Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09278


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Full Text
AH XXXT1I IDII10 101
Por tres meies Uiantados 5|0d|
Ptr tres n*m vencids
<*t Of
l^ai!M Q&A9
OOIHTA FEIBA 2 II1410 IB Itll
PwMBoadiattWt 19|0O0
Ptrle franco para o subscriptor.
ESCARRBGAD09 DA 8CMCUPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Gear o Sr. J. Jos
de Olireira; Haranho, o Sr. Manoel Jos ftlar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo daXosta.
I'AIUIDAS DOS CUHKblUa.
Olinda todos os das is 9 1/J horas do dia.
Ignarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qaeira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, SerlnhSem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas e 12 minutos da
tarde.
9 La nova ss 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto erescente a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La cheis as 3 horas 46 minutos da man.
31 Quarto ming. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAIIAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da Urde.
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S. Pedro m.; S.Hugo are:
90 Terca. S. Catharina de Sena t.; S. Peregrino.
1 Quarta. Ss. Fellppe eThiago app.;S. Jeremas,
3 Quinta. S. Athsnazlo b. ; S. Mafalda infanta,
3 Sexta. Invenco da S. Cruz ; S. Rodopiano m,
4 Sabbado. S. Montea mai de S. Agoslinho.
5 Domingo. A maternidade de N. Senhora.
XuuZnuLas
Tribunal do commercio; segundas e quintas.
Reiaco: tercas, quintas sabbados sslO horai.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tergas e sextas so meio
dia.
[Segunda rara do ctoI : quartas sabbados 1
ora da tarde:
ECaBREGADOS DA SUBSCR1PCAO DO STjL*
Alagoas, o Sr. Clandino FalcaoDias- Babia
Sr. Jos Msrlins Al**.; Rio de Janeiro, o Sr'
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figefroa de
Faria.na sua lwaria praga da Independencia nr.
6 e 8.
PARTE OFFICUL
Ministerio da mar taha.
Aviso de 20 de margo de 1861.
Altera o regulamenlo provisorio que baixon cora
o aviso de 10 de fevereiro de 1851 para a pra-
ticagem da barra da provincia do Para.
2* secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios da marinha, era 26 de margo de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Attendendo ao que essa presi-
dencia expoz no officio n. 8 de 22 de oovembro de
1859. de abordo com o que Ihe propuzera o ex-
capitao do porto dessa provincia em officio n. 21
de 16 daquelle mez ; e conformando-me com o
parecer emittido pelo conselho naval em consul-
ta n. 296 de 26 de agosto ultimo, tenho resolvido
que o regulamenlo provisorio, mandado executar
pelo aviso de 10 de fevereiro de 1852, obsrvense
cora as altersgdes seguiotes :
Ia Pica elevado a nove o uumero de praticos, e
a quatro o de pralicanles, de que tratam os arts.
1, 2e 3 do citado regulamenlo, nao incluidos em
tal numero o pratico-mr e seu ajudante.
2* Alm da obrigaco incumbida aos praticos
pelo art. 5 2 do mesmo regulamenlo, cumpre-
Ihes conservar de dia icada a bandeira respectiva,
e de noite urna luz encarnada com a necessaria
intensidade, devendo a qualquer hora mandar
pratico ao navio que pedir.
3a Alm das embarcares de que trata o art.
18, haver a mais urna de coberta, apropriada a
seu lim, a qual servir de viga, estacionando em
frente de-pbarol das Salinas, e tendo constante-
mente a bordo praticos da barra para o servico
que delles fr exigido.
Esta embarcado ser tripoladi por cinco ho-
meos, com as raesmas obrigneoes e vantageos dos
era pregados referidos no art. 17, e reparada queri-
do fr necessario, no caso ou no apparelho, pelo
arsenal de marinha da provincia.
O mesmo arsenal fornecer urna ero.barcac.ao
menor, conveniente preparada, para transportar
os praticos dos navios que entrareis.
As soldadas de todos os marioheiros dos embar-
cacoes da praticagera sero pagas custa do co-
fre respectivo, e bem assim asragoes, que devem
ser iguaes das pracas dos navios da armada na-
cional.
4a O art. 25 fica substituido pelo seguinle :O
capillo ou mestre que demandar as Salinas para
receber pratico far icar em lugar bem visivel o
distintivo designado no quadro de que trata o
2 do art. 5, e approximar-se-ha embarcarlo dos
praticos, que estar tundeada ou vela em fren-
te das Salinas com a bandeira respectiva proa
durante o dia, e com ura pharol noite, aflm de
immediatamente receber um pratico que o levar
ao porlo.
5a O art. 26 fica sendo o seguinle:Os praticos
de numero, estipendiados pelo governo, fsro
exclusivamente o servico de praticagera a bordo
dos navios que entraren) ousahirem I barra, sen-
do estes obrigados a receb-Ios, e" a pagar a pra-
licagem por inielro, mesmo quando nao os quei-
ram adraittir.
Sero porm taes navios dispensados de pagar
a praticagera se provar-se que sua entrada nao
achava-se as Salinas a canoa dos praticos.
Podero deixar de tomar pratico, quer na entra-
da quer na sahida, o nada pagaro para o cofre
da praticagera, os capites ou mestres dos navios
de cabotagem que tambem forem praticos exami-
nados da barra, ou mesmo os que tiverem a seu
bordo em servico proflssional algum pratico da
costa do Para at ao Maranho, que igualmente
o seja examinado da barra do Para.
Nao ser permillido ao pratico deilar fra navio
algum de cabotagem sera que previamente esteja
ajustado o sorvigo respectivo do porto da capital
do Para barra, ao porto do Maranho, ou a
qualquer porto de outra provincia de barlavenlo,
o que constar da matricula feila na capitana, e
vista ae urna nota que, para conhecimento do re-
gistro do porto, a capitana far laugar no docu-
mento annexo ao decreto n. 447 de 10 de maio
de 1846.
6a O art. 27 revogado, e substituido pelo se-
guinte :Pagaro os capites ou mestres aos pra-
ticos 60000pela entrada de um navio, e 809000
pela sahida, sem mais outra despeza.
Quando der-se algum servico extraordinario,
feitos praticos ou por suas embarcagdes, ser es-
te pago segundo a generosidade do respectivo ca-
pito ou consignatario, ou conforme fr arbitrado
por peritos oomeados pela capitana, alm do
que se acha estipulado no artigo antecedente.
Na sahida urna canoa da praticagera acoropa-
nhar o navio para tomar o pratico, ou sahir au-
tos a espera-lo fra dos baixos.
7 Quando fallecer algum dos pralicos de nu-
mero, o cofre da praticagem indemnisar os seus
legtimos herdeiros da quantia correspondente ao
valor do material da associaco, dividido pelo nu-
mero de todos os praticos que a conslituem e mais
o fallecido.
A iudemoisacao ser feita integralmente den-
tro de um mez da data do fallecimento do pratico,
ou era cinco preslagoes mensaes e successivasj
sendo a primeira dentro dos 30 das que immodia-
tameote se seguirem, conforme melhor convenha
associago.
Pela capitania do porto far-se-ha para esse fim
inventario do material supradito, que ser avada-
do por peritos do arsenal.
Se nao houver legtimos herdeiros, reverter o
quinho do fallecido em favor dos praticos exis-
tentes.
8a Entrando novo pralico na associago, quer
para substituir um fallecido, quer em virtude de
augmento do numero, dever esse depdr no co-
fre da praticagem urna quantia igual ao valorado
material existente, dividido pela somraa dos pra-
ticos antigos de mais um.
O pratico novo satisfar essa quantia no prazo
de 30 das, ou mentalmente deixar no cofre a
terca parle do que tocar-lhe pelo rateio da,-pra-
cagem, al completar aquella importancia.
V. Exc. commuoiquo este acto capitania do
porlo e mande dar-lhe publcidade.
Deus guarde a V. Exc.Joaquim Jos Ignacio.
Sr. presidente da provincia do Para.
Governo da provincia.
Espediente do dia 29 Officio ao coronel commadanle das armas.
Tendo transferido para o dia 8 de maio p. vindou-
ro a reuniao das juntas qjue teem de julgar em
ultima instancia os proceses dos soldados Anto-
nio Jos Pereira e Manoel- Simes Jnior, a que
eereierem os orados dsta presidencia de 13,e
3 deste mez; assim o tommunico V. S aflm
de que mande avisar aos officiaes nomeados para
as 11 oras da manha do indicado da.Deu-se
sciencia a quera competa.
Dito ao commandante do corpode polica.De
conformidade com o que requisitou o juiz de di-
reito da primeira vara presidente do tribunal do
jury desta capital, naja v. s. de expedir as suas
ordens para que de amanba em diante urna
guarda do corpo sob seu commando se aprsente
diariamente oaquelle tribunal em quinto dura-
ren) as suas sesses.Commuoicou-se aquelle
juiz de direito.
Dito ao mesmo.Pode V. S. engajar no corpo
sob seu commando o paisano Antonio Marcelio
de Andrado, de que trata o seu officio desta data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
D V. S. as convenientes ordens para que seja
recolhida ao cofre dessa thesouraria em presenca
da guia passada pelo inspector do arsenal de ma-
rinha, a quantia de 300000 rs., que tere de pa-
gar o baro do Livramento, proveniente da com-
pra que fez em hasta publica do casco do hiate
Parahibano, conforme j del sciencia a V. S. em
officio de 26 do corrente.Communicou-se ao
inspector do arsenal de marinha.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o
flm conveniente a inclusa copia da acta da sea-
sao do conselho administrativo para fornecimen-
to do arsenal de guerra, datado de 22 do cor-
rente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Annuindo ao que solicitou o director interino da
instrueco publica em officio de 27 do correte, <
aob n. 125, recommendo a V. S. que mande adi-
andar directora do collegio.das orphas, irma ,
Orien, a quantia de 1:3115000 rs., para a compra '
dos gneros constantes da relago junta, os quaes
forem precisos para o consumo do mesmo collegio '
no mez de maio prximo vindouro.
Mandou adiantar tambem para idntico fim ao ,
director do collegio dos orphos a quantia de......
1:091*720 n.
Dito ao director do arsenal de guerra.Forne- 1
ga Vmc. ao commandante superior di guarda na-
cional deste municipio um dos carluxos de mos- I
quetaria do adarme 17 constante do pedido jun-
to, os quaes sao precisos para as descargas que
teem de dar os corpos da guarda nacional desta
cidade no acto da posse do Exm. Sr. presidente
no mea do para esta provincia Dr. Antonio Marce-
lino Nunes Goncalves.Communicou-se ao su-
pradito commandante superior.
Portara.O vce presidente da provincia, al-
tendendo ao que lhe requereu o continuo da se-
cretaria do governo Manoel de Miranda Castro,
resolve conceder-lhe tres mezes de licenga com
vencimentos para tratar de sua sade.
Dita.O vice-presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereu Manoel Joaquim Xavier
Ribeiro, professor publico removido para a fre-
guezia do Buique, resolve conceder-lhe um mez
de licenga com ordenado a contar do dia 18 do
crranlo.
director geral da instrueco publica para alten-
der a supplicante nos termos de sua informago.
Candida Balbioa da Paixio.Remettido ao Sr.
director geral interino da instrueco publica pa-
ra attener a supplicante nos termos de sua io-
formaco. 9
Evaristo Mondes da Cunha Azevedo Jnior1.
Informe o Sr. director da repartico das obras
p ublicas.
Goncalo Flix de Souza Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha.
JosFerro, soldado.Requeira pelos canaes
competentes.
Joo Hiplito de Meira Lima.Nao tem lugar
o que requer.
Manoel Antonio da Silva Moretea.Informe o
Sr. commandante superior do municipio da ca-
pital.
O professor Manoel Joaquim Xavier Sobreira.
Passe portara concedendo a licenga requerida.
Fre Pedro da Puriicac.3o Pat e Paixa.Diri-
ja-se a thesouraria provincial.
Quinleiro & Agr.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
EXTERIOR.
Administrago do Exm. Sr. Dr, An-
tonio Marcelino Nunes Goncal-
ves,
Officio ao Exm. bispo diocesano.Tendo nesta
data lomado posse do cargo de presidente desta
provincia, para o qual fui nomeado por carta im-
perial de 20 de fevereiro ultimo ; assim o com-
raunico a V. Exc. para seu conhecimento.
Offereco a V. Exc. o meu presumo para quan-
to fr relativo ao aervigo publico e particular de
V. Exc.Fizeram-se iguaes communicacoes a
todos os funcclonarios pblicos, as estafes publi-
cas, aos presidentes das provincias, s companhias
o associaces, e ao corpo consular estrangeiro.
Diio ao inspector do arsenal de marinha.De
conforraidade com o queaollicitou-me o coronel
commandante das armas, em officio do 27 do cor-
rente sob n. 610, mande V. S. recolher a esse ar-
senal, fazeodo substitui-la por outra, a africana
livre Carlota, que se acha empregada na lavagem
da roupa do hospital militar, visto que o estado
avancado de sua gravidez nao permitte que con-
tinu ella naqueile servico.Communicou-se ao
commandante das armas, que solllcitra essa subs-
tituido.
Dito aa inspector da thesouraria provincial.
Auloriso V. S. a mandar pagar de conformi-
dade com a sua informaco de 27 do correte,
sob n. 154, a gratificado que compete ao capel-
lo e vice-direclor do collegio dos orphos de
Santa lhereza em Olinda, Frei Pedro -da Purifi-
caco Paz e Paiva por haver regido interinamen-
te a cadeira de primeiras lettras do mesmo col-
legio a contar de 11 de Janeiro at 20 de feve-
reiro deste anno.Communicou-se ao director
geral da instrueco publica.
Dito a cmara municipal do Recite.Devolvo
Vmcs. a eonta a que se refere o seu officio de
18 do corrente, sob n. 22, aflm de que visti
das razoes allegadas pelo chefe de polica na in-
formaco constante da copia junta e a que se re-
fere a do administrador da casa de detengo,
tambem junta por copia, mandem Vmcs. pagar
a quantia de 265*720 rs. que, segundo a mesma
conta, foi despendida com o fornecimento de luz
para as enfermaras d'aquelle estabeleclmento a
contar de 14 de outubro do anno prximo pas-
sado at 9 de marco ultimo, devendo essa quan-
tia ser entregue a Jos Elias de Oliveira, confor-
me requisitou o mencionado chefe em officio de
30 do citado mez de margo, sob n. 234.Com-
municeu-se a este.
Dito ao juiz de direito do Rio Formoso.
Dando solucao consulta por Vmc. feita em of-
ficio de 4 do corrente declaro-lhe que, nao es-
tando ainda inslallada a villa de Agua Preta,
nem nomeadase empossadas as autoridades de
que trata o art. 3 do decreto n. 276 de 24 de
margo de 1843, nao pode por ora haver all con-
selho de jurados separado do de Barreiros.
Dito ao director geral interino da instrueco
publica.Mande Vmc admittir no collegio dos
orphos o menor Antonio, filho de Ignacia Ma-
ra de Sanl'Anna, a que se refere o incluso re-
querimento.
Dito ao director das obras publicas.Remello
por copia Vmc. para sua sciencia o officio que
me dirigi a cmara municipal do Recife, relati-
vamente ao lamacal e atoleiro que se diz existi-
rem no principio das areias na estrada do Gi-
qui.
Dito ao director da companha de Beberibe.
Para poder satisfazer a requisigo da assembla
legislativa provincial, informe Vmc. acerca da
ultima parte do officio incluso por copia do Io
secretario da mesma assembla.
Dito aos emprezarios da illuminaco a gaz.
Devolvo Vmc. para ser autenticada pelo coro-
nel commandante das armas, a conta junta do
gaz consumido no quartel do Hospicio no mez de
julho do anno passada.
Dito aos mesmos.De contormidade com o
qae solicitou-me o coronal commandante das
armas em officio de 27 do corrente, sob n. 609,
recommendo Vmc. que, examinando os tubos
existentes no quartel do 4 batalho de artilharia
a p, proceda m com urgencia aos concertos de
que elles precisan) Communicou-se ao coronel
commandante das armas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao procurador fiscal da thesouraria de
fazenda.S. Exe. o Sr. presidente da provincia
manda communicar V. S. que pelo seu officio
de 27 do corrente, ficou inleirado de haver V.
S. reassumido as funeces de seu emprego.
DESPACHOS DO DU 27 DE ABRIL DE 1861.
Requerimentot.
Joo Francisco do Reg Maie.Nesta dala se
expede ordem thesouraria provincial no senti-
do que pede o supplicante.
Candida Thomazia de Azevedo.O Sr. inspec-
tor do arsenal de marinha tem ordem para en-
tregar a supplicante o menor de que trata.
Joaquina de Siol'Anna.Volte ao Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
Manoel de Miranda CastroPasse portarla
concedendo a licenga pedida.
Manoejde Souza Braga.Dirija-se i thesoura-
ria de fazenda.
Manoel de Souza Tarares.Espere que naja
crdito. r '
29
Auna Mana da Conceigio.Remettido a Sr*
A importancia da eleico da corle, na Irlanda,
da qual fallaremos tambem, tal que nos obrlga
a voltar sobre esse assumpto ainda boje. Por
mais de urna vez temos feito notar a influencia
que a deputaco irlandeza poderia ter na aorte
dos ministerios se fosse perfeitamente unida. In-
felizmente est longe de o ser ; mas a triste po-
ltica seguid i na Italia por lord Russel tende a
produzir urna unioque n'ura caso dado poderia
exercer urna grande ascendencia em os negocios.
A Iran Ja catholica ; os golpes desfechados na
igreja sao suslidos por todos os irlandeses, e esse
sentimento commum principia a modificar as
eleQoes.
Ninguem deve, alm dis30, admirar-se de mais
das divisoes que eufraquecem a deputaco irlan-
deza. Representantes de um povo profundamen-
te catholico, anda "que a maior parte delles se-
jam protestantes de nascimento (apenas ha trinta
deputados irlandezes catholcos), os deputados
da Irlanda nao podem approvar urna poltica hos-
til a igreja e ao papado, porm discrepara acerca
dos meios de chegar ao alvo com mais segu-
ranza.
No exterior, o partido (whgs) ou liberal porta -
se de modo quo s pode desgostar a Irlanda e
por consecuencia os deputados que ella manda
cmara dos communs ; porm no interior, forzo-
so reconhecer que os whgs tem-se de ordina
rio mostrado a nos rerdadeiramente liberaes para
obler assympathias dos catholcos, que alias nao
se teem esqueedo da parto por elles tomada no
grande acto emancipador de 1829. O partido to-
ry ou conservador mostra-ae pelo contrario, as
Circunstancias acluaes, menos hostil ao papado
no exterior, mas forgoso coovte que esse parti-
do, para a Irlanda, em nada difiere dos orangis-
tas, que sao os mais fanticos inimigos do catho-
licisrao irlandez ; a subida de um ministerio tory
e sempre na Irlanda o signal de urna recrudes-
cencia de orangismo.
E ao depois, digaroo-lo ainda, ha multo que os
lorys perderam o habito de conservar o poder por
mutlo lempo; as eleiges custam caro pelo sys-
leraa inglez; urna eleic.au feita em cirttimstan-
cias ordinarias sai pelo menos por trinta e cinco
contos de ris.
Um candidato nao gosta de expor-se multas
vezes a essas despezas, e expdr-se a ellas o
ser tory, pois que o candidato expdem-se ento a
ver novas eleiges geraes seguirem ou precede-
rem de alguns dias a queda de um ministerio
conservador. Na Inglaterra, onde os lories sao
ricos, isso nao obstculo ; na Irlanda nao o
mesmo.
O que acabamos de dizer explica a fraqueza do
elemeDto conservador na deputago irlandeza ;
& .? a,ccrescimo desse elemento, apezar das
illiculdadea, mais que significativo; mostra
elle a importancia que tomou na Irlanda aques-
tao religiosa, pois que ella fez esquecer certas
cosiderages que em outros lempos traziam ou-
tros resultados. Assim, desde 1829, o condado
de Corbz s havia mandado cmara dos com-
muns candidatos liberaes.
No anno passado, o Sr. Deasy. candidato libe-
ral, oblivera 5,674 votos contra 3,995 concedidos
ao lord Campden, seu competidor, eesle anno, o
Sr. Leader, conservador, acaba de obler 5,850 vo-
tos contra 2,618 apenas, concedidos ao seu com-
petidor liberal. O Sr. Leader protestante, e foi
aceito pelos catholcos, recommendado pelo cle-
ro, por que dteclarou ser adversario da poltica
piemooleza, contrario a expoliago do Papa, con-
trario ao systema de educago mixta, condemna-
ao pelos bispos catholicos, favoravel ao direito
dos rndeteos que reclamara urna justa cempen-
sagao pelos melboramentos que fizeram em suas
trras.
A queslo romana inverte a ordem dos parti-
dos. Os grandes proprietarios sao pela maior
parle protestantes e conservadores; os catholicos
voltam-se para elles, por qne manifestara aver-
so aos principios aceitos hoje para destruir o
poder temporal do Papa.
Nao o nico esse triumpho dos conservado-
res. Algumas reeleges recentes j Ibes foram
favoraveis, e o voto que acaba de ter lugar na
j cmara dos communs sobre a questo doi Chur-
th-rates, ou taxas da igreja, mostrou que era
preciso pouca cousa para por o ministerio em
minora ; nesta questo apenas venceu elle por
i quinze votos.
Todos os annos agita-se no parlamento essa
queslo dos Church-rales ; j tivemos occasio
de nos oceupar com ella ; em Franga diflicil
coraprehender a sua importancia ; na Inglaterra
urna queslo vital que tem o privilegio de com-
I mover fortoraente a opinio, pois ella eslabelece
i urna luta seria entre a igreja anglicana e os dis-
t sidentes, o pe o ministerio em grande embarago.
Sabem os nossos leitores o que sao os Church-
rates.
I Na Inglaterra os habitantes de cada parochia
sao responsaveis pelas despezas feitas com o cul-
to de sua greja ; por outra, sao elles sujeitos a
urna laxa especial para occorrer a taes gastos.
Por muito lempo foram regularmente pagas es-
sas taxas, at pelos catholicos e dissidentes que
soobrigados em direito como os outros.
A lei, porm, nao tem outra saneco alm da
excommunho, e sua sanego mui efficaz quando
a igreja estabelecida era omnipotente, deixou de
o ser, assim que todos os cultos foram igualmen-
te tolerados.
Os catholcos o os dissidents queixavam-se
com razao de serem obrigados a pagar as despe-
zas de um culto que nao o seu, emquanto que
sao anda obrigados a sustentar seu cropiio cul-
to, alm dos dissidentes, optros que pouco to-
raam a peito o esplendor do culto em que nasce-
ram, acham tambem que as taxas da igreja sao
demasiadamente onerosas.
Dahi segue-se que em multas parochias, a
maioria dos habitantes recusou pagar essas ta-
xas ; os anglicanos zelosos nao podendo tornar o
pagamento obligatorio, procuraram supprimir o
de/ieil por meio de donativos voluntarios, e esse
recurso foi suficiente em todas as parochias um
tanto populosas, mas assim nao aconteceu as
outras. Dahi, queixs, projectos de lei, projectos
de teansaegoes que at agora ainda nao tiveram
nenhum resultado.
Pede a igreja estabelecida que os habitantes
estejam sujeitos a urna responsabilidade real
para com as fabricas ; os dissidentes pedem ab-
solutamente o contrario, e queremque se apague
aj a aparencia de responsabilidade que existe
anda hoje.
Todos concordan) que hallguma cousa a fzer,
mas ninguem pode conciliar as pretengoes op-
postas. Os dissidentes repeliera de si toda a obri-
gaco ; os anglicanos nao querem urna aboligo
de dreitos que tirarla sua igreja o carcter de
igreja do estado. Os toriesso em geral favora-
veis a conservado dos Church-rates, os libera es
sao favoraveis a sua aboligo. O ministerio 'i-
beral, mas nem por isso v-se menos embaraza-
do. Se sustentar a aboligo, Ocar sernos to -
mens da igreja ; se sustentar a sua conservarlo,
perder os liberaes dissidentes; terrivel dilem-
ma para quem nao tem urna materia compacta a
seu aervigo.
Foi nestas circumstancias que veio propor um
nova bil de aboligo o Sr. Trelarony. A se-
gunda discusso, a mais importante, como sa-
bido, segundo os usos parlamentares dos novos
visiohos, teve lugar na ultima quarta-feira de
fevereiro. Era para os dous partidos urna occa-
sio de se contarem e experimentaren) suas or-
gas. Dos dous lados, os chamados rohippersin,
ou ts intrigadores, encarregados de avisar e ins-
tar eom os collegas ausentes quando se tara de
dar um voto importante, haviam empregado to-
dos os meios para reunir seus partidarios. Che-
garim os membros da igreja estabelecida decidi-
dos s conservar as laixas; queos dissidentes nao
estavara menos decididos a langa-las por trra ;
e liaham de antemo feito ura metting no qual
votaram-se fundos para levar at o fim a luta.
O debate foi curto, porm animado e brilhante.
Quinhentose quarenta e sete membros, lemos
n'um jornal inglez, Uto a cmara quasi com-
pleta, tomaran) parte no voto. Os abolicionistas
obtiveram 281 votos contra 288, quinze votos so -
menta de materia, triumpho to modesto que
ambos os partidos attribuem a si a victoria. Que
rem os abolicionistas que ganhassem elles seis
votos, porque no anno passado apenas tiveram
orna materia de nove votos sobre a raesma ques-
lo na terceira leitura ; querera de seu lado os
conservadores que essa maioria dimiouisse de
14 votos porque era o anno passado de 29 v^tos
ni segunda leitura.
Desejavamos saber como votaram os 31 depu-
tados catholicos (30 Irlandezes e 1 Inglez). Acha-
raos essa loforroago no Tablet. Absteve-se a
maior parte ; dez votaram : o Sr. Hennessy con-
tra a aboligo; a favor, Sir John Acton, o Sr.
Bellen, o visconde Castlerosse, os Srs. Monsell,
Scully, o major Gavin, Blake, Mac Mahon e Mac
Evoy. Podem perguntar nos como que os ca-
tholicos nao esto de accordo nesta questo e co-
mo que todos nao votam pela aboligo do
Church-rates. O Tablet explica isso. Ha dous
partidos extremos ; um, que foi eloqueniemeute
sustentado pelo Sr. Bright quer a aboligo ; ou-
tro, lalvez sustentado um tanto constrangida-
mente, como necessidade da posigo, p lo Sr.
Disraeli, quer a manutengo integral da taixa.
Entre esses dous extremos houve urna opioio
intermediaria! os que a propoem querem ex-
ceptuar da taza todos aquelles que declararem
por escripto quo nao sao membros da igreja es-
tabelecida pela lei. Essa opioio parece que ha
quem tem mais probabilidades de ser adoptado
pelos catholicos. Com effeito. os nossos irmos
pela f nao tem nenhum interesse para impedir
que os anglicanos se cotizem para os gastos de
seu culto, urna vez que nao cotizem os catholicos
ao mesmo lempo ; nao teem inleresses em fazer
triumphar os dissidentes contra os anglicanos, se
os primeiros recusaren) um accordo conveniente
para os catholicos. Os dissidentes nao sao na
rerdade mui exigentes quando nao satisfeitos di-
gerirem seus proprios negocios, querem ainda
intrometter-se nos da igreja anglicana ?
Se os dissidentes que proclamara to alto a li-
berdade dos cultos, a liberdade de consciencia e
todas as liberdades que querem para si, se hou-
vessem mostrado dispostos a reclamar as raes-
mas liberdades para os catholicos, comprehen-
der-se-hia que estes, por gratido e anda por
interesse, fizessera causa commum com aquelles ;
porm os dissidentes esto longo de ser amigos
dos catholicos ; dizia O'Coonell:
< Fizemos bastante por seu respeito e elles
nunca se mostraran) reeonhecidos, pelo contra-
o. E' entre os discidentes e entre os nfimos
membros da igreja, que mais se approximam
delles, que se acham os mais .encarnizados e os
mais perigosos inimigos dos cstholicos. Eis, pois,
segundo o Tablet, a norma de proceder que de-
vem seguir na questo dos Church-rates; para
chegar ao desidertum com mais seguranca
raister votar contra o bil de aboligo que s fe-
ria aventajar os dissidontes em prejuizo dos an-
glicanos e mostrar-se favoravol a qualquer me-
dida que isentaise os dissidentes e os catholicos
sem privar a igreja anglicana de um recurso que
lhe permiti lutar com mais efficacii contra os
outros ramos do protestantismo. Essa opinio do
Tablet pode tanto mais fcilmente ser adoptada
pelos deputados catholicos quan.o os Church-
rates nao existem na Irlanda.
Tal a siluago pelo que diz respeito a esta
questo. O" voto j conhecido mostrou a fraque-
za do ministerio, indicando em todo o caso que
nao nesta queslo que os lories teem intengo
de atacar o gabinete o mais vivamente possivel.
Provavelmente a opposigo espera pela grande
questo do orgamento que s se apresentar de-
Sois das ferias da paschoa. Dentro em pouco sa-
eremos da sorte do bil do Sr. Trelarony na ter-
ceira leilura. Se fr adoptado, como provavel,
ludo ainda nao est perdido para os Church-ra-
tes, pois restar-lhes-ha a cmara dos lords, onde
a igreja estabelecida muito mais forte do que
na cmara dos communs.
I. ClIASTREL.
(Le Monde.II. Duperron.)
INTERIOR.
S. PAULO.
lO de abril de 1861.
Emfim resolveu-se a questo da eleigSo da
mesada assembla provincial,depois de algumas
esteris discussoes, to esteris como as que
teem havido, porque al hoje nao foram votadas
as leis annuaes.
Os conservadores comprehendendo que nao
conviria prolongu a discusso sobre a nullidade
da eleigo do vice-presidente, conforme expuz-
Ihe em minha passada carta, deixaram de insis-
tir afim de que se nao dissesse que receiavam a
lula que a opposigo travou sobre os actos da
admlnistracp do Sr. conselheiro Henriques; e
assim ficou eleito o Sr. Dr. Amerlco Braziliense
em vez do candidato conservador Dr. Vicente
Ferretea Bueno, apesar da trica anll-regimental
de que usou fingindo ttr votado I
i Seja porm o que Mr, o certo que os traba-
mos vo continuando regularmente, ficando a
mesa constituida pelo modo seguinle:
Presidenlerbaro de S. Joo do Rio-Claro ;
Vice-presidente, Dr Amerlco Brasiliense de
Almeida Mello;
Io secretario, o depulado Manoel Eufrazio de
Toledo ;
2o secretario, o Dr. Jos de Amaral Gurgel.
Assim, pois, houve rnudanga quanto ao vice-
presidente em relago mesa passada.
O deputado Pedro Taques comegou non-
lera seu discurso em defeza da administrago do
Sr. conselheiro Henriques e continuar hoje;
tem cabal mele refutado os anteriores oradores
da opposigo, de modo a deixa-los sorpresos sera
terem resposta a dar.
Falla a lioguagem dos fados e argumenta com
documentos, ao contrario dos deputados da oppo-
sigo, que apenas se teem limitado declamacao
e a injuria.
A opposigo tem feito grande questo do
projecto de lei dispensando o seminario do bispo
do pagamento da decima por legados que lhe
foram deixados. inclusive polo que lhe foi deixa-
do pelo seu fundador o Exm. D. Antonio Joa-
quim de Mello l O que entretanto tem isso com
a administrago? Que mal vem a provincia des-
sa sepgao do imposto referido em favor do se-
minario? Nao urna iostituigo que deve ser
animada por governos e individuos, afim de
que, pola illuslrago do clero, a f se consolide,
e se regenere os costumes, base verdadeira e
legitima da felicidade publica e individual? Di-
zem-se catholicos e impugnan) a concesso de
soccorros taes a urna instituigo religiosa I Esses
melhor fariam se definissem sua f, para que
nao estejim illudindo as ovelhaa de Dos cobrin-
do-se com pelles de cordeiros.
Contioa o clebre processo da juslificaco
do Sr. Dr. Carro.
Apesar de julgada afinal pelo juiz municipal,
voltou o justificante com urna petigo para em-
bargos sentenga, considerando a jusliicago
como feito civil, por isso que, segundo diz elle,
nao pretende e nunca pretendeu dar queixa con-
tra o Sr. conselheiro Henriques I Desconfiando,
porm, do bom resultado desse seu novo traba-
Iho jurdico, variou de recurso, contra expressa
disposigo de lei, e hoje interpoz aggravo da
sentenga j por elle embargada I
Sentenga embargada, e portante suspenso seu
effeito, logo depois aggravada sem previo julga-
mento dos laes embargos ; factos suppostos cri-
minosos coostituindo feito civil por mera justifi-
cago ; e finalmente o promotor publico figuran-
do como parte civil no dito feito ; nao me dir o
que quer isto dizer ?
Nao sou jurista, mas tenho-os consultado, e
todos se sorprendem de que o Sr. Dr. Carro,
lente Ilustrado, tenha transtornado a jurispru-
dencia e a praxe por tal modo.
Bom exemplo para seus discpulos, por isso
que, segundo me dizem, o advogado nao pode
requerer contra as leis, ou, como se dizia an-
tigamente, e mesmo agora, contra a orde-
nago 1
O que vale quo o proprio Sr. Dr. Carro se
incumbe de illustrar o publico do imperio, fa-
zendo inserir em seu jornal todas essas pegas
juridicas sahidas de sua peona por encantos do
interesse pesaoal e do despeito eleitoral.
Est sendo processado o vereador suspenso
Dr. Leandro de Toledo, e j foram inquoridas
algumas testemunhas.
E' provavel, porm, que seja despronnn-
ciado I___
Seguiram para essa corle honlem os depu-
tados Nebias e Rosa, e tambem os deputados
contestados do segundo districto Martira e Lessa,
sendo os legtimos os Drs. Lopes Chaves e Pedro
Taques, aos quaes a cmara municipal de Tau-
bat (inteiramerrte da parcialidade contraria) nao
quiz dar diplomas.
E' provavel que tambem j tenham chegado
essa corte os deputados baro da Bella-Vista e
Barbosa da Cunha, quo com os que ah j esto,
Rodrigo Silva, Pacheco e Costa Pinto, conslituem
toda a deputago desta provincia.
15
A assembla legislativa provincial vai levan-
do a vida que j levou no anno prximo pas-
sado.
As discussoes polticas oceupam todo o tempo
que devw ser empregado nos inleresses p-
blicos ; e nao ha meio de convencer a estes re-
presentantes da provinciaque mal procedem,
prejudicando assim os melhoramentos moraes e
materiaes desta parte do imperio confiada a seus
cuidados.
At hoje ainda esto por volar as tres leis an-
nuaesfixago da frga policial, orgamento mu-
nicipal e orgamento provincial I Apenas a pri-
meira dessas leis est em segunda discusso,
faltando, para ser encerrada, cerca de nove lon-
gos discursos sobre a derrota eleitoral deste ou
daquelle orador!
Agora oceupa-se a assembla com a questo
da decima dos legados para o seminario epis-
copal.
A opposigo faz della cavallo de balalha, se
bem que o presidente da provincia nada tenha
com isso.
Pelo que me parece, acredito que a opposigo
nao quer que urna medida com essa passe ou
seja votada durante a administrago do Sr. con-
selheiro Henriques I Ser mais um beneficio que
se faria provincia durante essa administrago
e para a opposigo isso um grande mal I
Por ora o orador que tem servido mais cama
da opposigo nesta questo o Sr. Dr. Pinto J-
nior, que, como sabe, nao pode obter a deputa-
go geral ; sendo que, se essa razo fosse legiti-
ma, o Sr. Dr. Pinto Jnior teria toda a razo de
se separar dos seu amigos de hontem para vol-
tar a abragar seus amigos de ante-hontem.
A opposigo commenta a seu modo um dis-
curso do Sr. baro de S. Joo do Rio Claro, quan-
do, interpellado por um depulado liberal, tenlou
justificar sua desistencia da deputago geral por
motivo diverso do da perda da eleigo primaria
as parochias de sua influencia. Elle nada affir-
mou qnanto ao Sr. constlheiro Henriques ; ape-
nas deixou perceber que a forga que S. Exc. man-
dou para S. Joo do Rio-Claro fosse proteger an-
tes o partido liberal, dexando que a turbulencia
affastssse os homens pacficos de concorrer s
urnas.
A opposigo pretende com isse provar que o
Sr. conselheiro Henriques mandou forgas o que
nao se contesta, e consta do relatorio que leu ante
a assembla provincial ; e provar mais que S.
Exc. inlerveio na eleigo I
Como a opposigo tem procurado tirar illagea
prejudiciaes do discurso do Sr. baro de S. Joo
do Rio-Claro, contando com seu resentimento
pela perda de sua eleigo, diz-se que o Sr. baro
se explicar. No seu caso eu nao dara, explica-
gao alguma, que a opposigo deseja para fazer
balburdia com apartes. Por seu carcter, acre-
dito que o Sr. barfio se nao prestar ao que a op-
posigo quer arrasta-lo.
A sentenga que o juiz municipal Dr. Segu-
rado deu sobre a justificago do Sr. Dr. Carro
foi por este aggravada para o juiz de direito Dr!
Tavares Bastos. Todo mundo est ancioso por
ver apparecer a deciso que deve ser dada por
este magistrado.
O que eu nao posso cooeeber como se muda
a natureza de urna causa afim de interpor a ar-
bitrio recursos indevidos ; mas aqui v-se todo
e admirara alias se aa cousas corressem regular-
mente.'
Sanio luz o primeiro numero do peridi-
co ConiriucionaZ, orgo do partido conservador,
em substitulgo da Lei. Ignoro quem escreva
este peridico, mas bem escript.i. Parece dis-
poslo a luta doutrioaria somente, dexando de
parte a injuria e o insulto. Deus o fade bem
nesse trilho, para fazer contraste com a Imprensa
Pau/isa, que se tem excedido em sua mlasSo jor-
nalistics, procurando deprimir os caracteres ho-
Q6S10S*
Consla-me qne do edificio da faculdade de
2.m0i'-n ese c081""81 unir algumas socie-
dades luteranas acadmicas, deu-se ante-hontem
*, 5r?Te *?! oc"o d* eleigo annual do
iJ!? 'S!!2Meo : *** d insulto e
tumulto, alfirma-se que alguns socios cheg.rarn
a vas de fado! e afflrraa-se mais que a poltica
lrtCnaUSa I63" dT?8 d0 eorP caderaico, di!
dores!" 8UD8~I,be"eS' e O,ros '-
I.o 11 Importancia dos rumores que nos vrn dessa
ve,4 ,.f.P.ISg0*J,d0 Pr""1e liberal que ha-
verfaSIS Vd82rdein PPQlar Pr """So da
Ou2SSn^ ekPdeMi na cam,ra dos Reputados.
nntiM "2a h*ja de e"ct0 rumores, taes
noticias podem provocar em outras partes qual-
r^0?1"^ por1ue "felizmente no nosso
pau anda ha muito papalvo que se deixa arras-
20
Ai"9!.eHmDLlipiC,TDdaliornou-8e ais serena
Lf! epoWn d' ,re,rai,a d dous candidatos
naufragados, Drs. Jos Bonifacio e Paula Souza
para essa corto, onde vSo tratar da questo eleil
Pn. V"5- lhes d,z reiPei,<>- Apenas resta o Dr.
Pinto Jnior que, nao contando com a reeleigo
para deputado provincial, est fazendo proviso
de discursos afim deindemnisar-sedo longo tem-
po durante o qual ser forgado a estar calado por
falta de assento na assembla.
Apezar disso. passou o projecto de lei sentan-
ilOi9era,inarioe,p,8C0pal d0 imposto da decima
dos legados que lhe forem deixados, inclusive o-
que deixou-lhes seu illustre fundador, o finad
bispo D. Antonio Joaquina de Mello.
Por fallar no seminario, devo dizer-lhe que 6
incrivel o numaro de alumnos que para elle tra
concorndo de todas as localidades da provincia-
parece ja uma mania dos pas de familia ; todo o
mundo quer que seus filhos vao all receber a
educago e a instrucgo I Apraz-me communicar-
tne este facte porque importa elle uma salutar
reaego em favor da educago e instrueco anti-
classica ou anli-paga.
Durante a vida do bispo D. Antonio Joaquina
de Mello havia uma especie de presso sobre a
opinio, porque esse prelado tinha muitos inimi-
gos pessoaes, e para combate-lo exploravaro as
reminiscencias antipatbicas aos jesutas ; hoje
porm ninguem d importancia a isso, e, ou poc
sympalhia para com o Revm. vigario capitular,
que muito se tem esmerado em continuar o mes-
mo plano de ensino do finado bispo, ou por con-
vicgao universal de que a sociedade vai-se abys-
mando na corrupgo dos costumes o das ideas,
necessitando encontrar um abrigo sombra da
educago puramente christa, tau menospresada
desde o fim do secute passado, o certo que o
seminario vai-se enchendo de alumnos, que sero
mais tarde os soldados da regenerago moral de
que tanto necessitamos.
Devo voltar s noticias da assembli pro-
vincial, pois a-me eslendendo de mais sobre o
seminario e sobre o deploravel ensino classico, e
poda arriscar-me a ser qualificado de jesuta
sem o 3er.
Continuou ante-hontem a segunda discusso do
projecto do fixagao da forga policial, e provavel
que hoie se vote para passar terceira : esta
pressa 6 devida baixa que no mercado da opi-
nio publica tiveram os discursos da opposigo
depois da peremptoria concludente refutaco
feita pelo deputado Euphrasio de Toledo ; e
excepgao do Dr. Pinto Jnior, fallador inesgota-
vel, valendo-lhe isso um conflicto de palavras
cora os seus collegas da opposigo, Drs. Raphael
Tobas e Balthazar, em uma das passadas sesses
todos os outros deputados tem comprehendido
que a opinio publica est enfastiada de phrases
declanratorias, sendo certo que as assemblas
provincias, corpos meramente administrativos
mais se devem oceupar dos melhoramentos mo-
raes e materiaes da provincia respectiva, do que
da confeccao de modelos de oratoria.
Hoje sahio o 3 numero do Constitucional
orgao conservador. Como a Imprensa Paulist
quiz formar uma intriga entre o Dr. Mendesde
Almeida e seus amigos, dizeodo que nao fra ad-
miltido a redigir esse peridico, o Constitucio-
nal desmemte esse facte, afiangando porm que
oDr. Hondea de Almeida fra instado nao s
para redigir como outrosim para dirigir o mesmo
peridico, escusando-se por motivos de momento
que mais tarde deixaro de subsistir.
Nao sel a que attribua isso, porque parece que
pouco se devem importar cora quem redige este
ou aquelle peridico anonymo ; mas o que me
sorprende, bem como a todo o mundo, que li-
vessem a velleidade de entender que houvesse
alguma dissidencia no partido conservador. Ao
menos nada tem transpirado a respeito, e creio
que a mania das ligas nao chegar por c, como
aconteceu no Miranho. Pernambuco e em outras
provincias.
Ll no Diario do Rio de Janeiro qne eram
deputados pelo segundo districto eleitoral desta
provincia os Srs. Martira Francisco, Flaraioio
Lessa, e baro da Bella-Vista, sendo estes dous
ltimos lugares contestados petes Srs. Manoel
Marcondes e Pedro Taques. Nao exaeto: o
uolco deputado nao litigioso o Exm. baro da
Be la-Vista, porquanto^ em qnalquer hypolhese.
seu nome permanecer no numero dos tre
Quanto aos Srs. Flamino Lessa e Martim Fran-
cisco, s serao contemplados se a cmara dos de-
putados approvar a eleigo nulla. insubsistente e
viciosa, feita na matriz; e pois os deputados le-
gtimos serao, nao approvada essa eleigo da ma-
triz e sem a do Rosario, da cidade de Guaratin-
guet, os Srs. Lopes Chaves e Pedro Taques.
Consta que o Dr.. Pedro Taques ir no seguinle
vapor, remetiendo por este todos os documentos
relativos eleigo da cidade referida e de outras
parochias do segundo districto. Eslava espera
do Dr. Lopes Chaves, mas este est muito doen-
te em Jacarehy, e sem duvida deixar seu direito.
somente confiado ao triumpho que deve ter sem-
pre a causa da jusliga.
oiaTj.e0^qu5Mque8?es da legitimidade das
eleiges dos diversos distnctos do imperio vo
ser mu reunidas, pois a que se entabolou sobra
a do segundo districto do Maranho deixa ver quo
naver grande campanha de inleresses, sendo que
alguns nao se deixaram opprimir to completa-
mente que nao podessem obter um diploma, a
meu ver to legitimo como os mate.
Paro aqu, e fleo espera de ver a solugo
desses pleitos de gigantes. Um pobre provincia-
no nao pode dar opioio sobre esses negocios,
restaudo-lhe apenas as assemblas provinciaes
sobre cujos actos pode e deve interpor o sea pa-
recer. *
BIODEJA>KIHO \
d abril de 1861.
Foram hontem apresentados os seguales pa-
,!*, iMPri"?cia. d0 A?"n" constilue um sS
i 5? tJlT.i" qU? ds d deputados assem-
K.iEu\Ln Comp5ede qutro collegios: ca-
pital de Manos, Barcellos, Villa-Bella a Teff.


.JlttJLflLIJCJI
MARIO DI YIRliMBOCftt
=
QUiNTl
% DI MAK) M IMlt
iiiii iiiiii mi
O primeiro coorm seis freguezias, Manos Tana-
oeasasa, Serpa Sures, tfetfea Cpeme. Na
freguezia da capital. Manaes, a eleicSo primaria
correo reguUrmeole,iv^dde>^Rm,feiBdeu
Tinte eleHores em Te de detonte,- que.lhe fo-
ram marcados, mas como este ullMfl fW*l6Y, 11-
ceda numero TotoojM? separado, era nada af-
fiaata a eleigio. O *MM acoetedeu na Sigue-
a da Cimeros, qae deu dwco eleitores esn ve?.
4e quatro que Iba foram arcado, masaendo
3." Freguezia da Vlgia.D 21 eleitores.
O VMtta vencido desta localidade accusa a elei-
gio de Timo e nulKdade :
IV Porque ad no dia 7 de dezembrose effl-
xri edtaos convocando oa eleitores o supplentes,
se bem que com a dala de 30 de oovembro ;
___excedente tomado as separado pelo respec-
tiva collegio, em nada amela a ltelo.
Freguetia de Tanapettatc Contra a alei-
^o primara dcsla treguaste ajlaaja-se que* nul-
la por ole ter herido qusitlcaglo, e par lato a
votago de seus eleilores foi tomada em separa-
do : a commissao alo Jalea procedente ate arbi-
trio, por leso que asa freguezia. receotemeote
creada em 1859 s foi cannicamente prvida em
1860, e neeee roesaH> asno fez-se ahi a eleigo de
juiz de pat pela qualincaeio que tfie fura remet-
tida da freguezia donde fra desmembrada, sera
haver redama?!* alguma e pela qual lambem fol
feita esta eiaioao.
Freguezia de Serpa.Correu regularmente o
processo eleitoral oesla freguezia.
Freguezia de SilresA eleicio desta fre-
gueeia foi feita peta qualificacao de 1858, per es-
tar nulla a de 1859, por ter iiitervindo sa junta
quaiilcadora pessoas que nao tinham as qualida-
des exigidas pela le; e por nao estar coocluida
a qualificacao de 1860.
Freguezia de Borba.Correu regularmente
a eleigio primaria desta freguezia,
O 2a collegio corope-se das treguezias de
Barcellos, Moure, Thomar e S. Gabriel. Deatas
freguezias s se acha na commissao a acta da
formaco da mesa eleitoral da freguezia de Bar-
cellos, mas achando-se a acta do collegio respec-
tivo, por ella se deprehende que as eleiges pri-
marias das ditas freguezias foram feitas sem vi-
cio algum. .....
0 3 collegio consta das freguezias de Manes,
Villa-Bella e Aodir. Das actas das eleicoes pri-
marias destas freguezias, consta quo ellas foram
feitas sem irregularidade.
0 4 collegio compoe-se das freguezias de
Taff. Alvellos, Fonte-Boa e Oliyance. Destas
freguezias s se acha na commissao as actas das
leices primarias das freguezias de Taff e Al-
vellos, onJeas eleicoes foram regulares,; as das
freguezias de Olivcea e Fonte-Boa nao se acha m
na commissao, onde tambem nao existe a acta do
collegio de Taff, mas pela acta da apurago fi-
nal fazendo-se menco della, e nao selhe notan-
do deffeito algum, a commissao de parecer:
1. Que sejam aprovados os eleilores das
freguezias de Tanapessass, e contados os seus
votos;
2o. Que sejam senulados os eleilores exceden-
tes ao numero marcado para as freguezias de Ma-
nos e Camemi, sendo aprovados todos os outros
eleilores de todas as freguezias dos quatro colle-
gios deste districto;.
3o. Que sejam declarados deputados pela
provincia do Amazonas aos Srg. AogeloThomaz
do Amaral, que obleve 108 votos, e o Dr. Fran-
cisco de Serra Carneiro, que obieve 68 volos
Sala das commissoes, 17 de abril de 1861.
/. M. Pertira da Silva.Salathiel. Antonio
F.paminondas de Mello.Bardo de Maroim.L.
Carlos.
Parecer da primeira commino de verificaco
de poderes sobre a eleico da provincia do
Para.
c Cootm esla provincia 13 collegios eleito-
raes, nos quacs votam 573 eleilores de 64 fre-
guezias. D tres deputados assembla geral
legislativa do imperio.
A respeito das eleicoes primarias das 51 fre-
guezias, que sao: S, Sant'Anna Trindade, Iu-
liangahy, Bemca, Bojar, Barcareue, Bejs, Mo-
j. Acar, Iritaia, Ourem. S. Miguel, Igarapeme-
rim, Abaet, Cairrary, Collares, Salinas, Curuca,
Carmo, Msjuba, Baio, Portel, Melgaco, Oeiras,
S. Caetano, Poota de Pedras, Monfort, Soure,
Salraterra, Muan Chaves, Santarero, Alenquer,
Alter do Chao, Franca, Bcim, Naluba, Prainha,
Monte Alegre, Juruty. Gurupa, Villarinho, Al-
meirim, Arraylos, Porto de Ms, Veiros. Pom-
bal, Souol, Macap e Mazago, se bem que plei-
teadas ossem as eleicoes pelos dous partidos po-
lticos da provincia, todava nao sao ellas acoj-
inadas de nullas ou viciosas pelo partido local
vencido, comquanto em urna ou outra apparece-
rara irregularidades ou fallas que sedo infeliz-
mente na maior parte das eleicoes primarias do
imperio, masque, soladas, nao Ibes tiram oca-
recler de validado e a idea de serem a expreasao
-verdadeira daopinio das parochias.
Nao sendo portanlo sobre ellas que se Irave
a discussao, julga a commissao poder deixar de
partea aoalyse de suas eleicoes, que approva,
passando para os pontos queslionados.
Sao 12 as freguezias : Capim, S. Domingos,
Vigia, Cintra, Breves, Obidos, Bragaoca, Faro,
Moozarz, Vizeu, Cachoeira e Camela, sobre que
pode versar o debate, porque a parochia de A-
veiros nao procedeu eleigio, estando abandona-
da ba muito lempo, sem qualificacao, e nem au-
toridades; por esse motivo nem Ihe marcou o
presidente da provincia numero de eleitores por
fartar-lhe a base legal, segundo o declara o go-
verno imperial.
Passa agora a commissao aexpras duvidas
e questes suscitadas a respeito das freguezias,
cujas eleicoes primarias se contestara confron-
tando o esludo das actas com a leilura dos docu-
mentos que ambos os partidos lhe fornecram,
afim de esclarece-la e fundamentar a sua opi-
nio.
Io. Freguezia do Capim.D 6 eleitores.
Tomou-lhes o collegio eleilotal os votos era se-
parado a pretexxlo: t, de que constando da
acta que s6 dous eleitores appareceram, estes
mesmos dous cidadaos foram para a mesa paro-
chial eleitos com dous votos, devendo porlanto
suppot-se que votaram em si; 2o. de que se nao
fez menco na acta dos eleilores e supplentes
que faltaram; 3o, de que acha-se raspada e emen-
deda a acta em dous lugares onde se fez menco
dos volos obtidos pelos mesarios; 4o, de que foi
a urna guardada em um bab, nao se declaran-
do se tinha tres chaves, e nao em um cofre, co-
mo quer a lei.
a Combaieiam os eleitores desla freguezia os
fundamentos pela forma seguiote : Io, que com-
parecern tres eleitores com o escrivo, e nao
dous someute, nao declarando este o seu nome
expressamente,porqueentendeuachar-se incluido
logo que escreveu e assignou a acta; 2o, que
consta da acta o nome do supplente que compa-
receu, e que por irregularidade causada pela
ignorancia enlendeu o escrivo que bastara men-
cionar o supplente que compareceu para se sa-
ber os que faliarara, bem como o eleitor que
tambem fallara; 3o, que a raspadella foi feita
pelo escrivo, e nao offendea acta; 4o, que nao
tendoa cmara municipal mandado cofre, s t-
veram am bah forte e seguro para gurdar a ur-
na que foi publicamenlo vigiada por todos, e
nem o partido vencido a accusa de ter sido vicia-
da e nem arrombada, sendo a notar que baten-
do-sc fortemenle os partidos na localidade, o
vencido nao protestoa e nem acoimou de nulla
a elleico. A respeilo desla eleico, se bem
que eslranhe a commissao irregularidades, nao
as enxerga taes que merecam ser annuladas,
porquo para a annulacao necessario que con-
corram conjunctamenle circumstancits grave?,
c formalidades legaes, to essenciaes que nao
manifestem a expresso da opinio publica local,
a qual nesta freguezia se revela com grande
maioria de volos entre um e outro partido.
2. Freguezia de S. Domingos.D 6 eleitos
res.O collegio eleitoral tomou em separado os
votos destes eleilores, porque na acta nao cons-
tara o numero de votos que obtiveram os mza-
nos, dizendo-se apenas pluralidade, nem os no-
nes dos eleitores a supplentes que deixaram de
comparecer o nem quando devia comecar a 1er-
ceira chamada dos rotantes ; e domis fra pre-
sente a o collegio um protesto apresentado pela
maioria dos mesarios, feilo por elles posterior-
mente eleico, e do qual nao deram conheci-
mento mesa, e cuja acta assigoaram sem mvs-
mo declaraco de vencidos, sendo at para ad-
mirar que a maioria da mesa fosse a protestante
contra seus propios actos.
Se bem que eensure a commissao estas irre-
gularidades, nao lhe parecem taes que devam
annullsr a eleico, porque inscreveu-se os nomes
dos eleilores e supplentes que com parecer m,
nao honve reclamagao na occasio sobre o nu-
mero de votos dos eleitores que se concluiram
pacifica e regulamente ; e o protesto da maioria,
alm de contar pequeo* fados que nao offendem
eleico, e alguna irrisorios por ella mesma pra-
ticados, nao foi apreaentado mesa paroebial
nem transcripto na acta, que entretanto assignou
esta maioria protestante pura e slopleamente, a
nem fornecou ella prora alguma de aun alla-
gacoes.
2." Por ter sido feita a convocaco dos eleito-
rea
juatlea ;
1* Por ler oja4adeHf*ididoaWicio
em ter passado a jerUdicelo da subdelegado ;
c 4.* Par ter o juiz de paz feito arrineara lista
da qualiflcasSo do lugar em que eslava pregad*,
pretelto de eonferr-a por alia a chamada,
quando a rato fra para impelir reclamecae ;
< 5.a Por ter a mesa recusado oa votos de qua-
tro cidadaos, cojos nomes menciona-se no pre-
teale, e de outroa que tilo se uome ao, e aceita-
do Joaquim Antonio da Silva, e outros que tam-
qu ae prohibir aos cidadaos a guarda da urna O eollegU aleitoral julgou legaes as eleicoes
durante a imite, a ponto que alguna dallas Mam > fragutalas, tomando em separado os vo-
zelosos edificaram urna palhocaum freote oada Mi alaiteres de S. Jos dos Indios, e da Vie-
se abrigavam, e dalli procuravam espiar a U*r, ^etl, oadaquella pela irregularidade pralicada
3a, que as cdulas do parlido i nitMdl lUliim Pi aawaajrochial, de nao transcrever na acta
jt W noaces dw vo
indicio de cabala porque eram fechadas com
ere da cAr amsjreUa exquisita ; 4o. que os ,if
mesartaaque toasavam a vo
o arl. U da lei eleitoral. T-o\** depota da ada
centn aadruviam e pubHeavam o numero da
votos que te aeguiam da i at tt; 5", que asta
formula de centagem dos Tatos foi mais aeritoia
para o ftm, porque a mesa fieou com posta t de
pesseaa do partida vencadur, tsalo sido por tila
repellldos os dous supplectes que a abandon-
ram ; 6, que ao dia t requerendo Hildebrando
Nunca Lisboa, ao abrir-te a urna, urna intpec-
cio e exame sobre os cedernos, a que aova spu
rajo se flzesse por ler desapparecido um delles,
bem m&*% aomeia, a protexlo de troea de ae- foi ndeferido plo prlaeBte por se achar toa-
brenomes
6o Por Dio ter o }uiz de paz contado com um
eleitor que se tinha mudado, e admiltido outro,
lambem mudado, para votar para a mesa paro-
chial ;
7. Por ter ojuizde paz e mesarios suspen-
dido a eleico diariamente para lrem jamar a
suas casas ;
8.* Por lera mesa inutilisado urna cdula no
aclo da apuracao. por virem os nomes acompa-
nhados de appellidos chulos ;
c 9." Porque durante a eleico nao permillia o
com mandante da forga que perneitassem na igre-
ja os cidadaos que queriam guardar a urna, e
entre elles dous mesarios;
10. Emfim, porque o numero de votos apu-
rados nao concorda com a totalidade dos que de-
ver a m consistir as lisia. Defende-se e contra pro-
testa a maioria da mesa, negando grande parte
dos factos que foram allegados sem a mais pe-
quea prova, explicando outro que sao inverti-
dos, mostrando por ultimo que o rommandante
da forrea o que fez foi nao petmiltir que aquelles
dous mesarios e seus amigos tocassem na urna,
nao porem que Qcasse prohibido o povo de con-
servar se na igreja guardando-a e viagiando-a.
A commissao nao encontrando proras da parte
vencido, opina em favor da validado da eleico,
vislo como nenhuns documentos lhe vieram s
mos que demonstren) as allegacdes do pro-
testo.
t 4. Freguezia de Cintra.Contm 9 eleito-
res.E* acoimada de nulla esta eleigo porque
consta da acta que apurando-se 420 listas para 9
eleitores, e devendo ser os votos totaes 3,780,
sommados todava os que obtiveram os eleitores
e supplentes, produzem estes smente2,922, dif-
ferenca de 858 votos, quando o ultimo votado
para eleitor obleve 223,e o 1. supplente 101. E
sendo assim, nao di'vida a commissao que senie-
lhante eleico nao pode ser approvada.
5." Freguezia de Breves.D 10 eleitores.
Apparecem na acia dous protestos da minora da
mesa, ambos pela maioria indeferidos E' o pri-
meiro que tendo recorrido da mesa parochial pa-
ra o conselho municipal nicamente 65 pessoas,
o conselho altendeu-os, e a mais 156 que nao
tinham reclamado, e menos recorrido ; que sen-
do nulla esta deliberaco do conselho, nao po-
diam votar senao os 65, conforme o documento
que tinham ; o que quando a maioria queira re-
ceber taes votos, os tome e apure em separado,
para nao prejudicara eleico legal Consta an-
da da acta que sommado o numero dos votan-
tes que deixaram de votar, ha urna differenca de
81 cdulas mais, o que annulla urna eleico, em
que o eleitor menos votado tem penas 20 volos
mais do que o 1." supplente. A maioria oppdz
um contraprotesto assegurando que, logo que os
actos do conselho municipal nao forana annulla-
dos legalraente, deveria-os cumprr: Parece
_commissao que as arguices sao lo graves e
to de perto affectam a eleico, que deve ella ser
annullada.
6. Freguezia de Obidos;D 9 eleitores.
Apparece na acta um protesto de dous cidadaos
contra a influencia e violencia pralicadas pelo
delegado de polica, passando listas aos volantes.
A mesa respondeu ser falsa a materia daquelle
protesto, que nao presentando commissao pro-
va alguma, nao deve invalidar, no seu entender,
a mencionada eleico.
7. Freguezia de Bragaoca.D 21 eleitores.
De um protesto feilo pela minora da mesa e
transcripto na acta consta que a intimadlo dos
eleitorea e supplentes fra feita pelo escrivo de
paz ; que a urna nao fra fechada chave em-
quauto se recebio as lisias, que o cofre se guar-
dou junio capella-ror; que em urna noite se
vio o sargenlo da guarda escrevendo sobre o co-
fre ; que a guarda vedava o ingresso aos cida-
daos ; que muitas listas oo couiinharii todas
as condiges exigidas por le; que se apuraran)
cdulas que oo eslavam fechadas com obras ;
que maior numero de cdulas appareceram na
urna do que o das receta jas. Contestou maio-
ria, aecusando de falsas estas altegacoes, que oo
poderia a minora provar. Muitos cidadaos as-
signaram urna declaraco, concordando com a
maioria da mesa, e apoiando-a. E nao havendo
prova das allegacdes, nao pode a-commissSo dei-
xar de approvar a eleico.
8." Freguezia de Faro. D 6 eleitores. To-
mou o collegio eleitoral em separado os votos
dos eleitores pelos fundamentos seguinles : 1,
nao se ter feita a eleigo na matriz, e sira oa
casa do vigario, na qual nao poderam os seus
adversarios vigiar a urna ; 2, nao se ter feito a
chamada pela copia aulhentica da qualificacao ;
3, nao se ter declarado a causa da ausencia de
um mesario, e a maoeira por que outro cidado
o substituio ; nao ter a mesarecebido o protesto
de virios cidadaos era que a aecusavam de recu-
sar listas do cidadaos qualiQcados, contado vo-
tos para um liberto, e haver na actaenlrelinhas.
A estas accusacot>3 apreseuladas smente no col-
legio eleitoral, responderam os eleitores com
um protesto, que o collegio eleitoral nao quis
admiltir, masque elles Irouxeram cmara dos
deputados. Provam que aonde se fez a eleico
o que serve de igreja matriz por falla de outra,
e all se lem feito sempre todas as eleicoes ; que
falso tudo o mais que allega a maioria do col-
legio, como provara com a acta ; que o eleitor
que aecuso do liberto foi sempre considerado
ingenuo, tem sido juizde paz, etc. A'commis-
sao parece que nao proceden) as duvidas do col-
legro em presenca dos documentos que leve, e
que valida a eleico, merecendo tao pouca ( o
collegio que at em separado, seguodo decla-
rara estes 6 eleitores no seu protesto,trocou elle,
para nulliQcar-lhes os votos, os nomes dos seus
candidatos Fausto Augusto de Aguiar e conego
Alendes.
9.a Freguezia de Monsarai. D 3 eleito-
res. O collegio eleitoral tomou em separado os
votos desles eleitores porque tendo comecado
urna eleico, e sendo roubada a urna, por ordem
da presidencia, posteriormente se comecou outra
com a mesma mesa independenle de uova orga-
nisacao della e de nova acta. Nao parece
commissao dever prevalecer este fundamento,
logo que outros concomitantes nao se manifes-
tem, que tirem-lhe a veracidade e o crdito.
c 10. Freguezia de Vizeu. D 3 eleitores.
Serve-lhe apenas de aecusaco oallegar-se que o
numero de volos excede de 15 ao que deveriam
produzir as listaa recebidas. lias vetiOcando-se
que entre o menos volado dos eleitores e o mais
votado dos supplentes a differenca tal, que 15
votos nao podem inflair : basta islo para nao
hesitara commissao em aprovar eala eleico.
11. Freguezia da Cachoeira. D 10 deno-
tes. Prova-se com documentos que nao foi pre-
sidida a eleico por neohum dos quatro juizes de
paz, e nem pelo do districto vizinho, que se po-
deria chamar, e sim por um cidado que obleve
apenas 3 volos para esse cargo, e que flera sup-
plente muito longe na lista, e o que mais
apparecendo a fazer parte da mesa dous cidadaos
com votaco superior a elle para juiz de paz :
consta ainda da acta, que est cheia de emendas
e eolrelinhat, que um exame a que se procedeu
declara nao ser pela letra de quem as escreveu.
Nao pode a commissao approvar laes elei-
coes.
12. Freguezia de Camela.D 63 eleitores.
Da acta da eicao consta qne tres protestos fo-
ram apresenlados, oepois de Onda ella, e que a
mesa reconheceado pela aua extenao que nlo
tinha lempo de transcrev-los porinleiro na acta,
cluida a apuracao e afllxado o edital iudicandoo
resultado da eleigio ; 7*. que tendo passado
mais de 24 horas para o desempate dos eleitores
que igual numero de rotos haviam obtido, aflm
de estabelecer-lhes a ordem, nullo eslava este
acto. A mesa contraprotestou e respondeu pelo
modo seguinte : l*% que nlo houve da parle do
partido vencedor ceaccio e nem violencia ; por-
quanto todas as autoridades locaes da parochia,
desde ojuizde direito protestante at o ultimo
inspector de quatteiro, sem esquecer o com-
mandante superior ehefe de estado-maior, cora-
mandante de corpos da guarda nacional, perten-
ciam ao partido liberal, trabilharam e sustenta-
ran] Sua lista de eleilores contra o partido vence-
dor, e s ordens dessas autoridades que eslava
a forga publica, dando ellas ao juiz de paz s-
mente algumas pragas para guardar a urna, e
que esta estere sempre publicamente na matriz
votantes que deixaram de acudir
* 8- cJti os des, P* difamas razte, auaio
Com aMUi wica-ie na trvgttatu da Victoria
ter sM* sHastUdo a votar fmra a rgauitacao da
mesa oervchltl um eleitor, due falo fado da ler
mudada de residencia perder direito; ora,
sead atit a amero de eleilores que coocorrenm
a esaa auto, a sendo eleitos aa dous mesarlos por
4 votos, tendo recahide douS volos am dous ou-
tros cidadlos abvio que a excluslo do dito elei-
tor nlo a Iterara este resultado, a por isso mesmo
sua admissie nlo pode justificara illegalidade ;
e nem pode aproveiiar a razio de aova residen-
cia na freguezia, vislo como nos termos do aviso
de 13 e dezembio d# 1848 ate pedia eem ella
readquirir o direito j perdido. Sendo o numero
de votantes da Victoria de 665, coosla da acta to-
rera votado 391, o deixaram de votar 264, o que
d urna falta de 10, a qual inlue no resultado da
eleico em relaglo qnasi a melado dos eleitores e
supplentes por ser exigua a differenca de votos.
Esta circumstancia sendo contrariada pela mino-
ra da mesa do collegio eleitoral com o funda-
mento de se haverem eliminado da qualificacao 7
eleitores, ainda assim subsiste, conessando a dita
minora haver apenas a differenca de 4 votantes,
que attribue a olvido da mesa ; mas o certo que
ainda reduzindo-se ao numero de quatro influa
essa falta na validado de quatro eleitores, visto
como o 4# supplenle obleve 189 votos e o 2o elei-
tor 183.
Accretce que um dos volantes
a idade legal, nao obstante ser olcial da guarda
nacional e tabelliio.
deS. '
Collegio de S. Vieente Ferrtr.-.Compoe-se
de 23 eleitores da freguezia.
No dia mareado para a eleigo primaria, nlo
se achaudo na parochia o Io juiz de paz, o 2* as-
MMaio a presldenc
Pvoaaguindo notitm_
da paz, e senda aaavidado pelo t* para oceupar
aadeira, recuaeuaze-lo declarando que U fazer
antra eleigo, a da fado assim o praUcou.
t Todss as iaformagoea offiotaea presabas
commissao depot contra ettt elelclo claadestiaa
lelta pelo dito f Wz de paz; entretanto que elle
a figura feita na Igraja matriz sob aua presiden-
ca, e s no dial*de fevereiro racebeu o presi-
dente da provintia officioe datados de 5 t 6 de
Janeiro, participando a concluslo dos trabalhos
por elle presididos. As informagoes, como fica
dito-, dr/ presideute da provincia, do 2a juiz de
paz, do subdelegado e do commandante do desta-
| camento, dio teslemunho da validado da eleigo
feila sob a presidencia do 2o juiz, e a commissao
nlo encostra documento algum que autorisejui-
zo favoravel a que fra presidida pelo 1*.
Reunido o collegio eleitoral na casa da ca-
e cmplices as irregularidades e daplicatss das
eleicdw de Alcntara e S. Vicente;
. ld Analmente, mas e reconhecdos deputados os Srr. Drs. Jlo
Batw atiaa Vitlra. Luis Antonio Vieira da Silva,
a Fabio Alexaadrino de Carvalbo Res.
minondaa da Helio.Baria de Maroim,
e foi guardada pelos pertidos ; 2o, que falso >PS que faltaram, e como tica j ponderado, um s
voto poda influir na eleigo elevando o Io sup-
que um dos votantes eliminados,
Raymundo Custodio Pinto, deu o seu voto na pa-
rochia, e qae se v6 peta falta de seu nome entre
qne houvesse indicio para se rconhecer as ce-
dulas do parlido vencedor; que os mesarios
cumprirarn exactamente a lei na ontagem dos
votos ; que os dous mesarios liberis abandona-
ran) seus lugares na mesa porque quizeram, e
diziam mesmo que era isso conveniente aos seus
fins, que ftlso ter desapparecido caderno de
apurago; o que se nao achou foi um papel qu
continba alguns nomes avulsos de cidadaos vo-
tados com um ou dous votos, mas como havia
urna copia as mos do juiz do paz, e j eslava
Onda a apurago, nlo se admittio um requeri-
mento para recomegar-se esta, o proceder exa-
mes especiar?, que o que o parlido liberal de-
seja para nao haver eleigo, nullilicando assim o
voto dos el: ilores que triumpbram ; 3, que
para o sprteio para o desempate pregara i mesa
edilaes, e seguir a lei, e que esse sorleio nlo
serve senlo para eslabelecer a ordem dos vota-
dos, nao porque houvesse duvida na eleigio so-
bre a que lista pertencia a victoria, poique a
differenga da votsgo nlo fra pequea ; dudando
por declarar que havia-se cumprido exaclamen-
re a lei, e que os protestos nao passavsm do
desabafo de vencidos.
o Foram presentes lambem commissao as ofli-
cios do chefe de polica, presidente da provincia,
e aa coramunicagoes por este feitas ao goveroo
imperial a respeito da eleigo desta freguetia, e
pelos actos, e por estas relages ofliciaes se evi-
dencia que a eleigo correu placida e regular at
termiuar-se a apurago de eleitores e afxar-se
ua porta da matriz o edital com os nomes elles,
que a 21 de Janeiro porque o processo eleitoral
com o recebimeoto e apurago de 1,641 cdulas
foi neceesariamenle moroso, devendo continuar-
se os trabalhos para sorleio entre os eleitores em-
patados em votaco e o langamento da acta, nao
compareceu o juiz de paz presidente, que pastara
a jurisdiego ao seu substituto e partir para a
capital da provincia aOm de pedir forga ao ro-
verno para poder terminar-se a eleigo, porque
conslava-lhe que as autoridades que tinham a
forga publica, despeitadas por lerem sido derro-
tadas, pretendiam atacar a urna, e nlo consen-
tir que se passasse diplomas, e nem se uzease a
acia, para que assim se nullificasse eleigo.
Nao poda o presidente da provincia recuaar-se
a esla exigencia, e para provar sua imparcialida-
de ordenou ao chefe de polica que com 50 pra-
gas partisse incontinente para Camela, e ahi as-
sistis.se aos ltimos actos da eleigo: collocra
por este modo all urna auloridade superior e li-
vre de compromissos, e cooheceria a verdade das
allegages de ambos os partidos. Com effeilo
all chegou o chefe de polica no dia 22 s 3 W
horas da tarde. A commissao do chefe de polica
ao presideute, em data de 5 de fevereiro, prova ,
a raao que te ve o juiz de paz de temer violencia
por parlo do chefe de estado maior, do delegado
e oulras autoridades contra a eleigo, e bem as-
sim o quaoto custou-lhe conseguir que ae pro-
cedesse a sorleio e acta regularmente, e a lem-
po de poderem os eleitores nomeados votar no
collegio no dia 30, comprovando o chefe de po-
lica que quando chegou all eslava j pregado na
porta da igreja o edital com os nomes dos 63 ci-
dadaos que obtiveram maior numero de votos
para eleilores; e terminada a eleigo que nao
havia sido antes perturbada, faltando apenas os
actos naes, de que j se (ratou, e que se cum-
priro com sua presenga em Camel.
Assim neuhuma duvida tem a commissao de
approvar a eleico desla parochia.
A respeilo porlanto. da eleigo primaria tem
a commissao cumprido o seu dever de dar conta
cmara ; passa agora eleigo secundara pro-
cedida nos collegios eleloraes, que sao 13.
Em 12 nada achou que iuvalidasse o processo
eleitoral secundario; em um pora, o da Ca-
choeira, os factos passaram-se por tal forma que
nao pode deixar a commissao do propor a sua
annullaco, pelos fundamentos quo passa a expor.
Keuuio-se no dia 6 de fevereiro, quando to-
dos os oulros da provincia se reuniram, confor-
me a lei, no dia 30 de Janeiro ; s no da 7 vo-
taram os eleitores, quando se prova com docu-
mentos que j se sabia ahi da volago de mais
de metade dos eleitores da provincia. E protes-
tando contra as irregularidades que a maioria
pralicava, 12 dos eleitores, nem quiz a maioria
admiltir tal protesto, e nem se inscrever na acia.
Urna representago que cmara fez subir o Dr.
Assis por si e por seos collegas eleitores protes-
tantes, comprova exactamente o que se acaba de
expor, e que bastante para a commissao(per-
suadir-se de que deve propor a nullidade deste
collegio.
c Em resumo propoe a commissao :
Io Que se approvem todas as eleiges pri-
marlas da provincia do Para, excepgo:
: 1, Das freguezias de Cintra, Breves e Ca-
choeira ;
2, Dos eleitores excedentes ao numero fi-
lado em cada parochia pelo governo imperial;
< 3o, do diploma e voto de Jos da Gama Lo-
bo da Silvtira, eleitor de Muan.
2o Que se reconnegam eleitores legtimos do
Bojar Joo da Cruz Chrislo Res, e da parochia
de Chaves, Antonio Joaquim Colho do Car-
valho.
f 3o Que se annulle o collegio eleitoral da Ca-
choeira.
4 Que se declare deputados assembla ge-
ral legislativa do imperio pela provincia do Para
os Srs. Ambrozio Leilo da Caoba, Fausto Au-
gusto de Aguiar e Manoel Jos de Stqueira Mon-
des, cujos diplomas conferem com as actas e
documentos.
c Pago da cmara dos deputados, 19 de abril
de 1861.J. M. Pereira da Silva.Dr. Salathiel.
Bario de Maroim.Antonio Epaminondas de
Mello.L. Carlos.
A Ia commissao de poderes tendo em vista
os diplomas expedidos pela cmara municipal da
cidade de M ranho aos Srs. Drs. Joo Pedro
Dias Vieira. Luiz Antonio Vieira da Silva, e Fa-
bio Alexaadrino de Carvalho Res, como depu-
tados eleitos pelo Io dislricto eleitoral daquella
proviocia ; as actas dos diversos collegios elelo-
raes que o compo ; as acias paroebiaes, as in-
formales ofciaes remettidas pelo goveroo; e
finalmente a representago da Dr. Jos da Silva
Maia contra diversas irregularidades e abusos em
prejuizo do direito que julga ler a um dos luga-
res de depulado pelo districto; vesa dar conta
de suas averiguages do modo seguiote :
O districto compoe-se de 9 collegios.
c Primeiro collegio. Com posto das teguintes
freguezias: ,
Nossa Senhora da Victoria, com..
A cmara dos deputados eppravoo honlem suc-
eetsivamtnte, sem debate, os pareceres dat com-
missoes da podaras relativos eleigio do primei-
ro districto da proviocia de Petoambuco a Espi-
rito Saato, tendo uaclarados deputados por aquel-
le districto e provincia oa Srs. viaconda da Cama-
ragibe. Francisco Xavier Paes Brrelo, a Antonio
Epamioondas de Mello, e pela do Espirito-Santo
es Srs. Luiz Antonio da Silva Nones e Antonio
Pereira Pinto.
Approvou em seguida, depois de longo debate
entre os Srs. Figueira de Mello, Pialho, Barbosa
da Cunha, Gama Cerqueira, Pacheco, Saldanha
Marioho, Ottoni, Sergio de Macedo, Taques, Ne-
nias, Diaa Vieka, F. Octaviano, Pereira da Silva,
mar municipal soba presidencia do 1" juiz de ^L^f i Tararea Bastos, o parecer dacom-
>ao de poderes sobre a eleigo da provincia
pente ao numero dos eleitores. Funccionou ain-
da um eleitor, que nao tinha a idade legal e to-
mou-se por isso seu voto em separado, bem como
o de um eleitor do Pago do Lumiar por nlo
ter idade legal, e igualmente o do supplenle cha
mado.
Accusa-se ao presidente da proviocia de ter
intervido na eleigo da freguezia da Conceigo,
que fra feita sob a influencia do subdelegado, e
do commandante de urna forca, sendo guarneci-
das as portas da igreja de soldados armados, e
por isso propoz a minora do collegio qne se to-
massem em separado os votos dos eleitores desta
freguezia cuja eleigio foi presidida pelo 4 juiz de
paz, o que tambem se procura attribuir ao presi-
dente da proviocia que por conveniencias polti-
cas arredou desse aclo o Io, 2o e3 juizes. Em
vista da particpago de doenlea que fizeram os
tres ditos juizes e constam da acia, cahe por si
mesma tal impulago ; e quaoto a arguigo da
presenga da forga armada, nenhuma prova se exi-
be de ter servido para violentar os cidadaos, e
fra maodada pelo presidente aflm de manter a
ordem ameagada por excessos de nomens apai-
xonados e Ireneticos que affluiam a igreja, e mui-
tos dos quaes pertendam a oulras parochias,
como ludo coosla da propria acta, tendo con-
corrido eleico 528 eleitores, o deixando de vo-
tar 333.
Collegio de Alcntara.Compoe-se das fre-
guezias :
DeS. Malhias.............. 38 eleitores.
De S. Joo de Cortes...... 20
Santo Antonio e Almas... 30
88
Na freguezia de Cortes houve duplicata de
eleigio. -
Dsndo-se impedimenlodo Io juiz de paz, na
verpera da eleigo o 2o officou ao 3o para assu-
mir a jurisdiego por ler adoecido. Correu pois
a elejgo sob a presidencia do 3 juiz de paz na
malriz, guardada a devida regularidade. Entre-
tanto o 2 juiz de paz allega que comparecenuo na
parochia no dia designado, e nao adiando insti-
lada a mesa parochial, adiara a eleigo para 3 de
Janeiro, e efectivamente fizera. Contra a eleigio
presidida pelo 3 juiz de paz prodaz o 2 urna jus-
tiflcago em que figura o parocho como testemn-
uha, de ter sido feita em casa particular, e isso
mesmo certifica o dito parocho em um sltestado
alm do depoimento. O primeiro reparo da com-
missao recahe sobre ainverusimilhanga de au-
senlar-se o 3o juiz para ir fazer 'urna eleigo fra
da malriz, quando, em virtude do otlicio do 2o era
elle o legitimo presideute I Dopois, se o 2o juiz
dellberou presidir a eleigo, deveria comegar por
assumir a jurisdiego, e o que nao consta ler
feito : alm disso, lendo um eleitor de sua pro-
pria feitura declarado em face, peranto o collegio
eleitoral. que estando ausente em casa do um seu
lio e padrinho nos dias em que se dizia ter sido
feita essa eleigo, nao podia figurar nella como
mesario, e sendo essa declarago sustentada pelo
dito padrinho, lambem eleitor, nenhuma palavra
de defeza se ouvio do citado 2* juiz de paz pre-
sente Ee mesmo eleitor declara ainda peranle
o collegio, com notavel ingenuidade, que se pres-
tara a assignar os diplomas de eleitores dessa
eleigio a pedido do dito 2o juiz de paz 1
No collegio eleitoral comparecern) no primei-
ro dia:
De S. Malhias.............. 36 eleitores.
De Santo Antonio e Almas 24
DeCrles.................. 17
77
Nos<17 de Cortes 12 perlencem eleigio do
3o juiz.
Da eleigio do 2juiz compareceram 11, mas
perlencendo 6 igualmente a aquella, s se coa-
la m 5 para prefazer o numero 17. No segundo
dia compareceram mais 1 eleitor de S Mathias e
3 de Cortes da eleigio do 3o juiz, entrando nestes
um cidadio Ksymundo Mariano de Abreu, cujo
nome a commissao nlo encontra na acta paro-
paz do actual qualriennio, julgou valida a eleigio
feita na malriz sob a presidencia do 2o juiz de
paz, e com estes eleitores procedeu eleigio de
deputados. Entretanto em um quarto contiguo a
sala das sesses da cmara, installaram-ae em
collegio eleitoral os eleitores da parcialidade do
1 juiz de paz, e procederam a outra eleigio sob
a presidencia do 3 juiz de paz, por impedimen-
to do 2, e pela recusa do 1. sem que todava
couste essa recusa, e esse impedimento ; a au-
lhentica deste collegio foi remettida ao presiden-
te da provinia tarde, e quando j se sabia da
eleigio do outro, e toda de letra de um verea-
dor da cmara da capital, que se mostrara inte-
ressado pela renniio deste collegio. A acta do
collegio eleitoral presidido pelo Io juiz est lau-
cada oo hvro do tabelliio e a outra nlo.
Collegio de Vianna.Comp5e-se das fregue-
zias :
De Vianna cora.. 21 eleitores
De Penalva com 11
DeMongio com 17 >
49
Na freguezia de Yianna foram excluidos de
tomar parte na organisagio da mesa 2 eleitores e
1 supplente por haverem mudado de domicilio,
e foram entretanto admiltidos em igual numero
oulros, cujos domicilios eram contestados.
Sendo 14 os eleilores presentes para a orga-
nisagio da mesa, eobtendo 9 volos os dous me-
sarios eleitos, podiam influir os 2 votos de elei-
tores contestados, mas a acta nio refere os aomes
dos cidadaos em que recahiram os votos restan-
tes, e como nenhuma reclamago se fez a respei-
to, a commissao prefere aceitar o fado.
O collegio eleitoral procedeu volago, to-
mando em separado o voto do eleitor de Penalva,
Antonio Rodrigues Vieira, em consequeucia de
ter sido declarado prodigo por senlenga.
Collegio do Rosario. Compoe-se das fregue-
zias :
Do Rosario com.................. 20 eleilores.
De Nossa Senhora da Lapa com. 5
Do II com..............."........ 12 '
De S. Jos doPri com.......... 5
42
do Pianhy, menos na parle que recommenda ao
governo que faga responsabilisar todos os cida-
daos que-concorreram para as infrages da lei,
sendo declarados deputados os Srs. Joo Lustosa
da Cunha Paranagu. Simpudo de Souza Mendes
e Francisco Jos Fialho.
Approvou tambem, depois da um debate entre
os Srs. Figueira de Mello, Araujo Lima e F. Oc-
taviano, o parecer da commissao de poderes re-
lativa eleigio do quinto districto da provincia
da Baha, sendo declarados deputados os Srs. An-
tonio de Souza Espinla, Jlo Jos de Olireira
Junqueira e Gasparino Moreira de Castro.
Enlrou finalmente em discussao o parecer so-
bre a eleigio do Par, adiado na sesso de hon-
lem, conjunctamenle com o seguiote da mesma
commissio:
A primeira commissao de poderes, tendo
examinado os documentos que na sesso dehon-
tem apretentou o Sr. depulado Pabj) a respeito
das eleiges da provincia do Par!, pensa quo nao
podem elles modificar o seu juizo, nem alterar o
seu parecer, e na discusaio desenvolver esta sui
opinio.
Caroare, 23 de abril de 1861. Pereira da
Silva.L. Carlos.Epaminondas de Mello.Sa-
lathiel.Bario de Maroim.
Depois de algumas observagdes dos Srs. Mar-
lim Francisco e C. Oltooi, mandando o primeiro
um requerimento para que fosse o parecer im-
presso o adiado para ser discutido na sessio se-
guate, fieou a dscusso adiada pela hora.
Enlrou honlem dos portos do Rio da Prata o
paquete francez Saintonge.
Trouxe-nos folhas de Montevideo al 17 do
corrente, de Bnenos-Ayres al 15, do-Paran ale
10, eda Assumpgioat5 do mesmo mez.
Contrma-se a triste e assombrosa noticia da
anniqu'llaco da cidade de Mendoza, capital da
provincia argentina do mesmo nome.
Mendoza era urna cidade de 20.000 almas, e
apresentava nos ltimos lempos um florescimen-
to e progresso consideravel, sombra da paz e
de suas instituiges liberaos.
Della resta apenas hoje urna pequea capella,
nico edificio que resisti, talvez pela pouca pro-
fundida Je de seus alicorees, ao terrvel estreme-
i cimento de Ierra que reduzio a cidade em cinco
i minutos a um monlo de ruinas, debaixo das
' quaes Acarara sepultados mais de dons tergos da
Os que se poderam salvar sahi-
Nenhuma irregularidade se encontra as
eleiges primarias, e na do collegio que se com-
poz de 41 eleitores.
Collegio do Carutup.Compoe-se das fre- suaVopu'aca'.'
guezias : ram Uns gravemente ferdbs, outros com o juizo
UPU C0DB.................. 24 eleilores perdido pelo terror do raedonho phenomeno.
De S. Francisco Xavier de Turisss
com.............................. 11
foram contrariados pela mesa, quaoto aos juizes
de paz por snbsislirem as suas partcipagoes, e
nao qoererem assumir a presidencia ; quaoto
lista por ser a mesma dada por ceitidio pela se-
cretaria do goveroo, e ter-se apenas corrigido
n'ella os segundos nomes de dous votantes, e
quaato aceitago e recusado algumas cdulas
pelo direito da verificagio de identidado, quan-
do se procurava fazer volar pessoas eslranhas
parochia.
Ao collegio eleitoral compareceram 32 elei-
tores.
N'elle se reproduziram os mesmos protestos
referidos na freguezia do Guimarlcs, os quaes fo-
ram contestados com os mesmos fundamentos
Correu regular a eleigio no collegio, mas no
fim das asignaturas tres eleilores de Santo Ig-
nacio antes de se assignarem declaram que pro-
testan! contra o resultado da eleigio por terem
votado nos Srs. Bibeiro, Maia, e Viveiros; ora,
tendo os dous primeiros oblido seis votos cada
chial; relirou-se do collegio pordoenle una dos uro, e o terceiro cinco, semelhante protesto evi-
35
Nenhuma observsgo ha contra a regularida-
de da eleigo primaria e secundaria.
Collegio de Sania Helena. (Com 24 eleito-
res da freguezia). Tanto a eleigo primaria como
a secundaria correram regularmente.
Collegio de Guimares. Compoe-se das
freguezias:
De Guimares com................ 27 eleitores.
De Sanio Ignacio com............ 11
38
A eleico da freguezia de Guimares foi pre-
sidida pelo 4. juiz de paz por morte do 1., e por
terem dado parte de doenles o 2." o 3.a Nlo obs-
tante, estes compareceram na malriz, e pleitea-
ran) com inleresse a eleigo com os demais cida-
daos, o que deu lugar protestos. Accusa-se de
ter sido feita a chamada por lista diversa da affi-
xada e dada por cerlido pela secretaria do go-
verno ; de ter a mesa protexto de nao conhe-
cer a identidada dos votantes aceitadojvolos de' g0" sai residente no Paran, que tendo examia-
ado de outros. Todos estes protestos do a siiuaclo da cidade debaixo do ponto de vis-
0 terremoto manifestou-se a 20 de margo ul-
timo, s 8 e meia da noite ; a catastrophe foi to
violenta, o desabamento lio rpido, que os ha-
bilaotos do lugar nio lireram lempo de fugir ;
foram esmagados deotro de suas casas.
A hora da noite em que o acontecimento se
deu, hora de repouso para a cidade de Mendoza,
cidade laboriosa, de costumes singelos e balda
dos divertimenlos das grandes capitaes, concor-
reu para augmentar a conTusio e o numero das
victimas.
Acrescenlam que a trra abria-se em varios lu-
gares, rebeolanio jorros violentos d'agua daquel-
las fondas que tornavam immediatamente a fe-
char-se.
Encontramos igualmente no Nacional de Bue-
nos-Ayres urna circumstancia particular e digna
de aiieuco. Vem a sera prediego que fez des-
te lamentavel successo um mez antes o distincto
gelogo francez Bayard, que nem por isso pode
fugir, segundo se er, de ser esmagado pelas
ruinas.
Achando-se o Sr. Brayard ocasionalmente em
Mendoza, diz aquella folha. escrevera a um bmi-
71 votos.
70
70 7>
1
1
visto como tinha de extrahir os diplomas, e fal- Nossa Senhora da Coneeigio, com..
tavam tres dias apenas para a eleigio secunda- : S. Jlo Baplista, com..............
ria, escolhera o mais importante, eque refera os! s. Joaquim do Bacanga, com......
mesmos factos que os oulros, feito pelo juiz de S. Jlo Baptista dos Viohaes, com.
direito da comarca Dr, Antonio Hearique de Mi- Nossa Senhora da Las do Pago do
randa, despachando nos dous outros que usas-
tem delles perante o collegio eleitoral, ou aonde
conviesse aos seus signatarios. Os fundamentos
deise protesto sio: Io, que durante o processo
eleitoral havia sempre na igreja quatro soldados
Lumiar, com..........
S. Jos dos Indios, com.
14 eleitores
15 >
16
9 a
1 0
11 1
2
68
a No collegio eleitoral fallaram tres eleitores,
armados de granadeiras e DaioBetas' impedindo 1 da Victoria, 1 da Coneeigio a 1 de S. Jlo Bap-
que ae approximassem da mesa os votantes; 2*, lisia.
eleitores de Cortes pertencente a ambas as tur-
mas ; fiou portanlo formado o collegio de 80
eleilores, a saber:
De S. Mathias.......... 37 eleitores.
De Santo Antonio....... 24
De Cortes............... 19
80
O collegio julgou legitima a eleigio presidi-
da pelo 3o juiz de paz de Corles, e fraudulenta a
que se figura presidida pelo 2 juiz de paz, nao
s pelas razos que fleam expostas, como pela
differenga que havia as assigoaturas dos diplo-
mas comparadas com as laogadas oo lirro ; re-
solver por isso tomar em separado os votos dos
eleitores de Corles da eleigio do 2 juiz de Paz.
Procedendo-se votsgio, foram recolhidas 72 ce-
dulas, cuja apurago produzio o seguinte resul-
tado:
Viveiros..........
Maia.............
Ribeiro...........
Luiz Antonio.....
Dr. Castro........
"3
Fieou inutilisada urna cdula por conler no-
mes riscados.
Procedendo-se volago em separado por
parte dos eleitores de Cortes da eleigio do 2o juiz
de paz, apreseotou o escrutinio o resoltado se-
guinte : Viveiros 8. Das Vieira 6, Luiz Antonio
5 e Dr. Fabio 5, d'oode se v que volaram oito
eleitores.
Se da eleigio do 2o juiz de paz comparece-
ram enze eleilores, e te detiet exepluar-se seis
que perlenciam igualmente a outra turma, fica
evidente que apenas cinco deveriam votar e nlo
oito.
Collegio de S. Benio. E' formado por 33
eleitorea da freguezia.
A mesa paroehial representou ao presidente
da provincia encontrar na urna um excesso de
listas em numero de 103, e que a urna apresen-
lava indicios de ter sido violada, pelo destorci-
menlo dos parafusosda dobradiga, e que na noite
de 31 de dezembro fora ella tirada do centro da
igreja para urna mesa junto do pulpito, o que se
fizera por ordem do major do 5 batalhio de in-
fantera. Mandando-se proceder a um exame
pelo juiz municipal do termo, veriflcou-se estar
a urna iotada, e que de facto fra afastada do
centro da igreja naquella noite para fraoquear a
passagem ao Viatico, que leve de sahir, mas se
conservou a vista de todos; e a propria mesa,
em offlcio dirigido presidenta, declarou ler
havido engao na sua primeira representago,
!|ue nio havia o excesso de 103 listas, e que ef-
ectivamente verificara lerem volado cidadaos
nesse numero pertencentes ao 2, 4o e 6 quar-
ttirdes. Composto o collegio eleitoral de 32 elei-
tores, procedeu-se regularmente i votsgio, re-
solvendo-se tomar em separado o voto do eleitor
Antonio Augusto Correa de Castro, por nlo ter
dentemente impertinente, e alm disso nao en-
teode a commissio que sejam bem cabidos pro-
testos e dignos de altengio, feitos em occasiio em
que o collegio se acha dissolvido, e inulilisadas as
cdulas.
< Cmara municipal apuradia.Pietendeu a
maioria da cmara entrar na apreciago de elei-
ges primarias e secundarias. A minora repre-
sentou presidencia, e esta declarou acamara
que se tinha alguma cousa allegar contra o pro-
cesso eleitoral, podia dirigir suas representagoes
devidamente documentadas ao poder competen-
te para loma-las na consideragao de que fossem
dignas, e nao prevalecer-se para esse fim do acto
da apurago.
Com esta declarago procedeu a cmara
apurago geral das actas dos collegios, separan-
do os votos dos eleitores da Victoria, de um
eleitor desta freguezia por falla da idade, e do
suppleote respectivo ; de um eleitor do Lumiar e
seu supplenle pela mesma razio ; de dous elei-
tores de 8. Jos dos Indios. Apurou a eleigo
de S. Joo de Cortes presidida pelo 2." juiz de
paz. Separou-se o voto de um eleitor e de um
supplente da freguezia de S. Bento por nio ter
aquella a idade legal ; e a do eleitor de Vianna
julgado prodigo ; e finalmente a eleigio do eol-
legio de S. Vicente formado pelos eleilores no-
meados sob a preaideocia do 2. juiz de paz, por
julga-lo menos legal, e em resultado da apurago
assim feita expedio diplomas aos Srs. Dias Viei-
ra, Vieira da Silva, e Carvalho Res.
Concluso.Em vista de todas as oceurren-
cias que Ucaru expostas, a primeira commissao
de poderes tem a honra de propor cmara as
seguintes resolucoes :
1.a Que se declare nulla a eleico da fregue-
zia da Victoria ; 6
2.' Que se elimine o eleilor Bernardo Paes
de Mello da freguezia do Lumiar, que nio tem a
idade legal ;
a 3.a Que se cootem os votos dos dous eleito-
res de S. Jos dos Indios, e se impooa a multa
aos membros da mesa parochial que deixaram do
mencionar os nomes dos votantes que nio acu-
dirn) 3.a chamada, e igualmente mesa pa-
rochial de Vianna pela falta notada ;
4.* Que se annulle o collegio de Alcntara
pelos vicios demonstrados ;
to Antonio Augusto Correa de Castro;
6.a Que se declare nulla a eleigo figurada
leita sob a presidencia do 1." juiz de paz, e a do
collegio constituido por estes eleilores em S. Vi-
cente Ferrer;
7.a Que se cont o voto do eleitor de Vianna
Antonio Rodrigues Vieira ;
8.a Que sejam approvadas todas as oulras
eleiges primarias e secundarias, inclusive as daa
freguezias de S, Mathias de Alcntara, Santo An-
tonio e Almas, a a daS. Jlo da Corlea, presi-
dida pelo 3.*- juiz de paz Manoel Antonio Pires
Dinlz ;
9.a Qe se manda raspeosabiliw oa autoras
la meteorolgico e geolgico, havl reconhecido
que se achava ella situada entre dous volces ex-
lindos e no meio de urna dupla correle elctri-
ca, resultando destas condiges queantes de
doz annos proravelmente Mendoza desappare-
1 ceria.
Segundo ainda o Nacional, muilos homens no-
tareis perecerara no terremoto; entre outros ci-
ta-se o nome de Martin Zapata, orador de nota
na tribuna parlamentare no loro.
Em virtude desle desgranado acontecimento,
abriram-se em toda a capital do Rio da Prata
subscripges em favor das victimas, e acredita-so
geralmenle que se chegara recolher um milbo
de pesos. O goveroo nadonal argentino acha-so
frente desta subscripgo com 25,000 pesos for-
tes (5O:0O0j)00O), e auxiliado pelos governadores
de todas as oulras provincias c pelo presidenta
do estado oriental.
Nao publicaremos a longa lisia dos m,ortos que
enlulem as paginas de lodos os jornaes do Rio da
Prata. Para que o leitor faga urna idea aproxi-
mada da catastrophe, basta quo lea as seguinles
palavras, que traduzmos da Repblica :
A irmaa do Sr. Laureano Nazar, governador
da provincia, casada com o chefe de polica, o
Sr. Garay, morreu com seus qualro filhinhos ao
eolio:
Morreu o Sr. Martin Zapata, o grande ora-
dor.
Morreu parle da familia do Sr. Meduardo
Ortiz.
O administrador de rendas, o Sr. Amador
Tablas, foi esmagado pelo tecto de sua casa no
momento em que abra a mala do Rosario.
A familia de Francisco Galles fieou sepultada
toda inteira.
O ministro do governo, Modesto Lima, nio
se sabia delle.
Damos com mais prazer a lista dos que se sabe
com certeza que se salvaran). Sao os Srs. Pedro
Pascoal Segura, Gongalves Irmo, Emilio Villa
Nueva, Manoel Olascoaga, Laureano Garay, Dr.
Reta, Jlo Antonio Rosas, Nanoel Ahumada, e
algumas outras pessoas monos conhecidas.
De todas as partes teem partido commissoes de
mdicos encarregados de pensar os feridos.
Em Montevideo havia fallecido o Sr. Gabriel
A. Pereira, ex-presidente da repblica no perio-
do passado. Deixa uma vaga no senado o um
lugar dillicll de ser preenchido no partido blanco
de que elle era um dos chefes mais influentes.
Haviam fallecido igualmente o Sr. Guilherrae
Revero, editor da Revista Catholica, e o capillo
de artilharia Bonifacio Nazar.
O chefe de polica da capital baria partido para
Maldonado, sendo o fim desta expedigo purgar
aquello departamento das quadrilhas de bandidos
denunciadas ao governo pelas autoridades ecor-
respondentes do lugar.
De um officio daquelle fuoccionaro que publi-
ca o jornal ofcial a Conttituigao, v-se que j
tinham sido agarrados alguns assassiaos, sendo
oulros mor tos em combate por nao se querer em
entregar;
A forga da expedigo havia perdido igualmente
nessa occasiio um dos leus mais vlenles sar-
gentos. Os assassioalos e roubos porem ainda
contlnuavam.
A Repblica Iranscreve da Lei, jornal do Ja-
guaro (proviada do Rio-Grande do Sui), a se-
guinte noticia, cujo fundamento ignoramos, mas
que reproduzimos nos mesmos termos :
a No Pei mulllplicam-se os crimei. L'm dos
que mais consternado tem causado o assassi-
oato da espoza do ministro peruano no Brasil,
o Sr. Buavealura Levana.
< O assassinato tere lugar em Lima, ** 10
horas-da manhia, na propria casada vicua. O
astasiino havia servido por muitos annos aa
casa. A infeliz senhora lutou desesperadamente
a ponto de arrancar pedago das mangas da camisa
do assassino ; este conseguio entreunto cortar-
Ihe a lingua, deu-lhe treza punhaladas, e depois
de roubar o que havia de valor na casa, evadise
sem que se o pudassa capturar. *


-
.'
* OVMTA RUT* JUBI MlW M l*t.<
m
.

aaa***^"'**mmpn i
s 11 horas menos 10 juy, dirigirn) ao gorerao nacional ana nota pe-
oro diodo que te instaure proceseo de reaponsabili-
a dade ao coronel Saa, pete abusos de poder que
du- commettcu como commiasario do governo nacio-
Este tacto tai com q has de Buenos-
___de. oto Ayres contem con Bu no caso de
58 nolicias de luta entre o gotaraanocl ^nacional.
jo Paragl i mereja meogio.
fj}.
A cmara doa depuUdoa approrou hontem,
depoia de algumas observagoes dos Srs. Barbosa
da Cuuba, Saldanha Mariaho o Araujo Liana, o
Na noule de 8 de abril
minuto* Botou-st t Moni
queoorreu 4 no*t ao sul, t
lez do sol, ao desapparecer o
tos depoii.Qufio-ae um forte in
nomeno atmotoharieo assuston
inda Se achara sob
Mendoza.
O que porm nao felfea de chamir a silencio j
que de ha algom tersfo pata c teem lido lu- \
gar naquelles lados do nosao continente fados
extraordinarios.
Em primeiro lugar o grande temporal do Chile,
aepois a inundagio enorme de Buenos-Ayres, o
temporal Dio menos emi*id4ravel*do Paran, e
ltimamente a terremoto de Mendoza que fez
parar os logice em Baenoa-Ayres na hora em
que se dar.
Por decreto de 5 de abril foi reconhecido Sr.
Carlos Creus, encarregado de negocios de Hes-
anha, no aeu ero carcter do ministro residente
e Sua Uagestado Caluolica junto ao Estado
Oriental.
As cmaras contiouaram funcclonando. Alm
de outros projectos de neahnm interesse para o
leitor brasileiro, foi saoccionado na sala des re-
presentantes, em sessao de 1 do corrente, o
projecto de reforma das alfaodegas, derendo em
brere pasear ao senado.
Chamamos a attenco do ooaso goreroo para
este projecto, que affecta consideraretmente o
commercio da provincia do Rio-Grande, e qne
maia dictado por sentimeoto de represalia i aua-
ensao do tratado de 4 de setembro do que pelos
egitimos e rerdadeiroa interesses da Repblica
Oriental.
Essa rede de atfandegas que o projecto eatende
ao longe das nossas fronteiras, junta desigual-
dade que existe entre seus direitos de exportagio
e os de imporligao. abre urna grande rea que
dar passagem a todos os productos estrangeiros
que at aqui se dirigiam ao Rio-Grande pelos
portos da provincia, e que d'aqui em diante a
ella dirigirio pelos portos orientaos, sobre tudo
ee se atteoder que em quanto o imperio augmenta
os seus direitos de alfandega, a repblica diminue
os seus.
O projecto de amnista anda nao haria entrado
em discussao.
Continuara a durida se a amnista seria conce-
dida ou nio sem restriegue, e alm disso se ae
cmaras tomariam o proj>cto em coosideragio
na presente legislatura.
A Repblica entretanto, orgio semi-ofcial do
governo, e inconteslarelmente interprete compe-
tente da opinio dominante as cmaras, acou-
selha que a amnista seja concedida em toda a
sua amplitude, e pede que esse assumpto seja
resolrido com breridade.
Ignoramos se estas palarraS sao simples phra-
ses de jornalista encarregado de manejar os ni-
mos irritados dos interessadosdo partido opposto
ou se com effeito sao a expresso sincera do pen-
sameoto do governo e dos sentimentos da
maioria.
De Buenos-Ayres as noticias sao cada rez maia
desagrada veis.
Segando todas as probabilidades, a guerra civil
oo tardar a estourar de noro.
O leitor ha de recordar-se que sahiia do
paquete passado flearam os nimos em expecta-
tiva a respeilo da grande questo que a todos
preocupara se seriam ou oo acceitos pelo
congresso os depulados de Buenos-Ayres
Da solugo dessa questo, diziam os orgios
officiaes do gorerno porleoho, dependia a paz ou
a guerra.
Pois bem ; chega-nos por esto paquete a noti-
cia que os deputados de Buenos-Ayres foram
rechassados.
A Tribuna dlflo conta deste tacto, escrere
agora as seguiotes patarras, para as quaes cha-
mamos a attenco do leitor, pela importancia do
jornal cfficial que as publica :
Que far Buenos-Ayres vista do rechassa-
tnento de seus depulados? Mandar fazer oras
eleiges, como pretende o general Urquiza ?
Nem Ih'o aconselha o seu decoro, nern lhe
permilte a sua dignidade.
a Tragada esta ora humithagio que intenta
impr-noso caudilho, que por desgraca goza de
certa prestigio na repblica, tal vez nossos depu-
tados fossem admittidos no congresso ; um noro
protesto porm, um fado qualquer desses que
nunca faltam quando se procede com a m f
com que acaba de conduzir-se a cmara do Para-
n, poria noramente a depulago de Buenos-Ay-
res no caso de relirar-se para nao passar pela
serie- de humilhago que lhe quereriam impdr,
contando-se com a maioria abjecta e organi-
sada de que o general Urquiza ispe no con-
gresso.
Cremos pois poder anticipar ao leitor estran-
geiro, que nem as cmaras, nem o gorerno de
Buenos-Ayres commelleriam a traigo de mandar
praticar oras eleiedes.
Que succeder ento 'f
a Ser expulso Buenos-Byrcs do seio da
nago?
Proclamar a sua independencia ?
Ou urna ora e desgranada lula vira por ter-"
mo ao conflicto que nasee, provocado nica e
exclusirameate pelo servilismo do presidente
Derqui e a perversidade nunca desmentida desse
figuro, a quem so escarneo se pode chamar o
Washington argentino ?
Os deputados de Buenos-Ayres j s acharara
de rolla do Paran, excepgio dp Sr. Alsina e
Elizalde, senadores ao congresso, e de dous ou-
tros que tioham tica Jo em suas estancias.
O Sr. Pastor Obligado devia em brere entrar
de noro no exercicto da pasta do gorerno da sua
prorlncia.
O Sr.*Rieslres j achara-se de posse da pasta
da fazenda.
O governo haria conlrahido um em presumo
de cinco milhes de pesos com varios negooian-
tes daquella praca.
Por um decreto de ultima data foi posto
dlsposirao da empreza do pego-arteziano a
quantis de 500 ongas de ouro (15,0005000).
la sahir luz o protesto que os deputados
rechassados fizeram contra o governo nacional e
o congresso, ao qual s nao subscrevra o Sr.
Marmal por. entender que era aos eleilores de
Buenos-Ayres que se deria dirigir a representa-
gao a respeilo deste successo.
Do Paran as noticias mais importantes sao as
que se referem nao admisso dos deputados
portenhos.
Reunido o congresso em sesses preparatorias
no dia 5 de abril, nao sendo admittidos aquelles
deputados, foi sanecicnado em sessao de 7 o
seguinte projecto de decreto :
Artigo. Desapproram-se as eleiges prati-
cadas em 6 de Janeiro do corrente snno pela
proriocia de Buenos-Ayres para deputados ao
congresso nacional.
2. Communique-se ao poder executiro da
nagao, para que com a maior breridade possirel
mande proceder a oras eleiges na dita provin-
cia, conforme o art. 37 da constituigo nacional e
a le de eleiges de 4 de julho de 1859.
< Dado no Paran, etc., capital prorlncia da
nagao, a 7 de abril de 1861. Victoria. Araoz.
Qucsada.Nararno.Ruzo.
Os deputados de Buenos-Ayres, em resposta
communicaco deste decreto, dirigirn) ao presi-
dente da repblica o seu protesto, que foi assig-
nado pelos Srs. Emilio de Castro* Pastor Obligado
I. M. Cantillo Emilio Mitre, Francisco Elizalde, A.
Cruz Obligado, Manuel Quintana, Adolfo Alsina,
Jos Mara Gutirrez, M. de Montes de Osa, e
francisco I. Muniz.
Falta apenas a assignatura do Sr. Marmal pela
xazio que j demos.
Os Srs. Alsina e Elizalde, senadores ao con-
gresso pela mesma provincia de Buenos-Ayres,
foram porm convidado* a 6 de abril para toma-
rem asiento no senado. Mas essea senhores de-
clararan] que s o fartam depoia de decidida a
questo dos deputados de sua provincia.
O Sr. Cairo, em consequencia disso, propoz cma
mogao afn da que, firmado no art. 56 da coos-
lilugo, o senado repnmisae o procedimento dea-
sea dous membros destttuindo-os. A mocio pas-
aou por grande maioria, havendo contra apenas
os tres votos dos Srs. Paz, Borgese Vega.
No dia 8 installou-se o congresso em sesses
ordioarias
Ficava difioilUaraente eleila a mesa das duas
diaras; da cmara dos representantes foi elei-
to presidente o Sr. Garca, e rice-presidente o
Sr. Izaza ; da cmara dos Senadores, presidente
o Sr. Nicolao Calvo, e rice-presidtoteo Sr. gene-
ral Pascoal Echague.
A oensagem do presidente da repblica redu-
zio-se a dar conta da irregularidade das eleiges
de Buenos-Ayres "
O Sr. Loque enriado, extraordinario da repli-
ca junto crtejde Heapanha, acha-ae de rolla
ao Paran. Ignora-se o motivo deaso prompto
regresso.
As proviaciu do Cordora, Salla Tucuman e Ja-
aanulUdo 0 diploma do referido bario na 1a fro-
guezia.
No collegio de Camam rotod em separado o
parecer da eommissao de poderes sobro aefoicio
do 4* districto da provincia da Baha, sendo de-
clarados deputados oa Srs. Lulz Antonio Pereira
Franco e Manoel Pinto de Souxa Denlas.
Gontinuou depois a discussao do parecer da
eommissao de poderes sobre a eleigo do Para.
Oraram os Srs. Fabio e Siqueira Hendea, ficande
a discussao adiada.
Foram apreseolades os segunles pareceres :
Elei[o de Pemambuco. (3 districto ).
A 2* commis jo de verifleagao de poderea exa-
minou a eleigio do 3 districto da proriocia de
Permanbnco, e vem expor cmara o que colheu
das acias respectivas.
Esse districto compoe-se de novefreguezas.que
dio a somma total de 404 eleitores, e se reunem
nos seis collegios seguiotes :
Collegio da villa do Gabo, coraposto das dnas
fraguezias de Santo Antonio do Cabo e S. Miguel
de Ipojuca.
Collegio da cidade da Victoria, composlo dos
eleitores da freguezia do Santo Anto.
Collegio da ruta da Escada, composto dos elei-
tores da freguezia de Nossa Senhora da Escada
Collegio da villa de Serinhaom, composto dos
eleitores da freguezia de Nossa Senhora da Con -
ceico de Serinhaem.
Collegio da cidade do Rio Formoso, composlo
dos eleitores daa freguezias de Nossa Senhora da
Conceigao do Kio Formoso a de S. Gongalo de
Una.
Collegio da villa de Barreiros. compostos dos
eleitores das freguezias de S. Miguel de Barrei-
ros e S. Jos de Agua Preta.
Em sele freguezias a eommissao encontrou elei-
ges regulares e feitas com as formilidades legaes
sem que houvessea respeilo reciamacao alguma,
faltando-lhe smente examinar as actas da fre-
guezia de S. Gongalo de Una, que lhe nao foram
presentes. Na freguezia de Barreiros houve du-
plcala.
Quanto freguezia de Una, cujos eleitores se
reunlram e votaram no collegio do Rio Formoso,
que procedeu respectiva verificagio de poderes
e achou que haviam sido legalmeote eleitores,
entende a eommissao que dovem ser approvados.
A'cerca de Barreiros passa a expender o resulta-
do do exame e aprecsgio a que procedeu.
Reuoio-se o povo daquella freguezia na egreja
matriz no dia 30 de dezembro com o primeiro juiz
de paz Joaqum Caetanode Albuquerque 12 elei-
tores e 13 suppenles, eorgamsou-se a mesa re-
gularmente, sendo eleitos membros desta pela
turma de eleitores Antonio Aires Texeira e Fran-
cisco Caetano de Albuquerque Mello, e pela dos
supplentoa Jos de Barros Santiago Ramoso An-
tonio Augusto Maciel.
Lavrada a acta respectiva, que foi assignada
sem reclamago alguma pelos dous ltimos me-
sarlos, e, quando j se achava em andamento o
proceiso Jo recebimento das cdulas no dia 31,
retiraram-se estes apresentando mesa um pro-
testo para justificar urna outra eleigo a que fo-
ram proceder na casa da cmara, sob a presiden-
cia do 4o juiz de paz. A marioria da mesa re-
compoz esta regularmente e prosegoio na elei-
go, observando todas as regras e coodiges legaes
at sea ollimago, respondendo s allegages
do protesto de um modo inleiramente conclu-
dente e satisfactorio, e deixando evidente que
nao passava elle de um pretexto e expediente pre-
meditado para fundamentar a dupcata que j de
antes se pretenda fazer.
Ao passo que assim proseguio a eleigo regu-
lar, tioha lugar a segunda na casa da cmara sob
a presidencia do 4 juiz de paz, que para julgar-
se competente figurou o impedimenta imaginario
do 2o a pretexto de estar elle simultneamente
cora o Io presidindo a eleigo da matriz, e tomou
por si conhecimento dos motivos que em seu en-
tender impediam tambem o 3.
Comparecendo a essa eleigo dous eleitores e
cinco supplentes, deixaram de votar os dous elei-
tores nos membros da mesa que deviam repre-
sentar a respectiva turma, e foram elles proprios
proclamados pelo juiz de paz, o que bem iadica
ou o pequeo pessoal quo figurou nessa eleigo,
e que nao permiltia prescindir desses dous indi-
viduos, ou que s elles eram capazes de firmar
com suas assignaluras o tecido de irregularidades
a queso eslava procedendo.
libarlo Antonio Lemrenco de Souxa, cujo dlpla- urna dallas.
ma por somelhant motivo meroWlftioTali-
dado.
O collegio de Nazarelh compa-se do quatro
'reguezias; a desta aome casa 3 alaitores, a da
Aldea com 18, o do 8. Miguel com 14, ea do San-
io Antonio de Jess com 17. Votaram em ampa-
rado os eleitores da S. Miguel a engtobadamente
com os da Aldea, que aonullsda aa da* deaais
< S:* Seri designado conformo a conreotencla
publica as eatages as diversas freguezias da ci-
dade, nSo podendo ser manos do duas em cada
freguezias, declarando os de Santo Antonio de peua de multa a 5:000.
4.' Determinsr-ie-hs o permetro dentro do
qal serlo obrgados os eoncassionarios a aervi-
rom pela la eatipnlada.
< 5.a O ser rico comecar das 6 horas da ma-
nhia la 9 da noile de todos os das qur uteis
qur feriadas, domingos e das santo*.
6.a Os eoncassionarios com acara o o serrigo
da empresa dentro do prazo de dous annos, sob
Com esses e outros ricios semelhantes nao po-
de a eommissao hesitar em qualilicar de Ilegal e
nullo esse simulacro de oleico, e propr a appro-
rago da primeira, que foi leita em tempo e lugar
proprio, presidida por juiz competente, e ulti-
mada inleiramente de conformidade com a lei.
Na eleigo secundaria nao houve irregularidade
alguma, e no collegio de Barreiros votaram em
separado os eleitores da eleigo cuja nnllidade se
prope, pelo que nenhuma alterago preciso fa-
zer no resultado da votago.
E' portanto a eommissao de parecer :
1. Que aonullada a eleigo de S. Miguel de
Barreiros, que tere lugar na casa da cmara pre-
sidida pelo 4* juiz de paz, seja approrada a que
foi feita na igreja matriz sob a presidencia do 1,
e bem assim todas as mais eleiges primarias do
districto.
2. Que sejam reconhecidos depulados os Srs.
conselheiro Sebastio do Reg Barros, conselhei-
ro Jos Beoto da Cunha Figueiredo, e Dr. Anto-
nio Coellio de S e Albuquerque, que obtiveram
a maioria de votos.
Sala das commisses, 23 de abril de 1861.
Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti.Gasparino.
Das Vieira.Paula Fonseca.
Eleicao da Baha. (3o districto.)
O 3 districto da provincia da Baha compo-se
de 37 freguezias e 13 collegios. De 20 daquellas
deixaram de chegar ao conhecimento da eom-
missao as actas das respectivas eleiges primarias,
que comtudo lhe parece estarem no caso de se-
ren approvadas, por nio se apreseotar contra
ellas reclamago alguma.
Da mesma forma pensa a eommissao a respei-
lo das demais freguezias em numero de 16, afora
a da Victoria, em que se nao deu eleigo, cujas
actas esto regulares, nio obstante ligeros defei-
tos que ah se notam.
Nao ajuiza porm a eommissao por igual ma-
neira acerca da freguezia de Sania Anna da Al-
dea, em que se deram vicios profundos o rsdicaes.
Comegando a 30 de dezembro, correu a eleigo
mais ou menos regularmente al 2 ae Janeiro, em
que rompeu, poroccasio do recebimento da ce-
dula de um votante, urna luta desesperada entre
os dous grupos que disputavam o triumpbo elei-
toral, e de que resultaram numerosos ferimentos.
Abandonados os trabalhos por dous membros da
mesa, foram estes substituidos por outros, sem
que podesse proseguir o processo eleitoral pelo
reapparecimento da desorden), em consequencia
do que retirou-se a mesa para urna casa vizinha.
Eara onde fez conduzir a urna, e donde pelas 4
oras da tarde voltou igreja, em que entrou, por
nao querer o vigario abri-la, por urna janella que
eslava aberta ; cootinuou a eleigo nesse dia, e
acabou-a no seguinte. Segundo partes officiaes
dos dous mesarlos, commandanle da torga, Dr.
delegado e juiz municipal, e chefe de polica, se
infere que a perturbago proreio da parcialidade
vencedora, a cuja frente ae achara o Io juiz de
paz, posto que a mesa o attribua a seus adversa-
rios, e o Mr. jniz do direito nio emilte juizo defi-
nitivo a semclhanje respeilo.
Por oulro lado, e ficto ioconteslarel o appare-
ciroenlo da desordem no acto da votac* do Hy-
gino Bispo, que oceupa o n. 565 na lista da qua-
lilicago que de 1.160; a conduego da urna
para urna casa rizinha ; assim como a rolla
igreja pelas 4 horas da tarde, lerminando-se a 1*
chamada e fazendo-se a segunda nesle raesmo
dia, sendo a eleigo concluida no seguinte. A'
vista pois das aceas de violencia que ae deram,
da retirada da.orua para (ora da igrj ; 4a* pre-
sumaccos qua pairas* sobro a parcialidad* too*
eedora de provocadora de to lamentareis suc-
cessos; e finalmente da impossibilidade material
de em doas horas se concloir a Ia chamada no
estado em que se achara e faier-se a 2', entena*
a eommissao que de rigorosa justiga anullidade
desta eleigo.
Paseando aioigio secundara, nota a commk-
sao oa seguiotes deleites :
No collegio de Jaguaribe foi tomado em sepa-
rado o roto do V supplente da freguezia de Pira-
juia, qo* substituio o bailo de Cal, o qaal sa-
JeasMkt l'de Nazareih os seus votos. Tendo ob-
' \ftio compacta o Dr. Caaimiro de Madu-
reira^^a eommissao de parecer que se lhe con-
ten os rotos obtidos em todas as freguezias, de-
duzidos nicamente os 18 da Aldea, Contando-se
igualmente aos mais candidatos os rotos que ob-
tiveram dos eleitores de Santo Antonio de Jess
e S. Miguel, segundo a aclareci daquelles e vo-
tago separada desies, sendo annulladoa os mais
votos do collegio, embora puros, que esli con-
fundidos com os impuros.
Feita a apuragao geral que est de accordo
com os diplomas apresentados, foram eleitos de-
putados os Srs. Dr. Casimiro de Senna Hadurei-
ra, Justiniano Baptista Madureira, Bemvenuto
Augusto de Magalhiee Taques.
A eommissao nio concluir seu parecer sem
observar que foi snjeito a exame um requerimen-
to do conselheiro Luiz Antonio de Sampaio Van-
os, que pretende arredar da representago na-
cional ao Dr. Bemvenoto Augusto de Magalhes
Taque*, sob o fundamento de incoo)patibilidade
que Iba attribue por haver rrcebido ratos da co-
marca de Nazsreth, em que fra magistrado, e que
faz parte do circulo.
A eommissao repota iasustentarel a opinio da-
quelle conaelheiro, que do 15 do art. 1 do de-
creto de 18 de agosto de 1860 deduz a consequen-
cia de ser o prazo estatuido para as incompatibi-
lidades relativo s eleiges primaras ; quando
aquello paragrapho s trata da reduccao do tem-
po de 4 e 6 a 3 mezes, sendo a eleigao secunda-
ra, segundo a lettra expressa dos dous paragra-
phos anteriores, o ponto de partida do mencio-
nado prazo de 3 mezes.
Nenhum principio reputa a eommissao to se-
guro para regular a perda ou a acquisico de di-
reitos que dependen) deintimago como conhe-
cimento authentico do proprio interessado que
annulla quaesquer melos presumptiroa a que se
recorra. Dos noro documentos oflerecidos eom-
missao pelo Sr. Dr. Taques resulta : 1, que o
referido conselheiro fra a pedffio seu demittdo
do lugar de juiz de direito em 16 de outubro (co-
pia do decreto); V, que pela secretaria de estado
lhe fra feita a derida communicagio em 19
(portara); 3*, que a portera da secretaria d* es-
tado lhe fra entregue na cidade da Baha, aonde
se achara a 27 (certido da administracao do cor-
reio); 4*, que deixra o exercicio de juiz de di-
reito a 30 de setembro, entrando em gozo de li-
cenga, e recebendo seus ordenados smente al
15 de outubro e do 1 deste mez em dianle o
respecliro juiz municipal a gratiQcago derida
(certido do escrivao e da thosourara de fa-
zenda.)
_ Do exposto se ve que nenhum fundamento as-
sisle pretengo que maoifesta o peticionario de
S se encontrarem os effeitos da demisso de 30
de outubro em que se fez communicagio the-
souraria de fazenda. O que nao assenla nem em
le e nem em razio alguma.
Resolvidas por esta forma as duas questes que
agita aquello conselheiro, julga-se a eommissao
dispensada de oceupar-se da 3*. a saber, se an-
ublados os rotos do conselheiro Taques entrara
elle no lugar deste. ou se sedevena proceder a
ora eleigo. *
A' rista do exposto a eommissao de parecer :
1. Que se annulle a eleigo primara de Santa
Anna da Aldea.
2. Que se approrom as demais eleiges prima-
rias do districto.
3. Que se annulle o diploma de eletor do ba-
rio de Cat, pela freguezia de Prajuhla.
4. Que se annulle o diploma do eletor liberto
Antonio de Souza, pela freguezia de Camam.
5. Que se annulle o diploma do eletor pela
freguezia de Nazareth Dr. Krmano Domingues do
Couto, que nio est qualiQeado, e que rotou em
separado.
6. Que se contem ao Dr. Casimiro Madureira
todos os votoe de Nazareth deduzidos ds Aldea.
7. Que se eontem nicamente aos mais candi-
datos OS votos que ae fez declarag&o era numero
de 28, sendo 27 de Santo Antonio de Jess e 1 de
Nazareth, e bem assim os de S. Miguel, que vo-
taram em separado, nio se apurando os mais vo-
tos englobados.
8. Que sejam declarados deputados os Srs. Drs.
Casimiro do Senna Madureira, Justiniano Baptis-
ta Madureira e Bemvenulo Augusto de Magalhes
Taques.
Sala das commisses, em 24 de abril de 1861.
B. de Araujo Lima. A. G. Barbosa da Cu-
nha.Leandro Bezerra.Serra Carneiro.J. de
Alencar.
i 7. Os concesiionarios se obrigario pelo ser-
vigo por ledo o trapo do privilegio, aob pena de
malte a 10:0005) pelo abandono, salvo o caso de
forga maior ou causa" atlendivel ea cojo caso a
reacisao poder harer lugar pela asaembla pro-,
rincipl.
8." Os concessionarios oso poderio vender oa
alheiar o privilegio, sob pena de fiear elle ex-
tincto.
< 9.a Oa concessionarios prastario urna fianga
para garanta das multes.
Art. 4.* O contrato seri celebrado com o
presidente dn proriocia que expedir os regla-
mentos necessaroa.
Art. 5.a O prazo dos annos estipulados na con-
digo, comegar da dala, da assignatura do con-
trato da expiragio deste se contari o de dura-
gao do privilegio.
Arf. 6.* Ficam rerogedas as disposiges em
contraro.
S. R.Fenelon
< Os emprezarios serio obligados a augmentar
o numero de carros, proporgio quo as necessi-
dade* publicas o exigirem.
S R Reg Barros.
A ordeaa do dia de boje : 1.a do projecto n.
22 e 2.* do de n. 11 do corrente anno, 3.* discus-
sao do substitutiro do de n. 6, e continuago da
antecedente.
Hontem fundeou em nosso porto o rapor fran-
cez Extremadure, rindo do Ro e Baha, adan-
tendo dous das de eada urna deesas provincias.
Ato de Janeiro.Em outra parte rai trans-
cripto os trabalhos da cmara dos Srs. depula-
dos, unici noticia importante que encontramos
nos jornaes.
Baha.Le-se no Diario :
a Nio s no centro que a febre amarella faz
seus estragos.
< O hospital do Mont-Serral continua a receber
do ancoradouro doent-s E' de lamentar que an-
da nio esteja feito o concert do caminho que do
caes do desembarque cooduz ao hospital.
A' S. Exc. pedimos de noro a atlengo para
esse assumpto, esperando que sejam presentes ao
noro ministro o orgamento respectivo, afim de
ser autorisado o crdito de 3:0002)000, (segundo
o orgamento feito; para esta obra que urgen-
liisiroa.
Depois de escripia esta noticia, deparamos
com o seguinte officio no expediente do ministe-
rio de agricultura commercio e obras publicas, e
qae mostra que S. Exc. o Sr. presidente fra so-
licito em reclamar do ministerio competente a
quanta necessaria para tio til obra.
< Ao presidente da Baha, em resposla ao seu
officio de 9 do mez ultimo, em o qual pede aulo-
risagao para dispender a quanta de 3:70O#, em
que foram orgados os melhoramentos de que ca-
rece o caminho que ra de MouVSerrat ao hos-
pital do niesmo nome, que sendo a obra da com-
peteucia da respectiva cmara municipal, nio ha
razio para que os cofres geraes carreguem com a
despezas que com ella se fizer, sobre'.ulo quando
o astado lula com embaragoa financeiros.
Deputados reconhecidos al hontem 24 do cor-
rente :
Amazonas.
Os Srs.:
Angelo Thomaz doAmaral (ausentej.
Francisco da Serra Carneiro.
Ceari (! districto.)
Jeronymo Martiniano Figueira de Mello.
Jos Martiniano de Alencar.
Manoel Fertiandes Vieira (ausente).
(3o distncto.)
Miguel Fernaudes Vieira (ausente).
Roy mundo Ferreira de.Araujo Lima.
Espirito-Sanio.
Lulz Antonio da Silva Nunes.
Antonio Pereira Pinto.
Maranho. [V districto.)
JoSo Pedro Das Vieira.
Luiz Antonio Vieira da Silva.
Fabio Alexandrino de Carralho Res.
Pemambuco. [V districto.)
Visconde de Csmaragibe.
Francisco Xavier Paes Brralo.
Antonio Epaminondas de Mello.
Piauhy.
Joo Lustosa da Cunha Paranagu.
Simplicio de Souza Mendes.
Francisco Jos Fialho.
ilio de Janeiro. (2" districto.)
Joio de Almeida Pereira Filho.
Paulino Jos Sosres de Souaa.
Luiz Pedreira do Couto Ferraz.
(3o districto.)
Jeronymo Jos Texeira Jnior.
Joo Manoel Pereia da Silva.
(0 3 lugar est rago por haver sido nomeado
ministro da justiga o Sr. conselheiro Francisco
de Paula de Negreiros Sayo Lobato.)
fia/ita. (4 districto.)
Luiz Aotonio Pereira Franco (ausente.)
Manoel Pinto de Souza Dantas.
(O 3 lugar est rago por harer sido nomeado
ministro do imperio o Sr. conselheiro Jos An-
tonio Saraira.
(5 districto.)
Antonio de Souza Espinla (ausente.)
Joo Jos deOlirelra Junqueira Juoior (ausente.)
Gasparino Moreira de Castro.
N. B. Sao rfecessarios 61 depulados reconheci-
dos que se acham na corto, para que possa ter lu-
gar a abertura da assembla geral.
^^^^ [Jornal do Commercio, do Rio.)
DIARIO DE PEHNAMBUCO-
A assembla provincial oceupon-se hontem :
1. com o projecto o. 15, que foi approrado em
3.a discussao, com urna emenda ; l. com o de
n. 13, que tambera approrado em 2.a, com
um addilivo ; 3." com a 1.a do de n. 49 de 1856
e 12 do corrale aneo, que sie approvados ; 4.
com o de n. 6, quo substituid pelo seguinte
substilutivo, e mais urna emenda do Sr. Nasci-
mento Portell:
Art. 1.a Pica o presidente da proriocia au-
torisado conceder JoSo Falque, e Antonio
Machado Gomes da Silva, ou a quem melbores
condiges offerecer, o privilegio exclusivo para,
porsiou por mel de urna companhia, qslabele-
cerem carros de praga nesta cidade. e seus su-
burbios.
Emenda ao art. 2..
a O privilegio durar por espago de 20 nnos
em favor dos concessionarios, seos herdoiros, e
legtimos successoros sob as segmintes eooflees -.
1.a O prego dos carros ser tezado no con-
trato palo presidente da provincia coas audiencia
da cmara municipal, por hora o por curso.
2.a Os cono*s*i*nari*s so obvigaro terem
NOTICIAS COMMERCUES.
Montevideo, 15 de abril de 1861.
Cimbio.
Inglaterra, 40 1|4 a 40 1|2 d. por peso cor-
rente.
Franca, 81, 80 1i2 e 80 frs. por onga.
Genova, 81 frs. por onga.
Rio de Janeiro, 309200 e 304O0 por onga.
Buenos-Ayres, ao par.
Frotes loglaterra, 30 a 35 sh. couros salga-
dos, 70 sh. ditos seceos, 35 sh. pipas de sebo ou
graxa a 25 sh. fardos com 5 0(0 de capa. Havre,
40 frs. couros salgados, 70 75 sh. ditos seceos e
40 frs. fardos com 10 0|Q de capa. Estados-Uni-
dos, 5|8 por libra de couros seceos, lt A, os sal-
gados e 5 pats. os fardos com 5 0|0 de capa.
Brasil, carne secca 4 lr2 rls. pan o Rio de Ja-
neiro, 5 1|2 rls. para a Babia, 6 1(2 para Per-
nambueo e 3 1(2 pats. por pipa com 5 0q de
capa.
Buenos-Ayres, 14 de abril de 1861.
Oogas 3601(2.
Descontos.O banco toma a 60(0 e d a 8 0[0
ao anno ; e oa praga regulara de 3(4 a 7[8 0[Q
ao mez.
De gneros de importacio temos a mencionar
as rendas segunles:
Agurdente.Ha falta e muita procura em
consequencia de lhe ser propicia a estago.
Em deposito renderam-se 100 pipas a 70 pa-
ta ces.
Assucar.E* procurado o de Pemambuco, e
nio ha deposito em primeira rao.
Dessa procedencia renderam-se 1,700 barricas,
metade a bordo, o tranco a 17 lis. f., quebrado a
a 14 rls. f., e mascaro a 11 3| rls., e 170 barri-
cas deste em deposito a 11 \\i rls. f.
Couros.Em consequencia das ultimas noticias
desfarorareis tanto da Europa como dos Estados-
Unidos, estireram as transaeges multo parau-
sadas ; para o Sul da America renderam-se ni-
camente 3.000 a 53 rls.. ficando em ser 7,000 a
8,000 sem comprador. Para a Allemanh* rende-
lam-se 20,000 a 56 rls., os de racca, e 60 rls. os
de norilhos; em ser 7,000. Para Franga nio
houre vendas. Para Genova houve mais procura
e renderam-se alguns lotes de Entre-Rios de 57
a 58 rls., e de Corrientes de 54 a 54 1|2 rls.
Dos salgados renderam-se smente 7,000, sen-
do o ultimo prego 53 rls.
Os trabalhos das xarqueadas teem sido rnuilo
limitados, e ha toda a probabilidade que nao
iro muito alm por serem ms as noticias da
carue.
Carne secca. 20 rls para Harana e 23 rls. para
o Brasil.
Rio de Janeiro, 24 de abril de 1861.
Cambio.
Londres. 26 3(8, 26 1[i d. a 90 das.
Pars, 361 rs. a 90 das.
Acges
Banco do Brasil a 78$ do premio.
Effectuaram-se hoje operages de cambio sobre
Londres, regulares a 26 3,8 d., e diminutas a 26
1(2 d.
Sobre Paris lem havido pequeos saques aos
extremos de 360 a 364 rs.
Sobre Lisboa e o Porto tera regulado a tabella
seguinte:
109 0|0. rists.
108 0|0. ... a 30 das.
107 0(0. ... a 60 <
106 0[0. ... a 90
Negociou-se um lote regular de acges do ban-
co do Brasil a 78 de premio, e um pequeo de
acges da estrada de ferro de D. Pedro II a 16
de descont.
Venderam-se 2,800 saceos de caf.
Cbegou, procedentes de Pemambuco : 23,
o brigue Veloz.
Sanio, para Pemambuco, i 24, o brigue no-
rueguense Henriette.
Bahia, 27 de abril de 1861.
Londres 60 e 90 d.26 3(4 d por 1?.
Paris 365 a 370 rs. o fr.
liamburgo 680 a 760 m. b.
Lisboa 106 a 110 por canto.
Doblos hespanhoes31 a 319500, esc.
da patria30*500 a 31$. dem.
Pegas de 6*400 velhas16f500 a 17, idem.
d* 49*300 a 94O0, idem.
Petaces brasileros 2 a 2fl0.
hespanhoes2* a 25100.
mexicanos 1*900 1*960.
OtSr. Soasa Res oppoo-s* ao adiamante por
considera-Io intil, e tratando do projecto deelii-
ra qu* igualmente se eppe4 emenda apreaanteda
em segunda discussao, e pera qual te determina
3ue o previlegio soja dado a quem melhores eon-
iges offerecer, por isso quo considera essa
emenda fatal ao estabeleciraenlo da empreza.
Sabem todos que os qctaaes proprieterios da
eoxoiras, que existem nesta eidade, tem conside-
rado materia do projecto como offonsiva do
seus direitos, o tem manifestado esse ensarnen-
lo ji por meio de um protesto o j por molo de
annuncios publicados no Diario de Pemambuco.
Deixa de moralisar ssmelhante procedimento
porque fcil a todos reconhecer quaes os flns
que o ditou.
Ora, visto que esses homens se acham colliga-
dos para impedir a realisagio ds empreza, pas-
sando a emenda de qoe se oceupou, nio se pode
esperar outra coasa seoio que elles empreguem
todos os meios para neutralisar a principal dispo-
sigio do projecto, quer offerecendo vantagens
taeaque seja impossirel estabelecer-se concur-
rencia, quer sugeitando-se a urna multa embora
de 20 ou 30 contos, e pagando-a quando tlrer
conseguido os seus flns.
Todos reconhecem a utilidade e a necessdade
do estabeleciment de urna empreza de carros de
praga, deseja-se ve-la restabelecida, portento es-
era que se regeite a emenda e se approre o pro-
cto.
Val mesa a seguinte emenda, que depois de
apoiada entra em discussao:
Acrescente-se aonde conrier :
Arl. 1. Fique llvre aos coxeiros o lerem em
seus eslabelecimentos carros da mesma especie
aos de praga aerepre apparelhados para os alu-
gar pelo prego que Ihes conrier, sugeitos no mais
aos mesmos regulamentos.S. R.Fenelon.
O Sr. Nascimeuto Porlella : declara que an-
da est disposlo i rotar contra o projecto em
discussio, attontas as razes que expenDe em
outra sessao ; mas que cooheceodo que a as-
sembla est disposta adopla-lo, nio pode Jei-
xar de observar que a sua adopgio nao dere
prescindir de certas condicei, que nelle nao
estio consignadas, e que devem servir de baso
para o contrato que o governo da provincia bou-
ver de celebrar com os peticionarios ; que sent
nio terem sido apreseotadas algumas emendas
feitas pelo nobre deputado, o Sr. Fenelon, as
qu aes podte supprr essa lacuoa do projecto :
quo finalmente em sua opiniio assembla, {i
quem conceder a autorisagio, nio dere deixar
de fazer-lhe urna limitagio, qual a de nao poder
o governo conceder o privilegio, no caso de os
cocheirosou outras quaesquer pessoas sujeita-
tem ter carros de praga eom as coodiges
prescriptas pela cmara municipal, o ndepen-
dente de privilegio: d deseovolvimento esta
opinio que tem, e conclue esperando que os
autores e sustentadores do projecto, voten) pela
emenda, que neste sentido passa offerecer,
tanto mais quanto o orador que acaba de fallar
em favor do projecto eatende que essa reslric-
go acha-se contida no projecto.
O Sr. Souza Reis: (Nao devolveu o seu dis-
curso.)
Vio mesa e apoiam-se as seguiotes emen-
das.
Os concessionarios nao pod>rao vender ou al-
terar o privilegio, sob pena de Qcar elle extindo.
Fica livre aos coxeiros aduaes o terem em seus
eslabelecimentos carros da mesma especie aos de
praca sempre aparelhados para alugar pelo prego
que lhes convier, sugeitos no mais aos mesmos
regulamentos.
Encerra-se a discussio e posto a rotos em pri-
meiro lugar o requermento de adamento do Sr.
Fenelon, approvado.
Sao approvados sem debate, em segunda dis-
cussao o projecto n. 15 deste anno, que determi-
na, que o producto das loteras concedidas ir-
maodado do Divino Espirito Santo, lenha exclu-
siva approvaco s obras da igreja ; em terceiro
o de n. 17 que aulorisa a construego de um agu-
de na povoagio de Bebedouro ; em terceiro o de
o. 7 que approva o compromisso da irmandade
1a Senhora Santa Anna erecta na matriz do Ca-
bo ; em primeira as posturas municipaes do Rio
tem um fundo de verdad*, qae se retrata en*
poasa situagio ociar, e espelha-se no sentir da
opiniio publica.
Sao estes algumas patarras que suscilou-nosia
Ieitura perfundorla dos Mysterws, e ellas na
sio offensivas do mrito dessa Obra, que no ata
fundo contem sobrado patriotismo na aspirago
de um melhor futuro para 0 Brasil,
O Sr. Nepomuceno acha-se entre nos coa
tira de concluir a deelribuigio dos exemplare
dos,/y*eroe de publicar urna outra obra eu_
Recommendamo-le pola ao colho benvolo des
homens de lettra* como um adepto da repblica.
Iliteraria, e aos nossos patricios como um hos-
pede irmo o estimare!.
O Novo Banco de Pemambuco satisfaz o seu
sexto dividendo, na razio de 12*500 por cada
aegio.
Foram recolhidos casa de deteogo no da
30 do mez de abril prximo findo 3 homeos, sen-
do 1 livre e 2 escravos ; a ordem do Dr. chefe
de polica 1 ; a ordem do Dr. delegado 2, que sao
os africanos Manoel e Fe'ix, o primeir* escravo-
de um tal Lima, e o segundo de Joaquina Mon-
teiro de OHveira.
O vapor francoz Estremadure, vindo do
portos do sul, trouxe a seu bordo os seguiotes pas
sageiros :
Para esta provincia o Sr. Dr. D. Hateo Magari
nos, e seguiram para a Europa 244 inclusivo o
Srs. Flix Sourage, Auguste Harsmundy, Antoi-
oette Krombholy%
Matadouro publico. Mataram-se paro o>
conaummo deata cidade no di* 1. da maio 9&
rezes.
Mortalidad! do da 1.
Jeronyma Candida da Conceigao, branca, solte
ra, 64 annos ; iuQammago oos intestinos.
Perpetua, branca, 1 anoo; conrulsoes
Luiz de franga e Souza, branco, solteiro, 32 sa-
nos ; tsico.
Castriciano, pret*. 2 aonos ; tosse convulsa.
Joaquim doa Anjoa Porlella, pardo, solteiro, 18
annos ; ttano.
Alfredo, branco, 7 mezes; gastro nlerile.
Mara, parda, 2 mezes ; convulses.
CHRONICAJUICURIA.
JURYDORECIFE. '
2a-SESSAO.
Da 1 le maio.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA PRI-
MEIRA VARA CRIMINAL BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gvsmo Lobo.
Eecrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco de.
Paula Eiteves Clemente.
A'a 10 horas da mar.ha o oscrivo procede
chamada e verifica estarem presentes 44 Srv.
jurados :
O Sr. Dr. presidente do jury declara aberta a
sessao, relevando das multas anteriores aos Srs*
jurados qoe comparecern) aes trabalhos do dia
e impondo novas multas i aquelles que nao com-
parecer m.
Foram dispensados de servir oa presente ses-
sao o Sr. Jos Joaquim Ramos e Silva e Marea-
lino Dornellas Cmara, visto hirerem serrido oa
primeira sessao do correte auno.
Comparecendo o Sr. Dr. jniz municipal da se-
gunda rara, Francisco de Araujo Barros, prepa-
rador dos procesaos do jury, offereceu os segun-
les processos devidamenle preparados:
AutorA justiga.
ReoCaetano, escraro da riura de Dioiz An-
tonio de Moraes e Silra. Pronunciado no art.
193 do cdigo criminal em 24 de norembro de
1855.
AutorA justiga.
ReoJoo, escraro do Exm. commendador
Manoel Gongalves da Silva. Pronunciado no>
art. 193 do cdigo criminal em 23 de setembro
de 1859 pelo Dr. delegado do primeiro dis-
tricto.
AutorA justiga.
ReoManoel Severioo Marques da Silva. Pro-
Formozo, c em terceirs as de Olinda, sendo re- ESff mu? d Codlg0 cnmiB,i'em 8 de
geitada em primeira o de o. 16 que concede urna
subveogio a Jos Tiburcio de Magalhes para ir
Europa estudar engenharia hydraulica.
Entrando em primeira discussio o de n. 49 de
1856, que autorisa o governo provincial a solici-
tar aos poderes geraes a demarcagio das 6 leguas
de trras, a qual tem direito a provincia para o
estabelecimeoto de colonias, fica adiado por se
verificar nao haver casa.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
ha-
SESSAO EM Io DE MAIO DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada, veriflea-se
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessao.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia, remet-
iendo os actos da presidencia, abrindo crditos
supplementares, de conformidade cora a Icio.
488 de 16 de maio do anno passado.A eommis-
sao de orgamento provincial.
ORDEM DO DA.
E' lido e approvado o seguinte parecer.
A eommissao de petices quem foi presente
a de Francisco Antonio da Silva Cavalcanti, de
parecer que seja ouvida a eommissao de legisla-
gao, visto, pedir o sepplieante ioterprelagio de
leis, para obter a sua aposentadoria.
Sala das commisses, 1 de maio de 1861.
Dr. Manoel de Figueira Faria, Gongalves Gui-
mares.
(Coniinuar-e-Ao.)
maio de 1860.
AutorA justiga:
ReosAntonio Vctor de S Brrelo e Manoel
Pereira Garca. Pronunciado no arl. 192 do
do coligo criminal em 5 de junbo de 1860, pelo
Exm. Sr. Dr. chefe de polica Trislio de Alencar
Araripe.
AutorA justiga.
ReoAntonio Zacharias do Carmo. Pronun-
ciado no art. 205 do cdigo criminal, em 19 de
junho de 1860.
AutorA justiga.
ReoEtevio Jos Pereira. Pronunciado na
art. 201 do cdigo criminal, em 5 de ovembiv
de 1860.
AutorA justiga.
ReoIsmael, asesara de Paulino A. Bastos da
Olireirs. Proounciado no art. 193 do cdigo
criminal, em 11 de outubro da 1830 pelo subde-
legado de Santo Antonio.
AutorA justiga. >
ReoJoio Paulo Dias da Motta. Pronunciado-
no arl. 301 do cdigo criminal.
AutorA justiga.
ReoAugusto Florencio dos Santos. Pronun-
ciado no art. 201 do cdigo criminal, em 28 de
dezembro de 1860.
Nada mais havendo a tratar.
0 Sr. Presidente levaotou a sessao adiando-a
para o da seguinte, s 10 horas da manha.
REVISTA DIARIA-
Temos noticias di
5 do passado ; e etl
c
carros de duas e quatro rodas. puxJdos por um e
hira ateitor naquella freguetla, oceupando o mea- dous earallos em numero de 40 pelo meoo.sen-
mo logar, alm da presidencia da mesa parochial | do os de duas rodas em numero duplo aos de
oa doCat. i alga pois a coaraistio que deve ser! quatro.
PERN1MBUC0.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL, i
SESSAO EM 30 DE ABRIL DE 1861.
Prmidenaia di Sr. tordo de Vera-Cruz. *
(Coaclioaa.)
Entra em terceira discussao o projecto n. 6 des-
te anno, pelo qual ae autariea ao presidente da
provincia a contratar a eatabelecimenlo de carros
da praca.
E' lido, apoiado a posto em discussio o seguin-
te reauerimenlo :
Raaueiro o adiaaeito por 24 boras.F. Al-
colorado.
cidade do Ico, que chegam
as do-nos essa locallidade
em tranquillidade.
A ora cmara municipal anda nio hara en-
trado em exercicio por falta da approrago do
gorerno, a quem est affeclo o negocio.
Houre lugar a sessio judiciaria do jury, que
fora importante.
Fra bem aceita a nomeagio do padre Theo-
dulpho Francisco Pinto Bandeira para ceremo-
niaro, de cuja falta se resenta aquella parocha.
Este acto de S. Exc. Rvm. era devidamenle apre-
ciado por todos, nos por ser urna saneco po-
sitira da consideraglo que all ligam a esse dig-
no sacerdote, como por harer salisfeito urna ne-
cessidade, e tio feliz e acertadamente que foi
escolhida urna pessoa de mrito para o lugar.
Celebrara primeira missa o Rrm. padre Fran-
cisco da Boarentura Bastos, em cujo acto orou o
referido padre Theodulpho com a unegao e o en-
tero asctico, qno deseovolve sempre que oceupa
a tribuna sagrada, onde continua a colber resul-
Communicados.
Revista dramtica.
Depois de havermos parado um poaco em nos-
sas fadigas Iliterarias, porque trabalhos de outra
ordem vieram absorver-nos a attengio, reappa-
recemos na scena jornalistica. e reassumimos as
fuucces de escriplor publico. D'esta vez, bena
como das outras, taremos por cumprir os nossos
deveres com primor de pontualidade
Ser-nos-ha vedado o camiohar por onde outros
caminbam ? Em litleralura o mximo direito x
pleni liberdade, nio porm a liberdade destem-
perada dos crticos de obra grossa, que infeliz-
mente abundam tanto n'esle secuto das luzes.
como oulr'ora as pragas no Egypto.
Queremos 00 terreno da critica as garantas d*o>
bom senso eda imparcialidad*, as cradenciae* da-
saber e do gosto apurado. Regras, se existem em
litteratura, sao feitas para os homeus que a en-
tendem ; e quando d'ellas se afasia o escriplor,
j o publico est no direito de regeilar-lhe as Ii-
ges que se toroam importunas, porque falta-lhea
o cunho da legitimidad e da couvenlencia.
Asss conhecemos a molestia contagiosa quo
vai lavrando, e que era grande parte ataca da
preferencia as iutelligoocias novas: o orgulho a
a jactancia pretenciosa deitam a perder militares
I de espiritas que a educagio melhodica das lettras
tados proficuos para o ministerio, deque se I levara longe, a futuros esplendidos e inveja-
acha revestido ; como deu-se pela quaresma na- -
quella cidade do Ico, pela inaugurarn do sacraro
oa Telha, e pela festa do Carmo em S. Matheus,
oeste crrenle anoo.
Suscitaram-se all algumas- duvidas sobre a
rallidade da eleigo senatorial daquella comarca,
e da do Crato por harerem sido as eloiges de
eleitores especiaos presididas pelos juizes de paz
do enligo quatriennio.
Estas hesitaces, que agradando a uns desgos-
(am a outros, provem do acto official da presi-
dencia da provincia, publicado no Pedro II de 7
de margo ultimo, declarando que taes eleiges
deviam ser presidid** pelos juizes de paz do no-
ro quatriennio, lourando por isso do antigo de Asneirs, que assim entender.
Termina no dia 9 do corrente a prorogago
do prazo concedido para o subslituico das no-
tas de OOOO e 20000 do Novo Banco de Per-
flomiuc*.
At esse dia essa substituicio reatisada ao
par, d'ahi por dianle porem se-lo-ha com o
descont monsal progresaivo do 10 por ceoto
at a complot demooetisago das referidas
notas.
Tamos teta es Jfyierto da Bahia, pro-
dueco do Sr. Joio Nepomneeuo da Silra, natu-
ral da provine)* eujo myslerios escreve.
Por agora acha-se somante publicado o primei-
ro rolume, quo di esperar a respectiva conti-
uagio.
E' urao obra d* certo alcance social, aoazar
daa cores descriptivas da* varas sitogoes serem
m tanto carregodas, e aproximaren-se de um
eessimismo exagerado.
veis.
Vetho oas lides da imprecas, sabemos a prega
is criticas cortezias, assim como aos golpes ru
des e desastrados da censura preveoida e immo
desta. E' um plano ridiculo que se evapora ao
primeiro toque da lgica severa e leal: fugimosa
esse fatalissimo defeilo, porque amamos de ve-
ras as lettras, e anda mais a autoriaade da opi-
nio publica Ilustrada.
Todos os homeos que escrevem sobre coisas de
litleralura, tem a aua paixo predominante : te-
mo-l'a nos tambem ; o tkeatro. Vasto assump-
to para quem quizer aprecia-lo em regra. epers
crutar-lhe os segredos d'arle que por l domi-
nara, j ealodaodo-o na theora, o ji observan-
do-o oa practica. Degradaote objecto, porm,
para todo aquello qno aniepe a sua opiniio de
todos, e que se deixa levar pela corrente das
apreciages apaixonadas.
Eolretanto, o nosso Santa Isabel qae por ve
zes dorme um somoo profundo, apz algn* me-
ses de montona cantilena, e de verdadeiro* ul-
trages a sombras de Bellini e de Donizelti, pe-
nas se ergue para a vida dramtica, apena se re-
moga para a ualutal dirersio popular, que mais
entende cora a vida intima da sociedade, tono da
frente com os jalgadores do toda a casta, que o
retalham, que o espicagam, que o anuiquilaaa.
quasi.
E' o que est succedsndo presentemente.
O theatro oio presta para nada ; o empreza
,rio nio cumpre o tf contracta ; os actores dea
irluam os papis; o publico eoiaslia-as d* ou
vi-los; a critica por tanto, indispensarel.
-.-se isto por ah, a escreve -se
Em restriega eesb nosso modo de ver cum-j redonda, em typos percepliveis que correos o
are-nos observar todava, quo a* corto Jionto,' mando das leUras; eos que nio aenaam dests
o afora m hypaoboteeda- *>.,. sefir*o- forma, e oo veem por este prisma, sao cegse
ra realgat o ostylo, obra do Sr. Nepomuceno idiotas!


m
WJjqprf fWWOMI**. QOmTft 111SOmMMDffiE U*.
JA Temos que somos do numero da pobre.genle j
de ignorancia eraos* ; -por quenlo, em boa hora o
digamos, nlo vemos no para fae't deeenvoltu-1
ras de liogua e de peni
O que hoje o nosso (heatro ? Mudou elle de
nataroza? decahiu d seu esplendor? te*ej dias
mata prospero* T
A arte dramtica -eotre nos principio! deJion-
tem : antes do Santa Isabel havia ura arremedo
informo de theatro : a nossa histoii, quaoto
scena regalar,' data da primeira efcpreza do Sr.
Germano, da abertura do nosso Santa Isabel.
A primeira companhia qu pisou em nosso ta-
blado, se ni era em tudo completa, preenchia
as oecessidades d cornejo ; o empresario que
entSo a dirigia era um actor de nome, que se re-
comnieudara pelo seu talento e boa vonlade, e
que instaurara ntre nos urna nova poca na
scena dramtica. Entip, como em todoa os lem-
pos, appareceram censuras parriaes, censuras
infundadaa e nao dictadas pelo cenhecunento
d'arle e do sosio : entao, como sempre, o gosto
e o coohecimesrto d'arte ganharsm o pleito.
Esse mesmo actor e emprezario reappareceu
depois, e a mesrna sympatbia e o mesmo con-
ceito acompanharam-no em auas fadigas. Nogar-
se-ha que os adere que elle ha contractado em
diversas occasies tem feito appareeer sempre
um ceno progreseo na manifestado d'arte? Na-
gar-se-ha que, na qualidade de actor, pertencem-
lhe quasi todas ae vezea os loiros do triumpho, e
isto em papis e caracteres diversissimos? Quaes
sao 03 defeitos que se lhe ha notado, como em-
prezario?
-Nao vemos que nenhum se lhe aventaje d'en-
tre lodos qne teem oceupado idntico lugar: e se
algum deleito se Ihd pode notar o querer elle
estudar o gosto e as tendencias do publico, para
marchar de accordo cora elle. Se deleito, po-
rro, se-lo-ha para outros, que nao para nos.
Entretanto, esse homem que o mesmo, que
tem adquirido nome e conceilo, que tem a seu
favor a circumstanea de ser o primeiro restaura-
dor do nosso theatro, ou antes o creador da scena
regular entre nos, e que junta ao merec mema da
arte a docilidade e a atlencao s criticas justas e
animadoras, agora o non plus ultra dopessimis-
mo, e bromou de um dia para outro.
Que fez elle de mo e de intoleravel, como em-
prezario ? trouxe coinsigo actores conbecidos,
apreciados.e applauJidos pelo publico. Oode
est a diTereoca das emprezaa passadas ? Que
contraste existir entre os de"hoje e os de hon-
tem ? Sao quasi todos da mesmi forca e da mes-
rna pleiade*que o publico ji tem reconhecido co-
mo habis e dignos de attenco.
Em que infringi elle o contrato ? em levar
scena a 'robidade, que alguem diz que urna
imitago de cerlo original alheio I....
Boa laia de critica I Excellenle theoria para
censura de theatros I
Aquelles que nao leem rnente romances, mas
que leem alguma cousa mais, saben: ao cerlo o
valor dts'.e argumento. O chamado creador do
theatro inglez, Shakespeare, que o do moderno
theatro, imilou nao pouco dos dramaturgos hes-
panhoes ; e com quanto corresse-lhe as vezes ir-
regular a inspiraco, e tivesse desvos que sao
verdadeiras originalidades, e que lhe valeram o
epitheto de ttlvagem a um presumido critico
francez, e a alguns de seus proprios conterrneos,
foi imitador e nao poucas vezes. Prova-lo-he-
mos, se o quizerem, em dia e hora apretados.
A iuiitaco nao deitou a perder oem a Raciae,
o primeiro autor trgico francez, nem a Cor neille
nao menos celebre.
Ducis que se quiz ebegar ao tal denominado
seleagem da Inglaterra, a quem o proprio publico
inglez alirava chufas e dicterios, poique o nao
comprehendia aioda, nada foi, nada valeu, por-
que se mellen a imilar. Houve urna famosa So-
phonisba de Trissino; mas a de certo autor portu-
gus que a copin, porveolura, em muita parte,
para nada presta ? I O Cato, de Almeida Garrett
de pouquissimo valor, porque muito antes Ad-
disson lembrou-se de escrever o seu Clao A
Castro de Antonio Ferreira fui seguida, aps urna
longa serie de anuos, da Nova Castro, de Gomes :
esta nada, porque o poeta da escola de Amano
tirou alguma cousa s pinturas e aos quadros do
primeiro dramalhurgo porluguez I
Oque releva, entretanto, saber o con-
I'robidade, do Sr. Lacerda, como obra d'arte e
ciSmo lypo dramtico' para a sociedade que a-con-
templa. Depois, mister observa-la em scna, e
apontar as bellezas e os vicios da representarlo,
da, execucao pralica.
Onde so vioj a cnlica illuslrada por esse la
do, e sob estas condicoes?
Correu-se de tropel por tres ou qualro scenas
do drama ; apanhou-se, lalvez urn pensamenlo e
urna palavra, cuja tradcelo nao pareceu das me-
lhores; cruxiQcou-se depois desapiedadamenle
no poste da critica a este ou aquello interprete
d'arte ; e afinal eis a censura formada, e nao ha
remedio seno bater palmas ao Inveni do julga-
dor conscieucioso.
Nao vai por ahi a nossa critica : peccaremos
por tudo menos por isto. Queremos ver em ple-
no publico urna analyso suceulenta e indiciosa :
quatro linhas de expressoes bombsticas, cora
meia duzia de escusados neologismos, podem for-
mar letras, mas nao podem constituir um homem
de Ultras.
*
*
E o nosso programma ; ou, antes, se o quize-
rem, ser a introdcelo do nosso trabalho.
Vamos em caminho aberlo, luz de um publico
respeitavel que nao perdo por ignorante, e alme-
jamos que a critica se levante digna e alhletica,
sera resaibos de meninice, e sem pretences a sa-
bichona.
Respeitamos as conveuiencits, e fugimos s
personalidades : a boa educarlo em tudo ; depois
as armas esto tomadas, combalamos em regra.
Al depois.
Demophilus.
1 votnme livroe e i calas obras de ferro ; f. Harrissoo.
Lcaia amostre*.; a M. Goocalves da Silva.
1 rtsulho dfteee, Sffw-Pilhoa.& C.
1 dito ditaa ; a *alkmann Irmos & C.
9 caixas queijos ; a Soathal Mellors & C.
1 embrulho amoitras; a Arkwright & C.
10 caiiaa queijos; a Mills Latbam 4 C.
15 ditaa ditos; a Tese & Irmao.
1 dita linos, 1 dita papel. 1 dita objectos de
escriptorio; a E. H. Braman.
4 caixa cha ; a L. A. Siqueira.
1 dita obras de laa e do seda 4 a Schafheitlira
&C.
1 dita vestidos e faxendas ; a Falque.
1 dita confeitarias ; a E. da C. Medewos.
1 dita joiaa; a Schamettau l C.
1 volume amostras; i J Ryder Jk C
1 caixa diias ; a Phipp. & C.
1 dita ditas; a E. A. Burle & C.
1 dita ditaa; a C J. Aatley & G.
O brigue nacional Seis Irmoa, viodo do Rio
Janeiro, manifestou o seguinte:
190 pipas vasias, 300 barricas ditas, 85 volumes
ditas abatidas; a ordem.
Abarca nacional Atrevida, vindo do Rio de
Janeiro, manifestou o seguinte :
1,314 barricas vasias, 72 saacos caf ; a ordem.
O patacho nacional Regulo, vindo da Bahia,
manifestou o aoguinle:
7 caixas cobre para forro de navio, 1 barril
pregospara idem ; a Tissel frerea.
5 cascos azeile de palma ; a Manoel Fernandos
da Costa.
9 caixes e 1,409 caixinhas charutos ; a D. A.
Malheus.
330 caixinhas charutos; a Jos Vicente de
Lima.
2 caixes charutos ; a P. & Bellro.
75 fardos panno de algodao, 25 saceos Bo de
dito, 1 dito colla, 50 ditos caf, 24 fardos fumo,
11 caixes charutos, 7 caixas oleo de ricino ; a
ordem.
Exportado.
Dia 30 de abril.
Brigue francez Parabyba. para o Havre, car-
regaram:
Tisset freres, 63 saceos com 357 arrobas e 26
libras de algodo.
Kalkmsnn, Irmos & C, 1000 couros salgados
om 29,415 libras.
Barca franceza Franklim.o para Marseille, car-
regaram :
Rolh A Bidoulac, 800 saceos com 4,000 arrobas
de assucar.
Barca portugueza Corea, para o Porto, car-
regam :
Francisco Rodrigues da Silva, 224 barris com
9,060 medidas de mel.
Reccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1..... 1:271*960
321,000
212,000
COMMEItCIO.
Alfamlega,
Rendimento do dia 1 .
12:712*161
Movlmento da airarulega,
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.. 267
^M OfiT
Volumes sahidos com fazendas.. 65
com gneros: 35
----- 100
Descarregam hoje 2 de maio
Barca portuguezaMargaridamercaduras.
Barca americanaImperador farinha de trigo.
Barca americanaAzeliaidem.-
Patacho nacionalRelugodiversos gneros.
Inipor taco.
O brigue prussiano Alby. vindo de Cardiff.
consignado a Hehry Forster & C. manifestou o
seguinte:
^ 280 toneladas carvio de pedra ; aos meamos.
0 vapor inglez Magdalena, precedente da
Europa, manifestou o seguinte :
1 embrulho joiaa, 1 caixa bichas ; a N. O. Bie-
ier & C.
3 ditos amostras e 1 volume peridicos; a H.
tjibson.
1 caixa chapeos de aol e 1 dita manteiga ; a R.
.Austin.
3 bahus roupas e 2 embrulhos amostras; a
Saunders Brothers & C.
1 caixa plantas, 1 dita rendas, 1 dita publica-
res e 2 volumes amostras; a Adamson Houvie
C.
30 caixas queijos; a Brander a Brandis.
1 embrulho objectoa particulares; a P. F. Nee-
<3ham.
"1 caixa chapeos de sol, 2 ditas casacas e luvas.
2 volumes amoatras; a Joao Keller & c.
1 embrulho peridicos, 2 volumes amostras: a
E. II. Bramab.
2 volumes amostras; a Patn Nash & C.
1 caixa roupa ; a J. Comber.
1 rorume amoalraa; a P. Bastlet.
1 dito dita ; ao hospital de caridade.
1 caixa chapeos; a loo Plectcber.
1 dita espingarda ; a Aley Gollau..
1 dita letras
Santos & C.
1 volume amostras; a James Crabtree & C.
2caitas queijos, 2 barricas presuntos ; a M. J.
C da Fonte.
1 caixa roupa ; a J. Gulleot.
1 dita instrumentos pticos; a R. Browo.
1 fardo joraaes; a C. L. Cambronne.
1 dito livros; a A. M. C. Soares.
101 caixas calcados; a Joaquim Pereira Arantes.
3 ditas msssa de tomates; a Joaquim Correa
2 caixas lrvros ; a Guimariesi Oliveira.
I dita Migado e sementes; a Joaquim de Al-
meida Pinto,
em branco ; a Amorim Fragoso
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1.....2:248*917
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia Io.
Rio de Janeiro20 dias, escuna bollandeza
Maihilde Barbara, de 132 toneladas, capito
B. Cat, equipagem 6 pessoas, em lastro ; a
Rostrom Rooker & C- Veio receber ordens e
segu para Parahiba.
Rio de Janeiro17 dias, brigue nacional Seis
Irmos, de 303 toneladas, capilo Belnciro
B. de Souza, equipagem 12 pessoas, em las-
tro ; a Azevedn & Alendes,
Rio de Janeiro8 dias.barca nacional Atrevida,
de 207 toneladas, capito Claudio Jos Raposo,
equipagem 11, em lastro ; a Jos da Silva
Loyo.
Portos do sul6 dias, vapor francez Exlrema-
dure, commandante Trollier.
Navios sahidos no mesmo dia
Bahiapolaca hespinhola Lince, capillo Izi-
dro Marestany; com a mesma carga que trou-
xe de Barcelona.
Bordeaux e portos eolermedios vapor francez
Exlremadure, commandante Troillier.
03 a. Qi Q. 5" CO o> o. -5 Horas.
o c 5 c s vt es 2 c kthmosphera
es es en P3 TS< P Direcgo. <
o es H i n o 1 Intensidadr. 55
-4 00 o .. Fahrenhtit. s 0
te O 00 t O O :* Centgrado. m M H x 0
O o ~1 A. Hygrometro.
0 e 0 1 Cisterna hydre-metrica.
00 5 00 1 -^ l Francez. > 0
"s 0 0 3 :2 0 10 0 te Inglez. DO H 39 O .
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2*8
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O P3
m h
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5
A noite n
amanheceu.
ublada, vento fresco do SE, e assim
OSCILADO DA MARE'.
Preamar as 8 h. e 54-' da manhla, altura 6 4 p.
Baixamar as3 h. e 6' da tarde, altura 1,3 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 30 de
maio de 1861.
Romano Stepple,
f* teneEnte.
Edtees.
O Dr. Hermogenes Scrates Tavares de Vascon-
celios, juiz municipal da primeira vara da ci-
dade do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Faco saber a quem iuteresssr possa, que est
aberlo e ae acha f uoccionando o consclho muni-
cipal de recursos deste termo.
E para que chegue a noticia de lodos mandei
lavrar o presente que ser publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, tos 29 de abril de 1861.
Eu Joio Saraivado Araujo Galvo, escrivio o
escrevi.
Hermogenes Scrates Tavares de Vaaconcellos.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumpriroento do artigo 7o do reau-
lameuto do collegio dos orphaos de Santa Te-
r.!nri.eaJ tmA Exm- Sr- Presidente da pro-
vincia, de 5 do crreme, manda, fazor publico
qoe no da 6 de junho prximo vindouro, paran-
te a junta da Tazenda da mesma thesouraria
vao a pra;a, para serem arrematadas a Iquem
mais der a renda dos predios abaixo declarados
pertencentes ao patrimonio dos ditos orphaos
N. 1.Largo de Pedro II
salla do Io andar........ 180,000 por anno.
N. 9o.Ra do Pilar, casa
te"e-............ 236.000
N. 96.Ra do Pilar, casa
'e"!-.................. 157,000
N. 97.Bu do Pilar, casa
terrea.................... 161,000 o
N. 98.-Rua do PUar, casa
terrea.................... 224 000
N.99.-Ba do Pilar, ca. '
terrea.................... 167.000
N. 100.Ra do Pilar, casa
te/".................... 162,000
N. 101.- Rna do lar,
casa terrea-........... 181,000 >
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 162.000 >
N. 103.^. Ba do Pilar,
casa terrea.............. 181,000 >
N. 104. Ba do PUar,
casa terrea.............. 172.000
N. 105. Ra do Pilar.
casa terrea.............. 170,000 >
N. 1.Estrada do Parna-
raerim. to............ 500,000
N. 2.Estrada de Parna-
nerlej, Uo............ 130,000 >
N. 8;*JdpP do Rosari-
nho, sitio..............
N. 4.-EsHada-daHirnei-
ra, sitio.................. ;
N. 5.Forne da Cal, silio 8%f00
As arrenalases aerio fean*r lempo da
3 ennoa a contar do 1 de julho de 1861 a SO de
juuho de 1864, t> iob ae eeldjcoe constantes
At ediial de 9 de correte.
E para constar ee mandou afflrar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861. ,
O secretario
A. F. da Annunciaco.
O capito Jas Luiz Pereira Jnior, caval-
leiro da imperial ordem da Rosa e juiz de paz do
terceiro anno com exercieio no primeiro, do pri-
meiro districto da freguezia de Santo Antonio do
Recife, etc.
Faco aabpr a quem convier, que as audiencias
deste juizo continuam a ser aa 2 boraa da tarde
de todos os dias tercas e sexlaa-feiras que nao
forem santos ou feriados, na sala publica de au-
diencias, na ra do Imperador; e que despacha
das 9 horas da manha em diante, na casa de sua
residencia na ra Nova n. 7, srgundo andar, ou
aonde for encontrado. Eu Joaquim da Silva Re-
g, escrivao que o escrevi.
O Illm Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virtude de decisio da junti da fazenda
da mesma thesouraria. manda fazer publico que
a arrematarlo dos predios pertencentes ao patri-
monio dos orphaos, annunciada para hoje foi
transferida para o dia 2 de maio prximo futuro,
devendo os pretendentes apresentar os seus re-
quenmentos para sua habililacao, e de seus fia-
dores at 29 do correte.
E para'constsr se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 25 de abril de 1861. O offlcial da se-
cretaria, Miguel Afforao Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin
cial, em cumprimeoto ao arl. 7 do regulamento
do collegio dos orphaos de Ssnla Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patrimo
nio dos ditos orphaos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea, por anno. .
67 Casa terrea, idem idem .
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea, por anno. .
69 Casa terrea, idem idem .
_a Ra do Vigario.
72 Sobrado de. dous andares e
poranno.......
70 a.K a Ru,Jda SenMla Ve,h- '
79 hobrado de dous andares e loia
n oh? aD"0 -,.......8753OO0
0 Sobrado de dous andares e loja.
por anno........753)m
SI Casa errea, por anno. : 191SOO0
a t.asa terrea, dem idem .
83 Casa terrea, idem idem .
, Ra da Guia.
>4 Casa terrea, por anno
ftt Roa do Pilar.
91 Casa terrea, ijor anno. ..... 16200fi
ya Casa terrea, dem dem .... 1620O0
J Lasa terrea, dem idem .... 1720O0
94 Casa terrea, idem idem .... 253&000
As arrematarles sero fcitas por "lempo de 3
aonos a contar do 1 de julho de 1861 a 30 de
?. i a n 54 e 80b cond'Soes con8t8rile3 do
edital de 9 do corrente.
E para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria provincial de>Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.-0 secretario, A.
r. fa Annunciaco.
loja,
122OfO
81JO0O
20MOOO
i2oro
602SOOO
200SOOO
162SO00
1683000
Declarares.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposfo no ari. 4 do de
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
ubstituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 18610 secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectoi
seguales :
Para provimenlo dos armazens do almoxarifado
do srsnal de guerra.
10 duzias de limas meias cannas de 14 polle-
gadas.
10 toneladas de carvio de pe'dra.
20 quiulaes de ferro inglez em barra de 11]2
pollegada. '
15 qointaes de ferro inglez quadrado de 5i8.
16 quintaes de ferro em vergas de varanda.
10 duzias de limas'chalas de 14 pollegadas.
6 ditas de limatdea de 10 pollegadas.
2 ditas de limatoes de 8 pollegadas.
2 ditas de limatoes de 6 pollegadas.
10 caadas de azeile doce.
4 libras de potassa.
6 airobas de rame sortido.
Quem quizer vender taes objectos aprsente ai
suas propostas em caria fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
malo prximo fuluro.
Sala das sesses do referido conselho, 24 de
abril de 1861.
liento Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Fras Villar,
Major vogal servindo de secretario.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para os recrutas do 9 balalhio de infantaria.
16 bonels.
Para o fardamento da msica do 8o batalhio de
infantera.
135 covados de panno alvadio.
Para a enfermara dos aprendizes menores do
arsenal de guerra.
1 chaleira n. 5.
1 chacolateira grande.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 8 de
maio prximo vindouro.
Sala das sesses do referido conseibo, 26 de
abril de 1861.
Benlo Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre, Augusto de Frias Villar,
Major vogal aervinde de secretario.
Reparticao das obras
licas.
qa h5o de lindar era 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ulri^j. e findo este pravo so po-
dera' ter'lugar a suhstituicSo ou res-
gate com descont mensal e progresi-
vo de 10 prcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.* -m
Novo Banco de PernamHpo,
O novo banco paga o 6' divraendo
de 12^500 por accao.
Aeha-se nesta subdelegada urna trouxa de
roupa, embrulhadaem urna coberta, que foi echa-
da na ra Nova ; quem for seu verdadeiro dono
comparece neste juizo para lhe ser entregue. Sub-
delegada de policia da freguezia de Santo Anto-
nio do Recife 1. de maio de 1861.Villaje,
Subdelegado.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
5.a Recita da asslgnatnra.
Quinta-fe ira, 2 de maio de 1861.
ESTRA DA ACTRIZ
JULIA GOBERT.
Subir scena pela primeira vez nesle theatra
o excellenle e magnifico drama era 5 actos, ori-
ginal francez,
ATORRE
PERSONAGENS.
O condo Murray, com o nome
de John Walker.............. Germano.
Williams Duglas, duque de Ha-
milln, valido de Garlos II.. Valle.
Hulet, bandido................ Nunes.
Toby, ao servico dos Murray.. Thomaz.
Ricardo, ilho do conde e con- '
deca Murray.................. Vicente.
Sydney, gentil homem........ Teixeira.
Bedford, capillo das guardas..
Condessa Murray...............
Clary Murray..................
Alice, sua Ulna.................
Joanna, mi de Toby..........
Um carcereiro..................
Officiaes, soldados, gentis-homens, etc.
O primeiro acto passa-se em Londres em 1849.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto jp
TRIBlLAf\0 E \ENT11RA,
Comecar s 7 .'./ horas:
Leite.
D. Julia Gobert.
D. Manoela.
D. Aona Chaves
D. Carmela.
Campos.
Avisos martimos.
mm
Rio de Janeiro
A. barca nacional Rio de Janeiro pretende se-
guir nestes oito dias, recebe apenas carga miuda,
passageiros e escravos a frele, para os quaes tem
excellentes commodos : trata-se com os consig-
natarios Azevedo & Alendes, no seu escriptorio,
ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
O veleiro e bem conhecldo patacho nacional
Beberibe pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de seu carregamenlo prompto : para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio,
ra da Cruz n. J.
o Rio de Janeiro
pretende seguir com muita brevidade o bem co-
nhecldo brigue escum Joven Arlhur, parte de
seu carregamenro tem tratada : para o resto que
lhe falla, escravos a frele e passageiros, para os
quaes tem excellentes commodos, lrata-3e com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio iua da Cruz n. 1.
Rio Grande do Sul
segu nestes dias o lindo e veleiro brigue Castro
1 por se achar com o acu carregamento promp-
to, e s iccebe passageiros, para os quaes tem
excellentes commodos, e para elles Irata-se com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairo, na
ra da Cruz n. 24, ou com o capito a bordo.
Para a Bahia
Segu em poucos dias o palhabole nacional
Dous Amigos,o para alguma carga que lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deus n 12.
COMPANHIA PEMAHdWANA
DR
publi
Por ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, Oca .transferido o prazo da apresentacao das
propostas para a eenstruccao da nova ponte que
liga o bairro de Santo Antonio ao do Reciie at
o dia 30 de maio do corrente anno E para'que
conste a todos os'pretendentes, por esta directo-
ra se faz publico.
Directoria das ebras publicas, 1 de maio de
1861.
O director,
W. Uartinsaux.
BANGO
DE
Per oambueo.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a eubitituir ou a resgalar as notas
de sua emiisao de i 00 e 200 sem prejui-
xociwpoMtijdorespopraaigdoui mezei
Navegado costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahira para os portos do sul no dia 4 de maio
s 4 horas da larde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dlnheiro a frete al
o dia da sahida s 2 horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
Lisboa e Porto
Vai sahir com a maior brevidade para os portos
cima indicados a nova barca portugueza Corea:
quem na mesma quizer carregar o resto que lhe
falta ou ir de passagem, poder entender-se com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior, ra da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o cepitio Rodrigo Joaquim Correia, na
praca.
Lisboa.
O brigue porluguez Carmorina, capito Fran-
cisco Jos Netto, esperado da Babia a todoa os
momentos, recebe carga e passageiros : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros dt C, no
largo do Corpo Santo n. 4, segundo andar.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiate
Santa Anna : pare carga e passageiros trata-se
com Gnrgel & rmio, na ra da Cadeia o. 28.
COMMHIA nhDIUUliCAlU
Navegacao costeira a vapor
.Parahiba, Rio Grande do Norte, Ha-
cao.Aracaty, Geara', Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga, commandante Moura
sahir para os portos do norte al a Gracia n
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o da 6 ao meio dia. Encommendas pas-
sageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Hattos n 1
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
rios Aranaga Hijo &C, ra doTrapi-
rheNovon. 6.
Para a Bahia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade, tem parte do seu car-
regamenlo prompto : para o resto que lhe falla,
ataj8e com os 8eus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
Para oPenedo.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiate
Beberibe, para carga e passageiros trala-se ns
ra do Vigario n. 5.
Leudes.
LEILO
_. a
Brander a Brandis & C. farSo leilSo
por intervencao do agente Pinto, de 20
caixas com queijos flamengos e 30 quei-
jos-prato, ltimamente ebegados
as 11 horas em ponto
no armazem do Annes em frente da al-
fandega.
LILAO
Quinta-feira as 11 ho
ras em ponto.
O agente Camargo no armazem do
Sr. Annes fara' leilao por conta e risco
de quem pertencer de urna porcao de
caixas de queijos, no mencionado dia
as 11 horas.
LSEJl
No dia 2 de maio.
Evaristo autorisado pelo proprietario far lei-
lao de urna casa terrea sita na ra da Esperanea
n. 2, acabada um anno e a moderna, contendo
2 salas, 4 quartos, cosinha Tora, cacimba, tendo a
casa 30 palmos de frente, com 105 palmos de
fundo, com quintal e um terreno ao lado de 30
palmos chaos proprios, s 11 horas do dia cima
no armazem n. 22 ds ra do Vigario, na mesma
occasiao haver leilao de moblliase pegas avulsas
Quinta-feira 2 de maio.
Costa Carvalho far leilao no dia cima em seu
armazem na ra do Imperador n. 35, por conta
de urna familia que se retira para f ira da pro-
vincia de todos os seus movis e loucas.os quaes
sero entregues sem reserva de prego.
LSIU8
A 3 do corrente.
Joio Baptista Horner, capilo da barca belga
Maria Thereza, pertencente ao porto d'Aovers,
far leilao por autorisaco do Illm. Sr. inspec-
tor da alfaodega, em presenga do Sr. cnsul da
Blgica, por conta e risco de quem pertencer e
por intervencao do agente Oliveira, do casco,
mastros reaes e gurupas, e correnles com fer-
ros, tudo em um s lote e tal qual se acha no
ancoradouro da descarga neste porto, onde foi
legalmente condemnada em consequeocia da sua
rcenle arribada por torga maior, na viagem que
fazia de Sanios com deslino a Hamburgo ; e em
seguida serlo vendidos em diversos lotes, os
mastareos, vergas, relame, cordoalha e mais
pertences da mesma barca.
Sexta -feira 3 do corrente
s 10 horas da manhaa, no armazem alfandegado
do bario do Livramento, no caes de Apollo.
Sexta-feira 3 do corrente
sH horas.
DE
Urna taberna.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimanto dos de-
positarios da massa fallida de Jos An-
tonio Soares de Azevedo, da taberna
pertencente ao mesmo o qual consiste
em armacao, gneros etc., etc., na roa
do Imperador outr'ora ra do Collegio,
as 11 horat no mencionado disi.
AesSFSe litterafos
e feademicos,
Leilao
O agente Hyppoltto da Silva autori-
sado por urna pessoa que se retira para
lora da cidade, fara' leilao de urna ex-
plendida livrana, consistindo em livros
de direito, ditos classicos, historias de
diversos paize e multas otras obras
Sue se tornara enadonho mencionar,
que se affianqa que os referidos li-
vros s5o completamente novos e que se-
rio vendidos ao toque do martello e pa-
ra isto o agente cima convida aos Si s,
hachareis, litteratos e acadmicos para
que aproveitem a occasiSo pois nem
sempre dellas ha vera': eflectuando se o
leilSo quinta-feira 2 de maio as 11 ho-
ras em ponto em seu escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 48, primeiro
andar.
Os livros poderao ser examinados.
LEILAO
Quinta-feira 2 do corrente ao
meio dia em ponto.
DE
Urna casa e 1 negro
em seu armazem
na ra do Vigario numero 19.
PELO AGENTE
CAMARGO
O agente jCamargo far lei-
lao por mandado do Exm. Sr.
Dr. jniz do commercio e a re-
querimento dos depositarios
e curadores da massa fallida
de Joaquim Luiz dos Santos
Villa-verde, de um*-casa ter-
rea na ra Imperial n. 201,
com 25 palmos de frente e um
telheiro no fundo, com um
forno de padaria e soto, e
um escravo de nome Joaquim
pertencente tudo ao mesmo
fallido, que iro no menciona-
do dia s 11 horas em ponto
no armazem cima indicado.
LEILO
Hoje. 2 do corrente.
James Crabtree & C. cantinuaro por inler-
yenc,o do agente Oliveira, o seu leilao de gran-
de e vanado sorlimento de fazendas inglezas as
mais propnas do mercado, e as quaes nao po-
deram hontem expr venda por falta de lampo,
Quinta-feira 2 do corrente
s 10 horas da manhas, no seu armaitm ra da
Cruz do Kecife.
Avisos diversos.
a ~ lu*a;se um grande quarlo no corredor
do sobrado da ra das Cruzes n. 39: quem o pre-
tender dinja-se as lojasdo mesmo sobrado.
n--. ." c.andida. Porlugueza segu para o
Rio de Janeiro. ^
Roubo.
Honlem roubaram da casa do abaixo assigoa-
do morador na Ipiranga, um sellim quasi novo :
o abano assignado pede a quem elle foroffereci-
do que o aprehenda e nao compre, pois nao deve
convir a ninguem por sor seu dono affectado de
morphea ; esperando o mesmo que lhe seia res-
tituidor
Em 26 de fevereiro do correte anno roubaram
ao abaixo assignado de dentro da estribara a
seu cavallo, agora lovaram-lhe o sellim e outros
objectos insignificantes. Nao ha decedjoes por
que o abaixo assignado nao tenha passado.
Ipiranga 1 de maio de 1861..
Franciscm Jos de Paula.
Aos senhores estudantes do
instituto commercial, e em-
pregados da fazenda.
O bacbarel Americo Fernandes-Trigo de Lou-
reiro tem aberto do principio do corrente mez de
maio em diante, na roa do Cabug n. 2, das 7 s
9 horas da noite um curso de francez e geogra-
phla para aquelles senhores (especialmente das.
duas clisses aeima| indicadas), que quizerem a-
prender essas disciplinas, nao querendo frequen-
tar o curso por elle aberto de manhaa, em sua
casa, por ser este ordinariamente frequenlado
por pessoas de menor idade ; sendo alias, para
maior coramodidade dos uesmos senhores, a-
quellas horas mais convenientes, entretanto que
a mensalidade a mesma : 5^000 reis.
Attenc
o,
A mesa regedora da irmandadd do
SS. Sacramento da matriz da Boa-Vista,
convida a todas os nossos raos, afim
de reunirem-se em mesa geral em seu
consistorio no da 5 de maio as 9 horas
da manhaa para tratar de discutir o
nosso cmpromiso afim de ser appro-
vado pela assembla provincial adver-
tindo-se mais que funecionara' a mesa
urna vez que rena o numero que exi-
ge o antigocompromisso que actualmen-
te n<* ^'e' Consistorio da rmandade
do SS. fletera ment da matriz da Boa,-
Vitta i* de maio de 1861.
O Rvm. Sr. Jos Procopio que
morou em Olinda, queira annunciar
sua morada ou dirigir se a esta typo-
graphia.,
Feio do corpo e bonito d'alma.
Roga-se ao Sr. Germano queira levar hoje
scena a comedia cima, om Togar de iripolacao e
ventura, que nada agrado n
Woii saignant*.


DU1I0 DE ttlTAMOCO. QWm fEU* JitOlO M tWl
(>
ARMAMI PROfiRESSO
LaPenlia
O proprietario deste armazem par-
Ucipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sorlimeuto de gneros os melhores que tem rindo a este mercado e por ser parte delles
vnoos porconla propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Mauleiga ingleza perfeitamenle flor, soo ubr.,. em bar-
tril se far algum abamento.
im.ailteiga VrailCea a mai8 D0Ta que ha no mercaij0 vende-ae a 7 rs. a libra.
CLU perol, \\y80H e ptetO 08 melhore8 que ha ne8le genero a 2*500, S| e
1*600 rs, libra.
VUei|OS liamCllgOS chegados neste ultimo vapor de Europa i 1*600 rs., em por-
gan se far algum abamento.
VufclJO SU.1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 6i0 rs. a
libra.
" W5J' prwliO os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 650 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
CaixillUaS COM Uma e AuaS Vibras eleg.Qtemenle enteitadas contendo
diSerentes qualidadesde confeitos, amendoas cobertas, paslilhas etc., etc., o que ba mais
proprio para mimo a 19 cada urna,
kraSSaS mUVlO UO\aS em caiias com u a 15 libr Tende-se nicamente no Pro-
gresso a 2$ cada urna.
liOlaCXnUa ingleza a maig nova qxn ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3$O00 a barrica e a retalho a 240 rs. a libre.
il.HieiX.aS traneeiaS 480r8 a braem porgose far algum abamento.
Marmelada imperial
LrsWa a 800 rs. a libra.
Itatas eom bolacniuhas de soda
differentes qualidades.
ViMflCOlAlC 0 mai8 superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Nia$a de tOViate em nusoe i ijbra> a mais nova que ha no merca
libra. _
reta SeCeaS tffl COndegas de 8 libras por 321500 a retalho a 480 rs. a
Conservas francezss e ingiezas
das em direitura a 900 rs. o frasco.
AAeUva, macar rao e ta\narim
roba por 8*.
Palitos de 4ente lixados em molhos com & macinh08 por jqo rs.
1 OUeiUUO dO LilSDOa 0 ma8 novo que he no merCado a 820 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
Ir reSUlllO multa n0T0 Ten)k_se para acaCar a 40 rs. a libra.
Luoun^s -e patos 0 que na de bom nesle genero por ^^ mun0 0?<)S a ^o rs,
a Ubra.
BaUba de pOtCO rendada a maisatvaque pode h.ver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LataS COm peiXe de pOSta parado da melhor maneira possivel das melho-
res quahdades de peixe que na em Portugal a 1;5C0 cada urna, assim como lem salmao e
lagustinha en latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos -suspiros e de nutras muilas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Feliz, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a lg agarrafa, nozesa 320rs. a libra, errilhas francezas, lructa em calda, azeitonaa
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo tudo de superior qualidade.
ASSOCUQAQ
do afamado Abreu, e de outros muitos fabricantes da
vende-se a I56OO rs. cada urna com
libra.
as mais novas que ha por serem vin-
a 400 rs. a libra e em caizas de urna ar-
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Men doea.
9 O advogado Innocenck) Serfico de 8
@ Ass Garvalho declara que para os miste- 8J|
@ res de su a profisso s pode ser encon- @
@ Irado-em seu escriplorio, ra do Queima- *
do n. 14, das 10 1\2 horas da manha at @
Q) s 3 da tarde, nao podendo ser antes
a) por -estar oceupado nos trabalhos de
@ sua cedeira nc collegio das artes. @
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O done deste estabeleci me ato contina a for-
Bccer comidas pera fra
Agencia dos fabricantes americanos
Greuver & Baker.
Machimas de -coser : em casad Samuel P.
Joteton & C, ra da SenzallaNova n. 52.
D abaizo aseignado ignorando a residencia
do Sr. Antonio Moreira Res, senhor directo do
solo do erigen no Janeo, sito na oomatca do Porto-
Calvo, provincia das Alagoas, roga>lhe que haja
de vir-sua casa na ra da Aurora n. 46, am
de receber a importancia dos respectivos foros,
confrmese acha aulorisado pela foreira do mes-
mo tolo.Fernando Affooso de Mello.
Precisa-se de 2:OQO,000 r. a juros sobre
liypolhoca de um sebrado : quem iver e quizer
fazer negocio dirija-se ra esire-ita do Rosario
o. 34, primeiro. andar, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de.2000,000 a juros sobre by-
potheca m .predio, nesta cidade : quem preten-
der dirija-se a iu< Betta n. 6, a tratar cora Ma-
ooel Jos da Silva Cabral.
- Lava-*e eogomma se coro perfeigio o
mais commodopossivel- na ra di-Senzala Ve-
lha n. 50, segundo andar.
Aluga-sem escr-avo proprio para qualquer
servico : quem precisar dirija-se a ra Direili
Kathias lavares do Almeida faz sciente ao
fespeilavel pirolico c com specialidade ao.corpo
de comrnercio, que desde o 1." de marco do cor-
rete anno deixou de ser soeio da loja de ferra-
gejs da sohre a razio social de Lei'e & Hathias, ficando
todo o activo e passivo cargo do socio Leite, o
Sr, Jaao Leite do Reg Sampsio. Rccife 89 da
abril de 1863.
Atteneo.
a
Maseel Joaqaim Dias de Castro, arrematante
da maesa fallida de Joaquina Antonio Dias d
Castro, epois Castro & Araorico, avisa aos de-
vedores asa ditas ezliocUs firmas, que no prazo
de 30 diasrenhameatisfazer seus dbitos na mes-
mi loja, iioios os quses usar dos meios que a
eilbe faculta. Recife 21 de abril de ltfJ.
LOTERA.
ftabbado pelas 9 horas e meia da ma-
nha, no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio, andarao
impieterivelmenteas rodas da terceira
parte da quinta lotera a beneficio das
obras da igreja de N. S. do Guadalupe
de Oltnda. Os billietes e meios bilhetes
acham-se a' venda na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, na praca da Independen-
cia n. 22 loja do Sr. Santos Vieira, ra
Direita n. 3 botica do Sr. Chagas e no
Recie ra da Cadea loja n. 45 dos Srs.
Porto & Irmo.
As sortes) sero pagas a entrega das
listas. O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
FiMiaa-M de doushomens portuguezes que
sabem UaUlhar com arrocaj : as unco Pon-
tas o. 71.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinha^m, moente e correte, com ca-
a de vivenda de-sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municacao para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olera e sea respectivo forno.cesa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenla a sessenta pesper tarefa com um
parol de cobre eufficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenla carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suicien-
te capacidade, urna destilacao completamente
-montada contigua a casa de caldeira, com um
-alambique de cobre de continuidade, com suis
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariosietro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
rello), com dous couzos tambem de amarello ;
casa de encaizamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caizoes para deposito do as-
eurar, casa do fazer farinha com um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baizo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinla cass'es ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual for o
veteo ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
dae-de pedra e cal, e eom ptimo tnadeiramento.
Sendo o embarque dos geoeros que ezporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de caea ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem (empostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufficieoie. capacidade para
dar estacas para cercar cien has para uso dos for-
nos e casa de caldeira, -e madeira para carros e
reparos que fdr misler fazer-se nos edificios rus-
tico*. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeirae com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nunca-ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhao. de fcil esgoto cuja solo de maseap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que ttm esta provincia. Arrenda-se vendeodo a
safra que existe .fundada para a colheita de 1861,
a findar-se em 1862, sendo avaliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condices e
lempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender, que dever procurar i eu proprie-
tario o coronel .Gaspar de Menezes Vaeconcellos
de JDrummond no sitio de sua residencia no Han-i
guifiJio, que se acba a.casa de vivenda no princi-
pio dos duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoo, e dos Afilelos, de manha at 1 hora da
tarde.
?- Quem precisar de ecsino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiante fora da
praca oungenho, annuncie, ou tratar na ra de
Borlas n. 27.
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta EmaBeipgcA dts Cajvs.
Domingo 5 do corrente, asv 10 horas da ma-
nha, haver reunto da assembla geral, como
determina oart. 19, devendo funecionar a sesso,' Armado de bom em
do conselho as 9 boras do mesmo dia, pelo que
sao convidados os senhores socios e conselheiros.
Secretaria da Associagode Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 1. de m&io
de 1861.
Galdlno Jos Peres Campello.
1." secretario.
O bacharel em direito Jeronymo
Salgado de Castro Accioli transferio a
sua residencia da ra Velha para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30. primeiro andar, onde advoga
perante o tribunal da rea cao e mais au-
ditorios desta cidade. No jury desta ca-
pital ecomarcas visinhas, encarregase
de qualquer defeza mediante razoavel
ajuste. Promette a todas as pessoas que
o honrarem cam a sua confianza tomar
todo interesse as questoes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Attenco.
O abaizo assigoado est resolvido a vender os
engentaos que possue, inclusive o Cunjambu-
caonda ntera, com esaravatura, botada e aoi-
maes de carga, .e mais pertences de um enge-
nho com safra criada, e al mesmo com porco
de assucar feito ; aceita n'esw negocio predios
ipraca; e deixa de mencionar aqualidade do
agenno. por ter elle um nomo conbecido e
Irmado de bom em tudo, e a vista do compra-
dor o desengaar. Quero quier e poder fazei
esse negocio procure na praga ao Sr. Luiz Jos
Pereira Simes, ou no mesmo eogenho
Bernardo Jote da Cmara.
Precisa-se da ama ama ou criada para todo
o serrn interno e ezterno de urna casa ; na ra
Nova n. 23, lerceiro andar (entrada pela Cam-
boa do Carmo.}
4500.
Saceos com 96 libras de farello che-
gado ulttmamente de Lisboa a 4,500:
na travesa da Madre de Dos
15.
UttlM$0
DE
armazem
n.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
83 da ra do Pilar, em Pora de Portas, com ex-
celentes commodos : a tratar ao segundo an-
dar do mesmo.
Precisa-se de urna ama escrava ou
forra para o interior de urna casa de
pouca familia : na ra do Collegio hoje
do Imperador n. 81, taberna.
Vende-se urna mulata muito robusta, cozi-
nha, engomma e faz todo o mais servico de urna
casa ; na ra das Cruzes n. 18.
Tendo tocado ao abaizo assignado na parli-
lha dos bens pertencentes ao vinculo do Paraizo
oesta cidade, o dominio directo dos terrenos fo-
reiros das casas dcscriptas na relacao abaizo de-
clarada, pede o dito abaizo declarado aos emphi-
tenlos senhores de taes casas, que quanto antes
se entendam com elle para trataren) aroigavel-
menle sobre o pagamento dos foros vencidos, e
entrarem em novos ajustes. Os que o nao flze-
rem ticar entendido que se recusara a todas as
favoraveis dispusieres, e preferem os meios liti-
giosos. Ra das Cruzes, casas terreas n. 1 da
ordem terceira de S. Francisco. 3 idero, 10 de
Antonio Braga, 12 de Antonio Francisco Velloso,
13 de Caetanp Carvalho Raposo, 15 de dito dito.
5 de Francisca alaria de Almeida, o. 7 de Jos
Fernandes Bastos, 9 de Jos da Costa Dourado,
17 de Antonio Pereira Braga, 18 de Francisco
Antonio Carvalho, 19 do mesmo, 21 de Antonio
Gomes Leal, 23 de Jos Peres Compello, 25 da
ordem terreira, 26 de Jos da Costa Lima, 8 de
Rosa Candida do Reg, 12 de Joo Baptisla Fra-
goso, 16 de Antonio Baptista Ribeiro, 18 de L'm-
belino Leoncio, 20 do Manoel Gentil da Costa, 24
da matriz de Santo Antonio. Sobrados n. 2 de
Lourenga Joaquina do Sacramento, o. 14 da ma-
triz de Santo Antonio, 4 de Raphael Fernandes \
de Miranda, 26 de*Malhias Jos de Carvalho, 28
de Justino Pereira de Farias, 30 do mesmo Jus-
tino Pereira de Farias, 11 de Joo Jos de Amo-
rim. Ra de S. Francisco, casas terreas n. 7 de
JosCardoso do Reis, 9 do padre Joaquim Jos
Barrcto, 13 de Mara Theodora do Sacramento,
15 da matriz de Santo Antonio, 18 de Bruno do
Rosario, 19 de Augusto Machado de Abreu, 21 de
Joaquim Jos da Costa, 25 de Candida Mara Fer-
reira, 11 de Joo Baptista Fernandes, 34 do pa-
dre Pita Orligueira, 33 do mesmo Ortigueira, 35
de Antonio Jos de Azevedo, 1 do dito padre Or-
ligueira, 17 de Delfloa Isabel, 3 de Luiz Jos da
Costa Amorim, 27 de Severiao Feliz da Cruz, 23
de Mara Francisca de Almeida, 37 de Francisca
Mara do Espirito Santo, 41 de Antonio Gomes
da Silva, 43 de Manoel Joaquim Baptista, e mais
4, todas de a. 45, da Henrique Gibson.
Recite 22 de abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Los.
Os devedores da loja de calcado
de Burle Jnior & Martins, tenham a
bondade de virem saldar os seus dbitos
nestes 15 dias do contrario se entregara'
a urna pessoa para cobrar judicialmen-
te. Faz-se este aviso para nSo haver ra-
zode queixa.
Fozilio Meria retira-se para o sul.
~~~ Vicente Gamargo tendo-se muda-
do da ra do Vigario n. 19 para a mes
ma n. lo, participa a seus amigos e
freguezes que continua com a sua agen-
cia de leiloes e esta' prompto para de-
sempenhar as suas funecoes com a maior
diligencia e energia como agente.
Calcado barato na ra larga do Rosario w 32.
dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Borzeguins de Nantes sola patente a 8 e 8,500
Dito de ditos sola Una a 7 e 8,000
Ditos inglezesprova d'agus 7,500
Botas de bezerro 7,000
Borzeguins de lustre a 6, 7 o 8,000
Ditos todos de duraque 6,000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespontados 8,000
Sapaldes de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baiza de 1 sola cora salto 3,000
Ditos de dito sem salto para dausa 2,500
Ditos'de bezerro de 2 solas 3,500
Ditos de urna sola com salto
Ditos de urna sola sem salto
Borzeguins de lustre para rapazes a
Sapatoes para ditos a 3 e
Ditas de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de se tira branco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeas
Ditos de dilosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3,000
5,000
4,500
3,506
4.000
3,500
2.500
2.500
3,000
O mejor Manoel doNascimento da Costa
Monteiro, D. Antonia Vieira da Caoba, D.
Paula Izidra da Costa Monteiro, Gabriel
Antonio, D. Mara Margarida dos Prazeres,
Jos Joaquim Alves da Silva, Joo Lucio
da Costa Monteiro, D. Paula Gertrudes da
Costa Monteiro e Francisco de Souza Reg
Monteiro, cordialmente agradecem a todas
as pessoasque se dignaran assistir aos l-
timos suffragios e acompanhar at ao ce-
miterio publico os restos mortaes de sua
muito presada sobrinba, fllha, ora, esposa,
rraoa e cunhada D. Anna Perpetua da Cos-
ta Monteiro e novameole convidara aos
mfsmos senhores para que se dignem as-
sisr missa de Rquiem, que tem de ce-
lebrar-se no stimo dia na igreja dos reli-
giosos do Carmo, sabbado 4 de maio, pelas
6 horas da maoha.
Aliene ao!!!
Augusto Cesar Pereira do Meadonca previne
aos aceitantes das letras que vo abaizo mencio-
nadas, e a todas as pessoas a quem possa inteces-
sara presente publicaco, que o annunciante mo-
ve penhora em dilas letras perante o juizo do
Cabo, e .protesta o annunciante ontra toda e
qualquer transarcao que a respeito das ditas le-
tras possa ser celebrada, e promette usar de lo-
dos es remedios de direito contra a pessoa que
nellas Ggura, a saber, urna letra aceita por Anto-
nio Tarares da Silva, ja vencida, da quantia de
27JJ058, morador nesta praga, oora por Joo
Chrissostomo Wanderley da quantia de 280$20,
morador no engenho Muss, outra por Jos Tho-
maz de Gusmo da quantia de 3978020, outra por
Francisco Vicente do Nascimenlo da quantia de
3398672, e duas por Gabriel de Jess, sendo urna
de 124*380, e outra do 682)790, morando os iros
ltimos na villa daEscada.
Recite 27 de abril de 1861.
Jos Joaquim de Miranda, morador na ra
do Sol n. 21, julga nada absolutamente dever a
pessoa aiguma por qualquer titulo ; se porm al-
guem se julgar seu credor, -sirva-se dirigir-se a
sua casa ; era sua ausencia a seus procuradores
nesta prae.a os Srs. Joo Baptista Fragoso e A-
dolp^o Curio ; e no malo a seu mano o major
Laurenlino Jos de Miranda, em Rio-Formse,
que de tolla de sua viagem a Europa Oca sendo
seu procurador getal-era todos seus negocios.
Jos Joaquim de Miranda, sua mulber D.
Antonia E. A. de Miranda e seu ftlho menor Jos,
braslleiros, veo a Europa.
Laurentioo Jos de Miranda, brasileiro, -vai
a Europa.
~~ Antonio Joaquim de Mello divide a frente -do
seu sitio entre as duas pontes da Magdalena, e
vendeos lotes de 33 palmos de frente, e um de
35, sendo? u da .esquina, e todos.com 200 pal-
mos de fundo.
OSr. Francisco Marques .Guiraares, fiador
e principa,) pagador da inquilina Rosa Taereza da
Costa, venba pagar nestes oito dias o que ella
deve. que vai em nove mezes de aluguel se nao
quer vir juizo. e pagar cusas, que pagando ho-
je, lhe ha de ouslar mais do dobro,
Precisa-se alugar urna ama (efenado se
escrava, para o servico de casa de ame peqweoa
(milia : na ra Nova n. 38.
Quem tiver para dispr um cavallo rudado
que sirva para carro, pode lvalo a coebeira que
foi do Sr. Jos Hygioo, defronle de S. Francisco,
e mosira-io ai ao boleeiro Claro, que agradando
se comprar.
Vendas.
Fio de algodo
da Bahia.
Vi#nde-se fio .de algodo da Bahia para torci-
das de velas, pelo prejo de 700 rs. a libra.; em
C3sa de Baslo 4 Lemos, ra do Trapicho n. 15.
Vende-se urna escrava de meia idade, co-
zinha bem o diario de urna casa, lava e vende-
dora ; na ra estreila do Rosario n. 30.
Aos
Srs. tanoeiros
Arcos novos de pao para pipa a 6$000 a arro-
ba : na ra do Brum n. 16, armazem de S A-
raujo.
vende-se urna cocheira com 3 carros e 18
cavallos, tudo no melhor estado possivel, sendo
carros euvidracados e com os melhores caval-
los que se pode encontrar em cocheira de alu-
guel, cuja casa muito afreguezada, tanto para a
pra?a como para o mato, e se far lodo negocio
cora dinheiro vista ; a tratar na ra do Sol n.
37, com Antonio Jos Ferreira Refinador.
Quejos do vapor a 1,800.
Veodem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor a 1800. manteiga ingleza a 800 rs-,
arroz de casca a 3#300 a sacca e 200 rs. a cuia ;
na ra das Cruzes n. 24, esquina da travesa d
Ouvidor.
Loja de
Vende-se ama loja de raiudezas, sita na ra da
Imperalriz. antigamente aterro da Boa-Vista, com
poucos fundos, propria paru um principiante : a
ralar na ra do Crespo n. 21.
Farelo e milho
a 5,500 rs.
taberna da estrella
nu-
Aviso.
No largo do Paraizo,
me.-o 14.
Vende-se urna mulata moga, bonita figura,
sem -vicios e defeiloe, sabe cozinhar e eogommar
bem, cose, corta vestidos para senhora, e faz tam-
bem camisas pe homem ; na ra das Cruzes nu-
mero tS.
Vendem-se duas pretas de 35 a 40 annos,
por preces commodos, sem dafeilo algum e tam-
bera sem vicios, proprae para servico de casa :
na ra das Cruzes n. 18.
Vende-se um mulatinho com 16 annos de
idade, bonito figura, sem vieios nem defaitos,
proprio para um pagera por saber muito bem
montar ac vai I o, e tambem um moleque de 13
annea, bonita pega, um preto moeo de 24 annos
para todo o servigo, tanlo da praga como do ma-
to, um ulatinha acabocolads, com 16 annos,
tamben bonita figura, sem vicios e defeilo al-
gum. e um preto velho proprio para sitio ; na
ra das Cruzes n. 16.
CONSULTORIO
DO
m a s>9 a, wm wmwim9
MEDICO PARTE.ROE OPERADOR.
3 RA DAGLORIA,CASAIMFUWDO3
Cliniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horss. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara a-cidade, como para o eneenhos
a outras propiedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o noine da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annunciante achar-se-ha constantemente os melhores edics-
mentos horaeopathicos j bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.......... .10*000
Dita de 24 dilos.................155000
Dita de 36 ditos.................208000
Dita de 48 ditos................. 255000
Dita de 60 ditos................ 30JMJ00
Tubos avulsos cada um.........:.... 1*000
Frascos de tinturas. : j............ 2000
Manual de mediflina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ........ 6$00
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de fernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paizem muilas molestias, administrando-as em dses ho-
meopalhicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pjeiudicava aos
meus doentes.
D'entre o numero de molestias, que Uve de tratar, urna classe me mereceu muita altenco
tanto pela frequencia com que apparece, como pela morlalidade que aprsenla. Esta classe "de
molestia a-hydropesia.
Tive de tratar de muilas hydropesias, por lodos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondiam a minha espectactiva ; tendo porm conhecimento de nma planta, que havia produ-
duzdo bons resultados em alguns casos, tratei de estudar os seus effeitos e na verdade tive o era-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
Sendo poisas hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que aectam a nossa populacao e que grande numero de victimas ha feito em todos os tempos,
juigo ter prestado um grande servigo a humandade com a descoberta de um agente to poderoso,
que nenhuma s vez me tem falhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados.
ij. -a "c,ts (hydrPesia de ventre) costumam exlrahir o liquido por meio da punego ; mas o
n.?. qtUe 8- exJrave a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
!.?,?? d- ll?u,d0 que conslilue ascilis um meio palliativo com o qual d-se em verda-
i.^X?? Vo d?ente- .mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
o extrahi? repro*IZ COm muit0 manr "Pidez. drecta das operagoes que se repelem para
Quasi sempre a as:itis symptoma da lesao de urna vicera do ventre particularmente do ba;o.
n. i- ?e8uro l'araento das hydropesias pelo novo agente, que nao receio em offerecer-me
para appnca-io com a condiegao de nada receber no caso de nao ficar o doente curado, seja qual
. niUce n L*Jm21 6"90 que a emcacia este remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
ao lllm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, e por cujo motivo lbe tributo o meu sincero agradecimento.
Assim pois quem se quizer aproveitar dos meus fracos servigos se digne de procurar-me em
miaba casa, ra da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do lllm. Sr. Dr. Sabino.
______________ ._ _______ Jos Alves Tenorio.
APPROVAAO E AlTORISACiO
DA
"tmjRmaMr1
CHAPAS MEI61iS
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINA ES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em toda
vincias deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se te
as emfermarias abaixo escriptas, o que seprova com innmeros altestados que existem
seas capazos de disiincgies.
urna
cura rad
sejam in
Feitor.
Precisa-se de unta ama pa-
ra cosinhar e comprar para
casa de urna pessoa s: no
beecodo Padre n. G,primeiro
andar. ___
Quem tircr um moleque de idade de 18a
22 annos, e o quizer alugar, dirija-se a ra da
Alegra n. 44.
*** ae$$s
^Instituto Po e Litterario.f
Amaoba ha sesso sO horas da ma- ,
nhia.
O Io secretario,
Joo Baptista de Siqueira Gavalcanti. S
JprnambucanA,
Domingo, 5 do corrente, s 10 horas da manha,
haver sesso ordinaria do conselho director.
Secretaria da Assocago Typogrfphica Por-
nimbucaca J de mso de 1861.
J. Cesar,
J\ -entorto;
O Sr. ce men lino procure na cidade de Olinda,
na ra Psaso do Caslelhano, em casa de Jos Pe-
reira Cesar, o bah que mandou ao Sr. Sampaio
por um preto.
Aluga-e urna prela para lodo servieo de
urna casa: na ra da Pecha n. 1S.
Precisa -*e de dous trabalhadores de padaria
imassadores e tendedores, e para o mais servigo
tendente ao trafieo : na padaria da ra larga do
RosVio n. 18.
O abaixo assignado faz sciente ao respeila-
vel pablice e especialmente ao corpo do comrner-
cio, que desde o 1. de margo do corrente anno
deixou o Sr. llalhias Tarares de Almeida de ser
socio da loja de (errageos da ra do Queimado D.
20. quo gyrava sob a mo social de Leile& Ma-
thias, ficando a cargo do abaixo assignado proce-
der liquidaco da exlincta firma. Recife 1. de
maio de 1861.Joo Leite do Reg Sampaio.
-- Aluga-se um moleque de 16 annos, esperto
e fiel ; quem precisar, dirija-se a ra nova do
Pires n. 76. defrooto do hospital militar na Boa-
Vista, das 6 horas s 8 da manha, ou de 1 hora
da tarde emdianle.
J. Nascimenlo Lasserre, subdito bralleiro.
vai a Europa.
0 bacharel WITRUV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
aidar, do sobrado da esquina que volla
para a Camboa do Carmo.
Preciaa-se de um feitor com familia para to-
mar conta de um sitio no lugar da Torre, dando
fiador a sua capacidade: na ra Nova n. 17 loia
se dir quem precisa. '
Irmandade do Divino Espirito
Santo, em S Francisco
De ordem de mesa regedora convido a todos os
irmos pra comparecerem em nosso consistorio
no domingo 5 do corrente, pelas 9 horas da ma-
nha, am de proceder-se a eleico da nova me-
sa que deve reger os negocios da irmandade de
1861 a 1862.O secretario,
Joaquim C. da Silva Mello.
O Sr. Luiz Gonzaga da Rocha queira appi-
recer na praga de Independencia til. 6 a 8 que
se lhe precisa fallar antes que se retire para fora
da provincia.
SOCIEDADE
nio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do lllm. Sr. presidente convido os
senhores socios effectivos para sesso de assem-
bla geral domingo 12 do corrente, a qual ter
lugar as 10 horas da manha, no palacete do
caes de Apollo.
Secretaria da Csociodade nio Beneficente dos
Martimos, 1. de maio de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1.* secretario. i
Comalas Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se .
fallivel em todos os casos da inflammago ( cansado ou falta de respirado
exlernas, como do (gado, feo fes, estomago, bajo, rins, ulero, pello, palpilaco de coracao car
gaa, oaos, rysipelas, rneumatismo, paralysia e todas as affecces nervosas, ele., ele lfual
mente para as diferentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas ele., seta qual for
seu tamanho e profandeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extimados. cjn .
radicalmente extirpados, sendo
o
o seu
suppuragao
uso aconselhado por habis e distinclos facultativos.
As encommeudas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicagoes, se as chapas sao para homem, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parle do corpo existe, se na cabeca, pescoco, bra{o coxa, perna, p, ou ironco
do corpo, declarando a eireumerencia: e sendo inchacSes, feridas ou ulceras, o molde do seu ta
manho em um pedago de papel e a docJaracao onde exislem, afim de que as chspaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicages e tambem de todos os accesso-
ios para a collocagao dellas. au*>ao-
Consulte as pessoas que a dignarem honrar com a sua confiaba, em seu escripiorio ou*
se achara abarlo todos os das, sem excepcao, das 9 horas da manha s 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Kli_______
C EM HMNAIIBttO
Rut do Queimado botica u. 15.
.



DIARIO JM WmUUCQO -t QWTTk RIBA fM MAJO 0t llttv

Na livraria n. 6 e 8 d pra Independencia precisa-te fallar ao Sr.
Ulisses Cokles Cavakanti de Htlo.
Precisa-se de urna ni que saiba cozinhar
e fazer todo o servijo do interior de urna casa :
na ru do Livrameoto caaa o. 80, 2 andar.
Firmino Jos daOliveira, mudou-se para
o 2 andar do sobrado do pateo do Limmento
n. 31.
=1
M. J. Leite, rga a seus de ve-
dores que se dignen mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Avise ao publico.
% abaixo assignado, morador no termo de Cim-
bres, da comarca do Brejo da Madre de Dos,
scieo tfica ao publico que ninguern contrata oe-
gocio algum de compra com a escrava Juliana,
crioula, pertencente ao casal do finado Joo Tho-
maz de Albuquerque, por ao aehar sua viuva D.
Rlaria de Siqueira Cavalcanti responsavel pela
quaota de l.OOOgOOO que aquelle finado se obri-
gou para com o abaixo assignado, como tudo
consta do documento que existe, nao so porque
ainda se nao procedeu a inventario nos bens dei-
xados or aquelle finado, como porque esses
poneos bens deixados teem sido vendidos e con-
sumidos, restando somonte essa escrava Juliana,
nico bem que pode garantir a essa divida de
1:000$ a que lem direito o abaixo assignado, na
qualidade de procurador do maior Antonio dos
Santos de Souza Lelo, na queslo que sustenta
contra alguns dos herdeiros da finada D. Hara
dos Prazeres Cavalcanti, sendo tambem o abaixo
assignado, por parle do seu constituinte, cessio-
nario da mor-parte das cotas hereditarias nesse
mesmo inventario.Pantalio de Siqueira Caval-
canti Jnior.
C. Starr, subdito britnico, faz urna viagem
pra fra do imperio.
Una jessta de Portugal, desda, sa-
ber se anda existe Dr. Jes Coelho
de Olivara, que tatr'ora resida no
Cabo on Escada, em om eageuho, afim
de lae conraunicar noticias de urna ke-
ranca qoe lhe pode tocar par norte de
m 'tapeste: a deiiar exalfeactt bi
livraria ns. 6 e 8 da praca da Iadepea-
dencia, con o subscripto*Alaba.
Calvicie.
A ulidade dpomada in-
diana nio ad da {azar nas-
cer os cabellos mala tambem
da dar-lhea forca para evi-
tar a calvicie a nio deixa-
los embrftnquecer la o cedo
como quando ella nio (or
applicada ; alem disto, sen-
do aua composicio formada
de subalancias alimentares,
a absopeo pelos poros nao
Depsitos, ra do Imperador
a. 59, e ra do Crespo n. 3.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Al?es Guimaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lhe ven ha m saldar suas COn-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem serao entregues a
leu procurador para cobrar judicial-
mente, azemos esta observacao para
que ninguern se chame a ignorancia.
pode aer nociva.
SOCIEDADE MNCAIIA-
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia
Os senhores socios commanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na
Aluga-se
a loja com arrselo aa asa da ra Direita n. 87,
mado n, 46.
O bacbarel Joio da Costa Bibeiro Machado
toa* escriptorio da adveoaeta na roa 4a Queimado
a. 06, onde poda aer procurado das 9 a 3 horas
da tarde.
Precisase de urna ama, preferindo-se ea-
erava ; na asteo do Tarca a. 26. .
ca'
zo de 15 OO
1861.
ao anno. Recife 2-2 de
ra-
abril de
sobrado
a tratar
da
na
Aluga-se a loja do
ra da Imperatriz n. 38 :
mesma ra n. 40.
Aluga-se um terceiro andar e soto n'uraa
dis melhores ras do bairro do Recife ; a tratar
na ra da Cadeia n. 33, loja.
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizon. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se ochava
estabelocido na ra larga da Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a receber scra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmos aejam vendidos com promp-
tido, afim de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre para vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
II O abaixo assignado taz sciente
e> a todos os seus amigos e aquelles
[ que o quizerem honrar com a sua
coo/unca,que elle tem estableci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procuia-
rado desde as 10 horas da manliaa
ate as 5 da tarde dos dias uteis.
; Eduardo de Barros Fulcao de
ff Lacerda Cavalcanti de Albuquer- ||
ASSOCIAQKO
DOS
Artistas alfaiates.
De ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios desla associago para domingo 5 de maio
se reonirem na sala das sesses, 5s 10 horas da
mauhaa, afim de proceder-se a eleigao do con-
sellio administrativo.
Secretaria da Associaco dos Artistas Alfaiates
28 de abril de 1861.
Antonio Macario de Assis.
Io. secretario.
Estabeleciment de carros fir-
nebres Ho pateo do Paraizo
ii. 10, do abaixo assignado.
Ghegou a este estabeleci ment ura
riquissiino panno de velludo preto, bor-
dado e guarn-cilio de ouro fino verda-
deiro, para enterros de primeira ordem.
Existem carros fnebres para anjos,
donzellas e defuntos, entre estes um to-
do preto decentemente guarnecido.
Tambem se fornece todo o necessario
para qualquer enterro ou officio, sem o
menor encommodo das partes, com as-
seio, promptidao e presos commodos, a
qualquer hora do dia e noite no mesmo
estabelecimenlo ou no mesmo pateo lo-
ja dosobrado n. 15 e sobradon. 18.
Jos Pinto de Magalhes.
Pede-se
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabug' n. 1 B, a negocio
que nao ignora.
t Sendo presentemente
Santos Yieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-nprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Quem precisar de urna criada portugueza
ciiegada ha pouco, procure na ra do Rosario n.
o4botica.
Na ra das Aguas Verdes n. 86,1 andar,
precisa-se de urna ama que saiba cosinhar.
Aluga-se aloja da ra Direita n.9 : a tra-
tar na ra atraz da, matriz da Boa-Vista n. 36
sorti ment de ca-
sortimento de cai-
sor ti ment decai-
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiSo dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaes, tudo com a superiori-
g dade e perfeico que as pessoas entendi-
H das lhe reconhecem.
H Tem agua e pos dentifricios etc.
Arrenda-se o engenho Caslor por preco
muito commodo. de boa prodcelo, na freguez'ia
| de Senohaem, distante legoa e raeia da via fr-
rea ; a tratar no escriptorio dos Srs. Leal & Ir-
mao, na ra da Cadeia. a

Trocase
por moeda correnle as notas geraes
dos padrdes seguintes:
Brancas de 1$ com urna figura.
Ditas de 5-5 com urna dita.
Rdxas de 50$.
Brancas de 500$.
Verdes de 600.
E mais : notas do banco da Bahia
de IOS rs. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
un
~,o ),'se comprar urna escrava crioula de
14 a 18 annos de idade que seja prendada e sem
victos, preferiodo-se que tenha estado em casa
de_ familia : a tratar no escriptorio de Amorim Ir-
maos, na ra da Cruz n. 3.
Der advocat Cicero Peregrino faehrl
fort seine dintale zu bedienen, in sei-
nem Comptoire Queimado Strasse n. 86,
wo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
raittags 3 Uhrzu sprechen sein wird.
^p O bacbarel Cicero Peregrino contina M
^rg a advogar no seu escriptorio na ra do L
3g Queimado o. 2*, primeiro andar, onde
Sg? pode ser procurado das 10 s 3 horas da
j& (arde.
a Cicero Peregrino, bachelor of law#, m.
X ""y be consulted on mattera affectiog *
A bis proessioo at bis tffice, o. 26 ra do
* Queimalo 1 st. floor, daily from 10 at 3
o'clpck.
i. Hunder, alfaiate, na ra Nova n. 69, avi-
sa ao publico progressivo e aos amantes das
molas do bello trajo, que encontrar um bom
sortimento de fazeodas novas e modernas pro-
Pk p" C3Sacas. cslQ8s e colleles, com os me-
lhores ofticiaes, que se pode servir aos freguezes
com prqmplidao; e urna machina de costura
i
STAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
g Roa da Imperatriz numero 14 f
- Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
I Retratos em todos es-
tyloft e iivn\Hn\vos.
I Pintura ao natural em
oleo e at\oare\Va.
Copias de dagmeneo- |
tyno e outros aTte
factos.
I A.mbrotypost
PaisaKens.
9
m
m
s
:
L' avocat Cicero Peregrino centraue h
lere/r Ia. Pfi. u do Queimado,
2b, 1. tag, ou j'oa ^4 teifotiver
lous lesjours didii trois hewea.
Paul
aul c*3tfP
de Janeiro.
O abaixo assignado
previa a todas as pesaoaa que se acham a dever
na sua taberna da ra da Roda n. 48, que nao
paguea e* wws dbitos senao ao seu cairero ora
existente, ou a pessoa habilitada com procuraco
do abaixo assignado, visto nella nao ter mais ge-
rencia alguma o Sr. Maoeel Jes da Silva Piaen-
tel, que alem de nao ter prestado coolas, levo*
comsgo os litros do estabeleci meato. Reeife 21
de abril de 1861.Victorino de Almeida Rftfcelle.
Preciea-se de urna ama forra ou escrava,
Mfa caaa de pouca familia ; a tratar na ra das
Cruzes o. 18, segundo andar.
Preciaa-se de urna ama-pata cozinhar em
urna casa de pouca familia, pagase bem : em
bamo Arnaco, paasaado a fundico do 8r. Slarr,
tua do Lima o. I.
~ Cte^isa-S atufar urna pwta qu aaiba o-
xlnhar, aogommar oozer: na raa d* Aurora .
sutes fi faca o Ra J 4, a vallar paca a ha dos tatw, eotao da um
andar.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano *
O artista americano
Tira retratos por('3#
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
. Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de <
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um
xinhas novas
Tendo recebido um
xinhas novas
Tendo recebido um
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salioda ra do Imperador
No grandesalao daruado Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento decaixas,qua.
dros, aparatos cliimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande f orneamen
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na artr
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempse prompto sob condtcOes muito
razoaveis.
Os cavalheirose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima fica anunciado.
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
yel publico em gerai, que nio fa?am negocio nem.
transaegao alguma com letras, escripturas publi-
cas e outros quaesquer documentos que appare-
caro escnplos por seu fllho Theophilo Alves da
Silva, o com assigoalura aua, por que todos sao
taisos. E como lhe consta que existem, desde j
protesta pelos meioslegaes proceder contra quem
os possuir ou apresentar. E para que nao pos-
sa allegar ignorancia ou outro qualquer motivo
faz o presente aononcio. '
Rosendo Alves da Silva.
Recife, t de maio de 1861.
Na saxta-feira 3 de maio prximo vindouro
a ultima prega pelojuizo municipal da 1' vara'
(lo civil, de urna casa terrea na ra da Roda n
B, cora duas salas, 5 quartos, cosinha fra, quin-
tal pequeo com porto; com um sobradinho
que deita para a ra dos Patos, com duas salas
oous quartos, cosinha e cacimba com pequeo
quintal, e porto, avuliada na 5 parte, tres con-
los e duzeutosmil ris, e sua renda annual de
quinhenlos e quarenta mil ris; quema preten-
der pode ir correr.
Offetece-se una ama para casa de pouca fa-
milia ou de homem solteiro : para tratar na ra
daMangueira n. 32.
Deseja-se fallar com o Sr. Joaquim Cle-
mente de Lemos Duarte : na taberna da ra da
imperatriz, que faz esquina para a ra do Hos-
Na ra Eslreita do Rosario n. 26, ha para
aiugar-se um moleque coslnheiro, copeiro e com-
prador.
Antonia Marlins de Caslro, portuguez. vai
ao K10 de Janeiro.
- OsSs. accionistas da companhia
Vigilante de reboque sao convidados
reunir-se em assemblea
diuaria no dia 3 do
da, em casa dos Srs. Henry Fotster 4
C, ra do Trapiche.
da Cadeia do Recifo n. 19.
Caixeiro.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos
para caixeiro de taberna e que d fiador de sua
conducta ; para tratar, ns ra do Codorciz n. 12
taberna. '
O abaixo assignado faz publico que nesta
data deu sociedade em sua taberna sita na ra
das Cruzes n. 24,80 seu caixeiro o Sr. Antonio
taelano Marlins Marques, cuja sociedade serco-
nhecida sob a razio social de Pereira 4 Marques,
que fica obrigada a lijuidacao do activoe passi-
vo da firma do abaixo assignado. Recife 27 de
abril de 1861.Custodio Coliseo Pereira Jnior.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar,
para urca pessoa ; na ra do Hospicio n. 82.
A pessoa que achou urna porsao de roupa
suja embrulhada em orna coberta, que cahio do-
mingo passido de cima do mnibus, no camioho
do Gachang. pode entregar ao beleeiro do mes-
mo. que ser recompensado.
Aluga-se um terceiro andar e sotao, com
boa coznha, forno, etc.. em urna das melhores
ras do bairro de S. Pr. Pedro Goncalves: a tra-
tar na ra da Cadeia n 33, loja.
Aviia-se ao Sr. Joao de Barros de Arauio
Pereira que at o dia 15 de maio mande retirar
duas vaccas que deixou no sitio nos Afflictos e
ceso nao o fe^a seo botadas em deposito '
Arrenda-se o engenho Peres, com 'safra e
sem ella, e tambem se vende : a fallar cora o
lenente-coronel Manoel Joaquim do Reg Albu-
querque
CONSUTORIOSPBCULllWliePATBICO
DO Douioa
_ SABINO O.L.PINHO.
Ruade-'Sutto Amaro (Mundo
\ Novo) n. 6.
ConsalSaB todoi M #m utoU deeda aa 10 horas
at meto da, aceren das seguales molestia* :
mofentat duimulheret, moJetliat dat crian-
eat,molutia$ da ptlle, molttliat doi olhot, mo-
Imliat $yphiliticat, todas at ttptciu de febres,
ftbret intermitientes e suat consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa, in-
faIliveis em seus effeitoa, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino eo
nicamente vendidos em sua pharmacia : todos
que o forem fra delta aio falsas.
Todas as carteiraa sao acompanhadas de om
impresso con um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na liata dos medicamentos que se pe-
de. As carteiraa que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sio falsos.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na raa da Impe-
rarriz a. 12 loja^____
Vendas.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, moino-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s se eneontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
KEL0610N.
geral
correte
extraor-
ao meio
i
#1
Veneravel coafra-
rla de Santa Rita de
Cassia.
^f *<* /eedora dt venaravel confraria de
ota Rita de Cassia convida a todos os seus cha-
risaimos irmaos para que a dignem comparecer
no da 5 do correte mea, petos 10 hora, dama"
nnia, no consistorio de raes na coofreria afim
de se elegera nova mesa que tem de recer em r
anno de 1861 a mi. Colatorio daTeJ^
confraria de Santa Rita de Cuasia em 1." de maio
de 1881.O escrivSo,
Jlo Pedro de Jess da Motla.
A secretaria do com mando superior da mar-'
da nacional deste municipio funeelona d'ora em
dame no 1 andar do sobrado do pateo do Livra-
aento o. o.
Vende-se em casa de Saandres Brothers & C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricante Roskell, por presos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrho a l^fOOO o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novsa e bonitas
luva pretas de torcal com vidrilho a 1& o par ;
a ellas, antes que se acabem : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de if e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de ama s figura
por metade do descont que exe a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo 4 Mendos, roa da Cruzo
o. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja-da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova reroessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quanlos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirera ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas do mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para caedieiros.
J chegou este gaz tao procurado, bem como
um completo sortimento dos caodieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos : na ra
da Imperatriz n. 12. loja de Raymundo Carlos
Leite&Irmo.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.vendem-
se por presos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille pra homem e menino a 3$500
corles de caseraira de eores a 3JJ500, pegas de ba-
bados largse transparentes a 3#, pegas de cam-
braia lisa fina a 3$, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores esenras e claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 2i0, organdys
muito fino e padrdes novos a 500 rs. o corado
pecas de entremeios bordados finos a 1#500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
2*9, paletots do panno e caseraira de 16 a 209
dita de alpaca pretos de 350O a 7g, ditos d
brim de 3 a 5#, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim d cores e
brancas de 2500 a 5. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 59
cortes de cassa de cores a 2*(, pegas de madapo-
lo fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendasque se vendero por menos do seu valor
oara acabar
E afeites de grade.
A loja d'aguia branc recebeu novos e bonitos
enfeites grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 49 cada um ; na ra do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu utn novo sorti-
mento de las de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a 7j a libra, o que em outra parte saaio acha,
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado o. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e booeca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competante bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para theairo, baile,
etc., custa cada caixinha 2f, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 fi
acaba-aa de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, aberlas e
lavradaa. de lindos padrdes, que se vende por
proco multo em conta, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para calos
cintoe com flvela preta pmprios para to, luvas
de torgal com vidrilho nuil* ovas a lftOOo itr .
ditas sem vidrilho -SDO ra., ditaa de aada enfei-
tadaa com btoo e vldtilho a tp : isto s se veadW
na aguia de ouro a. 18,
Superiores mantTete:
Vendena-aa superiores manteleta* pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo preco da Ka
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa 8. '
Pechincha a 3000.
Vende-se bolachinha iogleza muito aova, bar-
ricas com 24 libras; no armazem do Annes, con-
fronte a alfandega n. 7 B.
VELS
DB
cera de carnauba.
Vende-se a 13 a arroba, e a 440 rs. a libra : na
ra da Rod n. 48, sobrado.
Relogios.
.Vende-se em casa de Johnston Palor dr C,
ra do Vigario n. 3 om bello sortimento de
relogios de ouro, palela ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
mt Tariedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Para o baile do dia 4.
Cassino Militar Pernambucano.
Enconlram-se as bellas botinas de setim branco
para senhoras: na loja do vapor na ra Nova nu-
mero 7.
Vende-se um preto de bonita figura : na
prar;a do Corpo Santo n. 17.
Vendem -se seis nonas partes de um sitio
com casa de vivenda. na estrada do Parnameirim
junto ao sitio do Sr. Francisco Guedes de Araujo :
a tratar ne ra do Queimado n. 18, segunda loja
riodo do Rosario.
Vende-se urna taberoa a dinheiro vista
ou a prazo, bem afreguezada'; quem pretender,
dirija-so a ra Diieita n. 31, que achara com
quem tratar.
OS MISTERIOS
DA
CDADE DA BAHA
ras
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o 1. volume na livraria ns.
o e 8 da praga da Inlependencia a 1#000.
- Vende-se a barcaca Aura-Vapor, ae car-
ga de 700 arrobss, e navega na barra do Suape :
quem a quizer, dirija-se ao tenente-coronel Ma-
noel Joaquim do Reg Albuquerque.
Arcos para salas balo.
No armazem de fazendas de Joo Jos de Gou-
veia, ra do Queimado n. 29, outr'ora27, vende-
se a 160 rs. a vara.
Farello de Lisboa.
Farello de Lisboa muito novo, vende Jos Luiz
de Oliveira Azevedo, em seu armazem na tra-
vessa da Madre de Dos n. 5.
Sanas -m smwsmxixesnn
i*i-Ai2M
Parece incrivel chapelinas de seda para
senhoras de melhor gosto possivel a 12$
para acabar : na loja de Guimares &
Villar, ra do Crespo n. 17.
mimmmm ewananeiesKgHM
Nova cartilla.
Acaba de sahir dos pelos desta typographia
urna nova edicao da cartilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga cartilba do ebbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e ezcellencia da
impressao, do a esta edicao da cartilba urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ae vendem poi
precos mui razoaveis.
A loja da ba-f
na na do Queimado u. 2ft
esta muito sorlida.
e vende milito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1J000 e
19400 rs. a Tara; dito pardo muito superior a
15200 a rara; gangas francezaa muito finas de
padrees escures a 500 rs.; riscadinbos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o ao-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 11600;
ditos de brim de linho de cores a 2$ rs.; breta-
nha de lioho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
peca com 80 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia braacos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo eom bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
Ioa29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinhalro a
vista: na ra do Queimado o.23, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, am sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pesas de bretanha de rolo eom 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, colleta e palitots a 960 rs. ocovado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a rara, dita lisa transparente muito fina a 39
49, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 58 68 a peea,chitas largas da modernos o
escotbidos padrdes a 240, 260 e 280 rs. o co va-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 a 8, ditos bordados eom duas palmas, fa-
zeada muito delicada a 99 cada am, ditoscom
urna s palma, moito finos a 89500, ditoslisos
eom franjas de seda a 59, lenjoi de cassas com
barra a 100, 120 e 180 cada um, meias moito
finas para senhora r 49 a duzia, ditas de boa
qaldade a S e 89500 a duzia, chitas fran-
eazas de ricos desanos, para eoberta a 280 rs.
o aovada, ahitas aseara* iaglesasa 5*900 *
paea,a a 160 rs. o aovado, brim branco4a paro
linho a 19, 19200 a 19600 a vara, dito preto
muito encornado a 19590 avara, brillantina
azul a 400 rs. o aovado, alpacas d diferentes
cores a 380 rs. o vado aajamiras pretas
finas a 21500, 39 a 99500 o eovaoo, cambraia
poata e da salpico 1800 rs. a vara, a outras
Mitas fazendas que sa fari patente ao compra-
tor( a da todas se itrio amoitru eos panaor,
Jouvin.
Veodemse as melhores e mais fresoao luvas
de pellica de Jouvin que se podem desojar, por
terem sido recebldas pelo vapor francos, aendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado'n. 22.
loja da boa (.
a ~-yend,e-,e confronte ao porlio da fortaleza
oaa Unco Pontas o seguiote : carrocas para boia
e cvanos, carrinhos de trabalhar na alfande.
ditoe de mi, torradore de caf com fogio, do-
Dradicas de chumbas de todos oa lmannos, e
bem assim rodas de carrocas e carrinhos, eizos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s offlcinai de ferreiro e carapina. e alu-
gam-ae tambem carrocas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimento de banhas, estrados, oleo)
para cabello, opiata, sabonetas, ec., etc., e conj
uso a estimada banha, fluido napolilain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com tampa
de metal. Essa banha por sua auperioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, j bo-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
vendida a 2500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. lo.
Machinas de vapor.
J Rodaso'agua.
a> Moendas de canoa.
Taizaa.
9 Rodas dentadas.
0 Bronzes e aguilhes.
a) Alambiques de ferro. .
% Grivos, padrdes etc.,"ate:
S Nafundicode ferro de D. W. Bowmanj
9 raa do Bram passando 'o cbafariz. m
9999999 9999999 99 94999
lelogios
Suissos.
Km casa de Schafleitlln & C.rua da Cruz n;
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogioa de algibeira horisontaes, patentea,
chronometros.meioschronometrosdeouro'pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suiasa, que ae
vandero por precos razoaveia
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por procos razoaveia. .
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
LuYas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezaa, tintas segaras, a 220
rs. o corado, ditos estreiloa com muito bom pan-
no a 160 rs. o corado, casaos de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de bretanha de rolo a 25,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo da
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covsdo, fil de linho preto com sal-
Pjco a lfl400a vara, luvas de torcal muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Franjas de torzal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os precos sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 18200 a 3SO0O a vara ; oa ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr um bello e
variado sortimento de franjas de seda de differen-
les larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
a -ni meio Palmo' aos Preco de 500 rs. a
2#o00 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n. 56, ra da Imperatriz
outr'ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
das que faz admirar! I I chitas essuras cores fixas
a 160,180 e 200 rs. o covado. ditas rancezas a
f i!' 260 e 28 COTado, la para vestidos a
320 o covado, chales estampados a 2J700 cada
uro, pecas de cassa para cortinados a 2500. ditas
de cambraia para forro a lgfjOO, ditas Qnas para
vestidos a 23500. 3,3500. camiss para senho-
ra, gollinhas e punhos muito finos e iutremeios,
e tiras bordadas, tudo isto por barato valor.
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
A 200 rs.
Gravatmhas de frooo para meninas; na ra do
Crespo n. 16.


ai
DUWO 0% WIAMBOGO. OUIKTA ftAAAM^ I.



grande sortimento.
45 Ra DireHa 45
QMlwri aj*TMlinda-pniMfcoea, que
nae acocare animar esta utatwteciateoto man-
dando comprar urna botina da goato? Qual a
mai de familia, prudente e econmica que Ihe
nao d preferencia fel nulidad e prego? Qual
o oavalheiro oo rapaz do positivo, que nao qaei-
re comprar por 8, 9 e 10, a aleado que em ootra
parte nao vendido se nao por 10, 12 ou 14 r
attendam ;
Senhoras.
Botinas eom lago [JoIj] e brilhantina. 59500
com lago, de lustre {superfina). 59500
> cora lago um pouco menor. 50000
sem laco superiores..... 89000
aem laco nmeros baixos. ; 49500
sem U50 de Or. ...... 49000
Sapatos de lustre. : 1*000
Meninas.
Bolinu com laco. ...... 4$400
sem laco......... 49000
z> para mangas de 18 a 20. 89500
Homem.
(Nantes) lastre. .:.... 10J000
[Fanien) couro de porto inteirissas 108000
(Fanien) bezerro muito' frescaes. 9$500
diversos fabricantes [lustre). 98000
ioglezas inteirissas..... 98000
gaspeadas. .... R500
prova d'agua. 8#500
Sapa teles.
Nantes, sola dupla. ...:;. 5*500
urna sola. ......... 59C00
para menino 4$ e..... 38500
Meio borzeguins lustre....... 6*000
Sapatoes lnatre.......... 5*000
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa finos.....2*000
Francezea muito bem feitos.....1*500
Alem disso nm completo sorlimento do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro cordao para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
2erro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, taixas etc., ludo
em grande quantidade e por precos inferiores aos
de outrero.
Rap.
Vende-se rap de Lisboa, rolao francez, Paulo
Cordeiro, grosso, meio grosso e fino, e Heuron,
todas estas qualidades vende-se tanto em libra
como a retalho, na ra larga do Rosario, passan-
do a botica, na segunda loja de mitidnzas.
Cape lias fina* para no ivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6* e a 88, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
5t59Ci SiWiSiSSiS GiG9i5!35
Mili
A fama Irinoiplia.
0 bapateiros da loja
Encyclopedica
Grande'peehiacha.
Pakseft ie*lt*a preta e de tr a 3*500. dito*
forrados a 4#,diioa de merino preto, (atondas de
18 a 108, calcas de todas as qualidades, camisas,
ceroalas ; na loja de fazendas da ra da Impe-
ratriz n. 48Janto a padaria franceza.
4' PRIMAVERA
C-Raa da Cadeia do Recfc-1(
LOJA DE M1UOEZAS
t*
Fonseca< Silva.!
Agua do Oriente a 1*880 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
2*. dita de Cologne a 2*800 e 48 a gar-
rafa, filis de velludo abertaa de todas
as larguras por precos baratissimos que
vista das amostras se dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentes qualidades, be-
toes para punhos de bom Rosto a 320
rs.,bengalas superiores del* a 1J800
cada urna, apparelbos de eh para brin-
quedos de enancas a 1, 2,8 e 4*. ditos
de porcelana proprias para duaa pes-
soas a 68, jarros com pomada par a 3*,
pomada em vidros de 800 a I* nm, tin-
teiroa para trazer oo bolso a 400 rs um,
caixas transparentes para rap ama 320
re., ditos muito grandes a 500 rs ade- i
recos dourados a 1*. luvasde seda para i
homem e senhora a 800 rs. o par, esco- ;
vas finas para roupa a 1* urna, ditas <
com espelhos a 800 rs., pukeiras de
bom goato a 2*500 o par, figuras com
tinteiros e arieiros um 500, 800 e 1*,
ricas caixinhas de vidros com espe-
lhos contendo perfumarlas a 2*500 cada
nma, meios aderecos pretos a 800 re.,
marcas para cobrir a 80,100,120 e 160
rs. a groza, sabo leve a 160 rs. uro,
pentes de massa em caixinhas a 600 e
800 um e a IgOO dos virados, lapes
massa aaul e eoearnado a 320 a duzia,
canelas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparinas a 600 re. a duzia,
botes de todas as qualidades para col-
letes a 240 re. a duzia, lavas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
re. o par, botes de louga para camisa
a 160 rs. agroza e de cores a 240 re.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a 1*200 a dnzia, pecas de bico de
J0oT" de 600. 800. 1*. 15200, 18600,
1*800 e 29 a pega, macass pero la a
240. rs. o frasco, sapatinhos de la a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do lamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 18 cada um, ditos do chili a 45 cada
uro, sapatos de tapete para homem e
senhora a 1* o par, ditos de pelucia a
1*500 o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabonele a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bemeomo muitosobjectos mais
baratos doqueem outra qualquer parte.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se grosdenaples preto pelo baralisai-
moprego de 11800 e 2* o covado: na ra de
Queimado n. 12, loja do boa fe.
AltfOOO.
Gravatai pretaa de setira : na roa do Queima-
do e. 92, loja da boa f.
'! u" '.
.- !- -'!"-' '
{7
JMHftBGlA
Di
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.\
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas depa-
lha e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, ahidas de baile,saias a balao de di-
versas qualidades, saias bordadas de to-
das as qualidades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitos e finas, enfeites de
diversas qualidades para cabeca de se-
nhoras, espaitilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para homens
paletots, caigas, colletes, chapeos, cami-
sas, seroulas, meias, gravatas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo
Vendem baralissimo.
Quem duvidar v ver
Quera duvidar v ver
Quem duvidar v ver.
Levem dinheiro
Levem diuheiro
Levem dinheiro.
ua para vender-se urna escrava com idade,
que sabe cozinhar o diario e lava : na ra do Se-
ve ou Ilha dos Ratos, alraz da ra da Aurera,
casa terrea n. 1.
9*99&mmmm ts* ae *
Em casa de MiUsLatham & C. na ra @
fjp da Cadeia do Recife n.52, vende-se : Efe
Vinho do Porto. 2
Dito Xerez engarrafado de muito supe- S%
rior quahdade. c*
Oleo de lio haca. *
Alvaiade. Z
Secante. 2
Azarco.
Encarnado veneriano em p. r*
* ees*
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets iaglezes de gor-
guro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
drees a lJoOO. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duracao tornam-se mui proprjos
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 28500, 3* e
4*, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca.'
Aviso
aos senhores padeiros.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorli-
mento de roupa; feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna oflicin de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farades com superiores preparos
e muito bem feitas, tambero l rala-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinas que de
l vieram ; alero disso faz-se mais casaquinhas
para montaria, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prala, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conbecidas at neje, assim como tem mnito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiancando
qoe por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o syslema d'oode
veio o mestre, pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ruada Senzala Nova n.42:
Vende-se em casada S. P. Jonhston A
sellinse silhes nglezes, candeeiros e casticae*
broazeados, lonas nglezes, fio de vela, chicot
para carros, e montana, arreios para carro d
um dous cvalos relogios de ouro
ingles.
pa lenta
Bolackinha iogleza
armazem pro-
Na ra de Apollo n. 34 exisle para vender-se
um resto de gigos grandes de madeira, vindo do I mado n.
l orto pelo ultimo navio, obra muito bem feita e
proprios para substituir os panacs, aos quas
levara grande vaniagem em duracao, reconheci-
da por todos que deltas tem usado.
a 35OOO a barrica ; vende-se no
gresso, no largo da Penha n. 8
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baralis-
do prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
loja da boa f.
i
Armazem de fazenda
DA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Lenoes.
Lences de panno da linho fino a lgOOO.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato prego de 5*.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baralissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 re, o corado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato proco de 220 rs. e
covado.
Esteira da India,
sata4e\ama*lllM)8del*^g0, pr0prU P"' forr"
Cortes de collete.
Cortea de velludo preto bordados a 6*.
Mantas de Monde.
Mantas de blonda pretos de todee as qualidades
Cambraia branca.
Peces de cambraia Vanee, fina a 2*600, 3*000 e
JfOW,
Toalhas.
Toallas da (slio a 00 n. cada urna.
nhe
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os q.oaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3j, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1*600 e 2. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoea; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o nopal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida e
um porta-servi jor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-Ucores ; servido de
porcelana para janta'r ; um relogio de
marmore negro; representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'finclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isso desfaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perfeicao
a apurado gosto.
Manteiga ingleza
em barra de vinte e tantas libras: no armazem
de Tasso Irmios.
VNDESE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Matas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicles.
Ra do Trapiche n. 42.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baralissimo preco de
5S. ditos de merino liso muito finos a 4, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 9500
o corte, cambraias brancas de 10$ a peca, com
pequeo toque de mofo a 3j>; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo n. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
ai awfl isasi asam*
BK -
;E' barato que
admira.
NA LOJA DO
Ra do Crespo numero 8.
Baloes de 30 arcos de madapolao e de
crochet a 4)500.
Collarinhos de linho muito finos a duzia
5 e 6.
Saias bordadas de 3 pannos a 2# e 2*500.
Ditas de 4 pannos a 3;> e 3j)500.
Gollinhas bordadas muito finas al#.
Pecas de babadinhos muilo finas com 3
el[2 varas a 118600 e S$.
Entremeios (a lira) a 160 rs.
Sedas de quadros o covado a lj>606.
Manguitos de cambraia bordada a 1)500.
Manguitos e urna gola bordada por 5#
thalys alisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas muito finas a 40 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 1&> e25g
Ditos de palha finissimos a 28g.
Chales de touquim branco bordado a 20g.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12*.
Cortes de vestidos de seda muito ricos |B
por precos muito razoaveis. 2
Luvas de pellica a 2$500.
ii mmmm mmmmmeJt
Jchegoo o prompto
* alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway 4C, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
gare,m as instruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a 1J000.
Palitos do gaz.
O deposito dos palitos do gaz contina a estar
suppndo e vendem-se em porcoes e a retalho
por mdico pre^o : na Uaveaaa da Madre d
Dos, armazem ns. 9 e 16. de Ferreira & Marlfns.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a vara,
e 3J00 de eamb,i* g* com 8 Jl2 Tar" 2M0
INDICie L6W-M0W,
RntdaSeBEtiltlfmir4.
eta estobelecimento conlina a havar um
completo sortimento demoendas emeias moen-
para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido o cosdo, de todos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, um grande sor-
ment de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. #/
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas da
bnm e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fustao de corea a 4,
oI5 'ft>y*a a 45, ditoa de brim pardo a
39, auos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
coiietea de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho aa mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhos do linho
dauhima moda, todaa estaa fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manhla al as 9 da noile.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muilo finas de cores fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas mnito fia
naa a 640 rs. a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6000 a pee* com 8 1[2 varas ; di-
to uno superior a 8$0O0 a peca com 10 varasf;
dita fina com salpicos a 49800 a pesa com 8 1 \
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 re. a va-
ra ; e outras muitos fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
5#O00 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Arados americano!e machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnieses de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo preco de
5$ cada ama: na ra do Queimado o. 22, loto
da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
gkul ao escrever-se, e preto quando aecca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Chapeos
de sol de seda a 4^500.
Acabada chegar urna grande quantidade de
chapeos de sol de seda superior que se vende
pelo diminuto preco de 49500, ditos muito gran-
des com cabos de canna a 6$50O, ditos inglezes
superioses tanto em seda como em armaco pelo
diminuto preco de 89, assim como grande sorti-
mento de sobreludo de panno pello de pelucia
de differentes modelos, uniformes de casemira
de cor a 24$, grande quantidade de caigas de ca-
semira preta a 69 e de cor a 69500, paletots sac-
eos de casemira preta a 89. chapeos de castor
branco a 5g, ditos de seda preta superior a 79,
assim como grande quantidade de camisas de es-
o o d,!?r808 modelos de collarinhos a 269.
o e Oj>, ditas com peitos de linho pregas lar-
K88 e pregas atravessadas pelo diminuto preco
de 36 e de 38g a duzia : no novo armazem de
Bastos & Reg, na ra Nova junto a Conceicao
dos Militares n. 47.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeaux
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fine, asalto
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 ra.; di toa de setiueta escaro, a 39&00,
muito barato, aaroveitem : na roe do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
mmmmmm m*tmt*i
em
ra da
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seos freguezes desto praca e os de fra, qoe tem
exposto venda sabao de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
4 C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella
castanha, preto e outras qualidades per menor
prego que de outras fabricas. No meamo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistara algunas, como as de
composico.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
89000 o canto, no armazem de Franci
Azeredo, a ra da Madre 4t Deue a. 12.
Cambraias miudinbas, corado, a 240 rs.
em barris e em caixas : vende-se
casa de J. Praeger & C, na ra
Cruz n. 11.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muito bem
feitos a 109, ditos de dita de cor muito superior a
99, estao-se acabando: na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
_ftMante>ga iogleza flor a 19 a libra, franceza a
700 rs., cha preto a I940O, passas novas a 560.
concervas francezas e portuguezas a 700 rs. o
i frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
i presuntos novos a 480, banha de porco refinada'
I a 480 a libra, latas com peize de posta de diver-
sas qualidades a 1>400, charutos suspiros a 4 a
caiza, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
flS. ""fe'10, superiores marcas, del9a
1S500, rap Gasse da Baha a lf o bote, cognac a
9S a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5S500a duzia. cha hyssou a 29500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporclo.
Vende-se a taberna sita na tra-
fessa do Queimado n. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
fundos, a dinheiro ou a prazo : a tratar
na mesma ou na ra da Senzala Velba
numero 48.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das rendas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocaces, enchagos, tumores, erysi-
pellaequasi todas as molestias dapelle : acha-se
venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......2J000
de meio dito.... 19000
> de 1/4 de dito... 500
[ROUPA FEITA A1ISDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
M
Fazendas e obras feitas.!
HA
LOJA
E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Hua do Queimado
* 4ft, frente amarella.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
aJ*"0 e de cores maio fino a SSa.S
.A2 -% P"letts dos meemos pannos
20S, 22S e U$, ditos saceos pretos dos
meemos pannos a 149.169 e 18fi, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30S e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159,16J
e 18$, ditos saceos das roesmas casemi-
rasalOft, 12 e 14g, caigas pretaa de
casemira fina para homem a 89, 99, 10|
i*t ditas de casemira decores a 75,89,
9 e 109, ditaa de brim brancos muilo
o a S e 6'> dita8 d* di'* de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4J e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fustao a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7#, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
gas pretas de merino a 4$500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 625,75 e 8$, mnito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 48. colletes de vel-
Sludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
*79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 51 e 59500,
8 calcas de casemira pretas e decores a 6,
** 6$500 e 79, camisas para menino a 209
! a duzia, camisas ioglezas pregas largas
** muito superior a;329 a duzia para acabar.
Assim come temos urna officina de al -
faiate ondemandamoa executar todas as
obras com brevidade.
XlfilMIMKdKMS CW9i9MS9i5fiW3R
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ra da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam lodos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas mar
chinas.
umzmm&&mi ees emmmmsm
Para homem. I
[Pechincha sem igual.]
Paletots saceos de casemira mesclado,
de cor e preto a 12$.
Novos e bonitos
enfeites-de velludo
n JJ" d,-?oi* branc* ,e*b" de eceber pelo nl-
lut!a|SLI> u CS* .,e(Iaen quantidade de
enfeites de velludo os maia modernos e bonitos
que aqu tem vindo, e de sea costume est ven-
dendo mui barasos al09c.da um ; por isso dt
QueimldT/fi^101* 4'"suU brca, do
yueimaao n. 16, antes que se ac bem
Acaba deP* *
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS k RE60
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu coslume.assiro como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
Ib 9R*\frU,0S StL09 u!li.mos fi&utins
o, 289, 309 e a 35, paletots dos mesmos
panno preto a 16f, 18$. 209 e a 24
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padroes a 149. I69, I89.209 e 24,
dilos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109.129 e a 149. dilos prelos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 12$, ditos
ee sarja de seda a sobrecaeacados a 12
ditos de merino de cordo a 12$, ditos
de merm chinez de apurado gosto a 15
di os de alpaca preta a 79. 89, 99 e a 10,
ditos saceos pretos a 49, dilos de palha de
seda fazenda muilo superior a 49500, di-
los de brim pardo e de fuslo a 3500 i&
e a 49500, ditos de fustao branco a 4
grande Quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89. 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
Cnasa2$500 39. 3500 e a 4$. dilasde
brim brancos finas a 49500, 5$. 5S00 e a
69, ditas de bnm lona a 59 e a 6$. colletes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6S
ditos de casemira de cor e prelos a 4X500
!sm* L1Sd2.Io,Uo braDC0 e de brim
a 89 e a 39500, ditos de brim lona a 4
dilos de merino para luto a 49 e a 49500
caigas de merino para luto a 4$500 e a 5$'
capas de borracha a 99. paia meninos
oe todos os tamanbos : caigas de casemira
prefa e de cor a 5$. 69 e a 79, ditas ditas
de bnm a 2$. 39 e a 39500. paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a Sa
sobreessacos de panno preto a 129 e a*
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 anuos com cinco
babados lisos a 89 e a 12$. ditos de goreu -
ta*.sm a-?6 Ua a 5 a ditos de
bnm a 89, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
lazendas e roupas feitas que deixam de
ser meucionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos un completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dingida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
r
v,
Batatas.
Vendem-se batatas ltimamente
25OO : na ruada aladre de Dos n.
chesadas
20.
Dilos sobrecasacos gila da mesma fa-
zeoda e de velludo a 209.
Ditos de brim de lioho branco a 49.
Chapeo preto muito fino a 8$.
Corles de casemira superior a 4500.
Brim de linho
covado 640 rs.
Irangado liso e de cor
Farfulla de Santa Cotha-
rina,
Uvramentono
Grvalas de seda e gorguro a 500 e 1$.
Camisas brancas e de cores muilo ti-
nas a 29.
Para seohora.
Recebeu-se leques, pulceiras de sanda-
lo novo modelo para 29 e 5$.
Recebeu-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolao
para senhora_aJ9 e^ menina a 3*.
Chitas francezas claras e escuras cor fl-
xa, padres modernos covado 280 rs.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digo.
ai
atracado ao trapicheBaro do
largo da Assembla n. 15.
Vende-se urna carroga com pipa qasi no-
va e propria para vender agaa : a tratar na ra
Imperial, pnmeira casa depois da fundigo.
Jogo de damas e gamo.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura, e
ILTrr H6 COr,eS e?,aniPdos em grosso vidro,
obra delicada, pelos baratissimos pegos de 3 4
SJLSE? Cfmo ou'ras caiihas maiores com
m. ''5 u ""I"6'88- ,end ero cima o jogo de
!&
Mais que Pechiochaf!
lharim e macarro a 40
ndo, na Lingoela n. 5.
Carroca.
Aletria. talharim e macarro a 400 rs libra -
vende o Brando. na Lingoela n. 5.
Uvas.
Vende-se urna carroga de duas rodas, toteira-
meDlencvae muito bem construida, faz-se todo
o diX.M6."ttll, e,m C0Dla por ter 8d0 recebid^
loja de Machado & Santos.
n7.nNafi*Un da ^ha 33' ende-se queijo
suissoa640rs. a libra, manteiga iogleza a 800
I rs-,d!la fnceza. pnmeira sorte, a 720 rs., mar-
melada, IMas de duas libras, urna libra 19400 e
oOOrs.. saceos com milho a 5$000.
Vende-se a barcaga Aura Vapor, que tra-
balha ero viagensda barra Suape ; quem a qui-
zer dinja-se ao tenente-coronel Manuel Joaquim
do Reg Albuquerque.
-- Vende-se um bonito cavallo muito gordo e
voUr,,D0V5Ue b0KID a,Ddador : na rua das Aguas-
verdesn. 23, sobrado.
Chegaram as bellas uvas da ilha deltamarac,
ao deposito da rua das Cruzes n. 21.
Atten Na rua da Imperatriz, loja n. 20. vende-se
ganga adamascada mais larga que chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros mis-
teres, pelo diminuto prego de 240 rs. o covado
neste mesmo estabelecimento ainda tem algn
cobertores.de la oscuros al9300.
Para ratos.
Nos armazens de Ferreira afartins, travesea
da Madre de Dos ns. 9 e 16, vende-se por m-
dico prego a verdadeira e nica preparago para
matar ratos e baratas, em potes de barro vidrado,
chegada recentemente de Londres.
Escrayos fgidos.
:
^ViDhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintbo.
Boeelias.
Malvasia, em caixas de ama duzia de girr
na rua do Vigario n. 19, primairo andar.
! Pechincha i
chapeos a Garibaldi.
Ricos chapeos de palha enfeitados da
ultima moda pelo baratissimo prego de
10$: na roa da Cadeia do Recife n 24.
O novo mez de Mara.
Est venda na livraria de buimares & Oli-
veira, rua do Imperador n. 54, ama nova edicio
Oestes excellentes livriohos, muito mais augmen-
tado qoe todos os que at agora se tem publicado.
Vende-se urna casa terrea eom orlas salas,
dous quartoa, cozinha fora, quintal e cacimba, na
girraias :. rua do Padre Florenciano n. 14 : a tratar na rua
do Queimado o; 24, primeiro andar.
Fugio no dia 2 de setembro do
anno p. passado, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos aDellados, conduzio urna ma-
ca de ovellia em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do lpu-
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
t5es de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehensSo do dito
escravo a entregar a seu senhor JoSo Jo'
se de Catvalho Moraes Filho, na rua do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de margo do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, cheio do corpo,
pes grandes, com algumas ccatrzes no
rosto, e muito palvriidor : roga-se a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a'aprehencSo do dito escra-
voa entregar a leu senhor na rua do
Queimado n. 13, quesera' bem recom-
pensado,
/
-/


III
-,
mm o+***M*r>iM. a oimrrrfBiVrM muf m mi.
-J I .1 n
raUifg.
Dws coilas para criticas.
PRIBEIBO.
AVE I OURO.
[ Couei uso
Como o principe seguid todos os cooselhos da
raposa, que era sua amiga, ludo sahio a medida
do seu desojo.
la-elle rnuilsatisfeito com os ieus Ihesouros,
no cmohod*casa psleraa, e eis que mais orna
vei lhe sabe a raposa ao encentro e assim fal-
lo u :
Principe, peco-te una prova da tua grali-
dao. E' oiistt que me auxilies, como eu te au-
xiliciiS
Sallsfarei gosloso o dever de ser grato. Or-
dona-me o que hei de pralicar em teu beneflcio.
Camiohemos juntos algum lempo, e, quan-
do chegarmos ao mallo, tira-me a vida, corla -
- me a caberla e as pata?.
Nao comprelieodo esse modo de te prorar a
minha gratidio, observou o principe e nao
posso em minha consciencia pralicar o que pe-
des.
A raposa replicou :
Como alo queres fazer o que le pego, vou
deixar-te ; mas, antes de nos separarmos, anda
le darei ura bom conselho : nao compres carne
de entercado, nem lo ssenles beira dos ros*
E ditas estas palavras, desappareceu na espes-
sura- do mallo.
O principe comecou a meditar.
E' bem celebre esto animal que assim me
deixa e diz extravagancias que fazem pasmar.
Nocomprehendo como baja quem tenha a ma-
na de comprar carne de entercado. Acerca do
seu segundo conselho, pens que nunca me lem-
bmu assenlar-rae beira dos rio*.
Feilas estasobservages, o principe foi seguid-
do seu caminho, sem mais pensar nos conselhos
da raposa. Quando elle e a,princeza chegaram i
aldeia onle seus irmos lidham ficado a folgar
na testa da mysteriosa pousala, ourio muitoala-
rido e vio em toda a aldeia grande borborinbo de
povo. Ao perguntar pela causa de todo aqueilc
alvorogo, disseram-lhe que eram dous homeus
que iam a enfurcar.
Quando o prestito fstal suslou i multido, o
principe reconheceu us sentenciados, que o seu
pessimo proceder levava ao pslitulo, a seus dous
irmos! Pergunlou logo se anda haveria algum
meio de lhes restituir a liberdade.
Respooderam-lhe que havia uro meio, que era
remi los a diuheiro, mas que duvidavam elle
quizesse desembolsar o seu dinheiro por causa de
dous homens de lo mo carcter. Como o prin-
cipe era bom irmo, apesar d'estas observarles,
pagou por olles a sorama que as autoridades da
aldeia exigiram, e os tres irmos com a princeza
continuaran) o caminho par-a o palacio paterno.
Quando chegaram malta onde todos tres ti-
nham encontrado a raposa, como a olhagem das
arvores refrigerara o ar, que fora da sombra pa-
reca escaldar, os dous irmos mais velhoa disse-
ram ambos quasi ao mesmo lempo :
Descaocemos beira d'este rio para comer-
mos alguma cousa.
O mais mogo nio fez objecgo lembranga e
descuidadamente se assentou com elles beira
do rio. Os dous irmos arremessaram-n'o cor-
rerte e logo se apoderaram da princeza, do ca-
vallo de ouro e da ave de onro, e com estes Ihe-
souros foram correndo para o palacio do re seu
pal. Assim que chegaram corte fallaram n'estes
termos ao monarcha :
Trazemos nao smenle a ave de ouro, mas
tarubem o cavallo de ouro e a (ormosa princeza
do palacio de ouro.
O pai ficou muito contente, us a sua alegra
foi esmorecendo ao ver que o cavallo nao quera
comer, que a ave nao cantava e que a princeza
nao cessava de chorar de noite e de da.
Entretanto, o mais mogo dos irmos nao tinha
morrido, e, como o rio era pouco fundo, ficou en-
terrado no lodo, mas sem poder saliir, como de-
sejava, da perigosa situarlo em que o deixaram.
A raposa Bao o abandooou em lo difftcil tran-
se, e saltando agua, nao deixou desde logo de o
reprehender por ler novamente fogido dos con-
selhos da amisade. Disse-lhe depois quo se agar-
rarse a cauda, sobre aqualtautas vezes tinha via-
jado ecom as palas foi o corajoso animal subin-
to de pedra em pedra pelo barranco que vioha
ter margem do rio, at que Irouxe para Ierra a
salvamento o desventurado prncipe, que era in-
feliz mais por culpa prepria do que por causas ex-
tranhas sua vontade.
Nao cuides que ja ests livre de perigo
observou a raposa.Teus irmos expediram es-
pfas para o mallo com ordem de te malar, se fos-
ses encontrado.
O principe, a conselho da raposa, trocou o fac-
i pelo de um mendigo, que estava assentado na
estrada, e, auxiliado por este disfarce, chegou
sem perigo at ao palacio do re seu pai.
N'aquelles trajes de pobre pedinte, nao houve
quera o reconhecesse ; mas, assim que entrou em
palacio, comegou a ave a cantar, a princeza tro-
cou as lagrimas pelo sorriso e o cavallo comegou
a comer.
O re,* sorprehendido de contentamente nao
pode conler esta exclamarlo :
O que significa tao sbita mudanca .'
A princeza respondeu:
Nao sei, em verdade, explicar o que se est
passando ; mas sei que estava triste e que ao pre-
sente estou alegre ; sinto-me lo contente como
se o principe meu desposado estivesse n'esle pa-
lacio.
Em seguida conlou pela primeira vez ao rei o
acontecido, nao obstante as ameagas que lhe ti-
nham feito os irmos do principe de a matar, se
ella revelasse o segredo.
O rei den logo ordem para que viessem imme-
diatamente a sua presenca todas as pessoas que
eslivessem em palacio, e, por consequencia tam-
ben) compareceu o filho mais mogo desfigurado
com os andrajos de mendigo.
A princeza logo o reconheceu e o abracou.
Os dous irmos, indignos de to affecluoso no-
me, foram presos e conderaoados morte, e o
principe mais novo, que linham querido matar,
esposou a princeza e foi nomeado pelo rei seu
pai herdeiro da coroa.
Quem ouve este conlo perguuta, e com razo,
pelo que foi feilo da raposa.
Satisfaremos agora to fundamentada curiosi-
dade.
Muito lempo depois do casamento, foi o prin-
cipe caga e no matto encontrou a raposa, que
assim lhe falln :
Vives feliz, ao passo que anda nao cessou
o meu infortunio, e s de li depende que elle
acabe.
Novamente pedio que a matasse e corlasse a
FOLHETIM
caneca e as palas. O principe cedeu. por flm, s
sapplicas da raposa, e quando tinha cortado as
patas ao animal e senta o corago coofrangido
peta dor e pelo remoroso, vio que a raposa se
transformava m um mancebo esbelto, que assim
foi libertado do encanto em que anda va preso ha-
va muito tempo.
A felicidade do principe e da princeza foi, or
tanto, completa, desde este momento al que
1 ambos morreram-
seoukdo;
OS DOZE IRMOS.
Era urna vez um rei e urna rainha, que viviam
felizese contedles.
Tinham doze fllhos e nenhuma filba.
Um dia, disse o rei a rainha :
Se o dcimo terceiro fllhd, que me promet-
tes, for urna menina, bao de morrer cadozo ra-
pares, para que seja maior a heranca da irm, e
que lodo o reino lhe posea pertencer.
Firme n'esle proposito, mandou fazer doze cai-
xoes, que se encheram de aparas, mandando por
dentro de cada um sua almofada, Depois ordenou
que fossem guardados em urna cmara, que fe-
chou, entregando a chave ninha e recommen-
dando-lho que nao dissesse a ninguem cousa al-
guma do que se linha passado.
Entretanto, a rainha, como boa mi que era,
eslava muito pesarosa, e o mais mogo dos lilhos,
chamado Beojamim, apercebendo-se da tristeza
om que ella viva, disse-lhe:
- Mal
triste ?
da minha alma, porque rszo est
Meu querido filho, a causa da minha tristeza
nao a devo dizer.
O filho, como nao deixou de s ver triste, con-
tinuou as perguntas, a ponto que a rainha se re-
sol veu a leva-lo cmara mysteriosa, onde ,lhe
mostrou os doze caixes que eslavam cheios de
aparas.
Meu querido filho, disse a misera rainha
tou pai mandou fazer aquellos caixes para os
leu* ooze irmos e para ti, porque, se Dos vos
der urna irma, eveis morrer e seris enterrados
dentro o'esses caixes.
Como ella chorava ao proferir estas palavras, o
filho acudi assim em seu conforto.
Nao chore, minha mi. Se acontecer o que
diz e que nos annuncia a morte, haremos de ter
meio para fugirmos da corte.
A rainha,
disse-lhe :
depois de pensar signos instantes,
Vai com teus onze irmos para a malta
mais prxima ; osjeja ura de vos sempre de viga
sobres arvore mais alta que encontraren), com a
vista alienta para a torre do castello. Se cu for
mi de mais um rapaz, ser arvorada na torre
urna bandeira branca, e, n'esse caso, podis todos
regressar ao palacio, se eu for mi de urna me-
nina, veris tremular na torre a bandeira verme-
lha. Cuidai, se assim acontecer, em fugir logo para
bem longe, afim de que Dos vos proteja. Quan-
to a roim, resarei por vos todas as noites: no in-
vern, para que vos nao falle iume que vos aqun-
te, e no vero, para que deparis com boa som-
bra que vos reguarde do calor.
Os Olhos abragaram todos a mi e partiram
para a malta, que ficava a certa distancia do pa-
lacio real. Cada um d'elle est6ve por sua vez so-
bre a arvore mais alta que descubrirn), a qual
foi um carvalho muito alto, que Qcava mesmo
fronteiro torre.
Eram j passados onze das neste escondrijo
quando, tendo cabido a vez a Benjamn para es-
tar sobre a arvore, elle percebeu que tremulava
urna bandeira na torre, a qual bem depressa re-
conheceu que era vermelha como o sangue, pro-
vando assim que elle e seus irmos se deveriam
considerar como condemuadosamorte.
Os outros irmos, assim que Benjamn lhe den
a triste nova, disseram em coro :
Como o nascimento de urna irma a nos-
si sentenga de morte, juremos que onde encon-
trarlos urna roulher moga bavemos de ma-
tarla.
E fugirain por entre a espessura da mala, al
que encontraran! urna cabana, quasi arruinada,
mas que pareca estar em abandono.
Escolheram-na para residir. Umdos irmos dis-
se para Benjamn :

Como s o mais moco e mais fraco de nos
todos, ficars na cabana cuidar do arranjo da
caga, emquanlo andarmos pelo monte procurar
na casa os meios de sustento.
Os irmos de Benjamn sahiam lodosos diasda
cabana, enassuas excurses pela malta cagavam
lebres, viados, pombos e outrss aves, o que ludo
era cozinhado por elle para depois servir de ali-
mento todos
Assim viveram dez
lhe parecesse muito.
Entretanto, a irma foi crescendo em annos e
e formosura, e, como pasmo de quantos viam,
linha na fronte urna estrella de ouro.
Um dia que ella estava beira do rio, vendo
as escravas a lavar a roupa, fixou a sua altengao
em doze camisas de homem que se eslavam la-
vando e assim fallou rainha sua me.
De quem sao aquellas camisas, que me pa-
recen) pequeas para pertencerem ao rei meu
pae ?
Um suspiro, viudo bem do intimo do corago
da boa me, foi a nica resposla que a princeza
obteve sua primeira perguota.
Instando a filha, respondeu afinal o rainha :
Essas camisas pertencem teus irmos, que
sao tantos como ellas.
Nunca ouvi fallar em que tinha irmos. Di-
ga-rae. minha me, onde param t que feilo
delles ?
Deus sabe onde param : andam errantes pelo
mundo.
Ao proferir estas palavras, tomou a mao da fi-
lha e foi-3 conduzindo para ao peda cmara mys-
teriosa, qa##fMMMMt fechada : abriu
a porta e disse, aponiendo para os doze cai-
xes :
Aquellos caixea eram destinadas para Una
E cpntou-lhe oque a este reapeitoae Hna pas-
tado.
A lha, commovida, disse a rainha :_
Nao chore, senhora mae, que eu partir!
etn procora de meus irmos:
Palavras Bao eram ditas e partiu na drecgftoda
malta que ficava fronlelra ao palacio real, levan-
do eomsigo as doze carnizas.
Caminhou todo o dia, e ao cahir da tarde che-
gou ao peda cabana, que servia ha tantos annos
de refugio seus irmos.
Entrando na cabana, encontrou um mancebo
que lhe pergunlou :
O'onde vindes e para onde ides?
O desconhecido o/aoifestou a sua admirago,
vendo urna donzella to formosa em trajes "reaes,
e o que mais o sorprendeu foi a estrella de ouro
que lhe viu na fronte.
Eram naturaes as perguntas, para saber com
quem fallava. e nio deixou de asfeter.
A resposta foi :
Sou filha de um rei, procuro meus doze ir-
mos. irei at onde chega o azul do cu, noho-
risonte que fr apparecendo diante do caminho,
para os descubrir.
camisas que pertencianr aos
era souho ou realidade
annos, sem que o tempo
0BATEDORDEESTRADA
Mostrou as doze
seas doze irmos.
Benjamn duvidava se
o que eslava vendo I
Benjamn, ao cabo de alguna instantes compre-
hendeu perfeilamente que essa donzella que esta-
va diante delle, como a encantada apparigo de
algum conlo de fadas, tra, em verdade, sua
irma.
Um brado lhe veio do corago aos labios e
disse :
Sou Benjamn, o mais novo de leas ir-
mos.
Ambos choraram de alegra, al que Benjamn
interrorppeu esta affectuosa scena :
Minha querida irma, devo prevenir-te que
juramos matar todas as donzellas que encontras-
semos, j que urna foi a causa de fugirmos do
lar domestico.
Morrerei contente, sea minha morte resti-
tuir meus irmos a fortuna que perderam.
Nao dores morrer. Eaconde-te nesta cuba,
porque estou eaperando meus... oossos irmos.
Cooto que os ievarei s concordaren] comigo no
santo empenho de te conservar a vida.
A princeza obedeceu ao conselho do irmo.
Era noite fechada, quando os onzo irmos vol-
taram da caga e acharara a mesa posta.
Ao principiar a eeia disse um ;
Q que ha de novo ?
Benjamn redarguiu.:'
Notrazeis nem se quer, urna novidade ?
Nao, respondern! os onze.
Benjamn lornou a fallar:
Andaram por fra todo o dia, e-eu sei mai
novidades do que vos sabis I
Venham ellas, bradaram todos ao mesmo
tempo.
Direi o que sei, respondeu Beniamin, mas
ha da ser com urna condigo-, e vera a ser, que
nao mataremos a primeira donzella que encon-
trarmos.
Todos fizeram a promessa exigida por Ben-
jamn, o qual, poodo-se em p, foltou nestes
termos :
Nossa irma est aqu.
Ditas estas palavras, empurrou a cuba, e a don-
zella appareceu com o trajes reaes e a estrella
de ouro na fronte a dar realce sua peregrina
formosura.
Foi geral o con ten tameolo em todos os irmos,
porque baslava v-la para a eslimar.
Desde aquello dia, a donzella ficou vivendo na
cabana, e, ero quanto os onze irmos iam i caga,
ajudava Benjamn nos arranjos da casa jpanha-
vs s lenha para cosiohar a comida e procurava
as plantas que deriam servir de legumes.
Era to cuidadosa, apezar de prineeze, que o
jantar estava sempre a horas sobre a mesa logo
que os irmos regressavam da caga.
Dava goslo ver o arranjo da cabana : as camas
rxuilo bem feilas com leoces muilo alvos, ludo
muito limpo, arrumado e i contento dos irmos,
que estimavam quem lo cuidadosa se mostrava
no arranjo e no trabalho.
Viviam todos como Deus com os aojos, al que
um dia, era que havia jantar de testa, aconteceu
que a irma, com intento de preparar urna sor-
preza aos irmos, se levantou de mesa. Foi di-
reita ao jardim, que Qcava ao p da cabana, e on-
de, entre outrs plantas, Qoriam lyrios lindos
como as cousal lindas.
Colbeu doze destas flores, mas logo que tinha
colhido a ultima des doze, eis que os irmos se
transformaram em doze corvos que voam sobre
as arvores da malta I
A casa e jardim desappareceram instantnea-
mente.
A pobre donzella ficou s naquelle mallo agres'
le, e, olbando para as arvores que a cercavam,
viu per lo de si urna velha, a qual lhe disse :
Que foi fazer, minha boa menina ? Devia
ter deixado em paz aquellas doze flores. Eram
ellas seus irmos, que, ao presente, estao para
sempre mudados em corvos.
A donzella chorando como urna enanca, per-
gunlou velha se nao baveria meio de quebrar
esse encantamento.
Ha um s meio de o acabar ; respondeu a
velha, mas to dillicil na execugo, que nao
lhe poder valer. Era mister que a minha boa
menina nao proferisse urna nica palavra, nao
sorrisse urna s vez durante sete annos ; roas
basta urna s palavra, ainda que apenas falte urna
hora para se completaren) os sete annos, e o sa-
crificio do tempo anterior ficar perdido, causando
estas palavras a morte de seus irmos.
lisia que o *!!, foi andando pela eosle,
e ao chegar ao timo comecou a fiar na roca, ten-.
do o mais constante cuidado em nao fallar, nem
orrir.
Um dia Tela tarto rei cagar ao mallo onde fi-
cava a montanha, e aconteceu que vindo acom-
panhado de um grande galgo, eslecorrau em di-
reitura ao rochetfo, curaegando a saltar e a latir
assim que l chegou, nao cessaodo de apontar
com a cabega para o cimo do moote onde eslava
a donzella. O rei, seguindo o galgo, deu com a
bella princera e logo qoe a viu lo formosa e
com a estrella de ouro na fronte ficou por tal
arte maravilhado, que perguolou se ella quera
ser sua esposa.
A princeza nao respondeu, mas fez com a ca-
bega urna leve inclioago de assonlimenlo.
rei desceu do rochedo, Irazendo-a pela mao,
e, offerecendo-lhe o cavallo em que ia, levou-a
para palacio.
O casamento foi logo celebrado com pompa e
alegra, apesar de que a desposada estara sem-
pre muda e triste.
Oj dous esposos linham j vivido felzes om
bom par de annos, quando a me do rei, que,
seja dito em abono da verdade, era mulher de
mi ndole, comecou a calumniara ora, dizendo
ao rei seu filho.
Esta mulher por forca urna miseravel men-
diga e Deus aabe que tramas impios efla prepara
contri ti. Se, em verdade, muda, como Incul-
ca, devia, ao menos, sorrir alguma vez. Filho,
attende-rae ; quem nao ri porque nio tem a
consciencia socegada.
O rei, a principio, nao dava oovidos a estas pr-
fidas iosinusges, mas lano d a agua na pedra,
que a desgasta. Foi o que aconteceu.
Acreditou o rei as suspeilss da rainha me e
condemnou sua mulher i morte.
No atrio do palacio acenderam urna fogueira
para a desgranada ser queimada viva 1
O rei estava a urna das janellss com as lagrimas-
nos olhos, porque nao poda d-eisar de amar sua
mulher.
J tinham atarlo a victima ao poste e as laba-
redas da fogueira iam'a tocar-lhe as roupas alvas
como a nev, quando, n'esse proprio momento,
se completramos sete annos da sua prirago.
Sbitamente virara todos que dlze corvos aba-
tiara o vo sobre o rugar do suppiitio- at pousa-
rem em redor da victima.
Ao totarem a fogueira, os doze eervesse trans-
formaram nos doze irmos, que assim tinham
acabado o encantamento em que andaram duran-
te sete annos.
Os doze mancebos, com pasmo geral de todos
quantos esvavam presentes-, apagaram a fogueira,
desligaram o corpo da irma e abragsrara-na af-
ectuosamente. Como j Vhe era permitlido fal-
lar, sem risco para a vida dos irmos a nossa
princeza conlou ao rei a causa da sua mudez,
que era a mesma porque nao-poda sorrir.
Desde esle dia, todos viveram felizese conten-
tes, menos a sogra que se eondemnou de raiva,
eomo mulher de m ndole que era, sujeila in-
veja e tentago da calumnia.
i i
[Commenio do Poro).
A (erra, que pareca, abyimada
cas funesta do
alguma alegria, (
tureza como que
vilhoso que a agaardava : o aeio
msequen-
rtcetrou
a oa-
o maca*
fraco devia se
tornar o sexo forte pelo amor, ella qua havia per-
dido a huma nidada devia sal va-la : imbtcillior
$txut fun forlior apparuit : to omnia refor-
mavit. E em altengao este grandioso prodi-
gio, que tinha de ser operado o correr dos lem-
pos, que a Igreja chama a colpa de Eva ama cul-
pa feliz fex culpa, qua taUm meruit habere
redeinplorem. :
V
mtBra mais to- '
itj); -m venho apre-
lu$ me outhorgou.
A princeza meditou por alguns instantes mu
seriamente no que ouvia e replicou velha :
Quero a lodo o transe salvar meus irmos.
Nesle firme proposito, partiu d'onde eslava e
comecou a procurar um rochedo que, fosse muito
alto.
Mafia sa*ti8sima e o>seu ciato.
Ave Marta, jraa plena.
I
As-obras mysteriosas-da divina providencia nao
fioam incompletas-; sempre que a palavra de
Deus se revela tatelligencia do homem um as-
sombroso cumprimento a acompanha na indeci-
fravel plenitude dostempos ; cumprimento mira-
cuJoso cuja poca a frgil razo do homem nao
pode deseobrir. nem determinar.. Elevados mys-
terios da sabedorio- infinita I Sois-vos que, le-
vando a triste humanidade pelo duloissimo cami-
nho da esperanga, lhe mitgaos as- penas do seu
silicio e dolorido corago. O que seria o genero
humano sem o balsamo salutfero da esperanga
no futuro ? A esperanga a vida-da hamanida-
de> o seu alimento moral; se nao fra ella
marchando cegamente e sem futuro a bnmanida-
de seria.... o que ? falta-nos a eipresso adap-
tada; nao ; sejamos francos.confessemos que igno-
ramos inleiramente o que seria a humanidade te
a esperanga nao acclarasse a inteligencia e nao
lhe preparasse o corago : a esperanga pois
urna condigo da existencia humana.
Sao as prophecias que, rasgando o denso veo
do futuro, descobrem-lhe magnficos horisontes-,
que offuicam a sua vista ; e 6 com a vista oes-
tes horisontes que a humanidade caminha mar'
che~marche para a aciuisicao do seu fin, para o
cumprimento do seu destino.
#
K o que sao as prophecias seno as alampadas
da providencia Iluminando as trovas da huma-
nidade ? senao os candieiros do allissimo escla-
rceme a noite dos lempos ? Grandes segredos
de Deus 1
O peccado de Era havia trazido ao mundo a
confuso e a desorden). A nalurez humana
havia se alterado e enfraquecido ; tal fra a sua
grandeza ; i innocencia que imperava sobre a
Ierra recuou espavorida e foi resguardar-se as
regies celestes, e o vicio e o crime algaro o
hediondo tullo, e dominaro a trra : entretanto
um grande fado se cumpria. Ueus nao havia
respondido este acto de rebelda do Homem se-
no com um acto de misericordia ; um s olhar
seu bastara paria levar o homem ao abysmo da
morte ; porem elle nao quer, e planta no corago
de Ado a esperanga, dizendo que rtgu-em em
sua geracao esmagaria a cabega do dragao que o
engaara : el tu conteres calcanemm ejus. E
ah priocipiou o mysterio que dereria ser reali-
sado no calvario ao p da cruz.
Era Mara, que linha.de figurar como arca de
allianca entre Dos e os peceadores, que enehia
as vistas da providencia, quando a voz do Eterno
soou magestoia ; era Mara, quem tinha de sob-
jugar e esmngar debiixo de seu calcanhar a or-
gulhesa serpe que trabira a frgil companheira
do infeliz pai do genero humano. Assim a es-
peranga em Mara .tio antiga como o mundo,
contempornea dos seus dous primeiroi habitado-
res. E d'ahi ramificando-se pelas diversas gera-
ces, esta consoladora esperanga encheu o uni-
verso.
Com effeito, diz o abbade Orsitri (1) per-
corra-se as diversas regies do globo ; investi-
gue do norte ao sur, do poeote ao nascente, os
anoaes religiosos do povos, acbar-se-ha a vir-
gem promettida e seu divino parte no fundo de
toda* as theogonias.
Seria mui pesada trela se quizessemos acom-
panhar esta tradigo em sea excursm pelo uni-
verso, porem nao seria impossivel; porque nada
mais verdadeiro do que isto ; folheandv a histo-
ria ella nos apresentaria o Thibet, o Japo a
China, o Egypto, a Phenicia, Persia o Paraguay
para comprovarem o nosso dito1; e veramos nes-
tes povos a idea de urna virgem aempre existen-
te e entrelagada com as anas iradicges; vera-
mos- mesmo neatas tradieges descripta a vida do
Divino Filho de Mara, a veramos caracterisada
em todos os seus pontos. Supremos mysterios
do Altissimo Nao bastara que o povo chris-
to (2) livesse id da sua incaroaco no porissimo veolre de urna
virgem, e quo esta virgem immaculada era Ma-
ri ;.era preciso ainda qe esta crenca se achasse
ramificada por todos- os povos da terr.i; que to-
dos-tivessem idea desta maravilha que1 tinha de
encher o universo som a sua gloria immarcessi-
veH era preciso que a-Rosa Myslica derramasse
seu odor por todo o universo. Mas nos- abstra-
eremos d'isto, paremos de parte esta nolarel
particularidade ; e remettendo para a historia o
leitor ourioso, que qnizer descobrir as bellas har-
monas da providencia iremos- tomar a virgem
em seu berco.
II
Aquella que fra predestinadr pela sabedoria
Increada para ser a corredemptora da humauida.
de decahida, por quem o genero-humano deveria
rehabilitar-se ; aquella que, aegundo a phrase
de S. Bernardo, a estrella brilhante que luz no
mar vasto e borrascoso do mundo ; Maria, aca-
ba de apparecer, qual lyrio cheiroso bafejado pe-
las brisas da manba,.vindo a ser assim a recom-
pensa de vnte annos de esterilidade que ator-
menlou sua mi e de urna vida- penitenciaria,
que passaro seus pas.
O seu nome o seu maior elogio ; Mara--o
norae por etcellencia a estrella, que guiando o
barco da humanidade condu-lo ao porto seguro
da salvago eterna; o nome de Maria, eomo
diz Santo Antonio de Padus, mais doce aos la-
bios do que um favo de mel, mais lisongeiro
ao-euvido do que o.canto mais suave, mais de-
licioso ao corago do que a alegra mais pura.
O- nome de Maria precioso ata em sua mesma
eomposigo. (3),
D'entre todas as mulheres, Maria aquella,
sobre quom a morte nao leve poder, sobre quem
o drago nao- pode imperar, porque ella vinlia
ao mundo mosmo para subjugar a morte,. a sua
misso era vencer o demonio.: a lodo o descen-
dente de Ado, diz Collada, no momento>em que
vem ao mundo tocado ao lado por Satanaz;
preciso, porem, exsepluar Jess-e sua Mi ; por-
que Deus interpoz entre elles o Satsnaz um vu
que os preservou do seu toqus fatal.
Na edade de tres annos, Mria foi levada ao
templo para ser apresentada e consagrada ao
servigo do Senhor; ceremonia esta que nao foi
celebrada como as demais apresentages ordina-
rias, a pobreza dos paos nao dimuuiu a mag-
nificencia do acto ; e o que se passava no espi-
rito da Virgem s Deus lestemunbou. Ahi Santa
S1
ron
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
(Continuacao.)
Na verdade, Joaquim, o que acabaes de d-
zer-me, provoca-me um deaejo louco de vollar
atraz 1 Sou doodo pelas eroprezas que julgam im-
possivei?, e o mysterio exerce sobre meu espiri-
to um altraclivo irresistivel.
Voltae, senhor, nao seris o primeiro que
eu tenha visto correr para sua perdigo com o co-
rago cheio de alegra 1
Apezsr do tom de gracejo que ha pouco tinha
dado couversa o joven D. Heorique, om hbil
physionomists teria fcilmente conhecido, pelo
modo affeciado de fallar, e-quasi nenhuma nuu-
danga da physionomia, que este enlretenimento
tinha vistas bem diversas, que elle nio desejara
dar entender. O Batedor de Estrada, oceupado
era desencilhar o teu Gaviln, nao cuidara em
observar seu interlocutor.
Est prompto, disse Joaquim, fallando ao seu
cavallo, j desembargado xlo arreio ; vamos, boa
ventura, amigo, faze por achtr capim bem fres-
(*) Vide Diario n^OO.
co, livra-te das cobras de coral, e nao leesque-
gas que dentro em tres horas devenios estar de
viagem.
Gaviln se poz rnchar alegremente ; e de-
pois de haver sacodido as crinas com altivez e ca-
vado a trra por diversas vezes, langou-se & mat-
ta com um salto prodigioso.
Nao receiaes que o cavallo nao volle mais?
pergunlou D. Heorique admirado.
Gaviln deixar de voltar? repeliu Joaquim
Dick espantado, e exlranhando semelhante per-
gunta; e porque nao tornara elle mais, senhor?
J nao o preveni que dentro em tres horas, de-
veriamos estar caminho? Oh I tranquilliaae-
vos. Gaviln a exactido em pessoa ; em toda
a sua vida elle nunca se demorou dez minutos
hora aprazada 1 Maso tempo corre e vsesque-
ceis que precisaes de repouso Temos boje de fa-
zer urna longa travessia, e algumas horas de des-
cango nao sao para desprezar. At logo, se-
nhor.
O Batedor de Estrada, sem esperar resposta de
D. Henrique, tinha posto a carabina em bando-
lein e dispuoha-sc partir: D. Henrique o re-
teve.
Onde ides assim, Joaquim ? pergunlou elle.
Procurar que jantar.
Nao cstaes cangado ?
Um Batedor de Estrada fatigado por ter pas-
seiado durante orna maoha em urna malta, me-
reca ser e seria infallirelmenle apupado pelos
meninos I
Pois bem 1 e porque razio me acooselhaes
que v dormir? Pensaes que eu vos sou inferior
em Torgas e em energa? perguntou D. Henrique
com urna certa altivez misturada de despeito.
Caramba 1 eu supponho que sim.1 Alm de
tpdo nao tendo o costme de considerar a nutri-
cio o o repouso como cousas inuteis ou de delei-
te!.... Aqicada um tem seas hbitos e manoi-
ra particular de Tiver!
D. Henrique considerou um instante a estruc-
tura delicada, quasi iraca do Batedor do Estrada,
e depois pintou-se em seu semblante um sorriso
de Iriumpho e satisfago, quando contemplou
seu proprio busto nervoso.
Ohl nao deixo de conhecer que a naturoza
foi mais generosa com vosco do que comigo, dis-
se Joaquim, quem nio escapou o sorriso de D.
Henrique ; soroente repito, tenho urna cousa que
vos falta, o habito das privages.
Vamos, Sr. Joaquim 1....
Que I queris me acompanhar? nem pen-
sis nisso !.... Como diabo bavois de fazer para
me seguir?.... Perder-vos-heis no caminho....
isto certo !.... Emfim nao posso impedir-vos
de commetter urna louenra, mas previno-voa que
por vossa causa eu nao mudare! minha maneira
de cacar I
Nao tenhaes cuida Jo'de miro, Joaquim.
D. Henrique e o Batedor* de Estrada, abando-
nando a aberta que tinham escollado para repou-
sar pequea tropa, entraram na parle mais es-
pessa e sombra da malta.
D. Henrique, ltenlo sos menores movimentos
do Mexicano, ia-lhc quasi nos calcanhares. Quan
lo Joaquim, parando de espago em espago, sem
duvida para ouvir algum ruido que fosse de al-
guma caga, pareca nio se lembrar quo D. Henri-
que ia com elle.
De repente o Baledor de Estrada desappareceu
por entre um portentoso mooto de enredigas. D.
Henrique apressou os pasaos; porm retido pe-
las mathas irregulares e elsticas d'essa indes-
maranhavel rede vegetal formada pela natureza
com mais arte do que a do mais hbil pescador,
perdeu alguns minutos; quando conseguiu desem-
baragar-se do obstculo que o retinhi, foi debal-
de que com a vista procurou Joaquim Dick. Sua
primeira idea foi de chamar o Baledor de Estra-
da ; porm refiectiu no caso e abstere-se : com
isso nio taris mais do que reconhecer a superio-
La vierge, t. I, pag. 2.
.2) O chrisiianismo to velbo como o mundo,
disse o profundo Lacordaire ; por esta razo
que nos chamamos christaos aquelles povos que
antes mesmo da ebegada de Jess Chrislo Ierra
acreditaro na sua viada e permanecero fiis, i
lei de Deus. Cremos^io estar em erro.
(3) Alguns aulbores lem notado, que era
quasi todas as lingoas, o nome da santa virgem,
Maria, se compe das mesmas lettras, e se- pro-
nuncia da mesma maneira, e, segundo ellos, ca-
da urna destas lettras significa um dos allributos,
urna das prerogatvas de Maria. A primeira lei-
tra, M, designa que. ella mi de Deu i a se-
gunda, A, que nossa advogada ; a terceira, R,
que nossa rainha ; a quarla. I, que a impla-
caoel inimigs das heresias ; a quinta. A, que
nossa auxiliar, auxilium chrislianorum. Guil-
lois, explicalion historique, dogmatique, morale.
liturgique. et canonique du Calchisme t. 4 pag.
573.
Anna, tnaltnil^if ffl,p frtilniMT, ifnTr-*'''" *
aosacerdol
cante |
$tntar-vot o preiel q*e ]
O sacerdote, *omo que Inspirado e arrebatado
fra dt artiana: para ti tua Iwc ; que Elle te faga prosperar em
toia at cou.ta$, e que te conceda paz! > E, com
effeilo. com este seto religioso, o mais agrtda-
vel Deus, ontrou para o mondo o manancial de
toda a sua felecidad, a fonte perenne de toda a
sua gloria : nova era luziu psra a humanidade.
A vida de Maria foi sempre um eonjoocto das
virtudes mais heroicas e do amor mais acrisolado
pela causa da humanidade ; ella excedia, segun-
do atiesta o abbade OrsinI em sua obra1 cita-
da, todas as raparigas de seu povo as bellas
obras to apreciada dos antigos. A vida que
ella passou no templo toi a mais deleilavet e
agradayel Deus; o peceado nunca penetrou
em seu espirito, nunca manchn o sea coragio;
elle sempre pfrmaneceu infecto do sftpro pest-
fero do mando; do bfejo hediondo do vicio t do
crime: Deus fazia ropresentar-se n'eila a copia
da Santidade, e da perfeigo elevada ao ultimo
ponto que podiam attingir na trra. A sua vida
no templo a prova do que avengamos*.
Urna sombra nuvem tinha, porm,- de obscu-
recer a bella perspectiva da vida da Vrrgem; era
preciso que tambera sobre ella, quebrando as
suas charas sffeigea terrestres, r morro derra-
masse a dr em sea sensivel corago: conviona
que esta primeira tristeza eclypsasse a su ale-
gra. Hara tinha, poico mais ou menor,- doza
annos. quando a cruel Parea veio laucar a an-
gustia em seu peito : ferido de urna motestiar
mortal, seu extremoso pae rende, na mais com-
pleta serenidade, a alma qnelle que lhe havia
dado a existencia : as rao de Jerusatam presen-
ciaran) ento o espectculo mais desolador e de
maior compungi, ellas choravam com os seus
habitadores a morte dv justo, daqnelle que at
enlo fra o seu maior orna-meato: ellas com-
partilbsvam dador que afliga o corago de Ma-
a. Entretanto, ainda urna outra dOr eslava re-
servada para o-coraco de Maria; era este o pre-
ludio das settasque mais tardo deviam (raspassar
o seu augusto eoracio. Mariar que havia perdi-
do seujpae, perde afinal sua- me. O golpe da
arda, porm, nao arrancou de seu- peito o fer-
voroso animo qua o alimentara, ella- penalisa,
mas nao vence o seu coragio,
Maria tica sem um arrimo na-trra, penjar-
se-ha que ella fica desamparada p mas ella ilea
com Deus : ella resigna-se sua condigo-, ella
vasa o-eslix amargo, dizendo Deus-: hovah, seja feiti a vossa vontade! na phrase
de Orsini. E n'esle extremo, em que qo-riquer
outra mulher procurara na trra um arrimo,
que a Virgem faz voto de castidad, de virgin-
dade perpetua; foi n'esle trause do dr qua
aquella que eslava predestinada para-rainha dos
njosv entendeu qne um dia paitado n0i taber-
nculo! do Deu t-ltrael valia- mais do qne
mil outros diat I
Incomprehensiveis- mysterios da- Providencia I
HI
O coragio de Maria acabava do-aar entregm
dr mais pungente, traspalado d sella mais do-
lorosa ; perdidos se"- paes, ella havia sido posta
debaizo da tutel.'a de-Zacaras, marido de Isabel,
o completaba os seus quioze annos, quando cui-
daran! emdar-lhe um esposo, nao obstante o-seu
j voto de virgiodade, porque este podia ser reho-
gado por um coosalho de familia. Esla resolu-
Ico ainda seosibilisou mais o corago de Maria,
que, adevinhando oEvangelho, reoonhecra quan.
lo preferivel o estado de virgindade ao es-
tado de matrimonio: muilo emhora o celibato
de urna herdeira- nica fosse olhado como um
signal de opprobrio, como a extineco do neme
de sen proprio pae ; Maria que se entregaba to-
da Deas nio quera se prender nos lagos ter-
restres-, ella deixou de acceder por, muito lempo
determinaco que se lhe annunciava, e sup-
plieou humildemente sua familia que lho con-
sentase passar urna vida innocente, occuita e li-
vre de todos os-lagos, excepto dos lagos do Se-
nhor, como- nos refere um eseriptor citado por
S. Gregorio de Nysse.
Entretanto, nao prevalecern as- raaes da
Virgem ; um esposo lhe foi escolhido., aquello
cuja varo- havia florescido em urna noite, aquello
que reuna em si todoa os- predicados dignos
de urna tao grande esposa, aquello qae nao pos-
suia nqueaas, que exercia o-humilde officio do
carpmleiro; Jos, emfim, foi predestinado para
esposo de Maria e pae adoptivo d futuro Mes-
slas.. O' maravilhas do Altissimo r Desprezando
as-riquezas da trra, ella destina o mais humil-
de dos homens para representar como pao de seu
divino filho Impenelraveis.planos da Providen-
cia !:
Maria j nao se oppe ao sou casamento, o co
a havia inspirado, daado-lhe i conhecer
. qua
aquello que ia ser seu esposo era penhor do
sua caslidade, e ella acaeila aquella que, pondo- -
lhe o annel no dedo, apenas diz: se queres *
ser minha espota, aceeita est penhor.
O casamento de Jos com Mara foi tanto
mais nobre, que qualquer .outro casamento, diz
o padre Ventura, (4), quanlo o espirito mais
nobre que o corpo, a grags que a natureza, a. ra-
zo que a eoncupiscencia; o logo do espirito San-
to que o amor carnal. Com effeito, casa-
mento de que fallamos todo espiritual: subli-
me e perfeito pela intacta virgindade do lago, el-
le o ainda mais pelo mysterio quo teve por
Um, como nos diz o autor citado.
Entretanto, este casamento to bello, e to fe-
liz foi ameagsdo de ruptura !
(ConTmor-e-/>a).
ridade do Mexicano, procurar sua proteegio, pr-
se quasi sob sua dependencia.
Bem I pensou D. Henrique, tenho um parti-
do mais simples seguir, e ficar aqui por es-
pago de urna hora, depois ir ter com minha gen-
te, e assim se persuadirs que volto da caga por
um outro caminho. *
Apenas viole minutos tinham-se passado de-
pois que D. Henrique tinha tomado esta resolu-
to, e j umanorrivel indiiposigo, que elle mes-
lo procurava dissimular-se, o fazia inclinar-se .
procurar o lugar onde tinha deixado os compa-
oheiros a descangarem. O mesmo silencio que
reinava om torno d'elle comegara incommodar
sua imaginago. Bem intenso qua era o calor
alhmospherico, e entretanto elle linha fri o co-
rago. ,
Depois de andar bem meia hora, elle admirou-
se de nao ter ainda chegado, certo estiva de nao
se haver engaado no esmioho.
Ento, murmurou elle com gesto de impa-
ciencia, provavel que nao calculasse bem a dis-
tancia, e enlo accelerou os passos.
Minutos a horas se passaram, e afinal leve D.
Henrique da coofessar que se linha desnorteado :
sonlia zumbidos ooa ouvidos, urna dr agudsi-
ma as fontes como se lhe apertasse um torno, e
por flm corris-lhe o suor em bagas.
Aquelles que nunca virara urna malla virgem
da America nao podem fazer ama idea menos ap-
proximativa do que isso: os poeus podem
phanlasear da maneira que quizerem, fagam as
pinturas por mais extravagantes que possam sor,
assim mesmo nem urna caricatura ao menos mal
arranjada podero apreaontar: por nossa parle
proclamamos alto e bom som, as mais bellas des
cripgoes que temos lido al hoje, fazem-oos lem-
brar apenas da matta de Fontainebleau ; e algu-
mas mesmo pouco adiantavam da raagestade sel-
vagem de um bosque de Bolonha mal tratado.
(4) Se sponsaHce de la trittainU vierge anee
sa\nt-Joseph.
mitlido exprimir-me, que se podo fazer de urna
matta virgem, a do ocano. A mesma immora-
lidade, a mesma falta de veredas! A fome,
a sede e o incendio Quanto aos tubares, que
sulcam com suas pretas barbatanas a superficie
do mar, sao ptimamente substituidos na matta
virgem pela modonha populago dos reptis, que
serpeiam atravez das carnadas esponjosas de um
solo elstico e facticio, nicamente composlo de
restos de todas ss especies. Comludo o ocano
aprsenla aos viajantes urna vantagem sobre as
maltas virgens, que elles com urna vista d'olhos
alcangam urna qztenso immensa e vuem o peri-
go de longe. Em urna matta virgem tem lugar o
contrario. A' vossos ns, sobre vossa cabega,
vosso lado, por toda a parle pode se achar um
inimigo. E' bem raro que o aventureiro tenha
tempo de se por em defensiva ; s vezes nem ao
menos pode ter a consolagio de se vingar. O
soldado intrpido que afrontasse a melralha ale-
gremente e nao lomease a bonita morte no cam-
po de batalha, arrancara os cabellos desesperado
e cahiria de joellios se se achasse, ao por do sol,
perdido em um dos vastos ocanos de verdura do
Mundo-Novo. D. Henrique, faga-se-lhe jusliga,
era dotado de urna coragem real, quasi inveoci-
vel: entretanto quando elle tez alto mais cansa-
do da imaginago, se se pode assim dizer, que
do corpo, nao pode deixar de reconhecer que li-
nha medo. '
Miseravel, que sou eu I dase elle humilla-
do por essa descoberla ; j nao o mesmo coro-
go que bate em meu peito?.. Nio serei mais o
que era d'antes ? Oh 1 como ficaridro contentes e
mofariam de rnim aquelles que tremura antes s
por um simples franzimenlo de minbas sobra o-
ceibas, se me viessem esta hora sujeito i lio
vergonhosas e pueril angustias I.... Puetis ?...-
Nao___ porque cahir de inanigio e nio ter torga
bastante para enchutar as aves de rapios, que vos
me. Se eu chamarse por Joaquim.... Nio, ik.o I
Nao quero que alguem seja lestemunha da mi-
nha fraqueza I Vamos, andemos mais um pou-
co I....
Durante muito lempo o joven avangon corajo-
samente para dianle ; certas arvores de termas
extravagantes que elle julgava reconhecer, um
galho quebrado, urna aberta vista de longe, sus-
lentaram-lhe a esperanga e as torgas.: infeliz-
mente todas estas decepges deram em resultado
esgotar mais depressa o resto de sna energa :
de novo elle parou.
O sol comega declinar: serei forjado
passar a noite aqui! Medonha perspectiva!
Depois de curta hesitago, D. Henrique poz
ambas as mios bocea em forma de busina, e
poz-se gritar por Grandjean; porm, o grito
abalado e absorvido pela aspessa vegelago per-
deu-se i poucos passos delle. Enlo, deixando
por um momento seu orgulho. o joven deu gran-
des gritos de afflicgo ; ninguem respondeu-lhe.
uh 1 disse elle depois depois de alguns ins-
tantes de reflexo, resta-me ama nica esperan-
ga I Como nao pensei mais cedo nisso? Onde
chega a voz ouve-sc um tire de espingarda,,,...
esta me far achar o caminho I
D. Henrique preparou a arma, e depois de ter
prestado o ouvido durante alguns instantes levou
a mo & esquerda, d'onde coslumava trazer o
polvero ho.
Maldigio exclamou elle emquanlo lhe as-
somava ao rosto urna lividez mortal; minha or-
gulhosa pressi em seguir Joaquim fez-me es-
quecer o sacco de munigo......eis-me -desar-
mado.
Esta desoladora descoberta ecabou de acabru-
nha-lo. Com os bracos perflenles, a cabeca cnida
sobre o peito, parcela elle a estatua do deses-
pero. (Conttnuar-se ha.]
A nico comparagio pratica, te assim i per* adovoram em vida, deve ser um supplicio sera no-
EBPN.- TYP. DI M. ?.Dft PARIA. -1861.


Full Text
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