Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09281


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Full Text
A1I0 IIJ.TII IDIEIO 104
Por tres eiesai.antafos 8&060
Por tres mtm vencidos
di M


SEGUIDA FEJRA 6 BE MA10 DE lili
Por anuo adianto 19|000
Perle fraic para sitocriptir.
All
BXCiRRBGADOS DA SUB9CSIPCA0 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Limi;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimaraes-, Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
PAH11DAS UU cUKHolua.
Olinda todos os diai aa 9 1/3 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas el
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho el
Garanhans as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pea-I
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem aa 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MIZ DE HAIO.
1 Cuarto minguante as 5 horas 12 minuto! da
tarde.
9 La ora as 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24* La eheia as 3 horas e 48 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 mioutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. S. Joo anteportam latinam.
7 Tere. 8. Estanislao b. m.; S. Flario m.
8 Quarla. Apparco de S. Miguel archanjo.
9 Quinta, tQ Assenco do Senhor ; S Gregorio,
10 Sexta. S. Antonino are. de Florenca.
ti Sabbado. S. Anastacio ro.; S. Fabio m.
12 DominfO. S. Joanna prineezav., S.Pancracio
AUUlbrtklAS UU3 itUBUftAi.a UA CAtll'AL"
Tribunalldo commercio ; segundase quintas.'
Relaco: (tercas, quintas sabbados sslO horas.
Fazenda:1 tercas, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Juizo do tommercio : quartas ao meto dia:
baos: tercas esextas as 10 horas.
radocivel: tercas e sextasao.meio
Dito de or
Primeira
dia.
Seguud
hora
ENCaRBEGADOS DA SUBSCR1PQA DO SU**
Alagoaa, o Sr. Glaudino Falcio Dias; Babia
Sr. Jos Hartlos Aires; Rio de Janeiro, o Sr*i
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBCO.
dal
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
ara do eirel: quartas sabbados a 11 Paria,na sus lirraria praga da Independencia na
tarde: 16 e 8.
PARTE 0FFICIAL.
Ministerio da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 22 DE FEVEREIRO DE 1861.
A' directora da tomada de contas. Em
solucao durida que a 2* cootadora da mesma
directora propoz por occasio de informar so-
bre o estado das contas do ex-collector da Tilla
de Caldas da provincia de Minas, coronel Jos
Francisco Pereira Filho, relativas aos anoos de
1839 1840 al 1845. oeclara-se, de conformi-
dade com a decisao do tribunal do thesouro de 28
do mez passado :
Quinto a Ia durida se os pagamentos par-
da es feitos pelo responsarelquantoj reconheci-
do em alcance e executado devem ser imputados
aos juros vencidos da importancia do alcance se
ao principal desle, ou se proporeiooalmenle a
ambos, como aquella contadura emende de equi-
dade que atienta a pratica invariavel do the-
souro, e a seguida tambem as liquidacoes mer-
cantis, doutrina correte que emquanto os pa-
gamentos feitos por conta de um debito que ven-
ce juros nao cobrem o computo dos juros venci-
dos, nenhuma dedueco levada ao principal :
e ora de oulro modo ae poderia proceder sem
modificar de faci com o correr do tempo a laxa
do juro estipulado ou marcado em lei.
Nao 3eodo o preceito do arl. 43 da lei n. 514
de 28 de oulubro de 1848 comminatorio seno
para as quauliasindevidamenle retidas pelos res-
ponsaveis, era rnesmo por equidade poda ser
altendivel a circumstancia de nao ter sido liqui-
dada definitivamente a conta do ex-collector de
quem se trata, ou Qxado o seu debito como pon-
dera a mesma cootadora ; visto nao poder elle
igoorar que em si reliaba taes quaotias, e queda
publicara o da mencionada le em diante eram
exig veis os juros pela mora, como o delararam
as ordons de 2 de marco e 28 de abril de 1819.
sendo que s era 9 de junho de 1852 e 12 de abril
de 1855 entrou com as quantias que fazem objec-
to da primeira dunda.
A exigencia dos juros da lei citada nao seno
a justa compeosacao, ou aoles devida ind-mni-
saco do prejuiro causado a fazenda nacional pe-
la mora do recolhimeuto dosseus dinheiros ; ju-
ros que pelo [acto da inderda detenco da par-
te de seus prepostos, muitas vezes o estado for-
jado a pagar para baver com antecipacao renda,
afim de occorrer aos servicos pblicos ; e assim
este un dos proceitos flscaes que em materia
de liquidacao de contas deve ser estrictamente
observado.
E quanto oulra duvida se das porcenta-
gens a que os responsaveis perdem o direilo em
virtude da diposicao da 2a parle do supramencio-
nado art. 43, devem-se contar juros como das
quantias pertenceolos 4 fazenda indevidamente
por elles elidas que, em vista das ordens do
thesouro n. 156 de 6 dejulho de 1853, e n.475
Ue 24 de dezembro de 1857, sao devidos juros das
quaniias dixjuoii* prn>annnRia sendo que o des-
pacho de 23 de oulubro de 1856, que no parei-ci
da 2a contadoria resolveu semelhanle questo em
sentido contrario, nada sobre ella prordeociou,
deixando subsistentes a doutrina e pratica al
enlo seguidas.
Solvidas como Gcam as duvidas proposlas, deve
a dita directora, anda em virlude da mesma de-
cisao do tribunal, expedir as ordens necessarias
para proceder-se a nova reviso da conta do men
clonado ex-collector, afim de que definitivamente
se fixe o seu alcance primitivo e real ao tempo
em que foi demittido, e bem assim o debito em
que se acha, depois das entradas de dinheiros que
effectuou ; recommendando que no ajuste final
das respectivas cootas smente se percebam ju-
ros at o dia 10 de novembro de 1856, em que
elle entrou para os cofres do thesouro com a
quantia de 10.000$ por conta do mesmo debilo,
e os que decorrerem do da em que lhe foi inti-
mado o saldo do seu alcaoce, notamente liquida-
do, at o completo, se o nao realizar no prazo que
lhe fr marcado.
- 25 -
Circular as thesourarias, declarando que ao sello
do 1 do art. 58 do regulamento de 25 de de-
zembro do anno passado esto sujeilos, conforme
a observacao Ia ao mesmo paragrapho, os memo-
riaes e requerimeutos em que se pede pagamen-
to de monte-pios, meio sidos o outros idnticos
sao sendo papis de mero expediente, ou relati-
vos a actos a que as parles sio obrigadas em vir-
lude de lei, regulamento ou instruccoes do go-
verno, nem dos que sao annexos pelas reparti-
eres s ioformicoes officiaes, para maior clareza
dos negocios ; mas sim pecas que podem por si
s dar principio e c usiituir um processo admi-
nistrativo de nalureza graciosa ou contenciosa ;
devendo como taesreputareui-so as peticoea iui-
ciaes, as respostas, memorias ou raides olleroci-
das pelas partes e quaesquer documentos e papis
que estas |uolem ou pegara para serern juntas por
julga-las uteis para esclarecimento de seu direilo.
Commuoicou-se directora da contabilidade.
dem, idem, recommeodando que na execu-
Cao do regulamento que baixou com o decreto n.
2,647 de 19 de setembro de 1760, facam dar cum-
primento disposicao do art. 144 2 do citado
regulamento.
A' presidencia da Parahyba, declarando, em
Tesposta ao seu officio de 15 de Janeiro ultimo,
que tica approvada a sua deliberarlo de mandar
addir furca dos guardas da alfanaega ua pieria
ca o guarda Jos Gomes Pessoa Jnior. Este
empreado deixou de ser confirmado no lugar de
ofliciil de descarga, para que fdra interinamente
Horneado pela presidencia, por constar da infor-
marao do inspector da thesouraria que acompa-
nhou o seu officio de 27 de novembro de 1860,
que elle tendo sido nomeado guarda de1aclasse
em 30 de oulubro antecedente, nao chegra a to-
mar posse deste emprego, deduzindo-se dahi que
neta era anda guarda por occasio da reforma
das alfandegas, pelo decreto de 19 de setembro
do mesmo anno.
-26-
A' thesouraria ao Para, communicando.em
resposta a seu officio de 23 do mez passado, que
declarando o thesouto que os chefes de polica
esto sujeitos a prestar contas, nos termos pros-
criptos na ordem n. 222 de 23 de setembro de
1852, e na subsequente n. 92 de 8 de novembro
de 1860, e exigindo que elles as prestem, exige,
e deve nisso iosistir por si mesmo, o cumprimen-
to e execuQio da lei pelos meios que a mesma
lei decretou, sem dependencia do ministerio da
justica, o qual nao pode embafacarque os chefes
de polica prestem coalas da gesto dos dinheiros
pblicos, de que sao ordenadores secundarios,
na corte perante o tribunal' do thesouro e as
provincias perante as thesourarias de fazenda.
Commuoicou-se presidencia da mesma pro-
vincia.
A' mesma, declarando, em resposta ao seu
officio de 23 do mex ultimo, que foi approvada a
Eduardo Brunett para exportar gado para Cayena
das ilhas de Maraj, Maxiama ou Ciriaoa, quan-
do o nao posas conseguir na capital, e isso al o
numero de 75 cabecea, visto a concessao achar-
, se comprebendida nos limites do art. 318 6o do
regulamento de 19 de setembro de 1860, e ser
feita mediante as camellas flscaes.
A' do Maranho, declarando, em resposta
a seu officio de 10 do mez findo, que o livro de
assenta ment ou matricula dos em pregados das
alfandegas, de que trata o 1 do art. 134 do
regulamento de 19 de setembro de 1860, nao de-
ve conler smenle os ttulos pelos quaes esto
elles actualmente serviorjo. e sim a declaracio
dos servicos anteriores, que poder ser feita
vista das respectivas nomeaces, ou de urna nota
por elles apresentada.
A' da Parahyba, declarando, em resposta
a seu officio de 5 de Janeiro ultimo, que a nota
de que trata o 19 do art 126 do regulamento
de 19 de setembro de 1860 o atteslado mensal
que serve para o pagamento dos empreados, e
que semelhanle disposicao portanto nada tem com
os extractos dos pontos exigidos pelas ordens de
31 de outubro de 1854 e 26 de fevereiro de 1835.
27
Circular as thesourarias, declarando, para o
fazerem constar aos inspectores das alfandegas e
administradores de mesas de rendas, que no pro-
cesso de arbitramento, de que trata a seceo II
do capitulo 3" do titulo 5 do reglamelo que
baixou com o decreto n. 2,647 de 19 de setembro
de 1860, nao pode, sob pena de nullidade, in-
tervir como arbitro pessoa ou empregado elgum
que nao esteja incluido na lista ou relaco a que
se refere o 1 do art. 577 do mesmo regula-
mento.
dem, idem declarando, de conformidade
com a decisao do tribunal do thesouro de 28 do
mez passado, que os pagamentos- parciaes feitos
pelos responsaveis fazenda publica por conta do
seus dbitos, quando os mesmos responsaveis jfi
se acham reconhecidos em alcance e executados,
devem ser imputados aos juros vencidos da im-
portancia deste ; visto como, segundo a pratica
invariavel do thesouro, e a observada tambera
as liquidacoes mercantis, emquanto oa paga-
mentos effecluados por conta de um debito que
vence juros nao cobrem o computo dos juros ven-
cidos, nenhuma dedueco levada ao principal:
tanto mais que nem de oulro modo se poderia
proceder sem modificar de facto, com o correr
do tempo, a laxa do juro estipulado ou marcado
em lei. Oulro sim quo, em vista das ordena ns.
156, de 6 de julho de 1853 e 475 de 24 de desem-
bro de 1857, sao devidos juros das quantias pro-
venientes de porcentagens a que os responsaveis
perdem o direito em virtude da disposicao da
segunda parte do ait. 43 da lei n. 514 de 28 de
outubro de 1848.
28
A' thesouraria da Baha,rommunicando que
foram presentes a S. M- o Imperador as duvidas
propostas pelo presidente da assembla geral dos
accionistas do banco da Baha no seu officio de
30 de Janeiro prximo passado, sobre a iotelli-
gencia de algumas disposices dos respectivos es-
tatutos e do decreto n. 2,685 de 10 de novembro
de 1860 ; e o mesmo augusto senhor, tendo ou-
vido a seccao de fazenda do cooselho de estado,
ha por bem, conformando-se com o seu parecer,
mandar declarar ao mesmo presidente, por sua
inmediata e imperial resolucRode27 deste mez:
1 Que tendo a le de 22 de agosto do aono
passado preacripto n s *~ ao. "j" o dj-
uimu o mnmbros da gerencia da administrado
dos bancos sejam substituidos annnalmenle pela
quinta parte, a nenbum desses estabelecimentos
licito proceder nem ao governo consentir que
se proceda de modo difleiente oa substituido dos
respectivos directores.
2 Que as expressdessubstituidos>nnualmen-
te pela quinta parteequivalem quando o nume-
ro dos directores 5 ou mltiplo de 5, a este ou-
trassubstituidos de modo que,no lim do primeiro
anno deixem de fazer parte da directora um
quinto dos membros que eoto a constituem ; no
lim do 2o a 4a parte dos que nao forem substitui-
dos no 1 ; no fim do 3 a 3a parte dos restantes ;
no fim do 4 melade; e no Qm do 5" os ltimos
dos que nao tiverem sido substituidos al enlo.
3 Que existindo na directora do banco os seis
directores primitivos, e deven Jo proceder-se ao
sorleio de melade, dando-se o caso de dous de
entre elles se haverem retirado da administrarlo,
afim de consultarem em consequencia de oceur-
rencias, a coufianca dos accionistas, derer-se-
ho chamar os supplentes de directores que fo-
rem precisos para completar a directora na for-
ma do art. 54 dos respectivos estatutos, e fazer
depois a substituido pelo modo indicado no nu-
mero anterior.
4 Que, posto pareja mais regular serena os
supplentes lirados dos immediatos em rotos, na
eleico dos directores impedidos, nao pertence
ao governo a solucao de semelhanle duvida, nem
de uutras que se posssm mover a respeito das
disposices dos estatuios ou instrumentos de con-
trato das campanhias hincaras, excepto no que
diz respeito a pontos que estiverem regulados
por lei ou em virlude de lei.
5. Finalmente, que vista das disposices
dos arts. 66 e 67 dos estatutos do banco e do 12
da lei de 22 de agosto do anno passado, nao se
podem receber votacoes enviadas em cartas pelas
senhoras que possuem acedes e sio administra-
doras de seus bens. E porque conste que o ban-
co denominado Sociedade Commercio, contra os
preceitos da .referida lei e decreto, procedeu
eleico do sua directora, cumpre que a mesma
presidencia lhe advirla que esse procedimeoto
Ilegal, e que quando o mesmo banco, annullada
a'referida eleico, nao proceda na forma da mes-
ma lei e decreto, dentro do prazo que a dita pre-
sidencia lhe marcar, deve esta remetter a este
ministerio todos os documentos e informaedes pre-
oica p>r> a tj.ivornn prOCAda BOOM fOT de d-
reito.
Nao consta a este ministerio qual foi o procedi-
meoto do fiscal do mesmo banco, que, por cerlo,
cooscio dos seus deveres, deveria suspender um
tal acto contrario a lei, e por isso cumpre que a
referida presidencia, depois de ouvi-lo, informe a
semelhanle respeito.
Declara-se-lheoulrosim que conveniente que
faca constar ao presidente da assembla geral dos
accionistas do banco da Bahia, que irregular foi
o seu procedimento, dirgindo ao governo o offl-
cio de que se trata, quando aemelhante encargo
compete ao presidente do mesmo banco.
1 de marco.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de Ja-
neiro em 1 de marco de 1861.
Angelo Monlz da Silva Ferraz, presidente do
tribunal do thefouro nacional, ordena que asins-
trucoea de 16 de Janeiro de 1860 sobre ajudas de
custo continuem a ser executadas com as segra-
les alteraces:
1.a Fica revogada a tabella annexa s mesmas
instruccoes e substituida pela seguinle :
De 1009000 at 600^000............ 250
De mais de 600 al 1:000...... 300
De mais de 1:0009 t 1:5009...... 3509
De mais de 1:500j at 2:0009...... 4009
De mais de 2:0009 al 2:5009...... 4508
De mais de 2:5009 at 3:2009...... 5608
De mais de 3:200a) at 4:0009...... 6009
De mais de 4:0009 at 5:0009...... 8OO9
De mais de 5:0009 at 6.500......10009
As despezasdo primeiro eslabelecimenio serao
calculadas com relacio ao rencimento do lugar
que o empregado fOr servir em commisiao, ou
para que idr promovido ou removido.
2.a A quantia para *$ dspotas de preparos de
viagem nao-poder exceder nunca de 4009, qual-
quer que seja o numero das pessoas da familia do
empregado.
Por familia do empregado para o flm de cal-
cnlar-se a despera d transporte por mar ou por
trra deverao enlender-se sua mulher e lhos
legitimos, e bem assim o pai ou mi, lrmos me-
nores de 18 aonos e irmaas donzellas que vivam
em companhiado mesmo empregado, e sejam por
elle mantidas.
3.a Quando o empregado fizer a viagem por
trra, tem direito despeza de transporte calcu-
lada pela forma proscripta no 1 do art. 1 das
ditas instruccoes cada urna das pessoas da familia
do mesmo empregado que o tem de transporte
por mar.
4.a A graticacoo que o governo pede conce-
der ao empregado nomeada para o desempenho
de commisses extraordinarias e temporarias no
proprio emprego alm do seu venctmenlo, na
forma do 8 3 art. 1 das instruccoes de 16 de Ja-
neiro de 1860, nao dever nunca exceder de me-
tade do mesmo vencimento.
Se as commisses desta nslureza houverem de
ser desem peonadas por officiaes do corpo de eu-
geobeiros, dita gratificagao consistir as vanta-
gens de commisso activa pagas pelo ministerio da
fazenda.
5.a Os empregados qae forem servir adJidos a
qualquer repariico por ordem do goveroc, teem
direito parte da ajuda de custo destinada para
as despezas de preparos de viagem e de trans-
porte, mas nao a relativa s de primeiro eslabele-
cimeoto.
Se porm o foram a pedido seu nao tem direito
a parte alguna di mesma ajuda de custo.Ange-
lo Monis da Silva Ferraz.
Circular s thesourarias, declarando :
1.* que ni forma do 1 do art. 1 das instruc-
coes de 16 de Janeiro de 1860 o mximo da parte
daajula de custo destinada para as despezas de
preparo de viagem de 40O9OOO, qualquer que
seja o numero de pessoas de familia que podem
ser attendidas nesta parte da mesma ajuda de
cusi;
sentando praca como voluntario no segundo ba-
talho deinfantarta, mande apresenta-lo a V. S.
para o fia conveniente.Officiou-se nestes ter-
mos ao coronel commandante das armas.
Dito ao cemmandante superior de Garanhuns.
Inteirado pelo seu officio do 4 do mez passa-
do, n. 25, de ter V. S. mandado submetler a
cooselho de disciplina o capitao da primeira
corapanhii do batalhao n. 29 de infantaria, Fir-
mano Stares Villela, tenho a dzer-lhe que
deve proceder a tal respeito, como fdr de
lei.
Dato ao inspector da thesouraria de fazenda.
Achando-se recolhida ao porto desta cidade a
escuna Liadoya que, de conformidade com o
contrato feite com o gerente Oa Companhia Per-
Darabucana de navegaco costeira foi rebocada
do Ro-Grande do Norte at esta capital pelo
vapor Camaragibe, recommendo V. S. que
mande pagar ao mesmo gerente a quantia de
2:000000 res, porque foi contratado esse ser-
vido Communicou-se ao supradito gerente.
Dilo ao mesmo.Restituindo V. S. os papis
que acompanharam o seu officio do hornera sob
n. 341, relativamente arrematacoo por um tri-
enmo, e mediante a quantia de 49000 rs. men- ] talhao de io
saes, da renda de urna casa sita na ra de S. Sr. comman
Sebastio na villa de Iguarass, e pertencente a seu pgame
fazenda nacional, sendo arrematante Sebastio te de conta:
Antonio de Mello Reg e fiador o padre Sebas-
tio Jos Ribeiro Pessoa, tenho a dizer em res-
posta que approro essa arrematado.
Dito ao mesmo.Tendo em rista a sua iofor-
mago de 30 de abril ultimo, n. 340, dada com
referencia a da contadoria dessa thesouraria, o
auloriso a mandar pagar a Miranda & Vascon-
celos a qnantia de 3579800 ris, om que, segun-
do a coota que devolvo, importa
2.c
a encadernaco
de livros para a biblioteca da Faculdade de Di-
que os tilhos de que trata o mesmo para- reito desta cidade.Communicou-se ao director
grapho, sao smente os legtimos, e os naturaea
reconhecidos ou legitimado na forma da lei.
dem idem, ordenando que remettam sem
demora ao thesouro urna relaco dos empregados
a quem tiverem abonado ajudas de custo na
forma das ins.rucc.oes de 16 de Janeiro de 1860,
declarando as razes em que se houverem funda-
do para mandarem abonar as quantias que cadi
empregado tiver recebdo, afim de verifiiar-se a
referidas instruccoes leem sido executadas unica-
mente e de conformidade com a intelligencia daca
pelo thesouro.
A' das Alagoas, declarando, em resposta ao
seu officio de 30 de Janeiro de 1860, que o tribu-
nal do thesouro indeferio o recurso interposto
por varios negociantes da decisao da mesma the-
souraria, sujeitando ao imposto de 8O9OOO as ca-
sas que vendiam roupa feita e calcado estrangei-
ro, vista da expressa disposigSo do arl. 11 do
regulamento de 15 de junho de 1844. E por esta
occasio se declara igualmente dita thesouraria
que nao procedeu regularmente inderndo o dito
recurso interposto para o tribunal do thesouro,
nao s porque este o competente para conhecer
da lcgiiimidade e procedencia dos recujsos para
elle interpostos, como >aqua nando o rectKSO do
direito natural, e o seu fundamento o grvame,
que os conectados recurrentes presumem resul-
tar-lhesda decisao recorrida, seria injusto prva-
los desse direito pelo simples fado de assignarem
conjunctamente o mesmo recurso pessoas nao col-
lecladas.
rurgiio d<\ corpo de saude do exercilo Jos Joa-
quim Maciado.
ExpeMitnte do secretario do governo.
Officio atl coronel commandante das armas.
S. Exc, opr. presidente da provincia, manda
declarar Y. S., para seu conhecimento, que por
despacho tiesta data autorisou a satisfacSo do
pedido feitb pelo commandante do 9 batalhao
de infantaria de fardameplo para os recrutas, que
se vao aliat ndo naquelle batalhao ea que acom-
panhou o o ficio de V. S. de 11 de abril ultimo,
sob n. 506.
Dilo ao 1 secretario da assembla legislativa
prorincial.- S. Exc, o Srs presidente da provin-
cia, manda lemetter V. S., para serem presen-
tes assemtlea legislativa provincial, as copias
das informar, oes exigidas pela mesma assembla
trada de ferro no requermento que
o officio de V. S. de 9 do abril ul-
timo, que fie 1 assim respondido.
DESPAC IOS DO DU 2 DE HAIO DE 1861.
Requerimtntos.
ptista da Concedan.Informe o Sr.
thesouraria de fazenda.
rio de Andrade, soldado do 2a ba-
lotara.Requeira o supplcante ao
laote das armas, o que fdra bem de
to, risto constar ter entrado em ajus-
do batalhao a divida aqueallude e
ou titulo.
estino Pereira, cabo de esquadra do
la infantaria.De-se-lhe de pida.
Joanna B
inspector da
Nicolao Sej
disso se pas
Pedro Ce
8 batalhao
INTERIOR.
da Faculdade de Direito.
Dito ao mesmo. Recommendo V. S. em
additamento ao meu officio de hontem que man-
da entregar ao coronel Trajano Cesar Burlama-
que 19:000000 ris, que se destioam ao presidio
de Fernando, risto ter sido elle nomeado com-
mandante interino daquelle presidio para onde
dere seguir breremenla.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar ao len-
le Manoel de Azevedo do Nascimento, encarre-!
gado do recrulamento na freguezia da Boa-Vis-
ta nesta cidade, a gratificarao a que tem direito
por ter apresentado cinco voluntarios e um re-
cruta idneos para o servico do exercito, e que
effectivamenle tiveram praca, como se eviden-1
cia das informales, que inclusas^ devolvo, ^ pelo Estes sao eiltregues, e relacionados pelo "Sr. 1.
secretario, I
RIO DE JANEIRO
CAMA'U DOS SRS. DEPUTADOS.
PRIMEIRA 5ESSO PREPARATORIA EM 15 DE
ABRIL DE 1861-
Presidene a do Sr. viscondede Camaragibe.
A's 11 h ras da manha echam-se presentes
73 Srs. depi lados eleitos.
O Sr. vis< onde de Camaragibe oceupa a cadei-
ra da presidenciaamoma para secretario os Srs. :
1., Rodrigii Silva ; 2., Tavares Bastos; 3." Cor-
rea de Olivbira ; e 4. Silva Nunes.
Os membnos da mesa oceupam os respectivos
assentos, e bre-ie a sesso.
O Sr. Presidente convida os Srs. depuUdos
presentes a Mandarem mesa os seus diplomas
Governo da provincia.
Expediente do dia 2 de maio de 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Rogo V.
Exc. Rvma. se sirva de dar o seu parecer sobre
o incluso compromisso da irmandade de Nossa
Senhora do Lorelo do termo do Recife, como so-
licita a assembla legislativa provincial.
Dilo ao coronel commandante das armas.
Convmque V. S. recommende aos officiaes en-
carregados do recrulamento nesta cidade a mais ti mamen te se procedeu as freguezias de N. S. da
exacta observancia do que dispe o artigo 20 do Gloria do Goit e da Luz.
que nao mais possivel salisfazer. conforme
exige V. S. em sua informaco de 27 de abril
(ludo, sob n. 323, a formalidade do art. 200 do
regulamento que baixou com o decreto, n. 2171,
do 1 de maio de 1858. que devia ter precedido
ao alistameulo dos voluntarios, sendp alm dislo
cerlo que sempre se tem assim praticado om
tats casos.
Nesta data recommendo, porm, ao coronel
coBgaandanle das armas, que de boje em disnte
teilh S UlarS eacfopulos obiermncia aquella
dposico de lei.Officiou-se neste sentido ao
commandante das armas.
Dilo cmara municipal de Pao d'Alho.Res-
pondiendo o officio que me dirigi a cmara mu-
nicipal da villa de Pao d'Alho em 24 de abril ul-
timo, tenho a dzer-lhe que mande por nova-
mente em arrematacao os impostos de 500 rs. do
cepo e repesos dos acougues pblicos, de 500 rs.
sebre cabera de gado vaceum, de 200 rs. pelo
sdqo e 100 rs. pelo ovelhum, servindo de base
essa arremataco a quantia de 4:9639, indicada
no seu cilado officio.
Dito mesma.Remelta-me a cmara munici-
pal de Pao d'Alho, com a possivel brevidade, co-
pias das actas das eleicoes de eleilores, a que ul-
Era seguidk
ta da seguint j
Aguiar.
Maranho
1. dislricl >.Dias Vieira,
Silva.
2. district
flato.
Paranagu
Fialho, e un.
1. distric
Aleocar.
2. distric
3 distric
te. e appello para elle.... Entretanto, protos-
tando desde j contra esse escndalo, peco a V.
Exc. que me remeta esse papel, para que possa-
mos rer o que a forma por que eal concebi-
do, o que nos cumpre fazer em defeza dos nos-
sos direitos, dos direitos daquelles que para aoui
nos enriaram. H
O Sr. Candido Mendes (pela ordem) : Dse-
java, Sr. presidente, que V. Exc, em rista do
regiment, me declarass-se se pode estabelecer
um exame prerio aobre a ralidade de qualquer
diploma, sem que a respectira commisso seja
ouvida e d o seu parecer. Creio que o Sr, Dr.
Virialo, em seu andamento e boos desejos agi-
ta uma quesiio inteiramente extempornea. An-
da nao temos commisso alguma eleita, e j ae
pretende um inquerito especial sobre o diploma
que me mandn a cmara de Caxias, e sem du-
vida para impedir que eu discuta as eleicoes do
2." districlo e defenda o meu direito.
O Sr. Furtado ( pela ordem ) :Desejo que V.
Exc. me informe se nos deputados pelo Mara-
nho podemos tomar parte na volaco das com-
misses ?...
OSr. Presidente rIsso que se trata agorado
resolver ; mas parece-me que nao podem.
O Sr. Furtado :Contra isso que V. Exc. me
ha de permittir que eu reclame. A* risti do di-
ploma que acabo de 1er do Sr. Candido Mendes
eu sou sempre o primeiro deputado, por conse-
quencia a minha eleico nada tem com a desse se-
nhor. ( Apoiados. }
Agora, tratando do mais, eu concebo que,
quando se aprsente um diploma, para a verica-
Cap da veracidade do qual seja preciso proceder
muitas e complicadas indagares, V. Exc. nao
possa decidir de momento ; mas quando a alsi-
dade de um pretendido diploma so demonstra im-
mediata e evidentemente, o caso diverso : a
falta de decisao importara tirar direitos que tem
os meus dous illustres collegas, conferidos pelos
seus diplomas com todos os caracteres de legali-
dade.
O diploma do Sr. Candido Mendos assignado
por tres Toreadores e alguns supplentes. Mas o
que um diploma? Parece que o diploma dere
ser aquella que a maioria da cmara conferio aos
eleitos, e a maioria da cmara deu esses diplo-
mas aos Srs. Gomes de Souza, Viriato e a mim.
Com que direito poiss minora dessa mesma cor-
porsco se poderia reunir posteriormente, convi-
dando alguns supplentes ai libitum, para expedir
um papel, a que se chamou diploma, ao Sr. Can-
dido Mendes ?
Senhores, eu ros rou dizer quem to os rerea-
dores da cmara municipal de Caxias. Sao os se-
gnintes (l 1 :
JSS^hl!^^!^'.} Estes rereadoros, em numero de cinco, estao
relaco dos diplomas receidos : signados nos nossos diplomas, e s tres figu-
funha. Seqflueira Mendes. Fausto de' .m.enho1S;?V? ^^ MeQeS* ^ S
Anda mais ; um destes rereadores qtfe figura
no diploma do Sr. Candido Mendes funecionava,
a esse tempo como juiz *de paz na qualificacao.
Assim prova-se evidentemente que esse papel foi
! expedido por autoridade incompetente, e por con-
iseguirite. alo pode dar causa para serem esbullia-
dos meus collegas do direito de voU.em na elei-
cao das commisses.
Fabio, Vieira da
Souza, Vi-
i.Furtado, Gomes de
um d a Sr. Candido Mundos.
Piauhy.
(dous diplomas), Souza Mendes,
do Sr. Sampalo Almendra.
Cear.
o.Figueira de Mello, Jos de
regulamento, que baixou com o decreto n. 2171,
de 1 de maio de 1858, relativamente aos volun-
tarios que tiverem de apresentar como idneos
para o servico do exercito.
Dito ao mesmo.Em resposta ao seu officio
de hontem datado, sob o. 628, tenho a dizer que
confirmo a nomeagao por V. S. feita do coronel
Trajano Cesar Burlamaque, para interinamente
corara andar o presidio de Fernando em substi-
tuido do major Sebastio Antonio do Reg Bar-
ros, que pedir ser dispensado daquella com-
misso, attento o estado de sua saude nao per-
mittir que continu nella^at que o governo im-
perial lhe conceda a demisso solicitada.Deu-
se sciencia thesouraria de fazenda.
Dilo ao mesmo.Para que eu possa salisfazer
a exigencia do Exm. Sr. ministro da guerra co-
uda em aviso de 24 de abril ultimo, faz se pre-
ciso que V. S. me remella, afim de serem trans-
mitidas aquella secretaria de estado, as certi-
dcs de assentamenlo do segundo cadete segun-
do sargento Manoel Carneiro Leal Jnior, segun-
dos sargentos Jos Francisco da Costa, Francis-
co Goncalves Bodrigues Franca, Eugenio Nery da
Bocha Pita, e 1 cadete Joo Mauricio de Al-
meila e Albuquerque, todos do 10 batalhao de
infantaria.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de expedir as
suas ordens para que no dia 5 do corrente, s
cinco horas da tarde, esteja postado em frente
do palacio do Exm. bispo diocesano um dos cor-
pos de primeira linha desta guarnicao, afim de
Dr. Pedro Autrao da Halla e Albuquerque, do
qual se dignou Sua Magestade o Imperador ser
padrinho.
Dilo ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar
avisar a tres officiaes superiores do exercito para
servirem de vog^u da junta, quo. nos termos da
portara de 19 dr novembro de 1858, tem de
reunir-se neste palacio, s 11 horas da manha
do dia 31 do corrente, afim de julgar em ultima
iostancia o processo do soldado do corpo de po-
lica Damio Jos da Silva. Desigoou-se o
juiz municipal da segunda rara para servir de
relator. #
Dito ao capito do porto.Paco apresentar a
V. S para ser inspeccionado, o recrula Joaquim
Velloso do Reg.Communicou-se ao chefe de
polica, que o remetiera.
Mandou-se tambem inspeccionar o de nome
Antonio de Azevedo Reviano, e fez-so igaal com-
muoicaco.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Approvo a deliberado que, seguado o seu offi-
cio de 27 de abril ultimo, sob n.*119, tomou V.
S. de mandar admitlir como collaborador de es-
cripta das obras do porto a Alexsndre Joaqun
Colho da Silva e Manoel da Porcincula Ferrei-
ra, em substituico de Antonio Conrado Sabino
o Manoel Escoci do Nascimento,. que se despe-
dirn:, percebendo aquelles os mesmos venci-
mentos que tinham estes.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Podo V. S. engajar no corpo sob seu commando
o paisano Jos Mara Marques, a que se refere
o seu officio n. 198 desta dala.
Dito ao mesmo.Inteirado do contedo.do
seu officio de hontem datado, sob n; 196, acabo
de dirigir-me ao coronel commandante das ar-
mas recommendaudo-lhe que, verificando a iden-
tidade de pessoa do soldado desse corpo- Joa-
quim Jos da Silva, a que allude V. S., o qual
se ausentara do destacamento de Affogados, as-
o.Jaguaribe. Bandeira de Mello,
o.Araujo Lima.
Rio-Grande do Norte.
Bezerra C valcanti.
Parahyba.
2." distric o.Arago e Mello, Henriques, e
um do Sr. I eite Ferreira.
Pernambuco.
1." distric to.Viscoode de Camaragibe, Paes
Brrelo, Ep iminondas.
2." distrii to.Sergio, Joio Alfredo.
Exigiram-se iguaes copias das cmaras mu-
cipaes de Villa Bella, Limoeiro, Tacarat, Inga-
zeira, Cabrob, Rio Formoso e Nazareth.
Dito ao agente da companhia Pernambucana.
Em addtamenlo a portara de hontem man-
dando dar passagem para a Parahiba ao al-
teres Hermenegildo Gomes de Castro e Mello,
tenho a declarar-lhe que o mesmo alteres leva
en sua companhia um soldado, a quem Ymc.
mandar igualmente transportar aquella pro-
vincia.
Dito ao agente fiscal de illuminaco a gaz.
Dando-se na ra Nova desta cidade, segundo me
iiforraam, to grande derramamento de giz, que
ir.uito incommoda, nao s os seus moradores,
c.mo tambem as pessoas que por all transitam,
recommendo Vmc. que, verificando o facto, se
eotenda com o empreileiro da illuminagao, para
que se remedie promptamenle aquelle inconve-
niente, fazendo-se nos tubos da canalisacao os
reparos precisos.
Portara.O presidente da proriocia, atfen-
dendo so que lhe requereu Miguel Jos da Motta
Jnior fretador da barca nacional Atrevida resol -
re conceder-lhe licenca para ir com a mesma
barca ao presidio de Fernando ; ficando, porm',
obrigado a fazer transportar nessa occasio, sen-
do preciso, s pracas, sentenciados, gneros e
paaaageiros de estado, que teobam de ser enria-
dos para all, mediante pagamento rasoarel, e a
consentir que na referida barca sejam transporta-
dos, sem permisso do governo, gneros e quaes
aUfgrun.V'proftSrh.iaPr\o MM-16. fleWqtilte
Vieira da Silva, para levar aquello presidio o
hiale nacional Sergipano, de que proprietario.
Dita.O presideote da provincia, attendendo
ao que lhe requereu Henrique Jos Vieira da
Silva, resol ve con teder- lhe licenca para ir ao
presidio de Fernando, no hiato Sergipano levan-
de os gneros constantes da relaco inclusa, as-
signada pelo secretario do governo.
Coocedeu-se tambem portara para igual fim a
Miguel Jos da Motta Jnior, que tem de enviar
gneros na barca Atrevida.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requereu Antonio Teixeira Guimaraes,
capito do brigue nacional Castro I, resolre con-
cfder-lhe permisso para matricular-se indepen-
dente de apresentacao de orla de piloto na via-
gem, a que est destinado referido brigue para
o Rio Grande do Sul, derendo o mesmo capito
assignar termo na capitana do porto, pelo qdsl
se obrigue a exhibir a predila carta para outra
qualquer viagem.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do procarador fiscal inte-
rino da thesouraria provincial, datada de hon-
tem, resol ve nomear o capito Antonio Barbosa
da Silva Coulinho, para exercer interinamente as
fuocedea de ajadante do mesmo procurador fiscal
na comarca de Pao d'Alho, durante o impedimen-
to do respectiro serrentuario, que se acha no gozo
de licenca.
Dita aos agentes da companhia brasileira de
paquetes a vapor mandem transportar para a Ba-
hia, por conta do mioislerio da guerra, o 2 cade-
te Aurelio Correia de Moraes, cabo de esquadra
Pedro Celestino Pereira, soldado Antonio Igua-
cio Aires e o msico Flix Ferreira do Espirito
Santo, os quaes rao reunir-se aos corpos, a que
perteneim.gommuoicou-se ao commandante
das armas,
Maodou-8e tambem dar passagem para o Rio
Grande do Norte, no vapor Persinunga ao 1 ei-
Diz-se que as emendas do regiment assim o
autorsam ; que harendo duplicatas, os eleitos
I nestas circunstancias cao rotam. Eu entendo que
horendo durida seria, poda isso ser admittido ;
I mas aqui nao ha duvidas : consta officlalmente
; que a cmara, reunida no dia 19, expedio diplo-
I mas aos eleitos ; e eoto como acredilar-se que no
dia 20 a minora dessa mesma corporacao expedio
. um outro diploma ? I E, a ser assim, fora de
duvida que esse diploma foi dado por autoridade
l incompetente, e o regiment nao pode consagrar
o absurdo de coqsiderar-se como fazeudo parle
.desta casa qualquer pessoa que aqui se apresen-
tar com nm papel ao qual denomine diploma,
3.o distrii to.Reg Barros, S e Albuquerque, por tal meio esbulhar a outros de um direito que
Cunha Figi eirrdo. a lei Ihes confere.
4. ditrj. lo.Villela Tavares, Mello Reg. I Senhoros, esta questo grave, pode dar-se as
5." distrido,Pinto de Campos, Augusto de seguintes legislaturas em maior escala; e por isso
Oliveira. conrem que seja resolvida desde ja, porque, qual-
Alagdas. quer que seja o inconveniente da decisao provi-
1. dlstricjto.Barros Pimentel (Esperidio), soria que se lome, milito menor que o absurdo
Tavares Bastos, Carlos Lobo. que se seguir da opinio opposla, a que tenho
2. distrito.Benjamn, Castello Branco, e expendido.
ura do Sr Ji s Angelo.
Sergipe.
district).Baro de Maroim, Leandro Be-
1.
zerra.
2. dislrict
lzaos, e um
o:Almeida Pereira,
o.Pereira da Silva
e Sayo Lo-
e Silva e conde de Bae-
>.Fiel de Carralho, Pedro de Ca-
do Sr. Bittencourt Sampaio.
Bahia.
3." dislrict).Jusliniano Madureira.
5. distric o.Gasparino.
Espirito-Santo.
Pereira Pi ito e Silva Nunes.
Rio de Janeiro.
Corte.Sefdanha Marinho. F. Octariano e T.
Otloni.
2. distric
3. distric
bato.
4." distrietp.Lima
pendy.
Minas-Geraes.
1." districlA.Silreira Lobo, Mello Franco.
2 districtd.T. Ottoni.
3." districtdC. Otloni.
4. districto^Salathiel,
beiro de Souz
6. disirctolPaula Fonseca.*
7, districto,Luz Carlos.
S. Paulo.
1. districto.Rodrigo Silva, Pacheco, Rosa.
2." districto jMartim Francisco, baro da Bel-
la-Vista, Lessa.
3. districto.*Nebias, Costa Pinto, Barbosa da
Cunha.
Mato-Grosso.
Correia do Coulo, Dla mar e;
Paran
Zacharias.
Santa-Catharina.
Lamego (2 d plomas), e mais dous dos Srs.
Luz e Silveira de Souza.
Eiexcao do Maranho,
O Sr. Viriato .Sr. presidente, acabo de ouvir
ler na mesa, apresentado pelo Sr. Dr. Candido
Mendes de Almeida, um diploma em que est
seu nme escribi como deputado eleito pelo 2."
circulo da provincia do Maranho. Sorprendido,
admirado por tal acontecimento, e sem saber dar
a razo delle, chego a duridar de sua existencia.
Ser corto que existe esse diploma, qae esse se-
nhor se atreresse a apreseotir-se aqui munido
de nm papel que possa ser chamado diploma r
Alianco a V.Exc. que na prorincia do Mara-
nho ninguem tem noticia de tal facto, que o
administrador daquella prorincia ignora absolu-
tamente isso, c. je elle mesmo descoohecido em
Caxias, no lug ir em que a cmara apuradora
do districto.
Nao posso cc|nceber qae se desse am facto to
escandaloso.
O Sr. Dr. A mendra.que memoro hoje desta
casa, que se acl a presente, que sanio da*Caxias no
dia 21 de marc, afflrma que nao houre apuraco
nenhuma no da 20, que houve s ama que nos
confero diploi isa, aos eleitos por nossa pro-
vincias ntrala itodi zem que esse papel clandesti-
no e falso tem a data do dia 20. Elle est presen-
| Por tanto peco a V. Exc. que decida esta ques-
to, declarando se deve ou admiltir-se como di-
ploma esse papel que nao significa cousa alguma,
porque anda tenho outro documento, pelo qual
se prova que al sabida do vapor ( 29 do mez
passado ) o presidente da provincia nao sabia des-
te faci....
Um Sr. Deputado :Nem ninguem na provin-
cia do Maranho.
O Sr. Candido Mendes d um aparte.
O Sr. Furtado:Eu nao desejo diumlir em apar-
tes com o Sr Candido Mendes, e devo dar a razo
cmara. O. Sr. Candido Mandes meu inimigo
ha rouito lempo, e urna discusso em apartes po-
[ de tornar-se irritante e desagradavel, o que de-
sejo evitar, nao s pelo respeito que devo ca-
i mar, como a mim.
Como ia dizendo, aqui est uma certido do
novo presidente do Maranho, em que certifica
! que nao havia at 29 de marco noticia da dupli-
| cata de diplomas. ( L.) Eo Sr. Dr* Almendra,
[cujo testemunho invoco, e quemorOu em Cixias
com um dos vareadores que figuram no pretenso
Gama Cerqueira, Ri- diploma do Sr. Candido Mendes, tambem afir-
mou-me que nao houve tal apuraco. E' pois um
ppl falso, sem aulheoticidade alguma, e deve
ser despresado ; e por isso peco a V. Exc. que
**?? o questo.
O Sr. pTeaia..-.. .
lar a inconvenencia^Al0./? *!' np-
tal terreno ella pode ser prolelada de maneira
que o fim que o regiment quer que boje se ve-
rifique nao tenha lugar.
O Sr. Furtado:Ao menos rai o que disse como
nm protesto;
O Sr. Candido Mendes :Sr. presidente, eu
acho esta questo toda extempornea na presente
situaco.
O regiment determina que, apresentados os
papis que dizem respeito s eleicoes de cada dis-
tricto, se remettam a uma commisso 'para dar o
seu parecer. Como pois querer-seque desde logo
se decida que um diploma nao valido s porque
se aprsenla uma lista de rereadores ? Eu tam-
bem posso afflrmar casa, porque tenho docu-
mentos,que o diploma do Sr. Dr. Furtado rem as-
siguado por um cidado que nao compareceu na
cmara, al estar doente, o Sr. Jos Ferreira da
Gouveia Pimentel Belleza. E procedendo o seu
argumento, pode considerar-se valido, regular, o
diploma em que se acha assignado um vereador
que nao compareceu na cmara, queeatava doen-
te, como provarei por uma certido que tenho em
meu poder ? At onde nos levara esta logice, esta
empenho dos Srs. Viriato e Portado?
Como se pode tambem afianzar que o Sr. t-
ente coronel Fauatino nao compareceu na c-
mara, quando elle um cidado to bem con-
ceiluado na localidade, e incapaz de por o seu
nome em um documento que nao fosse verda-
deiro.
Disse-M que a cmara era composta da sup-
plentes ; mas quantas cmaras nao deram diplo-
mas na ultima qu.idra eleitoral, sendo todava
compostas de supplentes ? E s a de Caxias que
deve logo ser punida ? Exminem-se todas as
quesloes que se acham- em idnticas circumstan-




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IA.R10 DI rERIAMMJUO. SEGUNDA tVAL 6 DI MAM) 11 1M1.
cm. allegue-se tudo quanlo te
procedimento das cernir, a
ptenle ; pot u quante o que i
undo o regiment, rciutter mm ,pMW aja
se acharo sob oen a commisso respectiva, ella
dar o seu parecer sobre a loigae, a. asjiaiii l(
reliar todo ase negocio, e veremoa eutao ae
coa saate ae mer*ai(HtaaVo Sr. Mato eu par ter
ejoeainliili e*se diptsat* que tanta* dessate.
O Sr. Viriato >J a%ame porque |*j dado
sentam,- a mesa recebe-ns em boa f, porque a
mesa nao taba se os diplomas de Thereaina, de
Cexies, etc., ai o oh nao lgaos. Todos poim
teeaa a presumpco de sorera boos emquanto
nao se allega o contrario. Porm apreeenta-se
m diploma em duplcala pelo 2 diairitlo do
ira remo ohMidesM, e proto-o.
OSr. Candido Mendes i-O Sr. -Vneto qu*
taparees bora clandestino.
O Sr. presidente :Seeetivetee provado que o
diploma era falso, a mesa alara em seu direito alio con diplomas em duplcala, e m ,>aree
srjeitando-o ; mas para .racnsar um diploma as-
goado por euppUatea. preciso entraren loda-
sjeceseoxames sobre a competencia deaeaa eup-
plentes etanes em que a mesa interina nao poda
mirar.
O Sr. Viriato :Sr. presidente, eu disse que
ase maravilaava de ver o Sr. Candido Mendea
presentar m diploma nesta cmara. dei a ra-
zo do meu dito. .Ignorara a provincia do Mara-
oho toda tat (acto ; ignora-o aioda hoje, e na
gncm alli sabe que ce bourease dado urna seme-
Ibanle reunio de cmara, nem em Caiias, lugar
la cmara apuradora.
O Sr. Presidente:Eu nao posso convir em que
continuo essa discusso.
O Sr. Viriato:Eu aou privado do direito de
votar as eleices da casa, e de outroa direitos
cumpre que os defeoda. Ignorando, como disse
-lia pouco, que houvetse tuna segunda reuniao de
cmara, que expedisse diploma ao Sr. Candido
lleude?, sendo certo que ella nao teve lugar,
asombroso o facto de se ver presentar tal papel
t) meu Bobre amigo que ha pouco fallou citou o
te6lemunho do Sr. Almendra, que nos atiesta que
oesse dia 20, poca era que se figura a apuraco,
nao houve seraelhant reunio de cmara. E elle
estar em Caxiasl... Aprsenlo aindi niais urna
carta de pesso importante dsquella K calidad,
declarando que houve urna nica apuraco,
felicitando-me pela eleicao ; todos ignoraran)
se acto clandestino...
O Sr. Candido Menes :E eu admiro as cartas
preventivas; isto que me maranlha.
OSr. Viriato:Nao sao cartas preventivas;
dira-s que o Sr. Caodiio Mondes se a presenta-
ra aqu com diploma, fnsse por que meio fosse ;
e a caita, referindo-se a esses boatos, diz o se-
gunde :
Julgo que os vereadores Faustino, Pretxtalo
o Joaquim GoncaWes Machado, nao comparecen-
do na cmara, teem planos a realisar, planos sem
duvida deixados pelo Candido Mendes. Neste
momento pagsou um caixeiro de urna casa com-
mercial, que a pedido do Faustino e Vireiros fra
comprar papel imperial. Varios sao os boatos
que correal pela cidade ; uns dlzem que esses
enhores constiluindo se em cmara, daram di-
ploma a Brrelo e Candido Mendes ; outros, que
elaborara urna representado. Sem conhecer de
nada, inclino-me a crer a segunda noticia. Em
-todo o caso conrm que os amigos se previnam,
fisto que o Candido Mendes pode na corte fazer
desapparecer todos os meios legaes a que possaru
eeorrer Vv. Excs.....................
O Sr. Presidente:Eu ainda lembro ao nobre
deputadb que esta discusso impropria.
O Sr. Viriato :Bem ; apontarei somenle os
documentos...
O Sr. Presidente:Para que nao baja algura
extravio.
OSr. Viriato :Aprsenlo ura atiesta Ja do
presidente di provincia do Maranho, que oo
j o Sr. Silveira de Souza, mas sim o Sr. Lea o
Velloso, certificando que nao houve essa segun-
da reunio de cmara, na qual se podesse passar
diploma ao Sr. Candido Mendes. E* urna prova
de quo esse diploma fui forjado clandestinamente
por alguem, soc:orrendo-se de noraes de alguns
?ereadores e suppleutes escolhidos a dedo, pois
ah figura se comparecer o 1" suppleote, e des-
prezando-se o 2, chama-se o 3o, ele. Apresen-
to mas urna carta do presidente da cmara, da-
tada de 21 de marco, pela qual se collige que
nao houre tal reunio de cmara.
Obrigo-me aioda a apresantar commisso
outros documentos ; nao o faco agora porque
ro julgava que o Sr. Caudido Mendes se ani-
masse a apresonlar-se nesta cmara, e nao os
irouxe.
Peco a V. Etc., poim, que me faga a honra de
explicar se devenios esperar pela veriflcacao so-
menle dos diplomas, ou se a deciso das commis-
ses sobre diplomas tem de ser conjuoctamenle
com a deciso sobre as eleices...
O Sr. Presideute :Ascorarnisses tomaro em
consiioiaQo os documeolos, e deliberaro como
Mlendaraae.
O Sr. Viriato :Mas as commisses podem de-
liberar em primeiro lugar sobre os diplomas ?
O Sr. Presidente :Se o enlenderem assim, o
faro; eu nao as pesso prevenir.
O Sr. Viriato :Mas justamente o que pre-
ciso determinar btm claramente. V. Exc. deci-
dir como acbar justo. Tenho portanto cumpri-
do meu derer para com a provincia que me ele-
eu, e condemnou o nome do Sr. Candido Men-
es. Com o pouco que digo tenho principalmen-
te em vista protestar contra um fado to grave e
de lauta audacia... Em occasio opporiuna tor-
oarei subre esta materia.
O Sr. Gomes de Souza :Sr. presidente, eu
bou de opioio que a me3a provisoria tem tal ou
qual direito de scalisago relativamente aos di-
plomas apresentados casa, fundando-me em que
ella encarregada de receber diplomas, e diplo-
mas sao papis satiafazendo a certas condices
que a lei determina, e que a ella compele verifi-
car para que se d razao de sua creago. Como
porm me pareja que diversas pessoas nao par-
tilham essa opioio, pensando nos grandes incon-
veoieotes que podem baver para o futuro do se
apresonlarera na casa como deputados pessoas
que nao tenham o menor direito a isso, peco a V.
Exc. que submetta considerado da casa a ques-
tao seguinte :se convm ou nao que as com-
misses de veriQcatjo de poderes, antes de da-
rem seus pareceres relativamente aos individuos
que teem direito a tomar assenlo na cmara, de-
cidam primeiramenle J competencia da corpo-
Taco que tem direito a dar diploma*.
Urna questo naja lera com a oulra. Urna ca-
nara pode ser competente a dar diplomas, e da-
los indevidamente : durante que oulra quo ni
competente pode acertar e d-lo< aos individuo
que sejam os legtimos representantes do distric-
4o. Nao se segu porm que nao seja a pnmeira
que tenna direilo de os dar. Essa questao im-
portante, e pode evitar que para o futuro cada
dislricto eleitoral mande duaa turmas de deputa-
dos, cousaque sempre poder ter lugar (odas as
?ezes que, como no caso varente, nao forem as
cmaras apuradoraa uoanims.
Rogo, poi?, a V. Exc. que submetta delibf-
rajo da casa a quesio de saber se nao convm
quo as commissdes de poderes deem dous pare-
ceres, o primeiro sobre a competencia daa corpo-
rales a diplomas, e o segundo sobre o valor in-
trnseco dos mesmos.
O Sr. presidente:u entendo qoe nao posso
consultar a casa, porque casa ainda non oein,
pois, ainda nao se sabe quem ua0 lem di-
xe,J?ij orTndepntado :Entao decida V. Etc.
O Sr. Gomes de Souza :V. Etc. nao indica as
pessoas que teem de votar; depois disso oue
eu quizera que a questao fosse apresentada. En-
tao haver;i urna tal ou qual especie de casi, pe-
anle a qual a questao poder ser tratada, pois,
pelos precedentes da cmara as sesses prepara-
torias, leem-se suscitado e resolvido muitas ques-
toes de ordem relativas alteraijo do regimeuto.
t assim que no principio da legislatura passada
resolveu-seque os deputados duplicados podes-
sem nicamente discutir as suas eleiedes, sem
tomar mais parte em nenhum outro trabalho da
casa. Espero, pois, que, constituida a segunda
mesa, a cmara tome em consideraco a questao
que ora avent.
O Sr. Ottoni (pela ordem):O nosso regiment
nao se compde somenle das regras escripias, mas
tambem dos precedentes, que fazem leis. Vai-ae
estabelecer precedente sobre objecto importante
e por isso eu pedi a palavra para dizer algum
cousa sobre esto incidente, que aupponba valer
a pena de ser considerado.
O regiment da casa diz que esta assembla ae
compor daquelles individuos que apresentem
diplomas, mas nao se refere nesta caso aos diplo-
mas que possam apparecer em duplicata. Apre-
aeniando-se um diploma cuja validade coutea-
tada, e recebendo-se e admitlindo ae a votar o aeu
Krtador. oeste caso vai-se estabelecer um preee-
nte sobre materia importante, e eu entendo que
em asaumplo to grave deve proceder-se coa
toda a pausa e circurospeefio.
"o tenho ainda opioio formada a respeito :
58. i <'ue a Me4a r8cebe 9 diplomas e to-
V9% t> Tersos papel qne como lat i apr-
nKio, e a respeito delta se diz qe nao
litio -ai diploaaj; uaesquer |w
atol tros ata lvm .ata aOirataAtva.
^ugmtmsr i*m elibemca* ; V. Ejc. ter
de preciar a quaatio. de eootiderar ai baer-
***m jm abe (aaoan fii*s, e tomar eu propdr
uanadciaio aobre e tocio, em que i aprima
iade.iun. porque ba outros cavalheicaequo
QaJo ho*r duaa' cmaras, as quaes pos-
--** de Jegitimidade, bem ;
, quad o diploma dado por urna corpora-
&o que bo cantara, e a por alguns indivi-
!* reunem, sem serem joramentados,
'"W** *!5'* Pra isso ; e depois de ter ha-
----- puraflo legal, e estes individuos confe-
"LiT^lir^iJgi'l ** ^ '*!' diploma; *+Mm> pMe
Conc^l?^'* "*?"."^. P9** compelerte Eu Metido que, quando o reRtaHnto te Ne-
a o^ro, de *Z-t loA^thctTde' du.s turma.dedhmos?sTpo
* urna eooseqotaiGU da lei, potajue s pd-tio
volar aquellas que tem diplomarte* eaaWatacii
de outros. Has o aobre depulado por Minas qo'
Mi
legitimidade daale oudaquelle districto.
O Sr. Ottoni-Nlo exacto.
O Sr. Rodrigo Silva;U nobre deputada argu
menidciasB*MbM :
se aprBtapj caai di

ol omm. UfIII 31
que a deve estabelacer regra gem petweaeVM.
Por eoaaegninte eu aeradilo que as sbaerva-
gea presentadas pelos obres depuladea contra
o diploma em queeto signiQcam um embargo,
presentado ; e portanto preciso reseiver eta
quesio de ordem, para que Oque tambem es-
tabelecida urna regra para todos os casos idnti-
cos. Mas V. Etc. e a mesa tomara sobre si a
reaponsabilidade moral de urna decalo ?
O Sr. presideute : Eu entendo que este di-
ploma junto com os documentos apresentados
pelos nobres deputados eleitoa vo commisso
respectiva para ella aprecia-los deridamente.
(Apelados.)
O Sr. Ottoni: Eslou certo que a deciso de
V. Exc. prevalecer, em vista dos apoiados que
ouco ; mas o que eu peco a V. Exc e mesa
que declarem para meu esclareeiment se esses
cavalheiros tomam parte as volandea, porque
nao s um districto que aprsenla diplomas em
duplcala.
Temos oulra quesio : o nosso regiment nao
considera s duplcalas da diplomas quando-da
caso de haver duas turnas de eleitores.Nos
temos mesmo na provincia do Rio de Janeiro,
na 4* dialricto, duaa turnas de eleilos ; quaes
sao as consequencias se todos forera admittidos a
votar ?
O Sr. presidente : Os que votam sao os
que teem diploma nao contestados.
O Sr. Ottoni : O regiment diz (l):
Um Sr. depulado : Eu entendo que o eleilo
o que aprsenla diploma da verdadeira camaia
municipal.
O Sr. Ottoni : O regiment que agora estou
leodo dizo que apresenta diploma em duplica-
ta pode discutir a sua eleicao, mas rnente dis-
cutir o seu direilo; nao pode votar nem tomar
parte as deliberares. Has quando a eleicao
contesta la, nao ha duplcala de diploma ?
Se as cmaras municipaee deram diplomas aos
individuos que verdaderamente foram eleitos
deputados, e ninguem lh'os disputa, sao os in-
dividuos portadores destes diplomas que devem
constituir esta casa. Se porm vieram outros
que nao esto neste caso, e cujos diplomas da-
dos pelas cmaras municipaes podem ser cootes-
lados, o que fazer ? as cmaras entendern* em
sua coosciencia que sao os legtimos deputados,
dariui-lb.es diplomas, e eslavam do seu direito
emquanto nao se mostrar o contrario. Mas ha
turmas de deputados que teem assim diplomas, e
que no entanlo se sabe pela impreosa e por todos
os meios de publicidade que o systema repre-
sentativo fornc-ce, que outros se julgam com
melhor direito aos diplomas. Pergunlo : Estes,
porque nao ha duplicata de diplomas, se acham
as mesrnas circunstancias?
O Sr. F. Octaviano : Essa que a ques-
io.
O Sr. Ottoni : O regimeuto falla em turmas
de eleitos e duplcalas de diplomas.
Voltando porm questao do 2o districto do
Maranho, para meu e;clarecimenlo pergunlo:
V. Exc, apezar das observacoes dos nobres de-
putados eleitos pelo Maranho, recebe o diplo-
ma em questao como se e^j nao livessesido
contestado ? recebe-o por toaos os seus effei-
los?
O Sr. presidente : Vai commisso com-
petente com os documentos apresentados.
O Sr. Ottoni: Mis quem vai eleger essa
commisso ?
O Sr. presidente : A casa:
0 Sr. Ottoni: Mas qual a casa ? eu enten-
do que a casa compe-se dos deputados eleitos
que apresenlam os seus diplomas dados pelas
respectivas cmaras municipaes; mas no mo-
mento em que ha um diploma contestado, pre-
ciso que a mesa tome sobre si a respousabilldade
do decidir ou propor cmara seo portador des-
ee diploma pode votar ou nao, e se pode ir de-
cidir dos direitos dos que teem os seus diplomas
legaes e oo contestados.
O Sr. preaidente : Rtio todao ao diacua--
ses de verilicaQo de poderes serio agora tra-
tadas.
O Sr. Ottoni: Perdoe-me V. Etc., a veri-
Ocajo dos poderes ser competentemente discu-
tida ; mas aqui ha urna questao preliminar, e
que o acto a que vamos proceder seja verifica-
do com todas as formalidades quelhe dru forca
moral; vai se proceder a om acto com todos os
deputados julgados eleitos legitimamente ; mas
no momento em que pela ordem se dizveja V.
Exc, esse diploma nao diploma valido,
preciso que alguem tome a responsabilidade de
decidir seo portador desse diplona pode ou oo
dar o seu voto para a eleigo da commisso ; se
a mesa (lea com a responsabilidade do quo re-
solver, ou se a casa deve ser consultada.
O Sr. F. Octaviano .(pela ordem); Diz o re-
giment o seguiute : Nao seru admiitidos a
votar os deputados por distrctos em que houver
de mais de urna turma de eleitos, os quaes tam-
bem nao tomaro parte era outros Irabalhos da
cmara, sendo-lhes apenas permillido discutir a
eleicao que lhes disser respeito; desde que apre-
sentem diploma, retirando-se porm do salo
sempre que se tiver de votar.
V. Exc. ainda nao nos disse, ou ainda nao
declarou casa quaes eram as duplcalas.. .
O Sr. presidente : Sa aquellos que apre-
sentam diplomas em duplcala.
O Sr. F. Octaviano : V. Exc. nao pode tor-
turar urna expresso clara da lei; o regiment
diz (l):
O que suppoe o regimeolo, o quesuppozemos
na sesso passada, que nao houvesse no paiz
duas cmaras municipaes dando dous diplomas;
suppoz-se poder haver urna cmara que dara
diplomas legaes, embora a eleicao nao fosse
boa....
Um Sr. deputado : Houve exeroplo no lem-
po da eleicao por provincias.
O Sr. F. Octaviano : O que certo que a
cmara nao suppoz que houvBssem duplicatas
de diplomas ; suppoz que poderia hsver dupli-
cata de eleiQo, tanto que no regimeolo deter-
minou o seguinte (l):
J v V. Exc. que a phrase da le clara
como nos nao queremos que a realidade do sys-
tema representativo seja aJulterada, queremos
protestar desde j contra qualquer tumulto que
se possa dar na vereflcatjo de poderes, e por
isso nao meromos aceitar urna interpretacao aue
o a vioIijuq .).., a, i; M
V. Exc. sabe que nesta casa ha muitos depu-
'"J> tura diplomas em duplcala, que houve
mais de urna turma de eleices, porque nao
licito a um homem publico e to eminente como
V. Exc. dixar de ter lido as discusses havidas a
do a verdade. (peiados.)
Se ambos .Um a presuaapote l^i, cdmo disse
o nosae deputado. o meas justo a rasoavW
que ambo* nao -volem, e Uto jutUmeuto o que;
quer o regiment. (Apoiados.)
Mas, diz o nobre deputado, ama vez queifj*
conteslaco sebre o diploma de qualquer indiri-
;"'oma iti oontraaerlida
de appioar-ee os districtoa leitoraes do um s
collegio, ms nao a duas cameras dando dona di-
plomas; por mrasequeocia, embora a respensa-
b:lidade_ seja grande para a meas, parece que a
mesa nao pone prescindirdosta jurisdiccao vo-
luntaria, porque ella forcees* neeeesaria, por-
que do contrario V.Exc. seria toreado a adroittir,
om liinai. Aa dun1* ----* .----: j: i
^Bi ""fiHMiaa, qamiupHOBias e oipio-
maa; e dar-se-hia o caso de oo haver cmara
ve dar urna deciso justa so"bre ell.Digo ea :
Se a casa decidir aobre a legitimidade de um
diploma, lem qoasi decidido priori sobre a le-
gitimidade da eleiQo. (Nao apoiados.)
Um Sr. deputado :Urna cousa nada tem com
a oulra.
OSr. Rodrigo da Silva :Bm primeiro lugar,
era necessano para decidir esla questao, que a
casa tivesse conhecimento da eleicao: em segun-
do lugar, da apuraco -feita pela cmara, e se
eata cmara fra ; legtimamente constituida ; e
em terceiro lugar, sea segunda cmara teve mo-
mos justifica veis para se constituir e dar os di-
plomas. "*
Ora. pergunto eu, isto o que quro regimeo-
lo ? Quer elle que tenhamos una dis:usso pre-
via a respeilo de todas eslas quesloes muito gra-
ves, antes da eleicao da mesa e das commiases ?
Nao. porque nesto caso a mesa ou a cmara
consliiuir-se-hia em urna commisso Je verifica-
Sao de diplomas, que em ultime resillado seria
a veriflcacao de eleices, ou pelo ments de ques-
loes que por emquanto nao podemos decidir. (A-
poiados.)
Um Sr. deputado:Supponha que a metade
da cmara se apresentasse com.documentos fal-
sos a titulo de diplomas?
O Sr. Rodrigo da Silva :A interpretacao que
os nobres deputados queromdar palavra eleitos
d em resultado o eeguinte : flcar a mesa cora o
arbitrio de es:olher da cmara aquelles que ella
desejasse que rotassera as commiases, ou na
sua eleicao, o que um absurdo. (Apoiados.)
Assim, pois, entendo que V. Exc. intarpretou con-
veniente e devidaraenle o art. 4. do regiment.
(Apoiados.) .
OSr. Bezerra Cavalcant: Sr. presidente, co-
rnejo por declarar que sobre a questao especial
de que se trata oo tenho opioio formada, e nao
duvido mesmo absolutamente da voracidade e
procedencia das razes apreseotadas pelo nobre
deputado pelo Maranho que fallou ora primeiro
legar, quando conlostou a legitimidade do diflo- ,/ZSl' a*
ma que f.z objecto desta discusso. Mas en- !?_*ff* d,e poderes, receben-so 61 cdu-
las, e saben eleitos os senhores:
para deliberar, tendo de reeorrer-se a un reme-
dio extraordinario, pedindo-se ao poder nodera-
dor a dissoluco da cmara.
Por coosequeocia a iurisdkc voluntaria
forcosa. necesearia, iodispedsavel, e estou
certo que, se factos desta especie se reproduzis-
sem, V. Exc. tinha neceasariamente de tomar
una rosolugao n'este sentido.
Alera disto, insisto na consideraco apresenta-
da peto Sr. Gomes de Souza, de que as com mis-
ses, ainda mesmo decidida a questao, como V.
Exc. parece estar resolvido a decidir, resolvam
previamente obre a legaiidade dos diplomes,
para que es legalmente eleitos oo flquem preju-
dicados em seus direitos nss sesses preparato-
rias.
O Sr. presidente declara que nao poden to-
mar parte na votago os merabros, cujos diplo-
mas se acbam em duplicata.
Ekigo da mesa.
Procede-se eleicao da mesa, e sahem eleitos
os senhores:
Presidente. [ 64 cdulas)
Visconde de Camaragibe, 53 votos.
Vice-presidente ( 54 sedulas)
J. Octavio Nebas, 49 votos.
Io aecretario. (55 cdulas )
Pereira Pinto, 50 votos.
2o secretario. (55 cdulas)
Gama Cerqueira, 49 votos.
3o secretario. (51 cedolas)
Leito da Cunha, 42 votos.
4o secretario. (51 cdulas)
Tavares Bastos, 44 votos.
SuppTentes.
Furlado e Silva Nunes.
Eleiro da commisso de poderes.
Procedendo-se eleicao dos 25 merabros para
C nitmfiliMAa A-, ,. .i ..____ I _.
tendo que nos nao temos de decidir aqui urna hy-
pothese somente, e, pt lo contrario, devemos fir-
mar em Iheso a inteligencia do regiment de
modo a estabelecer urna regra geral, que seap-
plique soluco do todas as questes relativa!
aos menmbros que se apresenlam com diploma:
era duplcala.
Por ooseguinte, sem contestar os facise ra-
zes allegadas, me parece que em caso nenhum
deve a mesa lomar urna dliberac&o especial e
previa, que seria perigosa, e em muitos casos po-
deria ser injusta.
(Ha diversos apartes.)
O nobre deputado por Minas ceraecou reconhe-
cendo a graridade da importancia da questao, e
dahi a necessidade e conveniencia de tratarmos ',
com toda a pausa e circumspecco; no entanto l
i -- v. r'<'uuu i_ uuvciua^ivy o nobre depulado mesmo quem quer depois urna
deciso de chofre em materia to grave, e que a
mesa provisoria entre na apreciado do merec- ;
mani e legitimidade dos ttulos cora que aqui
se apresenlam os diversos eleitos.
(Ha diversos apartes.) !
Sim, maso nobre deputado quer que o presi-
dente da mesa provisoria tome previamente eo-j
nhecimento de urna questao de tanta graridade,'
queolle reconheceu dever ser tratada com toda a Em segu'da e na forma do regiment, proce-
pausa e circumspecco. Ora, o ponto prin- de-se ao sorteamento destes membros para com-
cipal aqui, e sem duvida da raaior importancia, Ppren as cinco commisses de poderes, a quero
justamente discriminar quem tem direilo de *ao_dislribuidos os diplomas, pelo modo se
volar nesta e n'outras questes, daquelles que o
Costa Pinto ... 60 votos.
Lamego .... 60
Paula Fonceca 59
Alencar .... 59
J. Madurara. 58
Bezerra Cavalcanle. 51
Bezerra Monteiro 51
Barbosa da Cunha ; 50
Eparoinondas ... 50
Figueira de Mello 50
Gasparino .50
Pereira da Silva. 49
S e Albuquerque 48
Paulino de Souza 49
Juo Alfredo ... 49
Araujo Lima 49
Dias Vieir ... 48
Vieira da Silva 48
Siqueira Mendes. 48
Salalhiel .... 48
Luiz Carlos ... 48
Silva Nunes : 48
Baro de Maroim 48
Sergio..... 48
Serra Carneiro 47



>
a






sao
guilo
nao tem vista do regiment; e comodeixar a i
eommt'ssao. Amazonas, Par, Maranho,
dito
este respeilo. Sirva pois o que deixamos
como de um protesto desde j.
O Sr. Rodrigo da Silva : Sr. presidente
parece-me que o nobre deputado que ha pouc
fallou deu m interpretacao ao artigo do regi-
ment. O nobre deputado quer dar o arbitrio
meta de classiQcar quaes aquelles que foram
legitimamente eleitos e quaes os que nao foram
Para coohecer-s* quaes os legtimamente eleilos'
tem a mesa de lr aa discusses dos joroaes a'
respeito das duplicatas1, de receber as ioforma-
Ces particulares dos membros presentes mais
ou menos interessados na approvaco de urna ou
oulra eleicao,- etc., e aoal reeuaar este ou a-
quelle diploma. Esta a opioio do nobre de-
putado por Minas.
Ora, para que um preaidente ou urna mesa
possa verificar tudo isto, preciso alguma base
e essa nao pode aer outra seno o diploma que
cada um apresenta. Mas appareeendo dous di-
plomas idnticos, exlate a duvida, e no caso de
duvida o regiment determina que nao vote ne-
nhum dos que o apresenlam. Aquelles que tem
um diploma, tem a presumpeo legal de que fo-
ram legtimamente eloitos; mas alguem appare-
ce que tem um diplona idetico, que contestla
veracidadade de outro, aqui existe o aso de du-
nda, eavaliacao deate facto nao compete por certo
ao presidente da cmara. (Apoiados.) Mas diz-
se que o deputado legitimamente eleito 6 preju-
dicado esa. seu direito porque nao vota. Concor-
do ; mas aa hypothese contraria d-se o mesmo
porque isto consequencia da lei....
(Ha diversos apartes.)
Os nobres deputados nao me comprendern;
_ ^---------.VQ.........., __ ..... a i a
deciso de ponto lao delicadu ao arbitrio do pre- Toar ro rr.na .Taiwl'* ~"'c""~"'"'
sidente da mesa provisoria, que poderia fazer uS&ftottJS^JZr&l?*?
uffia discriminarlo menos justa, e quando alias Sedas Snlnihlef pam'
temos n regiment disposicao expressa ? |(r
O la esa*^*pi> aaiuuu ujj^ qut sgpsni
tambem parle do regiment os precedeutea da
casa, e eu esperei, pois, que elle apresentasse
algura precedente que podesse apoiar a sua opi-
niio ; mas fui illudido em miuha expectativa,
pois o nobre deputado apenas se limitou a fazer
notar a importancia e perigo do precedente que
iramos estabelecer. Entreunto, como o noare
deputado o oo apresentou, vou eu apreseutar urt
precedente desta casa que regula a questao, e que
foi consagrado depois no regiment, o qual se
acha notado neste exemplar que tenho i mo, a
o seguinte. Resolveu se em sesso de 15 da.
abril de 1857 que os eleitos pelos districtos en
que houvessem duplcalas oo fossem admittido
a votar e tomar parte nos trabalhos da cmara
as sesses preparatorias, sendo-lhes porm per
railti lo discutir a questao propria.
V-se pois que a questao nao nova, ej foi -
res lvida na sessso passada do metmo modo por
que o regiment a resolve hoje.
[Ha alguns appartes.)
O precedente idntico, houve duplicata de
diplomas na eleicao de Baturit, da provincia do
Cear, expedidos tambera pela cmara muid-'
pal; e procedeu-se como acabo de mostrar, irlo
, decidiu-se que havendo duas turmas de elei-
tos. estes oo pudessem votar em quesio alguna
de veriiicago de poderes.
Disso o nobre deputado quenociso verten-
commuso. Parahyba, Pernambuco, Ala-
goas, Sergipe. Os Srs. Gasparino, Bezerra Ca-
valcante Das Vieira, Paula Fonceca, Figueira de
Mello.
3 commisso. Bahia, Espirito-Santo. Rio
de Janeiro. Os Srs. Araujo Lima, Alencar,
Serra Carneiro, Barbosa da Cunha, Bezerra Mon-
teiro.
4.a commisso. Minas-Geraes, S. Paulo.__
Os Srs. Paulino de Souza, Joo Alfredo, S e Al-
buquerquer Vieira da Silva, Lamego.
5* commisso. (ioyaz. Matto-Gros so, Para-
n, Santa Calharioa, Rio-Grande do Sul.__Os
Srs. J. Madureira. Sergio, Costa Pinto, Siqueira
Mendes, Silva Nunes.
O Sr. presidenta convida os S:s. deputados a
reunirem-se amanha, hora marcada no regi-
ment, e levaota a sesso s quatro horas e tres
quartoa da tarde.
[Jornal do Commercio do Rio.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial approvou no sabbado,
era segunda discusso o projecto numero 11 des-
te poliaTs^cosideTaVVomo^mbVrgV^eclan^- Sn"! ":n*Lnl0'. Su*0'? r0Hv-ei" Andrade,
Cao do nobre deputado pelo Maranho. e como K#JJ en[A^Z d,e Qcao,de^r5a po-
tal devia a presidencia provisoria lomar conha- K' ZJnZ? i!Lpel'Bhoraf t9ndi? pa"
cimento dells. iavra os senhores Lucena, Francisco Pedro c
teraU cac?er C^mtaSf^^'jlo! /"^-"do dia de hoje : primeira discusso
que &TSTJ deci^summnss'ramenu tSS&JTSSSh ^ ^ 186' *
o embargo quando recebido tem as vezes a for- C(
Cj de converter urna quesio summarla em quss-
to ordinaria ; dever-so-hia assim admitlir re-
plica e treplica, etc etc., o que dara talvez em
resultado perderraos com estas e outras questes
idnticas todo o lempo destinado verieacio
dos nossos poderes.
Um Sr. deputano:Para o que V Exc. est
eoncorrenJo com um grande contingente.
O Sr. Bezerra Cavalcanti:Eu estou emitlio-
do simplesmente a minha opinio, comoofize-
ram outros.
Um Sr. depulado.Logo, nao pode censuraros
que discutiram a quesio.
O Sr. Bezerra Cavalcanti:Nao censuro >-
.. .v. uisv.ui.iuu, luujudid as consequencias da
opinio emiltida pelo nobre deputado por Minas.
Se admiltirmos o embargo do nobre deputado
pelo Maranho, devemos admitlir outros muitos
que esto no mesmo caso, e ento iremos longe.
Gnnlinruc rv mira n^m-n n* kuU. ^ _f .____:_______ ..
4ri^.'ffss?if!:'?:a.: j?^issacMK
tudo quem lem direito de votar, e vista da
regiment, aquelles, a respeito dos quaes se dia
duplcalas, nao podem ter esse direito, em quan-
lo suas eleices nao forem liquidadas. E' esta i
nica opinio a seguir, e que de boa f nao poda
ser contestada ; sendo de notar nos que susten-
ta m a opioio contraria, que, parecendo quere
matar as duplicatas em sua origem, comecam por
querer enxerla-la at na veriflcacao dos poderes I
[Muilebem.)
O Sr. Fabio: Sr. presidente, parece-me qne
orna questao inteiramente distincta a legitimi-
dade da eleisio da legitimidade dos diplomas. A
legitimidade das eleices nao pode deixar de ser
tratada pela respectiva commisso, de ser consi-
derada por ella e pela cmara. Mas, antes desta
legitimidade da eleigo, nos temos de examinar a
legitimidade do diploma, e este exame iodis-
pensavel, porque, se a mesa nao tivesse a juris.
dieco voluntaria de escolher entre dous deputa-
dos aquello que legal, e aquelte que eviden-
temente falso, o absurdo seria manifest; po-
dan haver duplicatas as eleices das provin-
cias mais considerareis, e floa'lmente podan
haver duas cmaras de deputados em sesses
preparatorias, para o que nao haveria soluco
nanhuma. *
Por consequencia a mesa deve ter necessaria-
meote -urna jurisdkclo voluntaria. Se que
grave a responsabilidade que en tal caso a mesa
toma ; mas nao pode dehar de ter essa jurisdic-
cao, de escolher entre es diplomas quelles que
sis recentweidamenle legaes, e desprezar es me
sao reconhecldamenle falsos...
i Ba diversos -parte*.)
0 vapor Iguarass, entrado no sabbado dos
portos do norte de sua escala, apenas foi portador
de noticias mais modernas do Rio-Grande do
norte e Parahiba, que alcancam as primelras 1
e as segundas 3 do correute.
Rio Grande do Norte.O nosso corespondente
diz-nos o seguinte:
Depois dasahida do Jaguaribe 25 do psssado
nao tem aqui occorrido novidade que merega re-
ferir-se. A assembla provincial parece que q
seriamente cuidar dos seus devores, pois que
trabalha com 15 membros, e vae o^incip'"',"
oar ivo^iunuauo as suas tsessoes ; 6 verdade qu
anda nao decidi, nem mesmo tralou de neg
co algum de importancia. Com esta regularid
de tem diminuido o rumor que se espalhara
seu addiamento. Veremos en que isto d.
Venceram por Qm os conservadores a eleic
I 1111700 Aa r.a-7 A vA^AK^..^Bk__.. ___ ....
luer
i
e
i-
a-
de
o
da
vez
como
no
eri-
capilal para o correte quatriennio. Desta
nao comero elles ruas barbas enchutas tu.
das outras vezes; quero dizer, nao fizeram a elei-
$ao sos, esem a preseaca da opposico. elegendo
por rsso a effeclivos e supplentes: agora nao
Mlejou-se bom e bonito, por que pelejou-se n
terreno da legalidade. e na maior paz e liberda
de; cooseguindo os vencedores eleger smente ui
ellectivos, o a opposico os supplentes; o qui
vale o mesmo que dizer, que a victoria foi repar
da, por isso que o systema das esquivaocas
az cnamar at os ltimos supplentes para subs
tituirem os efTectivos, que nao querem compa-
recer. r
Foram para a villa de S. Geocalo, hontem '
chete de pohaa e o hoje promotor publico intei
oo,.com o Um de formarem o processo respecti
pelos acontecimenlos do dia de Janeiro deslo
anno, em que, como opporiunamenle lhe
um grupo, que se avaliou em vinte e tantas
soas. foi a matriz da mesma villa tirar a urna
eleicao, que ati se achava depositada, resultando
a norte de um dos aggressores, e alguns espao-
camentos dos guardas da mesma urna : de sorto
que se espera, quo saiam pronunciados individuos
de um e outro lado os aggressores pela tentativa
e espancamento que fizeram os guardas pela mor-
te do aggresaor. > r m
ParahibaFra Doeado para servir ioUrina-
""fta- '"It'tf scrrt8ri0 da presidencia e
Dr. Silvioo ElTidw Carneiro da Cunha. As q
ldades o a tntelligencia desse joren Parahiba
oo garantes do bom desempenho quedar
sa commlsao.
disse,
i pes-
da
Sr.
qua-
ano,
es-
ASSEMBLA
SESSO EM i DE MA10 DE 1861.
Presidencia do&r.Vario deVera-Crux.
\ CsbcImAo )
_ OatHM DO DA.
Entra em prinetra discuaio oprejeeto a. 90
deate tono, pelo qual se autoriaa a presidencia a
conceder um anno de licenca para se talarim
'guodo eswipturario do consolado provincial
Luiz de Azvedo Souza, o guarda do neemo
consulado Joao Beaerra de Mello, e ao primeiro
escrlpturario da thesouraria provincial Alejandre
Americo de Caldas Brando.
Jeepois de-alfum informaeoes favoraveia os
peticionarlos, dadas pelos Srs. Theodoro da Sil-
ra e Miranda, julga-se a materia discutida, e o
projecto approvado.
O Sr. Rufino de Alneida pede dispensa de in-
ersticio afim de que o projecto entre na ordem
io dia da aeguiote sesso.
Assim se vence.
Sao succesaivamente approvados sem debate os
eguintes projectos:
Em terceira discssso o de numero 13 deste
nno, que supprime um lugar de tabellionato na
idade da Victoria.
Em segunda discuso o de numero 22 deste
uno que transiere a sede di freguezia de Una
iara o povoado denominado Propriedade, isto
[uando all houver urna igreja.
Em primeira discusso o projecto numero 10
leste anno, autorisandb o presidente da provin-
cia mandar correr de preferencia qualquer ou-
ra, duas loteras, urna em beneficio das obras da
natriz da Boa-Vista, e oulra em beneficio das da
natriz de Batreiros.
O Sr. Goncalves Guimares pede dispensa do
ntersticio para que este projecto faca parte da
irdem do dia da seguinte sesso.
Assim se vence.
Entra em primeira discusso o projecto nume-
o 36 de 1859. o qual traa de aposenladoria aos
mpregadosda cmara municipal desta cidade.
A primeira discusso deste projecto tinha sido
i diada em consequencia de se pedirem informa-
les cmara municipal.
O Sr. Fenelou sustenta a justica e convenien-
cia do projecto, e termina pedindo a sua appro-
' aco.
Julga-se a materia discutida e o projecto an-
jrovado.
O Sr. Souza Reis (pela ordem) pede urgencia
| ara presentar um parecer, e o orcameoto pro-
incial.
Vencida a urgencia
O Sr. Souza Reis faz a leitura de un parecer
db commisso de orcimento provincial, terminan-
do com o projecto de orcamento da receita e des-
pbza da provincia para o anno financeiro de 1861
1862.
Julgado o projecto objecto de deliberado
mandado imprimir para enlrar na ordem dos
trabalhos.
V Sr. Souza Reis, pede urgeocia para 1er o pro-
jeito de orcamento provincial, o que sendo con-
ceflido pela casa, vai o projecto imprimir.
4.a discusso do projecto n. 11 deste anno, que
desmembra a povoaco de Panella da freguezia
doAltinbo o eocorpora-a de Quipap, tranfe-
rindo a sede da freguezia de Quipap para Pa-
nellas.
OSr. Braulio: (Nao devolveuseu discurso.)
Vai mesa eapoia-se o seguinte requerimen-
to :4-Reiueiro que seja ouvido o Exm. prelado
diocesano sobre a conveniencia da desmembraco
da povoaco de Panellas da freguezia do Altinho
para a do Quipap.J. Braulio.
O Sr. itirana :Sr. presidente, eu pouco direi
acercado projecto que est em discuso e esse
mesituo pouco que tenho a dizer o faco por que
sendb um de seu signatarios, convidado por mais
de una vez para tonar parte na discusso e nao
tend aceitado esse convite, hoje impugnando se
a ulilidado do mesmo projecto sob pretexto de
conveniencias particulares a que elle se presta,
importa-roe a obrigaco de dizer alguma cousa e
mostear que nem sei se existem conveniencias par-
ticul res ua transferencia e desmembraco que
se qu?r fazer, e menos que foi intencao dos sig-
oatar os do projecto prestarem-se satisfajo de
iolertsses particulares, affirmando que so iuto-
resse publicnos fezconfecciona-lo.
c. -r-c- r-~iji-, t so o nobre deputa-
do qu 3 me precedeu nao entendo ., /vru.
jecto, nao est possuido da verdadeira convenien-
cia de projecto, e isto, por que nao se deu ainda
a um natue minucioso dos resultados benficos
que p dem provir da adcpgo desse projecto para
os ha litan tes de Quipap e do Altinho.
Digil que ha utilidade publica, por que a des-
memblac-o que se quer fazer da povoaco de
Panellas, oo urna offSnsa freguezia do Alti-
nho, lantes urna conveniencia, por que sendo
Panels sede de freguezia podem os seus fregue-
aes serlmelhormente prvidos do pasto espiritual.
Tambem ha inleresse para os habitantes da fre-
guezia no Altinho, por que nao obstante a des-
membraco que se q.uer fazer da povoaco de
Panellas que nao cumprehende mais de urna le-
goa de territorio, Oca todava essa freguezia cora
urna extenso de 8 legoas de norte a sul e 16 de
nascent a poente.
O Sr.jBraulio Correa :A freguezia do Alti-
nho?
O Sr. Gitirana :Sim, comprehende esse ter-
ritorio ue indico 8 legoas de norte a sul e 16 de
nasceni a poente e as seguintes povoaces; a
do Aliir ho que a sede da freguezia, Bebedouro,
orna po oaco muito importante que rescentin-
do-se a enas para mais prosperidade sua de falta
d'agoa, grecas ao inleresse e ao zelo desta as-
sembla j est salisfeita essa necessidade com
o acude que alli se raaodou fazer, sendo que esta
poyoac imprtente possue urna capel la boa.
Existem ainda mais as povoaces do Caixoeira-
Grande, aixoeirinha, Gamelleira, Sania There-
za e Bar a da Chala; e se bem que todos estes
povoado! nao tenhan igrejas, todava Caxoeira-
Grende e Caxoeirinha possuem cada urna dellas
urna cap lia.
O Sr. I raulio Correa:Com capella ? Nao diga
tal o nob e deputado.
O Sr. Gitirana :J vea casa que sendo assim
como esli u dizendo, a freguezia do Altinho ain-
da sotlrer. do a desmembraco de Panellas nao i-
0 Sr. Gitirana :Quem lh'o disse ?
OS ^sastra Cavaloanti: Pelo numero de-
eleitores s v,
O Sr.GtttrtBa :--0 nuatero de eleitores cal-
cuUdo-Mh quelifijcaco, e a qualiOcaco muitas
vezes ficticia. (Nao apoiadoe). ^
Q Sr. MarUos Pereira:A qualiQcaco da ana r-
da aacional proo contrario. *^
OSr. Gitirana : Mas isso nao razao valiosa
porque mo se segu qotoda'-os qualiflcdos
ejm aptos paraserem guasda nacional, e 0 no-
bre deputado nao me aprasenta a qualiflcaca
para proeoder esse argumento.
Por tanto, digo, os habitantes dos extrenos
JoordeQuipap.quer de Poelra, nao lucrara'
verdade, porm. ha sempre cormnieocia, por-
que com quanlo fique a natriz mais distante,,
ella ter alfeias, urna malriz mais decente, e
com quanlo isso diga respeito ao culto exterior^
com tudo infkie muito pra o reepeito-e acala-
mento que devemos ter aos actos religiosos.
O Sr. 9ynjphrouio :Acho urna deshumanida-
de sacrificar uns por outros.
O Sr. Gitirana : E* urna medida pedida mes-
mo pelo vgario.
Um Sr.deputado :Que vgario?
OSr. Giliraoa :O de Quipap.
Um Sr. deputado :Isso 6 natural. -
(Cruzati-se muitos apartes.)
OSr.Gitirana ;Pois quer-seattender aos inte
retsesdo povo de Quipap, e oo querer-se-ha
altender aos do de Pauellas ? Aonde existe o
maior numero.
Agora quanlo conveniencia do requerimento
digo que voto contra elle e a razo porque assim
procedo, que, quando foi apreseotado casa um
requerimento de varios habitantes de Panellas e
Quipap pedindo a transferencia da sede para Pa*
nellas, a commisso a quem elle foi remellido.
que creio foi a de estatislica, requeren, que fosse
ouvido o prelado dioceaauo e S. Exc. deu seu pa-
recer, pelo qual tos vemos, que elle se oo oppe
a essa transferencia e deste modo ja se guardn a
deferencia que tanto nos merece o Exm. prelado
e estando eu convencido, que a esta assembla
compele a divisan territorial, assim como ao pre-
lado compete muitas vezes por si s transferir
urna sede de freguezia deste para aquello povoa-
do, urna vez que o lugar para onde tranfere a s-
de eeteja dentro da freguezia...
( Cruiara-se muitos apartes. )
O Sr. Gitirana : Poia o prelado nao pod9
transferir a sede de urna freguezia de um para
outro povoado, com tanto que esteja dentro da
mesma freguezia ? Pode : mas desmembrar um
territorio para nelle estabelecer a sede de urna
freguezia, isto da competencia da assembla
logo tendo sua Etc. prestado aquiescencia.
O Sr. B. Co'rra .Nao prestou.
Um Sr. Deputado:Nao se guardou a deferen-
cia que devemos a S. Etc.
O Sr. Giliraoa : -Nao me opponho a isso e so-
voto contra o requerimento, porque ja foi ou-
vido o Sr. biapo a requerimento da commisso do
estatislica sobre esta conveniencia.
Accresce mais, que devo dizer que a este res-
peilo, consultando S. Exc. Rvm.a, ouvi isto mes-
mo que estou dizeudo....
O Sr. B. Cortea :A mim consta-me o contra-
no.
O Sr. Gitirana :.... isto que os habitantes
do Panellas e Quipap pediem a tranferencia da
sede da freguezia para urna localidede de outra
freguezie, e que isso nao era de sua competencia,
mas sim da assembla provincial.
( Ha um apart. )
O Sr. Gitirana :Se S. Exc. pensa assim e
muito acertadamente, claro est que se torna des-
necessario o requerimento do nobre depulado.
Deste modo tenho justificado o meu voto.
Dado a hora, Oca a discusso adiada.
O Sr. presidente, designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
re ds povoados; possue tres capellas
matriz ; tem excedentes fazendas de
margen) dos ros Una e Taqura,
r isso mesmo sitios ferlilissimos que
producios e grandes commodidades aos
e portanto pouca dillerenca faz a des-
o de Panellas para Quipap.
.. a Quipap, ha conveniencia em se re-
mover a tede da freguezia do lugar em que est
para Pan lias, consiste em aun. o hm -- vuimu ios nao sejam lao bons como sao
quasi todo i os da freguezia do Alnho, loda-
inota-si alguma vaotagem nessa resoluco
ca to pol
filiaes e a
gado,
possue pe
offerecem
habitante.-
membraQ
Quanto
do a sede da freguezia Panellas que
povoado importantissimo, segue-se,
que os diversos povoados da freguezia de Quipa-
'- ndo proxino a esta povoac.o, mas na
i urna duaa e tres legoas, ficam muito
l ios de Panellas, e assim, tendo urna
lopulosa....
iuIo Corroa:Ficam a duas e tres
uipap.
tirana :Ficam menos distantes de
conveniencia que resultam para os
porque aei
alias um
p, nao fie
distancia d
mais proxi
sede mais
O Sr. B
legoas de (
O Sr. G
Panellas e
pensa a dsi
p, por que
tanles de P
w w -------- H"D iooumiu |iara u
nautentes i esses povoados, sem duvida com-
onveniencia que vam a soffrer Quipa-
no mesmo caso esto hoje os habi-
.'nelles, tendo de procurar o pasto es-
piritual no Kltinho, distante 5 ou 6 legoas. Ain-
da assim harer inconveniencia apenas para os
povos do extremo da freguezia, para todos os
mais ha conveniencia.
(Ha un aparte.)
O Sr. Gitirana :A sorte destes lloara sendo
mais triste do que actualmente, mas tambem di-
go que a somma de beneficias que ha para um
maior numero compensa isso.
O Sr. Braulio Correa:Nao apoiado.
O Sr. Gilitbna :Pois Pao-Perro e S. Benedic-
to nao lucraro mais? Sem duvida.
(Ha ura aparte.) *
O Sr. GirUana : Tamben aou morador de l,
tanhem tenho parcorrido a comarca, teoho pro-
curado indagar qual a conveniencia uitiiea des-
tes negocios.
Panellas ama povoaco .
O Sr. Pendra d Brito : Urna boa egreia ?
O Sr. Cunten* :_ Em reiace Quipap
o culto diviiko pode deeenpeohar-se com mais
decencia.
_-r
SESSO EM 4 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz, (conti-
nuada pelo Sr. Dr. Joaquim Pires Machado
Portella )
As 11 % hores, feita a chamada, verifica-se ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L6-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da provincia, remet-
iendo o aviso do ministerio do-lmp*'' d 20 da
h.ii aiiiuur, lazendo sentir a conveniencia que
ha de as assemblas legislativas provinciaes vo-
laren) alguma quantia para o instituto Imperial
dos Menioos Cgos, existente na corte.A' com-
misso de orcamento provincial.
Outro do mesmo remetiendo copia conlendoos
exclarecimenlos exigidos em officio de 26 de abril
ultimo sob n. 18, relativamente eos 15 chafarizes
mandados construir nesta cidade.A' quem fez a
requisico.
Um requerimento de Manoel Luiz Coelho de
Almeide, fabricante do asphalto, residente nesta
cidade, solicita a graca de conceder-lhe um pro-
vilegio por espaco de 30 annos.A' commisso de
petices.
Outro deJuvenco Temporal e Pedro Alexan-
drino Machado, pralisanles da thesouraria pro-
vincial, pedindo quo seja elevada a 50$ a grati-
Qcaco de 36$ que percebem.A' commisso da
ordenados.
Oulro de ftayraundo Nonoato dos Santos, pri-
meiro guarda ou porteiro d cmara municipal da
villa de Iguarass, pedindo augmento de seu or-
denado.A' commisso de orcamento muni-
cipal.
E' lido e approvado o seguinte perecee:
A commisso de orcamento municipal acerca
do requerimento com que a esta assembla veio
Bazilio Alves de Miranda Varejo pedindo que
por ella e no respectivo orcamento municipal fos-
se marcada a quota para pagamento da execuco
que promove contra a cmara municipal da cida-
de do Recife, de parecer que seja ouvida com
urgencia a inJicada cmara, pelos canaes compe-
tentes.
Salla das sesses das commisses 2 de malo de
1861.Francisco Gitirana.Penna Jnior.
Julga-se o objecto de deliberaco, e maodou-se
imprimir o seguinte:
Foi presente a commisso de ordenados o re-
querimento do- Dr. Joo Jos Pioto. medico do
collegio dos orphos de Sauta Thereza, no qual
nem s pede reparo na alteracio que soffreu no
seu ordenado quanto ao modo porque o estabe-
lece o regulamenlo de 28 de jaoeiro deste anno
dado para aquello estabecimento pela presidencia
mas tambem pede augmento no mesmo orde-
nado.
A commisso alteodeodo quo o regulamenlo
no capitulo 4, que trata do medico, augmenlou-
lhe os trabalhos, e responsabilidades, que d'an-
teS tinha. alfandando quo o 1 do art. 20 lhe
impoz a obrigeco de alm de visitar o collegio
duas vetes por semana, visita-lo diariamente no
caso de affl.ueo.cia de doeotes de molestias graves,
ou de epidemia ; attendendo que o mesmo para-
grapho dispe que no caso de augmento de tra-
balho se lhe arbitre urna giatiflcao : attendendo
que o medico sugeilo a estas coudices nao pd
contar com o tempo certo para outros affaze-
res ; attendendo que o seu ordenado era de un
cont de ris e que o regulamenlo lhe marcou
oito centos mil ris de ordenado, e trescnlos de
gralificaco, e attendendo finalmente despeza
que necessara ao medico fazer ne sua condu-
i;o para o collegio, de parecer quo deste modo
se delira urna pelico.
A assembla provincial de Pernambuco, re-
solve :
Art. 1. O medico do collegio dos orpbas de
Santa Thereza- ter de ordenado um cont e du-
zentos mil ris annualmente.
Art. 2. Nao ter direito a qualquer gratifica-
cao por affiuencia de trabalho, que lhe sobre-ve-
nta no exercio de seu emprego.
Salla das commisses, etc.Mello Bego__E-
duardo Pina.i. de S. Leo.
E' lida e approvada as redaeces das postaras
da cmara municipal da cidade de Olnda, e do
projecto o. 6 deste anno.
[Coniamar-ss-fca.)
REVISTA DIARIA.
n,iLS?.a**npa*?*T'% com creaciode
arivca-tos, eiada que tenham elles o cunho cona-
i.portentedo ilueie.aldetil,dade publica, nao fimoS2
toda a essa ant.pathia o ponto de neSr,
W.'.U .n^os'nrenp'rSas
, deeenpeohar-se can mm. ^resuluo^, ff^S^SSSSSS;


MMQ WWMIIIWft MCff* fBU* MTIttlODC
<#
Fallos de capitaes, sendo o juro do dii avulta-
tfo, jamis conseguiremos nto-'t emlfrasSo d'el-
les para a creagao das emprezas, aera que a* ele-
Te ama esperanza lucis, aejyMa e Indeclina-
vel, que a trala ospeciaaW ^m carota
a remunereeo de alus eflaB^aVWatlscio de
aeus capitate.
Em nossa siluaco, porera-, auno eeiabeleeer
eajaeinerausai Como firaae-la de modo a ira-
prfmir-lhe um r aattail nfjjgajfcriillifcff
ttfeao*outro aPffl >! saja a-eoocea-
ao de privilegios, fisto que o domo estado fl-
naoseiro ot comporta que de preferencia se
adopte um oulro.
Sobre taes fundamentos que a assembla ge-
Tal os ba concedido qusii que todos os annos ; e
tendo-os em coniideracio, nao devem as assem-
bla* prorinciaes esquirar-se de eonced-Ios,
-quando existir racionalidade na respectira solici-
taoio, quer com referencia do objecto, qner com
relagao s condicoes offerecidas ; per que eolio
eso elles um elemento de prosperidade, qua af-
ecta a riqueza particular e publica simultnea-
mente. -
Estabelecida pois a ocasBtBlff^>> adTBijsiiu
dos privilegios, como deeorrepte da nossa situa-
Co fioanceira, importa que baja todava na exe-
cuqSo respectiva as maiorea cautelas possireis,
para que se nao nullifiqnem os resultados espe-
rados, as melhoras que devera resultar para o
uso publico, cujos interesaos cumpre que andem
pari patsu d'aquelles dos eraprezarios.
Se estes tem direito ao lucro correspondente
aos capitaes empregados, iuteigencia desen-
volvida na directo, etc., ele.; o publico nao o
tem menor pela abstengo feita, pela restriega
da liberdade constitucional implcita no uso ex-
clusivo concedido temporariamente aos erapreza-
rios.
Isto posto, quando tralar-se de presos, de in-
teresse em lodo o caso que se estabelesam ta-
bellas fizas e Irieonaes, na* quaes lenba-ae em
attenjo a seguranza do lucro, combinada com a
ruelhora do presos relativamento aos consumido-
res!
Assim, um principio desconveniente em these,
torna-se fecundo na applicac,ao, produzindo re-
sultados vaniajosos para o paiz.
No dia 1 reassumio o exercicio devogal do
conielho administrativo do arsenal de guerra o
Sr. coronel Joo Francisco Chaby, deixaodo a
respectiva nierinidade o major Alexandre Au-
gusto de Fras Villar.
Sabbsdo procedeu-se a habilitacjao parcial
de urna pessoa, que se prope ao magisterio pu-
blico, perante a directora eral da iaslrucso pu-
blica.
Fizeram parte da cowmisso de exame os pro-
fessores Miguel Archanjo Mindelo e padre Miguel
Yieira de Barros Marreca.
Acham-se de mez os mordomos da Santa
Casa da Misericordia seguintes :
Dr. Antonio Ilerculano de Souza Baodeira, na
casa dos expqslos;
Major Jos Joaquim Aolunes, no hospital Pe-
dro II;
Commendador Joe Pinto de Lomos Jnior,
no hospital dos Lazaros.
Sexla-feira passada foi lirado do Capibari-
be, no caes desle nome, um cadver de soldado
de cavallaria, que suppe-ae ser um dos que li-
veram na noite anterior um conflicto cora presas
de policia, em consequeocia de se acharem em-
briagados, e pretender o fallecido espancar a um
taberneirp no pateo do Paraizo.
Dous destes, a quera atiribue-se tambom parle
n'aquelle conflicto, foram presos por occasio
delle ; ao passo que aquello lanQou-se ao rio pa-
ra evita-lu, achando porm ah a morte.
E' o que nos consta a respeito.
Hontem baptiaou-so um fllho do Sr. coose-
Iheiro Aulrao, de que dignou-se ser padrioho S.
M. o Imperador.
O acto leve lugar no paco episcopal, fazendo
as devidas honras um balalho, que all fui pos-
tado para esse lim.
Baptisados da [regu'zia de Santo Antonio
do Recite de 13 do passado a 4 do correnle:
Jos, brinco, filho lagilimo de Joaquim Teixeira
de Carvalho e Joanna Joaquina. Teixeira
Sebastiana, parda, filha legitima de Maooel An-
tonio Pereira e Mara do liosa ra Alves.
Mara, simibraoca, filha natural-de Anna Mara
do Bom-Parto.
Julio, branco, filho natural de Maria dos Prazeres
da Cooceigao.
Prudencio, pardo, Glho legitimo de Manoel Gon-
Calves do Nascimento e Bazilia Maria.
Jovino, branco, Dlho legitimo de Miguel Teixeira
da Costa e Claudias Francisca de Oliveira.
Jos, branco, fllho legitimo de Jos Joaquim da
Cunha Guimares e Maria da Luz Leile Gui-
mares.
Francisca, branca, filha legitima de Antonio Do-
mingues Moreira e Claudina Pereira da SiUa.-i
Manoel. branco, filho legitimo de Francisco Gon-
Salvcs de Souza e Guilhemiini Rosa da Apre-
senlasao.
.uiza, crioula, escrava de Maria Rosa de Lima.
Emilia, parda, filha natural de Florinda Maria
da Cunceisao.
Claudino, cnoulo, Dlho natural do Perpetua Ma-
ria Rosa.
Terpetua, branca, filha legitima de Manoel Ar-
chanjo da Cunha o Antonia Maria do Espirito
Santo.
Justina, parda, filha natural de Anna Joaquina
da Paixio.
Carolina, parda, filha natural de Florinda Luiza
da Conceisao.
Jos, branco, Glho legitimo de Augusto Spina e
Joanna Caulel,
Emilia, parda, filha natural de Marianna Joa-
quina da Conceisao.
Jos, branco, fllho natural de Flaurina Maria da
Conceisao.
L'm filho legitimo de Jos Bernardino de Souza
Peixe. .
Urna lillu domesmo. Santos leos.
Casamentos:
Mtnoel Gomes de S cora Maria das Neves.
Laurentino Teixeira da Silva com Eugenia Fer-
reira da Silva.
O vapor Jagnaribe, sahUo para Macei e
portos intermedios conduzio s aeu bordo os se-
guintes passageiros :Dr. Jos Antonio de Ma-
galhes Bastos, sua irmaa e dous escravos, Ma-
noel Jos Duarle Guimares, Bernab Pereira da
Rosa Calheirc-s e 4 criados, Manoel Jos Capa-
rica, ngel > Francisco da Cosa, Jos Antonio
dos Santos, Justino Cardoso, Joo Alves da Gra-
sa Bastos, Joaquim Francisco de Alem, Joaquim
Francisco de Alem Jnior, Balbina Ara da Cos-
tt Retumba e t criado, Manoel Areias, Manoel de
Araujo Alcoforado. Antonio Teixeira Piolo, Ale-
xandre Eduardo Ferreira Nobre, Jos Antonio
Rodrigues da Silva, Jos Joaquim da Costa Leite,
Domingos Bamos de Araujo Pereira, Firmioo
Ferreira de Bsrros, Pedro Claulieo Duarle, An-
tonio de Moura Uoliro. sua seanora e 1 escrava,
Pedro de Alcntara Duarle, Francisco Luiz Wan-
derley, Miguel Jos Barbosa Guimares e 1
criado.
O rspor guarass, vindo dos portos do
norte trouxe a seu bordo para esta provincia os
seguintes passageiros :Dr. Joo Valantino Dan-
tas Pinag e 1 criado, Dr. Joaquim Pires Gongal-
ves e 1 escrava, Francisco Salvador Dantas Pi-
nag, Carlos Antonio de Araujo, Manoel Jos da
Silva Grillo, Corigosi Saturnino Ferreira Barcel-
los, Joaquim de Lemos Ferreira, Luiz Antonio
da Silva Tavora, Antooio de Abreu Lima, Luiz
Gomes de Frans*, Joaquim Pinheiro de Vascon-
celos, Joaquim Xavier Pinheiro de Freitas, Joa-
quim Patricio de Almeids, Dmaso Miranda de
Souza, Demetrio Rodrigues Leile, Joaquim Jos
Baptiata, Henrique Maia, Marcolioo de Souza
Travassos, Julio Cardoso da Costa, tres escravos a
entregar
O brigue francez Varahiba, sabido para o
Havre, conduzio a seu bordo os seguintes pas-
sageiros :Vctor Jos Foet, Decarpaolrie, Hen-
rique Cornelle, Devort, Joo Arthur, Herbert
Porteg, Charles Launier, Manoel Aine, Jo&o do
Nascimento Lassene.
Falleceram durante a semana 44 pessoaa
Paasados os.feitos e entregues ce distribui-
dos, procedente aos sejruinlea
.
sta ;
appellado,
Appellante. _
Maaoel Jos Leite.
Conrmou-atf Mtanca^
Appellante, Carlos Eugenio Duarche Mavignier!
appellado, Isidre Jos Pereira a outroa.
Receberam-se os embargos.
Appellante, a cmara municipal de Olinda ;
apeelUdo, o solicitador de residuos.
Desprezarom-se os embargos.
APPELLACfJES CRIMES.
Appellante, o juico ; appellado, Jos, ea-
ora-vo
Improcedente.
Appellante, o Juizo ; appellado, Leao Papa de
Santiago.
Improcedente
Appellante, o juizo ; appellado, Eufrozino
Vieira Mourao.
A' novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Pedro Fernn-
des do Reg.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Bonifacio Jos
de Lima.
A novo jury.
Appellante, o promotor; appellados, Maria Ro-
drigues e seu irmo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Maaoel Rodri-
gues Correta.
A novo jury.
Appellante, o promotor; appellado, Antonio
dos Santos Marques Reg.
A novojury.
Appellmte, Antonio Filippe de Mello ; appel-
lado, o juizo.
A novo jury.
Appellante, Joao Maricas de Oliveira ; appel-
lado, o juizo.
A'novo jury.
Appellantes, Jjs Antonio de Lima e outros
appellado, ojuizo.
Vista aos appellantes.
Appellante, Norberto Fabricio da Silva ; ap-
pellado, o juizo.
Improcedente. %
Appellante, o promotor ; appellado, Luiz Pe-
reira dos Santos.
Improcedente.
DESIGNAf.XO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellacocs crimes:
Appellante, o juizo ; appellado, Ignacio An-
selmo da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Luiz Fer-
nandos.
Appellante, Flix Pereira Barbosa ; appellado,
o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Mo-
reira dos Santos.
Appellante, o juizo : appellado, Manoel Gon-
Salves de Lima.
Appellante, o juizo; appellado, Thomaz An-
tonio Gouveia.
Appellante, o juizo ; appellado, Maooel Alies
Pereira.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Joa-
quim Pereira da Silva.
Appellante, ojuizo ; appellado, Joaquim Jos
Corris.
Appellante, o preto Manoel; appellado, o
juizo.
Appellante, Jos Benlo Beltro Velloso ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Sabino, ca-
cravo.
Appellante, Luiz Pacheco de Medeiro3 ; appel-
reeer ni faz mais do
!flli|jraTBrceaa,alu-
. e altribue o acto d* damlssao
enlo contradictorio do mesao dou-
Inserto no n.-
que desaba
ma em aeu
a um proc
lor.
V. S. sabe perfeitamenld quera o autor das-
sa casia e fiUameate niaguera na Earabvba igno-
ra, que easa aniar ara tezo daaeu amaraje #,-
brigado a deteaieav a. toda a.tiran os aclo da
presidanoia. Foi o querelle fez ; mas nio flear
sera resposta.
Peso-lhe o obsequie da transcrevet esse cora-
mu nicado, em que o eechor oerrespoadante nao
chou aenio o deiabafo puipal do Sr. Dr. Costa
Ribeiroa justlcecio do aalo da presidencia;
quena liver lido a carta, a que alludimos, forme
a vista d'elle o seu juizo.
Um amigo.
Recite, 2 de maio de 1861.
Ao pnblico.
lada, a Justina.
11
Thomaz Jos
Appellante, o juizo ; appellado,
de Aquioo.
Appellante, Lourengo Cavalcanti de Albuquer-
que ; appellado, o juizo.
Appellante, o promotor; appellado, Jos Mo-
reira de Lemos.
A appellaso civel:
Appellante, Joo Baptista da Silva Maoguinho ;
appellado, Citano Goosalves da Cunha.
DISTRIBLir.OKS.
Ao Sr. deserubargador Silveira, as appellasoes
civeis:
Appelhnte, Francisca Eugenia Casado Lima ;
appellada, Rosa Candida de Lima.
O recurso crime :
Recrranle, Jos da Rocha Paranhos ; recorri-
do, Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Ao Sr. desembargador Gitirana, os recursos
crimes: ^"
Recorrente, o juio-V-tecorrido, Garrido &
Taiga.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, asappella-
coes crimes:
Appellanle, Maaoel Marcelino Paes Brrelo ;
appetU
As 2"
Francisco Ferreira Castello-Branco.
iras encerrou-se a sesso.
~ JURY DO RECIPE.
2* SESSO.
Dia 4 de mato.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA PR1-
ME1RA VARA CRIMINAL BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
sendo 14 hornen?, 8 mulberes e 18 prvulos
vres ; 1 homem, 3 mulberes e 5 prvulos
erare*.
li-
es-
CHR0NCA_JUU1LURIA.
TIBUHAl DA RELACIO.
SESSAO EM 4 DE MAIO DE 1861.
tRIS1DESC1A DO EX. SR. COlftfcHBIRO IUHIHO
DE LEO.
s 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. deaambargadores Oaetano Santiago,
Silvejra, Gitirana, Bastos de Oliveira, Lourenee
Saoti'go, Silva Gome, Costa Motta e Guerra,
dio de Gusmo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
ReoManoel Severino.
Crime.Morte.
AdvogadoDr. Jeronymo Salgado de Castro
Accioli.
A's 10 horas da maoha o escrivao procede
chamada e verifica estarem presentes 42 Srs.
jurados :
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberta a
sesso, relevando das multas anteriores aos Srs/
jurados que compareceram aos trabalhos do dia,
e multando em 209000 aquelles que nao com-
pareceram, havendosido notificados.
Entra em julgamento o reo Maooel Severino,
pronunciado em jun-ho de 1860 pelo subdelegado
des Affdgados como incurso no art. 193 do cdi-
go criminal por crime de morte commetlido na
mesma freguezia, ao passar com a victima pelo
caminho do Lucas.
Foram recusados no acto do sorteio pelo pro-
motor publico, os Srs. jurados:
Joaquim Ildefonso da Motta Silveira (empre-
ado publico.)
Thomaz Jos da Silva Gusmo Jnior (the-
soureiro da thesouraria provincial.]
Procedendo-se ao sorteio dos juizes de fado
que teem de compor o conselho, sao sorteiados
os Srs. jurados :
Jos Elias de Oliveira.
Jos Antonio Moreira.
Joo Alves Das Villela.
Antonio Francisco Lisboa Esteves.
Manoel FloduarVMendes Lins.
Joaquim de Sant'Anna Monteiro.
Manoel Beoto de Barros Wanderley.
Aureliano de Oliveira.
Joo Gonsalves Pires Ferreira.
Bruno Alvaro Barbosa da Silva.
Joo Pessoa da GaaA *
Ur. Miguel Jos d^Mmeida Pernambuco.
E' dispensado defeAvir na presente sesso do
jury o Sr. Manoel Wuno Alves do Cotilo, que se
acln gravemente enfermo no districto do Cabo.
E' igualmente relevado das multas que em
das anteriores Ihe haviqrn sido impostas, por seu
nao ccmparecimenlo aos trabalhos.
Deferido ao conselho' o juramento aos Santos
Evaogelhos, o reo interrogado e seguem-se
os termos regulares do julgamento.
Propostos os quesitos, o conselho recolhe-se
sala das conferencias secretas.
Lidas as resposlas do jury de sentensa por
seu presidente, o Dr. Miguel Jos de Almeida
Pernambuco, o Dr. presidente lavra a sentenga
quecondemoa o reo a soffrer a peoa de 14 an-
nos de priaao como incurso no art. 193, grao
medio, do cdigo criminal.
Nada mais ha vendo a iratar.
O Sr. Presidente levaotou a sesso adian-
do-a para o dia 6, s 10 horas da maoha, era
que devero entrar em julgamento os reos An-
tonio Vctor de S Brrelo e Manoel Pereira
Garca, pronunciados ante o juizo do Sr. Dr.
chefe de policia.
Se o faci da minha demisso do cargo Je
inspector do tbesouro provincial se tiMsse dado
sem explicacao alguma da parte da presidencia,
como ordinariamente sao asdimiases, quaappa-
recem depois de urna lucia eleitoral, certo que
nao vfria eu, por amor d'elle, oceupar a atiendo
do publico; maso Sr. baro de Maraanguape,
sentindo a necessidade de um pretexto ao meaos,
com que podesse Iludir algum imbcil, leve o
cuidado da preparar com alguma antecedencia o
publico para recebe-lo derramando contra mim a
mais vil calumnia. Eu, pois, quo preso maia que
ludo a minha reputago, nao posso deixar de vir
eocher algumaa columnas d'este peridico com
o fim de desmacarar o calumniador,* deixar com-
pletamente desenhado a sua Irislissima figura.
Bem aei o que vou expender j muito sabido
nesta cidade ; e que por isso aqu se me faz iu-
teira Justina ; mas forzoso, que repita toda a
looga historia deste acontecimento, por que eu
nao escrevo s para esta cidade, onde ella tem
sido muito discutida e apreciada ; escrevo tara
bem e principalmente para fora delta onde a au-
sencia de explicas-oes pode deixar correr impune-
mente a grossetra calumnia que me forjou, nao o
Sr. baro de Mamanguape, que nao passa de um
automato em todo este negocio, e repele o seu
recado como o faria ah qualquer insensato sem o
comprehender, mas pelo Sr. Luiz Antonio da
Silva Nunes, que cobarde, como nao leve a co-
ragera necessaria para demitlir-me, e preferio
deixar esse legado ao Sr. baro de Mamanguape,
de cuja passiva obediencia, e insigne aptido para
maoivella eslava bem inteirado.
Vamos pois a exposso.
O Sr. Silva Nunes, cuja indiscricao, quasi in-
sensatez, revela-se em todos os seus actos, di-
mittio o Sr. Vicente do Reg Toscano de rito
do cargo de conferenle do consulado provincial
sem ter a cautella de decidir-se previamente na
escoiha do substituto, que lhe havia de dar, atlm
de o nomear logo que publicasse a dimisso do
Sr. Vicente, e livrar-se por este meio do empate
das pretengoes encontradas e favorecidas por em-
penhos poderosos, aos quaes S. Exr. depois da
luta eleitoral nao podera fcilmente resistir. A-
conteceu exactamente aquillo, que elle nao sou-
be evitar. Cada minuto de demora dava nasci-
mento a urna preteoso nova e augmenlava as
difliculdades do presidente, quo vio em breve e-
levar-ae o numero dos proiendentes 20 ou an-
da mais.
Ora de todos estes candidatos havia dous, cujos
padrinhos erara muito poderosos ; um delles era
o Sr. Joaquim da Costa Serafim, moQo muito h-
bil, como lodos reconbecem, e cuja entrada para
o consulado seria sem duvida urna bella acquisi-
Sio.
O Sr. Francisco Soares da Silva Retumba, que
era um dos prolectores da pretens&o do Sr. Costa
Serafim, communicou-me no dia 28 de fevereiro,
que tratando-se do Sr. Costa Serafim e do lugar,
que elle solicitava, alguem.disaera ao Sr. Silva
Nunes, que o Sr. Cosa Serafim eslava habilitado
para chefe de seceso do thesouro. Respond ao
Sr. Retumba, que estimara muito a acquisico
do Sr. Costa Serafim porque eslava persuadido
de que ella viria a aer um excellente empregado
de fazenda em razo de sua babilidade e da pra-
lica, que tinha, da escriplurscao mercantil; mas
que para um chote de secso nao bastavam estas
qualidades, e que eu nao u julgava habilitado pa-
ra um lugar dessa ordem.
Note se, que noohuma palavra se havia troca-
do entre mim e o Sr. Silva Nunes, a cuja casa eu
ia raras vezes, e serapre para tratar de algum ne-
gocio d j thesouro, oem acerca di demisso do
Sr. Vicente, era to pouco cere> do provimen-
lo do emprego vago por essa dmisao : u sabia
dos candidatos pelo que ouvia diter como outro
qualquer. O Sr. Silva Nunes nao me deu satis-
fago quando nomeou para um dos lugares de
continuo do Ihosouro ao Sr. Pootes que actual-
mente serve esse lugar, e quem Lfciela primei-
ra vez na occasio em que a9signava o termo de
juramento e posse. S. Kxu. nunca me fallou del-
le nem antea era depois da uomcaco.
Entretanto no dia 27, tundo "fu estado em pala-
cio com o Sr. Silva Nunes,4Ee me havia man-
dado chamar no thesouro, ag urna conferencia,
que durou algum lempo, eu qual se tratara u-
nicamente do projecto de um contrato para a o-
bra da ponte do Sanhao, contrato, que se effec-
tuou com o Sr. Retumba, ao chegar minha ca-
sa recebi a seguiute carta :
Cidade da Parahiba, 27 de fevereiro de 1861.
lllra. Sr. Dr. Jos Carlos da Costa Ribeiro. Te-
nha V. S. a boodade de me informar que tempo
de servico teem os empregados de sua reparligao
Jos Benlo Meira de Vasconcellos e Francisco
Miguel Archanjo. Sou com estima de V. S. ai-
teocioso collega e amigo obrigado.L. A. da Sil-
va Nunes.
Exlranhei sobre modo este procedimento do Sr.
Silra Nunes, que proferia dirigir-me semelhante
pergunta rior urna carta fallar-mede viva voz.
At creio, em razo do curto espaso de lempo
que intermediou entro a minha sabida de palacio
e a entrega desla carta, que ella tinha sido escrip-
ia antes da conferencia, que acabavamos de ter.
Preveodo pela natureza da pergunta, que havia
a idea da aposentarlo d'aquelles dous emprega-
dos, respoudi no dia seguiute oestes termos:
Iilm. e Exm. Sr. presidente.Em resposta
a carta de V. Exc. de hontem tei-.ho a dizer ou
informo que F... anda ha de completar tantos
annos em tal tempo, e F.... anda ba de comple-
tar lanos outros em tal outro lempo.De V.
Exc. etc.
Nao fiquei com a copia desla carta, mas ella
est em poder do Sr. baro de Mamanguape, o
qual me afiirrnou que a vira, e que em verdade
eu me exprima por aquella forma :anda ha de
completarforma de que usei muito calculada-
mente com o fim de desvanecer a idea de aposen-
taco fazendo sensivel o pouco tempo de servido
das duas pretendidas victimas.
Quando o Sr. Retumba me referi o que se ha-
via passado, e j Oca dito, conheci a razo da
pergunta do Sr. Silva Nunes. Nao quero dizer
com isto, que o Sr. Rejumba tivesse solicitado a
aposentarlo do Sr. Meira para accommodar o seu
qua a fazia ao Sr. Metra. Foco jaiMca a* ei-
raler do Si. Severianp; elle eraJncapaz de pra*
mover a apaaentajo do Sr. Meflt, cuja despedi-
da sensibilisou-o profundamente como testemu-
het. Alem disto o Sr. Severiano; repcllia a idea
l nomeacao de aen cunhado, porque tinha j
naneado na. incompalibilidade delia : incempa-
libiltdade, qup pauia dar em resultada a sita de-
misso.
O Sr. Severiano sabio immedataraente em
bu ja do Sr. Coala Serafl ; e maia larda vollou
dizedo-me, que aeu cuohado estajra inteirado de
ludo, a la enlender-se'cora o Sr. Retumba. E
aasim foi, porque na noite dease mesmo dia o Sr.
Retumba encontreu-se commigo ae pe. da Mise-
ricordia, e me pergontou se era verdade o que
lhe dissera o Sr. Coala Serafim. Respondi-lhe
airaativamente, e depois de converaaraos um
pouco anda sobre esse raeamo asaumpto segoio
elle para palacio, e. eu na forma do meu coslu-
rae, para o club,
Beo) longe eslava eu de suppor, que havia de
carregar cora a responsabilidade do golpe desfe-
chado sobre o Sr. Meira, pintando-se-me a este
Sr. como o seu malfailor. Dous ou Irea diaa de-
pois um amigo me dase, que ae me impotava
aquelle acto da presidencia, e que lhe suunnram
que deata mesma parta a imputa{o ; mas eu,
confiando em minha conteisncia, mostrei-me in-
crdulo:Nao posaivel ; lhe diase ; a nao dei
importaocia ao aviso. E este amigo foi o Sr. Dr.
Costa Machado.
Com efleito parecia-me isto to extraordinario,
que apezar das miserias j coobecidas do Sr. Silva
Nuoes, nao o julguei capaz de tal procedimento.
Mas era tudo verdade 1
O Sr. Silva Nunea no que diz reapeito fir-
meza do carcter, e corgem dos seus actos, um
miseravel. Ahi eslo em jornaes immensas pro-
vas ; ahi est no numero 163 do Despertador a
mais solemne. Zurzido por todos,e particularmen-
te pelos poucos amigos, que tinha, recuou dianle
do peso das accusacoei ; e o desearregou sobre
mim declarando, que fora o acto da aposenlaco
d'aquelles empregados solicitada e promovida (te-
lo inspector do tbesouro como urna providencia
exigida pelo servigo da reparlicao I Pelo me-
nos era isto o que corra, e esta cidade ioleira o
diz.
E ainda nao qra tudo ; o Sr. Silva Nunes fin-
gi saber oessa occasio, que o Sr. Meira era
pai dos Srs. Dra. Olyoto, Jos Loureugo e Faus-
to, todos cavalleiros muito distintos, e mostra-
ra-se extremamente sensibilisado pela iogratidao
que involuntaria e inscientemente praticava. para
com o Sr. Dr. Fausto, que o hospedis na cida-
de de Souza. Declarav*-se arrepeodido.e promet
tia reintregar o Sr. Meira.
Este incrivel refaligamento augmenlava o odio,
que vinha pesar sobre mim, nico denunciado
como autor de tantas desgrigas.
Realmente tive nones de insomnia qtraudo ao
meu conhacimenlo ckegou tanta perfidia.
O que me cumpria fazer ? Como desmascarar
a impostura do Sr. Silva Nuoes ? Urna confe-
rencia cora S. Exc... de que me servia isto,
sem testemuohas ? Entend que o devia provo-
car com o meu procedimento a urna explicaso ;
e tralei de em qualquer parle diante daqueiles
( que nao faltara em paite alguma ) que me pa-
recan) e erara considerados como correios e es-
pides de S. Exc. protestar contra a calumnia, que
elle forjara, desmeoti-lo, e atacar o seu acto por
todos os lados.
aptido d8r. Meira, e moalraodo arabas ae pacas
a, acresce *
Correspondencias.
Srs. ridtittcre* : O aeu correspondente da Pa-
rahiba dando a noticia da demisso do Sr. Dr.
Costa. Ribeiro do cargo de inspector. do thesouro
. provincial acreecenta na carta, que foi pnbtlcada
procurador da eora, e o Dr. juiz de direito Do- no. Diario da tg do corente, que procurando a-.
mingues da Silva, fot aberta a eesa.t>. i quella seahor jusUfliM-se em uo commCAd.0
amigo, nao; porque nada sei a este respeito:
muito possivel, que fosse urna iospirasao s do
Sr, Silva Nunes para sahir das difuculdades,.em
que^e achava. O que aei que no dia primeiro
de marso foram aposentados aquelles dous senho-
I res como me foi communicado pela sscretaria do
*governo. #
Revoltou-me este procedimento do Sr. Silva
Nunes. nao s pela dureza com que expunha dous
homens vclbos e incapazes de procurar e obter
um novo meio de vida, ao rigor das privaces,
contra as quaes nao podiam acbar recurso nos
ridiculos vencimentos que lh-s deixava a apo-
sentaso, mas tambera pela desatlenso com que
se havia para commigo em negocios desta or-
dem. E oo escond estes seutimentoa ; maoi-
feslei-os a diversas pessoas e aecusei de illegal o
acto do Sr. Silva Nuoes.
No dia seguinle, entrando no thesouro presen-
ciei um quadro bem doloroso. Erara doua ho-
mens velos qua abragavam, chorando, seus com
panheiros de trabalho e recebiara de todos elles
os protestos tambera regados de lagrimas, da
amisade e da saudade. Nao pude ser inseusivel
urna le tocante despedida 6 minhas lagrimas
se confundiram com as dos meua companheiros.
Procurei ento o thesoureiro, Sr. Severiano K.
de S. Gova, e em particular lhe dase que a pre-
lengo do Sr. Costa Serafim nao poda vingar ;
que em rasao de aau cunhadio a nooaeaso de
um importara a demisso do mitro ; que receben-
do a communicaso da norueasao do Sr. Costa,
sena obrigado i pronor iramediatamente a de-
misso delle thesourlro--s e que, como amigo,
preveoia-o disto para que naa sa chamasse ao
ensao.
O Sf. thesoureiro eslava multo encomroodndo
iconj a pretenso de siu cunhado, perqu j ti-
nha pensado no quaeu acabasa de dizer-lhe ; e
m deeiarou que, o que maia o aJQla ere peder
O meu fim era claro ; ou o Sr. Silva Nunes con-
serva va-se callado apezar das minhas provoca-
Qoes, e entao estariam implcitamente provada a
sua impostura ; ou procurara ohamar-me cou-
tas e nesse juste vera o publico quem era o
impostor. Mas oSr. Silva Nuoes nao se abalava.
Um da mandou-me elle chamar ao thesouro ;
pensei que era chegado o momento ; preparei-
me e con i al palacio. Tiremos segunda con-
ferencia sobre o contrato da ponte po Sanhao, e
acerca do meu negocio, nem palavra I Estiva
por diversas vezes a romper, mas eslavamos nos
dous solados em urna sala, onde ninguem nos
poda observar nem ouvir, Voltei desesperado.
Entretanto os diasiam-se passaodo ; o Sr. Sil-
va Nunes eslava a partir, linha j passado a ad-
ministrago ao Sr. baro de Mamanguape, e eu
ia perdeodo a esperansa de o desmascarar. Era
preciso aproveilar a preseosa do Sr. Silva Nunes,
porque depois que elle houvesso partido, quem
me acreditarla ? Pensava j em desmeuti-lo pe-
la imprensa, quando a mais favoravel opporlu-
uidade me foi offerecida pelo acaso. O Sr. Mei-
ra, sem duvida desconfiado da demora da reiu-
tegraco proineltida, requereu-a, e o Sr. Maman-
guape mandou-me o requerimeoto a informar.
Eu nlo sei o que faria se o Sr. Silva Nunes
j estivesse fora da provincia; mas felizmente
eslava ah em palacio, e era o presidente de
tacto. Aproveitei com soffreguido lo feliz op-
portupjdade. *
Dizia o Sr. Meira em seu requerimento/ que
leudo sido aposentado contra^sua vooade e in-
esperadamente, e sofeejdtn|| Bha damno, por-
que alem da mes^uiohez Do^^^iuieuios, que
lhe deixava a aposenlaco eslava no desembolso
de urna parle de seu ordenado veucido, e que
nao poda receber por nao haver dinheiro no co-
fre, peaia que se suspendesse o effeilo da porta-
ra que o aposentara, e se lhe permittisse voltar
para o thesouro aloque reunida a assembla pro-
vincial, podesse elle requerer esta a confirma-
cao do acto da presidencia, e ao mesxo tempo a
grasa de lhe mandar contar o tempo de oulros
servidos prestados antes de ter sido nomeado para
o thesouro a fim de haver por este meio um ven-
cimento mais favoravel.
Eis-aqui a minha informagao dada immediata-
menle :
lllra. e Exra. Sr.Parece-rae justa a pre-
tenso de Jos Benlo Meira de Vasconcellos cons-
tante do incluso requerimento, tanto mais por-
que o acto, que o aposeiitou, em vista do arl. 47
do regulamenio do thesouro provincial parece-
me nao ser legal. O-supplicante est avansado
em idade, e enfermo ; mas homem encanecido
no servico publico e merecedor da atteogo do
governo. Elle me linha communicado o seu
desejo de obter a aposentaJoria, mas nao j, e
nem de chofre, como ella lhe foi dada ; espera-
va ainda algum lempo para poder oble-la com
um vencimento mais favoravel. O aclo da pre-
sidencia, antocipando essa aposentadoria, nao me
sorprehendeu menos a mim do que a elle ; e,
eslou certo, achanio-o desprevenido e privado
de todos os seus vencimentos deste anno e de urna
parte dos de 1860, como eslo todos os empre-
gados provinciaes, nao pode aquelle acto deixar
de ter sido para elle muito damnoso. E pois nao
s nao me opponho a sua v'olta para o thesouro
com o fim de solicitar elle mesmo a assembla
provincial a conQrmaso do acto da presidencia,
porque este o meio de harmonlsa-lu com o
disposlo oo art. 47 do citado regulameolo, como
al rogo a V. Exc. que se digne de tomar era con-
siderasao a sorte desse empregado. Deus guar-
de a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. baro de Mamad-
guape vice- presiden te da provincia.
Este meu officio, qua teve a maior publicidade
porque muito de proposito deixei-o correr, rau-
dou inteiramente a face ao negocio. Com effeilo
elle punba o Sr. Silva Nunes em um dilema ; ou
era verdade o que S. Exc. dizia. e ento cum-
pria-lhe fazer-me chamar a palacio para, ao me-
nos em presenca do Sr. baro de Mamanguape,
coufuiidir-me com o peso de urna traicao des-
cocerla ou era mentira, e enlo o que lhe cum-
pria era guardar o maior silencio, ou descul-
pir-se l como podesse, e Isto nao lhe seria mui-
to diflicil, porque o Sr. baro de Mamanguape
diziaamena tudo o que sahisse da bocea do
Sr. Silva Nunes. e por mais frivola que foe a
desculpa, aos olhos do Sr. baro ella tsria o cu-
nti de urna, lgica requiotada.
Por alguna dias gozei o prazer de ver desfeita
a impostura : operava-se na opinio publica urna
reaego em meu favor, e na sexta-feira santa
preparava-se o Sr. Jos Benlo Meira para me
pedir perdo de haver acreditado na calumnia.
Sempre desculpei o Sr. Meira ; que oulro em seu
lugar nao a leria acreditado ? Mas eu ignorava
absolutamente o que se havia passado por pala-
cio ; tiz algumaa diligencias, mas baldadas, para
o saber. Era justa e muito nslural a minha cu-
riosidade; e nao era s mioba ; todos quaalos
viram o meu ofllclo estavam, como- eu, na es-
pectativa de sias consequenoias. Reiuava po-
rm o maior silencio sobre isso ao nenoa para
mim.
O Sr. Silva Nunas achava-ae do segundo caso
do dilema. A impostura estava desmaseprada ;
restara emente a desforra.
Os dias passarara-se, o Sr. Silva Nunea em-
barco* eeu fiquei na ignorancia de que maia
deaejava eaber. A final ura amigo. Sr. vigario
Marques, me communtcou que o Sr. baro da
Mamanguape dtssera i alguera, qu havia con-
tradicso manifest entre aqnalle officio e urna
informeoao reseada, que au havia dado em de-
essa pessoa, acrescetttara que rae mandara
responder sobile a pretendida contradicc. E
isto, que m* caramanicare o Sr. vigario Marques,
euUoa me repaikaa deeais, e aeraptiaieai
logo que se tritava j da deaforra e preparava-se
o publico passando-s da ouvido a ouvido e
sempre daeaix d segredo a historia da tal eoo-
tradlccio. Fci una inepcia, porque podiam sa-
ber., que 9e segredo- chegaria por fita aos meus
ouvidos.
Como se dizia, qe eu havia da ser ouvido a
respeilo, isto- que ae exigira a explicaso da
contradieco, cumpria-ma esperar; e esperei,
mas em vo at que julguei conveniente ir eu
mesmo pedir ao Sr. baro, que adianlasse isso,
porque nao coovioha, que o negocio continuassa
embrulhado.
Parece-me ver o leitor j enfadado de ler; mas
peso-lhe indulgencia e atte-nco. Esta exposi-
So tea ao menos o mrito de referir urna insig-
ne immoralidade do nosso governo, e portanlo
toroa-se de intereaae publico.
Queira pois ter a paciencia de ler-me at o
fim.
Tambera corra de ouvido era ouvido, mas com
o mesmo mistorio, a noticia da miaba demisso.
Eu centava com ella desde que me dispuz a des-
mentir publica e solemnemente o Sr. Silva Nu-
nes. Se nao me a dessem, depois da ultima ex-
plicaso eu a pedira, porque nunca me julguei
bem estabelecido em um emprego, onde perda
meu lempo sem urna remuneraso equivalente
ao afanoso trabalho com que lidava, nem se quer
com a expectativa de ura futuro esperanzoso, e
onde estava sob as ordene de presidentes como
0 Sr. Silva Nunes e vice-presidentes, como o Sr.
baro de Mamanguape.
Fui, pois, palacio, no sabbado 6, bem certo
de que nesse da seria demittido, porque j na
sexta-feira eu esperara a portara, pois me tinham
afflrmado, que o Sr. Dr. Joo da Malta havia j
dado a sua resposta de aceitar o luar de inspec-
tor, e era a demora desta resposta a causa nica
do adiamenlo da minha demisso.
Alguem tinha aberto o.s olhos ao Sr. Baro de
Mamanguape dissuadindo-o da idea de me man-
dar ouvir sobre a pretendida contradigo, porque
assim extioguia-se o nico pretexto, com que a
a demiss-.o poda ser explicada. Essa idea nao
poda ter sido se nao delle mesmo, porque sopo-
deria occorrera quem, ou nao entendesse nada
de toda essa embrulhada, ou eslivesse de pedra e
cal a respeito da existencia da contradicho, e nes-
le caso s podera estar o pobre do Sr. baro.
E faco-lhe justiga: elle estava realmente cheio
desse formidavel carapeto doSr. Silva Nunes. '
Eu creio at. que S. Exc. nem ao menos tinha
examinado as duas pesas, conteotando-se com a
assercao do oulro. E se as examinou, e eslava
1 ainda de boa f, o que dah se segu que suas
vistas sao ainda mais curtas do que geralmente
se suppoe.
Ao entrar eu err palacio, o Sr. baro recebeu-
me com bondade, ainda que um pouco erabara-
ca-lo. Eu fiz-lhe a injusta de receiar, que nao
me quizesse receber. Depois de algumas pata-
rras sobre negocios do thesouro, fui direito ao ob-
jecto que l me levava. Fiz-lhe ver quanto ti-
nha esperado polo seu officio, exigindo a expli-
caso da suposta contradtcao, e que achando eu
que j se demorara de mais, e nao rae convindo
que esse negocio continuasse a passar encapota-
do, ia lhe pedir o obsequio de officiar-me na-
quelle sentido. S. Exc. conveio, ea conversa
cahio sobre a coBtradigao por me haver elle per-
guntado se eu nao achava que a houvesse entre
as duas pesas. Respondi-lhe que nao, ecome-
cei a prora-lo. Estiremos com ambas essas pe-
sas oas mos, analysamo-las palavra por palavra
e o Sr. baro cabio das nuvens.
Recooheceu o embuste que lhe havia empin-
gidoo Sr. Silva Nunes. Chovia ; foi-me preciso
demorar, e entre ivemo-nos conversando sobre
cousas diversas, at que afioal ao sahir aperlan-
do-nos as raaos perguntei-lhe se rae mandara o
offkio que eu pedia, e S Ex. repeli que m'o ia
mandar.
Faso ainda justica ao Sr. baro.
Estou persuadido de que S. Exc. reconhecendo
naquella occtsio a pertldia do Sr. Silva Nunes,
desejou desobedec-lo ; e se nao fosse o impul-
so de urna (orea eslraoha, que l penetrou depois
da minha sabida, elle teria cumprido a sua pala-
vra mandando o officiu em que exigisse a expli-
caso. Mas quando eu o esperara, recebi em seu
lunar a portara de demisso 1 1
Tenha o leitor paciencia. Atnda nada Oz por
que oo lhe mostrei o reservado em que d-se a
supposta contradiso, e ha talvez quem ainda a
credlte que nesse reservado justifico eu o acto do
Sr. Silva Nuues em relacSo ao Sr. Meira e que
contrario tudo quanlo jase leu oo otfUio trans-
cripto cima.
de urna realidade, a communicndo-o como tat
ao Sr. bario, que pouco vfr, fe-lo eogultr a pilu-
I* fcilmente.
Que coosiderasio hareria, que me fizesse con-
tradizer oeste negocio, e coniradizer-me de ma-
nelra merecer urna demisso- infamante t Um
minha vid publica nunca recuet diante da rea
poaiabilidade de meus actos ; porque tambera
nunca o pratiquei leHana e loueamenle como o>
9r. Silva Nanea ; e te alguem sabe do-contrario-,
que o publique : a occasio a mal propria por-
que a minha vida publica est era diseusso.
Basta. Eudeixo muitos corollarios lgica
e ao bom seneo do leitor ; se me fosee oceupar
cora elles esta exposico se lomara inlerraioaveL.
Ninguem ignora a verdadeira causa da minha
demisso. Quanlo ao embuste, com que- se pre-
teodeu manchar minha reputago, creio le-lc*
desmascarade-, e assim entrego ao mais solemne
desprezo a demisso e os demittenles.
Publicando em seu conceituado jornal eata ton-
ga exposico que ao respeitarel publico dirijo-,
queiram, Srs redactores, aceitar os testemuuho
de meu recouhecimcuto.
S. C. em 8de abril de 1861.
Jotf Carlos da Costa Ribeiro.

COMMKKCIO.
Altando jsra.
Rendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 4.....,
40:4061501
6.00567&
46:4l22g6-
Movlraeni ala alfandejpa.
Volumes entrados cora fazendas..
> > cora gneros..
Volumes
sahidos
com. fazendas..
cora gneros:
127
339
466
Descarregam hoje 6 de maio.
Barca americanaAzeliao resto.
lu por la cao.
Brigue nacional Dous Amigos, viudo de Mon-
tevideo, coosigoado a Bastos & Lima, manifestla,
o segviole:
2800, quinlaes (hespanhoes] de caroe secca, w
85 couros seceos : aos meamos.
Patacho nacional Novo Lima, vindo de Porto-
Alegre, consignado a ordem, manifestou o se -
guite :
1,900 saceos faria a, a ordem.
Exporta^ao.
Barca americana Salem, para Liverpool, oar-
racaram :
, James Ryder & C. 40 saceos com 236 arrobas e>
6 libras de algodo.
Kalkmann & Irmos, 155- saceos com 81t ar-
robas e 8 libras de algodo.
Brigne francez Parahiba, para o Havre, carre-
garam:
Kalkmann & Irmos, 600 couros cora 16,311
libras.
Brigue portuguez Margarida para Lisboa, car-
regaram.
Amorim Irmos, 40 pipas com 7,360 medida
de caxaga.
Barca portugueza Corea para o Porto, carre-
garam:
Thomaz de Aquioo Fooseca Jnior 130 barr
com 4716 medidas de rael.
Beccberloria de reodas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 3 4:2519475
dem do dia 4...... 58tiU
4:837*524.
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1
dem do dia 4
5:9468556
2 399J>648
8.363201
Nao se pense, que esse reservado 6 &UMHUtSttL^
por algutlra
se penjat, qua elle Unha lgumaesiUs. ou -** aejahr IreaaeiM da tiid*Hdia, conducta
formagao especial exigida
tancia de momento, nao ; urna pesa de tarifa
o cumpriraeoto de ura artigo do regularueuto
do thesouro que manda dar todos os seis mezes
urna informaso sobre a assiduidade, comporta-
ment e aptido dos empregados. O reservado
de que se trata a iuformago do segundo seme-
tre de 1860.
.Ei-lo : certido da secretaria do governo.
Chefe da segunda secso Jos lenlo Mei-
ra de Vasconcellos.E' homem maior decan-
nos ; sua saudeesl muito arruinada o nao lhe
permute assiduidade. Seus soffnmentos physi-
cos reagem fortemente sobre suas faculdades mo-
raes, sua inteligencia est embotada. Tem mui-
to bo conducta ; zeloso e alimenta a melhor
vonlade de cumprir seus dereres.
Ora, vista desta informaso, o que poderia di-
zer o Sr. Silva Nuoes era que sendo aposentado
por elle o Sr. Meira, reconhecera mais tarde que
havia ahi falsidade, e por isso o reeotregava ;
mas seria isto to cairo que o Sr. Silra Nunes
nao se atrereu a dize-lo ; porque ninguem nega-
r, e o proprio Sr. Meira reconhece, que se acha
no estado descrilo. Note-se, que aquellas pa-
tarras do reserrado tinham sido repelidas por
mim ao Sr. Meira. e a quasi todos os Srs. em-
pregados do thesouro, porque nunca fiz anse-
nos dellas.
Note-se tambem que muito antes da minha
nica informacao sobre o requerimento do Sr.
Meira era publico, que elle seria reenlregado. Mas
em consequencia de que ? O proprio Sr. Meira
j mo liona communicado, e nao ha quera o ig-
gnore. Mas o que era que justificara a reintre-
gago do Sr. Meira ?
Felizmente para o Sr. Silra Nunes o Sr. Meira
depois de esperar, e sem duvida do descontiarda
promessa, requoreu a sua reentregaso ; c estou
persuadido de que a demora que houve provinha
da ausencia de urna razo, que pelo menos lhe
servisse de pretexto. E pois assim como eu ren-
d grasas ao co quando recebi para informar o
requerimento do Sr. Meira, assim tambem o Sr.
Silva Nunes as rendeu quando recebeu a minha
ioformaso. A idea da conlradics') foi urna
idea salvadora.
Desafio a qualquer interessado a que venha
convencer-rae e ao publico da conlradicso sup-
posta. Onde, qual a idea, qual ao menos a
palavra do meu officio, que contraria o reserva-
do ? J confronlei esses dous papis cora o Sr.
haro de Mamanguape ; combinamos palarra por
palavra, e apezar de niognern ser hoje mais
interessado do que elle, nao foi o paz de me
apostar.
Com effeito no officio o que se v a conflsso
resumida do que mais dasenvolvidamente est no
reservado, e a idea deque apezar de tudo isso, o
Sr. Meira era ura empregado encanecido no ser-
vico e merecedor da atienc.o do governo para
nao se lhe dar urna aposentadora, primeiro que
tudo illegal, e depois que oexpucha aos rigores
provenientes da cessac inesperada e imprevista
dos seus vencimentos : elle, que coohecedor do
seu estado, e desejaodo acabar seus das em dea-
canco, esperava apenas alguus mezes ainda para,
na forma do regulamento, solicitar a sua aposen-
tadora com um vencimento favoravel. Afora
isto ha a dedaracoda sorpresa,que esse aclo me
causou, eo meu despeilo, qua maguera deixar
deconfesser muito justo, de se harer feito tudo
Isso sem se me commuuicar consa alguma.
Duaa pecas que se contradizem nao se podem
refundir em urna s, conservaado-se a ambas
todas as mesmissimas palavras.
Ora, supponh-ae, que se quera refundir en
urna s peca o ufficio e o reservado : o que cum-
pria fazer r Bastara sdraente acrescenlar no offi-
cio, cade se diz:O supplicante est avansado
era idade e enfermo, tudo quanto est es-
criplo no reservado, a continuar com o officio
Ma homem encaonecido no servieo publico e
Merecedor da atten$o do geverno etc. ele.
Desafio de novo o Sr. baro para no impareial
do Sr. Sirva Nunea negar-ae isto.
.OSr. Silva Nunes talvez soahas.sea contradic-
Sao ; e iulgando-me por si, acreditando, que eu,
como elle, era fcil em recuar ajante da respon-
sabiWadadaineu acto deu ao mu tontio o |wq
PRAA DO RECIPE
4 DE MAIO BE 1801.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Sobre Londres saccou-se de 25
a 26 1/4 d. per 19000 re., sobre
Pariz de 365 a 369 rs. por fran-
co, sobre Uamburgo a 683
rs. por M B, e sobre Lisboa de
106 a 108 por cento de premio,
regulando por 30,000 os sa-
ques da semana para o vapor
Magdalena. As traosaeses so-
bre o Rio de Janeiro regula-
ran! de 1/2 a 1 por cento de
descont.
Algodo-----------O escolliido veudeu-se de8j30t)
a S9400 rs. por arroba, do re-
gular de 85IOO a 8&20 rs. por
arroba,
Assucar-----------O branco vende-se de 30Q
a 4*500 rs.; o somenos de 2J90O
a 39OOO rs.; masesvado purga-
do de 2540O a 2J600 rs., e bru-
to de I99OO a 29100 rs. por
arroba.
Agurdente Vendeu-se a 659000 rs. a pipa.
Couros salgados- Vendeu-se a tl)0 rs. a libra.
Arroz-------------Vendeu-se a39000rs. por ar-
roba!
Azeito doce- -- Vendeu-se a 39000 rs. por
galo.
Bacalho----------Nao houve venda em atacado,.
existindo em ser um carrega-
menlo de 3,045 barricas, pos
falta de comprador Relalhou-
se de 3gOOO a IO9OOO a barrica,
ficando em depozito 7,000 bar-
ricas. .
Batatas----------Venderam-sede 19800 a 29000
rs. por arroba.
Bolachinhas dem a 29800 rs. a barriqui-
nha.
Carne secca- O mercado continua bem pr-
vido, tendo-se retalhado de
29800 a 392OO rs. por arroba
da do Rio da Prala, e de 39000
a 3$50O rs. da do Rio Gran-
de, Qcando em ser 117,500
arrobas da primeira e 107,000)
da segunda, ao ludo duzentus
e dezoilo mil setecenlos e cio-
coenla arrobas, quanlidadeque-
nunca possuio o nosso mer-
cado.
Carvo do pedra dem de t &000 a iGgOOO rs. a
tonelada.
Vendeu-se a 2*200* rais a li-
bra.
Vendeu-se de 49500 a 59500)
rs a duzia de garrafas.
O de forro vendeu-se 760 rs.
por libra, e o de calderoir a
840 ra.
Farinha de trigo. O mercarlo foi abastecido com
um carregamento de 2270 bar-
ricas de Puiladelphia, e 6,000
saceos de 100 libras do Chile,
e destes foram logo exportados
grande parte, ficaodo no mer-
cado 2,000, tendo-se retalha-
do a 22$ rs. por dous saceos.
igual a duas barricas. Reta-
lhou-se de 249 a 269 rs. a de
Richmood, o de Philadelphia,
ficaodo em ser 10.300 barricas.
sendo 4,600de Richmond,4.700
de Philadelphia. e 1,000 de
Trieste.
f'ar. de mandioca-Continua a abundancia, e no>
ha comprador de fra.
Feijo--------------dem a 19600 rs. por arroba.
Folha de Flandres-Idem de 219000 a 229000 rs.
a caixa.
Ferro Vendeu-se a 595QO rs., e da
Suecia a 9$000 rs. por quin-
tal,
Genebra A fraaqueira vendeu-se de 6$.
a 6*200 re., e a 390 rs. bo-
tija.
Lousa- Aingleza ordinaria vendeu-se a
a 300 par cento de premio so-
bre a factura,
Manteiga--------A franceza vendeu-se de 550
560 rs, a libra, e a ingleza a
650 rs.; [cando em ser 300
Larris da primeira, e 400 da
segunda.
Oleo de linbagn-Veneu-ae a 19*50 rs. por ga-
lle.
Qoeijos------------- Venderam-ge da 2*200 a 29600)
rs. oa flamengos.
foaciab.0---------- Vendeu-ae 4* 8Q0Q-8f50Q rs.
por arroba^
Cha.......
Cerveja- -
Cobre -----
sr-T.c.r-rr


a-------


ft
DLW TO HRIUBIIDCO. -SEGUNDA FEIRA f M MAK) DE lgi
"Viuho*------------Vundeu-se efe 260J re. a 31Qf
a por pipa do d Lisboa.
Vendeu-se de 110 a 120*000
rs. a pipa.
O dioheiro fei meaos procura-
do nesta lamaaa, de aorta que
o* desecados da caixa filial 10-
ram inferior a 900 conloa de
res a 10 por canto ao'anno,
e (ora de 12 a 18 por canto.
Para Hamburgo a 4(1/ ; Canal a
47/6, e pela P/arehiba a 55.
Vinagre :--------
Descont- -
Fretes-
Valores.
1000
*560
8560
|30O
$560
Pauta ios precos dos genero sujeitoe direito
de exportacdo. Semana de 6 a 11 do mez de
de mato 1861.
Mercadorias. Unidades.
Abanos..... Cento
Agurdente de cana. caada
dem restilada e do reino
dem caxaga...... >
dem genebra......
dem alcool ou espirito d
agurdente...... $600
Algodao em caro$o .... arroba 2J075
dem em rama ou em la. a 8$300
Arroz com casca ..... 700
dem descascado ou pilado. > 2$80O
AsSucar mascavado .... > 28200
Idom branco" ....... > 3fl500
dem refinado...... g
Azeite de amendoim ou mon- *
dobim........ caada 29000
dem de coco......
dem de mamona..... >
Batatas alimenticias ... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque....... a
dem fina........ >
Caf bom.....; ; >
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal........... arroba'
dem branca...... >
Carne secca charque. ... >
Carvo vegetal......
Cera de carnauba em bruto. libra
Idem.idein em velas. ... >
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
dem verdes .......
dem de cabra cortidos um
dem de onca......
Doces seceos ...... libra
dem em geleia ou massa >
dem em calda. ..... a
Estaadores grandes. um
dem pequeos .....
Esteiras para forro ou estiva de
navio........ cento
2500
1S600
19000
4g000
8g000
7j000
300
360
200
400
3J800
10600
250
400
4J0O0
195
350
120
280
llgOOO
lJSOOO
500
500
4S0O0
2g000
arroba
alqueire
arroba
209000
1$600
I $500
6$000
lfloOO
5g000
16f000
BfQM
lSflOOO
6$000
2300
25$600
2S400
lttOOO
50g000
250
900
10S0C0
800
4JOO0
lg2C0
200
49000
169000
8#MK>
100
MffJOO
5$000
2$400
1049500
709OOO
39500
109000
$320
9280
Alfaodega de Pernambuco 4 de maio de 1861.
O primeiro conterente. Manoel Ephigenio
daSilva. O segundo conferente, Carlos Augusto
Cins de Souza.
Approvo. Alfandega de Pernambuco, 4 de
maio de 1861. Barros.
Conforme Joo Jos Pereira de Faria, ter-
cciro escriturario.
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca. .
dem de araruta.....
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes. ....... um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho. >
dem em rolo bom .... >
dem ordinaro restolho...
Gomma ........ arroba
Ipecacuanha (raz] .*...
Lenha em achas..... cento
Toros..... ...
Lenhas e esteios..... um
Mcl ou melaco...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quinta]
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo...... >
Piassava........ molhos
Puntas ou chifres de vaccas e
novilhos ....... cento
Pranches de amarello de
dous custados...... urna
dem louro....... >
Sabo......., libra
Salsa parrilha....... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta urna
Tabois de amarello .... duzias
dem diversas.....:
Tapioca........ arroba
Travs......... urna
Unhas de boi...... cento
Vinagre ........ caada
Observatorio
maio de 1881.
do arsenal de merinha, 4 de
Romano Steple,
' 1 teneote.
eji^wii
Edita es.
180,000 por anuo.
-236,000
157,000
161,000
224.000, >
167,000
O Illm. Sr. inspector di theaouraria pro-
vincial, em cumprimenlo do artigo 7 do regu-
lameulo do cotlegio dos orphos de Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do correte, manda fazer publico
que no dia 6 de jucho prximo vindouro, peran-
le a junta da fazenda da mesma thesouraria,
vo a praca, para serem arrematadas a fquem
mais der a renda dos predios abalxo declarado*
perlencentes ao patrimonio dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II,
salla do Io andar........
N. 95.Ra do Pilar, casa
terrea.................*...
N. 96.Ra do Pilar, casa
terrea....................
N. 97.Rut do Pilar, casa
terrea....................
N. 98.-.Rua do Pilar, casa
terrea....................
N. 99.Ra do Pilar, casa
terrea....................
N. 100.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 162,000
N. 101. Ra do Fijar,
casa terrea-*............ 181.000
N. 102 Ra do Pilar,
casa terrea.............. 162,000
N. 103. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 181,000
N. 104. Ra do Pilar,
casa terrea..............
N. 105. Ba do Pilar.
casa terrea..............
N. 1.Estrada do Parna-
merim, sitio............
N. 2.Estrada de Pama-
merim, sitio............ 120,000
N. 3.Estrada do Rosari-
ho, sitio .............. 321,000
N. 4.Estrada da Miruei-
ra. sitio.................. 212,000
N. 5.Forno da Cal, sitio 352,000
As arrematares sero feitas por tempo de
3 annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 de
junho de 1864, e sob as condicoes constantes
do edital de 9 do correte.
**E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarta provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
A F. da Annunciaco.
172,000
170,000
500,000
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo ao art. 7" do regulamento
do collegio dos orphaos de Santa Thereza e or-
dem do Exm.Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados perlencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba,
Ns.
66 Casa terrea,
67 Casa terrea.
Casa terrea,
Casa terree,
por anno. .
dem idem .
Ra dos Burgos,
por anno. .
idem idem .
Ra do Yigario.
dous andares e
1229000
81$000
2O5J000
1259000
loja,
602$000
87539000
7539000
191*000
200$000
1629O00
1689000
102:006
1629000
172^000
2539O00
tempo de 3
o presente e
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 4.
Cear e poilos intermedios, vapor nacional
Iguarass, commandante 2 tenente Joaquim Al-
ves Moreira.
Terra-Nova30 dias, barca iogleza Fletwing,
de 233 toneladas, capito Munn, eqnipagem 11
pessoas, carga 3,045 barricas de bacalho: a
Saunders Brothers & C.
Montevideo21 dias polaca hespanhola Des-
pejada, de 162 toneladas, capito Pedro Estradut,
equipagem 10 pessoas. carga 3,600 quiutaes de
carne secca : a Amorim & irmo.
Navios sahidos no mesmo dia
Macci e portos intermediosvapor nacional
Jaguaribe, commandante Manoel Joaquim Lo-
bato.
Paralaba..brigue inglez Elisabelh M. Lea, ca-
pito F. G. Jean, em lastro.
Havrebrigue francez Para/uia.capito Garry,
carga a&sucar e mais gneros.
New-Yorkbrigue inglez Greyhonud, capito
W. H. Peslt, cm lastro. ,
03
a.
a.
m
B
Horas.
B
n j.
B |
E. =
klhmosphera
c/a
C/l
en
cu
-r.
C*3
m
rs
o
=z
o
Direeco.
se
a
Intensidad
t.
S 8
Fahrtnheit.

<*
oo

1*
-4
Centgrado.
Hygrometro.

s
Si
I

A.
8 2

Cisterna hydro-
metriea.
Francs.
8
Inglez.
o
es
en
r
99
<
B 5
e t-c
m h
- %
P o
A ooite nublada e ao amanhecer de eguaceiroe,
vento do quadrante do SE variavel de inleoti-
elade.
OSC1LAQAO DA MAM*.
Preamar as 11 b. e 6' da maohae, aliara 5.8 p.
Baamar as 5 h. e 18' de tarde, altura 2, p.
72 Sobrado de
por anno.
Ra da Senzala Velha.
79 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........
0 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........
81 Casa terrea, por anno. : .
82 Casa terrea, idem idem .
83 Casa terrea, idem idem ....
Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno ....
Roa do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. ....
92 Casa terrea, idem idem ....
93 Casa terrea, idem idem ....
94 Casa terrea, idem idem : .
As arremaiac.es sero feitas
annos a contar do Io de julho de 1861 30 de
junho de 1861 e sob as condices constantes do
edital de 9 do corrento.
E para constar se mandou afxar
publicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
b"co. U de abril de 1861.O secretario, A.
AOriunciaco.
O Dr. Hermogenes Scrates Tavares de Vascon-
celos, juiz municipal da primeira vara da c-
dade do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Fago saber a quem iuteressar possa, que est
aberto e se acha f unecionando o conseibo muni-
cipal de recursos deste termo.
E para que chegue a noticia de todos mandei
Uvrar o presente que ser publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, eos 29 de abril de 1861.
Eu Joo Saraivado Araujo Galvo, escrivo o
escrevi.
Hermogenes Scrates Tavares de Vasconcelos.
O Illm. Sr. inspector,1 da thesouraria provin-
cial, em cumprimento ao art. 1" do regulamento
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provimia de 5
de abril prximo Qndo, manda fazer publico, quo
no dia 16 do corrente, perante s junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo a pracs para serem
arrematados quem mais der as rendas,dos pre-
dios abaixos declarados, pertencentcs ao patri-
monio dos ditos orphos.
N. 1 Ra do Queimado poraono...... 331$500
N. 2 Ra do Imperador, sobrado de
dous andares e loja, idem.......... 1:601 $000
N. 4 Largo do Paraso, sobrado de dous
andares e lojaidem.................. 90I90QO
N. 5 Ra das Larangeiras, casa Ierra
'i6................................. 204J000
N. 8 Ra Velha, casa Ierra dem...... 2O29O00
N. 9 Ra da Gloria, sobrado de nm
andar loja idem.................. 1:0013000
N. 10 Ra de S. Goncalo, casa terrea
idem................................. 122#000
N. 12 Ra do Sebo, casa terrea idem. 160#00O
N. 14 Ra do Rosario da Boa-vista,
casa terrea idem..................... 201$000
N. 40 Ra da Lapa, casa terrea idem. 1529000
. 41 Ra da Lapa, casa terrea idem.
N. 61 Ra da Cacimba, casa terrea idem.
N. 1 Largo de Pedro II salla do Io an-
dar idem.............................
N. 95 Ra do Pilar, casa terrea idem..
N. 96 Ra do Pilar, casa terrea idem..
N. 97 Ra do Pilar, casa terrea idem..
N. 98 Ra do Pilar, casa terrea idem..
N. 99 Ra do Pilar, casa terrea idem..
N. 100 Ra do Pilar, caaa terrea idem.
N. 101 Ra do Pilar, casa terrea idem.
N. 102 Ra do Pilar, casa terrea idem.
N. 103 Ra.do Pilar, casa terrea idem.
N. 104 Ra do Pilar, casa terrea idem.
N. 105 Ra do Pilar, casa terrea idem.
N. 1 Estrada do Parnameirim, sitio idem
N. 2 Estrada do Parnameirim, sitio dem
N. 3 Estrada do Rozarinho, sitio idem.
N. 4 Estrada da Mineira, sitio idem....
N. 5 Foroo da Cal, sitio idem.........
N. 66 Ra da Cacimba casa terrea idem.
N 67 Ra da Cacimba, casa terrea idem
N. 68 Ra do Burgos, casa terrea idem
N. 69 Rua do Burgos, casa terrea idem
N. 72 Rua do Vigario, sobrado de dous
andares e loja, idem.................
N. 79 Rua da Sanzalla Velha, sobrado
de dous andares e loja, idem........
N. 80 Rua ds Sanzalla Velha. sobrado
de dous andares e loja, idem........
N. 81 Rua da Sanzalla Velha, casa ter-
rea idem.............................
N. 82 Ha da Sanzalla Velha, casa ter-
rea idem.............................
N. 83 Rua da Sanzalla Velha, casa ter-
rea Wem.............................
2* ? ?* Guia c,a lerr idem..
N. 91 Rua do Pilar, casa terrea idem..
N. 9t Rua do Pilr, casa terrea idem..
2* l\ Sua pa,r terr "
N. 94 Rua do Pilar, casa terrea idem..
tac.es comperecam na sallafdas sesaee la mes-
ma junta no dia sjima declarado pelo meio dia,
competetementeTubitadoa, para o que fica
marcada a sesjsfco de 8 d corrente.
E para constar se mandou afixir o presente e
publicar pel Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo *de maio de 1861.-0 offlcial da se-
cretaria.Miguel Aflonso Ferreira.
Art. 75 do regulamento da* thesouraria. Os
corrtrsctos de arremata-ao de renda que importam
em mais de 2:0009030 ris serio eftectuados sob
a garanta de dous fiadores, idneos, que tenhara
bens de ratz na cidade do Recife, ao menos fim
delles, usaa vez que o outro seja notoriamente
abonado.
Artigos do regulamento interno da thesouraria.
Aft. 16. Os documentos comprobatorios das
habilfiaces dos arrematantes, e os que derem
provar a idoneidade dos fiadores, sero apresen-
lados na sessio da junta anterior de arremata-
cao, para serem tomador, em considerado, resol-
ver-se a flanea, e admittir-se o licitante.
Art, 17. Asjicitacoes sero ofTerecidas em car-
tas eichadas com o sobscriptoproposta para a
arremataQo tal. -Estas cartas sero com a pre-
cisa antecedencia lanzadas pelos licitantes na cai-
xa do correio e recebidas na occasiao da arrema-
tago por um eropregado da thesouraria para se-
rem abertas em junta na presenca de todos os li-
citantes.
Regulamento do collegio dos orphaos.
Art. 9o No termo de arrendamento ou afora-
memo dos predios se estabelecer a condieco,
3ue (Icario sugeitos os arrendatarios ou foreiros,
e fazerem todos os concertos, reparos, e bemfei-
lorias para conservago e asseio dos predios.
Art. 10. Na falta de cumprimento desta condi-
cose mandaro fazer pela reparligo das obras
publicas os referidos concertos, reparos, e bem-
feilorias custa do arrendatario ou foreiro, para
cujo pagamento serio executados o mesmo arren-
datario, foreiro, e seus fiadores, do mesmo mo-
do por que o sao os devedores da fazenda pro-
vincial, se amigavf lraenie nao pagaren*.
Art. 11. A arrematar-So ser feila por predios,
e por quem maiores vantagens effecluar, sendo
sempre preferido o inquelino do predio arrema-
tado, se o tiver em bom estado de cou.serva(o 6
aceio, podendo allegar a preferencia ainda dous
dias depois de ultimada a arrematago.
Conforme O ofcial da secretaria, Miguel
ffonso Ferreira.
Declara$5es.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAl GERMANO.
V.* Beeita da assignatnra.
Quarta-feira, 8 de maio de 1861.
Subir scena o excellente drama em 5 actos,
do Sr. Mendes Leal Jnior,
Conhecido vulgarmente por
MAIS NADA.
PERSONAGENS
O conde de S. Thiago..........
D. Francisco de Athaydo......
Jos Angusto..................
D. Jeronymo de Mello..........
D. Jos de Albuquerque..!....
Manoel Maria............/.....
Pedro..........................
D. Maria de Rezende.....-......
D. Joanna......................
D. Eugenia...................
Thereza........................
Urna pobre.....................
Domingos, creado..............
Convidados, creados, etc.
poca actualidade.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto
PRECISASE DEIMAItLHER
PEDRO SEM
Nunes.
Thoraaz.
Valle.
Vicente.
Teixeira.
Rsymundo.
Germano.
D. Hanoela.
D. Carmela.
D. Julia Gobert.
D. Jesuina.
D. Julia Rosa.
Sania Rosa.
Comecar s 7 M horas:
# O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do corren-
te pordianle se pagam os ordenados dos empre-
gados provinciaes, vencidos no mez de abril pr-
ximo Ondo. *
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 1.a de maio de 1861. O ofBcjal da se-
cretaria, Miguel AUonso Ferreira.
G&ixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data,a
lubstituicao das nota de 20# da emisto
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
CORREIO.
Pela administrar-io do correio desta provincia
se faz publico que as malas que deve conduzir
o vapor costeiro Persinunga com destino s
provincias do norte at a Granja, sero fechadas
amanha (7) do corrente is 2 horas da tarde em
ponto.
Repartico das obras
1829000
3009000
1808000
236500
157*000
1619000
.2249000
1679000
1629000
1819000
1689000
1819000
172J000
170JOOO
5009000
I2O9OOO
3215000
2129000
3529000
I229OOO
81 OJO
2059000
1259000
602*000
733S0O0
7539000
1919000
2O0SO00
1629000
168S000
1629000
1729000
172000
------..... .clM.. 2539OOO
As af remata-des serio feitas por tempo de toes
annos a contar do 1 de julho de 1861 a 30 de
jaoho de 186.
As peisoks que se propuserem estes trremt-
publicas.
Por ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, fica transferido o prazo da apresentaco das
propostas para a construcr-io da nova ponte que
liga o bairro do Santo Antonio ao do Reciie, at
o dia 30 de maio do corrente anno E para que
conste a todos 03 pretenden tes, por esta directo-
ra se faz publico.
Directora das obras publicas, Io de maio de
1861.
O director,
W. Martineaux.,
Santa casa de misericordia do
^efife.
A junls admi(Tw!rlliva da santa casa de mise-
ricordia do Recife manda fazer publico que en-
traran* de mez os senhores mordomos, n-ajor Jos
Joaquim Antunes, commendador Joo Pinto de
Lemos Jnior, e Dr. Antonio Herculanode Souza
Randeira ; sendo o 1." no hospital Pedro II, o
2.* no hospital dos lasaros, e o 3." na casa dos
expostos.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 2 de maio de 1861.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro:
NOVO BANCO
DE
Pernambuco,
* O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as nota?
de su ero. is sao de 10# e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que ho de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pravo s po-
dera' ter lugar a substituida o ou res-
gate com o descontp mensal e progresi-
vo de 10 por cento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico a quem convier,
3ue nos termos do aviso do ministerio da guerra
e 7 de marco de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar o seguinte :
293 sobrecasacas de panno azul.
167 calcas de dito panno.
879 parea de polainas.
879 caigas de brim.
879 camisas de algodozinho:
Quem pretender arrematar o fabrico de taes
artigos, no prazo de 30 dias, comprela na sala
da directora do mesmo arsenal, pelas 11 horas
do dia 8 do corrente, com suas propostas em que
declaren* o menor prego e quaes seus Qadorea.
Arsenal de guerra de Pernambuco 4 de maio
de 1861.O amanuense.
Joio Ricardo da Silva.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do -rsenl de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o hospital regimental do corpo da guarnico
da provincia da Paralaba.
60 colchoes com 8 palmos do longo e 4 de
largo.
60 travesseiros com 4 palmos de longo.
40 orines de louca.
2 grelhas de ferro.
1 esputoadeira de ferro.
1 garfo grande de ferro.
12 meiaa compridas de lia.
Quem quizer vender taea objectos, aprsente as
suas propostes em carta fochada, na secretaria do
conselho, is 10 horas da manhaa do dia 10 do
corrate mez.
Sala des sessdes do conselho administrativo,
per feru-cimento do arsenal ele guerra, 3 de
tnk> de 1861.
Sent Josi Lamenkm Lint,
Coronel presiden*.
Francit Joaquim Penira Lobo,
coioael rogai *ecrttt1e iaiermo.
Avisos martimos.
ParaaAracaty.
Para o Aracaty ssfluiri bref*onte o Mete
Santa Anoa : para carga e paessgeiros trata-ae
eom Gurgel & Irmio, na ra d Cedis n. 82.
IPJUEA
o Rio de Janeiro
segut em poucoa dias por f ter parte do sau cai-
regamento a barca nacional Castro III ; para o
resto que anda falta, pessageirds e escravos.
para os quaes tem commodos excellentes, trata-
ae com os seus consignatarios Pinto de Souza 4
Burao. na rua da Cruz n. 24, ou com o capito
na pracs. L
conarios proprios aos ettudos na aca-
demia de direito.
LEILAO
J
.isboa.
O brigue poirluguez Carmozinao segu no dia
15 do correte sem falta ; pode receber alguma
carga e passafeeiros : trata-se com oe-consigna-
tarios Marqufs, Bsrros di C.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
V vapor! Paran, cemmandante o capito tt
- ~ e
Paran, cemmandante o capito te-
Leopoldo Noronha Torrezio, espe-
ortos do norte at o dia 8 do 'corrente
ra os portos do sul depois da demo-
tume.
recebem-se passageiros e engaia-s-
a carga hue o vapor poder conduzir, a qual de-
ver srfr embarcada no dia de sua chegada
agencia) rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve
do & Hendes.
lio de Janeiro.
ara escravos somente.
Sahfe infallivelmente no dia 9 do corrente a
barcafJason : a tratar na rua do Vigario n. 9
primairo andar.
Ova.
nenie jo
rado dos
seguir
ra do
Desde
Rio Grande do Sul
segu nestes dias o lindo e veleiro brigue Castro
I por se adiar com o sou carregamento promp-
to, e s recebe passageiros, para os quaes tem
excellentes commodos, e pare elles trata-se cora
os consignatarios Pinto de Souza & Bairio, na
rua da Cruz n. 24, ou com o capito a bordo.
Para a Baha
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga que Ihe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, i rua da Madre de Deus n. 12.
Lisboa e Porto
Vai sabir com a maiftr brevidade para os portos
cima indicados a nova barca portugueza Corga:
quem na mesma quizer carregar o resto que lhe
falta ou ir de passagem, poder entender-se com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior, rua da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capito Rodrigo Joaquim Correie. na
prac,a.
Leiles.
LEILlO
7 do corrente.
O ikente Evaristo, nao tendo efTectuado o lei-
lao d.| casa n.|2 na rua da Esperance freguezia
da Boa-Vista cuja casa tem 30 palmos de frente,
edificada a moderna, com 4 quartos, 2 salas, co-
sioha.fora, cacimba e quintal murado, tendo o
lado m torreno com 30 palmos de frente e 105
de futido, onde se pode edificar urna boa casa por
sera lpcalidade excellente, ao meio dia em pon-
to, noldia cima no seu armazem n. 22 rua do
Vigari .
Teica-feira 7 do crranle.
COaTAluTU rERYUHilCAVt
Navegaci
DE
10 costeira a vapor
Parahba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Ceara', Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
sahir para os portoa^Jo norte at a Granja no
da 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o da 6 ao meio sageiros e dinheiro a frete at o dia da saluda
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n 1
H
LEILAO
DE
>veis e de i escravo.
Antenes far leilio em seu armazem na rua
do Imperador n.75, no dia cima designado de
um sojtimeoto de trastes para compor urna casa,
os quates serio entregues por todo preco otlere-
cido, essim como um escravo velho proprio pa-
cfcmpo, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Rio de Janeiro
Sahira'bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo & C> rua do Trapi-
rhe Novon. 6.
COMPANHIA PERXAMBC.\NA
DE
Navegaco costeira a vapor
Parahba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass. commandante Moreira
sahira para os portos do norte at o Cear no
da 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga al o dia 21 ao meio dia. Encommen-
das!.Pssageiros e dinheiro a frete at o dia da
saluda as 2 horas: escriptorio no Forte do Nat-
os n. 1.
Para oPenedo.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiate
Beberibe, para carga e passageiros trata-e ns
rua do Vigario n. 5.
O agente Hyppolito ara' lelo^por
cont a e risco de quem pertencer de 650
quittaes de ferro, em barras, verga.
InSe etc. : tenca-feira 7 do corrente as
11 h oras em ponto, na rua do Trapiche
n. 1 armazem, eahi podera' ser exa-
min-do desde j.
LEILAO
7 do corrente.
O agente Oliveira far leilio por ordem e em
presenca do Iliro. Sr. cnsul da Blgica, prece-
dida a competente autorisacio do Illm. Sr. ios-
pector na alfaodega com assistencla de um era-
pregado desta repartico para o effeito nomeado
e da do Sr. agente do seguro.de Hamburgo nesta
praca epor conta c risco de quem pertencer, de
cerca 1,200 saceos de caf com toque de avara,
para oc< orrer aos gastos com a barca belga Ha-
ra Thereza. arribada por forca maicr a este
porto, onde fui legalmente condemnada
Terga-feira 7 do corrente*
ao meio dia em ponto, no armazem do barao do
Livramento, sito no Forte do Mal tos.
Presidio de Fernando.
Sahe com brevidade para o Presidio de Fernan-
do de Noronha a barca brasileira Atrevida
quem nella quizer carregar ou ir do passagem'
dinja-se ao capito Claudioo Jos Raposo? n
prar-a do commercio.
Para o Rio Grande do Sol pretende seguir
em'poucos di.s o palhabote Superior, capito
Antonio Evaristo da Rocha, o qual offerece boas
accommodacoea para passageiros : quem no mes-
mo quuer seguir de passagem. pode entender-se
com o sobredito capito na praca do commercio
ou com Amorim Irmios, rua da Cruz n. 3.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade
o brigue Margarida, capitio Jos Emigdio Ri-
beiro : quem no mesmo quizer carregar ou se-
Sar de passagem, para o que tem bons commo-
os, pode entender-se com o mesmo capitio na
praga do commercio, ou com os coosignatsrios
Amenm Irmios, ma da Cruz n. 3. en",nos
7 do corrente.
Joio Bjaptista Horoer capito da barca belga
Maria llherezaa, cootiouar por iotervenco do
agente Olivein e sob as clausulas do ultimo lei-
lio de 3 do corrente, a venda publica de tres
botes, vergas, mastareos, um chronometro, sex-
tante, agu ha de marear e outros pertences da
mesma barca : terga-feira 7 do correte ao meio
dia em pauto, no armazem do bario do Livra-
mento site no Forte do Mallos, onde na occasiao
haver o ljeilio de caf annnunciado.
T\tf
Caritos e cavallos.
No dia 8 do corrente.
Costa Carralho fu leilo no dia cima as 11
horas da manha na rua do Sol n. 27 esquina da
rua daa Piones, de 4 carros e 6 cavallos, os car-
ros com seus pertences [um carro mais osado.)
O brigue nacional Encantador sean, na
Rio de Janeiro quiote-felr. TlSrntltiSfl
rente: recebe passageiros e escravos somente al
o dio 81: trU-ae na rua da Cru a. 45, ou com
eeeffttlro wtnir.
ElLiifi
O ageite Hyppolito continuara' o
leilao dos vrosquinta-feira 9 do cor-
rent e para Uso convida novamente a
toda as pfcssoas que assistiram ao pr.
metro qutima, que comparecam quin-
ta- letra 9 do cortejte em seu escripto-
rio na rui da Cadeia do Recife n. 48,
que o me mo agente Ibes assegura que
incendiar i' toda e qualquer obra que
os Srs. oo ncorrentes desejarem : ao mes-
mo temp declara que serio vendidos
aiuitof e-lpositores, compendios e dic-
te Hyppolito da Silva autori-
uma pessoa que se retira para
la cidade fara' leilao d urna ex-
cellente mobilia de mogno, toiletl, la-
vatorios, gusrda-roupas, candelabros e
diversas outras pecas, sendo tudo ven-
dido a golpe de martello : boje 6 do cor-
rente ao meio dia em ponto no seu es-
criptorio ruada Cadeia do Recife n. 48.
Alisos diversos.
Na livraria n, rji e 8 dapraQaTa
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Christovao Santiago do Nascimento, que
negocia com gado.
Ainda urna vez se adverte aos Srs.
asignantes deste Diario que a paga da
subscripcao a razSo de h% por quartel
s permittida quem satisfaz dentro
de 15 dias do comeco do trimestre, e
deoois deste prazo somente se recebera'
a 6# como esta'estipulado no lugar com-
petente. A paga d 5$ e assas mdica
para que se demore e ainda depois de
vencida da' lugar a contestacSo a dif-
ferenca de preco.
Nesta lypographia se dir quem compra
um habito da ordem da Rosa.
. "TJ>^ea"9e ao escurecer d0 di" d> corren-
te, Jo,000 rs. em sedulas: sendo urna de 200 000
rs.. orna de 100,000 rs., duas de 20,000 rs..'lres
de 5,000 rs.. urna de 2.000 rs.e urna de 1,000 rs
pela rua da Cadeia do Recife. becco Largo, prin-
cipio da rua da Senzalla Nova, Caes" de Apollo
ponte velha do Recife, mas do Imperador. Crespo
e principio da das Cruzes : roga-se a pessoa que
os achou, querendo restituir de dirigir-se a tra-
vessa das Cruzes, n. 2, segundo andar, que se gra-
tificar com metade da quantia.
No dia 7, s 11 horas, na sala das audien-
cias, depois de linda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o escravo Florencio per-
tencenle ao ausente Francisco Augusto da Costa
Ouimaraes.
~" No dia 7, na sala das audiencias, depois de
unda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se ho de ar-
rematar duas casas abandonadas, no lugar dos
Afogado. urna sita na rua Direita n. 62, e outra
na rui de S. Miguel n. 10.
Terca-feira, 7 do corrente mez, depois da
audiencia do Dr.juiz de orphios, se ho de ar-
rematar do venda diversas jolas*de ouro, perlen-
centes ao espolio do finado J. E. Chardonl
Precisa-se alugar urna casa terrea ou mes-
mo um sobradinho de um andar que tenha com-
modos para familia, e que lenha quintal e cl-
araba, qua seu aluguel nio exceda de 20 a 25J
mensaes : quem tiver para alugar annuncie.
O abaixo assigoado faz sciente a quem con-
Tier, que se est procedendo inventario amiea-
vel pelo cartorio do escrivio Santos, dos ber)3
Oeixados por morte do seu finado irmao Jos da
Sant Anna Bnto. Recife 3 de maio de 1861.
Joio de Brito Corris.
A quem tiver sido furtado um cavallo prelo
pequeo, magro, sem ferro algum, pode-o pro-
curar na villa de Iguarass, em poder do sub-
delegado, a ordem de quem foi tomado, e acha-
se depositado. Villa de Iguarass 2 de maio de
1861.O subdelegado,
Joo de Carvalho Raposo.
JUlenco.
Roga-seao Sr. de engenho, a quem por enga-
o toreo-1 remetimos em 22 de marco prximo
passado 62 saceos de assucar vastos, com a mar-
ca Massuas- em tinta encarnada, queira fazer o
favor mandar entrega-Ios no engenho deste no-
me na freguezia da Escada, pertencente ao Sr.
Marcionillo da Silveira Lins, ou no Recife a Flo-
nsmundo Marques Lins, rua estreita do Rosario
Be *y.
Modista de Lisboa
Na rua das Cruzes n. 24, primeiro andar, fa-
zem-se vestidos, manteletes, chapeos de seda
enfeiles de cabega, tambern se lavara e enreitam
chapeos de palha de senhora, tudo com promp-
tidao e pelo gosto deParis, para o que recebe H-
gunnos por todos os vapores que vem da Eoropa.
Venda de urna casa
terrea.
A casa terrea da rua da Roda n. 23, annuncia-
da para a ultima praca de sexta-leira, 3 do cor-
rente da semana prxima passada, nao leve lu-
gar por nio ter tido audiencia, pelo que fica
traosferila a sua arrematarlo para o dia lerca-
feira,7 do correte, na audiencia do juizo muni-
cipal da 1.a vara do civel, escrivo Baptista, com
os grandes commodos j annunciados, e pelo pre-
co de 3:200, e rende annualmente 540*, inclu-
sive o soiao.
LOTERA.
Nao sendo possivel ao abaixo assigna-
do bem a seu pezar marcar ja o dia m.
preterivel da extraccao da segunda par-
te da nona lotera a beneficio da igreja
matriz da Boa-Vista sem ter vendido
boa parte dos bi lhe tes visto que tem fi-
cado sempre com porcao e nelles tem
tido graves prejuizos motivado pelas
faltas de recu**eos pecuniarios em que
nos achamos e pela grande porqao de bi-
Ihetes, meios e quartos das loterias de
outras proerncias, que vndo constante-
mente por todos os vapores sao astucio-
samente vendidos contra as dtsposicoes
?ra vigor, anniquilando assim as nossas
loterias (em proveito de particulares) e
em detrimento das urgentes necesida-
des que tem os npssos hospitaes, reco-
lhimentos de orphaos, matfizes (que se
acbam quasi todas em ruinas) a fazen-*
da provincial e mais b-eneicados visto
como suaomisso insignificante como
em partes de loterias tao pequeas e
que maiores nao podem ser pelos mo-
tivos expendidos sugeitos as despezas de
empregados, juiz, typograpbia, listas,
annuncios e outros muitos e alm disto
ao jogo toreado dos que sempre ficam-
por vender, seria loucura o continuar
por esta forma sem estar o abaixo as,-
signado garantido dos grandes prejui-
zos. Acham-ie pots a venda os bi I he-
tes, meios bilbetes na thesouraria da
loterias rua do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, e lojas commissionadas
praca da Independencia n. 22 do Sr.
Santos yieira, rua Direita n, 3 botica-
do Sr. Cbagas e no Recife rua da Ca-
deia n. 45 dos Srs. Porto & lrmao
Alugem-ee a primeiro e segundo andares
da easa da roa da Cruz n. SI, com excellentes
commodos e aceio, seado o primeiro andar o
sais proprio poseivel pare escriptorio : a tisU
no arssaxem da eaoa esa.


DIARIO 01 fEMUBGO. ~ SEGUMDA FURA O ti UkiO DI 61.
720 rs. a libia,
a 2*500, S|e
Largo daPettha
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos aeua numerosos frcguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha edm
um grande sortimeuto de gneros os meihores que tem vindo a pste mercado e por ser parte delles
vindoe poxconta propra, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mantelga tagUxa perteHamente flora soo a uim, a em bar-
mi se far algum batimento.
MAUteiga raneeza a aji,,,,,,, ,ue ha no metcado vende-se
Cu perola, hyson e preto M melhore, que h, Btlt# genero
19600 r>. a libra.
QUC1J08 UameilgOS chegados oeste ultimo rapor de Europa 1*600 rs., em por-
qo se far algum abatimento.
V^^JO SU1SSO recentemente chegsdo a de auperior qualidade vende-ae a 6*0 rs. a
libra.
V**lJO pTaiO os mtlhoresque tem vindo a este mercado por serem muito rescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
CaixtthaS COA Ullia C duaS UtoaS elegantemente enfeitadas contendo
diflhrentes qualidades de confeitos, amendoas cobertas, pastilhas etc., etc., o que ba mais
proprio psrs mimo a 19 cada urna,
PaSSaS mUllO ROYAS em caiia8 com 14 a 15 iiDtai Tende-se nicamente no Pro-
gresso a 2* cada urna.
"Oiavullllia lHglCia a mas n0Ta <,ue na no mercado, vende-se nicamente no ar-
maiem progresso a 3*000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
A.\HeiXaS iraUCeaS 48ors. a libra em porcSose far algum abatimento.
"HOTMOiada mpOTial do afamado Abreu, e de outros muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolacuinuas de soda vende.se a um rf. cada unBa COm
differentes qualidades. .
VHOCOia%0 0 ma8 superior que tem viudo a este mercado a 900 rs. a libra.
!WlA$a &Q tOlliatO ein latasde I libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
Petas SeCCaS tm C0Qdecas de 8 libras por 3*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas francoxtsongVezas maianOTa8qu6hapor 8erem vin-
das em direitura a 800 rs. o frasco. %
AAetria, macarrao e taluarim m rs
roba por 8*.
Palitos de dente Usados em ffl0lbos com 20 macinhos por 200 rs.
Toucmno do "Lisboa
a arroba a $$.
Ir rcSUUlO muit0 n0T0 vende-se para acabar l^&OlliTiCaS e paiOS 0 qe na de DOta neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
BaUUatle porCO Tennada amaisalvaque pode haver ao mercado rndese a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
^LataS COItt peV&O de pOSta 4,reparad0 da melhor maoeira possivel das meiho-
res-qualidades de peixe que ha em Portugal a 1*500 cada urna, assim como tem salmao e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras murtas
qualidades'dos meihores fabricantes de Sao Feliz, champan-he das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de cara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a 1$ a-garrafa, nozesa 320 rs. a libra, ervilhas fraacezas, lructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros ine encootrarao ludo de sucerior guatidade.
AMA
Precisare de atoa ama sema para noi
sa frsncezi ; a tratar na ra do Trapiche n. 12.
Acha-se justa e contratada a taberna tita
no lugar da Capuoga Nora, perleocente ao Sr.
Julio Cesar Vieita de Amorim : quem te julgar
com algum direito a mesma, aonuncie por este
Diario no prazo de tres dias.
Aluga-se urna casa Da ra dos Prazeres,
bairro da Boa-Vista : a tratar na mesma ra nu-
mero 10.
Constando ao abaixo signado que o Sr.
Abilio Fernandes Trigo de Loureiro, tenciona re-
tirar-se para o Rio de Janeiro, e dispor dos pe-
queos bens que poisue, escravos, boit e urna
pequea parte no eogenho Pitangueira : vera
prevenir ao publico que estes bens estao obriga-
dos ao cumpriment de um contrato celebrado
com o suppltcante para a factura de urna obra
que estando apenas comecada, j por conta della
est recebida pelo dito Loureiro a melhor quan-
lia do contrato ; pelo que o suplicante previne
a quem quer que seja para nao fazer negocio al-
Sum, visto como o abaixo assignado os protesta
aver do poder de quem estiverem, por serem
alheiados para desuneraco da predita obrigac&o
que sobre elle pesa.3 de maio de 1861.
Jos Ferraz Dallro.
Aos senhores alfaiates e lo-
gistas.
So Recite, ra do Torres, casa n. 18, primeiro
andar, cose-se por machina qualquer qualidade
de obras, tanto finas como grossas, com toda pres-
teza e aceio.
Papagaio.
Na ra da Unio n. 48, precisa-se de um bom
papagaio, offerecendo-se recompensa generosa a
quem o apresentar.
Roga-se ao Sr. thes >ureiro das loteras des-
ta provincia que oio pague o bilhete n. 2299 aue
foi perdido, senio ao seu proprio dono, que o
Sr. Sergio Antonio do Espirito Santo.
Aluga-se uma grande casa de um andar
com com modos para um collesio, defrunte da
fundicao do Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com builherme Pursell,defronte da igreja de Be-
lem, ou com Hanoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador n, 26.
Aten$ao.
C)
a libra e em caixas de uma ar-
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
"v
ARMAZEM
DE
ROUPA FEFPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
PRIADO0UEIMAD041
Defronte do beoco da Congregado letreiro. verde.
Neste estabelecimento ha sempreum sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda xecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue tem um dos meihores professores..
Casacas de panno preto, 40J, 35^e 30^000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30$00
PalitoUde dito e de cores, 359, 30,
25S000 o ^OJOOO
Dito de casimira de cores, 22#000,
159, t e 99000
Ditos do alpaka preta eolia de vel-
ludo, 118000
Ditos de raerio-sitim pretos e de
cores,'9S000 .9000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
.Ditos de brim de cores, 5$, i5G0,
48000 e 89500
Sitos de bramante de linhe branco,
6g000, 59OOO e .41000
&itos de merino de cordio preto,
159000 o 69OOO
CsIsjs de casimira preta e de corea,
42*. 10*. 99 e 6J600
Ditas de priaceza e merino de cor-
dio pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
5fi*00, 4*590 e 29500
Ditas da ganga de cores 30009
Colletes de velluo preto e d aja-
res, lisos e bordados, 128, 9| ~ 8*000
Ditos 4e casenMra preta e de cores,
lisos-e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59000
Ditos degurgurio de seda pretos e
de cores, 78000,619000 e 5*000
Ditos do brim e fusilo branco,
39500 e 39OOO
Seroulas de brim de linho 29900
Ditas de algodo, 18600 e 18280
Camisas de peito de fuslo branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 68 e 3&0Q0
Ditas de madapolio branco e de
corea, 39.29500, 29 e 19800
Camisas de meias ljOOO
Chapeos pr-etos de massa, fraDceze,
formas da ultima moda IOS,8j500e 7000
Ditos de feUro, 69. 5$, 49 e S9OOO
Ditos de sol de seda, ioglezes e
franeezes, 149,128.11? e 79OOO
Collarinhos de linho minio finos,
noros feiiies, da ultima moda 98OO
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1069. 909, 809-e 709000
Ditos de prata galvanisades, pa-
tete hosontaes, 408 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, puleciras, rozetas e
anoeis $
Toalhas de Uoho. duzia 1290M a IO9OOO
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por o#
Tira ratratos por 3
Tira retratos por 3 4
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de oai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento deWt-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de xinhas novas
Tendo recebido u m sortimento decai-
xinhas novas
No grande lateo da ra do Imperador
No grande saldo da ra do Imperador
No grandesalao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra doImperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista amorica.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, c um grande
numero de objectos relativos a arte-
Gomo tambem um grapde ornecimen-
to de -caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharo o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesentaras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exauaiaarem os specimens do que
cima tica anunciado.
Na livraria a. 4? e 8 d praca da
Independencia precka-se fallar ao Sr.
UlUsei Cokles Carakaoti de Mello.
#
focase
por moeda corrente as notaa geraea
dos padrea seguintes:
Brancas de 19 com uma figura.
Ditaa de 59 eom uma dita.
Roas de 50J.
Brancas de Xa*.
Verdea de 5009.
B mais: notas Ao banco da Babia
de lOf rs. e 909 rs. ditas da caixa
filial da dita da 209 : na ra da Craz
do bairro do fiecife, armazem 0. 27.
francisco Marques Guimarlea, fl
e principal pagador da inquilioa loas Thareza da
Coata, reofaa pagar nestes oito dita ajas ella
dora, rjue vai n nove massa de aluguel, ss ai*
quer vir juizo, e pagar cuslaa, que pagando ho-
je, lbfi ha i cuslar mais do dobro.
O Rvm. Sr. Jos Procopio que
morou em Olinda, queira annunciar
sua morada ou dirigir se a esta typo-
gracii a.
De. Debroy. dentista, successorde Sr. Pau-
lo Gaigaour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar em Pernambuco no mez de abril ou at
junbo.
198&&SC- ^at>a^awMMt-gja*,aa>^* Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fraderic Gauiiar, cirurgo dentisU, faz
todas as operacoes da sua arta eolloea
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeif^io que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tea agua a pos dentifricios ate.
Deieja-se comprar orna escrava crioula de
14 a 18 anuos de idas* qne *} prendada e sem
vietoa, praerfa4*-*a fe iaaa astado ssneaaa
de familia : a tratar SSOfto0 Aaiis If<
aos, na ruad Cruz o, 3.
Aluga-se
a loja com armagao da casa da ra Direita n. 87,
propria pra qualquer estabelecimento, nao se
olhaodo o treco: a tratar na loja darua doQuei-
mado n. 40.
CONSULTORIO ESPECIAL
MOMEOPATHICO
so
Dl. CA.SANOVA,
30-Raa das Cruzes--30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) porCa-
tellan e Weber, por presos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada & intelligencia de qualquer
pessoa.
Sendo preseotemente
Santos Yieira o upico garanti-
dor de bilhetes de lotera, quaes sao rubricados com tin-
ta de nprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos lves Guimaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus de ve-
dore* que lhe venham saldar suas cori-
tas no prazo de 15 das, e quando as-
sim o n5o izerem ser fio entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, azemos esta obserracao para
que ninguem se chame a ignorancia.
.Hotel Trovador, *
ra larga do Rosario n. 44.
O 4ooo deste estabelecimento contina a for-
nocer oaMtt pars Jora,
O abano assignado est resoltido a vender 6s
engenhos que possue, inclusive o Cunjambu-
caonde or*, com. aae#avatara, boiada e ani-
ases de carga, e mais pe tencas de -um enge-
oho com asfra criada, q at rneirao com porcio
de asacar feilo ; aceita n'esse negocio predios
ns prafa; a deixa da mencionar aqualidade do
eogenho. por ler elle um nomo conheciJo o
firmado de bom em tudo, e a vista do compra-
dor o desengaar. Quem quizer e poder lazej
esse negocio procure os praca ao Sr. Laiz Jos
Pereira Simoes, ou no mesmo engeoho
Bernardo Jos da Cmara.
Os devedores da loja de calcado
de Burle Jnior & Martins, tenham a
bondade de virem saldar os seus dbitos
nestes 15 dias do contrario se entregara'
a uma pessoa para cobrar judicialmen-
te. Faz-se este aviso para n5o haver ra-
zio de queixa.
Toribio Meca retira-se para o sul.
Vicente Camargo tendo-se muda-
do da ra do Vigario n. 19 para a mes-
ma n. 10, participa a seus amigos e
freguezes que continua com a sua agen-
cia de leiloes e esta' prompto para de-
sempenhar as suas funecoes coma maior
diligencia e energia como agente.
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHICO
DO D0UT0R
n SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulhcres, molestias das crian-
cas, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARIACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falHveis em seus elTei tos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um I
impresso com um emblema em relevo, tendo ao I
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
ArrenJa-se o eogenho Jacir, situado no
termo de Serinbm, moentee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, otaria e seu respectivo forno.casa
de eogenho com uma moenda que produz calda,
paracincoentaa sessenta pespor tarefa com um
parol de cobre su eficiente mete grande, com
picadeiros para receber para mais de cenlo e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidad?, uma destiladlo completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidad?, com suas
respectivas garapeiras que produz uma pipa de
agurdente por dia de vinle e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-1
ber mil pes completamente arranjada, cora dous
tanques para deposito de mel [de madeira de ama-
relio], com dous couxos tambem de amarello ;
cesa de eocaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estuCa e caixoes para deposito do as-
sucar, casa de fazer farinbacom um grande forno
e completo aviamento; gcande armazem Dar de-
posito de gneros por baiio da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casas ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
verSo ; copeiro, com uma roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo eogenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos aero a roda do eogenho,
todos lavradios e do melhor massape que se po-
de desejar para a produeco de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com malas tambem a
roda de engenho do rofficienle capacidade para
dar estacas para cercarelenhas para uso dos tor-
nos e-casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr miste* fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos lauto de vanea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nanea ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente rande e uma grande parte
coberta com capim milban. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo soto de massape. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que ttm esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1961,
a findar-se em 1862, senda avaliada por peritos,
assim como o prego dos pies. As condiedes e
tempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender, que dever procurar i seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Meoezes Vasconcelles
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho., que se acha a casa de vivenda no princi-
pio dae duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa, dos Afilelos, de manhiaat 1 hora da
larde.
inmuto.
Os abaixo assignadoe, lendo feito concordata
com os senhores credores da massa fallidaCa-
minha & Filhos, que foi homologada no dia 15
de abril prximo passado, vem scienlificar ao
commercio em geral, que tem eslabelecido uma
sociedade, especialmente para o fim da liquida-
qo da dita massa, sob a razioSantos, Caminha
l Irruioscontinuando com os mesmos estabe-
lecimentos nesta prac, e as cidades do Araca-
ly e Ico no Cear. Recife 3 de maio de 1861.
ilanoel Ferreira dos Saotos Caminha.
Vctor Ferrtira dos S. Caminha.
Alexandre Ferreira Caminha.
Scoll Wilson & C. mudou o seu escriptorio
da ra da Cruz n. 21, para a ra do Trapiche
numero .
Preeisa-se de uma nma ou escrava para o
servico interno de uma familia pequea, e que
faga as compras: na ra Augusta, casa terrea
numero 84.
Gaspard Villa, subdito francez, vai ao Rio
de Janeiro.
BlM$0
DE
Calado barato na tm larga do Rosario n* 32.
O ono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar jom todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, po isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
a 8 e
Borzeguins d ; Nantes sola patente
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos ingleze prova d'agua
Bolas de bezarro
Borzeguins di lustre a 6, 7 e
Ditos todos di dursque
Ditos todos da pellica
Ditos de lustra pesponUdos
Sapates de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustr de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para densa
Ditos de bezer o de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7,000
8,000
6,000
8,000
8,000
6,000
4.500
3,000
2,500
3,500
Ditos de uma sola com salto 2,800
Ditos de uma sola sem salto 2,400
Borzeguins de lustre para rapazea a 5,000
Sapates para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de s Ditos de duraque branco 4,500
Ditos de ditos de cores 3,500
Ditos de cores com gaspess 4,000
Ditos de dilosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Ditos de ditos para menino 2,500
Chinlos de couro de cabrito 3,000
CONSULTORIO
DO
MEDICO PAUTEIROE OPERADOR.
3HU l)V(,LOl\. CASADO FUMD&03
Clnica por ambos os sy8temas.
O D r. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Cont ata partidos para curar nnualmen te, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras ropriedades ruraes.
Os (hamadosdevem ser dirigidos sua casa at slO horas'da manha e era caso
de urgencia 4outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare.
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remetsr seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crui, ou loja da
jivros do St. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nesi aloja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os memores Medica-
mentos hom opatuicos ja bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grande......,.....10*000
Dita de 24 dilos........; ......159000
Dita de 36 ditos...........,.....209000
Dita de 48 ditos................. 25"000
Dita de60 ditos...............- 309000
Tubos avulsoscada um.........*....* 19000
Frascos de tinturas. : j............2*000
Manual de medicina horneo p a thica pelo Dr. Jahr, ira- #
duzido em portuguez com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes....... 6800
Curia certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alegoas ora
empregado plogoveroo em pocas epidmicas, e ora exerceodo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paizem muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopalhicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pjejudicava aos
meus doentet
D'eotrf o numero de molestias, que Uve de tratar, uma classe me merecen muita allen;ao
tanto pela fre juencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsente. Esta classe de
molestia a lydropesia.
Tive d i tratar de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
cor responda 11 a minha espectactiva ; ten Jo porm conhecimento de uma planta, que havia proiu-
duzido boos r sultados em alguns casos, tratei de estudar os seus effeitos e na verdade tive o pra-
zer de verqu ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
Sendo [ ais as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que affectam a nossa populacho e que grande numero de victimas ha feito em todos os tempos,
julgo ter pres ado um grande* servido a humanidade com a descoberta de um agonle lao poderoso,
que oenhum s vez me tem falhado, aioda mesmo nos casos mais desesperados.
Na a itis (hydropesia de ventre] costumam extrahir o liquido por meio da puneco ; mas o
liquido que i e extrahe nao a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
que a extrac ao do liquido queconstitue a ascitis um meio palliativo com o qual d-se em verda -
de algum all to ao doente, mas se empeiora o seu estado ; por quaoto sempre ou quasi sempre o
liquido se re iroduz com muito maior rapidez, na razo directa das operaces que se repetem para
o extrahir.
Quasi sempre a aacitis symptoma da leso de uma vicera do ventre particularmente do bs;o.
E' to seguro o tratamento das hydropesias pelo novo agente, que nao receio em offerecer-me
para applica lo com a condiccao de nada receber no caso de nao (car o doente curado, seja qual
(Or o seu est do; e como desejo que a efficaeia deste remedio seja comprovado pelos mdicos ped
ao Illm. Sr. )r. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annu o, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agradecimento.
Assim pos quem se quizer aproveitar dos meus traeos servicos se digne de procurar-me em
miaha casa, ua da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Alces Tenorio.
Algodo da Baha.
A fabrica de Santo Antonio do Queimado tere
feito o seu deposito em casa de Marques, Barros
Si C, fazenda superior e propria para saceos de
eogenho.
Carlos de Lahrautiere, credor de Manoel
Jos Leite, declara que nao deo seu consenti-
mento ao mesmo Leite para poder vender sua
loja, sita na ra do Queimado o. 10, pois est
procedendo pelo juizo do commercio a compe-
tente accio contra o mesmo, do que protesta so-
bre a validade de dita venda.
Precisa-se de uma ama forra ou escrava,
para casa de pouca familia ; a tratar na travessa
da ra dasCruzes o. 12, segundo andar.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas da coser : em casad a Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Attenco.
Manoel Joaqaim Dias de Castro-, arremataote
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de
Castro, e depois Castro & Amorim, avisa aoa ae-
'd(0res das ditas extinctas firmas, que no prazo
de 30 das venham, satisfazer seus dbitos na mes-
ma loja, lindos os quaes usari dos meios que a
eilhe faculta. Recife 21 de abril de 1861.
Laurentino Jos de Miranda, brasileiro, vai
a Europa.
Antonio Joaquim de Mello divide a frente do
seu sitio entre as duas pontes da Magdalena, e
vende es lotes da 33 palmos de frente, e um de
35, sendo ale o da esquina, e lodos com SOO
palmos do fundo.
D. Mara Chrictiani vai a Europa, levando
*" "L? companhia seu fllho Joio Eduardo e sua
Alba Ernestina Christlsni.
CENTRO COMERCIAL
15 RuadaCadeiadoReeife lo
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
lose Leopoldo Bourgard
dO RlO de Janeiro por conU da gronde fabrica doaSrs. Domingos Alves
& C., vend6-se em porcao e a retalho, neste nico deposito, assim como superio-
rdadeiros charutos suspiros da Bhia, manilha, havana, suissos e hamburgo pol
o que em outra qualquer parte.
S. Domingos, de papel e palha de milho, de papel grosso,
e hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio de Janeiro
cachimbos,
a groza fazenda superior e que se rendia a 10$.
cigarros a 1JO0O a libra, da fa-
Charuto
Machad
res e v
menos
Cigarros! superiores ,
de linho, de seda, arroz, pardo
de Guimaraes & Coutinho. -
BOCaespra CharutOS {izeaiat SUperior com agarras de metal a 1 cada um, du-
Fapel pardO niCOt para cigarros a 100 rs. o livrinho de 150 folhas, assim como papel
hespanhol a 2&000 a grosa do livrinho, sortimento de papel sans nom, sans ltre, arroz, e
vidaura.
Caporal franCaiS das mjBUfactaras imputad de Franga, para cigarros e
Cachimbos de gesso a 6s5oo
Tabaco do Rio de Jaueiro picad0,
brica db Guimaraes & Coutinho.
1 abaCO JjUrC0 a 5 alibrae meia libra por 3f. para cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur de harlebeke macos de diTersos tam.nho., P.r. cigarroa e c-
chimbos, fazendo-se abatimento em porcio.
TabaCO ameriCailO em iaiag a 29, em chapa a U a libra e em macinhos embrulbadea
em ch'jmbo a 160.240 e 320 e a groza de 17f a St, para cigarros e cachimbos.
Cigarro* de manilha de papel branco pardo a 15 o milheiro.
Machinas e papel para cgarrO deniaoiiha.
Rap ro O francez em magos de uma bra e ditos de meia libra fazenda superior
VaSOS d ) lOUCa barr0 paril ubaco a rap.
CacnimbOS esta casa lera sempre sottimento espantoso de caclmbos de gesso, louce, ma-
deira, >arro e oa verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.
Vendem-Se todas as fazendaa mais barato do que em oulru qualquer parte.
uaranie -Se todos os objectos vendidos tornaodo-se a receber lnclnindo os charutos) quan-
do nao agradem ao comprador.
r Aiem ao que ca exposto toni um variado sor lmenlo de objectos proprios para oa aenhorea fu-
mantes.
Recebem-se todos os artigos directamente, metivo pelo qual se pode vender muito mais
barato do que. em outra qualquer parte.
Vender muito para vender barato
i Vender barato para vender muito.


()
OUWOM
wco. sisoniA nmtmmmt n mu.
Aluga-se um lerceiro aodsr e soto, oom
boa cozinba.Jorno, etc., em un das raelbores
ras do bairro de S. Fr. Fam Goncalres : -tca-
Ur na rua da Cadeia n 33, laja.
Precisa-ge de aaa prela escrara para o ser-
vico interno e externo de urna casa de pouca fa-
milia : a tratar na rua da Cadeia do Recite n.
22, primeiro andar.
Fraociico Maeatrali, subdito italiano, reti-
ra-ae para a Europa.
Aloga-se alojs do sobrado o. 38, aito na
roa-do Imperador: a tratar no Moodego, casado
alleeido commendador Luis Gomes Farreira.
Preds-a-se de om caixeiro com pratka para
taberna, de 16 a 18 annoa do idade : na ruado
Rosario da Boa-Vista n. 56; en frentre a rua do
Araglo*
(Coqueluche ou tosse con-j
virsa.
Quero quizer ver seas Clhos curados
dessa icrnvel molestia com toda segu-
ranza e no menor espado de tempo pos-
sivel, eoosulle o Dr. Sabino O. L. Piano,
que garante o resaltado.
= Pede-se ao Sr.Bem Coohecidoque'le-
vou a peca de sargelim preto da rua Nora loja
n. 67, hootem de 4 para s 5 horas da tarde,
que a mande levar a mesma toja, pois beure
quem o seguisse e visse onde entroo, alus se le-
var o negocio a polica que lhe dar o acbado.
M. J. Le te, roga a seus dere- M
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da '
rua do Queimadon. 10, enten- ^
tendo-se paia esse inf com o seu Uj
procurador o Sr. Manoel Gomes fi
Leal. II
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana Oto so de fazer nas-
r os cabellos maia tambem
de dai-lbes forca para evi-
tar a calvicie e nio delta-
Ios embranquecer to cedo
como quando ella nio (or
applicada .alen disto, sea>
de ata coraposico formada
da substancias alimentares,
a absopcio pelos poros nao
pode aer nadjai Depsitos; roa do Imperador
n. 59. erua do Crespo n. 3.
O bateare! Antonio Annes Jaeome Pire
contina a edrogar na rua das Plores a. 9.
JosThomaz de Campos Quaresma madoa
aua residencia da roa Augusta para a roa da lm-
peralriz, primeiro andar da casa n. 14; que Oca
prxima da loja do retratista Star. Communica
igualmente por este Disrio sua' raudsnca s pes-
soas de sua amizade, das quaes espera desculpa
por o nao poder fazer pessoalmente.
Precisa-se fallar ao Sr. Licurgo
Albuqueique do Nasciment, e como se
ignora sua morada pede-se lhe queira
annunciar.
Pede-se
; a tratar na praca doCorpo San-
5.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia
to n.
Aluga-se a loja do sobrado da
rua da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma rua n. 40.
Aluga-se um lerceiro andar e soto n'uma
dis melhores ras do bairro do Recite ; a tratar
na rua da Cadeia n. 33, loja.
CASA
DE
commisao de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se achava
estabelecido na rua larga do Rosario n. 20, o ahi
da mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conta de seus senhores, nao sepoupando estorbos
para queosmesmos sejam vendidos com promp-
* tido, adra de que seus senhores nao soffrara em-
pate com a venda deltas. Neate mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na rua do Cabuga' n. 1 B, a negocio
que nao ignora.
0 bacharel W1TRUV10 pode ser
procurad na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Cambo do Carmo.
Sildam-se qualquer pe$a de louc,a ordina-
ria, porcelana, vidro e barro, seja qual for a
qualidade do objeclo : Da rua do Lirramenlo o.
31, loja decalcado.
O abaixo assignado acha-se contratado a
comprar a armario e fazendas da loja da roa do
Queimado n. 10, perteneente ao Sr. Manoel Jos
l.eiie, por accordo com os Srs. credores conhe-
cidos ; por tanto, para que ningoem se chame a
ignorancia, iago o presenta, por que, quem se
julgar com direito a impedir esta transaceo se
apreseotar no termo de cinco dias. Recite 3 de
maio de 1864.
Joao de Stqueira Ferro.
Feltor.
O abaixo assignado faz cien te"
a todos os seus amigos e aquel les
que oquizerem honrar com a sua
conijnei,que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado d. 26, 1.-
andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dias uteis
Eduardo de Barros Falco de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer- M
que.
mmzmmem emmm mmmm
Precisase de urna mulber que se preste ao
serviQo ordinario de urna casa, e queira acompa-
Dhar a urna familia provincia da Paralaba
tratar na rua da Unio n. 50.
; a
Precisa-se de nm homem que saiba tratar de
arvoredo o trabalhe bem, para tomar conta de
um sitio pertoda cldade : nio importa que teoha
familia, porque ha casa no mesmo sitio para mo-
rada : na rua da Cadeia n. 41.
O Sr. Basilio Baptista Furtado queira diri-
gir se a esta typographia, que se lhe precisa
fallar.
No botequim da rua larga do Rosario n. 25,
precisa se singar um preto.
Aluga-so o segundo andar do sobrado n. 27
da rua do Imperador, com boos commodos e
aceiado : a tratar no primeiro andar do mesmo.
Offeroce-se urna mulher branca de nfeia
idade para servir em urna casa de familia no
becco do Peixoto n. 15
Na rua Imperial n. 9 deseja-se fallar com o
procurador dos foros da casa sita na mesma rua
n. 128, a seu bem : annuncia-se por nao saber-
se onde mora
Ha para alogar-ie urna
na rua Nova n. 43.
Aluga-se urna escrava para o serrico inter-
no de urna casa, engomma, cozinha o cose : a
tratar na rua da Madre de Dos, amazem n. 32
das 10 horas da manhaa a 1 horada tarde.
_ Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiantes fora di
praca ou engeoho, annuncie, ou diriis-se a tra-
tar na rua de Hartas n. 27.
Superiores ta de velludo
edesala.
Na loja d'aguia de ouro, na do Cabug n. 1 B
acaba-se de receber de su propria eaeoaaaeate-
slo vapor francas fita <& velludo da todas ai
largura pratas a de corea, sendo Usa, abertee e
lavradas. de liado* padresj que se venda por
sreco amito em conta, asaina como Blas de aba-
sas ote de todsae caree, prepria* para cintos,
ciatos com Arela preta proprios para luto, luras
da torcal oom ridriiho muito oras a 18200o nar.
ditas sem ridriiho a 800 r., ditas da sida enfei-
toaa com bico e ridriiho a 2S : isto a ae rendo
na aguia de ouro n 18.
Enfeites de grade.
. A loja d'aguia branca receben noros e bonitos
enfeiles de grade para aenhoraa, e os est ren-
dando a 4j) cada um ; na rua do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16,
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga inglesa Aer a 1 a fibra, francesa
700 rs., cha preto a 1*400, passas abras a 560,
concerras francezas e portuguesas a 700 rs. o
frasco, toucioho de Lisboa noro a' 320 a libra,
presuntos noros a 480. baoha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de pasta de diver-
sas qualidades a 19400, charutos suspiros a 4 a
caixs, toucioho de Santos a 240 a libra, vinho do
i~L engarrafado, superiores marcas, de 1 a
18500, rap Cssse da Babia a 1$ o bote, cognac a
,S duza de garrafas, carreja a 500 rs. a garra-
fa, e 58500 a duiia. cha hysson a 29500 a libra,
viaho de Lisboa a LBO a garrafa, ervilhas france-
zai e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
Para homem.
\Pechincha sem igual.
Psletots saceos de casemira mesclado.
de cor e preto a 128.
* Ditos sobrecasacos golla da mesma
zenda de velludo 20$.
Ditos de brim de lioho
branco a 4#.
Chapeo preto mujio Qno a 8$.
Cortes de casemira superior a 49500.
Rrim de linho trancado liso e de cor
covado 640 rs.
Grvalas de seda e gorguro a 500 o lg.
Camisas brancas e de corea muilo -
nas a 2$.
por nao
preta cozinheira
Para senhora.
Recebeu-se leqoes, pulceiras de snda-
lo novo modelo para 2e 58.
. Receben-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 4$ e menina a 3y.
Chitas francezas claras e escuras cor A-
xa, padrdes modernos covado 280 rs.
Vende-se na rua da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digao.
Perda.
Der advocat Cicero Peregrino faehrt I
fort seise dintele zu bedienen, in sei- '
nem Comptoire Queimado Strasse n. 26,
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach- j
mitlags 3 Uhrzu sprechen sein wird.
I1
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escriptorio na rua do
Queimado o. 2", primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
>&
mm
of laws,
affecting
Cicero Peregrino, barhelor
roay be consulted on matters
his proe.sion al his (fflee. n. 26 rua do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3
oclrck.
^ L' avocat Cicero Peregrino continu
ai rcer sa profession, rua do Queimado,
w 26. 1. r tage, ou l'on peut le trouver
gg lous lesjours de dix trois heures.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao' Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
S dvogado Innocencio Serfico de fi
Assis Carralho declara que para os miste- 4>
res de sua profisso s pode ser encon- t;
9 trado em seu escriptorio, rua do Queima- A
do n. 14, das 10 1|2 horas da manhaa al @
3 da tarde, nao podeodo ser antes A
por estar oceupado nos trabalhos de A
A sua cadeira no collegio das artes. *
A99AAAA9AAAAAAAAA AA
Jos Joaqulm do Miranda, sua mulher D.
Antonia E. A. de Miranda e seu filho menor Jos
braslleiros, vo a Europa.
Mudanza de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaqulm de Castro Mascareohas
transferio a sua residencia para a rua Augusta,
casa i). 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de sua profisso.
Aluga-se um escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na ru* da
Cadeia do Recite n. 29.
Francisco de Paula Dias Fernandes, sua se-
nhora e um filho menor Ildefonso vo Europa
eleramem sua compsnhia uma criada, ficand
procurudores.em primeiro lugar Jos J.Dins Fer-
nandes Jnior, e em segundo Jos Joaquimias
Fernandes.
Precisa-se de um boleeiro que teoha boa
conducta e que seja forro e de cor preta : quem
esliver nestas circumstancias, dirija-se ao Man-
guioho, sitio da riura Carralho, onde achara
com quem tratar.
Na quinli-feira prxima passada perdeu-se de
cima do mnibus, da ponte do Recife at a rua da
Oloria, um hvro impresso em allemo : roga-se
encarecidementea quem o liver achado, de levar
ao armazem da rua da Cadeia n. 21, onde ser
recompensado.
-- Da-so 2:0008 a premio cora hypolheca em
predios livres e nesla cidade, assim como peque-
as quantias at 100800O sobre penhor de ouro e
prata : na rua do Rangel n. 67, segundo andar,
se dir quem faz este negocio, das 4 horas em
nato,
Frederlck Wenzelberg, subdito Meockelem-
burguez. retira-se para o Rio de Janeiro.
Na rua de S. Concalo, sobrado n. 29, alu-
ga-se um molcque escravo de 18 annos, bom
cozmheiro, sabe perfeitamente tratar do aceio de
uma casa, muilo fiel, prefere-se ser para casa
estraogeira.
A pessoa que annunciou precisar fallar aoSr.
Licurgo de Albuquerquc Nscimento, dirija-se a
rua da Imperatriz n. 30. segundo andar, a fallar
com seus manos, pois elle se acha no Cear tra-
tando de sua saude.
' Avisa-se s pessoas que liverem conlas
com a barca ugleza City of the Sultn, que ha-
jam de apresenta-las no escriptorio de Saunders
ralben C, pra$a do Corpo Santo, at segn-
da-feira 6 do correte. B
Toma-se 1:000000 a premio, dando-se um
predio de grando valor por garanta : a quem
convier annuocie para ser procurado.
Precisa-se ae um caixeiro para tomar conta
de uma taberna por bataneo, emum dos melho-
res lugares da Boa-Vista, dando-se boro ordena-
do ou nteresse, por seu dono nao poder estar
sempre era dita tabprna por ter outros afazeres
quem pretender annuncie para ser procurado
dirija-se rua da Conceico n. 58,
quem precisa.
Estabelecimento de carros f-
nebres do pateo do Paraizo
n. 10, do abaixo assignado.
Chegou a este etabelecimento um
riquisiimo panno de velludo preto, bor-
dado e guarnecido de ouro fino verda-
deiro, para enterros depriineiraordem.
Existem carros fnebres para anjos,
donzellas e defuntos, entre estes um to-
do preto decentemente guarnecido,
Tambem se ornece todo o necessari
para qualquer enterro ou officio, sem o
menor encommodo das partes, com as-
seio, promptidaoe precos commodos, a
qualquer hora do da e noite no mesmo
estabelecimento ou no mesmo pateo lo-
ja do sobrado n. 13 e sobrado n. 18.
Jos Pinto de Magalhes.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 a
la annos, para a cidade de Olind
Cantos : a tratar na rua do
numero 49.
. ~ Aluga-se a loja do sobrado n. 22 da rua do
>igario, assim como a sala de detraz do primeiro
andar do mesmo sobrado : quem o pretender
dirija-se a mesma loja.
Queijos do vapor a 1#800 e a
1#500,
chegados ltimamente : na taberna da estrella,
largo do Paraizo n. 14.
Atten$o.
Na rua da Imperatriz, loja n. 20. vende-se
ganga adamascada mais rarga que chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros mis-
teres, pelo diminuto prego de 240 rs. o covado :
oeste mesmo estabelecimento anda tem alguna
cobertores de la escuros aljtfOO.
4500.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
Vendas.
Fio de algodo
da Baha.
Vende-se fio de algodo da Baha por preco
commodo ; em casa de Basto & Lemos, rua do
Trapicho n. 15.
del#e5#0d0.
Conlinua-sa a trocar adulas do uma s figura
pac melade-da daaconto que exige a tbaeourara
delta prorlocla, e as notas das mais-pravas do
imperio com o abate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Acerado 4 Mondes, rua da Cruze
o. i.
loa do Crespo,
loja n. 2a, de Joaquim Ferreira de S.rendem-
se por precos baraUsaimos, para fechar contas.-/
chapeos do Chille para homem e meaino a 3*500i
cortes de casemira de cores a 30500, pecas de ba-
brato leagflna^aranAMH W d" ^f*11H V** linda core8- 9***BBS pre5o de
H"i^]".".!^^?,_^Vdi^b0 wdtajf, ditas de merm liso muito finos a 4. lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
\cortes de chita franceza com 11 corados a 2*500
o corle, cambraias brancas de 10* a pega, com
pequeo loque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
e quatro andares na rua do Crespo n. 13, de Jo-
s Moretra Lopes.
Calcas d casemira.
Venden)-se calcas de casemira preta mnilo bem
fallas a 10, ditas de dita de cor muito superior a
a, estio-se acabando: na rua do Queimado n.
22, loja da boa f.
sena igual.
Superiores chales da raerio estampados, finos,
de cores escuras e gostos noros a 800 rs. o cora-
do, chitas largas corea escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de boos gostos a 240, organdys
muito flno e padroes noros a 500 rs. o corada,
pecas de ntremelos bordados finos a 1*500. ba-
bados bordados a 320 a rara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e Al i 2*. bra-
mante de algodo com 9 palmos de largara a
1J280 a rara, sobrecasacas de psnno fino a 20 e
25|, paletots do panno e casemira de 16 a 204,
dita de alpaca pretos de 3*500 a 7, ditoa de
brim de 3 a 5-J, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 2*500 a 5, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, ludo a 5*.
cortes de cassa de cores a 23, pegas de madapo-
lao flno a 4*500, assim como outraa muitaa fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
cara acabar
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem testerounhar as virtudes deste remedio
ncomparavel e provar em caso necessari, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu carpoe
membros iuteiramente saos depois de havar era-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parta dellas sao lio sor prndenlas que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobrarara com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o tee
deviam soffrer a amputado Dellas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timenies, para se nao submeterem a essa ope-
ra;ao dolorosa foram euradas compleumente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das la es pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confisnea para encinar este re-
medio constanlemente seguindo algam tempo o
tralamento que necessUsse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
mente nos searaintes casos.
Inflammacao da bexiga
Potassa.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
dasjiostas.
dos membros.
Enfermidades da culi;
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fistuias no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
nchacoes.
InQammacao do ligado
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picalura de mosquitos.
Pulmes.
Queraadelas.
Sarna.
SupuracSes ptridas.
Tinba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
(Jicaras na bocea.
do ligado.
das arliculagoes.
Veias torcidas ou
das as pernas
Batatas.
Vendem-se batalaa ltimamente
2SQ00 na rua da Madre de Dos o.
chegadas
20.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za^ azul ao escrerer-se, e preU quando aecca, a
500 rs. a botija ; na rua do Queimado, loja d'a-
guia, branca n. 16.
VEL1S
DE
ceta de carnauba,
Vende-se a 13 a arroba, e a 440 rs. a libra ; na
rua da Roda n. 48, sobrado.
I Relogios.
Venca-se em casa de Johnston Pater C,
rua do Vigario n. 3 um bello sortimeotode
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamad*s fabricantes de Liverpool; tambem
de bonitos irancelins para os
de Jora.
Veodem-si a melboraa e mais fraseas luras
de pellica de Jeurin que ae podem Mejar, por
terem sido rebebidas pelo rapor francs, sendo
braaeas, preas e de cores, tasto para homem
como para senhora : na rus do Queimado n. St.
loja da boa f.
Vede-se confronte a porto da fortaleza
das Cinco Ponas o guite : carrosas para boia
carelios, csrriohos de trabalhar na afaadega
ditoa de mo, torradores de caf com fogao, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrosas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer ostras obras ten-
dentes s oulcinas da ferreiro e carapina, a alu-
gam-ae tambem carrocas.
Baoha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um noro
e grande sortimento de banhas, eatractos, leos
para cabello, opiata, sabonetea, ec, etc., e com
aao a estimada banha, fiuide napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Essa banba por sua auperioiidade e
activos cheiroa de rosa e flor de larsnja, j ba-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
rendida a2500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
Machinas de rapor.
9 Rodas d'agua.
9 Hoendas decanna.
# Taixas.
9 Rodas dentadas.
^ Bronzes e aguilhes.
O Alambiques de ferro.
dj> Criros, padrea etc., etc:
9 Nafundicode ferro de
- rua do Brum paassndo "o
:
:
!
D. W. Bowmanl
cbafariz. j
uma variedade
mes osos,
G&Z.
no-
ou
que so dir
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos preco do que em
oulra qualquer parte : uo armazem da rua de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & C.
Mais que Pechindia!!!
Aletria. talharim e macarro a 400 rs. a libra
rende o Brando. na Lingoeta n. 5.
Attenco
w
Vende-se um cabriolet de duas rodas, perfei-
temente acabado, assim como um meio caleche
anda em branco: quem pretender, dirija-se a
rua de Domingos Pires n. 28, que schar com
quem tratar.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lato para reas a
na rua do Queimado, loja da
400 rs. cada uma
aguia branca n. 16.
la, nos Quatro
Nogueira, taberna
C ompras.
Agua Dgleza
de Lavander a mil
Irasco.
Vende-se na lojs d'aguia branca a
agua inglea de Larandar, superior
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em (oda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs cada bocetinha'contm
umi inslruccao em portugus para explicar o
modo de fazer uso desle unguenlo.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaeeulico, na rua de Cruz n. 22, em
Pernarabuco.
Para quem gostadoque bom
Na antiga fabrica dos mais superiores
doces secos e de calda de todas as qua-
lidades, se vende por atacado e a reta-
mo e tambem se recebem encommend
em qualquer sentido que seja
ram:
andar da casa n.
tratista Star.
Vendem-se globos para candieiros do caz
bombas Japy, mais barato que em outra qualaVr
parte ; na rua larga do Rosario n. 34.
Redes do para.
Na loja de Lopes & lliran-la, rua da Cadeia n.
ou receberam-se as rerdadeiras e bem trabilha-
Qo'razoareL P"hl d ^^ TeDde-s P<" Pre-
Jodo
Caes do Hamos armazem
n 24.
e piaho
Loja das g portas
Vendem-se taboas de amareilo, louro
por, pregos razoareis.
as
e rjLiei -
i d Imperatriz primeiro
mora o re-
H, onde
Grande porcao de gaz chegou ao antigo depo-
sito da rua Nora n. 20, aoode se tem rendido os
verdadejros candieiros econmicos. Esta ultima
remessa anda de superior qualidade s outras
que tem vindo, garntese aos consumidores a
verdadera qualidade do gaz idrogenio : na rua
Nora n. '20, loja do Vianna.
Ve^ide-se um preto de bonita figura : na
praca do Corpo Santo n. 17.
Veiidem-se seis nonas partes de um sitio
comcasa'de rirenda. na estrada do Parnameirim
junto ao sitio do Sr. Francisco Guedes de Araujo :
a tratar Ue rua do Queimado n. 18, segunda loja
rindo dolRosario.
Vende-se uma taberna a dinheiro risla
ou a prazo, bem afreguezada: quem pretender
dirija-se rua Direila n. 31, que achara com
quem tratar.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
POR
Wepomuceno da Silva.
Acha-sd renda o 1." rolume na livraria ns.
O e K da p -asa da Iniependencia a ljjOOO.
T XS? ,e"se Darcasa Aura-Vspor, ae car-
ga de 700 irrobas, e narega na barra do Suape :
quem a quizer, dirija-se ao lenente-coronel Ma-
noel Joaqi im do Reg Albuquerque.
Arcos para salcjs balo.
No armaizem de fazendaa de Joo Jos de Gou-
rea, rus do Queimado n. 29, outr'ora27. vende-
se a 160 r, a rara.
Farello de Lisboa.
Farello de Lisboa muilo novo, vende Jos Lulz
de Oliven, nevado, em seu armazem na Ira- j um, peCa. dac.s."pVr.Vo7iTn7d%"2^00: dTas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o corado, ditos eatreitos com muito bom pan-
2Jn* ,6 r8, c,Tado cassas de cores seguras a
ZOO rs. o corado, pe$as de bretanha de rolo a 28
brimzinho de quadrinhos a 160 o corado, mnsse-
lins encarnada fina a 320 o corado, algodo de
duas larguras a 640a vara* lencos de cassa piu-
lados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o corsdo. fil de linho preto com sal-
PJgf a 18400 a rara, luras de torzal muito finas a
00 rs o par : a loja est aberla da 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Yidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, rende-se vidrilho prelo, azul e branco asse-
l-j r*!0' que 8e Tende Por tralissimo preco de
-2.500 rs. a libra s na aguia branca.
Gaz para candieiros.
J ebegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito beixos precos : na rus
da Imperatriz n. 12, loja de Raimando Caries
Leile Irniao.
Farelo e milho
No largo
mero 14.
a 3,500 rs.
do Parsizo, taberna da estrella
nu-
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56. rua da Imperalriz,
outr ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
5/n ali80 l0f '* C0T8<,- dil" '""cezas a
240, 260 e 280 rs. o covado. la para restidos a
d0 o corado, chales eslampados a 2700 cada
ressa da Madre dDeoTn"V-----------"" """ I a?' P6?89.06"99 P" cortinados a 2500, ditas
^^^^''^APX^ ^ cambraia para forro a 1S600, ditas Dnas para
S3iSS8 9mm^mm&iU \ sUdos a 2*500, 3, 3*500, camiss para senho-
ra golliohas e punbos muito finos eiutremeios
e tiras bordadas, tudoislo por barato ralor.
a mn
ELOGIOS,
outras, a 1* o frasco : na
rua do Queimado o. 16.
reiso
rerdadeira
a todas as
loja d'aguia branca,
Graxa econmica
para lustrar cacados.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos. cabras ou negros na na da Impe-
ratriz a. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro de 201 no
escriprono do Manoel Ignacio de Oliveira A Fi-'
Itio, pra;a do Corpo Santo.
Compra-se bucho de pescada ; na roa das
Lruzei n. 1.
Compram-se dous diccionarios francezes
que sejam usados : na rua do Crespo n. 11. ori-
meiro andar. F
Vendas.
Roga-se ao Sr. Joio Filippe dos Ssntos,'
antiRocaixeiro dos Srs. James Crabtree& C, de
ter a hondada de apparecer na roa da Cadeia do
Hecife, armazem n. 14, a negocio de seu inte- i
resse. "^
, Offerece se um homem casada com poucs
lia, e com muita pratica de engenho, para! A j$000
>r D?o^.?npreleB,tar' aaa,uai Pr HU e?m dua* Ht,rM cellenle
aer prociraao. | oocioaal
Vende-se uma caaa terrea na rua das Cin-
co Tontas ; a tratar no Passeio Publico o. T.
administrar
_ marmelada
ns praca da dependencia n. 22.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rihnhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
periondade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado dclla, e ser aais por aquelles que de
novo comprarem. Ella aerre igualmente para
amaciar e conserrar o couro, e econmica por-
que lustro dado com ella em um dia. conser-
rn-ae por 3 e 4 sem necessidade de aova graxa
aeha-se renda na rua do Queimado. Iota d'a-
guia branca n. 10. J
Vndese o armazem do caes do
Ramos n. 2i no qual se pode levantar
um excellente predio por estar traveja-
do: a tratar com Jos Azevedo de An-
drade, rua do Crespo n. 20 A.
Vende-se a taberna sita na tr.
feia do Queimado n. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
tundo, a dinheiro. ou a prazo : a tratar
d
numero 18.
\
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Koskell, por precos commodos e lam-
bem trancellins e cadeias paraos mesmos de
escolenle gosto.
Luvas de tfirqt
com vidrilho a 1^000 o par.
hA'0J* f aoi* branca, firme no seu proposito
de baateirs, est reodendo mui oras e bonitas
luras pretas de torcal com ridriiho a 1 0 par-
a ellas, antes que se acabem : na rua do Quei-
mado, loja d aguia branca n. 16.
Lia fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um noro sorti-
mento de las de booilaa e diversas corea, e para
commodidade de sua boa freguezia est renden-
do a7 a libra,o que em outra parte se nao acha
donQur.dona s!0 ,0ja d''gUa br"Ca- ru"
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia braoca recebeu mui bonitas cai-
xinhas coro fino pds de arroz, e a competente bo-
eca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra berloejas, e mesmo as senhoras usam dellea
quando teem de sahlr, como para thealro. baile
etc., cusa cada esirinhatf, e barato pela su-
penondade da qualidade, alea de serem mui
notos como sao, o que os ton preferiris : ren-
dem-se na loja d'aguia btaocr. rua do Queima-
ao o. io.
Arados americanos*machina-
aa senzala Velha para lavar coupa:emcasa deS.l. Joi
Ihniton 4 O. rua daSeBZalan.4.
Parece laerirel chapelinas de seda para
senhoraslde melhor gosto possirel a 12j)
para acabar : na loja de Guimares &
Villar, rila do Crespo n. 17. s
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
uma ora edifo da carlilha ou compendio de
doutnna chrifta, a mais completa de quantas se
tem impresso. por quanto abrange tudo quanto
continha a autiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da rida, om a tabella das testas mudareis,
e eclypse8 de*de o corrente anno at o de 1903
seguida da follhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, da o a esta edico da cartilha
preferencia asss importante: rende-se
uma
. nica-
mente na hvriria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Attenco.
Na ruado Trapiche n. 46, em casa de Roslron
Koolter & C, existe um bom sortimento Je li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaea ae rendem por
precos mu razoareis.
Cheguem ao barato
O Preguic, i est queimando, iiq sualoja na
rua do Quein ado n. i.'
Pec,as de 1 retanha da rolo com 10 raras a
2$, casemira tscurs infestada propria para cal-
5, collete lalitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organd de muito bom gosto a 480, rs.
vsra, dita I iza transparente muito a a 3,
4. 5, e69 i peca, dita tapada, com 10 vara
s 59 a 69 a pe?a, chitas largas de modernos
escolhidoapadSesa 940, 260e280 rs. o cora-
do, riqaissimos chalas da marin estanpado a
7 8#, ditos bordados cos duas palmas, fa-
seada muito delicada a 9 cada um, ditos com
uma s palma, muito finos a 8500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, to c 180 eada nm, meias muito
fina para senhora a 49 adozia, diusde boa
qualidade a 3| e 89500 a dozia, chitas fran-
cezas de ricodesejihas.paraeoboru a 880 rs.
o eondo, chusescuras inglesas a 5900 a
peca,a a 160[rs. o eorado, brim branco da paro
linbo a 19, lioO a IfOOO a vira, dito preto
wua eneorpado a 19500 avsrv brilbantin
al a 400rs. o novado, alaaaaada dirTwtaaSea
oorns a 364) r.o covado, casa* ir as pmas
finas s 2*600, $9 a 3*500 o avado, ambvaU
prau ai da aalpieaa a 109 rs. a vara, mira
luitas faiandas eua sa far patente ao compra-
dor, da todas s ario mutis oo panbor,
Potassa da Bussia e cal de
Lisboa.
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
qualidade, assim como tambem cal rirgem em
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte. H
A 200 rs.
Graratinhas de froco para meninas: na rua do
Crespo n. 16.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardsnapos de linho de flores c em
pequeos deleitosa 3 aduzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o serrino diario de qualquer
casa; na rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ruada Senzala No va n. 4 2
Vende-se em casada S. P. JoBhston 4C,
selhnse ilhes nglezes, candeeiros e easticaas
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chcala
para carro#entontara, arreios para carro
um e dous
ingles.
eavalos relogios de
de
ouro patente

o
C3
so
*0
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O *
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\



-------
^______

t
grande so
45 Bu*
r,s?J-rS ?T6ne ,in pernambucana, ,qo
nao procure animar esta eslabelecimento man-
dando comprir nmt bolina d.goato? Quat a
3 tom,ai P.ro nao d preferencia pela quaHdpdea preeo? Qual
re ^W^tflJlAW, o eticado 0.00 em oo(ra
Senhoras.
Botinas com lacajjolj) e brilbaotina.
con lago, de lustre (superfina).
cora lago um pouco menor. .
sem lago superiores. .
aem lago nmeros baixos. .
c *, enIa?o de cor......
Sapatos de lustre. ; .
Meninas.
Botinas com lago. ...... 43400
5*500
5J>500
59000
&9OOO
49500
49000
I9OOO



sem lago.
para criancas de 18 a 20'.
Hooiem.
49000
39500
Nante
Panteo
Panien
lustre. .;.... 10(000
couro de porco inteirissas lOjOOO
bezerro muito frescaes. 9J500
RobPAffecteur.
Pilulaa americana.
Vermitojo isg lea.
PiluiasTSoJkmay. s
Uatirento Klloiray
1.36.
95000
99000
89500
8J500
59500
59C00
3S500
69OOO
59OOO
diversos fabricante (lustre).
inglezas inteirissas. .
gaspeadas.....
prora d'agua. .
Sapa toes.
Nanles, sola dupla. .-..:;
urna sola........
Para menino 4$ e.....
Meio borzeguins lustre.......
Sapaloes lustre..........
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....9000
rrsncezes muito bem feitos.....19500
Alem disso um eompleto sorlimento do legiti-
mo couro de porco e do Terdadeiro cordao para
Botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taizas etc., tudo
em grande quantidade e por pregos inferiores aos
de outrem.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca receben novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 9 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja Tagua branca, ra do
Queimado o. 16.
ii'
4 fama iriiimpua.
6s barataros da loja
Eneyclopedica
DE
Guimares fe Villar.
fRua do Crespo numero 17.|
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, chapelinas de pa-
lha e de seda para senioras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidas de baile.saias a balo de di-
versas qualidades, saia* bordadas de to-
das as qualidades e prego, chitas fran-
cesas muito bonitas e fina?, I enfeites de
dirersas qualidades para cabega de se-
nhoras, spartilhos de molas e muito
outros enjertos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
! paletots, caigas, colletes, chapeo, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitbs ou-
tros objectos.
Venden baralissimo
Vendem baralissimo
Yendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Quemduridar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Leven diuheiro
S Levem dinheiro.
^Violios engarrafados^^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Hadeira.
Careavellos.
Arntho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
A PRIMAVERl
-Ra da Cadeia do Recife-46
LOJA DE MlDEZAS
DE
[Fonseca Agua do Oriente a 1|S80 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
*. dita de Cologne a 98OO e 4$ a gar-
rafa, filas de velludo bertas de todas
s larguras por pregos baratissimos que
vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, be-
toes para punhos de bom gesto a 320
rs.. bengalas superiores de 19 a 1J800
cada urna, apparelbos de cha para brin-
quedos de eriangas a 1, 2, 3 e 49, ditos
de porcelana proprias psra duas pes-
soss a 6J, jarros com pomada par a 39,
pomada em vidros de 800 a 1 am, tin-
leiros psra trazer no bolso a 400 rs um,
canas transparentes psra rap urna 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dourados a 19, lavas de seda para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 19 uma. ditas
com espelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goatu a 29500 o par. figuras com
tinteiros e arielros um 500, 800 e 19,
ricas caixinhas de cidros com espe-
lhos contendo perfumarlas a 29500 ada
ma, meios aderegos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabio leve a 160 rs. um
pentes de massi em caixinhas a 600
800 um e a I$t00 dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
caoetas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 800 rs. a duzia,
botdes de todas as qualidades para col-
letes a 240 r. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
""P'fi boioes de louga para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. uma, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a I92OO a duzia, pegas de bico de
0""8^ eo0' 80- ^ **%*>. 1*600,
ijeuu e 29 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinhos de i a 400
rs. o par, condegas, balaio e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 1J cada um, ditos do chili a 4ft cada
um, sapatos de tapete para homem e
f nho 1 o par, dilos de pelucia a
195OO o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baraioa doqueem oulra qualquer parte.
8S
\G*WC1\
(>
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Lenocs.
Lenges de panno de linho fino a 1 $900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato prego de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baralissimo prego de 260 rs.'a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o corado.
Chita francesa.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
d 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Corles de velludo preto bordados a 6.
Mantas de Monde.
Maalas de blonda prelaa de todas as qualidades
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branu fina a 29600, 39000 a
Toalhas.
Toalbas de fuslo a 600 rs. cada uma.
Quejos do vapor a 1,800.
Vendem-se queijos muito frescaes ebegados no
ultimo vapor a 1#800, manleiga ingleza a 800 ra.,
arroz de casca a 39300 a aacea e 2u0 rs. a cuia ,
na ra das Cruws n. 4, esquina da travesa do
Oimdor.
Charutos de Rio de J*rrf7T7'"
Fanoha de Santa Catna-
neiro.
A 3|000 o masso de 100 charutos para acabar,
qualidade superior, vendendo-se per este preto
por ter alguna masaos com pequeo toque de bi-
no largo da AaseablV
Barw do Livraaento.
o. 15, trapicha
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca receben de sua propria
,escommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendeodo
pelo baralissimo prego de 39. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a I96OO e 2. Recebeu
gualfliente mu finas e bonitas meias de seda de
diveraos lmannos, tendo at, proprias para os
mermas e menina que servem de anjos na pro-
cwsoesi tem branca, de listas, de florzinhas. e
o bocal lecido de borracha, o mal engredo
possivel : tudo sso aa ra ra do Oueimado lo-
a da agua branca n. 16.
Jegou o prompto
alivio,
bem como o outros medicamentos do celebres
Ors. Radway & C., de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tanbem che-
garam asrinstrueges completas para se earem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quae se vendem a 19000.
Attenco aobom
Dubs excellentes mucambas de idade de 16 a
18 annos, 1 escravade meia idade, ptima cozi-
nheira, por 5509. 3 escravas e 1 escravo para to-
do o aervigo por commodo prego.
Pecliiocha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
f$n de cambraia lisa com 8 1[2 varas a 29500
Ditas de algodozinho americano com 14 16 e
Miaras a 2, 295OO, e 3ga00mpo. '
Untas francezas, lindos desenhos e cores fixas,
de 240 e 260 rs.
Cambraia miudinhas, covado, a 240 rs.
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoulos.
Rolbas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhdes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. A%
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto renda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades -por menor
prego que de outras fabricas. No meamo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigo.
Charutos de Ha vana
a 8,000
Superiores charutos de Ha vana, vende- ae por
89000 o cealo, no armasen de Franaisco L. O.
Azevedo, a roa da Madre de Daus a. 12.
Importante
Ivi^o
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mnto de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officini de alfaiate, estando enrarrega-
do delta um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com esptcialidade aos
Illms. Srs. ofliciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feila, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinas que de
l vieram ; alm dlsso faz-se mais casaquiohas
para montan, frdelas ou jaqueles, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de cavallaria. quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prst, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembaraadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhures
conhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios psra
ardamento de psgens ou criados de libr que se
tara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Aflanraodo
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falla no
da que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre. pois espra a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Vendem-se casas
em Olinda.
Vendem-se tres casas m Olinda, sendo uma
na ra do Amparo n. 45, no largo da igreja, com
quartos, duas salas, e um gibioele ao lado, e co-
ziona assobradada para traz ; e duas na ra do
Jogo da Bola ns. 16 e 17, cada uma com 2 quar-
tos e 2 salas, todas em chao proprios ; a tratar
na praca da Independencia ns. 19 e 21.
Fitas de grosdenaples
em perfeito estado a 800 e 1$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e larga^fitas de grosdenaples de listras, e flore-
zinnasToIadas com uma franja estreita [que as
torna mu mimosas a 800 e 19 a vara, pregos
ttaralissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que estao. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para eriangas, lagos
para cortiaados, fronhas e muitas outras cousas
comprndose pega se far algum abate : na ru
do Oueimdo, loja d'aguia branca n. 16.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisas vin-
da ltimamen-
te de New-
Vork.um com-
pleto sorli-
mento das me-
mores machi-
nas de cozer
des mais afa-
mados autores
melhorados
com no vos
aperfeigoa-
metos, fszendo pspente igual pelos dous lados
da costura, moetram-se na na da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmoa como agulhas, re-
trozes em carriteie, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
fimit m-wm,
eatabelecimeato eonBa ihimu
apbio sor timan to de moeodas eneias meen-!
das pera engeaho, machinas de -vapor e taixas
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da rna da Moeds n. 3 A, um granee sor-
mento da taefaas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
ur no mesmo deposito eu na rna do Trapiche
n. 4.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Roupa feita para acabar,
Paletots d^ panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretal e de corea, ditas de
onm e de ganga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao de corea a 49.
2i^ei',ai,?enha 4* dil0 rim pardo
ffttv6 ii"? preU "cco e oarecasacos,
colletes de velludo pretes e de cores, dilos de
gorgurao de seda, grvalas de linho a mais mo-
pernaa a 200 rs. cada uma, collariobos de linho 1
daulumamoda, todas estaa fazendas se vende*
barato par acabar; a loja esli aborta das 6 ho-
ras da manha aleas 9 da noite.
A
Vende
j
na taberna da estrella, largo
do Paraizo,
manleiga ingleza flor a 800 rs. a 40, para tem-
pero a 400 rs., franceza a 720, cha bysson a 29560,
caf a 8C0 r. e a 240, arroz a 120 rs teucinho a
ttO. queijos do vapor a 800 ra. e 19500, vinho
engarrafado do Porto a 800 rs., de Lisboa a 660,
do Estreilo a 480. azeile doce a 720, de earrapato
a 590, vinagre a 240, sabio massa a 200 rs, dilo
a 160 rs.
Notos e bonitos
ei*4atiefl4ft3 velludo.
i!2l*fufa brDC ,e*Da de eber pelo ul-
entte?^f*? "" ?e1ena quantidade de
quenSiJS? M ?,ia "**"">* e bonilos
dMd0<-lf?Ji?d<, #ie "eu >^n el ven-
dando mu baratos a 10a) cada m ; oor isso di-
'oo n. antes que se aeabem.
mu FEITA ANDA MAIS BABATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feiiasj
A
LOJA E ARMAZEM
DE
jGes k Basto!
39 cada
de Ter-
1^000
a lata com 1 li2libra de superior marmelada im-
perial ; na praca da Iadependencia n. 22.
Queijo suisso.
Jende-e da melhor qualidade que ha no mer-
cado a 500 rs. a libra, qaeijos flamengos a I96OO
cada um ; na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga.
Paletots de casemira.
Vendem-se superiores paletots de casemira
de quadnnhos muito bem feitos, proprios para o
campo a 49 cada um : na rna do Queimado n.
22, na loja da boa f.
."" Era.asa do Ralbe Bidoulac, ra do Trapi-
che n. 118, vende-se :
Cognac em caixas de urna duzia.
Yinho do Porto em barris.
Champanha, primeira qualidade;
Tinta branca em latas.
Cerveja, marca Baes.
Attenco.
Ricas saias de cambraia bordadas a
una : vende-se na ra Nova n. 42. loja
tuliano Candido Ramos & C.
E' de graca.
Ricas chapelinas de seda para senhora, pelo
baralissimo pre^o de I69 cada uma : na ra do
Queimado n. 22, na loja da boa f : a ellas que
sao pouct.
Cortes de vestidos bran-
cs bordados.
Vendem-se ricos cortes de vestidos brancos
bordados com 2 e 3 babados a 5g : na ra do
Queimado o. 22, Da loja da boa f.
Penes de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos pen-
tes de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, eos esti vendendo a IfiOO : na loja
d aguia branca, ra do Queimado n.16
p.^oVdeDs!peedrrneiTTO P^' "^^ D
O novo mez de Mara.
Est venda ni livraria de Guimares & Oli-
veire, ra do Imperador n. 54, uma nova edico
destes eicellenles livrinhos, muito mais augmen-
tado que todos os que at agora se tem publicado.
Vende-se uma linda mulatinha
de. 10 annos de idade, com nuiito bom
principio de costura sem vicios nem
achaques; na ra do Cabuga' n. 16.
NA
Una do Queimado
*. 4B, frente amarella.
Constantemente temes um grande e va-
nado sorlimento de sobrecasacas pretas
a 205,22$ e 24|, ditos saceos pretos dos
meemos pannos a 149. I69 e 18S. casa-
cas pretasmuito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a I59 16$
e 18$ ditos saceos daa mesmas casimi-
ras a 10$, 129 e 14$. cal?as pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 104
L18,Alla8 decasemira decores a 7$,89.
99 e 109, ditas de brim brancos muit
n a 5Se6. ditas de ditos decores a
39. 39500. 49 e 49500, ditas de meia ca!
senara de ricas cores s 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 9
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 99
colletes pretos para luto a 4500 e 5'
cas pretas de merino a 4*5C e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao desedade cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
. para menino sobre casaca de panno pre-
*tos e de cores a 149.159 e I69, ditos de
casemira sacco para os meemos a 65500 e
8 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
3JJ50O, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
calcaede casemira pretas e decores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior ai329 a duzia para acabar.
Assim como temos uma officina de al-a
faiate onde mandamos ezecutar todas as S
obras com brevidade. |
MHieeieaisaK eMdKMSMaieii
Fogoes
econmicos.
Rlquissimossortimentos de foges econmicos
que coznham para mil pessoas em pouco lem-
po que muito deverao agradar aos compradores
pela sua economia : na ra Nova n 20, loja do
vianoa. *
Tainhas do Rio Grande.
Vendem-se a bordo do palhabote Novaes. em
barris de quinto. '
Acaba de
ebegar _
ao novo armazen
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, calcados e fazendas e todos
estes se vendem por precos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrtcasacos de superiores pannos
U!t2't!0* Rt'09 ultimo8 figulinos a
26, 289, 30 e a 359, paletots dos mestnos
pannos preto a 16$, 18$. 209 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novo padroes a 149.169. I89.209 e 24
ditos saceos da mesmas casemiras de co-
KVJft 0*',2* !\" "di'08 P"'o" pe-
lo diminuto preco de 89, 109, el2$, ditos
de sarja de seda a sobrtcaeacados a 12
ditos de merino de cordo a 12, ditos
de meno chinez de apurado goslo a 15
di os de alpaca preta a 79. 89, 99 e a |S
dilos ssccos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muiio tuperior a 4}500. di-
tos de brim pardo e de fuslo a 85od iJt
e a 49500, dilo. de fuslo branw .49
grande quanlidade de calcas de casemira*
.preta e de cores a 79, 89. 99 e a 10, ditas
, pardas a 39 e a 49. ditas de brim de cores
fina a2$500, 39. 3500 e a 4$. ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$. 5500 e a
t>9, ditas de bnm lona a 5 e a 6$. colletes
de gorgurao prelo ede cores a 5$e a 6$
ditos de casemira do cor e prelos a 4$500
ILT. ^aeUtla? ranco e de ^im
ad9 e a 3*500, ditos de brim lona a 4
ditos de merino para lulo a 49 e a 49500
caigas de merino para luto a 4$50O e a 5'
capas de borracha a 99. PaTTmenioos
V,.0Sa B Un,"hos : calcas de casemira
prefa ed. cor a 5$. 69 e a 79, ditas ditas
de bnm a 2$, 39 e a 39500. paletots sac-
eos ae casemira preta a 6$ e a 7. ditos
de cor.a 69 e a 7$, dilos'de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades ca-
misas para meninos de todos os lmannos
meios ricos vestido de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a 12$. ditos de gorgu-
hr?me.C< H?C 'I" S dU0S de
hnm a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baplisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufaclurar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e uma grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeico nada dei-
xa a desejar.
Carroca.
Vende-se uma carrosa de duas rodas, toteira-
mentenevae muito bem construida, faz-se todo
nLg0aCuiie.mnU.0 e. COoU por ter 8id0 'ecebida
em divida ; a tratar na ra do Queimado n. 6.
loja de Machado <$ Santos.
se
Pechincha t
chapeos a Garibaldi.
Ricos chapeos de palha enfeitados da S
ultimamoda pelo baralissimo prego del
i na jua da Cadeia do Recife n .24. *
Dos premios da terceira paite da quinta lotera, eoiieedida a beneficio da
Sai861 fa doGuadalPe de U>, extrahida em i de
NS. PRKMS.INS. PREMS.
59
mu,
!fll.noJ!a' errada, ede ewellente gosto,!Bgaar
ade*unbeca ; a bordo do brigue Maria 4Toia>,
atracado ao trapiche-Bario 4lo.34TMeBtono
largo da AssemMa n. 15.
5
6
9
20
25
26
49
50
56
57
58
63
70
71
72
75
77
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87
95
98
100
1
5
9
22
26
37
38
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55
57
60
65
72
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77
87
91
94
6
202
8
109
59
20$
5$
109
59
209
5
5:000
211
17
30
31
35
39
42
44
49
51
54
56
61
65
67
71
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74
75
87
93
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96
97
98
302
5
7
10
11
16
17
19
22
24
23
30
31
50
53
57
80
81
82
3
53
NS. PREMS.
1009
59
109
59
20$
59

385
88
89
99
400
1
11
15
18
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26
32
37
40
43
47
49
50
53
56
65
66
73
87
91
96
505
6
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10
21
22
33
43
46
57
60
62
63
76
77
84
-89
97
01
5$
109
59
109
5
1009
40
5
NS. PHEMS.
10
5$
606
8
10
12
13
U
17
20
33
35
36
37
38
40
51
5*
55
60
63
69
71
72
77
83
86
89
93
94
703
6
12
17
26
31
33
34
85
38
47
64
67
82
63
74
76
59
205
200
109
59
NS. PREMS.
109
109
6
1
O
H
-1
777
81
85
88
95
98
801
4
6
10
19
44
45
47
49
54
59
66
69
70
72
81
84
91
93
96
900
15
18
SO
21
27
32
33
38
39
40
45
47
50
3
69
71
77
81
59
20$
59
NS. PREMS.
986
93
95
98
99
1011
17
19
25
26
28
35
5$
NS. PREMS.,N. PREMS.'INS. PREMS.
10
59
41
44 *
45 26
47 59
48
50 _
53 20
54 10
57 69
60 _
66 __
67 _
68 _
74 _
79 10
85 69
87 .'
95
1107 __
10
20 4
21 1
23 -4
26 -4
32
33 _J|
84 .
35 41 3
42 "-
4*
1146
49
56
58
62
63
65
68
73
78
80
83
84
86
88
92
1200
5
6
11
13
15
19
22
35
40
50
55
64
69
73
88
95
96
1306
7
18
20
21
31
4
35
36
37
45
47
5
(1350 5J M507
58 11
61 10j 14
67 6 34
70 36
74 43
76 109 45
78 59 49
80 51
81 __ 64
83 66
84 __ 67
87 73
91 M. 75
94 MI 89
96 _ 94
98 __ 97
1408 __ 1600
17 _ 2
24 _ 3
27 5
39 _ 9
47 14
48 t 23
52 31
59
S. PREMS. INS. PREMS..NS. PREMS:
109
5J
109
59
53
55
59
60
61
65
68
70
74
77
78
80
84
90
98
-41580
3
4
5
109
5$
i
5
5$
OescrivJo, Severiano Josede Moura.
45
47
59
63
84
65
67
68
69
70
74
75
82
93
1763
12
20
21
8
800
5*
10J
5
1737
42
46
47
53
55
56
61
62
63
68
71
72
75
82
83
93
95
1808
10
12
31
38
39
47
48
68
97
71
73
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81
93
96
1907
11
14
18
24
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5
109
69
20$
5$
109
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56
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64
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72
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79 _
80
81 ...
82 20
87 5
80 0
96 Pt 5
&rmmmo:~ftfoi,


(8)
*-*
DIAWO OIPHUIHIH), cf. WGBNDl FIA iUStlIMO PE Ull.
. J- I
Litteratura.
__,
Be Pars Madrid.
(Continuac.i.0 do n. 103.)
VIII
Madrid 7 i margo de 1861.
Este theatro nio lem rival entre os que conhe-
50. E' digno da uacao hespanhola. O estran-
geiros admiram-o com razio, principalmente os
que estao habituados raeequinhez dos ihealros
de Paiis, onde o espectador apenas tem onde se
sentar.
a marquesita, apena o u, Bcou possuida de lio
vira sympathia, que Ihe conloa logo todi agua
f ida, como sn fossem amigo* rostios de ha dez
antaosT E agora, que t que nao (ez conquista,
pasa-lhe de perder a* ilUsoes! Como os homens
sao Taidosos Esta hei-de eu mandar duer
Julia.
minba ecnhora, pelo amor de Deu*, faga
melhor idea teste av Puis eu eonliei l ero
andar a conquistar mard,uezas as planicies da
Csttella Veiha, como quera caga lebres Veja s
me quer fazer D. Quinte'desta Dulcinea.
E eslou rodo que empregava mal o seu
lempo I Isso .4 raidade por outro feilid. Entao,
se nao cuidon que era couquista, que juizo fez das
confidencias da minha amiga?
Eu ero tire lempo de analysar essas cousas.
A execucao da opera de Verdi foi boa, talvez a edade, o Irabalhb, e urna certa indifferenca
melhor que em Par?, e as vistas sao de grande
belleza e apparato. Nesse ponto, o Iheatro Ven-
ladonr deve ceder a palma ao do Oriente, onde os
Hespanhes leiiam para o anno que vem Mad
Peoco, se ella Ihes nao pedisae cento e tantos mil
francos, e se elles nao enten Jessem que fra loti-
ce dar-lhe seraelhanle somma. Decididamente,
para os interesses msteriaes rale mais ser tenor
ou soprano que ministro ou marechal.
Na rolla do theatro, onde o baro de Hortega
tem um dos melhores camarotes, fui dar entrada
no Casino del Principe,que o Gremio-
de Madrid. Eu j tinha sido apreaenlado em 1854,
mas achei a casa muito melhorada. No Casino-
ha lodosos peridicoshespanhes e estrangeiros,
excepto portuKuezes, buhares e tudo o mais que
ha nos nossos clubs.
Janta ali quem quer, e dizem que bem. De-
pois da meia noite ha urna banca de 30 40,
que dura at madrugada. O jogo de parar
em sala parle, em seguida ao bilhar, e nao ia-
commoda os que nao gostam daquelles jogos e do
ruido ioseparavel delles.
Li os jornaes francezes e vira para casa. Bali
a porta mais de setenta vezes, mais uinguem ru
veio abrir. Comecei a crer que tinha de passar
na ra o resto da noite, e cootesso que me abor-
reca, estando caneado da riagem ; porm nesse
meio tempo aviatei o Sereno, que me veio
ibrir a porta, dizendo-me repelidas vezas que nao
era a sua obrigacau faze-lo.
O' sereno da minha alma, respeitavel e provec-
to asturiano que annuncias aos habitantes desta
boa trra as horas, as meiss horss e al os quar-
tos, que sabes todos os segredos da ra, que nao
ignoras as virtudes e vicios de todos os moradores
della, que possues a chave de todas as portas,
homem que vigas, emquanlo os outros dor-
mem, e que le deixas por de atalaia ao fri e
chuva contra incendios, ladres e at contra os
namoros, quando nao sabem abrandar a coodigo
severa da tua moralidade, pois eu havia de recu-
sar-te o meu bolo ? Descansa, illustre descen-
dente dos companheiros de Pelaio, j me andam
as pesetas aos saltos na algibeira I To acostu-
madas estao a obedecer tua voz 1 A peseta corre
para o sereno como os ros para o mar.
m Madrid ha porteiros como em Paris, porm
nao servem para abrirs portas. Esse encargo
pertence aos serenos a quem ordinariamente os
donos das hospedaras do um tanto por mez em
remunerarlo
Consta-me, porm, que a mioha patroa deixoui dessa voltou-se um pouco na cadeira o
a retribuirlo do sereno cargo dos hospedes e
agora j eu enlendo e approvo os protestos do
asturiano.
Hoje pela manha pedi cha. Deram'o pessimo.
Como os Hespanbes nao gostam tanto de cha
como os Porluguezes, este genero de bebida nao
tem incentivo paraseaperfeicoar. Anda nao lo-
mei, mesmo e.n casas particulares, cha de boa
qualidade.
A comida nao roe deagrada. O Puchero
a nossa vacca cosida com couves, salxiiio e tou-
cinho, e, em vez de arroz, servem grao de bico.
Os Hespanbes sao mni sobrios. Na mesa geral
da hospedara fazem contraste com os Francezes
e Allemes que comem muito e goslam do comi-
da bem feita. Os guizados em que entra azeile
mal clarificado sao iosupporlaveis.
O vinho que se bebe geralmento Val de Pe-
nhas. Tem um gosto adocicado, que me desa-
grada, e quasi sempre sabe a odre. O Xerez bom
raro as hospedaras, mas as casas dos parti-
culares ricos de Madrid encoolra-se encl-
lente.
Agora rou sahir a ver so encontr em ca3a a
znarquezila e depois heideir ao prado para veros
elegjntes eos janotas c da Ierra.
IX
Madrid 8 de margo.
Encontrei em casa a marquezita. Recebeu-me
un criado, que me manJou entrar para a sala,
s depois me perguntou quem eu era. Gostei
disto.
Nao sei se em todas as casas de Madrid se re-
cebe assim, mas sei que deste modo devem os
criados tratar todos os que procurara seus amos,
e assim se fazem Franga.
Esperei dous minutos. Passados elles, abri-
se a porta e appsreceu-me madama de Landstein,
umasenhora allema muito amiga de minha mu-
Iher, e que partir de Paris havia tres ou quatro
rnezes para viajar em Hespanha, onde passrs os
invernos de 1857 e 1858
Madama de Landstein viuva do conde de
Landstein, tem 29 anuos, e 100 mil francos de
renda. Tem saude delicada obrigada a pas-
sar os invernos em Italia ou em Hespanha.
Admira-se de roe ver aqu, disse ella, dan-
do-me benvolamente a mi. Nao rerdade ?
Nao me admiro, mas a sorpreza seria natu-
ral. Cuidei que estiresse para os lados da An-
daluzia. Tinha idea de que escrevra de Sevilba
i minha mulher.
verdade. E como est a Julia Resta-
belece-se ou nao ? Realmente, faz muito mal em
nao passar com ella um invern em Hespanha ou
no seu Portugal.
Comeco a crer que tem razio, minha senho-
ra. E nao terei outro remedio.
E a Jotephita ? Est crescida ? Diga Ande.
Conle-me ludo.
Essa ?ae cada vez melhor. Ellas esli em
Allemanha, e ali se conservarlo at o meu regres-
so Paris.
Sim ?... Olhe. Eu nio o quero engaar. Sua
mulher escreveu-me ha pouco, disse-me em que
da o esposo parta para Madiid. E vae eu, man-
dei-o dizer marquezita, e tambero lhe dei oa
signaes, que ella conheceu-o logo, e porisso lhe
conlou a historia da sua vida e o mais que eu j
sei.
Ora essa I Esta Hespanha a trra das ma-
rarilhas e das aventuras I
E enlio acha esta m ? Cuidou talvez que
-----------------------..Jl----------------------- y--------------
solvoram as aoota> Prado a p alti entraran) as carruagens para
irem ate Fuente Castellana, elevada boje ca-
thegeria de Campo* Elysios. ,-
Defrocte do palacio do eongresso ha un,a pe-
quea araca irregular e em decfcre. Nellj pl-
ir-
din,. Tudo em miniatura, praea, jardn) esta-
tua. Tambero, o illustre autor do D. Quizle
nao careca de urna estatua fi lamanho do caval-
lo de PhilippelIT. que' esti Ht'Praea Maior, ou
do cavallo de Philippe IV, que ae v na Praga do
Oriente. Bem basta a Cerrantes a grandeza do I
seu nome.
O palacio do eongresso obra moderna. Le-
tob sele anuos a construir e sarviu pela primei-
ra vez era 1830. No sitio em que toi edificado
eslava d'antes o convento do Espirito Santo. Nel-
le secelebravam assesses dos deputados desde
1834; porm, vindo a arruinar-se o edificio, os
representantes do poro liveram que reunir-ae no
sali do theatro real, ondeflcaram at couclu-
sio da nova casa.
A idea primitiva de enllocar a assembla elec-
tiva hespanhola sob a proteegao do Espirito San-
io era digna desla necio catholica. Oxal que a
terceira pessoa da Santissima Trindade tivesse
inspirado sempre os eleilos do poro I
A nova casa dos deputados tem urna elegante
fachada e obra do Sr. D. Narciso Pascual y Co-
lomer, casado coro a Sra. Caropuzano, que esteve
em Lisboa, quando ali era ministro de Hespanha
Alcal U allano.
Descendo para o Prado, re-se a direita o fasto-
so palacio dos duques de Medioeceli e esqoerda
a casa do duque de Villa Hermosa, que o Sr. D.
Joio VI fez conde Dio sei de que. por ser este
grande de Hespanha descendente de um dos i-
Ihos do D. Ignez de Castro.
Os duques de Medinaceli rivem em Madrid
com grande apparato e d'aqui a alguna das rio
dar um baile coslum. que traz ha mais de um
mez esta boa cidade em trsbalhosas fadigas. A
Sra. duqueza exige que todos rio em coslum e
apenas permiti aos homens de 50 annos que le-
vem domin, mas de cor. Ser urna fnsta digna
da dona da casa e sumptuosa como o pede a ri-
queza desta trra.
Os duques de Medinaceli sio sete rezes du-
ques, doze rezes marquezes, doze rezes condes
e tres rezes riscondes. Cada grande de Hespa-
nha um armazem de ttulos, pelos quaes paga,
oa occasiao da successo.sommas enormes ao es-
tado. O duque de Ossuna, que nore vezes du-
que, onze rezes marquez, dez rezes conde e urna
rez risconde, pagou, quando succedeu ao irmio,
oitocenlos mil francos ao thesoiuo I Se nio pa-
gara dentro de dous annos, perdem os ttulos.
As Gibas dos grandes de Hespanha recebem
dos paes um desses ttulos, que pelo casamento
passi immedialamente ao marido. Stnente
quando ellas morrem, oriuvo dere juntar ao ti-
tulo esta designarlo que indica a origera delle.
Assim, o hornero que assigna duque ou conde
rindo, que reeebeu o titulo da mulher.
Estas prerogativas e regalas estio em uso, co-
mo antes do_ governo constitucional, e o poro
hespanhol nio v com ciume a grandeza, antes
a respeita e venera. Um grande de Hespanha de
primera classe anda urna entidad* seria aos
dis- olhos de um hespanhol. O prestigio da alta uo-
breza influe as oulras classes, como a realeza
prepondera sobre os pensamentos, patarras e
obras de uro grande de Hespanha.
Eu tenho ourido a alguns dos proceres da
grandeza hespanhola queixar-se amargamente
da familia real e dizer da raiuha e dos principes
o que Mafoma nio disse do toucinho. Pois na
hora em que a senhora D. Isabel II os chimar
e appellar para os seus servico?, fario em favor
der. delta tudo quanto lhes determinar, seja ou nio
disseram ; contrario s leh, constituido ou aos proprios
a seu respeilo, e eu dou-me por satisfeita. ; interesses delles I Em Hespanha, os grandes que
A voz do Sr. Caldern Collantes corlu este sio empregados no paco aceita oa com honra o
cruzar de cumprimentos, que para miro a roais nome collectivo de servidumbre I
diflicil e semsaborona de todas as obrigaQes so- Aqui anda agora urna grande questao com o
cia/s- i Sr. Ferrer do Couto, dUlincto escriptor hespanhol,
tu creio que o Sr. D. Salurniuo Caldern Col- por causa do habito de Santiago, que lhe deu o
lautes fallou admiravelmente. Posso, porm, af- governo portuguez.
firmar que na tribuna diplomtica se nio ouvia i O Sr. Ferrer do Couto mandou por na sobre-
uma palavra. As tribunas sio muito elevadas casaca a cruz de panno eocarnado, que os caval-
e a tasa do eongresso Dio mo parece conforme i leiros hespanhes de Santiago costumam usar,
com as exigencias da acstica. A preaenga do | Agora o vers I A indignaco foi geral Caral-
corpo diplomtico na tribuna era polidez ; curio- leiros de Santiago, grandes de Hespanha, nobres
lhods) ministro, espillo general,:
I mil *mw, e todo meto :qmw, | tao'.
Ileiro |de Santiago, |de Mntese, de mo
pelas cousas desid mundo, deque j me aecusou
em Paris, te/a feito demorada e tarda a minba
imaginario. Posso dizer-lhe que nao pensei na
minha coorersa;io com a marquezita senio hoje,
quando rinha para caaa della.
E cntio que pensou ? Diga antes que ella
renha.
Eu penaei que era una pessoa excellente,
dolada de um desembarazo verdadeiramente hes-
ianhol e com sentimentos muito elevados. Con-
esso-lhe que cheguei a dizer comigo mesmo qua
devia ter sido mais reservado em aceitar a missio
que ella me offereceu, porm nao pude resiatir
admiracao que me causou a delicadeza dos seus
senlimeotos.
Pois nio searrependa. Um homem nio po-
de recusar-se a fortalecer as boas intenc,es de
urna senhora, e as da marquezita sio...
As melhores possireis, conlinuoua marque-
ta, entrando Da sala a rir-se e estendeodo-me
graciosamente a mi.
Feitosos deridos cumprimentos, perguntei pelo
Sr. D. Julio Disseram-me que eslava no eon-
gresso, onde se discuta a questio da Italia; Ero
seguida resolreram ir aesistir djscussio e con-
ridaram-me a acompanha-las. Annui com
prazer.
Retiraram-se ambas para completarem o toi
leite e roltaram, a marqueza com a manlilha hes-
panhola de madama de Landateio de chapu, por
que, dizia ella,- que anda se nio julgara bastante
naturalisada para trazer mantilha.
Urna carruagem que eslava porta levou-nos
ao eongresso. Entramos pela porta que lera
galera do corpo diplomtico, na qual consegui-
mos schar lugares.
Ali encontramos o Sr. D. Julio. E' um moco
alto, magro, de appareocia triste, um pouco pal-
udo e para a vrenlo vestido com um cerlo esme-
ro. A irmia fez as deridas apresenlacoes, e,
depois de trocarroos, algumas phroses polidas.que
sio de rigor em laes circumslincias, cada um de
ios procurou o lugar que mais lhe convinha. D.
Julio sentou-se atraz de madama de Landstein e
eusentei-me atraz da marquezita ede outra se-
nhora, com quem ella conrersara com inlimi-
dade.
Vou apresenta-lo urna das minhas melho-
res amigas, disse a marqueta, rollando-se para
mim. E'a senhora condessa do Relts.
Lerantei-me liz a minha reverencia muito pro-
funda e murmurei as palanas do estyto. Acoo-
se-me.
Eslimo muito fazer o seu coohecimento.
Com duas Dadoras como a marquezita e a con-
dessa de Landstein poupa quatro ou cinco annos
de caravanas, porque eu nio sou fcil em acredi-
tar no mrito das pessoas que nio couheco. Dou-
Ihe, pois, melado das pro vas por feilas, mas ago-
ra necessario o resto e para isso cumpre que eu
o reja miudo.
A lana boodade mal posso responder.
Nio responda ; justifique o que me
ser, porque senao ouria o que
sidade nio poda
dizia o mioistro.
Na presidencia eslava o Sr. Martnez de la Ro-
sa, queeu j conhecia des Je o eongresso italiano
de 1855, e nos bancos frooteiros tribuna ri os
Srs. D. SaluslianoOlosaga e Gonzales Brabo, que
Portugal ioleiro couhecede vista,de trato ou de re-
pulaco. A afQueocia de curiosos era numero-
sissima, porque no da antecedente liuha harido
aliscenas tempestuosas entre oSr. Sagasla e o mi-
nisterio.
Vamos a ver se o discurso do Sr. Caldern Cui-
tantes servir de exciUnte ou se pacificar as pai-
xes da vespera.
X
Madrid 10 de margo de 1861.
Fallou bem o ministro. Na defeza de urna cau-
sa poltica perdida, mostrou talento, habilidade e
destreza. Eu, que nio sou ministro nem diplo-
mtico, posso dizer a minha opiniio com plena
liberdade e approvar o discurso sem concordar
uas ideas.
Na verdade, sustenlar a pflicicia e opporluni-
dade das ideas de progressos e de liberdade e de-
fender os principios que teem a seu favor hoje
governos e povos tarefa bem mais fcil do que
arrostar a impopularidade das opinioes contrarias
a essas. Por isso, eu gostei da coragem e esper-
teza com que o Sr. Caldern Collantes soube tirar-
se deste passo diflicil, apezar da incontestavel
forc.a e capacidade de Olosaga, de Gonzales Bra-
bo e de outros adversarios de grande importan-
cia.
Esta discussio no eongresso hespanhol hade
consolar no exilio o joven Francisco II, o peque-
no duque Roberto de Parma, os principes que
reinaram na Tosrana e cm Modena e toda a cor-
te de Roma. Ditosa consolarlo, que contenta e
satisfaz as victimas sem perturbar a paz dos
saenficadores I v
Talvez a alguns pareca que perdida tanta elo-
quencia acerca de tactos consummados que a Hes-
panha nio tenciona destruir. E' um erro. Nun-
ca perdida a occasiio de dir a palavra a om po-
ro do meio-dia. Se o nio deixassem failar sua
rontade, Deus sabe o que meditara. Essas dis-
cussoes, que parecem esteris, sio poderosos de-
rivativos com que o corpo social molhora das
suas enfermidades.
Sahimos do eongresso antes de se fechar a ses-
sao. |Na galera diplomtica ouvta-se mal e fazia
um calor insuportavel. Como anda era cedo, re-
FOLHETIM
o
OBATEDORDEESTRADA
or
PAULO DUPLESSIS.
e at povo, lodos gritaram contra a cruz" de trapo
doSr. Ferrer do Couto. Expedirara-se ordena
regias, foi o negocio perante o conselho o> esta-
do, e ha quatro annos que os cavalleiros de San-
tiago dorrocm mal, comem poseo e dirigem com
difficuldade, acabrunhadns pela magoa de ver a
cruz de Santiago uo peito de um homem que nio
podo provar Ires mil annos de nobreza pelo lado
' paterno e dous mil e quiobentos pelo materno,
como qualquer biscainbo I
Ora o Sr. Ferrer do Couto Dio desiste da sua
cru de trapo, como aqui se chama. Rerolveu
carinos e archivos, procurou os estatutos primi-
tivos, comparou-os com a legislarlo posterior e
determinou-se a persisiir no uso da cruz. Diz
elle quo um meio como qualquer outro de cora-
bater os preconceitos nobiliarios dos seus com-
patriotas.
O certo que o negocio j foi tratado nos jor-
naes e ajbiescrereu o Sr. Ferrer do Couto alguns
artigos mui chistosos, a que nio era fcil res-
ponder.
Parece que os estatutos porluguezes exigem
provas d nobreza como em Hespanha, porm
acrescentam que, sendo a sabedoria e o mereci-
mento proprio a maior de todas asnobrezas, as
pessoas que tiverem estes 'dotes poderlo entrar
na ordem de Santiago. Ora a miro, que nio tinha
a nobreza hereditaria, diz o Sr. Ferrer do Couto,
admittiram-mo em Portugal as proras da outra e
acharan) que eram boas.
Em Hespanha, diz o mesmo escriptor, que-
rcm que valha mais a nobreza berdada do que a
adquirida. Nem os meus compatriotas sabem o
que querem. Por esta regra, o filho do Cid va-
lia mais do que o pae o neto mais do que o ar,
o bisneto mais do que o bisav, e na decima-
sexta geracio o descendente de Rodrigo Das de
Birar ralia por dezeseis Cids I Que tolice I
Jess Christo, apesar da geoeotogia que rem
no Erangelho, nio poderia fazer proras comple-
tas para entrar oa ordem de Santiago, e o pro-
prio apostlo cujo nome deu titulo aquella mili-
cia, pode servir-lho de padroeiro, mas nio pode-
ria entrar nella. Um pescador ser cavalleiro de
Santiago I Absolutamente impossivel. Seja apos-
tlo e tudo o mais que quizer, excepto cavallei-
ro de s mesmo I
Um Hespanhol, seja filho de grande de Hespa-
nha de primeira classe ou tenha por pae o maio-
ral da diligencia de Bayonna, pode ser papa, car-
deal, arcebispo de Toledo, presidenle do conse-
ou de Alcntara, ae nio lho do sal e'
neto da la. Christorao Colombo nio poderia
entrar nos ordena militares mesmo depois de des-
obrir a America ; o duque de Veraguas, seo des-
cendente,'fMe sim, porque a nobreza como a
pedra que rola da montanha Vires acquirii
tundo.0 moviroento 3ugraenta-lhe a forja.
Isto e multas outras cousaa divertidas diz o Sr.
Ferrer do Couto aos descendentes do gria-capilio
Goncalo Fernsndes de Cordova e a todas estes
anliquissimos IMalgoj castelhanos que no nau-
fragio geral do feudalismo e das legitimas conse-
quencias fizeram das ordens militares edas maes-
tranzas de Ronda, de Sevilba, de Granada, de
Valencia e de Saregoga urna especie de jangada
como a da Meduzsn I As maestranzas sio corpo-
rales de nobres com uniforme e cruz propria,
as quaes se nio entra sem proras rerdadeiras
OU falsas.
Martnez de la Rosa' maeslranle do Ronda,
Alcal Galiano maestrantede Sevilha, Karraes
maestrant#de Granada e Rosa de Togorc, ho-
je marquez de Molios, maestrete de Valencia,
que a mais diflicil as proras. V-se que a
opiniio tio geni, que lhe prestara homenagem
os homens mais notareis de Hespanha. Isto ex-
plica, melhor do que outros commentaros, mui-
tos successos da historia contempornea hespa-
nhola;
Os estrangeiros nio podem entrar as ordens
militares nem as maestranzas, embora consigam
prorar ascendencia anli-diluviana al crescio.
E' de rigor descender do Adi hespanhol e ter
cobservado'a naturalidade. Isto acho eu bem
feito. Que necessidade teem os estrangeiros de
serem das ordens militares ou das maestranzas I
Quarenta milhoes de francezes e rinte e dous mi-
Ihes de italianos comem, bebem e dormem com
a maior regularidade sem essas qualiQcages O
resto do orbe terrqueo tambem passa sem oori-
dade.
Eu pego perdi aos meus amigos hespanhes
da liberdade com que escrero acerca destas ve-I
lhas instiluicoes, mas que querem? Eu sou por-j
tuguez e para l do Hinho e do Guadiana correrrj
outros ares. J tiremos proras para ser caval I
leiro de Malta, proras para entrar as orden^
militares, proras para ser familiar do Smto offif-
co, proras para ser sscerdote, provas para ter p
foro de (dalgo, proras para o exercicio no pago p
nao sei para quaotas cousas mais.. Tudo iss[
houre em Portugal com menor rigor de que et|
outros reinos, mas, emOm, houre-o.
Um dia mudou o rento e appareceu-nos a li -
berdade com todas*as suas consequencias boa;
que sio multas, e com as ms que lambem ni >
siopoucas. Aceitamo-la, e, desde que lhe de
mos licenca para se eslabelecer na nossa Ierra
nSo estiremos a regatear as concesses. Deixa
roo-la preparar o terreno sua vootade, e a ca
da edificio velho que ella deitava abaixo, o iea
tinelo lgico do nosso poro approrira, e ia ren
do oque rinha.
Ou fosse por esse amor entranharel dos por
luguezefj dedcelo rigorisa das consequencia i
que se contm nos principios ou fosse por qu :
sempre tiremos urna fibra republicana, pequea
mas forte, ninguem resistiu queda da antigaorj
ganisacao social. Nos bem sabamos que essa]
cousss nio acabaram de todo e que hariam de.
resurgir transformadas. Pois muito bem. Me-
lhor andar a moda do que vestido como no
tempo dos Affunsinhos.
Ora digam-me : queram que se nomeasse ri-
co-homem um pelintra que nio lem onde caia
morto? Nao poda ser. E' melhor nomea-lo con-
selheiro, por que nio est em contradiegio com
o titulo. D boas conselhos ou de-os mus, mas
nio se chame rico sem o ser, por que o fen le a
classe.
E enlio hara de nomear-se caralle^ de Mal
ta um homem que nio sabe andar caWllo, nem
da ilha de Malla, nem est certo onde ella ti-
ca ? Impossivel. Faz-se bario. Isso sim. To-
da a gente sabe ser bario e nem todos sabem
ser cavalleiros.
Jos Pires, honrado merciciro, tem grande in-
fluencia no bairro. Eleigio em que elle meiter
a unha sua. Muitos ministros nio teriam pos-
to os ps em S. Bento sem o patrocinio da leuda
do Pires. O seu a seu dono. Deve-se-lhe urna
recompensa. Ora vio l nomea-lo Infangao I O
Infangio Jos Prese de morrer de riso. Alcaide-
mr? Escandal3a-se elle, por que pensa que fica
chefe de quadrilheiros. Nada de antigualhas. A
commenda da Conceigio com o foro grande. To-
da a gente sabe trazer um prato de estanho na
casaca.
Eu sei de um aguadeiro que na serie das ds-
tineges com que lhe ennobreceram a riqueza,
coraegou por commenlador de Christo. Quando
lhe dei os parabais, disse-me baixiuho com ar
de riso : Eu j estara acoslumado a trazer cha-
pas na vesta I E ficou na mesma. Este agua-
deiro era o escndalo dos ricagos do seu tempo,
por que lhes cagoara com os ttulos.
_J vem que a liberdade boa crealura e que
nio offende o amor proprio de pessoa alguma.
Destruiu algumasdistioeges e creou muilas ou-
tras. Que mais podero exigir della? Nio acabou
com os fldalgos velhos, mas universalisou a fi-
dalguia. L em Portugal nio ha grandes de 1.a
classe nem de 2.a, nem condes sem grandeza. Os
porluguezes nascem lodos grandes do reino ou
dignos de o ser.
Na nossa Ierra lodos se julgam os primeiros.
Ninguem reconhece a supenoridade alheia nem
mesmo na gerarchia dos cargos pblicos. Nos
carecemos de importar povo e eacolbe-lo de pai -
zes modestos para que com as aguas portuguezas
se nao faga logo fidalgo.
Mas deixemos isto e ramos para a Fuente Cas-
tellana. E' um longo passeio com arvores, onde
das 5 s 6 e meia passeiam os que teem carrua-
gem e os que a nao teem. As carruagens rio por
umlado em Gleira, urnas atraz das outras, e rol-
taro do mesmo modo. No centro s passeia a
familia real.
A infamara social lem ao laio os competentes
passeios, onde 3 vezes a gente grande se digna
descere dar quatro voltas, como se fossem sim-
ples mortaes.
Apezar da boa companhia, aborreceu-me o tal
passeio pela lentidio com que as carruagens sio
obligadas a caminhar. Parece um enterro fran-
cez. Nio gosto, apezar de que se v alli toda a
sociedade da capital, ptimos trens e pessoas
muito formosas. Preiro o movimento democr-
tico dos Campos Elysios, em que at o impera-
dor se confunde com os outroscidadios.
Dalli rieram trazer-me na carruagem porta
de casa, ficaodo combinados para nos reuoirmos
amanhia a janlar em casa da marquezita. D. Ju-
men e.
A
aqu
rllh
jlJ
cono
s-Tlto Hcou de vir beacar-me I de. EsU-
ut renha, por ojdesejouber a fundo co-
lle tere a habilidade do desmanchar o cjsa-
XI
Madrid 31 dt arfo de ISCI.
aparara as festas da semana santa. Nio sio
tio esplendidas como em Toledo ou em Se-
cu qoiz% a Toledo, mas Ajsserara-me que
se nio encontrara alojamermo. Adoentado
istou desde que fui a Portugal, nao me
atre ;i a sugeilar-m"ao desconforto de dormir em
PRIMEIRA PARTE.
VI
(Continuagio.)
O Batedor de Estrada olhou de rerez seu fo-
goso interlocutor, e com um ar ao mesmo tempo
impertinente e enjoado disse :
Senhor, rossas arengadas de mata-mouro,
anda urna palavra que me ensinou o tal mari-
nheiro desertor sio nio s fra de proposito
para com as pessoas quem ellas se dirigem,
como mesmo alo muito perigosas para ros!....
Tendes de exigir de miro urna s cousa.... que
eu ros leve sao e salvo Guaymas.... nada
mais 1___Se mea presente ros pertence at um
certo ponto, nada tendes que rer absolutamente
com o meu passado. Tenho eu por acaso to-
mado conta das rossas oceupages ou erros de
Tossa mocidade? Nio.... Entretanto a narrarlo
d'ellas talvez me flzesse passar algumas horas
nem agradareis I lendes um temperamento que
ae presta tio bem s aventuras I... Nio me io-
terrompaes, por favor, seria nunca acabar um dia-
logo, que comer enfastiar-me.... Poucas pa-
1arraa tenho mais i dizer
'^"tutrn Dick tomou ama segunda Wmaga, e
continuv. sempre com o mesmo sangoe fro;
Dou-v, minha palavra de honra que a ni-
ca proasio que wnho a de Batedor de Estra-
flai Afinal tendes um meio muito simples de
l"] Ytde uirio n. 103. '
ros certificardes da verdade de minhas asser-
res: perguolae rossos creados: de proposito
tenho tratado mal esses palifes, de soile que
nao temsseis nunca que elles fossem meu fa-
vor I.... Elles ros repetirlo o que aqui ros aflir-
mo, e que a reputarlo de Joaquim Dick, como
Batedor de Estrada, se estende mais de mil le-
guas alm da fronteira I Agora, se desconfiaes de
mim, se nio acreditaos em minha habilidade e
experiencia, por Deus estou inicuamente dtspos-
to rescindir o contrato ; iris para um lado e eu
para o outro 1 Gosto muito de dinheiro ; porem
rite piastras nio fazem a fortuna de ninguem I...
As suspeitas que, depois da reaposta do Mexi-
cano, linham-se apossado do espirito de D. Hen-
rque eram tao grandes, que elle estar extre-
mamente confuso. Entretanto quer elle obe-
decosse um ioexplicarel presentimento, quer
nao desejasse parecer que cedia, toruou sua
primeira idea.
Ora, Joaquim, gaslastes sem proreilo muila
habilidade e eloquencia, por que eslou ainda
espera da explicarlo.
Esla insistencia acabou por abalar o sangue
fro do Mexicano: de seu olhar disfamado, oior-
no, desprendeu-se como urna chamma, e sua
voz, at enlio montona e leota, tomou um tim-
bre melallico e ribrante, cujo efeito se nao po-
deria Iraduzir.
Sr. D. Henrique, senao por cortezia, ao me-
nos por prudencia, nio insistaes I Juntae a reser-
va de que dou proras desde que rolle!, occullan-
do no fundo do corgao urna perguota indiscreta
que me qaeima os labios.... porque tambem li-
ona ama explicarlo pedir-vs.
Vos 1 e que explicarlo essa ?....
Enlio gao noto negocio que tendes pro-
por-me? Pois bem, aceito:... Confidencia por
confidencia.... Ha pouco batendo ocamioho que
temos de percorrer amanhia, espantei com a mi-
nha chegada ama nurem espessa de urubi que
estaram pousados sobre urna carniga. O grasoar
entadonbo destas repugnantes ares, mostran-
do-me com que gana ellas sacia vira sua fome
ror*i, deu-me rontade de rer de pirto o obiecto
que da pasto tio immundo eslim,... Era o
cadarer de um homem.... Vos me escutaes, nio
assim, Sr. D. Henrique ?
Conlinuac ]....
Apeei-me, afastei as roupas da rictima, e
recooheci que o desgracado, como se diz gersl-
menle de quera morre, tinha receido urna bala
no peito.... Um bonito tiro, ie I bem certo,
bem dado 1___
Muito bem, depois?
Com o abalo que dei ao corpo, cahiu no
chao urna bala.... eu apanhei-a.... ei-li I Oh I
podis pega-la sem susto.... esta bala nao care-
ca ser envenenada.... a poula de ac de que el-
la guarnecida torna-a bastante mortfera, e por
isso excusado seria embebe-la em suecos veneno-
sos I.... Quo bella iovengo estas ponas de
ago I.... nio rerdade, senhor?....
O Batedor de Estrada pedera eonlinar por
muito mais lempo, sem que D. Henrique pen-
sasse em iaierrompe-lo. Com o rosto paliido, as
palpebras excessiramenle dilatadas, os labios agi-
tados por urna convalsio nervosa, elle soffria de
urna eoiocio que se lomara ainda mais vlsivel e
pungente pelo3 estorgos que elle fazia para con-
te-la e dissimula-la.
Joaqoim Dick esperara com paciencia que esta
crise passasse, sem parecer dar-lhe grande im-
portancia,
Erafia>, D. Henrique, por urna grande forra de
rontade, cooseguu dar duas patarras, apezar do
rieleoto aperto que senta na guela.
Qual foi roaso plano, conlando-me esta his-
toria, Joaquim f
Meu plano foi interessar-ros neste aoonte-
cimento, e jutgo que o consegu; e depois per-
gunlar-ros se possirel me informsrdes quem
foi que deu este tiro, e com que intengio.
Um silencio ameagador, quasi solemne reinou
de novo entre os dous interlocutores ; D. Henri-
que ouria os conselhos da violencia quasi ce-
der i elles; Joaquim, ainda que sua physiono-
raia tivesse tomado sua eipressio habitual de bo-
nhomla sem indiligencia, parecia-ae muito com
o tigre que, quanlo est perlo do cmbale ae en-
colhe todo, apresenlando orna calma doce e chela
de caradura.
umr trapeira sobre- orna mesa, etnbrulhado no
me> capole, como aconioceu a um americano que
est nesta mesma hospedara.
I m Madrid o concurso as egrejas numero-
sis; mo, e as senhoras da nobreza rio ali pedir
paita os pobres. Para obter maior somma de di-
nhtiro, avisam as pessoas do seu conhecimenlo
doldia, hora e igreja em que estarlo pedindo e
de/rigor ir lerar a sua offrenda ou maada-la.
Estas esmolas forradas quasi nunca baixam de 100
reales.
JO movimento as ras muito considerarel.
Mladiid urna cidade materialmente pequea, po-
niro a popularlo abundante, e cada anno aug-
menta notarelmente. Nos das ordinarios, as
roas cenlraes do Madrid ha tanta gente como nos
Uoulerarda de Paria s 6 e s 8 horas da noite.
Reales das solemnes, o movimento chega a ser
incommodo.
| Quem riu Madrid com cento e tantas mil almas
inda neste seclo, pasma do desenrolvimento
(rpido da popularlo, que hoje de 298,337 al-
mas, segundo o recenseamento que se fez agora e
que ainda nio foi publicado. Neste numero con-
tara-se 288,670 pessoas estabelecidas na cidade,
6,955 que nella estio accidentalmente, 2,449 es-
trangeiros fios, e 266 de passagem. O sexo mas-
culino figura nesta estatistica com 149,506 pes-
soas, e o femenino com 148.831, identidade nu-
men caique se encontra raras rezes.
Se nio receiasse cansar os leitores com cifras,
ainda lhes dira que os solteiros sobem a 176,238,
os casados sao 95.641, e os riuros 26,458. De to-
da esla gente 14,864 sabem lr, mas nio escrerer,
150,830 aprenderam e usam ambas as cousaa.
132,643 nao sabem urna, ero outra, e 188,517
fm proQssdes conhecidas, arultando considera-
relmente o numero de empregados pblicos, mi-
litares, homens dados industria, estudantes, ar-
tfices, jornaleiros e criados de serrir. Estes sao
43,980.
Ahi lhes deixo esse resumo da estatistica offi-
cial de Madrid, que rae ser apresentada ao go-
verno e que ainda nio conhecdi do publico.
Nella se lm os nomes de sete senhoras, a mais
relha das quaes conta 116 annos, e a mais ora
100. Ali estio com designarlo da ra onde mo-
rara e dos nmeros das casas, para que cada um
possa ir rerificar.
As festas da semana santa sio celebradas com
grande pompa pelas ordens militares, cujos ca-
valleiros trazem nesses das un peitinho branco
com a cruz bordada a seda. A alguem ouvi Do-
tar que estas ordens militares s gostam de mili-
tar as festas da egreja, nos passeios e nos bailes,
e que nio quizeram ir guerra da frica, onde
desejavam que ellas fossem.
A esta observarlo, que repet a um cavalleiro
de Santiago com todas as precauges para e nio
offender, mas sem deixar de lhe dizer que o irem
ali, como Santiago aos mouros, lhes teria fiodo
bem, respondeu-me que, sem durida, as ordens
militares quereriam ter ido guerra de frica,
porm que s lhes cumpre sahir campo para
acompanbarem o re, e que, nao tendo a rainha
passado a frica, a etiqueta redara s ordens to-
maren) parte na expedigio.
Eu sei o que rale a etiqueta cm Hespanha, e
por isso, e-ta resposta satisfez-me inteiramente.
Jase re que, se todos os hespanhes fossem ca-
valleiros das ordens militares, nao hareria cam-
psoha possirel sem que a rainha fosse em pessoa
commandar o exercilo. As provas que excluem
das ordeos os populares sioquem tal havia de
dizer?um grande beneficio publico. A ellas de-
ve a Hespanha o ter iofantaris.
Em todas as risitas que liz s egrejas andei
acompanhado por D. Julio de Lorera, e Uve oc-
casiio em todos os das anteriores de travar rt-
lages intimas com elle. E' um bom rapaz, um
tanto tmido, muito exacto e pontual as suas
horas e negocios, e deve ser avaro. Tenho-o vis-
to pagar differentes cousas, e apalpa tanto o di-
nheiro antes de o dar, que deixa ver com que sau-
dade se separa delle.
Nio comtudo, um avarento srdido, pelo
ontrario, em toda a parte onde entramos, se
rabos tinhamos que pagar alguma cousa, elle
ra o primeiro a pagar por si e por mim. V'-se
;ue a demasiada parcimonia proveio da necessi-
dade de viver na corle com poucos meios, e que
om o tempo se converteu em coslum. O cha-
o e a roupa toda de D. Julio anda sempre pri-
morosamente cuidada ; mas, comquanto se nio
oss- dizer que forca do usada indecente,
ualquer outra pessoa j nio traria ha bons seis
oiezes nenhuma dessas cousas.
I A ligio que elle reeebeu.agora causou-lhe gran-
de sensffio, e vejo que est no caminho de emen-
dar-se. Foi urna lirio severa, como a sabem dar
aa senhoras, e para o pobre D. Julio provagao
trrivel, porque riu perdido por causa da sua re-
putagio de ararento o que mais desejara al-
c^ngar.
ID. Julio amara sinceramente a filha da con-
dossa de Relia. Nio era s desejo de ser rico.
Era tambem amor. Es-e casamento lisongeara o
seu amor proprio e ringara-se de certos sarcas-
mos deprenles c amigos, que sio sempre os
que mais benvolamente se incumbem de nos por
pelas ras da amargura, e dara-lhe independen-
cia completa. O coraco, o amor proprio e a am-
bicio eslavara, pois. ioleressados neste negocio,
e depois de ser contrato sabido de toda a gente, o
desfazer-se era um golpe cruel para o irmio da
marqueza.
Felizmente, nio se desfez, ou antes, concerlou-
seL quando mais desarrapado pareca, e na pr-
xima semana rio casarse os ooivos a aprati-
mento das duas familias, e com grande satisfagao
ramha por ter contribuido para o desenlace deste
pequeo drama. A marquezita nio se enganou,
accetando os conselhos de Mad. de Landstein, e
cojnridando-me a examinar este negocio, e a di-
zer-lhe com franqueza a minha opiniio.
Mas o leitor, que nio sibe de que modo se pas-
8ou osla historia, nem com que arles diabrix,
como dizia Gil Vicente, eu pude saber a causa da
recusa repentinamente apresentada pela senho-
r la de Relia e persuadi-la a mudar de resolugio,
tem direito de exigir que eu lhe cont tudo. Bem
c sel. Nem eu desejo outra cousa.
A demora em continuar esta historia nio foi
| reguiga do aulhor, foi desejo de a dar completa
aos leitores. Cu Poda ter feito um diario, con-
tando as differentes peripecia- desta iotrigazita,
porm nem o ano merecra tanta piouciosidade,
nem eu taba tempo pareo niirarissim.
Isto nio um romance. E' urna historia muito
rerdadelrs, cujas diversas pbases s depois do
desenlace podiam ser deridemente avahadas. Se
fosea orne-inrengio minha, eotio o caso era ou-
tro, porque, sabendo j como harta acabar, nio
me poda ser conhecida a razio dos successos que
eu proprio dispozera e crers. Dadas estas expli-
Cages e afnrmada, sem conlradicgao, a incontes-
tavel verdade di historia querou continuar, si-
gamos de noro o;fio da narrarlo.
XII
Depois daquelle dia em que fui com a msrqoe-
zita, com. Mad. de Laivfe&a~-ec'om~'a condessa
ao eoDgresso e frfMeiUfZastellana, eocontrei-
me repelidas rezes com estas senhoras, ora em
casa de urnas, ora em casa de culras, ora em soi-
res. no theatro, nos passeios e em toda a parte.
Em Madrid a gente que se conhece r-se ferro-
samente tolos os das.
Com esta conrireheia foi-se augmentando a in-
timidado entre mim e a ora sociedade. em que
s fra mioha abonadora urna estrangeira, Mad.
de Landstein, que me conhecia de Pars. A con-
dessa de Relia tmba-me apresenlado a sua filha,
e eu procurara sempre approximar-me della e
ganhar a sua confianc.*. S assim poderia chegar
a descobrir as razoes que obrigaram esta meni-
na a desfazer um casamento que era tanto do seu
gosto.
- Em conferencia com a marquezita e com a con-
dessa lhes aconselhra eu que nio se (allasse mais
em casamento, que D. Julio nio se mostrasse
nem resentido, nem consolado, e que me deixas-
sem ver se eu poda descobrir a causa fundamen-
tal desta inesperada resolugio da noira. Mad. de
Landstein approrou a minha idea, e assim se re-
solveu afinal por uaanimidade.
A posico era muito constrangida para poder
demorar-me; D. Henrique foi o primeiro rom-
per:
Se rae nio engao, Joaquim, desejaes saber
se fui eu o assassino d'esse infeliz, e n'esse caso
qual foi o motivo que me levou isso?
Nio, senhor, nio desejo saber nada I.... S
desejava urna cousa e coosegui-a.... e era fazer-
vos comprehender que sempre de mu gosto e
s rezes cruel exigir do um homem que elle ros
cont seus negocios particulares I Que, diabo,
n'este mundo cada um lem seus pecadinhos
esconder I.... A humanidade, em geral, adrai-
rarel o fecunda em rirtudea; porm em particu-
lar, ella nio completamente perfeita.... dei-
xa muito desejarl A' este respeilo, senhor,
beijo-ros s mios, e sou rosso muito humilde
serr.
O Batedor de Estrada fez urna profunda reve-
rencia D. Henrique. o afaslando-se apaisada-
mente sem esperar resposta, foi ter com Grand-
jcan e os Mexicanos, que j se acharam oceupa-
dos com o janlar.
Durante os seis dias seguiotes nenhum acci-
dente digno de mencionar-se, reio perturbar a
marcha dos arenlureiros ; Joaquim Dick quasi
sempre na vanguarda, quasi que nio se mistura-
ra com seus companheiros senio na hora de co-
mer. D. Henrique depois de ter por muito tempo
interrogado o Canadense Grandjean, que lhe con-
firmou inteiramente o que o Batedor de Estrada
tinha dito de si mesmo, uio procurara mal ap-
proximar-se d'eate extraordinario personagem,
antes parecii evita-lo.
No stimo dia, justamente vespera do em que
a pequea caravana deria chegar Guaymas, '
Batedor de Estrada, que fra do seu costume mar-
chava no meio doa aventureiros, voltou-se para
Grandjean, e dirigiodo-lhe bruscamente a pala-
vra, disse-lhe em hespanhol:
Sr. Canadense, rosso amo affirmou-me, se
a memoria roe nio falha, que ros poasuis em.
grande escala a sciencia do andador e do cara-
dor.
Por vida minha, senhor, eu emprego o nie-
Este arbitrio, dizia a condessa de Relta, tem
o inconveniente de ser demorado. Eu receio que
minha filha, por zanga e despeito, se resolra a
casar com o bario. Nao r como elle lhe faz urna
corte tao assidua com o pretexto de lhe fallar do
nosso Julio ?
Vejo sim, minha senhora. O bariozito
relhaco, mas tolo, c sua filha, que rene muita
inteligencia a urna distineco suprema, tio pre-
oceupada anda com a sua situarlo, que nem ro-
parou ainda para o bario.
O que eu temo que ella o acceile para ma-
rido sem ter reparado nelle. Bem sabe quaes sio
as minhas ideas. O homem que ella escolher tem
a minha approvago.
Nio receio que sua filha proceda com tanta
rapidez. Eu farei que ella repare no bario. Pobre
pateta I
Ora, como a senhorita de Relta e o Sr. bario
de Nassol nio sio condecidos dos meus compa-
triotas da cidade do Porto, nem das mais pessoas
dos reinos de Portugal e Algarres, a quero o co-
nhecimenlo desta historia possa vir a perlencer,
aqui lhes pero licenga para os apresentar, nio
segundo as regrss da etiqueta, que hei por bem
e me apraz derrogar por esta rez smente, mas
conforme a liberdade que me concede a amizade
e franqueza em que rivo com os leitores.
A senhorita de Relta nao urna belleza. As
tres deusas que acceitaram a decisio de Paris nio
se digoariam admitti-la a competidora, e, toda-
va, talvez que nesse julgamenlo o pomo lhe vies-
se a perteifcer. To superior formosura a gra-
ra e a distincrio I
Ainda assim, nio vio cuidar que feia A se-
nhorita esbelta e airosa. E" magra sem exage-
rarlo. A magreza com sobriedade est classifl-
cada como apanagio da elegancia e da flexibili-
dade do corpo, da qual depende a nobreza dos
movtroentos da mulher.
Que me perdem as gordas. Eu nio faro a apo-
loga dos esqueletos, mas estou convencido que
se fosse licito renunciar superabundancia de
carnes, como perraittido diminuir a roda das
eaias, nio haverfa senio senhoras msgras. Ora
ellas sio os juizes mais competentes em assump-
tos de gosto, e eu nio quero senao cooformar-me
com o parecer de pessoas tio respeitsveis.
Os cabellos da senhorita de Relia sao abundan-
tes e negros, a tez do rosto da cor de madre-
perola, pallilez raras rezes desacompanhada de
grande sensibilidad de alma e de nobres aspira-
goes. Dizem que nestas pessoas o coragio mais
vigoroso, porque nelle est concentrado o sangue
e toda a forca vital. Nio sei se dizem bem. Creio
que sim, oa ao menos, quero acTedita-lo. Pare-
ce-me que oseotimento est escripto nessas fa-
ces de pallidez azulada. Na tez deslabadameote
branca oa nimiamente rosada ninguem ainda po-
de ver cousa que se lsse.
E os olhos ? Ahi que est a difficuldadeTTr
mais que os queira descrever, nio posso dar urna
idea, sesmo imperfeita, do acert com que os
collocou ali a natureza sob urna testa larg e bem
modelada, junto da nascenga de um nariz per-
feitissimo eimperceptirelmenle aquilino, e tendo
por moldura urnas sobrancelbas expessas e ton-
gas que augmentara o effeito ptico daquelles
primorosos espelbos da alma.
Os olhos da senhorita de Relta sio pardos com
reflexos ora azues, ora amarellos. Eu nunca t
outros semelhantes, nem me parece que os haja
eguaes em trras onde falte a mistura de sangue
germnico e rabe, de que nasceu a raga penin-
sular. Nao sio muito globosos, mas sio largamen-
te tendidos e de urna dorura e meiguice que as-
seguram benerolencia a lodos e amizade a al-
guns, mas que, se um dia disserem amor a al-
guem, nunca mais o dirio a outrem.
Ao reparar nos olhos da senhorita de Relta,
v-se que nadam em urna especie de liquido que
nio lacrimoso, e a que alguns poetas, por nio
acharem outra melhor, attribuem origem celeste.
Dizem que Jpiter, seatindo-se desthronado pelo
christianismo, resolver abandonar o Qlympo, e
que com tal precipitagao se separaran] entao os
deuses do paganismo, que se emborcaram as la-
tras das bebidas celestes, e choreu por Ires dias e
tres noites nctar e ambrosia.
Ao ruido desta rerolugio do Empyreo, os mor-
taes lerantaram os olhos para o cu, e, assim
como receberam na bocea ou nos olhos o liquido
precioso que *
D'enlre aromas celestes
Baixar Ierra ae riu
como lio lindamente disse. em urna anacrenti-
ca, o nosso Antonio Cyro Pinto Osorio, assim fi-
carara dotados de graga e formosura divinas nes-
sas duas mimosas parles da physionomia.
(Continuarse-ha.)
hu que posso miuha memoria, minha vista e
rinha inteligencia I
N'este caso dereis estar muito familiarizado
om os indicios que as aolides sio o presagio
de algum acoutecimenlo grave?
Sim, quando este aconlecimento do nu-
mero das cousas naturaes e humanas.
Esta manha nio obserrasles alguma cousa ?
Perdi, observei muilas cousas....
Que cousas foram estas?
Oh I ros o sabis melhor que eu....
E' provavel, mas eu nio me agaslaria de
cotejar miohas observacOes.... Dizei....
Cruzamos s seis horas urna pista de In-
dios....
E' rerdade.... Con tastos quan los eram ?
Pens que unsquarenta....
Enganasles-roa em seis, pois ellas passa-
ram exactamente em numero de trinla e quatro.
E em vossa opiniio o que indica a marcha d'es-
tes Indios ?
Ah I senhor, respondeu o Canadense, esta
vosss pergunta prora que tendes em muito pou-
ca contt a mioha ssgacidade.... Estes Indios es-
tio preparados com os seus petrechos de guerra...
As patarras da Grandjean produziram urna ira-
prsalo tio riri quanto peoirel nos quatro Me-
xicanos.
Mas entao, senhor, exclaraou om d'elles, li-
tando sobre o Batedor de Estrada seus olhos ar-
regalados c cheios de medo, estamos perdidos!.,
que rae ser de nos?....
Joaquim, por um cacote que tinha, endo-
lheu os hombros e continuou dirigir-se ao Ca-
nadense:
Porqae razio nao me partecipasles d'esta
descebarla, logo que a flzesles?
Receiei que ros affronlasse, senhor.
Que partido pensaes que deremos tomar?
Ganhar terreno o mais que pdennos.
E se os Indios nos atacarem ?
Tanto peior ser para elles.
Como eotio? tanto peior para ellos?
Esqueceis que elles sio trinla e quatro e
dos apenas sete f
Vosso clcalo, senhor, difiere muito do meu.
Eu contara que eramos somente tres para fazer "
frente esses quarenta pellos rermelhas ; porque
estes Mexicanos, vede ros, ferem de rijo e roor-
talmenle na sombra, mas sio uns madragos ao
sol, e depoia nio gostam nada do eslrondo das
armas de fogo I Ah I perdi, senhor; esquecia-
me que sois Mexicano 1.... sim, mas ros sois ex-
cepcional em tudo....
Por acaso, disse Joaquim, "nasci no Mxi-
co, mas nio conhego este paiz por mioha patria I
Filho da liberdade, me considero como cidadio do
mundo inteiro.... Vamos ao que oosconvm...'.
Que dsposiges tomarieis se fosseis encar-
regado da nossa defeza f
Meua preparativos nio seriam nem longos
nem complicados, senhor; eu mandara matar
estes nossos carelios, e depois deilado por detraz
fazendo d'etles *.rincheira, deitaria por trra ti-
ros de ree todo o pella rermelha que tivesse a
ousadia de se mostrar ao alcance.... Naq,seria a
primeira rez queeu usasso d'esto alrilre.... Sei
que faz pena maasacrar tio bons animaes, e pre-
fereria certaraente cem rezes mais sacrificar es-
tes Mexicanos; mas infelizmente elles esle tio
magros que nio poderiam prestar-nos o mesmo
serrico que os nossos carelios....
A resposta de Grandjean prorocou quasi o riso
ao Batodor de Estrada ; os Mexicanos porm. Dio
pareceram approrar mqo o parecer d'elle ; mas
dominado pelo medo nao se atrevern) fazer re-
clamagoee.
D. Henrique, sorprendido pela rotera que oar^
ta dos fileras ordinariamente silenciosas de seus
creados linha ha pouco parado o carallo, e espe-
rara que espolia o alcangasse.
Que ba de noro ? que se faz ? perguntou i
Grandjean; que, em poucas patarras po-lo par
dos acontecimentos.
(Conftnuar-ie-rta.)
PB*H,- TYP. DE M. F. OS FARU. -MI.


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