Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09280


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Full Text

r
Ule IXXTII ID1E10 103
Pr tres mezas adiaatados 5$000
Plr (res mezes vencidos 6$j00
>* *

SABBAB6 4JEIAI0 DI lili
Par ana* adiaaUda i 9$000
Parle franca aara o sabscripUr.
8NC\aRBGAD03 DA SDBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino dt Lina:
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca
'y, o Sr. A, de Lemos Braga; Ce.r o Sr. J. Jos
da Oliveira; Maraohio, o Sr. Manoel Jos Mar
tas Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Coala.
PARTIDAS tH)& WJKHKlOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas el
seitas-feiras.
IIIITIDU
EPHEMERIDES DO MIZ DE MAIO.
1 Quarto minguanta as 5 horas 11 minutos da
tarde.
4 ^pTo^hT K^moeiro. Brejo. fJt7fSS """^ h" miDOt0 ?f JSta ^."S"1" dTeHSeDa S" '"^-p
-1 X-^^^refi:/!0*^- ?"l-a-BelU- ~-VIto.b4 I.. hU a 3 bo. e 46 minuto, da man. o Ouinl. ? a.IT.!,!I T "=?;''" Di
0UrrKaeMFlAnM i" c" eira\, I31 QQarto ing- 8 horas e~6 mioTtos da 5!
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Barreiros.l PREAMAR DE HOJE
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras. Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhia.
(Todos os crrelospartem as 10 horas da manha)JSegundo aa 12 horas e 6 minutos da Urde.
DAS DA SEMANA.
2 Quinta. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Sexta. Iovengio da S. Cruz ; S. Rodopiano m.
4 Sabbado. S. Momea miideS.Agostinho.
5 Domingo. A maternidade de N. Senbora.
Relaco: teifcas, quintas e sabbados as 10 horas I AUg0""' Sr- Claudino Falcio Dias; Bahia
Pazenda: teteu, quintase sabbados as 10horaa.lIl'S ""^ a15 de Janeiro, o
uizo do con mercio : quartas ao meio dia: Martina.
Dito de orphlo,: terCas e sextas aa 10 horas. PE,
Primeira vara do civel: ------ -......--------- '-
dia.
Srt
Segunda rar
hora da tirde;
PARTE 0FFIGIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia Io de maio de 1881.
Officio ao coronel commandante das armas.
Transmiti por copia i V. S. para seu coohecL-
mcnlo o aviso do ministerio da guerra de 12 de
abril prximo fiodo prestando os esclarecimenlos
que solicitou V. S. em seu officio de 20 marco
ultimo, sob n. 401, relativamente ao soldado Jos
Antouio de Magalhes, vindo da corle com desti-
no companhia fixa de cavallaria desta pro-
vincia.
Remelteu'se tambera copia do aviso daquelle
ministerio de 10 do mesmo mez dando os escla-
recimenlos pedidos acerca do lenle Joaquim
Rodrigues de Souza.
Dito ao mesmo.Communico V. S para seu
conhecimento que segundo declarou-me o Exm.
Sr. ministro da guerra-em aviso de 9de abril ul-
timo, se expedio naquell* dataordem ao arsenal
de guerra da corte para mandar fomecer ao 4o
bMalhio de artllharia a p os artigos de arma-
mento e mais objectos cooatanles da nota junta
por copla, visto nao have-los no desta provincia
em numero sulciente para satisfazer o pedido
daquelle batalhao.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de mandar
inspeccionar, assentando-lhe logo ptaca, se fr
julgado apio para o servico, o paisano Luiz Nery
de Arauje, que se offerece voluolariamente para
servir no exercito.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.__
Transmiti por copia V. S., para que tenham.
adevma execuco, o aviso de 19 de abril ultimo
noqual o Exm. Sr. ministro da marinha, decla-
E*BJP-9*g coovir fazer-se a avultada despeza de
3o:986ji900 ris, em que foram oreados os con-
certos do brlgue escuna Xing, determina se pro-
ceda com urgencia to smente aos reparos n-
dispensaveis para que possa aquelle navio com
seguranga regressar a corte.
Dito ao commandante de corpo de polica.
Mande V. S. opportunamente apresentar ao chefe
de polica duas pracas do corpo sob seu comman-
do, am de escoltarem um desertor at a pro-
vincia da Bahia, no primeiro vapor que para ali
seguir.Providenciou-se sobre a passagem do
desertor, e communicaji-se ao chefe do polica.
Dito ao inspector da tbesouraria de fazenda.
Communico V. S., para seu conliecimento, que
segundo consta de parlicipacoes da secretaria de
estado dos negocios do imperio de 18 de abril
ultimo foi concedida em data de 21 de Janeiro
desle anco agraliQcacao annual de4O0a0O0 ris
ao conselheiro Dr. Joo Capislrano Bandeira de
Mello, lente da faculdade ae direito desta pro-
vincia, por achar-se comprehendido na hypothese
do art. 28 dos estatutos da mencionada facul-
dade.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia V. S.
para sua selencia e direceo, o aviso do ministe-
rio da guerra de 11 de abril ultimo, mandando
observar a tabella inclusa, em subslitucao da que
ora approvada por aviso de 6 de marco de 1851
tocando os objectos que devem ser fornecidos s
escolas elementares da guaruico da corte, e que
se tornara extensiva as provincias pela circular
de 2 de fevereiro de 1853, e declarando que
taes fornecimentos devam ser feitosindependen-
lemente de ordem daquella secretaria de esta
Dito ao mesmo.Communico V.S., para seu
conheciraento que, segundo consta de aviso de
6 de abril ultimo solicitou se na mesma data ao
Exm. Sr. ministro da fazenda a eipedicao das
convenientes ordens aim de ser essa thesouraria
contemplada com o crdito constante da tabella
por copia inclusa, por conta do primeiro exerci-
cio de 1861 a 1S62.
Dito ao mesmo Pode V. S. mandar adiantar
ao almoxarife do hospital militar, conforme re-
quisitou o coronel commandante dss armas em
officio de 26 de abril ultimo, sob n. 600, a quan-
Ua 4a um cont de rls, constante do incluso pe-
dido para as despezas daquelle estabelecimeoto
na l quinzena desle mez, visto nao haver incon-
veniente nesse adiantamento segundo declarou
v.h. era sua informagio de hontem, n.337.
Commuuicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Transmuto V. S., para o
Cm conveniente, a inclusa copia da acta da sessao
do conselho administrativo para fornecimeoto do
arsenal de guerra datada de 26 de abril ultimo
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para o
flm conveniente, o incluso aviso de lettra na
importancia de Rs. 416666, saccada pela the-
souraria de reodas provinciaes do Rio-Grande
do Norte sobre essa, e a favor de Manoel Ferrei-
ra Nobre Jnior, ou sua ordem. Communi-
cou-se ao Exm. presidente do Rio-Grande
pa dada pelo inspector da thesouraria de fazenda
com referencia a outra tambera junta por copia
do respectivo contador, roandei satisfazer smen-
te na quantia 19:000 o pedido de 35:000| para
occorrer as despezas com o pagamento de gratifi-
cacoes a empregados desse presidio, sustento de
tropa, e sentenciados militares all existentes, e
que me foi enviado com o seu officio de 13 de
abril prximo Ando, que Oca assim respondido.
Officiou-se a thesouraria de fazenda para adian-
tar a quantia de que se trata.
Dito ao director
u
que se renovassem as forjas da sua expansio ci
vilisadora sobre o mundo : e pois a Italia conse-
guio tornar-se urna grande potencia com vinte e
dous milhdes de homens, e um contingente que a
pe ao abrigo de qualquer eventuahdade para o
futuro. #
A Italia bem longe de vir a ser alliada da In-
glaterra contra a Franga, como se apraz muita
gente em prophetisar, trabalhari pelo contrario
em subtrihir o lago mediterrneo influencia
brilannlca, que all nao tem razao de existir :
geral interino da ioslrucco tambera nao ser alliada da Austria, pois que por
publica.-Designo os professores Miguel Arcanjo ease lado estao rompidas, todas as relaces. Essa
Mindelo e padre Miguel Vieira de Barros Marre- nagao, pois, ser a verdadeira alliada e irmaa da
I,,'* i?.C?i,0re(^ a S^iss5u ?!e exaB,e- de fr8DCa.e os lagos da sua fraternidade estrellados
r n rt de abnl ultimo' a ue hoDte sobre o campo da batallo, amaoha ain-
n..'c. D da mais se consolidarao pelas relaces commer-
uno ao sr. Antonio Ferreira Lustosa.Respon- ciaes, que vao haver, e cuja reserva muitas ve-
i a consulta que Vmc. fez em officio de 2 de xes mais bem fundada do que os tratados de al-
5".r.5 f. pia d0 Parecer emittido pelo ins- iianga negociados pela diplomacia. J a Franca
pecior da thesouraria provincial, de conformida- offerece aos productos do solo italiano um mer-
do a
dade com o qual deve Vmc. proceder arreca-
dagao do imposto de 2#500 sobre gado morto
para consumo nessa comarca, de que Vmc. ar-
rematante.
Portara.Os Srs. agentes da companhia bra-
sileira de paquetes vapor mandem dar urna pas-
sagem de proa para a Bahia no Io vapor, que
> BlH seguir a Manoel Caelano do Nascimen-
cado vizioho, e sempre franco; e a Italia por aeu
turno, vendo augmentir o seu consumo com a
facilidade que provm de um commercio livre,
promette tambem grande extraeco aos productos
da industria franceza.
Fazendo patente ao parlamento a composicao
de novo ministerio o Sr. de Cavour declarou que
ou- nao quena com isto apresentar novo programma
estado g" de8,,n"do para P"sageiro de i* Poliliea do governo: o que em bons termos
Suer dizer que est disposto
m.
a proseguir no seu
Expediente do secretario do governo.
-nfffS" teyjgllftygggg de i"enda- 0,Sr-..A"dnot'- um dos ^Putados do parla-
vinda tram!tf v J ?h. ? Y' H88 A inclu" ordens governo do papa com a independencia do pair
* bea .Kmm inn9rt26 '^ 6h DduSTe' D,.".Pe"o binel. para qUPe Ihe declaass^ se
DUn11 .i a 225iMfc ren es Kvef"OS estrangeiros para o m de cessar
-Da li aIZ**10 d" assemb'a Provincial, qualquer intervenCo, e quaes os meios que iul-
vTncia ir!n8m!.f f*" ^ Pres,donle "a pro- gava mals adequadoa para resolver a questo.
ia. transmuto V, S. para aereas presentes A' 25 de margo essas interpellages do Sr. Au-
do h^un1!.-!-1?'91""? PrTncial "*0.exampiares dinol chamaram Tribuna oronde"de"caVo'u7,"o
) balancele da receita e despeza realisadas no qual declarou : E' dever do gabinete annunc ar
... _. -----------anunciar
a nana e ao mundo que a necessidade de estabe-
lecer em Roma a capital um facto reconhecido
pela nagao inteira. Para ir a Roma cumpre que
nos entendamos com a Fraoga : l chegaremos
sem affectar a independencia do papado ; mas l
no- nao podemos chegar apezar da Franga, e quando
n*n. mpim allfl oa non AnnA^AHMH J-___I___~_
semestre do exercicio corrente.
Dito a Manoel Nicolao Rigueira Pinto de Souza.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia inleirado
de haver V. S. em 19 de abril ultimo entrado no
exercicio interino do cargo de promotor publico
da comsrea do Rio Formoso, para a qual foi no-
dTfturir T?Tty jUZ de direit0 ; 089im man- mesmo ea rto'opo^erdVwiImMTida
V. s., em resposta ao seu officio sim respeitar a sua vontade ; porque os benefi-
cios que recebemos da Franga nos impom o de-
jer de nunca obrar contra essa vontade. Mas,
lir-nos-ho: Asim nunca chegareis ao
as commuoicages
DB 1861.
daquella dala.Fizeram-se
do estylo.
DESPACHOS DO DI 1 DB MAIO
ftqucrimtntos.
Amaro Jos Opporlunamente ser attendito.
uand Geraldo Pereira.Requeira pelos canaes
competentes.
Joaquim I (Africano livre).-Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha.
. Jos Antonio da Rocha.Informe o Sr. Dr.
juiz de direito interino da comarca do Rio
---------------------0.vw vosso
um i Eoganam-se ; se pdennos Armar a inde-
pendencia do papado, a Fraoga nao nos far maii
opposigae.
Devemos ir Roma, bem verdade ; mas l
devemos ir sem sacrificar essa independencia
sem que o estado estenda o seu dominio sobre
igreja... e quando fizermos coraprehender ao
papa que a sua liberdade ser mais bem garanti-
do
Dito ao mesmo.-Communico V. S., para seu
conhecimenlo e diaecgo. qne o presidente do
conseibo administrativo do arsenal de guerra
participou-me em officio de hoje que, tendo-se
apresenlado o vogal daquelle conseibo, coronel
Joao Francisco Chaby, foram nesta data des-
pensados os serigos do maior Alexandre Augus-
to de Frias Villar, que havia sido nomeado para
exercer interinamente aquelle lugar, durante o
impedimento do mesmo coronel.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. refazer os travesseiros, que lhe forem
madados apresentar por parte do coronel com-
mandante das armas, os quaes acham-se desfal-
cados de enchimento, e por isso nao podem
prestar-se ao uso dos doenles do hospital mili-
tar conforme declara aquella coronel em officio
de 30 abril ultimo, sob n. 625.-Communicou-se
ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.De conformidade com o aviso
junto porcodia, do ministerio da guerra de 9 de
abril ultimo, mande Vmc. fomecer ao hospital
regimental do corpo de guarnigSo da Parahiba
os objectos constantes da notas, sob ns 1 e 2
tambem por copia. '
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
determina o aviso do ministerio da guerra de 16
de abril ultimo, cumpre que Vmc. active a
promptificago,dos artigos de fardamento manda-
dos fomecer ao 8 batalhao de infaotaria por
aviso de 15 de se tem Uro do anno passado 'am
de serem enviados a seu destino com a'maior
brandada.
Dilo ao mesmo.Pode Vmc. entregar ao alfa-
res Hermenegildo Gomes de Castro e Mello, afim
de seguuem para a Parahiba ao vapor Perii-
nunga, para o que expego uesta data as conve-
nientes ordens, os artigos de fardamento men-
cionados na relagao aonexa ao seu officio de 19
de abril ultimo, sob n. 108, os quaes se desti-
nara ao corpo de guarnigo daquella provincia.
Providenciou-se sobre o transporte e commu-
nicou-se ao Exm. Sr. vice-presideute da Para-
ana.
Dilo ao director das obras militares.Approvo
o contrato qne fez Vmc com Antonio Manoel do
Sacramento para a construego de duaa calcadas
em rampa e cano de eagoto .na cavallarici do
quartel do Campo das Princezas. bem como con-
certar as duas lalrioas oalla existentes, ludo pela
quantia de 370*400, conforme se v dos tras or-
namentos annexos ao seu officio de 26 de abril
ultimo, sobo. 31, a que teohoassUn respondido
Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dito ao aommaodante de Fernando.Pelas
raides expendidas oa informago inclusa por c-
moso ouvindo o juiz de paz ^e alluJe"o ? *^MZSZ^*Za3BfSZ
v ,.,,,' por alguns mercenarios.
inaDector0dff..?.?.e' a Abreu.-Informe o Sr. c Chegados a Roma proclamaremos nao s a
jBpmS Z Fanade faDZeDd?- separagao da igreja e do estado, como tambem a
i Io da Fosec, Ricardo Narciso da liberdade da mesma igreja. Feitoisto consaara!
^7^ ,itJu,/ dePis de doestfac'o pelo, recentantes da nacaTpelaa
crintf nn U a".da CODladona de fazeDda, es- verdadeiras tendencias dos italianos e sua sym-
tn 1 il^ M o P"hia pa" com 'erdadeira religiao de seu.
o t- SL C8?,ano do Nascimento Souza.De- Ps. nunca desmentida perante a Europa, a gran-
P?dH .P. ~ de maioria dos "'bolicos a elle se conformar, e
Inform? i "." / G"imarae8 Peixolo.- Jar^recahir sobre quera de direito for a respansa-
Informe o Sr. inspector da thesouraria provincial, b.lidado da luta que a corte de Roma quizer era-
penhar com a nagao.
Eu nao supponho o papa ou seus ministros
responsaveis pelos actos a que se tem ligado a
reaegao : esses actos servem somente para pro-
var a deploravel influencia exercida por seme-
Ihanle rgimen sobre os caracteres. Dizem que
o poder temporal urna necessidade paraaso-
ciedade catholica : por ventura o serio tambem
ificios humanos? E' em nome daquelle
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARS.
V de abril de 1861.
Meo charo correspondente.
Quando fechavamos a nosss ultima carta o Mo- que e8, PTOtt>V{ a dar a vida pelo orbe christao
ntor reproduzia as palavras dirigidas de vespera que 8e exie 9"erificio de urna nago ?
liberdade da igreja : espero por conseguinle que
a opioiao publica abracar a nossa proclamagao.
e que a Franga concordara com os nossos actos .
Momentos depois desta declarago o parla-
mento, essa representagio de 22 milhes de
as questoes sob o poni de vista do verdadeiro
interesse da Franga. Accommodarmo-nos s
ideas U nossa poca, conservar do passado o que
aI:P_0d.eI:IB2s colner de bom Preparar o futuro
archa da civihsago dos pre-
Pii in? ~ 8e .8 f8Cl0S sl taes. 1ue Poasam
tJrtl ? "r,. v'*ari0 de Jesus Cb"8o sobre a
COnscfPnrUr i'an?a '^ V*79 P*"g P8" 8U8
a -^ 'e 8m n,ul gBde escndalo para to-
mSkSL f s?ciedad8 moderna, cuja obra lem
u n* lanl08n,al. ""ica assaz deploraveis,
taTafli. i Wd0 t8Dl?9 PrinciPi08. opioies de-
esiaveis, e erros absolutamente oppostos dou-
tnn da religiao catholica 1 Essa cmligagSo mo-
derna sob o protealo de favorecer o culto catho-
ico nao veda os empregos pblicos aos proprios
uueis : essa civilisago concede subsidios sios-
iituigoes e pessoas nao catholicas. E por ventu-
ra o pontfice romano pode estender-lhe a mo
de amigo, unir-se com ella por um pacto de al-
lianga e de concordia ? Como poderia elle aban-
donar a sua causa, consentindo que a santa f seja
abalada, que a Italia tenha a infelicidade de per-
der o seu esplendor e a sua gloria, que ha onze
seculos sobre ella resplandece partiodo do cen-
tro e da sede da verdade catholica ? Pois que
0 a,a1ue dirigido contra o pontfice romano nao
abala smente santa s despojada inteiramente
do seu legitimo poder temporal, faz tambem com
que a virtude salutar da religiao catholica se en-
iraqueca, eal faria com que de todo desappare-
cesse, se tanto fo.se possivel.
Depois de haverem insultado a religiao coo-
vidando-a hypocrilamente a pactuar com a civi-
lisagao moderna, com a mesma hypocrisia nos
exhortam a recoociliarmo-nos com a Italia, e a
Janccionarmos a usurpagao.... Saibo todos que
os perturbadores da sociedade nao se contenta-
ran! com o azer desappareoer todo o principio
oe autondade, todo o freio de religiao, e toda a
regra de direito e de justiga ; chegaram at ao
ponto de perverter os espiritos, debilitar o senso
moral, e extinguir o horror da iDJustiga. No seio
dessa obscuridade, permittida por Deus, em Deus
mesmo depositamos toda nossa esperaoga : pe-
rante Elle declaramos que cao vemos razes que
ios levem reconciliaco. Exigem de nos cou-
sas injustas que nao podemos permiltir: se que-
rem que lhes perdoemos estamos prompto a fa-
ze-lo com toda a satisfago. Quanto ao mais
nao. Que Jesus-Christojulgue a sua causa, que
elle adefenda, que a faga triumphar 1
Pondo de parte esse soccorro omnipotente do
Drago de Deus, a santa s parece nao ter nada
toa esperar em sua defeza. A' Franga liberal,
a Italia sublevada, Portugal reclamando para
sj a Lberdade religiosa, Ioglalarra, Allemanha,
Hollaoda e Dinamarca todas excommuogadas,
Russia schismalica, pode-se quasi juntar al a
propria Austria. Ella se erguer para defender
a Venecia, nao se mover porm para defender
acidado de Roma. Eisaqui como se declara um
dos jornaesde Vienna :
A Santa S nao pode esperar soccorro al-
gum: Uespanha nao o pode dar; a Austria
est muito absorvida nos seus negocios interio-
res ; e o gabinete romano se tem collocado em
urna posigo tao hostil a Napoleo III, que nin-
guem se admirar de ver elle abandonar o Papa.
Na corte de Roma as paixoes teem excedido
muito sabedori*. e precipitam os ltimos restos
do poder temporal o'uma calastrophe inevita-
vel. Se esse poder temporal se v prestes a
suecumbir. Roma disto a causa I
Poroutro lado o estandarte da guarnigo
tranceza em Roma por mais que digam, o
mesmo estandarte da causa liberal na Europa:
se elle urna proteegao para o Papa, tambem
urna garanta para a Italia contra a Austria.
E a conviccao desle facto foi justamente que
inspirou ao Ost Deulsch Posl lmhas como as que
se seguem :
a Anles do m de abril as tropas piemonte-
zas entraram em Roma; os Francezes nao se
retiraram para Civita-Vechia, e sim para a mar-
gem direita do Tibre. A iniciativa e a respon-
sabilidade cabero SardeDha tal e qual acon-
teceu na oceupago das Marcas; e neste caso
anda urna vez se appeller para a nao inter-
vengao I
do civel
tergas aextaaao meio.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa da
quartas a sabbados a llFarla.na aua lirraria praga da Independencia
6 8.
n
zlanos
ao conselho do imperio. A
ps deputadoa nao sero eleitos: a
de deverao ter assento os repre-
ovo veneziano ser na capital, e
As novas
pela Austria
formula : se
outra continu
Venezi formi
te do principe
gabinete de S
medidas aos
desimpedndo
n.. -'*& &2S2*'"' '"'''"'"i.".r,!'.";;;
sorte alguma ver os graodes corpos
oes tao difflceis da pe...
com isto o paiz aproveita por muias razes.
Jales o instruem sem inquleta-lo. Acredi-
lai que tere sempre a maior satisfago em achir-
me de accordo comvr
suffragio, guiados pe
Os debates o ioatfV5^i^St^T^S: lianosteemPnmTDar,eUbera,Dtemen,e ^ue I,a-
tai que lerei sempre a maior SSSStow \. aTStST XFSi to 2Ztl St'
me_de accordo comvosco. Apc ado's pelo mesmo mSt^Fj^ jnfS/^Jg:
nou a
tal-
Se por circumstancias fataes igreja e Ita-
| lia o espmlo do pontfice nao mudar, se continuar
mabalavel no seu proposito de repellir toda e
. qualquer conbinagao, ento. senhores, anda as-
sim nao cessaremos de proclamar altamente os
i ,W" qUe 8C8b0 de T0S Por. principios que
[estoa bem convencido recebero um acolhimen-
sua obra. lolfa4V~"ibw WSSSfa?iS<.SL0?J \ D" ce88arenio> de afflrmar
amaoha poder tornar-se maiscorapacTa: estf
um pooto que se acha demonstrado.
Em 1852 Napoleo, suspeito aos homens do
movimento liberal, vio chegarem-se a elle todos
os do aotigo rgimen que acreditavam encontrar
na sua pessoa o restaurador da autoridade sobe-
rana, como elles a entendem. O imperador ser-
vio-se delles como de urna alavanca, associou-os
ao systema das candidaturas" officiaes. Foi hi
fooreludo que esses adherentes ao systema de
I852sesepararam do homem que nao corres-
pon deu s su as esperanzas: e por isso nao fizeram
bom acolhimento ao decreto de 24 de novembro,
mostraram-se hostis causa da unificagao iulia-
na, finalmente declararam-se contra as medidas
liberaes da poltica do governo nao s interna
como externa.
Assim, pois, nio sendo elles os verAdelros re-
presentantes do paiz tem-se tornado ordem do
da de urna oulra exiremidade da Franca a dis-
solugao do corpo legislativo, e novo appello ao
suffragio eleitoral. Os jornaes se teem tornado o
echo desse senlimento geral, a que bem oossi-
vel se d urna satisfago qualquer.
Por oecasio das festas da paseboa fecharam-se
as cmaras; por isso poucas noticias tem oceor-
rido oestes ltimos dias.
A Italia se torna cada vez mais firme perante
a Europa: a sua elevago a nova potencia j nio
objecto de queato : e laborara em grande erro
aquelles que mal encaram as cousas os ultra-
catholicos patriotas que nesse facto querem ver
urna ameaga futura para a Franga.
Desde que o movimento saxooio comegou a ter
tao alto de.envolvimento, urna cousa derla pre-
oceupar o mundo latino que nio contava outro
prenotante sanio a Franca era faier com
nll i 8uID5re declarar decadencia do poder'tem-
Lna,-8 a "US" Proclamar o principio da
ES. 'greja, e applicar immediaamente
sobre basses as mais fecundas o priocipio da li-
berd.de da mesma igreja Sim, senhores. espe-
ro que nos ser dado levar a effeito esses dus
actos importantes, que atlestario mals longio-
mUereffieuaaf.e.ia qUan, M,M **"*<> 'em
f..HP*cSS0 que P8,lamento italiano delibera
race da Europa sobre os ioleresses da unificaco
nacional, o papa faz anda um. vez ouvir a sua
f.ri'n. m pre8e"5a de8Sa mar sempre cheia de
fados consumados repele o invariavel- non pos
nZU ~ 6 pare.Ce Pfferir esse brad0 de deses-
pero que em outros tempos fuera ouvir Leao X
Da!?-rr.' ^mQe8~Pr,S W 'mina com estas
Sos" eUS pa oab*i" Por
.?sn"?a en'en(le I"6 nada mais deve conceder
seno o perdao aos esvalrados que tornam a si.
V.0.'?, pd.081Ue 8e arreP"dem. Algumas 1
,?. lah'JaS deum ou oulro ,u" darto um.
idea dessa queixa suprema, desse grilo de an-
gmundaoP.,rt,d0 d ValiCano p"a "do.8os chos do
h-t^.aquie,-es que no* tom citado para que a
de a S,H?? a,"ton ma I"'os esleu-
de a ciTilisago arteros temos pedido que noi
Qualquer que seja o juizo que possa resultar
desta assergo allema, claro que ha dous
pontos atiender-se na oceupago franceza em
Roma : urna questo de principios e urna ques-
lao de estrategia.
A questo de principiosdigam o que disse-
rera, fagam o que fizeremse acha j resolvida :
a Italia perlence aos Italianos, em virtude do di-
reito que teem os povos de se governarem como
entenderem, direito que o mesmo em Roma
como om Tunm. A questo de estrategia me-
nos simples: a Austria nao tem renuociado s
auas esperaog.s, como o fazem supor os prepa-
rativos immensos de que se oceupa os princi-
pes desenthronados nao se resignaram anda
sua sorle: cumpre, portento, que a Italia seja
protegida al que o seu governo nacional pos-
sua um exercito e urna esquadra que lhe per-
mutara de por si s affronlar qualquer perigo.
A Fraoga nio pode consentir que anniquilem
a sua obra, por isso que ella se pde em guar-
da, vendo a Austria preparar-se e esperar tam-
bem alm do Mincio: eis o que constiiDe urna
situago violenta. A conduta do goverRo fran-
cez illogica talvez na apparencia todava re-
commendada por necessidades de ordem suoe-
rior. e
Em Roma a agitagio faz progressos: as tro-
pas francezas estao alerta noite e dia. Todos os
das o general Goyon se v forgado a tomar no-
vas precauges. Quasi que de nenhum ponto
concorreram estrangeiros para assistirem se-
mana santa.
Em Turim a 23 de margo urna grande solera-
nidada nacional reuni os filhos da Italia mo-
derna para urna homenagem tributada memo-
ria do mais glorioso precursor da independencia
patria : tratava-se da inaugurado de um monu-
mento elevado a Daniele Manin, obra de um es-
tatuario veneziano.A Italia victoriosa sorrin-
do-se sem temor do futuro tem na mo direita
urna palma, e com a esquerda se apoia sobre um
medalhio em que se acha gravado o busto serio
do grande cidadio de Veneza : por detraz desse
grupo se acha o grande leo de S. Marco como
querendo despertar e rugir.
A's qustro horas e meia ao som da M.rselheza
de Mamen c A Italia, a Italia se ergueu I aos
gritos deviva Veneza I viva a Franga I viva a
Italia l-o veo que cobria a estatua cabio, e to-
dos os Italiauos presentes, entre os quaes se
chavam muitos venezianos exilados, paludos
e lacrimosos, deram patria mii urna saudaco
unnime, cujo echo foi retumbar at s mar-
gens do Adritico;
Ao redor do Sr. de Cavour se va grupados no
meio de lodos os artistas da unificscio da pa-
triaos nobres ropreseolantes da Franca, advo-
gados, jornalista8 e Iliteratos, que com sua pala-
vra ou com sua peona haviam mais ou menos
prestado um apoio tao dedicado obra italiana.
Todos elles deaejaram eloquentemente odia em
que os restosmorlie.de Daniele Manin, que nes-
te momento repous.m nesta hospit.leira Ierra
da Franga, poderlo ser trasladados para a Italia
e restituidos a Veneza libertada 1
Era para admirar a ayrapathia, concordia e
unan, que roinaram nessa Cesta I E' ella um
toansBunno autentico dos lagos indissoluveis
que ligam para sempra os dou's povos: ella
testemnoho do profundo seotimento de reco-
nhecimento enraizado no corago dos Italia-
nos, tiogiojuitaraeute aecusados de ingratido I
Francisco Jos publicou urna ordenanga so-
bre a naneira do proceder-se na eleigio dos de-
putadoa ven
lei intil
assembla o
sentantea do
rrh?,.VT,err,-0,na?,.haTer 1ue 8e "CPM de
trahir a Italn pela Allemanha.
>rdenangs eleitoraes promulgadas
ao passam de urna coocesso pro
assigoa com urna das mos com a
a ordenar no quadrilatero e em
aveis preparativos militares.
isto co n vistas em urna defeza, ou ser
stas n'uma aggresso ? Mas nin-
guem peosa e n ataca-la, e ella parece garantida
contra suas pr jprias temeridades por sua penu-
nia fmanceira, por seus embaragos interiores, e
pelo .enllmenl > do grande desastre que lhe so-
Dreviria de u na nova derrota dos seus exer-
CHOS*
Todava con: o prudente contar com um caso
imprevisto, e s io elles quena nossa poca de-
ia crise e, rulam a sorte dos imperios,
rnmn 7TJ 'L p,08 os seus estados no mais
e mPn ?- f'defe". organisa seus exercitos.
e manda Cial ioi para as fronteiras da Ve-
UcCIA*
n^^quesl IO,oneza e acha toda resumida
pos dous docu Malo*, dn qua rtnmn BAliela U
timamente : a petgo dirigid ao imperador
Alexandre II asignada em Varsovia e depois
em todas as provincias do antigo reino da Polo-
nia, a qual frt motivada pelos acontecimentos
aerradeiros, e i rescripto cootendo a resposta
do imperador. A petigo logo a principio se vio
coberla de mai i dedez mil asignaturas, e agora
contam-se os anherentes por milhes. Todas as
classesse achah confundidas na unanimidade de
syas manifesliges, al os funccionarios pbli-
cos requisitara n as suas demissespara poderem
tambem toma parte no movimento. As con-
cessoes promt ttidas no rescripto imperial nao
sao considera os como suficientes ; e em todas
as memorias ireulam estas palavras ditas por
Alexandre II loucosamios antes:
Eu farei pelos Polonezes mais do que elles
pedirem.
Pede-sea r sliluigo da nacionalidade ; e se
as explicagoes ladasao governo russo pelo agen-
de Gortschakoff satisfizeram ao
Petersburgo, as concesses pro-
[*olonezes nao produziram plena-
mente o mesn o effeilo sobre a commisso de
Varsovia : tocas as cidades usam francamente
f. direito df petigo que lhes foi concedido,
hilas pedern i pura esimplesrestituigo da cons-
tituyo de 18 5, que apesar de urna primeira
recus o Czar restabeleceria em alguns dos seus
pontos princii aes. Novos symptomes de agita-
gao se manif staram na semana de Paschoa. os
quaes, gracas aos esforgos dos delegados, se con-
tiveram nos imites da legalidade.
L-sein'um i circular do principe de Gorlsha-
koff s logagtes russas no eslrangeiro as seguin-
les palavras. que realmente equivalem a um
compromettuienlo: c A Russia ea Europa pos-
suem a provj de que o Czar bem longe de repel-
ar as reform seo proprio que toma a iniciativa
dellas. prosea umdo no seu empenho com perse-
veranca. Elle quer que seja urna verdade aquillo
que conceder Polonia, capaz de guia-la no ca-
aono do ver ladeiro progresso.
O que se pissa na Polonia mais um indicio
do carcter deste tempo. que a historia denomi-
nara poca da roconstituigo das nacionalida-
des. Aps urb seculo de sofTrimenlos. Varso-
via nao mai russa sob o poder dos Czares do
nio e tudesca sob o poder dos Kei-
a oceupago militar quem pre-
aos destinos dos soberanos- as
nagoes e as nicas obedecem invencivelment s
leis naturaes de affinidade e de repulsio.
A Hungra, a Croacia nio querem mais ser
austracas a Servia, a Bosnia, a Bulgaria nao
querem tambiim ser turcas: os armamentos or-
denados em Y,eona e em constantinopla nada
podero contri isto: embalde que o sultio er-
ra como urna alma perdida no meio das sultanas
espantadas e dbs cofres vasios, appellanlo para
os ReJifseBaclii-Bouzouks afim de elles repel-
lirem a insurreigio que-rebenta de todos oslados
As pnocipaes dolencias da Europa devem lancar
suas vistas park essas regies, por que existem
all questoesjqile, comquanto nio sejam aprosen-
tadas a sua attehgao, apresentam-se por si raes-
mas : a questa) do Oriente urna dellas. J
nao sao somenle as populages christas, sao
lamem agora as proprias populages musulma-
nas cujo descoi lentamento e revolta acabam de
abalar o poder ele Abdul-Medjid.
Este ultimo niostra-se agarrado poltica de
obstmagaoe teitba: recusa sobmetter projectos
de reformas aoi representantes das potencias,
que efinsl resolviram deixa-lo entregue a res-
duela P consequencias da sua con-
Finalmente ess i movimento de um novo esta-
do muito proxim > e de leconstituigo lio evi-
fe*2*y 'russia comas suas perpetuas
hesitagoes com (s seus apetites insaciaveis, se
acha em p de gi erra para apoderar-se da pri-
meira Troia que i stiver ao seu alcance no mun-
do germnico.
Os pequeos so ranos e principesinhos da Al-
lemanita aa enthu li.smam ou procuram enthu-
siasmar-se desme lidamente afim de fazorem crer
na sua importancia, e formarem cusa de seus
vizinhosumcentio de planetas no firmamento
futuro das nacin lidades germnicas.
lude da i eta de Holsteio torna-se cada
sers. J nio
de os subditos
do, anda que o respeitando, para s cuidar das
conquistas do futuro. *" uas
mS\~ qU # "he apreseDtam os Italianos co-
Pmm. i8' S ra?cezes como phariseos, Vctor
&. e.Un,-Ju,,aV NaPo'oIIi um Poncio
StSS 11" D.a0 fe allera- ni0 8e commove A
vl.eSa J. faStaD,'e 'n'Pud. e receia-se nio
volte a era funesta das mudangas mioisteriae.
emqu.nto o governo nao marchar com o pS"
Ha nn8lZn s 8ua a"Pirages e necessidades!
Ha no centro das cortes um partido progressis-
a, cuja minondade por pequea que seia !o
SHZm dedC8da ao foluro da Hespanhi p ?
que um da nao venha anda a leva-1. ao cara -
niserio^ieU0 FE?* Enlretanlo oS-
rinrtn ? i a ?eH ,80,amento em que vai fi -
cando : tal defeegao se ha produzdo no numero
palavras de dissoiu;ao e novas eleices a mrm
.^.edvS,el1 fra ,er"8e com a "inha pfi
S,tTZMrecebe"uma 80,emDB de-
interior:
os
RIO DE .1WKIHO
*4 de abril de 1861.
i>a sessao de hontem foram apresentados
seguintes pareceres:
Eleicoo de Sergipe.
1." distrlcto.
A 2. commissio de poderes foram presentes
lodas as actas das eleiges primarias e secunda-
rias do 1." districto da provincia de Sergipe para
eputados, durante a presente legislatura, bem
como todos os documentos officiaes que lhes sao
relativos; e depois de haver prestado acurada
atlengao ao exame, de que fra incumbida, vom
sujeitar esta cmara o seu parecer.
0 1. districlo eleiloral de Sergipe se compe
de quatorze freguezias com eleiiores, que votam
em dez collegies conforme diversos decretos do
governo Imperial. Essas freguezis sao: Ara-
caju, Larangeiras. Divina Pastora, P de Banco
Capella, Nossa Senhora das Dores, Porto da Fo-
Iha, Propn, Rosario, Maroim, Brotas, Pacalu-
ba, Japaratuba e Villa Nova.
As eleiges primarias as primeras doze fre-
guezias fizeram-se no lugar competente, sob a
presidencia dos juizes de paz mais votados, ou de
sens mmediatos, quando aquelles estavam legal-
mente impedidos, ou ausent s. O seu processo
correa com todas es formalidades legaes.-fazen-
do-se a. tres chamadas do estylo nos das com-
petentes, e mencionando-se na acta assim os no-
mes dos cidados activos que deixaram de com-
parecer a ultima, com excepgo nicamente da
treguezia do Porto da Folha, como as differenles *
portaras da presidencia que marcaram cada
uma das indicadas freguezias o numero de elei-
iores que ellas deviam dar em virtude das pres-
cnpsoes legaea, e isto sem que em todo o pro-
cesso eleiloral se deve a menor reclamaco ou
protesto contra a legalidade da eleicio. A com-
misso tem porm a notar, que das acias da elei-
gao primaria da fregueria do Senhor Bom Jesus
dos Pasos de Maroim, nio consta a maneira pela
qual se organisou a mesa parochial.
Apezar porm, da falta notada nesta fregue-
aa, e da que se verificou na do Porto da Folha
emende a commisso que se devem considerar
validas as respectivas eleiges tanto por suppr
que ellas sao o resultado de omisso innocente.
r, Prq.Ue ? 8'a de fe'01"* ou reclamago
cooira a eleigao, faz presumir que nenbum facto-
occorrea que as invaidasse, e que as autorida-
des cumpnnam nesta parte os seus deveres.
Na freguezias de Japaratuba fizeram-se duas
eleiges; a 1. leve lugar na igreja matriz, sob
i nao aer a fleugma e apalhia
vez mais hostil
dos allemes havih muilo lugar para ar-se
urna prxima con legrago : todava dio o come-
u Mho.slllld,adt8 l para Principios de agosto.
Alm disto a Inglaterra e a Prussia aconselha-
ram ao gabinete le Copenhague a que cumprsse
TJUa3 Prm,e8sf foncernentes ao orgamonto dos
Rucados, declarahdo que a tornsriam responsa-
e pelo romptmboto que pudesse sobrevir com a
yuiemanha.
Devo-se confesar que o re lem ouvldo mal
esses contelhos. e emqu.nto na Prussia se recru-
iam tropas, na Dinamarca est ludo em armas-
j em Copenhag le rebentarem algumas rixas en-
reaa tropea de Holsteio e as da Dinamarca.
Os Hngaros o parecem estar mais decididos
que os Venezia ios assistirem s sesses do
grande conselho do imperio. Uma parte do mi-
nisterio deposite u em mios do archiduque o seu
pedido de emis io. O Sr. de Schmerling foi o
primeiro a pron over a retirada, sor que enten-
deu que a execi gio das medidas adoptadas para
a Hungra desniturava completamente o flm da
conslituigao pr movida por elle: ludo isto nio
passoo anda a im facto consumado, maaa crise,
que se prolongt todos os dias, torna peior, se
sio possivel, a utu.gao da Austria em geral.
Para coocluir por onde comecei direi mais uma
paiavra sobre t queslio romn.. Essa questio
lera acbado infl lencia na Hespanha. A Hespa-
nna perdeu os teneficios de sua ditosa
ha de Marroc s assigoando
campa-
um tratado ditado
Marro c
pela Inglaterra, e o seu governo com suas intri-
gas em Roma e em aples descontentou o par-
tido liberal, por isso salisfez muilo ao partido
clerical que alra inutilidade dos esforgos ten-
Udoa: a a nagXo mostra-se iodifferente i polti-
ca do seu goverho, por que essa poltica nao a
sua ; ella aspira mais que ludo marchar nos pas-
eos da Franca e da Italia, deiur de lado o Jaiea.
presidencia de Modesto Paes de Azevedo' 2
juiz de paz da freguezia da Capella, da qual f-
ra aquella ltimamente desmenbrada ; ella se fez
com todas as formalidades legaes, fazendo-se as
res chamadas, e a 3." em dia differenle das an-
teriores, transcrevendo-se na acta os nomes dos
que deixram de comparecer, e a portara da
presidencia de 7 de novembro do anno prximo
passado, que, revogando a anterior de 12 de ou-
tubro antecedente, designou o nnmero de 22 elei-
iores para esta freguezia ; a 2." eleigio leve lu-
gar em urna igreja, que se eslava construindo
para o flm de servir de matriz sob presidencia
do l. juiz de paz da freguezia do Rosario Ma-
noel Das de Barro, da qual se havia tambem
desmenbrado alguma porgo de territorio para
formar a de Japaratuba. Segundo consta da acta
respectira esse juiz de paz compareca no proces-
so eleiloral em consequencia de representaco
que lhe flzeram para que elle viesse presidi-la
e de se julgar portanlo competente em face do
en. das iostrueges de 23 de agosto de 1856.
e dectso do governo imperial de 30 de maio do
anno prximo passado, impressa no Jornal do
commercio de 12 de setembro seguiote, pelas
quaes se declara que as novas parochias, em-
quapto se nao tiver feito a eleigio dos respecti-
vos juizes de paz, competir a presidencia da
mesa parochial ao mais votado do districto a que
pertencia o lugar em que se achar a matriz da
mesraas parochias, e no impedimento ou falta
desle ao seu lmmediato em votos. Correndo o-
processo oleitoral foram eleitos 30 eleitores, con-
forme havia sido marcado pela presidencia em
portara de 12 de oulubro, revogada pela de 17
de novembro seguale, como j cima declarou a
commisso, eisso sob a razio de que fizado uma
vez o numero de eleitores, nio pode este ser
mais alterado senio por lei em Tace do disposto
na ultima parle do art. 2. do decreto n. 1,082 do
18 de agosto de 1860,
Do exposto resultam duaa questoes : 1. qual
era o juiz competente para presidir as eleices
primarias de Japaratuba : 2.\ ae pode o numero
de eleitores fixados pela presidencia ser por ella
alterado antes de se proceder i eleicio prima-
ria da freguezia, atienta a ultima reforma elei-
toral.
Quanto primeira entende a commissio que
Jendosido a freguezia de Japaratuba desmem-
brada de outras, e achando-se a respectiva ma-
triz collocada no terreno que se separara da fre-
guezia da Capella, como affirma o presidente da
provincia de%Sergipe no rea torio que em 14 da
margo ultimo dirigi ao governo sobre as elei-
ges do 1. districlo eleiloral, manifest, em
vi.ta das disposiges do art. 3." das instrueces
de 23 de agoilo de 1856, e na carencia de pro-
vas que nrmem a assergo do mesmo presi-
dente, que o juiz de paz da freguezia da Capella
era o competente para presidir a mesa parochial
da de Japaratuba, e nunea ao do Rosario ; m-
xime quando se observa que este, devendo pre-
sidir como segundo votado as eleiges de sua
freguezia na auseneia do primeiro, abandono*
as suas funeges ao lerceiro, e mostrou nao ler a
consciencia de seus dereres, mas smente deso-
jo, de favonear alguem iateressado na duplcala
Pelo que respeita segunda questo, principi-
ando a commisso por declarar que a elleracaa
fela pelo presidente de Sergipe effcctuou-se en
virtude de ordem do governo imperial sob a da-
ta de 5 de novembro do anno passado, entende
a commiwao que como ae dosse em n deaigna-
0o dos eleitores da freguezia e a eleicio prima-
ra anda nella se nio havia feito, neta por conp
equenoa prejelzo poda resultar da alteras*?
J


m
ftlARlO DI tE&ttUUOOO* SABBaDO 4 M MAM) M 1M1,

sao estova o presdanle da provincia in&iMdo de
angalarisar melhor o numetn deaetotUtos de eoj-
lormidade com aa prascripgoes do arl. 1.* ( TI.
lodecreto n. 1,062 do agesto do W90, visto ano
oa conformidade delle que se tere fazer a de*
isaarn dos elertores des fregoelt, 'Mttio. ds-
erano* o artigo seguiata, sendo portento aem
flamrjtito a .i aipiiirpil fMNtei alteaide
faitam de 1? de avamata.
A estas r-roe-*o elra*i no
ommenisao *e poderes s snanllidede da
auria no freguezia do h>arov0osv ,
pelo juz de paz do Rosarlo, ccreece que, enas-
tando ao presidente da provliea a til te nota os-
acto, e ha venan deterattoaoo to juiz detrei-
to da coma rea, qaefease all ydica? semethin-
te respeito.este iofot-Boporemcio del dnoatam-
fero que chegado ae logar is 9 horas e W minutos,
o juiz de paz informara s 9 e 15 mnalos, que
ja esta -a concluida a eleicao, n qual entretan-
to se figuren conoorrer nao menos de 800 volan-
te. Deste fado resalta a convicg&o de que a
eleiQ) corren com demasiada criminosa pre-
cipitadlo, e que ou nao se fez s terceira chama-
da dos volantes, ou eala ae veriflcou no mesmo
lia das antecedentes contraes prescripges, e
coDseguiolemeotetque o precesso eleitoral desta
freguezia eat inquinado de mais esta nullidade*
Finalmente, quanto a freguezia de Santo An-
tonio de Villa nova, honre lambem nella dupl-
cala de eleigo primaria-; urna presidida pelo Io
juiz de pa7, o reverendo ianoel Joaquina da Sil-
va e Ollvcira, e outrapelo 2o, o major Leandro
Pereira da Silva, as quaes se dizem feilas na
igreja matriz. Ao ler as acias destas eleigoes
concluir-se-ha que o -prcesso de ambas correu
legitmenle, porque ftieram se as chamadas le-
aiaes, e observaram-se aa formalidades legaes,
sen entretanto deltas constar o motivo por que
we deu a duplicis. Resta agora saber qual a
verdsdeira, e porlanto a legal.
o relalorio que o presidente de Sergipe dirigi
-ao governo sobre as eleigoes, eoconlra a com-
misso factos provados, que demonstrara que na
parochia de Villi Nova smente houve eleigo
presidida pelo major Leandro Pereira da Silva .;
- taes sao: 1, a informaco do delegado de po-
lica, cuja honradez, imparoialidade e desioteresse
no pleito eleitoral, e os attestados dos dous ta-
bellies do termo, que affirmavam ter feito na
reguezia smente a eleicao a Iludida ; 2o, in-
formaba o do 2o juiz de paz, dando ao presidente
chial, pediodo providencias para que ihe fosse
remettido o litro da qualiiicaco para fazer a cha-
mada dos votantes, e a copia da portara do so-
vereo que marcara o numero de eleitores, cilicio
- que se responder sem ser jamis contestado ;
3, o faci de haver comparecido 4 eleicao do
2o juiz de paz a parcialidade que lhe era pposta,
depositando na urna 119 cdulas impressas, sen-
do que smente depois de reconher.er a sua der-
rua e que se relirou para forjar clandestinamen-
te a eleicao, que aprsenla como presidida pelo
1 juiz de paz.
A commisso, em vista destes factos provados
por documentos oflkiaes, de parecer que se
annulle a eleico primaria de Villa Nova, presi-
dida pelo i juiz de paz, cerno resultado de urna
fraude.
Passando agora a tratar da eleico secundaria
do Io districto, compoe-se este de 10 collegios
eleitoraes, que sao: Aracaju, Larangeiras, Mo-
roim, Santo Amaro daa Brotas, Divina Pastora,
Fropri, Porto da Foiha, Capella, Japaraluba e
Villa Nova.
A commisso nada tema notar contra a eleigo
havida nos oilo primeiros collegios, seoo que o
prcesso eleitoral correu em boa ordem, com to-
das as formalidades legaes, e sem protesto ou
reclamago de qualidade alguma; e como ella,
era virtude do que j expoz, considera valida a
eleico da freguezia de Japaratuba que se fez sob
a presidencia do juiz de paz da Capella com 22
eleitores, e nao a que o foi sob a do Io juiz de
paz doRosario com 30, segue-se que. seguudo a
apurago feita pela commisso, foram votados
oesses collegios os Srs. :
Io Baro de Maroim, com........... 258 votos.
2o Bacharel Leandro Bezerra Montei-
ro.com.............................. 239 a
3o Dr. Tobias Rabello Leite. com..... 38
4o Bacharel Leandro Bezerra de Si-
queira Maciel, com................. 2
Pelo que respeita ao collegio de Villa Nova,
ompe-se elle de duas freguezias, a de Villa
Nova com 53 eleitores, e a de Paratuba com 30;
como na eleigo primaria dajuella se deu urna
duplicata. dahi resullou que, reuuidos os elei-
tores legtimos desla aos outros, e travando-se
questo se devena tomar parte na formagao da
xnt'sa, separaram-se os da eleigo legitima de
Villa Nova, e constituir m um collegio sob a
presidencia interina do j indicado 2o juiz de paz
Leandro Pereira da Silva, e depois de Matheus
le Souza Machado, ao passe que formavam ouiro
os eleitores legtimos de Pacaluba com os da 2a
turma de Villa Nova, que a commisso conside-
ra nullos pelas razoes cima ponderadas.
Na votago do Io collegio obtiveram os Srs.
taro de Maroim 35 votos, bacharel Leandro Be-
xerra Monteiro 33, Dr. Tobas Rabello Leite 33';
na do 2o, em que compareceram 76 eleitores (29
legtimos de Pacatuba. e 47 falsos de Villa Nova),
conseguiram os Srs. Dr. Tobias Rabello Leite e
Joo Baptista Monteiro 76 rotos cada um.
Anoullados, comodevem ser, os votos dos ele'"
tores da 2* turma de Villa Nova, e considerand0
a commisso por um lado, que, em face da una'
imidade havida no collegio, fcil descriminar
-es votos dados pelos eleitores legtimos de Paca-
tuba e por ouiro, que nao era licito aos eleitores
legtimos de Villa Nova formar um novo collegio,
juando na_ le encontravam remedio a que seus
?otos se nao inutilisassem, tomados que fossem
em separado, como era proposlo pelo respectivo
juiz de paz, presidente do collegio, e consta das
actas respectivas, a mesma commisso de pa-
recer que se annulle (oda a volaco dos eleitores
legtimos e illegilimos da Villa Nova, e que sub-
sista a dos eleitores de Pacatuba, que apenas
eleva a 77 os votos conferidos ao Dr. Tobias Ra-
bello Leite, sem alterar o resultado da votaco
dada aos candidatos mais votados, cima indica-
dos, que apreseotaram diplomas expedidos pela
competente cmara municipal, que esto de con-
formidade com as actas.
Concluindo, a commisso de parecer.
Io Que se annulle a eleigo primaria da fregue-
zia de Japaraluba, feita sob a presidencia do juiz
de paz do Rosario, Msnoel Das de Barros;
2o Que se aonulle igualmente a falsa eleico
primaria da freguezia de Villa Nova, que se diz
presidida pelo Io juiz de paz o reverendo Manoel
Joaquim da Silva e Oliveira;
3 Que se approve todas .as mais eleigoes pri-
marias havidas as parochias da provincia in-
cluidas as das duas freguezias cima indicadas
que foram presididas por outros juizes de paz;
4o Que se considere valida a votago do colle-
gio de Villa Nova, smente na parte relativa aos
eleitores de Pacatuba, para ser conferida a quem
obteve-a;
5o Que se declarem deputados pelo Io districto
eleitoral da provincia de Sergipe, os Srs. baro
do Maroim e bacharel Leandro Bezerra Monteiro
mara municipal, e conformes s actas dos col-
legios.
Pago da cmara dos deputados, 23 de abril de
1861.Figueira de Mello.Gaapazino.Das Vi-
eita.Bezerra Cavalcanti.
EUi$io do Paran.
A 5a commisso de poderes tendo examinado
as eleices primarias e secundarias da provincia
lo Paran, e os diplomas dos deputados eleites
conselheiro Zacaras de Ges e Vasconcelos, e
Dr. Joaquim Ignacio Silveira da Molla, veem
presentar o resultado de seu trabalho.
Forma a provincia um s districto eleitoral
que se compe de 5 collegios e estes de 19 paro-
chias com 207 eleitores.
Para poupar cmara a estril narrativa do
ccorrldo as parochias nao coolesladas, e as
juaes correu o pleito eleitoral livre de vicios, se
limitar a commisso i eiposico das eleices
duplicadas e litigiosas, nicas que carecer de
came para a verifleaco dos poderes dos eleilus.
Parochia da capital.[Coriliba, 41 eleitores.)
Prcipiou regularmente o prcesso eleitoral so-
Are a presidencia do 1* juiz de paz, e compare-
cendo para a organisacao da mera parochial 12
eleitores e 5 supplentes, foi lesalmenle cumposta
* insultada.
Lavrada e assignada a acia da organieacio da
mesa por todos os msanos, eleitores e supplen-
ies que compareceram, deo-se seguida e sem o
menor incidente conhecido cornejo Ia cha-
-J-el>f*"** porm o votante Dr. Beato Per-
Mles de Barros, qualificado no 1 quarteiro,
apresentou-se este com um protesto escripto e
swtoin sen nome e dos cidadios Dr. Jos Ic-l
thias Goncalves Guimares, Dr. Antonio Candido ]
Ferreira de Abfeu, Manoel de Oliveira Franco,
e Joto de Oliveira Franco, declarando que por es-
Urea elhs seu partido cselos pela ioterven-
lo do presidente da provincia o do cete de po-
tete interino na '---------*- arbitrariedades da
UTWftj
*8_
iraaamlatvse
lrvtenente,
-s\ meta aceitattto vj ptolesio e contra-protes-
tando logo para destruir a elleaefao ne pVovada
dos proteetaetes, retirara-ae seles e se*re a pre-
aMoBtia de Manoel de Oliveira Franco, neo dos
signatarios do protesto, 4o juiz de pax e tenenle
coronel da guarda||nscienal, inslallaram outra
mesa parochial na igreja do Rosario, onde proce-
dern a duplicata annunciada, na qual augu-
rara como mesarlos as tres hachareis protes-
tantes.
A mesa legitima, continuou regularmente seus
trabalhos, e ultimou-os a 4 de Janeiro, tendo con-
corrido a esta eleico 760 votantes. A mesa il-
legal, a do Rosario ultimou seus trabalhos no dia
1 de Janeiro, tendo nesse mesmo dia feito a 3*
chamada.
Se esta eleico carecesse de razoes par* paten-
tear sua nullidade, bastara a circunstancia ex-
posta para coodemna-la ; porquanto absoluta-
mente imposeivel que em um da se flzesse a ter-
cetra chamada em urna parochia em que deixa-
rara de comparecer 900 votantes, se apurassem
as 768 cdulas que se Qguram recebidas para 41
eleitores, e se lavrassem as respectivas actas.
Parochia de Paranagu.(21 eleitores.)Come-
cou regularmente o prcesso eleitoral desta pa-
rochia, e sob a presidencia do Io juiz de paz, ins-
talada a mesa parochial, e comecando-se a pri-
meira chamada pela lista da ultima qualificagao,
posto que eslivesse illegslmente fonecionado o
conselho de recurso, o 2o juiz de paz do districto
Joaquim Candido Correa, relirou-se com varios
cidadeos, e inslallaram outra mesa parochial na
igreja da Ordem 3ada Penitencia, soba presiden-
cia do referido 2* juiz de paz. e all procederam a
duplcalo, fazeodo-se a chamada pela qualiiicaco
de 1859.
A mesa legal continuou a fuoccionar regular-
mente, e ultimou seus trabalhos a 2 Janeiro, ten-
do recebido e apurado 538 cedules, e faltado a
t-rceira chamada 202 votantes. S deu-se nesla
eleico a circunstancia de nao lerem assignado a
acta da apurarlo geral o secretario da dita mesa
Joaquim Antonio Guimares, e o escrutador Ma-
noel da Cuoha Pacheco, tendo alias o T lavrado e
subscripto.
Originou essa falta o facto de ter a maioria da
mesa recusado aceitar, tinha a eleicao, um pro-
tpsin que as ditos dous misarios queriam trans-
crever antes de suas assignaturas no livro das
actas.
A maioria da mesa para authenlicar o exposto,
que nao induz nullidade, fez a declaraco precisa
eassignou-a de novo com mais 11 cidados pre-
sentes.
VeriQcou-se a commisso pelas certides que
lhe foram presentes dos acordaos da relacio do
disliKto, de 15 el6 de fevereiro, que foram de-
negados os recursos interpostos do conselho mu-
nicipal, por illegaes, e confirmada a qualiiicaco
que servio de base eleico legal, e eleico mu-
nicipal deselembro.
A eleico da igreja da Ordem Terceira da Pe-
nitencia foi ultimada a 1 de Janeiro, tendo-se
nesse dia procedido 3a chamada, e apurado-se
as 540 cdulas recebidas para a eleico de 21 elei-
tores I
As actas desta eleico sao impressas. incom-
pletas, e apenas um transurapto do prcesso se-
guido, nao podendu dar idea segurado occorrido
sobre aornisaco da mesa e mais prescripces le-
gaes.
Parochia de Morreles.(8 eleitores.)No dia
legal, organisada a mesa parochial sob a presi-
dencia do Io juiz de paz, foi lavrada e assignada
a acta.
Installada a mesa e sem incidente algum, apre-
senUm-MO tenente-coronel Ricardo Jos da Cos-
ta Guimares requerendo que fosse aceito o pro-
testo que aprescnlava assignado por elle e mais
20 cidados, no qual declaravam nao lhes ser
possivel tonar parte na eleico a que se ia pro;e-
der, pornoterem a precisa liberdade, por nao
lhes offerecer a mesa que ia funecionar, e unni-
memente eleita, a imparcialidado necessaria ; e
pelas irregularidades quo teria de pralicar, con-
formo a prova que j tioham da ultiini eleico
municipal; e que por isso iam fazer outra eleicao
na qual pudessem livremeote votar.
Este protesto nao foi aceito, posto que nao of-
ferecesse a mais fugitiva prova para aulorisa-lo,
esim despachado como requerimenlo, e exposto
em resumo na acta, dando a mesa como razo do
indeferimeoto nao referir-se o protesto a factos
pralicos, e ser-lhe injuriosa a supposigo de nao
ser imparcial em seus trabalhos. Proseguio a
eleico da mesa legal e foi ultimada regularmen-
te no dia 1 de Janeiro, tendo recebido e apura-
do 195 cdulas, e faltando 3a chamada 218 vo-
tantes.
Os protestantes retirando-se da igreja matriz,
reuniram-se na casa da cmara municipal, e ahi,
sob a presidencia do 2 juiz de paz Jos Mir de-
Freitas organisaram urna mesa parochial, que foi
coraposta dos cidados Jos Pedro da Roera J-
nior, Joaquim Antonio dos Santos Souza, Jos
Cordeiro de Miranda e Joaquim Aotouio dos San-
tos, norteados por si proprios, e procederam a
duplicata.
Esta eleico uliimou-se al dejineiro, teodo-se
recebido, segundo afflrma a acta, 191 cdulas,
deixando de 222 volantes.
Parochia de Guarakisana.(9 eleitores.] Esta
parochia, desmembrada da de Paranagu, foi ca-
nnicamente provida, designando-se-lhe nove
eleitores, numero legal, conforme a qualiiicaco
respectiva. Procedeu-se eleico desta parochia
no dia 30 da dezembro pela qualiiicaco de 1850
tendo sido convocada a eleico por edital de 2 d
dezembro.
Eleicao secundaria.Collegio da capital.[Co-
riliba, 95 eleitores.)Houve duplicata da eleico
secundaria deste collegio, reunindo-se legalmen-
te os eleitores das parochias nao contestadas de
Voluverava. I^uass, Campo-largo, S. Jos dos
Pinhaes, Principo e Bio Negro com os 41 eleito-
res da eleico da matriz, presidida legalmente, e
formando es eleitores da duplicata da eleico pri-
maria do Bosarlo, collagio distir.cto na'mesma
greja do Rosario.
No collegio legitimo compareceram e votaram
promiscuamente 92 eleitores, faltando 3. Suas
acias esto regulares.
No collegio do Rosario, presidido interinamen-
te pelo major Francisco Pinto de Azeredo Portu-
gal, Io juiz de paz da freguezia de Campo-largo,
compareceram em todos os seus actos e votaram
40eleitores da duplicata da eleico primaria do
Rosario, faltando 1 eleitor. Nesse collegio illegal
votaram, posto que em separado, e j tendo vo-
tado no Io collegio, 13 eleitores da freguezia do
Principe.
Collegio de Paranagu.(40 eleitores )Houve
dous collegios nesla oidade, reunindos-e os eleito-
res Ja freguezia de Guaratuba com os da paro-
chia da referida cidade. da eleico da matriz e
presididos competentemente do lugar designado
presidiram eleigo, e a ultimaram regularmente
votando 28 eleitores.
Os eleitores da duplcala da Ordem Terceira aa
Penitencia, presididos pelo mesmo 2o juiz de paz
dessa duplicata, Joaquim Candido Correa, orga-
nisaram outro collegio na referida ordem da Pe-
nitencia, e procederam 4 eleico com os eleitores
de Guarakissaoa.
as actas deste collegio se declara que, por nao
lerem sido admitlidos no collegio legitimo os
eleitores da duplicata da Penitencia e de Gua-
rakissaoa, se haviam retirado e organisado outro
collegio.
Nos outros tres collegios correu a eleico re-
gularmente, tendo-se tomado em separado no
collegio de Antonina a duplicata da parochia
deMorretes. Compareceram nos collegios leg-
timos 186 eleitores. Nullicados os collegios do
Rosario e da Pinitencia; cujas duplcalas sao ma-
nifeslamente nullaa em vista do exposto, offe-
rece a eleico o resultado dos diplomas dadas
aos dous referidos eleltos.
Portanlo de parecer a commisso :
.' -1. Que sejam declaradas nullas as duplcalas
da eleico primaria da igreja do Rosario da ci-
dade de Coriliba, da eleico da ordem terceira
da Penitencia di cidade de Paranagu, e a da
casa da cmara municipal da villa de Morre-
l ;
2.* Que seja igualmente annullada a eleico
da parochia de Guarakissana ;
3.* Que sejam annullados os collegios eleilo-
raei reunidos as if raja do Rosario da capital
do Paran, e da ordem terceira da Peaiteacie do
Paranagu ;
4.a Que se determine ao governo
bilidade effecliva dos juizes da paz
tes que pruidiraal as referida eloic,
oao Bapfteti tora seo ta PtaetiM, d
jua, BWsWlde avio 1 jal pst toara*
calves Cerdetre de Morratea, presidida pelo 1*
Juiz de paz Jos Antonio 'Nobr*ga de GwrsXu-'
ba, de Castro, 4a Antonina. Vottveravi. Iguas-
, Cmpe-Lgo, S. Josa ios Pinhaes, PrTttai-
pe. Rkr4tro, Porto to^ima, Clbagy, Pont*-
Grosse, Palmeir, Guarapoava e Palma ;
. 6 Ptaalmeota, que sejam der tarad os reco-
nhecidos deputados aaeemblea geral pata pro-
vincia do Paran os Srs. Dr. Joaquim Ignacio
Silveira aa Multa com H3 tolos e conselheiro
Zacaras de Ges e Vasconcellos com 107. Paco
da cmara dos Srs. deputados, 23 de aril da
1851.-J. Madureira.Sergio de Macedo. Si-
queira Meodee.-.S. Nuaea. A. da Cesta Pinto
ol?8.
Eleigao do Maranho. (2districto ,
Al commisso de poderes, teado examinado
as actas, documentos e mais papis concernen-
tes eleico do 2o districto da provincia do Ma-
ranho, bem comeo os diplomas dos deputados
eleitos, vem apresenlar o resultado de seu tra-
halho :
I. Collegio de Itapucor-Miry. Consta de
20 eleitores da freguezia, e compareceram 18 ao
collegio.
Foi regular a oleigo, tanto primaria como a
secundaria.
2. collegio de Mearim.(25 eleitores.)
Da freguezia de N. S. de Nazareth 10
de Arary.....i
deAnajatuba .... 8
Compareceram todos ao collegio.
Houve regularidade no prcesso eleitoral em
ambos os graos.
3. Collegio da Vargem-Grande. (42 eleito-
res.)
Da Vargem-Grande.....13
Da Chapadinha......24
A commisso nao leve a acta do collegio, mas
segundo informaco dada pelo presidente da pro
vincia, compareceram 40 eleitores, e houve re-
gularidade. As actas da eleices primarias achara-
se conforme com as disposices legaes.
Entro os papis apresentados pelo Sr. Dr. Can-
dido Mendesnotam-se cinco cartas de eleitores
da Vargem-Grande, as quaes declaram ter dado
seus votos ao mesmo senhor, sendo entretanto
unnime o resultado do escrutinio para os Srs.
Souza, Furtado e Bandeira Duarte. A commis-
so nao pode admittir reclamares posthumas
fra do collegio, e por isso nao duvida taxar de
evasiva a asseverago comida nessas cartas.
Collegio de Coroat.(45 eleitores.)
DoCoroat .......27
De S. Luiz Gonzaga.....18
Compareceram todos o houve regularidade em
ambos os graos do prcesso eleitoral.
Collegio de Caxias.(73 eleitores.)
Concedo de S. Jos .... 23
S. Benedicto.......23
Trezidalla......... 9
Co'6 .-...;.. 18
compareceram 70. Houve regularidade em ati-
bas as eleices,
Collegio de S. Jos Mattes.-(32 eleitores da
freguetia.)
Compareceram todos. O prcesso toi regular.
Nao veio a acta da eleico primaria.
Collegio de Pastos-Bons.(36 eleitores.)
Pastos-Bons :.....30
Balsas.........6
Correram regulares ambas as eleices.
Collegio da Passagom Franca. (33 eleitores.
Da Villa........17
Da Manga........16
Na froguezia da Manga fizeram-se duas elei-
coes, urna presidida pelo Io Juiz de paz, e outra
peto 3. O collegio eleitoral, quando reunido,
pretorio como legitima esta e nao aquella, fun-
dando-se em ter-se feito all a eleico pela qua-
, &ao de 1858, Ns acta da eleicao presidida
pelo 3 juiz de paz, alm da frregularidade pela
falta de declaraco dos nomes dos votantes que
accudiram terceira chamada, nao se menciooa
a raio por que funecionava elle terceirojuiz
sem constar legitimo impedlmeulo dos outros.
A commisso attendendo que a eleico presi-
. d?oEo 10 Juiz de D,z 0P* P,,a quaflcaco
ue 1858 por ordem da presidente da provincia,
e pela copia que dola remetteu, por nao existir
outra mais moderna, e attendendo ao que ao go-
verno imperial ioformou aquelle presideote de
ter s no Om de 1860 recebido urna copia da
quaiificago desse aono, ttm formalidade e ou-
thenticidade alguma, e a ter sido feita por esta
qualiQcaco a eleico irregular e incompetente,
presidida pelo 3o juiz de paz, nao hesita em pro-
por a annullago eleitoral e approva;o daquella,
mandando-se multar a mesa presidida peto 3*
juiz de paz.
Compareceram no collegio !5 eleitores da elei-
Cao presidida pelo Io juiz de paz, e 11 da presi-
dida pelo Io juiz de paz, e 11 da presidida pelo
terceiro. Foram tomados os votos em sepa-
rado.
Collegio da Tutoya.(21 eleitores.")
Barreirinhss......,13
Tutoya.........5
Arrayosos........3
Na freguezia da Tutoya Qzeram-se duas elei-
ces, urna presidida pelo 1 juiz de paz Ignacio
Gomes de AlraeiJa, na qual guardaram-se as
formalidades legaes, elegendo-se porm 9 elei-
tores em vez do 5 marcados pela presidencia, e
outra sob a presidencia do 3o juz de paz Fer-
nando Dioiz Soeiro Gomes, na falla, diz a acta,
do Io, e no impedimento do 2o, que fra pre-
sidir a eleico de Barreirinhas. A acta desta
eleigao conten nao s a irregularidade de nao
menclonar-se os votantes que nao acudiram3
chamada, como a de haver um nico eleitor que
comparecer para a forraaco da mesa convida-
do um cidado e eleito ambos os dous mesarlos.
Esta mesa expedio tambem nove diplomas.
Na freguezia de Barreirinhas houve urna elei-
co presidida pelo 2o juiz de paz da Tntoya, Jos
Antonio de Araujo Soares (o competente), que
correu regularmente ; e houve outra presidida
pelo 4o juiz de paz, Felippe Nunes de Almeida,
em urna casa particular, segundo informa o pre-
sidente da provincia e consta da propria acta.
Na freguezia de Arayoses correu regular o pr-
cesso gjeitoral.
Reuniram-se dous collegios tleitoraes, um sob
=
.

atoata, H>d ** dwta eleico, e assegura o presi-
aHM ta provincia alo t-la recebido..
Constituido o collegio eleitoral com 50 eleito-
~ atado do Buril y os eleltos sob a presidencia
terceiro jais de paz, procedeu regularmente
"^S^JJj deputados, sendo presiden le do col*
DaaV^K5aes presentes a OoarmfBso (conste
que rifarlo do Brejo, padre Mataollao ia A-
sumpole Oliveira, nao s se negara ao eatapri
a presidencia interina do primeiro juiz de paz da
freguezia da Tutoya ( o competente) composto de
9 eleitoresda Tutoya,da eleico presidida pelo pri-
meiro juiz de paz, de 11 da freguezia de Barreiri-
nhas, da eleigo presidida pelo quarto juiz de paz,
o de 3 de Arayoses- Procedeu-se volaco, to-
mando-se em separado os quatro votos de excesso
da freguezia da Tutoya.
O outro collegio reunio-se sob a presidencia
Interina do primeiro juiz de paz do actual qua-
triennio da freguezia de Barreirinhas, como dis-
tricto mais visinho, por falta de comparecimen-
to dos legtimos da Tutoya. Compoz-se de 18
eleitores, sendo 5 da eleicao presidida pelo ter-
ceiro juiz da paz da Tutoya, e 13 da eleico de
Barreirinhas, presidida pelo segundo juiz de paz
da Tutoya ; e procedeu votago, que foi uoani<
me nos Srs. Furtado, Bandeira Duarte, e Souza
A commisso prope que se approve a eleici
da Tutoya, presidida pelo primeiro juiz de paz
elimmando-se quatro eleitores do excesso ; que si
annulle a eleico presidida pelo terceiro juiz di
paz na mesma freguezia, que se approve a elei-
gao de Barreirinhas, presidida pelo segundo juiz
de paz da Tutoya e se annulle a presidida pelo
quartojuizdepaz ; que se annulle o collegio elei-
toral reunido sob a presidencia interina do .pri-
meiro juiz de paz da Tutqya e se approve o col
legio que funecionou sob a presidencia Interina
do primeiro juiz de paz|do actual qutriehnlo d
freguezia de Barreirinhas. inutilisando-te Os cin
co votos dos eleitores da Tutoya. que a commi
sao considera illegilimos ; e Analmente que >
mande multara mesa parochial da Tutoya presi-
dida pelo terceiro juiz de paz.
Collegio do Brejo.( Corooe-se de 50 eleitores.)
Do Brejo........................ 22
De Burity....................... 22
De & Beto ardo................. $
Em Burily foi presidida a eleico palo terceiro
juiz de par, por achar-ae praso e prenunciado por
enme inasancavel o primeiro, pristo a prcesso
que se diz e parece ao praeidaale ^ projinaia
ter-se feito com o Dm de inuliliia-lo e sfjf nao
ter comparecido o segundo.
Installada a mes, o eosspareoendo o segundo
juiz de paz, recusou tomar a prasidencis apezar
de instado, declarando que ia tasar outra elaioo
e effettivamente a fez, fuocciaaaado irregular-
meiuo dos devores que lhe
a lei, occul-
taodo-se, negando os paramealos para a ceiebra-
5S0 dos actos religiosos, como atf as chavea da
igreja, polo que foi mister abrir-se judicialmente
aporta. Reunio-se no Brejo em outro collegio
eleitoral, presidido por Honorato Alves de Souza,
cuja acta foi preiente i commisso ; e entre va-
rios documentos apreseutados, encontra-se um.
aUelado daquella vigario em que affirrsi a exis-
tencia do dito collegio, urna certidio da dita acta
extrahida do livro, que alias o tsbellio declarara
ao chele de polica ter-se extraviado 1 Entre
esses documentos est tambem urna justifleago
de ter-se feito a eleigo parochial presidida pelo
segundo juiz de paz.
Em vista de ludo isto, e do que consta do rea-
torio do presidente, e do dochefede polica, que
corre impresso, julga a commisso que se nao po-
de dar a mais pequea importancia e considera-
gao a tudo quanto se quer prodozir em abono
dessas eleigoes verdaderamente simuladas, sen-
do de parecer queso approve a eleico do colle-
gio do Brejo que funecionou sob a presidencia do
primeiro juiz de paz Benicio, e as das freguezias
cujos eleitores o formarse.
Collegio da Barra da'Corda.(27 leitores.)
DaCorda....................... 15
DaChapada..................... 12
Compareceram 26.
Foram regulares tanto as eleigoes primarias
como secunlaria.
Collegio do Riacho.(6 eleitores. J
Nao harendo qualiOcago de 1857, 1858, 1859
e 1860, raarcou o presidente o mesmo numero
de eleitores que dera na ultima legislatura. O
presidente da mesa parochial porem emenden
que devii dar a parochia 21, eo fundamento que
ere foi o de haver a mesma parochia dado 14
eleitores na eleigo do senador. Posteriormente
a cmara municipal participou ao presideote que
a menor das qualiftoages daquella parochia foi a
de 1857, na qual se qualiQcou 426 votantes, o quo
permittio a eleigo de 14 eleitores, e nao do 21 ;
tendo sido porem 6 o numero dado na eleigo
de deputados oa ultima legislatura, nao era pos-
sivel que desse mais de 9, em vista da lei. O col-
legio eleitoral apurou os votos de 9 eleitores e
excedente.
A commisso attendendo que o presidente da
provincia nao contesta a reclamago, e antes pa-
rece com ella conformar-se, julga que se deve
approvar os votos dos ditos 9 eleitores e annullar
os dos excedentes:
Collegio da Carolina.(26 eleitores.)
Da Caroliaa..................... 22
Da Imperatriz................... 4
Compareceram todos.
A eleigo parochial da Imperatriz correu regu-
larmente, eo mesmo pensa a commisso a res-
peito da outra, pelo que consta da acta do colle-
gio que lhe foi presente.
Cmara municipal aparadora.
A cmara municipal de Caxias reunio-se com
seis vereadores a 19 de Margo para proceder
apurago, tendo adiado esse acto para enlo por
nao ter recebido antes as actas de todos os colle-
gios como fez constar presidencia, e ainda as-
sim, e em conforuidade de ordem desta, fez a
apurago som ter recebido ss anthenticas dos col-
legios do Riachao e Carolina.
A cmara julgou legaes a acta do Brejo do col-
legio presidido pelo major Benicio ; a do collegio
de Tutoya presidido poto major Neves ; rejeitou a
ida do collegio do Brejo,presilido pelo major lio
oorato. e a do collegio da Tutoya, presidido pelo
padre Joo Evangelista, e tudo isto pela razo de
Iheserem presentes documentos comprobatorios
da legilimidade das ditas eleigoes ; o procedendo
apurago, expedio diplomas aos Srs. Drs. Fur-
tado, Souza o Bandeira Duarte.
A commisso, completando a apurago dos vo-
tos pela adiago dos dous collegios nao apurados
pela cmara municipal, e ciogindo-se a tudo
quanto acaba de expender, obteve o seguinte re-
sultado :
Dr. Furtado, 338 ; Dr. Souza, 284 ; Dr. Ban-
deira Duarle, 266 ; Dr. Barreno. 177 ; Dr. Candi-
do Mendes. 175 ; Dr. Ribeiro Paraguassu', 59;
Campos, 4.
Foram igualmente presntese commisso os
diplomas dos Srs. Drs. Candido Mendes e Jos
Miria Barreto, expedidos pela cmara muoicipal
de Caxias reunida a 20 de margo em numero de
3 vereadores e 3 supplenles, dos quaes os tres
primeiros noenlraram no numero dos que ante-
riormente formaram a cmara que deu os diplo-
mas dos Srs. Candido Mendes e Brrelo, se bem
se nao prove serem clandestinos, foram sem du-
nda Ilegtimamente expedidos por pessoas in-
competentes, tanto quanto outros haviam ja sido
expodidos ; e por isso nao hesita a commisso em
considera-los sera va,lor, respondendo por este
modo indicago que foi feita pelo Sr. deputado
Yieira da Silva ; propondo tambem que se mande
responsabilisar os signatarios.
Os documentos apresentados commisso com o
fim de provar-se a illegalidade atlribuida c-
mara municipal que funecionou no dia 19 nao
conseguem o seu Qm : um delles, por exemplo,
urna cerliiao do secretario da cmara, assig-
nada a 21 de margo (e que no dia 20 eslava im-
pedido), com a qual se preteode provar que um
dos vereadores presentes na sesso de t9. o ma-
jor Piraentel Bezerra, nao estove presente, pois
se achava doeote ; e para produzir essaconvic-
?o, certifica o secretario que esse vereador fune-
cionou as sessoes de 7, 10, 17, 18 e 28 de Ja-
neiro, sem comtudo declarar, como era indispen-
savel, que o dito vereador nao Uvesse funecio-
nado posteriormente, e especialmente a 19 de
marco.
Em vista de todo o exposto, a commisso de
parecer que seapprovem os diplomas dos deputa-
dos eleitos os Srs. Drs. Furtado, Souza, e Ban-
deira Duarte, e as eleigoes primarias e secunda-
rias do 2o districto do Maranho era conformida-
de das altoraces que ficam indicadas neste pa-
recer.
Quanto questo da incompatibilidade altri-
buida a dous dos ditos senhores, em virtude de
serem supplenles do juiz dos fetles, urna vez que
nao se pode provar a effectividade do exercicio
que elles lassumissero, e ao contrario smente
se provou que procuraram negar-se ao cumpri-
mento do devor do cargo, eotende a commisso
que do faci argido nao cabe cmara conhe-
cer, por ser da competencia do poier adminis-
trativo'
<0LS5 d cmara dos deputados, 20 de abril de
\?1 T- : Carlos-J- M. Pereira da Silva.
balathiel.A. Epaminondas de Mello.
Eleico da Bahia.
(4U districto).,
A 3a commisso de verificaco de poderes, ten-
do examinado as actas das eleices primarias e
secundarias do 4o districto da provincia da Bahia
vem expdr o seu parecer.
O districto compe-se de 30 freguezias e 13
collegios.
O prcesso eleitoral correu regularmente as
freguezias du Inhambupe, Itapycur, Abbadia
Monte-Santo, Gerumuabo, Santo Antonio da Glo-
ria. Jacobina, Riacho, Saude, Morro do Chapeo
Villa-Nova da Rainha, Saota S Joaseiro e Pam-
bu, nao obstante deffeilos que em algumas se
deram, eque se podem qualicar de pouca im-
portancia, como falto de transcripgo da portara
da presidencia marcando o numeio de eleitores
relago nominal e numrica das pessoas que n
compareceram terceira chamada, actas da ins-
talaclo das mesas parochiaes e recebimento das
listas, vindo smente as da apurago.
Juizo igualmente favoravel forma a commisso
des oulras freguezias do respectivo districto, pos-
to quo nao chegassem a aeu conhacimento as ac-
tos relativas s eleigoes primirias; porque
no apparecendo reclamago oa aecusago al-
guma a emelhanto respeito, entende a commis-
que os trabalhos eleitoraes esto isentos de de-
16 Ko.
Nao se acbam no mesmo caso as freguezias de
Alagoinhas, Pombal e Bom-Conselho, de que vai
oceupar-se especialmente.
Alagoinhas.Sendo o presidente da provincia
consultado polo primeiro juiz de paz acerca do
procedhnento relativo eleitores qua nao se a-
chavam guatrfleado, e reapondendo asmo
presidente que se expedase diplomas a essea
eleitores assim como aus supplentes, segundo a
ordem da votaco, tomando em separada os vo-
^deaaaeoutros para que fosse decidido pelo
podar competente, o collegio eleitoral respectivo
reunios votos desios eleitores, palo que lornou
impossivel a discrimioago dos qua nao estives-
sem qua Meados.
Pombal.Tendo a presdetela da proflncia con-
servado o namero da quarenU e dous eleitores
que dava esta freguezia em vista da qualiQcaco
da 1858 que lhe fra presente, a masa parochial
atoren esse numesaaaass 15, soa a Tuodaaarato
fTde 1,700 amaina maaorataqualiflasajoaa
dl UB9, seodo a la 18384a 1,986, o noaa teado
"O a de 1857, do aue lado nao tltera o fovar-
oprovmcial permito conheciment. Eoviaado
o officio do juis de paz daquella tregueaia, em
que communica o exposto, a rematsaodo a coni-
dio di quaflcaco. a presidencia reconhece a
legitunidade do augmento; peto que entende a
ooarmisso estar ao caso de ser approvado aquel-
le accescimo de eleitores.
Bom-Conselho.Nesta freguezia houve dupli-
eato de pax, e outra pelo V. Varios cidados, o 2o
juiz dtl paz da mesa, e o parocho da respectiva
fregueria informam a favor da eleigo do 2 juiz
de paz, que 4 alm disto abonada pelo parecer
do Dr. juiz de direito da comarca, que fra assis-
tir ao prcesso eleitoral por ordem da presidencia
da provincia, e a quem se consultou sobre o meio
de contrariar o procedimento do Io juiz de paz
que ap larecara na igreja no dia 30 de desombro,
e no seguinte se retirara para a fazenda Carita,
onde conclulo a eleigo que encelara. O Io juiz
de paz, a cmara municipal e o collegio, procu-
rara contrariar oesas informages aulhenticas,
dando 1 orno bem feita a eleigo na igreja e com
selemo dados legaes, e acerecentam que alguns
dos cid idos eleitores da turma presidida pelo 2o
juiz de >az nao se acham qualiUcados.
Foi timbem presente commisso um reque-
querimentoofferecido pelo bacharel Cicero Dan-
tas Mar ios, acompanhado de alguns documentos,
como s tjam urna jostificago psra provar que a
eleigo Ido primeiro juiz de paz comegra e aca-
bara ni igreja, bem como que a do 2o juiz de paz
nao fra feita na matriz ; certido do secretario
da cmara declarando que a 18 de fevereiro nao
estiva 10 archivo o livro das actas ; certido da
secretaria do governo declarando que a 18 de
marco anda nao bavia copia da acta da elei-
go. et i.
Em acede taes circunstancias, a commisso
coosidirando que sempre vexatorioo prcesso
de urai segunda eleigo, quando os nimos exci-
tados jela lucta nao se acham serenados: consi-
derand que em prol da eleigo presidida pelo 2o
juizdeipaz pesara o relitorie e informago offl-
ciaes d is primeiras autoridades da provincia, in-
sospeit is pelo seu carcter como sao, o presi-
dente io Dr. juiz de direito da respectiva co-
marca, e iasuspeitas ainda por estarem sobran-
ceras 1 pequenos|nteresses locaes; considerando
que en favor da eleigo do 1 juiz de paz s fo-
ram produzidas informages de autoridades io-
feriore manifestameote ligadas parcialidade
do Io uiz de paz e urna justifleago sem citago
eaudunciis das partes contrarias; entende a
commisso que deve approvar-se a eleigo do 2o
juiz de paz, elimioando-se porm os eleitores
que nao se acham qualiUcados, passando a subs-
litui-os os suppleutes qne o estivorem, aonul-
landoj-sea outra eleigo, que alm de todos 09
indicios de simulada, nao regular.
Retiidos os collegios eleitoraes, que sao 13,
funeelonaram elles regularmente a excepgo do
de Alagoinhas, em.qua contra a ordem da presi-
dencia se tomara englobadamente os votos de
leitdres qualiUcados e nao qualiucados, e do de
Gereiuabo, em que tambem se confundirn] com
os desta freguezia. e da de Santo Antonio da Glo-
ria ok da eleigo do Io juiz de paz do Bom-Con-
selho, tomando em separado a votago dos elei-
tores da eleigo do do 2o juiz de paz, contra o
que lUra tambem determinado pelo presidente da
prov ocia.
Feita a apurago geral, que est de accordo
com os diplomas apresentados, reconhece a com-
missio que foram eleitos deputados os Sr. con-
selh -iros Jos" Antonio Saraiva, Drs. Luiz An-
toni Pereira Franco e Manoel Pinto de Souza
Dam as.
Filialmente a commisso de pare:er:
1 Que se annulle a eleigo do Bom-Conse-
lho, presidida pelo Io juiz de paz e se approve a
quo o presidida pelo 2o juiz.
2o Que se annullem os diplomas dos eleitores
de Alagoinhase Bom-Conselho que pelas provas
auth ticas depositadas na secretaria da presi-
denc a se reconhecer que nao se acham qualifi-
cido:.
Que se nao contem os collegios de Ala-
is e Geremuabo pelo englobamentode vo-
ltios.
Que sejam reconhecidos deputados os Srs.
ntcaio Saraiva, Luiz Antonio Pereira
e Manoel Pinto de Souza Dantas.
Sahl das commissoes, aos 23 de abril de 1861.
R. F. de Araujo Lima.A. G. Barbosa da
CunnalJ. de A lencar.Francisco da Serra
Came\ro.
[Jornal do Commercio, do Rio.)
contrariadas a um momento pela concesso de um
52VI!!!!Slal??, *" Pwjootoseje remet-
tida cmanme do orgamento, para que lis,
eomo orglo desta cata em tudo quanto diz re
paito 4 flnaacaa, emita sen juizo sobre a ma-
1 Requaiso que o projecto que acaba da er li-
na, aej. tnasesS, caanaatosla ta^fiU
pasa sobra alio emittir o sea juiso,Theodoro da
oliva. >
O Sr. Gitirsna, manifesta-ee om opposidU) ar>
requeiinwate. r~
A casa taaaita a requerimento.
ORDEM DO DIA.
Sao a*prevt,dea sem dbate, asa 1* discuasio
1 projeoto n. 2S deste aono. que muta asede da
W de Una para o povoado-Proprledade ; em
2* a emenda otTerecida em 3 ao de n. 15, que
determina que o producto daa loteras concedidas
irmandade do Divioo Espirito Santo do Colle-
gio, tenba applicaco s obras da igreja respec-
2a discussao das emendas offerecidas em 3a ao
projecto a. 6, qoe concede privilegio a J: Falque
e outro para o estabelecimento decarros-de-
praga.
O Sr. R. de Almeida, d as razoes porque vo-
tou contra a 1* paite da emenda substitutiva do
Sr. Fenelon.
Encerrada a disoaao, proceie-se votago,
que d em resultado serem approvados os attigos
substitutivos do Sr. Fenelon, salvo as palavra
ou com quem melhorea condigoes offerecer. quo
foram regeilados.
Entra ero segunda discussao as posturas da c-
mara municipal do Rio Formoso.
Sao successivsmente apoiados sem debate os
s'eguintes arligos :
Art 1. A cmara municipal, ter a seu car-
go os cemiterios pblicos que julgar convenien-
tes fundar, para o enterramento dos cadveres de
pessoas que nao perleocerem a irmaadades e con-
frarias: os infractores, soffrero a multa de 20*
res e cinco das de priso; cujas penas reca-
hiro contra as pessoas encarregadas do enterra-
mento ; e conta aquellas pessoas que derem se-
pulturas em outro lugares que nao for o desig-
nado.
Art. 2. Nao se abrlro sepulturas em luga-
res oceupados por outros cadveres, se nao de-
pois de passados dezoito mezes ; e sendo em ca-
tacumbas ou carneiros, depois de dous annos
salvo por ordem da autoridade policial, sob as
penas do artigo antecedente, contra aquellas
pessoas, que verem a seu cargo as sepulturas
e catacumbas. Os cadavores porem, daquellas
pessoas, que tiverem suecumbido de alguma epi-
demia, ou affecgSo contagiosa, ficiro sepultados
por mais seis mezes alera do tempo cima pros-
cripto.
O Sr. Brito pede urgencia para apresentar um
requerimento.
Vencida a urgencia, vai a mesa ldo, apoia-
do, entra em discussao e approva-se sera debata
o seguinte requerimento.
Requeiro urgencia para entrar em terceira dis-
cussao o projecto n, 1 deste anno.Brillo.
Entra em discussao o projecto de que trata o
requerimento aulorisa elle ao presidente da
provinea a aposentar a Patricio Jos Borges.
O Sr. Lacena oppe-se ao projecto por consi-
derado illegal, urna vez que fere o disposto oa
le que regula as aposentadorias.
Diz mais que o individuo de que trata o pro-
jecto j gosa das vantagens de urna aposentado-
ra por um emprego geral que exerceu. Tam-
bera possue elle urna fortuna coosideravel, quo
reparto at com pessoas que se lhe nao acham li-
gadas pelos vnculos do saogue, e conclue pe-
dindo a regeigo do projecto.
Julga-se a materia discutida e o projecto posto
a volos regeitado.
Continuando a discussao interrorapida das pos-
turas do Rio Formoso, e enlregando-se a apre-
ciagao da casa o terceiro artigo, verifica-se nao
haver numero legal para votar-se.
O Sr. Presidente ixa a ordem do dia e levanta
a sesso.
DIIRIO DE PERNAMBUCO-
A ass imbla, depois do expediente, approvou
sem del ate os seguintes projectos : em primeira
discussao o que concede liseucas com vencimen-
los va ios empregados proviociaes, o que deter-
mina a brma da aposeotadoria dos empregados
da caroi ra municipal do Recife ; em segunda, o
de n. 2;, que transiere a sede da villa de Una
para a novoagoPropriedade.
Em 3T, com urna emenda, o de n. 13, que sup-
prime es lugares de Io tabellio de nulas e escri-
vio do civel da cidade da Victoria.
Apptovou-se a urgencia para ser ldo o pro-
jecto d ) orcamento provincial.
ndo em 2a discussao o projecto n. 11 que
e a sedo da freguezia de Quipapi para
Entr
transfe
------ ..-.Q-....... v yHi|/a^'a pota
Panellis, oraram os Srs. Braulio e Gitirana, fl-
cando 1 discussao adiada pela hora.
A orlera do dia de hoje : a contiouago da
antecei ente e mais a dos projectos n. 10 e 20, Ia
dos de ns. 8 e 14 deste anno, e Ia do de n. 8 de
1860.
PERNAMBUCO.
ASSEHBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sejss&o em S de maio de i8i.
Presidencia do Sr. Baro de Vera-Cruz.
( ConeaVsao )
L-se e fica adiado por pedir a palavra o Sr.
Souza Reis^ um parecer da commisso de peti-
goes, ceclioando para a de legislago a pretendo
de Th< maz Jos da Silva Gusmo Jnior.
O Si,Souza Reis,justifica um requerimento de
urgencia, que sendo combatido pelos Sr. Theo-
doro Silva e Nascimento Portella, afinal regei-
tado. I
Apprpva-se a redaego do projecto n. 2 deste
anno. |
L-sA, e julgado objecto de deliberado vai a
imprimir um projecto concedendo o abate de 25
por cen|lo aos arrematantes do imposto de 2J500
sobro cabeca de gado consumido no municipio do
O SrJ Theodoro da Silva :Visto que acaba de
ser considerado objecto de deliberago o projec-
to, em virtude do qual esto assembla concede o
abate, buoj o anno passado eoncedeu aos arre-
matantes do imposto de 2J500 sobre cabeca de
gado consumido ; projecto que o presidente en-
tendeu nao derer approvar...
OSr Ignacio de Barros: Apoiadoi levo ser
julgad* pelos dous tercos.
O Si Theodoro da Silva :-Nao a isso que eu
me refero; perdo.
Como rehn de a casa, quera eu dizer, ji pela
oaiurekaapo negocio om ai, j pela circumsiancia
de ler esto projecto dado oecasilo que o presi-
dente patsasse urna severa ligio do economa
assembla provincial, (apoiados) que cumpre-nos
proceder com todo o acorto e circumspecco.
Eu, portanlo, de conformidade com o regiment,
requeiro que eate projecto, que acaba de ser lido
e julgado objecto de deliberago, seja remettido
comcaitso de orcamealo provincial, para que
ella previamente emita o sea juiso sobre elle.
Nq osas um negocio do poaoa monta ; re-
pito V. Eso. aba, aaoe-o a asa, que os cofre
proviociaes esto exauridos; V. tac. sobe que a
coms3iso4e orgaraenlo porosse motivo lem-se
visto em embaraoao, la oootonte o soto oom'
que (ha procedido, aaMcorsfocoionar o respectivo
orgf.isato, no quai coasta-nos qoe proaoia a
sappreasao de alguma* verbas no despeza : por
oonsegatnto, para que as -vistas 4a aomattasio,
para na o san ato a mmntai,Dw ata saja*
ha-
SESSAO EM 3 DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada, veriQca-se
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario da presidencia, remet-
iendo as iciformac,es pedidas sobre a estrada de
ferro.A' quetn fez a requisigo.
Um requerimento da Associaco dos Artistas
Selleiros, solicitando urna imposigo sobre as ca-
sas que vendem sellins estrangeiros importados
nesta provincia.A' commisso de peligoes.
t Continuar-te-ha.)
Discurso pronunciado pelo Sr. de-
putado Pereira de Britto, na ses-
so de t5 do passado.
O Sr. Brttto: Sr. presidente, eu hontem
corapromeiti-me perante esta assembla trazer-
Ihe a copia da iospecgo de Pedro Jos dos San-
tos ; depois de l-la, entrarei na discussao. Te-
nho todo o interesse era ler a copia dessa inspec-
cao, porque, pedindo por urna indicago esta
casa, que se exigissem informages do presidente
da provincia sobre esse negocio, a assembla ne-
gou a approvago ao meu requerimento.
O requerimento em que foi pedida a copia da
inspecgo o seguinte: ( leodo)
t Diz Torquato Jos dos Santos, que, para bem
do seu direito, precisa que V. Exc mande por seu
respeitavel despacho que o lllm. Sr. chefe da esta-
gao naval lhe d por certido o termo de inspec-
gao, que soffreu seu lho Pedro Jos dos Santos
bordo do brigue-barca de guerra Ilamarac
cm dias do mez prximo pausado, islo em termos
que faga f; portanlo, pede a V. Exc. deferi-
mento, etc. Recife. 21 de mar;o de 1861.
O despacho do digno Sr. presidente da provin-
cia o Sr. Portella o seguinte: (l J
Remettido ao Sr. commandante da estago
naval para mandar certificar o que constar. Pa-
lacio do governo de Pernambuco, 13 de abril da
1861. Portella.
Agora eis a copia do lermo de inspeceo : [ l 1
Certifico que, revendo o livro das inspeeges
do saude bordo deste brigue-barca, encontrei o
assentamento do theor seguinte : Pedro Jos
dos Santos foi julgado incapaz do servgo a ma-
rinha, por apresenlar urna fstula urelhral, em
19 do margo de 1861. Assignado, Dr. Pam-
phxlo Manoel Freir de Carealho, 1 cirurgio do
crpo de saude da armada. E para constar, pas-
sei o presente par mim assignado. Bordo do
brigue-barca Itamarac, surto no moiqueiro de
Pernambuco, 16 de abril de 1861. O escrivo,
Olympio Ferreira da Silua.
Parece-me, pois, Sr. presidente, que nao foi
um invento meu, urna fiego, mas urna realidade,
tudo quanto affirmei sobre a conducta moral des-
se guarda naciooal, o qual requereu ao comman-
dante do seu batalho, o digno tenente-coronel
Seve, pessoa bem conhecida n'esta provincia, re-
quereu, digo, nos seguintes termos : (l)
Diz Torquato Jos dos Sanios que, bem de
seu direito, precisa que V. S. mande ao Sr. ca-
pilo, commandante da 6a compaohia do bata-
lho do digno commando de V. S. atiestar ao p
deste qual rj comportamento civil e militar, quo
tem tido Pedro Jos dos Santos, lho de suppli-
cante, durante o tempo que serve em dita com-
paohia ; pelo que pede V. S. defenmento.
Eis o despacho do tenente-coronel comman-
dante: (.l)
Informe o Sr. capilo commandante da com-
paohia. Quartel do commando do 3 batalho de
infantaria da guarda nacional do municipio do
Recife, 21 de margo de 1861. Leal Sen, te-
nentle-coronel commandante. o
Aqu est a informaco do commandante de
companhia que pertencia Pedro Jos dos San-
tos : (l)
Bm visto do despacho iofra, e do que requer
o supplicanle, atiesto que_o guarda nacional da
compaohia do meu commando, Pedro Jos dos
Santos, tem tido a melhor conducta, tanto civil
como mllilar, nao tendo commeltido falta alguma*
no desempenho de seus deveres, quer aqaartela-
do, quer nao aquartelado ; merecendo de mim a
melhor confiarla, e altengo pelas suas qualida-
de : o quaoto na verdade posso attotar. Quar-
tel do commando da 6* companhia do 3 bata-
..?!! "soa nacional do Recife. 22 de margo
de 1881. Antonio Jos da Costa e Silva, ca-
pitao.
Eu nbjoito estes documentos inspeceo da
0,?t cidada.
Parece-me poi, Sr. presdanle, que leirho 'do-
monstrado que o ox-admioistrador desta provin-
cia omaou -da lei, conculcou-a mesmo. I Peaue-
M|NW) l H

"-


taRIQ 01 ISnUtfOQOf SAMADO 4 DE MAIO D*1M1.
mStS 4^la4,HLi Sr- Bci.-0 r. Villas-*. ? Dr. Cae-
SS.!S?Sri0,a,u*a 7* *"' todf^, **&r*awdHi ** na da a oabr
S, r qu* lh* *"'faW'fl, Hontom, dwiMt peraiUir-m* qua Ib* diga urna cousa,
quando fallara, tratara de provar I que oi wedaitada....
delegado que presidio, ou^H
timas da fregajuia da B5a-Viala. Q nobre deau-
" Serda (desuando < Sr. ?*** L, tratando da.
lea* do delegado de polica, uriicamaale aara-
aaotou, como material de defesa, urna arta pro-
cedente de um maobro illualre do partido libe-
ral, e que me merece (do a coaceito, Disse eu,
porm, que esia carta era o reredict da condem-
najio desse delegad, e tratara de aoalyear essa
caria, quaodo o aaeu diacurao foi Interrompido
accidentalmente; ealara eu analyaando a respos-
ta que o Sr. Dr Aprigio dar ao 3 quesito da
carta dessa delegado d,e polica, e ao qual elle
responda: No dia em que se deu a fraude,
V. S. occupou pela primeira re urna cadeira en-
tre mim e o juiz de paz,.., Eu neg bem a
attenjio da isj : .... pela primeira ves,
logo, durante os anteriores das, o delegado nao
occupou ase lugar. (Contina loado.)
Ora, esta re'commendajo ezpreaaa, justamente
na occasiao em que se deu o couclo, a fraude,
significa muita cousa. [ Lendo} c O que cacto,
contina o Sr. Dr. Aprigio, etc., te
Parece-me, pois, que o nobre deputado, defen-
dendo e Sr. delegado com esta carta, pelo con-
trario Ihe faz urna aecusajo, (porque nunca oc-
cupando aquella lugar, justamente no dia em
que se deu a fraude o occupou. e momentos an -
tes de se praticar a fraude, leranta-se reeom-
mendando que nioguem oceupasae essa cadeira
{ recommendaco que nunca fez outraa rezes que
leve de lev.nt.r-se} como que mostrando o de-
sojo, ou a necessidade de estar desembarazado
csse lugar para facilitar a fraude I
Bu, senhores, nao me va le re smenle da arma
que me forneceu o nobre deputado para prorar
que o delegado auxiliou a fraude n'essa eleigao,
eu lanjarei mao tambem de outra arma que me
forneceu o proprio partido conserrador, lanjarei
mi do teslemunho de um individuo chamado
Fessa que depoz em urna justifleijo do partido
conservador, em urna queixa que apreaeotou con-
tra alguns membros do partido liberal.
Essa testemuoba conservador, todo oseu de-
poimento favoravel, a este partido, porm, se-
nhores, a verdide sempre apparece por mais que
a procurara oceultar. Pelo depoimento que rou
ler veris, senhores, que Pessoa confesas que o
delegado interveio na fraude, Pessoa diz o se-
guinte:
Eu eslava com Beato Jos di Senna na maUiz
e quera entrar das grades para cima... Attendei
bem, senhores, nao se dar entrada das grades
para cima seno a cidadaos mais ou menos quali-
ficalos, entretanto que apparecendo Pessoa em
companhia de Senna a sentinella redou -lhe o in-
gresso, e o que suecede?
A um aceno do delegado de polica a sentinella
abale a arma e os deiza entrar, deixa entrar a es-
se homem que foi o proprio que pralicou a frau-
do depois de ter entrado com licenja, a um ace-
no do delegado, e logo depois da sahda desta au-
toridade do lugar que oceupara.
Eu vou ler o depoimento de Pessoa que jurou
conira o partido liberal.
Nao me fji possivel. senhores, de honlem para
hoje, que nao esperara tratar desta questo, tirar
urna publiea forma desse depoimento, apenas ob-
tive urna copia sem caraoler official, mas cora-
promelto-me de apreentar urna publica forma
desse depoimento, se hourer oesta casa quem o
deseje...
O Sr. Gitirana :E' bastante que o nobre depu-
tado asseverar-nos que essa copia fiel.
O Sr. Brito:O depoimento tambem muito
longo, e a menos que nao se mostr o desejo de
o ouvir ler todo, eu lerei somente o treio em que
Pessoa confessa que Beoto Jos de Senna subi
das grades para cima a um aceno do delegado de
polica.
(Pequea pausa, o orador rolla algumas pagi-
nas do manuscripto que tem as mos.)
Eis a parle que se refere a entrada de liento
Jos de Senna (lendo) :
Respondeu que, sendo-Ihe vedado entrar das
grades para cima por um soldado, disse a este el-
le testemunha que era votante, e nessa qualida-
de tinha tanto ou mais direito de inspeccionar os
trabalhos, que os individuos que, nao pertencen-
do freguezia circulavam a mesa, e eoto o Dr.
delegado aceaou com a mi sentinella, para
que esta deizasse passar a elle testemuoba e a
Benlo Jos de Senna que o acampanhava, etc.
Pergunto, senhores. Beato Jos de Senna ser
urna pessoa de considerado ? Nao ; elie um ho-
mem perdido, processado, e conheci lo como reo
de polica, e poisseria pessoa que livesse as qua-
lidades necessarias para um delegado transgre-
dir a ordem que tinha dado? A entrada d'ease
homem, senhores, indica certamente que havia
todo o cooluio, como depois se mostrou.
Eis o depoimento da testemunha apresentada
pelo o partido conservador, por esse depoimento
vedes, que se Beoto Jos de Senna teve ingresso
das grates para cima foi por consenso do delega-
do de polica, e depois da entrada desse homem
o delegado deixou o seu lugar recommeodando
que ninguem oceupisse a cadeira, e momentos
depois Senna apresenia-so no lugar da cadeira
vasia e arroja o maco de cdulas, que causou a
fraude 1 Parece-me pois que (enho provado que a
fraude parti da propria polica, sendo os prioci-
paes instrumentos Senna e o delegado.
Agora, Sr. presidente, passarei a oulro ponto.
Disse o nobre deputado referiodo-se a mim:O
nobre deputado concitou as massas a resistencia
s autoridades (!) Sr. presidente esta aecusajo,
parece-me que s deve prejudicar a autoridade
que zelosa dos seus deveres, que est encarro-
ada de manter a ordem, de reprimir os crimes,
porque urna autoridade que v um cidado con-
vidando, concitando o povo a resistencia o que
deve fazer? ..
O Sr. Penna :Lembre-se que estaramos em
poca eleiloral.
O Sr. Brito :.. qual o seu dever?
O Sr. Penna :E nessa poca tudo permit-
tido.
O Sr. Brito:Eu nao me admirara do aparte
do nobre deputado se nao tivesse visto prender-
se alguem que nao, eslava convidando o povo a
resistencia, fallo do mui digno Sr. Dr. Teueira,
que estando em sua casa descansado e entretanto
oi mandado prender, processaram-no por diver-
sos crimes que lhe imputaran), depois arrepen-
dendo-sB, disseram : estes crimes j nao servem,
arrangemo-lhes oulros (!). Bem v o nobre de-
putado que essa consideracao, que essa capa de
poca eleiloral est rasgada, nao vale nada. Eu
poda tambem, Sr. presdeme, invocar o tesle-
munho de algumas pessoas do lado do nobre de-
putado, e que se achavam fazeodo parle da mesa
o Sr. Mello Reg por exemplo, e elle se eativesse
presente dira se algum da me vio convidando o
povo a resistencia, porm me parece que defroa-
te de mim sesenta um deputado que fazla tam-
bem parle da mesa.
(O orador parece dirigir-se ao Sr. Goelho Ci-
era.)
O Sr. Coelho Cintra :Est engaado.
O Sr. Brito :Ou fez parle.
O Sr. Coelho Cintra :Apenas concorri com o
meu pequeo voto. .
O Sr. Presidente :Atteoco, senhores depu-
tados.
O Sr. Brito :Pois bem. Em lugar porm de
se me aecusir de ler andado incitando o povo a
resistencia parece-me que poderia ser eu quem
aecusasse o nobre deputado de o andar com o Li-
beral peridico as mos provocando o povo. Eu,
senhores, que fui aecusado pelo nobre deputado
de convidar o povo a resistencia, fui por muilas
Tezes, quaodo appareciam conflictos e tumultos
por causa do apparecimeoto de inviveis oo phot-
phorot, rogado pelo Sr. Dr. Hermogenes, juiz
municipal, para acalmar o povo I V poia a casa
que essa aecusajo do nobre deputado nao me al-
cance, sou Olho de Pernambuco e bem conhecido
pela populacho da oossa provincia.
O Sr. Oliveira Andrade :Apoiado.
O Sr. Brito :Parece pois, Sr. presidente, tu
{trovado que o delegado de polica tomou parte
immediata na fraude que ae deu as ultimas elei-
foes da Boa-Vista, assim como que foi urna vel-
eidade a tnarepajo que se me fez de ter tomado
parle como amolinador nessa eleicte.
Fallou mais o nobre deputado sobre urna vis-
loria que se fez em Umbelino de tal, que foi es-
paldeirado pelo esquadrao de eavallaria...
O Sr. Penna :Por duaa pravas e nao pelo es-
quadrao.
O Sr. Brito :Disse o nobre deputado: a via-
toria foi feita por dous mdicos bberaes (!) O
nobre deputado me* poder dizer qaaes oram es-
ees dous mdicos ?
O Sr. Penna :O Dr. Villas-Boas, um outro
medico morador na ruada Imperatriz.
Urna roz ;O Dr. Carlos Fredorico.
- Unt Sr, deputado ;Nisso 4 que est
geocia.
O Sr, Pereir* de Brito :Em que ?
_*. Brito: .. mmsjwo ao manos, em
[dizor que asta mea callaga, o Sr. Dr. Carlos Ft.
doria* pertenca te bandeara libaraes. Esto mo-
co coobeco desde 1849, do Rio de Janeiro, o 4
chegado fia pouco tempo em Pernambuco, me-
dico da armad*, nio tomou par* as eleijdes.
O Sr. Pena* :aV verdad*, coufeseo.
O Sr. Brito :.... nao estar qualiflcado, por
tanto o crdito poltico deste mojo desconhe-
cido....
OSr. Peona : Essa mogo foi presentado pe-
os correligionarios do nobre deputado comodig-
lno de toda a fa.
O Sr. Brito : E quem dudar de que o Sr.
Dr. Carlos Frederico digno do toda a f ? E
quem duvidar que a vistoria feita por elle e
pela outro no3so collega digna de toda a f e
consideracao ? Mas esta nao a questo, o que
eu quero estraohar ao sobre deputado o ter
dito que esse Sr. Dr. Carlos Frederico liberal,
porque eu que o eonhejo desde 1843 ignoro com-
pletamente os seus principios polticos, como
pois o nobre deputado pola saber se elle libe-
ral ou nao, quando ha bem pouco tempo que che-
f;ou esta provincia, e nao a* proouneiou por
ado algum poltico fl
Disse mais o nobre deputado que nessa visto-
ria os ferimentos de Umbelino foram classilica-
dos ferimentos simples (I) que esses mdicos ha-
viam dito que Umbelino havia dado urna queda.
Ora o nobre depalado sabe bem que isto in-
exacto. Eu tive o cuidado de procurar o Sr. Dr.
Villas-Boas aQm de saber o que kouve, porque
ignorara, e ento elle ate disae, que nao disse-
ram que os ferimentos eram leves, mas sim que
liaba havido urna cong?stio pulmonar Declaro
ao sobre deputado que nao fallo somonte para o
rocalo desta assembla, fallo para loda a pro-
vincia, para todo o paiz.
Ora. senhores, umacoagestio pulmonar, orno
classlflcaram os mdicos o padecimento do doen-
te nao urna offensa lere, antes grave. O doen-
te foi logo sangrado.
O Sr. Penna : Pelo nobre deputado que foi
quera aconselhou a sangra.
O Sr. Brito :E que duvida, so o estado do
doente exiga que fosse sangrado, ou que com o
Sr. Dr, Villas-Bas examinamos o doente, acon-
selheique fosse sangrado, e de facto o foi.
Mas, Srs., os mdicos que vistoriaram Um-
belino nao classiQcaram de offensas phyaieas le-
ves o seu padecimento, mas sim, disseram que
elle tinha urna congestao pulmonar. O doente
deu urna queda, verdade, mas soffreu alera
disso muilas espaldeiradas, e isto deve existir no
corpo de delicio. A' proposito nao sei porque at
a data de hoje os mdicos nao sssignaram o auto
de vistoria porque o Sr. delegado anda nao
cuidou disso E' desta maneira, senhores, que
se acham os negocios da polica entre nos I Ten-
do sido fela essa vistoria em margo de enlo,
at hoje ainda o Sr. delegado nao deu andamen-
to esse processo, oem mesno fea assignar pelos
mdicos o auto de vistoria....
O Sr. Penna :Foram offensas physisas leves,
e respondo-lhe com o disposto no decreto dol."
de setembro. Nao appareceu queixa da parte.
O Sr. Brito : Mas para que enlo se fez visto-
ria....
Um Sr. deputado : Para elassiflear-se o
crime.
O Sr. Brito :Muilo bem : mas como pude ser
classificado o crlme como offensas physicas le-
ves, se os mdicos declararam o caso de urna
congestao pulmonar Eu parece-me que posso
mostrar urna cirli de um dos mdicos que me
assegura isto, portanto se o caso de urna con-
gestao pulmonar, como o nobre deputado vem
nos dizer que nao foi nada, foi urna simples que-
da, fdram offensas physicas leves ?l
Vou provaodo, Sr. presidente, que tudo quanlo
disse o nobre deputado nao exacto.
Talvez o nobre deputado diga que o ioleresse
poltico, o espirito de partido faz com que eu
queira tornar mais grave tudo isso, porm, se-
nhores, eu fallo com documentos, elles aqu es-
to, submelto-os apreciago de todos os Srs.
deputados, e conviJo ao nobre deputado quem
rae tenho referido, a que aprsente documentos
que contradiga os que offereco casa.
O Sr. Penna :Eu responderei.
O Sr. Brito :V-se, pois, Sr. presidente, que
eu nao emitti nenhuma falsidade, eu emitti jui-
zos e principios verdadeiros, que tenho pro-
vado.
Comprometli-me, senhores, provar que os
devaneios e motins que se deram na Boa-Vista
parliram justamente da autoridade, e islo de ac-
edrdo com o administrador da provincia.
Eu honlem disse aqui alguma cousa de que os
nobres deputados se admiraram deouvir-me re-
ferir, ou de me verem trazer para esta casa. Se
eu aqui refer essas cousas, porque ellas me
fdram ditas pelo Sr. presidente da provincia de
eoto, nao como conversa familiar entre visitas,
porque eu nunca tive a honra de visitar S. Exc,
maa quaodo ia em commisso orno orgo do
partido liberal ao qual muita honra tenho em
pertencer, e eolio tendo elle de conversar com
os membros dessa commisso, o fazia publioi-
mente ; portanto a casa nao tem que eslranhar
que um dos membros dessa commisso se sirva
do que se disse entre ella e o presidente da pro-
vincia, porque foi publico, e nao foi conversa de
ante-sala, ou le corredor. Alora disto, lodos si-
bem que quando o presidente nos recebia, nao
nos recebia reservadamente ; lembra-me que
urna vez nos recebeu em casa do Dr. Sarment,
em urna sala em que havia mais de 60 pessoas,
quando nos foraos em commisso dizer-lhe que
Beoto Jos de Senos se achava preso,e lioha per-
turbado a elecao ; fomos recebidos nessa sala, e o
presidente toruou a audiencia bem publica. Pa-
rece-me por conseguinte que nao tem lugar di-
zer-se que eu nao devia referir o que se tinha
dado entre mim e a presidencia.
Na occasiao em que se deu a fraude na elei-
glo, exislindo sempre all no corpo da igreja son-
de funecionava a mesa, um delegado de polica,
um juiz municipal, o subdelegado da freguezia e
urna cohorte de inspectores de quarleiro, nesle
dia infelizmente o Sr. juiz municipal nao eslava
l, achava-se encommodado, nessa occasiao, oo-
tei que o delegado, o subdelegado e a cohorte de
inspectores se tinham ausentado completamente
do lugar aonde se deu o delicio....
O Sr. Peona Jnior:E o nobre deputado aon-
de se achava ?
O Sr. Pereira de Brito:Eu me aehava junto
mesa. 49
0 Sr. Penna Jnior:Na occasiao da fraude ?
O Sr. Pereira de Brito:Achava-me junto
mesa, do lado opposto o por detrsz do measrio
Simplicio Jos de Mello.
O Sr. Penna Jnior:O delegado talvez se
achasse acompanhado do digno irmo do nobre
deputado.
O Sr. Pereira de Brito:Eslava fumando ?
Mas, Sr. presidente, eu havia previsto a fraude,
havia-o dito e declarado.
O Sr. Penna Jnior:A quem ?
O Sr. Pereira de Brito:Ao Sr. subdelegado,
pessoa que me illudio at aquella occasiao, em
quem eu depositava alguma confianza. Disse ao
Sr. Barros, fique certo de que eu tenho denun-
cia de que prelendem inutlisar esta eleicio, ha
esse plano; a eleicao est quasi concluida, fal-
tando apenas quareota e lautas- listas, peco-lhe
que se r preciso circule a mesa de bayonetas,
garanta a eleico.
Entretanto. Sr. presidente, retirou-se o Sr. de-
legado, o Sr. subdelegado, a cohorte de inspec-
tores e na occasiao da fraude nao eslava presente
urna autoridade policial I
Quem nao encherga nisto, senhores, a conve-
niencia dessas autoridades? Na occasiao em que
havi cemmetter-ae o delicio nao houre urna au-
toridade para prende-lo, 'lauto qua fji preso por
cidadaos liberaos 1
O Sr. Peana Jnior:Eoto abandonaram a
igreja os Jioeroee?
O Sr. Pereira de Brito : Eslava consumada a
segunda fraude ; a primeira foram es poderes
geraes que a Qcoraaa, a segunda foi Beato Jos de
Senna.
Sr. presidente, au devo urna detlnicio que aqui
se me pedio honlem. Eu qualicando ao Sr. Am-
brosio Leito da Cuaba de atanaout, disseram-
ae que a definico nao era propria. Eu disae que
manequin era um boneco de mollas, de engon-
cos, a easa ha de estar cortar disto ; como poim
a mlnba memoria nao saja muito fiel, reccorri a
dous diccionarios a eoto devo dar caaa essa
dedoicto, U diccionario francez-portuuz de
Costa Si, edicao de 1811.... diz o qua vou refe-
rir donda vero os nobres deputados qua tenho
convieco, o carteas d tormo qa empreguai por
que justamente fui Isto o qu fe o Sr. Ambrosio
Leito da Cunha.
Um Sr. deputado :Na applicco.
Outro Sr. dapqtado :Na significao.
O Sr. Gitiraa* : O nobre deputado quauto
mim deu umssTgntflcajio
clara.
O Sr. Pereira da Brito :Tenha. a bo.odado de
ouvir agora o Costa a S.
Maonequits, modelo, figura da pi quase mo-
re para por ella se pinlarem todas as aeges, que
o pintor o esculptor querem representar. Diz-ae
figuradamente de um homem Casi un vrai
maancaut*; um homem da pilha, homem
aom carcter, qua s tem da homem a apparen-
oia.
Eis o qua eu diosa do Sr. Ambrosio, que nao
tinha a energa necessaria para so apresontar o
dizer quero Isto ou aquillo.
O Sr. Ignaeio de Barros :Apoiado.
O Sr. Pereira da. Brito :.,.... que nao tinha
voala.de propria, menos na intervengan directa
que teve em certis o determinadas eleigoes, por
quo o Sr. Ambrosio aqu mesmo andou era luas
c>>m o partido conservador em algumas parles.
(Apoiados.)
Um Sr. deputado : Em Goianna.
(Ha um outro aparte.)
O Sr. Pereira de Brito:E soubemanter o seu
posto ?
O Sr. Reg Barros:O qu quer ? Todo o mun-
do boje presidente de Pernambuco I
O Sr. Pereira da Brito :Sugeitar-sa s imp-
stenos.
Sr. presidente, eu entrarei na materia.
Sr. presidente, supponho que o'uraa provincia
como esta, quo tem um grande numero de forja,
o em que vemos o administrador da provincia di-
zer-nos que o catalogo dos crimes em lugar de
diminuir tem augmentado, nao ha necessidade
de acressimo de forja. O anno passado augmen-
tamos a forja policial, entretanto os crimes aug-
mentara, v-se, pois, que caminham os crimes
na razo directa do augmento de forja.
Eu desejaria, pois, que se sapprimisse esta
guarda urbana do 150 prajaa. Se eu visse que
com grande forja policial os crimes dimiouiam e
a pobre guarda nacional (coitada I) ficava desean
jada, eu concordara com esle augmento de furja;
maa se existe grando forja de linha entre dos, e
viva em atropello essa forja de linha de Matto
Grosso para Pernambuco, de Pernambuco para
Minas, de Minas para S. Paulo, etc., o por con-
seguinte os cofres pblicos carregando com estas
despezas para satisfazer meros caprichos; se ve-
mos que a guarda naciooal anda oo deixou de
astar aquartellada e entretanto o catalogo dos cri-
mes vai em augmento, o flagetlo vai crescendo ;
o recrulamento se vai fazeodo em grande escala e
contra a le, de modo que ninguem hoje entre
nos est isenlo do recrulamento, ao menos om
quanto estove aqui o Sr. Ambrosio, me parece
pois que 350 prajas sao muito sufiicientes para a
forja publica provincia!.
Eu temo, como dizia hoatem, que urna forja de
150 prajas es'eja debaixo do dominio exclusivo do
chefe de polica, porque mesmo me paree* que
oo haver um presidente que negu ao chefe de
polica a forja necassaria para occorrer i urna ou
outra diligencia.
Dir-me-ha os nobres deputados que convm
que essas 150 prajas nao saiam da capital porque
ellas leera de prestar servigos na cidade, masa
isso eu responderei, que das 350 prajas que se
poem disposijo do presideule pelo projecto,
tiram-se algumas oom armamento diverso para
as rondas, certas diligencias, etc.
Assim eu offerecerei urna emenda para quo a
forja seja reduzida a 350 prajas, o que julgo mui-
to sufficiente.
Pejo desculpa casa de ter oceupado a sua at-
tenjo por tanto tempo.
I dt r- do Carato, a Joto da*9Hvt Ramos, em segatda
os Srs. Drs. Augusto Ctroetr* Montoiro da Silva
Santo** Igaaolo Nery da Fooaeca. Todo* toma
iras* Igoat parta na operaeo cura, o se houve-
raat oom tal delicadeza e haniUdade, quo e se
aatoatra na panto aaarfeijowigpala Uaaatia o ea-
muito exacta, muito tudlosa appflcajio da imporUavtc setoncw qu
lio dignamente professam, fleandoeu depois aof
saldados do mea amiga o 9r. Dr. Nry da qoem
ataoaado dhar a tateresse que tomen no cu-
rativa. *
Agora, pois, senhores redactores, que depois
de dolorosos soOrimeotos. e ao cabo dolite o
aawdtaa roa acho em convalescenj, depois de
randas infinitas grajas ao Creador por me haver
salvsdo de semelhante cataslrophe cumpre-me
pnmeiro render um justo tributo ao mrito des-
sos mesnjaveis apostlos da sciencia, o depois
agradecer do fondo d'alma a todos os meus ami-
gos e pessoas generosas que to humsnamenle se
mostraraminteressadaa pela miohasorte.
Ennumerar o crescido numero das pessoas que
se dignaram visftar-me concurren lo assim para
suansar os meus doloroso soffrimeotos seria ar-
tiKU-mt a cahir em grandes tallas, porque ao
estado em que* me achara muilas sem duvida me
esesparam da memoria : no entanto devo asse-
reraa que no meio dos soffrimeotos seutia um li-
nilivo como urna compeosajo do co o vr-me
rodeado frequenlementa por taatos amigos e pes-
soas affeijoadas cujos nomes se acham gravados
em mau corajao com sentimentos da mais pura
gratido o eterno recoohecimento.
Nada, posso dizer que iguale a dedieajo dos
tres amigos generosos (alm de ouiros muitos
que me quizeram prestar o mesmo servijo) que
com grande encommodo perooitaram durante
urna semana junto a mim para me preetarem os
soccorros de que necessitasse, sendo que um
anda permaneca durante o dia, em quanto os
outros eram obrigsdos a irem aecudir sosdeveros
a seu cargo.
Ha emoces que o corajo as sent mais os
labios emudecem e sente-se falta de axpresses
para manifesta-las : neste caso a mudez e o si-
lencio sao a mauifestajo mais solemne do ver-
dadeiro recoohecimento.
Tal o estado em quo me vejo para com to
generosos amigos.Joaquim Antonio Carneiro.
" Passageiro do cter nacional Emma sa-
bido para o Maranho : Francisco Goncalves
Torres.
Mataoouro publico. Mataram-se para o
eonsumma desta cidade no dia 3 de maio 77
rezes.
_ MORTALIDADE DO DA 3.
Nicolao Cyrillo da Paz, pardo, solteiro, 46 annos;
tubrculo pulmonar.
Antonia Leopoldina de Souza, branca, casada, 35
annos ; febre gastro hepalite.
Luiza Joaquina de Jess, psrda, solteirs, 21 an-
nos : phtisica pulmonar.
Manoel Joaquim dos Passos, branco, viuvo, 61
annos ; gastro enteritre chronics.
Francisco Calisto da Costa, pardo, casado, 56 an-
uos ; iofecjo purulaote.
Viclorioa, branca, 4 mezes ; convuljoes.
Pastora, branca, 18 mezes ; coqueluche.
Mara, preta, 11 horas ; espasmo.
.---------------3
CHR0N1CAJUICUKIA.
TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 2 DE MAIO
DE 1861.
tolioodv OHtafa-a lodrigaas Campelte.
Francisco Caropello Pire* farroir.
Gaotaoo Auraliano da Crrala* Couto.
Miguel Eoreira GaraMas.
Filippe Duarte Perjir* Juaior.
Candido de 4B*aSU
P#fl*Pae*<
rtutlano!
Thomaz da Almeida Antunei.
Joaquim Goojalvea Vieira Guimares.
Foram recusados ao acto do sorteto pelo- ato-
motor publico, o Srs.:
Dr. Miguel Jos de Almeida Pernambuco (pro-
curador fiscal).
Jos Elias de Oliveira (ajudante do adminis-
trador da casa de detenjo.)
Nao tendo o reo advogado, o nao havendo
comparecido ao tribunal o Sr. Dr. Joo Francis-
co Teixeira, que ra nomeado curador no curso
do proceaso, o quo Szera a defeza do aecusado
no primeir julgamento, nomeado pelo juis o
Dr. Joo Antonio da Souza Ribeiro para desem-
penhar este cargo.
O roo nter regad o na forma da lei, e seguem -
se os termo* regulares do processo at a seo leo -
ja final, que absolve o aecusado a coademna a
oiuoicipalidade as cusas.
Nada mais havendo a tratar.
O Sr. Presidente levaotou a sesslo s 4 e
meia horas da tarde, adiando-a para o dia sai
guinle, s 10 horas da maohaa, em que deveri
entrar em julgameoto o reo Manoel Severiao
Marques de Castro.
deixem da contribuir para o beneficio qua V f
nos augura. *
crea V. &. q* a conseibo queira, aspee**-
iro0it*'lf1!^tad,V-S- ob, KrinSl^-
croa, nio: ello vai tomar sobro seus hombro
laemprezj grandiosa a arriscada, guiado *d>
aTafondasaaobrolodo carece sapfir, o auia>
, eKpre^mNUe Poaslse, ofawr do im-
alfa, lhe abra um exemplo proVailoeo no fu-
a Sr ^"^"oes qu. ful .uiboris.*. %
attzoraV.3.,*ousoaaafJirqua V. S. seca-
firme com,o eipendid^7diga*fdo -ss dr^o?!
suas ordena a raapait para resolverme, afioal ea
ma U deste mez. Aprsenlo a V. S. o* pwl
testos de minha all estima e considerajo.
Sala das sessoes da Assoaiacio TrpoHanfci
Pero.mbuean.lS da abril da tWif^SSS
NtISoie Azereio Coutmho 1. secretario
DE
CA1XA
ABRIL
Thesouraria provincial.
DEMOMSTRACAO DO SALDO EXISTENTE NA
DO EXERCICIO DE 1860 A 1861. EM 30
DE 1861.
Saldo em 30 de marco p.
n/ssado .... t&939283
Beceita de 1 a 30 de abril z57:24W2
--------------280:187&705
Despezaidem .....
255:5249194
Saldo.
3:662J511
DEMOSSTRAJAO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DE
AKORTISAJAO DAS APOLICES E PAO1MENT0 DO RES
PECTIVO JURO EM 30 DE ABRIL DE 1861.
Saldo em 30 de marjo
p. passado .... 131*570
Beceita de 1 a 30 de abril 9
-----------------134*570
Despeza idem
50*737
Saldo.
8
DEMONSTRAJAO DO SALDO EXISTENTE
ESPECIAL DOS ORPHA03 EX 30 DE
1861.
Saldo em 28 de marro
p. passado ....
Beceita de 1 a 31 de abril
NA CAIXA
ABIRL DE
REVISTA DIARIA-
Por mais que dos queixemos do extravo e de-
tongas do cartas e jornaes nos correios, sempre
flea a quera de realidade o que dizemos a esse
respeilo, parecendo at que ha garbo em osten-
tar-se tal omisso de deveres.
As queixaschegam-nos urnas aps outras ; nos
apressamo-nos a leva-las a sciencia publica; mas
tudo subsiste no mesmo estado, os abusos repe-
tem-se, e o servijo faz-se do mesmo modo pre-
judicial s relajoes epistolares do publico, visto
pelo Extremadure avisar-nos da corle o Sr. Dr.
Uenrique d'Arnorim Decerro, quo ato recaba Dia-
rios ha algum tempo, fazeodo-nos igual comrau-
nicaco o Sr. Dr. Domingos Jos de Souza Pei-
xoto, da villa do Pilar em Alagoas.
E assim j parecer talvez em pleonasmo a con-
liouajio das nossas queixas, mesmo porque te-
mos reconhecido, quo as censuras entre nos do
funeciooalismo produzem de ordinario o effeito
contrario na recalcitrado do acto abusivo ; mas,
sem embargo dessi sciencia, sem embargo desse
effeito, ainda commetleremos o pleonasmo indi-
cado, visto que nutrimos cooQanja ronusta no
actual Exm. Sr. ministro do imperio, cujos sen-
timentos pelo bem do Brasil nos sao bstanlo c j-
ohecidos, dando-nos a esperar urna medida que
proveja a situajo e faja cessar as queixas que
parlem de todos os pontos do imperio contra o
servijo dos correios.
Com effeito, do modo por que elle exercido,
oo pode certamente continuar, visto que apenas
faz avullar a falla de conQanja, que inspira ao
publico, o que crosce de dia para dia. Conse-
quentemenle faz-se preciso urna medida efflcaz
para atalhar e cortar pela raz semelhantes de-
leixos e extravos, occorreodo-nos indicar a ar-
rematajo desse servijo oomo o meio convenien-
te para a respectiva regularisajao.
Para esse flm podero servir de base as despe-
zas e os rendimentos acluaes.
Estamos que nao faltar quem se proponha
essa arremalajo, assim como que perce-
bendo a taxa presente, auforir vanlagem.
. Nao pareja nossa iodicaco urna novidade,
que se approxime da utopia ; ella acha preceden-
tes na nossa propria historia administrativa flnan-
ceira. Outr'ora; quando o extravio dos direitos
de importajo assumio um carcter de escndalo
ful esta medida adoptada, poz-se em pratica, e
della colheram-se resultados proficuos e de real
wolagem, nao s quanto ao accrescimo na per-
cepjo do imposto, como na emenda depois da
llnaliaajo do contrato.
Nao havendo pois outro meio mais obvio, es-
te poder ser repetido com vantageas recipro-
cas, e salisfajo do publico na melhora do ser-
vijo.
Trata o Sr. Dr. Sabino a coqueluche ou tos-
se convulsa rom toda a aeguranja.
Garante o resultado da applicajo no menor
espajo de tempo possivel com a relajo ao esta-
do do doente.
A reputajo do Sr. Dr. Sabino exetue ma sup-
posijo offeosiva ou contraria sua asseverajlo,
devendo por isso ser consultado a respeilo por a-
quelles que infelizmente soffrerem d'esse terrirel
mal.
Hoje extrahida a terceira parle da quinta
lotera a beneficio das obras da igreja de Nossa
Senhora do Guadalupe de Olinda.
OSr. J. A. Ciroeiro remetie-nos as se-
guales linhas que apressamo-cos a publicar,
felicitando-o pelo seu reslabelecmento:
Senhores redactores da Reviita Diaria.Ro
golbe o obsequio de inserir na columna da sua
Revista Diaria a tosca e succinta oarrejo que
passo a ex por acerca do sinistro acontec meu lo
de que fui victima no dia 8 de abril prximo pas-
sado.
Ferido Iraijoeirameote de um grande golpe de
Despeza ider
16:855*543
5:118*601
--------------21:9749144
3383J449
Saldo
18:5909695
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DE3EMBARGAD0R
F. A. DE SOUZA.
slO horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Basto, Lemos e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Foi lida o approvada a acia da antecedente.
EXPEDIENTE.
Pela secretaria de estado dos negocios da jus-
licaum exemplar do cdigo civil, esbojoporA.
T. de Freitas.
Um ofcio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commercio da corle do Imperio, de 15 de !
abril, acoropanhando urna relajo dos commer- '
cianies matriculados durante o mez de marco ;
fludo.Accuse-se a recepjo o archive-se.
Outro do vice-piesidente da provincia, de 24
de abril ultimo, transmittindo exemplares im-
presoa dos decretos nmeros 2,685 e 2.686 de '
16 de novembro, e "2,711 de 19 de dezembro do
mino pasudo. Ar.cusa-se a recepeo e archt-
vem-se.
Oulro do mesmo, de 25 de abril prximo pas-
sado, acompanhaodo a copia da circular numero
17, expedida pelo ministerio dafazenda, de 25 de
fevereiro ultimo.O mesmo.
Outro, de 29 do mesmo mez, do Exm. Sr. A.
M. N. Gonjalves, commuoicaodo ler tomado pos-
se da presidencia desta provincia.O mesmo des-
pacho.
Foram presentes as cotacoes officiaes dos pre-
Sos correntes da praca, relativas s semanas fin-
as.Archive-se. *
DESPACHOS.
Um raquerimenlo de Manoel Lopes Rodrigues
Guimares, com a resposta do supplicante e do
administrador de sua casa. Pague o sello das
peljes.
Outro de Antonio Baptista Nogueira, pedindo o
registro do contrato de sociedade de Pereira Vi-
nhas & Seixas.Pague o sello das peljdes.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARLA EM 2 DE MAIO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sesso, achando-se presentes
os Srs. desembargadores Villares e Silva Guima-
res, e deputados Reg, Lemos, Bastos e Sil-
veira.
Lida, foi approvada a acta da sesso de 15 do
passado.
JULGAMENTOS.
Appellante, Claudloo Benicio Machado ; ap-
pellados, Mililo Borges Ucha e oulros.
Confirraou-se a senlenja appellada.
Appellante, Joo Antonio Gomos Guimares ;
appellado, Manoel Jos Goncalves Braga
Foram desprezados os embargos.
DISTRIBUIJES.
Appellante, Francisco Jos Germano ; appel-
lado, Eustaquio Gomes.
AGGRAVO.
Aggravanle, Dr. Jos de Almeida Soares de
Lima Bastos; aggravados, Tasso lrmos, cura-
dores fiscaes da massa fallida de Novses & Com-
panhia.
Teve provimento.
PASSAGENS.
Appellante, Jos Nunes de Oliveira ; appella-
dos, Joo Luiz Ferreira Ribeiro e Antonio Duarte
de Oliveira Reg.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
mulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador SilvaGuimares.
DEMOMSTRAQAO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA ESPE-
CIAL DA DIVIDA PUBLICA EX 30 DE ABRIL Di:
1861.
Saldo em 30 de marjo
p. passado .... 11:3509000
Receita de 1 a 30 de abril *
11:350*000
M AO PUBLICO.
Mal vai a capella de Beberibe. urna das me-
mores do arrabalde por seu excelleate patrimooiaw
e mal vio seus habitantes caminhando par. retro^
gradagao!...
Nao ha mais missa dos domingos e das santos*,
a irmandado para cumulado suas irregularidades
acabou coma capellana sem liquidar o ex-capel-
a a ,e desJe a"en,oro lo sano prosima
Qodo, e fez com que nao bouvesse admioistracio
dos Sacramentos, por haver solicitado a exonera-
jao do sacerdote, que a desempenhava, oacasio-
nando nao ter bando nenhuma cooQssao de pe-
nitentes durante a queresa, e nem tambem ap-
parecido outro sacerdote, que ae prestasie s con-
issoes, sendo alias urna capella curada, onde exis-
lem anda as partcula consagrada ha tres mo-
2i ,Sacrario' 80D u"da do sacristo da
Nao ha sacerdote que ali queira morar, porque)
alm de nao pasarem a porjo da capellana se-
nao em parcellas de diminutas quantias, armam-
se contra quem a exige de 6 e 7 mezes vencido
occasionando oo haver sacerdote que se prest
as conjQssdes dos enfermos, morreudoia alguna
ieAmA e,i-p!a dimeu>*0of e distancia do curato da
se ae Olinda, cujos cadveres sao sepultados sana
as preces religiosas em urna capoeira de mallos
abandonada aos aoimaes. sob apparencia de ce-
miteno publico, sem Qscalisajo alguma da c-
mara municipal respectiva I..
O mez Mariannoque ali era aonuaJjnenteso-
temnisado, hoje passa desapercebido I
Deus, porm, por sua misericordiosissima hon-
dada se amercie de nos, e que d um loque de
sua graja a esses irmos remissos, para uuecom-
penetrando-se do cumprimenlo de seus deveres
conhejam os males, que ho causado pela im-
prudencia e capricho rom que procedoraro, mo-
tivando para que nao houvesse missa na capella
oem ao menos no domiogo de Paschoa da Res-
surreicao, e consentindo para prova de sua rel-
giosidade que continu o telheiror que sirve, do
ajouguo no centro da povoajio, coberta com a
lelhas, que foram do corpo e sacrista da capel-
linha de S. Boaventura ali profanada, e as porta
serviodo a alguem de manjedoura & cavados I...
O catholico.
Ao
insigne
Despezaidem.........4:000000
:250000
Saldo.
11:
actor Germano Francisco
d'Olivcira.
DEHOXSTRAJO DO 8AL00 EXISTENTE
ESPECIAL DAS APOLICES EM 30 DE
1861.
Saldo em 30 de marjo
p. passado .... 22:100*000
Receita de 1 a 30 de abril 9
NA CAIXA
ABRIL DE
Despezaidem.
22:100000
3:500500 I
Saldo.....18
DEMONSTRAJAO DO SALDO EXISTENTE NA CAIXA DI
DEPOSITO EM 30 ABRIL DE 1861.
Saldo em 30 de marjo
p. passado .... 229:547*000
Receita de 1 a 3o do obrtt aiae7ooo
-------------232:814*i90
Despeza idem :.......32-8359105
Saldo
.199:9793335
JRYDORECIFE.
2* SESSO.
Da 3 de maio.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DI PRI-
MEIRA VARA CRIMINAL BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA.
navalha. que alirou urna mulberde mo compor- pmotr Ptico. oSr.
lamento que morara na ra de Sauto Amaro, a *><_ Gutmao Lobo.
Dr. Francisco Leopol-
quera havia eu na qualidade de subdelegado de
polica que exercia como supplente, dado ordem
de priso as 10 horas da noite de domingo 7 de
abril por estar em altas descomposturas cheias de
palavras obsenas contra alguem da viziohmja,
sem que fosse por ninguem correspondida, oo
podondo etlectuar o sea reeelhimanlo a casa de
detenjo aquella hora por aohar-se ella dentro de
casa; o que devia executir-se pela manha do da
segunda-feira 8 do dito mez de abril; ao quo op-
pondo-so ella com a maiorobstinajo, fot cha-
mado por um dos soldados encarregados de a ra-
colher para fazer effecliva a priso, para ali me
dirig As seis o meia horas da manha, o sendo
desobedecido por aquella mulher que com lauta
t.nacidade niaaasxabaYa & ordem da pruao, or-
denei aos soldados que enlrassem, a a prendes-
s.m, e preteodendo estes abrir o postigo, eis que
ella abre o postigo ioesperadmenla o tira-me
ae pescojo o golpe de que to milagrosamente
escape! de suecumbir: ento v.ndo-me assim fe-
rido ainla pude retirar-me para casa, aonde fi-
que! entregue aos cuidados do dous amigos ge-
nerosos at a r-hegada das medico, sendo os
que primeiro se apresenlaram pelas seto e .meia
horas os Srs. Drs. Alexandra da Souza o Pereira
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
A's 10 horas da manha o escrivao procede
chamada e verifica eslarem proseles 48 Srs.
jurados :
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberta
sesso, relevando das multas anteriores aos Srs
jurados qua eompareceram aas tr.blhos do dia,
e multando em 20*000 aquellos que nao eom-
pareceram, havendo sido notificados.
Entra em julgameoto o reo Joo, eeeravo do
commendader Manoel Gonjalves da Silva, preso
en 8 de fevereiro de 1859, pronunciado como in-
curso oo arl. 193 do cdigo criminal, em 17
da outubro do mesmo auno, pelo Dr. delegado
do priajeiro di*trielo e abaolvido om sesso da
jry da 1* da mae da 1880.
O rea sainado palo aainislerio publico da
Masar sido o autor da morte do preo Luir, es-
cravo do commeodador Manoel Gonjalv.s d.
Silva. Nao ha do prac.sso tosiamuanaa de va
ta, a nam pcova itreauMval da crimiualidada da
aecuaado.
Procedendo-a ao sarleio da juixas da faca
que teem do compor o conselho, sao sorteiados
os Srs. jurada;
Publicares a pedido.
Assoeiaefio Typographlea Per-
uambucana.
[Conlinuaco dos documentos a que se refere a
publicacao feita de ordem do conselho director
no Diario n. 100.)
N. 2.lllm. Sr. Dr. l'ranklin Americo de Me-
aezes Doria.Foi preseote ao conselho director
da Associajo Typographica Pernambucana, em
sesso extraordinaria de hontem, o officio de V.
S. apreseotaodo diversas considerajes acerca da
impresso de suas poesas lyricas", sob o titulo
commum de /.'nietos, e fazeodo urna alterajo
no numero de exemplares que exige par si, os
quaes pede sejam 400 e nao 200, como havia pe-
dido aos nossos consocios os Srs. Augusto de
Oliveira e Silva Lins; e o conselho me mandou
responder da forma seguinte :
A nossa Associajo aceita com recoDhecimenlo
o obsequioso offereetmento, que V. S. se dignou
de faier-lho do seu livro de poesas, ora elevado
a 500 paginas in 8 francez, e vai tratar d-lo ao
prlo, executando todas as condijdes de nitidez
e boa composijo, para o que buscar faze-lo em
urna typographia capaz de satisfazer esse desejo
de V. S. com o qual o conselho inleiramenle se
conforma. %
Mas o conselho, garantinlo toda a perfeijo no
trabalho, tanto da composijo e impresso, como
do brochamento e encaderoajo de dez exem-
plares que V. S. pedio ao Sr. Silva Los, carece
comtudo de fazer a V. S. algumas ponderajoes a
respeito, esperando que V. S. lhe preste o seu
ssseotimento.
Um lirro de 500 paginas tem exactamente 31
folhas de 16: paginas [62 formas] e mais um quar-
lo de folha, para cuja impresso a 1,000 exem-
plares cada folha carece de um tempo de 63 das
consecutivos, fazendouma despezi na impresso
um pouco crescida, isto se fdrimpressa em papel
do formato caronne, (j perlina) que V. S. quer,
comejando pur dobrar a despeza do trabalho,
porque o papel s comporta a impresso de urna
forma de 4 paginas, carece tambem de um prazo
de mais de 4 mezes para ftcar prompta de typo-
graphia.
Todas as emprezas lucram tanto mais quanto
o mais breva possivel a coucluso dos traba-
lhos de que s incumbem. Ora, a impresso do
lirro de V. S. feita em papel pequeo sobre aug-
mentar grandemente a despeza da obra, diculta
a sua rapidez-Da publicajo ; logo a perda por
esse lado seria real, porque na ordem do progres-
so material da vida humana, oo gaohar, per-
der. Comtudo o conselho se prope a imprimir
os exemplares que lhe dovem ser conferidos no
papel que V. S. exige, e cuja amostra foi igual-
mente apresentada; nao podendo imprimir o
Genio do palco, sonquistar applausos
Bemvindo inda urna vez s nossas plagas f
Anciosos de prazer j suspiraran^
Os lernos corajoes que hoje embriagas I
Honras, glorias louvor se d ao genio.
Que enche de alegra esta cidade,
Impnmindo ao peito sentimentos
De moral, de virtude ede amizade.
Germano, eu pasmo de te ver na scena
Arrebatando c'um poder sublime I
Tu nos fascina, ensinando altivo
Amar a patria e Deus, fugir ao crime.
Honras, glorias, louvor se d ao genio,
E louvor te dedica praseoteiro
Vale inspirado que tributa applausos
Ao genio que admira o mundo inteiro !
COMMCRCIO.
aJfandega,
Rendimento do da 1 a 2 .
dem do dia 3.....
28:5819721
11:8213870"
40:406*591
Hovirnento da alfandega.
Volumes entrados com fazeudas..
> eom gneros.
Volumes

sabidos

com fazendas..
com gneros;
6
189
562
751
resto se nio n
boa qualidade
papel colombier, alias de muito
Outro sim, o conselho julga-se
dem do Haraahao, fibra loaga)
Alcntara
Ilapicur .
Casias .
dem de machina bom .
Mediano .
Ordinario.
Assucar por 112 do Ra, b.
Loara. .
Mascavado
asss ooerado :om o novo pedido que V. S em seu
ultimo officio ios faz de 400 exemplares para si,
embora a per nisso que V. S. nos di d. aug-
mentar para ,200 o numero da tiragem, e o
acrascimo de no prejo da assignatura.
A Associajo tem de fazer urna despoza cres-
cida com a Impresso dessa obra, deapeza que
augmentar a nda com O brochamento, commis-
ses de venda nesta provincia, remessas a com-
missoes para i ulras, etc., etc.: sendo que dss
assignaturas qie V. S. lam a hondada de por
nossa disposijio multes tm de perder-se, pelo
acreafiimo no piejo do livro, tempo dacorrido 4a4ldam de P.ra.mkmea branco
L.or.: .
Mascavado .
Idam da Baha a Maci b. .
Louro. .
Mascavado .
Balsamo de eupaiba por 9, claro
Torvo .
Borracha par na. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cabaos da Negro
Saraamby .
dem do Csari, pallas,
Saraamby.
sua data, ele/ Mas o conselho far eaforjos, no-
meari commisses de pessoss habis a aogariar-
lha uoas assignaturas, far toda a economa ra-
zoavel da tempo e de numerario, adiaatari em-
bora Iba custe os fundos preciaos & empresa, o
esperar pelo resultado ; tendo conftanja em que
o nomo de V. S. ji aula conhecido no paiz, lhe
traga a vanlagens que V. ft, tasaje.
O aaaakho faria de mais, cooteiindo a V. S.
400 asimplares; asse lia craseisa numero, do
qual V. S. nao caraca para fazar inters, vsi
sea duvida obslar a qua as paaaaaa titlerarias a
Sem vio ser aise livro* distribuido, em qua
Hito .praciarh as mimosas produejoesde V. S.
Descarregam hoje 4 de maio.
Barca americanaAzeliafarinha de trigo.
Barca brasileirsCastro IIIdiversos gneros.
Exporta^ao.
Dia 2 do maio.
Bngue mglez Titania,, para o Canal, carre-
garam :
James Ryder & C, 231 saceos com 1,170 arro-
bas de assucar.
Barca portugueza Corja. para o Porto, carra-
garam :
Piuto de Souza & Bairo, 28 barris com 90
medidas de mel.
Brigue francez Parabyba. para o Uavre.car-
regam
Tisset freres & C. 250 saceos com 1,250 arrobas
de assucar e 5<) couros seceos com 1,400 libra?.
Barca americana Imperador, para Philadel-
phia, carregaram:
Phipp. lrmos & C., 1,200 saceos com 6,00
arrobas de assucar.
Barca franceza Franklim, para Maiseille car-
regaram :
Rothe 4 Bidoulac, 800 saceos com 4,000 arro-
bas assuede|ar.
Beecaedtaria d rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 2 3:406*229T
dem do dia 3 ....... 845*245
425IJM75
Consalado
Rendimento do dial a
dem do dia 3 ,
provincial.
2
416760S
1:778*951
5:946*556
BOLETIM.
LIVERPOOL. 8 OB ABRIL DE 1861.
mportacio.
Livro* da direito* para a vendedor.
Gneros. Procos.
Algodao de Pernambuco por lib.:
Bom. 9<|2d
Mediano.. 81,Sd
Ordinario. 8 i
dem da Baha, bom. 81(2d
M.diano 8 t[4 d
Ordinario 8 d
9 3|4d
8 3[4d
8 t|d
8 3i4d
8 1|8d
7 3|4 d a 7 7i8 d
25|6 a 30.
25|0 26|0
20)6 a 24|0
25|6a 3O|0
24.6 a 25f0
2Q|6 a 24|0
I5|6 a 30i0
84(6 a 15i0
20|6 a 24 O
lllO
1|8
2i2
t|10 a lili
ll6 1|7
1(3 a I(4 >
lll 1(3
lr2 a US.



(O
DW? IS *HtWF< SA*MD* 4 D* m *,
Cio,porlt21brt:
Para bom ... & 64 iO
Baha, s .
Caf, por 112Rio 1.
Segoud
Eicolhido .,60(s 65;
dem da Babia primeira orle. 5S[ a 55j
Segunda 50[ a5i
Escolhido 56i a 58i
dem do Ceari.......; 55i a 62t
Castanh Cebo por 112 R do ato Grande :
Bom e duro.. 55| a36t
Mediano. 50|
Escore. 48i.a50i
Cera de carnauba, por 112 a. 80| a 8i
Chifres, por 123 de Tacca 15| a 20i
Da bol. 90| i 25j
lanzas de oiias por tonelada:
Branca. S 4 10[ a
Preta 31O|a410|O
Cima por de cavallo 9 d a 12 d
de vacca 9 d a 11 d
Cobre velho, por Ib.....91[2d
Couros per a do Rio,
Seceos de 30 a 35. 9 d a 11 1|2 d
de 20 a 24 d a 101|2 d.
de touro, 35 a 40
dem do Rio Grande, por %:
Salgadog.de 65 a 70 a.
de 45 a 50 a
o de vacca 40 a 48 a
Cavallo, tecco>, 10 a 13
a. um -
dem salgado, 23 a
30 a.....8i a 10|
dem idem, 16 a 20 a. 5; a 6;
dem de Pernambuco, Babia,
Maranhao e Para por a
Seceos salg., 26 a 30 %
espichados 16 a 20 a
Curtidos"7 a 9 a .
Moldados salgados, 40
a60lbi...............
dem do Ceara, Parahyba e
Macei por a.. .
Seceos salg. 30 a 32 a.
Moldados s. 45 a 50 a
Cnmar por libra bom. .
Ordinario ....
C.omroa ou bucho de ptiie por a
Garojsba, Ia quilid. |
2 dita. .
3a dita. .
Pescada. Ia qaaldade
2* dita. .
3 dita. .
Pifiaba, Ia Jila .
2* dita .
3a dita. .
Ia qualidade .
i* dita
Jacaranda por tonelada do Rio.
dem da Babia......
Gerzelitn, por quarteirao. .
Piasiava por 2240 Ib. do Para*.
da Babia..... 1410 a 36 15
9 d a 11 1|2
9 d a 101i2
7 d a 9d
63|4da7 d.
6 1|2d6 3|4
6 da 61|4d
5j a 6[6
7da73i8d
7 d
8d a 9 ii2 d
5da81|2d
l|2al[6
-Castanha.O preco da velha 30r por 112 lo.
a em Londi dara 4| por barril,
em havldo durante o mez mais ai-
lo, aem comtudo harcr jlteraeio
Gomma da Misa.Ten bsrkado em prego.
Laranja. Os seguales sao os precos ultima-
mente realisados, a saber : 25[ a 31| pela de doos
riscos, 50| a 28| pela de tres riscos de S. Miguel.
e 17j a 20| pela do Porto.' Em ser ficam 581 cai-
zaa de Valencia.
Marflm.No ha alteracao.
Queljoa.Ha falta das qualidades propriaapara
exrortacao, tanto dos flamengos como dos lon-
driooa.
Sarro de rinho.As vendas andam cerca de
15 barr oaa, de 53|e53f6.
Urzella.Veoderam-se 190 saceos de Angola
de S6W a 542 por tonelada.
Bagre,
3i0a 3i6
2t4a 2,9
4i0a 4,2
3|3a 3|I0
2,6 a 3|
4,0
3|0
2,3 1 2,8
U3 a 2,0
20 a 25
* 14 a 'j 18
58,
35 aS 37
1410 a 36
Pixurim, por 1121b. bom 16)6
Salsa parrlha por libra boa. 1,2 a li3
Inferior.....lOdalio
Tapioca por 112aRio superior. 55| a GO,
Ordinaria ... 40, a 45|
Uruc por a do Para bom. 8 d
Fundo! e Cambios.
Fundos inglezes.
Banco de Inglaterra (ac Consolidados.....3 91 3,8 a 91 112
Redolidos......
Fundos de.....
Estrangeirofv
Belgas.......41|2
Brasileiros ...... 598 a 100
... 41i2851i2a86
Dnamarquezea .... 3
Hespanhoes...... 3 48 3, ( a 49 1,4
b Differidos 3I 1,4 a 41 3,4
Passivos. 317 1,2
Hollandezcs.....21|263 1,2 a 64 1|2
Movimento do porto.
Navios entrado no dia 3.
Rio de Janeiro24 das, barca nacional Jason, de
236 toneladas, capito Jacintho Paria Jnior,
equipagem 14, em lastro ; a Itesende & C.
Rio de Janeiro 35 das, Lrigue nacional Dous
Amigos, de 156 lonelladas, capitao Custodio
Jos da Silva, equipagem 11, carga 2,800 ar-
robas de carne ; a Bastos & Lemos.
Rio Grande do Sul29 das, brigue nacional In-
oennvef, de 213 toneladas, capitao Antonio
Albino de Souza, equipagem 12, carga 10,100
arrobas de carne, a Amoiim & Irmos.
Rio Grande do Sul 17 dias, patacho nacional
Novo Lima, de 152 lonelladas, capitao Luiz An-
tonio da Silva, equipagem 12, carga farinha de
mandioca ; a Amorim & Irmos.
Napios sahidos no mesmo dia.
MarseillePolaca hespanhola Chile, capitao Jos
Milel, carga assucar.
Maranhao Cter nacional Emma, capitao Joto
Aotunes da Silveira, carga varios gneros!
LiverpoolBrigue inglez Fairy, capitao Tbomaz
Ferris, carga assucar,
Liverpool pela Parabiba Barca ingleza Espirit
of th Times, capitao John Martens, carga ba-
calbo.
Rio de JaneiroBrigue nacional Almirante, ca-
pitao Antonio da Silva Santos, carga assucar, a
entregar.
ValparaizoBrigue Inglez Juanita, capitao Ja-
mes Srrlh, carga assucar.
otes do
edital de 9 do corrento.
publicar pelo Diario.
Secretaria da tkeaooraria provincial d* Per-
P. da Anoanciacao.
O Dr. Hermogenoa Scrates Tarares de Vaecon-
cellos, juiz municipal da primeira vara da Bl-
enda do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
gostado Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Faco saber a qoem iutereaaar poasa, que eal
aberto e se acha f uoccionando o conselho muni-
cipal de recursos desle termo.
E para que chegue a noticia de todos mandei
lavrar o presente que ser publicado pela im-
preosa. r
Dado e paasado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de abril de 1861.
Eu Jobo Saraiva de Araujo Galvo, escrivao o
escrevi.
Hermogenes SoaratesTavares de Vasconcelos.
Declara^oes.

5"

-
Horas.

kthmosphera


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Direcco.
Intensi,
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SJ I Fahrenheit.


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Prancex.
Inglez.
4 98 a 99
324 a 24 1|4
345 li2 a 46
3 45 1|2 a 46
5 101 a 102
1,291 a 92
fr. 28,90 f.
Mexicanos......
Portuguezes 1856 1857..)
1859..)
1853...
Rsso.......
......4
Banco de Franca (aceces).
Fundos francezes. 4 1,2 95,50
b 3 -^67,70
ICl(l0 preciooor.
Ouro em barra.....P. onja 77,9
b Porluguez em moeda. o 77|6
b Brasil.....
OnQas hespanholas. .
b b americanas.
Prata em barra ....
Patacas brasileiras .
Pesos columnarios hespan.
Pesos das repblicas hesp.
mexicanos
Moedaa de 5 fr.
Cruzado novoi
a
o

B
B
B
B
B
77,7
b 76,3 a 76i6
b 73|9
a 60 5,8 a 60 3,4
b 58 3,4
b 59 1)2 a 78
J j 583,4a 59 l|4
59 .
601,8 a 601,4
A noite nublada e ao amanhecer de sguaceiros
vento do quadrante do SE variavel de intensi-
dade.
OSOLAgAO DA MARE'.
Preamar as 10 h. e 18' da manhaa, aliara 5,8 p.
Bairamar as 4 h. e 30' da tarde, altura 1,8 p.
do arsenal de merinha,
Observatorio
maio de 1861.
de
Romano Stepple,
i ente.
Editaes.
. B
Cambior.
90 d. d.52 3,4
b 52 7|8 a 53
60 d. v.-241,2 a 24 3,4
3 m. d. 12.19 3i4
13.8 3,4
..... 25,65 a 25.70
. ; .3 d. v. 25,35 a 25.40
NAVIOS A'CARGA PARA O BRASIL.
Abril 20 Cear Belm.
10 Para Queen of Ihe Isle?.
10 b Zenith.
10 Edith Anne.
20 Florist.
9Pernambuco--Imogene.
Lisboa. .
Porto. .
Itio de Janeiro.
Amsterdam.
Hamburgo .
Pars. .
; .

a






<

H--
15-
20 -
15
20-
a

Spi.
Mary Ano Gano.
Crecan.
Colima.
Reliance.
Numerario.Em 4 do crreme o banco da
Inglaterra baixou a laxa do juro para 6 0|Q.
Algodo.As entradas este anno, at 5 do
correnle, montam em 1,075,202 saccas, incluindo
21,118 do Brasil. As vendas no mesmo periodo
andam cerca de 894,440 saccas, incluindo 16 860
do Brasil. E ficam em ser 944,350 saccas, 'in-
cluindo 8,800 de Pernambuco, etc. ; 250 da
Baha, e 7,400 do Maranhao. Mercado mui firme.
Arroz em casca.As vendas este mez montam
cm 74,429 saceos aos seguintes precos, a saber
Bengala, 11,6, Mi, 13. e 14| ; Madras, 916 a 9,9 '
Rangoon,9|6 a 10[; Necransie, 9,6, 9,9 e 10 3 :
Arracao, 10,6 a lli ; Basiein, 9,6 a lli, e Bai-
la, 9,9, 10i a 10|3. Tambera duas cargas de
Kangoon e Necrsnsie de 1,350 toneladas a 10i3
e urna de Necransie a 10,6 todas em viagem. '
Assucar.Mercado firme. Vendas : 31 000
saceos, 235 barricas, e4 cargas em viagem 'aos
seguintes pregos, a saber :21 r, 21,3 d 22r e
23,6 pelo de Pernambuco 21, e2l,6 'pelo da
Parahiba ; 22, pelo do Rio Grande, e 22i6 pelo
ulra a 21i, e a terceira a 23|9: e urna de Per-
nambuco de 4,000 saceos a 23,6.
Azeite doceO mercado est um pouco frou-
xo, e e difcll offectuar vendas ;
Entraram este anno at 31 demarco, 4,285 cascos
dem no mesmo periodo de 1860. 3.350 cascos
ricavam em ser na mesma data. 1,020 toneladas
dem no mesmo pariodo de 1860, 560
O preco de azeile fino de L-boa hoje regula #59
dem no mesmo periodo de 1860, S660.
As vendas neste mez montam em cerca de 100
toneladas aos pregos de62 pelo de Galpoli,P61
pelo de Sicilia e Sf57 a af59 pelo de Lisboa
Azeite de PalmaAs vendas montam sm 1560
fon'e's'^fo^51- Pre5 d flD em
Entraram 5060 toneladas, at 31
dem, 4950
Em ser, 2375
dem, 1140 >
Preco do azeite fino em 6 abril,
dem dem
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincia, em cumpnmento do artigo 7o do na.
lameuto do collegio dos orphos de Santa Tbe-
El'S&m d0 Exm-Sr- Presidente da pro-
vincia, de 5 do correnle, manda fazer publico
que no da 6 de junho prximo vindouro, peran-
te a junta da fazenda da mesma thesouraria
Bata der ai renda dos predios abaixo declarados
pertencentes ao patrimonio dos ditos orphos
N. 1.Largo de Pedio II, pu.
salla do Io andar........
N. 95.Ra do Pilar, casa
terrea..................
N. 96.Ra do Pilar, as
terrea..................
N. 97Rui do Pilarjcasa
terrea..................
N. 98.Ra do Pilar,
terrea.................
N. 99.Ruado Pilar, casa
terrea................. 167 nnn
N.lOO.-Ruado Pilar.casa" '
terrea.................. 162 onn
N. 101.- Ra do Pitar. '
casa terrea-*............ ifii non
N. 102 Ra do Pilari '
casa terrea.............. 162 000
N. 103 Ra do Pilar,
."".............. 181,000
N. 104 Ra do Pilar,
casa terrea.............. 172 000
N. 105 Ra do Pilar. '
casa terrea.............. 170,000
N. 1.Estrada do Pama-
casa
180,000 por anno.
236,000 d
157,000
161,000 >
224.000
500,000

o

lempo de
' a 30 de
constantes
affixar o presente e
marco, 1861
* ,80
em 31 margo, 1861
1860
1861 #4i li
1860 #56.
Borracha.Tena havido bastante animagfio no
mercado, e como a procura tem continuado os
pregos subiram, ficando hojea fina firme a 2r2
por libra. As vendas sao as seguioles, 282 ai-
?",?. aO "arrie 630 aaccoa aos precos de li9
119 1,2 1,01,2. 2,, 2,1, e 2,2 pela fina ; 5,'
ll7 1,2 e 1,10 pela mediana, e liM)** 1,3 a 1|4
pela cabega de negro.
ll9BporU) '0"Nao l8m n,,i(-0 vendas.
h.VA h iJir?l,C0 eiaer. e es venda eflFectna-
mndnK7.,^Jr,*O9d0Cearaa60I- -' menm. sitio............
N. 2Estrada de Parna-
meriro, sitio............ 120 000
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, sitio .............. 321,000
N. 4Estrada da Miruei-
ra. sitio.................. 212,000
N. .->Forno da Cal, sitio 352,000
As arrematagdes sero feitas por
3 annoa a contar do Io de julho de 1861
junho de 1864, e sob as condigoes
do edilal de 9 do correte.
E para constar se maodou
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarfa provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
n.w o F- da Annunciagao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento ao arl. 7 do reglamento
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dena do Exm.Sr. presidente da provincia de 5 de
correte, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, peranta a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praga para serern
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos..
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea, por anno. .
67 Casa terrea, dem idem .
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea, por anno. .
69 Casa terrea, dem idem .
Ra do Vigario.
72 Sobrado de dous andares e
poranno.......
ta o Bua da SeDza'a Velbe'.
79 Sobrado de dous andares e loja
por anno ....'..,
0 Sobrado de dous andar e loja.
por anno f .
01 Oaaa terrea, por anno. : .
82 Casa terrea, idem idem .
83 Casa terrea, idem dem .,'.'.
D, Roa da Guia.
84 Casa terrea, por anno.....
a, ,Rua lo Pitar.'
91 Casa terrea, por aono. .
> Gasa terrea, idem idem
93 Casa te:
94 Casa te
As arre
afinos a
loja
122$OC0
81 SOCO
2058000
MpOOO
602JO00
875350C0
7531000
191(000
200J0O0
1631000
1680000
ajBBBBBV*
1021009
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do da 2 do corren-
le pordiante se pagam os ordenados dos empre-
gados provinciaes, vencidos no mez de abril pr-
ximo lindo.
Secretaria da thesouraria provincial d Per-
nambuco 1. de maio de 18610 officjal da se-
cretaria, Miguel Alfonso Ferreira.
Gaixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
priment do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-ae proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das nota* de 20$ da emisao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Jo5o de Barros.
Reparticao das obras
publicas.
Por ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, ca transferido o prazo da apresenlagao das
proposlas para a construegao da nova ponte que
]m- Aairro d0 Sanl Adooo ao do Reciie. at
o da 30 de maio do correnle anno E para que
conste a todos os pretenden tes, por esta directo-
ra se faz publico.
186treCt0ra daS br3S publicas 10 de mai0 de
O director,
W. Itartineaux.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6- dividendo
de 125500 por accao.
Achs-se nesla subdelegacia urna trouxa de
roupa, embrulhada em urna coberta, que foi echa-
da na na Nova ; quem for seu verdadeiro dono
comparega1 neste juizo para lhe ser entregue. Sub-
delegacia de polica da freguezia de Santo Anto-
nio do Recife 1. de maio de 1861.Villaga,
Subdelegado.
Inspecyo do arsenal de marinlia
Faz-se publico que a commissao de peritos des-
te arsenal examinando, na forma determinada no
regulamento acompanhando o decreto n. 1 324
d,eiH-?e ferereiro de 185*> seos, machinas,
caldeiras, apparelhos. mastreago, velames a-
marras e ancoras dos vaporea Jaguaribe e Per-
sinunga da companhia pernambucana de nave-
gagao cosleira. achou todos esses objectos em
regular estado. *
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 3 de maio de 1861.
Eliziario Antonio dos Santos.
Inspector.
_ CORREIO.
Pela administragao do correio desta provincia
fe fz publico.. q. "nha., pcla 2 oras da
tarde em ponto, seao fechadas as malas que de-
lri^l I. T8por. cosleiro J"a"beo com
destino provincia de Macei e portos inter-
medios.
Santa casa de misericordia do
Recife.
A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recife manda fazer publico que en-
traram de mezossenhores mordomos, mejor Jos
Joaquim Antunes, commendador Joao Pinto de
Lemos Jnior, e Dr. Antonio Herculano de Souza
Bandeira ; sendo o i. no. hospital Pedro II o
2. no hospital dos lasaros, e o 3. na casa dos
expostos.
Secretaria da santa casa de misericordia do Re-
cife 2 de maio de 1861.O escrivao,
F. A." Cavalcanti Cousseiro.
Conselhos de compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico que ter isso lugar em sesso de 4
do mez de maio prximo, mediante propostas
em cartas fechadas apresentadas nesse dia at as
11 horas da manha, acompanhadas das amostras
do que caiba no possivel.
Para navios e arsenal.
20 arrobas de almagre, 500 agulhas de coser
lona e bnm, 12 pegas de gacheta de linho proprio
para machinas; 2 pacotes de papel bata, e 20
resmas de panno esmeril.
Para o arsenal.
152 barras de ferro sorlidos.em forma de + de
2 a 3 3[4 de pollegadas, 20 ditas de dito, dito
chato de 25dSa 7il6.180 lencoes de ferro galva-
nisado proprio para telhado, de 6 f 4, e 114 ver-
galhes de ferro sortidos de 1 1(2 a 3(4.
Para navios.
2 pegas de baetilha, 200 colheres de ferro 40
cadeados sortidos, 10 duzias de lapis, 200 nva-
Ihas de mariuheiro, e 10 pes de obreias.
As condigoes para eflecluar-se a compra sao
as do esiylo, j ha muito conhecidas pela publi-
cagao.
Sala do conselho de compras navaes em Per-
nambuco, em 27 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Avisos martimos.

Rio Grande do Sul
segu nestea dias o liado e veleiro brigue Castro
I por se acbar com o aeu carregamenlo promp-
to, e so recebe passageiros, para os quaea tem
excellenles commodoa, e para elles Irata-ae com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairn, na
ra da Cruz n. 24, ou com o capitao a bordo.
Para a Babia
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga que lhe falla
e passageiros trala-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deus n. 12.
COMPAMU PERNAMBICAIU
IMavegacao costeira a vapor
..kJ/por a,a8uibe, commandante Lobato,
sahir para os portos do aul no dia 4 de maio
ao mftu Drd6 ^b0 *"& al di 3
ao meio da Passageiros e dlnheiro a frele at
do laUo! n.'l." ": e8crD,orio no Fort
Lisboa e Porto
.m!! !a5-r c!"n a maior bredade para os portos
nuil 'nd,cad08 a D?Ta barca portugueza Corga:
uu,?n "? 1uizer carregar o resto que lhe
ranriUlr, epa^agem> poder n'ender-se com
lr f gnatar' Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior, ra da Cacimba n. I primeiro andar, ou
com o capitao Rodrigo Joaquim Correia na
praga.
da casa a. 2 na ra da Esperanca freguezia
loa-Vista coja eaaa 1 detente
cada a moderas, cora 4 qaartof, 3 salas, eo-
nnha fora, cacimba quintal murado,, teodo o
LIZ1"*?* 3fMa de re
at modo, onde se pode edificar urna boa casa por
! jwealidade exeellenle, ao meio dia em pon-
Vi ario aC'm* n ,M "" ** d0
LILAO
sei
to,
pe
Vi
sei
ST ___
Sbbbado 4 do corrente.
ntunes auiorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
ul do commercio, a requerimenlo de Prente
nna c, vender dinheiro on a prazo
arraazem na roa do Imperador n. 75 as
vuasque pertenceram a Uaaoel Francisco
es. As 11 horas em ponto.
em
di-
de
A
Lisboa.
O brigue porluguez Carmozina, capitao Fran-
cisco Jos Netto esperado da Babia a todos os
momentos, recebe carga e passageiros : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C no
largo do Corpo Santo n. 4, segundo andar.
Para o Aracaty.
o Aracaly seguir brevemente o hiato
cauta Anna : para carga e passageiros trata-se
om Ourgel & Irmao, na ra da Cadeia n. 28
LBiLAO
7 do corrente
Para
COMPANHIA PERNA1BCAIU
n
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Ceara', Acarada' e Granja.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
aahir para os portos do norte ale a Granja no
da 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga al o da 6 ao meio dia. Eocommendas. pas-
sageiros e dinheiro a frete ate o dia da sahida
as i horas: esenptorio no Forte do Mallos n 1
oo Baptista Horner, capitao da barca belga
." Ir-"*' continuar por inlervengo do
n inte Ohveira e sob as clausulas do ultimo lei-
la de 3 do corrente. a venda publica de tres
b( tes, vergas, mastareos e outros perlences da
m ama barca : terga-feira 7 do corrente, ao meio
(H i em ponto, no armazem do barao do Livra-
e ssrtts.'arus ssaa? "a
Terca-feira 7 do correte.
LEILAO
DE
Movis e de i escravo.
, .ntunes far leilo em seu armazem na ra
imperador n. 75, no dia cima designado de
sorlimeoto de trastes para compor urna casa,
[uaes serao entregues por todo prego offere-
>, assim como um escravo velho proprio pa-
> campo, as 11 horas em ponto.
do
um
os
cid
ra
,,* ?wt-r proilm pasaed^erdeu-st
cima do omnibua, da ponte do RecitVat a ra l
l"i-nB' Va 1,Tro in,Presso em allemo : toS.Vt
encarecidementea quem oiver achado, de levar
r"rperdorroadac-d'ia ^-a
rf.ri?OHb.8=h0 a.s9ignad0 toa ao Sr. thesonreiro
das loterias, cujas redaa andam amanhaa 4 do
corrente que nao pague o meio bilhete n. 321 o
qual foi desencam.nhado por um pequeo qu o
comprou boje 8 do corrente. e que e ao mesmo
abaiio ass,gnado que compete em pessoa rece-
ber o que por sorte lhe sabir neste numero.-Luiz
de Azevedo Souza. UU1*
nrlsP*!"*6 2:000 premo com "ypotbeea em
predios hvrea e nesta cidade, assim como peaue
as quantias al 100000 sobre peohor de ouro
? dirk Da rUd d RaDgel D- 7, segundo .nda"r
diente. qUem az eale De8co. das-4 horas em
h^!ederCk Wn"lbenr. aubdilo Meockelem-
burguez, retira-ae para o Rio de Janeiro.
nr^ J?a~"e ,i00000 a premio, dando-se um
predio de grande valor por garanta : a quem
convier annuncie para ser procurado. q
Precisa-se oe um caixeiro para tomar conla
de urna taberna por balango. em um dos melho-
res lugares da Boa-Vista, Vd.ndo-se bom ordena-
do ou interesse, por seu dono nao poder estar
ni'SrT d;,a ,ab"rDa por ler ou,ros 'ele :
Srfh Pletaoder>DUDCie para ser proenrado, ou
5"Jm'perecis.U.a da CDCe5a0 58' ^ '
^-7 Al" dceLUdaod0i,rMper!,d0r'C0,n b008 commodos o
aceado a tratar no primeiro andar do mesmo.
;.~ Offerece-se urna mulher branca de meia
idade para servir m urna casa de familia no
becco do Peixoto n. 15. "" no
nrZnaHrUa.IlDp/rial 9 deseja-se fallar com o
n 2S d.S f6rS da C8Sa 8Ua na "maTna
seo?dem8orU.bem:annUDCia-Se Pr Dao 8ab-
Ha para alugar-se
na ra Nova n. 43.
Aluga-se urna eacrava
no de uma casa,
urna prela cozinheira
LEILAO
O agente Hyppolito fara' leilo por
coiata e risco de quem pertencer de 650
qulintaes de ferro* em barras, verga-
Ihi es etc. : terca-feira 7 do corrente as
n.
horas em ponto, na ra do Trapiche
i, armazem, eah podera' ser exa-
Rio de Janeiro
Sahira'bremente a linda e veleira
arca nacional IRIS a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com o consignata-
cjosAranagaHijo & C, ra doTrapi-
rheNovon. 6.
Para a Baha.
ra6ta aDi0nPr0mpt0: Para0reat0 1Ufl >"> Wl
u!nH m os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu esenptorio ra da Cruz ni.
mi lado desde j.
LEILAO
'7 do corrente.
jente Oliveira far leilo por ordem e em
ica do Iliro. Sr. cnsul da Blgica, prece-
., competente autorisaco do Illm. Sr. ins-
pector da alfandega com assistencia de um em-
pregado desta repartigo para o effeito nomeado
e da 4o Sr. agente do seguro.de Hamburgo nesta
pra51 ?22S C0Dta e risco de 1U8n pertencer, de
cercall ,200 saceos de caf com toque de a varia
para occorrer aos gastos com a barca belga Ma-
na Thereza. arribada por torga maior a este
porto, onde foi legalmente condemnada
Ter^a-feira 7 do corrente
ao mfeio dia em ponto, no armazem do baro do
Livraknenlo, sito no Forte do Mattos.
para o servigo inter-
das 10 horas da manhaa a 1 hora de tarde.
traT m!!;m,PieCt,8ar*de ensD0 de Primeiras le-
tras, msica e piano, para principiantes fora d5
praga ou engenho, annuncie, ou dirija-se a tra-
tar na ra de Hartas n. 27.
Feltor.
Precisa-se de um homem que saiba tratar de
arvoredo e trabalhe bem, para tomar conta de
?.-m? P6rl0da Cidade : nao imPrt ^e tenha
familia, porque ha casa no mesmo sitio para mo-
rada : na ra da Cadeia n. 41.
aJZ Anl0D {l ^ Souza Guimares, credor
de Manoel Jos Leite, declara que nao deu sel
consentimento ao mesmo Lelte para poder ven-
e-ia T' S1,Una rua d0 Ouado. pois est
procedendo pelo juizo do commercio a competen-
te accao contra o mesmo, do que protesta sobre
a validado de dita venda.
_ O Sr. Basilio Baptiala Furtado
gir-se a esta typographia, (fue se
fallar.
queira diri-
lhe pretisa
Avisos diversos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Igarass. commandante Moreira
sahira para os portos do norte at o Cear no
da 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga at o di. 21 ao meio dia. Encommen-
ahd. a,ag9einS 6 d,nh?ir. a frete a, d d
f ? n 4 : escr,Pl0"0 o Forte do Mat-
IOS Da 1.
Para oPenedo.
ti!k8U1 em poucos dias bem conhecido hiate
? deor'{arPo"n.C5:ga 6 PaSSaBer0S lra,a-se -
Anda uma vez se adverte aos Srs.
assigbantes deste Diario que a paga da
subscripcao a razao de 5^ por quartel
s permittida a quem satisfaz dentro
de dias do comeco do trimestre, e
deoo s deste prazo somente se recebera'
a 6jjf orno esta' estipulado no lugar com-
peter te. A paga de 5# e assas mdica
para que se demore e anda depois de
venci la da' lugar
ferenja de preco.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
.* Recita da assignatura.
Sabbado 4 do corrente.
A orcheslra execntar alinda ouverturacom-
posigao do Sr. Colas, "racom
As cacadas de Pelotas
ATORRE
DE
iflIBl
Terminar o espectculo com
dia em um acto
de Fernando.
contestacao a dif-
rtSHeM0m b;e?idada Para o Presidio de Fernan-
u"em nlUDha ^ braaileira Atrevida?:
3i4 L 1uizer.carregar ou ir do passagem,
SSTS V aPUa> ClaUdD JS RP0.
praga do commercio.
QnPara ?-Rio Gra.nde do Sul pretende seguir
lnt^C0B8d'S.J,alhab0le Superior, capitao
Antonio Evaristo da Rocha, o qual offerece boas
accommod.cdosp.rap....eiros- : quem no mes
JTES ??'d. P-wagem. pode entende7-se
com o sobredito capitao na praca do commercio
ou com Amorim Irmos. rua di Cruz n 3.
^n!rau ?releDde aeguircom brevidade
o brigue Marganda, capitao Jos Emigdio Ri-
beiro : quem no mesmo quizer carregar ou se-
fi' denS"Sa?em,' para ue lem b comm8-
n.Pa! en,ende.r-" com o mesmo capilo na
praca do commercio, ou com os consignatarios
Amorim Irmos, rua da Cruz-n. 3 VUS,oa,anos
Jfe^
mr^
O bngoe nacional Encantadora, segu para o
Rio de Janeiro quioU-eira prxima 9 do cor-
e5te '?,e6 p"Meiros escravos aomente at
Leiloes.
i
gracioaa come-^
feitas por te.
de Julho'de 1861 a 30 de
Kl P8ETJSA-SE DE HA MULHER
Comecar s 7 X horaa:
LEILO
A 7 do corrente.
O agente Evaristo, oo tendo effeetado o lei-
LOTERA.
Hoje sabbado 4 do corrente an-
darlo no consistorio da igreja de N. S.
do Resano as rodas da terceira parte
da quinta lotera a beneGcio das obras
da igi-eja deN.S. do Guadalupe de Ohn-
da. I O resto dos bilhetes e meios
achaik-se a' venda na thesouraria das
loteras rua do Queimad#n. 12, pri-
meir > andar,-e as casas commifsiona-
das i a praca da Independencia n. 22
loja < o Sr. Santos Vieira, rua Direita
n. 3 jotica do Sr. Chagas, rua estreita
do Rbsario typographia n. 12doGeral-
do e na rua da Cadeia do Recife loja n.
45dj>s Srs. Porto & Irmao.
Ai sortes serao pagas a entrega das
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
EsUbelecimento de carros fu-
ebres do pateo do Paraizo
1.10, do abaixo assigoado.
(hegou a este eitabeleci ment um
riq lissimo panno de velludo preto, bor-
daco e guarnecido de ouro fino verda-
deiio, para enterros de primeira ordem.
Exi tem carros fnebres para anjos,
doncellas e defuntos, entre estes um to-
do toreto decentemente guarnecido.
Tambera se fornece todo o necessario
paralqualquer enterro ou officio, semo
mentbr encommodo das partes, com as-
seio,bromptd5oe precos commodos, a
quahkuer hora do dia e noite no mesmo
estabplecimenlo ou no mesmo pateo lo-
ja do obrado n. 13 e sobradan. 18.
Jos Pinto de Magalhaes.
I recisa-ee de um caixeiro de idade de 44
ion ti, para a cidade de Olioda, noa Qualro
a tratar r>a rea do Nogueira, taberna
.
Cantes
numer
A
VlgariU assim como a tala de detraz do primeiro
andar i b mesmo sobrado : quem o pretender
dinja-i a mesma loja.
No botequim da rua larga do Rosario n. 25*
precisa se alugar um preto. t
Attenco aobom.
Dues excellenles mucambas de idade de 16 a
18 annos, 1 escrava de meia idade. ptima cozi-
nheira. por 550. 3 escravas e 1 escravo para to-
do o servido por commodo preQo.
Precisa-se fallar ao Sr. Licurgo
Albuqueique do Nascimento, e como se
ignora sua morada pede-selhe queira
annunciar.
Vende-se uma linda mulatinha
de 10 annos de idade, com muito bom
principio de costura sem vicios nem
achaques: na rua do Cabuga' n. 16.
Vende-se e armazem do caes do
Ramos n. 2i no qual se pode levantar
um excellente predio por estar traveja-
do : a tratar com Jos Azevedo de An-
drade, rua do Crespo n. 20 A.
Vende-se a taberna sita na tra-
fessa.do Queimado n. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
fundos, a dinheiro ou a prazo : a tratar
na mesma ou na rua da Senzala Velha
numero 48.
Penfes.de gomos volteados
para meninas.
A loja d'aguia branca recebeu os bonitos nen-
ies de gomos volteados para segurar cabello de
meninas, e os esti vendendo a 1$500 : na loja
d aguia branca, rua do Queimado n.16.
Pitas de grosdeoaples
em perfeito estado a 800 el$
a vara.
Na loja d'aguia branca vendem-se mui bonitas
e largas utas de grosdenaples de listras, e ore-
zinhas roladas com uma franja estreita que as
torna mu mimosas a 800 e 1 a vara, precos
baratissimos vista da boa qualidade e perfeito
estado em que esto. Essas fitas servem para
enfeites de chapeos, cinteiros para enancas, lacos
para corliaados, fronhas e muitas oulras cousas -
comprando-se pecase far algum abate : na rua
do Queimado. loja d'aguia branca n. 16.
patToVdel!peedromn.ei9:" Prel' Caadr: D
Vendem-se casas
em Olinda.
Vendem-se tres casas em Olinda, sendo uma
na rua do Amparo o. 45. no largo da igreja. com
quartos, duas salas, eum gabinete ao lado e co-
zinha assobradada para traz ; e duas na rua do
Jogo da Bola ns. 16 e 17, cada uma com 2 quar-
lose 2 salas, todas em chaos proprios ; a tralar
na praca da Independencia ns. 19 e 21.
Vndese
na taberna da estrella, largo
do Paraizo;
manteiga ingleza flor a 800 rs. e 640, para tem-
pero a 400 rs., franceza a 720, cha hysson a 2560
caf a 300 rs. e a 240, arroza 120 rs toucnho a
320. queijos do vapor a 800 rs. e 1*500, vinho
engarrafado do Porto a 80O rs., de Lisboa a 660
do Estreito a 480. azeite doce a 720. de carrapat
jfO, vinagre a 240, sabio massa a 200 rs, dito
a 160 rs.
Charutos do Rio de Ja-
neiro.
AftfOOO o masso detOO.charutos para acabar,
qualidade superior, vendendo-se por este preco
por ler alguna raassoa com pequeo toque de bi-
R.rD^Jiarg0 da AMn,1"s n. 15, trapiebe-
Barao do Lmamenlo.
Pianos
Saundera Brothera 4 C. tenrpara vender em
Jto pronhopara ateella*


DIARIO DI mttBCO. SAMADO 4 M MAIO DE 1861

DE
Largo da Peulia
AMA.
em caitas com 14 a 15 libras vende-se nicamente no Pro-
O proprietario deste armazem par-
licipa sos seaa numerosos fregaezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
un grande sorlimeuto de gneros os melhores que ten vindo a este mercado e por ser parte deiles
vindoa porconta propris, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga ingleza petfeVtamei te tlor tmn.t Hbf.,. em br-
rril se far algum abatimento.
MAnteiga traiieeia a m,ig0T, que ha no mercado vende-se a 70 rs. a libra.
Cha petla, hyson e preto 08 melhoref que h, neste genero 2^500,25 e
l)6O0 ra. a libra.
\|UCljOS uameiIgOS cnegaa-08 neale uuioao Tapor de Europa 1600 rs., em por-
oso se far algum abatimento.
VUeijO SUlSSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-ae a 40 ra. a
libra.
^5*J" 1""J og melhores que tem vindo a este mercado por serem muitofrescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e ioteiro se (ara algum abatimento.
CaX\uY\aS eOm UH\a C dliaS libras eleglSotemente enfeitad.. eontendo
differentes qualidadesde confeitos, amendoas cobertas, pastilbas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 1$ cada urna,
Passas multo no\as
gresso a 2$ cada urna.
liOlaCDlllIa inglexa a mais nova qUehano mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 39000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
iVmeiXaS raiieeZaS a ASOra a iibraem p0rcaose far algum abatimento.
a*Wlada imperial d0 afamad0 Abreu, e de outroa muilos fabricantes da
Lisboa a 800 ra. a libra.
Latas eom bolacha anas de soda
differentes qualidades.
\-U.UCUld.iC 0 mais SUperior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
\aja de tomate em iatasde t libra, mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
r era SeCCaS em condesas de 8 libras por 3500 a retalbo a 480 rs. a libra.
Conservas franeezts e inglezas a8 oai8 nova que ha por 8erem TiB.
das em direitura a 800 rs. o frasco.
AAetria, macar rao e talharim 400 libri e em caixa8 de om. .
roba por 60.
Palitos de dente Uxados
Tl oneinno de lsboa
a arroba a 9$.
Ir reSUUlO ffl0no novo vende-se paTa acabar a 400 ts. a libra.
t^HOUTl^aS e paiOS a que ha de bom neste genero por serem muito botos a 560 rs.
a libra.
Banha de poveo refinada a
480 rs. a libra e em barril a 400ts.
Latas eom peixe de posta preparad0 da melhor maneira p08Sivel das meih0.
res qualidades de peize quena em Portugal a 1^500cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Feliz, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a lg a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas francesa*, tructa em calda, azeitonas
baratas e -outros muitos gneros que encontraro tudo de sucerior gualidade.
vende-se a 1)600 rs. cada urna com
Praciaa-se da urna ama eacrava para urna ca-
sa franceza : a latir n*.mado Trapiche n. 12.
Acha-se fLffei contratada taberna sita
no lugar da CaptAga **, perteacente ao Sr.
Julio Cesar Vierra de Arnorim : quem ae julgar
com algum dimto a mesma, aonuncie por eate
Diario no prazo de tres das. *
Aluga-se um.i caaa oa ra dos Prazares,
bairro da Boa-Vista : a tratar na mesma ra nu-
mero 10.
Constando ao abaixo asignado que o Sr.
Abilio Pernandes Trigo de Loureiro, tenciona re-
tirar-se para o Rio de Janeiro, e dispor dos pe-
queos bens que possue, escravos, bois e urna
pequea parte no engeoho Pitangueira : vero
prevenir ao publico que estes bens esli obriga-
dos ao curaprimento de um contrato celebrado
com o supplicante para a factura de urna obra
que estando apenas comejada, j por conta della
est recebida pelo dito Loureiro a melhor quau-
tia do contrato ; pelo que o supplicanle previne
a quem quer que seja para nao fazer negocio al-
gum, visto como o abaixo assignadn oa protesta
haver do poder de quem estiverem, por serem
alheiados para desoneraco da predita obrigac&o
que sobre elle pesa.3 de maio de 1861.
Jos Ferraz Daltro.
Compram-ae
que sejam usados :
meiro andar.
dous diccionarios francezes,
na ra do Crespo n. ti, pri-
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 ra. a libra em barril
Aos senhores alfaiates e lo-
gistas.
So Recife, ra do Torres, casa n. 18, primeiro
andar, cose-se por machina qualquer qualidade
de obras, tanto finas como grossas, com toda pres-
teza e aceio.
Papagaio.
Na ra da Unio n.8, precisa-se de um bom
papagaio, offereceodo-se recompensa generosa a
quem o apresentar.
Roga-se ao Sr. thes mreiro das loteras des-
ta provincia que nao pague o bilhete n. 2299 aue
foi perdido, seno ao seu proprio dono, que o
Sr. Sergio Antonio do Espirito Santo.
Vendas.
Fio de algodo
da Baha.
Vende-se Qo de algodo da Baha por preco
com modo ; em casa de Basto & Lemos, ra do
Trapicho n. 15.
Potassa.
Vende-se a bem conhecida e acreditada potassa
do Rio de Janeiro, por menos prego do que em
outra qualquer parte : no armazem da ra de
Apollo n. 24, de A. J. T. Bastos & G.
mais alva que pode haver no mercado vende-se a
RMAZM
Attencao
Attencao.
; 0 abaizo assigoado est resoltido a vender os
engentaos que possue, inclusive o --Cunjambu-
caonda mora, com eeravatura, boiada e ani-
* de ""**, e mais peitenees de um enge-
nto com safra criada, o at mesroo com porco
de assucar reito ; aceita n'esse negocio predios
na praca; e deixa de mencionar aqualidade do
eogen.no.. Pr tr elle um nomo conherido e
Urmado de bom em tudo, e a vista do compra-
dor o desengaar. Quem quizer e poder fazei
esse negocio procure na praca ao Sr. Luiz Jos
Pereira Simoes, ou no roesmo engenho
Bernardo Jos da Cmara.
Frecisa-se de ama ama ou criada para todo
o servigo interno e externo de urna casa ; na ra
Nova n. 2d, terceiro andar (entrada pela Cam-
boadoCarmo.)
O* devedores da loja de calcado
de Burle Jnior & Martin, tenham a
bondade de vjrem saldar 08 seus debito
nestes 15 das do contrtrio $e entregara'
a urna geisoa para cobrar udicialmen-
te. Faz-se este aviso para nSo taayer ra-
zSode queixa.
Toribio Meca relira-se para o sul.
Vicente Camargo tendose muda-
do da ra do Vigarion. 19 para a mes-
ma n. lo, participa a seus amigos e
f reguezes que continua com a sua agen
ca de leilOes e esta' prompto para de"
sempenhar as suas f unccoes com a maior
diligencia e energa como agente.
O major Manoel do Nascimento da Costa
Monteiro, D. Antonia Vieira da Cuoha, D.
Paula Izidra da Costa Monteiro, Gabriel
Antonio, 0. Hara Margarida dos Prazeres,
Jos Joaquim Alves da Silva, Joo Lucio
da Costa Monteiro, D. Paula Gerlrudes da
Costa Monteiro e Francisco de Souza Reg
Monloiro, cordialmente agradecem a todas
as pessoas que so digosram assistir aos l-
timos suffragios e acompanbar at ao ce-
miterio publico os restos mortaes de sua
muito presada sobrioha, filha, ora, esposa,
mana e cunhada D. Anna Perpetua da Cos-
ta Monteiro e novamenle convidara aos
mesiios senhores para que se dignem as-
sistir rcissa de Rquiem, que tem de ce-
lebrar-se no stimo dia na igreja dos reli-
f'osos do Carmo, sabbado 4 de maio, polas
horas da manhaa.
Cale ido barato na ra larga do Rosario n* 52.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo pbssivel
acabar com todo o calcado at o fira de marco, como preten-
da, per isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
a 8 e
Borzeguios i e Nantes sola patente
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezes prova d'agua
Botas de bez irro
Borzeguins < e lustre a 6, 7 e
Ditos todos ( e duraque
Ditos todos da pellica
Ditos de lust e pespontados
Sapatdes de 1 iistre de 4, 5 e
Ditos de lustije de 2 solas
Ditos entrada baiza de 1 sola com salto
Ditos de dito tem salto para daivsa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7,000
8,000
6,000
8,000
8,000
6,000
4,500
3,000
2,500
3.500
Ditos de urna sola com salto 2,800
Ditos de urna sola sem salto 2^400
Bqizeguins de lustre para rapazes a 5,000
Sapatdes para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de setim branco para senhora 5,000
Ditos de duraque branco 4,500
Ditos de ditos de cores 3,500
Ditos de cores com gaspeas 4,000
Ditos de ditosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Ditos de ditos para menino 2,500
Chnelos de couro de cabrito 3,000
D
CONSULTORIO
DO
LP.A

MEDICO
Vesde-8e um cabriola de duas rodas, perfei-
temente acabado, assim como nm meio caleche
anda em branco-.' quem pretender, dirija-se a
ra de Domingos Pires n. 28, qtre achara com
qoem tratar.
Palmatorias
de lato para velas a 400
ris.
Vendem-se palmatorias de lalao para velas a
400 rs. cada urna : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos, i
140 RUA DO QUEIMADO 4<
Defronte do beoco da Congregaco letreire verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas aa
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos fregaezes, para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 355 e 308000
Sobrecasaca de dito, 359 a 30900
Palitots de dito e de cores, 85$, 309,
25g000 e 20000
Dito de casimira de cores, 229000,
15$, 129 e 95000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
luda, ijooo
Ditos de merin-sltim pretos e de
cor-es, 9g000 8*000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 3*500
Ditos d dita preta, 99, 7$. 59 e 35300
Ditos de ferim de cores, 5g, 49500,
?5000 o 39500
Ditos de bramaste de lioho branco,
6*000. 59000 o 4S000
Ditos da merino de cordo preto,
159009 o 89000
Calsas de casimira preta e de cores,
129.109, 99 e 6S000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretoa, 9 e 49500
Ditas de brim branco a de cores,
58000, 49500 29500
Ditas de ganga do cores 3JOO0
Colletes de velludo preto o de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ e 89OOO
.Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 99, 5*500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e -setim branco, 9 e 59OGO
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7$000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e tusio braceo,
3*500 e 3*000
Sereulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, $600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2*300
Ditas de peito de lioho 6$ e 3*000
Ditas de madapolo branco a de
cores, 39, 2950O, 9 e I98OO
Camisas de meias IjOOO
'Chapeos pretos de massa, fracceze.%
ormasda ultima moda 10S,8*500e 7*000
Ditos de feltro, 69, 5f, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 125,41gP 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 58OO
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentea hori-
sonUes, 1009, 909, 809 709000
Ditos de prata galvanisadoe, pa-
tente hosontaes, 40S 309000
Obraa de ouro, aderemos e meioa
aderemos, pulseiraa, rozetaa
anneia g
Toalhaa de linho. duzia 12*000 10*000
Apa ingleza
deLavander a mil
Irasco.
Vende-se na loja d'aguia branca a
agua ingleza de Lavandec, superior
outras, a 19 o frasco :. na*
ra do Queimado n. 10.
res-o
verdadeira
a todas as
loja d'aguia branca.
Graxa
econmica
para I ustrar calcados.
Vende-se a superior graxa econmica em bar
rilinhos de louca a 640 e 800 rs. cada um. A su-
perioiidade de tal graxa j conhecida por quem
tem usado della, e ser mais por aquelles quo de
novo compraren). Ella serve igualmente para
amaciar e conservar o couro, e econmica por-
que o lustro dado com ella em um dia, cooser-
va-se por 3 e 4 sem necessidade de nova grana.:
acha-se venda na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca 11.16.
ASSOCIACAO
DE
Dr. Debroy. dentista.fsuccessorido Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar aa Peroambuco no mez de abril ou at
junho.
4ttencao!!!
Augusto Cesar Pereira de Mead o 05 a previne
os aceitsntea daa letras que vo abaixo mencio-
nadas, e a todas aa pessoas a quem possa iateras-
sara presente publicaeo, queoannunciaote mo-
ve penhora em ditas letras perante o juzo do
Cabe, e protesta o anuunciante contra toda e
qualquer transaegio que a respeito das ditas le-
tras possa ser eelebrada, e prometle usar de to-
dos es remedios de direito contra a pessoa que
nellaa figura, a aaber, ama letra aceita por Anto-
nio Tajares da Silva, j vencida, da quaotia de
2790S8, morador nesla praa, outra por Joo
Chrieeoetomo Wanderley da quantia de 280$230,
morador no engenho Muss, outra por Jos Tho-
maz de Gusmo da auantia de 397|fJ0, outra por
Francisco Vicente do Naacinrerlto d quaotia de
3399672, e duaa por GabrU d Jess. se*do urna
de 1249380, e outra de 6829790, mofando os tres
ltimos na villa drEscada.
Recite 27 de abril de 1861.
-v Aluga-se um moleqoe de 16 annos, esperto
e flel; quem precisar, dirija-se a ra nova do
Prea n.76, defronte do hospital militar na Boa-
Vista, daa 9 horas s 8 da oarjhi, pu de 1 hora
da larde em dnie.
Attencao.
A mesa regedora da rmandada do
SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista,
convida a todas os nossos irraaos, afim
de reunirem-se em mesa geral em seu
consistorio no da 5 de mato as 9 horas
da manhaa para tratar de discutir O
nosso compromisso afim de ser appro-
vado pela assemblea provincial adver-
ndose mais que funecionara' a mesa
urna vez que rena o numero que exi-
ge o antigo compromisso que actualmen-
te nos ege. Consistorio da irmandade
do SS. Sacramento da matriz da Boa*
Vista i- de maio de 1861.
O Rvm. Sr. Jos Procopio que
morou em Olinda, queira annunciar
sua morada ou dirigir-se a esta typt>
graphia.
J Nascraento Lasserr, jwbdiio brueiro,
tsj Europa.
Soceorros Mutuos
Lenta Emane pac o dos Captivos.
Domingo 5 do correte, as 10 horas da ma-
nhaa, haver reunio da assemhla geral, coroo
determina o art. 19, devendo funecionar a sesso
do conselho as 9 horas do mesmo dia, pelo que
so convidados os-senhores socios-e conselheiros.
Secretaria da Asocia;o de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 1. de maio
de 1861.
Gald-ino Jos Peros -Campello.
1." secretario.
Precisa-se alugar urna ama preferindo se
escrava, para o servico de casa de urna pequea
familia : na ra Nova n. 33.
Aluga-se urna grande casa de um andar
eom commodos para um colleaio, deronte da
fundico do Sr. Siarr em Santo Amaro ; a fallar
com Guherme Pursell,defronte da igreja de Be-
lem, ou com Manoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador o, 26.
Attencao ao Carioca.
Na ra estrella do Rosario o. 25, loja de funi-
leiro, existe ao grande sortimento de obras de
(landres de todas as qualidades, como seja babs
de todos os tamaitos com fundos de madeira e
(echadura?, caitas para conduzir comidas, bacas
e banheiros de formas elegantes, fdrmas para
bolos e pudios, assadeiras, urnas grandes e pe-
quenas, emfim tudo quanto desejar se possa em
flandres, sendo todas estas obras do melhor gosto,
e bem acabadas, que s a vista animaro ao com-
prador, e por mais mdicos pregos do que em
outra qualquer parte ; recebem-se encommendas
e se garante a promptido.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOHEOPATUICO
DO
DR. CASAXOVA,
30Roa das Crozes-30
Neate consultorio tem sempre oa mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ci-
tellan e Weber, por precoa razoaveis.
Oa elementos de homeopalhia obra.re-
commendada i intelligencia de qualquer
pessoa.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME6PATHIC0
DO DOCTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Coisultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consecuencias,
PHARMACIA ESPEC1AX IIOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus eueilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
sivei-s.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaohadas de um
rmeresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Praho, medico Urasileiro. Este emblema posto
igaalmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embera tenham na tampa o no-
mo do Or. Sabino sao falsos.
Arrenda-se engenho Jacir, situado no
termo de Serinhi-m, moente e correte, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter oulre casa terrea couligua com cum-
municacao par-e o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olera e seu respectivo forno.casa
de engeoho com ama moeoda que produz calda,
paraciocoeuta a sessenta pespr tarefa com um
parol de cobre sulBcientemente grande, com
picadeiros para receberpara mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suflicien-
te capacidade, urna destilacao completamente
montada costigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de conlinuidade, com suas
respectivas garapeiras que nMduz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pies completamente arranjada, corndou*
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couios tambem de amarello ;
casa de encaixamento cora quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer fadrna com um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por bailo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta aeaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
verlo ; copeiro, com urna roda de ierro com cua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriqiipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos for-
oos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fdr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberla com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de IS61,
a findar-seem 1862, sendo avalada por peritos,
assim como o prejo dos pes. As coudices e
tempo do arreodamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar i seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vascoocellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa, e dos Affliclos. de manba at 1 hora da
larde.
PARTE!ROE OPERADOR.
3 RUA DI GLORIA, CASA DO FIJJVD103
Clnica por ambos os systemas.
O Dr Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contra a partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como para o engenhos
u outras piopriedades ruraes.
Os ch imadosdevem ser dirigidos sna casa at slO horas da manhaa e era-caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nomo da p ssoa, o da ra e o numero da casa.
Nos e sos que nio forem do urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetan seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
aivros do Sr. IJos Vogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loj'a e na casado annuacianieachar-se-ha constantemente os melhores aedica-
mentoshomeorjathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
JifFde 24 ditos........;........159000
)ita da 36 ditos.................209000
>ita de 48 ditos. ............... 959000
)ita de 60 ditos................ 309000
Jubos avulsos cada um.........; 1)000
frascos de tinturas. : ............2|000
f anual de medicina horneo paihica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ele. ele........209000
Vledicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
lepertorio do Dr. Mello Maraes....... 6900*
Cura certa das hydropesias.
as miD has viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pel governo em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experii tentando as plantas do paiz em muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopathicas cckn mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao paejudicava aos
raeus doentea.
D'entreo numero de molestias, que Uve de tratar, urna classe me mereceu muita altenceo
tanto pela freqi encia com que apparece, como pela mortalidade que aprsente. Esta classe de
molestia a hidropesa.
Tiva de ralarde muitas hydropesias. por todos os meios conhecidos, mas "os resultados nao
correspondan] minha espectacliva ; tendo porm conhecimento de ama planta, quo haTia produ-
duzido bons res
zer de ver que
Sendo poi las hydropesias, qur activas, qur passivas do numeradas molestias mais terriveis
que affectam a
liquido que se
que a extraccaoj
de algum sllivi
liquido se repr<|
extrahir.
para applica-lo
fdr o seu estadi
ao Illm. Sr. Dr
so que annuio,
Assim pd
miaha casa, ru;
ultados em alguna casos, tratei de estudar os seus effeitos e na verdade
ella um especifico poderoso no curativo das hydropesiss.
Uve o pra-
os lempos,
poderoso,
kiossa populaco e que grande numero de victimas ha feito em todos
julgo ter presta o um grande servido a humanidade com a descoberta de um agente to
que nenhuma s i vez me tem falhado, ainda roesmo nos casos mais desesperados.
Na asciti 1 (hydropesia de venlre) costumam extrahir o liquido por meio da puocQo ; mas a
a xtrahe nao a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
do liquido que constitue a ascitis um meio pallialivo com o qual d-se em verda-'
_ao doente, mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
duz com muito maior rapidez, oa razo directa das operarles que se repetem para
o
Quasi sei ipre a ascitis symptoma da leso de urna vicera do ventre particularmente do b3Qo.
tao se juro o tratamento das hydropesias pelo novo agente, que nao receio em offerecer-me
com a condicceo de nada receber no C3SO de nao ficar o doente curado, seja qual
; e como desejo que a eflicacia deste remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
Sabino Olegario Ludgero Piuho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agradecimento.
is quem se quizer aproveitar dos meus traeos servicos se digne de procurar-me e
da Roda o. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Alves Tenorio.
APPROVACiO E AlTORISACiO
DA
6MAFAS WieiSlHAE
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
e Ricardo Kirfc
Para s|erem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
Feitor.
AS CHA
vincias deste im
as emfermarias
soas capazos de
Com estas
fallivel em todos
Precisa-se de dous trabalhadores de padaria
amassadores e tendedores, e para o mais servico
tendente ao trafico : na padarl da ra largado
Rosario n. 18. B
r *Hbal, MUB,do az *Dl ao respeita-
vel pablico e especialmente ao carpo do cottmer-
cio. qne desde o 1^ K^v o correte anho
deixou o Sr. Malhias Tararea de Almeida de ser
socio da lojadeferragensjla ra do Queimadon.
20. que gyrava Sob a rajo social de Leite & Ma-
thus, flesndo a cargo do abaixo assigoado proce.
der a liquidaco da extincla firma. Recife 1. de
maio de iwf.-Jgp. Leite do Reg Sampaio.
Precisa-se de um feitor com familia para to-
mar conta de um sitio no lugar da Torre, dando
fiador a sua capacidade: na ra Nova n. 17, loja,
se dir quem precisa.
Irmandade do Divino Espirito
Santo, em S Francisco
De ordem de mesa regedora convido a todos oa
irmos para comparecerem em nosso consistorio
00 domiogo 5 do correte, pelas 9 horas da ma-
nhaa, afim de proceder-so a eleico da nova me-
sa que deve reger os negocios da irmandade de
1861 a 1862.O secretario,
Joaquim G. da Silva Helio.
O Sr. Luiz Goozaga da Rocha queira appa-
recer oa praca de Independencia aa. 6 a 8 que
ae lhe precisa fallar antes que se retire para fors
da provincia.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
DOS
MABITIMOS.
De ordem do litar.- Sr. presidente convido os
senhores socios efectivos pira sesso de assem-
blea geral domingo 12 do correte, a qual tire
lugar as 10 horas da manhaa, no palacete do
caes de Apollo.
Secretaria da soejedade Unio Benefteenle dos
Martimos, 1." de maio de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1.* secretario. j
o
seu
PAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio^e Janeiro e emtoda
lerio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se le
abaixo escriptas, o que se prova com innmeros attestadfo que existem
dstincc,5es.
Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura rad
os casos da inflammajao ( cansado ou falta de respirado), sejam in
externas, como d* Ggado, bofes, estomago, bajo, rins, ulero, peito, palpilaco de coracao, gar-
ganta, olhos, eryapelas, rheumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as diferentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc., seja qual fr
seu tamaBho e pr( fundeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo
uso aconselhado or habis e distinelos facultativos.
As encotoi leudas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado de
fazer as necessaria explica$5es, se as chapas sao para homem, senhora 00 crianza, declarando a
molestia em que ciarte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarar do a circumferencia: e sendo inchs$des, feridas ou ulceras, o molde do seu ta-
maito em um pe aeo de papel e a declaracao onde existem, afim de que as chspaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As enanas stjro acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os acces'o-
ios para a collocacko dellas.
Consulta as pessoas que a dignaren) honrar eom a sua conflanca, em seu escriptorio,
se achara aborto todbs os dias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde.
que
||9 Ra do Parto ||!)
A .PERTO DO LARGO DA CARIOCA
.
HMAm
Ra do Queimado botica u. 15.


()
DIARIO DI fUftiamO. &BBAOO 4 M MAIO DI M4M.
Precisa-se de urna molher que se preste 10 f
ervico ordinnrio de urna casa, e queira acampa-
iharaumafan: rattb*; a
i
nhar_
tratar n roa
Precisa-se Se urna ama Que saTBa c
e fazer ted sa-
na ra do Liratr >, 2* andar.
_ Firm ira, mudou-se para
o S andar do sobrado do pateo do Livramento
n. 81.
P^i^^^U- -----------------
M. J. Leite, roga a seus cleve-
dore que se di gnem mandar pa -
gar seus dbitos na su a lo ja da
i ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pai a es se fim como seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5. i
Aluga-se a loja- do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
Aluga-se un terceiro andar e solao n'uma
da melhores ruaa do bairro do Recite; a tratar
na roa da Cadeia n. 33, loja.
CASA
DE
commusao de escravos,
pateojio Parazo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 80; e ah
da mesma maneira se contina a receber escra-
tos para seren vendidos por commisso, e por
conta de eus senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmoa sejam vendidos cora promp -
tido, afim de que seus senhores nao aoffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo eslabe-
lecimento ha Bcinpro para ve-odor escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
O abaixo assignado faz sciente
a todos os seus amigos e aquees
que oquizerem honrar com a sua
confianca,que elle tem estabeleci-
do o sea escriptoro de advocado
arua do Queimado d. 26, 1.*
andar, onde pode ser procuia-
rado desdeas 10horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos dios uteis.
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
tJcviirtinlntCAUA
Domingo, 5 do correte, s 10 horas da manhaa,
haver sessao ordinaria do conselho director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
ntmbucana 1 de maio de 1861.
J. Cesar,
Io. secretario.
$f Der advocat Cicero Peregrino faehrt @
jg, fort seiDe dintele zu bedienen, in sei- n
P nemComploire Queimado Strasse n. 26,
%& wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach- @
Ji ullags 3 Uliriu sprechen sein wird. gk

mmhi
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu escrintorio na ra do
Queimado n. 2S, primeiro andar, onde
pode ser procurado das 10 s 3 huras da
larde.
Cicero Peregrino, bachelor of laws,
msy be cpnsulted on matlera affeciing
hs profession at his cffice, n. 26 ra do
Queimado 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'clcck.
L' avocat Cicero Peregrino continu djfe
esercer sa profession, ra do Queimado, !
26, 1." tege, ou Pon pent le trouver ?
tous les jours de diz Irois heures.
m
. <*>
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
O advogado Innocencio Serfico de
Assis Carvlho declara que para os raste- tjt
res de sua profisso s pode ser encon- >
fe irado em seu escriptoro, ra do Queima- A
# do n. 14, das 10 1|2 horas da manhaa at @
0 s 3 da tarde, nao podeodo ser antes @
O por estar occupado nos trabalhos de A
W sua cadeira no collegio das artes. **
O$$ @I
Jos Joaquim de Miranda, morador na ra
do Sol o. 21, julga nada absolutamente dever a
pessoa alguma por qualquer Ululo ; se porm al-
guem se julgar seu credor. sirva-se dirigir-se a
sua casa ; em sua ausencia a seus procuradores
nesta praga os Srs. Joto Bapllsta Fragoso e A-
dolpHo Curio ; e no mato a seu mano o maior
Lsurentino Jos de Miranda, em Rio-Formoso,
que de volta de sua viagem a Europa fica sendo*
seu procurador geral era todos seus negocios.
Jos Joaquim de Miranda, sua mulher D.
Aolonia E. A. de Miranda e seu filho menor Jos
braslleiros, rao a Europa.
Quem liver para dispftr um cavallo rudado
que sirva para carro, pode leva-lo a cocheira que
foi do Sr. Jos Hygioo, defronle de S. Francisco,
e raoslra-lo ahi ao boleeiro Claro, que agradando
se comprar.
Mudanca de me-
dico.
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas
transferio a sua residencia para a ra Augusta,
casa n. 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de aua profisso.
Aluga-se un escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na ra da
Cadeia do Recifa n. 29.
Aluga-se um preto para lodo servieo inter-
no e externo de urna casa : quem precisar, diri-
ja-se a ra Augusta n. 46.
Francisco de Panla Diaa Fernandes, sua se-
nhora e um filho menor Ildefonso vio a Europa,
e levam em sua companbia'uma criada, ficand
procurudores.em primeiro lugar Jos J.Dias Fer-
nandes Jnior, e em segundo Jos JoaquioiDias
Fernandes.
Precisa-se de um boleeiro que Un ha boa
conducta e que seja forro a da cor prela : quem
estiver nestas circurastancias, dirija-ae ao nao-
guinho, sitio da viuva Carralh, onde achata
com quem tratar.
y Roga-se ao Sr. Joao Filippe dos Santos,
antigccaixeiro do* Srs. Jsaeee Grebtree Jer bondad de apeareear stt toada Cadeia do
** a8MM> a*>eeio de seu inte-
familia, e cora uiU prstie, da engwho, para
amtasete para
Calvicie.
A utilrdade da pomada in-
ip sd#e fasar naa-
elloamaia tambera
es forga para evi-
a ealtlcie e nio sisa-
os embranquecer lio codo
como quando ella nlo sor
applicada; aladl ft ana compaattla femada
de substancias alittentare,
a absopcao pelos poros nao
pode aer nociva. Depositas, roa do= Uaperador
n. 59, eru do Crespo n. 3.
Peder toda attenco.
| Custodio Jos Airea GuimarSe di C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que Ihe venham saldar suas con-
tas no qirazo de 15 das, e quando as-
sim o nao fizerem sei ao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE B4M4RI4-
Amorim, Fragoso Santos
Gompanhia
, Oa senhores socios commanditarioa sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
za o de 15 0i0 ao anno. Recie 12 de abril de
lool.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de loteifa, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i Dprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Quem precisar de urna criada portuguea
cnegada ha pouco, procure na ra do Rosario n.
J4botica.
Na ra das Aguas Verdes n. 86,1 andar,
precisa-sede urna ama que saiba cosinhar.
Aluga-ee aloja da ra Direita n.9: a tra-
tar oa ra atraz da matrU da Boa-Vista n. 36.
ffmmm-wumtmm wmsm&
Dentista de Pars.
15Ra Novt15
Frederic Gautier, cirurgiodentista, faz
. todas as operaces da sua arte e colloea
den tes artifieiaes, todo com a superiori-
I dade e perfeigo que as pessoaa entendi-
H das Ihe reconhecem.
tt Tem agua e pos dentifricios etc.
Na livraria n. 6 e 8 d praca da
dependencia precisa-se fallar ao Sr.
ssej Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se
a loja aom anaa^q da casa da roa Direil a. 87,
propria aara qosiquer eatabalMimcnto, iiow
orlado o profa: tratar ata leja da roa do Qaei-
Maa.48.
O Sr. Fraooiaoo Marques Guiraaries, fiador
e-paiocipel. pagadar da inquilina Roso Therexa da
Goata, reoba pagar neste oito diae o que ella
de ve, que val em nove mezea de tugad, sanio
quer vir juio, e pagar castas, que pagando bo-
je,. Ihe ha de costee aaaia do dobce.
In
Ul
HSJIIl-M-BaWi
Trocase
por moeda corrente as notas geraes I
dos p3dres seguiDtes:
Brancas de ]jj com urna figura.
Ditas de 5J> com urna dita.
Rxas de 50$.
Branca! de 500.
Verdes de 500JJ.
E mais : notas do banco da Baha
de IOS r?. e 20 rs. ditas da caia
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
Deseja-se comprar urna escrava criouls de
14 a 18 annos de idade que 'seja prendada e sem
vicios, preferiodo-se que tenha eatado em casa
de familia : a tratar no escriptoro de Amorim Ir-
maos, na ra da Cruz n. 3.
99Q 9 9
** 8

administrar
quera o preteador,
ser procurado.
| STAHL # C. I
RETRATISTA DE S. I. 0 IMPERADOR.!
| Ra da Imperatriz numero | S
Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
5 Ketratos em todos es- S
tylofi e lamftnVios. |
Pintura ao natural em J
S o\o e a^nareWa.
| Copias de daguerreo
typo e outros arle
5 tactos.
2 A.mbtotypos.
|Paisagens.
> <
rrecisa-se de urna ama forra ou escrava
para casa de pouca familia ; a tratar na travess
da ra das Cruzes n. 12, segundo andar.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono desle estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P
Johaton & C., ra da Senzaila Neva n. 52.
Atteinjo.
Manoel Joaqalm Dias de Castro, arrematante
da massa fallida* de Joaquim Antonio Dias de
Castro, e depois Castro & Amorim, avisa aos de-
a *n*5-" itMm ex,l0cl*8 firraaa, que no prazo
de 30 dias venhaoj satisfazer seus dbitos na mes-
ma loja, Bndosos quaes usar dos meios que a
eilhe faculta. Recite 21 de abril de 1861.
Laurentioo Jos de Miranda, breseiro, val
Antonio Joaquim de Mello divide a frente do
seu sitio entre as duas ponles da Magdalena e
vende os lotea de 33 palmos de frente, e um de
5, sendo 7 o da esquina, e lodoe com 800 Dal-
laos de fundo. *
Manoel Joaquim da Silva o Francisco An-
tones de Mendonca Arraea o Silva reliram-se da
provincia.
O bacharel Antonio Annea Jacome Prea
contina a advogar na ra das Flores n. 9.
Jos Thomaz do Campos Quaresma mudou
aua residencia d ra Augusta para a roa da Im-
peratriz, primeiro andar da caaa n. 14, que fica
prxima da taja do retratista Star. Goaaunlca
igualmente por esta Diario saa mudanca s pes-
soaa de aua asaizado, das qaew espora desculpa
por oste poder tases peasoataoote.
D. Hara Cnrirtiani vai Eoropa, levando
ora aua coaspaeMa se filho Joao Eduardo e sua
lha Ernestina Chriatimu
v
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por 3#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sor ti ment de ca
xinhas novas
Tendo recebido um sor ti ment de cai-
xinhas novas
Ton do recebido um sorti ment de ca
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salgo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande sai&o da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grandesalao daruado Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebidoumgran~
de e variado sortimento de caixas.qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Gomo tambera um grande ornecimen
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoaa que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acbarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condtqSes muito
razoaveis.
Os caval hei ros e sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examtnarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Antonio Martins de Caslro, portuguez, vai
ao Rio de Janeiro.
Aluga-se um terceiro andar e sotlo, com
boa cozoha, forno, etc., em urna das melhores
mas do bairro de 8. Fr. Pedro Goncalves : a tra-
tar na ra da Cadeia n 33, loja.
Irmandade do Divino Espirito
Santo.
O escrifo actual convida a lodos oa seus cha-
ros irmaos para comparecerem no nosso consis-
torio no dia 5 do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa, adm de eleger a mesa que tem de funecio-
ner do anno de 1861 a 1862.
Francisco Manoel da Rosa,
Escrivao.
. Precisa-se de orna preta escrava para o sp-
tico interno e externo de urna casa de pouca fa-
milia : a tratar oa ra da Cadeia do Recife n
'i, primeiro andar.
Francisco Maestrali, subdito italiano, reti-
ra-se para a turopa.
Aluga-se a loja do sobrado n. 3, sito na
ra do Imperador: a tratar no Mondego, caaa do
tallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Precisa-se de um caixeiro com pratica para
taberna, de 16 a 18 annos do idade : na ra do
Rosario da Boa-Vista n. 56, em frenlre a ra do
Aragao.
Grande cosmorama.
Ra da Imperatriz numero 81.
As bellas virgens de illnso.
O dono desle mui apreciavel divertimento avi-
sa ao respeitavel publico, que desojando bem sa-
tisfazer aos pedidos das Exmas. familias, conti-
nua a estarem expostaa s vistas de Jerusalem.
Moscou. Veneza e outras, al aooile de stbbado
4 do correle.
ASSOCUCO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Pede-se
ao Sr. Frankn Peixoto que compareca
na ruadoCabuga' n. 1 H, a negocio
que nSo ignora. *
% bacharel WITRUVIO pee ser
procurado na roa Hfva i. 23, primeiro
andando sobrado da esqotM que volt
para a Camboa di Carmo.
Roubo.
Hontem roubacam da casa do abaixo assigna-
do morador oa Ipiranga, um sellim quasi novo :
o abano assignado pede a quem elle foroffereci-
do que o aprehenda e nao eompre, pois nio deve
convir a ninguem por ser sea dono afTectado de
morpha ; esperando o mesmo que Ihe aeia res-
tituido.'
Em 26 de fevereiro do corrente anno roubaram
ao abaixo assignado de dentro da estribara o
seu cavallo, agora levaram-Ihe o sellim e outros
objectos insignificantes. Nao ha deced;3es por
que o abaixo assignado nio tenha parsado.
Ipiranga 1 de mais de 1861..
Francisco Joi de Paula.
Aluga-se urna prela para todo servico de
urna casa: na ra da Penha n. II.
Aluga-se um grande quarto no corredor
tender dirja-se as tojas do mesmo sobrado.
' Soldam-se qualquer peca de louca ordina-
ria, porcelana, vidro e barro, sejaqual for a
.qualidadedo objecto : na ra do Lirramento n.
31, loja decalcado.
O abaixo assignado acha-se contralado a
comprar a srmacao o fazendss da loja-da ra do
Queimado n. 10, perlencente ao Sr. Manoel Jos
iLeite, por accordo com os Srs. credorea conbe-
[Cidos ; por tanto, para que ninguem se chame a
^ignorancia, jago o presenta, por que, quem se
julgar com direito a impediaesta transaegao se
apresentar no termo de cinco dias. Recife 3 de
maio de 1864.
Joao de Siguetra Ferro.
, Tendo de ser levadas i prar,e novamente as
dividas activas do espolio de Bento Fernandes do
Fasso por nlo haver comparecido lanzador, e ten-
do o Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, pe-
raate quera se procede ao respectivo inventario,
determinado que os annuncios fossom feitos com
individuado das dividas, declarando-se as quap-
tias, os comes e moradas dos devedores, Ututos
das dividas, juros e veocimentos ; se faz publico
pelo presente que a arrematarlo deveri ter lugar
no da 4 de maio prximo, depois da audiencia,
sendo as dividas as seguintes :
Manoel Rodrigues do Passo, falleci-
do nesla praca, tem um penhur
de ouro..........................
Domingos Barreiros, nesta praca,
por saldo de urna hypotheca ven-
cida em 31 de Janeiro de 1841,
vencendo juro de 1 1[2 por cenlo
ao mez, que est paga al 30 de
abril de 1858......................
Rosa Mara Franciaca de Paula, no
Manguinho, por aaldo de una hy-
potheca vencida em 19 de setem-
bro de 1858, vencendo juro de 1
1(2 por cenlo....................
Jos Rodrigues do Passo, nesta pra-
ca, por saldo de urna obrigagao
passada em l.de julho de 1832..
Joaquim Pereira de Mendonca, por
urna letra vencida em 14 de Ja-
neiro de 1842, juros de 2 por
cenlo ............................
Jos Teixeira Guimares, por seis
letras vencidas em 1844 a 1848,
juro de 2 por cento..............
Bernardo Rezende de Vilhena, falle-
cido no sertao, por urna letra ven-
cida em 7 de maio de 1844, ven-
cendo juro de 2 por cento........
Manoel Rodrigues do Passo, fallecido
nesta praca, por urna letra ven-
cida em 30 de margo de 1866,
juro de 2 por cenlo..............
Anijuin Francisco da Cunhs, por
conta de livro....................
Antonio Francisco Macota, por
mandado de peuhora............
Alexandre Lopes Ribeiro, por man-
dado de penhora ................
Theodorio Kabello da Luz. por urna
obrigago vencida em 24 de ou-
tubro de 1849, juro de 2 por
cento...............s............
Ignez, preta, por saldo de conla d
livro...............................
Jos Comes Moreira e Izidio Jos IV
reir, por mandado de penhora..
Jos Gomes Moreiaa, por conta de
livro que declara ser proveniente
de letras, as quaes se ignora aonde
' .......................... 1:4749945
DE vxcuy.

**
,uasi>&.5
Domingo 5 do corrente haver sessao extraor-
dinaria da assembla geral para a discussao final
dos estatutos que tem de reger esta associaco .
portante convido em nome do conselho adminis-
trativo aos senhores socios era geral que se
dignem de comparecer as 10 1|2 horas da ma-
nhaa do mencionado dia, no palacete da ra da
Praia, anm de tomarem parte nos referidos tra-
balhos.
Secretoria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 2 de maio de 1861.
Joo Francisco Marques.
1."secretario.
Veneravel confra-
rla de Santa Rita de
Cassia.
.numie?VTd"ra da .venerel confraria de
SaoU Rila de Cassia convida a todos os seus cha-
nssimos irmos para que se dignem comparecer
no da 5 do corrente mes, pelas 10 horas da raa-
nnaa, no consistorio da mesaa confraria afim
de se eleger a nova mesa que tem de reaer em o
anuo de 1861 a im. Consistorio daTne.vel
confraria de Santa Rita de Cusa em 1." de maio
de 1861.O escrivao,
Joo Pedro de Jess da Molla.
A secretaria do commando superior da guar-
da nacional desle municipio funeciona tfora en
diante no 1 andar do sobrado do pateo do Lora-
mente n. o.
50&000
101J5480
134760
1809910
396240
4999892
1I2|000
6:873*716
1079830
471J014
7179285
949500
469000
1:2409096
&!&&',&.
Superiores manteretes.
Vendem-ao-oaperioree manteletes proteo rica
mente bordados, pelo baratisstmo proco de 969 :
na roa o Ooeimado n. 22, loja da boa .
VELAS
DE
cera de carnauba.
Vende-se a 139 a arroba, e a 440 rs. a libra ; oa
ra da Boda n. 48", sobrado.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater d C,
roa do Vi gario n. 3 um bollo sortimento de
relogios de ouro, palete ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambero
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesms.
Loja de
V ende-se urna loja de miudezaa, sita na ra da
Imperatriz. antigamente aterro da Boa-Vista, com
poucoa.fundos. propria paru um principiante : a
tratar na ra do Crespo n. 21. |
Vende-se um prelo de bonita figura : na
praga do Corpo-Santo o. 17.
Vendem-se seis nonas partes de um sitio
com casa de vivenda. na estrada do Parnaraeirim
junto ao sitio do Sr. Francisco Guedes de Araujo :
a tratar ne ra do Queimado n. 18, segunda loja
viudo do Rcsario.
Vende-se urna taberna a dinheiro vista
ou a prazo, bem afreguezada; quem pretender,
dirija-sa a ra Direila n. 31, que achara com
quem Ir itar.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
POR
Jodt Nepomuceno da Silva.
Acha-ie venda o 1. volume na livraria ns.
6 e 8 da praca da Inlependencia a I9OOO.
Veode-se a barcaca Aura-Vapor, ae car-
ga de 70) arrobas, e navega na barra do Suape :
quem a 1 uizer, dirija-ae ao tenente-coronel Ma-
noel Joa luim do Reg Albuquerqoe.
Arcos para salas balo.
No arnazem de fazeodas de Joo Jos de Gou-
veia, ra do Queimado n. 29, outr'ora 27, vende-
se a 160 rs. a vara.
Farello de Lisboa.
Farell 1 de Lisboa muito novo, vende Jos Luiz
deOliveira Azevedo. em seu armazem na tra-
vess da Madre de Dos n. 5.
lw-AI2*!f
Par ice inerivel chapelinas de seda pa ra
senh iras de melhor goslo possivel a 129,
psra acabar : na loja de Guimares &
Villa-, ra do Crespo o. 17.
12.503*667
Acaba de sabir dos prelos
urna nova edigo da cartilha
doutrina
tem imp
continha
Nova cartilha.
O teslaraenteiro,
Joaquim Antonio da Silveira.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmne-
ratriz h. 12 loja.
Compram-se moedas de ouro de 209 : no
esoriprorio do Manoel Ignacio de Oliveira 4 Fi-
lho, praga do Corpo Santo.
Compra-se bucho de pescada ; na ra das
Cruze n. 1.
Yendas.
Vendem-se globos para candielros do gaz,
bombas Japy, mais barato que em outra qualquer
paite ; na ra larga do Rosdrio o. 34.
Redes do para.
Na loja de Lopes & Miranda, ra da Cadeia o.
50 receberam-se as verdadeiras e bem trabalha-
dag redes de palha do Para, e vende-se por pre-
go razoavel.
Vendem-se duas prelas de 35 a 40 annos,
por pregos commodos, sem djfeito algum e tam-
bem sem vicios, propriaa psra servico de casa :
na ra das Cruzes n. 18.
Vende-se um mulatieho com 16 annos de
idade, bonita figura, sem vicios nem defaites,
proprio para um pagem por saber muito bem
montar a cavallo, e tambem um moleque de 13
annos, bonita pega, um preto mogo de 24 annos
para lodo o servigo, tanto da praga como do ma-
te, um mulatinha acabocolada, com 16 annos,
tambem bonita figura, sem vicios e defeito al-
gum, e um preto velho proprio para sitio ; na
ra das Cruzes n. 18.
desta typographia
- ou compendio de
christa, a mais completa dequantas se
esso, por quante abrange ludo quanto
_ a antigo cartilha do abhade Salomonde
e padre 1 estre Ignacio, acrescentando-se muitas
orages 1 ue aquellas nao tinham ; modo de a-
companh ir um moribundo nos ltimos momen-
tos da vi la, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypse: desde o corrente anno at o de 1903,
seguida c a folhinha ou kalendario para os mes-
* A boodade do papel e excellencia da
lao a esta edigo da cartilha urna
_ asss importante : vende-se unica-
livriria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
moa anne s.
impress<
prefereoc
mente aa
dencia.
nhas de c
fabrican le
pregos m
Attenco.
Na ra (lo Trapiche n. 46, em casa do Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
ires e brancas em carreleis do melhor
de Inglaterra, as quaes ae vendem por
i razoaveis.
Rrim branc
19400 rs. a
1S200 a var
ifiLoeos.
[Coqueluche ou tosse con-|
vulsa.
Quem quizer ver seas Ribas curados
dessa ternvel molestia com teda segu-
ranca e no menor espacode lampo pos-
sivel, consulte o Dr. Sabino O. L. Pinho
que garante o resaltad o.
= Peie-se ao Sr.Bem Coohecidoqae le-
tou a pega de sargelim preto da roa Nova loia
o. 67, Uto. de 4 pasa s 5 hora. dV rde
que a mande levar a meara a loja, pois houv
quera o seguase e viese onde entro, alias se le-
ma o negocio a polica que Ihe dar o echado.
Vende-se em easa de Saundres Brothers & C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e esdeiss para os mesmos de
exfolente goslo.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1^000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est veodendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca receban um novo sorti-
mento de la de bonita a diversas cores, e para
coramadidade de sus boa fieguezia est veoden-
do a 79 a libra, o que em outra parte se nao echa,
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, roa
do Queimado n. 16.
Bonitas caixiohas com pos de
arroz, ebooeca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroa, e a competente bo-
oeea. cujos pea sao aeartedaaaeoteapplicados pa-
ra bertoejes, e mesmo os eMhoras usam delles
auando teeas.da sahir, como para thealro, baile,
ate., casta cada caixinj) 2f, e barato pola an-
penoridada da qualldade, alea de serem mu
noves como sio, o que oa terna preferiveis : von-
dem-ae ns loja d'aguia branca, ra do Queima-
do o. lo.
oja da ba-f
i ru do Queimado u. IH
est muito tcrUda.
de muito barato :
de puro linho trancado a 1JO00 e
rara; dito pardo muito superior a
T gangas francesas muito finas de
padroes eacuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
rado : cortea de caiga de meia casimira a 1 600;
ditos de brim de linho do edrea a 29 ra; breta-
nha de linho muito fina 209, 22 e a 249ra. a
pega com 301 jardas; Jrroalbsdo d'algodo muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varaa de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancoa para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3f; ditos de cambraia
de linho a si 79 e 8S rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada em; ditos de cam-
braia de algodp com bico largo de linho em
volta a 19280; ditoa com renda, bico e labyrin-
lo a 29OOO; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
ruta: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Pregaiea est queimando, em sua loja na
ra do Queimado a. t.
Pegas do bretanha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escara infestada propria para eal-
(a, eollete e palitots a 960rs. ocovado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muilo fina a 39,
49, 5#, e69 a pega, dita tapada, con 10 varas
a 59 a 69 a poca,chitas largas do moderaos e
escoliados padresa 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
T9 a 89, ditos bordados cosa duas palmas, fa-
tenda muito delicada a 99 cada um, ditoscom
amas palma, muito finos a 8*500, di tos lisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 160 cada um, metas, muito
loa pira sanhora a i9 a duzia, ditas de boa
qualidadea 39 a S500 a dusia, chitas fran-
cesas do ricos dossarims, para eohoru a 80 r.
o covado, ehilasasouras atletas a 59900 a
peea, a 1 SO rs. o aovada, brisa bronco da paro
linho a 1, 19300 o lf609 a vara, dito prato
muito encorpado a 19500 avara* brilhantni
asul a 400 rs. o covado, alpacas da difiareates
coros a aOO rs. o covado, oaaesniras arotas
finas a 29100, 89 o S0O o aovado, cambraia
preu e da salpieos a 500 rs. a vara, a outras
mitas fsendas que sa fari patenta ao compra-
dor, ds (odas a dario amosuu eoss panaor,
de Jouyb
Veodem-eeas melhores a mai frescas luvas
de pellica de Jouvin que ae podem desejar, por
terem sido recebldas pelo vapor francs, sendo
brancas, presas a de core, tanto psra hemem
como para senhora : na ra do Queimado n 22
loja da boa f. '
Veodff-se cer/fronte ao porto da fortalea
das Cinco Pon tas s segurte : carrogas para sois
e cavallos, carrinhoa de Irebalhar na atandoga
ditos de mo, torradores de caf com fogo, do-
bradigas de chumbar de todos oa tamanhos, e
bem asaim rodas de carrogas a earrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s oflldnai de frreiro e carapina, e alu-
gam-se tambem carroeaa.
Baoha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimento de banhaa, estrados, leos
para cabello, opiata, seboneles, ec, etc., e com
isso a estimada banha, fiuide napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Esaa banha por sua auperioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, j I bo-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
rendida a 2*300 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
w M a chin as d a vapor*
# Rodasd'agua.
9 Moendas decanna.
9 Taixaa.
9 Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhes.
a Alambiques da forro.
% Crivos, padroes etc.,'ate; -,
9 Na fundigo forro de D. W. Bowmanl
.3 ruado Brum passando-'o chafariz. m
^ OO
jHL Relogios jHt
Suissos.
Em eaaade Schafleitlln 4 C,ra da Grtu n:
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios da algibeira horisontaea, patentes,
ehxonometrea.meioschronometrosde ouro'pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondero or precosjazoaveis
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e piano
por pregos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luyas de torral a 800 rs, o par.
Chitas escuras francesas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de bretanha de rolo a 2f,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, mnsse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 1 J400a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 horas da
manhaa a 9 da noite.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se-vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baralissimo prego de
2.500 ra. a libra s na aguia branca.
Gaz para candieiros.
J ebegou este gaz lo procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixoa pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de RajMondo Carlos
Leile & Irao.
Farelo e milito
a 3,500 rs.
No largo do Panizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Nova pechincha.
Na loja de 4 partas n. 56, ra da Imperatriz,
ootr'ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar 111 chitas esauras cores Usas
a 160, 180 e 200 rs. o covado, ditas francezas a
240, 260 e 280 rs. o covado, la para vestidos a
320 o covado, chales eslampados a 2*700 cada
um, pegas de cassa para cortinados a 2500, ditas
de cambraia para forro a 1J600, ditas finas para
vestidos a 29500. 39,39500, cemiss para senho-
ra, golliohas e puobos muito finos oiutremeios,
e tiras bordadas, tudoisto por barato valor.
Poiassa da Russia e cal de
No bem conhecldo e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira polassa da Russia, nova a de superior
qualidade, asaim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por pregos mais barates do que em
outra qualquer parte.
A 200 rs.
Gravatinhas de troco para meninas: na ra do
Crespo n. 16.



DUtlO DI ftUMAUVBf. r* SABB4BO i DI MAJO M 1961.
. ... ... ,i--------------
P
Calcado
grande sortmento.
45 BnDUkt- 45
*Qeal ser a joven e linda peroambueana, que
na procure animar este estsbelecimeate man-
dando comprar una taifas de gostot^Jual a
arta do familia, prudeate e econmica que Ike
nio d preferencia pete qwridadee prego t Qoal
o cavalheiro ou rapaz de positivo, que bo quei-
re comprar por 8, i a 10, a calcado que em oulra
parte nao vendido se nao por 10, 12 oa 14 f
atiendan;
Senhoras.
Botinas com lago (Jolj} e brilhaotina. 5*500
a com lago, do lustre (superfina). 5*500
con laco do pouco menor. 5*000
> Mm Jaco superiores..... 5*000
sem laco nmeros baizos. 4*500
aem lato de cor. ...... 4*000
Sapatos de lustre. : -. 1*000
Meninas.
Botinas com laco. ...... 4g400
sem laco.........^1*000
para crianzas de 18 a 20. 3*500
Hotneni.
(Nanteal lustre. .:.... 10J000
(Fanlen)couro de porco inteirissas lOfiOOO
Fanienj bezerro muito frescaes. 9g500
diversos fabricantes (lustre). 9$000
inglezas inteirissas.....9*000
gaspeadas.....8*500
* prova d'agua. 8*500
Sapa toes.
Nantes, sola dupla.....: 5#50O
urna sola......... 5*C00
para menino 4$ e..... 3*500
Meio boneguins lustre....... 6*000
Sepatoes lustre.......... 5*000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....2*000
Francezes muito bem feitos.....1*500
Alem disso um completo sorlimenlo do legiti-
mo cont de porco e do verdadeiro cordao para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, (alzas etcr, tudo
em grande quantidade e por presos inferiores aos
de outrem.
Capellas fina* para noitas.
A loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendando a 6* e a 8*. conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Jg^fKCW &G9KQK9IQ 3&div9te&
'lii'
4 fama Iriiirnpfia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar,
Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, las, cbapelinas de pa-
Iha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, sahidas de baile,saias a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e presos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeiles de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nlo mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para horneas
paletots, calcas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem dioheifo
Levem dinheiro.
i*twnwoS.^eVEV BW. oWiWIWlSWiSiWm
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
drees a 1$500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duracao tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 85500, 3* e
4*, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
IMS
Ariiiazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Lences.
Lences de panno de linho fino a 15900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato pre^o de 5*.
Tara tana.
Tarlataoa branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 s 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6*.
Mantas de Monde.
Mantas de blondo pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 2*800, 8*000 t
3*500.
Toalhas.
Toalhas de fusilo a 600 rs. cada urna.
Aos
Srs. taooeiros
Arcos aovos de pao para pipa a 6*000 a ano-
na : na ra do Brum n. 16, armazem de S A-
raujo.
Queijos do vapor a R800.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados a
ultimo vapor a 1*800, manteiga inglezaa 800 ra-,
arroz de casca a 8*300 a ucea e SuOrj. a cuia
na ra das Cruzts a. 24, esquina da travesa do
Oovldor.
pimMiA-
BAETDOLdHEO
ri n.36.
4* tm\m\
16-Rna da Cadeia do Recife1
LOJA DE M1UDEZAS
Fonseca Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
2*. dita de Cologoe a 2*800 e 45 a gar-
rafa, fitas de velludo abertas de todas
as larguras por presos baratissimos que
vista daa amostras se dir, ditas de
seda l&vradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, bo-
tdes para punhos de bom gosto a 320
rs.,bengalas superiores del* a 1;800
cada urna, apparelhos de cbi para brio-
quedos de enancas a 1, 2, 3 e 4*, ditos
de porcelana propras para daas pes-
soas a 65, jarros com pomada par a 3*,
pomada em vidros de 800 a t* am, tin-
teiros para trazer-no bolso a 400 rs um,
caixas transparentes para rap orna 320
rs., ditas muito grandes a 500 ra., ade-
remos dourados a 1*, luvas de seds para
homem e senhora a 800 rs. o par, esco-
vas finas para roupa a 1* urna, ditas
com espelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 2*500 o par, figuras com
tinteiros e arielros um 500, 800 el*,
ricas caixinhas de cidros com espe-
lhos eontendo perfumarlas a 2*500 cada
urna, meios aderegos pretos a 800 rs.,
marcas para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabao leve a 160 rs. um,
peales de massi em caixinhas a 600 e
800 um e a IgiGO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
canetaa de pao a 160 rs; a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
boloes de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
rs. o par, botdes de louca para camisa
s 160 rs. a groza decores a 240 rs.,
clcheles em carias a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ea-
otes a 1*200 a duzia, pegas de bico de
0 varas de 600, 800, 1*, 1J300, 1600,
1*800 e 29 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinbos de a 400
ra. o par, condeces, balaios e cestas pa-
ra compras que a vjsta do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 15 cada um, ditos do chili a 4ft cada
um, sapatos de tapete para homem e
senhora a 1* o par, ditos de pelucia a
1C500 o par, caizas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
baratos do que em outra qualquer parte.
Grosdenaptes baratis-
simos.
Vendem-se ajroadensplos preto spelo btravisal-
moprego de 11800 2* o covado: na tui do
Queimado n. S, loja 4 boa f,
A 1|000.
Grvalas nietas de setim S oa ra do Queimr-
de*. 22, tejada boa fe.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est rendeado
pelo baratissimo prego de 3*. (nesse genero nao
ae pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engragado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Jchegou o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de Nev?-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instrueges completas para se usarem
estes remedios, eontendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1*000.
Vende-se, urna mulata moga, bonita figura,
sem vicios e defeitos, sabe cozinbar e engommar
bem, cose, eorta vestidos para senhora, e faz tam-
bem camisas pe homem ; na ra das Cruzes nu-
mero 18.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Pegas de cambraia lisa com 8 lj2 varas a 2*500
Ditas de algodaozinho americano com 14, 16 e>
20 varas a 2, 2*500, e 38500 Umpo.
Chitas francezas, liados desenhos e cores Qxas.
de 240 e 260 rs.
Cambraias miudinhas, covado, a 240 rs.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas aa cores.
Sellins, silbos, arreios e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
SABAO.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabao de aua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na roa do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o aeu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura algume, como as de
composico.
. Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
8*000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, 4 roa da Madre de Deus o. 12.
Farfolla de Santa Colha-
bnportanle
Aviso
Na loja de*4 portas da rea do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sort-
mento de roupaa feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officin de alfalate, estando enearrega-
do della um perfeito mestre viudo de Lisboa, pa-
ra desempernar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada .como do
ezercito.
Faz-se fardas, fardaos com superiores prepares
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
daraenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os Bgurinos q'ie de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiobas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para osjSrs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou pnta, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como tem mnito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto fraoceze. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se Oca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
digaos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ruada Senzala Nova n.42:
Vende-se em casada S. P. Jonhstoa d O
sellins e silhdes nglezes, candeeiros e castigae
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicot
para carros, e montara, arreios para carro d*
um e dous eavalos relogios de ouro paienu
inglaz.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Peincha
sem igual.
Superiores chales de merio estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo prego de
5$, ditos de merino liso muito finos a 4*. lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 2*500
o corte, cambraias brancas de 10* a pega, com
pequeo toque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s Morelra Lopes.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagdes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu carpo e
membros ioteiramente saos depois de havsr era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran! com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois dedur
permanecido longo lempo nos hospitaes, o tee
deviam soffrer a amputago 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
racio dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticarem sua a firma-
tiya.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algam tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguales casos.
Inflammacao da bexiga
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadehs.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulagoes.
Veas torcidas ou
das as pernas,
Am9Cli\
aa
fm\m uw-tow.
lulSeinlliaVtvi>ai
HM MUbeteei ment eentina a ha ver asa
completo ser timen to de moendas meias moeo-
das para engenho, machinas de vapor e taixaa
te ferro batido a coado, de todos os tamanhos'
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, am grande sor-;
ment de tachas o moendas para engenho, de'
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na roa do Trapiche
n. *
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
bnm e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4*. ditos de fustao de cores a 4*.
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
3*. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
pernaa a 200 ra. cada urna, collariohoa de linho
da uliiraa moda, todaa estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja eat aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores Cas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; idem lisa muito fina a
4*500 e a 6J000 a pega com 8 1\2 varas; di-
multo superior a 85000 a pega com lOvarasf:
dita fina com aalpicos a 4*800 a pega com 8 1(2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
5*000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Arados americanoemachina-
pai a lavar roupa: em casa de S.P Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se gaarnices de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
5* cada urna: na ra do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Guaf danapos de linho
muito barato. i
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3* a duzia, ptimos pelo pre-j
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeaux !
em barris e em caixas : vende-se em
casa de J. Praeger & C, na ra da
Cruz n. t^l.
as de casemira.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, asalto
bem feitos a 22* ra.; ditos de brim branco de
Unbo a 2* n.; ditos de setineU eseawos a 8*600,
anorto bagato, apreveitem : as roa do Queima-
do n. 22.lijada Boa f.
mnrimr :ete:seetft!
fT5
(Olf A FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
sortmento completo
i na
[Fazendas e obras feitas j
Calc
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
feitas a_ 10*, ditas de dita de cor mnito superior a
9*, esto-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 1* a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 1*400, passas novas a 560.
coocervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
frasco, toueinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos oovos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peiie de posta de diver-
sas qualidades a 1*400, charutos suspiros a 48 a
caixa, toueinho de Santos a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1* a
18500, rap Gasse da Babii a 1* o bote, cogoac a
98 a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 58500 a duzia, cha hyssou a 2*500 a libra,
vinho de Lisbua a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporgo.
Vende-se urna* cocheira com 3 carros e 18
cavallos, tudo no melhor estado possivel, sendo
2 carros envidragados e com os melhores caval-
los que se pode encontrar em cocheira de alu-
guel, cuja casa muito afreguezada, tanto para a
praca como para o mato, e se far lodo negocio
com dinheiro vista ; a tratar na ra do Sol n.
37, com Antonio Jos Perreir Refinador.
Remedio pro
mnito.nova, torrada, e4eexcellnte*osto, igual
ado aturibeca ; a bordo 4o-brigue Mara Rosa,
atracado ao UapieheBario do Livramenlono
largo da Assembla o, 15.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Cortaduras.
Dores de cabeea. .
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas de anu.
Erupgas escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammacao do figado.
Vende-se este ungento no estabeiecimento
geral de Lonlres n. 444, Straml, e na loja
de todos os boticarios droguista e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em lod a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs eada bocetinha coolem
urna instruecao em ^ortuguez para explicar o
modo de tazar uso deste ungento.
O deposito geral emeasa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na roa de Cruz n. 22, am
Pernambuco.
no-
Batatas.
Veadam-se batatas ltimamente chegadas a
1J0OO: aa aada Madre de Dos n. -20.
O verdadeiro especifico para a cura completa
dasferidas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocagdes, eochagos, tumores, erysi-
pellae quasi todas as molestias da pello : acba-se
venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e Ba praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......28000
de meio dito.... 1*000
> de 1/4 de dito... 500
Vinhos engarrafados-**
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carca vellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
BA
LOJA E ARMAZEM
[Ges & Basto!
NA
Hua do Queimado
4ft, trente amarella.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento q> sobrecasacaa pretas
5* P"o e de cores muito fino a 28*.
2 5*' Paletota doa meamos pannos
a 20g, i2S e 248, ditos saceos prelos doa
meamos pannos a 14. 16* e 188. casa-
cae pretaamuitobem feitas edesuperior
panno a 28*. 308 e 35*. sobrecasacaa de
casemira de core muito finos a 15*. 168
e 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IOS, 12* e 148, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8*, 9*. 10/
e 12, ditas de casemira de corea a 78,8,
9* e 10*, ditas de brim brancos muito
fla a 58 e 6*, ditas de ditos de cores a
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6*, ditos
de ditos de cores a 48500 e 5*, ditoa
brancos de seda para casamento a 5*,
ditos de 6*. colletes de brim branco e de
f usto a 3*. 3*500 e 4, ditos de cores a
2*500 e 3*, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasacos 78,8* e 9,
colletes pretos para lulo a 4*500 e 5,
gas pretas de merino a 4*500 e 5*, pa-
letots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6*, 7* e 88, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazendasj3*800 e 48. colletes de vel-
{ ludo de cores e pretos a 7j e 8*, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*. ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
7*, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3*500, ditos sobrecasacos a 58 e 5*500,
S calcasde casemira pretas edecores a6*,
**> 68500 e 7, camisas para menino a 20*
8 a duzia, camisas inglezas pregas largas
2 muito superior a.325 a duzia para acabar.
H Assim como temos urna officina de al
X faiate onde mandamos executar todas as X
9 obras com brevidade. |p
ftSI6$Wi6diS&iS CMdl3dK9l39l6ft
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me lhora dos
com n o vos
aperfeigoa-
mentos, fazendo pespcnlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
wjsjaMBjMsjBasjflamfl m asaassaasiav
I Para homem. I
uPechincha sem igual.]
X Paletots saceos de casemira mesclado,
j de cor e preto a 128._________________
S Ditos sobrecasacos golla da mesma fa-
I zenda e de velludo 1 20*.
t Ditos de brim de lioho branco a 4*.
Chapeo preto muir fino a 83.
Cortes de casemira superior a 4J500.
Brim de liuho trancado liso e de cor
covado 640 rs.
Grvalas de seda e gorguro a 500 e 18.
Camisas brancas e de cores muito li-
nas a 2*.
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de sanda*
lo novo modelo para 2*e 5$.
Recebeu-se extractos, essencia de san-
dalo.banhas preparada com sndalo.
Saias balao de musselina e madapolo
para senhora a 4* e menina a 3*.
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Superiores Gtas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francos fitas de velludo de tedas as
larguras pretas e d cares, seado lisas, abertas a
lavradas, de lindos padrees, .que ae veade por
prego amito am conia, *ssiat como fitas da cha-
malote de todas as cores, proprias para ciatos,
cintos com fivels preta proprios para luto, luvae
de torgal com vidrilho muito novas a 18200o par,
ditaa sem vidrilho a 600 rs., ditas da seda enfei-
tadas com bico e vidrilho a 2* : lato a se vende)
na aguia de ovo a. 18.
Eofeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e'bonitos
enfeiles de grade para senhoras, e os est ven-
dando a 4* cada um ; aa ra do Queimado, loja
d'aguia branca.n. 16,
Chitas francezas claras e escuras cor fi-
za, padrees modernos covado 280 rs.
Vende-se.na roa da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Fer-
digo. ^^
Queijos do vapor a 1^800 e a
1#500,
chegados nltimamente : na taberna da estrella,
largo 4o Paraizo n. 14.
Atten Na ra da Imperatriz, loja n. 20, vende-se
ganga adamascada mais larga que chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros mis-
teres, pelo diminuto, prego de 240 rs. o covado :
ueste mesmo estabelecimeato ainda tem alguns
cobertores de la escures al*300.
Vende-se nma mulata muito robusta, cozi-
nha, eagomma e faz todo o mais servigo de urna
casa; na ra das Cruzes n. 18.
4,500.
Saceos com 96 libras de a relio che-
gado ltimamente de Lisboa a 4,500:
na travessa da Madre de Dos armazem
n. 15.
chapeos a Garibaldi.
Ricos chapeos de palha eofeilados da _
ultima moda pelo baratissimo prego de #
TOS: na ra da Cadeia do Recife n 24. #
O novo mez de Maria.
Isli i venda na livraria de tiulmares & Oli-
*eira, ra do Imperador n. &4, urna nova edicio
destos excelleotas livriohos, malta mais augmaa-
udo qae todos os que at agora ao tem publicado.
Novos e bonitos
eneites de velludo.
'aguia branca acaba de receber pelo ul-
:J3 equna quantidade de
-^^.^'."'"'"wnos e bonitos
dendo mu baratos 10* cada um ; por isso di-
Vuatmado n. 16, antes que se acaben.
[Acaba de
chregar
ao novo armazem
DE
BASTOS k REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um erando e variado sortimento de
roupas feitas, calgadoa e fazendas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
ecasacos feitos pelos ltimos figulinos a
26, 58*. 30* e a 35, paletots dos mesmos
pannos prtto a 1*5,18f. 20* e a 24*,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos psdiots a 14*. 16*. 18. 20* e 24*,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10*. 12 9 a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8*. 10*. e 12fi, ditos
ee sarja de seda a sobre ensacados a 12
ditos de merino de cordo a 12*. ditos
de: merino chinez de apurdnoslo a 15,
di os de alpoca preta a 7*. 8*. 9* e a 10*,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fuslo a 3*500 4
e a 4*500, ditoa de fustao branco a 4
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas
?ardas J8 e a **> dil,s de br" 'I cores
unas a2S500, 3*. 3*500 e a 4$, ditas de
brim brancos finas a 4*500. 5J. 5*500 e a
b*. ditas de brim lona a 5* e a 6S. colletes
de gorguro preto e de cores a 5S e a 6S.
ditos de casemira de cor e prelos a 4S50
l L f' *iw!nd5u,uP bJanco e de brim
a d* e a 3*500, ditos de bnm lona a 4B
ditoa de merio para lulo a 4* e a 4*500
caigas de merino para luto a 4500 e a 5'
capas de borracha a 9*. Paia meninos
de todos os tamanbos : caigas de casemira
prefa ede cor a5J, 6* e a 7*. ditas ditas
de bnm a 2J, 3* e a 3*500. paletots sac-
eos oe casemira preta a 6)J e a 7, ditos
de cor a 6* e a 7$, ditos de alpaca a 3*
sobrecasacos de panno preto a 12 e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12jj. ditos de gorgu -
rao de cor e de la a 5* e a 6*. ditos de
brim a 3*, ditos de cambraia ricamente
bordadoa para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto o urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre- que
pela sua promptido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
Mais que Pechiocha!
Aletria, talharim e macarro a 400 rs. a libra :
vende o Braodlo. na Lingoeta n. 5.
Carroca.
Vende-se urna carroga de duas rodas, ioteira-
mente neva e muito bem construida, faz-se todo
negocio e muito em conta por ter sido recebida
em divida ; a tratar oa roa do Queimado n. 6.
loja de Machado & Santos.
GAZ.
Grande porgo de gaz chegou ao antigo depo-
sito da ra Nova n. 20, aonde se tem vendido os
verdadeiros candieiros econmicos. Esta ultima
remessa ainda de superior qualidade s outras
que tem viodo, garntese aos consumidores a
verdadeira qualidade do gaz idrogenio : na ra
Nova n. 20, loja do Viaons.
Para quem gostadoque boui
Naantiga fabrica dos mais superiores
doces secos e de calda fie todas as qua-
lidades, se vende por atacado e a reta-
lho e tambem se recebem encommendas
em qualquer sentido que seja e quei-
ram: na ra da Imperatriz primeiro
andar da casa n. 14, onde mora o re-
tratista Star.
og*oes
econmicos.
Riquissimos sortimenlos de fogoes econmicos,
que cozinham para mil peasoas em pouco tem-
po, que muito devero agradar aos compradores
pela sua economa : na ra Nova n 20, loja do
Vianna.
Vende-se nma casa terrea na ra das Cin-
co Tontas ; a tratar no Passeio Publico n. 7.
Roa to Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas .-
chapeos do Chille para homem e menino a 3*500,
cortes de casemira de cores 3*500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3*, pegas de cam-
braia lisa fina a 3*, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800, rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras o claras a 240 rs.,
cassas de cores de boos gostos a 240, organdys
muito fino e padrees botos a 500 rs. o covado,
pecas de ntremelo bordados finos a 1*500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil i 2*. bra-
mante de algodao com 9 palmos de largura a
11280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25*. paletots do panno e casemira de 16 a 20|,
dita de alpaca pretos de 3*500 a 7|. ditos de
bnm de 3 a 5*. calcasde casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2*500 a 5*. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5*.
cortes de cassa de cores a 2, pegss de madapo-
lo fino a 4*500, assim como outras muitas fa-
aeadasque.se vendero por menos do eu valor
oaraaeabar
de 4# e 5*000.
Continua-se a trocar sedlas de urna so figura
por melado- do desvaa lo qae exige a tbesourara
desta provincia, e as notas das mais pregas do
imperio com. o abate de 5 por cealo: no eacrip-
torio de Azevedo & Mendos, ra da Cruza
D. 1.


w

DIARIO M rEtrUMBCO. SABBADO 4 DB MA DE 1861.
Litteratura.
De Pars a Madrid.
;Conlinuagao do n. 89.
VIH
a avareza e
Labajoz 5 demarco s ii^da noilt.
Estamos na primeira muda depois de S. Chi-
drian. Na cozinha preparaos a ceia. Na sala eatao
reunidos os meus compaoheiros de viagem, ou-
tras pessoas chegadas aqui do dfferentos sitios
um alteres qm me parece ler 14 annos e varios
senhoras. Com esta gente se vo eocber os luga-
res vagos da diligencia. E eu que contara ir s-
sinno at Madrid e dormir somno sollo, fazendo
cama dos tres lugares ta berlinda I Paciencia.
uormirei sentado I ludo dormir.
A elegante marqueza separou-se de nos era S.
Chidnan e partiu para Madrid "na sea excellente
oarruagem. Mora na ra da Atocha, ou, para me-
lhor duer, vae alojar-ae ali em uos quarlo3 que
ordinariamente habita o Irmio della. Pediu-me
que a fosse visitar logo que chegasse.
Bem sabe o que me prometleu, disse ella ao
-entrar para a carruagem..
Bem sei, verdade, a quizotesca promcssa que
fiz marqueza, mas o leitor que nao sabe cou-
sa alguma, e forcoso que aaiba tudo, para que
nao faga juizos temerarios acerca destas relacoes,
que em poucas horas j dio do si promessas de
urna parte e acceilagio da outra. Pois descanse,
que nao cousa de cuidado.
Em Valladolid flquei s no wagn com a mar-
queza e a aia. J liuhamos conversado muito at
ento e sempre ella se mostrara alegre, jovial e
mesmo um pouco alladora, porm desde que dei-
xamos Valladolid cessou de filiar e pareca ab-
sorta em profunda meditado. Nao procurei que-
brar o fio das cogitacoes da marquezinha, e como
trazia comigo outra marqueza, a Marqueza de
Villemer ultimo romance de Georges Sand, dei-
ei scismar a minha tompaoheira de viagem e
eutreguei-me todo leitura.
Mas eu nao gosto de ler em caminho de ferro, j"[
Ao cabo de poucos minutos aborreci-me e fechei' S
o livro com pouco ruido. Nem pestanejou I Cas- SSlitCi;
pit I Que medftagio I Pois tou acorda-la daquelle c^a. a
estado de marasmo. I Oraode coragao o seu, minha senhora. O
Como vae pensativa, disse-lhe eu. Nao pa- *?uproce.dimon, lalve?.6 natural, mas eu admi-
rece a mesma de ha duas horas.
E' verdade. Pensava em voc.
J rejo que do seu bolsinho
bem mesadas para aeus
cessario junta alguma cous do rendimento da
cata.
Certaroe*hte. Eu mando urna mesada a cada
um e pago a despezas extraordinarias que elles
orm ludo isto on. pftrlo pequeo,
porque o meo rendlmento nio chega para tres D-
meos quo vlvera.separados, e do rendimenlo da
casa sahe a sustentado da familia que nume-
rosa em criados antigua e modornos, de sorle que,
sendo a nossa fortuna principal em dioheiro, e
este nio eaiando minha disposigio como as ou-
iras rendas, nao posso dar lhes quaoto elles pre-
cisa ni.
Entretanto, quem viaja como a senhora mar-
quezinha em carruagem particular, mal se pode
crr qne tenha occasies de carecer de dinheiro.
Nio me chame prodiga ou mal governada.
Minha mi quer que tudo se faca em casa e fra
della como no lempo de meo pae. Por isso te-
mos ao nosso servico muit* gente intil e no tra-
to da osa um luxo que eu detesto.
Entendo perfeiumente e pego desculpa da
observado que fu. Anda bem que aua mamia
assim. Receiaria que forra de obedecer idea
de soccorrer seus irruios se fuesse tambera ar-
ronla.
Eu ? NSo tenba rado. Detesto
na i gosto da prodiga I id a de.
Nao sei porque nio vendeu as trras das
Baleares para tornar possivel o casamento de seu
irmao Rodrigo. Esse sacrificio devia vir-lhe
idea.
"~ Quii faz-lo, mas nio achei logo compra-
dor. Depois pensei que defraudava osoulros dous
o antes quiz conservar pouco para todos que sa-
crificar Telmo e Julio a Rodrigo. Eu fago quanto
posso, e deixo lhes acreditar que i mamia quem
lhes manda o dioheiro. Assim sao menos exi-
gentes e acceitam o que lhes mando. Se soubes-
sem que eram miohas aquellas pequeas som-
mas, nao as quereriam receber por delicadeza.
Mas se um dia casar?
Casar eu ? Bem v que nio pode ser. Eu
estou casada com a velhice e doenga Je minha
e e com a prosperidade de meus tres irmios.
bolsinho particular sa-Como fallavamos em htapaohol, conheceu logo
'f5"8- t5J,-*_' D?~ ,ue eu era por1"**",", e qaodo so be que viva
em Paris e que vtriha de Franca, perguntou-me
pelas novidades acerca da Italia. Contei-lhe da
discussio no senado, que comecra os respeta di
minha sahida.
Nio lhe importou saber qual era t minha opi-
Diio a esse respeito, e em breves palmas dase-
me que o mundo eslava perdido, que os poros
andarn) doudos em 1818. e que n'esta quadra
chegra aos reis a aua vez de looenra. mas com
Sao quatro maridos a quem presto obediencia e
a bebemos a agua mato pura e saborosa que tai-
vez haja na pennsula, a ofleodera de Madrid,
que e oa verdade ptima.
Quem est acostumado pessima agua de Parto,
laboris a de Hespanha e de Portugualcomose
fosse um licor primoroso. Apezar de estarmoi
alli em um dos ppntos mais elevada* da peninau-
la e d ser a trra de Guadarrama un deposito
permanente de nev, o ar eslava tepido como se
fosse ea urna das lindas noites dejunhoouju-
Ibo. A nev resplandeca nos cumes da monta-
T.%lr&0MLX^ s:.8u"d..pT; "b?^e"o<.flca"m po..peci.
ro-o, e sinceramente Ihe digo que me encanta
ver que ainda ha almas como a sua.
Era roim?l E com que titulo tenho eui ,~ Na0 e entusiasme, senhor porluguez. Eu
honra de entrar nos seus pensamentos e cogita- ??V meu de7er' Tota> as difficuldadessurgem
ges profundas ? donde menos se esperara. Minha mi, haver
- Com o titulo de hornera honrado que me' S meze8' leTC 8rande3 Hirios as suas enfer-
parece ser, depois com o titulo de amigo, se este \ Si3.nf *woa- e P'oveilaiido esse intervallo
lhe agradar, e, finalmente, cora o de meu ojudan-
te de ordens, se acceita a nomeagao.
oscreveu condessa de Relia, sua amiga aotiga.
pediodo-lhe que olhasse por Julio, que eslava
- Pois nio, minha senhora. st'ou prompto a JhJf? A ulio creveu que fosse ver a se-
jer seu sjudaote de ordens, honrar-me-hei mu- < 2 ora de .ella e d "I01 esperava ella que po-
to de vir a merecer a sua amizade. e creio trae i n??!6 pr0Vlr "m casamento entre meu irmio e a
nio mudar de opiniio acerca dos meus sent- i un:ca da conde8a. 1ue e urna herdeira ri-
mentos honrados. i 1u_issin,a- A condessa percebeu a idea de minha
Eu avaliei-os pelas ideas, que lhe ouvi ex- mafe' e re8P9,leu;lhe 1ue olharia por Julio como
pender aquellos senhores que Acarara em Valla- noi" de sua fil.ha* Meu irmao veiu
dolid. Mas agora, que voc acceitou o cargo, hade 25? gofar da aenhor,a- Ajustou-se o
querer saber qual o servic.0. casimento, porm quando
j t-aaiujemo, porem quanao eu eslava a vestir-me
Basla-me sab-lo qando me dr as suas' para marcn8f Para Madrid, ond^elles deviara ca-
ordens. Com til general todo o servico hade se^l";" pnnc|P10 de abril *ceb esla carl-
No*graceje. Olhe que islo serio. Eu pre- fT.1" SS*f eDU se8UDle :
ciso de um hornera que rae ajudc a fazer urna boa I (< Mlnha quer,da Peps'
aegao, quo lhe hade merecer as bengaos de urna .,.a,Esl.ou afll'clissima e vou de certo afiligir-le.
familia inteira e lalvez de duas. ; Minha lha, estando ainda hontem pela manhaa
Basta que a mioha consciencia a approve e .mu'.' contente cora os presentes que lhe dra leu
que seja cousa de servigo de urna senhora. irmo, veio hoje dizer-me chorar, que nio que-
_ Dizem c em Hespanha que os portugueses ria ca8i,r com elle. Por mais que lutei para saber
sao exaggerados em tudo. Eu nio posso dizer o mo,'v. nao o pude conseguir. Conhecendo
mesmo, porm corteses sao como poucos. a'ma uol)re o delicada de Margarida, estou cs-
E o servico ? : pintada desle desenlace.
Ah I sim. Eu lh'o vou dizer, porm o raelhor' E seria conlar-lhe a minha vida toda. Temo que se- rainl,a oa amiga nio resiste este successo ines-
ja demasiado looga. perado I Nao lhe digas nada. E aconselha-me,
Nao tema. Melhor ouvi-la da sua bocea leroDra-rao algum meio, nao de lh'o dizer, mas de
que contada pelo eslalajadeiro de Burgos, que m'a coocluir este casamento, que ou tanto des-jo. Tu
tinha promettido. nem 8flbes que a la familia como se fosso rai-
Coiladol E' muito bom homem. Foi criado ,u e Margarida sao para mim irrnaas.
Escreve-rae j ou vem Madrid. Talvez jun-
tas alcancemos o que nio pode obter a tua triste
amiga.
de meu pae ede certo lhe nao havia duer mal
de mim.
Pelo contrario. Disse-me que havia poucas
senhoras assim.
a Anna.
Emfim, ahivae a historia. Meu pae morreu Fechei a carta e entreguei-a marquezita.que
ha annos, deixaodo quatro Dlhos, Rodrigo, Tel- durante a leitura espreilava na minha physiooo-
xno, Julio e Pepa. Minha me ainda vive. Ama- ma a seosaco que me causava.
nos como j se nio sabe amar neste mundo, e nos Esta carta leal. A senherila tem algum
todos morremos por ella. Porm padece muito motivo repentino para rejeitar esse casamento,
dos ervos, e o menor abalo ou sensaco mais Ora o motivo francamente nao pode vir senao de
viva poe-na s portas di morte. Meus irmios vi- seu irmao. Se foi porque a aenhorita soube d
vem em differentes parles. Rodrigo coronel de
cavallaria. Telmo ofQcial de marinhs. Julio,
que o mais novo, vive quasi sempre em Madrid,
e Pepa, que sou eu, faz companhia mi como
qualquer oulra aldea. J v que nao ha nislo a
mais pequea maravilha.
Ale aqu de certo nio.
Pois bem. Nos somos ricos. Meu pao tinha
muito dioheiro em caixa e nos bancos, porm
alguma rapaziada d'elle, bagalella. E' amo d'ums
semana. Se elle por qualquer procedioionto me-
nos delicado a offendeu, ou perdeu oa considera-
gao e estima da noiva, entao o caso grave.
Tem razio. Eu nem lempo Uve de pensar
n'isso. Fui despedir-me de minha mi, que ficou
entregue aos cuidados d'uma prima nossa, an-
nunciei-lhe que a condessa de Relia me escrevd-
ra, dizendo que me esperava em Madrid na quar-
ta-feira, e part immediat'menle com a Sr.* Ur-
desde a sua morte, minha mi nio tocou mais
as gavetas delle, nem nos seus papis, nem con- bijo, que me acompauha.
sent que oulros lhe bulam. Quando o procura- j Muito bem. Mas era que posso eu ser-lhe
dor manda dizer que recebeu dinheiro dos bancos, til entre seu irmao, que nio conhego, o a se-
ella ordena-lhe que o junte ao capital, eu es-nhorita de Relia, quo nunca vi?
crevo a caria e ninguem mais falla nessas som- '; Pode servir-mede muito. Ha cousas que eu
mas. A menor pergunla causa-lhe accessos ner- nio saberei penetrar, o que voc conhecer logo,
vosos, e se um de nos pozesse mios sacrilegas as assim que tratar cora meo irmao, com a condes-
gavetas da mesa paternal, nio sei se ella mor- ; sa e com a filha. Alm disso, eu sinto necessida-
rena.
Isso um capricho nervoso, provavel-
mente.
Creio que sim, porm capricho, maDia ou o
que quizerem, este proceder causa desarranjo a
de de ter alguern que me ajude n'oste negocio,
que pde.costar a vida a minha mae. Voc ina-
pirou-me confianes, e eu, consternada por esta
carta, nio hesitei em lhe fallar com franqueza.
Sabe o que fazera os que cahem na agua e nio
subdito* de
Somos to-
meus irmios, causa*que se nio pode dizer doen-'sabem nadar? Agarraan-se tudo e todos. As-
te. Rodrigo pordeu um excellente casamento por sim taco eu. Porm ainda pode dar a sua demis-
essa causa. Telmo vive coostrangido entre os seus : sao de mea ajudante de ordens. Eu nao quero
camaradas, que o julgam rico, e que pelo seu vi-1 abusar da sua benevolencia por sorpreza.
ver econmico o cuidam avaro; e Julio, ahi l De modo algum abusa, nem eu vollo atraz
que est a desgraca, (antas privagdes se impz'do que disse. Estou s suas ordens. Eu vou
para vivr em Madrid, que converteu a necessida- j Madrid tratar de um negocio que me ha de dei-
de em vicio, e o mais determinado ararento dej xar livres muitas horas, porque a teem quasi
Leio e de Castella. todas captivas aquelles com quem devo resolv-
Que edade tem esse seu irmio ?
Vinle e oito annos.
Mu. Muilo mu. Nessa edade a cura deve
ser diffieil.
E' o que eu estou a receiar. Ora atienda.
Eu sou mais rica do que meus irmios. Urna tia
deixou-me algumas ierras as ilhas Baleares, e
como govrno a casa pelo impedimento de minha
mi, passam-me pelas mios os rendimentos dos
bens de oossos paes, e posso dispr de varias
sommas. Sou urna administradora, a quem se nio
tomam contas.
lo. Que fortuna para mim, sepuderempregar es-
se lempo era servir urna senhora e em contri-
buir para a felcidade de duas familias I
Entao, em chegando Madrid nao se esque-
ce de ir visitar-me?
Inmediatamente irei lomar as suas ordens.
N'esle ponto, duas ou tres eslagdes antes de S.
Chidrian, entrou um viajante no wagn. Era um
homem aceiado, que conhecia a marquezita, e
que segundo depois soube perlencia um tribu-
nal de Castella. la para Madrid. Saudou malu-
queza e mira, por me ver conversar com ella.
d'esle digno Dlhodo Themis, os povos em 1848
pediam para si e os reis agora pedem contra li
proprios I
Oque incomprehcnsivel acrescenlou elle
ver os soberanos da Europa abandonarem o
rei de aples e os duques da Dalia central eo
Papa. A que abalimento rhegamos I A Hespanha
soffre callada a dspoaicio do duque de Parroa,
iofmte seu, o de Francisco II, chefe de um dos
ramos de Bourbon 1 Se tivessemos um governo
enrgico.
Enlioquoria guerrear com a Franga, com a
Inglaterra e com a Italia ?
E porque nao? Nio seria a primeira vez. E
se nos comecasaemot, haramos de ter alliados.
E o Papa ? Ja nio ha calholicos I Eu tenho ver-
gonha de viver noseculo XIX.
Callei-me, e ella ainda continuou a diier que o
negocio nao parara alli e que mais larde ou mais
cedo vina a invasao franceza como em 1807, mas
que os Hespanhoes ainda eram os hroes da Sa-
ragoga e da Baylen. Disse lhe que me pareciam
exagerados os receios de invasao, porque Napo-
leao III tinha juizo e nio lucrava era aggredir a
Hespanha, antes a desejaria para a alliada. A
Franga, sustentada pela Italia e pela Hespanha,
nio receiaria a influencia germnica ou russa.
Sim, senhor,me respoodeutodos os que
vivera era Franga andara fascinados pelo Poocio
Pilatos das Tulherias. Nos nio. NSo me falle no
juizo, nem oa moderagio de Napoleio. Sao llo-
bespierres coroados. Em Hespanha execrado o
imperador dos Francezcs. S temos maior rancor
aos Inglezes.
Mas, se detestara os Francezes e os Iogle-
zos, e ajoda por cima os Italianos, parece-me
que terio um soffrivel numero de adversarios.
Nio nos mettem mdo. Eu j lh'o disse.
Temos dinheiro, exercito e marinha, mas nio te-
mos governo que empregse essej roeios no ser-
vigo de Deus e do direilo. Os senhores 14 em
Portugal ainda esli peior com as suas liDerda-
des.
Ha de perdoar-me, mas eu nio sou do seu
parecer. Nos sempre gustarnos de ser lirres. Li-
vres somos hoje e nio temos motivo de queixa.
E de que lhes serve a tal liberdade? De le-
var dosfeitas como a do Cirios Jorge. Os se-
nhores j sabem o bem que lhes qeerem os Fran-
cezes e para que presta a amizade ingleza.
O Carlos Jorge foi um triumpho* A
Franga arrependeuse e o imperador declarou-o
por escripto. Esta foi agrande victoria moral. O
mais valeu pouco.
O que verdade que, se Portugal esti-
vesso unido Hespanha, nio lhe haviara de ir
fazer desfeitas no Tejo. Se os Pottuguezes acor-
darem em urna manhia com juizo, fuzil ira raeia
duzia de inglesados, outra meia duzia de airan-
cezados e unem-se i Hnspanha, como a Toscana
e Modena se uoiram ao Piemonte. Somos todos
hespanhoes.
Isso verdade; tambem os
Francisco II diziam os Piemonlezes
dos italianos.
Mas esses nio queriam a annexagao.
E nos lio pouco.
Mas porque? Dig com franqueza.
Pois eu lhe digo. Em primeiro lugar, por-
que estamos ben assim. Em sogundo, porque
nem somos capaze de pagar com ingratidio >
nossa familia real, que nos trata bem, aera de
expulsar de Hespanha, de quem ajudamos fir-
mar o throne. Em dorceiro-, porque, onde os-se-
nhores fuzilam, ns amnistiarnos. Em quarto,
porque os Hespanhoes nio estio conteules com o
sen governo e nos estamos. E em quinto, porque
nao queremos, que a suprema razio dos povos.
Sempre estes Porluguezesdisse o magis-
trado, voltando-se para a marquezilaforam dif-
ficeis de contestar. Mas olhecontinuou elle pa-
ra mimque na ultima tentativa de D. Cariosos
Hespanhoes mostrarara que nao eram sanguina-
rios. Os principes nao liverara o menor incom-
modo.
Bem sei. E' o principio velho e caduco de
queseperda aos principes e enforeara-ae os
cmplices. Se isso acontecesse em Ptiugal, se o
Sr. D. Miguel tosse l& lenlar fortuna, enconlrasse
cmplices no exercito liberal e cahiesem todos
prisioneiros, o mais mediocre dos noseos houiens
de estado proporia ao rei a aninystia do principe
e de lodos os seus cmplices.
Pois os senhores nao fuzilariam o Ortega ?
* Nio, senhor, visto que aio fuzilavamos D.
Cirios. Degradaramos deshonras militares o ge-
neral traidor e expulsa-lo-hia-mos do reino. Es-
se seria maior castigo, porque levara para toda
a parte o ferrete de traidor e desleal, quo sio as
maiores nodoas que podem cahir na farda de um
general.
Vejo que nio nos entendemos.
Ahi tem porque nos nao unimos.
N'islo chegamos. S. Chidrian.
Agora est na mesa a ceia, na qual vejo figurar
urna sepa de alho com pao e ovos. Nao lhe re-
sisto. Vou provar esta especialidade hespanhoto.
O vinho branco e dizem que muito palheto e
secco. Ainda bem, quo j estou cansado de vi-
ohos adocicados. *
Agora s de Madrid que continuarei esta re-
lagio da minha viagem. Parece incrivil. m ca-
lor como no mez de junho. Esta temperatura sem
verdura e sem urna s folha as arvores Sobra-
damente incomraoda. Cuido que viajo M deser-
to. Se em Madrid vou encontrar o mesmo clima,
vejo que acabou o invern, e que comeeou o in-
ferno, que, segundo o proverbio hespanhol, suc-
cede aos tres mezes da estacao invernosa.
VIIJ
Madrid 1 de margo de 1861.
De Labajoz partimos para a capital das Hespa-
nhas de noite e sem luar. Se a estas dms cir-
cunstancias o leitor acrescentar que eu adorme-
c apenas a diligencia se poz em movimeoto, (1-
car patente a razio que me impede de lhe dar
a mais pequea noticia acerca da paisagem.e da
importancia das duas aldeias de Villacastim e Ven-
ta del Tojo. Nessas se mudam as cinco parelbas
de carelios ou mullas com que a diligencia passa
o chamado porto de Guadarrama.
Em Guadarrama tomamos chocolate excellente
vista de theatro, obra dos ossos Rambois e Ci-
oatli ou de qualquer oulro mestre de arte. Fri
nao havia.
Antes assim, porque o fri as mallapostas ou
as diligencias hespanholas insuporlavel. Cada
um desses vehculos, alm das portas e postigos
que o fabricante Iho arrajou, e que nao fecham
hermticamente, d passagem livre aoar por to-
das a juntas da madeira. atravez das quaes se po-
de coobecer quem passa.
as occasies de grande fro, o conductor pro-
cura resguardar da intemperie da estagio os via-
jantes e guarnece a diligencia com um espesso ta-
pete de... palha triga, orlada como se deita as
mangedouras I
Esta especie de alcatifa bem imaginada, por-
que, alm de impedir a entrada ao ar fri pelo
lado dos ps, produz outras aensagdes que dis-
trahem o viajante. A palha, cortada assim miiidi-
nha, introduz-se nos sapatos, pega-ae manta
com que se cobrem os joelhos e em pooess ho-
ras nio ba parte do corpo em que se nao ainta
um pedacito de palha.
Nio carego dizer ao leitor quanto sao agrada-
reis os cocegas que o viajante vae soffrendo.nem
quantas vezes elle d ao dmo a diligencia e o seu
respeitavel maioral.
De Guadarrama partimos para Galapajar, mu-
damos ainda urna verde muas em Las Rojas e
entramos em Madrid pelo postigo de S. Vicente,
vendo logo na nossa frente o msgestoso palacio
da rainba no alto da eocosta que ali principia.
Eram 8 horas e meia da manhaa. Um emprega-
do da alfandega est esperando cavallo as dili-
gencias que entrara em Madrid, e acompanha-as
eslribeira al ao sitie onde param. Ali se re-
vistam de novo asbagagensqueniovieremenum-
badas de Irun.
E' indispensavel pedir era Irun que alera as
malas com urna corda, cojas ponas ficam prezas
com o sello de chumbo da alf*rtdega. Quem nio
faz assim, lem de sofiYer nova revista em Miran-
da do Ebro, e outra em Madrid*, o que extrema-
mente ineommodo. Os jnpregdos sio bem crea-
dos e benevolentes como o das slfaodegas de
quasi toda a Europa.
A' porta do escriptorio da diligencias vi-me
cercado de eriodos de hospedaras,- que me offe-
reciam alojamento com lal persistencia e vivaci-
dad* que nao parecism castelhana*. Eu tinha
estado em 1834 na Biscaioha, que na calle
mayor, na casa daquelle D. Santiago Alonso Cor-
dero, que se sentara no congresso vestido de
Maoregato que estove emigrado em Lisboa. Por
isso dirigi-me para l.
Na Biscaioha ni havia quutos- senao no ulti-
mo aodjrrque o-5,e tive de ir procurar outra
hospedaria. Disserm-me que eslava ali um ca-
valleiro portuguez ; perguntei quem era, mas
ningmem lhe aiinou- cora o nome, porque tinha
chegado havia pouco das. S me disseram que
era baro.
Ora, eomo a especie numerosa ea
Na decretarla vi o !
Quilinim, um
da noa legagio.,
antigo>, e, cornil I
excellente acolhimento.
Quando voltiva para casa, eocontrei o Sr. con-
de e a Sra. condessa de Peoiflel, cuja chegada a
Madriij eu ignorar, e oa propria hospedaria on-
de est^u descobr mais quatro Portuguezs. O Sr.
Guilhrmino de Barros, governador civil de Bra-
gangai um eccleslastico de Villa Reil, o Sr. Ca-
millo|deMacedo, da Regua, euro Clho seu. Nun-
ca vi/tanto Portoguez em Madrid.
Quantos havri, quando esliver feito o cami-
nho de ferro I
f noite fui ao theatro real ver II Bailo io
machera de Verdi. O theatro sumptuoso,
riqissimo e muicommodoso lugares de platea,
pa/a o qual vio senhoraa da melhor qualidade.
Os/camarotes sao muito grandes e todos teem
safio.
[As cadeiras da platea sao de velludo, muito
e|pagoaas e collocadas a distancia conveniente
Ppra que se possa passar sem incommodo. Nao
platea inferior. Os lugares que a substtuem
o ua ultima ordem.
Continuar-te-ha 1
Variedades.
hornos ,001107... e7SS?& i!!"
?"**^*^l"5e. expido .VSvrf."
de que consta a obra.
pondo aa partes.
opa-se minuciosamente daa
JlconatiVuem o microscopio.
as qtwdere haver quando
microscopio e a suas applieacoe
medicina.
E' tao proveitoso o estudo da microscopa te-
os tirado delle resultados lo benficos ha-
t anidado, que nao deixaremos agora de fallar
i n um instrumento de ptica, qne tio grandes
i jxilios presta constantemente i arle de curar
i clarando-nos certas questes, qaie at hoie s
i (ooravam.
E nio podemos tambem por esta- o:casiio dei-
ar de elogiar um livro, que h* poucos das,
os remetleu o nosso amigo Baitly Balliere, lU
ro qe se dedica s ao estudo deate-instromen-
I >, que vera eheio de gravuras devidas ao traba-
I io do St. Coulier, professor em Val-de-Grace, e
ue bem mostra at que ponto chega- o engenho
sea autor, e as minuciosidades lo- uteis, que
oje prendera milhares de atlengoes aos nossos
t illegas porteguezes e estrangeiros.
E' serlo, qe no comego deste secuto,, apenas
microscopio era propriedade de algn sabios
iros-, que s faziam applicages do seu estudo a
sta especialidade, mas Iros deremos confessar
ue a observagdes feilas por meio deste enge-
hoso instrumento pouco concorda va m estre si,
luyidando muitos mdicos do rigor deste nov
neio de ebservagio.
Nesta poca com drflkuldade appareciam bons
nslrirmenlos, e nem se sabia bem usar delles ; os
fraestres eram poucos. e nio exista observaoo
Iguraa, por meio da qual os principiantes to-
knassem gosto ao estudo da microscopa, e nar-
bassem com seguraac por tal caminho.
_ Portugal, II Accrescentaremos aind-a que todas estas obser-
nque na mesma. Detiois que soube que era o Ivacoes pareciam ao publico e aos sabios mais uro
?.eJi llgu _ra.0 Santos, cuja menor qualida- Jobiect curioso do que til. A utlidade do mi-
croscopio, finalmente, nio estar ainda sanecie-
FOLHETIM
OBATEDORDEESTRADA
roR
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
(CoDtiouagio.)
Emfim sua natureza enrgica lomou a diin-
teira.
Como 1 lio cobarde que sou atrevi-me so-
nhar com a fortuna e tentar o que tenlei ? disse
elle aportando os punhos com raiva I Bem me-
recido o que me est acontecendo I minha des-
cu idos a presurapgao mereca um castigo!.... Mas
nao.... erro em aecusar-me.... eu nio sou um
covarde I.... Vinte vezes no,decurso de minha
vida, vi ama pistola ou urna espada apontadas ao
meo peito; e ae alguma vez em taes circunstan-
cias o coragao bate-rae mais forte ou mais depres-
sa que de costume, foi de alegra, por quel a lu-
a sempre embriagou-me : a violencia d-se bem
com o calor de meu sangue. Como explicar, pois,
o que soffro actualmente ? Como ? Oh 1 julgo
emfim achar o fio do enredo.... sou valenle___
sim verdade mas minha valenta preci-
sa de testemunhai Que me observe um vil-
lio basta-me.... preciso ao menos que me
observem.... Qoantot homens no mundo civili-
sado nio devem sua repulagio de intrepidez s-
nao um aentimento exagerado de um amor pro-
pno feroz I Sais eu vivo desta amaldigoada ma-
ta, e juro que esludarei adquerir a verdadeira
corigem.... e ,iou m\a\ii palacra que o hei de
conseguir.... r
() Vide iurio n. 100.
dade -o baronato.
Fui d'alli Fonda de los Embajadores,que
me inculcaran] como excellente. Nio havia um
s quarto. Fiquei espantado, porque neo suppu-
nha que houvesse em Madrid urna tal aflluencia
de estrangeiros e de pessoas da provincia, que
fosse diffieil 'achar pousada.
Quando mais tarde fiz estareflexio a ura amigd
meu hespanhol, disse-me elle que os camiohos d
ferro e as transaeges e negocios que delles re
sultam linham augmentado consideravel.nente i
numero dos estrangeiros- em Madrid.
Neste aperto valeu-meo homem que me segu
com a bagagem s costa, convidaodo-rae a i
para urna hospedaria na Carrera de S-. Geroni
rao ns. Ty9. Fui, mas ooni pouca eonfianga
Eu eslava tio cansado que toda e qualqper cas
me servira. Pois o homem nao me eoganou.
casa boa, a comida soffrivel e o prego-razoavtl
Quarto e sala com bons movis e tapete e cnih
janellas para a ra, que a mais central efre
quemada de Madrid, 50 reales ou dous duros
meio, incluindo a comida e as luzes.
Este prego commodo en Madrid,, onde tud
cusa eirissimo e sempre em proporgio com a i
pessoas, de modo que e-mosmo objeeto muda d
valor conforme a pessoa. que o compra I Eu ni
conhego Ierra onde ludo seja lio caro.para os es
traogeiros. Pars cidade econmica em com
parago de Madrid.
Logo q>ie cheguei, mandei'dar a ferro urna so
brecasaca, operagio que em Paris cusa dous o i
tres-francos. Aqui twe que pagar meio duro i
observei que a tiuham passado a ferro sem a es
covar.
Como estava cheia. de p amareWado, flcou doii-l
rada, em vez de preta, e uve de a devolver ao
slfaiate, que entio se digoou fazer obra aca-
bada.
Hontem de tarde fui procurar a marquezita,
porm j tinha sahido. Entao que me lembrei
que das quatro s seis horas todo Madrid anda na
ra, e que s doenga ou morte impede um hes-
panhol de ir dar o seu passeio sotes de jantar.
Deixi o meu birhelo de visita, e, quando noite
vim jantar, j encoutrei o do Sr. D. Julio de Lo-
vera, irmao da minha companheira de viagem.
Esta rapidez en pagar urna visita rara em Ma-
drid, seja por indolencia natural, seja por exag-
geracaodi dignidade caslelhana.
A primeira visita que fiz mesmo antes de ir &
marquesita fui legagio de Portugal que desde
longo lempo se conserva na Calle Puencarral
n. 93. Para isso chameida jsnella, urna carrua-
gem das que estacionam na bocea desta ra do
lado da Puerta del Sol.
Quando cheguei nossa legagio, quiz da-Ihe
urna peseta,que o prego de urna carreira, porm
ococheiro nio estere pelas miohas contas e dis-
se que o paradouro das carruagens at minh
porta (30 ou 40 passos) era urna carreira, o da
minha porta legagio outra. Paguei duas pese-
tas e admirei o rigor geomtrico do coiheiro a
polica da ierra.
O nosso ministro, o Sr. Soveral, recebeu-me
muito bem, como costuma fazer 6 todos os Por-
tuguezes.
=sss
O joven deitou entio um olhar desanimado so-
bre sua carabina ; e depois de um combate inte-
rior, que por vezes ora deu-lhe alguma luz aoa
olhos, ora fez subir algum rubor a suas faces, de
terminou-se tentar um ultimo osforgo.
Dando um grito com todas as straTforgas, elle
arremessou s solides do monte de Santa Clara
o nome de Joaquim Dick, o Batedor de Estrada.
Apenas feito este sacrificio de seu orgulho, D.
Henrique arrependeu-se ; e entretanto que pen-
sando elle que esta tentativa desesperada em na-
da poda mudar sua posigio, sentia-se cahir em
um profundo desanimo.
De repente pareceu-lbe uvir atrat de ai um
leve rumor as folMs: volta-se sbitamente. Se-
ria um inimigo ou um salvador?
Era Joaquim Dick 1
O Batedor de Estrada, com a carabiuj lancada
espadua esquerds, e com as mios mettidas nos
bolsos de seu casacao, parecia-se nesto momen-
to mais com um passeador dos boulerards que
com um corredor de bosques.
Sua physionomia calma e indiferente nio de-
monstrara nem a elegancia do< triumpho, nem a
dura satisfagio do sarcasmo: denotara antes a
mi vonlade commum e banal de um homem que
perturbado em suasoecupages.
Quando vos diza, que vbs havieis de per-
der no caminho, senhor, enganava-mo ? pergun-
tou elle framente D. Henrique.
A alegra, a admiragio o o despeito que a che-
gada do Batedor de Estrada causa vara i D. Hen-
rique, faziam-lhe urna tal confusio nos ideas que
lerou elle bastante lempo sem saber o que dis-
sesse : por fim um amor proprio machucado pre-
valecen ao reconhecimento.
Parece-me, exclamou elle opprimindo a
colera, que nio vos tenho interrogado. Dispenso
vossas refiexes. Chamei,-o porque estava no
meu direito ; acodistes, porque linneis obrigagio
de o fazer Estamos cada um no seo posto....
Piquemos nisso 1
O Batedor de Estrada airou D. Henrique, o
abanando a cabega com ar de booomia disse:
Muito bem : na verdade j esperara por se-
melhante recepgo : ella me agrada demasiada-
mente. Ameagar-me quasi, quando me bastara
afastar-me de vos para submergir em um perigo
horrivel. humano, bello, quanto possivel ima-
ginar-se 1 Se nio tendes virtudes, possuis ao me-
nos urna graude qualidade : a franqueza I___Os
homens sio raramente ingratos queima-roupa,
por que antes de renegar um beneficio, elles es-
perara que esteja completo.... emquanlo que
vos I.... A' f que estou muito contente de vosso
comportamento.... lenho-vos em muita coosi-
deracio.... Acreditas em mioha experiencia das
cousas e dos homens do novo mundo.... iris
longe.
Aceitar a discussio em semelhante terreno, era
conceder ao Batedor de Estrada urna familiarida-
de que nio estava nem nos gastos nem as ideas
de D. Henrique, que nio a permitlia qoelleaque
elle considerava como seus criados: assim lomou
a resolucio de calar-se.
O caminho que tomou Joaquim Dick era o op-
posto do que segua o joven : por Qm este apezar
das muitas voltas; que tinha dado, nio se tinha
aiaslslo muito do lugar em que descansava sua
pequea tropa : dez.minuios lhe baslaram para
fezer este Irajecto logo, que foi guiado por Joa-
quim Dick.
Os cavalloa estavam ensilhsdos e os Mexicanos
com seus rebenques na mi esperaram o signsl
da partida.
Que lempo preciso para sahirmoa do mon-
te de Santa Clara I perguntu D. Henrique ao Ba-
tedor de Estrada.
Um dia, se nio tendes presea : trea horas
se vos desagrada a demora nesta mata I
Assim fareis com que acampemos esla noi-
te na planice ? .
Espero vossas ordens I
A' cavallo I gritou com torga D. Henrique,
e deixemos quanto antes estes malditos lugares 1
Tenho pressa de tornar ver o cu e o sol I -'
Joaquim atou garupa de GavUsn'um pbrqui-
nho-montez que havia.morta; depois paseando
por ptrto.de D. Henrique para ir tomar A diaj
teira da escolla lhe disse em fraacez
voz:
Espero que o pequeo dissabor porque paf
sastes ba pouco ros far reflectir sobre este pro-
nada-pela pratica, e collooavam este iostrumenio-l
entre os instrumento ae physica recreativa.
Passaram cincoenta annos e tudo mudou, poi
que hoje figura o microscopio eutre os numeroso
meios de investigagao scientifica.
E* certo que oenhuma substancia se estuda ho-
je bem,. quando nio completemos este estudo-
com o da observagao microscopa.
Todava o microscopio tornou-se um instru-
mento preciso e de grande prego, e a arte d'ob-
servar urna sciencia certa e segura.
Alguns constructores intelligentes, entre os
quaes citaremos Amici, ChevaHier, Oberhanser,
Nachet etc., deramo primeiro impulso micros-
copia, e os sabios, que se dedicaram ao manejo
deste til instrumento, com que temos feito j
em Portugal, ji em Paris e Londres varias e cu-
riosas-observagoes. sao Lyonnet, e Swamerdamv
Bouoet. Maodl,. Donne, Dujardin. Ehsemberg,
Pritchard, e Edoardo Robn-, que entra sem du-
vida alguma em o numero dos-micrographos eru-
ditos.
Com a sua paciencia e aturadas observaces
que se fuudou-.a sciencia hoje tao adiantad.
Vulgarisar estes descobrmentos, torna-Ios ac-
cessiveis quasi todas as-intelligencias, mostrar
quaes as suas applicages numerosas e diversas,
faroiliarisar os discpulos- com o manejo de lio
delicado instrumento, como o microscopio, eis
0 fim a qu3 se propozerara bastantes e Ilustrados
sabios que nio poderam. todava encontrar todos
o mximo de perfeigao,
E muitas obras se lem publicado com referen-
cia ao microscopio, obras escripias mxime em
raglez. e allemio ; mas verdade que sao trata-
dos geraes resumindo as observagoes da sciencia,
e appresenlando pouca ou nenhuma instruegio
obre applicages praiieas.
Tambem com applicagao medicina temos lido
ilguns trabalhos importantes que expem os des-
iobrimentos dos escrptores illustres, ou deni-
gren) o crdito d'outros.
1 Esteslivros, porem,sao pouco consultados, por-
que os principiantes nio encontrara nelles o que
feralmente desojara, os melhodos d'observacao
fcil, as descripgees claras, e nao os-complicados
processos, os ociosos e superabundantes traba-
lhos. Para que um tratado de microscopa, as-
sim o entendemos, fosse bem recebido por todos
os que se oceupam d arte de curar, era preciso
que tivesse orna forma classica, simples abando-
nando o campo das theorias e das diatribes, e ap-
plcanda-se smente exposigao dos nossos vei-
dadeiros conhecimentos e correspondentes ap-
plicages pra ticas.
Ora o livro do Sr. P. CouKer corresponde a es-
se Qm ; s pratco e destinado aos mdicos e
pharmaceuticos, enconlrando-se nelle bellos e
jecto que tendes de passar pela ribeira de Jaque-
sila.
O joven estremecen, e dilacerando o flanco de
sua montara com urna esporada que a fea saltar
de dr, murmurou :
Oh I nio (o um simples acaso que poz a
mioha pista este Joaquim Dick 1.... Cus te o que
Gustar preciso saber fundo o que este homem,
ainda que cora o punhsl v procurar a verdade
no centro do seu coragao I___
Grandjean, pouco cuiddaoso do drama que prin-
cipiara a representar-se sua vista, ia guarne-
ceodo a retaguarda ; todo entregue ao pensamen-
tode adquirir um dote para Jacquelina, andava
p, levando, segundo o costume, seu cavallo pela
redea. Decididamente o cavallo do Canadeose
era a beata mais feliz do Novo Mundo ; o servigo
que fazia seu amo era urna verdadeira sine-
cura.
VI
A noite comegava confundir em urna s linha
os cumesdesiguaesdas montanhas que limitavam
o borisonle, quando a tropa dos aventureiros pas-
sou a raa do monte de Santa Clara e entrou em
campo razo ; Joaquim Dick tinha desempenhado
se.u contrato com todo o escrpulo : a pequea,
caravana tinha gasto justamente tres horas na
caminho. 1
Foi em vio que D. Henrique tentn approxij
mar-se do Batedor de Estrada e puchar conversa
com elle; Joaquim mostrou orna frieza tio gran-
de aos botes do joven, que este, ao menos mo-
mentneamente, teve de renunciar o esclareci-
rnento do suas dundas. *
No ou tro dia, hora da partida, foi Grandjean
queaccordou os Mexicanos, porque o Batedor de
Estrada tinha montado cavallo meia noite e
desd entio ninguem mais o vira. Ao anoitecj
Joaquim Dick appareceu de repente, excitan
com pllavras o seu Gaviln que, saltando co
unt Cabrito, pareca voar.
Eie-aqui de comer 1 disse o Batedor de
-trada atlrando ao chao urna duna de gallinhasjdo
malo qoe elle trazii moras penduradas ao arfcSo
do selim.
ravor, ex.
mou D. Henrique, correndo ao se encontr.
Quatro, se quizerdes I Miohas. obrigages
estilo feitas e eu estou livre de todo o cuidado.
Vossas obrigtges ?
Muito bem, sim, minhas obrigacoes I Sup-
pondestalvez que eu vos roubo vosso dinheiro?
Fago o meu dever cora toda a eooscieneia. Par-
t noite passjda com intengio nao s de exa-
minar o caminho como de adianter me u m dia so-
bre vos ; agora venho de examinar e reconhecer
o caminho quetereis de andar smanhaa ll is
ripht (vae ludo bem) como dizem cada instante
os Yankees. Que duas palavras sao estas que
tendes dizer-me ?
J Respondestes de antemie minha pergun-
la. Desejava saber o que significara esta vossa
partida da noite passada.
I Sim, comprehendo bem I um costume velho
da Europa 1 Quando em vosso paiz os creados se
ausentam por muito tempo sem licenga, vos os
reprehendis speramente e lhes perguntaes :
D'onde diabo, veos t, malvado de Jasmim ?
(Onde esti veste, marolo de Lafleur ? Mas com -
nosco batedores de estrada, nio aconteceu o mes-
mo I.... Quando nada diremos, ou ninguem nos
v, aquelles que nos empregam estio tranquillos
Sor que nosso silencio, ou nossa ausencia signt-
ca qoe elles nenhum perigo correm.... Eis jus-
tamente por que eu puz logo como primeira con-
dglo de meu contrato que vos nunca me interro-
garais, ou enlio que me ficasse o direito de me
calar.
Seria diffieil aenio impossivel de descrever-se
o espanto que a reaposta do Batedor de Estrada
causou D. Henrique. As palavras malvado
do Jasmim e maroto de Lafleur na bocea de um
Mexicano qoe habitara a fronleira, formavam
urna anomala tio singular que o joveo, i preci-
so dize-lo, tinha toda a razio de se mostrar sor-
prendido.
Sr. Joaquim, exclamou elle, depois de ae-
segurar-se com urna rpida vista d'olhos que
nenhum dos seus (nodos poda ouvi-lo; Sr. Joa-
quim, vos nio sois nem um vagabundo, nem um
Batedor de Estrada, e o papel qoe representaei
para comigo nio pode durar mais.... Vamos, ti-
ras esta mascara e mostrae-me o que. sois.
Como I eu represento u papel? Entio eu
O primeiro*
differentes p
bem como das
delle noe servirms.
E' aptavel prinopalmente esla primeira parla
pela clareza das descajpgdes e concisio do estro
Bem se v que o sabio Coulier tem, ha muito
tempo, praca do microscopio, e que expde sim-
plesmente o que lhe familiar, e o que deseia
ver bem comprehendido pelos seus leitores.
Na verdade grande vanlagem para os princi-
piantes, que pelo caminho novo, s ambicionara
encontrar bom juizo, e um ptimo guia.
Ainda merecen nossa especial atteneio oeste
livro a noticia d'um micrometro occular inventa-
do pelo proprio Coulier, e que a pratica reeeber
mui bem.
A grandeza real dos objeclos microscpicos
era somente apreciada por meio da relacao de
duas divises micrometricas differentes, e d'aqui-
a necessidade que havia dos clculos repetido, e
por Til motivo fastidiosos.
Mas o Sr. Coulier teve a idea de exprimir es-
ta relagio em qualquer das divisos d'um mi-
crometro occular especial, e por tal forma quo
urna simples leitura d a grandeza do objeeto
sem fadiga e sem calculo.
Grande dfficuldade hara, porem para descre-
rer um instrumento lio delicado como o micros-
copio, e os seus diversos accessorts, lio minu-
ciosos.
Nio ora apenas preciso ser exacto, mas tam-
bem claro e conciso ; ora o A. lem o raro ta-
lento de pintar com a palavra.
As minuciosidades em descrpge d'um ins-
trumento muitas vftes difncil de comprehender
em os tratados ordinarios de physica tem; sob sna
peona novo interesse, e gravam-so moito melhor
na memoria.
O segundo livro trsta exclusivamente do- ra-
me das dwersas substancias, que interessam o
medico ou- o pharraaceutico, o cu jo exa me mi-
croscpico offereee algumaljapplicagao ow algum
interesse.
O autor divide o livro em 4 captulos :
1. Observagoes relatiras phisiologia.
2. Observagoes relativas pathologia.
3." Ditas relativas medicina legal.
4. Ditas qu se referem materia medie*
pharmacia.
A cada um destes captulos corresponde' um
numero limitado de descripges ede observagoes
praticas. Ao contrario de todos os micrographos,
que s vezes expem-o que lhe dicta sua mente,
o autor nio d-attengo s rail formas acciden-
taes e passageires dos diversos objectos micros-
cpicos, e nao perde de vista a forma geral do-
minante.
E!.a verdadque sempre encontramos debaixo
da sua fecund penno-dorante a leitura.
O principiante avang muito, pois que v sem-
pre durante a leiturl o objectos, como sio na
realidade.
O Sr. Coulier, estuda-o saogue sob o ponto da
vista chimico e microscpico, e nos que temos
feito grande numero do observagoes hematolo-
gicas. damos grande peso s suas ilis. Neste
capitulo tambera sio tratados com rara perfeigao
todos os pontos-de medieina legal, que lhe di-
zem respeito
A questio sempre tio debatida, e ainda tio
obscura, do cicero resolvda satisfactoriamen-
te, dependendo esta degeseraeio do desenvolvi-
mento intra-cel-lular.
O A d o dimetro da sllalas, dos ncleos e
nuclolos.
O que at aqui era vago-, est quasi elevado i
certeza matheruatica.
No ultimo capitulo atlioente. materia medica
e hygiene que trata questes de grande inte-
resse.
Apparecem aqui as grandes applicaces prati-
cas.
E duas questes sio a piiocipaes desle capi-
tulo ; a das farinhas e a das materias textis.
Podemos dizer deetas substancias, sem receio
deque nos de3mintam,q,ueo seu verdadeiroreac-
tivo o microscopio
Urna observagao micioseopica de alguns minu-
tos esclarece mais sophistcacio das farinhas-ou
a mistura das substancias textis, do que as-maoi-
pulages empricas, ou alguma coloragio eslxava-
gante e caprichosa.
Nio deve maravilhsr-nosum instrumento,que
nos deixa ver urna pequea porgio de fcula de
batatas espalhada n'algumas libras de farinha de
trigo, oa as fibras do algodio introduzidas. nos-
tecidos d lia ou de cenhamo ?
O livro est Gheio de estampas, qu muito au-
xiliam a intelligeneia do texto, estampas dese-
nliadas e gravadas em cobre pelo A
E' bem certo que um observador hbil e coas-
ctencieso. reproduziri melhor do que uro dese-
oh>sla ludo quanto observa. O raicrographo v
melhor do que o piotor no campo, do microsco-
pio. .
O A at esta data, ignorante da arte do grav~
dor, teve de vencer innmeros obstculos, nao
quereodo confiar a pessoa alguma o cuidado de
reproduzir o que elle observav. A sua- obra
simples ,- a mi que pegou na- penna paca escoe-
ce-le, foi quem manejou o buril para, facer as
gravuras.
E' pois, certo que pela exactidio em todos os
objeclos, de que tracta, dever ser lida.com pro-
veito, e todos os que se dedicara ao- estud mi-
crographico achario escripto o que examinaren!
no campo do microscopio,. tao bees, que nada ti-
ca a desejar.
Nos mesmo nao nos cangamos ao ler o livro do
Sr. B. Coulier, e alli ionios aprender muito, e
receber delle algumas- ligues.praticas que nos sao
hoje de grande proveilo.
l> OE ACEDO.
(tfafo.T
nio sou um Batedor de Estrada? disse o Mexi-
cano rindo-se & morrer: e que diabo entio sou
eu? Algum principe que viaja incgnito? Con-
demnado seja eu no juizo final se entendo urna
s palavra de tudo quanto oaedizeis ? V. S. sera
duvida quer divertir-se comigo?
Deixemo-nos de esturdias hypocrisias, Joa-
quim!.... A verdade nao se encobre I....... E'de
balde que procuraes enganar-mel... lenhoceaa
provas, eu vo-lo repito, de que representaos wa
papel neste momento I Porque? oque desejo
saber e o que hei de saber I
E quaes sao esbs cem provas, sentios?
De que serve vo-las enumerar'? Tetbo con-
viccao disto ; e quanto me basta 1 Por fim a lin-
guagem que tirestes pouco, do secuto passa-
do. ...
Nio sou do secute passado senhor I
Eu malvado do' Jasmim, e sss maroto
d Lafleur I Ah I sim, lembra-me agora.... A* f I
era um marinheiro desertor que eu conheci aal-
timbanco no Mxico e que quando me fallara dos
creados que elle diza ter tido em algum tempo,
me citara sempre o seu malvado do Jasmim. e
seu maroto de Lafleur..,. Desde entao....
Para qoe esla mentira, Joaquim, se eu nio
vos acredito?....
Obrigado, cavalleiro, pela vossa delicade-
za I Como eu vejo que vossa conversa sio che-
gar grande cousa, pego-vos licenga para abre-
via-la e ir tratar de meu jantar: desde hontem i
noite que estou em jejum.
Esta conversa, Joaquim, deve terminar por
urna explicagio. exclamou o joven com um tora
de autoridade que mostrava urna firme resolucio.
Joaquim em vez de responder, tirou um agar-
ro do bolso, bateu o fuzil da isea, e acendeodo o
papelito sem se apressar, langou com todo o des-
dem urna Laorada de fumo.
Muito bem ? perguntu o joven eos una
voz aitraa reprimid, mas que vibrara de colera e
impaciencia.
(Continuar-$e~ha.\
PIW.- TYP. DI M. F. DI FAJUJu -18tt.


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