Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09283


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Full Text

lili IIXTII I0IE10 1(6
EnnAlllD
OOAfiTA FE1RA g DE MAIO DE lili
Ptranm aflautado 19$0O O
Porte fraico pan o sikscriitor.
I
BXCARRB6AD0S DA 3BSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraobo, o Sr. Manoel Jos llar-
tins Ribeiro Guimares; Par; o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAKl'lDA UV& CUHK&lUd.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csruar, AUinho e
GaraDhuns as tercas-feiras.
Pao d'Albo, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
uricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Serinhiem, Rio Formoso, Doa,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MIZ DE MAIO.
1 Quarto mingnante as 5 horas 12 minutos da
tarde.
9 La ora ss 8 horas e 48 minlos da tsrde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.-
2j La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
ol Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos ds manha.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. S. Joio anteportam latinam.
7 Terga. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio m.
8 Quarla. Appargio de S. Miguel archanjo.
9 Qninta. $ Assengao do Senhor ; S. Gregorio,
10 Sexta. S. Anlonino are. de Florenca.
11 Sabbado. S. Anastacio m. ; S. Fabie m.
12 Domingo. S. Joanna princeiav.;S.Pancracio
AULlbrtUlA.a DOS TRlBUNAha DA CAFiiAt"
(auuimuu uua iniBMAta UA liAFiJ
Tribunal dn commercio ; segundase quintas.
Relago: tarcas, quintas sabbados salo horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas!
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Oito de orphaos: tercas e sextas as 10 horaa.
P"dTar* T1" d dTel: ter5" "'"onieio
Segunda t ira do civel: quartas sabbados a 1
tarde:
hora da
PARTE OFFICIAL.
Ministerio ala agricultura, commer-
cio e obras publicas.
EXPEDIENTE DE 1 DE ABRIL DE 1861.
(?uara directora.
Officio ao presidente do Piauhy, participan-
do ter sido demitlido o ajudante contador da ad-
ministrago do correio da mesma provincia Joa-
quim de Figueiredo Ramos. Communicou-se
ao administrador.
1 -
Segunda directora.
Circular aos presidentes de provincias, solici-
tando a remessa dos relatnos sobre as obras pu-
blicas, geraes e provinciaes, auxiliadas pelo es-
tado : bem assim os da navegago fluvial e da
industria fabril e agrcola, como j fra exigido
pelo ministerio do imperio em 15 de outubro ul*
timo.
*.
Segunda directora.
Circular a todas as repartiges subordinadas a
este ministerio, recommeodando-lhes que na
correspondencia que houverem de dirigir lh se
trate pura e simplesmente de um objecto era ca-
da officio.
Terceira directora.
Ao presidente da proviocia de Peroambuco, re-
coramendando a necessidade de providenciar pa-
ra que seja mintida a ordem no aldeamento de
Indios denominado Tanema, e outrosim para que
informe ao governo imperial sobre o quo depen-
der de sua solugao, visto nao acliar-s- provada
convenientemente a necessidade da extineco do
referido aldeamento; etc. etc.
Quarla directora.
Aviso ao presidente da provincia do Piauhy,
devolvendo-lhe os papis que acompanharam o
seu officio de 9 de fevereiro, aflm de que mande
proceder a nova liquidado da divida porexercl-
cos lindos em favor do agente do correio da villa
da Uoio Honorio Jos de Salles, por Ihe haver
sido indevidamesle contado o lempo que decor-
reu de 1 de outubro de 1856 a 30 do junho de
1030.
5
Terceira directora.
Circular aos delegados de trras publicas, Com-
municando que quando tiverem de dirigir-se a
esta secretaria de estado, nao devero indicar em
um mesme officio maisde urna materia.
6 -
_ Primeira directora.
1 seco. Ao presidente da provincia do Ma-
ranhao, aecusando o recebimeoto do officio com
que remetteu os mappas de importacao e nave-
gago da provincia, noexercicio de 18i9 1860,
8
Terceira directora.
Circular aos presidentes de provincia, commu-
nicando qual a quantia com que foram contem-
pera que nao acceitem, oem se incumbam de Ira-
balho algum alheio ao servigo da fiscalisago da
estrada de ferro a seu eargo sem previa liceoga
do governo.
11
Primeira directora.
* secgo Aos presidentes das provincias
Ao da de Pernambuco, idem idem os do
furriel Pedro de Alcntara, e do soldado Francis-
co Jos Barbosa, este da companhia de cavalla-
ria, e aquelle da de artfices da mesma oro-
vincia. r
Terceira directora geral.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
ei.yuu nui yiBsiaeuies uas pruviucias. av (ireaiuenie aa provincia de Pernambuco
para remetterem a esta secretaria de estado urna mandaodo recolher ao respectivo arsenal de guer-
collecgo completa dos relatnos qe tem sido um barril de plvora que se reconhaceu ter
apresenlados s respectivas assemblas legislati- :
VAQ lft GtlB ultima CrtaA\ a Knwi ..;.*. ..(. *.
vas ale sua ultima sessao, e bem assim outra das
leis das raesmas provincias.
Ministerio da guerra.
EXPEDIENTE DE 1 DE ABRIL DE 1861.
Segunda directora geral.
Ao presidenta ds provincia do Piauhy, idem
para ter o conveniente destino a f de officios
do alferes do corpo de guarnico daquella pro-
vincia Joo Francisco das Chagas.
Ao da doCear, idem idem a do tenante
do corpo da guaroicao daquella proviocia Pom-
pen Capistrano do Reg Lobo.
Ao da de Peroambuco. idem idem as do l-
enle Manoel Joaquim Hachado, e do alferes Ig-
nacio Pereira Sevra, ambos da companhia de ca-
vallaria da dita provincia.
Ao mesmo, idem idem a do cabo de esqus-
dra do 10* batalhao de infantaria Antonio Joa-
quim daPenba.
Quarla directora geral.
Ao presidente da provincia do Piauhy.Illm.
e Exm. Sr.Em solugao ao seu officio n. 92 de
9 de fevereiro ultimo, e representado do com-
mandante do corpo de guarnir} dessa provincia
que o acompanhou, relativa a existencia da the-
souraria de fazenda do 29 de Janeiro, em virtude
do aviso deste ministerio de 12 de dezembro do
annopassado, ordenando que fossem
ido de mais na remessa pelo arsenal de guerra
da eorte feita para a mesma provincia com des-
uno s do Ceari e Maranhao,
Quarla directora geral'
Circular.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios da guerra, em 3 de abril de 1861.Illm.
e Exm. Sr.Ten Jo se suscitado dundas sobre s
legalidade do aviso de 31 de agosto de 1860, que
mandou fazer applicago das disposices do avi-
so de 15 de fevereiro de 1812 aos coraos de duas
companhias, para a substituigo de flscsl. decla-
ro a V. Exc. que houve engao manifest, por-
quaoto nao so dando na organisacio de taes cor-
pos o lugar que se pretende substituir, eviden-
te que nao podem ter lugar as providencias in-
dicadas no aviso de 15 de fevereiro de 1842, era
isso necessario naquelles corpos ondo o nico
fiscal da disciplina o major commandante, e o
do conselho economno pode ser um capito, e
mesmo na falla desle, um tenente, mas sem que
por isso seja considerado mandante, era tenha
maiores vantagens, como acontece com o capito
tnesoureiro, que apenas tem as do seu posto.
Fica pois derogado e sem effeito o aviso de 31
de agosto de 1860. cima citado.
Dos guarde a V. ExcMrquez de Caxias.
Sr. presidente da provincia de___
4
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia da Parahyba, re-
guerra ao hospital regimental do corpo de guar-
na Par.lhyb' M 0bi,cto constantes das
notas que se lhe remetiera.
10
a Segunda directora geral.
ao presidente da provincia do Par, remetleu-
do, para ter o conveniente destino, a certidao de
assentamentos e o titulo de ongajaraento do sol-
, aado joao Ricardo, que sendo do 6o batalhao de
nrantana, engajou-se com destino ao 3 bata-
lhao de arljlbaria a p.
Ao da do Maranhao, idom, para o mesmo
tira, o processo do conselho de averiguaco a que
se procedeu para a qualifica^ao de segundos ca-
detes: do coronheir do 5o batalhao de infanla-
ria Joao Francisco Das Lopes e do paisano Ray-
mundo Thiago Marlins. '
Ao da do Piauhy, idem idem a certidao de
assenlamentosdo cabo de esquadra Lourenco Jo-
s da Costa, que sendo do batalhao de infan-
taria, engajou-se coro destino ao corpo de guar-
mgao daquella provincia.
Ao da da Parahyba, idem idem, os proces-
aos de conselho de direcgo e de averiguaco, a
que se procodeu para a qualificaro de primeiro
cadete, do soldado Leoncio Frederico Augusto
( Neiva, e de segundo cadete do soldado Jorge Ca-
valcanti de Albuquerque Chaves, ambos do cor-
.' po de guarnicao daquella proviocia.
Ao da de Pernambuco, idem idem as guias
de assentamentos do 2o tenente do 49 batalhao
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO 80**'
Alagoaa, o Sr. Claudino Falcao Diaa- Bahia
Sr. Jo^M.rt,,Alr; Rio da J.nai o, 0 s
Joao Paraira Martina. n
EM PERNAMBUCO.
O proprieUrlo do bu'rio Manoal Figieiroa^d.
Farfala sua limria praca da Indapendeneia,nf
6 a) 8. *
Aa ibesmo,
respeito la iropugniro feita pelo procurador
nscal da respectiva thesouraria de fazenda
nos vencl.eotos mandados abonar ao majo
Francisco Antonio de Souza Caraiso, durante o
tempo qu< esteve no interior da provincia.
Ao da Parahyba, coramunicando que Oca
exonerado da responsabilidade a que eslava su-
jeilo o capito Antonio Francisco d'Avilla. pelas
despezas effectuadas com a forja expedicionaria
que marchou para o interior da provincia, li-
9533000"^ *n" COnt" n* lmporUncia de "
I 16 -
Terceira directora geral.
Ao presi(lente da provincia de Peroambuco.
mandando femetler cora a maior brevidade o
fardamento lo 8 batalhao de infamara relativo
ao vencimei to dr "
mandou fon ecer
ultimo.
a~~. A.?um?'mo' ,idem wroecer ao 4 batalhao
ae artiibaria a p os utensilios constantes da
nota que se lhe remette.
17
para informar o que constar a h inn .. ,
iA.1t' P0r qo!,U Jotmu oostruidos, sendo
levados ao porto de Belm, com ou sera os ar-
ranjos inteiros.
., 27
do^fB^lHeDoC\,d0 Par- fiando a recepcao
do officio de 25 do mez passado. em que parti-
,VJ\V TV*0 -pra Maranhao. conforme
AnlilJ de'te mDI,e". o feclor interino
i.r caa\V0? ""es, ao qu.l mandara abo-
? U' de Cu,t0 de P" >igem -
Communicou-se contsdoria. b.
deTilr1a l Peroambu,:o. igindo o termo
mJinh? qu! peU ,080ec;o do arsenal de
mannha se procedeu no brigue-escuna Xing
to do anno passado. o qual se lhe
por aviso de 15 de setembro
Priti
meira directora geral.
Ao presidente da proviocia do Para, declaran-
do que oi orfcamenlo>da despeza provaver eom o
quartel do 3, batalhao de artilharia, apresentado
de artilharia a p Anlonio Luiz Teixeira Cam-i,
pos, e do soccorrimeoto do 1 cadete do 10 i 5 p iti8rl0' Antonio Pereira de Macedo
I tena de ser1, reformado vista e no sentido da
Sergio Ferreira Ju-
i (jasaauu, uruauuo que lssem recolhidos iiciuouie ua proviocia da rarahyba re-
os cofres publicVda mesma thesouraria os sol- mettendo os autos de processo verbaea do conse-
da caixa da enfermarla militar: determina '^ de guerra de tres pragas do corpo de guarni-
dos _.
Sua Magostado o Imperador, que V. Exc. faga
constar ao commandante do referido corpo que o
regulamento n. 1,619 de 6 de outubro de 1855
nao abrogou os avisos de 12 de abril e 29 de se-
tembro de 1854, que mandaran recolher s the-
sourarias os saldos dos hospilaes e enfermaras
militares, visto que sendo as raesmas auxiliadas
com remedios, facultativos e todo o material nao
podem esquivar-se accao fiscal das repartices,
defazeuda, conforme as disposices dos respecti-
vos regulamenlos, e nem em opposico s termi-
nantes ordens do goverao, ple o mesmo com-
mandante soccorrer-se aos arts. 7,8 e 12 do ci-
tado regulamento, porque nenhuma applicacao
tem para o caso rerleote.
E porque pelo exame a que se procedeu nesla
d1-
gao naquella proviocia, aQm de que sejam cum-
pridas as sentengas proferidas pelo conselho su-
premo militar de justiga nos mesmos processo.
Ao da de Pernambuco, idem, para o mesmo
nm, os de seis pragas de differenles corpos, per-
tencentes a corpos da guarnico daquella pro-
vincia. 1 K
Ao mesmo, exiginlo a f de officio do 2."
tenente reformado do exercito, Forluaato Theo-
doro de Lima.
5
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Para, remetien-
do os autos de processo verbal do conselho de
guerra do soldado do 11." batalhao do infantaria
Alexandre Jos de Lima, aQm de que seja am-
nriiifl a aonlnei rtn.fn*;,4. nni. __.
rtu i v- ^. a- T 1 iSrj 7Z "**- vw-.wm- ouuu pstssdutf, porque aquene ce
?i h-ii ISS6" d? na forma dos 29 e 30 da
ci de 1861 1862
ei cima referida.
Ao cnsul geral ni Blgica, ten lo o governo
imperial resolvido promover efficazmente a emi-
graco espontanea para o imperio, mediante a
effectiva execugo das instrueges de 18 de no-
vembro de 1838, as quaes garanlem nao peque-
nos favores aos emigrantes que vierem para o
Brasil com suas passagens pagas e com a inten-
go de se estabelecerem na laroura comprando
trras as colonias do governo ; e constando que
boas disposices exislem a tal respeito da pane
de muilas familias de emigrantes, quer espont-
neamente, quer convidadas por seus prenles e
amigos j ostibelecidos no paiz em varios ncle-
os colouiaes, cumpre que Vm. procure conven-
cer a essa gente que as sobreditas instrueges,
art. l'eseus paragraphos enconlraro bastantes
auxilios pecuoiares e outros a bem de seu rece-
bimeoto e estabelecimeoto as colonias do go-
verno, Theresopolis e Itagahy novamenlecreadas
na provincia de Santa Calharina, Santa Izabel na
mesma provincia, Assuguy ua do Paran, alm
das de Santa Isabel Santa Leopoldiua na do
Espirito-Santo.
Quanto quelles que foram convidados por seus
prenles existentes em dille rentes ncleos colo-
niaes que receberem as cartas desles enviadas
por intermedio deste ministerio e carecerem de
algum auxilio para viagero, aguardar Vmc. as
ordens especiaes que tiverem de ser expedidas
opportuuamente conforme o que i se tem pra-
tcado.
Vmc. comprehende bem que as suprs mencio-
nadas ioslrucges nao devem ficar inutilisadas a
respeito do m que nellas tem em vista o gover-
no imperial : e portanlo espero que empregar
todo o zelo em cooperar para que produzara ellas
o seu devido effeito, dando-lhes de novo a con-
yeniente publicidade, tendo rauilo em attengo
declar&f ao mesmo tempo de conformidade com
o que j foi explicado pelo governo imperial,
3ue no 10 do art. 1 das ditas instrueges se
eve entender que ss derrabadas de matto serlo
feitas em urna superficie correspondentes 1,000
brangas quadradas e nao a um quadrado de 100
bragas por lado, como por engao se enserio no
citado 10.
Cumpre oulrosim que Vmc. dando officialmcn-
te conhecimento de quanto fica exposto casa
expedidora deSteimmann & C, lhe declare moi
formalmente em oome do governo imperial, que
linda a remessa dos 500 ltimos colonos que tem
de expedir no correte anno, conforme a ultima
prorogagio de seu contrato datado de 6 de outu-
bro do anno prximo passado, cessa para com a
dita casa expedidora toda equalquer autorisago
para contiouago de novas remessas de colonos
e que cooseguintemente nao sero levados em
conta os que vierem alm dos referidos 500 (cuja
expedgo tem de completar], os quaes nao deve-
ro tambem por isso esperar dn governo impe-
rial os favores garantidos no contrato originario;
o que todava nao obsta a que venham espont-
neamente e por intermedio da referida cisa
Steimmann & C, os emigrantes que se quizerem
prevalecer das disposigoes favoraveis comidas as guarnico
inStrUCrp* da 18 da r.amhrn da IH^S ..i. p;_.i..
instrueges
citadas.
de 18 de novembro de 1858 cima
officio de 7 de margo ultimo, que vista das in
formagoes ministradas, e das explicages e docu-
mentos fornecidos pela casa Steimmann & C, de
Antuerpia, o goverao imperial resolver o que
tomado em coosideragao no ajaste fioal de con
tas com a referida casa, a quosvo ventilada cer
a I i------a-------1 i-" 'euvuaua cer- ae uospeo, niuicauuo lUSUUcaaament
ca das tamiltaa de colonos por ella expedidas no ment de que anda possa carecer para
navio mmo d Avergne. remetiendo MU r.,i dn rarpir.io. v
. ^!-o pciucuun a quo so firoueuBU nesia ""
irectoria se conhegs que a thesouraria denuncia Pri(* a senlenga proferida pelo conselho supre-
j existencia de saldos da dita enfermara maiores H>0 militar de justiga no dito processo.
- de 5:0005, e conste do ultimo balancete do refe- Ao mesmo, declarando ter sido approvada
i. ndo corpo de 31 de dezembro de 1859, que taes] a nomeago do capito do 11. batalhao de infan-
saldosso apenas de l:662$z60. sem que se pos-1 'a BenjamimSeveriano da Silva para comman-'
sa venflear dundo provm a differeoga pela falla i inteirinamente a praga de Macap.
dos relatnos e balancotes dos dous semestres do | Ao da de Peroambuco, declarando que '
anno passado, porque aquelle commandante dei-h'w'a do parecer do conselho de investigado 'no'
irir O nilrt P muiln rarnmmandarn OTOCeSSO fi'iln una xahna rfn ,___.a., i__
pelo art. 25 do mesmo regulamento os nao re-
metteu as pocas determinadas, cumpre que V.
Exc, advertindo o dessa falta lhe ordene que com
a malor urgencia os remella a esta secreta-
ria de estado, para sorerem o conveniente pro-
cesso.
Outrosira, determina o mesmo augusto senhor,
recommendado I Processo feito aos cabos de esquadra Leoncio
Baptisla Brrelo e Bazilio de Urzedo Lima, do
10 batalhao de infantaria, e o aoldado Joaoulm
Jos de Sanla-Anna, do 4. batalhao de artilha-
ria a p, pode mandar p-los em liberdade se
por ventura so acham presos.
Circular.111 n. e Exm. Sr.-Podeodo resultar
da disposigao facultativa do art. 109 do reeula-
uutiuaiiu.ueioruiiua o mesmo augusto sennor, ">kwiv lavuuauva ao ari. tuy do regula-
para que igualmente o faga constar aquelle eom- raento approvado por decreto n. 2,677 de 27 de
mandante, que em materia de arrecadago dos outubro de 1860, que sejam enviadas para esla
dinheiros do estado a thesouraria competente COr'e pelas presidencias das provincias as pracas
para intervir nella, assim como o quando se
trata do pagamento e ajustamento de cootas da
tropa, sem que at o presente anda aluem con-
lool.taaa tal .1irAl. r. n..n in4.^;. _s~ M..n. a:___
lestasse tal direilo : o que todava nao quer dizer
que a mesma thesouraria tenha de oceupar-se
com a tomada de coalas dos differentes corres
do conselho eeonomico, que est a cargo da
directora geral da conlabilldade desle minis-
terio.
Dos guarde a V. Exc Jorguer de Caxias.
Sr. presidente da provincia do Piuhy.
Ao da Parahiba, para que a respectiva the-
souraria de fazenda, a contar do correte mez
em diante, suspenda o pagamento da coosignago
que all dexa o capito Antonio Cabral de Mello
Leoncio. '
CircularRio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios da guerra, em 1 de abril de 1861.Illm.
e Exm. Sr.Tendo-se suscitado dnvidas de como
devem ser entendidas as licengas na forma da
lei: declaro a V. Exc. que taes licengas sao sem
ioi. utxiaro a v. exc. que laes licengas sao sem ua 'luna aoares de Andrea
vencimento algum, sal^o quando concedidas em Adelaide da Victoria Soares d
virtude de molestia, comprovada por inspecgo deirs do finado baro de Cag
de Saudt* m filia riso lam limar a .hnnA rf. .aI SO nrnp.pdtr art iitaln ..k:t____-_
de aaude, em cujo caso tem lugar o abono de sol-
do e mesmo etape, se o official doeote j antes i
a eslava peraebendo. Fra disto nao ha disposi-
go expressa, e apenas o precedente arbitrio do
governo imperial, que pode conceder as licengas
com mel sold, sold inteiro e anda mesmo
com addiciooal e etape, conforma as circums-
tancias dos agraciados, mas em taes casos devem
os avisos deslas licengas declarar as condlges
com que sao concedidas. O que communico a V.
Exc. pan seu conhecimento e assim o fazer cons-
tar thesouraria de fazeoda dessa provincia.
Dos guarde a V. ExcMorouet de Caxias.
Sr. presidente da provincia de ..
Segunda directora geral.
Ao presidente da proviocia do Para, remetiendo
os autos de processo verbal de conselho de guer-
ra de 3 pragas do 3" batalhao de artilharia a p,
para qua sejam cumpridas assenlengas proferidas
pelo conselho supremo militar de justiga no mes-
mo processo.
j Ao da do Piauhy, idem para o mesmo flm
os da nove pragas do corpo de guarnico daquella
provincia.
Ao da do Rio Grande do Norte, idem idem
do soldado da companhia do cagadores daquella
provincia, Manoel Carneiro da Cruz.
Ao da Parahiba, idem idem o do soldado do
corpo de guarnigo da mesma provincia, Francis-
co Marques dos Santos.
. Ao da de Peroambuco, idem idem os de
cdco pragas de differentes corpos da respectiva
Circular.Rio de Janeiro.Miniterio dos ne-
gocios da guorra, em 2 de abril de 1861.Pas-
, .,,_, s^'u uo guerra, em a ae aoru de 1861.Pas-
ao mesmo, declarando em resposta ao seu aando, em virtude do decreto n. 2.748 de 16 de
ticio de / de marco ultimo, oue vista das in- tvarpirn nliimn a d~r.;.i..... .____i__.___
- fevereiro ultimo, a admioistrago das colonias e
i- presidios militares para o ministerio da guerra,
cumpre que V. S., com a pouivel brevidade, re-
a esta directora geral urna demoostrago
.....__.r._, o._ lujperiBi reiuirera o que mena esia aireclona geral urna demoostraco
lhe parecer mais conveniente para ser em tempo do estado do crdito aberto a essa thesouraria de
tomado em coosideracao no aiitn fin.! d* n. -f.znnii. nn aiarripi n...ni. .... _______:
- "------------------r"' """ cAuouiuas u
navio Emma d Avergne, remetiendo elle cnsul a
este mioisteno os cootratos originaos feitoscom
os colonos das diversiaiexpedice, e Oscalsao- Sr. inspector
do c^om lodo oempen5 a qnaiidade dos colonos vincia de....
daa expediooes que se bao de fazer para que nao
venha gente seoo perlencente ciaste dos la-
tadores e dada aos trabalbos da torra.
-.10 r
Primeira directora.
Circolsr aos presidentes das proviadas de 8.
Paulo, Pernambuco e Bahia, para que nao dis-
traan, os engenheiros flseaes de seus respectivos
cargos.
Segunda directora.
Aos engenheiros fiscaes das estradas do ferro
deD. Pedro II, 8. Paulo, Baha e Peraanbuco,
- -fazenda, no exercicio crranle, para occorrer a
- laes despezas, indicando justificadamente o aug-
r o resto
do exercicio.
Dos guarde a V. S.Mrquez de Caxias.
ir Sr. inspector da thesouraria de fazenda da pro-
-3 -
Segunda directora geral.
Ao presidegle da provincia do Maranhao, re-
metiendo para ter o conveniente destino o titulo
de engajamento do soldado do 5." batalhao de
infantaria Francisao da Cruz.
Ao da do Piauhy, idem idem o do toldado
do corpo de guratela daquella provincia Jos da
Barros Pereira.
Ao da do Cear, idem idem o do ana-peca-
da do corpo de guarnigo da mesma protincia
Joio Pinto Bezerra.
corte
de prt de 'mo comportndolo que exislirm
nos corpos estacionados nessa provincia, declaro
a V. Exc. que aquella medida referindo-se mais
particularmente a qualquer official, cuja preseo-
gs nessa provincia se torne inconveniente, nao
deve ter applicago s pragas de pret seno quan-
do ellas se acharem tambem nesse caso, o que
raras vezes poder acontecer ; devendo-se a res-
peito das de mo procedimento preferir os meios
ordenados de correcgo remessa dellas para es-
Dos guarde a V. Exc-JfaraHz de Coxios.-
ar. presidente da provincia de....

Primeira directora geral.
Ao presidente da provincia de Pernambuco.
recommendando toda a brevidade no cumprimen-
to do aviso do ministerio do imperio de i
de junho do anno passado, pelo qual se lhe
delermioou que com audiencia do coronel Jos
Soares de Andrea e de D. Luiza
de Andrea, her-
ujgapava, mandas-
se proceder ao justo arbitramento do valor aue
poderiam ter as trras tomadas ao dito baro
para fundar-se a colonia militar de Pimenteiras
na poca em que as referidas trras foram toma-
das ; porquanto s vista do mesmo arbitra-
mento poder o governo resolver sobre a indem-
nisagio que requeren) aquellos herdeiros.
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia da Parahyba. de-
clarando em resposta ao seu officio de 20 de fe-
vereiro do corrente anno, em que requisita au-
torisago para nomear para cargos policiaos de
diversos termos daquella provincia, os officiaes
commandantes dos destacamentos que taes no-
meagoes nao podem obter o assentimento deste
ministerio pelos inconvenientes e irregularidades
que daht resultam.
Terceira directora geral.
Ao commandante das armas da provincia de
Pernambuco, remelendo por copia os officios dos
directores dos arsenaes guerra da Bahia e Per-
nambuco de 5 e 6 de margo prximo Dndo.
acompanhados de urna urna relagao e mappa do
SUoe iemiu-d0 forneei<10 e 2. batalhao de infantaria, para o completo de
seut semestres, aQm de que o dito corpo tenha
conhecimenlo de onde deve receber a restante
para o estado completo dos semelres menciona-
dos nos ditos officios.
Requerimentos indeferidos.
Dos 2." cadetes do 4." batalhao artilharia Joa-
quim Xavier de Olivera Pimentel e Adriano Xa-
vier de Olivera Pimentel, pedindo se Ibes man-
de pagar integralmente o resto do premio de en-
gamento.
8
Segunda directoria-geral.
Ao presidente da provincia do Para, exigindo
esclarecimentos sobre o soldado SebastiSo Ro-
drigues, que sendo do batalhao de deposito fra
transferido para aquella provincia.
Ao da de Pernambuco, ordenando que in-
forme se existe addido a algum dos corpoa da-
quella guarnigo o tambor do 3o batalhao de in-
fantaria Amancio Pereira do Sacramento, e se
teem sido remellidas relages de alteraces a el-
le relativas.
J9uertmnto inieftrido.
De Francisco Pereira Vanna, pedindo ter re-
integrad* na lugar de amanuense do hospilar
militar de Pernambuco.
9
Segunda directora geral.
Ao presidenta da provincia de Pernambuco.
devolvendo, para mandar proceder a conselho.
de tierra, oprocetso de conslbj> de investiga-
gao do capito de 3o regiment de cavallaria li-
geua Luix Moniz Barrato Natto.
Taresira directora geral.
Ao presidente da provincia de Peroambuco,
mandando fowcer pelo respectivo arsenal de
batalhao de infantaria Jos
nior.
Ao mosmo, respondendo ao seu officio de 21
de margo prximo passado, relativamente
ttjnsferencia do tenente Joaquim Rodrigues de
Souza para o 10 batalhao de Infanlaria.
ti.
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Amazonas, re-
mellendo, para ter o conveniente destino, a f
de officios do major do corpo de guarnigo da-
quella provincia, Jos Moniz Tavares.
Ao da do Para, idem idera a do alferes do
11 batalhao de infantaria Feliciano Xavier Frei-
r Jnior.
Ao da do Pisuhy, idem idem a do alferes
do corpo de guarnigo daquella provincia Carlos
Manoel de Lima.
Ao da de Pernambuco, idem idem a do l-
enle do 2o batalhao de infantaria Manoel Veris-
simo da Silva.
Terceira directorio geral.
Circular aos presidentes de provincias, Blin-
dando observar de ora em diante a tabella que se
Ins remelle, em substiluigo da que fra appro-
vada pela circular de 22 de fevereiro de 1855, fi-
lando os objectos que devem ser fornecidos s
escolas elementares dos corpos das respectivas
guarniges.
A da do Maranhao, mandando comprar os
utensilios constantes de outra nota para uso
da enfermara militar do 5o batalhao de infan-
taria.
Quarla directora geral.
Ao inspector da thesouraria de fazenda da
provincia de Pernambuco, idem quaes 03 venci-
menlos all abonados ao alferes Demetrio de
Gusmao Colho, como instructor de esgrima
bayoneta, e bem assim se o dito alferes esteve
em exeteicio sem iuterrupgo.
cnl" Ao mesmo mandando que seja reduzida
t>i> mensaes, a contar do Io do corrente mez em
diante, a consignago que all dexa o coronel
Victorino Jos Caroeiro Monteiro, procedendo-se
a ajuste de contas no abono futuro, se j tiver si-
do paga a consignago do correle mez.
Ao do Piauhy, idem sobre as duvidas apre- SEJE drS
untadas nela nrnoira --n d**>. dh*wJu. 8?""mas dos
informago, que se lhe remelle
director do archivo militar.
por copia, do
Segunda directora geral.
Ao presidente da proviocia do Maranhao, re-
metiendo para terem o conveniente deslino as
ts de offlcioB de seis alferes do 5 batalhao de
infantaria.
' Ao da de Pernambuco, idem idem as de
um capito e dous alferes do corpo de guarni-
gao daquella provincia.
I Ao mesmo, idem idem de 3 alferes dos
corpos daquella guarnigo.
Ao meslmo, exigindo as do 2o cadete Io
sargento Beroardino Vieira Rabello, 2o sargento
Victorino dos Santos Silva, e dos 2o cadetes Joo
wanderley Navarro Lins. e Francisco Rodrigues
da Kocha Bastos, todos do 2* batalhao de infan-
la ra.
Governo da provincia.
Expediente do dia 4 de maio Je 1861.
sentadas pela primeira secgo desta directo'ria,
relativamente entrega do suido de 2 829302,
existente na caixa da enfermara do respectivo
corpo de guarnigo.
12
Primeira directora geral.
Ao presidente da provincia do Para mandando SU^lSaSS. d C0
exigir do official encarregado das obras militares us Sihitn. fi"2 ? P"ra P?8araent<> <
dacidadede Obidos a necessaria demoostrago Dec vo .%,, KT l-,r2ga,1S?.9nl0.'Si-
das despezas feitas com o material e pessoal em- Tle mtnan ,.a?e ""1 de So6' rt- 22'
pregados as ditas obras durante o Urapo a que .H.",n Pca o tem observado com
.. P.f... -,.. .-...., _- -----_ '. grande vantage(m da fazenda, e que se nao dara
Ministerio da marinha.
EXPEDl NTE DE 4 DE MARgO DE 1861.
2 secgo. A* presidencia de Pernambuco, au-
lonsando-a a despender 889^362 com os reparos
necessarios c 'uz do patrio, collocada no porto
do Recifelizeram-se as communicaces ne-
cessanas.
-6 -
2-secgo. Circuor. A's presidencias das
provincias, re omraendando que deem toda a
publicidade aa decreto n. 2,756 de 27 de feve-
reiro prximo 1 udo, sobre a construego e coo-
servagao de cur raes de peixe, o que o fagam cum-
prir e conhecei s respectivas cmaras munici-
paes e capitanas de portos.No mosmo sentido
a capitana do )orto da corte.
__ g __
2a secgo. la ministerio da fazenda.Accy-
80 recetado o i viso de V. Exc de 3 de novem-
oto prximo fl do, o icspoudtfuJo-lne leuno a
dizerque:
1. Fico intsrado do que V. Exc. pondera
lelativarnenle a nao ser possivel restituir sos
commissanos e domis responsaveis da marinha
qsaesquer quai tas indevidamente incluidas as
sommas dos r-spectivos alcances, antes da re-
visao deOnitivi de suas contas no thesouro na-
cional. E nesta sentido expego aviso a contado-
ra do ministerio a meu cargo.
2. Nao poss i assentir porm ao que V Exc.
solicita na segunda paite do seu aviso, a saber
que antes dess: reviso do contas nao proceda-
se refere o mesmo official no relatorio a que
acompanhou o sea officio o. 90 de 8 de fevereiro
ultimo, e bem assim os demais esclarecimentos
de que trata o director do archivo militar, na
informago junta por copia.
Ao da da Parahyba, declarando, em res-
posta ao seu officio n. 54 de 16 de fevereiro ul-
timo, relativamente ao estado e andamento das
com a medida
responsaveis a
de liquidadas
lembrada por V. Exc. Obrigado os
pagar os seus alcances logo depois
as contas na repartigo a meu
cargo o sem aguardar-se a reviso, sempre de-
! morada, a qe deve proceder-se no thesouro,
naver mais aliridade e zelo da parte de todos
3.' Tenho r
..", """"ituit av caiauu e anuamaoio aas o o T.nll. ,.--mj.j .
obras a cargo do capito de engenheiros Domin-! not0 fllPV.f?lv a contadona, e de
sos Jos RodriuiiM. mi n*r. n..ni..r... .hm D0T0. a?o afora, como V. Exc. pede remeta
- -----o- r..HU MW viigvniiciiuo 1/VUII
gos Jos Rodrigues, que para resolver-se sobro a P,om w^SfimSl
coostruego de um novo ouartel para o corpo j JSJtaSSta
?JC0_da.D/0T,DC,a> como recl.ma. preciso que JNo m0e{ao
se proceda ao respectivo orgamnto e levanla-
mento da planta, remetiendo tudo a esta secreta-
ria de estado.
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Para, remetien-
do, para ter o conveniente destino, as guias de
assentamenlo ede soccorrimento do Ia cadete 2o
sargento do 3* batalhao de artilharia a p Carlos
Manoel Ferreira de Araujo.
Ao da do Piauhy, idem idem o Ululo do
engajamento do cabo de esquadra do corpo de
guarnigo daquella provincia Lourenco Jos da
Costa.
Aomesmo, approvando a promogo do 2o
cadele do corpo de guarnigo daquella provincia
Tristo Tell de Alencar Ararlpe ao posto de se-
gundo sargento, e declarando que ao governo im-
perial compete resolver, sob informago do aju-
dante-general, a respeito de laes promogoes, nos
termos da ordem do dia do exe-icito n. 59 de 24
de abril de 1858.
Ao da de Pernambuco, com mullicando que
Joaquim Antonio de Magalhes, assenlou praga
nesla corte no 1* regiment de cavallaria ligeira,
com destino companhia de cavallaria daquella
provincia, que j fram remellidas as guias
de assentamentos e soccorrimento do mesmo sol-
dado.
Terceira directora geral.
Ao presidente da provincia do Rio-Grande do
Norte, approvando, em resposta ao seu officio de
27 de fevereiro ultimo, a autorisago concedida
ao encarregado do deposito de artigos bellicos
para mandar manufacturar diversas pegas de far-
damento destinadas aos recrulas do exercito;
devendo a respectiva companhia de cagadores,
afim de que nao continu semelhaote pralica,
ter sempre fardamento em reserva para taesaup-
primentos, e fazer os pedidot com a precisa an-
tecipaglo.
Quarto directora geral.
Ao presidente da provincia da Parahyba, para
mandar fazer carga ao tenente Manoel Joaquim
Ribeiro di quantia de 399, que lbe ser descon-
tada pela quinta parte, importaocia de passagens
indevidamente pagas pelo gorerno a pessoas de
sua familia.
13
Quarla directora geral.
Ao prndente da provincia d Mataohio, com-
monicando que foi absolftdo o major Domingos
Jos da Costa Pereira do pagamento da divida
que por aviso de 16 de outubro do anno prximo
passado se lhs mandou fazer carga, visto reca-
tar maior responsabilidad sobre a thesouraria da
fazenda.
doria.
e regularmente a esse ministerio
liquidagao eli estiver concluida.
olido expedio-se aviso conta-
16
Ao Presi denle de Pernambuco, mandando
dar baixa daompanhia de aprendizes-marinhei-
ros da provim ia a Lourenco Faustino, por estar
impossibilitad > de servir.
2 scgJo., io quartel-general, determinando
dem ao commandante da estago
anho, afim de que olrija-se ao
accionando o estado em que se a-
que expega or
naval do Mar
Para, e insp
- -a------- w w wdHww uui ifuvj BX3 O*
cnam osphardetea e boias que o governo impe-
rial mandou collocar em diversas poslges do
Amazonas, inerme se todos estao em pontos
apropriados e
daquelle rio;
approvados,
didas na cons
intermedio
os msis convenientes navegaco
se as respectivas obras foram fe "las
I *r"****'"a vwaw* iviaui i Cita 3
com a devida seguranga e segundo os planos
annrnvadna < (tn.l..i. -~ -._____. .:___
Analmente se as quantias despen-
Jrucgo (das quaes lera noticia por
da thesouraria de fazenla) guardam
justaproporgo coma importancia das mesmas
obras.
-20-
v ~~a ,DSP'ctor lo arsenal de Pernambuco.
Vendo se dos differentes papis que se acham
annexos ao officio da inspecgo do arsenal de
marinha da curta de 9 do corrente, sob n. 151,
carecer o hiale Rio Formoso, apenas saludo do
estaleiro, de differentes obras no paiol da plvo-
ra, alm de outras iguaes s que se flzeram no
Capibaribe, fpz-se necessario que V. S. infor-
me a esta secretaria de estado se na construe-
go daquelle hiate seguio-se risca o plano dado
pelo arsenal da corte, e, no caso negativo, qual
a razio que houve para isso, e por quem foram
autorissdas as alteraces. Parece impossivel que
o plano marcaise a borda de dous pt de altura,
e que se nao conhecesse a necessidade dessas
alteraces anteis de te proceder aos arranjos in-
ternos do navio, tanto porque a experiencia de
v. S. como as mudangas e obras feitas no Capi-
baribe eram bastantes para indicar oqueconvi-
nha fazer; tendo de notar qoe por erros taes
ir o dito a flear pelo prego duplo do sen Talar.
Deus guarde a ir. 9.. etc.
- 21 -
A presidencia do Para. Conslando-me que
com facilidade te podem construir por emprei-
tada navios pequeos em alguna portas desss pro-
vincia, onde abundom as madeiras para isso
proprias, e bi.-ata mo d'obra, fomeceado-se
aosempreiletrck carteae determinados objeetos.de
queoarsenald'mviohadispe.esoiodispensaveis
a taea construyes, tenho por conveniente que
V. Exc, ouvindo o inspector do dito trienal,
informe esta secretaria de estado sobr aeme-
thante assumpte, declarando em quanto imper-
taro um patacho de 100 toneladas t um brgue
.;.? a "? ?x?- Pre>,t,ene das Alagoas.-Em
sta do officio de V. Exc. de 21 de mtrgo ulti-
mo em que solicita a eonstruegio nesta provincia
de um escaler para o aervigo da polica no porto
dessa capital, o meu antecessor aquiecendo ao
alvitre do inspector do arsenal de marinha cons-
.1-1 V copia Junla' reole encarregar ao
gente dessa provincia nesta cidade de saber o
cusi da construego do referido escaler, em al-
gum estaleiro particular, visto nlo se poder effec-
tua-ia naquelle arsenal atientas as razes ponde-
radas pelo mesmo inspector. Do resultado das
lndagagoes a que procedeu o mencionado agente
constante do officio tambem por copia ver V
Exc. que monta na importancia de 1:0005000 res
o cusi de um escaler com as proporges indica-
das no citado officio. Dando aciencia do exposto
a n.Exc-.'guardo a sua ulterior deliberaco
uno ao inspector da thesouraria de fazelTda.
transmuto i V. S. para o fim conveniente a in-
clusa copia da acta da sesso do conselho admi-
nistrativo para fornecimenlo do arsenal de guerra
dat-da de 29 de abril prximo fiodo.
Dito ao mesmo.Ioteirado do conteudo do-
officio quo V. S. me dirigi hoje sob n. 350, te-
i?r..dizer em reP0Sla, que assumo a respon-
samiidade, que tomou o meu antecessor, man-
dando continuar os pagamentos nao s dos jor-
uaes dos operarios das obras do melhorsmento
no por.o desta cidade, mas tambem dos materiaes
empregidos em taes obras at que chegue o aug-
mento de crdito pedido para esse fim, visto sub-
sistirem anda as razes que o levaram a assim.
proceder.
Dito ao mesmo.Transmuto i V. S. para o
tira conveniente o incluso aviso de lettra na im-
portancia de 200*000 ris saccada pela thesoura-
ria de rendas da provincia do Rio Grande do
Norte, sobre essa e a favor do Dr. Nabor Carneiro
Bezerra Cavalcanti on a sua ordem. Psrticipou-
se ao presidente do Rio Grande do Norte.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta
de sua informago de hontem tob n. 348, nao ha
7QCOtnnenieDle no Pagamento da quantia de......
73JJ0O res, despendida com a compra de objec-
tos precisos para as balieiras empregadas no la-
zareto da Ilha do Pina; autorso V. Exc a
mandar efieeluar esse pagamento em visla da
conta que devolro.
Dito ao mesmo.Reslituo a V. Exc. compe-
tentemente authenticada a conta em duplcala
do gaz consumido no quartel do Hospicio durante
o mez de julho do anno prximo passado, a fim
lo ooi ella pana no importancia do 104$',Ht\ ,,:s
ilo ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. collocar em frente do arsenal de
guerra no dia 6 do corrente as 8 horas da ma-
nhaa urna lancha, a fim de transportar para bor-
do do vapor Persinunjo alguna volumes conten-
do artigos destinados ao corpo de guarnico da
Parahyba. v
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A Estevo dos Aojos da Porciuncula mande V
S. pagar a quantia de 96&800 ris em que segun-
do a conta junta que me foi remeltida pelo chefe
de polica com officio de hontem sob n. 368, im-
portara as despezas feitas com o sutteoto dos
presos pobres da cadeia do Cabo no mez de abril
ultimo.Communicou -se ao chefe de policia.
Dito ao mesmoDeclaro V. S. que os ven-
cimentos dos empregados da secretara do gover-
no relativos ao mez de abril ultimo devem ser
pagos integralmente.
Dito ao mesmo.Convm que V. S. remella
a presidencia no 1 de cada mez alm das de-
raonstrage8 de sidos, que envia aemanalmente
um balango do estado dos cofres dessa thesoura-
ria com indicago da receita arrecadada, e des^
peza effectuada no mez anterior.
Circular a todos os juizes de direilo.Remeta
Vmc. no prazo de 15 das depois do recebimeoto
desta circular urna relago nominal dos reos
presos e processados na comarca tob sua juris-
digao cujo julgamento pende de appellago in-
terposta para o tribunal da relago declarndo-
se j foram expedidas at respectivas appellages.
e em que data teve isto lugar.
Dito aos juizes municipaes.Remella Vmc. no
prazo de 15 das depois do recebimento desta
circular urna relagao nominal dos presos, que:
exislem recolhidos na priso, ou prises desse
termo, com especifleagoes Io da poca em que
foram capturados 2o dos crimes, que lhe sio im-
putados 3" da poca em que foram commeltidos,
4" finalmente do estado dos respectivos processos.
Porlaria.O Sr. gerente da Companhia Per-
nambucana mande dar passagem de proa para a
cidade do Granja no Io vapor que para all partir
ao criado do padre Galindo Firmo da Silveira Ca-
valcanti de nome Joo em lugar destinado para,
passageiro de estado.
Dita.Os Srs. agentes di Companhia Brasi-
leira de paquetes a vapor expecam suas ordens
a fim de que tenham passagem para a corte, por
conta do ministerio da guerra, no vapor que ae
espera do Norte os alteres Jos Pedro de Alcn-
tara Jnior e Joo de Oliveira Mello bem coma
o sargento quartel mestre Jos Vicente Luiz da
Silva e 2 saogeoto Victorino dos Santos Silva
oa quaes vo habilitar-te na escola do tiro.Com-
municou-te ao commandante das armas.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pemambu-
cana mande dar urna passagem de estado para a.
Parahiba no vapor Persinunga, Leocadio Ro-
drigues Chaves.
Dita.Os seohores agentes da companhia Bra-
sileira de paquetes a vapor mandara dar passa-
gem de estado para o Rio de Janeiro no Io vapor
que passar paja o sul ao bacharel Abilio Alvaro.
Martina de Castro juiz municipal nomeado para o
termo do Rio Pardo, na provincia do Rio-Grando
do Sul.
Dita.Os senhores agentes da companhia Bra-
sileira de panoles a vapor maodem dar urna
passagem de proa para a Bahia no 1 vapor qua
passar para o sul ao menor Leandro Pereira da
Costa em lugar destinado para pissageiros da
estado.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar transporte at' o porto do Acara-
c no vapor Persinunga, i Jos Ayres de Suuza
Pinto, em lugar dettinado para passageiro da
estad
Expediente'do secretario do governo.
Officio ao 1 secretario da asaembla legislativa
provincial.S.Eie. o Sr. presidente da provincia
manda transmittix a V. S. copis do acto da presi-
dencia pelo qual loi rescandido 6 contratoMilet.
a que sa refere o leu oficio de 29 de abril ultima
sob a. SO.


m
w
kmi
L
UR10 DI rERUMUCQ. <- QUARTAV fUU. 4 01 MAIO M 1M1,
BUriCVOB DO BU DE 11*10 DE 1Q91,
ftceuerimtjrii
Dr. Americo Alves Guimares.Selle e Teite
uerendo.
Gandido Francisco Limoeiro.Sellado voltt
Francisco Jos Machado.Sellado volte.
Francisco los* Martina da Costa.Informe o
Sr.amspeeior da thesnasMire de fsteeKr*.
O padre Galiodetarme da Sihetra Cavakente.
-eelhe.
oiraaraee & Azevedo.SeHe a velte,
Joio OKiui Vieira, lente do t btala* di
(arda naeienal.Af signe valle,
Joao JoMlVcreira.IoIMnm oSr. thesoerreiro
*ot Bymoo de avirne^.Infrete o Sr. ins-
pector da thesourarie de faenada.
Joaquim Jos de'Carvallo Siqueira Varejio.
lBforoe o Sr. inspector da thesourarie provin-
al
Dr. Manoel da Figueira de Faria.Ioforme
Sr. inspector da ihesouratia provincial.
Mancel Ignacio d" Avila.Sellada folie.
ViceDle UmheimoCaveieeate de Aibuquerque.
Informe o Sr. inspector da tbeeoeraria da fa-
zenda ouvindo o daalfandega.
aBBwgsr....... i m < ......... .....">"' '
nullos es tolos que blete, e deve ser conside-1 Nao duvids por sso commisso approvar tam- Que a queetto eleiloral aioda nao tere solu-
rado ereilor o Io supplente. bera ests eleicio primaria, ceeill e aOctx, pelos meios por que se tem
Freguezia de Asssri e S. Matheus.Correr m 1 iilm ilnt n na ililliitim rnniiTif i BeanjaUf lilarDlirii lililn ln cousa manifest. Nio
ambas plcidamente, sem opposigio e nem po- pediros collegios eleitoraes, que ate oite : ItB, taMftaavacM, por acaohada que leja, que poe-
tlos e reclamado. Barbalha, Perairo, Milagro, Larra, Ccet^JfaiSJhpr na ibW1ictt esta verdade. por que ella de
Freguezia de Aracaty.Corre lamben eeta e Telha, e com todas as formalidades da le -de- tdtuigio. Fez pon o Sr. Dr. servigo real
deicio regularmente, e contra Ua nao bou rom seu* votos aera deputsdos.
Platete e nem rareamacje. De anasecio sUw pela aam
Vde Crato tnsmtta an cam Mi. _
*! Feroa
Freguezia de QaeMramoby.Correu regalar
ate emita ata
mate esta eleic.ee, apezar desee dteputada pelee todos por ele asertelo '.
cid a de ate
IHTEHIOR.
UTO IWE JANEIRO
CAHiXU DOS SUS 1EPtTADOS.
EGUNDA SESSAO PREPARATORIA EM 17
DE ABRIL DE 1861.
Presidencia tto Sr. vizconde de Camaragibt.
A's 11 horas da manhaa, feita a chamada, e
achando-se presentes oe Sr?. viscende de Cama-
ngibe, Pereira Pinto, Gama Cerqueira, Leito da
Cuuha, Tarares Bastos, SMalhiel, Pacheco, Fiel
le Carvalho, Cslatan*, Pereira da Silva, Gaspa-
t-ioo, La mego, Siqueira tendea, Almeida Perei-
ra, Villela lavares, Leandro Bezerra, Martim
Francisco, Satdanha Mantillo, de Lamare, Areujo
Lima, Ferreira de Mello, Paes Brrelo, S e Al-
buqurrque, Sergio de Macedo, Justiuiano Madu-
reira, Souza Mendes. C.Ottooi, Luz. Mello Reg,
Carlos Lobo, Sil reir Lobo, Jos Angelo, Silva
Nunes, Jaguaribe, bario de Maroim, Bittanceurt
Sampaio, Paranagu, Barbosa da Cuuha, Nebias,
Mello Franco, Bezerra Cavalcanti. Vietra da Sil-
a, Epaminondas, T. Oitoni, Maximianode Car-
vlho. Reg Barros, Senna Carneire, Esperidiao,
Dias Vieira, L^ssj, Coulo, Bretas, Zacharisa, ba-
Tao da Bella-Viata. Rodrigo Silva, F. Oclavianno,
Aleocar, Fialho, Pinto de Campos, Lima e Silva,
Augusto de Oliveira, Viriato, cooae de Baepen-
<3y, Paulino de Souza, Joo Leite, Costa Pialo,
Pedreira e Paula Fonseca, abre-sea sessao
L-se o approva-se a acta da antecedeole.
Comparecem na mesa, e ahi prestara juramen-
to como membros das commisses de poderes os
Srs. Serra Caroeiro, Epan.mondas, e baro e
Maroim, que nao o auara feito na secso de
Primeiro Secretario d conta do se-
honlem.
O Sr.
guite
EXPEDIENTE.
m offcio do Sr. conselbeiro Joaquim Jos
Ignacio, commuoicaudo que Sua Magestade o Im-
perador bouve por bem, por decreto de 3 de
marcflkullime, nomea-lo ministro e secretario de
estado dos negocios da marinha.Inteirada.
Outro do ministro do imperio, enviando a acta
da apurago dos votos para deputaJos do segun-
do districlo da provincia da Parahiba.A' respec-
tiva comoiisso de poderes.
Outro da cmara municipal da villa de llajub,
eovianio as copias das actas das eleicoes prima-
rias do mesmo municipio. A' respectiva com-
missao.
Urna representa^ao de Jos Leandro Godoy de
Vascoocellos, reclamando contra o diploma ex-
pedido ao Sr. Francisco Raphaol de Mello Reg.
A'respectiva commisso de poderes.
Outra do major Joo de Souza Mello e Alvim,
sustentando o direilo que Ihe assisle e conjuac-
tamente ao Dr. Joo Silveira de Souza, para se-
rem considerados deputados pela provincia de
Santa Catharina. A' respectiva commisso de
poderes.
Outro dos eleitores da asserobla parcchial da
cidada de Goianna, provincia de Pernambuco, pe-
dindo para que a eleico que se procedeu na
igreja do Carmo daquella cidade para eleitores
si-jj preferiJa, pelas razes que expdem, que
teve lugar na matriz da mesma cidade. A' res-
pectiva commisso de poderes.
Acham-se sobre a mesa varios documentos
presentados pelo Sr. Siqueira Mendes, relativos
a irregularidades da eleicao municipal na villa
de Breves, provincia do Para, e vo respectiva
commisso de poderes.
Acha-se larnbem sobre a mesa, e vai respec-
tiva commisso de poderes, o diploma-do Sr. ba-
rio da Billa-Vista, deputado pelo segando dis-
triclo da provincia de S. Paulo.
Acham-se mais soDre a mesa, e sao remetlidss
& respectiva commisso de poderes, as actas da
fermaco da mesa provincial e da apuraro de
Votos para deputados da villa de Buique e a'a me-
sa parochial e do collegio eleitoral de Papacara,
provincia de Pernambuco.
Eleke do Cear (primeiro e terceiro districlos)
Leem-se e vo imprimir para entrar na or-
dena dos trabalnos, os seguintes pareceres :
Parecer da primeira commisso de veriQcaco de
poderes sobre o primeiro districlo da provincia
do Cear.
Compde-se este districto, que d tres deputa-
dos assembla geral legislativa do imperio, de
11 collegios eleitoraes com 14 freguezias.
Sao as 14 freguezias ; cidade capital da pro-
vincia, Maranguape, Aquiraz. Cascavel, S. Joo
do Principe, Arneiroz, M3ria Pereira, Assar, Sa-
boeiro; S. Matheos, Aracaiy, S. Bernardo, Que-
xcramoby, e Cachoeira.
Examinadas as ultimas qualificacoes de votan-
t.", o numero de eleitores que deram estas pa-
ruchias na legislatura finita.e o numero designado
pelo governo provincial na conformidade da au-
torisaco da lei eleiloral, para a actual legisla-
tura, neuhuma observadlo tem a commisso
fczer.
Lidas as actas das eleiQes primarias, persua-
de se a commisso que correrrn mais ou menos
regularmente, havendo apenas urna ou outra pe-
Suena reclamago ou protesto, que nada pode in-
uir sobre o resultado que ellas deram, mas que
todava para Ilustrar cabalmente a cmara passa
a commisso a mencionar.
Freguezia da capital. Comegou a elelo no
dia 30 de dezembro de 1860, sob a presidencia do
juiz de paz mais votado, ecom mesa legalmenle
organisada ; terminou a 8 de Janeiro do correte
anno, sem apparecer protesto ou reclamadlo. Ha
apenas a notar que sete pessoas votadas para
supplentes de eleitores nao haviam sido qualiQ-
cada?, e portanto nullos foram os votos que lhe
foram dados, o sao: Joo Caetano de Azevedo,
Jos Joaquim de Almeida, Domingos Martin; de
Castro Jnior, Francisco Juvenal de Abren, Nor-
oerto Bezerra de Aibuquerque, Justiniano Nunes
de Mello, e Aderaldo Francisco da Costa Mo-
re ira.
ireguezia de Maranguape.Comecou e correu
plcidamente a eleico, sob a presidencia do juiz
de paz mais volado, e mesa regularmente orga-
nisada. Nao houve protesto e nem reclamaco.
Faltou a ceremonia religiosa recommeodada pelo
art. 42da lei eleitoral, por incommodo do viga-
rio. Nao affecta, porm, esta circunstancia a va-
lidade da eleicao.
Freguezia de Aquiraz. Acha-se na mesma
circumstancia que a da cidade capital da provin-
cia, e portanto regular. A falla que na acta se
nota de transcripto da portara presidencial que
marcou o numero de eleitores, recommendsdo
pelo art. 16 das inslrucgea de 23 de agosto de
T860, nao affecta tambera a validado da eleigo,
figurando apenas como irregularidade, porque o
numero de eleitores que deu coincidi com o
arcado pelo governo provincial.
Freguezia do Cascavel. Apesar de alguma
confuso na redarcao da acta, da falta de trans-
cripQo dos oomes dos individuos que deixaram
de votar na 8a chamada, e da portara que fixou o
numero de eleitores, parece que corree plcida-
mente a eleicao, visto cerno nenhama reclama-
-c3o oa protesto appareceu contra ella, e a do-
nis circomslancias concorreu todas em sen
abono.
Freguezia de S. Joao do Principe.Correa tam-
bera regularmente, bem como e eleico da fre-
duezia de Arreiroz, contra ellas nio apparece pro-
testo on reclamagio.
Fregaezia de Mara Pereira.Corr6u a eleicao
regularmente sob a presidencia do 2 iniz da paz,
por doenes do primeiro. No numero de seus elei-
foree' porm figtfra Jos Moreira de Azeredo,
pronunciado em crisne de raiponsabllidade, ecott
pronuncia sustentada pelo juiz de direilo ente-
jiormente poca da Mel Foram portanto
Vieireaaeim atoa, e Batauole Ferreira
*>au j e ana cea S3I.
D espeste canclue a ceaBSaesia que de
par 4 ama :
*. 0m ae appeevemawaleicoaaprimariis 4a
todas aepatochiasdo tenaito diatrteto te pra-
fincia do Cear :
'2.a Que ee declerem nullos os oos d
Ciidos looees, e/te e eooUteieai aempta ae
iteslafeea. rVi pweiie aere 4* juiz-apat.
Nao appereceram aem if, nem o? e naaa o 1*.
flaave apeos* usa snwlaato aliando a alai?
da oullapeloundaesenta oaquea** eslava eoos-
pleta a qaalincigie do anno, logo que aae laae-
cioooa oaeaeelrte amnictpal. Ho eeutaes>ttt>sto
se astenia que nio heuve recurso de qualiflca-
jio, e perianto escusado seria funeciooar o con-Jeleiter Bemvenu^o Cavalcanti de Lima, na'fre-l
I-lff \]
aeTho cMMcipal,-qe pea** deesa" ltametaa
cia tinha e-Me funecionado, conforme se proreTa
pelos sames a que o Dr. juiz de direilo de co-
marca proceder* no livro respectiva, por ordem
de gorerno provincial. Nao ha portanto razio
plausivel para se nao legalislar esta eleicie.
Freguezia de S. Bernardo.Considera-e a com-
misso nos termos de ser approvada, apezar de
ao haverua acta a traascripeao reeemmeodada
na portara presidencial que msrcou o numero de
eleitores, e nem dos nomes dos votantes que dei-
xaram de comparecer terceira chamada, por-
qnanto nao apparece protesto oa reelsmacie
colra Ua, e tem pelo contrario taeabew em *eu
abono dedara;5es offleiaes do juiz de direilo e
do juiz municipal, que afflrmam ter corrido pa-
ciQca e regularmente, sendo que tederta se nao
deolara a razo porque e presidio e 3* juiz de
paz. Nesta freguezia sanie eieitor Ignacio Anto-
nio Rodrigues 'Hachado, que pelo nomo nio se
achara qualificado, e que suppoz a mesa ser a
pessoa qualifleada per engao com o neme de
Ignacio Antonio do Nascimenlo. A diderenca 4
porm lo grande que nio concorda a commisso
em que seja o proprio.
Freguezia da Cachoeira ou Riacho do Sangue.
Correu com toda a calina. A falta do trans-
cripcao na acta da portara da presidencia enar-
cando o numero de eleitores. a dos nomes dos
votantes que.nSo acudiram 3a chamada, e a de
coovocaco dos eleitores e supplentes, se bem
que circunstancias tao recommendadas pela lei
eleitoral nio infirmaste a eleicio, porque o nu-
mero dos eleitores Orados pela presidencia
igual ao que realmente deu a perechia, oe elei-
tores esupplentes comparecern! para formara
mesa parochial.
Assira eleito e organisado o corpo eleiloral de
districlo, comparecen elle aos respectivas colle-
gios eleitoraes para o fim de eleger os tres depu-
tados que lhe cabiam.
Sao onze os collegios eleitoraes:
Cidade capital, Maranguape, Aquiraz,Cascavel,
S. Joo do Principe, Mara Pereira, Saboeiro,
Aracaty. Quexeramoby, Cachoeira ou Riacho de
Sangue e S.Bernardo.
Examinadas as actas, reconhece-se que mar-
charam regularmente.
Da apuradlo dos votos resulta que foram elei-
tosdeputados os Srs. Jeronymo Mailiniano Fi-
gueira de Mello, Jos Martioiaeo de Alencar e
Manoel Feroandes Vieira, o 1* com 393 votos, o
2o com 350 votos e o 3* com 296 votos, que sao
os trescidadlos mais votados.
Tomaram-se em sepaaado 3 votos ao 1, 3 ao
"2o e i ao 3, de um eieitor e de dous supplentes
das freguezias de S. Bernardo a Mara Pereira,
do qual j tratou a commisso, quando fallou das
eleicoes primarias destas freguezias.
Nao hesita portanto a commisso em propr:
1." Que se declare validas todas as eleicoes
primarias das 14 freguezias que compocm o 1
districto eleitoral da provincia do Ceai ;
2." Que se annulle o diploma e o voto de Ig-
nacio Antonio Rodrigues Machado, que volou em
separado, como eieitor da paroebia de S. Ber-
nardo ;
3. Que se declare eieitor da parochia de Ma-
ra Pereira o Io supplenle que votou no seu res-
pectivo collegio, anuullando-se o diploma de Jo-
s Moreira de Azevedo;
4. Que se risque da lista dos supplentes de
eleitores da cidade, os nomes de Joio Caetano de
Azevedo, Jos Joaquim /le Almeida, Domingos
Mcirlins de Cislro Jnior, Francisco Juvenal de
Abreu, Norberlo Bezerra Je Aibuquerque, Justi-
no Nunes de Mello e Aderaldo Francisco da Cos-
ta Moreira ;
5. Que se declare deputados pelo Io circulo
da provincia do Cear os Srs. Jeronymo Marti-
uiano Figueira de Mello, Jos Marliniano de Alen-
car e Manoel Fernandos Vieira, cujos diplomas
esio conformes com as actas.
Pago da cmara dos deputados. cm 17 de abril
de 1861.J. M. Pereira da Silva.Salathiel de
A'idrade Braga. Baro de Maroim. Antonio
Epaminoodas de Mello.
Pnrpftr An Ia rnmniissn de verificacn dn po-
deres sobre a eleigo do 3o diitriclo da provin-
cia do Cear.
Dous deputados d e.-le districlo, que se cora-
pe de 9 freguezias: sio Ico. Barbalha, Missao-
Velha, Milagres, Pereiro, Lzaro, Cralo, Telha e
Jardim.
Examinadas as arlas da eleicio primaria, nao
eBcontra nella a commisso fundamento que a
possa invalidar. O numero de eleitores que de-
ram as 9 parochias foi o marcado pela presiden-
cia da provincia : nenhuma duplcala apparece
Para melhor esclarecer a cmara, passa a com-
misso a analysir as operac,es eleitoraes.
Freguezia da Birbalba. Nio ha protesto e
nem reclamaco Fez-se regularmente a eleico.
Falta mencionar-sena acta a formslidade de de-
claradlo dos nomes dos cldados que nao acudi-
ram a 3* chamada, conforme recommenda o ail.
49 da lei eleitoral. Nao constitue porm essa
circumstancia de per si urna nullidade.
Freguezia da Misso-Velha A mesma inobser-
vancia do preceito legal em que incorreu a mesa
eleitoral da parochia da Barbalha, teve lugar pela
desta freguezia, cuja eleico correu tambera pa-
cifica e regularmente. Da acta coosta tambera
outra pequea irregularidade, e o nio desem-
pale dos eleitores que obtiveram igual numero de
votos. Nio pode porm ludo islo acoimar de
nulla a eleicie.
Freguezia dos Milagres.Est no mesmo caso
que as duas primeira!, sendo as fallas da acta
igual transcripto das pessoas que deixaram de
comparecer a terceira chamada, e da portara
presidencial marcando o numero de eleitores, que
entretanto equivalente ao que deu na realidade
a parochia. Nada ha por tanto que invalide esta
eleicio.
Freguezia do Pereiro.Correu bem e regular-
mente a eleicao, sem proleste e sem contesta-
edes.
Freguezia de Lavras.Acha-se no mesmo caso
que a do Pereiro.
Freguezia do Crato.A eleigao correu regular-
mente. A acta contem as mesmas faltas que em
outras parochias desla provincia se notara, e de
circumstaocias recommendadas por lei, e que sio:
sorteio entre eleitores que obtiveram igual nu-
mero de votos, e transcripto dos nomes das pes-
soas que nio acodem terceira chamada. Nio
havendo porem duvida na elei;io, nao havendo
protesto algum, nio ha fundamento que a inva-
lide.
Freguezia da Telha.Acha-se regular esta elei-
50.
Freguezia do Jardim.Nio achou a commisso
a acta da eleigao primaria desta freguezia entre os
papis que lhe foram remeldos ; mas das parti-
cipacesofficises consta que correu plcidamente.
Freguezia do IcoA eleigao desta freguezia
est boa ; entretanto teve protesto do padre Fran-
cisco Coriolaoo eoutros.em que se queixam de ter
abandonado a eleicio no terceiro dia, para evitar
dissabores e desaguisados, que podiam apparecer
pelo estado de irrilagio dos nimos, porque a
mesa manifestara proposito de recusar votantes
conhecides, como um Jos Alexaudre, que nico
citam, e de aceitar outroa que lhe agrada/am,
como sejara cinco que nomeiao. Tudo islo, diz o
protesto, para tirar os logares de supplentes aos
seus amigos : aecusa o mesmo protesto ao com-
mandanleda torga, delegado e juiz municipal, de
serem indefferenies s reclamagoes que se lhes
fez para dar providencias que pozessem cobro aos
abusos.
Da participares o fuciles do juiz de paz.do com-
mandante da torga, juiz municipal e delegado, e
do juiz de direilo, coosta que a eleicio correu re-
gularmente, e que aquelle padre Coriolaoo, de-
pois que vio perdida a sua causa, proleslou, e re-
tirou-se, sendo inleiramente falso tudo quanto
ariegfra.
as actas nio consta irregularidade que com-
prometa a eleicio, que foi presidida pelo pri
meiro juiz de paz ; leve mesa legal, echegou ao
fim sem mais novidade-que a do mencionado pro*
tollo.
gaaiiaTlaTlha, p~r afhar.se pVnunciarT
processo crise, e sustentada competentemente
esls pronuncia antea < eleicio ; declaraado-se
em aeu logar eieitor da parochia o primeiro sup-
plenle Jas4a Paixo o Sou*a, que coma 4*1 vo-
tou em separado no mesmo collegio ;
3.* Que se declarem deputados pelo terceiro
districto da provincia do Cear eos Srs. Miguel
Fernandas Vieira e Raimundo Ferreira de Araujo,
cujos diplomas esli conforme com as actas.
c Pago da cmara dos deputados, em 17 de
abril de 1861.J. M. Pereira da Silva.Salathiel
de Aodrade Braga.Bario de Maroim.Antonio
Eleio do Para.
O Sr. Siqaeira -Mendes :Apeiar de estarem
hoje convencidos em minha provincia de que os
legtimos eleitos somos, os Srs. Drs. Leitio. Faus-
to e eu ; apezar da ama cmara municipal loda
adversa, cujo presidente chefe do partido liberal
na provincia, ter expedido diplomas a nos tres
somonte; cem tudo, pela leitura do Mercantil de
hontem e de hoje vejo que anda se pretende con-
testar a legalidad da minha eleigao.
Posto que esteja completamente tranquillo, por
sso que para a minha eleigao nio concorreu se-
nao a vontado livra de meus comprovincianos ;
apezar da grande differenga de votos entre mim
e os candidatos do outro partido que contra mim
pleitearan! a eleigao, nao obstante ter alguns do-
cumentos que julgo sufflcienles para esclarecer
esta casa afim della poder dar um voto cooscleo-
eio80 ; posto que esteja animado tambera, por Uso
que cont que a cmara nio proceder senao com
justiga e imparcislidade, e quanto basta para a
micha causa ; todava desejo obter mais alguns
documentos que podem esclarecer ainda mais a
eleigao da miuha provincia, documentos que de-
vem existima secretaria do imperio.
Tomei pois a palavrapara fazerum requerimen-
to pediodo que por essa secretaria sejam torne-
ados todos e quaesquer documentas que possam
all estar relativos a este objecto.
Noto que o artigo 68 do nosso regiment dis-
poe que os requerimentos sejam apresentados e
discutidos nos sabbados, mas urna emenda ap-
provada era 30 de Janeiro de 1850 permittio que
os questes de urgencia se podiam offerecer re-
querimentos em qualquer dia, e om qualquer
hora. Assim, tendo a commisso respectiva de
dar o seu parecer sobre a eleigio do Para, tendo
de ser discutido esse parecer, pens que se pode
considerar questio de ordem, de urgencia o me*U
requer ment. Se V. Eic. emende que o meu pe-
dido nao se oppoe dsposico do regiment, me
permittir a leitura delle.
Vem mesa, lido, apoiado e approvado o se
guinte requerimento :
Requeire que se pega 30 governo que pela se-
cretaria do imperio, mande fornecer a esta cmara
tudo quanto all bouver, com referencia eleigio
do Para:
Pago da assembla geral legislativa, 17 de
abril de 1861.Siquelra Mendes.
Eleigao de Pernambuco.
O Sr. Mello Reg :Eu tenho aqu alguns do-
cumentos relativos eleicio do quarto districto
de Pernambucb, na qual, como V; Exc. sabe, sou
interessado, quizera que a nobre commisso que
tem de dar seu parecer sobre as eleicoes daqueija
provincia osapreciasse. Pego pois a V. Exc. que
por intermedio da mesa os transmuta mesma
commisso.
Os documentos sao enviados respectiva com-
misso de poderes.
Nao havendo mais nada a tratar, o Sr. presi-
dente convida os Srs. deputados a se reunirem
aroanha hora marcada ; d a ordem do dia e
levanta a sessio meia hora depois do meio da.
pas, encetaodo novamenU a fltsastio, e mi-
itr.adaidtacaaaiouiD syila ililler.l, ajae
nio marepar oeito. mas qtw am uosea humil-
de oa4aaaa fei presentido em tempe opportune,
aeajmimaunieasmcnte justificado pelea circuaa-
tanciaa dsj paiz.
Em rdala, qaem ha ahi per aaals indiferen-
te que saja era Sjjaa publico, por mais eivada que
sache de es psese de partido, que nio deseje ver
um termo oseas horriveis aaturnaes, chamadas
Jaicct primoreas, onde a roa nojeula deame-
ralisagio ergua eolio medonho, e epoiada na se-
duegio, jio soborno, em vergonhosas compra?,
ou na auia brutal e desmedida eppfeeeie, corre
desalmada por entre o geral estremecmeoto da
sociedade, e do meio do terror dos cidados ho-
nestos e pacifico*, muitas vezes al o maior dos
erimes, o homicidio em larga escala I
Quaes sio as causas productoras de tantos ma-
les, da tantos erimesT Os interesses de mui li-
mitado numero de individuos.
Qual o fim verdadelro e manifest de taraa-
nha perlrbagio social, de lio nojenta imnrora-
ralidade. oe de lio crueis violenciasT Impedir
de ser eieitor as mais das vezes os cidados que
tem recoohecidamente habililages de indepen-
dencia, e ilrmrreeiro para dignamente exerceTem
cem publica conveniencia os importantes direitos
de eieitor, e para os substituir na maioria dos ca-
sos pelos mais seguros, e por uso mesmo pelos
mais indignos portadores de listas.
Se isto nio sao phaalasias de urna imaginsgio
exaltada, mas tristes e incontestaveis verdades ;
so estas verdades nio sio effeito da perversidad
de um ou do outro partido, como seus chefas di-
zem, pois que todos elles pralicam exactamente
os mesmos desvarios, como todos nos temos pre-
senciado ; louvores, mil louvores ao insigne pu-
blicista de S. Paulo, que fez acto de bom cidadio,
mostrando-nos o caminho da salvagio n'uma das
questes mais importantes da actualidade brasi-
leira.
DIARIO OE PERNAMBUCO-
A assembla provincial aloptou hontem, em
3* discusso o projecto n. 22 deste anno, que
transiere a sede da freguezia de Una, para o lu-
gar Proprxedade; e ouvio os Srs Sympbronio
Coutioho, Nascimento Porlell, Joo Cavalcanti,o
btro de Vera-Cru*. acercada forga policial, que
aioda lcou adiada pela hora, tendo a palavra os
Srs. Oliveira Andrsde eGaspar Drummond.
A ordem do da de hoje : 2* discusso dos pro-
jectos n. 36 de 1859 e 12 do corrente anno, 1 do
de n.26, e 3a do den. 11.
REFORMA ELEITORAL.ELEICtO DIRECTA.
I
E' to raro apparecer entre nos um escriplo
concebido uuicamente no inleresse geral, sem
msela de prelengoeslndividuaesque, em verda-
dade, deu-nos grande sitisfaego, e como que al
gumas esperangas no futuro da patria a leitura do
folheto, que publicamos com o titulo deste artigo
no numero 59 do nosso Diario.
Caogudosde ver sempre nos escriptos polticos
da nossa Ierra, discusees tedas de ieteresse pes-
soal, mal disfargadas, com o veo nimiamente
transparente da conveniencia publica, folgou o
nosso espirito com a leitura de um folheto, em
cujas paginas transpira real amor da patria, e
lio desioteressado, que seu autor nem ao menos
aceitou para seu nome a honra de to bello tra-
balho.
Sendo, porm, obra de consumado publicista,
e impresso em S. Paulo, tantos nao sao os auto-
res possiveis de to notavel opsculo, que se nio
possa fcilmente reconhecer um d'elles pela pro-
fundeza dos pensamentos, pela correegio da lin-
guagem, e pelo mais puro amor da patria.
N'esies ltimos annos as grandes questSes po-
lticas da Europa, aquellas, de que depende a
paz, a guerra, a nacionalidade dos povos, quan-
do sua final solugio se rae tornando prxima e
inevitavel, tem sido ventiladas em folhetoeano-
nymos, quasisempre atlribuidos eminentes ho-
mens de estado.
Gragss Deus nio temos em letigio questes
de guerra, nem de nacionalidade. Tambera nio
estamos empenhadoscom outras naguas na solu-
gio dessas questes. Exislem, porm, gravissi-
mas questes internas, de que dependem a pro-
dcelo do paiz, sua paz interior, e telvez a salva-
gao do imperio.
Seria muito para desejar que o illuslre publi-
cista de S. Paulo tivesse imitadores, e que os
Brasileiros mais habilitados para indicarem a
melhor solugio dessas questes tivessem, como
elle, bastante dedieagio pelo paiz, bastante inde-
pendencia dos partidos, ara irem ellucidando,
movidos, como o Ilustre Paulisla, lio smenle
pelo amor da verdade, e do bem publico outras
questes de ardua solugio, esclarecendo e guian-
do ss opinies publicas, e facilitando aos poderes
do estado o acert as resoluges, que necessaria-
mente nao de lomar mais cedo, ou mais tarde.
E' esta a mais santa misso da imprensa livre,
mas por este lado nio tem ella brilhado entre
nos, sendo pelo contrario loquaz e activa de
mais, quando se (rata de vingangas pessoaes, e
de interesses individuaos, ou collectivos de al-
gum grupo chamado partido.
Nem para admirar que assim seja, por quan-
to os escriptores desta ordem reqnerem em seus
autores, amor desinteressado da patria, aciencia,
experiencia, e vontade honesta, cousas estas
que raras vezes se encontrara reunidas, e pars
os escriptos de outra cathegoria basta a concep-
cao, e a cegueira do interesse, cousas que io-
felizmenle se encontrara 4 cada canto.
Permita Deus qee nossa dbil voz seje ouvi-
da, e leve alguma das inteligencias eminentes
do paiz, que se nio acham aubjugadas pelo es-
pirito de partido, ventilar outras questes, de
que tambora depender feHcIdsde publica.
Nio obstante termos publicado e folheto do
Sr. Dr. lio importante nos parece a seu
sssnmpto, e lio cabalmente provadas suas Im-
portantes Ineses, que nio s nos determinemos
chamar a atteocio de notaos leitores para a-
quelle bello trabalho, mas tenciooamoa offere-
cer-lh'o novamente em resumo, e que taremos
no seguate irtigo.
le a tabella dos emolumentos que se devem ar-
reeadar as secretarias da directora gewi da ias-
truecio publica e do Gymnasio Provincial orga-
nisada pelo eonselho director emSideselem-
bo de 1860, e remettid* a esta assembla pelo
governo em 24 de abril desta anno de parecer
ua ae adopte e seguiata sasolugio: A assembla
FJalativa de Per
Art. nico.
decretas
Cobrar-ee bao as
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 7 DE MAIO DE 1861.
/residencia do Sr. Baro de Vera-Cruz.
As 11 X horas, feita a chamada, verifica-se ha-
rer numero legal de Srs. deputados.
Abre-ee a sessio.
Le-see approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offcio do secretario da presidencia, remet-
iendo copia do acto da presidencia, pelo qual foi
rescindido o contrato Milet, a que se refere
seu officio de 29 de abril ultimo, sob n. 20. A'
quem fez a requisigio.
Um requerimento dos guardas da cmara mu-
nicipal desta cidade, pediodo augmento dos seus
venciraeetos.A' commisso de orgamento mu-
nicipal.
Outro de Francisco Antonio Cavalcanti Coussei-
ro, aposentado no lugar de Io esciipturario da
thesouraria provincial, reclamando urna melhora,
nos termos do acto administrativo, que lhe con-
cedeu apesentadoria. A' commissio de peli-
ges.
Sio lidos e tlcam adiados os seguales pareceres
de commisso.
A commisso de pelices, a quem foi presen-
te o requerimento de Pedro Rodrigues de Souza,
solicitando a aulorisagio desta assembla ou do
presidente da provincia, para contratar com o sup-
plicante o sustento das pessoas pobres da casa de
detengio desta cidade, de parecer que seja in-
deferida a sua pretengio.
Sala das commisses, 3 de maio de 1861.
Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcanti Jnior.
Dr. Manuel de Figueira Faria.
O abaixo assigoado, dissidente de seus col-
legas, atlendendo que o motivo que se lem dado
para o ferneciroento ser feito por empregados da
casa de detengio, nao haver concurrente ao
mesmo foroecimeolo, de parecer que na lei do
orgamento provincial se consigne seraelhante au-
terisago ao presidente da provincia, deixando
ao mesmo a faculdade de eslabelecer o foroeci-
menlo com o supplicante, ou cora quem melho-
res cendiges oltereg*.
Sala das commisses da assembla provincial
de Pernambuco, 3 de maio de 1861, Gongalves
Guimares. a
- A commisso de fazenda e orgamento, a
quem foi presente a petgio da professora D. Ale-
andrina de Lima Aibuquerque, examinando cui-
dadosamente a pretengio desla, a qual : que es-
ta assembla resolva que ella lera direito grati-
ficagio por mais de doze annos de servigo na ra-
zo da 3.a parle de seu ordenado, e nao na razo
da 6." parle, como lhe foi marcado por acto da
presidencia da provincia era 1851, e que lhe
mande pagar a dilTerenga de tal gratiGcago
desde que ella completou os referidos 12 an-
uos, pretengio que elle prope ter funda-
mento oas leis de 15 de outubro de 1827,
10 de junho de 1837, contra as quaea nao
por que prevalega na hypothese o tegolaraen-
to de 12 demtio de 1851, allegando e provando
com documentos ler completado aquelle tempo
de servigo em 5 de abril do referido anno de
1851 enlende que peticionaria nao assiste direi-
lo, porquanlo, quando mesmo em vigor exista-
se a lei de 15 de oulubro de 1827, o que nao lhe
parece liquido, nao lhe aproveitaria no que pre-
tende, porque dispondo essa lei que tal gralifi-
cagio nio exceda na 3* parte do ordenado, de-
signando, assim o mximo della, permeltia in-
plicitamente fixa-la em menos, e conseguinte-
mente fixando-a como efectivamente, o fez o
presidente da provincia na quarta parte do orde-
nado, claro que na leltra e no espirito da lei
que a peticionaria invoca a seu favor, e como
fundamento da sua pretengio acha-se a justiQca-
gio do acto do governo, contra o qual reclama
a mesma peticionaria. Por tudo isto a com-
misso : de parecer que seja indeferida a petgio
a que se refere.
Salla das commisses 3 de maio de 1861.Joa-
quim Mello neg, Ignacio de Barros.
A commisses de petiges atlendendo a que o
pedido contido na petgio que a osla assembla
foi dirigida pela Associagio dos Artistas Selleiros,
relativo a creagio de um imposto sobre objectos
que elles manufacturara, de parecer seja re-
medida commissio de orgamento provincial
nica competente para a creagio de novos im-
postas.
Salla das commisses 6 de maio de 1861.Dr
Manoel de Figueir* Faria, Gongalves Guimares.
E' lido e julgado o objecto de deliberado, o
seguinte projecto.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta.
Artigo nico.O producto da lotera concedi-
do aos religiosos Franciscanos de Olinda deve ser
applicado as obras da igreja, devendo assim ser
entendido o 2o do art. Io da lei n. 370 de 15 de
maio do 1855.Pago da assembla legislativa
provincial de Pernambeo 7 de maio de 1861.
Luiz de Aibuquerque Martins Pereira.
A requerimento de seu autor dispensado da
impressao o projecto cima.
Sio lidos julgados objecto de deliberagio, e
mandados a imprimir para entrar na ordem dos
Irabalhos os segointes projectos.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve.
Art. Io Fica concedido ao profeasor publico ju-
bilado de instruegio primaria da cidade do Rio
Porraoso, Antonio dos Santos Vital, a gratifica-
gao de que trata o art. 3o da lei de 10 de junho
de 1827.
Revocadas as disposiges em contrario. Pago
da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco 6 de maio de .1861.Gaspar de Menezes
Vasconeellos de Drumood, Francisco Pedro da
Silva, Manoel de Figueira Farie, Luiz de Ai-
buquerque Martins Pereira, Amorim Salgado.Joa-
quim Eduardo Piona.
A oommisses de petiges, atlendendo i que
sio justos os motivos allegados porgse de Bar-
ros Corris Selle, de parecer ae adopte a se-
guinte resolugio:
A assembla legislativa provincial resolve.
Artigo nico. A Jos de Barros Correia 9eUo,
fica o presidente da provincia aulorisado con-
ceder um anno. de Uuenca.com todos os seus
rencimenlos.
Salla das commisses: i de maio de 1861.
Dr. Manoel de Figueira Fsris, Goncalres Gui-
mares.
A commissio de leglslaco a qneen foiprestn-
direotorla geral da watruccie publica e de Gim-
nasia provincial, aatemeficio dea respeciivoseeere-
tatios, dos emolumentos marcados na tabella ap-
provada pelo coeeelho director da ioslruccao pu-
blica em 24 de aeiembro de 1860 : tevogadas as
dapoeiges em contrario.
Salla das com mitanes 4 de maio de 1861.Saa-
aa Res. Dr. Nascimento PorteauPeana J-
nior
A comorsso de .petiges., a quem foi presente
a de -P. 44. Duprat,que a esta assembla pede.una
previlegio de 40 enoos para a compaohia que pre-
tende formar com o Qm de edificar casas dentro
desla cidade. e em seus artabelds, consideran-
do que a coocessio de um tal previlegio nennum
prejuizo trar aos cofres pblicos, e que ao con-
trario augmentar-lhes-ha as rendas; consideran-
do que a relisaco,de tal idea de urgencia, para
que se desenvolva ledificagio e tenbamo-la com-
moda e regular, nio s as necessidades particu-
lares como ao aformeseameoto da cidade, consi-
derando aioda que essa empreza ; ao patso que
fari servigo aos nossos artistas,importar na pro-
vincia mestrs com que elles devem instruir-se;
cooiiderando finalmente que sendo ella formada
em parte de capital csiraogeiro, ter a provincia
esse augmento de numerario na circular, de
parecer que se adopte a seguinte resolugio :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, resolve :
Art Io Fica o presidente da provincia aulori-
sado a conceder P. M. Duprat um privilegio por
40 anbos, para a sociedade que elle encorporar
com o fim de edificar predios rusticse urbanos ;
fazeodo por essa orcasiio um contrato, depois de
ouvdas a cmara municipal e a repartidlo das
obras publicas
Ficatn revogadas as disposiges em contrario.
Salla das commisses 6 de maio de 1861.Dr.
Manoel de Figueira Faria. Gongalves Guima-
res. Antonio dos S. Siqueira Cavalcante J-
nior.
(Continuar-se-Aa.)
Discurso pronunciado pelo Sr. deputa-
do Braulio e Silva, na sessao de 3 do
corrente.
O Sr. Braulio :Sr. presidente, tendo de fazer
um requerimento mesa, desejo fundamenta-lo
- para is>o pedi a palavra.
Sr. presidente, temo e temo muito quando vejo
esta casa querer-sa fazer passar certas resolu-
;es com aquella celeridade que ellas nio devem
er quando preciso muita calma, muita medita-
dlo e mesmo informages das autoridades com-
itentes.
Senhores, os habitantes de Panellas e bem pou-
:os de Quipap, pedem a transferencia da sede da
reguezia de Quipap para Panellas; S. Exc. Rvm.
nfuruou essa petigio, duendo que nio podia ler
ugar a transferencia, porque Panellas pertencia
Allinho e nio a. Quipap ; d'oode se v que nio
eve ter lugar essa mudanga que ella se acha
irejudicada a vista do parecer do Sr. bispo. Dous
obres deputados confeccionaran! um projecto e
presenlaram-no casa fazendo a desmembragio
' e Panellas da freguezia de Altinho para Quipa-
; mas Sr. presidente, ninguam dir que ira -
t indo-se de cousa to distiocta como desmem-
t rar, de transferir, nio deva ser ouvido o Exm.
I relado diocesano.
Sr. presidente, quando na 1* discusso deste
.jrojeclo eu disse, que os habitantes de Panellas
c uizeram illudir a S. Exc. Rvm. houveram recla-
i lages e eu nada mais disse, mas vejo que hoje
i los se quer illudir a S. Exc, como mesmo a
)ta casa, porque quer-se que urna ioformago
que S. Exc. Rvm. deu para urna transferencia de
f eguezia, sirva para urna desmembrarn. En-
t etanto, senhores, trsta-se de causa milo difle-
r inte, e a informagio do Exm. prelado nio pode
a iroveitar ans nobres deputados.
Um Sr. deputado :S. Exc. diz, que niocon-
c rda por Panellas pertencera Altinbo.
O Sr. Braulio rLogo nio pode essa inforroago
a jroveitar, porque sabemos que transferir a sede
c i urna freguezia de um para outro lugar, nao
c mesmo que desmembrar a parte de urna fre-
g lezia para uni-la a outra e o Exm. prelado nio
poda emiltir juizo a respeito de desmembragio,
t urque nio sabia que os nobres deputados leriam
c e presentar semelhante projecto.
Um Sr. depuiado :sso que o nobre depu-
l do nio sabe.
O Sr. Braulio:Se S. Exc. nio foi consultado
s >bre a desmembragio, como podemos dizer que
e le concorda nisso ? Hoje trata-ae de cousa diffe-
r inte daquella sobre que foi ouvide o Exm. pre-
1 do diocesano e cooseguintemente, deve ser con-
s litado sobre esse novo projecto, assim como
d ve ser ouvda a commissio de estatistica. J
n i 1* discusso se pedio que fosse ouvda a com-
n ssao de estatistica, mas esse requerimento ca-
ta o, por querer-se com toda a celeridade fazer
pissar o projecto.
Senhores, eu nio me manifest em opposigio
a > projecto dominado de interesse algum partcu-
la, o meu inleresse todo publico....
Um Sr. deputado: Ninguem diz o con-
ti ario.
O Sr. Braulio ..... porque nao devemos con-
c rrer para que se firam direitos adquiridos por
a ees localidades, com lana precipitagio, pre-
ciso que haja calma, que se saiba das razes por
q le se pede urna semelhante desmembragio, e
e sas razea, quem no-las pode fornecer senio
o Exm. prelado na parle religiosa.
Sr. presidente, essa transferencia s tem por
ti na satisfagao do interesse particular.
Um Sr. deputado :E' bom demonstrar.
O Sr. Braulio :Demonstro-o.
O Sr. Ignacio Leio:Que diz Sr. Gitirana 1
O Sr. Braulio :Em Quipap andam duas en-
tilades eleitoraes sempre em conleada, urna
q lerendo domioar no lugar e outra nio consen-
t ido.
O Sr. Gitirana :Os dous partidos.
OSr. Braulio :Dous partidos nio. porque am-
b >s sao da mesma parcialidade.
OSr. Presidente:Peco ao nobre deputado
q je se restrinja a materia do projecto, que a
mudanga da sede da freguezia enio os partidos
0 i as entidades de Quipap.
O Sr. Braulio :Euestou mostrando que a con-
veniencia a que atiendo o projecto particular e
nao publica e que nao se trata de duas parciali-
c alidades polticas, mas sim de dous parti-
ellares.
All exislem esses dous senhores, intrigados
por influencia de posigio, por interesses parlicu-
1 ires, um sem pro lem dominado o lugar, sempre
t m feito o que pode com seus amigos, o outro
quer acabar essa influencia, mas nio o tem po-
(ido conseguir, o por isso, recorre a Panellas
aonde tem schado apoio bastante e motivo por
c ue se quer a transferencia da sede da fregaezia,
(ara entio poder tambem dominar, e acabruohar
i outra entidade.
Um Sr. deputado :Quer metter a mao as Pa-
relias.
O Sr. Braulio:Por tanto j v a casa que o
interesse todo particular, ese se sttenderao in-
teresse publico, ver-se-ha, que nao s se ferem
jeitos adquiridos de duas localidades, como
ara bem nio possivl que urna freguezia que
st no centro de Quipap e Allinho....
Um Sr. deputado:A sede est no centro 1
O Sr. Braulio :Est na extrema da provincia
e Pernambuco com Alagoas, mas est no ceo*
ro da freguezia ; Panellas est entre Quipap e
Itinuo 5 leguas distante de cada urna das duas
ocalidades ; parece-me que o nobre deputado nio
dir o contrario.
(Ha um aparte.)
i O Sr. Braulio :O Sr. Dr. Gitirana sabe bem
daquellas localidades e parece-meque nio con-
testar, que de Panellas para Allinho oecaminhos
(ae bons....
(Cruzam-se muitos apartes.)
O Sr. Braulio :Se a sede passar de Quipap
para Panellas, ficam as outras povaagies receben-
do o pasto espiritual em Panellas aonde lhe
muito mais.4iffic.il, entretanto acopara o Allinho
ss nio d o mesmo porqae es camiahos sio boos
e ficam na distancia de Quipap duaa a tres le-
fuas e nao ciuco|como ae fossem procura lo em
anellas, caso em que est as poveages de Pao-
ferro, Jreme, S. Benedicto, etc. Portanto j
veem os nobres deputados que a conveniencia
publica exigen antes que oa povos de Po-ferro,
Jurema, S. Benedicto venriara buscar o posto es-
piritual em Quipap e ame em Panellas o que lhe
ser muito mais difflcil.
nao quero concorrer
Um Sr. deputado:lite nio esli demons-
trado.
O Sr. Braulio :--JJet parque j se tem explica-
do nesta casa.
flsaif.dapntaflo:E o estado da matriz nao
influe?
O Sr. BreaJie >-Kio aim a respaile do atado
da matriz, porqae eu sou primerie e contasesr,
que Panellas 4 ame bea peacae,
O Sr. Gitirasm}Ainda aem I
O Sr. BaeaMe:-*io omaamei.
Dm Sr-dcoMStado:E a igreja fsMlhorl
O Sr. Brauiaj-4Jtio aei ae 4 mether; sai qn
sitei Quipap.
(Hauaa apaatij
O Sr. Braulio : Has ya* rom ransferesKia
da sede ferem-se direitos adquiridos e prejudica-
(Ha am aparte.)
O Sr. Braulio:Fka Altinho coro oros soca*
pella filial e muito pequea, porque a freguezia
de Altinho j tem toda a de Quipap.
Um Sr. deputade :O vigario 4 e primeiro a
desojar a transferencia.
O Sr. Braulio:Por isso digo que e meu ro-
querimenio cbnscnlaneo com a razio. Faca-sd
oavir a Exm. prelada porque elle ouvir o v-
garto.
O Sr. Mello Reg:J foi ouvido ; Uso urna
protelagao.
O Sr. Braulio :Mas que ruedo leem os nobres
deputados que seja envide e prelado dioce-
sano?
O Sr. Gitirana:Eu nio teuho oenhnm.
O Sr. Braulio :Enlio para que impugna?
O Sr. Gitirana :Porque desnecessario.
O Sr. Braulio :Para qae aadar-se eqoi cea
quadilhas, com transferencias para aqu, para alli,
para acola, e aOnal S. Exc. Rvm. nao con-
cordar?
Um Sr, deputado :Contradanzas, melhor.
O sr. Braulio :Digo quadrilhas, porque aqui
j sa disse, que contradanens era mais enligo.
[Cruzam-se apartes.)
O Sr. Braulio:Eu respondo ao nobre depu-
tado.
Para que procedermos assim se nos podemos
marchar mais regularmente ouvindo o Sr. bispo ?
Nio ser menosprezar urna autondade que de di-
reito tem de ser ouvida ; fazermos urna lei sem a
sua audiencia ?
O Sr. Souza Res:Eu
para isso.
O Sr. Siqueira Cavalcanti:Nao somos obri-
gados.
O Sr. Braulio:Somos obrigados em quesles-
desta ordem.
O Sr. Siqueira Cavalcanti;Por deferencia a S.
Exm. Rvm.
U Sr. Braulio:Pois bem, ainda assim no-
devemos deixar de ouvir o Exm. prelado.
Um Sr. deputado :J foi ouvido.
O Sr. Braulio:Para a transferencia e o no-
bre deputado que jurisconsulto, sabe bem a
grande differenga que ha entre irons/arenio e
desmembrago.
Um Sr. deputado:Mas note que S. Exc. pre-
venio a hypothese.
O Sr. Braulio:Nio podia ler prevenido, por
que nao sabia que os nobres deputados teriam de
apresentar o projecto.
Um Sr. deputado .-Elle disse, que se Paoellas
fosse de Quipap, coovinha na transferencia.
O Sr. Braulio :Nao, senhores, S. Exc. disse
que nio convioha na transferencia e eu vou ler a
intormago.
(L.)
S. Exc. nio podia dizer mais do que isto, por
que lralava-se simplesmenteda transferencia.
(Cruzam-se sparles.)
O Sr. Presidente :Isto um dialogo. Quem
tem a palavra, o Sr. Braulio.
O Sr. Braulio :S. Exc. nio podia ir alera do
quoselhe tinha pedido. Pediam-se informages
para a transferencia da sede de Quipap para Pa-
nellas e entio S. Exc. dizia que se Panellas fosse
de Quipap, poderla convir na transferencia;
mas islo nio importa dizer que elle convm na
desmembragio de Panellas do Altinho para Qui-
pap ; ergo, o Sr. bispo deve ser ouvido boje que
se trata da desmembrago.
O Sr. Symphronio :Acho que se foi necessa-
ria a audiencia do Sr. bispo para a transferencia,
tambem o deve ser para a desmembragio.
Um Sr. deputado :A opimio de S. Exc. so-
bre a desmembragio, est implcitamente com-
prehf ndida na que elle j deu.
O 8r. Braulio :V. Exc. sabe que quando se
manda ouvir o prelado sobre urna desmembra-
gio, elle sempre costuma ouvir os parochos e isso
se nio deu.
Um Sr. deputado :Como sabe ?
O Sr. Braulio :Sei porque o projecto foi n'um
dia eiinformagio veio no outro, a respeito da
transferencia e nao da desmembragio.
Portanto, senhores, entendo, que nos estamos
aqu para fazer justiga, para cuidirnos interesses
pblicos e nio para attender a interesses parti-
culares, para satisfazer fias que elles l sa-
bem.
(Ha um aparte.)
O Sr. Braulio:Nio com o nobre deputado,
sei que o nobre depetado nao tem nada com isso j
admiro porm que nada Urina dito a respeito do
projecto.
Sr. Gitirana:J pedi a palavra.
O Sr. Braulio :Mas na primeira discusso foi
mterpellado e nada disse.
Sio estas as razes que tive para offerecer o-
meu requerimento.
REVISTA DIARIA
Sabbado deu o Casiino Militar Pernambu-
cano a seu baile de inauguragao, que fra offere-
cidoaos Exms. ministros da guerra e marinha,
tendo ello tido lugar no edificio do arsenal de
guerra ; o qual achava-se Iluminado por globos
de vdro, pendentes das janellas, produzindo um
bello effeito, e linha a sua frente urna guarda da
honra do 2o batalhio de fuzileiros.
A concurrencia foi numerosa, e ali viam-se
representadas todas as classes da nossa sociedade
reinando em tudo um apurado gosto.
_ Segundo nos dizem, a planta da cidade dei-
xira por urna ra esse espago em aberlo, que ao
sul e em frente da ponte nova vai dar na ra de
Apollo.
Ora, sb islo exacto, como tudo fa-lo crer, nio
se pode compreheoder a tapagem que ali se nota
de presente, a menos que se tenha alterado a re-
ferida planta : o queja nio tambem novo.
Sirvam, pois, estas palavras de provocagao acer-
ca do que ha, pois o publico ignorando-o, cen-
sura a existencia da referida tapagem, por supp-
la faci de anloridade particular.
Amanhia termina-se o prazo marcado para
a substiluigio das notas de 10J e 20JO00 do Novo
Banco de Pernambuco ao par.
D'ahi por diante s ter lugar a mesma substi-
tuigiocom o descont de 10 ao mez.
Reassumio o exercicio da procuradura fis-
cal di fazenda geral o Sr. Dr. remando de Mello,
que fra licenciado.
No 4 do corrente iostallou-se a irmandade
religiosa de Nossa Senbora Mi dos Horneas,
erecta na igreja da Madre Deus.
O acto teve lugar com assistencia do Dr. juia
municipal provedor de capellas.
No dia seguinte bouve missa caotada com ser-
mao, celebrada em accio de gragas pela respec-
tiva fundagio, sendo taes actos devidamente so-
lemnisados e concorridos.
O caes entre as duas pontes contina a ser
deposito de lixo, madeiras, e al do botes relhos
e deteriorados.
Queira o Sr. fiscal providenciar para que isto
desapparega.
Informara-nos que ha na ra do Padre Flo-
riano um individuo, que aos domingos costuma a
entreter-se por meie de bombas, cujos estampi-
dos incommodam a vizinhanga, podendo at oc-
casionar algum sinistro.
Convm, pois, que cessem taes folguedos por
prejudiriaes, a convidamos a essa pessoa para
que atienda ao que exposlo. *
Acha-se a ra do Forte convertida em pon-
to.de despejo publico sem que se trate de veda-lo.
Taes cousas nio devem. ser abandonadas ao
indiferentismo, mrmenle quando ha autoridade
para vigiar sobre ellas; e pois convm prevideB-
ciar no sentido de remover-ae d'all aquelle des-
pejo, desconveniente por lodos os principios do
asseio e da salubridad* publica.
Non dias 4 e S do corrate foram recolbidos-
; casa de detengio 13 homens e 1 mulber, sendo
8 livres e O eaeravos, a saber : 2 a ordem do Dr.
chefe de polica, inclusive o crieula Manoel, es-
cravo da Francisco Mamada da Almeida, 1 a or-
dem do Dr. delegado do 1' districto, 5 a ordena
do subdelegado de Recite, melusiaa o pardo Ga-
briel de tal; 2 a ordem de de Santo Antonio, in-



m.
w
mmmwmmm quabu # euu 5. maio d* ,*'
I^5tT^ crioulo Tlu>m. escrTO da Antonio BU petante juramento, afira de lomar aote* do "M-
f2S- ^'S^V* ***. Uim 5 flM{lM { de tonificar-Ihe $<
2I?"_dd!*P*l..- ^sordas, do de* kntiiMtj^AuilJ
=.
S-X*
?.?* e**- < **** Ansala de
..PMMgeirot w,or ""rt""' e*efrn*Bga
Md* para os portee da sor* _Bharel Ms-
noel Hemelerie Risou d Mello, padre Gallado
nrmiao d* Silveira Cavslcautv altera Hermane*
gildo Gomes da Castro Malta un soMadn, Jos
francisco de Aiahidao-Mnlle^Joeoeim Duarle de
Atevedo, Thomax Gomea da Silva, Joe Ayres da
Souza Pinto, Jasa Antonio da Cesta Silva, 1
cirurgio Jos Joaquim Mechado, Leocadio Ro-
dnguaa Chavea, Francisco de Oliveira Lima, Ha-
noel da Oliveira Lima-, Jos Jernimo Airare de
Sampaio e 1 criad, Jos Nansa da Paula, Joao
Baptista Vieira Ribeiro, Severano Baodeira de
Helio. Jos Ferreira da Costa, o criado Joio, Jo
S Antonio Teixeira.
Pastageiro da barca portuguez Sympa-
thia, Tinda do Porto :Jos Ferreira Vinha.Ms-
noel Ferreira Vicha, Jos Francisco de Azevedo,
D. ngel* Ferruie Dtaaia de Souza, Manoel Bar-
losa Ribeiro, Jaquim AWes Gomes Veludo, Arito-
ano Jos de Arania, Fraaeiedb Ferreira Lebra,
Vicente Ferreira,. Joaquina Aires Ribeiro, Jos
A(Tooso. Marcelino Ribeiro, lanoel Gomes Rosa
Jos Joaquim, Camello Airea Coutinho, Antonio
A. Teixeira.Jos Gomes Delerado.
Passageirosdo brigue nacional Castro I,
aahido para o Rio Grande do Sul:Manuel Joa
da Silva, Francisco Aotoaio de Mendunca, Arraet
Silva.
Matadolro mataco. Hataram-se par o
aTonsummo desta eidde no dia 7 do corrate 86
aezea.
50c famtK
------------ --------------- ---------- ------------------------------- -------------- apj fgna^f
Jnffif.V?i :.,'?*7la *MMl, ***-4 fmmpmhome funecu dosmprego de que ora
-2iL5!,,c,nU de A,bJ" dispensado e afinca coadjuvaio que pristo*
mesma presidencia.
c Dos guarda- V. Sv-Jeiqoia Antio Fer-
nandos Laia-tV. Br. Jos Mara da Trindade,
Inspector dat thesoararia do TI asno*.
Aiada o meracimaoto de Sr. Dr. Tradas*
reelgido-em 30 de agosto de 1860 na 77* aeseio
-d* sedado por oceasiao ds discusjjro do osa-
menta d fzenda?, quando e respectivo ministro
presidente do conselho, o Sr. eonwlheiro Perras,
eiu respoat ao Sr. senador Souza Franco relati-
vamente a impugnarlo que eite fazia creago
de mais nm lugar de primeire official para a se-
cretaria de estado respectiva, dase :
c Ha uur outro ponto sobre qoe daro tambem
responder ao nebre senador e vem a ser a res-
peito do augmento do petan! da secretaria do
thesouro. Sr. presidenta, a secretaria do the-
souro conlm apenas nore empregados, alm do
official maior na confoatnidade da le que regato
mea ib o thesouro.
Deates nova empregados um est tervindo de
inspector na provincia do Rio Grande d Sul:
o nobre senador conheee esse distincto emprea-
do t tambem por certo approvou tua nomeaco
para aquello lugar. Restam sito ete. a- Vide
Correio jYarean.M da corte, n. 248 de 6 de seletn-
hro de 1860.
O Sr. Dr. Trindade recebeu no Rio Grande do
Sul durante todo o periodo de sua administrago
fiscal exhuberanlea e cootinuadaa proras de bem
merecida estima a eonsideracao sua pesaos :
eis o que temes nos jeraaea governista e da op-
posigo da capital d'aqualla provincia por oeca-
aio de aua retirada para a edrte.
Substituido. O Sr. Dr. Trindade entre-
gou a thesouraria de fasendaaote honteos'ao Sr.
Vicente de Mello Wanderley Maciel Pinhairo,
inspector nomeado para substitui-lo.
A possa do Sr. Wanderley te ve lugar &m 2
horas da tarde. >
c OSr. Trindade deapedindo-ae do delicado
emprego, que servio descais mezes, deiut urna
reputaban invejavel a tanta estioaa como causi-
deraco pela sua peaeoa.
< Que o Sr. Wanderley o emitle, que lhe aiga
os pasaos e saa administrage-, que desejamos
tonga; nao ser menos proficua- e estimavel que
a de seus dous ltimos antecessores. > Vide Cor-
reio do Sul n. 52 de ; de marco de 1881.
t Posse.O Sr. Vicente de Mello Wanderley
Macee! Pinheiro tomn posee do lugar de inspec-
tor da tnesouraria desla provincia para que fui
nomeado, pur haver pedido deraissao do mesmo
lugar o Sr. l>r. Jos Mara da Trindade.
Ignoramos os motivos que tiveram o Sr. Dr.
Trindade a p-dir ezoneraco de um cargo para
o qual lhe sobrevam habilila;es
_ Soube-sa da demiasao de S. S e da aomea-
gao de seu successor, com chegada deste
>
CHRONICAJUItlIRIA.
Jtimucifi.
S* SESSAO.
B* 6 de malo.
PRBSTDSRCfA DO S. DR. JDIZ DI DinEIT DA PRI-
HEIRA TARA CRIMIXAL BIRRARDO BTACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esleves Clemente. .
Reos.Antonio Vctor de S Brrelo.
Maooel Pereira (jarcia.
Crimea.Mcrte. '
Juizo processante. O do Sr. Dr. chele de
polica.
Advogados.Dr. Francisco de Paula Baptista.
Dr. Aprigio Jastiniano da Silva
Guimares. ,
Designado o dia 6 do corrente para iulgamen- ?d a1ul P'oio a sorpreza com que foi acolhid*
to dos reos Antonio Vctor de S Barreto e Ma-,esss noticia imprevista.
poel Pereira Garca, e nao podendo asr presidida ? assim como s* s- 8r dotado de todos o*
a sessao pelo Dr. juiz de direilo da primeira va-! desejaveis predicados para eiener com proveito
ra por haver presidido ao prmeiro julgamento 'PUD.'ico asfuuccoes de aeu emprego, o que nao
do me^mo processo, oUcioa este ao Dr. juiz mu- devia tornar o governo te apressado em acceder
nicipal da primeira vara, para que aasumisae a Ia sua supPlica possaia tambem as qualidades
presidencia do jury na qualidade de prmeiro 'lue recommendam os homens a estima social, e
substituto. : S S. na pequea sociedade de nossa capital re-
Deusndo de comparecer o Dr. juiz municipal 'cebeu inequvocas provas de affeetuosa acolhi-
oao funecionou nesse dia o tribunal.
. ment, o que nao devia te-lo desgostado de
Perto Alegre, menos anda de seu clima prefer-
vel as da corte
Vide Mercantil o. 51 de 5 de margo de 1861.
j o Embarque. Parti o Mau hootern ; e nelte
seguio viagem o Sr. Dr. Jos Mara da Trindade,
ex-inspector da thesouraria de fazenda.
O Sr. Trindade leve um numeroso e luzido
Dia 7.
Ro^ Antonio Zacharias do Carino.
Crime.Ferimentos.
Advogado.Dr. Joaquim Jos de Miranda.
A's 10 horas da manha o escrivao procede
chamada e verifica eilarem preseotes 48 Srs.
jurados :
tes^to6"^^.80^!,0 n conselhoK'|? 8en- acompanhamento. em que notamos os Srs. baro
SrsSradV- P promotor publico, os de Porto-Alegre. general Lima, commendador
Nicomedes Mara FrpirA Patricio Cama, inspector actual da thesouraria,
TnonTaT Z AlmpiTu 1M direclor Berl da 'a^nda provincial, procurador
Thom Jos da Silva rm5 tw r,w-. f,scal ds 'ouraria. lenente-coronel Jos Pinto,
re"* da Ihesoorf a nrLwf.l ? ( Ve,dor Wern9' Abel Camara- Fi^iano de Araul
da thesouraria provincial.) ;jo e outr mailtt e notareis pesaoas gra-
aentenc. compoe-se doa se-/,,,.. Destas muitas acompanharara-o at a bor-
do, e de todos o Sr. Trindade despedio-se com
' particular demonstrarao de sentimento. > Vide
i o Correio do Sul, n. 63 de 10 de marco de
11861. V
! Nao obstante o avullado expediente, a gravida-
de dos negocios e a immensa responsabilidade da
inspectora da fazenda nacional no Rio-Grande
do Sol o incansavel Sr. commendador Trindade
""5" u.Ivel0MI> dS M0tla Sll,elra l""P- .anda utilisava as poucas horas que lhe px>diam
O conselho de
guintes Srs. juizes de Tacto :
Joao Goncalves Prea Ferreira.
Henrique Soares de Andrade Brederodes.
Francisco Maia Cortes.
Joaquim Goncalves Vieira Guimares.
Mantel Floduardo Mendos Lins.
Tertuliano Scipio da Ponseca.
Sabino Jos de Almeida.
gado publiro.>
Cesar do Oliveira Campello.
Joao Alves Dias Vill-la.
Henrique Martina Saldanha.
Filippe Duarle Pereira Jnior.
Deferido ao conselho o juramento aos Santos
Evangelhos, o reo iaterrogado e seguera-se
os termos regulares do julgamento.
s
Em vista das respostas aos quesilos, o reo
Pa
.
absolvido e a municipalidade condemnada
gar as cusios do summario.
Nada mais havendo a tratar.
O Sr. Preaidaale lovantou.a seaso s 3 horas
da tarde.
ERRATA.
CoDcluindo-*e do Diario de hoje 6 do corren-
te, qoe o reo Manoel Severino Marques submet-
tido a julgamento peraote o jury, sabbsdo 4,
fdra aecusado pelo crime de morte no ari. 193. do
cdigo criminal, devemos declarar que dito reo
fra aecusado pels Justina publica no art. 192,
cuja pena pedir no grao mxima deste ultimo
artigo no seu liballo aecusatorio. E' assim que
deve ser entendido o Dimio na parte relativa a
a esse julgamento.
Communicados.
Duas palavras sobre a nomeaco do
coronel Trajano Cesar Burlanaqoi.
Encetou mui bem o Exm. Sr. presidente da
provincia approvando a acertada escolha que o
Exm. Sr. commandaole das armas fez do coronel
Trajano Cesar Burlamaqui, nomeaado-o para
commandante interino do presidio de Fernando de
Noronha: esse hroe da nossa independencia, es-
se invicto militar, esse honrado cidado encaone-
ciJo sos servidos da patria, em urna palavra, um
homem que reuse em si ludo quanlo na de gran-
de e nobre neste mundo.
Estamos convictos que o Exm. Sr. marquez de
Caxias, approvar essa nomeaco, urna vez que
todo o exercito, que ha pouco acaba de dar um
testemunho de sua convieco, reconheco como
um dos ministros mais justiceiro e honrado que
tem oceupado aquella pasta.
Podamos eocher grandes columnas deste Dia-
rio, se quizessemos acompeahar paseo paaso a
vida do coronal Burlamaqui, desse campea da
nossa indepondencia e do sustonlaculo da noasa
xnonarchia, porm, as pequeas phraaes que le-
Tamos dito, exprimen mu bem o aosao pensa-
nento.
Pedimos venia ao Illm. Sr. coronel Burlama-
qui, queni nao temosa destnela honra demn-
tennos relaees da amizade, se, o pouco que ex-
pendemos offeudemos i au melindrosa mo-
destia.
Un apreciador do metilo.
j restar, e necessariaa para restaurar as foreas, no
.cultivo das lettras.Como membro do instituto
I histrico e geographico da provincia e seu vice-
j presidente dirigi os irabalhos da assoeiacao
\ durante a ausencia do respectivo presidente na
cmara temporaria, o Sr. tenenle-general bario
de Porto-Alegre bem conhecido no paiz pelos
I relevantes serviros que tem prestado a causa
Propostos os quesilos, o conselho recolhe-se pubiica do imperio.
^Ji': ~nB.?^!f.c.w?V.- ... .' Acerca dessa presidencia interina do instuto
Histrico do Rio-Grande do Sul pelo benemrito
pernambucano. l-se no Conciliador n. 79 de 7
de outuhro de 1860 o seguate :
c 0 honrado presidenta do Instituto Histrico
da provincia o Sr. baro de Porto-Afegre,
esperado hoje na 11a sessao do mesmo, para
presidi-la e dirigir os Irabalhos desta importante
o patrstica assoeiacao.
Em quanlo S. Exr. advogava os interesses da
provincia como deputado pelo circulo da capital
assembla garal, e mostrava ao paiz inleiro sua
iotegridade e sua conducta patritica, dirigi o
Instituto o honrado e intelligeete Sr. Dr. Trinda-
de, nomeado vice-presidente dalle.
0 Sr. Dr. Trindade rene muila intelligencia
orna natural prudencia e estas qualidades lhe
atrahiram as sympathias e verdadeira, estima de
todos os seus collegas do Instituto.
A sua direegio, pois, foi muilo digna, e seus
dezejos em favor da dessiminacao das luzes, dos
conhecimentos necessaros historia do paiz fa-
ran>manifestados em mais de um acto.
Quando o Sr. baro de Porto-Alegre se apre-
sentou na 12* sessao do Instituto em 28 de eulu-
bro de 1860 e reassumio a presidencia da asso-
eiacao profero um bello discurso que corre im-
presso no segundo numoro da Revista Trimensal
do mesmo Instituto ; e desse discurso extrahtmos
o seguate :
< Muito dignamente dirigio-vos o nosso hon-
rado collega, o Sr. Dr. Jos Miria da Trindade,
e bem a meu petar vejo que elle me cede esta
cideira, visto a eonseieocta dizer-me que sua
permanencia nella poda trazer proveilos mais
reaes ao Instituto.
Eu folgo de prestar-lhe esta juslica que vos
j lhe (eris feito e que lhe tereis teslemunhado
desde o dia em que o elegeatea.
a Seu carcter dcil, suas qualidades moraes
to expelientes, sua reeonheeida rsjtelligeocia sao
garantes penhores que bem avallaste*.
Poderiaraos anda transcrever muitos outros
documentos qee temos presentas senie livesse-
os de abreviar este tributo, que, com entu-
siasmo, prestamos ao mrito do distincto e Ilus-
tre Sr. Dr. Trindade, da .uest nos assignamos
seu
Admirador.
0 Sr. commendador Dr. J. M. da
Trindade.
Escrevem-oos do Rio de Janeiro que no dia 23
da marco prximo findo o Sr. commendador Dr.
Jos Mara da Trindade se recolheu a corte, rin-
do a bordo do vapor Apa precedente da provincia
de S. Pedro do Rio Grande do Sul, na qual ser-
ceu em commisso honrosa dedie 31 de oulabro
de 1859 aoM" de marco de 1861 o importante
cargo da iesoecUi da, ikesourena de faaenda eon
a intelligencia, zelo, asaiduidade, honradez, jua-
tica e prudencia de que to felizmente dotado.
As provas de aeu talento e dedicece ao cum-
primeeto de sena dererea pblicos vemos no se-
guinte ofBcio do coselhiro presidente d'aquel-
ia provincia :
Provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sel,
Palacio da presidencia esa Porto Alegre Ia de
marco de 1861.Htm Sr.Hatead aesta oe-
easlo pasto ocmpra-eeodeeretada 19 de
faveieiro fiado, pelo nal o primeira eaeriptera-
rio do thesouro Vioeata aa Mello Wanderley Ma-
ciel Pinheire fei nomeada pava substituir a V. g.
a carga de tateectas da taesauruna de faieada
desta provincia, o qual seiba de prestar' a *-.
0 baile Merecido pelo Cassino Militar
Pernambucano aos Exms. Srs. minis-
tros da marinha % guerra.
A sociabilidade, esse jogo reciproco de soccoa*
ros mntuos, qoe se entretem na especie huma-
na, sem duvida alguma a rigem de sua felici-
dade.
O homem arrestado no mundo pelos revezes e
ptivaes de toda a especie em breve sueeumbt-
rta aos golpes de infortunio, se nao encontrasse
no seio da sociedade o consolo a seos males; o
amigo que nos crueis momelos do aoiTrimento,
lenca no peite do amigo o conselho e o lenitivo,
com que pode oppdr batrairaa ao infortunio : *a
esposa querida, que ce seas atiradtvos o cari-
abas modifica os soffrimentos daquella, por quezi
d a sua existeocia ; o Qlho, que osculando a
fronte do idolatrado pai curvada pelos anana,
vendo ante seus olrras aborta o tmulo, qee tem
de recebar o sea carpe j alquebrado, aaa todos
esees membros, que reunidos eonatltueo a fami-
lia. E' pois f esae direilo da defeza e de soccorroa
mutuos, que nasee a sociabilidade.
O hornera orgulhoso de si, amigo das honrase
daa dignidades, tue lhe sao offerecidas nasdiffe-
rentea phasesda vida, procura a aociedade, eati
rando-ae a ella envida, tedos os sens esforcog, e
vai em seu seio procurar a realisaco de aeus de-
sejos ainda ose aatisfeitos.
Graades ao militas vezes as decepQ5es, por-
que etle passa, mas que importa ? o homem nao
pida river tsolado, parque cene diz Daogel, o
o solamealo .uma chimera, e a sociabilidade
?nherenle 4 especie humana, n
P progreaso di ama aa^o contando poueoa as-
noi a aua iodepen.ooia, com um sola aben-
ooado, dotada de um fui uro grande immenso,
que ao longe se descortina eliga que aase etniri-
ta-e satiehilidade se tornaste teal; a nos vemos,
o Brasil povoado j por seus filhoa offerecendo esj
mala edifleantes esemplos de'sua civUUagio. A
intelligencia, com que a Providencia approuve
amplameote mimosearos BrasileiroskadeJeacao
aoa saludos, as lulas descesele, a iostrucco, o
commercie, o dleserirolvMniniD daa artes, os poi-
tos abertoa ao eetrangeire ceacotram aa augmen-
to desse progresso, qee nao pola ser hoje coa-
testado por omitas nacoes, que marebam na van-
guarda da eivilisaco.
A yerdade deseas ideas, que avaeco, callou nos
eapiriios desees horneas, quesoftrem as alterna-
tivas de urna vida, onde a honra e o dever ao a
bussola, qoe os guia na senda espinboaa da pro-
flsao, que seguiram. Foram esees membros des
corporace* do exercito e armada eristentes era
Pernambuco, que enx ata bello di* resolverem
reunlr-se em sociedade, e desoancand por um
pouee das fadlgas da vida agitada- aauitas rote
pelo aibiilar dbala anean metaalaa aedente,
crestados pelo ureute- sol das marchas etn terre-
no rido e monlanhoao, deteodendo aomo solda-
dos a libeedade de aua patria, eu poremeia aca-
tes passadasao catavento junto coala, correado
o navio achulado pelo* vendavaea e tormente,
propozeram-se offerecer a suas familias uro li-
cito di-ertimento, que pee algumaa boraa tornas-
se mais suaves oamomentoade afflccao a a me-
ditacao no destino, que tanto preoecupa e official
brasileiro. E de elfeito do projecto paasou rea-
lidade, e nrrdia 4 de maio inaugurou-se 6*Cas-
sino Militar Pernambucano com um baile offere-
cido a dous distinctos varoes que pela sua hie-
rarchia militar oceupam os maia enaineales luga-
res nb paiz.
A classe militar de ha muito orpha, porque
raras rezes, ou nunca, desde a poca da maiori-
dade do' nosso adorado monarcha, vio-se repre-
sentada por dous homens, que avaliassem aa ne-
cessidades e reformas, uteis ao seu engrandeci-
mento, pois que nao s aestudo na silencio do
gabinete, que torna apto o eseolhido para diri-
gi-la, e sim a longa pratica e a eonbecimento real
das privaedea, e beneficios que assaltam o sal-
dado no seu arraial, ou o marnheiro ao curto
espaeo do coovs de um navio ; a classe militar
vio por um desses accidentes, a que est sujeito o
homem poltico, mudarem-se completamente aa
scenas, e decahindo do fastigio do poder o mi-
nisterio ser substituido por aquelle, que-profes-
sando as mesmaa crengas conitudo era modifica-
do, por isso que a corda chamara aos seus coose-
Ihos para dirigirem as redeas da admioistraco- de
marinha e guerra dous militares cocheados e
avallados pela corporaco nos seus conhecimen-
tos especiaes.
Este facto, que por si falla bem alto nao passou
desapercebido pela classe militar, e lego um dos
consocios mais distinctos do Cassino Militar o Sr.
1o secretario em assembla geral. propz a inau-
gurado da sociedade cora um baile offerecido
aos Exm. Srs. Marquet deCaxias, e Joaquim Jos
Ignacio. Esta proposla acolhida unnimemente
por toda a aasoeiaco, loroou-se logo realisavel.
Lutando-se a principio com ditFieuldaJes, porque
o militar pobre, a boa boolade ededicacao aal-
lou por sobre todos os bices, e alm do capital
que em reserva existia entre si, cotisaram-se de
modo a celebraren) esse acto festival condiguo
nao s das distincias personagens, a quem era
dedicado, como tambem pela nata da aociedade
Pernambucana, que por algumas horaa linha de
oceupar os sales do baile.
0 arsenal de guerra foi o edikio eseolhido para
esse festim, e aos inceemveis osforcos do Sr. co-
ronel Leal, director desse estabelecimento, deve
o Cassino Militar a permisso de ahi fazer as suas
reunioes, tendo muilo coucorrido a boa vontade
do Exm. Sr. presidente da provincia o Sr. Dr.
Machado Portella.
A promptiQcscJio da casa foi entregue a urna
commisso eomposta dos Sfg. coronis Antonio
Gomes Leal, Luiz Jos Ferreira e Francisco Joa-
quim Pereira Lobo, que reunidos, trabalhando de
coramum accordo em poueoa dias enlregaram s
differentes commissoes todo o edificin pinlado
exlerna e internamente. As maiores difficuMades
desappareciam antea vontade enrgica do Sr. co-
ronel Leal, que solicito em ludo procura va satis-
fazer o mandato, de que fdra eocarregado.
Raiou odia 4 de maio, ea sociedade Pornam-
bucana pareca aoitnar-se com a idea da noite.
As tesourss do Sr. Veliz, os adereces dos melho-
res joalbeiros, as perfumaras de Mr. Lecomle, ae
grinaldas preparadas porMme. Reaulier, oa ves-
tida feilos pelas modistas, o luxo da ctaa do
Mme. Falque, o agrado doSr. Carlos Dubois eram
poslos disposico do mundo (ashionable.
Era noite, o re vehculos cruzavam as ras da
cidade conduzindo os convidados ao baile. Era
encantadora a vista do edificio todo illuminado
por globos de vidro, que das janellas pendiam
presos por hastes de ferro. Em frente ao edificio
urna guarda do 2o batalho de fuzileiros fazia as
honras devidas aos dous aeneraes, a quem o es-
sino linha dedicado o seu baile. Entremos e ob-
servemos esse luxo e pompa, que era de esperar
dos incessantes trabalhos dessas duas corpora-
les distioctas por tantos ttulos. Nada linha sido
esquecido.
Ao romper os umbrae do edificio ama msica
locara lindas pegas, easaenhoras eram recebi-
das por urna commisso ad hoc nomeada, e con-
duzcas ao toilette pelos Srs. major Barros Fal-
co, prmeiros-leneutes da armada Stepple, e
Franca, capilar Nolas.o. lente Flix Justinia-
no do Albuquerque, e alferes Antonio Eneas Gal-
vo, Luiz Jos Ferreira e Feliciano Lyra.
0- vestbulos e es saldes do baile ecam oceupa-
dos por urna concurrencia immensa. Ah acha-
vam-se 150 senhoras, corpo consular, titulares,
Exm. presidente da provincia, chefe de polica,
inspector do arsenal de marinha, commandante
das armas, chefes de repartirles, deputados pro-
vinciae8, empregados pblicos, lentes da facul-
dade de direilo, mdicos, hachareis, ofciaes de
marinha e larra, e grande numero de convidados.
0 edificio internamente era ricamente illumi-
nado. 0 luxo e asseio por tola a parte deslum-
brava. A entrada era alcatifada por folhas de ca-
nalla, e illumieada por em grande lustra de
bronze com 8 arandellas suspeno por ligeiras ca-
deias de ferro, e pelas paredes nolavam-se aran-
dellas com luzes. Desdo a entrada at romper-a*
a sala eram as escadas alcatifadas. O observador
admirvva o gosto e pericia com que tinham sida
preparadas as salas.
Na primeira sala ao fundo eslava o throoo com
o retrato de S. M. I. trajando as vestes de gene-
ral do exercito. Este quadro de 20 palmos em
circumferencia era preso ao espaldar de aeda ver-
de com ramagens amarellas por dus largas Atas
com as cores nacionaes, terminando por um gran-
de laco franjado tambem auri-verde. A cpula
do docel apresentava na sua parte superior urna
Tachada de madeira dourada ; e nelle se achivam
gravados relevos, cercando-a em toda a sua ex-
tenso urna larga franja de ouxo, que ia perder-
se lateralmente em duas grandes borlas de ouro.
Da cpula partiam largas cortinas de seda fran-
jadas de fio de seda verde, prendendo-se a duas
chaves douradas por largas fitas de seda. O es-
paldar apoiava-se em sua parte inferior em um
assoalho de madeira forrado de tpele, no qual
ae achavam gravadas roses e dilTerenres flores,
orlando-o urna franja escura.
Ao ladodireito do monarcha estava collocado o
trophe.0 de armas do exercito composto de 6 bao-
deiras, sendo 4 de aeda, nolando-se a caixa de
guerra, o obnz, a moehila, o clarra, a pyramide
de balas, armas, todos os objectos bellicos, col-
locados sobre um assoalho de madeira forrado
de azul escuro ; entre aa bandeiraa, e prese pa-
rede via-se um escodo, e sobre este a corda de
marquez ; no centro deste sobre fundo de prata
notava-ae nm circulo com 21 estrellas douradas
dentro do qual aclava-ae gravado o seguinte ds-
tico Exm. Mrquez de CalasAo lado esiuer-
do do throoo um outro trophee representando a
ruariuha composto da 4 baadeiraa nacionaes, duas
degurups, sendo as hastes de madeira termina-
das porborlai douradas; e les de urna verga,
maslareo, aaobera. espadas de abordagem, eai-
xas de guerra, oculo. sextante, machadinhas, ha-
las e urna carta gcographia. Entre as bandiras
collocado do mesmo modo que no primeira tro-
phee achava-se outro escedo, tendo na sua parte
superior um capacete de cavalleiro, e no funda
deste o seguinte dstico Kxm. Joaiaim Jos
Ignine.
No estrado do throno 4 ricos vasos de porcela-
na com lindos ramos de flore, e um candelabro
todo de vidro comportando 4 luzet. Esle traba-
Iho primoroso da Um dos dignos socios do Casst-
1'
-m
-^-


roa-ni sazbllaiei pensamentos. All eslava re-
presentada a proteeclo, a forc e a coofriternisa-
Ifae utdtto mooarcht-lancaado suas bvne-
velai vistas para es duaa corporacoes era o exar-
eito e armada, liados per mutuo sanlimento aua-
teotanieo throno, era Inda as duas eorporacej-
aonfraternisando-se, e solidarias ea pensameoto
abracadas com iandeita oaciooal. A sala era
guarnecida em toda a aua exleoao pela parle
superior por cores nacionaes, que em faitees ae
deitacavam de um campo de seda amuella. as
paredes eslaram collocados 8 aenii-circulos de
madeira comportando latteralmenle 2 baionetaa,
e no centro 3, dirigindo a parte cortante para ci-
a, do centro destes pertiaa arandellas douradas
de 3 lazos cada urna, deixando ver aobre papeleo
ornado de Das verdee e amarellas oa nomes do
viaconde da Sagune, Jorge Browo. Jacintho Ro-
que de Seona Pereira, Pereira Pinto, Lamenha
Lina, Moraes Anchora, Greenfel, dessea velhos
militares, qee presta rana ao paiz grandes servi-
90: na parte inferior desaes sami-circuios duas
espadas formando ngulo.
As jantllas eram internamente guarnecidas de
eortioas de filo, e cambraia, eom lagos de fita
auri-verde, prendendo-se i lagos da mesma cor ;
aos lados destes notavam-se baadeiraa nacionaes
colloeadas traniversalmeule, presas a hastes do
madeira, terminadas por langas de metal. De
centro da sala penda um lustra da 7 palmas de
eompiimento, formado por 3 circuloa de madeira
de palmos de dimetro o v cenare, e de 3 o
superior, e inferior, partindo" do coutro para o cir-
culo Harior 10 pistolai descansando as coroahas
sobre o circulo inferior, do superior ao circulo
central partiam 5 baioneta*. titas auri-verdes si-
mtricamente dispostas representaran] aa corren-
tes- que o prendan, terminando por borlas de
ouro formadas por bindas mililates 15 luzes col-
locadas em arandellas, e preaae i eate guar-
neca m.
A segunda sala era preparada com simpiicida-
de, e decencia ornavam-a 2 espelhos dourados de
17 palmos em seu dimetroom rico lustre, aran-
dellas si mtricamente disuostas pelas paroles, e
cortina* iguaea s da primeira sala.
A lereeira sal era tamben guarnecida de um
espelho, lustre e arandellas.
Em nma aala contigua a esta eslava a msica
do 4. batalho.
O toillete era preparado magnficamente. Per-
tence esta parte do edificio ao imperioso dominio
do bello sexo, melhor do que aoa elle o descre-
ver..
Ao zelo de Sr. eapito Trajano Alipio de Car-
valho Meodoega deve o Cassino Militar o brilho,
que apresentava esta sala. Rica, e sumptaoia-
mente preparada, toda alcatifada, viara-se ahi
ricos espelhos, divans, almofadas de deecango
trabalhadas com lodo o primor da arte. Nota-
vam-se ahi os vinagres de toilettes os perfumes
de baunilha extractos de pathchouly, pomadas
reaes, diaphanos, p de arroz, leos de laranjas,
agua de cotona, ricos vasos de porcelana de
Cerres, com flores, e todos os perlences de cos-
tura. Nao era possivel desejar-se mais. Nao sao
os desvaneios de escriplor, que descreve um bai
le, a real! ia Je.
O ornamento interno da casa foi confiado aos
Srs. capitao Trajano F. N. C. Tarares, 2. tenen-
S. Pereira, alferes Jerooymo Igoacio doa
vo-h iva magnifico efai. A profuiSoeraimmeti-
e tocante sise act*d| |xtreop_cavalheirismo
e pollK w v": ^?. fliaes, que to-
mandg 1 .
haodeiaa ofTareciam aos convivas. A
melhor drd>* MfflRf ^f*i*p6,Uda
aicas do 4o e 10* b'.tt," "'* nlre ai no
aaio dataata as qua.>J>af.
- Continuaran t$ qua;*riti. valsas e cholisk
al meia neite, qsje foi aojunciada a cela. Por
essa oceasiao foram eoaduzida M senhora, e
antea de chegartm ao saino ad hoc preparado
passavam por grande e largo pateo, en qual as
tinha preparado um jardim. De 4 coqueiros dia-
postoe.ua> defroote de outro partiam corddes
aaa 40*03 eslavem presos um ande numero de
laaternai.
Estamoa no salo da ceia. 1C deslumbrante o
espectculo que alia nos aprsenla. Bandeiraa de
agnaea, e de differentes nages forravaia o tocto,
partindo d'ahi em festoes, circulando toda a sala
bandeiraa, que lam terminar por aobre um eape-
Ihe preso k pareas par duas largas Blas verdes e
amarellaa, terminando pe gracioso lace da mea-
tna cor; ao lado desle sobre laucas preodiam-se
duaa bandeiraa nacionaes. A sala em todo e seu
circuito era guarnecida por 10 tringulos conlen-
do 7 bayonetea simtricamente dispostas, tendo
os airados para a parle inferior, e nasleseatavam
colloeadas elas de espermacele, com topes
nacionaes, tendo cade um deates tringulos duas
espadas, e 00 centre dalles cercados de fitas auri-
verdes liam-se es seguales ttulos : Bario de
Suruhy. Caeapava, Victoria, Rio da Prata, Jacuy,
Pedro Labatut, Tamendar. Porto Alegre, Taqua-
ry e viaconde de Cabo Fri e general Seara.
Eram esees os ttulos de muitos daquellea bravos,
que l fazem ailencia do tmulo, e que perlen-
cem posteridade, que em ceda pagina da his-
toria encontr um triumpho, eram oa nomes des-
aea, que tambem tiveram o aeu capitolio, e os
bradoa do poaa enthuaiasmado pelo bnlhantismn
de seus feitos nos campos de batalha, ou na
renhida lucia de urna abordagem, ahi liam-se os
nomes desses, que com o seu singue nos Cam-
pos de Piraj, Fuoil e Cabrito sellaram a felici-
dades-de nossa patria etedecendo ao magnnimo
grito de independencia es morte partido das mar-
genado Ipiranga.
No centro da sal* havia um lustre, formando o
seu cor,>o urna caixa de guerra suspensa por cerdao
auri-verde, contendo duas ordena de bayonetas,
daodo os airados destas lugar a 16 luzes sim-
tricamente dispostas, formando bandas militare*
oa seus festoes. Esta sala ricamente preparada
foi-irebsHe especial don Srs. capitn Trajno e
lente Meira, que swpeortaram acurado traeaiho
durante tongas horas da noite para sua prompti
Qcago.
A mesa da qual foi eocarregado o Sr. prmeiro
tenente F. Vilella Tarares estava profusa e lin-
damente preparada. A aua forma era a de urna
ferradura comportando 100 talheres. Ahi eslavam
dispersos ramos de flores, candelabros de vidro
e metal com grande numero de luzes, e todas as
mais exquisitas e bellas iguarias.
O centro da mesa pelo lado de fra era oceupa-
do pelo Exm. presidente da provincia ao lado es-
querdo dalle o presidente da sociedade e Exm.
Sr. commandante das armas, e direita deste o
Sr. coronal Luiz Jos Ferreira.
No centre da face diretts e Exm. Sr. baro da
COflMEBClO.
NOVO BANCO
EM 7 DE MaIO DE 1861.
a .niHC0,ad,,C00*i M P*ente mana a 10 /.
ao anno at prazo de 4 mezes e a 12 / at
de 6 mezes. e toma dinheiro em cuntas corrente
CAIXA FILIAL
B0
BANCO 00 BBASIL.
EM 7 DE MAIO DE 1861.
A caixa descoma letras a 10 /,. sendo as de
ea aceite a 9 /., toma saques sobre a praj
d 8 7 Janeuo' e r,ccbe oinhoiro ao premio
41landega.
Rendimento do dia 1 a 6
dem do dia 7 .
60:722*)
8696339*
69:418*34
Movlmeoto ala alfande^a.
votamea entrados com fazeodas.. 116
* coa genero.. 28
Volemea aahidos com fazendas..
coa generoa:'
14*
51
280
------ 331
Sontos, e Dr. Carlos Frederico, quo corresponde- Vera-Cruz, presidente da- a*smbla provincial
ram a toda a expectativa. esquerde deste o Sr. capitao do mar e guma Eli-
As msicas roubavam com sais inspiracoes e 'siario Antonio dos Santoa, vice-presideote da
doces harmonas os mouieulos de observago te sociedade, e 4 direita o Sr. coronel Lamenha.
No centro da face esquerda o Sr. commandante
do vapor Pedro 11, representando o chefe da es-
tacan naval, o Exm. chefe de polica, e a lado
deste o Io socrtUria da sociedaJe o Sr. Vilella
necessaros ao escriplor.
As 9 1/2 horas da noite, annunciada a chega-
da do Exm. Sr. presidente da provincia, e sua
Exma. familia, proromperam as msicas o hym- i
no nacional, 3 receido S. Etc. pela directora'Tarares. No extremado lado direito o Sr. coro-
foi conduzido ao lalo do baile. nel Antonio Gomes Leal, directos do arsenal de
Para o observador grande a impresso mol- 8erra, o no esquerdo o Sr. coronel Francisco
vada pola vista de urna sala de baile. Ahi re- Joaquim Pereira Lobo. As senhoras cirulavam a
presenta-se o mundo em miniatura, ha o mov- mesa.
ment, e ae daguerreotypam certas physionomias, champanhe principiou a eslourar e os brin-
que compe a nossa sociedaJe. des foram feitos na orderu seguinte :
Repara! nesse torvelinio resultante de um 1 *" De' Sr. coronel Leal depois de urna alio-
grande concurso. All est um dos lados da cuQo em que historiava os servigos e caracteres
sala langando um olhar reprovador, disfamando d3 distinctos generaos aos Exms. Srs. ministro
suas paxdes o agiota, que admirado do luxo e da da guerra e marinha.
O 2 pelo Sr. Elisiario ao Exm. presidente da
prorincia.
O 3o pelo Sr. Lobo precedendo urna bella allo-
cuco aos representantes ia provincia.
O 4" pelo Sr. coronel Ferreira ao progresso e
presseridade do Brasil.
OSr. Dr. Aprigio, lente da faculdale de drei-
ponipa considera tudo urna fatuidade, e deplora,
?ue esse dinheiro gasto nao viesse para o seu co-
re reunir-se ao que tem podido obler das lagri-
mas da pobre viuvi, e do infeliz orpho ; este,
que sobranceiro se aprsente com a circumspec-
co do hornera honrado, e pollido em seu trato
faz-se ouvir dos que o cercam, o negoclanto ,
probo, que sent a crise, por que passa o com- lo em um dos aeus bellos me meatos de insplrago
mercio, mas contina a trabalbar, e vai de alter- I e(n que frtil,propoz depois de bellos pensamen-
ualiva em alternativa com a esperanga de melhor |los UQ> brinde s corporacoes do exercito e ar-
futuro, este que discute sobre poltica, apresen- mada, e por essa oceasiao o Dr. Carlos Frederico
lando melhoramentos e reformas, mostrando a egradecendo em oome da corporaco propoz um
necessidada de novas leis, o magistrado, que brinde aos membros da facuidado de direito re -
eslula o paiz, aquelle outro em quem predomi- presentada oaquelle festim pelo llustrado Sr. Dr.
oam algumas chimerasda moctdade que garbosa Aprigio.
Descarregam hoje 8 de maio.
Barca francezaSphere-fazendaa.
Escuaa oglvza J. Jonescerveja.
Barca inglezaFteelvringbacalno.
Fxportavfto.
Dia 6 de maio.
Barca portuguesa Corea para Lisboi, carre-
ThS'SSde A1uino Fonseca Jnior, 646 saceos
com ,230 arrobas de arsucar.
Domingos Alves Matheus, 100 saceos eom 50
ditas de ditas.
Domingos Rodrigues de Andrade, 179 couro*
seceos com 4,633 libras.
- ;2TT,lhJ0 NoS"ir & C, 150 barricas mel con
>,4W medidas, e 5 pipas com 560 medidas de>
agurdenle.
Brigue portuguez Margarida, para Lisboa,
carregaram : *
Amorim Irmaos, 40 pipas com 7,280 medidas
com cachaga.
Brigue nacional Veloz, para o Rio da Prata.
carregaram :
Amorim Irmaos 4 C, 400 barricas com 3,154
arrobaa e 18 libras ae assacar.
Barca fraoceza Franklin, para Marseille, car-
regaram :
Rolhe 4 Bidoulac 125 saceos com 625 arrobas
de assucar.
Beccbe doria de rendas Internas
geraes de Pernambuco..
Rendimenlo do dia 1 a 6 5:8d4351(>
dem do dia 7....... 967213>
6821J72*
Consolado provincial.
Rendimenlo do di 1 a 6
dem do dia 7 ,
12:602J>055
3.832*45S
16.434513>
MoTimento uq, o Sr. aegundo-teoepte Senna Ferelra, foi' vestidas dai rainha do baile.
moflo aprecwdo por fooi os convivas', e injpi-
se aprsenla no salo. e no chassez croxstz me-
neii o seu corpo, rivalisando com o mais presu-
mido daniy, o velho, que por longos annoz
prestou servigos, e no carcter de empregado pu-
blico vive dos recursos de sua aposeutadori'i,
esse que retirado da sala balbuca estes versos .
0 amor da mulher a nuvem
< Que o vento impels no ar,
t amor da mulher voluvel,
a E' to vario qual onda do mar.
Quando meiga a mulher nos afaga
a Cora agrados, com lernos carinhos,
E' spide de flores coberlo
E' a rosa cingida de espinhos.
E' o poeta descrenle que considera a vida in-
suportavel, quando a mulher o fascina ; este ou-
tro entregando-se as mudas emoges do ecarte,
e do lasquinet piutando-se sobre seu semblante
a paixo, e desapparecendo acalma por urna cir-
cunstancia pueril, ou por um haxard o amigo
do jogo queso encentra prazer ao voltar sobre o
tapete verde de urna mesa a carta de sua predi-
lecgo. Ahi encontrareis apreciando a socieda-
de o litterato, o juiz, o eslulante, o medico, o
militar com suas virtudes e erros.
O mundo assim e nao possivel offerecer um
difue a esse dse nfre a mente de paixes, porque
os genios nao podem ser rorreados e os instlelos
sao diversos.
As 9 e meia horas derara os mestres-sala, os
Srs. Antonio Vilella de Castro Tacares, lenles
Joao Gongalves Duarle e Mosquita Pimental, o
signal parase coraeg.ir o baile e os pares presu-
rosos.procuraram no rneio da mullido as senho-
ras, com que deviam conlradangar. Toe.do o
hymno nacional rompeu o baile, e era digno de
vr-se depois de terminada s quadrilha esses ri-
cos toilleies, que prendan a attenjo daquelle,
que descreveria essa festival noite.
A etiqueta e um perfeito ceremonial linha sido
observado.
Entre os mais ricas toilletes vede aquella se-
nhora trajando um vestido de reoda verde eom
babadoa gravados de branco, tendo orna linda
grinalda de ameixas e um ramo igual prenden-
do-ee no vestido em lindo regago ; esse rice
toillete de nobreza cor de rosa, de duas aaias,
sendo urna mesada de branco e adornada a ca-
bega por urna graciosa grioalla de rosas, aquelle
outro tambem de nobreza cor de rosa guarnecido
de rendas pretas e na caneca um delicado enfei-
te de velludo preto guarnecido de Ros de ouro,
que cahtam sobre as Iranga, e no peilo um rico
broche de brilhaiitee; um oulro de Al azul mar-
chetado de pequeas flores, sendo a grinalda de
igual cftr; o daquells menina de liagolar belle-
za, que trajava esomha azul, tendo seus dou-
rados cabellos cabidos em caixos, e com urna pe-
quena grinalda ; aquelle outro vestido de moir
azul claro, com duas ordens de babados- e eatea
guarnecido de duas liras de armioho branco,
sendo o corpo com os mesmos enfeites ; o da-
quellas duaa vlrgens que eslavam na 1* sala ira-
jando urna fil com urna rosa branca na cabega
simulando em diadema, e a outra com urna gri-
nalda de folhas e ramos tamben de folhas ser-
penteando o veifdo, aquelle outro de apurado
gosto de tarlaUna branco com pequeos ramos
escarales, sendo a saia de festoes de fofos, ven-
do-se tambem nessa sala urna das Ulhas da pri-
mognita de Cabral da trra, que o poeta deno-
mina a da Colina, trajando um rico vestido, moir-
Sr. Vilella Tavares magistratura
dirigi um brinde ao
antique, de duas s
branco com enfeites I
teala, partindo da
nal la de lindas
cahindo sobre _
aua belleza parea-
das eq lgenj dos
aurora, anda roscia
itt^4-F
bordados de o!
volver de urna val
afilara, malisado de
iosamente pn-
ame delicada gri-
e largas pealas, e
as luihas que pela
es. mas colhi-
s iaadiask.ae levantar da
i nlo orvfno da raauhl-
ule. tjj
' q*? di c^vem; e 'de n
se a^***01 t* 80!>w M
BStWQa aa rainoa ao "?
Depoif dis ttllantei ?aiM VWUitt, sdt'
O pelo
brasileira>.
O Sr. ebefo de polica
exercito e armada.
O 6 pelo Exm. commandante de armas per-
petuidade da familia imperial.
Q 7o pelo Exm. presidente da provincia a S. M.
o Imperador.
Do todos os ngulos da sala proromperam en-
tusisticos vivas a este brinde.
A musios do 2 batalho lecou durante a ceia.
Retirando-se os convivas, que compunham a
primeira mesadeu-se ingresso aos que deviam oc-
eupar a segunda. Reinou nessa mesa toda a li-
berdade, o eathusiasmo ia a um ponto indescrep-
tivel, os brindes foram entusisticamente pro-
postos e correspondidos.
Impossivel era colher todos, porque os hipa e
burrahs foiiam os ouvidos ; os mais notaveis fo-
ram os seguimos :
1. Do Sr. coronel Lamenha depois de urna
allocugo ao Exm. marquez de Oxias.
2*. Do Exm. chefe de polica aos Srs. coronis
Limeoha, Leal eGalvao, velhos soldados da mi-
licia.
Do Sr. Vilella ao Exm. Sr. Senna Pereira.
3". Do >r. coronel Burlamaquo aos Exms. mi-
nistros da guerra e estrangeiros.
4. Do >r. Carlos Frederico aos esludanles do
curso jurdico representantes do progresso.
5. Do >r. Vilella Tavares classe meda.
6 o De Dr. Carlos Frederiao agradecendo e pro-
pendo un brinde ao povo pernambucano.
Pelo Sr. coronel Seve s corporacoes do exer-
cito e armada.
7. Do >r. Alexandre dos Anjos ao Cassino
Militar. '
Pelo Di. C. F. guarda nacional.
8.a Do >r. Dr. tu ra moni aoa bravo* de To-
nelero.
9." Do Sr. Seona Pereira ao corpo de saude da
armada.
10. DolSr. Vilella s nages alijadas.
11. Do Dr. Buarque aoExm. Sr. Manoel Feli-
sardo.
19. Bo Dr. C Frederico agradecendo e propon-
do um br nde ao corpo de engenheiros represen-
tado pelo Sr. Dr. Buirque.
13. Ao commercio pelo Sr. Vilella.
14. Ao Sr. viaconde de Cabo-Frio pelo Sr. C.
Frederico
Pelo Sr Vilella retigio do estado.
15. Pe 1 Sr. Senna ao bro deTamaadar.
PeloSr Senna ao exercito brasileiro.
16. Pe i Sr. tenente Rodrigues ao Exm. conse-
Ihairo OH eir Figueiredo e Barroso.
17. Pe i Sr. alferes Joaquim Jos Luiz de Sou-
za ao Exm bario de Suruhy.
18. Pele Sr. Vilella 1 S. M. o Imperador.
As 3 ho as da madrugada terminou o baile, que
deixou gr< tas recordagoes nos corages desuel-
les qee i illa concorraram,
Um vot de gratido todos os membros do
Cassino h ilitar, e principalmente ao Exm. Sr.
Elislario alenio dos Santos, e commandante
das armas pelo inleresse, que mostraran? a rea-
lissgo dei ia festivi iade Agora possa o Cassino
Militar se; uir a senda, que tem trilhada ; possam
todos os militares reunidos nesta provincia faaer
medrar sata bella sociedade e corresponder a boa
vontade de todos seus membros.
Correspondencias
v^0^"$orerrea^e de 6 do corrate, que noticia oa trabalhos do ju-
ry do dia 4, que a aecusagio do reo Manoel Se-
verino Marques fra prenunciado pela juslica pu-
blica no*rttgo493 de cdigo criminal, davo ob-
serve*, que o dito reo tote aecusado oono iaer-
s 00 art. 19, eoja pana fra jwdida 00 mximo
oeste artigo pela promotoria no seu libello e c-
CU SO Cea O
"' assim que e aera entender q Diario ea pat-
^"^i i ?* lM4ento.
Recite 7 me jo de 1801.
^WM^Sftiaada 4 Catiro Aaosat.
aos entrados no dia 7.
Rio Grande de Sul31 dias, patacho naeonat
Arma, de 181 toneladas, capitao Graciano llen-
rique Mafra, eq'uipagem 12. carga 8,000 arro-
bas de carne secea ; a Tasso & Irmo.
Bio Grande do Sul30 dias, barca nacional
Malhilde, de 233 toneladas, capitao Jos Ferraz
Pinto, equipagera 13, carga 10,200 arrobas da
carne seeci ; a Manoel Alves Guerra.
Porto--30 dias, barca portugueza Sympathia, da
261 toneladas, capitao Antonio Nogueira dos
Santos, equipagem 19, carga vlnho, ceblas e
outros gneros ; & Bailar & Oliveira.
Marseille36 dias, galera franceza Raoul, da
368 tneladas, capitao Gabriel Rodes, equipa-
gem 16, carga vioho e cemento: a Tysset fre-
re.t C.
Cardiff56 dias, barca ingleza Orion, de 317 to-
neladas, capilo Thomaz I Maum, equipagem
12, carga carvo de pedra; a Siotl Wilson
Boston37 das, brigue americano Soulher, da
197 toneladas, capitao Chirles Sawyer, equP*
pagem 9, carga gelo e outroa geoeros : a Uear'r
Forster & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Portos do norteVapor nacional Persmunjz.
commandante Manoel Rodrigues dos Sanios
Meara.
Rio de JaneiroBarca nacional Iris, capitao Jos
Joaquim da Silva, carga assucar. Levou 12
escravos a entregar.
Rio Grande do SulBrigue oacional Castro I,
capitao Antonio T. Guimares, carga assucar.
Rio Grande do SulBarca oacional Santa Mariai
Boa Sorle, capitao Manoel Luiz dos Santos,
carga assucar.
Bahialiri-ue oacional Olinia, capitao Manoel
Antonio Marques, carga a mesma que trouxa
do Rio Grande do Sul. Sospendea do lamaro.
Observaglo.
Appareca ao sol um brigue dinamarquez.
o.
io
-
S
Horas.
S
B
a
kthmosphera
C/J
pa
v.
en
PJ
pa
E8
3

5
o
Bireec-ao.
Intensidmdt.
^ 00 00 os o a Fahrenheit. o
to le * ce oa O Centgrado. M H H ai o
~4 y ~1 1 e> 1 Hygrometro.
O o o O 1 Cisterna hydre-metrica.
8
Ce

IO


-1
/raneas.
s
Inglei.
O W
A, tt JJ
8 '8 8 "g 'S
A noite nublada, vento SE regular e assim ajma-
nheceu.
oscjlacao na sabb'.
Preamar as Si h. e 18' da tarde, altara 6.4 p.
Bairamar as 8 b. e 6' damanha, aliura 1,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 7 de maio
de 1861.
Bajuno Stepfle,
-1* tenenta.
Edita
es.
OIIlms Sr. inspector di thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da orden do Exm. Sr
presidente da provincia de 19 de jaafao p. p...
manda fazer publiee, que oo dia 93 do correota
se ba de arrematar peraote a junta da fazenda da
mesma thesouraria, a quem poi menos flzer. as
impreewas dea trabalhos dea repartieres previa-
ciaes, a saber :
ThesouMria e teparticeaa qoe lhe sao
subordinadas...................... 1:4951000
Secreta*** aaaembl, diu o ge-
verno, obras publieas. asaraUiia ge-
ral da iostrueco publiea, Gf mnasio 2:800*001
As arrematar;oes sero feitas por lempo da une
nao. .contar do f.* da jalao prximo futo* a
aOdjei'e de 186!
es pessoas que se propozerem a estas arras**
wfcom.!a?** .* 4M aaaaoes da tee-
----*-*-**-*' "w wa aa aaaeaes oa naen
Ji*-^5,wi",4,^*,*.> meio di..
cem aua areeoaiaa asi carias, isahadae. ;


.
M
fe Per-'
Secretaria da thesouraria pro
nambiro 6 de maio de 1891.
A. F. o'An
O Illa. Sr. ios rovin-
cial, era cumprimei Ja junta da
fazeoda, manda fazer publico que no da 29 do
corrate, perante a mesma junta, se ha de arre-
matar a quera maia der os impostoa abaixo de-
clarados.
Taxas das barreiras das (radas e pontea
Hgaifete.
Magdalena por a do o.... 6: (105)000
.2 GiquiS.idem............ 5.35OJ000
Jaboato, idom.......... 3 887$500
Cachaoga.idem......... 3:4501000
0 Motocolomb. idem...... 1:(05*000
Bjary; Jera............ 550J0O0
TacaruQi.idem.......... 552*000
Ponte dos Carvalho, dem 905*000
Tapacor. idm.......... 1:2009000
Vinle por ceeto sobre o consumo da agurdente.
Municipio do Recite, por anno..... 13:0089000
As arremalacesserao feitas por lempo de tres
annos a contar do 1 de iulho do correnle anno a
30 de junbo de 1864.
As pessoas que se propozerem a estas arrema-
tares comparecam na sala das sessoes da mes-
ma junta no dia cima declarado pelo meio dia,
competentemente habilitados.
E para constar se maudou aQlxar o preseente
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.
O secretario,
Antonio Ferreira da Anounciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 23
do correnle, se ha de arrematar a quem por me-
nos fuer, o furnecimonto dos medicamentos e
u'.eneilius para enfermara da casa de detenco
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
do Io de iulho prximo vindouro a 30 de jucho
de 1862.
As pessoas que se propozerem a esta arrrema-
taco, comparecam na tala das sessoes da mesma
junta no dia a.ima declarado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, que ahi lhe sero
presentes u formulario e condices da arrema-
tado.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de maio de 1861.O secretario, A.
F. da Annuncia;ao.
Declam**.
Companhia do Be-
beribe,
Os Srs. accionistas da companhia do
Beberibe sao convidados a se teunir em
assembla geral no dia 10 do corrente
ao meio dia no escriptorio da compa-
nhia, am de examinar as con tas do se-
mestre fndo, e proceder-se a elei.cao da
nova administrarlo e principalmente
da caixa que declarou nao poder con-
tinnar e tratar-se de outros negocios
mais, de que trata o relatorio do Sr. di-
rector.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribe 6 de maio de 196 (.O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves
Santa casa de misericordia do
Recife.
O Ulm. Sr. cocemendador' Jos Pires Ferreira,
thesour-iro esmoler da santa casado misericor-
dia do Recife, mauda coovidar aos credores da
obra do hospital Pedro II, que ainda nao apresen-
taram as suas contas para o fazer com a mxima
possivel brevidade nesta secretaria, aflm de se-
rem examinadas e pagar.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 7 de maio de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro;
ODEt*|l.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernainbuco.
Por ordem da directora e em cum-
primenlo do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno indo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emisso
da mesma caixa.
Calka filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco,
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as nota
de sua emitsao de 10$ e 20$ sem prejui
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da azenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e findo este pra*o s po-
dera' ter lugar a substituicao ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de 10 porcento por eada mez.
Recife 9 de mareo-de 1861. Os di-
iecto*e*geveate, LtaipAoteni* Vreira,
Joo Ignacio de Medeirs JKeg#..
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr*oronel director do ar-
enal de guerra se faz publico a qera convier,
que nos termos do avise, do ministerio da guerra
de 7 de marco de 860, se (en de mandar ma-
nufacturar o seguiple:
293 sobrecasacas de panno azul.
187 calcas de dito panno.
879 pares de polainas.
879 caigas de briro.
879 camisas de algodozinho:
Quem pretender arrematar o fabrico de taes
artigos, no prazo de 30 dia, comprela na sala
da directora do mesmo arsenal, pelas 11 horas
do dia 8 do corrente, com suas proposias em que
declarem o menor prego e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 4 de maio
de 1861.O amanuense.
Joao Ricardo da Silva.
Consellio administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o hospital reglmeutal do corpoda guarnic.ao
da provincia da Parahiba.
60 colches com 8 palmos de longo e 4 de
largo.
60 iravesseiros com 4 palmos de longo.
40 orints de loura.
2 grelhas de ferro.
1 espumadeira de ferro.
1 garfo grande de ferro.
12 meiss compridas de la.
Quem quizer veoder taes objeclos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 10 do
correnle mea.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
par fornecimento do arsenal de guerra. 3 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Litis,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino*
Por esta subdelegaba se faz publico, que se
acha recolhido casa de detenco o prelo Anto-
nio, que diz ser escravo de Manoel Ignacio dos
Santos, senbor do engenho Ibura; assim como
acha-se depositado na mesma subdelegada um
par de argolae e um annel de euro que foi adia-
do nesta cldade. Subdelegacia da freguezia do
Poco da Panella 4 de maio de 1861.
Manoel Petes C. de Almeida.
Acha-se recolhido casa de detenco um
escravo de nome Tbom. que diz ser escravo de
Ricardo do Reg por andar (ora de horas na ra:
quem for seu legitimo dono, appareca neste juizo
para lhe ser entregue e pagar a multa. Subde-
legara da freguezia de Sanio Antonio do Recife
6 de maio de 1861.Villares, subdelegado.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, psra fornecimento
do arsenal-de guerra, tem de comprar os objectoi
seauiotea :
Para os recrulas do 9o batalho de infaotaria de
linha e hospital da Parahlba.
100 bonels do informe do batalho.
100 grvalas.
100 mantas de la.
500 corados de panno verde.
60 corados de flanella.
153 varas de brim branco.
1400 botoes grandes dejDetal bronzeado com
on. 9.
900 ditos pequeo* dito dito com o n. 6.
13 grosas de botes prelos de osio.
Quem quizer vender taes objectos aprsente ai
suas propostas em certa -fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manha do dia 13do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. de
joaiodelMl.
Btmu> Jos Lamenh* Lint,
Coroel presidente.
Francisca Joaquim Ptrtira Lobo,
Coronel vocal secretario iolerino.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA. GERMANO.
t.a Recita da assignatura,
Qnarla-feira, 8 de maio de 1861.
Subir scena o ezcelleote drama em 5 actos,
doSr. Mendos Leal Jnior,
PEDRO.
Conhecido vulgarmente por
MAIS NADA.
PERSONAGENS.
O conde de S. Thiago..........
D. Francisco de Athayde......
Jos Angusto.................-.
D. Jeronymo de Mello..........
D. Jos de Albuquerque.......
Manoel Maria..................
Pedro..........................
D. Mara de Rezeude...........
D. Joanna......................
D. Eugenia....................
Thereza........................
Urna pobre.....................
Domingos, creado..............
Convidados, creados, etc.
poca actualidade.
Terminar o espectculo com a
dia em um acto
PEDRO SEM
Nunes.
Thomaz.
Valle.
Vicente.
Teixeira.
Campos.
Germano.
D. Manoela.
D. Carmela.
D. Julia Gobert.
D. Jesuina.
D. Julia Rosa.
Santa Rosa.
graciosa come-
CMA MILHER POR DUAS HORAS.
. _____________Comecar s 7 % horas:
Grande e extraordinario
baile, nos saloes do caes
.de Apollo, em beneficio
do administrador dos nies-
mos saloes.
Sabbado 11 do corrente lera lugar um dos mais
eumptuosos e esplendidos bailes que jamis se
hio dado oestes saldes, o qual ser distribuido
da maneira seguinte :
A's 8 horas da noite estarlo presentes as ban-
das de musir do segundo batalho de fuzleiros
de primeira linha e do arsenal, as quaes revesa-
rao o servico, locando urna as mais modernas
quadrilhas, schotsk, valsas, etc.em quanto ou-
Ira encher os intervalloscom mimosas sympho-
nias e cavatinas, para completa satisfago do res-
peitavel publico.
Estando feito um crescido numero de convites,
quer damas quer a cavalleiros, espera-se urna
das maiores concurrencias aos saldes do baile ;
razo pela qual formar-se-ho para as quadrilhas
no salo grande dous quadros, e no pequeo um,
todos dirigidos por mestres-salas habilitados.
Os saldes se acharo magnifica mente adornados
com riquissimos cortinados, decorados com lagos
das cres nacionaes. o perfumados com o aroma
de muitas flores naturaes que todo o prego se
obterio ; a Iluminadlo ser neste dia dobrada,
acendeodo-se cento e cincoenta bicos de gaz ; e
a eotrada do caes para o becco allumiada de glo-
bos e perfeitamente limpa.
O interior ser adornado com todos os lindos
quadros do administrador, e com outros de que
se fezcustosa acquisigo ; e no exterior, quer do
lado do caes, quer do beco, tromularo bandeiras
de todas as cores e orden.
Neste dia, do meio-dia s 2 horas, um bando
composto de diversos msicos e outras perso-
nagens vestidos a carcter, segundo os costumes
da Europa, sature a p, annunciando estesump-
luoso diverlimento ; para o qual sao convidados
lodos os amigos do bello e do boro, que tero a
bondade de reparar que a baudeira do dito ban-
do lhes ha de indicar os saldes do caes de Apol-
lo, onde esse diverlimento infallivelraente se rea-
lisar.
Ser cumprido em toda a sua plenitude o regu-
lamento do Illm. Sr. Dr. chefe de polica.
Entradas para homens 28000, e para aenhoras
gratis.
CASSIM POPILAR
NO
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 11 do corrente.
Ter lugar um iuropiuoso baile, interesse de
do~Q3 err.pregados, sendo neste dia augmentada
a msica, que exeratar as melhores pegas de
seu repertorio, seguindo se o programma abaixo.
A's 9 horas em ponto tocar a orchestra a b/i-
lhante ourertura
0 Cavallo de Bronze
Seguindo-se urna excitante quadiilha, tocada
com todo o primor, a qual dever ser correspon-
dida com a gentileza e enthusiasme da bella e es-
collada sociedade que (requenta o Cassino.
Depois e em obsequio aos interessados, um jo-
ven e urna senhora dangaram
A cachucha espanhola.
Continuando o eotretenimento ate a 2 horas
di madrugad, sendo intermediado de boas ca-
vatinas esymphonias pela orchestra a diferentes
dangides pelos concurrentes.
No segundo salo estar exppsta coriosidade
doi concurrentes aCmara ptica, na qual se
devisa os seguintes bellissimosquadras:
A cldade de Londres (Inglaterra].
A ddade de Roma (Italia).
A cldade de Sevilha (Berpanha).
O palacio imperial da* Tulherias (Paria).
A praca de Concordia, idem.
Aigreiada M*gd*lna jdem.
O monte Etna (Secilia).
O VSuvio (Npolaa).
' Os interesaadoa eaperara toda a proteceo
apoio do respeilavel publico elegante ; como
bem desdt ja se Ibes contaste reconhecidos.
Avisos martimos.
Avisos martimos,
Frela-se para o Rio de Janeiro oo Rio Grande
do Sul. o patacho naclonal-^-Soeielde lote de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira clasae : a
tratar com o consignatario Manoel Alves tuerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o capilo a
bordo.
Para
Rio de Janeiro,
abarca nacional Rio de Janeiro pretende ae-
guir nesies oito dias, recebe apenas carga minda,
passageiros e escravos a freto, para os quaes tem
excedentes commodos, trata-se com os seus con-
signatarios Azevedu & Mendes, no seu escripto-
rio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
o veleiro e bem conhecido patacho nacional Be-
beribe pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de seu carregamento prompto ; para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo t Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz o. 1.
Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o bem co-
nhecido brigue escuna Joven Arthur, parle de
seu carregamento tem tratado; para o resto que
lhe falta, escravos a frete e passageiros, para os
quaes tem excedentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, do seu
escriptorio ra da Cruz o. 1.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novon. 6.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty Ceara' e Granja.
O vapor Iguarass, commandante Moreira
sahira para os portos do norte at alGrania ni
dia 22 do corrente mez s 5 horas da larde. Re-
cebe carga at o dia 21 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete at o dia da
sahida as 2 horas : escriptorio no Forte do Mat-
tos o. 1,
COHPANHIA PEfflUlBlJGAIU
Navegaco costeira avapw
O vapor aJaguaribe, commandante Lobato
sahira para os portos do sul no dia 20 do cor-
renta mez as 6 horas da tarde. Recebe carga at
o da 18 ao meio dia. Passageiros e dinheiro a
frete ateo da da sabida s 3 horas : escriptorio
no Forte do Mallos n.l. r
Presidio de Femando.
Sabe com brevidade para o Presidio de Fernan-
do de Norooha a barca brasileira Atrevida
quem nella quizer carregar ou ir do passagem
dinja-se ao oapitao Claudino Jos Raposo, na
praca do commercio.
Para o Rio Grande do Sul pretende seguir
em poneos das o palhabote Superior, capilo
Antonio Evaristo da Rocha, o qual offerece boas
accommodacoes para passageiros : quem no mes-
mo quizer seguir de passagem, pode entender-se
com o sobredito capilo na praca do commercio
ou com Amorim Irmos, ra d Cruz n. 3.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade
o brigue Margarida, capito Jos Emigdio Ri-
beiro : quem no mesmo quizer carregar ou se-
guir de passagem, para o que tem bods commo-
dos, pode entender-se com o mesmo capirao na
praca do commercio, ou com os consignatarios
Amono Irmaos, ra da Cruz n. 3.
J^V
rarsT
O brigue nacional Encantador, segu para o
Rio de Janeiro quinta-feira prxima 9 do cor-
rente : recebe passageiros e escravos somonte al
o dio 8: trata-se na ra da Cruz n. 45, ou com
o capilo a bordo:
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Sania Anna : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 82.
IPJSM
o Rio de Janeiro
segu em poucosdias por j ter parle do seu car-
regamento a barca nacional Castro III : pare o
resto que aioda falta,-passageiros e escravos.
para os quaes tem commodos excedentes, trata-
se com os seus consignatarios Pinto de Souza &
Rsiro, na ra da Cruz n. 24, ou com o capitao
oa praca.
Rio de Janeiro.
Para escravos somente.
Sabe infallivelmenle no dia 9 do correte a
barca Jasoo.: a tratar na ra do Vigario a. 9,
primeiro andar.
COMPANHIADBRASILEiRA
seguir para os portos do sul depois da demo-
ra do
Bem-se passageiros e engaia-sa
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia roa da Cruj n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Leiloes.
Importante
Sexta-feira 10 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelo Ulm. Sr. Dr.
juiz de orphos e a reqoerimento de Francisco
de Salles de Aodrade Luna, inventbante dos
beos delxados por fadecimeoto de Jos Maria da
Costa Carvalho, far leilio no dia cima s 11
horas da manha em seu armazem na ra do
Imperador o. 35, dos seguintes predios os quaes
sao vendidos com o abatimento da quiota parle :
Urna casa na ra Nova n. 24 propra para qual-
quer estabelecimento.
Um silo na estrada de Joao Fernandos Vieira
(n*Soledade)n. 24. com excedente baixa de
capim e alguna alvoredos, com urna boa casa
com 7 quartos sendo parte dedo solo proprio.
Cm sitio na ra de S. Miguel nos Afogados, com
baixa de capim e grande casa : para informa-
les com o mesmo se podero entender ospre-
tendentes, que se acha competentemente ha-
bilitado.
LEILO
Terca-feira 14 do corrate as
11 horas em poni
Antues autorisado pelo proprieta rio da casa da
ruado Padre Horiano n. 35, expe a venda em
leilo publico no dia cima designado e no seu
armazem ra do Imperador n. 75, a referida casa
terrea, a qual tendo chaos proprios contm : S|
quartos, 2 salas, cosinba tora, cacimba e portc
para a ra da Assumpcao, tendo no quintal
Oito meia aguas
edificadas a um anno pouco mais ou menos, cu-
jo predio rende mensalmenle 126$ sem inlerrup-
gao. As pessoas que precisaren de informacoes
dignem-se dirigir-se ao referido agente, que
prestar quantas forem necessarias.
LILAO
DE
Quarta-feira 8 do corrente.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio a requerimento de Prente
Vianna & C, vender a dinheiro ou a prazo em
seu armazem na ra do Imperador o. 75, as di-
vidas que pertenceram a Manoel Francisco de
Moraes, na importancia de 1:562J245. As 11
horas em ponto.
LEILAO
DO
Sitio do Arraial.
Terga-feira 14 do corrente.
Antunes vender definitivamente o sitio do Ar-
raial diversas vezes annunciado, pelo msior pro-
co que encontrar, o qual alm de ter boa casa e
muitas fructeiras, conlem mais o riacho que cor-
re pelo moio de seu terreno que o torna muito
recommendavel. Na mesma occasiio vender
Urna escrava
boa cozinheira esem achaques. As 11 horas em
ponto.
LEILAO
O agonte Hyppolito fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de 50
caixas com vinho do Porto superior, o
qual sera' vendido para fechar contas :
se\ta-feira 10 do correte, as 11 horas
em ponto, em seu escriptorio na ru da
Cadeia do Recife n. 48.
Sabbado 11 do corrente.
Costa Carvalho fara' leilao por des
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio e a requerimento dos cura-
dores fiscaes da massa fallida de Manoel
Francisco de Mello da loja de Zapatos e
dividas que tinha o mesmo fallido na
ra do Livramento n. 19, consistindo
em armcao, calcado, sola e outros mui-
to objectos, no dia cima as 11 horas
da manha o mesmo agente espera
concurrencia de seus freguezes.
LEILAO
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento de
Ferreira & Martins, da armacao da ta-
berns da ra do Rangel pertencente a
Antonio Bento de Campos : hoje as 11
{horas do dia na mencionada taberna.
LS1L9
Ao meio dia em ponto.
O agente Hyppolito continuara' o
leilSo dos livro* quarta-feira 8 do cor-
rente' e para isso convida novamente a
todas a pessoas que assistiram ao pri.
meiro queima, que comparecam quar-
ta-feira 9 do corrente em sea esenpto*
li na ra da Cadeia do Recife n. 48,
que o mesmo agente lhe assegura que
incendiara' rada e qualquer* obra quo
O Sr. concorrentes desejarem : ao mes
mo tempo declara que serao vendido*
rauitos expositores, compe dic-
cionarios proprios ao* eitm ac
demia de direito. _^
UIUO.
Quarta-feira 8 do corrente.
Antones vender por conta dos arrematantes
dos generes de estiva existentes na taberna sita
una do Rangel n. 18, que pertenceu a Souza
& Peuoto oa objectos que os mesmos arrema-
tantes deixaram de ir busoar. As 12 horas em
ponto
LEILAO
DE
Um eakiolet.
Antunes vender em leilo publico um cabrio-
Iet de duas rodas em perfeito estado sem limite
de preco, em (eu armazem na roa do Imperador
n. 75 ; quarta-feira 8 do corrente as 11 oras em
pooto.
LEILO
DE
Movis.
PELO AGENTE
PESTAA.
Quarta-feira 8 do corrente.
O referido agente novamento autorisado pelos
donos dos movis depositados em seu armazem
da ra do Vigario n 11, para reduzir aioda mais
os precos dos ditos movis, com tanto que Ibes
d prompta liquidaco; far leilo no dia cima
mencionado e pelas 12 horas da manha.
Sem attenco a preco s para
v apurar dinheiro
dos diversos movis que ainda lhes restam, como
sejam cadeiras de differentes qualidades, sofs,
raarquezas, consolos, aparadores, camas fran-
cezas, lavatorios, quarlinheiras, secretarias, com-
modas, carleiras e outros muitos objectos.
Saefrse
i S. Miguel; na rna-
I M Carvalho, Noguer-
no D.9, )i senlwres credores quo tem contaa contra
mim, polen apresentar at o dia 15 do cor-
renta mea para realisar amigavelmente ; nt ru,
Nura n. 67.-. J. Hunder. "
Jaoquea Mirasseau, subdito francez, retira-
se para fora do imperio.
o7 AluK;-? .6 Prtmeiro andar do sobrado n:
?5.dda.s8V.,6(dU.,8tade.,ratar M '" de Hrl
Alugam-se dous grandes armszens nova-
mente acabados com'grandes telheiros no fondo
com camba por isso muio proprio para aual-
quer oDlcina, padaria ou reflnaco, sitos n ra
Imperial contiguos a fabrica tle sabo a tratar
na ra Direita n. 84. "
Aluga-se a casa nova na Ponte de Uchrt
sitio da viuva de JoSo Carroll. No mesmo siti
vendem-se larangeiras de ombigo para em-
barque. m


Victorino Jos Ferreira agradece por
este meio a todos os cbrislos que no dia
tres do corrente na igreja de S. Francisco
honraram o acto fnebre de sua chorada
consorte D. Antonia Leopoldina de Luna
Ferreira e novamente roga aos mesmos
fiis o religioso obsequio de assistirem
missa do stimo da que na mesma igreja
se ha de celebrar no dia 10, as 5 horas da
manha p>lo rpoou=o (lesna alrra.
Leilo
Quarta-feira 8 do corrente.
PELO AGENTE
rli51J9LnB.a
Para fechar cootas o referido agente far leilo
pelas 10 horas da manha porta do armazem
do Sr. Annes
DE
60 canastras de alhos.
DE
Carros e cavallos.
No dia 8 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no dia cima as 11
loras da manha na ra do Sol n. 27 esquina da
ua daa Flores, de 4 carros e 6 cavallos, os car-
os com seus pertences [um carro mais usado.)
Cals Irmos tendo de mudar-se do seu actual
rmazem para outroda mesma ra da Cruz e nao
lhes convindo remover a mulliplicidade dellas,
cbnsislindo em chitas, cassas organdys, casemi-
ras pretas e de cores, sedas, manteletes de seda,
chales e chapeos de seda, paletots de brim, de
panno e de casemira mesclada, brins de algodSo
el de linho brancos e pardos, (usldes, chapeos de
s*l de panninho e de seds, ditos de sol de seda
para senhora, ditos de seda para senhora e ditos
para homem de todas as qualidades etc., faro
lailSo por iotervencao do agente Oliveira, no dia
se!xta-feira *
10 do corrente
as 10 horas da manha, no seu referido antigo
armazem, ra da Cruz, onde esperara a concur-
re ncia de seus freguezes.
Avisos diversos.
Ainda urna vez se adverte aos Srs.
asignantes deste Diario que a paga da
subscripto a razao de 5$ por quartel
s permittida a quem satisfaz dentro
d* 15 dias do comeco do trimestre, e
dttoois deste prazo somente se recebera'
a J6jf como esta' estipulado no lugar com-
petente. A paga de 5$ e assas mdica
vencida da' lugar a contestacao
ferenca de preco.
I Nesta typographia se dir quem compra
um habito da ordem da Rosa.
GABINETE
Os bilheles da rifa do sitio da Passagem es-
lao quasi tolos resgatados en*goi ; alguus dos
compradores, apezardo dono da rifa lhes ter pe-
dido que lhe apresentem os bilhetes para Ih'os
pagar nao o tem (eito ; e nenhum bilhete tem
deixado de ser pago vista, logo que averi-
guado nao ser damullidaodos que foram passa-
dos a crdito, eal hoje nem bilhete, nem oalra
cousa. contra as recoramendacoes feitas aos pas-
eadores : se alguem quizer comprar alguna dos
otes da parte do sitio dividida, appareca, e se
lhe mostrar que nenhum direito inhibe essa
transsecao. e que em nenhuma responsabilidade
ticar o comprador.
Aluga-se um sobradiohe de um andar e
sotaonaruado Calabouco velho o. 17; a tratar
no caes do Ramos n. 4.
Offerece-se um mogo habilitado para cai-
xeiro de taberna, at para tomar conta por batan-
eo, d flanea a sua conducta; quem precisar, an-
nuncie para ser procurado, ou a tratar na ru das
Cruzes n. 21.
Dr. Alfonso de Albuquer- '
que Mello, desoecupado de suas
funecoes como membro da as-
sembiea provincial, pode serprp-
curado para os mysteres de sua
profissaode advogado, das 9 Ii2
horas da manha as 3 da tarde
em todos os dias uteis com exclu-
sodas sextas eiras. no escripto-
rio do Dr. Godoy, a' ra estreita
do Rosario, e na villa do Cabo
as sextas feiras por todo o dia,
e nos outros dias das 5 1 [2 horas
da tarde em diante.
Offerece-se urna muher para engommar
a tratar no Caminho Novo, casa n. 75.
Deseja-se alugar um sitio que lenha boa
casa e arvoredos, perto desta praca : na ra No-
va n. 47, se dir quem precisa.
-- Vende-se a metade do engenho Arariba de
baixo, sitoado na comarca do Cabo, urna legoa
distante da estacan da via-ferrea, denominada 0-
linda. A respeilo daferlilidade de seus terrenos
e das immensas vantagons que delle se pode co-
priedade muito conhecida nesta provincia : os
prelendentes dirijam-se a ra Augusta, cas* n.
45, segundo andar, que char-com quem tratar.
10 do corrente E pechincha.
X \J VM.\J KjXJI \j1M.\i\j Pecas de medapolo araado a 1#, 2, 2^500
cortes de riscado francez a 2j, covado's^^es-
mo a 180 rs. : na ra do Queima lo d. 44.
Veode-se urna preta ; na ra da Santa Crnr
numero 7.
Vendem-se travs de qualidade muito boas,
na estscao das Cinco Pontas da estrada de ferro :
a tratar defronte da mesma n. 144
Toalhas para mos
a 6S a duzia : na rus do Queimado n. 22, na loja
da Boa f. .
Guardanapos para mesa
a 3g rs. a duzia ; na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Algodo monstro
de duas largurss a 600 rs. a vara : na ra do
Queimado n. 22. na loja di boa f.
A 160 rs. o covado.
Cassas lisas finas de lindas cores com 3 1)2
palmos d largura, muito propria para roupo de
senhora e vestidos de menina, pelo baraliasimo
preco de 160 rs. o corado ; na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Bramante superior.
Vende-se bramante de linho bastante incorpa-
do, com duas varas de largura, pelo baratissimo
preco de 2*400 rs. a vara : na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
eassas mdica Chales de merino
para que se demore e ainda depois de eslampados a 2500; na ra do Queimado n. 22
Vftnr'tria Aa' lnrrai- a nr\nteta<*Xn n A.( 08 loia da boa f. *
a dif- Qa la da boa f-
Gravatinhas estreitas.
*.
Medico-cirurgico


i
:
i
DO
Dr. Amerioo Alvares Guimares,
A'ra Nova n. 21,1-andar, pr-
ximo i entradada Camboa doCarmo.
Abi se o achara prompto acudir a
quaesquer chamados, quer para o curativo
de molestias concernentes medicina oo
cirurgia, quer para proceder a exames me-
dico -legaes.
As pessoas que por acaso o nao acharem
devero ahi deixar bilhetes em que de-
clarem os seus nomes, ra e numero de
casa, afim de serem devidamente satis-
f titas.
Os indigentes enfermos serio igualmen-
te altendidos e medicados sem paga do,
menor honorario.
* 9C9
Albert Hypohte Ridour, subdito franciiz,
vai (aier urna viagem a Europa, e deixa por mis
procuradores Basta o tea em primeiro lugar o Sr.
Affonso Garnier, e em segundo lagar o Sr. Vc-
tor Gatkboii.
Pede-se ao Sr. Jos Botelho Pinto Jnior o
favor de appartcer na ra da Saeta Cruz o. 7.
Pede-se ao Sr. Joaquiaa Nuaes do Vall,
mocador em Pi d'Alho, o favor de apparecer aa
fu da Saola Cruz n. 7.
Solda-se qualquer pega de louca ordinaria,
peroelana, vidro e barro. Ma qual for a qualida-
de do objecto : na ra do Livramento a. 31, loja
de calcado.
Pede-se
ao Sr Antonio Claudino Aires Gomes que venln
a ru das Larangeiraa n. 21, a negocio de miu
interesse.
Vendem-se superiores gravatinhis estrellas de
seda, nao s pretas como de cores, pelo baratis-
simo preco de lf: na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Atoalhado de linho
com duas larguras a 2*600 a vara ; na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f. ,
Vende-se urna* morada de casa terrea na ra
do Padre Floriano n. 14, com 2 salas. 2 quartos,
cozinha fora, quintal e cacimba ; a tratar na ra
do Queimado n. 24, primeiro andar.
4' f rimavera.
6 Ra da Cadeia do Recife 16
Loja de miudezas
DE
Fon seca & Silva.
Pentes de tartaruga para marrafa a 500 rs
o par.
Ligas para meias de senhora a 320 e 640 nr.
par.
Jhpel pequea branco e da cor a 600 rt. o
Dito paquete a 3j a reama. BC'-'
Cera de carnauba.
*Venda-se cera de carnauba a mais superior
ie ha naale aero : na ra da Cadeia do Be-
Sal do 4ss.
A bardo do palhabote Garibaldi ; a tratar
com Tasso Irmios.
Alttga-se orna grande casa de um andar
com commodos para un eollagio, defroote da
fuodicao do Sr. Slarr an Santo Amaro ; a fallar
com Ouilhtrma PurseH.defronle da igreja do Be-
ln, ou com Manoel Jaaqeim Gomt, ra do Im-
perador n, 96.




WUXM
(5)

em caixas com 14 a 15 libras vende-se nicamente do Pro-
Mi
ata
aa
de Vello divide frente do ne$te **'* *> >nt*r otregara
Va uma Peioa para cobrar judtcialmen
Largo da Penli>
O proprietario deste armazem par
ticipa aos sena numerosos freguezes assim como aorSrs. amigos do bom e barato que se acha com
bu grande sortimento de geaeros os melhores que tem rindo a este mercado e por ser parte delles
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parta.
Manteiga ingleza perfeilameute flor, w r8.iib, e em bar-
rril se (ara algum abatimento.
m&llleiga iranteXa mfts noTa que ha no merca4o Tende-se a 720 rs. a Ubra.
Cka petla, Yiyson e ptet 09 mlhatn qu6 ha n68le genero a 0^500,21 e
1&600 rs. a libra.
^lueijos amengos chegad08 neste ultini0 Tapor de Europa s 1#600 .f em p,,,.
cao se far algum abatimento.
" ,.7* 'enlmenla chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
" r**"** os raelhoresque tem viodo a este mercado por serem muito (rescaes e de
boa quilidadea 640 rs. a libra e inteiro se (ara algum abatimento.
CalxAuhas com ama e au differentes qualidadesde confeitos, amendoas cobertas, paslilhas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 1$ cada uma,
Passas multo aovas
gresso a 2$ cada uma.
A LUl^UiUllil nglCa. a majs nova q0enaIlo mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3^000 a barrica e a retalho a 240 rs, a libra.
AmeiXaS irancezaS a iSOia a iibraem porciose far algum abatimento.
*W^wa* lmpWiai d0 afamado Abreu, e de outros muitos fabricantes da
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolachinhas de soda Tende_se a 15600 r>. cad.... com
differentes qualidades.
ViUOCwlH.\C 0 mai 8Upetior que tem viodo a este mercado a 908 rs. a libra.
NlaCa O tomate em Mts fo j 1Dr8f a maIs nova que fca no mercado a 900 rs. a
libra.
r etas SeCCaS ein congas de 8 libras por 3500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas ttaaeewseiag\ezasasm,n0Tasqueh.por ,ere m-
das em direilura j 800 rs, o frasco.
Wetrla, maearrao e Ulharim, m ., ibra e em caix., de... r-
rota por 89.
Falitos de dente Usados
1 oncinno de Lisboa
a arroba a 9g.
rreSUBlO mu[t0 agj0 Tend-se para acabar a 400 rs. a libra.
tvBOUTlCaS e WaiOS ,0 qufl ha de bom ne8le ^^^ por Ierem muito novos a 560 rs.
a libra.
Hanba de porCO reUliada B.toalT,qM pode h.ver no mercado vende se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
l&tas com peixe de posta prepara(k, da melhor ffiaDe po9sWei daine,h0.
res qualidades de peixe quena em Portugal a 1$500cada uma, assim como tem satmao e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdaderos charutos suspires e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor franeez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a-lg agarrafa, nozesa 320 rs. a libra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo tudo de sunerior aualidade.
Papa*
Na roa da Dall n
papagaio, cfferecendo-se
que. o apreseotar.
Antonio Joaquim _._____________
seu sitio entre as duas pontes da Magdalena, e
vende os lotes ae 33 palmos de frente, e um de
35, sendo este o da esquina, e todos som 160
palmos de fundo.
A quem tiver faltado um cavallo preto
pequeo, magro, sem ferro algum, pode-o pro-
curar na villa de Iguarass, em poder do sub-
delegado, a arder de quem foi tomado, e echa-
se depositado. Villa de Iguarass 2 de maio de
1861.O subdelegado,
Joo de Carvalho Raposo.
9*
O devedo laja de calcado
de Burle Jnior & Martins, tenham a
bonda,de de virem. sald
ji dbitos


STHHL C.
RETRATISTA DE S. 1. 0 IMPERADOR.?
Roa da Imperatriz numero 14
(Oulr'ora Aterro da Boa-Vista.)
^Sk M
Retratos em todos es-
| tjloh e lmannos,
i Pintara ao natural m S
S oleo eaqnareUa.
| Copias de dagneneo-
g typo e oatros arte- |
| tactos. |
| \mbrotypos, I
|Paisagens. |
a@0S##09#9 9
Carlos de Lshautiere credor de Hanoel
Jos Leite, declara que nao deu seu consenti-
mento ao mesmo Leite pera poder vedersua
loja, sita na ra do Queimado n. 10, pois est
procedendo pelo juizo do commercio a compe-
tente aegao contra o mesmo, do que protesta so-
bre a validade de dita venda.
Gaspard Villas, subdito franeez, vai ao Rio
de Janei'o.
em molhos com 50 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
Armazem
DE
ROUPA FH3ITA
B*
Joaquim Francisco dos Santos.
140 RIA DO QUEMADO 40
Defronte do beeoo da Congregaco letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimeato'completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos 'melhores profsssores.
Casacas de panno preto, 40, 35# 303000
Sobrecasaca do dito, 35J( e 30J00
Palitots de dito e de cores, 355, .3|,
25$000 e 20J000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 9&000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llgOOO
Ditos de merin-fiitira pretos e de
, cores, 9S000 89000
: diitos de alpaka de cores, 59 e 39500
! .Ditos de dita pret*. 89, 79. 59 e 39500
''Ditos de brim de cores, 5J, 49500,
AJOOO e .39500
Ditos de bramaste de linho braneo,
6000. 59000 e 4$0O0
DiUw de merino de cordo preto,
15*000 e 8&800
Calsss de casimira preta -e de cores,
129.109.99 e 6|M0
Ditas de princeza e meriD de cor-
do pretos, 59 e 49580
Ditas de brim braneo e de ores,
5S000, 4500 e 29500
Oitas de ganga de cores 3$000
Golletes de velludo preto e do co-
res, lisos bordados, 129, *$ o 89OOO
Ditos de casemira preta e de corea,
liaos e bordados, 69, 59500, 5 o 39500
Ditos de seda e setim braneo, 69 o 59OOO
Ditos de gurguro de-seda pretos e
de cores, 78000,69609 e 5*000
Ditos de brim e fust&o braneo,
395OO e 890OO
Serouias de brim de linho 9200
Ditas de algodo, 18608 o -1(280
Camisas de peito de fusto braneo
e de cores, 29500 e 29600
Ditas de peito de linho 68 o 39900
Ditas de madapolo braneo e de
cotes, 39, 29500, 29 e 1*800
Camisas de meias I9OOO
Chapees pretos de massa.fra&cezes, .
formas da ultima moda 10J,89500e 79000
Di tos-do feltro, 69, 58, 49o 2JO00
Ditos do soi de seda, iaglezes e
franceses, 149, 128, 118 e 79OOO
CollarDho8 de linho muito -finos,
novos eitios. da ultima moda 98OO
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 o 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetaa o
anasis g
TMinas do lioho. duzia 129000 o IO9OOO
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precwa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cokles Cavalcanti de Mello.
Trocase
por moeda correte as notas geraes
dos psdres segulotes:
Brancas de 19 com uma figura.
Ditas de 59 com uma dita.
Rosas de 5Q.
Brancas de 500JS.
Verdes de 500*.
E mais : notas do banco da Bahia
r de lOj e 209 rs. ditas ia caixa
filial da dita de 209 : na roa da Cruz
do bairro da Recre, armazem n. 27.
^jad<
esta procedendo inventario amiga-
rlo (
orle do seu. Asado s de
Recie 3 do maio de 1861,
oao de Brito Corroa,
isla de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgiio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
deotes artifkiaes, tudo eom a superiori-
dade e perfeco que as pessoas entendi-
das toe reconhecem.
Ten agu e pt dentifricioe etc.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & JJaier.
II achn ai de coser : em casad e Samuel P.
Jbston & C, rus da SenzallaNeva n. 52.
Scoll Wilson Si C. mudou oseo esetiptorio
da ra da Cruz n. SI, para a ra do Trepide
numero 4.
Precisa-sede um caixeiro de 1* a 16anuos
de Sdade, com muita pratiea de taberna ; a tra-
tar na ra da Sentla Nora n. 4, reflnac&o ; e
tambem se vende sebo coado chegado ultlma-
nrentddo Porto, em Barricas, sis em conta do
que em outra qualquer parte,
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de >cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de ai-
xinhas novas
Tondo-recebido um sortimento decai-
sinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
inhas novas
Tendo-recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um -sortimento decai-
xinhas novas
No grande salaodar-ua do I m pecador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da .ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da.rua do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentementepecebidoum gran-
de e variado sortimento de caixas, dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um graede f ornea men-
t de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, a pessoas que desejarem ad-
qnirir conbecimentos pratiecs na arte
de retratar charao o abaixo assigndo
t3empre proaapto sob condiqoes muito
razoaveis.
Os cavalheiiH esenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra_ examtnarem os specimens do que
aoima ca anunciado.
jgaiere^-di^fiee^dieetteiex
CONSULT43MO ESPBOAL
II0MJB0PATHIC0
te. Faz-se este aviso para n8o haver ra-
zSode queixa.
CONSULTORIO ESPECIAL BOMEOPATHICO
DO D0LT0R
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todo os dias uteis desde ss 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotea molestias :
tnoeiia das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da ptlle, molestias dos olhas, o-
leslias syphilitieas, todas as especies de febru,
febres intermitientes ejuas consequencias,
PBARMAC1A ESPECIAL HOMEOPAjMICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas neeesarias, in-
falhveis em seos elleitos, tanta em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
sveis. \ ^
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia: todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as segiintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Finho, medicrasileiro. Este emblema posto
igualmente oaujsta dos medicamentos que se pe-
no. As cactairia que nao levarem esse impresso
assim marcado-, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o ,engenho Jacir, situado no
termo de Seriohn, moentee correnle.com ca-
sa de viveoda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com cora-
municaQao para o mesmo sobrado, estiibaria para
qualro animaes, olaria e sen respectivoforno.cssa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincuenta a sessenla pes por tarefa com uro
parol de cobre sufcientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coeota carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suficien-
te capacidade, uma destilacio completamente
montada contigua a easa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suis
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
srioaietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques pera deposito de mel (de madeira de ama-
relio}, com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sna
respectiva rstufa e caixdes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de viveoda ;
senzella pira habitar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fr o
veTSo ; coieiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos.de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos geoeros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavridios e do melhor massap que se po-
de desojar para a produeco de casa ; assim co-
mo todas is ladeiras, por serem cotnpostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do eigeoho de sufflcienle capacidade para
dar estacas para cercar e leonas para uso dos tor-
nos e casi de caldeira, e madeira para carros e
reparos qie fdr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pees sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e uma grande parle
coberta cm capimmilhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem sta pro?ocia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fondada para a colheita de 1861,
a ndar-se em 1&62. sendo avallada por peritos,
assim como o proco dos pes. As condices e
tempo do arrendameolo se combinar com quem
o pretender, que dver& procurar seu proprie-
tario o coronel tjsspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond uo sitio de sua residencia no Han-
guinho, que se acha a casa devivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a poute de
choa.o dos Atnictos. de manbaal 1 hora da
larde.
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabelecimento nao,lhe sendo possivei
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Rorzeguios de Nantes sola patente a 8 e 8,500
Dito de ditos sola fina a 7 e 8,000
Ditos inglezesprova d'agua 7,500
Bolas de bezerro 7,000
Borzeguins de lustre a 6, 7 e 8,000
Ditos todos de duraquo 6,000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespootados 8,000
Sapates de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto 3,000
Ditos do dito sem salto para densa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3,500
Ditos de uma sola com sallo 2 800
Ditos de uma sola sem sallo 2,'400
Borzeguins de lustre para rspazes a 5,'oO
Sapates para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de setim braneo para senhora 5.0O
Ditos de duraque braneo 4,509
Ditos de ditos de cores 3500
Ditos de cores com gaspeas 4,000
Ditos de ditosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Dito. de ditos para menino 2,500
Gnelos de couro de oabrito 3,000
II
CONSULTORIO
Attencao.
O procurador de causas Lucio Fer<
reir de Abreu, eom provisao do supre-
mo tribunal da relacan, offerece os seus
serviros a villa do Pilar das Alaguas,
onde mora e a Atalaia, a todas aquel-
las pessoas que delles se quizeretn utili-
sar, e especialmente ao respeitavfl corpo
do commercio.,.garantindo a todcs o fiel
enmprimento delles e seleridade ; para
o que pode ser procurado nesta praca
em casa dos Srs. Braga & Lima, ra Di
reita n. 68, na ra dos Guararapes n..' 1
com Joo Januario Pinto de Azevedo
e Antonio Pmto de Azevedo, que fi-
cam incumbidos de fazer chegar al I i
qualquer correspondencia.
DO
MEDICO PARTE.ROE OPERADOR.
3 HlJA D IGLOfitIA,C ISA IHM I \i> t<>3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manbia, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annaalmente, nao sopara acidada, como para o anennos
u outras propiedades ruraes. e oubouuu
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recite po-
dero remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crnz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores edica-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguimos:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....109000
Dita de 24 ditos........;........ 159000
Dita de 36 ditos.................2080G0
Dita de 48 ditos......%..........25?000
Dila de 60 dito........*......... 305000
Tubos avulsoscada um.........: 1000
Frascos de tinturas. : j............2|00O
Manualde medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes. ..... 69004
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelo governo ero pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, lu experimentando as plantas do paiz em muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopathicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao paeiudicava aos
meus doentes.
D'entreo numero de molestias, que tive de tratar, uma classe me merecen muita attencao
tanto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsente. Esta classe de
molestia a hydropesia.
Tive de tratar de muitas hydropesias, por lodos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondiam a minha espectactva ; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia orodu-
dundo bons resultados em alguna casos, tratei de estudar os seus effeitos e na verdade Uve o pra-
zer oe ter que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesiss.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
2?w2f?" nossa PP"lSao oque grande numero de victimas ha feito em lodos os lempos,
nnf nnhnm". 1 Um *"? f'.TO a !""B">Wde com a descoberta de um agente to poderoso
que nenbuma ao vez me tem falhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados.
limiMn .' 1lhyidrop-e,a de ?eo,re) costumam extrahir o liquido por meio da punecao ; mas o
aue J?trJi We T CaU"?a hydrPesi. e constitue ; a experiencia tem mostrado
de al*-! n.fn Clq),e..C?Sl,tu6-a ascilis um meio P"'i" com o qual d-ae em verda-
i.'l a,UT, doente' .m's se empeiora o seu estado ; por quanlo sempre ou quasi sempre o
o eilrl ir. P Z na ra" direU das Pacoes que se repetem Ppa
rUf58S.empM ".Klli8 8yPt0Lma da lesao de uma vicera do ventre particularmente do bsco.
nil ?? Km. lame?t0 das hydropeeias pelo novo agente, que nio receioem offerecer-me
fr r. XJ .uH*-m,"^,CS"0 d8 nada receb "o caso de nao flear o doente curado, seja qual
alnW LVlmn.deSe0 ?ue a efflcacia desle remedio sea comprovado pelos mdicos ped
lo uertmito'Jn\??off hl*1?-!! ?lnh0' para se preslar a infeccionar os meus doentes,
ao que atapuio, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agradecimenlo.
miahaabmrSrdaqReoYnqA7Zenapr0Tetar,d0S meus fracos 8er"8 se di8ne de Procurar-me em
lisa, ra da Roda n. 47, pnmeiro andar, ou no consultorio do lito. Sr. Dt. Sabino.
Jos Alves Tenorio.
Ama.
DO
DR. C\SA.\OVA,
30-Roa das razes-8i3
Neate consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (sstinturas) porO-
iellan e Weber, por precos razosveis.
Os elementos de homeopa(hia obra,r-
c-ammeadada iotelligencia de qualquer
amos*
Seado presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de 1-iteria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
orno um laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attencao.
Custodio Jos Alvet GuimarSes & C,
pedem encarecidamente aos seus de ve-
dores que lhe venfaam saldar suas cori-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nfio; fizerem serfio entregues a
leu procurador para cobrar iudicial-
oiente, azemoi esta obiervacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
Hotel Trovador,
ra larga So Rosario n. 44.
O dono deste eaUbeleciojecto contipiia a fofJ
Pipar comidas par ftra,
Tffcisa-se de uma mulher idosa para lomar
conta do governo de Hma casa, preferiodo-se
porlugucza.trazendo documento de pessoa idnea
que garanta a sua conducta ; a tratar na ra do
Sebo, casa n. 43. pela manha al as 9 horas, a
tarde-das 5 s9 horas
Joaquim Harinho Cavalcanti de Albuquer-
que,-solicitador no foro civil e commereial desta
cidade, pede ser procurado para os misteres de
sua profissio na rea estieita do Rosario, escrip-
torio do Dr. Godoy e Vasconcellos. Os conhe-
cimeotos de scripturaco e conlabilidade que o
annuncianle tem adquerido no longo espaco de
lempo que servio em diferentes, repartices pu-
blicas desta cidade, e ltimamente no escriptorio
da compaohia da estrada de ferro, lhe dao a pre-
sumpgo da poder bem servir nos casos de fal-
lencia, ou outros ea' que o emprego.de taes co-
oheclrxenios (or approveilavel : tambem as lio-
guas franceza e inglezs sao entendidas pelo an-
nuncianle. Para inforroacea no foro os Srs. Drs.
Feitosa, Fonseca e Castello Braneo ; no com-
mercio os Srs. Bothe & Bidoulac.
No collegio de BemBca precisa-se de duas
engommaleiras e de um cozinheiro.
Aluga-se a quem melhores condic.'s offe-
recer, o sobrado do Mondego, em que esleve a
secretaria do commaodo das armas : a tratar na
ra do Meedego, olaria n. 18.
Aluga-se para ota casa de pouca familia
orea escravaque sabe cozinbar, engommar e la-
var por 25$ moosaes : a tratar na estrada de Joao
de Barros, sobrado que foi do cirurgiio Manoel
Bernardiuo oh no armazem (Recife) do Sr. Paula
Lopes.
Precisa-se de ama ama forra ou captiva que
engorme ou cozinhe, para uma casa de pouca
familia : os ra da Aurora n. 80. primeiro andar.
P. R. Joseph Laranges e sua mulher reli-
ram-se para ra do imperio.
Leite puro.
Na praca d* Boa-Vista harer todos os dias as
7 horas do dre, leite puro para ser vendido a 240
rs. a garrafa. jM
Quem preciaarde uma ama de leite, dirja-
se a ra do Cabug d. S, lerctiro andar.
Redfe'nT"! '^laCadeiad,
Ainda ostiopara arreodar-se ou render-se
os engenhos Garamur e Snt i leui 60-
arca do Cabo ; quem pretende se ao
Hospicio, casa do corone
PreeUa-se de jims-aou para tomar conta
de uma casa de homem soltero, que saiba bea
cozlnhar e eogommar : quem estjver neale'caso'
dirija-se id aterro dos Arowd;o}B,'fHl, que cha-
re com quem tratar. /'
MTRO COMMERCIAL
inadaCadeiadoRecife-lS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Sme Leopoldo Bourgard
res verdadeiros charutos suspiros da Bshia, manilha harFattLT? K2 8Upe";
meo >s do que em outra qualquer parte. """""'t aavana, suissos e hamburgo po|
Cigarros superiores dfl nnmin. A
a .ciar- ? metal a 1J cada um, du-
BocTJCa charutos --p .,.
para cigarros e ca-
hespaohol
vidaura.
TriSS ftTdV'Ulrlebeke": Z*Z '""l """""
R nfr ""cig""" '""a>"-
vsosXoueT" ",!<" *'""'"' *""*m-* "b" *-* "'"'
vasos ae lou^a fm ,,, rtf(
Vendem -se todas
ma-
as fazendas mau barato do qu em outra qualquer parte.
a resaber (Ineluindo es charutos) quln-
^^?*?"Se i0d0S os objectos ""didoa toraaoda^
do nio igradem ao comprador.
kim
------ -.: --.------------ SBBBBH
para os sentares fu-
bre-
man
bar.lo doTe l^^^J^ft^uV^> mol"> ^ ^ ?** ^nder
Tnder muito para vender barato
vender barato para vender muito.
muito asis


(*}
Rfo dw fiiunneo. &M&rk nar* 9 m mio di' tm.
Pablicaces do wKtnto
'tha do Brasil.
?BaeOa- ~" Aluas-se nm tereelro eodsr (
r I boa cozioha, torno,
DICCIONARIO POPULAR
BE
HEDIC1MAH0IE0PATII1CA
Oto* intHspMfkvel toeYas a*
pessoas qM iffcwiiui curar ho-
meopathicamente,
CORTBHDO :
JL de/inico clara dos termot t medicina: ai
cautas mais frequentes das molestias: ps iymp-
tomat, porque estas se faxem conhtcer : o$ me-
dicamentos que melhor Ihes corresponden*: a
quantidade das dotes de cada medicamento e
seus respectivos intervalos nos molestias agu-
das e chronicas': a hora de dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas toda* as mo-
tslias conhecidas, principalmente as que gras-
sam no Brasil, qur as ptstoas livres, qur
nos escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher urania a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
erianca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que eslo sujeitos lodos os que tomam reme-
dios allopathicos: e muilos outros arligos de
vital inleresse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia daspessoas extranhas medicina, dos
orgos mats importantes, que entram na com-
posicio do corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, urna mostrando qaanto i possivel to-
dos os oraos internos, com a sua explicacao
phisiologica e outra mostrando as diferentes
regioes abdomivaes. (A primeiro colorida pa-
ra os senhores amanantes.)
PKLO DOCTOR
SABINO OLEGARIO LL'DGERo PIMO.
O DiccioDfTO Popular de medicina homeopa-
Ihica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos hoaieopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente ns mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e amito ruis an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimonlo, capiles de
navio, curas d'almas, etc., que por ti mesmos
quizerem conbecer os prodigiosos effellos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa,fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, aconleceu
que antes de iocetar a publicaran visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
oras, e entao resolveu mudar inteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados n sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tada, se publicasse a obra, come a principio ti-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem dovi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15#, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25$.}
Acha-se igualmente em va de pnblica-
ce a segunda ediecao do
THESOURO HOMEOPATHICO
oc
Vade-niecum do homeopatha.
Esta nova edieco em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposico da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministrar as dses, ao esludo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a liygien
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demouse
trativa da continuidade do tubo intestinal desd-
a bocea at o recto.
A assignatura de 8g pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20$ em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
d* respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, (Mundo Novo) n. 6.
Precisa-s-,de 2 000$OO0 a premio sobre hy-
polheca em bens ; quera quizer ennuncie a sua
morada para se tratar.
Precisa-se de um caix>iro para taberna, de
12 a 16 aonos, que afiance sua conducta : na ra
das Cruzes u. 24.
Precisa se de um caixeiro que entenda de
taberna e que d fiador a sua conducta : em Fo-
ra de Portas, ruado Pilar n. 135.
Precisa-se alugar um moleque para o ser-
vico do um hornera soltelro ; na praca do Coroo
Santn. 21. r
Precisa-sede uro moleque captivo para to-
do servicode urna casa : na ra da Cadeia do
Recife n. 48, terceiro andar, achara com
tratar.
sollo
das melhores
tra-
. ele., em urna
ras do bairro de S. Fr. Pedro Gongalves :
lar na ra da Cadeia n 33, loja.
Precisa-se de ama prela escrava para o ser-
vico ioterno e externo de urna casa de pouna fa-
milia : a tratar na ra da Cadeia do Recife a.
22, primeiro andar.
[Coqueluche Ou tosse con-j
vulsa.
Quem quizer ver sai fllhos curados
dessa terrtvel molestia com toda sega-
ranea e no menor espado de tempo po*-
sivel, consulte o Dr. Sabino O. L. Picho,
que garante o resoltado.
Aluga-se a lojs do sobrado n. 39, sito na
ra do Imperador : a tratar no Mondego, casado
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
M. J. Leite, raga a seus de ve-
dores que se dignen) mandar pa- g
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enton-
ten do-se pai a esse fim com o seu
procurador o Sr. Alanoel Gomes
Leal.
CASA
DE
commisao de escravos.,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
tono de commisso de escravos, que se achava
estabelecidona ra larga do Rosario n. 20, e abi
da mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commisso, e per
conta de seus senhores, nao se poupando esforgos
pata que os mesmos sejam vendidos com pronip-
tido, afim de que seus senhores nao soffrara em-
pale com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre pra vender escravos de
ambos os sexos, velos e mocos.
JB^jg "jj-'i ^jPi rjft rtS aB^kS^iia^aSASftS
O abaixo assignado taz, sciente _
a todos os seus amigos e aquel les
que o quizerem honrar com a sua
|jj con/ijnr i.que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, I.
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manha
at as 3 da tarde dos dias uteis
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que. S
mmmemm Mmmmmmaam
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
serviQo ordinario de urna casa, e queira acompa-
nhar a urna familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.

Der advocat Cicero Peregrin faehrt
fort sine dintele zu bedieneo, in sei-
nem Comploire Queimado Strasse n. 26,
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
mittags 3 Uhrzu sprechen sein wird.
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio na ra do
Queimado n. 215, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 huras da
tarde.
#1
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
roay be consulted on mallers affecting
his profession al his cfflce, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3 '
ocli'Ck. !
&m
m
>
I L avocat Cicero Peregrino continu S
. exercer sa profession, ra do Queimado, W
' 26, l.cr tage, ou l'on peut le trouver ^?
3 tous lesjours de dix trois heures. Si
quem
Terceira parte da quinta lote-
rito de Nossa Senhora do
Guadalupe de Oiinda.
Nos bilhelesTrubncdos pelo abaixo ossigoado
surtes-nos seguintes nu-
5:000
800
4009
100
1009
m
40
40J
409
Meio bilhete.
B'lhete inleiro.
Dito dito.
Meio bilhete.
Dito dito.
Dito dito.
Dito dito.
Dito dito.
Dito dito.
Dito dito.
sahiram as seguiules
meros:
194
1675
1848
5i3
ii 99
557
1918
1924
2318
2392
e outros de 20} e 109. Todos estas sortes inclu-
sive a grande com os 12 por cento geraes e 2
provinci8es sao pagos na praga da Independencia
n. 22 junto aorelqjooiro aonde se acham a ven-
da, assim como as de mais Iojjs do coslume os
bilhetes e meios da segunda parte da nona lotera
da matriz da Boa-Vista garantidos dos 12 por
cento geraes e 2 provinciaes por
Santos Vieira,
Bilhete inteiro 6S000
-, Meio bilhete 390O0
Em porcoes de 509 para cima.
Bilhete 5g500
Meio bilhete 2J750
O abaixo assignado, bacharel formaio desde
1842, depois de haverexercidodifferenles lugares
acha-se nesla capital, no exercieio de sua profis-
so de advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras da manha s 8 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quierera honrar con a sua confian-
za. Alm de outros ttulos que honrara o mes-
mo advogado, publica pira prova de sua antigui-
dade o documento abaixo transcripto.
Jeronyuro Salgado de Castro Accioli.
Teodoo bacharelJJetonymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesla secretaria de estado ha-
xer exercido por dez annos, tres raezes e vinle S""1" ao weamo
oito dias o lugar de promotor publico, deu-se-lbe B,ap<,oa ^
por isso o presente diploma de habilitacao ao
cargo de juizde direilo, na conformidadedo S 2
art. Ia n. 687 de 26 de julho de 1850.
Secretaria de estado dos negocios da justica em
22 desetembro de 1857.Francisco DiogoPeroi-
ra de Vascoocellos.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Mendes a cobrar
de seus de vedores desta praca, como de
jora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciae com os remissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a quaquer pesso sem excepcao
que deixar-de pagar-lhe pontualraente
suas contal.
Francisco Jos Leite.
.0
w
Alugam-se o primeiro e segundo andares
da casa da ra da Cruz n. 21, com excellentes
commodos e aceio, sendo o primeiro andar o
mais proprio possivel para escriptorio : a tratar
no armazem da mesma casa.
Mugase urna preta idosa para
casa de pouca familia, que cozinlia o
diario de nma casa, compra e lava de
sabao e varrella : na Estancia n. 4.
Offerece-se urna mulher branca para ama
de casa de hornero solteiro: quem precisar diri-
j se a ra das Flores, sobrado n. 30.
Ao Sr. Germauo.
Pede-so por sua bondade que leve espectcu-
los nos dias santificados, e podendo ser, princi-
piar as 4 li2 horas da tarde, e do contrario s 6
1[J esperamos ser servidos, o que nao de es-
tranhar, visto sempre sernos attendidos pelo Sr
Germano, principalmente o Avd dos caixeiros
e da jgreja de S. Francisco
Calvicie.
A ufJHdede da pomada in-
diaoa nao t dt fxer nas-
f os cabejlos mais tambera
iflrHBef fot^a par rrt-
a calvicie e nao ta-
los embranquecer' ti o eedo
come quando ella nao for
applicada ; alen diste, serr-
do sua eompositi. femada
pode ser .
o. 59, e rpa Ifc Crespo d 3.
O bAMrel
---------- 1 ^ ^ *."t*^m- ^s
Nao sendo possivel ao abaia^b' assigna-
o dia im<
u4.da par-
da igreja
jXendido
' "tem fi-
es tem
pelas
ra
os,
as Cruzes. Crespo, Passeio at o caes do Raraus
im alflnete de ouro para senhora : quem o acho
leve-o a ruadas Cruzes, loja do sobrado n 20
que ser recompensado. '
Precisa.se alugar um sobrado de um andar
ou um segundo andar, na freguezia de S. Jos*
dando-se bom aluguel e bom tratamento a pro-
pnedade, ou permuta-se por outro : na ra do
Raogel n. 11, loja do louca.
Precisa-se comprar urna cabra bicho, que
sirva para criar urna crianga, e paga-se bem na
ra do Imperador n. 67, no segundo andar.
Antonio Coelho Ferreira retira-se pan, Por-
tugal afim de tratar de sua saude, e julga-se sal-
dado de suas cootas : mas quem se julgar cre-
dor, apresente-se em conlinente
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Duar-
ie coelho ; na ra da Madre de Deoa a 38. -
O abaixo assignado roga ao Sr. S. V
morador na Capunga, que em fevereiro do cor-
rele anno levou dous penles de tartaruga para
amostra, com o fim de comprar um, o favor de
os vir entregar, sob pena de ver seu nome por
extenso, e ser chamado peraote as autoridades
competentes.
Jos Joaquiaa da Cunha Guimaraes.
O abaixo assignado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Mello, a escrava
parda de nome Joanna, de ida de de 30 annos,
com um filho, tambera um mulatinho de nome
Laodldo. de 2 annos de idade, e deixando-os em
poder do mesmo, por assim pedir a mulher, quan-
do os mandou buscar, elle respondeu que ditos
escravos haviam desappsreeido de seu poder sem
que soubesse para onde. Suppe-ee que os mao-
dou oceultar no Rocife ou em Afogados. Desde j
protesta o abaixo assignado contra quem os li-
vor, cobrando os das de servgo, e procedendo
com o que determina a lei em casos taes.
Antonio de Souza Lelo.
Os Srs. Manoel Corris de Amorim, mora-
4or no engeoho Piedad, Joio Antonio Pereira
a yll"0,ra' "orador em Muribcea, Jernimo Jo-
s da Costa, Juvioiaoo Diamantino Alvea de Li-
m, Antonio Vicente, queiram apparecer na loja
da ra Dtreita n. 68, a negocio que lbe diz res-
peito.
Algodo da Baha.
A fabrica de Santo Antonio do Queimado ten
feito o ajea deposito en casa de Merques, Barros
de C., fazeoda superior e propria para saceos de
do bem a seu pezar marear
preterivel da extraccao* da s
te da nona lotera a beneici
matriz da Boa-Vista sm t
boa parte dos bilhetes visto,
cado sempre com porco e
tido graves prejuizos mo
faltas de recursos, pecuniarios em que
nos a chumos epela grande porteo de bi-
lhetes, meios e quartos tas loteras de
outras provincias, que vindo constante-
mente por todos os vapores s5o astucio-
samente vendidos contra as disposicoes
loteras (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes necessida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
Ihimentos de orphaos, matrizes (que se
acham quasi todas em ruinas) a azen-
da provincial e mais beneficiados visto
como sua commisso insignificante como
em partes de loteras tao pequeas e
que maiores nao podem ,se*- pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empregados, juz, typographia, listas,
annuncios e outros muitos e alm disto
ao jogo forcado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bilhe-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
doSr. Cha gas e no Recife ra da Ca-
deia n. 45 dos Srs. Porto & IrmBo
D-se 2:000$ a premio com hypotheci em
predios livres nesta eidade, assim cono peque-
as quantias at 100000 sobre peohorde ouro e
prata : na ra do Rangel n. 67, segunlo andar,
se dir quem faz este negocio, das 4 horas em
diante.
Na ra de S. Conclo, sobrado n. 29, alu-
ga-se um moleque escravo de 18 anoos, bom
cozinheiro, sabe perfeitamente tratar d aceio de
urna casa, muito fiel, prefere-se ser para casa
estrangeira.
A pessoa que aonunciou precisar fallar ao Sr.
Licurgo de Albuquerquo Ntscimento, dirija-se a
ra da Imperatriz n. 30, segundo andar, a fallar
com seus manos, pois elle se acha no Cear tra-
tando de sua saude.
Avisa-se s pessoas que tiverem contas
com a barca iogleza City of the Sultn, que ha-
jam de apresenta-las no escriptorio de Saunders
Brothers & C, praga do Corpo Santo, at segn-
da-feira 6 do corrente.
Toma-se 1:000$000 a premio, dando-sa um
predio de grande valor por garanta : a quem
convier annuocie para ser procurado.
Acha-se Justa e contratada a padaria do
Cachang, pertencente a Sra. 1). Mara d'Assump-
qSo Cavalcanti de Albuquerque : quem se julgar
com direito a mesma por qual juer titulo, annun-
cie por este Diario, ou dirija-se a ra do Arago
n. 9, no prazo de cinco dias. a contar da data
deste. Recife 7 de maio de 1861.
Aluga-so o segundo andar do sobrado n. 27
da ra do Imperador, com bons commodos e
aceiado : a tratar no primeiro andar do mesmo.
Mudanca de me-
dico,
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas
transferio a sua residencia para a ra Augusta,
casa n. 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de sua profisso.
Aluga-se um escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na rus da
Cadeia do Recita n. 29.
Precisa-se de um boleeiro que teoha boa
conducta e que seja forro e de eor preta : quem
estiver nestas circurastancias, dirija-se ao Man-
guinho, sitio da viuva Carvalho, onde achara
com quem tratar.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisase fallar ao Sr.
Jos' Rufino de Mendonca.
Pergmjti sta offeisa.
Um pobre diaboque comprou, ha al-
gttnranno^blbetei de urna rifa dfcum
sitio na Pastagem,. deseja saber: 1* se
aMtro'lugar a extraccSo da referi-
da rifa ;, 2- no caso de nao se proceden-
do a ella, quem d$ vera* restituir o im-
se, pendente como
na tal propriedade,
de substancias alimentares,
"r a absopjao pelos poros nao I porte dos bilhetev 3
noejva. DeposUM, roa *> Imperador v w,u,,"r O
' upo d. 3. esta a posse de
Antonio Aones Jacome Pires "*~J -
contins a advogar na ra daa Pitres n. 9.
Gbaeaarel WiTRUV.t) [Mee ser
apoenrado n Pt Nva n.1 23, primeiro
andar, da sobrado da esquila que Yolta
i ara a Cambe do Carmo.
esta'
podera^seu dono dividida em partes e
vedde-1; Uto deseja saber um
Martyr.
Na livraria n. 6 e 8 da prac,* da
lndependenciapreciga.se fallar ao Sr.
Sr. Christovao Santiago do Nasciment
que negocia com gado.
Francisco Jos' teite declara as
pessoas que tem penhores em seu poder
que se nSo os resgatarem no prazo de
* dias.contados de- boje, serao vtndidos
para seu pagamento o seus donos sem
direito algum a have-los do annun-
ciante.
Precisa-se de dous escravos para srvenles
de pedreste :. a tratar na ma Direita n. 84.
O Sa; Luis Gonznga da Bocha
chamado a praja morador em o Rio
Grande do Norte e que consta andar
neste Recife, ao qual se roga de decla-
rar aonde esta' arranchado.
NATURALLEDE VICHT.
Deposito na botioaf rancea ra A Cruz n.tt
Compras.
Cotopram-se 4 veuezia-
nas qae estejam em bom es-
tado : aa ra do Crespo loja da
esquina o. 8.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratni. 12 loja. v
Compram-se moedas de ouro de 20^: no
esenprorio do Manoel Ignacio de Oliveira 4 Fi-
Ibo, praca do Corpo Santo.
Compra-ae bucho de pescada ; na ra das
Cruzes n. 1.
Vendas.
Milho e farelto a
3:000 rs.
. ,Yend2:sL!arel0 em Prl0 a 3S o sacco e a re-
alho a 3j>a00, milJio a 3200 : na travessa do pa-
teo do Paraizo-ns. 16 e 18, casa pintada de ama-
ainiBCtt
Vendem-se 20 bois novos e muito gordos, es-
tando tolos acostumados a servir ; pode-se ver
no eDgenho Sapucagi.e na occasio de se vender,
manda-se entregar em quaquer estacao da via-
rerrea. entre Escada e Recife : para ioormaces
pode-se eotepder com o Sr. Phitfield, no escrip-
torio da via-ferrea, villa do Cabo, ou com o Sr.
Aforde em Ulinga.
m
m
9**-9m99fm9mm9mm9tf9m
W O advogado Innocencio Serfico de A
Asis Carvalho declara que para os miste-
res de sua proflssao s pode ser encon-
9 tradoem seu escriptorio, ra do Queims-
do n 14. das 10 l[2jiora8 da manha at
9 as 3 da tarde, nao podendo ser antes
9 por estar oceupado nos trabalhoa de
SJ sua cadeira no collegio das artes.
?*#
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
Pede-se aos credores de Senna 4 Rabello e
Joaquim Bernsrdo de Senna, loja de fazeodas ra
da Madre de Dos n. 9, de comparecerem ama-
nhaa as 2 horas da tarde no escriptorio de Arku-
vight & C, ra da Cruz n. 61.
A padariaLeao do Norteda ra do Coto-
velo precisa de um hamem brancj bom traba-
Inador.
SOCIEDADE
Nova-Uniao.
Por delibera^ao da actual directora de
conformidade com os nossos estatutos
aviso a todos os Srs. socios compare-
cerem no da 12 do corrente pelas 10-ho-
rasdodia na casa desta sociedade para
em assembla geral elagermoa a nova di-
rectora que tem de funecionar de maio
correte a novembro prximo futuro.
Recife 6 de maio de 1861.
Gomea d Amorim,
1" secretario.
(ttBSfcttSIfi &31?.
Eslremadura
Viuhopuro de uva fabri-j
c*do expressamente
jem Portugal para Jos Au-j
S tonio da Silva Jnior.
O annunciaate renuncia ao recebimen- S
to de quaquer quantia, pois este vioho S
provando-se nao ser s de uva com o al- *
cool oecessario para a sua conaervacao. 9
Em ancorelas de 10 a50 (a dinheiro)
no armazem de Izidoro Halliday, & C. ra g
ua Cruz. Wm
Superiores litas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
acaba-se de receber de sua propria encommend
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
arduras pretas e de cores, sendo lisss. abertas e
lavradas. de lindos padres, que se vende por
preco muito em conta, assim comu fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para cintos,
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torzal com vidnlho muito novas a KOOo par.
ditas sem vjdnlho a 800 rs.. ditas ds sda enlej-
iadas com bico e vidrilho a 2j> : isto s se veode
o aguia de ouro n 18.
E afeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeiles de grade para senhoras, e os est veo-
dendo a 4 cada um ; na ra do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Veude-se n Lingoeta n. 5, o
seguinte:
7na "lei" in8' flor a I a libra, franceza a
'W rs., en prelo a 1*400, passas novas a 560.
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
rasco tounnho de Lisboa novo a 320 a libra
fSSloio'aoro 0. baoha de porco refinada
a 4u a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas quahdades a IJMOO. charutos suspiros a Ai a
cana, toucinho de Santos a 240 a libra, vioho do
flSS. e8fado, superiores marcas, de 1 a
ig&OO rap Gasse da Babii a 1 o bote, cognac a
1 i KnndeJg,rM,M' cerTea 500 rs. a gar-
e 555OO a duzia. cha hyssou a 2^00
eclijnclia
i sem igual.
Sopejiores chales de merino estampidos, fiaos,,
de mui|o lindas cores,.pelo baralissimo pre?o de
58, dito 1 de merm lis*, muito finos a 4?>, lindas
cassas c rgsndys matizadas a 240 rs. o corado,
cortes ce chita franeeza com 11 corados *2}M0
o corte, cambraias brancas de 10a a peca, com
pequem (oque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de quat o andares na ra do Crespo a. 13, de Jo-
s More ra Lopes.
Tm a azul que fica preta
Vend m-se botijas com a superior tinta ingle-
il ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. botija : na
guia br nca n. 16.
ra do Queimado, loja d'a-
Relogios
Vente-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
aamadi s fabricantes de Liverpool; tambera
urna t riedade de bonitos irancelins para os
mes os
Ceroulas francezas.
Veodelm-8e superiores ceroulas trancadas de
algodo S 18* a duzia. ditas de linho muito finas
a 281: Ai ra do Queimado n. 22, na loja da
boa fe.
Calcas de brim.
Vendem-se caigas de brim branco fino de li-
nho a 5)J WO cada urna, ditas de dito de eores a
3$50O, di as de ganga franceza escura a 3a ditas
de dita ai mella a 2S500: na ra do Queimado
n. 22, na luja da boa f.
Paletks pretos e de cores es-
curas.
Vendem-se superiores paletots de panno preto
"Imira de cores escuras, obra franceza,
os e muito bem acabados, pelo bara-
na ra do Quei-
e de cas
bem forra
tissimo p
mado n.
Vende-
vara de la
co de 20a cada um
na loja da boa f.
Tarlatana.
tarlataoa branca muito fina com 11/2
gura propria para vestidos, pelo bari-
Ussimo pn co de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 2!, na loja da boa f.
Fi de linho superior.
Vende-de superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. i vara : na ra do Queimado n. 22, na
loja da boa f.
Bonets.
VendenJ-se superiores bonets de marroquim
nos, pelo mdico prego de 2J500 cada
o Queimado n. 22, na loja da
para men
um : na
boa f.
Chaposdesol de seda a6^.
Venden -se muito bons chapeos de sol de seda
cora cabo
cada um
boa f.
Vende-se
com algu
c8o s,
rija-se besma.
Joo
Acha-tb
6 e8 da
le canna, pelo baratissimo prego de 6
na rda do Queimado n. 22, loja da
urna armacao de nma taberna
hs gneros e tambem se vende a arma-
1 a ra Nova n. 50 : quem pretender di-
OS MISTERIOS
DA
CLDADE DA BAHA
POR
Nepomuceno da Silva.
venda o 1." volurae na livraria ns.
raga da Inlependencia a lJfOOO.
Vendas.
Fio de algodo
da Bahia.
45007
Veode-
cobmodol
Trapicho
se fio de algodo da Bahia por preco
em oasa de Basto & Lomos, ra do
n. 15.
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos preco do que em
outra quaquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1000
lats com duas libras de excellente marmelada
na praga da Independencia n. 22.
Saceos com 96 libras de fareilo che-
gado ltimamente de Lisboa a ,500 :
na travessa da Madre de Daos armazem
n. 15.
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Pontas o segurte : carrogas para bois
e carelios, carrinhos de trabalhar na affsndega,
ditos de mi, lorradores de caf com fogd, do-
bradicae de chumbar de todos oa lmannos, a
oem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
denles is ofJlcinaade fmeiro e carapioa, e alu-
gam-se tambem carrogas.
Bar ha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimento de baoha, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetes, ec, etc, e com
isso a estimada banha, fluido napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Essa banha por sua- soperioridade e
activos cheiros de rosa eflor de larsnja; ji ho-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
vendida a 23O0 cada copo ; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
j Machinas de vapor, tm
# Rodasd'agoa. ^
Moendasdecanna.
9 Taixas.
% Rodas dentadas.
% Bronzes e aguilboes.
9 Alambiques de ferro.
% Crivos, padrdes etc.'etc:
S Na fandiga de ferro de D. W. BowmanS-
8 mado Brum paseando o cbafartz. m
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e picho
por pregos razoaveis.
Loja das % portas
EM
Em frente do Livraraente
Lavas de torcal a 800 r&, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 250
rs. o covado, ditos eslreifos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas d cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de brelaaha de blo a 2f
brimzinjio de quadrinhos a 160 o covaff, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin^
tados a 120 rs. cad um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o eovido. fil de linho prelo com sal-
Pjcp a l$400a vara, luvas de torgal muito finas-a
00 rs. o par : a loja est aborta daa 6 horas da
manhla s 9 da noite.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, rus do Cabog n. 1
B, vende-se Yidrilho preto, azul e branco asse-
lioado, que se vende por baralissimo prego de
2,500 rs. a libra s na sguia branca.
Gaz para candieiros.
J cfaegou este gaz tao procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que serendem por muito baixoa pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de RajmuDdo Carlos
Leite & Irmao.
AUengo.
Veode-se um preto de meia idade, com habili-
dades i na ra Bella n. 37, primeiio andar.
/fra do Amorim n. 43.
Vendem-se ceblas nova3 e grandes a IffOOO o
cento. "
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56, ra da Imperatriz.
outr ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar!! I chitas essuras cores fizas
2irL180 e 200 r8, C0Tad<>. l'las francezas a
! !' 260 6 J80 covaD. laa para vestidos a
J2 o covado, chales estampados a 2*700 cada
um, pegas de cassa para cortinados a 2500, ditas
de cambraia para forro a 1S608. ditas finas para
vestidos a 2*500. 3, 3J500. camiss para senho-
ra-, gollinhas e puntaos muito finas e intremeios,
e tiras bordadas, tudo isto por barato valor.
Potassa da Russia e cal de
fa
?k u*^Vaua. cna byssou a 2SO0 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france^
zaae portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporgo.
SEDULAS
, d \f e 5^000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige -a thesouraria
desta provincia, e as olas das mais pracaa do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrin-
tono de AzeFedo & Mendes, na a Croza
o. 1.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#OO0 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de baraters, est vendendo mui novas e bonitas
luvas preta* de torzal com ridrilfro a 1* o par;
a ellas, antea que se acaben: na roa o Qeei-
mado, loja d'agoia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e bofaeca.
----------------------- Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
Modisla de Lisboa "-"^^^
enfeites de cabega, tambem se la^nTn nfc. SinSaJ "5" r1? ***> e bar,l Pela 8U'
8ruospor todos os rsporesquAS^^IS^e^^* *. do Queims-
a
nacional
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da cartilha ou compendio de
doutrina ehnstaa, a mais completa dequantas se
lem impr*sso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga cartilha do tbbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vid, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o correte anno at o de 1903
seguida da folbioba ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e exoellencia da
mpressao^ do a esta edigo da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia. *
Attenco.
Ha ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Kooker & C, existe um bom sortimento de 11-
nhas de cores ebraneas em carreteis do melbor
fabricante Ide Inglaterra, asquees se Tendera poi
pregos mmi razoareis.
Gheguem ao barato
O Prosaica est que imn do, em su a loja na
rus do Queimado n. a.
Pegas de breuaaa de rejo con i o varas a
2$,casemira escura infestada propria para cal-
?a, collet* epalitotsa 960r. ocovado, cm-
waiaorgsWy demnitebon> gesto-a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fiaa a 3,
4*i 6* e6* a P! dita tapada, com 10 vara
a 59 e 69 a pega,chitas largas de moderaos
esoolhidoa padroesa %40, 260e 280 r. o ava-
do, rirreissimoa chales de merino eslanpado a
"* 8, dites bordados com duas palmas, fa-
sasjda muho delicada a 9 cada nm, ditos com
urna s palma muito fiaos a 850O, ditoslisos
coa franjas de seda a 59, leacos de cassas com^
barra a ftf, no e tBQ cada um, meits muito
toa (par senhora 49 a duzia, ditas de boa
qualtdade a 3 e 89500 i duzia. chitas fran-
esMs de ricos desembos, para coberu a S80 rs.
o covado, ehitasesouras inglezas a 5900 a,
peca, e a 160 M. w wni0t brin, branco de puro
liaba a 19, liOO a 1960 a ?ara> dito preto
""1" !2aorP,*> 1*** *vap, brilhamin
a mL"' aoTd0."1Pac, de differentes
rs. o cavado, easemiras prata
finas a S500, 89 a 39500 o covado, cambra ja
prata a de salpicos a 900 ra. a vara., e outras
sauusfazendas qa M far patente aa copra-
dort a ds todas se dariq amostru com peakor,
No bem conbecldo e acreditado deposito da rea
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a Ter-
dadeua potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outrs quaquer parte.
A 200 rs.
Ocavalinhas de froco para meninas: na ra do
Crespo n. 16.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitoaa 3| a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, paraoservigo diario de quaquer
casa; na na do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se om casa de S. P. Jonhston 4C,
sellinse silbes nglezes, eandeeiros e castigaej
bronzeados, lonas nglezes, fio de vola, chicote
para sarros, emomaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro paienie
ingles.



MUIO Di NttlAAUCCO. T UMITA FIUM MQ M 61*
grande sottimento.
45 Ra Direita 43
Qwlwr eJowneHirua peraambneaoa, que
nao procure animar esta estabelecimento man-
dandoiomprar urna botina da gosto? Qaal a
mii de familia, prudente econmica que ibe
nao de preferencia pela qualidade e preco f Qual
o caralheiro oa rapaz do positivo, que nao quei-
re eomprar per 8, S e 10, o calcado que em outra
parte nao rendido le nao par 10, 12 oa 14?
altendam ;
Senhoras.
Botinas com lago (Jolj] e brilbaotiaa. 5*500
com laca, de lustre {uperftna). 5f500
com lage um pooo menor. 5000
sem lago auperiorea. 5000
aem laco nmeros baixos. 40500
> sem laco de cor....... 4&000
Sapatos de lustre.
Meninas.
Botinas com lago. ;
* sem laco. ; .
para crianzas, de 18 a 20.
Homeni.
lustre.
1*000
. 45400
. 48000
. 89500
.. 105000
couro de porco inteirissas lOjOOO
bezerro muito frescaes. 9J500
diversos fabricantes (lustre). 9gO0O
inglezas inteirissas.....9*000
gaspeadas.....8*500
prora d'agua. 8500
Sapa toes.
Nantes, sola dupla. ...:;. 5*500
urna sola......... 53COO
Dar menino 4g e..... 3*500
tteio brfrzeguina lustre....... 6*080
t


Nantes
Fanien
Panien
Sapatoes lustre..........' 5*000
Sapatos de tranca.
Pertugoezes de Lisboa finos ; S*000
Frsncezea vito bem verte*.....1*500
Alem disso um completo soriimenlo do legiti-
mo couro de porco e do verdaJeiro cordavo para
botinas de homem ; muito couro de lastre, be-
zerro fraocez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em bruto, aola, fio, taizss etc., tudo
em graode quantidade e por precos inferiores aos
de ontrem.
Capellas finas para noivas.
K loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6*e a 8*,-conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
%mw& tmmvmim mmmm
fei
A fama friumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.]
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile.saias a balo de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cesas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitOjS
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, serouUs, tneias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Venden! baratissimo
Vender baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar r vSr
Quem duvidar r rr
Quem duvidar vver.
Levem dinheiro
Levem dinheiro
Levem dinheiro.
i wWktcWw T^Waj;^W^iWW t^BW V9v?ffivl>v1^^rV#/4
*3* Viohos engarrafados^
Termo*
ollares,
arradio.
Madeira.
Carcarellos.
Arntho.
Bucellas.
Malrasia, em caitas de urna dnzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Pechincha}
chapeos a Garibaldi.
Ricos chapeos de pelha enfeitados da @
a$ ultima moda pelo baratissimo prego de @
@ 10$: na ra da Cadeia do Recite n ."24. <
Queijos do vapor a 1,800.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo rapor a 1*800, maoteiga inglezaa 800 rs-,
arroz de casca a 3*300 a sacca e 2u0 rs. a cuia ;
na ra das Cruzes n. 24, esquina da traressa do
Ourijor.
Charutos do Rfo de Ja-
neiro.
A 3*000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, vendendo-se por este prego
por ter alguos masaos com pequeo toque de bi-
cho : do largo da Assembla n. 15, trapiche
Baro do Livramento.
Mais que Pechincha!!!
Aletria. talharim e macarro a 400 rs. a libra:
rende o Brandio. na Lingoeta n. 5.
@
A 5#000.
Madapolo largo muito superior com pequeo
toque de arara a 5g peca : na ra Nora o. 42,
loja de Tertuliano Candido Ramos & C.
Palmatorias
de lato para velas a 400
res.
Veadem-se palmatorias de lateo para reas a
400 rs. cada urna : na tua do Queimado, loja da
agola branca n. 16.
Arados americano se machina-
par a lavar roupa :e meas a dcS.P. Jos
iuuton & C. ra daSenzala n.4S.
Laa fina para bordar.
A loja 'eguta brenca tamba ta ero sorti-
i de 13ra flSHsde de sua boa fregosla ti reata*.
da libra,o que em eulra "parte aeaeo eba,
sendo aeim um : s n* leja Magua branca, vot
o Oualtoado m. 16.
-v primavera
16-Ru da Cadeia do Reetfe-ltii
i LOJA DE MIUDEZAS
Fonsecad Silva.)
Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
2*. dita de Cologoe a 1*800 e 43 a gar-
rafa, fitas de velludo abertas de todas
as larguras por precos baratissimos que
rista daa amostraa se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differenles qualidades, bo-
tos para punhos de bom gosto a 320
rs.,bengilaa superiores del* a U800
cada urna, apparelbos de cha para bro-
quedos de cranos a 1, 2,3 e 4*, ditos
de porcelana proprias para duas pes-
soas a 6$, jarros com pomada par a 3*.
pomada, em vidros de 800 a 1* um, tin-
teiros psra trazer no bolso a 400 rs um,
caizas transparentes psra rap orna 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dourados a 1*. luvas de seds para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 1* urna, ditas ;
com espedios a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 1*500 o par. figuras com
tinteiros e arieiros um 500, 800 e t*.
ricas caixinhas de vidros com espe-
lhoscontendo perfumaras a 2*500 cada
urna, meios aderemos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100,120 e 160
rs. a groza, sabao leve a 160 rs. um,
pentes de massi em caixinhas a 600 e
809 um e a IgfOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caetas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
boles de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia. Juras brancas
para homem com pequeo defeilo a 160
rs. o par, botdes de Iouca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 1*200 a duzia, pecas de bico de
10 varas de 600, 800. 1*. 1J200, 1*600,
1*800 e 2 a peca, macass perola a
J3 240 rs. o frasco, sapatinhos de la a 400
jg rs. o par, condecas, balaios e cestas pa-
($5j ra compras que a vista do tamanho se
sga dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
S a lg cada um, ditos do chili a 4< cada
^a um, sapatos de tapete para homem e
pSl senhora a 1* o par, ditos de pelucia a
S? 15500, o par, caixas com vidro e espe-
l|gj Iho para sabooete a 500 rs. e sem vidro
g2 a 100 rs., oculos de alcance pequeos
I e lentes, bem como muitos objectos mais ^
Dara_t03 doqueem outra qualquer parte. iKl
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Aloja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est rendendo-
pelo baratissimo preco de 3*. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que s. rvem de anjos as pro-
cissoes ; lem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engraca'do
possirel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegot. o promplo
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Badway & C., de New-York. Acham-se
renda na ra da Imperalriz n. t2. Tambem che-
garam as instrucQes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja corar, os
quaes se rendem a 1*000.
Attenco aobom

Dues excellentes mucambas de idade de 16 a
18 annos, 1 escrara de meia idade, ptima cozi-
nheira, por 550*. 3 escravas e 1 escravo para to-
do o servido por commodo preco: na ra das Agoas
Verdes n. 46.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Pecas de cambraia lisa com 8 1(2 varas a 2*500
e 3J00O. ^^
Ditas de algodaozinho americano com 14, 16 e
20 raras a 2, 2*500, e 3ga001impo.
Chitas francezas, lindos desenhos e cores xas
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhas, corado, a 240 rs.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
(C.
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhdes, arreios e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaqnim Francisco de Mello Santos avisa aos
seos freguezes desta prac, a e os de tora, que tem
exposto renda sabode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Trarassos Jnior
& C, na ra do Amorm n. 58; massa amarella,
csslanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de reas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Harana, vende-se por
8*000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azeredo, roa de Madre de Deua o. 12.
Earinha de Sania Gatha-
riira,
muilo nova, torrada, e deexcellente gosto, igual
a de Munbeca ; a bordo do brigue Mara Rosa,
atracado ao trapicheBario do Lirramentono
largo da Assembla n, 15.
JLSHGU
MMto estabeUcimento contina aharerun
mtpleto sor ti raen lo de moendas emeias men-
para eagenho, machines de rapor e uixas
te ferro batido eoado, do ttdoa os Umanhos
pera dito.
Tachas e moendas
Braga Silra & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandeaor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante JEdnrin Mawa tra-
ur no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
b. 4.
Loja das seis portas em
frente do Livrainenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. fazenda fina,
talcas de casemira pretas e de cores, ditas de
bnm de ganga, dita de brim brauco, paletots
de bramante a 4, ditos de fustao de coree a 4*,
ditos de estamenba a 4$, ditos de brim pardo a
3*. dito* de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velluda pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de kioho as mais mo-
pertias a 200 rs. cada urna, collarinkoa de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aborta das 6 ho-
ras damanbia alees 9 da noite.
A 1#000
a lata com 11i2libra de superior mermelada im-
perial ; na praca da Independencia n. 22.
Queijo suisso.
Vende-se da melhor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, queijos flamengos a 1*600
cada um ; na ra daa Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadrinhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 4* cada um : na rae do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Em casa de Rolhe Bidoulac, ra do Trapi-
che n. 118, vende-se :
Cognac em caizas de urna duzia.
Vinho do Porto em barris.
Champanha, prmeira qualidade;
Tinta branca em latas.
Cerreja, marca Bass.
Attenco.
Ricas saias de cambraia bordadas a 3* cada
urna : vende-se na ra Nova n. 42, loja de Ter-
tuliano Candido Ramos &C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baratissimo preco de 16* cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos cortes de rostidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5g : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f.
Penfes e gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, eos esti rendendo a 18500: na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n.16.
Queijos do vapor.
Vendem-se de 1*800 a 2* : na traressa do pa-
teo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
REMEDIO INCOMPmVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naedes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
ncomparavel e pro va r em caso neceases, que,
pelo uso que dalle fizeram tem seu carpo e
membros in tetramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
Vende-se em casa de Saundres Brothers A C pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
Importante
Aviso
Na loja de"4 portas da sua do Queimado n. 39,
acha-se om grande armazem com todo e sorti-
mento de roapae feitas, para cujo flm tem mon-
tado urna officini de alfaiate, estando encarroa-
do della om perfeito mesire rindo de Lisboa, pa-
ra desempenher toda e qualquer obre que ae Ihe
encommende ; por isso que faz um convito espe-
cial a todas as pessoaa com especialidade os
Illms. Srs. flieiaes tanto da armada como do
ezercilo. .
Faz-ae fardas, ardes com superiores preparoa
e muito bem feitaa. tambem trata-ae faser o far-
d&menlo todo completo conforme se uaa no Rie
de Janeiro, tanto que tem os nguratos que de
l rieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do tnaior e de cavallaria, quer seja siogelos ou
bordados a spequilha de ouro ou prsla, tudo ao
goato da Europa, tambem prepara-se becas para
deseoibargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aoode se fazem as melhores
conhecidas at boje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gesto franceza. Na mesma casa en-
carrega-ae de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas eo mesmo gosto. AfBan;ando
que por tudo ae fica responsarel eomo seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mesire. pois espera -a honrosa risita dos
dignos senhores risto que nada perdem em es-
perimentar.
Luxo e vaidade.
Drama em 5 actos, pelo Sr.Dr.
Mace do.
Acha-se a venda na lirraria universal de Gui-
maraes <& Olireira, rus do Imperador n. 54: preco
de cada exemplar 2*000.
Vendem-se aelindros para padaria nora-
menle chegados da America, por preco commo-
do : a tratar na ra Direita n. 84.
Fitas de grostienaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja estreita [que as
torna mui mimosas a 800 e 1* a rara, precos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que estao. Bisas fitas serrem para
eBeites de chapeos, clnteiros para crianzas, lagos
para cortinados, froohas e muitas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abate : na ra
do Queimido, loja d'aguia branca n. 16.
Raymundo
Garlos Leite &
Irmio recene-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 hora dos
com noros
aperfe i coa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ma da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expresamente para as mesmas ma-
chinas.
praca do Corpo Santo, relogtos do afamado fa-
bricaute Hoskell, por procos, commodos e tam-
bem traneellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
I Para homem.
Pechincha sem igual.
D.lalnto s.A.n. J. ...._I__________I.a.
Paletots saceos de casemira
de cor e preto a 123-
mesclado,
Ditos sobrecasacos golla da mesma
senda e de relindo s 20*.
Ditos de brim de linho braaco a 4*.
Chapeo preto muito fino a 8$.
fa-
Cortes de casemira superior a 4*500.
liso e de cor
Brim de linho trancado
corado 640 rs.
Gravatas de seda e gorguro a 500 e lg.
Camisas brancas e de cores muito ti-
nas a 2*.
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de snda-
lo doto modelo para 2* e 5J.
Recebeu-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 4* e menina a 3*.
ravilhosas pela leilura des peridicos, que lh'as
relatam todos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sae tao sor prndenles que
edmiram os mdicos mais celebres. Quantas
>eM<99mvK9vSiM pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha mti-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
limenlos, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimento deelararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) sua a firma-
tiya.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar inconlestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos searuintes casos.
Chitas francezas claras e escuras cor fi-
za, padrdes modernos corado 280 rs.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digo.
Agua ingleza
de Lavander a mil ris o
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a rerdadeira
agua inglezs de Lavander, superior a todas as
outras, a 1* o frasco : na loja d'aguia branca,
ra do Queimado n. 16.
Gra\a econmica
para lustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louga a 640 e'800 ra. cada um. A su-
Serloridade de tal grata ji conhecida por qoem
ib usado della, e ser mala por aquelles quo de
aoro compraren). Ella serr igualmente para
amaciar e conserrar o couro, e i econmica por-
que o lustra dado com ella em um dia, conaer-
va-ao por 8 e 4 sem neceesidade de ora graxa :
acb-ae renda na roa o Queimado, lofa d'a-
guia branca n. 16.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anua.
Erupcpes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Genajiraa escaldadas.
Inchaces."
Inflammarjo do figado.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadora de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas,
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parla quo seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arculaces.
Veas torcidas oa no
das las perna>
Vende-se este ungento no estabele-imenl
geral de Londres n. S44, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista eJU,r,s pe*-
soas encarregadas do sua rendr *>& toda a
America do sal, Harana e Hesr-nha.
Vende-se a 800 r oada oooetinha aontm
urna instruocao em portUf*62 P* wpKcar o
modo de fazar uso dadle jDguento.
O deposito geral meas do Sr, Soum,
pharmieeuco, na ra do Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Tainhas do Rio Grande. ]Vnvo*i a hr.nl nc
Veadem-ae e bordo do nalhahnt Veodem-ae a bordo do palhabote Noraes, em
barra rA FEITA AIIVDAIAJS BARATi
SORTIMENTO COMPLETO
D*
azendase obras feilas.1
RA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Hila do Queimado
. 4, treme amarella.
Constantemente temes um grande era-
i nado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de corea muito fino a 28$,
O* e 8a, paletots dos mesmos pannos
2yS. 22g e 24$, ditos saceos pretos dos
meemos pannos a 14. 16 e 185, casa-
cas pratasmuito bem feitaa ede superior
panno a 289, 90g e 35. sobrecasacas de
cae. mira decore multo finos a 1518,165
e 16 J, ditos saceos das mesmas casemi-
ras i IOS, 12 e 145, caigas pretas de
casemira fina para bomem a 8, 9, 16/
12l ditas de casemira de cores a 75.8,
ellO, ditas de brim brancos muito
Osa ja 55 e 6, ditas de ditos de cores a
3, fta500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semita de ricas cores a 45 e 45500, col-
leteslpretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de corea a 45500 e 5, ditos
bramos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim brenco e de
i fustn a 3, 3j500 e 4, ditos de cores a
\ 250( e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasacos 7|,8 e9,
colletes pretos para lulo a 43500 e 5,
cas p -etas de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 48, ditos
sobrecasaco a6,7e 85, muito fino col-
letes le gorguro de seda de cores muito
boa fa renda a 3800 e 48. colletes de rel-
indo < e cores e pretos a 7 e 8, roupa
para i enino sobre casaca de panno pre-
tos e le cores a 14, 15 e 16, ditos de
casen ira sacco para os mesmos a 65500 e
[ 73, di os de alpaca pretos saceos a 3 e
' 39500 ditos sobrecasacos a 55 e 5500,
! calca: de casemira pretas e decores a 6,
6g50( e 7, camisas para menino a 20 j
i a duz a, camisas inglezas pregas largas SI
muito superior a:32 a duzia para acabar. S
i Assim como temos urna officina deal-w
l f late!onde mandamos eiecutar todas as 9
obras! cora brevidade.
2Sfis&it2 SI6e>MrSd*6tt
w^ anv ^rarw aarajrw awj'aai ^^r^r VUJ*S wwmj&k
enfeites 4e velludo.
A loja d'aguia bravea acabe d reeeber pelo nl-
umo vapor fraocez ama pequea quantidade e
enfeiu de velludo os maia moderaos e bonitos
que nat tem ^^ e ^ Ma e0B,11D6 6gli Ten_
deode mu baratos a 10 cada um ; por isso d-
yueimado n. 16, antea que M acabem.
Acaba de
chegar
ao novo armazen
DE
Attenco!!!
Vendem-se os escraros seguiotes, sem ricios
edefeitps, todos sadios : urna preta ptima cozi-
nheiraje Uvadeira de sabao, e outras habilidades,
2 ditasjengommadeiras, 1 dita que cozinha bem,
cose, engamma muito bem, faz doces, cose e cor-
faiate, tem 40 annos de idade, e 1 dita que
ta de a
tambejn cozinha muilo bem o diario de urna casa.
cose e
ann
pra
faz todo o mais serrico; 1 preto de 50
forte e robusto, proprio para servigo da
bu de sitio ; 2 ditos mogos e possantes pa-
ra qu campo ; 1 mulato e 1 dito acabocolado com 16
annos, proprios pera pagens ou outro qualquer
servigc sendo que um delles monta muito bem
a cava lo, e 1 moleque de 13 para 14 annos, de
bonita figura para todo o servico : na ra das
Cruzed n. 18.
Espermacete
de 6 rilas cada masso a 800 rs. a retalho, e em
caixa a 760 rs. : na ra do Imperador n. 28, ta-
berna do Campos.
Vjende-se urna mulata de bonita figura, sa-
be lava de varella e sabo, engomis, cose cos-
tura ch is, e cozinha o diario de urna casa : quem
a pretei der, dirija-se a ra larga do Rosario nu-
mero 211.
Ce bolas a 1#200 o cento.
Bolac linha ingleza a 160 rs a libra, toucinho
de Sant is a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes i 24, esquina da travessa do Ouridor.
Duas escravas.
Urna | essoa que se retira para Europa, rende
duas escravas: a tralarnarua Imperial b. 1, se-
gundo aidar.
Vendas.
Vende-se a taberna da ra do Codorniz n. 12,
muito a reguezada para a trra, e com poucos
fundos, i iropria para um principiante ; a tratar
na mesraa.
BASTOS & REG i
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes serendem por precos nuilo modi-
licados como de seu costume.aesim como
sejam sobrecssacos de superiores pannos
e casceos feitos pelos ltimos fisurinos a
26. 28. 30 e a 35, paletots dos mesmos
pannos pr*to a 16$, 185. 20 e a 24*
ditos de casemira de c6r mesclado e d
novos paies a 14. 16, 18. 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9, 10, 12 e a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto preco de 8, 10, e 128, ditos
de sarja de seda a sobre c sacad os a 12
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merino cbinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10'.
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 350o' 4
e a 450O, ditos de usto branco a'4
grande quantidade de calcas de casemira'
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10, ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim de ce res
finas a 25500. 3. 3500 e a 45. ditas de
bnm brancos finas a 450O, 5}, 5S500 e a
6, ditas de brim lona a 5 e a 65, colletes
de gorguro preto ede cores a 55 e a 65
ditos de casemira de cor e pretos a 45500
e a 5, ditos de fustao branco e de brim
a 3 e a 3&500, ditos de brim lona a 48
ditos de merino para lulo a 4 e a 400
caigas de merm para luto a 48500 e a 5'
capas de borracha a 9. Pa.a meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ede cor a55, 6 e a 7, ditas ditas
de bnm a 2J. 3 e a 3500. paletots sac-
1 eos ae casemira preta a 65 e a 7a> ditos
de cor a 6 e a 75, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
I para menino de todas as qualidades, ca-
1 misas para meninos de todos os tamanhos
I meios ricos vestidos de cambraia feitos
I para meninaa de 5 a 8 annos com cinco
, babados lisos a 8 e a 125, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5 e a 6, ditos de
bnm a 8, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupaa para so
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a deaejar.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.rendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas -
chapeos do Chille para homem e menino a 35O0
corles de casemira de cores a350O, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs
cassas de cores de bons gostos a 240, organdy's
muito fino e padroea novos a 500 rs. o covado
pecas de eotremeios bordados finos a 1500 ba-
bados bordados a 320 a rara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2 bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
l|2o0 a rara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25, paletots do panno e casemira de 16 a 208
dita de alpaca pretos de 3500 a 7$. ditos d
onm de a 5, calcasde casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 5. colletes de casemira de
cores e pretes, ditos de setim preto, tudo a 5
cortes de csea de cores a 2, pegas de madapo-
lo fino a 4500, assim como outras muitas fa-
zendas que se rendero por menos do seu ralor
para acabar. "
Vende-se urna negra moga de bonita fisu-
ra com um filho de 3 annos, cozinha bem o ala-
no de urna cesa, lava e passa roupa a ferro; na
ra dos Pires n. 43.
Fazendas de todas as qualidades.
HA ILWi 18 MffiiMl
DE
Joaquim F. dos Santos.
40--RA DO QUEIMADO410
Defronte do becco da Con
Grosdenaple ereto o corado a 33,
2500, 25 rf 1600
Seda larrada preta e branca o co-
rado 3 *2500 e
Setim pelo superior o corada a
Cor s de restidos de gorguro de
seda preto de 2 saia= a 80 e
Mantas de blonde pr<*s e brancas
para senhora 12 e
Lengos de gor^ro de seda preto a
Ditos de ser1-" rozos para senhora
a 2f 15600
Tafelireto erioalge 500
Ms*us o Ol de linho pretas a 165000
sedas de cores o covado a 1J500,
1, 900 e
Diversas fazendas de l e seda.
Cambraia e seda o corado a 600,
640, 800, 1 e
Velludo preto multo superior o co-
rado a
Panno e casemira preta e de cores
de todas as qualidades
Casemira preta de eores de 3 largu-
ras corado
Organdys multo fino e de noroe de-
senhos rara
V6os de cores para cabega de se-
nhora a
Tiras e ntremelos .
Saraelim de cores pratiado covado
2S000
4000
7OO0O
85OOO
29000
800
f
11500
5000

25000
I5OOO
gregaco letreiro verde.
Merino setim preto e de cores pro-
prio at para vestuarios de me-
80000
i
320
ninas o covado
Enfeites para cabega de senhora
Saias balo de madapolo, de mus-
"1De le 30 arcos a 3500,
45. 4500, 5e '
Selim preto azul e encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o covado
Lura preta de seda de todas as
qualidades para senhoras, ho-
mens e meninos
Mantas para gravatas e gravatas de
seda de todaa as qualidades
Chales de meiin bardados, lisos e
estampados de todaa as quali-
dades
Ditos de touquim branco muito fi-
nos
Cortea de vestido de gaze de aeda
e phantasia
Paitos de cambraia de linho para
camisa lisos bordados
Ditos de madapolo brancos e de
corea
ChiUa francesas 916, 280, 300 e
Caasas francesas preta e cor de
rosa a 600 e
Lenco* bordados e lisos de cazo-
bfeie de Kobo e de algodo
1#000

6000
1600



(8)
DIARIO 01 fMWAlBUCO. QARTA FC1RA 8 DE MIO fifi lftftl.

v.
Litteratra.
O papado.
Da sorte do pipado depe a sorte do mundo,
a charo da abobada do a-oirerso.
No papa.'chefo di o, coneaj dis-
tinguir liv s, elle ro, dou-
tor, pontific. re elle gorerua ? eomo
doutor, ensina ; como pontfice, e administra
es sacramentos, (onle da greca.
Como gario do filoo do hornera, o papa o I O regimem anttg o, quero dlaer, o reg mam di-1 aos principia e a razio ihdiridoal razio geral,
pae dos rata e das naces calhoheas. que anda rectamente nascido do prolelaotlsmo, ou infec- i Uto a razio humana que ae ana no Christo
hoje mesmo o honrara com este nome. Mas de lado de aeu espirito, levava-nos ao poder abao- j razio divina a se maoifeita pelos ansiaos da
mister confessar que esta paleroidade ha trezeo-
tos ancos nao mais do que um nome rao : os
reis, os pWloeophos a oa poros a contestar*. Da-
hi, todas as desgranas da Europa e so* morta ine-
vitavel, se alia de novo nao honrarnosso Santo-
pi.
Coro effeito, ponde o papa de parle, a nao ha-
tera mais centro para a humanidade, meisarbi-
I trio entre os res, seus filhos, entre os poros e as
A"lrioa^aT,TdTrTlerra*,cocorra -sea poJer;! reis; niohaver mais chrislandadp, m.isrepubli-
... r ni phtlCt-IA IY1.1* lim> Alta a itranr.hn nAmmnir
por quanto toda a pattrnidade vem do Pae, toda
a luz do-Ftlho, toda a raes, toda a sanlificacao do
Espirito SaritO.
Hje nao se trata directamente da questio do
ponlilicado ; a propria questo do doutorado
pouco contestada ; oioguem se oceupa das ver-
dades reveladas, e quanto s verdades naturaes, o
papa seria tolerado, se elle as ensioasse ma-
neira dos philosophos ; o que choca nao a ma-
nifestacio dellas, a autoridade que no-las m-
pSe.
A realeza, e a realeza sob todas as suas faces :
realeza espiritual, realeza temporal, tudo quanto
ordena a obediencia, fere nosso orgulho.
A creacio, diz Moyses, sahindo das ruaos de
Deus a era boa, e multo boa ; tendu Dos crea-
do as primeiraa cousas para que fossera o princi-
pio, o modelo, medida das outras, dera-lhes
toda a perleicao de sua oatareza.
Ero consequencia desta lei geral, Adi, nosso
chele, recebra nao so a vida humana em toda a
sui amplitude, aura de que fosse o pae de todos
os homens, mas aiuda urna sciencla universal e
infallivel. afim de que podesse instruir elles to-
dos ; todas as virtudes para que a todos podesse
goveroar ; e o dominio de toda a trra, para que
.podesse proveri todas as sussnecessidades. Pae,
rei, doutor, pontfice na ordeni temporal, elle era
augura do Christo, tamben pae, rei, doutore
pontfice na ordera espiritual e a sobrenatural es-
tavam eslreitamente unidas.
Adao nao poda sera a obediencia Dos, sem
a graca e a fe da qual o Christo a fonte, conser-
var a integridade de sua natureza, o a nalureza
urna vez decahida nio era mais susceptivel de re-
ceber a vida espiritual, i menos que nao fosse
reparada.
Por outro lado, o Christo tinha necessidade de
crear o homem para loroar-se UHio do Homero,
e o homem tinha necessidade da Incarnacio para
poder tornar-se filho de Deus.
Assim, ludo se ligara na ordem estabelecida
por Deus.
Por queda de Adi a humanidade foi decapi-
tada e separada de Deus. D'ahi, a ausencia de
autoridade moral na natureza decahida. O direi-
to da forca subslilue a torga do direito, e o facto
consumado o prora. Todas as monstruosidades
da poltica piemonteza sao a consequencia lgica
da rejeicio < do direito divino.
Com effeito, separado de Deus, o homem dece-
bido s escuta tus propria razio, sua nica regra
sua propria ronlade, seu nico mobil scuinte-
resse proprio.
a O amor de si lerado at ao desprezo de Deas,
diz S. Agoslinho, eis o fundamento da sociedad
humana.
E' este fundamento que a revolugio noramen-
te estabeleceu. Rejeitando o direito dirino, para
agarrar-se exclusivamente aos direitos chamados
do homem, ou da natureza decahida, renuncia-
se voluntaria e systema tica roen te o beneficio da
reparacio, que ligou de noro os homens ; renun-
cia-se a autoridade, a liberdade e a sociedade ver-
dadeira.
Sem o Christo radicalmente impossivel a rer-
dadeira sociedade humana, a sociedade religiosa,
livro e fraternal Sem elle a religiio nio mais
do que urna theodicea ; a sociedade nio mais
do que um rebaoho regido por um despota ; por-
que sendo eguaes todos os individuos, senio de
facto, ao menos de direito, a forca vence quando
nao ha juiz, nem superior legitimo.
Ora, como dez homens sio mais fortes que um
s, necessariamenle forcoso que o novo direito
triumphe, se se continuar a repellir o direito di-
Tino repelliodo a egreja.
Adi depois de sua queda viu-se despojado da
autoridade moral edoutrinal que tinha no estado
de innocencia ; perdeu-a perdendo a infallibili-
dae e revoltando-se contra Deus.
Convm finalmente notar que o homem nao
possue em si mesmo a fonte da luz : um les-
temunho da luz, nao a rerdadeira luz. Desli-
arle era-lbe prohibido julgar por si mesmo do
bem e do mal ; este o privilegio do Christo, e os
isto porque elle Deus, porque, como homem,
elle tambero um simples testemunrro da luz.
Nio criando as almas, o pae por si nao tem au-
toridade alguma sobre a vontade e a razio de seus
filhos. Seu poder proprio limitado aos actos
externos : este seria o nico que restara natu-
reza decahida, se o Christo nio viesse repara-la
recoostituido a autoridade moral ; elle delegou
seus ministros, paes, reis e pontfices esta au-
toridade que nelle reside, mas com o deverde
lhe obedecerem e de lhe darero conta.
Como fllho de Deus, como filho do homem,
como filho adoptivo de Jos, o Christo tem tres
realezas dislinclas.
Como filho de Deus, como Adao espiritual e
celeste, rei espiritual.
(Jomo fllho do homem, como herdeiro de todos
os direitos de Adi no estado de innocencia, o
reidos homens.
Como filho de Jos, herdeiro de David e rei
-dosJudeus.
O papa tambem como vigario de Jess Christo
tem tres realezas distinctas, traz tres coras, de
que a tiara o emblema.
Como rigario do Filho de Deus, o papa tem
urna realeza celeste, divina, puramente espiritual
_ (oda sobrenatural.
Essa realeza sublime, em rirtudeda qual elle
juiz da f e promulga o dogma, pouco contes-
tada e ainda menos comprehendida. Sobre este
terreno a rerolucio est assaz disposta deixar
ca enlistas, mais unidade e direccio commum
quanto se tratar de combeter os inlmigos do Chris-
tfanismo e do genero humano, mais direito im-
mulavel e obrigatorio para lodas as razos, por
que esse direito carece de sanecio quando pu-
ramente convencional e dosprovido de toda a au-
toridade. D'ahi, a audacia dos revolucionarios,
dos infieis e dos musulmanos.
A realeza espiritual do summo-ponlifice com-
prebende pois dous grus, isto a realeza espi-
ritual, dirioa, que em caso nenhum tem podido
pertencer ao homem, e essa realeza intellectual a
moral, que Adi tinha, mas que perdeu por sua
desobediencia. esta realeza moral, que o pen-
smenlo lirre quer roubar ao Christo e egreja
para aomente deixar-lhes a realeza sobrenatural,
celeste e divina, que seria annullada de facto se
ficasse sozinha.
De que serriria ao papa e egreja pronunciar
sobre os dogmas e os mysterios, se nao podessem
fazer observar oa mandaroentos de Dens, sob o
pretexto de que o poder espiritual nada tem que
rer na ordem natural? As verdades, que sio o
fundamento da ordem moral, nao sao por ventura
o preliminar indispensavel da f? Compete,pois,
ao poder espiritual nao s definir os dogmas, mas
ainda fixar as regras iramutaveis da justica e do
direito. S elle tero esse direito, sendo eguaes
e independemos todos os homens, como horneas
e como individuos.
Se o papa como rigario do Christo o pae dos
reis, como rei temporal nio mais do que aeu
irmio mais velho. Como elles, elle tem esse po-
der, nio directamente de Deus, mas de Deus por
intermedio dos homens. Os estados da egreja
formaram-se pelas doacGes e concesses dos prin-
| cipios e pelo conseolimenlo dos povos, em con-
I sequeocia dos servidos prestados pelos papas.
Chefe desses estados, o papa certamente o mais
legitimo, o mais anligo, o mais verdadeiro dos
reis da Europa ; mas, emfim, seu egual, e eis
porque a causa delle a sua.
Fra de seus estados elle nio tem poder algum
temporal. Nio o papa que faz as leis, que jul-
ga os procesaos, que commanda as tropas, que
nomeia e dimitte os fuoccionarios dos outros rei-
nos. Seus augustos collegas estro perfeita-
mente independemos delle como chefe dos esta-
dos da egreja, do mesmo modo que elle tambem
est perfeitamente independente delles ainda
mesmo que reunidos em congresso. Isolados ou
reunidos, os res nio teem uns para com os ou-
tros e com mais forte razio para com o rei dos
estados romanos mais do que um direito de sim-
ples conselho, direito que elle nio contesta,
custa no eotarto da reciprocidade. Dahi, o dever
de oio-intervencao quando o interessado a re-
pelle, e o direito de iolervengio se a reclama
como faziam Francisco II e Po IX.
Certamente a realeza pontificia temporal ac-
cessoria ; entretanto necosjaria independen-
cia da egreja. Demais, ella o sigoal da uniio
das dius ordeus, sem a qual nao ha mais outro
direito, que nio seja o facto consummado, por
quanto nio ha mais autoridade moral. Entre os
proprios Gentos e desde antes da iocarnacao o
que se conservou de autoridade moral no mundo
vem do Reparador e dos patriarchas.
O mais poderoso rei temporal s tem accio so-
bre oossos actos externos. A razio, a conscien-
cia, a intencio, escspam-lhe completamente ;
mas como nossos actos externos reflectem habi-
tualmente os actos internos do pensamento e da
nlencio, dahi provm que os poderes humaoos
sao bem frageis se nio se appoiarem sobre a au-
toridade, que se baseia sobre a inteligencia e a
intencio, sobre a autoridade moral, a qual s
existo originariamente em Deus, que a commu-
nicou egreja e por ella os principes chris-
tios.
Mas a uniao dos dous poderes importuna ao
homem. Assim, sempre foi combatido com fu-
ror o poder temporal, quer do Christo, quer de
aeu vigario, quer dos reis christios.
E' o *ei temporal, o rei do direito divino, que
Judeus repeliera. Nio queremos, dizem
elles, que esse homem reine sobre nos, nosso
nico rei Cesar e como rei dos Judeus que
o filho de Deus foi crucificado.
Muilo antes da incarnacio, era j a realeza
temporal que eslava em jogo. No tempo de Sa-
muel os Judeus nio centestavam o poder do pon-
tfice ; mas nao queriam saber de seu podor tem-
poral, que represeotava o do Christo ; porquanto
o Christo era o verdadeiro rei de Israel. Nio
li, mim, que elles rejeilam, diz Deus ao
propheta. Entretanto o Seuhor manda que dei-
xem-os fazer, porque elle s quer reinar sobre
homens livres.
Os Judeus queriam um tei guisa dos Gentos,
isto um principe absoluto, como Samuel en-
carregado de ensinar-lhes. Nio ba com elTeito
poder temperado como o poder christio, porque
o re christio depende do Homem-Deus, governa
e julga em nome do Homem-Deus, e por elle
governado e julgado. Os Gentos ao contrario li-
aban dominadores. Os reis das naces, diz o
Christo, domioam sobre ellas e Samuel apre-
seuta-nos o espantoso quadro do direito real da
gentilidade. Isto nao quer dizer que o domina-
dor nao esteja subjeito s leis eternas da justica,
e possa fazer em consciencia tudo quanto quer ;
luto tal como exista entre os Gentos, mas abo-
lido entre os christios. O podar absoluto ou de
dominicao era com effeito nio ao a punicid da
desobediencia d> Adao, soao tambem o nico
meio da consafrar a humanidade. Hoja a falta
est reparada, o Christo livrou-nos o regenerou-
nos trazendo-uos o reinado de Deus e sua jusli-!
(a. Sob este reinado o poder absolulo nio tem
mais razio de ser ; se a antigo rgimen se obsti-
nar era sua remita dosseculoa passados, ser es-
nagado pelo direito novo, porque o espirito de
Deus podo s resistir ao espirito moderno. Para
salvarem-se, os poros e os res nio teem mais
que um meio nico : restaurar a autoridade com-
pleta do Christo, principo dos pastores edos reis
da trra e reslabelecerero a autoridade completa
de seo rigario na egreja, na chriaiandade, a so-
bre seus subditos. Fa-lo-ha a Europa em tem-
po? E' o que duridamos.
O poder real do Christo, por malslere que seja,
pesa natureza decahida, porque reprime aspai-
xea sendo sempre guiado pela sia razio e pela
lei di rio. O jugo do homem, por mais duro
que seja, parece-nos preferivel; delle esperamos
mais condescendencia para os nossos ricios, que
um homem liaoogeia quando lhe sao uteis. O
que se persegue no poder temporal do papa a
realeza christia, a realeza subjeita lei divina
e s regras inflexireis da justica e do direito.
Depois do poder temporal do papa ser atacado
com o mesmo furor todo o poder temporal, que
recoohece-sa rassallo a dessa sabedoria eterna,
pela qual reinara os reis, pela qual os legislado-
res decretara leis justas sabedoria incarnada
oo Christo.
Eis porque em Roma e em Gaeta a causa era a
mesma. Nem Roma, nem seus inimigos engaa-
ra m se. E' a realeza christia temperada, respon-
sarel perante o Christo, Principe dos reis da
trra, que perseguida todo o transe e at
com elfuso do sangue ; e sempre foi assim.
A historia da egreja est cheia da luta do im-
perio, do sacerdocio e das rerollas iocessantes
dos romanos. Nessas lulas quasi sempre entra
era jogo o poder temporal dos papas. Ainda
mais, antes mesmo da coustiiuicao da monarchia
pontificia o presentimento do futuro inquieta os
Cesares: o papa um rival que elles temem;
esse rival que Constantino foge instiactira-
menle transportando para Constantinopla a sede
de seu imperio.
O proprio Islamismo pouco se oceupa da rea-
leza espirilusl do Christo. mas declara eterna,
guerra de morte sua realeza tomporal.
Urna rez submeltidos os christios*e tornados
raya, urna rez mudados em rebanho,deque o
Senhor disponha a sea bel-prazer, a guerra san-
ta nio tem mais moliros, e o musnlmano dere
proteccio seu escraro. Quanto ao poder espi-
ritual propriameote dito, elle muilas vezes
mais livreem Constantinopla eem Jerusalm do
que nos estados christios. Pouco importara ao
Turco nossos dogmas o mysterios com tanto que
elle reine e gorerne.
egreja.
Ella reparou a familia dando sociedade coa
jugal sua iodusolubilidade e fazendo-a partici-
par da rida espiritual pala sacramenta. Elle deu
ao pai sua autoridade moral; ao filho ama obe-
diencia razoarel, e fortiflcou os lapos do sangue
pela caridade.
Elle reparou a sociedade poltica fazando de um
poro urna rerdadeira familia, da qual o rei o
pae, e fazendo que os principes partecipassem do
poder espiritual da egreja como bispo do ex-
teriora mediadores do clero edo poro.
Elle repara incessantemente a humanidade in-
leira enslnando todas as naces, constituindo a
christandade, a repblica chrislaa, a quat ira
sempre crescendo, se lhe nio pozessemos obst-
culo, at que nio haja mais que um s pastor e
que um so rebanho. Reparou-a reeatabeleceo-
do a hierarchia, que boje ae chama direito di-
vino, isto o direito que desee de Deus pelo
Christo i todos os membros da egreja da qual
elle o chefe, e que se communica ordem
temporal quando une-se com a egreja.
Na sociedade christia em nome do Christo
que os esposos se unem, que os meslres ensi-
nam, que os magistrados tazem justica, que oa
guerreiros combaltem, que os reis reioa'm. An-
da hoja o testemunham os costumes, mais
fortes que as leis de 89. O crucifizo paira so-
bre a cabeca dos juizesl O imperador Napoleio
I faza-se sagrar; elle quera que a uoiversidade
fosse eatholica a o divorcio tere de desapparecor
de nossos cdigos.
Nio nos priremos loucameote dos fructos da
reparacio. Nio repulamos a realeza do Christo,
i quera a Europa dere a autoridade, a liberdade,
o direito, as artes, a cirilisacio, o progresso,
dons todos estes, que se tem de sobra quando se
procura antes de tudo o reino de Deus e sua jus-
tica. Ora, nao regeitar a realeza do Christo
combater o papa, a quem deremos todos estes
bens, destruir sua realeza temporal, palladium
de toda a autoridade christia e salvaguarda de
todos os direitos humanos, admitlir o direito no-
ro que tomando por base a independencia indi-
vidual, ou os direitos do homem, entrega forzosa-
mente o mundo ao mais forte ou ao mais as-
luto.
V. DE MAUM1GNT.
[Le Monde.S. Filho.)
Variedades.
mas os povos nao teem recurso algum centra o
seu despotismo, c Nesses lempos, diz o Senhor,
chamareis por mim, pedir-me-heis que vos livre
do rei que eecolhestes, e o Senhor nio vos escu-
tar, porque quizestes um rei. Isto tendo pas-
quanlo ao presente, toda a latilude ao suromo- sado smaos de um homem os poderes, que so-
pontfice casta da liberdade religiosa para todos
os independentes.
fOLHET1M
bre vos eu tinha, e que Samuel
nome, s vo3 resta obedecer.
exercia em meu
A questo que agita-se na Italia sob o nome
de poder temporal do papa, bem longo de ser
excesivamente poltica, nio nada menos do
que a propria questio do chrisliaoismo. Este
termo na liogua revolucionaria tem urna signifi-
cacao bem diversamente entendida da significa-
cao da liogua theologica. O temporal para o
theologo o exterior; para a imprensa revolu-
cionaria a ordem natural todainteira. Debaixo
donme de separacio do temporal e do espiri-
tual a rerolucio reclama para si toda a natureza
humana, o dominio absoluto de toda a trra, a
plena independencia da razio humana, a plena
independencia da consciencia, em tudo que res-
peita a religiio natural ; islo quer dizer que ella
quer de noro os tacos, qne ligam o homem ao
seu creador reestabelecidos pela iocarnacao : a
ora queda da humanidade.
Quanto ordem espiritual, sobrenatural, di-
vino, a rerolucio nio se oceupa della e deixa sua
direegao ao papa. O autor da brochura o Papa t o
Imperador abandona na pagina 28 o papado lei-
go que propunha pagina 26; elle concede ao
papa o poder espiritual, limitando-se a pedir que
se torne o seu exercicio impossivel oo que leude
aboligio das concordatas e da hierarchia.
Essa independencia lio chara ao homem
decahido o que se chama os direitos do ho-
mem emquanto o direito divino, intendi-
do no sentido que lhe dao os joroaes nio
outra cousa mais que a hierarchia que liga os di-
reitos do homem aos direitos de Deus, fonte dos
direitos humaoos. E' o direito fundado sobre As-
ta mxima : Toda a autoridade legitima rem de
Deus eso de Deus quanto sua origem.
A concessio que faz a revolucio deixando ao
papa o poder puramente espiritual, quero dizer o
julgamento da f e a administracao dos sacra-
mentos, Ilusoria. Com effeito, Deus s con-
cede a vida espiritual nalureza inteira ; a na-
tureza decahida nao susceptivel de recebe-la
antes de ser reparada. Se pois se tirasse a egre-
ja a autoridade em toda a ordem da natureza, se
lhe fosse prohibido pronunciar soberanamente
sobro as verdades naturaes, que sio a base im-
mulavel da justica e do direito e do fundamento
das sociedades, se ella s livesse a oceupar-se
coro dogmas e mysterios, a egreja pregara no
deserto; porquanto de mister ser homem ra-
soavelapoies de poder viver da vida espiritual
propriamente dita ; de mister desempenhar to-
dos os dereres que a razio nos impoe e que o
Christo nos ordena, antes de partecipar da natu-
reza divina.
Se se quer seriamente roltar ordem, convm
pois tornar Aquello, que nao s seu autor, co-
mo seu modelo e reparador. necessario rol-
lar ao Cbrislo, que reparou tudo, porque a repa-
racio era por toda a parte necessaria ; noces-
sario restaurar tudo nelle, e reeonhece-lo por
principe dos reis da trra e reparador da na-
lureza.
O Christo reparou a familia eo estado nio me-
nos que o individuo.
Elle reparou o individuo sujeitando de novo os
sentidos razio e a razio Deus, a consciencia
O coiumendador Vcsczzi-Ruscalla,
Sabio Piernn tez.
II
{Conlinuao.)
O Sr. Vegezzi-Ruscalla serriu com ViclorEm-
manuel I, cora Carlos Flix, com Carlos Alberto
e com Vctor Emmanuel II, e a lodos estes qtia-
tro soberanos foi sempre leal, sem quebrar pelos
seus sentimentos liberaos e sem manler sua
consciencia de homem popular e patriota. Nio
um demagogo, nem um anarchista, que deseje
sacrificar tudo realisacio de utopias policas.
E' um liberal sincero, firmemente convencido de
que a liberdade um direito e nao urna conces-
sio, que o principio monarchico a protege e
mantm com maior rigor do que qualquer outro
principio, e que mister conciliar e unir esses
grandes elementos de ordem, de paz e de
ra l dos Alpes. Considerae-me, esereria -me o
Sr. Vegezzi-Ruscalla em 39 de ferereiro de 186Q
eomo encarregado it ntgocioe da imprensa por tu-
gueza na Italia. Nao pego it ortunado senio
que os vossos compatriotas digam : < Este homem
ama a nona patria eomo nos mtsmos. /fio i
, ? Estas patarras dizem mais e melhor
do que eu o poderia fazer, comquanta razio a
rainha D. Mara II condecorou com a commenda
de Christo o nobre peto do illustre etimolgico
italiano, e com que espirito de jnsli$a a acade-
mia real das ciencias de Lisboi lbe enviou o di-
ploma de sPcio correspondente. O imperador
do Brasil, grato aos lraba)bos doSr Vegezzi-Rus-
calla em favor da litteratra brasileira maodou-
lhe ogualmenle a ordem da Rosa,
Agora urna breve noticia dos importantes tra-
balhos donos3oestimarel representante italiano.
III
Os eseriptos do Sr. Vegezzi-Ruscalla sio lio
numerosos e dizem respeito a assumptos lio Ta-
ados, que nio posso dizer de cada um delles
que a sua importancia e merecimento estio pe-
diodo. Demais, nao os possoo todos, e sempre
teria de ser incompleto o meu trabalho. Limi-
tar-me-hei, pois, a urna simples lista bibliogra-
phica.
,Nella rerio os leilores que o affeclo do Sr. Ve-
gezzi-Ruscalla litteratra portugueza de data
mu anliga. A memoria acerca das obras de Do-
caga em forma de carta ao msrquez Dmaso P-
relo de 1829, poca em que o Sr Vegezzi-Rus-
calla ainda nao tinha chegado aos trinta annos
de edade.
Sem me ligar a ordem chronolugica, mencio-
nare! primeiro os eseriptos que trstam de mate-
rias agrcolas, depois os que dizem' respeito s
prises, em seguida os que tem por objecto as-
sumptos de ethnologia, de lingistica e de litte-
ratra, e finalmente os que se publicaram em di-
versas revistas Iliterarias.
Agricultura.
Cartas agronmicas em leiluras de
familias....--..................... Turin 1840
Tres lieces de agricultura, por
Dousbeny ; trad. do inglez........ Turin 1843
Dos adubos arltficiaes, por Liebig;
trad. do allemio.................. Turin 1846
Applicac.io da geologa agricultu-
ra, por Whitelr.y ; trad. do inglez
com notas........................ Turia 1846
Catbecismo de agricultura e de chi-
mica agrcola, por Johnston ;
trad. do inglez.................... Turin
Molestias das piantas alimeotares,
par Petzboldt; trad. do allemio..
Instruccao popular acerca dos adu-
bos, por Schlipf; trad. do allemio Turia 1847
Appllcaco e uso dos adubos, por)
Spoooer..........................
Do uso do sulprasulphato de cal,
por Spooner ; trad. do inglez.... J
Analyse dos terreos, por Johns-
ton ; trad. do inglez.............. Tnrio
Nora theoria agrcola fundada oa
electricidade ; trad. do inglez.....
Do guano, da sua origem e empre-
go, por Nesbet; trad. do inglez
com notas e com um appeodice
acercado guano da Sardenha.... Turin 1853
2 ediecio em.................... Turin 1854
Estas traducedes de lirros de conhecido mere-
cimento tinham por objecto espalbar no poro da
Sardenha a instruccao agrcola em que estaram
mais adiaotados os ingtezes e os allemes. Nio
sio mooumeotos litlerarios apezar do primor das
rerses, aio documentos de patriotismo.
1846
Turia 1847
Turia 1847
Turia 1847
1847
Turia 1S47
Anella, romance poltico, de Anna
Nakwrika, trad. da liogua polaca Turin 1818
Fr. Luir, de Souza, por Almeida
Garratt, rifd A'portagsjM------- Turin 1852
N'esta parte dos eseriptos do Sr. Vegezzi-
Ruscalla cabem-nos tres mimosos rolumes, pois
que, pelo lampo em que Gonzaga escreveu Ma-
rilia S^ ofrceo, irba permittido haroa nosso
ao mavoso poeta de que, com razio, se vabslo-
riara os Braslleiros.
A lraduco de Marilia, quasi rerso verso,
como alguma daquellas primorosas rersoes de
Ofidio, em que o Sr. Caslilho soube exceder o
original, um trabalho de grande mirecimento.
Como o traductor adoptou o verso maior ou me-
nor, cooforme fra adoptado por Gonzaga, e con-
servou sempre a mesma disposicio da rima, a
Marilia,, vertida em italiano, aio perdeu a me-
nor porcio daquella suavidade, que pareca re-
sistir todos os esforjos dos traductores. O lei-
lor italiano alcancar pela tradueco do Sr. Veg-
gezzi-Kuscalla urna ida tio ajustada da poesa
de Gonzaga, como a que um Portuguez poder
oblar na leitura do original.
A rersio do drama do nosso bom GarreK nio
menos fiel, mas ahi n fra talvez possivel
trasladar para qualquer outra liogua o estylo do
poeta. Especiahdade sua era escrever prosa ini-
milarel; e era moldes tio graciosos e originaes,
sabis rasar os pensameotos, qie as phrases que
brolaram, os periodos que se orgaoiaaram com
ellas, e o modo de dizer que o todo rinba for-
mar, ficara sempre sendo proprio do poeta a s
d'elle.
A tradueco do Fr. Luiz de Souza em allemio
nio foi mais feliz n'esle ponto, e mais o conde
de Lutkner estlrera muitos annos em Portugal,
estudra bem a lingua e conhecra e tratara com
grande intimidado o nosso querido poeta. Esse
deleito, se tal nome pode dar-se impossibilida-
de absoluta, honroso para os e para a memo-
ria do nosso grande escriptor, e antes nos obriga
o agradecimeoto do. que a censura.
A noticia acerca das obras de Bocage tam-
bem muilo digna de ser lida pelos PorMiguezes,
nio s pelos bons sentimentos do Sr. Vegezzi-
Ruscalla, que se manifestam cada pagina, mas
tambem pelas magnificas rerses de algumas
poesas de Bocage, que o illustre traductor em-
prehendeu e concluiu com summa perfeieio.
A Rosa,
Cantata de
verso ;
OBATEDORDE ESTRADA
rOR
PAULO DUPLESSIS.
PR1MEIRA PARTE.
(Coolinuacao.)
Vil
dous
prospendade universal.
Tio honrados sentimentos etio desioteressa-
do proceder em todas as circunstancias tiveram
ha pouco urna nobre recompensa. Os eleitores
de Scaodiano (entre Reggio e Modena) nomea-
ram-o seu representante oo parlamento de Turin,
e j durante os actuaes trabalhos preparatorio
lhe foi oflerecda a candidatura de Lucca, assim
como a de Nice de Monfeseat.
Como deputado, o Sr. Vegezzi-Ruscalla votou
com o governo do conde de Cavour pelo reco-
obecimento que a Italia deve aos Irabalhos desse
ministro, e pela conviccio da necessidade de o
sustentar at ao dia em que o noro reino italiano
se possa considerar livre de perigos internos e
externos. Primeiro a Italia, depois os homens,
a divisa do Sr. Vegezzi-Ruscalla-, eco pensamen-
to dos patriotas de todas as naeees.
Na quadra que a Italia est atravessando, ne-
nhum homem amante drsua patria pode recusar
um cargo publico, principalmente electivo. O Sr.
Vegezzi-Ruscalla aceitou, pois, a noroea;io> de
deputado, mas aquello esprito apto para os tra-
balhos do gabinete e remogando-ae ao calor dos
sentimentos patriticos, suspirava em segredo
pelos seus queridos esludo, que, a poltica o
obrigava a por de parte.
Sentado oa cadeira da deputado, lembravam-
the os seus trabalhos etimolgicos, as suas in-
vestigases acerca da litteratra portugueza, bra-
sileira e moldavo-ra.acha e as suas correspon-
dencias com os homens de lettrasde toda a Euro-
pa, e o segredo desta saudade de que o patriotis-
mo poderia dar por offendido era revelado em
cartas particulares a poneos amigos, ao numero
dos quaes me cabo a honra do contar-me. A
sorte de Italia, os destinos da patria, a liberdade
da trra nalal eslavam em primeiro lugar, o o Sr.
Vegezzi-Ruscalla nio hestou na escolha.
O nosso bom amigo italiano, de cuja vida estou
dando noticia,tem boje sesseota annos completos,
nao exerce emprego algum, collaborador da
Revista Contempornea de Turin, do Mondo
Ilstralo, das Ephemerides 'do ministerio da
instruccao publica e de muitos outros jor-
naes, nos quaes todos tem dado provas supera-
bundantes dasua affeicio e da estima em que
nos tem.
A filha mais relha do Vegezzi-Ruscalla casa-
da com ocommendador Nigra, hoje secretario de
eslado do principe Eugenio de Saboya-Carignan
em aples, e mancebo cuja brilhante carreira
de ptimo agouro para a Italia que delle espera
importantes serricos.
Este o homem que nos temos por amigo pa-
Turin 1850
Bresse 1851
.. Turin 1838
o Passarinho preso, o
Ignez de Castro, que
extracta
comes
da
DO
O rancho da Ventana nada tinha em seu todo
que se parecesse com a pesada e imponente cooa-
truccio das fazeudas (IJ; ludo pelo contrario. A
caprichosa e elegante incorrecto de sua archi-
tectura nao pertencia alguma ordem propria-
mente dita; era o meio entre a villa italiana e a
casa de recreio hespaohola; nao hara nos an-
dares sigoal algum de fortiQcacio; entretanto os
habitantes d'esia herdade deriam estar em lem-
po de guerra expoalos s excurses diarias dos
Indios, e em tempo de paz s risitas nao menos
perigosas dos vagabundos do almargeal. Este l
rancho, alm disso tinha duas particularidades, |
nunca vistas no Mxico no interior e sobretudo
longe dos grandes centros de populagio, e era as
paredes bem pintadas tempera e um jardiro cui-
dadosamente pensado, apezar de aeus numerosos
e grandes montes de flores.
Pouco mais ou noenos um quarto de legua an-
tes de chegar ao rancho, Joaquim Dick soffreou
Gaviln.
Pobre animal, disse elle affagando com a
mi direita o pescoco nerrado do carallo, pobre
animal, ha pouco fui bem brutal comtigo!....
Urna lei fatal da natureza quer que o homem,
egosta na alegra, seja injusto na drl.... Dr,
disse eu?.... acontec.eu-me alguma desgrana?
Nio, de'cario, nao.... Que me importara os amo-
res deste D. Henrique e de Antonia.... Eu nio
amo esta menina.... nao.... por mais que exa-
mine plcidamente, sem fanforrice e sem frouxi-
dio, o estado de minhi alma, eu Dio amo, ao
menos o creio, Antonia de coraco I Somente, se
zninbas paixes emmudecem disnte de sua iono-
ceocia, ha n'ella, quer era seu olbar, quer no tim-
() Vide Diario n. 105.
(1) Fazenda, morgado no tempo da dominacio
hespaohola.
bre de sua roz, um encanto indefinirel, e cujo
imperio eu nio posso evitar.... e depois esta pa-
reocia extraordinaria coro.... meu Deusl com
urna iofame creatural Vade retro I lembrangas
odiosas que me leodesdado a proverbio em troca
da felicidade 1.... Ah I a felicidade a existe no
prazer 1 Sim, mas os meus prszeros s os en-
contr no cevamento de meu odio, e elles cau-
saro-me infernal tortura 1
O Batedor de Estrada foi distrahido de seus
pensameotos por urna voz que grilava por seu
nome : levantou os olhos e viu um cavalleiro que
galopava para elle.
Ah I s tu, Panocha ? (2) disse elle.
Esta recepcio desagradou ao cavalleiro.
Senhor D. Joaquim, respondeu elle um
tanto picado, nunca me fareis a honra do lem-
brar-vos do meu nome?
Enlio decididamente Panocha nao o leu
verdadeiro nomo?
Eu me chamo D. Andr Morisco y Malin-
che y Nabos, ereado de vossa senhorie.
Prefiro Panocha, que mais curto.
Sim, mas menos nobre.... e por tanto
ridiculo.
Como isso, D. Andr Morisco y Malinche
y Nabos, t temes-te do ridiculo e aspiras no-
breza, t um quasi selvagem, oriundo de um mes-
tico e de ui Apache?
Confesso que nunca conheci meu pae nem
minha mae, e qu por conseguate respeilo de
meo naacimeolo sao oossiveis todas as supposi-
(des Todava, ros seuhoria me conceder
que eu deva ser hijo de a\q0 ( filho de qualquer
um ) ? Ora como tal aprover-nie do beneficio
da velha lei hespaohola.-que da,0s filhos de pae
incgnito o titulo de hijo de algo o-, fidaldo.
Nao sabia que eras too legista, trocha.
D. Andr Morisco y Malinche y Nabos t->u uma
risada amarella. Era evidente que, i nao ier 0
respeito misturado de tomor que lbe inspirav.0
Batedor de Estrada, estes gracejos acabaara por
algara derramameoto de sangue.
Uma patarra, Sr. D. Joaquim, disse elle em
lom de branda exprobrac,o.
Que queres t ? lomei o mu costume.... E
depois realmente l te armastes de urna tal la-
daioha de nomes, que o facto por al s de te cha-
mar coostitue um rerdadeiro discurso Isto
cansa.
Senhor, queris me dar licenca para pro-
por-ros um srranjo ?
Vejamos que transaccao eata, Panocha.
Quando ettirermos sos, ou mesmo em pre-
sen$a de exlranhos, podis me chamar Panocha;
Catninhos de ferro.
O camnho de ferro entre Genova e
a Allemaoha ; em fraocez........
Trad. em italiano por Caita neo......
Prisoes.
Acerca de um hospital para as me-
retrizes e de urna prisao correc-
cional cora planos, etc.
Noticia acerca de uma prisao cor-
reccional, agrcola e industrial,
estabelecida junto de Turin para
os presos jorens...-.............. Turin 1840
Instituios agrcolas para os mance-
bos delinquentes, para os dissolu-
tos e para os engeilados.......... Turin 1850
Das prises de Badn e suas insti-
tuices complementares.......... Turin 1856
Escola rural para correccio e emen-
da dos mo^os perversos, que se
dere exigir na anliga cartuxa de
Lanzo............................ Turro 1857
O sin pies enunciado destes eseriptos indica o
seu elevado inleresse, e quanto o Sr. Vegezzi-
Ruscall se empenhava em servir com zelo e
proveitc publico o importante cargo de inspec-
tor gera, das prises. Acere do ultimo desses
trabalhes, deu o seu roto era Portugal um dos
manceb >s mais importantes- no assumpto, consa-
grando ao folheto do Sr. Vegezzi-Ruscalla um
primon so artigo publicado no Instituto de Coim-
bra. D4pois de ter apontado a reconhecida com-
petencia do juiz, quasi que era intil escrever
aqui oi nome do meu especial amigo o Sr. Dr.
Antn* Ayres de Goureia. No artigo deste ca-
valleiro poderio ver os entendidos o que a falta
de esrfaQO me veda dizer-lhes n'estas linhas fu-
gitira
thnologia, lingistica e litteratra.
Acera do diccionario etymologico
doy Dante, por Viviani. Ensaio
da elymologia.................... Turia
Acarea dos escriplos de Barbosa du
ocage, poeta portuguez.......... Turin
2aradicao............................ Asti
Ndvellas de Makenzie, trad. do in-
ez .............................. Turin
Palavras rabes, que se encontram
no Holn do-furioso, de Ariosto..
s romances cavalleirescos de Wal-
J ter Scott, trad. do inglez........
Os poemas picos hespaohoes, por
!Quintana, trad. do hespanhol....
arilia de Dirco, por T. Gonzaga,
trad. 6"o portuguez em rerso....
ontos moraes de V. de Leuchseu-
ring, trad. do allemio............ Turin
Longe do charo esposo, Ignez formosa ;
outro extracto da mais celebre das satvras de
Bocage ; o idillio intitulado a Saudade Materna
e a elega morte do pae de Joaquim Pereira de
Almeida foram tradutidos pelo Sr. Vegezzi-Rus-
calla com um raro primor, assim como outras
poesas que o illustre sabio italiano qoiz apre-
aeotar, como amostra dos gneros variados em
que egualmeete sobresahia o nosso Elmano.
Agradecamos ao deslindo ethoologo piemoo-
tez a dedicacio com que, uoico eolre 22,000:000
de Italianos, rerteu na "armoniosa liogua de Pe-
Irarcha to bem eseolhidos excerplos de boa poe-
sa portugueza e de prosa B|0 menos excellente,
e correspondamos esta* proras de affeicio, es-
tudaodo tambem a moderna litteratra italiana,
e nio fallando ao nosso amarel representante
cora as uolieias de que elle carece para nos es-
crever n'aquella pagina do livro da opino pu-
blica, que consagrada registrar os passos de
cada poro no caminbo da civitisac,ao.
Voltemoa lista bibtiograpbica.
Arligot notaveis as revistas litterarias
Austria ? { duas edi;es)
e o Maggyarismo (duas
Tarn 1847
Turin 1848
1848
1842
1847
1830
1829
1860
1832
Turin 1832
(2) Panocha, assoear brulo, especie de rapa-
dnra.
mas quando a senhorita D. Antonia esliver pre-
sente, vos me chamareis D. Aodr, ou antes so
quizeres, Aodr simplesmente. Concedei-meesla
graca, senhor, e vos serei eternamente grato.
Elle tambera 1 murraurou Joaquim, cujo
semblante se tinha enfarruscado, ninguero escapa
sua irresistlvel fascinarlo.
O Batedor de Estrada em silencio considerou
durante alguns instantes seu supplicaote interlo-
cutor ; depois tomando a palavra, porm com roz
de piedade, disse :
Faco-te a rontade, meu pobre Andr___
Panocha acabou-se I....
Panocha, ou para melhor dizer o Sr. D. Andr
Morisco y Malinche y Nabos poda ter de rinte
sele trinta aooos ; sua loz, cor de caf com le-
te, sua cabeca egypca, sua gravidade de sphio-
ge assirio, dilatavam sua descendencia em linha
recta, nio de um mestico e de um Apache, mas
bem dos Azteques, estes ltimos dominadores do
novo mundo, raga, cuja existencia histrica se
perde as lendas da fbula, e que a terrivel e
cubicosa espada de Fernando Cortez quasi anni-
quilou.
As espaduss um pouco gibosas e as peroas ar-
queadas de D. Aodr, deuotavam o frequente uso
que elle fazia de andar carallo ; elle era com
elTeito como lodos os Mexicanos um excellente
picador. Seus membros finos e magros, seu ta-
Ihe derreado, a rivacidade de seus movimenlos,
qual seguia-se logo uma rigidez de marmore,
lhe davam ama apparencia grotlesea, do que elle
nio tinha consciencia, por felicidade sua ; bem
lunge disso elle ae tinha em conta de um caval-
leiro perleito.
Elle tratara de confundir o Batedor de Estrada
coro uma alluviio de protestos do amizade e re-
coohecimeoto, quando este que oio lhe dava at-
teocio, interrompeu de sbito, perguntaodo-
lhe:
Enlio os Apaches melUram-se no caminho
da guerra ?
Sim, senhor ouvi dizer ha pouco por
um i* meus pees que elles sorpreoderam a ma-
tara m > rancheiro de Boa-Vista.
E ejes aio vieran* aqui? .-^ ^
Oh I senhor, nio ha perigo I Emquanto o
rancho da Vmiaa for habitado pela filha da Vir-
gen, nio ba i^e receiar um incendio nem devas-
tarlo pelos pei-Termelfiasr.... Nio mesmo
para estranhar qt^ eatea damoados herticos, es-
tes filhos enraivatos 4o diabo, estes tigres de
forma humana, que nada respailara, nada pou-
pam, nem a frequeza, nem a mocidade, nem a
pobreaa, nem a riqueza, se dallara meesacrar
at o ultimo para defender minha ama, a lhe obe-
decam com tanta branijur a (error como ellas
oio (em para com seus proirios cheles ? Mas nio,
Mi lio
Milio
Turio
1835
1853
1844
1846
O que a
A Illyria
edices I
O Panslarismo e as confederarles
ethnicas da Europa ( duas edi-
tos)............................. Turin
Do ensino das linguas modernas... Turin
A litteratra flamenga.............. Turio
O clima e carcter das Daces.... Turin 1854
Origem scaodioara da naco ingleza Turin 1854
O que naca....................... Turin 1854
Escolas da liogua do Indoslao- e de
rabe............................. Turin 1857
Os historiadores romios (vatachos) Florena 1857
Grammalicas comparadas ........ Florenga 1857
Facutdade assimilativa dos povos
de ra?a latina..................... Turin 1858
Esbcelo ethnographico da Europa Turin 1857
Acerca de uma tradueco anliga do
Dante em oatalio................. Turin
Os romances ( cances) do Canlo
dos Grisees....................... Turin
A Italia e a Romana, caocao popu-
lar moldava, traduzida e acom-
panhada de notas philologicas... Turin
Os Iliteratos contemporneos da Ro-
mana ............................ Torin
Acerca de um curso de ethnologia. Turin' 1858
A Se"'............................ Turin 1859
Canto popular moldavo, trad. do
romano........................... Turin
A nacionalidade de Niza, 1 e 2a
ediges.....................m___ Turin
3* edicao ........................... Njce
Para notar aqui todos os eseriptos desta ge-
nero que o Sr. Vegezzi-Ruscalla tem publicado
nos primeiros jornaes de Italia, fra necessario
grande espado, e um peridico quotidiaoo, obri-
gado reserrar muitas das suas columnas para
oulrcs assumptos, mal o pode conceder um s
objecto, por interessanle que seja, e grato to-
dos os leilores.
Antes, porm, de concluir esla resenha, devo
dizer que os artigos bibliographicos e polticos pu-
blicados na Revista Contempornea e em outros
peridicos italianos pelo Sr. Vegezzi-Ruscalla se
poderiam reunir em dous grossos volumes, e q*a
nellesse encontram a cada passo ooticias littera-
rias acerca do nosso Portugal e do Brasil.
(Continuar-se-Jto)
1858
1858
1856
1858
1858
1359
1860
nio ha nada nisso de extraordinario I Quem nio
daria a vida para agradar D. Antonia?
A mmica desenfreiada com que Panocha acora-
panhava estas palavras, diminua muito a forca
d'ellas; todava era fcil coohecer que elle fal-
lara com plena conviccio, e sincero enthusiasmo.
Antonia est no rancho? porgunlou Joa-
quim.
Nio senhor, anda caca.
O Batedor de Estrada cncolheu os hombros com
ar de despeito, quasi de eolera.
Louca que disse elle, pode-lhe acontecer
uma desgrana 1....
Tenho caosado de lhe repetir isso cada
oslante, senhor, mas D. Antonia ri-se de meus
temores; ella assegura-me que posse um ta-
lismn que a livra de todas as desgrs;as. Queni
sabe, podo ser rerdade. E vossa seuhoria espero
passar a noile no rancho ?
Sim.
A senhorila rae ficar muilo salisfeta I
E'admiravel a afleigao que ella ros tem lia
rerdade nioenlendo.... isto ___se... eu en-
leodol.... Desculpae-me, senhor, seros dei-
xo, mas deroir dar ordem para prepararen)-vos
um commodo;... e depois D. Antonia pode val-
lar de um momento para outro, e por nada deste
mundo quereria que ella me visse em trojes de
trabalho, isto de passeio. Por tanto rou tratar
de me preparar.
O senhor D. Andr Moriuo y Malinche y apos
dar de reda, quando Joaquim o fez parar, di-
zendo-lhe: Eu nio estou s; precisa-se de tres
camas.
Ah I ah 1 nio eslaes s, repela Panocha de
vagar com lom inquieto e pensativo ; porm mais
iuquieto que pensativo; e quaes sao as pessoas
que vos scompaoham ?
Em primeiro lugar o Canadense Grandjao,
que conheces....
O semblante de Panocha se expandi um
pouco.
Caramba 1 pens que conheco Grandjeao,
deu-me licoes de tiro de relie e horrivelmen-
te feio, pesado e ordinario, este bom amigo....
E' um joven encantador.... bem vindo seja \...
E o outro compaobairo roseo, senhor ?
E' uro perfeto caralleiro todos os respei-
tos 1 Tem comsige as qualidades que seluzem
as mulheres: a mocidade, a coragem, a forca e a
belleza I julgo que Aotonia car encantada quan-
do o rir.
Os labios da Panocha qua aa preparara m por
um sorriso, acabar*rn por uma oareta.
Ah I Meu Deus, seohor, exclamou alte co-j
rao aasaliado de um pensamento sbito, s tamos
dous leilos dispensareis no rancho I O que tara
est cavalleiro lio perfeitamente ? que pensar de
nossa hospitalidade ? Pois bem I se elle lio
cortez como V. S. pensa, elle nao querer nos in-
commodar em sua presenca, e ir seu caminho.
Apenas ha d'aqui a Guayma dezeseis leguas.... E
um pequeo passeio I
O cavalleiro de quem fallo, Andr, nio
homem que soffra uma desfeita. Elle nio pede...
toma.
Um desafio I exclamou o Mexicano, mas is-
to me quadra bem !
Este cavalleiro, continuou framente Joa-
quim, tem j morto elle s seis ursos cinzeotos.
Oh diabo, seohor I Sim.... mas estes ursos
prorarolmente nio tinha nem uma faca para se
defeoderem I
E de que diabo te servira a tua faca contra
um tigre que se lanQasse sobre ti ?
Este cavalleiro completo I Panocha pro-
nunciou este ttulo ironicamenlo, nio um ti-
gre.... Por Deus, elle tem os impelos, a coragem
e os ioslinctos de um tigre I
D. Aodr Morisco y Malinche y Nabos abaixou
a cabeca desanimado.
Em que pensas l? perguntou-lhe o Bate-
dor de Estrada.
Lembro-me agora que ha tres camas oo
rancho ; e realmente desgraca porque ha muito
tempo que minha minha faca tem precisio de lo-
mar fresco....
A chegada da pequea caravana poz fin coa-
versa.
Panocha apartou-se fazendo um gesto de amea-
ca e despreso D. Henrique, que por este nio
foi percebido, pela simples razio de que este ace-
no expressiro e guerreiro (oi-lhe feito por traz
das costas. O senhor D. Andri Morisco y Ma-
linche y Nabos sabia conciliar a prudencia com
a coragem.
A parte por onde enlraram os aveotureiros era
a sala de jantar da berdade. Uma mobilia eu-
ropea substitua ahi a mudez quasi apropela que
se encontr em todos os ranchos mexicanos. Uma
duzia de cadeiras de pllinha envernisadas a com
encost matisado de brilhanles desenhos, fabri-
cadas nos Estados-Unidos estavam emordom en-
costadas s paredes ; uma grande mesa da acaj
macisso.e cujos ps tinham sido mui hbilmente
esculpidos por um artista indgena, eslava collo-
cadi no meio da sala ; um bufet com prateleiras
carregalas de porcelanas inglezas estara encosta-
do parede do fundo ; emfim a sala estara toda
esteirada.
D. Henrique, entrando oa aala fez ama excla-
Qio:
Por Deu> I Elra longe da pensar que en-
contrara tanto esplendor I.... disse ella rindo -se:
pde-ae pensar que estamos em Parts. Se o res-
to da recepcio corresponder -ao principio, nio te-
remos que nos arrepender de nossa demora
aqui 1....
O joven tomou urna cadeira e dirigindo-me ao
Batedor de Estrada queja estara assenlado ao pe
de Grandjean, perguntou-lhe :
Quem senhor Joaquim, o feliz proprieta-
rio deste rancho ?
Nio o conheceis, disse o Mexicano, com oa
olhos sobre os de D. Henrique.
Como conhecer, se eu nunca rim aqui ?
Joaquim desrou a rista de seu interlocutor pa-
ra dirigi-la sobre Grandjean
O Canadense por um aceno de cabeca canfic-
mou as palavras de seu amo.
O propiietario da Vonlaoa uma mulhar,
respondeu Joaquim....
Moja ?
Dezesete annos.
Bonita?
Como parece.
Nunca a vistes, Joaquim ?
Eu, cem vezes Por assim dizer carreguei-a
desde menina.
Eolio repito a minha pergunta: E' bo-
nita?
E eu, a minha respostacomo parece.
Mas vossa opiniSo qual ?
Nao poderia ler opiniSo, senhor, porque
meus olhos todas as mulheres, sem excepto, pa-
recen) de uma horrivel feialdade.
Que monstruosa heresii que dizeis:
Digo-vos o que sioto, nada mais.
Islo differente, respeito de gostos nio se
faz questio.. Nao, verdade, mas s vezes elles
se explicara.
E poderieis explicar o rosso?
Muita bem, caram&a!...... Bastar-me-hia
una comparacio.
Desejaria ouri-la.
Eocontrasles alguma vez no caminho ama
cobra da coral ?
Sim, uma rez.
Como ros parece esta*delicioso animal, es-
ta encantadora gargantllha que seria cubicada por
uma rainha?
Tenho um horror inslinctivo e profundo aos
reptis ; i vista delles Incommoda-me extraordi-
nariamente.
E' rerdade ? E sabisVonde proceda esla
horror que quasi todo o mundo tero ?. .. Pro-
rm da qua, eomo sabis, as mordeduras dos
reptis sao mortaas.
E que mais?
(Continuar-f-ha.)
Pa,- TYP. DE M. F. DJ PAJUA, -18*1.


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