UeijOS uameilgOS chegados ueste ultimo vapor de Europa l#OO rs., em por-
cao se fari algum abatimento.
VUC1JO SUlSS recentemente cbegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
"**^ J |*w*J og melhores que tem viodo a este mercado por serem muito (rescaes e de
boa quilidadea 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
BOUO fraiieeZ a 500 T. 0 carlSo el(,ganlemente oofeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
Hoce da casca Ae goialm em ca!x6escom 3 Irllibraa Tende.se a 18cada uaj.
lavttlulla, lllgie*. a mais n0Vfl quehano mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3JO00 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
ivmeixas V ranee as a 480r8 a iibraem por50ge ar aigum batimento.
*****^Wlfc mpCTial d0 afamad0 Abreu, e de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolacMoaas de soda Tende_s. a 1J600 cada UIDa com
differentes quahdades.
%-UUCOldlC 0 ,aj8 8uperjor que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
iliaca de tomate em latas de l libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
Ir eYa& SeCCaS em CoDdecas de 8 libras por 3J500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas trancex*seing\ezas a8ma8novasqu6bapor 8erem yin.
das em direitura a 800 rs. o frasco.
AAetria, maearrao e taluarim 400. libra, em caiXM de nma .
roba por 8#.
Palitos de dente llxados em molh08 com 20 macinh08 por 200rf-
T. OUevnilO de LlSDOa 0 mai8 novo que ha no mercad0 a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
ar Y tSUttlO multo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
%-nOUriaS e paiOS 0 que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
BaoAia de porCO TetLnada maisal?aque pode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peixe de posta preparad0 da melhor maDeira possiTel da8 m,h0_
res qualidades de peixe quena em Portugal a 1$500cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras multas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champaahe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor fraocez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a lg agarrafa, nozesa 320rs. a libra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de sunerior aualidade.
<,
:c> itVr Tev7I*i '/rt
ARMAZEM
DE
ROUPA FE1TA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RD A DO OUEOf ADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha aempreum sorliment* completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 303000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30&00
Palitots de dito e de cores, 359, 309,
25J000 e 20S000
Dito de casimira de cores, 229000,
459, 129 o 99000
Ditos de alpa-ka preta golla de vel-
ludo, nsooo
Ditos de raerirxS-sitim pretos e de
coces, 9g000 89OOO
Ditos de aipaka de cores, 59 e 3#500
Ditos de dita preta, 99, 79, 59 e 3#50O
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4S00O e 39500
Ditos de bramante da linho branco,
6S0OO, 59OOO e 430OO
Ditos de merino de cordio preto,
159000 e 89OOO
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109. 99 e 63000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de orim branco e de cores,
5300, 49500 e 2*500
Ditas de gauga de cores 3(000
Gelletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5j00O
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7,000, 6#000 e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 23200
Ditas de algodio, 13600 e 1&280
Camisas de peilo de fusto brafico
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 3(000
Ditas de madapolo branco de
coree, 39. 2J>500, 29 e 1*800
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa, fraocezee,
formas da ultima moda 10J,89500e 7*000
Ditos de feltro, 69. 5J, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 12g, 11| e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 98OO
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes. 1009, 90*. 8O9 e 70*000
Ditos de prata galvanisadosj pa-
tente hosontaes, 40S 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras. rozetas
anoeis
Toalhas de linho. duzia 12*000 10*000
Consultorio medico cirurgico
*--1ULYII \ GLOW\ GASA DO YUND1lO~3
Consulta por ambo os systemas,
Em consequencia da mudanca para a sus nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
menlo acaba de tazer orna reforma completa em todos os seus medicamentos.'
O desejo que tem de que os remedios do seu esiabelecimento nao se confundam com os de
nenhura outro, visto o grande crdito de que sempre gozaram e Rozara ; o proprietario tem tomado
a precaucao da mscrevero seu nome en todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelle que forem apresenlsdos tem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar quena ter maioc eerleza acompanhar urna conta assigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o seu nome. y
Outro sim : acaba de recebar de Franga randa porcao de lindura de acnito e belladona, re-
meiios estes de1 samas importancia ecujaa propiedades sao tao conhecidas que os mesaos Srs.
medieos allopathas pregara-as constantemente.
Os medicameatos avulsos aur em tobos qur em linduras eustarao a 1* o vidro.
O proprietario deste eaubelecimento annuocia a seus clientes e amigos que tem commodos
sufciflUe para receber alguna escravos de um e outro aezo doenles ou que precise de algoma
operaco^fflapcando que serao tratados com todo o disvelo e promptidao, como sabem lodos
aquellas que |i tem tldo escraros na casa do annunciante.
A staselo msgni6ca da casa, a commodidade dos banhos salgados alo outras tantas vanta-
gens para o prompto restabelecimento dos doenles.
As pMfoss que quierem fallar eom o annunciante devem proCura-lo de manhaa al 11 horas
f-fli *"/"??,d"n, #ofora de}"nho" charo em casanessoa com qmm se podaro ea-
tendsr; ni* da Gloria n. 3 casa da Fundi.
Papagaio.
Na roa da Unio n. 48, precisa-se de um bom
pspsgaio, efferecendo-se recompensa generosa a
quem o apreseolar.
Antonio Joaquim de Helio divide arente do
seu sitio entre as duas pontea da Magdalena, e
vende os lotes de 33 palmos dejrente, e um de
35, sendo este o da esquina, e ledos com 200
palmos de fundo.
9f 9
8
I STHHL # C. 1
RETRATISTA DE S. N. 0 IMPERADOR.!
g Roa da Imperatriz numero 1 \ S
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
tratos em todos es- 3
ty\oa e, Uvmitn\ios.
% Pintura ao natural em
% oleo eaquareUa.
2 Copias de daguerreo- %
| typo e outros arle- |
Caetos.
g \mbrotyuos.
gPaisagens. |
s

Aluga-se urna meia-
agua nos fundos da roa do Noguelra : a tratar na
ra do Queimado n. 53.
. Precisa-se alugar urna negra para todo o
servico de urna casa de pouca familia ; na praca
da Independencia n. 36. se dir quem precisa.
C. W. Comber e E. A. Ryder vao para a
Bahia.
Barroca-A Medeiros sa-
cam para Portugal e Ilha de
S. Miguel
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas '
Tendo recebido um sortimento deca-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista amerita.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chinacos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3j(000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
Os cava I he i rose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima tica anunciado.
CONSULTORIO ESPECIAL f
II0ME0PATHIC0
DO
DB. CASAAOVA,
30-Uua das Cruzes-30
Neste consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
; tellan e Weber.por precos razosveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
I commendada intelligencia de qualquer
' pessoa.
--------T"""-!1---------------------------------~
Alugase a loja do sobrado da
ra topecariz nj 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
CONSULTORIO ESPECIAL HOIEOPATHICO
DO DOCTO*
n SA|||0 0. L. PINKO.
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os das uteis desda ss 10 horas
al meio da, acerca das seguiutes molestiaa :
moJesttai darnulkere$, molestia das crian-
cas, molestias da pelle, molestias do olhos, o-
UMtttte fypMliticas, toda as especie d febres,
febres intermitientes e tuat consequencias,
P"*?*ACIA ESPECIAL HOMEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as csu'telas necessariss. in-
talliveis em seus efeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego mais cpmmodos pos-
N. B. Os mediesmeotos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem tora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de nm
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguiutes palavraa : Dr. Sabino O. L.
PiQho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
~~ ArrenJa-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhaim, moente e correte, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter ootra casa terrea contigua com com-
munica^o para o mesmo sobrado, estiibaria para
qualro animaes, olaria e seu respectivo forno.rasa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenla a sessenla pes por tarefa com um
parol de cobre suficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cio-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamenlos, tendo a casa sufflcien-
te capacidade, urna destilacao completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suaa
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ario9ietro_ de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous cornos tambem de amarello ;
casa de encaixamento cora quatro balcoes, sna
respectiva estufa e. caixes para deposito do as-
sucar, casa do.az*r (aiinhacom um grande forno
e completo avfeejrenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vitenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo aguaique nunca falta seja qual fdr o
verlo ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renla palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, t com ptimo madeiramenlo
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a producto de caBa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriqnipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sutcienla capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fdr misler fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de vanea como os de
adeiras com capacidade de produzir de qualro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes.
V
Calcado barato na ra larga do Rosario n 52.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o filo de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, aflm de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguins de Nantes sola patente a 8 e
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos ioglezesprova d'agua
Botas de bezerro
Borzeguins de lustre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pesponUdos
Sapates de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para daRsa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500IDilos de urna sola com sallo
8,000 Ditos de urna sola sem salto
7.500
7.000
8.0(10
6.000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2.500
3,500
Borzeguins de lustre para rapazes a
Sapates para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de setim branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeas
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3,000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
2.500
2,500
3,000
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 RUADA GLORIA, CASA JUO FUNDAOS
i.Vnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os das pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidada, como para o eneanbn*
u outras propriedades ruraes. 6
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia a outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escripteem que se declara
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
derao rerneUer seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crui, ou loja da
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte vlha.
Nessa loja e na casa do annunciante achar-se-ha constantemente os melhores edica-
mentos homeopathicos ja bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos................. 2OCO00
Dita de 48 ditos............f.....25?000
Dita de60 ditos................ # 3090OO
Tubos avulsos cada um.........: 1000
Frascos de tinturas. : ..........\ m 2jq00
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc. etc........205000
Medicina domesticado Dr.Hering, com diccionario. 109000
' ______Repertorio do Dr. Mello Maraes......., 6900*
extraordinariamente grande e urna grande parte ^ .
coberta com capim milhan. Com trras por abrir LaiTOS UneDreS nO DateO
Esle en-
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lotera,-os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i i) prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jote Alve Guimarfies & C-l
pedem encarecidamente aos seus de ve-
dores que lhe venham saldar Mas con-
tas no praro de 15 dias, e quando as-
sim o n3o fizerem seao entregues
leu procurador para corar judicial-
mente, fazemos esta observaeSo para
que ninguem se chame a ignoraicia.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a r-
necer comidas para ra.
de fcil esgoto cujo solo de massap. Esle en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que t. m esta proviocia. Arreoda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1361,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As coodices e
tempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender, que devera procurar a seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummood no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Aflliclos. de manhaa al 1 hora da
tarde.
LOTERA.
Nao sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar matear ja o dia m
prelerivel da extracto da segunda par-
te da nona lotera a beneficio da igreia
matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que tem fi-
cado sempre com porcao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos adiamos e pela grande porqao de bi-
lhetes, meios e quartos das loterias de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os vapores sao astucio-
samente vendidos contra as disposicoes
ra vigor, anniquilando assim as nossas
loterias (em proveito de pai ticulares) e
em detrimento das urgentes necessida-
des que tem os notsos hospitaes, reco-
Ihimentos de orphaos, matrizes (que se
acham quasi todas em ruinas) a fazen-
da provincial e mais beneficiados visto
como sua commissao insignificante como
em partes de loterias tSo pequeas e
que maiores nao podem se- pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empregados, juiz, lytographia, listas,
annuncios e outros muitos e alm disto
ao jogo toreado dos que sempre ficam
por vender, seria loucra o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bilhe-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loterias ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Chagas e no Recife ra da Ca*
deia n. 45 dos Srs. Porto & IrmSo.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Arartrta nica pura : na ra da Cadeia do
Kecife n. 1.
doParaizo n. 10.
Chegou a este ettabeleciment um
rico panno de velludo preto com serca-
dura e palmas, guarnecido de galoes,
franja e borlas tudo de ouro fino verda-
deiro, em fim o mais rico que tem ap-
parecido nesta cidade para carro fne-
bre de primeira ordem. Exiite um carro
todo preto como se diz a ingleza, bem
ornado e outros agalloados para defun-
tos, donzellas e anjos. Tambem se
encarrega o abaixo assignado de man-
dar todo o preciso para qualquer enter-
ro, cilicio, e visita cao do stimo dia,
como r determinado pelos interesa-
dos sem o menor encommodo delles,
com promptidao e precos commodos :
a tratar no mesmo estabeleciineuto das
6 horas da manhaa as 9 da noite e a
qualquer hora da noite no sobrado do
mesmo pateo n. 18.
Jos Pinto de Magalhes.
Aluga-se urna grande casa de um andsr
com commodos para um collepio, defronte da
fundico doSr. Starr em Saoto Amaro ; a fallar
com Guilherme Pursell,defronte da igreja de Bo-
lero, ou com Manoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador o, 26.

3Ra estreita do ilosario
eg Francisco Piulo Ozorio continua a col- *
q locar denles artificiaos tanto por meio de S
^ molas como pela presso do ar, nao re- m
cebe paga alguroa sem que as obras nao a
Qquem a vontade de seus donos, tem pos a
e outras preparaces as mais acreditadas S
q para conservacao da bocea.
a# e@ 8
Deseja-se saber quem o corres-
pondente do Snr. Dr. Joaquim Antonio
Alves Ribeiro, residente na provincia do
Cear : na livraria da pra?a da Indepen-
da n. 6 e 8.
Companhia do Be-
beribe,
Nao se tendo reunido numero legal
dos Srs. accionistas para ter lugar a as
semble'a geral annunciada para hoje,
sao novamente convidados os mesmos
senhores a se reunirem no dia 16 do
corren te ao meio dia no escriptorio da
meima companhia, afim de examinar
as contas do semestre lindo, approvaj o
orea ment do semestre vindouro, pro-
ceder-se a eleicaa da nova &dministic3o
e tratar de diversos negocios constantes
do relatorio do Sr. director, prevenin-
do-se desde ja' que na contormidade do
artigo additivo ao 16- dos estatutos, a
reuniso tera' lugar com o numero de
accionistas que se reunirem nesse dia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribelOdemaio de 1861.O secretario
Manoel Gentil da Costa Aires
Rogase ao Sr. Caetano Quintino
Galbardo que tenha a bondade de com-
parecer na praca da Boa-Vista n. 16, A.
IPJUDJUBIUl
na villa do Cabo
Aluga-se urna podara bem montada, e no me-
lhor lugar de negocio por ser perlo da eslaco da
via-ferrea ; quem pretender, dirija-se a mesma
villa, a tratar no armazem do Machado.
Altenc&o.
Precisa-se da quantia de 3:000# a 4.000$000
a premio sobre hypotheca em predios nesta pra-
?a, e em boas las : a pfssoa que quizer fazr
este negocio, annunci a sua morada para ser
procurado, ou em carta fchada nesta livraria n
o e 8, com as ioiciaes F. C. A. A. L.
Leiam todos.
A yiuva Dias Pereira & C pede mu respeilosa-
mente aos se-hores devedores de seu esiabeleci-
mento de calcado da ra da Imperatriz o. 16,
que veoham ,.ag.r as importancias de seus debi-
n.-f 1 ^e ib. *" 1 conl" de >oi 10 do cor-
rete; e advertem mais. que depois deste pr.so
sr-"assaaac"a um procurador
Attenco
Precisa-se alugar urna sa ou gabinete, na
reguezia de Santo Antonio, que seja independen-
te, paga-se bem ; quem tiver annuocie.
m7^ Sr-.Anlon0 Jo^ Correa, morador em
Olin Ja, venha resgltar os objectos de ouro e prata
que erapenhou em U de roaio de 1860, no
Attenco.
Os abaixo assignados previoem a lodos os se-
nhores moradores na praca dePernambuco o seu
termo, especialmente ao respeilavel commercio
assim como aos das Al.goas. que negocio algum
R.?ZCrHbenS *?, Sr-Romulo Cornel.od"
Panas, morador na villa do Passo, tanto em ven-
das condicionaes, como hypothecas ou mesmo
vendas consumadas, sob pena de serem nullas em
juizo visto que os annunciantes acham-se de-
mandando ao mesmo stnhor em quantia nao pe-
v^d;ord?b!,ross.po8suidosniioch^m -'-
Joo Vieira de Lima.
vi. a n ,oa(luim de Souza Silva Cunha.
Villa do Passo, A de maio de 1861.
Aeha-se ausente da casa de sua senhora o
escravo Antonio Luiz, de naSo Angola, estatura
ordinaria, os ps um pouco indiada, cosluma
fallar aoainho, isto resmungando sempre ; tem
oa olho amarellados e o olhar espantadico
uem o encontrar e quizer pega-lo, lera a bon-
dade de o levar a sua senhora. na ra do Cabu-
ga o. v, que se recompensar.
..~ Constando ao abaixo assignado que entre as
dividas da massa fallida de Manoel Francisco de
Mello figura o mesmo abaixo assignado como
devedor da quaolia de quarenla e tantos mil rig.
adverle a quem quer que arremate estas dividas
que nada deve ao supradilo fallido.
Joo de Santa Rosa Muniz.
-7 i recisa-se de um homem portuguez que
queira ir para o mato,- paga-se bem : a pessoa
que quizer dinja-ae a ra Nova, loja de ferragem
n. 35, que se dir quem precisa.
A agencia do va-
por de reboque.
lAk.. ..I.L.I, ', .. *
Ach.-se estabelecida no escriptorio da compa-
nhia Pernambucana no Forte do Mallos n. 1 on-
de se recebem avisos para qualquer servico'ten-
oente ao mesmo vapor.
Roga-se ao Sr. Alexandre Jos Gomes, mo^
rador nos Afogados que tenha a bendade de vir
concluir o negocio que o mesmo senhor nio ig-
nora na ra do Qneimsdo loja o. 52. /^
Vende-se papeif.com estalo parasortes, oa
mais ricos gostos chioezes, ameodoas, bomboins
trancezea para os mesmos ; na ra da Senzalla
Nova n. 30.
No dia U de correte mez as 10 horas da
manhaa vai em praca do juiz de paz do Io dis-
iricto da freguezia de S. Fre Pedro Goncalves do
Kecife. 20 barricas de cinco em pipa.
Floris Antoine Frincois subdito belga, re-
lira ae para fura do imperio.
Perdeu-aehonteai, 10 do correte, desde a
npeira de S. Jos em seguimento a ra do Pas-
seio Public* at a ra da Cadeia do Recife, urna
rgola eom oito chaies, sendo urna de reoslo
Primavera, no Reate, que se recompensar.
T ?reclsa-se alagar urna escrava que saiba
engoaimar e coser bem : a tratar na travesea, das
cruzes n. it, no segundo andar.


()
MJJLIO DE BMilMMO.^ SKGX&A FEUUL U IfltMAlO DI lili.
Atiendo dos inters-
A pessoa encarregada de cobrar is dividas da
eocheira da-ra do Imperador n. 12, ao o Sr.
Paulino Eugenio de Toledo : I porUato a lie
rnente a quem se deve pagar, pausado o com-
petente recibo.
Precisa-se de urea preta eserava de meia ltfa-
de que seja perfeita lavadeira.tanto de f relia co-
no de sabo.que para se applicar somante oeste
servico de lavegem de ama pequea familia :
quem ti ver e quxer alugar,dirija-se a ra da lm-
peratriz n. 9. segundo andar.
Precisa-se de urna preta escrsva para o ser-
vido de urna casa eatrapgeira. menos coeinbar :
na roa da Imperetrlz, loja n. 9.
Alugaoe-se duis carrocaa oras de Tender
agua : na ra Imperial n. 14, a tratar com M. S.
basarlo.
ODr. Aflonto de Albuquer-
que Mello, deoccupado de suas
funeqoes como membro da as-
sembla provincia!, pode ser pro-
curado para os mysteres de la
profissao de advogado, das 9 112
horas da manhaa as 5 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
sSodas sextis eiras. no escripto-
riodoDr. Godoy, a' ra estreita
do Rosarlo, e na villa do Cabo
as sextas eiras por todo o dia,
fe nos o utros dias das 5 1 j2 horas
da tarde em diante.
Kift*iS*i62iS ei&ai3dl6593*tt
Dr. Debroy, dentista, successor do Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao reapeita*el publico quo che-
giri em Pernambuco no mez de abril ou at
junho.
Alo*a-ae ata terceiro andar e solio, com
boa cezinna, {rao, te., em urna das melhorea
ruis 4o bairro de 8. Fr. Pedro GoncalTes: a tra-
tar na roa da Ctela a. 83, loja.
Mudanza de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim de Castre Maecarenhas
tranaferio a ua residencia para, a ra Augusta,
caea n. 48. oede pode ser proeurado a todas as
heraa para e azorado de sea profleaie.
Calvicie.
J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pat a esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
CASA
Saca-se
8
DE
commso de escravos,
* pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se aohava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 90, e abi
da mesma maneira ae contina a receber ascra-
?0B para seren vendidos por commisso, e por
conta de aeus senhores, nao se poupando estorbos
para que os meemos aejam Tendidos com promp-
lido, aQm de quBSPusseDhores nao soffram em-
pate com a venda dalles. Neste mesmo estabe-
lecimento ba sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
Os senhores credores que tem contas contrajlJ|6l6g|^5IWIS 5 S$ttd86SI6i*!&$l&&
O abaixo assignado taz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que o quizerem honrar com a sua
confunda,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procura-
rado desdeas 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros Falc5o de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
Precisa-se de urna molher que se preste ao
serrico ordinario de urna casa, e queira acompa-
utiar a urna familia provincia da Parahiba
tratar na ra da Unio n. 50.
sobre Lisboa, Porto e ilha de S. Miguel,- na rna
do Vigario n. 9, escriptorio de Garvalbo, Noguei-
ra & G.
mim, polem apresentar al o dia 15 do cor-
rente mez para realisar amigavelmente ; na ra
Nova n. 67. J. Hunder.
Aluga-se a casa nova na Ponte de Uchda,
sitio da viuva de Joo Carrol!. No mesmo sitio
vendem-se larangeiras de umbigo para em-
barque.
i Si&i*****. ""^ "ITi~Y*ilaV raa1*aTfi*laV*iTT
J s/o VarVaTOW WjTw WW WW97mm WWIW la^Ww WJaj a*
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgio dentista, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
I
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de eoser : em casad e Samuel P.
Jobston & C, roa da Sanzalla Nava n. 52.
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes:
Brancas de 1 com urna figura.
Ditas de 59 com urna dita.
Rozas de 50$.
Brancas de 500.
Verdes de 500$.
E mais : notas do ban'o da Bahia
de 10$ rj. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 209 : na ra da Cruz
do bairro do Recife. armazem n. 27.
Der advocat Cicero Peregrino faehrt
forl seine dintete zu bedienen, in sei-
nem Comptoire Queimado Strasse n. 26,
?o er taeglich von fcforgens 10 bis Nach-
mittags 3 Ubr zu sprechen sein vrird.
O bacharel Cicero Peregrino contina
a adrogar no sea escriptorio na ra do
Queimado o. 2*, primtiro andar, onda
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on mattera affectiog
his profession at his office, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 al 3
o'clock.
O abaixo assignado faz sciente a quem con-
vier. que se est procedido inventario amiga-
vel pelo cartorio do escrivSo Santos, dos bens
deixados por morte do seu finado irmao Jos de
Saot'Aona Brilo. Recife 3 de maio de 1861.
Joo de Bto Corris.
# #@
I GABINETE I
Medico-cirurgico
DO
fDr. Aoierico Alvares Gnimares,!
A' ra Nova n. 21,1 andar, pro-
jximo i entrada da Camboa do Carmo.
0 Ahi se o achara prompto acudir a
9 quaesquer chamados, quer para o curativo
@ de molestias conceroentes medicina ou
ag cirurgia, quer para proceder a exames me-
a dico-leges.
ff As pessoas que por acaso o nao achar'm
g; deveru ah deixar bilhetes em que de-
Sclarem os seus noroes, ra e numero de
casa, aQm de eerem devidamente salis-
8 fritas.
Os indigentes enfermos serio igualmen-
gj le attendidos e medicados sera paga do
a menor honorario.

m
m
L avoca! Ciroro Porogrioo coutiuue a
exercer sa profession, ra do Queimado,
26,1." tage, ou l'on peut le trouver
toas les jours de dix trols heures.
Precisa-se de urna ama para cesinhar para ca-
sa de homem sotleiro, forra ou captiva, prefe-
rlndo-se captiva : sarna Nova o. 43, loja de fa-
acndas.
Na livraria n. 6 e 8 d praqa da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cok les Cavalcanti de Mello.
Aluga-s) o primeiro andar do sobrado n.
62 da rut da Guia ; a tratar aa ra de Hurtas o.
14. dasSs 6 da tardo.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha
chamado a praca e morador em o Rio
Grande do Norte e 'que consta andar
neste Recite, aoqualseroga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Cdulas.
Trocam-se com mdico desconta& notas ge-
raes do thesouro, qne se estao recolhenda, e
bem assim de diversos bancos da Rio de Janei-
ro e Bahia, e da caixa filial desta ultima cidade o
na livraria econmica, ao p do arco de Senl;
Antonio.
Antonio Duarte Cirneiro Vianoa avisa a
todos os devedorea da loja de ferrageas da ra
Direita n. 64, que fokde Joaquim Fernandes de
Cliveira, que as ditas dividas, flcim partencando
ao mesmo Sr Joaquim Pernandea de Olireira
por ter o mesmo seohor comprado,, do que lhe
passo toda posee para poder-cobrar como lhe
eonvier. Recife 8 de maio de 1881.
Precisa-se de 500$ a premio, dando-se por
hypotheca um moleque crioulo moco : qaem
es quizer dar, queira annuaciar para ser procu-
rado.
Thomaz Conrter e sua senhora, subditos.
oglezet, reiirsm-se para Europa.
Francisco Jos Leite declara as
pessoas-que tem penbore em seu poder
3ue se nao os resgatarem no prazo de
para seu pagamento e seus donot tem
direito algum a have-lc* do annun-
^ ciante.
Alugam-se o primeiro e segundo andares
da casa da ra da Cruz n. 21, com excelleotes
commodos e aceio, sendo o primeiro andar o
mais proprio possivel para escriptorio : a tratar
oo armazem da mesma casa.
0 abaixo assigoado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Helio, a escrava
parda de oome Joaona, de idade de 30 annos
com um filho. tambero um raulatinho de nom
Caodido. de 2 annos de idade, e deixando-os em
poder do mesmo, por assim pedir a mulher, quan-
do os mandou buscar, elle respondeu que ditos
escravos haviam desappareeido de seu poder sem
que soubesse para onde. Suppe-se que os man-
dn oecuiur no Recife ou em Afogados. Desde j
protesta o abaixo assignado contra quem os ti-
ver, cobrando os dias de servico, e procedendo
com o que determina a lei em cas. s taes.
Antonio deSouza Leao.
Algodo da Bahia.
A fabrica de Santo Antonio do Queimado lera
feto o seu deposito em casa de Marqaes, Barros
& C, fazenda superior e propria para saceos de
eogenho.
oI^ ^ abs." ignado, becharel formado desde
1842, depois de haverexercidodifferenteslugarea
acha-se Desta capital, no exercieio de sua profis-
so de advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da tarde, por aquellas pes-
soas que o querem honrar com a sua confian-
za. Alm de outros ttulos que honrara o mes-
mo advogado, publica para prora de sua antigui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
Tendo o bacharel Jeronymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
Aublidada da pomada la-
diana nao aA de fizar as-
ear oa cabeiloa mais tambora
Ut aeatvieie e nao dexa-
los embranquicer tao cedo
como quando alia nao for
applicada,- alem ato. son-
co aa eompoofclo formada
de substancias alimentares,
a absopjao petos poros nao
pode ser nocivo. Depsitos, ra do Imperador
a. 89, o roa do Crespo n. 3.
0 bacharel WITRUV10 ptde ser
rtcorado a raa Nava n. 23,prineira
andar, do sobrado da esquina que volt
para a Camboa do Carmo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao Sr.
lose Rufino de Mendonca.
Desoja-ae alagar um sitio que tenha boa
casa e arvoredos, porte desta praci : aa ra No-
va a. 47, se dir quem precisa.
Na livraria n. 6 e 8 da prac^ da
Independencia precisa-te fallar ao Sr.
Sr. ChristovSo Santiago do Naicimento,
que negocia com gado.
Antonio de Lemos Braga, tendo
de Foltar rjara o Aracaty provincia do
Ceara*, deixa nesta praca como seu pro-
curador o Sr. Jos* de S.' Leitao Jnior.
Compras.
Cemprsm-se 2 ou 3 caixes grandes para
deposito de padaria, com os aeus competentes fi-
teiros, e mais alguns utencilios, proprio para o
mesmo ; quem tiver annuncie para aer procu-
rado.
Compram-se escravos do sexo masculino de
1S a 80 annos, cabras ou negros na rna da Impe-
ratriz e. 11 loja.
Compram-se moedas de ouro de Oj no
escriprorio do Manoel Ignacio de Oliveira 4 Fi-
lho, praga do Corno Santo.
Vendas.
Queijos do vapor.
Vendem-se de 19800 a 29 : na travessa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
ival sem segundo.
mindezas,
loja, para
200
120
40
40
500
120
30
300
500
500
100
800
160
40
100
200
100
40
160
820
400
200
80
80
10500
500
500
240
240
er exercido por dez annos, tres meses e fite ?la* enveles, o mala fino que se pode encontrar
oito das o lugar de promotor publica, deu-se-lbe
por isso o presente diploma de habilitecao ao
cargo de juizde direito, na conforridadedo 5 2
art 1 b. 687 de 26 de julho de 1850. 8
Secretaria de estado doa negocios da juslica em
ti deaetembro de 1857.Francisco Diogo Perei-
ra de Vasconceltos.
O abaixo auignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Mende* a cobrar
de seus devedores desta praca, como de
tora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a qualquer pesso sem excepr^o
que deixar de pagar-Ilie pontualmente
suas contal.
Francisco Jos Lete.
Industria.
Stil*a-se qualquer pe^a do Riuea otdiasrra.
porcaUue, vidro e barra seja qual for a quaiidar-
de do objecto : na ra do Livramento a. 31. lora
de cacado. ^
Modista de Lisboa
Na rus do Queimado o. 55, loja de
est queimando ludo quanto tem na
acabar, e tudo bom e barato.
Grvalas de linbo muito bonitas a
Caixa de agulhas francezas a
Cartoes de clchete de boa qualidade
a 200 e
Caixas de clcheles francezes muito
bonsa
Groza de pennas de ac fiaas a
Dita de botdes de louca a
Carreleis de lioha com 100 jardea a
Frascos de baoha muito boa a
Ditos maiores flna a
Ditos de oleo de babosa a 400 e
Caixa de folhacom phosphoros a
Pecas-de franja de lia de cores a
Sabonetes muito finos a
Clisas com seas para scender charutos a
Carta de alfiuetes finos o grossos a
Frasco de macass perola a
Dito de dito oleo a
Masso de grampaa muito boas a
Caivetes de duas folhasa
Thesouras finas a 160 e a
Ditas para unbas muito finas a
Escovas para dentes muito finas a*
Cordao imperial a 40 e
Fitas para espartilho a
Espelhos de differeoles qualidades a
Frascos de cheiro muito finos a
Ditos de lavande ambriado a
Phosphoros do gas (duzia) a
Sabonetea muito finos a
Vendem-se dous predios na freguezia da
Boa-Vista, chaos proprios, livres e desembaraza-
do, a saber : 1 casa terrea na ra do Mondego
o. 17, e 1 otaria na travessa dos Coelhos o. 1 : a
tratar na ra dos Hartvrios n 36.
vcu Je -se muito barato genebra de Hambur-
go yerdadeirs, dita da trra, espirito de vinho
purificado, dito commum, vinho de caj de va-
rias quslidades, sabo braoco medicinal, dito
commum-de varias qualidades, garrafas brancas
francezas, capil e xaropes da diversas fructas
na ra Nova de Sania Rita n. 65, fabrica do
Franca.
Aviso s senhoras
Gama & Silva com loja de fazendas na ra da
lmoeratriz n 60, vendem :
Modernissima seda lavrada cor de canoa muito
incorpada, corado, 2.
Dita branca para vestido de noiva. maito in-
corpada, covado, 2J400.
Dita encarnada adamascada para colchas ou
cortinas a t>.
Tarlatanas muito finas de todas as core, a
vara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a i
Cambraias brancas e de cores, lavor estufado,
vara, 400 rs.
Ditas estampadas muito Coas, vara, 500 ra.
Liazinhas de cores muito finas, vara, 860 rs.
Tecas de cambria de salpico muito tina a 4#500.
Ditas lisas muito finas com 10 varas 6.
Ditae com 8 1(2 varas 3200.
Ditas com 6 1(2 varas 2j>500.
Chaly de seda chegado pele ultimo vapor, co-
vado y.
Um grande sortimento de liras bordadas e n-
tremelos }
Cintos pretos e de
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Cabuga u. 1B
chegado os lindos datos, tanto pretos com
eofeitesde conlinha, como dourados, e de lindas
Algodo 1110 ostro
do duaa larguras a 600 rs. a Taja : aa roa do
Queimado a, 91. na loja d* boa K.
A 160 rs. o covado.
Cassu lisas floaa de lindas cores com 3 Id
palmos do largura, multo propria para roupao do
stehora a vestidos do meaina, pela baratsimo
preeo do 160 rs. o covado; na roa do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-ae bramante da linbo bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelabaratisaimo
preco de 2j)400 rs. a vara : oa ra do Oueimado
n. 22, na loja da boa f.
Chales de merino
estampados a 2*500; na roa 4o Qoeunado n. 21,
aa loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Vendem-se superiores gravatiobis estreitas de
soda, nao sA pretas como de cores, pelo baras-
simo prego do II: aa ra do Queimado a. 22,
loja da boa t.
Atoalbado delinho
eom duas largaras a 2*800 a rara; aa roa do
Queimado a. 22, aa loja da boa f.
4' Primavera-
16 Ra da Cadeia do Recife 16
Loja de miudezas
DE
Fonseca fe Silva.
Peates de tartaruga para marrafa a 500 rs
o par.
Ligas para meiaa de senhora a 320 e 640 rs.
o par.
Papel pequeo braneo e de cor a 800 rs. o
pocote.
Dito paquete a 3 a reama.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba a mais superior
qne ha naste genero : na ra da Cadeia do Re-
cife, laja o. 50.
Sal do Ass.
A bordo do palebate
com Tasso Irmos.
cGaribaldi ; a tratar
Milho e farello a
3:000 rs.
Vende-se farelo em por-jo s 8J o sacco e a re-
talho a 8*500, milho a 3#00 : oa travessa do pa-
leo do Paraizo ns. 16 e 18, caaa pintada de ama-
relio.
geieeieewsK rea* ^mm^n
Estremadura
Vinho puro de uva fabri-
cado expressamente
em Portugal para Jos An-
tonio da Silva Jnior.
O annunciante renuncia ao recebimen-
de qualquer quaotia por cale vinho,
to
o al-
isto na loja Aguia do Ouro,' ra do Cabug o. 1 B.
A 4$, dinheiro vista.
Cortes de casemira, fazeada fina, a 4*, mui-
to barato ; na loja das seis portas em trente do
Livramento.
Vinho de Bordeanx.
Em casa de KaUcmann limaos 4 C, roa da
Cros n. 10 enoontra-se o deposito das be* co-
nhecidas marcados Srs. Brandenburg Frores e
dosSrs. Oldskop MaroilM & C, em lordwux.
lera as seguales qualidades:
De Brandenburir f reres
St Estpb.
Su Julien.
Magaux.
Laroae.
Chtoau Loville
Q>**w Margax.
eOldekop#Mareil*av
St. Jalien.
St. Jaiba Mdoc.
Chateau Lovilk.
eafeites de cabec*. tambe ae lavan, e eafaiiam
chapeos de parha de seohora, tudo com promp-
Udio o pelo goato do Parla, pata o que ree*br-
gunnos por lodos oa' vaporea,fu vea da-Eurtopa-,
- eterota-M na* ssataof psto mgovmw:
a. tratar ao Camiaho Noto> caaa a. 78.
Cogaao emcalus quaMaao inferior.
Ifa mesma casa ha*
vender:
Saort; em barris
JMilMa > Issiii
parra
$ provando-se nao ser s de uva com
cool necessario para a sua conservarlo.
Em ancoretas de 10* a 50* (a dinheiro)
no armazem de Izidoro Haliiday, & C. ra
da Cruz.
eaaasaai sbmk shwnsh
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
tarradas, de lindos padres, que se vende por
preco muito em coola, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para cintos
cbios com fivela preta prnpriespara luto, luvas
de lorcalcom vidrilho muito novas a 12200o par,
ditas sem vidrilho a 800 rs.. ditas de seda enfi-
ladas com bico e vidrilho a 2* : iato s se vende
na aguia de ouro n 18.
Enfites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfites de grade para aenhoras, e os est ven-
dendo a 4* cada um ; na ra do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
,J?anUiga ingiera flor a 1* a libra, franceza a
700 rs., cha prelo a 1*400, passas novas a 560.
concervas fnncezas e portuguezas a 700 rs. e
frasco, touoho de Lisboa novo a 820 a libra,
PrianQ,* D0T8 480, b8Bha d* Dorco finada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1*100, charutos suspiros a 48 a
caixa, touciaho de Santos a 240 a libra, vinho do
r?=.n eoB"'"afado, superiores marcas, de 1* a
1S500, rap Gasse da liahii a 1* o bote, cogoac a
S a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5g500a duzia. cha hysson a 2*500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em propurcao.-
SEDULAS
del^e5000:
Conlinua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e aa notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azorado & Mendes, ra da Cruza
Luvas de torzal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme ao aeu proposito
de barateirs, est vendeodo mui novas e bonitas
luvis pretas de torcal com vidrilho a 1* o par:
a ellas, antes que se aeabem : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competante bo-
neca, cejes pos sao acertadamente applicados pa-
ra beTtoejas, e mesmo as senhoras usam dalles
quando teem de sahfr, como para theatro, baile,
etc., suata cada oaisioha zg, e barato pola su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
noves como slo. o que o toma preferiris : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do a. 1C.
Os lindos enfites
para cabe? a,
s na loja da aguia de ouro
n. 1B.
eso chafados oo lindos enterres de relindo a vi-
drilho, ultima asada, que so vaodam por 6*000*
CasearriHia.
Na loja da aguia de ouro, ra
do Oueimado a 1B
x^p^^m^cm
EftU MINERALE
Pechiocha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratisaimo preco da
5g, ditoa do merino liao muito finos a 4*. lindas
cansas orgsndya matizadas a 240 rs. o covado,
cortea de chita fraoceza eom 11 cavados a 2*500
0 corta, cambraias brancas de 10* a peca, com
pequeo toque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de quatro andareana ra do Crespo a. 13, de Jo-
s Morelra Lopes.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
sa, azul ao eecrever-se, o preta quando aocca, a
500 rs. a botija : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Relogios.
Vende-se em casa de Jehnston Palar C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento do
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabrcenles de Liverpool; tambem
ama variedade de bonitos iraaceiins para os
mesaos.
Ceroulas francezas.
Vendem-se superiores ceroulas trancadas de
algodo a 18* a duzia. ditas de linho muito finas
a 28* : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Caigas de brim.
Vendem-se calcas de brim braneo Bao de li-
nho a 5*000 cada urna, ditas do dito de cores a
3S500, ditas de ganga franceza escura a 3*. ditas
de dita amarella a 2*500: na ra do Queimado
a. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem -se superiores paletots de panno preto
e de casemira de cores escuras, obra francesa,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tissimo preco de 20* cada um ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo bars-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
s 800 rs. a vara : na roa do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroquim
para meninos, pelo mdico preco de 25500 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f. '
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo de eaona, pelo baratisaimo preco de 6*
cada nm : na ra do Queimado n. 22, loja da
boa f.
Guardanapos rara mesa
a 3j rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA. BAHIA
POR
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da prara da Iniependencia a 1*000.
Pos |de arroz.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabugi n. 1 B,
vendem-se massinhos grandes dos mais finos pos
d arros por baralissimo preco de 500 rs.
Quadros de santos muito liados.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se os liados quadros de santos que se
trocam por 1*.
Cintos a 1,0000.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n. 1 B,
vendem-ae lindos cintos de marroquim, pele ba-
ratissimo prego de 1*.
4300.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Vende-se confronte ao porta o da fortaleza
daa Cinco Ponas o seguiote : carrocea pare boia
a cavados, carrnhos do trabalhar na alfsndega,
ditos de mi, teeradoree de caf eom fogio, do-
bradicaa de tumbar de todos oa tamanhoa, a
bem assim rodas de carracas e earriohos, eitos
para os meamos, e quaesquer outras obras ten-
dentes is offleinas de ferreiro o carapina, a ala
gam-ae tambem carrocas. '
Bauha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimento de banhaa, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetes, ec, etc., o com
uso a estimada baaaa, fluido napolitain, om bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco eom lampa
do metal. Eaaa baoha por aae soperioiidade o
activos cheiros de rosa e flor de laranja, ja bo-
je bem cenheeida e apreciada, e contioa a sor
vendida a2*500 cada copo ; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.

Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Moendaa de canoa.
Taixaa.
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhoes. 2
Alambiques de forro. m
Crivos, padres etc.'atc: #
Nafundteode ferro de D. W. Bowmanft
aj raa do Brum passando o cbafariz. m
*
Caes do Ramos armazem
3
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos prego do que em
outra qualquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1#000
a lats com duas libras de excedente marmelada
nacional ; na praga da Independencia n. 22.
Nova carlilha.
Acaba do sahir dos prelos desta typogropbia
urna nova edi;ao da carlilha ou compendio de
doutrina christaa, a mais completa doquantao so
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
cootinha a antiga carlilha do beodo Salomonde
e padre mostr Ignacio, aereacentando-se muitaa
oracoes que aquellas nio tioham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella daa feslas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhioha ou kalendario para os mea-
mos snoos. A bondade do papel e excedencia da
impressao, dao a esta edicio da carlilha ama
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 o 8 da praca da Indepen-
dencia. 4
Attenco.
Na ra do Trapicho a. 46, osa casa do Restron
Rooker & C, existe um bom sortimento do li-
abas de cores e brancas em aarretois do melhor
fabricante de Inglaterra, aa quaea ae vendem poi
presos mu razoaveis.
Cheguem ao barato
O Pregaifa est queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 1.
Pocas Ja brotaiaa do rala eom 10 varas a
Sft, esseroira escura iaf adiada propria para al-
es, collete opslitotsa 960 rs. o covado. cam-
bala organdy do muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparent muito fina *34l,
**, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca,chitas largas do modernas a
escollados padres a M#r 166*280 rs. eo-va-
do, riquissimos chalas do msrin estanpado a
7 e8, ditos bordados com duss palmas, fa-
tanda muito delicada 96 cada um, ditos com
umasd palma, mao finos a 89500, di tos lisos
com franjas do soda a 59, leaoo* da casaos eom
barra a W6r 120 a 166 eada um, metas maito
flna ipm Motora* a 4 a doria, ditas tt han *
qaalidado a 3 89500 a duxia, chitas fraii~
em da rteoadsaottbos.paraaoboru a 166 rs.
eovado, chiiasaseuras inglesas a 5*900 a
paca,a a 160 rs. o ovado, brim braneo da ptiro
linbo a 19, 19160 t9600 a rara, dito prw
maulo encorpaJo a l646ft arara,
azul a 406ra. o eovado, alpacas da diffowartasfr
4^6* | rs.o eou*>, etMmiras pretss
acaba da chegar.de su.propria eucemmeadeJfl!2* *JQ lindas filando cascarrilha de linda, cores pro-1P?* saipiaas *806 rs. a Tara, a ntras '
ts, Unirs fitas de cascarrina fie linda* cores oro-1P** M*pma mmm- n. a Tara, ostras
s4a* pata sfenle vv^do, qde so vendem por >* faroadas qu M far patn* ao comara-
SatMiasuao preco da 2*000 pac*. ^^ da (odat a dafttr iffloirV com pJSl
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e piaho
por procos razoaveia.
Loja das % portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de tercal a 800 rs, 6 par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 210
ra. o covado, ditoa estreitos com muito bom pan-
no a 160 ra. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o corada, pecas de bretanhs de rolo a 2$,
brlmzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas largaras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 1$400 a vara, luvas de torcal muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta daa 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. f
B, vende-se vidrilho preto, azul e braneo asse-
tinado, que ae rende por baratisaimo pre;o de
2,500 rs. a libra s ns aguia branca.
Gaz para candieiros.
J ebegou este gaz to procurado, bem como
um completo aorlimento dos candieiros proprios
que se vendem por maito baixos precos : aa ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raimando Carlos
Leite <5 Irmo.
Vendem-se diccionarios ioglezes, de Viei-
rs, os diccionarios francezes, de Fonseca e Ro-
quetle, e a arte franceza de Burgain : na ra da
Cadeia do Recife n. 45, esquina da Madre de Dos.
T'ua do Amorim n. 43.
Vendem-se ceblas novas e grandes a lgOOO o
cente.
Pentes de todas as qualidades
Na loja d'aguia de ouro, na do Cabugi n 1 B,
chegado um completo aorlimento de pentes,
tanto de borracha como de bfalo, que se vendo
por precos que admira, assim como de tartaruga
para atar cabello, de lindos gostes.
Contra calos,
Cbegaram de Nanles as afamadas e desojadas
botinas ioteiricas. fortes e muito maclas para ali-
vio de quem soffre de calos : na loja do vapor
ra Nova n. 7.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da raa
da Cadeia do Recife b. 12, ha para vender a rer-
dadeira potassa da Russia, nova e de auperior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Toalhas para roaos
a 6$ a duzia : na rus do Queimado n. 22, na loia
da Boa f. '
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores eom
pequeos defeitosa 3* a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala Nova n.42
Vend-sa em casado S. P. Jeahstoa C
sellinse silhdos nglozes, candeeiros e casticaes
bromeados, lonas nglezes, fio da Tala, chicla
para carras, emoaiaria, arreios para carro da
im a dous cvalos relogios da ouro patenta
nglaz.


DUftIO O MMMBOOQ.
nouiiMioitwi.
Calcado
grande sortimento.
45Ra Dimita45
Qeal mi a joven e liada penaabaeana, a*
rtimnninlm este estebelecimento mJn-
4*7P? feoM de oale? Quel a
? fM,,l*t prudente e econeaaiea que Iba
oae preferencia eela qualidade e praca t Qual
o cavalheira oo repi 0 positivo, age ao qaei-
re comprar aar 8. t e 10, o calgado fue cu outra
parte m* vendido te alo por 10, 18 oo 14?
alteada ;
Senhoras,
Botiaas cocr lago (Jolj) e brilbaotiaa.
com lago, de ostre (superno).
oat lago aai powco menor. .
Ha lago luperiores. .
aem lago Duaieros baixoe. .
mb la?e de cor......
Sapatoa de lastre. ; : .
Meninas.
Botinas com lago. ; ,
5500
5*500
5*000
5*000
49500
49000
1*000

9
t>

4$m
4*000
3*500
BOTO 1u(0. % 9 # #
para nangas de 18 a 20.
Homem.
Nauteal lastre. .;.... 10(000
(Fanien) couro de porso inteirissas lQfOOO
(Fanienj becerro amito frescaes. 98500
98000
9*000
a diversos fabricantes (lustre).
a ioglezas ioteirissas. .
> > gaspeadas. .
a a prova d'agaa. .
Sapatoes.
antes, sola dopla.....'*
urna sola.......
para menino 4> e .
Meio borzeguios lustre.....
Sapatoes lustre........
8*500
8*500
5*500
5*C00
35500
69000
5*000
LSa fiaa para bordar.
? leja d'aguia branca tacata ta novo aortt-
mento de lia da bonitas e divanes corea, e para
commoadade tfe tua boa fragueria esta Tendea-
do a 7*a libra,o que ea outra parte ae ala aefaa,
!wll8-5fll',B* L*6 "* W* *'! branca, roa
ae Qualmaao a. la.
A PRIMAVERA
16-Ria da Ctdeia do Recife-16
IOJA DE MIUDE1AS
Sapatos de tranca.
Pertuguezes de Lisboa finos.....2*000
rrancezes muito bem feitos.....1*500
Alem disso om completo sortimento do legiti-
mo ce uro de porco e do verdadeiro cordao para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sois, fio, taisas etc., tudo
em grande quanlidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Capellas filias para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para aa noivas, a aa
est vendendo a 6* e a 8*. conforme o seu pro-
po&.to de barateira loja d'agua branca, ra do
Queaado n. 16.
s
mmmmwmmmm
lili
A fama liiiimplia.
Os baraltiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
Jha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricameote bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,soios a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e presos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeitea de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
lodos proprios para senhoras.
Para homens
paletols, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Veadem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar rrr.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
onseca Agua do Oriente a 1*280 ra. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chiaeza a
2. dita de Cologoe a 2j800 e 4| a gar-
rafa, fitas de velludo abertaa de todaa
as larguras por pregos baritissimos qua
a vista das amoatraa ae diri, ditaa de
seda tarradas de diverssa larguras,
franjas da difiranles qualidades, ba-
ldes para punbos de boro Rosto a 320
re., bengalas superiores da 1* a 1*800
eada urna, apparelbos de cha para brin-
quedes de enancas a 1, 2,3 e 4#, ditos
de porcelana proprias para daes pes-
soas a 65, jarros com pomada par a 3*,
pomada em vidroa de 800 a 1* um, tin-
teiros para trazer no bolso a 400 rs um,
caizas transparentes para rap nma 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dooradoa 1*. luvaa de seds para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 1* urna, ditas
coa espelhos a 800 rs., palceiras de
bom goato a 2*500 o par. figuras com
tinteiros e arieiros um 500, 800 el*,
ricas caixinhaa de ridros* com espe-
lhos cootende perfumarlas a 2*500 cada
ama, meioa aderecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabio leve a 160 re. um,
pentes de massi em caixiuhas a 600 e
800 um e a IglO dos virados, lapes
I massa azul e encarnado a 320. a duzia,
canetaa de po a 160 rs. a duzTa.iaixi-
nhas com laraparinas a 600 rs. a duzia,
botoes de todaa as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, lavas brancas
para homem eom pequeo defeito a 160
ra. o par, botoes de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 ra. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 ra. um, alamares de metal para ca-
potes a 1*200 a dazia, pecas de bico da
SanSr'rfl00, m' '*' itm> 1860-
1*800 e 2 a peca, macass parola a
240 rs. o frasco, sapatinbos de li a 400
ra. o par, condeces, balaies e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 15 cada um, ditos do cbili a 4ft cada
um, spatoa de tapete para homem e
senhora a 1* o par, ditos de palucia a
1*600 o par, caitas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 ra. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos do que em outra qoalqoer parte.
^Viuhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Careavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caitas de ama duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro nadar.
Villa do Cabo.
Carne verde.
Do da 13 do corrate mez por diante se acha
eslabelecido na mesma villa um acougue que
Tender carne lodos os dias mais barata que em
oulro agougue, exceptuando os disa de sextas-
feiras e domingos, tornando-se muito til este
eatabelecimento, aoa habitantes da mesma co-
marca, de quem o proprieta rio espera grande
consumo, prometiendo bem ser? i-los.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
A 3*000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, reudendo-se por este prego
por ter alguns masaos com pequeo toque de bi-
cho : no largo da Asseabla n. 15, trapiche
Baro do Livrameato.
Mais que Pechincha!
Aletria, talbarim e macarrio a 400 rs. a libra :
rende o Braodo. na Lingoeta n. 5.
wm
cobertos e descobertosr pequeas e grandes, da
ouro patente inglez, para homem e tenhera de
na dos melhores fabricantes de Liverpool, rin-
des pelo u'iime paquea inglez : ea casa da
Sonthall Mellor & C.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Veadea-se palmatorias de lateo para velas a
400 rs. cada vaa : na roa do Queimado, loja da
a guia branea n. 10;
Arados americano se machina-
par a lavar roupa :em caa dcS.P. Joa
hnaton & C. ra daSenzala n.48.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap.
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 3*. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merm tambera bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mu unas a bonitas meias de seda de
diversos lamaohos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que Sfrvem de anjos as pro-
cissoes; lem brancas, de listas, de florzinhas. e
o bocal tecido de borracha, o mais eogr*cado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jehegou e prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes ae vendem a lOO.
Pechiflcha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Pecas de cambraia lisacam 8 1|2 raras a 2*500
e 35000.
Qitas de algodozinbo americano com 14 16 e
20 varas a 2, 2*500. e SjOOlimpo.
Chitas francezas, lindos desenhos e cores fixas,
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhas, covado, a 240 rs
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Tinta de todas aa cores.
Sellins, sithoes, arreiose chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que lea
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorira n. 58; massa amarella,
castanha, pela e oulras qualidades por. menor
preco que de oulras fabricas. No mesmo arma-
zem lem feilo oaeu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura algunaa, como aa de
composico.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-ae per
8*000 o caalo, no armazem de Francisca L. O.
Azarado, roa da Madre de Deus o. 12.
Arma^o para loja por
qualquer preo
Vende-se na ra da Impezalriz n. 16, urna ar-
macao para loja, com vidracas, balcao. flieiroa,
ate. : para ver e tratar na mesma casa.
Papel para forro de tala.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
aa paca vaader papal da lindas guatos para lor-
iar sala, qae se rende Bollo barato^
Pianos
Saunders Brothers & C. tem pira Tender ea
ea armazem, na praca do Corpo Saate a. 11,
ufana piaaos do ultimo goato recentiaeoU
bagados dosbem connecido a axradtadoafa-
bricantes J Broad-wood & Sonada Loodrea a
anfto proarioaara este ellas
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da roa do Queimado a. 39,
aeha-ae um grande armazea coa todo o sorli-
mento de roupas feitas, para cajo fin tem mon-
tado urna officini de alfaiate, estando encarrega-
do deila um petfeito mestra viado de Lisboa, pa-
ra deaempenhar toda e qualquer otra que se' I he
oncommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas eom eapeciaiidade os
Illms. Srs. ofBciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muito bem fitas, tambem traU-aa fazer o far-
eamento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que lem os figurines qae de
li vieram ; alm disso fsz-se mais caasquiabas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espeqnilba de ouro ou pnle, tudo ao
gasto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarzadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem aa melhores
conhecidas at boje, aasim como tem muito ricos
desenhos a aatiz de todas as cares proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto fraaceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancaodo
qae por tudo se fien responsavel como sejs boas
fazendas, bem feilo e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mostr, pois espvra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar
VILLA DO CABO.
Armazem do barateiro.
O Machado est queimando em seu armuzem,
a dinheiro vtata, carne, bicalho, e todos os
mais gneros tendentes a melbados, do que tem
sempre grande sortimento.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e \$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdeoaplea de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita [que aa
torna mui mimosas a 800 e 1* a vara, precos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em qua estia. Essas fitas servem para
enfeiles de chapeos, cinteiros para enancas, lagos
para cortiaados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se peca se far algum abate : na ru
do Queinudo, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite&
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me 1 hora dos
com n ovos
aperfe i coa-
mentos, fazendo pespooto igual pelos doos lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
iELoeoa
Vende-se em cesa de Seondres Brothers d C.
praca do Corpo Santo, refogios do afamado fa-
bricau^ Roskell, por precos commodos e tam-
bem trfncellins e cadeias para os mesmos de
excefiente gosto.
lene tmsa&mmmz-mmm*
Fazendas baratas
Por preco fixo.
8 Vende-se moreanlique de quadrinho a
1* o covado, grosdenaples de quadrinho a
1500 o covado, laiinha de seda duas lar-
guras a 1* o covado, cassas muito finas de
B cores a 640 e 700 rs. a vara, brilhanlina
branca com duas larguras a 300 rs. o co-
vado, chitas francezas finas, claras e escu-
ras a 280 rs. o covado, saias balo muito
boas e commodas para senhoras a 5* o
meninas a 4*. camisas de linho para se-
nhoras a 6*. sahidas de baile e theatro a
15*; do-se as amostras: na ra da Ca-
dea luja n. 23 de Gurgel & Perdigao.
Roupa iila
Camisas brancas e de cores muito finas
a 25, paletols de panno preto a 20a, ditos
de casemira pretos e de cores superiores
a 20*, paletols de brim de linho brauco
superior a 4J, chapeos pretos forma mo-
dernas a 8*. gravatas de cores de seda e
pretas a 5(0 e 1*. Existindo urna pequea
quanlidade destas fazendas, vendem-se
por estes precos nicamente para acabar:
na ra da Cadeia loja n. 23 de Gurgel &
Perdigio.
craaci
DA
mmm low-mw,
UtfaSeizallaltTai.42.
Resta eatabelecimento continua a barona
nipato sor ti asa to de moendas eaeias moen-
pora engenho, aachinas de fanor Mixta
le ferro batido a coado, de todoa os taaanbot
pera dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, ten seapre ao seo depo-
sito da raa da Moeda o. 3 A, aa grande sor-
mento de tachaa e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
w 00 aeeao deposito oo na ra do Trapiche
a ?
Loja das seis portas em
frente do Livranento.
Roupa feita para acabar,
Paletota de peona preto a 22*. fasenda fina,
caicae da casemira pretas e de cores, ditas de
wim a de ganga, Has de brim branca, paletota
*? br">le a 4, ditos de faatao de cores a 4*.
Jlt6.* eatamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39, anos de alpaca preta saceos e aobrecasacos,
colletes de velludo pretos a de corea, ditos de
gorgoreo de seda, grvalas de linho as mais mo- t
pernas a 200 rs. eada urna, collarinhoa da linho I
da oluma atoda, todaa estaa fazendas se vende
barate para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da aanna at as 9 da noite.
A 1#000
a lata com 11(2 libra de superior marmelada im-
perial ; na praca da ladepeadencia n. 23.
Queijo suisso.
Vende-se da melhor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, queijoa flamengos a 1*600
cada um ; na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadriobos muito bem feitos, proprios para o
campo a 4* cada um : na ra do Queimado a.
22, na loja da boa f.
E' pechincha.
Pecas de medapolo avarlado a 1*. 2*. 2*500
cortes de riscado francez a 2*, covados do mes-
mo a 180 rs. .- na ra do Queimado n. 44.
Attcnco.
Ricas saias de cambraia bordadas a 3* cada
urna : vende-se na ra Nova n. 42, loja de Ter-
tuliano Candido Ramos & C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16* cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de \estidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos corles de vestidos
bordados cora 2 e 3 babados a 5g : na
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A Lojad'ageia branea acaba de recabar pala al-*
timo vapor francez uaa pequea qaantidada de
enieitee de velludo ea aa modernos a bonitos
Jue aqu tea vinde, a da aoa costme esta ven-
tada mUi baratos a 10*cada um ; por isso di-
jyaa-ae logo a dita Jota d'aguia branca, raa do
Qooiaado a. 16, antea que ae acabea.
tOUPA FEITA AI!\DA IAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
ai
[Fazendas e obras feilasj
a
LOJA E ARMAZEM
[Ges k Bast
0!
NA
braocos
ma do
Agua iogleza
de Lavander a mil ris o
frasco.
Yande-aa na loja d'aguia branca a verdadeira
agua ingleza de Lavander, superior a todas as
rd?Que1a.doTlo.Da ^ ** b"n"'
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Veode-aa a superior graxa econmica ea bar
nlnhaa da louca a 640 e 800 rs. anda um. A su-
panoridade de tal graia j coohecida por quem
tem osado delta, e ser mais por aquelles que de
aova eomprarem. Ella serr igualmente para
atnaciar a conservar a couro, a econmica por-
que o (ostro dado com etla em um dia, conaer-
r-ee por 3 e 4 sea neceaeidade da nova graxa :
guta^aLTra!' ^ "a QMltUd0'l0& r"
A 6^000.
Imperatra a. 00, loja de Gama di Silva.
La para bordar.
Ha loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
^69 a'lilra B,0U> flM P6l b,raUuin,
Peaes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meoinaa. e os esti vendendo a IflOO : na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16. \
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.rendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para hornera e menino a 3*500,
cortes de casemira de cores a 3*500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3*. pecas de cam-
braia lisa fina a 3*. sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de boos gostos a 240, organdys
muito B.00 e padrdes novos a 500 rs. o covado,
pecas de eolremeios bordados finos a 1*500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil 1 2*. bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1|280 avara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25*. paletots do panno e casemira de 10 a 20J
dita de alpaca prelos de 3*500 a 7$. ditos de
brim de 3 a 5*. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2*500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5*,
cortes de cassa de cores a 2*, pegas de madapo-
lo fino a 4*500, assim como outras muitas fa-
zendas que se venderao por menos do seu valor
oara acabar.
Vende-se ou permula-ae por propriedades
nesta praga um engenho distante desta praga 10
leguas, e da estrada de ferro cinco leguas e meia
ao embarque, bom moedor com agua, bem obse-
do e com uteocilioa promptoa para colher gran-
des safras, grande varzea de barro massap e pal
para safrejar-se, muito bom cercado, boas matas :
quem preteodor dinja-se a Manoel Aires Ferrei-
ra, ra da Moeda n. 3,2 andar.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
recebeu-se de sua propria encommenda os boni-
tos oleados de lindos padrdes. que se vende pelo
baratissimo prego de 2* e 2*500 o covado.
Roupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Caigas de ganga muito fina e bem feitas 3*.
Ditas de meia casemira muito finas 2{500.
Ditas de varias fazendas qae nlo desboto 2*.
Colletes de velludo, gorgurao, setim, por pre-
gos que de barato admira *
Caigas de easeraira preta *
Paletots de merino preto 7*.
Ditos de ganga de quadrinhos 2*.
Kna do Queimado
n. 4ft, rente amarella.
Constantemente temes um grande e Ta-
ado sortimento de sobrecasacas pretas
SnoPD^ d? Core* n,"lt0 fiD0 *$.
f%S $.* Pi1fe.lol, dos """os pannos
a 20J, 225 e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16* o 18J, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28*. 30$ e 35*. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15*, 16
e 18S, ditos saceos das mesmas caseai-
ras a lOf, 12* e 14f, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8*. 9*, 101
* ,ai ditaa decaaemira decores a 78,8*.
* e 10*. ditas de brim brancos muito
fina a 5J e 6j), ditas de ditos de cores s
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6*, ditos
de ditos de cores a 4|500 e 5*. ditoa
brancosde seda para casamento a 5*,
ditos de 6*, colletes de brim branco e de
22*f 3. 3*500 e 4*. ditos de cores a
2*500 e 3*, paletots pretos de merino de
eordo sacco e sobrecasaco a 7f, 8* e 9
colletes pretos para luto a 4*500 e 5*'
gas pretas de merino a 4$5G0 e 5*. pa-
letots de alpaca preta a 3*500 e 4$, ditoa
sobrecasaco a 6*, 7* e 85, muito fino col-
lates de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3*800 e 4g, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7* e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*. ditos de
casemira sacco para os mesmos a 65500 e
7*, ditos de alpaca pretos saceos a 3* e
3*500, ditos sobrecasacoa a 5g e 5*500,
caigas de casemira pretas e decores a 6*,
6$500 e 7*. camisas para menino a 2(1*
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior at32* a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al
faiate onde mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
Espermacete
de 6 velas cada masso a 800 rs. a retalho, e em
caixa a 760 rs. : na ra do Imperador n. 28, ta-
berna do Campos.
Ceblas a 1#200 o cento.
Bolachinha ingleza a 160 rs a libra, toucinho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes n. 24, esquina da travesa do Ouvidor
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Esa inestimavel especifico, composto nteira,
mate de hervas medici naes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delectara. Be-
nigno mais tenrainfancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleigo mais robusta ;
entecamente innocente em suas opera$oeseef-
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
lia grande e variado sortiaento de
roupas feitas, calcados e fazendas e lodos
estes aa vendem por pregos auito modi-
ficados como de seu testeme.assim como
sejem sobrcasacos de superiores pannos
e cosacos feitos pelos ltimos figurioos a
26, 28, 30* e a 35, paletots dos aesmoi
pannos prato a 1J, 18|. 20 e a 24,
ditos de casemira ae edr mesclado e de
novos padres a 14*. 16, 18. 20* e 24*
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 a a 14, ditos pretos pe-
lo diminuta prego de 8, 10, e 12$, ditos
ae sarja de seda a sobrecasacados a 18*
ditos de merino de eordo a 12, ditos
de merino cbiaez de apurado gosto a 15
dilos de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10*',
ditos saceos pretos a 4, ditos de pslha d
seda fazenda minio .uperior a 450O, di-
tos de brim pardo e de fuslao a 8*500 4
e a 4*500, ditos de fustao branco a'4
grande quintidade de caigas de casemira
preta e da carea f 7, 8, 9e a 10. dites
S,rd"fL? 8n4' dU" oe 1 coree
finas a 2$50O, 3, 3*500 e a brim brancos finas a 4*500, 5J. 5*500 e a
6*. ditas de brim lona a 5*e a 6$. colletes
de gorgurao preto e de cors a 5$ e a 6
ditos de casemira de cor e prelos a 4J500
**' d,'00 f""o branco e de brim
a 8 e a 38500, ditos de brim lona a 4S
ditos de merino para lulo a 4* e.a 4*500
caigas de merino para luto a 42500 e a 5'
capas de borracha a 9. Pa,a menins
de todos os lmannos: caigas de c.emira
prefa ed cor a5J, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a Sf. 3* e a 3*500. paletols sac-
eos ae casemira rreta a 65 e a 7, ditos
de cor a 6* e a 7J, ditos de alpaca a 3
aobrecasacos de panno preto a 12 ea
14, ditos de alpaca preta a 5*. bonets
para menino de todas as qualidades ca-
misas para meninos de todos os tamanho-
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninaa de 5 a 8 anuos com cinco
babados lisos a 8* e a 12J. ditos de gorgu-
rao de cor e de lia a 5* e a 6, ditos de
brim a 3. ditos de cambraia ricamente
bordados para baptizados,e muitas outras
lazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como reeebe-se toda e qual-
quer encommenda de ronpas psra se
maDdar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeigao nada dei-
xa a deaejar.
Escrayos fgidos.
Est fgida desde 4 do corante a negra
Benedicta, que foi escrava do Sr. Salustiaoo de
Aquino Ferreira, alta e tola, levou vestido de
cassa com babados j desbotados e roupinho dif-
irante, e chales encarnado j bastante velho ;
recommenda-se aos capilaes de campo e compa-
nhia de pedestres que a apprehendam e levem
ra da Senzala Velha n. 94, que serlo recompen-
sados.
Fugiram do engenho Bom Successo da fre-
guezia d'Agua Preta no dia 13 de Janeiro do cor-
rente anoo, o escravo Hilario, crioulo, de idade
25 annoa pouco mais ou menos, altura regular,
corpo grosso, rosto comprido, bar nenhuma.
muito regrista, crpallida e rendido de urna veri-
Iha : no da 22 de margo tambem do corrale an-
no o escravo Vicenle, mulato, de idade 22 annos
pouco mais ou menos, rosto redondo, barba ne-
nhuma, nariz chato, cor paluda, cabellos carapi-
nnos, altura e grossura regulares, falla descan-
gada, muito viciado no fumar, defeiluoso de urna
perna por have-la quebrado quando pequeo:
pelo presente roga-se a qualquer autoridade po-
licial, capjtao de esmpo ou pessoa do povo que os
apprehendam econduza-os ao engenho cima ao
feitos; pois busca e remore as doen$as de qual-
quer especie e grao por mais antipas e tenazas' !eDente Anl Aprigio Ferreira da Cosa o'unes"
0 la praga aoseu correspondente Malaquias de La-
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j esta vaa as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn]
recobrara saude e forgas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperagao ; fagam um competente ensatodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eufermidades:
miro.
Vende-se urna e meia duzia de cadeiras de ja-
caranda, ara lavatorio, dous toucaderes e seis
quadros redondos com estampas, dourados, da
bom gosto, tudo em bom estado ; aa ruada Ca-
deia Velba n. 63.
Vende-se urna mobilia e um escravo.
Urna pessoa que se retira para a Europa, ren-
de sua mobilia decente, um laboratorio de ete-
rnice, a um mulstinho de 12 annos, de bonita
figura, boa copeiro, e excellente para pagem :
Caixas de tarta-
ruga.
Na toja da aguia de ouro roa
daCaimijnlB
chegido as lindas caixas da tartaruga para
rap, que se veadem por baratissimo prego de 3*.
prego assim como de bfala muito finas a 1*000,11200,
aa loja Agua de Ouro, na ra do Cabug.

Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Couvulsoes.
Debilidadeou extena-
gao.
Dbil idade ou Talla de
forcas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza do ventre.
Enfermedades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.*
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrete dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammscoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cntis.
Abstruego de venta.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Bheuaalismo.
Sym plomos secundar i os.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Yende-se estaa pilulaa no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeoutraspessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhes a 800 rs. eada
urna dolas, contera ama instruegao em portu-
guez para explicar o modo de se osar destas p-
lalas.
O deposite geral em casa do Sr. Soum
pharmaceuiico, na raa da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Massinhos de coral
a S00 rs.
S na loja da aguia de ouro,
ra do Gatug a. 1B.
Vendem-se meesinho de coral muito fino a 500
m
elo.
A dinheiro tira, fiado, dSo,
Vande-se gelo no antigo deposita da roa da
Sanzalla, pelo prego de 4*000 rs. a arroba, e a
160 rs. a libra, e declara- se aos compradores
ue o de psito estar! alarlo todos oa dias das 9
oras da manha as 5 da tarde.
gos Ferreira Costa, morador na rus Direita n. 21
primeiro andar, que generosamente se recom-
pensar.
No dia 7 do correle desappareceu vindo da
praga do Dr. juiz de orphaos o escravo Florencio,
de nagao, com idade 45 annos pouco mais ou me-
nos, estatura regular, um pouco cheio do corpo,
ps um pouco grossos, com pouca barba, um tan-
to calvo pelo uso de carregar, o qual perlence ao
auseQle Francisco Augusto da Costa Guimares:
quem o pegar, leve-o ra de flortas n. 22 cesa
do curador do dito ausente.
Est fgido o preto de nome Luiz, crioulo.
estatura baixa, idade 30 a 35 annoa, tem urna ci-
catriz na face direit, barbado, denles limados,
pernas pouco arqueadas: quem o pegar leve-o a
seu senhor oa ra das Cruzes n. 36, Io andar, que
ser recompensado.
No dia 3 de outubro do anno prximo pas-
sado fugio um escravo da fazenda do Imb, de
nome Agoslioho. crioulo, de idade de 28 annos,
pouco mais ou menos, altura mediana, bonito,
grosso do corpo. cor plida, pouca barba, cara
abocetada, denles limados, ps grossos, tem em
ambas as pernas urna cicatriz, no peilo outra ci-
catriz, falla descangada, foi vestido com camisa
e ceroula de panno de algodo azul, chapeo de
couro j usado : toda a pessoa que o aprehen-
der, dinja-se a fazenda do Imb, freguezia do Li-
moeiro, a seu senhor Manoel Rodrigues dos San-
tos, que ser recon pensado.
Fugio no dia 29 de abril deste anoo, Ma-
noel, crioulo, de 30 annos de idade, altura bai-
xa, bum corpo, bem fallante, muito pouca barba
pernas e pulsos de bracos grossos, escravo d
Loureoco de Barres Vaacoocellos, proprietario
do engenho Camaraz, sito na comarca de Naza-
reth da llalla ; o seu seohor pede as autoridades
policiaes e capites de campo, e a quem o pren-
der, que conduzam ao dito engenho Camaraz
ou na praga de Pernambuco, em casa do Sr. An-
looto Jorge Guerra, na ra da Boa-Vista, sobrado
primeiro andar, cima da taberna, em qne mo-
rn o porluguez o Sr. Miguel Gomes de Souza,
que serao bem recompensados. Adverte-se que
o dito escravo anda com urna carta feita de apa-
drinhamento pelo Sr. Dr. Jos Mara Mcacoso da
Veiga Pessoa com a datado 1. do mak>, com a
subscripta do nome do seohor do escravo o Sr.
Lourengo de Barros Vasconcellos.
Fogio na dia 2 de abril ultimo, indo lavar
urna porgaode roupa, a escrava Paula, de idade
de 35 a 40 annos, com os aignaas seguintes ;
mulata, edrde sertaneja, cabellos crespos sollo?,
costuma amarra-loa ligados para traz, a grega,
formando um pequeuo coco; pannos escuras as
Taces, nariz pequeo, falla um pouco fanhosa e
cansada, como de quem sofJresse molestia na
garganta, onde am a cicatriz de um talho, falla
de um ou dous denles na frente, grvida de sete
mezes (sigoal bem saliente para ser conbecida) e
estatura cima de mediana. Esta mulata casa-
da e deixou filhos em Papacaga ou Buique, onde
moram os senhores i quem j pertenceu ; por
isso, presumiado aa que para l lenha ido, ro-
ga-se s autoridades polka es dalli e tambem as
de Garanhuns, capilaes de campo e particulares,
a apprehensio da dita escrava e condaegao da
mesma a ra daa Cinoo Ponas a. 108. casa de sua
senhora. que muito agradecida satisfar aa des-
posas feitas, como for de razia
Ausee tou-se de casa de aeu senhor o escra-
vo preto da ooaa Jeao Cesado, mais conhecide
por Cesario alaaeleemeate; estatura regular, ma
gro, da reata eaaaprido. peaaa barba, bigede,
testa grande, joelhos para dentro, cosioheiro e
sapaieiro; 4, iotelligeata, hgeiro oa andar
paveca crioulo por ter vindo crianga. Quem a
apprehender ser generosamente gratificada* le-
veodo-o a roa da Cadeia do Hecife a. 20, ou na
Capuoge, sitio grande da Sr*. viuva Laaerro.


mm
(8)
duiio o wwuibuoo.* *- guwa nu u m mo de imi.
Litteratura.
Conferencias de Nessa Senhora de Pa-
rs, pelo Rvd. padre Flix.
Terceira.
Senhores.
O christiontsmo completo oa o calholicismo
firma verdadeira base da educago do homem,
porque s quem justifica as verdadeiras condi-
ces da formago d intelligencia : a lni*llizfincia
o apoio co sustentculo da *ida ; e o sustent-
culo o apoiu da intelligemia alo os principios
inoculados na alma do menino pela afllrroaco
da autoridad?.
Fra do melhodo afflrmlivo, que e?tabelcce por
meio da autoridade os dogmas.e os principios-
fundamento da vidaso ha doui meihodos ima-
ginareis : a abslencio de todo o ensino ou a dls-
cusso sobre o que se ensina : o prim -iro 6 o ni-
hilismo, o segundo o scepticismo intellectual,
e ambos querem dizer a suppressio de toda o
qualquer base dada architectura da vida.
_ Essa ausencia de principios e convicgea, que
sao as verdadeiras* raizas da inteligencia, eo
ponto de apoio da mesma vida, como temos
vistoo vicio radical de toda a educago de nos-
sos das que nao ousa ser francamente christia e
catholica : de qualquer forma que se a considere
aprsenla ella sempre a mesma deficiencia de
principios, sempre a mesma extirpacao da rida.
Pelo contrario o calholicismo faz com a sui sioi-
plicidadc divina o verdadeiro primor da educacao
humana ; pois que deposita na intelligencia do
menino com o Verbo de Deus toda a verdade que
interessa ao seu deslino. Esaa verdade total afflr-
ma elle com urna autoridade digna delta, isto ,
com urna autoridade divina: e a verdade divina
to divinamente afllrmada se esclarece pouco
pouco, e se desenvolve com o progres30 da oda-
de para levar a intelligencia i sua porteigao
Fazendo depender desss elementos primor-
diaes a formago da intelligencia nao da roinha
intenco negar de forma algunta a importancia c
a digoidade da sciencia, pois espero anda mos-
trar um dia o que pode o calholicismo quanto ao
progresso scientifleo da humanidade. Quiz se-
ment atsigoalaro erro gravissimo, que confun-
do o desenvolvimento accessorioda intelligencia,
que se chama instruccao, com esse desenvolvi-
mento substancial e necessario educacao do ho-
mem erro eminentemente profundo que causa
irremertiaveis chagas s inteligencia?, mesmo s
mais elevadas; que nos d boje no esplendor da
sciencia e da litteratura o espectculo de desvos
intellectuaescomo nunca a Europa christaa pre-
senciou.
E que motivo pensaes vos que sao devidosos
facis triumphos adqueridos hoje pela mentira so-
bre o pensament humano? D'oode vem ao erro
contemporneo ossas victorias sem combate que
aviltam perante urna falsa gloria a nobreza das
almas e a digoidade das iotelligencias? Ah I se-
uliores verdade que esses phenomenos do nos-
so mundo intellectual e moral coolam muitas
causas; porm a principal de todas esta : as
iotelligencias se acham sem raizes na verdade ;
se acham sem raizo?, porque lhes faltam os prin-
cipios ; e lhes faltam os principios por que
nao receberam a verdade de urna autoridade
soberana, to iucapaz de duvidar de sua pa-
lavra como incapaz de duvidar de sua existencia:
portento essa ausencia da formaco absoluta
da verdade na educago quedeixa quasi sempre a
intelligencia sem nm ponto de apoio, e a vida
sem um fundamento.
Ide, seohores, interrogae os homens da vossa
poca que na sua roocidado nao receberam, com
o dora da educacao christaa, a plena aftlrroago da
verdade moral e religiosa, e que depois se nao
tornaran christos: qual 6 o seu symbolo? Qual
a sua f ? Quaesso osseus principios? No que
que elles creem com urna crenca robusta e ina-
balavel ao ponto em que se acham ? O que que
elles conhecem com ama certeza invencivel
na ordem moral e religiosa ? O que faro no dia
de amanha pela gloria da sua f religiosa, ou ao
menos pelo triumpho de suas conviccoes since-
ras? Nada, quasi nada, nao serom coacesses e
mais concesses; direi antesvilaniase msis vi-
lanas. Nos nao podemos colher seno aquillo que
seraeamos: e tendo semeado a duvida s pode-
mos colher a incapaeldade. Se quizermos reer-
guer a humanidade, firmemos a intelligencia so-
bre o seu verdadeiro fundamento, isto sobre o
Verbo de Deus, que a luz, a vida, o progresso
da mesma intelligencia.
Torrn, senhores, no desonvolvimento e na
formaco da intelligencia humana nao se resume
toda a educacao do homem; apenas nisto con-
siste oseucomeco. Temos encarado a oducago
em relago sua base, vamos agora encara-la em
relago ao seu centro. A prlmeira funeco do ins-
tituidor da infancia ensinar rrer, a segunda
eosinar amar. Assim como falla sempre alguma
cousa intelligencia que nao se deseovolveu na
f, assim tambem o falta ao corceo que nao se
formou no amor. E' s o amor n'aquelle que edu-
ca e n'aquelle que educado quem pode satisfa-
zer s verdadeiras condiges da educacao ou for-
maco do corago ; e s o christianismo quem
pode elevar o amor ao gru capaz de preencher
essas condiges.
Ser este o roeu assumpto de hoje. A castida-
de desta palavraamor, de que me verei obnga-
do usar neste discurso, assz patente pela na
tureza mesmo do assumpto, para que roe dispen-
sis de entrar em qualquer outra explicacao sobre
essa palavra, i que se nao pode aqu ligar um
sentido qne nao seja muito puro e muilo digno
do objecto de que trato.
I
Antes de mostrar circumslanciadamente como
o amor s pode satisfazer verdadeiras condi-
ces da educago humana, consideremos de urna
maneira mais geral o desenvolvimento da vida do
homem desde o seu ponto de partida, passaodo
pelo centro at o seu um immediato : e veris
que o amor se revela nessa vida como a lei su-
prema da educacao, porisso que se patentis co-
mo a lei suprema da mesma vida.
Assim como as flores, a vida humana a mais
bella flor que Deus semeou sobre a trra se
desabrocha comecando pelo seu centro. Vede es-
sa flor que pela manh&a de um bello dia se volta
para os primeiros raios do sol, fim de beber a
sua luz e aquecer-se ao seu calor: ella abre suas
folhas que se dilatara, que se expandem exterior-
mente como por urna viva irradia;ao, cujo cea-
tro apparece matizado de cores no fundo da sua
corolla, isto no proprio centro da sua vida. O
mesmo acontece com a primeira educacao do ho-
mem, salvas as condices de liberdade ; pois tal
o sentido radical desta palavra educacao:
ella urna evolugo natural, um movimento nati-
vo da vida se desabrochando por si mesma de
dentro para fra, do centro pira a sua esphera,
fim de mostrar a sua belleza, espargiro seu per-
fume, e mais para dia ote dar a sua sereme e o
seu fructo.
Ora, o ponto central, de onde parte a vida hu-
mana para irradiar-se, o coraco. O coraco
o centro da vida : por ali que a vida aspira e
respira, altrahe o repelle, se condenaa e se dila-
ta, se concentra a se desenvolve: finalmente.
por esse centro do amor que a vida humana an-
da em boto procura abrir-se, desabrochar e ta-
zar a sua educacao primaria.
Eis-aqui porque amar a primeira necessida-
de da nossa vida, e porque o homem, na sua au-
rora, invoca sem o saber esse prmeiro deaenvol-
Timento essencial da vida. Urna voz mystetiosa,
antes mesmo que o pensameoto abra osseus la-
bios, Ihe diz do fundo do coraco infantil essa pa-
lavra: Eu amo, eu quero sempre amar. > As-
sim como o vento sopra na planicie, assim como
a aguia va e se eleva no ar cima das monta-
chas, assim como o ro corre no fundo do valle,
assim como a seiva circula, a agua jorra da sua
nascente, o peito respira, assim tambem o cora-
co ama desde a sua primeira aurora; cada urna
de suas respiraces a revelacio dessa necessi-
dade invencivel, que sempre a mesma cousa com
a aua voz, e que rae robustecendo 4 proporco
que a vida cresce: Eu quero amar. O amor a
necesaidade, a lei, a rocacao, o elemento, o mo-
vimento, em summa o amor a vida do coraco
humano.
. E como, pois? comprebender que se faga a for-
maco e a educacao dessa vida, cuja primeira as-
piraco urna aapirago de amor, de outra forma
que nao seja pelo amor e no amor? O que aera
do coraco se o prmeiro sopro quo o bafeja nao
o sopro do amor? Se, na infancia alada, nao
se move sob o seu hlito, codo a tenra flor se
agita ao sopro da brisa ? O que aera desea vida
infantilflor humana mil vezes mais delicada
que a mais delicada sensitivase na alamosphe-
ra que a cerca, se em todo que a loca, ella encon-
trar urna antipathia profunda ? E para fallar sem
figurao que ser do menino to rido de amor,
se nao chegar amar, se nao sentir-se amado 1
Mas Daus' ludo deu remedio. Essa vida qne
se dilata por si mesma, e se irradia paitindo do
seu proprio centro para aspirar o amor, encontra
esse amor como urna necesaidade em torso do sea
berco. Ali o'uma calida suave atmosphera on-
de respirara corages que se aman, dee desea-
colver-se essa vida humana to feita para amar,
O corago dora o popto vivo ero que o,
amor do pae e i me so encontrom co
mo doua raios n'um mesmo centro : e sob a in-
fluencia dessesdous raios, multiplicando um pa-
lo outro o seu mutuo calor, que a vida do meni-
no acha a sua primeira >!iaiaco. Mas para o
futuro, se assim fr necessario, a educacao pode-
r completar-se de ootra forma ; porm, segundo
a ordem estabelerida pela Providencia, entre o
coraco do pae e o coraco da me que ella deve
ter comeco : e se um dia uro homem ou urna mu-
Iher substituir a paternidade e a maternidade
para completar a educacao dn menino, eviden-
te que nao o poder fazer seno sob a condieco
de representar urna e outra, e de continuar a sua
obra commum, offerecendo-lhe anda sob urna
forma diversa, fra do seio da familia, aquillo
mesmo que elle conheceu no centre da familia.
Ora, o que que o menino conheceu no seio
da sua familia?O amor. O que que elle co-
nheceu fra da familia ? O amor. O que que
elle anda boje conhece? O amor. Quaesso
os seus primeiros sorrisos, as suas prmeiras pa-
lavras? Sao os olhares, os sorrisos, as palavras
do amor. Quaea sao os seus primeiros contactos?
Oh I vos bem o sabis 1 os temos e suaves con-
tactos de um amornico que possue o segredo
de toca-lo sem nunca o macular. Quem mitiga as
suas dores, quem enchuga as suas lagrimas, quem
vela pelo seu somno, quem ampara os seus mo-
vimento?, quem se inquieta, quem se entristece,
quem so afadiga por ello ? quem lhe faz sentir
cada hora de todos os das o hlito de sua teafi-
ragao, as ternuras de seu coraco, as caricias de
suas mos, os beijos de seus labios, os prszeres
de sua vida? Has para que perguntar-vos isto ?
Qual de vos nao lera visto j urna me inclina-
da sobre o berco do seu filho ? Qual de vos nao
lem um filbioho nos bracos de sua me? Qual
de va nao tem lido pagioa por pagina nesse li-
vro sempre aberto humanidade a historia do co-
meco de sua vida ? E mesmo no avangar da eda-
dequal de vos nao tem aberto o seu coraco s
suaves recordacoos da. infancia, e encontrado na
sua ingenua verdade, na sua deliciosa realidade,
a revelago sempre nova dessa grande lei da nos-
sa educacao ? Como d;e na luz reflectida por
urna loriga experiencia comprehender-se sem po-
der mais sentir-se aquillo que j se sentiu sem
se poder comprehender, isto que o amor fui oo
lar domestico a primeira iniciago, a primeira
aprendisagem, n'uma palavraa primeira educa-
cao da vida I
E agora, seohores, qual o fira immediato dessa
educacao que no coraco tem o seu prmeiro pon-
to de partida, que no lar domestico tem o seu
prmeiro desenvolvimento? Iniciar o homem
para poder entrar na sociedade, pois ella apren-
disagem da vidasocial ;e como tal deve desen-
volver no menino o que chamo aqu, na falta de
urna expresso molhor,a verdadeira sociabili-
dade, isto a aptidio vida social, a necessi-
dade de commuoicac-O, a facilidade de sahir
de si mesmo para entrar em relages frater-
naes com os oulros, a inclinago para fazer o
bem.e provocar pela sua boodade reaeces de
beneficencia, n'uma palavrao quer que seja de
suave, exquisito e delicado, que espontneamen-
te transpira no homem bem educado, como a ir-
radiado de um coraco que ama, e que na sua
presenca nao d lugar que sopease nesse can-
cro anti-social chamadoo egosmo.
O egosmo brbaro : a morte da sociabili-
dade e da polidez: porquanto a verdadeira poli -
dez emanago natural da boodade: esta pode
faltar certas formulas, que chamaraconven-
ces da polidez humana ; mas nunca falta essa
polidez esseocial que btne do coraco do homem
toda a reserva impertinente, e faz com que se el-
le abra ao approximar-se do seu semelhante
muito satisfeito de si I Sim, senhores, sede bons,
sempre boos, e seris sociaveis, e seris polidos :
amae, amao sempre, e completareis a lei da so-
ciedade christaa ; porque, se a justiga o governo
da sociedade, o amor o cemento, o encanto, a
felicdade da mesma sociedade.
Logo, senhores, satisfazer no menino desde a
mais tenra edade essa feliz ioclinaco, que elle
sent, de sahir de si mesmo para oceupar-se dos
outros ; firmar por toda a parle com a forca, que
o typo caracterstico do homem, essa emana-
gao da bondade desabrochando do coraco para
expandir-se, como o perfume ao vaso que o con-
tera : tal o ideal da verdadeira sociabilidade, e
tal por comeguinte o ideal que prepara e ini-
cia o homem para a vida social.
Ora, para que a educacao obtenba esse resulta-
do, para que o menino esteja um dia prompto
realisar mais ou menos esse ideal, torna-se ne-
cessaria urna coodicoque elle se v desenvol-
vendo e crescendo no amor. A' torga de sentir so-
bre si a irradiago do amor, o menino chega na-
turalmente amar: toma esse habito e conlrabe
essa doce necessidade. Semelhante formaco
vida social por meio da educago do amor varia
conforme as phases dessa vida que se forma e
educa : mais lerna na primeira infancia, mais for-
te na segunda : porm sempre presente em qual-
quer das phases, pois o menino tem sempre ne-
cessidade de amar, e a sua educagSo deve at o
fira realisar aioda que sob differentesformas, es-
sa lei soberana de sua vida.
Com effeilo, senhores, se comigo quizerdes
considerar de mais peno essa educago com as
condiges que ella exige, veris que para resol-
ver as suas difficuldades pralicas, e tornar per-
feita a sua obra, cumpre que se revista perpetua-
mente do suave ministerio do amor.
O que deve produzir a educago n'um menino?
Ou essa educago seja obra de urna me, ou seja
obra de um preceptor, deve produzir sempre o
mesmo resultado ; convm antes de tudo que el-
la prenda o menino, por assim dizer a si mesma,
isto que despert no seu juvenil corago sym-
pathias profundas por ludo o que lhe communi-
ca_tradicg5es, costumes, virtudes, iostituiges,
emfim todas as cousas legitimas e santas que ella
manda praticar; mas especialmente a educacao
deve ligar a alma pelos mais fortes lagos s ver-
dades e s doutrinas, cujo ensino forma o funda-
mento da vida intellectual. moral, religiosa e so-
cial. J demonstrei a necessidade na educago
de dar-se urna base vida por meio do ensino
doulrinal : mas se a autoridade com a palavra do
ensino pode fixar a vide na doutrioa, amor coo-
corre em mui grande parte para essa obra. As-
sim a vida humana: ella nao se prende forte-
mente s verdades recebidas na palavra, e as ver-
dades nao se prendera fortemente ella, seno
quando o corago as recebe com sinceras aflei-
goes, isto quando elle pode amar aquillo que
a autoridade lhe manda crer.
Para obter-se esse resultado absolutamente ne-
cessario, para firmar a vida por suas prmeiras
aflei;es em torno das verdades que mesma vi-
da servetn de base, nada ha mais poderoso do
que um meslre, um preceptor amando seu dis-
cpulo, e fazendo-se amar por este como se fosse
um pae ou urna me. Na familia o amor puro
que o menino sent por sua me o liga por suas
afteices como por suas raizes tudo o que ella
lhe transmute : por esta razo que muito nos
cuata apostatar a religioquo nossa me oos en-
sinou, e renegar completamente e para aempre
a doutrina que noa veio dos seus labios pira ser
a primeira vida da nossa alma, da mesma forma
que o leite corren do seu seio para ser o prmeiro
alimento do nosso corpo: pois nos amamos a
verdade e a religio nesse corago d'onde tudo
nos veio com o amor. E mesmo depois de um
loogo olvido dos deveres que ellas preacrevem,
quando essa vegetago malfica fructo daa pai-
xes parece te-las anniquilado inteiramente,
um dia vem em que o homem as encontra palpi-
tantes aioda no fundo do seu corago, como o
elemento mala iodeslructivel do amor filial.
As-im deve ser, al mesmo nos collegios, lar
em que urna familia maior se rene para receber
ali tambem, a verdade e a religio na palavra d
um amor paternal ou maternal. Um mestre que
amado por seus discpulos persuade-lhes tudo
quanto Ibes ensina, sem esforco de demonstrago;
a persuaso desee dos seus labios para a alma dos
meninos por meio da aflirmago : porque a ver-
dade na sua palavra nao est separada do amor.
Grande e myslerioso segredo esse da educa-
go, seohores, em que se transmiti com o ensi-
no o amor do que ae ensina. O sol transmute o
calor espargindo oa seus raios de las ; elle illu-
mina e lecunq'a a natureza : o nico ensino capaz
de illumioar e fecundar o homem aquelle que
transmute o amor com a rerdade. E' este o pro-
prio segredo de Deus que se (az amar daodo-se
couhecer, e nunca melhor ae d conhecer do
que quando vem ni com a sua palavra divina
e imada.
At mesmo natlettras e na* aeieneias se rece-
be do amor que aa ensina um encanto suave, que
nao teriam sem elle. Tem-se visto discpulos
beberem na affeigio de um mestre, cordialmente
amado, urna sedcelo feliz, que os altrahe para
aa latirs, attrahindo-os para a fastos do mestre :
to maravilhoso o poder que tem o homem,
quem nos amamos, que faz-nes amar tudo o que
o nes-.vem delle 1 Que i ar, diste um poeta,
- evite o mais possivel o ser odiado por seu disci-
E'julo cora o'receio de que esse odio nao reverla
"rabera contra as propria musas. E' preciso,
dizia um celebre rhetorico da anliguidade, que o
discipulo ame i seu mestre como o pae de sua
alma i.-lo um auxilio mmeoso para o estudo.
Finalmente esse bomem, que de urna maneira
to extranha desconheceu no ultimo secuto a ver-
dadeira formsgflo do hornero, e cujo testemunho
por esta razao se torna aqu- muito eloquenle,
nao pode porm descoohecer o poder incompara-
vel de urna educago em que se procura locar as
fibras do corago : pois, se me uo engao, esse
mesmo homem escreveu onde quer que fdsse o
seguinte pensamenlo : Teoho por felicdade ad-
quirido a experiencia deque a educago. na qual
lomou parte o corago, difficilmente se perde,
qualquer que seja a inrlinago para o vicio.
Oh I verdade { difficilmente se perde, ou an-
tesnunca mais se perde: porque urna educa-
go assim enraiza a alma, o corago e a vida em
todas aa cousas sanias que ella ensinou amar e
respeitar.
Anda mesmo quando os das, conduziado-nos
ae declivio da vida, a tem de nos affastado, sem-
pre ella sobrevive na perpetudade de urna me-
moria que nao pode perecer: o perfume doa boa-
sos primeiros das, de que nos recordamos, nos
como uro aroma que em nossos corages conser-
va a raesrrfa suavidade da juventude : e depois
que o thesouro por ella depositado em nossa vi-
da vem quebrar -ae de encontr ao fim de sua car-
reira, e junca-ta com os seus destrogos, a educa-
go le leve por base a affeigo e o amor
guarda as suas nicas recordaces o poder de se
ressuscilar, e com elle o beneficio de que dotou
a nossa infancia.
mo; talvez a sna vida, como ama planta sem
sol, murchari antea de ter desabrochado a sua
flor, antes de ter produzido o seu fructo.
Para todo o menino anda puroser felis
amar, sentir que se amado. O seo bem es-
tar ou commodidade moral o senso delicado das
affeledes que o cercan, e que peqetram-lhe in-
teriormente com o aeu topro: quando elln torna
encontrar esse amor que conheceu no lar do-
mestico, acha-se no seu elemento, mostra-se sa-
tisfeito; e urna parte de sua felicdade consiste
em nao poder elle conhecor outra. Ao passo qne
sent na sua alma a aerenidade e a alegra tran-
quilla que nasce do verdadeiro contentaroento,
no seu semblante transpira um jubilo innocente
que com a graga lhe d o complemento da sua
belleza.
Taes sao na educacao os beneficios dessoamor,
que a sua primeira e ultima necessidade: elle
liga a vida todas as santas cousas da educago,
ligando-a quelles que Ih'a do: fa-la desabro-
char vigosa expandindo o corago doa meninos;
fa-la fecundar, dando-lhe o que ha de mais syrn-
palhico para a sua natureza, o que ha de mata fa-
voravel para o seu desenvolvimentoa commo-
didade moral e a consciencia da felicdade
Pelo contraro, seo menino nessa eslago em
que a vida comega formar-so, e desenvolver-
se, nao consgue encontrar esse amor, que nos
primeiros das da infancia o erobalou oos bragos.
o aquoceu com o seu sopro, o que vira ser delle ?
Ah Senhoresmal ouzo dizer 1 Incapaz de dar
quelles qne se lhe approximam ama affeigo,
que tambem delles nao recebe, o menino vae
pouco pouco concentrando em si mesmo ease
thesouro de affeiges que nao acha para onde ex-
pandir-se : e o egosmo, o feroz egosmo, preo-
de-o em suas garras na edade mesmo em que o
corago tem necessidade de expandir as suas mais
puras ternuras.
Que digo? Urna cousa anda 'mais perigosa
sua educago, e sua vida, penetra-o interior-
mente. Com o egosmoo menino, que j nao
pode amar, sent subir-lhe ao corago a tenia-
gao do odio; e em vez de inclinar-so amar,
inclina-ae odiar. Comega por odiar os homens,
Tal a primeira condigo de toda a educago I que, encarregados de preencherem para com elle
ligar o homem tudo o que ella ensina, isto ,, um ministerio todo de amor, nao lhe fazem son-
aos fundamentos de sua propria vida. tir mais que o peso da sua autoridade: poia que
Anda ha urna segunda condigo, e vem ser j proprio da infancia tomir em odio quelles que
a alma e a sua vida expandindo o lheexgem a dependencia sem retribuir-lhe com
seu corago : porque formar a edueago do ho-
mem nao s educa-lo, o tambem fazer com que
elle se dilate, se abra todas as cousas. Essa
expanso da alma por meio da educago a con-
digo absolutsmeote necessaria para continuar, e
para completar a mesma educago.
Para furmar o homem nao basta prepara-lo ex-
teriormente. cumpre tocar-lhe tambem as libras
interiores : da mesma forma que o jardineiro en-
tra li tremente no seu jardim para regar ali as flo-
res, cuja cultura se acha confiada sua industria
e vigilancia, deve egualmeute aquelle, quem
est confiada a educago de uro menino pene-
Irar-lhe livremeote n'alma, afim de cultivar ah
todas as virtudes oascectes, flores immortaes,
cuja sement cae do cu nesse jerdim de Deus.
Sem essa expanso d'alma e do coraco, que d
livre passagem todas as influencias fecundas e
legitimas, nao pode haver educago.
A instruego pode continuar desenvolver o
thesouro da sciencia, a disciplina pode continuar
iropor a regularidade exterior e a exaclido
material, mas a educago cessa, e com ella os
seus tractos.
A educago que devia formar a alma para a ex-
panso, simpltcidade, candura, honestidade, sin-
ceridade, e se bem me posso exprimir para a
transparencia, a educago, digo, encontrando um
corago cerrado todas as cousas, uo pode tor-
nar o menino simples, sincero, esclarecido e com-
munieativo: porquanto elle se concentra em si
mesmo com os seus segredos, isto com os seus
vicios ; e esses vicio, que teriam desapparecido
sob o olhar vigilante da dedicago, o corroem
surdamente como o verme roe o fructo, que o
traz as suas entranhas.
O menino torna-se, anda cora pouca edade, so-
litario, sombro e observador, contra a lei da na-
tureza que digo ? Essa educago, que seu pe-
zar mente mesma natureza, o aperfeiga men-
tira ; fa-lo hypocrita, mentiroso, astuto na edade
mais tenra. e logo aos dez anuos elle dissimu-
lado, myslerioso, impenetravel e profundo, mas
com essa profundidade facticia, que a mascara
de um corago ruu ; mostrando vir ser talvez
um grande diplmala, porm delle nao se poden-
do esperar outra cousa seno qoe ser um ho-
mem mu. E porque esse vicio irremediavel no
menino ? Porque na sua educago essa chaga in-
curavel? Por urna nica razoporque, ao passo
que a inslrucgo tem continuado cultivar a sua
intolllgencia, a educago tem cessado de expandir
o seu corago.
Ora, o segredo supremo para dilatar a alma do
menino nao preciso dizer-vo-lo, pois que vos
bem o comprehendeis, por isso que o vosso cora-
gao yo-lo lera revelado. Para dilatar a alma do
menino, fazer com que ella se expanda, ese abra
outro ser que nao elle, cumpre ensina-lo
amar, e fazer-se amado. Neate ponto ha suas
diversidades que osto de accordo com as dille-
rengas de carcter e temperamento ; porm no
meio dessas diversidades ha tambero urna lei de
notavel unaversalidade : e vem a ser que assim
como preciso o calor para dilatar oscorpos, as-
sim tambem preciso o amor para dilatar as al-
mas. Pelo que vede com que facilidade urna
me de ordinario abre o corago de seu filho para
nelle penetrar'; e o que ha nisto de admirar?
quem alcanga abrir e dilatar um corago, com
elle alcanga tudo o mais. A me penetra sem
esforgo no corago do seu filho, porque ella o
amor creado expressamenle para irradiar sobre
elle, e com sua irradiago dar-lhe toda a ex-
panso.
O amor materno para o corago do menino o
mesmo que o sol para urna rosa : afim de que es-
ta se abra basta que elle esteoda aobre ella os
seus raios benficos. Feliz o menino que anda
mesmo no collegio pode sem muito extorco re-
velar o seu corago pouco mais ou menos como
o fazia perante o doce olhar de sua me I Feliz
se longo della elle encontrar um mestre capaz por
sua ternura, digno por seas virtudes de expan-
dir-lhe a alma, e nella penetrar! Nessas reli-
gos filiaos e pateroaes, em que se d a confian-
za em troca da bondade, o menino proseguir
em seus hbitos de expanso, pelos quaes se re-
cooheeem quelles que sao bem educados, e a
sua existencia fazendo-se commuoicativa acabara
por tornar-se cada vez mais a imagem de Deus.
Finalmente ha urna terceira condigo de abso-
luta necessidade para a formaco do menino no
ponto de vista de que trato: essa condigo a
de faze-lo feli._ Para tudo quaoto vive e respira
existem condiges de prosperidade necessarias
ao crescimeoto da vida: para o homem, intelli-
gencia e amor, ha um contentamento d'alma, e
urna certa prosperidade moral, sem a qual a sua
vida nao pode de todo crescer e florescer. E co-
mo crescer e florescer livremente, se elle se con-
servar nesse estado anlipalhico sua propria
existencia? Nao quero dizer com isto, attendei-
me bem, que a educago deve excluir todo e
qualquer soflmenlo; pelo contrario, filho da dor,
oascido no meio dos soflrimentos msternaes,
justo, at mesmo salutar que o homem concor-
ra tambem para os seus loffrimentos no decurso
do desenvolvimento que lhe proprio. Eu nao
desapproro que sob o peso, e a presso do tra-
balho, sob o jugo da disciplina, e sob o exforgo
das victorias obtidas sobre si mesmoo menino
solTra algumas veaes, e algumas vezes eixe cor-
rer as suas lagrimas. Para raim essas lagrimas
sao como que um segundo baptismo, e esses
soffriroentos como que ama confirmago de sua
naacente virilidade. O que nao concedo, porm,
que nessa eslago do seu desenvolvimento se
veja elle mergulhado em permanente tristeza, na
deavenlurt moral de ama alma que nao sent o
bem, porque nao se acba no elemento sympa-
thico sua vida.
Paes e mes, oujo dizer que roa oceupaes
muito, e at mesmo excessivamente,coma com-
modidade material que os collegios ou casas de
educago offerecera aos vossos filhos: trataos de
saber se o menino lnge das vossas vistas poder
all encontrar um alimento mais sao, urna resi-
dencia mais commoda; ae nao sentir mais fri
ou mais calor do que na hsbitago domestica.
Has, ah Nao receels para esses entes queridos
urna certa auateridade material, qoe fortifica o
corpo, e o accommoda desde logo s vicitsitudes
da vida i receiae, sim, ama atmosphera trtstonha
em que essas almas suTocara-se mais que respi-
rara ; receiae para elles urna educago sem* ale-
gra, urna vida sem sorrisos; sobretodo receiae
easa frieza de corago que o fecha A todas as cou-
sas logo na sua primavera: procorae dar-lhes
nao a commodidade do corpo, mas a commodi-
dade da alma. Sem o contentamento intimo, e
sem o sentlmento de felicdade, esses meninos
nao tero mais que um desenvolvimento enfer-
a affeigo. O preceplor deve fazer-se obedecido
e respeilado; sendo preciso, deve castigar: e se
o menino, sob a palavra que ordena, e sob o
braco que castiga, nao sent um corago que ama
naturalmente se vinga com o odio da necessida-
de de obedecer: o preceptor pareco-lhe urna es-
pecie de tenebroso e sombro tyraono, que sua
imagioago lhe pinta com as cores mais negras, e
que o corago repelle com horror egualao odio,
que por elle ha concebido.
Ento, adeuseducago da alma com as fe-
cundas influencias de que vos fallei 1 Tudo o que
o menino devera amar por vir do director de sua
almaludo reieita por isso mesmo que delle
vem: em vez de abrir seu corago sos beneficios
da dedicago, arma-se de odio para mais bem
re pe 11 ir: em vez das puras alegras d aquel le que
ama e se sent amado, conhece a desgraga da-
quelle que odia, desgraga maior, pois que se v
obrigado crer aquillo mesmo que aborrece!
J vistes, senhores, o menioo que com pre-
juizo de toda a sua vida tem sido educado no odio?
Pobre, menioo I A' forca de odiar perde o costu-
me toda a affeigo! Olhae para o seu semblan-
teo amor nao o Ilumina; dos seus labios nao
se ouve a menor expresso delle, nem nos seus
olhos se nota o mais pequeo vislumbre: por-
que o corago se acha fechado ao mesmo amor!
A onda dessas puras affeiges, que da alma se es-
capara como de urna foote sempre em jorros, lem
seccado pouco pouco: o habito de aborrecer,
perigoslssimo vida, lhe lem endurecido o co-
rago que to terno era pouco antes : e esta ex-
pressominha meque commove o corago do
menino creado na affeigo, que tambem nelle fi-
zera ero outro lempo vibrar as delicadas fibras,
j nao lhe produz a mesma seosago, j lhe nao
disperta o mesmo echo!
Quando o menino volta para o seio de sua fa-
milia nao sent a mesma coramogo que antiga-
mente ; seus labios teem menos sorrisos, se
que anda os teem : seus olhos que se eochiam
ae suaves lagrimas ao tornar ver sua meca-
da vez menos lagrimas dospejam.
Um dia chega em que a aridez dos seus olha-
res, a frieza dos seus abragosrevelara essa
pobre me a desgraga que tanto ella havia re-
cejado ; e do fundo d'alma lhe escapa esse ge-
mido, em que se palenteia toda a tristeza de
urna me:
< Ai I infeliz de miro I roeu filho nao roe ama
mais!
E esse gemido partido do fundo do corago
materno, que para penetrar tes royslerios pos-
se uro tacto lo fino que nunca so illude, esse
geroido infallivel nos diz mais que um orculo
o quo tem fallado oo collegio educago do
menino, islo o amor que nunca lhe faltou no
lar domeslico.
Agora vamos saber onde o menino, ainda
mesmo distante de sua familia, poder encon-
trar esce amor que suppre o melhor possivel o
amor do pae e da me para completar a sua
educago. Quem tem o poder de croar seme-
lhante amor, e de faz-lo sahir do corago hu-
mano tal qual o invocara aqui a paternidade e
a maternidade ? E' o que resta indagar.
II
Ha na vida dos paes, e sobretudqsjrsa vida
das mes, urna hora cheia de dolorosa solemni-
dade : essa a hora em que o filho, que nao
lem conhecido mais que suas caricias e sorri-
sos, deve-os deixar para ir bem longe talvez
buscar um thesouro de sciencia, ou um comple-
mento de educago que nao poderia eoconlrar
provavelmenteaosanctuario da familia. Quem
ser capaz de dizer o que se passa enlo no co-
rago de urna me que sent approximar-se essa
hora de dores e angustias? Que solicitude na
sua alma, que receios no seu corago, e na
sua imagioago que imageos aterradoras I
Quaotas vezes apertando o filho sobre o seu co-
rago, e encarando o futuro, nao ter ella formu-
lado este discurso, que nao precisa de explica-
gdes para se fazer entender 1
Heu querido filho, at aqui tens crescido
sob s minhas vistas, tens vivido no meio das
minhas caricias; teu corago senta somente o
contado do meu, e para ti o meu amor era mui-
to suficiente ; eras a fraqueza e eu a solicitu-
de ; eras o soflrimento e eu a dedicago; eras a
innocencia, e, para l'a conservar, o meu amor
noite e dia velava com todo o cuidado juntp ao
teu corago. E agora vaes partir, meu filho ; lon-
ge de tua me quem por ti se inquietar ? qnem
velar por ti ? quem, como tua me, le ser ter-
na o dedicada ? Se longe de mira nao encontra-
res urna maternidade, que me substita, o que
ser de ti ? Oh 1 se eu soubesse que em qual-
quer parte, l nessas regiet para onde segues
em busca da sciencia, existe um corago como
o meu, capaz pelo menos de copiar de mira al-
guma porgo das minhas ternuras e dedicago,
para derrama-la sobre ti, aioda que fosse no
fim do mundo ira encootra-lo ; porque, meu
filho eu orejo na dogura do teu sorrir; eu o
adevinho as palpitages do leu corago, eu o
aioto as commogdes da minha e da tua vida, eo
o comprehendo na belleza que so dilata de la
alma, refleclindo-se sobre o tou semblante : nao,
nao ha mais que urna me, que me possa
substituir, e longe do lar, assim como nel-
le nao ha seno um amor que te possa bem
educar.
Assim murmura o corago de ama me que
est prestes deixar seu filho pan confia-lo
mos eatraohas. Oh a me tem razo : para
completar a obra por ella encelada, mister
um outro amor coAo o seu, ou pelo menos que
o imite o mais possivel.
Porm onde encontrar o m amor assim? Onde
essas fonles vivas e perennes, de que rebentam
ondas de amor puro e fecundo como o amor
das mes ? O que quer, o que deseja a me para
completar a obra prima comegada sobre os
seus joelhos sem controversia o qoe ha de
mais bello, e ao mesmo tempo o que ha de
maia puro e de mais raro aobre a trra; e
eis porque n'um sentido rigorosonunca esse
sonho de nossas mes chega de todo realisar-
e: quando encontrara o que a Providencia tem
creado de melhor na humanidade para corres-
ponder ao voto dos seus corages, ainda assim
nao julgam ter encontrado aquillo com que tan-
to sonharam. Como, pois, substituir o corago
de urna me ausente ? *
As mes scham fcilmente na attracclo natu-
ral da sua vida o que lhes bastante para esse
longo, e muitas vezes doloroso ministerio de
educar o filho: o mesmo, porm, nao acontece
com aquelle que assume, com todss as snas res-
ponsabilidades, ao ministerio de educar meninos
que nao sao teas filhos, meninos par o quaei
nao sentem a inclinago natural, a sjmpslhia
3u ven do sangue. Nao se trata neste pooto
e bascar encantadoras illoset, e nem fra do
lar domestico, (ora do gremio da familia, essas
attractivos naturaes, essas ioimitaveis felicidades
qoe s se encontrara na familia e no lar: basta
somente depara r-se com o que mais,se lhe ap-
proxiroe, com o que melhor reproduza na edu-
cagoa imagem seductora, e sobretudo a effi-
cacidade fecurrda.
Fra da dedicago inspirada directamente pelo
amor de Jeaus-Chrislo, por mais que Ou procure
alguma cousa que n elucagSo dos filhos
alheios, possa semelhar-te ao i leal da pater-
nidade e d malernidade, urna j nd enenafs
qne nao sirva de dolorosa decep^ao aos paes e
s mes. E, altendei bem, nao supponho o que
ha de peior oa humanidade no ponto de vista da
educago, islo meninospastando de repen-
te dos bragos do amor para as mos do egos-
mo, de um lar de innocencia e de virtudes para
um larde corrupgdea e de virios. Supponho ho-
mem lo honestos e dedicados quaoto possi-
vel s-lo ; mas que. inspirados pela razo e pela
natureza, nao vao buscar no amor de Chrislo o
segredo divino que ensina reproduzir a pater-
nidade e a maternidade humanas na educago
dos meninos.
O que pode invocar em seu soccojro o homem
honesto, que loma sobre si o ministerio de edu-
car o filho alheio. a razo do dever. Esse
homem, aceitando ama obrgigo que deseja
preencher, e responsabilidades que daseja sa-
tisfazer, pode dizer:
Fiz um contrato ; proraelti dedicar-me fe-
licdade deste menioo; promelli educa-lo bem,
e fazer delle um bomem completo. E porque
a roinha razo me diz que amar a primeira
condigo para bem educar, eu o amarei ; assim
o quero, assim o teoho sinceramente resolvido;
quero ama-lo como um pae pode amar, mes-
mo como ple amar urna me: o que nelles
urna inclinago da natureza, urna iospirago
do corago, em miro ser urna prescripgo da
justiga, urna inspiraco do dever.
E' o que ple dizer o instituidor ou preceptor
honesto. Mas quem de entre vos, senhores, que
conhega um pouco os homens, e se d aotraba-
Iho de enlregar-se si mesmo, poder persuadir-
se de que essa conviego do homem honesto
sufciente em ludo e por tudo para satiafago de
urna misto- sem egual ? Como crer que s se-
melhante idea do dever, luminosa na realidade,
mas luminosa dessa luz vacillante das estrellas,
ser bastante para preencher as inspirages do
corago o as influencias do amor ?
Oh para que a alma seja fecunda, para que
ella produza e dilate a vida, cumpre se dispa de
toda a frieza, e que nella circule urna tempera-
tura calida : pois que lei universal da creaco
queso o calor pode fecundar, que s elle quero
faz germinar, florescer e fructificar. Essa lei
que dirige a natureza material, nao menos ap-
plicavel natureza moral : o corago e a alma,
o sentimento e a reflexo se unem em nos para
altestarem que a idea abstracta do dever insuf-
ficiente para substituir o calor fecundo do amor.
Na verdade vo-lo digo todo aquelle que nao quer
uUrapassar o circulo marcado pelo direito, que
nao inesperado mais do que pela justiga, nao
possue tudo quanto preciso para fazer as vezes
de urna me: pode ser um excellente homem,
mas nao um excellente instituidor.
O que poder, pois, substituir o amor de urna
me ? Ser a razo do interesse bem entendi-
do ?Supponhamos o homem que quer fazer a
sua carrea, e mesmo a sua fortuna por meio da
educago dos meninos : eis o raciocinio que elle
faz pouco mais ou menos : c Perencher bem as
minhas fuocgdes o melhor partido que posso to-
mar, sob todas as relsgoes. O meu interesse com-
bina com o amor dos paes,e se accommoda per-
feitamente felicdade dos meninos ; pois que
educa-los bem o melhor meio de enriquecer:
assim, pois o meu interesse bem entendido exige
o mais perfeito cumprimento das minhas fuoc-
ges .
Ora, perganto eu ao vosso bom senso ain-
da o mais vulgar quem se deixar levar por
essa magia to pouco seductora do interesse bem
entendido ? Como possivel que do egosmo
nasga a dedicago? O que poder fazer, para
preencher o amor materno, o interesse bem en-
tendido do mercenario ainds qne tenha as me-
Ihores iotenges ? O que esperar, na formago
da alma e do corago do menino, de urna educa-
go por cinco francos diarios ? Dirroe-heis :
E' do interesse e do proveito do instituidor edu-
car bem o menino confiado aos seas desvelos : e
o que ha no mundo que o homem atienda com
mais cuidado e perseveranga do que ao seu pro-
prio interesse e proveito ? Oh I mis vos es-
queceis que ha na formago do bomem mil cou-
sas delicadas, intimas, profundas, iodefioiveis,
que o amor comprehendo pelo instincto, e que
o interesse, ainda o mais bem avisado, nao s po-
de attingir por sua aego. como tambem nao nao
pode penetrar com o seu pensamenlo.
Alm disto, como j vimos, preciso que o
menino saiba que o amam : pois tambem sob
essa condigo que elle pode amar : e nunca o in-
teresse, por mais que faca, substituir-lhe-ha no
coraco a realidade da affeigo. Que importa ao
menioo a fortuna daquelle que o educa ? Que
importa ese ente to leroo, to delicado e sen-
sivel o cumprimento, bem que muito regular e
exacto, das funcedes de um ministerio assalaria-
do 1 O que preciso para fecundar a sua vida
o amor sincero, o amor que se d gratuita-
mente, e que elle reconhece logo por suas ioi-
mitaveis dedicaces. Nuoca, senhores, nunca o
interesse pessoal, e se bem me posso exprimir
o arremedo do egosmosubstituir para com
e menino a verdade do amor materno, e a siece-
fidade da dedicago.
O que poder, pois, substituir o amor de urna
me ? Ser a benevolencia natural ? Concedo
oeste pooto tudo o que se pode rasoavelmente
conceder. Supponha-se um homem raro e ex-
cepcional, cujo corago puro, amante e suave,
se inclina de seu motu proprio para a infancia.
A infancia naturalmente amavel ; e esse homem
naturalmente benevolente : o que lhe cusa pois
dedicar-se infancia ? Custa-lhe muito, se-
nhores, mais do que se pensa : pois que elle por
muito benevolente que seja nunca tem um corago
de me,aioda mesmo que a natureza o tenha feito
excepcional. O homem de ordinario assim :
nunca encontra naturalmente no aeu corago esses
thesouros inexgotaveis de bonlade que a educa-
go reclama.
A educago exige urna bondade, que nada
faga irritar, que por cousa alguma se canee ou
desanime. Por quantas provas os discpulos in-
doceis fazem passsr algumas vezes o melhor dos
preceptores Que digo 1 Muitas e muitas vezet
um menino nm so> bastante para ator-
mentar e martyrisar o corago mais ricode amor
de affectos, de bondade:o que ser soffrer a pe-
tulancia de tantos meninos, onde a malicia cons-
pira com a malicia para cangar e desanimar a be-
nevolencia Eu disse que as mes devem sof-
frer, e soffrer muito para educarem seus filhos :
ora, o instituidor, que toma si esse ministerio
com at fuocgdea inherentes a tornara da mater-
nidade, deve tambem soffrer : e muitas vezes a
sua dedicago infancia lhes ha de arrancar la-
grimas, que nem permittida a zoosolago da
piedade. E perguoio-vos onde eslo ai nature-
zas assas venturosas que posaam bastar para se-
melhante ministerio ? Onde est&o oa corages
que por si mesmos se inclinam ternura, fazem
sacrificios, derramam lagrimas na educago dos
meninos, que nao sao seus filhos ?
Ah I Senhores, ide do oriente ao occidente,
do sul ao norte, percorrei todos os graos da hie-
rarchia social, todos os pontos extremos da hu-
manidade, amo-vos que, salvos mui raros pro-
digios que se nao devem levar em coota, em par-
te alguma encobrareis corages capazes de subs-
tituir o corago de um pae, e sobre tudo de
urna me, seno no christianismo ; e assim mes-
mo no christianismo o msis puro, que os trans-
forme pelo amor de Jess Chrislo ; poissraeole
nessa transformago podero elles deparar com
a dedicago nica aufficiente para ajuda-lba
no complomento da edugo dos vossos filhos,
nica tambem que fax que elles imitem e copien
fielmente o vosso corago.
Notae, porm, que a honra especial, que neste
eu sssumpto atlribuo ao preceptor ou institui-
dor profundamente christo, de ninguem privi-
legio.
O christianismo nio .propriedade de pessoa
alguma, visto que pertence i todos. Digo s que
mais chritto aquelle que mais capaz para
educar.
Tamben nio exijo de todos aquillo que nem de
todos egualmeote Deas exigiu: mas, procurando
o melhor e o mais perfeito oa ordesa dus eousss,
nio vos sorprenda que aqui vos ancesente o
que de mais elevada existe creado por Wus para
a educago dos vossos fllhbs : se a humanidade
vos poder apresentar um ideal mais bello realisa-
do sobre a Ierra, segui-o, ninguam vos impede
pois que sois lirres.
Para attingir ao ideal da paternidade e da ma-
ternidade oa educago, o calholicismo de uma
efljeacidade rerdadeiramente iocoraparrrel: de-
posita ao corago daquelles quem prepara para
esse miai.-terio, the3ouros taea de ternura huma-
na e de affeigo divina, coaduoa ali com to per-
feila harmona o humano e o divino, que forma
com esses dous elementos o amor o mais digno
de succeder ao amor paierno e materno : amor
forte como o amor de um pae ; amor terno como
o amor de uma me.
Attim como Deua destribue s plantas da trra
certa quanlidade de seiva, que aa faz brotar e
florescer, sasim tambem deposita no homem cer-
ta quanlidade de affeiges para ser com a vida do
seu corago a seiva fecunda da sua alma. Algu-
mas dpssaa affeiges se enesminham ao seu fim
natural por veredas que a Providencia lhes lem
aberto.
O pae a a me, os irmos e as raraas, cada um
traz em si a sua parle desse rico thesouro. Ao
mesmo tempo Deus permiti a liberdade de es-
colher-se oulras veredas por onde se esteodam
etsas affeiges. Tal superabundancia do corago
pode derramar-se sobre um caminho de prazeres,
ou aobre um caminho de dedicaces, porm, pro-
vena o desespero daquelles que, deixandoo seu
amor correr ao sopro dos prazeres e inclinagoes
mundanas, senlem bem depressa o seu corago
anar-sequal fonte exhaarida de onde nao po-
de mais brotar a affeigo. Estes sao indignos de
locar o corago dos vossos filhos ; porque nao lhes
podem dispensar uma s partcula dessa ternura
virginal e maternal, que deve ser o seu mais fe-
cundo, o aeu mais doce orvalho.
Supponhamos, porm, um homem que as ale-
gras d ierra nada lepha perdido desse thesouro
do cu ; sem nunca senlar-sp ao banquete dos
prazeres terrestres, sem partilhar mesmo dos
prazeres domsticos, esse bomem tenha apurado
iodo o seu amor em celestes inspirages, e o seu
corago, tocheio de affeigo como devirludes.se
ache voliadd sempre para o lado do cu, como
um vaso de suaves perfumes posto sobre um
altar.
Felizes ento dos meninos, quem Deus con-
duzir para junto desse corago e que lenham ne-
cessidade de uma affeigo que se d sem outra
ambigo que a de fazer bem Elles enconlraro
ali ternuras que Ibes revelaro, mesmo distante
de suas mes, que ha anda para elles uma mater-
nidade !
Quera fazer-vos uma supposigo, e a realida-
de sahiu dos meus labios. Esses homens e essas
mulheres que nos corages guardam para os vos-
sos filhos thesouros de uma ternura maternal
existem, e s a egreja capaz de produzi-los
sempre e por toda a parle com uma fecundidado
que nunca acaba.
Has, tudo o que humano toca de alguma for-
ma s fraquezas do bomem, e como elle fall
vel. Ha um amor que derriba, cumpre que haja
outro amor que construa : ha um amor que ludo
perde, cumpre que haja outro amor que ludo sal-
ve ; e para achar essa garants salutar mister
que o divino se coadune com o humano; mis-
ter que a saotidade de Deus desea para transfor-
mar esse amor do hornero. Eis aqui o milagre
que o christianismo produz no corago daquelle
que nelle er, que o aceita perfeito o verda-
deiro.
O christianismo transfigura tanto o mestre aos
olhos do discipulo, e este aos olhos daquelle,
consagra to divinamente o amor do prmeiro no
corago do segundo, e o amor do segundo no co-
rago do prmeiro, que ambos chegam amar-se
mutuamente com uma ternura humana e com
uma pureza divina.
Perguntar-me-heis: como e onde se completa
semelhante transformago que torna santo aquil-
lo que apeoaa era bom, que faz divino aquillo
que era apenas humano? E ser preciso que eu
vo-lo diga ? Essa transformago se opera no cen-
tro riro do christianismo, centro divino em que
se completa toda a grande transformago do co-
rago humano no sagrado corago de Jess Chris-
lo 1 Foco divino em que todo o amor do homem
se apura, se eleva, e se dirioisa tambem Sim,
lodo aquelle que para ali se volt*, tambem ali
encontra um amor que lhe absorre qualquer ou-
tro amor; e que, trausformando-o completamen-
te, seus propriosolhos, transfigura, e com mais
forga altrahe para si o meuioo, em quem sua f
faz descubrir a imagem de Jess Chrislo !
Eu, pode dizor o instituidor quem o chris-
tianismo lem completamente transformado, eu,
sagrado no corago de Jess Cbristo para esse sa-
cerdocio maternal, amo todos os meninos,
quem ama tambem esse divino corago!.. O'
me Io menino que trouxestes em vossos bragos
parece-me que era si traz estampada a imagem
de Jess Christo : quando o rejo dirigir-se para
mira, tolo o amor que sioto no corago por meu
divino meslre recahe sobre elle: ainda nao o li-
aba risto e j o amara, e agora que o vejo,
amo-o ainda mais ; arao-o como uma apparico
de Jess Christo, porque pelos seus labios creio
vero meu Deus sorrindo-se para mim I E em
quanto essa graga da innocencia, que reluz sobre
a sua fronte, me desperta no corago a attracgo
de uma sympathia humana, essa iransfigurago
faz com que eu o ame com um amor superior e
todo divino: porisso que o visivel e o invisivel,
o humano e o divino me arrasiam para elle pela
forga de duas allracges, que formero ama s,
qual cedo tanto mais voluntariamente quanto me
altrahe ella para Deus, attrahindo-me para esse
menino. >
O qne mais eleva e completa esse ideal da ma-
ternidade vem ser que Deus amado no me-
nino o Deus do sacrificio, o proprio sacrifi-
cio : aquelle que tocndoos nossos cora o seu co-
rago ahi accende a mais maternal de todas as
paixes a paixo das dedieges perpetuas e
dos sacrificios quotidianos Paixo admirare],
que mais nos approxima do ideal dessa materni-
dade, que vos pinlei ainda no anno passado, fa-
zendo da nossa fraqueza ama forga, di nossa dor
uma felicdade, de todos os nossos sacrificios uma
fecundidade !
Assim, pois, essa maternidade da alma e do co-
rago, divioa e humana ao mesmo tempo, possue
tudo o que necessario para substituir junto dos
meninos a maternidade do sangue : pois que,
como ella tambem toda a bondade, sorri e se
atnigH, consola e perdda : como ella a propria
solicitude, que vela, que v, que escuta, que re-
ceia tudo o que pode vir profanar Jesus-Cbristo
no coraco do menino : como ella a dedica-
go, que se apraz com os soflrimentos, porquanto
sabe que, para produzir, o soflrimento fecundo,
e que nunca o menino pode ganbar tanto como
quando ella, qual me solicita, derrama algumas
lagrimea aos ps do Cbristo: como ella Analmen-
te, casta e santa as suas affeiges, possuindo
mais forga que fraqueza, suave como o amor,
austero como o dever tendo a pureza do cu
e todaa as ternuras da trra I
Tal senhores, o amor que Deus creou no co-
rago do bomem expressamenle para poder elle
educar oa filhos^ alheios: tal esse amor com a
aua verdadeira physionomia, com o seu iocompt-
ravel poder : tal no seio do christianismo, sa-
hindo transfigurado do corago de Jess Christo !
Paea e mes, estou bem cerio que vos o compre-
hendeis, que o vosso corago nao o detpreza,
quaasquer que sejam as prevengea do vosso es-
pirito. E quando a Providencia pormitte que en-
contris ao vosso caminho essa malernidade nas-
cida de Jesus-Christo, nica que digna de suc-
ceder vossa, nao podis deixar de reconhece-la
e exclamar : Ei-la Vosso corago faz-lbe um
aeolhimeoto sympathico, porque comprehendeis e
sents que nella ha ternuras que combinara com
as vossas ternuras, dediesgoos que imitara as vos-
sas dedicages ; e melhor ainda que vos o sen-
tem vossos filhos: porquanto Deus lhes dea o
tacto e a infallibilidade do corago para o pode-
rem discernir. No collegio, bem como no lar do-
mestico, ha o quer que seja, por onde elles reco-
nbecem o amor que Deas creou para educa-los,
e faze-lot felizes apeifeigoando aeu ser.
(Confirmar-ie-no.)
mu,- ttp. di m. r. di fama, -ism,


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