Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09284


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Full Text
------------
lili XXXTII IOIE10 107
"I'
Por Ires nezes *diantads 51000
P*r tres mezes veRcidos 6$000
SEXTA FEIKi 10 01IAI0 BE lili
Pr am# adiantad 19$000
Parte fraieo para a sub&eriator.
PERNAM
NCARRBGADOS DA SCBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ly, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
f AtUllMS UO WJKKKiUa.
OUnda todos os dias as. 9 1/ horas do dia.
Igaarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Aolo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garaohuns as lergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fz as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha)
EPHEHERIDES DO HEZ DE HAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas IX minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas e 48 minutos da tarde.
i7 Quarto erescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horss e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
P REAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutoa da manha.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da Urde.
das da semana.
6 Segunda. S. Joio anteportam latinam.
7 Tersa. S. Estanislao b. m.; S. Flario ra.
8 Quarta. Apparicio de S. Miguel archanjo.
9 Quinta. 4J Aasencio do Senhor ; S. Gregorio
10 Sexta. S. Antonino are. de Florenca.
11 Sabbado. S. Anastscio m. ; S. Fabio m.
12 Domingo. S. Joanna priacezar.;S.Pancraco.
jAUUlb^U UUS IRIBUNAila DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : segundas quintas.
Relacao: lorzas, quintas sabbados as lo horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Prmeira vara do gtbI : tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rkre do cirel: quartas a sabbados a 1
bora da tarde:
ENCARRILADOS DA SUBSCRIPgAO DO-SH
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Baila
,St. Jos Martina Aires; Rio da Janeiro, o Sr*.
[oaoPereira Martina.
EM PERNAMBCO.
. O proprielario do diario Manoel Figtwiroa da
Faria,na ua lirraria pra;a da Independencia na.
16 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 6 de maio de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
Tendoem vista a sua Informado de 4 do corren-
-te. sob o. 641, dada com referencia do delega-
do do cirurgio-mr do exercito acerca dos dous
pedidos, que devolvo, de medicamentos e mais
cbjectos para a enfermara do presidio de Fer-
nando de Noronha, recommeodo V. S. que
mande satisfazer taes pedidos pela pharraacia do
hospital militar, tendo-se em vista as alteracoes
feitas pelo mesmo delegado na sua citada infor-
mago. Communicou-se thesouraria defazen-
da e ao commaudantedo referido presidio.
Dito ao mesmo.Respondendo o seu officio
de 4 do corrente, sob o. 647, tenho dizer que
mande fazer effeclira a portara de 16 de abril
ultimo, pela qual o meu antecessor coocedeu tres
mezes de licenca ao soldado do 8 batalhao do
infantaria, addido ao9 da mesma arma Jos Ma-
ra Pinto pars tratar de sua sade.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar,
ouvindo o director do hospital militar, acerca do
. pagamento que pedem os emprezarios da illumi-
naco gaz desta cidade, da quantia de 1270800
rs., conatsnte dos inclusos papis, que vocoer-
tos com officio do inspector da thesouraria de ta-
zenda de 4 do correte, sob n. 352, os quaes me
sero devolvidos.
Dito ao capito do porto.Mande V. S. por em
liberdade os recrutas Joo Francisco dos Santos e
Joaquim Velloso do Reg, de que trata o seu offi-
cio de 4 do corrente, sob n. 77, visto terem sido
julgados incapazes do servicoda armada.Com-
muoicou-se ao chefe de policio, que os havia re-
medido.
Dito ao presidente do tribunal do eommercio.
De conformidade com o que acaba de ser recom-
mendado por aviso expedido pelo ministerio da jus-
tiga em 21 de marco ultimo, transmiti V. S.
para seu coohecimento e execuco, e atim de que
faa executar pela junta de correctores desta pra-
Qa e autoridades subalternas quem tocar, na
parte que lhes disser respeito. o incluso decreto
o. 2,733, de 23 de Janeiro ultimo, que marca, o
modo dse veriflearem as transaccoes e transfe-
rencias de acedes de companbias ou sociedades
anonymas, dos ttulos da divida publica e de
quaesquer outras que admittam cotacao.Re-
xnetleu-se tambem ao juiz especial do eom-
mercio.
Dito ao inspector do arsenal de msrinha.
Mande V. S. fazer os reparos de que'precisa o
brigue barca Itamarac, os quaes constam do
officio junto por copia, que me foi dirigido pelo
commandante da estacio naval em 4 do corren-
te, sob n.72.Communicou-se este.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. ajusfar contas al o fin do corrente
mez, conforme requisita o coronel commandante
das armas, cm officio de 4 do corrente, sob nu-
mero 640, aos alteres Jos Pedro de Alcntara
Jnior e Joo de Oliveira Mello, que tem de se-
guir para a corte, afim de se habilitaren) na escola
do tiro. Communicou-se ao coronel comman-
dante das armas.
Dito ao director das obras militares.Apresse
Vmc. a informaco exigida por despacho do Io do
corrente, aneado no requerimento de Marcelino
Jos Lopes.
Dito aos emprezarios da illuminaco a gaz.
Convem que Vmcs. expliquem convenientemente
a discrepancia notada pelo inspector da thesoura-
ria de fazenda no officio incluso, entre a conta,
cujo pagamento pedem, de concerlos e objectos
ernpregados no encanamento do gaz para o hos-
pital militar e a informaco do respectivo direc-
tor, devolvendo-me os papis juntos.
? Portara.Os Srs. agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor mandem dar transpor-
te para a provincia do Maranho, por conta do
ministerio da msrinha, no primeiro.vapor que se-
guir para-o norte ao aprendiz de machinista de
terceira classe Feliciano Jos Duarte, que vai ser-
vir a bordo do vapor D. Pedro.Communicou-se
a estaco naval.
Expediente do tecrelario do governo.
Officio ao bacharel Fraocisco Teixeira de S,
juiz municipal de Pao d'Alho.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia manda aecusar recebido o
officio de 3 do corrente, em que V. S. partieipa
ter n'aquella data assumido o exercicio do cargo
de juiz de direito interino dessa comarca no im-
pedimento do effectivo.Fizeram-se as commu-
nicaQes do costme.
Dito ao bacharel Joo Hircano Alves Maciel,
juiz municipal de Goianna.S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, manda aecusar recibido o offi-
cio de 28 de abril ultimo, em que V. S. participa
ter n'aquella data reassuraidoo exercicio do seu
cargo de juiz municipal e de orphos desse termo
por ter entrado em exercicio o juiz de direito da
comarca.Fizeram-se as communicacoes do es-
DESPACHOS DO DIA 6 DE HAIO DE 1861.
Antonio Joaquim Marques.Atieste querendo.
Bernarda Mara da Conceicio.Opportunamen-
te ser atiendida.
Deeio de_ Aquino Fonceca.Pelo Dr. chefe de
polica sero expedidas as providencias conve-
nientes.
O mesmo.Deferido com o despacho desta
data.
Francelina Mara dos Prazeres.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Joo Sergio Cesar de Andrade Mello.A vista
a informaco requeira ao inspector da thesou-
raria provincial.
Jos Candido da Silva Pessoa.Informe o Sr.
commandante superior interino da guarda nacio-
nal do municipio do Recife.
Jos Vicente Lias.Selle e rolle.
Luiz Antonio Ferreira Jnior.Selle e volte.
Manoel Antonio Camargo.Selle e volte.
Vicente Umbelioo Cavalcanti de Albuquerque.
Iodeferido a vista da informaco.
EXTERIOR.
Presente e futuro.
Quid urge ?
re quo festines ve, vel unde, vide.
_j (OVIDICS.)
Todos os ollios vem, todas as consciencias
confessam que a decadencia de Portugal cami-
com urna velocidade asaustadora : a deaor-
nha
gaoisacio do corpo poltico revela-se a cada pas-
eo, o governo confossa no parlamento a corrup-
to e inepcia dos magistrados, a indisciplina ma-
nifesta-se e propaga-se no exercito, a immorali-
^Jade tnumpha por toda a parte, arrastando im-
petuosamente esta tetra para um abysmo inaou-
davel. :
A approximaso do perigo que todos vem e
apalpara, gera e nulre um desconlentamanto sur-
do, que a conveniencia egosta dos interesses in-
dividuaes nao pode dominar a que a forca e a
politice comprimem.
O descontentamento est em todos os nimos
nao procede da iadocilidade dos povos, mas do
abuso do governo, e delle nasce o desojo de sub
stituir homens por homens; o poder nio serve
seno para os desconceptuar e dar ara solemne
desmentido s esperanzas n'elles postas, porque
os males continuara e se aggravam.
A ambiguo porm eega os homens que teem
governado, o nao obstante terem cabido entre os
apoupos das turbas e as maldicoes do povo, mar-
cados pelo ferrete da propria incapacidade, pro-
curara apreaenlar-so como salvadores do paiz e
derrubar da trpode os confrades que a insaciavel
avidez lornou contrarios.
Uos e outros gladeiam nicamente pela parli-
Iha dos despojos da victoria, nns e oulros procu-
rara esgotar ao povo todos os principios de vila-
lidade.
A palavra liberdade com que es revoluciona-
rios teem acobertado o despotismo liberal, illu-
dindo hypoeritameote os povas, tem servido pa-
ra encobrir o fim, que nicamente tem o partido
desorganisador, que s consiste na usufruico da
conquista.
O nome do povo a lodo o momento invocado
pelo partido liberal, e o povo desprezado e op-
primido, escarnecido e ridicularisado pelos seides
do poder, que, teodo as vistas fizas na poltica
externa, se riera da procella que se lhes forma
debaixo dos ps.
Os conquistadores querem a paga da conquista ;
avaliaram esta trra, querem que ella lhes pro-
duza ouro e escravos, esquecidos que outr'ora foi
urna trra livre, que em vez de escravos produ-
zia homens.
Vivendo do produelo do trabalho do povo, a
raga privilegiada da conquista procura illudi-lo
com um luxo de imaginaco e fazer-lhe acreditar
que a idade de ouro principia no seu reinado,
falsos apostlos da liberdade proclamara em alto
som que nao ha liberdade sera elles e dizem sem
pejo sois livres porque nos reinamos l
A liberdade o pensamento e a necessidade
do povo, os liberaes. traficando com esta necea-
sidade e com este pensamento, delta fizeram um
grilho para o manietar a seu carro de trium-
pho, rasgando as paginas da historia, e confun-
didlo os espiritos e as pbisiooomias dos diffe-
rentes seculos para allribuir aos homens o que
nicamente dos lempos, creando assim um la-
byrinlho para impedir ospovos de ir procurar a
verdadeira liberdade sobre os altares da patria e
nos cdigos de suas antigs instituig5es.
Nao obstante o nome de liberdade, que os
apostlos da revolugo invocam a cada passo, j
deMruindo, j assassinando ; nao obstante a so-
berana que, por escarneo, querem conceder ao
povo, que escravisam, vexam-o, absorvem-lho
os recursos de sua prosperdade, cuidando ni-
camente de s, e se acaso se queixa, respondem-
Ihe altivos somos'os vossos libertadores, sof-
fre\ I
O povo geme e obedece, v o trbulo augmen-
tar, v desperdicar-se a fazenda publica para
sustentar e contentar a raca liberal, v o abati-
mento da naco, que, nao "obstante os continua-
dos sacrificios, augmenta de dia para dia e de
hora para hora, e pergunta espantado ser isto
liberdade ?
Enlo os conquistadores, vergando sob a aulo-
ridode dos fatioa, uuufeaaam o mal e o altribuem
aos homens, como se n'elles existisse !
Se assim fosse, fcil seria o remedio, po'm o
mal existe na poltica machiavelica do divide pa-
ra reinar, que entraquece nao o espirito, mas
descentralisa os meios de repulso, creando no
povo interesses do faego, existe no sophisma da
liberdade e no desprezo do direito,
E' para este fim qoe os orgos revolucionarios
procurara fazer com que o povo desconheca os
seus verdadeiros interesses, especulando com as
paixoes, soprando os odios civis, semeiaodo a
desconianca e a discordia, procurando assim le-
vantar altas barreiras, e para servir interesses re-
volucionarios empregam meios revolucionarios
inefficazes, sempre de perseverar um paiz da sua
decomposic,o.
Vira, porm, um dia em que os espectadores
de poltica, os que fazem poltica a taoto por li-
nha, os que incensam um poder porque os favo-
rece, combate oulro porque os despreza, conhe-
cero que teem sido os maiores inimigos da pa-
trie, vira tempo em que os povos os amaldicoa-
ro, porque, em vez de lhes fallarem a verdade,
e quaes columnas de fogo os guiarem para a ver-
dadeira liberdade, os afastaram dola derrubando
os altares da patria, os embriagaran! eom a li-
cencia e coro a desmoralisaco, arrastando-os por
cira? das leis e das liberdades patrias, para o
campo dos vencedores a tomaren) parle as tor-
pes orgias do triuropho, abandonando-os depois
mareados pelo stigma da rergonha aos amargo-
res da servido.
A verdadeira poliliea dos povos a verdade, e
ella o nico caminho que os pode salvar, impedir
que o povo a ouga, procurar que ella nao penetre
em seu eoraco, porque nao lisoDjeia seus ouvi-
dos, urna iniquidade enorme, querer sepultar
um povo no abysmo, para onde o impeliere im-
petuosamente os estudados sophysmas de urna
poltica machiavelica.
A verdade o direito, a sua sagrago a moral
e a liberdade, se as legitimidades hoje soffrem,
porque pelo abuso da dictadura deram azos
revoiujo para delle fazer urna arma, e por elle
lludir os povos, se as legitimidades hoje sof-
frem, porque, sacrificando ao ioteresse, se es-
queceram de que eram irmas.
A revoluco, para conseguir os seus fina, pro-
curou fazer passar o abuso por direito, procurou
fazor separar os povos das legitimidades, fazen-
do-os passar |como symbolo do despotismo e da
escravido; allou ao povo por seus orgos, es-
palbou a calumnia e a desconlianca, e os espiri-
tos inquietos acredilaram-a.
Farta de palavras e promesssas, sabendo que o
povo se contena com ellas mais do que com a
rearidade, fallando-lhe de liberdade, Ihe deu a
licencia, inaugurando mais terriveis proscripgoes
do que as de Svlla e de Mario, do que as de Oc-
taviano e de Antonio, mais luxo de barbaridade
do que os monstros coroados do imperio romano,
mais desmoralisaco do que Heliogabalo e ero.
Fallando-lhe em liberdade Ihe deu o despotis-
mo, fallando-lhe em paz lbe deu a guerra, fal-
lando-lhe em prosperdade Ihe deu a fome, fal-
lando-lhe em Deus Ihe deu a impiedade, e no
meio de toda esta grande serle de calamidades o
tem procurado afaatar das legitimidades, nica
va por onde o povo pode sosar da liberdade e
dos seus beneficios.
A revoloco tem marchado triumphaole, tem-se
espalhado na trra como a peale, tem machado
por entre as .carnagens, as ruinas e o incendio ;
julgando dominar o mundo, com mo audaz pro-
corai despedazar as gortas de Roma, subir ao Ca-
pitolio calcando a eadeira de S. Pedro, mas, na
cidade eterna, em vez das honras do triumpho,
s encontrar a rocha Tarpeia, e das catacumbas
dos marlyres sahir a verdade, que, Iluminando
os povos que, reunidos ao redor da Cruz, busca-
rao no direito a paz e a liberdade, porque reco-
nhecero que nos revolucionarios esta o despo-
tismo, a hypocrisia e a impiedade, e as legiti-
midades a representarlo de seus direito, a li-
berdade sem licencia e a prosperdade real.
{Nasio.)
nha desembarcado em Genova acolhido pelas ac-
clamac,es do povo.
Esta noticia, nascircamstancias em que nos
adiamos devia produzir urna grande sensaco. To-
dos pergunlam : para onde vai Garibaldi r
Assegura-se esta tarde que elle vem sim-
plesaente a Turin, e que quer tomar o seu lu-
gar na cmara,-e tomar parte na discusso dos
negocios de aples. A este respeito, os amigos
de Garibaldi e os ministros esto de accordo, mas
sabem elles a verdade, ou dizem o que*sabem ?
J compreheodeis que me impossivel garantir
isto.
a Foi n'um barco de vapor do Estado, que es-
lava cofislantemenie sua disposico, que Gari-
balai fez a sua viagem.
Por oulro lado consta que certos movimenlos
altribuidos a refractarios se teem manifestado no
ducado de Modena. Diz-se que esses movimen-
los nao tem cousa algama de serio. Mas quan-
do se sabe que ha algum lempo o duque Fran-
cisco est sobre a fronteirs com o seu pequen-
no exercito, que trabalha no seu antigo ducado,
onde tem partidarios, principalmente as clas-
8es inferiores, julga-se que assumplo de consi-
deraco.
_ Falla-se tambero, mas vagamente, de mo-
vimenlos serios nos Abruzzos, mas sao simples
boatos.
Todavia. approximando lodos estes tactos dos
projectos que se atiribuem Austria, e do recen-
te manifest de Mazzini, difficil nao receiar que
ludo islo deixe de ser o preludio de acontecimen-
tos mais graves.
O governo parece resolvido a manter firme-
mente a sua attilude de prudencia.
O ministro da guerra vai tomar medidas para
dar aos officiaes garibaldinos todas as salisfacoes
legitimas. Estas medidas, spprovadas pelos gene-
raes Medici e Bixio, privaram os agitadores dos
seus mais perigosos elementos.
O generar La Marmora rctirou decididamen-
te a sua demisso, em consequencia de nma en-
trevista com o ri. Diz-se que o ministro Fanti
fez algumas concessoes as suas ideas miliares,
o que da sua parle seria urna prova da melhor
harmona. Algumas pessoas pensam que o re fez
antever ao general urna guerra prxima e conse-
guio vencer a sua repugnancia por meio deste ar-
gumento decisivo para um soldado. Mas ludo is-
lo urna pura supposigao.
As interpcllaces sobre os negocios das pro-
vincias do Meio-dia tiveram lugar hoje. Mr,
Massari, que um dos amigos do ministerio, de-
senvolveu largamente as diversas queixas dos po
vos. A guarda nacional nao est orgaoisada, os
ernpregados bourbonicos oceupam os seus lu-
gares, a seguranga dos habitantes nao est ga-
rantida, ha muitos ernpregados, as obras publi-
cas enfraquecem, e a administraco nao tem soli-
dez.
Tal o resumo deste discurso, bastante mo-
derado. Mr. Massari censurou o ministerio por
ter chamado a goveroar ao lado de um principe
de Saboya, homens cujo nome offendia a morali-
dade publica; alludio a Mr. Liborio Romano,
que nao estava all, ainda que vinte vezes se ti-
ren* annunciado a sua vhegada. Mr. Foiemoa-
tro, oulro amigo do ministerio, encarregou-ae da
Sicilia.
a Insista principalmente sobre a influencia que
se tinha deixado tomar prega publica de Paler-
mo. O seu discurso foi notavel porum incidente
muito agradare!. Mr. Paternostro proferia um
discurso sahido do coragao, empregando urna voz
muilo melodramtica. Fallando da influencia da
prsca publica, disse que a sua linguagem excita-
va tempestades. Esperavam-se evidentemente
vivas reclamarles de Mr. Crisp e dos seus ami-
gos ; mas Mr. Crisp nao deu signal de si; per-
roaneceu silenciosamente tranquillo ; e Mr. Pa-
ternostro,continuando a fallar das tempestades em
urna voz cada vez mais emudecida, o presidente
julgou dever-lhe observar que a cmara nunca l-
nha estado mais tranquilla.
Mr. Minghetli ha de responder amanha, e
prorar quo o ministerio fez quanlo pode, o que
em ultima analyse o estado do Meio-dia da Italia
nada tem de sssuslador como se diz.
Se Garibaldi intervir realmente no debate,
poder haver tempestades mais reaes do que as
apontadas por Mr. Paternostro.
O jornal a Armonio, publica urna nova carta
do prncipe Mural, que um verdadeiro mani-
fest.
Mr. Massari fez algumas allusdes a este do-
cumento, dizeado que a bandeira da autonoma
napolitana poda mudar de mos, mas que o seu
triumpho sera impossivel 1
Escrevem de Torio:
Tenho hoje da roa dar algumas noticias gra-
res, que o telegrapho dereaera duvida ter trans-
raittido, mas a respeito das quaes sao necessarios
detalnea. Hoje ao meio dia soube-se que Gari-
baUH tinbajpartido de Ceprre, e que hentem ti-
L-se no Times :
Teodo lord Palmerston sido nomeado pela
rainha para o lugar de lord guarda dos cinco
porlos, tere de subjeitar-se a urna reeleicio.
Appresenlou-se por consequencia no dia 28
de marzo aos eleitores de Piverlon.
Urna consideravei mUltido percorria as ras
da cidade, e uotava-se principalmente a presenta
do corpo de voluntarios de Tirerton.
a Concluindo a eleigo lord Palmerston appre-
sentou-se janella da casa communal, e-pro-
nunciou o aeguinte discurso :
Eleitores de Tirerton : Agradeco-ros a
honra que ac baes de fazer escolhendo-me mais
urna vez para vosso representante.
a Entre s circunstancias agradareis qne
acompanham a mioha nomeaco para o cargo de
guarda dos cinco portos, coito esta occasio que
se me offerece de visitar os meus anligos e pro-
vados amigos de Tirerton.
a Tenho recebido taDtas demonstrares da
rossa confianza e da vossa ba rontade, que
posso assegurar-ros que logo que eu possa con-
tinuar a cumprir os meus dereres na cmara dos
communs, o objeclo supremo da mioha ambicao
ser representar oa meus amigos do dislricto de
Tirerlon.
Esperaes sem duvida que eu ros falle dos
negocios era geral; muito bem 1 Julgo poder
felicitar-vos da situago do paiz que, em summa
boa e satisfactoria.
a Tiremos infelizmente mu rero o anno
passado, e um inrerno rigoroso que dere ter
feito soffrer as classes pobres.
a O producto da colheila foi inferior ao da
media usual; mas gracas i exempzo do direito
sobre o trigo, podemos obter os nossos provi-
mentos de paizea mais favorecidos. Em quanto
que de um lado temos desta maneira recebido
sufficientes prorimentos, do outro a industria dos
districtos manufacturemos foi estimulada pela
produeso dosartigos que serriram para pagar
esses provimentos.
a O parlamento oceupou-ae de diversas refor-
mas internas, e ainda que a sessan tenha sido de
curta durazo, passamos a lei das bancarotas. Es-
peramos que esta medida dar nova aeguraoca
ao eommercio.
No que toca aos negocios externos, nao se
pode negar qoe o estado nao d neste momento
justos motivos de inquietaco e anciedade. Por
toda a parle remos as nacoes, debaixo da direzo
dos seus governos, armar-se tanto por trra como
por mar.
Ha queates a resolver, oo s em conse-
quencia de desintelgencias internas, mas tam-
bem em consequencia de deslolelligeocias inter-
nacionaes que podem eventualmente produzir
resultados e consequencias deplorareis.
< as esperamos que a noderac,o doa gorer-
nos, e o respeito de todas as fraezoeae de todos
os partidos pelos interesses nacionaes, darao,
grazas Provincia, urna soluzo tal a todas as
questoes que posaamos ver suscitar no vero,
sem ter tido que lamentar a volta das hostilida-
des que nos prediziam para a primavera.
Dw*6*8e 1ue no raez de marco as espadas
senam desembaiohadas.que o caobo ribombaria
e que a Europa se vera envolvida nos horrores
de uma guerra geral. Marzo est quasi nteira-
mentedeccorrido.
A profeca passou para o mez de abril, mas
espero que o abril, como aconleceu ao marzo,
segundo n antigo dictado ase chegar eomo um
lio, ha de affastar-se como nm cordeiro. (Ri-
sos ) Esperemos a continuazo da paz e da
amisade internacional to favoravel aos interesses
de toda a Europa.
E' fra de duvida que ss efieclivamente'a paz
tiver lugar, o dever do governo seria provar que
tem posto este paiz em um reapeitavel estado de
deffeza, e que podia assistir sem receio ou alarme
tempestado que rugisse slm.
Crelo, senhores, que vos podemos mostrar que
a este respeito temos cumprido o nosso dever.
a Temos um exercito to forto como nunca o
nosso paiz se raogloriou de possuir.
Temos uma numerosa marioha, bem equi-
pada e bem fornecida de tudo o que coostitue a
forja naval, e temos tlrn disso aquillo de que I
vemos um speeimen diante de nos, esses nobres'
regimentosde voluntarios, cujo effectivo importa
hoje alguma cousa, porque conta 150:000 ho-
mens, bravos, que sacrificando todas asconside-
razoes de bem estar particular, e muitas vezes
custa de grandes despezas, consagram-se a
adquirir a aciencia militar Has horas que talvez '
podessem passar na ociosidade.
Nao poderiamos, senhores. deixar de estar
muito recoohecidos para com esses bravos, e
posso assegurar-vos que o exemplo que teem |
dado, e a figura que teem feito inspiram a todas
as nazoes do continente um novo respeito pelo
patriotismo, independencia o espirito nacional
da nagJo ingleza. (Applausos e tres hourrs aos
voluntarios.)
Senhores, apesar de todas as desintelgen-
cias que se teem suscitado no continente euro-
peu, temos a satisfaco de rer o principio do go-
verno constitucional fazer progressos rpidos em
toda a Europa. Houve lempos, no fim doseculo
passado, em que s a Inglaterra poJia vanglo-
riar-se de ter verdadeiras insitituices represen-
tativas e constitucionaes. Nao se pode duvidar
que a Inglaterra fazia eoto a admiracao dos ou-
tros paizes, mas a sua admirago eslava envol-
vida com o desespero de nao poder seguir o ex-
emplo que se lbe dar. Hoje temos a satisfaco
de saber que este exemplo tem produzido os seus
fiuctot, e que as influencias diplomticas e as
outras influencias de que dispoe a Inglaterra se
teem exercido com tanta energa, vigor e xi-
to, que tem levado as outras nazoes da Europa
a imital-a e a partllhar dos beneficios deste
rgimen constittucional de que ha tanto tempo
gosaroos.
Em vez de rr o coatimenle transformado
om um vasto campo de despotismo, temos o agra-
aavel e regosijador eapetaculos de instituzoes li-
beraes estabelecidas desde o Mediterrneo al ao
mar Germnico. roris.i iam um e"*rnn cons-
titucional ; a Hespanha tem um goveruo consti-
tucional ; a Italia na aclualidade felizmente uni-
da, (applausosj auxiliada pela inleocia e auspicios
em Ioglaterra (influencia to hbilmente e to
contantemente posla era pratica pelo meu nobre
amigo, lord John Russell, que foi orgao do go-
verno ioglez e da nszo ingleza,) a Italia tem na
aclualidade quasi concluida a sua unidade, e te-
mos a satisfazlo de ver um parlamento italiano
que representa quasi toda a Pennsula, reunido
e discuti do com moderarlo, talento, iotelligen-
cia, e sabedoria, os interesses communs de toda
a Pennsula, o que os inimigos do rgimen.cons-
titucional declararan) impossivel em consequen-
cia dos ciumes locaes e das antigs tradiczWs.
< Vimos tambem em Franja um parlamento
que sua de grande latitude de discusso. Temos
visto um governo conslilucional eclabelecido na
Prussia, e ainda recentemente o imperador de
Austria, seguindo o exemplo dos outros sobera-
nos, deu aos seus subditos nsiituicoes represen-
tativas.
A nica potencia da Europa que nao gosa des-
te benfica) a Russis, e ainda assim vemos o
soberano da Russia animado de sentimentos de
benevolencia para com os seus subditos, cum-
prindo uma obra grande e generosa libertando
os servos. At agora as numerosaa classes agr-
colas tinham etsado na Russia em perfeito esta-
do de escravido. |
O imperador acaba de publicar um edilo] que
lhes d a la liberdade, e fra de duvida que
elle abriu desta maneira uma era de melhora-
mento administrativo e orgnico no seu vasto
imperio.
Mas ao posso que nos regosijamos de que
uma tao grande parte da humanidade tenha si-
do admittida a gosar da liberdade, nao pedemos,
pens eu, deixar de experimentar alguns senti-
mentos de altivez, se reflelirmos que foi o nosso
paiz o primeiro a dar o exemplo, e que um
grande numero de melhoramentos feitos n'outras
partes forara devidos s proras que a Inglaterra
lera dado dos beneficios da monarchia coostitu-
rional.
Existe s um ponto no horisonte poltico que
nos possa inspirar sentimentoeinquietazo. Que-
ro fallar dessa agitado que neste momento per-
turba es nossos primos do norte da America, e '
que tende a uma dissoluzo dessa uoio conhe-
cida at agora com o nome de Eatado-Uoidos.
N3o a nos quo pertence julgar as partes con-
tendoras nao e a nos que pertenca dlzer o qae
se deve fazer, nem indicar os compromissos por
meio dos quaes se pode manter a unio, e mui- i
to menos decidir se melhor para a felicdade
dos diversos estados da unio, que se separem e
formero associazoes e confederazes difTerentes. i
Mas estou certo, que lodo aquello que escu-
ta, todo o corazao ioglez forma o roto cordeal de
que, qualquer que seja o resultado das desinlel-
ligencias actuaos, esse resultado seja levado a
arraojoa amigareis, e que o mundo nao reja o
doloroso espectculo dalucta deirmosarmaodo-
se contra irmaos, paes contra seus filhos : que
nao reja a deetruicio de um estado de prosper-
dade social que at aqu tinha feito a admiracao
do mundo que um paiz que at hoje tem sido o
inealroda paz e da industria nao aeja assolado
pela etluso de sangue Nao ros deterei por mais
tempo, porque nao ha oulros assumptos em que
possa tocar na aclualidade.
Espero que na minba conduela nada baja
que possa deapojir-medacoofiaDza e apoioque,
na minba opinio. sao as maiorea honraa que um
funcciooano publico pode gosar.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
tem sido custoso acertar com assumpto que pos-
sam uteressar mais geralmente os seus leitores.
E o que tambem poderei eu noticiar-lhe desta
proTincia, onde pode-se dizer que nao ha oroaos
de pubhcldade t Sabe-se, rerdade, por uma
oui outra carta de diferentes pontos, que aqui e
all d-se um ou outro acto, algumas persegui-
?oes, mullas intrigas emQm que mais ou menos
se prendera ainda i lula eleiloral.
Queixam-se, por exemplo, pessoas notaveis da
vina de &L Romo de que por parte do Dr. Alck-
roim, juik municipal do termo, se desenrolve
atroz pera eguizo contra todos aquel les que o
oaoquizeam acompanhar na lula; accosa um
correspon lente da villa do Rio-Pardo pelo Bem
Publico* juiz municipal e interino de direito,
Dr. Jequilinhooha, de actos to immoraes e cri-
minosos que causa pejo menciona-los como pra-
ticados pdr um juiz de quem a sociedade tem o
direito dejexigir o exemplo em contrario dosri-
cos e crirnes que Ihe incumbe condemnar ; que-
xam-ae fi lalmenle de outros lugares contra ac-
tos de varias autoridades policiaescom referencia
ao recrutimento, procuraodo-ae dar-lhes o ca-
rcter de vioganzas eleitoraes; e se assim,
saiba-se 10 meos que essas autoridades sao das
duas opinies politices, pois nesta provincia taes
cargos ten sido e continuara a ser confiados in-
distinctanienle a pessoas de um e outro lado :
ainda ha pouco vi reclamaces da cidade do Pa-
rahybuna por terem sido nomeados alguns indi-
c O capito do hiale Joo Goncalres Faria
acbava-se doente no eamarote sendo o nico que
nao pflde salvar-se, no escaler que o vapor ar-
reou para esse fim, salvando-se porm o resto da
tnpulazao.
Esta ora a prmeira viagem do hiato Protec-
tor da propnedade de Antonio Joaquim Braga,
do Uru. *
O commandante do vapor, os officiaes, tripu-
tZao e passageiros protestaran) no mesmo dia
do abalroimento contra qualquer reclmazo fu-
iurfl.
Alm disso que vimos de transcrever, eis o que
mais diz nosso correspondente:
a Desta vez havia feito tengo nao Ihe escrever
S6 o vapor nao se demorasse tanlo quanto se de-
raorou, porque uestes ltimos dias tenho eslado
Dastante ncommodado, e tambem por oo ser
muitas as oovidades traosmitlir-lhe.
Qoiz, porm. o destino que o vapor Paran.
s aqu chegasse hontem pelas 4 horas da tarde
e assim oestes dias que mediram de semelhante
demora, mudei de resoluzo, com, o que me pa-
dtsfeita b8m COn>0 "0S *eU* ,eilores "ido
Perdoem-me poisessa ioteozo, que em par-
te seria attendida peles compositores e revisores
da typographia desse Diario como um soto do
correspondente do Para.
Por fallar em compositores e revisores da
sua lypographia, peco que lhes recommende al-
viduosqusnmao menos se poderiam cooside- LwSSSKS: Pe? 1ue lhes, commende ai-
rar os de melhores condizes do partido liberal, I SHiSSK P"I *mreM0 d"min1 cartas,
tendo-se Bm delles declarado fallido pouco antes SSLuW."*iS? m"?.e 9 de ,br"' Pu~
da nomeafeo : os taes informantes passam s "1 !.VJV_.'_5 e 18 do """te, tiveram direr-
vezea tanto gato por lebre !....
Nesto genero oo faltaro por ahi queixas, mas
julgo desncessario referir-lh'as, quando me pa-
rece que nioguem prestar alteoco a taes mas-
sadas. )
Uma questo de grande inleresse para tsla pro-
vincia e para a do Rio de Janeiro tem oceupado
sos erros sensiveis.
J se sabe, zanguei-me um pouco com isso.
mas ao mesmo tempo disse c com os meus bo-
loes:fioosoo s os compositores e revisores do
Uiano otra sao os culpados, o correspondente o
peior delles, e as vezes esereve com tal Ultra que
o diabo mais esperto nao a decifraria I
Dito iito, para que tanto o que esereve como
onncia, e tambem do Correio Sler- que .c.omPoem correspondencias tenham
crte. E' a questio da cobranza dos B" Cni?? T*"?' "-que 8me-
nosso cal exportado para essa oro- uSS^HS31 a '"/" breTe par"
aa ao nxn-i. presidente Amaral, que no vapor se-
guinte embarcar para ir tornar asaenlo na
algumas paginas do Bem Publico, peridico offi-
cial desta p-ovincia,e tambem do Correio 31er-
cani dessa crte. E' a queslSo da cobranza dos
nosso cal exportado para essa pro-
direitos do
rincia.
Pelas publicacoes referidas se deduz que fez o
governo desta provincia cessar o convenio que
havia com a do Rio para a percepzo em com-
mum de taes direitos na mesa provincial estabe-
lecida no consulado da corte, onde se eobravam
os da provincia do Rio, por que a quota da pro-
porzo mareada para a de Minas estava ha muito
tempo abaixo da sua verdadeira prodcelo, sem-
pre em progressos eque sendo esta medida mal
aceita pela governo da provincia do Rio, alm de
nao aecusar este as muitas intiraaces que o des-
ta Ihe fez para a cessacao do convenio, adoptou
um regulamento do qual algumas disposigoes se
lem por vealorias e contrarias aos interesses dos
productoras e das rendas desta provincia : pelo
menos da sua execuzo tem resultado grandes
queixumes da parte dos prejudicados, e j tem
chegado presenta da presidencia deita provin-
cia nao poucas reclamaces para a restituicao dos
direitos pagos as nossas recebedorias collocadas
nos limites das duas provincias, e cujas guias ou
conheciraentos tem sido desaltendidos na mesa
provincial do Rio, onde se tem exigido de novo
OS arenos OO CSl, como ao foaeo do prodnrco
djquella provincia. u
Estou bem persuadido de que taes duvidas e
repulsas nao sao intencionaes, pois nao creio que
a illustrada administrado da provincia do Rio ai-
tente contra os legtimos interesses desta, e em-
pregue meios chicaneiros para lograr seus fins;
sou antes inclinado a acreditar que apenas tem
bavido descuido as communicacoes que erara
indispensaveis sobre objecto de tanta monta, e
mesmo precipitada execuzo de disposizdes que
nao podiam ser coohecidas pela administrazo
desta provincia a tempo de se expedirem as ne-
cessarias instruccoes aos ernpregados de nossas
recebedorias ; mas o que certo que taea des-
cuidos tem dado lugar a alguma exacerbazo da
parte daquelles que esto mais bem informados
de3les negocios, levando-os a discuti-los pela
imprensa de um modo pouco cooducenle com a
mar temporaria, como deputado pelo Amazonas
e porque j est substituido pelo Sr. Bruschy.
Em compensazo, a opposicao que o lado li-
beral nesta provincia tem feito a S. Exc. os con-
servadores rao dar um baile ao mesmo, com rer
da carta abaixo transcripta :
Os abaixo assigoados, em nome dos amigos
do Exm. Sr. Angelo Thomaz do Amaral, teem a
hoDra de convidar a V. S. e a sua Exm. familia
para o baile que pretendem dar na noite de 4 de
maio prox mo riodouro, oa casa da sociedade
Cassino Parenseem demonstrazo da esttma e
considerazo que tributara S. Exc. o a sua Exm."
familia. *
Belm. 22 de abril de 1861.Ulna. Sr.-(As-
signados) bario de Jaguarary, Antonio Jos de
Ml.r"nd.a> noel Oncly, Antonio Ricardo de Csr-
valho Peona, Joaquim Jos de Assis.' Antonio .
Goocalves Nunes, Dr. Jos Ferreira Canlo.
Se o Sr.Amaral deixa descomentes na pro vinca ,
o que nao podia deixar de aer em pocas eleito-
raes, pelas, ambizes e aspirazes que se debate-
ram.-tambem c ficam affeizoados pelo bem que
este presidente lhes fez.
m, !!t?r..qe p8ri,do conservador viva
com especiahdade na capital, fra das posiedes
othciaes, agora, porm, com quanlo nao seiana,
muitas as mudanzas dos ernpregados, este parti-
do venceu a lula da depulazo, que era, por as-
sim dizer, a vida e a morte da influencia politice
de um ou outro lado nestes 4 annos.
. *Veren,0S- Pois, o que fazem os representan-
les da provincia na corte eleitos por esse partido
ou se no futuro, que oo est longe, naver ar-
rependimenlo, quanlo aosescolhidoseparaosfac-, -
tos quesesuccederem.
Era quanto o novo presidente nao chega to- -
mar conta da administrazd o Dr. enere de po-
lica Olyntho Jos Meira, que foi nomeado pelo
governo imperial 2. vice-presidente.
Os Ub;raes nao gostaram desta nomeaco;
porque contavam que o seu chefe, Dr. Joo Ma-
*i- T17 a ""<" puutu cuuuucenie com a purquo cumavam que o seu chefe, Dr Joo Ma-
cordiBlidade que tem sempre exist io e hade e Moraes, at aqui segundo rice-presidente
existir entre esla e a prorincia do Rio, cujos in- ">sse para a administraco.
----------------------------v w ....^.v -iitii >fj nao
mesmas estradas e nos mesmos portos com os da
outra, sem que os possam distinguir outros sig-
naesque nao sejam essas guias de origem, legi-
timadas pela boa f dos ernpregados de Minas,
que as passam, e dos do Rio de Janeiro que as
aulhenticam.
Chamou-se a atteozo do goreroo imperial pa-
ra esta cootrorersia das duas prorincias, pedin-
do-se remedio promplo e que sta-lhe o desen-
rolnmento da riralidade, que pode ir at s con-
sequencias que actualmente se do nos Estados
Unidos da Americi do Norte.... O aeu corres-
pondente tambem chama a attengo do gorerno
imperial para essa questo nao por que receie
que o bom seoso das duas prorincias tenha se de
a nm a perturbaao belli o desaccordo de adminislrazoes Iransitorias
no modo de se entenderem e de se encararen) os
negocios que lhes esto confiados ; mas sim por
que entende que nada se lucra em dar alimento
a suppostas rivalidades, e aiocooreoieotes apre-
ciaces da iodole dos poros, aos quaes nunca fa-
rei a injuria deattribulr ideas separatistas : as-
oeira que oo pode caber oa cabeza de um me-
nino.
Alm deslas questoes o que oceupa mais o es-
pirito do publico por aqui a festa que se pre-
para para a sagrago do Sr. bispo do Cear, Dr.
Luiz Aotooio dos Saotoa, 14 do corrente, na
cidade de Marianna, que se tornar nesse dia ha-
bitada por metade da populacho desta e de mui-
tos arraiaes circumrizinhos.
DIARIO DE PERNAMBCO-
INTERIOR.
5
Bflinas-Ctoraes.
Ouro Prtto, 6 de abril de 1861.
Depois da lula eleltoral que forneceu ampia
materia a todos es seus correspondentes para
suas multiplicadas misslras. como que se deram
elles por dispensados de eontlnuar nessa taris
coto a mesma pontualidade : pelo menos a mim
A assembla provincial approrou na quarta
feira, em prmeira discusso o projecto n. 26 des-
te anno, e em terceira o de o. 11; passando-se
continuazo do da forca policial, oraram os Srs.
Oliveira Andrade, Rufino d'Almeida e Pereira de
Tirito, (cando com a palavra os Srs. Miranda e
Lucena.
passou de segundo para
quarto lugar. K
a Emflm o Dr. Meira j prestou juramento, e
neste oito ou dez dias entrar no governo da pro-
vincia. v
c O Dr. Olyntho mozo honesto e circunspec-
to; estou certo, que apezar da opposizo com que
foi reeebida a sua oomeazo pelo lado liberal,,
dirigir os negocios pbluicos com inteireza e era
paz.
Tem apparecido algumas questoes pelos dia-
rios em consequencia de provimeoto da eadeira
de geometria do Iyceo desta cidade.
a Os candidatos apresentadoa coocurso fo-
rara dous individos smente.
< Um natural desla provincia, e outro do Rio
de Janoiro, yindo na companhia do presidente.
O negocio' final tornou-se questo de par-
tido, em que o Jornal do Amazonas advogou a
causa do candidato paraense e o Gram-Par a
do outro individuo, e depois de differentes arti-
gos sobre quem tinham maior somma de habili-
tacoes e qualidades necessarias para o magiste-
rio, a presidencia escolheu a Sr. Luiz Antonio de
Castro.
Hontem tambem houve concurso para ofli-
cial da secretaria do governo.
< Dizem -me que se apresentaram quatro con-
corren tes, entre os quaes deus mozos dessa pro-
vincia e um delles official de marinha reforma-
do, que consta fallar varias linguaa estrangeiras
e habilitado em mathematicas.
Entretanto, j se diz por fra que o nomea-
do ser um dos ammanuense da secretaria que
tambem cencorreu ao exame.
Os negocios commercaes rao no mesmo p,
sem grande melhora. E' verdade que nao te ni
apparecido maior quaotidade de quebras, mas
anda reinei na praga muita desconfianza e incer-
teza as tiansscoes.
c Em compensazo isto estamos aqui cerca-
dos de funezoes; pelos menos, sociedades de de-
nrtimentos nao faltara, e lodos os sabbados, com.
pequeoas excepzoes, tamos d'ora arante as par- '
tidas mensaes de CassinoParaense; Terpsyco-
re, e Luso Brasileiro, e as reuoies da nova so-
ciedade philarmonica denominada TntKofeiwe.
O Otario Gram-Par, hontem, em artigo de
tundo faz variaa censuras aos ernpregados d*al-
fandega. Ei-lo :
. O corpo do commercio diz cousa e louza.
brada e clima contra as violencias de toda a es-
pecie que soTre na alfandega ; as multas por
acinte, os mos modos e arresaecos sooa ffagel-
loa mais puqneninos com que ah se martyrisam.
os negociantes, marchando frente dos sacrifi-
adores o .'ir. Sampaio e outroa pequeos lyra-
-^ ociosos que oo sabendo fazer um,
calclo, sabem em compensazo, jogar meia du-
zia de chulas e de insolencias ao negociante hon-
Quarta-feira fundeou em nosso porto rindo
dos portos do norte, o rapor Paran, sendo por-
tador de carias e jornaes com as seguintea datas:
Amazonas 7, Para %l, Maranho 30 e Piauhv 6
do passado, Cear 4, Rio 6e Parahiba 7 do cor-
rente. Da leitura de una e de outros eit o que
colhemos .
Amazona.Nada de importante occorreu. To-
da a provincia gosava de paz e salubridade.
Para.Fora nomeado director da instrueco cadorei o .'ir. s'am
publica da provincia, o Dr. Joaquim Jos de' netes pretenciosos
Assiz.
L-se no Diario do Grao-Par:
u tvntxetro do Sul, sahindo de Maranho mo e airad que all rae fazer os seus desna-
t madrueadk dn da fi rfn Mrr.ni. a...:.. a, hn iot i, i... ii... i. :. _., ... ,v
a 1 a B,n,na' ne aaaranoao vo ai.:uao que au rae azer os aeus deana-
na madrugada do da 6 do corrente debaixo de *<, isto uma forte trovoada com grandes aguaceiros aba!- lemi
roou na baha de S. Marcos com o hiate nacional
. temen te ginho.
mal t squftalguos negociantes pretenden.
Protector, quedemamdava o porto de Maranho 1" *o conhecimentodo goreroo caotral oaabl
carregado de fannha. mitho, aaaucar. titeado e tos e pic.Mias deque sao r,U.T2fSha.
auih. na^Vr U fatslfflenle 1u rliw de Por certa .tlende-los. e azer nf.oawpi!
quima para or. taea-mrea da nm* ir.n^.. :_._______*-
tlee-mre da nom alfandega a iaconveniencia


. I II

m
lARlQ DI tBBIMDKlGO. *- SEXTA /Bi 1 DI MAK) 11 1M1,
do cu procedimento que pode prejudiear alta- zia distante desta eldade 5 leguas, Raimando
note os interesaos do flaco, fazeodo deaenrol- 8ocba, depois da urna altorcagio que. tere cora
tct, por ana casmurrice o contrabando, era gran- ana muJher, Muia de tal, matou-e, ando-lhe 23
le escala. tacadas na frailo umbilical at aos paitos, e oes
Voliaremoa com man Tagar a este as- dous bracos, e logo depoia tirou-lhe um par da
rapto. otras que a dita mulher trtcia naa orelhas. desa-
par i
Mi faco a menor reflexSo sobre a materia :
pee*** nao ando ioiiSfili sWiUt coaaaae toaaaa; I
que arte qoe o oto raf*tomento das'
' as tem encostrado aauiu epposlcio per
conamereto, devtdo tal vea asdifflealdo-
Iperrssdeuies da sea boa oa sai exeencio.
Fiado ate noticiando qaw se cham oeste
orto i caifa os seguate* narios :
Para Lisboa e Porto at 5 Je mato as barcas
portugaeraa Amo*** Possaatra.
Para Londres a 10 de malo, o o atedia por-
toguez Boa Nova.
Para Lisboa o brigue portugus FeK tVa-
fOTO, at ordo 'OltO TDBZ.
Para N rotos a barca francesa Foco olios.
Para o Havre o brigue francs Belem.
* Para New-York, o patacho americano fuma
< De Inglaterra esperam-ae a barca Rhonda e
a escuna'Cupido.
De Lisboa a barca Linio e mais tarde o bri-
gue Ligtiro II.
* Os descontos na carta filial do banco do Bra-
sil ficam 9 por certto ao aono.
Em raaos particulares de 1! i 18 por cen-
to dito.
O cambio aobre o Rio de Janeiro ao
obre Lisboa de 111 115 por cento.
c Saquea para Ioglaterra ao tem ha vi do lti-
mamente, salto algum muito particular.
Uaranho.Nao havendo recebido carta do
ttosso correspondente, limilamo-nos aos seguin-
Xes estrados do Publicador Maranhense, aue nar-
Tam o que occorreu digno de mencao :
Hontem (19} o Ezm. Sr. Dr. Pedro Lelo Vel-
loso, visitou a escola pralica de agricultura do
Catira.
c S. Exc. observou com a maior mnuciosida-
de a parle econmica do estabelecimento, o pro-
Igresso dos aprendices na escola primaria, a qoa-
lidade e natureza da alrraentagio, as diversas ra-
ces dos aoimaes domsticos, a edificagao dos es-
tbalos, granja, gallinhelro, e chiqueiro, e o nu-
tnero e prestalo dos instrumentos e machinas
agrcolas
S. Exc. assistio com rauita satisfago aos tra-
talhos do campo, e encareceu muito o serrino da
gilantsgio de feijio, e capint pelo arado, que foi
secutado por um aprendiz de 13 annos e por ou-
tros de maior idade.
O magnifico aspecto que aprsenla a canna,
t> milho, e a mandioca, n am terreno areienlo e
pobre, a limpeza da cultura e a facilidade o eco-
noma do trabalho vieram confirmar a idea que
S. Exc. formaia da excellencia do systema ara-
torio, e das escolas pratieas de agricultura, que
a Europa sao o incentivo permanente de boas
experiencias e bons modelos, e um rico viveiro
de futuros lavradore moralisados, intelligentts,
laboriosos, e uteis si e nagio.
a De tarde S. Exc. percorreu e observou as
obras do encanamento da compaohia Ail, desde
o rio do Ail al o morro do Rastro, as quaes ea-
lao para asslm dizer coocluidas, visto qua para a
na cooclusao apenas falla o encanamento de tun-
da bragas.
Hnje 25 do correle tere lugar com as for-
malidades do estylo a posse do Esm. presidente
ta provincia, o Sr. mejor Francisco Primo de
Souza Agolar, fazendo-lhe entrega da adminis-
trago peraote a cmara municipal desta cidade
* sen antecessor o Exro. Sr. Dr. Pedro Leio Vel-
loso, seguindo-se ao acto de posse solemne Te-
Deum na cathedral, que assistiram Ss. Excs.
com numeroso sequilo.
O Exm. Sr. Dr. Velloso, depois de haver dei-
*ado o seu successor em palacio, retirou-se,
acompanhadb do mesmo squito, para a casa em
que vai residir at ao seu transporte da provin-
cia. >
Parte o vapor Paran para Pernambuco, a
'xercer o lugar de juiz de direito da comarca de
fiazarelh, para o qual foi despachado, or. Dr
Abilio JosTavares da Silva, que servio com mu-
la distineco o cargo dechefe de polica desta
-provincia, durante as ultimas crises eleitoraes,
que foram como a pedra do loque que fez sobre-
sahir o seu mrito e eminentes qualidades.
Magistrado to (Ilustrado como imprciale
integro, o Sg. Abilio desempenhou com tino con-
sun ruado commissoes asss diffjceis, em que ou-
tros leriam pela ventura naufragado, como fosse
evitar a reprodcelo da ansrehia as eleigoes de
"Casias pelo feliz accordo que fez ehegar as par-
cialidades contendoras com o prestigio de seu no-
tne e auloridade, e per um paraleiro deplora-
?el torrente de processos polticos intentados no
Brejo por motivos eleitoraes, segundo se pode
ver do seu bem elaborado relatorio acerca de tal
objecto.
A sua intelligenle cooperajao foi do gratule
auxilio i adminlstracao do Sr. Silveira de Souza,
que leria sem ella lutado aioda com maiores dif-
liculdades, que as superadas, por ser Caxias um
los pontos principaes da provincia.
O digno magistrado, por isso mesmo que sou-
'fee fazer o seu dever com lanta pericia e nteire-
za, excitou contra si a indisposigio de alguna que
interessavam na continuado de abusos eleilo-
raes ; mas a certeza, que deve acompanha-lo, de
ter prestado serncos reaes provincia, e de ha-
?er essim adquirido lndisputavel direito estima
o consideragao dos maranhenses, que lhe fazem
a mais completa justiga, e entre os quaes deixa
tantas sympathias e affeiges, como essas de que
recebeu exuberantes provas na sua retirada de
Caxias para esta cidade, asss ha de compensa-lo
ido desgoslo produzido pelas calumnias de poucos
'que em nada prejudicam o seu bora nome e fir-
Inada reputacao.
To evidente para nos o mrito do Sr. Dr.
Abilio como magistrado pela muila capacidade,
que mosliou na admiolstragao policial do Mara-
nho, que nao hesitamos em dar os mais since-
ros parabens aos habitantes da comarca do Naza-
relh de Pernambuco pela excellente acquisigao
que fajera de um bom juiz de direito, que lhes
-lia de distribuir recta justiga.
Sepultou-se boje (30), s 8 horas da manilas,
.Oo cemiterio do Senhor dos Possos, o Sr. Dr. Ma-
inoel Jansen Pereira, lente de rbetorica do lyceu
desta capital, e um dos distinctos advogtdos do
feo. Ero poucos dias foi victima da febre ama-
relia, que se complicou com outras enferrai-
<3ades. ->
Era um vulto notavel na nossa sociedade, em
que sempre figurou com distioego.
O seu enterro ioi bastante concorrido, e nelle
compareceram em commisso as sociedades Har-
mona, Luso-Maranhense, Luterana, a dos Ouri-
ves, e Alheoeu Maranhense ; as ultimas em con-
sideragao primeira, da qual era socio honorario
linado.-
Por occasiao de baisar o cadver sepultura
-s>roounci*ram-se quatro discursos.
Damos sua consternada familia os nossos
-sinceros pezames.
Piauhy.Corria quo havia sido chamado para
tomar conla da presidencia da provincia, o pri-
aaeiro vice-presidente Dr. Jos Marianno Lustosa
do AmaraL
Ceaia.L-se no Pedro II:
Ioformam-nos, que oa fregoezia Uvera lugar
um casamento clandestino, por licenca do vigario
tle Santa Cruz o reverendo Rogerio Jos Caval-
canli.
Era um criminoso coodemnado pelo jury, que
taptou urna filha menor do Sr. Vicente Alves da
Fonseca, fazendeiro morador oa ribeira do Car,
que se oppoz ao casamento.
. O juiz da orphos do Canind deprecou ao
da imperatriz a entrega da menor, que seachava
depositada em easa do Sr. teneute coronel Rento
Antonio Alves; mas a precatoria nao foi cum-
pnda I...
O pai afflicta dirigio-se a esta capital e re-
presentou ao Exm. presidente da provincia coo-
irta auloridade da ImperaUia, e foi atteodido.
b. Exc. ordeoou inultimeote ama, duas e
Ares vezea, que foseo umprida a precatoria, mas
,as *uas ordens foram desacatadas!
Entretanto estando a questao neste p, affee-
'*e a licooga para o casamento, e ootro sacerdote
que celebraase o sacramento clandestinamente
cm urna azenda, sem nieguen saber I
Dando esta noticia chimamos para ato facto
. a attengao do Sr. visitador da provincia, e recla-
mamos providencias contra seraelbente procedi-
mento, que ata allantado contra a paz e scete
HapoucooSr. vigario Carloa foisuspeoso do
beneficio e ordens por 6 ososos por ter celebrado,
.m umdkces muito diversas, um caaamonto sem
consentimento do pal do noivo, o qoe acontecer
-agora ao Sr. vigario Bogarlo'?/
* Pf,!*0 pe sesuiUdo.
' E? ^ ? 4o an Pdo,aolf 8 horas da
jWAoaa, oo lugar-iiio A Mtw-em Suli La-
teu t rede e entregou urna linha de 7 annos a
Bsotaaa variaba oaa atatira aoa geRos da viottao
efofio.
a, param, raaitaa mperaacM rae esta fra
seja garraoo, perqae aim de ontres diligoociaa,
qaa o ailMUiu soopteote ao delatado de policio
desta cliada tem feRo, mandoo aterrar o ea4a-
rat drbrocos e par-lhe par balio da liafta 80
rafa.
O hiato aacional Sonto i moro, era ______
da Haranbae para Pernambuco coca escala pelo
Ats ondeia carregar de sal, fundou n'am pe-
oueoo porto prximo do Caseavel, denominado
notto-VttBctL,para concertar o panno, e refa-
zar-sa de man limen tos.
< Teodo levantado ferro no domingo 18 do pr-
ximo paseado para seguir seu destino, ao virar do
borde cahio o mestre ao mar impellido pela re-
tranca, e apezar de todos os esferges que se fl-
zeram para salva-lo, nada se poude coasegatr !
Assim findou eos dias depois de longa carreira
martima o bem coohecido pratico Jos Manoel
Rodrigues, pai do pratico da armada Paulo Jos
Rodrigues.
Jeto Grande do Norte.Eis o que nos diz nosso
correspondente:
c Desde segunda feira, 29 do passede, que Coi
para a-villa de"S. Gongalo o chfe de polica for-
mar o respectivo processo pela raerte e oftensas
pbysicas, que houveram naqoella villa per occa-
siao da lirada da urna, como Iherefori: por hora
porm anda nao transsoda nada do xito final des-
ta_ importante diligencia; quero dizer, ainda ae
nao sabe, se haver, ou nao alguem pronunciado,
e quem seja este da mesroa forma que at o pr-
senle nao se prendeu om s dos indigitadot, co-
mo autores, ou cumplites desse triste aconteci-
mento ; que entretanto tem dado materia para
multas intrigas, e nao meaos inimisades.
Pela bocea pequea porm j se rosna, que
nem urna s das testernuohas inquiridas pelo che-
fe de polica jurou de vista, e sim tedas de euvir
oizer; e isto lo vagamente, que de seus ditos
por ora nao se pode tirar prova alguma, e lalvez
nem meamo indicios vehementes para justifica-
r6m ama pronuncia. Nao nos afadigueraos para
devorar o futuro ; deixemo-Io /ir oo seu passo
vagaroso, mas incaogavel, que elle ha de por Tor-
ga ehegar e por torga revelar-nos todos quanlos
myslerios tem encerrados em suas entranhas.
Coosta-me, que o juiz do direito desta co-
marca convocara os jurados de S. Gongalo para
o da 26 do correte; mas que antes dlsso tem
de julgar all em quatro processos differentes seto
reos pronunciados por crime de furto de caval-
los. Se eu poiesse, ia assistir esta nevidade,
que de certo deve ser interessante, por ser a pri-
meira vez que aqui se v julgar esta especie de
delicto per juiz singular. Desde j veremos se
melhorou ou nao estos julgamentos a lei novissi-
raa 1090 do 1 desetembro doaonopassado, e se
os ladres de cavallos, que lem posto o agreste
desta provincia em estado deploravel, encontram
as varas de direito a mesma indulgencia e bo-
honomla, que nao s elle?, como todos os demais
reos, encontravara e encontram no humano t
bondadoso coragao dos jurados.
Nao obstante isto, se eu souber de alguma
circunstancia, que se d nesses julgaraentos, dig-
na de referir-se, nao me descuidareide lh'o man-
dar contar.
A assembla provincial conseguindo adqui-
rir o numero de 15 deputados, tem dado alguma
regularidade as suas sesses. Pelo que no da 2
do correte fez a sua exploso o lado opposicio-
nsla abrindo s campaoha o Dr. Jos Moreira
Brando, que, apezar de se mostrar, como de
scus hbitos, lodo cheio de emogoes e seosibili-
dade, manleve-se sempre comedido e urna s vez
nao violou as conveniencias parlamentares, nem
faltou ao respeito devido auloridade que aecu-
sava. nao obstante orar largamente sobre os mo-
tivos justificativos do regiment, que apresentou
composto de 13 captulos mais ou menos, e ser
inlerrompido muitas vezes.
A maioria, que sustenta a administrago do Sr.
Jos Bento. nao recuou, e no da seguiute deu
cabal resposta um por um dos leos ds aecusa-
go, a maior parle dos quaes, dizem-me espec-
tadores desinleressados, desapparecia* diante da
defesa, como os vapores da.mauhaa, logo que sao
agoulados pelo vento.
No dia trez lornou-se mais calorosa a discus-
sao pela vehemencia e vivacidado com que orou
o opposicionista Dr. Luiz Carlos; felizmente po-
rm nem se deram os doestos e insultos que hou-
veram em S. Paulo, na aecusago o defesa do Sr.
Antonio Henriques, nem houve occasiao que fi-
zesse as caloras manifestar Impulsus do iutaJIr
o recinto da assembla, como se diz, que suc-
cedera nesse Recife em o dia 24 do passado.
At esta hora que escrevo, anda nao foi vota-
do o requerimento; creio porm que quaodo o
for, ha de cahir, menos por que a presidencia le-
nha maioria cga e caprichosa, se nao por que
falta mesmo justiga aecusago ; sem duvida por
que o autor do requerimento nao foi bem infor-
mado, uern conseguio obler as explicagoes mais
exactas.
Entretanto assim foi bom para o Sr. Jos Beri-
lo Jnior, por isso que a opinio publica, que
at agora viva suspensa e perplexa com a noti-
cia de seus supposlos erros o mesmo crimes, com
a discus3o havida poz-se ao fado da verdade,
e ella faz inteira justiga, absolvendo o to dos
delictos por que aecusado.
Acha-se derramado nesla cidade o boato de
que o Sr. Jos Bento Jnior, um pouco affeclado
em sua saude e muito cansado do insano trabalho
que tora tido um aono, de urna administrago
que t-travessou urna eleico geral, lutou e luta
com um dficit provincial, e ost & bragos com
um reciutamenloque nao pode deixar de causar
muitas Queixas, por isso que precisa de ser ri-
goroso e inexoravel avista das rigorosas e ioexo-
raveis reclamages do governo imperial, que
quer a todo o transe preencher o exercito, to
profundamente desfalcado, relira-so para essa
provincia de Pernambuco, aflm de tralar-se e
mudar de ares, assim como de refocilar de suas
fadigaj no meio de sua familia, na residencia do
campo, ao p de urna cidade que abunda em lo-
dos os recursos, e na companhia de seus novos e
velhos amigos.
Ignora-seainda quem serio vice-pre-ideute
que o venha substituir, visto que o Io, que era
o Dr. Jaime Carlos Leal, morreu a 16 do mez
passado as Alagas, onde era chefe de polica :
e os outros sao senhores do engeuho, que coro
muito custo deixam-se arraslar de seus caslellos,
para virem capital tomar conla de urna gesiao,
cujos deveres* nem so menos comprehendem,
vendo-se per isso obrigados s subscrever e chu-
mar para si a responsabilidade daquillo que os
outros fazem. Veremos em que isto d,.
Nao posso continuar por que est chegando
no porto o Paran que se nao demora.
Parahiba.O nosso correspondente apenas
diz-nos o seguiute :
Era esperado no Paran, que portador da
bu noticia do qualquar dos pontos da Eu-
ropa nega atis depressa a Pernambuco, do que
abo **. fabt qai que distam WO leguas,
a Tteahaa motivo do queira tenho do actual
t do crralo desta cidade, o lllm. Sr. Pedro
E eu lamben ^ulgo a- "Saitaada Araojo, poU slm de ser muilo honra-
do, o probo, bstanle intolUgeole, honesto, o
iloso^aw
os nossosaio apoiados rara no jornal, eolto-
cados depeis do aparto do Sr. Per ara de Brillo:
e em que elle dit: Eu pens o coatraria...
Um Sr. depulado : PoU ah oati basa oot-
locado.
O Sr. Souza Res
sim.
O Sr. tiancatm Guimarloo : Ba
pense qoo aao sU, quero asm aofa reatobato
crida a v*fdadneo mou paaoomonto repradasMo
delmeata.
ORDEU DO FU.
Entra om toroeir* discatsbo o projelo a. 92
da corrate ano qaa transiere para o logar de-
nominadoPrepriedadequ ando ah houvnr
nma igreja, a ele da fregoezia de Coa.
E' apoiado sem debato.
Contiooa adiada a dtsotrssio da forga paUchl.
O Sr. Symphonio Goittnho : (nao derolveu
sao aiscorso.)
O Sr. Joto .Cavalcante : (oio devolven seu
discurso.)
O Sr. Vera-Cruz : (Fez algunas considerages
respondendo ao precedente orador.
O Sr. Naicraenlo PortoUa : ( nao devolveu seu
disaurso.l
Havendo dado a hora, o Sr. presidente marca
i ordem do dia, o levanta a sessie.
SESSAO EM 8 DE MA10 DE 1861.
Presidencia 4o Sr. Bario de Vera-Crut.
Ao meio dia, feita a chamada, verifica-se ha-
ver numero legal deSrs. deputados.
Abre-se a aesso.
L-ae o approva-se a acta da antecedente.
O Sr. r* secretario di conla do segainte
EXPEDIENTE.
Um officio do Sr. Dr. Feoelon eomraaoicando
que por eocommodo nao pode hoje comparecer
a se*sao.Inteirado.
Outro da amara municipal de Cimbres, re-
metiendo os artigas de posturas psra serem ap-
provados A' commisso de postaras e de c-
maras.
Um requerimento de Joao Hypolito de Heira
Lima e Antonio Malachias de Maeedo Lima, ar-
rematantes do impedramento da estrada da Vic-
toria, pedindo absolvigio das multas qae lhe fo-
ram impostas.A' commisso de obras publicas.
E' lido e julgado objecto de deliberacio e man-
dado imprimir pira fazer parte dos trabalhos da
casa o seguinte projecto:
A commisso do legitlace, a quem foi apre-
sen tada a tabella orgaoisada pelo presidente da
provincia para serem cobrados na secretaria do
governo os emolumentos devidos, e remettido a
esta assembla pelo mesmo presidente em 27 de
abril prximo (Indo, de parecer que se adopto
a seguinte reaolugo :
A assembla legislativa de Pernambuco de-
creta :
Art. Uoico. Cobrar-se-ho na secretara de
governo, a beneficio dos respectivos empregados
os emolumentos constantes da tabella orgaoisa-
da pelo presidente da provincia eos 27 de abril
do correte aono ; revogadas as disposiges em
contrario.
Sais das commissoes, 8 de maio de 1861.
Souza Reis.Dr. Naseimento Portilla. >
(Continuar se -ha).
=S=
-f-
REVISTA DIARIA.
Hontem expirou o prazo para a subslituigo
ao par das notas de 103 e 20$ do Novo Banco de
Pernambuco.
Acha-se ella pois no primeiro mez do descon-
t proporcional.
A companhia de Beberibe reune-se hoje
para a eleigo da respectiva administrago.
Pelo Paran veio o Sr. Dr. Abilio Jos Ta-
vares da Silva, juiz de direito designado para a
comarca de Nazareth.
Do Apody tomos differentes datas, chegan-
do a ultima a 13 de margo p. p.
Com relago as eteigdes daquella comarca, co-
Ihemos que correram plcidamente, excepto a
de Pi do Ferros, un le se deram alguns desagui-
sados, de que resulton a suspenso dos traba-
lhos ; e afinal surgir duas eleiges primarias,
opposlss em principios politicos, qoe produzi-
ram urna duplicata na rotago para deputados
geraes
O invern que cessara no correr de fvereiro,
comegou a manifestar-se em marco. Tudo acha-
va-se verde, e prometi abastang'a.
Um individuo mordido all por um cao ataca-
do da bydro^hobia, foi accommellido do mal
quando chegava-lhe oaccesso pedia a todos qu
fugissem, puis que desejava morde-los ; porem
um filho, que lhe era mui dedicado, o foi pegar
nos ltimos instantes, viudo afinal suecumbir
do mesuju mol, em conseqnencia da baba do mo-
ribundo que o contaminou.
Foi victima de sua dedicago final.
Em Porto Alegre rennira-so o jury, sob a pre-
sidencia do Dr. Delfl.no; e deu-so o julgamento
do seis individuos, que cm 1850 accommelteram
armados a cadeia 'aquella villa, e delta iiraram
um preso.
Poram coodemnsdos todos elles.
Havia chegado alli o Dr. Fraocisco Luiz Cor-
reia de Andrade, juiz municipal comeado para
aquella comarca.
O nosso patricio ha sido devidamente conside-
rado, confirmando Sssim o que sobre elle disse-
mos do partir d'aqui para o seu destino.
ueixou o Martins o Dr. Irino Brasiliano de
Carvalho e Silva, que era o medico do partido
publico da comarca.
O referido Dr. deixa alli aps si urna excellenle
reputago, quer eomo cidadao, quer como me-
dico.
Sera embargo das nossas queixas contra os
corr*ios em geral, e em particular d'aquelte do
Rio Grande do Norte, nada alli se fez. para me-
Ihorar o respectivo servigo, como manifest da
seguinte carta, que aqui registramos, do Aas :
7/m. Sr.Nao posso deixar de communicar
V. S. que, nao obstanto ajusta censura, que a
Revista Diaria fez administrago do correio
do Rio-Grande do Norte, em o seu muito apre-
ciavel Diario de Pernambuco, n. 48 de 27 de
fvereiro do corrente anno, nenhum beos ainda
produzio at hoje, por quaolo j fazem al o mo-
mento, em que lhe eslou dirigiodo estas linhas,
37 dias, que nao recebo um s Diario, a contar
dala do ultimo que recebi, que foi de n. 55 de 7
de margo do andante anno; e assim mesmo,
soffrendo inlerrupgo no recebimeoto dos mesmos
de ns. 40, 41, 42 43 e 44, que corresponders da
datas de 18,19, 20,21 e 22, de fvereiro do actual
anno ; ora, tomando por base a ultima data das
folhas, que me faltam de fvereiro, fazem hoje
52 das completes em qoe ainda nao me foi pos-
sivel vir as mos 1 Parece exceder a credibili-
dade urna semelbanle noticia ; mas nao; s, e
nicamente a expresso fiel da verdade.
E' muito conveniente que V. S. lernbre que
um estafeta nao chega para conduzir a corres-
pondencia official, e grando numero de folhas
para todo o centro, a quo assim deve-se duplicar
os mesmos estafetas para o servigo publico nao
sofiVer; outro sim, de toda vaolagem que os
prsenle o Exm. Sr. Dr. Araujo Lima, presidente estafetas, que sahem para o centro parlara depois
mas R. Ere. nn da chegada dos vapores do sal, afira de nio suc-
cider que estes cheguem um dia subsequente
sabida daquelles, como ordinariamente acon-
tece.
para esta provincia ; mas S. Exc. nao
chegon, o que foi om desapontamenlo, paraoSr.
bario de Mamanguape que deseja entregar-lhe a
administrago da provincia. Suppe-se que o Sr.
bario passar a administrago aoSr. Andrd'AI-
buquerque, mas conla-se que este senhor nao ac-
echar o convito e lera a provincia de pasear as
mos do Sr. Jos ds Costa Machado, pai do ins-
pector da alandega, e hornero avancado em an-
cos.
O Sr, Dr. Neiva continua bem considerado
na opinio publica ; a imprensa o tem respeitado
n3o obstante a ni direegao que levs. >
PERfffiBUCO.
ASSEIBfXA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SES8AO EM 7 OE AIO DE 1861.
Presidencia do Sr. bario de Vera-Cruz.
[Concluso.)
OS. Googslves Guiroaries : (Pela ordem.)
Ped palavra para fr utna rectificago. No
jornal que publica es trabalhos da casa, dndo-
se boje oonte do que aqui se passou na sesso
do sbado, vem um eogaqo. Quande orara o
nobre depulado o Sr. Souza Res sobre o projec-
tode otga policial, diese : pens que o atual
atoda polica ao oxereicio do saos fur/cedes
*"nto merece elogios da provincia* de Per-
!2Da*~- Hoovetam spoio'dos, poTm en o
o^r. Francisco Pedro demosnao apoiado.
O fjr. Fraoekco Pedral Ho rsflade.
O A-, Goncares tlmiraei! i*. EalreUnto
Communlco mais i V. S. que 17 Diarios de
Pernambuco de ns. 5. 6. 7, 9, 10, 121, 122,
123, 124, 157, 158, 159, 160, 161, 162 e 163, que
correspoodem aos meaos de Janeiro,maio e julho
do anno prximo passado, esto ainda retidos era
poder da vi uva do fallecido Joao 'Antonio dos
Santo, agente do correio, que foi desta cidade,
por ter viudo os meemos Diario$ sem rotulo, e
assim ignorar-se quem sejam os donos para se
poder entregar.
Sou tesleraonha ocular do que aeabo de lhe
iDformar, pois as ditas folhas estiveram hoje em
minhas mos.
Eeomo nao bao de ehegar esses Diarios,
sem rotulo, mal tratados, e alguns bem estraga-
dos, se sao conduzldos dentro de um sacco de
estopa muito ordinaria, e em urna eslagao bas-
tante invernosa, como a actual ? se, percorrendo
urna distancia de 48 leguas, o estafeta rom pelo
Cear-mirim e Angicos, o de 60 seguramente, oe
vem pela costa, gasta des, doze, quinto dias e
mis, como j tem acontecido muitas vezea?I
Portee incrivel, que um estafeta aahiodo da
capital do Rio-firaode do Norte no 1 do torren-
te, ebegue aqui rom qoatorze, quioze dias e
raars; porm infelizmente nao ; porque o que
constantemente se esta dando, e agora mesmo se
est verificando o que lhe eatou alarmando pois
que at agora (6 horas di tardo do dia 13 do abril
do corrente anco) anda nio chegsdo o encan-
tado correio do natal do Bio-Graode do Norte I e
rS5 f""' M 'kM6' 'oa* as folhas,......era
loUnrel.
A'verdade pode que e so sema decloracio
fie* asa saoar *> fallecido agento do corroto
d a qai, eris asesoro desempenhou muito boas a*
asus dataras.
Tincase essogurando i V. 8. que todo* os
seus assigaoaasB d'aqui outrem os meamos seo-
tmenlos, que eaasemelhante respeito,
Appetogo V. S., e Ex, familia robaste
osudo, e multe* achenles da felicidades.
Sou de Vmc*.
?
Passajetros do paquete aacional Par and,
entrado de Para o porlos intermedios: Ma-
rian Daniels, Francisco Correa da Silva, Manoel
Rieardo Caro-pelto, Joaqulm Jos da Silva, Hay
Uill e sua senhors, Dr. Abilio Jos Tavares sua
aenhora'2 Albos menores loriada com 1 fHho e 6
escravos, Raymundo, padre Jos Raymnndo
Baptisla, Francisco sete e sua mulher. Simio
Leio de Ploeg, Jos Igosclo da Silva, DomiDgos
Henriques de Oliveira, Antonio Suns Suti, Jos
Francisco Moreira, Joo JosRibeire Guimaries,
Manoel de Oliveira Braga, Sacidato Pereira Li-
ma, Antonio Alexandre de Souza e 1 filho, Do-
mingos Fraocisco Rsmalbo, fr. Serfica de Ca-
anla Horioo, 1 escraro i entregar a Josquim da
Silva Geiraares.
Seguem para o sul: te neo te-coronel Anto-
nio Joaquim de Uagalhaes Castro e 1 escravo,
lente Rogaciano Monteiro de Lima, Jos Con-
rado de Souza Mascaranhas, alteres Augusto Be-
driguesChaves, Eugenio Camier, la cadete Edu-
ardo Roberto Bruce, Jos Coelho de Rezende,
alferes Olavo Eley Penoa sua senhora e 3 filhos
menores, Joaquim Francisco Guillon, Joaquim
Lopes Loba o, Jaciotho Antonio Teixeira, coronel
Joo Gdngalves Baptisla e sua senhora Dr. Mi-
guel Fernandos Vteira e 1 escravo, Antonio Ha-
ra de Medeiros. Francisco Nunes Teixeira de
Mello, Mariano Nunes Teixeira de Mello, lente
Jos Pinto Bandeira sua senhora 4 filhos o 1
criada, Lauriano Lopes, 2* cadete Francisco Car-
neiro da Silva, 1 imperial marinheiro, 4 apren-
dices dem ditos, 6 recrulas, para marinha, 10
ditos para o exercito, 9 escravos entregar.
presso e de opprobrio, que denuncia altrnenle
contra a civilisago e moralidade de am i ovo.
De feito, desde que a eleigo, qae adra ser o
thermomelro da liberdade poltica, se ocha re-
duzida a orna fsrga miseravel e indigna, esmo-
rece a f cas iostituiges, e a descreoga e o desa-
lent Uvraram por lodo* es veis* do cirpo so-
cial.
Quando a grande parte de orna pepalaia* mc-
.nsHeadae pacifica, aue asisto estes note*do
CHRONICA JUDICURIA.
saaaaaaBHai
JURY DO RECIFE.
2 SESSAO.
Da 8 de malo.
PRESIDENCIA DO SR. DR. IZ DE DIREITO DiV PRI-
MEIRA. VARA CRIMINAL BERNARDO HACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmao Lobo.
Escrivio privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
Reo.Estevo Jos Pereira.
Cri roe.Offensas pbysicas leves.
Juizo processante.Subdelegada de S. Jos.
Advogado.Dr. Amtrico Nellode Mendonga.
A's 10 horas da manhia o escruo procede i
chamada e verifica eslarem prsenles 46 Srs.
jurados :
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberta a
sesso, relevando das multas anteriores aos Srs
jurados que compareceram aos trabalhos do dia,
e multando cm 20$000 aquelles que- nio com-
pareceram, havendo sido notificados.
Sao despensados de servir oa presente sesso
Dr. Jacinlho Pereira do Reg.
Dr. Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tonga,' aio definitivamente eleitos os seguinles
Srs. juizes de facto, i qupm deferido o jura-
mento aos Santos Evangelhos:
Joaquim de Sant'Anna Monteiro.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Antonio Francisco Lisboa Esteves.
Joao Climaco Freir.
Thomaz de Almeida Antones.
Candido de Souza Miranda Coulo.
Pedro Alejandrino Ortz Camargo.
Guilherme Ferreira Pinto.
Joaquim Gongalves Vieira Guimaries.
Ilmhflinn U.iimino da C.atvalho.
Filippe Duarte Pereira Jnior.
Paulo Valentim Nigromante.
Seguem-se os termos ordinarios do processo
do julgamento at a seotenga final que absolve
ao aecusado e condemna a municipalidade pa-
gar por metade as custas do processo.
Nada mais havendo a tratar.
O Sr. Presidente levantou a sesso 1 hora
da tarde, sendo addiada para o dia 9 do cor-
rente, em que dever entrar em julgamento oH
preto Ismael, escravo de Paulina da Rocha Bas-
tos, e que ter por seu advogado ao Dr. Anto-
nio Jos da Costa Bibeiro.
A requerimento do Dr. promotor publico, foi
addiado o julgamento do preto Ismael por tres
dias, devendo entrar em seu lagar Joo Paulo
Das da Molla.
Communicados.
AS ELEICES DA VILLA DE BAftREIROS.
Aseleiges de eleitores da villa de Barreiros
um facto extraordinario e escandaloso, que nao
enconlra igual nos aonaes da poltica brasileira.
As irregularidades e exquisitas extravagancias,
quo liversm lugar nesse feito memoravel, repug-
nare de tal frm com o bom senso c a honesti-
dade publica, que nio deveriam ser acreditadas,
se documentos de irrecusavel fidelidade nao attes-
tassem a irreverencia e o nyoismo dos seus fau-
tores.
Com effeito urna eleigo presidida simult-
neamente por dous juizes de paz era facto ainda
virgem, quedevia ter comego nesla infeliz villa
de Barreiros I
Organisada a mesa foram seus juizes de paz
dous irmios, Joaquim Cavalcante de Albuquer-
que Mello, e Loureugo Avelino de Albuquerquo
Mello. E' sobro estes dous cidadios, que deve
principalmente pesar a responsabilidade de todo
aquelle,grande alten lado.
Individuos, que nio eram qualificados, outros
do nomes supposlos e al libertos foram chama-
dos a deitar eos votos.; entretanto que 370 ci-
dadios inscriptos na lista dos votantes pelo ve-
nerando accordio da relagio foram violentamen-
te esbulbados e escarnecidos no seu sagrado di-
rello.
Para verificar esta verdade basta combinar os
nomes destes cidadios constantes do accordio
com os que se achara mencionados n aclo como
nao havendo comparecido.
A mesa instalada na igreja matriz com impos-
tara e hypocnsia foi concluir clandestinamente
os trabalhos da eleigo na casa do segundo juiz
de paz; sendo que oo dia 3 de Janeiro foram
queimadas as cdulas recolhidas urna sem ha-
ver sido feita a apuragio com o mais retallante
escarneo lei I E o livro das actas nao to ha
sido aioda remettido cmara muoicipal, nem o
livro da qualificago I
E' que a mesa esta va de anlemio preparada
para praticar todos estes factos de escndelo,
quando nells funecionavam, como dissemos dous
irmSos juizes de paz I
Nesla situscao extranha e croel, diante de urna
mesa caprichosa, e violenta, qae loo saqueia os
seus direilos, a quasi tolalidade dos votantes re-
solve retirar-se, e com os dous mesarlos eleitos
pela turma dos supplentes, e o quarto juiz de
paz, no impedimento|do lerceiro, organissm nu-
tra mesa, e offlciam ao presidente da provincia
todas estas tristes oceurrencias.
Com effeito qoe outro resolugo mais conve-
niente deveria aceeitar urna popuiago moreli-
sada, dominada dos sentimeotos de justiga e er-
dem vendos seus direitos lio cobardemente es-
pezinhsdos?
Deveria ella em face de todos esses ultrsges.
recorrer s armas para mantor os sea* direilos
quaesquer qae fossem as tristes ooeurrencis!
que desea sos alias to justa resistencia, podes-
sem resaltar ? Certsmente qoe nio. Outros erara
os meios pacficos, e legtimos, de que devera
laucar mi; outro deveria ser o lritre. qae de-
va soccorrer-se.
E pois preferio fazer um apello pacifico aos
poderes oorapelentes do pak, e esperar ao es
seus egulederes pronuaaiam o sea juizo segaro
eaeclaieoite tare eeadeatnar a tode eom-
caofbaiuaio, a guardando a toa nasrieDSMCjfto,
v o contrario o erime enthronisado, e o crimi-
nosos usofruindo es despojos de suas torpezas,
procura certa meato o remedio na restetocole pea-
saal para manier os direitoa. qae os seui ropro-
sootootes, lem deuado vilipendiar iapone-
mmla. r
Urna eleigo accintoea contra todas as leis ds
honra e do pudor, onde as aceas de imraorali-
dado o do torpea* ae repetoea cada paaw, co-
mo que para fszer desalentar o cidadio da guar-
da de sua proprledade. a mais justa e a mais san-
ta, qual a do seo voto ; urna eleigio presidida
ao mesmo lempo por dous juizes de paze irmos,
como urna moostraosidade nunca jamis presen-
ciada, se cao cesta loralidade infeliz da villa de
Barreiros; ama eleigo, em que sao esbulhados
do direito de votar 370 votantes, que tecdo sido
j. soles indignamente excluidos, por um accor-
dio da relagiosio mandados intilmente inscre-
ver oa lisia dos votantes, que assim aprouve aoa
directores dessa larga miseravel; urna eleigio
aioda, em que represectam os votos de Iodios
cocea qualificados, de invisiveis e libertos, quao-
do fysicamente se rouba o direito de urna popu-
lagio inteira com a mais affroolosa jijara e des-
tacamento; urna eleigio finalmente, coosumma-
da clandestinamente na casa particular do Sr.
Lourengo Avelino de Albuquerque Mello, e para
requinte de imraoralldade, fazendo-se queimar oo
dia 3 de Janeiro as cdulas recolhidas urna ; e
quando documentos suthenticos offerecidon con-
sideraco e ao criterio dos representante: do paiz
por intermedio do presidente da provincia, altes-
lam soberanamente a verdade do quanto temos
allegado, a validade de ama tal eleigio, dizemos,
impossivel que seja reconhecida por aquelles
mesmos, que se acham incumbidos de velar na
prosperidade, na honra e no fuluro do paiz.
Quando um juiz de paz. que deve cumprir a
lei, se torna violeoto e caprichoso, nio vemos,
que hajs ahi outro recurso, que recorrer aos seus
iramediatos, que por ventura se nao acham in-
quinados de parcialidade.
Foi nestas circunstancias difficeis, que a maio-
ria da populagio votante da villa de Barreiros
com os dous mesarios da turma dos supplentes,
e o quarto juiz de paz. organisaram oulra mesa,
e com toda calma e regularidade, offlciaodo ao
presidente da provincia organisaram outra mese,
depois de torem eito inscrever na acta d'aquella
eleigio o competente protesto, como consta.
A cmara apuradora, quem competa a apu-
ragio d'aquella, como desta eleigio, faltou sua
missio contando os votos d'aquella, e desprezan-
do os d'esto. Qaal o motivo legitimo, que assim
setuou no espirito da cmara apuradora da villa
do Cabo ? Cortamente por haver sido aquella elei-
gio presidida pelo'primeiro e segundo juizes de
paz.
Neste caso comprehendemos, que ootro deve-
ria ser o seu procedimento. Desde que urna du-
plicata eleitoral se acha revestida de todas ascir-
camstaocias, e que se nao podem determinar
prioria sua legitimado, ou irregularidad?, resta a
presumpgo legal, de qae ha ah interesses ira-
portantes a velar, e sagrados direitos a respeitar.
De feito a eleigo em duplicata feita pela msioria
dos votantes da villa de Barreiros, com urna me-
sa organisada por um juiz de paz, cujo carcter
legal se echava verificado e recoohecido, teodo
ao seu lado os dous mesarios regularmente elei-
tos pela turma dos supplentes, feita em um edifi-
cio publico, como o da casa da i-amara da villa e
com toda calma e regularidade, nio era certs-
mento um parto espurio e clandestino para dever
ser desprezada pela cmara apuradora da villa do
Cabo.
Se cora effeito fosse urna condigno iofalltvel e
e suffitiente para a validade de orna eleigio qual-
quer, ser ella presidida pelo primeiro juiz de paz,
cortamente, que a sorle de urna grande popula-
gao ver-se-hia por ventura merc da perversi-
dade ou do capricho d'aquelle, que abusando do
seu carcter publico, quizesse impor sua vonta-
de, quando nenhum outro recurso lhe fosse per-
miltido. Debalde se invocara o prestigio da lei,
quando a auloridade era a primeira a violar aber-
lamente os scus preceilos, e os cidadios ultra-
jados deveriam vergar o eolio prepotencia dos
seus impos compressores.
Com efleilo, aqui outro recurso, perguntare-
mos ainda, deveria recorrer maioria dos votan-
tes da Villa de Barreiros para mantenga de seus
sacros direitos nesta condigio extranha e com-
prossiva, que lhes foi creada por urna mesa bas-
tarda e odenla ?
Abragaram cerlamente o recurso mais justo e
mais conveniente, e ei-los orgaoisando urna me-
sa legal, que devia recoler os votos dos cida-
daos recusados por urna outra mesa que se acha-
va ento eivada do sentimenio da mais decidida
imparcialidade.
Se pois cmara apuradora da Villa do Cibn
incumba contar os votos (e esta no caso a sua
nica roissu) daquella primeira eleigio lo irre-
gular, quanto escandalosa, nio lhe incumba igual-
mente faz-lo a respeito da segunda lo regular
quanto perfea, deixando que os poderes com-
petentes do paiz proounciassem o seu juizo se-
guro, imparcial, e esclarecido 1 Cerlamente.
Entretanto a cmara reprovou in limine esta
eleigio feita com todas as condigoes cecessarias
para o seu complemento e perfeigo, e firraou
desi orle urna presumpgo terrivel contra a sua
perfectibilidade. Felizmente porm ahi estio pro-
vas authenlcas da sua improcedencia. A cma-
ra dos senhores deputados deve estar de posse
de todos os documentos irrefragaveis, que affir-
mam e comproram toda a verdade dos factos.
Esse grande tribunal da opinio publica do paiz
deve falminar por sua vez todos os actos de es-
candalosa hypocrisia, de immoralidades, e per-
versoes, que completaro a farga dispresivel
desto singular, e miseravel eleigio de eleitores
da Villa de Barreiros.
Se nao fora cerlamente a confianca que nulriam
os cidadios votantes torturados em seus direitos
de serem attendidos na reclamagio, que fizeram
ehegar ao coohecimento do governo e da cmara
dos senhores deputados; se nio fora a f, que
deposilavam nos representantes da oaco, e de
verem pronunciado um estigma de condemoagio
contra estes e outros factos de canibalismo e de
opprobrio ; se a verdade do systema representa-
tivo nao houvesse calado no espirito do paiz de
modo a acreditar oa prpbidade, na honra, illus-
tragio dos seus mandatarios, cerlamente que
nio haveria ah conler o instinclo de rebelda fa-
zendo esperar dos poderes do estado, e confiar
delles a deciaio justa e imparcial, de todas estas
graves e importantes questdes, que entendem
com a moralidade e fuluro de um paiz.
E' pois confiada nos senlimentos de justiga,
que a populagio honesta e pacifica desta Villa de
Barreiros denuncia cmara dos senhores depu-
tados todos os factos de depravagio e de esean-
da-lo. que tiveram lugar por occasiio desta lar-
ga eleitoral, que ahi est no dominio da publici-
dade, e reclama da mesma cmara urna solugio
satisfactoria era favor dos seus direitos to indig-
namente conculcados.
Villa de Barreiros 1 de maio de 1861.
i
Theatro.
Ora, al que afinal descobrio-se oJarope do
Bosque.
Depois da continuada mudanea de firmas, que
todas ellas nem a noventa e nove e tres qaartos
achariam descont, appareceu em ora jornal de
7 do corrente O komem de lettras de timio
muito bem embogado por causa do thermometro
iheatral que ae oonservava abaixo do Zero 1
E nio nenhum asneirao o Sr. aomem de
Jelros-pois qae falla da Russis, do fri qoe
i so senle, que fax abrir a Doces o estar o
queixo I
fiim ? 1 o hornera sabe 1
Mas, se sabe, como diabo qaiz elle iutreduzir
eses temperatura no palco de Seis Isabel, onde
se nota os artistas alagados dssuor?.. Ah I ago-
ra percebo 1.. d ama figura derheihorica de qae
elle so servio 1....
Caspito I sssim d que sor homtm de Itttras,
o mais sio historias.
Conheceis o dramaA forre de Londrese a
Tribulacao e ventura \isto pergunla elle nio
sel e quem. Talvez; isto responde alie tambera
dio tM a quem. Pois foram trazidos scena, e
servidos aos espectadores como ailadoa fortes.
Eis e Ihema para no chorrilho depalatr&t* que
cooea elguma significa, a menos ose o Sr. hovum
thkttra*9 procure wrrirH te JriMs pira
m
critica mordaz, om* vez ene o cao pode fszer
Por ootro forma per nio acbar realmente no que -
derramar ea* naba angosta o empastada. Escu-
sa i gastar Untos palavris, basta va dizer.
- fre araste, aio prests e nao presta.
O Sr. Germano vio-se lio attenito que era
eeieae tere do levar o chopeo quando reuraa-s
do scena.
E o tomen da Ultra*,toa o drama 1 o sssis-
9 i sua rapreeaotagio 1 mas, reto qaa tudo>
fez ella i maoeira dodo gaa olha para
Jobo Walker. o migo de infancia de Jorga
25?*U,f!S!ta ** *"-* **erido para suadti-
taer a carrasco qoe harta desapparacidd', depois
de haver todo preparado para salvar da morte
sea irroeo, visitado por um horneas que lhe
communicx ter obtido de Cromwell o mesmo fa-
vor, toto odo tomar parto na ewcugiode Jorge
Douglas.
No meio do dialogo, narra-lhe o bandido, quo
Jorge Douglas leve urna filha de Ctary Murray, e
o infeliz Joho Walker vendo deshonrada sua ir-
me*, pela deslealdade daquelle por quem se pro-
punha sacrificar sua prepria vida, fica por tal
modo allucinade, que por momentos se julga o
verdadeiro carrasco. ,
Neste instante appareceu um efficial que dia:
Sa boraa. Tamos e o alreigoado amigo ex-**
clama: Ah Jorge Douglas, migo desleal,co
ragao perjuro I Vamos > e sabe precipitada-
mente,
Oaorie eoie o Sr.homom de leUra*que o
br. Germano, depois de jogar too excelleotemen-
le esta scena, fosse buscar o chapeo e fizess
urna cortezia aos espectadores, que estavam ge-
lados, (lalvez pela perfeita execugao com que o-
Sr. Germano se heuva durante todo esse acto do
drama), e marchasse a passo lento a tomar as
vestes de carrasco? Para que precisava elle do
chapeo nesse momelo ? Diga Sr.homem de
lettras! Nio acha qoe (icaria completamente
destruido o effeito scenico se o artista pensasse
como V. S. ? lias o Sr. Germano tem juizo e sabe
o que fz.
E' gracioso o Sr. homem de lettrascom os
seus sorvetos de caj e de laranja, de que tras
os ouvldos alordoados, e lalvez a garganta dando
estallos 1 Diz que a Sra. Jalla apreciadora, o
que a Sra. Maooela nao quis deixar msL
Ora, eis, am modo de criticar que muila honre
faz a um homem de lettras IE o que pensar
esse senhor, do juizo que o publico forma dos
seus escriplos? Dar-lhe-ha sem duvida o desti-
no que se costoma dar a muitoa outros papis
velhos e sem importancia, e quando sssim nio
aconieca, diz l com os seus boloes isto um
bestalho que se mette em cousss que oio com-
prehende, e por consequenciapara palavraa
loucas, ouvidos moutos.
E eis o critico improvisado de cara i banda, o
corrido de vergooha, se que a tem.
Quando ohomem de Ultrasleu o drama
Torre de Londresnio se persuada que Aoures-
se temperatura bastante fria para gelalo, mas
enganou-se, porque o Thomaz tirou-lhe todas at
duvidas, pois que este ador nio capaz de dizer
palavra, porque sova os dedos, faz caretas, arre-
gala os olhos e___moila I
Qem lr estas palavras respeito de um artis-
ta consciencioso como o Sr. Thomaz, por cer-
to que se indignar por ver o descaro com que
o rabiscador o calumnia ealassalha.
Mas nio d cavaco o artista, continu como at
aqu, que esse mesmo que procura rebsixa-lo,
anda lhe queimar o podre inecnso da adulagio,
o Um desees parasytos que vivem custo dos
artistas, e que para salisfizer o capricho e m
ndole de un, prestam-se a dizer mal de outros.
Nestes casos, o publico, s o publico o com-
petente juiz.
Os Srs. Valle, Teixeira, Leite e Campos, sao
aeooselhados pelo homem de lettras -a imitarem
o Sr. Nunes, que por ser amiguinho do peito,
nunca se arrefece, nem faz persuadir ao publico
que precisa de camisa de flanella. Isto qoe
imparcialidade digna de eternas luminarias 10
Sr. Vicente tambem segu outro norte, faltou o
Sr. Raymundo, que igualmente perfeito na opi-
nio do entendido de sua especie.
Quera io v o m de todas essas arengas pu-
blicadas sob diversas firmas, como para fazer acre-
ditar que sio muilos os inleressades, quando a '
forja umas? 1..
E para prova, veja-se como cooclue o(Homem
de lettraso seu Mello Desfalcada como est
a companhia de actores e setrizes de mrito, a
occasiio nio das mais azadas para sustentar-so
caprichos, e etc.
Por consequencia contrate o emprezario todos
os artistas que esli de fra, e por quem oHo-
mero de leltas se interessa, embora nio prestem
para nada, e tado ir bem, ludo ser magnifico,
ainda que o emprezaro fique arruinado, e d com
os burrosn'agua. Eim? nio assim? Ora con-
fesse Sr. homem de lettrasque advinhei 1
Mas, nessa nio cahir por certo o Sr. Germa-
no, que nisto de theatro macaco velho e nio
mette a mi em combuca.
A companhia est, como nunca a leve to com-
pleta o Sr. Germano, o publico est satisfeilissi-
mo, por isso que constantemente enche a sala do
Santa Isabel, o governo e autoridades tbeatraes
tambem esto contentes, e o que mais pode as-
pirar o Sr. Germano ?
Avante! avante, pois quo encontrar seracre
alerta t
O Sentinella.
Correspondencias.
Senhores redactores.Constando-me qoe o Sr.
major Joaquim de SCavalcanli, proprietario do'
engenho Jardim nesta freguezia de Maranguape.
mandara abrir um corte de madeiras para carvao,
em certo ponto, do qual nao pude ainda tomar
exacto coohecimento por nio ter neste lugar os
meus ttulos, nem tempo sufficiente para ir ao
mencionado porto ; por isto declaro em tempo,
que nao tenho dado meu asseolimento e appro-
vagio a semilhanle fado, antes, pelo contrario,
protesto defender com todas torgas e pelos meios
legaes.o meu direito nesse terreno, se por veotura
o Sr. msjor S se tenha engaado, como pode
succeder: e para que conste ao sobredilo major
quaes as minhas intenges e senlimentos a res-
peito, rogo-Ibes, senhores redactores o favor do
inserir estas toscas e breves linhas no seu acredi-
tado jornal.
Sou com toda a estima, de V. S. signante
constante leitor e muito obrigado.
Salvador Coelho de Drummond e Albuquerque
Forte do Pi Amarello,26 de abiilde 1861.
Senhores redactores.Na auzencia de meu ir-
mao o bacharel Jos Leandro de Godoy e Vascon-
cellos, appareceu no jornal denominado Ordem,
de 9 do corrento mez, um communicado feito de
Caruai, no qual se procura acoberta-lo de inju-
rias, e tambem se injuria a diversos cidadios
honrados desle termo; por isso eu convido a esse
miseravel escriptor de Caroaru que assigne com
o seu proprio nome o seu brutal communicado
para que lhe posea dar a devida resposta pela im-
prensa.
Com a publicaco destas linhas senhores redac-
tores muilo obrigar o de vossas senhorias cons-
tante leitor e criado.
Luiz A. de Godoy Vasconcellos.
Garsnbans, 18 de abril de 1861.
1
Publicacoes a pedido.
Caesiio Militar.
Oiscursos pronunciados por occasiao dos brindes
feitos na mesa do baile de inaugurando, 4 do
corrente.
Senhores. Neste momento solemne, em que
o Cassino Militar Pernambocaco celebra um dos
seus mais bellos dias do existencia, franqueando
suas portas a urna sociedade escolbida, que vem
comnosco compsrtilhar do prazer, deque se acbio
possuidas ss corporages do exercito, e armada,
veodo coreados os seus mais ntimos, o ardeoto*
rolos com escolhs feito pelo nosso aguato, o
sabio mooarcha, chamando a tomar assento nos
consolaos da corda aos dous nclitos generaes,
que dirigent os destinos do exercito o armada ;
a tMt rares distiuctos, que peles seo* feitos
honrosos leem merecido do paiz o titulo de be-
lemerlos, e cujos nomes occopam oes fastos mi-
litares do ooess patria urna ds mais bxiibantes
paginas, esees comeos eoohecedeteedoe mais
palpitantes, e vitaes melhormentoe, qu* se tor-
-gentos na classe militar, pare que o eser-
cilo a armada occopam o lugar proemtoeato, que
destinado es armas nos paize* oiyilisados, co-


P^
/
___
. sexta re* ft r Mm M mi:
m
rno o domo, onde estas corporacoes sao conside-
radas verdadeiros abarato da ordem ; e falta-
na ao imperioso dever que me fmd&Veatfler
de militar, se coraparlilheodo desde feslim, nao
propoMM* am btfnge, que, piro, ser *-
siasucamente seompsnhado por tolos.
Senhores. Roe oomes es Rxros. Srs. mar-
ques de Gatias. e Joaquim Jos Ignacio achaaa-
ae reunidos todos os carcteree, qe destngee)
os horneas honestos, os rniliUreo briosos, os ami-
go do paiz, que no campo 4* be tarta, empu-
ntando es urna mi* a espada e aa outra o H-
?ro da le, nunca recua ai ao tufar das caitas de
guerra, que oschimam a sustentar o throoo, ea
(ranqulidade do paiz.
Para as corporacoes do ejercito, e armada no-
Tas phazes se apresenlam na vida militar, un
orisonte lato se descortina, e li se re ao lado do
monarcha os couselheiros, que em todos os tem-
pos, e em todas as pocas eusiuario eom o aeu
exemplo a plantar a bacmonia, e fortica-la entre
os seus subordinados.
Eia, senhores, deponhamos per alguns mo-
mentos as espadas, e acompanhando neste bello
slo, neste rico, e frtil lorro americano os seu-
timentos que pullulro tamben nos peitos dos
nessos irmes do sul, do srroubo de verdadeire
enthusiasmo dirijamos um brinde aos Eims. Srs.
marquez de Casias, e Joaquim Jos Ignacio,
ministro de marinha, e guerra.
VivaJ
Antonio Comea Leal.
Senhores do exircilo e da armada. Filho de
soldado, e contando entre oa prazeres da minha
raocidade ter figurado aeu noaie, embora
fugitiva e obscuramente, no quadro do exercito-
brasileiro, eu nao sou. o meaos-dignos de saMar-
ros d'encarar as laminas bhlhanles das rossas
espadas.
Sado a armada nacional.
Sado o exercito brasileiro.
Nos dignos representantes d'uma e d'outro,
que se acham presentes, sado os soldados da
nagao, que sao os soldados do Imperador, seu
primeiro representante, que sao os soldados da
onsiituico, que a rootade nacional, giraulida
pelo juramento do imperador.
Todas as proQssdes sociaes, meus senhores,
lem a sua parle d'henra : confrontarei a do que
tos-falla eom as rossas, para justificar o enlhu-
siasmos eom.que ros sado.
Arriscar a sua vida diariamente, como o sol-
dido de mar, qm tem sempre a morte na distan-
cia do costado do navio, at que chega o momen-
to horrivelmente heroico da abordagem, ir gas-
tando- em fsdigas diarias e noites mal dormi-
das, como o soldadoa de trra, at que chega o
momento horrivelmente heroico da carga a bayo-
neta, ou ir consummindo-a lentamente, solado
n'um cemiterio chamado gabinete d'estudo, como
o homem de letlras, todos por servir a Deus, a
humanidade, e a sua patria, eis 3 classes de ho-
mens quo se conhecem, e podem dar-se as mos
em cordial aperlo.
Senhores, o ultimo da minha classe ssda os
illuslres representantes das outras duas.
Se achais, que o perpassar d'uma tosca penna
pelas vossas gloriosas espsias, nao lhes marea o
brilho, porque dictou-lne a ousadia um seuti-
mento d'admiracio e da respeito, deitai-me bra-
dar agradecido :
Viva a armada nacional I
Viva o exereito braiileiro l
Dr. Aprigio Guimares.
pria Vida que ese contara as poseas pitorras
eom que se esfrcava per se fazer entender e que
de faeto a custo se entendiam, mediante areu-
niio dos termos destacados que daram o reiul-
tado completo da idea qoe elle quera emitlir.
Nunca dirigi a meu tio urna a palarra a res-
peito de seas disposiedes nasa de seu hararefV
porque naqneUe- todo em que infelizmente o
eaeeotoai ata era deloreso teear en aemilhante
assunpto, e porque nio queria que da moda al-
gara suppozessem ser esse o motivo qaa ota leva-
ra aquelle reino.
Soube por outras pessoas que a gerencia de sus
casa continuara em poder do Exm. Sr. consejhei-
ra Bertholorneu des Martyrea Dias e Souza, e
quasi todas as noites esae excellentissimo senhor
e outras peasoas dos reunamos em casa de meu
tio, em converssco geni, na qual o mesmo meu
tio tomara parte, como llie era possivel.
Ora a fortuna de meu to, que por tradico co-
nheco, foi per ello'adquirida, haveado ene sido
sempre um homem de reconhecido bom seoso,
econmico, regrado e activo no maior grao. Nao
tendo meu tio outros prenles alm de seus so-
brinhos legtimos, os quaea somos eu e duas ma-
nas j idosas, a uio ha vendo alguna de nos re-
querido semelhaute interdicto, visto que nao
consta que meu lio estivesse esbsnjaudo a sua
fazenda, nem hburesse pralicado actoa de loucu-
ra e de prodigalidade, de que era incapaz, tanto
mais quanto nao lasa admiaaivet actualmente, a
vista do estado de inercia physica a que se acha
reduzido, ninguem estraobar que eu sorprehen-
dido pergunte:
Gomo appareoe o offleial publico requereado a
interdiccao ?... A iotericcio de que?... A inter-
dictan I E para que ? 1.. Se a respeito da admi-
oiatrago dos beos, esses ha tres annoa que ealo
sob a gerencia do Exm. Sr. cooselheiro Bartho-
lomeudos Martyres Dias a Souza eom livree ge-
ral admiuistracao [Diario do gocerno de Lisboa.
n. 29 de 3 de fevereiro de 1858, annuncios ns. 3
e 4), e nao presumivel, que esse excelleatissi-
rao senhor tivesse receio de que essa administra-
cao Ihe fosse por meu tio tirada.
Quanto porm ao saguodo quesilo:a psra
que ? 1... Seri para que anda em vida de um en-
te, que muilo a custo pode exprimir suas ideas,
seus dselos, rodeado da maia austera vigilancia
se Ihe tolha o poder remunerar servicos presta-
dos em sua molestia, ou fazer quaesquer dispo-
siedes, que sua propria consciencia Ihe acoose-
lhe ?!.. Aguardo o destecho desto bello drama, e
o publico ento far a aeu imnarcial juizo dos mo-
tivos, pelos quaes foi tao zeloso o oicial publi-
co, requereodo a interdiccao de um ente, em es-
tado de nao poder fazer mal a ninguem,salvo
aos seus parenlet ; roas estes lavam suaa raaos
de semilhante acto de iogralido. O lempo mos-
trar opara guese procedeu por semilhante
forma, e quaes os motivos, de que siguen), tai-
vez acobertado pelo ministerio publico, se pre-
valeceu para levar a effeilo tao odiosa interdic-
cao.
Entretanto sou forjado a patentear ao publico
de Lisboa a mioha desapprovacao .a semilhante
acto, e o protesto que faco contra to inslito
quo odioso procedimenlo, isto em quaolo, me-
lhor informado dos termos do respectivo proces-
so, o nao lago judicialmente;
Chriatovio Guilberme Breckeofeld.
Recite de Pernambuco, 6 de maio de 1861.
Observatorio do arsenal da marioha, 8 da maio
de 1861.
Rosumo Stepple,
1* teen!*.
Newim entrado no din*.
Partos do norto9 dasela horaae do ulUaao parto
em um dia e 18 hora, rapar nacional Para-
n, de 840 toneladas, eommandaoto. a eapi-
to tenante Jos Laopolda do Norenha Tor-
reeio.
Cardiff--43 dias, brlgua deoaaaarquex Cwolima,
da 155 toneladas, capitn A. ron Appaa, a-
quipagem 9, carga carvie de podra; aScott
Wilaen & C.
Middlerborough60 dis, brigue ingles John
Harlty, de 189 toneladas, capilas Aodrew
Uart, equipagem 10, carga carreo de pedra; a
Rothe Bidoulac
Nao houveram sshidas.
1S
itaes.
COMIERCIO.
Senhores 1Nos paites em que ea liberdadea
publicas sao protegidas pelo systema monarchi-
coconstitucionalrepresenta tiro, as assemblas
collocam-se entre o poro e o monarcha como os
legtimos intermediarios entre a sociedde e o
poder.
Ellas sao a ultima expressoda rontade nacio-
nal, e resumem os seus rotos, as suas esperanzas
e as suas vistas no futuro
A assembla provincial de Pernambuco, em
cujo seio se destinguem caracteres outaveis do
paiz, e que fazem o orgulho dessa vasta porrao
do imperio que Ibes deu o berc.o, lem direito
as9gnalado a reconhecimento publico, j pelo
bem que ha feito provincia ji por aeu amor as
instituices constituidas, primeira e inevilavel
condirao da ordem.
Promovendo sollicita os iuteresses pblicos,
ella tem sabido promover de remeaio Ss nossa
E3&T3? JJ?.\Qwiiea- S8n tll,os aue a eno"
Dirigida sob a presidencia do Exm. Sr. baro
da Vera-Cruz, cujo nome tradiccional no paiz se
faz recomroendavel por suaadhesao ordem, e
por ssus servigos causa publica, a assembla
provincial tem direito indispensavel a ser sauda-
da por lodoa os espirito que se interessam pelas
cousas patrias.
Eia pois, senhores.
Saudemos eom jubilo a disuada corporaQo
da assembla provincial, representada em sen
chefe venerando: o Sr. da Vera-Cruz.
Este nome diz o amor da patria, diz a abnega-
do pessoal, diz o sacrificio heroico pelo interesse
nacional.
Saudemos a assembla provincial.
Vivam os representantes da provincia.
Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Altan.lega.
Rendimento do da 1 a 7 .
dem do dia 8.....
69:4180349
87:1955441
96:613*790
Movlmeulo da alfandegra,
Velumes entrados eom fazendas.. 115
eom gneros.. 29
Velumes
a
sahidos

eom
eom
fazendas..
gneros:
-----144
17
193
------210
Senhores.Em urna featocomo a de hoje, que,
-de jubilo se espande todos os coraedes militares,
que o enthusiasmo echa por lodo o imperio pela
elevacio dos dintinctos generaos marquez de
Caxias, e Joaquim Jos Ignacio aos conselhos da
cora, faltaramos a um dever sagrado se nao
patenteassemos desejos ardentea da coofralerni-
sajcr-da oossa corporac.no eom aquella de que
emana em grande parte um dos mais importan-
tes elementos para o inleira progresso de todos
os paizes.
A magistratura, um dos mais considerareis
elementos de ordem, um dos maia fortes escudos
da justiga, essa corporac&o composta no nosao
territorio de immnenles llustracoes, ji encane-
cidas as lides da vida publica, que, ho presta-
do valiosos e relevantes serrigos ao paiz, como
justificam as paginas da dossihistoriae de
urna mocidade toda esperarlos i e dedicada; essa
corporaco que tem por honrosa missao a ioler-
pretacao da lei.que.harmoniaara a ordem e jusliea
eom aa necessidades prlmordiaes do paiz e do
povo, que representan) em geral as bases dos
diversos remos de direilos, as quses eom o seu
completo deseovolvimenlo regularisam o syste-
ma do paize pro luz o seu incoo testa vel progres-
so ; essa corporago symbolisada hoje pelo Exm.
Sr. Dr. chefe de polica, oeste dia que, fulgura e
radia em nossossemblantes o mais vivo crden-
te regosijo, e em nossos cora;5es de verdadeiros
soldados, deis servidores e sustentculos do
tbrono, o enthusiasmo, e inleira dedicacao, veo-
do pariilhjr do nosso prazer, do nosso feslim,
dando dos assim subida honra e urna prova de
apreco e consiJerago i classe militar; neste
momento solemne meus carneradas saudemos
cem o maior extremo de satiafacio e amisade
essa corporaco.
Viva a respeitosa corporago da magistratura
brasileira.
Recife, 4 de maio de 1861.
Antonio Vilella de C. Tavares.
Descarregam hoje 10de maio.
Barca francezaSphere fazendas.
Galera francezaRaoulvinho.
Escuna inglezaJonei Jonescerveja.
Barca inglezaFleetwiogbacalho.
Escuna hamburguezi Genius mercadorias.
Brigue americanoSoutha(relio. .
liara poriuguezabympalhiabatatas e ceblas.
Importavo.
Brigue americano Toulher, vindo de Boston,
consignado a Uenry Foster & C. manifestou o
seguate :
150 caitas eom 10:000 latas de oleo de Ke-
rosem, 15 arados 1 caixa correctos para oa ditos.
5 gradea, 1 bomba e pertences, 1 moinho para
millio, 1 carroca, 1 caixao e 2 volumes um car-
ro e pertences, 5 caixas e 12 barricas lampees
e pertences, 1 caixa denles materites, 1 dita al-
catifas de oleado, 1:000 remos, 10 caixas algo-
dao azul, 1 caixa doces 134 toneladas gello, 1:000
resmas de papel, aos consignatarios.
1 barrica chamns, 1 volume lampees e per-
tences, a S. P. Johnston & C.
Exportaffto.
Dia 7 de maio.
Barca americana Salem, para Liverpool, car-
regaram :
Kalkamann Irmoa & C. 239 saceos eom 1:364
arrobas e 3 libras de algodo.
Brigue nacional Veloz, para o Rio da Prala,
carregaram:
Amorim Irmos 400 barricas 2:960 arrobas e 3
libras de assucar.
Barca poriugueza Corea, para Lisboa, carre-
garam :
Feliciano Jos Gomes, 200 saceos eom 1:000
arrobas de assucar.
Bastos e Irmos, 300 saceos eom 1:500 arrobas
de assucar.
Thomaz de Aquioo Fonceca Jnior 87 saceos
eom 135 arrobas de assucar.
Jos Fernandos Fcrreira, 45 saceos eom 224
arrobas de assucar.
Hanoel Marques de Oliveira, 50 barris eom
1:800 medidas de roel.
Carvalho Nogaeira & C urna quartolla e 61
barris eom 2:322 medidas de mel.
Olllra. Sr. inspector da tbesouraria pro-
vincial, em cumpximento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 de junho p. p.,
manda fazer publico, que no dia 83 do corrento
ee hade arrematar pecante a junta da fazenda da
mesma thesuraria, a quem por menos fizer, aa
impresses dos trabalhos das repartieres prorin-
ciaes, a saber :
Thesuraria e repartiges que Ihe sao
subordinadas ...................... 1:4958000
Secretaria d assembla, dito do go-
rerno, obras publicas, secretaria ge-
ral da ostruccao publica, Gymnasio 2:800o000
Aa arrematagoea serio feilae por tempe de um
anno, a contar do 1." de julho prximo futuro a
30 de junho de 1862.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tagoea, comparegam na sala das sessoas da mes-
ma junta, no dia acina indicado, pelo meio dia,
eom auas propostss em cartas fechadas.
E para constar se mandn afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesuraria provincial de Per-
nambuco 6 de maio de 1861.O secretario,
A. P. o'Annunciagio.
O 111 m. Sr. inspector da thesuraria provin-
cial, em cumprimenio da resolugo da junta da
fazenda, manda fazer publico que no dia 29 do
correle, perante a mesma junta, se ha de arre-
matar a quem mais der os impostos abaixo de-
clarados.
Taxas das barreiras das estradas e pontea
seguintes.
Magdalena por anno.... 6:110000
Giqui.idere............ 5:350<000
Jaboatio, dem.......... 3 8875500
Cachangi, i lem.......... 3:450*000
Motocolorab, dem...... 1:6059000
Bujary, dem............ 5505000
Taearuoa.idem.......... 5529000
Ponte dos Carvalho, dem 905*000
Tapacur, dem..........1:206*000
Vinte por ceeto sobre o consumo da agurdente.
Municipio de Recife, por anno..... 13:008*000
As arrematages serio feitas por lempo de tres
annoa a contar do 1 de julho docorrenle anno a
30 de juuhe de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tages comparegam na sala das sesses da mes-
ma junta do dia cima declarado pelo meio dia,
competentemente habilitados.
E para constar se maudou afiliar o preseeote
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesuraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.
O secretorio,
Antonio Ferreira da Aonunciagio.
O Illm. Sr. inspector da thesuraria pro-
vincial, em cumprimeolo da resolugo da junta
da fazenda, manda fazer publico; que no dia 23
do correle, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, o fornecimonlo dos medicamentos_e
utencilios para enfermara da casa de detengio
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
do 1 de julho prximo vindouro a 30 de junho
de 1862.
As pessoas que se propozerem a esta arrrema-
lago, comparegam na sala das sesses da mesma
juota no dia cima declarado, pelo meio dia,
comopinnlemente habilitadas, que ah Ihe serio
preseotes o formulario e condlges da arrema-
tacio.
V. para coDSiar se uauuuu am* u
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesuraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.O secretario, A.
F. da Annuoeiagao.
^ '1....... ...... '. ''-' "
San toa, senhor do engento Ibura; assim come
acha-s* depositado na mesma subdelegad* um
par de argolas e um annel de euro que foi adia-
do nesta cldtrde. Subdelegad da fregnezia do
Poco da Panella 4 de maio de 1861.
Haooel Paaa* C. de Almeda.
Acha-se recolhido i asa da detonan am
escravo de nome Thonv. que diz araacravoda
Ricardo do Seg por andar fra de horas na roa:
qaaea for sea legitime dona, appareca neste jaizo
fiara Ihe aar entregue e pagar a multo. Subde-
egacia da freguezis de Sanio Antonio do Recife
de maio de 1881.Villares, subdelegado.
Conseibo admlaastratlTO.
O eonselho administrativo, para fornecimento
da arsenal de guerra, lem de comprar osobjecto
seguiutea :
Para os recrutas do 9 batalho de infanlaria de
linba haspttal da Parahib.
100 bonets do informe do batalhae.
100 graratas.
100 maotaa de lia.
500 corados de panno verde.
60 eovados de fiaaella.
153 varas de brim branco.
1400 botoes grandes de metal bronzeado con
o.9.
900 ditos pequeos dito dito eom o n. 6.
13 grosas de botf s pretos de osso.
Quem quizer vender toes objectos aprsente a*
suas proposlas em carta fechada na secretar
do eonselho, as 10 horas da manhia do dia 13 do
cerrante mes.
Sala das sesses da eonselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
maio de 1861.
Bmto Jos LamenAo Lina,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Companhia do Be-
beribe,
frande e extraerdmarw
baile, nos saloes do caes
de Apollo, em benefieio
do administrador dos mes-
mos saldes.
Sabbado 11 do cerrante lera lugar um dos mais
aumptuosoe e esplendidos bailes qne jamis se
hie dado oeste* salos, o qual sata distribuido
da maneira saguinte :
A's 8 horas da noite eslario presentes aa ban-
das de msica da segundo batalhio de fuzleiro*
de primeira linha e do arsenal, as qnaea revesa-
rio e servico, tocando urna as mais modernas
qaadrilhas, scboUk, valsas, ele, em quanto ou-
trs encheri o* iutervalloa cora mimosas sympho-
nias e cavatinas, para completa aaiisfae&o do rae-
peitavel publico.
Estaodo feito um crescido numero de convites,
quer i damas quer a caralleiros, espera-aa urna
das maieras concurrencias aos salos do baile ;
razie pala qual ormar-se-ho para as quadrilhas
no sali grande dous quadroa, e no pequeo um,
todoa dirigidos per meslres-salas habilitados.
Os salde aa acuario magnficamente adornados
eom riqulssimos cortinados, decorado eom lago
das cores nacionaes. e perfumados eom o aroma
de muitas Horas naturaes que i todo o prego se
obterio ; a illumioacio er neate dia obrada,
aceodeodo-se ceoto e cincoenta bicos de gas ; e
a entrada do caes para o becco allumiada de glo-
bos e perfeitameDte limpa.
O interior ser adornado eom todos os lindo*
quadros do administrador, e con outros da qua
se fez cusios acquisigio ; e uo exterior, quer do
lado do cae, quer do beco, trcmulario bandearas
de todaa as cores ordene.
Neste dia, do meio dia s 8 horas, um bando
composto de diversos msicos e oulras perso-
nagens vestidos a carcter, segundo os costme*
da Europa, sahiri a p, aoounciando este sump-
tuosodivertimeoto ; para o qual sao convidados
COMPANHIA PERN AMBUCiNA
Navegago eosteira a vaporv
Parahib, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
O rapor clgaarasad, commandante Horeirav
sahir para o portas do norte aso afGran|a n
dia 22 do correle mes is i horas da tarde. Be-
cebe carga-at o dfa 21 so mel dia. Encommeo-
das, paasageltas dinheiro a trate a* o dia m
sahida as 2 horas: eecriptorie ao Forte do al-
tos n. t.
lodos os amigos do bello e do bom, que torio s
Ot Srs. accionistas da companhia do i bondade de reparar qee a baudeira do dito bao-
Beberibe s5o convidados a seieunir em
assembla geral tu dia 10 do corrente
ao meio dia no escriptorio da compa-
nhia, afim de examinar as contas do se-
mestre lindo, e proceder-se a eleicao da
nova adoiinistracao e principalmente
da caixa que declarou n3o poder con-
tinnar e tratar-se de outros negocios
mais, de que trata o relatoro do Sr. di-
rector.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribe6demaio de 1861.0 secretario,
Manoel Gentil da Costa Al ves
Santa casa de misericordia do
Recife.
O Illa. Sr. commendador Jos Pires Ferreira,
thesourro esmoler da saota casa de misericor-
dia do Recife, manda convidar aos eredores da
obra do hospital Pedro II, que anda nio apresen-
taram is suas conlas para o fazer eom a mxima
possivel brevidade nesta secretaria, afim de se-
ren examinadas e pagas.
Secretaria da saota casa de misericordia do Re-
cife 7 de maio de 1861.0 escrivao,
F. A. Cava lea n ti Cousseiro.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
do lhes ha de indicar os saloes do eaes de Apol-
lo, onde esse diverlimento infallivelmente se rea-
lisa ri.
Ser cumprido em toda a sua plenitude o regu-
laroento do Illm. Sr. Dr. chefe de polica.
Entradas para homens 2J000, e para aenhoras
gratis.
Atsos martimos.
Para a Babia.
Para a Baha segu em poucos dias o palbabo-
te nacional Dous Amigos ; para alguma carga
que Ihe falta e passageiros, trats-se eom Fran-
cisco L. O Azevedo, na ra da Madre de Dos
numero 12.
COflPANHU PERH41BUCA1U
na
Navegad costura a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato
sahir psra os portos do sol no da 20 do car-
rele mez as 6 horas ds tarde. Recebe carga at
o dia 18 o meio dia. Passageiros- e dinheiro a>
frete at o dia da sabida is S horaa: escriptorio
no Forte do Mallos n. 1.
Para e Rio Grande do Sul pretende seguir
em pseos dias o palhabote Superior, capitao-
Aotonio Evaristo da Rocha, o qual offerece boa
aceommodacea para pauageiros : quem no mes-
mo quizer seguir de passagem, pode entender-set
eom o sobredito eapito na praca do cemmercia,
ou eom Amorim Irmius, ra da Cruz n. 3.
Para Lisboa pretende seguir eom brevidadat
o brigue Margarina, eapito Jos Emigdio Ri
beiro : quem no mesmo quizer carregar ou se-
guir de passagem, para o que lem boas comino
dos, pode eotender-se eom o mesmo eapito n*>
praca do commercio, ou eom os consignatarios
Amorim Irmios, rea da Cruz n. 3.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiato
Santa Anna : para cirga e passageiros trata-so
eom Gurgel & Irmio, na ra da Cadeis o. 82.
Rio de Janeiro.
Para esuravos somente.
Sabe infallivelmente no dia 9 do corrente a
barca Jason : a tratar na ra do Vigario n. 9,
primeiro andar.
Declarares.
untL
O brigue portuguez Carmozina segu no dia
15 do corrente sem falla : pode receber alguma
carga e passageiros : trata-se eom os consigna-
tarios Marques, Barros & C.
Para o Aracaty
sshe o hiato Nicolu I, raestre Pedro Jos Fran-
j cisco, no dia 15 do corrente: trata-se eom P-
rente Vianna & C. para passageiros e o resto da
carga.
REAL f.OHPVMHV
Leiles.
LEILO
DE
DE
EMPREZA
Recita
GERMANO.
extraordinaria livre de as-
signatura.
Sabbado 11 do correte.
i Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 15 do corrento espera-se do sul o va-
por Magdalena, o qual depcis ds demora do
I costume seguir para Southampton, locando nos
i portos de S. Vicente e Lisboa. Este vapor po-
' der receber am limitado numero de passageiros
de 3a clssse, alm dos de 1* e 2*. para o que de-
Urna taberna.
Segunda-feira 15 do corrente.
Costo Carvalho far Ieilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
queiimento de Antonio da Silva Barbosa Ferro,
da taberna do pateo do Terco n. 28 de Henrique
Amante Chave, no dia cima as 11 horas em
ponto a vootade dos compradores.
LIMO
DE
Recebe doria de rendas internas
ajreraes Je Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 7 6 821*723
dem do dia 8....._. 730&517
7:W2J>240
Pela subdelegacia do districto de Muribeca
foi appreheodido um cavallo rugo eom cangalha,
que se acba depositado ; quem for seu dono, po-
der apparecer em dila subdelegada eom a pro-
va sufficienle para Ihe ser entregue.
Jos Antonio de Albuquerque.
Subdegado.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
pr i ment do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substitualo das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.-O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
Subir escena pela terceira vez neste Ihealro ; ver-se-ha tratar cam os agentes Adamsoo Howie
ori- & C, na ra do Trapiche Novo n. 42.
i N. B. Os embrulhos so se recebem at 2 horas
.antes dse fecharem as malas ou urna hora pa-
gando um palaco alm do respectivo frete.
Avisos martimos,
Frela-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde loto de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe : a
tratar eom o consignatario Manoel Alves Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou eom o eapito a
bordo.
o eicellente e magnifico drama em 5 actos,
ginal francez,
ATORRE
Consulado provincial.
aendimento do dia 1 a 7 16.43**513
dem do dia 8.......2:754*816
79:189*329
Mo rmenlo do porto.
a.
te
Horas.
5
B
Protesto.
Com a maior sorpreza li nesta cidade, em o
Diario de Lisboa o. 63 de 19 de mareo deste an-
no, o aonuncio n. 4, pelo qual se faz publico
haver-se considerado meu lio, o Sr. Joaquim
Jos Pereira de Souza, proprielario naquella cida-
de, interdicto de reger sua pessoa e bens,
E' verdade que meu lio na annos padece de pa-
ralysica, a qual de lempos a esta parte o tem pri-
vado do uso de sudar, e at mesmo de exprimir-
se de forma a ser perfeitamente entendido, po-
ten as suas faenldades mentaes so conservaram
eampre em per feito estado.
O bobo pascado resolv, depoia da ausencia 4a
42 annoa, que eslava fra da Ierra da meu nasci-
roento, ir a esse reino ver meus prenles, e de
frito eheguei a Lisboa em 80 de maio, deseaba-
racei-medo Lazareto em 6 da -junho, e sesee rei-
no demorei-me al 15 de novembro.
Durante esto periodo, vi regularmente moa tic,
Ju me recebes cam as mais sinceras pravas de
(Tei^io e ternura ; reconheci o seu estado de en-
fermidade eorpore, a qual infelizmente peuco
antes de minha chegada Ihe havi mais especial-
mente atacado o crgo da falla, cuitando-se a
percebero que queria dizer, mas sempre com as
idas claras, reminiscencia prometo a aguda, leaj-
brando-se das menores e msfs insigaiflotntos
cousas de minha infancia, o de fados de sua pra-
klhmosphera
en
I Diracgao.
^823
Inttnsidadi.
Fahrsnhtit.
Oa oo ce
oo --< *
"o
4
s

1 g
Can tia rain.
romatr*.
Cisterna hydra-
matriea.
trancan.
t8
S

2
S
2
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If
Inglai.
a
ea
P5
<
>
-
a
S 3
58
1
A Doite nublada at 11 h. 30' e dspois de agua-
ceiros, veotoSB vartovel de intensidade e assim
aaaacmoeeu.
oscil*o aa auae'.
Peeaaar aa 3 h. e V fa tarda, altawa 6,8 p.
Pairamar u 8 h. e M' d.oaaab*. allura 1,2 p.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra'o s po-
dera' ter lugar a substituicao ou res-
gate com o descont mensal e progresi-
vo de 10 porcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Conselho adiniaislrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do irsenal de guerra, tem de comprar os ebjec-
tos seguintes:
Para o hospital regimeutal do corpo da guarnicio
da proviada da Paraiha.
60 colchdes com 8 palmos de longo e 4 de
largo.
60 traveaseiros com 4 palmos de longo.
40 orines de louc,.
2 grelbaa de ferro.
1 espumadera de ferr.
1 garfo grande de ferro.
12,neis eompridaa da Isa.
Quem quizer vender tees objectos, aprsente as
suas propostss em carta (ochada, na secretaria do
conselho, is 10 horas da mannaa do da 10 do
crrente mez.
Sala daa anasoes do conseibo administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra. 3 da
maio da 1861,
lento los Lamtnha Lima, .
Coronel presidente.
Frnnciteo Joaquim Peraira Loba,
Coronel vogal secretario interino.
Por asa Subdelegad a se fas publico, que se
aaha recolhido i casa da detenis o preto Anto-
nio, que diz ser escravo de Manoel Ignacio ana
Terminar o espectculo com a nova come-
dia em um acto "
MOT IIMUCDS.
PERSONAGENS.
Joo Mara, creado velho, 70
annos........................ Uendes.
Luiz#B Castro, SOaonos...... Valle.
Jorge, lenle de cavallaria, 19
annos........................ Vicente.
Antonio Augusto, creado, 25
annos........................ Teixeira.
D. Emilia de Castro, 20 annos.. D.Julia Rosa.
Maria, aQlhada de Joo Mara,
18 annos..................... D. Anna Chaves
Joanna, creada. 24 annos...... D. Jesuina.
poca actualidade.
Comecar s 7 >' horas:
MU
CAS POPULAR
NO
MAGESTOSO SAIO
Para
lima taberna.
Ter$a feira 14 do corrate.
Costa Carvalho far Ieilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e a re-
querimento de Nuoes & Irmo, da taberna da
ra do Aragao n. 1 de Domingos Otero de Car-
valho, no dia cima as II horas era ponto em um
s lote ou aretalho a vontade dos compradores-
Leilao
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 11 do corrate.
Ter lugar um sumptuoso baile, & interesse de
dous empregados, aeodu oeste ola augmentada
a msica, que executar as melbores pegas de
seu repertorio, seguindo se o programas abaixo.
A's 9 horas em ponto toesr a orchestra a bri-
lbante ouvertura
0 Cavallo de Brome
Seguindo-se urna excitante quadrilha, tocada
com lodo o primor, a qual dever ser correspon-
dida eom a gentileza e enthusiasmo da bella e es-
collada sociedde que frequenta o Cassino.
Depcis e em obsequio aos interesssdos, um jo-
ven e ums seohora danc,aram
A cachucha espanhola.
Continuando o eotretenimente ato s i hora
da madrugada, sendo intermediado de boas ca-
vatinas e ayrcphonias pula orchestra e difireme
dancados pelos concurrentes.
No segundo sslao estar sxposla curiosidade
dos concurrentes aCmara Opliea, na qual ao
daa* ea aeguintes betlissimos quadros :
A cidade de Loodre (Inglaterra).
A Cidade da Roma (Italia).
A cidade de Sevilba (ifospanha).
O palacio imperial dasTulheriaa(PriJ.
A praca de Concordia, idem.
A igreja d Magdaieae, idem.
O moqto eVa (SedUa).
O Veauvio (aples).
Os ioteressados esperam toda .a proteceo a
apoio do respajUvel publico elegante ; coma
bem desda ja se lhes confeasa reconteddos.
Rio de Janeiro,
a barca nacional cRio de Janeiro pretende se-
guir nesies oito dias, recebe apenas carga miuda,
passageiros e escravos a frete, para os quaes tem
encllenles commodos, trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escripto-
rio rus da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
o veleiro e bem conhecido patacho nacional Be-
beribe pretende seguir com multa .brevidade,
tem parte de seu carregamento prompto ; para o
resto que Ihe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo i Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
pop
Rio de Janeiro
pretende seguir com multo brevidade o bem co-
nhecido brigue escuna Joven Arlhur, parte de
seu carregamento tem tratado ; para o reato que
Ihe falta, escravos a frete e passageiros, para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
No dia segunda-feira 1&
do corrente.
O agente Evaristo autorissdo pelo despacho do>
Exm. juiz especial do commercio, do 1 do cor-
rente, a requerimento dos depositarios da massav
fallida de Francisco Antonio do Reg Mello, ds
sua toja de calcados na ra Nova o. 1, far Ieilao
das mercadorias nella existentes, as quaes so
acham bem conservadas e avaliacOes muito bai-
xa, o que muito convm ao pretendentes por
isso que o lucro ser infaltivel. o Ieito ser
feito na mencionada loja ao meio dia em ponto
do dia cima.
DE
2 escravos pecas peritos
padeiros e forneiros.
Segunda feira 13 do corrente.
Antones far leilie em aeu armazem na ra do>
Imperador n. 75, de dous escrara pegas ambos
excellentes padeiros e fomeiros, que vender-
se-hao pelo ador prego encontrado para fechan
contas. Principiar as 11 horas em ponto.
Sabbado 11 do corrente.
Costa Carvalho ara' Ieilao por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial da
commercio e a requerimento dos cura-
dores Iscaes da massa fallida de H&noel
Francisco de Mello da loja de mpatos. e
dividas que tinha o mesmo fallido na
ra do Livrament n. 19, consistindo
em armucao, calcado, sola e outros ami-
tos objectos. no dia cima as 11 horas
da manhaa o mesmo agente espera a
concurrencia de seus freguezei.
LEILAO
WttOS.
O agn te Hyppoltro fara' Ieilao por
oonta e risco de quem pertencer de 50
caixas com ?mbo do Porto superior, o
-,qi vendido para fechar eontaar
vh 9 o xtA.fou^ |0 fr correa M u h^,.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda o veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bous commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
cios Aranaga Hijo &C, rui doTrapi-
rheNovon. 6.
MA
o Rio de Janeiro
aafueem poueoadiaapor ji ter parto do son car-
regamento a barca nacional Castra 1U ; aaaa Oi
resto, que aiada falle, passageiros e escravo*,;
para ea qee lem commodee eset llantos, trata-
;



w
Duaio D8 puiunrooo. #XTA fura 10 0 1UIO.1 mi.
em ponto, em leu escriptorio na ru da
CadeiadoRecie n. 48.
Sexta-feira 10 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelo Illm. Sr. Dr.
juiz de orphios e a requerimenlo de Francisco
de Salles de Aadrade Luna, inventariante dos
bens defxados por fallecimento de Jos Mara da
Losta Carvalho, far leilio no dia cima a II
horas da manha em seo armazem na ra do
Imperador n. 35, dos seguales predios os quaes
sao Tendidos com o abalimento da quiola parte :
ma casa na roa Nora o. 24 eropria para qual-
quer estabelecimento.
Um silo na estrada de Joao Fernandes Vieira
(na Soledade) n. 24. com excelleote baixa de
capimealgunaalforedos.com urna Doa casa
com 7 quartos sendo parte delle solo proprio.
Um titio na ra de S. Miguel nos Afogsdos. com
baixa de capim e grande casa : ara iuforma-
coescom o mesmose poderio entender os pre-
teodeotes, que se acba competentemente ha
bilitado.
LEILAO
Terca-feira 14 do corrate as
11 horas em pooo
Actes autorisado pelo proprietario da casa da
ra do Padre Floriano n. 35, expe a yenda em
leilao publico no dia cima designado e no seu
armazem ra do Imperador n. 75. a referida casa
terrea, a qual teodo chaos proprios cootm : 3
quartos, 2 salas, cosinha fora, cacimba e portao
para ama da Assumpc.ao, tendo no quintal
Oito meia aguas
edificadas a um anno pouco mais ou menos, cu-
jo predio rende mensamente 126$ sem interrup-
cao. As pessoas que precisaren) de informacoes
aignem-se dirigir-se ao referido agente, que
prestar quantas forem necessarias.
LEILAO
DO
Sitio do Arraial.
Terca-feira 14 do corrente.
Antunes Tender deflniliyameute o sitio do Ar-
raial diTersas Tezes annunciado, pelo maior pre-
50 que encontrar, o qual alm de ter boa casa e
muitas fructeiras, cootem mais o riacho que cor-
re pelo meio de seu terreno que o torna muito
recommendavel. Na mesma occasio Tender
Urna escrava
boa cozinheira esem achaques. As 11 horas em
ponto.
LEILAO
A-10 do corrente.
Calslrmos tendo de mudar-se do seu actual
armazem paraoulroda mesma ra da Cruz e nao
lhescooTindo remover a multiplicidade dellas,
consislindo em chitas, cassas organdys, casemi-
ras pretas e de cotes, seds, manteletes de soda,
chales e chapeos de seda, paletols de brim, de
panno e de casemira mesclada, brins de algodao
e de linho brancos e pardos, fustes, chapeos de
sol de panninho e de seda, ditos de sol de seda
para senhora, ditos de seda para senhora e ditos
fiara homem de todas as qualidades etc., farao
eilo por intervenco do agente OliTeira, no dia
sexta-feira
10 do corrente
as 10 horas da manha, no seu referido antigo
armazem, ra da Cruz, onde esperam a concur-
rencia de seus freguezes.
AInga-ie um bom sobrado sito em Santo
Amaro,, com coro modos para urna numerosa fa-
lta, coa mi t tre* excellentea ?ifeiro : o*
prelendentea dirijam-se a ra do Hospicio nu-
mero 74.
Fugio no dia 29 da abril desta anno, Ma-
noel, crioulo, de 30 annos de idade, altura bai-
xa, bom corpo, bem fallante, muito pouca barba,
pernas e pulsos de bracos grossos, escravo de
Loureoco de Barres Vasconcellos, proprietario
do engenho Camaraz, sito na comarca de Naza-
relh da Uatta ; o seu aeohor pede as autoridades
policiaea e capites de campo, e a quem o pren-
der, que conduzam ao dito engenho Cara a raza,
ou na praca de Pernambuco, em casa do Sr. An-
tonio Jorge Guerra, na ra da Boa-Vista, sobrado
primetro andar, cima da taberna, em qne mo-
rou o portuguez o Sr. Miguel Gomes de Souza,
que aerao bem recompensados. AdTerte-se que
o dito escraTo anda com urna carta feita de epa-
driohamenlo pelo Sr. Dr. Jos Mara Moscoso da
Veiga Pessoa com a datado 1. de meio, coma
subscripta do nome do seobor do escraro o Sr.
Lonrenco de Barros Vasconcellos.
Fugio no dia 2 de abril ultimo, indo lavar
urna porcode roupa, a escrava Paula, de idade
de 35 a 40 aonog, com os signaos segulntes :
mulata, cor de sertaneja, cabellos crespos soltos
costuma amarra-Ios ricados para traz, a grega'
formando um pequeo coco; pannosescuros as
faces, nariz pequeo, falla um pouco fanhosa e
cansada, como de quem soffresse molestia na
garganta, onde tem a cicatriz de um tolho, falta
de um ou dousi denles na frente, grvida de sele
mezes (signal bem saliente para ser corrhecida) e
estatura .cima de mediana. Esta mulata casa-
da e deuou futios em Papacaca ou Buique, onde
moram os senhores quem j pertenceu : por
sso, presumiodo se que para l lenha ido. ro-
ga-se s autoridades policiaes dalli e tambem as
oe Garanhuns, carrites de campo e particulares
a apprehensao da dita escraTa e conduccao da'
mesma a ra das Cinco Ponas n. 108. casa de sua
senhora. que muito agradecida satisfar as des-
peras tenas, como for de razao.
Ausentou-se de casa de seu senhor o escra-
to preto de nome Joo Cesario. mais conhecido
por Cesarlo simplesmenle ; estatura regular, ma-
gro, de rosto comprido. pouca barba, bigode
testa grande, joelhos para dentro, cosioheiro
sapateiro; vivo, intelligenle, ligeiro no andar
e parece crioulo por ter Tiodo crianza. Quem o
apprehender ser generosamente gratificado, le-
Tando-o a ra da Cadeia do llecife n. 20, ou na
Capunga, sitio grande da Sra. tutb Laserre.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
O Sr. Tice-presidente manda convidar aos se-
nhores socios para a reuuio de assembla geral
domingo 12 do correte, as 10 horas da manha'
na casa das sessoes, na ra Direila n. 27. para
negocio de iateresse.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
."Aa Emancipaso dos Captivos 8 de maio
de 1861.
Galdino Jos Peres Campello.
1. secretario.
Carros fnebres no pateo
do Para izo n. 10.
Chegou a te ettabeleci ment um
rico panno de velludo preto com serca-
dura e palmas, guarnecido de galSes,
franja e borla tudo de ouro fino verda-
deiro, em fim o mais rico que tem ap-
parecido nesta cidade para carro fne-
bre de primeira ordem. Existe um carro
todo preto como se diz a ingleza, bem
ornado e outros agalloados para defun-
tos, donzellas e anjos. Tambem se
encarrega o abaixo assignado de man-
dar todo o preciso para qualquer enter-
ro, officio, e TisitacSo do stimo dia,
como or determinado pelos interessa-
dos sem o menor encommodo delles,
com prompttdao e precos com modos :
a tratar no mesmo estabelecimento das
6 horas da manhSa as 9 da noite e a
qualquer hora da noite no sobrado do
mesmo pateo n. 18.
Jos Pinto de MagalhSes.
GABINETE
Saca-se
abre Ltiboa, Porto e ilha de 8. Miguel; na r.a
ItZIS! ** 9'icrfPtorio Carvalho, Moguei-
tv r67PlrV.eSer8.mg,Te,mente "'
mmi^W8 doua 8"nd8 mazeos noTa-
mente acabados com grandes telheiros no fundo
?.?. m** Pri"<> muito proprio para qual-
quer ofllctna, p.daria ou reflnacao, sitos na ra
Imperial contiguos a fabrica de sabio
na ra Direila n. 84.
.,"- Aluga-se a casa nova na
silio da TiuTa de Joao Carrol!.
Tendem-se larangeiras de
parque.
a tratar
Ponte de Ucha,
No mesmo sitio
umbigo para em-

Medico-cirurgico
DO
Dr. Americo Alvares Gaimares,
i A rua Nova 21,1-andar, pro-
~ entradada Camboa do Carmo.2
i se o achara prometo k kwnrfi. 3
)Ximo
? Ahi
4llencio.
promplo acudir i
i 2""',}u" chan' @ de molestias concernentes medicina ou
S fl'co-!eg.S!W P"* PrCede a exames
As pessoas que por acaso o nao acharem
9 deverao ah deixar b.lhetes em quei de-
2ciernm8S!lSnoineVae Dutoero d
1 feita's m d*Tldamen, satis-
S (af,ind!ent(,s enfermos serSo igualmen-
% te attendidos e medicadas sem pasa do
q menor honorario. 6
Avisos diversos.
Ainda urna vez se adverte aos Srs.
asignantes deste Diario que a paga da
subscripto a razao de 5# por quartel
s epermittidaaquem satisfaz dentro
de 15 dias do comeco do trimestre, e
deoois deste prazo somente se recebera'
a 6$ como esta' estipulado no lugar com-
petente. A paga de 5# assas mdica
para que se demore e ainda depois de
vencida da' lugar a contes'tacao a dif-
ferenca de pre^o.
Precisa-se da quanlia de 3:000 a 4.000$000
a premio sobre hypotheca em predios nesta pra-
ca, e em boas ras : a ptssoa que quizer fazer
este negocio, annuncie a sua morada para ser
procurado, ou em carta fichada nesla lirraria ns.
v e8, com as iniciaes F. C. A. A. L.
Leiam todos.
A viuTa Dias Pereira & C. pede mui respeilosa-
menteaos seohores deTedores de seu estabeleci-
mento de calcado da rua da Imperatriz n. 16,
que venham pagar as importancias de seus dbi-
tos dentro de 15 dias, a contar de hoje 10 do cor-
rente ; e adTerlem mais, que depois deste praao
todas as contas serao entregues a um procurador
para as cobrar judicialmente.
PAMffiM
na villa do Cabo
Aluga-se urna padaria bem montada, e no me-
inor lugar de negocio por ser perto da estaco da
via-ferrea ; quem pretender, diriia-se a mesma
villa, a tratar no armazem do Machado.
Furtaram aaamanhecer do dia 5 de maio
do sitio Brejo d'Ara, no engenho Bello-monte
da freguezia da Escada, um caTallo do sella,
pertencente ao abaixo assignado, e dos seguinies
sigoaes : eflr castanha, frente aberta, cauda coro-
prida e um pouco rdxa, dinas quasi preta, bei-
go inferior branco, tambem a peiador do p es-
querdo, malha branca no lugar do sellim, de bom
tamanho, gordo, bastante grosso, anda de pouco
a mais, nao tem ardiguez, e castrado, tem tres
ferros, sendo o superior a imitago de um T de
letra maiuseula redonda, formando um C no fim :
quem o tomar e quizer conduzir ao dito sitio
ter de gratiQcago 50J, podendo, se nao quizer
ter maior incoramodo, entregar na rua de Hortas
n. 14, que encontrar com quem tratar.
Joao Florentino Cmlcanli Jnior.
Albert Hypolile Ridonr, subdito francez
lX%i?m:i\g9m EurP;' e de^ Por eu
procuradores bastantes em primeiro lugir o Sr
^T./ede",e0 Sr- Jquim Nunes do Valle
Industria.
J^Ida"Se .lulquer peCa de louca ordinaria
l AT' ?dr e barro' 8ei "1 for aTuaUda-
deeXflo?,0:narUadOLimmen,ODS,. ^
Pede-se
20rS"Hli0n0 C,sudD0 A'v*s Gomes que Tenha
taK2UMB1 Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgijo dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
a dentes artificiaos, tudo cora a superiori-
dade e perfeigio qne as pessoas entendi-
das Ihe reeonhecem.
Tem agua e pos dentifricios ete.
Os bilhetes da rifa do sitio da Passagem es-
tao quasi todos resgatados e pagos alg!ns dos
compradores, apezardo dono da rifa lhes ter pe-
dido que lhe apreseotem os bilhetes para lh'os
pagar nao o tem fcito ; e nenhum bilhele tem
deiudo de ser pago Tta. logo que averi-
guado ndo ser damultidodos que foram passa-
dos a crdito, o al hoje nem bilhele, nem ootra
cousa, contra as reconmendacoes feitas aos pas-
sadores : se alguem quizer comprar, algum dos
oles da parte do sitio dividida, appareca, e se
he mostrar que nenhum direilo inhibe ssa
transaegao, e que em nenhuma responsabilidade
car o comprador.
Aluga-se um sobradiohe de um andar e
sotaonaruado Calabou5o Telho n. 17;jitraUr
no caes do Ramos n. 4. '
.aI7 5ff!rlCe'se um mo5 habilitado para cai-
fi'f2taberDa. a' para tomar conta por balan-
So, a& uanca a sua conducta ; quem precisar, an-
Cruzes Fu* pr0CUr*d0' 0U a lralar na ru" d"
JH Dr. Alfonso de Albuquer-
que Mello, desoecupado de suas
unecoes como'membro da as-
sembla provincial, pode srpro-
curado para es myjteres de sua 1
profi$*5o de advogado, das 9 Ij2 5
horas da manha as 3 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
** sao das sextas-reirs, no escripto- 1
rio do Dr. Godoy, a' rua estreita g
do Rosario, e na villa do Cabo 8
fnas sextas eiras por todo o dia, 2
e nos outros dias das 5 112 horas
da tarde em diante. M
APFROViS I AUTOMSAfiO
CMAPA8 MEB1C1HAS
ELECTROMAGNTICAS EPISP4STICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas n R;ft exlernas, como do enrn. <\XrLn .TLzSLSft ",W &**>" coxa, perna, p, oti tronco
o molde do seu ta-
manho em um pedaco de papel ea decaracao J. ..: .c_ *. __.-
pedago de papel e a declaracio
Agencia dos fabricantes amereanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & C, rua da Senzalla Nova n. 52.
Attenco
Cdulas,
Trocam-se com mdico descont as notas ge-
raes do thesouro, que se estao recolhendo, e
bem assim de diversos bancos do Rio de Janei-
ro e Babia, e da caixa liel desta ultima cidade o
na livraria econmica, ao p do arco de Sanl-
Antonio. '
Antonio Duarte Carneiro Vianna avisa a
todos os devedores da loja de ferrageos da rua
Direila n. 64, que foi de Joaquim Fernandes de
Oliveira, que as ditas dividas fleam pertencendo
ao mesmo Sr. Joaquim Fernandes de Oliveira,
por ter o mesmo senhor comprado, do que lhe
passo toda posse para poder cobrar como lhe
conner. Recite 8 de maio de 1861.
Precisa-se de 500$ a premio, dando-se por
hypotheca um moleque crioulo e moco : quem
os quizer dar, queira annuociar para ser procu-
rado.
No dia 3 de oulubro do anno prximo pas-
sado fugio um escravo da fazenda do Imb, de
nome Agostinho, crioulo, de idade de 28 annos,
pouro mais ou menos, altura mediana, bonito^
grosso do corpo, cor plida, pouca barba, cara
abocetada, denles limados, ps grossos, tem em
ambas as pernas urna cicatriz, no peito outra ci-
catriz, falla descaBQada, foi vestido com camisa
e ceroula de panno de lgodo azul, chapeo de
couro jar usado : toda a pessoa que o apprehen-
der, dnija-se a fazenda do Imb, freguezia do Li-
moeiro, a seu senhor Maooel Rodrigues dos San-
tos, que ser recompensado.
Thomaz Comber e sua senhora, subditos
jnglezes, retiram-se para Europa.
Altencao dos interes-
sados.
A pessoa enearregada de cobrar aa dividas da
ocheira da rua do Imperador d. 12, s o Sr.
Paulino Eugenio de Toledo : portsoto a elle
somente a quem se deTe pagar, paseando o com-
petente recibo.
Precisa-se de urna preta escrava de meia ida-
ce que seja perfeita Uvadeira.lanto de varella co-
mo de sablo.qne para se applicar somente neste
servico de lavnem de urna pequea familia :
quem tuer e qoer alugaMirija-se a rua da Im-
peratriz n. 9. segundo andar.
. /'-sede urna preta escrava para o ser-
Tigo de urna casa eatraogelra. meos cozinhar:
oa rua da Imperatriz, loja n. 9.
Alugam-se duia carrocas aovas do vendar
agua : na rua Impenal n. M. a talar com U S.
Instalo.
Precisa-se alugar urna sala ou gabinete, na
freguezia de Santo Antonio, que eeja independen-
te, paga-se bem ; quem Ter annuocie.
Oeseja-se saber quem e' o corres-
pondente do Snr. Dr. Joaquim Antonio
Alves Ribetro, residente na provincia do
Cear : aa livraria da praca da Indepen-
da n. 6 e 8.
S
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padrees seguinies:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 59 com urna dita.
Rxas de 50J.
Brancas de 500$.
Verdes de 500j>.
E mais : uotas do banco da Baha
de IOS rs. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 20 : na rua da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
Aviso.
A mesa regedor da irmandade do
SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista
convida a todos os eus maos para
comparecerem no consistorio da mesma
no dia 12 do corrente pelai 9 horas pa-
ra a continuaijao da appiovacao do com-
Dronaisso.O es-rivao interino, Joa-
quim Francisco Franco.
:
o
Q

0 abaixo assignado faz sciente a quemfton-
Tier, que se est procedendo inTentario amiga-
Tel pelo cartorio do escriTo Santos, dos beos
deixados por morte do seu finado irmo Jos de
Saot Aona Brito. Recife 3 de maio de 1861.
Joo de Brito Correia.
Aluga-se um sitio com casa de moradia, ar-
voredos do fructos, baixa para capim, terreno
para plantaco e boa agua do beber, no Mangui-
nho ; a trata ni rua da Imperatriz n. 19. No
mesmo sobrado se vende um carro americano de
quatro rodas, para um e dous cavallos, em bom
estado cm arreios e um bom cavallo para o mes-
mo, por prego commodo.
O abaixo assignado tem justo e contratado
com o Sr. Jos Francisco Ferreira, a compra de
sua taberna sita na rua Notb n. 50; quem seiul-
gar com direito apresenle-se no praso de trez
das para obstar dita venda.
Recife. 8 de maio de 1861.
t ,oSo F'cisco da Costa.
-- Jos Ferreira Viuha e seu Glho menor Ma-
noel, seguem para a prorincia do Cear
Aluga*se o excellente 3o andar, com gran-
de sollo, da casa n. 32 da rus Estreita do Rosa-
- na rua do Queimado n. 12, 1 andar.
Antonio de Lemos Braga, tendo
de foltar para o Aracaty provincia do
Ceara', deixa nesta-praca como seu pro-
curador o Sr. Jos de S' LeitSo Jnior.
Peie-se aoSr. JosBotelho Pinto Jnior o
favor de apparecer na rua da Santa Cruz 0. 7.
Precisa-se de urna ama para cesinhar para ca-
sa de homem solleiro, forra ou esptira, prefe-
rlndo-se captiva : na rua Nova n. 43, loia de fa-
zendas. '
O adTogado Innocencio Serfico de oj)
Assis Carvalho declara que para os miste-
res de sua profisso s pode ser eocoo- a
Irado em seu escriptorio, rua do Oueima- m
do n. 14, das 10 1)2 horas da manha al S
s 3 da tarde, nao podendo ser antes M
9 por estar oceupado nos trabalhos de S
9 sua cadeira no collegio das artes. S
dja)#5
Aluga-se urna grande casa de um andar
com commodos para um collegio, defroote da
fundico do Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com Guilherme Pursell.deronte da igreja de Be-
lem, ou com Manoel Joaquim Gomes, rua do Im-
perador n, 26.
Precisa-se de um caixeiro de 1* a 16 anuos
de idade, com muita pratlca de taberna; a tra-
tar na rua da Senzala NoTa n. 4, refinado : e
tambem se Tende sebo coado checado ltima-
mente do Porto, em barricas, mais em conta do
que em outra qualquer parte.
Na livraria n. 6 e 8 do praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisses Cokles Cavalcanti de Mello.
Jaeques Mirassaau, subdito francez, retira-
se para fora do imperto.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado d.
u .^^d^Gf|,,l? 1/ ,raUr Dt- roa Hortaa n.
14. das 3 s 6 da tarde.
A.ZJ%.r8^"8? 2 ou 3 caixoes grandes para
deposito de padana, cora os seus competentes fi-
leiros. e mais alguns ulencilios, proprio para o
mesmo ; quem tiTer annuncie para ser procU-
guwiMpie diesie:* mmxeu
Vende-se a metade do engenho 2
Arariba de baixo, situado na co-
marca do Cabo, urna legua dis-
tante da etaco da via-ferrea,
denominada Olinda. A respeito
da fertilidade de seus terrenos e
das tmmensas vantagens que del-
le se pode colher, em attenco as
excellentes qualidades que o dis-
tinguem, escusado e dizer, por
ser urna propriedade muito co-
nhecida nessa provincia: os pre-
tendentes dirijam-se a rua Au-
gusta, casa n. 45, egundo an-
dar, que achara' com quem tra-
tar. n
xsis Mostea* &ts&mx$ma
Quem duvidar vc-
nha ver!
Na rua da Imperatriz n. 16*
vende-se calcado francez
perfumaras por metade do
prego que outra qualquer loja
pode vender, o sortimento
consiste em botinas de todas
as qualidades e autores para
homem, ditos para senhora
com salto e sem elle, ditos pa^
ra meninos e meninas, sapa-
tos de bezerro para homem e
meniuo, ditos de verniz para
ditos etc.
Armacao para loja por
qualquer pre^o
Vende-se na rua da Imperatriz n. 16, urna ar-
maco para loja, com Tidrajas, balco, fiteiros,
etc. : para vfir e tratar na mesma casa.
VILLA DO CABO.
Armazem do barateiro.
O Hachado est queimaudo em seu armzem.
a dinheiro vista, carne, bacalho, o todos os
mais gneros tendentes a molhados, do que tem
sempre grande sortimento.
Villa do Cabo.
Carne verde.
Do dia 13 do corrente mez por diaote se acha
estabelecido na mesma Tilla um acouguo que
Tender carne todos os dias mais barata que em
outro acougue, exceptuando os dias de sextas-
feiras e domingos, tornando-so muito ulil este
estabelecimento, aos habitantes da
bem applicailas no la lugVr." "*"" d* '""""' *,m '' ,0li *W*
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
119 Ruado Parto || PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Rua do Queimado botica n. 15.

11.1
s-
p r/w oceS.
w
mesma co-
marca, de quem o pioprietario espera grande
contumo, prometiendo bem sern-los.
TTKSClili.
Vende-se urna e meia duzia de cadeiras de ja-
caranda, um laTatorio, doua toucadores e seis
quadros redondos com estampas, dourados, de
bom Rosto, tudo em bom estado ; na rua da Ca-
deia Velha n. 63.
Vende-se urna mobllia e um escravo.
ma pessoa que se relira para a Europa, Ten-
de sua mobilia decente, um laboratorio de chi-
mica, e um mulatinho de 12 annos, de bonita
figura, bom copeiro, e excelleote para pagem :
A 4$, dinheiro avista.
Cortea de casemira, fazenda fina, a 49, mui-
to barato ; na loja das seis portas em frente do
LiTramento.
Caixas de tarta-
ruga.
Na loja da aguia de ouro rua
do Cabug n 1-r-B
chegado aa lindas caixas de tartaruga para
rap, que se Tendem por baratismo preco de 3*
assim como de bfalo muito Unas aj*000 IfflOO
na loja Aguia de Ouro, na rua do Cibug '
Veademee diccionarios ngkes, de Ylei-
ra, os diccionarloa fraocetes, de o&ieca e Ro
quetta, e a arte (rancea de Bargain;; na rua da
Cadeia do Recle n. 45. esquina da Madre de Dos.
-- Dr. Debroy. dentisU/sacceasoido Sr. Pea-
lo Galgaour, *tub ao reapeiutal pubKco qoo che-
9&*m Pero,mb,,eo no nez toma o at
Cintos pretos de
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Cabuga n. 1B
chegado os lindos cintos, tanto pretos com
enfeitesde continha, como dourados, e de liadas
nas e fiTelas, o mais flno que se pode encontrar
isto na loja Aguia de Ouro, rua do Cabug n. 1 b!
Os lindos enfeites
para cabeca,
s na loja da aguia de ouro
n. 1B.
alo chegado* os lindos enfeites de Telludo e t-
drilho, ultima moda, que se Tendem por 6J000.
Massinhos de coral
aSOOrs.
S na loja da aguia de ouro,
rua do Cabug n. 1 B.
Vendem-se masainbo de coral muito flno a 500
res o mssso.
Gelo.
k dinheiro sim, fiado, Do,
Vande-ae gelo no antif o deposito da roa da
Sanxana, pelo preco de 4000 rs. a arroba, e a
100 rs. a libra, e declara- se aos compradores
que o de psito estar abarlo todos das das 9
horas da manhi as 5 da tarde.
Cascarrilha.
Na loja da aguia de ouro, rua
do Queimado n 1B
acaba de chegar, de sua propria encommenda,
as lindas Otas de cascarrilha de lindas cores pro-
pnas para enfeite de Testido, que se Tendem por
baralissimo proco de S6JOO0 a peca.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem pa Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santn. 11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
anegados dos bem conhecido e acreditados fa-
brican tea J Broadwood 4 Sons de Londres a
muito proprio o ara este clima
cobertos o descobertosr pequenei e graad, da
ouro patate inglez, para homem e seihora de
um dos melbores fabricantes de Liverpool, Tin-
des pelo 'rimo paqaete ingles : em casa de
SootbAl] Mellor C.
PBAIMAfM-BAUTHOLOlEft
Pilulaa de Allexou.
P.lulas aawrioaoM. ,
SEErVfiS^
Ungento HoUovay.
i




A FE1RA 10 DE MAlO DE 1861.

(5)
M PROGBESSO
DE
Lar o daPenlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa ios seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do boto e barato que se acha com
um grande sorlimeuto de gneros os melhores que tem viodo a este mercado e por ser parte delles
viudos por conta propris, vende-os por menos do que em outra qualquer parle.
Manteiga ingleza perf eitamente flor. eoo r. ubn,. em b.r-
rril se far algum abalimento.
iVaUleiga iraUCCZa t ma8 n0Ta quo nt no mercado vende-se a 7S0 rs. a libra.
CM PCTO\a, \\yS01l e prCtO 0| mejore, que ha oeste genero a 2|500. Sf e
1^600 rs. a libra.
QUei}OS uameilgOS chegados oeste ultimo rapor de Europa 1J600 rs., em por-
co se tara algum abatimeoto.
"J SttlSSO receolemeote cbegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
""*J" |w%U oa melhores que tem vindo a este mercado por serem muito (rescaea e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e ioteiro se (ara algum abatimento.
1&011.0 IVaHCei a oUtJ T8 0 c,rlao elegantemente enfeitados proprios para mi-
mo, vende-se por este prego nicamente no Progresso.
Hoce da csea de goiaba em call5es com 3 irl Ubrii Tende.se a 19cada um.
nOiaCululia lllgieza a ma8 nova qUe na n0 mercado, vende-se nicamente oo ar-
mazem progresso a 33000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
iVmeixas traueeias a <80 rg liDra em por?5o M far aigum aDaumento.
naanielaaa imperial d0 aftmado Abren, e de outros muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolacuinuas de soda Tende.se a ,600 cada um, eon,
differentes qualidade.
* o mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
em latas de 1 libra, a mais nova que ha oo mercado a 900 rs. a
Maca de tomate
libra.
Papagaio.
Na ra da Uniao n. 48, precisi-se de um bom
papagaio, offerecendo-se recompensa generosa a
quem o apreseotar.
Antonio Joaqun de Helio divide a reole do
seu sitio eotre as duas pontes da Magdalena,
?ende os lotes de 33 palmos de (rente, e uaa de
35, seodo este o da esquina, e todoa com 200
palmos de (undo.
D-se 2:000g a premio com hypolheoa em
predios livres e Beata cidade, assim como peque-
as quantias al lOOgOOO sobre penhor de ouro e
prata: oa ra do Ranger*n. 67, segundo andar,
se dir quem faz este negocio, das 4 horas em
diaole.
Acha-se justa e contratada a padaria do
Cacbang, perleoceole a Sra. D, Maria d'Assump-
clo Cavalcaoli de Albuquerque : quem se julgar
com direito a mesma por qualquer titulo, annun-
cie por este Diario, ou dirija-se a roa do Aragao
o. 9, oo prazo de cinco dias, a contar da data
deste. Recite 7 de maio de 1861.

i
STAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
Roa da Imperatriz namero 14 8
p> (Oatr'ora Aterro da Boa-Vista.)
3 Retratos em todos es- 2
VyYos e tamanlios.
Piulara ao natural em |
S o\o e aqaareWa.
| Copias de dagueneo- %
typo e outros arte
% factos.
2 ALmbrotypos,
|Paisagens
i
|A padariaLeo do Norteda ra do Coto-
velo precisa de um homem braoo bom traba-
jador.
PeraS SeCCaS tm COndeQas de 8 libras por 3500 a retalho a 480 rs. a libra.
ColSer\aS fraUCeZtS C Hg\ei.aS as mais novas que ha por serem vin-
das em direilura a 800 rs. o (rasco.
Wetria, macarrao e talnarim 400 M.. 1* e em caaa de uma ar-
roba por 80.
PalitOS de dente llXadOS em moihos com 20 macinhos por 200 rs.
X OUCinnO de V*1S DOa 0 ma8 n0TO que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9S-
resnn%0 multo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
^lOuri^aS e paiOS 0 que na de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Banba de porCO reinada a maisalvaque pode haver oo mercado vende-se
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
tratas eom peiXC de pOSta preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peize queba em Portugal a 19500 cada uma, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 90o rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Feliz, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor (rancez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a 1$ a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas (rancezas, tructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos eneros que encontraro tudo de superior qualidade.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RUADO QUINADOS
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sorlimenlo completo de roupa (eita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35$ e 30$000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30$00
Palitots de dito e de cores, 35$, 30$,
25S000 e 209000
Dito de casimira de cores, 22$000,
159, 12$ e 9$000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9S000
Ditos de alpaka de cores. 5$ e
Ditos de dita preta, 9$, 7$. 5$ e
Ditos de brim de cores, 55, 4$500,
4SO0Oe
Ditos de bramante de linho branco,
68000, 58000 e
Ditos de merino de cordo preto.
1590004
Calsas de casimira preta e de cores,
12$, 10$, 9$ e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5$ e
Ditas de brim branco e de cores.
58000, 45500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12$, 98 e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6$, 5$500, 5$ e
118000
8$000
3$500
3$500
3$500
48000
8$000
68000
45500
88500
38000
80O0
3$500
Ditos de setim preto 5$000
Ditos de seda e setim branco, 6$ e 5$000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 78000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 3$000
Seroulas de brim de linho 2$200
Ditas de algodao, 18600 e 18280
Camisas de peito de fualo branco
e de cores, 29500 e 2$300
Ditas de peito de linho 68 e 3*000
Ditas de madapolo branco dt
cores, 39, 25500, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa.traocezes,
(ormas da ultima moda 108,89500 e 7JO0O
Ditos de eltro, 69, 58, 4$ e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
f rancez es, 14$,12g,115e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda $800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes hor-
sootaes, 1009, 909, 8O9 e 709000
Ditos de prata galvaoisados, pa-
tete hoaoolaes, 405 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis 5
Toalhas de linho. duzia 12$000 IO9OOO
Consultorio medicocirurgico
IWFM3 A.IIA. GLORIA, CASA DO F\]ND\.-3
Consulta por ambos os systemas,
Em consecuencia da mudenca para a sus nova residencia, o proprietario deste estabeleci-
mento acaba de lazer ama reforma completa em todos os seus medicamentos.
O desejo que tem de que os remedios do seu estabelecimento nao se confundam com os de
neonum outrp, visto o grande crdito de fie sempre gozaram e gozara ; o proprietario tem tomado
o preeaufio de ioscrever o seu nome em todos os rotlos, devendo ser considerados como falsifica-
flos todos aquellos que forem aprsenla dos sem esta marca, e quando a pessoa que os mandar com-
prar queira ter maior certeza acempanhar uma conta asiigoada pelo Dr. Lobo Mosaozo e em pa-
pel marcado com o sea nome. r
...Ia.0.^ *? m : c,b".de recebr < *raaca grande por$o de tincluri de acnito e belladona, re-
2!2^li?,e, ^ioportanciae cujas propriedades sao tao conhecidas que os mesmos Srs.
mdicos allopathas mpregim-as constantemente.
Os medieamentoi avulsosqur.em tubosqur em tineluras custarSo a 19 o vidro.
.0mM^~.!2i.,^*rtab*lec,ment? nnucla a seus clientes e amkos q" lem commodos
S^ .*VV^T gan-* *CMfOS de am e otro **<> doentes ou que precisen de alguna
?Ll?'?SSf?i5?^2? trtW0Bnm todo tofelo e promptidio. como sabem todos
aquellos que ti1 tem Udo eserave* oa casa do aoounciante.
A sttoecio magnifica da casa, coramodidade do* banhos salgados sao outra tantas vanta-
gens peca o prompto retUbelecimento des doeotes. -
de tMrtXFJ^SfTfJriLfPl9 MnJcIsnUdevem prcura-lo de manhaa .t 11 horas
Dr, Loio Motcoxo,
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3/j(
Tira ratratos por 3jl
Tira retratos por 5
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
M**nnn r0nf*r\iAt\ um fwl'i manir* Ao oex.
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. \V. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas.qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as Mssoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condi^Oes muito
razoaveis.
Os cava lliei ros esenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima (lea anunciado.
CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
DO
DR. CASAAOVA,
30Roa das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria [aslinturas) por Ca-
lellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Aluga-se a teja do sobrado
ruada Imperatriz n. 38: a tratar
mesma ran. 40.
Pede-se aos credores de Snna & Rabello
Joaqim Bemsrdo de Sona, loja de (azendas ru_
da Medre de Dos n. 9, de comparecerem ama-
nnia as 2 horas da tarde no escriplorio de Arku-
vighl & C, ra da Cruz n. 61.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOH
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todos os dias otis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestia :
molettiai dat mulheret, molestiai da crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas at especie de febres,
feotes intermitientes e suas consequencias,
FBflUUCU ESPECIAL IIOHEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas neceasarias, in-
falhveis em seus eueilos, Unto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o orem (ora della sao (algas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
rfedor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que oao levarem esae impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falso.
Arrenda-se o eogenho Jacir, situado oo
termo de Serinbm, moeotee correte, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com rom-
municago para o mesmo sobrado, estribara para
qualro animaes, olaria e seu respectivo (orno.cssa
de eogenho com uma moeoda que produz calda,
para crecoeota a sesseola paes por tarefa com um
parol de cobre suficientemente grande, com
picadeiros para receberpara mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assenlamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, uma destilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdenle por dia de vinle e dous graos pero
arometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil paes completamente arraojada, com dous
(ariques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
surar, casa do (azer (ariobacom um grande (orno
e completo aviamenlo; grende armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
seozslla para habitar trinla casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca (alta seja qual (r o
vero ; copeiro, com uma roda de (erro com qua-
renla palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra ecal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo eogenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do eogenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de caBa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem composlas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem *
roda do engenho de sulTiciente capacidade para
dar estacas para cercar elenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr misler fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os d
ladeiras com capacidade de produzir de qualro
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar n
palha ; com um ptimo cercado para animaes,
extraordinariamente grande e uma grande par
coberta com capim milhan. Com trras porab
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este er|-
genho finalmente um dos de primeira esc
que tem esta provincia. Arrenda-se vendend
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afina de acabar mais
breve a liquida gao.
Para homem, senhora e menino.
B trzeguins de Naoles sola patente a 8 e
D lo de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezesprova dVgua
B itasde bezerro
B trzeguins de lustre a 6, 7 e
D tos todos de duraque
D tos todos de pellica
D tos de lustre pespoDUdos
S. pates de lustre de 4, 5 e
D tos de lustre de 2 solas
D los entrada baixa de 1 sola com sallo
D tos de dito sem salto para dansa
D tos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7,500
7,000
8,000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2,500
3,500
Ditos de uma sola cosa sallo 2,80n
Ditos de uma sola sem sallo 2'40n
Borzeguins de lustre para rapazea a 5,'(H)q
Sapates para ditos a 3 e 4'oo
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de sttim branco para senhora 5,000
Ditos de duraque branco 4,500
Ditos de ditos de cores 3,500
Ditos de cores com gaspeas 4^000
Ditos de dilosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Ditos de ditos para menioo 2,500
Chflelos de couro de cabrito 3,000
ioooo
155000
209000
255000
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lotera, s
quaes sao rubricados com tin-
ta de iuprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Aires Guimaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lhe venham saldar suas cori-
tas no prazo de 15 dial, e quando as-
sim o n5o izerem seao entregues a
leu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta obserrac^o para
que ninguem se chama a ignorancia.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
0 dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para lora.
a
., a
safra que existe fundada para a colheila de 18(11,
a Ondar-se em 1862, sendo avaliada por peiitls,
assim como o prego dos pes. As coodigdes e
tempe- do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que devera procurar seu proprte-
*--i- .! c.op.i de Meoezes Vaaconcelloa
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no prieci-
tiio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa, e dos Afflictos. de manhaa at 1 hora/ da
tarde.
Attenco.
O procurador de causas Lucio Fer-
reir de Abreu, com provisao do supre-
mo tribunal da relajan, offerece os seus
servicos na villa do Pilar das Alagoas,
onde mora e na Atalaia, a todas aquel-
las pessoas que delles se quizeretn utili-
sar, e especialmente ao respeitavel corpo
do commercio, garantindo a todcs o fiel
cumprimento delles e seleridade ; para
oque pode ser procurado nesta praca
em casa dos Srs. Braga & Lima, ra Di-
reita n. 68, na ra dos Guararapes n. ; 1
com Joao Januario Pinto de Azevedo
e Antonio Pinto de Azevedo, que fi-
cam incumbidos de fazer chegar al I i
qualquer correspondencia.
Ama.
Precisa-se de uma mulher idosa para tomar
conta do governo de uma casa, preferindo-se
porlugueza.trazendo documento de pessoa idnea
que garanta a sua conducta ; a tratar na ra do
Sebo, casa n. 43, pela manhaa al as 9 horas, a
tarde das 5 s9 horas
Joaquim Marinho Cavalcanti de Albuquer-
que, solicitador no foro civil e commercial desla
cidade, pode ser procurado para os misteres de
sua prosso na rea estieita do Rosario, escrip-
lorio do Dr. Godoy e Vasconcellos. Os conhe-
cimentos de escripluragio e contabilidade que o
aununciante tem adquerido no longo espaco de
lempo que servio em differentes reparticoes pu-
blicas desla cidade, e ltimamente no escriplorio
da companhia da estrada de ferro, loe do a pre-
surapeo de poder bem servir nos casos de fal-
lencia, ou outros em que o emprrgo de taes co-
nhecimento* for approveitavel : tambem as lio-
guas franceza e ingleza sao entendidas pelo an-
nunciante. Para informsces no foro os Srs. Drs.
Fettosa, Fonseca e Caslello Branco ; no com-
mercio os Srs. Rothe Si Bidoulac.
No collegio de Bemfica precisa-se de duas
engommadeiras e de. um cozinheiro.
Aluga-se a quem melhores condices offe-
recer, o sobrado do Hondego, em que esteve a
secretaria do eommando das armas : a tratar oa
ra do Mondego, olaria o. 13.
Aluga-se para uma casa de pouca familia
urna escrava que sabe coziohar, eogommar e le-
var por 25J meosaes : a tratar na eatrada de Joao
de Barros, sobrado que foi do cirurgiio Maooel
Bernardino cuno armazem (Recite) do Sr.'Paula
Lopes. '
Precisa-se de uma ama forra ou captiva que
eogomme ou cozinhe, para uma caaa de pouca
familia : oa ra da Aurora n. 80, primeiro andar.
P. R. Joseph Laranges e sua mulher reli-
ram-se para fra do impeno.
CONSULTORIO
DO
IEaIP^aIL()ll)ll(g(
MEDICO PAUTE!R0 E OPERADOR.
3 RlIADAGLOMA*XA$ADOFU]fD03
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moseoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
b,oras. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
ds urgencia outra qualquer horado diaou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodoRecifepo-
diro remetter seus bilhetes a botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
i vros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores Medica-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....
Dita de 24 dilos........;........
Dita de 36 ditos............, .
Dita de 48 ditos............,.....
Dita de 60 ditos................ 305000
Tubos avulsos cada um.........'....* 1|000
Frascos de tinturas. .::..........m 2*000
Manual de medicina horneo pathica pelo Dr. Jahr, tra- '
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes. 69000
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Fernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelo governo em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paizem muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopalnicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao Djeiudicava aos
meus doentes. r '
D'entreo numero de molestias, que Uve de tratar, uma classe me merecen muita attenco
Unto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsenla. Esta classe 'de
molestia a hydropesia.
Tive de tratar de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
H?.V;eAPKD a mi?ha esPefl*cUva ; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia produ-
duzdo bons resultados em alguna casos, tratei de estudar os seus effeitos e na verdade Uve o era-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
n., .rraM.J50'8 hydroP1esi?s. 1ur activas, qur passivas do numero das molestias mais lerriveis
?.?i*E, ."i1033* PPula5ao e que grande numero de victimas ha feito em todos os lempos
if n i.preSlal um grande sem a humanidade com a descoberta de um agenle to poderoso'
que nenhuma s vez me tem fslhado. anda mesmo nos casos mais desesperad?" poaeroso'
liauido LlSC*l f/hi?1 de VeDtr!} cuosumam extrathir o liquido por meio da puncho ; mas o
aue m,trJAZ *n v* *, causa.d ^ropesia. elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
lyjigPafr** "y1*? I itwa asci. um meio p.lli.iiro com o qual d-e em verda-
iimfif Vo e le* mas se emPeior o seu estado ; por quanto sempre ou quasi semore o
eitJhS. PW Cm BU" m"r "Pidez' r"10 direcU das opera?6es qe eq repetem Pps;a
EMow?.? ?r,.Cimfj)"^pl0^a,da lesao de.uma "cera d0 Tentre Particularmente do bac.o.
nara aonl ra E*2 5S!?V" ^"P" Pelo novo agente, que nao receioem offerecer-e
KP*22^2.fi~2SiS de Dad" ceberno caso de nao lear o doenle curado, seja qual
lo uS sr r Lhinn i2 ?"*" ^o^ desl6 remedio seia ""Pro^do pelos mdicos Jed
n ?". n0 9Ie8ar."> Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes
ao que annuto, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agrade.imento aoenies,
minha iS^sSTS mSl >uI"'ProTeitar dos meus traeos servicos se digne de proenrar-me em
miaa casa, ra da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do lllm. Sr. Dr Sabino.
Jos Aloes Tenorio.
Leite puro.
Na prasa da Boa-Vista ka veri todoa os dias ae
7 horaa do dia, leite puro pera ser vendido a 240
rs. a garrafa.
Quem precisar de uma ama deleite, dirja-
se a ra do Cabug o. 3, terceiro andar.
_ ~,Ar*ru unice pora : na ra da Cadeia do
Recife n. l.
Anda eslo para arreodar-ae ou vender-se
oa engenhos Garamur e Santa Gru, silos na o-
marca do Ctbo ; quem pretender, dirija-se ao
Hospicio, casa do coronel Lamenha.
Precisa-se de uma ene pare tomar conta
de uma cata de homem eolleiro, que saiba bem
cozinhaf e eogommar : quem etiver neste caso
dlnje-se ao aterro dos Afogadosn,119, que lea-
r com quem tratar.
CENTRO COMERCIAL
15 Ra da Cadeia do Recife -IS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS"E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo BourgaM
Chl1 ScSS rRHde JaDe-r C"ta da nd fab" d 8. Do-i-io. Alves
. ~Jt: veDd6-s,e em Pr.ao e relalho. neste nico deposito, assim como superio-
f. e/dadeif0S cha,ru'09 usP"os da Baha, manilha, havana, suissos e hamburso ool
menos do que em outra qualquer parte. "muurgo pu|
gld.^Sh SJSf'"J68 e SVDomn8. PPel Palha de milho, d papel grosso,
l g&JiT cLua."*0 6 he8PaDh0e$ SeDd de SperOr t4baC0 Ri0 de ,aneiro
BOCaaSSloSSa CharUt0S^d superior com agarra, de meta, a 1 cada um, du-
aporal franjis das manufacturas imperiaes de Fran5a, para cigarros e cachimbos.
Cachimbos de geSSO 6?5oo a groz. fazend. su-perlor e que se Tenda a 10,.
Tabaco do Rio de Janeiro pcaao pra cacnirabos
brtca de Guimaraes & Coutinho.
TabaCO turCO 5 .librae meia libra por 3S, para cigarros e cachimbos.
Cigarros de manilha deppel bMnC0 e pard0. l5# 0 BlIheiro#
Machinas e papel par. c!gtrr0, de manhai
Vasos^e ln.irnrem ma50, de um'Ubrt e d08 de meia ,ibra attBda >*riot-
asos ae lou^a ebmo ptra ubtco % rap
LacnimbOS eaUcasatemseoipresortliiientoespa.otOMdeo-cnioboide ceaao loara m
deira, barro e os wd.deiro. sempre preciareis wt&^gSL**?
W?^^^.*" U"a"*~* reWbW (,QC,B,d S C,UrUl0, Apr^SPta,n"8e eBC0la,nend*. caixotam.,e rem.ttem-se aos seas destino, co bre-
AlDm.1. b.r.10 toZ^lit^&S^?***' y*? 9* #** '<' -*
Vender muito para vender barato
Vender barato para vencer muito.
1 o cigarros a IgOOO a libra, da fa-
para cigarros e ca-


()
M1RI0 DI maUlttlCO. SEXTA RIBA 10 M MAIO DI 1861.
Publicaces do iistitnto homeopa-
tba do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA BOMEOPATHICA
Obra indispenaetvel A todas as
pessoas asue filiwea enrar bo-
meopathlcamente,
cohibido:
definicao ciara do* termo* d medicina; as
cautas mais/reaventes da* tnoiettiai; os symp-
loma*, porgue tslasse fazem conhecer : os me-
dicamentos que mtlhor Ihes correspyniem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
(cus respectivos intervalo* na* molestias agu-
das e chronicas: a hora de dia ou da noite,
em que o* medicamento* dtsenvolvem melkor
*aa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar o* noenenamen-
tot, a* mordeduras de cobras, faoaas, tiros,
Juedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
mias conhecidas, principalmente as que g ras-
sam no Brasil, quir as pessoas Iteres, quir
a* tscravms: os soccorros que se devem pres-
tar mulherdurante a prenkes, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, quir logo depois do nasci-
menio, qur durante a infancia : os perios
que eslo sujeitos todos os que toman reme-
dios allopathicos: e muitos outros artigos de
vital inleresse; bem como urna descripgo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que enlram na com-
posicao do corpo humano, etc., etc., com dua*
estampas, urna mostrando qaanto i possivel to-
dos os orgos internos, com a su& explicando
phisiologica e outra mostrando as difftrenles
regies abdomivaes. [Kprimeira colorida pa-
ra os senhores assignanles.)
PELO DODTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pralica dos hoaieopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Braaileiros, e
da mioba propria experiencia ; ella satisfaz intei-
rameole os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a oossa medicioa ; e muito mais an-
da aospaes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimenlo, ca pitaes de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o aulor, aproveitando sua
Tiagem a Europa,fazer imprimir all o Diceiona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antea de incelar a publicaco visse elle obras
mu i modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar inteiramente o
plano que hara concebido, e dar toda i expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homeus versados na scieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, come a principio ti-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 159, pagos na occasio de ossig-
nar. (Depois de impresso custar 259.]
Acha-se igualmente em va de pnblica-
co a segunda edieco do
THSOURO HOMEOPATHICO
oo
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposirao da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministraras dss, ao estudo dos tjmperamentos
s molestias hereditarias econtagiosas, a Iivgien
ne ortica, ele etc. Com urna estampa demouse
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desd-
a bocea al o recto.
A assignalura de 8g pagos Da occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 129 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 209 em lugar de 23.
N. B. A assignalura, qu di respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
Precisj-s-i de 2 OOO9OOO a premio sobre hy-
potheca em bens ; quem quizer ennuncie a sua
morada para se tratar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 27
da ra do Imperador, com bons commodos e
aceiado : a tratar 00 primeiro ailar do mesmo.
Precisa se de um caixoiro que entenda de
taberna e que d fiador a sua conducta : em Fo-
ra de Portas, ruando Tilar n. 135.
Precisa-se alugar um moleque para o ser-
vico de um hornera solleiro ; na praga do Corpo
Santo n. 21.
Precisa-se de um moloque captivo para to-
do servido de urna casa : na ra da Cadeia do
Recife n. 48, lerceiro andar, achara com quem
tratar.
ftOTIRIi
Terceira parte da quinta lote-
ria de Nossa Senhora do
Guadalupe de Olinda.
Nos bilhels rubricados pelo abiixo assignado
sihiram as seguitites surtes us soguinles n-
meros :
Alnga-M um lerceiro andar e solio, com
boa cozinha, torno, etc., em ama das melhore*
ras do barro de S. Fr. Podro Goncalves : a tra-
tar na rus da Caeeia a. U, toja.
Mudanza de de-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim "de Castro Maicarenhis
transferio a sua residencia para a roa Augusta,
casa o. 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de sua profissio.
Aluga-se um escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na ra da
Cadeia do Res n. 90.
Precisa-se de um boleeiro que techa boa
conducta e que aeja forro e de cor preta : quem
estiver nestas circomstancias, dirija-se ao Mao-
guioho, sitio da Tiara Crvalho, onde achar
com quem tratar.
Aluga-se a loja do sobrado a. 30, altana
roa do Imperador : a tratar no liondego, casado
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
194 5:0009 Meio bilhete.
1675 8OO9 Bilhete iateiro.
1848 4009 Dito dito.
5i3 1009 Meio bilhete.
2499 100a Dito dito.
557 40$ Dito dito.
1918 409 Dito dito.
1924 409 Dito dito.
2318 40$ Dito dito.
2392 409 Dilo dito.
e outros de 20 e 109- Todos estas sortes u
sive a grande com os 12 por cento geraes e 2
provinciaes sao pagos na praca da Independencia
n. 22 junto aorelnjooiro aonde se achara a ven-
da, assim como as de mais tojas do costme os
bilhetes e meios da segunda parte da nona loteria
da matriz da Boa-Vista garantidos dos 12 por
cento geraes e 2 provinciaes por
Santos Vieira,
Biihele inteiro 600O
Meio bilhete 39000
Em porgues de 505 para cima.
Bilhete 5J500
Meio bilhete 2J750
O abaixo assignado, bacharel formado desde
1842, depois de haver exercido difTerenies lugares
acha-se nesta capital, no exercicio de sua profis-
so de advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da larde, por aquellas pes-
soas que o quierem honrar com a sua conQan-
Ca. Alera de outros litlos que hooram o mes-
mo advogado, publica para prova de sua anligui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accibli.
< Ten do o bacharel.Jerony rao Salgado de Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver exercido por dez annos, tres mezes e vinte
oilo dias o logar de promotor publico, deu-se-lhe
por isso o presente diploma de habilitaco ao
cargo de juizde direilo, na couformidade do S 2
art. 1 o. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocio* da joslica em
22 de setembro de 1857.Francisco Diogo Perei-
ra de Vasconcsllos.
O abaixo assignado tem autorisa
do o Sr. Manoel Eloy Mondes a cobrar
de seus deredores desta praca, como de
fora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com os remitios. De-
clara mais que dei&ara' de continuar a
Tender a qualquer pessoa sem excepcSo
que deixar de pagar-lhe pontualmente
suascontas.
Francisco Jote Leke.
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pai a esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
K9isaieeM5istt-9ieTOsitfiMi3)
CASA
DE
commuso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o anligo escri-
torio de commissao de escra vos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a recebar esera-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conla de seus senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmos sejam vendidos com promp-
lidio, a tira de que seus senhores nao soffram em-
pale com a venda delles. Nesle mesmo estabe-
lecimento ha sempre para vender escraros de
arabos os sexos, velhos e mogos.
O abaixo assignado taz sciente
8"* a todos os seus amigos e aquelles
que o quizerem honrar com a sua
H conianca,que elle tem estabeleci-
gjj do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
X andar, onde pode ser procuia-
S rado desde as 10 horas da manhaa
t ate' as 3 da tarde dos dias uteis.
| Eduardo de Barros Falco de
H Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
8 que.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servico ordinario de urna casa, e queira aeompa-
nhar a urna familia provincia da Parahiba ; a
(ratar na ra da Unio n. 50.
ymiiiti #
Q| Der advocat Cicero Peregrino faehrt @
^?, fort seine dintele zu bedienen, in sei- ^
S nemComploire Queimado Strasse n. 16. ^
0 wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach- Q
^ raittags 3 Uhrzu sprechen sein wird. ^
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio na ra do
Queimado n. 2\ primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
larde.
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on mallers affecting
his profession at his cffice, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'clock.
Calvicie.
A uUHdade da pomada ia*
diana ale sd de fazer nas-
cer oa cabello mais tambera
de dar-ibes forca para al-
tar a calvicie e nao deiia-
los eflabreoquecer to cedo
coma quando ella nao (or
applicada ; alem disto, sen-
do sa* eompoMc&o formada
da substancias alimentares,
a absopcio peloa poros nao
pode ser oaara. Depoailoe, rea do Imperador
o. 59, e ru do Crespo n. 3.
O hachare! Antonio Annes Jacome Pires
contina a advogar aa ra das Flores n. 9.
Obackarel WITRIVIO
L' avocat Cicero Peregrino continuo k
exercer sa profession, ra do Queimado,
26, 1." tage, ou l'on peut le trouver
lous lesjours de dix irois heures.
Alugam-se o primeiro e segundo andares
da casa da ra da Cruz n. 21, com excellentes
commodos e aceio, sendo o primeiro sndar o
mais proprio possivel para escriptorio : a tratar
oo armazem da mesma casa.
Aluga-se urna preta idosa para
casa de pouca familia, que cozinha o
diario de nma casa, compra e lava de
sabao e varrella : na Estancia n. 4. |
Ao Sr. Germano.
Pede se por sua bondsde que leve espectcu-
los nos dias santificados, e podendo ser, princi-
piar as 4 1(2 horas da tarde, e do contrario s 6
t|2 esperamos ser servidos, o que nao de es-
tranhar, visto sempre serios altendidos pelo Sr.
Germano, principalmente o Avd dos caixeiros.
Perdeu-se da igreja de S. Francisco, ra
das Cruzes, Crespo, Passeio at o caes do Ramos,
um alflnete de ouro para senhora : quem o acho
leve-o a ruadas Cruzes, loja do sobrado n. 20,
quesera recompensado.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar,
ou ura segundo andar, na fregueza da S. Jos,
dando-se bom aluguel e bom tralamento a pro-
priedade, ou permuta-se por outro : na raa do
Rangel n. 11, loja de louca.
Precisa-se comprar urna cabra bicho, que
sirva para criar urna crianza, e pag-i-se bem : na
ra do Imperador o. 67, no segundo andar.
Antonio Coelho Ferreira retira-se park Por-
tugal adra de tratar de sua saude, e julga-se sal-
Hado de suas contas : mas qnem se julgar cre-
dor, apresente-se em continente
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ruar-
te Coelho ; na ra da Madre de Dos a 38.
O abaixo assignado roga ao Sr. S. A. V.,
morador na Cipunga, que em fevereiro do cor-
rente anno levou dous penles da tartaruga para
amostra, como fim de comprar um, o favor de
os vir entregar, sob pena de ver seu nomo por
extenso, e ser chamado perante s autoridades
competentes.
Jos Joaquim da Conha Guimares.
0 abaixo assignado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Mello, a escrava
parda de nome Joanna, de idade de 30 annos,
com um filho, tambem um mulatinho de nome
Candido, de 2 annos de idade, e deixando-os em
poder do mesmo, por assim peitir a mulher, quan-
do os mandn buscar, elle respondan que ditos
eacravos haviarn desapparecido de seu poder sem
3ue soubesse para onde. Suppoe-se que os mao-
on oceultarno Rocife on em Afogados. Desda j
protesta o abaixo assignado contra qum os ti-
ver, cobrando os dias de servico, e prooedendo
com o que determina a lei em casos laes.
Antonio de Sonsa Leao.
Os Srs. Manoel Corroa de Amoros, mora-
dor no engenho Piedade, Joto Antonio Pereira
de Ol-eir, morador ea Muriseca, Jernimo Jo-
s da Costa, Juviniano Diamantino Airea de Li-
ma, Antonio Vicente, queiram apparecer na loja
da ra Direita n. 68, a negocio que loe diz res-
peito.
Algodao da Baha.
A fabrica de Santo Antonio de Queimado teas
feito o sen deposito em casa de Marques, Barros
& C, (aseada superior e propria para saceos de
engenho.
POdft SCF
procurad* na ra Nova i. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa 4* Carmo.
LOTERA.
Nao sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar marcar ja o dia im,
preterivel da extraccao da segunda par-
te da nona loteria a beneficio da igreja
matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bilhetes visto que tem i-
cado sempre com porcao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
mitas de recursos pecuniarios em que
nos acharaos epela grande porco de bi-
lhetes, meios e quartos das loteras de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os vapores su astucio-
samente vendidos contra as disposicues
fia vigor, aniquilando assim as nossas
loteras (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes necessida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
Huilientos de orphaos, matrizes (que se
achaco quasi todas em ruinas) a fazen-
da, provincial e mais beneficiados visto
como sua commissao insignificante como
e' em partes de loterias to pequeas e
que maiores nao podem sev pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empreados, juiz, typographia, listas,
annuncios e outros muitos e ale'm disto
ao jogo toreado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bilhe-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loterias ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Chagas e no Recife ra da Ca-
deia n. 45 dos Srs. Porto & IrmSo.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
Nova-oiao.
Por deliberado d. a4ml rtirnrtnri. A~ X
conformidade com os nossos estatutos, ^
aviso a todos os Srs. socios compare- lg
cerem no dia 12 do correte pelas 10 ho- x
ras do dia na casa deata sociedade, para lf
em assembla geral elegermos a nova di- 2
rectora que tem de funecionar de* maio il
correte a novembro proiimo futuro.
Recife 6 de maio de 1861.
8 Gomes de Amorm,
Io secretario.
Modista de Lisboa
Na ra das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeiles de cabera, tambem se lavam e enfeitam
chapeoade palha de senhora, ludo com promp-
tidao e pelo gosto de Pars, para o que rec 'be tl-
gurioos por lodos os vapores que vem da Eoropa
Pergunta sem olfensa.
Um pobre diaboque comprou, ha al
guns annos, bilhetes de urna rifa de um
sitio na Passagem, deseja saber: 1* se
aioda tera' lugar a extraccao da referi-
da rifa ; 2- no caso de nao se proceden-
do a ella, quem derera' restituir o im
porte dos bilhetes; 3* se, pendente como
esta' a posse de urna tal propriedade,
podera' seu dono divid -la em partes e
vedde-la ; isto deseja saber um
Martyr.
Offerece-se urna mulher para engommar :
a tratar no Caminho Novo, casa n. 75.
Deseja-se alugar um aitio que tenha boa
casa e arvoredos, perto desta praca : na ra No-
va n. 47, se dir quem precisa.
Na livraria n. 6 e8 da prac* da
Independencia precisa-se fallar ao' Sr.
Sr. Christovao Santiago do Nascimento,
que negocia com gado.
Francisco Jos Leite declara as
pessoas que tem penhores em seu poder
que se n5o os resgatarem no prazo de
8 dias contados de hoje, serSo vendidos
para seu pagamento e seus donos sem
direito algum a have-los do annun-
ciante.
Precisa-se de dous escravospara serventes
de pedreiro : a tratar na ra Direita n. 84.
O Sr. Luiz Gonzbga da Rocha
chamado a praca morador em o Rio
Grande do Norte e que consta andar
nest Recife, ao qual se roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
Guardanapos para mesa
a 3f n. a doria ; na roa da Queimado a. 22. na
loja da fce .
Algodao monstro
deduaa largona a 600 rs. a rara: na roa da
Queimado n. 22, aa loja ds boa f.
A 160 rs. o covado.
Casaas lisas finas de liadas coras com 3 tit
palmos de largura, muito propria para roupio de
senhora e vestidos de menina, pelo baratissfmo
preco de 160 rs. o covado; na roa do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante iocorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratiaaimo
preco de 29400 rs. a vara : na ra do Queimado
EAU MHO
NATUfcAIXE DE VI
Deposito zta fcoMeaf ranceza ra da Cruz n. 22

jreco (
i. 22, na loia da boa f.
Chales de merino
estampados a 2|500; na raa do Queimado n
na loja da boa f.
Gravatinhas estreitas. /
Vendem-se superiores gravatiohss estreita* de
seda, nao s pretas como de corea, pelo bartis-
simo prego de 1|: na ra do Queimado u. 22,
loja da boa f. 7
Atoaihado de linho
com duas larguras a 29600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f. /
4' Primavera.
16 Ra da Cadeia do Recife 16
Loja de miudezas
DE
Fonseca & Silva.
Pentes de tartaruga para marrafa a 500 rs
o par.
Ligas para meias de senhora a 330 a 640 rs.
o par.
Papel pequeo braneo e de cor a 600 rs. o
pacote.
Dito paquete a 3 a resma.
Cera de carnauba.
t
Pechincha
sem igual.
Vende-se cera de
que ha n.sle genero
cife, loja n. 50.
carnauba
: na na
daC
Sai do Ass.
mais superior
adeia dt> Re-
A bordo do palhabote
com Tasso Irmaoa.
Garibaldi ; a tratar
Milho e farello a
3:000 rs
Vende-se farelo em porco a 3$ o sacco e a re-
talho a 35500, milho a 3$2O0 : na travesea do pa-
teo do Paraizo ns. 16 e 18, casa piolada de ama-
relio.
- & w
Superiores chales de merino estampados, Anos,
muite lindas cores, pele baratiaaimo prego da
ditoa de merino liso muito finos a 4, lindaa
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita f ranceza com 11 cu vados a 23500
o corte, cambra i as brancas de 109 a peca, com
pequeo toque de mofo a 3$ ; na loja do sobrado
de qualro andares na ra do Crespo a. 13, de Jo-
s Horeira Lepes.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrerer-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; Da ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Relogios,
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos traacelins para os
mesaos.
Compras.
Compram-se 4 venezia-
nas que estejam em bom es-
tado : na ruado Crespo loja da
esquina n. 8.
Compram-ae eacravos do aaso masculino de
12 a 20 annoa, cabras ou negros oa ra da Impe-
ratriz *. loja. ^
Compram-se neadaa da auno de tof : no
eaenprorio do Manoel Ignacio de Olimra 4 Fi-
rne, praca do Corpo Santo.
Cootara-se bucho da pascada
Cruzas n. 1.
Da raa das
T5K
Se
Vende-sa urna preta; aa raa da Santa Cruz
numero 7.
Vendem-se 20 bois novse muito gordos, es-
tando tolos acostumados a servir ; pode-e ver
, pode .
no engenho Sapucagi.e na occasio de se vehder,
manda-se entregar em qualquer estacio da\vi>-
ferrea, entre Escada e Recife : para informaCoes
pode-se entender com o Sr. Phitfleld, no escrip-
torio da via-ferrea, villa do Cabo, ou com oSr.
Aforde em tinga. \
I Estremadura
||Vioho puro de uva fabri-i
cado expressamente
|jem Portugal para Jos An-|
touio da Silva Jnior.
^^ O uuuuti^iauo icuuuvia au idcvuiiudii-
to de qualquer quantia por este vinho,
X provando-se nao ser s de uva com o al- j
cool oecessario para a sua conservaco.
Em ancoretas de 10 a 50 ( dinheiro) |J|
a no armazem de Izidoro Hallday, & C. ra en
aMmisitwi tusa shskmhS
Superiores filas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug o. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
lavradas, de lindos padroes, que se vea3e por
preco muito em conta, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para cilos,
cintos com fivela preta propriospara luto, luvas
de torzal com vidrilho muito novas a 1 $200 o par,
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda enfei-
tadas com bico o vidrilho a 2$ : isto s se vende
na aguia de ouro n 18.
Eafeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeupnovos e bonitos
enfeiles de grade para senhora!? e os est ven-
dendo a 4 cada um ; oa ra do Queimado, loja
d'aguia branca b. 16,
Vende-se na Lmgoeta n. 5, o
seguftite:
Manteiga ingleza flor al} n libra, franceza a
700 rs., cha prelo a 1#400, passas novas a 560.
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, tourinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos dovos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1100, charutos suspiros a 4$ a
cana, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
flto eDlarr*kdo, superiores marcas, de 1-5 a
1$500, rap Gasse da Bahii a t# o bote, cognac a
9fl a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5g500a duzia. cha hyssou a 20500 a libra,
vinho de Lisboa a J60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a Uta, e outros muitos
gneros em proporcao.
SEDULAS
de i$e 5000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por taotade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas daa mais pracaa do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo di Mondes, ra da Cruzo
n. 1.
Luvas de tonjal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de baraleira, est vendendo mui novas e bonitas
Iuvaa pretas de torga! com vidrilho a ljj o par;
a ellas, antes que se acibera : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'agoia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos da arroz, e a competente bo-
neca, cojos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesma as senhores usan delles
quando team de sabir, como para theatro, baile
etc., asara cada caixiarha lg, e barat pela au-
pariatidade da qualidade, alem de aerem mui
novoa cerno sao, o que os torna preferiveis: ven-
dem-se aa leja d'sguia^ranca, ra do Queima-
do n. 11.
Vendem-se travea de qnalidade muito bou
oa estacio das Cinco Ponas da estrada da ferro :
S tratar defronte da mesma n. 144
Vendem-se globos para eandieiros do |az,|
bombea Japy, mala barato que em outra qualquer
paite; na ra larga do Rosario a. 34.
Ceroulas francezas.
Vendem-se superiores ceroulas trancadas de
algodao a 18J a duzia. ditas de linho muito finas
a 28J>: na ra do Queimado n. 22, na loja da
boa f.
Calcas de brim.
Vendem-se calcas de brim braoco fino de li-
nho a 59000 cada urna, ditas do dito de cores a
3g500, ditas de ganga franceza escura a 3. ditas
de dita amarella a 2500: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Paletots pretos e de cores es-
curas.
Vendem-se superiores paletots de panno preto
e de casemira de cores escuras, obra franceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tissimo preco de 209 cada um ; na ra do Quei-
mado d. 22, oa loja da boa f.
Tarlatana.
Vende-se tarlatana branca muito fina com 11/2
rara de largura propria para vestidos, pelo bara-
tsimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado n. 22. na
loja daboaf.
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroqun
para meninos, pelo mdico preco de 25500 cada
um : na ra do Queimado n. 22, oa loja da
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6#.
Y Vendem-se muito bons chapeos de sol de seda
com cabo de canna, pelo baratissimo prego de 69
cada um : na ra do Queimado n. 22, loja da
boa f.
V- Vende-se urna armago de urna taberna
com, alguns gneros e tambem se vende a arma-
gBe "s, na ra Nova n. 50 : quem pretender di-
rija-ae 6 mesma.
\ OS MISTERIOS
CIDADE DA BAHA
POR
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da praca da 111 le pendencia a IpOOO.
Vendas.
Fio de algodao
da Baha.
Vende-se fio de algodao da Babia por prego
commodo ; em casi de Basto & Lemos, ra do
Trapicho ni 15.
Veodem-se taboas de amarello, loaro
por pregos razoaveis.
Potassa.
Vende-se a bem conheciJa e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por meos prego do que em
outra qualquer parte : do armazem da ra de
Apollo d. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1000
a lats com duas libras de excelleote marmelada
naciooal ; na praga da Independencia o. 22.
Nova carlilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da carlilha ou compendio de
doutrina christaa, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange lado quanto
contioha a aotiga carlilha do ebbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
compaohar am moribuodo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o crrante anno at o de 1903,
seguida da folhioba ou calendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, do a esta edigao da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de II-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
procos mui raspareis.
Cheguem ao barato
O Preguica est que i man do, am sos loja na
rus do Queimado n. S.
Pegas da bretaaha da rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para eal-
5. eollete e palito ts a 960 rs. o covado. cam-
bra la organdy da moho bom gosto a 48 0, rs.
a Tara, diu liza transparente muito fiaa a 39
**, 59, a 69 a peca, dita tapada com 10 varas
a 59 a 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260 e 2 80 rs. o aova-
do, riquissimos chales da marin estanpado a
79 e8, ditoa bordadas com duas palmas, la-
teada muito delicada a 9 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8>50U, ditoslisoe
com franjas de seda a 59, lango. da cseas edm
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias multo
lia (para senhora a 49 a dutia, ditas de boa
qualidade a 39 a 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desanhes, para caberta a 180 rs.
o covado, chitasasauras inglesas a 50900 a
pega, e a 160 rs. o aovado, brim braneo de pero
rinho a 19, 19300 e l60O a vara, dito preto
amito ancorpado a 19590 a vara, brilfaen&
anal a 400rs. o covado, alpacas de diflerentes
e&res a 399 rs. o aovado, easemiras pretas
finesa S9S00, 39e39500 o cavada, sembrare
pasta a da aeipiaes a 300 rs. a vare e entres
muitas fazendas que sa fari patente ao compra-
dor a do todas so darte amostras coa penhor,
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
aa travesea da Madre de Dos armazem
n. 15.
Vende-se confronte ao portao da fortaleza
das Cinco Pontas o seguiote : csrrocae para bois
e cavarlos, carrinhos de trabalhar na alfandega,
ditos de mi-, torradores de caf com fogio, do-
bradicaa de chumbar de todos oa tmannos, a
bem assim rodas da earrocaa e carrinhos, eixos
para os mesmos, e qnaesquer outras obras ten-
dentes s o CTicinas de ferreiro e cara pina, a ala-
ga m-se tambem carrocas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'agoia braoca acaba de recebar am novo
e grande sortimento de banhas, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetes, ec, etc., e com
isso s estimada banha, fluido napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Essa banha por sua saperioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, j ho-
je bem conhecida e apreciada, e coDtina a ser
vendide a 2*500 cada copo; aa loja d'aguia bran-
ca o. 16.
# Machinas de vepor.
# Rodasd'agua.
# Moendas de canna.
O Taixas.
% Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhoee.
(J) Alambiques de ferro,
a) Grivos, padroes etc./atc:
m N fundico da ferro de D. W. Boirmanl
9 raa do Brum passanda o chafaciz. m
JC
Caes do Ramos armazem
n 24.
e pinho
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de toreal a 800 rs, o par.
Chitas escoras francezas, tintas seguras, a 120
rs. o covado, ditos estreilos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a -
200 rs. o covad, pegas de bretaaha de rolo a 2*,
brimzinho de quadrinhos a 160 e covado, mnsse-
liaa encarnada fina a 329 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a lg 100 a vara, luvas de toreal muito unas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 boras da
manhaa s 9 da ooite.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. f
B, vende-se vidrilho preto, azul e braneo asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
Gaz para eandieiros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos eandieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raimundo Garlos
Leite A- Irmo.
A.ttci*yCo.
Veode-se um preto de roeia idade, com habili-
dades : na ra Bella n. 37, primeiio andar.
/?ua do Amorim n. 43.
Veodem-se ceblas oovaa e grandes a 1(000 o
cento.
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n 56, roa da Imperatriz,
outr'ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar! 11 chitas essuras cores fizas
a 160, 180 e 200 rs. o covado, ditas francezas a
240, 260 e 280 rs. o covado, la para vestidos a
320 o covado, chales estampados a 29700 cada
um, pegas de cassa para cortinados a 25O0, ditts
de cambraia para forro a lg600, ditas finas para
vestidos a 2#500, 39, 39500, camisas para senho-
ra, golliohas e puobos muito finos e iutremeios,
e tiras bordadas, tudo isto por baralo valor.
Potassa aRussiae cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposite da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e d# superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outrs qualquer parte.
Toalhas para mos
a 63 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na loia
da Bea f.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deleitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, paraoservigo diario de qualquer
casa ,- na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala Nova n.4 2
Vende-se em essa da S. P. Jonhston 4C
sellinse silbos nglexes, eandeeiros e castigaos
bronceados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro da
um o dous eavslos relogios de ouro patente
ingles.



DUtJO DI f M14MI0C0. SEXTA FEOfcl M IUIO B11M1.
C
Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 43
Qaaleer a joven e linda peraambacaaa, que
" rocure animar esta estaaelecimento man-
dando comprar unu botina U osto? Qal a
Mi da fMlM, prudente econmica que lbe
* M PcebMMb tela qaalidada e prego ? Qual
o cavalheiro on rapaz do positivo, que oioquei-
i coaoprar por 8.9 10, calcado que em outra
puto alo e readido ae nao por 10, 13 oa 14?
alteada ;
Senhoras.
Botines com lago (Jolj} e brilhantina. 5500
com lajo, da lustre (superfina). 5*500
com lago um pouco menor. 5*000
a mu kgo auperiores..... 5000
mb lago DuaMrot baixos. 4*500
sem lajo de cor....... 4000
Sapatoa de lustre. : 1*000
Meninas.
Botinas eom lago. ..;... 4J40O
sera lago.........4*000
para crianzas de 18 a 20.
Hornera.
a
a
a
a
a
a
a
3*500
10$000
lOfiOOO
9K500
98000
9*000
8*500
8$500
5&500
65COO
39500
6*000
55003
NantesI lastre. .:....
Fanlen) courode porco inteirissas
Paoienj bezerro muito frescaes.
diversos fabricantea [lustre). .
inglesas inteirissas.....
p gaspeadas.....
prora d'agna. .
Sapatoes.
Nantes, sola dapla. ...:..
a ama sola.........
a para menino 4$ e.....
Meio borcegues lustre.......
Sapatoes lastre..........
Sapa tos de t ranga.
Portuguezes de Lisboa finos.....J80r30
Frsncezes muito bem feitos.....1*500
Alem dissoum completo sorlimento do legiti-
mo co uro de porco e do verdadeiro corda*o para
botinas de hornero ; muito conro de lustre, be-
erro franco*, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sol, Oo, taisas etc., ludo
em grande quantidade e por presos inferiores aos
de outrem.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca receben oras e delica-
das capellas de flores finas para as noiras, e as
est rendendo a 6* e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
fcii
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
prelos ricamente bordados, ditos de co-
res, sabidas de baile.saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e pregos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
dirersas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, graratas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar r rr
Quero duvidar ?a ver
Quem duvidar rver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
&aisaittBsi6-di3 vazamimmi
^Viohos engarrafados^*
Termo-
Collares.
Larradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintbo.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigartb n. 19, primeiro andar.
Laafiaapara bordar.
A roja d'aguia branca receben ib noro sorli-
mento de Ha de bonitas e dirersas cores, para
commodidade da sua boa Ireguazia neta rendan-
do a 7| a libra. o que em outra parta se alo acha,
sendo assim fina : s aa loja (fssjga branca, na
do Qaefmado n. 19.
SSamm
k PRIMAVERA
RsadaCadeia o Recife-.
LOJA DE MIUDEZAS
DI
Fonseca Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
8*. dita de Cologoe a *$800 e 48 a gar-
rafa, fitas de velludo abertas de todas
as larguras por precos baratissimos que
vina daa amostras se dir, ditas de
seda l&rradas de dirersas larguras,
franjas de difieren tes qualidades, bo-
tos para punhos de bom- gosto a 320
rs., bengalas superiores de 1* a 1)800
cada urna, apparelhoa de cha para brio-
quedos de cria o gas a 1, 2,3 e 4*. ditos
de porcelana propriaa para duas pes-
soas a 6$, jarros com pomada par a 3,
pomada em ridros de 800 a 13 nm, tio-
teiros psra trazer no bolso a 400 rs. um,
caixas tranaparentes para rap urna 320
r., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dourados a t*. lu vas de seda para
homem e seohora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 1J urna, ditas
com espelbos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 2*500 o par. figuras com
tioteiros e arieiros um 500, 800 e 1*.
ricas caixinhaa de vidros com espe-
lhoscontendo perfumarlas a 2*500 cada
urna, meios aderemos pretos a 800 rs.,
mareas para cobrir a 80,100.120 e 160
ri. a groza, sabio leve a 160 rs. um,
peotes de massa em eaixinbas a 600 e
800 um e a IglOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caetas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
boies de todas as qualidades para col-
leles a 240 rs. a duzia, loras brancas
para homem com pequeo defeito a 160
rs. o par, boioes de louga para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 1200 a duzia, pegas de bico de
10 raras de 600, 800, 1,1J200, 1*600,
1*800 e 2 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinbos de la a 400
rs. o par, condeces, balaioa e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanbo se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 1J cada um, ditos do chili a 4 cada
um, spatos de tapete para homem e
senhora a 1* o par, ditos de pelucia a
1*500 o par, caixas com ridro e espe-
Iho para aabooele a 500 rs. e sem ridro
a 100 rs., oculos de alcance pequeoos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos do que em outra qualquer parte.
AGKTXCIik
DA
Importante
Aviso
Na leja de4 portas da roa do Queimado n. 39,
acha-se um grande armaren) eom todo o sorti-
saentode re upas feitas, para cujo fia tem mon-
tad* urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre viodo de Lisboa, pa-
ra dse m peonar toda e qualquer obra que se I he
encommende; por isso que faz un convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. efficiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparoa
e muito bem feitas, lambem trata-se fazer o tar-
damente todo complete conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figuriaos que de
l rieram ; alm dlsso faz-se mais casaquiohas
para montaria, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do roaior e de cavallara, quer seja singelos 00
bordados a espeqoilha deeuro ou prsts, tudo ao
gesto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarxadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimera aonde se fazem as melhores
conbecidas al hoje, assim como lem muito ricos
desanos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franeeza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franeeza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se fien responsarel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia qne se prometter, segundo o systema d'onde
reio o mestre, pois esp* ra a honrosa risita dos
dignos senhores rislo que nada perdera em es-
pe rimentar.
Luyo e vaidade.
Drama era 5 actos, pelo Sr. Dr.
Macedo.
Acha-se a renda na lirraria universal de Gui-
mares & Olireira, ra do Imperador n. 55: prego
de cada exemplar 23000.
Vendem-se selindros para padaria nora-
menle chegados da America, por prego commo-
do : a tratar na ra Direita n. 84.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca eodem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listrss, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita [que as
torna mui mimosas a 800 e 1 a rara, pregos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas filas serrem para
enfeites de chapeos, cinteiros para criangas, lagos
para cortinados, froohas e muitas outras cousas
Pechincha
chapeos a Garibaldi. %
Ricos chapeos de palha enfeitados da
ultima moda pelo baratissimo prego de
IOS' oa rua da Cadeia do Recite n 24. @
a -e
Queijos do vapor a 1,800.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor a 19800, manteiga ingleza a 800 rs-,
arroz de casca a 3*300 a sacca e 2u0 rs. a cuia ;
na rua das Cruzes n. 24, esquina da traressa do
Ouridor.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
A 3*000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, rendendo-se por este prego
por ter alguna massos com pequeo toque de bi-
cho : no largo da Assembls n. 15, trapiche
Baro do Lirramento.
Mais que Pechincha!!!
Aletria, talharim e maearro a 400 rs. a libra :
vende o Braodao. na Lingoeta n. 5.
A 5000,
Madapolo largo muito superior eom pequeo
toque de arara a 5g peca : na rua Nora n. 42,
loja de Tertuliano Candido Ramos & C.
Palmatorias
d lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para reas a
400 rs. cada urna : na rua do Queimado, loja da
gua branca n. 16.
Arados amen cano se machina-
par a lavar roupa: em caa de S.P. Jo
bastn 4 C. rus daSenzala n.i.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
nas de eozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com eros
aperfeicoa-
mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
18, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado eipressamente para as mesmas ma-
chinas.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
A loja da>aguia branca recebeu de sua propra
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est rendendo
HtSrSl'aiSS^^t (De8Se g6ner. n5o|comprando-sepeca8efaralgum abate: na ru
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que serrem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engrtgado
possirel : tudo isso na rua rua do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C, de New-York. Acham-se
renda na rua da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se rendem a 1JO00.
Attenco aobom.

Dues excellentes mucambas de idade de 16 a
18 annos, 1 escrara de meia idade, ptima cozi-
nheira, por 5505, 3 escraras e 1 escraro para to-
do o serrigo por commodo prego: na rua das Aeoas
Verdes n. 46.
Pechincha
Rua do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de avaria.
Pegas de cambraia lisa com 8 li2 raras a 2S500
e 3S00O.
Ditas de algodaozioho americano com 14, 16 e
20 raras a 2, 2*500, e 3g500 limpo.
Chitas francezas, lindos desenbos e cores fixas,
de 240 e 260 rs.
Cambraias mindinhss, corado, a 240 rs.
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Ilowie
(C.
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
. Rolbas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Tinta de todas as cores.
Sellins, ailhes, arreios e chicotes.
Rua do Trapiche n.' 42.
lELOfilOS.
IKI
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos arisa aos
seos freguezes desta praga e os de fra, qne tea
exposto renda sabaode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Trarassos Jnior
& C, na rua do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de oatras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de relaa de carnau-
ba simples sem mistura algoma, como as de
composigao.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Harana, rende-ae por
8*000 e ceato, no armazaea de Francisco L. O.
Azeredo, A raa da Madre de Deas o. 1S.
Earinha de Santa Catha-
rina,
muito ora, torrada, e de excedente gosto, Igual
a de Muribeca ; a bordo do brigue Mara Rosa,
atracado ao trapicheBario de Lirramentono
largo da Assembla n, 15.
Vende-seem casa de Saundres Brolhers A- C.
prara do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Para^homem,
Pechincha sem igual.
Paletots saceos de casemira mesclado,
de cor e preto a 12g.____________
Ditos sobrecasacos gnlla da mesma fa-
zeada e de relindo i 20*.
Ditos de brim de linho braceo a 4#.
Chapeo preto muito uno a 8$.
Corles de casemira superior a 4 jOO.
Brim de lioho trangado liso e de cor
corado 640 rs.
Graratas de seda e gorgurao a 500 o
Camisas brancas e
as a 2*.
de cores muito -
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de snda-
lo novo modelo para 2* e 5g.
Recebeu-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de mlisselina e madapolo
s
IC0 LOW-MOW,
Ru i Sentlla Rovt i.42,
Wte estabelecimeato connia aharerma
completo sor timan to da moendas emeias moen-
das para engenao, machinas da vapor a taixas
i ferro batido a eoado, de todos os tamanho
Pra dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serupre do mu depo-
sito da raa da Moada n. 3 A, nm grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, .da
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, faienda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim braneo, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de coree a 4fl,
dilos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
3*, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, graratas de lioho aa maie mo-
peroas a 200 rs. cada urna, collarnhoa de linho
da aliima moda, todas eslaa fazendas se rende
barato para acabar; a loja est aborta des 6 ho-
ras da manba at as 9 da noite.
A 1#000
a lata com 11 [2 libra de superior mermelada im-
perial ; na praga da Independencia n. 22.
Queijo suisso.
Vende-se da melhor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, queijos flamengos a 1*600
cada um ; na rua das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de qaadriohos muito bem feitos. proprios para o
campo a 40 cada um : na roa do Queimado n.
22, na loja da boa f.
E pechincha.
Pegas de ntedapolao ararlado a 19, 29, 2*500
cortes de rscado francez a 2*, corados do mes-
mo a 180 rs. : na rua do Queimado o. 44.
Attenco.
Ricas saias de cambraia bordadas s 34 cada
urna : vende-se na rua Nova n. 42, loja de Ter-
tuliano Gandido Ramos & C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo prego de 16$ cada urna : na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucie.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos corles de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5$ : na rua do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meniuss.
A loja d'aguia branca recebeu oa bonitos pen-
tes de gomos rolteados para segurar cabello de
meninas,eos est rendendo a IgOO : na loja
d'aguia branca, rua do Queimado o. 16.
Queijos do vapor,
Vendem-se de 1*800 a 2$ : na traressa do pa-
teo do Paraizo o. 16, casa pintada de imarello.
REMEDIO INCOMPmVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e prorar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizerara lem seu enrpo e
membros inteiramentesaos depoisde havar era-
pregado intilmente outros trataraenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao tao sor prendentes que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
I pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tee
deviara soffrer a amputagao Dellas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos depade-
timentos, para se nao suhmeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nheciraento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenlicarem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do tttado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algom tempo o
tratamento que neeesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar i nen testa velmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Tainhas do Rio Grande, j JVovos e hontnc
Vendem-se a bordo do oalhabotflNiir.u< mi *-lv vo ^ "vUXI/Ua
Veadem-se a bordo do palhabote Noraes, em
barra de quinto.
lii
[EOPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
Da
azendase obras eilasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Basto!
NA
Kua do Queimado
*. 4B, trente amarella.
Constantemente temes um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
2SJ"n-n0 6 de core muil flno 28,
01te 35$, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14, 16 a 18J, casa-
cas prttasmuito bem feitas ede superior
panno a 28, 30g e 35. sobrecasacas de
easemira de core muito finos a 15, 16J
e 18J, ditos saceos das mesmaa casemi-
ras a 105, 12 e 14$, caigas pretas de
easemira fina para homem a 8, 9, 10J
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 6, ditas de ditos de cores a
3, 35500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 48500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim braneo e de
fusilo a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
eordo sacco e sobrecasaco a 1$, 8 e 9,
colletes pretos para luto a 4500 e 5,
gas pretal de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boafazndaa3800 e48. colletes de rel-
iado de cores e pretos a 7* e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a6500 e
7, ditos de alpaca pretos sacces a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
! caigas de casemira pretas e decores a 6,
1 6g500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a'325 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al
f late onde mandamos ezecutar todas aa
obras com breridade.
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de recebar pelo ul-
timo rapor francas ama peqaena quantidade de
enfeitea de reliado oa mais modernos e bonitos
que aqu tem vindo. e de seu cosame est ren-
dendo mui baratos a 10 cada em ; por isso di-
nKt!il0gV *".''* ->i"- kranei, ruado
Queimado n. 16, antes que ae acaben.
Attenco!!!
Vendem-se os escraros seguintes, sem ricios
edefeitos, todos sadios : urna preta ptima cozi-
nheira e laradeira de sabo, e outras habilidades.
2 ditas engommadeiras, 1 dita que cozinha bem,
cose, engamma muito bem, faz doces, cose e cor-
ta de alfaiate, tem 40 annos de idade, e 1 dita que
tambem cozinha multo bem o diario de urna casa,
cose e faz todo o mais servico ; 1 preto de 50
annos, forte e robusto, proprio para servico da
praga ou de sitio ; 2 ditos mogos e possantes pa-
ra qualquer servico, tanto da praga como do
campo ; 1 mulato e 1 dito acabocolado com 16
annos, proprios pira pageos ou outro qualquer
serrigo, sendo que um delles monta muito bem
a cavallo, e 1 moleque de 13 para 14 annos, de
bonita figura para todo o servico : na rua das
Cruzes n. 18.
Espermacete
de 6 reas cada masso a 800 rs. a retalio, e em
caixa a760rs. : na raa do Imperador n. 28, ta-
berna do Campos.
Vende-se urna mulata de bonita figura, sa-
be lavar de rarella e sabo, engomma, cose cos-
tura chia, e cozinha o diario de urna casa : quem
a pretender, dirija-se a rua larga do Rosario nu-
mero 26.
Ceblas a 1 #200 o cento.
Bolachinha ingleza a 160 rs a libra, toucinho
de Santos a 240, presunto a 320 : na rua das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Duas escravas.
Urna pessoa que se retira para Europa, vende
duas escravas : a tratar na rua Imperial n. 1, se-
gundo andar.
Vendas.
Vende-se a taberna da rua do Codorniz o. 12,
muito afreguezada para a trra, e com poucos
fundos, propria para um principiantb ; a tratar
na mesma.
para senhora a 4 e menina a 3.
Chitas francezas claras e escuras edr fi-
xa, padroes modernos covado 280 rs.
Vende-se na rua da Cadeia confronte o
neceo largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digue
mmmmmm vnzm mmmm*
Agua inglezcT
de Lavander a mil ris o
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a rerdadeira
agua inglesa de Lavander, superior a todas as
outras, a 1 o frasco : na loja d'aguia branca,
raa do Queimado n. 16.
Gra\a econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de lonea a 640 e 800 rs. cada na. A su-
perloridade de tal graxa ji coonecida por qoem
tem usado della, e aera mais por aquelles que de
oro compraren). Ella serve igualmente para
aaaciar e conservar o coaro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, conser-
va-ae por 3 e 4 sem necessidade de aara graxa:
acha-se renda na rna do Queimado. laja d'a-
guia branca n. 16.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de eabeea.
-das costas.
dos membros.
Eafermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
In chaces.
Inflammagao do ligado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurac,5es ptridas.
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das aniculages.
Veias torcidas oa Bo-
das las pernas.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda i
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada boeetinha contem
urna instruoeio em portugus para explicar o
modo de fazer uso desle ungento.
Q deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmiceuco, na rua de Cruz n. 33, un
Peroambuco. "* -
Acaba de
chegar
ao boyo armazem
DE
BASTOS & REG
Na rua Nova junto a Con-
cei$o dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos cuito modi-
ficados cerno de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
ecasacos feitos pelos ltimos fisurinos a
26, 285. 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos prtlo a 16|, 18f. 20 e a 24j
ditos de casemira de eflr mesclado e d
novoa padroes a 14. 16, 18, 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 10, 12 o a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12$, dilos
de sarja de seda a sobrecasarados a 12
ditos de merino de cordao a 12, dilos
de merino cfaioez de apurado gosto a 15
dilos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10s'
ditos ccoa pretos a 4. dilos de palha d
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 3j5Cl(J 4
ea4500, dilos de fusto braneo a*4
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de cores
finas a 2g50O, 3, 3500 e a 4g, ditas de
brim brancos finas a 4500, 55, 5500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 6g, colletes
de gorgurao preto ede cores a 5fle a M
ditos de casemira de cor e pretos a 4S500
e a 5, ditos de fusto braneo e de brim
a 3 e a 3500, dilos de brim lona a 4g
ditos de merino para lulo a 4 e a 4500'
caigas de merino para luto a 4S500 e a 5fi'
capas de borracha a 9. paia meninos
de lodos os tamanbos : caigas de casemira
arela e d* cor a 5J, 6 e a 7, ditas oitas
de brim a 25, 3 e a 3500. paletots sac-
eos oe casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonete
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos'
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annoa com cinco
babados lisos a 8 e a 12J. ditos de gorgu-
rao de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
brim a 3, dilos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deisam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar e que para este Om
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
i pela sua promptido e perfeigo nada dei-
jj xa a desejar.
la do Crespo*,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de Si, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar conlas.
chapeos do Chille para homem e menino a 3500
cortes de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito flno e padroes novos a 500 rs. o covado
pecas de entremeios bordados finos a 1500. ba-
bados bordados a 320 a vara, gollnhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil 1 2. bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1S280 a rara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25, paletots do panno e easemira de 16 a 20JI
dita de alpaca pretos de 3500 a 7J, ditos d
brim de 3 a 5, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5,
cortes de cassa de cores a 2, pegas de madapo-
lo flno a 4500, assim como outras muitas fa-
zendas que se rendero por menos do seu ralor
Dar acabar.
Vende-se urna negra moga do bonita figu-
ra com um filho de 3 annos, cozinha bem o dia-
rio de urna cesa, lara e passa roupa a ferro ; na
rua dos Pires n. 43.
.Fazendas de todas as qualidades.
DE
Joaquim F. dos Santos.
40-MJA DO OUEIIADO-40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Grosdenaple relo o corado a 3$,
2500, 2$ a 1600
Seda larrada preta e branca o co-
rado 3 '2500 e 2000
Setim preto superior o corado a 45OOO
Cor s de restidos de gorgurao de
seda preto de 2 saias a 80 e 70000
Mantas de blonde protas e brancas
para senhora a 12 e 8S0OO
Lengos de gorgurao de seda preto a 2000
Dilos de seda roxos para senhora
a2fte 156OO
Tafet preto e rflxo a 1J e 500
llantas de fil de linho pretas a 16(000
Sedas de cores o covado. a 18500,
1, 900 e 800
Dirersas fazendas de l e seda. f
Cambraia e seda a corado a 500,
640, 800, 1 e 1JJ00
Velludo preto multo superior o co-
rado a 59000
Panno e casemira preta e de cores
de todas as qualidades 9
Casemira preta de cores de 2 largu-
ras corado 2J000
Organdys muito fino ede noros de-
tenaos rara 150OO
Veos de cores para cabeca de se-
nhora a 39OOO
Tiras e entremeios 9
Merino setim preto e de cores pro-
prio al para vestuarios de me-
ninas o corado
Enfeites para cabega de senhora
Saias balo de madapolo, de mus-
selina e de 30 arcos a 39500.
4f, 4500, 5 e
Selim preto azul e encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o corado
Luva preta de seda de lodas as
qualidades para senhoras, ho-
rneas e meninos
Mantas para grvalas e graratas de
seda de todas as qualidades
Chales de merino bardados, liaos e
estampados de todas aa quali-
dades
Ditos de louquim braneo muito fi-
nos
Cortes de vestido de gaze do seda
e phaotasia
Peitos de cambraia de lioho para
camisa lisos e bordados
Ditos de madapolo brancos e de
cores
Chitas francesas a 909, 280, 300 e
Cassas francezas preta e cor de
rosa a 600 e
Lengos bordados a liaos de eam-
19000
9
69000
19600
310
500
^T Sargelim de corea pratiado corado 320 braia de linho e de algodo
lK>^ ifaBTCSBi iflF'rJi flcrtr^ji rf^ffe


(8)
DIARIO DI lEllUJIBlICO. SEXTA FEIRA 10 DI MAIO DE 1811.
S
Litteratura.
03 AHDISM INGENIA.
Scbom da vida theatral.
Romanee indito
por -
Henrique Murger.
i
Nos ultimes dias do mez de margo de 1832, a!
celebro Coslenslir*, gedias lyricas cuja memoria viro no theatro, diri-
gi se par* Londres, onde havia sido escriplurada
para a abertura da esiagao. Nao havendo enlao
camiohos de ferro, viajara ella etn sege de posta,
acomp'aohadn de uma s criada grave.
Essa rapariga era urna Alsaciana chamada Ha-
ra Peusch ; porm, Ora de exprimir tem duTlda
a dedicagao e fidelidad* que chegra a reconhe-
cer na camareira durante os dez aonosque a ser-
vil, a Cosleozina a tinha baptisado com o nome
de Caniche, pelo qual era conhecida de todos os
que gozaram da intimidado da grande artista.
Quando a sege do posta approximava-se de
Amieos, a Costenzina, que adormecer is primei
ras rollas das rodis, foi despertada pelas queixas
e gemidos que Mara procura em o conter,
O que 6 que roc tem, Caniche '.' exclamou
a Costenzina sobresaltada ; o aperlando entre as
suas as mosda coDipanbeirs, sentiu-as molhadas
de um suorfrio.
A camareira, que desde a prmeira muda luta-
va com uma indisposigao cojo carcter aggrava-
va-se cada vez mais, proeurou tranquilisar a
ama attribuindo essa indisposico a orna digesto
diflicullosa : porm os tremores sbitos que ella
nao podia reprimir, os gritos de dr que Ihe es-
capa vam, desmentiam-lhe as patarras. No mo-
mento em que entraram nos arrabaldes de
Amieos, nolou a cantora que o rosto da criada
estava desfigurado por causa de uma contrario
das feicdes.
Foi tal o susto que ella deitou a cabera (ora da
portiuhola e gritou machiaalmenle :' Soccorro I
Vera reflectir no efteilo que ease appello podia
produzir meia noit\ n'uma ra de provincia.
Aquello grito exprima tanto mdo que o posti-
lho peosou ao principio n'um ataque oociuroo 3
endireitou-se no cavallo em que montara, ar-
mando-se de uma pistola que tirara dos coldres.
Vendo a ra deserta e nao comprehendendo a na-
tureza do perigo contra o qual a viajante pedia
soccorro, apeou-se e approximou-se da portinbo-
la com a lanterna na mi. A cantora nao Ibe
deu tempo de interroga-la.
O seohor que desla cidade, disse ella, de-
Te saber onde moram os mdicos. Lere-me ao
que ficar mais perto, minha camareira est
norte.
O postilho deitou os olhos para dentro do car-
ro e rio Maria estorcendo-se na banqueta. Para
amortecer os gritos, encostara ella o rosto contra
o regalo da ama.
E' de admirar, resraungou o postilho, cuja
physionomia rerelara mais sorpreza do que com-
paxio, a segunda rez que isto me succede es-
ta semana.
Eoto, nao me oure? continuou a cantora.
Nao vi que esta rapariga est muito mal. De
pressa, casa de ura medico ; r por faror I
Oh I minha senhora, respondeu o postilho
mostrando com o dedo a casa diante da qual ha-
Tiam pando, estamos justamente porta do me-
dico que lboconrm.
A Costenzina levaulou a cabeca e aristou na
altura do primeiro andar uma taboleta de portei-
ra alumiada por um lampeo adaptado ruesma.
Ja o poslilhojdirgia-se para a compainha noc-
turna, quando foi chamado pela cantora que tere
alguma difilculdade em persuadir-lhe que elle
enganara-se* em sua supposigo. Parecendo a
doente socegarpor um instante, a ama deu or-
dem ao postilho que a lerasse para o hotel da
Inglaterra.
Duas rezes na semana, tambem de mais I
murrourou elle ao montar.
iJ'ahi ha cinco minutos, parara a sege de posta
entrada do hotel indicado.
O dono apresenlou-se portiohola.
Um quarto, uma cama bem quenle e um
medico, ja, exclamou aCo3tenzina 1 E anda fal-
lando, tirara um capote de viagem forrado por
dentro alim de cobrir Mara, cujos denles conti-
nuaran) a>ranger ibo regularmente como se fos-
sem mondos por um mecanismo.
Jos, disse o dono do hotel a um dos cria-
dos, rae cmara do doutor, no n. 17, e se elle
estirer deitado, pede-lhe que desga. Aqui esto
estes viajantes que precisare delle. Minha se-
nhora, continuou elle, diriglodo-se a cantora, a
quem elle ajudara a conduzir Mara, Vmc. rae
ter um dos primei ros mdicos de Pars, o qual
est de passagem nesta cidade, e nomeou uma
das illustrages da sciencia moderna.
O doutor I exclamou a Costenzina com
alegra, elle est aqui, Caniche, acrescentou ella,
est ourindo : o doutor j vem ; nao se af-
flija, elle ha de a curar: e vendo que a camarei-
ra nao Ihe dava ouridos e que conliouara a ge-
mer, acrescentou, fazendo por cima da cabera o
celebre gesto de desespero interrogador cuja tra-
diccao deixou no theatro :
Mas o que tem ella, meu Deus, o que tem
ella?
Minha senhora, reio dizer o criado, o dou-
tor anda nao roltou ; diese-me o criado que elle
estara no theatro.
V busca-lo, meu rico, exclamou a cantora,
commacidade.
Da parte de quem ? perguntou o rapaz.
A Costenzina tirou do dedo um annelzinho de
apparencia mui simples, o qual apenas tinha por
ornato uma pedrioba antiga e grarada.
Mostr este annel ao doutor, disse ella en-
tregando a joia ao criado.
la este retirando-so quando um ruido de rozes
deixou-se ourir uo corredor do hotel.
Era o doutor *, que rollara do theatro com
um dos seus collegas da cidade, ao qual tinha
convidado para cear com elle. Ambos continua-
vam uma discusso que pareca ter por objecto a
representadlo a que acabavam de assistlr, e par-
ticularmente uma ora perola da Opera de Pars,
que Ihe hara prestado o auxilio de sua fama as-
cente.
Combatendo sem durida uma admirarlo ma-
nifestada com demasiado enlhusiasmo, dizia o
doulor* para o collega :
Essa moga a quem acabamos de ourir,
apenas um lindo passarinho que canlarola agra-
darelmente o que Ihe ensinou o realejo grande
do Conservatorio. Em Paria procuraos eorter-lhe
a carreira com exageradas oraedes que sao to
perigosas para o talento joven como a geada de
maio para a vinha anda ora. NSo oeri icu pre-
feito dizer em vez alta no salo que ella era su-
perior a Costenzina ? Se eu fosse ministro, de-
-nrttertae funecionario que tomas** a liberdade
de proferir uma tal berezi*.
A sua idolatra por essa pessoa celebre, res-
pondeu-lh 'o colleg, torna-o exclusivo par
com os outros artistas.
A Costenzina, replicara o doutor, nao
tima artista, a propria arte.
Neste momento o criado do hotel approxima-
va-se delle e entregars-lhe o annel da cantora.
Essa senhora tem uma doente, aerrescentou
elle.
O doutor entendeu : a Ella est doente. O
collega rio que elle empallideceu.
Meu collega, disse-lhe, queira entrar por
um nstame om meu quarto. Talrez precise do
aenhor.
E dirigiu-se apressadameote para o aposento
da cantora. Apoiada por dos criadas do hotel,
esta procura conler Mara que debatia-se na ca-
ma entregue a uma criae mais violenta.
Ah I roed, doutor, disse ella, Deus o tras,
e arrastando-o par* a doente, inclinou-se para es-
te com um castice! na mi, e disse-lhe :
Caniche, olhe o doutor I
Tendo este apenas lancado um olhar para Ma-
ria, segurou a cantora pelo braco eretirou-a da
cama com um gesto to cheio de terror que as
duas camareiras do hotel pozeram-sd ao mesmo
tempo fura da alcova.
Eoto, oque tem ella? perguntou a Costen-
zina cada rez mais assuslada.
O doutor ia responder ; porm detendo-se co-
mo que essaltado de uma reflexio repentina,
moslrou a porta s duas criadas que sshiram es-
pavoridas.
A artista renorou a pergunta.
O que ella tem, respondeu o doutor, vol-
tando-se para a cama onde Canicho continuava
a estribachar, o mal que daqui ha uoi-mez de-
simar a Franga ; e, chegando-se para junto da
cantora, disse-lhe em roz baixa :
Tem o cholera.
alas o seohor ha de salva-la ? disse a Cos-
tenzina fazendo um morimento para a alcora.
E' a roc que devenios salvar, disse o dou-
tor detendo-a. Acabo de estudar o mal na Rus-
sia. Ao estado a que chegou essa moca, nada
mais resta a fazer do que prepsrar-lhe a morla-
Iha. Eia, signora, retire-se para outro quarto.
Mandarei arisa-la quando nada mais hourer que
fazer aqui.
Naquella poca, a terrirel peste do norte co-
megava apenas a primeira inraso continental.
Era uma molestia ora, cujo carcter fulminante
quando muito dar sciencia o tempo de o com-
bater com meios incertos que variaram segundo
as escolas de medicina. Cria-se principalmente
no contagio, e o simples nome do flagello era en-
lao bstanlo para irapressionsr perigosamente a
imaginagio.
A da Costenzina recebeu comtudo sem des-
mentir sua enrgica natureza, o choque que aca-
bara de dar-1 he aquella palarra terrirel.
O cholera 1
Se a molestia contagiosa, respondeu ella
ao doutor que instara para que sahisse, j devo
estar atacada. Nao abandonarei Caniche assim
como ella nao me abandonara se euestiresse em
sua cama e ella em meu lugar.
Voc l roc I naquelle lugar? disse o dou
tor. Oh I mas, accrescentou elle como se houres-
se perdido o accordo por essa simples supposi-
go, se assim fosse, eu ficaria louce I
A sinceridade desse grito e o gesto desespera-
do que o acompanhara quasi que faziam uma re-
velarlo.
Ella nada annunciara a Costenzina que esta j
nao soubesse.
Quando o doutor exprima a idea dessa loucu-
ra futura, j baria muito que fallaram della os
seus collegas e clientes, e apezar de todo o res-
peito que tributaran) na sociedade a sua elerada
repulacio to justamente adquirida, o culto ido-
latra quo renda publicamente Ilustre cantora,
era repelidas vezes objecto de maliciosos commen-
larios.
Nioguem podia crer que s a arle fosse a cau-
sa da exaltago que o transfiguraba quando pre-
senciava alguma ovario feita a diva, e nessas
occasies era voz publica que a gontil fronte lar-
ga e altiva da triumphadora exercia no doutor
maisattracgo do que a cora.
Era sabido que achaodo-se elle doente um dia
a ponto de nao poder ir visitar seus doentes, par-
tira no rigor do nrerno para a Varsovia, onde a
Costenzina creara um papel novo.
Quando rollara dessa viagem, uma de suas
clientes, senhora do bom tom, motejara-o a pro-
posito daquella fgida de rapaz com aquella gra-
ga particular s mulheres que sao espirituosas.
Nao sabe ? dizia ella com a lnguagem indo-
lente da curiosidade femenina, dizem que o se-
nhor foi ao polo a semana passada.
Sim, senhora marqueza, pelo menos aos ar-
reuores.
Foi p, doutor ?
Sim, senhora marqueza, respondeu o dou-
tor acceilando o gracejo, e tambem roltei p.
Trouxe guarnieres de pelles ? Dizem que
o paiz deltas.
Na realidade escolbi uma palatina de rapo-
sa e um regalo de arminho ; tendo, porm, com-
mellido a imprudencia deas trazer viras, a pala-
lina comeu o regalo pelo caminho.
E, continuou a marqueza agitando 9 leque
casquilhaote, sabe, doutor ; o que descobriu-se
durante sua auseneia?
Descobriu-se um novo veneno e uma mina
de ouro : dous venenos.
Despeilada por essa retirada de patarras era-
pregada para erilar o seu interrogatorio, a mar-
queza tomou a resolugo de ser francamente in-
discreta.
Affirma-se, disse ella, que a sua riagem da
semana passada tinha por fim uma grare infide-
lidade feita sciencia em favor da arle.
Seria ento a semana das infidelidades: em
todo o caso, accrescentou o doutor, a de que me
falla a senhora, bem podio servir d par infide-
lidad e nao menos grare que foi feita litteratura
em faror da diplomacia. Serla uma quadrilha.
Essa allusio directa a uma das precipitadas
vollas de affeico familiares marqueza, nao Ihe
fez mais do que corar passageiramente. Assim,
continuou ella tranquilamente :
Ento verdade o que dizem ? E accrescen-
tou em meia voz: at affirmavam que o senhor ti-
nha partido para a Polonia, com a inlenglo de
FOLHETIM
o
OBATEDORDEESTRADA
ro
PAULO DUPLESSIS.
casar-se com a Ma Bosinha de Barbeiro; por
isso, quando entrou ao sello, pensei que tem aa-
nunciar o doutor....
Bartholo, nio ? interrompeu o doutor ha-
bituado ao* epigraramas de sus aristocrtica
cliente. Ouca, senhora "marqueza, continuou el!
com um gesto de ameaga quasi wpplicam
me a Alija mais a este respeito, ou ento, se anda
fr maligna para comigt loejuieutido, hei de
ringir-me.
Como? disse a marqueza com aquella tom
rebelde que na bocea de uma mulher equivale a
uma provocagio.
Primeramente terantarci a suspenso con-
jugal a que condemnei ha seis mezes o Sr. mar-
quez em nome da faculdade.
Doutor '...
Alera disso, persuadir a senhora condessa
de Puyranieux, a mais dcil das miohas clientes,
que sua saude exige imperiosamente uma longa
estada em uma ora calda allema, que me pe-
dia a proteceo, e para l manda-lo-hei com o
filho.
Com o vlsconde 1 exclamou a marqueza
trahindo-se pela propria riracidade dessa res-
posta.
Penaa que elle pode deixar de aeompanhar
a mi que esta doente ? Se nio tivesse tal lem-
branga, continuou o doutor com uma zornbeteira
iogenuidade, a senhora marqueza nao seria a pri-
meira a empregar sua influencia para com esse
mancebo aflm de Ihe Indicar qual era o seu de-
ver naquella conjunctura t
O risconde, porm, disse ella, nio tem ne-
cessidade de aeompanhar a mi s cardas. A se-
nhora de Puyranieux goza de tanta saude como a
ponte nova.
A condessa flear doente quando eu quizer.
E' certo que a ponte nova tem uma saude hist-
rica, o que nao impede o archilecto que seu
medico, de empregar o crdito para Ihe persua-
dir de quando em quando que ella precisa de re-
paros. ,
Eia, doutor, fagamos a paz, disse a mar-
queza estendendo-lhe a mo; fez-me V. S. tre-
mer com as suas ideas de ringanga. Separar-me
do risconde, accrescentou ella confidencialmen-
te ; seria fazer dous infelizea.
E apprxima- U do marquez, disse o doutor,
sorrindo.
E' verdade, disse singelamente a marque-
za, seriam tres. Assim, a paz est conrencio-
nada, accrescentou ella ealeudendo a mi para o
doutor.
Sob condico de nao atormentar mais um
pobre homem que tem muita indulgencia e cabel-
los braocos.
Ah I fez a marqueza com malicia, cabellos
braocos, doutor I nao forano sempre brancos, e
affirmam por ahi que a sciencia disputa a muilos
riraes a gloria de os harer feito branquejar; alias,
accrescentou ella graciosamente com a mo para
a fronte do doutor:
Quando o senhor falla, ninguem os v, e
mormente quando falla oella.
Nao era raro que o doutor soffresse es-
caramugas desta especie, as quaes as mais ha-
bis manobras da curiosidade procuraran) arran-
car-lhe as confidencias a proposito da verdadeira
natureza de seus sentimentos pela celebre ar-
tista.
Todas as suspeitas a este respeito, forgoso di-
z-lo, erara autorisadas pela mudaoga que se ha-
ra notado no genio do doutor *, desde o dia
em que a Costenzina, j reconhecida soberana do
canto por toda a Europa, riera pedir ao publico
parisiense a consagrarlo de sua soberania.
Naquella poca tinha o doutor cincoenta e cin-
co annos, e sua ambiguo nada mais podia desejar
que nao tiresse obtido.
liara elle adquirido e merecido todas as dig-
nidades que assisnalam um homem altengio dos
outros. Sua fortuna era o sazonado fructo do tra-
balho honrado. Anda mogo, estrara a rida, e
para lho abreviar o caminho, nunca tentara ne-
nbum atalho.
Eta uma daquellas consciencias onde a equida-
de tem um templo, um coragio grande e hospi-
talero, porm, severo na escolha de seus hospe-
des, uma|d*quellas intelligencias destinadas a ser-
vir de molde aos grandes pensamenlos que a Pro-
videncia quer rulgarisar ; um daquelles homens
nos quaes a altirez de si proprio um derer,
visto como uma homenagem 4 virtude.
Perdoar-se-hia o orgulho do doutor. cuja per-
sonalidade resuma um daquelles typos raros des-
uados a tomar lugar entre as estatuas do futuro ;
porm, se elle conquistara a admirago, geral-
mente Ihe recusaram a sympathia.
Todas as suas estimareis qualidades eram de-
preciadas por um deleito, ao qual o mundo hade
preferir sempre todos os ricios : A insociabt-
lidade.
Onde achira o doutor os principios daquella
misantropa que sempre o havia atormentado, e
que fazia-o atormentar os outros ? Nao poda
ser no rancor que alguos homens rudemente es-
perimenlados, conservam contra o rigor de seu
antigo destino.
A vida tora sempre fcil para elle, e a prospe-
rldade havia marchado ao encontr della. Seria
no esludo de uma sciencia que, pondo o homem
em contacto diario com todos os males da natu-
reza, lheiuslilla o desprezo frgil machina con-
demnada a soffre-los'.' Urna especie de phlysica
moral apanhada as fontes de philosophias insa-
lubres ? Ninguem sabia, e o proprio doutor nao
poderia responder a si mesmo se se interrogasse
a tal respeito.
Quando esse homem voltava para a casa noi-
te, e quando sem baixar os olhos fazia passar di-
ante da memoria todas as acedes daquelle dia,
pensava poder adormecer no feito do justo. Vo-
luntariamente ou sem o saber, talvez houresse
perturbado o somoo de dez pessoas, por causa de
uma daquellas palarras que Ihe escaparam da
bocea como de uma funda armada de ver-
dades.
O que fazia essa franqueza to perigosa era ser
servida por aquelle terrirel genio salyrico, que
mormente em Franga seduz aos propnos que rae
ferir.
Assim, o doutor *** era o terror dos homens e
o paror das mulheres, que encontrara nos saldes.
Na mo qne aperlava, deixava um espinho, seus
madrigaes queimaram como um acido. Com tu-
do quasi que ibe prorocaram a irona, quasi que
iam ao encontr dessa lapidago do espirito, e o
amor proprio mais refolhado, e a vaidade mais
susceptirel, ornavam-se por assim dizer com a
pedra que os tinha ferido.
Os artistas eram o objecto principal de seus
motejo?, e s vezes sustentara com estraoho ri-
gor de lgica paradoxal que a arte, qualquer que
fosse a forma por que se manifestasse, era pelo
menos urna inutilidade prejudicial.
era de ana parte um vio desojo deexeen-
ide, ama exquUitiee, como dizem vulgar-
Hrirma rpatelo natural ao ideal, quasi que
havia imprecago no* rrasoados ees que elle
eorolria todos aquellos que se eaorgam por al-
caocs-lo ou persegui-lo.
Alm disso, era o doutor conjequenle cora
a sua eslraoha antipathia artstica, a qual elera-
va a altura de um systema ; e quando negara a
ulilidade da arte, nao procurara os seus gozos.
Se chamara a poesa uma excitago em menos-
prezo da razio, havia os poetas de sua leitura e
s admittia na bibliothdla os lirros que tralaram
da sciencia que praticava ou que tinham uma
ulilidado real.
A pintura era para elle um adorno, uma ftil
distraeco para os olhos, e no genio dos mestres
mais Ilustres apenas va mos de uma habilida-
de maior ou menor.
A msica, essa arte das artes, tambem uioera
poupada, considerara-a de conriccio como abso-
lutamente perigosa, e viam-se receitas suas onde
em certas enfermidades, a proscrevia formal-
mente.
Qusnto ao theatro, aceitara-o como passstem-
po, e o condemnava quando a obra dramtica era
de natureza a provocar sensaces facticias, cuja
frequente repulaco podia, em seu pensar, embo-
tar a sensibilidade real, e nega-1 j is verdadeiras
dores da vida.
Apezar dessas repulsas caprichosas, e apezar
de sua misantropa aguda, o doutor *** no fim
de 1828, nao era menos teconhecido por uma das
personagens mais notareis emelhor consideradas
da sociedade parisiense.
Nao tinha familia, nao era casado, e frequenta-
ra muita gente.
O primeiro encontr do doutor com a Costen-
zina tere lugar em circumstancias indispensaveis
de se referirem para a comprehenso desta his-
toria.
Foi na propria noite da estia da cantora, no
palacio de uuia princeza eatrangeira, cuja hos-
pitalidade deixou suaves recordages na sociedade
parisiense. *
A princeza, que hara conhecido a Costenzina
no eslrangeiro, linha-a trazido comaigo para casa
depois da represeotagio, e pensara augmentar
ainda o seu triumpho apresentando-a i sua so-
ciedade sob o patrocinio de uma intimidade que
nao causara admirago a ninguem em seu paiz,
mas que podia sorprender em Franga.
Mormente nessa poca, as tradiges de casta,
tornadas a pdr em vigor pela restaurago, difficil-
mente admittiam nirelameotos que offendiam o
orgulho de raga. O prejuizo era ento mais forte
do que a admirago, mais forte do que a sympa-
thia, e a entrada de uma triumphadora n'um sa-
llo podia passar por um atrerimeoto. A socie-
dade ainda nao estara capaz de aceitar aquelles
contratos ousados da aristocracria hereditaria com
a aristocracia que se forma a si mesma, pelo ge-
nio ou pelo talento.
Bem queriam applaudir a Costenzina n'um sa-
lo, assim comoapplaudiam-na no theatro, porm
queriam uma separagio moral que subslituisse o
scenario.
Queriam langar-lhes flores, mas ninguem lh'as
quera offerecer. Por mais notarel que fosse o
talento da artista, por mais irrepreheosirel que
fosse o comportameoto da mulher, nem por isso
deixara ella de perleocer a uma claase cujos cos-
turaos eram suspeitos, classe que a paixo con-
serrara n'um iaolamento quasi equivalente a uma
proscripgo.
A princeza compreheoleu bem de pressa que
havia demasiadamente contado com o recouheci-
mentodo enlhusiasmo que a Costenzina provo-
cara no theatro, e trocou com ella um olhar que
pareca pedir-lhe perdi por te-la trazido aquel-
la fra atmosphera das vaidadesdesle mundo.
Com ludo talrez acabasse por tolerar a presen-
ga da cantora como um fado accidental, se a
princeza, obedeceodo ao primeiro morimento de
protesto, que tere lugar em seu circulo, houresse
tcitamente reconhecido o que chai/iaram um
erro, eslabelecendo, por meio de qualquer acto
inciril para com a atriz, a distancia social que
separara esta dos seus hospedes.
A princeza, porm, escandalisada por uma at-
titude hostil, na qual pensou ver uma censura
disfargada ao seu comportameoto, cercou pelo
contrario a Costenzina de oras attengoes, e deu-
lhe uma protecgo to eridente que todos julga-
ram rr nisso um desafio.
Foi nesse momento- que o doutor entrou no
salo.
Alm de sua decidida antipathia msica, era
conhecido o deadem que sea'pre leslemunbra,
e s rezes com uma certa riracidade de exprs-
sao, aos que chamara de histrioes ; assim, ao
r-lo apparecer, passou toda a assembla instinc-
tiramenle que se houvesse occasio de provocar-
Ihe o estro intolerante, enlregar-so-hia elle tal-
vez a alguns motejos dos quaes algum estilhaco
poderia ferir a artista e augmentar o embarago da
siluago.
III
Nessa conjunctura, veio o acaso conspirar cora
os conspiradores. Desde algum lempo que fal-
laram muito do escndalo dado sociedade aris-
tocrtica por um genlilhomem de nome Ilustre,
o qual acabara de fazer as citages do estylo
familia em resposta a recusa desta em consentir
no seu casamento com uma actriz da comedia
franceza, cujo talento egualava belleza.
Ao chegar a casa da princeza, dissera o doutor
que elle sahia da casa da mi daquelle mance-
bo, a qual cahira doente ao 1er o despacho que
o filho mandara intimar-Ihe.
Esse facto foi o terreno para o qual duasou tres
senhoras leraram o doutor e o empenharam h-
bilmente n'uma conrersagio, ao principio res-
tringida inlimidade, mas que deria em pouco
atlrabir a atlengo geral pela diacrigo indiscreta
com que pareciam querer isola-la.
_ Alguns restos de phrases ime chegaram aos ou-
ridos da princeza, Ibe reveWam o que se trata-
ra naquelle grupo, e, ainda que ella achasse de
um goslo duridoso a escolha do assurapto, nao
suspetou o lago armado ao doutor seoo no mo-
mento em que este, ignorando a preseoga da
Costenzina noaalo, cahfa nelle sem o saber.
Com efteilo, a proposito do casamento de um
genlilhomem de familia distincta com uma actriz
celebre, acabara elle de dar largas ao despreso
classe dos histriet, e fazia-o com singular
causticidade.
A princeza, cuja inquietagio era evidente, pro-
eurou ao principio conter o doutor com alguns
PRIMEIRA PARTE.
VII
(Continuago.)
Joaquim Dick aecendeu o cigarro np brazeiro
que estara sobre a mesa, saboreou como mestre
fumador uma fumaga, e balangando-se negligen-
temente na cadeira, diste:
E que mais, perguntaes roa? Nada lenho
acrescenlar; tenho respondido vossa per-
gunta.
Desta forma pretendis que as mulheres e
es cobras de coral
Eu, nao pretendo nada, interrompeu o Ba-
tedor de Estrada. Citei um facto e acabou-se 1
E eu nio dissimularei que rossaa reticencias
tem excitado vivamente a minha curiosidade ; j
me tarda ser spresenlado .... A' proposito an-
da nio me dissestes o nome da proprietaria da
Ventana?
Ella chama-se Antonia.
Eolio Sr.* D. Antonia que eu devo
apreseotar a expressao de meu reconhecimento
por sua benevolente hospitalidade. Queris le*
var-me i tua preieog ?
Eu? ."jLclamou o Ba tedor de Estrada, com
aquella voz metallica e ribranle, que elle tinha
eito ourir por occasio da discusso com D. Hen-
rique. A fe, que serla com graode pmer, disse
elle depois de uma pequea pausa, o com tom
() Vide Diario a. 106.
de indifferenga, mas Antpnia nao se ach presen-
temente no rancho. Ella anda cegando I
Cagando?
Sim, cagando....
Que diabo de oceupago para uma rapariga
de dezesete annos.... Ainda se ella fosse acom-
panhada por algum prente. ..
Antonia nao (em prente.... Ella foi s com
sua carabina.
Na verdade, esta Sr.* D. Antonia uma
amazona 1.... Aposto, apezar de que nunca a vte-
sa, que eslou tragando o seu retrato ?
Adiantaes-vos muito I E que representara
este retrato feito na imaginagio?
Peigoes muito expressiras, porte masculi-
no, maos grossas, e uma estatura de cinco ps e
tres pollegadas.
Vossa viracidade Oca muito quem da vos-
sa presumpgio. Querieis esbogar uma cobra de
coral, e pinlastes uma boa sucuruyuba.
Ah I e esta senhorita Antonia habita s no
rancho da Ventana ?
S com seus creados.
Fortaulo este rancho solado tem poucas ga-
rantas de seguranga, o a prora a appariglo ac-
tual dos Apaches n'estas paragens.
Antonia uma ralentona.
Nio contesto a intrepidez d'esta joven he-
rona, asas a bravura sem a torga mais um pe-
rigo que um* defeza.
A filha da Virgem nada tem que receiar dos
pelle-rermelhas: looge disso elles a respeitam
como um idolo vivo.
A fllha da Virgem 1 de quem fallaes, Sr.
Joaquim ?
Sempre de Antonia.
Ah I chamam filb* da Virgem i esta senho-
rita I um bonito appellido de comedia I Sabis
que dere ella este sobreoome ?
Certaraenle, i uma circumslancia bastante
extranh*. Ha sete annos esta parte, Antonia,
que tioha eolio dez aonos foi roubada pelos pel-
le-rermelhas___
Principiou muito cedo.
Deiue-me acabar. Antonia, dizia ou, foi
roubada pelo* peile-vermelha* depois do incendio
e devstenlo do rsnebo d* Ventana) A pobre me-
nina atravessada sobre o cirallo'de sea rotlba-
protestos que no entretanto alo se atreven a fa-
zer.mui significativo* ; as pessoas, poresa qae ti-
nham interesse em continuar a discossio, apai -
xonaram-na hipcritamente por meio da centra
diege* capazos de irntarem o genio aggressvo
do doutor, que replicn de noro e formuloo um
juizo de coposlo que (oasem excluidos da le
social todos artistas dramticos.
Ease rigorismo, que seria applaudido n'uma
congregago, era para a Costenzina uma perso-
nalidade quasi injuriosa, e provocou da parte da
princeza, qae comegara a aderiohar o papel que
faziam e doutor representar uma intrrupgo mu
viva.
A resolugao de uma excloso, mormente
nio dmittindo nenhuma excepgio, disse ella,
pode, segundo a occasio, levar at a injustiga ;
e por c*jrto que injustiga recusar anlecipada-
mente considerago a uma classe inleira da so-
ciedade ; paralisar voluntariamente todos os
esforgos que ella pode tentar para merece-la.
A considerago, conliouou o doutor, uma
dignidade social que ninguem dere prodigalisar
sob pena de desconceituar-ae. a si mesmo.
' Mas sem prodigalisa-lo, nao possirel con-
cede-la aos grandes artistas que souberam crear
para ai uma siluagio excepcional ? disse a prin-
ceza. -Porque o genio nio ba de ter no theatro
o privilegio que Ihe concede m em ou tras, par-
tes ?
A senhora princeza tem razio, disse urna
das rozes provocadoras que procuraram apaixo-
nar a discussio. Nao se teem visto persona-
gens Ilustres animar com benevolente protec-
go os artistas Ilustres de seu tompo ?
Ainda ha pouco, o principe de Galles nio
procurava a intimidade do grande cmico Ed-
mundo Kean ? accrescentou outra voz.
O principe de Galles, retorquia o doutor,
era om estourado. Alias, tem os principes por
tradigo o privilegio de ser bobos.
E na replica attrahio de novo todas as vistas
sobre a princeza e obre a cantora, as quaes fica-
ram, uma trmula de violencia contida, outra im-
passirel.
O doutor, continuou a princeza, lio seve-
ro que s vezes vae alem do que pens E' fora de
duvida que elle admitte excepces.
Admittir nma excepgio n'uma regra abrir
uma brecha por onde ho de passar todos aquel-
les que nio forem exceptuados. Em these, nao
admiti excepges. Ha centros viciados que nin-
guem atraressa impunemente. O theatro um
delles. A liberdade de costumes que ahi reina
tradicionalmente, tristes lulas de raidade, que
sao uma necessidade da profisso provocan)
mais que fcilmente o esquecimento da dignida-
de, para que as natarezas melhor orgsnisadas nio
percam com o tempo sentimento de sua propria
indiridualidade. Casando com uma actriz, faz o
Sr. de Pontisy alguma cousa mais do que uma al-
lianga mi ; di um ruim exemplo.offerece um pre-
mio de animago ambigao de todo* os intri-
gantes que rirem nos tablados.
Csluda I doutor, disse em voz baixa uma
de suas vizinhas tocando-lhe de vagar no brago
com o leque.
Conrida-lo ao silencio no momento em que
era o airo da atteogo, era proroca-lo a conti-
nuar ; para dize-lo em termos vulgares, era dei-
tar azeite no fogo.
Porqoe hei de calar-me ? perguntou elle
bem alto. Posso sem durida exprimir aqui mi-
nha opinio a respeito dessas senhoras ; nao es-
tamos nos bastidores.
E na palavra que esperavam das emergencias
da discusso, sibilou como uma bala no meio do
silencio, e o effeito que produzio, ioquietou ins-
tinctiramente o doutor. Olhando para a prince-
za, recoDheceu elle que seu rosto altivo exprima
alguma cousa mais do que uma contranedade
prorocada pelas cootradiges que a discusso fi-
zera nascer. A propria atlitude das pessoas que
nella hariam tomado parte ou que apenas tinham
prestado altengio, attrahla uma satisfago mal
disfargada, uma especie de triumpho comido ou
refreado que formara com o descontentamente da
princeza um contraste sobejamente eridente pa-
ra que podesse escapar observagao o doutor.
Como se voltease para o lado da dona da casa
e parecesse pedir-lhe uma explicago, esta fez-
lhe um gesto particular no qual pensou elle ver
ao mesmo tempo uma censura e um chamado.
Levantou-se repentinamente atormentado por
essa oppressao interior que sent lodo o-homem
bem educado quando receia ter voluntariamen-
te commellido uma daquellas faltas que os ho-
rneas perdoam s vezes, porem que nunca esque-
cem.
A princeza deu um passo ao seu encontr e
lerou-o a preseoga da Costenzina, que estava s
em sua poltrona.
Doutor, disse-lhe ella de modo que fosse
ourdo por todos, tenho ahonrade apreseutar-
lhe a signora Costenzina, minha amiga accres-
centou lerantando a voz.
Se o doutor nada sabia da inlimidade que exis-
tia entre a fidalga e a cantora, nao podia ignorar
um nome que a celebndade de quem o trazia,
langava-lhes aos ouridos viole vezes por dia.
Quando ia inclinar-se diante da Costenzina,
rio n'um espelho o grupo que acabara de dei-
xar, leu em todas as phisionomias aquella ex-
pressao de curiosidade zornbeteira e quasi cruel
que anda annexa aos actos e s palarras de um
homem preso lamentavelmoole no terrirel lago
do ridiculo deste mundo.
O doutor compreheadeu logo que acabavam de
fazer de sua aniipathra e de sua franqueza conhe-
cidas o instrumento de uma perfidia de salo, e
que por terem-o posto na situago penosa de um
homem que gratuitamente ofrende uma mulher,
haviam compromettido a dignidade de sua pes-
soa e a lealdade de seu carcter.
Minha senhora, disse elle inclinando-se
com os signaes de um profundo respeito, deixa-
rara-me ignorar a presenga de V. S. neste salo.
Pego-lhe mil desculpas, e quizera ter occasio de
Ihes reunir todas as que me sao deridas a mim
mesmo pelo singular abuso que me deixaram fa-
zer de minha ignorancia.
IV
Apenas acabou, o doutor saudou do novo a
Costenzina, e retomou o seu lugar no grupo que
acabava de deixar, e onde a apparencia aggreniva
de sua volta produziu uma certa commogo.
Essa commogo tornou-se contagiosa e espa-
lhou-se por todo o salo, quando notaram que o
doutor acabava de travar em voz baixa com uma
de suas vizinhas uma conversa cuja animago re-
freada podia revelar a sua natureza. Com effeito,
o doutor *** ficira vivamente offendido com o que
acabara de succeder, e ainda qne soubesse coo-
ter-se em suas expressdes, e forma cortez de sua
dor no auge do terror exclamou : a Santa Vir-
gem, prolegei-me. No mesmo instante, uma
borrasca, que desde a mauhia ameagava reben-
tar, rompeu com furia, e o Indio que levava An-
tonia cahiu fulminado. Este raio que veio tio
proposito, foi considerado pelos Indios como um
milagre, prosternaram-se diante de Antonia, do-
pozeram & seus ps os espolios da pilhagem do
rancho, e foram-se supplicaodo-lhe que nio os
puoisse, porque elles u'ella suppunham um po-
der oceulto e Ilimitado. Desde ento at o pre-
sente tem harido entre os pello-rermelhas de to-
das as tribus, e a Qlha da Virgem uma troca con-
tinua de buns officios de amizade. Antonia de
opinio que estes Indios pelo tempo adiante sao
a melhor gente do mundo, e que, se a raga branca
nao se dirertisse em extermina-los como cies
damnados, elles seriam mui branlos e inoffeosi-
vos. A' este respeito, nao o encubro, ou da opi-
nio de Antonia.
Um silencio bastante longo seguiu se peque-
a narragao do Batedor de Estrada. D. Henrique
recostado sobre mesa pareca absorto em pro-
fundas meditages. Desde que elle tinha chegado
herdade nolara-se grande mudanga em suas
maneiras. Nio era ento mais o homem de gran-
des assomos, de pouca* e resolutas palarras da
malta de Santa Clara ; pareca antes com um
desses commeosaes dos graodes saldes de Pars,
do que com um aventureiro do campo.
Tambem era a primeira res que D. Henrique
fallara com o Batedor de Estrada depois da al-
lercagao que tireram.
O dialogo que elles acabavam de ter, nio mos-
trara nem acrimonia nem rancor. A calma destes
dous homens seria apenas appareole e oceultaria
algum odio ? Era o que nioguem podia decidir
por mais sagaz e profuodo observador que fosse.
A entrada de Tanocha na salado jantar cha-
mou a altengio dos recem-chegados, e na verda-
de o 8r. D. Andr era merecedor de tanto. Seu
traje era dos mais singulares: aeu chapu de fi-
no pello de rigonho, era rodeado de uma toquilla
de um volume desmaroado ; obre ecta toquilla
enlraogada de parolas, som durida que uma mo
de mulher tinha profusamente semeado, coragdes
trasp*ssads de sellas e mames de pombas tr-
mulas. Ha Mxico a allegorte, mais sentimental
lnguagem nem por isso deixava de manifestar
am deecootaatamento que chegou progresiva-
mente a admeestagio.
. Dirigio-se eolio a urna das senhoras de Pars
cuja reputago de desdm e imprudencia era a
melhor Deseada nos dous arrabaldes. Apezar da
forma discreta e quasi paternal que o doutor dava
as sua* censuras, ella respondeu-Ihe aeceamente
com uma daquellas obrases que sabe encontrar o
despeito de ama molber e que penetran) lo pro-
fundamente no amor proprio de um hornero.
A' easa phrase que converta uma explicago
urbana n'uma lula hostil, o doutor fez o que qual-
quer outro fari* em tal caso, deixou o lugar.
Mas a sua animago e a da sua interlocutor
haviam sido notadas, e deu lugar a conjecturas
que,, propagando-se de grupo em grupo, desfigu-
rara m esse episodio attribuindo ao doutor pata-
rras que eram iocompalireis com o tacto de um
homem de edocagio e polido.
Um quarto de hora depois, eorria no salo da
princeza o boato que o doutor acabara de por de
parte toda* aa regras da poltica para com a ba*
roneza de Villerey.
Una daquelles mil jovens que em Paris poem a
actiridade-de sua estourasio ao servco da ocio-
sidad, e que de bem grado servem d'e correios
extraordinarios aos despachos escandalosos, dei-
xou o salo da princeza, onde todos essea inci-
dentes hariam causado uma certa indisposigo, e
fot apressadameote levar essa ora a uma casa
celebre da vizinhanga. Uma hora depois espa-
lhavam-se outros estafetas por outras casas o para
ahi leraram a historia, na qual a rerdade era al-
terada, como acontece sempre quando ella se
affasta de sua origem- Assim, antes de fiodar o
serio, todo o Paris oflicial e curioso sabia que
n'um salo o doutor baria insultado a celebre
Costenzina e a baroneza de Villerey que tomara
a defeza della.
A' uma hora da madrugada, comegaram os ru-
mores a circular confusamente n'um circulo onde
se achara o Sr. de Villerey jogando o whist com
uma infelicidade, cuja.persistencia Ihe indispu-
nha o bom humor ordinario. Ainda queso hou-
vessem (aliado em sua presenga, com extrema
cautela, a respeito do successo em que se con-
fundan) o nome do sua mulher e o do doutor, o
bario suspetou alguma alhada.
Que diabo de homem I murmurou elle ; em
que casa quebrou os ridros ainda esta noite ?
Em casa da princeza ***, disse uma roz.
A baroneza l dere estar disse o bario ; ha
de contar-me isso. E' notarel, general, accres-
centou dirigindo-se ao parceiro, esta a segunda
rez que nos faz perder as honras.
Toca-lhe dar cartas, replicou tranquilla-
mente o general que era um cliente do doutor, e
que professarS-lhe um enlhusiasmo quenaogos-
tara de ouvir contrariar.
A partida continuava, perdendo sempre o ba-
rao. Ainda que se tenha pouco tempo de fallar
o'um jugo que poderia ser chamado o quatuor do
silencio, o Sr. de Villerey, irritado pela quadra
infeliz, e entretanto preso pelo decoro, dava lar-
gas a sua irritagio em frequentes allusdes onde
transluza contra o doutor uma hoslilidade que
acabou por eatabelecer uma especie de acrimonia
entre elle e o parceiro.
J por duas ou tres vezes o general havia dei-
xado escapar signaes de impaciencia, que era sa-
bido ser nelle ordinariamente o preludio da co-
lera.
E' certo, dizia o Sr. de Villerey, que o dou-
tor abusa extremamente da indulgencia que teem
na sociedade para com as suas excentricidades.
Com effeito, disse o general, na sociedade a
franqueza uma virtude singular.
Ella pode ser um defeilo social, respondeu
otario. As relares nao sao possiveis seno
com uma troca reciproca de coocessoes.
Eu estimo muito as naturezas que, nio ten-
do necessidade de reclama-las, nao carecem de
faze-los.
Ha pessoas queso sioseveras para comsigo
proprias afim de ter o direilo de serem injustas
para com os outros, disse o bario.
Quando alguem sorprende essa gente em
flagrante delicio de injustiga, deve notar-lh'o, re-
plicou o general com uma impaciencia que foi
sem durida comprehendida pelo Sr. de Villerey,
pois este respoodeu logo :
E' o que nao deixarei de fazer na primeira
occasio que o doutor me der para isso.
Ah T disse um recem-chegado que acabava
de entrar no salo, V. S. j sabe da estalada cau-
sada pela faculdade. Tambem fallaram muito
a este respeito no-sali da opera. A pKncezi Q-
eou mui rommorida, e muilas pessoas, segundo
dizem, pretendem protestar, nio recebendo mais
o doutor seno em visitas pagas. O que posi-
tivo que a baroneza de Villerey ver-se-ha obri-
gada a nio recebe-lo mais.
Porque motivo, senbor ? disse o bario vol-
tando-se repentinamente para a pessoa quo aca-
bava de fallar.
Ah I queira desculpar-me, bario, disse o
mancebo um tanto confuso, eu nio o tioha
risto.
Sua myopia bem conhecida justificara essa des-
culpa, o que nao impediu o general de Ihe fazer
uma advertencia sobre o intempestivo dessa re-
relagio.
Pelo contrario, interrompeu o bario, o se-
nhor chega muito a proposito, e ficar-lhe-hei
summameote agradecido se me explicasse o facto
a que acaba de alludir.
Os outros dous jogadores procuraram tranquil-
Usar o Sr. de Villerey, mas peto modo porque o
general olhara para elle, e depois do que acabava
de dizer, pensou que deria obedecer aquella es-
pecie de dilagio que Ihe ministrara o acaso.
Pois entao, continuou elle dirigindo-se de
noro so mancebo, falle, senhor.
Primeiramente, disse esto como que para
escusar-se, nio estire esta noite em casa da prin-
ceza.
Eolio, interrompeu o general, se o senhor
nao foi testemunha, nada dere dizer.
Desculpe-me, general,*isto um negocio
entre mim e o senhor.
Desculpe-me, Sr. bario, continuou o gene-
ral. Na ausencia do doutor, do qual se trata
muito aqui ha alguns instantes, tomarei a liber-
dade de o representar. Primeiramente pens que
nesta circomstancia, nao dere dar ouvidos a
qualquer inforrnagio que for duridosa e que po-
der fazer prejulgar levianamenle um incidente
onde s haja talrez um equivoco.
Estas palavras foram approvadas por cinco ou
seis pessoas que se achavam presentes.
[Continuar-te-hm.)
que engenhosa, est ainda na infancia ; esta to-
quilla era conhecida e admirada de todos viole
leguas em redor.
Panocha tinha trocado as vestes de trabatho
por um jaqu de panno Qoo azul claro e debruado
do galo estreito preto em todas as costuras. De
debaixo do jaqu sahia em sobarbas dobras uma
camisa de cambraia recamada de bordados : no
meio dos bofes da camisa brilhavam ou ao me-
nos reluziam dous graooVs pedigos de crystal de
rocha mal cortados om forma de diamantes e en-
gastados em abominare! armagio de cobre oxi-
dado. Uma faja ou cinta de crep da China, de
cor verde desmaiada, apertava-lhe oeorpo, dan-
do-lhe um fino talhe de hussar; as extremida-
des desta cinta eram guarnecidas de uma franja
de ouro falso ; emfim calges de velludo escar-
ate, com uma ordem de botdes cncavos e eo-
feitados, presos por longos ara mes de prata com-
pletavam, com mais um par de botas de corda-
vio amarello, o galante traje caseiro do illustre
Panocha.
Pelo ar prazenleiro que so notava em seu sem-
blante, era acil de ver que o Sr. D. Andr Morisco
y Malinche y Nabos conhecia sua belleza, e que es-
tara muito ancho pelo seu bom gosto. O olhar
piadoso que elle langou sobre D. Henrique, ex-
prims claramente qne elle eslava livre de auas
loucas apprehenaes, e que ji nio temU a con-
correncia de um rival.
Como est guapo (bonito) boje, amigo An-
dr I exclamou Joaquim, j sei que raes I- algu-
ma fuftgo?
Ando lodo dia assim, respondeu Panocha
olhando surrateiramente D. Henrique ; este
o meu traje quolidiano.
Assim D. Antonia ha de estar muito louca
por ti ?
Ignoro quaes sio os sentimentos da se-
nhorita i meu respeito, disse Panocha discreta-
mente e ab*ixaodo a vist*. Ainda quando vos-
ass supposigoes fossem verdadeiras, Sr. Joaquim,
nio mi conrinha declara-lo ; do contrario falta-
ra aos dereres de caralleiro. lia* I tarde e de-
re! estar con fome e eu rou dar pressa ao
janlar.
Panocha, encantado do effeito que tinha pro-
ducido, coctejou com affibilidade os tres s.reala*
reros e foi-se quebrando as cadeiras com gracio-
sas cootorsdes.
Quem este pateta ? perguntou D. Henri-
que, dirigindo-se Joaquim.
E' o mordomo ou para melhor dizer o prin-
cipal criado de D. Antonia.
E suppoodos que esta moga ama esta gre*-
lesca personagem? continuou o joven com muito
mu humor.
Porque ? Andr que vos jolgaes com vos-
sos prejuizoselembraoga, seria talvez grotesco
na Europa, mas aqui nio, nos nao estamos
em Franga. Tal caralleiro todo vestido do
preto que as mulheres mais difficeis de con-
tentar de vosao paiz considerara como um ly-
po de elegancia parecera proraveluienle pouco
seductor nossas ranchtirat. O defeilo de to-
dos os Europeus achar ridiculos e tora de pro-
posito todos os costumes que nio sao os seus 1
Ciogi-vos natureza que faz rebentar o acaj
em nossas matas o o carvalho as vossas....
os hbitos e por conseguinte a maneira de en-
carar as cousas mudam com os climas.... Mas
rerdade que minha resposta vos contraria?....
A f que verdade I Ah I por Deus, explicae-
ros.... Oh 1 uma puerilidade, um capricho de
imaginagio que me passou pela cabega e nao vale
i pena repetir.
Quorereis antes fallar de negocios?.... En-
to vamoa questo da colheita do algodo e do
prego dos sebos.... Tendea razio, Joaquim, ba
muito lempo que nio eonrerso.... Pois bem,
confesso-ros que ha pouco me deleitara em for-
mar nm romance om que D. Antonia era a he-
rona. Esta linda moga de dezesete annos, que
vive corajosamente no meio da solido e ao al-
cance do* Apaches d muito que fazer i pbaa-
taii*, vos concordareis commigo .... Pretend*
dotar a nossa hospedeira com todas as gracas,
com toda* as sedoecoes imaginareis, quando es-
te bruto.... Como que o neones ?.. .
Andr em publico, Panocha em parti-
cular.
Quando este bruto Andr Panocha ate cha-
mou com sua presenga realidade e fez desva-
necer meu aonbo I
E vos nao tteheis sonhado, Sr. D. Hen-
rique?
Que entendis por isso?
Se vossa creago potica fosse inferior da
natureza ; se Antonia possuisse na realidade, e
cenlupliesdameote as gragas e as sedueges com
que a quizesles embellecer, que feriis vos? que
pensarieis? qual sera vosso comportameoto?
Fallaes serio, Joaquim? perguntou com vi-
vacidade D. Henrique.
Pouco importa I trata-se por hora smente
de uma hypothese.... veremos logo.... Antes
de me explicar de uma maneira positiva, exijo
uma resposta cathegorica e precisa.
Se fosse como dizeis, Joaquim, eu passaria
uma semana no rancho da Ventana.
E depois ?
Depois, valba-me Deus I pois bem 1 ira
tratar dos meus interesses e dos meus nego-
cios.
Que I terieis talcoragem, quando mesmo
Antonia vos amasse.... e vos fizesse este con-
fisso?
Esta coragem me cuitara pouco, Joaquim :
porque no amor s rejo uma fraqueza do espi-
rito e nada mais I Aquelles que fazem consistir
a felicidade de toda sua vida sobre este senti-
mento que i meu ver s sincero em seu prin-
cipio, sio almas tracas e mesqainhas, dignas
mais de compaixio do que de censura I Nunca
comprehendi que homem de algum valor podes-
sem por sua inlelligencia e bragos disposigao
absoluta dos caprichos de uma mulner.... De
todas is lououras humanas'esta me parece a ni-
ca inexplicarel.
Muito bem 1 eis o que se chama fallar com
acert, exclamou Joaquim com Uma alegra que
tioba alguma cousa de lirre. Sim, sou do vosso
parecer. Tendea toda a razio 1 Fracos, nescios
oo insensatos sao aquelles, que poem a felicida-
de de sua existencia no amor de uma mulher;
elles se eipem i uma bancarrota quasi certa.
E por Deus I menea- benevolente que tos eu di-
ri que elles merecer isto mesmo I
(Continuar-ic-Ka,)
tZWf-, TYP. DI M. F,D1 FAJUA, -1801,


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