Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09282


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Full Text

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THA FE1BA 7 BE MAIO DI lili
Pr bbbo ad anadt 1900 0
Ptrte franco para o subscriptor.
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BNCARRBGAD09 DA 9BSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alaxaodrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araoa*
ty, o Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKIlDA UUS UiKHeUua.
Olinda todos os dias as 9 1/3 horas do da.
Ignaraas, Goianna e Parahiba as segundas
extas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garaohuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qaeira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas teiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Doa,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDSS DO HEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante 5 horas 12 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto erescente.a 1 hora 48 minutos da
tarde.
Vi La eheia as 3 horas e 46 minatos da man.
31 Quarto ming. aa 8 horas e 6 minutos da mam,
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas a 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. 8. Joo anteportam latinam.
7 Terca. S. Estanislao b. m. ; S. Flavio m.
8 Quarta. Apparigo de S.Miguel arcbanjo.
9 Quinta. <% Assenco doSenhor ; S. Gregorio,
10 Sexta. S. Anlonino are. de Florenca.N
11 Sabbado. S. Anastacio ra.; S. Fabio m.
12 Domingo. S. Joann princeza v., S.Pancracio
AuuirtClAa U>US IRIBUNaKs A UkPlAL.7
Tribunal do commercio: segundas a quintas.
Relaco: tereaiL quintas sabbados aa 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommi rcio : quartas ao mel dia:
Dito da orphios
Primeira rara d civel:
dia.
Segunda rara dio civel
hora da tard i:
T
PARTE OFFICIAL
Ministerio da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 9 DE 31 ARCO DE 1861.
Circular s thesourarias, ordenando que quan-
do tirerem de informar requerimentos de em-
pregados pedindo apos>ntadorias ou gratifica-
rles, a que sa julgarem com direito porcontarem
mais de trinta annos de serrino, proeedam logo
respectiva liquidacao e fagam acompanhsr suas
informado '3 das olas reservadas sobre o proce-
imenio e servigo extraordinarios dos meamos
empregados.
A' presidencia do Maranhao, declarando que
nao compete ao ministerio da fazenda, como
consta do aviso-circular de 15 de Janeiro ultimo,
tomar conhecimento das operagoes das compa-
nhias que nao forem de bancos, caixas econmi-
cas e montes de soccorro, e sim ao ministerio do
imperio; cumpre pois que a mesraa presidencia
d conhecimento do sobredilo aviso s respecti-
vas companhias da provincia. Idnticos s de
Pernambuco e Rio-Grande do Sul.
5
Circular s thosourarias, declarando, em addi
lamento circular de 13 do mez passado sob n.
11, que tambera podem ser requisitados ao the- dos propnos nacionaes, declarem com mioucio-
cem ; disposigo do art. 31 5* do decreto de 29
de Janeiro de 1859 deve ser applicada smente
em relaco aoa aposentados do ministerio da
fazenda, e anda assim de pois que recebe re m or-
dem para isso, como est claramente expresso
no reforido paragrapbo, ceasaodo porlanlo a
pratica em que estavam as thesourarias de liqui-
daren! ex-oQcio, e sem ordem especial do the-
souro, as aposentadorias dos empregados nao s
do dito, como al dos outros ministerios.
Outrosim que a liquidacao do lempo de servigo
destes ltimos nao pode ter lugar sem ordem
expressa traosmiltida directamente pelos minis-
terios a que pertencerem, ou por intermedio do
da fazenda.
dem dem, ordenando que facam rever de
dous em dous annos a tabella do quaotitativo das
llancas que devem prestar os collectores e admi-
nistradores das mezas de rendas geraes das res-
pectivas provincits, e extraordinariamente sem-
pre que parecer necessario, afim de ser alterada
conforme o augmento ou dimiouigao da renda
que arrecadarem aquellas reparticoes.
30
Circular s thesourarias, ordenando que, quan-
do transmitlirem s respectivas presidencias as
informacea que forem precisas para cumpri-
mento do aviso d 5 de oulubro de 1860, acerca
souro os livros de que precisarem asalfandegas
respectivas para o exercicio de 1861 a 1862,
quando nao haja facilidade de obte-los as mes-
mas provincias.
- 12-
Ao ministerio da guerra, communicaodo que
estando j pagos do seus vencimeutos relativos ao
mez de fevereiro prximo passado, os membros
do conselho supremo militar de Justina, e o se-
cretario de guerra, cumpre agora levar ao conhe-
cimento do mesmo ministerio, em resposla ao
seu aviso de 6 do corrente, o motivo pelo quaT o
thesouro deixou do fazer esse pagamento no dia
marcado.
Segundo o art. 72 do decreto o. 736 de 20 de
novembro de 1830, nao pode o thesouro pagar
ordenado a empregado algum, com excep;o dos
de que trata o decreto de 3 de margo de 1833,
sem apresenlaco do respectivo attestado de fre-
quencia
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar
Ora, certo que, nao estando os vogaes e con- por em hberdade o recruta Emilio Jos Mamede,
sidado se os predios se acham ou nao as condi-
ces da lei, e quaes os motivos porque assim o
entenderero, afim de que o governo posas, com
pleno conhecimento, resolver o que mala acerta-
do tur; devendo as mesmas thesourarias solicitar
das presidencias as ordens necessarias para os
exames e avaliacoes que tiverem de servir de
base a taes informaces.
Governo da provincia.
Expediente do dia 3 de maio de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas
Sirva-se V. S. de providenciar, sfim de que se
aprsenle neste palacio, para servir as ordens
da presidencia um soldado de cavallaria, que te-
nha bom comportameolo, em substituido do
cabo Alexandre Thomaz de Jess, que se au-
sentou.
Ia Quantas audiencias deu no semestre ;
2* Quantas causaa decidi definitivamente ;
3* Se servio de juiz de direito e por que
lempo;
4* A que sessdes do jury presidio e em que
termos;
5a Qual o promotor que a ellas assislio ;
6a Que interru pedes teve no exercicio do sen
cargo, declarando os motivos deltas, e sendo por
licenca por quem concedida.Nos mesmos ter-
mos aos demais juizes muoicipaes da pro-
vincia.
Dito ao director do arsenal de guerra.Appro-
vo o contrato que fez. Vmc. com Moreira & Fer-
reira, consignatarios do cter Emma para a con-
duco de 75 barris com plvora destinados a pro-
vincia do Maranhao, na razo de 29000 por cada
barril, como se v do termo annexo ao officio
de Vmc. de hontem datado, sob n. 118, a que
tenho assim respondido.Deu-se sciencia ao
Exm. presidente daquella enviando copia do ter-
mo do contrato.
Dito ao mesmo.Devolvo V. S. o requeri-
mento do soldado mancebo da companhia de ar-
tfices desse arsenal Theotonio Cesar de Almei-
da. afim de que Vmc. proceda acerca do que
pede o mesmo soldado, de conformidsde com
a sua informaclo de 30 de abril ultimo, sdb
n. 115.
Dito ao juiz de paz mais volado da parochia da
Boa-Vista desta cidade.Denunciando um dos
jornaes destt cidade que a lista da aqualifi-
cago dos votantes dessa freguezia afflxada na
selheiros de guerra do conselho supremo militar
comprehendidos naquella excepgo, o thesouro
pagou por muito lempo seus tencimenlos sem
exigir-lhes attestado de exercicio; mas reconhe-
ceu ltimamente jjue nao devia continuar a pro-
ceder assim, nao s porque Ihe cumpre observar
a disposico do decreto de 1850, como porque o
abono da graticaco do effeclivo servigo man-
dado fazer aos juizes togados, que servern no
sobredito conseibo pelo decreto d. 977 de 11 de
seiembro de 1858, torna anda obrigatoria a ex-
kibicao dos attestado*.
Roga-se pois ao mesmo ministerio que, em
quanto nao se ampliam as excepces do decreto
de 1833, digne-se providenciar para que nos
prximos pagamentos nao se deixe de preencher
a formalidado em questao.
Ao da marinha, ponderando que contraria
disposico do art. 72 do decreto n.736 de 20 de
novembro de 1850 a pratica da pagar-se ve aci-
ment aos membros do consebo naval sem
aprsentelo do respectivo attestado de freqoen-
cia, ao passo que, por nao se acharem compre-
hendidos na excepgo do decreto de 2 de margo
de 1833, esta formalidade exigida de outros
altos funecionarios, como sejam os ministros do
supremo tribunal de jusilla, da relaco, etc.;
roga-se portaoto ao mesmo ministerio, que em
quanto nao se tornam extensivas as disposicoes
do referido decreto de 1833, a todos os emprega-
dos de cathegoria igual ou superior dos ali con-
templados, se digne providenciar para que nos
prximos pagamentos se satisfaga a exigencia do
thesouro por parte do referido conselho.
Ao da jusliga, declarando, em resposta ao
seu aviso de 26 de fevereiro prximo passado, so
qual acompanhou o officio (que se devolvej do
juiz de paz do 1 districto da freguezia d Sacra-
mento, que o sello a que esto sujeilos, pelo
art. 12 do regulamento de 26 de dezembro do
anno findo, os contratos realizados nos termos de
couciliacao do juizo de paz, pode ser posto as
cerlides dos ditos termos que tiverem de ser
juntos aos respectivos processos de conciliaces
effectuadas, antes de subscriptas pelos escrives
dos juizes; applican'o-se a este caso a disposi-
co do 2 do art. 1 do citado regulamento.
A' recebedoria, communicando que o tribunal
do thesouro, a quem Coi presente o recurso inter-
posto por Carlos Rolloff da deciso da mesma
recebedoria, pela qual teve o recorrente de pagar
2069666 de revalidaco de oro Ululo de deposito
de 2:0669664 passado ao mesmo por Carlos F.
Schultz em 19 de de dezembro de 1859, ao prazo
de 4 mezes, por ter sido o dito titulo escripto em
papel sellado com taza menor que a devida, e nao
revalidado antes do vencimento nos termos d<
' lei de 21 de oulubro de 1843 art. 13 2o, consi-
derando que nao sendo o titulo em questao letra,
escripto a ordem, nota pronmsoria. cautela ou
vale, mas um titulo de deposito irregular ou de
emprestimo, nao lhe era por uso applicavel a
disposigo do citado art. 13, porem a do art. 14
lia mesma lei, resolved dar provimento ao men-
cionado recurso para o fim de reformar-se a de-
ciso reccorrida, e proceder-se a tal respeito
como no caso couber, de conformidade com s
disposicoes do regulamento de 26 de dezembro
ultimo.
15 -
Circular s thesourarias, declarando, de con-
formidade com a deciso dada directora geral
da contabilidade sobro a representaco da res-
pectiva* Ia contadoria, que as contas apreaentadaa
pela companhia Brasileira de paquetes a vapor e
outras por passagens de empregados, operarios,
etc., e conduego de objeclos em virlufle de or-
dens das autoridades competentes, e a dos forno-
cedores de arligos de expediente e quaeaquer
gneros para as reparticoes e estabelecimentos
pblicos, achando-se comprehendidas na dispo-
sico do 7 do art. 85 do regulamento de 36 de
dezembro do anno passado, soisentas do impos-
to do sello, beai como o sao os conhecimentos
em forma que se passam aos fornecedores dos
arsenaes para haverem seus pagamentos.Com-
municou-se directora geral da contabili-
dade.
dem dem, ordenando que communiquem
ao thesouro a dala em que oomecou a ter eie-
-cuco em cada urna das respectivas provincias o
regulamento do sello de 26 de dezembro de
1860. _
A' da Parahina, declarando, em resposta ao
seu officio de 29 de dezembro ultimo, que foram
approvadas as elapes arbitradas para os ofetaet
inferiores e guardas da alfandega da mesma pro-
vincia, vista do art. 105 do regulamento de 19
de setembro de 1860, sendo de 471 rs. at o ulti-
mo do anno prximo passado, e de 460 rs. no
presente semestre.
-16
Circular s thesourarias, declarando que,
vista da imperial resolucao do consulta dassoc-
ces reunidas do imperio, justica e fazenda do
conselho deestado de 27 de outubro do anno.de
1860 pela qual foi decidido que a liquidacao do
do tempo de servico dos empregados aposenta-
dos compete aos ministerios a que elles perten-
do corrente, communicou-lhe baver confirmado
a nomeaco que fez do Sr. coronel do eslado-
maior da segunda classe do exercito Trajano Ce-
sar Burlamaque para interinamente commandar
o presidie de Fernando de Norouha, em substi-
tuto do Sr. msjor do mesmo corpo Sebastio
Antonio do Reg Barros, que pedir ser dispen-
sado daquella commisso atiento ao seu estado
de sade nao lhe permittir que por mais tempo
elle permanega nelli, pelo que ao governo impe-
rial j enderegou o seu requerimento pedindo
lbe conceda sua exonersco.
Assigoado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
porta da respectiva matriz, fora logo arraneada,' de 1861
O Moniteur publieou o decreto que condem-
na como abuso a pstoral do blspo de Poitiera
relativa ultima bnchura de Mr. de Lagueon-
nire.
E' como segu:
c Napoleio, por graga de Deus e vontade nacio-
nal, imperador doi franceses;
< A todos os presentes e futuros, saude.
c Em presenga do relatorlo do dosso ministro
de instruegao pbicj e dos cultos, pela qual nos
propoz que declansse, que ha abuso na pastoral
do hispo de Poitiers, com data de 22 de fevereiro
visto ser guarda uaciooal prompto para o servico,
conforme affirma o commandante superior deste
municipio.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de, verifican-
do identidade de pessoa do recruta Paulo Jos
Flix, manda-lo por em liberdade, vislo ter elle
sido liberto por sua senhora Luiza Francisca de
Paula, sdb condigao de servi-la durante a sua
vida.
Dito ao mesmo.Sirva-so V. S. de mandar
sobr'estar no assentamento de praga e destino
do recruta Manoel Francisco do Espirito-Santo,
que lhe foi rcmettido pelo ebefe de polica em
20 do mez passado com o nome de Manoel Fran-
cisco de Souza, at segunda ordem, e emquanto
se verifica a isenco que allega.
Dito ao Dr. chefe do polica.Devolvo o reque-
rimento do recruta Manoel Francisco do Espiri-
to-Santo e documento a que elle se refere, afim
de que V. S. exija do delegado de polica
do termo do Rio-Formoso informaces ex-
plcitas sobre a isenco allegada, e verifique a
identidade de pessoa, declarando se o sopplican-
te vive mentalmente.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia a V. S. para seu conheci-
mento o inteira execuco, o aviso de 9 de abril
ultimo, no qual o Exm- Sr. ministro da mari-
nha, referindo-se s ponderales feilas por V.
S. acerca da necessldade de conservar-se algu-
mssofficioas desse arsenal, que nao foram desig-
nadas pelo decreto n. 2,583 de 30 de abril do an-
no passado, que o reorganisou, determina que se
cumpra nessa parle o disposto no citado de-
creto.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. opportuoamente apresentar ao che-
fe de polica duas pracas do corpo sob seu com-
mando, afim de escoltaren! um criminoso para a
provincia da Parahiba no primeiro vapor que pa-
ra all seguir.-Provideociou-se sobre o trans-
porte e communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Nao havendo inconveniente mande V. S. adian-
tarao coronel do corpo do estado-maior da se-
gunda classe, Trajano Cesar Burlamaque, que
assim o requeren, tres mezes de seus vencimen-
los para lhe ser descontados integralmente afim
de poder elle occorrer s deipezas com o seu
transporte para o presidio do Fernando, onde
vai servir na qualidade de commandante do mes-
mo presidio.
Dito so mesmo.Estando nos termos legaes
os inclusas documentos mande V. S. pagar os
vencimeixos do destacamento de guardas naci
naes Ja cidade do Rio-Formoso, relativamente
a mez de abril ultimo, sendo a importancia de
taes vencimentos entregues ao tenente Luiz Je-
ronymo Ignacio dos Santos, conforme requisitou
o respectivo commandante superior em officio de
hontem.Communicou-se ao commandante su-
perior do Bio-Formoso.
Dito ao mesmo.O coronel commandante das
armas declara-me em seu officio n. 636. de hon-
tem datado, que o director do hospital militar
participou-lhe ter no dia 1 do corrente despen-
sado de servente daquelle estabelerimento o sol-
dado do 4 balalho de artilharia a p Pedro
dos Santos, bem como admittido naquelle ser-
vico os paisanos Domingos Caldas e A lean i re
Lins.
O que communico V. S.
direego.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar a Jos Luiz de Mallos, con-
forme requisitou o chefe de polica em officio de
hontem, sob n. 360, a quantia de 2769200, dea-
para sua sciencia e
pendida como se v da conta junta, com q sus- Dr. chefe de polica.
ou inutilisada, informe V. S. se exacto esse
facto, cumprindo que, no caso afflrmativo, faca
substituir immediatamente aquella lista por ou-
tra na forma da lei.
Dilo cmara municipal de Pao d'Alho.Re-
mello cmara municipal de Pao d'Alho, para
seu conhecimento a execuclo, o aviso, junto por
copia, expedido pela repartigo do imperio em
23 de abril prximo findo, relativamente aos vo-
tos que a mesma eamara deixou de contar ao ve-
reador Joo Anastacio Camello Pessoa Jnior.
Dito ao juiz de orphos do Recife.Transmit-
i Vrae., para aeu conhecimento e execuco, a
circular n*. 17 expedida pelo ministerio da fazen-
da em 25 de fevereiro ultimo, declarando quaes
os papis que esto sugeilos ao sello do 10 do
artigo 58 do regulamento de 26 de dezembro do
anno passado.
Dito ao mesmo.Transmiti Vmc. para seu
conhecimento os inclusos exemplares dos decre-
tos ns. 2685 e 2686 de 10 de novembro e 2711 de
19 de dezembro do anno passado, cAntendo di-
vrsas disposicoes sobre bancos, companhias, so-
ciedades anonymas e outras, caixas filiaos e agen-
cias, cuja execuco foi recommendada por aviso
do ministerio da fazenda de 14 de novembro 14
31 de dezembro daquelle anno.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que lhe requereu Mauoel Luiz doa Santos,
capito da barca nacional Santa Mara Boa Sor-
te resolve cooceder-lhe permisso para matricu-
lar-se iodependenle de apresenlaco da carta de
piloto, como capito da supradita barca, na via-
gem a que est deatinada para o Rio Grande do
Sul, deveodo o mencionado eapito assignar ter-
mo na capitana do porto, pelo qual se obrigue a
exhibir a predita carta para outra qualquer
visgem.
Debaixo de iguaes clausulas conceden permis-
so para idntico fim a Jos Joaquim da Silva na
viagem que vai fazer ao Rio de Janeiro a barca
nacional iris.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar urna passsgem
de proa para o Rio de Janeiro, no primeiro vapor
que passar do norte, a Rosa Candida, em lugar
destinado para passageiro de estado.
Mandou-se lambem dar urna passagem at
villa de Maco, no vapor Pertinunga ao bacharel
Manoel Hemeterio Raposo de Mello.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao capito de fragata JoSo Gomes de
Agular. O Exm. Sr. presidente da provincia
manda declarar a V. S. quo pelo seo officio de
hontem datado, sob n. 70, ficou inteirado de se
baver V. S. recolhido naquella data da commis- '
sao, a que fora ao sul desta provincia.
Dito ao juiz de direilo de Goianna.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o officio de 28 do mez prximo findo, em
que V. S. com mu nica ter entrado no dia 1 de
fevereiro ultimo no gozo da licenca de dous me-
zes que lhe fora concedida por porlaria de 23 de
Janeiro, e reassumido o exercicio das funecoes
do seu cargo em 28 do mez prximo findo.Fize-
ram-ae as precisas communicaces. |
Dito ao juiz de direito do Bonito.S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda aecusar rece-
nido o officio de 23 de abril prximo Btado, em
que V. S. communica que por achar-se doente o
effeclivo, nomeara o advogado Antonio Jos Nu-
oes do Valle para exercer inierinamente o cargo
de promotor publico nesta comarca.Fizeram-se '
as communicaces do costume.
Dito ao Ia secretario da assembla provincial.
Da ordem do Exm^Sr. presidente da provincia,'
transmiti por copia V. S., para ser presente
assembla legislativa provincial, o aviso do mi-!
nisterio do imperio de 20 de abril ultimo, fazendo
sentir a conveniencia que ha de as assemblas'
provinciaes votarem alguma quantia para o ins-
tituto imperial dos meninos cegos, existente na!
corte.
Dito ao mesmo.Transmuto V. S., de ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, as inclusas]
copias eontendo os esclarecimentos exigidos pela
assembla legislativa provincial em officio de V. I
S. de 26 de abril ultimo, sob n. 18, relativa-
mente aos 15 chafarizes mandados construir nes-
ta cidade.
DESPACHOS DO BU 3 DE MAIO DR 1861.
Requerimentos.
Antonia Mara da Conceigo.Informe o Sr.
tercas e sextas as 10 horas.
tercas e sextas ao meio
quartas sabbados a 1
ECARREGADOS DA SUBSCRIPgx DO SU*-'
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia
Sr. Jos Martina Al vea; Rio de Jatiro, o 8rf
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do sumo Manoel Figaeiroa da
Faria,na asa livrarla praga da Independencia n.
16 8.
Vista a dita pastoral, lida em todas as gro-
jas da diocese, puolieada nos diversos jornaes e
posta venda em muitos livreiros em Poiliers e
Pars;
1 < Vistas as obstrvaces escripias, apresentadas
ao nosso conselho de Estado, a 13 de marco de
1861, pelo bispo le Pritiers, a respeito da com-
municagao que ele tomou do relatorio cima
mencionado ;
Visto 0 artigc primeiro da declarago de mar-
go de 1682, e os arligos 86 e 204 do cdigo pe-
nal ;
Vistos igualmente os arts. 6 e 8 da lei de 18
germinal armo X;
Coosiderandc que nos termos da declarago
de 1682, de maiimo fundamento em direito pu-
blico francez;
Que o chefe da igreja e a propria igreja, nao
tero poder seno das cousas espirituaes, e nao
das cousas temperaos e civis;
Que por consequencia as cartas pastorees que
os bispos podem dirigir aos fiis da sua diocese
nao devem ter por fim mais do que instrui-los nos
seus deveres religiosos;
c Considerando que, pela sua pastoral de 22 de
fevereiro ultimo, o bispo de Poitiers, se ingerio a
censurar a politice, e a criticar os votos do nosso
governo;
Considerando que aquelle eacripto pastoral
contm, alm d'isso, urna offensa a nossa pessoa,
e censuras propras para excitar as crengas dos
nossos subditos catholicos;
c Considerando que estes factos constituem
um exeesso de poder, urna contravenco das leis
do imperio, e um procedimeoto que pode alterar
arbitrariamente a cooscieucia dos cidados;
< Ouvido o nosso conselho de Estado;
c Temos decretado e decretamos o seguinte :
c Artigo primeiro. Houve abuso na pasto-
ral do bispo de Poitiers, de 22 de fevereiro de
1861.
A dita pastoral e continuar a ser suppri-
mida.
Artigo segundo. O nosso ministro denstrucgo
publica e cultos Oca encarregado da execuco do
presente decreto, que ser inserido no Boletim
das Leis.
c Feito no palacio das Tulherias, 30 de marco
de 1861.
v Napoleo. >
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
regicida Filippa Egalile. o antigo soldado das
guerras da repu lica revolucionaria.
A- burguezia festejos o triumpho da plebe
sediciosa, eprcclamou hroes aquelles que ti-
nham laucado ni ultima das amarguras, no des-
terro, o irmo d > rei marlyr Luiz XVI.
O elelto das turbas, despedacando os seus
ttulos heraldict s, subi ao throno de Henrique
IV, pelo direilc da revoluco, proclamindo-se
rei cidado, soj litando-se ao pacto revoluciona-
rio dos regicid s e convencionaes da aotiga
revoluco.
Porem nao tbstante a exaclido com que
cumpria o mand to revolucionario, os arbitros da
ra em breve se descontentaren) da sua creacao,
e n'um dia de f vereiro de 1848, a mesma voz
das barricadas q ie o levara ao throno lhe disse
desee porque j te nao oueremos, e vai morrer
no exilio, porqi s a revoluco eaminha.
Mal pensava c monarcha de julbo que', espa-
lbando a revolu o nos outros paizes, a santifl-
cava na Franca mal sabia que mandando um
Orleans, um filio da raga de Bourbon, buscar
a Santa Helena os restos do assassioo do duque
de Eoghin, dep< sitando-os no Hotel dos Invli-
dos, saudando-o i com salvas de artilheria, res-
taurava o imper o e aasigoava a sua abdicago e
o deaterro da su i familia.
A repblica, q ie aeguio a queda de Luiz Filip-
pe, nao foi mai que um estado de trasico, nao
foi mais do qut um prologo do triumpho do
Bonapartismo.
A repblica, iscolhendo para seu presidente
Luiz Napoleo, bdicou oo astuto revolucionario
um poder de que nao sabia usar, levantou urna
grande ambigol para supplantar as pequeas
ambigoes,
teve mais
aue irotavam:
do q< ie estender
Luiz Napoleo nao
a m.0 para por a
INTERIOR.
ara tratar as testas cordadas de
a repblica desappareceu sem
entes republicanos cercaram o
io, trocando os mandatos de
povo, pelas vestes de cor-
d)
corda imperial, i
irmo a irmo,
saudades, e os ar
throno do impe
representantes
tezos.
Porra a revol cao camluhava e o imperio
sustentando os se js alicerces com ouro precisava
de sangue para st fortificar.
A guerra da (rimea trouxe o congresso de
Paris, e esle a gu >rra da Italia.
A guerra da lta ia, na sua primeira phasedeve
s sua origem < mbigo, na sua segundo phase
revolujo; a p imeira foi a dos seus triumphos
militares, a segu da a das suas traices, infamias
e violencias.
Luiz Napoleo na primeira apresenta-se como
alliado, na segu da como um arbitro traficante
saneciooando o re ibo pela partilha.
Na primeira pb ise da guerra a revoluco se
aprsenla como a ixiliar, no fim delta e na se-
gunda como senh< ra.
A paz da Villa- Franca, o tratado de Zurich,
que lagos armados pela astu-
sliga.
ersal, mas o suffragio coacto.
nao foram mais de
cia bdi f e ji
O suffragio uni
foi elevado como >rincipio constitutivo aobre as
ruinas dos direito '
das gentes, pondo assim todas
b soberanas e t< das as nacionalidades e inde-
de um bando de revolucio-
o povo dos comicios e da
pendencia mer
narios que afast
urna.
Se necesssrio
completamente
pela traigo do
que a Franca lem
sago dos soobos
de urna nacao ge
A invaao do n
lagoes feilas pelos
tent dos presos pobres da cadeia do Bonito no
trimestre de Janeiro a marco deste anno.Com-
municou-se ao chefe d polica.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.Pa-
ra exacto enmprimento da circular expedida pelo
miuisterio da justiga t m 23 de marco de 1858,
recommendo Vmc. que alm das informaces
exigidas pelo art. 38 do regulamento n. 120, de
31 de Janeiro de 1842, ministre pontualmenle
no fim de cada aemestre as informaces se-
guimos :
Ia Em que termos presidio a reviso da lista
de jurados ;
2a Que sessdes do jury, em que termos, e que
correiges abri no semestre ;
3a Que promotor assislio a cada urna dellas;
4a Que iolerrupc&es teve no exercicio de seu
cargo, declarando os motivos dellas, e sendo por
licenca, por quem concedida.
Offlciou-ae nos meemos termos a todos ot de-
mais juizes de direito da provincia.
Offlctou-se lambem aos promotores exigindo
a ultima das informaces do officio antecedente,
e m*is a seguinte :
A que seasoes do jury, com declarago doa
termes, assislio durante o semestre.
Ao juiz municipal da primeira vara. Pa-
ra exacto cumprimento da circular expedida peto
ministerio da jusliga de 33 de marco de 1858,
recommendo Vmc. que mioiatre pontuaimente
no fim de cada semestre as informiges se-
guales :
Claudiana Nativa de Oliveira Santos.Informe
o Sr. director geral da instruegao publica.
Cosma Joaquina do Lima Nunes.Informe o
Sr. director geral da instruegao publica.
Emilio Jos Mamede.Ficam expedidas as
convenientes ordens para a soltura do suppli-
canle.
Francisco Gomes da Luz Freir.Informe o
Sr. delegado da repartigo das Ierras publicas.
Felippe Jos da Exallacao Manir. vista do
que informa o juiz municipal Dada tenho a defe-
rir; cumprindo que o supplicante interponha os
recursos, que as leis lhe facultam, da deciso,
que julgou improcedente a sua queixa.
Herculana Mara da Cooceigo ludeferido.
Luiza Francisca de Paola.Ficam expedidas
as ordens necessarias, no sentido que requer a
supplicante.
Manoel Antonio de Jess.rrove o
cante o que allega.
Trajano Cesar Burlamaque.Diiija-se
inspector da thesouraria de fazenda.
suppli-
ao Sr.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commandq das armas
de Pernambuco, na cidade do
Recite, em 4 d maio de 1861.
ORDEM DO DIA N. 97.
O coronel commandante das armas, faz publico
para conhecimento da guarnigo, que S. Exc. o
Sr. presidente da provincia em sea officio de 2
O que sao os revolucionarlos,
Voila la tonne foi le zele verlueux
La justice el l'honneur que Ton tro u ve chez eux.
# Moliere.
Os revolucionarios revelam-se, os seus meios
sao a sua historia, e a sua historia sempre a
mesma como o sao os seus flus.
O ardente amor destas genios pela liberdade e
pelos povos simplilica-se na utilidade pessoal,
as ambiges inquietas e nunca satisfeitas.
Se atacara urna ordem de cousas, nao acredi-
tis nos pretextos, com que procuram oceultar o
incentivo, alacam para oceuparem posiges, que
a sociedade lhes negs, para se loeupletarem
cuata do povo e com os despejos dos vencidos,
para satisfazerem suas paixes vidas e raneo-
rosas.
Para isto, jogadoros intrpidos, jogam a vida
pelo poder e abundancia, para isto a expem,
usara da traigo e da calumnia, contaminam a
sociedade para que a sua corrupeo a nao espan-
te, familiarizara -se com a hypocrisia, eocrime
se lhes loma em quasi urna segunda natu-
reza.
Pelo poder, pelo ouro tudo praticam, tudo
tentara, calcam as leis da honra, quebram os
lagos de familia, prostituem a digoidade do ho-
mem, commeltem todas as baixezas e vilanioa,
urdem todas as inlrigss, usam de todas os meios,
desde o affecto traicceiro e hypocrita al vio-
lencia deamarcada, desde a lisonja refalsada al
ao ultrage e difamago mentirosa ; a mentira
nao lhes escalda os labios, ocrime nao lhes causa
remorsos, urna vez que lhes seja til.
A coragem do revolucionario como a do
salteador, expde a vida pelo lucro pessoal enada
mais, a sua voz como a do corcodilo, que com
choros e lamentos atrahe a preza para a de-
vorar.
Eis a feigo, com que em todos os lempos se
tem patenteado oa sectarios da desorgaoisaco
social, feigo mais ou menos pronunciada, se-
gundo as pocas e oa lugares.
Nao somos levados a esta severa apreciago se
nao pelos fados, que sao lestemunhos iodestrui-
veis, provera a Deus que em ves de trcennos
um tao terrivel retracto, podessemos ioscre-
ver-lhe em letras de ouro suas virtudes cvicas;
maa quando a revoluco se nos aprsenla derra-
mando a dissolugo por toda a Europa, misterera
que fossemos cegos para crer pela voz dos seus
apostlos, divindade a um genio malfazejo.
Nao trataremos de Portugal, porque sera ir
avivar dores que desejariamos nao ver lembradas,
ei-lo ah est que no fim de tantos annos anda
lucta com o espirito de ruina e de egoiamo, que
a revoluco lhe plantou.
Ei-lo ahi est consumido por urna divida fa-
bulosa, esmagado com os tributos que o flagellam
e lhe estacan as origena da prosperidade, divi-
dido em faeces, sacrificando os recursos do seu
vivar ao espalo faccioso, que soflre insoffrido,
ei-lo ahi est gozando oa beneficios dos revolu-
cionarios, dando Europa um espectculo, e um
exeas po.
Mas deixando as nossas desventuras, volvamos,
as vistas para a Eqropa^ para essas najes nossas
irmias no mesmo infortunio, para essss niedes
victimas do espirito revolucionario.
A Franca em julbede 1830 derrubou a bandei-
ra braoca.rasgou a carta deLuiz X VIII, prescraveu
os Qlhos de S. Luiz ; e ss barricadas de Parh,
no meio da melralha e da vozeria daa turbas
triumphanles, elevou sobre os escudos o filho do
claramente os me
em pratica, para
outros.
A' vista pois
os vultos que tan
Europa na quest
revolucionarios
fosse actos que retratassem
i revolucionarios actuaes e a
Luiz Napoleo a i ivasio do reino de aples e a
dos estados pontii cios seriara sufficientes.
A poltica do i nperio rev<>ste-se de lo prfi-
das e tenebrosas ores, roueia e arresta por tal
forma a sua victii ia, que se torna mais perigosa
ue pela violencia ; a poltica
empregado na Italia a reali-
de Machiavel enio a poltica
erosa.
ioo das Duas Seclias, as rev-
seos hroes, as rerelaces do
RIO DE JARE1RO
CMARA DOS SUS. DEPUTADOS.
SEGUNDA SESSAO PREPARATORIA EM 16
DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. viscondede Camaragibe.
Susmaiuo. Expediente. Eleicao das Ala-
gos. Observares dos Srs. Carlos Lobo e
Josi Angelo. Eleicao do Maranhao. Ob-
servacots dos Srs. Candido Mendes, Vieira da
Silva, Virialo, ias Vieira, Pereira da Silva.
A's 11 horas da manha, feita a chamada, e
achando-se presentes os Srs. visconde de Cama-
ragibe, Pereira Pinto, Gama Cerqueira, Leitao da
Cunta, Patena da Silv, baro de Maroim, Viei-
ru i n*' Latne8. Bittancourt Sampaio, Sala-
thiel, Castello-Branco. Leandro Bezerra, Viriato.
Madureira, Almeida Pereira, Nebias, Paranagu.
Rosa Saldanha Marinho, S e Albuquerque,
Paes Brrelo Gaaparino, C. Ottoni, Rodrigues
Silva, Larvalho Res, conde de Baependy F. Oc-
taviaoo, Silva Nuoes, Mello Franco, Figueira de
Mello, Silveira Lobo, Carlos Lobo, Joo Leite.
Jos Angelo, Delamare, Fialho, Carlos da Luz!
Sergio, Barbosa da Cunha, Alencar, Paula Fon-
ceca, Vilella Tavarea, Leasa, Paulino de Souza.
Pinto de Campos, Costa Pinto, T^Otloni, Almen-
"t Jjguanbe, Siqueira Mendes. Candido Men-
dea. Mello Reg, Pacheco, Lima e Silva. Augusto
de Ohveira, Pedreira, Baodeira de Mello. Sim-
plicio, Joao Alfredo, Tavirea Bastos, Marlim
Francisco, Couto, Luiz Carlos, Araujo Lima,
Spendiao, Cunha Figueiredo, Zacharias, Flami-
nio, Bezerra Cavalcaole e Calazes, abra-se a
sessao.
L-se e approva-se a acta-da antecedente.
O Sr. presidente convida os membros eleitos-
na sesso de hontem para as cinco commisses-
de poderes a viren prestar o juramento de que
trata o regiment.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Sr. marqusz de Caxias, commu-
nicando haver S. M. o Imperador, por decreto da.
3 de marco ultimo, concedido a demisso que
pediram de presidente do conselho o conselheiro
Angelo Moniz da Silva Ferraz, e de ministro e
secretario de eslado dos negocios da guerra o
conselheiro Sebastio do Reg Barros, e hav-lo
nomeado, por decreto da mesma data, para subs-
tituir aquelles conselheiros na presidencia do con-
selho e oo referido cargo de ministro e secretario
de eslado dos negocios da guerra. lnteirada.
Outro do Sr. conselheiro Joaquim Jas Ignacio,
communicando que por decreto de 3 de marco
ultimo S. M. o Imperador houve por bem no-
mea-lo ministro e secretario de estado interino
dos negocios da agricultura, commercio e obras,
publicas. lnteirada.
Outro do Sr. desembargador Francisco de Pau-
la de Negreiros Sayo Lobato, communicando que
S. M. o Imperador houve por bem, por decreto
de 3 de marco ultimo, notnea-lo para o cargo de
de ministro e secretario de estado dos negocios'
da justica. lnteirada.
Outro do ministerio do imperio, enviando as
actas da eleicao primaria remeltidas pelos presi-
dentes das provincias do Para, Cesr, Parahyba.
Pernambuco, Baha e Alagdas. s respectivas
commisses de poderes.
Outro do mesmo ministerio, enviando os offi-
cos dos presidentes das provociis de Minas, S.
Paulo e Rio de Janeiro, e com aclaa da e eicao
primaria de varias parochias e documentos rela-
I tiros a algumas dellas. A's mesmas commis-
seu cantor Mr. A exaodre Dumas, nos mostrara
os infames e traigoeiros postos
por elles pdennos araliar os
d testemunnos to insuspeilos,
o tem oceupado a attengo da
t da Italia, e que os interesses
tem procurado revestir de urna
aureola gloriosa, nao passam de uns atrevidos
flibusteiros e eminentes intrigantes; as suas
proezas descera i esde a traigo ao roubo e
falsificago ; a su, gloria anda a par das gales da
infamia.
. Um Liborio Ro nano, que vende qual outro
judas o monarcha de que ministro, que vaidoso
""P faz gal do proprio crime : generaos e
officiaes queesqceeido da honra militar poem
suas espadas a pi eco, cobrindo pel premio da
iraico de opprobi o o nome napolitano, vendem
o posto e desertan da bandeira, e por aimulada
lucia construem u na gloria que a revoluco dos
factos destroe este i sao os altivos patriotas 1
A' vista da histi ra do machinismo da revolu-
co italiana, as vi. toas perdem todo o prestigio,
Carbal Ji entran sua insignificancia, porque as
operages se con ertem em transaces versa-
nhosas.
Disto estavamos j quasi certos, quando para
mais nos corrabor ir em nossa opinio, lomos as
folhas estrangeira i a revelago do general Land,
declarando que o lilhete de 14:000 ducados, que
o banco de Napol s reconhecera por falso lhe
fra dado pelo gei eral Garibaldi.
Pagar a traigo tora dinheiro falso, pagar a
falsidade com a fa Isidade, mas se o peosameuto
encerr urna tantt moralidade illudindo a avidez
traicoeira, caaligai do o crime pelo crime, ameaga
lambem os estabel cimenlos de crdito e pe em
perigo centenares le fortunas.
Tinhamos visli os revolucionarios fazerem
emprestimos de usura fabulosa, tinhamo-lo visto
fazerem moeda i ua e ttulos seus, a victoria
era a garanta te ma-los visto despresarem os
crditos do estado' mas ainda nao falsificar ttu-
los dos estabelecimentos commerciaes, esta glo-
ria liberal coube sos agentes da revoluco de
Italia.
Hoje peranle as revolugoes nao s os gover-
nos e os povos que temos que temer, o crdito
commercial lambem ferido mortalmente pelo
novo expediente revolucionario.
A revoluco tinha commettido todos os crimes
tinha roubado e espoliado, tinha derrubado os
estabelecimentos de crdito, exbaurinde-os de
capitaes, obrigandk-os a receber em troca do seu
numerario ttulos1 desacreditados, tinha-se ma-
nifestado como tja, mas nao tinha com mo
hypocrita espoliad* pela falsiflcaco o crdito,
matara pelas violenclas.mas nao por urna cobar-
de astucia.
A confiuo do general Land o manifest
solemne do que a Europa tem a esperar de h-
nreos, que se nao nejara de empregar to odiosos
meios, mostea a feigo caractersticas daa glorias
revolucionarias do seculo XIX, e o segredos
porque estabelecom o seu poder.
Os revolucionarios de nossos dias nao sao mais
do que homens illudirem se oceultam amen
narra
tudo praticam pan o alcancar, indifferentsa a se
elle vera manchado pelo sangue oa sita in-
famia.
Este o.poQto donde parte desmoralisagio
tue arrasta os povos ao mais baixo e repugnante
estado da barbaridad. 4
[ Ifacie.
sosa.
Outro do mesmo miuisterio, enviando as actas
pertencentes s provincias do Maranno, Rio-
Grande do Norte, Sergipe e Matto-rosso. A's
mesmas commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando a acta
da apurico geral do 7 districto da provincia da
Minas-Geraes e as da eleicao primaria das paro-
chas de S. Fidelis. Aldeia da Pedre, Sanio Anto-
nio de Padua, Vallo dos Veados, Nossa Senhora
da Piedade do Rio-Claro e Capivarj da provincia
do Rio de Janeiro. A's mesmas commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando os pa-
pis relativos eleicao de vereadores e juizes de
paz que se procedeu em setembro do passado
na parochia do Passa-Tres, municipio de S. Jeo
do Prncipe, provincia do Rio de Janeiro. A's
mesmas commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando dous
officioa do presidente da provincia do Rio de Ja-
neiro : o primeiro, communicando a deliberaeo
que tomou de expedir urna porlaria ao juiz de
paz que devia presidir interinamente ae collegio
eleitoral de S. Joo do Prncipe, aura de que fos-
sem tomados em separado os votos das duas tur-
mas de eleitores da parochia de S. Joo Marcos,.
e expondo os factos que deram origem dupli-
cada que houve na eleicao secundaria que se
procedeu no referido collegio; e o segundo, re-
metiendo a copia da informaco prestada pelo
juiz de direito da comarca acerca da eleicao pri-
maria feita na igreja matriz daquella parochia.
A's mesmas commisses.
O Jtrq^do mesmo ministerio, enviando os ofi-
cios em que os presidentes de provincia do in-
formaces sobre as ooeirrrencias que tiveram lu-
gar durante as ultimas eleiges. A's mesmas
commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando o officio
em que o presidente da provincia do Maranhao
communica que a cmara municipal da cidade de
Caxias procedeu no dia 19 de marco apuraco
das authenticas de todos os collegios eleitoraes
do 3o districto da mesma provincia, osa excep-
cao das da Carolina e Santa Thereza, que at en-
to nao linham sido recebidaa. A's mesmas-
commisses.
Oulro do mesmo ministerio, enviando a acta
da apuraco geral de depotados pela provincia
de Mallo-Grosso com os doumeoros que lhe es-
to annexos. A's mesmas commisses.
Outro do mosmo ministerio, enviando as actas
di eleicio primaria remeltidas pela presidencia
da provincu do Rio-Grande do Norte, (altando-
as das parochias de Extremoz, Serra-Negra, Pa-
to e Porto-Alegre.A's mesmas commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando os do-
cumentos relativos designacao dos collegios
eleitoraes as provincias e flxaco do numero
de eleiiorss para aa parochias da corlee das pro-
vincias.A's mesmas commisses.
Outro do mesmo ministerio, enviando as actas
das eleicss primarias e seeundarias a que- se-
procedes na corta e naa provincias do imperio,
bem como as actas da apuraco dos votos par*,
depolados dos diatrictos que se compe de mais
um collegio eleiloraLA sjmesma commisses:
Outro do mesmo ministerio, enviando o officio
com qae a cmara municipal da rilla do Pombal
provincia da Parahyba, remetle a copia da re-
presentago que dirigi ao presidente da mesma
provino*, acerca das irregularidades occorridas
na apuraco geral do votos daoos nos differenies
collogisB eleitoraes do 2. districto, para a elei-
cio de esputados assembla geni.A's mes-
ases comraiseea.
Outro do mesmo ministerio, enviando offlcio>
em que o presidente da provincia do Amazonas
sabmetu csnsideraco do govsrao imperial as -


I

i! myi i l. ,|ji
f)
uaio \,i nnmmro. ~ t*r%> & m mi.

.' '
-nlo era
respective MU n.~ i *"* ''-mpre busca seooder-se, e
ira deauacMBfi, ?<. VP']0 proce* eleiioral.
tnstrncges que expedid i cmara municipal da
ue'-------------
e a tercerea a U&f&to.M, W*3Sl *+>. mf* "*Sl S? '
4o mesmo noroe, do casa da ser exacto o quefqoavjsquet oeutoentos q s portes apresen.,
allegara o cidadio Jeaquim Pedro Ferreira Te- tarem
O conheciraen-
ftajot, contra validada, da qulificegao de vo-
tante da mesma paaaoto -A/a meama com-
OaJro do mostBo auajtotorto. envinado a repte-
seaucie dtoiajea por alguna eteilores d parechia
4e8io daa Cgaae, prov ociada Baha, exponte as
eearreootae qae tivetara haga* por oecisiee do
roceder-aa oteigao primaria da atesma foro-
aia iltegalidada cora ja fot eeoateado o
-cottacio elaitorat do OU do S. Joai da Cariaha-
na, pertenceou ao 6V dtotrieio do referida pro-
ioeia.A's meama ceaemtsse*.
Outro do meamo mlbtoterio, enviando o officio
d que o presidente da provincia de Goyaz ex-
poe as mees que o tnduziram a adiar pora 80
lo referido maz a apurado gerai dos votos dadoa
para a eleigio de deputados 4 assembla geral a
4iue ae proceden na meama provincia.A'a mes-
B commisses.
Outro do meamo ministerio, enviando o offieio
em que o presidente de S. Paulo submette con-
siderado do governo imperial a decisao que den
^, Sllvira Lobo .Mas flea aa)-lt;{Madot
deputoatea tosa* oa uqueiimautos q^e a tal ras-
pas theneeeviei.
O Sr. p eetaen to>- que digo .que jalgo etee-
caesetie mraeri meato* para a/so a* co mteseos
recetan) o osamiBoas documentos, salvo havende
recete #a qne te eitravtoin.
O Sr. Sslveira Lobo:Todos sabem disto.
O* docoasootos alo eaviados
eommtosdea ato podaras.
Eltieio do Maranhio. .
O Sr. Candido Meedes ;-Eu tambera loabo de
apresentar varios documentos, e peco a V. Bic,
Sr. presidente, que se digna auamelte-ba a 1*
commtssao.
Um delles a expsito documentada em que
mostr que tanto so Sr. Dr. Viriato, como ao Sr
Dr. Furtado, Dio so podem contar oa votos que
receberam ao 3 distrielo, por incompatibilidade
resultante da substituicio da vara dos feitos da
fazends.
A exposicio acompanhada de dezessete docu-
B porque ao nao ha de resolvroste ptejudi-
eial qoanto antea sobre um (seto, com ejisteo- ; O Sr. Presdante : Aa obaervaes dos nobres
cia do qual esto soffrendo em seus dtosdjf fcpoteatoo sorto atlendidis pela commissao ; aqui
aquelles que o teem adquirido muito legalmenleT nT na mais que uma indicagio para que a eom-
Deu-seem tocto em Santa Calhsrina iguala
ato sema cir cesas tea ca affravaato ato nr ale'
destino. Km Sonta Caibaria ama parte da ce-
Sira legitima oo coostitaldo deu diploma a um
putaato; o a oulra parte, dous membroa delto
ehamaodo aopptentee que )urameolou, coneedoo
outros diplomas. Este facto foi levado i eooai-
a respectiva 'defacto do geverao impoiial, e o actual aiinista
ato jasti^a decidi em avioaque nlose poda con-
siderar um acto legitimo esse; que aquelto
membroa do cmara deixsram do eompeit seos
deveres, promovendo urna reumao illegat, e por
isso mandeu que fossem processados....
Desidia ioe>
dea ; loco alo vaptoi e
af dto itaafi^iffffS
; te;
qQo
> para demorar a deci-
inleressa ssjs j deci-
^^"*PT" ^9tt^9twWr ~wG9& a
s durldas propostas pelo juizde paz presiden- meulot.
te iteriao do collegio eleiteral da capital da } Outro documento a eertidao a que me refer
taesma provincia acercado reqoerimeoto que t bontem, quejido Uve de fallar a respeito do ind-
ine dirigiram varios eleitores do mesmo collegio dente que houve s respeito do meu diploma.
pera que fossem tomados en separado os votos '. Nella se mostra que o Sr. Jos Ferreira de Uou-
dos eleitores da paroehia da S.A's mermas f va Pimeotel Belleza, vareador da cmara muni-
ommissdes, jCipal de Caxias, nao se achava presente quando
Outro do mesmo ministerio, enviando as actas se fez s apuracHo que deu diploma aos Srs. Joa-
<3os collegios eleitor sea de Tilo-Arcado e S*nta quira Gomes'Viriato ; pelo que tal a pura cao ae
Hila a Rio-Preto, pertenceoies ao 5. oistricto torna suspeita de clandestioidsde ou fraude.
la provinciada Bahia, bera como aa da pura;o Teuho mais urna representa^io dos eleitores da
zeral de votos para depulado dol. districto da freguezia de urity, por onde se mostra qual a
provincia de Sergioe, do 2. da do Maranhao, e \ verdadeira ele^o dsquella freguezia, e mais dous
*1o3.a da do Cear.A's mesmas eortimissoes. i documentos'a respeito do collegio do Brejo.
Outro de mesa parochial da capital da provin- ] E' escusado expOr em detalhe o que contm
cia do Rio Grande do Norte, enviando a acta da ; esses documentes para nao ser prolixo enem to-
purarao dos votos dos eleitores que teem de func- mar casa o seu precioso lempo. A' respectiva
cionar de 1861 a 1864, cuja eteicao leve princi- \ commis-aD compete o exame destes papis ; a
pi em 30 de dezembro passado.A's mesmas \ ella os submeito.
commisses. .' Os documentos sao remettidos s respectivas
Outro da mesa eleitoral da parochia da villa commisses de poderea.
do Rio Pardo, remetiendo as setas da formacio : lei^iee da Alagos.
Ja mesa, da chamada do votantes, o da apura- O Sr. Jos Angelo (pela orden] :Tendo de
cao de votos para eleitores da eleicao primaria offerecer asegunda commissao de poderes al^uas
a mesma parochia.A'a mesmas commisses. : documentos qee se referem elei;3o do segundo
Outro da cmara municipal da villa de Pom- ; districto eleitoral da provincia das Alagos, e
b*l, da Parahyba do Norte, enviando acopia de j apurado geral ; e tendo noticia de que o ex-
tma exposicao sobre a apurarlo geranlas aclis presidente dessa provincia, o Exm. Sr. Dr. Leo
tes collegios eleitoraes do 2." districto da mes- Velloso, em seu ultimo reUtorio, informara ao
w provincia. governo acerca dessa eleigo, na leitura do ex-
Outro da cmaro municipal de Caruar, pro- ; pediente, que ha pouco ae fez. nao ouvi tratar-
vincia de Peroambuco, remetiendo a eopis da ac- se desse relatorio, bem como nao ouvi mencio-
na da apursQao geral do 4." dialricto eleitoral da nar-se a remessa da acta da apuradlo geral que
mesma provincia.A's mesmas commisses. ; foi (eita pela cmara municipal da cidade do Pe-
Outro da cmara muoicipal da villa de Pianc, nedo.
4)a Parahyba do Nurte. remetiendo as copias da
leicao primaria de 30 de dezembro-do anno fln-
do.A's mesmas commisses.
Outro da mesa da asaembla provincial de San-
ta Catharina. aviando urna representado contra
a apuraco fetla pela cmara municipal da ca-
pital para
asisses.
Urna represenlacao da cmara municipal de
S. Joo do Principe, contra o acto da cmara
muoicipal de Pirahy, que deixou de apurar a
leico legitima da mesma villa do S. Joao do
Principe.A's mesma commisses.
Outro da assemfela proviacial.de Sergipe, con-
testando a validado da eleigo dos Srs. Jos de
Barros Pimeotel e Francisco Leite Billancourt
Saaopaio.A's mesmas commisses.
Outro da cmara municipal do Natal, provin-
cial do Rio-Grande do Norte, representanJo so-
bre diversas irregularidades que tiveram lugar
na eleicao doadepulados da meama provincia.
A's mesma commisses.
Oulra da cmara muoicipal da cidade de Sania
Naria de Belm do Grao-Para, representando
contra a iuiervencao do presidente da provincia
na eleicao de deputados.A's mesma commis-
ses.
Oulra dos eleitores ds parochia de S. Joao
Baptista da villa de Faro, provincia do Grao-
Par, reclamando contra diveraas irregularidades
que so deram no collegio de Obidos.A's mes-
las commisses.
Oulra do couselheiro Luiz Antonio de-Sampaio
Vianua, contestando a validade da eleicao doSr.
Benevenuto Augusto de Msgalhes Taques pelo
facto de incompalibilidade.A's mesmas com-
-anisses.
. Oulra de Joaquim Jos de Assiz, eleitor pela
parochia de Chaves, da villa da Cachoeira, pro-
vincia doGro-Par, indicando diversas irregula-
ridades que se deram ol mesma villa e provincia.
A's mesmas commisses.
Oulra do Dr. Jos da Silva Maia, reclamando
contra o resuliado Goal da eleicao do primeiro
districto do Maranhao, em face das violencias e
fraudes commeilidas. A's mesmas commis-
aoes.
A' vista disto pergunto V, Etc., Sr. presi-
dente, se ser admissivel que eu requeira em
bem da veriQca^ao dos poderes dos eleilos por
esse segundo districto, se peca, ao governo pelos
canaes competentes a remessa, nao s desse re-
latorio do ex-presidente das Alagas, como taoi-
depulados gc-raes.A's mesma com- bem da acta da apurado geral que alludi.
O Sr. presidente:Creio que o Sr. depulado
se deve prlmeiramente informar se existen] na
casa os documentos que se refere. Eu nao es-
tou certo se com effeito existem ne casa os do-
cumentos indicados, desejo saber se ser admis-
sivel pedir que do goveroo se solicite a sua re-
messa.
O Sr. presidente :Verificado qua nao exis-
tem na casa, pode ter*lugar*o que oSr. depula-
do quer.
O Sr. Jos Angelo :Neste caso, requelro que
se requisitem esses documentos, para serem sub-
metlidos considerarlo da segunda commissao
de poderes.
O Sr. presidente :Os requerimentos em que
se pedem informales e esclarecimenlos, devem
ser feitos por escripto.
O Sr Jos Angele : Nao peco informaces
nem esclarecimenlos, requeiro smenlo que se
peca o que nao existe na casa.
O Sr. presidente :Isto mesmo.
O Sr Jos Angelo : Poisbem ; requererei
por escripto.
Vem mesa, lido e approvado o seguinte re-
querimento :
a No caso de que nao exista na casa o relato-
rio que o Exm. ex-presidente da provincia das
Alagas, Dr. Pedro Leo Velloso, dirigi ao go-
veroo, em que iaformava acerca da eleicao do
segundo districto eieitonl daquella provincia, e
bem assim a acta da apuragSo geral que foi re-
mettida pela cmara municipal do Penedo, re-
queiro que sejam pedidos e entregues segunda
commissao de poderes.
Sala das sesses, 16 de abril de 1861.Jos
Angelo.
Eleicao do Maranhao.
O Sr. Vieira da Silva :Sr. presidente, bontem
nesta casa foram apresentados documentos em
virlude dos quaes argido de falso o diploma
Oulra do desembargador Antonio Jos Macha- com que nella se apreseotou o Sr. Candido alen-
-fc i r, T i I A P I P .1 A & &aI,Oa *m (^ j4 A A I HA n *4.A t_' h 1 \ ... i __ A f____.1 i -----_ __ __ __ k ___ __ J ; ______&&.&.& \ .a. 1 A
des, afim de tomar parte na discussao. Ora, ha-
vendo duvida sabr a realilade do diploma em
questo, me parece que ou V. Exc. ou a cmara,
deve tomar orna providencia qualquer. Eu vejo
que o arl. 8." do regiment da casa falla em urna
ou mais turmas de eleitos ; concebo esta hypo-
do, contestando a validado da eleicao do Sr. Do-
mingos Jos Nogueira Jaguaribe pelo facto de in-
compalibilidade.A's mesmas commisses.
Oulra do Dr. Francisco Carlos Brando, con-
testando a legalidade do diploma do Sr. Augus-
to Frederico de Oliveira, e reclamando pelo seu
direilo como depulado eleilo pelo 5" districto da these. Porm o que escapa a minha comprehen-
provincia de Pernambuco.A's mesmas comais- sao que possi haver duas turmas de eleitos aiu-
soes. nidos de diplomas.
Oulra do Sr. Candido Mendes, contestando j Diz o arl. 8. (le).
validade do8 diplomas expedidos aos Srs. Fran- A' vista da disposijio daste aitigo, annullada
cisco Jos Furtado e Viriato Bdndeira Duarte. a eleigo de um ou mais deputados, tica a deci-
A's mesmas commisses. sao da eleicao para quaedo a cmara se reunir.
O Sr. cooselbeiro Chrstiano Benedicto Otloni Foi isto o que se quiz. Este o flm que se vi-
apresenla varios documentos acerca da eleicjio sava com a apresentat;ao desse diploma. Convm
primaria ds villa deltajub, provincia de Minas, saber, senhores, que nao pode haver senao urna
que sao remeltidos s mesmas commisses. \ cmara. Eu, na verdade, nao posso conceber a
Acham-se sobre a me,ss, e vo s respectivas! existencia de duas cmaras: que funecionando
commisses de poderes,os diplomas dos Srs. Pau-; os vereadores de numero, seja valido o diploma
lino Jos Soarea de Souz, depulado eleilo pelo, expedido clandestinamente pelossupplenles, que
3o districto da provincia do Rio de Janeiro; do simulara urna aova apuraco. Esta casa ouvio 1er
Sr. Diogo Velho Cavalcaoti de Albuquerque, de- documentos, que lhe foram presentes, arguindo
putado pelo Io districto da Parahiba do Norte; de falso o diploma do Sr. Caodido Mendes, e
do Sr. Mariano Procopio Ferreira Lage, deputado que hunlem aqui foi apresentado. Eu, pois, pe-
pelo 3o districto de Mioas-Geraes; doSr. Jos direi V. Exc. que, por si, ou consultando ca-
llara Brrelo, deputado polo 2o districto do Ma- sa, decida que os membros da primeira commis-
ranliao, e do Sr. francisco da Serra Larneiro de- sao haiam de resolver esta queslSo prejudicial :
putado pela provincia do Amazonas. se o diploma do Sr. Candido Mendes ou nao
^^ /. tu,S^> das Alagas. [ um diploma; e se lhe confere direitos. Decidida
O Sr. Carlos Lobo :Sr. presidente, nao sei se esta questao, os meua collegas n5o ficaro pre-
opportuno offerecer cousideraco e exame da judicados em aeu direitos, nao deixsrao de lo-
ommissao de poderes estes documentos qae aqui mar parle nos Irabalhos desta cisa.
trago, pira provar a legitimidade da minha elei-
cao mas desde que a commissao tem de julga-la
se acha sorteada e juramentada, e ultimada a
leilura do expediente, nao me parece fura de pro-
posito o requerimeoto que vou fazer. Tomei,
pois, o accordo de fazer chegar a commissio por
ste meio os documentos que devem basear o seu
juizo acerca da minha eleicao, e espero sejam to-
znados na devida consideradlo.
Ligo a maior importancia a estes documentos,
para que nao se desencaminhem por qualquer
circumslaociaimprevista mencionarei oassumpto
de dous delles que me sao esseucialissimos, aQm
de que haja aempre a noticia que resulta da
publicidade desta minha declaraco peranle a c-
mara.
O Sr. Vilella lavares :Ces Irop fort.
O Sr. Carlos Lobo :Dos dous principaes docu-
mentos a que me reQro, o Io, sob 8, a copia da
acta da eleijao de eleitores da parochia do Porto
Calvo.
Como esta eleic.o soffre contesta(o, a mesa
Sarochial confiando pouco na cmara municipal
aquella villa, e nao querendo por isso remetter
por meio delta a competente acta, enviou-a di-
rectamente ao Sr. ministro do imperio, que ade-
tolveu declarando que devia-lhe ser remellida
pelos canaes competentes.
Isto foi feito em lempo de nao chegar opporiu-
namente para ser enviada pelo ministerio do im-
perio a esta cmara.
A nica acta qae dere existir referindo-se a
eleicao de que tenho fallado, esta de que trato ;
e urna copia dada pela secretaria do governo da,
provincia das Alagas que tem a authenlicidade
precisa.
O outro documento versa sobre a competencia
do juiz de paz que presidio a eleicao, qae consta
desta acta.
E' um offlcio pelo qoal a cmara municipal da-
Suella localidade convidou esse juiz de paz o lo-
tar posee e prestar juramento em substiluico do
3" juiz de paz que tioha perdido o lugar, e a este
offlcio est juato o diploma cociendo oo verso o
termo desae juramento.
Eate documento est sob o n. 9.
Feilo isto, requeiro a V. Etc. que digae
mandar commissao, qae tem do julgar a minha
leico, oa documentos que tenbo em ao, o quo
offereco mesma commissao.
O Sr. presidente:Os documentos que o sobro
deputado acibou d mencionar serio remettidos
E' o que pego V, Exc. Resolva V. Exc. co-
mo entender, ou por si, ou consultando rasa,
afim de que, no caso sQrmativo, a commissao
tomando em considerado os documentos apre-
sentados pelos meus nobres eollegas do Mara-
nhao, haja de decidir esta questao preliminar.
Ser bom que se decida se o diploma apresenta-
do pelo Sr, Candido Mendes para obter entrada
nesta casa verdadeiro ou falso.
Decidida esta questao, os meus notres collegas
nao sero prejudicados, e eu assim o espero da
imparcialidade dos membros da commissio e da
Justina da casa, nao se lhes lomando applicavelo
disposto no art.8." do regiment.
O Sr. presidente :Eu creio que a occasio
opporluna de se tratar esta materia quando a
commissao apreaenlar o seu parecer sobre a elei-
cao da provincia do Maranhao '. nesta occasio
pode suscitarse a prejudieial se o diploma ou
nao verdadeiro diploma, se est oo caso de ex-
cluir da votacio aquelles deputados com quem
compele : o contrario prevenir a discussao.
OSr. Viriato:Sr. presidente, orequerimenlo
de meu oobre collega pelo Maranhio nao pode
ser desalteodido pela sua materia importante,
pelos seus fundamentoa. Sao duas cousaa intei-
ramente distinctas: verificar a falsidade do di-
ploma e conhecer da vahdade da eleicao. Nos
instamos pela condemnacio desse papel faI;o em
bem da juslica e da moralidade. Appareceu um
diploma na casa que foi argido de falao, o com
razoes robuslai; foram exhibidos documentos ir-
respondiveis contra esse diploma, o outros pre-
tendemos anda apresentar i commissao nio me-
nos fortes e concludenles ; por que nao decidir
a commissio essa materia, inteiramente desliga-
da de outraa? Eque ligsQio acblo nesse comme-
timento com as eleices do 2a circolo, que nao
posea ser fcilmente destruida ao menor exame?
E' c portador deate diploma aecuaado por urna
deputaco inteira, so se julga innocente, deve
meamo desejar que o requerimenlo seto aceito
para mato depressa jusliflcar-se.
B a qae soflremos em nossos direitos nao
o de sobejo pora requerermos o que
reqoenmea? V. Exe. est senhor das reforma*
ultimas do regiment, coohece quo por ellas
somos at privados de entrar em discussee es-
traobas i boom* eleices.
Ouesioe* inteiramente distinctas sio esoaa, o
mereoimento desse diploma, paseado por paseos
incompetentes, e com o mysterio da illegalidade,
mente, por isso que nio cabe ao ministerio tal
decisao.
O Sr. Viriato:O ministro disse qual era a c-
mara competente para aommar os voto* o expe-
dir os diplomas....
O Sr. Sur eir Lobo.: Expedidos os diplomas,
cmara dos deputados compete a apreciaco
. delles.
O Sr. Viriato :Mas, senhores, se nao ka in-
conveniente algum m so resolver esta quaatio
previa, uto se pode aer chamado diploma essa
papel, por que nao se pedio da commissao ja ins-
tituida e que funeciona,. umi .dxasio sobre este
facto, quando si apresentam na casa documen-
tos to lortes, torno a repetir, qae podem enca-
minhar com aeguranca a commissao em seme-
lhante deciso ? Senhores I cumpre atlender a
outras considerares de grande peso. Este pre-
cedente na legislatura futura pode trazr funes-
tas consequencias. E quem pode impedir que
mesmo agora qualquer ca um diploma, usando
dos meios que liver sua disposigao e se apr-
sente aqui inutilisando a 6leic.io mais legitima
durante o periodo ds verifleagao dos poderes? E
pode o fazer todo acuelle que nao presar os sa-
grados principios da honra.
Sr. presidente, a bem da moralidade publica, a
bem da boa fama, do bom nome da minha pro-
vincia, que desejo ver sempre respeilado, peco a
V. Exc. que consulte cmara sobre o seguinte :
A primeira commissao deve o nao dar a sua
deciso desle j e em primeiro lugar e antes de
entrar na indagado da va.idade das eleices,
acerca do diploma do Sr. Catdido Mendes, contra
o qual se apresentam documentos de muito valor,
sendo um da primeira autoiidade da provincia,
em qae declara ella que nao se deu semelhante
apuraco....
O Sr. Candido Mendes: Al o momento da
partida do vapor.
_0 Sr. Viriato:Sim, poia depois desle vapor
ne veio outro. Juigo que estou cumprindo um
sagrado dever defendendo o-dreito dos eleitores
que aqui me mandaran), e queern duas eleices
nao admittiram o nome do Sr. -andido Mendes ;
elles esperam de mim que eu figa aisla ctsa lu-
do para quo nao vingue um a.-t* destes, e eu es-
pero da cmara urna decisao avoravel a seme-
lhante respeito.
O Sr. Candido Mendes:Sr. presidente, inda
boje so agita a questao que bontem se ruofeu,
questao fliha do odio, da intolerancia e dessa fu-
ribunda perseguido que me accommetteu em
minha provincia e anda aqui quer opprimir-me.
O que se quer com este exaoe previo? Quer-
se desnaturar o acto de urna amara municipal
de que at o presente seno Um conhecimento
algum, seno por urnas cartas preventivas a que
se referiram os senhores que me precedern),, e
urna lisia de vereadores que se leu e nada
mais.
Eu hontem tambem aventei a (ueslea respei-
to do diploma que o Sr. Virialo aprsenla, mus-
trei que esse diploma foi dado |or urna ornara
tambem incompetente, e nao eslava em numero
legal: essa cmara (uoccionou esm qualro mem-
bros, quando sua maioria se campe de cinco, e
fez incluir a assignatura de um membro que es-
lava doenle, como prove pela cerlido que hoje
apresentei. Tambem nao se explica a razo por
que tres vereadores de numero nio comparece-
rn) a essa apuraco, apuraco que foi feila con-
tra as ordena do presidente, que tinba determi-
nado a cmara nao a Qzesse sera eslarem reuni-
das as acias de todos os collegios. Para que pois
enlrar-se n'um exame previo de diplomas, quan-
do a commissao pode tratar de todos estes fados,
nao s acerca desle diploma mas como de outro,
cuja validado nao se demonstra, por que, como
j tii ver, apenas rompareceram qualro vereado-
res, vislo que o quinto, o Sr. Jos Ferreira de
Gouveia Pimeotel Belleza, nao compareceu nossa
sessao por doenle, o nao se explica a razo por
que nao foram convidados tres vereadores, e se
fez semefhante apuraco contra a ordera do pre-
sidente. Todas estas questes suscitadas nao
vecm mais do que atrapalhar....
O Sr. Viriato :Qual atrapalhar I Eu qiero es-
clarecer.
O Sr. Candido Mendes :Eu nao tenho medo
da discussao, medo lera aquelles que me querem
fazer retirar daqui; desejo que a discussao se es-
tabeleca, nao tenho receio Helia, estimare! que
se cont a historia do que se passou na provin-
cia do Maranhao durante a quadra eleitoral. Com
isso eu nada lenho a perder.
A respeito da questao quo adrede se suscita
para me fazer retirar da casa, queslao toda pes-
soal, cumpre-me dizer: nao ha nada estabeleci-
do no regiment que favoreca a prelencao dos se-
nhores que contesto ; e a cmara as sesses
preparatorias nao pode a meu ver tomar qual-
quer decisao sobre o mesmo regiment; s o
pocer fazer quando estiver oaostituids. Portan-
to ludo quanto se pretende com este requerimen-
lo odioso e pesseal, se echa em opposico ao re-
giment e ao que se tem praticado em ouiras
occasies. A commissio ha de examinar a elei-
cao do individuo que se apresentou com o diplo-
ma dado pela cmara de Caxias, que tanto affli-
ge o Sr. Viriato; cumpre que descancemos no
seu trabalho. Julgoque se deve considerar ex-
temporneo o requerimenlo, que nao vem fazer
mais que enredar a questao.
Requeiro a V. Exc. que curopra o regiment.
O Sr. Dias Vieira Sr. presidente, nao pedi'
a palavra para discutir a utiiidade ou folsidade
de diploma apresentado hontem pelo Sr. Dr. Can-
dido Mendes ; o meu proposito agora apenas
sustentar a conveniencia de ser por V. Exc. ad-
mittido o requerimenlo offerecido pelo meu no-
bre collega do Maranhao, para que desde j e
como prejudicial a commissio respectiva decida
a questao aventada na sessao de hontem sobre a
invalidado do mesmo diploma, pela incompeten-
cia dos vereadores que o expedirn), e clandesti-
nidale do acto da apurarlo a quo se refere.
A commissao pode perfeitamerrie considerar
esta questao antes de tratar da verificsco dos
poderes dos candidatos, por que no caso sujeito a
nullidade do diploma nao precede da nullidade
da eleicao, senao da incompetencia das pessoas
que o expedirn).
S legitimo o diploma expedido pela cmara
municipal designada para fazer a apuracaa da
eleicao.
Todas -as vezes que se apresentar um indivi-
dao cora um titulo que nao fr conferido pela c-
mara legitima..este Ululo nao merece peao algum
nem pode ter forra de inutilisar os outros diplo-
mas expedidos pea corporaco competente, digo
inutilisar, porque havendo doplicalas de diplo-
mas em um districto os diversos candidatos per-
dis o direito de votar, de lomar parte em dis-
cussoes, salvo nos qae sao relativos sua elei-
cao, etc.
Assim o que desejo simplesmente 6 que a com-
missio trate desta quealo desde ji para evitar,
como disse o meu nobre amigo autor do reque-
rimenlo, para que, dando a maioria da commis-
sio o seu parecer annullando o diploma de que
se trata fique o parecer adiado at que a cmara
se constitue.
O Sr. Viriato d um aparte.
O Sr. Dias Vieira : O regiment diz : [lj.
Acceito o aparte ; o nobre deputado reconbece
que a nullidade do diploma pode nio importar a
nullidade da eleicao ; per toso mesmo pode a com-
missao tratar se o diploma ou nio nullo, inde-
pendente da veriOeac.ao da legalidade da eleigio.
(lia m aparte).
Na quealio qae bontem se ventiloa, a -razio
que mais aetuou no espirito da cmara foi a fal-
te de jurisdiecio qoe a mesa tinha para decidir
previamente se o diploma era ou nio legal, por
qae mesanio obligada a colligir documentos
mas asta razio cessou desde que est nomeada a
eommessio ; porque se o commissio tem poder
para verificar a legalidade da eleigio, com maior
razio tem poder para examinar a legalidade de
um diploma.
A' commissao tem de ser presentes os docu-
mentos apresentados, quer por parte des mena
amigos, quer por parte do Sr. Dr. Candido Men-
2 f** f 0***te:Nio se eaqoeta dS. Jos, outra, com a qual se team gasto ominas de con-
te judicial, lio perniciosa como
missao trato desae assumpto primeiro deque ou-
tro quitoas* ; ommisso praeedori como ul-
ger nMisvaaaveatoote, porque nio s este caso
que aa d, jutaa qae ha outros.
O Sr. aba Vieira : Para mim a questao df
to te rosee toamedialo aquella que diz respeito i
minha prevtocia.
V. Ex. sabe bellamente que a apuraeio afeita
por ama corporacio administrativa quenada tesa
eem o processo a elegi.
Quando predasatoava o principio da lei de 1856
e os collegies etoMeraes expedan) diplomas, an-
tea de pronunciada pela canuta, dos. deputados
a uTUma palavra eora oa-vatiaee das dnphet-
tas, e coflsegutotemeate da legitimidade dos di-
plomas apresentadoa, a ninguem e dado o di
reito de coosidera-los illegitimos : mas hoje nio
vejo motivo neohum pira qae seno reeonheca
desde logo se os vereadores que compuzeram urna
cmara que expedio diplomas eram ou nio oa
competentes para proceder apuraeio e expe-
dir diplomas aos candidatos.
Declaro qae me nio importe quo o Sr. Dr. Can-
dido Mendes discuta aqu a sua eleigio, e que
seguramente nao para que passe sem discussio
a eleigio do 2o distrielo da mesma provincia, qae
eu e os meus coltegss pelo Maranhio impugna-
mos o seu diploma. O que nos importa evitar
que os verdadeiros eleitos, os que receberam di-
ploma da cmara municipal de Caxiaa nao sejam
uffendides em seus direitos por um titulo Ilegal
exhibido pelo Sr. Dr. Candido Mendes.
De que estou persuadido, felizmente, qae nao
ha de ser nem o meu nem o juizo do Sr. Can-
dido Mendes quem ba de decedir a questao, ha-
de ser o juizo da cmara e do paiz. Estou con-
vencido que elle nio tem a mnima razo para
se apresentar aqui, querendo fazer crer que
real um diploma que elle sabe que nio legitimo.
Vem mesa, lido e approvado o seguinte
requerimenlo:
Requeiro que se peca ao governo o relatorio
do presidenta do Maranho acerca da ultima elei-
gio, se anda nSo se achtr na casa.
Pago da cmara, 16 de abril de 1861. L.
Carlos.
Vem tambem i mesa lida, apoiada e vae
respectiva commissio de poderes, a seguinte in-
dicaco :
indico que a primeira commissao, antes de
entrar na apreciagao daa eleices do 2a districto
da provincia do Maranhao, d parecer sobre a va-
lidade do diploma com que se aprsenla o Sr.
Candido Mecdes, visto ter sido argido de clan-
destino. Vieira da Silva .
O Sr. Pereira da Silva ( pela ordem ) como
membro da Ia commissio de poderes observa que
tendo de apreciar a legalidade das eleiges da
provincia do Maranhio, nao pode ella dar parecer
sobre a materia de que trata a indicagio que a-
caba de ser acceila pela mesa, porque para co-
nhecer qual o diploma falso e qual o verdadei-
ro carece de proceder a serio exame de todos os
documentos e papis, e expender enlio o seu
juizo acerca dessas eleiges.
O Sr. Presidente : A indicagio vae com-
missio para dar o seu parecer : ella tomar na
consideragio que julgar conveniente-
Nada mais havendo a tratar-se, a Sr. presiden-
te convida os Srs. deputados acomparecerem a-
maohia mesma hora, e levanta a sessio s duas
horas menos um quarto da tarde.
mente de um individuo em Pao d'Alhe o ama de-
licencia feria no termo de Nazareth por aotorida-
di de Pao d'Alho. Quanto a esta ultimo facto
bre deputado, prelendendq. censurar o nobre
1 ato de polica, permiti que lhe atoa, fez o seu
plato elogio; a aefere deput.de- pea besa pa-
ta ata, bem saliente o sote com que o nebro chafe
polica costuma oceupar-se dos negocies pa-
b icoe a seu cargo. ^
Foi assim, Sr. presidente, que ea o ouvi coa-
te isar. que nessa diligeucia policial, proceder
e com toda a diligencia e seguraaea; arjaandii
el
DIARIO DE PERNAMBUCO
A assembla provincial nio unccionou hon-
tem por falta de numero.
PERNAMBUCO.
PRO-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
VIKCIAL.
SESSAO EM 5 DE MA10 DE 1861.
Presidencia do Sr. Dardo de Vera-Cruz.
( Conclosio)
Contina a segunda discussao, adiada na anle-
terior sessio, do projeclo n. 11 desle anno.
Vae a mesa lido, apoiado e entra em discus-
sio o seguinte requerimenlo :
Requeiro o adUmeoto da discussio do projec-
lo por 24 horas.Martins Pereira.
O Sr. Mariins Perura pede, o adiamento do pro-
jecto em consequencia de nio se adiar na casa
ura deputado que tem lomado parle muito activa
na discussio, e que ficou com a palavra sobre
elle. Espera que a assembla volar o adiamen-
to nao s por essa razio, como por que a mate-
ria do projeclo nio de um interesse palpitante,
que hsja prejuizo em votar-se 24 horas mais
tarde.
Julga-se a materia discutida.
O adiamento regeitedo.
Posto a votos o requerimenlo oSr. Braulio pe-
le qual ge pediam iuformages ao Sr. bispo, re -
geilado.
O artigo do projeclo approvado.
Entra em discussao o seguinte :
Art. 2. A sede da freguezia de Quipap ca
transferida para Panellas; revogadas as disposi-
ges em contrario.
E' lida, apoiada e entra em discussao a seguin-
te emenda :
Depois da palavraPanellisdiga-se :dan-
do-se opgao ao vigario do Allinho. Gilirana.
Julga-se a materia discutida. Approva-se o
artigo e a emenda. Eolra em segunda discussao
o projeclo n. 3 desle anno, que fixa a forga poli-
cial para o anno Qnanceiro prximo futuro.
Vio a meaa, sio lidas, apoiadas e entram em
discussao diversas emendas.
O Sr. Oleiveira Andrade : (nao derolveu o seu
discurso.]
O Sr. Pereira de Lucena: Sr. presidente, o
meu nobre collega pelo circulo do Limoeiro, aca-
bou de aga ngar urna proposigao nesla casa, que
me forgou a lomar a palavra, isto que as auto-
ridades policiaes desta cidadohaviarn commettido
arbitrariedades por occasiio do espancamenlo fei-
to na pessoa de Modesto Francisco das Chagas
Canabrro. Eu fui urna das autoridades que pro-
videnciaran) no sentido de ser esse fado punido
de conformilada com as leis, e tenho consciencia
de que no desempenho desse uever nio me descar-
reei da lei, cumpri exactamente com as minnas
obrigagoes, e conseguintemente estando forte nes-
te principio, eu iaterpello o meu nobre collega
para que desga discussao, afim de demonstrar
quaes essas arbitrariedades, para que lhe respon-
da convenientemente na parte que me diz res-
peito.
O Sr. Souza Res: Nossa Senhora da Paz se
mella no meio I
O Sr. Souza Res:Sr. presidente, esteva bem
eoee *
crjsuwravel o facto por tec sldo'a otligeoete feita
P te tar. O nobre depatada atUibuir aate feote ao
el efe de polica, ma* a casa vio qae depois elle
pibprio coafeunu, que, n&a tinha sida a diligencia
otpenada peto enere de porras, mee sim pelo de-
legado de Nazareth. Ji vft por Unto, V. Exc, j
v] a casa, que quando irregular, que quando il-
legal fosse o procedimento dessa autoridade nio
devia ser o nobre chele de polica o censurado,
mis sim o delegado de Nazareth.
Mas, linda quando o chefe de policii tivesse
autorisado essa diligencia uma autoridade de
ouiro lugar, que o censurara por isto com
rajo ?
Contestar ao chefe de polica que elle pode au-
torisar a qualquer autoridade policial que lhe
subordinada, exereer jurisdiegaode polica aonde
3uer que elle o determine, tirar-lhe sem fluvi-
al um direito.
Apenas o nobre deputado fez uma excepgio,
eni que disse que nio contestava esse direilo, e
em caso grave e de importancia.
O Sr. Peoelon:Sempre tem sido considerado
gravissimo o crime de resstesela;
O Sr. Souza Res :O nobre depulsdo coofes-
soi -o mesmo.
( Sr. Oliveira Andrade :Houve tanta resisten-
cia que o individuo foi despronunciado.
< Sr. Fenelon :Quem o despronunciou f
I' Sr. Oliveira Andrade : O juiz de direito.
0 Sr. Souza Res:Pois o nobre deputado quer
tir r do resultado do processo argumento contra a
piisio ?
1 ao sabe o nobre depulado que a prlsao au-
tor sada pela lei neste caso, e qae nio obstante,
po< ia o individuo provar, por isso que se tinha
conmettido o delicio,era elle ju-tiGcavel?
( Sr. Oliveira Andrade :Sei tudo isto.
(i Sr. Souza Res : O resultado, portante, do
pn cesso nio justifica a proposigao do nobre de-
pu ado.
t uanto ao outro facto, o do recrutamento, para
mi >, o nobre deputado foi injusto, quanto na
apieciagio desse outro. Eu para provar o que aca-
bo de dizer, lerei a informagio que o chefe de po-
lis dirigi ao Exm. presidente da provincia quan-
do foi requerida a soltura desse individuo.
Um Sr. deputado : Ora I Isso ji estova pro-
palado.
II Sr. Souza Res : Diz o Sr. Dr. ebefe de po-
lica : (l).
( nde, Sr. presidente, onde est a censura ? On-
de es' a falta neste proceder do digno ebefe de
polica, que possa merecer a censura que o no-
bn deputado lhe faz ?
(Si. Oliveira Andrade : E' fcil de mostrar
( Sr. Souza Res : Se verdade que esse ho-
mem quera quer que deu uma justificagao para
provar quo era Gibo nico de viuva, nao est
provado que nao obstante isto, elle esleja com-
pre hendido na isenco legal, segundo o espirito
da ei, isto que sirva de arrimo sua mi
viura.
C nobre deputado sabe muito bem, que essa
ise gao legal deve ser entendida em termos ha-
bei i; o fim da lei 6 prevenir que nio fique ao
desimparo urna mulher desvalida, (apoiados)por-
tan o, se nao se provar que esse individuo embo- heleigao.'
ra lilho nico do viuva presta o arrimo devido
sua mi, nao lhe pode valer a isengao.
C uem pode, pois, censurar com razio ao no-
bre chefe de polica, quando elle nio peo me-
nor embarago, a nio ser o pedido de novas infor-
ma ;es ao delegado de Pao de Alho ? Onde est
o a ropello dos direitos do cidadio, so alias o
cinto de polica podendo julgar-se convencido
completamente de que nio tinha esse individuo
ise ico legal, nio declarou tal e manda anda
ou ir a autoridade que p recruvou, sem embara-
car entretanto a sua soltara ?
Assim, Sr. presidente, tendo sido estes os dous
nteos tactos com que o nobre deputado procu-
rla fazer carga ao chefe de polica, parecendo:me
te-jlos refutado completamente, eu nio oceupare
anda outra aqui ae nao apfeseniou. Eu me con-
gratle com a .commissao, e a comprimento de
tufiaerque fui e maior bem que pedia fazer a
' provincia, foi acabar coa essa raga da rateneires
a da (afnhatee eaa aqui aa desenvaino. Ova
basa v a casa, que da manei neabama eu pos-
so votar por esta emenda ose quaai qae vem a
a mesara causa que haga toase*. Em lugar
pedeetree, desses horneas corrompidos
que precisas aar policiado e que ad entra nos
exercem a polica, asees auassioaa aases perdi-
do que atees eerviam para a caaapanbia de
pedestres, vio aar eacarragadae aa euaa fue-
coa aos aelaadoa ato polica que cea qaaate nao-
muito meraltoadoa. perene a* meooe eetae sujei-
tos a uma disciplina que faz com que elles apr-
sente, uma ul ou qual moralidade ; peres
dar-se o que quer a emenda, sio haver um
commandante e mais officlaes, nio aabiremos do-
mesmo circulo vicioso.
V-se pois, Sr. presidente, que eu voto contra
a emenda nesta paite e mesmo nao sou de pare-
cer, que esta forga de polica urbana fique a dis-
posigao do chefe de polica....
O Sr. Theodoro da Silva ; Oh 1 Sr. I
O Sr. P. de Brito : Nio sou deste parecer, o
nabre deputado pode pensar conforme entender.
Eu enteudo que a forga deve estar a disposigio
do presidente da provincia e quando o chefe de
polica precisar de forga, requistrar e estou que
o presidente lh'a nao negar; mesmo porque nio
sei, se assim se podar dar algum conflicto en-
tre o presidente e o chefe de polica tendo esto
uma guarda urbana de 150 pragas sua disposi-
gio e o presidente da provincia tendo 350 pre-
gas....
O Sr. Theodoro da Suva : Se elles brigam I
O Sr. R. de Almeida : Pode baver um ba-
rulho I
O Sr. P. de Brito : Ea espero que. esta casa
seja lio indulgente para commigo e mostr tanta
imparcialidade, como ao nobre depulado qoe ma
precedeu, a quem ouvio silenciosa, e nao foi in-
terrompido.
O Sr. Presidente : O nobre deputado vio
que o i Ilustre orador que fallou antecedentemen-
te foi interrompido por outros apartes, tanto que
eu tive de por muites vezes reclamar altengio.
O Sr. P. de Brito : Eu seu desta opioiio l
entendo que a forga publica deve estar debaixo
das ordens do presidente da provincia e nio do
chefe de polica.
Sr. presidente, a casa me hade permiltir quo
eu passe um golpe de vista ligeiro___
O Sr. Souza Res : E retrospectivo.
O Sr. P. de Brito : ... sobre siguas fados
apresentados pelo nobre deputado que me prece-
deu.
Procurei, pesquisei em lodo o discurso do no-
bre depulado que assentou-se pouco, para *r
se encontraba nelle alguma prova que servisso
de defeza moralidade do delegado que assistio &
eleigio da Boa-vista e por mais que tenha es-
merilhado, por mais attengio que prestasse, a
nica cousa que o nobre deputado trouxe a meu
ver, para defender a autoridade que presidie
eleigio na Boa Visla (advirto que eu aqui trato
da autoridade e nio do nobre depulado. )
O Sr. Peona Jnior : A autoridade era eu,
como faz essa distiuegie ?
O Sr. P. de Brito : Perfeilameole.
Vi, Sr. presidente, que a nica defeza que
trouxe o nobre depulado para esta casa, foi jus-
tamente a aecusagio a mais forte que se pode fa-
zer. Convido a casa que preste a devida at-
tengio caria do Sr. Dr. Aprigio Guimaries e
nella ver a verdadeira ceodemnagiu dessa auto-
ridade. O que diz essa carta ? diz o seguate:
digo que nio vi o Sr. delegado tomar parle acti-
va as quesles potincas que se deram durante a
po
- mais lempo a attengio da casa, e estou bem
co ivencido de quo a casa ter compreheodido
ctj nigo, que o proprio nobre deputado querendo
censurar chete de polica fez o seu elogio.
[/ poiados e nao apoiados).
O Sr. Gongalves Guimaries : Sr. presidente
ni o eslava disposto a entrama discussio da for-
g< policial, mas inlerpellado pela meu nobre col-
Itga, sou obrigado a dizer duas palavras.f
Quando em aparte fallei no espancamento de
G noabarro, nio eslava ligado a idea de que at-
lr buindo a culpa ao chefe de polica, altribuin-
d -lhe as arbitrariedades, ia tocar na pessoa do
nbbre deputado. O meu nobre collega ba de
permiltir que, declinando de sua opiniio, eu diga
que estou persuadido, que da parte do chefe de
polica houve arbitrariedade, houve precipitacio.
/ Nio querendo discutir sobre a forga policial
issento-me, limitsndo-me ao que cima disse.
O Sr. N. Portella : E o honrado membro sa-
tisfaz-sc com isso, porque o nobre deputado sal-
vou a intengaodelln.
O Sr. Pina : (Nao devolveu o seu discurso).
O Sr. Niscimento Portella : (Nao devolveu o
seu discurso).
Tendo dado a hora, Gca adiada a discussio.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e lo-
ante a sesio.
REUNIO EM 6 DE MAIO DE 1861.
presidencia do Sr. Dr. Manoel de Figueira.
Ao meio dia feita a chamada verifica-se nio
haver numero legal para a assembla funecionar.
O Sr. Presidente desigua a ordem do dia da
[sessio seguinte e dissolve a reuoio.
iscuTso proQQiiciudo pelo deputado
Pereira de Brito na sessao de 24 do
passado.
O Sr. Brito : Sr. presidente declaro que vo-
contra a emenda ao 6.a do arl. 2. do pro-
to que se acha em discussio.
Sr. presidente, persuadi-me sempre, qae os
ibres autores desta emenda mostrassem a aua
utiiidade.
Sr. Mello Reg : J se demoostrou.
Sr. Brito: Para o nobre depulado pode
ser', para mim, nio. Bem apreciado foi pelo no-
bre membro da commissio, qual o fim da com-
paiihia de pedestres entre nos.
11 u creio, Sr. presidente, que esta assembla
ainua nio promulgou uma
lei que trouxesse lio
longe de oceupar a altengio da casa hoje, mas o graves males, como aquella que creou a compa-
'" lugar mede-
raeu nobre collega que fallou eu 1
moveu a faze-lo.
O Sr. Fenelon : Tambem a mim quasi de-
move.
O Sr. Souza Reis.... porque fallando elle de
fados que teem relages de muita importancia
com oa actos da polica da nessa provfncia, e, ti-
rando delles argumentos de censura contra o ac-
tual chete de polica, deixando lalvez no animo
de alguem alguma impressio desagradarel___
Vozes:Nio, nio.
O Sr. Souza Res :Bgotalvez no animo de
alguem.
Eu, Sr. presidente, que pens que o actual che-
fe de polica no exercicio de suas fuocges, so-
mente merece elogios da provincia de Pernambu-
co.... (Apoiados.)
O Sr. P. de Brito:Eu pens o contrario.
O Sr. Francisco Pedro :Nio apoiado.
O Sr. Gongalves Guimaries :Nio apoiado.
O Sr. Souza Reja: .... eu que pens que o
actual chefe de polica se tem deatioguido no
exercicio de suas funeges....
O Sr. P. de Brito : Nos collegios eleilorsea
talvez.
O Sr. Souza Reis :Pelo zelo, inlelligencia, pe-
lo tino e pela imparcialidade, nunca excedidos
sem duvida enlre nos___
O Sr. Gilirana:Apoiado.
O Sr. Souza Reto:.... eu qae pens, Sr. pre-
sidente, qae o actual chele de polica, nio p-
desete de man eir alguma ster sejeito i censura
que o nebro deputado lhe fea.... (Apoiados )
OSr. Sympbrooio: O sal do hoje mais
quentedo que o de hontem....
O Sr. Souza Reis:.... nio poda ficar silen-
cioso. Sr. presidente, foram dous os tactos ni-
cos da alguna importancia, com os quaes o ecu-
pou o nobre deputado a attengio desta casa....
nhia de pedestres, que este anno felizmente foi
exlincta pelo projeclo do fixagao de forga ( apoia-
dos.!}
O bobre deputado que faz parte da commissio,
disse muilaa verdades a respeito da companhia
de pedestres, porem anda ae osqueceu de mul-
tas outras ; esqueceu-se de dizer, que os pedes-
tres andavam al>ciando escravos pelas easas acon-
aelhaodo-os para que se deixassem levar ao che-
fe do polica como fgidos, para ao depois repar-
lirem e premio que os senhores pagam com oa
proprios escravoa....
Um Sr. Deputado: Era uma especie de agio-
lagem.
O Sr. Brito : Oa pedestres entra nos nio sio
mato do que aves' de rapia, verdadeiros rato-
neiros, como se verificou sendo mnitos presos.
O Sr. Penna Jnior : Apoiado.
O Sr. P. de Brilo : .... como ladres.
O Sr- Peona Jnior: Apoiadissimo.
O Sr. Brito: Estimo muito o apoiado do no-
bre disputado.
E, Sr. presidente, principia a minha demeas-
tragao, asseveraado que uma perfeite sinttura
a companhia de pedestres, porque nos vemos
aqui o bello do Sr. commandante dos pedestres
desde que se abri" este assembla, socado aqui
de bracos crusados naa ante-satos desde s aove
horas da manhia al s 3 e 4 da tordo.
[ Gargalhadas geraes na galera. }
( Ha um aparte.)
O Sr. P. de Brito : Eu tenho alguma remi-
niscencia e procuran-i reproduzir o que diz a
carta.
O Sr. Penna Jnior: Nenhuma parte.
O Sr. Souza Reis : J v *ue nio tem mui-
ta reminiscencia.
O Sr. P. de Brito ; Nio disse muita, disse
alguma, o nobre depulado est innovando por
conveniencia propria.
O Sr. Penna Jnior: Ea offerego a carta.
O Sr. P. de Brilo : Se fas favor. Peco a
altengio do nobre deputado. (Le.)
Aqui diz o Sr. Dr. Aprigionio observeie
nio observar nao afirmar que tal se nao deu.
( Cruzam-se muitos apartes. )
Pego aos nobres depulados que guardern o si-
lencio que guardaran) quando fallou o nobre de-
pulado a quem respondo, porque do contrario-
posso exceder as Legras marcadas pelo regimen-
t, ao depois uioTerao de que se queixar.
O Sr. Presidente : O nobre deputado vio quo
o orador a quem se refere foi4aterrompido mais
de cem vezes e eu pedi-lhe como pego ao nobre
deputado que nio conlinuasse a descorrear a dis-
cussio, ao que elle attendeu entrando na ma-
teria.
O Sr. P. de Brito : (L.)
O delegado de polica, ou o chefe de polica in-
terino___
0 Sr. R. de Almeida : Nio senhor.
0 Sr. P. de Brito : O nobre deputado disse
que era chefe de polica interino, agora diz-me o
outro nobce deputado que nio I A questio ago-
ra entre o Sr. secretario da polica e o dele-
gado.
1 Gargalhadas as galeras. )
O Sr. Presidente: Altengio, ordem. Eu pe-
go ao nobie depulado que conduza o seu discur-
so por maneha e com palavras taes, que nio nos
vejamos obrigado a ouvir risos as galeras e .
por este occasiio eo lerei o regiment.
Todos os cidadioa o estrangeiros leem direito
de assistir s sesses, com tanto que venham
desarmados e nio deem o menor signal de ap-
provagio ou reprovagio.
Pego, pois, aos senhores ezpectadores que so
contenham.
O Sr. Pereira de Btitto :Islo i para a galera,
nio para mim.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Presidente:O nobre deputado que
est provocando o riso e eu nio permiti a dis-
cussio assim.
O Sr. Pereira de Brillo :Sr. presidente, o ni-
co ponto de defeza que o chefe de polica interi-
no apreseotou foi este que acabei de dizer; en-
tretanto eu sempre me persuad, que o nobre
depotado viesse aqui defender-se, viesse provar
exubei&utemente a sua innocencia....
O Sr. Penna Jnior:Qual a aecusagio?
OSr. l'ereir. de Brillo:Eu quando tive de
apresentar nesla twa uma indicagio a mais justa
que se tem lalvez aquV apresentado, uma indica-
gao com a qual quera mostrar o menoscabo da
primeira autoridade da provincia para com a le
fazendo assentar praga a um homem incapaz d
lodo o servico militar, esta casa regeitou quasi
que unnimemente essa minha iodicagao I Eu
me comprometi a trazer amaohia e apresentar
aqu o termo de inspeegao de Pedro Jos dos
Santos, porque felizmente acha-se na adminis-
tragio da provincia um magistrado probo e in-
tegerrimo que allende s supplica do paiz de
Pedro Jos dos Sanios o qae mandou dar-fhe esse
termo de inspeego.
.Pedro Jos dos Santos foi julgado incapaz de
todo o sarvigo mili lar e nao obstante a vi o ganga
mesquinua de um homem qae nem sei bem qu'a-
lica-lo, se de um homem bypocrita que s ser-
vio entre nos de maneeuie, como este anda ou-
tro aqui nio veio, um homem que calcou aos
ps a ceostituigio e as/leis, fez com que assen-
lasse praca Pedio Jos dos Santos e seguisse para
o Rio I Por ventura o senhor chefe de policio
nao tem parte directa neate acuite feito lei?
cerumente que sim.
O Sr. Souza Reis:Adate nao.
O Sr. Pereira de Brillo:Acinte feilo i lei,
O Sr. Presidente : Advirto aos espectadores i polica feito advogade I
sim.
O Sr. Soasa RebKQue o Sr. chefe de polica
nao lave parte em acinte feito lei, digo e asae-
vero, que nao.
O Sr. Pereira de Brillo:A chefe de polica
sou be que elle foi julgado Incapaz, o chefe da
polica sou be que o pai de Pedio Jos dos Santos,
ceaaereu (o termo de inspeegao e lhe foi negante.
O Sr. Rufino de Almeida:E o termo de ins-
peccio vai para a polica ?.
O Sr. Pereira de Baile :Poda encamianar
j asas hoesem.
O Sr Rufino de Almeida:Toases o chafe de
que nao podem dar demunstrages da pplausos
ou reprovagio.
O Sr. Brito : Desdo as 9 at as a horas da
toJdfe
V, Exc. que quando o befa de ama reparti-
o primeiro a dar o mo exea po, o que fa-
subalternos I E' uma sinecura tal iaatttea.
V
goc
rio os1
gio lio perciciosa.tao fatal ao paiz como nenhuma

O Sr. Pereira de Brillo:O chefe da pe cia
foi quem ncratou a Pedro Josd dos Santos.
O Sr. Rufino de Almeida :Q*id inda?
> Sr. Pereira ato Bulto:Foi cansa de assen-
toiHra praca eaa harnea.
Sim, as trnela legeos foram todas prostar-
aetoo. Ordiearteaaeate um individuo preso,
lemeite-se ao capitao do porto coa um offlcio,
i


roslo
tabor-
_BMB-
de ura
am Per
da
n?r!* "T1*^ *."** *Bl">' fo e.krffn barca (wraei, e i
*e asseotou praea i fato .enho
Mero como m o.tentou o tr. Am
Bambuco.
Ilfi
OSr. Per. -0 Wra.odeole de
tmara* mandou iwp6cektedro Jtee dos
Santos, fot legado tecapax^ tadj> o aervieo e
'reten to, nao obstante tildo isso o presidente
?AIA l *Jlib\menUu* &*** presidente
reauer o termo do sos insaeecao nega-ae-lbe
porque aflo.1. 0 Sr. AabroaSTfax o que quize
oi-ae embora. eem dar aatisf.cao H '
* ?' r# Pre,,da*9. n occasiio em que eu tra-
oprimido fot digo neas. oecasilo. que tere tu-
far o incidente que mu fes filiar na maneira por-
JS? J1 ",ulorfdade "oMelseo se portaram na tei-
Sao da Boa-vista: neta, occasiio sendo protoco-
lo por muttos oebres depotados e principalmente
por um que agora se nao acha presente, que di-
f iqU?AeU CO?o,me"bf0 #e,,aw commissao
, UDersI, fdra pedir torca ao presidente da provin-
spondi, respondo o responderei, que nao
Tital
ca.
jomo pedir torca, nicamente pedimos k
llil ffinir a n..-U_______ *^ P
que tioham
Uaa contra os puohaes que estaam erguidos so-
jre nossos peitos como (oi publico, apezar das
c pra,c*8. ir. Freaidenle, o comportamenlo daa autori-
flades policiaes de Peraambuco durante aa elei-
oee, fot o msis reprehenslvel, toi o ruis ver-
gonnoso que se lera dado. (Nao apoiados.) Nessa
occsio se disse que o partido liberal /ora pedir
ftree. mas tal nao ha. tomos representar que nio
fcnnamo cooflanca no delegado para o Si. Am-
??mJ!,i? 0,w,dra. P'Hue er* peasoa in-
te.ramente do Sr. Antonio Camoteo Machado
Srff 5 "u,Peit0 1U com semelhante au-
loridade ae poda praUcar toda ai aorta de atroci-
dades, como se renficou.
O Sr. Peona Jnior: Disseram
confianza, no delegado.
O Sr. Pereira de Brillo:Pomos pedir ao Sr.
Ambrosio a preaenca do delegado effectteo, o Sr
Dr. Luceaa, e o Sr. Ambrosio imagioou formar
um, castalio para arredar o Sr. Dr. Lucena da
oeregaci e eu posso provar que tendo o Sr. Am-
brosio escnpto ao Sr. Dr. Luceaa que Tiesse to-
mar coota da delegada, que elle se fazia preciso
aqu entre nos, que se ia fazer urna eleico e
que os nimos ae echavem exaltados, e que a sua
presenca era precisa e necessaria. porque o Sr
Araurozo j dnha conhecimeoto pessoal da ma-
neira digna e imparcial porque se portara o Sr.
Dr. Lucena na eleicio da freguezia de Sanio An-
tonio, por que oslara convencido de que, se nao
nouve o banho de sangue em Sanio Antonio co-
mo em S. Jos, foi iaso derido aos exforeos do
r. Dr. Lucena.
Eu invoco o lestemuoho do proprio Sr. Dr
Lucena, elle dir se nao leve muitas denun-
cias de que o queriam deafeitar ou assassianr;
o proprio Sr. Dr. Ambrosio o disse a mim. aue
nao s foi ameacado o Sr. Dr. Lucena por mos-
trar-seimp.rc.al como todos os membros do
partido liberal. Sim senhor. elle o disse a urna
commissao,acabo de vos lirrar de serdes todos
assAsinados.
_Bses Sarment.
Taeeooreiro.
Manoel de Siqueira Caralcanti.
Procuradores.
ValU**1*0 aB*M,D,wl Andrade Mu t di
SaaSo *t**""A,endrM Uoel arqae
Sant.**1 dta" ~ Am,Bd0 Goncalvea dos
buqer,0ue,U0'~S8W,d9r **'*' *6 C,m,ho A1"
Quinto dito.Manoel Jos Espinla Jnior.
Procuradores dos socios benemritos senhores
. ., protectores.
Joso Vas do C.rv.lho Sodr.
Henrique Mamede Lins de Alraeids.
-* Acerca das coramunicaces que nos tem si-
do fetas sobre a estrada do Caxang.tnformam-
nos agora que. pelo eiUdo all deacripto, fdra o
Sr. engenheiro Vctor Lieutier examina-lo, e que
o ala achara como fdra piolado, sendo pelo con-
trario regular a reapectiva conservado.
Foi confirmada a nomeecio interna do co-
ronel Trajano Cesar fiurlamaqui para o eom-
mando do presidio de Fernando de Noronha,
visto ter pedido dispensa dessa coramiasao o res-
pectivo eommaodaole major Sebasliao Antonio do
Kego Barros, por molestia.
Foram admittidos como collaboradores de
escripia das obras do porto, os Srs. Alexaodre
Joiquim Coelho do Silva e Manoel da Porciuo-
cula rerreira.
Sobre proposta do Dr. procurador fiscal da
azenda prormcial,foi nomeado o capito An-
tonio Barbosa da Silva Goulioho paraexereer aa
luncgoes de ajudanle do mesmo procurador na
cmara de Pao d'Alho, emquaodo subsistir o im-
pedimento do respectivo serventuario.
O Exm. Sr. presidente, por acto de 5 do
correle, expedio ordens para que se prove j
cerca do derrmamelo de gaz, que dava-se na
ra ova, e de que tratamos da outra voz.
Remetem-oos o seguinle :
Sr. Redactor da Revista Diaria.Sendo como
e V. s. pugnador da ordem, vou rogar-lbe o fa-
vor de publicar em sua conceituada /tstala o aue
comigo se pas-ou.
m la meo caminho pela ra do Queimado
sem receiar aioistro algum, eis quede improvis
aesaoou urna empanada, e por pouco que me
parle a cabega. H
Nio quero com semelhante reparo censurar
a medida que a assembla provincial leve de con-
ceder o uso das empanadas, maa acho que devem
ellas ser postas com tal seguranza que se nao
despreguem dos ganchos que as suspeodem e
menos que sejam amarradas com barbantes, como
presencie! na mesma occasio serem alxumas
da dita ra. j*
e Espero que wji tomada urna medida a pon-
ar-se qualquer sinistro ao transite pu-
nmurimmmMmt;
bordo seguinte
Manoel da Independencia Goacalves Ferreira.
MuiMDU kjlico. aramia para o
consammo desta aldada no dia 5 96 reas.
No da 898 rete*.
Mortalidad*; do su 5.
Francisco, Peraambuco, 3 ornea, Santo Antonio,
coqueluche.
Thom, Pernambua, tty annos, escraro, Santo
Antonio, entente.
Brasiliano, Pernambuco, 5 annos, preto, Santo
Antonio, vermes.
Maooel Fraacisco da Costa, Pernambuco, 43 an-
nos. solleiro. paTdo, Boa-Vista, hydropeaia.
Anonyraa, Recife, (encontrada na ra.)
Pedro, Pernambuco, 6 dias, preta, Boa-Vista, es-
pasmo. -- '
Thereza, Pernambuco, parda, 2 annos, S. Jos,
coqueluche.

dos nio teoho am awaHa de ovar a swaaea
i5S"*A "" Cf^f" : ttaara a saaior
H barda de deque 6 harneas gota * Ti Honieeptliis.
*krwL Di0 "^* *"peraneo dizer aleuma
VMlaa sobre certas molestias que reinara de ves
m. Pwndo afectando mais ou menos o carcter
epidmico : dizamos mais o mtnos por quo ne005 t*nho
m^I? Mxaiz ,,ue 5i wAtt^* "><> epidemi- ncit s 5" "f** que teoho o
eamenle. porfue t\l* ettaca grande numero de ,,",Biu, "avl de cereras dientes que s*
n.!",:Jporf",1,,aM,***^"e' o 1u"to nio cn mim pelo moda que me parece mai*
poasam deixar de aer sjoneidersdaa na ciasse daa Ff0Pf,t eomtuter aaas melestias, OsNiade-
ri **' coa>,u**0 numere dae pessoas ata- PM possivoi e com a maior commodidade a
em vista fazer
medite
osteateele de
;
iBV
o
blico.
Seu constante leilor
manequim: se
presta-se.'outro d-
prompto, e e por ultimo
(Cruzsm-se alguns apartes.)
O Sr. Pereira de Brito:-Repito o quedis-
8llir2 msne1ul fl0 s'- Dr. Ambrosio....
O Sr. presidente:Eu sdvirlo que o nobre de-
putado possa aecusar o presidente, mas pesso-
ie que pese em sua consciencia, se a palavra
maneoutn muito propiamente applicada ao
presidente ds provincia. fhc" ao
(Ha um aparte.}
O Sr. Pereira de Brito :Eu sei o que mane-
Sh5:. Kjec,qae 9e presla as *******
alheias, um booeco que executa os movimen-
los que se quer.
OSr. F.gueirda ;-E' esas a definicio ?
n,?J Ine!ra. d,e Br' Qlw o nobre de-
putado definir, lalvez ignore.
Um Sr. eeputado:DeBna.
OSr.Pexeira de Brillo:-Eu esludei a mate-
L,l C un,lfcDOPeo que se prestr aos mori-
mentos que se lhe imprimem. que move as arti-
culacoes. etc. Aqui est um
ee lhe diz quero isto, elle
lhe outra posicao, elle
sai mal com todos.
O Sr. Figueiioa :-Esta defifnicao nova I
O Sr. Pereira de Brillo .-Admiro o nobre de-
putado nao saber esta definico.
Sr. presidente, sinto muito que me inlerrom-
pessem nesta occasio, porque nao sei mais aon-
oe eslava.
broaiSr* SU" Re" :~N c"Ml o Sr- Dr. Am-
OSr. Pereira de Brillo:-Eu dizia pois, que o
presidente da provincia nao quera de maneira
algum*o Sr. Dr. Lucena na eleico da Boa-Vista.
Elle mandou chamar esse Sr. ise digo isto
porque me foi dito pelo Sr. Ambrosio indo eu
em commissae.
m Sr. deputado: Eslava muito em contac-
to com o Sr. Dr. Ambrosio nesse lempo I
m Sr. deputado:Eslava na intimidado.
O Sr. Pereira do Britor-Nuocasnbi as escadas
de seu palacio sem que fosse em commissao e
onvido aos nobres depuiados que o frequenta-
vam, para que digam se isto nao exslo.
Dizia eu Sr. presidente, que o Sr. Dr. Am-
brosio me havia dilo que tinha escriplo ao Sr
Dr. Lucena, que mandasse ollar a ordenanc
que sena signal evidente de que nio aceitara a
commissao ; era preciso isto I Eu espero que o
nobre deputado que j tem a palavra dir ae eu
m alguna cousa falto a verdade nesta minha
expsito. "
n/*Pml?,!S te"d^ Che?ad0 a or,lennca. o Sr. I P?s,<> sobre o fumo em ramTe fabricado*' o"oda-
Dr. Ambrosio mandou chamar o Sr. D. Hermoge- "> > de oulros. crea o da tonelagem das al-
c C. B.
Somosloformados que tem-se dado soffri-
vei lardanga no acenderera-se os lampees da
lluminacao publica em algumss partes da cida-
de, elevando-se esta as 7 1(1 horas da noile no
domingo ultimo.
-iEn'pref.S0 que esse MrT5 "i" "gularisado e
eilo melhormente, para o que chamamos a al-
tengao da oompelente auloridade fiscalisa-
dora.
Na sesso da assembla provincial, de 3 do
correle, foi lido o seguinte parecer da commis-
sao de orgamento, motivando as diversas refor-
maa que soffreu o mesmo;
A commissao de fazenda e orcamento, im-
presionada pelo progressivo augmento da divida
provincial, bom patente, visto que. passaudo para
o correte exercicio a enorme quantia de trezeo-
los e tantos conlos para ser nelle psga, a pro-
posta do governo, (eita por meio da thesouraria
or;ando a revista futura em 1:135 (mil conloe'
trila e cinco conlos] e a despeza respectiva em
perto de 1:460 (mil quatro centose sessenla con-
os), apresenta-nos um dficit de perto de 325
(irezentos e vinte cinco conlos), afora, note-se
bem a divida que tiver de passar para o prxi-
mo futuro ejercicio; a qual ser indubiiavel-
menle avultada, porquanto, pelos apontamentos
fomecidos pela thesouraria e que chegam at o
ultimo de abril prximo ndo, a divida ento exis-
rtDek o ?/M a resu,,ant da omissao das apollces
.1 /o' .monlaTa e cerca do trezenlos e
sessenla e seis conlos (366) I A commissao im-
pressiooada-por semelhante estado bem pouco
lisongeiro de nossas {naneas e ainda menos apto
a consolidar o crdito publico da provincia, to
abalado por causas, que a commissao esquiva-se
de apreciar, tratou por um lado de examinar
aecusadameote todas as verbas de desperas e de
fazer em algumas dellas as reduces que lhe pa-
receram aconselhadas por urna bem entendida
economa, bem entendida al se mau prosperas
fossem aa finaneas da provincia; e por outro la-
do; compenetraDdo-se de que a verdadeira eco-
noma nao a que priva a administraco publica
dos elementos indispensaveis a sua marcha regu-
lar, e de que por islo devendo aquellas reduces
ser contidasemseus justos limites nao eram bas-
cles para equilibrsr-se a receita com a despeza,
tratou de abrir novas fontes de renda e de activar
is outras das existenles, porm de modo
Ttatr*.
.. Meu caro Z.
Ja coraecava a impaclentar-me a vossa ausen-
cia, estivesles doente, ou faltaram-vos os meios
necessarios de apparecerdes luz ?... Sois to
desfrutavel que muito sentira que a lita se hou-
iesse esgolado, e que tos vfasea em apuros por
lalta de azeite que esclarecesses o vosso 6iuno,
que na verdade frtil em parvoices e asnei-
rolas.
Mas porque denastea o voaso favorito W, e to-
mastesum ZT\ al niste sois original I...fie aui-
zesseia tomar am conselho de amigo farvos-bieis
conhecer por umCarangmejoporque realmen-
te tendea como esse aoimalejo a faculdade
andardes para diante e para Iras, para um e nu-
tro lado, fallando-vos como a elle a cabeea, sendo
esse o motivo porque nada fazeis com aceito a
meos que nio seja salpicardea de lama aquelles
qe em sea caminho nem ae dignam bailar as
vistas para o lodazal em que habitaos.
Que diabo (uestes v, meu caro Z (moderno)
no com eco da vossa arenga publicada oo Diario
do Hecxfe de 2 do correle ? Bmbrulhastes lodos
os que teem escriplo a favor do theatro de Santa
mte? o *e" d'gD0 enPreiario, envolvestes
m. S.l. P.comtgo,com Inosstb,com A* e
com o-Um dopovo, quem voa dirigales par-
ticularmente : de que provm esse desconcert
em vossas ideas ? E' o que eu digo I muila falta
vos faz urna boa palmatoria !
Creio que prelendieia dizer alguma cousa a es-
ses quo apontaates, mas nao vos chegou a liagua
senio para aaseverardes que o Sr. Germano nao
2* justificara perante o governo e peranle o pu-
blico llustrado de Pernambuco, com essas dote-
tas officiosas e encommendadas, que segunodi-
tem tem-lhe custado algumas cadeiras no Sania
Isabel.
rto.?1* */"*?? wut P*rt*WD urna
m,.. L""* d' aced4de. Nesle oaso est a co-
queiucne ou toase convulsa, que com quanto ap-
pareca s vezes com o carcter epidmico ordina-
S8, ******* ********** PW rande falic-
ae e pequeo o numero dos pacientes em reta-
cao aos que escapam della.
E de auppdr que hoje sejam poucas as pessoas
que nao conhecam a coqueluche e qae ou nio te-
nam presenciado um ataque desla terrivel losse,
ou pelo menos ouvido contar a maneira porque
L** ?'S8sm: m** ****pr* diremos que, quan-
1 "l molestia che a um grao elevado,
um grande sacr.flcio se faz em estar vendo um
r., i5 iSheg,r 80 u,,lmo Pnl d lufrocaco, fl-
uida e parecendo que nio !- -
vidall
loroa mais a
ri.. L8Jl.ZD,.eBle P"a a h""nnidade, poucas glo-
n/Af6d8,er a medcina sedisenle raciona/ dos
progressos que tem falto na therapeuthic*
molestia j conhecida desdo
naes.
seguraosa, entendo que dever meu, coocor-
rer com o que comportan as minhas forcear
para o bem da bumanidde; e cumariodo o meu
dever. fiesi tranquilla a nioha coasciencia.
Kua da Gloria, casa do Fandio am 6 de
de 18oi.
Dr. Lobo Mostoso.
aio
Correspondencias.
lempos
desla
immemo-
Ora, meu caro Z, coafessai que sois o maior
pedaco d asno, que tem apparecido nesle seculo
das luzes, confessai !...
Pois nao vedes que o Sr. Germano vai cami-
nnandocom a sua emoreza ? nao vedes que o
publico affl-ie ao theatro, e que ainda rio dei-
xou de haver enchente era neohuma da* repre-
sentares quo all ae teem dado ?... E cual a
conclusao que disto raes ? E' que o Sr.^erma-
rL neKf-JU*a"fl''d0 p"ra *om o governo e para
com o publico ?... Sois de uma lgica de mil dia-
bos, meu csro Z.
As defezas officiosas e encommendidas se-
gundo dxtem. tem custado algumas caneiras no
thealro de Sania Isabel. M"f "o
Ento nao sabis com cerleza, e a tuaes com
uma proposicao deslas aquelles que tem tanto di-
I?m Ca?c? v6a de Kh". bom 1ue Juteaes Pes-
n ?l P.0-' ouvir di"r ? Consti!u.ste-vos
,'f. "0 "de-9 0S, ouvidos no ****** lado,
a vossa imaginacao que vos fez acreditar qu
inheia oundo. lalvez ardendo em ciume por nao
ZtJLrL?*Tm'D* da,d0 imPrtcia aos vossos
destemperos, mandando-vos ofTerecer im-paSSe-
fni,?ut-Ta 9** outra. uma franca illimitada
introduccao nao s nos espectculos, mas tsm-
bem nos eosaios, sonde podesses
Qual per de papo encbodo,
Rocando as azas, engrifando a crista.
A presenga gozar do bem amado.
Paciencia
ah,TsZSSi emoa iqaa em ullima an,ye
ramo/- remadl0.1" >*i> seja um especifico, um
remedio santo, infaltivl etc. etc.: nao ha med.
co estrangeiro ou do paiz que nao tenha formula
especial, seu xarope, seu tratanento particular,
oem que algum mais consciencioso declara for-
malmente que para a coqueluche nao ha remedio
na medicina, isto, na medicina racional ou al-
lopathica, eque nada sedeve fazer deappli-
caces therapeutices, que. devendo se limi-
tar os pctenles a mudar de ares, passear to-
mar teite aop da vacca, etc. etc.; visto que os
remedios a serven, para aggravar a molestia, e
n^rf" a ""'udfinila, quaodo aa compliocoes
produzdas pela medicas nao ponham fim exis-
tencia : felizmente, embora seja um pouco tarde
j vao apparecendo mdicos, houra ibes snja fei-
ia, que vio eompreheodendo que o fim da me-
dicina curar, e nao-dar remedios-e que toda
s vez qoe o remedio nao pode cursr melhor en-
iregar o doente *i medicatrix malura do que
abarrota-lo de remedios que por suas proprieda-
aes diversas e contrarias nenhum effeito benfico
J?mi.pro.du,lr por que nao haiuem possa
comptehender que o principio vital tenha a pro-
pnedade de ser impressionado smenle por uma
ds multas substancias que conheca que lhe faz
bera e deixar de o ser pelas outras que possam
lazer mal quando todas sao ingeridas de uma s
vez por fazerem parte de uma preparaeo phar-
maceutica ou por outra que o principio ritaf pos-
sa escolher 'enlre mullas drogas a qual pode cu-
rar a molestia, e regeitar aquelles que lhe seiim
nocivos : isto parece de simples intcncao.
Vejamos por um momento o que dizem certos
homens, (em que se deve acreditar mais do que
era mim) a respeito da coqueluche e seu trata-
ir*, redactores.Acabo de ser victima de um
acto o mais violento que se t#m visto nesle ter-
mo praticado pelo Sr. Dr. juit municipal. Hia-
bello Florentino Correa de Mello, e o levo ao co-
nhecimeoto de S. Exc. o Sr. ministro da justica,
do Sr. prosidente da provincia e do publico em
geral.
Eia o caso:
Havendo o Sr. capillo Thomaz de Arsujo Al-
Duquerque Juoior me convidado para ir em aua
companhia a casa de dito juls, aflm de que fosse
testemuoha oceular de um despacho a que se es-
lava negando o mesmo juiz, assenti ao pedido,
acompanhei-o com maia meu amigo Luizoozaga
da bilva, e quando li chegamos fomos logo in-
terrogados pelo Sr. juiz ao fim a que iamos;
Respondemos que em companhia do Sr. capillo
Thomaz ; esta s resposta fot sulDciente para que
elle nos mandasse sahir, e prouirando retirar-
nos o Sr.julz acorapanhou-nos a porta, e quan-
do quizemos descer o batele da casa em que elle
est de assistencia (.de seu sogro Antonio Alves
Campos) empurra-nos de modo que qoasi vamos
com o roslo ao chao; esse procedimeolo revol-
lou-nos tanto mais quanto Uvera lagar no dia 9
de marco vista de un grande coocurso de pes-
soia, que estavam na feira, e para que o Sr. Dr.
Hisbelio nao qalzesse exercer mais vioganca con-
tra nos por motivos nicamente polticos, rati-
ramo-nos aem nada fazermos. Agora saibam to-
dos que sua aenhoria nesle termo conbecido por
um nomem orgulhoso e de uma educaco gros-
seira pelo que praticou comnosco, aaibsm final-
mente que esse juiz que acaba de ser recon-
duzdoequeao chegar aqui alardeou logo o
exerueio de suas vingangas polticas, sendo que
ate hojeninguem sabe a que credo elle pertence;
aqu nao praeiro e nem conservador, no Recife
e conservador e oeste sentido ha obtido favores
eniretanlo que aqui persegue os conservadores.'
gueremos lhe fazer justica, sua senhoria aqui
satisfaz osdesejosdeaeusogro. em cuja compa-
nhia vive a maior parte do lempo. Ao publico
aubroelto estas poucas liabas, elle que a precie o
que val um juiz irrascivel, orgulhoso egrosseiro.
Villa do Brejo 20 de margo de 1861.
Tenente, Joao Marques Pereira.
Uto Grande dp Snl-30 das, brigue nacional iftw
eona. eqopsgem 11. erg.
diss, patacho ioglez Janny Jonet
.^? ^*14*** ,ePi,a 'on Pophara, eqoi^
neiadas, eapitio Ribes, eqoipagera 16. cara*
diffareotea generes: aXiase, fiero 4G. **
r.-.i ,0 *A,o "* mumo ate.
Canal pela Parahllm-Palsho iagiet iuru Block
caplo Wiiiiam Robertoo, em laitro
Editaes.
provin-
O llln. gr. Inspector da theseuraria
cial. em cumprimenio ao art. 7 do regulamenin.
do collegio dos orpho. de San.. Th.rez.To-
dmdoEtm. Sr. presidente da provimi. do
al dfa" 6PrrlD' ",d0> m8nd' f"er P-Wfao.que
rfS .? d.u correnl?. P*"" junta da fazeSa,
,."' ,h!*ourar,a. *> a Praga para serem
a rematados quem mal. der as rendas.dos pre-
mZili.0! dec,arad0. Prtencen.os o niZL
momo do. ditos orphaos.
N. 1 Roa do Queimado poranno......
n. i do Imperador, sobrado de
ao patri
331g50O>
d?u.s *ni*.te*.* i(>'*. 'den.......... 1:601 JDOOI
N. 4 Largo do Paraso', aebrad'o'da'dous
andares e lojaidem.................
N. 5Huadas Larangeiras, casa" Ierra
dem ......,....,
N. 8 Ra Velha, casa erra'dem.'.'.'.'."i
N. 9 Hua da Gleria. sobrado de am
90I900O-
204;00
2025000
-- vipih, s-jurauo ue am
andar loja idem.............. 1-flfllsnm'
N- 10 Ru. de S. Gongalo. eati ier. 01*00*
>dem......... ........... <*
N. 14 Rus do Rosario da Boa-rista lW9m*
cas. terrea idem...............
N. 40 Ra da Lapa, casa terrea'i'de'm.'
2'c. nRua d Lapa, casa terrea idem.
n. 01 Kua da Cacimba, casa terrea idom.
N. 1 Largo-de Pedro II asila do i* an-
dtr dem.................
N. 95 Ra do Pilar, ca. terre'a'i'd'em.'.'
S* q? Sua d0 p,la'.c rrea idem..
N qh 5U" 1 ES"' "" l""'idem..
k do U* d0 P,lar- cas* lerrea idm--
h Li p.'8r-casa ,errea "
S m ?Uaf^',Ur' Caaa terrea illem-
N \nk Rua d, P,lar' casa ,arraa 'dec
I*. 102 Rua do Pilar
20tfooa
1829009
300*100-
m.
n iao i -V""' casa lerrea dem.
N. 103 Rua do Pilar, casa terrea ide
ella
recorre
que o oous do iributo seja compartilhado por to-
dos sem gravames das industrias do paiz
soal do gymnasio. da repartigao das obras publi-
cas da casa de detengao e suspende do exercicio
vindouro o favor concedido pelo art. 3* da lei n.
4S8, redugoes estas, alm de ojitras de menos
importancia, que em relago ao org.do pelo go-
verno, montara em cerca de cento e noventa e
um cootos (191) isto quanto a despeza" e pelo
que respeita a receita a commissio eleva o m-
nes, para tomar coota da delegacia, tendo pri-
meramente mandado chamar o Sr. Dr. Arante
Barros juiz municipal da segunda vara, o dual
nao quiz aceitar sem certas condicoes.
UmSr. deputado :-Sem duvida tinha intimi-
cadoV* 8ecrelana PrtIae i8, naofoipubli-
(Ha um outro aparte )
O Sr. Pereira de Brito:-O Sr. Dr. Barros fez
a.gumas propoataa que o presidente nao quiz
aceitar, edahi bem se ve a ioBdelidade do Sr
Dr. Ambrosio, a otengao manifesla que tinha de
intervir directamente as elegoes da Boa-Vista
Mandou depoischsmaroSr. Dr. Hermogeoes, e
que chege o Sr. Dr. Lucena; ento o Sr.Dr. Lu-
cena disse, que ia assislir o eleigo se lhe des-
sem garantas e a forga necessaria ; nicamen-
te o queme consta que elle dissera, mas o Sr.
Dr. Ambrosio: dizia-o Sr. Lucena pedlo-me
300 pracaa o Sr Lucena julga-.e necessario por-
que se lhe ttm dado mais conaideracao do aue
elle merece. ^ H
O Sr. Theodoro Silva :-E' urna iotriguinha
O Sr Pereira de Brito:-Nao sou capaz de me
servir de intrigas e invoco o testemunho de quem
sabe disto. i""
U Sr. Theodoro Silva :Perdo, perdo nao at-
tribui ao nobre deputado.
OSr. Pereira de Brito :-No sou capaz disso
repito porqueentao refereria mais alguna cousa
que elle disse a uma pessoa a respeito do Sr
visconde de Camaragibe, mas nao quero.
Um Sr. depulado:Diga ludo.
O Sr. Figueiroa :Isso uma intriga muito
mesquioha.
O Sr. Pereira de Brito :De quem ?
(Reina graude sussurro ]
i*?J,'' Presiden,e ;-=-Ordem, ordem, ordem, e
levanta-se a sesso. *
REVISTA DIARIA
que tem de rege-la
a qual deu em rotul-
iM? / ademtca Promotora da Remis-
saodos Captivos procede no da 5 do correte
a eleigao dos funcionarios
durante o presente sano ;'
a seguinte escolha :
tJrimeiro secrtame. Manoel Pereira Guima-
Segundo dito, Ignacm Antonio Pernandes.
Directores.
*. xi i Primeiro auno.
Jos Pedreira Fraag. Jnior
Frederico Marinho deAraujol
, Segundo anuo.
Joaquim Francisca de Arruda
Saluaano da Silva C.j0.if0 d'e Campos
, lerceiro aano. '
Jos Antonio Barbosa.
Joio Jos de Moura Msgalhies.
Quarto auno.
Augusto Cesar deCarvalho Menezes.
Heraclio.Vespasiano Piok Romano.
T Quilo aono.
Jos Eustaquio Ferreira Jocebiaa.
vareogas empregadasno trafego da carga e des-
carga dos navios, assim como dos escravos nao
s nestas oceupados como dentro da cidade do Re-
Sh;.eh.'.l!?.eil,B 2 de meia decima addiconal
sobre baa do raz de certas corporagoes de mao
.n,il,.fndoe"ielul.,imo imP8l especialmente
apphcado aos estabelecimentos de candade.
Assim ao passo que a despeza propria do
excercio reduz.r-so-ha lOzOcontos. afora o cor-
po de polica, e bem entendido a divida que hou-
ver de passar do corrente para esse exercicio a
E^e,e"Hr?;h,, a *330 contos. comprehen -
dendo verdade 77 contos da emissao das apoli-
ces de que trata o art. 49 do projecto. Da ni re-
sultara um saldo de 310 conlos (comprehendendo
note-se bem, os referidos 77 cootos de apolices )
EMO saldo aera, lodo absorvido pelo corp de J-
fL PeU dlVda que houver de ****** d cor-
ZVa? re?tid01. "ieio. a qual avista do
2 i?.!f!,dll a(,ma ha de eeder oalur.lmente
'nrf. h,C0D,0!1* D0S quaes e6,ao P"'10 de cera
contos de juros adliciooaes, que a provincia dn
aos cofres da fazenda nacional. pro"nc,a de,e
tr ? 'da.S aS medidas "Cima indicadas, de ou-
t0rh.e".de?le8 meIhor fiscalisago de certas
Z 48 anC."Pe" 6 8bre -,ud0 da PrPsla **
art. 48 espera a commissao que quando nao
equilibre.se a receita com a despega no futuro
IXh?ftCI0,F'. m,ST ;PPnn> desse nosso
En!re,aD,. ""re esla ultima medida
proposta cuja re.lia.cio est toda dependente
nDmi.0.-tr.POdeLa,a,.do des,a a"erabla!.
commissao tem a honra de chamar a attonco da
casa, pois s por meio de semelhante medida o
m,,u?a 9!7era econ.omia e8Pa conjurara aecu-
mulagao de uma divida consideravel que desde
ni.P."rece inevi,aTel qe deetro era pouco
mootar em mais deducios cootos poranno I
rnlTa' d'aS 2*ld0 corremo ei foram re!
colhidos a casa de detengao 2 homens e 1 mu-
lher sendo 13 livres. 1 liberto e 9 escravos a sa-
iJL' r-dem d0 Dr* chefe de P,,cia inclu-
IZt. Ae$er\YO "i"" : Geraldo, de Jos Pe-
LiinA-i6 reS.' Anlonio e HahUa, de Joanna
Jos de wa/.Cln,-,',,oio- de Jo8 Caralcanti e
dn Rf- ?* G?br'el: a orem ao subdelegado
do Recite 5, inclusive os escravos Epiphaneo do
aSo^n08 SaGD3, Frag08- Arabroste.oo
Antonio das Nevese Pedro, de Jos Luizda Ser-
n aHrd|m d? da,CaPu"8a 1 ; ordem do do.
Afogados 2, entrando nesle numero Cesarte es-
cravo e Mara da Cooceigo Pereira de Ca'rva-
Ibo : e a ordem do da Muribeca 1.
O brigue nacional crFelicidade, saludo para
o Bio de Janeiro, conduzio a eu bordo os se-
guintes p.ssageiros:
Joaquina Ignacia da Costa Miranda, 1 filho me-
nor e 8 escravos a entregar.
-- O hiate nacional Nicolao I, vindo do Ara-
ea*y, troaxe a s-rn bordo o seguinte passageiro :
Lobino Heorique Mafra.
G ~A bSrC,?aclional Thereza, vinda do Bio
Grande do Sal, trouxe a seu bordo os
pasaageiros
paciencia, meu caro I, nao se apa-
nharo moscas com vinagre.
fs!fa!,1ne,?, cheiodeadmlra'go, na belUta da dlc-
gao e na pureta da orthographia de que se re-
fevos ***** em favor do theatro? e nao os
an.lysaes gramroatical e orlhographicamente
para vos nao torn.rdes prolixo e enf.doho '
rim Len" l 0s Sri- M- S- L PInoeseb-A-
m do povo, este vosso cri.do, e at o publico
TJTr'r apreCrad' ncamos P*Ss de
admirar os vossos profundos conhecimenlos na
ar.m.1ica?reTer'COm0 j Un'oaad'ir.do na arte
nff.Ba* qfeis ,ornar-TCs enfadooho lo que
naosoxs nunca) e por isso vira* de bordo para
vos nao espxxardes como vos acontece qoasi sern!
pre Emfim! vs l o ldes l o entendis
vamos adianto.
Achestesmo o lerceiro trecho do artigo do Sr.
-um do povo-porque elle com toda a verdade
f.,1X -er7IS0 q"e Sr' Germano fez a esta ca-
pital abnndo o Iheatro em uma poca de odios e
eD,Vt|e.nM' ChaB,aeS e-Ayjr6ofe-o .ppii!
lateMald?ara-Uns versDh8 I tanta ana-
a SL. tZCaf Pen8an>en'o do autor do trecho
Jete ? COnJO um 0vo com um -
Nao tomaes emenda, meu caro Z, urna illus-
nra1h0aCdemFer:a0oSdSo ? ha muil ** *'< *
Purm, o que mais vos deu no glq foi o Ululo
de primerra actriz do palco brasileiro conferido
ara. u. Manoela, charaaes de douio corrido a
quem escreve e publica blasphemias de tal lem-
ite. h. a"0813 abaiX9 dizeis "ue na arte drama-
Serfeifo n??0* carac!e[ei. e 1* cada um sendo
55? ? Da sua especialidade merece, ou se lhe
pfid. dar o titulo pomposo de re o r.teha do
Ento bico, ou cabega ? I *
fff! 0UAnH 8e pde >nrir o titulo ? Nio
o que se pode fazer dar o Ululo pomposo de re
ou ninha : mas nunca o de primeiro Su primef-
ra nao verdade. meu caro Z ? nao assim aue
entendis o caso? e isto mesmo nem fodo Jo!
dem fazer, porque vos. meu caro Z, tomasles
para vos uoicameute esse direito. e a prora aue
procurasles noaiman.k dos artistas dramatices
quantos noraes de actrizes ha no Rio de Janeiro
"itP.KCia" "nperi0' para lnea conferirdes o
titulo de... nao sei se de rainha ou de primeira
e istoem desabafo s porque oSr.-Ura 0 po?
rm?7nrr0J d? h0nrar 8 Sra- D- Msnoel.Pcon
o titulo de primeira actriz, sem comtudo preten-
der que nao fossem igualmente priraeiras todas
?&".?. ,ae esliT9em n0 M desta senhora
E nao vos envergonhaes de tantos desteraoeros
de tantas sandices ? Julgaes que o poblico in
rh.Sorteese?1!e.CheO d6 ,edl 80 lf d*Pa"tes,0emae0-
Emquanto a mim. coraparo-vos com o mal
dasynhas-qae lera aturdido o bom pov0 do Rio
Hering na sua medicina domestica exprime-se
assim : E geralmente sabido que quando se
mandona a coqueluche ao lempo, v-g0 que
dura tres vezea seis semanas ; e que se se
rre a um medico hbil e sabio, oh 1 enlo
ella dura duas vezes nove semanas; mas se
vai-se ter com um medico que gosla de recei-
tar, entao ella dura ainda muito mais.Usando
dos remedios que passaremos a indicar, a mo-
lestia jamis durar a amelado daquelle primei-
ro lempo: ordinariamente nio passar de tres
semanas, em mullos casos ser de duas sraen-
e, e algumas vezes ser dealguos dias, com
tanto que sejam bem escolhidos os remedios e
c observe-se exactamente o regimeo.
Hartmann, um dos mdicos em cujas observa-
cues pode-se ter plena conanga. e em cuja pa-
lavra muito se deve acreditar por ser homem
franco e despido dessas ideas exageradas de sys-
lemas, que s se encontram nos grandes charla-
laes e nao nos homens conscienciosos, e que sa-
bem que na natureza humana nada ha que seja
' .? menos que ao possa sujeitar nossa
vontade, diz a pag. 467 do seu tratado das mo-
lestias agudas:
A homeopalhia ainda nesta molestia ganha
muito allopathia, em relago ao ttatimento e
certeza do prognoslico. Com effeite as dses
volunosaa dos medicamentos allopathicos. os
mais bens escolhidos, proraovem, na mor par-
le dos casos, uma terminago fuoesta. Os doen-
tes naosuecurabem coqueluche mesma, mas
complicagoes determinadas pelos medica-
mentos (6/iadona. meimendro, ipecacuanha
etc.), bem como s congestes cabeea. ao pei-
lo. a demora do sangue no peilo e no ce-
rebro. D
Outras
COMJilttCIO
Alfandea^a,
Rendimento do dia 1 a 4 .
dem do dia 6 .
46:112*266
14:309 J789
60:7t2055
Movlmenlo da alfandesra,
volumes entrados com fazendaa..
> con gneros..
> com
Volumes sahidos com fazendas..
* com gneros:
80
229
------309
artigos oo Jornal do
seguinles
,0* hl! da Silra Guasres e sua mulher.
- o brigae nacional Algrele, vindo do Rio
de Janeiro com estirados
Commercio.
Miseria das miserias 1
Adianle.
H^n'.8 COm efreil0' meu caro z' muitissimo intel-
igente e ameatrado era cousas de thearo sa-
bis deslinguir perfeitameote o ingenuo do cen-
tral o caricato do cmico, a l.cai. da ty?anna
S ?JLTna na pen8em 8 Pi"s leitoes que
um radiado que se usara amigamente, antes de
se inventarem aa^olkas e contradancas e? ,im
IVl'Sz ^ lhealr fab"Cad0 o nio d"
meu caro Z, quo mogo de grandes eaporanca
VmC^Ai0.C-'etl0' alan d0 ocioso e5as-
s.m por diante, e creio que tambera por detraz
oao e verdade, meu caro Z ?... eiraz,
E quem falla assim, quem conhece todos esle*
nones e os sabe deatinguir, nao pode entr.r em
Fn"al?.!eD,eDde de lheatro- "u cla'"
Emquatilo ao mais, meu caro Z. como nao des-
ces a responder, segurei o vosso exemplo co-
cluindo que todo quanto tendea dito e conS
nuardes a dizer acerca do emez.rio de San a"
Isabel e de sua ptima e bem un.Vi.
nhia; soten aerado atrtrtpS'oiS'.S^:
tar a gloria do Sr. Germ.no Freocla^U Mteri
dr?mq?l'le,pr!"d0 8 l8lid"' So Sa" qu la!
abte i^i S6U C-mDh0 C0BO w.tumq. bem
do nbfio* -." ?88 aulotidada* thealra'es, e
que o estima e o apiecia em todo o
opinioes no mesmo sentido poderte ci-
tar, e que tendera a provar que ainda nesta mo-
lestia como em muitas outras a homeopathia leva
muila vantagem allopathia empregando em di-
minuas dses medicamentos cujos eleitosso de
autemao conhecidos por serem esludados no ho-
rnera em estado de perfeita saude : theori esta
que, apezar da m vontade de alguns que sao
oppostos ao syjtema'de Hahnemann, vai cada vez
mais se continuando pelas experiencias de mu-
tos mdicos allopalhas que se tem applkado ao
estudo da therapeulicaexperimentando os effei-
los dos medicamentos no homem tao-o que nao
ignorar sem duvida quem liver alguma leilura
das gazetas medicas europeas.
Desde muilo tempo que teoho tratado a coque-
luche com os medicamentos homeopathicos' ex-
clusivamente, primeiro porque esta molestia ata-
ca geralmente as cnangas, e nao posso compre-
hender como se possa martyrisa-las com vomi-
torios continuados e outros remedios repugnantes
e segundo porque s mais das vezes quando s
chama os mdicos homeopathas porque se est
desesperado da outra medicina ; e quer se expe-
rimentar a homeopathia : o que lenho observado
que quando se comega a tratar urna crianza no
lempo que reina a coqueluche e que aprsenla os
symptomas do primeiro periodo da molestia con-
segue-se muitas vezes atalha-la completamente
em muitos poucos dias : verdade que nem sem-
prose pode opter lao feliz resultado ; porm ain-
da que a molestia dure mais alguns dias ceno
que ella nao chegar nunca ao ponto de agudeza
afllicliva que se nota quando se nao faz caso della
ou que se emprega cada dia uma nova medica-
gao; porque nio faltara comadres e compadres
prenles e amigos que venbam receitarcada quai
sua medicina m.is disparatada, embora em ulti-
mo caso tenham de recorrer aos mdicos, quando
as detengas tem deuado o mal crear profundas
rsizoSa
Na quadra actual lenho conseguido em alguna
meninos que teoho receitado logo no principio
cortero mal em poucos dias : em casa do Sr'
Duarte Coiiinho na rua do Aragao em dous que
j se achavam doentes a mais de quinze dias con-
segu ao Om de otto dias de meu tralarnenlo re-
dnzir os accessos da losse a virem somente a
noite. e poucas vezes e antes de quinze dias des-
apparecer de todo a losse, apesar do residirem
i casa muito hmida : um d'elles
Descarregam hoje 7 de maio.
Barca faancezaSphere-fazendas.
Barca inglezaFleeiwingbacalhio.
Iniporta^o.
Brigue inglez Fleel Wing, vindo de Terra Nova,
consignado a Saunders Brothers & C, manileslou
o seguinle:
3,045 barricas bacalho ; aos mesmos.
Escuna nacional Qigana, vnda do Rio Grande
do Sul. manitestou o seguinte :
4.528 arrobas de carne de charque. 100 arrobas
de gran era bexigas, 56 ditas de sebo em rama.
30 couros vaceuns ; a ordem.
Hiate nacional Garibaldi, vindo do Para pelo
Assu, consignado a Tasso 4 Irmos, mauifestou o
seguinte:
40i alqueires de sal; a ordem.
Exporta$&o.
Dia 4 de maio.
Barca portugueza Corea para o Porto, carre-
garam:
^rancl8C0 .RodrKues da Silva, 150 saceos com
750 arrobas de assucar.
Francisco Alves de Pinho, 3,500 ponas de boi.
Hecebe doria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
6023000
733$00tt
"535000
i9iooa
SOOjjOOO
i62soorr-
lOSjOOO
1620000)
17200O
172500a
253jO(K>
Rendimento do dia 1 a 4
dem do dia 6 .
4:837J>624
1 .OI69886
5:854510
Consulado provincial.
Rendimento do di. 1 a 4
dem do dia 6 .
8346S204
42559851
12:6029055
Movimento do porto.
C6
O.
IO

Horas.
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kthmosphera
s en en w M pa
E9 a o c
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Dirtccao.
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san-
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do publico
sed derido valor.
Entendis ?...
Proaplo vos .guarda
O Snttinella.
a losse to forte que chegou a Qcar
esquerdo cora grande derramamento
guena conjencliva: na mesma casa c
outra croanca de 5 a 6 mezes a molestia, apezar
de muito melhorada. tem lardado a se curar pela
complicacao da dentico. K
Um fllho de 4 mezes do Sr. Luiz Gomes Fer-
a'h8u*' Tr da 4,andega pouco mais le-
rna=r.IOZO ***** ****. ^ que esta
chegasse a grande altura apesar da complicado
oft-riTa $nfermidsdf.s de q" o menino tem
soffrido desde poucos dias de uascido.
Das creaocas que sao Iraaida. ao meu consul-
torio, algumas nao tem suffrido mais deoito
oas, e outras, de quem pouco se pode esperar
do rgimen e dieta, pouco maia tempo tem leva-
do a ae curareis.
A quatro dias foi chamado a ver deua filhos
doSr. Joaquim FranciscoLavra, um de seto an-
nosaon-rendo a mais de ura rcez e tratado pelo
aysiema allopalhieo, e uma menina de cinco me-
zea .lacada a poacos das, e quo ainda nio ti-
nh. lomado remedio algum.esta hoje raras vetee
i*n!: Lq"?i*,, ,'?m **** al*um ceeee, o*o
com aquella violencia de que d'ante eram a-
iSJf-'- 0"' avi,,a r*^an 08B <*** w
ltt!?iLZ*t*r" ua em Poucoa diase.tela
xtincto o padec ment.
Deus filho. do Sr. I>r. Foitoza toa levado
a complicace. de dentico e tabres intermitien-
tes, mas o estado de melhori lal que a cura
pouoo se fari esperar.
Pazendo estas obierrscdes, fundadas em
A noite
aguaceirosj
nneceu.
nublada at as 2 h. e 15' e depois de
vento SE booanca o assim ama-
0SCIt*f.*0 DA HAR'.
Pre.mar a 1 h. e 30' da tarde, altura 6,2 p.
Balsamar a i7 h. e 18' da manba, altura 1,6 p
de ISO6" "8enal de marDha' 6 e maio
Navio
Romano Stefple,
1 tenente.
nos entrados no dia 5.
p^hos-r-^rj^
o.n"?. Qa8.Ql-?6dM- e*""SoB.l 5-
Ribeiro PlLr.'S'1''' CaP-l Ano S
moeiro rioeiro, equipagem 8. carga 4 500 ar-
v.!ro.de T8 MCC*; Gu"eSe4 & Ca-
p a ^f"** *aflWo no mesmo dia.
JL^"'^"^."onal Felicidade, ca-
Pitao Joaqun Francuco da Costa, c.rg; .
Natia enCrado-no dia 6.
wV-'-T ata"' *** DK0*1 Nieoli / de
OHar^ou8,*1'-.^ dia8' brigue nacional
itnia de 214 toneladas, capimeTlMoa A-
roban de carne ; B.tt.r gt'aHwtsm
186JHNI
298*60
1576660
1619000)
224900
167900
162900
181900
10 29000
181900
172800
170SOO
500900
120606
321|00
N.Fomodac^-ste'idem'::::::: aggg
" 67 R: : r3dmbua ca8a ,wrea ,de-: S8S
N 2l^usdaCaclD,ba.cafare.idem 8I9OO
' 69 i!!: t nUr68' C88a ,errea idem 2590
N 72 5 t v"rg0S' e,i" ,errea idem ^K
. 1* Rua do Vig.no, sobrado de dous
andares e loja, dem.......
N. 79 Rua da Sanzatla Velha."abrd
de dous sudares e loja, idem......
N. 80 Rua dt Sanzalla Volba. .obrado
do dous andares e loja, idem..
N. 81 Rua da Sanzalla Velha. casa ter-
rea idem..................
N. 82 Kua da Sanzalla Veha' c.s ter-
rea dem................
N 83 Rua da Sanzalla Vha'.'cs'ter-
rea dem..................*#
N. 8* Rua da tui., c... 'terra'i'dm.'.'
N. 9 Rua do Piar, casa terrea dem..
N. 9i Rua do Pilar, casa terrea idem..
N. 93 Rua do Pilar, cssa terrea idem..
N. 94 Rua do Pilar, casa terrea idem..
As arrematacoes sero faifas por tempo de tres
juuho9 deC,n84r.<10 10 ^ Ulh dB ,861 a ^
As pessoas que se propuserem a estas arrema-
mSten,"p,Mr?t""-n" M,la das 8es8ea "**-
ma junta no da cima declarado pelo meio dio
competentemente habilitados, pa-a o fie'
marcada a sesso de 8 do corrente Q
pubiPcVrVeloS,D;a84manda 'flX" ""<>*
Secretaria da thesouraria provincial da Por
nambueo 4 de maio de 1861.-0 offic al da Li
""-Miguel Affonso Ferreira. **
tfZ 1 ? re8ulan>ento da thesouraria O*
contractos de arremataco dependa que imnortam
fuf. 1 d0U8 fiadore. idneos, que tenharu
'elles urmava,C,d"ded0 Becife' 'menos uS
abonado! e,,M0 lU,r 8eja otori.menta
Artigos do ^gafamente interne da Iheaouraria.
h.hni.rA^ d":umentos comprobatorios das
habiluagoes dos arrematantes, e os que devPm
iPX8r ,d0"eidade o Aadoroa, sero pre es-
tados na sesso da junta anterior de arreiStaL
;p?',aIafiSerem ,0I5ado,eni coosideraco, resol-
a a flana> e admittir-.e o licitante.
1.0 /' 11 i ^ icitacoes sero offerecidas em car-
las fecliadas-com o sobseriptoproposta para a
arremataco tal. -Estas cartas serS com a pre-
cisa antecedencia lanzada, pelos licitantes na ca-
xa do correio e recebidas na occasio da arrema-
lagao por ura empregado da thesouraria para e-
rera abertas em junta na prosenca de todos osli-
a ,R!Lu!ament0 d co'faflio dos orphaos.
Art. 9 To termo de arrendamenlo ou eforo-
menio dos predios se estabelecer condieco. 5
que lic.rao aaigeitos os arrendatarios ou foreirs
de fazerem todos os concertes, reparos, e bemfei-
foriaa para conservaco e asseio dos predios.
Ari. iu. INa falta de cumplimento desta condi-
Sose mandarao fazer pela reparlico das obras
publica, o. referidos concertos. reparos, e bem-
felonas custa do arrendat.rio ou foreiro, para
cojo pagamento sero executados o mesmo arren-
datario, foreiro e seus fiadores, do mesmo mo-
do porque o sao os devedores da fazenda pro-
a 1 \i9e an,,a,,eln,eiite nao p.garem.
Art. 11. A arrematarlo ser feila por predios,
e por quem maiores vantagens effectuar, sendo
sempre preferido o inquelino do predio arrema-
tado, se o tiver em bom estado de conservaco e
aceio podendo allegar a preferencia ainda dous
das depois de ultimada a arremataco
Conforme O official da secrelrte, Miguel
Affonso Ferreira. *
OlILm. Sr. inspeclorda thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resnlugao da junta da
fazenda, manda fazer pnblico que no dia 29 do
corrente. perante a mesma junta, se ha dearre-
da,rado*s.qUem mal der S mPsl08 ixo de-
Taxas das barreteas das estradas e pontea
seguintes.
Magdalena por anuo.... 6:tl0000
Giqui.idem ............ 5:3509000
Jaboatao dem.......... 3:8878500
Lachang.dem.......... 3:4509000
siotocolomb, dem...... 1:6058000
Bujary. ijem............ 550<)00
lacaruna, dem.......... 5529000
Ponte dos Carvalho, dem 9059000
v- TaPacur. dem.......... 1:2069000
Vinte por ceato sobre o consumo da agurdente
MsaJriptodKectte, por anno..... 13:00800
de tres
anno a
o presente e
de Per-
r.ra, de 2ST ton
etedas.
------'. capilio JoicHyppoli-
laaM 6q' ,P,g* 5- Car" *
w cante I9c a; a altar fe Oreira,
As arrematacoes sero feilas por'tempo
3SrjuneSoD,de86,;.deJOlhodOCO"eDle
iac^.pernm que M PrP0Iem a estas arrem-
ms temomP"eS" na ds sessoes da mes-
^ J u d,a ac."Da "clarado pelo meio dte
competentemente habilitados. "
n, m^*" c?n5t" "Mdoo afflsar
publicar pelo Diario.
n.mW.elar?M da *eria provincial
oambuco, 6 de maio de 1861.
O secretario,
n ni An,onio Ferreira da Annunciagc
.1^*- Sr> ,nsPc,or ds thesouraria pro-
vincial, em cumpriineolo da resolugio da junte
1 tazenda, manda fazer publico, que no da 23
do corrente, se ha de arrematar a quem por ae
001 er. 9 ternecimonto dos medic.meutos e
utenciltes para enfermarte da casa de detencao-
nesta cidade, por tempo de um anno, a contar
1 }UJju,h0 P*'o "indouro a SO de juuho-
de lool.
Aa pessoas que ae propozere a esta arrrema-
tacie, coaparecam n tala das sessoes da mesma
junta no dia cima deetarado- pelo mete dte.
competonmaMU h.bllitd. -qe ahidt.e-.erto
preaentca formnlano e eondises da mema-
t p.ra constar se mandn
publicar pete Diario.
Secretaria da thwwreria
aflxar o presente a
provincial 60 Per-
S* dS > ?,i0 d# .-0 swemrio. A.
f. da AnnuDciacio,
X


w
DUaW DUSWUWIDOO, *- TEEC4 FSUU

Declarares.
O Illa, Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda faxe'r publico, que do da 2 do corran*
te por dianle se pafam os ordenados dos empre-
gados provinciaes, vencidos no mez de abril pr-
ximo Ando.
Secretaria da thesourerla provincial de Per-
nambuco 1.* de maio de 1861.O oCBcjal de se-
cretaria, Miguel AiTonso Ferreira.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernaoarbucb.
Por ordem da directora e em cum-
primento dodisposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anro fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das nota* de 20$ da emissSo
da mesma caixa.
Caixa filial no Recie aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
.Repartico das obras
publicas.
Por ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, fica transferido o prazo da apresenlago das
proposlas para a conslrucgao da nova ponte que
liga o bairro de Santo Antonio ao do Reciie, at
o dia 30de mtio do corrate anoo C para que
consto a todos os pretenden tes, por esta directo-
ra se (az publico.
Directora das obras publica;, V de maio de
1861.
O director,
W. Martineaux.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recife manda fazer publico que en-
traram de mez os senhores raordomos, mejor Jos
Joaquim Antones, commendador Joo Pinto de
Lemos Jnior, e J)r. Antonio Hercutano de Souza
Bandeira; sendo o 1.* no hospital Pedro II, o
2.* no hospital dos lasaros, e o 3." na cisg dos
expostos. .,.'.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 2 de maio de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro;
NOVO BANCO
DE
Pernamhco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notaj
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que ho de findar em 9 de maio do cor-
rente anuo, em conformidade do aviso
do ministerio da azenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e fiado este pra*o po-
dera' ter lugar a substitualo ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de 10 porcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Arsenal de guerra.
Por orden do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico a quem convier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar o seguinle:
293 sobrecasacas de panno azul.
187 caigas de dito panno.
879 pares de polainas.
879 caigas de brim.
879 camisas de algodozinho;
Quem pretender arrematar o fabrico de taes
artigos, no prazo de 30di, comprela na sala
da direcioria do meando arsenal, pelas 11 horas
do dia 8 do corrente, com suas proposlas em que
declarem o menor prego e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 4 de maio
de 1861.0 amanuense.
Joo Ricardo da Silva.
Consellio administrativo.
0 conselho administrativo, para foraecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o hospital reglmental do corpo da guarnigao
da provincia da Parahiba.
60 colchoes com 8 palmos de longo e 4 de
largo.
60 travesseiros com 4 palmos de longo.
40 orines de louga.
2 grelhas de ferro.
1 espumadeira de ferro.
1 garfo grande de. ferro.
12 meias compridas de lia.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manna do dia 10 do
corrate mez.
Sala das sessdes do conseibo aMminislralivo,
par fornecimento do arsenal de guerra, 3 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint, .
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Por esta subdelegada se faz publico, que se
a:ha recolhido i casa de detengo o preto Anto-
nio, que diz ser escravo de Hanoel Ignacio dos
Santos, senbor do engenho Ibara; assim como
acha-se depositado na mesma subdelegada um
par de argolas e um annel de ouro que foi echa-
do nesta cidade. Subdelegada da freguezia do
Pojo da Panella 4 de maio de 1861.
Manotl Peres C. de Almeida.
Acha-se recolhido casa de detenco um
escravo de nome Thom. que diz ser escravo de
Ricardo do Reg por andar fra de horas na rus:
quem for seu legitimo dono, appareca neste juizo
para Ihe ser entregue e pagar a multa. Subde-
legada da freguezia de Sanio Antonio do Recife
6 de maio de 1861.Villares, subdelegado.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectoi
seguintes :
Para os recrutas do 9o balalho de infaotaria de
linha e hospital da Parabiba.
100 boaets do informe do batalhe.
100 grvalas.
100 mantas de la.
300 covados de panno verde.
60 covados de flanella.
153 varas de brim branco.
1400 botes grandes de metal bronzeado com
o n. 9.
900 ditos pequeos dito dito com o n. 6.
13 grosas de botes pretos de osso.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 13 do
corrente mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
maio de 1861.
Bento Jote Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 22
do regalamento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para a colonia militar dePimenteiras.
Ramos & Lima :
1 panno para esquife, de velbutina prela con
cruz de damaseo branco e galo de retro?, tendo
de com primelo 10 palmos e 6 de largura por
60JJ000. e
Luiz Leopoldo dos Guimarea Peixoto :
Em diversos medicamentos por 130#000.
Carneiro & lrmo:
50 colehoes eon travesseiros cheios de lia de
flecha a 13f000, sob a condigao de aeren entre-
gues no dia 3 de juoho prximo vindouro.
O conseibo avisa que deven ser leeolhidoa os
medicamentos e panno do esquife no dia 8 do
correte, pelas 10 horas da. manbaa.
Sala da sessdes do conselho administrativo,
pan foraoeeimento do arsenal de guerra, 6 de
malo de 1861. ,
Francisco Joaquim Ptrtvra Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Companhia do Be-
beribe,
Os Srs. accionistas da companhia do
Beberibe sao convidados a seteunii em
assemblea geral no dia 10 do corrente
ao meio dia no escriptorio da compa-
nhia, afim de examinar as contas do se-
mestre lindo, e proceder-se a eleicao da
nova administrarlo e principalmente
da caixa que declarou nao poder con-
tinnar e tratar-se de outros negocios
mais, de que trata o rea torio do Sr. di-
rector.
Escriptorio da Companhia do Bebe-
ribe 6 de maio de 186 i.O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
9.a Itecita da assignatara,
Qoarla-feira, 8 de maio de 1861.
Subir scena o ezcellente drama em 5 actos,
do Sr. tiendes Leal Jnior,
PEDRO.
Conhecido vulgarmente por PEDRO SEM
MAIS NADA.
PERSONAGENS.
O conde de S. Thiago.......... Nunes.
D. Francisco de Athayde...... Thomaz.
Jos Angosto.................. Valle.
D. Jeronymo de Mello.......... Vicente.
D. Jos de Albuquerque....... Teixeira.
Manoel Mara.................. Campos.
Pedro.......................... Germano.
D. Maria de Rezeude........... D. Manoela.
D. Joanna...................... D. Carmela.
D. Eugenia.................... D. Julia Gobert.
Thereza........................ D. Jesoina.
Urna pobre..................... D.Julia Rosa.
Domingos, creado.............. Santa Rosa.
Convidado"!, creados, etc.
poca actualidade.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto
CHA HULIIER POR DIAS HORAS.
Comegar la 7 % horas:
dia 22 do corrente nez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga al o dia 91 ao mel dia. Encomnen-
das, passageiros e dinheiro a frele at 0 dia da
sabida as 2 horas : escriptorio no Forte do Mal-
tos D. 1.
Presidio de Fernando.
Sahe com brevidade para o Presidio de Fernan-
do de Norooha a barca brasileira Atrevida:
3uem nella quizer carregar cu ir do passagem,
irija-se ao eapitao Claudioo 'Jos Raposo, La
praga do commercio. .
Para o Rio Grande do Sul pretende seguir
em poucos disa o pslhabote Superior, capilo
Antonio Evaristo da Rocha, o qual offerece boas
accommodaces para passageiros : quem no mes-
mo quizer seguir de passagem, pode entendef-se
com o sobredito capito na praca do commercio,
ou com Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade
o brigue Margarida, eapitao Jos Emigdio Ri-
beiro : quem no mesmo quizer carregar ou se-
guir de passagem, para o que ten bons comino-
dos, pode entender-se com o nesno capito na
praga do commercio, ou com os consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Quarta-feira 8 do corrente.
Antones vender por cont dos arrematantes
dos geaeres de estiva existentes na taberna sita
na roa do Rangel n. 18, que pertenceu a Souza
& Peixoto os objectos que os nesnos arrema-
tantes deixaram de ir buscar. As IX horas em
ponto.
LEILAO
DE
lm cabriolet

Antunes vender en leilo publico un cabrio-
le! de duas rodas en perfeito estado sen linite
de prego, en seu armazem na ra do Imperador
n. 75 ; quarta-feira 8 do corrente as 11 boraa em
pooto.
LEILO


==
rio na ru t da Cadeia do Recife n. 48,
que o me imo agente lhes assegura que
incendiar a' toda e qualquer obra
os Sr. a ncorrentes desejarem : ao mes
mo temp o declara que serao Tendidos
muitos e opositores, compendios e dic-
cionarios proprios aos estudos na ac-
demia d< direito. '
LEILO
do corrate.
O agentfe Evaristo, nao tendo eEfectuado o le-
Pergpta sem ofensa.
Umpobi
DE
O brigue nacional Encantador, segu para o
Rio de Janeiro quinta-feira prxima 9 do cor-
rente : recebe passageiros e escravos somente at
o dio 8: trata-se na ra da Cruz n. 45, ou com
o capito a brdo:
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : para carga e passageiros trata-se
eom Gurgel & lrmo, na ra da Cadeia n. 82.
ffjUBA
o Rio de Janeiro
segu em poucos dias por j ter parte do seu car-
regamenlo a barca nacional Castro III : para o
resto que ainda falta, passageiros e escravos,
para os quaes tem commodos encllenles, trata-
se com os seus consignatarios Pinto de Souza &
B-tiro, na ra da Cruz n. 24, ou com o eapitao
na praga.
MOV
de fundo.
to, no dia
Vigario
i n.J2 na ra da Esperanza freguezia
sta coja casa tem 3o palmos de frente,
moderna, com 4 quartos, 2 salas, co-
cacimba e quiotal murado, tendo o
lo da cas
da Boa-V
edificada
sioha fra
lado um 1 srreno com 30 palmos de frente e 105
e q
m 30
onde se pode edificar urna boa casa por
ser a loca idade excellente, ao meio dia em pon-
acima no seu armazem n. 22 ra do
PELO AGENTE
PESTAA.
Quarta-feira 8 do corrente.
O referido agente noramento autorisado pelos
donos dos movis depositados em seu armazem
da ra do Vigario n 11, para reduzir ainda mais
os pregos dos ditos movis, com tanto que lhes
d prompta liquidacao ; far leilo no dia cima
mencionado e pelas 12 horas da manha.
Sem attenco a prego s para
apurar dinheiro
dos diversos movis que ainda lhes restam, como
sejam cadeiras de diferentes qualidades, sofs,
raarquezas, consolos, aparadores, camas fran-
cezas, lavaterios, qnarlinheiras,secretarias, com-
modis, carteiras e outros muitos objectos.
ivisos ditersos.
Pa ltvraria n, 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Christo rao Santiago do Nascimento, que'
negoci com gado.
i linda urna vez se adverte aos Srs.
assigmntes deste Diario que a paga da
subscripcao a razio de 5$ por quartel
s e p< rmittida a quem satisfaz dentro
de 15 dias do comeco do trimestre, e
dcoois deste prazo somente se recebera'
a 6)f como esta' estipulado no lugar com-
petente. A paga de 5$ assas mdica
para que se demore e ainda depois de
vencida da' lugar a con testa cao a dif-
Ferenfca de preco.
esta lypographia se dir quem compra
ito da ordem da Rosa.
que comprou, ba al-
gn* annbsY tsWles de urna rifa de um
sitio na Passagem, deseja saber: 1- se
ainda tera' Itijar a extracc5o da referi-
da rifa ; 2- nocaso de nao se proceden-
do a ella, quec> de?era' restituir o im-
| port dosbilhetes; 5- se, pendente como
esta' a posse de urna tal propriedade,
podera' seu dono divid -la em partes e
vedde-la ; \io dse ja saber um
Martyr.
Na livraria n. 6 e 8 da praq* da
Independencia precita-se fallar ao Sr.
Sr. Christovao Santiago do Nascimento,
que negocia com gado.
Francisco Jos Leite declara as
pessoas que tem penhores em seu poder
que se nSo os resgatarem .no prazo de
8 dias contados de hoje, serao vendidos
para seu pagamento e seus donos sem
direito algum a bave-los %do annun-
ciante.
Avisos martimos.
Avisos martimos,
Freta-se para o Rio de Janeiro ou Rio Grande
do Sul, o patacho nacionalSocialde lote de
9 a 10 mil arrobas, e navio de primeira classe : a
tratar com o consignatario Manoel Alves Guerra
na ra do Trapiche n. 14, ou com o capito a
bordo.
Para
Rio de Janeiro,
a barca nacional Rio de Janeiro pretende se-
guir nesies oito dias, recebe apenas carga miuda,
passageiros e escravos a frete, para os quaes tem
encllenles cemmodos, trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Hendes, no seu escripto-
rio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
o veleiro e bem conhecido patacho nacional Be-
beribe pretende seguir com nuil brevidade,
tem parte de seu carregamenlo prompto ; para o
resto que Ihe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ruada Cruz n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
pApiris k wp
O rapor Paran, cemmandante o capito l-
ente Jos Leopoldo Noronha Torrezo, espe-
rado dos portosdo norte at o dia 8 do corrente
seguir para os portos do sul depois da demo-
ra do cosiume.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-s
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Rio de Janeiro.
Para escravos somente.
Sahe infallivelmente no dia 9 do corrente a
barca Jason: a tratar na ra do Vigario n. 9,
primeiro andar.
Leiloes.______
Importante
Leilo
am
Quarta-feira 8 do corrente.
PELO AGENTE
Ssp ja ii ja
JHLXHSLa
Para fechar contas o referido agente far leilo
pelas.1C horas da manha A porta do armazem
do Sr. Atines
DE
60 canastras de alhos.
Terca-feira 7 do correle.
LEILAO
DE
Movis e de 1 escravo.
Antunes far lailo em seu armazem na ra
do Imperador n. 75, no dia cima designado'de
ura sortimeoto de trastes para compor urna casa,
os quaes sero entregues por todo preco offere-
cido, assim como um escravo velho proprio pa-
ra o campo, as 11 horas em ponto.
LEILAO
pasa
Rio de Janeiro
pretende seguir con muita brevidade.o ben co-
nhecido brigue escuna Joven Arthur, parte de
seu carregamento tem tratado ; para o resto que
Ihe falta, escravos a frete e passageiros,' para os
quaes tem excellentes commodos, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DI
Navegado costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao,Aracaty, Ceaa', Acaracu' e Granja.
O vapor Persinuoga, commandante Moura,
sahir para os portos do norte at a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete al o di da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos c. 1.
Sexta-feira 10 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelo Illm. Sr. Dr.
juiz de orphos e a reqoerimento de Francisco
de Salles de Andrade Luna, inventariante dos
bens deixados por fallecimento de Jos Marta da
Costa Carvalho, far leilo no dia cima s 11
horas da manha em sea armazem na ra do
Imperador n. 35, dos seguintes predios os quaes
sao vendidos com o abatimento da quinta parte :
Urna casa na roa Nova n. 24propria para qual-
quer estabelecirnenlo.
Um sito na estrada de Joo Fernandes Vieira
(na Soledade) n. 24. com excellente balxa de
capim e alguna alvoredos, com urna dos casa
com 7 quartos sendo parte delle solo proprio.
Um titio na ra de S. Miguel nos Afogsdos, com
baixa'de capim e grande casa : para informa-
rles com o mesmo se podero entender os pre-
tenderes, que se acha competentemente ha-
bilitado.
LEILAO
Terca-feira 14 do corrente as
11 horas em ponfo
Antues autorisado pelo proprietario da casa da
ra do Padre Floriano n. 35, expe a venda em
leilo publico no dia cima designado e no seu
armazem ra do Imperador n. 75, a referida casa
terrea, a qual tendo chaos proprios conten : 3
quartos, 2 salas, cosinha fora, cacimba e porto
para a ra da Assumpco, tendo no quintal
Oito meia aguas
edificadas a um anno pouco msis ou menos, cu-
jo predio rende men?smente 126$ sem iBterrup-
co. As pessoas que precisaren) de informacoes
digoem-se dirigir-se ao referido agente, que
prestar quantas forem necessarias.
O agente Hyppolito fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de 650
quintaes de ferro, em barras, verga-
lhoes etc. : terca-feira 7 do corrente as
11 horas em ponto, na ra do Trapiche
d. 1, armazem, eahi podera' ser exa-
minado desde ji.
LEILAO
A 7 do corrente.
O agente Oliveira far leilo por ordem e em
presenca do Iliro. Sr. cnsul da Blgica, prece-
dida a competente autorisaco do Illm. Sr. ins-
pector da alfaodega com assistencia de um em-
pregado desta repartico para o effeito nomeado
edado Sr. agente do seguro.de Hamburgo Desta
praga epor conla e risco de quem pertencer, de
cerca 1,200 saceos de caf com toque de a varia,
para occorrer aos gastos com a barca belga dia-
ria Thereza, arribada por forca maior a este
porto, onde foi legalcente coodemoada
Terca-feira 7 do corrente
ao meio dia en ponto, no armazem do baro do
Livramento, sito no Forte do Mallos.
o i ir i*
Tenfeeira parte da quinta lote-
ra de Nossa Senhora do
Guadelupe de O linda.
Nos bilheles rubricados pelo abaixo assignado
sahira n as seguintes sorles nos seguintes nu
meros
194 5:000 Meio bilhete.
1675 8009 Bilhete inteiro.
1848 4009 Dito dito.
513 100$ Meio bilhete.
2499 100 Dito dito.
557 40S Dito dito.
1918 409 Dito dito.
1924 409 Dito dito.
2318 40$ Dito dito.
2392 409 Dito dito,
e outros de 209 o 109. Todos estas sortes inclu-
sive a grande com os 12 por cento geraes e 2
provinciaes sao pagos na praca da Independencia
n. 22 junto aorelojoeiro aonde se acham a ven-
da, assim como as de mais lojas do costume os
bilheles e meios da segunda parte da nona lotera
da matriz da Boa-Vista garantidos dos 12 por
cento geraes e 2 provinciaes por
Santos Vieira,
Bilhete inteiro 6$000
Meio bilhete 39000
Enj porces de 509 para cima.
Bilhete 5g500
Meio bilhete 2g750
O abaixo assignado, bacharel formado desde
1842, depois de haver exercido differentes lugares
acha-se nesta capital, no ejercicio de sua profis-
so Je advogado, ra do Queimado n. 30, pri-
meira andar, onde pode ser procurado das 9 ho-
ras del manha s 3 da tarde, por aquellas pes-
soas que o quizerern honrar com a sua confian-
za. lm de outros ttulos que honram o mes-
mo adVogado, publica para prova de sua antigui-
dade c| documento abaixo transcripto.
Jeronymo Salgado de Castro Accioli.
T'jndo o bacharel{Jeronymo Salgado de Castro
Accioli mostrado nesta secretaria de estado ha-
ver exercido por dez annos, tres mezes e viate
oito di is o lugar de promotor publico, deu-se-lhe
por so o presente diploma de habilitaco a o
cargo (e juiz de direito, na conformidade do 2
art. 1 o. 687 de 26 de julho de 1850.
Secr laria de estado dos negocios da juslica em
22 de seterabro de 1857.Francisco Diogo Peroi-
ra de yasconcellos.
Alugam-se dous grandes armszens nova-
mente acabados con grandes tellieiros no fundo,
com cimbOa por isso muito proprio para qual-
quer oDcina, padaria ou renacao : Uatar na
ra Direita o. 84.
I recUa-se de dous escravos para servehtes
de pedreiro : a tratar na ra Direita n. 84.
M O Sr Antonio dos San-
| ios Pinheiro eollector de barreiras qoei-
S ra-se lembrar de roim qne ha perto de
dous annos se faz esauecido, portaoto ca-
l da um carece do que seu e depois nao
2 se queixe.
fi Joaquim Goncalvea Bastos.
iftQl&at&iC-'Sifiaisa^aiSiare s'
Compram-se 4 venezia-
nasque estejam em bom es-
tado : na ruado Crespo lojada
esquina n. 8.
I Eslremadora
JjVinho puro de uva fabri-j
s cado expressamente
era Portugal por Jos An-S
tonio da Silva Jnior.
O anounciante renuncia ao recebimen- 1|
to d qualquer quaotia. pois este vinho S
provando-se nao ser sue uva com o al- W
cool necessario para a sua conservarlo. S
Em ancorelas de 10 a 509 (a dinheiro) le
no armazem de Izidoro Halliday, ra da
Cruz. m
*" rSA ^XPi *tfft *tta. JKtaA *iafy^ ^fc^ *iiA *^atV* BMt]j
W"<^V Luxo e
Drama era 5 actos, pelo Sr. Dr.
Macedo.
Acha-se a venda na livraria universal de Gui-
marea & Oliveira, ra do Imperador n. : preco
de cada exemplar 2$000.
Veodem-se selindros para padaria nova-
menlo chegados da America, por preco conno-
do : a tratar na ra Direita n. 84.
Alt
Vendem-se 20 bois novos e muito gordos, es-
tando tolos acostumados a servir ; pode-se ver
no engeoho Sapucagi.e na occasio de se vender,
mandarse entregar em qualquer estaco da via-
ferrea, entre Escada e Recife : para informacoes
pode-se entender com o Sr. Philfield, no escrip-
torio da via-ferrea, villa do Cabo, ou com o Sr.
Aforde en tinga.
AUenQo.
Vende-ee um preto de meia idade, com habili-
dades : na ra Bella n. 37, primeiro andar.
Rm do Amorim n. 43.
Vendem-se ceblas nova3 e grandes a IgOOO o
cento.
maiffl^
Ama de leite.
Offe ece-se urna preta con muito e bom leite
para c iir: na ra do Imperador o. 30.
I ede-se aos crodores de Senna & Rabello e
Joaquim Bernardo de Senna, loja de fazendas ra
da Mafire de Dos n. 9, de compareceris ama-
nba ak 2 horas da larde no escriptorio de Arku-
vight A C, ra da Cruz n. 61.
padariaLeo do Norteda ra do Coto-1
ecisa de um hemem branco bom traba-
SKai33M-aiedi3Si3aigaftie&
SOCIEDADE %
ova-Uniao. I
A 5#000.
Madapolo largo muito superior com pequeo
toque de a varia a 5$ pe?a : na ra Nova n. 42
na ra Nova
andido Ramos & C.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
cios Aranaga Hijo & C, ra do Trapi-
rhe Noto n. 6.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DR
Navegac3, costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
^facao, Aracaty e Ceara'.
O vspor Iguarasa, commandante Moftira,
sahir para os portos do norte at o er& so
Quarta-feira 8 do corrente.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio a requerimento de Prente
Vianna & C-, vender a dinheiro ou a prazo em
seu armazem na ra do Imperador n. 75, as di-
vidas que pertencerm a Manoel Francisco de
Moraes, na importancia de 1:5629245. As 11
horas em ponto.
LEILAO
DO
Sitio do Arraial.
Terga-feira 14 do corrente.
Antunes vender definitivamente o sitio do Ar-
raial diversas vezes annunciado, pelo maior pre-
go que encontrar, o qual alm de ter boa caa e
muitaa rucleiras, conten mais o riacho que cor-
re pelo meio de aeu terreno que o lona muito
reconmendavel. Na mesna occasio tender
Urna escrava
boarcozinbeira esem achaques. As 11 boraa sn
pon lov
A 7 do corrente.
Joo Baplista Horner capito da bares belga
Maria Thereza, cootinuar por intervenco do
agente Oliveira e sob as clausulas do ultimo lei-
lo de 3 do corrente, a venda publica de tres
botes, vergas, mastareos, um chronometro, sex-
tante, agulha de marear e outros pertencea da
mesma barca : terca-feira 7 do corrente ao meio
dia em ponto, no armazem do baro do Livra-
mento sito no Forte do Mattos, onde na occaaio
haver o leilo de caf annnunciado.
LSILfiB
DE
Carros e cavallos.
No dia 8 do corrente.
Costa Carvalho fu leilo no dia cima as II
horas da manha na ra do Sol n. 27 esquina da
ra daa Florea, de 4 earroa e 6 eavalloa, 6a car-
roa com seus pertenece [um carro maia usado.)
Ao meio da em ponto..
O agente Hyppolito continuara'
ieilSo do liaros quarta-feira 8 do cor-i
i ente e para isso convida notamente a
todas as pessoas que assistiram ao pri
metro queima, que comparecam auin
te- iira 9 do corrente em eu escnpfo
Por deliberarlo da actual directoria.de
eoaformidade com os nossos estatutos,
iviso a todos os Srs. socios compare-
:erem no dia 12 do corrente pelas 10 ho-
as do dia na acta desta sociedade, para
em assemblea geral elegermos a nova di-
rectora que tem de funecionar de maio
corrente a novembro prximo futuro.
Recife 6 de maio de 1861.
Gomes de Amorim,
Io secretario.
WWW VW* CKTV MBWOW il&M 'WVMTVVW MDwxVft
Attenco.
O procurador de causas Lucio Fer-
reira de Abreu, com provisao do supre-
mo tribunal da relaco, offerece os seus
ervicos na villa do Pilar das Alagoas,
>nde morae na talaia, a todas aquel-
as pessoas que delles se quizerern utili-
ar, e especialmente ao respeitavel corpo
o commercio, garantindo a todos o fiel
:umprimento delles e seleridade ; para
o que pode ser procurado nesta praca
em casa dos Srs. Rraga & Lima, ra Di-
reita n. 68, na ra dos Guararapes n. ">1
com Joao Ja nu a rio Pinto de Azevedo
e Antonio Pinto de Azevedo, que fi-
cam incumbidos de fazer chegar alli
qualquer correspondencia.
O abaixo assignado tem autorisa-
do o Sr. Manoel Eloy Mendes a cobrar
de seus devedores desta praca, como de
fora, com enrgicos poderes para usar
de meios judiciaes com oremissos. De-
clara mais que deixara' de continuar a
vender a qualquer pesso sem excepeo
que deixar de pagar-Ibe pontualmente
suas contas.
Francisco Jote Leite.
loja de Tertuliano
Ceroulas francezas.
Vcnden-se superiores ceroulas trancadas do
algodo a 18$ a duzia, ditas de linho muito finas
a 28$ : na ra do Queimado n. 22, di loja da
boa f.
Calcas de brim.
Vendem-se caigas de .brim branco fino de li-
nho a 59000 cada urna, ditas de dito de cores a
3$500, ditas de ganga franceza escura a 3$, ditas
de-dita amarella a 25500: na ra do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
Paletotspretose.de cores es-
curas.
Vendem-se superiores paletots de panno preto
e de casemira de cores escuras, obra franceza,
bem forrados e muito bem acabados, pelo bara-
tsimo prego de 209 cada um ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Tarlatana.
Vene -se tarlatana branca muito fina com 11/2
vara de largura propria para vestidos, pelo bar'i-
tissimo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, na loja da boa f.
Fil de linho superior.
Vende-se superior fil de linho liso muito fino
a 800 rs. a vara : na ra do Queimado o. 22, na
loja da boa f.
Bonets.
Vendem-se superiores bonets de marroquim
para meninos, pelo mdico prego de 2$500 cada
um : na ra do Queimado n. 22, na loia da
boa f.
Chapeos de sol de seda a 6$.
Vecdem-se muito bons chapeos de sol de seda
cora cabodecaona, pelo baraiissimo prego de 6$
cada um : na ra do Queimado o. 22, loja da
boa f.
Vende-se urna armago de urna taberna
com alguns gneros e tambera se vende a arma-
gao s, na ra Nova n. 50 : quem pretender di-
rija-se mesma.
Milho e farello a
3:000 rs.
Vende-se ferelo era porgo a 3J o sacco e a re-
lalho a 3^500, milho a 39200 : na travessa do pa-
teo do Paraizo n. 16 e 18, casa pintada de ama-
relio.
Queijos do vapor.
Vendem-se de 19800 a 29-: na travessa d pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Pianos
Sannders Brothers & C. tem para Tender em
eu arnazem, na praca do Corpo Santos. 11,
alguns pitaos do ultimo goslo reoentimente
ehegadoa dos bem conhecido e acreditados a-
brisantes J Broadwood & Sonada Londres
msito pronriootrt este elisia


I lili I
see
AR
O
DE
- TERC* TOBA 2.M MAlfeDlMf!;
10 i?.
La moda I Vil ha
propr ietario deste armazem par-
.1? a5 eB,.nuiroos fre*neariim cmo aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
*JSXZTrftH.e f!SL*.08 melhore ?indos porconta propia, vende-o por menos do que em outra qualquer parte.
Manteisa francesa
~. 7 '^',* a ass ora que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
tuUfr petla, Yvyson e preto
1#600 n. a libra.
Quejos Hamengos
#0 se far algum abatimento.
libra. 7 recenlemente chegado e de superior qualidade vende-ie a 640 rs. a
^ .os BMlhoresque tem viodo a este mercado por serem muito (rescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
Ca\xin\\as coa urna e duns Vibras ,-.
A.~ .., *- ~ **** avina elegantemente enfeitadas contendo
amrenles qualidadea de confeilos, amendoas eobertas, paslilhas etc., etc., o que ha mais
propno para mimo a 1$ cada urna,
Passas multo novas em ca1 com M, 15 libra8 Tende.,e unicamente no Pro.
gresjp a 2S cada urna.
o Sr.

is pe-
Je urna
ngueira : em
5 eslo obriga-
contrato celebrado
com o suppltcante para a factura da urna obra
que estando apenas co mecada, j por conts dells
Abllio
tirar-sa
quen
pequea parte no
prevenir ao publico que
dos ao cumpriraento da um
licante para a factura
est Tecebida pelo dito Loureiro a melhor quan-
lia do contrato ; pelo que o aupplieante previne
a quero quer que seja para nio fazer negocio al-
gum, visto como o abaixo aasignado os protesta
haver do poder de quem eitiverem, por serem
alaciados para desonoracio da predita obrigacao
que sobre elle pesa.3 de maio de 1861.
Jos Ferraz Daltro.

os melhores que ha neste genero a 29500, 2$ e
chegados neste ultimo vapor de Europa 1*600 rs., em por-
!
s
i
a mais nova que ha no mercado, vende-se unicamente no ar-
mazem progresso aflJOOO a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
BolacMnfca iuglea
mazem progresso a,3#000 a barrica t
J\UieiX.aS iraneezaS 480 ibraem porcose far algum abatimento.
ida imperial d0 afamad0 AbreU( e de outrog muit0$ (abricantes de
vende-se a I56OO rs. cada urna com
do afamado
LisbOa a 800 rs. a libra.
Latas com bolaehiohas de soda
differentes qualidades.
_ A ma'9 superiorque lem Tini)0 a Mte mercado a 900 rs. a libra.
jjbfa Uaw) em iata8 ,je j iDra> a maI, n0Ta que ha n0 mercado a 900 re. a
Peras secooA
" ^^w em-condecas d> 8 libras por 3&500 a retalho a 480 rs. a libra.
d^erot^^mCeX?S m*le1** novas que-b. por serem vln-
das em direitfcra a 800 rs. o frasco.
^eSH; macwr^e toii. m .. 1bra. em caixai de UBla ar.
a arroba a 9 *%*jl8"0a o m novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
ni^ muU D0' Tende'se para acab. <00 rs. a libra.
libra ,UC *" d6 b0m eSte genero Por 8erem muil noTOS a 56 '
Ranua de poreo retaliada
480 r. ihJTo- k. m in mais taque poda haver no mercado vende-se a
40U rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peixe de nosta *
r. ..ni a K j r,*t*,',* preparado da melhor maneira possivel das melho-
nq.?f1.dade",d.e pei" *uenVeta Portugal a ljHOcada urna, assim como tem salmo e
ifl?J8 a Va latastmenores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de oulras muitas
?,?* A*^* melhores fricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
rifiJ!, t ma"as(luino d llcor f"ncez de todas as qualidades, azeite doce pu-
b. *,aKarr?f. nozesa 320rs. alibra, ervilhas francezas. tructa em calda, axeiloVu
oaraus e outros muitos eneros que encontraro tudo de sunerior aualidade.
STHL # C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
g Rna da Imperatriz numero U 2
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
& Retratos em todos es- S
Stylos e tam&nlios.
Pintura ao natural em
2 oleo e acunar ella.
2 Coplas de daguerreo-
g typo e outros arte-
faetos.
I \mbrotypos.
$ Paisagens.
Aos senhores alfaiates e lo-
gistas.
No Recite, ra do Torres, casa n. 18, primeiro
andar, csese por machios qualquer qualidade
de obras, tanto Onas como grossas, com toda pres-
teza e aceio.
ARMAZEM
DE
ROUPA PE7PA
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO OUEIMADO 401
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
n.HS^ea!84*-e!e?eiltohaBempreiim sormento completo de roupa feita de todas
IZ ?"L H.Umb,lm 8e m,n,da execular P^edida, i vontade dos freguezes. para
que tem um dos melhores professores. 6 H
a
asacas de panno preto, 40#, 35# e
Sobrecasaca de dito, 359 e
Palitots de dito e de cores, 35, 30.
25J000e *" 20S0O0
uno'de'casimira de cores, 228000.
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka pretagolla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sUim pretos e de
cores, 9JJO0O
Ditos de alpaka de cores, 5 e
Ditos de dita prota, 9, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, jf, 4&500,
Ditos de bramaste da linho branco
6g000, 5000 e
Ditos de merino de cordo preto
15*000e V '
Calsss de casimira preta de cores.
12. 10, 9 e
Ditas de princeza e mehn de cor-
do pretos, 5 e
Ditas de brim branco e de cores.
5J000, 4500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ e
Dioe de casemira preta e de cores
liaos e bordados, 6, 5*500, 5 e
30000
30500
11S000
8000
3500
3500
3500
4*000
8000
6S00O
4500
2500
35000
880O0
3500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7J00O, 6000 e
Ditos de brim a fustas branco.
35500 e
Seroulas de brim de. linho
Ditas de algodo, 1 600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores. 2500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas de madapolao branco e de
cores, 3, S$5O, 2 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa,frar.cezes,
formas, da ultima moda 10S.8&500 e
Ditos de fellro, 6, 5$, 4 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 14, 12$, 115 e
Collarinhos de linho muito finos, <
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100, 90, 80 e
Ditos de prata galvanisados,
tente hosontaes, 40g
Obras de ouro, aderecos e meios
aoerecos, nnlseiras, rozetas e
anaeis
Toalhas de linho. duzia 12*000 e
Na h?raiia n. 6 e 8 da praga da
Independencia precwa-e fallar ao Sr.
Ulisse Cotes Cavalcanti de Mello.
Trocase
por moeda corrente as nolis geraes
dos padroes seguintes:
Brancas de 1 com urna figura
Ditas de 5 com urna dita.
Rxas de 50j.
Brancas de 500.
Verdes de 500.
? if}} aol,a is> banco da Bahia
** fi. e 20 rs. ditas da eaiu.
filial da dita de 20 : na ra da Cruz-
do oairro do Recite, armatem n. 27.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 5
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de ca-
xinhas novas
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo receido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
. No grande salo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentemente receido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3/f000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticcs na arte
de retratar acbarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenboras s5o convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
examinarem os specimens do
O devedores da loja de calcado
de Burle Jnior i Martins. tenham a
bondade de virem saldar os seus dbitos
nesteg 5 das do contrario se entregara'
* uma peisoa para cobrar judicialmen-
te. Faz-se este avilo para nSo haver ra-
zSo de queixa.
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATBIC8
DO DOCTOR
. SABINO 0. L. PINHO.
Huade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consulta* todos os das uteis desde as 0 horas
ate meio dfc, acerca das seguintes molestias :
^oltsLxas iasmulheret. motesliat das crian-
cas, molestia da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphtlilxcas, todas as especies de hbrts
Itores \nlermiltinies e suas consequencia,
V /"AR1,ACU ESPECIAL HOBEOPATHICA .
verdadeiros medicamentos homeopticos pre-
{.nf.0-8 BOm lod" M cutelis cecessarias, in-
m .1 e.m 8eus effei,0>. tno em tintura, como
tve? pe pre* mt comn>oa poa-
?' B* .* eicjmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
m!,? as carlei 5o acompanhadas de um
mpresso com um emblema em relevo, teudo ao
reaor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
iJn.iJ m?dlC0 Dr""e>ro. Este emblema posto
a a n" ,i8la dos medicamentos qua se pe-
ae. As carteiras que nao levarem esae impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinha^m, moentee c6rrente.com ca
- 1 ? T'Tenda de sobrado com bastantes commo-2
fe dos por ler outra casa terrea contigua com com-.
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
qualro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenla a sessenta paes por tarefa com um
i parol de cobre sufcientemente grande, com
i picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenla carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suficien-
te capacidad, urna destiladlo completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suis
respectivas garapeiras "que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, soa
respectiva estufa e caizdes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vitenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual Mr o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de msBsape. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que um esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861,
a Cndar-se em 1862, sendo avallada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condices e
lempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
Uno o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa devivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dosAfllictos. de manhaaat 1 hora da
larde.
llStlMO
aleado barato
DE
na roa larga do Rosario n* 31
dono deste estabelecimento nao Ihe sendo possivel
acabar com todo o calado at o fim de marco, como preten-
dia.l por isso resolve vender por menos, am de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzegiuos de Nantes sola patente a 8 e
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos ir glezes prova d'agua
Botasd i bezerro
Borzeg ins de lustre a 6, 7 e
Ditos te dos de duraque
Ditos to los de pellica
Ditos di lustre pespuntados
Sapate i de lustre de 4, 5 e
Ditos di lustre de 2 solas
Ditos ei Irada baixa de 1 sola com salto
Ditos dt dito sem salto para dai\sa
Ditos dt bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7.000
8,000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2,500
3,500
Ditos de urna sola com salto
Ditos de urna sola sem salto
Borzegulns de lustre para rapazes a
Sapales nara ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzegulns de stim branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspess
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5,000
4.000
3,000
5,000
4,500
3,500
4,000
3,500
2,500
2,500
3,000
DO
. a .! M_
MEDICO PARTEIROE OPERADOR
MOT1CM.
Os abaixo assignados, tendo feito concordata
com os senhores credores da massa fallidaCa-
minha Filhos-, que foi homologada no dia 15
de abril prximo passado, vem scienliflcar ao
coramercio em geral? que tem estabelecido urna
sociedade. especialmente para o fim da liquida-
cao da dita masaa, soba razo Santos Carainha
& lrmaoscontinuando com os mesmos estabe-
ecimentos nesta prac\ e as cidades do Araca-
ty e Ico no Cear. Recite 3 de maio de 1861.
Manoel Ferreira dos Santos Camioha.
Vicente Ferrtira dos S. Caminha.
Alejandre Ferreira Caminha.
Scolt Wil8on*& C. mudou o seu escriptorio
da ra da Cruz a. 21, para a ra do Trapiche
numero 4.
Precisa-se de ums
nma ou escrava para o
serwco interno de urna familia pequea, e que
faca as compras: na ra Augusta, casa
numero 84.
e
terrea
ue
cima fca anunciado.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DR. CASAA'OYA,
30Roa das Crnzes~30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
lellan e Weber.por precos rasosveis
Os elementos dehomeopathia obra re-
commendada intelligencia de qualq'uer
pGSSO A.
O Rvm. Sr. Jos Procopio que
morou em Olinda, queira annunciar
sua morada ou dirigir se a esta
graphia.
, 7".Dr' DeDry. dentista, successordo Sr. Pau-
to baignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gara em Pernambuco no mez de abril ou at
junno.
typo
O abaixo aaaigoado faz sciente a quem cor
vier, que se est procedendo inventario amiga-
vel peto eartorio do cscrivo Santa, dos beos
deixados por aorle do seo finado irmio Jos de
Swl&na Irio. Recife 8 da maio de 1861.
Jlo de Brito Corroa.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirargiio dentista, faz
todas as operacoea da sua arte e colloca
dentes artifieiaes, tudo com a superiori-
dade a per/eigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecetn.
Te agtue pos dentifreios ele.
\IL Lffi'S d,de que 'i" Podada e sem
mil* ilrJr" "w'Ptwio de Amorim lr-
maos, oa ros da Crn,3.
Sendo presentemente
Saotos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de latera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-nprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma deven, ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda atteaco.
Custodio Jos Alves Gunaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que Ihe venham saldar suas con-
tas no prazoAi 15 das, e quando as-
sim o nao fizercm serfio entregues a
leu procurador para cpbrar judicial-
mente, fazemo* esta observaco
qtxe ninguem se chame a i
para
gnorancia.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
P.e?errmi?;Va;aKdn,eDl C0DUo,ia <"'
-- Gaspard Villas, subdito francez, vai ao Rio
de Janeiro. #
Algodo da Bahia.
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tere
feito o seu deposito em casa de Marques, Barros
engenho.
Carlos de Lahautiere credor de Manoel
Jos Leite, declara que nao deu seu consenti-
mento ao mesmo Leite para poder vender sua
toja, sita na ra do Queimado n. 10, pois est
procedendo pelo juizo do commercio a compe-
tente accao contra o mesmo, do que protesta so-
bre a validade de dita venda.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel"P."
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
No da 7, s II horas, na sala das audien-
cias, depois de Anda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o escravo Florencio per-
tencenle ao ausente Francisco Augusto da Costa
Guimaraes.
No dia 7, na sala das audiencias, depois de
Hoda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se hao de ar-
rematar duas casas abandonadas, no lugar dos
A fugados, uma sita oa ra Direita n. 62, e oulra
na ra de S. Miguel n. 10.
Terca-feira 7 do correte mez, depois da
aud.encia do Dr juiz de orphSos, se hao de ar-
!?la'"de feJl tanas jolas de ouro. perlen-
cenles ao espolio do finado J. E. Chardon;
mrr,mr.eci,saa*ev lu?ar uma ca" ,erre ou mes-
?!mf de um andr modos para familia, e que tenha quintal e ci-
cimba, qua seu aluguel nao exceda de 20 a 25S
mensaes : quem tiver para lugar annuncie. *
Papagaio.
Na ra da Unio n. 48, precisa-se de umbom
Sf,Sflf*0' olTerecen1o-e recompensa generosa a
quem o apresentar. *
.r.tHlo?.0 Joa1uiin de ello divide a frente do
rtn.iDfre Pontei da Magdalena, e
vende os lotes de 33 palmos de frente, e um de
Pmosnoe fflo0 d> <",M' 8 ,odo M" *
A quem tiver filiado um cavallo preto
pequeo, magro, sem fetro algum, pode-o pro-
Sw.d T.'"fl.de Ifu. Podar do sub-
delegado, a ordem de quem foi tomado, e acha-
r86route.eSor8 Iguars8s den,aiode
L CONSULTORIO
. Cliniea por ambos os systemas.
(I Dr. Lobo Moscoso dconsultas todos os das pela manhaa, e de tardedeooisda 4
horas. C)ntr.apart.dos para curar annualmente, nao s para acidado como paraTbennos
u outilas propnedades ruraes. p engennos
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
pessoa, o da ra e o numero da casa. P 4 e
casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifeoo-
seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loia da
Jos JNogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
essa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constan temen te os melhores Medica-
mentos &< meopatbicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes..........". 109000
Dita de 24 ditos.................1B|000
tta de 36 ditos.................20OOO
Dita de 48 ditos................. 255000
Dita deOOdttos............... 30$o00
Tubos avulsoscada um.........: 1000
Frascos de tinturas. : :............ 2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........20*000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 10*000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......, 6900*
nome da
Nos
de rao rerQetter
iivros do
I
Sr.
Cura certa das hydropesias.
.--Jli"^"'"^"?6,10"01.*" Provincial de Pernambuco, de Sergipe e Alattoaa ora
P ful eVe imfnUn'do IY&ZE*?*"' 6 exe,rCe?do a medicina taita, localid"
mVfi.w o? P S d0 ?'" em muils molestias, administrando-as em dses ho-
S2 dSeftei? 8 U meDS Pr0VeU0' Prm Sempre Cm Certeza de que Dao Pjeodicava "os
Untn nni'fc umerode moleslias. 1 ta de tratar, uma classe me merecen
moleala V^ii dro eaCiam q"e "Pparece' como peIa "rtsdade que aprsenla.
muita attencio
Esta classe 'de
03,d' 'i'fc'Jn""Mrope8ai. por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
duzMrf hni. .i?.J? e8pe,ctacUv,, i tendo P?rm conhecimento de uma planta, que havia produ-
ieTo^n^!^2r-2f2 C"V tra'ei de 68ludar os seus eTeil0S a na Terde Uve ar-
zer di ver^que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesijs
que aflSmP"nEiS^^ ""^ P"5i?" d- DUmer d" m,e8li" mais terrifeis
?u.go ttK SSSSSr?ff i hr.nidad?^^Tl=l S^-JS?- 0S que -aia sSSS'S= rcas^^^^rle tso poderoso'
qual d-se em verda-
rapre ou quasi sempre o
as operacoes que se repetem para
scils (hydropesia de ventre) costumam extrahir o
, MtPkrranW6 ^ a causa.d Mropesia. elle a co...M.u, a p,
de alm\TfiL HqU,d, qUe con,teaaacii um meio palli.tivo com o
X ti S5S o" Kl.nr^^.'JS le1-.a:C--d0 ^ro particularmente do b35o.
para appli< a-lc
fdr o seu e itad
ao Illm. Si
80 ,B6A. nnnfm,ramJ.0mOl-TO lhe"lribu' meu sincero agradecimento.
minha casrSa daqR.rta nqiTn pr-Veilar,d0s meus fracos 8erT0S se d'gne de Procurar-me em
ia casa ra da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Alves Tenorio.
ENTRO COIMERCIAL
IS |Rua da Cadeia do Recife IS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jo Charut >s do Rio de Janeiro a
Mach ido & C, vende-se em porco e Swuiho Ll"^ a5tica dos S"' Domingos Alves
res e verdaderos charuto i auWroi da B*! ? ''2 T deD08'1?. como superio-
menc. do que em oulra qu/lquer parte 'lha' h"aD8' ,U1850S e bamburgo poj
Cigarros superiores n *
de lie ho. de seda. arro.. pardo i henaK U*?f} p,lh-" de milho- de PaP* rosso,
de G maraes & Coulinho. nesPaQnoes ido de superior tabaco do Rio de Janeiro
Bocaes para charutos {t7BnA.
zi. 1&00. f-^end. superior com agarras de metal a 1 cada um. du-
Papel pardo nicot
3*.. ^^23^r4tfSs.a:srBri
ira
Tabaco do Rio i .Taer 'ZZZZZ. !T"."25',W'
papel
o-
e cachimbos.
a libra, da fa-
Joo de Carvalho Raposo.
4teacao.
Roga-seao Sr. d engenho, a quem por enaa-
paiaado 6i.ccas de assucar vasios, om lur-
ea MiiiuaMa em tinta epcarn.da.s quaiS Sr
favor mandar entrega-loi no engenho do* a^
riiouindo Marques Um, ru, wlrea do j
brica di Guimaraes & Coutinho. PCad P'M C'Chmb8 dgarr05 ,000
t!k! iUrC0^ 1" ,ib1ram? 1bra P 38. Pfa cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur de harlebeke m maP. a
chimbo^, farendo-se abatimento em J"c8o.5 d E7 manilha depapel briOCO, pard0 a h
Machinas e papel pira cigaos de manilhl.
VasosdTourf"em""^de"a"Hbr*'dUosde'*,ibr'f'MDd88up"i"- '
C h h eb"ro P"a Ub'co' "p
do nao .g^0U0W%8radorV.eadd08 toanw-" ** (c> qu.n-
3ocommeada;ancai.ouai-8e e remdeme aoa iau. deetiaei eom bre-
Apromptaia-se
vdade.
AlDl^ue flca expQSt0 lom Qm Tat.ado MrUmenw ^ ^^ ^^^^ ^ ^ ^^ ^
barato do^1ut^^^ *"> ^ Ue^e Tend .multo ais
Vender muito para vender barato
, Vender barato para vender muito.


()
AlftIO MT HMttMWOO. TEW> FB1A T MIl D itn.
PttbUca$es 4o wttoto iomeofa-
Iha do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
MEDICINA MUrATllCi
bralo
pessoas qne
vel a todas m
quizerem carar mo-
meepathteaunente,
C6BTUD0:
definic* ciara dos termos de medicina: tu
comms meta frtqumtts daitmletiat: ot tymp-
fema, porqu eslatte faztm eonhecer : ot me-
dicamentm* que melhor lhe carrespnndem : a
quantidade da dote de cada medicamento e
seus respectivos intervalo na moleliat agu-
da* e ehronteas: a hora da dia ou da noile,
em^ue o medicamentos daseneoloen melhor
taa accao : a maneira de alternar o medica-
mento : a maneira de curar o envenenaren-
to, a mordedura de cobra, faeadat, tiro,
Juedas, pancada e fractura toda a mo-
tslias conhecidat, principalmente ai que gras-
sam no Bratil, qur na pessoas livres, quir
na escravat: o loccorrot que te devem pres-
tar A mulher durante a prenne*, na occasio
do parto e depoit delle: ot cuidado que a
crianca reclama, quir logo depoit do nasci-
mento, qur durante a infancia : ot perxgos a
Sue estao sujeitos todo os que tomam reme-
ios allopalhicoi: e muito outro artigo de
vital inters; bem como urna detcripco con-
cisa, e em linguagem acommodada d intelli-
gencia das pesios extranhas medicina, do
orgo mais importantes, que entram na com-
posico do carpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto i possivel to-
dos os orgaos interno, phisiologica t outra mostrando as dt/ferentes
regida abdomivaes. (A primeiro c colorida pa-
ra o senhores assignanles.)
PELO DOTOR
SABINO OLEGARIO LCDGERO PIKHO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos hoaeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais ain-
a aos paes de familias, qur das cidades, qur
o campo, chefes de estabcleciraenlo, capitaes de
navio, curas d'almas, etc que por si mesmos
quizerem eonhecer os prodigiosos effeilos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitaodo sua
Tiagem Europa.fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o hara feito, acontecen
que antes de acetar a pvblicaco visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolreu mudar inteiramente o
plano que baria concebido, e dar toda i expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proreilo pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem dun-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes cora 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15$, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso cusior 25$.)
Acha-se igualmente em va de pnblica-
cao a segunda ediccao da
THSOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposicao da
materias, como no que relativo ao modo de ad
ministrar as dees, ao estudo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demonse
traliva da coniinu idade do tubo intestinal desd-
a bocea at o recto.
A assignatura de 8g pagos na occasio de as-
signar, [depois de impresso custar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20$ em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao or acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigna-se em casa do autor, rua de Santo A-
maro, (Mundo Novo) n. 6.
Aluga-se um terceiro andar e sollo, com
boa cozinba, {orno, etc., tm uta melnores
ruis do bairro te S. Fr. Padro Googalves: a tra-
tar na r*a da Csela a. 83, loja.
' Precisa-se de urna preta eacrava para o ser-
vigo interno e externo de urna casa de pooca fa-
milia : a traUr na ra da Cadea do Recite n.
J. flag-^nat] rfcrantHOW
Coqueluche ou tosse con-|
\ulsa.
Qaen qnixer ver sena Blhos curados
dessa terrirel molestia com toda segu-
ranza e no menor espago de lempo oe-
sivel, consulte o Dr. Sabino O. L. Pinho,
que garante o resollado.
Ale* a-se a toja do sobrado n. 39, aito na
roa do Imperador : a tratar no Moodego, casado
fallecido commendador Luiz Gomes Ferretra.
1
CaMoie.
A urflidade da pomada in-
sana nio so de fazer nas-
cer oe cabellos mai tambem
de dar-lhas torea para avi-
lar a calvicie e alo dlla-
los embraoquecer tio cedo
como quando ella nlo or
apalicada ; alem disto, sen-
do aa cemposicio formada
da substancias alimentares,
a absoegae pelos poros nio
nociva. Depsitos, rae do Imperador
n. 59, o roa do Crespo a. 3.
O bacharel Antonio Aones Jacome Pires
contina a advogar na ra das Plores n. 9.
Precisa-se fallar ao Sr. Licurgo
Albuqueique do Natciment, e como te
ignora sua morada pede-se lhe queira
annunciar.
0 backarel WITRV10 pede ser
pode ser
S7 TrLeitTrog" a eui deVe- j [ pTteBMide na ra Ntva 23, primeiro
dores que se dignem mandar pa- andar, do sobrado da esquina que volta
gar seus dbitos na sua loja da [para a Cambo dv Carmo.
ra do Queimado n. 10, enten- \ Soldam-se qualquer pega de louga ordina-
ria, porcelana, vidro e barro, soja qual for a
qualidatede objecto : na ra do Livramento n.
31, loja de caiga do.
LOTERA.
N8o sendo potTei ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar matear ja o dia im.
preterYel da estracc&o da segunda par-
te da nona lotera a beneficio da igreja
matriz da Boa-Vista sem ter rendido
boa parte dos bilbetea risto que teta f-
cado sempre com porcSo e nelles tem
tido graves prejuizot motivado pelas
faltas de recursos pecuniarios em que
nos adiamos e pela grande porc^o de bi-
Ihetes, meios e quartos das loteras de
outras provincias, que Tinelo constante-
mente por todos os vapores sao astucio
smente vendidos contra as
' gj
<&$%%<>
EAU MINERALE
NATURALLEDE
botioafraseeza
10, enten-
tendo-se pata esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Pechincl
sem igual.
Feitor.
CASA
DE
commso de escravos,
pateo do Paraizo n. \ 6,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, qne se achava
eslabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ah
da mesma maneira se contina a recebar ascra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conta de seus senhores, nio se poupando esforcos
para que os mesmos sejam vendidos com promp-
tido, aQm de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delles. Ueste mesmo estabe-
lecimento ha sempre para vender escravos de
ambos os sexos, velbos e mogos.
II O abaixo assignado taz setente
t a todos os seus amigos e aquellos
que o quizerem honrar com a sua
confnnca,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procuia-
rado desdeas 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos das uteis.-
Eduardo de Barros FalcSo de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
iaieaiasiMfS 6sWs8s*BMMssMDI
arrra wBSW W*t" CAV *7n>lk> PotW freo** */m^ swmv Cfliv &mn
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servic.0 ordinario de urna casa, e queira acompa-
nhar a urna familia provincia da Paralaba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
Der advocat Cicero Peregrino faehrt
fort seine dintele zu bedienen, in sei-
nem Comptoire Queimado Strasse n. 26,
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
mittags 3 Uhr zu sprechen sein wird.
Precisa-se de um homem que saiba tratar de
arvoredo e trabalhe bem, para tomar conta de
um sitio perto da cidade : nao importa que tenha
familia, porque ha casa no mesmo sitio para mo-
rada : na ra da Cadeia n. 41.
O Sr. Basilio Baptista Furtado queira diri-
girle a esta lypograpnia, que se lne precisa
fallar.
No bolequim da ra larga do Rosario n. 25,
precisa ae alagar om preto.
Aluga-so o segundo andar do sobrado n. 27
da ra do Imperador, com bons commodos e
acetado : a tratar no primeiro andar do mesmo.
Offerece-se urna mulher branca de meia
idade para servir em urna casa de familia : no
becco do Peixoto n. 15
Ha para alugar-se urna preta cozinheira :
na ra Nova n. 43.
Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiantes fora da
praca ou engenho, annuncie, ou dirija -se a tra-
tar na ra de Hortas n. 27.
o corte, cilmbraiaa brancas de 10j> a pega, com
pequeo tuque de mofo a 3$ ; na loja do sobrado
de qnatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s Moretra Lopes.
Batatas.
Vendem-se batatas ltimamente
2g000 : n rea da Madre de Dees n.
chegadas
30.
Perda.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija : na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
I Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater de C,
ra do Vigario n. 3 um bello sor timen lo de
relogios de o uro, patente inglez, de um dos mais
afamado$ fabricantes de Liverpool;
ama variedade de bonitos trancelins
mesaos.
lambem
para os
Atiendo!!!
>$;
m
SJF
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio na ra do
Queimado n. 2*, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
Vendem-se os escravos seguiotes, sem vicios
edefeilos, todos sadios : urna preta ptima cozi-
nheira e lavadeira de sabio, e outras habilidades,
2 ditas engommadeiras, 1 dita que coziuha bem,
cose, engjmma muito bem, faz doces, cose e cor-
ta de alfaiate, lera 40 annos de idade, e 1 dita que
tambem cojinha muito bem o diario de urna casa,
cose e faz todo o mais servico; 1 preto de 50
anuos, forte e robusto, proprio para servico da
praca ou de sitio ; 2 ditos mogos e possantes pa-
ra qualquer servico, tanto da praca como do
campo ; 1 mulato e 1 dito acabocolado com 16
annos, proprios para pageos ou outro qualquer
servico, sendo que um delles monta muito bem
a cavallo, e 1 moleque de 13 para 14 annos, de
bonita figura para todo o servico : na ra das
Cruzes n. 18.
Preciss-se de 2'000$000 a premio sobre hy-
potheca em bens ; quem quizer eoouncie a sua
morada para su tratar.
Veude-se urna mulata de bonita figura, sa-
be lavar de varnlla e sabo, engomma, cose cos-
tura cha, c cozinha o diario de urna casa : quem
a pretender, dirija se arua larga do Rosario nu-
mero 26.
Vende-se um escravo preto caiadoj, que d
por dia 1$280, ao comprador se dir o motivo :
ao paleo de S. Pedro n. 19.
Vende se urna escrava com algumas habi-
lidades ; na ra Nova n. 15, tegundo^andar.
Ceblas a 1#200 o ceuto.
Bolachinha iogleza a 160 rs a libra, toucioho
de Santos a 240, presunto a 320 : na ra das
Cruzes n. 24, esquina daatravessa do Ouvidor.
Precisa-se de um caizeiro para taberna, de
12 a 16 aonos, queaGance sua conducta : na ra
daeCtuzes n. 24.
Quem annunciou precisar de um caixeiro
para tomar conta de urna taberna por ualanco,
dirija-se a ra larga do Rosario n. 23, que acha-
la com quem tratar.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de
taberna e que d fiador a sua eonducta : em Fo-
ra de Portas, ruando Pilar n. 135.
Quem precisar de urna mulher para eogom-
ruar, coser, ou outro qualquer servigo de casa,
dirija-se a ra Augusta n. 47.
Precisa-se alugar um moleque para o ser-
vigo de um homem solteiro; na praga do Corpo
Santn. 21.
Precisa-se de um moleque captivo para to-
do servido de urna casa : na ra da Cadeia do
Recife o. 48, terceiro andar, achara com quem
tratar.
O abaixo assignado roga ao Sr. S. A. V.,
morador na Caponga, que em fevereiro do cor-
rele anno levou dous penles de tartaruga para
amostra, com o fim de comprar um, o favor de
os vir entregar, sob pena de ver seu nomo por
extenso, e ser chamado peraote as autoridades
competentes.
Jos Joaquim da Cunha Guimares.
O aDaixo assignado faz publico que comprou
ao Sr. Antonio Raimundo de Mello, a escrava
parda de nome Joauna, de idade de 30 annos,
om um filho, tambem um mulatinho de nome
Candido, de 2 annorde idade, deixando-os em
poder do mesmo, por assim pedir mulher, quan-
do os mandou buscar, elle respoadsu que ditos
escravos hafiara desapparecido de seu poder sem
que soubesse para onde. Supae-se que os raao-
dou occuliar no Recife ou em Afosados. Desde j
protesta o abaixo assignado contra quem os li-
vor, cobrando o dias de servico, e procedendo
com o que determina a le em casos laes.
Antonio deSeuza Ieao.
5@
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
may be consulted on matters affecting
his profession at his office, o. 26 ra do
Queimado 1 st. (loor, daily from 10 at 3
o'clock.
L' avocat Cicero Peregrino continu
exercer sa* profession, ra do Queimado,
26, 1." tage, ou l'on peut le trouver
tous lesjours de dix trois heures.
Alugam-se o primeiro e segundo andares
da easa da ra da Cruz n. 21, com excellentes
commodos e aceio, sendo o primeiro andar o
mais proprio possivel para escriptorio : a tratar
oo armazem da mesma casa.
Aluga-se urna preta idosa para
casa de pouca familia, que cozinha o
diario de nma casa, compra e lava de
sabao e vat relia : na Estancia n. 4.
Offerece-se urna mulher branca para ama
de casa de homem solteiro: quem precisar diri-
ja-se a ra das Flores, sobrado n. 30.
Ao Sr. Germano.
Pede-se por sua bondsde que leve espectcu-
los nos dias santificados, e podendo ser, princi-
piar as 4 1|2 horas da tarde, e do contrario s 6
1|2 ; esperamos ser servidos, o que nao de es-
tranhar, visto sempre sermos attendidos pelo Sr.
Germano, principalmente o Avo dos caixeiros.
Perdeu-se da igreja de S. Francisco, ra
das Cruzes, Crespo, Passeio at o caes do Ramos,
um alfinele de ouro para senhora : quem o achou
leve-o a ra das Cruzes, loja do sobrado n. 20,
que ser recompensado.
Ptecisa-se alugar um sobrado de um andar,
ou um segundo andar, na freguezia de S. Jos,
daodo-se bom aluguel e bom tratamento a pro-
priedade, ou permuta-se por outro : na ra do
Raogel n. 11, loja de louga.
Precisa-se comprar urna cabra bicho, que
sirva para criar urna changa, e paga-se bem : na
ra do Imperador o. 67, no segundo andar.
Antonio Coelho Ferreira retira-se para Por-
tugal afina de tratar de sua saude, e julga-se sal-
dado de suas contas : mas quem se julgar cre-
dor, apresente-se em continente
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Duar-
te Coelho ; na ra da Madre de Dos n 38.
Na quinta-feira prxima passada perdeu-se de
cima do mnibus, da ponte do Recife at a ra da
Gloria, um lirro impresso em allemao : roga-se
encerecidemente a quem o tiver achado, de levar
ao armazem da ra da Cadeia n. 21, onde ser
recompensado.
D-se 2:000g a premio com hypolheca em
predios livres e aesta cidade, assim como peque-
as quantias at 1009000 sobre penhor de ouro e
preta: na ra do Rangcl n. 67, segundo andar,
se dir quem faz este negocio, das 4 horas em
diente.
Frederlck Weozelberg, subdito Meockelem-
burguez. retira-se para o Rio de Janeiro.
Na ra de S. Congalo, sobrado n. 29, alu-
ga-se um moleque escravo de 18 annos, bom
cozinbeiro, sabe perfeitamenle tratar do aceio de
urna casa, muito fiel, prefere-se ser para casa
estrangeira.
A pessoa que annunciou preciaar fallar ao Sr.
Licurgo de Albuquerquo Nascimento, dirija-se a
ra da Imperatriz n. 30, segundo andar, a fallar
com seus manos, pois elle se acha no Cear tra-
tando de sua saude.
Avisa-se s pessoas que tiverem contas
com a barca iogleza City of lhe Sultn, que na-
jara de apresenla-lae no escriptorio de Saunders
Brothers & C, praca do Corpo Santo, at segun-
da-feira 6 do correte.
Toma-se 1:0008000 a premio, dando-se um
predio de graodo valor por garantia : a quem
convier aoDuocie para ser procurado.
Estabelecimento de carros f-
nebres do pateo do Paraizo
n. 10, do abaixo assignado.
Chegou a este estabelecimento um
riquissimo panno de velludo preto, bor-
dado e guarnecido de ouro fino verda-
deiro, para en trros de pri meira ordem.
Existem carros fnebres para anjos,
donzellas e defuntos, entre estes um to-
do preto decentemente guarnecido.
Tambem se fornece todo o necessario
para qualquer enterro ou oflicio, sem o
menor encommodo das partes, com as-
seio, promptidoe prer.os commodos, a
qualquer hora do dia e noite no mesmo
estabelecimento ou no mesmo pateo lo-
ja dosobfado n. 13 e sobradon. 18.
Jos Pinto de Magalhaes.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a
18 annos, para a cidade de Olinda, nos Qualro
Cantos : a tratar na ra do Nogueir, taberna
numero 49.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de ssoito lindas cores, pelo baratiasimo prego de
di$po5icoes 5J, ditos de merino liso muito finos a 49. lindas
em vigor, aniquilando assim as nossas Uassas org.ndys matizadas a 240 n o colado,
. u a i cortes de chita fraoceza com 11 cavados a 2500
loteras (em proveito de paiticulares)e
em detrimento das urgentes necesida-
des que tem os nossos hospitaes, reco-
lbimentos de orphaos, matrizes (que se
acham quasi todas em ruinas) a fazen-
da provincial e mais beneficiados visto
como sua commissao insignificante como
em partes de loteras to pequeas e
que maiores nao ppdem se pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empregados, juiz, typographia, listas,
annuncios e outros muitos e alm disto
ao jogo forrado dos que sempre ficam
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as-
signado garantido dos grandes prejui
zos. Acham-se pois a venda os bille-
tes, meios bilhetes na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e tojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos Vieira, ra Direita n, 3 botica
do Sr. Ghagas e no Recife ra da Ca-
deia n. 45 do Srs. Porto & lrmao
Aluga-se a loja do sobrado n. 22 da ra do
Vigario, assim como a sala de detraz do primeiro
andar do mesmo sobrado : quem o pretender,
dirij a-se a mesma loja.
Modista de Lisboa
Na roa das Croies n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda,
enfeites de cabega, lambem se lavam e enfeitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tido e pelo oslo de Pars, para o que recebe ii-
guraos por todos os vapores que vem da Eoropa.
Venda de urna casa
terrea.
A casa terrea da ra da Roda n, 23, annuncia-
da para a ultima praga de sexta-feira, 3 do cor-
rente da semana prxima paseada, nao teVe lu-
gar por nao ter tido audiencia, pelo que fica
transfer la a sua arrematarlo para o dia terca-
feira,7 do correte, na audiencia do juizo muni-
cipal da 1.a vara do civel, escrivo Baptista, com
os grandes commodos j annunciados, e pelo pre-
go de 3:2009, e rende annualmenle 5409, inclu-
sive o soto.
r
GIZ.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente -de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Vende-se confronte ae porto da fortaleza
das Cinco Pontas o seguiste : carrocas para bois
e cavallos, earrinhos de trabalhar na alsndega,
ditos de mo, lorradores de caf com fogo, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, a
bem assim rodas de carrocas e earrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outraa obras tea-
denles s officinat de ferreiro e earapina, e alu-
gam-se tambem carrocas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de recebar um novo
e grande sortimento de banhas, eatrectoe. leos
para cabello, opiata, abneles, ec, etc., e com
i isso a estimada banha, fluide napolitain, em bo-
nitos e grandes copos m vidro opaco con lampa
de metal. Essa banha por sua auperiordade e
activos cheiros de rosa eflor de laranja, i ho-
je bem conhecida e apreciada, contina a ser
vendida a 2300 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
4
# Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
% Hoendas deesnna.
d^ Taixas.
^ Rodas dentadas.
S} Bronzes e aguilhes.
s^ Alambiques de (erre.
^ Crivos, padrdea etc.,'ate:
jj Na fundigode ferro de D. W. Boirmai
m ruadoBrum passaado 'o chafariz. <
Grande porgio de gaz chegou ao antigo depo-
sito da ra Nova n.20, aonde se tem vendido os
verdadeiros candieiros econmicos. Esta ultima
remessa ainda de superior qualidade s outras
que tem viodo, garante se aos consumidores a
verdadeira qualidade do gaz idrogenio : na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Veade-se um preto de bonita figura : na
praga do Corpo Santo n. 17.
Vendem-se seis nonas partes de um sitio
com casi de vivendlrTna estrada do Parnameirim
junto ao sitio do Sr. Francisco Guedes de Araujo :
a tratar be ra do Queimado n. 18, segunda loja
viodo d( Rosario.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
POR
Jod Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino d
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz u. 12 loja. "
Compram-se moedas de ouro de 209 no
escriprorio do Manoel Ignacio de Oliveira & Fi-
lho, praga do Corpo Santo.
Compra-se bucho de pescada ; na ra das
Cruzet n. 1.
Vendas.
6 e 8 da praga da Independencia a l?0O0.
Vendas.
Ffio de algodo
da Baha.
Vende-se fio de algodo da Baha por prego
comrai do ; em casa de Basto & Lemos, ra do
Trapic 10 n. 15.
Potassa.
Ven ie-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Bic de Janeiro, por menos prego do que em
outra [ualquer parle : no armazem da ra de
Apolle
Espern\acete
de 6 velas cada masso a 800 rs. s retalio, e em
caixa e-760 rs. : na rua do Imperador n. 38, ta-
berna do Campos.
Uoje, depois da audiencia do Dr. juiz muni- com 1aem l?Ur-
Attenco ao Carioca.
Na rua estreita do Rosario n. 25, loja de funi-
leiro, exisle om grande sortimento de obras de
(landres de todas as qualidades, como seja bahs
de todos os tamanhos com fundos de madeira e
[echaduras, caixas para conduzir eomidas, badas
e banheiros de formas elegantes, formas para
bolos e pudios, assadeiras, urnas grandes e pe-
quenas, emfim tudo quanto desejar se possa em
landres, sendo todas estas obras do melhor gosto,
e bem acabadas, que s a vista animaro ao com-
prador, e por mais mdicos precos do que em
outra qualquer parte ; recebem-se encommendas
e se garante a promptidao.
Mudanca de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas
tranaferio a sua residencia para a rua Augusta,
casa d, 43, onde pode ser procurado a toda as
horas para o exercicio de sua profisso.
Aluga-se um escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na rua da
Cadeia do Recita o. 29.
Francisco de Paula Dias Fernandes, sua se-
nhora e um filho menor Ildefonso vio Europa,
e levam em sua companbia urna criada, ficando
procurudores.em primeiro lugar Jos J.Dias Fer-
nandes Jnior, e em segundo Jos JoaquimDias
Fernandes.
Precisa-se de um boleeiro que teoha boa
conducta e que seja forro e de cor preta : quem
esliver nestas circunstancias, dirija-se ao Man-
guioho, sitio da viuva Carvalho, onde achara
cipSl da 1.* vara ser arrematada urna cama
fraoceza, urna commoda, urna marqueza e cinco
cadeiras, tudo de amarello, penhorado a Carlota
Marques da Silva.
Duas escravas.
Na livraria n. G e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
m O advogado Innocencio Serfico de
tjp Assis Carvalho declara que para os miste- 0
& res de sua profisso s pode ser encon- *M
# trado em seu escriptorio, rua do Queima- #
9 do n. 14, das 10 1(2 horas da maoba at @
s 3 da tarde, nao podendo ser antes 0
por estar oceupado nos trabalhos de
sua cadeira no collegio das artes.
:
Urna pessoa que se retira para Europa, vende
duas escravas : a tratar na rua Imperial a. 1, se-
gundo andar.
Vendas.
Venda-s a taberna da rua do Codorniz n. 12,
muito afreguezada para a trra, e com poucos
fuodos, propria para um principiante; a tratar
na mesma.
Os Srs. Manoel Corroa de Amorim, mora-
dor no eogeoho Piedade, Joo Aaloso Pereira
de Oliveira, morador em Murfbeca, Jernimo Jo-- das melhcrres ras do bairro do
s da Costa, Juvioiano Diamantino AWes ds Li- na rea da Cadeia n. 33, loja.
ma, Antonio Vicente, queiram apparacer na loja Acha-se justa e contratada a padaria de
da rua Direita n. 68, a negocio que lhe diz rea- Cachang. pertencente a Sra. D. Hara d'Assutmp-
peito. gio Cavalcanti de Albvquerque : quem se julgar
VenrJP-se urna negra moga do bonita figu- com direito a mesma por qualquer titulo, anoun-
ra eord u filho de 3 annos, cozinha bem o dia- ci per este Diario, ou dirija-se a rui de Arago
rio de urna cesa, lava e passa roupa a ferro ;.na n. 9, no prazo ds cinco das, a contar da data
rus des Pires o. 43. deste. Recite 7 de mito de 1861.
Aluga-se a loja do sobrado da
rua da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesma rua n. 40.
- Aluga-se um terceiro andar e soto n'uma
Recife; a tratar
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
tarradas, de lindos padres, que se vende por
prego muito em conla, assim como filas de cha-
melote de todas as cores, proprias para cintos,
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torgalcom vidrilho muito novas a lg-20o par,
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda endi-
tadas com bico e vidrilho a 29 isto s se vende
na aguia de ouro n 18.
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 40 cada um ; na rua do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte :
Manteiga ingleza flor a 10 a libra, franceza a
700 rs., cha preto a lj-ioO, passas novas a 560,
concervas fr*ocezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toucioho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 10400, charutos suspiros a 4$ a
caixa, toucioho de Santos a 240 a libra, vioho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 10 a
1J500, rap Gasse da Baha a 10 o bote, cognac a
9$ a duzia de garrafas, cerreja a 500 rs. a garra-
fa, e 5S500a duzia. cha hysson a 20500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporgo.
Vende-se a taberna sita na tra-
ressa do Queimado n. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
fundos, a dinbeiro ou a prazo : a tratar
na mesma ou na rua da Senzala Yelha
numero t-8.
SEDULAS
del#e5#000.
Coutioua-se a trocar sedulas de ama s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desla provincia, e as notas das mais pregas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, rua da Cruzo
o. 1.
(
Luvas de torzal
com vidrilho a 1000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no aeu proposito
de barateira, eat veodendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 10 o par;
a ellas, antes que se acabem : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca receben mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente b*
eca, cojos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem do sahr, como para tbeatro, baile,
etc., cusa cada caixinha 2jJ, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem da serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis: ven-
dem-ae ns loja d'aguia branca, rua do Queima-
do a. 16.
n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
A 1#000
a lata Icom duas libras de excellente mermelada
nacioi al ; na praga da Independencia n. 22.
A reos para salas a balo.
No armazem de fazendas de Joo Jos de Gou-
veia, ijiia do Queimado n. 29, outr'ora27, vende-
se a 160 rs. a vara.
Farello de Lisboa.
Farlli
de Oliveira Azevedo, em seu armazem
vessa da Madre de Dos n. 5.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e piano
por pregos rszoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luyas de tercal a 800 rs, o par.
Chitas escaras francezaa, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos eslreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de breianha de rolo a 2J,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo da
duas largaras a 640 a vera, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a ig40O a vara, lavas de torgal multo finas a
00 re. o psr : s loja est aberta das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. %
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco aase-
tinado, que*se vende por baralisaimo prego da
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito batxos pregos : na rua
da Imperatriz n. 12, loja de Raj-mundo Carlos
Leite lrmao.
Farelo e milho
. a 3,500 rs.
No largo do Paraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56, rua da Imperatriz,
outr'ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar 111 chitas essuras cores fizas
a 160, 180 e 200 rs. o covado. ditas francezas a
o de Lisboa muito novo, vende Jos Luiz Jg 260 e 280rs o covado. lia para vestidos a
na tra- 32 C0Tad. chales estamparos a 2&700 cade
1 um, pegas de cassa para cortinados a 2*500, ditas
de cambraia para forro a 1$6O0, ditas finas para
vestidos a 2*500, 30, 3J500, camiss para senho-
ra, golliohas e punbos muito finos e iulremeios,
e tiras bordadas, tudo isto por barato valor.
A12*!!
Parece incrivel chapelinas de seda para
sen oras de melhor gosto possivel a 12$.
par i acabar : na loja de Guimarea &
_ Villar, rua do Crespo n. 17.
HV #* "UIW C*UW WWWWWWWWVMVnVSVt
Acabu de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edigo da cartilha ou compendio de
doulria christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
conlinhi a antiga cartilha do sbblde Salomonde
mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
qne aquellas nao tinham ; modo de a-
lar um moribundo nos nltimos momen-
ida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o correte anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do-a esta edigo da cartilha urna
preferencia sss importante : vende-se nica-
mente na livrsria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
e padre
orages
compan
tos da
Potassa da Bussia e cal de
Lisboa.
No bem conbecido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potases da Russia, nova e de superior
qnalidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
A 200 rs.
Gravatinhas de froco para meninas; na rus do
Crespo n. 16.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3$ a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala Nova n.42
Attenco.
Na raa, do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker <& C, exiate um bom sortimento de li-
nhas de (ores e brancas em carreteis do melhor I
fabricante de Inglaterrai as quaes se vendem poi
precos mui razoaveis.
Cheguem ao barato
O P reguiga est queimando, sra sua loja na
rua do Queimado n. S.
Percas de breianha de rolo com 10 Taras a
28, casemir escura infestada propria para cal-
ca, collete a palito ts a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy da muito bom gosto a 480, rs.
s vara, dita liza transparente muito fina 39,
49, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
sscolhidos padres a 240, 260e280rs. o cova-
do, riquissiraos chales de marin estanpado a
7* e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zeada muito delieada a 9* cada um, ditos com
ama s palma, muito finos a 8*500, ditoslisos
coa franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias muito
loa paria senhora a 49 a duzia, ditas da boa
qualidade a 3* e 89500 a duzia, chitas fran-
cesas de ricos deseches, para coberta a 380 rs.
o florado, eh i tas Muras inglesas a 5*900 a
pepa, e al 60 rs. o covado, brisa branco de puto
linho a 19, 19200 a 1600 a vara, dito preto
muito erlcorpado a 19500 avara, brilbantin
astil a 4Q0rs. o eovado, alpacas da diferentes
afires a 300 rs. o .covado, easemiras pretas
Anas a 2*500, 39 a 3*500 o covado, eambraia
prata e da salpicos a 800 rs. a vara, e ostras
muitas fazendas qua sa /ar patente ao compra-
tdort a da todas st ario momas coa paohw,
Vende-se em casa da S. P. Jonhston & C,
sellinse silhSes nglezes, candeeiros e castigas
bromeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, entornara, arreios para carro do
um e dous cvalos relogios ds ouro patenta
inglei.
\



duwo sirmmmm tmica fki i4maio di mi.
grande sortimento.
45 Ra Direita 4S
QMlm ijoT.Be linda pernambucana, que
nao procure animar este atabalee!ment man-
dando comprar ama botina de goato? Qual a
mil de familia, prudente e econmica que Ibe
nao de preferencia pela qualidada a prefo ? Qual
o caralheiro ou rapaz do positivo, que nao quei-
re comprar por 8, e 10, o calcado que em outra
parte nio rendido te ao por 10, 12 ou 14?
attendam ;
Sen horas.
Botinas com laco (Jolji e brilhantina.
com lago, de lustre (superfina).
com laco um pouco menor. .
aem laco superiores. .
sem laco nmeros baixos. .
sem laco de cor. ......
Sapatos de lastre. : .
Meninas.
Botinas com
i
v
5*500
5*500
S9000
5O0Q
49501)
49OOO
19000
41400
49OOO
895OO


D

tosooo
105000
9J500
9W0
99000
89500
8500
59500
59GOO
39500
laco. ......
*enj Ufo.........
para ensogas de 18 a 20. .
Homem.
Nanles) lustre. .:....
Fanienjcouro de porto inteirissas
Fanien) beserro muito freacaes.
diversos fabricantes (lustre). .
inglexae inteiriaaas.....
gaspeadas.....
prora d'agua. .
Sapates.
Piar tes, sola dupla.....: .
masla.........
para menino 4$ e.....^j
Meio borxeguina luatre.......69000
Sepatees lustre........., 53000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa fiaos.....2*000
Francezea multo bem feilos. .... 1*500
Alem disso um completo sorlimento do legiti-
me co uro de porco edo rerdadeiro corda*io para
botinas de homem ; multo eouro de luatre, be-
2erro fraacez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, flo, talzas etc., ludo
em grande quantidade e por precos inferiores aos
de outrem.
Gapellas fina para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para as noiras, e as
est rendendo a 69'e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira lo]a d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
A fama Irinmplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
Laa fina para bordar.
aguia branca recebeu Uta noro sorfl-
raenloMilde bonitas diversas cores, pan
commodWade de sus boa freguezia est renen-
sendo astim fina : s# na loja draguia branca, ra
do Quelmado n. 10.
msmmum
4 PRIN4VER4
6-Rea 4a Cadeia do Recite--. G
LOJA DE MIUDEZAS
SB
IFonsecadSHvaJ
Agua do Oriente a 19280 rs. a
fa, dita celeste em garrafaa a chineza a
29. dita de Cologoe a 2)800 e 4g a gar-
rafa, fitas de velludo abertas de todas
as larguras por precos baralissimos que
a vista das amostras se dir, ditas de
seda tarradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, be-
toes para punhoa de bom Rosto a 320
rs.. bengilas superiores de I9 a 19800
cada urna, apparelhos de cha para brio-
quedos de crlancaa a 1, 2,3 e 49, ditos
de porcelana proprias para duas pea-
soag a 6J, jarros com pomada par a 39,
pomada em ridroa de 800 a 19 um, tin-
teiros psra trazer no bolaoa 400 rs um,
caizas tranaparentes para rap urna 320
re., ditas muito grandea a 500 rs ade-
remos dourados a 19, luvas de seda para 1
homem e senhora a 800 rs. o par, esco- |
ras Cuas para roupa a 19 urna, ditas
com eapelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 2>5C o par. figuras com
tioleiros e arieiros um 500, 800 e la,
I ricas caixinhag de vidros com espe-
I lhoscontendo perfumarlas a 29500 cada
urna, meios aderecos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabao lere a 160 rs. um,
I gentes de massi em caixiohas a 600 e
800 um e a lgiO dos rirades, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
canelas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 ra. a duzia,
botoes de todas as qualidades para col-
leles a 240 rs. a duzia, luraa brancas
para homem com pequeo deleito a 160
r8,.Ppar Doloes de luca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 ra.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
poles a I92OO a duzia, pecas de bico de
\STtm'm> i9>ism'lfi00'
1*800 e 2 a peca, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinhos de l a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa- 1
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
alS cada um, ditos do chili a 4ft cada
um, sapatos de tapete para homem e
senhora a 19 o par, ditos de pelucia a
15500 o par, caizas com vidro e espe-
Iho para sabooete a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., culos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos do que em outra qualquer parte.
I*
crcncw
tu
DE
Guimatdes & Villar.
Ra do Crespo, numero 17.|
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balao de di-
versas qualidades, saiaa bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, eofeites de
diversas qualidades para caneca de se-
nhoras, esparlilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para hoinens
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroula8, meias, grvalas, lencos, ao-
brecasacos, calgado Melie e muils ou-
tros objectos.
Vendem laratissimo
Vendem oaralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar r ver
Quem duvidar v rr
Quem duvidar vvr.
Levem dinheiro
Lerem dinheiro
Levem dinheiro.
Yiohos engarrafados^
Termo-
Collares.
Larradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Ualrasia, em caitas de urna duzia de garrafas
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
! Pechiiicha I
chapeos a Garibaldi.
8 Ricos chapeos de pslha eofeitados da @
ultima moda pelo baralissimo preco de
9 OJ : na ra da Cadeia do Recite n 24. h
Queijos do vapor a 1,800.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo rapor a 15800, manlelga inglezaa 800rs-,
arroz de casca a 99300 a sacca e 2oO rs. a cuia ;
na ra das Cruzes n. 24, esquina da travesa do
Ouridor.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
A 39000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, vendendo-se por este prego
por ter alguna massus com pequeo toque de bi-
cho : no largo da Assembla
Barao do Lirramento.
n. 15, trapiche
Mais que Pechincha!
Aletria. Ulharim e macarrao a 400 rs. a libra:
?ende o Brando. na Lingoeta o. 5.
Attencao

Vende-se om cabriolet de duas rodas, perfei-
temente acabado, assim como um meio calache
.V1 2 l b,ranco: quem pretender, dirija-se a
quem tr,t 8S D" *' qUe ,Ch,r eoa
Palmatorias
de Iato para velas a 400
ris.
Vedem-se palmatorias de lati para reas a
400 rs. cada urna : na ra do Quelmado, loja da
aguia branca n. Id. '
Arados amen cano se mchina-
Eara lavar roupa: em caa deS.P. Jo
rutn di ra daSenzala n.*l.
Sapatinhos de setfm e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
| morosamente bordados, os auaes est rendendo
pelo baralissimo preco de 39, (nesse genere nao
se pode dar mais perfeitosj.asslm como outros de
merino tambera bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que aervem de aojos as pro-
cissoes; lem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : tudo isso na ra ra do Quelmado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jehegoa o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C-, de New-York Acham-se
venda na ra Oa Imperatriz n. 1?. Tamben: che-
garam as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, cociendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se rendem a I9OOO.
Attencao aobom.
Dues excellentes mucambas de idade de 16 a
18 anuos, 1 escrava de meia idade, ptima cozi-
nheira, por 509, 3 escraras e 1 escravo para to-
do o servico por commodo preco: na ra das Agoas
Verdes n. 46.
Pecliincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Pegas de cambraia lisa com 8 1|2 raras a 29500
6 upUUV.
Ditas de algodozinho-americano com 14. 16 e
20 varas a 2, 29500, e 3g500 limpo.
. V?,'ias francezas, lindos desenhos e cores fizas,
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhas, corado, a 240 rs.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Roihas.
Lona e filis.
Fio de rea.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta prac.a e os de fra, que lem
exposto renda sabao de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabrica. No mesmo arma-
zem tem feite o seu deposito de reas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composico.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, reode-se por
81000 o cenlo, no armazem de Francisco L. O.
Azorado, 4 ra da aladre de Deas n. 12.
Farbha de Santa Catha-
rina,
muito ora, torrada, e de excellente goato, igual
a de Huribeca ; a bordo do brigue Maa Bota,
?? ^ohewlarao do Livraawto-no
largo da Assembla n. 15.
Importante
Aviso
Na loja de*4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-ae um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado ama officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. ofQciaes Unto da armada como do
exercito.
Faz-se fardaa, fardoes com superiores preparas
e muito bem feitas, tambem trala-ae fazr o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem es figuriaos que de
U vieram ; alm disso faz-se mais casaquiobas
para montara, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de carallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosio da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarsadorea e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de pagens ou criados de libr que se
fari pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
carrega-ae de azer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afliaocando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feto e bom corte, nao se falla no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espvra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Vendem-se casas
em Olinda.
Vendem-se tres casas em Oliada. sendo urna
na ra do Amparo n. 45, no largo da igreja, coro
quartos,' duas salas, e um gabinete ao lado, e ce
zinha assebradada para traz ; e duas na ra do
Jogo da Bola ns. 16 e 17, cada urna com 2 quar-
tos e 2 salas, todas em chaos proprios ; a tratar
na praca da Independencia ns. 19 e 21.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e \$
a vara.
Na loja d'aguia branca rendem-ae mui bonitas
e largas fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinhas roladas com urna franja eslreita [que as
torna mui mimosas a 800 e 1$ a rara, precos
baralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas serrem para
enfeiles de chapeos, cinteiros para criangas, lacos
para cortinados, fronbas e muitas outras cousas ;
comprando-se pecase far algum abale : na ru
do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m elh ora dos
com noros
aperfeigoa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
f INDICIO LOW-MW,
RuadaSeiitlIaNrrti.42,
esta estabelecimento contina harar om
completo sorlimento de moendas meias meen-
para engenho, machinas da rapor taixas
e mito batido a coado, da todos os tamanhos
Para dito.
Tachas e moendas
_ Brg Silra & C., tem seropre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 8 A, um grande sor-
menio de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Etlc!.0t8 de panno Vnt0 *** "Muda fina,
caicas de casemira pretos e de cores, ditas de
onm e de ganga, ditas de brim branco, paletots
2f.. V"nle a **> ail0 de ,ulSo ae cor ?,
Sl^-I6 e?,amenh *S, 'toa de brim pardo a
ii .i16 a,Daca Prta aaccoe e sobrecasacoa,
colletes de relludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de linho as maia mo-1
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho (
da uliima moda, todaa estas fazendas se rende
barto para acabar; a loja esto aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
A 1000
a lata com 1 li2 libra de superior tormela da im-
perial ; na praca da Independencia n. 22.
Queijo suisso.
Vende-se da melhor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, queijos flamengos a 1JJ600
cada um ; na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadriohos muito bem feitos, proprios para o
campo a 49 cada um : na ra do Queimado n.
23, na loja da boa f.
Em casa de Rothe Bidoulac, ra do Trapi-
che n. 118, vende-se :
Cognac em caizas de urna duzia.
Vinho do Porto em barra.
Champanha, primeira qualidade;
Tinta branca em latas.
Cerveja, marca Bass.
Attencao.
Ricas saias de cambraia bordadas a 3# cada
urna : rende-se na raa era n. 42, loja de Ter-
tuliano Candido Ramos & C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baralissimo prego de 16$ cada urna : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao poucis.
Cortes, de vestidos bran-
cos bordados.
Vendem-se ricos corles
Vefle-se
na taberna da estrella, largo
' do Paraizo,
"fcUfto&l"" flor a 800 rs. e 40, para tem-
pe *vSi "fr,Dee" 720, cbi hyMon a 250,
caf a DO ra. e a 240, arroz a 120 rs toucinho a
320. quijos do rapor a 800 ra. e lBOO, rlnho
engarrafado do Porto a 800 rs., de Lisboa a 660,
Slre,"? 480, mile doce a 720, de carrapato
a 5, rinigre a 240, sabio massa a 200 rs, dilo
lo rs. 1
9RflHfiKMHKN6M
Novse bonitos
enfeites de velludo.
mVi!LlE,i br'Dca acab" de"ceber Pelo ul-
3im?2rSfifefl 0B" .'W qontidade de
Me talHi"*-0 8 "'i' o e bonitos
que aqu lem rindo, e de seu costumn a*u n
ando mol barato.', lacada um porlso d^-
MUTA EITA A1NDAIA1SBARATAS.I
SORpMENTO COMPLETO
IFazendas e obras feitasj
XA
LOJA
E ARMAZEM
DE
_ de vestido
bordados com 2 e 3 babados a 5 : n
Queimado n. 22, na loja da boa f.
jk brancos
i ra do
IBLOeOi

Vende-se em casa de Saundres Brothers d C.
praja do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Koskell, por precos commodos e tam-
bem tranceJlins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
mmsmmmwi se mwzmmm
I Para homem.
Pechincha sem igual.
Paletots saceos de casemira mesclado.
de cor e prelo a 12g.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu oa bonitos pen-
tos de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, e os estl vendendo a 1S50O : na loja
d aguia branca, ra do Queimado n.16.
Vende-se urna linda mulatinha
de 10 annos de idade, com muito bom
principio de costura sem tcos nem
.chaqus: na ra do Cabuga' n. 16.
Ditos sobrecasacos golla da mesma
zenda e de velludo i 20.
fa-
Ditos de brim de linho branco a 4#.
Chapeo preto muilo Ono a i
Cortes de Cisemira superior a 4g500.
Brim de linho
covado 640 rs.
trancado liso e de cor
Grvalas de seda e gorgurao a 500 o \$.
Camisas brancas e
nas a 2$.
de cores muito li-
Para senhora..
Recebeu-se Ieques, pulceiras de snda-
lo novo modelo para 2ge 5jjj.
Recebeu-se extractos, essencia de san-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saiaa baleo de musselina e madapolo
para senhora a 4 e menina a 3.
Chitas francezas claras e escuras cor -
xa, padroes modernos corado 280 rs.
outras, a 1} o frasco : na
ra do Queimado n. 16.
Vende-se na ra da Cadeia confronte c
becco largo loja n. 23 de Gurgol 4 per-
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nac,s
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que dalle fireram lem seu arpo e
membros inteiramente saos depois de hafar em-
pregado intilmente outros tralamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais eelebres. Quantas
pessoas recobraran com esto soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedar
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tee
deviam soffrer a amputocao I Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos depsde-
timentos, para se nao suhmeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse preeioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
ttvesse bastante confianja para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo
tralamenlo que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be a til, mais particu-
nos seguintes casos.
InflammaQo da bexiga
Ges k Basto!
Kua do Queimado
n. 4fi, frento amarella.
Constantemente temes um grande e Ta-
ado so tmenlo de sobrecasacas pretas
lnoP"Le df cre muito fino a 28,
a 20J.2M e 24J, ditos saceos pretos dos
ntesmoalpannos a 14. 16 e 18fi, casa-
cas pret ismuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30J e 35. sobrecasacas de
C*5mir de core muIl fin<>8 a 15, 16S
e 18|,, ditos saceos das mesmas casemi-
raaalO, 12 e 14*. calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10|
o 'aW** decaeemir decores a 7$,8,
e 10L ditas de brim brancos muilo
fina a 5J e 6, ditas de ditos de cores a
3. 35C }, 4 e 4500, ditaa de meia ca-
semira ( e ricaa corea a 45 e 4500, col-
letes pn tos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditoa de corea a 4|500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fu'o a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
2500 e J, paletots pretos de merino de
cordo aacco e sobrecasaco a 71,8 e 9
colleteslpretos para luto a 4500 e 5'
gas orejas de merino a 4500 e 5, pa-
letots d0 alpaca preta a 3500 e 4fl, ditos
sobrecaSaco a 6,7e 8J, muito finocol-
I letes de gorgurao de seda de cores muito
| boa fazdnda a 3800 e 4S, colletes de re-
ludo del crese pretos a 7 e 8, roupa
i para menino sobre casaca de panno pre-
tos e d cores a 14, 15 e 16, ditos de
i casemira sacco para os mesmos a 6500 e
! 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
35QP, ditos sobrecasacos a 5J e 5500,
i calcas de casemira pretas e decores a 6,
j 6J500 d 7, camisas para menino a 20
i a duziaJ, camisas inglezas pregas largas
| muito upbrioraf32 a duzia para acabar.
i Assim como temos urna officina de al-
i flate onde mandamos executar todas aa
obras eom breridade.
'WWSif MSwV9rffVVWf^PvM
og'oes
-onomicos.
Riqusimos sorlimentos de fogoes econmicos,
que cozuham para mil pessoas em pouco lem-
po, que nkuito devero agradar aos compradores
pela sua ckooomia : na ra Nora n 20, loja do
Vianna. '
Taiiihas do Rio Grande.
Vendemlse a bordo do palhabote Noraes, em
barris de quinto.
Ve ide-se o armazem do caes do
Ramos n
um excel
do : a tratar com Jos Azevedo
drade, ru t do Crespo n. 20 A.
Acaba dej
chegar
ao ioto armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se rendem por pregos muito modi-
ficados como de seu coalume.assira como
seiam sobrecasacos de superiores pannos
MbLKL m? L08 u}mos fi8u,ino
, 28. 30 e a 35, paletots doa mesmos
Pannos pr*to a 162, 18J. 20 e a 24*
ditos de casemira de cOr mesclado e de
novos psdroes a 14. 16, 18, 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras dlo'-
j" I0*-129 5 a 14. ditos p"lo. I
ae sarja de seda a eobrecasacados a 12
ditos de merino de cordo a 121. ditos
rf?(nm.e,Sln6.chae2 de 8Purad0 *' a 15,
os de alpaca preta a 7, 8M a loS
ditos saceos pretos a 4. disde p.lha de
seda fazenda muuo superior a 450O. di-
e a jasno" 5Vd0 J d? fusli0 3^00- *
e a 4*500, ditos de fusto branco a 4
251?! fanlidade de calcas de casemifa'
preta e de cores a 7, 8, 9 e a 10. ditas
pardas a 3 e a 4, ditas de brim d cores
M fin? 4500. 52, 5*500 e a
6, ditas de bnra lona a 5 e a 6$. colletes
de gorgurao preto e de cores a*5fl e a 6
?%%* ",scmra de cor e pretos a 4S500
83* e a 3*500, ditos de fcrim lona a 4
ditos de merfb para lulo a 4* e a 4*500
calcas de merm para lulo a 4J500 e a M
P".e b0acha a 9*. Pa,a meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
JI -ed' S2r," 5S- 6 e 7. 'as ditas
lL?m **3* e 3i>500' Plel sac-
eos de casemira preta a 6J e a 7, ditos
?5rec"acos d? Panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, booets
para menino de todas as qualidade ca-
misas para meninos de todos os tamanhoo
TSS*JT Teitidr08 de "mbraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de gorau
hrimVtf JC U,8 a ^ e a 6. dito.8de
hnVa.H ^ dil?.s d? nibraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar o que para este fim
temos um completo sortimento de azen-
oas ae gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
2- no qual se pode levantar
lente predio por estar traveja-
de An-
Agua iDgleza
de Lavander a mil
irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a
agua inglesa de Larander, superior
rei^o
rerdadeira
a todas as
loja d'agua branca,
Graxa econmica
para lastrar calcados.
ytde-se a superior graxa econmica em bar
[KS*,d-6 L0*?"," m m n- cada um A u-
tStSS&i*1**1? 1*eonheeW por quem
tom usado della, e sera mais por aquelles que de
anmclar eeonserrar o conro, e econmica por-
que o lustro dado com elle em urTdiaTbonser-
k^ 8 e Mm "ww^dade da ora graxa:
7*SJZ?rua *QaMta->*d'-
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor nas extremida-
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
InfJammago do figado.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelis.
Sarna.
Supura(3es ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articalaces.
Veas torcidas ou no-
das ias pernas.

S =r
o
9 3
3 O
P. M
nO.3
a> a 3 5TT3 o_
3 o.ff fr
j_ t 3 O P-S"0
g-^1 r b || i.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, v e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas eoearregadae de sua renda em toda a
America de su), Havana a Hespanha.
Vende-se a 800 nH cada bocetioha contm
urna iosiruccjio em portuguez pan explicar o
modo de fanr use desta unguent.
O deposito geral e rem'casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua VCnnjB. 22, em
Pernambuco.
Rua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.rendem-
*! P0/nf.e?sK.basimos, para fech contas:
chapeos do Chille para hornera e menino a 3*500
cortes de casemira de cores a 3*500, peQas dVba-
bados largse transparentes a 3, pees de cam-
""'i!3 fiDa a 3*' 8ed" de luadrinhos miudos
tSS T"" e 8stosno"s a 800 rs. o cora-
do.chitos largas cores escuras a claras a 240 rs.
eneas de cores de bons gestos a 240, organdys
?U.t0HBa *. padr-oes D0T0S a 500 rs. o covado
ES i6 e'remeios bordados finos a 1*500. ba-
bados bordados a 320 a rara, golinhas ludadas
a 640, manguitos de cambraia fil 2* bra-
Sf a rr?h0 Ca 9 P.almO de larura *
o|2 ,1a, !'JPobrecasacas de panno fino a 20 e
oO.paleloU do panno e casemira de 16 a 208
hrmS-"*paSpr?de 3500 a 78. ditos de
brim de 3 a 5*. calcas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 2*500 a 5. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5a
C[ flnVA8SJUde C0-r6S a *' Pe?3S de madaP:
lao fino a 48500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
Dora acabar
a-nCfa
cf
SI?
cr a-
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HitO DE lWt
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Literatura.
loso i
ireza desta reptil. Eu
De Pars a la4rid
(Continuagao do o. 1
A senhorita de fiella, mis as outras,
recebeu, s devenos dar c edito" aos poetas, eguaL,
porcao *as oHWS^e na bocea, porque esta, qt!6
nao 6 breve, no ce oulra feicao. Ha unas rosas do Japo muilo do-
bradas, cujasfolhas como que se enlagam capri-
chosamente timas com as outras, e com to for-
mosa disposgo so onrugam e confrangem, que
o todo parece sorrir a quam o contempla. Eu ja
vi urna donzelli beijar urna destas rosas e retirar
delta osbeigos, corando, como se o beijo Iheli-
Tesse rollado aos labios em amoroso recochete. A
bocea da Qlha da condessa de Rolla fez-me lem-
brar dasMaes rosas. Tao caprichosa e amoravel-
meule ae concentrara e dilatara aquelles beigos
que a uatureza raagou largamente para Ihes dar
rnaior expresso e tambera para deixar verduas
ordens de denlos de maravilhosa regulan iade I
Lord Byron tea aievinhado a alta qualidade
desta menina, s de lhe ver a mo aristocrtica,
de que urna das mais sabedoras ciganas de Sevi-
. iha nao pJe decifraras linhas em predieges sy-
nislras ou psazenteira*. Vencida de tanta for-
zuosura, esquecea a sciencia do futuro eficou por
largo lempo a beijar as maos da senhorta de
Relia.
Inlclligencia elevada, educado cuidadosa re-
ceida no Sacre Casar de Paris, grande dignida-
de de porte sem nenhuma altivez, graga e elegan-
cia de maneiras sem a mais leve affectago e
animo deliberado em lodos os assomptos da sua
competencia, completara as pereicoes da herdei-
ra do nome e da i inmensa fortuna dos condes de
Relia e de Rembrano, duques de Lialra e de
Curleda, marquezes de Burgaleca, de Montes de
Oiredo e de Alarid, viscondes de Piedra Roja o
de Ambanares, senhores de los Valles de Arago
e sete vezes grandes de Hespanha de primeira
classe.
Agora a photographa do bailozito, como se lhe
chama em Madrid.
O baro de Nassol natural da Calalunha, tero
viole e nove ou trinla anuos, mas parece muilo
mais mogo. E' de estatura menos que mediana,
e, apezar de andar sempre impeitigadissimo, nao
consegue elevar-se i altura das pessoas a que se
approxima, Dizem que nos dotes moraes lhe
acontece oulro tanto.
Veste com o esmero de Dlho de alfaiale, mas a
elegancia do homem de boa sociedade -lhedes-
conhecida. Tem maneiras ajustadas como a rou-
pa que traz no corpo, mas tambem como ella ca-
recen! de graga e de flexibilidade. O corpo
hiri como o de um defuoto. A mao, mimosa da
falla do irabalho, tem irregularidades heredita-
rias que revelam o officio dos seus antepassados.
No tacto parece de pao.
A cor do cabello nao loura, nem castanha, e
semelha ora urna, ora outra. A tez rosada por
egual. A face, as orelhas, o pesclo sao da roes-
mi cor. O celebre Cisenave vena latente sob
aquella cutis rosada o germen da lepra ou da ele-
phantiasis, que nos parece a nos profanos vico
de mocidade. Nos olhos, pequeos e atrevidos,
brilha o typo israelita da ambigo das riquezas,
que tambem se revela na tendencia concntrica
de todos os gestos, symptoma infallivel que o pro-
verbio desigoou com a phrase : Cogar-se para
dentro.
O nariz pequeo, mas descarnado, a bocea
-breviseima e qnasi desprovida de beigos. I)ir-se-
bia que os olhos, o nariz e a bocea formam urna
triloga de qualilades judaicasa ambigo, a du-
reza de carcter o a desleoldade. Seria honem
para muilo com estes dotes infernaes, sea testa,
estreita e mal conformada, nao indicasse a expes-
sura da toleima que os cobre e domina.
Tem urna leve idea dos'conhecimentos huma-
nos, mas sem a cautelosa prudencia com que evi-
ta manifestar a sua opinio, teria enriquecido o
catalogo das tolices deste mundo coro numerosas
addiges. Dizem que rioo, mas nao se sabe at
que ponto verdadeiqt este boato.
O pae do baro era asturiano. Foi para Bar-
cellona em pequeo para em pregar-se no cam-
mercio. D'ali passou ao Mxico, onde se eorique-
ceu, voltando Europa, conseguiu fazer conbe-
cimenlo e travar amizade com Me'ndizabal e com
outros Qnanceiros. Enlrou em todos os contratos
e companhias de Hespanha. Empobreceu dez ve-
les e dez vezes tornou a ser rico. Comprou na
Calalunha a propriedade de Nassot, de que o fi-
zeram baro, e morreu, deixando urna casa de
banqueiro bastante acreditada, de cuja solidez
muita gente davida.
Us seus dous filhos foram caixeiios no Mxico
e anda l Acarara, quando o pae regressou Eu-
ropa. Depois que o Gzeram baro, mandou-os
buscar, e empregou-os ambos na secretaria dos
negocios estraogeiros, donde por vezes sahiram
para empregos diplomticos. A casa de banco
continuou sob a firma de um socio, que procura-
ran) para retirar do commercio o nome pater-
no, destinado hoje a todas as grandezas possi-
Teis.
O baro vive em Madrid e tem entrada nai prin-
cipaes casas da capital. D. Anselmo de Nassol,
seu irmo, era addido no Brasil e conseguiu ca-
sar-se com urna senhora daquelle imperio, ja
avelhada, porm mu rica.
O joven berdeiro do bario de Nassot aspira a
tudo desde ministra al duque o grande de Hes-
panha de primeira classe. Cr com rerdadeira f
no futuro da burguezia, na sua propria riqueza,
na sua formosura, uo encanto da sua elegancia e
as gragas da sua conversago tmidamente
fluente. S nao acredita na anliguidade da sua
nobreza, nem no valor do seu titulo, e essa des-
crenga msgoa-o, entristece-o, bumilba-o e abre-
Ihe o coragao a todas as invejas. D'ahi lhe vem
o mu sestro de querer edificar um pedestal
cusa alheia, depreciando quantos conhece e se-
gredando maledicencias e calumnias a respeilo
de toda a gente.
A sociedade conhece-o mal. A natural reserva
das suas fallas e a sagacidade judaica com que
aggrde os outros na ausencia, muilo em segredo
e como que laslimando-cs, engaa o maior nu-
mero. A condessa de Relts, que, como ella me
disse no congresso, exige provas para conceder
a sua confiang, como se fosso o habito de Cala-
as personagens de
lio di Agoft vae v-loa
w cena no exercicio o emprego daa suas virtu-
des, defeitos e paixes. !
XII
M.idridl* de abril de 1861.
Ip)eqB^B^begiie> aqaf, vou quasi todos os
das, entre as duas e iras horas, ver a marque-
zila ou condessa de Rclts, depois encontramo-
nos co passeio e na volts vou jantar ora a casa
d'esia, ora a casa d'aquella, quando nao lenbo
convites de outras pessoas, de modo qui viv
como um verdadeiro parsita. Se assim couli-'
nuasse e me estab-;loccsse em Madrid, a csa
mais fresca 'da mnha habitago seria, de certo,
a cosinha, como dizia nao sei que personagem
de um livro, de cujo titulo me nao lcmbro.
Em urna d'essas visitas aenhorita de (.ove-
ra, disseme ella que a coudessi dava um jantar
de grande ceremonia no dia aeguinte a seu lio,
o vt-lho conde de Villafria, e que nao me convi-
dara, como sempre, llzera, porque os convivas
eram lodos do reinado de Orlos.1V e de Fer-
oando Vil, o que nao poderia ser-muilo diverti-
do para mim.
Pormaerescentou ellaa coodetsa pede-
lhe que v l passar a noite, e, ae quer vir jan-
tar comnosco, iremos todos d'aqui juntos. Quer
assim '?
Mnha senhora, onde vai o general, vai
tambem o aju Jante de ordens. Nao precisa eon-
sultar-me. Mande, que eu obedego.
Vejo que militar subordinado. Veremos
se na batalha cutnpre os seus deveres como na
que diz respeito diciplina.
Tomara eu b&talhar ; porm, desde que
chegamos a Madrid, ainda nao podemos desco-
brir o Inimigo, e islo que me d sconteota de
mim mesmo.
E' verdade 1 Nao ha meio de arrancar o
segtedo fiiha da condessa. Nem a mi, nem
eu, nem a mnha boa amiga de Landstein te-
mos sido capazos de a persuadir a dizer-nos a
causa d'esta mudanga.
Pois eu aposto que tudo isto urna intriga
do baro. Elle ambicioso, a condessa recebj-o
bero, a seohorita de Relta oave-o com compla-
cencia, e o homom tornou a serio estas bonda-
des e quer ser grande de Hespanha.
Ora nao diga isso. Pelo amor de Deus 1
Pois o baro de Nassot lembra-se l de ser con-
de de Relta e duque de Lialva ? Nada, nada.
Elle desconfa que o casamento est adiado e
corteja muilo a senhorita para que o publico re-
paro e falle da possibilidade do casamento, po-
rm o baro comedido e modesto. Elle vai-
doso, mas nao tolo.
Engana-se, mioha senhora. O baro vai-
doso e tolo. N'esse ponto nao ha duvids. A
qoeslo saber se tambem marolo e intri-
gante.
O tal baro nao lhe cahiu em graga, nem
condessa. porm ella convida-o sempre, por-
que lhe foi especialmente recommendado por
urna amiga de collegio que vive casada em Bar-
cellona.
Pois eu, no lugar d'ella, nao admillia em
minha casa semelhante lagartixa. Emfiro, at
amanha. A's 6 e meia c estare sem falta.
Com effeito, no dia seguinte veio D. Julio bus.
car-roe para irmos ver a Armera Real, que
urna das cousas curiosas de Madrid. Est em
urna casa fronteira ao palacio da rainba, ao lado
do arco por on Je se entra para o pateo. O edi-
ficio foi construido por Gaspar de Vega por or-
dem de Philippe II, que intenta va collocar all as
cavallarigas reaes, idea que abandonou, man-
dando em 1565 vir para l as armas antigs que
estavam em Valhadolid e em Simancas.
Nao sei se em oulra parte da Europa se encon-
tra urna to rica collecgo. Esta me parece su-
perior da Torre de Londres e serum necessa-
rias militas paginas para dar urna descripgo a-
breviada de tudo quanto contm. Marlwez del
Romero fez um catalogo muito exacto para subs-
tituir o inventario organisado por Abadia em
1793, o qual, alm de ser defeiluoso, nao
era j verdadoiro depois que o povo, invadindo
a Armera Real para se armar contra os france-
zes truncou aquella preciosa collecgo. U Sr.
Sensi e o meu amigo Achules Jubinal publica-
ran) em 1835 em Franca urna obra magnifica
com eslampas, que revelou Europa a riqueza
d'esse magnifico deposito.
"Em quanlo eu examinava a Armera, D. Julio
foi fazer duas visitas e eu pude 4 minba vontade
entregar-me s reflexoes que cada um d'aquel-
les objectos me ia suscitando. All ha cousas
admiraveis, tanto para os que se comprazem de
examinar os artefactos de outros lempos como
para os que venerara com piedoso culto as reli-
quias histricas dos homens clebres. Parece-
roe que posso sffirmar que at para os que gos-
tam de patranhas nao falta na Armera Real em
que empreguem a sua credulidade.
A estes ltimos entrego a espada de Boadil,
ultimo rei de Granada, a do Roldo, a de Pelaio.
que eslava em Covadonga, e a de Bernardo del
Carpi. Nao digo que sejam apocriphas, mas
nao tenho tempo de examinar se sao verdadei-
ras.
America. D'aquell .sem, en
resultado o soberano portuguez riq^^^^^^L^LH
que Izabel a- catholiea ae reaoWeu a
resta a armadura de Colombo e um ducaS^I
imperiodos Incas reata o instrumento das
ie ali ae prat
No meio deltas recordagoea de descobertas 1
ginquas, de onlqumaglo de pavos conquistados
e das batalhas caslelhanas contra os M^^Hn-]
contrei, nao a paona de Grcilasso de la Vega, mas
a espada intitulada del perrillo e a meia arma-
dura do poeta. Que faz ali a espada deGarcilas-
so de la Vega ao lado da de Cid Rui Disa de Bivar,
da de Pelaio ou da do Bernardo del Carpi ? Esta
espada de poeta fez-me lerobrar a do Cervantes,
mas uo est na Armeriareal.
u espero que, se ns algum dia Ozermos nm
deposito de armas celebres, nao premos ali a
espada de ministro do oosso Garrelt, nem o es-
padim de offical de secretaria de que usava o Ni-
colao Toleotioo.
D. Julio chegou oeste momento, e, dando por
acabada a visita i Armera real, partimos para
Fuente Catlellana revista que a sociedade de
Madrid se passa reciprocamente todos os das.
Eu nao sei como nao chegam a aborrecer-se. Os
meamos com as mesmas no mesmo sitio desde o
primeiro dia do mez at ao ultimo 1
Pelo caminbo [oraos conversando a respeito da
ra urna rizadigeral.
vinhado o aegredo daqnel-
opria condessa apezar de co
lemals.
; accrescentei eu, quando as
senhofas acabaran) de rir mas deviam-me ter
dito lato ha nato tempo.
E' que eu disse a marquesita nao dou
pessoa do baro a importancia que lhe parece
que elle tem.no desenlace deste negocio.
E que diz a islo o Sr. D. Julio ? Ainda nao
lhe merecemos urna palavra. O seu coraco de
namoraio nao tem ciumes do baro, quando elle
conversa oom a senhorita de Relta ?
Nunca tal me lembrou. Bem v qne, se
eu tivesse ciumes, porque ella o alleodia. Nesse
caso, eslava ludo acabado. Mas o qne me d
cuidado agora outra desconfianga bem dilTe-
rente.
Enlo qual? dissemos tolos ao mesmo
tempo.
Qual? Urna cousa bem simples. E'que,
como me declararan) avarento, pode quera uo
me conhecer julgar que toda esta aollicitude de
minha irmaa e de madama de Laudstein tem por
Qm dar-mo posse da fortuna dea Relias, e qSie
isto uo um negocio de aflictos, mas de ri-
queza.
Tu s injusto e desconfiado, meo. Julio
marquezita antes que eu podsse
respondeu a marquezita antes que eu Kuuva
noiva arrependida de D. Julio. Observei-lbe que M{,^0 nosso amigo portuguez sabe que, se
me parec, que ella o tratava e acolhia cora de- !!.Tmenl0 rico olma v.nt.gem para ti', oa
valem para mim
muito mais do que todos os casamentos possi-
roasada altengo para quem o nao quera para | ,ofrrimeotos do leu corago
marioo.
E' verdade, me respondeu elle. Desdo que
declarou a" me que nao quera casar comigo. tra-
ta-me do mesmo modo lo lhe digo, como fazia d'antes. Se a conversa-
go sobre objecto indifferente, anima-se, ale-
gra-se e parece comprazer-se em ouvir-roe eem
responder-me. Se lhe digo alguroa expre^sao de
affecto, abaixa os olhos e responde com urna leve
inclinago de cabega. Eu nao ouso insistir.
Faz bem. Mas en ji a vi urna vez abaixar
os olhos, p, quando os levantou, e para mudar _...H -______Z.- .* .
pergunla a mim, que
tinha-os arrazados de
Guarda-se all o pendo e a armadura de Car-
los V naexpedigo de Tunes, em que o acompa-
nhou o nosso infante D. Luiz, a espada d'este
soberano mandada vir do mosteiro de S, Yuste, a
armadura de Philippe II com que o Ticiano re-
tralou o sombro moorcha nespanhol e a do
desgragado D. Carlos, seu filho, cuja lamenlavel
historia causa horror.
O capacete do Francisco I ainda alise v, po-
rm a espada levaram-a os francezes em 1808 e
s resta um modelo que o rei actual mandou
fazer.
A colada, famosa espada do Cid Campeador,
existe na Armera Real e descansa da fadigas
passadas ao lado da espada do Gran-capilan,
que serve de estoque real na ceremonia do ju-
ramento do principe das Asturias. Tambem
poda mandarse para a cmara dos deputados,
quando se discute o orgameoto. Todos sabem
como o grande Ferno Gonzales de Cordova deu
aquellas contas de to duravel memoria, que
ainda hoje se chamam cuencas del gran-capilan.
Tenho idea de as ter lido no Museu da Artilhe-
ria em 1854 e merecem ser meditadas pelos en-
tendidos de negocios de fazenda.
As espadas de Pizarro e de Cortez e a arma-
dura de Christovo Colombo, que esto na Arme-
ra sao os trophus do imperio hespaohoi na
I OLlll 1111
o
de conversa, me fez urna
eslava ao lado opposto,
agua.
Isso j aconleceu mais do que urna vez.
Oulro dia estavamos no jardim com a condessa.
Vieram chama-la. Picamos sos. Eu eslava sen-
tado em um banco. Elladesfolhava urna rosa.em
p, quasi defronte de mim. Qusndo levantou os
olhos, encoolrou os meus, que a contemplaran)
com amor. Deitou (ora o resto d> rosa e veiosen-
tar-se no mesmo banco em que eu eslava.
E nao lhe disse na la ?
Disse,Jim. Pefguntei-lhe que mal lhe fi-
zera aquella rosa para a tratar a.-sim. Respon-
deu-mecom brandura que a ella ninguem lhe fa-
zia mal aeno a sua propria cabega, e desatou a
chorar. Pedi-lhe que me dissesse o que tinha.
Replicou. limpando os olbos, que j nao tinha
nada e que fossemos para casa, porque eslava fri
no jardim.
Isso quer dizer que ella combate entre o
affecto que lhe tem e a causa que a obriga a re-
nunciar ao casamento. Mas diga-me Nao se
lembra de lhe ter desagradado em alguma cousa?
Perdoe a minha franqueza. Os seus presentes de
noivado eram ricos ? Perguoto isto, porque as
senhoras sao mui delicadas neases pontos. Sao
questesde amor proprio para com amigas, pa-
rales e coohecidas. Sao negocios de satisfago
e vaidade pessoal, a que as mulheres sao extre-
mamente sensiveis.
Tudo quanlo lhe dei foi anteriormente apre-
sentado a madama de Landstein e submeltdo por
ella approvago da condessa. Eu sei que me
teem pelo maior avarento de Hespanha. Nao dis-
cuto essa ni reputago, em que al minha irma
acredita, mas posso afflrmar-lhe, que, se resist
sempre a gastar loucamente os meus poucos
mios, o a fazer despezas superiores s minha's
forgas, uunca allei os meus deveres de cavallei-
ro, nem com homens, nem com mulherea.
Nunca tive idea de dizer o contrario.
E' que eu bem sei que dizem que eu nao
vou ao tlieatro lodos os dias, por avareza, que nao
lenho cavallo por sovinice, que nao sou capaz de
emprestar um duro a um amigo, una verdade
que esta genio toda me er rico por causa dos
bens de meu pae, e, como sabe, eu pouco recebo
de casa. Se uo tivesse sido econmico, nao te-
ria ttdo com que comprar os presentes do noi-
vado.
EmOm, nos havemos de descobrir a causa
deste transiorno.
Com isto,chegamos ao Prado, apeamo-nos, pro-
curamos as senhoras, passeiamos com ellas at
Fuente Castellana, passando em Recoletos dian-
te do bonito palacio do Sr. Salamanca, que o du-
que de Montpensier lhe quiz comprar ba pouco
tempo, e s 6e meia a condessa e a Qlha foram
para casa, e eu voltei minha veslir-me para ir
jantar com os hoveras.
Ao jantar em casa da marquezita estavamos sos
os de casa, eue madama de Landstein. Podamos
conversar vontade a respeito da nossa demanda,
como vulgarmente se diz, e assim o fizemos. De-
pois que demos cabo da sdpa e do puchero, que
nenhum boro hespanhol dispensa, ful eu quem
comecou a conversago pergunlaodo s senhoras
se leriamos o goslo de encontrar noite em casa
da condessa o bonifrale catalo.
Com certeza, me respondeu a marquezita. A
condessa nao falla s suas promessas. Promet-
teu sua amiga de Barcellona de distinguir o ba-
ro e nao d urna chicara de chocolate sem que o
convide.
Era o que falta va, se nao lineamos l o meu
namorado, disse madama de Landstein.
Parece-me que nao ouvi bem, interrompi
eu. A senhora condessa disse...
Eu disse : meu namorado relrucou a con-
dessa, rindo-se e olhando com malicia para a se-
nhorita de Lovera.
O baro de Nassol um dos mais devotos
adoradores de madama de Landstein, acudiu a
marquezita, e Deus sabe quem padece por essa
causa. Pobres ausentes I
Pepita, nao digas isso nem brincando. O
teu hospede vae mudar de opinio a meu respei-
to, e, de certo, escreve Julia que os ares de
Hespanha me fizeram coquelle. Nao acredito,
continuou madama de Landstein vollando-se para
mim.
Eu, mioha senhora, tenho por costume acre-
ditar s melade do que ougo. Oca, neste caso,
creio que o baro lhe faz corte, mas que os au-
sentes, pois que ausentes ha, que nao soffrem com
isso.
veis.
Desculpa, Pepita. Esta reputago de ava-
rento pesa-me como um peccado mortal.
Deixe estar, Sr. D. Julio, que nao lhe falla-
r occasio de mostrar que o duque de Lialva
gasta cqjno um grande de Hespanha e que o Sr.
D. Julio de Lo*era dispendia como um filho se-
gundo.
i). Julio viu que eucomprehendia as suas ideas
urna reparago do
passadoe apertou-me a mi com amizade.
D'ahi at ao fim do jantar e durante o caf ex-
plicaram-me que o baro fazia a corte a madama
do Landstein, e que, depois dos ltimos aconte-
cimentos, ainda era mais assiduo do que antes de
comecar a conversar com maior frequeucia com
a filha da condesas de Relta, o que a marquezita
nao poda chamar corte por modo algum. D.
Julio tambem o cao acreditava. Madama de
Landstein sabia-o, mas nao quera complicar a
situago.
Nao igoorava que o baro so aproximara della
com Ideas matrimoniaes e que mudara de tengo
pela suspeita de nao se realisar o casamento de
Margarida de Relta. A continuagao e maior as-
siduidade da corle eia natural, porque augmen-
tava o valor do abandono, quando fosse necessa-
ro fazer esse sacrificio, encobria a verdadeira
prelengo e conservava sempre a amarra de urna
viuva rica, bonita e amavel. O que ella uo sde-
vinhava era como elle soubera que o casamento
ealava em termos de nao chegar a concluir-se,
nem o poda adeviohar. Nos o saberemos mais
tarde.
Agora vamos para o palacio de nelta. Sao dez
horas da noite e a hora cannica dos eoiries de
Madrid. Nos bailes enira-se s 11.
(Continuar-se-ha.)
poltica e no modo do a desenvolver praticar.
Noadoue primeiroj cssos, a luta preee
cordo. No ultimo, nio foi neceaaaro combajei.
Esta dealooacio da autoridad*, esta mudanga
a sede da i au enca moral a que obedece o
mondo, nio destruirn) a neceisidade de protec-
tores, otea contribuiram pira Ibes augmealar o
numero. Aa nagoes. que antigamente pleiteavam
a justica dos seus negocios perante o papa lom
agora do conciliar os nimos de mullos soberanos,
dos seijis mlnistroae dos seus povos. Carecem de
um protector em cada corte e de muitos em cada
oacoi
Compele aos diplomticos escolher, acariciar e
mauter os primeiro?. Est o negocio confiado a
bons entendedores I Com meias palavras e com
obras completas nao Ihes fallarlo as cortes pro-
tectores to zeloaos e ntegros como qual quer
cardeul. Os segundos sao de differente nalureza.
Nao se adqurem Com jantares, com gr-cruzes,
nem cora aeges de companhias ou com ioscrip-
goes. Nascem espontneamente do espirito de
coofrt ternidade universal, que anda sobra as aguas
e nao esli escriptos no orgamento do Estado.
Imfla nma-os o amor da humaoidade e o zelo da
cirili agio, e s com as vantageos publicas, resul-
tantes dos aeus Irabalbos, te dio por pagos e sa-
usier os.
Estes protectores voluntarios e desinteressados
sao mais uteis do que os outros. Os livroa que
elles pubhcam, os artigos que escrevem nos jor-
naes e a autorldade insuspeita que Ihes provm
da qualidade de estrangeiros. dispdem e prepa-
ran) om favor da nago protegida a opinio pu-
blica Ja cuja obediencia se nao esquivara boje
nem soberanos, nem ministros, nem cortezos.
Qu.il seria a sorte da Moldavia e da Valachia,
se muitos escriptores francezes, inglezes, allemes
e italianos desde longo lempo nao protegessem e
advocaasem a causa dos principados danubia-
nos Estara hoje lirre a Italia sem a coopera-
gao da imprensa liberal do mundo inleiro ? E a
quen deve a Hungra o melhoramento actual da
sua situago poltica ?
O mperador D. Pedro, na luta civil em favor
da liaerdade portugueza, leve muitas occasies
de conhecer a importancia do auxilio dos escrip-
tores estraogeiros, que as principaes nagdes da
Europa dispunham a opinio em seu fa/or. A
ecluil dynaslis hespanhola nao deven menores
obrigagoesa essa phalange de protectores gratui-
tos e dedicados.
E (igo gratuitos, porque s esses sao valiosos e
constantes. Os que escrevem por motivos de in-
ters e sao homens do mercanca. Mudam de pa-
recer segundo a veniaga, como o cortezose dexa
seducir por urna gr-cruz.
Mal para qna os poros possam consagrar sym-
pathi i e estima a urna nago qual quer, mister
que al conhecam, cumpre que todos saibam o que
ella m, e principalmente o que ainda ; a im-
Variedades.
O commendador Vegezzi-Rascalla,
Sabio Plemontez.
I
porta
ment
ciado territorio, a quanlidade do rendi-
. a somraa das despezas, as qualidades do
.Quasi lodas as oages calholicas tinham anti-
gamente em Roma um cardeal protector. Bus-
ca vam-u'o com afflnco e escolhiam-n'o com roa-
dura reflexo entre os prelados da corte pontifi-
cia, que pretendan) o cargo. O escolbido era
quasi sempre um amigo, prente ou valido do
papa, e as suas funeges consistan) em favorecer
os n'gocios da nago junt da s apostlica.
Os cardeaesaceilavara.de bom grado o encargo
de protector. Alguna h'ouve que o solicitaran).
As causas deste desejo de proteger sao facis de
descobrir. O protector tinha casa no orgamento
da nago protegida, cujo funecionario era.
Quem liver curiosidade de saber a fundo o que
valia, e, sobretudo, o que custava um cardeal pro-
tector, lela a Historia do EstabelecimenCo da In
quisigo do Sr. Alexsndre Herculano, e ticar
completamente instruido a tal respeito. O pro-
tector custava caro, mas protegia bem. A parle
contraria apresentava-lhe s vezes documentos
mais valiosos do que oa j recebidos da naco
protegida. Enlo o zelo, na verdade, affrouxava
algum tanto, mas era porque aconsciencia exiga
6sse sacrificio.
Os adversarios dos cardeaes e os que empobre-
can) torga de recorrerem jusliga da curia ro-
mana, clamavam que suas eminencias recebiam
pelo orgamento de Sio e pelo de Babylonia e
que eram pelas taboas da le, sem, todava, que-
rerem mal ao bezerro de ouro. A estes maldi-
zentes chamemos-Ibes inimigo* da f. Eu j li
em um livro de moral, que a calumnia licita
contra os inflis.
O cargo era, pois, blateralmente rendoso e de
pouco trabalho, mas como a influencia temporal
dos papas fosse diminuindo iosensivelmente at
chegar ao ponto em que est hoje, cessou a ne-
cessidade de protector, e com ella o cargo, o or-
denado, as graiificaroes e os presentes, que tudo
isto custava o tal protectorado.
A autorldade que a corte de Roma exercia nos
negocios temporaes do mundo passou para maos
profanas. Como que se dividiu entre os gover-
nos e os povos. Coube aquelles a direcgo ge-
ral, a estes a approvago ou a censura, pelos
meios modernamente inventados para facilitar a
manifeslago da opinio publica.
E tudo se resolve sob o influxo dessas duas en-
tidades, que mutuamente se moderam, se excitam,
se aconselham e se modificara por mil modos, at
conseguirem o arcordo, que reciprocamente as
fortalece. Os exemplos que confirman) esladou-
inna sao visiveis no mundo inteiro. Aqui os
senliraentos dos povos claramente manifestados
impdem silencio as inlrigas da corle, desviara
os governos do carnioho, que elles talvez prefe-
ran) seguir. Acola o pensament do governo e
a poltica corteza prevaleeo sobre a opinio po-
pular. Em outra parte, povo e governo, subdi-
tas e soberano eato concordea na mesma idea
gove )0, os dotes e carcter do povo, at que
ponte a eivilisago est ali desenvolvida e adan-
tada. Ninguem ama oque nao conhece. Ninguem
respe ta o que nao conseguio merecer a aua at-
lenca >.
N'c lie sentido, os escriptores que nos paizes
eslra igeiros se incumben) de revelar ao mundo a
noss; situago de fazer com que as nossas boas
quali lades sejam devidamente apreciadas, e que
as le tras portuguezes enlrem no quadro geral da
liltor llura europea, prestam um servigo valiosis-
simo a Portugal, porque preparan) e pero diante
doa lhos de lodos, os mais fortes argumentos em
favoi da nossa nacionalidade e da utilidad e jus-
liga la noaaa independencia. Sao os embajado-
res c a civilisago porlugueza junto da cvilisagio
estri ngeira. A prolecgo que d'elle recebemos,
proi uz resultados cuja manifeslago demorada,
pon m no menos importante do que qualquer
oulta prolecgo.
S ocho II, de Portugal, foi deposto pelo papa.
Na atastrophede Affooao VI Qgurou a corte; O
rei e Napolea suecumbio victimada opinio pu-
blic i preparada contra seu pai. Tal a differenca
dos lempos e o valor do seelimento geral das na-
goe i civilisadas I
i* os temos em Franga amigos fiis e zelosos,
ent e os quaes avulta o Sr. Ferdinand Denis, cujo
ooi le deve ser pronunciado pelos portuguezes
cot a maior coosiderago e estima. Devenios ao
all mo Schoefer urna historia completa de Por-
tug il, e ao baro Minutoli, ba pouco fallecido na
Peisia, dous volumes eslatsticos ceica das
coisas da nossa Ierra. Em Italia forcejou o oosso
bot i amigo Balbi para que nos avaliassem com
jus iga, e hoje o Sr. Vegezzr-Ruscalla quem es-
pec almente se dedica ao laborioso mister de nosso
protector e representante litterario.
E', com effeito, laboriosa trela escrever acerca
de ima trra cujos naturaes to remissosse mos-
trara em fornecer os apontamentos lodispensaveis
para qualquer Irabalho scientifico ou litterario '.
Sera por indolencia I Nao. Os portuguezes nao
sao perguigosos. Ser por modestia ? Tambem
nao. A nossa enfermidade nio essa. Sei por
orgulho, provisdo da idea de que a um portu-
guez basta ser conhecido desde Caminha at Sa-
gres e deade Campo-Maior at ao Cabo da Roca
Talvez. Nao ouso dizer que sm, nem me atrevo
a afirmar que nao. Qualquer queseja a causa da
indilTereng cora que tratamos a opinio geral da
Europa, certo que de grande firmeza de inten-
co e de paciencia experimentada carece aquelle
OBATEDORDE ESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
VI
(Continuagao.)
O joven volta-se para Joaquim Dick para saber
de sua opinio, quando eate fez signal de ae ca-
laren).
A tropa toda fez alto. O Baledor de Estrada,
inclinado sobre o pescogo de seu cavallo, pareca
prestar grande altengo 4 urna bulha que ou-
via de muito longo.
Otivis? perguntou elle endireitando-se na
sella.
*- Nao, nio ougo nada... Ah I sim percebo ago-
ra um trovo de longe...vE*.aingular... o tempo
est magnifico e nao ha urna nuvom no firma-
mento....
__O qneiomaes por trovio o arruido causado
por um tasto incendio 1.... os Indios comeca-
ram suas operages.
__Deremos, pois, nos baler em retirada ? per-
guntou D. Heorique, com um lom que bem mos-
trava que peuco lhe agradara: essa preposlgo.
Nao, avancemos sempre I AM percebeis
esta nuvemeipessa e negra que ae eleva no ho-
risonte ?
Sim, perfeitamenle.
E' um espesso turbilhio d fumo.... Ca-
ramba I elles nio rao desoecupados, estes Apa-
ches)
Estes Indios sao Apaches?
Sim Apaches e doa Chiricogni, os maisfe-
rozes e os mais vingativoa de sua raga ; porque
os Apaches ae dividem em muitas tribus, respon-
den o Batedor de Estrada coa to perfeita calma
(] Vide Diario a. 104.
que mais pareca um professor do historia na-
tural explicando de sua cadeira seu auditorio oa1
costumes, a classe e os instinclos de urna raga
animal pouco conhecida. Que diabo divertem-se
ellvs queimar l adianle? continuou Joaquim
Dick. l'rovavelraenl o rancho de Boa-Vista ou o
de El-Aguager.
Supponho, senhor, que estaes engaado,
respondeu Urandjean, abaixando os olhos com ar
embaragado e modesto; porque cootradizer o
Batedor de Estrada lhe pareca temeridade dema-
siada ; o rancho de l Ventana, que deve eatar
arderI....
O rancho de l Ventana 1 repetiu Joaquim
Dick, dando um grito de furor e de espanto, que
fez estremecer seus compaoheiroa de viagem.
Nao.... nao.... nao 6.... nio possivel.... En-
tretanto quem sabe? Estes Apaches sao dotados
de ioslinctos to ferozes.... ao lo crueis lio
ingratos___ Oh I misera veis 1 se elles commelle-
ram eate crime, eu....
O Baledor de Estrada parou no melhor do seu
curto e vehemente discurso, encolheu os hom-
bros e pondo-se rir, disse :
Por fim, seria talvez urna felicidade para
mim I.. Deixemos correr o tempo 1 O que est
determinado por Deus deve-se cumprir c oa
ierra I
To evidente^ era que os peosamenlos que
preoecupavam Joaquim Dick lhe eram particulares
que nem Grandjean, nem os Mexicanos, nem mes-
mo D. Heorique ae atrevern) interroga-lo i
respeito ; elles sentiam inslinctivamente que sua
curiosidade indiscreta seria mal recebida.
Deade esse momento, o Batedor de Estrada,
sera duvida entregue urna nova ordem de ideas,
parecen nao pensar mais nos Apaches. Entretan-
to o chairo acre penetrante do fumo comegava
inquietar os viajantes: o inimigo nao devia es-
lar muito longe.
D. Heorique, apptoximando-se ao Canaden-
se, que por una grande raridade eslava montado
i cavallo, disse : Grandjean, nao penses que seria
melhor tazarme* alto ? Estamos aqui sobre urna
elevaco que nao dominada por terreno algum
alcanen do tiro, e em que nao recelamos ser
atacadosne improviso ?
Tu, emquanto esveasemos puados irlas re-
conhecer o campo e obiervar a posigo do ipi
fiigo.
que deseja escrever a nosso respeito, e que lc
pou :o favorecido ae v dos proprios a cujo servigo
se (.ropoz 1
Apesar d'esses obstculos e do desalent q.ue
produzem, o Sr. Vegezzi-Ruscalla, que desde es
primeiros aonos aprender a lingua portugueza.
tanto ae deixou conquistar do amor das nossas
lettras, que nio eixou ainda escapar occasio em
que podesse favorecer-nos, nem ensejo que lhe
parecesse adequado para grangear-nos o affecto e
a sytnpalhia dos nossos ir maos da pennsula it-
lica.
Quiz a boa estrella doa portuguezes, que era
lempo se correspoodessem com o Sr. Vegezzi-
Rusralla o insigne poeta Almeida Garret, e o
historiador brasileiro Warohagen, e que, entre
outras livros, lhe fossem as mos a Macula de
DircDO, de Goniaga, as obras do Bocage e o
Fi. Luiz de Souza, de Garrelt.
Dii communicago com o nosso sempre chora-
do poeta obleve o Sr. Vegezzi-Ruscalla muitas
noticias acerca das lettras portuguezas, escripias
apreaaadamente em alguma hora vaga, entre aa
que outros trabalhos lhe lomavam, as lancadas
no papel com a apurada critica de mestre e com o
santo indelevel affectado I trra natal em que
ninguem Iba era superior. Os livros que indiquei
aproveitou-oft^^^^^HBPs honra de Por-
tugal,_e< i mala compridamente.
Vegezzi-Ruscalla em ob-
i portuguezes ais multo importantes ;
o affecto eom qva K|e competir
com o amor patrio dos ossos mlhores cidaaos,
e, todava, o nome d'este iliustregabio piemon-
tez pouco copbecido entre nos, ode devia ser
mais do que todos, popular e bem quisto.
O respeito e eslima de que nos cumpro pres-
lar-lhe homenagero, eo reconhecimento egrati-
do em que lbe estamos nos os portuguezes, in-
citaram-me lancar em poucaa linhas urna resu-
mida noticia davida e escriptos deste cavalleiro.
Talvez algum dos nossos bons engenhos aprovei-
tando estes apontamentos^ se incumba de pagar
larga e generosamente a divida nacional pata cu-
ja aatisfaco eu s posio contribuir com o mea
apoucad bolo. Essa a mioha esperanga e o
meu desejo 1
II
O Sr. Juvenal Vegezzi-Rascalla naaceu nos l-
timos dias do aecolo decimo-oltavo, no anno em
hue Bonapartesubir ao consulado, ero que mor-
rera Po VI, e em que a reaccio realista, partndo
de aples, coraegrt na Italia orna serie de rs-
presaes violentas, cuja renovagio devia sessenta
annos depois abrir o eaminho do exilio i dynastia
de Bourboo.
O pae de Vegezzi-Ruscalla era theaoureiro de
Napoleio I na Italia franceza, e banqueiro da co-
ra em 1814 ; porm as perseguiges que acora-
panharam a restaurago empobrecern)-o e fize-
ram com que nio deixasse sua nuiterosa fa-
milia os meios oecessarios para viver sen tra-
balnar.
Estas tristes circunstancias tiveram nma gran-
de influencia na carreira do Sr. Vegezzi-Rus-
calla.
Aos 14 annos teve de abandonar oa estudos
regulares e entrn na vida commercial para ga-
nbar o po de cada dia ; porm a fecuodidade
natural do espirito em que a iostrueco haria j
langado urna parte, embora diminuta, da sua se-
ment productora, alcaogou um asaignado trium-
pho sobre o rigor da sorte. As horas que as oc-
cupsgdes commerciaes lhe deixavam Iivres eram
consagradas ao estudo, e neste trabalbo paciente
e incessante ganharam as ledras um cultor dis-
tinclo, cujas aspiragoes elevadas o gyro com-
mercial nao era sufficiente.
Em 1818, adoecendo um amanuense da secre-
taria dos negocios estrangeiros, convidaran) oSr.
Vegezzi-Ruscalla substilui-lo por alguns dias:
Esta occasio de pateotear o seu prestimo, abri-
lhe de par em par a porta da carreira officiol. O
ministro vendo que o joven Vegezzi-Ruscalla
sabia j o allemo, o inglez, o hespanhol e o por-
tuguez, despachou-o no mez seguinte addido or-
dinario com o ordenado de 2,000 francos por
anno.
Na qualidade de empregado diplomtico, foi
ao congresso de Verona, s conferencias de Vien-
na, aples, Boma, Munich, e outros pai-
zes, regressango secretaria, na qual em 1836
oceupava o elevado lagar e sub-secrelario chefe
de divisio, quando o conde Solar de Santa Mar-
garida, chefe do partido chamado jesutico, tomou
a pasta dos negocios estrangeiros.
Vegezzi-Ruscalla era liberal. Fosse que as
atrocidades reaccionarias tivessem excitado no
seu animo seminemos de compaixo para com
as victimas dessa quadra, fosse que a luz da phi-
leeophia lhe houvesse mostrado o eaminho da
liberdade como o nico digno do homem civili-
sado, fosse, emfim, qne o conbeciment exacto
das injusticias diplomticas desse tempo o impel-
lisse detestar oa governos absolutos, a verdade
que Vegezzi-Ruscalla passava por liberal e que
a sua posigo junto do novo ministro era extre-
mamente diflicil.
Tinha enlo a pasta do interior o conde de
Pralormo, eom quem o Sr. Vegezzi-Ruscalla ser-
vira na legago de Vienoa, e que do seu eleva-
do merecimeuto fazia ajustado conceilo. Quiz
livra-lo da difcil conjunctura em que viria a
estar com o conde Solar de Santa Margarida, e
pediu secretaria dos estrangeiros para lhe
conferir o cargo de inspector geral das pri-
soes.
No exercicio deste emprego se conservou por
muitos anoo*. entregue ao estado das queates
^mporUntissimag daquelle ramo de servigo, e
mostrando nellas o zelo, a intelligencia, e o ca-
rcter independenle de que dra provas. na car-
reira diplomtica. A causa da ana exonerago
voluntaria moslra bem o animo desprendido e
sizudo do Sr. Vegezzi-Ruscalla. Era ministro
em 1858 o commeodador Ratazzl, oapregoado
antagonista do conde de Cavour, e apresentra o
projecto da constroeeo de duas grandes prisea
de mil presos cada urna, segundo o systema do
isolamenlo.
O Sr. Vegezzi-Ruscalla, conhecedor da materia
como'quem ella consagrara vinte e dous annos
de bom servigo, combateu naimpreasa o projec-
to com a maior tenscidade, porm deu espont-
neamente a sua demisso para que nao se podes-
se aulorsar com o exemplo de um empregado
superior a luta entre um subalterno e o seu mi-
nistro em questoos da repartigio em que serviam
ambos
Na situago de simples particular, eslranho
gerencia doa negocioa pblicos, affastado de in-
trigas-polticas, entregue aos estados etimolgi-
cos que especialmente se dedica, e preparndo-
se para um curso desta sciencia na universidade
real de Turin, o vetu encontrar canpanha de
Italia, que devia aeguir-se a regenerago e a
unidade da pennsula italiana.
Vosso projecto dos mais acertados, se-
nhor, respondeu o Caoadense ; devo mesmo di-
zer que o nico posiivel e praticavel no estado
actual das cousas. Apenaa o que ha que eu nao
posso preslar-me elle.
Porque? Ah eu comprehendo, o papel de
batedor agrada pouco 4 tua devotago....
Senhor, vos vos enganaes completamente...
Nio ha nada de que eu goale tanto como seja de
r reconhecimen'.os em mim urna verda-
deira paixo, e pauo que me tem cuslado os ca-
bellos da cabega I----
Enlo de que procedo tua resolugio?
De que o Sr. Joaquim Dick nao me deu or-
dem alguma, e que eu por cousa alguma deste
mundo quereria dispar de minha pessoa sem seu
coosenliraenlo. Se elle tivesse preciso de mim,
por maneira alguma desculparia minha ausen-
cia.
Nao sou por ventura tea patrio, quem le pa-
ga .quem t deves obedecer? exclamou o jo-
ven cora ara lom secco e altivo.
Eatou vosso servigo, evos medaes algum
dinheiro, isto incoolestavel, respondeu Grand-
jean com frieza; mas na hora do perigo. vede
vos, e quando ae trata de minha vida, nao reco-
nhego por amo senio aquelle que me superior
em experiencia e em coragem; ora n'este mo-
mento, este homem o 6r. Joaquim Dick.
Quasi que parece que elle nem de nos se
lembra, esse maravilhoso e infallivel Baledor de
Estrada I
Tanto melhor ; Uto prova que nio ha in-
minente perigo 1
Ou que elle est, de accordo com os Apa-
ches 1
Eis-ahi urna desconfianga, Sr. D. Henrique,
que ainda ha alguna diaa nem por sombra vos pai-
sana pela iraagioagio. Quando vos dizia que vos
acostaraarieis depressa & existencia nmada, eu
nao errava I.... O ser desconfiado urna grande
qualidade para aqueUea que correm s aventuras;
somente resta-vos aprender fazer vossas sspei-
tas ; de oulro modo nunca tetis uin fiel e verda-
eiro alliadol.... Deacangae respeito do Sr.
oaquim Diclc.... eu respondo por elle com a mi-
nha cabega 1
Suppuoha que esta era a primeira vez que
t o viste ; disse o joven observando o Caoaden-
se furto.
Tambero nunca vi o imperador Napoleio,
mas sei que elle era o mais valente capitio do
seu secuto. Ha reputagdes brilhanles, inalacaveis,
de que se nio poderia duvidar sem ter perdido o
senso coromum. O Sr. Joaquim est n'este caso.
Afinal se estaes inquieto o que que vos
inhibe de o ir consultar ?
su
E* o rancho da Ventana, o mesmo que eu
E o quo en vou fazer I respondeu D. Hen-
rique dando de esporas ao cavallo.
Quando D. Henrique poz-so perto do Baledor
de Estrada, teve de chama-lo duas vezes por seu
nome, primeiro que elle lhe dsse attengio.
Que queris, senhor ? perguntou o Mexica-
no com urna polldez fra e um pouco altiva, que
D. Henrique nao lhe conhecla.
Valha-me Deua 1 desejo saber se devemos
ou nao prepararmo-noa para combate?
Nao, senhor 1....
E estes Apaches ?
Pego-vos licenga, senhor, para nio respon-
der esta pergunla, que arrestara phrasea muito
compridas. Desejo, preciso mesmo eatar sol
O esencial para vos que nao aejamos ata-
cados I Pois bom, juro-vos que nio vos ataca-
rio.
O Baledor de Estrada, depois de ler dito estas
palavras, deu redea Gaviloo, que poz-se 4 ga-
lopar.
Urna hora depois a tropa dos aventrenos che-
gava ao thealro do incendio.Grandjaan quasi que
livera razio; nio era nem a herdadeda Boa-vista,
nem a d'El-Aguage que tinham sido preza das
chammas, mas sim orna,especie de aldeia -aban-
donada 4 annos por urna populago semi-uomade.
Oa Apaches tinham feito um divenimento e mais
nada.
Com tal vista, o Baledor de Estrada deu um
suspiro de satisfago qne alliviou-o de um peso
que pareca opprimi-lo ; porm ao mesmo tempo
um forte franzimento das sobraocelhas dava 4
entender que os desejos de seu corago nio esta-
vam em harmona com as esperances de suas
paixes oa empenhosde sua razo.
Que rancho este que vrnosla longe, 4 urna
legua pouco mais ou menos? perguntou D. Hen-
rique ao Canadense, aponiendo para um edificio
de forma bastante Irregular, de ama alvura bri-
lhante e meio escondido entre um montan, de ver
dura.
As mudangas polticas nao lhe suscitaran) am-
biges. Simples particular e escriptor publico-
era antes dos ltimos successos, e o mesmo de-
pois dellea. E mais nao foi indiferente voz da
patria nessa hora solemne do suspirado resgatev
Poucos trabalbaram mais do que elle na qualida-
de de secretario das relacoes exteriores da socie-
dade nacional italiana para conseguir que os bea-
dos a favor da liberdade da Italia fossem unnimes
ao menos as nagoes Iivres da nossa velba Europa
e para fazer prevalecer os interesses do povo, cu-
jo homem se presa de ser.
(Continuarse-ka.)
ppunha queimado....
Mas nao justamente neste rancho que
devmos passar a noite ?
Sim, mea senhor 1 e na verdade eu nao es-
tou afilelo por isso I assentsr-se urna vez por
acaso 4 urna mesa servida com accio, deitar-ae
em luna verdadeira cama e poder dormir com os
dous olhos fechados at ooutrodia sem preorcu- porada em Gaviln que onobre animal ficou ator-
o Baledor de Estrada, sem parecer que tinha ou-
vido esta pergunla ; vos lhe agradareis immedia-
tamente. A occasio ou o enfado faro cem quo
acheis soffiivel a pequea, e vos vos amareis co-
mo duas rolas I.... Este espectculo me causar
urna alegra extrema e muito me ha de divertir!..
Est feito.... Ao rancho da Ventana I....
Joaquim Dick deu enlao urna to furiosa es-
pagao sao prazeres um pouco affemioados, conve-
nho. niaso, mas que todo o homem tem o direilo
de os querer de tempos em lempos, urna vez de
aeii em seis mezea, por exemplo I......Muito
bei 11 e porque o senhor Joaquim agasta-se com
iasi ?.... nie este o eaminho I Multo bem I
ei- o que nos faz signal de approximarmo-nos.
De re haver alguma novidade. Elle volta pro-
va elmente" dos Apaches I vamos I avante I
i) Caoadense enforquilhou-se de oovo no seu
ca alio, por que tinha ae apressado em apear-ae
lof o que seu amo lhe contou a pequea conversa
qu i Uvera com o Batedor de Estrada ; depois,
pr cedido de D. Henrique e seguido dos Mexica-
no i, correa ao chamado de Joaquim Dick.
Muito bem I senhor, disse Joaquim, apres-
as i-vos ou nio chegaremos mais hoje I Lem-
ie-TOS qne temos ainda dezesete leguas ; ca
nhar antes de chegar Guaymas
Que I faitees de Guaymas? disse D. Henri-
qi e, tencionaes, pelo que vejo, entrar hoje nesta
ct lade I
Hoje nio ; esta noite, sim.
Perdestes a razio, Joaquim ? Sabis que
issos cavados morios de cansago, esli incapa-
de dar semelhante carreira. Porque razio
n^o acamparemos no rancho da Ventana ?
O Batedor de Estrada esiremeceu.
Ah I sabis deste rancho ? diasa elle.
Eu sei que ah ba bom agazalbo e que se
:ha ama cousa deque nio tenho gozado mut-
is dias, um pouco de conforto.
Joaquim Dick poz-se reflectir, e nao tardou
c nito reepoudei. .
Pois bero. disse elle, levantando a cabega
c >m ar de quem tinha tomado urna revolugao do-
t a, pascaremos esta noite no rancho da Venia-
Onde diabo tinha eu a cabega que nao pen-
jpT 4 mais tempo nisto?
Pensado em que, senhor Joaquim ?
Sois um mogo e bello earalleiro, continuou
doado por alguna instantes : desde o dia em que
elle tinha sido amansado, era a primeira vez que
seu senhor lhe fazia aenlir o peso da escravido ;
porm, tornando immediatamente ai, aaltou
comoum veado encorralado e envolveu Joaquina
era um turbilho de poeirs....
Que tem hoje o Batedor de Estrada ? per-
guntou D. Henriquo approximando-ae de Grand-
jean. Nio comprehendo nada de seo comporta-
nenio e ainda esloa por entender sua lingua-
gem___O senhor Joaquim gosta s vezes dse
divertir cusa dos outros, respondeu framente
o Canadense.... Comprebende a vida, pensou o
gigante, e deixa-me agora tranquillo I O caso
que o Sr. Joaquim tem sido bem singular l Co-
uhego-o, e apostara a cabega em como sua fiu-
- Laida alegra oceulta alguma violenta colera ou
- "urna grande dr. Que pensamento eslravagante
passa-me agora pela cabega I.... Amar elle An-
tonia ? Oh I iato ropossivel 1 ha entre elles
tanta differenga na edade 1 Por fim, islo nada
quer dizer 1 Ora muito bem, de que me serve
estar quebrar a cabega ? O amor, o que isto ?
A' f que urna s vez oa minha vida nio pense!
nelle 1.... Nio conhego nem a' primeira palavra
da lodas essas galanteras.
Ah de sea lado murmurava Joaquim, in-
differente aos saltos prodigiosos de Gaviln, co-
nfaecer-se-iam elles ?.... amar-se-hiam j ?....
Insensato que sou I Como se as mulheres fossem
capazes de amar I
Urna gargalhada nervosa desprendeu-se dos
labros paludos e contrahidos do Baledor de Es-
trada : duas grandes lagrimas sartaram-lhe dos
olhos.
onlinwr-te-ha.1)
PlUi. TYP. DE V. F. DI PARIA. -1861.


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