Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09285


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Full Text

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*mmmm*wuM.
Ptr tres mezes tdiaa lados
Por tres mczes vencidos
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SBBAD8 II DE MAIO BE IIC1
Poraiiwadiaitadol9S000
Parle franca para subscriptor.
All
NCARRBGADOS DA BBSCRIPCAO DO NOBTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
ti as Ribeiro Guimares ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAK11UAS UUS CUKKeUU.
Olinda todos oa dias as 9 1/1 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-reiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flore, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlohaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correioa parlem as 10 horas da manhaa
ErHEMEBIDES DO HEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas U minutos da
tarde.
9 La ora ss 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto ereacente a 1 hora e 48 mioutos da
tarde.
24 La eheia as 3 horas 46 minutos da man.
31 Qnarto ming. as 8 horas e 6 mioutos da man.
PREAMAB DE HOJE.
Primeiro as 6 horas a 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. S. Joo anteporta m latinara.
7 Ter^a. 8. Estanislao b. m.; S. Fiarlo m.
8 Quarta. Apparieo de S. Miguel archanjo.
9 Quinta, tg, Asseoco do Senhor ; S. Gregorio,
10 Sexta. 8. Antonioo are. de Florenca.
11 Sabbado. S. Anulacio ro. ; S. Fabio m.
11 Domingo. S. Joanna princesa r.;S.Pancraeio
jAUUlbftM.Aa uua IKlttUNAha 1>A UAFllAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaca o: tercas, quintas sabbadoa aa 10 horas.
[Pazeoda: tercas, quintase sabbadoa as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tergas e sextas as 10 horas.
(Primeira rara do cirel: tercas extaso meio
dia.
Segunda rara do cirel: quartas a sabbados 1
hora da tarde:
ENCABREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO SU1-
Alagoas, o Sr. Claudino Faleio Dias Baha
Sr. Jos Martina Aires; Rio 4U Janeiro, o Sr'
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria,na sus lirraria praca da Independencia ns
6 o 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 7 de maio de 1861.
Officio ao Eim. Sr. presidente do Cear.An-
nuindo ao que V. Exc. solicitou era officio de 20
de abril ultimo, sob n. 14, acaba de autorisar o
inspector da theaouraria proriocial a mandar in-
demnisar a tbesooraria de reodas dessa provin-
cia da qutntiade 24J que pagou pelo curativo do
soldado de polica Jos Domingues Goncalves,
que rindo de Ouricury era companhla do Dr. Lu-
cena, Dcou doenle na cidade do Ico. O que par-
ticipo V. Exc. em resposta ao citado officio.
Dito ao JBxm. Sr. presidente da Parahyba.
Passo s mos de V. Exc. para seu couhecimento
o termo de encaixotamenlos dos arligos entregues
ao alteres Hermenegildo Gomes do Castro e Mel-
lo, com destino ao corpo de guarnigo dessa pro-
vincia.
Dito ao coronel commaodante das armas.
Para poder resolver acerca da pretenjao do 2
cadete Io sargento do 4" batalhao de artilharia a
p Tudede Andrade Gomes, a que se refere oof-
1icio de V. S. de 4 do correte, sob n. 646, faz-
se mister que V. S. me declare o lempo que falta
ao referido cadete para concluir o seu engaja-
monto no servico do exercito.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Em
vista do que.informa V. S. em seu officio de hon-
tem datado, sob n. 13I, o autoriso a admittir na
companhiadeaprendizes artiQces desse arsenal o
menor orpho Francisco Prisciliano de Souza, de
que trta Francisco de Paula Souza I.eo no re-
querimenio que motivou a citada informarlo.
Dito, ao mesmo.Em vista do que pondera V.
S. em seu officio de 2 do crrante, sob n. 126, o
autoriso a contratar novamente, mediante as
rnesmas condicoes do contrato (iodo, os servicos
de engenheiro mechanico desse arsenal Charlea
filarie Colsoul, ficaodo, porm, o referido contra-
to dependente de approva;ao do governo impe-
rial.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.
ara seu conhecimeuto e execucao na parte que
lie toes o aviso do ministerio da marinha de 20
de abril ultimo, declarando que teodo-se de pro-
ceder um exame sobre as boias collocadas na
barra do rio Mossor, na provincia do Rio Gran-
de do Norte, devem ser feilos por esse arsenal
quaesquer concertos de que precisarem as refe-
ridas boias que para esse flm forem para aqui
conduzidas, sendo depois entregues ao comman-
dante da"festacao naval para faze-las voltar a seu
destino. I
Dito ao mesmo.Mande V. S recolher a esse
arsenal, substituiodo-o por oulro, o africano li-
ria que se acba ao servico do cotlegio das or-
phas.
Dito ao commandante superior do Rio Formo-
so Ao seu officio de 6 do mez,passado respon-
do dizendo-ibe que pode V. S. expender suas or-
den para que os batalhdes da guarda nacional
sob seu commaodo superior facaru os seus exer-
cicios e revistas.
Dito ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Estando nos termos legaes os inclusos documen-
tos, mande V. S. pagar a Simplicio Jos de Mel-
lo, conforme requisitou o commandante superior
da comarca do Brejo em officio de 6 de fevereiro
ultimo, os rencimento8 dos guardas nacionaes
destacados na villa de Cimbn s, durante o mez de
Janeiro deste armo.
Mandou-se tambem pagar ao mesmo senhor a
importancia dos vencimentos dos guardas nacio-
naes destacados na villa de Peaqueira relativos
ao mez de norembro ultimo.
A Andrade & Reg os vencimentos dos guar-
das nacionaes destacados em Flores nos mezes de
fevereiro e marco ltimos Communicou-se aos
commandaotes superiores respectivos.
Dito ao director das obras publicas.Tendo em
considerado qne ae acham parausadas todaa aa
obras publicas da provincia em rirlude do estado
defficiente dos cofres provinciaes, pelo que
actualmente'nao s desnecessatio, como oneroso
aos roesmos cofres o pessoal de quatro engenhei-
ros contratados ao lempo em que tinham anda-
mento as mesmss obras, resolv, nao obstante o
que pondera Vmc. em sua informacao de 4 deste
mez, dispensar os servicos do engeoheiro Tbeo-
doro Metteler Rampa, empregado nessa repart-
cao por ordem desta presidencia de 16 de eelem-
bro de 1859; o que communico a Vrnc. para que
etpeca nesle sentido as convenientes ordens.
Communicou-se thesouraria provincial.
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
requisitou o chefede policia em officio n. 357, do
Ia do correte, mande Vmc. fornecer 30 aljuei-
res de cal branca afim de serem catadas as clu-
las' do raio do norte da casa de detenco, sendo
esse servico feito pelos presos nella detidos.
Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao direetor geral interino da instruccao
publica.Derolvo V. S. o processo instaurado
por essa directora contra o professor publico de
instruyo elemontar da freguezia de Ipojuca Jos
Irino da Silva Santos, afim de ser intimada a
sentenca imposta por deliberado do conselho di-
rector, visto que do referido processo nao consta
que fosse preenchida essa formalidsde necessaria
para se poder contar o prazo dentro do qual dere
ter lugar o recurso, de que trata a ultima parte
do art. 95 da lei regulameotar da instruccao pu-
blica ; derendo o mesmo recurso ser interposto
pelo reo, por isso que um remedio estabelecido
em seu favor, e a lei nao dispe que o deva ser
concedido ex-officio.
Dito a cmara municipal do Recite.Declaro i
cmara municipal do Recite, em resposta ao seu
officio de 8 de abril ultimo, sob n. 20, que nesta
data me dirijo ao superintendente da estrada de
ferro afim de aterrar ou esgotar as aguas estag-
nadas no lugar de que trata s mesraa cmara em
seu citado officio.Officiou-se oeste sentido ao
superintendente.
Dito ao superintendente da ria terrea.Para
cumprimenlo do aviso junto por copia expedido
pelo ministerio da agricultura, commercio e obras
publicaa, em 24 de abril ultimo, sirva-se o Sr.
superintendente de informar com o qne tiver oc-
corrido acerca do incluso requerimenio de Euge-
do Duperron.
Dito ao engenheiro W. Marllneau. Informe
Vmr. com urgencia sobra o incluso requerimenio
coberto com a infoimagao em original, que me
ser devoiida, do inspector do arsenal de ma-
rinha, declarando-me precisamente a rH'-uCls
m que se acham as tres rampa ctre aquelle
arsenal e o Fort do Matto*.
Dito ao wgario da feguezia de Tejucupapo.
Com o /recer por copia do delegado da reparli-
sao i% trras publicas, com o qual me confor-
mo, salvo as duvidas por Vmc. presentidas em
fncio de 20 de fevereiro ultimo.
Portara.O presidente da provincia, tendo em
rista a informarlo do director geral interino da
instruc$ao publica de 6 do correte, sob o. 149,
esolve remorer o professor publico de instruc-
cao elementar Liberato Tiburtino de Miranda Ms-
bauba, na freguezia de Itamb, e ordena que
pela secretaria se expeca as neceasariaa eommu-
nlcacoes.Cumprio-se esta ordem.
Dita.u presidente da provincia, tomando em
consideraco o que expozo Inspector da thesou-
raeia proriocial em officio de 24 de abril ultimo,
sob n. 152, resolre, nos termos do art. 33 da lei
n. 488 de 16 de maio do anno prximo passado,
abrir um crdito supplementar na importancia de
13:7005 para occorrer no presente exercicio as
despezas de que trata o 2* art. 18 da citada lei,
visto acbar-ae esgotada a respectiva consigoaco.
Remetteu-ae copia desta portara thesouraria
provincial.
DESPACHOS DO DU 7 DK MAIO DI 1861.
Requerimentoe.
Augusto Cesar Cousseiro de Mallos.Selle e
rolle querendo.
Francisco Verissimo Bandeira.Nao tem lu-
gar o que requer, por nao estar o supplicante au-
torisado a fazer as despezas a que allude.
Francisco de Paula de Araujo Barros.Infor-
me o Sr. Dr. chefe de policia.
Francisco de Paula de Souza Leio.Ficam ex-
pedidas as conrenientes ordens para a admissio
do menor.
Padre Florencio Xavier Dias de Albuquerque.
Selle e rolle.
Ignacio Airea da Cunha Souto-Maior.Infor-
me o Sr. iospectords thesouraria provincial.
Padre Jos Lopes Dias de Carralho.Selle e
volle.
Joao Francisco Pessoa de Vasconcellos.Re-
mettido ao Sr. director geral da instruccao pu-
blica para attender ao supplicante, nos termos
de sua informacao de 6 do correle, sob, n.
143.
J-js Joaquim de Sant'Anna.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Laurenlino Jos de Miranda, major comman-
dante do esquadrao de cavallaria n. 7 de guarda
nacional do municipio do Bio Formoso. Passe
portara concedendo a licenc.a pedida.
Miguel Gomes Correa.Informe O Sr. comman-
dante do corpo de policia,
Outro.Bequeira ao seu commandante.
INTERIOR.
Parahyba.
Relatorio apresentado pelo E.vm
Sr Dr. Luiz Antonio da Silva Na
nes ao Exm, Sr sarao de Maman
guape, 1* Tice-presidente, na oc-
casio de entregar lhe a admi-
nistraba o da provincia.
(Continuaco do n 92).
CADEAS.
S merecem verdaderamente esse nome as
ds capital, de Mamanguape, de Aria, e Pombal.
as outras villas da provincia, e mesmo na im-
portante cidade de Souza, servem de priso casas
sem a necessaria seguranza, consisti jo algumas
em miseraveis qusrtoa alugsdos sem qualqoer
das condiccoes indispeosaveis a urna caaa regular
de priso.
Capital.
A cada da capital recolheu durante o anno
de 1860,317 presos, sendo274 homens 43 mulhe-
res ; dos quaes 284 livres, 33 escravos.
Existiam em 31 de dezembro ultimo 125 ho-
mens e 3 mulheres, dos quaes 124 livres e 4 es-
cravos.
Como V. Exc. sabe, foi elevada, pelo art. 6 I
da lei do ornamento vigente, n. 18 de 16 de a-
gosto ultimo, a 320 rs, a diaria para alimento
dos presos pobres, a respeilo da qual havia at
ento a miior irrgalaridade e desigualdad. Os
presos da capital, por exemplo, eram alimenta-
dos com 240 rs. diarios, e quando doentes,
com a quantia diaria, de 969 rs. Os de outras lo-
calidades tinham apenas de 160 a 200 rs. nao ha-
vendo differenc,quanto ao estado de saude em
que se achsssem.
Tendu dedarcumprimento lei, era indispen-
savel designar o numero mximo de presos que
serio alimentados custa dos cofres pblicos,
aQrj> de evitar quanlo fosse possivel o abuso e ar-
bitrio que poderiam originar grandes despezas,
para as quaes infelizmente nao se acha habilita-
da a provincia.
Todava logo depois de feita essa designacio, e
expedidas as ordeos necessarias, conheci de
quanta difficuldade era susceptivel a sua rigorosa
execucao, a comecar pela cada da capital, onde
sempre crescido o numero de presos, que em
grande parte sao remeltidos dos difterentes pon-
tos da provincia.
Ao mesmo lempo, o contrato existente e feito
para alimeotacao dos presos pobres da capital era'
pela j referida quantia de 420 rs. diarios, quan-
do saos, e 960 rs. quando doentes.
Apezar de lio grande despeza os presos recla-
maran! contra a qualidade e quaotidade do ali-
mento.
Chamei para isso a atten^ao e vigilancia do
digno chefe de policia. Dos ptimos e importan-
tea resultados colhidos dos seus exforcos e nuos
de que acertadamente lancou mao, faz elle men-
;ao da maneira aeguinte :
< No intuito de obviar taes ioconrenientes, to-
mei a deliberaco de V. Exc, de fazer por esta
reparticao o foroecimeoto da comida dos presos.
Athoje tenhotidosomente motiros de com-
prazer-me na adopeo desta medida, cujas resul-
tados tem correspondido plenamente as minbas
ristas.
Com effeito, pelo medo como a respeilo se
proceda outr'ora, cada preso, em estado de sau-
de era alimentado com vveres no valor de 420
rs. e enfermo, no de 960 rs. por dia. Hoje, quer
doentes quer sadio, cada preso sustentado com
a diaria do 204 rs. Ora, de 130 presos, que sao
actualmente alimentadoa pela policia, dez (ter-
mo medio ) so enfermos : com todos elles por
tanto despende-ae a quantia de 269520 ri. por
dia.
t Pelo antigo fornecedor seria 120 presos sa-
dos, a 320 rs. 509400 rs. 10 presos doentes, a
........9j600rs.
960
total........ 608000 rs. diarios,
E' notivel a differenca entre 60$000 rs. que
seriam precisos pelo antigo systema, e 36520 rs
hoje, para suslento diario dos presos da cadea.
Esta diTerenga igual a 339480 ra. diarios, urna
economa bastante consideravel para o cofre da
proviocia ; ella exede de um cont de ris por
mez, edell:00OS0Or~- por anno.
c Aa '" terca da alimeotacao cessaram
-ciramenle .
A vista do que se passra ns cada da capital
e dos mingoados recursos da provincia, resolv
tornar extensiva a toda ella a economa que nes-
le ramo de servico se fazia na capital, igualando
a 240 rs. a diana dos presos pobres em toda a
proviocia ( malor do que na capital, onde a ali-
meotacao, Lem regulada e administrada nao ex-
cede de 204 rs. por cada um ), revogando as or-
dens expedidas a respeilo do mximo fatal que
lloha aido designado, recommandando que s fos-
aem alimentados a costa dos cofres os que real-
mente nao livessem meios para a sua custa o fa-
zerem, e remetiendo is diversas autoridades as
tabellas e demonstrarles relatiras porque com
to diminuta diaria eram bem e aufficiente-
meote alimentados oa capital os preso pobres.
Creio que a medid ter produzido os meamos
boas resultados que oa capitel, por isso que nio
chegou ate agora urna s reclamacao este res-
peilo.
Apezar de ora, nio offerece a esdeia desta
cidade i necessaria seguranza, nem as precisas
condi(5es hygienicas ; nem seria fadl remediar
esses defeitos. Entretanto ella susceptivel de
algum melhoramento, podendo por exemplo ser
substituidas por portes feitos de grades de ferro
as portas de madeira das prisdes. Tornar-ae-hiam
assim estas tnaia arejadas, teriam maia luz, e fi-
cariam mais seguras, por isso que as sentinellas
e o carcereiro poderiam qualquer hora e a todo
o instante inspeccionar, mesmo de fra das gra-
des, todo o interior das prisoes, e observar os
movimentos e occupaQes dos presos.
Em quanto nao se fazism easas obras, alias
urgentes, mandei reforjar com chapas de ferro
as portas de duas das prisdes, afim de serem
nellas recolhidos os presos mais perigosos, ser-
vico que j se acha feito.
No decurso do aono flzeram-se diversos con-
certos e reparacoes, os quaes constara de docu-
mentos e participares que sero presentes i V.
Exc.
Aria.
Enlraram na eadeia dessa cidade no decurso
do anno passado 397 presos, sendo 325 homens e
72 mulheres. 393 lirres, e4oscraros. Existiam
em 31 de dezembro ultimo tres presos homens,
livres.
Sendo oecessaro fazerem-se sesee edificio al-
gumas obras, como enfermara, sala para o cor-
po da guarda, ladrilhos etc. sulorisei o Dr. juiz
de direito respectivo i mandar proceder ellas,
ordenando que se pozesse desde j i sua dispo-
sc.ao a melade da quantia que julgo sufficiente
para o complemento das referidas obras. De-
vem ellas subir pouco mais de 400,000 rs.
Pombal.
Foi de 129 o numero de presos recolhidos
eadeia dessa villa, sem contar os desertores e os
retratos.
Acharam-se presos em 31 de dezembro 46
reos, dos quaes 24 j sentenciados, 16 pronun-
ciados, e os outros sement indiciados.
Os concertos a que ltimamente mandei pro-
ceder nesse edificio, nao est* anda concluidos :
falta o portao de ferro que dere ser assentado na
entrada geral.
Pode comportar 80 presos.
Mamanguapt.
Acha so concluida a obra da cideia, toios-
tant-mente reclamada pela grande populacho, e
progressivo commercio dessa cidade, os quaes
trazem grandes reunios, com as conseqnencias
que geralmente produzem ellas, provocando toda
a vigilancia da policia, para a garanta da ordem
e seguranca publica.
O andar terreo do edificio consta de trea salas
ou quartos, o andar superior serr para a reuniao
do jury, sesses da cmara municipal e audiencias
dos julzes e autoridades policiaes.
Pifar.
Em toda a comarca deste nome nao ha urna ea-
deia soffrivel.
as villas do Pilar e Pedras de Fogo nem mes-
mo ha casa com esse nome e que saja susceptivel
de qualquer melhoramento. Um quarto que exis-
tia no Pilar est em ruinas. Em quanto nio se
pode providenciar mais convenientemente orde-
nei que se orcassem as obras e concertos neces-
aaiios afim de servir de prisio o andar terreo da
casa da cmara.
Inga;
A pequea casa que serve de priso no Ing,
alm de nao offerecer a menor seguranca, nem
ter as necessarias condicoes hygienicas, apenas
pode comportar de seis oito presos, sem sepa-
racSo nem distincc.5o alguma.
Campia.
Quasi arruinado se acha tambem o edificio qua
serr de prisio, e que pode apenas comportar
muito mal accommndados o sem seguranza al-
guma 10 14 homens, e 8 10 mulheres. Exige
proraptos reparos, para que possa continuar
prestar servico.
Bananeirae.
Na cmara deste nome s existe (na villa de
Bananeiras) urna casa pouco segura e com pouca
capacidade, que serr de priso.
S. Joao.
Tambem nada ha que mereca o nome de pri-
sio. O edificio que nesta villa serve de eadeia
est em ruinas, exislindo presos 8 ho mens, do
quaes 2 condemnados, 5 pronunciados, e 1 em
processo.
Pafoj.
A esforcos do digno juiz de direito da comarca
e dirigida por elle foi urna subscripcio promovi-
da entre os priocipaes habitantes do termo para
se dar comeco construccio de um edificio que,
serviodo para os trabalhos do jury, tiresse tam-
bem a capacidade neceasaria para a delencSo de
criminosos.
Subi a subscripcio quantia de 2:233gOOO
parte dos quaes foram ja em pregados na ac-
quisico de materias. Para nio perde-los, con-
tractou o mesmo Dr. juiz de direito por 2-2O0$O00
era empreitada a referida construccio, por
ires prestacoes, aujeito o contracto approvacao
do governo. J lh' a dei; e exped s ordens ne-
cessarias para ser paga desde j primeira pres-
tado, dando-se logo comeco obra, e envian-
do aquelle magistrado presidencia para ser re-
meltido ao thesouro provincial o referido con
tracto
Souza.
Nem nesta cidade nem na villa do Pianc per-
tencente mesraa comarca existe eadeia, pro viu-
do d'isso os inconvenientes que de semelbante
falta derem necessariamente resultar.
Sendo entretanto urgente tratar quanto antea
disso, officiei ao juiz de direito respectivo, ao
delegado de policia e cmara municipal para-
do cqmmum aecordo promover-se urna aubs-
cripcao entre os moradores de Souta, afim deae
comecar a construccio de urna eadeia nessa ci-
dade, procedendo-se desde logo ao competente
orea ment.
Cootava eu, desde que chegassem s minhaa
mos esses dados, auxiliar pelo thesouro provin-
cial essa edificajao, que considero de muita ne-
cessidade.
V. Exc. deliberar como emsua aab'edoria en-
tender mais acertado.
AGBICULTRA E INDUSTRIA.
A cultura da canna de assucar, a do algodio
e acriacio do gado em 'seus direreuit moui
canstituem as principaes industrias da provincia,
e a ..... i. .... roiuja> cullivam-se tambem
em pequea escola, e quasi que s para coosu-
porle, qne o seu prsducto na praca chega ape-
nas para pagar esse transporte I Nada pode ha-
ver mais desanimadjr I
Quanlo a _mira, nio somonte a existencia de
pessimas ras de rommunicaco, que para isso
concorre. Sendo illas ms, como sao, torna-se o
transporte dos productos anda maia difllcil pela
ralla sensivel de animaos de carga, pela degene-
rarlo da ra$a cavillar. Sio estes animaes carls-
simos, enfezandts, e fracos. Cooverio muito a
introdcelo de. oovos individuos de boa raga,
que trnoxassem pelo cruumento o melhoramen-
to das existentes.
A falta d'agua em sertes quasi permanente-
mente e stenlizados pela secca outra causa de
atrazo ; esse mal porem vai-se lentamente reme-
diando com a construccio de acudes pblicos e
particulares, os quaes tem sido immenso recurso
agricultura e criago do gsdo.
Apezar de todos esses embaracos, e apezar de
ser muito lento o progreaso da agricultura, en-
tretanto ionegavel que esse progresso existe,
posto que nio acompanhando talvezem sua mar-
cha o rpido morimento parallelo de outras pro-
vincias do imperio.
Pelas diligencias e esforcos de um dos digno?
ex-presidentes pde-se conhecer que em 185$
existiam nos difiranles municipios da provincia
165 engenhos de assucar, nao so podendo oble:
o calculo (nem mesmo aproximado) do seu pro-
ducto, nem do numero de bracos embregados.
Apezar dos esforcos que tambem empreguei
nao me foi possivel obler dados completos a esse
respeilo ; entretanto os que colhi bastam para
demonstrar o progresso que vai fazeodo a pro-
viocia apezar dos embaracos de todo o geaero
com que lula o agricultor,
Conat officialmente a existencia hoje de 214
engenhos de assucar, sendo que esse numero
ainda nao representa a exactidao, por isso que
acerca dos municipios da capital, Alhandra.Ala-
goa Nova, Bananeiras e Independencia, nio en-
contrei por parte das autoridades a mesma boa
vontade que, em ministrar-me ss informaces
exigidas, reconheci as dos dermis municipios.
Domappa aaoexo n. 16 conhecer V. Exc. o
estado era que se acham nos difterentes munici-
pios os diversos ramos de industria, numero de
engenhos, e outros estabelecimsnlos existentes,
pontea, estradas, melhoramentcs indispensareis ;
comparado ludo com os dados officiaes do aue
em 1855. H
Nao explorada na provincia a industria de
mineraclo, nao por falta de minas, que se sup-
poe exislirem abundantes e ricas ; mas pela falta
absoluta dos meios proprios para essas exelo-
ragoes.
Em Souza e Cabaceiras ha immensa quaotida-
de de pedras ferrenhas que indicara grande ri-
queza e abundancia do respecliro metal; e diz-
36 que o naturalista Brunel, quando em commis-
sao no interior da provincia, descobrio varias ou-
tras minas, entre as quaes urna de ouro perto da
actual villa do Texeira.
Nao exialem salinas. Fui entretanto informado
que no municipio do Cabaceiras, no tempo secco
ha lugares em que as aguaa apresentam to gran-
de quantidsde de aal, que com pouco trabalho se
fabrica essa substancia.
A industria fibril quasi nulla ; e limita-se
poucas e insignificantes ofilcinas de marcioelro,
ferreiro, oleiro, chapelleiro. padeiro, funileiro, e
de redes na Bahia da Traigio, termo de Maman-
guape, calculando-se aproximadamente em vinle
contos de reis annuaes o producto dessa ultima
industria.
COMMERCIO E NAVEGADO.
A restriccio que soffreu nos tres ltimos an-
nos em quasi todos os portos do imperio o com-
mercio de importacio, que ia marchando com
passos agigantados e sem guardar sempre a
cessaria medida, em rlacjio exportsio tere
tambem lugar nesta provincia. O valor official
do commercio de importacio no exercicio de 1859
1860, compreheodendo tanto o directo como o
de cibotagem foi de ... 1,597:8959386
quando no exercicio de 1858
1859 tora de......1,861:192S730
o no de 1857 a 1858 de 1,717:7799563
Pelo contrario lem felizmente augmentado a
exportaclo. Como j ootou o mea antecessor no
seu relatorio, nao temos na proviocia commercio
directo de importagio : sendo que mesmo a de
exportarlo nio directamente feito entre esta
praca e as estrangeiras. Os negociantes de Per-
nambuco sao os rerdadeiros exportadores dos g-
neros da Parahiba. Como quer que seja, esse
commercio avulta muito e de grande impor-
tancia.
O valor official do commercio de exportacao no
exercicio de 1859 a 1860 foi de 3,471:6699039
no de 1858 1859 de ... 3.123:9039278
no de 1857 1858 de ... ; 3,365:464&869
A exportacao ero sua mxima parle repre-
sentada pelos tres gneros : assucar, algodio,
couros da maneira seguinte nos tres exercicios :
Dr. procurador fiscal dos feilos da fazeoda, e de
um hbil empregado da thesouraria geral.
Os trabalhos di commissio hio de ser prsen-
les a V. Exc, que deliberar como for juslo.
Dero declarara V. Exc. que aguarda nacional
aa parahibs presta muito bons servicos. Sempre
a encontre prompla, sempre achei nos seus che-
fes actindade. zelo e lealdade. A justi?a manda
que eu faca especial mencao dos distioclos cora-
mandantes superiores de Ara, de Campia, de
5. Joao e de Pombal.
pro-
os servicos em
Gneros
Assucar.......
Algodio......
Couros........
1857 1858
Numero de
arrobas
684,933
188,741
25.428
Valor official
1438:7059462
1458:270*832
240:8369000
1858 1859
Numeio de
arrobas
800,976
156,150
11,438
Valor official
1634:7859775
1193:4435736
103:7623-200
1859 a 1860
Numero de
arrobas
8*1,978
227.008
18,926
Valor official
1652 7659300
I 693:453J36 i
113:6889535
Comparando no ultimo exercicio a importacio
com a exportacao, acha-se o seguinte :
1859l860pPrl8Ss.o- 3,471669*339
(Importacao. 1,597 895*386
Differenca era arorda exportacao 1,873:7739653
A oarejacio de longo curso, quer de impor-
tacao, qu;r de exportacao foi feita em 77 navios
tendo sid> feita em 72 no exercicio de 1858 a
1859, e en 71 no de 1857 1858.
A nav cos, (or eompreheodidos os vaporas}, teudu si-
do feitrem 543 no exercicio de 1858 i 1859 ; e em
450 node 1857 1858.
A mvegacio fluvial quasi nulla oesta pro-
vincia Em geral aquillo a que aqui se d o no-
me d> rio nio senooleito por onde correm ss
agussdaschuvas durante o invern. Formara
entio as grandes enchurradas rios caudalosos,
mas ds duracao ephemera : poucos das depois
das cloras desapparecerem deixando apenas si-
guas focos que mais larde rem a desapparecer
tamban. S as proximidades da foz se conser-
va aljum rolume d'agua, alimentado pela maro,
e ahi possivel a navegacao. Assim. temos o
Paraxiba que, desde a sua embocadura at esta
capit.l, na extenso de 3 leguas, navegavel por
navics de grande lotagao, e por canoas at Santa
Rita e outros pontos. Por elle se faz quasi toda
a inportaco e exportacao da provincia.
Temos o Mamanguape, navegavel por palha-
botts at quatro leguas da sua foz, navegando de
ahiem diante smente barcacas e canoas at o
porto de Mamanguape, sele leguas distante da
emlocadura. Ha ainda o Gramame, o Abiay &
que do accesso a barcacas al pequea distancia
da loz.
O porto desta cidade soffrivel, e cumpre que
seja conservado, impediodo-se as obstruccoes
resallantes de grandes enchurradas e desmorona-
meatos. Por este lado, e alm do interease que
tem o Estado na conservacio de um predio im-
portantissimo, converia cuidar-se muito seria-
mente aa fortaleza do Cabedello, cujo desmor-
namelo Irazia obstrucc.ao do ^nal que junio
no mandioca, milho, feijio, fumo, caf, carrapa-
to, e arroz. r
E' desamioador o estado em que ae acham a
agricultura e a criago do gado. A falta sensi-
rel de bracos, a falta quasi absoluta desbffriveis
vas de transporte, asseccas que tanto flasellam
esta provincia, a falta de capitea para o me-
lhoramento desses ramos de Industria, a ignoran-
cia e espirito rotinelro dos agricultores, a falla
de animaes novos e da ba raca que effectuera
por meio de cruzamento a subatituicao dos exis-
tentes que se acham completamente degenerado*
sao outras tantas causee de decadencia.
Districtoa agrcolas alias ricos pola torca de-sua
regaticio veem multas ratea apodrecerem os
aeu* producto por nio poderem. falla de trans-
porta), faze-loscoaduuremao litloral ou a outros
pontos onde poderiam alcaacar bom preco I Tem
atontecido que o assucar rindo aos portos de
Mamangoapee desta capital, de pontos dialaotes,
i ebeg por tal preco com as despezas de Irans
O de Areia e Alaga Nora comprehende Io es-
quadrio de cavallaria e 3 batalhdes de infantera
do servido activo, duas secgoos de companhla da
reserva, com 2,757 guardas da activa, e 447 da
reserva.
O de Campia elnga comprehende doos bata-
lheei de iofantaria do servico activo, e ama Com-
panhia e seceo de companhia do servico da re-
aerva,com 2,037 guardas da activa, e 147 da
reserva.
de 8. Joio e Cabaceiras romprAhond* o Lu-
talhes do mamaria do servico activo, e urna'
companhia da reserva,com 3,342 guardas da
activa, e 452 da reserva.
O de Pombal e Souza comprehende 5 batalhdes
de iofantaria de servico activo, e urna companhia
e duas secces de companhia da reserva,com
3,815 guardas da activa, e 353 da reserva.
Consta, portanlo, a forca da guarda nacional da
provincia, nio contado o pessoal de um bata-
lhao, cujo mappa nio foi remettido, oem os
guardas Ao batalhao de artilharia, que se acham
matriculados na capitana do porto, de
21,725 do servico actiro, e
3,007 da reserva.
Alem do armamento da guarda nacional da ca-
pital, de Ara e de Pombal, a que se referi no
seu relatorio o meu antecessor, existe mais ar-
mada parle da guarda nacional de S. Joio -e de
Mamanguape, tendo sido remettido miis algum
armamento para Pombal, e tendo eu j ordenado
que fosse algum entregue ao commando superior
de Inga e Campia.
Existe ainda em deposito algum armamento pa-
ra fazer face a qualquer exigencia neste impr-
tame ramo de serrico.
Como V. Exc. sabe, o commando superior da
guarda nacional de Pombal e Souza, comprehen-
de duas comarcas e os municipios de Pombal,
Patos, Catle, Souza e Pianc : de urna grande
extensio ; e o commandante superior apezar de
intelligente, actiro e rigoroso lula com grandes
difficuldades para bom cumprir os seus de-
veres.
delta pasa.
O caes do Varadouro tambem oulra obra de
summi importancia para o porto. Felizmente
tendo lido consignada no orcameoto geral do im-
perio i quaolia de trila cootoa de ris para easa
obra, sandei cootinua-la, e se acha em anda-
mento sob a immediata dlrecgo e inspeccao do
capita engenheiro Domingos Jos Rodrigues.
Tambem existe no orcameoto geral do imperio
verba igual para o melhoramento do porto de
Mamanguape. J se fizeram os primeiros exa-
mes a que, com louvavel zelo e activdade se
dedicou o digno oaptteo do porto finado eapilio
de mar e guerra Francisco Vieira Leitio.
A' vista da apiniio que por elle me foi verbal-
mente expendida, officiei ao governo imperial
solicitando a vinda de um engenheiro hydraulico
que possa proceder a minuciosos e seguros exa-
mes sobre o melhoramento da mencionada barca,
que nio creio de lio fcil e prompla execucao,
como em geral se pensa.
FORCA PUBLICA.
Compe-se a forca nesta provincia, da guarda
nacional, do corpo de guarnido (Ia linha), e do
corpo policial.
Guarda nacional.
avutpicuvuuB seie uommanaos superiores nos
seguales municipios:
1" Capital e Alhandra.
Pilar e Mamanguape.
Campins elog.
Areia e Alaga Nora.
Independencia, Bananeiras e Cuit.
S. Joo e Cabaceiras.
Pombal e Souza.
mappa junio, do o. 17 demonstra a forca,
sua qualidade. e armamento.
O commando auperior da capital comprehende
4 batalhdes de iofantaria do serrico actiro, 1 de
artilharia, o Ia da reterra, com a forca de 1,282
guardas do servico activo, e 840 da reserva (nao
incluida a forca cujo mappas nio foram re-
mettidos.)
O de Pilar e Mamanguape comprehende 4 ba-
talhoes de iafsntsria do servico activo, e 1 eosa-
Paobiaa da reserva; com 5,584 guardas da activa,
e 272 da reserva.
O de independencia, Bananeiras,* Cuit, com-
prehende 4 batalhoea de iofantaria do servico
activo, e urna companhia da reserva ; com 2.388
tuarda 4a Klirt, e 383 da reserva.
2a
3a
4a
5a
6a
7a
O
Depois de o ourir e de me convencer da pro-
cedencia de suas razes, propuz ao gorerno im-
perial a creaco de um commando superior nos
municipios de Souza e Pianc, compreheodendo
um batalhao de oito companhias do serrico acti-
vo, e urna companhia avulsa da reserva, em Sou-
za ; e em Pianc um batalhao de oito companhias
e urna companhia avulsa de reserva.
Propuz tambem alieraco no commando supe-
rior da guarda nacional de Pombal, creando-se
mais um batalhao de quatro companhias do ser-
rico activo, e urna seego de companhia da reser-
va no municipio do Teixera ; e em cada um dos
municipios de Pombal e Catle, alm dos bata-
lhdes j existentes, urna aeceo de companhia da
reserva.
Com o regresso ds expedigao de linhs, qne fra
mandada pelo meu antecessor ao sertao, foi-me
possivel reduzir a 50 pravas o destacamento da
guarda nacional da capital, aubstituindo tambem
o que hara em Mamanguape, por forca de po-
lica.
Existem actualmente 126 pragas destacadas da
guarda nacional, a saber :
Na capital.......... 50
EmAra............ 24
Vm Psmpin. CaJo 10
Em S. Joao......... 11
Em Pombal......... 21
116
Total........
Serviodo 6 officiaes.
Pretenda substituir o commaodanle do desta-
camento de S. Joo, ordenando que fosse desig-
nado um official subalterno, por oo me parecer
convenante estar sob o commando de nm sim-
ples inferior.
V. Exc, porm, deliberar como entender mais
acertado.
Todos essea destscameotos. cujo fim e trabalho
principal de guaroico, sio pacos pelos cofres
geraes, na forma da lei.
Teodo apparecido no jornal Imparcial algumas
graves censuras em relaco ao primeiro batalhao
da guarda nacional da capital, e faci, a que
aiiudta o commuoieanla anonymo, eoteodi coo-
renianta syodicar dallas, afim de serem ponidos
easet. abuses, caso aa rerifieassem, oa fosse pa-
tento a injualica da aecusacao, caio feaaem calum-
niosas as ira poUcdes.
Nbmeei para essa fim orna commissio empos-
ta do commandante do corpo de guiroicio, do
Corpo de guarnicao.
Do mappa annexo conhecer V. Exc. qual o es-
tado em que se acha a forca de linha nesja
vincia, e detalhadamenle quaes
que se emprega.
O estado completo do corpo de
guarnicao de-.................... 317 pr,c
O effectiro de................. J53 K*y"*
Faltam para completar......... 54 ,
Quando tomei coota da administracio achara-
se no interior da prorincia quaai toda a forca. o
que motivara o augmento do destacamento da
guarda nacional na capital.
Sendo informado que aquella torga nio era bem,
dirigida nem produzia os bons resultados que do
seuempregoaeespraram, fi-la recolher, suba-
ne. tnuindo-a por um destacamento menor, mudadas
todas as pracas, e conserrado nicamente um dos
officiaes, que sa conduzira sempre bem no cum-
primento de seus dereres.
O regresso da torca perraittio-me reduzir a 50
pracas o destacamento da guarda nacional da ca-
pllAl.
O destacamento de linha que substituto a ex-
pedido e que tem sido commaudado pelo hbil o .
retoso capilao Jos Anselmo Rodrigues tem pres-
tado servicos relevantes e feito a captura de cri-
minosos de muita importancia pertencentes es-
ta e s provincias rslnhas.
Os militares enfermos pertencentes ao corpo sio*-
tratadoss ne respectivo hospital, edificio novo e -
que tem as necessarias proporedes. Tem-se feito
no quartel e no hospital algumas obras indispen-
saveis. *
Devo entretanto ponderar a V. Exc. que nao
vale a pena qualquer dispendio que se faca como
velho qnartel que se est arruinando cada vez
mais. Em annos anteriores, convencido o gover-
no imperial de que eram dispenJidas em pur
perda as quantias que todos os annos se empre-
gam na conservacio do arruinado quartel, consi-
gnou urna verba avultada para se dar comeco
obra de novo edificio,a qual porm nio foi dis--
pendida, por isso que se findou o exercicio finan-
ceiro respectivo aem que ae desse comeco a cons
truccao.
Tendo feito ver ao gorerno imperial a necessi-
dade de quanto antes dolar-ae a prorincia e a tor-
ca de linha nella existente de um quartel que
substituto o edificio que actualmente preenche mas
essas funcedes, determinei logo ao capitio^nge-
nheiro que organisasse os respectivos planos e
ornamentos, harmonisando aquellos com a obra
do hospital, de sorte que formasse um s com as
deridas separaces, e cociendo ao mesmo lampo
o noro quartel e as accommodacoea precisas para
o deposito de arligos bellicos. V. Exc. encontra-
r todos esses trabalhos no sea gabinete, e os en-
caminhar ou nio ao gorerno imperial, como en-
tender mais conreniente.
O commandante e officiaes do corpo de guar-
oico sao ptimos auxiliares da administracio, e
Cao. No digno commandante encontrar sempre
V. Exc a dedicacio, o zelo, e a lealdade de que
nio pode o gorerno prescindir nos cheles da tor-
ca armada.
Fortaleza do Cabedello.
Esse importantissimo proprio nacional que, pe* -
lo seu subido valor, aasim como pela especiali-
dade de sua posicio, merece oceupar inmediata-
mente as ristas do gorerno, rai-se constantemen-
te arruinando. Essa ruina progresiva trari nio
somente a anniquilacio de importanlissimas
construcedes,como tambem a obstruegao de
porto desta cidade, o que (como fcilmente ao
comprehende) tambem de mxima importan-
cia.
Tenho repetidas rezes chamado sobre esse as-
sumpto as sabias vistas do governo imperial; e
logo que chegou a esta cidade o capitio engenhei-
ro Domingos Jos Rodrigues ordenei-lhe que se
dirigisse ao Cabedello, queestodasseeexsminas-
se acuradamente a fortaleza e suas dependencias,
fazendo um relatorio minucioso do estado era que
ella se achasse, levantando os respectivos planos,
e organisando ornamentos,para o caso de se re-
solver o governo imperial a mandar proceder as
reparacoes necessarias.
Desempenhando ease engenheiro comlouvarel
zelo e promptidio a sua tarefa, communiquei lo-
dos os saus trabalhoa ao Exm. Sr. ministro da
guerra para que S. Exc. deliberasse come enlen-
desse em sua sabedoria.
Expondo ao Exm. Sr. ministro da marinha o
estrago que as ruinas da fortaleza poderiam occa-
sionar ao porto e consequeatemente marinha
nacional, e provincia,consta-me que S. Exc
dirigio-se por seu turno ao seu collega da guer-
ra sollicitando as providencias necessarias. E' de
crr que o governo imperial atienda a negocio de
tao subida consideraco, e que V. Exc. possa ter
a honra de restaurar aquelle monumento da nos-
sa torca, e das nossas passadas glorias.
Corpo policial.
Assim como a torca de linha, achava-se tam-
bem em principios do anno passado dissemlnada
por toda a provincia a diminuta torca de que so
compde o corpo policial.
Soffre a disciplina, sempre que esses destaca-
mentos senio renovara. Aresela que alguos dos
officiaes, apenas nomeados, e ainda aem a neces-
saria instrucrao e pratica do servico eram logo
enviados para esses destacamentoa ou mandados
a outras commissdes do governo.
Tratei de ir pouco a pouco fazendo recolher lo-
dos os destacamentos de policia, e os respectivos
officiaes; o que se effecluou tanto quanto foi pos-
sivel.
Hoje existem apenas os destacamentos indis-
pensareis de Matla-Virgem, do Texeira, d'Alaga
Nora e de Mamanguape.
Empregam-se n'esse serrico de 30 40 pra-
Compde-se essa torca no seu
estado completo de...............
O seu estado flecliro de.....
Faltando.......................
Para o estado completo que
comprehende.....................
De iofantaria, e de cavallaria,
eom lodos es officiaes.............
Atteodendo a assembla provincial conveni-
encia de se 1er mais bem paga a torca policial,
elevou de 700 800 ris o sold diario de cada
praca de pret, elevando a torragem da cavallaria
de 560 700 ris.
Nao me deu muito cuidado a completar a torca
de policia, por isso qae ella aummaroente dis-
pendiosa, e os recursos actuaes da provincia exi-
gen o emprego da mais severa economa.
Do annexo n. 19 conhecer V. Exc. qual a sua
natureza e aerricos dirersos em que se emprega
C'C
a perfeito e completamente far-
ado, armado e equipado. A prorincia durante
este e o exercicio futuro nio ter necessidade d
despender coasa alguma n'esses dirersos ra-
seo.
240 pracas,
8
112

220
20
-



m
IAR1Q 01 tEEUUUWO. *- SgtVJio U 01 MAiO 1 1M1,
* *'? r
%m ;
O respectivo quartel satisfaz as necessid.de. sc-
tuses do trrico.
RECRUTAI1ENT0.
Cabe aqui tratar desse arrice. Para o ..er-
icio de 1809 A 1880 foram exiguo, pelo governo
imperial 187 recruias para o exercito, e 40 para a
armada.
Vara o xercicio nmi foram ajg idot:
Para oexareile.........j................ Rt
Vara i itmw-'..<(m<.<....< 41
xQiai. .*....>..........*...>.,
V. Exc. coahece es diiacalnsuec tam qua to-
ta* aa adatoistragdes proviaataa para beacwas-
prirasa ss ordeas 4 fevenae m tatogao aa ra-
crutimeoto. EssavdiflMsMadKs cretceaa da pan-
to ai aaao am que.atototolea, atoa oroue
fies entio suspenso SM aerTtco durante qmr-
-*a parte do rae, como porque o gorerno e-se
aa necessidade da o apartar muito aa orden.
Teapeciaa, que frequeatameoie, sobre lado
n'essas pocas, serreta de pretexto a violencias,
wingangas, e peraeguice.. A isso acrescia, no
xercicio corrale so telaco ao anterior, o aug-
-sneoto dt 51 ao numero doe recrutaa desgna-
los.
Nos enze mezes ds aainha adrniaistragao, e dos
-5|uaes s em olio tere logar o recrutamento foram
aparados.
Exercito Armada
44
51 31
95 3*
para o exercito 8$ raerntas
Urna vt :O dsposlo no projecto.
O ti. Martins Poreira :No projecto nio, por-
qu Ihe falla essa base, e nio oonvm passe
a le sean flxacio previa de limites.
(Brota aparte).
O Sr. Martins Pereira .Mas o que o nobre
deputado diz hoja aqui Dea. a nao fara parte da
li
mo o abgts.4e.10 por eentd do preen ordiaried%| o Sr* Piaa ;o lula de direito sustenta pronun-
seu sar.no e de preferencia patHanlawn %V aa qneade aalVrecurso
-
cara revogadas as disposices em nunluato
< Ssla das commisses ds isiemtoda
Apurados
Voluntarios
Recrutados
Total
Fallam por tasto
para a armada 8.
4NSTRUCCA0 PUBLICA.
Pelo relatorio do digno director da ioslrucgo
publica, que vai anoaxo a preaeate expoeicio, co-
nbeceri V. Exc. o estado era que se acha na pro-
vincia esse importante ramo do ser'ico, sobro o
zuesm w ideas expottas por esse illustrado unc-
ciouerio.
O bem elaborado regula meo to promulgado por
xneu antecessor nio foi posto em execugie, em
-consequencia das actuaea circumslaucias flnan-
ceiras. A essa reforma substituto a le n. 1-2 de
C de agosto de 1860, que foi executada em parle
em as aposeuladorias constantes do mesmo re-
laioriu, aa quaes foram motivadas pelas razes
constantes de cada urna das portaras respectivas.
Nao completei as medidas a que foi a presi-
dencia autorisada pela referida lei: nao extingu
cadeira alguma. Tencioaava fazel-o d'entre as
que is se achio vagas, usando da respectiva au-
lorisaoo em relami a outras ainda prvi-
das.Aguardara porm maiscabaesinformages,
que chegaro a V. Exc.; e sobre que V. Exc.
deliberar como melhor entender. As principaes
oais importantes aulorUacdes da referida lei
expirara um uno depois da promulgado da
mesma, isto a 8 de agosto viodouro. At
olio tem V. Exc. tempo para obter todas aa ia-
orma^oes e dados drsejaveis, decidindo como em
ua sabedofia julgar melbor.
Nao prestando actualmenlo o Intrnalo de me-
jiinas de N. S. das Neves o servido corresponden-
te crescida despera que com elle se fazia,
suspendi-lbe provisoriamente o andamento at
que a assembla deliberasse a esse respeilo como
acelhor parecesse. Remov, a seu pedido para a
cadeira de Campia Grande a respectiva directo-
ra, exonerando lambem a seu pedido a profes-
sora de historia e geographia que nunca leve
xcasiao de leccionar essas materias.
Nao poda ser por mais lempo conservado um
stabehciroenio onde apenas se conservavam
ltimamente quatro pensionistas, sendo duas
desvalidas, por contada provincia.
Pela resolucio n. 45 de 26 de oulubro foi
creada urna cadeira de prlmeiraa ledras do sexo
lemiaino em Alagda Nova
Existem atualmeote 57 cadeiras de primeiras
lettras providas definitivamente, e duas interina-
mente, sendo urna destas do sexo feminino. Das
7 cadeiras, 11 sao de meninas, e 46 de meninos.
Existem vagas, 10 do sexo masculino, e 4 do femi-
no. Postas a eoncurso estas ultimas decorreu o
praso legal sera que se habilitasse pessoa alguma
para o respectivo concurso.
Delerminei que se designasse novo prazo, re-
volvido a exonerar immediatamente as profesto-
ras interinas que se nao spresenlassem a
xa me.
A frequenca daa aulas de instruegio primara
foi dW:CH7 alumnos e 352 alumnas,. nao men-
cionadas as aulas de Hauanguape e Belem,
cojos professores nio enviaram os respectivos
xnappas.
CULTO PUBLICO.
Tratando da divisio da provincia ja informei
V. Exc. que existem 32 freguezias. Existem
c'ellas 37 igrejas, 101 capelias e 46 cemiterios,
nio devendo ser considerados os dous ltimos
Igarismos senao como aproximados, visto que
ut'lles nio se acham comprehondidaa todas, as
capelias e cemiterios que por ventura existam
*"r.fi '-~o"--:-- -.-<-in'fiS- &&Q* narochos nio
salisuzeram ss minhas requisic.ues, enviando as
informaces que Ibes foram exigidas: Livramen-
lo, Mamanguape, Inga, Bananeiras, Podra l.a-
vrada, Pombal, Catle, Ssnta Luzia, e S. Jos de
Piranbas.
Algumas matrizes iazem por trra como a
de Bananeiras, a do Pilar,, e do Taip. Exigem
promptes reparacoes senio reconslrucc,io vista
do estado de ruina em que se acham, as de
Alhandra, Jacoca, Natuba, Campia, S. Joo o
Pianc. E finalmente carecer de ser concluidas
as novas do Pilar, Taip, e Bananeiras, bem
como as da capital, Cabaceras, Teixeira, Catle.
Independencia.
Est em consiro.cc.uo um soflnvel e espacoso
emplo em Alagda Grande, no termo d'Ara.
Nao ha cemiterios as fregueziaa de Jacoca,
Alhandra, Taquara e Natuba. O de Pianc esia
junto a igreja e portanto muito inconveniente-
mente situado no centro da villa.
Carecem quasi todas as matrizes dos para-
mentos necessarios a decente celebracao do cul-
Os recursos da provincia nao permittem que
oa aqui Oca. nao fari parte da
rolasma Wacatada He
aalioraa, jaa coa aa projaeto sa
r t ata fna4*aatagem,talTM
nai a aofoatjto. de PaaaHaaa
< Ssla das commissoes da assrmMa lbaisUti-
s provincial, 10 de malo de 1861. Dr.aWaa!
de Figueitua Paria.Goncal Guimarlea.
(ftmtinuocjM-Aa. I
XSBti
*~i^ii ,?l*1*'J!L**lt* dimluk Sr.Plaa:-Sr. presidaate. aaoptteQdU to-
teMtemlaMato, taogmtaur-sa aaar paatoaa aaoaaie a larca ^Ul.Wa
aebre cotlaga que ae assenta ninas cumula.
eia potttiea, verdad*, eataode-M urna frefue-
zia. agraadoaem-aa Ha flea eolio habilitada
ae oaa grande ascendencia, i eiereer um
grande predominio no collegio eleitoral.,.
Um Sr. deputado ;A digraBca vam A mu
apenas de 5 I 6 elettores.
Ouiro Sr. deputado :Por essa lado nao ha
inconveniente.
O Sr. Martios Poreira :O numero dos vo-
tantes do districto de Panellaa de 800.
Um Sr. depatado :Estio qualiBcados 400 e
tantos.
O Sr. Martios Pereira :Sobe 800. Ha, Sr.
presidente, ama emenda apreseatada por um
dos assigoatarios do projecto, dando opcao ao
vigariodo Aliiuho.se este quizer. Eu disseque
para miro ra questao, que me nio importara a
de interessea de r-igarioa, o que- nicamente me
merece a atten;io o ioteresse dos poros o na
mesraa occasio disse, que se hara necessidade
de alguma medida tomar-se respeito da po-
roagao de Paoeltas, era crear alli freguezia, mas
nunca separar essa poroacjio de freguezia.
Esse oumero da poTos^oea que o nobre depu-
tado eSr. Gitiranna quaado fallara respaile do
projecto referi quo ficavam perlencendo ao Al-
linhs nao exacto...
O Sr. Gitiranna :Diga enlo o que exacto.
O Sr. Martina Pereira :Se considera-se mui-
-to pevoado um lugar porque tem aqui e alli al-
guna ranchos, um ou ootro ponto de desea050 em
qwo os almocreree tomara pousada em suas via-
gens, eolio nos temos em toda a margem do
tpojuca e do Una poroados importantes...
Um Sr. deputado : Falta lombrar o Capi-
baribe.
O Sr. Martina Pereira:Eu fallo smente do
que sei. Dizer-se que Cachoeira-Grsode, Santo
Antonio, Cachoeiriuha sao poroados inexacto.
Um Sr. deputado :Cachoelrs-Grande tem al
capella.
0 Sr. Hartins Pereira : -Neste csso qusnto en-
genho lirer urna capella deve-se ler na conta de
um poroado.
Um Sr. deputado:Mas Cachoelra Grande
realmente um poroado.
0 Sr. Hartins Pereira:Senhores, esse pro-
jecto allende a todos os inleresses menos ao ii-
teresse publico....
O Sr. Joio Braulio :Muito bem.
0 Sr. Martins Peceira :.... sou forjado a fa-
zer essa deolaraco.
O Sr. Gilirana:E o interesse de todos nao
o Interesse publico?
0 Sr. Martins Pereira :0 nobre deputado nio
me entendeu bem, eu disse, quo esse projecto
attenderia a todos os inleresses menos ao pu-
blico....
O Sr. Gilirana:Bem, vamos a isso.'
0_ Sr. Martins Pereira :Se avanco a esta pro-
posicio, _com conhecimento do que digo, e de
mais eu nao sou suspeilo, nao defeodo aqui in-
te rrsscs que nao........
Urna voz:Com isso mostra que ha interesse
publico.
O Sr. Joio Braulio:Ha interesse particular e
poltico dos nobres diputados, que defendem o
projecto inleresses eleiloraes so eso, e mais
nada.
0 Sr. Martins Pereira:Esse projecto repito
attender a todo e qualquer interesse, menos ao
interesse publico, e mais oo digo.
Julga-se a materia discutida e posto o projecto
a voto apprevado e definitivamente adoptado.
Contina a discussao adiada do projecto de i-
xagio de torca policial.
O Sr. Olireira Andrade:(Nio derolveu o seu
diseurto.)
O Sr. Rufino de Almeid:(Nao derolveu o
seu discurso.)
OSr. Pereira de Britto:(Nao devolreu o seu
discurso.)
Dada a hora, fica a discussao adiada.
O Sr. presidente designa a ordm do dia e le-
vanta a sessio.
to.
ae atienda a essa necessiiade, que se torna me-
aos sensivel onde ha parochos zelosos e que
sabem obter de suass ovelhas os auxilios mate-
riaes de que carece o culto, e que nem sempre
podem de prompto ser fornecidos pelos cofres da
provincia.
V. Exc. encontrar collegidas e reunidas no
seu gabinete as informaces circunstanciadas
que a respeilo de matrizes, capelias flliaes. ce-
xniterios, e mais necessidades do culto ministra-
rao quasi todos os vigarios.
Conlinuar-se-ha.
PEBNUMBUCQ.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL
SESSO EM 8 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo dt Vera-Cruz.
[Concluido.)
ORDEM DO DIA.
Entra em primeira discussao o projecto n. 26
deste auno que interpreta o 3 2, do art. 1. da
lei n. 370 de 15 de maio de 1835 favor dos re-
ligiosos Franciscanos de Olinda na lotera que
Ihes fui concedida.
' approvado sera debate.
O Sr. Goncalres Guimares pede dispensa de
inters'.icio, e quo o projecto entre na orUem do
dia da seguinte sessio.
Assim se vence.
Entra em terceira discussao o projecto n. 11
deste anno, o qual desmembra a poroa^io de Pa-
aellas da freguezia do Aliinho e a^encorpora de
OmpaD. transfprindo a sede desta freguezia paio
aquella povoado.
O Sr. Martins Pereira :Eu me havia compro-
nieitido, Sr. presidente, quaodo se tratou da se-
cunda discussao do projecto que oceupa neste
momento a alteoco da casa, a oceupsr-me
d'elle, mas acho-me bastante incommodado, o
que communiquei i V. Exc que nio se dign'ou
attender-me ; entretanto como sou toreado
aproveilar esta ultima occasio, direi sempre al-
guna cousa.
O projecto senhores, ioetequirel ao termos
em que se acha concebido porque diz elle : (l)
Quaes sao, porm, os limites da povoacao de
Panellas ? Nao ae sabe,
O Sr. Goncalrea Guimwes :E' neceisario
urna emenda nease sentido.
O Sr. Martins Pereira :Os dstrictos do juizo
de paz sao marcados vontada, da cmara mu-
nicipal....
Um Sr. depatado:0* limites da nova fre-
xuezia aerio os meamos que actualmceta exis-
tem.
O Sr. Martins Peieir* :-E qoaa ro Magma
SESSAO EM 10 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. Bardo de Vera-Cruz.
Ao meie dia, feila a chamada. veriQca-se ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessio.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinta
? KXrBDIDNTB.
Um requerimento de Jes Mara Ramonde, pe-
dindo se aulorise presidencia a contratar com
elle a viuda de urna companhia lyrica para o
theatro de Santa Isabel, mediante um subsidio de
trinta contos de ris, por cioco mezes de espect-
culos.A* commissio de pelices.
Outro da mesa regedra da Saota Casa de Mi-
sericordia de Golanna, pedindo se marque na lei
do ornamento urna quota para as despezas do
hospital da mesma Santa Casa.A' commissaode
orcamento provincial.
Outro da mesa regedra da irmandade de Nos-
sa Senhora do Amparo de Goianna, pedindo a
concesso de urna lotera para a continuado dos
reparos da respectiva igreja. A' commissao do
pelices.
Sao lidos e approvados os seguinles pareceres
de commisses:
A commissio de ornamento municipal,
quera foi presente o requerimento de diversos
guardas (iscaes da cmara municipal desta cida-
de, em quo pedem augmento de seus vencimen-
tos, de parecer que seja ouvido respeito a
mencionada cmara.
Sala das commisses, 10 de maio de 1861.
Francisco Gilirana.Penna Jnior.
A commissio de petioes, quem foi pre-
sente a de Francisco Antonio Cavalcanti Coussei-
ro, entende quedeve ser ella enviad commis-
sao de legislacio, nica competente para inter-
pretar e explicar lea ou disposices regulamen-
Sala das commisses, 10 de maio de 1861.
Df. Manoel de Figuoira. Goncalres Guima-
raes. a
Sao lidos, apoiados, julgadosobjecto de delibe-
rajao e mandados imprimir para entraren) na
ordem dos trabalhos os seguiotes projectos:
a A commissao de pelices, quem foi presen-
te a de Benjamn Frauklin de Albuquerque Lima,
altendendo que o supplicante j foi approvado
as materias que compem o anno preparatorio
da escola central, e mesmo o ha sido no exame
desufficiencia do primeiro anuo do curso, sem-
pre com aproveitaraeoto, de pareces que se
adopte a seguinte resolucio :
A, assembla legislativa provincial, rosolre:
Art. uoico. O presidente da provincia, fica
autorisado cooceder a Benjamn Franklin de
Albuquerque Lima, urna gralrficacao de cincoen-
ta mil rea mensaes durante o restante do lempo
que Ihe falta par completar seus eotudos na es-
cola central do Rio de Janeiro, obrrgando-se a
prestar seus serricas prorineia, logo quo obli-
ver o titulo que costuma dar aquella escola. Pi-
cara revegadas aa disposices em contrario.
Sala das commisses, 10 de maio de 1861.
Dr. Manoel da Figueira Paria.Goncalves Gui-
maries.
A COmmoaoo do |>/0 bre a materia d'aquelle que esta-assembla en-
deregouManoel Luiz Coelho de Almeida, e em
que pede o mesmo um privilegio, afim de mon-
tar nesla cidade urna fabrica para a preparacao e
applicacio regular do asphalto prelo e colorido ;
lendo em risla que seraelhante preparacao urna
industria ora entre nf, e que a faz satisfatoria-
menle, como comprora dea docomeatoa exclui-
dos ; atleodeado que comproraelte-se a ensinar
a preparacao e applicacio d'aquella materia qua-
tro orphios apresentados pelo goreroo, alm de
obrigar-se a trabalhar para sobras publicas com
aadiaTereoc da 10 por capto para meaos do preco
ordinario do sea servido, de parecer quo se
adopte a aeguinte resolucio :
, A asaembla legialaiiv* provincial, rosolre:
Art. nico. Fica. o presidenta a prorooia
autorisado i conceder a Manoel Luis Coalhe de
AJmeida, um pririlegio por. trioU. aonost para
montar neata cidade urna fabrica da preparo de
asphallonrato adav cor, applicarioaclasiV
vamaalaoase eapaco da lempo, ficando obriga-
do atoar a quatro orpbina, fjue Iba torea
an/cMB4a4as P#i o tama para aaao fim, borneo-
demov-m deota propaorta...
O Sr. Sooca Rea :Sa ei nao lia.
OSr. Pbsj....eleroume a pedir patarra
parausa alguaua caaaiaaracaa araspattodo.
mesmo flato, antes do queconrem que eu faca
algumas obserrace cerca da polica de Pao
d Alna, derer que resulta de que sendo eu re-
preseniaole daquella circulo, nao pcaaa ser ia-
differenle a maneira porque procedem as autori-
dades policiaes desuella loealidade.
Cam effeito, Sr. presiden!*, o estado policial
Oe rao o Alho, 4 o mais terrivel posaire! porque
aa autoridades daquele lugar levadas tomante do
espirito de partido....(Nao apoiados.)
O Sr. Dcummond :-E' uo elogio do cheto de
polica 1 w
OSf. Pina: Somonte exareem actos de justi-
5a ou antes de rigor e Tinfanca com aquelles
quo nio adherem a sus |aKralialidade.. [Nio
apoiados.) '
Porsso, Sr. presidente, es rejo me na neces-
sidade de apresentar a casa ilguns tactos e prin-
cipiare! por exibir o fado dorecruta Joio Fran-
cisco dos Sanios.
Um Sr. deputado :E' o mismo ?
0 Sr. Pina:Sim seohor.
O Sr. Ignacio Leio :E' o dt lalgadeira?
O Sr. Symphronio: Deixen passar a ex-
pressao.
O Sr. Fenelon:Mesmo para torna-la cor-
rente.
O Sr. Pina :Nao desconhecldo pela casa
que em Peo o'Alho o partido conserrador frac-
cionou-se e quediridido assim o partido foi ne-
cessario que se reresiisse do poder policial aquel-
la fraeqio que conrinha que fosse rerestida des-
se poder.
Um Sr. deputado :Entio mudou a polica de
urna para oatra frac$ao?
O Sr. Pina :Deu-se toda a torca policial a
essa fraccio.
O Sr. Souza Reis :E a oulra nao tem nada ?
O Sr. Pina:Nao tem nada.
Assim Sr. presidente, rerestida essa fracc&o da
(orea policial, ella tratou de lerar a effeiio seus
llanos e lei to raes para isso lngara m mi de um
llano infernal, manejado da seguin'e maneira :
toncebeu-se a idea de se afasiar doa negocios
aleitoraes um cidado prestante que exercia in-
fluencia em Pao d'Alho, quero fallar do Sr. com-
mandante1 superior Lourengo Cavalcanti de Albu-
querque,'o para isto inrentou-se que esse com-
mandante superior hara mandado dar um tiro
no individuo por nome Francisco da Malta Ca-
valcanto, hornera perverso, homem coberlode
crimes que para molestar a esse dstiocto cida-
do, foi de propostp nomeado ioapeclor de quar-
leirio das porteiras de seu engenho. Essa no-
meagao nao pode deixar de ser recebida com in-
dignacio por todos os habitantes de Pao a'Albo
que reconhecem neste homem muita perversi-
dade.
O Sr. Souza ileis :O Sr. commandanle supe-
rior est muito cima de ludo iato.
O Sr. Pina :Este Francisco da Malta Caval-
canti homem 00 perverso, lio habituado a [or-
lar, que langa mi doa objectos de mais pequea
monta. A nomeacio deste inspector feila de
proposito e com o fim de molestar ao commao-
dante superior Lotrengo Cavalcanti de Albuquer-
que,. leve por Orn lambom desmoralisar a esso
commandanle superior, porque, senhores, lendo
esso inspector se lomado ioimigo rancorosodo
commandanle superior, era claro que a polica
de Pao d'Alho nio poda encontrar um instru-
mento mais aproprado para acoosecugaodeseus
fins do que na pessoa deste homem.
Assim yio-ae que esse perverso querendo le-
var a effeito o plano infernal que havia concebi-
do, fingi no dia 23 de junho do auno passado,que
havia levado um tiro as portir*s do eageoho-Pi-
nmajaaato para, Joio Francisco doa Santos dtn-
0*0 fado daaer o delegado de Pao d Alho pro-
"Miada aeaeaa dita antea de ler lagar a aber-
ran do jury, tntao pistando a exercer as func-
fioa* de juiz municipal o respective auppleote, foi
procMM aerMttido a julgaatmta a hi btaio
mo Freodaco dol Santos provado videotemen-
* a aa toaocaaato, foi unanimemeata abtolrido
**10 J"T porque este homem era victima da
aior pane guigio.
Mas so dere notar para prorar a ptrcialidade
a aulondade de Pi d'Alho, que teodo-se dado
a mesma occaottoaom fado idntica da ten latir
d morte, a aatoridade lonaa da proceder a
mesma maneira. palo contraria ata&tou toda a
Mnerolencia a taror daquelle fodidadoem crime
da mesma especie. Tendo sido um tal FwMisee da Berroa, o delegado nio so
consentw que eise homem esUveasa solt, se nio
tambem coucluio o precesso dentro de poucos
das uespronuncisdo-o.
Portanto Sr. presidente do que acabo de expar
parece-me ler demonttrado quanto se acha aira-
da do espirito de partido a autoridade polieial do
Pao d Albo, alem de que ja muito sabido na
comarca que esse delegado tem ali mullas ine-
nmades e ello proprio ja o confessou pelo Diario
de Pernambuco.
Sr. presidente eu dero apresentar a casa outroa
factos que sirram para mostrar qual o estado
da polica de Pao d'Alho. Em toril ou maio do
auno passado foi ferido no engenho Macacos um
inoviduo cujo nome nio me record : este indi-
viduo tove de dirigir-se a Pao d'Alho e ali apre-
sentou se so delegado para ser vestorisdo afim
de que fosse punido o autor de seu ferimento
nessa occasio esse mesmo individuo fez ver ao
delegado que havia sido espancado por um deser-
tor e que alem deste existiam no engenho Maca-
cos outros. O que fez a autoridade de Pao d'Alho?
Cruzou os bracos, nio deu providencia alguma
porque o rendeiro do engenho Mscacos adh ra
a sua parcialidade.
O Sr. Souza Reis :O nobre deputado affirma
isso t
O Sr. Pins :Estou referindo o que sei.
Entretanto senhores o autor do espancamento
nio foi processado.
Um Sr. deputado :Outro elogio ao chefe de
polica.
O Sr. Pina :Sr. presidente ainda mais um
farto eu devo relatar a casa e o seguinte :
Quaodo se Uve de proceder a urna diligencia
para a captura daquellesque sediziam autores do
crime de Francisco da Malta Cavalcanti, o dele-
gado de Pao d'Alho fez reunir alguns guardas na-
cionaes.
Um Sr. depuladb :Quem esse delegado ?
O Sr. Pina :E* o Dr. Francisco Teixeira de
Ja*
Esses guardas nacionaes antes de segurem para
a diligencia cometteram um allantado : dirigi-
rara-te a casa de um cmico que eslava em Pao
d'Alho e ali a torga armada raptaram urna moga
que o cmico tinha era sua eompanhia, levndo-
me nessa occasio cerca de oilo centos a um con-
t de reis.
Um Sr. deputado ;Ja est nesse estado Pao
d Alho?
0 Sr. Pina :Esle fado foi denunciado ao Sr.
Cheto de polica quindo estove em Pao d'Alho
mas que providencias deu elle ? Nenhuma certa-
mcoto at hoje e o autor do fado passeia impu-
nemente pela villa de Pao d'Alho com o cousen-
timento da auloridtde com quem vire em har-
mona.
Um Sr. deputado :Quem o ofTeoddo ?
O Sr. Pina :O Sr. chefe de polica bem o sabe,
porque o o Hendido queixou-ae a elle.
O Sr. Souza Rtis :Nao acredito que se o
chefe de polica tiresse conhecimento do fado o
deixa-se impuno.
O Sr. Pina :Sr. presidente, eu ainda apresen-
tare um novo facto para demonstrar a parciali-
dade com que procedem as autoridades de Pao
d Alho : sempre que se trata de exercer um acto
policial contra aquelles que nio adherem a sua
parcialidade, observa-so que as autoridades os-
tentara todo o rigor, ao pssso que quando se trata
de ura daquelles que pertencem a sua parcialida-
de essas autoridades tornam-se benignaa e al re-
laxadas.
O Sr. Francisco Pedro :-Favor aos amigos.
O sr. Pina :E perseguido aos contrarios.
Deu-se ha annos era Pao o'Alho um crime atroz
Pao d Albo os que so acham indiciados como au-
tores de furto, de estallos estio rerestados a ear-
gos poiicia.es, a alo posso deixar dacaasvarao
chefe.de. poli*.
O
ir. Theodoro da Sil. :-E nio bs l subda- J*itoUSSin1 ffaflra
n nmn,nl.M. ..l... ...I^A.A*. ^.fT"""..* .T^*",r5 0 Oliva,
tribu a este fado horroroso em si a ser verdadei- que encheu d indig.Cio a todo, os Kan te.
1 daquella lacalM.de. Foi assassinaao o infeliz Jos
Nuoes por um tal Joao da Costa Castro a quem
aquelle infeliz havia morto um cao ; foi proces-
sado o assassino, mas foi despronunciado.
Ura Sr. deputado :Por quem ?
d< ?.r'.?ioa :~Pel Joz muuicipal supplente de
rao d Alho. As folhas publicas clamaram contra
esle acto de injusliga, e o chefe de polica man-
aou que o delegado instaurasse novo processo por
esse crime.
O
ro, foi logo explorado pelos ioimigos do comman-
danle superior, que espalharam logo que elle ti-
nha maudado commeiter sse crime,quando as se-
nhores todos sabem que elle incapaz de com-
metler crimes.
O Sr. Souza Reis;:Nem traga isso para dis-
cussio. O Sr. Lourengo Cavalcanti enconlra em
mira o primeiro defensor.
OSr. Pina:Propalada por tanto a noticia da
tentativa de assassinato na pessoa de Irancisco
j Matia Cavalcanti, as autoridades de lo d'A-
lho correram precipitadamenie casadtqaese
dizia orTendido, e ali insultaran!, cobriramde in-
jurias ao commandanle superior a as pe-sos que
adhenram a sua opiniao.
OSr. Olireira Andrade :Tudo isto se rvpre-
senlou ao chefe de polica, mas nada valou.
_ O Sr. Pina :Passando as auloridadespoli-
oiaes a tomar conhecimento da supposla teitati-
va de morte. reconheceu-se entio o desej> que
tinham essas autoridades de fszer jogo p.liiico
cora esse facto. Tendo-se de formar culpacon-
tra aquelles que se diziam deliuquenles, o qie se
vio l Vio-se que foi preso um cidado queiero-
pre foi escoiraado de crimes,. o capito Joai Ca-
va canto, em seu engenho prosedendo-se a essa
aeligenci.de urna maneira censuravel.
O Sr. Souza Reis :Nio incluiram no protesso
o ar. commandanle superior?
O Sr. Pina :J l chego.
Nessa deligencia correram-se al balis detres
palmos para verse se encontrava ahi a pessoa que
se dizia raandataria do supposto crime 1 A'm
aislo recolhido este supposto mandantes pr.o.
ae que maneira procedeu a autoridade polical ?
Ueixou-se conservar em sua casa e longe de dar
andamento ao processo como lhecumpria s>ao
depois de muitos das foi que tratou de fajer o
interrogatorio do indiciado; e a que horas Sr
presidente ? As quatro horas da tarde, procu-
rando com toda a minuciosidade. buscndoos
maiores rodeos para rer se desta forma podiam
arrancar do interrogado alguma palavra tue po-
desse compromette-lo, interrogatorio quetermi-
nou as oilo horsada noite.
O Sr Britto:Santo offlcio.
O Sr Pina :-Tratando-se depois da inqtiricao
de testemuohas, anda dmonstrou evidentemen-
te a autoridade de rae d'Alho odesejoque tinha
de faierjogo cora este tacto; principiou-ss a in-
quingao da primeira testemunhs em um dia, dahi
a das foram se mqoirindo ss outras, de torna que
o processo levou desde seu principio al sua con-
clusao, o espago de doua mezes. Convtn notar
que pouco depois de ter-se espalbado o boato do
supposto crime da tentativa de morte e de ter si-
do indicado como autor delle Joio Francisco dos
moIos, esle exponlaneamente se recolheu aca-
da e por tanto era do dever da autoridade de Pao
a Alho concluir o processo dentro do prazo mar-
cado na lei; mas essa autoridade que tinha mui-
to interesse em nio acabar desde logo o processo
por isao que anda eslava pendente urna decisao
sobre negocios da qualificagio, aguardara qne o
governo geral decidase, para entio fechar o pro-
cesso. *^
Que o facto da tentativa de assassinato de Fran-
cisco da Malta Caralcsnti foi urna farga, eral-
mente sabido em Pod'Alho, por tanto nao era
possirel que o commandanle superior de Pao
Ath oU filhn manrl/issem a.ssassinar pl
homem na. porteiras de seu engenho emmdia
de sabbado, dia de toda a publicidade.
Um Sr. deputado:Para que o nobro deputa-
do reproduz isto? Qnem acredita que o com-
mandanle superior livesse menor parle nisso ?
O Sr. Pina :Mas espalbou-se o boato e o de-
legado s demoveu-sedo proposito do processa-
lo por ter visto o proouDciameoto do. habitantes
da comarca contra tio revoltete calumnia :
Instaurado o processo contra Joio Francisco
dos Santos, e tendo sido sollo o capitio Joio Ca-
valcanti por meio de recurso, ou antes por orna
ordem de habeaa-cerpus que Ihe foi concedi-
da peto juizde dlreito, o delegado, que ali exeree
te baoi as toneges de juiz municipal, procedeu
da tal modo, empregou taaa aeras, que em res
oe submetter o processo a julgamento na sessio
da oulubro do anno passado, deixou de assim o
Platicar, viste-como ftzia desee negocie qoeatio
de capricho, pro le la va que am quaoto elle fosse
juiz em Pi O'Alho, nao seria juagado Joio Fran-
cisco do Santo*.
- QSr. Rufino de Almeida :E a pronuncia ni*
fci snateotad. pal juiz de diroito?
ouvido dizer que
r Souza Reis :E' isto ou nio elogio ?
O Sr. Brito :Deixe ouvir, pode ser que nao
lOM]
O Sr. Pina :Mas de que maneira foi cumpri-
da essa ordem ? De que modo se fez o processo ?
Da forma mais escandalosa possirel. Forgicou-
se um processo ad hoc no qual longe de appsre-
cer o verdadeiro autor do assassinato do infeliz
Jos Nunes, inventaram que o autor do crime
tora um tal Alecrim de Pc-dras de Fogo.
O Sr. Oliveira Andrade :Que por cautella ja
tinha morrido da bexigas. j
O Sr. Pina :Esle fado demonstra bem a ma- ,
neira porque procedem as autoridades de Pao
d Alho 1
Um Sr. deputado :Nio foi ao jury?
O Sr. Pina :Cutia nao se atreve a ir ao jury
Porque razio as autoridades de Pa d'Alho nao
procedern neste caso com o mesmo rigor com
que procederara no facto de Francisco da Muta
Cavalcanti? Foi sem duvida pela certeza que ti-
nham de que a procederem regularmente, havia
de ser envolvido no processo o verdadeiro cri-
minoso.
Um Sr. depulado :Quem elle ?
O Sr. Pina : Joio da Coat Castro, que foi
pronunciado ja duas vezes por este crime.
Um Sr. deputado :Entio foi ao mry ?
O Sr. Pina :Nio foi.
Joio Cutia sabe que se fosse levado ao jury,
apezar da proteegio que tem pela eoormidade seo
crime e pela sciencia que todos lem delle, nao se-
ria talrez absolvido.
Portanto, Sr. presidente, eu aprsenlo estes fac-
tos para mostrar a parcialidade com que proce-
dem as autoridades de Pao d'Alho.
OSr. Rufino de Almeida : Aonde est o
Cot ?
O Sr. Pina :Est em Goiannnha.
Um Sr. depulado :Quem o despronunciou?
O Sr. Pina :J declarei.
O Sr. Souza Reis. Deve contar ludo.
O Sr. Pina : Alm de que quando o chefe
de polica esteve em Pao d'Alho, o digno juiz de
direito falln-Ihe a respeito deste faci e o Sr.
chefe de polica declarou-lhe que daa providen-
cias a tal respeito, mas at hoje nio chegaram l
taes providencias e se chegaram so acham esaue-
cidaa.
Um Sr. deputado :Esto na salgadeira.
O Sr. Pina :Justamente na salgadeira.
Sr. presidente, eu Uve at cerlo tempo cou-
fianga no Sr. chefe de polica.
Um-Sr. deputado :Nio confia mais?
O Sr. Pina :Nio, senhor.
Depois do facto de Joio da Costa Cutia, eu nio
pude deixar de perder esta confianga porque elle
deixou impune e acobertou um abuso da autori-
dade de Pao d.'Alho. Alem disto Sr. presidente,
eu perd tambem a confianga que tinha no
cheto de polica depois que vi que elle nomeou
para subdelegado de Pao d'Alho um hornera con-
tra quem a poucos diss havia 'Ma ...!.
urna participagio otRciol em virtude da qual esse
homem era aecusado de ter commeltido malver-
ssges quando inspector de quarteirio.
Um Sr. depulado: E' bota dizer o nome.
O Sr. Pina :Nio quero declara-to.
Um Sr. deputado :E' bom sabermos.
O Sr. Pio : E' o sabdelegado de Pao do
Albo.
Esta nomeagio Sr. presidente, nio pode dei-
xar de desgpstar a todos os habilanles de Pao do
Alho.
O Sr. Souza Reis :Tenho
sgradou muito.
O Sr. Pina:Esta engaado.
O Sr. Faaelbn :-Al deram um baile,
' O Sr. Piba :-8em luies.
Sr; presidente,.quaado observo que em Pao do
Alho os lUgorea do inspector de quarteirio se
aan.il1 pela maior parto confiados, a homens que
nao oflerecem garantas a proprtodade.
Um St. deputado:Ob \ que torra I *
0 Sr. Pni:.... qundj> considero ana am
tesados,*promotores e outras autoridades?
O Sr. Pina :Eu pasa novar ana aa lugares
da inspectores a aartoirio s* sefesm *a-
fldo. homens a aneas a fama baca todiaits
como ladroes observare! Francitea da Matta Ca-
vetesati inspectdr de quarteirio da S. Pe*W. na-
ta benera tio malvado. 4 tio amante de aada-
rar-se do que Iheio. que em qualqutr parto
que esleja elle sempre tido coma todraa. As-
si quando elle tai aerador ae enajenao atiiiiui,
ose, commetteu furtos Ues que o propriwD. aba-
da para se ver lina dalla, mandan que alto te
renrasse do engenho,
Sr. presidente,, tratando agora do recruta Joio
FranciscodosSantos, eu farei rer casa qne esse
homem nio ae acha ni. condices de ser recru-
tado ; esse homem tem urna pobre mii, mulher
riuva a quem serve de arrimo, eu o eonheco a
muitos annos e sempre vi que elle servia de am-
paro a su. mii; tem alm disso nma filha menor
de dez annos que ainda a pouco aodou aesta ca-
pital, implorando a soltura de aeu pai.
Se portanto um homem que tem pouco mais
ou menos trinta nova annos, que Qlho nico
de mulher viuva s quem presta toda a prolecgo
est no caso d. ser recrutado, alio eu nio sei
quem deixtr de ester.
ttoSr. deputado :Da jnstifleagio conataisto?
Sr. Pina :Para provar se isengio que ..-
srste s esse homem, apresentaram-sa varios do-
cumentos, duas jusliflcages, altestados do digno
juiz de direito de Pao O'Alho, e outras pessoas
daquella localidade. Se esses documentos nio
valem cousa alguma parere-me que muito menos
dove valer a informagio de urna autoridade do-
minada do espirito de partido e que tom tofb o
empenho em perseguir esse homem, que faz da
priso delle questao de capricho.
Um Sr. depatado :Quem foram as testemu-
ohas dajuslificagao?
O Sr. Pina :Eu, o Sr. Dr, Joaquim Francisco
e um negcciante desta cidade.
Um Sr. depatado :Os dous referem-se ao no-
bre deputado ?
O Sr. Pina :Nio se referem. Me parece que
estas pessoas j mais se sbalancariam a vir de-
clarar urna falsidade em juizo.
Se estes documentos nio servem para demons-
trar a isengio de Joio Francisco dos Sanios, nio
sei que ouiros possa elle exhibir, tanto mais quao-
to lula com a perseguigo das autoridades de Pao
d Alho que tanto se empenham para que sejaro
tolhidos a esse infeliz lodos os meios de defeza.
O Sr. Souza Ileis:Infeliz quando eu o veio lio
protegido! '
O Sr. Pina :_V-se que esse homem inocen-
te, que como tal foi reconhecido pelo jury de Pao
Q Alho, que apesar dos esforgos das auloridadea
daquella comarca para sua condemnagio, apesar
dos esforgos que fizeram os adherenles dessas au-
toridades elle foi absolvido por unanimidade, por
que o jury reconheceu que esse processo nio era
mais que urna farga eleitoral e nio quiz sanecio-
naresse escndalo.
Sr. presidente, fazendo esta exposigio, tenho
em vista apresentar' o estado da comarca de Pao
d Alho para ver se por esta forma esse estado de-
sapparesse....
O Sr. Souza Reis :S desapparecendo a po-
pulagao toda a vista da orma porque o cobre de-
putado a pintou.
O Sr. Pina :.... para verse o Exm. presiden-
te da provincia informado da maneira porque
procedem as autoridades de Pao d'Alho, melhora
aquella comarca a etse respeilo.
Agora devo fazer algumas observages a respei-
to do projecto em discussao.
Sr. presidente, eu presto o meu voto a emenda
qne reduz a torga policial a 400 pragas, porque
emendo quo esse numero sufficiente para o
servigp policial da provincia. Unto mais quanto,
5? -508 tueaB1,is ari prehenchdo o numero
de oOO embora autorisado; alm de que para es
casos emergentes tem o governo a torca de guar-
ds Aran jo, Dr. Maxi miao Francisco Daoiit 2
criadas, os erarse LeufMCe, Dio Aaoitinho
ato. tolimions;ff ft
to, Jos da OUrrfra, Rosa Candida P. de Andra-
-t os escravos Se-
basiiio, Agosoho, Justino, Francisco e Cyrilo
O. Josnn. aaaatoslica efthos, sVspaWle-'
?** ?*** eJ*|*m GaatoTrWscs,
h^tl0\St^Un9%' tonto ibeiro Car.1-
eaatf e 1 ertoaa. Jalo H. Nafra, Antonio Martin.
da&.Uo.kV.aMeatod.laa;iao8. ..,"
i aerara*. Jola taroaadoa de Ar.ujo Santos e
TI*ubmzL? "f*!0* *; Joaatis, F.lix,
Adn.no a tetra. Carlos Moray, dos soldados
de Abren. Jaa Francisca Taboc, Elias d. Ate-
ado, D. Jaaana Paul, da Cerqualrs.ieaaias,
Aurelio Corris de Moraes, coo de etquadra Pe-
dro Ceiesltoa Pereira, soldados Anlenie Igna-
cio Aires Manoel Flix Ferreira do Espirito
Santo. '
- Matadouro rustico. Mataram-sa para o>
consummo desta cidade no dia 9 do correte 5>
razas.
No dia 10-83 rezet.
MORTALUUDC DO DA 9.
Joio, brinco, 15 mezes, espasmo.
Vicente Ferreira de Bsrros, pardo, viuro, 50 an-
nos, diarrba.
Flora, pards, 3 sanos, tosse convulsa.
Manoel, preto, 2 annos. aslhms.
10
Gabriel Luiz Gonzaga, braoco, casada, 83 annoe,
tubrculo pulmonar.
------------v.Qb.^0 .bu v w.ciuu a turca ue truar- p^o,,c
da nacional que sempre se tem prestado oara au- de Souza.
Tili.ir nr.Hoi. T_______
xiliara polica.
Tenho dito
REVISTA DIANA.
Na quarta-feira ultim, lavando um indivi-
duo ura carallo em Fra de Portas, do lado do
mar, foi arrastrado 'por um tubario, desappare-
cendo incontinente da face d'agua, sem que fosse
achado as pesquizas a que se proceram loao
aps.
Dizem-nos ser esse individuo um portuguez
idoso, que era serrente da enfermara do arsenal
de marmita.
Amanhaa solemnisa a Associaco Typogra-
phica I'ernambucana o dia do seu padroeiro
S. Joio ante portam lalinam, por meio de urna'
missa cantada na igreja de N. S. da Penha, pelas
8 yi horas da maohia.
_ Foi devolvido directora geral da iostruc-
gao publica o processo instaurado contra o proles-
sor publico de Ipojuca, Jos Irioo da Silva Ssn-
tot, afim de ser intimada ao mesmo a senlenga
imposta pelo couselho director, tormalidade que
do mesmo nao constava.
Esta resolugio da presidencia lem porobjecto a
observancia do disposto no art. 95, ultima parte
da lei o. 369.
Foi removido o protossor publico de Aguas
Bellas^Liberato Tiburtno de Miranda Maciel, para
a cadeira de instruego elementar de Timbauba.
Por portara de 7 do crreme abri o Exm.
Sr. presidente da provincia, sobre proposta do ins-
pector da thesouraria provincial, um crdito sup-
pementar de 13:700}j, para occorrer no correte
exercicio as despezas da verba do 2 do art. 18
da lei do orgamento regente, cuja quota echava-
se exgotada,
Foram recolhidos i casa de delencao nos
das 6, 7, 8 e 9 do crranle 32 homens e 4 mu-
lheres, sendo 26 livres, 1 liberto e 9 escravos, a
saber: ordem do Dr. chefe de polica 9, inclu-
sive o preto Felippe, escravo de Antonio Jos
Das. Alexandrina, escrava de Jos Alves de Al-
buquerque Maranhio ; ordem do Dr. delegado
do V districto 3, inclusive o preto Cyriaco, es-
cravo de Manoel de Barros Accioli; 4 ordem do
subdelegado do Recito 6, entrando neste numero
Jos escravo de Francisco Alves da Costa; or-
den do de Ssnto Antonio 7, inclusive Chathari-
na, escrava de um tal Novaes, Joaquim, escravo
de Jos do Reg Pacheco, e Antonio, de Antonio
Mendes de Moraes Salgado ; ordem do de San-
Jos 4, inclusive o escravo Pedro, de D. Mara
de tal; e ordem do da Muribeca 7.
Passageiros da barca franceza Francklin, sa-
luda para Mirselba :Adelaide Sborgi e 2 Olhas,
Francisco Antonio Procopio, Jaques Vondooaen
Henlrique Riche. #'
Passageiros do hiate nacional Gratido, sa-
bido para o Aracaly:SilresUo Ferreira Cami-
nas e Manoel Ferreira dos Santos Caminha.
Passageiros do histe brasileiro Santa /tilo,
sahido para o Aracaly :Aotonio Jos de Lomos
Braga, Joio Luiz Gongalves Vianna, Joi Ferra
Vmlia e 1 Qlho menor.
Passageiros do vapor Jaguaribe, entrada
dos portos do tul:Manoel Joaquim Coelho,
Mara Victoria Pinheiro Piuho e 3 Ulhos, Joio
Joaquim Alves, Dr. Joio Paulo Monteiro de An-
drade, 1 escravo, 1 criado o 1 fllho. loseph Mar-
siglia, 3 escravas e 1 criada deD. Mara Victoria,
Vilo Emprota, Vicensa Emprota, Biase Emprota
Idolfonso Jos de Abren e Silva, Jas Pinto da
Molla, Antonio Damasceno dos Santos, Francisco
Luiz. Wanderley, Americo Luiz Waoderley, Mi-
guel Jos Barbosa Gnimaraes, l filha. 1 neta e 5
crudos, Eduardo Joa Teixeira, sua senhora el
criado, o cabo Florentino Ribairo.
i'assageiros ao Ta... n-.^ ..*...
osul:-Victorioo Teixeira.%Si ?"**"
Tito da Silva Guimaries. Dr. Abllio Alvanw ai'
niz de Castro, Dr. Herculano Aotonio Pereira da
ul^ti r,TM', 'J"11* lh0 8 escravos,
Manoel Caetano do Nascimeato Seuza, os escra-
vos Antonio, Jat. Ang.Uc, Coime e Manual, da
i>mphronio Olympio de Queiroga,
---------- *w-- ^ www uw \jurgiia mmvt tju
to, ambo alfares, uceanta quartelvmaaO. Joaie d.
Vicent. L. Silra' o".VtotorM dos- S.ntos'aal.aL
alfares Joiquioa BvarkUo doa Sao loa.
Baptisla Barbosa, o esccavo Luis, de* Maneal
Buirque de Macado, a escrava' Leonor, de Silvio
Guilherme de Barrea, o eeccaro Riymuada, da
Vicente Ferreira da Fosases, oa eecraao. atorce-
lino, Manoel, Th.ato a Joto, da Anlont Ricardo
do Reg. T. Antotoa, os *roaTboato Joio,
de Amonio Jat Leal Reia, Tarimo do Meciaa a 1
txttira, a escrava Auna, de Tbemaz Pnrn.ndo
CHRONICAJItURIA.
TIBUNIL DA RELACIO.
SESSO EM 7 DE MAIO DE 1861.
PRSSIDEUCIA 00 1XH. SR. COItSBLHEIRO ERBELirfO
DELEAO.
As 10 horas da manhia, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago
Silreira, Gilirana, Bastos de Olireira, Lourengo
Saoti-go, e Costa Motta, faltando os Srs. desem-
bargadores Silra Gomes e Guerra, procurador
da corda, foi aberta a sessio.
RECURSOS CRIMES.
Recrrante, Jos da Rocha Paranhos ; recorri-
do, Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Relator o Sr. desembargador Silreira.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Bastos de Olireira e Gilirana.
Improcedente.
Recerrento, o juizo; recorrido, Garrido &
Veiga.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa MoU;i,
Bastos de Olireira e Lourengo Santiago.
Ficou adiado.
A GR ATO DE PETigXo.
Aggrarante, Ignacio Francisco Cabral Cantanil;
aggrarado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Bastos de
Oliveira e Gilirana. -
Negaram provimento.
APPELLAgES CRIBES.
Appellante, Manoel dos Santos Martins Roma-
no ; appellado, Laurentino Corris dos Santos
Marques.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Hypolito Cm-
siano do Soceorro.
Improcedente
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Jos
Correia e outros.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Joa-
quim Pereira da Silva.
A' novo jury.
Appellante, o promotor; appellado, Joo Mau-
ricio das Neves.
A' novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Severino Jos
Improcedente.
DESIG.AQAO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das seguinles
appellaces crimes:
Appelante, o juizo ; appellado, Severino Cor-
rea de Araujo.
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Cesario
Rodrigues.
Appellante, Jeronymo Mauricio de Souza; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, Joio Rufo de Freilas; appella-
do, o juizo.
As appellaces civeis :
Appellante, Joio Paulo de Araujo ; appellado,
Alexandre Ferreira dos Santo Caminha.
Appellante, Antonio Jos de Carvalho Santia-
go ; appellado, Dr. Joo Jos Pinto.
Appellante. Jos Joaquim Theotonio de Mello ;
appellado, Adlonio Luiz dos Santos.
DISTRIBUIC.ES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, o
appellaces crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Xa-
vier de Mello Falcio.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellages
crimes :
Appellante, Antonio Marinho Paes Brrelo ;
appellado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Gilirana, a appellaco
civel:
Appellante, Joaquina Mara Pereira Vianna i
appellado, Jos Joaquim de Oliveira
Ao Sr. desembargador Motta, o dia de appa-
recer : "
Appellante, Zozina Isidora Landelina Carneiro
da Cunha ; appellado, Gregorio Francisco de
Jess.
As 2 horas encerrou-se a sessio.
TRIBUNAL DO COIIERCIQ.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 10 DE MAIO
DE 1861.
rRESIDEHCIA DO EM. SR. DESEMBARGADOR
I. k. DE SOUZA.
As 10 horas da maohia, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lomos e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Um oiTicio da presidencia da provincia, de 6 da
maio, acompanhando exemplares do decreto nu-
mero 2,733 de 23 de Janeiro ultimo, que marca o
modo do verificar-se as transaeges e transferen-
cias de aegoes de companhias e ttulos da divida
publica e quaesquer outros-Accuse-se a recep-
go o remetla-se junta dos corrdores.
DESPACHOS
Um requerimeoto de Caminha & Filhos, pe-
dindo rehabilitago. Haja vista ao Sr. dbsem-
bargaeor fiscal.
Outro de Manoel Lopes Guimaries, satisfazen-
do o despacho de 2 do crrante. Recorra aos
meios ordinarios.
Outro de Bernardo Pereira do Vsile Porto, Joio
Ribeiro Lopes Alfredo Benrique Garca, pedin-
do o registro do seu contrato social.Vista ao Sr.
desembargador fiscal.
Outro de Frandsco Aires de Moraes Pires, sa-
tlsfazendo o despacho de 25 de abril ultimo.
Volte ao Sr. desembargador fiscal.
Outro de Antonio Baptista Nogueira, satiafa-
zendo o despacho de t de maio crrante. f>
mesmo despacho.
Outro de Sacaren Barbosa & Companhia, vis-
to pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo o re-
gistro de seu contrato social com Joaquim Jos
da Silva.Registra-se.
Outro da Almeidafi Andrade, pedindo o regis-
tro do seu contrato seci.1. Haja visto ao Sr.
desembargador fiscal.
Outro de Joio da Silva Ferreira, pedindo por
?2*" *A?r d0 "*'"> da sua nomeacio do
oaiM ro *} & SilvaComo requer.
Outro de Joio Bernardioo dcnsta Reno Mor.
tetro eJooBaplista Gongalves Ba^S6*!.??,""
Frededoo modo o despecho do tribunal de 15 de'i "e""!?
wnin.. v"at nwnwoo zenao o aespacno do tribunal di zS d i..
*ItoAlM*&n.hinint.Joloar esa* dt> Jote Aire* Ferreira. Nao tem
logar.
^^^^^^T^^^^^^^''^^^
JtUio.De-se-lhe.
f.d mato bonve.
8ESBJ' JUDiaAfllA~BH O DI MAIO.
PRBSIDE5CIA DO XX. SR. DXSIMSAR6ADOR
aontA.
Siertktrio. JklUt Guimaret.
A raajI M. cbasato' IB prcaratM oc Sr.


----------------.
** mtmmjtmmc mmm i* mmiom mu
4!>
desembtrpdor VilUre,, e deput.do.lego. Le-
os, Baitos Sitvatra, o Sr. predoente irlo a
NHK
,J^*: M PrWttta i acto a avisto de 2 do
Faltn o Sr. deacmbsriedor Sirva Calmarles!
OSr. deaeiabargador Villanoo aediy di., foi
Wgnado o primeiro olU, para julgamentos doc
e amargos que peodea da appettacio commeroial
otre partea :
ApftWaarte, Fifippe Ivery Afforrso Forrerra a on-
te>S her dures de ftosatoges Affetaa Perreira ;
appelUdo, Joa Catetel Perdra de Lyra.
WtlCTWCIAS.
Asonante. Bernardo Josa de Barro; appd-
aoo, Joaquim Francisco da Albuqaorque San-
trago. '
vista u parta*.
1 nada ais havendo a trtlai; o Exm. Sr. pre-
sidente levantou a sessio.
RTDORKIFK.
V SESMO.
Ba le mato.
PRESIDENCIA 0 SR. DR. lll DE DIRITO DA faj-
EIRA TARA CMOUiUI. BSRMARDO HACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor pubRco o Sr. Dr. Francisco Leopol-
d\no de Guarna lobo.
Etcrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteras Clemente.
Deveade aar aumaettide julgamento 00 dia
d o reo Joao Paulo Dias da Motta, aecusado por
crime de ferim setos teres, rouoiram-se na sal
u',"ry ** Sn- Drti i-*1 de dirdto, promotor
publico, o escrivio prrvaliro, o reo 10 ju-
rados.
Jlio se raunindo numero legal, o Dr. presi-
dente do jury encarrou oa trabelnos a ti horas
e meia, designando o dia tO para continuadlo
da sessio.
Requerendo o Dr. promotor publico que en-
traase immedialamente em julgamento o reo Is-
mael, escraro de Paulina de Racha Bastos, cui'o
julgameuto ha-via sida adiado por tres dias para
dar lempo eitraccio de urna cerlidio de idade,
deferido o requerimento, juataodu-se aos
ewtd^o Sr. BiraU raquerou e foi approvado,
ano riso lar a jante inrrwgido acaedrtaeameo.
te a le, a caraira por forja do art. Sf da Iei do 1*
de tetembro de 1828, reprasenusse a presidencia
di prorincia contra a $m procesa ment, aflmde
que S. Exc. a Blaise cumprir a aua obrigocAo.
* Oatro p floral fc^Vfcrta. ialofnuSdV ao-
hra a pnelo de Joao Martina de Barros, duen-
do, quanto a primeiro parte damesma, qae com
**-.*1^-0 nf^*"o immcdiacio do sitio de AntonioFerreire da Coa-
r. pan ontao aaber qual a parte deaoeela-
1855, incompleta, contradictoria, inopenaada, B-
>na do enUnaiesoM de amaranto a doe toaoeloa
ministerios*.
Lei iaeootettla alasMsala, parvo consa-
grando a idea de diatrietes, devia noeassartamen-
to comatosa-Ja, consogrando igualaeote a otra
qne a eleicio direct.
fcadietoria, porque lando ella por fia
principal proranir oa abusos, eonsagrou a idea
Pjaanunente da lei reformada, qual seje a da elel-
{8o indirecta, por meio da qual com tanta fadli-
oi
autos a raesnia certidio.
Bia f de malo.
Reo.Ismael, escraro de Paurioa Mara Bastos.
Crime.Morte, proveniente de farimentos graves.
Juizo processanle.O do Sr. subdelegado de
Santo Antonio.
Adrogado e curador.O Sr. Dr. Antonio Jos
da Costa Ribeiro.
A's 10 horas da manhia o eacrirao procede i
chamada e verifica eslarem presentes 42 Srs.
jurados c
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberla a
seaso, relevando das multas anteriores aos Sri
jurados que compareceram aos trabalhos do dia,
e multando em 209000 aquelles que nao com-
pareceram, havendo sido notificados.
Entra em julgamento o reo Ismael, escravo de
Paulina Mara Baalos, pronunciado pela subde-
legado da freguezia do Santo Antonio, como in-
curro no art. 205 do cdigo criminal, sendo re-
formada a pronuncia pelo Dr. juiz municipal
da segunda vara para ser o delicio densificado no
art. 198 do mesmo cdigo.
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tenga, sao definitivamente eleitos os seguiotes
Srs. juizes de facto, quem deferido o jura-
mento aos Santos Evaogelhos:
Francisco Maia Cortes.
Filippe Duarle Pereira Jnior.
Manoel Ploduardo Hendes Lins.
Flix Paes da Silva Pereira.
Joo Goncalves Pires Perreira.
Antonio Francisco Lisboa Estoves.
Manoel Rento de Barros Wanderley.
Jos Lepes de Oliveira Jnior.
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
Joao Pessoa da Gama.
Jos Antonio Moreira.
Foram recusados no acto do sorteio pelo Sr.
Dr. promotor publico, os segualas Srs. tu-
rados : '
Deolindo Cesar de Oliveira Carapello.
{Jmbelino Maximino de Carvalho.
Paulo Valentim Nigromante.
Sabino Jos de Almeida.
Miguel Pereira Geraldes.
Pora a recueados pelo carado do reo o Sr.
Dr. Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro, os se-
Ruinles Srs. juizes de faci :
Joo Climico Freir.
Joaquim de Sant'Anna Montero.
Horacio de Gusmo Coelho.
Thomaz Jos da Silva Gusmao Jnior (tkmna.
reiro da thosouraria provincial.!
Podro Alezandrioo Ortiz Camargo.
Declararam-se impedidos de servirem no con-
selho de senten^a, os Srs. :
Francisco Campello Pires Perreira.
Joo Antonio da Silva Pereira.
O reo interrogado e nega a sutoria do fado
criminoio que lhe imputado.
Seguem-so os te/mos ordinarios do processo
de julgamento.
Em vista das respostas ao3 questos, o Dr.
presidente do jury lavra a sentenca que absolve
ao reo e condemna a municipalidade pagar
gar as cusas do processo.
O Dr. promotor publico appella dessa deciso
para o superior tribunal da relaco.
Nada mais havendo a tratar.
O Sr. Presidente leveotou a aessao s 5 horas
da urda.
gado, que lhe eompele aterrar, valo que a ou-
tre parte o deve ser por esta cmara : que quan-
* !'6"d, P"19' ga, ao achara um porquinho, cuja conservaba o
ah Bao poda ser vedada, por nao haver lei que
assim o disponha.Reaolveu-se que o engenhei-
ro iflformatae ae o terreno oceupado com ala-
gado destinado a serventa pdblica.
Outro do fiscal de S. Jos pedindo o pagamen-
to da quantia de dous mil reis, que dispendera
com o enterrameoto d'ura cavallo qne fora arro-
jado pelo mar por traz da fortaleza da Cinco-Pun-
tas, no dia 17 do correte.Mandou-se passar
mandado.
Outro do mesmo,requisitaode maia tras peda-
mos de correte de ferro, de 26 palmos cada um,
a 9 cadeados ; para prender os eouces das por-
turas dos curraes do aatadouro, afta de vitar
por ahi a iotrodueco e miatura da razas novas
com as velhas, sem lerem aquellas o tempe de
descaaco para serem moras.Qae o procurador
uornecesse.
Outro do fiscal do Afogados, communicando
em satisiacio a ordem, que lhe fora expedida
coa a copia da representa;o, que presiden-
cia da prorincie fez o director das obras publicas,
em virtude de outra do aiudante deengeuheiro
Felinano Rodrigues da Silva, que, dirigiodo-ae
a estrada do Giquid, a achara em bom estado,
sem esse lamaral e a toleiro, quedisae o mes-
mo ajudanie de engenheiro existe defroute da ta-
berna de Antonio Joaquim de Mello.Que iato
mesmo se informasse presidencia.
Em consequeacia de ter o Sr. Barata submetti-
do ao conhecimento da cmara a partidpagao
por escripto do actual administrador do maiadou-
ro, da se acharem em muilo mo estado os cur-
raos daquelle eatabaleeimenlo, to cheios de la-
ma, que as rases se atolam at o veotre, e mui-
las rezos morrem, resolveu a cmara que o en-
genheiro orcasse, com urgeccia, a despeza coa
mais ua curral de madeira em lugar conveni-
ente, levando em conta a madeira alli existente.
Passou tambem, requerimento do Sr. Henri-
ques da Silva, que o engenheiro or;asse a obra
de um poco com tanque, onde o gado posas be-
ber agua.
Preslaram juramento, por procurado, os jui-
zes de paz Francisco do Reg Barros Brrelo, Dr.
Miguel Felippe de Souza Lio, o Joe Francisco
de Barros Reg.
Despacharam-se as peticoes de Antonio Jos
Bitincurt, Antonio Mara de Meodonca Antonio
Bernardo Quinteiro, |Anlonio Pinto de Barros,
Bernardo Jos Rodrigues Pinheiro, Christova
Sarrtiago flo Nascimento, Custodio Jos Perreira,
major Gustavo Jos do Reg, Hermenegildo Edu-
ardo do Reg Monteiro, Joo Martinsde Barros,
Luiz de Franca Rodrigues Roma, Romualdo An-
tonio do Sacramento, e levantou-seja sesso.
Eu Manoel Perreira Accioli, secretario o es-
crevi.Henriques da Silva.Cesario de Mello.
Mello.Reg Maia.Barata d'Almeida.Reg.
DURIO DE PERNAMBUCQ-
A assembla provincial approvou hontem: em
2* discesso o projecto n. 35 bis deste anno, o de
o. 36 de 1859, e de n. 20 com a segainle emen-
dadepois das patarras primeiro escriplurarto
da thesouraria provincial, acrescente-see Jos
de Barros Correa Selte, fiel do thesoureiro do
consulado provincial.Souza Reis, Dr. Manoel
de Figueira, Martins Pereira.
Passaodo-se coDlinuaco da 3a da forca po-
licial, oraram os Srs. Miranda, Lucena e Oliveira
Andrade, Meando a materia adiada, e com a pa-
tarra o St. Gaspar Drummond.
A ordem do dia de hoje : Ia diseussio dos
projectos n. 83 e 30, a 3a do de n. 26, e conti-
nuacao da antecedente.
CAiilU MUNICIPAL DO RECIFL
SESSO EXTAORDINARIA AOS 25 DE ABRIL
DE 1861.
Presidencia do Sr. Dr. Henriques da Silva.
Presentes os Srs. Barata, Mello, Reg, e Seve,
faltando sem causa os maia senhores, abrio-se
a sessao, e lida e approvada a acta da antece-
dente.
Leu-se o seguala
EXPEDIENTE :
Um offlcio do Eim. vice-presidente, mandan-
do, para tisfizer a resoluco da assembla legis-
lativa provincial, que a cmara informasse acer-
ca do projecto, que remettia, aob n. 36. relativa-
mente a aposentadorla dos empregados da mes-
as cmara.Que se respoodesse com ainfor-
maco j dada sobre o meama objecto aos 9 da
abril de 1859.
Outro do engenheiro cordeador informando
que Francisco Jos da Silva Mayer pode construir
os dous quartos de lijlo e cal, que pretende no
fundo do oito de sua propriedade, no lugar da
Capunga, pois vem elles a ficar no ioterior do
sitio.Concedeu-se a licenca requerida.
Outro do mesmo, dizendo sobre o requerimen-
to em que alguna moradores e propriatarios da
estrada do Rosarinho pelem o alargamento da
mesma, na frente do sitio de Ignacio Manoel Vle-
gas, que verdade aor a estrada naquelle ponto,
e muilo converia alarga-la para commodidade
publica, principalmente nao lendo a cmara de
pagar iodemnisaco alguma pelo terreno para
isto preciso: que quanto ao porao a cerca, que
os peticionnos querem que a cmara faca, em
compensaco do terreno que se cede gratuita-
mente, pareeia-lhe que tn vez de a cmara se
obrigar a isto, antes traUsse com os proprelarios
dclles para dar-lho o que vallessem.Addiado,
a requerimento do Sr. Barata.
Outro do procurador, dizendo em cumprimen-
to do despacho lanzado oa pelicao de Christovo
Santiago do Nascimente, que os quatro talhos do
agougue do l.rg0 da Ribeira de S. Jos, desti-
nados a criadores, esto por deliberado desta c-
mara, entregues gratoitamente, a Jos Lucio Lins
Luiz Jos Lneas de Mallo, este como criador:
que lhe consta que esses talhos teem sido e con-
iousa a ser abastecidos do carne, mas como o
aappeaote pede daos.a adereces renda mental
de oito mil bu por cada a, lhe pareoia qae da-
va ser atlendido, entregando-se-lhe os talhos
ocenpados por Jas Lucia Lins, visto nao ser
criador, e nada por elles pagar.Assim se re-
solveu, e requerimento do Sr, Barata mandon-
as ordenar ao procurador que verifleasse se Lu-
cas de Mello, 4 comefletto criador, e se nao, es-
tipulasse a renda qae deve pagar pelos talhos
que oceupa.
Outro do mesmo, commsmicando, afta de que
da fiKoraPoio appareceesoar duvidas aobrasuas
Satas, ojaa ajavta da quasidea^ie daeta fragae-
* de Santa Antalo anda nao tinha coadurdo aa
aaaa traWlhaa, aperar aa art. 10 da iei de 1 de
agosto da 18*6 a marear 20dias aa otis tardar,
para alias; entretaaraate que a rimara estar
fazendo ama aspees diaria cesa oa aovis, que
mandara alie procurador para a matriz, molar
aoro do ve fazia se os trabalhoj da junU oa U-
reasea arrimado ao prezo da le. Posto oa dit-
REFOHkA ELEITORAL. ELEICXO DIRECTA.
II
Eis o resumo, que no artigo precedente pro-
mettemos nossos letorea, do folheto ononymo
ouiulaoo tteforma eleiloralleirao directa.
Principia o Ilustre publicista de S. Paulo,
aponiendo rpidamente or crimes dos partidos
que tem gorernado o Brasil.
Exproba o partido liberal o ter corrido acce-
lertdo pela senda da anarchia, cimmovendo as
massas populares, erguendo os pobres contra os
ricos, os pequeos contra os grandes, os gober-
nados contra os gevernantes, o povo contra o po-
der, correado com o arehote em punho as pro-
vincias da Baha, Pernamhuco, Rio-Grande, Mi-
nas e S. Paulo, ssipieando com saogue brasileiro
o pendi auri-vermelho.
Accusa o partido coaserrador de ter abastarda-
do a jury, rebaiado a guarda nacional, e ligado
as provincias um poder central egosta e op-
pressor.
Crimina o partido da conciliario de ter abatido
es partidos, encadeado os espirito*, subjugado as
voptades, escravissdo o paiz, erguido urna oligar-
Chia mascarada com libr mullicar, chegando por
meie da corrupgo s leis, que dividiram o im-
perio ero districtos eleitoraes.
Diz, como todos sabemos, que nao nova a
idea de elei;ao direcla, que mais de ama vez lea
ella sido proposta na cmara dos deputados, e
que de certo teria sido adoptada, se as cmaras
nao eslivessem avassalsdas ao poder.
Citando a legislado das repblicas francezasde
1793 e de 1848, assim como a da restauracio de
1817, moslra que todas ellas estabelecem a elei-
cao directa cem, oh sem restriegues.
Esta idea antiga e escripia uas paginas dos di-
reitos polticos de quasi todos os poros, deve na
opinio do autor ser defendida por todos os Bra-
sileros, que smam decorado a patria, e se nao
deixam subjugar por mesquinhos inleressas d
fac$5es ; nio para contar victorias e ridiculo
triumphos de partido, mas como medida de sal-
vacio, reclamada pelas dreumstancias peculiares
do povo brasileiro.
A eleicio directa vi levantar barreira s pai-
xoes desordenadas das acjoes revolucionarias e
s oligarchias ; aera a saUa-guarJa do mrito,
da virtude, do talento, da capacidade, iseota dos
abusos, da fraude e da corrupto do dinheiro dos
partidos ou do goveroo, e por isso aconselha a
imprensa, qne brade unissona: Queremos a
eleiao directa ; o nico pharol que pode salvar
a nao do estado oeste ocano irritado pelo cho-
que violento das paixes humanas ; a nica es-
trella no firmamento d sciencia poltica, que nos
pode conduzir, qual o povo de IsraeL i trra da
proaisaio.
Alfirma o oosso autor que um parlamento pa-
tritico, lirra e indepeodente nio pode deixar de
cumprir o seu dever, satisfazendo esta necesslda-
de publica, porque patente a impotencia da lei
actual, e a das leis que a precederam para dar
urna representacio nar.innul gpnuina.
A lei de 19 de agosto de 1846 promulgada para
evitar os abusos, a fraude e todos os mais vidos
e crimes nio produziaa outro effeito mais do que
serem o punhal dos partidistas, ou as bayonetas
dos soldados, os nicos eleitores, que eseolhiam
os representantes da naci.
Era a eleigo directa por provincias, cuja con-
demuaco eterna est no facto de ter dado i am-
bos os partidos cmaras unnimes.
O mrito, a iotelligencia, a capicidade eraa
preteridos pelos guarrilheiros e capangas eleito-
raes. os quaes todos facclosoa e revolucinenos
s tiobam em vista esttagar completamente aeus
adversarios, tolhendo-lhes todo o meio de accao,
para chegar eleicio dos aftthados, nio pelo vot
do povo, mas peto punhal do sicario, oa pela
bayoneta do soldada.
A enssnguentada lei de 1846, fatal e perniciosa
arrastou o paiz i rerolocdes esteris, escravisou,
aaarchisou a pavo a ptaatou a desordam; era
desmoraliaocjio par toda a parta.
Burga eolio a idea salvadora da eleicio directa
por dietrictot, mu os que ganhsvam coa a das-
astrosa Ancua Ui da 1844 travawm renhida
combata contra o nova ayataaa elaitoral, a pa-
sar da rasolaco a avdaeia do nanea Jssaz cbora-
* m!S!*i* *Vf*****9W**m suadMca-la
asaeofitataeaV, porque ata coa eod rafeicio
di cu aar distados, auaaia a elaicie indi-
recta* ^
Apparocoa eoto em Ui da 1 da satoabro da-
mos e essas (nudas.
Deu-se usa paaoe, a etewlo'par didrictos, aas
conserrou-aa a elaicio indirecta, e (leamos no la-
macal ensingaeatado da lei da 1846.
Aa oligarchias, que paracism ter morrido as
espitara das piovineus, levanUram-se eom mais
firmeza e mata amoecidoras aos districtos eleito-
raes, e todos vaos asas peqoeoinas ohgarchias
de aldea, estpidas a ogoiatas, que nio atlende-
ram ea os rarareeaes do pafr, nem saanve-
nienciaa de mus pardos, fazendo da eldcie o
patronato de afllhadagens. Com a nova le nio
se evitou nem a ponhsl, nem s bayoneta, tive-
vernos mais a corrupcio do dinheiro.
E, pois, evidente que as duas ultimas reformas
reseniom-so dos meamos inconvenientes da lei
reformada, e que estas reformas tem sido incom-
pletas e contradictorias, por quanto consagrando
a idea da eleigio por districtos, deriam oecessa-
riameDte consagrar a eleicio direda, que o seu
complemente.
Na eleicio directa a lei quem designa os elei-
tores por ado das qualifkacoes geraes. Ora a lei
sempre ha de aar mais justa, mais inflexivel, im-
parcial, incapaz da a dobrar influencias Ile-
gitimas do que o povo disperso pelo territorio,
fraccionado enj unidadesindividuaes, aero ideas,
nem interesses geraes, dominado pelo senhor da
ierra em que vive, sobre a piessio minuciosa da
polica, ou de outras influencias illegitimaa e cor-
ruptoras.
Anda quando a eleicio directa nio tivesse so-
bre a indirecta, seno a superoridade de substi-
tuir a eleicio actual de eleitores por urna lei, que
designe quem apto para ser eleitor, bastara isso
para que a eleicio directa merecesse a preferen-
cia, como medida desalvacio publica, j que to-
das asnossss eleigoes primerias tem ddo verda-
deras guerras intestinas, em que os ataques e as
violencias de todo o genero contra a liberdade, e
a seguranza do cidadao nada sao em comparaco
dos males esusados pela immoralidade e corrup-
cio defendidas pela sociedade nessas orgias, em
que, como disse um nosso estadista, esiio'sus-
pensas as garantas da probidade e da honra.
No syslema da eleicioindireta o eleitor ins-
trumento mais ou menos ceg do partido, ou
influencia local, que triumpha na eleicio pri-
maria. '
No systems da elegi directa lei, e s I lei
devem os cidadaos o honroso cargo de eleitores,
e nem um psrtido, ou influencia sejulgscom di-
reito iirevogavel sobre o seu voto. Para o con-
seguir sao as influencias obrigadas obter urna
accetacio voluntaria e refleclida, deixando por
isso mesmo de ser ilegitimas.
Na eleicio directa coocorrem paia eleger os de-
putados todos os cidadios, que reunem os predi-
cados para isso exigidos por lei, sem que se in-
quira a opinio, partido, ou iotereise, A que per-
encem, e por isso o resultado da eleigio mani-
festa com certeza, que opinio, partido, ou
interesse perlence a verdadeira mabria, sem quo
aquelle, que sabe vencido tenha o menor dreito
de se queizar, pois que leve na lua toda a in-
fluenria, que legtimamente lhe competia. Um
tal processo pois, natural e lgicamente o pro-
cesso eleitoral do aoverno represeslativo, que
deve sempre, e por toda a parle esfoicar-se para
assegurar a co-existencia e a luta as diversas
opinies, afim de que a victoria da naioria seja
sempre verdadeira, e devida urna superoridade
nacional e real, e nunca artificial, e devida op-
pressio da minera previamente excluida da
arena.
Sao estas as razes fundamentaos, que o autor
expende em abono da eleicio directa.
To fundadas nos pareceram nos fados, que,
ha tantos annos, temos presenciado, que o deso-
jo de as vulgarisar, nos levou repcoduzi-lasem
resumo.
Muito e rauit estimaramos que osbons cida-
dios, aquelles que amam realmente o Brasil, e
nio se acharo escravisados faccoes, reflectissem
nestas verdades, ese convencessera, como nos es-
tamos convencidos, bem sincera e desitueressa-
dsmente, da necaidade urgente de con verter es-
sas verdades em realidades praticas.
Por este modo se estabalaoeria urna opinio
publica verdadeira e irreoislivel, e s ella pode-
ria vencer a pertinaz resistencia, que as influen-
cias odebitas das faeses e das oligarchias nio de
oppOr esse meio nico de ebegarmos ter urna
representacio realmente aacionol.
No seguate artigo esorcar-nos-hemos por tor-
nar sensiveis estas verdades com exemplos tira-
dos das nossas elet?oes indirectas actuaos.
ditos ditos, eI emaaapatfaitoa ; a Joaquiv
B. de Barros.
Communicados.
I
Residindo fra desta cidade, como se sabe,
agora tive conhecimento do aonuneio que o'Sr.
Jos Ferraz Daltro fez publicar no Diario n. 103
de sabbado 4 do andante mez.
Cumprindo-me protestar contra o quo se I
em dito annuncio, atim de afugentar de sobre
miro a imputacao que aleivosamente ae me quer
fazer, devo urna explicacio ao publico.
E' verdade que tenciono desfozer-me, nao de
urna pequea parte do engenho Pintagueira, co-
mo diz o Sr Ferraz, mas de todo elle que hoje
de miohs propriedade, coaprehendeodo alguns
escravos, bois, etc.: mas verdsde tambem que
isso s lera lugar quando aquelles bens se acha-
rem livres dos encargos que sobre elles pesara
quer relativamente a obrigagio de que falla
Sr. Ferraz, quer relativamente a outras, que te-
nho contrahido com diversos, as quaes darei
cumprimento, como sempre -teoho tido por cos-
turae.
E sb tal condicio que teoho ajustado a ven-
da dos ditos bens com o Illm Sr. Joaquim Mau-
ricio Wanderley, como provarei opportunaraenle
com_cartas do mesmo senhor, a quem nesla oc-
casio escrevo neste sentido, e cuja resposta nao
me pode chegar a lempo de ser publicada com
esta explicarlo.
E verdade sin da que contralei com o Sr. Fer-
raz a factura de ama obra, que nio eat smente
eomegids, como inscientemente diz o mesmo se-
ohor, mas em concluso, como teria verificado,
se se dsse ao trabalho de alguma vez apoarecer
em dita obra ; sendo que a concluso della tea
sido demorada por causas, que nio estavam ao
meu alcance remover, como as incessanles chu-
ras, que desde o principio do corrale anoo
teemcahido.
E' porm ioexido que tivesse recebidoa
melhor parta do valor porque a obra foi emprei-
'd, Appello para a conscieucia do mesmo
Sr. Ferraz, que nio podar negar certameote
que eu a tenho recebido adiantado parta d
importaucia da penltima preatacio, a qual se-
gundo o nosso contrato sobre o referida obra eu
s tioha direito as proximidades de sua conclu-
so, assim coao a ultima, depois della conclu-
da ; o que prova que a obra nio ests em comeco
como diz o Sr Ferrax mas sim em concluso.
Sendo a verdade o que at aqai tenh> dito
na aoi que vem o annuncio que o Sr. Ferraz
fez publiear por esta oiur.u, 1 *, querer
swppor da parle do mesmo senhor a mesquinha
intengio de desconceituar-me peraute o publico
anresentaodo-me como um hornea que nio co-
nbece toda a axtansao de ama obngafio, em ca-
jo cumplimento empenha a sua honra.
Tendooava aproveitar a occasiao para dirigir
duas paiavrae ao Sr, Jos Ferraz Daltro : nio o
tafia.
Domis,a que pedera dizer ao Sr. Ferraz?
One fra precipitado e imprudente, ae publicoo
annuncio a que respondo, simples informaces
vagas, ou calumniador, te o fez com iotencio de
oflsnder-me ?
E" o que a eonscieacia do masao seohor lhe
advertir.
Oeixo ao publico a
ment do Sr. Ferraz.
leeitolO da asiode 18CI.
Abilio Fernandes trigo de Loureiro.
qujQcaeao do procedi-
FublicaQoe a peido>
^ssinp Hitar.
Dsaatirsa pnr*k
ida, por*i.v
* tot|rap _
Senhores. De
os pelo Sr, Or. che fe d* po-
no doe brinde* feitoe no baile
"j agradecer o brinde, qwa sa
acaba de fazer i magistratura brasifciro : eam-
prfBaoto. a qne eu, aeabro dessa magistratura,
"P^fw ncar indiaranta, aobreludo quando o
nobre fllbo de Marte, que o dirige/ coa luomi
benovoleneit mendona o meu nomt.
LevanUndo-me pora exprimir m agraded-
mento, apprevaito a oceasio peta aaudar a brio-
sa classe militar, urna das mais dislindss corpo-
raciea de astado.
Miigistrodo, eu aoaindHfereeto ao brtlho da
aspada, que se ennobree ante os daas ajtorioaoa
ttuloshonra e fidedade-com que tambem se
ennobreceatoga.
A espada e a loga sao doaa symbolos: estes
dous symbolos rapraasataa a razio e a energa
das nscoes: Vffl ratioesaa enargia nao subsis-
lem os imperios. Compre, que os representantes
de ambos os symbolos te barnoaisem, porque
dessa harmona sarga a larca motora da vida so-
Os servidas da nobro classe militar por tal for-
? l?!9^"*1 t* "1i**m. toa sao sem -
pre correUUros; pola se o magistrado enuncia o
peosamento da leL o militar o tradoz em facto :
sao duas corpors?6es, que marchara em linhas
parallelaa sem tocar-se as funecoes, mas con-
funndo-ae no contingente prestado ao bem do
parz, euji prosperidade grandemente depende do
aceordo de ambas as corporales ; accorflo que
subsistir emquanlo cada urna dellas tiver por
norma de seu proceler a lei, esss expressio se-
vera da vontade nacional, que significa o homem
SOCIfti.
Se o magistrado nia eocontra o apoio do mili-
tar a le nao urna realidade ; se o militar pro-
fdlb enunci';" do magistrado a lei um
A corporsQio militar, senhores, se ha tornado
merecedora de grandes sympatbUs no paiz. por-
que tem sempre propugnado por dous principios
verdadeiramento nadqnses: Inslituices livres
no interior, msntenca dos bros patrios do ex-
terior. v
A fores, qae realisa taes principios, a forja, qoe
nos faculta apreciar as consequencias delles,
por certo urna potencia sympalhica. Tanto pode
o criterio do general, e a obediencia do soldado 1,
\* .na.Ter.da<,e """o Pra notar em honra do
soiaaao brasileiro, que a sua espada aindase nio'do Sul, manifeslou o seauinte
.
8 radas de arcos da pa, 8 caiias hnhos : a
Manoel Dnsrts Rodrigase.
. <*> aarhxo hatatoe, 4 ditas arehotas, 10 soceos
farallo, 4,300 raatoaes atbalmit Alsteida Comes
Alada C.
1 carxao eatpkaes ; a Amara di Iraioe.
f barril vaha, 1 eaiaa traodnbas, 1 esixio li-
aba e nveas de algadio; a Jos Aires da Suva
Goiseoraes.
30 barricas arinha de trigo, M barris e 50 cai-
sas vinhos; a D. A. Uaiheas.
80 saceos feijio, 10 berru presuntos : a Fran-
cisco Guedes de Araujo.
1 eaixao carne; a Francisco fos Lefle.
1 drto om saucluario ; a Jos Francisco de Are-
vedo.
2 barr vinho; a Antonio Jos Arsntes.
12 caixoe vinho, 10 ditos pomada, 2 aaceos lo-
Ihas de louro. 146 condenas, 1 sof, I mesa e 24
csdeirss ; a Manoel Barbosa Ribeiro.
6i caoastras albos, 185 cunhe'les sebo em pao,
50 ditos vela de dito ; a Manoel Joaquim 111 moa
e Silva.
2Lba"is *reit8 doc* : Arevedo 4 Mendes.
lf rodas de eos de pao ; a Antonio Nogudra
dos Santos.
104 canastras alhos ; a Cosme Jos dos-Santos
Collares.
4 calxes podras de afisr, escovss, missangas
de vidro. obras de palheU falsa, miudezas, ele:
a Aires dt C.
Barca nacional MatMIde, rinda do Rio Grande
do Sul. consignada a Manoel Aires Guerra, ma-
n Testo u o seguiute :
10,200 arrobas de carne de charque, 98 sno-
baa de sebo, e 50 coutos vaccuus seceos: a
mesmo.
Pataeho brasileiro Anno, vindo do Rio Grsn-
de do Sel consignado a Taaao dr. Itmo, manifes-
teu o ssguinte :
8,079 arrobas de carne dechsrque, 16 ditas de
sebo em rama, 50 eouros vaceuns, 50 barris
chumbo de municio, 149 caixas fogo da China
aos meamos.
Brigue nacional Algrete, vindo do Rio-Grande
ea*.e>a da aia*.
Prasasr ss 5 k. e 18' da tarda, altara 7. p.
Bairaaar as 11 e daa.Dhia, altara 1, p.
daMtTal0rt0 d aM,M,d' mariDn. 10de asid*
Romano Ste^le,
* taoaate.
dnsembainhou rutilando com b distico rebel-
da; ete distico a nio manchar. Elle saber
manter a sua brilhanle reputaco de leaPe vale-
roso, maniendo em seu peito osmor monsrehis
constitucional, que jurou sustentar: o juramento
do soldado nio se viola.
Cumpridorde seu dover, sonde o chama esse
dever, ahi est o soldado brasileiro : nunca a oc-
easio critica o vio entibiar, antes com o perigo e
com as difficuldades crescam o sen civismo e o
seu deoodo. Em o nosso bergo surgem os heroi-
cos sacrificios da independencia ; no primeiro
reinado os brios nacionaessao mantidos as fron-
teras de sul; na meaoridade suslenta-se o in-
fante, aymbole da prosperidade do grande impe-
rio ; no rdnado actual vemos o nome brasileiro
respeitado fora das nossas raas, a paz interna as-
segurada.
Quem tem feito tudoisso? A espada do solda-
do subordinada a lei.
Se a corporac.ao militar pois tem tic digna-
mente procedido, merece na fests solemne cele-
brada ea obsequio aos dous Ilustres generaos,
que hoje dirigem ss torcas de trra eflo mar, uaa
saudago sincera ; o assim eu proponhoum brin-
deAo exercito e a armada, dignos sustentculos
da lei e da honra nacional.
Trtloo TAlencar Araripe.
SONETO.
lYuma hora de tristeza.
Virgem, qae tanta aaei, qne adoro hato.
Quando meu corpo desmaiar sem vdi.
Na louza em que eu dormir compadec.da
Vai ao meaos verter saudoso pranto.
Deixa, virgem, banhar teu relo santo
Urna lagrima s porem sentida,
Quo minlia alma ntreos tmulos perdida
En te amoinda dir n'um triste canto.
Convtigo chorario sobre meu leito.
Os goivos, que brotarem e o cipreste
Ao lado de meu eorpo em p dafeito....
Des ao manos ao morto o qae nio dsto
Emquanlo rivo foi, sempre sujeito
A' teus encantos,esse amor celeste I
.... 5 de 9aio de 1861.
M...
CtMMXRCIO.
Vlfandaj>a.
Rendimeao io dia 1 a 8 .
dem do da 10. ... .
96:613*790
142163736
110:830*5*6
Mevfmento da alfandeaga.
Voluntes entrados com fazendas.. 184
> com gneros.. 307
Volumes
>
salidos

com fazendas..
com gneros;
------491
65
228
293
Desarregam hoje II da maio.
Galera franceaRaoulvinho.
Barca franceaSpherefazendas.
Barca portugiezaSympathiafeijao e batatas.
Patacbe honererianoGenuesfazendas.
Escuna ingle Jony Jonescarveja.
Barca inglezaOrioncarvio.
Brigue inglea-Johus Harbytrilhos de ferro.
Brigue amertanoSonthagello.
Importado.
Vapor nadinal Paran, procedente dos portas
do norte, marifestou o seguinte :
30 saceos arroz ; a Ttavasso Jnior & C.
47 rollos sasa e mais 2 caixdes que ignoro ; a
ordem.
1 caixio ; a Jos de S Ldlo Jnior.
1 dito e 1 fiqueiro ; a femando Antonio de
Aguar Mamed!.'
10 gigos champanhe ; a Blandin Ain.
1 caixote; a Jos Fraocisco de Viveiros.
1 tubo de fero ; a David Bowmann.
1 caixoje ; i Jos Lourearo de Vasconcellos.
1 behu joias: a Simio Lio de Pleeg.
Barca nacional Theresa Primeira, viuda do
Rio Grande do Sul, consignada, manifeslou o se-
guinte:
13,358 arroba de carne de charque, 173 ditas
de graxa em bexigas, 199 ditas de sebo em pans,
100 saceos can farinha, 14 duziaa da liogua, 70
couros vaceuns; a ordem.
Barca portugueza Sympalhia, vinda do Porto,
consignada a Btllhar & Oliveira, manifeslou o se-
guinte :
150 bsrricaa chumbo de muaicio, 1 caixio com
um fogio de ferro ; sos consignatarios.
47 barris e 187 e*ixoes vinhos, 43 canastras
alhos ; a Thomaz de Aquino Fonsaca Jnior.
90 aseos fdjio, 12 barris presuntos ; s Gunha
Irmio & C.
8 caixdes vinho ; s Joio Vidra de Azevedo.
760 caixdes e 10 barris vinhos ; a Cuoha Irma
&C.
120 ancoretas azsilonas, 1 ealxao nozea ; o Car-
valho & Nogueirs.
50 saceos farello ; ao padre Jos Antonio dos
Sai tus Lessa.
3 caixdes santuarios e imagens ; a Domingos
Jos te i reir.
2 canastras alhos ; a Fraocisco Jos de Olivei-
ra Rodrigues.
I barril carne ; a Praociseo Moreira Pinto Bar-
boso.
6 cunhele diversas ferrageos a pentea ; a Gui-
mnries 4 Aievede.
1 caita litaras ; a Jos Antonie Moreira Bias.
1 caixio braa de faasada da lipho, a doce ; a
Antonio J. A. da Fonseea.
i lata salpicos ; a Joio do Siqueira Ferrio.
3 ditas ditos; a Joaquim Antooie Petadla.
2 eaixas linhas ; a Jos de S Leitao Jnior.
100 barriquiohas chumbo da municio ; a Ban-
deira & Medeiros.
300 rodea da aveos da peo ; a Jos ds Silva
Loyo & C.
2 caixas chapeos de baeta ; a Jos Bsptida da
Silva Ja asar.
50Q rodas da srcos da pao ; a Antoaia foeeptim
da Campos.
? barris vinho ; a ordem-
1 dito salpiaes; a Antonia Jos Caraira Gui-
uaries.
1 dito praanntos r a Joia d Costo Msga-
Ihiea.
6 022 arrobas de carne do chsrque, 37 arrobas
de sebo em rama, i barril com cem lioguas em
lulmore, e 20 couros seceos ; a ordem.
Brigue inglez John Harley, vindo de Londres
tonsignadoo Rolhe& Bdoulac, manifeslou o se-
guinte :
17,323 cadeiras de ferro, 80 toneladas 12 quie-
nes de carvio de podra (peso inglez): aos mes-
nos,
Batscho inglez Jeny Jone*, vindo de Londres
ctnsigoado a Rolhedt Bidoulac, manifeslou o se-
gtinte:
150 barris arveja; a Saunders Brothers & C
ra barris lints de escrever, e lapis, 8 fardos fa-
zeidas de lioho ; a I. Halliday & C.
'8 ditos azarcio ; a Rolhe & Bidoulac
50 ditos graxa ; a James Crabttree & C.
1 caxa estatuas de podra; a Tasso di Irmos.
5 barris oleo de linhsca, 200 barris cerveja : a
J. Pater 4 C.
143 barricas cerveja ; a Fox Brothers
2X) ditas ditas, 5 barris passas miudas; a Sou-
tha Mellors.
69 barricas cerveja ; a Whately Forster & C.
2 caixas fazendas de lia ; a Ferreira & Arauj
25 barris cerveja, 10 ditas oleo de linhaca, 86
toneladas carvio de pedra ; a ordem.
5 barris oleo de coco ; a S. R. Johnston & C.
1 caxa fazendas de slgodio ; a L. A. Siqueira.
2barris barro, 1 caixa cadeiras de ferro, 1
tamor de dito, 4 bsrris Untas, 1 dito thesouras
para lampees, chaleiras e campainhas, 1 caixa
larap?es, 30 caixas apparelhos, 120 mollas 60
paresde rodas e eixos, 8 caixss ditos, 24 caixas e
42 feiies obras de ferro, 2 caixas pertences de
escriptorio, 1 caixa objectos particulares, 3 ditos
tres burras de ferro; a companhia da estrada de
ferro.
Exportac&o.
Da 8 de maio.
Barca portugueza Corea, para Lisboa, carre-
garam:
Feliciano Jos Gomes, 200 saceos com 1,000
arrobas de assucar.
Caralbo, Nogueira A C, 85 barris com 3,240
medidas de mel.
Thomaz de Aquino F. Jnior, 20 barris com 900
medidas de dito.
Barca ingleza Fleetwing, para o Canal, carre-
garam :
Saunders Brothers & C, 600 saceos com 3,000
arrobas de assucar.
Brigue inglez itiamu, pera o Canal, carro-
gara m ;
James Ryder & C, 1,830 saceos com 9,150 ar-
robas de assucar.
Breccbedorla da rendas Internas
geraes de Pernamhuco.
ncuJimeuto ao da 1 a ti 7:552)240
dem do dia 10.
Consulado provli
fiendimento do dia 1 a 8 .
dem do dia 10......
i:893072
9.4459312
tal.
. 19:189*329
. 4:4503452
23.639|781
Mo v i ment do porto.
Navios entrado* no dia 9.
Trieste65 dias, patacho hollandez Isabel Chris-
tina, de 220 toneladas, capitio R. H. Gulz,
equipagem 8, carga 1875 barricas com farinha
de trigo; N. 0. Beber & C.
Macei e porlos intermedios22 horas, vspor
nacional Jaguaribe, commandante Manoel Joa-
quim Lobato.
Navios sahidos no mesmo dia.
BahiaPalhabte nacional Dou* Amigo, capitio
Vicente Ferreira, carga farinha de trigo e
feijio.
Rio de JaneiroBarca nadonal Jason, capillo
Jacintho de Para Jnior, carga assucar.
Rio de JaneiroBarca nacional uto de Janeiro,
capitio Joaquim Cardoso, carga assucar.
MarselhaBarca franeeza Francklin, capitio Ber-
nard, carga assucar.
LondresBarca ingleza Cyty of the Sultn, ca-
pitio William Gilhara, carga a mesma que
trouxe de Montevideo.
Porlos do sulVspor nacional Paran, commao-
daole o eapitio lente Jos L. de N. Tor-
rezio.
Navio* sahidos no dia 10.
AracalyHiate nacila! Gratido, capitio Joio
Henrique de Almeida, carga difiranles g-
neros.
AracalyHiate brasileiro Santa Rita, capitio
Antonio Jos Alvos, carga varios gneros.
PhiladelphiaBarca americana Azelia, capitio
W. Kerlen, em lastro.
PhiladelphiaBarea americana Imperador, ca-
pitio John Power, carga assucar.
Rio de JaneiroBrigue dinamarquez Carolina,
capitio A. son Appea, carga a mesma qoe
trouxe de Cardiff.
* fi 8 1 j CsnJiyraa-o.
3
o o o
xTpflrow
1 Water** />*>>.
\ matrih.

a
Claudia Benieio
coasmandante interino do 1 balaftia^doSr
fantana e presidente do eooselho de quaHUeal
ci da guarda nacional da porochra do Serrtis-
stmo Sacraaente de S*ot Antonio do Redto
Faz constar que oa 3* deamga do correnta
mei lera lugar no consistorio Om raapeclira m*Z
tria, a reuma do conselho de qualificaco d
guarda nacional da referida parochta-qoe na tora
trJei \^Ldt 19.da ,rtembro d SO ?!
rnlJ? ,,,3 dl l2 % m"* dff,5* em a
proeeder a revisio da referida guarda nacioaal
bem assim da qualiQcar os cidadios que eativ-
rem ata eircumslancias de servaren, na guarda
nacional; oaae faz publico por editara afflxedo
na forma da ai, pora conheaimoote doainierea-
sados.
Ouartel do commando interino do Io balalha
da guarda nacional do municipio do Recite It.
de maio de 18M.-Claedin8 Benido MacbadV
.i^7?II,m- Sr" lB,Dlo* o thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm Sr
presidente da provincia de 19 de jueho p. p
manda f(or publieo. que no dia 83 do correnteT
rr!m ,K rr*ID"Ur Per8n,e WU 4 f"nda d
mesma thesoarana. a quem por menos fizer, a
d.es!Hber: ,rab'Ih0> *" "**" 9

A ooMe data >fh. 30'da msoHa, qua tor-
eeu-oe de aguaeeiros, tent ESE freaco a assim
amanheceu.
e pentes ^ft
1
Thesourana e repartices que lhe ao
subordiosdaa ...................... l-495arnra
Secretariadaaasembla, dita do go- *w*uw
verno, obras publicas, secretaria ge-
re da mstrucjo publica. Gimnasio 2:800a00f>
As arrematagoes serio feilss por tempo de una
S? JSSV&l de j",h0 ptoxiao futuro
As pessoas que se propoierea a estas arrema-
tacoea. coaiporecam na sala das sessoes da mes-
ma jonta, no da cima indicado, pelo meio dia
com suas propostas em cartas fechadas.
E psrs constar se mandn afflxar o presento a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
namhuco 6 de maio de 1861.-0 secretario,
A. F. 'Annuncia^o.
O Illa. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluco da jonta da
fazenda, manda fazer publico que no dia 29 do
crreme, perante a mesma junta, se ha de arre-
malar a quem mais der os impostos abaixo de-
clarados.
Taxas das barreiras das estradas
seguintes.
Magdalena por anoo.... 6:1105)000
Giqui. dem............ 5:3508000
Jaboaiao. idem.......... 3 887*500
Cachang, idem.......... 3:4504000
Motocolomb, idem...... 1:605000
Bujary, idem............ 550*000
Tacarum.idem.......... 552*000
Ponte dos Carvalho, dem 905*000
Tapacur. idem..........1:206*000
Viole por cento sobre o consumo da agurdente.
Municipio do Recife, por anoo..... 13:008*00
As arremataces serio feitas por tempo de tres
annos a conlar do 1 de julho do crrante anoo a
30 de junho de 1864.
As pessoss que se propozerem s estas arrema-
taces comparecer na sala das sessoes da mes-
mi junta no da cima declarado pelo meio dij
competentemente habilitados.
E para constar se mandou afflxar o preseenle
publicar pelo -Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
namhuco, 6 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacad.
O Illm. Sr. inspector ds theaooreris pro-
vincial, em cumprimento da resoluto da juuia
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 2$
do correte, se ha do arrematar a rtsa> pi me-
nos fizer, o fornecimonto ios medicamentos e
u.cnciiK. p-enfermara, da casa de ifetnc5<*
nesla cidade, por tempo de um anno, a contar
do Io de julho prximo viodouro a 30 de jucho.
de 1862.
Aa pessoas que se propozerem a esta arrrema-
tacao, comparecam na sala das sessoes da mesma
junta oo dia cima declarado, pelo meio dia_
competentemente habilitadas, que ahi lhe ser
presentes o formulario e condicoes da arrema
lacio.
E para constar so mandou afUxar o presente a
publicar pelo Otarte.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
namhuco, 6 de maio de 1861.O secretario. A
F. da Annunciacio.
Declaracoes.
Pela subdelegada do didricto de tfuribeea-
foi apprebendido um cavallo ruco com cangalha.
que se acba depositado ; quem for seu dono, pe-
der apparecer em dita subdelegada eom a pra-
va sufficienle para lhe ser entregue.
Jos Antonio de Albuquerque.
Subdegado.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernaubuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-se proceder dentro ek>
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substit.uir.ao das notas de 20| da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
0 eoDselho administrativo, para forsecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o hospital reglmental do corpo ds guarnic.Sc*
da provincia da Parahiba.
60 colches com 8 palmos de longo e 4 de>
largo.
60 travesseiros coro 4 palmos de longo.
40 orines de Iouqs.
2 grelhas de ferro.
1 espumadeira de ferro.
1 garfo grande de ferro.
12 meiss comprdas de lia.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente aar
snas propostas em carta fechada, na secretaria do.
conselho, fis 10 horas da manhia do dia 10 do
correte mez.
Sala das sessoes do conseibo administrativo,
par fornecimento do arsenal da faena, 3. d
maio de 1861.
Sent Joti Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Franciico Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
ConsuHho auftnlalntratlva.
O conselho administrativo, para foraecimeate
o eraa nal de guana, tem de comprar oa objecto
Seguintes :
Para oa racretas do V batalWo d totalitaria, der
liada a hospital da ParaWao.
0 bonete da informe da toalaifcee.
lOt grsvatas.
100 mantea da lia.
5W corados de psone verde.
WcpveoeeafUoellB.
158 varas de brim branco.
i 40t bol5 graodXi da awtal aronieodo cono,
a o. 9.
98 iKteo pequenae dito data com a o. 6.
13 groara de bot* s. pretoa da osso.
^*>wIS**J"***-1*toto m aaaratariar
do raocatHaV aVfa hars da manhia do dia-13 da
ranearte, tea.
Sal* das sess&oa do contetho adminiatralivo.


()
dubio 01 nuatDOo. *- sacado nos maio de mu
para fornecimeato do arsenal de guerra, 6 de
maio de 1861.
Btnto Jotilamtiha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal aecreUrio interno.
Santa casa de misericordia do
Recife.
O lllm. Sr. corcmendador Jos Prea Ferreira,
thesourro esmoler da unta casa de misericor-
dia do Recri, muda convidar sos credores da
obre do hospital Pedro II, que ainda nao apresen-
tarara a* saas contas para o fazer com a mxima
possivel brevidade nesta secretaria, aflm de se-
rem examinadas e pag.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 7 de maio de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Beeita extraordinaria livre de as-
signatura.
Sabbado 11 do corren te.
Subir scena pela terceira vez neste thealro
o excellente e magnifico drama em 5 actos, ori-
ginal francez,
ATORRE
DE
ISflflMlia
Terminar o espectculo com a ora come-
dia em um acto
I181T1S M MTO&S.'
PERSONAGENS.
Joo Mara, creado velho, 70
annos........................ Men des.
Luiz de Castro, 30aonos...... Valle.
Jorge, lente de cavallaria, 19
anoos........................ Vicente.
^Antonio Augusto, creado, 25
annos........................ Teixeira.
/ D. Emilia de Castro, 20 annos.. O.Julia Rosa.
*4f Maris, alilhada de Joo Maris,
0 18 annos..................... D. Anna Chaves
^Joaona, cread, 21 annos...... D. Jesuina.
poca actualidade.
Comecar s 7 > horasj
eos diis o palhabote Superior, cepillo
Antonia Evaristo da Bocha, o qual olerece boas
accs.ipod.6Q8 par. passageiros : quum no mes-
mo quixer seguir de pasta ge m, pode entender-se
ooca o sobredito eapito na praca do commercio,
'Ol em Amorim Irmos, ra da Cruz o. 3.
Para Lisboa pretende seguir eom brevidade
o brigue Margarida, eapito Jos Emigdio Ri-
beiro : quejo no mesmo quizer carregar ou se-
guir de pasaagem, para o que teta bons commo-
dos, pode eotender-se com o mesmo eapito na
praca do commercio, ou com os consignatarios
Amorim Irmos, ra da Crui o. 3.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmio, na ra da Cadeia o. 82.
Para a Baha.
Para a Bahia segu m poucos diaa o palhabo-
te nacional Dous Amigos ; para alguma carga
que lhe falta e passageiros, trata-se com Fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos
numero 12.
CAS POPULAR
NO
MAGESTOSOSALAO
LEMA.
O biigue portuguez Carmozina segu no dia
15 do corrente sem falta : pode receber alguma
carga e passageiros : tratase com os consigna-
tarios Marques, Barros & C.
Para o Aracaty
sahe o hiate Nicolu I, raestre Pedro Jos Fran-
cisco, no dia 15 do corrente: trata-se com P-
rente Vianns & C. para passageiros e o resto da
carga.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 15 do corrente espera-se do sul o va-
por Magdalena, o qual depcis da demora do
costume seguir para Soulhampton, locando nos
; iiortos de S. Vicente e Lisboa. Este vapor po-
fcder receber um limitado numero de passageiros
j de 3a classe, alm dos de Ia e 2a, para o que de
' ver-se-ha tratar cam os agentes Adamson Howii
' & C, na ra do Trapiche Novo o. 42.
3 N. B. Os embrulhos s se receben) at 2 horas
antes dse fecharem as malas ou urna hora pa-
gando um pataco alm do respectivo frete.
Avisos martimos,
Freta-se para o Rio de Janeiro ou Rio (iranio
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote Je
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe a
tratar com o consignatario Manoel Alves Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o eapito a
ordo.
Para o Rio de Ja-
neiro
o veleiro e bem conhecido patacho nacional i beribe pretende seguir com muiu brevidade,
; tem parte de seu carregameoto prompto ; pera o
; resto que lhe falla, trata-se com os seos coisig-
nalarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
1 ra da Cruz n. 1.
raja
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o bem co-
nhecido brigue escuna Joven Arthur, parte de
seu carregamento tem tratado ; para o resto que
lhe falta, escravos a frete e passageiros, para os
quae lew nwumiim ,nm.j.., .la-ac com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
no
PALACETE DA RA DA PRAIA. 1
Sabbado, 11 do correte. j
Ter.i lugar um sumptuoso baile, interesse de
dou3 empregados, sendo neste dia augmentada,
a msica, que execular as melhores pecas de
seu repertorio, seguindo se o programma abaixo.
A's 9 horas em ponto locar a orchestra a bri-
0 Cavallu de Bronze
Seguindo-se urna excitante quadrilha, locada
con todo o primor, a qual dever ser correspon- '
dida com a gentileza e enthuslasmo da bella ees-'
colnida sociedade que frequenta o Cassino.
Depois e em obsequio aos interessados, um jo-
ven e urna senhora dangaram
A cachucha cspanhola.
Continuando o entretenimento ate s 2 horas Sahira' tremente a linda e veleira
di madrugada, sendo intermediado de boas ca- barca nacional IRIS a qual recebe
l^A'ffS^^^^9^"'^^^" escravos, tendo muito
No segundo salo eslar exposta curiosidade S COn,modo$ em eParado para estes
^!"A^"l.t;?."~^?=r?.0Plicar.nMual8e ltimos: a tratar com o consignata-
cios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
Rio de Janeiro
devisa os seguintes bellissimosquadro's:
A cidade de Londres (Inglaterra).
A cidade de Roma (Italia).
- A cidade de Sevilha (Hespanha).
O palacio imperial dasTuIherias (Paris).
A praca de Concordia, idem.
Aigrejada Magdalena, dem.
O monte Etna (Secilia).
O Vesuvio (aples).
Os interessados esperam toda a proteccaole
apoio do respeitavel publico elegante ; como
bem desde ja se lhes coofesso reconhecidos.
Grande e extraordinario
baile, nos saloes do caes
de Apollo, em beneficio
do administrador dos mes-
mos saloes.
Sabbado 11 do corrente lera lugar um dos mais
eumpiuoso. e esplendidos bailes que jamis so
ha o dado oestes saldes, o qual ser distribuido
at maneira seguinle :
A's 8 horas da noite estaro presentes as ban-
das de msica do segundo bstalho de fuzleiros
ae primeira liona e do arsenal, as quaes revesa-
rao o servico, tocando urna as mais modernas
quadnlhas scholsk, walsas, etc.. em quanto ou-
ira encher os inlervalloscom mimosas syrnpho-
mas e cavatinas, para completa satisfaco do res-
peitavel publico.
Estando feito um crescido numero de convites
quer adamas quer a cavallelro, espera-se urna
oes maiores concurrencias aos saldes do baile
razao pela qual formar-se-hao para as quadrilhas
no salao grande dous quadros, e no pequeo um
todos dirigidos por mestres-salas habilitados.
Os saloes se acharan magnficamente adornados
com nquiaaimos cortinados, decorados com lacos
das corea nacionaes. e perfumados "com o aroma
de multas flores naluraes que todo o preco se
ooterao ; a illumioaco ser neste dia dobrada
acendeodo-se cento e cincoenta bicos de gaz e
a ootrada do caes para o becco allumiada de lo-
lios e perfeilamente llmpa. B
O interior ser adornado com todos os lindos
quadros do administrador, e com oulros de que
e fezcustosa acquisicio ; e no exterior, querdo
lado do caes, querdo beco, tromulario baodeiras
de todas as cores e ordens.
Neste dia, do meio dia a 2 hora, um bando
ompoato de diversos msicos e oulras perso-
Jia^ens vestidos a carcter, segundo os oostumes
da Earops, sahir a pe, aoouoclando este sump-
uosodiverlimeoto ; para o qual sao convidados
oJos amigos do bello e*do bom, que terao a
boodade de reparar que a baudeira do dito bao-
o lhes ha de indicar os saldes do caes de Apol-
lo, onde esse diverlimento inallirelmeote se rea-
lisarj.
Sercuuipfidfl em toda sua plenilude onza-
lamento do Ulm. Sr. Dr. chafe de polica.
Entradas para homens 2f000, e para senhora
rhe Novo n. 6.
' MA
o Rio de Janeiro
segu em poucos das por j ler parte do seu car-
regamento a barca nacional Castro III ; para o
resto que ainda falta, passageiros e escravos,
para os quaes tem commodos excetlentes, trata-
se com os seus consignatarios Pinto de Souza &
Bairao, na ra da Cruz n. 21, ou com o eapito
na p a s.
P'MI
Maranho
segu por estes dias
tem a maior parte da
com Tarso limaos.
Antones nlo podendo efTeetoar o leilio do*
palhabote Garibaldi re,to o* Benet08 a taberna da ra do Raogel,
que perlenceu a Souza & Peixote, vender hoje
porcoutados arrematantes qne oio os foram
buscar os mesmos gneros em dita taberna exis-
teutos.
o
carga
prompta: a tratar
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 14 do correr, le espera-se da Europa
o vapor francez Guienne, commandante Enout, o-I
qual depeis de demora do costume seguir para
o Rio de Janeiro tocando na Babia,
geiros etc., a tratar na agencia ra
n. 9.
para passa-
do Trapiche
jja^ulfe
COMPANHA BRASILEIRA
DE
O vapor Oyapock, commandante o eapito
lente Santa Barbara, esperado dos portos do
norte al o dia 18 do corrente o qual depois da
demora do cosiume seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga (iue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Leudes.
LEILAO
LILAO
DE
PE1D
DE
Urna taberna.
Segunda-feira 13 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
queiimento de Antonio da Silva Barbosa Ferro,
da taberna do pateo do Terco n. 28 de Henrique
Amante Chaves, no dia cima as 11 horas em
poni a vontade dos compradores.
LEILAO
DE
lima taberna.
Ter^a feira 14 do corrente.
Cosls Qarvalho farfi leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. Juiz especial do commercio e a re-
queriraento de Nuoes & lrmo, da taberna da
ra doAragao n. 1 de Domingos Otero de Car-
valho, no dia cima as 11 horas em ponto em um
s lote ou a relalho a vontade dos compradores.
leilao
Tersa-feira 14 do corrente as
11 horas em poni.
Aotues autorisado pelo proprietario da casa da
ra do Padre Floriano n. 35, expe a renda em
leilio publico no dia cima designado e no seu
armazem ra do Imperador n. 75, a referida casa
terrea, a qual tendo chaos proprios contm : 3
quartos, 2 salas, cosioba fora, cacimba e porlio
para a ra da Assumpc.ao, tendo no quintal
Oito mia aguas
edificadas a um anno pouco mais ou menos, cu-
jo predio rende meosalmente 1269 sem interrup-
co. As pessoas que precisarem de informacoes
digoem-se dirgir-se ao referido agente, que
prestar quantas forem necessarias.
LEILAO
DO
Sitio do Arraial.
Terga-feira 14 do corrente.
Antunesvender definitivamente o sitio do Ar-
raial diversas vezes annunciado, pelo maior pre-
co que encontrar, o qual alm de ter boa casa e
rauitas frucleiras, conlem mais o riacho que cor-
re pelo mcio de seu terreno que o torna muito
recommendarel. Na mesma occasiao vender
Urna escrava
boa cozinheira esem achaques. As 11 horas em
ponto.
Companhia do Be-
beribe, ***
Nao se tendo reunido numero legal
dos Srs. accionistas para ter lugar a as-
semblea geral nnunciada para boje,
sSo novamente convidados os mesmos
senhoresa se reunirem no dia 16 do
corrente ao meio dia no escriptorio da
metma companhia, aflm de examinar
as contas do semestre lindo, approrar o
orcamento do semestre vindouro, pro-
ceder-se a eleiqSo da nova cdministracSo
e tratar de diversos negocios constantes
do relatorio do Sr. director, prevenin-
do-se desde ja' que na conformidade do
artigo additivo ao 16- dos estatutos, a
reuniao tera' lugar com o numero de
accionistas que se reunirem nesse dia.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribelOdemaio de 1861.Osecretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Precisase fallar com o Sr. Ma-
noel da Cunha e Figueiredo a negocio
de seu interesse e como nao se sabe da
morada do mesmo senhor roga-se o fa
vor de comparecer na praca da Boa-
Vista n. 16 A.
Rogase ao Sr. Caetano Quintino
Galhardo que tenha a bondade de com-
parecer na praca da Boa-Vista n. 16 A.
Avisos diversos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
O vapor tlguarass. commandante Horeira
sahira para os portos do norte al aXranij ni
da 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga al o dia 21 ao meio dia. Encommen-
das passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sanida as 2 horas : escriptorio no Forte do Mal-
los n. 1.
COMPANHIA PERMIBIICAIU
Navegado costeira a vapor
O vapor laguaribe, commandante Lobato,
sanira para 08 portos do sul no da" 20 do cor-
rete aaez as 6 horas da tarde. Recebe carga at
o aia i ao meio dia. Passageiros e dinheiro a
nR"! *diSd "'s acoras: escriptorio
no Forte do Maltos n. 1.
No dia segunda-feira 13
do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelo pacho do
Exm. juiz especial do commercio, do do cor-
reute, r fallida de Francisco Antonio do Reg lello, de
sua loja de calcados na ra Nova n.\, (ir leilo
das mercadorias nclla existentes, as 'uaes se
scham bem conservadas e avaliacoes miito bai-
xa, o que muito convm aos preteideotes por
isso que o lucro ser infallivel. O leino ser
feito na mencionada loja ao meio dia en poni
do dia cima.
LSILiO
DE
2 escravos pecas peritos
padeiros e lomaros.
Seguuda feira 13 do orrente.
Antunes far leilo em seu armaam na ra do
Imperador o. 75, de dous escravas ierras ambos
excedentes padeiros e forneiros, jue vender-
se-ho pelo maior preco encootrade para fechar
cootas. Principiar as 11 horas ea ponto.
No dia 8 do corrente mez, s 4 horas da tar-
de, ausentou-se um crioulinho livre, de dous an-
nos de idade, steco do corpo, bem regrista, com
falla de denles na frente, de nome Francisco, o
qual vinha do Fura de Portas para a Boa-vista,
onde reside o raestre do o lucio do dito crioulinho;
levou vestido caigas de riscado miudo, camisa e
chapeo de bala cor de cioza, julga-se que este
jaoceulto e piotesla-se contra quem o tirer em
seu poder, recmmenda-se a polica se o pegar
leve-o a casa de seu mestro na ra do Cotovello
n. 15 ou defrinte da ribeira o. 40.
Roga-se ao Sr. Alexandre Jos Gomes, mo-
rador nos Afcgados que tenha a bendade de vir
concluir o ogocio que o mesmo senhor nao ig-
nora na ra do Qneimado loja n. 52.
Vende-se papis com eslalo parasortes, os
mais ricos gistos chinezes, ameodoas, bomboins
francezes para os mesmos ; na ra da Senzalla
Nova n. 30.
No dia 14 do corrente mez as 10 horas da
manhaa vai em praca do juiz de paz do 1 dis-
tricto da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves do
Recite 20 barricas de cinco em pipa.
Floris Antoioe Frsncois .subdito belga, re-
tira se para fora do imperio. '
Perdeu-sehontem, 10 do corrente, desde a
ribeira de S. Jos em seguimento a ra do Pas-
seio Publico at a ra da Cideia 4o Recife, urna
argola com oito chaves, sendo urna de relogio ;
pedeseaquem achou o favor de levar na loja da
Primavera, no Recife, que se recompensar.
ewoe mmmm?a-9iizmmm
i Fazendas baratas
Por prego fixo.
Vende-se moreanlique de quadrinh a
10 o corado, grosdenaples de quadrioho a
| 1$400 o covado, larinha de seda duas lar-
guras a 19 o covado, cassas muito finas de
cores a 640 e 700 rs. a vara, brilhantina
branca com duas larguras a 300 rs. o co-
vado, chitas francezas Qna, claras e escu-
ras a 280 rs. o covado, saias balo muito
boas e commod para senhoras a 55 e
meninas a 49, camisas de linho pan se-
nhoras a 69 sabidas de baile e theatro a
15$; do-se as amostras: na ra ds Ca-
deia loja n. 23 de Gurgel & Perdigao.
Roupa feita
Camisas brsncas e de cores muito finas
a 25, pal i- tots de panno preto a 200, ditos
de casemira pretos e de cores superiores
8 20$, paletols de brim de linho branco
superior a 4$, chapeos pretos forma mo-
dernas a 80, grvalas de cores de seda e
pretas a 510 e 1$. Exislindo urna pequea
quanlidade destas fazendas, vendem-se
por estes procos nicamente para acabar:
na ra da Cadeia loja n. 23 de Gurgel &
Perdigao.
Joao Correa de Carvalho, el-
faiate, participa aos seus nume-
rosos freguezes e amigos que mu-
dou a sua residencia da ra da
Madre de Dos n. 36 para a" ra
da Cadeia do Recife n. 38, pri-
^ meiro andar, aonde o encontra-
rao prompto para desempenhar
S qnalquer obra tendente a sua
* arte.

Papel para forro de sala.
gaia doro. raa do Cabug n. 1 B,
tem para vender fapel de lindos gostos para for-
ra* sala, qne se vende multo baralo.
, Pos de arroz.
Na loja d'Sgula de ouro, ra do Csbug n. 1 B
veodem-se massinhos grandes dos mais anos d
de arros por baraUssimo preco de 500 rs.
Quadros de santos muito lindos.
Na loja (faguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
recebeu-se os lindos quadros de santos que sa
troeam por 1J.
Pentes de todas as qual ida des
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B,
chegado um completo sortimento de pentes,
tanto de borracha como de bfalo, que se vende
por presos que admira, assim como de tartaruga
para alar cabello, de linios goslcs.
Contra calos,
Ghegaram de Nantes as afamadas e desejadas
botinas inteiricaa. fortes e muito maclas para ali-
vio de quem soffre de calos : na loja do vapor
ra Nova n. 7. *
Cintos a 1000.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B.
StttSo~rSSr.tr** ^,arroquiID pelba-
lival sem segundo.
Na rus do Queimado n. 55, loja de
est qaeimando tudo quanto tem na
acabar, e tudo bom e barato.
Grvalas de linho muito bonitas a
Caixa de agulhas francezas a
Cartees de clchete de boa qualidade
a 200 e
Caixas de clcheles, francezes muito
bons a
Croza de pennas de ac.o finas a
Dita de boldes de louca a
Carreteis de lioha com 100 jardas a
Frascos de banha muito boa a
Ditos maiores fina a
Ditos de oleo de babosa a 400 e
Caixa de folha com phosphoros a
Pecas de tranja de lia de cores a
Sabonetes muito finos a
Ciixas com iscas para acender charutos a
mindezas,
loj, par.
200
120
40
Avisos martimos,
Para p Rio Crande do Sul preteodT"sJur
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
mmfu ^ VaWQs.
At odia 14 do corrente esperado dos porto*
do sul o vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capilao de mar e guerra Gerraiio Mancebo, o
qual depois da demora do costume seguir para
os porte* do norte.
Deide J recebeas-se passageiros e engaja-se a
carga que o r.por peder conzir, a qual .ver
ser embarcada ao dia d. sua chegada : agencia
roa da Cruz n, J, escriptorio de Azeredo A
Mendes.
Sabbado 1 i do corrente.
Costa Carvalho fara' le i 13o por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio e a requer ment dos cura-
dores fiscaes da massa fallida de Manoel
Francisco de Mello da loja de fapatos e
dividas que tinha o mesmo fallido na
ra do Livramento n. 19, consistindo
em armacao, calcado, sola eoutros mui-
tos objectos, no dia cima as 11 horas
da manhaa o mesmo agente espera a
concurrencia de seus freguezes.
LEILO
Terca-feira 14 do corrente as
11 horas em pooto.
0 agente Camargo fara' leilSo por
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento dos de-
positarios e curadores de Joaquim Luiz
dos Santos Villa-verde da casa da ra
Imperial n .. consistindo em um forno
de padaria, no mencionado da as 11
horas em ponto.
LEILO
Cals Irmio. coBlinuaro por intervengo do
agente Olivelra, o seu leilio de grande sortimen-
to de fazendas de seda, 15, linho e de algodlo as
mais proprias do mercado
Segunda-feira 13
do orreoie, i 10 horas da manhaa. no seu ar-
auan rw da Cruz do Recite/ I
Fugiram do engenho Bom Successo da fre
guezia d'Agua Preta no dia 13 de Janeiro do cor-
rete anno, o escravo Hilario, crioulo, de idade
25 annos pouco mais ou menos, altura regular,
corpo grosso, rosto comprido, barb nenhuma,
muito regrista, cor paluda e rendido de uma veri-
lha : no dia 22 de margo tambera do orroute an-
no o escravo Vicente, mulato, de idade 22 annos
pouco mais ou meos, rosto relondo, barba ne-
nhuma, nariz chato, cor pallida, cabellos carapi-
nhos, altara e grossura regulares, falla desean-
cada, muitojviciado no fumar, defeituoso de uma
perna por have-la quebrado quando pequeo:
pelo presente roga-se a qualquer autoridade po-
licial, capjtSo de campo ou pessoa do povo que os
apprehendam e conduza-os ao engenho cima ao
tenenle Antero Aprigio Ferreira da Costa ou nes-
ta praca aoseu correspondente Ualaquiag de La-
gos Ferreira Costa, morador na rus Direita n. 21
primeiro andar, que generosamente se recom-
pensar.
Vende-se ou permula-se por propriedades
nesta praca um engenho distante desta praca 10
leguas, e da estrada de ferro cinco leguas e meia
ao embarque, bom moedor com agua, bem obra-
do e com utencilios promptos para colher gran-
des safras, grande varzea de barro massapG e pal
para safrejar-se, muito bom cercado, boas matas:
quem pretender dirija-se a Manoel Alves Ferrei-
ra. ra da Moeda n. 3,2 aadar.
No dia 7 do corrente desappareceu viqlo da
praca do Dr. juiz de orphos o escravo Florencio,
de naci, com idade 45 annos pouco mais uu me-
nos, estatura regular, um pouco cheio do corpo.
ps um pouco grossos, com pouca barba, um tarP
to calvo pelo uso de carregar, o qual perlence ao
auseole Francisco Augusto da Costa Guimaraea :
quem o pegar, leve-o ra de Hortaa n. 22 casa
do curador do dito ausente.
Esti fgido o preto de nome Luiz, crioulo,
estatura baixa, idade 30 a 35 annos, tem uma ci-
catriz na face direit, barbado, denles limados,
pernas pouco arqueadas : quem o pegar leve-o a
seu senhor na ra das Cruzes n. 36, Io andar, que
seri recompensado.
Aluga-se uma meia-agua eom I quartos e
uma sala, cacimba e quintal, na Soledadeao pe
do quartel do quarto batalhio n. 9 tt tratar na
mesma.
Aluga-se uma meia-
agua nos fundos da ra do Nogueira : a tratar na
rna do Queimado n. 53.
Precisare alagar uma negra para todo o
ser4co de urna casa de pouca familia ; na praca
da Iotamdeneii,n. 36 .e dir quem precisa.
C. W. Combar B. A. Ryder vio para a
Barroca A Medeiros sa-
cam para Portugal e Iiha de
S. Miguel.
urna escrava que saiba
a tratar na travessa das
Urna pessoa que se retira para a
Europa vende um excellente piano, um
bonito raulatinbo de 12 annos bom co-
peiro excellente para pagem, nma mo-
bilia de mogno e Jacaranda': na ra
Imperial n. 1.
Jos Nunes de Paula em liquida-
cao, avisa a seus devedores que hajam
de satisfazer seus dbitos at o fina do
corrente mez, do contrario os que o nao
izerem serao chamados a juizo. Recife
10 de maio de 1861.
Est fgida desde 4 do corrente a negra
Benedicta, que foi escrava do Sr. Salusliaoo de
Aquino Ferreira, alta e fula, levou vestido de
cassa com babados j desbotados e roupioho de-
ferente, e chales encarnado j bastante velho ;
recommenda-se aos capites de campo e compa-
nhia de pedestres que a apprehendam e levem
ra da Senzala Velha n. 94, que serio recompen-
sados.
_ Precisa-se de uma ama para cozinhar o
diario de uma casa de pequea familia ; na ra
estreita do Rosario n. 4 se dir quem precisa.
Joao Jos Dias, subdito portuguez, retira-
se para fora da provincia.
Quem tiver e queira vender nma volta de
peroles com cruz e rosetas de brilhaotes, dirja-
se a ra estreita do Rosario n. 4, que ah se dir
quem pretende comprar.
Precisa-se alugar
engommar e coser bem
Cruzes o. 12. no segundo, andar.
Pede-se ao Sr. Jos Antonio de Albuquer-
que, subdelegado dodistricto de Muribeca, o fa-
vor apparecer na ra dos Marlyrios n. 36. a ne-
goclu.
Aluga-se um preto forte e robusto, ptvawt
para qualquer servido ; quem pretender, procu-
re na ra larga do Rosario n. 18, no terceiro
andar.
Aluga-se uma sala e alcova, na ra da Ca-
deia n. 17, primeiro andar : a tratar na loja do
mesmo.
Joaquim de Azevedo Pereira Jnior com-
prou ao Sr. Antonio Aires de Araujo a loja do
aterro da Boa-Vista n. 54 ; se alguem tem re-
clamago a fazer respailo a esta venda, queira
reclamar no prazo de tres dias.
Domingos Pereira, tendo contratado a ven-
da de sua taberna sita na ra de S. Goocalo n.
25, com o Sr. Joo Marques de Souza Coutioho,
tooa a pessoa que ae julgar com direito a dita
taberna por debito ou outra qualquer cousa que
faca duvida. poder reclamar nestes tres dias, a
contarda dala deste, nodos os quaes flear de
nenbum efleito qualquer recia macao. Becife 11
de maio de 1861.
O afaiio assignado roga a todas as pessoas
que se julgar seus credores apresentar suas coo-
las no prazo de tres dias para serem pagas ; na
ra dos Martyrios n. 36.
Domingos Pereira.
ASS0C1ACA0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
O Sr. director manda convidar aos senhores
socios para comparecerem domingo, pelas 10 lf2
horas da manhaa, no palacete da ra da Praia,
afim Je era assembla geral terminar-se a tercei-
d8cusso dos novos estatutos que tem de re-
ger esta associaco, que por falta de numero le-
gal j nao est findo este Irabalho. Espera por-
tanto o mesmo senhor que os senhores socios em
dia e nao em dia comparecam.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 9 de maio de 1861.
Joao Francisco Marques.
1.* secretario.
Pelo juizo de orphos desta cidade ser ar-
rematado por venda o sobrado da ra da Guia n.
35, novamente avaliado por 4:1609, no estado em
que se adiar, sendo a ultima praca na ter;a-fei-
ra 14 do correle, no lugar do costume, pelas 10
horas da manhia, por execucta contra o finado
Joo Alhanasio Jia?.
3000CACAO Enpogcip luca
A coramisso eocarregada pelo conselho di-
rector desta Associaco, convida a todos os Sra.
socios honorarios, correspondeutea e ellectivos
aquellas pessoas que teem manifestado o
seu assentimento diversos convites feitos
pela mesma Associaco, a comparecerem do-
mingo, 1S do corrente, peias 8 1(2 horas da
manhaa, na igreja de Nossa Sonhora da Pe-
nha, aflm de assistirem misaa solemne que a
mesma AssociaQo tem de mindar celebrar em
honra de seu padroeiro o glorioso SXo-Joio
AMTEPORTA LaTIKAX.
Sala das commisses da Associaco Typogra-
phica Perosmbucana 10 de maio de 1861.Ban-
tarrum Ernetto P. da Silva.Custodio floro da
Stlva Fragozo.Joti Mauricio Borges.
Domingo, I2docorreote,sll horas da manhia,
naversesso eitaordinaria do conselho director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana 10 de maio de 1861.
J. CcaUt,
1#. tecretario.
Oleados para mesa.
Na loja d'aguia de ouro, raa do Cabug o. IB,
receben-a. de ana propria encommenda Os boni-
tos oleados de lindos padrees, que ae rende pelo
baralissimo preco de 20 e 19500 o covado.
Ama de leite.
Offerece-se para ama de leite uma mulher pa-
rida com bom leite e sem fllho : a tratar na raa
da mairjx da Boa-Vista a. 35, primeiro andar.
Carta de alfioetes finos o grossos a
Frasco de macass perola a
Dito de dito oleo a
Masso de graropas muito boas a
Caivetes de duas folhasa
Thesouras finas a 160 e a
Ditas para unhas muito finas a
Escovas para denles muito finas a
Cordo imperial a 40 e
Fitas para espartilho a
Espelhos de diferentes qualidades a
Frascos de cheiro muito finos a
Ditos de lavando ambriado a
Phosphoros do gaz (duzia) a
Sabonetes muito finos a
Vendem-se dous predios na
40
500
120
30
300
500
500
100
800
160
40
100
200
100
40
160
320
40O
200
80
80
1#00
500
500
240
240
freguezia da
n-
ou
as cores, a
Boa-Vista, chaos proprios, livres e deserabaraca-
dos, a saber : 1 casa terrea na ra do Mondego
n. 17, e 1 olaria na travessa dos Coelhos o. 1 : a
tratar na ra dos Martyrios n. 96.
Vende-se muito barato genebra de Hambur-
go yerdadeira, dita da trra, espirito de vinho-
purificado, dito commum, vinho de caj de va-
rias qualidades, sabo branco medicinal, dito
commum de varias qualidades, garrafas brancas
francezas, cap e xaropes de diversas fructas
na ra Nova de Santa Rita n. 65, fabrica do*
Franca.
Manoel Escoci do Nascimenlo faz ver ao
respeitavel publico que deixou por sua livre
vontade o lugar de collaborador da reparlico do
almoxarifado do arsenal de marinha desta pro-
vincia, por assim convir para a sua saude, visto
estar soffrendo continuadamente de ataques he-
morrhoidaes.
Aviso s senhoras
Gama & Silva com loja de fazendas na ra da
Imperatriz n 60, vendem :
Modernissima seda lavrada cor de canna muito
incorpada, covado, 29.
Dita branca para vestido de noiva. mnilo
corpada, covado, SgOO.
Dita encarnada adamascada para colchas
cortinas a 29.
Tarlatanas muito finas de todas
vara, 800 rs.
Visitas de cores e pretas muito finas a 9
C-aubraLo br.no.o o do cores, lavor estufido,
vara, 400 rs. *
Ditas estampadas muito finas, vara, 500 rs.
Lazinhas de cores muito finas, vara, 360 rs.
Pecas de cambria de salpico muito fina a 4j>500.
Ditas lisas muito finas com 10 varas C;
Ditas com 8 1(2 varas 3200.
Ditas coro 6 \yi varas 29500.
Chaly de seda chegado pelo ultimo vapor, co-
vado 19. r
Um grande sortimento de liras bordadas e n-
tremelos 9
ftoupas feitas.
Gama & Silva, ra da Impera-
triz n. 60.
Ca'cas de ganga muito fina e bem feitas 39.
Ditas de m*ia casemira muito linas 2$500.
Ditas de varias fazendas que nao desbolo 2j.
Colletes de velludo, gorguro, selim, por pre-
cos que de barato admira 9
Calcas de casemira preta 9
Taletots de merino preto 79.
Ditos de gaoga de quadrinhos 29.
A 6^000.
Vandem-se chapeos de sol de seda : na ra da
Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kaikraann Irmos rjc C, ra da
Cruz n. 10 enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, ldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Ghteau Loville
Cha tea u Margaux.
DeOidekop A M areilhac.
Si. Julien.
St. Julien Hdoc.
Cha leau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris
Madeira em barris.
para
uw
eobertos e descobertosr pequeos e grandes, d.
ouro patente inglez, para hornera e se.hora d.
um dos melhores fabricantes de Liverpool, rin-
des pelo u'timo paquete ingles : em casa ds
Sonthall Mellor C.
Saanders Brothers 4t C. tem par. veaer es
euarmazem, na praca do Corp. Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recentim.nt.
befados dos bem conh.cido acreditados fa-
arieantea J Broadwood & Sons de Londree .
muito prooriooara este clima
Lapara bordar.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug ..IB
Iw*I'MJa B"u, flM Pel *Usio preco.
. I fibra. ^


,
____
DUMO M fEUNAMBCCO. ^ 3ABBADO II JUK MAJO DI 1M1.
.(*)
*
DE
LargodaPeulia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos sea* numerosos freguezes assim como ao Srs. amigos do bom e barato que se acha com
un grande sortimeuto de gneros os melhores que tem viodo a este mereado e por ser parte delles
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer paite.
Manteiga ingleza per? eameute flor a soo r... ubr.,. em bu-
rril se (ara algum abatimento.
9l.ailteiga francesa t n^nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
CU parola, Yvy son e preto 0, Belhorei que h, nMte genero a 29500, n
15600 rs. a libra.
VUGljOS uattiangOS chegados neste ultimo vapor de Europa 1*600 rs., em por-
fi se fara algum abatimento.
VXIGIJO SU1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 040 rs. a
libra.
"*"J'* P*aiO og melhores que tem rindo a este mercado por serem muito (rescaes e de
boa quriidade a 640 rs. a libra e inteiro se (ara algum abatimento.
OVlO IVaHCeZ a OvO TS. 0 w^q elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este preco nicamente no Progresso.
We Aa easea de g OaCulUlia VWglCXa. a mas nova qUe no mercado, vende-se nicamente no ar-
u-azem progresso a 38000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
A.HieiXaS iraiieeZaS a ^ rg a jDra em por5ao se (ara algum abatimento.
aWniaeuMla imperial d0 afamado Abren, e de outros muitos fabricantes
Lisboa, a 800 rs. a libra.
lalas com bolaeuiuuas de aoda
differentes qualidades.
i-.UOCOlate 0 m,jg saperi0r que tem rindo
Maca de tomate em atasde i iibn.
libra.
reras SeCCaS em condenas de 8 libras por 3*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas tranceos e inglezas mai8 n0Tag que ha por gerem na-
das em dirailura a 800 rs. o frasco.
Metrla, macaTrao e taluatim m rg. a libra e em caU de Uma ar-
roba por 8#.
PalltOS de dente lXadOS etn molhos com 20 macinhoa por 200 rs.
X OneinnO de LASDOa 0 maig n0T0 que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
ir TCSnntO mun0 n0T0 Ten(ie-ie para acabar a 400 rs. a libra.
\*>nonTltaS e paiOS 0 que na de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Banha de POTO retinada a maisalvaque pode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
lalas COm peiXe de pOSta Breparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 1*500 cada uma, assim como tem salmo e
laguslinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a Ig agarrafa, nozesa 320rs. a libra, emitas francezas, iructa em calda, azeilonas
baratas e outros muitos gneros que encontrare ludo de suoerior qualidade.
Papagai
Na ra da Uniao i en bom
papagtio, cfferecen generosa a
que o apreeeotar
Antonio Joaquim de Mello divide a frente do
seo sitio entre as anas poetes da Hagdalena, e
vende os lotes de 33 palmos de frente, e usa de
35, sendo este o da esquitas, todos com 200
palmos de fondo.
D4-se 2:000g a premio com hypothesa em
predios livres e Beata cidade, assim como peque-
as quantias at 100*000 sobre peohor de ouro e
prata : na ra do Rangel o. 67, segundo andar,
se dir quem faz este negocio, das 4 horas em
diante.
!
:
dt
vende-se a 1*600 rs. cada uma com
a este mercado a 900 rs. a libra.
a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
Alugase a loja do sobrado da
ruada Imperatrizn. 38: a tratar na
mesma'rua n. 40.
CONSULTORIO ESPECIAL BOIEOPATBICO
DO BOOTOa
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos o dias atis desda as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
molestia das mulheres, molestias da crian-
cas, moleitias da pelle, molestia dos olhos, mo-
Mitos syphilicat, toda a especie de febrts,
febre intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas oecessarias. in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
slveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem fia della sao falsas.
Todas as carUiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguites palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lisia dos medicamentos que se pe-
de, As carteiraa que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o Do-
me do Dr. Sabino sao falsos.
~~ Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serioh'm, moenlee correte, com ca-
sa de virenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ler outra casa terrea contigua com com-
monicaQap para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaea, olaria e sen respectivo torno,casa
de engenho com uma moeoda que produz calda,
para cincoeula a sessenta pes por tarefa com um
parol de cobre su luciente mente grande, com
picadeiros para receber para mais de cedo e cin-
toenta carros de canas, casa de caldeira com dous
(ompletos assentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidad?, uma deslaeao completamente
_ montadaconligua a casa de caldeira, com um
eO alambique de cobre de contiouidade.com suas
!
S STAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
| Roa da Imperatriz numero 14
t> (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
| Retratos em todos es- 3
5 tylos e taannos,
g Pintara aonatnralem S
S oleo eaqnaveUa. S
2 Copias de dagnerreo- |
g typo e outros arte- %
% faetos. |
g \mbTotypos,
gPaisagens.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16 innos
de idade, com muita pratica de taberna ; a tra-
tar na ra da Senzala Nova n. 4, reQnacao ; e
tambem se vende sebo coado chegado ltima-
mente do Porto, em barricas, mais em conta do
que em outra qualquer parte.
Albert Hy poli te Bidour, subdito Irancez,
vai fazer uma viagem a Europa, e deixa par seus
procuradores bastantea em primeiro lugar o Sr.
Affonso Giroier, e em segundo lugar o Sr. Yic-
tor Galkbois.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
Joaquim Francisco dos Santos.
40RIAD00HMAD041
Derronte do becco da Congregado letreiro verde.
NesteesUbeiecimeoto ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto. 409, 35 e 30$000
Sobrecasaca de dita, 35><3 30$00
Palitots de dito e de cores, 359, 309.
25S000 e 209000
Btto de casimira de cores, 229000,
159, 129* WM
Ditos de alpska preta golla de vel-
ludo, nsooo
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9$000 89OOO
Ditos de alpaka de cores. 59* 39500,
Ditos de dita preta, 99. 79.59 e 39500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
490OO e 39500
Ditos de bramaste de linbo braceo,
6S90O, 59000 e 4S0OO
Ditos de merino de cordio preto,
159000 e 89000
Calsas de casimira preta e de cores,
129.109. 99 e 6g000
Ditas de princeza e erin de cor-
dio pretos, 59 e 49500
Ditas de brim brance e de cotes,
53000, 49500 e 29500
Ditas de ganga de coree 3SO00
Golletes de velludo preto e de ce-
res, lisos e bordados, 129, 93 e 89OOO
Ditos de ca jgmira preta e de cores,
lisos e bdfcados, 69. 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de coree, 73000, 69OOO e 59000
Ditos de brim e ustae brancb.
39500 e 39OOO
Serouias de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1g600 e 13*60
Camisas de peito de fusto branco
e de coree, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 63-e 3000
Ditas de madapolao branco e dt
cores, 39,22500, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa, fraseeze,
formas da ultima moda 103,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 53, 49 e 2OQ0
Ditos de sol de seda, ingleses e
francezes, 149, 12$, 113 e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda $800
Ditos de algodao 9500
Relegies de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 99, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente besonlaes, 403 309000
Obras de uro, aderemos e meto*
adereco, pulseira rozetas
anoeis |
Toalhaa de lioho. duzia 129000 e IO9OOO
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3jjl
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de -cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tedo recebido um sortimento 'de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento -de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um ortimento decai-
xinhas novas
No grande sal-ao darua do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentemente recebUo-umgran-
de e variado sortimento decarxas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objeotos relativos a arte-
Gomo tambem um grande.ornecimen-
to de caixas para retratos cada um, as pessoasq-ue cVsejarem ad-
qnirir conhecintentos pr.ticcs na arte
de retratar ach&rao o abixo assigndo
sempre prompto sob^oidicoes muito
raaoaveis.
Os cavalheiros-esenboas sao convida-
dos a visitar estes estabercimeatos, pa-
ra exarninarem os speeuens do que
cima (ica anunciado.
S CONSULTORIO EPECIAL
DONEOPATU^
so
DB. CASAXVA,
a9--Ra das Crzes30
Neste consultorio tem sxpre os mais
novse acreditados mecame-atos pre-
parados em Paris (aslinras) por Cs-
tellan e Veber, por preg razoaveis.
Os elementos de homeathia obra.re-
commendada intelligea de qualquer
pessoa.
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
arioaietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarelto ;
casa de encaixamento com quatro balcis, ana
respectiva estufa e caixes para deposito lo as-
surar, casa do fazer fariohacom um grande ferno
e completo ariamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baxo da casa de viveada ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual 'dr o
verlo ; copeiro, com uma roda de ferro com cua-
renta palmos de dimetro : todas as obras releri-
das de pedra e cal, e com ptimo madeirameito
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo eogenho por estar a beira rio < a
beira mar. Os partidos sao a roda do eogenio,
lodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produccao de cana; assim ci-
rco todas as ladeiras, por sererm com postas le
barro mor.quipi e gomoso, com matas tambem a
roda do eigenho de sufficienle capacidade para
dar estaos para cercar e lenhas pan uso dos fot-
nos e cata de caldeira, e madeira tara carros e
reparos que fr misler fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzet como os de
ladeiras com capacidade de produz r de quatro a
cinco eil pies sem nunca ser predso plantar na
palha ; com um ptimo cercado pira animaes, e
extraordinariamente grande e umi grande parte
coberta com capim milhan. Com larras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massip. Este en-
gf nho Analmente um dos de p imeira escala
que Um esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra (ue existe fundada para a coheita de 1861,
a findar-se em 1862, sendo araliaca por peritos,
assim como o prego dos pes. As coodic_es e
tempo do arrendamento se combiiar com quem
o pretender, que deveri procurar seu proprie-
tario o corooel Gaspar de Meneze Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, queso acba a casa devivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoe, e dos Affliclos. de manba at 1 hora da
larde.
Consultorio medicocirurgico
3~1UL\1> GLORIA CASA. DO 13X1) A0--3-
Consulla por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudanca para a sua nova residencia, o proprietario deste eslabeleci-
inento acaba de fazer pma reforma completa em lodosos seus medicamentos.
O desojo que tem de que os remedios do seu eatabelecimeoto nao se confundan! com os de
senhum oulrp, viste o grande crdito de que sempre gozaram e gozam ; o proprietario tem tomado
a precauco de inscrever o seu noroe em todos os rtulos, devendo ser considerados como falsifica-
dos todos aquelles que forem apreseotados sem esta marea, e prar quetra ter maior eerteea acompanbar uma conta asaigoada pelo Or. Lobo Mosaoto em pa-
pel marcado com o sea oome.
Outro sin : acaba de receber de Pranga grande porco de tinctura de acnito e belladona, re-
aaedios estes de summa imporUncia e cujas propriedades sao lio eoohecidss que os meamos Srs.
OMdieoa allopathas empregam-as constantemente.
Os aedicameates avulsos qur em tobos qur em tincturas cuslaro a 1J> o vidro.
O proprieUriedeste esUbetecimento anouncia a seus clientes e amigos que tem commodos
gqfflel* para receber alguna eseravos de um e outro sexo doenles o que preeisem de alguma
opaxaco, afllancando que sero tratados cosa todo o disvelo e profflptido, coso aabem todos
aqaelfes que i tem tldo eseravos na casa do annunciante.
A stMCio magnificada casa, a comtcodidadedos banhos salgados sao outras tantas vanta-
geos para vompto resUeelecimento dos dob.otes.
Aspsfoas que quizerem fallar com o annu'ooiaDte derem procura-lo de manhJa al 11 horas
e da tarde das 5 em diante, e fora destas horas achao em casa pessoa coa qusm podarao en-
itoUt; na da Gloria o. 3 casa do Fuodo. WWWW*^'
Pr, Lobo Motete,
mw
DE
Calcado barato Da ra larga do Rosario r 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resobe vender por menos, a fim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
a8 e
Borzeguins de Nantes sola patente
Dito de ditos sola una a 7 e
Ditos ioglezes pro va d'agua
Botas de bezerro
Borzeguins de lustre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespuntados
Sapates de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para dansa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7,000
8.000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2,500
3,500
Ditos de urna sola com salto
Ditos de uma sola sem salto
Borzeguins de lustre psra rapazes a
Sapates para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos ale
Borzeguins de sttim branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Dilos de cores com gaspeas
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5,000
4,006
3.C00
5,000
4,500
3,500
4.000
3,500
2,500
2,500
3,000
Dffc
CONSULTORIO
DO
MED ICO PARTE!RO E OPERADOR.
3 RA DAGLOMA, C AIS A DO FUHDlo 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de i
horas. Contrata partidos para curar annualmenie, nao sopara acidade, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos i sua casa at is 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remettsr seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja da
jivros do Sr. Jos Nogueira de Sonsa na ra do Crespo ao p da ponte ve'lha.
Nessa loja a na casa do annunciante achar-se-ha constantemente os melhores aedca-
ntemos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
......ojooo
Botica de 12 tubos grandes.
Dita de 24 ditos.......
Dita da 36 ditos.......
Dita de 48 ditos.......
Dita de 60 ditos......
Tubos avulsos cada um. .
Frascos de tinturas. : :............
Manual de medicina homeopathicapelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ato., etc......, 205000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......., 6800i
159000
209000
357000
309000
1C00
2|00Q
Ama.
Seado prsentemente
dttutos Vieira o mico garant-
dor'de bilhetes quaes sao rubricados com tin-
ta de iropreD&a os que nao
forem vendido*, com e sua
firma devem seicoisiderados
como um laco aimalo a boa
f dos incautos.
Pede-se toda atttnco.
Custodio Jos Al ve Guimraes & C.
pedem encarecida rom te as seus deve-
dores que lhe venbm salar suas cori-
tas no prazo de J> das, querido as-
sim o nao fkera serao entregues a
leu procuradorPara cobnr judicial-
mente azem* &t* observacao para
que ninguem chame a ignorancia.
M Trovador,
ra W* do Rosario n. 44.
O dona f* slakalKincBtf eonlipa arfor-
Precisa-se de uma mulher idosa para, tomar
conta do governo de uma css, preferindo-se
portuguesa,trazendo documento oessoa idnea
que cents a sua conducta ; a tratar na >m ju
Sebo, csa n. 43. pela manha at as 9 horas, a
tarde das 5 is9 horas
Joaqtrim Harinho Cavalcanti de Albuquer-
(ue, solicitador no foro civil e commercial desta
cidade, pode ser procurado para os misteres de
soa preQssao na ra eslreila do Rosario, escrip-
torio do Dr. Godoy e Vasconcellos. Os conhe-
circentcs de escriptnragao e contabilidade que o
annunciante tem adquerido no longo espaco de
tempo que servio em differentes reparces i u-
blicas desta cidade, e ltimamente no escritorio
da companhia da estrada de ferro, lhe dao a pre-
sumpcio de poder bem servir nos casos de fal-
tencia, ou outros em que o ere prego de taes co-
oheclmentos for approveitavel : tambem as lia
gass frBBceza e inglezs sao entendidas pelo an-
nunciaota. Para inforrcacoes no foro os Srs. Brs.
Feitosa, Fonseca e Castello Branco ; no com-
mercio os Srs. Rothe & Bidoulac.
No rollegio de Bemfica precisa-se de duae
cngor/iTiadfciras e de um cozinheiro.
Aluga-ee para uma casa de pouca familia
uma escrava que sabe cozinbar, engommar e la-
var por 25g mensaes a tratar na estrada de Joio
de Barros, sobrado quefoi do cirurgiao Manoei
Bernardino o no armazem (Recite) do Sr. Paula
Lopes.
Precisa-se de ama ama forra ou captiva que
engomme ou cozinhe, para uma casa de pouca
familia : na ruada Aurora n. 80, primeiro andar.
P. R. Soseph l.aranges e sua mulher reli-
ra m-se parafra do imperio.
Quera precisar de uma ama de leite, dirija-
ce a ra do Cabug n. 3, tercely andar.
Araruta nica pura : na Tua da Cadeia do
tRecife n. 1.
Anda cstopara arrendar-se ou render-se
os engeohos Caramur e Santa Cruz, sitos na co-
marca do Gibo ; quem pretender, dirija-se ao
Hospicio, casa do coronel Lamenha.
Precisa-se de uma ama para toviar conti
do uma casa de homem solleiro, que saiba bem
cozinhar e engommar : quem estiver neste caso
dirija-se ao aterro dos Afogados o. 219, que acha-
ra com quem tratar.
44~t4 -t tti i i t, f -fntnt t t Ittfr*
Carros fnebres no pateo
doParaizo n. 10.
Chegou a este eitabelecimento um
rico panno de velludo preto com serca-
dura e palmas, guarnecido de gales,
franja e borlas tudo de ouro finoverda-
deiro, em fim o mais rico que tem ap-
parecido nesta cidade para carro fne-
bre de pri mei ra ordem. Exi i te u m ca r ro
todo preto como se diz a ingleza, bem
ornado e outros agalloados para del un-
tos, donzellas e arijos. Tambem se
encarrega o abaixo assignado de man-
dar todo o preciso para qualquer enter-
ro, cilicio, e visita cao do stimo dia,
como fr determinado pelos interesa-
dos sem o menor encommodo delles,
com promptidao c jjreqos commodos :
a tratar no mesmo estabelecimento das
6 horas da manha as 9 da noite e a
qualquer hora da noite no sobrado do
mesmo pateo n. 18.
Jos Pinto de Magalhaes.
Aluga-se uma grande casa de um andar
com commodos para um collecio, defroote da
fundico do Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com Guilherme Pursell.defronte da igreja de Be-
lem, ou com Manoei Joaquim Gomes, ra do Im-
perador n, 26.
Aviso.
A mesa regedora da ir man da de do
SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista
convida a todos os seus irmaos para
comparecerem no consistorio da mesm
no dia 12 do corrente pelas 9 horas pa-
ra a continuacao da apptovacado com-
promisso.O escrivSo interino, Joa-
quim Francisco Franco.
na villa do Cabo.
Alug-uB. padari bom montada, e no me-
lhor lugar de negocio por ser perto da estaco da
via-ferrea ; quem pretender, diriia-se a mesm
villa, a tratar no armazem do Machado
*lenr;o.
!5s
05
O
Q
9
3-Rna estreita do Rosario3 f
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artiflciaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
flquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparares as mais acreditadas
para conservado da bocea.
Precisa-seda qu.ntia de 3:000 a 4.000SOOO
a premio sobre hypothec. .^ pi7, 2SSS.
?a, eem boas ras : a ptssos qoe qui"!< FJ,
ste negocio, anounrie a sua morada para ser
procurado, ou em carta fechada nesta Uvraria ns
6 e 8, com as ioiciaes F. C. A. A. I..
Leiam todos,
A viuva Dias Pereira & C. pede mui respeitosa-
meoleaos seohores devedores de seu estabeleci-
mento de calcado da ra da Imperatriz o. 16,
que venham pagar as importancias de seo3 dbi-
tos dentro de 15 dias, a contar de boje 10 do cor-
rente ; e advertem mais, que depois deste praso
todas as contas serao entregues a um procurador
para as cobrar judicialmente.
Attenco
Precisa-se alugar uma sala ou gabinete na
freguezia de Santo Antonio, que seja indepen'den-
te, paga-se bem ; quem tirer annuncie.
Queijos do vapor.
Vendem-sede l800a 2 : na travessa do pa-
teo do Paraizo o. 16. casa pintada de smarello.
O Sr. Antonio Jos Correa
esKtar os o I
que empenhou
, morador em
is. venba resgaUr os objeclos de ouro e prata
em 11 de" maio de 1860, no
paleo do ter5o n. 19, do contrario serfio vendidos
para pagamento do principal e juros.
ASSOCIAfAO
DE
Soccorros Muaos
Lenta Emancipaco dos Captivos.
0 Sr. vice-presideote manda convidar aos se-
nhoressocios para a reuna de assembla geral,
domingo 12 do corrente, as 10 horaa da manba,
na casa das sessoes, na ra Direita n. 27, para
negocio de interesse.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 8 de maio
de 1861.
Galdino Jos Peres Caropello.
1. secretario.
Furtaram ao amanhecer do dia 5 de maio
do sitio Brejo d'Ara, no engenho Bello-monte
d freguezia da Escada, um cavallo do sella,
pertencenle ao abaixo assignado, e dos seguioies
sigoaes : cor castanba, frente abarla, cauda com-
pridae um pouco ron. dinas quasi pretas, bei-. Mello, Qgura
Antonio de Lemos Braga, tendo
de rollar para o Aracaty provincia do
Ceara', deixa nesta praca como seu pro-
curador o Sr. Jos de Sa' teitto Jnior.
- Pedo-se wjr. Jos Botelho Piolo Jnior o
favor de apparecer oa ra di Santa Cnix B, 7.
50 iofeiior branco, tambem a peiadbr do "p es-
querdo. malba branca 00 lugar do sellim, de bom
tamaobo, gordo, bastante grosso, anda de pouco
a mais, nao tem ardigaes, e castrado, tem trea
ferros, sendo o superior a imitacio de um T de
letra maiuacula redonda,formando um C no fim:
quem o temar e quizer conduzir ao dito sitio"
teri de gratiflcacJ 50f, podando, se nao quizer
ter maior iocommodo. entregar na ma de aortas
n. II, que encontrar com quem tratar.
/ Joao Florentino Cavalcanli Jnior.
Relejarse saber queme o corres^
ndente do Snr. Dr. Joaquim Antoniq
yes l^ibeiro, residente na r ro vieta t
: na livrtris>d-pra9si da Indepen-
da n. 6 e 8.
Attenco.
Os abaixo assignado previnem a todos os se-
nhores moradores na praga dePernambuco esea
termo, especialmente ao respeitavel comroercio
assim como aos dt Alagoas, que negocio akum
facam com os bens do 3r. Romulo Cornelio de
ranas, morador na villa do Pesso, tanto em ven-
das condiclonaes. como hypolhecas ou mesmo
vendas consumadas, sob pena de serem nullas em
J *!.8lque os ""inciantes acham-se de-
mandando ao mesmo senhor em quaotia nao pe-
Sdie deb!o8..P08,U,d08na0 Chegam P8M so1-
Joo Vieira de Lima,
n Joaquim de Souza Silra Cunha
Villa do Passo, 4 de maio de 1861.
,.r7.C*".ae,.anTe"te a c"a de 8aa enhora, o
ordinana, os pee um pouco indiadas, costuma
fallar aoainho, isto resmungando sempre Un
ZZ^V0^1" olh" espanUd o
Quem o encontrar e quizer pega-lo. "
d6 i* 1"ar a 8oa senhora, na
ga n. 9, que se recompensar.
HS^i. 8Und0 ??> "signado queeolre as
dividas da massa Muda de Manoei Francisco de
ter a bon-
rua do Cibu-
o mesmo abaixo assignado come
devedor da quaotia de quarenla e tantos mil ris,
aaverte a quem quer q-je arremate estas dividas
que nada deveaa aupradilo fallido.
Joao de Santa Rosa Muoiz.
~ Precisa-se de um homem portuguez que
quejra ir para o mato, paga-se bem : a pesfoa
que qulaerdirija-ae a ra Nova, loja de ferragem
d. 35fc que ae dir quem precisa.
A agencia do va-
por de reboque.
i4aXs&i:w ***" tetr^'t90'


w
UMO J tsUVtaaatJOA. ~ SlBsUJO *t
Attencao dos interes-
sados.
A pessoa encarregada de cobrar as dividas da
cocheirada roa do Imperador o. 12, s o Sr.
Paulino Eugenio de Toledo ; 4 portaato a elle
fomente a quem se deve pagar, paisando o com-
petente recibo.
Precisa-se de urna preta escrava dfrmeia ida-
de qoe seja ptrfeita liradeira.tanto de tirella co-
mo de sabo.qae para se appHcar somante nesle
trrico de lavagem de ama pequea familia :
quem fiver e quitar afosjar.dtrlja-stf a ra da Im-
peratrix o. 9, segundo andar.
Precisa-se de urna preta eserava para o ser-
vico de ama ees* eetraegeira. cae dos cotinbar :'
a roa da Imperatriz, leja n. 9.
Al ufa m-se dots carracas novas de Tender
agua : na ra Imperial n. 64, a tratar cornil. S.
bsate;
Alvga-ae um bom sobrado sito em Santo
Amaro, com commodoa para urna numerosa fa-
milia, com sitio e tres excedentes viveiros :
pretendentes dirijam-se a ra do Hospicio nu-
mero 74.
ALiga-se um terceire andar e solo, com
boa cezieha, fono, te., em ama das melhorea
ras do bairro de S. Fr. Pedro Goncalves : a tra-
tar na rae da Cadeia n 88, toja.
Mudanza de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaqun de Castro Matcarenhas
transferio a aua resldeocia para a ra Augusta,
casa o. 43* oa.de pode ser procurado a todas as
horas para o exereicio de aaa profissao.
ODr. Aonso de Albuquer-
que Mello, *de$occupado de suas
funecoes como membro da as-
semblea provincial, pode ter pro-
curado para os mysteres de tua
profissao de advogado, das 9 li2
oras da manba as 3 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
saodas sextas-feiras. no escripto-
rio do Dr. Godoy, a' ra estreita
do Rosario, e na villa do Cabo
as sextas-(eiras por todo o da,
e nos outros dias das 5 1 j2 horas
da tarde em diante.
Dr. Debroy. dentista, successordo Sr. Pau-
le Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar em Pernambuco no mez de abril ou at
junbo.
Sacase
M. J. Leite, roga a seus des-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Hanoel Gomes
Leal.
sobre Lisboa, Porto e ilha de S. Miguel; na ra
do Vigario n. 9, escriptorio de Carralbo, Moguei-
ra &C.
Os senhores credores que tem coalas contra
mi ni, podem apresentar at o dia 15 do cor-
rente mez para realisar amigavelmente ; na ra
Nora o. 67. J. Honder.
Alugam-se dous grandes armazens nova-
mente acabados com grandea telheiros no fundo,
com camba por isso muito proprio para qual-
quer ofQcina, padaria ou reGnarao, sitos na ra
Imperial contiguos a fabrica de sabo : a tratar
na ra Direita n. 84.
Aluga-se a caaa nova na Ponte de Ucboa,
sitio da riuva de Joo Carroll. No mesmo sitio
veodem-sa Iarangeiras de umbigo para em-
barque.
Aluga-se nm sobradiohe de um andar e
seto na ra do Calabouco velho n. 17 ; a tratar
no caes do Ramos n. 4.
Offerece-se um mogo habilitado para cai-
xeiro de taberna, at para tomar coala por bala a-
$o, d flanea a sua conducta ; quem precisar, an-
nuncie para ser procurado, ou a tratar na roa das
Gruzes n. 21.
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o anligo escrip-
torio de commisso de escraros, que ae achara
estabelecido na ra larga do Rosario n. SO, o ahi
da mesma maneira se contina a receber escra-
ros para serem rendidos por commisso, e por
conta de seas senhores, nao se poupaodo esforgos
para que os meamos aejam veadidoscom promp-
tldo, afim de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda dalles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
tt&lSai&dlfifilfi 013 S33tt&l8&
>"a cao crenv w~ ll Vmw WftB/9 UBI! VJH* a*W VUVm
H O abaixo assignado taz sciente
2 a todos os seus amigos e aquelles
que o quizerem honrar com 8 sua
conianca,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode er procuia-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate' as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
*ir ~vir ~av* aja na "" "" aaaai mn iniiii
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servirlo ordinario de urna casa, e qaeira acompa-
nhar a urna familia i provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
ftMgg
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiaodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconheoem.
Tem agua e pos dentifrieios etc.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
i"
I
Der advocat Cicero Peregrino faehrt
fort seine Clienlnle zu bedienen, in sei-
nem Comptoire Queimado Straase o. 26.
wo er taeglich von Horgens 10 bis Nach-
mittags 3 Ubrzu sprechea sein wird.
O baeharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu efcrintorio na ra do
Queimado n. 2*, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
Cicero Peregrino, bachelor f laws,
may be consulted on mattera alTecting
his profession at his cfflce, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'clock.
Trocase
por moeda corren'o as notas geraes
I dos pdroe cguinles :
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 5$ com urna dita.
Rxas de 50g.
Rrancas de 500$.
Verdes de 500.
E mais : notas do banco da Baha
de 109 r>. e 20 rs. ditas da caixa
Olial da dita de 20J> : na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
I1MHH nTi UBIS
L' avocat Cicero Peregrino continu
exercer a profession, ra do Queimado,
p'*Re. OU l'on peut le nuu.c.
tous lesjours de dix trois heures.

Alugam-se o primeiro e segundo andares
da casa da ra da Cruz n. 21, com excellentes
commodos e aceio, sendo o'primeiro andar o
mais proprio possivel para escriptorio : a tratar
no armazem da mesma casa.
s
Oabaixo a*signa vier, que se est procedeudo inventario amiga-
re! pelo cartorio do escrivio Santos, dos beos
deixados por mor do seu finado irmo Jos de
aant Aona Brito. Recife 3 de maio de 1861.
Joo de Brito Correia.
Aluga-s o excellente 3o andar.com gran-
de sotao, da casa n. 32 da ra Estreita do Rosa-
rio ; na ra do Queimado n. 12, Io andar
GABINETE i
Medico-cirurgico i
DO
Dr. Americo Alfares Guimares,
A ra Nova n. 21,1 andar, pro-
ejxiaio i entradada Camboa do Carmo.
2 Ahi se o achar prompto acudir a
quaesquer chamados, quer para o curativo
Sg de molestias concernentes medicina ou
cirurgia, quer para proceder a exames me-
Ji dico-legaes.
0 As pessoas que por acaso o nao acharem
@ deverao ahi deixar bilhetes em clarem os seus nomes, ra e numero de
Q casa, afim de serem devidameate salis-
fa lillas.
^ Os indigentes enfermos.serio igualnMa-
^ te attendidos e medicados em paga do
gj menor honorario.
Alug
casa
diario de
ase urna preta dosa para
de pouca familia, que cozinha o
8
Precisa-se de urna ama para ccaiahar para ca-
sa de homem aolteiro, forra ou captiva, prere-
rindo-secaptira : oa ra Nova n. 43, loja de fa-
zendas.
# O advogado Inaooeacio Serfico de
4P Assis Carvalho declara que para os miste- aja
d res de sua proAssio s pode ser eaceo- #
tradoem seu escriptorio, ra do Quaima-.Q
dj don. 14, das 10 \ft horas da manhaa at %
O s 3 da Urdo, nao podando sor ames %
por estar oceupado nos trabalaoa de }
sua cadeira M callegio das artes. JJ
Na livraria n. 6 e 8 praqa da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cokles Cavalcanti de Mello.
sabdlto fcancar, relira-
Jcqea MiratMu,
se para fora do imperio.
e^Z Alu*;- o prinxolr andar da scOwadoru
% d r o\4*.G,, ** o n I Hdrtatiw
14. das3 la 6 da-tarde.
--Pde^ae ao 8r. *nqo1m Nuw "io Taita,
morador tem Pao d'Ahao, o4am aoprmer na
ra de Sama Craz n. 7.
nma casa, compra e lava de
sabao e varrella : na Estancia n. 4.
O abaixo assignado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Mello, a eacrava
parda de nome Joanna, de idade de 30 annos,
com um filho, tambem um mulatinho de nome
Candido, de 2 annos de idade, e deixando-os em
poder do mesmo, por assim pedir a mulher, quan-
do os mandou buscar, elle respondeu que ditos
eacravos haviam desapparecido de seu poder sem
que soubesse para onde. Suppe-se que os wan-
dou oceultaroo Recife ou em Afogados. Desde j
protesta o abaixo assignado contra quam oa ti-
ver, cobrando oa dias de servido, e procedendo
com o que determina a,lei emoasus laes.
Antonio de Souza Leo.
Algodo da Baha.
A fabrica de Santo Antonio do Queimado lera
felo o seu deposito em casa de Marques, Barros
& C, faienda superior e propria paraaaccos de
engenho.
Aluga-so o segundo andar do sobrado n. 27
da ra do Imperador, com bons commodos e
aceado : a tratar no primeiro andar do mesmo.
. Precisa-se alagar um moleque para o ser-
Sa?nloU2i homem 8ol,e,ro.' "* Pga do Corpo
w m "baiI5 8?8i?noao. baeharel formado desda
1S4J, depois de haver exercido differenles lugares
acha-se nesta capital, no exercicio de sua profls-
sao de advogado, ra do Queimado n. 30 pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 8 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quizerem honrar com a sua confian-
ca. Alm ae outros ttulos que hooram o mes-
mo advogado, publica paraprova desua anlipui-
. TBnd lT'y? picado de C^trn Arr.inli.
lendoo baeharel Jeronyrao Salgado dsQaatro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver exercido por dez annos, tres mezes -e vinte
oito dias o lugar de promotor publico, deu-se-lhe
por taso o presente diploma de habilitagSo ao
cargo de juizoe direito. na conformidade do 3 2
art. Io D. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocios da jostica em
22 deaetembro do 1857.Francisco DiogoPeroi-
ra de Vasconcellos.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Afeude* a cobrar
deseus devedores destapraca, como de
fcra, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remissos. De-
clara mais que tfeixara' tle continuar a
vender a qualquer pessoa ssm excepcao
que deivar de pagar-llse pontualmente
suascontas.
Francisco Jote Leite.
Industria.
Sida-se qualquer pega da louca ordinaria,
porcelana, vidro e barro, sala .qual fora quada-
de do objecto : na ra do Livramento o, 31, .loja
de< eahjado.
Fede-se
ao Sr. Antoirir/Clsuillno Alvw Gffnrea que venha
a ra d fjBTtofeinaj *.1t, a oegeeto de eu
HMaresM.
Calricie.
A utilirjada da pomada la-
dina oio ao de facer nas-
os cabellos mais tamben
e&t'&tHeiR
lo* ombranquecer Uo cedo
como quando arla nSo for
applicada ; alsm diato, sen-
do aua composlcio formada
da subaUncias alimentares,
a absopQo pelos poros nio
pode ser nociva. Depsitos, ra do Imperador
a. 59, orna do Crespo n. S.
0 baeharel WITRTJV10 pode ser
prtcirado m na Nva i. 23,ppineir
andar, do sobrado da esquina fie volta
para a Canboa do Corno.
LOTERA.
NSo sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar marcar ja o dia im,
preterivel da extracc3o da segunda par-
te da_ nona lotera a beneficio da igreja
matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que tem fi-
cado sempre com porcao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos achamos epela grande porcSo de bi-
Ibetes, meios e quartos das loteras de
outras provincias, que vndo constante-
mente por todos os vapores sao astucio-
samente vendidos contra as disposicfes
em Vigor, anniquilando assim as nossas
loteras (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes nesetsida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
Ibimentos de orpbSos, matrizes (que se
acbam quasi todas em ruinas) a fazen-
da pi-ovtncial e mais beneficiados visto
como sua commisso insignificante como
em partes de loteras to pequeas e
que.maioresno podem ser pelos mo-
tivos expendidos sugeitos asdespezasde
empregados, juiz, lytographia, listas,
annmcios e outros muitos e alm disto
ao jago toreado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os blhe-
tei, meios bilhetes na thesourara das
loteras ra der Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lejas commstionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
doSr. Cha jas e no Recife ra da Ca-
dea n. 45 dos Srs. Porto di lrmao
Na li'raria n. 6 e 8 da praca da
Independercia precisa se fallar ao' Sr.
Jos' Rufino de Mendonca.
Antn o Jos Rodrigues de Souza-
Modista de Lisboa
Na ra das truxes o. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestida, manteletes, chapeos de seda,
enfeitea de catega, tambem se lavam e enfeitam
chapeos de palla de senhora, tudo com promp-
tidao e pelo gosto de Pars, para o que recabe fi-
gurinos por todcs os vapores que vero da Enropa
OBerece-se urna mulher para engommar ;
a tratar no Caminho Novo, casa n.75.
Deseja-se alugar um aitio qe lenha boa
caaa e arvoredoa, perto desta praca : na ra No-
va n. 47, se dir quem precisa.
a livraria n. 6 e 8 da prac da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Sr. Christovao Santiago do Nascimento,
que negocia com gado.
francisco Jos Leite declara as
pessoas que tem penhores em seu poder
que se nao os resgatarem no prazo oe
8 dias contados de hoje, serao vendidos
para seu pagamento e seus donos sem
direito algum a have-Ios do
ciante.
na reato
AlgQMttonstro
da don larguras a-OOOi. wm
Qasaaadoa. 83.aa loja da boa fe.
i A 1^0 fs. o covado.
Cassaa Haas flnaa do Uodaa caras com Z li
palmos da largura, multo propria para raupao de
aaaJaora a r'aatidos da meaina, pola baratiaaimo
preco de 160 rs. o covado ; na ra do Queimado
n. 3S, na aoja da boa f.
Bramante superior.
Vende-e bramante da linho bacante incorpa-
da, cara duaa veraa de largura, pelo baratiaaimo
pre?o de 29400 ra. a vara : na ra do Queimado
a. 2S, na loia da boa f.
Chales de merino
eatlmpados a 23500; na roa da Queimado o. SI,
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas.
Veodem-se superiores gravatinhjs estraitas de
sada, nio s pretas como do coree, pelo baratia-
aimo prego de 15: na na do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linao
eom duas laraaraa a SfSOO a vara ; na 1
Queimado n. 23, na loja da boa f.
K afrimavera.
16 Ra da Cadeia do Recife 16
Loja de miudezas
BE
Fonseca & Silva.
Pontea de tartaruga para nrrala a 500 rs
o par.
Ligas para meias de senhora a 320 e 640 ra.
o par.
Papel pequeo braneo a da cor a 000 n. o
pacote.
Dito paquete a 39 a resma.
Cera de carnauba.
Vende-se cara de
que ha naate genero
cife, loia d. 50.
carnauba a mais superior
na ra da Cadeia do Be-
Sal do Ass.
A borde do palhabote
com Taiso Irmos.
Garibaldi ; a tratar
annun-
Precisa-se de dous escravos para serventes
de pedreiro : a tratar na ra Direita o. 84.
O Sr. Luir Gonzaga da Rocha
chamado a praca morador em o Rio
Grande do Norte e que consta andar
neste Recife, aoqualse roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Cdulas,
Trocam-se com mdico descontos olas ge-
raes do thesouro, que se estao recolheodo, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Babia, e da caixa filial desta ultima cidade o
na livraria econmica, ao p do arco de Sant;
Antonio-
Antonio Duarte Carneiro Vianna avisa a
todos os devedores da loja de ferragens da ra
Direita n. 64. que foi de Joaquim Pernandes de
Oliveira, que as ditas dividas ficam pertencendo
ao mesmo Sr. JoOb.uim Pernandes de Oliveira,
por ter o mesmo senhor comprado, do que lhe
passo toda posse para poder cobrar como lhe
convier. Recife 8 de maio de 1861.
Precisa-se de 500J a premio, dandp-se por
hypotheca um moleque crioulo e moco : quem
os quizer dar, queira annunciar para ser procu-
rado.
Thomaz Comber e sua senhora, subditos
inglezes, retiram-se para Europa.
Compras.
Compram-se 2 ou 3 caixoes grandes para
deposito de padaria, com os seus competentes fl-
taires, e mair-alguos utensilios, proprio para o
me*no .-quem tiver annuncie para aer procu-
1tT^.m^l raros do aexo SMarihto de
ratriz b 12 f* obr" ou Begros na ru dalmpe-
Compram-ae moedas de ouro de SO no1
escnprorio do Manoet 4Tiacio de Oliveira a ri-
Ino, pra;a do Corpo Santo.
Milho e farello a
3:000 rs.
Vende-se trelo em poreo a 33 o aacco e a re-
alho a 39500, milho a 3z00 : na travessa do pa-
teo de Paraizo na. 16 e 18, casa pintada de ama-
relio.
KetMMSRa rene wsmmmn
i Eslremadora
|Vinhopuro de uva fabri-s
cado expressamente
em Portugal para Jos An-j
tonio da Silva Juuior.
O annunciante renuncia ao recebimen- S
o. to de qualquer quantia por este vinho, S
9 provando-se nao ser s de uva com o al- f|
{cool necessario para a sua conservacio. X
Em ancorlas de 10" a 50 (a dinheiro) |f
no armazem de Izidoro Halliday, & C. ra S
aistkeiKM awaH anseseMaei
Superiores litas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
acaba-se de receber de sua propria encommend
pelo vapor francez utas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
lavrlas, de lindos padroas, que se rende por
preco muito em coala, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para cintos
cintos com fivela preta propriospara luto, luvas
de torgal com vidrilho muito novas a tfriOOo par
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda enfei-
ladas com bico e vidrilho a 2a : isto s se vende
na aguia de ouro n 18.
E afeites de grade,
A loja daguia branca recebeu novos e bonitos
eofeites o> grade para senhoras, e os est Ten-
deado a 4 cada um ; oa ra do Queimado, loia
d'aguia braaoa n. 16, '
Veade-se na Lingoeta n. 5, o
seguiute :
7rJ?tol,guI,lfe" flor libT"' bocera
iw rs.,ch pelo a lj400, passas novas a 560
concervas fnicezas e portuguezas a 700 rs. o
irasco, touanhi de Lisboa aovo a 820 a libra
pr/JD,(?uno'"?8 480- Dflnha oe Po refinada'
a 480 a libra. Mas cora peixe de posta de diver-
sas qualidadesl400. charutos suspiros a 4S a
ca.xa, toucinhede Santos a 240 a libra, vinho do
iSn eD8?"ai,. superiores marcas, de la a
1S500, rape Gass da Bahii a la o bote, cognac a
,S ^'Ade 8araf. cerveja a 500 rs. a carra-
fa, e 58500 a duaa. cha hyssou a 2*500 a libra
vinho de Lisboa 60 a garrafa, ervilhas francel
zas e portuguesa, a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proprco.
SEDULAS
de '4 e 5*000.
ontinua-se ai ocar aadulas da ama s figura
por metade do d^conto que exige e thesouraria
desta provincia, 8 nous daa mais pracas do
imperio com o ate de 5oor canto: ao escrip-
torio de Azvd4 Mefides, ra da Cruzo
n. 1.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales da merino estampados, finos,
?2 ^10 lioda8 cores- P'' riirno preco de
g, ditos de merino liso muito finos a 4#, lindas
casaaa organdya matizadas a 240 rs. o corado,
cortes de chita fraoceza com 11 cavados a 2S500
o corte, cambraias brancas de IOS a peca, com
pequeo toque de mofo a 3S ; na loja do sobrado
de quatro andaras oa ra do Crespo m. 13, do Jo-
s Horelra Lopes.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas eom a superior tinta ingie-
ra, azul au escrever-se, a preta quando aecca. a
DOO rs. a botija ; na ra do Queimado, loia d'a-
guia branca n. 16.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater C.,
ra do Vigario n. 3 nm bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingte, de nm dos maU
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesaos.
Ceroulas franc,ezas.
Vendem-se superiores ceroulas trancadas de
algodo a 18H a dozia. ditas de linho muito finas
a 28a : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Calcas de brim.
Veodem-se calcas de brim braneo fino de li-
nho a 5*000 cada urna, ditas do dito de cores a
3S500, ditaa de ganga franceza escura a 3, ditas
deditaamarellao2500: na ra do Queimado
n. 22, na luja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem-se superiores paletots de panno preto
e de casemira de cores escuras, obra franceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tsimo preco de 20* cada um ; na ra do Quei-
mado d. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
ara de largura propria para vestidos, pelo bara-
tsimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, oa loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito Cdo
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22. na
loja ds boa f. '
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroquim
para meninos, pelo mdico prejo de 2S500 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Veodem-se muito bons cnapeos de sol de seda
com cabo de caona, pelo baretissimo preco de 6*
cada um : na ra do Queimado n. 22, loja da
boa fe.
Guardanapos rara mesa
a 3* rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
os misterios
CIDade da BAHIa
POR
Joo Nepomuceno da Silva
R ^""8e ?eild? 1- yolume na ,iv"ri a.
o e 8 da praca da Inlepeodencia a 1*000.
Vendas.
Fio de algodo
da Baha.
Vende-se fio de algodo da Baha por preco
commodo ; em casa da Basto & Lomos, roa do
Trapicho n. 15. '
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500 :
na travesa da Madre de Deas armazem
n. 15.
Vende-se confronta ao porto da fortaleza
daa Cinco Pontas o seguiote : carracas para bois
e cavallos, csrrinhos de trabalhar na affandaga,
ditos de mi, torradores da caf eom fego, do-
bradicas de chumbar de todos oa tamanboa,
bem assim rodas de carracas a carrinhos, eixos
para os mssmos, e quaesquer outras obraa ten-
dentes s offlcinas de ftrreiro e carapina, a aln-
gam-ae tambem carrocaa.
Baaha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de recebar um novo
e grande sortimento de banhas, estrados, leos
para cabello, opiata, aabonetea, ec, etc., e coa
isso a estimada bonita, fluido napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com tampa
de metal. Essa baaba por sua superioridada o
aelivos ebeiros de rosa e flor de laraoja, ji ho-
je bem coohecida e apreciada, e contina a aer
vendida a 2*500 cada copo ; na loia d'aguia bran-
ea n. 1.
SJP Machinas de vapor.
# Rodas d'ogua.
dj Moendas decanna.
# Taixas.
dj Rodas dentadas.
9 Bronzes e agutinos.
0 Alambiques de fetro.
^ Grivos, padroas etc.'otc:
m Nafundlcaode ferro de D. W. Boirmanl
Srna do Bram paseando "o ehafariz. si

Caes do Ramos armazem
n 24.
Veodem-se tabeas de amarello, louro e piabo
por precos razeaveis.
Loja das $ portas
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos preco do que
outra qualquer parte
em
ra de
Luvas de tonjal
com vidrilb a 1^000 o par.
A loja d'aftuia baca. finm> nn CQ nJEZu-
d*agoia boca, firme no seu proposito
ae barateira, esta vdendo mui novas e bonitas
uvas pretas de torfl com vidrilho
a ellas, otos ame socabem : na
mado, loja d'aguia Imca n. 16.
a 1* o par
roa do Quei-
Vendas.
Ctotos pretos tle
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra
^cto-Cahugan. 1B
chegaflo oa lindos -cintos, tanto pretos com
fe4tde-conUnha,ooaarouradoi,(ede linda
fllas^fireUs, o mais finotpase podewrormtrar ;
'to na lojaAguiade Oarq. ra do Cabag n. 1 Bj.
Gascarrilteu
Na loja aguia de ourd, ra.
do Queimado n 1H
acaba de ohagar.de sua propria ena>mmandak
as lindas Utas de caacarrilha da rindas cores pro-
rias ara enfeita de vaatrds, que ae rende por
tratisaimoprefodastlWO a peca.
Bonitas caixihas com pa do
arroz,3 fconeca.
Aloja tfguiaoranc,recebeu mui bonitas cai-
nnhaa eom fioo pedeami. -complante bo-
neca, cujos pea sao aceadaneote applicados pa-
ra bertoejaa, o nasmo sa^onhoros usam dalles
quando leen de lahir, c>no para thsatro, baile
etc., e perioridae da quudadi, alera de serem mui
novos ^enrosio, lo a torna preferiris : ven-
dom-80.aa-loja d'guia araes, ra do Quoima-
"do n. 16.
Vendem-se fcvea de eualtaie muito boas'
na estacao das Ciro Emtan da estrada de ferro :
a tratar defronte meana n. 144
Os liados enfeites
para esbeca,
s na loja da agua de ouro
n. 1B.
sd chegadoa os andes anfaites
drilho, ultima mota, que ae cao
Cortea de casemira, fazenda fina
tolbarai ; na loja das saisforVas
tirra meato.
Veoda-sa una preta; na roa
ajumare 7.
vauudo a vi-;
par 6*000.
fia.
do armazem da
Apollo d. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1000
a lata com duasjibras de excellente marmelada
nacional ; na praja da Independencia n. 22.
Nova carlilha.
Acabado sahir dos prelos desta tvpographia
urna nova edicao da carlilha ou compendio de
doutrina chnslaa, a mais completa dequantas ae
tem mpreaso, por quanto abrange tudo quanlo
continha a antiga carlilha do ebbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescenUndo-se muiUe
oraQoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar nm moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com e tabella daa testas mudaveis
e eclypses desde o correte anno at o de 1908
seguida da folhioha ou kalendao para os mes-
uras annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, dao a eata edico da carlilha ama
preferencia assa importante: vende-se nica-
mente na linaria ns. 6 e 8 da sanea de Indepen-
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, om casa de Roatron
Hooker & C, existe um bom sortimento deli-
nhas de cores e brancas em oarteteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes aa vendem pot
procos mu raioaveis.
Chegaem ao barato
O Preguica est queimando, m sualoja na
ra do Queimado n. 2.
Faons da breunUd do *dlo eom 1 ^sm -
*S, easenatra-escura infestada propria pana cai-
g, eoKeta a palito ts a 960 rs. o covado, cam-
wala organdy da muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita Iha transparente mnito fina a,
^*5?'6* P*5*' di,Pad*com 10 varas
a 59 o 69 a pesa,chitas largas da modernas e
escolhidospadresa 840, 260a280 rs. o ava-
do, riquissimos chales da marin estanpado a
7 8, ditos bordados com duas palanas, fa-
zenda muito delicada a 9 eada um, ditoscom
urna s pslms, muito Bnos a 8950U, ditoaliso
com franjas de seda a 59, Uaao.aWeaaaaa.ioj.
barre a 400, lao a t60 cada oa, raaia mnito
,?? wlM,r,1 t dnaia, ditas de boa'
qmlidadea 3a500 mduxia. ehitai ran-
esaaa 4e ricosdeeanbos, para coborla a Mt .
corado, ehitasosenras inglesas a 5900 a
al 60 rt. o eovado, brisa braneo da para
a f, 19 a 19600 a aaa, dita Mata
",niWd "3Sf"*^ *** *". k"*!.*
XW a 400rs. o eovado/ sloacaa de differentes
m.o covado, oaseniras pretas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torca! a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassaa de corea seguras a
200 rs. o covado, pecas da bretanha de rolo a 2$,
brimzinho de quadrinhoj s 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagea
a 800 rs. o covado, fil de linho preto coa sal-
pico a l$400a vara, luvas de torcal muito finas a
00 ? pai !<** berta da horas da
manhaa s 9 da noile.
Vidriih-Ds de 4odas as
cores.
Na loja da aguia de onro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e braneo asse-
tinado, que ee reodo por baratissimo preco de
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz tao procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
queee vendem por muito baixos precos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymnndo Carlos
Leite & lrmao.
Vendem-ee diccionarios inglezes, de Viei-
ra, os diccionarios francezes, de Fonseca e Ro-
quette, e a arla franceza de Burgain : na ra da
Cadeia do Recife n. 43, esquina da Madre de Dos.
/toa do Amorim n. 43.
Vr",m- -bolas nov o grandes a IgOOO O
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56, ra da Imperatriz
outr ora aterro da Boa-Viala, vendem-se fazen-
a/filUi^ 8^ir8rl' ^'i88 "cores fitas
Aiam? l^ co?d0;- aiUs ^ancezas a
240. 260 e 280 rs. o covado. la para vestidos a
SZO o covado, chales estampados a a700 cada
um, pecas de cassa para cortinados a 2600. ditas
de cambraia para forro a lf600, dita finas para
vestidos a 2#500, 3, 3500. camiss para senbo-
ra gollinhas e puohos jnuito finos e iutremeios
e tiras bordadas, tudo isto por barato valor.
Potassa da Russia e eal de
No bem conhecido o acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 18, ha para vendar a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e do superior
quahdade, assim como tambem cal virgem em
podra ; tudo por pregos mais baratea do que em
outra qualquer parte.
Toalhaspara mos
a e$ duzia : na roa do Queimado n. 22. na loia
oa Boa f. *
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3 a duzia, ptimos pelo pro-
co e qualidade, para o aervico diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala Nova n.42
Veade-se em casada S.P.Joahswa 4C,
sellis e sUhSe nglezes, candeeiros e castigaos
bronsados, lenas nglezes, fie de vela, ehicote
para carros, emonuria, arrear para carro da
ua a dous eavalos relogios de ouro patenta
ingas.
fpiM* adasalpiees a** an, w
ta CrasiMitu ftiendas que a .ara patente ao compra-
i dot, ds todas se darlo usotfnu coa awkari


Duwoai
** aUBBAMl I m MAJO DC
4)
Calcado
grande sortimeiito.
45RaaDnreita45
Qual ser a jovene linda peruambucana, que
procura minar esta estabelecimeato man-
dando comprar otra betioa da goato? Qual a
mai de familia, prudente e ecaoomica que Ibe
ia d preferencia pela qaalidade a preso ? Qual
o cavalneiro oo rapaz do poiiliro, que nioquei-
te comprar por 8, 9 e 10, o cateado que em ootra
parte nao Tendido se nao par 10, 12 ou 14 ?
atiendan ;
Senhoras.
Botinas com laco (Jolj] e brilbaolina. 5*500
com lajo, de lustre [superfina]. 5&500
> com lago un pouco menor. SflOOO
a sem lajo superiores..... 53000
sem laso nmeros bsixos. ; 4*500
sem las de cor....... 49OOO
19000
48400
4|000
89590
Sapstos de lustre.
Meninas.
Botina* com la{o. ;
* sem laso......
p para criaogas de 18 a 30.
Homem.
(Nantcs) lustre. .:.... 10J0O0
Fanlen) coure de porco inteirissas 105000
(Kanien) beserro muito frescaes. 9S500
diversos fabricantes (lustre). 9g000
s ingieras inteirissas. 93OOO
gaspeadas. 89500
prora d'agua. 81500
Sapates.
antes, sola dupla.....; ; 5*500
amasla......... 5CO0
a para menino 4g a..... 3#500
Meio boneguins lustre....... |000
Sapates luatre........... 5O00
Sapatos de tranca.
Portaguezes de Lisboa fiaos.....5*000
Frsneoxes muito bem feitos.....1*500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo couro de porco e do rerdadeiro corda*ao para
botinas de homem ; multo couro de lustre, be-
zerro francs, marroqoim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fie, tallas etc., ludo
em grande quantidade e por presos inferiores aos
de outrem.
Capellas finas para noivas.
A loja d'sguia branca receben novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 8, conforme o sea pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
ja&Amm memmim mmsmm
jai
9
8
4 fama Iriumpha.
Os barateires da loja
Encyclopedica
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa
sedas, eambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e presos, chitas fran-
cezas muito bonitas e una, enfeites de
diversas qualidades para cabega de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, calcas, collaUs, ohapvos, cami-
sas, seroulai, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melice e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Veudem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver. '
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
^Idisai&5i6fii&-di9 attcwiaisaiss^
waipiaaa "! ow encares mrtBW VOT VaW UiUfVnflBfm
^Viohos engarrafados-^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arinlho.
Bucellas.
Malvasia, em caitas de ama duzia de garrafas :
na ra do Viga rio n. 19, primeiro andar.
Villa do Cabo.
Carne verde.
Do dia 13 do correle mez por diante se acfea
estabelecido na mesma villa um acouguo que
Tender carne todos os dias mais barata que em
outro asougue,exceptuando os dias de sextas-
feiras e domingos, lornaodo-se muito til este
estabelecimento, aos habitantes da mesma co-
marca, de quem o pioprietario espera grande
consumo, prometiendo bem servi-los.
Queijos do vapor a 1,800.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor a 1*800, maoteiga ioglezaa 800 re-,
arroz de casca a 89300 a sacca a 2o0 rs. a cuia ;
na ra daa Grases n. 24, esquina da travesa do
Ouvidor.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
A 80000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, vendeodo-se por este preso
por ter alguna massos com pequeo toque de bi-
cho ne largo da Assembla n. 15, trapiebe
Baro de Livrameato.
Mais que Peincha!
AleUia. Ulharim e macarrao a 400 rs. a libra :
vende o Braodao. na Lingoet n. 5.
A 5#000.
Hadapolo largo muito auperior com pequeo
toque de avaria a 5| peca : na ra Nova n.42,
loja de Tertuliano Candido Ramos C
Palmatorias
ris.
Xna*^m Palm>tori" lati para velaa a
fuia'brUnmio.DarUa d QMta-^ W *
Arado americano se mcbina-
Er a lavar roupa :em casa dS.F. Jos
tton Aloja
meato de
La fina para bordar.
^gafc branca receben um aova sortl-
9a de bonitas e diversas coree, e para
cenrmedMade de rus boa feegoeria esti venden-
dostfta libra, o que em outrit perte se alo aeha,
seadb asahn Sna ao>ni leja d'tguia branca, nsa
do Queimado n. lf.
A PRIMAVERA
6-Rea a Cadeia do Recife-ll
LOJA DE M1TJDBZAS
M
Fonseca Agua do Oriente a 1*380 rs. a gna-
la, dita celeste em garrafaa a chnese a
t. dita de Cologoe a S800 e 4f a gar-
rafa, fitas de velludo abertaa de todas
as larguras por preces baratissimos que
vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidadea, be-
toes para punhos de bom oslo a 320
rs.. bengalas superiores de 1 a J|800
cada urna, appsrelbos de cha para brin-
quedos de enancas a 1, 2,3 i4), ditos
de porcelana proprias para duaa pes-
soas a 6$, jarros com pomada par a 3*,
pomada em vidros de 800 a 1$ na, tin-
teiros psra traser oo bolso a 400 rs. um,
caixai transparentes psra rap urna 320
rs., ditas mullo grandes a 500 re., ade-
remos dourados a l, luvas de seda para
homem e senhors a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 19 urna, ditas
com espelhes a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 29500 o par. figuras com
lioteiros e srieiros um 500, 800 e 1$,
ricas caixinhas de vidros com espe-
tos conteodo perfumarlas a 29500 cada
nma, meios aderegos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabio leve a 160 rs. um,
pentes de massi em caixiubas s 600 e
800 um e a 1 j*00 dos virados, lapes
massa azul a encarnado a 320 a duzia,
canetaa de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparillas a 600 is. a duzia,
botes de todas as qualidades para col-
leles a 240 rs. a duzia, lavas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
rs. o par, botes de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 ra. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
otes a ly2O0 a duzia, pecas de bico de
0 varas de 600, 800, 19, 1J200, U600,'!
I98QO e 2 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinbos de li a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapees de feltro a 500 e
a lf cada um, ditoa do chili a 44. cada
um, sfipatos de tapete para homem e
senhora a ljj o par, ditos de pelucia a
19500 o par, caixas com vidro a espe-
Iho para sabonete a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
_ba ratos do que em outra qualquer parte.
GKKCtA
na
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de ana propria
eocommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2$. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de snjos as pro-
cisses; lem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguiabranca n. 16.
Jchegou e prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-Tork Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, es
quaes se vendem a lO0O. .
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Penas de cambraia lisa com 8 1|2 varas a 23500
e 38000.
Ditas de algodozioho americano com 14, 16 e
20 varas a 2, 25500, e 3$500 limpo.
Chitas fraacezas, lindos desechos e cores filas,
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhaa, covado, a 244 re.
VENDE-SE EM CASA
BE
Adamson Howie
Vinho do Porlo, de Xerez e cognac
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Tiota de todas as cores.
Sellins, silhoes, arreies e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
SARAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aoa
seus fregueses desta praga e os de fra, que lem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
A C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
eastanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito oseu deposito de velaa de carnau-
ba simples sem mistura alguma, come as de
cessposigo.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
fl|000 o cento, ne armazem de Francisco L. 0.
Azevedo, rus da aladre de Deas a. 12.
Eariolia de Santa Catha-
rina,
.muyo oova, tonada, adeexceUenU goslo, ignal
a de Vuribeca ; a bordo do bricue Mara Rosa,
atracad ao trapicheBario do Livramentono
largo da asamblea a, 15.
Armado para laja por
qualquer pre Vnde-fe aa rae da Imperatriz n. M, nma a-
macte pera laja, em vidrecas, baloSo, fileiroi,
te. i p,na t6r e tratar as mesma casa.
Importante
Aviso
Na leja de4 portas da na do Queimado n. 89,
acba-se um grande armazem com todo o sorti-
enlode reapas feitas, para cujo flm tem mon-
tado urna offleina de altaiate, estando encarreaa-
do della um perfeito mestre viado de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualqner obra que se lbe
eacommeade; por isse que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com espeeialidade aos
Illms. Srs. ofciaes tanto da armada como do
ejercito.
Faz-se (ardas, ferios eem superiores preparoi
e mallo bem feitas, tambem trsta-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines qne de
II vieram ; alem dtsse faz-se mais easaquiohas
para montaria, fardetaa ou jaqietas, bem eomo
eolletes a militar para es Srs. ajodantes de esta-
do maiore de cavallara, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de onro ou prsts, ludo ao
goato da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquerjuiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim eomo lem muito ricos
desenos a matiz de todas ss cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo goslo fraoceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo goslo. Affiancando
que per tudo se fica responssvel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senheres visto qne nada perdem em es-
perimentar.
VILLA DO CABO.
armazem do barate.ro.
O Machado est queimando em sen arouzera,
a dinheiro vista, carne, bicalho, e todos os
mais gneros tendentes a melhadoa, do que tem
sempre grande sortimento.
Vendem-se selindros para padaria nova-
ment chegados da America, por preco commo-
do : a tratar na ra Direila n. 84.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'agnia branca vendem-se mui bonitas
e lsrgas Otas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreila (que as
torna mui mimosas a 800 e 1$ a vara, preces
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esli. Essss Alas servem para
enfeites de chapees, cinleiros para crianzas, lagos
para cortinados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se peca se far algum abate : na ra
do Queimrio, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Ca risssvin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m eIh ora dos
com novoa
a pe rfe i coa-
mentos, fszendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se aa raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as meemos como agulhas, re-
trozes em csrriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
mmu low-iww,
Ra da Seizalla lava a.42,
Hesta estabeleeiaaento entinta aba ver um
completo sortimento da mecadasemeiss moen-
das para engaan, machinas da vapor a taixas
te farro batido s oosdo, da todos es tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no sen depo-
sito da raa da Moada n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e mocadas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
lar no mesma deposito eu na ra do Trapiche
a
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panne preto a 229, (azsnda fina,
alcas de casemlra pretas e de cares, ditas de
bnm e de ganga, ditas de brisa brauco, paletots
de bramante a 4, ditos de fostao de cores a 49,
ditos de estamenha a 4f, ditos de brim pardo a
39, ditos fe alpaca preta saceos e aobrecasaeoe,
eolletes ds velludo pretos e de eores, ditos de
gorgurae ie seda, gravaUs de lioho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada ama, coarinhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 0 ho-
ras da msnhaa al as 9 da noite.
A 1#000
a lata com 11(2 libra de superior mermelada im-
perial ; na praca da Independencia a. 22.
Queijo suisso.
Vende-se da melbor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, queijos flamengos a I96OO
cada um ; na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de essemira
de quadrinhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 49 cada um : na roa do Queimado n.
22, na loja da boa t.
pechincha.
Pegas de medapolo avarlado a 19, 29, 29500
corles de riscado francez a 29, covados do mes-
mo a 180 rs. : na ra do Queimado n. 44.
Attenco.
Ricas saias de cambraia bordadas a 39 cada
urna : vende-se na ra Nova n. 42, loja de Ter-
tuliano Gandido Ramos & C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de I69 cada urna: na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos broncos
bordados com 2 e 3 babados a 5g : na ra do
Queimado o. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu oa bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, e os esti vendendo a t$500 : na loja
d'aguia braoct, ra do Queimado n.16.
Veadem-se a bordo do palbabote cNovaos, em
btrris de quinto.
moeos.
Vende-se em casa de Saundres Brothers A C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricatrie Roskell, por preces eemmodos e tam-
bem traacellins e cadeias para os mesmos de
ezceHente goslo.
Para homem.
Pechincha sem iguala
Paletots saceos de casemira mesclado,
de cor e preto a 12g.
Ditos sobrecasacos golla da mesma
ganda e de velludo a 299.
Ditos de brim de lioho branco a 49
fa-
Chapeo preto muite fioo a 8$\
Cortes de casemira superior a 49300.
Brim de liuho trancado liso e de cor
covado 640 rs.
Grvalas de seda egorguro a 500 e lg.
Camisas brancas e de cores muito li-
nas a 2a.
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de snda-
lo novo modelo para 29 e 5g.
Recebeu-se eilractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de museelina e madapolo
para senhora a 49 e menina a 39.
Chitas francesas claras e escuras cor Q-
xa, padrees modernos covado 280 rs.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja ?. 23 da Gurgel \ Per-
digao.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na leja d'aguia branca a verdadeira
agua inglesa de Lavander,. superior a todas as
outras, a 19 o frasco : na leja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 10.
Graxa econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior grasa econmica m bar
riliohos de louca a 640 e 800 rs, a nm. A su-
perioridad* de tal graxa cunbeeida por quem
tem usado della, e**r 's por aquelles que de
nevo compra-*' "fla serve igualmente para
amac'f cdnssrrst o cooro, e econmica por-
kirt-o lustro dado com ella em um dia, conaer-
va-sa por 8 a sem necessldade de nova grasa:
jacas-se 6 venda na raa do Queimado, loia d'a-
1 guia branca n. 19.
Vende-se a metadedo engenho
Arariba de baixo, situado na co-
marca do Cabo, urna legua dis-
tante da esta cao da va-frrea,
denominada Olinda. A respeito
da fertilidade de seus terrenos e
das unmensas vantagens que del-
le se pode colher, em attencao as
excellentes qualidades que o dis-
tinguen!, escusado dizer, por
ser ama propriedade muito co-
nhecida nessa provincia: os pre-
tendentes dirijam-se a ra Au-
gusta, casa n. 43, segundo an-
dar, que achara' com quem tra*
tar.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
! segundo andar,
poi mui barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida e
um porla-serv Jor ; um colxao de mo-
las ; urna com moda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; ser vico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angefo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'Endo*), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isse destaz>se destes objectos, man-
dados v'u expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com pereicao
a apurado gosto.
MISKEM,
Tainhas do Rio Grande. Novyis i hnnitnQ
lia
MU FEITA AIKDAIAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DB i
[Fazeadas e obras feitasj
na
LOJA E ARMAZEM
Ges k Basto!
^Xaitfes-ei n
n^" **E?* recebar pelo ol-
smSta.'auiMES* "" .n"" q"0dade de
nirntea de velludo os mais modernos e bonitos
den do mu bat*u* a lOaVcada um- or in hi
cn^A diU '7^"- branca "n.l
Queimado n. 16, antea que se acabem.
NA
Hua do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temes um grande e ts-
i riado sortimento de sobrecasacaa pretas
panno e de cores muito fine a 28,
JSe 35, paletots dos mesmoS pannos
a Z0g,22g e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos paunos a 14, 16 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28, 30J e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16J
o 185, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e US, cal;as pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10J
* lli ditas de casemira decores a 7g,8,
9 e 10, ditas de brim brancoa muito
flaa a 58 e 63, ditas de ditos de eores a
3, 39500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, eol-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 45500 e 5, ditos
braocosde seda para casamenlo a 5,
' ditos de 6, eolletes de brim branco e de
usto a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
' 29500 e 39, paletotspretos de merino de
i cordao sacco e sobrecasaco a 7$, 8 e 99,
; eolletes pretos para lulo a 49500 e 5,
1 (aa pretaa de merino a 4*500 e 59, pa-
> letots de alpaca preta a 39500 e 45, ditos
sobrecasaco a 69,79e 85, muito uno eol-
letes de gorgurao de seda de cores muito
; boafazenda a39800 e45, eolletes de rel-
iado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pro-
les e de cores a 14, 159 e I69, ditos de
1 casemira sacco para os mesmos a 6500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
[395OO, ditos sobrecaaacoa a 55 e 59500,
1 calcas de essemira pretas e decores a 69,
I 65500 e 79, camisas para menino a 21
i a duzia, camisas ioglezaa pregas largas
1 muito superior al329 a duzia para acabar.
l Assim como temos urna ofiicina deal-
X faiate onde mandamos execuUr tedaa as
g obras com brevidade.
MSIHIHWdISaW fiHMNKdMOKi
Espermacete
de 6 reas cada masso a 800 rs. s retalbo, e em
caixa a760rs. : na ra do Imperador n. 28, ta-
berna do Campos.
Vende-se urna mulata de bonila figura, sa-
be lavar de varella e sabo, eogomme, cose cos-
tura chaa, e cozinha o diario de urna casa : quem
a pretender, dirija-se a ra larga do Rosario nu-
mero 26.
Ceblas a 1#200 o cento.
Bolachiafaa ingleza a 160 rs a libra, toucinho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
SYSTE MA MEDICO DE I10LL0WAY.
PILLASHOLLWOYA.
Este inestimave! especifico, composto inteiri,
mente de bervas medicinaes, nao contm mercu-
rio era alguma outra substancia delectara. Be-
nigno i mais tenrainfancia, e a compleicaomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compltelo mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operaceseef-
feitos; pois busca a remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejara.
Entre miihares de pessoas cursdas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inulliraente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperaco; fa;am um competente ensaiodose
effieazes effeilos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da sande.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Acaba de
chegar _
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res a. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos nuito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casa eos feitos pelos ltimos Caminos a
26, 289. 309 e a 35. paletots dos mesmos
pannos prtto a 165,185, 209 e a 24
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padres a 14. 16, 189,209 e 249
dilos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 10, 129 o a 149. ditos prelos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, elJJ, ditos
fe sarja de seda a sobre casa cades a 12
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 4, dilos de palba de
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 89500, 4
e a 49500, ditos de fusto braceo a 4
grande quantidade de calcas de casemira
preta edecores a79, 89, 99e a 10,ditas
pardas a 39 e a 49. dilas de brim de cores
finas a2S500, 39, 3500 e a 45. dilas de
brim brancos finas a 49500, 5$, 5*500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 65. eolletes
fle gorgurao prelo e de coks a 55 e a 65,
ditos de casemira de cor e pretos a 4S50
a 5, ditos de fusto branco e de brim
a 3 e a 3500, dilos de brim lona a 4$
dilos de merino para lulo a 4 e a 4500*
caigas de merino para lulo a 4$500 e a 5fi'
cepas de borracha a 9. Paia meninos
de lodos os tamanhos; caigas de casemira
prea e d* or a 5*' fi* 79, ditaa oitas
de brim a 25, 39 e a 39500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, dilos de alpaca a 39;
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas psra meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 aonos com cinco
babados lisos a 89 e a 125, dilos de gorgu-
rao de cor e de lia a 5 e a 69, ditos de
brim a 3, dilos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande ofiicina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeicao nada dei-
xa a desejar.
tfftittA^a*.------aa rawa''i
t aiM me we ww tsj, js bjj tnj gwe jg
la do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para homem e menino a 38500,
cortes de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassas de cores de boos gostos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de enlremeios bordados finos a 19500. ba-
I bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
15280 avara, sobrecasacas de panno fioo a 20 e
259, paletots do panno e essemira de 16 a 205
dita de alpaca pretos de 39500 a 75, dilos de
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, dilas de brim de cores e
brancas de 29500 a 5, eolletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 59,
cortes de cassa de cores a 2, pecas de madapo-
lo fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
Dar acabar.
Vende-e urna e meia duzia de eadeiras de ja-
caranda, un lavatorio, dous toucadorea e seis
quadroa rdondos com estampas, dourados, de
bom gosto tudo em bom estado ; na ra da Ca-
deia Velhan. 63.
Vende-se unta mobilia e um escravo.
Urna peeoa que se retira pera a Europa, ren-
de sua moiilia decente, um laboratorio de chi-
mica, e aa mulatioho de 12 aonos, de bonila
figura, bon copeiro, e enslente para pagem :
Caixas de tarta-
ruga,
Na ioja da aguia de uro ra
do Cabug n 1B
ohegado aa lindas saina de tartaruga aera
rap, que se vendem por baratiasime preco de 9$,
assim como de bfalo mullo finas a tfD80,15200,
na loja A guia de Gara, na roa do Saboga.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (msl de).
Asthma.
Clicas.
Couvulses.
Debilidadeou extenuar
cao
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
eeusa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febretodaespecie.
Gotta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammagoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
puhnonar.
Retencao deourina.
Rhenmatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tieo doloroso,
Ulceras. -
Venereo(mal).
Escravos fgidos.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja di
todos os boticarios droguistas outras pessoas edo
carrsgadas de sua venda em toda a America n-
&nl, Havana e Hspanha.
Veadem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem ama instrnceio em portu-
guez para explicar o modo de se usar des tas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
paarmaceuco, na roa da Cruz n. 22 em Per
nambnco.
Massinhos de coral
a 500 rs.
S na loja da a guia de ouro,
ra do Cafcuga n. 1B.
Vendeas-ee maaaioho de coral mute fino a 500
res o masco.
Gelo.
A dinheiro sim, fiado, bao",
Vande-se gelo no antigo deposito da rna da
amall pelo preeo de 49000 re. a arroba, e a
l)rs. a libra, e declara- se ios compradores
que e deposite estar aberte todos os das das 9
horas da maafaa as 5 da tarde.
No dia 3 de outabro do anoo prximo pas-
sado fugio um escravo da fazenda do Imb, de
aome AgostiDho, crioule, de idade de 28 annos,
pouco mais eu menos, altara mediana, bonito,
grosso do corpo, cor plida, pouca barba, cara
abocetada, denles limados, ps grossos, lem em
ambas as pernas urna cicatriz, no peilo outra ci-
catriz, falla deseangade, foi vestido com camisa
e ceroula de panno de algodao azul, chapeo de
couro j usado : toda a pessoa que o apprehen-
der, dirija-se a fazenda do Imb, fregaezia do Li-
moeiro, a seuseabor Manoel Rodrigues dos San-
tos, que ser recompensado.
Fugio no dia 29 de abril deste anno, Ma-
noel, crioulo, de 30 annos de idade, altura bai-
la, bum corpo, bem fallante, muito pouca barba,
pernas e pulsos de bracos grossos, escravo de
Lourerjco de Barres Vasconcellos, proprietario
do engenho Camaraz, sito na comarca de Naza-
reth da llalla ; o seu senhor pede as autoridades
policiaes e capilea de campo, e a quem o pren-
der, que conduzam ao dito engenho Camaraz,
eu na praca de Pemambuco, em casa do Sr. An-
tonio Jorge Guerra, a ra da Boa-Vista, sobrado
primeiro andar, cima da taberna, em qne mo-
rou o porluguez o Sr. Miguel Gomes de Souza,
que sero bem recompensados. Adverte-se que
o dito esoravo anda com urna carta feita de apa-
dnnhamento pelo Sr. Dr. Jos alaria Mcacoso da
Veiga Pessoa com a data de 1. de maio, com a
subscripta do nome do senhor do escravo o Sr.
Lourengo de Barros Vasconcellos.
Fugio no dia 2 de abril ullimo. indo lavar
urna porgiode roupa, escrava Paula, de idade
de 35 a 40 annos, com os signaos segutotes:
mulata, cor de sartaneja, cabellos crespos soltos
cosluma amarra-Ios rigados para traz, a grega!
formando um pequeo coco; pannosescuros as
faces, nariz pequeo, falla um pouco fanhosa e
cansada, como de quem soffresso molestia na
garganta, onde tem a cicatriz de um telho, falta
de um ou dous denles na frente, grvida de seto
mezes (signal bem saliente para ser conhecida] e
estatura cima de mediana. Esta mulata casa-
da e deixoo fllhos em Papacaga ou Buique, onde
moram os senhores 6 qoem j pertenece; por
isso, presumindo se que para l tenha ido, ro-
ga-se s autoridades policiaes dalli e tambem as
de Garanhuns, capitSes de campo e pailicularos.
a appreoslo da dita escrava condcelo da
mesma a ra das CiacePontaen. 108. casa de sua
senhora. qne muito agradecida satiafar as des-
posas feitas. como for de raxao.
Ausentou-se de casa de seo senhor o escra-
vo preto de nome Joao Osario, mais condecido
por Cesarlo sfmplesmente ; estatura regular ma-
;ro, de rosto comprido%. penca barba biodo
t. grande, joelhes par. dentro. cosinS '
sapateiro ; vivo, Ihtelligenle, Hgeiro no andar
e parece crioule por ter vindo criaaca. Ouem o
apprehender ser generosamente gratificado, le-
vando-o a ra da Cadeia do Recife n. 20, ou na
uapweju, nao guui)B.dc Srs, vlave Laseae.


<)
DIllO DI mAIIB0C0. ta. IABBADO II M MilO 0E 1M1.
Litteratura.
Scenns da vida theatral.
Romance intuito
llenriqoc Margei*.
ni
-{Continuagao.)
Concordo, reapondcu o5r. Yilterey'depoia
> urna curta hesi lacio. Hel de ver a baroneza
e desejo que ella nao teohe de confirmar algum
incidente, como diz V. S. que s*j capaz de pre-
cisar de minha intervenga entre ella e o doulor
**, cuja linguagem (ranea precisa a vezes de
aer moderada.
No momento em que se tuscitava essa alterca-
So a seu respeito, o doulor, que passeava pelo
eulevard, chegra machinalmente a porta do
circulo onde estaciooavam alguna carros, entre
os quaes reconheceu o do general, que suppoz
mesa jugando o seu whist ordinario. Veio-lhe
entao a idea de entrar no circulo o pedir ao jogo
urna distraerlo para enfados que nao quera le-
var para osa. Ao deixar o sali da prioeeza,
ahija mui pouco satisfeito daqaelle seras, onde
havia involuntariamente offendido urna mulher,
e onde Tora voluntariamente ofTeudido por outros.
V
fc recoohecida que urna offensa feminina nao
yode ser considerada como seria por um homem,
porm Dio menos verdade que tal cousa para
o amor proprio semelhanle aquelles leves arra-
nhes que deixam na epiderme um espinho im-
perceptivel e doloroso ao menor contacto. Ao en-
trar nos saldesdo circulo, jioduutor hivia nota-
do urna especie de coDslraDgimeDlo que as pes-
soas mais habis nao conseguem dissimular quan-
do sao sorprendidas pela presenga inesperada de
um individuo no momento em que este o objec-
to de urna pratica intima. O silencio toreado
que recebeu, revelou ao doutor que se oceupavam
com elle, e sua sospeita toi confirmada quando,
ao chegar a porta do sali de jogo, ourio as ul-
timas palavras trocadas com urna certa animagao
entre o general e o bario de Villery. Por isso,
quando penelrou no sali, exprima sua physio-
nomia urna daquellas irrilaeoes sofreadas que s
procurara um pretexto para se manifestar. Co-
mo ao entrar baria fechado a porta aps si, com-
prehenderam todos por essa medida a intengSo de
isolir entre as pessoas presentes a explicaeao que
sem duvida ia ter.
Parecen -me, senhores, disse o doutor de-
pois de haver saudado, que Vmcs. em minha a
usencia me faziam a honra de se oceupar comigo.
E como estas palavras pareciam dirigir-se par-
ticularmente ao bario, este, largando as cartas
na mesa, respondeu logo:
Sim, doutor, e chega fi proposito pira nos
informar acerca de um boato que chegou at
aqu.
Quem o trouxe ?
A voz publica.
A voz publica um ser abstracto com que
eu nunca discuto, replicou o doutor com vivaci-
dad?.
Segundo a occasiio, pode a abstraegio en-
earoar-se n'uma personalidade. respondeu o ba-
rio ; e accresceotou : Esteve esta noite em casa
da prioeeza e li encontrou a baroneza ?
O nome da senhora de Villery que ao espe-
rara ouvir pronunciar, lembrou ao doutor a phra-
se offeosiva que esta lhe dirigir em casa da prin-
ceza, e essa recoidaco que lhe veio avivar a cha-
ga mal cicatrisada, aggravou anda mais a irra-
dia gao do doutor. Este responde immediatamente:
Posso responder a urna pergunta, aioda
quando dictada pela curiosidade, porm recuso
s jjeitar-me a um interrogatorio.
Nio um interrogatorio, disse o bario com
mais brandura, um pedido para explicar-me
um facto que me inleressa, pois que se refere a
urna pessoa que traz meu nome.
Eslive esta noite em casa da prioeeza, res-
pondeu o doutor, o realmente li Uve a honra de
encontrar a senhora de Villery.
E dorante osse serio nao se suscitou entre
ella eo senhor, nao sei porque motivo, urna al-
treselo que da parte de Vmc. foi interpretada de
um modo lamentavel?
Aqu, senhor bario, as ioformaedes que te-
nho a dar-lhe, deixam de estar de accordo com
as que approuveaV. Exc. recolher, e, salvo in-
sistencia de sua parle, nio continuarei urna ex-
plicacio que se refere a as-urapio mui delicado
. para nio ser discutido seoio na inlimidade.
O senhor offende a discussio destes senho-
res, disse o lacaio.
Tomo-os por testemunha que cedo as ins-
tancias de V. Exc, conlinuou o doutor. Esta noi-
te em casa da prioeeza, onde estava a senhora de
Villery e n'uma conjectura em que eu nio live a
vantagem de concordar com ella, a baroneza tes-
temnnhoo-me a sua opposicio de um modo que
lhe deixo lamentar.
Observar-lhe-hei, senhor doutor, disse o ba-
rio, que suas palavras parecem attribuir a outra
pessoa a sem razio,que pelo contrario....
Senhor barao, replicou o doutor com firme-
za, pode agradar-lhe provocar quasi publicamen-
te, e sob um frivolo pretexto, urna discussio que
Dio deveria suscitar-se entre nos. E'-me, po-
rm, licito nio acompanha-lo alm dos limites
tragados pelo decoro.
Esses limites, disse o bario, ji foram pelo
Sr. repetidas vezes transpostos para que alguem
lhe possa contestar o direito de os indicar aos
outros.
E vendo a direceo que tomara a discussio, os
-que a presenciavam tentaram urna lolervengao
pacifica.
Venha c, senhor bario disse o doutor le-
vantando-so. oio nos empenhamos mais nessa
utilidade ; o senhor nao foi feliz no ichisk, o que
se explica, por que V. Exc. nio sabe joga-lo. Es-
sa perda irrita-o, e a irritagao, quaesquer que so-
ja a sua natureza, m pata os temperamentos
sanguneos como o de V. Exr. E' mister pagar
os lentos, voltar para a casa, dormir, e amanhaa
pela manbia, quando esliver mais socegado, po-
der escrever algumas linhas urbanas que far-
me-hio esquecer a sua susceptibilidade desta noi-
te. A senhora de Villery poder acrescentar-lhes
um pott scriptum. Bis a minha receita.
Antes de emprega-la, ha de permittir que
eu a submetta a duas pessoas de meu conheci-
menlo, as quaes terio a honra de lhe dar parte
do resultado da consulta, respondeu o senhor de
Villerey com urna altivez protectora.
E Undo pago o que havia perdido, tomou o
chap e sahio do sali de jogo.
Depoia da bellicosa salada do circulo entrara o
bario em casa, irritado como todo o homem que
est a bracos com um desafio. A attitude offen-
sira que havia tomado para com o doutor, obri-
gava-o a dar urna sahida aquella discussao, e a
, senhora de Villerey esperara com impaciencia
x que sua mulher voltase-, pensando achar as ia-
fch'aiacdes que esta lhe desse algum episodio em
que- poo>se batear o pedido de urna reparagio.
Quando a seohort'de Villerey voltou de casa
da princesa, nio tabeado com que fim a interro-
gara o marido, refeno-lhe com extrema franque-
za os acn racmenlos do sero, e descreveu com
muia graga aquello golpe de estado feminino no
qual s achara-, compromeido o doulor, e onde
coufessou haver feiio um papel activo.
Chegou ao circulo algum rumor de tudo s-
so, respondeu o bario. Al contaramqaeo dou-
tor procurara tirar urna desforra desse desastre
aggredindo as pessoas que o tinham .provocado.
Houve realmente lentava de desforra, dis-
se a baroneza rindo, porm o pobre doutor tinha a
cabega em tal confusio que deixou-se atalhar lo-
go no comeco. Oh I mas, acresceotoo ella inge-
nuamente, que respsta I Sinlo nio a ter dado,
pois quadrava bem.'
Pois bem I muha rica, disse o bario, mui
pouco satisfeito de sua devasta, aconleceu, e
cootou entao a mulher a tcena do circulo e a ai-
tuagio em que se'achava actualmente para com o
doulor. /
Foi bom o primeiro movimeoto da baroneza
um tanto aasujalada :
E' miste*- confessar, disse ella ao marido,
que nio somos irrepreheosiveis, eo doutor lem
direito de queixar-se. Escrever-lhe-hei algumas
linhas para deaculpar-me, aa quaes hio de aca-
bar com tudo isso.
Essa boa disposigio de espirito nao poda ter
looga duracao n'uma pessoa ainda embriagada
por um daquelles triumphos de amor proprio os
quaes dio as mulheres tanta importancia. A re-
tirada do doutor om presenga de um epigramma
da baroneza bavia sido notada, commentada; ti-
nha ella ouvido aquello murmurio agradare! que
as docurasde Sorrents ; roncera publicamente
um homem temido por seu talento* Voltar com
desculpas ao que lhe baria merecido aquello
triumpho nio seria desmeotir-se, de algumaser-
le restituir a bandeira que hara tomado? pender
o lucro de urna partida ganha por tantos pontos?
Nao devia peto contrario aproveitar-se das pri-
meiras ranlagense cora-las de urna rictoria de-
cisiva que a poria ni ordem do da da lagareliee
parisiense ?
Se a baroneza nio manifestou taes ideas com
esta franqueza, ao menos fallou de modo a doi-
xa-lasentrerer. Assim, depois de haver confes-
sado seu erro, procurou attenua-lo, e iorocoo
em seu favor o principio da fallibilidade. Por
meio de habis manobras de linguagem, uas
quaes os argumentos capciosos nio foram poupa-
dos. ella ovorteu inteiramente a situagio consti-
tuindo-s.0 queixosa, e vendo que o marido, evi-
dentemente enfadado com essis conlradicges,
Qcava immorel.
Entao, lhe disse ella, em que est cuidando?
Cuido, minha querida, respondeu o bario,
que commelleram um grande erro qusndo re-
presentaran) a justiga sob a figura de urna mu-
lher : e tenho o seolimento de rer que voc me
fui um tanto (oviamente o cavalleiro de urna cua-
sa duvidosa ; entrei n'um negocio que por certo
ha de ter julgado como lastima vel por todas as
pessoas razoaveis.
Pois entao, conlinuou a baroneza, deixe-me
dirigi-lo officiosamenle, e obrigo -moa achar urna
sahida que o ha de tirar desta situagio com van-
tagem tua. Em rigor, voc poderia manifestar ao
doutor algum pezar antes da explicarlo que apai-
xonou a sua discussio, e que o levou a um ponto
que pode ter alguma gravidade ; agora voltar a
elle poderia s-r interpretado de um modo indeco-
roso para voc.
E' misler, pois, pedir-lhe desculpa, concluio
peremptoriamente a Sra. de Villerey, encerrndo-
se n'uma ciiadtlla de obstinagio.
Oh 1 disse o bario, pensa voc que o doulor
nao di aprego sua dignidade, e que bstanle
urna demonstrarlo para assusta-lo ?
Nao lhe fago essa injuria, respondeu a ba-
roneza, mas o doutor conhece a poca o sabe que
em Franga ha cousas a que niuguem resiste. Um
duello com um de teus clientes I mas pense Disto,
haviam de dizer por toda a parl que elle nao
achando na sciencia meioasufilcieotemeale segu
ros para enviar teut do60les, lucra do estojo um
arsenal. Sua reputagio havia de morrer com
isso.
Minha rica, interrompeu o bario, voc con-
funde beo/ levianameote as frioleiras com cousas
serias.
Oh I senhor, replicou a baroneza, nos ria-
mos n'um lempo em que a pilheria de urna cre-
anga pode, segundo a occasiio, abalar a mais
preciosa existencia. O doutor que nio temera
um duello pelo perigo que nelle correria, receia-
lo-ha pelas coosequencias do ridiculo. Se sua
dignidade nio pode ceder diante da pressio de
um homem, pode ello sera compromeite-la cur-
var sob a pressio de urna mulher. Substitua-
me sua pessoa, e ver que elle acolhe com ale-
gra o meio conciliador.
Afinal, o que lhe quer pedir ? disse o
bario.
A paz, respondeu ella ; porm elle ha de
vir solicita-la pessoalmente.
E voc pensa que o doutor consentir ?
Elle homem intelligente entre dous ridi-
culos ha de escolher o menor, e car-me-ha
agradecido por ter sabido encontrar um desfecho
honroso para urna situagio incommode.
E se recusar ?
Ser porque as propostas de paz lhe foram
mal apresentada?. Por isso deve vo: confiar
esta negociagio pessoas de um carcter conci-
liador, a diplmalas portadores do ramo de olivei-
ra, e nio a bellicosos araulos caja simples pre-
senga urna ameaga.
VI
No da seguinle tarde, quando o doulor rol-
lava do hospital, foi visitado por dous amigos do
Sr. de Villerey. Estes lhe declararan) logo que
vinham como conciliadores, e qoe s haviam acei-
to a missao de que o bario os haviam encarrega-
do por causa da moderagio de suas exigencias.
Isto fez sorrir o doutor.
Desculpem-me, senhores, respondeu elle
elle : o Sr. do Villerey padece de urna affecgio
queexerce alguma influencia em seu genio oque
o torna as vezes mui irritarel. Tere elle hootem
comigo um desses ataques, e talrezque suas pa-
tarras exprimissem mais que seu peniamento.
Deremos, porm, ser iodulgaote pira com um
doenle, mormento o medico, sendo o doanla
um seo cliente. Smenle, alm destt indulgen-
cia, nio sei o que pode o Sr. de Villerey exigir
mais de mim.
O Sr de Villerey, diasa um dos enriado,
apenas reclama urna intigoficante concessio qu
nio ser costos* ao amor proprio deV. S.poia
Je sua mulher. Ilonlera,
cammoveu o jalao da j tupllme, ou sabio illuglre, o que houver felto de
IOIULTIH
{)
OBATEDORDEESTRADA
roa
que a solicita S^H
aps um incide
princeza otide e achara una pes9o eslranha S
sociedade, a baroneza de Villerey e algumas se-
nhores suas amigas julgaram-se offendidas por
causa da attitude de V. S. em presenga delta, e a
Sra. de Villerey agradecor-lhe-hia particular-
mente so o Sr. quizesse exprlmir-lhe o pesar dessa
desiolelgeocia passageira. *
Em resumo, doutor, acrescentou o segundo
enviado, podemos dizer, afina de tirar lodo o ca-
rcter serio a este negocio, que oslamos autorisa-
dos a realringi-lo entre a baroneza e o senhor.
Isto interrompeu o duutor com urna fin-
gida singeleza, a minha amavel cliente imaginou
esse meio diplomtico para separar o marido da
discussio e colher todo o beneficio desta conci-
liagio.
Poit bem I Sim, a baroneza muito deteja
ter s neste negocio com o Sr., e para dar mais
explendor easareparigo,ella receberamanhaa
excepcional mente.
E sem duvida, disse o doutor, deverei apre-
senlar-me em traje de penitente com um cirio
na mi. Senhores, conlinuou elle com acento
serio de um homem que repelle una mysliflcacio,
sioto que se looham atsociado um gracejo des-
te genero, e a intervengan da Sra. de Villerey
um modo de acoramodagio, ao qual quero aioda
crer que o bario estranho. Nao caotarei a pa-
lidoola Sra. de Villerey, porque nessa emer-
gencia eu fazia tritimphar sua vaidade em prejui-
zo da justigi. Se oio percebido pe'os senho-
res, eu vejo o fim dessa corabioagio: querem
fazer de mlohas desculpas pessoa que rae offen-
deu, urna offensa nova pessoa queja me flzerara
offender. Essas variantes sio iocompativeis com
o meu carcter. Declarem-no pessoa qu6 o
Sra representan), elle ou ella. Oesculpem-me,
meus senhores, concluio o doutor fazendo ros vi-
sitantes um gesto de despedida, o meu lempo per-
teoce aos que soffrem ; se pensam que a sua mis-
sao nio est acabada, coacluam-na com o ge-
neral.
A Ira diga o da fbula conta a existencia de um
monstro, ao qual pagaram aonualmente um tri-
buto de ictlmas.
O Hinolauro moderno o riso, e mais incle-
mente que o anllgo, o imposto que reclama
diario.
Em Franja est elle encarnado as duas maio-
res personalidades satyricas. Chamava-se eolio
Babelais, e ao depois Vollaire.
Hoje chama-s Todos.
Em un dos seus mais espirituosos repentes
sobre Paris, um escripior satyrico moderno sup-
punha essa cidade cercada por um exercito ini-
migo, e perguntara por quanto lempo hara ella
de resistir sem capitular.
Paris, conclua elle, bater-se-ha com bra-
vura, ainda nio tendo plvora ; mas no da em
fallaren) ao mercado os fructos lemporaes, hare-
r traidores, que abririo as portas por um pralo
de morangos.
Sendo o escndalo os fructos temporaes do que
mais gustam os Parisienses, pde-se suppor que
oo caso de um cerco em que a maledicencia publi
ca esliresse por muito lempo padecondo fomo,
Paris, entregara as chares ao inimigo que trou-
xesse ao mercado alguma ancdota.
Essa curiosidade seropre foi urna das mais im-
periosas necessidades da sociedade activa, e me-
rece suas boas gragas quem sabe satisfaze-la.
Asiim, por exemplo, o mais lindo presente que
um homem pode fazer urna senhora que lem
um sali frequentado, trazer-lhe diariamente
um ovo do escndalo para chocar ; antes de anoi-
lecer a are terazas.
E' conliecida a historia de um homem que ti-
nha na sociedade a reputagio de ser o melhor de-
senhador dessa especie de merlos.
Ao entrar um da n'um sali de que era fami-
liar, r toda a companhia immorel e silenciosa
como um quadro preso parede.
Ali se acharara os bomens mais iotellgentes e
as mulheres mais espirituosas da sociedade mais
espirituosa e mais intelligente, e se houvessem
fallado do choque de suas palavras poderia desig-
nar urna daquellas semillantes palestras que Bal-
see fazia os genios ourirem occultos as fecha-
duras. Pois bem I todas aquellas pessoas esta-
ram atacadas de mutismo, porque havia falla de
noticias, e porque lhea repugnava tornar a mala
diceocia da vespera, como um ci roltaaura
osso j rodo. O enfado petrificara-as de tal soite
que conlentar-se-hiam com a narragio de urna
boa aegio, tendo a liberdade de rolla-la s aves-
sas afim da verem se ella nao revelara urna lo-
tice.
A preseoga do recem-chegado causn no circu-
lo o morimento voraz que devia ter lugar na jan-
gada da Meduza, quando anouDciuara urna vela
salvadora. A dona da-casa sahio-lhe o encontr
qual menino goloso se aprsenla ais relhos co-
nhecidos pelo habito de ler con(eilot as algibei-
ras, e aos quaes (az caretas quando se esvasia a
caiiioha.
Era justamente o casoem que se athavao nos-
so brioso, e pelo acolhmonto que lh fizeram ao
silencio, comprehendeu que sua reputagio esla-
va comprometida se se rctirasse antea de haver
despertado aquello sali de jreos de espirito
adormecido.
Era preciso urna victima psra a sua curosida-
dade. Sacrificou-se como o pelicano.
Depois de haver sacudido os bofes da camjsa
com um gesto que era o preludio de urna confi-
dencia, apenas pediu que fechassen as janellas
por excesso de discrigo, o, lomada essa cautela :
O que esta noite ha de mais novo em Paris
que minha mulher lomou um ruante esta
manhia.
Essa dedicagio foi completada -or um rasgo
que, em sua especie, revelava peifeilameute o
genio. Aquelle que tito proposito acibava de
foroecer urna talagarca maledicencia, compre-
hendeu que ninguem sem duvidaousaria bor-
da-la em sua presenga, e retirou-selogo pedlndo
apenas, como recompensa, que nio abrissem mui
depressa as janellas por baixo das quaes devia
passar. '
Ao fallar dessa mesma persona?m foi que
urna senhora spiirluosa dizia um dia. :
O Sr. tem a melhor meia de Paris:
n'ella sempre se trincha o prximo.
Essa curiosidade explica a sbita repercussao
que se produz ao redor de actos ou de palavras
na appareneia mui frivolos, quando se referen
lualidades evidentes, e por mais alto que
leona posto a vida, nunca poder
MOl colloca-la fra do alcance de.st
inquisitorial Hoje ou amanhia,
por qualquer di ci aquella palhi, tob o menor
'~lo, everl aer por sua vez o animal cu-
destioado aos ociosos que proeuram o sel-
prazer da irrisao. Bom eidadio, artista
graBdioso, de til ou de bello. Dio poder pre-
serva-lo, e a ironia atacar o homem atravs da
obra. Al achara, e principalmente seus amigos
e o enlhusissmo esquecidos, e os maiyindulgeo-
tes oio serio os que procurarem oiTend-lo, mas,
pelo contrario, os que guardaren) silencio.
Entretanto, lem-se visto bomens que provoca*
vam e quasi sollicitaram urna menc.ao n'esse
monitor verbal do ridiculo, e que para obt-la
pagavam-a ainda cusa de sua dignidade. Mas
tara bem existen) naturezas tmidas para as quaes
um cuitado serio o saberem que seu nome
objecto de urna tagarelice em que a maledicen-
cia nao deixa escapar a occasiio de manifes-
tarse, mrmente se a lem feito esperar mullo.
Ha outros, indifferentemenle desdenhosos, que
nao julgam til perturbar as serias preoecupa-
ges de sua vida, dando ouvidos enredos mes-
quiohos, em quanto estes nio ultrapassam cor-
tos limites. Porm, por mats indifierente que
posta ter um homem aoa juizot do que tio ob-
jecto seus actos, chega, entretanto, om momento
em que elle nio pode deixar de intervtr, quando
seus actos o palavras teem sido desfigurados.
Tal era justamente a situagio em que se acha-
ra o doutor depois do serio da princeza. Os
aconlecimeolos que o tioham perturbado haviam
chegado proposito para renovar o mercado, que
eslava fechado havia urna semana, e as pessoas
que n'elle tinham tomado parto, haviam-se tor-
nado logo o texto dos commentarios mais va-
riados.
Duas circumstanclas davam alguma importan-
cia aos rumores. Em algumas casas, alta noite
abertas (estas nocturnas, espalhou-se o boato
que a princeza ***, offenlida com o que se pas-
tara em sua casa, havia manifestado a intengio
de fechar o sali durante o invern. Quanto
explicarlo animada quo se suscitara no circulo
entre o doutor e o bario de Villerey, aioda
que livesse tido lugar n'um grupo itolado, havia
transpirado alguma cousa, e, como acontece qua-
si sempre, haviam sido exagerados os termos
trocados de parte parte Assim como, por ig-
norancia da verdade. haviam-a alterado em pre-
juizo do doutor, altribuiodo-se-lhe toda a sem-
razio.
Em Paris nio raro encontrar-se pessoas que,
por estouvagao ou para terem a appareneia de
saber o segredo das cousas que o mais simples
decoro deveria conservar mysteriosat, envene-
nan em seu nascedouro os negocios que pode-
rian coocluir-se pacificamente, e, contra a von-
tade de ambas as partes, poem as pessoas a
quero se referem taes negocios sob a pressio da
opiniio publica.
Assim, no proprio momento em que o Sr. de
Villerey coDvioha com sua mulher em mandar
urna embaixada conciliadora ao doutor, e no pro-
prio instmle em que este voltava para a casa in-
teiramente disposto esquecer urna disputa que
apenas tinha, como ponto de partida, urna irr
lagio commum, havia era Paris dez casas onde
lhe punham a estada na mi.
VII
Em o numero de seus clientes, conlava o dou-
lor a marqueza de Merignon, senhora d'aila pla-
na, a qual rdinava na collina aristocrtica do ar-
rab*lde Santo Honorato. O doutor tioha-lhe res-
tituido o sceplro que ella fra obrigada a depor
durante urna longa enfermidade que a conserva-
ra retirada da sociedade, e da qual a restabele-
cra. No dia em que, pela primeira vez, foi-lhe
permittido olbar-se n'um espelho, ao encontrar
no rosto a formosura que julgava perdida, a
marqueza dra o grito de alegra do guerreiro
quem sao restituidas as armas. Ello fez mais do
que curar-me, dizia fallando no doutor que se
havia tornado para ella o objecto de urna espe-
cie de culto: resuscitou-me. E na ingenua con-
lissao at fez dizerem algumas amigas, pouco sa-
tisfeitas do milagre operado pela sciencia, que a
marqueza, em seu prim-iro assomo de resurrei-
go, havia singularmente alargado o horisoute do
reconhecimento.
Pouco lhe importando protestar contra insi-
nuarles que tinham o despeito por causa, a Sra.
de Merignon, urna vez curada, inventou doengas
imaginarias para justificar a presenga do doulor
em sua casa.
Paasava o seu sali por ser um dos melhores
informados de Paris, e era na realidade um dos
centros onde mais abundavam as noticias colin-
das em origens fidedigoas. Dir-te-hia que a Sra.
de Merignon possuia o engeohoso apparelho
acstico que o feroz tyranno Dioiz mandara col-
locar em seu palacio, e que trazia-lhe aos ouvi-
dos desconfiados todos os rumores de Syracuss.
Assim, quando algum boato era dundoso ou
somonte obscuro, era em casa della que iam in-
formar-te para conhecer as suas causas reaes e
apreciar-lhe as coosequencias possiveis, e, para
empregar urna expressio da lioguagem topogra-
phica, corrigia ella as provas do correio da ac-
tualidade.
Dout annos de enfermidade e solidio, durante
os quaes nio Uvera de se mostrar sempre satis-
feita de teu marido, que aempre havia tido al-
guma missao diplomtica nos paizes por onde
iam os cantores da opera, haviam-lhe irritado o
genio. Censuravam-lhe as mulheres nio ser el-
la indulgente.
Devemos desculpa-la, se um tanto acre,
dizia a baroneza de Villerey com urna caridale
bypocrita ; aquellaj)obr senhora resente-se de
suas antigs tisanas.
Fosse o que (osse, era ella muito bem quista
na sociedade, onde exercia urna seria influencia.
Seu marido cada vez mais enamorado della, e
que a achava mais esquiva sua paixio do que
o ferrolho que ella mandar pregar na porta, pa-
ra rer selirre delle, oceupara um cargo elevado
na corte, onde ella propria conlava augustas ami-
zades.
Quasi todos os dias dava a marqueza urna au-
diencia matinal aos seo familiares, confidentes e
a toda a gente de bom accommodar que lhe iam
procurar aoedoclas. Ufanava-se de poder assim
mostrar luz do dia, cuja franqueza tao cruel
para com a tez arruinada pela atmosphera abra-
zadora do baile, o renascimento daquella formo-
sura iovuloeravel quo pareca achar as mesmas
fadigas de urna noite passada no prazer as vir-
tudes juvenis attribuidas fonte da Juventude.
Alem dessas recepgoes intimas e quotidianas,
havia urna recepgio offlcial todas as qoartat feiraa,
as quaea seu mando mostrsva-ae maito ataiduo.
Como sua presenc cautasse um nao humor evi-
dente na Sra da Mrigooa, deaeulpava rila attrl-
buindo-o a eoxaqueea. Assim na sociedade,
eram taaa recepgee denominada! aa enxaqutcat
da marqueza, e quem qu*r que l (otee, podia
apresentar-se em qualquer parle.
Pelos amigos e conhecidot devia a Sra. de Me-
rignon ter a primeira informada dos rumoras
que comegavam a correr relativamente a dV
verdadeira historia era entio ignorada ainda pe-
los curiosos biograpbos.
Por sea Desciment tinha esta relagoes de pa-
rentesco natuat eom tima das familias historiis
daSiclia. Sau pai, o conde Nani, era um dos
ltimos descendentes daquelles uobrea Parlemi-
tanoa que barita locado o rebate mortfero das
vesperaa libertadoras.
O conde Nani havia casado ainda muito mogo
com una dat maia ricas patricias de Palermo,
para a qual apenas Irouxera a mi, pois que seu
tor, e adviohando om fundo da malevolencia nos > casamento nio era mtit do que um acto de obe-
relalonos que lhe chegtvam, mandou dlzer-lhe diencia vontade paterna, e seu corsgao perlen-
hospilal c8 primeira mulher que o fizera palpitar.
Beaujoo, onde tinha elle nmt clnica semanal
Sabendo que esta unio, que te havia tornado
Como exclamou o dontor s primeiras pa- 'dultera pelo casamento, 'ainda se prelongava,
rmC nnr\ tanta i m nnal a n > a nn>!li 4a.lnn Q a a* ni. .
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
VII
(Continuagio.)
A animagao extraordinaria com que o Baledor
de Ealrada pronunciou ettss palavras, elle de or-
dinario tio senhor de suas impressoet, causou
xnuita sorpreza D. Henrique. Procurava um sub-
terfugio para mudar de convena, qutndo um ti-
ro dado muito perto do rancho fez Grandjean lo-
mar parle n'ella.
Ora ubi temos urna carabina, date elle, que
foi mal carregada, e que certamente nio o foi por
um Mexicano.
E porque dizeia isto? perguntou Josquim,
que nao deixou de goslar d'esta interrupgio.
A observagto e o bom tenso, aeohor, res-
ponden o gigante. O pequeo estrondo me diz
que nio (o sufflciente a dote di plvora, e o
abuso que d'elle fazem os Mexicanos leva con-
clutio deqoe a arana oto foi carregida por ne-
nhum dellet: oio ha nada4ao simples.
Joaqoim Dick levantou-se e poz-se olbar pa-
ra a porta.
Gatrte, 8r. D. Henrique, diste elle rollan-
do-te para o joven, que tinha fleado sen-
tado 1
Cuarto, urna cobra de coral I
Urna cobra da coral 1....
{] Vid* Diario n. 107,
J roa esquecestes da minha comparagio?
replicou o Batedor de Estrada com uro sorriso
dissimulado. Sim : neste caso retiro a expressio
o annunco mui simplesmente a seohorila Anto-
nia.
A pressa com que D. Henrique deixou a cadei-
ra, mostrara que ponto chegara a sua curiosi-
dade ; elle ia sahindo, mas parou e deu logar pa-
ra passar dona da hospedara : mas a seohorila
Qoou da parte de (ora.
Ora rejo-te final, Joaqun) 1 exclamou el-
la, estendendo sua pequent mao ao Batedor de
Estrada ; ji tinha perdido a esperance de le tor-
nar ver I Mil rezea tejat bem rindo I.... Mu
nio.... deixa-me primeiro ralharcorniigo.de-
pois te agradecerei. Sabes quanto mu esque-
cer assim seus amigos? ha perto de tres mezes
quo nao tenho noticiat tutt l E hoje quem tibe
te nio foi tntes o acaso que a tua affeigio quem
te trouxe ao rancho da Ventana ?
A' proporgio que a mocinha fallara, o rosto de
D. Henrique tomara urna expresado de ternura
que o fazia detconhecer. Joaquina pareca ler per-
dido a consciencia da realidade, sob a influencia
de um encanto magntico.
Este doce xtasis nio foi de muita durago ;
sacudiodo logo a cabega com ar de mofa, elle dei-
xou cahir a mi da moga que tinha aegura na
sua.
Nunca pude at boje, diste ello, achar a ex-
plicagio desta manit que lem lodtt as mulheret
de fazer propotito tas manifesttgoet de ex-
trema sensibilidade !.... Pode tmente bem ser
que isto nio teja maia que um meio de que ellas
usam para oceultar a indifierenga real e o egos-
mo profundo que forma o seo carcter.... Obli-
gado, Antonia, pelo inlereate que lomas por
mim.... Ainda que oio seja teoao por cortezit,
dero sempre reconhecer-te. Eu terei mais franco
o te declaro com toda a Ibaoeza qae a minha
rinda Ventana com effeito obra do aeaao.
Asiim t os aoapre o metmo ? diste a mo-
cinha com um rito lio fresco e harmonioso que
parecia-se ao gorgelo de om pastarinho. Tena
raedo que te ttibi que t t ama boa alma, efe-
zea o melhor que podes por passar por mu ho-
imem. E' esta urna feliz idea tus, Josquim. I p.
larras, dio tanta importancia a puerilidades ?
O rouodo s vive disso, como o Sr. bem sa-
be, respondeu lhe a marqueza ; o que V. S. cha-
ma bagaiellas lira importancia dos nome que
ahi te acham inrolvidos. Tenho-lhe sobejt
tmizade, meu doutor, por lhe diasimular que,
segunlo os commentarios de que j objecto
este serio da princeza *, o Sr. designado
attengio publica de um modo lamentavel.
E esta I exclamou o doutor admirado da
grtvidtde da marqueza, acaso commetteria eu
algum crime ?
Mais do que om crime 1 continuou t Sra.
de Merignon repetindo um dito celebre, urna fal-
ta I e todas as pessoas qoe tiveram de sofTrer os
attaques da fraoqueza de V. S e ellas sio nu-
merosas, langio mi dessa falta para o levar ao
tribunaWa opiniio, e para mim ser suromamen-
te desagradavel ouvir urna correegio qualquer
accompanhar seu nome.
A opiniio, continuou o doutor, urna taga-
rella e curiosa, mas tambero ha homens ero cuja
vida pode ella entrar a qualquer hora sem que
elies teoham de receiar sua curiosidade, ou sua
tagarellice, e eu sou um desses.
A opiniio, replicou a marqueza, um ther-
mometro variavel qse indica na sociedade o grao
de estima e consideragao que ella concede a um
homem entre os outros, e os amigos do Sr. po-
dem achar digno de lastima que V. S. houvesse
compromeltido a dignidade reconbecida de seu
carcter fazendo-se o auxiliar de um rancor fe-
minino. Sim, proseguio a marqueza com insis-
tencia, nio ora digno do Sr. serrir ao despeito
da Sra. de Villerey, devia ficar neutro e deixar
aquella roda de puritanos a iniciativa de sua re-
proragio. Nestas circumstancias o seu repente
era mais do que um lapsus de gusto, era o com-
plemento de urna palarra de peso dado ao rolo
de hostilidade premeditada. Sem a sua presenga
naquelle serio, s Costedzina talrez nio oblives-
se como mulher o triumpho que obtem come
cantora no thealro. Eritarei, porem, urna decep-
gio que derit ser a consequencia di rigorosa
aposlrophe de V. S.
O doutor interrompeu a Sra. de Mrigoon e
cootou-lhe o ligo que lhe havia sido armado, e
comocahira nelle involuntariamente.
Voluntariamente ou nao, o Sr. poz a prin-
cezl e a altiva Costenzina, sua amiga, n'uma do-
lorosa situagio, e, por mais indulgentes que pos-
sam ser, hio de lhe ler odio por causa de urna
profissio de f ji qualificada de selrageria por
aquelles ou antes por aquella que podia ter iote-
resse em que ella tiresse lugar, a Sra. de Ville-
rey, entre outras, a quem V. S. assegura um
triumpho contra a riral.
Como, reclamou o doutor lerantando-se, re-
relando urna profunda admiragio, a Sra. de Vil-
lerey___
D'oade chega entio ? meu doutor dis-
se a marqueza como quem dizia : Pensa por ven-
tura que en creio sua fingida ignorancia ".'
E como elle protestasse boa f, accresceotou
a marqueza :
Nao foi o senhor qae ha dous annos aconse-
Ihou ao bario que teceitasse o consulado de Pa-
lermo ?
Sim. respondeu elle ; a saude da Sra. de
Villerey inspirara-me entio alguma inquieligio,
o pensei que a estada de algum lempo naquelle
clima lhe poderia ser conreniente.
As suas prensos realisarsm-se, disse ma-
liciosamente a marqueza. A Sra. de Villerey
roltou da Secilia gozando de urna perfeita sau-
de ; porem affirmam que toda a honra disso nao
dere ser atlribuida ao clima, e que a cura da
molestia derida as addicoes que a baroneza in-
troduzio sem sciencia do marido no tratameoto
que o Sr. lhe ordenou que aeguisse. Segundo a
chrooica parlemilana de entio, passa como certo
que o Sr. de Villerey, depois de um anno de
exercicio, pedio para rollar para a Franga por
motivos a que era alheia a poltica.
Sim, j sei, disse o doutor, t um boatozioho
flor da Ierra. >
Diga antes flor da agua ; pois a noticia
reio por mar.
Devemos dar-lhes crdito ? A maledicen-
cia nasceu na Italia 1
De pais francezes, interrompeu a marqueza
rindo. Emfim, o Sr. discrelo, porque a Sra.
de Villerey de sua amizade.
De minha amizade exclamou o doutor.
Eu nio quero a aua amizade.
Entio, proseguio a Sra. de Mrigoon, por-
que razio pareceu defender os iuteresses della
eontra a Costenzina ? A causa desta, ainda que
ella perlenga ao Hieatro, mais moral do que a
da baroneza, pois que afinal de conlas a Sra. de
Villerey nio pode cassr com o Sr. Caprana. Sal-
vo entretanto te V. S. lhe der esperances de
que ella ter em breve o desgosto de Qcar viuva.
O Sr. Caprana, o irmio da princeza 1 inter-!
rompeu o doutor norameole sorprezo. Assegu-
ro-lhe que ignorava isso inteiramente.
Entretanto, dizem que os mdicos leem pa-
ra com as mulheres o privilegio de confessores,
nio verdsde ? Pois bem 1 sim, disse ella, o
gentil Sr. Caprana,',o adonis Caprana, urna obra
prima echada n'uma escavagio pela Sra. de Vil-
lerey, mulher do cnsul de Franga, e que (Icaria
melhor collocado, dizem, n'um museu do que
n'uma legagio ; o Sr. Caprana, que a baroneza
soube tirar Costenzina durante a sua estada em
Palermo, deixou a Sra. de Villerey amigavel-
mente, segundo affirmam ; sabendo, porem, que
esse abandono era motivado por sua nova affei-
gio Costenzina, a baroneza leve por isso um
grande despeito, e foi a tomar urna desforra que
o Sr. ajudou-a honlem noite tio edicazmente.
Comprehende agora, doutor ?
vni.
A marqueza de Merignon, convencida da sin-
cera ignorancia do doutor, consentiu, a pedido
desie, em completar tuaa semi-confidenciaa con-
tando-lheo que aabia relativamente t pertooa-
gens de que te trttava entre ellea, e particular-
mente oa fados concernentea Costenzina, cuja
a coniessa Nani, fiel ao sea efeudo" que tinha
urna mo armada de um punhal com esta devisa:
c Yingar-me 1 mandou assaasinar a amante do
marido pouco lempo depois que esta den luz
urna menina que um dia devia ser a celebre Cos-
tenzina.
Recelando que a vingaoga da mulher perse-
guiste a creanga assim como havia feido a mai,
confiou o conde Nani a fitha aos cuidados de um
velbo msico, ao qual assegurra a subsistencia
fazeodo-lh obter o logar de organista na cathe-
dral de Trapezi. para povoagio martima sobre
um rochedo rido do lilloral siciliano.
Domenico Cotteozini era um velho apaixooa-
do pela arte musical como Gictto era pintor; po-
rm nunca havia encontrado Cimabue revelador.
Astim, seus tonhos da ambiguo o gloria nio
iranspunham as paredes daquella humilde bas-
lica, onde teu eogenbo, igooraodo se a si mes-
roo, desabrochava como urna flor solitaria n'um
pico deseo Dheci do Vi vendo sosinho no mundo
sonoro da meloda, aodava na vida com a indo-
lencia do pastor que enconlrava s vezes cami-
nhando pela montsnha acompanhado de um enxa-
me de abelhas.
Domenico fez mais do que receber a fllha do
conde Nani. Feliz por poder manir-star seu re-
conhecimento a quem considerava bemfeitor, aua
palernidade ficticia leve todos os transportes de
urna palernidade real.
Nao podendo canta-lo mui alto, murmurara
elle junto ao bergo confiado a seus cuidados o
cntico fiel do piedoso Simen, e derramava de
todo o coragio sobre a creatura que encerrara
os ihesouros reunidos durante sua existencia que
havia sido nada menos do que urna looga so-
lidio.
Depois de ter vivido quasi exclusivamente pa-
ra a arte, sentio-se altrahido i humanidade por
maoznhas (agueiras, e. como o grao trazido pe-
lo vento fecundo um dia a rochedo estril onde
nao ache sombra a carrica, essa creanga vinha
tardamente povoar de affeigOes a vida retrala
do velho: Era ella, por suas gragas arrebatado-
ras, por sua alegra iogeoua, pelo sorriso e pelas
proprlss (lores, o ramalhele perfumado, o canoro
passaro do rochedo estril.
Por um piedoso estratagema e para conservar
na filha do conde Nani o nome paterno que nio
devia ter, Domenico a tinha chamado Nina. To-
dos os dias affeigoava elle tanto mai i crean-
ga quinto havia encontrado em teu amor urna
nova fonle de inspiragio. Sua msica havia-se
tornado o echo das sensaces que a pequea Ni-
na fizera nascer em tua alma. Trate ou alegre,
sol.emnisava elle com algum canto novo todos os
incidentes em que tinha parte sua filha adoptiva.
Exigindo imperiosamente suas uneces que
elle foise aos officios n'uma aexta-feira santa,
vio-se obrigado a conferir aos cuidados de um vi-
sinho a creanga cuja vida era ameagada por urna
daquellas enormidades diante das quaes hesita
a sciencia. Na occasiio do Slabal, o velho ar-
tista, cujo coragio era traspassado pelo mesrao
golpe que fazia sangrar o coragio da divina e do-
lorosa mii, tirou do teclado do orgio gemidos
tio pungentes qae os solugos opprimiram todos
os peitos. Dir-se-hia que o ro das lagrimas ma-
ternas acabara de transbordar repentinamente
nos espacosos canudos do instrumento quo nun-
ca havia dado supplica humana as aras de urna
femis viva.
Mcsse momento, Palestroa, Pergoleso e Mar-
cello, os tres raestres da lyra chrisia. deviam
debrugar-se nos tribunaes celestes, e talvez cada
um delles tirasse um ramo de seus louros aCm
de trangar urna corda para aquelle obscuro ser-
vidor da arte, que achara na d6r sua obra prima.
[Continuar-se-ha.)
Variedades.
lizmente que ella nio offende niguem, nem
roesmo li. A' proposito 1 t nio viesles s, nio
assim ? vi alguns cavallos na estribis. Quem
vem comtgo ?
Croados mexicanos, Grandjean, que t co-
nhecet, e um joven estrangeiro que deseja an-
cosamente vr-te, e que eu te vou aireaenlar.
Um estrangeiro que me deseja ver, mim ?
e porque ?
Porque elle, que um liodo cavalleiro ou-
riu por toda a parle gabar tua belleza tem egual.
Urna non gtrgalhada, menos espontanea que
a primeira despreodeu-se dos rotados e frescos
labios da seohorila.
T cooserras em leus gracejos urna gravi-
dade com que eu sempre me engace, Josquim,
disse ella : rerdade que delta ve* parece-me
que fallas terio.... Enlio verdace que eu aou
bonita ? t nio me engaas ? vetJade, dze ?
Se eu le diater que sim, cas contente?
Oh 1 certamente, muito contento 1
Porque?
Antonia poz-se pensar; a adniragio franca
que se desenhou em seu delicioso amblante, te-
a conveocido ao homem mais sceptico e mais
incrdulo, que ella at entio nunca tinha pensa-
do as vanlagens da furmosura.
Nio tei 1 disse ella emfim ; nio importa,
desejava muito ser bonita....
Desde que a tenhorila pastou esli delicada re-
preheotio, o Batedor de Estrada tioha-ae tor-
nado muito pensativo.
Esqueces-le, Antonis, disse tile de repen-
te, como se acordaase de um soroco profuodo,
que ftltaa n'este momento aos devores da bospi-
talidade I
Eu I.... porque? como?
Tardando (tolo ea fazir os comprimsntos i
leu hospede.
Ah 1 meu Deas 1 test razio, Joaquim l Tinha-
me esquecido deste estrangeiro I Oode est elle ?
E' verdtdo que Panocha ter tido o cuidado de
trie offerecer refrescos 1 Elle is vezes tio so-
isrbo a lio extravagante, osle pobre Panocha f
Est estrangeiro ett aqui, respondeu Jot-
3uia., afaslaudo-ae de dtnte di porta, o indican-
o a illa de janlar.
O co-BiRiendtdor Yegezzi-Ruscalla, -
Sabio Piemontez.
III
{ Conclusao)
Us nessa inleressaute colieegio artigos acerca
dos trabalhos de Garrelt, de Alexandre Hercula-
no, de A. F. de Castllho, de Rebollo da Silva, de
MendesLeal, de Lopes de Mondonga, deCamillo
Castello Branco, deFiganiere.de Ramos Coelho, e
de muitos outros Portuguezes, assim como a res-
peito das obras histricas de Warnhagen, das mag-
nificas poesas de Gongalves Dias, dos varoes il-
lustres de Pereira e das obras poticas de Maga-
Ihies.'
* A Revista Contempornea de 8 de Janeiro cor-
rete, contera urna noticia da ediegao de Carnees,
peloSr. visconde de Juromenha, devida penna
do nosso Ilustre amigo, e escripia com o espon-
taneo desejo de serolil esleirs portuguezas.que
desde muitos annos o anima. O Sr. Vegezzi-
Ruscalla nio recebeu exemplar algum da obra, e
leve de conformar-se com as noticias dadas pelos
jornaea portuguezes.
Os trabalhoa do Sr. Vegezzi-Ruscalla em favor
de Portugal sio iocessantes, e, se os negocios pa-
Uticos lbe nio tomassem o lempo, ji leria, de-
certo, posto a ultima lima um escripto ceraa
das letras portuguezas e de 1850-1860, quo tem
trazido entre roaos.
IV
Amigos e protectores como este sio rarosGran*
de vantagem encontra-los. Grande honra me-
rece-los. E grande, grandissimo devor nosso
conservar-Ibes vivo o fogo de enlhusiasm tor-
ga de bons tractos dos ossos engenhos e- de pro-
vas de reconhecimento, de estima e de res-
peito.
Ninguem as merece tanto como o Sr. commen-
uador Vegezzi-Ruscalla, e nenhum outro na Eu-
ropa nos ama com mais profundo affecto e com
msior desioteresse.
Paris 30 de (evereiro de 1860.
A. A. Teixeiradt Yaseonetllos.
[Jornal do Cotntnercio de Lisboa.)
A senhorila eotrou.
Senhor, diste ella comprimenlando gracio-
samente D. Henrique, esta casa vossa? Tudo
aqui est s vossas rleos 1
Depois de haver recitado, antes que fallado,
esta formula iuviriavel e montona da poltica
mexicana, Antonia levou a isla sobre o joven, e
estremeceu ; urna expressio indefinlvel, e quo
parecia-se mais com o susto, fez passar como que
urna nuvem sobre aua fronte brilhaole de moci-
dade, de innocencia e de pureza I
D Henrique com modo pouco delicado, emba-
razado e profundamente perturbado, fez umt
cortezia Antonia, balbuciendo algumas palavras
quasi inintelligiveis.
Ah ah ah.... Deus me perde, bem
longo estiva eu de pensar n'uma tal entrevista J
exclamou o Batedor de Estrada acompaohando
estas palavras com um riso sardnico e nervoso,
a candura fascinada pela audacia, e a audacia
fulminada pela candura 1.... Eat um quadro
magnifico 1.... Vamos, vamoa, vamos! o prin-
cipio est muito bom, e promette para o futuro
peripecias de enternecer I
Antonia olhou para Joaquim com grtndet
olhos cheios de etpanto, e D. Henrique cobran-
do o costurnado tangue fro, reapoudeu sor-
rindo:
Recebi o castigo nao de minha audacia,
mas de minha imprudencial.... Fiquei, nio ful-
minado, maa deslumhrado.... Com effeito,
loucura encarar o aol de frente.
Antonia ouviu com attengio este gtltnleio
confuso e tedigo, mis ella nio o comprehendeu
e calou-se.
Deve-se entretanto reconbecer que o compor-
lamboto de D. Henrique, de que certamente
ninguem iulgaria capaz poucos momentos aa-
lei, era pertan^venie motivado pela appaiicio
de soa joven hospeuc^..
Antonia Uoha urcdesse., ^-o, excepcionaea
de belleza e taes como s fof dao. ,pa tnUgos
poetas da Velha Castelha vetem e cintare, "y.
pos martvilhoso que engeodrou a dominaciu
dos Mouros na Heaptnha e que quebrou em Cor-
dera a espada-de Gongalves rctorloso.
Seus cabel/os negros, de umi ibaaduncia o fi-
nura nunca vista?, duas qualidades raramente
reunidas, tinham reflexos louros, se permitti-
do assim exprimir-se, que ao mesmo lempo du-
plicaran) e moderaram o brilho. Seus olhos de
um azul escuro, eocobertos por longaa sobran-
ceras e rasgados com aquella perfeico que
emana directamente de Deus, prometliam tbesou-
ros de temara que eram desmentidos pela casta
e calma segundado de tea porte.
Sua bocea, obra prima da natureza, capaz de
enlhusiasmar e desanimar qualquer grande pin-
tor, era tao fresca e lio delicada, que pareca
exhalar perfumes como urna flor. Seus denles
de airara admirare! e bem arranjadot ponto
de nada mais se poder desejir, se nio se pareciam
com perolaa, porque em eral as peroles tem
algumas reias de azul ou de ciozento, nffereciam
o typo dos denles hespanhes, isto os mus
lindos denles que ha no mando. Seu nariz,
tem apretentar aquella linba recia e um pouco
corlante que te encontra muitai vezes not keep
saltes ioglezes, tinha urna frescura extrema; t
mobilidade expreatira de teu nariz dar i aua
physionomia, conforme as emocoes que senta,
um ar de alrorotoinfaotil oa de altivez caste-
Ihaoa capaz de perturbar o mais sabio anacho-
reta, ou de fazer baixar o olhar o mais atre-
vido. Antonia era de boa esttturt, porm teu
lalhe era tio delicado, seu aodar lio gracioso,
que este defeito, se defeito se pode charar,
era nelli ama qualdade.
Quanto i seua pt.e tuas miot, arta como oa
denles, hespanhes em-toda a exteosSo da pa-
lavra, isto perfeitissimos e alm de toda a era-
geragio.
O traja que trazia era multo simplea, e ntre-
tanto lhe assentava tanto que arrebatara.
Um grande chapeo te peina defenda-a dos
raios do sol; um corpinho da seda, que dese-
nliara seu adoravel uibe, tem tolher a liberdade
de teut morimenlot, era reunido i um corte de
turneo ou especie de sata maxlcana por ama faja
do ce pe da China.
Este orle de tnico bastante curto, segundo
0 uso do pai, deixara i descoberlo tola.a per-
nada Antonia. Botintt de forma om pouc* "((
(renla das da Europa, huante semelhantei ao
calgado hngaro.... da opera, defeadiam seus
pequeos ps arqueados da aspereza do solo e
das mordeduras dos intectos venenosos quo
abundam na Baixa -California. Antonia trazia na
mi urna leve e rica carabina, cujos ornatos mui
visireis e de muito mo goslo indicaram, que
era de origem belga.
A chegada do Ilustre Panoeha fez cetsaa o si-
lencio contrafeito, que reinara na sala de jantar
do rancho desde que f>. Henrique (ora presen-
tado i Antonia!
O empenho com que a encantadora menina
iulerpellou teu mordomo. prora va qoe eate si-
lencio a incommodara, que Ha tinha pressa
em acaba-lo.
Muilo bem 1 Andr, disse ella, ests satis-
feito coro a Ida viagem ? Trabalhaste muito ? A
colheita do arroz boa ?
Estas perguntas, cujo rerdadeiro motiva ello
oio podia adeviuhar, parecern produzir sobre
o Mexicano urna impressio pouco agradarel.
Leranloo elle a cabega com ar magaeioso,
poz a mo sobre o quadril, e balanjando-ao
graciosamente, 4i*se:
Sabis, aonhoriti, que eu nio trabalho nun-
ca Uro t*viUeiro dar respeilar seus foros___
Vflsfol peot, que ha pouco encentre!, emquanto
ptttetrt, me pareceraru bailante applicados ao
trabrlho. e me nio engao, ellea aDrmarara-
me qae o rendimento da milpa (I) ser muito
flitUfaclorio.
Muito boa! muito*)eml Aodr.... Man-
da, por favor, que sesirra o jtatar : ules senho-
res devem estar com fome.
Oh sim gritn Grandjean com voz de es-
tentor, o qual ettande alias seriamente <"
pado beberricar um gr-* r* "* agur-
denla do paiz, ni* ""ha aioda tomado parte na
conversa; oh! um, nio ha qae oppr.
(Contnuor--/Ui.)
[IJ Campo arroleade a uas matta.
PIW,- TTP. D|H. f, DI FAMA, -1841.


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