Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09279


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Full Text


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Por tres i adia otad es 9|^|
P#r tr* ncidos
SEITl FBIltl 3 K IAIO DE Itll
Par asno adiantad* 19|000
Ptrte laico para snbscriiUr.
LaaaV I kaaaV I kak I I fl HHHB HHHI
PERNAIn
BNCABRBGADOS DA SB9CRIPCAO DO ROSTE
Parahlba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
y, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear Sr. J. Jos
tfe Olifeira; Maraohio, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
1'AKIlOA UUS uuiuthlu.
Olinda todos ps dias aa 9 1/2 horas do dia.
Igoaraas, Goianna Parahiba naa segunda* e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as cuartas feiras.
Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
ErHEMERIDKS DO HEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas e 12 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas a 48 minutos da tarde.
17 Quarto creacente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La cheia as 3 horas e 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
PARTE OFFICIaL.
DIASDASEMA1A.
59 Segunda. S. Pedro m.; S. Hugo are.'
30 Torga. S. Catharioa de Sena v.; S. Peregrino.
1 QuarU. Si. PellppeeThiagoapp.-.S.Jeremiasi
2 Quinta. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Sexta. Invengio da S. Cruz ; S. Rodopiano m.
4 Sabbado. S. atnica ma de S. Agostinho.
5 Domingo. A materoidade de N. Senhora.
jAum^UIA, uu> IKIBUNA^ DA AP1TAL-CARREGAS DA SBSCR1PCA DO SljU
Tribunal do com mercio ; aegundas e quinta. I "uwuauryAU uu bu**
Relago: torgas, quintas sabbados as 10 horas.) o A,8g0M' Sr- Clandino Falco Dias; Baha
Pazenda : larcas, quintas e sabbados as 10horas!! Til_J"*6 M*rt.1fs A1 i *io de Janeiro, o Srt
Pazenda : lerdas, quintase sabbados as 10horas! ?'*- i0$ M,rtDf a1ti
[ Juizo do eommercio : quartsa ao mel dia: '\io*o Pareira Martina.
EH PERNAMBUCO.
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do dvel: tercu e sextas ao meiol
O proprietario do mamo Manoel Figueiroa da>
quartas sabbados a l|Faria,na aua Traria prega da Independencia na.
da.
Segunda rara do civel:
hora da tarde:
6e8.
Goverao da provincia.
Expedient do dia 30 de mbril de 1861.
Dulci ao Exm. presidente do supremo tribu-
nal de justica. Com offlcio de V. Exc. de 17 de
dezembro ultimo reeebi 15 exemplares impressos
da revisio da lista de jufzes de direito pela or-
dem de suas antiguldades, que foram convenien-
tem-mte distribuidos, faltando tres para o com-
pleto dos juizes de direito em exercicio e avulsos
nesta provincia.Dlstribuiram-se os referidos
exemplares.
Dito ao Exm. presidente da Baha.Ficam ex-
pedidas as convenientes ordens para que do Io
deste mez em diante cesse na thesouraria de fa-
zenda o pagamento da prestagio mensa) de lOg
que de seu sold consignara nesta provincia o al-
teres do 8o balalhio de infanUria Jos Francisco
iiuiraares. conforme solicitou V. Exc em seu
offlcio de 17 do correte, que Oca assim respon-
dido.Expedio-se ordem neste sentido.
Dito ao coronel cotnmandsnle das armas.Para
poder eu satisfazer o-que me foi exigido em
aviso da guerra de 17 do correte, faz-se
roister que V. S. me envi as fes de offlcios do
segundo cadete primeiro sargento Bernardino
Vieira Rabello.do seguudo sargento Victorino dos
Santos Silva, e os segundos cadetes Joao Wan-
derley Navarro Lins e Francirco Rodrigues da
Rocha Bastos, todos do S batalho de infantaria.
Dito ao raesmo.Transmiti V. S., para o
fim conveniente, as guias dos assentamentos do
2 lente do 4 batalho de arlilharia a p An-
\oni Luiz Teixeira Campos e de soccorrimento
do 1 cadete do 10 batalho Jos Sergio Ferreira
Jnior, as quaes me foram enviadas com aviso
do ministerio da guerra de 10 do correte.
Remetteram se tambem para idntico fin as
fes de offlcios do capito Joo Mara Petra Bitten-
court, tenente Hanoel Virissimo da Silva, e alte-
res Joaquim Pedro do Reg Barros, Joo de'Oli-
veira Mello. Antonio Vicente Ferreira da Fouseca
e Joao Manoel da Silva.
Dito ao mesmo.Envo V. S. o incluso pro-
ceso de investigago a que respondeu o capito
do regiment de cavalteria ligeira Luiz Moniz
Barrete Netto, afim de que V. S. mande proceder
a conselho de guerra, de oonformidade com o
aviso, junto por copia, do ministerio da guerra de
Dito ao inspector geral da caixa de amortisa-
cao.Accuso recebido o offlcio que V. S. me di-
rigi em 22 do correte acompanhado d flrma
original do novo assignatario de notas do gover-
_ no, Antonio Moreira de Oliveira e Silva, eem
resposla tenho a dizer que del o conveniente des-
tino a mencionada Grma.Remetleu-se thesou-
raria de fazenda.
Dito ao iospector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia V. S., para a devida exe-
cugao. o aviso de 18 do correte, no qual o Exm
sr. mioistro da marinha determina que alm das
obras mandadas fazer no hiate Rio Formoso por
aviso de 23 de Janeiro ultimo, para seguraoga do
paiol, e ni ais fcil manejo da respectiva arlilha-
Jia, nenhuma se faga naquelle navio, que des-
trua ou altere os do seu plano, approvado por
aquelle ministerio.
Dito ao commandante do corpo de polica__
Tde V.S. encajar no corpo sobseu comraando o
paisano Francisco Jos da Hora, de que trata o
seu offlcio desta data, sob n. 194.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transraitto V. S., para seu conhecimento, e
am de que o faga constar a quera competir, co-
pia do decreto de 6 desle mez, que me foi remet-
tido cora aviso do ministerio da fazenda de 15 do
. conente e pelo qual se concedeu ao bacharel Au-
gusto Elyseu de Castro Fonseca a deroisso, que
pedio, do emprego de 2o escripturario da alfan-
dega desta provincia.
Dito ao mesmo.Transmitto V. S. para seu
conhecimento, dous exemplares de cada urna das
51de11do dia d0 ministerio da guerra, datados de
32 e 20 do cerrenle, sob ns. 252 e 263..
Dito ao director do arsenal de guerra.De con-
oroiidade com o aviso do ministerio da guerra
de 16 do corrente, junto por copia, mande Vmc
ornecer ao 4 batalho de arlilharia a p os
utensilios constantea da nota, tambem junta por
copia, que acompanhou o citado aviso.Commu-
Bicou-se ao coronel commandante das armas.
Dito ao director geral da instrucgo publica
Respondendo o offlcio de-Vmc. de 27 do corrente
em que requisita despensa de servir na prxima
sessao do jury o professor de instrucgo elemen-
tar de Yenda Grande Manoel Antonio de Albu-
querque Machado, tenho a dizer que taes requi-
sigoes devem ser feilas pelos cheles das reparti-
das como o foi declarado em aviso do ministerio
da justiga de 9 de selembro de 1859.
Dito aojuiz municipal da primeira vara.__Ao
seu offlcio de sSdo corrente, respondo declaran-
do-lhe que, nao sendo possivel ter hoje lugar o
julgamento de Aotonio Vieira da Cunha, no ter-
reo de Iguarass, convm que seja conveniente-
reente adiado para tempo opportuno, devendo
Vmc. continuar a presidir os trabalhos do coose-
- Iho municipal de recurso, que est funccionando.
Dito ao agente fiscal da illuminago gaz.
Informo Vmc. qual o meio mais proficuo Ce sa-
tisfazer o que exige o inspector da thesouraria de
fazenda na 2 parte do offlcio incluso, que me se-
ra devolvido.
Expediente do secretario do overno.
Offlcio ao Dr. Alvaro Barbalho cnfta Csvalcan-
li juiz dos fetos da fazenda. S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, inleirado de hayer V. S.
xea'suraido hontem o exercicio do seu cargo -."as-
sim lh'o manda communicar em resposla ao sou
offlcio de 29 do corrente. Fizeram-se as com-
municagoei do costume.
Dito ao juiz de direito da 1* rara. S. Exc. o
Sr. presidento da provincia, manda accusar rece-
bido o offlcio em que V. S. commuoica baver no-
meado o bacharel Henrique de Souza Lima para
xercer interinamente o cargo de promotor pu-
blico dos termos de Olinda e Iguarassu' por echar-
se o eflectivo com asseoto na assembla legisla-
tiva provincial.Fizeram-se convenientes par-
lecipagoes.
BESrACHOS DO DIA 30 DK ABBIt DI 1861.
Requerimentos.
Csrneiro & Irmao. -Informe o Sr. inrpector da
thesouraria de fazenda.
Feilden Brothers, emprezario da illuminacio
gaz nesta cidade. Dirijam-se thesouraria de
fazenda.
dem idem dem.dem idem.
dem idem idem.dem idem.
dem idem idem.dem idem.
a Presidente do conselho: vou manifestar a
opinio do governo a respeito das ordens do dia
apresentadas cmara; responder aos oradores
que me precedern; e explicar-me sobre alguna
ponlos que esto por esclarecer.
Desta ninha replica excluo o deputido Fer-
rari ; nao porque o aeu discurso nao tenha sido
couito conveniente e parlamentar, mas levou a
. quest&o para um terreno theorico, e, ou seja in-
sudlciencia de conhecimenlos espeaiaes, ou pre-
dilecgio pelas cousas praticas, eu nao lh'o apro-
veitarei. Todava elle suscitou contra o gabinete
duas aecusagoes que exigem urna resposta. Dsse
que nio amava os conspiradores, |mesmo no ban-
co da presidencia do conselho. Fez-me pois a
honra de me colloctr entre os conspiradores. Ora,
eu declaro que conspirei durante doze annos,
cora todas as minhas orgas, para dar a lberdade
e a independencia minha patria (applausos.J
Conspirei proclamando na imprensa, no parla-
mento, nos conselhos da Europa para conseguir
os fins que eu tinha em vista ; Uve por cumpli-
ces o parlamento subalpino ; as provincias ita-
lianas forneceram-me illuslres e innumeraveis
adeptos. Aiada no annopassado conspirava com
a sociedado nacional; e conspiro aioda hoje com
viole e seis milhes de italianos (applausos.)
Mr. Ferrari, alm disso, eritica a nossa po-
ltica de annexages; diz qus sao para nj um
expediente, um estratagema ; que annexamos Par-
ma para fazer calar a Lombardia descontente de
certas leis; a Toscana, porque nao tiohamos co-
ragera de resolver o problema do casamento ci-

quando nao faz mais do que obrgar a mendigar
entre os outros, armas e dinbeiro, e isto nio para
garantir a independencia, mas para sustentar o
mesmo poder temporal, a mais poderosa causa
de dependencia. ( Muito bem I) O homem que
vive tranquillo em sua casa, em paz com os seus
vismhos, sem dirMas, mais independente que o
grande proprietario que exhaure e desbarata os
seus camponezes, e nao pode sabir seno escol-
tado por gendarmes. (Bravo 1 Riso ).
< Resta convencer que a egreja, e muito menos
o papa ha de ser opprimida. Muito bem 1 Quan-
do dissermosao papa : santo padre, o poder
temporal nao para vos urna garanta de io-
< dependencia. Renunciae a elle. Nos tos da-
remos as fraoquias espirituaes que inultimente
< peds ha trez seculos a todas as potencias ca-
tholicas, e das quaes apenas tendes podido con-
seguir algumas amostras por meio deconcor-
datas, que a vos mesmo embaraca ; offerece-
t mo-vos todas essas franquas ampias ecomple-
i tas, e proclamamos o grande principio : a e-
greja lvre no estado livre. ( Bravos prolonga-
dos). Os vossos amigos de boa f propem-vos
reformas que nao podis fazer, e aconselham
vos a promulgago de cdigos que sao contra-
rios s vossas mximas; insistem, censuram a
vossa recusa : vs resists e fazes bem ; nao
queris levantar soldados, para nio forgar, na
edade das grandes paixdes, os vossos subditos
so celibato, e por isso que nao tendes exer-
cito indgena ; isto justo.
Pedem-ros a liberdade da consciencia, a li-
tra o esbulho de Vctor Emmanuel;
Mura jujga dever reclamar easa parte ao bolo e
quer lanar para ai um reino de aples ; mas
os aco'.tectmenlos proseguem e se deseovolvem.
viciar Emmanuel hoje rei da Italia, e j a In-
glaterra e a Suissa reconheceram este novo im-
perio, que surge radiante e cheio de f em aeu
i.,ur0i ?" essa lngusgem ao mesmo tempo
altiva e digna, austera e eloquente do primeiro
ministro, o conde de Cavour, quando proclama
em face da Europa que so a Roma cabe a honra
de ser a capital da Italia regenerada l
Ora bem, urna de oaas : ou o papa Po IX
transigir com o Piemonte, ou ira refugiar-se em
Hespanha ; mas nao duvideis, em breve entrar
>ctor Emmanuel em Roma sem que as outras
grandes potencias se lembrem de dar um tiro de
pega.
As grandes potencias I ha acaso algoma na
hora em que estamos ? E' certa raen te para du-
vtdar. Sim, hauma potencia mais legitima que
todas aquellas, que fazem remontar sua orgem
a arca de No ; urna potencia, que foi muito
lempo desconhecida, calcada aos pos, despresa-
da e coospurcida, que outr'ora a inquisigo
combata com ftgueiras, e em um passado pouco
longinquo por ferros, prsoes, banimentos ;
vsj nomeastts essa grande potencia, ella se
chama a opinit publica I
Foi ella quem forjou a Russia, essa China da
Europa a emancipar os escravos, a negociar, a
transigir com o polacos em vez de manda-Ios
caca Siberia ; foi ella quem forgou o impera-
dor Jos d'Austria dar instituigoes constitucio-
nes seu impirio ella finalmente que impede
e imperador Nipoleo de fazer urna guerra de
para a assembla. Nunca um ministro nreten- i., a -i
de ello, pede deixar-.e insultar impunemente h^LM.!.'^!8?. Vir?e,D ?' o naes
ra por intermedio da directora da instruccio ou
hlica. ^ v
Joo Francisco do Reg Meia. Informe o Sr
inspector da thesouraria provincial.
Manoel Gomes dos Santos. Informe o Sr. Dr
juizde direito da comarca do Bonito, outindo c
juiz. municipal aecusado.
EXTERIOR.
- '--------------- vi-1 Fedem-vos a
/m.h^0 "v'm3 *?B,f pa" evi,".outr" Km- berdade do ensino" ; evidente que nao podis
culdades. E o espiritual; mas permtlta-me que conceder a liberdade de peusare de ensenar o
S-^S^-^^S^a^sSfiS1^"M
SSSarSSKSJs: ^s&'zzZrt: sr. I-
i capital natural da Italia, e o governo esta var at a evidencia aos mais incrdulos. Desde
1850 que tenho proclamado este principio ; slyg-
malisei as propostas para o confisco dos bens do
clero. Sao sinceras, por que sao conformes com
todo o nosso systema, que quer a liberdade de
todas as cousas : a liberdade econmica, a liber-
dade administrativa, a liberdade de consciencia
Plena e absoluta, a liberdade poltica, a completa
liberdade finalmente as relages a egreja e do
estado. ( Muito bem IJ
Urna vez acceita esta verdade pela opinio pu-
blica, de accordo cora a Franga, repito-o, ser
um faci consummado : ento poderemos enlen-
convidado a fazer tudo para que ella seja reunida
Italia ; mas nenhuma ha que seja mais consi-
sa, e que resuma melhor o que todos ns temos
na mente do que a de Mr. Buoncompagni.
Entre outras cousas responde s interpella-
coes de Mr. Audinot que perguntava qual a
opinio, quaes sao os principios do governo so-
bre a questio de Roma. Como,jl dsse, como
diz a ordem do dia de Buoncompagni, Roma de-
ve ser a nossa capital; nos o proclamamos des-
de j esem hesitago.
Mr. Chiaves disse que esta declarago
Se nio sea o signal guerreiro, deremo-lo
essa nova aobertna, cheia de forga e de graca de
poder e de imperiosa energa.
Desle modo eitamos agora mais tranquillos ;
nem a Inglaterra nem a Prussia, nem a Russia
querem a guerra ; a Austria est em plena reor-
ganisago, e tem tanto a fazer para nao chegar
urna dacomposigio, por quinto eu nao queriria
levar o optimismo ponto do negar que na Hun-
gra se acoberta ama revolta com os revolucio-
narios italianos, que poderia alear na Europa um
incendio terrivel, ao claro do qual muilos go-
vernos se dissolveriam e desabariam.
Resta a Franj; sabe-se o fim immutavel,
que tende a poltica napolitana: a reivindica-
gao das fronteiras naturaes e a disforra de Wa-
lerlco ; masoprsprio imperador tem que lutar
em seu paiz ; o tartido ultramontano em Franga
nao est to moito como se o suppuoba, elle
no senado
homem de
- que esta declarago
no entende effecluar lasa transferencU da capital ella mT, ^^X^TZZleD 9nder-no3 com ^em ~"f no tc"P<> legislativo. O homem de
Na sua opinio, a prudencia exlaiiTaua na- f.n.V?f a CaS0 .80 ap-re9en MSe sem a-ue a dou' da dez(mb. <> mesrao que affogou no san-
dissem Roma, nao^ porque i a nossa canlml re -~-9U9 nf099a Prte. nio seriara para nos as gne a repblica da 1848, tem tido nfedo do iso-
^"^nci" funestas. Para chegar a este re- lamento, tem lid* duvidas diante dessa Franga,
h. i*8 i0*0' ne?ess"! ?ue governo te- oroa e chorosa, que applaudida machinalmente
nna wn a rorga moral tossirel. | as gloriosas cohortes, que voltaram da Crimea e
t Appello para os autores das diversas ordens i "la Italia, essa Franga, que nao sabia mesmo cho-
ao ia, tao semelhantes na sua essencia. para que i "r mais suas cadeiis ; Napoleao III restabeleceu
reunam os seus suffragios ao de Mr. Buoncom-1,
pago, a mais conveniente e a mais explcita de
"-----.- -- w pv caicjo usa todas ; proclama Roma como capital da Italia
nossas tronleiras ; que all baja urna grande ci- oslabelece a liberdado plena e absoluta da egreja
dade, mas que esta cidade nao tenha urna his- e reconhece a necessidade de um accordo com a
loria como a do Roma ; que seja Aquilea, por Franga. D-nos a cmara, pela sua unanimi-
exemplo accreditaes vos, que fosse fcil obter
das potencias a aboligo'do poder temporal nesta
porque a justiga e o nosso direito assim o exi-
gem. No meu entender isto um erro grave.
O argumento da necessidade absoluta dessa
capital, da impossibilidade de manter a Italia
em paz, o nico que pode vencer as resisten-
ciaa do mundo catholico.
Suppomos que a sede do papado esteja as
a tribuna; preferio ouvir ataque e discutir sua
poltica, do que ficar por mais lempo sostnho pe-
rante o golfo da indifferenga publica.
Hoje que a vida poltica renasce em Franga ;
onde tem encontrado um brilho dessa eloquenca
parlamentar, que radiava outr'ora no mundo
parte do nosso territorio ? Feriamos valer os
nossos direitos e justiga; responder-nos-hiam
que em poltica nada ha de absoluto; que os
nossos ioteresses nio pdem prevalecer conlra
os interesses geraes da humanidade. Mr. Cha-
ves faria bem depois disto de ennunciar os prin-
cipios ; o ministro dos negocios estrangeiros fa-
rii melhor em so fazer assislir de todos os dou-
tores ora direito internacional que ha no mundo,
mas a Europa nio se persuadira.
E' pois prudente fazer esta declarago ; anda
mais, necessaria ao xito das uegociages que
possam estabelecer-se nesle sentido.
h \ -auoro, pea aua unanimi- iwiameniar, que radiava outr ora no mundo
nade a forga necessaria ; d'esta que jamis pode i Napoleao tjmbem forgado a lomar em conside-
histona da humanidade. | rago a opinio publica IEis o que nos Iran-
o Mr. Chiaves disse tambem que perigoso
transferir immedialamente a capital para Roma.
Tomando o seu discurso ao p da lettra, nos de-
veramos fazer a educago do povo romano antes
de ir a Roma, e esperar por consequencis urna
ou duss gerages. Eu nio quero ligar nem o
ministerio, nem a cmara obrigago de partir
para Roma logo que ella estiver livre; claro
que essa transferencia ha de ser assumpto de de
L-se no no Globe .
O reconhecimento offlcial por parte do gover-
no inglez do novo reino da Italia, anda que nao
deixava de maneira alguma de ser esperado,
satisfatorio na parte em que serve de complemen-
to a posigo que a Italia oceupava na loglaterra
durante os ltimos dous annos. Ninguem pre-
tende negar o facto de que a Franga comegou a
obra, e de que foi ella que langou a primeira po-
dra no novo edificio quedeu a Lonbarda' Sar-
denha. Nao temos o menor desejo de nos en-
tregarnos a comparagoes ociosas entre a attilu-
de da Franga e a attitude da Inglaterra a respeito
depon da concluso da paz de Villa-
quilisa.
Permitli agora que eu abandone o terreno da
grande poltica para eonduzir-vos urna sceoa
mais restricta,a da Blgica.
O ministerio Rogier Fiere respira anda, porm
seu hlito nao promelte mais ser de longa dura-
go. Daqui poucos dias o senado comecar a
discutir a queito do ouro, e bem que sua'com-
misso tentia regeitado o projeclo de lei do Sr.
Barthelemy Dumortier, tendente a a dar curso
legal ao ouro francez na Blgica, a lei pasasr
com urna grande maioria. O ministro das fl-
naogas lutar anda urna vez com sua eloquenca
fogosa, com sua eloquente sciencia, em apoio de
sua conviccio; mas elle sabe de antemo que
pleitea urna causa julgada de principio, e por
isso j tomou suas medidas, acaba de alugar um
palacio, que trocar pelo da ra da lei.
Seus collegas, que prudentemente abstiveram-
se de tomar a palavri no debate do ouro perante
asegunda cmara, lo escaparo suasorte com
difficuliade. Ha neste momento duas densas
nuvens no horisonte ministerial, quenada presa-
giara de bom. E' primeiro qua tulo o tratado de
eommercio com a Franga. As negociages fo-
ram sbitamente rompidas quando tudo pareca
terminado com a maior satsifagio das duas partes.
Estando concluido o tratado, j se passavam
Iimpo os documentos para as ratificagoes, e ape-
nas linham algumas questoes sido reservadas
para artigos addicionaes, eis seno quando o go-
; verno francez semana passada expoz a singular
da Italia
franca.
Nao fazemos mais do que revndicar para a
poltica ingleza a dignidade, a perseveranga e os
justos respeitos pelos interesses nacionaes. Lord
John Russell entendeu dever primeiro protestar
conlra as tendencias dos flibusteiros que o gabi-
nete de Turin nao tnha podido conter, depois
liberages do parameVto"; pYrqu o""um ue- cEma Pnn"raa.e.n5',-da esiuad" fr?nceza em
godo da competencia do poder execulvo. O ne- Sissiral^n Sf,!? Vene"' Na0 houve ,
gocto ha de aer maduramente examinado, e con- SioTomaiZ l^L.',? eStud na 8ua cam.Panba
sumado com todas as precaugdes necessarias. Mr. SSTSmiSLl VLZl 8vmpre a V** h??u'-
Chibes peder ento fazer valer as sua, difflcul- BSSS& VSSZSSk 2E
Tenho um arr.soado que accrescentar ^tSnStoF^A'^j^i""
que appresentaram os preopinantes com tanta'. Convencida de que Victoemmanuel r'enre
elegancia ; urna demonstrago pelo absurdo, 'senla estas garantas de prosDOridodloerman'
Suppomos que estando Roma reunida Italia, a te. a loglaterra ^JSSSSTJSST!e^ i
espita nio fosse para all transferida, em coose- um anligo alliado naturaT Sai nin nnnn ?\.! I?S ran" SemaDKa. >>aM,ta fx-poz a,.9,D8ular
quencia de rtstaculos invenciveis; toda a Italia interesses bem entendidos "a Austria" E' urea fr.f!"-1' i q7 0bter a" BcelglCa Uwl en_
ficana agitada, ha vera urna lula entro aquelles fortuna saber quepor ma^^rresislfel m alcools/rancezeS. Se eu vos disser
que qu.zeasem a transferencia e aquelles que a as BfswrapatUM pU nSr!& ilf^t 2?9 ,Belg,.Ca P88Ke 22 8lacmb,.,l!,. que pagsm
contranam; e se nesse momento, urna reunio tantos motivos. hXnsmts^mSSSSallllSTSST^ a0 ,hesouro 5 milhoos de francos
do parlamento acabasse de ter lugar, 180 ou 200 n iK^Ugam a STSS JS^STSSS^ "wT T'lhares de P!rarios.
deputados do meio dia se lornassem a encontrar Austria seja o nosso alliado natural ef.^i *vnhmienu fcilmente que os negociadores
na sua v.agera para o norte, em urna das ft^\^^i^S^X^^J^^m\^ttiot'^S. acceder a es'? pedido. Le-
gas da cidade eterna, nao poderiam elles encon- bate os mesraos rivaes e X ella tenha os rnT,' 0U"Se- "T 12" qU6 8C ,Te8Se marcad
trar-se all reunidos por urna forga oceulta e reos interesses que nos n'uma ou.liS atwS&L i u Pr<>"enw*"
mystenosa ?.... i i?re UDd. f q"" ?,uestao' "Ilalla Como o tratado actual expira em fins de ma o,
. Conesso que esta a perspectiva que se me' tural da livre oSaterr. Um' 'll,iaa na" ******* qoe ascousaslse conservera neste p\
offerece; quando pdennos ir a Roma, sem pe-1 < Quanlo aos boatos aua tendera a f7Br rr- !.minis,er-10 Ju.,Pa nao deTer cedera essas exi-
ngo para o Estado, depois de haver examinado dtar que rebentar ,,m-?r 22" S.e?cias. e nao pode obter que o governo impe-
tudo bem. o m.is'dePrPessa o melhor (."puj! TSS+SmE VBVSSSSL SpfiT2 T***' fr58? S6-r que
os. rr dentro em smos a TtlJ. 2 ^1S9'P"ao re recorra oulros homens, que acharao tatvez
hontemis,e,0arqe8,ao *%&% *!*** 5KS?5Siit.iSfi.ftff5f:"
hontem ; torno a oceupar-me dalles. Querer-se- : so.e niotemos a recelar era 1861 um //nn.i
bu .que eu conlasse de novo os delilhea das ne-i err como foi o atsq d. asira era 1859 A
denosjornaes. que se communicam nos parla- Italia teem necessidade "a%a LaSS* ..
mentes, perderam o seu valor (Riso ] Pdem suas novas instituigoes P wnwlidar as
K".'1*01" fados consumados, e expor o con- [Jornal do Commercio de Lisboa \
jnete de urna negociago; mas aquelle que os I usboj.)
Sr,uPeDS,aKTle8noeT!"oque el,es hao produzr no publico europeo do que na impresso' NAMrurn
que ha de receber o destinatario. E' muitas ve-1 BnuellaTlVahrU
*^r-Asrawissr2sK ssasT-S 3ut -"
suss vistas lio claramente quanto foi oossivel I nnta-u(T,"! J 0l, en,ent?. horaem
convencendo os c.thoiiCo.q de bo.^TvS | S.. .^r.lK'o.iS'aitSS.'d.
* w---- a>v iiiounai | 1IJ L
como n Guillerv acab de faze-lo .
Por lm, depois de um tempestuoso debate.
gragas palavra conciliadora do veneravel De-
l'.t1* ?uillery "tira as expressoes isto
nao verdade. rendando homenagem ao carcter
e ao talento do Sr. Frre Orban, a quem esteode a
mao em s:gnal de conciliagio. O ministro faz o
mesmo ; roas o addiamento da diseusso do cr-
dito da arlilharia foi votado pela assembla.
Quarla felra prxima continuis as cmaras, e
esia queslao vai ser posta brevemente em ordem
do da.
Como vedes porconseguinle a primeira nao
prospera para o nosso gabinete, o qual no outom-
no passado eslava em toda a plenitude de sua
torga e de sua influencia.
Nolai bem. se elle escapar estas duas questoes,
que acabo de enumerar, apresenta-se urna ter-
ceira muito mais grave anda,sio as eleges
do mez de junho. A lula eleitoral ser ardente;
os clencaes teem tomado coragem, e vo met-
ter era jugo toda a sua influencia, todo o seu
clero bem amestradosnestas sortes de operacoe
para alcangarem a victoria.
Vctor Hugo, o Ilustre exilado, e seu filho Car-
los Hugo, ha alguas das esli em Bruxellas.
Pretendem demorar-se algum tempo na Blgica.
interior:
jubui mera lueiD.uem dem. a.a. a _._ d._-----TI < '" uo er" u,u moraenio em que de um ouim inmn h
causa de opresso para a egreja ; persua-
- diodo-os de que a independencia d'esta ha de
pelo contrario ser augmentada, d'esta maneira,
digo eu, que se ha de chegar a um accordo com
a Franca, representante natural da sociedade ca-
tholica n'estegra jde debalte ; ealio se produzir
um ajaste cora o papa, assim o ereio flrmamen-
trt A P flan a nu4.;> ftCd ... >nk..-it.____
destrmgoes e de morte. Todo o mundo prepa-
I ra-se para a guerra, a Europa um grande
campo armado que espera com anciedsda e im-
paciencia, cora terror e com curiosidade, o prl-
me.ro signal da Irombeta guerreira ; e np ea-
,',|0'V' ? 8i0al- mei d margo pas-
.-----*----- v'vi "iu w nciu uiujouicd- SOu-so felizmente n intiimni *.
4> SMB?TSa SS.STS,,V'
E isto que exprime multo' bem a o\
da Buoncompagni.
< Esta demonstrado que a these da inaepen-
dencra do papa pelo poder temporal um erro
Discurso do eonde de Cavour proferido na ca- denculo^7p77eloU pHoder tem 'ib'1 uTlfrm Sfr.dAa ?**&*"m* o imperado"r
a Franga mais tratavel.
Depois disto temos o crdito de quinze milhes
de francos para a trausformago da arlilharia se-
gundo o systema prusso, j a diseusso deste
projecto de lei fez surgir um incidente e occasio-
nou um acto de um presagio bem mo para a
adopgo desta lei. Era alguna dias antes das fe-
rias de Paschoa. O ministro do interior pedia
a vista da urgencia evidente do projecto que se
fixasse a diseusso delle antes das ferias ; mas
tal nao foi o parecer da direita e do exUemo da
esquerda.
. ,0. Sr.Coomans (da direita) e os senhores Go-
btel e Guillery (da esquerda] pretendern que o
ministerio quena arrancar um voto de improvi-
so, e isto em urna questo, na qual o ministerio
da guerra carecer todas as vezes de muitas se-
manas para responder as questoes da seccio cen-
tral encarregada do exame deste pedido do cr-
dito.
O Sr. Frrc, ministro das Gnangas. admira-se
deste proceder da cmara em urna questo de
defeza nacional, que nio soffra addiameoto; e
sustenta que o ministerio da guerra sempre res-
pondeu em tres das a todss as perguntas pos-
si veis.
O Sr. Guillery contesta este facto: o ministro
o repele com vigor, e entio que o primeiro, ar-
restado por nao sei que desejo de provocar urna
sceoa violenta, retruca ao ministro Uso nao
verdadeI
O Sr. Frre IevinU-sa tremendo, e cheio de
ndignago exdama:
Sr. Guillery, mentate I a
Um tumulto horrivel acompanha estas pala-
vras. A dlrtita e o extremo da esquerda con-
fundidos em um doce accordo gritam ordem.
presidente nao sabe o que fai, e chama outrs
vez a ordem o ministro, Este protesta e appella
Espirito Santo.
Victoria, 30 de margo de 1861.
Da nossa ultima para c, o facto mais impor-
tante que temos de referir hoje a chegada do
Sr. Dr. Jos Fernandes da Costa Pereira Jnior,
presidente nomeado para succeder so Sr. Dr.
Souza Carvalho, que nos deixou bastantes sau-
dades.
S. Exc. veio de Campos por trra, e aqai che-
gou no da 20 do corrente, s 5 horas da tarde
pouco mais ou menos. Descangou um dia, e no
segumte prestou juramento na cmara municipal
ora todas as formalidades do estylo, e entrou em
exercicio do elevado cargo com que o honrou S.
M. o Imperador. Esta nomeago tem sido geral-
raente applaudida, pois o Sr. Dr. Costa Pereira
moslra ser mogo de talento cultivado, circuns-
pecto e de maneiras delicadas para com todos que
o procurara para visitas de compriraentos ou para
servigo publico.
Alheo completamente aos embates da tempes-
tado eleitoral, que felizmente j passou, estamos
convencido que elle fir urna administrago que
corresponda aolisoDgeiro conceito que formamos
de suas luzes, promovendo cora afinco os verda-
deros interesses desta provincia, que para pros-
perar s lhe falla populago laboriosa e empre-
nendedora.
No dia immediato i sua posse visitou todas as
repartigoes publicas, quarteis e enfermara mili-
tar. A este respeito o Provinciano disse o que
me parece acertado aqu transcrever, e o se-
grate :
Victoria, 26 de margo.
a No d.a 23 do corrente S. Exc. o Sr. presiden-
te da provincia visitou todos os quarleis e repar-
tigoes publicas, sendo acompanhado nesta visita
pelo Sr. 1 vice-presidente Liroa e Castro, e por
quasi todos os officiaes da guarnigo.
Consta-nos que S. Exc. mostrou-se satsfeto
ao que vio e examinou com olhos perspicazes.
excepto o quarteldo corpo fixo, que na realidade
nao so est em lugar improprio, como sem as
proporgoes de um estabelecimento desta ordem.
Os soldados, alm de incomraodados pela pe-
quenhes do edificio, acham-se privados de van-
lagens indispensaveis para suavidade da vida pe-
nosa de sua classe, digna sem duvida dos serios
cuidados do estado, a quem servem com dedica-
gao e fidelidade.
Por esta razo de urgente necessidade re-
mover-se a enfermara militar da casa em que se
acna para outra mais esoagosa e em condiges mais
hygiemcas, como S. Exc. tambem reconheceu
quando a visitou naquello mesmo da, e nos in-
forma o intelligenle e zeloso encarregado Dr. Flo-
rencio.
Tambem j visitou o hospital da Santa Casa da
Misericordia, e nosdizem queachou-o melhor do
que esperava, em relaco aos seus raingoidos re-
cursos, gragas zelosa administrago do Sr. ex-
provedor Gama Rosa, desaudosa recordago para
aquelle po estabelecimenlo.
O Sr. Dr. Lima e Castro deixando a adminis-
trago desta provincia, na qualidade del" vice-
presidente, vo'.tou a exeicer interinamente o car-
go de chefe de polica, que eslava sendo exercido
pelo Sr. Dr. Benigno, que por isso reassumio a
sua vara de juiz municipal e orphaos desta ca-
pital.
Pelo patacho Nova Providencia, que hoje aqu
chegou, tivemos noticias dessa corle al 24 do
corrente.
Ento soubemos que a falla de vapores neste
mez foi occasionada pelo sinistro que soffreu o
Juparan em seu passeio de experiencia.
Se merecessemos mais considerago, certamen-
te a companhia Espirito-Santo teria fretado al-
gura_vapor para nao infringir o seu contrato, que,
se nao nos enganan-os, lhe impde a obrigago de
mandar-nos um mensalraente. Estamos to perto
da corle, e entretanto as nossas communicages,
alm de irregulares, sio demoradas I
Do reste do imperio quasi estamos segregados.
Urna carta da provincia da Baha, que nossa li-
mitrophe, quasi nunca nos chegou em menos de
15 das I
E isto porque acontece 1 E' porque nao ha re-
medio, se nao se nos conceder a escala dos pa-
quetes da companhia Brasileira, sequer urna vez
por mez I "
J que estamos na mania doa vapores, vamos
dizer-lhe que ha dias aqu appareceu um indivi-
duo, a pedido de outros dessa cOrte, procurando
informar-se das vantagens que ltimamente a
nossa assembla provincial concedeu a qoalquer
companhia ou emprezario que establecer na ba-
ha desta capital urna navegagio a vapor para os
portes de Ilacib e villa do Espirito-Santo, cada
ara dos quaes dista de nos pouco menos de tres
milbss.
Demos-lhe todas as informagSes, e elle pare-
cen compenetrar-se das grandes vantagens que
obter, pelo menos em um futuro muito prximo,
quem realisar essa navegago, cujo costeio men-
sal talvez po?sa fazer-se com a subrengo de 500J
que se acha autorisada, visto como ha grande fa-
cilidade de achar-se boa lenha para economa do
carvo de pedfa.
Por aquella primeiro porto commualcam-se
muilos fazeodeiros do aul e do centro, inclusive
os colonos de Santa Isabel, que j trazem ao mer-
cado bastante of e diversos cereaes, e da Santa
Leopoldina, que muito promettem nossa la-
voura.
E pelo segundo porto se communicam os habi-
tantes da mesma villa, e de todas qua ficam no
litoral, do lado do sul. Estabelecda essa navega-
gao, estamos persuadido que a villa do Espirite-'
Santo tornar-se-ht o nosso S. Cbristovio o
Ponta do Caj, at porque nella que se acha
fundado o convento da Nossa Senhora da Peoha
essa maravilha do mundo catholico, de qae me-
recidamente tanto se tem fallado em prosa e ver-
so, e que constantemente attrahe grande numero
da derotos que alU to fazer u suas romaria, e
J?L \"- ,BcanLe rererenc'- Permuta ella que
a sua baha seja brevemente sulcala por esse ve-
hculo de progresso e civilisacio.
7 de abril.
rn- uV Hnlem q'J Bnd< o Juparan, que-
r. J d.^r graude Dun,ero de PeM0 desta
capital, e todos se mostraram satisfeitos com a
hin. ".'ST da embarcaa. o forga da ma-
nnlin h0'" Kd?"*? a',eMS "harnalo e m
pos.gao dos beheftaa ; razio porque a companhia
SrVn.' 'gDa,<,a graUda d"'a ProvinciaP pelos
esforgos qua tem empreg.do par. offerecer-nos
" T,Pr em q e v. o til combinado
com o agradavel. Dos a proteja, para ea-
rantia dos seus ioteresses e proveito nosso.
Hoje chegou o Macahense, e hoje mesmo $e-
BSeX SS1*. Anibos e8,ea "P" fm
baldos de noticias importantes.
ni!?id 8.d corrente ,8T8 i"gr na villa do Es-
pinh. f a poniPosa fe'a de N. Senhora da
misiva qUem Cm Pfazer J lhe fallamos nesta
Immenso foi o concurso de povo que cruzava
-rw?01"' SS ruas.deMa *>Ha. reinando seraje
Snnn 8C9g- P"?b,ic(>.. Bfa5.s boa ndole dos
nossos comprovinctano, inda mesmo os da classe.
Avallou-se era mais de tres mil almas o nu -
Snri. a rr!Tn que-de ,od0.8 9 PDt08 da Pro-
vincia e ra dalla vieram abrilhantar essa festa
de respeito a admragio.
De Campos veio o vapor fferme* pejado de pas-
"geiros alguns dos quaes eram distinctos cava-
Iheiros daquella heroica e religiosa cidade. Ama-
r i Ter& ea-tar aqui de Tolta deS- Matheus o
nnSo iZtuV-r p0r iss0 hoJe concluiremos a
nossa larefa, conforme permitlir a nossa traca in-
tolhgeocia e esossez de conhecimenlos
Antes porm desta concluso, devemos noti-
ciar-lheque o Sr. Dr. Costa Pereira muito se tem
dedicado ao seno estudo das nossas colonias, que
nos consta ir visita-las brevemente. Assim pro-
cedendo, S. Exc. mostra-se compenetrado de
urna verdade que temos proferido muilaa vezes
apezar de enxergarmoslpouco ; e vera a ser que-d
futuro desta bella provincia essencialmente depen-
de da colonisagao. em todos os sentidos.
Basta, que desla vez fui estirado.
{Cartas particulares.)
'.-
RIO DE JANEIRO
S3 de abril de 1861.
na sessao de hontem foram apresenlados os so-
guiutes pareceres de commisso :
Eleicao de Pernambuco.
(l.districto.)
A segunda commissio de verficago de pode-
rea, tendo examinado com a de vida attengo as
actas da eleigao do Io districto da provincia de
I ernambuco. vera offerecer o resultado do seu
exame as conclusdes e observagies seguintes:
O referido districto conste de trese freguezas,
que dao ao todo Iresentos e noventa e dous elei-
tores, e que se reunem era dous collegios. um
na cidade do Recite e outro na villa de Pao do
AllO.
O.collegio do Recife compe-se das quatro fre-
guezas da cidade, que sao a de S. Fre Pedro
Gongalves do bairro do Recife, Santissimo Sacra-
fuSuLt Jose do bairro de Santo Antonio, a
santissimo Sacramento do bairro da Boa-Vista a
mais das freguezas de Nossa Senhora da Sauda
do Pocoi Panella, Nossa Senhora da Paz dos Aro-
gados, Nossa Senhera do Rosario deMuribeca.
Santo Amaro de Jaboato, Nossa Senhora do Ro-
*" d Varzea- eSan Lourengo da Malta.
, O collegio de Pao d'Alho, compe-se da fregu-
Vil J"2bo EsP'rilo Santo da villa de Pao do
Alno, de Nossa Senhora da Gloria do Goil. e da
Nossa Senhora da Luz.
Deste segundo collego a commissio s vio as
actas da eleigao primaria da primeira fregueza.
que foiteila regularmente, porque as das outras
duas nao foram remettidas cmara dos deputa-
dos. Mas, tendo o collego mencionado o compa-
recimento e votago dos respectivos eleitores sem
observagao algunn, teem elles em seu favor toda
a presumpgode legilmidade.
Do collegio do Recife nio houve irregularidada
e Dem reciamago al .urna as seis freguezas de
fora da cidade; as quatro porm de que esta sa
compoi houve protestos e reelamages, qua
a commisso apreciou com inteira imparciali-
dade. r
Fregueza de S. Fre Pedro Gongalves -Dous
mamaros da mesa, que representar a turma dos
supplentes, apresentaram um protesto no dia 3 da
Janeiro, quando tinha lugar a segunda chamada,
allegando suppostas arbitrariedades e violencias
pelo facto de haver o presidente da mesa requisi-
lado alguma forga para manler a ordem, que es-
lava sendo atacada na matriz, onde alguns tur-
bulentos commeltiam insultes e desacatos e j ha-
viam rasgado as casacas de um cidado votante,
de um inspector de quarteirio e do proprio presi-
dente da mesa.
Pretendem no entanto os protestantes que a re-
ferida forga tinha por fim exercer coaego no ani-
mo dos votantes e impedir a conveniente inspee-
gao que lhes competa exercer sobre os trabalhos
da mesa. Mas, a maioria desla responde a taes
allegagoes, que nao se fundam em factos verifica-
dos, e simplesmente em desconfiangas e conjec-
turas, transcrevendo em seguida na acta urna pe-
tigao que lhe foi dirigida por varios cidados pe-
chado garantas que evilassem a continuago da
taes desacatos, o que determinou a mesa a lomar
a providencia indicada, com o fjm de garantir a
liberdade Individual.
A commissio pois, vnrto que nenhuma arguigao
positiva se fez, e nem outra qualquer reclamaco
em todo o correr da eleigao, que terminon no dia
8 de Janeiro, entende que a referida eleigao cor-
reu regularmente e est no caso de ser a poro-
tada.
Fregueza de Santo Antonio.Neata fregueza
ha tambem um proteste, asgoado pelo presiden-
te da mesa e mais dous mesarios representantes
da turma de eleitores, no qual se allega coaegao-
gerada nos nimos dos votantes a da maioria da>
mesa pelos factos que se deram na mesma fre-
gueza e na de S. Jos; coaegio que, segundo
afrmam os protestantes, vedou mesa o livre
reconb^cimenlo da ideotidade dos cidados qua-
UQcados.
Osdoos membros da minora porm contestan
essa allegagao, que om verdade a commisso nao
5. .uac r ;ufficienle P" produzir a nultidada
aa ueigio, visto que os proprios protestantes, em
irt'uV* Dai m6A*' a nao iulram precedente para
aqia-ia aflm de que nao coatinuaase a correr sob
a mpressio que denuncam.
Fragueita de S. Jos.Houve netas freguezi*
a lula renhlda e incessanta em os partidos e en-
tre a minora da masa ; do choque dos partido,
que se foram s mios, resulten infelizmente a
morte de um cidadao, a deaae facto lamentaveU
que a commisao altamente atygmatisa bem como
do ardor excessivo com que as duas fraeges da
mesa se disputaram otriumpho, resultaram iguil-
mante protestos e reclamagcies repttidas, suspen-
wo da eleigao, officios de goveraa a providencia
Apaar porm da todo o occorriJo, que, post
perturbassse a calma com qae deria seguir o
precesso eleitoral. lodavia o nio affectou em sua
marcha substancial at i ullimaclo dos trabalho*


'<
3L-;,
ti)
14R40 DI ffEBianUGO. SE1T4 FE1&A J Of MAIO M lMi.
___

entende aCommisaio quesedeveapprovar elei-
cao deesa reguexia e considerar validos ot seas
leitore*.
Freguezia da Boa-*Hata.Ne*a l^fto. fu*
lili correu tranauilla regularmente, ha tam-
nem uro protesto, assignado taniaatsesas fila *e
tanto Previo Ferreira Cali, o qual, tabre ser
1MM1 lo d*peUs*es*ecido 4a etafeie, nao i aeemaatrhado de prora alguma,
contis lm disto alleg ages uters sem fun-
damento legal.
Suas arguiges consistes, porexemplo, em que
a membro di meta Simplicio Jes de Helio,
parete afflm do juiz de paz presidente por ter
asado com urna tobritihB deste, aajim ose des-
vian tunecionar conjunetaraent*. A coomiaao
porm nao v que aemeWiante incompetibiiidade
contra apoto na leajitlago eleiloral.
E' aioda um ponto de arguigao no iodlcado pro-
testo o haverem tobado iaterease a ek cao al-
guna empregadoa pblicos da alfandega, cornula-
3o, etc.r o que entretanto nao pode ser objeclo de
serio reparo.
Contesta igualmente o protestante a legitimida-
ter fuoccionado do da 7 de Janeiro em disnte. e
procura apoiar-se nesto ponto nos airars de 22
. Tendo porm o governo geral annullado a eleicio
ale toreadores e juizes do paz a que se proceden
em sotembro prximo paaeado naquella fregue-
xia, claro e fundado em direito que a juriadic-
$ao do referido juiz de paz Ac prorogada para o
exercicio do fonegea eleiioraes al que baja
naquella freguezia ores juizes legtimamente
eleitos.
O eleitor e membro da mesa Simplicio Jos de
- Mello refuta cabalmente no seu contraprotesto
esses e outras arguigoes evidentemente fundadas
tanto m ais quanto, representado na mesa o par
lido a que perter.ee o protestante por dou raem-
iros eleitos pela turma dos supplentes, nao appa-
rece da parte dcstes reclamago alguma durante
todo o correr da eleigo.
E porlanto a comrcissoo de parecer:
1o, que aejam approvaaas todas as eleigoes pri-
marias do dislricto, o reunida a votago da fre-
guezia de S. Jos, que foi tomada em sepa-
rado;
2*. que sejam assim reconhecidos e declarados
depuiados pelo mencionado dutriclo os Srs. vis-
conde de Camaragibe, que obleve 277 votos, cou-
selheiro Francisco Xavier Paes Barreto, que ob-
teve 263, contados os de S. Jos, e Dr. Antonio
Epaminoodas de Helio, que oble re 242.
Salla das commisses, 22 de abril de 1861.
Amaro Caroeiro Bezerra Cavalcanti.Dias Vai-
ra.Gasparioo. Paula Fonseca.Figueira de
Mello.
Eleicao do Etpirito Sanio.
A provincia do Espirito Santo, que coosiitue
wn nico dislricto eleiloral, eeste composto dos
collegios da Victoria, Saola Cruz, S. Matheus e
Benerente, d conforme o disposto no Io do
art. Io da resoluco de 18 do agosto de 1860,
dous deputados assembla geral.
Presentea I terceira commissao as actas do Io
2oe 4 collegios, a da apuracao geral, remetlida
pela cmara municipal da capital, bem como as
portaras do respectivo presidente, flcou ella in-
teiradas de que foram por estas lirado em 147
o numero total dos eleitores para a referida pro-
vincia.
Collegio da Victoria.Das iudicadas actas se
v que se guardaram todas as solemnidades le-
gaes as eleicoes primarias das freguezias da
Victoria, Queimado, Viauna e Cariacica, nao da-
ado-s fados que as possam uvallider. Contra
a do Espirito Santo, poim, sendo em dous pro-
lestos.insertos as actas de 30 o 31 de dezembro,
argida a mesa de arbitraria e caprichosa, por
ter recusadj algumas listas de individuos que
alias votarsm na ultima eleigo municipal, foi do
parecer a commissao especial do collegio que se
lotnassem os votos dos seus eleitores em apar-
lado. Nao constando que esses protestos fos-
sem sustentados por documentos, eu outra es-
pecie de proras, esto no caso de nao merecer
crdito.
A commissao pensa por differente modo, quan-
to eleigo da freguezia de Carapina, cujo pro-
cesso contm faltas insanaveis. Do parecer da
commissao especial do mesmo collegio so nota
-que estando qualificados 133 votantes, e nao leu-
do comparecido 29, necessariamente deveriam
ser encontradas na urna, nao 107 cadulas, que
nglobadamente se apuraram, mas 104, numero
este que, reunido ao de 29, perfaria o inscripto
na quelisago. O excesso de 3 cdulas, por
insignificante, nao seria digno de repiro se.com-
parada a votago dos eleitores e supplentes, nao
fossede2 votos a differenga que existo entre es-
tes e aquelles, e de 1 apenas quanto ao 1 sup-
plente ao ultimo eleitor.
Notou, outrosim, a dita commissao que se nao
tinha organisado o rol dos votantes que nao acu-
diram primeira chamada, e pela qual deveria
a mesa fazer as seguiotes, bem como nao haver o
juiz de paz presidente da assembla parochial
auounciado o dia immediato, linda a seguoda
chamada, pan se proceder terceira, embora
fosse recommendada esta formalidade pelo artigo
48 da lei de 19 de agosto de 1846.
Podendo destes tactos, assim como do de ter-
se contado as cdulas recebidas, concluida cada
urna das referidas chamadas, inferir-se a viola-
code urna em prejuizo da verdadeira eleigo,
pondo elles em duvida qual das duas parciali-
dades que pleitearan] a da freguezia do Carapina
caberia o legitimo Iriumpho, procedeu em regra
o collegio quando separou os rotos dos 5 eleitores
a dessa freguezia.
Collegio de Santa Cruz.Este collegio com
posto das parochias da Serra, Nova Almeida,
Santa Cruz e Lioharcs. De sua acta se depre-
hende que as eleicoes primarias e secundarias
correram com|placidez e necessaria regularidade,
posto na freguezia de Santa Cruz se imputasse
maioria da mesa o fado de serem por ella repel-
ladas as cdulas de 30 ctdados que se diziam
qualiticados, como consta de um protesto assig-
oado por 18 votantes, que foi transcripto na com-
petente acta* Este protesto por nao provado,nao
deve ser aceito, principalmente nao iofluindo.
quando fosse o fado averiguado, para alterar o
resultado da eleigo.
Collegio de Benevenle.Fazem parle deste
collegio as freguezias de Guarapary, Itapemuim,
Benevente, Cachoeiro e Alegre. Estando fizado
para a do Cachoeiro 2, dera ella, nada obstante
10 eleitores.
Reparada porm esta falla pelo presidente da
provincia, visto ter ordenado em portara de 14
de Janeiro que s fossem recebidas as cdulas de
dous eleitores mais votados, lomou em separado
o collegio os votos dos que excediam quelle nu-
mero.
Com excepeo da freguezia de Benevente, to-
das as outras execataram as formalidades le-
gaesnas eleicoes a que procederam em dezembro
ultimo. i
Eucoiitrara-se na de Benevente defeilos e vicios
substanciaes. que no entender das duas commis-
ses do collegio nulliQcam os diplomas dos res-
pectivos eleitores.
Depois de estar a mesa organisada, e haver
funecionado at 31 de dezembro, dia em que fo-
ram perturbados e interrompidos os seus traba-
Ihos. e 8lo quando j se tinha terminado a pri-
meira chamada, o juiz de paz que presidia aelei-
rao adiou esta para 13 de Janeiro do corrente an-
co. Nesie dia, em vez de observar as disposi-
es do artigo CO do citada lei de 19 de agosto
de 1846, e dos 1 e 2 do aviso de 19 de outubro
de 1818, muito polo contrario as infringi, j pelo
ficto de inutilisar as cdulas que estavara depo-
sitadas na urna, e j pelo de proceder a orna no-
va eleicao, embora para ella foaae incompetente
visto estar findo em 6 do predito Janeiro o qua-
trienio para o qual lbe foram conferidas as attri-
buiedes de juiz, atiento o aviso de 13 de dezem-
bro de 1860.
Exposla por esta forma o que hi de nolavel
as eleicoes de quo do noticia as actas dos tres
collegios, deve a commissao ponderar que nao
foram sujeitas ao seu exame as do collegio de S.
Matheus ; mas, em face do exame que fez sobte
a acta da apurago geral, se conclue perfeila-
mente que a rotaco dosse collegio (20 eleitores)
recahio em sua unanimidade nos Srs. Luiz An-
tonio da Silva. Nunes e Antonio Pereira Pinto,
sendo que, anda excluida essa votacao, quellea
eidadoa perteoce a entra Ja na cmara dos Srs.
deputados.
. Das observages qne fleam consignadas resul-
ta que, sommados os votos dos collegios di Victo-
ria, Santa Cruz e Benevente, e excluidos os. dos
eleitores excedentes do Cachoeiro, bem como es
4u etuezias da Carapina e Benevente, cabem
? *T-^* Mue 108 votos e ao ir. Pereira
Tinto 105, numero este que se elevar, quinto se
prtneirn a 128. eeiarelacaoao segundo a 115,
Jj** que Ihes sajan annexadoa os votos de
S. Malbcui.
A commissao porlanto de parecer:
1." Que se elimioem os oito eleitores da fre-
guezia do Cachoeiro, excedentes de numero mar-
cedo pela portarte do presidente da provincia de
13 de novembr de 1860.
9.* Que sejam annuHades-os nove eleitoresde
Beoevente, assim como os croco da freguezia de
Carease.
3.* Que se reeolsits do governo as actas des
eleicoes primarias e secundarias pertenceates
collegio de S. Matheus.
4.a Que sejam reconhecidos e declarados de-
putados pela provincia do Espirito Santo os Drs.
Luiz Antonio do Silva Nunes e Antonio Pereira
Pinto, cujos diplomas, sobre estarem de acord
com as actas, nao tiversm contra si reclasnacao
alguma. Sala das commisses, 22 de abril de
1861.Francisco da Serr Carneiro.Joti de
ltncar.Leandro Bezerra.A. G. Barbota da
CuHka.f. F. de ravjo Lima,
Eleicao do Piauhy.
Contm esta provincia 12 collegios com 22 fre-
guezias, que do 338 eleitores ; sao tres os depu-
tados que deve mandar assembla geral legis-
lativa do imperio.
l. Collegio da Theresina, com 40 eleitores, e
de tres parochias, Theresina, Campo-Maior e
Uoiio. Nao offerece nenhuma duvida este colle-
gio. e uem a eleic&o primaria das freguezias
soffreu cooteslaco ou protesto.
2. Collegio de Oeiras, com 47 eleitores, de
Oeiras, S.Goncalo e Piauhy. Correram regular-
mente as eleicoes as tres parochias. No colle-
gio eleiloral oola-se a illegelidade com que foi
chamado o suppleote da freguezia de Oeiras, na
falta do eleitor Laurenlino Jos T>ixeira, por de-
sempate de sorle, visto como se dividi o colle-
gio acerca da proposta que houve para isso. S
nos casos especificados por lei, que se deve
chamar supplentes, e nSo por simples falta do
eleitor nao motivada, e nuoca ce pode sorte de-
cidir tees queslors. Como porm esse suptente
notou em separado, opina a commissao que nao
seja elle contado, approvando-se o collegio nos
mais actos que praticou.
3.a Collegio de Parnihyba, com 33 eleitores,
de urna s freguezia. Correu regularmente tanto
a eleicao primaria romo a secundarla.
4. Collegio da Independencia com 25 eleito-
res, do duas parochias. Independencia e Principe
Imperial. Correu bem tanto a tleicao primaiia
como a secundarla.
5. Collegio de Piracuruca, com 28 eleitores,
de tres freguezias, Piracuruca, Pedro II e Bata-
Iha. Correu bem tanto a eleicao primaria como a
secundaria.
6. Collegio de Jeromenha, com 14 eleitores,
considerad* valida, e nulla s do terceiro juiz de
paz.
Beunides ne collegio de Marvio os eleMerea
desta fregueiia, e os das duaa turma* de Velssee,
o collegio deliberou que conjunctaments^alaasem
es de Marvao e os da turras de Valeaca, presi-
didos pelo primeiro juiz, que era que conside-
rara legal, e que asa ae
freguezia a pretexto de se acharem as cedulss es-
criptas asa papel de cor.
Esta ftaaedieaenlo deu lugsr a protestos, con-
IraffMasios, altercares, e bem assim a que o
friuras* jaoe de paz se retirasse para ama casa,
onde *az urna eleic&o, sendo a outra continuada e
acabada na igreja, com a preaenca
Juiz i*mmST'
. pouca itspoitancia a qaestao
teres da outra tama do tereeiro juiz de asa. As-do papal, eoteode a com musi que merece ser
sim se procedeu. aparatada a aleico terminada na igreja pelo ter-
Finda, aorB, aeleiciode deputados, os eki-1 ceiro jatz de paz.
tores da lumia de Valescs, ove baviam veUdo
em separado, chamartm asa juiz de paz de Va-
lenca formaram o seu collegio, em que s os
eleitores desta parochia votessem, e per isas
que se d duplicsta de collegios, porque estes
eleitores votaram duas vasca e em dous colle-
gios.
Estnnha a commissao 'severamente a infracto
da re expressa, o,- corrrmetteu o collegio de
Marvao englobando a votacio de urna duplcala,
aiada mesmo por elle considerada legal : julge
que se deve punir, para exemplo, mandando-se
responsabilisar os membros que isso deliberaram.
Approvando, poim, os eleitores de Marvao e de
Valenca, presididos pelo primeiro juiz de paz Mo-
desto, eotendem dever contar-se ea votoa aoa
candidatos que oa obtiveram, e que foram os Srs.
Parauagu 37, Simplicio 26, Fialho 25, Caslello-
Branco 20 eAlhandra 2.
Paseemos agora i apuradlo dos deputados pe-
la cmara municipal da capital da provincia.
Consta das participares officiaas do presidente
da provincia, e de jusliflcac,des que so apresenta-
ram commissao, que no dia marcado e antes
de 9 horas, o presidente da cmara municipal,
apenas abri a sesso, e sem que precedesse
apuraceo com as formalidades da lei, proclamou
deputodos a assembla geral a si proprio, e aos
Srs. Paranagu e Caslello-Branco, e levantara logo
a sesso; o que sabendo o presidente da provin-
cia, anuulou tal apuracao, suspendeu os varea-
dores que a praticaram, mandou-os responsabili-
sar, e ordenar aos que para isso nao tinham con-
corrido que, unidoa aos aupplenles, fizessem o
acto da apuracao conforme recommenda a lei.
Pensa a commissao .quo nio chegam as tiri-
boices de um presidente ao ponto de suspender
urna cmara municipal que apara e d diplomas,
embora com abuso. Se oa tactos porm se pas-
saram como o certifican) o presidente e os do-
cumentos, a medida que o presidente tomou nao
foi totalmente irregular, tanto nais quanto devia
declarar-sc suspeito o presidente da cmara, tra-
tando-se de negocio proprio, e que ella levou o
seu direito a pensar que podia decidir de incom-
patibilidades legaes, e negar o diploma a um ci-
cus es desatieea
mflm termo ae se-
de urna so parochia. Compareceram 12. Cor- dado msis votado, como o Sr. Dr. Simplicio,
reu bem tanto a eleicao primara como a secun-
daria.
7. Collegio de Picos, com 32 eleitores, de duas
parochias. Picos e Jaics. Correu bem a eleicao
secundaria, e quanto s primarias, logo que nao
apparecem reclamares, pensa a commissao que
regularmente se passariam.
8. Collegio do Bom-Jesus da Gorguei, cora
17 eleitores.de urna t parochia. Nada tem ob-
servara commissao sobre as eleicoes respectivas.
9." Collegio de S. Rayrauudo Nonato, com 9
eleitores, de urna s parochia. Tambem nao re-
cebeu a commissao a acta do collegio eleiloral:
todava estando raldas as eleicoes primarias, e
nenhuma duvida ou reclamaco apparecen-
do sobre a do collegio, parece-lito que se pode
apurar.
10. Collegio de Parnagu, com 36 eleitores,
de duas freguezias, Parnagu e Sania Philomc-
ii). Parece que as elei.ts primajiss se passaram
regularmente, porque nao tora a commissao co-
nheciraeoto de reclaraaces. E quanto secun-
daria, nenhuma observacu tcm a commissao
fazer.
Nao ha, portanto duvida sobre estes dez colle-
gios. A questo (oda versa sobre os dous, de que
se tratar. Por cstea dez collegios sao mais vo-
tados os Sis. : Paranagu com 265 votos, Sim-
plicio com 178, e Fialho com 162, seguindo-se
os Srs. Castello-Braoco com 139 o Almendra
com 48.
Examine-se porm dous collegios com tres fre-
guezias e 60 eleitores, em que apparecem dupl-
calas de eleicdfs primarias e secundarias. Sao os
collegios de Marvao e Barras.
Trale-se em primeiro lugar da freguezia das
Barras, que devia dar 23 eleitores. E' urna so
freguezia com duplcala de eleitores e de colla-
gio eleiloral. Urna lurma de eleitores leve por
presidente do collegio eleitoral Mariano de Car-
valho Castello-Branco, e a outra o lenente-coro-
nel Francisco Flix Correa. A eleicao primaria
de urna declara haver funecionado na igreja ma-
triz nos dias marcados pela le, 29 e 30 de Janei-
ro, nao tendo lugar a ceremonia religiosa por se
haverem negado o vigario e coadjutor. A segun-
da turma tambem declara haver funecionado nos
mesmos dias o na igreja matriz ; nao ter assisti-
do ceremonia religiosa pelas idnticas razos
da outra ; estar a outra turma funecionando ao
lado d'ella, e protestando coutra isso. Para li-
quidar porlanto o valor de cada urna lurma con-
vera descer sua analyse.
Comedn regularmente a eleicao desta paro-
chia no dia 30 de dezembro, sob a presidencia
do 1.a juiz. No dia 5 de Janeiro, na occasiode
tiror-se as listas da urna para a conlagem, prin-
cipiou urna desordem ; allegara urna e outra psr-
ciatidade, que ambas eslavara representadas na
mesa e fura, que os seus contrarios a cumecaram
para roubar a urna cora as cdulas. O delega-
do de polica fez vir a forca que tinha, e eotrou
na igreja. A luta coolinaou forte, e tanto que
alguns cidados contrarios ao partido do delega-
do se dizem feridos. Este assegura que conse-
guio retomar a urna, que j tinha sido arrebata-
da do seu lugar, e colloca-la no centro da ma-
triz, que os da parcialidade contraria abandona-
ran! a matriz, e entre elles o juiz de paz e dous
mesarios da sua parcialidade ; e que eolio, nao
lendo conseguido dos demais juizes de paz da
parochia que a viessem presidir, maodou-se
chamar o da parochia vizioha do Campo-Maior,
que chegou no dia 8, e nomeaodo a mesa dous
novos mesarios, apurou as cdulas recebidas e
terminou a eleicao. Os da parcialidade contraria
ao delegado cora o juiz de paz e dous mesarios,
declarara na sua acta do dia 8 que, tendo o juiz
de paz e mesa suspendido a eleicao por causa
das desordens havidas oa matriz, e guardado a
urna, nao podendo continuar a eleicao na matriz
por har-la declarado interdicta o Rvd. rigario,
fundando-se nosangueque all correu, trouxersm
a urna para a casa do coronel Leal, e no lugar
mais ostensivo, e ahi continuaran! os mais actos
da eleicao, procederam a apuracao e proclamaran)
eleitores etc.
Eis ludo o que cons'.a das duas actas. Cumpre
ver agora a prora do que dizem as duss parciali-
dades, para saber qual a arna rerdadeira, e
portanto qual a rerdadeira eleicao : s documen-
tos exteriores lhe podem Irazer alguma luz.
O delegado de polica, dous mesarios, o subs-
tituto do subdelegado em exercicio sustntame
eleicao terminada pelo juiz de paz da freguezia
do Campo-Maior e na matriz, e afflrmam que pos-
auem a rerdadeira urna, retomada forja aos
contrarios. Estes com os juizes de paz e dous
mesarios pretendem que a urna verdadeira a
que elles guardavam, e cujo resultado foi procla-
do na casa do reoenle-coronel Leal, por se achar
interdicta a matriz.
O presidente da provincia as suas commuai-
cages officiaes pensa que verdadeira a primei-
ra eleicio. JustiGcaces, documentos, etc., ap-
parecem em favor e contra ella. A commissao
flea em estado de perplexidade. Se para ella
evidente que a eleicao terminada na casa do te-
nente-coronel Leal nao merece valor, mesmo pe-
las declarares da acta, por outro lado tambem
nio lhe resta tranauilla a consciencia para dizer
que boa a eleigao terminada pelo juiz de paz
do Campo-Maior. Pensa ella que o melhor ex-
pediente a lomar aonullar ambas as turmas de
eleitores e ambos os collegios.
Resta o exame do collegio de Marvao, com 50
eleitores, e duaa freguezias, Marvao e Valenca.
Na freguezia de Marvio correu regular a eleicao ;
oa de Valenca, poim, apparecem duplcate, que
se passam a analysar. Urna presidida pelo ter-
ceiro iph de paz, Norberto Soares da Silva, no
corpo da matriz ; a outra polo primeiro juiz de
pai, Maooel Modesto da Silva, na sacrista. Cada
um destes dous juizes de paz reuni alguns elei-
tores e alguns supplentes da sua parcialidade, e
assim organisaram a mesa. Os da eleicio do ter-
ceiro juix de psz accuaam a contrara de ter sido
feita na sacrista portas fechadas e com violen-
cia das autoridades, de modo que dos votantes s
l podiam penetrar os que lhe erara favoraveis.
Comprebende-se fcilmente que ealea negara os
tactos allegados.
Nao leve a commissao provaa que abonen a
indispenabilidade daquella eleieao, emquanto qne
esta tem por si osrequeritos legaea oa presiden-
cia da mesa. Penis poitaoto que deve ser esta
para o expedir ao menos votado, com q pretexto
de que era aquello incompativel
A cmara que funcciooou em urtude dessa be-
liberaco do presidente da proviaci*, expedio os
diplomas aos Srs. Paranagu, Simplicio e Fialho.
Curapreaqui commissao actar esaa quetlo
de incompatibilidades que levaotou a cmara mu-
nicipal contra o Sr. Dr. Simpudo. Na acta vem
nicamente a allegacao. O Dl Sin plicio, po-
rm, em documentos que entregou commissao,
demonstra que, com quanto juiz municipal subs-
'tituto, nao exerceu o lugar no trimestre que pre-
cedeu elelgao, 6 que portanto nao lhe cabe a
incompatibilidade que a letra da lei eslabelece
para o exercicio do substituto.
Em resumo, pois, pensa a commissao, e pro-
pe :
1." Que se approvem as eleicoes das freguezias
da provincia do Piauhy, que compozeram os col-
legios de Therezina, Piracuruta, Oeiras, Picos,
Independencia, Parnahyba, S. laymundo Nonato,
Paranagu, Senhor Bom Jess de Gorgueia, Je-
rumenha e Marvao, presidido por Aotooio Fer-
nandesde Vasconcellos.
2 Que se declaren) nullas as eleicoes da fre-
guezia de Vtlenca, presididas pelo terceiro juiz
de paz Norberto Soares da aira, e as duas da
freguezia das Barras, presididis pelos juizes de
paz dessa freguezia e pelo do Campo-Maior, e
bem 83im os collegios eleitoraes que estes orga-
nisaram, e o que os eleitores da turma annulla-
da de Valenca formaram tambem.
3.o Que ae recommende aogorerno fsca res-
ponsabilisar todos os cidados loe concurra"m pa-
ra as infraccoes de lei que demonstra este pa-
recer.
4. Que se dectarem deputados pela provincia
do Piauhy os Srs. Joo Lustosa da Cunha Para-
nagu, Simplicio de Souza M.-ndes e Francisco
Jos Fialho, cujos diplomas esto conformes.
Paco da casa da cmara, em 22 de abril de 1861.
Pereira da Silva.Luiz Carlos.SalalhieLB.
de Maroim.
Eltico da Bahia.
5 dislricto.
A terceira commissao de verificado de poderes
passa a emitlir seu juizo acerca das elei;es do
quinto dislricto da provincia da Bahia, que se
compe de 23 freguezias, formando 14 collegios
eleitoraes.
As eleicoes primarias correram regularmente
em cinco freguezias, Chique Chique, Campo Lar-
go, Angical, Monte Santo e Lenges; ainda que
de algumas dellas s fossem presentes commis-
sao as actas ae apuragao de votos, etc.
Igualraentes isentas de deleito reputa a com-
missao os trabalhos eleitoraes das demais fregue-
zies, embora nao chegassem a seu conhecimenlo
as actas das respectivas elei(es ; porque nen-
huma reclamaco apparece contra ellas.
as mesmas condigoes porm nao csto as fre-
guezias quo a commissao vai examinar especial-
mente.
Pilo Arcado.Varios cidados desta freguezia
representaram contra a validado da eleigo della,
sob o fundamento de morar no dislricto da villa
da Barra o primeiro juiz de paz Antonio Teixeira
Palha, que a presidio: accrescentando que nao
fra o respectivo juiz de paz quem intersiera na
junta de qualilkaco, assim como na convocado
dos eleitores o supplentes* para a forraaco da
mesa da assembla parochial, mas sim um ou-
tro juiz de paz. Nao se achando provado regu-
larmente a mudanca de domicilio do juiz de paz
um questo, o qual qualiQcado na referida fre-
guezia, entende a commissao, de accordo com a
lei e aviso do goveino, que a eleigo est no caso
de ser approvada.
Caetit.Appareceu um protesto por parte de
varios cidados allribuindo numerosos defeilos
eleigo desta freguezia, como intervengo de for-
ga, admisso ou excluso, indevida de votantes,
apurago irregular, incompetencia de um mem-
bro da mesa como pronunciado em crirae de res-
ponsabiiidade, etc. Semelbantes allegages, que
foram contraprotestadas e que esto desacompa-
nhadas de provas, nao mereceram a atteugo da
commissao.
Rio das Eguns.Comegou a eleigo desta fre-
guezia no dia 30 de dezembro sob a presidencia
do primeiro juiz de paz, e conliouou no dia 31,
em que o vigario da freguezia e o subdelegado
requereram que se uzease a chamada dos votantes
pela lista que fra alterada no conselho munici-
pal de recurso e na cooformidade das ordena da
presidencia. Nao snnuindo a mesa a semelhaote
pretengo, sobo fundamento deoo haverordem
da presidencia a semelhante respeito, vigo como
esta deixsra & apreciadlo da mesa a deciso da
materia, urna vez que o recurso nao fra intor-
posto em tempo, reliraram-se quellea cidados
para urna casa aonde flzeram urna eleigo sob a
presidencia do quarto juiz de paz, preteridos o se-
gundo e lerceiro, e com intervengo aomente de
dous eleitores e supplentes para a formago da
mesa parochial. A commissao julga fundada a
eleigo presidida pelo primeiro juiz de paz.
Bom Jess.Tendo o primeiro juiz de paz co-
megadoa eleigo desla freguezia, a 30 de dezem-
bro, adiou-a al a deciso da presidencia da pro-
vincia, a pretexto de coaego em que se achava
pela presenga de homens armados junto a igreja.
Depois mudou de opioio convocando o povo pa-
ra a eleigo no dia 15 de Janeiro, comegando-a e
coocluindo-a de 20 a 22. A parcialidade oppos-
ta esleve pelo adiamento do primeiro juiz de paz,
convidando-o, assim como a seus supplentes im-
mediatos, para que concluissem a eleicao ence-
lada. .Nao annuindo a isso os juizes de paz da
freguezia, recorrern! aos do dislricto vizinho de
Catul, dos quaea o segundo, no impedimento do
primeiro, se prestou continuaco dos trabalhos
eleitoraea.
Arrombou-se a urna cora as formalidades le-
gaea, achaado-se 410 cdulas j apuradas e.3 por
apurar, e concluindo se a eleigo. Vende no ac-
to do primeiro jniz de paz o meio de escapar a
derrota quo lhe eslava imminente, a commissao
inclina-se validado da eleigo presidida dlo se-
gundo juiz de paz de Catul.
atacabas.Nesta freguezia houve dupllcataa
de eleigoes, a que deu lugar a coapoaigao da me-
sa. Naturalmente irritado com a derrota que sof-
frera a semelhante respeito, o primeiro juiz deJ
paz pretendeu auUificar a eleigo dos membros
da Beta que perleoaiam so grupo do vigario da
Os eellegioa eleitoraes trabalharam regular-
mente, havendo poucas obserragoes que fazer a
respeito delles.
No collegio de Cariohanha tornarem-se englo-
badamente com oa rotos doa eleitores desta fre-
guezia os da segunda turma da Nossa Senhora da
Gloria do rio das Eguas, presidida pelo quarto
juiz de paz, e que a commissao aonulla. Os elei-
tores da primeira lurma validados pela commis-
sao nao sendo adniiltidos ao mesmo collegio flze-
ram sua reunilo e votacao parte.
Achaodo-te por tanto confundidos os rotos pu-
ros de Carinhanha com oa impuros de Nossa Se-
nhora da Gloria do rio das Eguas. entende a
commissao que todos elles nao de vem ser con-
tados, mais sim os que foram tomados em sepa-
rado.
Ne collegio de Macabaa formaram collegio em
separado oa eleitores da eleigo feita pelo pri-
meiro juiz de paz, e que a commissao invalida,
devendo por isso nao ser contados oa referidos vo-
tos.
No collegio do rio de Con tas coneorreram a vo-
lar aa duaa turmas de eleitores da freguezia do
Bom Jess, que o flzeram em separado. Esto
pois no caso de ser approvados os votos dos elei-
tores que resultaran) da eleigo em que inlerveio
o segundo juiz de paz de Catul.
Feita a apurago geral, que est de aacordo
com oa diplomas aposentado?, foram eleitos de-
putados os Srs. coronel Antonio de Souza Espo-
dola, Dr. Joo Jos de Oliveira Junpueira e o Dr.
Gasparino Moreira de Castro.
E portanto a commissao de parecer:
Primeiro, que se approve a eleigo da fregue-
zia de Nossa Senhora da Gloria do rio das Eguas,
feita na matriz sob a presidencia do primeiro juiz
de paz.
Segundo, que se approre a eleigo do Senhor
Bom Jess, eomecada e terminada na matriz, com
intervengo do segundo juiz de paz do dislricto
de Catul.
Terceiro, que se approve a eleigo que tere lu-
gar na matriz de Macabas, presidida pelo tercei-
ro juiz de paz.
Quarto, que se approvem as eleigoes das mais
freguezias do dislricto.
Quinto, que nao sejam apurados os votos do
collegio de Cariohanha, composto dos eleitores
desla freguezia e dos de Nossa Senhora da Gloria
do rio das Eguas, cuja eleigo foi presidida pelo
quarto juiz de paz.
Sexto, que so cootem os votos tomados em col-
legio separado em Cariohanha da eleigo da fre-
guezia do Nossa Senhora da Gloria do rio das E-
guas, presidida pelo primeiro juiz de paz.
Stimo, que se coniem os votoa dos eleitores
que rotaram era separado no collegio de Maca-
bas, perlencentes eleigo em que interveio o
terceiro juiz de paz.
Oitavo, que coniem os votos dos eleitores da
freguezia do Bom Jess, feitos na eleigo a que
presidio o segundo juiz de paz do Catul
Nono, que sejam declarados deputados do quin-
to dislricto da Bahia os Srs. coronel Antonio de
Souza Espinla, Drs. Joo Jos de Oliveira Jun-
queira e Gasparino Moreira de Castro.
Sala das commisses, em 22 de abril de 1861.
H. F. deAraujo Lima.A. G. Barbosa da Cu-
nha. J. de Aleucar.Leandro Bezerra.
a responsabilidad* do passado, cnber-nos-ha a do
fuluro? E' prdfsvel.
Come es desatinos turbulentos des conspirado-
res ninisteriaea de 1848 nos detam o poder, du-
rante o qual podemos, a bem do pais, raaliiar
to grandes ideas, accommetler emprezas de lan-
do terceiro lo momento, nao e axseeiivel <
turbulentos de 18M pee ha m em
saslrado aystcma destes ltimos asos.
Eolio sim, sobre oa homens e sobre as ideas
conservadoras cahir com justiga a reapossabili-
dade pela sorte do paiz ; asas enlolarabee in-
lallivelmente, ao cabo de qualro ou cinco aunos,
o salado do paiz nio poder ser desenhado com
aa lgubres cores que ser-ero para esbozar a ac-
tualidade.
[Do Regenerador.)
Os doce aunos:
0 quadro da aclualidade, a tragos largos esbo-
cado pelos chefes do partido conservador, tem
dado thema aos adversarios desso partido, para
em continuas declamages proclamarem-o reo
confesso de inepcia ; pois ao cabo de doze annos
de go*ernanca, levou o paiz ao estado calamitoso
era que o aprsenla.
Seria concludentissima esa declamago, se de
feito liressem os conserradores estado no poder
durante esses doze ltimos annos. E'isso, porm,
a mais inexacta das pelas polticas.
- Os doze annos deveriam comegar em 1818 e du-
rar at im de 1860.
Ora, em todo o anno de 1848 os conservadores
nao esliverarn no poder ; pelo contrario foram
victimas delle, al que em selembro, desregrao-
do-se os ministeriaes nos maiores excessos, a sa-
bedoria da cora atalhou o curso dos seus des-
propsitos, organisando o ministerio de 29 de se-
lembro.
Desla data em diante at 1853 dominaram raais
ou menos os conservadores; ao partido, pois, po-
de caber a respoosabrlidade desses clco annos
de governanca. Como porm so passaram elles ?
O partido ex-ministerisl rompeu logo na famo-
sa rebellio consliluinte; pegou em armas em
Pernarabuco, conspirou em todas as provincias, e
quiz dar-nos a repercusso dos acontecimentos da
Europa, onde pareca que os thronos se desmoro-
naran diante da demagogia.
Foi necessario ao partido envidar (oda a ener-
ga para nessa luta salvar as inslituigdes : conse-
guio.
Mas.logo aps vierara as necesidades e as cora
plicages da suppresso do trafico, e toda a acli-
vldade e energia do governo conservador empe-
nhou-se nessa grande obradacivilisago: conse-
guio realisa-la.
A guerra contra Rosas, a gloria de Tonelero e
de Monte-Caseros, foram com plicages graves que
exigiram toda a sua perseversnga, e do teste-
munho do quanto pode o atilamento dos esta-
distas conservadores, auxiliado pelo patriotismo
nacional.
De selembro do 1854 em diaote sahirara do po-
der os homens e as ideas conservadoras. Anda
os homens, de rez em quando l appareciam, um
ou outro, no ministerio, um outro, dos menos
expressiros, as presidencias a par de muitos que
tinham sido seus constantes adversarios pol-
ticos.
Mas. se para os homens nao havia absoluta
proscrpgo, para as ideas era a proscripgo cons-
tante, implacavel. Era de tom cospir a ignominia
no passado glorioso do partido ; era de tom de-
fender, preconisar o infortunio nao merecido dos
seus contrarios ; era de tom profligar todas as
theorias salutares que esse partido havia feito
triumphar ; era emfim de tom excluir de loda
coosiderago e importancia afuelles que tinham
lido o infortunio de plantar essas theorias, de ter
prestado com exerx piar dedicago seus servigos
ao paiz: s havia alguma benvola indulgencia
para os que sabiam ageitar-se, calar-se e mos-
trar-se como reconhecendo seus erros, pediodo
desculpa delles, altribuindo-os s necessidades e
aos arraslamentos ineritareis da luta.
Como pois querer que sobre os conservadores
pese a responsabilidade de urna quadra governa-
ti va mil vezes mais contraria s suas ideas do que
teria sido, se o poder durante ellas houvesse sido
condado a seus mais fataes inimigos ?
Como, pois, ae nos falla dos doze annos em que
estiremos na goveroangs, quando de hasete an-
nos, a governanga nos tem sido to hostil ?
Com mais direito poderiamoa attribuir esses
annos fataes responsabilidado dos nossos adver-
sarios. Entretanto o nao fazemos; pois seria isso
Umbem injusto. A responsabilidade desses doze
annos cabe a um erro, a urna cegueira politice,
em que infelizmente todos indiferentemente li-
tera m seu quinho: uns porque para ella direc-
tamente coneorreram applaudtodo-a, servindo-a,*
outros porque nao acharara em si bastante ener-
gia para combate-la e repelli-la.
Esse foi o erro dos conservadores : se quando o
seu antigo chefe Honorio Hermelo Caroeiro Leo
fez no senado as suas solemnes declarages de
que j nao era saquarema, de que ia dar passos
ao encontr dos liberaes, oa conservadores tives-
sem comprehendido que a sua misso era pr-se
de reserva, como o baviam feito em 1844 com o
ministerio Almeida Torres, promptos para rom-
peris, na hora em que a poltica desesmbasse
para as ideas anti-conservadoras, teriam prestado
um immenso servigo ao paiz, um servigo to con-
sideravel como o que prestaran) durante os mi-
nisterios das vaccat-gordat,
Teriam tido de leaignar-ae a urna campaoha
mais ou menos looga de opposigao ; mas a oppo-
sigo fortifica oa partidos e acrisola aa ideas, ede
eerto ler-nos-hiamos echado en 1860 to fortes,
to apoiados no enthusiasmo naeional, soaso
eslivemos em 1848, quando podemos aalvar o
paiz da rebellio ealuca e da conspivaco consli-
luinte.
Nao o fizemos, arrimos; mas aUribuir-aos, co-
mo a autores, a responsabilidade de quanto con
tra nos ae faz, o que a a injustiga a mais cla-
morosa, a irrefleio a mais caga pode pretender.
Esta terminado esse periodo ? Se ooa nao cabe
CORRESPONDENCIA DQ DIARIO DE
PERNAMBUCO.
BAHA.
t9 de abril ale 1861.
Para salisfazer aos seus desejos, rou alistar-me
uo corpo Ilustrado de seus correspondentes, nio
possuindo comtudo as uecessnriis habilitages
para sustentar o parallelo, que forcesamenle se
ha de estabelecer entre mim e ellea.
Anterejo que o resaltado desta comparago
me ha de ser desfaroravel; porque nio dispo-
nho dos elementos necessarios para distinguir-
me nesta plyade nottvol de esciiptorea noti-
ciosos, que i urna iidelidade escrupulosa, re-
nen) urna critica judiciosa e acertada doa
tactos.
Asscguro-lhe, porm, que nao me aflaslarei
nunca da verdade, e que constantemente infor-
mar-lhe-hei dos acontecimentos principaes desla
grande e rica provincia, digoa por certo de me-
lhor sorte do que a que tem tido oestes ltimos
annos, em bnsequencia do pouco juizoe indiffe-
renga daquelles que tem dirigido seus des-
tinos.
Assim como_Pernarabuco, a Bahia lula com
urna grande crise commercial e agrcola. Seus
cofres pblicos se acham exhaustos, seas finan-
gas empenhadas, seu commercio estagnado,
sua industria mora e sua agricultura em comple-
to defiohameoto.
Nao se pense, porm, que o estado do enfermo
desesperado: esta provincia tem tantos recur-
sos em si, de urna ferlilidado to prodigiosa,
que em poucos annos, sendo bem governada,
poder elevar-se ex;essivamente, e sustentar a
posicao que lhe compele entre as suas vinte ir-
mas, das quaes a primognita.
Apesar de todos os obstculos oaturaes e ar-
tificiaes, que ho entorpecido o progresso da
provincia, nao se pode dizer que ella se ache
ostaccionaria. Depois que se sabsliluio a com-
panhia predial, a edificago reformou-ae com-
pletamente ; novos e bellos predios se ergueu
em varias ras, e outros relhos e arruinados se
reedificara, e afermoseam, dando um noro e bel-
lo aspecto capital, que est calgada, e possue
magnficos chasriic-s em suas pragas.
O que a prejudica muito e transtorna suas con-
dicoes hygienicas, sao as chamadas coceas de
lobo, aberturas para as rallas de esgoto, que o
publico transforma em despejadouro.
Estas boceas de lobo, principalmente as da la-
deira da Preguiga, continuamente esto cheias
de immundicias, que exhalara um fedor insup-
portavel, expostas ao nosso ardente sol, que as
decorape.
Tolvez se possa altribuir ellas a perma-
nencia de febre amarella no aocoradouro da
Bahia, que recebe todas estas cousas em seu
seio.
Aventuro este juizo com receio, e desejoso
que a junta de saude publica o tome em conside-
rago.
J sabe que por causa do regulamento org-
nico de inslrucgo publica, que reformou este
servigo aqui, e que era combatido por immensa
maioria na assembla provincial, adiou o Exm.
presidente a sesso para o dia 1 de no-
vembro.
Este acto do Sr. Costa Piolo foi mal recebido
na provincia, e o digno magistrado se acha des-
gostoso, e com rontade de passar outro as re-
deas da administrago.
Fallando com imparcialidade dero informar-
lhe que, o tal regulamento orgnico o mona-
irum horrendum informe de que trata o reino
Horacio.
Ccmcgaodo pelo proprio titulo, que me parece
digno de urna analyse, coniem elle disposiges
inaceitareis, ataca a vitaliciedade estabelecida
pela lei favor dos lentes e professores, e pe
estes ioleiramente merc do director geral dos
estudos, quo assumio urna posigo igual ou su-
perior a do ministro de inslrucgo publica em
Frange, e suppoz legislar para a cidade de Pa-
rs; pois que inslituio um eslado-maior luxu-
rioso, em pura perda dos cofres pblicos, que
nao pode supportar os novos e pesados encargos
dessa reforma, que devia ser feita com o fim de
economisar, e nao de gastar mais.
O desgosto geral, at mesmo entre os proprios
lentes do lycu, alguns dos quaes, como o Dr.
Damazio e Dr. Luiz Alvares dos Sautos, manifes-
taran) seu descontenlamento por meio de artigos
que pode lr as folhas d'aqui.
Este acaba de ser suspenso pelo director ;
porque disse em urna das correspondencias que
sua transferencia da cadeira tinha sido arbitra-
ria, e est arriscado perder o lugar que con-
quistou em concurso, e que a lei garante ser
vitalicio; porque tres suspensoes importara a
demisso, e isto ioleiramente arbitrio do di-
rector, que, entretanto nao pode ser suspenso,
aera demiludo pelo presidente da provincia, sem
passar por um jury, composto dos profes-
sores t
O lycu, que at agora funecionava regular-
mente, tem hoje 3 lentes de inglez, nenhum dos
quaes falla esta lingua, dous de francez, 3 de
lalim, etc., e entretanto ainda nao pode obter
que se raatriculasse nelle um s estudante, de
sorte que sua abertura foi transferida para o 1
de maio.
E' que alm de outras causas que afTastam
delle os rapazes, a forte taixa de 80J00 para a
matricnla por anno um bice te'rrivel.
Acredito que o Exm. Sr. Costa Pinto hoje j
estar arrependido da Ilimitada confianga que
depositou no Dr. Joo Jos Barbosa de Oliveira,
que o director dos estudos, porque elle no seu
clebre regulamento creou graves embaragos pa-
ra a provincia.
Reconhego que o Dr. Barbosa um homem
Ilustrado ; mas infelizmente falta-lhe tino para
dirigir qualquer cousa, e sua exaltago de ideas
concorre muito para faze-lo naufragar sempre.
Basta o que j disse sobre este assumpto-
Terminou o Exm. Sr. senador bario de Muri-
liba a sua iospecgo no arsenal de marinha des-
ta provincia, e se julga que j ella se deve ai-
tribuir a demisso do vice-director do mesmo
arsenal, o Ia tenente Ricardo da Silva Neves,
que se diz unira-se varios empregadoa para
guerrear o distiocto director, o Sr. capito de
mar e guerra Francia o Xavier de Alcntara, que
um homem probo, e exacto observador de seus
deveres.
Seja como fr, o fado que aquelle 1 tenen-
te foi chamado corte, e que aaaim se explica
esta ordem aqui.
Aa pessoas que se querem mostrar scientes
dos grandes aegredoa do estado assoalham que
esta demisso precede de outros tarugos do ar-
senal, que vai passar por urna completa reforma,
que realmente parece carecer.
Quebrou, ha poucoa dias, o honrado negocian-
te o Sr. Joaquim Pereira Pestaa, apresentando
um activo de mil e cem cootos de ris, e um
passivo de cerca de seiacentos contos.
Creio que ello deaeja de seus credores mora-
toria, e um abalimento razoavel, e estes alien-
dendo ao seu carcter, naturalmente lhe ho de
fazer estas coocessoes, que aa circumstancias do
commercio agora justifican).
Alm destes tactos que mais preocupan) o bom
povo deata capital, mereceu tambem aa honras
da ordem do dia por algum lempo, o almogo es-
plendido dado por Iriula amigoa do Exm. Sr.
Cansansio de Sinimb este Ilustre estadista,
no dia 21 do correte, na casa do Sr. Louiengo
Devoto, elegante e ricamente preparada para
funcgei desta ordem, e bailes.
O almogo, para cem talherea, estove esplendi-
do, e para elle foram convidada* aa primeira*
autoridades, e as pessoas mais gradas da pro-
vincia, que nio faltaran).
Houve muito enthusiasmo, flieram-se varios
brindes, recitaram-se poesia* adequadas, i tar-
de toda esta brilhante reuni o acompanhou S.
Exc. ao arsenal de marinha, e e levou ao vapor
Cruttiro de Sul. ende ae deapedia.
Esta prova de aprego dada aaaia espontnea-
mente ao illustre ex- ministro i a au honrosa
que elle poderla desejar, e deve f*zer-Hie ea-
ontratada com o propoito do em-
presario da estrada de ferro por treseatos e tantos,
cenes asa ponte de erre para a alfandega, que
deve ter mais de qualrocentos ps ioglezes de
primante, e offerecer descarga aos navios
em sua extremidade, onde devem haver dese-
aste ps isadasss da fusaas.
7 rima obre seseasen*, e o complemento in-
dUpensavel da alfandega nova qne ae edlflcou.
Aeacrupalass fidelidide com qne tem sido exe-
cutados todos es trabalhos da linha frrea, que
sao mu solidos, garante i esta outra empresa a
peifeigio desjate!. A ponte dte achar-se ter-
mioada dentro san deseilo mezas.
Gazi-se amaohaa a Alba do Exm. Sr. baro
S. Loursaes com o fllho do Sr. Pedroso, que
aioda ao anno fiado lomou o grao de hachare!
oa faculdade dessa provincia.
Como b, o Sr. Pedrozo possue a maior for-
tuna da Bahia, que se eleva na imaginagao do
povo urna somma fabulosa. Perianto este en-
lace tem as honras de um grande acontec ren-
lo publico, e toda as mogas calculara aiovejavel
posigo social que deve gosara joven esposa, j
disuada por ser oriunda de um dos nossoe mais
coohecidos homens polticos, por sua uoio com
o Dr. Pedroso, cujo pai urna das maiores sum-
midades floanceiras do nossa pocba, o Ros-
thchild da Babia.
Houve dias um assatsiaato horrivel para o
lado doCastaohda, perpetrado por um soldado
de linha em urna muUlinha, quo suecumbiu
logo. O reo acha-se preso.
Acaba de chegar o Oyapok, e das noticias por
elle viudas consta que se realisaram as mudan-
gas esperadas no arsenal de marinha desla pro-
vincia, que cima alludi.
Fecho esta correspondencia para manda-la
para o correio, o nao perder o transporte ; nao-
lendo mais facto nenhum nolavel communicar-
ihe.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
A assembla provincial approvou houtem : era
Ia discusso o projecto n. 22, era 3a a emenda of-
ferecida ao de n. 15, e o substitutivo do Sr. Fe-
nelon ao de n. 6, sendo registradas as palavras
ou com quem melhores coodiges offerecer ; e
regeitou em 3a >-----------
anno.
A
jec
tecedente.
discusso o de o. 1 do correte
i ordem do dia de hoje : 3a discusso do pro-
loi n. 13,2a do de n. 22, o continuaco da an-
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sesso em 1 de auaio de f 861.
Presidencia do Sr. Bario de Vera-Cruz.
( Coocloso)
Eotra em terceira disem-so o projecto numero
15 deate anno, o qual determina que o producto
das loteras concedidas a irmandafle do Divino Es-
pirito Santo seja applicada as obras da mesma
igreja.
E lidaapoiada e entra em discusso aseguinte
emenda : 4
Accrescente-se e bem assim sejam enten-
didas todas as concesses de loteras a irmanda-
dea.Martios Pereira:
Julga-so a materia discutida, e o prejedo as-
sim como a emenda sao approvados.
Eolra em segunda discusso o projeclo numero
13 deste anno.
Artigo nico. Fieam supprimidosos primei-
ros ofcios de tabelliode notas e escrivo doci-
vel do termo da cidade da Victoria, subsistindo o
de tabellio de notas e escrivo do civel do mes-
mo termo, que sao actualmente exercidos por
Belarmioo dos Santos Bulco ; revogadas as dis-
posiges em contrario.
O Sr. Oliveira Andrade justifica e manda a mesa
a seguinte emenda que logo depois substitue pela
que ae lhe segu :
Faca-se extensiva a disposigSo do projeclo
em discusso dos olTtcios de tabellio de notas da
comarca de Pij d'Albo, Picando o actual escrivo
e tabellio Francisco Antonio de Souza Raogel
privativo no labellionato de notas.S. R.Oli-
veira Aodrade.
r Ficsm igualmente supprimidos os ofcios de
tabellio de notas do tarmo de Pao d'Alho ; sub-
sistindo s o de tabellio de notas actualmente
exercido pelo segundo tabellio de notas e escri-
vo do crime e civel; Francisco Antonio de
Souza Rangel.S. R.Oliveira Andrade.
O Sr. Pini pronuncia-se favor da emenda.
O Sr. Rufino de Almeida considera inconve-
niente a maneira pela qual se quer fazer suppri-
mir um dos tabellionatos da comarca de Pao
d'Alho, entende que semelhante idea devia ser
consignada em um projeclo especial, e declara
que votar contra a emenda.
O Sr. Oliveira Andrade :Nao v inconvenien-
cia alguma na medida proposta pela emenda, vis-
to que se trata de materia idntica no projecto e
que por tanto pode-se poupar tempo a casa, o.
aoiantar-se trabalho decidiodo-se por essa forma
um negocio, que se Qzesse parte de um projecto
traria mais trabalho a assembla. Termina pe-
diodo a casa que na vota;o da emenda proposta
lenha eravisti os principios de justiga e equidad*,
que de ordinario distingue os seus actos.
O Sr. Rufino de Almeida ainda insiste sobre a
sua opinio.
Julga-se a materia discutila, eo projecto com
a emenda approvado.
Entra em primeira discusso o projeclo numero
12 deste anno, o qual determina que os professo-
res aviesos, que forera chamados servir no
yranasio Pernampucano, efectivamente, e ser-
virem cummulativamente com os outros profes-
sores, tero direito a igual gtatificago destes,
pelo lempo que servirem.
E' approvado sem debate*
Entra em primeira discusso o projecto nu-
mero 49 de 1856, que autorisa ao presidente da
provincia fazer as despezas necessarias para
escolher e obter do governo geral seis leguas
de trras derolutas atim de estabelecer nessas
trras, ou onde melhor coovier colonias agrco-
las e industriaes, urnas compostas de vagamun-
dos econdemnados, outras de orphose desvali-
dos, e outras de nacionaes e estrangeiros etc., .
etc. etc.
O Sr. Nascimento Portella, demonstrando a
utilidade do projeclo om discusso, por elle a pre-
sentado em 1856, pede assembla que o appro-"
ve, prometiendo fazer na segunda discusso as
emendas que julga necessarias.
Encerra-se a discusso, e posto votos o pro-
jecto, approvado.
3a discusso do projecto n. 6 deste anno, que
autorisa o governo a conceder privilegio a J. Fal-
que e outro, para o estabelecimeoto de urna com -
panhia decarros-de-praga.
O Sr. Fenelon, faz largas considerandos sobre o
projecto, concluindo por offerecer oa artigos subs-
titutivos que se acham publicados no numero an-
tecedente deste Diario.
O Sr. Fenelon, pede a retirada das emendas
que linha offerecido na sesso anterior, viato que
os artigos substitutivos que offerece dispensam
essas emendas.
E' salisfeito o pedido do honrado membro.
O Sr. Nascimento Portella, requerendo asubs-
lituigo de sua emenda por outra que offerece,
justifica esta, fazendo diversas consideracoes.
Consultada a casa, consente na retirada da
emenda do honrado membro.
Vai mesa e apoia-se a seguinte emenda :
< Os concessionarios serio obrigados a aug-
mentar o numero dos carros i medida que as ne-
cessidades publicas o exigirem.R. Barro*.
Eocerra-se a discusso, e procedendo-se i vo-
tacio. sao approvados os artigos substitutivos do
Sr. Fenelon, bem como a emenda do Sr. Reg
Barros, e regeiladas ou prejudicadas as demais.
Dada a hora
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
SESSO EH 2 DE MAIO DE 1861.
Presto'enc.a do Se. baro dt Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada, verifica-te ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sf. 1 secretario di conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Dous offlcioa do secretario do governo. 01
com momeando, que remetteu-se i thesoararia
provincial a relagao doa Sr*. deputados que com-
tesso do mez de abril. O 2 traoa-


3
I
pareceram a
miniado *0 exemplarea do balancete da receita e.
quacer alguna das de despraasr que paseou sai desasta; realizados no 1 semestre do exercicio
admiuilregao desta provincia. I cerrante.


una!
Goq.
capaila
vacio do
le negocios
requerimento do .,
.Jft da confrarii do Nossa"
ceWo dos homens pardos,
M cidade da Gomm, 6l
seu| compromiso. A' eei
eclesisticos.
du^*wH<, "ProT** mandextas imprimir
2^L- f^088 dl !* respectivs : e
K*510 n- a.de8f ?D00 ** p"
v ?/" monlc,P*l ** d LImeeiro.
*oi.do, julgado objeclo de deliberlo e man-
ijado imprimir um projecto assigMde pelo Sr.
epetado Levino, e ootres, concedendo o iba te
25 por cento sobre o prego total da arrema-
teeao do imposte de2|500 por cabeca de gado
?secura consumido no municipio do Recite e
Ooiaooa.
Foramaposentados eremettido comroissio
ce negocios eclesisticos 3 coropromissos ; o 1
ca irmandado de Nossa Senhora do Rosario da
Povoacan de Bezerros; e o 2 da irmandade de
B9* f.ennora da Conceigio da Tilla do Bonito.
ro udo, e flcou adiado por pedir a patarra o
Sr. Souza Reis, o parocer da commisao de peti-
ces dado sobre o requerimento de Thomaz Josa
da Silva Gusmao, thesoureiro da thesooraria pro-
vincial.
Foi lido, approvado, o maodou-se imprimir o
parecer da commisao de orcamento previocisl
dado sobre o requerimento de Jos Theodoro
domes.
___
SttTA FE** 0*11410 DI 1M1.
[Continuarse-ha.)
*tocurao proutinciado pelo Sr. Dr.
I heodoro da Silva, na ssamo de
SV do passado
O Sr. Theodoro: Sr. presidente, pens que
a discussao poltica, que tem havido na casa/se
na aescarreado desde o seu coroego, e isto obri-
ga-me fazer um pedido aos meus nobre* col-
legas, o qual j enunciarei:
Peoao. Sr. presidente, que tem havido descar-
reamcnlo da discussio, porque V. Exc. bam co-
mo a casa, tem presenciado o grao de excita-
tnento. que elle tem levado os nimos, quer
n este recinto, quer mesmo as galeras (apoia-
floi); e, em taea circumstancias, iulgo altamen-
te conveniente que. em vez de proseguimos
n essa discussao poltica, que nonhum effeito ira-
mediato e beneco pode Irazer provincia (apofa-
dos ). suspendamo-la pelo contrario. A tenden-
cia que se manifest em todo o paiz, e que mes-
mo rae tendo entrada n'essa casa, de se desres-
peitar e desacatar a autoridade, me parece ser
bem funesta. Eu espero em Deus que, por mais
tonga que seja a minha Tida e sejam quaes fo-
rem as mudancas que hajam na situacio do paiz.
e que por ventura me fagam modificar as minhas
actuaos cooviccoes, nao augmentarei jamis o
numero daqualles que leem por systema des-
prestigiar a autoridade. Sei. felizmente, que era
fiua ongem ella provm d'uraa necessidade so-
cial, que esqueeem esses desprestigiado
Eutretauto, V. Exc, e a casa lembram-se de
que, por occasio desta discus'io da forga poli-
cial, tera-se ouvido aqui epithetos sobremaneira
inconvenientes, por offensivos nao so caracte-
res pdividuaes. como tambera desmoralisadores
de altos cargos pblicos; V. Exc. tem asaim ou-
vido dizer-se que o ex-presideote da provincia
se deixava influenciar por saias, que era um ver-
dadeiro manequim. que era um funcionario per-
nio e .. nao sei mais o que, porque nao roe
quero lembrar do que teoho ouvido 1 N'este esta-
do de cousas, quaodo o descespeito o a provoca-
cao tomara o lugar da verdadeira e bem cabida
censura autoridade, que falta aos seus deveres
tf.Hcmi e" desei se mt&' Pr(1ue a* i"* o
mutismo nao se compadece cora o nosse syste-
ma comprehende V. Exc. peritamente, assim
como a casa, que excitados os nimos, porque
taes patarras revelara e produzera excitacao,
mu fcil que de um momento para outro che-
guemoiii presenciar scenas desagradaveis, que
bem de nossa moralidade e da moralidade da'
provincia, Deus permita se nao dero.
*AHH?Jia,S' fr-P.resideDle. este desrespeito au-
oridade e s leis, do qual tenho fallado, atada
se ha manifestado d'outro modo mais inconve-
niente, senao pengoso ; porque, nao obstante a
mu expressa determinafo do regimenlo da ca-
sa que V. Exc por mais de urna vez tem man-
m. .i"08 Tsl- Ia* "lerias, mais ou
menos excitadas, e nao sei por quem. mas nao
de cerlo pelos que formara a materia da casa,
tem feto deraonstracoes inconvenientes para ani-
mar aquelles que aqui esli quasi em uoidade.
Fois bem, Sr. presidente, n'esias circumstancias
em que urna paiavra desigradavel pode trazer
outra palavra desagradavel e temos de presen-
ciar scenas anda mais desagradaveis, que nos
todos Usurearemos, eu pego aos meus nobres
collegas que era ama palavra mais digamos so-
bre o que se tem proferiio na casa com relaco
5 poltica. Demos mais essa prova de modera-
cao e amor ordem ( apoiados I. Dito islo eu
entrare em outra ordem de considerarles, pas-
eando oceupar-me da materia do projecto, que
se discute. *
Sr. presdante, nao vejo, na verdade, que o
futuro da provincia seja desesperado ; mas cer-
v-3ue 0U7ens be,n soubrias o circulara.
rss, na actualidade, estamos embaracados
com urna divida, que nao deixa de ser avultada
urna divida na importancia de seis ceios e tan-
tos pontos; vemos de mais que as rendas da
provincia leem decrescido, taoto que, se no exar-
iI9C.nnnPJ'SSadVnda houTe m&ro sal wn.LrS,^Dcara,n por P8-se mais de...
OUU.UW9. sabemos que no presente exercicio es-
taraos ameagadoa de um dficit de 208:000s rs
Ink'n^L que ,^e ser maior de_____
juu.uujj rs., se incluir-se n'elle o que se deve
caixa filial do banco: porlanlo cumpre-nos ser
prudentes, cumpre-oos estar acautelados na de-
crclacao da despeza.
Sei bem que essas difflculdades, por que passa
a provincia, sao em parte devidas causas na-
turaes; mas tambem sei que a imprudencia e
desacert de quasi lodos tem oacasiooado esto
estado de cousas. A crtse monetaria, na qual
se estarce todo o paiz, sem excepcao de oossa
provincia, crise devida ao fabuloso desenvolvi-
mento do crdito, que se suppuoha produziria
como a alampada de Aladin, miracolosos effei-
tos, traz entregues todas as industrias e especial-
mente a agrcola, foole da nossa riqueza, as
ruaos de especuladores, cujas eonlas de juros
horrorisam. Esse louco desenvolvimento de ere-
dito excilou a animado sem base de quasi todas
as industrias, provocou urna excessiva iroporla-
ao; e havendo grande imporia?o sem quasi
ueohuma exportacao, como aconteceu, a coos-
quencia foi o estado que cheguios, a crise
que soffiemos, que tambera em parte devida a
outras causas.
Por outro lado, sera querer Tallar da falta de
bragos. que afftige a lavoura, sabido que a
actualidade lula com os deploraveis efleitos das
irregularidades das esla^oes. A secca prejudicial
que sentio a provincia o anno passado, e das
chuvas extemporneas deste anno ; o que oca-
sionar que a sua colbeita seja bem diminuta.
E nao somente isso ; temos avultados coro-
prom8S09 i satisfazer: todos sabem que o con-
trato com a empreza da va frrea obriga-nos
garanta de pesados juros ; lemos, alera disto, o
contrato Mamede com os seus onus, contrato ex-
temporneamente feito, e que urna das causas
do desequilibrio das rendas da provincia ; te-
moa muilas outras obras publicas que custam
despezas elevadas contratadas ; temos a illuroi-
nacao gaz com a qual gastamos grossas quao-
tias c cujo emprezano, quando se lhe 4eraora o
pagamento do que lhe devido, por causa dos
celebrados, para garatirem os
-*- na exeen obras pu-
. ----------------^M
fle melhor se-
interewcs da previocia, roas para fa-
oreeeremH s partes 1 N6s vemos que o peuco
Mo cbtga ao ponto de, nir> ebetante falta de
dioheiro que ha, e ato obstante estar peasoal
repartljl das obras publicas quasi sem ter o
que fazer, afnda ai conservado nm engenhei-
ro, de eoae Kampa. dando-se lhe 3W0J raensaes.
o qual tendo sido contratado somente por quatro
mere*, na admioistra?io do Sr. visconde de Ca-
maragibe, para fazer afgana desenhoe, anda all
se conserva, se bem que tenha decorriio tanto
lempo I
Tenho conhecimento deatefacto. porque, lendo
na poneos dias o expediente do goveroo da pro-
vincia, vi que o actual presidente, a quero por
isso nao deixarei de elogiar, tendo noticia delle,
pedir respeito informsgoes respectiva repar-
tigao ; e fallo nesse mesmo facto, senhores, por-
que, se bem que pouco importante, com tudo nao
deixa de ser bem caracterstico.
Fazendo mencao desaas difculdades, com que
luta a provincia, o meu flm manifestar i casa
os motivos que me resolveram ao firme proposito,
em que estou, de nao coacorrer com o meu voto;
pnmeiro, para augmento da despeza ; segundo,
a cercear, quanto for possivel, as despezas exis-
tentes ; terceiro, oppor-me com todas as mi-
nhas torcas a concessao de favores particula-
res, sobretudo quando importen! despezas, com
abates ; guarto, oppor-me a toda e qualquer
autonsacao indeterminada que se queira dar aos
presidentes, porque, se hoje podemos confiar em
um presidente, pode amaaha vir outro substi-
tu lo, que abuae das autorisa(es, que, em con-
nanca, tivermos dado ao seu antecessor; e eoi
ultimo lugar, senhores, estou disposto t propor a
revogaco de todaa as autorisa(5ea presidencia,
existentes as leis dos ornamentos e em outras
leis, para que possam fazer taes e taes despezas.
Se por ventura este meualvitre for adoptado pela
casa, acredito que nao taremos mais de ver con-
feccionados regulamentoe de um modo contrario
as vistas com que foram concedidas as autorisa-
coes, creando-se um pessoal de luxo e superior
as necessidades e conveniencias de servico.
(Apoiado.)
Fazendo, porm.applicasao mais immediata ao
projecto que se discute dessas minhas considera-
Qoes, comprehende a casa que eu nao posso o
oem devo volar pela Oxacio do numero de pracas,
que a nobre commissao deforma policial entendeu
que deve dar ao corpo do mesmo nome.
Sempre considere, Sr. presideute, como um
dos encargos mais pesados, com que o acto addi-
cional sobrecarregeu as provincias, o terem ellas
de ver as suas rendas, os seus recursos, o resul-
tado do suor e das fadigas de tantos centribuin-
tes, escoarem-se imperceptivel e quasi impro-
ductivamente com a sustentado do corpo de po-
Duzenlos e cincoenta conloa de reis, a quinta
parle, taires, das rendas da provincia sao con-
summidoa, todos nos sabemos como, mas tambem
sabemos que quasi sem resultado algum.
Demais, senhores, 500 pracas, numero em que
Dixa a nobre commissao a torga de polica nao
sao bastantes para o servigo da prevenco e re-
pressao dos crimes : se ella quizesse ser cohe-
rente, caso o motivo porque conserva aquella fi-
xacao fosse este, de que acabo do fallar, deveria
propor o augmento do numero dessas pracas,
porque so assim sena feito convenientemente o
servigo, que destinada aquella torga. E se
nao basta essa considerago, eu apresenlarei ou-
tra, para nSo querer a fixacao, que se propoe
mas a sua redcelo.'
..ab."f88" I"*, depois de muilas instancias e
aitiiculdades, o Sr. ministro da guerra autorisou
que corresse por conta das cofres geraes o que se
dispendesse com os destacamentos da guarda na-
cional em todos os pontos da provincia. E per-
gunto, porque nao havemo-nos de aproveitar
dessa autorisagao, urna vez que aa circumstancias
da provincia sao ms? Sim, aproveltemo-nos
della ; o servigo nao soffrer ; os cofres provln-
ciaes Ocarao mais desonerados.
E' cerlo, e pode-se-me ponderar que o desta-
camento da goarda nacional nao deixa de trazer
grandes sacrificios aos individuos que sao cha-
mados elle ; mas, senhores, a siluagao exige
sacrificios de todos os cidadaos, e melhor que a
guarda nacional soffra por algum lempo, do que
sejamos compellidos, pela torga das circumstan-
cias, langar novos imposlos sobre toda a popn-
lagao da provincia...
(.Ha um aparte.)
O Sr. Theodoro:Tanto mais que, como muto
bem se acaba de dizer, est a guarda nacional
efectivamente destacada por toda a parle e nao
Ocar dispensada desse servigo, erabora o corpo
de politia venha ter a torga proposla.
Estas minhas reflexes respeito do numero
de pragas, que deve ter o corpo de polica, nao
reconhego nao terem agora cabimento, porque o
arl. 1 do projeclo, em que esse numero lixado,
ja foi votado ; mas, nao querendo de novo tomar
parte na discussao do preseute projecto, prevale-
go-me de estar com a palavra para assegurar
casa que voto contra a tlxago proposta.
O Sr. Lucena :Seria melhor que nao consig-
nassemos quoia ; fixeaios somente o numero de
pragas ; o meu voto esle.
O Sr. Theodoro :-Devo. porm, declarar a casa
qae peeoto a meu voto modiOcagao proposta
pelo nobre depulado o Sr. Souza Reis acerca da
denomitwgau dos comroandantes dascompanhias
da seceao urbana. Presto o meu voto essa mo-
dilicagao, porque me parece que esses coraman-
dantes devem ser homens mais graduados, e que
tenham qualidades superiores a que se exigem
para meros sargentos, como alias os denomiua o
projecto, ao que me opponho Se meros sargen-
tos fossem esses commandantes, que torca moral
exerciam sobre as companhias?
Tambem, Sr. presidenta, nao tenho duvida ero
votar pela emenda offerecida ao projecto e em
consequencia da qual ao chefe de polica compe-
tir a proposla para a nomeaco e deroissao dos
commandantes das companhias que compozerem
a secgao urbana ; e noste ponto discord da Ilus-
tre commissao.
B' eite o quinto Mea ateigoado i respectiva de-
monotiaecio.
Informam -nos, que o sonrod da ra da
imperatnt, que faz equina pare a travesea que
di para a enea de Capibaribe, e em auj pavi-
mento terree existe urna coeheira, acha-ae desa-
prumado desde que foi incendiado e sobrada
foeiao.
Ieformam-noa, outro aira, que lendo a cmara
municipal mandado preceder i ame veatoria, le-
remps peritos de parecer que elle de varia ser es-
corado para evitar sinistros ; maa, sem embar-
go, al o presente nada se tem feito aesse sen-
tido.
Isto posto, csropre que se tome alguma provi-
dencia ou no sentido indicado pelos peritos, oo
em qualquer entra mais conveniente, se que
tem procedencia o que nos informam.
Na sexta feira 26 do passado leve lugar a
reuniao do Cassino Militar Pernambucano.e nessa
occasiio foi recitado o discurso seguate, pelo seu
respectivo vice-presideote.
t Senhores.E sem duvida a maior de todas
as fastas aquella occasiio em que tem lugar a
reuoiio do maior numero dos membros de ama
mesma clasae, guando tende de celebrar algum
conlecimento glorioso, ou dia remarcavel, que
ssignalle urna nova era de porvir venturoso para
essa mesma classe : nesse momento que a mais
doce emogao de prazer nos arrebata e nos faz
crer que as nuvens que obscurecan! o aatro lu-
minoso que nos serve de symbolo e de gloria no
ardor dos cmbales se dissipam.
Nada mais agradarel nem mais lisoogeiro do
qse vermos a testa das importantes repartieres
da guerra e da marinha dous distioctos generaes,
que tantas e lio repelidas vezes tem cooduzido
nossos camaradas ao triumpho e gloria de assig-
nalados combates contra os inimigos da nossa
patria e de nossas instiluiges.
Os distinctoa generaes marquez de Caxias e
Joaquim Jos Ignacio, qae acabara de ser chama-
dos ao coaaetam da corda penetrados de toda a
exteoso dos deveres que Ibes incumbe desem-
penhar, e cheios ds illustragio, e de prestigio, e
reconhecendo sobejamente as necessidades de
tao importantes repartiges, hao de dingi-laa se-
gundo 03 verdadeiros interesses do paiz, e gloria
da negio, fazendo sahir do obscuro esquecimen -
to em que jaziam sepultados nossos servigos e
arenos. Doloroso de certo, nos para nos a
enunciago desta verdade.
Senhores.As necessidades dos homens sio
varias e multiplicadas, e os meios de move-las
estao na nossa razio, sendo impossivel que um
so homem possa rrunir fundo de conbecimentos
to grande quanto demandam as necessidades do
estado.
D'aqui se segu que naquelles que pels sua
educago, seus hbitos,seus estados especiaes e
inclinages a par de urna tenga pralica, estao
era razio de conhecer as necessidades de um ra-
mo de adminislragio publica, e dos meios de oc-
correr a ellas, sio sem duvida os mais aptos, e
os mais apropriados para a direegio e manejo
dos negocios dessas repartices, e daquelles que
dellas dependem.
Todossabem perfeilaraente que ninguem pode
avaliar devidamente bem os trabalhos altieios por
que nao passa, por cooseguinle. nao para estra-
nhar, que quem nao 6 militar, quem nio come o
pao de munigio de tengas marchas ou tengas via-
gens, quem nunca interrompeu o seu somno sal-
tando alta noite do leito para acudir ao taque do
tambor, do corneta e do apilo, prefira deslum-
hrado os bellos feitos da fortuna ao merecimenlo
real do militar encanecido no servigo do estado,
expondo constantemente a vida nos azares dos
combates, legando depois de morto a miseria eos
desgostos a seus filhos. Os povos mais adianta-
dos na carreira da civilisagao, dao-nos constan-
temente exeraplos da verdade desta axioma, col-
locando a testa dessas imprtanles repartiges ho-
mens profissionaes que servem de garante e dd
proteegao as fileiras ou equipagem d'onde foram
tirados ou serviram.
E', pois, senhores, gragas devemos render ao
Magnnimo Monarcha, que, conscio na grandeza
do seu imperio, acaba por acto
rS&TP al *> ae.snde-se presente
os 9 desembargadores Villares e Silva Gniaa-
ra s, edeputados Reg, Lemos, Bastos e Sil-
va ira.
Lida, foi approrada a acia da sea*o
pawsdo.
Appellante. Claudlao Benicio Machado
PJ*d?f. M*"e Bergea Ucha e ouiros.
earmoa-se a sentones appellada.
Appellante, Joo Antonio Gomes Guimaries
appellado, Manoel Jos Gongalves Draga.
roram deaprezados os embargos.
., DlSTRlBClCIS.
Appellsnta Frsneisco Jos Germano
ledo, Euataquio Gomes.
--------

de 15 do
ap-
appel-
P*SSABNS.
Appellante, Jos Nunes de Oliveira ; eppella-
dos. Joio Luiz Ferreira Ribeiro e Antonio Duarte
de Oliveira Reg.
Do Sr. desembargador Villares so Sr. desem-
bargador Silva Guimaries.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
o: ^,mbarf>d. Elias Emiliano Ramos.
Do Sr. desembargador Villares aeSr. desem-
dosembargador Silva Guimaries.
JURY DO RECIPE.
r SESSAO.
a de malo.
raesiDKNciA do sa. na. jiz dk direito da rsi-
MF.IR.V VARA CRIMINAL BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Ltopol-
dtno de Guimo Lobo.
Etcrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Ettevet Clemente.
Adyogado e curador o Sr. Dr. Joaquim Jos de
Miranda. *
A's 10 horas da manhia o escrivio proceda i
chamada e verifica eitarem presentes 47 Sr.
jurados :
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberla a
sessao, relevando das multas anteriores aos Srs
jurados que comparecern aos trabjlhos do dia,
e multando em OJJOOO aquelles qae nio com-
parecern), havendo sido notificado*.
E' submettiio julgamento o processo em que
reo o preto Cietano, escravo da viova de Di-
niz Antonio de Moraes e Silva, prenunciado co-
mo ucurso no irt. 193 do cdigo criminal, pelo
subdelegado dos Affogados em 24 de novembro
de 1855.
O reo accusido pete ministerio publico de
harer espancade violentamente a Miguel Gomes
do Sacramento io dia 3 de Janeiro de 1851, pro-
vindo desse espinciuiento a morto do paciente
que verifiooa-sedous dias depois.
Procedendo se ao serete dos juizes de fado
que leem de coopor o conselho, sio sorteiados
os Srs. jurados :
Guilherme Ferrtira Pinto.
Luiz Melaueo Franco.
Francisco Maia Cortes.
Joaqntm Jos di Costa Fajozes.
Umbelino Maxinmo de Carvalho.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Joao Climsco Fieire.
Joaquim Jos Mirtius.
Nicomedes Marh Freir. "
Augusto Rufino le Almeida.
Manoel Dominguts aa Silva Jnior.
Sabino Jos de Almeida.
Foi dispensada de servir ua prsenle sessao o
Sr. Jos Nazarit dos Anjos por ser aoalpha-
beto.
Foi igualmente dispensado o Sr. Francisco
Antonio das Chagas, por se prorar que o nome
da pessoa nolificida de Antonio Francisco das
Chagas.
Seguiram-se es termos regulares do iulga-
mento.
Lidas as respectas dos quesitos. o Dr. juiz de
direilo publica a senteoga em que absolre ao
aecusado e coidemna a municipalidade as
..------- ,_.----- expontaneo do
ia 4 de marco de confiar os destinos do exercito
CariaV'e^oauim^s KST ^"1 de '"^"p-o" dTa S^ero "que' Ver jlga^o Tro
lT"f;g"a.C'- -Delles d?v!" Joa. eso 1" commendador Manoel Goncal-
cusas.
E' a sessao adiada s 6 horas
moai es perar mais effectiva protecgo e cuidado
em favor da nossa classe avallada em todas *
pocas como melhor escudo das liberdades pa-
trias, a nica torga que jamis poz em porigo
sendo como o sustentculo do throno da opu-
lencia 6 prosperidade do estado, o erabalaveis
estelos da integridade do imperio. Confiemos
senhores, que SS. EExcs. profundamente instrui-
-ves da Silva.
dos das necessidades do exercito e da marinha J i nni. j a- *,v0
obtenham da sabedoria dos representantes". -" p?L,!M^.d.,.*ld K?Liei........ 573:8O0$000
gao todas as medidas que elevem, e amparara 09
denodados exforgos dos nossos camaradas. irroos
d'armas, fazendo ao mesmo tempo restituir o es-
plendor de que digna a nossa classe, onde re-
pousaa seguranga e a tranquilidade publica.
De nossa parle cabe-nos nicamente protestar
peranle to distiocta reuniao, e nesla solemne
occasiio, o mais profundo respeito de amor e de
gralidio e de lesldade, a pessoa sagrada do S.
M. o Imperador. Aos nossos chefes, e superio-
res todo acatamento e pontualidade no desempe-
nho de suas ordens o iostrucgdes. como a princi-
pal base da disciplina, nico batearle da ordem
publica, para termos direito s gralidio dos nossos
concidados, e as bengaos e reconhecimenlo da
posteridade. a
A lotera que corre aroanhaa a terceira
parle da quinta em beneficio das obras da isrea
'o Guadalupe. '
Passageiro da barca nacional Castro, vio-
ro : Joao Alves Guimaries.
do
apuros dos cofres araeaga o goveroo com o cor-
tamente da canaligagio, para que Oque, como
me consta a cidade s escuras; tomos tolos es-
ees importantes comproraissos; e todo isto nos
deve obngar sem duvida alguma que sejamos
carnetlaso a mesmo parcos na decretara da
despezas. *
Maa, Sr. prndente, nio sei se ser preciso
voa aize-ia, porque as circumstancias da provn-
ola assim o exigem.
Atada assim, e nio obstante estarmos em
situagao lao deploravel, onlra seria a sorle da
provincia se houvessee mais zelosa Qscatisagao
e melhor applicacao daa rendaa publicas. Nos
confeccionamos as nossas leis annuas decreta-
mos as despezas; mas para o que aervem essas
lea, o que acontece ? A' cada momento vemos
excederem-ae as consignagoes voladas, e awim
inutilisar-se a previdencia dos orgamenta I
Umi Sr. deputado:Principal mele depois da
i''nr*"Sao dos crditos aupplementares
O Sr. theodoro:Alea dusevstanores, n
Se, como convm, entende ella que a'secgSo
urbana deve Ocar inteiramente dependente do
chefe depolcia, como propoe, para que o chefe
a empregue as diligencias de modo acertado e
intumbindo as suas pragas, conforme a confianga
que pellas tiver, destas que ro daquellas dili-
gencias ; orno e porque motivo oppe-se s
mesma commissio que chete tenha o direito
de propor a nomeagio ou deroissSo dos comman-
dantes ou chefes dessa secgio, os quaes devem
ser pessoas de inleira confianga delle, para que
com seguranga esegredoexecutem as diligencias
de que forero encarregados? Esta deoendencia
em que fleariam, nao os estimulara que ser-
vissem contenta do chefe, cuja confianga pro-
curaran ganhar; e com isso nio lucrara o ser-
vigo?
Demais, deve-se ser consequenle : se so deter-
mina que, pelo motivo de confianga. a seceo
urbana devaflear dependente do chefe, porque
nao seapplicao mesmo principio aos comman-
dantes d'ella ? Nio era mais lgica que se ap-
plicasseo principio com todas as suas consecuen-
cias ? '
(Ha um aparte.]
O Sr. Theodoro da Silva : A rasio, que se
d ero contrario, nio procede; por tanto nao
se deve temer que do sobredllo direite de pro-
posta conferido ao chefe resulta falla de nexo
e desordem na oiscplina do corpo do polica ;
visto como em todo o caso flcam esses chefes
nao obstante o direito da proposta, se bem que"
dependentes do chefe, todava sujeitos disci-
plina e immediato commando do mesmo corpo
como dtspoe o projecto. '
Eis o que eu tenho dizer. A' respeito dos
outros artigos do projeclo, ofterecerei, quando
d elles se tratar, alguma! emendas, que iulgo
eonveniealee, sem que todava me comprometa
a fallar mais. *
IREVISTI DUfllft.
Foi prorogado at 30do correte meco praz
marcado para a apreaentagio das propostas, ten-
dentes conatraegio da nova ponte, qae deve li-
gar o beirro do Recife este Santo Antonia.
Besolveu a presidencia da provincia, em so-
lego eonsulta do Dr. juiz de direito da comar-
ca do Rio Formoso, que nio pode harer conse-
nso de jurados distincto d'aqualle de Barreiroe
por yr.M vito dsxAgns>seia ; aeanw,BSo
neo mi esta anda iostallada, e nem tambem fo-
ram nomeadas e emposeads-s as autoridades de
que trata o decreto der 24 de margo de 1843 to
flft. s
Cy^U,'!!SJSSrr*ole mM hem-se as sedlas de
W e 1*800, papel branc e urna so figura, so
metede-do se* vetar nominal.
do Rio de Janeiro
Matadouro publico. Mataram-se b
cciisuromo desta cidade no da 2 de mate 55
rzes.
Mortalidad! do da 2.
osepha, preta escrava, solteira, 33 annos : apo-
plexia.
Manoel, pardo, escravo, 4 mezes ; ttano.
Joao, pardo, escravo, 3 annos ; convulsoes.
Alfredo, branco, 13 mezes ; convulges.
Francisco, prelo, escravo, 1 anno ; coqueluche.
Charles OrearJ. branco, solteiro, 34 annos ; ta-
bre beliosa.
Marliniano, pardo, escravo, 2 annos e mete ; co-
queluche.
Evangelios, branca, 13 mezes; mvjulite.
Chrislina, parda,8 mezes; tosse."
CHRONiCA JUICMHIA.
TRIBUNAL DO COHHERCIO.
EM 2 DE
SESSAO ADMINISTRATIVA
DE 1861.
MAIO
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DE3EMBARCAD0R
F. A. DE SOUZA.
s 10 horas da manhia, reunidos os Srs. depu-
rados Reg, Basto, Lemos eSlveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessio.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
expediente.
Pela secretaria de estado dos negocios da jus-
liga umexeroplardo cdigo civil, esbogo por A.
T. de Freitas.
Um offlcio do secretario do merilssimo tribu-
nal do commercio da corle do imperio, de 15 de
abril, acompanhando urna reiagio dos commer-
cianles matriculados durante o mez de margo fin-
AAccuse'8e a reccP5ao e archive-se.
Outro do vice-presidente da provincia, de 21
de abril ultimo, transmittindo exemplarea im-
pressos dos decretos nmeros 2,685 e 2,686 de 10
de novembro e 2,711 de 19 de dezembro do anno
passado. Accue-se a recepgao e archivera-s.
Outro da mesm. de 25 de abril prximo passa-
do, acompanhando a copia da circular numero i7
expedida pete ministerio da fazenda de 25 de fe-
vereiro ultimo.O mesmo.
Outro, de 29 do mesmo mez, do Exm. Sr. A
M. N. Gongalves, commanicando ter tomado pos-
ee da presidencia desta .provincia. O mesmo
despacho.
Foram presentes as cotagoes offlciaes dos pre-
gos correntea da praga, relativas s semanas fin-
das.Archive-se.
despachos.
Um requerimento de Manoel Lope Rodrigues
^uiSSe*Vcom rflP*ta *> uppliraate e do
administrador; de sua casa. Psguo o selle d^s
pe lines.
Ostro deAnlonie liptista Noguslra, padtadoo
registro do contrato de sociedad* de Pereira Vi-
nhas 4 Sena.Pague o sello das petices.
Mada eaais houve. '
SESSAO JDICIARIA EM t DE MAIO.
rnBSIOENCUDO EXM. 8R. 0I8EMBA1I6AO0R
SOTZA.
Secretario, JiUio Guimaree.
A meta hora depois do meta-ta, 0 Bia. Sr.
NOVO BAMCO DE PERNAMBCO.
Balando do Noto Banco de
nambiieo
em 30 de abril de 1861.
ACTIVO
Estrada de ferro de Pedro II...... 104:0000000
F.strada do ferro os Bahia...
Depsitos.........
Acces depositadas '.
Joias depositadas.....
Letras caucionadas.....
Letras descontadas.....
Letras protestadas ....
Costa & Filhos da Bahia ". '.
Aluguel descasa.....
Fornecimento......
Premios de ttulos e garants.
Juros.........
Despezas geraes ...............
Caixa.............
80:0003000
PASSIVO.
Capital.........
Einisso........
Depsitos da direcgo .
Letras por dinheiro recebido
.iu,ro......... 92:7788813
tontas correntes com juros 401:681634
Fundo de reserva...... 4l:630j>078
Ttulos era caugio ....
Banco da Baha S/C .
Banco da Baha N/C .
Knowles & Foster (de Londres) .
Jos Antonio de Figueiredo J-
nior (Rio de Janeiro) .
Saques ........
Dividendos.....
Juras da garanta de eraissio .
Descontos........
Ris. 4,331:7839056
Demonstraeo do estado da eaixa.
33:1003000
Em moedas de ouro
Era notas do thesouro menores
delOSOOO.......
Era ditas de outros valores .
Em olas da caixa filial do Ban-
co do Brasil......
Em olas do Novo Banco de Per-
narabuco........
Prata e cobre.....
do pele pee|d dita moas/Jos Thomaz de tsL e
pelo seu mestre e padnnho Dr. Jos Eustaquio
Gome rollar para esta cidade e casar-se com a
P'JjJ' O casamento etTe>e1uou-e em arco
de 1880, e nessa mesma occasio recebsu Seot'An-
na em dote duas esersvas africanas, ama das
S,e W ess preta Maria, que move i aefi de
iberdade contra o Sr. Miranda, e que por ssse
tempo, com 14 annos da idsde e perlo de 10 de
importada do Brasil, nio fallar, j muito eer-
rentements o portuguez, como al coaiohava bam
e razia mais ou menos perfeilameote todo o ser-
vigo de urna casa de familia.
Estes fados, que roe foram referidos com toda
a minuciosidsde e repelase vezes pete proprio
eaniAnna, acharo-se confirmados por um Inter-
rogatorio tono prata Maria, e que se acha nos
autos, e pelo depoimeoto conteste das testemu-
nhas do processo.
Realisado o casamento, ficoo ainda Sant'Aana
nesla cidade al concluir seus estados, ndos os
quae foi estabeleeer-se por algum lempo em M-
cete. Em 1833 voltou elle para esta cidade e
tai por ultimo jar a asa residencia na cidade
do Araeaty. A eacrava Maria acompanhou-o
serrpre : foi com elle para Maceta, voltou
para aqui, o com elle foi para o Araeaty, tendo,
quando aqui esleve Sanl'Anna em 1833, sido ella
hypothecada ao referido Dr. Jos Eustaquio Go-
mes. A outra escrava recebida em dote aobre-
viveu pouco ao casamento de Sanl'Anna.
A mulher de Sanl'Aona, toado morrido sem
prole no Araeaty em 1839, foi este obrigado a fa-
zer inventario dos poucos beos que possuia, en-
tre os quaea figurava essa escrava Maria e um fi-
Iho da mesma, que foram aubsequeatomente pos-
tas ero praga por delerminagiodo juiz municipal
supplente Joaquim Emilio Ayres, inimigo polti-
co de Sanl'Anna.
Em 1840 casou-ae Sant'Anna em segundas nup-
cias comigo, e roorreu dez annoa depois, deixan-
do-me bastante pobre, e carregada de dividas
para cujo pagamento havia por nicos beos a'
mencionada escrava Maria e tres filhos, dou* dos
quaes tinham nascido depois do meu casamento
Cercada, pois, de credores e citada pa'ra faer
inventario porque tambem nao Uvera fllftos, meu
cuohado Antonio Jos de Sant'Anna, irmo de
meu mando e casado com urna irmia minha, en-
tendeu-secomojuiz para que dispensasse o in-
ventario de beos, que nao chegavaro para pagar
aoi oradores, e com estas, afim de me darem lem-
po a mes pagar coro o meu proprio trabalho.sem
ser necessano desfazer-me dos escravos, parle
dos quaes hviam sido criados por miro, e eram
de minha alTeigao.
Conseguido isto, e cedendo por urna parte &i
instancias de meu cunhado, que vtahs para esta
cidade e desejava ter-me ao p de si, e tomada
por outra parle de desgostos pela perdaquesof-
Irera, resolv a acompanha-lo para aqui. com o
tim de recolher-me a uro convento Parlimos
com effeito do Aracaly e chegamos a esta cidade
ero setembro de 1850, trazendo eu em minha
companhia a preta Maria e seus tres filhos.
Logo que aqui cheguei, e quaodo procurara rea-
lzar o meu intento, minha sogra Maria Jos do
Nascimento, vendo-me com quatro escravos, exi-
gi que eu fizesse inventario, e lhe desse part-
iha, sob o pretexte de que, tendo fallecido San-
la-Anna sem filhos, a ella caba succeder-lhe na
heranga.
Meu cunhado Antonio, filho da dita minha so-
gra, sabendomais que ninguem do estado dos
meus oegocios, dos corapromissos que eu con-
trahira para pagar a enorme divida do casal, para
a qual nio baslavam os ditos escravos, fazia es-
forgos para conseguir que minha sogra desistisse
do seu proposito, quiodo a morte o sorprendeu
em fevereiro de 1851. deixando-me em completo
abandono, o que me demoveu a rollar para o
Araeaty para o seio de minha familia, e ali rea-
lisar como me fosse possivel o pagamento das di-
vidas do casal.
Quando me pteparava para partir, recebi por
parte de minha sogra urna citegio para que fizes-
se inventario. Tendo meu marido fallecido no
Aracaly, e nio sendo nesla cidade o .neu domi-
cilio, onde nio havia seis mezes que me achava,
nao me julguei obrigada a aecudr ao reclamo de
minha sogra ; mas estando j a ponto de embar-
car foi-roe apresenlado um embargo feito pela
referida minha sogra na prela Mara e nos tres
filhos.
fa"e8sa occasiio, o Sr. coronel Domingos Theo-
p__ Ph'ta Alves Ribeiro, do Aracaly, achando-se aqui
de volta de sua viagem i Europa, encontrou-se
com a preta Mari, e informanJo-se della sobre
o que era feito de Sant'Anna, a preta lhe res^oa-
deu chorando : que seu senhor tinha morrido
no Aracaly, e que sua senhora (eu), que se
achava aqui no Recife tinha sido intimado um
embargo para que entregasse ella Maria e seus
ulhos mii de Sant'Aooa. Foi isto por ou-
tras palavras o que ella disse; mas encareceu
lano a afniegao em que eu rae achava, e taoto
deplorou o ter de separar-se de mim com seus fi-
lhos, que o Sr. coronel Theophilo leve a bondade
de ir immediatamente minha casa, soubede
mim o que havia, foi casa do Exm. Sr. Dr. Fi-
gueira de Mello, que exercia eolio o cargo de
chefe de polica, e que se bem me record, orde-
nara a apprnhensio dos meus escravos, expoz-lhe
o que havia ; que; eu llcra por morte de meu
mando com lio poucos bens que nao chegavam
ooe:08tjJ42 para pagar aos credores, em cujo numero eslava
como um dos uiaores o proprio coronel Theo-
philo, e que finalmente, sendo eu do Aracaly, e
lendo all fallecido Sanl'Anna, s naquelle lugar
se me podia exigir que fizesse inventario. O re-
" 4 ' sn!Hf cravos foram apprehendidos, e que pude partir li-
' vremente sob a proteegao e na companhia do di-
to Sr. coronel Theophilo, a quem flquei devendo
mais essa divida de eterno reconhecimenlo. A-
coropaoharam-me a preta Maria e seus filhos.
Pouco mezes depois de haver chegado ao Ara-
oc,?oSi?= Caiy* PParece''am n'aquella cidade dous procu-
jipoa^ilo radore9 de minhe sogra, que insista ainda na
a:aa- ,,, PreleD?ao de me obrfgar a fazer inventario e
3:z2o$734 partir com ella os bens. Consternada pela mor-
4nAM.it< d^ uma irm5a ecom os escravos todos ataca-
o n-SAo i 8 dafebre amarella, achava-me na impossibi-
8:9>5jJ993 lidade de tratar com os procuradores ; roa, re-
4:280>50() mettendo-os ao Illm. Sr. Dr. Pamplona e a um
ac-?o Vi2 iOS credorcs do c"li o Sr. Melchiades da Costa
8*075 Barros-, ficaram elles convencidos de que nada
podiam exigir de mim, e retiraram-se.
Passaram se depois disto quatro a cinco an-
nos, durante os quaes, com inauditos exforgos e
sacrificios, consegu pagar uma por uma todas as
dividas contrahidas por meu marido, e que
montavam aj duplo do que entao podiam razoa-
7:895j00O velmente valer os escravos, que nio foi necessa-
347:5308000 no vender. Tambero nio fui mais perseguida
pelos pretendidos herdeiros de meu marido.
173:840*000 Pagas as dividas, e tendo resolvido ir fixar a
minha residencia na capital do Cear, veio-rae a
79:63250
80:000*000
3:570*000
5:735,5280
5:5308000
2,739:095*324
39:320*330
2:409*182
1:0503000
7:7669485
26 881*863
2:375j832
1:931*916
Ris. 4.331:783*056
no. Entre osee documentos avalla ,-_
tarrofatorie faite preta Msris pelo Dr. choto de
rTJe*: ^ #^ ,e tactararella mesmo, qU9
'f***8 San i-Anua era dote de sua primeira
"^r. Tonda Si'AM. rasado em primeirse
Sftif "W de *8. chando-se ella j
do praza>
Sani^ba era dote i primeira
no Brasil, 4 svuteute que veio aotes
de af
nvtSiC*04 Manm-kn*). *-o papel da*
lU?5! *' *"" crsvaMaria. taita so Dr.
merid? T*? a "eita de mea
marido c^m sua primeira mulher.
Todas estas pravas e as d. lestemirnbss ana
jurarem o ca.M, f0ram lie procedente^'% VZ
liosas no espirito dojolzo da frimeir. istanc
?oU,? .nn: G",lherme A,8ustede Miranda alcanl
ouscDlenca em seu favor ha perlo de quatro
annos. O palrooo dos escravos. porm, W-
teu da centenes, nao porque livasse cous 3!
1 !*?" m" 80ro.ela P"a Pfole Cau-
sa, e obrigar-me a maiores despezas e sahfi-
S,.po.ta ro/ minha conu Mrr" delmemm
que se tero feio para assegurar ao Sr. Guilher-
me de Mirandas mansa a pacifica posse doaes-
cravos que lhe vend. wea
Confesso iogenuamente que me sorprendeu
poiameneC18a0d0 -reio ""unal da raljj^
ton m*1'',u2 era n,Pw">l levar ma*"
do Ir M.rnrC,8Md" *,le8' '*" por part
tribunal tinha sido movido, ao que me narM-IeT
peteinteresse da liberd.de jutasderto se achor'
perfeilaraente prov.d. a racr.vidio danrati*
"u m/i 8e "a ter aPreMDldo o conhecimento
fin,??*; PrV ee ter provado tambe
ideniid.de da dita preta. Espero porm que
dignos juizo se hio de convencer 1"oue ten-
dniPare1,aMarfl8-d0 coraPrada bog.iqee'alS;
'nitfH.leiquee,,lD'ttio "co. nio e.t.vt
sur.je.ta so pagamento da meia ais. a que aumen-
to estavam subjeitos os escravos ladino *
que a preta Maria, que move a aegio de liberda-
ae.a masma que meu fallecido marido recebe
em dote em 1830. que esteva em Maceta, que foi
2.i&Qp0,heC"d" ?" ,833> qoe foi n'nisrieom
em 1839, que aqui estove e tai embargada em
.851 equ a nica que eu possuia, vend ao Sr.
Ou Iherrae Augusto de Miranda em 1856. Dei
Oslo a prova mais completa.
Desde que o tribunal da reiagio tiver aprecto-
oo as razoes, que ltimamente lhe foram apo-
sentadas por embargos na chancellara, espero
reconsidere a sua pnmeira deciso e me faga jus-
liga oa pessoa do Sr Guilherme Augusto de Mi-
rada. Ha quatro annoa que aqui estou a pedir
jusuga, e conlo que o egregio tribunal da refaci
nao me fallar com ella.
Recito Io de mata de 1861.
Maria Joaquina de Sanl'Anna.
O Illm. Sr. Dr. Hereulano Antonio
Pereira da Cuaba,
Por mais de quatro annos leve a cidade der
ISazareih desta provincia a fortuna de ter como
seu juiz de direito o Ilustrado Sr. Dr. Hercleo.
Antonio Pereira da Cunha.
Durante lodo esse tempo os habitantes do Fa-
zareth virara nos julgameotos proferidos por
aquelle magistrado a justiga em seu mais sanio-
coosorcio com a equidade: a lei foi religiosa-
mente observade, e os direitos dos cidadios ga-
rantidos e respeitados com a maior imparciali-
dade e profunda sabedoria.
A' mais rigorosa observancia de seus deveres
como magistrado, o Sr. Dr. Herculano Antonia
Pereira da Cunha reuna urna araenidade de tra-
to, uma delicadeza de maneiras, que ainda mata
o recommendaram eslimagao geral da comarca.
Homem feiio, e traquejado no manejo de ne-
gocios pblicos superiores, laes como os que so>
uherentes o cargo de chefe de policia, que a
contenta dos povos e do goveroo imperial, exer-
ceu successivamente oas proviacias de Alagoa.
Kio Grande do Norte e Cear, e ao cargo de t*
vice-presidenle desta ultima provincia, em cojo
exercicio provou que tioha grande conheciment
das nossas cousas o dos nossos horneas, o Sr.
Dr. Herculano em todos os annos que residi na-
ce-marca de Nazarelh deu sempre as mais bri-
Ihantes proras, deque o homem superior rele-
va-se nelle a cada testante, fazendo sobresahtr
cada dia os seus honrosos precedentes.
Durante a lula eleitoral, que foi bastante reuni-
da em sua comarca, sua senhoria mereceu
pre a eslima e o respeito de lodos
sahe da comarca, deixando nella
95:760*000 preta Maria pedir que a vendesse com seus filhos
556*342
Ris, 658:681*342
Emissao em circulado.
4276 notas do valor de 200J000 855:200*000
4532
3220
220
1220




100*000
50$000
20*000
10J00
453:200*000
161.000*000
4:400*000
iJUMgOM
Ris 1,486:0008000
O guarda livros,
Francisco Joaouim Pereira Pisto.
Communicados.
Ao publico e en particular aa egregio
tribunal da re a cao.
O egregio tribunal da reiagio deste dislriclo,
levado talvez pete inleresse que naturalmente
inspira i todo o coragao generoso e humano a
causa da liberdade, reformou em Una do anno
prximo passado a sentenga do juizo da primei-
ra instancia da capital do Cear. quejulgara sem
fundamento a aegio de liberdade proposla pela
africana Maria e seus filhos crioulos, contra seo
senhor Guilherme Augusto de Miranda. Tendo
sido eu a pessoa que vendeu essa preta e filhos
ao St. Miranda, a quem sou responsarel pela ef-
fsetividade da venda, cumpre-me oscurecer bem
este negocio, e patenlear ao publico os meios per-
feitamente legtimos pelos quaes houve eu essas
escravos, e o erro de apreciacio do egregio tri-
bunal.
No principio do anno de 1890, mee fallecido
marido Joaquim Jos de Santa Aon, que estu-
dara cirurgta na escola enlao existente no con-
vente do Ctrrmo desta cidade, tendo tirado da
companhia de seus pais ame fitas viura atad
moga, e fgido coa ella pata Ibcsio; fti obriga-
no Araeaty, pois que nio desejava acompanhar-
me para o Ceaf Nio acced ao seu pedido :
masapezardisso andou ella a lirar uma sub3-
cnpgio para forrar o seu filho mais velho, e
conseguio de feito reuoir uma sorama de 600*.
com a qual pretendeu que eu forrasse o filho.
Regeilei essa quantia, porque pouco antes recu-
ara vende-lo o Sr. Dr. Franctsco Peironillo de
Oliveira por 1.200*. e parti para o Cear com
ella e com os filhos. E' fcil de comprohender
que foram muilo contra vontade, de sorte que
loroarara-se desobedientes e atrevidos a tal pon-
te, que por amor do meu socego e tranquilliJade
de espirito me resolv a vende-los, ainda assim
a meu pezar, ao Sr. Guilherme Augusto de Mi-
randa, a quem dei as ordens para receber dous
moleques que se achavam alugados a um padei-
ro de nome Francisco Figueiredo, e outro aue
tambem se achava alugtdo a um ferreiro alle-
raio de nome Henrique. Ambos recusaram-se a
entregar, o pnmeiro ceden depois i ameaga de
ser constraogido pelos meiosjudiciaes; o segundo
porm despeitado, continuou a recusar, e nao
contente com isso persuadi preta Maria que se
fosse declarar africana livre. Por iguaes sug-
gesles uma mulher de nome Sabina Iluso ia de-
clarar ao chefe de policia, que o moleque mais
velho tinha sido forro oa pia bapiismal pela pri-
meira mulher de Sant'Anea, na hora da morte, e
que ella Beso tara sua madrlnha.
Nada disto sortio effeito. quando so tralou do
negocio no foro criminal ; porque o Exm. Sr. Dr.
Abilio Tavare conseguio verificar falsidade da
quellas
sem
oa partidos, a
as mais vivas.
saudades pelo muito aprego, em que eram lida
as suas virtudes cvicas eas suas eminentes qua-
lidades, como homem particular.
Desejando vivamente uma comarca na Bahia
sua provincia natal, foi removido pelo gabinete
de 10 de agosltfpara a comarca de branles a
qual vai gozar da presenga de um magistrado.
justiceiro. llustradissimo, desses que em todos
os lempos e em lodosos lugares serio selipre
considerados como uma honra e gloria de sua
classe.
O Sr. Dr. Herculano daixou em Nazarelh ami-
gos innumeraveis e muilo dedicados, mas o qu
maia importante e nelavel, uo deixou um s
inimigo. N
Seu nome ser sempre invocado como um tj-pot
de moderagao. de prohidadee sobretudo como o*
de um cavalheiro. que sabia insinuar-se em todos
os nimos e merecer as sympalhias de todas as
classes pelo esmero de sua educagio, e tete
moto obsequioso, com que a todos oistinguia.
Embota a sua remogao fosse a realisag da
seus maisardentes des.'jos, a comarca de Naza-
relh, que eslava satisfeita com sua justiga, que o>
vio promover com graoe inleresse muitos de*
seus melhoramentos, taes como a obra da roatrii
e da cmara do municipio, ha de considera-la
sempre cora profunda magos.
Tal o seutimenlo que os magistrados, como
o Sr. Dr. Herculano, deixam sempre nos lugares
onde exercem, jurisdiegio.
Uma ultima palavra.
lodosos amigos de sua senhoria, todos os ho-
mens de bem da comarca, nao podendo cooser-
va-lo entre si, comprazem-se em fazer os mais
sinceros e ardentes votos pela sua crescente pros-
peridade.
+ *
Publicages a pedido.
Aos senhores subscriptores, artistas,
mestres pedreiros, car-pinas, obrei-
ros, denos de otarias, tornos de cal
e mais ioteressatJos na realisaco da
sociedade de edificaces e compra de
terrenos.
Senhores:
Nio me sendo possivel dirigir-me individual-
mente a cada um de Vmcs., venho por meio des-
te Diario participar-Ihea- que, se acha em poder
da dignissima commissao de petices, um reque-
rimento que dirig em 18 de abril prximo passa-
do eos Illms. Srs. representantes da provincia,,
pelo qual lhe pego um privilegio exclusivo por
40 annos pela encorporago da sociedade, e im-
portagao de meslres, machinas, apparelhos
anda descoohecidos no paiz. com o emprego dos
quaea, a sociedade podefi edificar caaas etc. 30 a
25 por cento mais barato do que se tem editlcada
at hoje.
Nio pretendo com esle privilegio vdr a nin-
guem o direito de edificar directamente, nem de>
mandar edificar por o utrero, o nico motivo que
lem me levado a pedir esle privilegio para
com elle poder pracurar tora da provincia, e tal-
vez fra do imperio, a parle do capital de 1000)
conlos de ris que Dio posso completar aqui
visto a facilidade que tem os capitalistas na qua-
dra actual, de achar quem lhe pague 1 lis 2 a
3 por cento ao mez de juros de seu dinheiro.
Como a concessao do privilegio, por mim pe-
dido, era oada prejudicar terceiro, espero qua
os dignissimos representantes da provincia, nao
deixario escapar a occasio que lhe oftereco da
concorrer com a realUacio da minha empreza
em augmentar a receita provincial por meio das
decimas, e outros impostes que tari occasio de
rebeber das numerosas casas que a sociedada
construir, tanto para ella, como para quem lhe
encomroeudar.
Aproveito eata occasiio para renovar a Vmcs.
asserges Eutretaoto propunha-se no ny,w OTO TOaawsmra reaov.r m
Sfnrdni-!/0510 ^eo1" o novo se- os meus protestos de estima e comderaciov
nnor dos escravos, o Sr. Galherme Augusto de
Miranda. Os 900* da subscripc&o de Araeaty fo-
ram era pn gados para este fim, e com eMei fcil
foi achar patrono para aquella misetavel vingan-
ca do artemio.
Ao Sr. Guilherme Augusto, de Miran ia forneci,
come me cumpria, todas se proras e documentos
neeesssrios para patenlear a falsidade dea
gacoeeteitas por parte dos escravos, e frustar o
plano iniquo ds um homem de-ctratter meeerdl- r
P. U. Dupral.
Pernambuce, aa mata de 1861.
COfliMIflalCW
Rndmeoto do dis 1 .
daa alie- dem do di* i ,
lanniot
ljQlsWlU


w
DUMO M MWUWTOO*. SKtTA HA ** MWttDE 1KM.
-
3=


Patacho nft^^H
do Su^^^^^^^^^^^^|^^^HH
manifetou o
6,000 arrobas de que, 179
4e sebo em pe a bexigas,
40 courus seci i raesjnps.
Brigue portugus Machado I, viudo do Rio de
Janeiro, consi F. Bailar, raanifes-
touo seglnt
8,654 arrobas di i 13 dilaa sebo em ra-
na, 40 cooros vaceuns seceos ; sos msanos.
nacional Yoaaee, rindo do Rio Gran- ,
de do Sul, consignado a Marque* Bastos & C-, Pillear pelo Diario.
znanifestouo seguinte: .- Secretarla da tkesourarfa
10,000 arrobas de charque, 38 ditas de
506,000
120,000
......
-
321 ,66
N. 4.Estrada da Mirnei-
ra, sitio..... SIS.'OM
N. 5.Forno da Cal, sitio 352,000
As arremataees swlo feitas per
3 sanos a contar ol* de julhe de 1861 a 30 de
iunlio do 1864, e so as cendiges constantes
do edital de 9 do correte.
E para constar se mandou atusar o presente e

lempo
de
graxa
m tengas, 10 ditas de sebo osa pies, 50 couros
vaceuns seceos, 8 barra 2,000 taienas; os mea-
mos.
Barca nacional Castro III, vinda do Rio de Ja-
neiro, consignada a Finio de Souza Bairao, ma-
oiieatou o aeguiole:
1,200 barricas valias internadas, 120 pipas va-
lias, 200 caixas sabio, 75 saceos caf, 1 caixa ra-
j ; a ordem.
Exportac&o.
Dis 1. de maio.
Brigue inglez Fayri, para Liverpool, carrega-
Tam:
James Ryder & C, 52 saccas com 293 arroba e
2 libras de algodo.
Brigue francez Parahiba, para o Havre, carre-
garam :
Tisse freres, 14 saccas com 8 arrobas e 21 li-
bras de algodo, e 600 couros seceos com 17,260
libras.
Brigue inglez Titania, paja o Canal, carrega-
ram: ..
James Ryder & C, 936 saceos com 4,680 arro-
bas de assucar.
iovluienio da alfandega,
Volumes entrados com fazendas.. 11
> con gneros.. 137
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros:
148
56
148
----- 204
Descarregam boje 3 de maio
Barca americanaAzeliafarinha e bolachiuha.
Brigue bra8leiroAtrevidocaf.
Brigue inglezElisabelhforro bruto.
ecesaedoria de rendas internas
ajeraes de Pernambnco.
Rendimento do dia 1..... 1:2715960
Jdem do dia 2......; 2134*269
3:406*229
Consalado provincial.
Rendimento do dial.....9:248*917
dem do dia 2.......1918683
4.167J605
Moyimento do porto.
Navios entrados no dia 2.
Rio de Janeiro16 das barca nacional Castro
III de 301 toneladas, capito Antonio Goncal-
ves Torres, equlpagem 14 pessoas. carga pipas
vazias outros gneros ; a Pinto de Souza &
Barrio.
Rio Grande do Sul21 das, palhabote nacional
aNovaes de 195 toneladas, capito Joaqoim
Jos Mondes, equipagem 9 pessoas, carga dez
mil arrobas de carne secca, a Marques Barros
&C.
Rio-Grande do Sul 21 das," patacho nacional
Espadarte, do 150 toneladas, capilo Fran-
cisco Jos Prates, equipagem 10 pessoas, car-
ga 10,000 arrobas de carne secca ; a Amorim
Irmos.
Rio grande do Sul 38 dias, brigue portuguez
Machado I, de 190 toneladas, capito Joa-
qun Francisco da Silva, equipagem 13 pes-
soas, carga 8.654 arrobas de carne secca ; a
Balthar & Oliveira.
Da commissobrigue-barca nacional de guerra
Itamaraci commandanteo capito de fragata
Joo Gomes de Oliveira.
.Yanio sahido no mesmo dia.
Macei.Brigue inlgez Peerles, capito An-
drew Mearos, carga bacalho.
ce
a. to
O.
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Horas.
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2 *--0 *g
E 3 i B
klhmosphera
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Direccao.
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Inttnsidadt.
Fahrtnheit.

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Centgrado.
Hygrometro.
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J mtrica.
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Franeex.
Inglez.
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provincial de Per-
nambuco, II de abril de 1861.
G secretario
A. F. da Annunciaco.
O capilo Jas Luiz Pereira Jnior, caval-
leiro da imperial ordem da Rosa e juiz de paz do
lerceiro anno com exercitio no primeiro, do pri-
meiro districto da freguezia de Santo Antonio do
Recife, etc.
Fajo saber a quem convier, que ssaudiencias
dtste juizo continuam a ser as 2 horas da tarde
de todos os dias tercas e sextas-feirss que nao
forero santos ou feriados, na sala publica de au-
diencias, na ra do Imperador; e que despacha
das 9 horas da manha em diante, na casa de sua
seri aflixai >res do coetume e publicado
pela Irnpxet
Dada e passsdo oesla cidade do Recife, aos 30
dias do mez de abril lo 1861,40* da independen-
cia o do imoerio do Brat
Eu Manoei do Carvalho Paes de Andrade, es-
crio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Ptrttli.
Declara^oes.
O Illm. Sr. inspector da thesoararia provin-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do corren-
te por dianle se pagam os ordenados dos empre-
gados provinciaes, vencidos no mez de abril pr-
ximo (Indo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 1." de maio de 1861.O officjal da se-
cretaria, Miguel ATonao Ferreira.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernaubuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
residencia na ra Nova n. 7, segundo andar, ou anno lindo, .vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituirlo das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar*
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Cofaselho administrativo.
0 conselho administrativo, para foraecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para osrecrutas do 9 balalhodeinfantaris. .
16 bonets.
Para o fardamento da msica do 8 batalhio de
infamara.
135 covados de panno alvadio.
Para a enfermara dos aprendizes menores do
arsenal de guerra.
1 chaleira n. 5.
1 chacolateira grande.
Quem quizer vender taes objectas, aprsente as
sas propostas em carta fechada, aa secretaria do
conselho, s 10 horas da manta do dia 8 de
maio prximo vindouro.
Sala das sessoes do referido conselbo. 26 de
abril de 1861.
Benlo Jos Lamenha lins,
Coronel presidente,
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal serviola de secretario.
Repartico das obras
publicas.
Por ordem de S. Exc. o Sr. prtsidente da pro-
vincia, Oca transferido o prazo da tpresentaco das
propostas para a construccao danova ponte que
liga o bairro do Santo Antonio 83 do Reciie, at
o dia 30 de maio do corrente amo E para que
conste a todos os pretenden les, |or esta directo-
ra se faz publico.
Directora das obras publicas, Io de maio de
O director,
W. lartineaux.
aonde for encontrado. Eu Joaquim da Silva Re-
g, eacrivo que o escrevi.
0 Illm Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virtude de deciso da junti da fazenda
da mesma thesouraria, manda fazer publico que
a arrematarlo dos predios pertencentes ao patri-
monio dos orphlos, annunciada para boje, foi
Jranaferida para o dia 2 de maio prximo futuro,
evendo os pretendentes apreaentar os seus re-
querimentos para sua habilitarlo, e de seus fia-
dores at 29 do corrente.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviocial de Per-
nambucq 25 de abril de 1861. O official da se-
crctaria.'Miguel Alfonso Ferreira.
_ 0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeuto ao art. 7 do regulamento
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, peraole a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea,
67 Casa terrea,
por anno.....122*000
68
69
Casa terrea,
Casa terrea,
dem idem
Ra dos Burgos.
por anno.....
idem idem ....
Ra do Vigario.
dous andares e loja.
81S000
2O3S000
125f)0
72 Sobrado de
por anno.....
Ra da Senzala Velhs.
79 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........
0 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........753000
I9IJ000
602SOOO
8753jK00
81 Casa terrea, por anno.
82 Casa terrea, idem idem .
83 Casa terrea, idem idem ,
Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno ,
Ra do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. .
92 Casa terrea, idem idem .
93 Casa terrea, idem idem .
94 Casa terrea, idem idem : .
As arre'matacdes sero feitas
annos a contar do Io de julho de 1861
por
2008000
162SOO0
168000
162S006
160OOO
1729000
2539000
tempo de 3
" a 30 de
B
o B
M -i
i
SE, e assim
A noite nublada, vento fresco do
amanheceu.
08C11ACAO DA HAR'.
Preamar as 9 h. e 42' da manha, altura 6. p.
Bauamar as3 b. e 54' da tarde, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha 2 de
maio de 1861.
Romano Stepple,
Io leneEote.
Editaes.
O Dr. Hermogehes Scrates Tavares de Vascon-
celos, juiz municipal da primeira vara da ci-
dade do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade Imperial e Constitucional, aue Deus
guarde, etc. *
Fajo saber a quem itileressar possa, que est
aberto e se acha f unecionando o conselho muni-
cipal de recursos deste termo.
E para que chegue a noticia de todos msndei
lavrar o presente que ser publicado pela im-
prensa. r
Dado e passado Desta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de abril de 1861.
Eu Joo Saraivsde Araujo Galvo, escrvo o
escrevi.
Herraogenei SocratesTavares de Vasconcellos.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento do artigo 7o do regu-
lameuto do collegio dos orphos de Santa The-
reza. e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 docorrente. manda fazer publico
que no da 6 de junho prximo vindouro, peran-
te_ a junta da fazenda da mesma theiouraria
vao a praca. para serem arrematadas a Iquem
anais der a renda dos predios abaixo declamados
pertencentes ao patrimonio dos ditos orphos.
n. i.Largo de Podio II,
salla do f andar........ iso.OOO por anno.
N. 9a.Roa do Pilar, casa
terrea.................. cae iwi
. 96.-R. do Pilar, casa '
terrea.................... 157 000 *
N. 97.-RuadoPHar.casa '
terrea.................... 161,000
Ti. 98.-Rua do Pilar, casa
twres.................... 224,000
N. 99.-Rua do Pilar, casa
terrea...................
K 1O0.Ra do Pilar, casa
terrea....................
W. 101. Ra do Pilar,
casa terrea--............
W. 102. Ra do Pilar,
casa terrea..............
. IOS. Roa do Pilar,
casa tema............
-fw-Tf,fcM 0 pr.
asa Ierre*
N. 105. Rqb do piaV
cata terrea..
%. 1.Estrada do Panial
167,000
162,000
181,000
162,000
181,000
172,000
170,v)0
junho de 1864 e sob as coodicoes constantes do
edital de 9 do corrente. *
E para constar se mandou afBxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario, A.
F. da Annoncia;o.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz especial do commercio desla cidade do
Recife de Pernambuco e seu termo por S. M.
Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o prsenle edital virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 15 do p. futuro
mez de maio do corrente anno, se ha de arrema-
lar em praca publica desle juizo, [inda a audiencia
na saia dos auditoiios, um moleque de nome Be-
nedicto, crioulo, de 5 a 6 annos de idade, pouco
mais ou menos, avahado em 4009000, pertencen-
to a Manoei Francisco de Moraes, e vai praga
por execugo que ihe inove Parete Vianna C.
e caso nao ppareca lancador. que cubra o prego
da avaliaco aera a arrematago, feila pelo prego
da adjudicago com o abate da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
ser o presente publicado pela impreosa e adia-
do na forma do estvlo.
Cidade do Recife 30 de abril de 1861.Eu Ma-
noei Mara Rodrigues do Nascimento, escrvo o
subscreyi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial, ordem da Rosa e da de Chiisto, e
juiz de direi'to especial do commercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco o seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.
D Pedro II, que Dous guarde, etc.
Fago, saber aos que o presente edital virem,
que Antonio Monleiro Pereira me dirigi a peti-
co do theor seguale:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do com-
mercio.Diz Antonio Monleiro Pereira, por seu
bastante procurador Antonio de Azevedo Yilla-
rouco, que sendo-lhe devedor Jos Joaquim Pin-
to Dias de Magalhes da quanlia de 6269319 rs.,
importancia de urna nota promissoria vencida
em 27 de abril de 1856. e achando-se o mesmo
ausente em lugar nao sabido, quer osupplicaole
justificar sua ausencia, afim de inlerpor a pres-
cripgo, pela q,ual protesta, para que opportuua-
mente possa harer de seu devedor a mencionada
nota promissoria e seus juros, na forma do art. 453
3o do cdigo commercia), sendo-lhe o referido
protesto intimado por editos, depois de justifica-
da a ausencia; assim pede V. Exc. se digne
deferir-lhe na forma requerida.E R. M.-Mel-
chiades Antones de Almeida, procurador.
Nada mais se conlinha nem algumaoulra cousa
se declarara em dita peligo aqui transcripta, na
qual dei e profer o despacho do theor seguinte :
Distribuida. Tome-se por termo o protesto do
supplcante, que justificar a ausencia do sup pil-
cado. Recife 16 -de abril de 1861.A. F. Peretii.
Nada mais se conlinha em dito despacho aqu
transcripto, em virtude do qual se fez a distribui-
go ao escrvo Manoei de Carvalho Paes de An-
drade, que lavrou o termo do protesto do iheor
seguinle:
Termo de protesto.
Aos 16 de abril de 1861, nesta cidade do Recife
de PernamDuco, em meu cartorio, veio o solici-
tador Melquades Anlunes de Almeida, procura-
dor do supplcante Antonio Monleiro Pereira, e
peraote mlm e as lestemunhas iofra assiguad'as
disse, que nos termos de sua peligo retro que
Dea sendo parte do prsenle, protestara por todo
o seu contedo : e de como assim o disse epro-
teslou, fiz o presente no qual se rmou o ante dito
solicitador com as mesmas testemunhis,Eu
Manoei de Carvalho Paes de Andrade, escrvo o
escrevi. Melquades Antones de Almeida.
Faustino Jos da Fonseca.Manoei Simplicio dos
Res.
E mais se nao conlinha e nem alguma oolra
cousa se declarara em dito termo de protesto aqui
transcripto e opiado, e teodq o supplcante pro-
duzldo suas provas, oram sellados os autos, e
subirm miuba concluso, e nelles dei e pro-
fer a sentenga do theor, forma, modo e maueia
seguinte: .
A' vista da inquirgio jolgo provada a ausencia
do justificado em lugar nao sabido : pelo que
mando Iheseja intimado opreleslo do fls. 2 e fls
i verso, por meio de editos passando-se a respec-
tiva caria com o prazo do 30 dias : paga* pelo
justificante as cusas.
Recife, 16 de abril de 1861.Anselmo Francis-
co Peretii.
E mais se nao conlinha e nem oulra cousa se
declarara em dita sentenga aqui bem e fielmente
transcripta, em virtude da qual o escrvo que
esla aubscreveu fes passar o prsenle edital com
o prazo de 40 dias, pelo qual o seo theor chamo,
ei por intimad ;uppcado au-
declaradade JteuJonape-
cppladp- Pelo que toda aualquer pfMM paren-
tes ou amigos do dito aupplicado o podro fazer
' actente do que cima fies ipoile $ e o presea^
Novo Banco de Pernambuco,
O no?o banco paga o 6* dividendo
de 123500 por accao.
Acha-se nesta subdelegada urna trouxa de
roupa, embrulhada em urna coberta, que foi echa-
da na ra Nova ; quem for seu verdadeiro dono
comparega oeste juizo para lhe se: entregue. Sub-
delegada de polica da freguezia de Santo Anto-
nio do Recife 1. de maio de 1861.Villaga,
Subdelegado.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
6.a Recita da assignatura,
Sabbado 4 do corrente.
A orchestra executar alinda ouverturacom-
posig do Sr. Colas,
As cacadas de Pelotas
Seguir-se-ha a represenlago do drama em 5
actos, original francez,
ATORRE
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia cm um acto
P8ECISA-SE DE IIA NULHER
ipm imsm.
Comegar s 7 ) horas;
Aysos martimos.
COMPANHA PERVAMBUCaNA
o Rio de Janeiro
pretendo seguir com muita brevidade o bea co-
nhecido brigue escuna Joven Arthur, parle de
sea csrregameoro tem tratada : para o resto fue
Iha (alta, escravos a frete passageiros, psra os
quaes tem excellentes com modos, trata-je com
os seas consignatarios Azevedo & Mendos, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Rio Grande do Sul
segu nestes dias o lindo e veleiro brigue Csstro
1 por se achar com o seu carregameoto promp-
to, e s reeebe passageiros, para os quaes tem
excellentes commodos, e para ellea trata-se com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairao, na
ra da Cruz n. 24, ou com o capito a bordo.
Para a Baha
Segu em poneos dias o palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga que lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deus n 12.
A 3 do corrente.
Joo Raptista Horner. capito i* barca belga
MaraThereza, porteocente ao porto d'Aovara,
tar leilo por autorisaco do Illm. Sr. inspec-
tor da alfaodega, em preatnga do Sr. cnsul da
Blgica, por coala isco de quem pertencer o
por intervengo do agente Oliveira, do casco,
mastros reaes o gurups, e correles com fer-
ros, tudo em um s lote e tsl qual se acha no
ancoradouro da descarga neste porlo, onde foi
legalmenle coodemnada em consequencia da sus
recente arribada por torga maior, na viagem que
fazia de Santos com destino a Ha re burgo ; e em
seguida sero vendidos em diversos lotea, os
mastareos, vergas, rellame, cordoalha o mais
pertences da mesma barca.
Sexta-feira 3 docorrente
s 10 horas da manha, no armazem alfandegado
do baro do Livramento, no caes de Apollo.
COMPANHA PERJAMBUmA
Navegado cosleira a vapor
0 vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para os portos do sul no dia 4 de maio
s 4 horas da tarde. Recebe carga al o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dinheiro a frete al
o dia da sahida s 2 horas : escriptorio no Forte
do Mattos n. 1.
Lisboa e Porlo
Vai sahir com a maior brevidade para os portos
cima indicados a nova barca portugueza Corga:
quem na mesma quizer carregar o resto que lhe
falta ou ir de passagem, poder entender-so com
o consignatario Thomaz de Aqnino Fonseca J-
nior, ra da Cacimba o. 1, primeiro andar, ou
com o capito Rodrigo Joaquim Correia, na
praga. .
Lisboa.
0 brigue portuguez Carmozina, capilo Fran-
cisco Jos Nelto, esperado da Bahia a todos os
momentos, recebe carga e passageiros : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C, oo
largo do Corpo Santo o. 4, segundo andar.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anoa : para carga e passageiros trata-se
om Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 28.
Sexta-feira 3 do corrente
s 11 horas.
DE
Urna taberna.
O agente Carilargo fara' leilo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requer manto dos de-
positarios da massa fallida de Jos An-
tonio Soares de Azevedo, da taberna
pertencente ao mesmo o qual consiste
em armacao, gneros etc., etc., na ra
do Imperador outr'ora ra do Collegio,
as 11 horas no mencionado dia.
COMPAMIA PEMAIBIJCAIU
DR
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao.Aracaty, Ceara', Acaracu' e Granja.
0 vapor Persiounga, commandante Moura,
sahir para os portos do norte at a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da- sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Rio de Janeiro
Avisos diversos.
5O8O00
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Ala cao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente mez s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga at o dia 21 ao meio dia. Encommen-
das, passageiros e dinheiro a frete al o dia da
sahida as 2 horas: escriptorio no Forle do Mat-
tos n. 1.
Rio de Janeiro
A barca nacional Rio de Janeiro pretende se-
guir nestes oito dias, recebe apenas carga miuda,
passageiros o escravos a frete, para os quaes tem
excellentes commodos : trata-se com os consig-
natarios Azevedo & Meodes, na seu oscriptorio,
ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
O veleiro e bem conhecldo patacho nacional
Beberibe pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de seu carregamento prompto : para o
reato que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo 4 Meodes, do seu esorlptorio,
roa da Cruz n. 1.
Para oPenedo.
Segu em boucos diss o bem conhecido histe
Bebenbe, para carga passageiros trata-se n>
roa de Viajarlo n. 5.
Sahir' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Ai anaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novo n. 6.
Para a Babia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade. tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
Leiloes.________
LEILO
A 7 do corrente.
0 agente Oliveira far leilo por ordem e em
presenga do Ilira. Sr. cnsul da Blgica, prece-
dida a competente autorisaco do^llm. Sr. ins-
pector da alfaodega com asslstencia de um em-
pregado desta repartigao para o effeito nomeado
e da do Sr. agente do seguro de Uamburgo nesta
praga epor conta e risco de quem pertencer, de
cerca 1,200 saceos de caf com toque de avaria,
para occorrer aos gastos com a barca belga Ma-
ra Thereza, arribada por forga maiar a este
porto, onde foi legalmente coodemnada
Terca-feira 7 do corrente
ao meio dia em ponto, no armazem do baro do
Livramento, sito no Forte *do Mattos.
LEILO
Soldani-se qualquer pega de louga ordina-
ria, porcelana, vidro e barro, seja qual for a
qualidado do objecto : na ra do Livramento n.
31, loja decalgado.
0 abaixo assignado acha-se, contratado a
comprar a armago e fazendas da loja da ra do
Queimado n. 10, pertenceDte ao Sr. Manoei Jos
Leite, por accordo com os Srs. credores conhe-
cidos ; por tanto, para que ninguem se chame a
ignorancia, iaco o presente, por que, quem se
julgar com direito a impedir esta Iransacgo se
apresentar no termo de cinco dias. Recife 3 de
maio de 1864.
Joao de Siqutira Ferrao.
Tendo de ser levadas praga novamente as
dividas activas do espolio de Bento Feruandes do
Passo por nao haver comparecido lancador, e ten-
do o Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, pa-
rante quem se procede ao respectivo inventaro,
determinado que os annuncios fossom feitos com
individuago das dividas, declarando-so as quan-
tias, os nomes e moradas dos devedores, ttulos
das dividas, jurse vencimentos ; se faz publico
peto presente que a arrematagodever ter lugar
no dia 4 de maio prximo, depois da audiencia,
sendo as dividas as seguintes :
Manoei Rodrigues do Passo, falleci-
do nesta praga, tem um penhor
de ouro..........................
Domingos Barreiros, nesta praga,
por saldo de urna hypolbeca ven-
cida em 31 de Janeiro de 1841,
vencendo juro de 1 1|2 por cento
ao mez, que est paga at 30 de
abril de 1858....................
Rosa Mara Francisca de Paula, no
Manguioho, por saldo de urna hy-
potheca vencida em 19 de selem-
bro de 1858, vencendo juro de 1
112 por cento....................
Jos Rodrigues do Passo, nesta pra-
ga, por saldo de urna obrigago
passada em 1. de julho de 1832..
Joaquim Pereira de Mendonga, por
urna letra vencida em 14 de Ja-
neiro de 18*2, juros de 2 por
cenlo............................
Jos Teixeira Guimares, por seis
letras vencidas em 184* a 1848,
juro de 2 por cento..............
Bernardo Rezende de Vilhena, falle-
cido no sertao, por urna letra von-
cida em 7 de maio de 1844, ven-
cendo juro de 2 por cento........
Manoei Rodrigues do Passo, fallecido
nesta praca, por urna letra ven-
cida era 30 de margo de 1856,
juro de 2 por cenlo.............. 6:873#716
Antonio Francisco da Cunha, por
conta de livro....................
Antonio Francisco Macota, por
mandado de penhora ............
Alexandre Lopes Ribeiro, por man-
dado de penhora ................
Theodorio Rabello da Luz, por urna
obrigago vencida em 24 de ou-
tubro de 1849, juro de 2 por
cento............................
Igoez, prela, por saldo de conta de
livro...............................
Jos Gomes Moreira e Izidio Jos Pe-
reira, por mandado de penhora..
Jos Gomes Moreiaa, por conta de
livro que declara ser proveniente
de letras, ss quaes se ignora aonde
isfem .......................... 1:474*945
a sabbado 4 do' corrente an*
darSo no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario as rodas da terceira parte
da quinta lotera a beneficio das obras
da igreja deN. S, do Guadalupe de Ohn-
da. O resto dos bilhetes e meios
acham-se a' venda na thesouraria das
loteas ru do Queimado h. 12, pri-
metro andar, e as casas commissiona-
das na praca da Independencia n. 22
loja do Sr. Santos Vieira, ra Direita
n. 3 botica do Sr. Cha gas, ra estreita
do Rosario typographia n. 12 do Gerar-
do e na ra da Cadeia do Recife loja n.
45 dos Srs. Porto & Irmo.
As sortes serio pagas a entrega das
listas. O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Luiz Borges de Cerqueira e mais pessoas de
sua familia, agradecem a todos os seus amigos e
prenles que assistiram as exequias de seu sem-
pre chorado irmo Pedro Borges de Cerqueira
convidando de novo para assistrem a missa do*
stimo da, que ter lugar no sabbado 4 docor-
rente, pelas 7 horas da manha, na matriz de
Santo Antonio : pediado desculpa a todas as pes-
soas de sai amizade que daixaram de ser convi-
dadas.
Irmandade do Divino Espirito
Santo.
O escrvo actual convida a todos os seus cha-
ros irmos para comparecerem no nosso consis-
torio no dia 5 do corrente, as 10 horas da -ma-
nha, afim de eleger a mesa que tem de funecio-
nar do anno de 1861 a 1862.
Francisco Manoei da Rosa,
Escrvo.
No dia 3, depois de Anda a audiencialdo Sr.
Dr. juiz de ausentes.se ha de arrematar na res-
pectiva sala, a casa terrea sita na ra do Sebo n.
I, pertencente a heranga jacente da tinada Can-
dida Rosa do Espirito Santo.
No dia 3 do corrente, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz municipal da 1.a vara, vsi pra-
ga para serem arrematados, urna cama franceza
era bom estado, urna marqueza, urna cmoda e
cinco cadeiras, tudo de amarello, penhorado'
Carlota Marques da Silva.
Compram-se raoedas de ouro de 20# : no
escriprorio do Manoei Ignacio de Oliveira 4 Ft-
lho, praga do Corpo Santo.
# Precisa-se de ama prela escrava para o ser-
vigo interno e externo de urna casa de ponca fa-
, milia: a tratar na ra da Cadeia do Recife n.
i 22, primeiro andar.
. Arrenda-se o engenho Peres com safra o
sem olla, e tambera se vende ; a fallar com u>
seu propietario o tenente-coronel Manoei Joa-
quim do Reg Albuquerque.
Francisco Maestrali, subdito italiano, reti-
ra-se para a Europa.
Aluga-se a loja do sobrado n. 39, silo na
ra do Imperador : a tratar no Mondego, casa do
fallecido commendador Luiz Gomes Ferreira.
Precisa-se de om caixeiro com pratica para
taberna, de 16 a 18 annos do idade : na ra do
Rosario da Boa-Vista n. 56, em frentre a ra do
Arago.
Precisa-se de urna mulher que se preste ao
servigo ordinario de urna casa, e queira acompa-
nnar a ama familia provincia da Parahiba ; a
tratar na ra da Unio n. 50.
101*480
134*760
180*910
396240
499*892
112(000
1078830
4718014
717285
949500
46*000
1:240*096
Grande cosnorama.
Ra da Imperatriz numero 21.
As bellas virgens de illuso.
O dono desle mu apreciavel divertimento avi-
sa ao respeitavel publico, que desejando bem sa-
tisfazer aos pedidos das Exmas. familias, conti-
na a estarem expostas s vistas de Jerusalem,
Moscou, Veneza e oulras, al a noite de sabbado
4 do corrente.
12;503667
DE
STle
Sabbado 4 do corrente.
Aniones auiorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a reqeerimenlo de Parete
Vianna & C, vender dinheiro on a prazo em
seu armazem na ra do Imperadora. 75, as di-
vidas que pertenceram a Manoei Francisco de
Moraes. As 11 horas em ponto.
LEILO
O testamenteiro,
Joaquim Antonio da Silveira.
Redes do para.
Na loja de Lopes & Miranda, ra da Cadeia n.
50 receberam-se as verdadeiras e bem trabalha-
das redes de palha do Para, e vende-se por pre-
go razoavel.
**eefesi3fiiQ mmkqw tmtmtxsi*
Coqueluche ou tosse con-
vulsa.
Quem quizer ver seus Albos curados
dessa terrivel molestia com toda segu-
ranga e no menor espago de tempo pos- JC
sivel, consulte o Dr. Sabino O. L. Pinbo, 8
que garante o resaltado.
Para quem gostadoque bom
Na antiga fabrica dos mais superiores
doces secos e de calda de todas as qua-
lidades, se vende por atacado e a reta-
lho e tambera se recebem encommendas
em qualquer sentido que seja e quei-
ram: na ra da Imperatriz primeiro
andar da casa n. 14, onde mora o re-
tratista Star.
AS3OCIAC0 POPULAR
DR
Soccorros Mutuos.
Domingo* 5 do corrente haver sesso extraor-
dinaria da sscmbla geral para a discussio final
dos estatutos que tem de reger esta associago :
portanto convido em nome do conselho adminis-
trativo aos senhores socios em geral que se
dignem de comparecer as 10 1)2 horas da ma-
nha do mencionado dia, no palacete da ra da
Praia,afira de tomarem parte nos referidos tra-
balhos.
Secretara da Associago Popular 3'e Soccorros
Mutuos 2 de maio de 1861.
Joo Francisco Marques.
1." secretario.
Manoei Joaquim da Silva e Francisco An-
tunes de Mendonga Arraes e Silva reliram-ss da
provincia.
O bacbarel Antonio Annes Jacome Pires
contina a advogar na ra das Flores n. 9.
Os bilhetes da 41 lotera da empreza lyrica
do Rio, pertencente a sociedade Feliz, sao os se-
guintes : um bilhete de n. 5157, um meio de n.
4492, dous quartos de ns. 481 e 3440.
Alcntara.Procurador.
Jos Thomaz de Campos Quaresma mudou
sua residencia da ra Augusta para a ra da Im-
peratriz, primeiro andar da casa n. 14, quo fica
prxima da loja do retratista Star. Communica
igualmente por este Diario sua mudanga s pes-
soas de sua amizade, das quaes espera desculpa
por o nao poder fazer pessoalmente.
D. Hara Chrisliani vai a Europa, levando
era sua compaohia seu fllho Joo Eduardo e sua
filha Ernestina Christiani.
Vendem-se globos para candieiros dogaz,
bombas Japy, mais barato que em outra qualquer
parte ; na ra larga do Rosario n. 34.
O agente Hyppolito fara lenao por
conta e risco de quem pertencer de 650
Suintaes de ferro, em barras, verga*
ISeietc. : terct-feir 7 do corrente as
11 horas em ponto, na ra do Trapiche
n. 1, armazem, e ah podera' ser exa-
minado desde j.
Joo Jos Lmswaerey^fu^muner
e fllhos e Jos Avelino da Silva Jacqnes,
cordialraeote ^agradecem a todas as pes-
soas que se dgnaram assislir nos ltimos
suiTragios e acompanhar at o cemiterio os
restos mortaesde sua presada filha, irma
e cunhada D. Isabel Mara Lias Wanderley
e de novo convidara aos mesmes senhores
e mais pessoas de sua amisade para assis-
trem a missa do stimo dia que tem de
celebrar-se na igreja do cemiterio amanla
4 do crtente maz s 7 horas da manha.
ede-ae ao sr.-em Couhaciaoque le-
van a pega de sargelim preto da ru Nova loja
n. 67, bontem de 4 para s 5 horas da larde,
que mande levar a mesma loja, sois nouve
quem o seguisse e visee onde enlrou, alias se le-
var o negocio a polica que lhe dar o achado.
Precisa-se de trabajadores de campo : no
sitio da Tscwuna.
GAZ.
Grande porgao de gaz chegou ao antigo depo-
sito da ra Nova n. 20, aonde se tem vendido os
verdadeiros candieiros econmicos. Esta ultima
remessa ainda de superior qualidade s oulras
quo tem vindo, garante se aos consumidores a
verdadeira qualidade do gaz idrogenio : na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Fog*oes
econmicos.
RIquissimos sortmentos de foges econmicos,
que cozioham para mil pessoas em pouco tem-
po, que muito devero agradar aos compradores
pela sua economa : na ra Nova n 20, loja do
Vianna.
Vende-se urna casa terrea na ra das Cin-
co Ponas ; a tratar no Passeio Publico n. 7.
Queijosdo vapor a l800ea
1|50,
negados ltimamente : na taberna da estrella,
largo do Paraizo n. 14.
Compra.ee nucho de pescada ; na ra das
Cruzei n. 1.
AMA.
Precisa-se de urna ama escrava para urna ca-
se franceza: a tratar na ra do Trapiche n. 12.
Acha-se justa e contratada a taberna sita
no lugar da Capunga Nova, pertencente ao Sr.
Jallo Cesar Vieira de Amorim : quem se julgar
com algum direito a mesma, annuncie por este
Diario no prazo de tres dias.
Aluga-se urna cesa na ras dos Prazeres,
hito te W Viste : a tratar na asma ral na-
srolO,


DlAlIO-H MWK4JWC0. ^ SEXTA FEIRA 3 A 11*10 DI 186 J.

*

DE
os melhores que ha oeste genero a 39500, 2J e
ero calas com 14 a 15 libras vende-se nicamente no Pro-
largo daPenlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes asaim como aos Srs. amigos do bom e barato que ae acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem rindo a este mercado e por ser parte deUes
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mantolg* taglexa perfeltamente flot. wo r. n, m b-
rril se fari algum abatimento.
alailteiga Craneeia a maisnova que ha no mercado vende-se a 7S0 rs. a libra.
Cha petla, \vyson e preto
19600 rs. a libra.
^|Uei JOS HameilgOS chegados oeste ultimo vapor de Europa 1J600 rs., em por-
Sao se far algum abatimento.
V *eiJO SU1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-s* a 6*0 rs. a
libra.
^l&fSlJO prnlO os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito (rescaes e de
boa qmlidade a 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
CaVxVnViaS COI Uma e duasWWaS elegntemenle eneitad.s contendo
differentes qnalidadesde coofeitos, amendoas cobertas, paslilhas etc., ele, o que ha mais
proprio para mimo a 1$ cada urna,
Passas multo novas
gresso a 8$ cada urna.
UO iaCa lUtta lUglda a ma8 nova que na n0 mercade-, vende-se nicamente no ar-
mazem pregresso a 33O00 a barrica e a retalbo a 240 rs. a libra.
iviaeixas Arancelas a ^go^. a ibra em porsao se aTA algum .batimento.
*Wf*WMla liapOtial 00 famad0 Abre*, de outros muitos fabricanl
LisbOa a 800 rs. a libra.
l^atas com bolacui a\ias de soda
differentes qualidadvs.
VilmOcOiaiO 0 Bug SUperior qOT tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
HJ&aQa de tomate em itW de l libra, a mais ora que ha no mercado
bra.
VeTaS SeCeaS em COndecs de 8 libras por 3$500 a retalho a 480 rs.a libra.
Conservas franeezts e inglezas
das em direilura a "800 rs. o frasco.
Metria, maearrao taluarim %m a libra e em catxas de oma .
roba por 80.
Palitos de dente lixados em molhos com ^ macin^ poT ,,.
1 oncinuo d*j Lisboa 0 mill novo que.ha no mercad0 a S20T8i a iibra em barril
a arroba a 9g.
TTeSuUliO ^llo novo T6nde-se para acabar a 4tW rs. a libra.
CYiourleas e paios
a libra.
RanVia de \>ovco tennada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
"Latas eom peixe de posta P1
res quahdades de pene queba em Portugal a 1$500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinhe em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos aspiros e de outras muitas
qualidadesdos melhores fabricantes de Sao Flix, champando das mais acreditadas marcas,
cerveja d ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas es qualidades, azeile doce pa-
rificado a 15 agarrafa, nozesa 320rs. a Hbra,-eevilhas franceeas, trueta em calda, azeitonas
baratas ostros muios gneros que encontrarlo tudo de superiorcualidad*.
ASS0CIC*0
DE
Soccorros Molaos
vende-se a 18600 rs. cada urna com
1 -as mais oras que ha por erem vin-
0 que ha de bom ueste genero por serem muito -coros a 560 rs.
a m-ais a!va que pode haver no mercado vende-se a
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Domingo 5 do corrate, as 10 horas da ma-
nhia, harer reunlo da assembla geral, como
determina o art. 19, dereodo funecionar a sesso
do conselho as 9 horas do cimo dia, pelo que
sao conviJados os senhores socios e conselheiros.
Secretaria da Associa<;ao.de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 1. de maio
de 1861.
Galdino Jos Pares Campello.
1." secretario.
O bacharel em direito Jeronymo
Salgado de Castro Accioli transferio a
sua residencia da ra Velha para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30, primeiro andar, onde advoga
perante o tribunal da relacao e mais au-
ditorios desta cidade. No jury desta ca-
pital ecomarcas visinhas, encarrega-se
de qualquer defeza mediante razoavel
ajuste. Promette a todas as pessoas que
o honrarem com a sua conuanca tomar
todo interesse as questoes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Tendo tocado ao abaizo assignado na part-
Iba dos bens pertencentes ao vinculo do Paraizo
neata cidade, o dominio directo dos terrenos fo-
reiros das casas descriptas na relaoao abaixo de-
clarada, pede o dito abaixo declarado aos emphi-
tentos senhores de taes casas, que quanto antes
se entendam cem elle para tratarem amigavel-
menle sobre o pagamento dos foros vencidos, e
entrarem em novos ajustes. Os que o nao fize-
rem ficar entendido que se recusare a todas as
favoraveis disposicSes, e preferem os meios liti-
giosos. Ra das Gruzes, casas terreas o. 1 da
ordem terceira de S. Francisco. 3 idem, 10 de
Antonio Braga, 12 de Antonio Francisco -Velloso,
13 de Caetano Carvalho Raposo, 15 de dito dito.
5 de Francisca Hara de Almeida, n. 7 de Jos
Fernandos Bastos, 3 de Jos da Costa Dourado,
17 de Antonio Pereira Braga, 18 de Francisco
Antonio Carvalho, 19 do mesmo, 21 de Antonio
Gomes Leal, 23 de Jos Peres Compeli, 25 da
ordem lerrerra, 26 de Jos da Costa Lima, 8 de
Rosa Candida do Reg, 12 de Joo Baptista Fra-
goso, 16 de Antonio Baptista Ribeiro, 18 de Ura-
belino Leoncio, 20 de Manoel Gentil da Costa. 24
da matriz de Santo Antonio. Sobrados n 2 de
Loureoca Joaquina do Sacramento, o. 14 da ma-
triz de Sarrio Antonio, 4 de Raphael Fernandas
de Miranda:, 26 de Mathias Jos de Carvalho, 28
de Justino Pereira de Parlas, 30 do mesmo Jus-
tino Pereira de Farias. 11 de Joo Jos de Amo-
ro), ilua de S. Francisco, casas terreas n. 7 de
JosCardoso do Res, 9 do padre Joaquim Jos
Barrete, 13 de Marta Theodora do Sacramento,
15da matri de Sooto Antonio, 18'de Bruno do
Rosario, 19 de Augusto Machado de Abreu, 21 de
Joaquim Jos da Costa, 25 de Candida Mara Per-
reir, 11 de Joao Baptista Fernandos, 31 do pa-
dre Pita Orligueira, 33 do mesmo Oitigueira, 35
de Antonio Jos de Azevedo, 1 do dito padre Or-
tigaeira, 17 de Diflna Isabel, 3 de Luiz Jos da
Costa Amorlm, S7 de Severioo Flix da'Cruz, 23
de Mara Francisca de Almeida, 37 de Francisca
Mara do Espirito Santo, 41 de Antonio Gomes
da Silva, 43 de Manoel Joaquim Baptista, e mais
<4, todas de n. 45, de Henrique Gibson.
Recife 22 de abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins.
O abano assignado est resolido a vender os
engenhosque possuo, inclusive o Cunjambu-
caonde mora, com esclavatura, boiada e aoi-
maes de carga, e mais putaeas de um enga-
nhocom safra criada, e al mesmo com porc&o
de assucar feito ; aceita n'esse negocio predios
na praca; e deixa de mencionar aquslidade do
engenho. por ter elle um nomo conhecido e
firmado de bom em tudo, o a vlsla do compra-1
dor o desengaar. Quero quizer e poder fazej
esse negocio procure na praca ao Sr. Lniz Jos
Pereira Simos, ou no mesmo eogenho
Bernardo Jote da Cmara.
Precisa-se da ama ama ou criada para todo
o semen interno e externo de urna casa ; na ra
S10""- 23. terceiro andar (entrada pela Cam-
boa doCarmo.)
O deredores da loja de calcado
de Burle Jnior & Martins, tefiham a
bondade de virem saldar os seus dbitos
nestes 15 dias do contrario se entregara'
a urna pessoa para cobrar judicialmen-
te. Faz-se este aviso para n5o haver ra-
z5ode queixa.
Toribio Meca retira-se para o sul.
Vicente Gamargo tendo-se muda-
do da ra do Vigario n. 19 para a mes-
ma n. 10, participa a seus amigos e
freguezes que continua com a sua agen
ca de leilOes e esta' prompto para de"
sempenhar as suas f unecoes com a maior
diligencia e energia como agente.
ARMZM
oc.
ROUPA FSPPA
Joaquim Francisco dos Santos.
PRIJADOQIMMAD0401
Defronie do becco da Congregacao letreiro v-erde.
Neste eetebetecimeato-ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
2 qualidada, e tambera se manda executar por medida, vontade dos fregueses, para o
aue tem um dos melhores professores.
asacas de panno preio. 40#, 359 o 309000
w': Sobrecasaea de dito, 35$ e 30)100
iPalitotsde dito e-de cores, 35S, 30J,
. 255000 e 20$000
l ito de casimira de cores, <229000,
159, 129e 99OOO
Ditos de alpaka ,pe ludo, llgOOO
Ds de merio-sitim pretos-e de
cores, 9g000 89OOO
i Ditoa de alpaka de.cores. 69 e 39500
Ditos de dita preta., 9, 79. 5-e 39500
Ditos de brim de coree, 5f, 4**30,
.4fi00 e 395OO
Ditos de bramante de lieho branco,
6CftO, 59000 e 45000
Oitos de merino de 159000 e 89000
CaUas de casimira preu de cores,
129.109. 99 e 6$00O
Ditas de-princeza e merisd de cor-
dio protos, 59 e 495OO
Ditas de brim branco e da eores.
5S000, 49500 e j>#500
Ditas de ganga de cores 3g000
Collelee de .velludo preto e de co-
res, liaos e bordados, 129, H e 89000
Ditos de casemira preta e de coroa,
lisos e bordadoa, 69, 59500, 59 a 39590
59000
59OOO
59OOO
Ditos de setim preto
Ditoa de seda e setim branco, 69-e
Ditos de gurguro de seda pretoe e
de cores, 7 J000,69OOO e
Ditos de brim e fueto branco,
39500 e 39OOO
Seroulas de brim de lioho 29200
Ditas de algodao, 1J600 e I528O
Camisas de peito de fueto branco
e decores, 29500 e 2J300
Ditas de peito de linho 6fl e 39000
Ditas de madapol&o branco e de
corae,:39. 29500, 29 e I98OO
Camisas de meias I9OOO
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
formas da ultima moda lOkStOO e 7*000
Ditoa de eUro, 69. 5$, 49 e 2J00
Ditos de-sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 12$. 118 e 79000
Collarinhos de linho muito fios,
novos feitios, da ultima moda 9809
Ditos de algedo #500
Relogios de curo, patentes bori-
sonlaea, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisadoa, pa-
tente hosontaea, 40g 309000
Obras de ooro, aderecos e meioa
aderecoa, pulaeiras, rozetas e
anneis m
Toalhas de linho. duzia 129000 e 109009
De. Debroy. deatiala,Sacce8sor|do Sr. Pau-
lo Gaigncur, avisa ao respeitavel publico quo che-
gar am Peroambuco no mez de abril ou at
junho.
i
3-ftoa estreila do Rosario-3
Francisco.Pinto Ozori cooUnua a
locar dantas arliOciaes Unto por meio de
molas como pala pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiqaillva vontade de seas donos, tem pos
tras preparagoes as mais acreditadas
para conaarrasio da bocea.
\w999 fu fffl
Attenco.
A mesa regedora da irmandads do
SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista,
convida a todas os nossos irmaos, afim
de reunireoj-se em mesa geral em seu
consistorio no di 5 de maio as 9 horas
da manbia para tratar de discutir o
nosso compromiso afim de ser appro-
vado pela assembla provincial adver-
tindo-se mais que funecionara' a mesa
urna vez que rena o numero que exi-
ge o antigo compromisso que actualmen-
te nos lege. Consitorio da rmandade
do SS. Sacramento da matriz da Boa-
Vista 1* de maio de 1861.
O RTm. Sr. Jos Procopo que
morou.em Onda, queira annunciar
sua morada ou dirigir se a esta typo-
graphia.
Rosa Gandida, portuguezi fegue para o
Rio de hawo,
O major Manoel do Nascimento da Costa
Monteiro, D. Antonia Vieira da Cuoha, D.
Paula hidra da Costa Monteiro, Gabriel
Antonio, D. Mara Margarida dos Prazeres,
Jos Joaquim Aires da Silva, Joo Lucio
da Costa Monteiro, D. Paula Gertrudes da
Costa Monteiro e Francisco de Souia Reg
Monteiro, cordialmente agradecer a todas
as pessoas que se dignsram assistir aos l-
timos suffragios e acompaohar at ao ce-
miterio publico os restos mortaes de sua
muito presada sobrioha. filha, ora, esposa,
maoa e cunhada D. Anna Perpetua da Cos-
ta lonteiro e novamenle convidara aos
mesaos senhores para que se dignem as-
sistir missa de Rquiem, que tem de ce-
lebrar-se no stimo dia na igreja dos reli-
fiosos do Carmo, sabbado 4 de maio, pelas
horas da manha.
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n* 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resotoe vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguins de Nantes sola patente a 8 e 8,500
Dito de ditos sola fina a 7 e 8,000
Ditos inglezes prova d'agua 7.500
Bolas de bezerro 7,000
Borzeguins de lustre a 6, 7 e 8,000
Ditos todos de duraque 6,000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespontados 8,000
Sapatdes de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baiza de 1 sola com salto 3,000
Ditos de dito sem salto para dansa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3,500
Ditos de urna sola com salto 2 800-
Ditos de urna sola sem salto 2)400
Borzeguins de lustre para rapazes a 5,'000
Sapatdes para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de setim branco para senhora- 5,000
Oitos do duraque branco 4,500
Ditos de.ditos de cores 3,500
Oitos de cores com gaspeaa 4,000
Ditos de ditosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Ditos de ditos para menino 2,500
Chinlos de couro de cabrito 3,000
IE
Attenco!! i
Augusto Gesar Pereira de Mendonga previne
aos aceitantes das letras que van abaixo mencio-
nadas, e a'todas as pessoas a quem possa inlercs-
sara presente i ublicaco, que o aonunciante no-
ve penhora em ditas letras perante o juizo do
Cabo, e protesta o annunciante contra toda e
qualquer transaeco que a respeito das ditas le-
tras possa ser celebrada, e promette usar de io-
dos es remedios de direito contra a pessoa que
nellas gura, a saber, urna letra aceita por Anto-
nio Tavares da Silva, j vencida, da quantia de
27&058, morador nesta pra^a, outra por Joao
Chrissostomo Wanderley da quantia de 280g250,
morador no engenho Muss, outra por JoslTho-
maz de Gusmo da quantia de 307$020, outra por
Francisco Vicente do Nascitaenlo da quantia de
339$672, e duas por Gabriel de Jess, sendo urna
de 1249380,-e outra de 682^790, morando os ires
ltimos na villa daEscada.
Recife 27 de abril de 1861.
Precisc-se alugar urna ama preferindo se
escrava, pro o servido de casa de urna pequea
familia : na ra Nova n. 33.
Aluga-se urna grande casa de um andar
com commodos para um coUesio, defronte da
fundicao do-Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com GuiLherme Pursell.defroote da igreja de Be-
lera, ou com Manoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador o,.26.
Attenco ao Carioca.
Na ra estreila do Rosario n. 25, loja de funi-
leiro, existe.um grande sortimento de obras de
flandres de todas as qualidades. como seja bahs
d todos os lmannos com fundos -de madeira e
fechadura?, caicas para conduzir comidas, bacas
e banheiros de formas elegantes., formas para
bolos o pudias, assadeiras, urnas grandes e pe-
quenas, emfim tudo quanto desejar se possa em
flandres, sendo.todas estas obras do melhorgosto,
e bem acabadas, jjue s a vista animaro ao com-
prador, e por mais mdicos precoa do que em
outra qualquer parte ; recebem-se encommendas
e se garante a premptido.
CONSULTORIO ESPECIAL
ftOttfiOPATHICO
DO
DB. CASA\OVA,
30-Ria das Crazes-30
Neste consultorio tem sempre os maje
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria ,(aatinturas) porCa-
tellan e Weber.nor presos razoaveis.
Os elementos dehomeopatbia obra.re-
commendada inieUi^encia de qualquer
peaeoa.
A.viso.
O Sr. Clemenlino procure na cidade de Olinda
na ra Paaso do Castelhano, em casa de Jos Pe-
reira Cesar.* bah que mandou *o Sr. Sampaio
por um preto.
Precisa-se dedous trabalhadores de padaria
amassadores e tendedores, e para o mais servico
Uniente ao trafico : na padaria da ra largado
Rosario n. 18.
O abaizo assignado faz scieote ao respeita-
vel panuco e especialmente ao corpo docommer-
cio, qne desde o l.e de marco do correte anno
deiiou o 6r. Mathias Tavares de Almeida de ser
socio da loja de ferragens da ra do Queimado n.
O, que gyra*a sob a razo social de Leite & Ma-
linas, flcando a cargo do abaixo assignado proce-
der liquidaco da ezlincta Arma. Recife 1 de
maio de 1661.Joo Leite do Reg Sampaio.
Aluga-se um moleque da 16 annos, esperlo
e Hel ; quem precisar, dirija-sa a ra nova do
Pires n. 76. defronte do hospital militar na Boa-
Vista, das 6 horas s 8 da manha, ou de 1 hora
da tarde em diante.
J. Nascimento Lasserre, subdito brasileiro.
vai a Europa.
Aos. senhores estudantes do
instituto commercial, e em-
pregados da fazenda.
O bacharel Ametico Fernandes Trigo de Lou-
reiro tem aberto do principio do corrente mezde
maio ero diante, na roa do Cabug o. 2, das 7 s
horas da noite um curso de francs e geogra-
phla para aquellas senhores (especialmente das
auasclisses cima indicadas), que quizerem a-
prender essas disciplinas, nao qoerendo frequen-
taro curso por ello aberto de manha, em sus
casa, por ser este ordinariamente frequenlado
por pessoas de menor idade; sendo alies, para
maior cammodidade dos meamos senhores. a-
quelUs horas mais convenientes, entretanto que
a mensalidarje e i oessia : 5OO0 rais. ;
COLUTORIO ESPECIAL H0HE6PATHIC0
DO DOUTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meo dia, acerca das seguiutes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
gas, mtleslias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphililicas, todas as especies de febres,
febres nermtienes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
Siaradoi som todas as cautelas necessarias, in-
allivefc em seus effeitos, tanto em tintura, como
em gloulos.felos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impretso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pioho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualnenle na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo da Dr. Sabino sao falsos.*
Arrenda-se o engenho Jaciri, situado no
termo de Serinham. moentee corrente.com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municago para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno,casa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenta a sessenta paes por tarefa com um
parol de cobre sufficientemenle grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufflcien-
te capacidade, urna destilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique-de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdenle por dia de vinte o dous graos pelo
a rio metro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, coro dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couios tambem de aroarello
casa de encaizamento com quatro baleos, sna
respectiva estufa e caizoes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacomum grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento.
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
do desejar para a producto de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compo6tas de
bar.ro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufliciente capacidade para
dar-estacas para cercar e lechas para uso dos for-
noe.c.casa de caldeira, e madeira para carros e
repazos que fr mister fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
i ladeiraa com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
I palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
, extraordinariamente grande e urna grande parte
j coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1961,
a findar-se em 14*62, sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As condic.des e
tempo do arrendameoto se combinar com quem
a pretender, que dever procurar a seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Man-
guiaho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
U:hoj,e dos Alllictos. de manha al 1 hora da
tarde.
CONSULTORIO
DO
s>, k. mm wmm\
MEDICO PARTE IRO POPERADOR.
3 H A II%(,I.OIA.C ASA1M>11 \O03
Clnica por ambos os syatenas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, a de tardedepois de 4 .
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos i sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem da urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianleachar-se-ha constantemente os melhores Medica-
mentos homeopatbicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10)000
Dita de 24 ditos. .'...............159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos................. 255000
Dita de60ditts................ 309000
Tubos avulsoscada um.........: IfOOO
Frascos de tinturas. : :............2|000
Manualde medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido am portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ..... 6900*
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernarobuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paizem muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopathicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pieiudicava aos
raeus doentes.
D'entreo numero de molestias, que tive de tratar, urna classe me mereceu muita attengao
tanto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsenla. Esta classe de
molestia a bydropesia.
Tive de tratar de muitas hydropesias, por lodos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondiam a minha espectactiva ; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia produ-
duzido bons resultados em alguns casos, tralei de estudar os seus effeitos e na verdade tive o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
Sendo poisas hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que auectam a nossa populacho e que grande numero de victimas ba feito em todos os lempos,
julgo ter prestado um grande servido a humanidade com a descoberta de um agoole lo poderoso,
que nenhuma s vez me tem falhado, anda mesmo nos Casos mais desesperados.
Na ascills (hydropesia de venlre) costumam exlrahir liquido por meio da puncho ; mas o
liquido que se extrahe nao a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
que a extraccao do liquido que constitue a ascilis um meio palliativo com o qual d-se em verda-
de algum allmo ao doenle, mas se empeiora o seu estado ; por q>ianto sempre ou quasi sempre o
liquido se reproduz com muito maior rapidez, na razo directa das operaces que se repetem p3ra
o exlrahir. r r
Quasi sempre a aacitis symptoma da Ieso de urna vicera do venlre particularmente do bato.
E lao seguro o tratamento das hydropesias pelo novo agente, que nao receioem offerecer-me
para applica-lo com a condic?o de nada receber no caso de nao Qcar o doente curado, seja qual
,VeUc n Le comodesejo queaeffleacia deste remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
ao Mm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pioho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agradecimento.
Assim pois quem se quizer aproveitar dos meus fracos servidos se digne de procurar-me em
mtoha casa, ra da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Alves Tenorio.
Feitor,
Precisa-ae de um feitor com familia para lo-
mar conla de um sitio no lugar da Torre, dando
fiador a sua capacidade: na ra Nova n. 17, loja.
se dir quem precisa.
Irmandade do Divino Espirito
Santo, em S Francisco
De ordem de mesa regedora convido a todos os
irmaos psra comparecerem em nosso consistorio
no domingo 5 do corrente, pelas 9 horas da ma-
nha, afim de proceder-se a elei^o da nova me-
!!q.ue oJ reger os negocios da irmandade de
1861 a 1862.-0 secretario,
Joaquim G. da Silva Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha queira appa-
recer na praca da Independencia ns. 6 e 8 que
so lhe precisa fallar antes que se retire para fors
da provincia.-
SOCIEDADE
nio Beneficente
DOS
n d MARTIMOS.
De ordem do Illm. Sr. presidente convido os
senhores socios effectivos para sesso de assem-
bla geral domingo 12 do corrente, a qual ter
lugares 10 boris da manhia, no palacete do
caea de Apollo.
Secretaria da sociedade niio Beneflceote dos
Marilimos, 1. de maio de 1861.
Jos Sabioo Lisboa.
APPROVACiO E AlTORISACiO
DA
CHAPAS ME&.61ME
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Hirk
Para serem. applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro eemtoda
vincias deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se le
as emfermanss abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem
soas capazes de distinecoes.
n- IC!ome8tas Chapas-electro-auciTETiCAS-Ei'isPASTiCAS obtem-se urna cura rad
fallivel em todos os casos da inflammaco ( canta

externas, como do Ogado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpitacao de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipelas, rheumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, etc., etc Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc., seja qual fr o
seu tamanho e profundeza, por meio da suppuracao serio radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselnado por habis e distinclos facultativos.
As encomraeudas das provincias devem ser dirigidas por escoplo, tendo lodo o cuidado de
fazer^s necessarias exphcases, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabesa, pescoco, braco coxa, pecna, p, ou tronco
do corpo, declarando a circumferencia: e sendo nchscSes, feridas ou ulceras, o molde do seu ta-
manho em um pedago de papel e a declaracao onde existem, afim de que as chapaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambem de lodos os accesso-
os para a collocacSo dellas.
Consulta as pessoas que a dignarem honrar.com a sua conBnca, em seu escriptorio
se achara abano todos os dias, sem excepeo, das 9 horas da manha s 2 da larde.
que
||9 Ruado Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
1.* secretario.
I
Ra do Queimado botica u. 15.


MUW* DI WUUBUCO w SKStk MIRA i t MAIO M 1 MI.
aetba cozinhar
ai casa:
andar,
raudou se para
do Livrarnento
W Precisa-se de urna, bu <
e fazer iodo o servido oa i
na ra do Livrarnento casa a. SO,
Firmioo
o 1 andar do sobrado do paleo
a. 31.
WMSCbbMM GaattiS MMKfll
M. J. Leite, roga a seus de ve-
dores que se dignetn mandar pa-
gar $eu* dbitos na tua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pai a esse fin com o sen
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
AI uga-se primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San
to n. 5.
Mugase a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesmaruan. 40.
Aluga-se un terceiro andar e soto n'uraa
das melhores ras do bairro do Recite ; a tratar
oa roa da Cadeia n. 33, loja.
CASA
DE
commsao de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se achara
estabelecido na ra larga do Rosario n. SO, e abi
da mesma maneira se contina a receber tscra-
tos para serem Tendidos por commissao, e por
CODta de seas senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmos sejam vendidos com promp-
tidao, afim de que seus senhores nao soffram em-
Iiate com a venda delles. Neste mesmo eslabe-
ecimento ha sempre para vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
M O abaixo assignado taz sciente
a a todos os seus amigos e aquelles
i que o quizerem honrar com a sua
tm confianca.que elle tem estabeleci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Quemado n. 26, 1.'
andar, onde pode ser procura-
rado desdeas 10horas da manhaa
ate as 3 da tarde dos das uteis.-
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
5 *aa uaaaava f*'Vfl ftttfl frtff? KM fifliil ^SLa**
Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica .piano, para principiante fora da
praga ou engenho, annuncie, ou tratar na ra de
Hartas n. 27.
&80OC*co nn o g trap Ut ca
ycvnamhucAtta
Domingo, 5 do correte, s 10 horas da manhaa,
haver sessao ordinaria do conselho director-
Secretaria da Associagio Typographica Per-
nambucana 1 de maio de 1861.
J. Cesar,
Io. secretario.
.Ai
; 9'
Der advoeat Cicero Peregrino faehrt
fort seine dintele zu bedienen, in sei-
nem Comptoire Quemado Strasse n. 26.
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
railtegs 3 Uhr zu sprechen sein wird.
e
pede ser
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana nao *0 da facer nas-
cer os cabellos mais lambem
de dar-lhes forcea para evi-
tar a calvicie e nao deixa-
los embranquecer ti cedo
como quando ella oto for
applicad* ; alea disto, i
do n* eompoaicio form
de substancias alimentai
a absopgao peloa poros nao
nociva. Depsitos, ra da lacerador
n. 59, e roa do Crespo o. 3.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Abres Guimaraes & C-,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lbe venhara saldar suas con
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o n3o fuerern serao entregues a
leu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacSo para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE BANG4H4-
Amorim, Fragoso Santos
Os senhores socios comnanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
2*da ,5 l 80 ,Dno- Recite 22 de abril de
loo!.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de l>teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Quem precisar de ama criada portuguesa
chegada ha pouco, procure na roa do Rosario n.
o4botica.
Na ra das Aguas Verdes n. 86,1 andar,
preeisa-se de urna ama que saiba cosinhar.
Aluga-so aloja da ra Direita n.9: a tra-
tar na rus atrai da matriz da Boa-Vista n. 36.
Denlisfa de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiaodentista, faz
todas as operfboes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo cora a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tara agua e pos dentifricios etc.
Alagase
a loja com armacao da asa daa Direita n. 87,
propria para qualquer eatateUetnteato, nio ae
olhaodo o prego: a tratar aa baja da roa do Quei-
mado n. 46.
OSr. Francisco Marques 6uimsrles, fiador
e principal pagador da inqailina Boaa Thereaa da
Casia, veobs pagar oestes oito dias o que ella
deve, que vai en aove metes de alugnel, se nao
!|uer vfr joixo, e pagar custas, que pagando bo-
e, lbe ha da custar saaia do dobro.

@S
><
O bacharel Cicero Peregrino contina
a advogar no seu esciptorio na ru do
Queimado o. 2\ primeiro andar* onde
pode ser procurado das 10 s 3 horas da
tarde.
#
m
ss
Cicero Peregrino, barhelor
may be consulted on matlers
his profession at his cfice, n. 26 ra do
Quemado 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'cltck.
of laws,
alTecting
L avocat Cicero Peregrino cootioue &
exercer sa profession, ra do Queimado, ^
26. 1." tage, ou Ton peut le trouver *5?
tous les jonrs de diz trois heures. ':,
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao' Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
-sHeis
O advngado Innocencio Serfico de i
9 Assis Carv-Alhn declara que para os miste- djl
@ res de su i.rofissao s pode ser encou- $$
Irado em sen escriptorio, ra do Queima- @
do n. 14, das 10 1[2 horas da manhaa al @
@ s 3 da tarde, nao podeodo ser antes $
0 por estar occupado nos trabalhos de @
ji sua cadeira nocollegio das artes.
^1
Jos Joaquim de Miranda, morador na ra
da Sol n. 21, julga nada absolutamente dever a
pessoa alguma por qualquer titulo / se porm al-
guemse julgar seu credor, sirva-se dirigir-se a
sua casa ; em sua ausencia a seus procuradores
nesla pra$a os Srs. Joao Baplista Fragoso e A-
dclp^o Curio ; e no malo a seu mano o maior
L)urentino Jos de Miranda, em Rio Formoso,
que de rolla de sua viagcm a Europa fica sendo'
seu procurador geral em todos seus negocios
Jos Joaquim de Miranda, sua mulher D.
Antonia E. A. de Miranda e seu filho menor Jos,
braslleiros, vao a Europa.
Quem liver para dispr um cavallo rudado
que sirva para carro, pode leva lo a cocheira que
foi do Sr. Jos Hygino, defronle de S. Francisco,
mostra-lo ahi ao boleciro Claro, que agradando
se comprar.
Mudanca de me-
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cokles Cavalcanti de Mello.
mm-m-mmmm
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padrdes seguinles:
Brancas de 1# com urna flgura.
Ditas de 58 com urna dita.
Rdxas de 50g.
Brancas de 500-5.
Verdes de 500#.
E mais : notas do banco da Bahia
de illg r=. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 20# : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
mmmm-m-mmmm
Deseji-se comprar urna escrava criouls de
1* a 18 annos de idade que seja prendada e sem
vicios, preferindo-se que tenha estado em casa
de familia : a tratar no escriptorio de Amorim Ir-
mos, na ra da Cruz n. 3.
O Dr. Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas
transferio a sua residencia para a ra augusta,
casa n. 43, onde pode ser procurado a todas as
horas para o exercicio de sua profssio.
Aluga-se um escravo pardo de boa conduc-
ta, para boleeiro de casa particular ; na rus da
Cadeia do Recife n. 29.
Aluga-se um preto para tojo servico inter-
no e externo de urna casa : quem precisar, diri-
ja-se a ra Augusta o. 46.
Francisco de Paula Dias Fernandos, sua ir-
ma e um fllho menor Ildefonso vao Europa, e
levam em sua companhia urna criada, ficando
procurudores.em primeiro lugar Jos J. Dias Fer-
nandos Jnior, e em segundo Jos Joaquim Dias
Fernandos.
Precisa-se de um bleriro que teoha boa
conducta e que seja forro e d cor preta : quem
esliver nestas circunstancias, dirija-se ao Man-
guinho, sitio da riura Camino, onde achara
com quem tratar.
lloga-se ao Sr. JoSo Filippe dos Santos,
antiRo caixeiro dos Sr?. James Crablree^ C de
ter a hondada de apparecer na tua da Cadeia e
Recie, armazem a. 14>, a negocio de seu Inte-
resse.
Offereceae uav hornea casada coa pouca
familia e Mp muita prwic, e (ho,para
administrar; queavo arelen,
ser procurado.
J. Hunder, alfaiate, na ra Nova n. 69. avi-
sa ao publico progressio e aos amantes das
modas do bello trajo, que encontrar um bom
sortimento de fazendas novas e modernas pro-
prias para casacas, caljas e colletes, com s me-
lhores officiaes, que se pode servir aos freguezes
com promptidao; e urna machina de costura.
m
9


2 STAHL C. I
?RETR4TISTA de s. m. o imperador.!
g Roa da Imperatriz numero 14
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 1
1 Retratos em to ios es- S
| tyloB e ta.miii\vos. %
| Pintura ao natural em |
1 oleo e aqnavella. 1
2 Copias de daguerreo-
typo e outros avte- |
tactos. g
\mbrotypos#
|Paisagens.
a

*&# a> 99mm9m
Preciaa-se de urna ama forra ou
para casa de pouca familia ; a tratar
Cruze? n. 12, segundo andar.
na
escrava,
ra das
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
urna casa de pouca familia, paga-se bem : em
santo Amaro, passando a fundicao do Sr. Slarr
ra do Lima n. 1. '
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O don.o deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad a Samuel P.
Johston & C, ra da SenjallaNeva n. 52.
Attencjo.
Manoel Joaquim Dias de Castro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de
Castro, e depois Castro & Amorim, avisa aosde-
vedores das ditas extinctas flrmss, que no prazo
de 30 das venham satisf ?* Ja. undosos quaes usar dos meios que a
ei lbe faculta. Recife 21 de abril de 1861.
Laurentioo Jos de Miranda, brasllrlro, val
a Eoropa.
. Antonio Joaquim de Mello vida frenta do
seu sido entre as dina pontes da Magdalena, e
J 8 palmos de frenU
me psraf<8, aaad7 a da esqui, loos-awr 20Tatt-
1 oos de fundo.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3jj(
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de c
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de c
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
| no tem recen temen te recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande fornecmen
to de caixas para retratos de 3#080 rs-
cada um, as pessoas que desajarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na arto
de retratar acharSo o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras saocon?ida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anuncjado.
O abaixo assigoado faz sciente ao respeita-
vel publico em geral, que nao facam negocio oem
transacgao alguma com letras, eseripturas publi-
cas e outros quaesquer documentos que appare-
caro escriptos por seu Olho Theophilo Alves da
silva, o com assigaalura sua, por que todos sao
taisos. E como lhe consta que existem, desde j
protesta pelos roeioslegaes proceder contra qu-rn
os possuir ou apresentar. E para que nao pos-
sa allegar ignorancia ou outro qualquer motivo
faz o presente annuncio.
Rosendo Alves da Silva.
Recife, Io de maio de 1861.
Na sexta-feira 3 de maio prximo vindouro,
ea ultima praga pelojuho municipal da Ia vara
do civil, de urna casa terrea na ra da Roda n
88, cora doas salas, 5 quartos, cosinha fra, quin-
tal pequeo com portao; com uro sobradinho
que deita para a ra dos Patos, com duas salas
dous quartos, cosinha e cacimba com pequeo
quintal, e portao, avuada na 5a parte, tres con-
tos e duzentosmil ris, e sna renda snnual de
qmnhenlosequarenta mil ris; quem a preten-
der pode ir correr.
Offerece-se urna ama para casa de pouca fa-
milia ot de homem solteiro : para tratar na ra
da Mangueira n. 32.
Deseja-se fallar com o Sr. Joaquim Cle-
mente de Lemos Duarte : na taberna da na da
Imperatriz, que faz esquina para a ra do Hos-
picio.
Na ra Estreita do Rosario n. 26, ha para
atugar-se um moleque coslnheiro, copeiro e com-
prador.
Antonio Martins de Castro, porluguez. vai
ao Rio de Janeiro.
Os Ss. accionistas da companhia
Vigilante de reboque sao convidados a
reunir-se em assembla g,eral extraor
diara no dia 3 do corrente ao meio
dia, em casa dos Srs. Henry Foister A
C., ra do Trapiche.
prelo velho
Pedfe-se
m:
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabuga' n. 1 B. a negocio
que n3o ignora.
0 bttkarel WITRV10 po4e ser
prworad m ras Nova a. 25,|riiir
andar, do sobrade da esquina que velta
para a Camboa da Caria.
Roubo.
Ilontem roubaram da casa do abaixo assigoa-
do morador na Ipiranga, um sellim quasi novo :
O abaixo asstgnado pede a quem elle for ofTerecl-
do que o aprehenda e nao eompre, pois nao deve
convir a ninguem por set seu dono affectado de
morpha ; esperando o mesmo que lhe seja res-
tituido.*
Em 26 de fevereiro do corrente aono roubaram
ao abaixo assignado de dentro da estribarla o
seu cavallo, agora lavaram-lhe o sellim e outros
objectos insignificantes. Nao ha deced;5es por
que o abaixo assignado nio tenha passado.
Ipiranga 1 de nulo de 1861..
Francisco Joti de Paula.
Aluga-se urna preta para lodo trrico de
urna casa: na roa da Peoha n. 12.
Alaga-se um grande quarto no corredor
do sobrado da ra das Cruzos n. 39: quem o pro-
le iiderdirija-seaslojasdoniesm o sobrado.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras oa negros na ra dalmpe-
ratriz b. 12 loja.______
Vendas.
Farelo e milho
a 5,500 rs.
No largo do Paraizo, taberna da estrella nu -
mero 14.
Veade-se urna escrava de neis idade. co-
sinha bem o diario de urna casa, lava e vende-
dora ; na ra estreita do Rosario n. 30.
Vendem-se duas prelas de 35 a 40 annos,
por pregos com modos, sem deleito algum e tam-
bera sem vicios, proprias psra servido de essa :
na ra das Cruzes o. 18.
Vende-se um mulatinho com 16 anuos de
idade. bonita figura, sera vicios oem dbitos,
proprio para um pagem por saber muito bem
montar a cavallo, e lambem um moleque de 13
annos, bonita peca, um preto moco de 24 annos
para todo o servico, tanto da praga como do ma-
to, um mulatinha acabocolada, com 16 annos,
tambera bonita figura, sem vicios e defeito al-
gum. e um preto velho proprio para sitio ; na
ra das Cruzes n. 18.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vspor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
eobra de tanto gosto, s se encontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
mimim,
Vende-se era casa de Saundres Brothers 4 C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Koskell, por pregos commodos e tam-
ben! irancellios e cadeias para os mesmos de
eicellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
Aloja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est veodendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1$ o par ;
a ellas, antes que se acibera : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de i$e 5#000.
Conlinua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracw do
imperio com o abate de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevedo 4 Mendes, ra da Cruzo
n. 1.
Vidrilhosdetodasas
Superiores manteletes.
Vendem-ea superiores manteletes pretosrlca
ente bordados, pelo baratUsimo preco da Ka :
na ra do Oueimado n. 2, loja da botf.
VEUS
DE
cera de carnauba,
Vende-se a 13* a arroba, e a 440 rs. a libra : na
ra da Roda n. 48, sobrado.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater A C,
roa do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
ama rariedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Loja de
Vende-se urna loja de miudezas, sita na ra da
Imperatriz, antigamente aterro da Boa-Vista, com
poucos'.fundos. propria paru um principlante : a
tratar na ra do Crespo n. 21. j
Vende-se um preto de bonita figura : na
praga do Corpo Santo o. 17.
Vendem-se seis nonas partes de um sitio
com casa de vivenda. na estrada do Parnameirim
junto ao sitio do Sr. Francisco Gucdes de Araujo :
a tratar ne ra do Queimado n. 18, segunda loja
viodo do Rosario.
Vende-se urna taberna a dinbeiro vista
ou a prazo, bem afreguezada; quem pretender,
dirija-so a ra Direita o. 31, que achara com
quem tratar.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
POR
Jodo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria na.
o e 8 da praga da Inlependencia a 1*000.
Vende-se a barcaga Aura-Vspor, ae car
ga de 700 arrobas, e navega na barra do Suape
quem a quizer, dirija-se ao tenente-coronel Ma-
noel Joaquim do Reg Albuquerqoe.
Arcos para salas balo.
No armazem de fazendas de Joao Jos de Gou-
veia, rus do Queimado n- 29, outr'ora 17, vende-
se a 160 rs. a vara.
Farello de Lisboa.
Farello de Lisboa muito novo, vende Jos Luiz
deOliveira Azevedo, em seu armazem na tra-
vessa da Madre de Dos n. 5.
AW\t
>T<>mm<>m
Um de Jwivin.
Veadem-se as melhores mala frescas luvas
de pellica de Joovin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez sendo
brancas, pretas e de coree, tanto para 'homem
como para aenhora : na rus do Queimado o SS
loja da boa f. '
Vende-se confronte ao portao da fortaleza
das Cinco Ponas o seguate : earrocae para boia
e cavallo, carrnboa de trabalhar na alfandega
ditos de mi, torradores de caf com fogo, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrogas a earrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes is officinas de ferreiro e carapina, e ara-
gam-ae tambem carrogas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca aesba de receber on novo
e grande sortimento de baohas, estrados, leos
para cabello, opiata, aaboneles. ec., etc., e com
uso a estimada banha, fluide napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco coa lampa
de metal. Essa banha por sua auperioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laraaja, j bo-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
vendida a 500 cada copo ; na loja d'aguia brau-
CA O. l
9 Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
9 Moendas decanos.
0 Taizas.
0 Rodas dentadas.
0 Bronzes e aguilhes.
sj Alambiques de ferro.
9 Crivos, padres etc.ete;
9 Na undico de ferro de D. W. Boirmai
j ra do Brum passando "o ebafariz.
lelogios
Suissos,
; na roa
Precisa-se alugar um
da Cadeia do Recife d. 19.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino d 12 a 14 annos
para caixeiro de taberna e que d fiador de sua
conducta ; para tratar, ns ra do Codorniz n. 12
taberna. '
O abaixo assignado faz publico que nesta
data deu sociedade em sua taberna sita na ra
das Cruzes n 24 ao seu caixeiro o Sr. Antonio
Caelano Martina Marques, coja sociedade ser co-
nhecida sob a razSo social do Pereira 4 Marques,
que fica obligada a liquidagao do activo e passi-
vo da firma do abaixo assignado Recife 27 de
abril de 1861.Custodio Collago Pereira Jnior.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar,
para urna pessoa ; oa ra do Hospicio n. 82.
A pessoa que achou urna porgo de roupa
suja embrulbada em urna coberta, que cahio do-
mingo passndo de cima do mnibus, no camioho
do Cschang. pode eotregar ao boleeiro do mes-
mo, que ser recompensado.
Aluga-se um terceiro andar e solSo, com
boa coznha, forno. etc., em urna das melhores
ras do bairro de S. Fr. Pedro Gongalves: a tra-
tar na ra da Cadeia n 33, loja.
Avisa-se ao Sr. Joao de Barros de Arauio
Pereira que at o dia 15 de maio mande retirar
duas vaccas que deirou no sitio nos Adictos e
caso nao o faga serio botadas em deposito '
Arrenda-se o engenho Peres, com safra e
sem ella, e tambem se vende : a fallar com o
tenente-coronel Manoel Joaquim do Reg Albu-
querque. *^ -
Veneravel eonfra-
riade Santa Rita de
Cassia.
A mesa regedora da veneravel confiarla de
Santa Rita de Cassia convida s lodos os seus cha-
nssimos irraaos para que se dignem comparecer
no da 5 do corrate mez, pelas 10 horas da ma-
unaa, no consistorio da mes a coofraria aOm
de se elegera nova mesa que tem de retar em o
anno de 1861 a 1862. Consistorio da veneravel
confraria de Santa Rita de Cassia em 1. de maiol
de 1801.O escrivio,
Jlo Pedro de Jess da Motta.
A secretaria do commando superior da guar-
da nacional deste municipio funeelona d'ra em
dame no 1* andar do sobrado do pateo do Lirra-
I ment n. 31.
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto,.azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas deJouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouin, cuja superioridade j bem conhecida
por quanlos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d aguia branca n. 16, asseversndo que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
meDtodc todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para caodieiros.
J chegou este gaz lio procurado, bem como
um completo sortimento dos caodleiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leile Si Irmao.
Sua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas ;
chapeos do Chille para homem e menino a 30500
cortos de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3$, pegas de cam-
braialisa fina a 3#, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys"
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado
pecas de ntremelos bordados finos a 19500. ba-
a.lf bordados 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2# bra-
J"16 de algodo com 9 palmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
2o, paletots do panno e casemira de 16 a 20J
dila de alpaca pretos de 3J600 a 7$, ditos de
bnm de 3 a 5#, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 5, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 5a
cortes de cusa de cores a *, pecas de madapo-
lao fino 8 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
para acabar.
Laa filia para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um novo aorli-
menlo de 15a de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sui boa freguezia est vendan-
do a 7$ a libra,o que emoulra parte se nio acha
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.-
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e noneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente no-
neca, cajos pos sao acertadamente applicados pa-
ra berloejas, e mesmo u senhoras usam delles
quando Uem da sahlr, como para theatro, baile,
etc., cusa cada caixinha 2J, a barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'sguia branca, ra deOueloza-
do a. lo.
Parece incrivel chapelinas de seda para
senhoras de melhor gosto possivel a 12$
psra acabar : na loja de Guimares &
Villar, ra do Crespo n. 17.
Nova carlilha.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edigio da carlilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
conlinha a antiga cartilha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acresceotando-se muitas
orages que aquellas nio linham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes- !
mos annos. A bondade do papel e excellencia da j
impresso, dio a esta edigo da carlilha urna
preferencia assis importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carrejis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveis.'
A loja da ba-f
na irna do Queimado n. 2ft
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1JO00 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
1J200 a vara ; gangas francezas muito finas lie
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
rado : cortes de caiga de meia casimira a 1J600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2$ rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20$, 22$ e a 24$ rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muilo
superior a 1#400 rs. a vara; bramante delinbo
com 2 varas de largara a 2*400 a vara; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2$400 a
duzia; ditos maiores a 3g ; ditos de cambraia
de linho a 6, 7$ e 8$ rs. a duzia; ditos borda-
dos muito finos a 8$ rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodio com bico largo de linho em
volta a 1$280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2$000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinhairo a
vjata: na ra do Queimado n.22, loja da Roi .
Cheguem ao barato
O Pregaica est queimando, em sualojana
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
a, colleta e palitots a 960 rs. o aovado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 55, e69 a peca, dita tapada, cem 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos a
escolhidos padres a J40, 260e 280 rs. o cova-
do, riqaissiraos chales de merino estanpado
T# 8, ditos bordados cos duas palmas, la-
teada muito delieada a 9| cada um, ditoscom
urna s palma, muito finos a 850O, ditoslisos
com franjas de seda a 5, lencos de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias muito
fina f pira senfaora a 49 a duzia, ditas de boa
quahdadea 39*89500 a duzia, chitas fraa-
cezas da ricos desanhos, para coberta a 380 rs.
o aovado, chitas escuras iaglezasa 590O a
peca, a a 160 rs. o aovada, brim braneo-depar*
linho a 19, 19200 a 1*600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantin
azul a 400rs. o covado, alpacas de diferentes
cores a 300 rs. o cavado, oatemiras pretas
finas a 2*500, 39 a 3*500 o eovado, cambraia
preta e de salpicos .a 500 rs. a vasa, e outras
aitas fazendas que sa fara patate aa compra-
dor, a d todas sa dario amostras ex. peahor,
Em casado Scbafleltlln & C.rua da Cruz n:
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometros,meioschronometrosdeouro*pra-
ta dourada e foleados a euro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderio or precos razoaveis
Caes do Hamos armazem
n 24. *
Vendem-se taboas de amarello, louro e piaho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Loyas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2J,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodio de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covsdo, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeiterde manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os pregoS sio baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sio de 1S200 a 3J000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem el les.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como'sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
2>500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para spurar dinbeiro: na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56, ra da Imperatriz,
outr ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar! 11 chitas essuras cores fizas
J60,180 e 200 rs. o covado. ditas francezas a
240, 260 e 280 rs. o covado, lia para vestidos a
320 o covado, chales estampados a 2&700 cada
uro, pegas de cassa psra cortinados a 2500, ditas
de cambraia para forro a 1600, ditas finas para
vestidos a 2#500, 3*,3500, camiss para sonho-
ra, gollinhas e punhos muito finos e iutremeios,
e tiras bordadas, tudo Uto por barato valor.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecidoe acreditado deposito da roa
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
A 200 rs.
Gravalinhas de froco para meninas: na ra do
Crespo n. 16.
O
3
s C0
^ CfQ
w O
1 9
C/3 V
w O
2
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11 O 09 63
S C5 05
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otttio di rmmtHVK. *,xa mu.i iiuo m iwi.

*.
grande sorl
45 Ra l^eita 45
Qual aer a joven a liada peraambueana, que
nao procara animar eale eatsbelecimeolo man-
dando comprar urna botn d Malo? "Qual a
roi da familia, prudente a econmica que lbe
nao d: preferencia pela qualidade e pre{o ? Qoal
o cavalheiro M rapai do positura, que nSo quei-
re comprar por 8. 9 e i0, o calcado que em outra
parta nao randado se nao por 10, 13 ou 14 ?
atiendan;
Senhoras.
Botinas com lago (JoM e hrilhantina. 6*500
cora lago, de lustre (superfina). 5*000
com lago um pouco menor. 5*000
sem lajo superiores..... 5*000
> sem laco nmeros baixoa. 4*500
..... 4*000
. 1*000
aem lajo de cor. .
Sspatos de lustre. ; .
Meninas.
Botinas cem laco. .
> sem lajo.....
s

>


4S-00
4*000
8*500
para enancas de 18 a 20. .
Homem.
Nanles) lustre. .:.... 1OJ000
Fanien) couro de porco inteirissas OJOOO
Fanienj bererro muito frescaes. 9J500
8000
9*000
8*500
8*900
5*500
5*C00
35500
6*000
5*000
diversos fabricantea (lustre). .
inglezaa inteirissas. ....
gaspeadaa.....
pro va d'agoa. ...
Sapates.
Nades, sola dupla.....: ; .
urna sola.........
para menino 4$ e.....
Meio borzeguiea lustre.......
Sapates lustre..........
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisbos finos.....J*000
Frsncezes muito bem fsitos.....1*500
Alem disso um completo sortimento do legiti-
mo cooro de porco edo verdadeiro cordao para
bolinas de homem ; multo couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, raquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, tafias etc., tudo
em grande quantidade e por precos inferiores aos
de outreru.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu oras e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est rendendo a 6* e a 8J, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Gr; ieehincha.
9 Paletots desloare prela de cor a 3*500, ditos
torredos 4, dita* de merino preto, fazendas de
18 101. afea* todat a .alidadas, camiaaa,
eeroulas ; na loja de hiendes da ra da Impo-
triaji^^junfo a podarla franeeza.
fi A I
4 fama Iriumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica I
DE
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas depa-
lba e de seda para senhoras, manteletes
prelos ricamente bordados, ditos de co-
res, aahidas de baile,saias a balo de di-
versas qualidades, saiaa bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cesas muito bonitas e Unas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, esparlilhos de molas e muilos
outros objectos que nao mencionamos
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so-
brecasacos, calgado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quera duvidar v ver
Quem duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dioheiro
Levem dioheiro
Levem dinheiro.
A PRIMAVERA
6-Rua da Cadeia do Recife-
LOJA DE M1DDEZAS
iFonseca&Silva.
Agua do Oriente a 1280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chneza a
*9. dita de Cologue a 2*800 e 48 a gar-
rafa, fitsa de velludo abertaa de todas
as larguras por presos baratissimos que
i vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras
franjas de diferentes qualidades, bo-
toes para punhos de bem Rosto a 320
rs., bengalas superiores del* a 1J800
cada urna, apparelhos de cha para brin-
quedos de enancas a 1, 2, 3 e 4*. ditos
de porcelana propinas para doas pes-
soas a 68, jarros com pomada par a 3*,
pomada em ridros de 800 a 1* nm, tio-
teiros psra traier no bolso a 400 rs um,
caixas transparentes psra rap urna 320
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade-
remos dourados a 1*. lavas de seds para
homem e seohora a 800 rs. o par, esco-
ras finas psra roupa a 1* urna, ditas
com espelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 2*500 o par. figuras com
oteiros e arielros um 500, 800 e 1*.
ricas caixinhaa de ridrea com espe-
lhos contendo perfumartae a 2*500 cada
urna, meios aderecos pretos a 800 rs.,
marcaa para cobrir a 80,100.120 e 160
rs. a groza, sabao leve a 160 rs. um,
gentes de masaa em caixinhaa a 600 e
800 um e a 18(00 dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia
canelas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
botoes de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, lavas brancas
para homem com pequeo defeilo a 160
" P, bolees de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
poles a 1*200 a duzia, pecas de bico de
1**"%"* m> m' **' 120- iim-
1*800 e 2 a pega, macasa perola a
l 240 rs. o frasco, sapatinhos de li a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa-
| ra compras que a vista do tamanho se
i dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
I a 18 cada um, ditos do chili a 4# cada
I um, spatos de tapete para homem e
I eDra a 1* o par, ditos de pelucia a
1)500 o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como muitos objectos mais
^baratos do que em outra qualquer pi rte
Aviso
Grosdenapies baratis-
simos.
Vendem-se groadenaplea preto spete beratiast-
mopregodeiftOO e 2* o corado: na ra do
Queimado s. 82, loja da boa f.
c
AIJOOO.
Grvales pretas de setim : na rea do Queima-
do au 22. loja da boa f.
AGBC1\
M
aos senhores padeiros.
Na ra de Apollo
Importante
Aviso
Na loja de4 porUs da na do Queimado n. 39,
acna-se um grande armaren com todo o sorti-
mento de roupas feitss, para cojo Om tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhartoda e qualquer obra que se lbe
enrommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lilms. Srs. offlciaes tanto da armada como do
exerclto.
Faz-se fardas, farddes com superiores prepares
e muito bem feitas, tambera trata-ae fazer o far-
daraenlo todo completo conforme ae usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
l rieram ; alm disso faz-se mais cassquiobas
para montaria, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de carallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prela, tudo ae
gesto da Europa, tambem prpara-se becas para
desembargadores e de qualquer jirtz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como lem muito ricos
deseohos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franeeza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franeeza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometter, segundo o syslema d'oode
reio o mestre. pois esp dignos senhores visto que nada perdem em es-
penmentar.
Ruada Senzala Nova n.4 s
Vende-se em casada S. P. Joahstot dC*
sellinse silhes nglezes, candeeiros e castigas
bronzeados, lonas ngleies, fio de vela, chicot
para carros, emonuria, arreios para carro d
ubi dous cvalos relogios da ouro
inglez.
patenta
Bolachinua iogleza
armazem pro-
a 3J0OO a barrica ; reude-se no
gresso, no largo da Penha a. 8
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
skt. *$> """-'fi .",7.".;dK; ra fs.%*t sr -
Torto pelo ultimo navio, obra muito bem feits e
proprios para substituir os panacs,
levam grande vaniagem em durago,
aos quaes
reconheci-
Bonets de gorguro ayel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos booets inglezes de gor-
guro e velludo, mescladoa e de mui bonitos pa-
drees a lg500. Esses booets por suaa boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros booets de palha e pan-
no fino, etc,. etc., e mui bonitos a 25500, 3* e
4*, o melhor possirel: na roa do Queimado n
16, loja d'aguia branca:
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, goato chinez, a 1*800.
Lenqes.
Lenges de panno de linho fino a i 900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato prego de 5*.
Ta ra tana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franeeza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 a 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de relindo preto bordado* a 6*.
Mantas de tlond.
Mantas de blonda pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
oJ^a*de cambraia branca fina a 2J600, 3*000 a
o*0W. ^
Toalhas.
Toalhes de fuslio a600 rs. cada urna.
Aos
Srs. tanoeiros
Arpo novo de pi para pipa a 6*000 a arro-
iujo" '" '16' rS4 81T
Queijosdo vapor a 1,800.
Vendern-ae queijoa muito freacaea cbagadoa no
ultimoi vapor a 1*800, manteiga ioglew iT800 rT
anos de casca a 3*900 a sacca e 2uOr. iTuia
Sapatinhos de setim *e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguta branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaea est vendendo
pelo baratissimo prego de 3*. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos Umanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de aojos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas. e
o bocal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis eguin-
tes : urna cama de casa!, embutida e
um porta-ser ior ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; $erc,o de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'Enclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por so desaz-se destes objectos, man-
dados ?t expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perfeicSo
a apurado gosto.
Manteiga ingleza
e tantas libras: no armazem
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino eslampados, finos,
de muilo liodascores, pelo baratissimo preco de
&S. anos de merino liso muito finos a 4*. lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado
corles de chita franeeza com 11 covados a 2*500
o corte, cambraias brancas de 10 a peca, com
pequeo toque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de qualro andares na ra do Crespo o. 13. de Jo-
s Moreira Lopes.
E barato que
admira.
NA LOJA DO
em barris de Tinte
de Tasso Ir m Sos.
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoulos.
Rolhas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Sabao.
aos
Joaqun Francisco de Helio Santos avisa .
seus fregueses desta praja e oa de fra, que lem
exposlo venda sabio de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na roa do Amorim n. 58; massa amarella,
castsnha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No meamo arma-
zem tem falto o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Charutos de Havana
a 8,000
.Superiores cbarutos de Havana, vende-ee por
*v 1? *!** no "aiem de Frtndico L, 0.!
AaefeUo, rea da Madre de Den o. 12. i
Ra do Crespo numero 8.
Baldes de 30 arcos de madapolao e de
| crochet a 4*500.
i Collarinhos de linho muito finos a duzia
5* e 6*.
Saias bordadas de 3 pannos a S* e 2J5G0.
Ditas de 4 pannos a 3jJ e 3$500.
Golliohas bordadas muito finas al*.
Pegas de babadinhos muito finas com
elevaras a 1*600 e 2*.
Enlremeioa (a lira) a 160 rs.
Sedas .de quadros o covado a 1*600.
Manguitos de cambraia bordada a 1*500.
Manguitos e urna gola bordada por 5*
Cnalys matisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas rruo finas a 4C0 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhors 15* e25fi
Ditos de palha flnissimos a 28$.
Chales de touqnim branco bordado a 20g.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12*.
Cortes de vestidos de seda muito ricos
por precos muito razoaveis.
Luvas de pellica a 2*500.
WSHSKaiS-aieeiHtHiMMaieg
Jchegoii o prompto
alivio,
bem-como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C., de New-York. Acham-se
venda oa ra da Imperatriz n. 1?. Tambem che-
garam as inslrucges completas para se usarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a JOOO.
Vende-M urna mulata mo?a, bonita figura,
sem vicios e defeitos, sabe cozinhar e engommar
bem, cose, corta vestidos para seohora, e Faz tam-
nem camisas pe homem ; na ra das Cruzes nu-
mero 18.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de atara.
e 3JM0 Cflmbraia liacom 8 li2 varas a 2*500
r indicio Law-Mow,
m ftu U Sen i*I 11 N#Tt ,.42.
MMt etabltBeoto eonnua a bavsr um
wmpleio sortisaanto de moendas eaeias moen-
da para enganho, machinas de vapor e taius
le ferro batido a eoado, de todos oa tamanbos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva C, tem seropre no sea depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
' no mesmo deposito ou oa roa do Trapicha
n. %.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabir,
a-!?ta de paBno Pret0 a** kzenda fina,
hrim i j ""i pretaa e de cores, ditas de
bnm e de ganga, ditas de brim branco, paletoU
hm!/""!- *4itM de U8Uo de cot *i.
ttttl5f?,l,< **' ditos d0 brim Pd0
rfuira al.1acJa prela tKcot ei obrecasacos,
couetea de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho aa mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho
aa uuima moda, todas estaa fazendas se vende
Barato para acabar; a loja est aberta das 6 bo-
raa da manhaa al aa 9 da noite.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezaa muito finas de corea Das a
zSO rs. o covado ; cambraias francezaa muito fia
5!Lu* 64 rmw; idem li8a muit0 fin" a
4*500 e a 6J000 a pega com 8 Ii2 varas; di-
muito superior a 8S000 a peca com 10 varas!;
dita fina com salpicos a 4*800 a peca com 8 li
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra; e outras muitas fazendaa que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. ni leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
5*000 a duzia : na ra de Queimado n. 22. na
loja da Boa f.
Arados americanos e machina-
pai a lavar roupa :em casa deS.P. Jos
hnston i C. ra daSeazala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo preco de
o* cada ama: na ra do Queimado n. 22, loja
da boaf. '
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za. azul ao escrever-se, e preta quando aecca, a
500 rs.a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 3* a duzia, ptimos pelo pre-
50 e qualidade, para o servijo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeaux
em barris e em caixas : vende-se em
casa de J. Praeger & C, na ra da
Cruz n. 11.
Calcas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
tenas a 10*. ditas de dita de cor muito superior a
9, estao-se acabando : na rea do Queimado n.
zz, loja da boa f.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor al* a libra, franeeza a
/UO rs., cha preto a 1*100, passas novas a 560,
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
irasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra
pr!o!Dlo,SullC)TOS a 8. banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1*400, charutos suspiros a 49 a
cana, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
i 2. eDgarrafa 18500, rap Gasse da Bahii a i* o bote, cognac a
,S a H2!!d6 8arraf". cerveja a 500 rs. a garra-
la, e 58500 a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
Vende-se urna' cocheira com 3 carros e 18
cavallos, tudo no melhor estado possivel, sendo
2 carros envidrajados e com os melhores caval-
los que se pode encontrar em cocheira de alu-
guel, cuja casa muilo afreguezada, tanto para a
prega como para o malo, e se far todo negocio
com dinheiro vista ; a trata/ na ra do Sol d.
al, com Antonio Jos Ferreira Refinador.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fislulas.
pisaduras, deslocacoes, enchacos, tumores, eryai-
pellaequasi todas as molestias da pelle : acha-se
i venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e Ha praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......28000
> de meio dito.... 1*000
de 1/4de dito... 500
Viohos engarrafados
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, aullo
bem fetos a 22* rs.; ditos de brim branco de
asalto tonto, apnrreiten : m ra do Qaeiaia-
oo n. M, loja da Boa f.
lif
IWA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
toldase obras feitas.!
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
eaqoi tem fiado, de seu costme est veo-
V"**f atea 10* red. m ; por isso di-
lioeiaado n. 18, antea que se acabem.
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto
NA
Kua do Queimado
*. 46, frente amarella.
ri.Ca0nn!U?-ementetemeBUm"Dfleeva-
d 1 ortimento de aobrecaaacaa pretas
n.P L* df "s muito fino a 28.
?l * a 208,228 e 248, ditos saceos prelos d(
mesmos pannos a 14*. 16* e 188, casa
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28, 308 e 35*. aobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15*, 168
e 188, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 108, 1* e 148. calcas pretaa de
casemira fina para homem a 8*, 9*. 10
'* ditas de casemira decores a 78,8*.
*elO*. ditas de brim brancos muito
3*. 3*500, 4* e 4*500, ditaa de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6, ditos
de ditos de cores a 48500 e 5*. ditos
areos de seda para casamento a 5*
ditos de 6*. colletes de brim branco e de
faslao a 3, 3*500 e 4*. ditos de cores a
2*500 e 3*, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 78,8* e 9*
colletes pretos para lulo a 4$500 e 5*'
cas pretas de merino a 4*500 e 5*, pa-
letots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6*, 7* e 88, muito fino col-
i tetes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 8*800 e 48, colletes de vel-
| ludo de cores e pretos a 7* e 8*. roupa
i para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*. ditos de
i casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
| 7*. ditos de alpaca pretos saceos a 3* e
13*500, ditos sobrecasacos a 58 e EjjOO,
i calgasde casemira pretaa e decores a 6*,
68500 e 7*, camisas para menino a 20*
i a duzia, camisas inglezaa pregas largas
muito superior a'32* a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Acaba de
chegar
ao novo armazen
DE
Ray mundo
Garlos Leite &
Irma o recebe-
ra m pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos raals afa-
mados autores
m e Ih ora dos
com novos
aperfeicoa-
fazendo pespento igual pelos dous lados
a, mostram-se na roa da Imperatriz n.
lquer hora. Tambem receberam todos
>s para as mesmos como agulhas, re-
carriteis, linha de todas as cores tudo
expressamente para as mesmas m-
menlos
da cost
. a qi
os prep
trozes e
fabricad
chinas.
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calcadoa e fazendas e todos
estes se vendem por preeos ouilo modi-
tlcados como de seu coatume.assira como
sejam sobrcasacoa de tuperiores pannos
26, 2S. 30 e a 35*. paletots dos mesmos
pannos preto a 16f, 188. 20 e a 24
ditos de casemira de cOr mesclado e de"
notos padrees a 14*. 16*. 18. 20* e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras dco-
res a 9. o*, 12 14, ditos pretos pl
i. ..^10 pr?0 de8*' 10- e 128. ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12
ditos de merino de cordo a 12*. ditos
de menn chines de apurado gosto a 15,
di os de alpaca preta a 7, 8*. 9 e a 10
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha d
seda fazenda muilo uperior a 4*500, di-
e a 4*500. ditos de fustao branco a 4
grande auantidade de calcaa de casemira
preta e de cores a 7*. 8, 9*e a 10, ditas
pardas a 3* e a 4*. ditas de brim deccre*
gnas a2S500 3*. 350O e ,4?. ditasde
*^- ?Da,8 a 4*500- 5S- 5500 e a
S'Jf -e bnm lon,Ja 5* e a 6*. colletes
de gorguro prelo ede corta a 58 e a 68
!?de Sa.Semra,de cor e Pret08 41500
ta\Adm bwtaDC0 e de ^im
a d* e a 3*500, ditos de brim lona a 4
ditos de merino para luto a 4* e a 4*500
caigas de menn para luto a 48500 e a 5fi
capas de borracha a 9. Pa,a meninos
de todos os tamanbos : caigas de casemira
prefa ede cor a 58. 6* e a 7 ditasTi i:
de brim a 28,3 l"a 3*500. palefs sac-
eos ae casemira prela a 68 e a 7, ditos
de cor a 6* e a 78, ditoa'de alpaca a 3
sobrecasacoa de panno preto a 12* e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanbos
n.?.0""' Velids de mbraia feitos
Dar meninas de 5 a 8 annos com cinco
Datados lisos a 8 e a 128. ditos de gorgu-
ta*.S A** ltt a ^ e a 6. d"os de
brim a 3*. ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupaa para so !
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen- '
das de gosto e urna grande officina de al- <
faiate dirigida por um hbil mestre que I
pela sua promplido e perfeicao nada dei- '
xa a deaejar. !
Batatas.
Vendem-se batatas ltimamente
2S00O : na ra da Madre de Dos n.
chegadas
20.
Para homem.
Pe chincha sem igual.
P letots saceos de casemira mesclado,
de (r e prelo a 128.
LI loa sobrecasacos golla da mesma
zen< a e de velludo 9 20*.
fa-
Diltcsde brim de linho branco
Chapeo preto muito fino a 88-
Cofles de casemira superior a 4500.
Brim de linho trancado
covalo 640 rs.
liso e de cor
GrJvatas de seda e gorguro a 500 e lfl.
Caipisas brancas e de cores muilo fi-
nas a "
Farinha de Santa Gotha-
rina, r
Jogo de damas e gamo.
Veodem-se bonitas caixinhas com moldura e
hr.Ud.ri0r".e Cr.eS TaB,p8d0s em ros! vidr'o!
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3 4
e o, assim como outras caixinhas maiores com
J.mr."d,S"5e !r,D'ueU. Mdoemtmao7go o
damas e dentro o de gemao com seus necessa-
tmtftS? a ru" o^^ojolB?.7uta
Mais que Pechiocha!!!
Ihnin e macarro a 41
dio. oa Lingoeta n. 5.
Carroca.
Aletria, talharim e macarro a 4(K
vende o Brandio. oa Lingoeta n. 5.
a libra:
Para senhora.
Recpbeu-se leques, pulceiras de sanda-
lo notio modelo para 2* e 58.
Recbeu-se extractos, esseocia de sn-
dalo, Manto preparada com sndalo.
Saia^ balo de musselina e
para s*
GUti
xa, f adrdes modernos covado 280~rsT
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
Meco lhrgo loja n. 23 de Gurgel 4 Per-
g
. madapolao
nhora a 4* e menina a 3*.
s francezas claras e escuras cor fi-
*^
^f
DiUs de algodozinho americano com 14." 18 O
*rffiM ?,W' 2500' e IMOllmpo '
4 Mf>! Sin1"' nd0,,lOTenhM cores fixa,
Cambraiu miudinhas, covado, a 240 tt.
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arntho.
Bucellas.
Malvaaia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Superiores fitas de velludo
ede seda.
Ia kj* ji',8ui d o. a do Cabug n. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
lavradas, de lindos padres, que -se- vende por
preco muito em conta, assim como fitas de cha-
malote de todas aa cores, propriaa para cintos,
cintos com fivela preta proprios para luto, luvaa
de torcal com vidrilho muilo novas a 18200o par.
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditaa de seda enfai-
tadaa com bico e vidrilho a 2* : lelo s ae vendo
na aguia de ouro n. 18.
digio.
C negaran
ao deposito
8
Uvas.
as bellas uvas da ilha de Itamarac.
da ra das Cruzes n. 21.
Attenco.
Na ra d 1 Imperatriz, loja n. 20. vende-se
ganga adam scada mais larga que chita franeeza,
ptima fazer da para fazer colchas e outros mis-
teres, pelo d minuto prego de 240 rs. o covado :
oeste mesme estabelecimento anda tem alguna
cobertores d lia oscuros al300.
Vende- se urna mulata muito robusta, cozi-
nha, engomi u e faz todo o mais servico de urna
casa ; na ru das Cruzes n. 18.
Vndese urna carroca de duas rodas, tnteira-
menle neva e muilo bem construida, faz-se todo
negocio e muito em conta por ter sido recebida
i" .Tu8 \*}"i"c0i rua d0 Queimado n. 6
loja de Machado & Santos. '
Vendas.
Fio de algodo
da Baha.
Vende-se fio de algodao da Bahia para torci-
das de velas, pelo preco de 700 rs. a libra ; em
casa de Basto & Lemos, roa do Trapicho n. 15.
Escrayos fgidos.
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca receben novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, eos est ven-
dendo tt cada uta; na ru do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16, ^
4300.
Sacco* gado ultin ament de Lisboa a 4,500:
na traveis.- da Madre de Dos armazem
n. 15.
! Pechincha *
chapeos a Garibaldi.
Ricos chapeos de palha eofeitados da
ultima milda pelo baratissimo preco de
IOS: na iba da Cadeia do Eecife n 24.
HOMfOOtOOOONOM
O no rp mez de Mara.
Est S vert a na livraria de tjuimaraes 4 Oli-
STer, rua do Imperador n. 54, urna novo edicio
estes excell. ntes livrnbos, mito mais aug
do que todi s os que at agora se tem publicado.
Fugio no dia 2 de setembro do
anuo p, passado, o eicravo Francisco,
mulato claro, com dade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos anellados, conduzio urna ma-
ca de ovelhaem que Ie?ou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do lpu-
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
t5es de campo, autoridades polictaes e
a qualquer pessoa a aprehensao do dito
escravo a entregar a seu senhor Joao Jo'
se de Catvalho Moraes Filho, na rua do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de marco do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, cheio do corpo,
pes grandes, com algumas cicatrizo no-
rosto, e muito paavriador : rogase a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprehenqSo do drto escra-
vo a entregar a seu senhor na rua do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado,




()
DIARIO M PMLHAMBUCO. *- SEXTi FEIBi S Dt MilO 08 1941,
" > "-*
Litieraturau
Mara santi
Mara,
gratk
I trata a esposa que nio procara justifica r-se, del-
irando divina procidencia dar a prova de sua
innocencia.
IEUti, porem, fiada a prora por que Deus ap-
jproav
"
hegada a hora i
de Daniel que mircava <
to do Messias havia reti Jo^^H
Ecphr*te gre ; os judeu? anda no an,
de Cyro suspiravarn por um legislador co-
nio jadeos da Pa o mundo eslava
preparado para esta g rl*10 ; quando o en-
vido senlior, trasptssado o indefinido espa-
go da intmeniidade, e apreaantado se do modes-
to oratorio onde a virgem (arla a sua orago, re-
?eluu-lhe o mysterio da iocarnago do verbo em
seu castissimo seio ; e osle aojo foi Gabriel
aquella mesmo que revelava a Daniel as sessenta
semanas.
Eu vos sanio, Mara cheia de graga, diz o
aojo ; o Senhor coa vosco, beaidiii sois entre
as mulherea : ave, Marta, gratia plena
Sublimes palavras, que s Mara logrou ouvir 1
Ellas encerrara q mysterio osis, iocomprehensi-
-?el: um Deus revestindo-se da forma humana, e
tiocaroando no seio de urna virgem um faci
extraordinario ( em phrase profana) que jamis
a razio poderia comprehender se o facho da f
nao Ihe viese impr a sua creaba. Ellas encer-
Hl li ni
mo respiracio O
mesmo lempo a cauta e o indi-
cio da vida natural no hornero;
assim a invocagio do nome de
Mara prattea do eu c
sao urna prova da vida espiri-
tual naquellat que t entregan
S
-J
ram em si um mysterio, eum mysterio prodigio-
so ; a palavra dita aos primeiros troncos da hu-
manzale e corneja a ter o seu cumprimenlo : o o velho Simeio tomando em
dragao vai ser esmagado, o Messias vai appire- j oino Jess proferio estas bellas palavras choran-
cer, a humaidade vai resgatar-se, os lempos vao jdo de alegra ; E' agora, senhor, agora que
prSo obra do
lito ao qual daris o no
r elle quem salvar seu povo
cado.'
A alegra entra de novo no corago de Jos, e
elle parte com a sua esposa pan Dethlem aflm
de se inscrever no arrolamento que Augusto
mandara fazer em todo o seu vasto imperio. Ar-
canos da Providencia 1 era preciso que se cum-
prisse a prophecia de Micheas: e tu Belhlem,
tu s pequen i entregas cidades da Jud, mas de
ti que sahir aquelle que deve reinar em Is-
rael.
Foi com effeilo em Belhlem em urna maoje-
doura que a Virgem deu ao mundo o fructo do
Espirito Santo ; foi ahi, -com effeito, que o Filho
de Dos reeebeu a adoragio dos pasto res,e a obla-
cao dos magos : verbum caro factum est el habi-
tavil in nobis. (4j
Quareota das depois do nascimento do Mesas,
a Virgem olevou ao templo em cumprimenlo do
Levitico, que ordenava a purificagio das mes e o
resgale dos primognitos. Foi nesta occasiao que
bracos o rae-
ser
K
Passaremos em silencio a fgida da Virgem
,... u k..- --,- ..-- ~- a 0 E ( leand0 precioso fruc-
te que ella permaneca neste estado de estu- 7; ;
11 ai k v- lde su" enlranhas, quando Herodes, despeita-
[aegao, elle a tira desle embaraco. Nao *-.,. ,aanra, *____. _. Z".
completos, vao alcanjar a sua plenitule ao deixareis morrer em paz o vosso ser/o, segundo
roboar do consummatum est do calvario. vossa palavra, porque meas olhos vram o Sal-
Ao ouvir aquelle prophelico anauncio Mara fi- j vaJor que ros nos dais, e que destinaos para ser
ca estupefacta ; nao o eomprehenie ; ella nao : exposto vista de todos os povos, como a luzdas
se julga digna de que um aojo do Senhor lhe di- j nagdes e a gloria de lsraeel. >
rija a palavra : nao se acha ainJa inicala nos
myslerios da providencia ; mas o aojo nao con-
aeo
nofaccau,
F v 1. j- i o com o desprezo dos magos, resolveu mandar
mais. Mana, porque vos achastes graca atante _,,,.___-_ .
, \ .. l, imalaros meninos de dous anoos; nao menciona-
do Senhor. Concebereis em vosso seio um filho ,._... ... ,. .. .
. o 1 1 remos a sua volts, nem os milagres e pregaedes
que chamareis Jess.... Estas palavras, po-?a ,,,- ... 8 _. : e-
Y T que assistio praticados pelo seu Divino Fino;
rem. anda caueam msior admiracao a virgem ., ._ '
J v. aa rn !Dao '""remos os tormentos porque passou a
iinlissima, ella se acha mais aturdida. Ella Vi
. ... ,. 1 Virem na paixao do Rjdemptor; iremos encon-
que havia contrahido matrimonio como que por '
M ... a j a \ lf-'a ao pe da cruz recebendo o legado de seu
inspiracao, nao obstante o voto de virgiodade, | amado filho
que havia feilo, lorna-se pezarosa ao ouvir que
ha de conceber e que por conseguinte a sus vir- j E' ahi que tornando-se plenos os templos, re-
gindade desapparecer, Mas, prodigio "sera ceDe seu inteiro cumplimento o mysterio do Edn;
igual, ella conceber, dar luz um filho, e, en- ao p da cruz, com o coraco Iraspassado da
tretanto continuar a ser virgem I ]mais pungente dor, que Maria, aquella que deve-
0 veo do mysterio vai rasgar-se para Maria. a O ,'a sahir vencedoura das insanas furias do dra-
Espirito Sanio sobrevir* em vos; a virtude do 6ao *6 cumpridas as palavrss do velho Simeao ;
AUissimo vos cobrir com a sua sombra : por e"a no mximo da aflcco recorda-se destas
isto que o fructo, que tem de nascer de vos, ser propheticas palavras que lano a impressionaram,
chamado o filho de Dos. E com estas pala- olla que pssuira a alegra de ter por filho o
vras desee Deus ao mundo e incarna-se no seio mesmo Dos, nao desespera ao ver o Dos que
daquellaque ha tanto tempo havia sido predita. havia nascido de suas enlranhas, expirar no ago-
Maria comprehende o mysterio e abysma se em nissnte martyrio da cruz ; reconhece que a dor
um mar de conlemplaces. E para que Mara extrema devia segu r-se a mais elevada alegra e
prestasse f s suas palavras, o aojo seguindo com os olhos noco e em seu filho, consola-se
o u-o dos enviados de Jehovah d-lhe esta sigoal; em sua mesma afflicco. Stabatjuxta crucem Ha-
Izabel, vossa prima, concebeu tambem um fi- ter. E, quando os discpulos abandonam seu mes.
lho em sua velhice, e este o sexto mez da gra- tre, (5 ) e quando o homem abandona sau Dos,
Tidez d'aquella que chamada estril porque na- a mai nao se aparta de seu filho, o coraco da
da ba impossivel Deus. mulhoracompanha Dos era suas agonas el, fu-
Sara se havia rido com um riso incrdulo gitntibm viris, slabat intrpida. Eellaniose ate-
qaindo um anjo viajante, assentado sombra dos mors i com a prosenca dos algozes, sua ferocida-
grandes carvalhos qoecobriamsua tanda,lhe an- denlo a intimida, est reaolvida sacrificar-se
nuncira um filho, ella velha e estril ; Mara com seu filho pela causa da humaidade se
quem se annunciava um prodigio novo, com0 persequuloribus offerebat.
. diz Izaias, urna cousa sem exemplo sobre a torra,
nma maternidade virginal emfim, deu logo credi- E De8la Posio arteriosa que a Virgem via
maz em que a n trete dea
abre expansao o theaooro de suas
^fe quando os campos se ma-
tixamda nov res, quando os prados rever-
;u se aprsenla mais ledo e
encantador, quando, emfim, loda a natureza se
cavaste da novoa aaeantos e ostenta todo o sea
garbor, qoe os devotos se renen para dar malar
adorno ao culto que consagrara & Marfl, para dar
maior expansao aos fervorosos senlimentos de
aeus coraedes. 12)
< Quando faz-se um offrenda deve-se sempre
apresentar o que se tem de melhor. E' por isto
que se tem escolbido de preferencia o mais bello
mez do anno, que, pelo renovamenlo da nature-
za e agradavel variedade das flores de que se co-
bre a trra, parece convidar alma remscer
tambem na grac., se adornar dos mais bellos
aclos de virtude, e formar como que a corda da
rainha do universo. (13)
E este mez acolhido para honra de Maria,
que nos escolhemos e tsmbem para consagrar-
mo-lhe Dossa rude penna : sirva esta offrenda de
Uanca pelo culto que lhe rendemos.
Maria I Santa 1 das santas regina,
Que entre os archanjos radiante te assentas,
Em throno de cravos, de rosa e bonina.
E esmeraldas:
E de grinsldas
Alvinilentes,
To resplendenles,
Bem garbosa e risonha te aprsenlas.
De milhoes de puros anjos circundada,
Firmando os bellos pee n'argentea la.
Por cardume de estrellas rodeada,
E de Deus querida,
E'ssluz da vida,
Ardente bugia.
Que nos allumia,
E que seu Deus o homem faz que (ra.
J nos moros de Sino formosa
O lmpido sigoal ledo se ostenta
A humaidade convidando airosa,
Qual alvea estrella
To fagueira e bella.
Que o povo chama,
E feliz acclams,
O astro, que o cu, a ierra o mar contenta.
Bonvindo sejas, o diloso Nume,
Do mundo alivio su'mergindo j.
Do mar estrella, vigoroso lume,
Que sempre acceso,
E de amor represo,
Nos traz cercados
De dilosos fados,
E faz summir-se a nossa estrella m.
T que promettida foste logo
Que de um Deus a lei foi violada,
Sublime e refulgente dessfogo
De um Deus Eterno
E sempiterno,
E's a esperanza
Que com pujanca
Cremos pranos sempre voltada.
Maria, de Jess flor lio donosa,
Esposa de'Jos, de um Deus s mai,
E's a arca de allian;a, que gostosa,
Conduzes ufana
Candida elhana
Os tristes mortaes
Felizes jamis
Jamis contentes e risonbos timbem.
Levas garbosa por empollado mar
Livre de tufes, de tempestado isento
Quem rispido nao se sabe amar,
Nem homenagem,
Qual imagem
De adora;io
Do coraco
Offerecer-te. Meu amor eu te fomento.
to promessa divina, e se anniquillando perante
receber o legado de seu filho : Ecce mater tua diz
aquelle que a elevava cima de todas as mulhe- Sa,Tador olhdo para o discpulo amado que
res respondeu submissa : c es-aqui a serva do ao. havia desamparado, depois de haver dito
Senhor, faca-se nella a sua vontade. (2) 1 M"ia com referencia ao mesmo discpulo mu-
E cumprida a sua misso o anjo retirou-se. '"'* ecce /*'us tuM-
Sabedora da prenhez de sua prima, a virgem Pr eslas sscrosanlas palavras a humaidade
resolveu-se a ir visita-la : o para se certificar ruecebe Mana Santissios por mai. e ella aceita a
da veracidade das palavras do anjo. pois que ella humaidade pela querida filha de seus desvel-
luvla acreditado pamente; mas para felicita-la '
pela sua nova felicidade ; e assim parti de Naza-, Esta consummado o sacrificio, esl concluido o
reth onde habltava, e foi ter s montanhas da Ju- ( cumprimento do mysterio do paraizo : a serpent
dea, sem a companhia de Jos, sou esposo, on- foi esmagada, a humaidade foi rehabilitada ; lu-
de passou tres mezes. Foi em resposta i felici- ', do est concluido : consummatum est.
taco de Santa Izabel que a virgem improvisou
o primeiro cntico do novo testamento e o mais
excellentoda escriptura,o magnficat.
De volta sua morada, a gravidez de Maria se
demonstrou e urna sombra inquietado seappos-
O sol da Justina se havia oceultado no hori-
soote sangrento do Golgotha, observa engenhosa-
mente Orsioi mas a Estrella dos mares reflectia
ainda seus mais doces raios sobre o mundo re-
novado, e derramava anda benignas influencias
sou do coraco de S. Jos : elle nao poda acre- ,. 8
.... .. sobre o berco do chnstianismo.
ditar que sua esposa lhe houvesse sido infiel en-
tretanto ella se acbava pojada e elle era virgem.
No silencio de sua meditaco elle vendo-a grvi-
da ignorava ser cousa celeste, e nao poda acredi-
Completo o triumpho de Maria, linda a sua
roissao, ella repousou tranquilamente no seio da
Ierra, d'onde sshio victoriosa e plena de gloria
tar que fosse fructo terrestre. E com estas re- para subir ao cu no centro de urna espessa nu-
flexoes a alegra o desamparava ; elle suecumbia vens de cherubins:
sob o peso da mais cruel e pungente impressao. j Eslava concluido o seu lyrocinio sobre a trra
Entretanto S. Jos nao ptrde o amor que con- j devia ir reinar mageslosa no co.
sagrava virgem ; ello nao se quer perder, nao 1
a repudiar perante os juizes, s Deus ser teste-
znunha do seu proceder ; elle intenta expa-
triar-se, ir morrer longe na trra do exilio, e as-
sumir sobre sua propria cabeca todo o odioso de
um tal abandono. (3) > E' assim que S. Jos
(1) Poujoulat-nitfoire de Jerusalem t. I, pag.
317 318.
(2) Orsini. obra cit. pag. 120.
(3) Orsini.-obra cit. I, pag. 138.
I Ol.lliri IM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNI1BUC0
LXII
Slmmario.Urna explicaco das causa? que mo-
tivaram o pequeo deaapparecimento da Res-
nha.O ministro da marinha profesional.
Nova era que parece raiar.Os escreventes e
raestres d'armas.
(4) S. Joao I.
(3) Fallamos em geral ; nao ignoramos que S.
Joo permaneceu cora Maria Sanlissima junto
cruz do Salvador.
(6) O leitor achara este ponto maravillosamen-
te desenvolvido na inleressante obra do erudilis-
simo padre Ventura. A mai de Dos e mai dos
homens ; ahi elle encoatrar o mysterio do
Calvario explanado de urna maneira admiravel
que nao deixa nada a desejar.
que vive no servico activo, e que at hoje ainda
nao procurou o descanco, nem se furlou ne-
nhuma commisso.
Como tal estamos sujeitos s exigencias do ser-
vico, e em satisfaco de urna dellas, fomos trans-
ferido para o porto da Baha, d'onde, todava,
continuaremos redigir a Resenha, e i publica-
la, em dias indeterminados, como conveio com-
nosco o digno proprietario do Diario de Pernam-
buco, desejoso determinar a grande trela de me-
thorar a marinha de guerra de que se encarre-
gou.
Conseguintemehle entramos de novo em mate-
ria, desejando multo que os nossos leitores, e
principalmente as virtuosas Pernambueaoas, que
sao to amantes das letlras, se tonham apercibi-
do da desapparico momentnea da Resenta, e
que a hajam lamentado ; porque com isto nos da-
rao importancia, que suspiramos por ganhar.
orat. de Virg.
_. O culto da virgem Maria un dos quesitos-
necessarios para a vida do chrlstienismo ; que
o christianlsmo a religio de Jess Chrislo. e
Jess Chrislo 6 inseparavel da virgem : nao ha
verdadeiro catholicismo sem a devoco Maria,
e verdadeirs devoco Maria sem o catholicismo
(7) diese o padre Ventura, de sorte que Maria e
christianismo sao ideas que implicara, urna i
oulra.
A esperaoca que nutria a humaidade antes da
viuda de Maria Sanlissima ao mando, ainda con-
tinua alimenta-la, tendo por objecto a efficacia
da sua proteccao ; esta creoca consoladora que,
esclarecendo o genero humano, mostra-lhe o
verdadeiro trilho que dve seguir para mais des-
empacadamente 6 com mais gloria atliogir o mar-
co que a aguarda; ella que, levando o hornero,
como que pela mi, condu-lo felicidale
eterna.
c Aos ps da cruz, representada pelo distipulo
bem amado de Jess, a egreja aprendeu da bocea
mesma do sea divino esposo, moribundo, que es-
te esposo querido a pozera em seu lugar, em suas
relagoes com sua Mae, de quem se ia separar :
Mulier, ecce filius tuus... ecce mater tua, e des-
de enlio que, em virtude da ordem formal deste
esposo querido, ella deve amar e venerar Maris
como sua me, e que em virtude da ordem nao
menos formal do mesmo Senhor, deve esperar
seu turno ser amada como sua filha. (8)
O que preciso mais para provar o coito devi-
do Maria ? As palavras do mesmo Deusno-lo
atiesta :
O culto da Me de Deus teve por berco o seu
mesmo tmulo, e a primeira alampada que se
accendeu em honra de Maria, foi ama alampada
sepulchral, em roda da qual os christios de Je-
rusalem vieram orar. (9)
V-se, pois, que o cullo.de que aqu tratamos,
to autigo como o catholicismo : coevo da
egreja.
Partindo da bocea do Salvador o culto de Ma-
ria atravessa todo o espago, e penetra em todas
as regidos do globo ; e ao passo que quasi todos
os paizes abracavam esle culto, a Juda o rejei-
cava ; via-se a estatua de Jpiter ioaugarada no
mesmo lugar em que Mara chorosa presenciara
crucificar seu filho ; via-se na gruta de Bethlem
os sacrificios em honra de Adoniz. Infeliz povo
sobre quem tinha de recahir a justa colera do
Eterno i
Entretanto Roma j nao era inleiramente pa-
ga ; as catacumbas ahi estavam para manifestar
as grandezas e as maravilhas do christianismo,
para attestar a excellencia do callo de Maria : o
christianismo estava plantado e com elle o culto
daquella de quem nascera o seu fundador. Gran-
dezas do eterno I
E' que o culto de Mria necessario, indis-
pensavel para a felicidade do homem ; quo a I
humaidade nao poderia caminhar sem venerar,
< aquella que a fldr dos campos da qual gern-i- I
nou a preciosa azucena dos vales, e por cujo par-
to a natureza de nossos primeiros paea mudou- Carta da visCOItlIeSSa de Kikiriki a Sett
se e a falta foi apagada ; aquella que smenle es-
capou triste sentehea que condemnou Eva
dar seus filhos ao mundo com dores, porque pa-
riu o Senhor na alegra > (10).
Por isso este culto tem atraveasado o espago
de 1800 e tantos annos sem em nada arrefecer, e
continuar manter-se forte, zombando da in-
temperie dos lempos, e das palxes dos ho-
mens.
Sim, elle marchar ufano sem receio de falle-
cer na lula : um Rui o poder ultraja-lo, porm
um Luiz XIII o tornar a erguer, mostrando que
sem elle a vida impossivel.
Prestae, prestae ouvidos ; o que ouvir reti-
ir no longinquo das edades chrislas, no fundo
dos valles solitarios, no cimo elevado dos montes,
as brilhantes ras das cidades? hymnos, cnti-
cos, ladainhas, em que o christianismo prodiga-
lisa Mara os ttulos mais sagrados e os nomes
mais doces do cu. (11)
E' esle o lisoogeiro panorama que nos apresen-
la a christandade : por todas as partes nuv'ens de
incens sobem em bagas aos ps daquella que
entre cherubins oceupa no cu o lugar de me de
Deus, e na trra o de me dos homens ; por to-
das as partes hymnos de louvores sao cantados
excelsa rainha dos cus e da trra ; por todas as
partes a humaidade catholica curva-se reve-
rente e respeilosa perante aquella que reeebeu cm
seu seio a divindade incarnada : a realisago
prophecia da Virgem:
a Todas as geraedes me chamaro bem aven-
turada, porque o Omnipotente operou em mim
grandes cousas.
Recite 31 de abril do 1861.
Joaquim Cuennes da Silva Mello.
Variedades.
(7) La mere de Dieu mere des hommes, pag.
169.
(8) Venl. Lerdelices de la piet pags. 8
(9) Orsini obr. cit. til. 2 pag. 19.
.(10) Santo Agostinho.
[11) Gaume.
esposo o visconde do mesmo titulo.
No qual tempo sendo vivo
Jos Osti, que fazia
Lumes-promptos, eu viva
Ao lado do meu esposo,
Qu'ers bastante ditoso.
II
Quiz o cu que meu marido
Se enfasiiasse de mim :
O homem foi sempre assim !
Em casa nao quer gallinha,
Mas fra, come sardinha.
III
Meu marido me deixou,
Despedindo-se em lalim,
Fiquei senhora de mim,
Em perigosa liberdade.
Por causa de minha edade.
IV
Eu nao era peixe podre,
Nem traste de desprezar,
Era nobie e titular,
Tinha uns olhos magandes,
Dispunha d'alguns tustoes.
V
Tive medo de mim mesma,
Pois a carne nao tem lei;
Que tristes dias passei I
Sem amparo, sem calor,
E no maior dissabor.
VI
Pobre escuna, sobre os mares,
Sem mastro, sem conductor,
Exposta sempre ao furor.
Das vagas, das tempestades,
E d'outras casualidades.
VII
Como era d'esperar.
Segundo o direito das gentes,
Cercada de pretendentes,
Logo me vi, e nao sei
Como nao capilulei.
(12) Nao nos referimos ao Brasil, onde o mez
de maio nao apresenta estas bellezas, fallamos
em geral'; por isso dizemos que o mez foi bem
escolbido para o culto de Maria serexercido mais
pomposamente.
(13) O P. Lalomia.
Por torga maior tiremos de suspender tempo-
rariamente a publicago da Resenha Martima, e
devenios agora dar um explicaco deste nosso
procedimento ao Ilustrado publico desta grande
capital, que tantas provas de sympathias ho des
tribuido nos, obscuro e mediocre escriplor,
quem s o desejo de fazer prosperar o paiz pela
marinha, tem podido animar apparecer na are-
na jornalistica, entre destnelos e polidos escrip-
tores que honram o Brasil,o o elevara aos olhos
do mundo civilisado, que o contempla, o estuda
com cuidado, inieressa-se pelo seu deseavolvi-
mento, e vidamente so preoecupa com nossos
destinos, que depeodem incontestavelmeo'.e da
grande crise porque ora paseamos, da qual sur-
giremos fortes e ricos, se iwermos juizo, e sou-
nermos aproveitar os vastos recursos que offerece
o slo, que nossas inaliluicea* garantero, e que a
bondade do espirito publico fac
Todos aqu conhecem quam somos: nanea 00*
O Sr. chete de esquadra Joaquim Jos Ignacio,
actual ministro da msrioha, contina receber
de todas as provincias do imperio as mais incon-
teslaveis provas do jubilo de que se possuiu a ar-
mada, por ver finalmente sua frente um ho-
mem proflssional.
Na corte, alm. da demonstragao feila S. Exc.
pelos eleilores supplentes de Santa Rila, de que
j fallamos, reeebeu S. Exr. urna manifeslago
mui leosivel e agradavel. Os officiaes do mari-
nha, e das diversas chases annexas ali existentes,
mandaram lylhogriphar primorosamente o retrato
do Ilustre chele, e lhe offertaram, proferiodo por
esta occasiao a commisso que o apreaeoton as
mais nobres palavras, que liveram urna resposta
condigna.
Nao. a offerta rica de ama classe rica; mas
siugelo como foi, o presente dos officiaes de ma-
rinas tem immenso valor ; porque denota o amar
e a dedieagao de ama classe nobre a leal, de ama
corporagao, cujas virtudes publicas sao juslamen-
acastellimos com o anonymo, ao contrario segui-
? .*S2e'0 8y*U0" *? .*****", n,-OB- ?*H a s^egeaaslo'r Yodos os*BraaeT
^ f/u^Zi0.8J)"ew klo mais leal, mais di ^^ ^ m^0 MTal dt BabU
t~rai s seos collegas da efirle, e flor
do Sr. chafe Parker, do seu secretario
Sebo-s, pois, que as inicia as que sabscreve
estss liDhaj pertencem 6 um official de mariohi,
do vapor Magi, o Sr. 1 tenente Araujo, elevaram
S. Exc. urna felicitago bem redigids, que foi
aqui lythographada e destribuida.
O enlhusiasroo da marinha tem feito por toda a
parte exploso, e ella sads a nova era que vae
comegar do presente anno cheia de esperangas;
porque nao s tem em seu ministro um homem
que lhe dedicado, que lhe pertence, como de
mais mais contempla na cmara dos Srs. epa-
tados tres representantes extrahidos de sou seio,
os Srs. chefe de diviso Lamego e Delamare, e
capilo-ieoente Christiano Ottoui; os quaes por
sem duvida muilo ho de auxiliar o primeiro.
A Resenha Martima, auccedendo ao Brasil
Martimo, sempre pugnou pela realisago deste
facto ; proveo exuberantemente em artigos se-
guidos que, a decadencia moral e material da
marinha de guerra do Brasil proviohs da ausen-
cia completa do elemento proflssional no poder
execulivo, o no poder legislativo, de sorte que
suas necessidadea ou nao erare altendidas, ou nao
recebiam a solugo que exigiam.
Se focamos fazer o inventario da hersnga que
reccb.'u o actual Sr. ministro da marinha dos
seus antecessores, veramos que deixaram elles
um triste legado, do qual s com muito discerni-
monto, muito zelo a setividade se poder salvar
alguraa cousa.
O material tende deeapperecer completamen-
te ; os melhores vasos que possuiamos eram al-
gumas crvelas, mas d'entre ellas, a /anuaria,
Dous dt Julho e Unido esli inutilisados, e a
Isabel perdea-se. As esnhoneiras mandadas
construir pelo digno Sr. Saraira tambero em bre-
ve deixarao de servir, a assim vamos flear redu-
tidos meia duzia do pequeos navios dentro em
mai pouco tempo.
Tem, portanto, o actual Sr. ministro de subs-
tituir este material; mis carece de tempo para
faz-lo ; porque as fitiangis do estado actttalftea-
le nio'alo prosperas, e exigem que se fagam as
despezss de ooifroce4o de valar," lenta mente.
Aquelles que' uo allendew i eatas circuois-
tancias, que querem que o ministro possa urna
Ivarlnhf ilr=efoao,-*Ve e*>a a'nossa msrioha
tenente Fernandas, e do commaudaulel parda ingleza ou da franceza considerarloestl
lentido um crime, e o condemoaro ; porm nos,
que observamos a aituago, que ha muito nos in-
teressamos pela marinha lhe taremos justiga ple-
na ao contrario ; porque conhecemos e aprecia-
mos as suas excelleniesinlengdes.
Devemos esperar, por conseguinte, com con-
Ganga que a administrago actual da marinha se
eleve altura do sua misso.
* *
VIII
Eram varios petil-mait
Chamados hoje janotas,
E descendentes dos Mo
Dos Albuquerques. Teixeiras,
Dos Castro! e dos Ferreiras.
IX
Eram pessoas da singue,
Das familias ma E nao desses troca-tintas
Que nos cafs sempre moram,
E as esquinas namoram.
X
De charulinlio na bocea,
De bigode e de perioha,
Que passam linda vidinha,
Que de calotes mantera,
E da patota tambem.
XI
Todos elles pretendiam
Conquistar a minha mo ;
Porm, em mim tive mao,
E o dever do matrimonio
Resisliu sempre ao demonio:
XII
Mesmo dizer nio pode
Nossa prima Beatriz,
Que segundo o mundo diz.
En por mim nio lh'o levanto,
Responde ao nome do santo.
XIII
as costas de seu marido,
Que alias bom mocioho,
Dizem que faz o sea ninho
Com um conego da S,
Que grande patueco .
XIV
Esle conego, visconde,
Tambem a corte me fez,
Ousou at urna vez
Mandar-me em letra de cor.
Urna cartlnha d'amor.
XV
Recambiei a cartinha,
Com resposta nua e eras,
Fechei-lhe a porta da ra;
O padre nio deu cavaco.
Metiendo a viola ao sicco.
XVI
Este conego, visconde,
E' temivel no namoro,
Incommoda a Deus no coro,
Com o velho canlo-chio.
Onde ostenta o sea palmeo.
XVII
as horas vagas passeia,
E sobe varias escadas,
Seduz amas e criadas,
Com certa labia, meu bem.
Que o tal cannico tem.
XVIII
Com elle vive amadama.
Que anda sempre como um cacho.
Da qual teve um filho,
Que lhe ajuda a missa, etem,
Oulros prestimos tambem.
XIX
O nosso santo vario.
E' lazzarista nos ossos,
E' visconde, c dos nossos;
Debaixo de certa caps.
Pede esmola para o Papa.
XX
Saber que ao Padre Santo.
Mandei um cont de reis,
Producto de tres anneis
Que ao meu ourives vend,
Pois sem dinheiro me vi.
XXI
Eu bem sei que o meu visconde,
Que magon e que s l
Certos livrinhos nao er
Na causa do Padre Santo,
Que eu respeito e adoro tanto.
XXII
Eu bem sei que nao approva
Esta offerta filial,
Mas olhe, primo, obra mal;
Que ser de nos so o Papa
Dos inflis nao escapa?
XXIII
O successor de S. Pedro,
Hoje vigano de Christo,
Como sabe, tem-se visto
Perseguido, atormentado,
Por um povo alucinado.
XXIV
E' preciso soccorre-lo,
Pois que nosso pastor,
E seja primo, qual fr
O resultado hei-de ser
Escrava do meu dever.
XXV
Eu bem sei que tres anueis
Nao sao cousa de valia,
Mas espero qualquer dia,
Seguindo o meu coafessor.
Augmentar o seu valor.
XXVI
E pego a Deus que permita
Dar-me o cea em recompeusa;
Se o visconde assim nio pense,
Da sua alma quesera?
or infernos arder.
XXVII
Tome visconde, um conselho,
Que nio de desprezar,
Venha, tome o seu lugar,
Vivendo sempre a meu lado
E como homem casado.
XXVIII
as horas vagas do dia
Ambos nos passearemos,
E enlio, primo, trataremos
Nio s da questio papista.
Mas da qaest&o lazzarista.
XXIX
Em quanto minha saude,
Pois vejo lhe dar cuidado,
Eu estuu no mesmo estado;
Tomei os bsnhos de mar:
Pouco pude aproveitar.
XXX
Soffri grande prejuizo,
Com a cheia de dezembro:
De cousa egual nao me lembro 1
Segundo o feitor rne diz,
O Douro foi infeliz.
XXXI
Temos porta a quaresma ;
Vem os dias de jejum ;
De bacalbo, de atom.
Acabo neste momento
De fazer fornecimeolo.
que
XXXII
Ji comprei feijao fradinho,
de bico t'topm:
Quem familia la casa tem, 4-
Nao tem remedio sanio "
Preparar-se de ante-mio.
t*Sf "1 .
Ha dias que o tal Janeiro
Nos convida a passear;
Bellas noates de luar,
Um sol lindo e mui brilhante,
Mas um fro horripilante.
XXXIV
Vea techar minha carta,
Quej parece'maQada ; '"->.
Por aqu, visconde, nada
Julgo eu que haja 'de povo ;
N80 anda contente o povo.
(Brat Ti tana.)
Os jornaes americanos publicara os seguintes
detelhes sobre a conspirago descoberta em Bal-
timore contra a vida do novo presidente :
a Mr. Linele chegou sao e salvo ao seu desti-
no. Agora trata-se de profundar o plano infernal
que tinha per Gm tirar- lhe a vida, e 00 caso de
uecessidado, fazer perecer todas is pessoas de
urna comitiva.
a Os factos eomecam a conhecer-se pouco a
pouco.
Segundo q que se tem podido descobrir, pa-
rece que a conspirago fot urdida em Baltimo-
re. Um agente da polica secreta, que a desco-
brio, communicou-a a dous ou tres notareis re-
publicanos, saber: Mr. Leward, Mr. Thurlow.
e Weed.
Depois foi annuncia-la a Mr. Judd,
partidario presidencial.
Na quinta-felra, lendo a noticia sido secreta-
mente axpedida para Nev-York, foram muitos
agentes da polica secreta mandados para aquella
cidade para tratarem com aquelles que primiti-
vamente tinhan sido encarregaos do ne-
gocio.
O general inspector Kennedy, e o commisss-
rio Aetoro tambem metteram mios i obra.
< Conseguiram conjunctamente entrar nos de-
talhes da conspirago, e souberam o que foi
sufficiente para poderem eonhecerque selratava
de um dos mais infames attentados que jamis
teve lugar contra a vida humana.
< As informages assim obtipas peloi agentes
foram communicadas ao presidente e sua co-
mitiva quando estava em caminho para Trenton
e Philadelphia.
a Nesta ultima cidade tratou-se de saber o que
era necessario fazer.
Mr. Lincoln foi vivamente instado pelos seus
amigos para se dirigir directamente de Philadel-
phia a Washington. Mas para cumprir quanto
fosse posaivel o seu progrsmma, e ao mesmo
tempo para nao chamar a attengio dos conspira-
dores, resolveu ira Hsrrisburg.
c Por conselho de Mr. Seward, Mr. Judd, e de
outros republicanos, concordou-se que ali um
trem especial seria tomado de novo para Phila-
delphia, d'onde deveria dirigir-so a Was-
hington. Mr. Lincoln viajou de noite, e chegou
inesperadamente a Washington na manbia de
sabbado.
a A noticia desta conspirarlo produzio em todo
o Maryland a mais viva sensaco.
c Ignora-se ainda qual a maneira porque os
conspiradores querlam levar a effeito o seu de-
signio ; sabe- se s que se tratava de ama machi-
na infernal semelhante de Orsini, ou que se
quera fazer desencaminar o trem, ou mesmo,
finalmente, que se procurara assassinar o presi-
dente em Baltimore.
a Soube-se tambem que dous ou tres conspira-
dores se achavam em Nova-York a 20 de feve-
reiro ; estavam aguardando os scontecimentos,
em quanto que o presidente estava naquella
cidade.
< Esta apenas urna parte dos factos, mas
quando tudo fr conhecido, deve vr-se que
urna das mais diablicas tentativas feitas para
envolver um paiz as revoluges, que se tem
visto desde o attentado de Orsini contra Luiz
Napoleo. >

Ha duas classes de servidores bordo dos na-
vios de guerra, que sao mui uteis, desempenham
um trabalho diario valioso, e que vivem inleira-
mente esquecidas.
Todas as outras oestes ltimos annos tem tido
mais ou menos augmento de vencimentos, mas
aquellas conlinuam ter somente o que lhes foi
assignado ha mais de vinte annos.
Referimo-nos aos escreventes e meslres d'ar-
mas.
Estes teem apenas 189 mensaes, como marca o
aviso de 24 de outubro de 1833, e basta enume-
rar as importantes obrigagdes que devera cum-
prir para se reconhecer logo a insufficiencia des-
te vencimento, e se achar a explicaco ao fado de
uio haver ninguem que solicite tal lugar, vago
em quasi todos os navios, cuja lotacio os ad-
mille. Com effeito ; o mestre d'armas especial-
mente encarregado, sob a direcgo do immediato,
de manter a policia e deseiplina da equipogem ;
para isso deve viver continusmente entre ella,
onde considerado como uro espiio, temido, e
aborrecido sempre; porque em execugo deste
dever, tem continuamente de denunciar as falls
encontradas, de descobrir os roubos, as tentativas
do evaso etc., para faze-las abortar.
bambem incumbido do cuidar no asseio de
todas as armas de mo, de-ensioar i logar as ar-
mas brancas, fazer as manobras de infantaria, e
o exercicio das armas de foso ; observar que
todas s ba ajara safas e promptas; assioj
como todas as manobro
Em fainas genes' e en combate sea posJ^H
cobetts, para nao consentir que algum b^H|
se demore ali, e para fazer com que to.
seos postos com omptidio.
Deve ter um mapp pirj notar todoi
tigoa inflingidos] qualquer das pragas das
guarnices, com toda a individuago.
E[ encarregado de por ferros, e de conduzir
priso qualquer marinheiro que isso merecer.
Nos portosoio deve consentir que atraque em-
barcagoes para vender gneros guarnigio, sem
consentmento do official do quarto, e quando is-
to fr permittido, deve manter a maior fiscalisa-
gio polica para que nem os vendedores inlro-
duzam gneros prohibidos, nem sejam tesados
os merinheiros, ou vice-versa.
E' reaponsavel immediatamente pela introduc-
I gao bordo de licores espirituosos ou de mate-
rias ioflammaveis; pela existencia de luzes nio
autor|sadas, e fra das horas reglamentares.
Deve vigiar em que nio saia nem entro para
bordo cousa alguma, sem licenga do official de
quarto.
E, 1 lm de tudo, deve egualmenle assistir des-
tribuigo das rages marinbagem, e encarre-
gado lo aceio dos ranchos.
Tanto e lio multplices obrigagdes, eocerram
respo isabilidade extraordinaria, e exigem para
serem desempenhadas, um homem aclvo, enr-
gico, perspicaz e honrado.
Ser 1 posaivel encontrar-se um homem desles
por di zoilo mil ris por mez ?
Ent elanto o mestre d'armas que salisfuer
este rrogramma urna magnifica acquisigo para
um n vio; porque s elle, deridamente sustenta-
do pe o commaodante e officiaes, lera grande in-
fluen ia na coberta para fazer reinar nella sempre
a ord im e a disciplina; visto que todo o mari-
nfaeir > temer os olhos sempre abertos ib mestre
'ara as.
Estar os cerlo de que, se seus vencimentos fossem
corre pondentes a funeges que tem de exercer,
ujl s officiaes inferiores do exercito, a da mari-
- nii, depois de terem baixa, procuraras com
vontiide aemelaaate lugar, no qual poderiam
I ain/a prestar mui ; servigos ao astado,
^^^Hn^iaiSa Bfi&K lustrado a prona*
lrf irinha, que certa-
Hftau ..noaco k este respeito, qua ele-
= 440*000 ou 50*000 mensaes:
n facilitar a apparigan da homens
L-se no Times:
c Quando se reeorda tudo quanto os russos
tem pralicado ha trala annos na Polonia, per-
gunta-se muito naturalmente se ainda existe urna
Polonia. E' posaivel que a mi de ferro do Ni-
colao nao tenha despedac.ado'esse povo ; que es-
se povo ; que ama gerago que tem sistemti-
camente recebido urna educagio rossa desde o
bergo, qual se ensinou que o czar era o chefe
dos mortaes, e que ser admittido ao seu servigo
o melhor privilegio, possa ainda fallar de inde-
pendencia e organisar demonstrages ? Onde
aprendeu ella as palavras patria, liberdade, e di-
reitos nacionaes ? Que livros tem escapado
censura, que jornaes tem podido suffocar a sedi-
gio, que viajantes hostis e de urna eloquencia
perniciosa tem podido penetrar no paiz ?
c Pois bem I polonezes, mancebos que nio ti-
nhams nacido quando Constantino impelliu re-
belliio a mocidade da ultima geragio, sabem to-
dos estas cousas prohibidas. Desenrolam a ban-
deira da aguia branca, bebem mamoria do Kos-
ciusko, e celebram o aniversario da batalha de
Grochow.
a Tem se evidetemenle encontrado entre elles
protessores zelosos, que outr'ora foram discpu-
los estudiosos. No seu lar domestico, ouviram
da bocea de suas mes, dos velhos servidores,
dos proprios camponezes, das pessoas que o go-
verno se digna fazer vigiar, as tradiccoes da li-
berdade.
c Mas se os homens moderados nao pedem
a sua separagio do imperio; esto promptos a
acceitar o rei da Polonia russa e a constituirlo,
que,segn do os jornaes francezes.deve ser outhor-
gada ao imperio russo. Julgamos, que tanto na
Italia como na Hungra, ha um partido que nio
quer compromiasos. As eventualidades a favor
de urna revolta sao favoraveis.
c Como disso o principe Nspoleio, ninguem
acceila urna parte quando se pode ter o todo, e
em Varsovia ha quem pense que a obra de Ca-
tharina e de Nicolao poderia ser destruida. Dis-
simulava-se em vio o facto de que a Hungra e
a Polonia dirigiam os seus olhares para a Fran-
ga, e que esperavam o seu concurso na sua gran-
de lucia.
< A sympatbia pela Polonia em particular foi
durante setenta annos tradicional em Franga, e
os bonapartistas declararais de urna maneira sig-
nificativa que fra um erro do grande Napoleo
nao ter resuscido o reino da Polonia em 1807 ou
em 1812. B' muito natural que Varsovia espe-
re ver o segundo imperio reparar os erros do
primeiro.
habilitados para oceupar lugar to necessario
bordo.
Os escreventes teem apenas 25*000 por mez,
conforme o aviso de 4 de evereiro de 1848.'
Sio indiapensaveis bordo de qualquer navio;
mas apenas sio concedidas aos de maior lolagio.
Devem escrever certo, ter boa letra, bastante
expediente, e serem fiis, para nao espalharem
bordo o que leram na correspondencia que lhes
passou pelas mos.
Nio ha descango para elles ; porque continua-
mente o expediente do navio, tenos dias santi-
ficados, os oceupa,
Quando em qualquer servigo em ierra um jo-
vempde alcancar mais de mil ris por dia, j
se v que nenhum que tenha aquellas habilita
ges se sujeilar Irabalhar bordo por muito
menos.
E', por tanto, tambem de conveniencia que os
vencimentos marcados em 1848 sejam elevados,
e nio achamos demaaiado que se pague i esta
classe quareota mil ris por^pez.
Doate modo alcancariamos pessoas aptas, e a es-
criptursgio-dos navios se faria regularmente.
Somos egaalmeole de opiniio qua, todos 03
navios leo ha s um escrevenle ; pde-se para iss
devidi-los em duas classes ; a primeira com os
vencimentos actuaea para os navios pequeos, a
segunda com os vencimentos que lembramos pa-
ra os navios maiores. A' elles devia competir
substituirem os escrvies qando impedidos por
molestias, ou qualquer oulro motivo, tendo enlio
os respectivos vencimentos.
Os escreventes das estagoes nsvaes, conside-
radas cosan preces do estdo-snior, e smoviveis
cora o chete, sexiam consideradas de primeira
classe.
Sio to obvias as vanligens da adepgao deale
syaiams, que nio dos oaaaamos enaumera-los ;
porque actuilmenle temos testa da administra-
do quam aa aprecie por conhecimenlo proprio.
E, A.
e ,ae*
os tatwpc
TflHft*,r. DI H, F.DI PARIA, ^1861.


Full Text
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